Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:11831


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Full Text
\r**l
f^^

i.
I
ANNO XLV. GUNERO 99.
f ABA A CAKTA1 l LUGAKES Q1IDI VIO SE PACA POBTE.
Por tres meses adiantados.
Por seis ditos ide-m. .
Por om aimo fdem. .
Cada numero avulso .
'
6^000
124000
144000
4320
SEGUIfDA FEIRA 3 DE MAIO DE 1869.
PARA filfnO E FORA DA PROVIHCIA.
Por tres mezes adiantados.................. 64780
Por seis ditos iden.................... 134600
Pc-rnoM ditos idem................... 204250
Porumanno...................... 274000
DIARIO DE

Propriedade de Manoel Figneira de Faria & Filhos.
/
SAO AGENTE:
Os Srs. Gerardo Antonio Alves & Jllhos, no Par; Connives & Pinto, no Mr mVk>; Joaquim Jos da Oliveira, no Cear; Antonio de Leaos Braga, no Aracaty Tftfo Maria Julio Chaves,, no Ass; Antonio Marques da Silva, no Natal; Antonio Joaqra
Guimaraes Pancada, em Mamanniape; Antonio Alexanc feo de Lima, na Paraayba; Antonio Jos Gomes, na VH!a da Penha; Belarmino dos Santos Buido, em Stoto Antao; Domingos Jos da Costa Braga,


3=rr
PARTE OmCIAL
.ver o a prorlaela.
OR.VCtflS DA VIC.E-PRKS1DENCU DO DUSdE ABRIL
de 1869.
Antonio Maria Miranda Seve.Pagos os direi-
tos nevidos, coiio requerem.
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo A C Volte
to Sr. director do arsenal de guerra para satsfa-
lt a exigencia da conladoria.
Autouio Augusto Maciel.Cooceda-se a autori-
sacb iwdda.
Casimiro l'.cis Gomes da Silva.Indeferido.
Pransise) Antonio Brayner de Souxa Rangel.
i n forra> o^Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
I'ran-seo Ferreira RorgesAo Sr,inspector da
thesouiara de fazenda para iuformar.
Gildna Mara dos Anjos,Informe oSr.de-
sembargador provedor da Santa Cas* da Miseri-
cordia.
Ignez Mara da Conceirao.Indeferido visla
da^ Informaeoes.
Joaquina Maria da Coueeicao.A supplicante
j foi altendifla.
Enge ilieiro Joaquim Pires Carneiro Monteiro.
Neua data se abro novamente concurrencia ao
contrato de que (rala o supplicante.Aprsente
opportnnainente a sua proposta.
Jos Gonralves da Rocha.Ao Sr. Dr. director
2,',ral da iiistruccao publica para informar, ouvin-
do o rededor do Gyinnasio.
Jos d'Annuncicao Carvalno.Passando reci-
bo, sejam entregues.
Manoel Francisco do Reg.Conceda-se o pra-
30 de qninze dias improrogaveis para o supplican-
lo entrar no exercicio de sua nova cadeira sem
prejuzo de seus vencimentos.
Sociedade patriticaDous de Julho.A'visla
da informaco, nao lera lugar o que pede a sup-
plicante.
t Ao meio dia, taita a ohamada, e aoha*llo-s
prsenle os Srs. Nubias, Duque-Kstrada Teixeira,
Jos Calaion, Candi Jo Torres Filho, Souza Res,
Casado, Fausto de Aguir. Pontos, Perdigo Ma-
llielros, ronde do Baepertdv, Joao Mondes. Caedo,
Rodrigo da Silva, Lmelo," Mello Moraes, Siqueira
Meiules, Barros Barrlo, Ripow da Cmara, Gui-
inaries, Corroa, C vrra de Oliveir, viscondo de
Camaragibe, Portella, Carneiro da Cimba. BeKsa-'
rio, LWas da Rocha, Benjamn e Silva Aunes, bre-
se a sessao.
L-se e approva-se a acta da antecedente.
O Sr. J* secretorio, ser viudo de 1, d conta
de uro offleio da cmara municipal da villa do Pi-
rahy, enviando a copia da acta dos trbateos da
eteicao do 4o districto da provincia do Rio de Ja-
neiro, bem assim os documentos que servirn de
base ao parecer pela cmara approvada era rela-
cao as duplcalas de S. Joo do Principe. A' 2'
commissao-de poderes.
c L6-se, e vao a imprimir para serem submetti-
doe votacao cinco dia; depais, na formado regi-
ment, os segointes pareceres:
A commissao de poderes, tendo examinado
as actas da eleicao primaria e secundaria e da apu-
racao eral do 1- districto da provincia de Peroam-
buca, oom excepeJo das copias relativas eleicao
primaria das paroenias da Boa-Visla, do collegio
do Recife, com 5o eleiteres, e de Nossa Senhora da
Luz, do collegio de Pao d'Atbo, com 21, que Ihe
nao foram enviados da secretaria do imperio, de
parecer que sejam approvados pela cmara dos
Srs. deputados os poderes los eleilores que cons-
tam daifuellas actas, por onde se vd que naquellas
paroehias e collegios corren a eleicau dentro dos
limites legaes, sendo este o resultado da apuracao
geral: viseando do Canaaragibe, 337 votos; Dr.
Joaquim de Souza Reis, 3i; Dr. Francisco do
Reg Barros Barreto, 3i)8; Dr. Cypriano Fenelon
Guedes Alcoorado, 91; seguindo-se outros menos
votados.
c ^ comissao entndu que a ausencia das dnas
Sebas't) Jos Peixoto.-Informo o Sr. enge- ctas, a qno cima se refere, nao pode influir no
nheiro chefe da repartirlo das obras publicas.
Dr. Sil vino Cavalcante de Albuquerque.Infor-
me o Sr. desembargador provedor da Santa Casa
de Misericordia.
Victorino Domingues Alves Maia.Informa o
-^r. inspector da Ihesouraria de fazenda.
29-
Antonio Carlos de Alraeida.Ao Sr. Dr. chefe
de poli'a para informar, ouvindo o respectivo de-
legado.
Barbare! Antonio Aladin de Araujo. Informe o,
Sr. inspector da tuesouraria. provincial ouvindo o
administrador do contulado.
Antoaio Pereira da Cunha.Informe a directo-
ra do iheatro de Santa Isabel.
Alexandrina Barbosa da Silva.Informe o Sr.
inspector da thesonraria provincial.
RemarJino Jos dos Santos.Dirija-se ao Sr.
inspectar do arsenal de marinha.
Carlos Kstevos Alves.Inforo.e o Sr. inspector
da thesonraria de fazenda. '
Francisco Ferreira dos Sanios.Concoda-se a
licenca pe lida com ordenado somonte.
HeoriqneU Amelia do Menezes Lira.Nao ba-
v.ndo ijuola marcada para a cadeira de que trata
a supplicante nao pode ter lugar o que requer.
Francisco Maestrale Infirme o Sr. inspector
da thesonraria de fazenda.
Irmandade de Nossa Senhora do Guadalupe da
cidade de Olinda.Dirija-se ao Sr. inspector da
thesonraria provincial.
im a li ipsla dos Sanios.D-se.
Joao Francisco Barbosa.Informe o Sr. Dr.
chele de p >licia.
loio GoneaJiea Pires Ferreira.Informe o Sr.
inspector da thesonraria de fazenda ouvindo o da
alfandega.
Jos Candido da Silva Braga.Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial
Jos Nlcacio da Silva.Informe o Sr. inspector
i; thesouraria provincial, ouvindo o Dr. procura-
dor fiscal.
Leopoldo Jos Felippe Santiago.O ponto a que
se refere s supplicante, j foi preenchido.
Manoel Simplicio Correa Leal.Seja entregue,
1 > satisfeitas as despezas.
Padre Manoel EsperiJiao Muniz.Dirija-se ao
Sr. Inspector da thesouraria provincial.
Cioveruo do bispado
Sen lo necessario previnir qualquer desa-
irad a ve! occoirencia que por ventura se
possa dar nas igrejas por occasioda devo-
Vo do raez Marianno, S. Exc. Rvm. o Sr.
hispo diocesano prohibe que tanto nas ma-
trizes como nos conventos ou igrejas se ce-
iBbre larde ou noutfl qualquer acto relati-
vameiite.a este festejo.
O f\tWse comtnunicaaosRvds. parochos,
sacerdotes e religiosos para sua intelligencia
e governo.
Secretaria episcopal, 28 de abril de
Dr. Luiz Ferreira Nobre Pelinca.
Secretario do Bispado,
resultado contiendo, airada mesmo sendo desconta-
dos da votacao obtida pt'los tres cidadaos que apre-
sentaram diplomas 03 76 rotos dos eleitores da-
qucllas freguezias.
E, depois, de parecer que sejam desde j
declarados deputados polo l" districto de Pernam-
bizco os Srs. vtaeonde do Camaragibe, Dr. Joaquim
de Soma Keis e Dr. Francisco do Reg Barros
Barreto, e que se approvem as eleiedes primarias
das paroehias cujas autbenticas foram apreseabi-
das, com excepcao das paroehias de que nao vie-
ram as acias.
c A couimissao requer qne Ihe sejam enviadas
asduas authealicasquu fattam, para sobre ellas
dar parecer.
t Sala das conferencias da Ia commissao. de po-
deres, 23 de abril de 1869. L> A. da Silva Nuncs.
Jos Rataion N. V. da Gama.L. Joaquim Bu-
que-EstradaTeixeira.J. A. Corroa de Oliveira.
Justino Domrmzaet da Silva.
Submeltida votacao a parte desto parecer j>na.
PERNAMBCO.
ASSEMBLEA PR0V1ICIAL.
SE8S0 ORDINARIA El ti DE ABRIL
PRESIDENCIA DO SR. AUGUSTO LHO.
Ao nielo dia, feita a chamada, acliam-se presen-
tes os Srs. : Cicero, Felisbino, Dcmosliienes, Lo-
pes Machado, F. Tavora, Mergulhao, E. Pina,
Ainyuthas, Miguel Amorini, Columbano, Bacellar,
Augusto Leao, Amaral c Melfo, Hisbello, Armimo
Tavares, Goncalves da Silva, Epaminondas de Bar-
ros, Tburtino NogHieira, Enniro Coutinho, G.
Drummond, Andr Cavalcanti, Soares Branao
e Araujo Beltrao.
Abre-se a sessao, e lida a acta da antenor.
O Sn. Secretxbio d conta do seguinle
expboietb :
Um offleio do secretario do governo, remetien-
do copia do officio do inspector da thesouraria
provincial sobre oreditos suppleiuentares.A com-
missao de ornamento provincial.
Urna peti^ao do Hermino Ernesto de Lemos
Amaral, pedindo urna subvencao de oito contos de
ris para a abertura de urna eainboa a partir da
ponlc do Maduro at o Manguinho. A com-
mis-ao de obras publicas.
Ontra, de Jos Francisco Pires e outros. admi-
nistradores da obra da capella de Nossa Senhora
das Necessidades da Casa-Forte, pedindo consig-
nar,ao de quota gara a continuicao da referida
obra. commissao de obras publicas.
Outra de Job Paciente Bastos, representando
contra a emisso de bilbetes dos trunos urbanos
do Recifo Ajipucos. A' commissao de petigoes.
Outra, de Zeferino de Almeida Pinto e Andr de
Abren Porto, apresentando as bases para o estabe-
lecimento de diligencias de trilhos de ferro, pu-
chadas per anhiiaes. commissao de obras pu-
blicas.
Outra de Francisco de Paula do Reg Barros,
pedindo que se mande admittir no gyinnasio per-
nambacano, seu lilho Jos Libanio do Reg Bar-
ros, como pensionista. commissao de pe-
ti<;oes.
L-se c approvado o seguinti roquerimento :
Requeiro que pelos canaes eompetcnles se
peca ao Exm. presidente da provincia o ornamen-
to das obras de que necessita o convento da So-
ledade, na cidado de Goyanna. Gonraiiw da
Silva.
L-se e approvado o segtinte parecer :
o A commissao de obras publicas, para dar seu
parecer sobre a peticao de Maneel Peros Campello
de Almeida, reqqer que, pelos canaes competen-
tes, se solicite- do engenheiro director das obras
publicas, urna informarn circumstanciada sobre a
pretencao do referido peticionario.
Sala dus commisses da asserobla legishiva
provincial de Pernambuco, 22 de abril t_l86tf.
Epaminondas de BairusGoncalves4 1
Repartido da polica.
2" ftccao.Secretaria da polica de Pcrnambuco.
de inaio de 1869.
N. 63-i. Illm. e Exm, Sr.Tenho a honra de
levar ao conhecimento de V. Exe. que, segundo
consta das participac/ies recebidas hoje nesta re-
partidlo, foi hontcm recolhido casa de deteno
o seguinle individuo :
Arminha ordem, Isaas, escravo de Jos Miguel,
lr stispoilo do andar fgido.
Dens guardo a V. Exc lllin. e Exm. Sr. viee-
presid-mte da provincia Dr. Manoel do Nascimen-
to Machado Portella' O chefe de polica, Fran-
cisco & Furia temos.
DIARIO DE PERNAMBCO
EflFE, 2
DE MAIO DE 1869.
NOTICIAS Do SUL DO IMPERIO.
O vapor americano Misshsipt, eliegado sabbado
do Ri de Janeiro e Baha, s foi porUdor do jor-
naes da efirte do' dia 2.S, por ler tocado na Babia
pouc! s horas depols do vapor Navarre.
Nenhnm vapor chegra do Rio da Prata.
BtO DE UJUMA
Por decretos de 21 do corrente foram exone-
radoa. seu pedido:
O jiib do ilireito Carlos de Cerqueira Pinto do
cargo de chefe de polica da provincia de Sania
Camarina.
Otacharel Miguel Jos ftvares do lugar de
juiz mnnfcipal e de or508 0 termo ,j0 prhy,
naprovincia do p l0 j.e Janeiro.
Poi desiff^^Ja a comareade Nuareth, de 3* en-
trais^ BS' provincia daBihia, para nella ter^xer-
c'-Jio o juiz de direito Caries de CertTselra Pinto.
Por despacho da mesma data marcou-se o re-
ferido jufz de direito o prafo de qoatro mees e a
ajuda de custo de 6754000.
O Exm. e Rvra. dioeesano (Jomecava, no dia
25, a taaer predicas na capaila imperial.
O Jornal do Commercio faz a seguinte narra-
cao dais saasao prepatoria da cmara dos depa-
taoiv em do psade;
era que pede a remessa das duas actas authenticas
que faltara, approvada.
t A 3* commissao de poderos :
Considerando que nao sao conhecidos os elei-
tores da parochia de Santo Rita do Jacotinga. por
nao se ter concluido a acta da apuracao, embora
esta tivesse sido feila;
t Considerando que a respeilo da eleicao prima-
ria da mais paroehias do districto e da secundaria
de todos os collegios nada consta que importo
nullidade !
Considerando, finalmente, qne, feita a r.-iuracao
dos votos dos 11 collegios do districto, de confor-
midad com o que tica expendido, se deve dHuzir os
votos dos 19 eleitores tas paroehias do Paraso e
Vargem-Grande, que concorreram ao collegio de
Itajub, o que fcil de fazer-se, por ter sido un-
nime a votacao deste collegio,sero os volados os
seguinles Srs.:
Dr. Jos Calman Nogucira Valle da Gama com
283 votos.
Commcndador Mariano Procopio Ferreira La-
ge com 257.
Dr. Joaqnim Delfino Ribeiro da Luz com 2o'i.
t Dr. Domiciano Matheus Monteiro de Castro
com 219.
c Dr. Jos Rodr2iics de Lima Duarte com 74.
Conselheiro Caristiano Benedicto Olloni com
Dr. Antonio Torquato Fortes Junqueira com 3,
Dr. Fidelis de Andradc Botetho com 2.
Dr. Domiciano Matheus Noguera Valle da
Cama com 1.
t ,Dr. Antonio Candido da Rocha com i.
E' a commissao do.parecer:
t Io Que sejam approvadas as eleicSes prima-
rias das paroehias do 3 districto da provincia de
Mnas-Geraes, com excepcao nicamente das de
Paraso e Vargem-Grande do collegio de Itajub,
e de Santa Rita de Jacotinga do collegio do Rio-
Prcto; .
t 2 Que se peca ao governo nas actas da elei-
cao primaria das mencionadas paroehias do Pa-
raso e Vargem-Grande; bem como nformafoes
circumstanciadas sobre ds factos que se deram por
occasiao da eleicao primaria da parochia de Santa
Rita de Jacotinga, dos quaes rcsnltou nao se con-
cluir a ircsina eleico-
3o Que seja recanhecidos e declarados depu-
tados pelo 3a districto da" provincia de Mnas-Ge-
raes os Srs. Dr. Jus Calmon Noguera Valle da
Gama, commendador Mariano Procopio Ferreira.
Lage e Dr. Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, os
quaes obtivoram a ma oria dos voto.
Oro Sala da commissao, 24 de abril de 1869.
"Vtsconde de Camaragibe.Souza Reis.F. Bolisa-
rio de Souza.Lamego.Squeira Mendes.
A 3.a commissao de poderes, de parecer:
t Io Que sejam contados come validos os votos
dos'eleitores da freguezia do Espirito-Santo, e liti-
gio do Tamandu, e do eleilor Joaquim Antonio
de Moraes, da freguezia daTijuca, por nao proee-
derem as raioes pelas quaes os collegios tomaram
em separado.
t 2o Que sejam annulladas as eteicoes das fre-
guezias de S./rancisco das Chagas e Carrancas,
nas quaes se'd>ram defeitos substancfcs. m
f 3* Que e'Xijam as actos daseleooes primarias
das paroehias do Espirito-Santo do Couqneiro,
Monte-Alegre, Abbadia, S.Franciaco de Saltes e
Dore.
f 4o Que Sejam reconliecidos ihputados pelo 4
dislricto de Minas os Srs. Drs. Jos Xavier da Sil-
va Capanema, Jeroiiymo Mximo Noguera Penido
e Francisco Jannario da Gama Cerqueira, visto
nao Influir no resultado da. eleicao a falta daquel-
las actas.
Sala da 3* eomeiisso, 24 de abril de 4860.
Visconde de Camaragibe. Siqueira Mendes.
Souza ResLaoeip.F. Belisario.
A mvrte do 8r. preaideole, os Sr. Belisario
e Correa dirigem- mesa e prestam juraraanto,
esto eomo meaba da i* eonwssao de poderes e
aquelle eomo meinbro da 3*.
< Nada mais havend a tratar, levanta-se a sej-
tao urna tura da tarde.
Era as noticias eommerciaes da ultima data !
t Bfrecluram-e trnsaccoes menos qtte regula-
res em cambio, soore l-ondres a 18 '/i d. papel ban-
cario, e a 18 J/s e 18 '/i d. papel particular.
t Negociaram-se 11,000 soberanos a 13I4SO e
1,000 ditos a 131440 al o fim do mez, 1.20J ditos
a 181400 a dinbeiro, e 20 apolices do empreslimo
nacional da 1868
Chegon, pneediwte de Pernambneo, no da
H, o brigne Adetnid, m 15 das de vl*gem.
O SB, LOPES MACHADO :Sr. presidente, em
1528 parti da Hespanha para *aris um liomem
de 36 annos de idaide, que tinh sido pagm de
Fernando V, e assistido ao cerco de Pamplona.
Esse homem nutrindo um nobre pensamento, pro-
curava alargar a esphera dos seos c^nbecimentos,
estudando all humanidades.
Mais tarde cncontrou no collegio de Santo Bar-
bara seis jovens de grande talento, seis coraeoes
enthusiastas, que o cercavam cuetos de admira-
cao, e o acompanharam depois em todos os lances
da sna vida.
Aquelle homem chamava-se Ignacio de Loyola,
e estes : Pedro Lofevre, Jacob Laynez, Alfonso
mas o jesuta sem "a campa e o erntlflio de Ka-
vier, do punbal em urna manga e de veneno na
outra.
Aguaviva depois de reduiir a nsttnicio de 8.
Ignacio materialidad? da obediencia e de coe-
verte-la em polica secreta, quer governar o mun-
do, nao como um re seno como um tyranno.
O principe d'Orange cahe aos golpes do ponha]
de Gerard. Paiii tenia assassinar Isabel da Ingla-
terra, o se diz mandatario dos jesutas, Henrique
1U expira fulminado palo ferro traieoeiro de Cle-
mente, Henrique IV finalmente suecumbe as mos
de Ravaillae i
A agua tofana devasta por outro lado, substitue
o punbal quando este impossivel !
0 Paraguay cahe presa dos jesutas que o in-
vdeme barbarisam ; vos sabis, senhores, quan-
to sangle brasiieiro se lem derramado, quanto
teui custado nossa patria estremecida chamar
esse i ii i vi > desgracado no seio da ci vi lisa cao.
A propra mqusicao, que llies quer embargar
o passo, reeda de modo se subraetle t Ento o
mundo se converte om urna ardente fornalha, os
gritos das victimas atroam os ares e achrislanda-
de se cobre de luto I A espionagem insta Hada
por todos os cantos, os confissonarios convertidos
em instrumento do delacao, a igmentam a confu-
sao e o terror ; desse estado surge nma oova re-
ligiao : a reNgo do fenatismo, do despotismo, a
religio dos jesutas I
Basta, disse aquelle Divino Cordeiro que veio ao
mundo ensinar-nos o perdao e o amor do prximo,
e sua voz apparece nesta torra da Sania Cruz
um outro David, que mais larde e com um so
golpe acabou com todos cssos nimigos da socie-
dade e da religio.
Esse David, esse homem predestinado, foi Se-
bastio Jos de Carvallio e Mello, marquez de
Pombal. que quando a historia j nao o apresen-
tasse como um dos seus maiores vultos pela vas*
tido de eiigenho e energa de carcter, bastava
smenle o acto de 3 de setembro do 1759 para
ser venerado pela posteridade agradecida.
(Muitos apoiados no salo e nas galeras.
O santo padre Clemente XIV nao dexou flcar
solada a iniciativa de Pombal, doelarou suppri-
mida e abolida perpetuamente a sociedade de Je-
sos por contraria aos flns da sua primitiva ins-
tituico. expedindo a bulla Dominus ac fedemptor
noster de 21 de jullio de 1773. Clemente XIV, de-
clarando ter invocado o exilio do Divino Espirito,
accrescemava que ninguem, fosse qual fosse a sua
autoridade, poderia em lempo alguin restabelecer
aquella sociedade.
la cessar por urna vez, senhores, o escandan)
de se ver christos em lula do affrontas recipro-
cas, injurando-se mutuamente e se degladando
no seio da propria igreja.
Po VII, porm, recetando o fim de Clemente
XIV que expira no meio das agonas do veneno
jesuta, restaura aquella fatal rompantiia em 1814 ;
mas o arto de Pombal nao foi revogado peta bulla
do-Po Vil ; elle continuou a vigorar .em Portugal
e no Brasil ; os jesutas ro podem por isso re-
appareeer emPernambueo. (Mintoapoiados.)
A bulla de Po VII ni) foi reconlieeida pelo
poder competente, e o facto de continuar o esta-
do na posse dos bens daquclla sociedade, conse-
quencia do acto do 3 de setembro. mostea clara-
meato que elle esl em vigor, e que os jesutas
nao pdem impunemente, conspirar CiMitra o paiz,
nem contra as suas liberaos instuieoes (estron-
dosos apoados das galeras.) Nao obstante, senho-
sobre os reis os Papas, e sobre os Papas jesuta, l narra sob o titulo O jesuitismo e o art.S'da con-
tiluicfh, e seguinte faeto, sobre modo attentatorio
a liberdade de cultos e para o qal chamamos a
atten^o do governo do paiz. .
Diz elle:
a Um padre jesuta trovejou n'um dos pulpitos
da nossa cidade contra o art. 5 da constituirn.
Quera nada menos que as fugueras da inqui-
sico, ,que o ferro e o fogo, em nome do Christo.
Qne fantica ignorancia !
A audacia desse padre ehegon at-o ponto ile
dizer quese esta trra de Pernambueo nao fosse
tao miseravei aquella casa da ma da Aurora (o
templo protestante) j nao teria pedra sobre pe-
dra!
O que pensam desta tetra o*jesvitast
Consideram-nos um novo Paraguay, onde
poderlo fazer as suas reducedes 1
Em quanto aqu um padre estrangeire, igno-
rante e fantico, prega contra as leis do paiz,
concita e pero a violencias brutaes, e pretende
