Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:11833


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Full Text
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ANNO XLV. NUMERO 101.
FABA A CAPITAL E LTTCABES 01TOE lid SE FAGA PORTE.
f or tres mezes acKantado.................. &OOO
Por MtxbtoSHfen...............#....- 12*000
Por tan tumo Mem................... 24*000
Cada armero avulso J*.............. #J20
gUARTA FEIRA 5 DE MAIO DE 1869.

PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA.
Por tres mezes adiantados.
Por seis ditos dem. .
Por no>T ditos dem .
Por um auno.....
65730
13*500
20*250
27(5000
DIARIO DE PEMAMBUCO.
Propriedade de Manoel Figneira de Faria & Filhos.
H\0 AaSENTKS:
OsSrs. Gerardo Antonio Alves & Filhos, no Para; GonralvesA Pinto, no Mar.bliao; Joaquim Jos de Oliveira, no Cear; Antonio de Lemos Braga, noAracaty; JoSo Maria Julio Chaves, noAss; Antonio Marques da Silva, do Natal Antonio Joaoata
Gmmaraes Pancada, em Mamangnape; Antonio Alexandm,., de Lima, na Parahyba; Antonio Jos Gomes, na Villa da Peana; Belarmino dos Santos Bolcao, em Santo AnOo- Domingos Jos da Costa BrTca ^^
em Nazareth; Francio Tavares da Casta, em Alagdas; Dr-Jos Martins Alves, na Bahia; e Jos Bibeiro Gasparinho, no Rio de Janeiro.
PARTE OTHCIl.
<-ivrruo da provincia.
LfBPArHOS DA VICE-PRKS1ENCIA DOS DIA6 1 A 3 DE
MAIO IH 1860.
Auinuio Hodrigues Brssilmo Carvalhaes. O
supplicanti: reeelieu os documentos a que allude.
Cassiinrro dos Refaj Gomes e SiLya.D-se.
Fieldcn Brothers. =irijam-se a thesourarta pro-
vincial.
Joao Francisco de Souza.Coneeda-se nos ler-
m >s do estylo e do respetivo regulamento.
Alfties Jos Antonio Moreira Das. Coace-
da-se. -
Januaiio I.uiz da Costa.Informe o Sr. Dr. che-
fe de polica.
Joo Hyipolito de .Meira Lima.D-se nao ha-
vendo i nc< inconveniente.
Jos Cluispiauo da Silva.Prove osupptcante
|uc foi autorisado a fazer a despeza de que trata.
Laurenl no Marques de Jess.Temi o snppli-
caute sido julgado incapaz para o servieo das ar-
mas, nao precisa do praso que pede.
Manoel i^-oelho Pinheiro. Informe o Sr. ins-
pector da tliesouraria de fazeuda.
Tenente-coronel Paulino Velloso Frase.Infor-
me o Sr. I>r. juiz dos feitos da fazenda.
Therez* de Jess Pedrosa.Junte csse reque-
r ment aos papis atcriores relativamente aoque
jiedc a .-ii | piieante, informe o Sr. inspector do ar-
enal di1 niarinha.
Capilo Tiburoio HHario da Silva Tavares.In-
forme o 8r. coronel Francisco Joaquim Pereira
Lobo.
i:cpar(i ' secro.Secretoria da poncia de Pernambueo,
\ de maio de 1869.
N. 6">t.Illm. e Exm. Sr.Tenho a honra de
levar ao conhecimento de V. Exc. que, segundo
constadas partiopacoes recebidas hoje nest re-
partlro, forara recolhidos casa de detenco os
segrales individuos :
A' ordem do Dr. delegado desta cidadr, Fran-
ekeo ilas Chagas, para sor conservado em cus-
todia.
A' ordem do subdelegado de S. Jos, Silvestre
Lopes de Senna, por disturbios.
A' ordem do da Boa-vista, Fructuoso 1", Africa-
no livre, p.r briga, c Sebastiao Antonio Marinho,
l>r disturbio.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm. Si1, vice-
presidente da prorinria Dr. Manoel do Nascimen-
to Machado Portella. O chefe de polica, Fian
cite* il- Faria Lemos.
Iserro. Jajkretaria da pelicia de Pernambueo.
i re abril de' 1889.L-se no peridico Liberal
n. 53 de 31 marco findo, urna correspondencia es-
cripia Bessa villa em data de 29 do dito mez, na
qual sao denunciados os seguintes factos:
Que mu Sebastiao de tal. assassinou facadas'a
seu padras o, ambos moradores no engenho Jar-
dim,; que a pollcia. nao deu providencia alguma,
nao Tez una SU UHIgWIflS, para captor* Ao irt.
Dinoao, (cando assim impune um attentado tao
monstruoso;
Que um tal Jos Purgador, conhecido por Jos
Mangr.cira. segundo voz publica para se furtar
aos vesanias da polica, teniou suicidar-se dando
cora nina navalha um golpe no pescoco;
E, liiialinente, que Jos Ignacio da Fonseca, sem
ser autoridade policial, prendeu e amarrou com
corlas sobre urna cama a um pobre velho, que
ven lia fumo na fcira de Tivs-Ladeiras ; prenden,
amarrou e remetten Manoel Casme ao subdelega-
do, sen a--essoriado, pelo crirae de ter urna ven-
dinha jun o a casa de sua amasia ; e apesar de
nao ser o mesmo Manoel Cosme criminoso, e nao
servir para recruta, s foi posto em liberdade por
causa dos pedidos da mi do subdelegado em
exercicio.
Dando a Vmc. conhecimento desses facto?, teuho
por conveniente recommendar-lhe que, proceden-
do as convenientes averiguaeoes, sobre elle me
informe rom urgencia e detalhadamente declaran-
do quaes as providencias que foram tomadas a
ivspuito do; inesmos faclos, se foi instaurado pro-
i contra Sebastiao de tal, assassino de seu
padrastn, e qual o estado em que se acha o mesmo
processo.
Deus guarde a VmcO chefe de polica, /Van-
as Fuas Lemos.Sr. delegado de polica do
termo de Ijruarass.
Delegacia de polica de Iguarass, 16 deabril de
1869.illm. Sr.Com o oIBcio junto que me diri-
gi o subdelegado do 2o districto deste termo, a
jiiom ordunei me inforraasse acerca da materia do
otlcio-de V. S. datado de 2 corrente, relativamente
a publicado de nina cavilosa e calumaiosa corres-
pondencia inserta ni peridico Liberal n. 33 de 31
de marco fiado, presumo respouder dito officlo
poilendo aseverar a Y-. S.. pela syndicancia que
proced, ser verdade que informa aqutile subde-
legadu, em o supradito oflicio.
Deu* guardo a V. S. Illm. Sr. Dr. Francisco de
Farias Lemos dignissimo chefe de polica da pro-
vincia.O delegado supplente em exerccio Manoel
4e Carvalho Paes de Andrade Goueim.
do auno prximo passado travando-se de razies
com Cyprano Jos da Cruz, amaseadn desde lon-
gos tempos com a ma daipielle, levou seu frenesim
a ponto de da em Cyprano urna facada da qual
llie resultou a morco dentro em 21 horas de dolo-
rosos soffrimentos. Este acontec monto se deu em
torras do engenho Vinagre e nao Jardim. Imme-
diatamente o inspector de polica do lugar deu as
mais enrgicas providencias para alcancar a cap-
tura do delnqueme, o que porm nao pi'ide con
seguir.
0 subdelegado supplente entao em exercicio,
lente Basiliano Rodrigues Campello nao smenle
levou o occorrido ao conhecimento da delegacia,
como procedeu logo o auto do corpo de delicio, e
mstaurou-lhe o respectrvo processo, e mandn dar
vista ao promotor publico do termo.
Ao entrar eu em exercicio foram-me os autos
conclusos e pronuncie! ao dito Sebastiao como in-
curso as pepas do art. 193 do cdigo criminal-
cuia pronuncia foi sustentada pelo Dr. juiz munici-
pal do termo, o que tudo deve constar na secreta,
ria do- Illm. Sr. Dr. chefe de polica, vista das
participaedes que se tlzoram.
A polica local nao desenncou em prorurar des-
cobrir aquelle criminoso. Exped para dfferentes
lugares as mais urgentes recommendacoes, bem
como igual procedimento teve o meu an'ecessor o
tenente Campello, at que finalmente foi elle cap-
turado no termo de S. Lourenc/) da Mana cuja
delegacia remetti urna certido da pronuncia do
delnqueme e se-acha recolhdo a casa de deten-
cao da capital. Es, pois, como ficou impune um
attentado monstruoso na pl rase do correspondente
Liberad I
Em um dia de feira, na povoacao de Tres La-
deiras, appareceu um individuo de nome Jos, dos
Res, em estado de embriaguez fazendo alaridos,
olfendendo com palavras a moral publica, nfrn-
gindo assim o artigo 66 das posturas municipaes
comidas na lei provincial n. 614 de 3 de iunbo de
186o.
Estando eu presente e vendo o estado deploravel
em quo se achava aquelle embriagado, penas o
fu recolher a urna casa para descancar, at voltar
a razao, e achando-so depois em estado de poder
tratar de seu pequeo negocio de fumo delle foi
cuidar e retirdu-se
Mauoel Cosme que um individuo que necessi-
ta ser sempre observado pela polica em razao de
seus maos hbitos, de bebida e jogo, tem urna ca-
sinlta com pequeo negocio era Tres Ladeiras.
Chegando ao meu conhecimento que nessa casi-
nha elle, de vez emquando reuna alguns vadios,
para com elles jogar, e locupletar-se a cu-ta da
simpliuidade de alguns quo ahi concorriam, ini'riii-
gndo deste modo o artigo 69" das ditas posturas,
o liz vr a mnha presenca, e entao depois de re-
prehende-lo severamente", e ordenando-lhe plena
prohibirde jogw emana tasca, voltou em paa>
Nao foi preso nem conduzido amarrado a minha
presenta, e nem minha vellia mi interveio em ne-
gocio He semelhanle individuo, por que no seu es-
tadode docripude, e molestias nao Ihe permitte
se nao cuidar de seus alazores domsticos. Nao
sei mesmo a qem se dirijo o autor do communi-
cado. Cunheco apenas a ..ouic tvmb I! bons procedimento, inteligente e de mutos servi-
ros nao so na polica deste termo, como a poltica
dominante desde o tempo d) seu maior ostracismo
e nao Jos Ignacio da Fonceca, que se me empres-
ta como meu arresfor, e autor do amarramento
d is dous individuos citados, facto que se nao deu.
Se nao sou ffustrago, tenho cunseiencia de que
ara exercer os cargos de que tenho sido revest-
o desde longos annos e anda hoje se nao me so-
bra, ao menos tenho o necrssario tino para me di-
rgr.
Jos purgador, cujo facto allude o tal autor do
communicado, um individuo propenso a mauia
do suicidio. J por mais da urna vez tem tentado
matar- se. E' um facto conhecido por todos os
homens de maior e menor graduacao do lugar.
Em dias do dezembro do anno prximo passado,
illudindo a vigilancia da mulher e protestando
falsos zelos desta, evado-se de casa e foi ter ao
engenho Cara deste distrioto do qual propre-
taro o honrado cidado Luiz Ignacio de Andrade
Lima, e ahi platicando certas actos que demons-
traram desarranjo mental, lancou mo de urna na-
valha e deu uin golpe na garganta, faci este, que
fui presenciado pelo dito ptoprictaro daquelle en-
genho, e outras pessoas sendo inmediatamente
remettdo por aquelle proprietario em urna rede
para o engenho Jardim onde mora, e ahi tratado
com todo desvelo pelo senhor do mesmo engenho
cap tao Joo Carneiro Leitao de Mello, consegui-
do em poucos das o resiahelecimento completo
por ter sido ligeiro o fermento, e hoje est com-
pletamente livre de manomania gracas ao zelo do
predito capito JooCnrneiro que a sua expensa
mandn portadores a ilha de Itamarac, recorren-
do a un hbil curador desse mal, o qnal habita
naquella ilha.
Tenho conscencia que nenhum homem sensato
desta localidade desconheco a verdica exposieo
que a V. S. faco, o tenho repito conscienca de que
son incapaz de comentir, i nem concorrer para
que minha autoridade seja rebaxada, sujeitando-
me a direcijoes e comportando-mc como perse-
guidor e desconhecidos das. ieis de meu paz, do
que devo ao publico como autoridade ao meu pro-
serem empregados nos estabeleetmentos cargo
da Santa Casa, brasUeiros e brasileiros natos.
O SR. GASPAR DRUMMOND :Sr. presidente.
Ames' de ser apresentado o projecto, um dos seus
dignos signatarios fez-me o favor de mostrar, e
confesso V. Exc. e a rasa, que nao n>e pareeeu
repugnante a doutrina estabelecida no mesmo
projecto.
Pensando, porm, sobre tudo isto, conheri, Sr.
presidente, que faltava-nos a competencia para de-
liberar ou legislar a semelhante respeito ; e que o
projecto era um attentado queiamos pratirar con-
tra os direitos das assocaces, e por isto inconsti-
tucional.
Um Sr. Dkmjtado :Porque t
O Su. Tavora :A prova T
O Sn. G. Dhummond : Pero aos meus nobres
rollegas um poueode attencao.
O Sr. Soarks Rrandao :Nao nada menos,
do que alterar o romproinisso da Santa Casa.
O Sn. G. Diii'.M.Mo.M) .-Pergunto aos nobres de-
putados : os empregados da Santa Casa, sao em- overno imperial; no entretanto, apreciando-se
pregados pblicos, ou existem por forca do rom-
promisso que regula aquella associaco religiosa ?
(Ha um aparte.)
O Sn. G. Drummond :Se sao empregados p-
blicos, a lei intil, porque os estrangeiros nao
podem ocenpar os cargos pblicos : se sao em-
pregados existentes por fosca do compromisso,
nao podemos prohibir a sua entrada, porque seria
preciso reformar o mefino compromisso, e nos
nao o podemos fazer, sem a iniciativa da ja dita
associaco.
Um Sn. Deputado .A associaco foi creada
pela assembla.
O Sr. G. Drummond : Peco a V. Exc. (para o
Sr. presidente), que me mande dar o compromis-
so da Santa Casa, a legislarao provincial de 1802
e a legislarao geral de 1867. (Depois de alguma
pausa.)
Como nao existe na- secretaria o compromisso,
e a legislarao geral, contino e passarei a demons-
trar, que a assembla nao tem direito de reformar
compromissos, sem a iniciativa da confraria ou ir-
mandade.
O Sr. F. Tavora :Pode at supprimir Santa
Casa, se o quizer.
(Apoiados no salo, as galeras, sussurro.)
O Sn. Anrk Cavalcanti :=No pode.
O Sn. E. Coutimh) : Pode nao dar-Ihe sub-
vencao ; isto sim.
(lroeam-sc mutos apartes.)
O Sr. G. Drummond :Reptirei o argumento.
O Sn. F. Tavora : Era urna novidade isso :
um compromisso sustar o direito da assembla.
(Apoiados as galeras).
Sb. G._Drummond : Quero repetir o argu-
mento e nao posso ; desta forma a disrusso nao
pode continuar. Sr. presidente, ou os empregados
da Santa Casa, sao empregados pblicos, uu-co
nomeados por forra do compromisso da mesim
Santa Casa. Se sao empregados pblicos, a lei
intil, desnecessaria, enilm nao tem razao de ser,
porque os estrangeiros nao podem servir os em-
pregos pblicos; se nao sao empregados pbli-
cos, nada pdenlos deliberar, porque se torna lie-
cessario reformar o comprouiisso de um*
mzer sem que haja a iniciativa dos associados ; e
nao o podemos, Sr. presidente, porque as associa-
Sr. presidente, dizia eu, a Ordem Terceira de
Mossa Senbora do Carino, endereruu o seu pedido
ao gaverno imperial, e sobre elle foi ouvido o con-
selDo de estado. O relator foi o Sr. marquez de
Olmda, e no seu parecer l;i so encontra o seguin-
le : A assembla provincial nao pede reformar
compromissos, sem a iniciativa das respectivas
contrarias oh irmandades, porque o contrario se-
ra nao respeitar o principio regulador das asso-
ciaQoes.
3 Sb. Silveira Lobo :Mas houve divergencia.
O Sr. G. Drummond : Prevaleceu o voto da
maioria.
O Sn. Amaial k Mello :Curvando-rae ao Sr.
marquez de Alinda, pojo (cenca para nao aeceitar
sua opinio.
0 Sr. G. Drummond :0 governo imperial- de-
cidi em favor do parecer da maioria da seceo
dtrconselho de estado. Accrescc, Sr. presidence,
que a aUribuieio concedida pelo acto addiconal
a assembla piovincial, a mesina que tem o
Subdelegara de poliria lo 2* districto do termo
de limarassii, 10 de abril de 1869. Illm.
Sr.Em i'.nniprimento ao ordtnudo por V. S. em
otlicio do hontein datado em relaco ao que 96 v
esiampado no Liberal n. 83 de 31 de mareo prxi-
mo fimlo, venho dar a V. S. as explicacoes qne em
seu dito olficio exige, demonstrando as falsidaoes
contidas nsquelle escripto c afinal a conclusao que
deve tirar V. 8. de homeus que d< minados de hy-
drophobia politica, nao se pejam de mentir e tao
\nieame*to adoiterar os factos.
Admira qne nesU localidade a polioia da potica
decahida entregue a tnos ineptas ea individuos os
mais ignorantes do letmo.commeltewM) as maiores
arbitrariedades e viole asas, varwjando casas a qual-
quer hora do^ia ou da noule sem a menor forma-
lid.de legal, mandando Jeao Vieira da Cunta qne
servia de subdelegado-neste diWrieto, cercar e-va*
rejar ac* de minha residencia qtie nta ra M
engenho i '.aiapesinho, no rrepunruto dia, oncar-
regando de inutulado ioaaactor de qaarteirao, homem de eos-
tumes imnorae*, aera abr lr nem-eaeraver, soto
o frivolo fandamento deprender racnMs reaul-
lando de semelhante violencia ficar minha enhora
gravemente enferma por oceaao tnto o
teve de tal varejo, em consequencia de ser puWim
e notorio quo sebera erdemaspatrnlRM para que
mandassitin as mulheres deitar es paitos de lera,
aftai de geao escapar homem em trago Ae mu-
lher, amo se di acontecen em casa de Rita de
tal na povoacao de Trca-Ladeiras. Admira repite,
que humen! qae proceden por semelhaMe forma
venham eeasurar ealninraAsamente a mim^a
meus arnig na antora de factos qne nemes tara*
patea d eemaeetter; a mi que tenho tilla* o
matar esnropnlo em proceder contra os eriminoees
homisiaa na*- agenliee Aearifes de Baixo ede
Cima, cono j participei*a delegacia de termo em
offleio Jalado de M de agosto do auna prximo
palease: a mim flnalmentu, que vejo-memista-
do ue mo prender vm soreeruta pelos lerte*
empala de amigos. Pesao asseverar a V. S. evra
smenteiswM mmna artaal repngnaaoia a expli-
caoao w teriptoR de semHnante atoreza, a dever
defsMBfrir rdeas jUfMiaaw.
**BcioMwaieirefamas, nadmeNtowwn*re
prio carcter o digaidade.
Faco os mais ardentes votos para nao mais ser
toreado ao traballio de rei,ponder a artigo essrip-
to no eslylo igual ao de qite agora me oceupo.
Deus guarde V. S.lm. Sr, lente Manoel
oe CarvaMio Paes de Andridu Gouveia, digno de-
legado supplente em oxerr.icin do termo de Igua-
rass.O subdelegado supplente em exercicio,
Joao Luiz Antonio da Stlr i.
PERNAIBUCO.
ASSEMBLA PBOVTHCIAL.
SESSAO ORDINARIA EM 24 DE ABRIL
PUESIDBHCia-De SB. ABCUSTO DI SOUZA LfiAO.
(Cannvu,do.)
O SR. GASPAR DRUMMOND faz algumas con-
sideracoes.
Baerrada a ^flsensso o reqnenmento poste a
votos e approvado.
O SR. GASPAR DRJJlilONO justifica o segum-
te reijuerimenlo, que e'd e anoia-m :
Requeiro que e peca no presidente da pro-
vincia as seguintes informaeBes : ......
i.* Com que autorisaijo oo Weenca fw nstal-
ladonesUcidadeo oeefW'de- 8.?ranciseo Xa-
vier.
*. Se qaMm requeren a bcenca ou antonsa-
^So satisfcr.a teaaas eondiroes legaes. _
3." Copia das peticpes, documentos e inair-
loaroes dadas a aemeluaiHe respeito G. Drum-
mond.nir Caoalaanti.
E ldo lambem e approvado este requerimento :
Renoeiro que cem uj aeooia se peca a presi-
dencia da provincia copia do relatorio apresealado
pela comraisso nomc&da pelo mesmo presideate,
para examinar o estado das flnancas da provin-
cia epropdr os meios necessarios para restringir
o dficit que poda apparecer. G. Drummond.
ORBKMBO DIA.
! dscusso do proieeto n. 4, que aporova o re-
piiaiaen4d*do f^fm idotrte para a Escela Nor-
mal. approado.
yoVosiod*-nre}ecW*. 3, que s permitte
;oes religiosas tem sua ori^em na vontade dos as-
sociados, e sao livres na adoprao das regras per-
qu se bao de governar, com tanto que sejam res-
pciadas as aisposicoes legaes.
Ora, no comprumisso da Santa Casa, nada ha
de encontr as Ieis do paiz e da provincia ; logo,
nos nao podemos tirar a essa associaco o dreilo
de dirigir-se e governar-se romo bem quizer, por-
que ella tem esse direito natural e intrnsecoco-
mo todo o cidadio, direito que o carcter es-
sencial da forma do governo que felizmente nos
rege.
Creio, Sr. presidente, que dei a razao da incom-
petencia desta assembla, para deliberar sobre o
compromisso da Santa Casa, sem haver iniciativa :
observo, porm, ao nobre depuCado, que esta as-
sembla conredeu somente a SanCa Casa, ter a sou
cargo os estabelecimentos de caridado. A innan-
dade eslava creada a muito tempo, regia-se por
um compromisso que foi reformado, depois da
reorganisacao da predica Irmandade c approvado
por esca assembla, depois de ampia discusso.
O Sb. Lopes Machado : Eu pens o conCrario.
O Sn. G. Drummond : Minha opinio nao so-
lada tenho a consult do conselho de estado de
12 de Janeiro de 1867, em que esta doutrina
confirmada, e o governo imperial reroinmenda ao
presidente da provincia, que nao sanecione urna
le nossa, que vai de encontr a taes principios.
Sr. presidente, cm 1866, appareeeu nest assem-
bla um projecto de lei, reformando o compro-
misso da Ordem Terceira do Nossa Senhora do
Carmo desta cidade, na parteeleigao.
Como hoje, apresentei-me em opposiro, ao la-
do do nobre deputado, que sesenta a miuhaes-
querda, e podemos conseguir a audiencia do Exm.
Sr. vigario capitulare assim poz-se termo a aquel-
la discusso. A Ordem Terceira, parm, nao quiz
esperar deciso nossa ; dirigi urna pctieBo ao go-
verno imperial, pedindo um paradero a essa
exorbitancia de poderes, que se arrogava a assem-
bla, para reformar o seu compromisso.
Un Sr. Deputado : justamente o contrario.
O Sa. SavciBA Lobo : por islo que ji tive-
mos ordem, j fomos intimados.
O Sa. G. Drummond : Por quem I
O Sr. Sn.viin v Lobo :Pm isso que ahi se cha-
ina governo.
O Sa. G. Dbummond :Era que o governo iaflue
nesles negocios de irmandades ?
Um. Sr. Deputado :Elle refere-se a intimacao
que tivemos para nao crear comarcas.
O Sn. G. Drummond :Se ha intimarn, ella foi
teita a 15 de Janeiro de 1867, ordenando-so o pre-
sidente que nao sanecionasse lei, que reformasse
compromisso, sem a iniciativa das renfrarias oo
irmandades. e este aviso assignado pelo Sr.on-
selheiro Jos Joaquim Fernandos Torres, qne nada
tem cora aciuahdade, e pele contrario, prtence a
politica dos nobres depurados.
O Sn. Lopes Machado : Podemos apresentar
algum acto do governo t
O Sr. j. CovriNHo :=A qnestao parece quena-
da tem com a polica.
(Trotara-?e rouitos apartes.)
0 Sr. G. Drummond : Senhores, em qneslo
deela ordem, ne envolvamos a poltica ; aprecie-
mos a lei e o direito, d-se ao acto addinonel a
verdadeira interpretfio ; conveaeam-me de que
esCou em erro.
O Sr. F. Tavora : Nao podemos, nao temos
forca para Canto.
O Sa. G. Drummond :Teem illustraco neoes-
saria: peco-mes, qne me meetrem o erre qne me
convencam, qae temos o direrto da dker a ama
reunio de homensa urna sociedadnao ten-
des o direito de vos governar comeqniaerdes, em-
bora haja o respeito as preseripcoM legaes no
voesoB estatutos, mas sim cerne- a assenrMa pro-
vi nciaI o entender I I I Convencam-me disie, qae
nao tere i duvida de prestar o raen veto.
Um Sr. Dktotdo :Rntto na nega a wve-
nieaeia do projecto.
08a. G. DROtmena:Deixe-me fallar seare a
incompetencia da assembla, e depois entrarei na
qoestao da aMMade do prajeele.
Um Sr. Deputado :Por asa ais vai bem.
(Cnuam-M apartes).
O Sa. 6. Bauamw ;. atmia; parm,
peco-llm, qoe-ie coneefa, eu ilerxesme fww
a exposirlo do meu erro.
esta queste, o gverno imperial dcrlarou pelo de-
creto de 19 de dezembro de 1860, art. H, :me pa-
ra reforma dos estatutos das sociedades, era ne-
cessario o consenimento dos inCeressados, dispo-
sirao, que se torn^u extensiva as associaooes r-e
lgiosas, por forra do art. 33 do citado decreto.
Um Sr. Deputad :Isto cora relacao ao go-
verno geral.
(Trocara-se multa apartes).
0 Sr. G. Drummond :-^Ora, se necessario o
consentimenlo n'este caso, he fora de toda a du-
vida, que deve existir a iniciativa, para que pos-
tamos deliberar sobre o compromisso de taes as-
sociaroes.
0 Sr. Lopes Machado :Que lei esta-?
O Sr. G. Drummond:He o decreto de 19 de
dezembro de 1860.
Sr. presidente, se alo podemos cousa alguma
deliberar sem a iniciativa da Santa Casa, se a ma-
teria do projecto vae de encontr ao art. 79 do
mesmo comprimsso; s, nao temos essa iniciativa,
be de manifest evidencia a nossa incompetencia,
e que tudo isso um attentado, que estamos pra-
lcando.
O Sr. Arminio Tavares :Porque
0 Sr. G. Drummond:Assim nao chegaromos
ao liin do argumen o; o nobre deputado qoer col-
locar-me em um circulo vicioso. J dei as razoes,
e o nobre deputado anda mas pede t
OSr. Arminio Tavares : Aprecie a questao
pelo lado do acto addiconal, que quem regula a
materia.
0 Sn. G. Drummlnd :J mostrei.
0 Sr. Arminio Tavares :Nao mostrea nada.
O Sr. G. Drummond :Na opinio de V. Exc, e
para me convencer peca V. Exc. a palavra, pois
para isto tem recursos siiilfirientp, e mostre-me o
erro. m
O Sn. Arminio Tavares :Quero que me con-
vonca, de que em face de art. 10 do acto addico-
nal, a assembla provincial nao tem attribuiro
para legislar sobre compromisso.
O n. Lopes Machado :Est revocado pelo de-
creta.
u Jii th.4WnnMio.Mi. .vj. i mssfl TaT cousa.
TTM 5H. tmt'L'TADo q
parte o acto addicional.
O Sr. G. Drummond : InterpreCo-o como se
deve interpretar. 0 poder que nos compete, Srs.,
he dependente da iniciativa de taes associaedes.
Um Sr. Deputado :Porque ?
0 Sr. G. Drummond :Porque.a lei reguladora
he a vontade dos contrahentcs nao contraria as
Ieis do estado. Este o principio geralvoluntas
contrahentium lex estque nao pode ser contes-
tado.
Um Sr. Deputado : Contesta entao o direito
qne tem a assembla provincial de reformar com-
promissos ?
O Sr. G. Drummond : Na o ; mas faro depen-
dente da iniciativa a associaco religiosa.
Srs.; o compromisso compoe-se de duas partes:
urna relativa ao espiritual, o outra ao temporal .
a respeito da primera, ha a audiencia do Exm.
prelado diocesano, afiui de ver si o que foi com-
binado ou estatuido vae de entontro as Ieis da
igreja : a respeito da segunda, compete-nos a aC-
tribuirao de examinar si as doutrinas ou disposi-
c5es contidas em taes compromissos estao cm op-
posiro ou desaccordo com as Ieis geraes ou pro-
vinciaes ; e neste caso compete nos approvar, "
reformar ou negar mesmo approvaro.
Est, Srs., a interpretarao mais legal que
pode dar ao art. 10 do acto addicional.
0 Sn. Soarks Brando :Eu at digo qae esta
interpretarao a mais liberal.
0 Sr. G. Drummond :As^im, pois, desde o mo-
mento que approvamos um compromisso, nada
mais podemos fazer sem que haja nova iniciativa.
iWi> O Sb. Soabbs Bhakdo :Se un podem
contra, oulros podem fallar a favor: d-se
liberdade.
tallar
.: qualoflm do pro- J>o^Dt%^^-'':V'mmnio> **><
jecto ? E' a retirada do estbeleciinentos a cargo
di Sania Casa de Misericordia, d'essas mulheres?"
O Sn. Amaral e Mello:Jesutas.
O Sb. G. Drummond :E' a retirada das irmas
de caidade. Desconheceis, Srs., as vantagens que
os estabelecimentos de caridade teem tido com a
adminitrar;o d'essas muiheres?
O Sa. Lopfig Machado:Responder-lhe-he.
O Sr. G. Drummond :Ide a essos estbeleci-
menCos, e examinai oceulannante (Apoiados); ide
a esses hospitaes, o encontrareis o asseio, o cui-
dado, o carinoo emprestado por essas mulheres
para com os nfelizes confiados a sua guarda.. IueJKm?^J? SSS
a esses hospicios onde sao recebidas essas victimas
da Hbernagem
e da mis ria ; c vede com que
amor sao ellas tratadas, com quo desvelo essas ca-
ridosas mulheres se entregara a semelhante servi-
co ; e vos convencereis, Srs., que vantajosa foi
para a provincia a acqusico d essas mulheres, e
que de mxima inconveniencia e contra a utilida-
de publica he o projecto que se discute.
Srs.: Qual o iuteresse que pode levar essas mu-
lheres a transporiarem-se de tao longe para o
Brasil?
O Sa. E. CouriNiio: O abandomno de si mes-
mas.
(Apoiados, nao apoiados, sussurro, vivas recla-
macues as galeras).
O Sr. G. Drummund : o abandomno de si mes-
mas, urna esperanca em Deus, Srs., e este senti-
mento, este incentivo nem pole ser adverso a so-
ciedade, nem contrario a berdade e a osse patrio-
tismo tao proclamado.
(Crusam-se apartes).
0 Sr. G. Drummokd :Nao, Srs., em lugar de
prever terem a sociedade pernambucana, ellas
concorrem para inda mais moraiisal-a com os seus
exemplos.
O Sr. F. Tavora :Protesto.
O Sr. Amaral e Mello:Sao a guarda ayan-
cada do Jesuitismo.
*0 Sn. G. Drummond :Assim disse o Sr. Dr. Pe-
dro I.uiz em 1864, ao parlamento brasileiro; mas
foi all mesmo refutado pelo Ilustrado Sr. Dr. Jun-
queira, e esta mesma respost eu vou dar ao no-
bre deputado.
O Sr. Lopes Machado :E cu rosponderei como
o Sr. Pedro Luiz.
O Sr. G. Drummond :Lazarstas e irmas de
caridado, nem sao a guarda a vaneada dos iesuitas,
nem cousa alguma tem com est rompannia.
As rmas de caridade pertencem a congrega
fio da missao, da qual foi fundador S. Vicente de
aula : os jesutas pertencem a urna companliia
da qual foi instituidor Santo Ignacio de Layolla.
Estes teem volas perpetuos : aquellas, nao, podem
dexar o habito no Um de um, dous ou tres annos:
estes vivem em commuuidade, teein conventos etc.
aquellas segundo o seu Santo fundador < teem
"por raosteiros as cosas d s enfermos, suas celias,
sao uns pobres quatttuiujuiitas vezes de aluguel.
SUa. CAPAQ?. a igrajs it^T&frni'Tia rlaiwtro, 3S
ras da cidade,^ua ciaara, a obediencia, argra-
e a sua recompensa, Srs., a propna caridade! !
(muito tiem).
0 Sn. F. Tavora :Est cloquate.
0 Sr. G. Drummond :Nao meu collega; a
santidade de causa que me d Coreas, e o que sinto
o que me diz o coraco, c por isso sobram-me
palavra para exprimir-ine.
Sr. presidente, nao presto o meu voto ao pro-
jecto pelas razoes que expend, as quaes se resu-
mem na incompetencia desta assembla, para rc-
vogar um artigo expresso do compromisso da
Sania Casa de Misericordia sem a previa iniciati-
va, e na inutllidadc e Inconveniencia do nvsino
projecto.
0 Sr. Silvkira Lobo :Eu pens por modo di-
verso do nobre depuiado.
O Sr. G. Drummond -.Anda devemos ponde-
rar, que as irmas de caridade foram admit idas
nos estabelecimentos da Santa Casa, por forra de
autorisaco concedida pela lei provincial n. 431,
em virtude do qne houve troca de corresponden-
cia com a lega^o franceza : estamos na perfeita
re-
s
0 Sr. Silveira Lobo :Sim, as Ieis d'esta casa
nao sao revogaves.
OSr. Avnes Gama:A assembla vota sobre
posturas, mais nao pode iniciar posturas.
O Sn. Arminio Tavares : Por que n'este caso
ha lei expressa.
O Sr. Ayres Gama :' o desamo a respeito dos
compromissos.
O Sr. G. Dbummond :Srs., en creio que exph-
quei convenientemente qual o fim do legislador
concedendo as assemblas proyinciaes o direito de
legislaren) sobre os compromissos das assocac6es
religiosas.
(Troeam-se mutos apartes).
O Sr. G. Drummono :Em apoio de minha opi-
nio, effereei o parecer do conselho d'estado de 11
de fevereirode 1867, onde se l a opinio esclare-
cida do Sil"marquez de Onda. e finalmente o de-
creto de 49 de dezembro de 1860, arts. 11 e 33 ;
e por tudo isto concilio qne nao temos poder para
legislar sobre a materia do projecto, e que elle
inconstitucional.
Sr. presidente: mostrada a incompetencia, pas-
so a tratar da conveniencia e neces9idade do pro-
O Sr.-R Tavora :Isto e materia vencida : ja
foi reconhecida.
OSr. G. DatnaneNo:Si et i'n qnantvm, mas
eu posso dizer anda alguma coma.
O Sn. F. Tavora :J norj occasiio oppertuna:
he contra o regiment.
(Nao apoiadosJ.
Trocam-se ootres apartes.
O Sn. G. BTOMMem:Srs., quaes saoe sempre-
gados qae scom oproecto
O Sa. AmaraL b Mello :Sao os estramjeines
que l esta.
O Sr. O. DmntMON:Sao amas pobres mu-
lheres...
(Reclmc6es, sussurro as gateria^.
OSR. Leu Machabo:(Cem irona) coitadi-
ajaai
ignorancia do contrato, pelo que peco informacoes
presidencia da provincia, e o adiaraento da dis-
cusso at vrera tes inform tedas.
O Sr. Silveira Lobo :Nao precisamos.
Ha ouiros apartes.)
0 Sb. G. Dbummond :Senhores, em Portucal
apresentou-se no parlamento um projecto que ti-
nha igual flm ao que se discute : quando a qnes-
co eslava a decid r-se, antes que a cmara ti-
vesse dito a ultima palavra, a fragata Oneromte,
enviada por Napoleo III, surgi as aguas do Te-
jo, o as irmas de caridade foram conduzidas a
Franca!!
0 Sr. Amaral e Mello :Pois venha a fra-
gata.
(Trocam-se muitos apartes; sussurro as ga-
lenas.)
O Sn. G. Drummond :Sr. presidente,V. Exc. co-
nhoce a difflcnldade em que esteu ; declaro anta
o paiz que nao tenho liberdade para fallar.
(Apoiados e nao apoiados.)
O Sr. Soarks Brandao :Mas tem fallado mui-
to bem.
O Sr. G. Drummond :En eston coacto.
O Sr. F. Tavora :Nao parece.
O Sr. Armino :Qtiem o coage ?
O Sr. G. Drummond :Emflm...
O Sr. F. Tavora : o-Tmpora mutantitr.
O Sr. G. Drummond :Com ama pequona dife-
renca, apozar de tuda na pedirei forca : eleito
do povo, minha forca, minha garanta est no mes-
rao povo. Tenho disto dado exhubcrantes pravas.
Em 188%, quando mais de cem pracas enchiam
as gateraseu fui um d'aquelles que pedio a re-
tirada d'essa forca, e que retirou-se d'esta assem-
bla quando se nao pode obter semelhante reti-
rada.
Em W67 tambem elevei a minha voz para que
as bayonetas do governo nao fossem os nossos ni-
cos espectadores ; e es nobres deputdos foram
aquelles que pediram, consentiram e votaram pela
permanencia de taes bayonetas t! Assim 9o as
correas d'este mundo I!
mbbbbr< Sr- SlLVK1RA Lo -Mas no ponto de direito
'- ""?eonvenceu-me do contrario. *
isso de dizer alguma cousa sobre a
qursto, nao dcixarei de faze-lo.
Sr. presidente, o assumpto grave e melindro-
so, debate solemne : o povo pede na praca
publica a expulsad do jesutas; e nest assem-
bla a mesma idea apresentada, feliz consorcio
da vontade do povo rom os seui eleitos. D'aqui se
dexa ver que cu nao venl aqui defender a causa
dos jesutas. Nao, senhores, nao sou jesuta, detes-
to o jesuitismo de sotaina, detesto ainda mais
jesuitismo de casaca ; detesto o jesuitismo porque
por toda a parte, a historia diz, tem elle sido a
i despotismo, e eu, declaro-
ainda urna vezsou liberal.
O Sn. Sorbes Brandao :Eaistam qusntosjp-
suicas exisCirem, o despotismo nao se lia de plan-
tar nest trra. (Apoiados.)
0 Sr. E. Got'Timm :Mas, Sr. presidente, me
parece que o espirito publico se tem apavorado-
prderaais ; nao vejo razao para tanto ; nao vejo
razo para tanto, irque os filhos de Ignacio de
Loyola pertencem historia sement que estigma-
lisa seus erros e condemna seus crimes.
Um Sr. Deputado : Mas esto ahi.
O Sr. E. Coutikho :A sement da inquisico-
nao pode mais ptantar-se nest trra...
Um Sr. Deputado :Nem em trra nenhuraa.
O Sb. E. Couti.nho :As fogueiras da inquisica
apagaram se para sempre.
Um Sn. Drputabo :Nao creia nisso ; elles
trabalham pelas togueiras da inquisico.
0 Sr. Soarks Brandao :E' preciso saber que
os jesutas nunca foram inquisidores, a ordem de
S. Domingos era mitra.
0 Sb._ Lopes Machado :Elles conquistaran! a
inquisico.
0 Sr. E. Coutikho- :Sr. presidente, quando a
Hespanha, a velha e quebrantada Hespanha acaba
de expellir de seu seto os Patrocinios, nao ser no
Brasil, nesta trra da Amafies bafejada pelas bri-
sas da liberdade que se deve receiar semelhante
predominio.
Um Sn. Deputado :Isso muito bonito ; mas
os factos domonstram o contrario.
O Sr. E. Coutinho :Seria tentar dar vida a
um cadver, eum cadver em adiantado estado de
putrefacro.
0 Sr. Amaral e Mello 0 Brasil a aple*
da Ajneriea.
O Sr. E. Coutinho : Sr. presidente, demons-
trado, como o tenho feito, que nao sou jesuta,
que nao abraco a causa do jesuitismo, eu passarei
a expender a minha opioiao acerca da parte do
projecto dos nobres deputados que se refere s ir-
mas da caridade.
Nao direi o mesmo acerca das filhas de S. Vi-
cente de Paula, porque se ha no mundo caridado
evanglica, se ha dedicar sem limites, se ha ab-
negar c ompl eta de si...
0 Sr. Lopes Machado :Neg.
O Sr. F. Tavora :Sao pagas.
O Sr. Soares Brandao :Ellas ho de-comer.
sa^ Se &"ayU T V'^tfe'^'ftlB^
Poi* b.m : vi o ntbr U(>nlnilo ao hnflflllll PB-
dro II, v ao recolhimento dos orphaos no pateo
do Paraizo, interrogeos doentcs, interrogue as or-
pluas, e examine, de animo desprevenido, os in-
mensos beneficios que ellas prestm e teem pres-
tado.
O Sr. Lopes Machado :Eslou cheio at aqyi.
(Designa o pescoco.)
11 Su. E. Coutinho :Admira que o nobre de-
putado estoja mais a par dessas cousas do que eu
que sou medico. t
O Sn. Lopes Machado :-Eu tenho ouvdos, meu
amigo.
O Su. E. Contme :Mas cu pela minha protis-
so estou mais em contacto rom os doentes do que
deve estr o nobre depuCado, que creamente nao
frequentar os hospitaes ; e la. meus senhores,
cabecera do enfermo quo preciso v-las para
julga las.
UmSr. Deputado :Talvez nao oura lano.
O Sr. E. Coutinho :Senhores, queris saber
que sao as irmas da caridade I Ide aos campos du
Paraguay, consultai os bravos que l derramam
saguc generoso pela causa da patria, pergnni
esses mutilados que j balalharam, e elles vos
diro o que ellas fazem pela caridade, por esse
soncimento divino em que se funda toda a nossa
religao, porque ella se resume no preceito L amar
a Deus sobre todas as eousas e ao prximo cora
a nos mesmos.
OSr. Lopes Machado:Ha de saber que ha
muitos negociantes Cambera.
O Su. E Coutinho :Mas as rmas da caridade
(Risadas as galeras).
0 Sr. G. Drummond :
Nio poesivel oontmnaT
d'esta forma: dertarc- a V. Bxc, Sr. nrmidenle,
que nao tenho liberdade de fallar.
6 Sr. Armhho Tavares :Tem tido teda a Ji-
uiaTlu
O Se. Prrsimntb :J tenho per mais de urna
vee reclamado a attencao dos nobres denotado?.
OSr. G- DROMaseno:Srs.,consent ejie expen-
da com liberdade minha opmiie sobre a materia
do projecto : nao est am in volvida nma questoj
politiea: rta sim nraa questie de direito que eon-
vm decadarr urna qnestfo de Tttllidade paalica,
iHWd'asye na* ventilar.
O Sa. F. T voaa : A qnasti de patrietimm.
m. B. Gmi t mwy. AttfBS dg pwriollstW' ee
a caridade.
Sr. presidente : veto contra o projecto por ser
iaeampetente a assefflWee provincial para revogar
O art 79 do compromisso da Santo Casa de Mise-
ricordia : voto contra o projecto, porque emendo
que nae \tk ntilidade pirWlea, e pelo contrarios
aWmUfSBS oonheridas. voc, emfim, eontra o
projecto, porque desejo evitar que a assembla
pnwtnwai de Pwaambueo registre em seus annaes
etse actode verdadeiro barbarismo II
(Apolad ; Ho apoiados ; iwhMBa$8e9 ; sns-
snrro as ginerias.)
% mesa e apoa'se o seguinte reqneri-
raent*: ^
Hequeire da presidencia da provincia : 1*
copia dos" effleios recetidos da legacao brasileira
em r'aris, a respeno das lrmaas'de caridade ; J*
rpia de eanirato effectmmo em Pris, para am-
da dasMTMfcstecaridadeiiitra esta prwnrta,
S. R.(Mjntr Drtwwncmd.-AnaW Caval-
cnti v
OSIVE.GrjUTWHOr-Sr. presidente, tenho a
cwefRM do ifr*, tettfro conscienca das rninhas
tymif*, e arwetrarei as conseqitenclas dWas,
seiKm quaes fbrem.
O noore deWittflft qae me preceden mlcion a
MrTWtamente, com a sua proverbial in-
dehoti' qnatt o terreno estril.
nao negociam.
0 Sr. Lopes Maciiadd :Eu mostrara que sim.
OSr. E. Coutinho .Ser bom, porque eu de-
sejo que a lei se faca, quero que a verdade appa-
reca ; se estou Iludido, estou de boa l, quero
desilludr-me, quero desengaaar-me; porque se os
nobres depulaoos poderem convenrer-me que es-
ton em erro, eu publicamente o direi a esta casa,
e hei de acompanhar os nobres deputados signa-
tarios do project <.
Sr. presideute, o projecto em discusso me pa-
rece que, alm de nao estr na rbita da nossas
altribuces, como acabou de mostrar o nobre de-
butado pelo 3* disCrieto-----
O Sa. Silvkira Lobo : Isso as.
O Sr. E.Coutbho :E' inconstitucional...
O Sb. Soabbs Branbao :E a designara de
brasileros natos ?
O Sb. Amabal jc Mbllo :Nesta parte fare urna
concessao.
O Sr. F. Tavora :Eu nao ae,
O Sa. Pina :Nao, pdein-se uaturahsar.
O Sr. E. Coutinho :A nossa consliluicao pol-
tica considera igaalmonte brasileiros os natos e os
naluralsados, por consegurale me parece que esta
excepcao nao pode ser admitlida.
O Sr. Lopes Machado :Asaim mesmo ha sua
differenca.
O Sa. Soarks BRAmiTb :A consliluicao apenas
veda aos natnralisados o serem deputados e mi-
nistros. -_
0 Sa. E. Coutinho : Justamente. Mas nao so
trata disto. Com relacao ao assumpto o prejeat
em discusso at inconstuciocal, porque naga
aos brasiieiros naturalissdos direitos que elles
{SrW Loras Matmano :-V. Exc. aprsente un
a rn ai. rin
O Sr.E, Coutinho:Era vista do que est de-
monstrado, eu vou concluir mandando a mesa o
segrate requerimento (l.)
Senhores.Vou conclnir dlacndo: nao vos dei-
xeis arrestar, Srs., pelo veato impetuoso das pai-
xdes, que sopra rijo; preciso mais calma, pre-
ciso mais reflexo, preciso que cada um de nos
interrogue a sua eoireotenchv (Apoiados) Nem
sempre a voz pubca bebe em fontes poras para
bem dizer a verdade, nem sempre o pMverbw
wat popolt, vox Di urna realidad*. Wi-se por
ahi muitas cousas inoriveis.
Eu j ouvi dizer que as irmas de caridad
quando se approximam doleito dornoribondo e ello
et nos ltimos momentos a pertam-lhe a garganta
para morrer mais depressa.
0 Sr. F. Tavora :Isso nos nao ditemoe.
OSr. E. Coutinho>-Diiem-s* eousas aeme-
Ihantes; preciso por tan pesar aque se rre
e nao aeceitar tudo como verdade. _..
Bu Senhores sel por qae tenho visto, "1*3*
sou medico/sei porane os tenho acomMUsa a
votoT^
*>
:


<
2
Diario de Pernambu< QautU feira 5 de Malo de 1869
eabeceira do doente, qual o procedimeHto das mudada o abnegado, santo a mdica quantia do
irmias de candado.
Tenho concluido.
O Sr. Soxkes Brandao :O lestcraunho do no-
bre depurado muito respeitavel.
O Sr. E. Coutinho: Muito obrigado a V. Exc.
pelo apreco que liga meu testemunbo.
Val a meza e apoia-se o seguinle requerimento.
Requeiro que a juula da Santa Caza, de Miseri-
cordia, se peca as seguimos informa9es:| __
1.* Qual a retribuico que pcrcebem as irmaas
daearidide, pelos servias prestados nos.hopitaes
da provincia.
! Se. por qualquer modo, sao ellas onerosas a
Santa Casa. .
3." Qual o procedimento das irmaas do can-
dade./:' Coutinho.
O Sn. Lopes Machado :Sr. presidente, nos os
brasileiros temos um deffeito, e s darinos valor
ao que vem do estrangeiro.. .(Muilos apoiados as
galeras).
O Sn. G. rimmond :Quando se trata de
cardade nao ha cstrangeiros nem nacionaes, a pa-
tria o mundo.
O Sr. Lopes Machado :... entretanto que, tudo
quanto do paiz, nenhuma importancia tem I
(Aparados nos sali e as galeras.)
O Sr. A. Cavalcante :Nem todos pensam
assim.
O Sr. Lopes Machado :Sr. presidente, nos ainda
temos co^Mt peor: se algum lirasileiro procuraele-
var-se conquistando a forea de vigilias e de estudo
o logar reservado aos seus talentos, nao tarda
apparectx quem o fustigue e o amesquinhe por que
desea. (Apoiados) Nsto somos beiu descendentes
de porto guezes!
L est cm Lisboa, no seu retiro da Ajuda, A.
dezoito ou vinte contos do ris, por quanto com-
praram ha pouco temp.
Um Sn Deputado :Que abnegacao I
O Sr. Pina :Ejercen um ramo de commercio
lucrativo.
O Sr. Lopes Machado All ensina-se por di-
nheiro, dir-vos-ho ainda, mas ninguem sabe o
que se ensina e o que se aprende.
Um Sr. Deputado -..-Sabem o pais.
O Sr. Lopes Machado Qs pas tambem nao,
porque estes fleam na osead* quando vo ver
suas Ulhas, nao entram a nio sabem por conso-
gutnte o que se passa pelas aulas; depois, sim,
( que bao de conhecer, se flzeram bem ou mal em
confiar a educaco de suas lllhas i irmaas ile ea-
ridade, as qaaes ningueni pode afllrmar, ao menos
aqu que estudos se entregaram antes da coifa
de que usam. (Muitos apoiados.)
No entanto ellas vilo otisinanao o que sabem, e
o que nao sabem, e o governo cotn infraccao da
le conserva-se d'olhos fechados, para essas casas
.le ensino, ponda fra da sua tutella aquollas que
no paiz estao reservadas para serem um dia maes
de famib'a.
(Muitos apoiados.no sali e as galeras.)
Se a aceao do governo 6 nulla ante essas mu-
Herculano, espirito pensador, poeta, roniancisto, isio faca excepces odiosas, porque entio o ma
pllosop'ii e historiador, nao menos admirado no
mundo pela vastidao do seu engenho, do que pelas
suas virtudes cvicas e particulares; perguntau,
porin, alli por elle, e vos drio: um excntrico,
um saicastioo, uiplaeavcl na apreciacao deste
mundo externo.
Aqui faz-se isso, c faz-sc mais, por que ndicu-
larisa-se e ultraja-so o homem pensador, o piulo-
sjpho e 3 historiador,
Dz-se por exemplo: um estlido, um hereje,
sapo incitado... (Apoiados).
E quando tudo isso se diz e se escreve, a Eurooa
publica e admira as prodceos e o saber desse
tioinem!
E j nao bastava isso s, de certo tempo a esta
parte queremos fazer crer tambem que somos
refractarios as doutriuas do Evangelho!
O Sn. E. Coutinho :Est levando a questao
para o krreno odioso, est explorando urna mina
perniciosa.
O Sn. Lopes Machado :De sorte que o brasi-
leiro no conecito dos seus proprios patricios nao
tem IHustrac5o, nem virtudes. (Apoiados e nao
apoiados.)
O Sh. Soares Buandao:O nobre deputado e
quera es a agora fallando nial dos seus patricios.
O Sn. LTjpes Machado :=Por que digo aquilio
que o nobre eoega sabe o todos conhecem T
Se, que a franqueza conforme exprimo, ainda
que rudamente (nao apoiados,) pode nao agra-
dar aos espirito' delicados e tmidos, mas asse-
garo que nao ha maledicencia no que digo, aponto
um vicio <|iie curnpre cumbater. Entretanto Sr.
presidente, apezar desse mau conecito que faze-
mos uns de oiitros, o Brasil camnha porque nao c
possvcl a existencia # o progresso de um povo
sem lliutracio e sem virtudes. (Apoiados.)
O Sr. V. Tavora .Muito bem.
O Sn. Lopes Machado :Nao tinhamosate 18oi
cardade em Pernambuco, fui preciso que urna le
daquelle anuo mandarse contractar cardade na
Franca para sabermos o que caridade I (Apoia-
dos e nao apoiados no salo, muitos apoiados as
gateras.)
Entretanto Senhorcs, antes de termos candado
por contracto, Pernao.buco j possuia instituicoes
de benificenca, onde o enfermo pobre ia encontrar
aHivio as suas dores e consolarlo aos seus inlortu-
nios.
Quem ensinou aos fundadores desses pios csta-
belecimeiitos que a cardade aprimeiradas vir-
tudes christes?
E tudo visto lizeram sem arruido nem ostentado
trabalhando ein particular para sua felicidade fu-
tura, praticando bens para se fazerem bons.
Esla cuidado nao foi ensnaMa pelas filhas de S.
Vicente Je Paula, ella j existia muito antes do
sea contracto. Pelo contrario, depois que vieran),
: que se priucipiou dizer: maudai pagar o p>
e a carne que 6 hospital est devendo. (Apoiados.)
I'mSii. Deputado :Ha quantos annosf
O Sr. Lot-ks Machado :Desde que sou depu-
lado, lia quatro anuos, que se pede o pagamento
O Sn. E Coutinho:H.i quantos anuos se Jeve
pin carne'' ,.
O Sr. Lopes Machado :Anda se diz: passai
ara traco nesses 60:000i000 que nao podemos pa-
gar.
O Sn. E. Coitinho :l'ergunto quem autorisou
I^SO.
O Sr. Lona Machado :E nao e isso s que se
iz, accresconta-se ainda: dainos lcencapara
vendermos as casas do patrimonio que estao dcsa
bando, eoncedei-nos o cemiterio da cmara, e o
previlega exclusivo da condueao dos cadveres.
Oh pois quando uo importavamos da Franca
esta cardade que nao tinhamos, chegava o patri-
monio, e hoje que se abre escola do cardade,
quenaochega?
O Sr. SoAnEs Brandao : Veja o numero de
enfermos que ootr'ora havia, e o que existe hoje.
O Sr. Lopes Machado :Estava ouvndo este re-
paro sabir de cada canto.
ceno que as despezas tem augmentado na ra-
zo do rnaior numero dos enfermos; mas quando
foi que esta assembla eoncedeu, como agora o
taz, aos irinla c quarenta contos annuaes Santa
'lasa? Q jando foi que I he concedeu loteras de
preferencia sobre tantas que se tem votado para
mtros bii (Icios?
E nada disso chega, e as casas do patrimonio es-
tn desabando por falta de dinheiro, e por falta
de dinheiro se deve o pao que se d aos enfer-
mos I
(Muitos apoiados as galeras.)
Nao quero altribnir isso cardade que se foi
intratar no estrang^eiro, essas mulhcres que se
subscrevem por irmaas decaridade ; nao digo que
ellas se tem locupletado, ou chamado si todo o
pao que caritativos e piedosos coracoes mandaran)
repartir com os que gemem alietos om um leito
de dores; nao, senhores, deploro apenas a nossa
improvidencia, o vicio que nos faz exagerar, cm
no?so proprio prejuizo, todas essas fraudulsges es-
trangeiras, que cusiam tao caro aos bospitaes, o
que o un.co valor que tem aquello que Ihe da-
mos c por fra.
(Muito- apo:ados e applausos das galeras.)
O Sn. (i. Drummond : Os lacios ah estao, c o
estado dos hospitaes falla mais alto do que tudo
quanto o nobre deputado possa dizer.
O Sr. I t'ois olho, eu nao estou fazendo mais do que fallar
em nome dos factos. (Apoiados.) Senhores, entrai
no hospital Pedro 11...
O Sr. E. Coutinho :E admirai.
O Sr. Lopes Machado : S admiro a nossa
Mmplicidade. (Apoiados) I... Entrai e veris urna
mulher oom urna grande touca sempre eogomma-
da, essa mulher podo estar ministrando remedio
um enfermo, ou sentada junto um aliar, estar
-lia imitando aquelle Divino Pastor das nossas al-
mas quo I a salvac,;.o deltas? Kstarao alli praticando a pa-
rbola do Samaritano, que aos refere S. Lucas ?
Noj porque estao prestando servicos por paga,
por dinheiro de contado, alm da mesa servida de
boa carn!, bom vinho e bons doces.
Apoialos no sallo, applausos as galeras.)
Im Sr Deputado : Quera que nao comes-
O Sn. Lopbs Machado :No da em que se An-
da o contrato, acaba-se a cardade, e entao o
hospital fue, a peso do dinheiro do pobre, facilita
passagem aquellas mulhcres para a Franca como
j o havia feito para esta provincia I Nao se de-
vh-tna assim a intencao dos fundadores de tao pi
'Stabelecimento ? (Apoiados.)
Diz o reatorto da presidencia que existem alli
seis lavaileiras, c sabis quem sao essas lavadei-
ras? Nc sao irmaas de cardade porque sao bra-
sileiras, e todava empregam-se no mais repugnan-
te trabalho. Lavam a roupa do enfermo que sof-
fre de nolestia contagiosa, a roupa do enfermo
pustulento, e em troco recebem quanto apenas
chega paro mesqninho alimento da carne do Cea-
ri e do bacalho I
Onde est a cardade daquellas de quem tanto
se falla, mquauto a respeto destas nada se diz?
Alli ba Ui.do para ser imitado, aqui nao ha nada
capaz de ser imitado, alli sao francezas, aqui bra-
-ilera> que nao tem cardade I
(Muitos apoiados uas galeras.)
Ide a Estancia, e pergunlareis que fidalgo inora
naquolle grande sobrado? Responder-vos-hao: al-
li nao mora (dalgo algum ; aquelle sobrado e si-
tio perico ce as irmaas de cardade; da algibeira
dfaelie nanto habito, que tradoz a pobreza, a ha-
sempre de quo o meu maior empenho defender
os Intereses demuha provincia.
Nao recelo a presenta d is representados.
O Sn. (1. Drummond :Nem eu.
O Su. Amaral e Mello :E pens qne-um no-
vo nao so alarma, nao se reno na praca publica
sem quo um grande serio motivo a isso o possa-
levar. E-so motivo'do alarma deve ser estudado"
com muito cuidada para ser auendido na .parle,
que merecer aitencao.
Anos incuaibeo e,xame da causa da reuniooa
prat;a publica, para quo seja indicado remodio ra-
paz de resultado vantajoso. A gitaoao que se
nota tem se mostrado feta pela aatinaaversao que
na capital existe contra as rnas de cardade.
Eu nao quero citar aqui os factos que vemos quasi
todos os dias; nao quero fazer o (urcHamento de
tudo quanto tenho ouvido attribir-lhes: devo res-
peto a todos e a minha pessoa ; mas tambem te-
nho apprehensoes contra as irmaas de caridade, e,
essas minhas apprehensoc, sao porque nuuca sou
iudilTereute ao* intere&ses do meu paiz.
TTenb(> multo receio da prevencoe saapre
trabalho contra as prmeras impressoes: tudo
lheres por demas exijjentc, excessivo inesmo a
respeto das brasileiras, que a par do ensino bus-
oam os meios de viver honradamente. A respeto
destas, se sao casadas, qer saber o motivo por-
que estao separadas des seus maridos, c a pro va
que o satisfaz a sentenca do divorcio que auto-
risou a separacao; vem depois as provas de sufi-
ciencia exigidas com demasiado rigor. Que haja
tudo isso sem o excesso, nao sensuro a instruccao
e a raoralidade sao garantas para o ensino, r
gisterio dexar de ser um sacerdocio. (Muito bem,
apoiados.)
Nao exacto, senhores,- que neste paiz consti-
tucional, a le seja igual para todos. {apoiados.)_
O Sr. G. Diiummond :--A questao diversa, nao
estamos tratando das irmaas de caridade no en-
sino.
O Sn. Lopes Machado :Mas estamos tratando
do que sao como irmaas de caridade.
Nos hospitaes, como j disse, recebem ellas una
Siaga pelo trabalho de ministrar remedio aos en-
ernios, e desde que isso succede, aquella grande
virtudc se transforma em emprego retribuido, e
j nao pode excitar o desempenho de outras vir-
tudes ; assim que ellas nao vo alm do traba-
lho compensado, por onle mostram, quo a tao
preconisada abnegacao depende de um outro nio-
vel, que nao sendo a caridade nao pode ser senao
a bolsa, d'onde tiram dinheiro para a compra de
predios de valor. E' ainda ah que, aproveilando-
se da nossa estlida admracao pelos seus olhares
baixos e fugitivos, as vamos encontrar recebendo
em troca do que muita vez nao sabem, aquillo que
se nega quem sabe.
(Apoiados e applausos das galeras.)
A questao, portante,-nao diversa; os cole-
gios sao o complemento dos hospitaes, e eu nao
poda dexar de procura-ias ah para mostrar qual
o quilate da sua caridade.
Aquellas que se revolvsm no asqueroso traba-
lho da lavagem de roupas infeccionadas, e que por
isso recebem um exiguo salario, saolavadeiras ;
estas que levam por dinheiro a tizana ao enfermo
sao-irmaas de caridade I (Apoiados.)
Aquellas que procuram no estudo, meos de
subsistencia, tem a pobreza por companhia ; estas
3uo nao do copia de si passam em pouco lempo
e irmaas de caridade capitalistas e proprieta-
ras.
E o que isto, senhores, senlio o que eu dsse
ha poucoque s tem valor o que vera de fra ?
Q Sr. Soares Brandao : E essas lavadeiras
sao obrigadas a tsse trabalho ?
O Sn. Lopes Machaio :Nao, senhor, e por"
essa razo que descubro mais mereciihento no seu
trabalho, do que as outras que estao obrigadas
por contrato a fazer caridade.
Diz-sc porm, Sr. presidente, que esta assem-
bla nao pode tomar providencias a respeito, por-
3ue nao est uas suas atlribuicoes conhecer mais
o compromisso da Santa Casa. Desejarei que se
demonstre o valor de urna' tal proposicao. Por
emquanto acredito que nio existe no acto addicio-
nal disposcao, que embarace a assembla de to-
mar couhecimento da applica^ao dos dinheiros p-
blicos.
Accreseenta-se todava que s com a iniciativa
da Santa Casa e que podemos exercer aquella at-
trbafeSo, interpretndole urna disposicao clara,
que nao precisa ser interpretada. Se o acto addi-
cional nao fallade iniciativa quanto traa das as-
sociacocs religiosas, mas falla de iniciativa quando
se oceupa da cmara municipal, pens que o le-
qUe nm podemos restrinijif o que" elle nao res-
tringia.
O Sn. G. DniMMOON :A interpretaco legtima
a que eu dci.
O Sr. Lopes Machado:E porque nao legiti-
mo o argumento de dedcelo que acabo de pro-
duzir.
O Sr. G. Drummond :Porque vai de encontr
a le.
O Sn. Lopes Machado Que le essa que o
acto addicional, como cu o entendo, vai preju-
dicar?
O Sr. G. Drummond :O art. 79 do compromi-
so, que permitte a admisio de estrangeiros nos
hospitaes.
O Sn. F. Tavora :Me parece que esse artigo
nao falla em estrangeiros.
O Sn. Lopes Machado E quando falle, isso
mosmo que se quer reformar.
Um Sr. Deputado:Me parece que nao pode-
mos revogar o compromiso, porque a Santa Casa
tem a liberdade de nomear empregados a quem
bem Ihe convier.
O Sr. Lopes Machado :Nao acho procedente
semelhante razao. Se a Assembla nao pode re-
vogar disposiedes do compromiso da Santa Casa
relativas a nomeaejo do estrangeiros, porque isso
vai atacar a liberdade qu. tem de fazer taes no-
meacoes o que se segu que nao podemos pro-
videnciar ainda mesmo raquelles casos, em que
manifesiameBte se desperlisse os dinheiros pbli-
cos, c se comprometa o patrimonio do estabeleci-
mento ; nao podemos conter urna administracao
que nisso tenna interesse, nem remediar o mal re-
conhecido. A Santa Casa foi instituida para outros
(ios, e por isso que eu acho prejudicial a restric-
cao que se quer fazer ao acto addicional em nome
da liberdade daquellas ncmeacoes.
Se as attribuiees desta assembla dependem da
iniciativa da Santa Caa, entao est firmada em so-
lidas bases a caridade das irmaas de caridade.
Um Sr. Dkput.uk> :Tambem ba irmaas de ca-
ridade brasileiras.
Outro Sn. Deputado:Pois venh'am estas.
O Sn. Lopes Machado :Irmaas de cardade
sao todas as brasileiras. (Muitos apoiados no salo
e as galeras), mas daquella candado sem oslen-
la cao, onde o amor urna das condignos para o
cumprimento de todos os deveres christaos. (Muito
bem, apoiados).
Tenho dito.
O Sr. E. Coutinho :Navegou com vento de
feicao.
O SR. tfMARAL E MELLO (movimento de at-
tenejin) :-^k presidente, vem todos que a ques-
lo est deblRda, j quasi nao resta a dizer ; mas
nao posso-desistir da palavra, tenho necessfdade
de responder talvez aqtiii.o mesmo que o meu no-
bre collega j tenhadito ; entretanto esporo obter
desculpa dessa falta passando rpidamente por
esses pontos que por elle foram exuberantemente
discutidos.
Senhore*. ao eleito do povo curnpre o dever de
dizer a verdade aos representados, e ao povo cabe
o dircito de ouvir a verdade do seu representante
e a verdade ne^ta questao se liga considerac,des
que nao podem dcixar de vir a luz.
Disse o nobre depulado pelo 2 diotricto e que se
confessou em boa f na deieza dos jesutas : Nao
nos deixemos artostar por esta vu que $e le-
vanta...
O Sr. E. Coutinho :Nao foi isso exactamente
Nao nos deixemos arrastar tao depressa pelo
vento que sopra.
O Sr. Amaral e Mello : Pois bem todos sa-
bem, senhores, que o projecto n. 5 appareceu
nesta casa antes dos acomecimentos de SO do cor-
rente ; porm, so mesmo tivesse apparecido de-
pois, ainda assim era urna prava de que nos, os
representantes do povo, procuramos satisfazer as
suas necesidades; anda assim era urna prova de
que comprehendemos toda a extonsao dos deveres
que resultam do importante mandato, que nos foi
condado : mandato que nos obriga a vigiar pela
felicidade publica, a bradir contra o mal que si-
mulado vem para mais larde tudo anniquillar.
(Muitos apoiados no sallo e as galeras).
Senhores, permitti que anda vos diga que nao
pertenco ao numero daqu reuuioes populares; nesses comicios eu vejo o re-
flexo da democracia, e esses quadros me agradan
vista e deleitam o ooraoiio. (Muito bem). Ainda
mais, nao sou daquellas q je nao querem quo os
representados vejam e aisistara os nossos actos
Nunca os lisonjearei, e es|>ero que se eonvencam
faco
Tenho muito receio da prevenco e s
as
faco para nao estar previnido quando devo emittir
juizo, e sem a menor prevenco que digoVejo
as irmaas de caridade, jesutas do touca, jesutas
de saa, jesutas do sexo feminino. (Muitos apoia-
dos no salo e as galenas).
Sim, senhores, sao jesutas femiuinas, segundo
pens. (Apoiados).
Um Sr. Deputado :Nao este o meo de ata-
car os jesutas.
O Sr. Amaral e Mello :O meo fechar-lhes
os portos, de que temos as cliaves, o meo en-
tregar essas chaves aos que nasceram na trra do
Brasil. (Apoiados).
Um Sr. Deputado :A questao a liberdade da
discusso.
O Sn. Amaral e Mello :Se nos vivessemos
em um paiz onde se executass^m as leisque pro-
mettem liberdade, eu nao teria receio algum, mas
entre nos essas leis nao valem : o povo Brasileiro
est em posioao exceieional em relaeSo a huma-
nidade, suas condicoe sao muito differentes das
demas naces do mundo, todos os povos marcl'am,
o Brasil est muito distante do lugar a que tem
chegado os povos quo parecam os mais atrasados
do velho continente, ha nao muitos annos.
Todo o mundo camnha, s o Brasil nao mar-
cha E porque vejo o Brasil nao poder caminhar,
tenho receio de mais esses novos agentes para a
obra do despotismo, que sem a menor modestia
est se levantando. (Muitos apoiados no salo e as
galeras). *
Se verdade que a Europa inttira l vai cor-
rendo a conquista da liberdade, s verdade que
em todo o mundo a humanidade reclama direitos,
que Ihe tem sido negados, e agora vo sendo pro-
clamados, tambem verdade que o Brasil nada
tem podido alcancar vivendo ha muitos annos sua
vida de independencia, que eu cbamarei antes de
economa separada da inetropole.
Um Sn. Deputado :A respeto da liberdade
quer ver no Brasil o que quera o conde de Ca-
vour ?
O Sn. Amaral e Mello :Quero a liberdade
como deve ser e nao em promessa falsa, e sem-
pre mentida aos Brasileiros que muito fcil sao
em lludr-sc com os falsos apestlos.
Outro Sr. Deputado :Qaer a liberdade como
ella existe na Inglaterra c nos Estados-Unidos ? l
onde seadmittem todas as rekgiScs, onde ha ntei-
ra liberdade religiosa, as irmias de caridade por l
vo e sao bem accetas.
O Sr. Amaral e Mello : Tenho vontade que o
Brasil ao menos se pareca com a Inglaterra na
parte que assim poder ser ; tenho minhas appre-
hensoes contra essa invasio de jesutas, estou
muito receioso, entendo que a caridade dessas ir-
maas da ordem de S. Vicente de Paulo nao o din
a que se dirgem... (Apoiados na galeras, apoia-
dos e nao apoiados no salo.
O Sn. F. Tavora :E" o meo.
OSn. Amaral e Mello Nao medeixou com
pletar, entendo que o meo para a conquista da
administracao dos hospitaes e dos collegios de or-
phos onde ellas lucram muito, o meo de alcan-
zar ouro, flm principal dos velhos jesutas, hoje
renovados c desfareados.
izei-me, scnhoreSf nesses collegios as orphas
nao trabalhara ? E para quem vai o resultado desse
trabalho ? '
O Sn. Soares Brandao :Para o mesmo esta-
belecimento.
O Sn. Amaral e Mello :Nao, senhores, o re-
sultado do trabalho das orphas para as irmaas
de caridade, para a irma superiora. (Nao apoia-
dos e apoiados no salo e muitos apilados as ga-
leras)
Entendo que as irmaas de cardade sao urna de-
aandona. niit.w, v-i tima nnTJ|Ljan-if.T metamorobosQ apandado to secute XIX. (oao
apoiados o apoiaoos no salao e muilos apoiados
as galeras).
Os jesutas nao esquecero sua missp, elles
marenam a conquista do mundo, elles pretendem
subordinar os povos, aos reis, monarchas, pon-
tfice, e isso feito o ponuke a companhia. Enga-
iiiin se os que pensam que os jesoi'.as f^ram ex-
melos ; elles estiveram em boa guarda, nao des-
appareceram da face da trra, como muitos j
teem dito, elles renascem e hoje em respeto a luz
do progresso apparecem sob a forma sympatliica
de irmaas de caridade, irmos lazaristas, e tudo
quan'o os deixe passar como piedosos, dedicados
ao sorvigo daquelles que pretendem dominar.
(Apoiados e nao apoiados no salo e muitos apoia-
dos as galeras).
Eu, senhores, tenho mdo do attractivo e da for-
ma por que os icsuiias se mpoem, e como vejo
que o meu desdi toso Brasil retrograda ao passo
que a humanidade progride, tenho mdo quemis
tarde desappareca o vento que rijo vem seprando
para annunciar que nao est longe a eslaco da
liberdade. (Muito bem no salo e as galeras).
Tenho receio de que os jesutas plantem o pha-
natismo na America do Sul; tenho mdo dessa
propaganda contra o art. 5o da nossa conslituicao;
tenho mdo que os jesutas mais tarde sejam urna
terrivel arma em favor da tyranna.
Tenho ouvido dizer, nao convm proseguir mais;
nao convm esse projecto contra as irmaas de ca-
ridade, para que uo se diga que nos Qcamos atraz
da ultima das nao;oes civihsadas do mundo.
Mas, senhores, eu pens que a resposta ess^s
que assim dizein, deve ser: convm fechar as aor-
tas dos nossos cstabelecmentos pos aos estrangei-
ros, para que nao se diga que nos nao somos livi-
lisados, para que nao se diga que (leamos atez da
ultima das nacoes civilis;ul.is, porque desconliece-
mos a viriude da caridade.
Para sermos civiliatdos, nao I para que se diga
que somos civilisados temo necessidade de man-
dar buscar no estrangeiro quem pratique virtudes,
que distingu ram nossos paes que uos ensinaram
a relgo em que as aprendern.
Para sermos civilisados ou antes para que se
diga que somos civilisados, precisamos equecer e
condemnar o que outras nacoes tem condemnado,
e s com horror hoje recordam.
Em todas as nacoes os direitos do homem estn
recebendo homeuagem, nos nao sabemos ou nao
temos podido imitar as conquistas do diatito. On-
de que anda o recrutamente pelo brbaro sys-
tema da cacada ? Que povo deixa de o fazer a sor-
te? Onde que a elecao nao directa ? Onde
que a ehibata e a espada de prancha rasgara as
carnes dos defensores da patria? O Brasil tem sa-
bido conservar todo esse legado velho do absolu-
tismo caduco na Europa, e renascentc na trra da
America.
Como adiantado vai Portugal que tudo isso nos
legou? I
Nos somos reverentes observadores de velhas
pratioas ridiculas perante a razo.
O Sr. G. Drummond :E nos seis annos por que
nao extinguiram ?
O Sn. Amaral r Mello :Nao faca o meu colle-
ga questao dos seis annos: eu nao choro por essa
idaequojapassou. Os seis annos foram um ar-
misticio do poder com o povo, foi urna manobra
para desviar a onda, foi um seguro em que o gran-
de partido liberal comprometteu-se a pagar o va-
lor de um navio velho com urna carga avariada.
O partido liberal pagou, perdeu a carga, o navio
teou inutilisado; porm toda a manija e offlriaes
salvaram-se e chegaram ao porto onde existem re-