levar-nos degradaco moral, um Ilustrado padre
brasiieiro, o Sr. Dr. Joaquim d Monte Carmelo,
acaba de fazer em um pulpito da corte a apologa
da toteraneia religiosa.
Medteiu os letores no philosophieo alcance
das palavras do Bvd. Dr. Carmelo, e pense alterna-
mente sobre as proteccoes jesuticas era Pernam-
bueo.
Eis essas palavras :
A tolerancia religiosa, isto na permisso con-
cedida pela le fundamental do eslado de poderem
os sectarios de religi5es diversas da (pie felizmente
professarnos exercer seu culto sob certas e deter-
minadas clausulas, longe de ser, como se pensa,
um perigo para a religio catliolica, apostlica, ro-
mana, nica verdadeira e santa, pelo contrario
urna obrigaco indeclinavel para todos aquellos
que a professam, obrigaco que Ihes ministra um
meio efflcacissimo de meior conhecerem, e de
fSzerem conhecer a todo o mundo o quanto esta
religio excede a qualquer outra, pela magestade
do seu culto, pela pompa de suas augustas cere-
monias, pela santidade de sens dogmas, pela pure-
za, finalmente, das virtudes que so ella ensina.
Consultemos a historia, christos: quaes fo-
ram os preliminares para a emaneipac do chris-
tiansmo no imperio romano, senao essa mesma
tolerancia decretada por Constantino t E o que
fei ento nma medida salvadora, nm bem immenso,
de incommensuravel alcance para ermundo inteiro,
seria hoje perigo para o Brasil?
f Oh! fra preciso nao contar com a firmeza da
f que nos anima, gracas a Deus Fra preciso
nao reeonherer o quanto os dogmas ^carblicos
ficam a perder de vista de tndo o que nao como
clles, obra do cu I Fra emfim preciso ignorar o
que se passa actualmente na Europa, em nossa
America, ne mundo inteiro, onde as naces mais
pederosas e as mais civilisadas sao tambera as mais
tolerante, e as mais tolerantes aquellas que mais
acatam e venerara o cailiulicismo, c. onde ello faz
mais rpidos e mais admiraseis progressos!
. E o que pode reeeiar orna religio como a
mxsa, nica p'ossBMOra da veTBade, que mtnca
fugio s dlscusses, que serapre as aceitou, porque
vio sempre nellas novas oecasies de Irium-
pho?
Da leitnra destes artigos resulla havercm irsta
cidade missionarios ehteadores com a denomina-
cao de S. Francisco Xavier ; serem eses educado-
res jesutas, que vivera em conviuinidade, visto
como tem superior que a preside, lei qne regula
os sens nteresses e que pune as trangressSes dos |
Salmern, Rodrigo de Azevedo, Nicolao Bobadella \ requermento, que passou no dia 14. pedindo a
res, eljes ahi andara na conquista dos pulpitos o seas met Jiros; ter side finalmente, denunciada,
dos confissonarios, encartando-se no ensino e bar-
barisando o povo. (Muito bem.)
Por esta razo foi que apresentei nesta casa um
e Francisco Xavier.
Em Mantuiartre fizeraui urna pequea conferen-
cia, entraram noite no templo, e frouxa luz
da alampada juraram, pondo as nas sotire a
imagem de Jess Crucificado, obediencia a Igna-
cio de Loyola, quem acabavara de eleger por
chefe.
Ern tudo isso havia algnma cousa de mysleno-
so, porque nada mais transpiro Seguio-se aquel-
la sngeia eleicao o mais proftmao silencio, todos
ftcaram immoveis, parecendo escutar e reflectir.
Aflnal sahiram do templo como tinham n'elle pe-
netrado, e apenas o mestre disse t dentro de dous
annos. contados dia por dia, vr-nos-hemos era
Veneza, na esendaria de S. Mareos.Todos se in-
dinaran sem proferir palavra, e retiraram-se.
Ignacio de Loyola desejava conhecer talvez al
onde poda chegar a obediencia ao principio da
autoridade, e avahar a sinceridade de lo solemne
juramento.
Sao passados dous annos, e aos primeiros arre-
boyes da manlia salto de tuna gndola na praca
de'S. Marcos un hornera de fronte espagosa, chcia
de rugas e faces descarnadas. Procura cura olhar
curioso descubrir alguem que o dsvia esperar,
mas ningueqj alr. est. Nao desanima, e ndiffe-
rente ao que ve, encaranha-se para a baslica,
senta-se na3 soleiras do vestbulo e espera absorto
em reflexes.
Duas horas depois apparece-lhe Laynez, depois
Salmern, d'alii pouco outro, mais tarde outro,
mais tarde outro, e finalmente todos. Estava sen-
do cumprido, senhores, o juramento de Montinar-
tre, e satisfeila com religiosa pontualidade a ordem
do mestre, que para ahi os convocara. A socieda-
de de Jess nascia nas cscadas de S. Marcos.
Doz annos mais tarde, Paulo III, pontfice nobre
e rico, e que apezar de incorruptivel, segundo se l
na historia da origem da inqnisfelo em Portugal
de A. Herculano nao duvidon promover ao rardi-
nalato dous netos seus de 15 annos de Idane; re-
conheee e confirma aquella sociedade pela bulla
Iiemini militantis ecclesia> de 21 de setembro de
1540.
Da Italia, da Franca, de Portugal e da Hespanha
corre a mocidado a alistar-se nessa milicia mendi-
cante. O despreso dos bens terrenos pela con-
quista das almas, o co e nao a trra eram o
grande pensamento de Loyola.
Pranciaco Xavier foi para India, Lefvre o Bo-
badella para o centr.o do protestantismo, Rodrigo
de Azevedo proenrou Portugal e Laynez a Italia.
O primeiro pela palavra e pelo exemplo sub-
mette52 reinos aos estandartes da croz, e consu-
mido pelas fadigas e pela febre morre em nma
caverna abandonada, tendo a trra por Jeito. Este,
senhores, S. Francisco Xavier, o grande apostlo
das Indias.
Bobadella c Lefevre combaten) denodadamente
na Allemanha e na Sussa as doulrnas reformado-i
ras de Martinho Lutbero e de Calvno.
O Ultimo apresenla-se com Salmern no conci-
lio Tridentino, e ahi sao ambos aamiraaos petos
Seus talentos e illuslracu.
A sociedade de Jess estendedo-se por toda
parte cercada de pjpestigio. parece querer abracar
e levar ao coracoo mundo inteiro.
O sett santo Fundador, porm, chamado ao
co, e de repente emmudtce a voz que evan^elisa,
dWapparece o exemplo que edifica a sociedade
para, esterelisa-se e fogo depois retrocede.
Siin, senhores, Laynez assumtnao ao generalato
cga-o o poder do mando, os iraropeis do mundo
exterior. Reforma o estatuto passando nm traco
hegp) em tudo quanto havia de exemplar, para
Introduzr novidades contraria) ao espirito ohris-
Jao ; d'ahi por diante a reetlda e a (ngeleza de
cora cio. A sociedade de Jess llnha lejgappfeeido Wn
!b seu Fundador.
E*eeptual S. Francisco de ]
senio Agnavtvas e Godofr^flw.
S. Exc. Rvma. que se dignaste informar, se com
effeito existe nesta cidade' urna coramundade de
jesutas com a denomiiMiede S. Francisco Xa-
vier, e no caso afilrmativoB|lr que acto legitimo
foram elles resta lirados.
As informaeoes qne pedia, anda"que em parte
satisfeilas por declaracoes autlurnticas da impren-
sa, inham por fim saber onde eslava a lei a que
deviamos prestar obediencia consenlindo que entre
nos vivam condemnados perpetuos sem o indulto
da liberdade.
Peco licenca a casa para lr a declaraeo^ do
superior publicada no Jornal do Recife, de 25 de
maree, ello diz o seguinte :
i Si: redactor do Jornal d> /ta//V.Chegando
H meu conhecimento, qne a Opinio Nacional
n. 87, ineriininou nm dos padres do collegio de S.
Francisco Xavier, imputando-lhe ter do pulpito
censurado o art. 5o da constituieao do imperio, me
apressei em mandar pedir pessoalmente ao Illm.
Sr. Dr. Aprigio (tafetanes, redactor da Opinmo
Nacional, os eselarecimenlosindispenaveis, isto ,
quem procedeu de tal maneira, onde, quando, para
que se o fasto for verificado, en possa cumprir o
dever de reprehender o culpado, e obriga-lo a dar
conveniente explicaco. Gonfesse, que por mais
informaeoes, que eu'proeurasse adquirir, nada me
constou,' que justiicasse urna accusa?o to gra-
ve ; e nem posso err, que um dos meus compa-
nlieiros quizesse ao nien'is censurar acuelle art. 5o,
cojo sentido perfeitamente catholico, e plena-
mente conformo a legislaco, que vigente em
Roma. O Sr. Dr. Aprigio, acolhendo com muita
attencao o meu podido, assegnrou, qne ia exigir
do escripter do artigo jornali^ico os ^sclarei-imen.
tos necessaros, no que ainda nao fui satsfeito.
Vendo, porm, nesto omenos niproduzido no
mu presado Jornal te ecife, n. 67 o artigo da
imputacao publicado na Opinio Nacional, e re-
cetando qite essa imputacao so v espalhando com
damno injusto da Commanidade, (nal presido,
jnlgo-me obrigado a fazer publico protesto pelas
deciaracAes segulntes:
ti. Se algum dos padres deste collegio eahio
(o que nio posso admiltlr sem as provas suffleien-
tes) na imprudencia referida cima, ter-so-ha esse
mu proceder por imputavel excmsiTameiite ao
individuo, em opposicao aos principie, s regras,
e praxe da Commvnidade a que elle pertence;
pois os padres deete collerio, missioniirios eednea-
dores, professam vver totalmente apartados da lida
dos partidos politleos de qualquer paiz, cuja parti-
cipaeo embargara a efflcaeia satlar do seu pro-
prio ministerio.
i.' E' um dos principios, que regulam nossa
conducta, respitor a publica autoridade, e as teis
do paiz, que nos hospeda : do mte prova o vive-
rein os nessos religiosos pacmeos e mnito bem
agasalhados nao so nos estados eatholicos, mas
toimbem na Turquia, Prnssia, Inglaterra, Esta-
dos-Unidos, etc. E em toda a parte, como aqu
no Brasil, cuj* hospitalWade generosa e amigavel
obriga muilissimo a nossa gratHlo,_no pedimos
privilegios, ou protecQo especial, seno a liberdade
commum sob a tutela das leis, e que a ninguem
anda foi negada.
t Ainda qtte V. cem reproduzir mencionado
artigo da Opini&o Nacional nao so julgase respon-
sahilisado a respeito. das nssercfcs deHe, pe^c-lhe
todava o favor de publicar no son muipresado
jornal o presente protesto. Pei que agripada-
mente declao-me reeonhecvoi ao mesmo pasfeo
que len a honra de me as'signar com profundo
respeito e estima
DeV. mui humado e dedicaio criado.0
superior dos padre d0 Coltegio do S. Francisco
Xavier.+ J. H. S,
O, Jornal So facife, que reprodu! o artigo da
Opinioa JVociona/, o que alltidc e superior dos
padres de S. Francisco Xavier, diro jagtrinte:
e nSo^trnisl 'TOIkrancia religiosa, -olwsso coiicga
re em tfatnojda Opinio Nacional nrf ^a'h. Win ant-hnntem
na pessoa de um dos educadores, de diffundir ideas
subversivas e attentarias do art. 5o da eonsttui-
co. Portante, achara-se entre w'n restaurados os
jesutas, nao como vveram no tempo de Santo
Ignacio, que nunca pregn contra as leis de urna
sociedade catholica e legtimamente constituida,
mas como existirn) no tempo de Aguariva c ou-
tros sequazes, em conspirado constante contra
todas e contra ludo. (Muitos apoiados).
S. Exc. o Sr. vice-presi lente se dignou transmit-
tir-nos as informaeoes do nosso rcspeilavel dioce-
sano, vejamos o que ellas dzera :
Acenso a reeepco dos offlcos de 14 e 16 do
corrente em (pie V. Exc. procura a minha respos-
ta aos seguintes quisitos da assembla legislativa
provincial, deliberados em sua sesso de 14 do
corrente, a saber : 1", se existe nesta cidade algu-
ma eommunidade de jesutas com a denominacao
de rmos de S. Francisco Xavier; 2o, no caso
afflrmativo, quem autorisou a restauraeo dos
collegios da eompanhia de Jess. Em resposla ao
Io quisito communico a V. Exe., que n<7o reconheco
eommunidade de jesutas, existentes nesta cida-
de. 0 2o quisito (lea prejudieado. Dcus guarde
a V. Exc., Illm. c Exm. Sr. Dr. Manoel do Nasci-
mento Portella, vice-presidente da provin-
cia.Francisco Cardoso Avres, bspo. n {Este
offleio tem a data de 17 do corrente).
Sr. presidente, sinto dizer que a infermacao de
S. Exc Rvma. cstranha a materia do requer-
mento. E^ta assembla nao se dirigi a S. Exc.
para conhecer daextenco e limites das attnbui-
coes diocesanas, e d'ahi avaliar se o Sr. bspo auc-
toritate propria poda reconhecer a eommunidade
de jesutas, que sxjste nesta cidade com a denomi-
-A.M A*. O V*nnl*nr< V.irinK' acta '1 ^.Ml 11 ll t' I ll.'l.il
naeo de S. Francisco Xavier; esta assembla nao
quiz Saber se a eommunidade smentc tem exis-
tencia legal depois do reconhecida pela autoridade
episcopal, quera Ave pelo faeto do reconheci-
monto obediencia e sobmsso; nao, senhores, nao
'oi isso que a assembla procuren saber, mas
" mo," e porque admiuia S. Exc. eommunidade de
jesutas, segundo o testemunho do seu superior,
estando em vigor a le que os banio. (Apoiados).
S. Exc. nos merece rtta consideraeao petos
dotes do seu espirito, pela (locura do seu coracao
e pelo seu carcter sacerdotal; mas, senhores,
isso, que todos nos reconheeemos, nao implica
com o dever que temos de vellar pela execucao
das leis no recinto da nossa jurisdiso ; (muitos
apoiados). Infelizmente, S. Exc. tomando o faeto a
s pelo lado do reconhecimento offlcial, que nao
houve, e nem poda baver, deixa ctoJnformar a
esta assembla nos termos do seu pediao, mas sem
attender que. os jesutas se occnltam por Jetraz
dos seus vesiidos para dizerem fementidamente
pela Imprensa: queremos punir segundo as leis
da nossa sociedade o membro que tentn contra a
santidade da constituieao brasileira! (Muitos
apoiados do salo c das galeras).
Acredito qne S. Exc. nao reconheco eommuni-
dade de jesutas nesta cidade, porqne o reconheci-
mento tral a ida de submisso autoridade; mas
ne havenflo dispOsieSo que reyogasse a lei de 3
de seteiubro de 1TS9, a eenelnso de S. Exe. dando
por pvejndtoado o segm.do quisito das n*>rma?3es
pedida, tambem conclusao do que tenho dito
relativamente a especie daquello reconhecimen-
to. (Apoiados).
Mas, senhores, nesta cidade ha jesutas, em eom-
munidade diz o seu superior, individualmente
ttesta-o toda a popularao, preciso urna provi-
dencia que acabe cqrn este escndalo. (Muitos
apoiados. mnito bem, applausos da galera).
Eeses homeqs ensinam publicamente sem a me-
nor flscaltsao do governb (apoiados), dizem dos
pulpitos o que Ihes parece contra as leis do catado
sem a mnima responsabildad, e dos cpnflssio-
narros............ aht sentn.:,, j se vulgansa
cao daqnella lei. Arredenwe Pernambueo en
quanto e tempo da perniciosa influencia dos jesu-
tas, que alti vo aUado as mos dos executo-
refj da le, e preparando a geracio que surge paca
a conquista do dispoiisrao da aquisirao. (Mullo
bem, applausos nas galeras).
Se alguem amda ba que pretenda dar como re-
vogada a mais sabia providencia, o mais eflka/
beneficio que de Portugal nos veto, tratemos na
conformidade das nossas aliribucOes de por na
antemural a propaganda Jesutica.
Temos sacerdotes brasiieiro?, virtuosos e ins-
truidos, para nos levar ao i-aunbo da salvac^o ;
em geral o nosso clero cumprc beui os deveres do
seu santo ministerio; nobilte-se o clero, eduque*
se, se nao est bem instruido, mas nao ventura
jesutas barbarisar Pernauhuco como liarbansa-
i am o Paraguay. (Numerosos apoiados no salo e
nas galeras.)
Nestas circumatancias passo a offereeer con-
sideraeao desta assembla o seguinte projecto :
W-
< A assembla legislativa de Pernambueo, re-
solve :
< Art. 1. Fica prohib Ja nesta provincia a cou-
grega^o dos padres da eompanhia de Jess, ins-
tlalo de S. Ignacio da Loyola.
u Arl. 2." Fica igualmente prohibida na pro-
vincia a coagregacao de padres lazaristas, o outra
qualquer de padres eslrangoiros; exceptuam-se os
missionarios da ordem de S. Francisco sob a in-
voraejio 4e Nossa Senhora da Penha.
Arl. 3. Ficam revpgadas as disposieoes em
contrario.
Paco da assembla legislativa provincial, 22
de abril de 1869. Jjtpes Machado Amaral r
Mello.
E' ldo e julgado objeeto de deliberacao c man-
dado imprimir o seguinte projecto :
Art. 1." E' prohibida nesta provincia a con-
gregaco de padres da eompanhia de Jess, insti-
tuto de Santo Ignacio de Loyola.
Art. 2." E' prohibida na provincia a congre-
gacjio de padres lazaristas, e oulra qualquer con-
gregaco de padres estrangeros.
Excepluam-se os missionarios da ordem de
S. Francisco do Asss, sob a iuvocarjio de Nossa
Senhora da Penha.
Art. 3. Ficam revpgadas as disposicues cm
contraro.
t Paco da assembla legislativa provincial de
Pernambueo, 22 de abril de 1869.Lopes Macha-
do.Amaral e Mello.
L-se o sguinte parecer:
A commissao de consMuico e poderes, veiu
hoje offereeer o seu parecer acere da indicacao
apresentada pelo honrado membro o Sr. Amaral c
Mello.
A indicacao propoe que a assembla legislati-
va provincial represente, aos poderes competentes,
contra a inliacco da nossa constituieao poltica,
coininettida pelo actual miuistro e secretarte de
estado dos negocios do imperio, o Sr. Paulino Jos
uares to Souza. aunullando as cleices que, no
dia 28 de junlio do anuo passado, tvi-ram lugar
nesta provincia, para a escolba de eleitores espe-
caes que devam eleger um senador, para a vaga
existente.
A commissao examnou cora a devida alten-
cao a uiportaiitissima materia de que se oceupa a
referida indicacao, e attendendoque a le funda-
mental de 12 de agosto de 1834 (acto addicional),
em seu arl. 11 S 9-' d, s assemblas legislativas
provinciaes, a competencia de velar na guarda da
constituieao das leis na sua provincia, competen-
cia poltica que constitu' mu rigoroso dever o seu
exercicio.
Attendendo que o aviso de 21 de julho de
1868, expedido pulo actual ministro do imperio,
nullilicou de fado os poderes dos eleitores fritos
l i riabuente em 28 do junho do auno paseado,
ordenando ao mesmo tempn que, em 31 de Janeiro
do corrente auno, se procedesM nova clcico de
eloitores especiaos, para a prmeira vaga le Mina-
dor j referida, e para a segunda que posterior-
mente occonvra.
Attendendo que o aviso de 21 do. julho, lun-
dando-se na disposicao do arl. 112 da le n. 387,
do 19 de agosto de 1846, inicuamente improce-
dente e inadmissvel, vista dos arta, 71 e 76 da
referida le, e das pratcas at hoje dimitidas no
senado brasiieiro ; porquanto estende-se os effei-
tosda disselncoda cmara temporaria ao senado
que vitalicio.
Attendendo, finalmente, que o actual minis-
tro h secretario de estado dos negocios do imperio,
pela expedirn desse aviso, infringi claramente a
dsposico d art. 21 da coituigifoUtea do es-
tado, e,' portanto, i-ieorreu em grave ropmisabili-
dade ; de parecer que a assembla legislativa
provincial de Pernambueo, exerce urna de suas
mais importantes altribueoes : velar na guarda
da constituieao e das leis, na sua provincia co-
uda no art. 11 9o da lei de 12 de agosto de 1834,
representando aos poderes geraee, para que sej.
tomado em consideraeao o acto do ministro que
violou a constituieao o as leis, em objeeto que en-
feude de perto com os direitos e nteresses polticos
da provincia.
E como a materia defacto, se ada int na-
que tentam contra o principa da familia I (Apoia- j
Aguma cousa pumpre foju, E' O*"""
povo saiba. que aai"-", _. -' ^V6 ,sle
naravras ou. por -oda <|de so corresponde por
arares v* soripto com o jesuta ineorre em
aun"- .""*s> allendendo os motivos de ordem
v ...ca, qu aconselharam a derottijao e publica-
mente liMda a verificaco de poderes dos eleilos,
quer na-fMcao primaria, quer na secundaria (ob-
jeeto d* exclusiva competencia do senado); en-
tendem, os signatarios deste parecer, que a repre-
sentarlo deve ser dirigida a cmara vitalicia, a
qual, recebendo-a como um proteste da assembla
provincial, contra o attontado do ministro, Ihe da-
r o deslino quo for conveniente e justo, em vista
do exame que tem de fazer, por oecasio da ven-
Ucacao de poderes das actas, protestos e mais do-
cumentos, relativos queslo. que Ihe foram en-
viados pela cmara municipal da capitel do Re-
t Sala das commisses, 22 de abril de 1869.
CarmlhoMoura.Agminio 'finares.
O SR. SILVE1RA LOBO :Peco a palavra.
O Sr. Presideb :Est adiado.
O Sr. Silvf.ira!t.obo :Requero*a urgencia.
O Sr. Presidente :Esl em discussao a ur-
gencia.
0 SR. G.. DRUMMOND :Voto contra a urgen-
cia pedida pelo nobre deputado, c- o lapo pelos se-
guintes fundamentos : (Das galeras : Falle mais
alto).
I." Entro em duvida se podemos intervir na ma-
teria da indicacao, porquanto da privativa com-
peteucia do senado, que tem tambem a obrigaco
de velar na guarda da constituieao e das leis.
2. A razo de ser da indicacao, precisa de am-
pia discusso, e tudo isto, Sr. presidente, demanda
esludo serio e muito Serio.
Ainda nao apreciei ambas as quesloes : nao te-
nho opinio fundada, o ne-te eslado me parec
que seria mais conveniente a demora do parecer,
do qne o acedamente em se discutir j e ja.
O Sn. Armtnio Tavmies :A materia est estu-
dada.
0 Sn. G. DftMsioro -.Para V. Exc. nao duvt-
do, porqnetodiglo o parecer, posse copia de r<*
cursos intellectuacs de que nao disuuubo
OSr. Armisto Tavahes \Wh '
nbeco a sua s^pe^orid,-
0 Sn, G. D"-
apoiado; reco-
8r -
- -MOND : Muito obrigado.