cursos de vida mais tranquilla.
A perda de 16 de julho de 1868 nao foi urna fai-
lencia para nos os liberaos.
Sr. presidente, a verdade que estou dizendo po-
der offender ? olfenda embra.
O nobi e deputado que me tem alentado com es
8eus*apartes rae obnga explieacoos. Nao per-
tenco ao aumoro dos que entondem que os homens
que governaram foram os mais liberaos do Brasil,
mas ellos fyara tanto quanto poderam ser: nao
os condemno porque nao flzeram o lem para nos-
sa trra; nao os condemno por isso. Todos sa -
bem que o partido liberal tem chocado ao poder
(seja-rae permittido essa distanciada questao) sem-
pre para lutar com difflculdades que outros teem
creado. L as alturas os liberaes nao teem po-
dido evitar a tnica de Nesso e aperlados e com-
primidos sao toreados ver passar o tempo sem
promover a felicidade do poro, que a sua ves vai
perdondo a conflanca nos seus Hercules. Ser esla
a verdade ou naof De quem a culpa?... Mas
a '6 de julho nao vio o nobre deputado como se
portaram os liberaes que deixaram o poder ? nao
os admira?
O Sr. G. Drummond, d um aparte.
O Sr. Amaral e Mello :Devo explicar a ra-
zo, porque abandonci as lucirs democrticas.
O Sn. G. Drummond : Nao rae refer ao nobre
deputado.
O Su- Amaral e Mello :Atienda o nobre de-
putado a razio, nao estou desertor, passji a mili-
tar as fileiras progressistas,. porque cm Pernam-
buco esto partido fazia urna obra de futuro, por
que concoma para a ater a olygarchia, que ainda
hoje nos avta; nao deixci de ser o que era, te-
nho di lacia assgnada aos que estio na direccio
do partido, 9 se liada a dilacao nao produzirem a
Srova voltarel para a casa de meu pae: os tacita
o minha vida nao sao muito proprios para aba-
ter-me.
O Sn. G. Drummond:J disse'que o meu apar-
te nao se re/erio ao nobre deputado.
O Sn. Arminio Tavares :O nobre depulado re-
ferio-se lodos, e nao se referi ao orador ?
O Sr. G. Drummond :Nao Ihe dei o direito de
interpretar o meu aparte.
Quando quizer e opportunamenle dar-lhc-hei in-
terpretacio.
U Sr. Amaral e Mello :-yVoltando a nossa ques-
tao, se verdade que o Brasil tem podido resistir
e vencer as leis do progresso, verdade tambem
que toda essa obra tem sido o resultado da ma-
nha dos jesutas de casaca; mas tambem verda-
de que os jesutas polticos csto muito conheoi-
dos: nao enganario mais.
Hoje, a naco brasilea, j nao est na mesma
posicao em que se achava antes dos das 16, 17 e
18 de julho de 1868.
Hoje a nacao est se adiantando, porque est se
levantando para collocar-se na altura era que de-
ve apparecer/um povo que est dsposto a ser li.
vre
Sim, senbores, o povo brasileiro vai iinpor-se
esses que pretendem adormcelo na huiniliaco
em que tem vivido (muito bem! muito beml
Se a nacao est se levantando, essa invaso do
jesuitismo me diz que os meios calculados contra
a opiniao que so forma sao mais prejudicacs que
antes de haver opiniao formada. O caminlio dos
jesutas de casaca j muito conhecidos, sem du-
vida para a morada dos jesutas congregados. O
instrumento para a compresso do povo nao ha
de ser mais o intrpido delegado de polica porta
do cdad pedindo os filhos para o excrcito e ar-
mada.
I Nao serio os agentes da polica que liio de aba-
lar o grito que pens estar j ouvndo.
A arvore que os brasileiros cultivam na trra
da America nao natural deste solo, e so os ven-
tos que sopram de todos os paizes americanos nao
a podem alentar o inspirara receio, a arvore pre-
cisa estar guardada contra o vento do norte, contra
o vento do sul, e para essa muralla eu vejo os
hypocritas tendo necelsdade de fanticos, e quan-
do os jesutas dominarein estar feta a obra do
fanatismo, e levantado o fanatismo o absolutismo
estar garantido para resistir a torrente das ideas
que se desenvolvem uo Novo Mundo.
E' pelo receio do absolutismo mais tarde que
hoje fajo opposico aos jesutas masculinos e feme-
ninos...
. O Sn. G. Drummond :Catilina bate s portas de
Roma.
O Sn. Amaral e Mello :=Nao estou ouvndo
Catilina bater, mas vejo os frades dallesp.nha se-
gurado o caminho do Brasil...
Porque esse caminho segu m frades da Hes-
panha ?
Porque a Hcspanlia de Prim e Olazago, que
a mentira da Hespanha de Emilio Castellar, j nao
mais a Hespanha de Isabel II, c abatido o tliro-
no dos Bourbons all, para onde devara seguir os
obreiros do edificio que desabou ? k
Para o Brasil quasi tao co.mm.odo hoje como a
Hespanha de Isabel, emais tarde talvez mais com-
modo que a Hespanha de Felippe II... Essa obra
j tem planta levantada, e as irmias do caridade
sao material indispensavel para a obra. TuJo se
realisar se nos nao nos esforcarmos para impe-
dir a crreme perniciosa.
(Trocam-se muitos apartes.)
E' preciso rejeitar as irmaas de cardade, que
f.izem de cardade um meo para Iludir e ganhar.
Senhores, j houve alguera que visse algumas
dessas irmaas, aproximando-se ou alTastando-se da
morada do infeliz a que precisa o amparo do co-
racio que sent as dores da humanidade ?
Nao I Vos anda nao ouvisteis attribuir essas
irmaas factos dessa ordem. Essa urna caridade
muito difireme da que resulta pela administracao
n'f atohelecimentos e beneficencia a cargo do
a.
'iratnri/i jmma.
E' dirigindo os grandes hospitaes c collegios de
educaco que as irmaas de caridade ostentara es-
sa viriude; entretanto dessa direccio resultara
avullados lucros.
Nio ouvraos dizer o nobre deputado pelo 4o dis-
tricto que ellas j tiveram 16 ou 20 contos de ris
para comprar um palacete ? I
Eu at se que tiveram de gastar com bemfeito-
rias, at de luxo, mais do valor da compra.
Ahi se diz que ellas educara muilas orphas des-
validas.
Pergunto, essas desvalidas sao tratadas como
as validas da fortuna ou servem para fazer tam-
bera algum trabalho que csteja em rclacao a sua
ra sorte ? a educaco a mesma ou diversa ?
O Sn. Soares Bramdao :A educaco a mes-
ma.
O Sn. Amaral e Mello :Entao nao ha diffo.-
renca ? como estou mal informado l Muitos me
dizem que sao tratadas em relami a miseria, que
as espera, e de que nao devera sabir durante a
educaco.
Um Sr. Deputado :Mas sao educadas.
O Sr. Amaral e Mello:Contra as irmaas de
caridade existem factos de ordem muito superior
e por isso digno de sera attenco.
No Mxico craram complicacoes serias entre o
diplmate francez e o governo de Jurez chegan-
do o diplmala ao ponto de ameacar bombardear
a cidade de Vera-Cruz.
Quem mais tarde chamou os soldados francezes
para o Mxico foi o partido clerical. Foram os
padres que venderam sua patria, venda que deu
o m resultado a terrivel luta em que tanto sangue
nao pode torna-la valida, e sobre a' qual estio os
lomos do inmortal Jurez salpicados com o san-
gue do infeliz Maximiliano.
Porque, senhores, tantas nacoes se teem levan-
tado contra as irmaas de caridade f que fatalidade
esta que as persegue ? ser porque sao insepa-
raveis dos lazaristas seus directores espintuaes ?
Agora passo a responder ao nobre deputado na
parte da incompetencia da assembla para uizer
em benecio da Santa Casa sem reclamacao da
junta que a administra, devo dizer primero que
\ nao foram oppostes argumentos a convencer-nos
da pretencao do credor.
Se a pretencao dada ouvido o conselho de esta-
do nos obriga a destincao que nio resulte do acto
addicional, en j vou mzendo que o ministro da
justica, conselheiro Jos Martiniano de Alencar
teve tambera sua razao para prohibir a creaco
de comarcas.
+4
Se a assembla conforma-se cora urna interpre-
tacao que nos restringe o exercicio d'uma attri-
buicao, deve convir qne de seu procedimento mes-
mo resolta esse cerceamento que nos vo impon-
do, : disse o nobre deputado.....
A assembla nio pode alterar um compro-
inisso sera iniciativa da irmandade ? Vem isto no
acto addicional ?!
O Sr. G. Drummon:) :Nao, mas verdadera
nterpretacio.
O Sr. Amaral b Mello : Em todos os lempos
a tendencia do poder executivo tem sido dar gol-
pes as nossas atlribuicoes e contra o quffnao
posso deixar de manifestar-nie.
Supponhao nobre deputado que a administra-
cao da Santa Casa nao fosse tao zelosa como se
fllrraa, e antes deixasse que os bens do patrimo-
nio se arruinasse e Gzesse despezas maiores, muito
raaiores qne a receita, que nao responsabilisasse
os seus procuradores, quando ficasem em duvida,
que consentissein em algum arranjo que l nao se
sabe praticar, nao s deviamos votar subveocao e
loteras at qne a administracao reclamas con-
tra o que Ihe facilita o abuso ?
Um Sr. Deputado :Nao se d a subvencao.
O Sr. Amrral Mello : O patrimonio consta
de bens destinados a um flm importante. Ora
se a le que boje regula a administracao desses
liens permittisse os escndalos de que j fallei,
nao deviamos fazer a reforma, nunca a fariamos
porque os interessados no abuso por certo nao
verain pedir obstculo para o caminho em que vo
passando.
Depois em que offendido o compromisso com
a disposicao do projecto ?
O projecto nao altera o compromisso, explica o
que est legislado, prohibe aquillo- qne.nao seria
neeeesario prohibir se todos pensassem como eu
pens.
Sim, m nao tenho necessidade de urna iei que
me declare que o servlco que deixa lucro s deve
ser distribuido por brasileiros.
O projecto que smenle esclarece para que os
nao creem nawplidio dos brasileiros vem tirar di
sobre as nossas Jpatricias una injuria que lli
fazem os hypocritas.
Elles que continuem a dizer nio temos brasi-
leiras capazes de servir os lugares oceupados pe-
las irmaas de caridade, facamoS n= o nosso dever
de rehabilitar as nossas patricias perante os Chris-
taos.
Em Portugal quando as irmias de caridade
se quizeram impor, os porluguezes as repelram, o
as senhoras portuguezas protestaran), contra a of-
fensa que Ihes queriam fazer attribuindo-lhes o
desconhecimento de urna viriude que as destin-
gue.
Entretanto no Brasil se quer incutir como in-
dispensavel a presenca de irms de caridade es-
trangeiras, quando (cmo muito bem dito j foi)
todas as brasileiras sao irmias de caridade (muitos
apoiados as galeras o no salo.
Nao smente a vrtude da caridade o distnc-
tivo das filhas do imperio do Cruzeiro, muitos sao
os motivos que as elevam a urna altura de supe-
rior attenco.
' Senhores, do vosso dever aprovar o projeeto e
ensinar aos hypocritas que nao consentimos mais
nos ardiz que csto ao alcance de qualquer iutelli-
geiicia.
Senhores, approvae o projecto e assim tereis
dito ao mundoas brasileiras tambora praticain a
caridade, vrtude que Ihe foi ensraada por seus
pas : as brasileiras teem coracoes bera formado,
sabem compadecer-se das dores do prximo, sa-
bem levar alivio e conforto ao leito do enfermo,
nio precisam pedir as estrangeiras esses exem-
plos.
O Brasil de hoje e anda o d'antft da entrada
das irmaas de caridade e nesse tempo nao houve
quem sofresse por essa falta.
Nao temos necessidade de mestres para ensinar
o respeito a le que esta gravada no nosso coracio.
(muito bem ;. muito bem no salo e as galeras I)
O SB. F. TAVOBA :Sr. presidente, depois do
que acaba de ser dito pelos Ilustrados collegas que
me precedern!, nenhuma consideracio mais tere
a exibir, a questao est perfeitamente debatida, e,
portante eu desisto da palavra.
Verificando-se nio haver numero, o Sr. presi-
dente designa a ordem do da e levanta a sessao.
SESSO ORDINARIA EM 25 DE ABRIL
presidencia do sn*. augusto leao.
Ao meo dia, feita a chamada, acham-se pre-
sentes os Srs. F. Tavora, Coliunbano, Epaminon-
das de Barros, Lopes Machado, Hisbcllo, Avies
Gama, G. Drummond, Amaral e Mello, Arminio
Tavares, Goncalvcs da Silva, E. Pina, Cicero, Mi-
guel Amorim, Felisbino, Ermirn Coutinho, Augus-
to Leao, Emygdio Marques, Andr Cavalcanti, Soa-
res Brandao, e Araujo Beltro.
Abre-se a sessao.
O SR. P. TAVORA:Sr. prcsidente,um doloroso
aconteciraento me conduz a Iribuna. Um distinc-
te pernambucano acaba de dercer ao tmulo, o
Dr. Jeronyino Villela de Castro Tavares. Esta as
semidea tem sido sempre solicita em dar senttmen-
tos de apreco e considerarles pelos pernamhuca-
nos que pelos seus servicos e virtudes sio dignos
do respeito c da veneracao do paiz. Em vista
isio proponho a suspenso dos nossos trabalhos
por hoje, assim como que se nome urna commis-
sio que acompanhe o ferelro ao cemiterio.
O SR. G. DRUMMONDSr. presidente: voto pelo
requerimento do nobre deputado porque este era
o fin que tive quando antes da letuva da acta
ped a palavra. Pela minha parte declaro que
me foi mui sensivel a morte do Sr. Dr. Vilella Ta-
vares, e julgo que esta a opiniao d'esla assem-
bla. A provincia de Pernambuco, perdeu mu
dos seus filhos dstinctos; c 6 imperio urna das
suas illustracoes. (Apoiados.) O acto da assem-
bla provincial, senhores, um testeinunho do
apreco pelo Ilustre finado, e de reconhecimento do
sou mrito e de suas virtudes. (Apoiados).
Dando a explicaco do meu voto, tenho con
cluido.
Posto a votos o requerimanio approvado.
O Sr. presidente autorisado pela assembla, no-
meiapara a commisso os Srs. F. Tavora, G. Drum-
mond, Andr Cavalcanti, Felisbino, Ermiro Coti
nho, e levanla-se a sessao.
23 annos. solteiro, Boa-Vista;
REVISTA DIARIA.
ASSEMBLEA PROVINCIAL.Na sessao de hon-
tem, na ordem do dia, entrando em 1* dis-
cusso o projecto n. 29 deste anuo, que revoga
o 26 do art. 43 da Iei n. 832 de 1868, fallou
era seu favor u Sr. Soares Brandao contiu n Sr
Auy runas, o quaT apreenton um requen.ncnto
para ser ouvido sobre o projecto, o inspector da
theaouraria provincial. O requerimento foi appro-
vado.
Entrando em Ia discusso o projecto n. 1 deste
anno, que autorisa o governo a mandar fazer urna
casa de mercado na villa do Cabo, allarain sobre
ella os Srs. Goncalves da Silva e Andr Cavalcan
le, sendo o projecto approvado
Entrando era 1* discusso o projecto n. 10 deste
anno, que prohibe a existencia nesta provincia da
eongregaco dos padres da companhia de Jess,
lazaristas e outra qualquer companhia, a excepcio
dos capuchinhos, fallou contra o projecto o Sr. G.
Drummond, foi approvado.
Em 1* discusso approvou o projecto n. 19 deste
anno, que concede urna lotera era beneficio da
igreja da Nova Cruz freguezia de Mara Farinha,
e a de n. 23 deste mesmo anno, concedendo ou-
tra lotera em beneficio da igreja de Nossa Senno-
ra do Livramonto da cidade da Victoria, o do n.
27 que supprime o lugar de 2 tebellio do termo
de Cabrob, fallando sobre elle os Srs. Gaspar
Drummond c Mergulho.
A ordem do dia para a sessao de hoje, alm da
quo j foi dada, mais a 1* discusso dos projectos
us. 13,17 e 24, e 2a dos de ns 18 e 18 todos des-
te anno.
BENCAO DE IMAGEM.Amanhaa, pelas 10 ho-
ras da manlia i. ter lugar na igreja da Santa
Cruz, com o brilhantismo com que costumam ser
alli celebrados todos os actos religiosos, a bencao
da iinagem do Senhor Morte, que ficar exposta
veneracao dos fiis at sabbado.
Boga-se, pois, todas as irmandades e contra-
rias, que se dgnein mandar dar um repique, na
occasiao de celebrar-se auuelle acto, que ser an-
nunciado por gyrandolas de foguetes.
MEZ MARIANO. Foi permittido por S. Exc.
Rvma. que os exercicios de9se raez fossem cele-
brados as grojas ou pela madrugada, ou a tarde
at 7 horas da noile.
VOLUNTARIOS DA PATRIA-As pessas que
representaren! as familias e orphos dos nossos
voluntarios fallecidos na campanha do Paraguay,
cumprem que se aprosentem competentemente ha-
bilitadas ao Exm. Sr. bario da Soledade; em seu
escriptorio ao largo do Corpo Santo, afim de que
Ihes seja entregue a parte, que Ihes couber na
distribuicao do producto da receita dada no thea-
tro de Santa Isabel em favor das mesraas familias
pelo digno empresario Duarte Coimbra.
EMPREZA DO ASSEIO E EMPREZA DA CIDA-
DE.Vio ter comeco as obras dessa empreza,
sendo iniciadas |>el quarteirao oemprehondkte
entre as ras das Cinco Ponas e Augusta, ao sul
da travo sa do Marisco.
Nos termos do art. 23 do acto de approvaco do
primitivo contrato, devera os proprietarios e loca-
tarios prestar-se aos trabalhos que devera fazer-se,
facultando o ingresso de snas habitaedes para tal
flm. ,
ARCADIA PERNAMBCANA.Cora este titulo
fundou-se hontem urna sociedade de acadmicos
com o tira de discutir pela imprensa e pela tribu
na a litteratura e o direito.
Na elecao a qne se procedeu para os varios car-
gos, sahiram eloites os Srs. :
Presidente, Joaqun Nabaco;
Vice-presid*nU,,ioa& Leandro,
1 Secretario, Barros Pmentel;
2 Dito, Plinto de Lima ; '
Orador, Carvalho Moreira;
Thesoureiro, Miranda Ribsro.
Foi sorteada para a primaria discusso a tiiese
do Sr. Carvalho Moreira :Qual dos chefes dn vwn-
tanha seria o mais apto pai a fundar a liberdud*!
em Franca?
LOTERA.A que se acha venda a 10a*, a
beneficio da matriz da Estada, corre boje (i do
crrante.
CLUB RADICAL.Amanhaa haver sessao s 6
horas da tarde.
LEILO. O agente Martina faz boje lelo de
importantes livros de direito e litteratura, movis,
objectos de prata e ouro, pertenceates ao espolio
do general Abreu e Lima, na casa da ra do
Queimado n. 35 A, entrada pelo largo Pedro II.
CEMITERIO PUBLICO.Obituario do dia 30 de
abril de 1869.
Bonifacio, frica, 70 anuos, casado, Santo Anto-
c-----r------------
Hcnriqueta, Pernambuco," 50 annos, Afogado;
.hydropesia.
isuina Mara Duarte, Pernambuco, 22 annos, ca-
sada, Rea; ttano expontaneo.
Andr Virtor'de Oliveira, Iguarass, 21 annos, sol-
teira, Boa-Vista) tubrculo pulmonar
Dellraa, Pernambuco, 15 annos, solteira, Recife ;
tubrculo pulmonar, ^--^-r
Antonia Mana do Espirito Santo, Pernarabucfi, 59
annos, viuva, Boa-Viste; gattr intente.
Mana, Pernambuco, 13 mezes, 8. Jos; congesto
cerebral.
Andria, aples,
gaslro inierite.
Leopoldina Carolina da Ponceca, Pernambuco, 45
annos, casada, Poco da Panella; escrfulas.
Io de maio.
Jos, Pernambuco, 3 annos, Santo Antonio; bext-
gas
Manuel do Nasci ment, Pernambuco, 45 annos, ca-
sado, Boa-Vista ; hepatite chronico.
Rita Mara da Cenceico, Pernambuco, 50 annos,
viuva, Boa-Vista; cancro na face.
Justino frica, 70 airaos, solteiro, Boa-Vista ; tu-
berculo pulmonar.
Joao Aniceto Baptista, Pernambuco, 46 annos, sol-
teiro, Boa-Vista; rialdado.
Antonia Maria da Conceico, Pernambuco, 50 an-
nos, solteira, Boa-Vista; phistolas.
Francisca, Pernambuco, 30 annos, solteira, Reci-
fe ; pneumona.
Anna, Pernambuco, 24 dias, Boa-Viste : tumor na
cabeca.
Lauriana, Pernambuco, 70 annos, Santo Antonto ;
gastro inierite.
Florinda, frica, 90 unos, Santo Antonto ; as-
thms.
Joo, Pernambuco, 6 annos, Boa-Viste ; liepa-
tile.
CHROMCA JUDHIIARM.
TRIBUNA!. DO COMMERCIO.
ACTA DA SESSAO ADMINISTRATIVA DE 3 DE
MAIO DE 1869.
PRESIDENCIA DO EXM. SH. DESEMBAROADOR ANSELMO
FRANCISCO PERETTI.
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
tados Bosa, Miranda Leal, bario de Cruangy e
supplente S Leitao, S. Exc. o Sr. presidente abri
a sessao.
Lda, foi approvada a acta da sessio de 29 do
passado.
EXPEDIENTE
Offlco do Dr. Tristo de Alencar Araripe iuiz
de direito especial do commercio desta cidade, fir-
mado de 27 do prximo passado, commonicando
seguir para a corte do Ro de Janeiro a tomar
assento na cmara temporaria como deputado
eleito pela provincia do Cear.Inteirado e aecu-
se-se.
OHcio do presidente e secretario da junta dos
corretores, firmado de hoje, apresentando o bolc-
tm commercal da semana prxima (Inda.Ao
archivo.
Mandou-se archivar o n. 58 do Diario official
que se achava sobre a mesa.
Foram assignados 2 olcios, 1 pelo Exm. Sr.
presidente dirigido ao Dr. iuiz de direito da 1.*
vara desta capital, e outro pelo Sr. secretario pa-
ra ser enviado ao secretario do tribunal do com-
mercio do Maranhan.
Visto o livro da correspondencia official, aden-
se regular al o 11. 107.
DESPACHOS.
Requerimento de Fernandos 4 Bastos, pedindo
o registro de seu contrato social.Vista ao Sr. de-
sembargador fiscal.
Dte, de Jos Joaquim de Abreu Cardozo, pedin-
do o da nomeaco de seu caxero Jos Joaquim
Ribeiro Roma.'Registre-se.
Nada mais havendo a tratar-se, e dada a hora
11 1/2 da manha, o Exm. Sr. presidente encer-
rou a sessao.
SESSAO JUDICIARIA EM 3 DE MAIO DE
1869.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMDARGADOR A. F. PE-
RETTI.
Secretario, Julio Gu maraes.
Ao meio dia declarou-se aborta a sessao esten-
Uo reunidos os Srs. desembargadores Silva Gui-
mares e Accioli, e os Srs. deputedos Rosa, Mi-
randa Leal, bario de Cruangy suppJonte S Lei-
tao, faltando com particlpaco o Sr^esembarga-
dor Reis e Silva.
Lida, foi approvada a acta da precedente ses-
sio.
Os cscrves Albuquerque e Alves de Brito dc-
clararara que seus protocolos de registro de pro-
testos de letras conservara a mesma numeracao e
data indicadas na m passado.
ACORDAO ASSIGNADO.
Appellante Joao Pereira dos Santos, appellado
Jos Pereira de Ges.
Nio estando presente o Sr. desembargador Reis
e Silva nio foram propostos os feitos adiados na
sessao de 22 do mez passado, entre partes, ap-
pellante Joaquim Francisco Ribeiro, appellado Os-
ear Destibeaux ; appellante Antonio Joaquim Sal-
gado, appellado Antonio Goncalves Ferreira; ap-
pellante Joao Ferreira dos Santos, appellado Fran-
cisco Ferreira da Silva ; appellante Jos Cezario
de Mello, appellado Joo da Cunha.
DESIGNACAO DE DIA.
Embargante Augusto Coelho Lete, embargado
Benjamiin Tuckens.
DISTRIBl'IQAO.
Ao Sr. desembargador Accioli : appellante Joo
Pinto de Lemos Jnior, appellado Manoel Alves
Ferreira.
Nada mais houve, e encermu-se a sessao 1/2
hora da tarde
PUBLICACOES A PEDIDO.
Sepultura ecclesiastica.
nio; diarrhea.
^Demonstramos no artigo anterior com a narra-
cao de factos, que o Exm. bispo nio abandonou o
general Abren e Lima em seus ltimos dias, de-
xando-o morrer sem as exhortaedes tao reeom-
mendadas pela igreja. *"
Si elle perecea no peccado, nio teve colpa o
Exm. prelado.
Si ao acabar seus dias deu ello signaes visiveis
de arrependi ment, ainda nao o Exm. prelado o
respnnsavel pelo lacio, de era um s dos amigos,
que o cercavam, ter se prestado a pessoalmente
affinnar (testificar na phrase da le) a existencia
de semelhantes signaos.
Sua Exc. declaren ao Exm. conde de Bao-
pendy :
a Que fallecendo-o mesmo Abreu e Lima, e na >
HAVENDO QUEM ATTESTASSE HAVER ELLE PRATICA-
DO ROS LTIMOS INSTANTES DE SUA VIDA QUAI.-
QUER ACTO QUE LHE DESSE DIREITO A TER SEP'.U -
tura Kcei.Ksi astica, nao poda deixar de man-
ter a ordem que dera ao administrador do ee-
i raiterk).
(Officw do coade de Baependy ao ministro do
imperio).
Por tanto est por trra a aecusago, feita por
varios articulistas, de nao ter o Exm. bispo queri-
do acceitar o testemunho de pessoas insuspeitas
que attestavam os fallados signaes de arrependi-
manio.
Ninguem, suspeito ou insuspeito, n aquella po-
ca, e nem mesmo agora, compareceu ante o Exm.
diocesano, ou ante outra antoridade ecclesiastica
para afllrmar. j nao diramos jurar, cousa algu-
na oom relacao a este ponto.
Si houve com efleito estes pretendidos signaes
de arropendiraonto, ente, torca conessar, que,
tambe houve grande maldade (no que nao acre-
ditamos) da parte d'aquelle ou daquelles, que
testemunhando-os, se negaram a unta obra de
caridade, tual a de attesta-los ante o Exm. bispo
diocesano.
Nao tosejamos profundar este misterio. Va-
mos adianto.
O Ilustrado articulista da Opmiao Nacional
continuando, escreveu :
6No citado oOcio de S. Exc o Sr. conde,
a presidente desta provincia, vera algoraa asa
oom pretences a justificar essa oasso das
armrlidades legues; porquantodiz nette oSr.
bispo, que despedio-ee do general Abreu e Li-
ma f communicando-me que voltaria outra vez,
e ira em resposta que estava premplo a rece-
be-to, mas que seria intil tratar oeqoeslew
religiosas, a neo m para discutir com toda
liberdade. >
a J d'aqui se v que o general Abreu e Lima
e nao desaoimou o Sr. bispo, eomo se disse, sobre
a sua catoches*, peto contrario elle mostrou-se
disposto a ouvir as rases de seu paMor eepiri-
tual, de quem tora amigo de infancia, ama v.
que este Ihe perautsse a I i vre discusso; e
quera o Sr. bispo convencer o filustre fioade
peto mofistor dctU, ou aaseacando-o con os
catdtiru fertenlos do averno?