^residente, dada a razo por que me opponho
a urgencia, declaro a V- Exe. que sendo approva-
da por esta assembla, dexarei de tomar parte na
debate, e retirar-me-hel do satao.
O SR. SILVEIRA LOBO:Sr. presidente, reco-
nhoeo que a maleria de que se trata a'rtanteuto
importante, masTeconlieco tambem que o juizodo
mm
i iiBin
i. i .il '
.. -


Diario de Peraambuco Segunda feira 3 de Maio de 1869.

rada um dos niembros desta casa ja est l'eito e
formado desde o momento era que foi submettida
assemblte a indicarlo de que se tem de tratar.
Creio, ;ir. presidente, que o essencial nestas ma-
terias liaver toda a franqueza, sendo de"8neces,sa-
rio um estado previo para a exhibirlo de discnt-
sos bello. e pomposos; aeho indispensavel e -so-
mente necessario que a verdade soja dita com toda
a franqueza, que os principios sejaui singcllos, jo-
rtn convenientemente sustentadosnesta casa. Pa-
rece-me, Sr. presidente, que a materia de que se
trata simples, clara, se bem que de importan-
cia, por isso que as atlribuicde**la assemblea com
relacao llscalsaeio das leis do paiz no.pode ser
posta em duvida.
Assim eu creio portante que a urgencia esta no
caso de ser aceeita, e qne a materia pode ser discu-
tida sem incomrenionte alguin neste mesmo mo-
mento.
Encerrada a discussao o requerimento de ur-
gencia apiirovado, tendo depois disto se retirado do
sali o Sr. G. Drummond.
O SR. SILVEIRA LOBO:Sr. presidente, a ma-
teria de que se trata me parece esseueialmente
poltica, por isso o voto que pretendo dar na ques-
tao que sa discute, creio que de ve ser precedido de
algu as considerarles, talvez mesmo de urna ex-
posico abreviada, acerca do modo por que encaro
a face poltica que o paiz nos aprsenla nestes l-
timos tempos. Peco, pois, liceuca a V. Exc. para
justificar o meu voto fazendo esse apanhado breve
sobre a publica actual.
Me parece, Sr. presidente^que todos esses factos
extraordinarios que ltimamente se nos teem offe
recido em espectculo e ao paiz iuteiro, nao nos
devem mais sorprender nem admirar, porque elles
nada mais sao, a meu ver, nada mais significam do
que a consequeneia natural e lgica do assalto
dado as liberdades publicas pelo poder irresponsa-
vel. (Apoiados, muito bem). E seja-rao licito dizer,
Sr. presidente, que se em nosso paiz se fizesse
effectiva a responsabilidade dos altos funecionarios
pblicos, talvez que o abuso xeeravel que tem
penetrado todos os degraos^ta monarchia at oxy
dar a propria cbave do systema representativo,
talvez, diju, nao tivesse ebegado ao ponto de que-
rer hoje converter-se em lei do paiz. (Apoiados)_
E de notar que, a nossa velha constituirlo,
poderei mosteo dizer, na phrase de um dos meus
coUegas, a nossa defunta constituirlo se nos orde-
nava que deixassemos aos Pharaoos modernos o
correctivo das modernas pragas do Egypto as re-
volucdes, deixava-nos. todava a descoberto as ea-
becas criminosas dos instrumentos do despotismo.
Sr. presidente, me parece que apezar da placi-
dez, quanto a mira, apparente, que a populacao do
Brasil tem apresentado em face de tao inauditos
acontecimentos polticos, que parece, repito Sr. pre-
sidente, que, apezar disto, a sensibilidade poltica
do Brasil nao est morta anda, nao est mesmo
talvez embotada, ser antes mais justo pensar, que
ella se relrabe e obngada sob largos envoltorios
de prudencia, aguarda a occasio, cogitou os meios
de reagr contra esses assaltos do poder de modo
elBraz e conforme doktrosa experiencia aconselha.
Sr. presidente, a caudal de nossas les (me refi-
ro constituirlo) tem imperfeicoes, eu e todos a
reconhecem; mas essas imperfeieoes eram e po-
diam ser toleradas, porque, havia urna certa con-
fianca, havia mesmo f na sinceridado de todos
para rem3dial-as e extirpal-as; hoje, porm, Sr.
presidente, que j se su que alguein trama o anuquilainciito das institucoes
ellas nao podem serj toleradas.
Creio que nao mais duvidoso isto para nin-
guem.
Sr. presidente, eu devo resumir o mais possi-
vel o que tenho a dizer em relacao poltica geral.
A sur.la e lenta fermcntaeao da liherdade que lia
pouco tempo a|)enas era percebida, j hoje de
todos claramente conhecida, excepto daquelles que
se oceupam exclusivamente dos Ilegtimos inters*
ses da realeza e por elles se deixam cegar. (Apoia-
dos muito bem)
Hoje nao ha mais quem reflicta um ponco e se-
riamente sobre a origem dos males que soffremos.
O Sn. Amaral p. Mello :No numero dos que
fazem o mal ha muitos eme cogitam no bem do
paiz.
O Sr. Silveie.v Lobo:Digo que hojo nao se
pode meditar um pouco e seriamente sobre a ori-
gem dos males que soffremos sem sentir-se urna
tristeza, una melancola, que o resultado da con-
viero intima gravada no espirito, no coracao de
nos todm de que necessario de novo comprar-
mos a liberdade, do que e necessario despender
novos sacrificios... e, se-nhores, talvez, quem sabe ?
mster em couvulsdes internas obturar o sangue
dos brasileiros.
Sim, rentares, a idea de revolurao est smadu-
reeido no espirito da parte sensata da sociedade.
O Sn. Ermiro Coitinho .As reformas dispen-
sara a revolurao.
O Sn. SiLVEOU Lobo:V-so que o falseamento
das nstiluicoes nao o resultado natural da nossa
fraqueza, la nossa nexperionca, da nossa irrelle-
xao, o resultado de urna machinarlo permedita-
da e realisada; e, nestas condicoes o que resta ao
povo senao urna manifestarlo revolucionara ?
O Su. P. Twon.v : Que i ultima ralo das na-
gdes,
O Sn. Sh.veiiu Lobo :As reformas, diz o nobre
deputado, as reformas!
O Sn. EiiMino Coutlnho :A idea das reformas
est planl: da boje em todos os espritus.
O Sr. Silveira Lobo :As reformas por quem
podero ser feitas ? Quaes sao os orgos legtimos
da opino publica do*paiz? Tudo est falseado,
senhores, nao ha meio de conhecel-os.
O Sr. rhiro Coutinho:O nobre deputado des-
cr de tud >.
O Sr. Silveira Lobo :Quera ha de fazer as re-
formas nestas circumstancias ? O partido conser-
vador ?
O partido conservador nao quer o nem pode
querer...
I"m Sn. Deputado .Se deseer do poder, pode
ser que sim.
_0 Sr. .Silveira Lobo:O partido conservador
nao podo nem quer que sejam satsfeitas as aspi-
raeoes livres do paiz, se o quizer muda de natu-
reza, nao mais o partido conservador. (Apoia-
dos.)
a O partido liberal pode contar fazel-o, desorga-
nsadas como se .achara as cousas, o partido libe-
ral que tem contra si a opinio j manifestada do
Soder irresfunsavel t Nao, salvo so Sua Magestade
espindo-se de todos os seus preconceitos, dessas
ideas j manifestadas, quiesse attender s neces-
sidades do paiz, dos direitos do povo.
Mas nao, o que certo que o velho odre da
monarchia nao tarda a arrebentar com a fermen-
tarlo do novo vinho da liberdade, que vem restau-
rar o civismo dos brasileiros...
O Sn. Emano Coctinko :Eu quero as refor-
mas com a monarchia.
O Sn. Sn.VBnu Lobo :E se niio tempo j de
fortificar cs; carcomido, gasto c velho oore, cum-
pre cncamiuhar o vinho vasos mais apropriados
a sua conservarlo f
O Sb. Ermiro Coutinho :Tudo quanto quizer
com a monarchia.
O Sn. Sii.veira Lobo :Seria necessario, senho-
res, encontrar ara monarcha com o preciso civis-
mo e desinteresse necessario para despir-se de to-
das essas pompas, de todos-e prejuizos de raes,
de todas as vaidades, e ludo sacrificar em holo-
causto a felicidade publica, dirigir o movimento
social que ha. de vir sempre ao Brasil, a despeto de
?odos os entra ves... Mas, ser sso do esperar?
Eu creio que nao temos muito razo para o es-
perarmos.
O nobre deputado fallou em refprmas. Sim, se-
nhores, cumpr-me aqu diter que li e li com per-
feila a'.tenrao nma carta publicada pelo Sr. conse-
Ihsiro Sara! va; li com reflexao de um homem que
o achava, ou que se acha, como eu, quasi solado
da sociedade.
Sim, senhores, li a opinio do Sr. conselhero
Sararn. Mas, quem nao v que a luz feita por
investidura do mwnarcha, p por generosidade, nada significa, uo tem nma or-
gera legitima ?
Quem nl3 v que reformas feitas por genero-
sidade, por contemplaeao, devidas ofllciosidade
podem ser anniquiladas amanhaa, desfeitos no dia
guinte por una outra contcmplarSo, por uraa
nova genero? idade ?
Nao, sniores, as reformas i-oliticas assim feitas,
por este modo, ossem ellas a encarnarlo mais vi-
"a'i|n1l3,u,rei- dsw ina's Si,nta9 aspiracoes da li-
roaae. Mas nao podam exprimir senao um acto
tgmmo ni.) pod.am oprimir senao... o que se-
{?c,,!?rff,,,ha ^ Pov"> a ver>nha do paiz,
cuja^fraqueza Scava sellada com smelbantc con'
T8to, at^1 d5 espero' ie^jo dessas re-
iorma*. ,
Um Sr. Di putado :-Do canj.4 2^ceo a 'o-
O Sa. Sileira Lobo:Feita por Den'2 e" a
pode fazer; mas nii> os homens.
A naci, nica entidade que se pode asseraelhar
Div.ndade esta pode fazer alguma cousa, mas
os exforgos le poucos homens nao valem cousa
alguma.
l'u Sr. Dputado:A nacao, ftneifiramente.
0 Sn. Silveira Lobo :A na0<$ pelos meios iiuc
entender; eetimaei njuifcWp s^a pacificamente.
Eu sei, seakone, que as revolucSes sao pernicio-
sas, eu as deploro, eu as chamet anda lia pouco
novas pragas do Egypto, eu conbeco isso perfeita-
mente, mas iobre tudo a liberdade dos povos; a li-
berdade, que nao 6 firesjnte dos homens, e que
cada um tem todo o dreito de zelar, tem mesmo o
dever sagrado de conservar e at. de conquistar.
(Apoiados.)
Mas, senhwee, cu creio que j tcnbo manifesta-
do o meu pensainento jiieiramentc.
Senhores, um ticte, incontestavel, eu o digo
com aquella franquea de %a tenho sempre usa-
do om todas as phasss di. utinlta vida, eu o digo
sem perda dos tropa(OS, (Jos embaraces e difllcul-
dades que d'ahi possam prorir a mim e a rainha
familia pela, liberdade om que agdra fallo u'esta
assemblea : est no orneao de todos nos que, se
o Brasil nao precisa de urna eutra consiitaei
mais accommodada ndjle americana, precisa ao
menos de urna reforma que acabe com o absurdo
de nao poder o soberano nico e legitimo do pa,
0 povo constituir-se, fluapdo e pelo mod pqr que
1 he parecer ; preciso qic se reforme, por exorn-
lo, o absurdo da delegaeao perpetua de parte da
soberana, porque a oubomnia como a liberdade
inalienavel.
Senhores, eu voto confca o parecer por que nao
vejo a quem se dirijaura.i representarlo desta or-
dem, por que ou vejnuii os assaltaiites das liber-
dades publicas sao os nomens o% poder, e nao sao
esses salteadores polticos os qu vlrao dar-nos
remedio.
Senhores, eu sei que os res sao mutas vezes
instrumentos da Providencia para refrear e casti-
gar a soberba dos povos, mas nunca eucouire,
nem vi, nem sei que os povos fossera alguma vez
e legtimamente instrumentos dos res.
Tenho concluido.
( Muito bem, muito bem.)
O SR. AMARAL E MELLO .Sr. presidente,
nao me admira a maneira por que acaba de ex-
prmir-se o meu distincto collega pelo primeiro
districto
O Sn. Silveira Lobo : -Por quesou doudc-, nao?
O Sr. Amaral e Mello :.... por que sei que
esta descrente de muitas cousas.
"O Sr. Silveira Lobo :Pelo contrario, nunca
me achei mais crdulo, estou at quasi phanatco.
O Sr. Amakaw e Mello :Nao estou, como elle
tao convencido de qnc nao tronamos a quem nos
dirigir, pcdmdo correctivo ao nial que se nos fez.
A questao que se discute nao permiti, niio me
d occasio para definir-me em poltica, nao me
deixa lugar para jlizer que cu nao sou somonte
liberal era opposico, nao roe d lugar para dizer
que sao corcundas quasi sempre lodos esses que
governain. Nao quero entrar nesse terreno, a
nossa questao saber se nos cabe representar ao
poder geral contra o attentado pratcado pelo mi-
nislro do imperio.
O Sr. Silveira Lobo :E' um circulo vickso.
O Sr. A mar al e Mello :Sejam ou nao guardas
das liberdades publicas, elles l vao para defen-
de-las, a elles so que cabe com cffeito instaurar
o processo contra quem fez o attentado, por que
o corpo competente reconhecido no paiz. Se nos
nao cabe tomar outra providencia, se nao drgir-
mo-nos ao senado, a elle compete, em vista do ar-
tigo 2i da constituidlo, verificar os poderes dos
seus membros.
Pergunlo, poda o ministro do imperio cassar os
poderes dos cleitores espeeiaes f Nao podia.
E, se a assemblea provincial de Pcruambuco en-
tende que o ministro do imperio nao podia assim
proceder, se o ministro procedendo assim prati-
con um attentado, violou o artigo i da constitu-
So, cabe a assemblea provincial, em vista de ura
os artgos do acto addicional, o qual nao cito,
por que nao tenho milita memoria para decorar
os artigos de lei pelos nmeros, velar na guarda
da constituirloe das les na sua provincia, e como
tal devenios fazer valer esse direito, ou antes, de-
vemos cumprir esse dever, de representar ao po-
der competente, como guardas da lei, contra a-
quellc que tem violado essa mesma le.
Eu entendo, pois, gue o parecer dado pela com-
missao de constituicao e poderes esta no caso de
ser aceito, e voto em favor nao so como tendo of-
ferecdo a ndcacao, como por que o parecer vem
dar mais luz a essa mesma ndcacao.
O SR. AMYNTHASSr. presidente na gualida-
de de membro da commisso de constituir) c po-
deres, eu nao posso deixar de expor a casa, mais
desenvolvidamente, os fundamentos em que se ba-
seou a coramsso para dar o parecer que ora
submettido apreciacao d'esta assemblea.
Nao me oceuparei, Sr. presidente, da poltica ge-
ral, como fez o meu distincto collega que declarou
votar contra o parecer; nSo me oceuparei dos mu-
tos e evoltautes abusos praticados pelo inconsti-
tucional governo de 1( de julbo ; por que em me-
Iho* oceasiio, ter es'a assemblea de tratar espe-
cialmente d'este assumpto.
Fazendo esta declaraclo nao me julgo todava
inhibido de chamar a altenco de meus distinctos
collegas para um documento, talvez o mais impor-
tante para a nossa historia poltica um documen-
to onde o laconismo da linguagem par da sim-
pliscidade da verdade, expoe as vistas do paiz n-
teiro^os rudes e tremendos golpes desea negados
pelo actual governo contra a constituicao poltica,
contra as leis, contra todos os principios de raora-
lidade e Justina, e contra os mais sagrados direi-
Uis e liberdade dos cidadijs brasileiros que nao
commungavam na mesma m> sa poltica ; um do-
cumento emfim, Sr. presidente, que eu chamara o
martyrologo do partido liberal, se um Ilustrado e
dis'.inct) l'aulista nao o tivesse denominado:
o corpo de delicto da actudidade.
Eu refiro-me, senhores, ao manifest do centro
liberal assignado por nove senadores distinctissi-
mos e cima de toda a excepcao ; pela illustracao,
pela elevada posic3o pelos grandes servcos e pela
dedicarlo que elles teem mostrada causa da li-
berdade brasileira.
Nesse precioso documento se acham consigna-
dos e plenamente demonstrados diversos abusos
praticados pelo actual governo dictatorial contra a
nossa constituicao poltica.
O Sn. Beltrao :V rdaileiros alternados.
OSr. Amynthas :Nao me oceuparei de todos
elles, mas somonte d'aquello que especialmente nos
diz respeto.
O Exm. Sr. ministro c seiretario de estado dos
negocios do imperio, abusando sem duvida do po-
der dictatorial que lhc fora confiado a 16 u julho
c esquecendo as tradiceoes do systema represen-
tativo, entendeu que por um simples aviso deva
declarar extractos os poderes dos elcitores espe-
eiaes feitos n'esta provincia para o preenchimenlo
de urna vaga no senado, antes mesmo, que estes
eleitores houvessem exercido o seu mandato.
Sr. presidente, urna semelhante offensa aos di-
reitos polticos dos Pornambucanos, importando
urna olensa flagrante constituicao do imperio,
como demon-trarei, justifica completamente aos
olhos da commssao, a indicacao do nosso distincto
collega o Sr. Dr. Amaral o Mel|p.
Para demonstrar, porcm, Sr. presidente, a proce-
dencia do parecer em discussao, estabelecerei ditas
questdes distinctas, e me oceuparei de cada urna
d'ellas.
Primera questao : o aviso do ministerio do im-
perio, de 21 de julho do anno passado, constitue
urna offensa a nossa constituicao poltica 1
Segunda : no caso alrmativo, tem esta assem-
blea o direito de representar ao senado contra essa
inf rcelo t
Creio que a afirmativa nao peder ser vanta-
josamente contestada, em viste das considerar-oes
que passarei a expor.
O aviso de 21 de julho que me redro, basea-
se no artgo*412da lei de 19 de agosto de 1846
concebido nosseguintei termos:
Dsvolviaa a cmara dos deputados, conside-
ra-se finda a legislatura o cassados os poderes
dos respectivos eleitores, os quaes servirao to-
davia para os trabalhos das mesas parochiaes.
Qualquer clecao por elles feita posteriormente
ao acto da dissokicao flear sem vigor.
Ora em vista de urna semelhante isposicao,
claro que a lei tratando da hypothese de dissoiu
cao da cmara dos deputados e usando das ex
pressdes : considera-u finda a legislatura, e cas
sados os poderes dos respectivos eleitores nao podia
querer abranger os eleitores espeeiaes, feitos para
eleirlo do senadores :j por que a dksolucao da
cmara temporaria em nada pode aflecter a c-
mara vitalicia, j por que nao sendo as legislatu-
ras e elcitores os mesnioa para una e outra c-
mara ;as palavrasrespectivos eleitoresde que
se serve lei exelue ipso Jacto os eleitores feitos
especialmente para a eleirlo de senadores.
Nao vejo, Sr. presidente, razio alguma que jus-
tifique um semelhante acto rio actual governo, pe-
rante a lei.
Eu nao conbeco dsposiciio alguma de lei que
em qualquer ?vpthcse autirise a> governo a co-
ndecir da legitmid.ade de eeitores quer para de-
nuiados geraes ou prennciiies, quer para senado-
em
res
Pelo comni."^ "reei 2 ,ei tovc "> ,
vista arredar a interter^ao do over,.f^3,^'
teria para que ella podesse :r da e,.w,va com'
pttemia das respectivas cantaras. .
Pelo artifo 71 da lei citad* de 19 de agosto a*:
18ib vemos que a verificarao dos diplomas de elei-
res conferida ae proprio corpo eleitoral, e pelo
artigo 7fi da referida le, vemos consagrado o nrin
cipio da plena liberdade dos eleitor;s, reservndo-
se exclusivamente a quem houver de verificar os
poderes dos eleitores, o direito de examinar e di-
cidir se tem elles ou nao as condiedes de idonei-
dade exigidas pela constituicao.
Logo atada en* sta desles dous artigos e do
artgi 121 da mesma loi nao podo prevalecer o
finrpodaintervencdo poder oxetotivo para
iidir da competencia OU incompetencia dos eloi-
tores es|H:caes liara senador, no caso ertente.
(Apoiados.)
O artigo 21 da constituicao poltica diz expms-
samenteque < da exclusiva attribu cao tanto da
cmara dos deputados lome do sentido a verifiea-
cao dos poderes de seus membros, o qae se exe-
cutar na forma de seu* fegimentos.
Esta dispo-ico resolve completamente a ques-
tao e diante defla nao pode prevalecer qualquer in-
terpretado arbitraria que se pretenda dar a lei
de 19 de agosto de 1840.
E' fora de duvida, Sr. presidente, que a legisla-
tura que se deve considerar extracta por occasio
da dissolueao da cmara dos deputrdns na confor-
midade do artigo 101 5.* da constituicao, nao po-
de compreber a legislatura dos eleitores especiaos
para senadores (apoiados) por que a dissolueao da
eatnaraino pode affectar a organisacao do senado
em caso nenhum, e muito principalmente quando
a cleico de cleitores espeeiaes feita em Pernam-
bueo a 28 de junho do anno passado, achando-se
terminada, todava os eleitores anda nao tinham
exercido na forma do artigo 13 da tronstituiqlo, o
mandato que recebera do povo.
Farei aqui uraa pergunta, Sr. presidente, se por
hypothese os eleitores espeeiaes, cuios poderes fc-
rain cassados pelo aviso de 21 de iulho se achassem
convocados para a eleicao secundaria de 20 de ju-
lbo, quando ja a cmara dos deputados se achava
disolvda e sem tempo bastante para o governo
impedir a reuma) do .-orpo eleitoral; o Sr. minis-
tro do imperio, apesar disto, teria misado annultar
a eleirlo j feita e a lista trplice orgamsada?
Nao certainente, porque nao podria impedir tal-
vez que o senado tomasse conhecimento das actas
e do nierecimento da eleicao, assim como porque
nao se iulgaria com direito para tanto, urna vez
que a lista triplico, ja se adiara organsada, res-
tando apenas ser submettida escolha impe-
rial .
E, se pois nesta hypothese, em que nao fica al-
terada a questao jurdica, o ministro dOTUiperk)
nao podia nullilicar a eleicao secundaria, com que
direito aunullou a eleicao primaria ?
que actualmente, Sr. presidente, nao temos
les nem direitos I (Apoiados.)
Parece-me pois que sao inteiramente improce-
dentes os fundamentos do aviso de 21 de julho,
porque ninguem dir em boa conscencia, que a
dissolueao da cmara temporaria teuia relacoes
con as cleices para senadores ou para deputados
provncaes; visto como diante das theorias do di-
reito publico nao so pode contestar, que pelo facto
da dissolueao da cmara dos deputados appella-se
nicamente do juizo desta para a naci, e nao do
senado I ou das assemblas provinciacs. (Apoia-
dos. )
Quero, porm, admittir, Sr. presidente, que o
art. 112 da lei de 19 de agosto de lbii d lugar a
Jueslo de saber-se se a extiRccao da legislatura
e que falla esse artigo de lei, aflecta ou nao os
eleitores espeeiaes para senadores; mas quando
assim succeda a soluro de scmelliante questao
nao pode deixar de ser da exclusiva competencia
do senado em vista do art. 21 da constituicao ; e
nao existe lei alguni3 ou principio de direilo pu-
blico brasileiro, que autorse a intervenro do giv-
verno para decidir a duvida.
Portento, Sr. presidente, em vista do que tenho
dito, me parece fora do duvida que o actual mi-
nistro do imperio o Exm. Sr. Paulino Jos Soares
de Souza coinmetteu urna verdadeira infracelo do
art. 21 da nossa constituicao, baixandd o aviso de
21 de julho do anno passado pelo qual foi minifi-
cada a eleicao que em 28 de junho. do mesmo an-
no, para eleitores espeeiaes que preenehessem a
vaga deixada no senado pelo lluslre e distincto
conselhero o finado S c Albuquerque... (Apoia-
dos.)
E por consequoncia: sao millas as eleigdes que
para esse mesmo tira e em vrtude de>lo mesmo
aviso, se procederam a 31 de Janeiro do corrente
rano, e nulla a lista sxtupla para senadores or-
ganisada a 3 de margo do corrate anno.
Essa lista sxtupla para senadores, lillia do ar-
bitrio e prepotencia do actual governo dictatorial,
seria o mais eloquente corpo de delicto da crimi-
nalidade do actual ministro do imperio se entre
nos a lei de responsabilidade dos'ministros nao
fusse una verdadeira irrisaO, um verdadeiro es-
carneo atirado a faco da naro brasileira tao d-
cil em sodrer affrontas desta ordem.
Vejamos agjira, Sr. presidente, le esta assem-
blea tem ou nao o dreito de representar ao senado
contra semelhante infracelo da lei constitucio-
nal.
Em vista do art. 11 9 do acte addicional que
creou as assemblas provinciaes e marcou-lnes as
atlribuicoes, creio que esta segunda questao nao
pode deixar de ter urna solucau afflrmativa.
Esta disposico do acto addicional concebida
nos seguntes termos : Compete as assemblas pro-
vinciaes : velar na guardt atoitsiituirao e das
les na sua provincia.
Ora, tendo as asseaUas provine.aes a impor-
tantissima attribuirJMrvelar na guarda da cons-
tituiclo e das leis ; e sendo essa mportantante at-
tribuico concedida nos termos os mais latos como
acabamos de ver ; cmo deverao as assemblas
provinciaes exerce-la?
Se por si mesmas, era alguna casos as assem-
blas provinciaes podem exercer este direito ; em
outros casos, porm, ellas nao opodera exercer se-
nao indirectamente.
Ora, no caso vrteme, por exemplo, esta assem-
blea nao pode deixar de reconhecer que deu-se
urna infracelo da constiluiclo por parte do minis-
tro do imperio atentando contra os direitos polti-
cos desta provincia; mas uo tendo esta assemblea
a faculdade de corrigir o abuso e punir o crime
do ministro infractor da constituicao, por ser sto
da exclusiva competencia da assenbla geral, era
virtude da lei de 15 de outubro do 1827, parece-
me claro que o nico recurso que lhc resta pro-
testar contra o acto criminoso e representar con-
tra elle a assemblea geral. (Apoiados.)
Sendo assim, e achando-se deraouslrado como
supponho, que o aviso de 21 de julho do anno
passado invotve urna InfraeeSo do art. 21 da cons-
tituidlo, claro que estamos em nosso direito, ou
antes curaprimos um rigoroso dever votando pele
parecer que se acha em discussao.
Sr. presidente, um dos oradores que me prece-
dern!, o honrado Sr. Silveira Lobo, lamentando
esta serie interminavel de males, de violaces da
constituicao c das leis, platicadas pelo actual go-
verno, ou na sua phrase pelo actual desgoverno
do paiz^ declarou que votava contra o parecer em
discussao porque nao va a quera dirgir-se urna
representaclo de .semelharnte ordem.
Eu peco licenga ao meu distincto collega para
descordar de sua opinio. Diante da quadra cala-
mitosa e de desvarios governamentaes por que
passamos, eu nao posso deixar de justificar at
certo ponto a dcscrenca de meu nobre amigo, as
instituirles do paiz a cada passo calcadas aos ps
do governo; mas, Sr. presidente, eu nao chego
taolonge e a ponto de dizer que nao temos para
quem appeltar I
Se nos appeUassemos para a cora, & nos appel-
lassemosparaacmara temporaria.ouparaogover-,
nodictatorialeu dara maisque mu tarazo ao meu
nobre amigo, mas Sr. presidente, o parecer appel-
la para o senado, juiz competente para conhecer
da questao; sim, a assemblea provincial so deve
appellar-para o senado, nico reducto das liberda-
des publicas que anda nao se acha de todo avas-