1



*.


i
Mal
* i


Diario de Pernambuco Quiftifo feira 5 de Maio de 1869.
I
Fi1 era- loas grandes tonsas que
56 deven prestar
um na1 impiedoso profesor da
' Pac ana; a razio
' P' -ubre que faSESI
loriete Ha B > J l sata o tompo
qae ifrga fra o argumeiU* mico, e o ftfa
j+oca universal ; felizmente a palana
aeompanhando os vdos da humana razio, e.
tem constituido a luz da humanidad' no phra-
sear di talentoso Edgar Quinet. (Gvnie des
ReiigionsJ,
Sentimos nao poder acompanhar o distineto
articulista em sua doulrina, que consideramos
contraria aoensino da igreja.
G Exra. bispo nao poda consentir que o geue-
ral, orno lilho da igreja catliolica, entrasse em
diseussao sobre materia de fe, e menos que esta
discuso fosse livre.
A livre discussao s se pJe permittir sobre ma-
terias duvidosas, nunca acerca dos dogmes da
igreja.
E era principalmente sobre 03 dogmas da San-
tsima TrinJadc, e da Immaculada Conceico de
Maria Santissima, bom como sobre varios pontos
de f, que o general queria toda a lberac do
dtwufsao.
S. Exc, o Sr., bispo nao poda consentir nsto sob
pena de incorrer em grave censura.
Ncstas materias (dogmas de f) exige a igreja
catbolica perfeila obediencia. Ella pela voz de seu
chele declarava ao general: i preciso que aceites,
e confesses Indas estas verdades, se te queres
salvar.
Predicte Evangelium disse Jesu-Cliristo......, qui
non crediderit condemnabitur.
E S. Paulo que, conformo o Ilustrado articu-
lista pregava a liberdade segundo o seculo, na eps-
tola II aos Corinthios, diz : *Porquanto as ai-mas
da nossa milicia nao sao carnaes, mas sao pode-
rosas em Dcus pin a destrualo das forti/tcacoes,
derribando os contHhos, e. toda a altura que se
levanta contra a sciencia de Deus e, (note-so bem)
reduziiido a captiveiro, todo o entendimento, para
que olEt in captivitatem redi-
gentes onnem inlellectum in obsequia m Christi.
Na lipist,: aos Rom. I v. 5, diz o mosmo apos-
tlo:
......Pelo qual hacemos recebido a graca, e o
apostolado, cara qur sb obkdeqa a f em todas as
gentes pelo feu, nomc.
Para os catfblcos foi, e ser sempre a igreja o
argumento nico, e o papa aprova universal.
Nao queremos citar em favor de nossa opniao
os arg amentos de algum mestre, que nao seja bem
aceito pelonosso Ilustre antagonista. Recorremos
por isso as preleccoes sobre a infallbilidade do
papa, lidas na Faculdade de Direito pelo lente
substituto o Dr. Aprigo Guimaraes:
t Una a igreja de Jess Christo, diz aquelle
proles.ior, como una a verdade, como una deve ser
a f: para mas que esta seja tal, mster um mes-
tre supremo, um pastor dos pastores, umi voz que
falle mais alto do que todas as outras vozes reuni-
das., 11 in timoneiro ao qual ninguem possa arreba-
tar o lome.
J verificamos, que o mestre, que o supremo
pastor, que o timoneiro Pedro, a quem Jesu-Cliris-
to encarregou do seu plano de reunir as ovelbas,
que estavain fra do aprisco, aliin de que todas
ouvissom a sua voz, e houvesse um so pastor, e
um s rebanho. (Joan. c. 10 v. 16): e que aos
seccessores de Pedro deveram passar os seus
poderes, pois alias a igreja de Jesu-Christo nao
sera a barca divinamente acabada para conduzir
ao porto da salvacao.
Urna vez estabelccido que Pedro o mestre
dos mestres da f, o pastor dos pastores, o doutor
dos doutores, o juz dos juizes, passa-o compendio
(do Dr. Jeronymo Villela) $ 81 a afirmar a these,
de que na sua qualidade de doutor c mestre uni-
versal, o pontfice romano infallivel.
A infalibilidade, reffexo da dvindade, dom da
inerrancia, para a igreja o mesrno, que para a
sociedade civil a soberana.
Sendo urna soberana peridica e intermitente
urna contradieco de termos, porque a soberana
deve sempre viver. velar e obrar, nao podem os
concilios, poderes intermitientes, e accdentacs,
m 111 bol isar o governo da igreja : este reside, pelas
palavras de Jess Christo, e pelo plano que nellas
se encerra, n > successor de Pedro.
Se o sueccessor de Pedro, porm, fosse falli-
vel cnsinamlo a tnica inconstil seria dilacera-
da, o laco d'unidade desatar-se-hia, o inferno po-
derla prevalecer.
A unidade essencial da igreja catholica con-
siste na unidade do chefe, na unidade da f, e da
disciplina geral.
1 Jesu-Chrsto, como signal d'esta unidade, es-
tabeleceu urna cadeira nica, da qual todas as ou-
tras aprendessem.
Ora, se tal^cadeira podesse errar, dvidir-se-
hia a igreja de Jesu-Christo ; por quanto o erro
por essencia dissolvente, porque as lutas comeca-
riam para a verificaejio e proclamadlo da ver-
dade.
Mas, quiz Jesu-Christo, e nao poderia deixar
de querer, que o erro jamis tomasse as cores da
verdade dentro da sua igreja.
Logo, a permanente autoridade docente, o so-
berano, o mestre de todos os dias, o confirmador
de seus irmaos, o successor de Pedro infallivel
em materia de f, e de costumes................
t A verdade Jesu-Christo, o erro satanaz.
O que seria da igreja, se o prmeiro pastor podes-
se cahir nos lacos do erro 1...................
t Jesu-Christo prometteu estar com a sua igre-
ja por todos os dias at a consumcao .dos seeu-
os : logo nem por um momento o erro pode alte
rar a ta doutrna : logo deve haver um mestre
at a consumcao dos seculos : logo nem por um
momento tal mestre pode errar ; logo a misso de
Pedro passou a seus successores : logo o Papa .
infallivel em materia de f e de costumes. ......
Eu nao tenho receios, senhores, c creo que
nenhurn de vos receia, que a barca v ao fundo :
mas, de bons descendentes do Calvario, guando
a impiedade expoe na praca publica seus endia-
blados testemunlios, sahirem' a fazer o seu protes-
to com o Evangelho na mo, commentado pelo
ensino da igreja.
Nem vos salvara o silencio. Por nos e por
tiles, devemos tudo fazer, para evitar que desea o
castigo, que os impos provocam. Quando o logo
do co dcscer sobre as modernas Sodomas, a
quantos Loths deixar sahir 1
Hojemdia, digo com Henreou, na carta 4
Gregorio XVI hojemdia uestes tempos de desor-
ganisaeo intelectual e social, s o pado salvar o
inundo. ........^.........................
Se negardes, que a igreja a jiutori-
ubstitue a Jesu-Christo, no inesino ins-
tante tiulo dejaba, tudo desapparece. A duvida, a
incredulidade, a superscao apoderar-se-hao dos
liis, e o lim da itevelaco Clirista fallecer. ...
O Papa a mais magestosa das magestades da
trra. Nestes tempos de dssoluco moral, nestes
tempos de boserro d'ouro, o hornera que s v o
liomem, que s qiur viver para o homem, preten-
n ?uraBar a v'3tl importuna do painel de Dcus.
Podem demolir, pdem abalar o mundo moral at
os seu i fundamentos ; que se os tempos de Deus
nao eslivzrem cumprdos, a hora da reconstruccao
soar, o esquecido pharol da montanha, esquecido
mas nunca apagado, ser nessa, como em todas as
occasies supremas da humanidade, o nico pe-
nhor de vida para a humanidade.
Basta df citaco'1?.
Ja v, pois.o leitor, (fou sebre materia de f do-
vemos obediencia i:rcjr e ao seu Chefe visivel
como o mestre dos met'res da f, o doutor dos dou-
tores, o juiz dos juizes, infaivel em materia *
f 1 dfftottumes.
Aos racionalistas e os protestantes, sim, per-
mittida a livre discuss-o das materias de f ; por-
que a igreja protestants declara a seus fllhos, que
ella tem o direito de ensinar, e mandar, masque
elles tem tambem o di reito de a nao obedecer.
Isto porm nao importa dizer, que os catholicos
nao pdem desenvolvjr e defender as verdades
ensinadas pela igreja.
Proseguindo o Ilustre articulista da Opiniao Na-
cional escreveu :
t E ainda declarando o general que absoluta-
a mente nao aceitara observacao alguma tobre
as suas opinies religiosas, nao seria isto moti-
vo justo para ahandenarem no. O padre catho-
t lico deve ser como um pai carinhoso, que nao
c abandona seu filho beira do abysmo, por mais
obstinado que este so mostr a querer nelle pre-
eipitar-se.
t Vede a arca de No, esta imagem remota da
groja de heos Christo, com a porta aberla at
t os ltimos muientes quando as cataratas do
a cc'oj coinivjvam a romper-se, offerdendo um
t asylo aquellos hnmens de corceo duro...
t E' um notavel exemplo de que a misericordia
t de Dcus na* se extingue ante o peccador endu-
recido, e que o arrependimento pde-salvar at
na hora extrema.
Ao prmeiro periodo j respondemos.
Mais carinhuso nao poda ter sido ) nosso vir-
tuoso prelado ; empre;ou todos os seus esforcos, c
desvelos para arrancar o lllho rebelde da beira do
abysmo.
Foram, porm, invenciveis os obstculos que
ardilo>amente Ihe pozeram no caminho.
A responsabilidade recahir no tribunal divino
sobre os venladeiros culpados.
Ao segundo perodo temos apenas a dizer, que
nos parece que o Ilustrado articulista scenganou,
quando suppoz, que a arca de No estove com a
porta aberta at os ltimos momentos, quando as
cataratas do coj com'.cavam a romperse, offere-
cendo um asyla aquella homensde corarao duro.
Compulsando a Biblia vemos 110 Gnesis cap. VI
v. 5, 6, 7, 8 1 Vendo jiois Deus que era em ex-
tremo grande a malica dos bomens na trra, e
que todos os pensamentos dos seus coraepes em
todo o lempo eram applicados ao mal, pesou-lhe
de ter creado o hornero na trra, e, tocado de dr
disse : En destruirei da face da ierra o homem
que creei, desde o homem at os animaes, desde os
reptis at as ares do c'-o, porque me pesa de os
ter feito. Porm No ichou graca diante do Se-
nhor... v. 14, 13, 14 e seguintes... Vendo pois
Deus. que a Ierra eslava corrompida disse a No :
Eulenho resolvido dar cabo do toda a carne : a
trra est ebeia do iniquidades, que os homens tem
nella cnmmettido, e eu os farei porecer com a tr-
ra. Faze para ti (nou-se bem) urna arca do ma-
deiras aplainadas : faris nesta arca uns pequeos
quartos... E eu farei am concert comtigo, e en-
trars na arca/, ettus /Utos, c tua mulher, e
as mulheres de teus filios comtigo, e de todos os
animaes de toda a carne metieras na, arca dous,
macho o Pernea, para que vivam comtigo etc.
A arca foi pois orde lada por Deus para No, e
sua familia, e nao par: refugio dos pcccadorcs ar-
rependidos, e at para os duros de coracao, como
diz o Ilustre articulista A verilicar-se esta bypo-
these, para que mandara Deus o diluvio ?
Dizem os santos padres, quo a arca do No fi-
gura claramente a igreja catholica, fra da qual
nao ha salvacao ; mas tambem notam, que a in-
sensibilidades quo os homens daquelle teinpo mos-
travain, em quanto van fazer a dita arca, sanendo
a razao porque se fazia, conforme Jess Christo,
a figura da insensibilid.ide dos chrislos, que sa-
bendo os males, com que Deus os ameaca no seu
juizo, e que comtudo nao se emendam dos pecca-
dos, serio castigados por Deus, como aquelles o
foram pelo diluvio.
Finalmente, quanto ao ultimo periodo, diremos
somente, que verdade que a misericordia de
Dous nao se ex(jngne com a morte do peccador
endurecido, mas tambem verdade que, quando o
peccador morre impenitente, desprezando a mise-
ricordia de Deus, cabe na severidade de sua jus-
tica.
E alm dsso, nenhurn argumento producente se
poder tirar da infinita misericordia de Deus, para
concluir-se contra a execucao da leda igreja, que
manda negar sepultura em sagrado ao publico e
manifest peccador que morre impenitente.
Continuaremos.
Recife, 3 de maio de 1869.
H/?no de Almeida.
Trilhos Urbanos do Recife a
Olinda e Beberibe.
Coiitinuagao do reeebimento das presta*
coes no dia 4 do corrente mez.
D. Anna Emygdia Silvcira, 5 accoes... 50-5000
Jos Antunes Guimaraes, 5 ditas....... SOjOOO
Alfredo Gybson, 2o dilas............. 2304000
Antonio de Pjnho Borges, 5 ditas...... 505000
Joo de Olivelra Leite Souza, o ditas 505000
Antonio Joauuim de Vasconcellos, 5 di-
tos.............................. 503000
Joaquim de Souza Mais, 5 ditas....... 505000
Tenente-coronel Joo Valentini Villela, '
10 ditas.......................... lOOi&OOO
Capitn Paulo de Albuquerque Gama,
5ditas........................... 505000
Ludgero Joaquim de Farias Neves, o di-
las.............................. 505000
Magalhes Bastos & C, 5 ditas........ 50-3000
Dr. Francisco do Reg Baptista, 10 ditas lOOOlO
Thomaz Jos de Gusmio, o ditas...... 0O5OOO
Dr. Luiz Lopes Caslello Branco, 25 ditas 2o0000
Thomaz Fernandes da Cunha, 10 ditas.. 1005000
Dr. Estevo Cavalcanli de Albuquer-
que, 15 ditas..................... 1503090
Arthur de S Albuquerque, 5 ditas___ 505000
Manoel Jos de Souza, 10 ditas....... 1003000
Manoel Jos Martins das Neves, 5 ditas. 503000
Joaquim Cabral de Me lo, 5 ditas...... 503000
Aos Illms. Srs, mdicos e ao
publico em geral.
Acaba-de prover-se a botica da ra da Impera-
triz n. 77, de um completo sortimento de medica-
mentos, productos chmeos, pharmaceuticos, tin-
tas e todos os artigos concernentes a estabeleci-
mentos dessa ordem.
No intuito de serem satisfetos nuaesquer pedi-
dos ou receitas, os pr-prietarios do mesmoesla-
belecimento, ante-de receberem as facturas que
csperain de Pars, LisWa, Inglaterra, Hamburgo,
etc., resolveram sorti-lo, comprando medicamen-
tos as importantes pharmacias dos Srs. P. Mau-
rer & C, Bartbolomeu & C, Joaquim Martinho da
Cruz Correa, Manoel .Vives Barbosa, Joo da Con-
ceco Bravo & C. e droguistas Joo da Silva Pa-
ria & Irmo.
Sendo, portante, evidentes os esforcos embrega-
dos pelos proprietarios d jelerido estabeleei men-
t para satisfactoriamente aespacharem os pedidos
e receitas que lhes forem endereeados, esperam
que o respetavel publico lhesprestem sua valio-
sa coadjuvaco, pelo que estarao promptos a qual-
quer hora do dia e noule a presiarem os seus sef-
!a-Vi jta, 3 de mato de 186?.
C Catao & C.
Illm. e Rvm. Sr. Fr. David.)'. Rvma. no jor-
nal de hoje, 4 do corrente, fez dfcas graves aecu-
saces: urna ao Exm. Sr. bispo, seu legitimo su;
perior, outra ao Rvd. padre Cindiani, c isto a
proposito de sua demlssao da capellana militar
do presidio de Fernando. Diz quo fra demittido a
instancias do Sr. bispo por causa de nina falsa de-
nuncia dada pelo padre Candianr Jesuta. V. Rvma.
escreveu Jesuta cora j K V. Rvma. da
milicia ecclrsiastica. _
Nem o Sr. bispo ouve enredos, nem o Sr. padre
Candiani capar, de fa'lsidades. O publico Ilustra-
do desta cidade j sabe, que a questo contra os
padres Jesutas e Lasaristas se roduz a pito para
uns e impudicia para oufan.
O espirito de opposieo poltica abri espaco a
alguns especuladores, que_ nao sabem, ou esque-
cem, os novissimos do homem. V. Rvma. teve a no-
bre franqueza de se inlileirar no numero dos pa-
dres dissidentes. Mas como sua aecusago vaga,
o publico sensato a recebe como declamacao. Pro-
voco a V. Rvma. para positvar es factos contra o
Sr. patlre Candiani, que soltviro, alustrado e
cheio de abnegacao, tanta quanla pode ter o me-
Ihor padre.
Qual foi a falsa denuncia que elle deu contra
V. Rvma. ? Em que consisti ella ? Venham o?
factos e as provas.
A intriga veio Urde. Pode chamar-rae Jesuta
de Casaca ; mas nao serei......
Recife, 4 de maio de 1869.
Joao Camello de Mello e Vasconcellos.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 3 DE MAIO.
DE 1869.
AS 3 1/2 HORAS DA TARDE.
Assucar americano purgado 35500 por ar-
roba.
Algodo de Pernambuco 1" sorto = 175000 por
arroba (hontem).
Algodo de Macei sorte 18,5500 por arro-
ba posto a bordo, a rete de 1/'d. c 5 0/0
(hontem).
Cambio sobre Portugal 60 d/v 180 0/0 de
premio.
F. J. Silveira
Presidente.
Leal Se ve
Secretario.
casade"cambio
Teodoro Simn & C.
Compratn e vendem por conta propria
melaes, moedas naciooaes e estraugeiras,
letras de cambio, sedulas do governo e do
qanco do Brasil.
Descontam letras da trra e outros ttu-
los commerciaes.
Encarregam-se por conta alheia das mes-
mas transaeces, da cobranca de letras da
Ierra e de outros ttulos commerciaes.
Recebem quaesquer quantias em deposi-
to, em conta corrente, e a prazo xo.
Largo do Corpo Santo n. 21.
ALFANDEGA.
ftendimento do dia 1 a 3 .
dem do dia 4.....
102:1045230
41:2295116
113:3335616
MOVIMENTO DA ALFANDEGA
Volumes entrados com fazendas 38
dem idera com gneros 1042
-------1080
Volumes sahidos com fazendas 247
dem idem com gneros 481
728
Descarregam hoje 5 do maio
Barca francezaJean Baptistemercaduras.
Lugar inglezAnne Wlteaton=iilem.
Brigue inglezRetinaidem
Barca inglezaBorlochauferro e carvo.
IIECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 3 3:0633031
dem do dia 4 -. -. 1:958*724
5:0215755
CONSULADO PROVINCIAL
Rendimento do dial a 3 11:2693002
dem do di 4....... 6:3885190
17:6575198
MOVIMENTO DO PORTO.
d#-se a formalidades da le, subiro os autos a
eua concluso, os quaes sv-iidu por este visto e
examinado^ deu e proferio a so.nteaca do tbeorse-
gainte :
Ewi vista *>s provas dos autos da defesa do
jast.ficado a 8 62 e fl. 63 e do parecer do Dr.
" ''"ad'ir gem, jttlgo procedente a prsenle jus-
nacacao e o ju8ticadi)'I.iiiz Antonio de Siquei-
' r* ynior incapaz de regerscus beas e adminis
Ira-Ios por gasta-Ios desordenadamente como
prodigo. Nos termos da Ord. I.iv. 4o Tit. 103
r, nomeiq curador ao pai do justillcado Lniz
Antonio Siqueira, que prestar juramento e pro-
' cedera no inventanof na forma da mencionada
ordenado. 0'escrivo passo e faca afllxar os
editaes do estvlo.
Recife 9 de marco de 1869.
Francisco de Carvalho Soares Brando.
E para que chegue ao conheermeato de todos
e ninguem fac.a transaren.) alguma com o pro-
digo Luiz Antonio Siqueira Jnior, senao por
nteruiedio de seu pai e curador Luiz Antonio
aiqueira, eom previa autorisacao deste juizo,
mandei passar o- presente, que ser allixado nos
lugares do costume o publieado pela im-
prensa, n
Dado e passado nesta cidade do Rowfo de Per-
nambu^|23 de abril de 1869 Eu Floriano Cor-
rea de Tirito, escrivo, fiz escrever e subscrevi.
Francisco de Paula Pena.
Navios entrados no da 4.
Babia10 dias, brigue brasileiro Damao, de 234
toneladas, capitao Manoel Jos Prestrello, equi-
pagem 10, carga carne ; a Amorim Irmaos.
Baha11 dias, barca sueca Hebe, de 325 tonela-
das, capitao J. Wramer, equipagem 12, em las-
tro ; a Thomaz Jefferies & C.
Macei18 horas, vapor inglez Saphiro, de 439,
toneladis. capitao F. Wilhans, equipagem 25,
carga algodo ; a Thomaz Jefferies & C.
Bahia=9 dias, barca ingleza Troas, de 376 tone-
ladas, capitao J. W. Moier, equipagem 12, em
lastro; a D. C, & C, Sympson R C.
Navios sahiilos nomesmo dia.
Macei=Brigue inglez Neva, capitao Jenkens, em
lastro.
Rio de JaneiroPolaca bespanhola Modesta, capi-
tao Agostin Morestany, carga a mesma que trou-
xe de Barcelona.
Obsenaco.
Suspendeu do lamaro pa'ra Macei a barca in-
gleza James Wilson,capitao W. Covvth, com ornes;
mo lastro qne trouxe da Bahia.
dem para Bahia a barca inglea Rosamund, ca-
pitao Brown, com a mesma carga que trouxe de
Cardiff.
EDITAES.
O Dr. Francisco de Paula Pena, 3o supplente em
exercicio do juizo de orphos e ausentes, no im-
pedimento do 2' e 3o, em viriude da lei, etc.
Faco saber aos que o prest nte edital %irem,
que Luiz Antonio Siqueira requereu a meu ante-
cessor, Dr. Francisco de Cyvalho Soares Brando,
que o admittisse justificar, que seu filho Luii An-
tonio Siqueira Jnior, nao tem a capacidade pre-
cisa para reger sua pessoa e bens, e depois de ter
o processo corrido seus devidos termos, guardan-
DECLARACOES.
Foram apprchendidos pela delegada do ter-
mo do Cabo, no dia 3 do correnle, oito cavallos e
urna burra, sendo tres castanhos, deus mellados,
um rodado, tm ruco, um alaso caboclo, e a bur-
ra castanha andrina : quem se jnlgar com direito
aos ditos cavallos, comparcea perante a mesma
delegacia, afim de produzr a necessaria justifica-
cao, e obter a entrega de taes animaes.
Tribunal do commercio
Por esta secretaria se faz publico que ficam re-
gistrados :
Ocontrato social de Luiz Ferreira de Almeida
e Joo Antonio Paiva da Fonseca, estabelecidos
nesta cidade com taberna, aob a firma do socio
Almeida, e o capital de 2:2453257 do mesmo Al-
meida.
O distrato da sociedade que gyrou as pracas
da Fortaleza e Ico, sob a firma de Monteiro, Bar-
roso & Schuly, cuja liquidar) fica a cargo do
ex-socio Barroso.
O contrato do Sabino Jos de Almeida e'Jos
Domingos de Sampaio, estabelecidos nesta cidade
sob a firma ie Jos Domingos de Sampaio & C,
com negocio ie miudezas, quinquilleras, etc., e o
capital de 6:0005 fornecido por ambos.
Secretara do tribunal do commercio de Per-
nambuco 3 de maio de 1869.
O offical-maior,
Julio tiiiimardes.
Iiiizo miiaieipnl da 9a rara.
Na quarta-feira 5 do corrente, linda a audiencia
do jnizo municipil da 2a vara, se vender em
praeja publica, paa cumprimento de testamento,
a' casa terrea sita rita do Jardim n. 18, com 20
palmos de largura e 48 de comprimento, com 2
sala, 2 quartos, eozinha fra, pequeo quintal
mnrado, com cacimba meieira, com um soto com
i quartos, avahada por 1:5003, perteneente he-
ranca da finada Joanna Mara da Soledade.
Rbcfe 30 de abril de 1899.
O escrivo,
Galdino T. C. Vasconcellos.
O fiscal da freguezia de S. Jos do Recife
faz ver aos Srs. proprietarios dos terrenos devolu-
tos sitos as ras do Alecrim e Concordia, que
em virtude da ordem que receben da Illma. cma-
ra municipal, tem marcado o prazo de 60 dias a
contar da data desta, para aterrarem e murarem
os referidos terrenos, lindo o qual nao o tendo fei-
to, soffrerao a pena estabelecida no art. 2o da pos-
tura addicional de 10 de iwvcmhrn de 1855 ; e
para qne nao allegucm ignorancia fez o presente
e mandou publicar pelos jornaes.
Fiscalisacao da freguezia de S. Jos do Recife,
30 de abril de 1869.
O fiscal,
Joao Xaviei- da Fonieca Capibaribe,
O inspector interino da alfandega faz publico
que do 1 dejulbo prximo vindouro em dia^te
devero as notas para os despartios dos gneros
nacionaes expressar a unidade decimal do syste-
ma mtrico, de conformidade com a declaraco se-
manal.
E para que chegue ao conheciment dos inte-
Hnaoos. se publica o presente.
Alfandega de Peruamboeo 1 de maio de 1869.
O inspector interino,
L. de C. Paes de \mirirto.
Conselho de compras do arsenal
de guerra.
0 conselho de compras do arsenal de guerra
precisa comprar o seguinte :
42 davinas a Mini.
50 pistolas dita.
2 thesouras para torar cavallos.
4 sellins.
1 svringa de metal.
1 fle grande com 32 pollegadas.
40 arrobas de plvora para salvas.
As pessoas que quizercm vender ditos artigos,
apresentem suas propostas em carta fechada,
acompanhadas das respectivas amostras, na sala
do conselho, as II horas do dia 7 de maio vindouro
Sala do conselho de compras do arsenal de
guerra de Pernambuco 29 de abril de 1869.
Jos da Silva Guimaraes,
Director interino.
Jos Baptista de Castro Silva,
Secretario.
1,000 lijlos de fogo, fO tira-linlias, 60 grosaa de
torcidas para pharol, e 10 garrafas de verniz de
pincel.
Para enfermara d marinha.
100 camisolas de brim de 6 palmes de compri-
mento e tendo 2 1/2 as mangas, 100 camisolas de
brim de 5 palmos de comprimento e tendo 2 as
mangas, 50 fronhas de brim de 4 palmos de com-
primento, 200 ItBees de brim e 2 pannos de
largura o 10 pulios de comprimento, 30 toalhas
de brim de 5 pamies de comprimento, e 100 pares
de chinelas de couro.
Tambem o conselho per igual forma contrata no
mencionado dia 5 do corrente mez o fornecimento
deiacalho no presente trimestre para osnavies da
armada eestabelecimentos de marinha.
Sala das sesses do conselho de compras navaes
3 de maro do 1869.
O secretario
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
O administrador da recebedoria de rendas
internas geraes faz publico que neste corrente mez
e no de maio prximo futuro, visto estarera con-
cluidos os langamentos, e que os devedores do
imposto pessoal, relativo ao exercicio corrente de
1868 a 1859, residentes as freguezas do Redfe,
Santo Antonio, Affogados, Poco da Panella, Varea,
S. Lourenco da Malta, S. Amaro de Jaboato, e
Muribeca, teem de paga-lo, livre da multa de 6 0/0
o com ella depo's do referido prazo.
Recebedoria de Pernambuco 3 de Abril de 1859.
Manoel Carneirode Souza Lacerda.
COMPANHIA PERNAMBCANA
DR
O inspecto interino da alfandega faz
publico, que do iade julho prximo futu-
ro em diante, ter vigor o decreto u. 4343
de 22 de marco do corrente anno, man-
dando execular a nova tarifa das alfande-
gas e suas disposices preliminares. E
para que chegue ao conhecimento dos in-
teressados, se manda publicar o presente.
Alfandega de Pernambuco, 24 de abril
de 1869.
O'impSor interino,
L. de C. Paes d'Andrade.
No da 7 do corrente depois da audiencia do
Illm. S. Dr. ju'rz de orphos vo a praca as rendas
das casas da ra do Pilar n. 116, 114 e 112 e ra
do Guararapes n. 63 cuja arremataco ser feita
pelo espaco de dois annos epelo valor seguinte:
primeira 1803000 annuaes, segunda 2765000, ter-
celra 3003000 e quarta 1143000, valor muito me-
nos do que actualmente rendem.
THEATRO
DE
S. ISABEL.
EMPREZA DRAMTICA
DB
Quinta-feira 6 de maio de 1869.
Represeutar-se-ha o magnifico e apparateso
drama histrico de grand.; espectculo em um
prologo o 5 actos
ChristOYo Colombo.
Segue-se pela Sra. Apolonia a canconeta do
Ri-qui-qui
Dar lim ao espectculo a sempre applaudida
comedia em 1 acto
O recrutamento na roca.
O papel do sargento Ferrabraz desempenhado
felo Sr. Martinho, que dr.nsar com as Sras. Apo-
una e Carolina o engracado
Lundun de mon-roy.
Comecar as 8 horas.
0ALCAC4R
Ra nova de Santa Rita nu-
mero 1.
Quarta-fera, 5 do corrente, haver baile pu-
blico com grande concorrencia de cayalheiros dis-
t indos ; e na quinta-feira 6 haver recreio do
caf commercial das 3 as 6 1/2 horas da tarde.
AVISOS MARTIMOS.
Para a Ilha de S. Miguel
Segu em poucos dias a escuna portugueza
Oliveira, para o resto da carga e passageiros tra-
ta-secom Candido Alfonso Moreira na ra do
Apollo n. 22.____________________________________
Para Lisboa
Sabe mprderivelmente at o dia 16 do corren-
le mez de maio o lugre portuguez Julio, para al-
guma carga e passageiros tratare com os con-
signatarios Thomaz de Aquino Fonseca & C, ra
do Vigario n. 19, Io andar.
Navegado costelra por vapor.
Mamanguape.
0 vapor Coruripe, commandante Penna, seguir
para o porto cima no dia 12 do corrente as 6
liaras da tarde. Recebe carjjo, encommendas, pos-
sagens e dinheiro a froto ate as 3 horas da tardo
do dia da sahida, no escriptorio do Forte do Mattos
" MSBIA "
Segno at o meado do corrente met a barca
portugueza Pereira Borges, a qual olerece excel-
entes commodos para passageiros : trata-se no
largo do Corno-Santo n. 19, escriptorio de Olivei-
ra, Fillios & C., ou com o capitao na praca do Com-
mercio.
?iu. o Forvro
Deve seguir dentro em poucos dias a barca por-
tugueza Nova Sympathia, Be primeira marcha, por
j ter prompta quasi toda a carga : para o resto
que Ihe falta e passageiros, aos quaes offereee ri-
cos e excellentes -commodos^ trata-se com Baltar,
Oliveira t C, ra do Vigario 1, primein
ambir.
AMA BRAS1LKIRA
DB
Paquetes a vapor.
Dos portos do norte esperado
at o da i 1 do corrente o vapor
Guar, commandante o prmeiro
tenente P. H. Duarte, o qual de-
pois da demora do eostume se-
guir para os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia desuachegada. Encommcn-
das e dinheiro a frete ate as daas toras do dia da
sua sahida.
Nao se recebem como cneonimefdas seno ob-
jectos de pequeo valor c que nao excedam a 2
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medican.
Tudo que passar destes limites dever ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros qne sitas passa-
ens s se recebem na agencia ra da Cruz n. 57,
andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C.
Para o Porto
Seguir com a maior brevidade possivel a mut
conhecida e veleira barca portugueza Seguranc*
porj ter a maior parle de seu carregamento en-
gajado ; para o resto e passageiros,, aos os quaes
offereee ricos e excellentes commodos, trata-so
com Cunha Irmaos & C, ra da Madre de Dos
n. 34, ou com o capitao a bordo. *
Para o Porto
pretende seguir com a maior brevidade possivel a
mui conhecida e veleira barca portugueza dan-
di na por j ter a maior parte do seu carregamen-
to engajado ; para o resto e passageiros, para os
quaes offereee ricos e excellentes commodos, tra-
ta-se com Cunha, Irmaos & C, ra da Madre de
Dos n. 34, ou com o capitao a bordo.____________
COMPANHIA PERNAMBCANA
DE
\;ivo2! Macei em direitura e Peuedo.
O vapor Jaguaribe, commandante Moura, segui-
r para os portos cima no dia 8 do corrente
as 5 horas da tarde. Recebe carga at o dia 7
as 3 horas, encommendas, passageiros e dinbir
a frete at as 2 horas da larde do dia da sahida
no escriptorio do Forte do Matos n 12._______^
lOMPANHIA BRASllMF
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do sul esperada
at o da 7 de maio o vapor
Tocantins, commaudante J. M.
Ferreira Franco, o qual depois
da> demora do costume seguir
para os do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual deven
ser embarcada no da de suachegada. Encommen-
das e dinheiro a frete at o dia da sua sahida as 2
horas. ____ .
raueiLxeneuicomo enconimenoas s/nwn ..i.-
jectos de pequeo valor e que nao excedam a duas
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medieao.
Tudo que passar destes limites dever ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia ra da Cruz n. 57,
Io andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C
Conselho de compras
navaes.
O conselho promove no dia o do corrente mez,
sob as condicoes do estylo e vista de propostas
recebidas ate as H horas da mnnha, a compra
dos seguintes objectos do material da armada.
Para provimento do almoxarifado.
6 pecas de arribem, 50 aldrabas de metal poni-
das, 2 bules de ferro estanhado, 10 pelles de couro
de hxa, 20 cadinhos de lapis sonidos, 3 pecas de
oabo de linho de 1 1/4 a 1 1/2 pollegada, 100 pa-
res de dobradicas de ferro quadradas surtidas, 100
pares de dobradicas de ferro de canto s rtidas, 100
pares de dobradicas de metal da canto sonidas,
100 pares de dobradicas de metal quadradas sorti-
das, 60 garrafas de espirito de vinho, 70 encbameis
de 25 a 30 palmos de comprimento, 10arrobas de
estopa de algodo, 30 fechos pedrezes de ferro sor-
lidos, 20 fechos pedrezes de metal sonidos, 3 ar-
robas de gomma laca, 20 resmas de lixa de esme-
ril em panno, 8 livros de soccorros impressos de
100 folhas, 8 livre* de soccorros impressos de 50
folhas, 6 arrobas de linha alcatroada, 6 arrobas de
liha de barca grossa, 6 arrobas de linha de bar-
ca fina, 6 arrobas de mialhar, 10 libras de obreias
franceza?, Sdlizias depratosde ferro estanhado, 4
COMPANHIA PERNAMBCANA.
DE
VivegiivSo costeira por vapor.
Parabfba, Natal, Maco, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarac e Granja,
v'^iy O vapor Pirapama, commandante
JIXL Torres, seguir para os portos cima
gaHa no dia 15 do corrente as 5 horas
da tarde. Recebe carga at o dia 14, encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at as
2 horas da tarde do dia da sahida no escriptorio
do Forte do Mattos n. 12.
AR4CATY
Segu combrevidade o palhabote Sobralense,
ainda recebe alguma carga : a tratar com S
Leito Irmaos, a ra da Madre de Dos n. 1.
COMPANHIA PERNAMBCANA
DE
Vavegaco costeira por vapor.
Goianna.
*!^y O vapor Parahyba, commandan-
JiAjL tffMello, seguir para o porto aci-
JBmmi ma no dia 6 do corrente as 9 horas
da imite. Recebe carga, encommendas, passagei-
ros e dinheiro a frete, no escriptorio do Forte do
Mattos n. 12.
. Lisboa
Segu com brevidade a barca portugueza Per ei-
r Borges por ter parte da sua carga prompta :
para o restante e passageiros. trata-se couiOlivei-
ra, Filhos 4 C, largo do Corjio Santo n. 19.
COMPANHIA PERNAMBCANA
DE
Kavegacao costeira por vapor.
Fernando de Noronha.
O vaporMandah commandante Azevedo,seguir
para o porto cima no dia 10 de maio, ao meio dia.
Recebe carga at o dia 8 s 3 horas da tarde, en-
commendas, passageiros e dinheiro a frete at s
10 horas do dia da sahida, no escriptorio do Forte
do Mattos n. 12._____________________
PARA LISBOA
O patacho portuguez Maria Barbara, capitao
Francisco dos Santos Cunha, pretende seguir para
o indicado porto com a maior brevidade possiTef;
recebe carga e passageiros : a tratar com os con-
signatarios Marques, Barro- & G., no largo dt>
Corpo Santo n. 6, 2o andar, ou com o capitao no
pavimento terreo.
Para o Rio de Janeiro
pretende seguir para o dito porto, o mais brevo
que for possivel, o brigue brasileiro Santo Amaro;
quem quizer carregar ou dar escrayos a frete,
queira dirigir-se Marques, Barros & C, no lar-
go do Corpo Santo n. 6, 2o andar. ^____
Para o indicado porto pretende sahir em pon -
eos dias a veleira e bem conhecida barca Social'
capitao Rocha, por ter a maior parte do seu car-
regamento prompto, e para o resto que Ihe falta
e passageiros, para es quaes tem bons commodo-,
trata-so com o consiguatorio Joaquim Jos Gon-
calves Beltro, ra do Trapiche n. 17.
Rio de Janeiro
Segu com brevidado para o porto cima o bri-
gue nacional Isabel, por ter parte do seu carrega-
RCA'T!
<;do
CABUGI
i
esquina
Ida ra larga do
Rosario.
AHEL DE OURO
RIJA
joem i cabuga |
Este importante estabelecimento no seu genero, tem sempre um sortimento sem igual. esquina
e vende por presos que nenhuma outra casa pede vender. L laraudo
vista- da qualidade e do prepo dar joias cada um pder-se-lra convencer da verdade.l y.
Garante-se ser tudo de lei. Compra-se ouro, prata e pedras finas* por presos muito ele- Rosario. n|
vados. n
A loja est aberta at s 9 horas da noute. m
a