salado do poder desptico envolto as dobras do
manto do poder moderador.
All acham caracteres distractos e sisudos aue
cima de mesquiuhas conveniencias palmeas, col-
locam a salvacao de nossas nstituiedes das vora-
gens do absolutismo ; confiemos no senado, como
o ultimo sustentculo de nossas liberdades das
leis e de nossos direitos. '
Na opinio demeuhonradocollega nem mesmo o
senado \< nos pode valer I Se assim fdr Sr. presi-
de te, se nestas emergencias, o senado nao tiver
forcas para sustar a queda de nossas nstituiedes
enlao eu por minha vez direi com o nobre deputa-
do, tudo est perdido, so pedemos confiar no povo
nesse verdadeiro soberano, que pode por sua vez
chamar #eontas os seus commssarios e a todo-
acuelles que foram wcarregados por um juramen-
to sagrado de promover a sua felicidade e engran-
declmento.
Em todo o caso dque regstrado esse solemno
irotosto da assemblea provincial ae Pernambueo.
Apoiados muito bem.)
Encerrada a discussao o parecer aobmeta'do
votarlo e approvado.
OSa Pebaioknte : No sentido da indicacao
vai-se procetr i eleicao da commissiio que tem
de redigir a representaclo.
O Sa. A'aral e Millo (pela orden);Eu re-
qneiro a V. Exr. que consulte a casa ne consente
qjie seja delegado aV.Exc. a escolha da commis-
so.
Consultada a casa deferido o requerimento.
O Sn. Presidedte designa para a commssao os
Srs. Amaral e Mello, Arrainio Tarares e F. Ta-
vora.
ordem do da.
i' dlscnssao do projecto n. 14 de 1869, que
crea nma cehoctoria das rendas provinciaes da
villa de Barreiros.
Verilicando-se nao haver numero, o 5r. presi-
dente designa a ordem do da e levanta a ses-
sao.
Carnelro
Egli.
Lisbao, Augusto Lisbao, Huldriche
REVISTA DIARIA
ASSEMBLEA PROVINCIAL.Na eesso de an-
te-hontem a presen ton ejustificou o Sr. Felisbino
um requeimento pedjndo inforjnacoes ao governo
sobro urna portara expedida pela presidencia da
tnroTincia inrompatibUisaudo ai" jotz de paida
Treguezia de Barreiros, padre Joo de Franca C-
mara. O requerimento foi approvado, tendo falta-
do tambem sobre elle o Sr. G. Drummond.
Depois%o Sr. Araujo Beltrao, justficou um re-
qnerimeaWque apresentou, pedindo informacoes
a presidencia sobre diversos factos praticados pelas
autoridades policiaes da cdade da Victoria. O re-
querimento leon adiado por se ter concluido a
hora do expediente.
Na ordem do dia approvou em 3* discussao o
projecto n. 11 deste anno, que manda admittir no
Gymnasio Provincial a Jos Libanio do Pego Bar-
ros ; em 1" o de n. 13 que restaura a cadeira do
sexo feminmo na freguezla, de S. Pedro Martyr de
Olnda, e crea outra na oxtremidade da ra Impe-
rial da freguezia de S, Jos. ;
Approvou em discussao o projecto n. 18 des-
te anno que fixa a forra policial da provincia no
exercicio futuro.
Continuando em 1* discussao o projecto n. 2 des-
te anno, que manda estabelecer o asylo do mendi-
cidade no pavlho novamente construido no hos-
pital Pedro II, foi approvado.
Approvou em 1* o de n. 70 de 1867, que auto-
risa a presidencia mandar fazer o augmentle
accommpdacoes que precisar o hospicio de aliena-
dos em Olinda.
Ficou impatado na votarao o projecto n. 84 de
1867, que autorisa a cmara dAgua-Preta a con-
ceder um abate a Joaquim Verissimo do Reg
Barros.
Regetou em 3* o de n. 41 de 1868, que estabe-
lecc regras para o provimento dos lugares de 3.'
escriturarios da thesouraria provincial.
Entrando em 1* o de n. 54 de 1868, que suppri-
me um dos lugares de escrivo do termo de lpo-
juca, verificou-se nao haver casa.
A ordem do da para a sessao de hoje, alm da
anterior, z 1" discussao dos projectos ns. 12 e 28
deste anno.
AUTORIDADES POLICIAES.Por deliberacoes
de 29 do passado, foram nomeados :
Luiz Guedes Alcoforado, 2o supplente do subde-
legado de S. Vicente, na enmarca de I tamb ;
Antonio de Siquera Pessoa, subdelegado do 1"
districto de Cimbres.
ASYLO DE MEND1CIDADE. S. Exc. o Sr.
vire-presidente da provincia, animado do despejo de
ver progredir urna tao til quao neoessai ia nsti-
tuicao no seio da nossa sociedade, acaba de nomear,
por portara de 26 de abril ultimo, urna cominis-
so composta dos Srs.: baro da Soledade, com-
mendador Jos Pires Ferreira, e Drs. Jos Joaquim
de Moraes Sarment, Joo da Silva Ramos e Fe-
lppe de Figueiroa Paria, afim de, em harmona
com a presidencia, escolher e preparar o edificio
em que deve funecionar o asylo, confeccionar o
preciso regulamento, e providenciar nao s sobre
a organisacao do respectivo patrimonio, como so-
bre tudo mais que Ihe dissr respeto, de forma
que possa elle prestar-se ao lim que des-
tinado.
Como todos sabem, em 1857, uraa commssao de
pessoas gradas desta cdade, sem carcter offlcial,
promoveu urna subscripcao que montou ;\ alguns
contos de ris.
Em 1859, quando aqu esteve S. M. o Impera-
dor, urna commssao offical foi organisad), e esta
obteve subscripcoes e realsou para nais de
50:000000.
A' esta commssao entregou aquella a quanta
por ella agenciada ; c as duas sommas unidas e
com os juros decorridos at agora, devem ter pro-
duzdo um capital superior 80:000000.
S. M. o Imperador installou o asylo em urna das
salas do hospital Pedro II, onde tem sido at hoje
conservado sem incremento.
A lembranca do Exm. Sr. Dr. Manoel do Nasci-
mento Machado Portella, vice-presdente da pro-
vincia, todos os respeitos feliz, e de alguma
forma d a medida do empenho que tem S. Exc.
de ver Pernambueo na vanguarda das provincias
do Brasil, suas irmas, em adiantamento do todo o
genero.
A necessidade de desenvolvimento desse pi e
caridoso estabeleciment, tanto mais palpavel,
quanto mais dolorosa e crescida a popularlo
que o deve oceupar, produzindo um trabnlho til,
que actualmente est longe de coneorrer para o
seu incremento e o do p- iz.
PROTESTOS DE LETRAS.O escrvo dos pro-
tos Jos Marianno est de semana, ra le Sanfo
Amaro n. 20.
MEDICO.Acaba de chegar da curto o Sr. Dr.
Adrio Luiz Perera da Silva, medico formado na
Faculdade de Medicina do Rio di Janeiro, e tem
aberto o seu consultorio ra do Livramento n.
24, Io andar.
TABELLIAO.-bguera, nos informa ter visto
urna carta do Rio, onde' se diz que so tena no-
meado o Sr. Dr. Francisco Teixeira de S para o
lugar de serventuario vitalicio do tabeilionato que
o mesmo doutor exercia interinamente, o quo per-
tenceu ao seu finado pai.
RA DA SOLEDADE.Faz-se preciso que,
quanto antes, se melhore o estado dessa ra, onde,
aps as ultimas chovas, se acha em estado de es-
Ugnacao e quasi putrefacta grande porrlo d'a-
guas.
TRILHOS PARA OLINDA.A direccao proviso-
ria da compnhia que tem de construir essa va de
communicarlo, marcou o prazo de 18 dias para a
entrada dos primoiros 5 %, de que tratara os res-
pectivos estatutos. Esse prazo findr.-so 15 do
corrente.
Nao serao considerados accionistas os iabscrip
lores que deixarem de fazer qualquer ilas'entra-
das ; e s podero votar, na razfio de um voto por
cada cinco acedes, para a directora effectiva,
aquelles que entrarem com a poreentagem ora re-
clamada.
TRIBUNAL DA RELACAO.Por aviso, do mi-
nisterio da justica, do 24 do passado, rocmmen-
dou-se ao Exm. presidente desta provincia, que in-
forme com urgencia qual o resultado do proresso
mandado instaurar, por aviso de 17 de dezembro
ultimo, contra o secretario da relacao deste distric-
to Domingos Alfonso Ft rrera, por-faltas commet-
trdas no desempenho de seu cargo ; c no caso de
demora na'conclusao do processo, quaes as provi-
dencias tomadas para o cumprimento do mosmo
aviso.
DIARIO DE PERNAMBUCO.A' pessoa, que
levou, por emprestimo, do nosso escriptorio, a
colleccao do Diario, do trimestre de outubro a
dezembro de 1859, rogamos o obsequio de no-la
restituir.
GUERRA DO PARAGUAY.Acabam de chegar
da corte alguns exemplares dura pamphleto, con-
tendo duas cartas sob_re a guerra do Paraguay;
quesevendem aSOOr-. o exemplar, na fabrica
do chapeos de sol de madama Falque, ra do
Crespo n. 4.
GUARDA NACIONAL.Per deliberado da pre-
sidencia, de .10 do passado, foi mandado servir
como effectivo na 2' compnhia do 9 batalho da
guarda nacional do municipio de Olnda, o tenente
Jos Joaquim Lopes de Almeida.
DINHEIRO.O vapor americano Mississipe trou-
xe 5:000|000 em moeda papel para os Srs. D. C.
ft C. C. Simpson.
CARREGAMENTO IMPORTANTE. O vapor
americano Mississipe, que pajuou sabbado para
New-York, carregou no Rio saceos com caf, 30 surriSes de ipecacuanba, 60
volumes de amostras e dilferentes gneros para
New-York ; 1,246 saceos com caf. 530 volumes
de diversas morradorias para a provincia do Para;
25 volumes de varios gneros para Pernambueo;
319 volumes de diversos gneros para a Bahia;
300:0004 papel-moela para as provincias do
norte.
E' o rarregaraento mais importante que al ago-
ra consta ter sabido daquello porto.
LOTERA.A que se^cha venda a 104*. a
beneficio da matriz da Escada que corre do dia
4 do "corrente. .,
PASSAGEIROS Do vapor americano Mississi-
ur. vindo do Rio de Janeiro e Bahia :Antonio da
Silva Gusmao, A juliino da Silva Gusmao, Antonio seus erros.
CHRONICA JUDIfRIA.
Tllini \AI. o c ACTA DA SESSAO ADMINISTRATIVA DE 29 DE
ABRIL DE 1869.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DWMBAnGADOH AASKLM0
FRAMCISOO PKRTTI.
As 10 horas da inanha, reunidos os Srs. depu
tados Rosa, Miranda. Leal e bare de Cruangy-
faltando por ineommodado o Sr. depu'ado sup,
pente Sa Leitao, S. Exc. o Sr. presidente abri a
sessao.
Lida, foi approvada a acta da sossao de 26.
. EXTEDiEirra:
Oncio do secretario do tribunal do commercio
do Maranbao, firmado do 12 do corrente enviando
a relacao dos eommerciantes matricu ados nos
mezes de Janeiro t marco ltimos.Accuse-se e
Offii Jo Dr. iuz de direito da 1.* vara Fran-
cisco de Assis de liveira Maciel firmado de 27 do
corrente communicando que na qualidade de 1.
substituto do juiz especial do commercio, assu-
mia na referida data o exercicio de dita vara, or
ter o respectivo juiz Dr. Trislao de Alencar Ara-
ripe seguido para a corte a tomar assento na c-
mara temporaria cemo deputado pela provincia
da Cear.Accuse-se.
*Ao Sr. deputado supplente S Leito foi dstri-
b%ido o livro copiador de Francisco Jos da C
Araujo.
DESPACHOS.
Requerment > de Vianna & Gumaraes como
procuradores especiaos de Manoel Francisco da
Cunha, Antonio Lourenco Collares e Jos Lumen-
co Coliares, estabelecidos na cdade do Ico sob a
firma de Collares Irraaos k C. pedindo o registro
do papel de contrato social de dita firma.Sellada
a procuraclo, volte.
Dito de Manoel Jos da Silva Moreira, Ricardo
Cordeiro de Miranda e Manoel Joaquim Vieira.
Portuguezes e residentes nesta cdade para qne se
autorse o registro de seu contrato social.Vista
ao Sr. desembargado!- fiscal.
Dito de Joaquim Affoncot dos Res para se Ihe
certificar achar-se matriculado como commercian-
te.Como requer.
Do mesmo para se Ihe dar certido do theor do
registro da nonteacao de seu caixeiro Francisco
Affonro dos Reis Vianna.Como requer.
Dito de Izidoro Bastos de Oliveira registro de
urna sua procurarlo bastante que junta.Como
requer.
Dito de Izidoro Bastos & C. idem do contrato
social de dita firma, bem como da procurarlo
bacante em que ella d poderes a William Kelly
Hallday para genr sua casa coramercial na au-
sencia do todos (s socios da mesma.Como re-
queran quanto procuraclo, dando-se vista ao
Sr. desembargador fiscal quanto ao contrato so-
cial.
Dito de Francisca Moreira Reis Lobo, tnvena-
riante dos bens de seu finado marido Manoel Izi-
doro de Oliveira Lobo, para se Ihe dar por certi-
do, mencionando-so a folha do livro protocotlo
respectiva, o lanramento fcito pelo finado corre-
tor Jos de Aquio Fonseca relativamente a venda
do urna partida do saccas de aigodo quo ao
mencionado corretor fizora siu dito marido, em
23 de julho de 1868.Como requer.
Nada mais ha vendo a tratar-so, e dada a hora
11 1/2 da manha, o Exm. Sr. presidente encer-
rou a sessao.
SESSAO JUDICIARIA EM 29 DE ABRIL DE
1869.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBAnGADOR A. F. PB-
RETTI.
Secretario, Julio Gimaraes.
Ao meio dia declarou-se aberta a sessao estan-
do reunidos os Srs. desembargadores Silva Gu-
maraes, Rei e Silva e Aeeioli, e os Srs. deputa-
dos Rosa, Miranda Leal e bailo de Cruangy, fal-
tando com partclpacao o Sr. supplente S Leitao,
Lida, foi approvada a acta da precedente ses-
sao.
ACCORD.OS ASSIG.NADOS.
Embargante Jos Antonio Perera Lessa, em-
bargados Moeda, Medeiros & C.; appellante Nico-
lao Jos Ferreira, appellado Antonio Jos da Costa
Araujo.
JULGAMENTOS.
Presidencia do Sr. desembargador Silva Gima-
raes somonte neste julgamento, pela suspeirlo
anteriormente jurada pelo Exm. Sr. desembarga-
dor presidente.Juizo especial do commarcio.
Embargante appellante arrestante J o Cazemiro
da Silva Machado, embargado appellado embar-
gante 3. o bacharel Gaspar de Menezes Vascon-
celos de Drummond. Arrestado Antonio Justi-
niano Paes Barrete : iuizes os Srs. Reis e Silva,
Aeeioli, barao de Cruangy e Miranda Leal.Nao
se tomou conhecimento dos embargos por terem
sido apresontados fora do terapo.
Juizo especial do commercio : appellante autor
Jlo Perera dos Santos, appellado reo Jos Pe-
rera de Ges : juzes os Srs. Silva Gimaraes,
Reis e Silva, bailo do Cruangy o Miranda Leal.
Ordenou-se urna deligencia.
AppqjVnte Joo Ferreira dos Santos Juniir, ap-
pellado Francisco Ferreira da Silva.Appellante
Jos Cezano de Mello, appellado Joo da Cunha
Reis.Adiado a pedido dos Srs. deputados.
Estao em poder do Sr. S Leitao os feitos adia-
dos a 22 do corrente mez entre partes, appellante
Antonio Joaquim Salgado, appellado Antonio Gon-
S al ves Ferreira ; appellante Joaquim Francisco
ibero, appellado Osear Destibeaox.
PASSAGKNS.
Do Sr. desembargador Silva Guimailes ao Sr.
desembargador Res e Silva : appellante o baro
do Bcmlica, appellado Braz Carneiro Leao.
Do Sr. desembargador Res e Silva ao Sr. de-
sembargador Aeeioli : embargante Augusto Coe-
Iho Leite, embargado Benjamim Tuckens.Ap-
pellante Jos Antonio Moreira Dias, appellado Jo-
s Lepes de Oliveira.
AGGRAVO.
Juizo especial do commercio : aggravantc Ma-
noel Monteiro da Cunha, aggravados Antonio Lon-
renco Teixeira Marques e qutro.
O Exm. Sr. presidente negou provimento.
Nada mais houve, e encermu-se a sessao 1/2
hora da tardo
PUBLICACOES A PEDIDO.
Sepultura ecclesiastica.
0 Ilustre articulista da Opinio Nacional e do
Jornal do Ilecife uiz :
ge ral mente sabido que o Exm. diocesano
visitou urna uuica vez o Ilustre finado, sexta-fei-
ra 3 de marco, pelas 5 horas da tarde : e que este
falleceu seijunda-feira 8 do dito mez tarde, sem
que nesse intervallo recehesse conselhos ou ex-
hortaro de sacerdote algum, quando o parodio,
s gundo ensna J. Cajueiro de Campos (Uourina
da Constituicao Synodal, pag. 62), deve visitar
os seus freguezes mudas vezes, quando estes es~
estiverem em provavel perigo e morrer, admoes-
ta-los a que tomem os Sacramentos, se os nao
<( tkerem anda recebido, etc.,* o que autorisado
pela lettra expressa da Constituicao do Arcebispa-
do da Bahia n. 157, liv. 1, tit. 39.
O procedimento de S. Exc. Rvma. portento
esta era perfeita antinomia com a phrase e uso da
igreja ; e embora, esta phrase e uso fossem con-
culcados na idade media, qnando nem a razan,
nem a f, mas sim as foguciras inqusitoriaes, e o
relusr das espadss, esclareciam as institucoes
religiosas, cwntudo permanecem por seren de
Direito Natural e Divino positivo. (Monte, Elemen-
tos de Direito Ecclesiastico g 1,496.
f Daqui decorre que nao se podo afirmar que
o general Abreire Lima fallecer impenitente, e
muito menos que era contumaz nos erros (se o>
havia.)
Parece que depois da exposicao que fizemos dos
escriptos do finado general, confrontando-os com
oscanonesda igreja catbolica.o distincto articulis-
ta nao duvldar4mais.de que tivesse elle commettido
erros ; e nao reproduzir portento a phrase do
final do periodo, que acabamos de transcrever :
Feito este reparo, passemos adianto.
As eensuras do itfustrado articulista at certo
ponto seriara procedentes, se porventura os factos
quo vamos expor ao publico, e que nos foran
narrados^ por pessoas respeitaveis e dignas de to-
da f, nao viessem destru-las completamente
Confessamos a repugnancia, que sentimos,'pa-
ra a msoussao do (ionio qne estas censuras nos
levaran : mas, qual o remedio, qnando a defeza di
causa exige que se diga toda a verdade 1
S. Exc o Sr. hispa, nao se descuidou da ove-
Iba que rugir do aprisco, e menos a abandonen
a borda do abysmo.
Pelo que diasemos no artigo anterior, o leiter
ha de ter visto que S. Exc, mesmo em Roma, cui-
flava ora chamar o general Abren e Lima a bom
caminbo, aoomeihando-o pera qoe ahjurae os
Depois de sua chegada a esta diocese tratou S
Exc. de estadar os meios de fraternalmente e com
pericia alcanrar o fim desejado. Contava sobre
tudo com a accao do lempo, quando acalmado
espirito do general, anda escandecido lela luta uue
tivera na imprem, dsse lugar reflexao
Neste nterira, dous amigos ntimos do general
expoutaneaiufiftte procuraram aleenrar delle urna
retratacao de sed erros, e a sua reconciliaco
com a igreja eathoka, da qual fcio sem razo se
apartara.
Um destes amigos era o Exm. conselheiro Au-
tran, ancio rcspeiiavel pelo saber e posico so-
cial, e de quem o general lasa subido conceito.
Foram, purin, baldados os esforcos da amisade.
O general persista no erro, e nestas circumstan-
cias foi atacado de molestia mortal
Ao noticiar-se ao Exm. prelado o grave estado
do general, tambem se Ihe communicou o proce-
dimento exponlaneo que tivera o conselheiro Au-
tran, procurando pelos offlcios da amisade alean-
car o que tanto se desejava.
Nesta occasio soube tambem S. Exc. que o Rvd.
padre Christovo, sacerdote idoso, muito estimado
neste cidade por suas virtudes, aeompanhart-e
ajudara o conselheiro Autran naquella missao
evanglica.
Entristecido o Exm. hispo por semeHante fac-
i, conhecendo o abysmo sobre cuja borda se de-
brurara o general, e sendo alm disto informado,
de que elle respirava em alhmospbera pouco pro-
picia sua cura espiritual, nao rrusou os braess,
e antes redebrou de esforcos. Dirigio-sc ao hos-
m"o da Peona e pedio ao venerando prefeito, Fr.
! nicles, que procurasse fazer unta- visita ao gene-
ral Abreu e Lima, eHe allasse eoifctoda a deli-
cadeza na necessidade que tinlia elle de renunciar
os erros que abracara e de confessar-se.
O Rvd. Fr. Fideles entendeu prudente mandar
pedir hcenca jo general para visita-lo, e encarre-
gou disto a um amigo commum.
Ainda foi o conselheiro Autran quem, simulan-
do urna outra visita ao general, no correr da con-
versacao Ihe annunciou o desejo daquelle missio-
nano. Ao ouvr esta noticia o general perdeu a
calma, irritou-se e proferto palavras inconve-
nientes.
O conselheiro Autran nao desanimou : ao reti-
rar-se foi procurar um amigo ntimo do generar,
seu vizinho, pessoa caracterisada por sua posico
social, e Ihe rogou, que predispozesse o animo dn
amigo commum, de modo a srr bem recebido o
Rvd. Pr. Fideles, ou o seu companheiro Fr. Pauli-
no. Com pezar ouvio, que se Ihe dizia- nao pos-
so, porque nao desejo metter-mc em negocios da
consciencia do geueral.
Ainda o conselheiro Autran bateu a outras por-
tas para o mesmo fim, e leve o desgosto de ouvir
sempre igual resposta.
Um pouco desapuntado com tantos revezes lem-
brou-se o conselheiro Autran do grande auxilio,
que em oceasides tees pode prestar a mulher ca-
tholtca : tratou logo de entender-se com urna das
mais respeitaveis matronas, que honravam o general
com a sua amisade, e cujos beneficios elle confes-
sava ; e, em linguagem tocante, Ihe manifestou,
qual a natureza da obra de ra idade, de que a ia
incumbir.
A virtuosa e compassiva senhnra prometteu em-
pregar todos os esforcos para com o general, afim
de o induzir a aeccitar os ronfortos da relgiao em
hora to critica e soleraue.
Qual nao foi. porm, a Borona do conselheiro
Autran, quando a respeitavel seuhora Ihe decla-
rou que enconlrara obstculos invenciveis para
realisar a missao evanglica, de quo se havia en-
carregado ? I !
* Sabedor de tudo quanto oecorrera, S. Exc, a
Sr. bispo, determinoinr pessoalment fallar ao ge-
neral Abreu e Lima; e, mandando o seu secreta-
rio, o Rvd. Dr. Pelinra, pedir licenca, se Ihe apre-
sentou no dia o de marco ultimo.
O que se passou entre o general e o Exm. pre-
lado hoje do dominio do publico, e em poucas
palavras foi narrado pelo Exm. conde de Baepen-
dy ao Exm. ministro do imperio nos seguintes
termos:
Com a bindade, que o caracterisa, refero-me
este respeitavel prelado o segrate :
Que sabendo do estado crave de molestia de
Jos Ignacio Abreu cLima,e*n5o constando acto
algum seu que provasse arrrpendimento de erros
que era materia religiosa flie eram attribuidos, eu-
tendera do seu dever episcopal procura-lo, como
fez, dias autes do seu falleciraento, e levando a
convcrsaclo com o enfermo a alguns pontos da
doutriua catholica, com pezar, vio nao reconhecer
elle o mysttrio da Santissima Trindade, e reptir
a idea da confissdo auricular.
Que nao Ihe parecendo prudente insistir nessa
occasio nos seus esforcos a bem da alma desta
sua ovelba, em alinelo aos soflrimontos do cor-
po, despedio se communicando-lhe que voltaria
de outra vez, e teve em resposta que esteva
prompto para recebe-lo, mas que seria intil tra-
tar de questoes religiosas, a nao ser para discutir
com toda a liberdade.
t Que apezar desta resposta. c tendo Abreu c.
Lima dado-ihe demonstrarn de deferencia para
com sua pessoa, dispunha-se a procura-lo de no-
vo ; mas infelizmente a enfermidade, que l!ic mi-
nava o corpo, fez repentino e mesurado progres-
so, rhegando a seu conliccimento que elle achava-
se moribundo, sem que mais fusse possivel empre-
gar aquelle incio.
Que nao tendo at ento dado a menor dc-
monstraco de querer raorrer como verdadeiro li-
Iho da igreja catholica apostlica romana, preve-
nir.! em ordem reservada ao administrador do ce-
miterio publico que nao dsse sepultura ao cada-
ver de Abreu c Lima.
Que finalmente falleccndo o mesmo Abreu e
Lima, e nao havendo quem attestasse haver elle
praticado nos ltimos instantes de sua vida qual-
quer acto que ihe dsse direito a ter sepultura
ecclesiastica, nao podia deixar de mantera ordem
que dra ao administrador do cemiterio.
No intervallo decorrido da visita do Exm. pre-
lado ao passamento do general, anda se erapre-
garam meios, para por alguns dos capuxinhos da
Penha em contacto com o enfermo. Invcncvel bar-
reira encontraram os obreiros do Senhor.
Nenhum aviso teve S. Exc. do repentino c ines-
perado progresso da enfermiuade do general.
No da 7 de marco, ao voltar o Exm. hispo do
urna visita ao seminario de Olinda, foi pelas oito
horas da noute procurado pelo commendador Ma-
noel Luiz Vres, administrador do cemiterio pu-
blico, e pelo Sr. Dr. Carneiro da Rocha.
Recebidos pelo Exm. prelado, encetou o Sr. Vi-
raes a conversa para declarar, que o fim daquella
visita, a tacs horas, era saber de S. Exc. o que ha-
via deliberado sobre a sepultura destinada aos
restos mortees do general Abreu e Lima, que ello
deixara concluindo-se, pop, ouvira dizer, que S.
Exe. nao consentira, que elles repousassem cm
lugar sagrado ; e em seguida fez a apologa dos
bons sentiiucntos do general. \.
S. Exc. mostrou-se sorpreso com a noticia do
mo estado da sade do geueral, e ainda mais,
admirado da segunda parte da conversa do Sr.
Vjres, com rolaco negacao de sepultura, pois,
nao lnlia at ento pronunciado urna s palavra,
da qual se podesse suspeitar o seu juizo sobre tal
assumpto.
Continuou S. Exc. a conversar, lastimando que
o general ebegasse quelle estado sem arrepender-
se ; mas, que confiava na inmensa misericordia
de Deus, e espera va ver o general reconciliar'. >
com a igreja.
S por um milagre, respondeu o Sr. Virars,
p. s deixei o general agonizante, e cei lamente no-
o encontrare mais vivo e descreveu o seu es-
tado.
Proseguio S. Exc. a conversa sobre os ultimas
momentos do general (sto emquanto conservou
o uso da razio), e da qual procura va em vio tirar
indicios de arrependimento.
Afinal perguntando o Sr. Viiaes ao Exm. bispo,
qual a sua decisao naquellas circumstancias so-
bre a sepultura do general, respoudeu-lbe S. Exe.
que nada podia deliberar^ vivendo ainda o enfer-
me. Mas como o Sr. Viraes insistisse em que o
estado do general era quasi o de um verdadeiro
cadver, pedio S. Exc. licenca para pensar no caso
e rocotbeu-se ao oratorio.
Vollando algum tempo depois, declarou qne, em
vista do qne com elle se passara, e da falta do c-
formac,oos favoraveis ao general, nlo era possivel
consentir era que fosse elle sepultado : o que se
at fallecer o general nenhuma circumstencia ec-
corresse, que Ihe izesse mudar de juizo, commu-
nicaria por escripto esta s'ja decisao na occasio
competente.
Ento rephcou oSr. Viraos, que* Exc, assn
o rollocava em serios embaraces: que plava as-
sentado, que apenas expirasse o general fosso l-
go remetido o seu cadver para o cemiterio. >r
que eite confessava nao ter forra para oppor-se a
esta deliaeraeao, e insisti pela ordem por escrip-
to, alleganflo, entre outras raides, a conveniencia
de evitar-se scenai deeseandalos, no caso provavel,
de j ter sido recomido o cadver ao cemiterio.. e
haver necessidade de retir-lo. v
Em face de ecroelhante empenho per parte de
urna pessoa, que Ihe declarara ser um dos meJho-
res amigos do general, S. Exc. com repugnancia
'----
I 'bib' 1