m



II*


Diario de PerDnbuco Quarta feira 5 de Malo de 1869.
_ ngajado para o resto que lhe falta, tri-
se com os consignatarios Antonio Luiz de Oli
Azevedo & C, ra da Cruz a. 57, primeiro
dar.
_________________________--_______
LEILOES.
LEILO
Oe litro*, objectos de ouro.
raa e ovis.
O agente Martina far leilio por mandado do
Illm Sr Dr iuiz municipal da segunda vara e a
renuerimento de Joaquim Antonio deParia Barbosa
inventarame dos bens deixados pelo tinado gene-
ral Jo> Ignacio de Abreu e Luna,de importantes
livros, objectos de ouro, pi ata e movis perten-
ceutes ao dito tinado.
HOJE.
No Io andar do sobrado n entrada pela
praca de Pedro II, as 11 lioi^s do dia.
COMPAMA PERHAMBUCANA
MMSI I IIO BE JOUtEC^I
Os Senhores.Saunders Brothers & C., Taaso
Irmaos, Luiz Antonio de Si queira.
Igerente
0 SR F. F. BORGFS
LEILM)
Da armacSo e fazendas da Ioja* do caes 22
de Novembro n. 12.
ra a-feia 7 de mam a* 11 '" U.
O agente Pinto far lelao a requer ment de
Eleodsro Acacio do Reg Rangel, por despacho
do IMim- Sr. Pr. jota especial do commareie e por
conta e risco de quem pertencer da armario e
fazendas da loja do caes 22 de Novembro n. 12,
as quaes fazendas se acham arruinadas em con-
equencia do incendio na mesma loja no dia 2(5
de fevereiro passado, o leilai ser elTectnado as
11 horas do dia cima dito na referida loja.
lEIL\0
DA
taberna da na do Rosario n.
43. esquina da ra d AragSo.
U agente Marlins far leilo por autorisacao dos
redores de Manoel Jos Pinto Mavtins e para pa-
gamento dos meemos, da armacao, gneros, gaz e
pertencesda taberna ncima, parantmdo-se a casa
a quem comprar o estabeleejmentO;
SabWWo, C do correnle
as 11 horas do dia na nic Restando ainda emittir algumas accoes desta companhia, dai quanta nominal de
2003000 cada urna, das quaes so seaceitam em virtude da le, 20 / ou w&uuu por
cadaactfto; convida-se pelo presente ao publico em geral e especialmente <*osbr.
capitalistas e interesados no commercio, que queiram dar emprego seguro aos seus
;apitaes, disponiveis, a subscrever o numero de aeces qoe Ihes approuver.
Algumas destas acefies j temsido tomadas por pessoas que conhecema vantagem,
de na presente occasiao (conhecidamente -a melhor), empregarem o d nneiro de que
poderem dispr era objectos de valor real, como vapores, predios etc., que mes garan-
tam seus capitacs. .. .
A companhia possue hoje K) vapores, 6 inteiramente novos, e destes o ultimo esta
a cliegar de Inglaterra, onde foi construido expressamente para ella.
Alm disso est edificando vastos armazens, no terreno que possue no largo d As
sembla.
Seus dividendos tem sido de 10 e/0 ao anno, nos ltimos 4 annos.
As acefies que se emittirem gozam dos mesmos direitos, e perceberao o Deneiicio
dos mesmos dividendos que os antigos em proporco da entrada.
Rccebem-sc asignaturas no escriptorio da companhia noseu edificio ao caesaa
Assembla n. 12
CASA DA FORTUNA
. Aos 4:000^1
Bilhtes garantidos.
A ra do Crespo n.23 e casas do costume.
O abaixo assignado tendo vendido nos seus mili-
to felizes bilhtes garantidos 1 meio n. 1810 com
a sorte do 4:000J, 1 inteiro n. 3792 cm a sorte
de 202*, e outras muitxs sortes de 1004, 105 e
203 da lotera que se acabou de extrahlr em be-
neficio da igreja de S. Joao de Abreu de Una
(103a), convida aos possuidores a virem receber
seus respectivos premios sem os descouts das
cis na casa da Fortuna ra do Crespo n. 23.
Acham-se a venda os da 2a parte da lotera a
beneficio da matriz da Estada (104), que se ex-
trahir quarta-feira 5 de maio do correnle anno..
Precos.
Bilhete. .-. 4/000
Meio.....2*000
Quarto.....1*000
Em poreo de 100* para cima,
Bilhete.....3*300
Meio......1*730
Quarto..... 873
Manoel Martina Fiuza.
BARTHOLOMEU ft C.
Offcrece-se una ama para pngonimar e
cosinhar, para rasa do homem solteiro : quem
precisar dirija-sc becco do Poeinho n. 24.
Trocam-se
is notas do banco do Brasil e das caixas flliaes,
m descont muito razoavel
lendmeia n. 22.
na praca da Inde-
Precsa-se de tima criada que saiba
cosinhar e comprar, i roa das Cruz b. 9
2o andar.
LEIL40
De mo\eis, lonca.vldros c chrys-
taes.
A SAIJSR:
(Tm piano forte e novo, urna mobilta de jcara*-
dcom lampos de pedia, espellios, 2 serpentina
e 1 eandelab ro de electro-plate. jarros, vasos pa-
ra floi-es, iiguras e eaees de mesa, tapetes, es-
ca-radeiras, eandieiros a gaz. um rico tocador
de Jacaranda com espelho, um loilet. nina estante
para Nvros, diversos livros, 2 guardas ronpas, 1
guarda vestido, 1 mesa de cama, cabidos, 2 ca-
mas de ferro para meninos, 1 berco, 1 sola, 12
cadeiras, 2 eonsolos de amarello, 1 mesa elstica,
1 guarda louca, 2 bons apparadores de armarios,
mesas, cadeiras. 1 machina de costura, 1 appare-
Iho de electro-piale, 1 dito de louca para cha, I
dilo de porcelana para jantar, copos, clices, gar-
rafas, eoDipoteiWs,'porta qoeijoa, salvas, bamiei-
ias porta licor, facas, colheres. trem de costaba o
outros objeotos de caa de familia, alguns adere-
ros de ouro de lei e pulseiras.
S^unda-felra i0 de maio.
Xo Corredor lo Rispo n 41.
O agente Pinto antoriaflopftr nina familia que
vai a Europa levar:! a leilo os movis e niais ob-
jectos cima mencionados e existentes na casa da
ra do Eonedor do Bispo n. 41. Os concorrentes
encontrarao na praf do Cyrpo Santo um mni-
bus para transpone dos mesmo- ao leilao que
devera partir as 10 horas ein ponto.
O leilao principiara as 10 lia hora-.
AVISOS DIVERSOS.
ITecrsa-se de um feiior
sitio : a tratar com Antonio
Moartetr.
para um pequeo
Jos Rodrigues de
..i. ain jon itio rvol"
J'recisa-se de nina ama para o Fervicu in-
terno o externo de una casa de mu pequea
familia, dando-se preferencia a escrava ; a ra do
Mondego n. 93.___________________________
Trecisa-se fallar ao Sr. inmingos Gonc,alves
Murca a negocio de sen interese : no escriptorio
lo loaquim (Jerardo de Bastos, ra do Vigario n.
46, i andar
OlTerece-se
um homem portuguez para feitor de engenho :
quem jiiiitender dirija-se em carta lechada para a
istaco da villa do Cabo. _____
Precisa-se de urna ama que saiba cozmliar e
engommar: na ra da Roda n. 48, Io andar.
EMPRESTIIVIO SOBRE
ra
pri-
(SEM LIMITE.)
Ka ravessa da
da Cruzes n, 2,
tueiro andar, da-se
quer qnantia sobre ouro, j
prala c pedras preciosas.
O dono deste eslabelecimento,
competentemente autorisado pelo |
governo, est as condicoes de ga-
rantir a transaeco que se ftzer em H
sua casa, promettendo todo e zelo g
e considerai-o s pessoas que se c
dignarem de honra-lo em scu esta- jSj
belecimento. p;
Na mesma casa compra-se ouro, j||
prat:i e brilhantes. S
Attenco
Aluga-se um sitio na estrada do Rosarinho com
boa casa da vivenda. accommodacoes para escra-
vos. coclieira, eslribarw. duas cacinikis, tanque,
duas baixas para capiui : quem o pretender alu-
gar dirija-se a praca da Boa-Viste botica n. C.
PARA USO INTERNO
P REPARA DOS SIMPLES
Xarope de jurubeba garrafa. 1,5000
Vinho de jurubeba garrafa. 10600
Pilulas de jurubeba vidro. ifiGQO
Tintura de jurubeba vidro. 64(
Extracto hydracoolico de jurubeba. 12^500
PREPARADOS COlffOSTOS.
Vinho de jurubeba ferruginoso garrafa. 2,J000
Xarope de jurubeba ferruginoso garrafa. 16600
Pilulas de jurubeba ferruginosa vidro. 2#000
Oleo de jurubeba vidros. 640
Pomada de jurubeba pote 64j
Emplastro de jurubeba libra. 2A500
PARA USO EXTERNO j
rA JHJRUBEBA.
Esta planta hoje reconhecida como o mais poderoso tnico, como um encl-
lente desobstruente, e como tal applicada nos- engorgitamentos do ligado e bago, as
hepatites propriamente ditas, ou ainda complicadas com anazarebas, as inflammaccs
subsequentes as febres intermitentes ou durezas, nos abeessos internos, nos tumores es-
pecialmente do tero e abdomen, nos tumores giandulosos, na anazarcha, as hrxh-ope-
zias, erysipellas; e associada as preparacoes ferruginosas, ainda de grande tantagem
as anemias, chloroses, faltas de menstruacSo, leucorrheias, desarranjos atnicos 4o
estomago, debilidade orgnica e pobreza de sangue, etc.
O que dizemos afQrmam os mais distinctos mdicos desta idade, entre os
quaes podemos citar os Illms. Srs. Dr. Silva Ramos, Aquino Fonseca, Sarniento, Seve,
Pereira doCarmo, Firmo Xavier, Silva etc. Todos elles reconheoema exccllenci leste
poderoso medicamento sobre os (temis at hoje conhecidos para todos^os casos citado*,
tanto que todos os dias fajem d'elle applicac^o.
Apresentando aos medietts e ao publico em geral diversos preparado? da jun>
beba, tivemos por fim generalisar mais o uso d'este vegetal, fazendo desapparecer y
repugnancia que at hoje sentiam os doentes de usar dos preparados emptriros d'elle, e
mais das vezes repugnantes a tragarem-se, e que tinbam ainda a desvantagem de nao
ser calculada a dose conveniente a applicar-se, o que torna muitas vezes improficuo trm
medicamento, que poderia produzir ptimos resultados.
Os nossos preparados s foram apresentados depois de havermos ronveniente-
mente estudado a jurubeba, fazendo as experiencias precisas para bem conhecer as pro-
priedades medicamentosas d'esta planta em suas raizes, folhas, fructas ou bagas, e a
dose conveniente a applicacao, tendo alm d'isto procurado levar os nossos preparados
ao rnaior grao de perfeico possivel, para o que nao poupamos esforcos, n-o nos im-
portando o pouco lucro que possamos tirar.
Por tanto os que se dignarem recorrer aos nossos preparados podem ter a
certeza de que elles offerecem a garanta, de que se pode encontrar, a proinpta e infalli-
vel cura de qualquer dos soffrimentos,fpe deixamos innumerados, se forem em tempo
a \ applicados, tendo alm d'sso, medico eu doente a vantagem de escolher as nossas va-
inadas preparacoes, aquella que melhor lhe podeconvir, j pela fcil applicacao, e j pela
complicado das molestias, idade, sexo, ou ainda natureza de cada individuo.
As nossas prepara?5es ferruginosas s5o feitas de forma que se toinam comple-
tamente soluveis nos suecos gstricos, porque procuramos oscompostos de ferro que
como taes esto boje recotibecidos.
Para aquelles que mais minuciosamente queiram conhecer as propiedades jurubeba, e saberem a applicacSo de nossos preparados, destribuimos gratuitamente
em nosso deposito um folheto, onde tratamos mais extensamente d'esta planta e dos
mesmos preparados.
Deposito geral de todos os preparados
34Ra larga do Rosario34.
OFFICIN 4 P VR A CONCERT E AFEVACO
UE
Deposito de pianos e de msicas
O conselheiro Jo5o Silveira de Son-
ta, tem aberto o seu escriptorio de
advogado, na ra do Imperador n.
41 primeiro andar ; entrada pelo
becco.
ATTENCiO
Ainda est por vender-se a* duas meias-aguas,
.'baos proprioe, em Santo Amaro na travessa do
Lima por detraz d-i fundieao, por 750-3 cada urna:
jucm prefcnder, dirija-s all na taberna de An-
tonio do Bego, confrontado desembarque.
DO
BRASIL E PORTUGAL
Medico
O Dr. Adrio Lnlz Pereira da Silva,
nw.lico pela faculdade do Bio de Janeiro,
donde acaba le chegar, tem seu consul-
torio ra do Livramento n. 21, primei-
^ ro andar, onde pode ser procurado das 9
B horas da inannli s i da tarde, e em
i qualquer outra occasiao, em sua residen-
5 cia. junto estaejio da Casa-Forte.
No Corredor do Blspo n. 23, precisa-sc de
ama ama torra para o servico interno de urna ca-
== D;i-e sob penhor a quantia de 2005 a 400*
por una negrinha on mesmo por urna negra, so-
mente para andar com urna crianca de um anno ;
i tratar na ra do Padre Florianon. 71, segando
indar.
71
t. va Francisca de Almeida Gomes o Joaquim
uopes de Almeida (ausentes), viuva e sogro do fal-
lecido negociante Antonio do Almeida Gomes,
convida m aos seus parentcs e pessoas de sua ami-
zade, b^m como os amigos idaqaclle fallecido, a
ouviren urna missa de rquiem que mandam ce-
lebrar por alma do dito seu esposo e genro, se-
cunda-! eir 10 do eorrente, s 8 horas da m&nhaa,
.matriz do Corn:.-Santo.
Situado em um dos bairros mais centraes de Paris, sendo as immediacSes do?
princlpaes theatros e otros maitos divermentos, e assim das estacSes dos caminhos de
ferro para todos os pontos da Europa, acabado de ser inteiramente renovado, nlo-se
tendo poupadoo seu novo prbprietrio a despezaspara-apu completo embellesamento e
aceio, toma-se portanto vantajosamente recommendavel ios senhores brasileiros e por-
tuguezes, a onde encontrar5o*empre aquella convivencia desejda era paiz estranho,
por ser constantemente frequentado por seus compatriotas. O tratamento superior a
todo o elogio, mesa redonda, ou a carta, ou servida nos apozentos; habitacoes conve-
nientemente despostas para familias, e quartos para urna s pessoa, o servico feito
com a precisa regularidade : os precos muito rasoavels e ao alcance tambera d'aquellas
pessoas que se qaeiram limitar.
Gabinete de lehura com os principaes jornaes dos dons paizes, salo de recepto e
de msica, etc. etc. Todas estas vantagens podem ser applicadas igualmente aos senho-
res passageiros das repblicas do Prata, porque alm da semelhanca da Ihfgua, ali en-
contrarlo muitos senhores hespanlioes,
quentada.
por quem tambem esta casa bastante fre-
Cozinheiro
Acatn de cliegar a esti cidade una pessoa lia-'
oilitadissima em cozmha, onde de^empenha tudo
quanto for exigido de sua arte : na ra larga do
lutsario n. 27.___________________
Precisa-se de um official do cigarreiro que
forte e embralbe perteitamentc : a tratar n rua(
lo Socego n. 70, ou na ra do Sebo n. 1.
Ama
Precisa-se de urna ama para eozinhar [aradu8
pessoas, prefere-se de meia idade : a iraiar'M
roa de Sanu Rita Velha, taberna n. 1.
"t' de- o Htm. Mgario da freguezia de S.
reiP-dro Goncalves do Recife que lance suas
vistas para a ra do Amorim, beeco dos Burgos e
ra do \igarlo, sobre o MKMariano, qne incom-
moda os visiones noite inteira pedindo Senhor
Oeus misericordia. Isto nao religiao antes um
abuso a noasa religiao.
______ Serna da noite.
lYecisa-so de um criado : nocollegio doBom
Conselho, roa do Hospicio u. 36.
DOENCAS das CRiANCAS
Este medicamento goit em Pars e no mundo inteiro de nma fama quitamente merecida, por
aebar-se intimamente combinado nelle o iodo com o sueco dai planta! anbsoorbnticas, en efficada
bem eonbecida e as quaes ja atturalmente existe o iodo. E' com este moUvo qne elle nppre
eom vantagem o Oleo de figados de Bacalho, que deve, secando os homens scientifleos, a sna
efficacia i presenca do iodo. E' preciosa no tratamento das crlancas para combater e lymphaimo,
u obstroccoes das* glndulas do pescoco, e as diversas eruf coes do rosto, lio freqientea ate
criancasde pouca idade. Tnico e denorativo ao mesmo tempo. elle excita o appetite, faeima*
dif esto, restitne aos tecidos a sna firmeza e rigor natoraes. E
especialistas para combater as diversas affeccees da pelle.
Deposito em Pcrxambuco, em casa de IWaptw 0a,
cada dk reseitadVtelos metile
suow^
Precisa-ee de urna ama para servico de
na ra das Larangeiras n. 2z.
familia
pouca
Narcra da Cadeia do Beoife n 50 precisase de
urna Ama para cosinhar para duas pessoas.
T
Ti
No collegio da Conceic5o precisa-se de
urna criada portugueza; paga-se bem.
M. 14 RA FORMOSA M. 14
BOA-VISTA
Trilhos Urbanos de
Olinda.
Os abaixos assignados, membros da di-
rectora da assembla dos subscripto-
res paca a companhia dos trilhos urbanos
desta cidade do Recife a do Olinda com
ramal para o Bebenbe, convidara a todos
os Srs subscriptores, para que no praso
de IB dias (a contar-se do V do maio pr-
ximo futuro) facam effectiva a entrada de
5 por ni0 sobre o numero d'acces que li-
verem subscripto : aquelles que dentro
do termo dos 15 dias marcados nao tiverem
realis^do a entrada de dita prestaco, a que
esto sugeitos segundo os estatutos da
companhia, reputar-se-ha ter feito renuncia
tacita dos direitos que tinham sobre as
cctfes subscriptas.
A importancia dos referidos o por |,
ser paga ao thesoureiro da directora,
casan. 3& da ra das Cruzes, Io andar, de
quem receberao o competente conheci-
mento, devendo para dito fim ser o
mesmo thesoureiro procurado das 10 horas
da manha as 3 da taivJe. A importancia
assim recebida pelo thesoureir ser no
fim .de cada semana recolhida ao bancoEn-
glish Barlk of Rio de Janeiro, limited, rece-
bendo o thesoureiro o competente titulo do
recotmento.
Recife 27 de'abril de 1809.
, Jos Joaquim Antunes
Prndente.
Luis Lopes Castejk) Branco
Secretario. *
Amaro J. F d'Albuqne.
Thesottfeiro.
Frederico Maia
Cirnrglo dentista pela escola
de medicina
do Rio de .Janeiro.
Tem a honra de participar ao respeitavel publi-
co desta capital e seus suburbios, que tem aberto o
seu gabinete de consultas e operacoes dentarias a
ra Direita n. 12, primeiro andar, onde pode ser
procurado todos os dias das 8 horas da manha as
3 da tarde. Elle acha-se competentemente habili-
tado para com perfeieao collocar dentes artificiaes
por qualquer dos systmas, e bem assim desempe-
nhar qualquer outro trabalho concernente sua
proflssao. O mesmo, reconhecendo que nem seni-
pre possivel s senhoras ou crianzas sahirem a
procutjr o remedio, offerece-se a remover qual-
quer obstculo, declarando que na cidade se pres-
tar a qualquer chamado sem qne issoinflua cousa
algnma na commodidade dos procos de seus traba-
mos, e quando para fra dclla a'ssim mesmo ser
precedido de um ajuste rasoavel, garantindo elle a
segurnca e perfeieao de seus ditos trabalho?. Em
seu galiiiiete se encontrar constantemente excel-
lenteps dentifricio, elixir e outros medicamen-
tos odontalgicos
andar.
ra Direita n. 12, primeiro
Offerece-se urna afila para fnzinharem casa
de^ouca familia : na ra das Trincheiras im-
W&'M.
TTTTrtTttT^i
f CIGARROS INDIANOS
BDOCANiNABIS INDICA
rriEiiIi LUij.ii iii[iaaaiuiiUJillJlJKJ,T^l
IMIfClft'l
liflDiill

Todos os meios atf hoje preconisados contra a asthma n&o tem sido mais do qne palKanVos
debaixo de todas as formas, tendo por base a belladona, o estramonio on opio, neeentes expe-
riencias feitas em Aliemanha, repelidas
indio de Bengala potsue as mais notayeis
assim como a tosse nervosa, a nsomnia, .
e as nevralaias faciaes. E'poU com o apoio da scienjijWJ0MMi^teiagam),prepM- L
dos com o xtricS d i cnamo das Indias, que nos importamos iettoffiim. [
t Deposito em Pertumlmeo em casa de ^*.

lV.a noite do da W de abril para o l1 de maio
farlarwi'do engento Moajepe, perto-de Iguarass,
um cavandttlco hfuito grande e^fordo, conhwido
pelo nome de Campia a pessoa que o appre
Tlebflef e feVar ao dito engdBo u a casa do Dr.
Moscoso, ra da Gloria, ser gratificada : assim
como se roga as autoridades policiaes para que
empreguem seus esforcos afim de conseguirem a
apnrehensaa do mesmo cavallojremenando-o a um
w* lugares Indicados, onde sdrao susfeitas as
despezas que honverem feito.
SEGUROS
MARTIMOS
COWTRAFOCSO.
A Companhia Indemnisadora. estabelecida
esta praca, toma seguros martimos sobre
navios e seus carrepamentos e contra fogo
em edificios, mercadorias e mobilias: a
ra do Vigario n. i, pavimento terreo.
Fundipo da Aurora.
Jeste vasto estabelecimente sempre se eneontra
um completo sortimento de taixas de fern bbtldt
e fundido, fabricadas recentemente, e se fabrfeam
de "qualquer molde a vontade dos eompradorw, e
recos rarpoaveis.________^_____________
Em casa de THEODORO CHRSfl-
ANSEN, ra da Cruz n. 18, encontranxse
effectivamente todas as qualidades de virti
Bordeaux, Boorgogne e do Rheno.
RIO DE JANEIRO
Zeferino d'Ameida Pinto, advgado no
Ro de Janeiro e com escriptorio de agen-
cia na ra dos Pescadores numero 08, en-
carrega-se de todos e quaesquer negocios
judciaes e administrativos, medanle hono-
rarios e commissoes rasoaveis e t i t-
radas.
As pessoas que de seus sei\cos se qoi-
zcrem utilisar, podetao dirigir-se pessoai-
mente ou por carta ao escriptorio ncimn ou
a casa de sua residencia, Cllele n. I7i),
acompanhados de todos os documentos
precisos e com indicaco da pessoa com
quera se possa tratar.
Para mais informa('es dirigam-?e a bo-
tica da ra larga do Rosario n. 10, nesta
cidade.
Ama
Precisa-sede una ama forra ou escrava par
comprar e.cozinhar para urna casa de pouca fa-
milia : na'rna das Cruies n. 28,1 andar pree-
re-se escrava e paga-se bem agradando^_______
Ainda restam algumas collecebes de
Biogrphias de alguns poetas, e outros ho-
mens illU6tres da provincia de Pernambuco,
tres tomos eserptos pelo conwnendador A.
J. de Mello : ra Augusta n. 94.
- Aqnem precisar, vendem-se bichas amhur-
guezas superiores, em grandes e pequeas por-
coes, e tmbem se alugam : n ra do Imperador
n. 28.
CRIADO
Preeis^-se de um criado qara o seni.;o do eaf
commercial : a tratar no meemo cafe, tW oo
Corpo Santo n. 9._______________________
socaan-DB
De ordem da directoria se. fsz publico que o
thesoureiro eleiu. o Jos Bra* da Silva, esia
autorisado para i*cbcr a cota marcada para to-
dos os wifisiiue quizerem continuar na mesma
sociedad* at o dia 9 do corrento, do qual recener
um documento que provar estar quites at o ul-
timo de abril- do rente anno, e todo aquelle que
o nao izer dlxaT de pertencer dita sociedade,
exceptos os qu'csverm ausentes, devendo lodos
comparecerem no domingo 9, as 10 horas da ma-
nha, na rna do Trapiche n, 20, 1 andar.
Secretaria da sociedade Uniao BeneQcente Ma-
rtima 3 de maio de 18f>9.
O 1". secretario,
Joao Rodrigues Handeira.
Predsa-se de urna escrava ou forra para todo
Precisa-se de urna-ama qne saiba cozinharbem Iservfto de casa de ponca lamilla na-rua da P^a
Joaquim Jos Gon-
palves Beltro
RA DO TRAPICHE N. 47, i." ANDA>.
Sacca por todos os paquetes sobre o Batv
co do Mnho, em Braga, e sobre os seguip-
tes logares em Portugal:
J,isboa.
'Porto. ,
Valenca.
GuimarSes.
(Mbra.
Chaves.
Viseo.
Villa do Conde.
Arcos de Val de Vez.
Vianna do CasteUo.
Ponte do Lima.
Villa Real.
Villa-Nova de FamalicSo.
Lamego.
Lagos. v
Covilha.
Vassal (Valpassos).
Mirandella.
Beja.
BarceHos.
Padeiro
Precisa-^e de um mestre padeiro parair*j*be-
lhar em Penodo : a tratar na ra do losnicloini
mero 23
AVIStl.
prefere-*e escrava ; na ra do Quiado u. 50. I n. 34 se dir quera quer.
De novo se previne que ningnem faca ntge.
algum com qualquer hereiro do coronel Fhmcm-
co Santiago Ramos, senhor do engenho Tlbiri,
. acerca do preto crioulo de nomo Rufino-, on
outro qtifqner escra\-o do mesW0"6sal, poi
'que tanto esse como todos os mais osfio bj-pofte
cados i Manoel Alves Ferroira e peohorados por
execuc>3 do mesmo.
Si

Ifci
i mtim i



\
Diario de Pernambuco Qurta fera 5 de Maio de 1869.

I
ESMERALDA
""fi
Moreira Dnarte & C. tendo feito urna
completa reforma no seu estabelecimento
de joias da ra do Cabug n. 5, (junto a
loja de cera) acabam de reabri-lo ao res-
peitavel publico, a quem offerecem um es-
plendido sortimento de joias as mais mo-
dernas e primorosas que teem vindo a esta
praca, e por prepos o mais resumido possi-
vel. Tambem compram ouro, prata e pe-
dras preciossas.
\ 5 RI5A M CABlfi 15.
DA
FABRICA NACIONAL DA BAHA
DE
TElXlill FREDER1M & C.
Acaba de cbegai a este mercado una porcao
desle ptimo IW*, uuico que pode si
inceza de Lisboa por se
E' fabricado polo systema
do princesa de Lisboa por ser de agradavel periu
me.
Jo" Areia Preta,
porni tem sobre este a vantagem do1.s,cr.v'aJ^'>;
o que para este artigo urna especialidade. a>
pracas da Baha, do Itio de Janeiro e-ouirasao
imperio tem o Rap Popular sido assas actwlniao,
e provavelmcntc aqui tambem o sera, logo que
soja conbecido e apreciado. Acha-se a moa
por preco commodo, e para quem comprar ao i
libras para cima, far-se-ha um'descont de o u,u,
c de 300 libras para cima o de 8 0,0 : jio escrip-
torio de Joaquim Jos Goncalves Beltrao, ra o
Commercio n. 17._____________________
Precisa-ee de urna ama para casa do homem
solteiro : na ra da Praia n. t.______________
"TSethodo Castilho
Manocl Jos de Faria Simoes, prolessor
particular de iiistrucrao elementar pelo
methodo castilho, scientiflea aos pas de
seus alumnos c ao respeitavel publico, que
mudou a so aula da freguezia de S. An-
tonio paraa de S Fre Pedro Goncalves, ra
dauia n. 31 2" andar, cuja aula estar
aberta no dia segunda-feira 8 do corrente.
Em dita aula recebe-se meninos externos e
internos por preco razoavel.
Osabaixo a asignados scientillcam ao respei-
tavel corpo do commercio, e a quem mais inte-
ressar, que li/.eram sociedado jio estabelecimento
de fazendas sito ra do Oueimado n. 2-', a con-
tar da 1" de Janeiro do corrente auno, sendo a fir-
ma social Femandes & Bastos, e competindoa
ambos o uso da firma. Recite :t0 te abril de IoJ.
Jlo Baptista Feral Idw.
___________Francisco Pereira da Costa Bastos.
Attentfto, attengito.
Guilherminu Rodrigues do Monte Lima faz sei-
ente aos ofteiaes de todos os corpas, que acaba de
receber um completo sortimento de espadas, ban-
das, tallos, talabartes e eliarlateira?, e mais per-
tences. Assim como receben tamben chapeos de
oleado para criados, de copa alta c baixa, com
cordo de ouro ou prata, e vende mais barato do
que em outra qualquer parto : ni praca da In-
dependencia n. 17, junto a loja do Sr. Arantes
Ujuem precisar de um homem -para caixeiro
de cngeuho, do que tem pratica, e mais traqueijo,
dirija-se a ra Imperial n. 35, d;is 6 as 9 oras
da manbaa para tratar. ____________
ESTABELECIMENTO EM 1832
Salsa|>arilha de Bristol.'
LEGITIMA E ORIGINAL
EM FR.VSCOS GRANDES
Jos Soares de Azevedo, professor de
jngua e litteratura nacional no gymnasio
provincial do Recife, .tem aberto em sue
casa, ra Bella n. 37, um
CURSO DELI.NGU.V FRANCEZA
DE CEOGRAftlIA E HISTORIA
^DE PHILOSOPHIA
DE RHETORICA E POTICA.
Os estudantes que pretenderem flequen-
ar qualqaer destas discipliuas, podem diri-
?ir-se indicada residencia, de manlia at
as 10 hoias, e de tarde a qualquer hora.
JIUMII1I
Resta venda mn escolhido sortimento de ob-
ectos de marcinena, como sejam, mobilias de Ja-
caranda. mognO eamarello, obra nacional e estran-
jeira, d apurado go> lo e por proco* razoaveis :
a ra estreita do Rosario n. 32. Nesta niesma
casa fazem-se com perfeieao todos os trabadlos de
laihinha, como sejam, empalhamentos de lastros
>ara camas, cadeiras e sophs.
OGRANDE NJUIFICADOR DO SANLE!
Esta cxcelleute e admiravel medicina, e
preparada d'uma maneira a mais scientifl-
ea por Chmeos e Droguistas mu doutos e
d'uma instrueco profunda, tendo tido mui-
tos annos de experiencia ao par d'uma ton-
ga e laboriosa pratica.
A sua composico nao consiste d'um sim-
ple extracto d'utn so artigo; mas sim,
composta d'extractos d'um numero de rai-
zes, hcivas, cascas, e folhas, possuindo to-
das ellas, sua virtude especial ou poder
em curar as muleslias as quaes teem sede
ou essento, no sangue ou nos humores ;
e estes difieren tes extractos vegetaes, adiam- pKeimino nnia ama para ranhar ,,, ,.a?a
se por urna tal forma combinados a^ ponto .de pouca familia : na praca da Independencia ns.
de conservaran em toda a sua for.ca, o cu- 37 e 39.
um ile
esappareceu a i) d<> corrente, da botica do
abaixo assignado, o bilbele da lotera 104, n. lo'i7;
[lortanto previne-se ao tbesoureiro que nao pague
premio algum que sabir por sorte na exlraecao,
sean ao abaixo assignado, seu verdadeiro dono.
Francisco Antonio das Chagasl
AMA
DE
LIMA, LESSA
ll-UIA IfA Jir-
as
C.
rativo especial de virtude, que cada
per si possue. A raz da planta de Salsa-
parrilba, produzida as Honduras, a que
nos usamos* nesta preparado, sendo a ijua-
lidade que todos os mdicos mais prezam
e estimam. Na romposieo da Malsa-
parrllha de Bristol entra m.ii.s de 50
por ceuto deste concentrado extracto. Ella
nao encara era si cousa algum t, que pos-
sa por leve ser perigosot injuriosa
sade; e tanto n'este, como em otras! to-
dos os mais respeitos, ella iutchaineule
diversa de todas essas mais preparaces,
as quaes debaixo do nomo de Salsapani-
Iha, sao accondicionadas ou postas em gar-
rafas pequeas, sendo recortada em (loses
mui diminutas d'uma collier de cha por
cada vez. Nos pelo contrario engarrafa-
mos a
SALSAl'AURIRA DE BRISTOL
em frascos grandes, e assim por este modo,
dividimos com os consumidores, o grande
proveito e vantagem afcancado por aquellcs
que acondicionara sua preparacrM .nigar-
rafas pequeas. Cada um dos frascos da
nossa Kalsaparrllha de Brislol
oonteera a nessa quautidade igual porcSo
contidanaquellas garrafas pequeas, e alen
Vinho degestivo de
chassaing
PEPSINA EDIASTAEX.
Remedio por exccqiencia para cura certa
das digestoes tlifficcis e completas, acalma!
is dores gastralgias, e reparar as forcas
produzindo una assimularao completa dos
dimentos; sendo mais um excellente tnico.
VEMME-SE
PHARMACIA E DROGARA
DE
Bartholoinen <& C.
34RA LARGA DO ROSARIO34
KseraTo.
Precisa-se alugar um escravo das 8 horas da
manbaa as 5 da tarde : na ra da Cruz n. K,
l" andar.______________^________
Aviso as familias e orphaos
dOS VOlUIltriOS da patril contida naquellas garrafa: pequeas, c
Connda-so as pessoas represeateiites das fa- disso, possue ainda limito mais forca
miiias orphos dos voluntarios da patria, que pe- viitude medicinal do (pie aquella, que por
roceram na guerra contra o dictador .loParaguay, i t "e ,,ossa achar contida dentro de
a cotnparecerem .omnetentementedocuientadas, peiiuua se.l'"-= "^ .mQI,i,n t>,.
-'seis garrafas de pequeo tamanno. l'ot-
tanto mui natural, que aquelles, que se
O respeitavel publico encontrar nesta officina habis mestres e b6m coiihecidos
:ia arte, alliancando-se o melhor desempenho conformo o gosto e vontade do freguez,
assim como a raaior pontualidade na entrega das obras ; recebemos de Pars, por todos
i>s vapores, os mais modernos figariHOS pata nao haver nada a desejar; bem como
carias eicommendas de casimiras modernas e outros artigos proprios para homens;
xemos grande deposito de roupas fr-ilas de toda a qualidade, como sejam: camisas
francezas, inglezas, chapeos de sol de seda trancada, o que ha de melhor, grande
-iortimmto de meias, eolariuhos, punhos e grande novidade em gravabas modernas, e
Analmente completo sortimento de fazendas tinas e roupas ferias, sendo os precos os
mais baratos possiveis.
ao e9criptorie do Sr. liar', da Soiedado largo do
iorpo Santo, aflu do roceberem a parte que lite
tocar da quantia de 1:33843*0, proveniente do
producto de um beue.licio dado peto emprezario do
Theatro de Santa Izabel.
ATTENCAO
Jos Mara Palmcira, tem para vender no
seu cscriptorio largo do Corpo Santo n. 4
AMA
Precisa-se alugar urna ama forra ou esr.rava, de
muito bous costmms, que uitaeetinbare engon,-
mar com perfeicoo, se aj ^em (i;.
lijase a ra Bella n. .'17, Bobrado de dona an-
dares.
Linha tbdtyraphica,
O abaixo assignado convida aos senluires mem
bros da COnunuSM que tem de promover o esta
belecimento de ama linha tlielegrapbica desta pro-
vincia capital do imperio, se reumrem no dia
7 do correte, as hora da laide, no saiao do edi-
ttcio da Associacii Coiiiinerc.ial Heielicut, aliiri
de tratar-se de negocios leolenlis i WMM iuitia
thelegrapbica. Itecife i de maio de l^ti.
O secretorio da eonnnisso,
Candido C G, Aleofnrado.
\
Fugio no dia 14 do na-sado.
nbor, na povea^ao do Moiiteim, a
de
casa de seu s-
panla Auna, de
16 annoa de idade. pinico mais on menos, cabellos
corridos, que eoslnma trater em I, dos da parte
de detraz e levantad s na frente, testa estreita,
olhos pardos e mu pi neo empapit^adux, narra cha-
to, algumas marca- da bexigl so rosto, pea graB-
il.'s, o olive pouco do ouvido direiio. |L'vi,u vestido
novo <1<- chita com lisiras rflSM I ioaiicas. e tim-
ba de DiarroqnjBi deode j protesta-se prucoder
com todo o rigor da le cunta quem a liouver ho-
mistado : roga-se as autoridades policiaca ou a
qualquer peasoa a sua captura, levando-a ao largo
jo Corpo Panto n. 19.
Ama
Precisa-se de doas amas que sejam pcri.itas
engommadeiras : na roa do ferino os. khi e 102.
Paecisa-se alugar um moleque ou mesmo
Bgro para serviru de urna paitara de pouco tra-
balbo: trat ma rua imperial n. 7. taberna.
Na na da Concordia n. 13 precisase do urna
ama do leite para amamantar una enanca de
tres mezes.
No pateo do Carino n. 1 vendo-se un inole-
qnedo bonita figura, de idade d.' 20 anuos
Preefsa-M de una ama para o servio inter-
no de una casa de pequea familia : na rua da
Concedi n. id.
frecisa-se de um caixeiro de {i H annos
de idade, para taberna : a tratar no becco das
Carvalhas n. 1.
Io andar.
Fio de algodo.
^Pedro
DE PIANOS
DE
J. VIGNES
55 Rua do Imperador 68
JOSEPH MARIE RHIG AS
ATTENCAO
Perdeu-se no domingo i do maio uoite dacs-
tacao das Cinco-Pontas at a Soledade, nm embru-
Ih de proeuraqoes bastantes e outros papis de
escravos : qnem o *chou queira entregar na rua
do Corredor do Bspo n. 53, ou na rua da Cadia
n. 36, que ser gratificado.
HITE
Ao p da vacca aa rua dos Pires, sitio do gori-
qolti, as 6 horas da manha.
l'ede-se ao senhor que levou por emprestimo
do hotel Francez,-uni romance intitulado Dama
das Camelias, o favor de entrega-lo quanto antes
i no mesmo hotel, do contraro veri seu norae_, or
' este Diario. Faz-se este annunco por (;ue dial
senbor nao quer entregar.
\visa ao respeitavel publico era geral, e com
iregueies do seu estabelecimento, que ah se ada prompto
balho de concert e a afinaco de pianos ; e que brevemente
tfico grande variedade de mosteas e pianos.
especialidade aos 3nttgosicia
a satisfazer qualquer tra- i zer
ter disposicSo do pu-
Debaixo da forma d'um liquido sem sabor,
anlogo a nina agua mineral, este medica-
memo rune os eleir.entos que coastiiuera I
os ossos e o sangue. E' o mais racional dos.J
ferruginosos; por esta raiao o oplro
os mais eminentes mdicos do mundo in-
cujo deseavolvimento Urdi,.
qne padecem 'd'estas dores d'eslomago intoleraveis, causadas pela ch'.orose,
mensiraacio on lencorrbea, as criancas d'uma compltelo paluda e delicada, e a
todas as pessoas que tem o sangue empobrecido pelas doencas. Effioacia, rapidez d'accao,
cura perfeita, sem eor.siipaco de ventre nem acejo sobre os denles, tses sao as razdes que
imperio para que os senhores mdicos o prescrevio aos sens doentes.
Deposito em Pemambuco, em casa de Kaarer e O*.