Diario de- Pernambuco Segunda feira 3 de Mao de 186
-
t

yron a onlora era vista do art. 88 do regulamen-
do ccmiterio.
Ao entregar a ordem escripia declaren S. Exc.
Sr. Viraos o soguinle :
Primo aquella ordem mostrada
i' :i uin dos nienihros mais
prtame: da familia do general, isto quando
ja elle nao existisse.
Secundo ; que se elle anda encontrasse vivo o
general e < om signaes de ter uso da razo, Blan-
dase imm diatamente chamar o Rvd. padre Te-
roistocles, i coniiiiunicasse a elle bispo este cir-
cunstancia, pois, anda desejava ver o general.
Ret roa-se o Sr Viriles, e de nada mais soube
S. Exc. ato o da seguinte as 6 horas da tarde,
quando sorbe da morte do general por Ihe dizer
oDr. Cariniro da Rocha, e depois o Exin. conde
de Baepenily.
O que entre este ultimo e S. Exc. se passou j o
sabe o leilor.
Ora, eui face dosifactos que firam narrados, taes
quacs os oiiviinus pessoas insnspeitas e qualili-
eadas, nfn mudar dejuizo e distincto articulista
da Opinid) Nacional
Ceriamcntcquesim, pois, acreditamos que es-
creve e arj:uniente de boa f.
Proseguiremos.
Recife, 25 do abril de 1869.
Rufino de Almeida.
Pac,o municipal
A enmara municipal que tem de expir.r o son
quatriennii contmha em seu mo membros respe-
taveis, que me inspiraram ao principio robusta
confianca, de que os negocios municipaes toma-
riain urna direceao inteingente e enrgica. O illu-
ininaio e honrado Dr. Sarment pela sua brillan-
te Ilustraro e consummada prudencia, era. como
seu d'gno'presidcnte, inconteslavel e sufliciente-
inente capaz de garantir por si s nasas fagueiras
esperanzas. O honrado c independente commen-
dador Tiouiaz d'Aquino Fonceca, pela sua solida
fortuna e firmeza de carcter, promedia grande
impulso as cousas tendentes essa corpora^o. O
distincto e babel Dr. Prxedes de Souza Pitanga,
vivamente se interessando, por tudo que dizia res-
peito raunicipalidade, recommendava-se altamen-
te opiniao publica. Alinal todos considerei ca-
pszes de sustentaran dignamente a altura de sua
posifao.
Movido torlemente por essas consideraces for-
mulei um plano para o edificio de suas sessoes,
eomprehendendo accommodacoes convenientes
para funeciooar igualmente o tribunal do jury,
confeccionei um programma, contendo as expli-
carles necessarias para facilitar a sua intellgen-
cia, e tudii submetti a apreciacao da cmara mu-
nicipal.
A cmara, tratando dessa construccao, se occu-
pou desde logo da localidade, em que se levan-
tara esse edificio, tomando em consideracao meu
projecto e outro do Sr. engenheiro Dr. Collaco, os
quaes subindo a apreciacao da directora das
obras publicas, tiveram contra si a opituo do di-
rector de entao o Sr. engenheiro Gervasio Pires
Campello.
Por essa occaso teve lugar a apparicao de ou-
tro offeret-ido pelo Sr. engenheiro K-itosa.
Desde entao previ perfeitamenje as contrarieda-
des, com me tenho de lutar, pois alm desse se-
nhor engenheiro fazer-se notavef pela roputaco
colossal de seu finado pai, aeccitra a localidade,
pela qual se pronunciava visivelmente a cmara,
c terreno irregular ao lado meridional da extremi-
dade orionlal da ponte da Boa-Vista, vulgarmente
conhecido pelo Porto das Canoas.
Provoque! immediatameute respeito urna dis-
cusso no jornal do Diario de Pernambuco, onde
agora igualmente escrevo, sustentando a suporio-
ridade e cxcellencia do sitio para miiu indicado na
BXtreinidade occidental da ra de Santa Isabel.
Entretanto nouieado para engenheiro da cma-
ra o br. Vctor Lieuthier, adoptado o projecto do
Sr. engenheiro Feiiosa com modificaepes, e es-
colhido o terreno da praca das Princezas, que faz
ngulo com a ra da florentina, do lado orien-
tal.
Obtive incontestevetaente um pequeo trum-
pho, despeito de ver meu projecto condemnado
a dormir no p do esquecimenio, eonseguindo re-
mover urna construccao tao importante d'uma lo-
calidade to inconveniente, secundado sem duvida
pelos distmctoscavaUeiros, que sedignaram lomar
em consiiluraco ininhas refexoes.
fia vendo-se retirado o Sr. Dr. Sarment, obser-
vado a ausencia da iniciativa do commendador
Aquino Fonceca, sobejamente justificada pela sua
venerandi ancieidade,e oisolamento quasi abso-
luta dos esfurcos do Dr. Pitanga, julguei prudente
e acertado eminudeccr-me, contemporisando eoin
, as eonjuncturas, certo de qnc nada pois entao se
faria. Estad realisadas minhas previsos.
Agora que a cmara se acha novamente eleita,
compondo-se de caracteres, em que diviso feliz-
mente imelligencia, Ilustradlo e patriotismo, es-
pecialmente em seu presidente, -p Exm. Sr. baro
de Munbica, tornarei discusso, sustentando os
meus trabalhos, certo de que ella aspira emprc-
hender algum dos melhoramentos materiaes, de
que mais necessita o municipio, pronunciando as
terininaciies linaes de meu pensamento acerca des-
sa construccao.
Occupar-ine presentemente do merecimento ar-
tstico de meu projecto.
O edificio se divide em tres secedes, duas lalc-
raes e una central, todas de um andar alm do
terreo. A parte central mais saliente, fazendo
sobresal ir sua fachada toda de pedra de cantara,
andar terreo comprehende na parte central, pro-
priarn-nt; dita, o tribunal do jury, e as lattoraes
as accommodacoes indispensaveis ao exercicio de
tao respeitavel instituicao, tendo aquella cincuenta
palmos de largo sobre cen ditos de fundo, e estas
setenta e cinco palmo de largo sobre sessenta de
fundo, cada urna. O primeiro andar abrange na
partt central, a sala das sessoes da cmara, e as
iluas lateiaes as repartiepes necessarias ao seu
expediento administrativo.
O eogre sso da parte central ser para tres portas
con proporces c n venientes, tendo antes um largo
vestbulo, e o das seeces lateraes per urna porta
rada urna, as quaes tem tambem quatro janellas
de frente cada urna. E em frente de ambas essas
duas portas, ha um largo corredor qne se com-
raunica, passando em forma circular pela parte
posterior da ser. cao central.
O antean de irradiacao de luz e de sentilaco
estabelcido em cada andar pelo lado da fachada
para treze aberturas, havendo no terreo as 5 por-
tas supriicitadas e mais oito janellas, sendo quatro
em cada seccao.
A cirnimstancia de abranger o meu plano ac-
couimodacae para o tribunal do jurj;, servio justa-
mente de motivo para sua reprovacao, j da parte
do senhor engenheiro cx-director das obras pu-
blicas, dizendo que a sala do eonselho de sen-
tenca oferecia jan Has externas, j da parte da
cmara, affirmando alguns senliores ven-adores
que o ministro da justica de entao cuida va seria-
mente ni construecao ae edificios proprios para
esse effeito.
O i nc( nveniente indigilado pelo ex-director das
obras publicas era de fcil remocao, e quando
mesmo nao fosse, seu voto asss valioso e impor-
tante, pcis confesso e reconheep seu merecimento,
alm dos ttulos especiaes, que possu* minha
hmdi esperiahnente sobre um dos detalhes do todo
do iiii-u projecto.
O ministro que enras se cuidadosamente de man-
dar construir na provincia um edificio seuielhan-
' ea do forum romano, sm i uc ofliciasso desde o
supremo funerionario ila ji sttea ai.- o mais lufe-
rior, iucontestavelment conquistara urna reputa-
cao immortal
Nao nutro o sentimento vaidoso de havor com-
prehenddo perfeitamenie a alta raissao de organi-
sador de um projecto ds edificio publico tao im-
prtente; mas tenho o desvanecitnento de haver
procurada atlingir e abragf r a pknitude das con-
diedes ind spensaveis de s( lidez, seguranza e es-
tvlo arebitectonico, e conseguido conferir-lhe toda
adesposicao, todas as conveniencias exigidas pelos
principios lia arle. _
Nao preciso tortor.'* a imagmac,ao, nao c pre-
ciso um tour de (ene da inlelligencia para con-
vencer-me nteiramento que ellana-i offarece ab-
solutamente parallcle>coin os celebres pacos mu-
nicipaes de Amsterdaii, ( Anwes, de-Maistricht,
de Bruxellas, sendo aquellos tret primeros orna-
dos de ordem de arcliiteetiira, e esses dous lti-
mos do estylo gothico. E menos foi primorosa-
mente confeccionado em onlem ;i cstabelecer es-
cola : nao brazao de arch.tectura gothica como
o real mosteio da Batalha em Portugal, nao
modelo do estylo da arcliitertura italiana e elassjea,
como o sumptuoso e magnifico palacio e baslica
de Maura, no mesmo reino.
Entretanto seu aspecto simples e grave despido
de soberbos ornamentos e ricas decoracoes, an-
nuncia evidentemente um edificio publico, o que
confirma mais urna vez, a opiniao de muitos au-
toros abalisados, de qnc as formas, as proporepes,
e mesmo a decorac/io influem menos sobre a bel-
leza do edificio, do que a d<;spo.s Em outro artigo pro'eriroi minha ultima pala-
vra sobre a questan da localidade.
O engenheiro, A. F. R. Selle.
Nfto ha mais rico !
O Dr. Carvoeiro, muito condecido e respeitado
nesta praca, por Velloso facada, urna de nossas
glorias em' earvoara, senhor dos tresenlos e ses-
senta o cinco das do anno, possuidor de todas as
trras submarinas do novo e yelbo mundo, domi-
nador dos povos nmades le quem e alm mar,
e dos atmosphercos vvenles das desconhecidas
regioes, instituidor no timb, do grande asilo de
educaco feminil, cujos mestres sao os bellos ca-
racteres conhecdos por Bernardinos, Gouvas, e
Cabelludos, eximios moralistas!... E muito rico!
Este mostrengo aborto, cu a apparicao debilitou a
natureza por mais de seculo, do|K)is de provocado
como fo do alto da impnnsa em chamar a res-
ponsabilidade o verdadeiro conservador, pelo que
publcou em seus sele artgos mortees; duelloa
que se sujeitaria o mais asqueroso moleque da
ribeira, mas que elle nem {litada tomou !
Entcndeu nao appaieccr em publico, senap mas-
carado, e neste bello gosto apresentou-se a it do
vigente por este Diario sob a mascaraum dos JO
jurados.
Esse collossal vvente, mimoso dolo a quem a
fortuna amanente m seu fecundo seio, e para
cumulo de prestigio recebe dos Bernardinos diaria
inspiracao, nao precisa outra mascara alm da en-
couracda que tao bem llio tica! Vendelhoes, car-
nceir, lojistes e sapateiros todos o respeit.ni fu-
gindo a bom correr ; para que outra mais horri-
pilante Acceite este prudmte eonselho. Nao con-
trafaca a natureza ; essa mascara assm alauada
com a qual a prodega natureza o aformoseou, a
uficaque gentilmente conliz com esse todo do seu
lepido corpinho, cabera e coracao !...
O vtrddeiro conservador.
ATTENC10
Copia.Sr. Manoel Jos da Fonseca.Pernam-
buco 28 de abril de 1869
Amigo o senbor.Nao se tendo conformado
alguns dos propretarios do predio da rua da Cruz
n. 37, com o arrendamenlo que Vine, me fez do
citado predio, como procurador dos mesmos pro-
pretarios, e tendo-me Vmc. asseverado que ia
nos tribunaes competentes fazer valido o dito ar-
rendamenlo, por suppor que as procuracoes que
os mesmos propretarios lhe passaram, o autorisa-
ram a isso, e nesse caso tendo eu de ser envolv-
do oessa questo, e rao n e convindo isso por mo-
do algum, pela presente o desonero e desembara-
50 do dito arrendamenlo, mesmo porque j fiz
com os mesmos propretarios urna convenco, com
a qual tico satsfeito. Por conseguinte fica Vmc.
sem responsabilidade alguma nao s para comigo,
como tambera para com o dito arrendamenlo,
nem agora, nem para o futuro, sb qualquer pre-
texto. Sem outro assOmptoSou de Vmc. attep-
attento, venerador e criado, Francisco Pires Li-
cate.
(Estava sellada e reconhecida.)
Estrada de Olinda e
- Beberibe.