Igrja de %. sr. do liosarto da
fregnezla da Boa-Vista
Os abaixo assignados, nomcados pelo llhs. Sr.
: Dr. proredor de capellas para adininis'.rarem a
referida igreja,e tendo de dar principio as obras
mesma reja, e como de si so nao possain fa-
, recorrem proteecao das almas piedosas e
bem formadas, afim de'lhes ajudarem na reedili-
cac/iodacasa sagrada. A commisso cunta que
ao "fazer este appello a generosidatie dos fiis, nao
serio estes indilerentes attento o fim a que de-
dicado-tai peflWk.
A igreja estar aberta do dia 10 por diante das
C horas da manbaa e 6 da tarde. Acuellas pes-
soas que quizerem coadjuva-Ios, poderao remetter
as suas esmolas .i mesma igreia oj na typographia
deste Diario ao Illm. Sr. Dr. Mi
teiro. Conven-, mmto s mciinas de temperamento delicado, cujo
i senhoras qne padecem 'd'esUs dures d'esWmaeo intoleraveis,
anemia,
iiel de Figu#.roa
j Faria, nosso digno protector.
A commisso declara qne a pioporc^o que lor
reeebendo qualquer esmola ir logo agradecendo
! por este Liario, e a Nossa Excelsa Padroeira nao
I ser indiflerente para aquolles i oe coneorrerem
i para a rfodificaeao de sua igreja.
Consistorio da igroja de N. S. do fi*ario 54e
maio de kB60.
Cesario Aurelianc Ventara.
Jos Pedro de Sant'Aona.
Andr Avoano d. Costa.
achara oceupados em preparar e vender as
suas producees, em garrafas pequeas,
miuinurem e gritera contra os nossos fras-
eos grandes: proclamando, que a nossa al-
saparrllha de Brlstol tilo possue a
menor virtude; porm quo effectivamen-
le sao ellcs postvs em silencio, quando indi-
camos, ou simplesmente referno-nos para
com essas centenares de certidoes e tes-
temuriiios authenticos, por nos recebidos
de todas as cjasses da sociedade, nos quaes
plenamente atlestam o poder curativo e vir-
tudes raaravilhosas da nossa.
SALSAPARRILHA BE BRKTOL,
A vantagem de termos os
prios agentes naquelies lugares aonde as
differentes raires, drogas, hervas, e plan-
tas de que se eompoem as aossas medicinas,
sao produzidas, que nos habilita exer-
cer aquelle constante cuidado e dfcfcello na
minaciosa eseolfaa; e o que asseguta e ga-
rante uniformidade de excellencia.
Em quanto que, por otitro lado, nos nao
nos poupamos nem dinheiro, nem dili-
gencias ; afim de alcancarmos o melhor
e nicamente o Kielhorde cada um artigo
ou iridente que'entra na sua composi-
eo; pois levados e compenetrados da
mais firme e persuasiva confianza; que po-
demos at'outamente dizer aos doentes de to-
das as naces, e de todos os fiaizes, que na
Kalsaparrilka de Rrlstol. possuem
um remedio mais eflicaz e seguro r do que
nenhum outro, que-vos tenha sido offere-
cido at boje, e o qual por corto nSo hade
mallograr vossas expectativas, na prompta
e eftfcciiva cura da-seguintes eofonaidades:
Panno de algodSo.
La barriguda.
Colla.
Galha.
Caparosa.
Oleo de linhaea.
Sag em garraloes.
Vinho Bordeaux, superior qualidade,
garrafas grandes, caixas de doria.
Emilias francezas cm latas.
Vinho do Figueira em barris TLGo
mais superior que vem ao mercado.
Salitre.
Enxofre.
Fio de vella.
Cimento portland superior.
Dito romano dito.______
PAULO GOHER
! pela sua repentina viagem Europa, nao leve
I tempo de despedir-se de seus amigos do que pe-
nossos pro-1 de-lhes desculpa, e offerece Ihes seu pouco pres-
Precisa-se de um caixeiro
sem ella : a tratar na rua da
herna.
com pratica ou
i^triz n. 7, ia-
Precisa-so de um caixeiro que Unh; pratica
de taberna : a tratar na rua da Auroia n. O
Precisa-se de uina ama de leite
Cruz do Recife n. lo, 3* andar.
na rua d
COMPRAS.
Vende-sc urna taberna
lo : a tratar na mesma.
na rua do Pilar n.
Na naca da Independencia n. 33, loja deou-
rives, conipra-seonro, prata, e podras preciosas, e
tambem se faz qualquer obra de enconum-nda, e
todo e qualquer concert.
MO E
Compta-se moedas de ouro e prata i
bem como libras sternas, na na do Ca-
bug n. 9, reiojoaria.
timo em Paria.
Ama
Precisa-.e de urna ama que cozinhe
estreita do Rosario n. 18, 2o andar.
na rua
Precisa-se de urna ama para conzinhar : a
tratar na rua da Senzalha Velha n 48.
Os abaixo as-ignados fazem seiente a quem
liossa interessar que tem vendido K s SrsBertholni
& C, a sua loja e fabrica da chapeos de aol sita
na rua Nova n. 23. Recife 30 de abril do 1869.
Mctneel & C.
Convida-se aos irmos da irmandade da S.
Cruz dos canoeiros, para no domingo'9 do corrente
elas II horas do dia comparecerem no consistorio
a mesma igreja afim de se proceder a eleicai.
Consistorio da irmandade da S. Cruz dos canoei-
ros 3 de maio de 1869.
O provedor
Jos Aiilonio ilii Coala.
Comura-se nanmonda de casa terrea uesta
nesta cidade, paga-sc bem
loja da rua do
amos.
qnem tiver falle na
Queimado n. 46, de Baste i tr-
0 rniizeo de joias
Na rua do Cabug n. i compra-?e ouro, prat
e pedras preciosas por presos mais vantajosoa k
que em outra qualquer parte.
0 MUSEO DE JOIAS
GOMES DE AnOS IRM&OS
tendo feito completa mudanza em seu antgo e
acreditado estabelecimento de joias. com o fim de
dar-lhe maiores propor(oes e elegancia, convidam
ao publico em geral e com especialidade as Exnis,
Sras. de bom gosto a comparecerem pessoalmente
das 6 horas da manhaa s 9 da noute na
RUA DO CABUG N. k
onde eneoutraro um completo sortimento do que ha de mais elegante,
bello e precioso em brilhantes, esmeraldas, rubins e tudo que em obra
de ouro, prata e platina se pode desejar.
ADERECOS DE BRILHANTES, ESMERALDAS E RUBWS
de novos goetos, assim como grande Tariedade de salvae e paliteixos de
prata contrastada e de gosto aind* nao visto, e completo sortimento de
objectos de prata para uso das igrejas,
Compram e trocam qualquer joia ou pedra precioaa e gaaraiitealt
a qualidade dos objectos vendidos.
Escrfulas,
Chagasatrtigas,
Ulceras,
Feridas Ulwrosas,
Tinha,
Syphw.ouMal Ye-
aereo
Huniores-EscrofK-
l3SOS,
Irregularidadesde
Sexo
Femiiiino,
Nervosida-b-.
Debilidade Geral,
Febra e Malignas e
Febre e Sez5'es
illosas.
Aswiacjio Beneflcente dos Artistas All'aiates
convida a todos os seus socios para se reunirem
em assemblca geral no dia i do corrente as 7 llo-
ras da tarde, atiin de dar cuaiprimeuto ao % 3. do
artigo 2i? de nossos estatutos.
Jos do Espirito Santo e Silva,
!. Secretario.
Compra-se moedas de ouro e prata, bem
como libras sterlinas por maior preco que
em outra parte: na ruado Crespo n. i
primpiro andar._____________________
Cow muito maior vantaycw
Compra o Corac,ao de Ouro, n. 2 na do Cabu
g, moedas de ouro e prata e pedras precvws
Bandeira nacional
Compra-se urna bandeira nacional de um doos
metros de tamanno : na rua larga do Rosario n.
34, botica.
Preeia-se alugar urna escrava que saiba co-
sinbare engommar : na rua da Imperatriz n. 15,
primeiro andar.
VENDAS.
Veade-se.um preto dcJOanjios de boa.eon
docta, por baralo preco na.ru'a do Fogo n. 1
Tumores
Afoscessos Aposteuiafi,
Erupces,
Herpes,
Salsageni
Impigens,
Lepra, febres intermittentes e remitientes,
hydropesia e ictericia, etc., etc.
Gutro-sim, achar-se^a, que para o bom
resultado e.perfeito curativo de lodas aquel-
las enleniiidades cima apontadas o adian-
tamealo da cura, grandemente promovi-
do e apressui-ado; usando s ao mesmo
tempo das nossas mui valiosa |llula
veaetae* assHcarada* de BristoL,
tomadas cm doses moderadas em connec-
Co ou conjunctamente com a Salsaparrilba;
l ellas axem remover e cspellir graades
quantidades de materias uwii*Gcas-e bu-
- tapies viciados que se despreodein e livre-
mente circulaiu espalhados pelo systeoia,
isto causado pelo uso da Salsaparrilba;
por esta forma. aciU a volta e o tencio
normal das operaees faoccionaes, ,
Acha-se a venda nos estabelecuaestos d
A. Caors, J. da C. Bravo & C. P. Maurer
i;., Md- A. barbosa, Baiiolomeu 4 C.
Su rua Augusta n. G7, terceiro andar, pre
cisa-se alugar mn piano em bom estado por al-
guns meits, quem o ti ver annuncie ou dirija-se a
mesma casa, que se pagar bem.
II
U MUSEO DE JOIAS
rTIIilOADE ~
Aos 500 pares de brincos.
Chegou e viade-ae no (kiraco
d'Ouro, rua do Cabng, brmeos de
nabas coaj>.ma,fraja panden-:
le a um rico desenbo e ouro de
lei, pelopequeno pre?o-de r^)O0O j
cada jjar. baratissno.
Transferencia.
Joan Alfonso Torres mudou seu escriptorie pa-
ra o caes da Alfandega Velba n. 2.
Baltar, Oliveira &
Mudaram o sea escriptorio da rua
n. 10, para a mesma rua n. 1, 1
c.
do Vigario
andar.
Para miudezas.
nreeiaarse de nm caixeiro com pratica garan-
tido sa conducta : na roa Direita n. t04.
Narciso Jos da Silva yai a Europa e deixa
por seus procuradores : em primeiro fugar o seu
mano o Sr. Joaqnim Narciso da Silva, o em se-
gendo o Sr. Joaqnim Rodrigues Tarares de Mello
e em terceiro ao Sr. Francisco Antonio de Assis
Goes.
Precis-se de urna ama para cozinliar e fa-
rer mais servico em casa de homem solteiro : na
rua da Concordia n. 425.
Precisa-se de urna ama para comprar e co-
zinhar en asa de homem slteiro : na roa da
Concordia n. 125.
BR4SILEIR0
l? andar.
Pre#wa-: n itrmt amatlina seja de boa conducta, para eoaihar- para ma
xasa.do amilia : naruft dtf|\ignio a. terceiro
andar.
NasespaoosoB
tabiioana, no raes
9 e arejados r^uens'
pailita- Pernambuoana, no caes dJI',AwnBDl*lirt
obenj-^o em deposito a prW jiinWt 'fiacs-
quervoluraes com fazendarf.-1 A1mBlila,;'p9f^u!
sao construidos estes armazens faz crer que ho-
possivel penetrar all upa*: troo.
criptorio aa Companhia, W setrdWrlo n. Vi.
XAROPB MORAL
DE
PO\TA DEElBUBi
COMPOSTO B PBEPARADO
Pe* |harmacentlco
Jos da Cruz Santos.
Esta planta cujas virtudes medicinaes
existiam desconhecjdas para a maior parte
dos nossos facultativos, devendo-se a sua
descoberta ao uso que d'elle aziam o
nossa; iadigenas que; menoarabavam cobd
a sua applicacio-e tedo* os soffrtmentos
Sulmonares, hoje coaheeirlo como ojne-
IcameAto mais efficaz para a cura de. a*
thma, bronchite, corweluche, penemwna.
e at a phtysica, produaindo um. effeito mi-
lagroso c prompto. i .
Para um adulto 3 4 colheres de S9ty\ de A.M.,Ro'im*C.
ao-da paro oa em cosimento.Beitoral.
Criancas, 3 4 colheres de Cn.
Cftft JdflO. a irasco.
Pemambuco, rea Nova botica n. M,
Vendem-sena casa de Theodoro Scqo:
dcC.
Largo do Corpo Santo n. 21
yendetn-se 37 saceos com farinha da..larra,
com mais d um abjeire cada sacco : i;u4da
Praia ni 4.
Vende-se a taberna da rua da Matriz da Bon
Vistan. 52, a dinheiro e a praso.
VeiMle-se dous estabelecimentos de molhados
nos princjpaes po >tos do Varadouro aa cidade de
Olinda bem, a#egueuzados e muito acreditados
isto por seu dono se achar imposibilitado de sado :
.tratar aos nws*ios.
Vende-se
de urna pessoa que se retira urna bonita mulatinha
de idade 15 anuos, recolhida, muito halidosa, um
tindo mulatinho de idade 17 annos, tres escravas
boas engommadeiras, urna dita de meia idade, in-
signe cozinheira, aires escravos para todo serv
qo : ua travessa do Carino n. 1.
Vende-se nm escravo peca de SO annos de da-
de, proprio para todo e qualquer servico, garnte-
se a sua conducta : na rua estreita do Rosar n
W, andar.
Vende-se a botica da Direita n. 88 : nem
Siretender dirija-se a rua da Imperatria. T
pja.____________________________^___
JStthtre
Vende-se satre em,Mr*iai"*'ai ; "* ? ^
Yigarip n..iC0
i Qalfdo< iufflez
de divercas qualidadee i para bororas,
Mini* e rianeas ; ftcahiraur Meodes, mm i
C, rua da Cadcia n. 32. ________
E' barato.
Vinho de Lisboa a 4tin-s>. a garrafa,, eaaaaa
34, manteiga franceza i# a h*ra, arroz -pawte
al20,cafemeafowtr>: isto s6 a tr**w
das Crutos li.
Alcatifa
Vende-se boa aloatifa' 4e variados
600 rs. o covado : re* de Queimado n.
tojs
BandeioM
deixas de seda nacional e es-
a 44 : rua do Qnebnadc
lim &C.
"
V



6
Diario de Pernambuco Quarta feira 5 Je Malo de 1869.

~-
VALOR THERAPEUTICO
DO
XAROPE DE QUINA FERRUGINOSO
DE GRIMAULT E COMP.
aharmaaiitos da A. I. o principe aVapolesVo, em Varia.
A issociacao do ferro e da quina resolveo nm dos mais importantes problemas da pharmacia,
e faz com que se congratulan) os mdicos dos relevantes servicos que lhe; presta esta pre-
paracSo.
Com effeito, ningucm ignora que a quina, em mateira medical, o melhor tnico que se
possa empregar, sendo, sobretudo, unido ao Phospliato de ferro, a mais estimada da pre-
paraedes ferruginosas, pois que entram na sua composicao o ferr#> elemento do sangue, e o
phospbato, principio dos ossos.
Por isso, julgamos que, para os srs mdicos, serao iuteressautes asobserraedes feitas pelos
seus collegas, os mais distinctos de Pars:
Este Xarope produz os mais felizes resultados nos casos de dysj>epsia, chlorosis,
t amenorrhea, bemorrhagias, leucorrheas, febrcsiyplioidas, diabetes, e quando precisa
restabelecer as forcas dos doentes e restituir ao coreo as torcas alteradas ou perdidas.
ARNAL, medico de S. M. o Imperador.
t orna das raras combinacSes que, ao mefmo tempo, satisfazem o medico e o doente. Em
quanto a mim, en a considero! como a mais eflicaz preparacao ferruginosa, cujo uso dos
mais agradaveis para os doentes.
CAZEN AVE, medico do hospital Sant-Louis, em I'arit.
< Com esta preparacSo d'nma ttrma agradavel, e fcil de digerir, airainistra-se aos
doentes dois medicamentos importantes. '
CUAPiRlER, chefe de clnica da Faculdade de Pars.
En emprego com o maior xito o Xarope de Quina ferruginoso, e o considero como
c um.i das mais felizes nnovaces, na mateira medical. >
CHASSAilafiiAC, cirurgiio em che fe do hospital LaYiboisere.
a Este medicamento, sempre bem aceito pelos doentes, deo-mc constantemente os mais
< vaniajosos resultados.
HERVEZ DE CHEG01N, meihbro da Academia de medicina.
t A limpidez d'esta preparacao, o seu gosto agradavel, iscnto de qualquer sabor de
t ferro, fazem d'ella um medicamento tSo efficaz cmo agradavel.
MONOD, addido Faculdade de medicina.
Deposito em Pernambuco, em casa de
rnrer a O*.
ALTAS NIMDADES
LOJA DO PASSO
Ba do Crespo n. 7 A, esquina da do
Imperador.
PARA CASAMENTOS, RAILES, THEA-
TROS, etc. etc.
Lindos cortes do blond, contendo setim,
mantas e grinaklas.
Requissimos cortes de sedas assim como
para covados.
Gurguro branco.
Moireantique branco azul e verde.
Gros-de-naples brancos e de c-ires.
Setim branco macau.
Setim, branco, azul, verde, cor de rosa
e amarelos.
Fil de seda, branco e preto.
Cortes de seda com doas saias.
Chales de gurguro de seda de cores.
Camisas bordadas para homens.
Saias bordadas para senhoras.
Camisas bordadas .
Fronhas de irnho bordadas1 com prirrror.
Lencos de cambraia de linhc bordados.
Na lpj3 do Passo ra io Crespo h.
INJECTIONB
H) flenlea Inlulllirl c tTeft-rvallva, absolulamriuu a ubica que curo ii.ni i.cimiui adiliUta. \..-.., M
aai principies boticas do mundo. (Eligir a instruecaa do dio). (SO annos ik- distancia ) Paria, em ea
(Mentar BOU. boulnard Mcenla. 111.
Do xarope Vegetal Americano, cspcriaHeiade de Bar holomeu A
3 iRA LARGA DO ROSARIO3 i
Nao costumamos procurar attestados para acreditar nossos preparados, e dei
xamos que sua applicacao e os resultados obtidos pelas pessoas que se dignaram acceita
los, lhesdeem crdito evoga; porque sao sempre os attestados considerados gratuitos
e delles que lancamao o charlatanismo; mas, nao querendo offender as pessoas qn
espontneamente nos oflereceram os que abaiio vao transcriptos, os fazemos publicar
manifestando-lhes nossa gratido pela attenco, esperando que venham elics corrobora
o cooceito, e acceitaco que tem merecido nosso xarope.
Bartholomeu & C.
ATTESTADOS
' iihns. Srs. Bartholomeu & C com a mais subida satisfcelo que decan
.ero xarope Americano de urna eficacia extraordinaria, pois que soffrendo ha dias d
intensa tos.se, ponto de nao poder dormir a noite a despeito mesmo de medicamentoi
que tomava, a elle recorr e na terceira colher fui alliviado, e de todo me acho hoje res
tabelecido com o uso somente de quasimeio frasco: grato, poisv esse resultado mani
festo a Vv. Ss. meu reconhecimento.De Vv. Ss. amigo, venerador e obrigado.M
noel Antonio Viegas Jnior.
Sua casa 20 de abril de i868.
Iltms. Srs. Bartholomeu & CPenboradissimo com o favor que me fiaeran
de aconsejar o uso do xarope Vegetal Americano, de sua composicao, quando me acha
va bastante doente de urna constipado, que me tornou completamente roucc- e qu<
trouxe urna forte tosse, c me impossibilitou de cumprir os meus deveres de cantor ds
empreza lvrica, vou agradecer-lhes meu completo restabelecimento, que obtive com un
s vidro do mesmo xarope, depois de haver recorrido a muitos tratamentos. Desejat-e
que outros como eu recorram ao seu xarope para se verem alliviados de to terrive
incommodo, to fatal neste paiz. Com maior considerado contino a ser de Vv. Ss
atiento, venerador c obrigado.Luiz Cremona.
Recife, 25 de setembro de 1808.
Illms. Srs. Bartholomeu CO xarope Vegetal Americano que Vv. Ss. teen
exposto venda de toda efficacia para o curativo d'asthma, conforme observet appli-
cando-o a meu fiiho Joaquim, menor de quatro aunes; victima d'esse flagello, que atl
ento por espaco excedente a dous annos havia resistido a outros xaropes de grandi
nomeada. Queiram, pois, Vv. Ss. acceitar a expresso altamente sincera de meu reco
nhecimento ao meritorio sen-ice que lhe prestaram com o indicado xarope, acreditan
do-me para sempre de Vv. Ss. criado, attento e obrigado.Americo Netto de Mendonc.
Recife, 2 de outubro de 1868.
Riquissimas colchas de damasco de seda,
assim como de seda e algodo.
Ditas de crochet para cama.
Chapeos de seda bordados, parasol,
Poil de ohevre de lindas cores.
Alpacas de lindas cores.
Chapelinas de palha da Italia, assim
oemo de seda.
Eufeites para cabera de senhora.
Espartilhos para senhoras.
Meias de laia para padre.
Ditas de lia
Ditas de seda o da Escossia e algodo.
para senhoras e meninas.
Lencos de iabyrintho.
Fronhas de labyrintho.
Bicos, rendas e grades.
Finissimas cambraias de cores, percales-,
las, e outros muitos artigos de gosto e
de alta novidade, is-to s
7 A, esquina da do Imperador,
cavfPANHIA .
m
Fabrica de letelo de a god&o de
FernfiaYelho.
O superior panno de algodiio testa fibra** niui
vantajosamente condecida Insta provincia cuas di1
Pernambuco, Parahyba t lo-ris Janeiro, peto sua
perfeiQao de teefdo, elasticidd c fortaleza, eonti-
ntia a ser vendido no cscriptnrto da inesma som-
paiihia prara de Pedro 2" ifesfa cklade, easa>nu-
miro 4.
Alim de que o numeroso* rimportantes se^We-
res de engenho, Eein como os SMihorcs e.\|>orlsdo
res de assaear, Mtnto desta prorhiei como das
cima mencionatis, possam rm- facilidade pnv
ver-^e das ni;inufatnras desta fobrim. a gerenois
da eumpanliia annoneia que as- ta venda eos
segninles lugares :
Nrsla cidadeno sen escripto! e ibs casas dttsj
Srs. Domingos lote a> Parias e Js Nunes Gua-
rna raes, ra do Cotnmereio.
Em Pernambucona easa dos Sr. Oliveira, R.
Ihos & e.
No Pitarem cnss-'cto Sr. Joio d Albuquerqt
Mello.
Na GaManha Grandeem casa d Sr. Norberto
Cavalcanti de Albuqnerque.
Em Camaragibena; casa do Sr. Jto Vieira a
Linia_
Atan do panno aorojwiado ao ansaeamento do
assucarv, a fabrica possue mais urna qalidade de
panno niui forte, ampiado ao syslema qae tem o&
senhores de engen&o do norte a provincia (h
manfercm despejar no* trapiches de l'ernambuco
o assuear que alli ti wwler, con o- ioo os saeH
eos senem para limitas safras.
Para roupa de e-mvos ou de trabiitbadores de
campo, e para toallas e lences (toseiTico diarky
ha urna superior qnaUdade de panno- de'28 polle
Sadasde largura, muiio forte e espesso, parecen
o-se-bastante coro man lona. Os preces sao os-
mais modieos possiveis. Macei 38. de marjo ds
186.
JMMA
DO
SKI 1IT8
Superiores saias brancas bordadas a 55, C;5, 85 e 10i000 cada urna.
Ditas de cambria de escocia transparente j feitas a 6$000 cada urna.
Na loja das Columnas na ra do Crespo n, 13 de Antonia Correia
Vasconcellos & C.
lo

m
IpprotijJ
si jfadeaii
i* ndeia
iPirii
?ILULAS
'IflMTOnBBBDM.^NGA^F.S
deBURINduBUISSOn
nm
Pharmaceuliea
laureado
k
acadrnia
0 tratamento das affecedes chloroticas, lymphaticas ou escrophulosas sempre lentis-
simo, e muitas vezes essas molestias resistem s preparares ferruginosas ordinarias. As
indagac6e8 feitas pelos professores Hannon de Bruxellas, Gensoul e Pelreqnin de LySo e
Bei elius e Trousseau de Pars, tem provado que a causa d'essa persistencia era a completa
ausencia do Hanganese, elemento que sempre"deve-se adiar no sangue junclamente com
O ferro. Estas pilulas supprem, pois, na therapetica urna falta importante, e por este
motivo ellas tem merecido a approvacao da Academia de Medecina e dan principaes socie-
dades medicas. Deposito em Pernambuco, em casa de Maura O*.
CAPSULAS MOLES
DE
ALCATRAO
Remedio por eacellencia para cura rpi-
da e completa dos coqueluches, bronchifces>
catarrhos, tossfcs- convulsivas, escarros saa-
guios, e outras mplestias dopeito.
VEWDE-SE
NA
PHARMACIA E DROGARA
M
Bartholomeu & C.
34RA LARGA DO R0SA1U034
Sconete de edeatreto.
DE
Antonio Nunes d Castro.
Este acreditado preparado, que tSo boa
acceita^o tem merecido n'esta provincia,
muito se recommenda para a cura cert
das impigens, sarnas, caspas e todas as
molestias de pello.
Deposito nico,
Pharmacia de Bartholomeu A C,
34ra larga do Rosario34.
GALLO VIGILANTE
liodo Crispo n. 9
05-propreta?ios deste bem conhecido estibcle-
cimento, alm dos-muitos objeelos que tinhaui ex-
poslos a apreciaoo do resp;ffavel publico, man-
daran* vir c acaban) de receber pelo ultimo vapor
da Europa um completo c variado sortimens de
linas e-roni delicadas especialidades, as quaes es-
tao resolvidos a wnder, como e de seu eostunie,
por preijos muito bnratinhos e cemmodos par io-
dos, cor' tanto que o-Gallo....
Muito- snperiores tovas de pellwa; pretas, bran'
cas e demni lindas aores.
Mui basa e bonita goMinhas e pannos para sa-
nhora, neste genero a-que ha do mais moderna
Superere^pentes d tartaruga pwa coques.
Lindos o nqnissims eafeites pare caberas d
Exmas. senhoras.
Superiopes trancas gretas c de tres com tidri-
thos e sem-elles; esta faamda o Te pode haver
de melhor e-nois bon.
Superio#ss e bonitos- Jeques madreperolav
marfim, saoilalo e seo, sendo aqueties branco
eom lindos desenos, e astas pretos,.
Muito smjeriores meiaa^io de Kseoesia para se-
nhoras, as qpaes sempose vendern-por 30000>j
a dnzia, entretanto que n as vendemos por 20.5 _
alm destas, temos tainsem grande soFrimento de
ontras quattades, entre-aa quaes alguuias muitc>]
Doas.
Boas bengalas de saperinr carma da India e
eastao de marte com lindas e encantadoras figu-
ras do mesnte, neste genero- o que- de melhor se?
pede desejan ;: alm destas temos tamben) grande^
quanlidade de> entras qualidades, como- sejam, ma-
deira, baleia Finos, bonitos e airoso ehicotinhos ite cadeia a
de outras quaKdades.
Lindas e superiores ligas de seda e borrich&
para segura as meias.
Hoas meias de seda pira senhora e para meni-
nas de 1 a Vi annos de idade.
Navalhas cabo de ma.iiui e tartaroga para faz .r
barba ; sa hwiUi boas, de mais a.mais sao ga-
rantidas pe ib fabricante, e. nos por nossa vez taj-
bem assegnrtunos sua cttalulade e- ilelieadeza.
Lindas e bellas capella para notau.
Superioras agulhas para machina epara crax.
Linha raaito boa de-^eso, frousta, para eneber
labyrintho.
Bons li;.ralhos de cartas para veltarete, aam
como os teios para o-mesino fira.
Grande vanado soitimento das raelhores-per-
fumarias a dos melhares e majs-oniiecidos.. per-
fumistas.
COLASES DE ROER.
Electres magnetices contra as convutsies, e
facilitan) a denticao das innocentes crianca. So-
mos desee muito eeebedore* oestes pro*giosos
collares, e continuamos a recebe-los por (dos os
vapores, a fin de que nunca faltem no otercado,
como j tem acontecido, assim-pois poderlo aquel-
los que delles precisarem, vir ao deposito do gallo
vigilante, aonde sompre enruntrarao destes verda-
deiros cellares, e os quaes- attendendc.se ao fim.
para que sao aplicados, se vonderao cea) um mui.
diminuto lucro.
Rogamos, pois, avista u cbjectos qae deixames
declarados, aos-nossos freguezes e amigos a vl ;in
comprar por precos muito razoaveis Joja do gallo
vigilante, ra do Crespe n. 7.
TASSOIRMAOS
Tem para vender era seus arinazens, alm de ou-
tros, os seguinles artigos.:
Papel para imprimir.
Perlina azul.
Greve pautado e liso.
Vinhos em caxas de doze garrafas
Bourgogne. /
Hadara,
Hemiitage.
Chamblis.
Licor de curaco de Hollanda em caixas de vra-
te e quatro botijinhas.
GESSO
fos armazens de Tasso Irmaos.
Grades de ferro
para jardins, porteiras etc.
Nos armazens de Tasso Irmos
CARHINHOS DE FERRO
Para servicos de grandes armazens, para remo-
ver barricas ou caixoes de um para outro, lado pelo
mdico preco de 12O00 cada um.
Farinha de trigo de Trieste
Das nnelhoras marcas Panonia (verdadeira) Fon-
tana e grande sortimento das melhores marcas de
farfollas americanas.
Saceos de farinha de trigo do
Chile
Todas novas, chegadas ltimamente nos arma-
zens de Tasso Irmaos.
Cemento romano
Nos armazens de Tasso lrmos.
Cemento hidrulico 12$
O melhor para tudo que sao obras para agna, co-
mo aesentamento decanoseesgoto, algerozes, de-
posito; tanqnes ffagna, etc., etc.: em porc5es de
cincoento barricas se far reduejao no preco: nos
armaeensde Tasso Irmaos.
Cemento Portland
0 verdadeiro cemento Portland em casa de Tasso
Irmaos.
Grades de ferro, esreas, por-
teiras, etc., etc.
De differentes qualidades para' cercados de ani-
maes, chiqaeiros para galinhaseu jardins : sos ar-
mazens de Tasso Irmaos.
Barris com fereu
- Nos armazens de Tasso Irmaos.
CANOS DE BARRO
Na rua> Nova de Santa Rita, na antiga fabrica de
sabao, (.apara vender por preco o mais mdico
possivel, canos francezes para dlfleacoes e e3go-
tos de toa a qualidade, superiores a todos os qe
aqu tem apparecido pela sua solidez.
PREgOS.
i J400-por cano grande de 3 e meia pollegads,
l#20f> por dito de 2 e tres quartode dita.
1500t>por dito de 2 s um quarto de dita.
500 ris pur pistoleWde 2 pollegads:
Cotovetlos, curvas e canos de maior grossura.a
vstase far o preco. Compras maiores de 20()<
tem 5 por cento de descont por prompto pagar
ment. Pde-se ver as amostras nos armazeas
de Tasso Irmaos.
lijte franceses
Para ladrilhar casas terreas com asseio e prec/M
mdico, muito convenientes e proprios para ladrS
lhos de cosinhas em- sobrados, pe seu asseio e
evitar a passagem de aguas para o andar inferior
e mesmo o perigo de fogo, aos precas de 3OS0O0a
45000 o milheiro : na ra Nova de Santa Rita, na
antigafabriea de sabio, e compras maiores de 200
se far-5 por cento d- descont por prompto paga-
mento Podom-*e ver as amostras- nos armazens
de Tasso Irmaos.
Velas de esparmacete verdadeiras para lan-
terna* de carros: noarmazem de Tasso Irmaos.
Vinho do Porto too superior: no armazn)
de Itesso Irmaos.
II I I I I
Mlllllll
commerciOc
As melhores tabellas com indicador para de
momento so conhecer a redcelo exacta dos an-
tigos pesos, para os nossos, que o kilogramma,
assim como para conhecer-?e o preco correspon-
dente ao mesmo sistema de pesos ; acham-se
venda na ra do Imperador n. 28, armazem do
Campos. Recoromenda-se principalmente aos do-
nos das casas de retalho, padarias, refinaces, ar-
mazens de estiva, de carne secca, lojas e ferra-
gens, fundieses, trapiches, e a tedos que comprara
e vendem a peso.
AO BAZAR DA MODA
Ra Nova n. 50, esquina da ra de S. Amaro.
NOVIDADES
Para senhoras.
COQUES da ultima moda, enfeitados e lisos, gran-
de sorti Miento.
CHAPEI.I.NAS de palha da Italia, guarnecidas com
delicados e elegantes enfeites brancos e de cores
CHAPEUSINHOS e gorras de velludo e de pennas
(alta novidadd I) de palha da Italia, a emtiacao,
especial sortimento.
CINTOS de cores e pretos, rico sortimenio ulti-
ma moda.
CAMISAS bordadas por commodos precos.
LENCOS bordados e cora letras, novidade neste
genero
LEQUES a emitacao de marflm, gosto novo e d<
sndalo.
GOLIN1IAS e pannos, i emitacao de guipure.
ENFEITES pretos e de cores para cabeca, lindos
moldes,
GUARNIC.lo alta novidade I a Marie Rose, lti-
mamente usada em Pars.
CORPINHOS de guiporo brancos o pretos lindos
modelo1.
BORNOUS de laa e seda, core claras, elegante
moda em Pars.
GBJHALDAS de flores finas.
KPARTILHOS superiores.
?*uAS0 s'lP,M'!,r4 o de Escocia.
V^np^U*!,c? ch?Bada Pelo ultimo vapor.
ADERECOS de coral verdadeiro e camafeo, gosto
deucadj. B
DE PALHA
GUARNICOES para vestidos.
TRANCAS para enleites de coaues.
BOTOS lisos e com pingentes para vestidos.
UNTOS Jta novidade.
FI.ORES finas, grande sortimento.
GRINALDAS de ditas para coques.
LACOS, fivelas, penachos para enfeites.
Para haucns.
Irii-
CAMISAS com peitos, colarinhos e pmraos
nho fino, lisos e bordados, moda,
COLARINHOS de linho e algodao.
PNHOS de ditos.
GKAVATAS de todas as qualidades.
BOTOES para-punhos e gaarnicoes para coletes.
COllllENTES de plaqu a emitacao do ouro, lin-
do gosto.
CHAPEOS de pello de seda, forma a Rotcbil, qua-
lidade superior.
CHAPEOS de seda, par sol.
MEIAS de superior qualilade.
BENGALINHAS finase chicotes.
LUNETAS aro'de acp e tarturaga.
Para crlancas.
VESTUARIOS completos para baptisados.
SAPATINHOS de merino e setim enfeitados.
MEIAS de seda e flo de Escocia.
CHAPEUSINHOS de palha da Italia.
TOCAS de fil e setim (ufeitadas e de chroch.
BUNECAS vestidas, muito bonitas e diversos
brinquedos.
Perfumarlas finas.
AGUAFLORnDA verdadeira
man New-York.
de Murray Je Lan-
TONICO oriental, verdadeiro.
AGUA DIVINA de E. Coudray e superior agua e
esseneia de Colonia.
ESTRATOS e essencias finas e de agradaveis a/o-
mas para o lenc,o.
VINAGRES aromticos para toilet.
POS DE ARROZ para amaciar a pella ; em paco-
tos e ricas caixinhas com rrminhe.
POS superior para limpar os dentes.
COSMET1QUES de fina qualidade.
SABONETES, grande sortimento deste genero e
de superior qualidade.
LEOS de pnilocome, babosa e antkraes.
BANHA fina para os cabellos.
AGUA de flores de laranja.
CRKME de sabao para barba.
Caixas preparadas com perfumaras finas.
PASILIIAS ASSti: A1SADAS
DO
DR. PATERSON
De blsntnth e niagnezta.
Remedio por excellencia para combate-
a magreza, facilitar a digesto, fortificar
estomago etc.
DEPOSITO ESPECIAL.
Pharmacia de Bartholomeu & G.
34-----Ra larga do Rosario------34.
VERDADERO LE ROY
del Doctor SIGNORET, nico Sucesor.
RU DE SEINE, 51, ea PABI' .
Prx:6fe
La
raga
leus)
'gozan tstos
Hkos ra-
madiosla des-
perts.l Is coiltcia
rd-; un gran nmero
' ds falsificadores y>r
k. laTilo debe exi^irss kl
viassaiao Li Hoy,tnyo
' r tn l'> impreso en negro sulire
un fuflo veteado de amarillo
llera las (Innas La Ro T li mu,
asi MN nii nombre 9I6N011KT
i la msisa rtsra dil hhl.
' H. ASobre el coreho. debajo del papel
rul qne llera el seSo Paaiaicn Cornu
" Te P*10 jm
por el trarea del ^
cuello de la botella,
i rotlo amarillo con
allano usl aoaiaa.io
raaaets.
Por to lo envo de nn ralos
de MO fraaeos aceptable so-
bra Parta 4 Londres, se baca
si mayor dascuento posible.
jQ&r~4^}

llliidezas finas.
|
SUPERIORES fitas de grosdenaples de todas as
cores e larguras de velado preto e de cores, e
gurgurao para cintos.
BABADINHOS e ntremelos bordados.
GUABNigOES de seda de cores para enfeites de
vestidos.
TRANCAS pretas eom vidrilhos e pingentes.
BOTOES de cores, brancos e pretos com vidrilhos
lisos e com pingantes.
DEDAES de madi aperla, de marfim, de fleo e
metal.
THESOURAS finas para costura e tinhas.
CAIVETES finos com quatro folhas. E muitos
outros artigos de miudeaa que se toma enfo-
donho menciona-los.
PILULAS, niITllA E XAROPE
DE
SICUPIRA
Empregado contra as dores rheumaticas, affec-
?5es gotosas, syphilis secundaria, effeitos do mer-
curio/molestias chronicas dapelle, hydropesia etc.
nico deposito botica de J. de A. Pinto, ra
arga do Rosario n. 10, junto ao quartel *
licia.
Vende-se a escrava Quiteria, com os
predicados de urna cosinha engomma, lava,
cosa, faz doce e finalmente refina perfei-
tamente assuear, tem idade de 20 annos,
e o motivo de sita venda ninguem deixar
de comprar. D-se o contento se conven-
cionar do preco assevera-se a boa conducta
e perfeicao de seu trabalbo: na ra da
Matriz n. 2i.
Tudo se vende por prepos bastante commodos.
Setroz
Tem para vender Joaquim Jos Goncalves Bel-
' rio no seu escriptorio ra do Comiuercio a 17,
A NOVA ESPERANQA
21-= Ra do Queimado=21
Advertencia!
A Nova Esperanza, ra do Queimado
n. 21 tendo em deposito grande quantidade
de miudezas, e como se approxima o tem-
po'em que tem de ser dado o .balance, por
isso desde j previne ao respeitavel publi-
co, que est resolvida a vender suasmer-
cadorias pelo baratissimo preco, para assim
diminuir a grande quantidade dos que
tem: assim pois, venham os bons fregue-
zes, e os que nao forem venham ser fregue-
zes, em tempo to opportuno quando
NOVA ESPERANQA convida-os pecbincha-
rem, pois que para comprar-se caro, no
falta aonde e a quem...
PARA 0 MEZ DE MARA
A Nova Esperanca, ra do Queimado
n. 21, recebeu pastilhas para queimar-se
em lugar de insenco, para aromatisar no
oratorio dos devotos do mez de Maria.
Elle quer e ellaquer
E' sempre assim.
Elle (correspondente de Paris) quer sem-
pre primar em nos reretter objectos d
gosto e perfergo, e ella (toja da Nova Es-
peranca) quer sempre dividir com seus fre-
guezes o qne de bom constantemente rece-
be, e por este Iidar continuo (fFambos)
Nova Espcranra ra do Queimado n. 21,
alm do grande sortimento que j tinha,
acaba de receber mais o segainte :
Bonitos broches, pulceiras e brincos de
madreperola.
Papel e envelopej brdalos e mati-
sados.
Papis proprios para enfeitar bollo e
bandeijas.
Brincos prrtos com douradss (ultina
moda).
Fitos largas para cinto.
Modernos gallees, franjas e trancas de-
seda e de laa, para enfeites de vestidos.
Botoes do todas as cores-e moldes novo
para o mesmo fim.
Trancas pretas com vidrilhos sendo com."
pengentes e sem elles.
Botos pretos com vidrilhos com pingen-
tes e sen elles.
Luvas de pellica, camurca e excossia.
Finas meias de seda para sanhora e me-
ninos.
Delicadas leque de madreperola, mar-
fim, osso efaia.
Espartilho simples e bordado-.
Bengalas de baleia.
Finalmente; um completo sortJaiento de
miudezas ra do Quemado n 21, na
Nova Esperanca.
Collares anodinoscUectro-magnett
eos contra as cenvulcesdas
creancasi
Nao restaba menor duvida, de que muito
collares se vendem por ahi intitulados o
verdadeiros- de Royer, e eis porqae muitoi
pais de familias nao creem (eonipraado-os)
fno effeito promettido, o que s pdem dar,
os verdadeiros; a Nova Esperanza, porm
que detesta a? falsificaco principarmente no
que respe:ta ao bem estir da hunanidade,
fez urna encommenda directa destes collares
e garante aos pais de familias, qne sao oe
zem- de Tasso Irmaos.
steira da Lidia
Em casa de Tasso Irmaos vende-se esteiras da
India de diversos padrdes e largaras, por preco
l tliliiillil
O melhor cognac GauthierPreres: noaraa^ verdadeiros de Royer, que a. tantas crean-
cas tem salvado do, terrivel inceattmodo de
convulcoes, assim pois preciso, que ve-
nham a Nova Esperanca* ra d Queimado
n. 21 compraren) o salva vida, para sena
filhinhos, ante* que estes sejam aeommetti-
dos do terrivel mal, quando entSo ser i-
fficil alcancar-se o effeito desejado, embori
sejam empregados os verdadeiros collares
de Royer.
Macarthy
Machinas dedescaracar algad*.
Hoje que est, reeonhecido oue as machinas de
serrote prejudicam e quebrara a fibra do algodao,
preciso recorrer a machimsmo meneo spero,
que prodazindo o mesmo sepvicp que qpellas, e
facilidadi no trabalho, nao qjiebrem a fibra da lia,
para quaessa possa obter-nas raercades europeos,
a differenca que ha entro o algodo descaro^ado
por aquellas mencionadas machinas, que esto li-
cando m de^uzo, pelo prejuizo que Vem cansado,
e o da antiga bolandeira, que nao pude competir
pela morosidade de sen trabalho. E' assim que
estas machinas se tornara as mais pnoprias para o
nosso algodo, porque ao par da facilklade e
promptidao conserva a Abra da la, que limpa por
ella, e qualifleada na Europa a par da melhor bo-
landeira, valendo assim entre U 30 por 0/0
mais do que a la limpa pela madrina de serrote.
Estas machinas nao sao novas, pois que ha muito
esto adoptadas no Egypto, aonde as de serrote
fnrain inteiraniente abandonadas, epor isso o algo-
do daquella procedencia, sendo da qualidade do
da nossa provincia, obtem hoje de 10 a sg por
0/0 mais do que o nosso : vendem-se a 150~i#00
nos armazens de Tasso Irmaos.
Oleo de ainendoas
Em caixas de 8 latas, cada caixa 100 libras
nos armazens de Tasso^lrm3os.
Charutos da Havana.
Excellentes charutos da Havana e por baratissi-
mo prego : em casa de Tasso Irmaos, ra do
Amorn n. 37.
Relogios de ouro.
Relogios de ouro de patento com balanco de
chronometro do famigerado actor John Bogers, no
escriptorio de Tasso lrmos.
Pianos inglezes.
Pianos inglezes do bem conhecido autor Charles
Cadby, no escriptorio de Tasso.
A?o de milito.
Nos armaztns de Tasso lrmos.
BARRIS DE SALITRE
Nos armazens de Tasso lrmos.
CARNAUBA
VenVse superior cera de carnauba em de
cas. por prego mais barato do que em outra quas-
quer parte : na loja do Pavo, ra da Impuratriz
n. 60, de Flix Pereira da Silva.
CUBA DOS CALLOS.
PBLA '
Pomada galonpeau.
Deposito especial
Pharmacia de Bartholomeo A G.
34------Ra larga do Rosario-----34.
Cimento inglez
De primeira qualidade em barris grandes,
que se vende por menos do que em qual-
quer outra parte: na ra Larga do Rozario
n. 34 botica.
VEIUZES
de superiores qualidades, a precos commodos : na
ra do Vigario n. 16, 1 andar, escriptorio de
Joaquim Gerardo de Bastos.
Armapao
Vende-se urna armacSo envernisada e envidra-
cada, qne serve para qualquer estabelecimento,
como para loja de sapatos, miudezas, ou outro
ualquer negocio, por preco comrnodo : na ra
* Vigario a. 26.
Para familias
Gzande azar, ra Aova ng. so c
39, rice ai-iu'iro Yiauna *>. c .
Acaba de chegar a este estabelesimentc
grande porco de machinas para costuras do-
autor Wheeier Wilson, approvadas na ulti-
ma exposicao de Pnris, as quaes cazem con
dous pospontcs Uida a costura, e ten a
vantagem de ser tao suave o movimento.
que qualquer crianca de oito annos fcil-
mente trabalha, e pode, com este enlrete-
nimento, levar vantagem ao servico diarto
de trinta costure iras. A comprehensSo
simples, pois em um quarta de hosa se. ti-
ca senhor do movimento 'ta machina, ten-
do a mosma a propriedade de faz&n as se-
guintes costuras: pospontar, abainhar,
franzir, marcar e bordar, como apresentam
os desenhos que acompanham-rjas. Os pro-
prietarios do estabeleimento se encarre-
gam de mandar ensilar n'esta cidade e
garantem entregar a importe dispendido ao
comprador, no caso de nao trabalhar com
perfeicao a machina vendida, nao tendo,
porm, soffiidoella alguma avaria. Ha tam-
bero no mesmo estabelecimento machinas
do autor Grower d- Raker, de trabalho sim-
plesmente mo, e outras com movimento
dos ps; e mxime todos os pertences daa
mesmas machinas, para vender avulso.
Tintura japoneza
Instantnea para Ungir os cabellos e a
barba, a 1(5000 o frasco.
E* a nica approvada e recommendada
por ter sido reconhecida superior a toda*
as tinturas d'este genero.
venda em casa de Gustavo Hervelin n.
Bl. ra da Cadeia n. 5i.
GAZ CAZ GAZ
VI*
Chegou ao antigo deposito de Henry Frgter &
C, ra do Imperador, um carregamento de u
de primeira qualidade; n qual se vende em_partida.i
e a retalho por menos preco do que em oulra qual-
quer parte.
FUNDICAO DO B0WMJ.N
la do Rrum n. 59.
Machinas de vapor.
Rodas.d'agoa.
Moendas de canna.
Taixos de ferro, batido fundido.
Rodas dentadas, pan moer com agoa.
vapor e animaes.
Alambiques de ferro.
Formas para purgar assuear.
E outros muitos objectos, etc. etc., pro
piios para agricultura.
Vendem Augusto F. de Oliveira 4 C. a roa"
Coaunercio, n. 4 i.
* .
"s
-
* I




.