Lista dos accionistas que pagaram a entra-
da do 5 por cento no primeiro dia de
chamada :
Os Srs. :
Amaro Joaquim Fonsca de Albuquer- -
que, 25 accoes....... 230009
Ayres Gama, S ditas...... 503000
Jeronvmn Gomes da Fonseca, o ditas COOOO
Henry Gybson 25 ditas..... 2503000
H. N. de A. Coutnho i dita 103000
Francisco de Figueira Faria 1 dita I0000
Joaquim da Silva Coste II) ditas 100*000
Manoel Pedro de Noronha 5 ditas 505000
Manoel Martins Fiuza 25 ditas. 2503000
Antonio de Souza Reg 5 ditas. 503000
Flix de Figueira Faria 1 dita 105000
J. J. Antunes 25 ditas..... 230.SO00
Recebe dinbeiro em conta corrente e a
prazo fixo.
Saca vista- mi praso sobre as cidades
principaes da luropa, tem agencias na Ba-
bia, Buenos-Ayres, Montevideo, New-York
e New-Orleans, e imitte cartas de crebito,
para os mesmos lagares.
largo do Pelourinho n. 7
BANCO AUA & C.
1111:1 do Trapiche n. 84
Descoma lettras comraerciaes a taxa con-
vencional. Recebe dinheiro, a premio con-
vancional, por lettras e em conta corrente.
Confero crditos, saca sobre as primeiras
pravas do imperio, Rio da Prata o Euro
pa, e compra cambiaes solire as mesmas
pracas.
Encarrega-se, por commiss3o, da com-
pra e venda de fundos pblicos e ac?es de
oompanhias, da oobranoa de lettras e di-
videndos ou de seu pagamento, e de qual
quer outra operagao bancada.
0 expediente para o publico comecar
s 10 horas da manhaa, e terminar s 4
horas da tarde de todos os dias uteis.
CASA DE CAMBIO
Teodoro Simn & 0.
Comprara e vendertf por conta propria
metaes, moedas nacionaes e estrangeiras,
letras de cambio, sedulas do governo e do
qanco do Brasil.
Descontam letras da trra e outros ttu-
los commerciaes.
Encarregam-se por conta alheia das mes-
mas transaeces, da cobranca de letras da
trra e de outros ttulos commerciaes.
Recebem quaesquer quantias em deposi-
to, emjconta corrente, e a prazo A*0-
Largo\do Corpo Santo n. 21.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1..... 47:008*367
MOVIMENTO DA ALFANDEGA
Volumes entrados com fazendas
dem dem com gneros
tedas, capitao George Peiiperell, equipage.m 16, 186* a 1859, residBqtes as freguezias do Recife,
em lastro de assnear; a Simpson lroad & C. Sonto Antonio, AJTogados, Pojo da PaHella, Varsea,
Itarin mhiih no mesimnHa.
Liyerpoolr-nnira iugle.za Carioca, tapitao Carop-
bcB, carga assucar e alg
DECLARACOES.
fui/o miioleipal da V1 vara-
Na quarta-feira 5 do corrente,'linda a audiencia
do jnizo municipal da 2* vara, se tender em
prar;,a publica, para cumplimento (le testamento,
a casa terrea sita a rua do Jardim n. 18, com 20
palmos de largura e 48 de comprimento, com 2
salas, 2 quartos, cozinha ra, pequeo quintal
mnraon, com cacimba meieira, com um sotio com
2 quart03, avahada por 1:5003. pertencente he-
ranca da finara Joanna Mara da Soledade.
Rocife 30 de abril de 1809.
O cscrivao,
_________ f.alJino T. C. Vasconcelos. ___
Oabaixo assignado, lancador da recebedoria
de rendas internas geraes, tendo de profeder ao
lancauenlo dos impostos pessoal e de industrias e
protissoes para o exercicio de 1869-70, no dta 1
de maio prximo futuro, o qual ter cometo pelas
ras do Imperador, caes 22 de Novembro, etc.,
avisa aos moradflres da freguezia de Santo Anto-
nio, que tenham promptos os seus recibos e pa-
pis de arrendamenlo das casas que oecupam pa-
ra lhes seren apresentedos no acto do mesmo
lancamento : outro sim faz sciente aos donos de
tabricas e offlcinas, que deverao dar urna relacao
do numero de seus operarios, como determina a
primeira parte do artigo 12 do regulamento de 23
de marco ultimo, licando sujeitos a multa do art.
18 do mesmo regulamento os que o nao fizerem.
Rccecedoria de Pernambuco 29 de abril de 1869
Jos Theodoro de Sena.
Volumes sahidos com fazendas
dem dem com gneros
139
367
____506
146
269
41o
Descarregam hoje 3 de maio
Barca francezalean Baptistemercaduras.
Lugar inglez Anne Wheaton='ulem.
Brigue inglezRetinadem
Barca inglezaMeleorbacallio.
Barca inglezaBorlockauferro e carvao.
Escuna portuguezaOliveiralagedo.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do da 1..... l:38oJ786
CONSULADO
Rendimento do dia 1 .
PROVINCIAL
5:3814799
O Illiu. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta provincia, manda fazer publico que
tem marcado o dia 4 de ma o prximo vindouro,
para o concurso que se tem de abrir nosta mesma
thesouraria para preenchimento das vagas de pra-
ticantes existentes neste reparticao, na alfandega e
na recebedoria.
Os exames versarlo, sobre as malcras de que
trata o 1 do art. Io do decreto n. 3,114 de 27 do
junho de 1863, a saber, leitura, analyse grainmati-
cal e orthographia, arithmetca e suas applicacpes
ao commerco, com especialidade a reducciio de
moeias, pesos e medidas, calcul de descont, ju-
ros simples e compostos/ theoria de cambio e suas
applicacocs. f
Os concurrentes deverao previamente apresen-
tar seus rcquernientos instruidos de documentos
3ue provem idade completa de 18 annos, isencao
e pena e culpa e bom comportamento na forma
do art. 3o do decreto n. 2,549 de 14 de mareo de
1860.
Secretara da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 27, de marco de 1869.
O ofOcial-maor,
Manoel Mamede da Silva Cosa.
l .m ren coda Bf:Ua,. S^mnto do Jaboatao, e
SDiribeea, teem (Jo-jagn-lo, livre-da mulla de 6 0/0
e aun m\ depo!s db referido praeo.
Recebedoria Je Pernambuco 3 Manoel Cmaro de Souza juxrda.
O inspector interino da alfandega faz
pa-buco, que do Io de jullio prximo futu-
ro em diante, ter vigor o decreto n. 4343
de ti de marco do corrente anno, man-
dando executar a. nava tarifa das alfande-
ga s- e suas disposices preliminares. E
para que ebegue ao oonhecimento dos in-
tetessados, se manda publicar o presente.
Alfandega de. Pernambuco, 24 de abril
de 1869.
Onspgclor interino,
L. de C. Petes d'Andrade.
THEATRO
DE
S. ISABEL.
EMPREZA DRAMTICA
DE
exDaGwa aswsaaaa
Ter^a-feira 4 ele maio de 1869.
GRANDE NOVIDADE
Benefitio do artista
TI1U.U X.L V.H\\\ i X.
Representa-sc e drama de grande aparato em
o actos, que tanto agradou, denominado
Christoio Colouibo.
No i.ntervallo do 2o ao 3' acto a orchestra to-
car nma composicaodo Sr. Marcelino, dedicada
ao beneficiado.
O professor e regente da errhestra o Sr. Coe-
Iho Barbosa far exeeutar pela mesma a nota
composicao sua, denominada
Aria final de lbum harmnico
Segue-se pela Sra. Apolonia (em carcter de
vivandeira) a cansonet
Ri-qui-qui
a qual tem sido cantada no Rio de Janeiro rpor
Mme, Risett.
Terminar com a comeda em um acto
O recrutamento!!!
O Martinho far a parle do sargento Ferrabraz.
Comecar as 8 horas.
PRACA DO RECIFE
EM 1* DK MAIO DB 1869, S 3 HORAS OATARDB.
revista *i-:.HAV%r.
Cambios.Saccou-se sobre Londres de 18 1/2 a
18 7/8 d. por 1J; sobre Paris de 515 a 518 rs. por
fr.; prefazendo um total de 120,000 os saques
effectuados neste semana.
Algodao. Vendeu-se o de Pernambuco, de
163500 a 17*000 a arroba : e o da Parahyba a
8*500
Agabdente.Vendeu-so de 92OOO a 9o3000
i pipa.
Couros.Os seceos e salgados venderam-se a
250 rs. por ifcra.
Arroz.O pilado da India vendeu-se de 35200
a 33400 a arroba ; e o do Maranho a 33200.
Azeite-doce.O de Lisboa obteve 33400 por
galo, e o do Estreito 3*300.
Bacaliio.Em atacado vendeu-se a 183000 a
barrica e a rctalho a 203000; flcando um deposito
de 7,000 barricas.
Batatas.Vcndcram-sc a 2200 a arroba.
Bolachinwas.dem a 43 a barriqunha.
Cafe dem de 5600 a 63 a arroba.
Cn.dem de 23200 a 2*800 a libra.
CkrveiaA duza de garrafas vendeu-se de
43500 a 53500, e a Bass a 8*200. ,
LoucaA ingleza ordinaria vendeu-se a 415
por cento de premio sobre a factura.
Manteiga Vendeu-se a ingleza de 1*100 a
13200, e a franceza de 860 a 880 rs. a libra.
Massas dem a 103 a caixa.
Oleo de LiNHACA.-*-Idem a 23400 por galao.
Passas dem a 63400 a caixa. ,
Presuntos.dem a 203 a arroba.
Qubmos.Os flamengos venderam-se de 23500
a 23600 cada um.
Sabao.Vendeu-se o inglez a 170 rs. por libra.
Toucinho.dem o de Lisboa a 113 a arroba.
Vinagre.O de Portugal vendeu-se de 1203
a 1253 por pipa.
Vinhos.Venderam-se os de Lisboa des Ja
260-3, e os do estrangeiro a 2053 a pipa.
Velas.As de composicao regularam
rs. o pacote de 6 velas.
Descont.O rebate de letras regulou de 8 a
10 por cento ao anno.
- Fretes Carregando em nosso porto para Li-
verpool 1/2 d. por libra 5 %, pelo algodao; em
Macei 9/16 5 %, Parahyba 1/2 d. por libra 5
/0. Para o Canal carregando aqui 32/6 a 35/
5%
O li-cal da freguezia de S. Jos do Recife
faz ver aos Srs. proprielarios dos terrenos devolu-
tos sitos as ras do Alecrim e Concordia, que
em virtude da ordem que receben da Illma. cma-
ra municipal, tem marcado o prazo de 60 dias a
contar da data desta, para aterrarem e inurarom
os referidos terrenos, findo o qual nao o tendo fei-
lo, soffrerao a pena eslabelecda no art. 2o da^pos-
tura addcional de 10 de novembro de 1855 ; e
para que nao allegucm ignorancia fez o presente
e mandn publicar pelos jornaes.
Fiscalsacao da freguezia de S. Jos do Recife,
30 de abril de 1869.
O fiscal,
Joo Xavier da Fonseca Capibaribe.
O inspector interino da alfandega faz publico
que do 1 de julho prximo vindouro em diante
deverao as notes para os despachos dos gneros
nacionaes expressar a unidade decimal do syste-
ma mtrico, de conformidade com a declararlo se-
manal.
E para que chegue ao conhecimento dos nte-
ressados, se publica o presente.
Alfandega de Pernamboco Io de maio de 1869.
O inspector interino,
L. de C. Paes de Andrade.
Pela secretaria de polcia se faz publico para
conhecimento de quem interessar possa, que por
suspeito de ser escravo fgido, fo preso pelo sub-
delegado do Poco, e se acha recolhdo casa de
detencao, o preto de nome Isaas, que recusa de-
clarar o nome do senhor : quem, pois, se julgar
com direito ao mesmo escravo, deve requerer a
sua entrega neste reparticao, mediante a exhibico
de ttulos comprobatorios de seu dominio legal.
Secretaria de polica de Pernambuco Io de maio
de 1869.
O secretario,
Eduardo de Barros Falco de Laeerda
AVISOS MARTIMOS.
COMPANWA PERNAMBUCANA.
DE
Kavega^o cosleira por vapor.
Parahyba, Natal, Maco, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarac e Granja.
O vapor Pirapama, commandante
Torres, seguir para os pprtos cima
no da 15 do corrente as 5 horas
da tarde. Recebe carga at o dia 14, encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at as
2 horas da tarde do da da sabida no escriptorio
do Forte do Mallos n. 12.
COMPANIIIA PERNAMUUCANA
de
Xavcgafo costelra por vapor.
Macei em direitura e Penedo.
O-vapor Ja/jmribe, commandante Moura, segui-
r para os porios cima no dia 8 do corrente
as 5* horas da tarde. Recebp carga at o da 7
as 3 horas, encommendas, passageiros e dinheiro
a frete at as 2 bolas da tarde do dia da sabida
no eeeriptorio do Forte do Matos u 12.
Lisboa
Segu com brevidade a barca portugueza Pirm'-
ra Borges por ter parte da sua carga promnta :
para o restante e passageiros, trata se com Olivei-
ra, Fflhos & C, largo do Corpo Santo n. 19.
C0MPA1IA BMSILEtBA
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do sul esperado
at o dia 7 de maio o vapor
Tocanlins, oiinmandante J. M.
Ferreira Franco, o qual depois
da demora do costume seguir
para- os do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se
carga que o vapor poder eonduzir, a qual devera
ser embarcada no dia de suachegada. Encommen-
das e dinheiro a frete al o dia da sua saluda as 2
horas.
Nao se recebem como enconunendas seno ob-
jectos de pequeo valor o que no excedam a dnas
amibas de peso ou 8 palmos cbicos de medicao.
Tudo que passar destes limites dever ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia rua da Cruz n. 57,
Io andar, escriptorio de Antenio Luiz de Oliveira
Azevedo & C._______________________________
COMPANHIA PEUNAMBUCANA
DE
Xavegaco cos eir por vapor.
Fernando de Noronha.
O vapor Giqui, commandante Azevedo, seguir
para o porto cima no dia 10 de maio, ao meio dia.
Recebe carga at o da 8 s 3 horas da larde, en-
commendas, passageiros o dinheiro a frete at s
10 horas do dia da sabida, no escriptorio do Forte
do Mattos n. 12. ___________*____________
PARA LISBOA
O patacho portuguez Mara Barbara, capitao
Francisco dos Santos Cunha, pretende seguir para
o inoicado porto com a maior brevidade possivel,
recebe carga e passageiros : a tratar com os con-
signatarios Marques, Barros & C, no largo do
Corpo Santo n. 6, 2o andar, ou com o capitao no
pavimento terreo.____________________________
Para o Rio de Janeiro
pretende seguir para o dito porto, o mais. breve
que for possivel, o brigue brasileo Santo Amaro;
quem quzer carregar ou dar escravos a frete.
queira drigr-se Marones, Barros & C, no lar-
go do Corpo Santo n. 6, 2 andar. ^^__^__
2L
Segu
anda r
Leitan I
Aiicvn
romjbrevidade o palhabote Sobralense,
alguma carga : a tratar com S
rua da Madre de Dos n. 1.
ANUA PERNAMBUCANA
DE
Navegaeo eostelra por vapor
Goianna.
O vapor Parahyba, commandan-
te Mello, seguir para o porto ci-
ma no dia 6 do corrente as 9 horas
da noite. Recebe carga, encommendas, passagei-
ros e dinheiro a frete, no escriptorio do Forte do
Mattos n. 12.
Para o indicado porto pretende sabir em pon-
eos dias a veleira e bem conhecida barca Social''
capitao Rocha, por ter a maior parle do seu car-
regamento prompto, e para o resto que lhe falta
e passageiros, para os quaes tem bons commodo%
trate-se com o consignatorio Joaquim Jos Gon-
<;alves Beltro, rua do Trapiche n. 17.________
Sio de Janeiro
Segu com brevidado para o porto cima o bri-
gue nacional Isabel, por ter parte do seu carrega-
mento engajado para o resto que lhe falta, tra-
te-se com os consignatarios Antonio Luiz de Oli
veira Azevedo & C, rua da Cruz n. 57, primeiro
andar. __________^_
2L
a 680
COMMERCO.
PRACA DO RECITE 1 DE MAIO.
DE 1869.
Ai 3 1/2 HORAS DA TARDE.
Assucar americano purgado 33600 por arroba.
Algodao de Macei 1" surte 183300 por arro-
ba posto bordo, a frote de 5/8 e 5 0/0 (hon-
tem).
Cambios sobre Londres 90 d/v 18 3/4 d. por
13000 (hontem e bojei.
F. J. Silveira
Presidente.
Leal Seve
Secretario.
ENGL1SH BANK .
O Rio de Janeiro Limited
Desconta lettras da praca taxa a con-
consideracao e respeito, nao era e'smagador, reear-1 vencionar.
=?
MOVIMENTO DO PORTO.
A cmara municipal desta cidade,
tendo de proceder no dia 4 de maio pr-
ximo vindouro, a apuracao geral de votos
para dous senadores por -esta provincia,
que teem de prehencher as vagas pelo falle-
cimento dos Exms. conselheiros Antonio
Colho de S e Albnqnerque, e Francisco,
de Paula Almeida e Albuquerque, convida
de conformidade com a ultima parte do
art. 85dalei n. 387 de 49 de agosto de
1816, aos cidados que quizerem assistir
a mesma apuracao.
Paco da cmara municipal do Recife 29
de abril de 18G9.
Barrio di> Muribeca
Presidente.
Francisco C. daBa-Viagem
Secretario. %
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
tfavegaco costelra por vapor.
Mamanguape.
O vapor Coruripe, commandante Penna, seguir
Sara o porto cima no dia 12 do corrente as 6
ras da tarde. Recebe carga, encommendas, pas-
sagens e dinheiro a frete al as 3 horas da tarde
do dia da sahda, no escriptorio do Forte do Mattos
n. 12.
LEILOES.
De 10 barricas com castanhas piladas, di-
tas com nozes e 40 garrafes com Sag.
HOJE
as 11 horas da manhaa pelo agente Pestaa, que
se acha autorisado para vender os gneros cima
em lotes a vontede e para liquidar : no largo da
alfandega junto ao armazem do Annes.__________
Navios entrados no da 1.
Rio de Janeiro e Babia6 dias, vapor americano
Mississipe, de 2,000 toneladas, commandante
Slocun, equipagem 73,carga diffcrentes gneros;
a Henry Forsler & C.
Rio de Janeiro15 dias, barca ingleza Robert
Broah; de' 895 toneladas, capitao Wiliam Jolly,
equipagem 15, em lastro ; a Saunders Brothers
& C.
Navios saludos no mismo dia.
Rio Grande do SulBarca brasileira A'ow Ca-
rolina, capitao Virginio Lcio da Mallos, arga
assucar e agurdente.
Rio Grande do SulEscn nerte-allemaa Jmma-
ne/, capitao F. Marckmann, carga assucar.
New-York e portos intermediosA apor americano
Mississipe, commandanti! Slocun.
Navio entrado no da 2.
Bahia5 dias, barca ingleza .*f'moa, de 533 tone-
Conselhode compras do arsenal
de guerra.
0 conselhO de compras do arsenal de guerra
precisa comprar o segrale :
42 davinas a Mini.
50 pistolas dita.
2 thesouras para torar cavnllos.
4 sellins.
1 syringa de metal.
1 fole grande com 32 pollegadas.
40 arrobas de plvora para salvas.
As pessoas que quizerem vender ditos artigos,
apresentem suas propostas em carta fechada,
acompanhadas das respectivas amostras, na sala
do eonselho, as 11 horas do dia 7 de maio vindouro
Sala do eonselho de compras do arsenal de
guerra de Pernambuco 29 de abril de 1869.
Jos da Silva Gnimaraes,
Director interino.
Jos Baptiste de Castro Silva,
Secretario.
COMPANHIA BRVSILEIRV
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do norte esperado
at odia II do corrente o vapor
Guar, commandante o primeiro
tenente P. H. Duarte, o qual de-
pois da demora do costume se-
guir para us portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder eonduzir, a qual dever
ser embarcada no da desuaehegada. Encommen-
das e dinheiro a frete at as duas horas do dia da
sua sahda.
Nao se recebem como encommendas senao ob-
jectos de pequeo valor e que nao excedam a_ 2
arrobas de peso ou 8 palmos cubico* de medicao.
Tudo que passar destes limites dever ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia rua da Cruz n. 57,
Io andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C.
LE1LA0
DE *
Un sitio na Torre em solo pro
prlo.
O agente Pontual competentemente autorisado
por diversos, vender em leilo o sitio da Torre,
com casa de tijolo c cal o qual est situado de-
fronte da ponte de Sant'Anna e offerece todas as
commodidades a urna familia regular, tendo o
sitio de frente 200 palmos e 300 de fundo mais
ou menos e militas arvores fructferas.
Terca-feira 4 de maio.
No Io andar do*sobrado n. 62, rua da Cruz,
as 11 horas.
Os Srs. pretendentes podero examinar o sitio
notando-se que no lugar do sitio at agora nao
chegou cheia alguma.________________________
O administrador da recebedoria de rendas
internas geraes faz publico que neste corrente mez
e no de maio prximo futuro, visto esterera con-
cluidos os lancamentos, e que os devedores do
imposto pessoal, relativo ao exercicio corrente de
Para o Porto
Seguir com a maior brevidade possivel a mu
conhecida e veleira barca portugueza Seguranca
por j ter a maior parte de seu carregamento en-
gajado ; para o resto e passageiros., aos os quaes
offerece ricos e excellentes commodos, trata-se
com Cunha Irmos & C, rua da Madre de Dos
n. 34, ou com o capitao a bordo. -___________
Para o Porto
pretende seguir com a maior brevidade possivel a
mu conhecida e veleira barca portugueza Clau-
dina por j ter a maior parte do seu carregamen-
to engajado ; para o resto e passageiros, para os
quaes offerece ricos e excellentes commodos-, tra-
te-se com Cunha, Irmios & C, rua da Madre de
Dos n. 34", ou com o capitao a bordo.
LEILAO
De nm sobrado de 9 andares e
solo sito a rua da Senzala
Nova n. IB, em solo forelro.
O agente Pontual competentemente autoris
vender em leilo o sobrado cima.
Ter^a-feira 4 de maio.
No 1 andar do sobrado n. 62, rua da Cruzas
11 horas, onde tambem ha ver leilo de predios.
Os Srs. pretendentes podero examinar
predio
ait"
1 a 1:11 j % o
da arraaQao, gneros, utenci-
lios e dividas, da taberna da
rua do Rosario da Boa-vista
n. 43.
O agente Martins far leilo por autorisaca.'
dos credores de Manoel Jos Pinto Marns, e para
pagamento dos mesmos da armacao, gneros, uten-
ciljos e dividas da taberna cima, muito afregue-
uda e bem localisada, garantindo-se a casa a
quem comprar o estabelecimento.
RUA
;do
CABUG
esquina
da rua larga do
Rosario.
AO ANNEL DE OURO
Este importante estabelecimento un aaw g^fy^ fcn flffiwTlirft nm sortimento sem igual,
e vende por presos que nenhuma outra casa pde^ vender. da rua larca a
visita da qualidade e do pre$o das joiai cada um pflder-fie-ha convencer daverdade.l uTpmo
Garante-se ser tudo de leL Compra-se ouro, prata e pedrai Anas por presos muito ele- Rosario.
CABUG t
esquina
Ln
1
A loja est aberta at s 9 horas da noute.
TrrtrtmTrr
^r***
gwnsTif*
unte!
--.wwm'mmmsmmmmmmsssammk


4

Tersar feira 4 de maio
as 11 horas do da, na mesnu taberna. O bataneo
da casa |tde sor examinado em ino do agente,
wa do Imperador n. 16.
LEILAO
DE
Urna tasa terrea a ra Imperial n. 293v em
cbaoa pmprios, com 2 salas, i quartos, costaba
fura e quintal murado.
Urna tana mesma ra n. 1%8: tambero em
chaos proprios, com os mesmos comuiodos da de
cima, tiido o quintal maior.
Urna lita na ra da Gloria n. 48, em chaos
proprios, eom 2 salas e :i tpiartos. rosinha fora e
quintal murado, travejada para sota.
ordeiro Mm
far Wlao das casas cima descriptas as (roses
podem si r examinadas por quem pretender, teudo
fugar o leilao no da
Terra-feira 4 de maio
as II horas em ponto/ porta do predio que foi a
Associacao Commorcial largo do Corpo Santo.
C0MP1JHIA PERKJIMBCAHA
Diario de Peniambuco Segn la feira 3 de Maio de 1869
IJ
de mobilias, Joubas e crystaes,
a 4 de maio.
Por oidem do Sr. F. ti. liloxhan, o agente Oli-
veira far leilao dos apiwi.iwis e mallo toparlo*
res artigos da rasa de ana residencia m campo.
coHsistindo as mais perfoitas, bellas o uteis mo-
liilias de salas, slelas e de quartos, asta como
de crystaos, e nntros objectos Mea do eonUBUn
pela superioridad e bom gosto como dilicilmente
sao encontrados en casas' do familia'' da decente
tratamento, e que nao sao indicados ndr brevida-
de, sendo-o smente tapetes magnficos e esleirs,
qnadros e gravaras hndissliuos, nieites, candiei-
ros e castii.'aes. um magnifico como lindo c sonoro
piano di' Jacaranda do afamado fabricante Bread-
wood, um bilhar tainbem novo perfeito eoai os
nertences, machina paraengommar, rama de terco
para casal com colxao de molas e ominados, en-
tra pan. >.il!cii'o ruin pert asea, loJUeka superio-
res, lavatorios, commodas, pun -da-vestidos e guar-
da-roupas, oslantes para livros, maguilira mesa
elstica |ra jamar, aparadores, apparellios de
loncas e Boreellanas para mesa, sobro-mesa, cha
e caf, um ptimo cabriolet com bolle oavallo e
arreios oovoa, vacea de leite, utencilios de cozinha
e mais artigas iiidi-iwnsaveis :
Tcrca-fcira 4 de mam
as 9 para 10 horas da inanliaa. na casa e sitio do
Sr. Amorim, ;i ra de JoSo Fernandes Yieira n.
3, prximo igreja da Soledade._____________
LEILAO
e livros. ol>Je<*tos de ouro.
prata e movis. .
O ag;nte Martina far leilao por mandado do
Illm. Sr.Dr. jtiiz municipal da segunda vara ea
requerimento de Joaquini Ant'tiiu de Faria Briio,
inventa liante dos bees ixadoS pelo finado gene-
ral Jos Ignacio de Abren e Lima.de importantes
livros, objectos de euro, pi ata c movis perten-
cades ao dito finado.
Quarta-ii'ira '> d > correnle.
No J" andar do sobrado n___ entrada pela
praca de Cedro II, as 11 lior;s do dia.
C 4M SIMIO DE IlIRECrlO
Os Senhores.Saunders Brothers & C.., Tasso
Irmaos, Luiz Antonio de Siqueira.
ICERE^TE
o m.. F. BORGFS
Restando ainda, emittii algumas aceces d'esta companla, da quantia nominal de
00^000 cada urna, das qttaes s se aceitam em virtude dalei, 0 "/, ou 40#000 por
cada acgo; comida-se pelo presento aopubiieo em geral e especialmente aosSrs.
capitalistas e interesados no-iommercib, que queiram dar empreo seguro aos seus
capitaes, disponiveis, a sobscrpver o numero de acc5es qu llies approuver.
Algumas- destas aeges j tem sido tomadas por pesso*s que conheceno a vantagem,
de na presente occasiao (eonhecidamente a melhor), empregarem o dinheiro de que
poderem dispor em objectos de valor real, como vapores, predios etc., que Ibes garan-
tam seus capitaes.
A corapanhia possue boje 10 vapores, 6 inteiramenle novos, e destes o ultimo est
a ebegar de Inglaterra, onde foi construido expressamento para ella.
Alm disso esl edificando vastos armazens, no terreno que possue no largo d'As-
sembla.
Seus dividendos lem sido de 10 % ao anno, nos'ultimos 4 anuos.
As acg5.es que se emittirera gozam dos mesmos direitos, e perceber2o o beneficio
dos mesmos dividendos que os antigos cm proporco da entrada.
Ilec3hem-se asignaturas no escriptorio da companbia no seu edificio ao caes da
Asserabla n. 12
;.6His;te,iyii*'!fl2r
CASA DA FORMA
Aos 4:000$
Billietes garantidos.
A ra do Crespo n.23 e casa do costume.
O abaixo assignido tendo vendido nos seuomi-
to felizes bilhetes garantidos 1 meio n. 1840 com
a sorte de 202, e outrasfmitas sorte* fle M10#, "* -
204 da lotera que se acabou de extranir m be-
necio da igreja de S. JoSo do Abreu de Lna
lio:!'), convida aos possuidores a virera recabev
seus res|)ectivos premios sem os descoutos das
leis na casa da Fortuna ra do Crespo n. 23.
Acham-se a venda os da i' parte da lotera a
beneficio da matriz da Escada (104), que s ex-
trahir qnarta-feira 3 de-maio do corronte anno.
Precos.
Dilhete.....43000
Meio.....2*000
Quarto.....1*000
Em porcae de 100. para cima.
Bilheie.....3*300
Me......1*730
Quarto..... 873
Manoel Martins Fiuia.
Offerece-se. urna ama para engommar e
cosinhar, para casa de homem solteiro : qnem
precisar dirija-se beeco do Pocinho n. 24._____
Trociun-se
is notas do tunco do lirasil c das caixas (lliaes,
;om descont muHo razoavcl: na praoa da lode-
lendeneia n. 2.
BARTHOLOMEU 8t C.
4
Foraeiro o.amassador
Preci*a-se de dous horaens. nm foraeiro e ontro
amassador, para una padaria na provincia do Rio
(irande do Norte : quem cstiver ueste caso, pode
tratar no escriptorio de Tasso Irmaos, ra do A-
morinr, devendo dar conhecimento de soa conduc-
ta e de sua pessoa para o mister que se qncr.
Da armacao efazendas da loja do caes 22
de Ndvembru n. \1.
(juarta-feira de maio uti hmti*.
O agente Pinto far leilao a requerimento de
Kleodtro Amato do He?o KaiHrpl, |xir despacho
do litan. Sr. Dr. juiz especial do commercio e por
onta e risco de quem pertencer da armacao e
fazendas da loja do caes 22 de Nnvembro li. 12,
as quaes fazendas se acham arruinadas era con-
sequencia do incendio na inesina loja no dia 2G
de fevereiro passado. o leilao ser elTcctuado as
II horas do dia cima dito na referida loja.
AVISOS DIVERSOS.
Precita-se de um feilor para um pequeo
sitio : a tratar com Antonio Jos Rodrigues de
Sonta, na roa o Crespo n. 13, ou cm sen sitio no
Monteira
_
Ama
Precisa-se Se una ama para cozinhar para casa
dehomoin solteiro *. na ra do Crespo n. 20.
Precisa-so de una ama para o ser vi en in-
terno e externo de una casa de niui pequea
lamilla, dando-se preferencia a escrava ; ra do
Mondego n. 93.
Piecisa-se tallar ao Sr. Domingos Goncalves
Murca a negocio de seu mteresse : no eMriptorio
in Joaquim Gerardo de Bastos, ra do Vigario n.
1), 1 andar
Con vilo
A mesa regedora da irmandade da Senhora
Sanl'A.'iua, da Madre de llcus, manda celebrar
missas por alma do fallecido Manoel Joo de Amo-
rim, c convida aos prenles e amigos do mesmo
para assistirem-nas na respectiva igreja. quarta-1
feira 3 do corren te, as 7 horas do dia._________
OlFerece-se
oui homem portugus |MM feitor de engenho :
qoKin pieteniler dirija-se em carta (ocluida para a
estacan da villa do Cabo.
= Precisa-sede urna ama que cozinlie : na ra
das harangeiras n li. 2 andar.
xUna de leite.
Prceisa-se de urna ama de leite: a tratar na ra
do Queiroado n. 69.
Tendo o agente Pontual annnnciado leilao do
sobrado de dous andares e soto ra do Pilar n.
83, sobrado que pertence ao casal do finado Agos-
tiiibo da Silva News, declara-se que tendo sido a
partilha deste casal embargada per nullidade, por
ora nao pode tal sobrado ser vendido.__________
Precisa-se de urna criada que saihn
cosinbar e comprar, ra das Ciuz n. 9
i" andar._________________________
Precisa-se de urna ama que saiba cozmhar e
'ominar: na ra da Roda n. 48, Io andar.
EMPRESTMO SOBREi
^SEM LIMITE.)
Xa Iravessa da na
das Iriizes n. 2, pri-
mero andar, da-se qaa!-
qiwr quanlia sobre oaro,
prata e pedras preciosas.
O dono deste estabelecimenti,
competentemente autorisado pelo
governo, esta as condices de ga-
ranlir a trausaegao que se fizer em
sua casa, promettondo todo e zelo
e consjderaco .s pessoas que se
dignarem de boma-Io era seu esta-
belecimenlo. '
Na mesma casa compra-se ouro,
prata e brilliantcs.
Attenco

Aluga-se um sitio na estrada Jo Rosarinho com
boa casa d vivenda, accommodacoes para escra-
vos, cocheira, estribara, dnas cacimbas, tanque,
duas baixas para capim : quem o preteisder alu-
gar dirija-se a praca da Roa-Vista botica n. 6.
GRADE HOTEL
DO
Ama
Na ra Estrella do Rosario n. 32, p andar, prc-
cjsa-se do urna ama.
ATTENCO
Anda eslapor vemlm-se ? duas Ineias-aguas,
chaos jirop es, om Santo Amaro na travessa do
Lima por detraz da fnndicao, por 7"J03 cada urna:
l'i'-in pretender, dirija-s .lli na taberna de An-
tonio d.i Reg, confronte do desembarque.
BRASIL E PORTUGAL
ITiLOMO
O conselbeJro Joao Silveira de Sou-
za, tem aberto o seu escriptorio de
advogado, na ra do Imperador n.
41 primeiro andar ; entrada pelo
becco.
PARA USO INTERNO
PREPARADOS SIMPLES
Xaropo de jarubeba garrafa. I)J000
Vinho de ju rubeta garrafa. 1(5-600
Pilulas de jrubeba vidro. 1|J600
Tintura de jurubeba vidro. (1(
Extracto bydracoolico de jurubeba. 12A500-
PREPARADOS C0MP0ST08.
Vinbo de jurubeba ferruginoso garrafa. 2000
Xarope de jurubeba ferruginoso garrafa. 1^600
Pilulas di jurubeba ferruginosa vidro. 2#000
Oleo de jurubeba vidros. 640
Pomada de jurubeba pote 640J
Emplastro de jurubeba libra. 2i00
PARA USO EXTERNO
"A JURUBEBA*
Esta planta hoje reconhecida como o mais poderoso torneo, como um escol-
ente desobstruente, e como tal applicada nos engorgitamentos do figado e baco, as
hepatites propriamente ditas, ouainda complicadas com anazarchas, as inflammaroes
subseqnentes as febres intermitentes ou durezas, nos abeessos internos, nos tumores es-
pecialmente do tero e abdomen, nos tumores giandulosos, na anazarcha, as hodropc-
zias, erysipellas ; e associada as preparacocs ferruginosas, ainda de grande vantagem
lias anemias, chlroses, faltas de menstruaro, leucorrbeias, desarranjos atnicos do
estomago, debilidade orgnica e pobreza de sangue, etc.
O que dizemos affimara os mais disfinctos mdicos desta cidado, entro os
quaes podemos citar os Illms. Srs. Dr. Silva Ramos, Aquino Fonseca, Sarment, Sevc,
Pereira do Carmo, Firmo Xavier, Silva etc. Todos elles reconbecem a excellencia d'este
poderoso medicamento sobro os demais at boje conhecidos para todos os casos citados,
tanto que todos os dias fazem d'elle appficarao.
Apresentando aos mdicos e ao publico em geral diversos preparadr>sla juro-
beba, tivemos por fim generalisar mais o uso d'este vegetal, fazendo desapparecer a
repugnancia que at hoje sentiam os doentes de usar dos preparados empricos d'elle, e
mais das vezes repugnantes a tragarcm-se, e que tinbam ainda a desvantagem de nao
ser calculada a dose conveniente a appliear-se, o que torna muitas vezes improficuo um
medicamento, que poderia produzir ptimos resultados.
Os nossos preparados s foram apresentados depois de bavermos conveniente-
mente estudado a jurubeba, fazendo as experiencias precisas para bem conhecer aspro-
priedades medicamentosas d'esta planta cm suas raizes, folbas, finetas ou bagas, e a
(lose conveniente a applicato, tendo alm d'isto procurado levar os nossos preparados
ao rnaior grao de perlieao possivel, para o que uao poupamos esforcos, nao nos im-
portando o pouco lucro que possamos tirar.
Por tanto os que se dignarem recorrer aos nossos preparados podem ter a
certeza de que elles offerecem a garanta, de que se pode encontrar, a prompta e infalli-
veleura de qualqucr dos soffrimentos, que deixamos.innumerados, se forem em tempo
applicados, tendo alm d'sso, medico eu doente a vantagem de escolher as nossas va-
riadas preparaces, aquella que melhor lbe pode convir, j pela fcil applicaco, e j pela
complicacao das molestias, idade, sexo, ou ainda natureza de cada individuo.
As nossas preparaces ferruginosas sao feitas de forma que se tornara comple-
tamente soluveis nos suecos gstricos, porque procuramos oscompostos de ferro que
como taes estao hoje recouhecidos.
Para aquelles que mais minuciosamente queiram conhecer as propriedades da
jurubeba, c saberem a app.icaQo de nossos preparados, destribuimos gratuitamente
em nosso deposito um folheto, onde traanos mais extensamente d'esta planta e dos
mesmos preparados.
DepoBto geral de iodos os preparados
3t-^Rup larga do Rosario34.
OFFfCINA PARA CONCERT E AFINAC0
DE
Deposito de pianos e de msicas
*. i 4 Rli FORMOMA M". 11
BOHISTA
Frederico Maia Fundi^ao da Aurora.
\MA
*Medico
O Dr. Adrio Lnfi Pereira da Silva,
medico pela faculdade do Rio de Janeiro,
d'o-ide aeaba de chi'gar.'tcn ?eu consul-
ori ra do Livraniento n. 21, prinici-
.mdar, onde pode ser procurado das 9
boras da inannaa i da laTde. e em
qilrti^Ber nira occmhk tm m raicen*
cia, junto esracao 4a Casa-Forte.
Situado em um, dos bairros mais centraes de Paris, sendo as immediaces dos
prncipaes theaUos c outrosmuitos divermentos, e assim das estacoesdes caminhos df
ferro para todos os pontos da Europa, acabado de ser inteiramente remado, nao s
tendo poupado o seu novo proprietario a despezas para seu completo embellesamento e
aceio, torna-se portanto vantajosamente recommendavel aos senhores braseiros e por-
tuguezes, a onde euXntrai'o sempre aquella con\ivencia desejada em paiz estranho.
por ser constantemente frequentado por seus compatriotas. O tralamento superior a
todo o elogio, mesa redonda, ou a carta, ou servida nos apozentos; hab.taces conve-
nientemente desposlas para familias, e quartos para ama s pes*oa, o servico feito
com a precisa regularidade: os precos mudo rasoaveis eao alcance tamt)em d'aquellas
pessoas que se queiram limitar.
Gabinee de leitura com os prrcipaes jornaes dos dous paizes, salao de recep^aot
de msica, etc. etc. Todas estas vantagens podem ser applicadas iguahnente aos senho-
res passageiros das repblicas do Prata, porque alm da semelhanoa da lingua, ali enr
coutraxao muitot. sfiihores hespaoboes, "por quem. lambem esta casa e bastante fre-
quentada.
Fugio no dia 2 de marco prximo passs
4j engenho Pirau, termo de A'aweth, o esc
de nomo GoncaJo, eom os seguintes signaes
tatura regular, um lauto gmeto c acatrosado, es
paado, rosto tirado, nariz comprido, meio bnt-
fldoc embigudo, pernas liiin'; o um tanto aj^nea-
4as, falla mansa e ciieia, cor preta e lustrosa, urna
icatriz no lrgalo do braco direito, foi do srtao
isApody. Recommenda-sc a captara aos cafi*
taes de <-auu>o 9 as autoridades j)olieies, e cjwm, H
Iwa-lo ao u senltp- keto Fterentiio Pejsoa de
Veto at-cenao rima dita, era, g*erosamente
yyempenJHo. ________
C (Te rece-se urna ama para enzinharem casa
"lua familia : na, ra das Triucheiras nu-
"3. -ri*Mf'^
*



Oalaixo assignado, thesoureiro da irmt-adad*
do 3.. Sacramento de S. Pedro Goncalves do Ka, 2
de, faz PUblieowfck para ,ie*rimento do Wgadrv U
deixadj pelo ta* My4a4w Manoel tde 'I
Anwnn, (era de distribuir esmolas pelas pesooas
jMtMitadas no dia 4 do corrent,', na matriz do
(W^a Santo, depois de terminada a mista e me-
nMMo que por alnu do fallecido manda sua Exma.
/ainjlii celebrar.
-imo Jvaipiiiu AIvs. --^j
l"recisa->e de nm criado proprlo para servir
n'um riti : inforraa-se na ra ctreita do Rosa-
ilo *.
OE GrMMAUL PH ACEUTI- b 'P
Este nedicanealo goza emfajss oaonunis i*ciro de juna (ama justaansete aaraeida, par
_har-at intimamenie combinado selle oiodo comosucco das plantas aa&corlnticaii, emi
bem onhecida i as quaes ja utnraiaMate esiste o iodo. I' com ata motto qi
_ suppre
om stfagem o Oleo do figsdoa ie Bacalktfo, fie deve, sedada oa horaens srirntisVoi, a tna
efScteia i presenta lo iodo. E' preciosa no tratamento das erlancas para combater lympbatismo,
as obstruccSes das i'landulas do pescoco, e as diversa*cnuteoes do rosto,, tio freqoentea ar"
enancas de ponca idade. Tnico dawart'ivo ao asosmo Maspo. Be cxeikt aapalite, facilita
digeslio, restitne nos tecidos a na firmexaorifar saturaos. E* asa dk Unsli*
especialistaspara combater*as diversas affeccow da pefle.
^I#M rt rt t Oeeoao "e$Lferwmbttfg>, *s> rini,ia,Msiyas *
OMMaHW*OT>>>>MfMa
Preeisa-se de urna ama para servico de ponca
familia na ra das Larangeiras n. i.
Jarua da Cadeia do Rooife n -O precisase de
urna Ama para cosinhar para duas pessoas.
PORTUGEZA
No collegio da Coneeicio precisa-se de
urna criada porlugueza; paga-se bem.
Clrurglao deutiia pela escola
de itetlieiua
lo Kio le laueiro.
Tema honra de participar ao respeilavel publi-
co desu capital eseuij suburhios^mie tem aberto o
seu gabinete de consultas e operacoe.s dentarias a
roa Dir,eta n. !2, primeiro andar, onde pode ser
Srocurido todos os dias das 8 horas da mantea as
da tarde. Elle acha-so competentemente habili-
tado para com perfeicao collccar dentes artiflciaes
porqualquerdos systmas, o bem assim desempe-
nhar qualquer outro trabalho concernentc sua
profisss. O mesmo, reconhecendo que ne.n sem-
pre possivel s senhoras ou criancas sahirem a
proctuar o remedio, offerece-se a remover qual-
quer obstculo, declarando que na cidade se pres-
tar a qualquer chamado em ^ue isso influa eousa
alguma na commodidade dos precos de sens traba-
mos, e quando para fra della assim mesmo ser
precedido de um ajuste rasoavel, garantindo elle a
segurancae >crfei;ao de seus ditos trabalhm- Em
seu gabinete se encontrar constantemente excel-
lenteps dentifricio, elixir e outros medicamen-
tos odontalgicos : a nra Dire.ta n. 12, primeiro
andar.
SEBOROS
r
2UJJJL222J.
>!JH1
OfflISSI
iimtiili
Todos o* ir.eics al hoje preconisados contra a asuma nao tem sido maii do qis palliauros
debaixo de todas as formas, tendo por base a belladona, o. estramonio on opio. Rsenles expe-
riencias feitas em Allemanha, repetidas em Franca e na Inglaterra, tea proradooia c
indio de Bengala poiisne u mais nota veis propriedades pan oomaotar asa tasan si
assim como a toase lervosa, a nsomnia, a tysica laryngea, a roaqnidlo, extinoiaO da
e as nevralgias faenes. E' pois com o spoio da sciencia qjie offerecemos estes cifanmprepanr
doscomoextrii5tode Deposito cm Prnambnco, a cao da <*.
Trilhos Urbanos de
Olinda.
Os abaixos assignados, membros da di-
rectora da assembla dos subscripto-
res para a compaoliia dos Irlios urbanos
desta cidade dio Recie a de Olinda com
ramal pata o Beberibo, .wnvidara a todos
'fflrfifs suMflpiwe, ^aM*a que no preso
da-iias..(a.catar-se do l* de. maio pr-
xima fatuf)' 'apam effecliv entrada de
5 Wt\ fobre o numero d'accoes que -
veim subscripto : aquelles que dentro
do tersao dos 15 dias marcados nao tiverem
realisado a entrada de dita prestaclio, a que
esto augeitos segundo os estatutos da
conapaoliia, ropatar-se-lia ter feito rawncia
'acita dos direitos-que trnhain sobte as
cfes subscriptas. a
cia dos .ftiwido* & por \
ga ao thesoureiro da t&teckuia,
35 quem recebero o competele onhtci-,
mello, dCvtdo para dito fim m o
mesmo thesoureiro procurado das4Q> horas
dfSMtilaas i dt' tard,r A haportancia
assim recefeida pelo thesoureiro ser no
{jttt de oda scibmh recoUiida ao banco Er.
glish Bank of Rio de Janeiro limited, rac~
bindo o tbesourciro o coopftente f talo do
recolbimento.
Recife 27 de abril de 1869.
Jos Joaquim Aniunas
PrcsWeRte.
Luis Lopes Casteo Brancp
Secretario
Antro J. F d'Albuque.
Thesoureiro.
MARTIMOS
CONTRAFOSO.
A Corapauhia Indemnisadora, estabeleerda
esla praca, toma seguros maritimos. sobre
navios e seus carregamentos e> contra fogo
em edificios, mercadorias e mobilias: a
ra do Vigario n. 4, pavimento terreo.
Neste vasto estabelecimento sempre se cncontrn
um.complcto sortimento de taixas de ferro batid.,
e fundido, fabricadas recentemente, e se fabricam
de qualtfuer molde a vontade dos compradores, e
rec/)s razpoaveis.
Km casa de THE0D0R0 CHRST1-
ANSEN, roa da Croz n. 18. encontram-se
eflectivamente todas as quadades de vinbo
Bordeaux, Bourgogne e do Rheno.
WdejDero
Zeferino d'Almeida Pinto, advgado no
Rio de Janeiro e com escriptorio de agen-
cia na ra dos Pescadores numero 08. en-
carrega-se de todos e quaesquer negocios
judiciaes o administrativos, mediante hono-
rarios e commissSes rasoaveis c mode-
radas.
As pessoas que de seus seniros se qui-
zerem utilisar, poderao dirigir-se i>essoal-
meHte ou por carta ao escriptorio cima on
a casa de sua residencia, Cllele n. lli.
acompanhados de todos os documento>
precisos e cora indicacao da i>essoa com
quem se possa tratar.
Para mais inforraac&es dirigam-se a bo-
tica da ra larga do Rosario n. 10, nesla
cidade.
Ama
Preesaj*jd.*uma ama forra o mera va par
comprar e^eozinTKir para una" casa ite pouca la-
tutia : na'roa das Cruzes i. 28,1 andar pele-
re-se escrava o paga-se bem agradando.
Ainda restam algumas collecjes de
Biographias de alguns poetas, e outros ho-
mons Ilustres da provincia de-Pernambuco,
tees tomos eseriptos pelo lommendador A.
J. de Mello: ra Augusta n. .i.
li precisar, vendon-ee bicaas^imlir^
guezas, aaperiores. em grandes e" pequeas |r
c5es, a.tsnfccm se alugam : naruateiinperador
n. 28.
jAluga-se
ou arreada-se um sitio c<>m ranitos 'arroreios de
fruoto, omn giinde casa de vraeada, com cnohaira.
estribarla, o qnaTtos para criado e-Wtor, cacimba
com muito boa agua de beber e tanque, defronte
daestacao doGBdeireiro : a tratar na Boa-Vista,
ra do Mondego i..'iI.

Joaquim Jos Gon-
calves Beltrao
RA DO TRAPICHE N. 17, 1. ANDAR.
Sacca por todos os paquetes sobre o Ban-
co do Minho, em Braga, e sobre os seguin-
tes logares em Portugal:
Lisboa.
Porto.
l Valonea.
Gnimaries.
Coimera.
Chaves.
Viseo.
Villa do Conde.
Arcos de Val de Vez.
Vianna do Casteo.
Ponte do Lima
Villa Real.
Villa-Nova de Famalicao.
Lamego.
Lagos.
Cavilhaa. t^ r
Vassal (Falpasies).
Mirndola. '
Reja.
Barcellos.
\ n
i

r 01 r
OITerece-se urna aM "portifgM'& interno de urna casa de pouca familia : na rfa. oa
Impwfetriz n. 46.
u
FraaOUOtfc Onha (JardMi,: scitfDlifca
quem intrrsfisar que deixou- de ser ai
xeiro- dos Srs. Jos de, ousa Soaren k C.
desde o dia 20 de abril,ereside naru ^ jmw ^Inheiratsaa
Bella. .801 liWMisa-se de urna escrava bw ^^^
-4^
CRIADO
Precisa-se de mn criado qara o servico do cafe
commercial: a tratar no mesmo cre, largo do
Corpo Santo n. 9.
Escrafv eo2ittfiira.
-..sa-se de nma escrava boa eo
bom epmportamentOi paga-se bem .
Pires, obrado n. 11-
Padaiw
Precisa-so de om mes* faifka nafa ir ipaka-
Ibar em Penedo : a traar oa ra do Hospicio nu-
mero 13.
\.
i
* /