-

~.

I
.'
-
Diario de Pemambuco Quarta feira 5 de Maio de'1869.
-i_
GRANDE LIQUIDACO
A OINHEIRO NA LOJA E ARMAZEM
DO
DE
Flix Pereira da Silva, snccessor de Gama
& Silva
O proprietario d'este estabelecimento convida ao respetavel publico desta ca-
pital a vir surtir-se no grande estabelecimento que tem de fazendas;, tanto da moda como
de k>i> e as pessoas que negociara em pequea escalla, tanto da praca como do matto-
nesta casa poderlo fazer os seus sortimentos em pequeas e grandes porcSes, venen-
do-se-lhes pelos precos que se compram as casas ingletas ; assimcomo as excellentis,
iraas familias, podero mandar buscar as amostras de todas as fawndas, ou mandare-
naos levar em suas casas pelos nossos caixeiros.'parao que acha-se este estabelecimen-
to aberto constantemente desde as 6 horas a manhia s 9 da ncute.
O atoattado do Pavio. AS CAMBRAIAS DO PAVO
Vende-se superior atoalhado de algodao Vendem-se nissimas pecas de cambraias
oom 8 palmos de largura, adamascado a lizas transparentes tanto inglezas como suis-
2#200 s vara; dito de Hubo fazenda muito
uperior a 30200 a vara ; guardanapos de
iinho adamascados a 4#560 a duzia e milito
Unos a 85000, e ditos econmicos a 3500
aldzia.*
Fmst&rs para vestidos brascos
a640.
Vendem-se os mais modernos fustes forn-
eos flexiveis cora padioes de listas e walpiees proprios para vestidos e roupas de
menino a 640 rs. o covado, na loja e arma-
*em Flix Pereira da Silva.
BABADINHOS
Vendem-se finissimos babadinbos, tiras
bordadas e entremeios, mais baratos do que
m outraqualquer parte, assim come espr-
rilhos dos mais modernos, no armazem de
Flix Pereira da Silva, ra da Imperatriz
o. 60.
ALTA NOVIDADE
A. LOJA DO PAVAO
Gurguro de seda
Chegaram pelo ultimo vapor os mais bo-
nitos gurguroes de seia, proprios para ves-
tidos, sendo lisos elavradinhos, com muito
lustro,, garantndo-se que a fazenda mais
linda e de mais phantasia que este anno tem
chegdo a este mercado, e vende-se por
preco muito razoavel, na ra da Imperatriz freir da Silva.
sas tendo mais de vara de largura, pelos
precos de 5|JOOO at 100000 a peca, assim
como finissimos organdys branco liso que
serve para vestidos de bailes, por ser muito
transparente a liSOOO, a vara, na loja do
Pavo ra da Imperatriz n. 60, de Fex Pe-
reira da Silva.
Rmipas para homem
Vendem-se superiores palitts de panno
sobrecasacos forrados de alpaca e de seda,
camisas inglezas e francezas com os peitos
de esgaiao, ceroulas francezas de linho e al-
godao, meias cruas inglezas superiores, ca-
misas de flanella e de meia de 13a, assim
como ueste estabelecimento existe um grande
sortimento de pannos pretos, e de casemiras
inglesas de cores, e que se manda fazer
qualmier obra a contento dos Srs. fregue-
zes, e promette-se-mes que ser5o servidos
com a maior proroptidao e muito mais ba-
rato do que em outra qualquer parte
na Tua da Imperatriz n. 60,de Fex Perei-
ra da Silva.
Cortinados
Para camas e janeHas.
Vende-se um grande sortimento -dos me-
Ihores e maiores cortinados bordados pro-
prios para camas e para janellas, que se ven-
dem a 425000 rs. cada par at 2&SO0O rs,
isto na ra da Imperatriz n. 60, de Flix
ROUPAS FEITAS
Na loja do Leao da porta larga
DE
PAREDES PORTO
Ra da Imperatriz n. 52, junto aloja deourives.
N'este estabelecimento. se encontrar ra da Imperatriz n. 52, loja do Paredes
sempro um cempleto sortimento de roupas Porto.
feitas de todas as qualidade;. Como se-1 Neste estabelecimento encontrar o respei-
jam: paletots de alpaca, de merino, de tavel publico um completo sortimento de
casemira, bombains de panno preto, fra-t fazendas e roupas que, se vende pelos pre-
ques e sobrecasacos de brins de cores e eos seguintes:
pardos.
CAMISAS E SIROULAS.
FAZENDAS BRANCAS,
Madapolao de diversas qualidades e pre-
Encontrar sempre o respei tavel publico eos commodos, cambraia de 3#500 411500
um bonito sortimento de todos os nmeros, e H, ditas victorias de5J5O0a 125, pecas
, de cassa liza o mais fino que ba no merca-
do a 95, 105, 125. com 12 varas, e vara
de largura
SEDAS DE LISTRAS.
Recebeu-se um bonito sortimento d'esta
fazenda que se vende a 24500 o covado.
CHITAS.
Vende-se chitas escuras a 280, 300, e
320 rs. o covado.
GUARDANAPOS
Vende-se esta faienda de linho, fazenda
boa a 45000 e 55000 a duzia.
MEIAS PARA HOMEM
Sortimento de meias inglezas para ho-
mem a 408ftO 5800 e6580 fazenda boa.
TROALHAS
Sortimento de toalhas de peluda a 115
a duzia.
.MEIAS CRUAS.
Sortimento de todas as cualidades, de
30 a 55, assim como tambera sortimento
de lencos de linho brancos e com barras
de cor, chinezes, bonitas grvalas pretas e
de cores. Ra da Imperatriz n. 52, por-
ta larga.
PARA ACABAR.
Urna grande porcao de calcas ordinarias
para trabalho a 640 e 800 rs. cada um par,
e pechincha na loja do Leao junto a loja de
ourives.
GRANDE PECHINCHA,
Cassas he cores a 160 rs. o covado, na
160 RES O COVADO
Chita preta pelo barato pre;o de 160 o
covado na ra da Imperatriz n. 52 na loja
que tem um LeSo pinta PANNO DE LINHO
Paredes Porto recebeu um sortimento da
pannos de linho, com 27 varas a peca e
175000 e 185000, na ra da Imperatriz n.
52,junto a loja de ourives de porta larga.de
Paredes Porto.
LENCOS DE LINHO
Vende-se lencos brancos de linho a 35,
a duzia para acabar na loja de Paredes Por-
LENCOS BRANCOS a 25200
Para acabar lencos de algodao a 25200
a duzia,
25000
Vara de bramante de linho superior e
temlO palmos de largo.
CALCAS E COLETES.
Tem sempre no mesmo sentido um sor-
c. 60, de Flix Pereira da Silva.
ALPAGAS LAVRADAS PARA LUCTO.
Vende-se na loja do Pavao, as mais mo-
dernas alpacas lavradas para lucto, sendo
muitolargas e pelo barato prego de800rs. o
Oetone para len palmos de largura a 2$,
Acaba de chagar esta nova e excellente
fazenda branca propria para lences de um
covado, s na loja e armazem do Pavo, ra s pannfl, garantindo-se que um metro e
da Imperatriz n. 60
Silva.
de Flix Pereira da
CHAPELINAS
ULTIMA MODA
Chegaram para a loja do Pavo as mais
ncas e mais modernas chapelinas rica-
mente enfeitadas, com enfeites e fitas de
;;etim e de todas as crese com ricos bicos
de blond e as mais lindas e finas flores,
vendendo se cada urna pelo barato preco de
155000, garantindo-se serem muito mait
bonitas do que outras que se vendem em
outras partes a 2U5 e 55, e entre ellas
ta mais do que um modello, tambem tem
muitas de pratinho, proprias para mocas e
meninas, isto na ra da Imperatriz n. 60
loja do Pavo, de Flix Pereira da Silva.
Explewiido sortimento de
VERDADEIRO LE ROT
de S1GNOBET, Docteur-Mdecm
Ru de Soine, 51, PARS.

ntdio e ao maior
lp*l s?
Em cada garrafa, val, caire a rolha r o paael azul
que leva o mru linelr, um rotulo impr rillo com o Sillo Imperial do covlrno fmncfz.
N. D. IcmeltcndO-scuma lellra de 600 francos
sobre Paria, acellavrl a 60 das e vista, ao mimo,
gozaar do aballmeoto e do maior descont.
Deposito prinrl;
Ido lellimo Le Boj
em Caza do nosso
nico agente pela
BraiH Ski Anto-
nio Fiukc : de La-
cia ni na Bahia e
iprncipaes phar-
saaceutreos.
Ptvris.36,RaVivienne, D"
CHABLEMDECIN
IDimUUUADA USSKXAKS, AS ATTIfr
CtaH TJTAWKAS.E ALTERACOESDOSAHOm.
lioeoOcurasdasimpTUflfv
%'Mttuliu. km*, um*
c omixoe*. ac rnmii a^ai-
l'ereoM, vicite* o on-
____________\u$; mnu, mtttrmfom
ato tnny,e. iXarope vagetal sem mercurio). ttrm-
rmmiM yegeesi BsAim flWKRABg
laiM Mdtwist iwaiat, aafBindoe irttamam
Dtrmraiitv,. t amoragado ui maamas moltlM.
Bata laropa Citracio da
farra da CHABLS. tmn
muaadiaiamtaM qaaJamaf
Siat, a ifial-
aa/hazos /torw I rameas das aeaarw.
lata iajaaeae aaaigaa aaaarafa-M com a Xarapa da
ismiii if Poaaada amt as tira am tras ama,
POMADA ANT1WERPETICA
fnrtm am /ecoai t*Untm a lamianat-
PH.U.A8 VEGETAE8 DEPURATIVAS
da ckmMa. ada tmaa ni aaaaaapaaada
ALTA
1^)000.
urna quarta ou um metro e meio d um
excellente lencol de um s panno, assim
como esta boa fazenda tambem muito
propria para toalhas de meza, rosto etc. e
outros mysteres e vende-se pelo baratsi-
mo preco de -20 cada metro.
ALPAGAO DE CORDO PARA VESTIDO A 1
Chegou esta nova fazenda com o nome
de alpaco, sendo de cordo e com mais
largura do que a alpaca, com as mais lindas
cores, como sejam Bismark, lyrio, perolas,
roxo, cor de canna, magenta etc. e vende-
se pelo baratissimo preco de Id o covado.
ESGCIO DE UmiO DE 12 JARDAS A 10*..
Vende-se pecas de-esguie de linho, fa-
zenda superior, cora 12 jardas cada peca, a
10,5000.
NOVIDADE
A
Loja do Pavao.
GRGUROES PARA VESTIDOS A
O COVADO.
Chegaram os mais modernos gurgures
j para vestidos, sendo de todas as cores,como
sejam verde, azul, rosa, bismark, perola,
rxo A A tendo quasi quatro palmos de lar-
gura e vende-se pelo baratissimo preco
de 11$000, cada covado nicamente no ar-
mazem de Flix Pereira da Silva, na ru da
Imperatriz n. 60.
firosdenaples preto
Vende-se um grande sortimento dos me-
mores grosdenaples pretos, tanto lar-
gos como estreitos, &ndo de2(Sl000 rs. o
covado at 45000 rs. garantindo-se que
n'este genero ninguem tem melhor fazenda e
que se vende mais barato do que em outra
quaJquer parte, na^rua da Imperatriz n. 60,
de Flix Pereira d Silva.
Grande exposico
I'E
CASEMIRAS DE CORES NA LOJA DO
PAVO
Chegaram as mais bonitas e mais moder-
nas casemiras de cores proprias para calcas
coletes e palitts, tendo at das mais finas
que tem vindo ao mercado cora fios de seda
e vende-se mais barato do' que em outra
qualquer parte, por haver grande sortimen-
| to de varios precos, na loja e armazem do
| Pavo, ra da Imperatriz jp. 6h, de Flix
Pereira da Silva.
roupa* feitas
NA LOJA DO PAVO A RA DA
IMPERATRIZ N. 60
Arha-se este grande estabelecimento com-
pletamente sortido das memores roupas,
sendo calcas palitts o coletes de casemira,
de panno, de brim, de alpaca, e de todas
as mais fazendas qu3 06 compradores pos
sam desejar, assim como na mesma loja
tem um bello sortimento de pannos casemi-
ra, brins, etc. etc. para 'se mandar fazer
qualquer peca de obra, com a maior promp-
tidao vontade do reguez, e nao sendo
obrigados a acceita-las, qaando nao stejam
completamente ao se i contento, assim como
n'este vasto estabelecimento encontrar o
respetavel 'publico um bello sortimento de
camisas francezas e inglezas, ceroulas de
linho, e algodao e outros muitos artigos
proprios para Lomen s e senhoras promet-
tendo-se-lhe muito irais barato do que em
outra qualquer parte. Na ra da Impera-
triz n. 60, loja e araazem de Flix Perei-
ra da Silva;
COLCHAS PAR* CAMA A 5*000.
Vendera-se colchan de fustie adamasca-
das- para cama, pelo barato preco de 59,
DeMperior^quahdade da mu accredito- ^fo pecotacha, na loja e armazem -do
Pavlo, na da Imperatriz n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
Madapolao enfestado a 8$500
Vende-se superior madapolao enfestado,
sendo muito encordado, para carnizas, e
to. Ba da Imperatriz n. 32 loja da porta
larga Porte. I
No armazem do LeSo, raa da Imperatrie b. e 52, junto a loja de ourives.
DEPURATIF
SAIVG
PLUS DE
COPAHU
ll-RUA DO QTJEINADO-11
DE
AUGUSTO PORTO & C.
Receberam superiores vestidos de blond com manta e capella para noivas, que
vendem-se por precos mais mdicos do que em qualquer outra parte.
SAH1DAS DE RAILEde cachemira branca ede cores o que ha de mais lindo.
RASQINESde renda preta, e de gorgurao preto, o que ba de mais
elegante. ,
CHAPEOS DE SOLpara senhoras delicadamente bordados.
BALObSbrancos e de cores para senboras e meninas, espartilhos, saias bor-
dadas, e saias de laa com barras de cor.
GORGURAOde seda branco e preto para vestidos, sedas de cores, moirean-
tique branco, egrosdenaple branco, de cores e preto, princezas, bombazinas pretas,
alpacas de muitas cores, e lindos cortinados bordados.
CAMIZASde linho para homem da dWarsas qualidades, camisas bordadas
para noivos, sobretodos, capa* de borracha brancas e pretas, bnm de TOre8 e branco,
panos finos e casemiras pretas e de cor por commodos precos.
TAPETESgrandes e pequeos para sof cama, tapete e alcatifas em pecas
para sallas, e continuara sempre a vender por mdicos precos as esteiras da lnivia para
salas.
NOVO EXPLENDIDO SORTIMENTO
COGNAC.
da fabrica de Bsqdil Dubouch AC, era
cognac urna das que mais agurdente de
cognac fornecem para o consummo
Reino da Inglaterra.
Vende-se em casa de Th. Just, na
commtircio n. 32. \ j
do
do
Taberna
encordado,
o cada peca 24 jardas,' pelo baratissi-
u preco d 8J5O0, na loja e armazem do
pan tuoilia: a tratar no mesmo. Pereira da Silva.
Agua-florida de Guis-
lain
Tintura indelevel paratingir os cabellos,
sem manchar a pelle.
A bem conceituada agua-florida de Guis-
lain que entao era dc:onhe?ida em Per-
nambuco, j hoje estimada e procurada
por seu efficaz resultado, e ainda mais se-
r, quando a noticia de seu bomeffeHo e a
experiencia tornar de todos conhecida.
A agua-florida de Gutslain < omposta ni-
camente de vegetaes inoffen?ivos, tem a
propriedade extraordinaria de dar cor pri-
mitiva aos cabellos, quando estiverem bran-
cos, e Ibes restituir o brilho perdido, e as-
sim como preservar de erabninquecer, sem
ser prejudicial de modo algum
E' porm aecessario fazer conhecer, que
o bom resultado produzido pela agua-flori-
da, nao instantneo, como muitas pes-
soas tal vez supponhara, mais sim ser pre-
ciso fazer uso d'ella, trez ou quatro vezes,
o logo se obter o flm desojado, como bem
provam testemunhos de pessoas insuspei-
tas, e d'ento por diante, basta usaJa duas
vezes por mez, contando sempre com o bom
xito, podendo a experiencia ser feita em
outra qualquer cousa.
Assim pois esta agua-florida acha-se ven-
da na bem conhecida loja d'Aguia Branca
ra do Queimado n. 8,
A Aguia Branca, contando m a protoc-
C2o de sua boa freguezia, tambem caprieba
em n5o lh'a desmerecer, prot:urando sem-
pre corresponder a idea favorivel com que
* honram, e em prova ao que fica dito, d
como exempk) o explendido sortimento
jue acaba de receber, ainda inesmo acban-
lo-se bellamente provida do que de bom
e melhor se pode desejar nos gneros que
sao de sua competencia.
Haja vista aos necesarios li vros de missa
e oraco, obras de apurado f oeto e perfei-
;3o, sendo: com capas de soadreperola e
tocantes quadros em alto relevo.
Ditos com ditas, de marra igualmente
bonitos.
Ditos com ditas de velludo, outros imi-
tando charSo machetado.
Ditos com ditas de marroquim com cruz
e guarnido, dourada ou prateada.
Coras e tercos de cornalina.
Assim como.
Grande e bello sortimento de leques
todos de raadreperola, madreperola e seda,
sndalo, sndalo e seda, osso, osso e seda,
e faia etc. etc. tendo nos de sndalo alguns
com 4 vistas, e outros japonezes enfeitados
de flores.
Bonitas voltas'grandes de aljofares azues.
Voltas de cerrente de borracha.
Meias de seda para meninas e senhoras.
Ditas de fio de Escocia abertas, tambem
para meninas e senhoras.
Ditas muito finas d'algodo, alvas, e
cruas para meninas e senhoras.
Luvas de fio d'Escocia, torcal, e seda
para meninas e senhoras.
Meias de 13a para homens, mulheres e
meninos.
Gollinhas e punhos bordados obra de
muito gosto.
Entre-meios finos tapados e transparen-
tes com delicados bordados e proprios
para enfiar fita.
E OS PRODIGIOSOS

Aunis e cojlares Royer para creancas.
* Bonitos cabases ou bolsinhas de pelica
e setim para meninas ou senboras.
Lindas cestinhas bordadas a froco-, e lisas.
Delicadas caixinhas devidro enfeitadas
com pedra, aljofares, etc.
Ditas de tartaruga para joias.
Bonitos albuns com msica.
Pinseis ou bunecas para poz de arroz.
Novos e delicados ramos de llores com
marrafes para enfeitar coques.
Bello sortimento de trancas de palha.
Pitas largas para cintos.
Cintos de fitas largas com bonitas rama-
gene.
Brincos e alfinetes de madreperola.
Ditos esmaltados, obras novas o bonitas.
0 cordeiro previdente
Ra do QueiHiado n. I (i.
Novo e variado sortimento de perfumaras
finas, e outros objectos.
Alm do completo sortimento de perfu-
maras, de que eh*ecviente estjjrovida a
loja do Cordeiro Previdente, ella acaba de
receber um outro sortkneuto que se torna
notavel pela variedado de objectos, superiori-
dade, quafidades e commodidades de pro-
cos; assim, pois, o Cordeiro Previdente pede
e espera continuar a merecer a apreciacao
do respetavel-publico em geral e de sua
boa freguezia en) particular, nao se afas-
tando elle de sua bem conhecida mansidSo
e barateza. Em dita loja encoutraro os
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murray & Lamman.
Dita de Cologne ingleza, americana, fran-
ceza, todas dos melhores e mais acreditados
fabricantes.
Dita balsmica dentriiieia.
Dita de flor de larangciraa.
Dita dos Alpes, e vilete paratoilet.
Elixir odontalgico para conservac3o do
asseio da bocea.
Cosmetiques de superior qualidade e chei-
ros agradaveis.
Copos e latas, maiores e menores, com
pomada fina para cabello.
Frascos com dita japoneza, transparente,
e outras quafidades.
Finos extractos inglezes, americanos e
francezes em frascos simples e enfeitados.
Essencia imperial do fino e agradavel chei-
ro de violeta.
Outras concentradas e de cheiros igual-
mente finos e agradaveis.
Oleo philocome verdadeiro.
Extracto d'olgo de superior qualidade,
com escolhidos cheiros, em frascos de dif-
ferentes tamanhos.
Sabonetes em barras, maiores e menores
para maos.
Ditos transparentes, redondos e em figu-
ras de meninos.
Ditos muito finos em caixinha para barba.
Caixinhas com bonitos sabonetes imitando
fructas.
Ditas de madeira invernisada contendo fi-
nas perfumirias, muito proprias para pre-
sentes.
Ditas de papelo igualmente bonitas, tam-
bem de perfumaris finas.
Bonitos vasos de metal coloridos, e de
moldes novos e elegantes, com p de arroz
e boneca.
Especial p de arroz sem composieode
cheiro, e por isso o mais proprio para crian-
Cas.
Opiata ingleza e francezapara dentes.
Pos de camphora e outras differentes
qualidades tambem para dentes.
Tnico oriental deKemp.
Atada inais eoqnes.
Um outro sortimentos de coques de no-
vos e bonitos moldes com filetsde vidrilhos.
e alguns d'elles ornados de flores e fitas,
estao todos expostos apreciacao de quem
os pretenda comprar.
GOLLINHAS E PUNHOS BORDADOS. *
Obras de muito gosto e perfeico.
Fivellas e Otas para cutos.
Bello e variado sortimento de taes objec-
tos, ficando. a boa escolua ao gosto do com-
prador.
FLORES FIHAS
O que de melhor se pode encontrarnes se
genero, sobresahindo os delicados ramos
orvalhados para coques.
Para va jeni.
Bolsas de tapete e carteiras de couro, por
precos commodos.
Chapelinas de palha da Italia mui bem
enfeitadas, e enfeites de flores obra de bom
gosto.
E assim muitos outros objectos que se-
ro presentes a quem se dirigir dita ioja
do Cordeiro Previdente a ra do Queimado
n. 16.
ENFEITES DE PALHA PARA VESTIDOS,
CHAPEOS E COQUES.
0 Cordeiro Previdente ra do Queima-
do n. 16 acaba de rpceber um bello sorti-
mento de trancas de palha para enfeites de
vestidos, outras para chapeos, coques etc.
tudo isto est sendo vendido com a sua bem
conhecida commodidade de precos.
ALEM D'AQUELLES.
Recebeu outros lindos enfeites de seda
para vestidos ; assim como um variado sor-
timento de gallees de 15a, babadinbos de
cambraia com bordados de cores, cuja va
riedade de gostos os tornam recommenda-
dos e apreciados ; compareci pois os pre-
tendents que ser3o servidos a contento.
TO BEM RECEBEU.
Novo provimento de bicos e rendas de
guepure.
LUVAS DE PELLICA.
De todas as cores tanto para homen-
como para senhoras, constantemente acham-
se a venda na loja do Cordeiro Previdente :
ra do Queimado n. 16. .
Cera de carnauba
Vende-se na ra do Queimado n. 13, primer<'
andar.

Alegiui-vos myopes, e presbytas, j po-
dis ver de longe, j podis vr de nerto,
nao lia mais vistas curtas, utm caneadas.
F. J.Cermanu acaba de receber pelo ulti-
mo vapor um i ico e variado sortimento de
oculos, lunetas, pince-nez, face--main,
lorgnons, de ouio, piala, tartaruga, mar-
fim, ac, bfalo, ncar, unicornio e mel-
chior ; assim como binculos de urna a tres
mudancas para thealro, campo e marinba,.
da ultima invenco; duquezas, vienezas de 6
8eI2vidros, tudo dos memores fabri-
cantes da Europa.
O mesmo vapor trou-
xe urna excellente ma-
china para graduar e
observar o numero dos
vidros que se necessita
conforme a vista de
qualquer pessoa.
Tem expelientes sterioscopos, instrumen-
tos de matliematica, barmetros, vidros de
chrystal de rocha, e de cores para resguar-
dar a vista; concerta todos os objectos a
precos commodos e com promptido ; tira
o mofo dos vidros e encarrega-se de-toda a
encommenda relativa a ptica.
Recebeu tambem os excellentes relogios
do antigo e afamado fabricante Hobcrt Gerth
& C, os quaes vende precos commodos
garanlindo a sna superior qualidade.
Vende-se um eseravo, ofllcial dp ferreiro,
vindo ltimamente do norte : no eseriptono de
Joaquim Jos Goncalves Bcllro, ra do Trapi-
che n. 17.
FARINHA DE
MANDIOCA
\emle-8e farinlia da terra em saceos grandes,
por preeo muito commodo : na ra da Moeda nu-
mero 47.
Vende-se por commodo preco um carro noto
de quatro rodas com um boi : na ra do Jasmim
n. 37.
Tabellas vermicidas
Antonio Nunes tle Castro.
Vermfugo efficaz, e prefervel a todos o
conhecidos, j pela certeza de seu resulta-
do, ej pela, fcil applicacao as creancas
quasi sempre mais atacadas de tio terrivel
e muitas vezes fetal soffriraento.
NICO DEPOSITO
NA
Pharmacia e drogara.
M
Barthomeu & C.
34Ra Larga do Rosario34
LITRO XOVO
PARA
0 MEZ DE MARA
Acabam de sabir luz e acham-se ven-
da na livraria franceza.
OS CNTICOS EIIV10S DEVOTOS
PARA
0 MEZ DE MARA
l'm volunte nitidamerte impresso em
Parts.
Quadernado de couro. 1^600
EncadernacSo de mar-
roqun! dorado......' -^
0 doce nao omarp!!!!
0 bom doce de goiaha
O mais barato possivrI
Venliam frepaezes ver
Quoin deixani de comprar
Para depois de jamar
Boa talhada comer ?
tftt travesea do Queimado n. 1 existe um com-
pleto sortimento de doce de guiaba e gela, e ven-
de se mais barato do que em outra parte ; a elle,
antes que se acabe.
Fazendas de gado.
Vendem-se seis fazendas de gado na ri-
beira do Serid, denominadas Roa-Vista.
P de Sena, Mulung, Mundo Novo, Inga o
Serrote, todas muito boas de criar e de um
ser bem conliecido naquella rbeira : os
pretendentes podem dirjgir-se ra do Vi-
gario n. 31, Io andar, escriptorio do Baro
de Bemfica.
HAP, hap. viajado, viajado.
RAPE' VIAJADO, RAPE' VIAJADO.
A loja da Aurora, na ra larga do osario t.
38, perlencente a Manrel Jos Lopea & Irmao, re-
ceberam o milito desejado e aprcciavel rap Paulo
Cordeiro viajado, muit" fresco, o qual est melhor
do que outro qualquer, assim como tambem tem
mais as seguintes qualidades, Paulo Cordeiro nao
viajado, gasse grosso egasse fino, estas qualidades
sao do Rio de Janeiro, agoa da baia, princeza
meio grosso, princeza lino, rolao grosso, igual ao
francez, feiio em Pernambuco, rolao imperial, o
qnal um rap novo, porm de muito boa quali-
dade, dito Mearon, o qual j muito conhecido
!or todos os tomantes da boa pilada, dito de Lis-
boa ; todas oslas qualidades de rap se vende
tanto em libias como a retalho.
Vendem-se quatro vaecaa de li'ite, sendo
duas prximas a parir, e duas dando leite, cniro
ellas urna de raca taurina, e tres novilhas, todas
do pasto : a tratar no Hospicio n, 30.
Gaz e farello
Vende-se gaz de primeira qualidade por com-
modo preco, em porcoes, a vontade dos compra-
dores, farllo muito novo, saceos grandes, pelo
preco de 4J500o sarco : no armazem de Mathens
Austin A C, ra da Senzala-velha n. 106.
-SE
urna importante a/macao de louro, parte envidra-
cada, canteiros e as bemfeitorias existentes na
loja do sobrado n. 1, esquina da ra de S. Goncal-
lo, e garntese a rasa : a tratar com o agente
Martina, na da Matriz n. 44, ou ra do Impe-
rador n. 16.
ESCRAVOS FGIDOS.
Fugio de bordo da palhabote nacional Atm-
ro, um mulato claro de uome Justino, estatura re-
gular, cbelos earapiribados e meios ruivos, pouca
barba, tem una pinta preta no canto do olho direi-
to e um talho as costas ao mesmo lado,; levou
vestido camisa de chita com listas verdes, e usa
de urna cinta com borla encarnada para apenar
U alsas, natural de Santa Anna do Mallo na
provincia do Rio Grande do Norte, para onde lalvcx
queira ir, tambem muito desembarazado no fal-
lar. Recommehd-se aos mestres de barraca ou
a qualquer pesooa que o agarrar, e levar a roa
do Trapiche n. 4 ou a bordo do referido navie (rae
ser generosamente gratificado.
Vende-se ou arren-
dare
Vende-se o excellente engenho Montevideo sita
em fpojuca : na na do Livramento n. 19.
Libras sterliiias
Vende Joavqolm Jos Ramos, na ra da Cruz n.
6, l> andar.
Fugio do engenho Forno da Cal o eseravo
Joo das Lagos, mulato acaboclado, de altura re-
guiar, rbeio do corno, muito conhecido em Otm-
da : quem o pegar leve o ao referido engenho ci-
ma, ou^na rna da Cadeia n. 24, que sera genero-
samente gratificado.
-- Fugio do engenho Tapera, freguezia de Ja-
boatao. a 25 de dezembro do anno passado, o es-
cravo Miguel, preto, crioulo, de 48 annos de idade,
estatura muito baixa, feices regulares, corno
grosso, pernas curtas, andar miudo e apiessado :
Uii escravo de Antonio Filippe de Souta, niorador
ne sitioPoco da Vaccaomarca do Limoeiro ;
snppoe-se estar neste lugar ou a freguezia do
Gloria : quem o tmuxer a este engenho receber
a gratificado de lOOiOOO.
Fugio no dia 25 de marco prximo pasudo,
do engenho Pirau, termo de Nazareth, o escravo
de nome tornalo, com os seguintes signaes : es-
tatura regular, um tanto grosso acatrosado, es-
padado, rosto tirado, narii eomprido, nieatarri-
gudo e embigndo, pernas fin^s e um tanto arquea-
das, falla mansa e cheia, cor oreta e lustrosa, urna
cicatriz no lrgalo do braco direito, foi do serto
do Apody. Recommeada se a captura ao* eapi-
tes de campo e as autoridades potiriaes, e q>em
leva-lo ao seu senhor Antero Florentino Pessoa de
Mello ao engenho cima dito, ser generosamente
recompensa).
I


4
8
Diaio de Pernambuco Qnartu feira 5 de Maio de
1869.


UTOATBftA.
o episcopado nn iH.i:iito
E
OS SEMINARIOS
(RESPOSTA AO EXM. SR. BISPO DO PARA)
S. Exc Rvm., depois de descrevor o pla-
no de estudos preparatorios do seu semi-
nario, declara que nao menciona esses de-
bis esforcos para dalii tirar vaidade alguina.
e 3 para 'desciar de sobre o episcopado in-
sinmr.oes too injustas como desairosas
(Dmro Per/ni inndale 19 e abril pag.
8.* columna -2 ', linha fi9).
Que sua Exc, fallando nos raelhoramen-
tos que tem iutroduzido no seu seminario,
o nao faca para dalti tirar vaidade, ninguem
ha que o ponlia em duvida: S. Exc. um
prelado inuito respeitavel, multo Ilustrado,
muili > modesto e despido inteiramente de
vaidades humanas ; e tudo quanto (izer em
prol da dioceze que felizmente governa est
na altura da sua illustracao, do seu zlo, e
da sua activid ule. Mas dizendo S. Exc. que
se assim procede para desviar de sobre o
episcopado iminuagdes to injtistas como
desairosas; tratando mats adiante (citado
Diario e pagina, columna i." linlia 29) de
doulrinas errneas e perniciosas de que fal-
la o professor de (Huida; abalancando-se
a proferir mais abaixo (citada columna linha
- 53) que cu esleto a minlia t/tese em sophis-
mas falsidades, e finalmente dizendo que
ere que eu escrevi em um momento de ir-
re(texo(a inesraa columna linha 46), peco
liceoca para, sem faltar ao respeito eacat'-
incnto devido pessoa sagrada de S. Exc.
Rvra.,e alta posiclo que oceupa na igreja
e na sociedade brasileira, repellir cora todo
vigor e energa do meu carcter, essas ex-
pressoes que se n5o encontrara em parte
alguma do meu discurso, e essas interpre-
tacoes inconvenientes que eu nao posso dei-
no paiz, s familia? e aos alumnos ? Pois
dizer que urna medida parcial nao traz um
bem real ao paiz importa o mesmo que af-
firmar que Ihe nociva ? Nlo serla mais
natural, mais lgico, mais caritativo mesmo
suppr-se queeu quiz dizer que o bem que
essa medida trazia um bem secundario,
mormento se o cotspararmos com os in*
contestav-is beneficios que hlo de resultar
da excellente medida adoptada desde j
pelo Exm. Sr. Cardoso Ayres ? Reflicta-
mos com calma, qual produzir um bem
mais solido, mais real, mais permanente,
mandar alguns alumnos para os seminarios
da Europa, ou raonlar aqu'r no Brasil um
seminario que esteja a par desses semina-
rios da Europa, onde estudam os nossos
seminaristas? O mesmo Exm. Sr. Mace-
do Costa diz no artigo a que tenho a honra
de responder, que tem enviado para os se-
minarios da Europa trinta alumnos, o que
educa no seminaraio de sua diocese oitenta
seminaristas. Ora. se S. Exc, que se tem
esmerado pelo incremento do seu semina-
rio, j houvesse cers-gaido pol o *a par-
desses da Europa, onde estudam 06 trin-
ta alumnos, acaso nao receberiam urna ins-
trcelo mais vasta, nao so este* trinta, como
os oitenta que existem no seu seminario?
Nlo seriam cento e dez sacerdotes que s
achavara em condicoes de adquirir maior
somma de conhecimentos ?Louvo-me no
juizo de quem com imparcialidade 1er o meu
discurso. Adiante.
S. Exc. prosegue nestes termos : Eis
aqui os argumentos que elle faz. Admi-
t remo-Ibes a forca.Nenhumbem traz ao
* paiz por que em razio da depresslo do
cambio necessario .para sustentar estes
alumnos trans )lantar (sic) para paizes
estrangeiros inmensos cabedais. Ora
essa transplantacao de cabedais para o
t estrangeiro traza pobrera do paiz: logo...
t logo voltem da Europa |nlo so os que la
t foram applicar-se s sciencias sagradas,
comoetcetc. E continuas. Exc. em esty-
xar passar em silencio.
Eu nao fiz insinuarles desairosas ao epis- lo jovial e engracado, dizendo que deven
copado, eu nao disse que em seminario al- voltar da Europa os que estudam medicina,
gum da Europa se ensinam doutrinas erro- engenharia, mecnica, agricultura, etc etc,
neas e perniciosas, eu nao esteei a m'mha \afimde evitar que o Brasil se despenhe nos
these emsophismas e falsidades, eu final- lahysmos da bancarrota; etermina dizendo:
raenie nada escrevi no me discurso em um Isto nao se creria se nao estivesse escripto
em lettra redonda no discurso que anliza-
mos.
Apezar do profundo respeito que con-
sagro pessoa de S. Exc. Rvm. o Sr.
Macedo Costa, ainda peco licenca para
aflirmar que o que S. Exc" diz e escreve
nao est escripto em letra redonda no meu
discurso publicado no Diario de vinte de
fevereiro, como passo a provar copiaido
textualmente a passagem a que S. Exc. se
refere.
momento de irreflexao, como S. Exc. se
abalanca a dizer no artigo que eu nunca me
persuadira que houvesse sido escripto por
S. Exc. Evm., se o nao visse firmado com
o seu nome respeitavel.Ah est o meu
discurso publicado no Diario de Pernamhu-
co, nao de 26 de fevereiro, como dizS. Exc.
Rvm. no seu artigo, porm sim no de vinte
de fevereiro, na oitava pagina; appello para
as pttssoas imparciaes, que ahi o podem ler
e julgar da injustiga com que sou argido.
E quando eu, que conceb o plano do
discurso, o escrevi o o recite, neg que ba-
ja em todo el'e a menor offensa irrogada
direcla ou indirectamente ao episcopado
brasil eiro; quando neg haver tratado do
ensino de doutrinas errneas e perniciosas,
quando neg que haja sophismas e falsida-
des, quando appello para o illu-trado e nu-
meroso auditorio que me ouviu, quando
appello para o proprio discurso trae corre
mpresso desde o dia 29 de fevereiro; quan-
do clamo alto e bom som que se me altri-
buem pensamentos que eu nao tive, se me
emprestam palavras que eu nao profer
nao conheco ninguem no mundo quetenha
o direito de interpretar as minhas inten-
coes, de torcer as minhas palavras, e vir
affirmar-me que eu desrespeitei o episco-
pado brasileiro, que disse sophismas e fal-
sidades, que escrevi em um momento de
irreflexao I No seclo XIX nao haver meio
de obrigar-me a coiifessar que pratiquei ac-
tos, que nein praticar, nem me passou
pelo pensamento pratiquei----- Vamos por
liante, e se ir conhecendo ainda mais cla-
ramente a razio que me assiste.
Mais abaixo diz o Exm. Sr. hispo Macedo
Costa. O autor do discurso declara
francamente que esta medida dos prela-
dos mulium bem real traz ao paiz, antes
i lite nociva com) s familiaseaos alum-
a nos.
Leem-se no meu humilde discurso estas
palavras: Sao louvaveis por certa as
i vistas e as pas inlencoes desses prela-
dos (os que mandan alumnos para aEu-
" ropa), cujas opinioes eu muito respeito e
venero; porm, senhores, seja-me per-
mitiido declarar francamente que, no
i meu modo de entender, essas medidas
parches nao trazem um bem real ao
paiz.
Foi isto o que eu disse, como se pode
verificar no Diario de 20 de fevereiro ; po-
rm o que fez o Exm. Sr. bispo do Para ?
Oaittiu a pliraseno meu modo de enten-
dfr, subtrahiu o epitheto parciaes, e acres-
centou de sua lavra estas cxpresses quft.
nao se leem no meu discurso : antes Ihe
nociva, assim como ds familias e aos alum-
nos.Onde foi que eu disse que a educa-
Cao dos seminaristas na Europa era nociva
FOLHETIM
OS ilUUS DE YEMv
FOR
Elie Berthet.
(Continuado do n. 99)
XX
A cstalagent.
A beira de urna ampia estrada que atra-
vessa o departamento do Sena-Inferior na
Normadia existe a formosa aldeia de Cour-
ville.
N'outro tempo, a sua populacho compu-
nha-se uqieamente dp rendeiros, vivendo
em casas soladas e cercadas de arvoredo,
ao uso normando, mas ltimamente esta
aldeia tornou-se de agrcola em industrial,
tendo-se estabelecido urna fabrica importan-
te >oDto do bello mananeial de aguas que
banhara aquelle si.io. Numerosas casas de
tijolo a ardozia se bao construido em roda
do gigantesco* edificio, que as domina e
protege como um pai a scus filhos.
E' por isso que que Courville, gracas ao
seu continuo progredir e gragas i prospe-
ndide dos seus habitajUeg, esl4 em temo.
de vir a ser urna bella eidade, como ba
muitas desde Ruo por todo o littoral do
Sena-Interior.
Vamos conduzir oieitor a Courville, dous:
motes pouco mais ou menos depois dos
acontecimentos que fizeram o oojecto do
aosso ultimo capitulo.
Depois do periodo do meu discurso que
cima deixo transcripto, e que termina
pelas palavras nao traz nenhum bem real
ao paiz, contino deste modo: Sem
, fallar na deprecia cao da nossa moeda,
( nos immensos cabedaes que deste modo
, se transplantam para paizes estrangeiros,
, as dilficuldades sem numero com que
g luta o pai de familia para poder susten-
,, tar um tilho nos seminarios da Europa:
, sem fazer cabedal desta e de outras
razoes que de prompto occorrera ao
, pensamento, me parece, etc.
A simples leitura do periodd que acabo
de citar mostra com todi a evidencia que
eu nao baseei nesses incidentes de depre-
ciagao e transplantago de moeda a razao
porque se deve preferir a instituido no
paiz de seminarios iguaes aos da Europa.
Muito menos disse eu que o que os semi-
naristas despendem na Europa traz a po-
breza do paiz, nem que o despenha nos
abismos da bancarrota : estas hyperboles
nao s5o minhas, nem me parece que das
minhas palavras se possam inferir absurdos.
Mencionei apenas a depreciado da moeda
e sua transplantaco para o estrangeiro ;
aponlei de passagem estes incidentes, que
estaoao alcance de todos; indiquei estas
razoes, que, posto sejam secundarias, to-
dava attraem, mais do que se pensa, a
attenco de muitas pessoas que nao dis-
poem de avultadosrendimentos; declarei
mesmo que nao fazia cabedal de taes razoes:
mas entretanto, apezar da minha declaracSo,
S. Exc. Rvm. faz deltas um cabedal rm-
menso, diz que eu quiz rebaixar a nobre
questo da illustracao e regeneragao do
Clero reduzindo-a a urna miseravel questo
pecuniaria, e dispende trinta eduas linhas
do seu luminoso artigo na refutac5o do
que eu nao disse, e na expsito scientifica
de computos e clculos que ningem nega
nem deseonneee, rematando tudo com um
texto da nossa liturgia.
Mais abaixo diz S. Exc. Outra razao
pela qual se pronuncia o lente do Semi-
nario de Olinda contra a idea dos bbpos:
as difficuldadcs com que lutam os
pais de familia para sustentar, etc.
A entrada da aldeia havia urna estala -
gem denominada Roi-d'Yvetot, de muitos
crditos nos felizes tempos em que era
constantemente frequentada pelos almocre-
ves, mas mui desprovida de hospedes des-
de que seestabeleceu um camiuho de ferro
as proximidades.
O proprietario, com tudo, visto n5o po-
der esperar muito de estrangeiros, tivera a
idea de tirar partido dos da trra.
Fez, pois, addicionar ao seu antigo e ve-
nerando rotulo a palavra Caf, que a cer-
tas horas do dia Ihe attrahia all alguns ope-
rarios da fabrica.
De resto, estalagcm ou botequim, a casa
estava bem arranjada, fornecida do neces-
sario e o proprietario do Roi-d'Yvetot n5o
tinha que lamentar-se da transformado
pela qual o progresso fizera passar o seu
estabelecimento.
.Ainda assim, no diftaque nos referimos,
por qoatro horas da tarde, a sala destinada
ao publico acnava-se quasi deserta, por
quanto apenas se via all ma pessoa as-
s.ntada a um canto. R-am horas ainda de
trabalho na fabrica, e por isso so mais tar-
de e que os operan s costumavara ir dar
um pouco de animado aquella silenciosa
pousada, e aquelle singular freguez nSo ti
nha aspecto de animar o estabelecimento.
i Era um hornera de idade madura, po-
bremente vestido, tendo as feic583, ejn,
parte oceulta? por' raeio de nma barba grk
zalha espa&sa e mal tratada. Trazia um
chapeo de oteado enterrado at aos olhos,
e o que se Ihe via do resto era bronzeado
e soleado de rugas. Um pequeo pacote
collocado ao lado niieava ser a sua baga-
gem. '
Este individuo, desconhaeido ao lugar,
chegra all momentos antes : mandara vir
Recahims no triste argumento
cifras1.
Note-se que esta phraser--<|s ii$cul$ades
com que lutam os pak de familia, vem no
meio do periodo que cima" ffea cKdo ;
porem S. Exc. Rvm. daki a. destaca em
duvida par tornar mm saliente o triste
argumento das cifras. So os pais de fa
miha lutam eu nao com tlidicuMades par,
terem seus filhos nos seminarios da Europa,
elles que respondan., p >il alguns a mira
o tem declarado (bem quaise saina iw
nos seiinwios da Europa ta'nbem nalum-
nos do hispido do Pernaiabucoi; o que
porm posso a (firmar, e desta vez sem
receio de ser contestado, pois me apoio
oo incontestavel testeraunln do Exm. Sr.
Macedo 'losta, que os bispos brasileifo
fuzem sacrificios para mandar alumnos
para a Europa. Sim ; o Exm. Sr. D. An-
tonio, no artiga a que tenho a honra de res-
ponder diz (citado Diario pag. 8a ceuwina
2"* 1 iii 1 va 83)queellts (os Exms. .hispas)
tem enviado aisla de lamos sacrificios,
para os melhores seminarios, etc. Ora
se os Exms. bispo> fazem tmttas sacrificio.*
em mandar alumnos para a Europa, os
simples particulares nao Intimo com diffi-
cHl'iuiles quando para all enviara seus filhos*
Pois;o Exm. Sr. Macedo Costa pode dizer
que os bispos fazam tantos sacrificios, e
eu nao poseo dizer que os paes de familia
lutam com difficuldades ? Nao ser m^uos
hitar com difjkttHatks do que fazer sacri-
ficios? AcasoflstakHa de dilficuldades.dos
paisjie familia nao fica aind;. a quem dos
tanto sacrjAfios que fazem os Exms. bispos?
|E quando um Bispo confe?s.*i que faz sa-
\ orificios, envergonhnr-se-ho os partiealares
de que se diga que lutnm co>>ifliculdaert
Por ventura aquiMo que sendo dito pelo
Exm. Sr. blipo do Para tima pura ver-
dade, de que ninguem pode duvidar, logo
que (i dito per mira transi'oriua-se em um
triste argumento de cifras, c merece da
parte de S. Exc. Rvma, o caritativo apodo
de escrpulos finaaceiros do professor ite
Olinda, que S. Exc, por sua bondade se
digna trenquillizftrf... Vamos adiante.
Passando ao paragrapbo em que S. Exc
refuta a parte do meu discurso, onde digo
que o Brazil deve criar no seo proprio ter-
ritorio elemenlos| de inslrocoao em todos
os ramos das sciencias, de modo a isenlar-se
de prestar constantemente preito e liome-
nagem aos estabeleciinentos Europeos,
comprazo-roe era declarar com o que S. Exc diz sobre o carcter de
universalidade que inherente sciencia,
o que ninguem desconhece : sei que a as-
truccao, como muito bem diz S. Exc. Rvma.
nao europea, nem asitica, nem americana,
que" nao ha barreiras no mundo das scien-
cias ; tudo isto conheco, e por isso mes-
mo que me coraprazo em ver plantar se no
nosso slo essa arvoae cosmopolita, que
tambera aqui se ha de aclimatar, e cojos
fructos, ficando-nos mais niao, serfl co-
Ihidos em maior abundancia pelos filhos
da Santa Cruz. Ninguem desconhecer
cer-amente que quanto" mais se facilitara
aequisiejo da sciencia, maior ser o nume-
ro dos que nao de culva-la. Quanto
hypotheseahi formulada por S. Esc.
Rvma. a respeito dos sabios europeos que
viriam ao Brasil asistir aos cursos de ma-
teria medica brasileira, S. Exc* o mesmo
que diz no seu proprio artigo que esses
homens viriam assistir s aulas sequiosos
de conhecimentos que em sitas trras nao
poderiom adfuirir. Logo, se pndessera
adquirir as suas trras esses conhecimen-
tos, ci nao viriam. Por certo que, como
diz ainda S. Exc Rvma., nao ha dezar al-
gum em ir beber a instrueco onde quer
que ella se oche ; mas criemos tambem
urna fonte junto de nos, e beberemos com
mais facilidade, em maior abundancia, e
essa bebida salutar chegar para todos. *0
orgulho nacional, sendo bem entendido,
jamis nos levar a levantar em torno de
nos as muralhas da China paranao depen-
dermos dos outros povos, como phantasia S.
Exc.; porm levar-nos-ha cortamente a criar
no nosso proprio paiz os recursos necessarios
para nos irmos tornando cada vez mais in-
dependentes. O Brasil, como muito bem diz
S. Exc Rvma. urna naci de hontem: urna
das. Christo e cidadao brasileiro ; aprender
qim twtQ bem entemliHo (contina agora
o excellenssimo prelado) nao aprender,
ignorar, ou nao saber bem o semina-
* -ristat ) Jjoa.se agora o que eu disto, e se co-
jmhecer com toda a evidencia, como S.
*xc, reunindo- phrases que se acham por
demais distantes, Ibes empresta um sentidoi
que oMaa estao longo de ter. O Exm.
> Sr. D. Francisco Cardoso Ayres, digo eu
no meu discurso, apezar de ter vivido
4 Jongos anuos na Europa, ou talvez por
isso mesmo que a experiencia de largos
anuos passados longo da sua familia e da
i sua patria lite tenham Gito conhocer qu es
< os pecigps de se raandarem para Wras
estranhas jovens inexperientcs; inspirado
< alera d'isso etc
Depois, tendo eu j mudado de assurapn
to, e demar*ndo-rae a narrar as varita -
geni que se soguera de estudarem os
seminaristas hrasileiros nos seminarios de
suas proprias dioceses, urna vez que estes
se achem montados como os melhores. da
Europa; disse eu, entro outras razoes : *.0
a seminarista brasileiro,educido na propria
torra natal, aprender a respeitar as leis
do seu paiz, e applical-as aos preceitos
da moral e s leis da igreja etc. como,
est citado mata cima. Ora quera nao v a
inconveniencia com que se foi tomar urna
pbrasc no principio de urna columna, e
unil-a com outras que Ihd licam quarenta
e dnas linhas mais abaixo, e que iiunlium i
ligarn tem com eHa ? Pois S. EjXC nao vio
que fallando e pf3rigqs que coniara os se-
minaristas, o ojotimiando logo com a phrase
o seminarista brasileiro cdneM na ierra
natal ote essa juneco pouco caritativa
desvirtuava inteiramente o sentido das mi-
nhas palavra/? ? S. Exc, cuja alta intelli-
genoia ninguem poda desconhecer, nao re-
para que dizendo eu que talvez que um
dos. motivos que levassem o excellentissimo
hispo de Peruambueo a montar um semina-
rio como os da Europa fosse o coahecer
por si proprio quaes os perigos que podiam
correr os jovans que i ara para a Europa,
nao o mesmo que afirraar que os alumnos
.que vio para a Europa correm peri-
gos ? Como pois que S. Exc em lugar
de trasladar as palavras taes quaes eu
as escrevi, destoca as phrase6 para a seu
talante as poder combater ? Demais, di-
zendo eu que o seminarista brasileiro edu-
cado na turra natal aprender a respeitar as
tois do sen paiz, c applical-as aos preceitos
da moral e s Leis da igreja, acaso quero
com isto dizer que eshidando nos seminarios
da Europa aprender a nao respeitar as leis
do seu pait? S. Exc. ssfce muito me-
Ihor do que eu que a tegislaco dos di-
versos paizes quasi sempre dilerente,
e que neeessario applical-a e adaptai-a
moral e^ao direito cannico naquillo em
que o direito e a moral entondem eom as
leis do paiz. Em os nossos seminarios,
eomquanto'os compendios do moral e de
direito cannico actualmente adoptados nlo
lacam mencao alguma da legislara > patria,
visto serem organisados paw ootros paizes,
todava .o lente respectivo as suas prelec-
coes, vai fazendo a applicaclo da lei civil
ao ponto de direito ou de moral que com
ella se entrelaca; o que cortamente nao
pode dar-se nos seminarios da Europa,
cujos professores no podem aiplicar ao
onsino a legislarlo dos diversos paizes a que
pertencem os alumnos que ahi se acham
reunidos.Attanda-se bem ao que eu digo:
Nos seminarios da Europa se aprende
muito bem a theologia moral, o dogma, o
direito cannico, aprende-se a respeitar as
leis do paiz etc.; porm o que peculiar de
cada paiz, e at mesmo de cada diocese, a
legislarlo patria e a applicaclo d'esta aos
pontos que com ella se entrelazara, isso s
se p.de aprejider no proprio paiz, e nao
om seminarios estrangeiros, que recebem
alumnos de diversas partes do mundo.
Entre os livros que compoara a minha
parca bibotheea possuo umaedicao do com-
pendio de moral do Exm. bispo conde de
Iraj, de sandosa recordarlo, edico publi-
cada em Portugal, e era que, (com o con-
sentimento do mesmo Exm. bispo do Rio
dos, que, contando apenas quarenta e tan-
tos annos mais do que nos (o que nada
na vida das]naces), sao um egamplo vivo
do que pode o espirito de inflopendencia
unido a um genio emprehendedor e a urna
grande forr,a de vontade. Passemos a ou-
tro paragrapho.
Mas eis cousa muito mais grave, diz S.
< Exc. em um periodo mais abaixo, slo
os perigos a que ficam expostos em ter
a ras estranhas os jovens inexperientes
que para l enviam os nossos bispos. O
seminarista brasileiro^educado na propria
trra natal, aprender a respeitar as leis
da igreja : conhecer que nao existe an-
tagonismo algum entre ser ministro de
cidra, pao e queijo, o fizera saber criada
do botequim que tencionava obter trabalho
na fabrica de Courville. Tendo, porra,
dado conta da sobria refeigo, nao denota-
va ter pressa, porquanto se entregara
leitura de um jornal j antigo.
Tendo-lhe sido exigido adiantadaraente o
pagamento da sua despeza, parecia acharase
cm completo esquecimento o rafado fregpez
quando parou defronte da casa um baHo
char- bae tirado por um exeellente ca-
vallo. Apearam-se d'elletres viandantes,
que disseram querer alojar-se no Roi
d'Yvetot.
Logo reinou a auiraaclo na casa ; amos
e criados, tudo se movia pira servir os
recem-chegados.
O carro foi condozido para debaixo de
um aipendre e o cavallo para a cavallarica.
Os viandantes, que nie levavam bagageo6,
parecendo por isso vir de porto, entraram
na sala para descancarem.
O individuo que all se achava pareceu
sentir um ligeiro sobresalto : lancou mesmo
um olbar inquieto para a porta, como quem
se dispunha a safr-e, porm de certo re-
floctio que a sea retirada prwsjptada attra-
hiria as atteneOes, por qeanto so-eneethou'
cada vez mais no seu recanto, diligencia**"
verdade, porm ahi estao os Bstados-Unji de Janeiro obtidoem9de outubro de 183V)
se supprimio o que precisamente diz res-
peito legislarlo do irpurio do Brasil, e
constkuiclo do arcebispado da Bahia ; su-
lltfiindo-se-lbe as citares dos bispados
do Pwto e de viseu, e do arcebispado de
Braga, addicionando-se-lhe tambem as dis-
posices do cdigo criminal portuguez na
parte que diz respeito ao exercicio das func-
coes ecclesiasticas. O Sr. padre Antonio
Roberto Jorge, conego da Cathedral do
Porto, e lente de theologia dogmtica no se-
minario do mesmo bispado, e auo foi quem
emprehendeu estas substituicoes, diz no
prologo da quarta edicl portugueza, im-
pressa em 1863, que a necessidade que
* a classe ecclesiastica daquelle reino tinha
oceultar o rosto com o jornal, qae ferio
completamente.
Os tres, sem fazerem eaeo d'eHo, toma-
3am lugar junto a orna mesa prxima da
,'elle : doos conversava eom o estalaji-
deiro, que se n5>>peupava a obsequiosos
qumprimentos, e o toreeiro, qae niO'dizia
palavra, pareca estar pouco satisfeito n'a-
quella casa.
Para nao por o leitor emdovdas, apres-
iamos-nos a dizer-lhe que os dous eran o
capillo Grandval e o armador Dupre, e o
silencioso corapanheiro era Miguel Berto-
my.
Beixe l o jantar, meu charo dizia
Grandval ao estalajadeiro, que su obstinava
em enumerar-lhe as riquezas da sua copa
Cpnieotar-nos-hemos com qualquer cousa
que nos sirva de prompto. Responda'-me
antes minha pergunta : ha era Courville
um maire e poder-se-lhe-ha fallar sera de-
mora ?
Se ha aqui um maire, perjonta o se-
nhor t->disse o estalajadeiro, ferido no seu
patrlnttsmoSe ha um maire n'uma po-
fcoacio tio importante t... Sim, senhor,
temos um maire, e, demais a mais, famoso
porquanto lie o Sr. hodln, proprietario
u'aquella magnifica fabrica qae tem a vista
e o qtral a alma d'esta trra I Infeliz-
mente, o Sr. Rodin est agora em Rulo traj
tando dos seus negocios e nao volta senl
d'aqui a dous dias.
Muito oem; mas. na amencia do
maire, dever haver algam dos seus ad-
ianto
To pouco faltam aqui os adjuntos :
$lo dous, e por signa! que slo urnas ver-
fladefras perolas. O peier, porm, que
ioje a f ira de VerneoiL O prlmeiro ad-
icto,'O Si*. Bernard, que creador de
gadoe, deve para 14 estar e s voHar de
aoute para a sua herdade. Quanto ao Sr.
Font-Rflbert, o segundo adjunto, padece d*
ettoe nao- est em circtimstanias do tra-
alhar.
Com mil bombas I disse Grandval,
- Ora aqai est ama i erra com
)ella administracao dejostica 1
| O'rnwdof Dupre largou-se s^argalha-
fas, dizendo ao estalajadeiro :
pPdta verdadeqoe Machona aasen-
de um compendio de theologia moral.
< que ticesse por base a egislaga patria
< fez nascer a idea de imprimir o excelten-
te compendio de moral do Exm. Sr. bis-
po do Rio de Janeiro, etc. J v pois o
Kxm. hispo do Para que o conhecimento das
leis do paiz e sua conveniente applicaclo s
materias-eeelesiasticas 6 de tanta importan-
cia, que um paiz da Europa deixa os nume-
rosos compendios europeos, e prefere reim-
primir um compandio organizado no Brasil,
e que tem por base a legislarlo patria, que
quasi a mesraa nestes dous estados ir-
mios. Me parece que estao assas explica-
das as palavras do meu discurso. 9
S. Exc Rvm, continua logo no paragra-
pho seguinte, como se fosse eu que assim
me houvesse expressado : Alm disto.
os seminarios da Europa, recebendo
alumnos da America do Sul, e quic
mesmo de todo o muodo, nao coasegui-
rao talvez, apesar da piedade dos seus
* directores incutir nos animo dos jovens
os principios mais santos da moral e da
religilo, em razio das rivalidades e dis-
cordias que devem suscitar naqueHes
eslabeleciraentos as differentes nacionali-
> dadas
E depois de escrever estas palavras, e
tai voz para que o publico fique ainda mais
persuadido de que fui eu quem as proferio,
pergunta logo em seguida S. Exc Rvm. em
lom empliatico:
" De que* seminarios da Europa quer
fallar o Ilustrado professor de Rhetorica ?
Eu no os cpnheco todos. Pode ser que
haja alguns em que se eusine a desres-
< peilar as leis, em que se eosine que ha
antagonismo entre ser ministro de Christo
e ciiladao de qualquer paiz ; em que se
ensine qne nao. deve haver harmona en-
tro os dous poderes, etc. Pode ser tam-
il he,n que haja alguns, onde tal rivalidade
< c discordia reine entro os alumnos, que
se torne impossivel, ou pelo menos mui
i dillicil a fortnacao del les nos hbitos da
piedade e vida christ. Mas esses se-
t mmarios, se oxistissem, seriam casas
de comipco e deimmoralidade,etc etc
Leia-se agora cora paciencia o que eu
disse no meu discurso impresso no Diario
de 20 de fevereiro:
Assas coaheco, senhores, (disse eu)
que os piedosos directores que se acham
frente dos seminarios da Europa, para
< onde os nossos bispos enviam os seus
" diocezanos se hlo de eslorcar necessa-
riamente por ncutir no animo dos seus
alumnos os principios mais santos da mo-
ral e da religilo ; porm, senhores, esses
seminarios recebera alumnos dos diver-
sos paizes da America do Sul, e quic
mesmo de todos os paizes do mundo.
Nao haver perigo de que essa multiplca-
da divergencia de costumes, e sobretodo
o espirito de nacionalidade crieril naquel-
les estabelecimentos mal entendidas riva-
lidades.que possam comprimir os fructos
que os salutares conselhos dos directores
de vem produzir ?
Ponhamos porem do parte estas e ou-
tras consideraces, senhores, e conven-
c ramo-nos de que, se esses esclarecidos
directores, guiados pelo amor da religilo,
educara, os alumnos que Ihes slo confia-
dos nos puros sentimentos do dever e da
moral, o nosso virtuoso prelado, abrazado
no amor da religilo e no amor dapatria,
presando esta pequea porclo do seu re-
banho, estas tenras vergonteas como
a menina dos setis olhos, os educar
com o acendrado zelo, com a abnegaclo
e com o fervor que Ihe inspira o salutar
pensamento de que trabalhando em fa-
vr da religilo trabalha igualmente em
favor dos seus diocesanos, em favor dos
seus concidadaos, em favor da sua patria;
e estes dous pensamentos, etc.
Eis a passagem do meu discurso que es-
tropiada aqui, alterada acola, desfigurada
mais adiante, ministrou algumas das pala-
vras, que, unidas com outras que nlo vem
em parte alguma delle, formara o periodo
que S. Exc se dignou de profligar com
toda a energa. Vamos por partes: torno
a repetir qne eu nlo disse em periodo al-
gum do meu discurso que nos semina ios
da Europa se ensina que ha antagonismo
entre ser ministrle Christo e cidado de
qualquer paiz: nlo disse que ha semina-
rios em que se ensina que n3o devo haver
harmona entre os dous poderes: nada dis-
to eu disse, e j expliquei com toda a evi-
dencia o trecho do meu discurso de que se
valeu S. Exc' para me attribuir o que eu
nlo disse. No periodo que ora analizo S.
Exc. nlo faz mais do que repetir as suas
injustas recriminagoes, s quaes j dei ca-
bal resposta.
Tambem eu nlo disse qu ha seminarios
na Europa onde tal rivalidade e discordia
reine entre os alumnos, que se torne im-
possivel ou pelo menos mui diflkil a for-
madlo Jeitos nos hbitos da piedade e da
vida christla; e pedia ao menos a can,la-
de que se me n3o attribussem essas phra-
ses exaggeradas, improprias do meu carc-
ter ; la-s o trecho do mea disdurso que
dexo tnanscripto e mais uraa ne* se conhe-
cer quio longe est o que eu disse verda-
deramente, do que se me aatribue haver
proferido. O meu pensamento foi que.
achatido-se reunidos em um seminario jo-
vens de diversas nacoes, era possivel que
apparecesse alguma mal entendida rivalidade
que podosse comprim* os fructos que os
salutares conselhos dos directores devem
produzir. Eu nlo dou o fa como exis-
tente, indico que possivel succeder, e que
a dar-se comprimira os fructos (qae a
final haviam de amadrecer, graras aos sa-
lutares conselhos dos dignos directores).
Pode-sft nlo ser anjo, mas tambem'nlo ser-
se demonio: eu supponho que os alumnos
que eslo aa Europa nlo slo impeccaveis,
que'tambem slo sujeitos a paixoes; e sen-
do o espirito de nacionalidade o que mais
depreca pode estimular-se e exaltar-se
quando provocado por qualquer rirnnns-
tanca, en endo que pode isto algumas ve-
zes ter retardado a marcha da perfeicao a
que os alumnos tem de chegar sob a ben-
fica influen ;ia de seus pos directores. Sei
qu9 a prudencia e circumspeecao destes
conseguir a final vencer esses obstculos:
mas quando se derem, sempre slo obsta-
culos, sempre slo mais urna occasio de
imprtetelo alm daqoellas, que Jhes se-
rlo communs como aos jovens educados
na sua patria.
Tambem nlo pretend de modo algum
menoscabar o zelo e dedicaclo evanglica
dos dignos directores dos seminarios da
Europa. O que se depreende do meu dis-
curso, e o que com certeza tive na mente
foi que, por mais zelosos que fossem esses
directores dos seminarios europeos na
educarlo da mocidade que Ihes confiada,
o Exm. Sr. bispo Cardozo Ayres, educando
por si proprio os seus seminaristas, viven-
do como vive largos tempos entre elles,
havia de e luca-los ainda com mais zelo e
com mais esmero, pois dotado como de
virtudes em alto grao, anima-o alem disso
o pensamento de qae. educan lo estas ten-
ras plantas, educa os seus diocesanos, os
seus filhos, os scus concidadlos, aquelles
com quem tem de trabalhar a fim de cultivar
a immensa cara que Ihe foi confiada pelo
pai de familia. Me parece que nlo haver
um s director de seminario europeo que
conhecendo o Em. Sr. D. Francisco, me
conteste neste ponto. Digo mais: pare-
ce-me que nlo haver director algum de
seminario europeo que, conhecendo os ve-
nerandos caracteres de que m corapoe o
episcopado brasileiro, presuma educar me-
Ihor os jovens que Ihe slo confiados, do
que qualquer dos Exms. bispos brasileiros
educa os jovens recomidos aos seus semi-
narios.
(Continuar-se-haJ

POUCO DE TUDO.
NEV NOS PYR1NE0S. Segundo diz
uasa carta de Paris, os Pyrineos esto com-
pletamente cobertos de nev, at o ponto
que os lobos descera s planiceis pene-
trando as povoac5es dovorando tudo o que
encontram.
SOCIEDADE SECRETA.O comman-
dante general de aples fez urna visita
ilha de Capri e surprehendeu entre as tro-
pas que a guarncelo, muitos filiados em
urna sociedade secreta qae tem o titulo de
Alianea Universal Republicanapresidi-
da por Mazzini.
FALLECIMENTO NO MXICO. As
ultimas noticias do Mxico dizem que Ju-
rez venceu a insurreiclo de Yucatn e que
muitos ricos commerciantes cotnproraetti-
dos n'csta insurreiclo foram fuzilados.
NOTAVELPHENOMENO. Acaba de che-
gar esta eidade, diz um jornal de Madrid,
um negro asitico, o qual soffreu urna ope-
raelo cirurgica no estomago, verdadera-
mente assombrosa. Em consequencia de
certa enfermidade grande foi necessario
perfiirar-lt o apparelho digestivo, collo-
cando-se-lhe depois as aberturas uns pe-
queos vidros de cristal, de augmento,atraz
dos quaes, a vista menos perspicaz pode
fcilmente observar as funccOes digestivas
do individuo.
tes o maire e os adjuntos, porm ao menos
nlo nos faltarlo gendarmes I
Sem duvida: dous soldados e um
cabo. E olhera que teem lume no olho,
posso affiancar-lh'o... O paior e que, por
causa da (eir, os nossos gendarmes foram
reforjar os de Yermetiil, que ffram insuffi-
cientes para o servico de tal dia.
Grandval, interronapendo o palavriado do
estalajadeiro com urna praga das mais enr-
gicas, gritou-lhe :
Eolio quera diabo ba de dar cumpri-
mento s ordons do ministerio publico de
Rulo, das quaes somos portadores ?
Ora vamos,*capillo Grandvalacudi
Dupr pacientemente. Nao se leva assim
valentona urna corporacio ds autoridades
de urna freguezia rural da mesma forma
que sacommanda ama tripolacao a bordo.
E' preciso ter paciencia. Quanto a tnim.
ii3o ado inconvenienteam adiar para ama-
nilla o objecto da nossa;-. digresso aqai.
Esperamos ha quatro annos oagera algumas
horas do mais ou de meaos., pouco impor-
tam.
Algumas horas, senhor, bastaran)
para comprometter o suecesso da *|ossa
iviagem. Lembre-se de que temos ama-
versario atrevida, fecundo em estrategias
e pouco escrupuloso nos meios. Em re-l^olbec e muito
laclo a elle nao ha precaucoes demasiadas;
para o evitar toda a actividade o pouca.
En quanto nos o suppomos era oatro h;-
mispherio, exposto a mil perigos, reduzido
maior miseria, talvez ello so ache em
Franga e at c chegasM antes de nos.
Quem sabe oHe se dispo a esta hora a
lan?ar m3o do objecto dasoossas
se elle se achara to proxime de nos,
no$ esteja a veroitonos ouca f
FaHando assimj maritirao percorria em
volta de si um olhar vago, parando machi-
nalmente a vista sobre o homem de cha-
peo de oleado. Nlo te ve, com tudo, a me-
nor suspeita a respeito d'aquelle individuo,
cuja preseoga n'um casa publica nlo era
de estranhar, e por isso logo o mu olhar
toraou outra dir celo.
Pode ser que tenha multa raztfo no
que diz, capiOo Gramkai, redoqjjio l)u-
pr mmUntn o tot-aa ohraatermos-
nos -necessidade. Aguarttendo, pols.fjpo
as autoridades u'ris e mitarea- de Cour-
ville se dignen regressar s suas residea-
cias, eteado qoe o meHior trattrmos e
jantar, pan o q*m> ma aiato cora especial
appett.,
Tota razioacu-lwo esUlajadeiro m\
affanSe entretanto regreasacem osS.
fmair ou os adjuntos,' viret avisar iniaaedia-
ta menta.
E, asura h\luid,.m:Km>kMamil para
a coswat, qmlo Owdwd< charaou, #ar-
guntiido-ltm':
o paiaraamaii,.SnM)r. E' muito
longo d'aqoia her Cercs-de tirata
cento o osttfi'
era fM-ffertnJe
herdade i solada
m*- eeres-
atrapalhado
larra; ama
cammbo de
i coibeada
_jato do ta-
tem do arradavel
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