m^^^i
Diario de PernambtKO Segunda feira 3 de Maio de
L
i
i
Moreira Duarte & C. tendo feito urna
completa reforma no sen estabelecimento
de joias da ra do Cabug n. 5, (junto a
!oja de cera) acabam de reabri-lo ao res-
peitavel publico, a quem offerecem um es-
plendido sortimento de joias as mais mo-
dernas e primorosas que teem vindo a esta
praca, e por presos o mais resumido possi-
vel. Tambem compram ouro, prata e pe-
dras preciossas.
tt 3 RUI DO CABl'G N S.
if PCFOLAR
BjA
FABRICA NACKMiAK DA BAHA
itinA rmusnico & c.
llegar a oslo mrcalo juna por
dcsle optiinoraps. nico que podo supon
! do prineaa de Lisboa por sor de ugradavel parru-
me. K*|an.-4dl pelw lystama do Awia #Preta,
porm tem sobiv este a vantagen e,.sfr.rtaJ*\r"'
o que para este artigo c urna cr.prcialicUde. lias
pracas da Babia, do Mu de Janeiro e outr ao
imperio tem o lUp Popular sido assas accuiiuuo,
e provavelmente aqu lamben) o ?er, logo que
soja conliecido e sprtt-iado. Acha-se a vemra
por preeo coimnodo. e pnra quem comprar ae ou
libras pira cima, far-se-lia um ib srouio de 5 uyo,
e de 300 libras para cima o de 8 0/0 : jio escri-
torio de Joaquim Jos Goncalves Bcltrao, ra do
Commercio n. 17._________________,
Precisa-se de umaam para casa de homeiu
soltciro : na ra da l'raia n 4z.__________
"Metkodo"Castilho
Manoel Jos de Paria Simpes, proiessor
particular de insirtfSo ekmentar peo
methodo castilho, scientilica aos pas do
seus alumnos c ao respeifcnel inblrco, que
mudou a sua aula da freguoda de S. An-
tonio paraa de S Frer Pedro Gtmy&m, ra
da Guia n. 31 'andar, cuja aula eslora
aberta no dia segunda-fira -i do crrente.
Em dita aula rceebe-s meninos externos e
internos por proco razoivel.
DE
M
LESSA
& c.
i
i
O respeittvel publico encontrara nesta oicina habis mestres c bem conhecidos
na arte., amaneando-so o rdclhor desempenho conforme o gosto vontade do freguez.
assim coma a maior pontualidade na entrega das obras; recebemos de Paris, por todos
os vapore?, os mais modernos liguriaos para nao haver nada a desejar; bera como
varias eucommendas do casimiras modernas e outros artigos proprios para liomens;
temos grande deposito de roanas Coilas de toda a qualidado, como sejam: camisas
franeexas, inglezas, cliapos de sol de seda trancada, o que ha de melhor, grande
sortimento de meias, eolarinlios, punhos e grande oovidade em grvalas modernas, e
fintolmente completo sortimento de fazondas finas c roupas feitas, sendo os presos os
ais baratos possiveis.
VAliKCA DE CANOS
DE
J. \IGNES
55
55
Ra do Imperador
SUCX'ESSOR
JOSEPH MAME RHIliAS
Avisa ao respeitavol publico em geral, c com especialidade aos antigos
freguezes do seu estabelecimento, que abi se acha prompto a sattsfazer qualquer tra-
balho de concert o a afinacSo de pianos; c que brevemente tora a disposioao
Mico grande variedade de msicas o pianus.
ESTABELECIMENTO EM 1832
Salsaparilta de Bristol.
LEITIMA E ORIGINAL'
. EM FB.VSCOS CHANDES
Jos Joao d'Amorim c sua familki agr>-
decem aos seus amigos, s^ corporacoes re
liosas e a todas as mais psssoas que assis-
tirara as exequias e acompanlnram ao ce-
miterio os restos mortaes de seu muito
presado irmao e prente Manoel Jood'A-
morim; e, de novo os convi jam para a
missa de Rquiem com memo ito, que peta
sua alma se ha de celebrar na igreja do
Corpo Santo M dia Io de mao prximo s
8 horas da majihaa.
Por motivos justos foi transferido para
o dia 4 de maio prximo, a missa do r-
quiem com memento, que se tem de celebrar
por alma de Manoel J.rao do Anorini.
Jos Soares -de A?evedo, professor de
lingua e litteratura nacional no gymnasio
provincial do Recfe, tem aberto em sua
:asa, ra Bella n. 37, um
CURSO DELINGUA IHAKCEZA
DE fiEOfilUPUIA E HISTORIA
DE PHII,OS0PHIA
DE MfeTORlCA E POTICA.
Os estudantes qne pjretcr.derem frequen-
tar qualqser destas disciplinas, podem diri-
-,'ir-so indicada residencia, manha at
as 10 hoias, e de tardo a qualquer hora.
Resta venda um
11MU1I
escomido sortimento de ob-
ectos de marcineria, como sejam, moliins de ja-
arand. mognocamarello, obra nacional eeslran-
?eir, de apurado go~to e por proco> razoaveis :
xa ra estreita do Rosario n. 32. Nesta mesma
asa fazera-se com perfcicao todos os trabalhos de
jalhinfca, como sejam, empalhamentos de lastros
>ara camas, cadeiras e soplis._______________
Precisa-se de ama ana que saiba cozinhar :
na ra da Cadeia n. 59.
OGRANDE PURIFICADOR DO SANGUE!
Esta exccllente e admiravol medicina, e
preparada d'uma inanoira a mais scientili-
ca per Chinucos e Droguistas mui douU>s o
d'uma instruccao profunda, londo tido mi-
tos anuos de experiencia ao par d'uma lori-
ga e laboriosa pratica.
A sua coin>'>sicao nao consiste d'um sim-
ple extracto dum s artigo ; mas sim,
composta destratas d'um numero do rai-| Desapparereu a 29 ducorrente,
zes. llenan ,-ki-w c foHiaa nossi-indoki- abaixo assignado, o bilhcto da lotera toi.n. t.>l/;
a!'Ji... s' ta*^,' iolll,,x. V '^ Zi portanto previne-se ao tbesoureiru que nao pague
premio alguin que sabir por sorte na extracto,
senw ao abaixo assigaalo, seu venladeiro dono.
Francisco Antonio da Chagasl
Precisa-se de ungama para comprar e co-
ziahar para duas pessoas: a tratar na rua Impc-
rialn. 9. _________
Antonio Joaquim da Costa Gnimaracs Pan-
cada, sua nuillicr e tres lilhos menores, retiram-
separa PortogaJ.
di botica do
Os abaixo assignados sciontilieam ao respn-
tavel corpo do commercio, e a quem mais iuie-
ressar.quefizeram sociedad do tslahelecimcuto
de fazehdas sito rua do QuoimadC' n. 2o, a coi.-
tardo Io de Janeiro do crreme anno, sendo a lir-
ma sucial F. mandes A Itastos, e competindoa
ambos o uso da firma. Itecife 30 dw abril do 1869.
Joiobaptista Kernandes.
Francisco Pereira da Costa Bastos.
das ollas sua virtudo especial ou poder
em curar as molestias as quues teem B
ou essento, no sangue ou nos hunioivs;
e estesdifferentes axtractos vedettes, aehau-
se por nina tal fomta combinados ponto
de conservarom em toda a sua torea, o cu-
rativo especial de virtudo. que cada unido
per si pessae. A raz da plaa do Salsa-
parrilha, produ/.ula as Honduras, a qno
nos usamos nosla preparaeao, send > a qua-
lidade que todos os modi.-os mais prozam
e estimam. Na composicSo da J*alsa-
pai'rSIha de Bristol entra ni s de 50
por cont desto concentrado entrado. Ella
AMA
Precisase d^nina Mna para cozinbar em casa
de pouca familia : na pia<;a da Iudi-pedciiria us.
37 e 39.
No d;a 28 do correle cabio de urna carioca
nao encerra em si cousa alguins que pos- em viagem da rua Ja Cadeia do Recite para o
Monteiro, um sacro de viagem de tpelo ebeio de
roupa c diversos objcctoS : quem o yebou, que-
sa por levo ser perigosa'Jli incuriosa a
sado: e tanto n'este, como em quasi to-
dos os mais respailo, olla iuteiramente
diversa do todas essas mais preparacoes.
as quaes debajxo do nome de Salsaparri-
Iha, sao accondicionadas ou postas em gar:
afas pequeas, sondo receitada em loses
mui diminutas d'uma collier do eha por
cada voz. Nos polo contrario engarrafa-
mos a
SALSAPARRIRA DE BRISTGL
em frascos grandes, e assim por os!o modo,
dividimos com os consumidores, o grande
proveito e vantagem alcanrado por aquellos
que acoudicionam sua proparacao em gar-
rafas pequeas. Cada um dos frascos da
nossa Salsaparrflha de Itrlstol
oonteem a messa quantidade igual poroo
contida naquellas garrafas pequeas, o alm
disso, possue ainda muito mais forra e
virtude medicinal do que aquella, que por
ventura se possa adiar contida dentro de
seis garrafas de pequeo tamanho. Por-
tanto mui natural, que aquelles que se
acham oceupados em preparar e vender as
suas produccoes, em garrafas pequeas,
murmurem e gritem contra os nossos fras-
rendo restitui-lo, pfle dirigir-so rua da Cruz n.
19, que ser pralilicad.
O muzeo de joias
Na rua do Catm n. 4 comprase ouro, prata
e peoras preciosas por procos mais vantaiosos a
que em oitra qualquer pn
Compra-se moedas de ouro o prata, bem
como libras sterlinas ]wr maior preco que
embuta parte: na ruado Crespo n. -Di
primeiro andar.________________________
Corr muito maior cantoyt n<
Compra o Coracao de Ouro, n. 21) rua do Cabu
g, moedas de ouro e prata o pedias precisas.
VENDAS.
Tabellas vermicidas
DE
Antonio Nunes de Castro.
Vermfugo efficaz, e prefeiiul a ti
conhocidos, j pola certeza de seu resulta-
do, ej pela fcil applicacao as creancas.
quasi sempre mais atacadas de lo terrivel
o umitas vezes fatal soli ment.
NICO DEPOSITO
NA
Phai'iuacia c drogara.
Rarthomeu & C.
31-Ea Larga do llosarfb34
Yende-se ou arren-
da-se
Vende-so o excetlente ciieetthn Montu
emlpojuca: na ruado Lrmmentn n. 10.
site
Fonceca, na matriz da Roa-Vista, vera pelo pre-
sente testemuuliar-lbes toda a sua gratidao pe-
dindo-lhes anda o caridoso favor de assistirem a
missa do stimo dia que manda ceb brar na mes-
ma matriz netas 7 turas da mani de terca-
eira i de maio crrante, cortos ele seu maior
reconhecimento.
Atiendo, atten0o.
Guilliermino Rodrigues do Monto Lima faz sel-
ente aos ofliciaes do todos os eorp>, que acaba de
receber um completo sortimento de espadas, ban-
das, talins, talabartes e charlatoiras, c mais per-
tences. Assim como receben tambem chapeos de
oleado para criados, de copa alta e balsa, com
cordao de ouro ou prata, e vende tiais barato do
3uc em outra qualquer parte : na praca da.In-
ependencia n. 17, junto a loja do r. Arantes
Uuem precisar de nm homem para caixeiro
de engenho, do quo tem pratica, e mais traquoijo,
dirijase a rua Imperial n. 335, das 6 as 9 oras
da manbaa para tratar._____________________
do pu-
[ife LERAS DOTOR EM SCIENCIAS J
INSPECTOR da ACADEMIA E PAHIZ Etc.
Debaixo da forma d'um liquido sem sabor,
anlogo a urna agua mineral, este medica-
mento xune os elemectos que consluem
os ossos e o sangue. E' o mais racional dos
ferruginosos; por esta razio o adoptrio
os mais eminentes mdicos do mundo n-
teiro. Convem muito s meninas de temperamento delicado, cajo desenvolvimento Urdi,
is senhoras qne padecem d'eslas dores d'estomago intoleravcis, cansadas pela chlorose,
anemia, mcnsimaco ob leaeorrhea, s eriancas d'uma compleico paluda e delicada, e a
todas as pessoae que ten o sangue empobrecido pelas doencas. Efcacia, rapidez d'accio,
cari perfeita, sem constipacao de ventre nem accSo sobre os dentes, taes sao as razOes qne
imperio para que os senhores medico o prescrevo aos seus doentes.
Deposito em Pernatnbuco, em casa de Maurer c*.
?}&m4Z&&;7y$$m0&}&&te&&<^ .;.o. att #;*,.*.-
SOCEDAUB
illllPIIIH
Sao convidados todos os socios para comparece-
rem no doiningt 2 de maio de I8C-9, na casa da
rua do Trapiche-novo n. 20, 1" anis.r, as 10 horas
do dia, par deliberarnus a maneira de tomar
cantas ao ex-conselho administrateo e mais for-
malidades dos estatutos,
Kecifc 29 de abril de 18C9.
Andr de Ahreu Porto.
'lanoel Jos de .Valbeiro Braga.
Joan Rodrigues Handeira.
LEITE PURO
Do dia 3 de maio em diants lia ver todos os das,
as 7 horas da manha, leite puro a .120 rs. a gar-
rafa : do !;>" o do Livramentn._______________
IS*cravo.
Precisa-se alugar ubi escravo da- >i horas da
manha s 5 da tard na rm H Ora- n. 10,
T Io andar.
le sao elles postos em silencio, quando imli-
camos, ou simplesmente referimo-:ios ira
com essas centenares e lerMoesp t,s-
temunhos authenticos, por nos recebidos
de todas as classos da sociedad o, uos quaes
plenamente attestam o poder curativo e vir-
tudes maravillm3a6 da nossa.
SALSAFAKItlLHA DE HMSTOL.
A vantagem-do termos os nossos pro-
prios agentes naque! les lugares aonde as
differentes raizes, drogas, hervas, e plan-
tas de que so fcompoem as nossas medicinas,
sao produzidas, que nos habilita d exer-
cer aqueHe constante cuidado e disvello na
minuciosa escolha; e o que assegura e ga-
rante uniformidade de xcellencia.
Em quanto que, por otitro lado, nos nao
nos poupamos nem dinhoiro, era dili'
gencias; afim de alcncennos o melhor
e nicamente o melhorde cada um artigo
ou ingridiente que entra na sua composi-
c3o; pois levados e compenetrados da
mais firme e persuasiva conlianga; que po-
demos afoutamente dizer aos docntos de to-
das as naces, e de todos os paizes, que na
Salsaparrilha de Bristol. possucm
um remedio mais eficaz c seguro : duque
nenhum outro, que vos lenha sido oflfere-
cido at hoje, e o qnal por certo r_o hade
mallograr vossas expectativas, na prompta
e cffeetiva cura das seguintes enfermidades:
Vinho degestivo de
chassaing
COM
PEPSINA E DIASTAEX.
Remedio por excolloncia para cura certa
das digestes diflioeis ccompletas, acalmar j
as dores gastralgicas, e reparar as forras
produzindo urna assimulacao completa dos
alimentos; sendo mais um excetlente tnico.
PHARMACIA' E DROGARA
M
Barikolouieu A C
34RUA LARGA DO ROSARIO34
Libras sterliuu s
Vende Joaqnim Ic Btaos, na rua da Cru;n.
8, 1 andar._______' ______________
Vendem-s '1, saceos cun lrinba da te
rom mais do um al ,ueire cada sacco : rua da
Prala n. i.
Gaz e firello
Vendc-w gazdr priinclra quafidade por cem-
modo proejo, em por^ot, avontade dos couipr;.-
dore, farello muito novo, saceos grandes, pelo
iireco do 4'i00o sarco : no nrmnzem de Malhcnf
Anstiu cV Cu rea ;\ Senzata-yclhit u. 06.
y* rn.i da Cadeia n. 59 vendom-sc bous co-
chins de linho para marquezas..
Armaco
Vndese urna armarao envemisada e envidra-
cada, qi!'1 aera para'qualquer BMabeleciox
como para loja de sapatos, niiudezys, ou outro
Jualquer negocio, por preco conmiodo : na rua
o Vipario n. id. '________'
~~ Vende-se um preto de 30 anuos do lioa con-
ducta, por barato prec,o : na rua do Fogn.9.
.los Mara Palmeira, tem para vender no
seu escriptorio largo do Corpo Santo n. i
l" andar.
Fio de algodao. |
> Pedroso.
Panno de algodao. )
L3a barriguda.
Colla.
Galha.
Caparosa.
Oleo de linhaca.
Sag em garrafoeg.
Vinho Rordeaux, superior qualidade,
garrafas grandes, caixas de duzia.
Ervilhas francezas em latas.
Vinho do Figueira em barris T L G o
mais superior que vem ao mercado.
Salitre.
Enxofre.
Fio do vella.
Cimento portland superior.
Dito romano dito.
Vendein-se qnatro ?aee de- Iwtcj sendo
duas prximas a parir, e doas dando leite, Mtn
ellas una de raca loiniua. B lies oovilbM, todas
do paito : a tratar no Uo-picio n, 'M. _______
0 MUSEO DE JOIAS
1
u
>?
GOMES DE tlinOS IRMftOS
tendo feito completa mudanza em sen antigo e
acreditado estabelecimento de joias, com ofimde
dar-lhe maiores propor^oe e- elefanca, eonvidam
ao publico em geral e com especialidade as Esms.
Sras. de bom gosto a comparecerem pessoalmente
das 6 horas da manha s 9 da noute na
ROA DO CABUGA N. 4 ^"f^w
onde encoutraifo um completo sortimento do que na de mais elegante,
bello e precioso em brilhantes, esmeraldas, mbins e tudo quej.e^Ht^ri^
de ouro, pwU e pWtina se pode desejar.
ADEREMOS DE BRILHANTES, ESMERALDAS E RUBWS
de novos-gostps, assim como gramde \ridade de salvas e paliteiros de
prata coutrastada e de gosto ainda nio visto, ^ Compht sortimento de
wfcjeetos de ptral. para usadas igrj,
Compram e trocam qualquer joia ou pedra preciosa prnteni
aqualidade doobyectos vendidos.
C^
0 MUSEO m JOIAS
Escrfulas,
Chagas antigs,
Ulceras,
Feridas Ulcerosas,
Tumores
Abscossos Apostemas
Erop?6es,
Herpes,
Salsfigem
Impigens,
Tinha.
Svp!iilrs,oitMalVe-
neao
Humores Escrofu-
losos,
: Irregalaridadesdo
Sexo
Feminino,
Nrvosidde,
Debilidade Geni,
Febra e Malignas e
Febre e Sozoes
Biliosas,
Lepra, febres uermitCeates e remittentes,
hydropesia e ictericia, etc.,te.
Ontro-sim, achar-se-ha, qne pwa o bom
-t. Ferrcira Villela.
Photographo da casa imperial
premiado em diversas exposi-
coes.
Na sua photographia rua do Cabug n.
18, entrada pelo pateo da matriz tira retra-
tos por todos os systemas photographicos.
Em porcelana Em vidro
Em talco Em papel
CAfiT ES DE VISITA A 95 A DUZIA.
Os retratos cai'te-de-visile sao collados
mu eartao de taxo bristal ou. porcelana,
lourados ou lithographados, qiiadrilongos
ra vinhotas para o que existe urna varieda-
ie- de 12 modelos a escolha de quem se re-
a-atar. Para as outras especies de retratos
temos caixinhas, passe-par-touts, quadros
3 molduras douradas e pretas cassoltas de
)uro e alfinotes simples e com pedras pre-
;iosas, havendo nos alfinetes urna mimosa
variedade de feitios.
O nosso estaDelecimento photograpbico
est sempre em dia com os melhoramentos
3 progressos qoe na America do Norte, na
Europa ou no Rio de Janeiro seconsegue
R\Pfi RAP VIAJADO, VIAJAD.
RAPE* VIAJADO, RAPE' MAJADO.
A loja da Aurora, a ina larga do K.-sai i
38, peilencento t Manoel Jos hipe & Irn ; ', n-
retierara o muito desvjado c *t&eft\a raj I
Cordciro viajado, muilo l'iesro, o qual esta mi
do quo outro qualquer, assim <"< roo lamftem
iiiiiis ns s.'puioios qu!ili(la'le- viajado, gasse grosso egasse lino, estas qualidades
sa., do Itifi de Janciio. ai.va da ba, [ I W
ineio grosso, princea fino, rolao gnsso, igual 8
fraucez, feito em Pernambueo, rolao iijiperwl.f'
3nal um rap novo, pori'in de mnii" I
ade, dito Meuron, o qual ja nuil! conHejid*
por todos os tmanles da boa pilada, d:i
boa ; todas estas qualidades do rap se vend?;
tanto em libias como a retalho.
resultado eperfeito curatvode4oSas aquel-1 aaTirte pttotographica, e pfcr afeancarmos
las enfermidades cima aponUdas o adan- al fim nunca poupamos despezas nem sa-
n
1
tamento da cura, j0tf|ttM}&. PV">V|-
o e api^ssurado; usando so ao mesmo
lempo das nossas mui valiosa pilulas
ftegetaes asscaradas de Bristol.
lomadas em doses moderadas em connec-
to ou conjunctamentecojna.S^lsoparrilUa;^
ollas- fajeai ramover e espellir grandes
quantidades de materias. morbifr'^s e hur
mores viciados que se desprendem e livre-
mente circulam, espaltadas .peto systema,
iito auadQi #Io uso da SaJaapa.iriria
por. esta fruu#aoilita.a vtta e o ciereioio
normal das operaces fttaci^Baes,
Acha-se a venda nos estaMtementos de
A. Cars, J. da C. Bravo ^CP. Maurer
C, M4 BarlM, BarthekMll d C.
Aluf-te o 2* andar da roa do Rango) o. 33:
a tratar no pato* do Terco n. 18.
i ruin n
Aos 500 pares de brincos.
Chego* TCDe*e' a-ODrac5o
d'Ouro, rua do Cabug, brincos de
con ama franja pe-iKtetv-
, te a um rico, desenlio e ouro de
lei, pelo pequeo pre^ode fCJOOQ
cada^par. baratissiuw-
aificios, de surte qua os nossos mmenosos
Treguezes podem ter a certeza* de que sem-
pre encootrato em- ndfi6 estabelecimento
tudo quanto Irte e med oferecer de
iom no noto e >elho tetuide oi amantes
ia photographia. ______^^
Ao Caim.
O tal alteres (do bilhete) nao faz traficancias so-
mente com os pareotw.
Por alcunba Antonio Carpina.
PAULOCOHER
'*ela sua repentina viagem Europa, nao teve
tanno-de cspedlr-se d seus asiig-s*, do que po-
e-lhes disculpa, e offerece-lhes seu pouco preif-
AU A
i Precisa-se de urna ama qu eozinhe
estreita do Rosario n. 18, awJar.
na rua
COMPRAS.
_,-_ "
YwMk-se mna taberna na
a tratar na mean.
rua 3a Pilara.
i
-r
+ PNOsanac-a wu* am htam*-M*ra*& y
soja de boa conducta, para-ooaiakar para uoau
hoa#ado favilia : o* ma o Vipam n 6, tewett*
landar._______________
Nos mftmarvW w.-baa- J
Na praca da Indepentfenbi n, 33, loja de 04-
er obra de encommenda, t
c ,
Re*****
Servolumes com faiendas.
construidos estes armazenv faz crer que un-
v-#p
t yossivel penetrar all o
[eriptorio da Companhia,
a fraca i
. lflptfi-rt.
tambem 8e faz qualquer
todo e qualquer concert.
CJJ OES PM*T 1*)
A Perfumara Victoria ho]n muito proruro-ii
pela flor da aristocracia, e das elegantes, per
cansa da fabricaclo superior dos pro-lucios des-
tinados aos osos do toucador, e enlre os quaw
ella creo-i urna especlidaae cm cada artigo.
Os seus Bw perfumes, p-ei#rados com *
Euencia d$ Vt*jyla>uj, quo ella obiem mm
as ilhas Philippinas, pela fclWMo do lino**
odoratissima, notcmemnenhuina i*iii-.urronci&.
bo que dra respeiio fineta e saavidade do cheirr
peto qtre aconselbmos ao pnblico elegante av*
peca como perftm para o lenco
6 EXTRACTO DE YLANGYLANG
0 B0UO.TJET DP. HANILIIA
Aleas VstK deis eKIraetoa aenpcienaes, qw
ato proBteda4el*a 4e taa asa, os 5/'
Rigaud t O, preuaraa ipataielle, com yarW,
lar perfticStr, to or exlrarjwg adoptados pe.
moda, e entre os quaes citaremos os seguUes :
bckey-Ctkb. Violeta. Reseda,
bt. Bomuet. Mnchale. Jasmtn.
Wno fresco. Vmsuline. 'Magnolia.
t fre-.
Flor dos prados. Ronelelia. Rosa musgosa-
I MMfiJsiGAin
E' unta Agua admira ume ella o verdadeiro talismn da belleza, e eorv
aerva a pelle fresca, e a tez do rosto branca. E'
ultima expresso da scicncia. Esla por todc
recobecida a sua incoiH6iavel su|ierridad
sabr as aguas^laColoai, A-aiu^rfe Florida c o*
viaagres aromticos de maior nomeada.
i.r.o e PoiwTc mn.%!ii
Encelleiites prciaia e thesouno do cabello, qpc, comoslas de subs-
tancial tnicas e fortificanlcs.embellczan e coo-
aervio o cabello, ao uicsmO tempo que Ihc con
manicio m ebeiro suavissimo.
s
ABO MIRANDA
mujiirn tiit -|/wi" com os que st
or ati, (aaiUacal* racenhecera .sope-
Quera
riodade'ao nossrste torna a cufis mnissim*
at apfcesoi^rtHiadaweji.u forn-a uo
Teraadeiro banbe He leite, e nada deixa a descjai
come aUaadftu.e ferfucae-
Bl
FASTA
ICIA
ifrkia dos rata
nive : perfuma e refresca'agradavelmenU i
i, torUlka a g#aT'aa(,e |reaerva os denit
Compra-se moedas de ouro e prata c
iaz( laxcr. ^yitem no^kafr-sttfFlitttf, fia raa dCa
IftC
Ecu pasta i*tif\
Twacio na Perfamaria;
ta pos e epiaia..WUo-na"aa
nnctaasa qne wrna os Antea
POS #ftDM ^^
Preaenlo a peWkafWor 4weaa e detaa,
e^n^aleavnU tw pMjN\ K^
veoeaauuraaa. 81o n|MiiicwM>B*e arre*
T do imlaa ti.....fn J-':------
verdadeira re-
seinprecow
oaeaasaeiaee
escota hiuaiit
prfeiumaaM
B*ta*^


Diario de Pernambuco Segimda feira 3 Je Maio (Je 1869.
j
Grande liquidado do miudezas !
Affonso Moreira Temporal, querendo liquidar as miudezas existentes em sua
oja ra do Quoimado n. 55, resolveu annunciar as mesmas rniuoezas, para que o pu-
blico se certifique do diminuto preco porque as est vendendo, a saber:
Abotoaduras para colletes a . 320
l.iU para bordar (libra) 608O)
Caixa de linha do gaz com 50
600
Frascos com tinta a 100 e 160
800
Frascos com banha a 320, 400,
10200
Frascos com agua de Colonia
1(5(000
Pentes de travessa'para meni-
nas a....... 320
Ditos com chapas de metal a 400
Novellos de linha com iOOjar-
60
Caixa com papel amisade a 700
Ditas com 100 envclopes a 500
Pecas de tranca e caracol lisa a 40
Sabonetes de todo preco a 80,
.60 e . 200
Frascos com oleo babosa a
320, 'tO e..... 500
Pinceis para barba a. . 200
Tubos on chamineis para can-
dieiror.gaz a..... 320
J'avios para ditos (duzia) a . 200
Globos liara ditos a 15500 e . 2r)000
Frascos com agua de Colonia a
3*0, 400 e . 500
Pentes com costas de metal para
pontear cabellos a . 320
Ditos pretos para dito a , 240
Ditos para tirar piolhos a . 200
Escovas para facto a 400, 500 e 600
Gravatas de seda de cor a . 280
Ditas preas a 400 e . 500
brancos par. m2os
(duzia) a.......
Carloira de uanoquim a .
Par de suspensorios para ho-
mens a.......
Frascos com cheiros a iOO e .
Linha de marca, caixa com 16
novellos a......
lletas crups para homens, boa
fazenrtaa U, 35600, 40 e. .
Ditas ditas para meninos a .
Pire* de botos para punhos
(IVinanca) a.....
Pecas de lita para debrum de
vestido a.......
Rosetas preta para luto (o par) a
Brincos (o par) a
Linha de cor para aliar vestido
(libra) a......
Pumada familia a 160 e .
Baialhos de cartas l'raicezas a
Ditas portuguezas a 120 o
Botos d'oeo para caira a .
Ditos de metal (caixa) a .
Brincos de cores (par) a .
Linha para bordar (miadas
grandes) a ......
Bonets de diado para meninos a
Linlia com 200 jardas (duzia) a
Carlao com colchetes com 2
ordem a......-
Coques boa fazenda a .
Ditos milito finos a .
Caixa com agulha franceza a
Pecas de babadinhos o ntre-
melos a 500,600, 800, 000 e
2?400
400
ALTAS NOVIDADES
LOJA DO PASSO
Ra do Crespo n. 7 A, esquina da do
200
500
PARA CASAMENTOS, BAILES, THEA-
TROS, etc. etc.
| Lindos cortes do blond, contendo setim,
240 mantas o grinaldas.
Requissimos cortes de sedas assim como
4,5500; para covados.
Tnico de Jayme, contra a caspa e a calvice.
320
240
500
160
210
!000
200
200
100
200
400
120
240
.000
,300
80
.000
2>500
16o
,000
Do sarape Vegetal Americano, especinlidade de If artholomea k O
34RA LARGADO ROSARIO34
Nao costumamos procurar attestados para acreditar nossos preparados, e dei
xamos que sua applicagao e os resultados obtidos pelas pessoas que se dignaram acceita
los, Ibes deem crdito e voga; porque sao sempre os attestados considerados gratuitos
e delles que lancamao o charlatanismo; mas, nao querendo ofender as pessoas qui
espontneamente nos offereceram os que abaixo vo transcriptos, os fazemos publicar
manifestando-Ibes nossa gratidao pela attencao, esperando que venbam ellos corrobora)
o conceito, e aceeitaco que tem merecido nosso xarope.
Dartholomeu & C.
ATTESTADOS
Illms. Srs. Bartholomeu A C. com a mais subida satisfacao que declan
ser o xarope Americano de urna efcacia extraordinaria, pois que soflrendo ha dias dt
intensa tosse, ponto de nao poder dormir a noite a despeito mesmo de medicamentoi
que tomava, a elle recorri e na terceira colher fui alliviado, e de todo me acho hoje res
tabelecido com o uso somente de quasimeio frasco: grato, pois, esse resultado mani
festo a Vv. Ss. meu reconhecimento.De Vv. Ss. amigo, venerador e obrigado.Ma
noel Antonio Viegas Jnior.
Sua casa 20 de abril de 1868.
Illms. Srs. Bartholomeu A C.Penhoradissimo com o favor que me fizeran
de aconselhar o uso do xarope Vegetal Americano, de sua cmposiclio, quando me acba
va bastante doente de urna constiparlo, que me tornou completamente rouco e qui
trouxe urna forte tosse, e me impossibilitou de cumprir os meus deveres de cantor ds
empreza lyrica, vou agradecer-lhes meu completo restabelecimento, que obtive com un
s vidro do mesmo xarope, depois de haver recorrido a muitos tratamentos. Desejare
que oulros como eu recorram ao seu xarope para se verem allivir.dos de tao terrive
incommodo, to fatal neste paiz. Com maior considerago contino a ser de Yv. Si
atiento, venerador e obrigado.Luiz Cremona.
Rccife, 25 de setembro de 1868.
Illms. Srs. Bartholomeu & C.O xarope Vegetal Americano que Vv. Ss. teen
exposto venda de toda efcacia para o curativo d'asthma, conforme observei appli-
cando-o a meu fiiho Joaquim, menor de quatro annos; victima d'esse flagello, que 3t<"
entao por espaco excedente a dous annos havia resistido a outros xaropes de grandt
nomeada. Queiram, pois, Vv. Ss. acceitar a expressao altamente sincera de meu rece
riheciinento ao meritorio servio que Ihe prestaram com o indicado xarope, acreditan
do-me para sempre de Vv. Ss. criado, attento e obrigado.Americo Netto de Mendon?
Recife, 2 de outubro de 1868.
Gurguro branco.
Moireantique branco azul e verde.
Gros-de-naples brancos e de cores.
Setim branco macau.
Setim, branco, azul, verde, cor de rosa
e amarellos.
Fil de seda, branco e preto.
Cortes de seda com duas saias.
Chales de gurguro de seda de cores:
Camisas bordadas para homens.
Saias bordadas para senhoras.
Camisas bordadas .
Fronhas de linho bordadas com primor.
Lencos de cambraia de linho bordados.
Imperador.
Riquissimas colchas de damasco de seda,
assim como de seda e algodo.
Ditas de crochet para cama.
Chapeos de seda bordados, para sol,
Poil de chevre de lindas cores.
Alpacas de lindas cores.
Chapelinas de palha da Italia, assim
oemo de seda.
Enfeites para cabeca de senhora.
Espartilbos para senhoras.
Meias de laia para padre.
Ditas de la
Ditas de seda fio da Escossia e algodo.
para senhoras e meninas.
Lencos de labyrintho.
Fronhas de labyrintho.
Bicos, rendas e grades.
Finissimas cambraias de cores, percales,
I5as, e outros muitos artigos de gosto e
de alta novidade, isto s
Na loja do Passo ra do Crespo n. 7 A, esquina da do Imperador.
L
godao de
10 MITO
Superiores saias brancas bordadas a 55, 6>, 8-5 e ,0#000 cada urna.
Ditas de cambria de escocia transparente j feitas a 6?>000 cada urna.
Columnas na ra do Crespo n, 13 de Antonia Crrela
Na loja das
Yasconcellos A C.

de
Ipironj
da Mita
i* mtittm
PILULAS
lODlIHFJQnBa'T^^^^Fi
BIMNduBUISSOn
jii i i i i imn
Plurniaceutifo
lauread*
da
academia
_ 0 trataroente das affec<;oes chloroticas, lymphatcas ou oscrophulosas sempre lentis-
simo, e muius vexes essas molestias resistem s prepararles ferruginosas ordinarias. As
indagantes feitas pelos professores Hannon de BruxeUas, Gensoul e Peuequin de LySo e
Benelius e Trousseau de Paris, tem provado que a cansa d'essa persistencia era a completa
ausencia do Manganese, elemento que sempre deve-se achar nosangue junciamente'com
o ferro. Estas pilulas supprem, pois, na tnerapetica urna falta importante, e por este
melivo ellas tem merecido a approvacao da Academia de Medecina e das principaes socie-
dades medicas. Deposito em Pernambuco, em casa de ataorar C.
JLI111111111 CE
II I MI I
COMPANHH
. OllO.
Fabrica de tecidos de a
Fernao Velho.
O superior panno df aljrodao tiesta fabrica, rnni
vaiilajo-aniciilc eonheeida nesla provincia c as de
Pernambuco, Paralaba ; Rio de Janeiro, pela ua
porfeirao do tcido/claseidadc c fotlalcza, conti-
na a ser vendido no escriptorio da mesina com-
panhia punja de Pedro 2" desla cidade, easa nu-
mero i.
Alini de que os numerosos e importantes senhe-
res de engenho, liein como os senhores exportado
res de assucar, lauto desta provincia eomo dasH
cima mencionadas, possam com facilidade pro-
ver-se das manufacturas desta fabrica, a gerencia
da companhia annuncia que as ha venda nos
sepuintes lugares :
esta cidade-no sen escriptono e nas casas dos
Srs. Domingos Jos de Farias e Jos Nunes Gur-
maraes, ra do Commercio.
Em Pernambucona casa dos Srs Oliveira, Fi-
Ihos & C.
No Pilarem casa do Sr. Joao de Atouquerque
Mello.
Na Ca Manlia Grandeem casa do Sr. Norberto
Cavalranti de Albnquerque.
Em Camaragibena casa do Sr. Joao Yieira de
Lima.
Alem do panno apropriado ao ensacamento do
assucar, a fabrica posme mais urna qualidade de
panno mui forte, adoptado ao systema que tem os
senhores de engenho o norte da provincia de
mandarem despejar nos trapiches de Pernambuco
o assucar que alli vao Tender, com o que os sac-
eos servem para militas safios.
Para roupa de escravos ou de trabalhadores d
campo, e para toalhas e lences do st^rvico diario,
ha ama superior qualidade de panno de 28 poHe
cadas de largura, muito forte e espesso, parecen
dose bastante com meia lona. Os precos sao os
ma's mdicos possiveis. Macei 30 de marco de
1869.
IdOJA
DO
CAPSULAS MOLES
DE
ALCATRA
Remedio por excellenci para cura rapo-
da e completa das coqueluches, bronchites,
catarrhos, tosses convulsiva*, escarros saiK
guinos, e outras molestias- do peito.
NA
PHARMACLV E DROGARA
DE
Bartholomeu & C.
34RA LARGA DOROSAftlO-
-34
Scbonete de atcatrdo.
DE
Antonio Nunes de Castro.
Este acreditado preparado, que Uto boa
acceitafo tem merecido- n'esta provincia,
muito se recommenda para a cura cer
das impigens, sarnas, caspas e todas as
molestias de pelle.
Deposito imico,
Pharmacia de Bartholomeu A C
34ra larga do Rosario34.
commercio.
As melhores tabellas com indicador para de
momento se conliecer a reduccao exacta dos an-
tigos pesos, para q^ nossos, que o kilogramma,
assim como para conliecer-se o pte?o correspon-
dente ao mesmo sisuma de pesos ; acham-se
venda na ra do Imperador n. 28, arraazem do
Campos. Recommenda-se prlnetpalmento aos do-
nos das casas do retalho, padarias, refinacoes, ar<
mazens de estiva, de carne secca, ojas de ferra-
gens, fnndicoes, trapiches, o a todos que comprara
e vendem a peso.
AO BAZAR DA MODA
Ba Nova n. 50, esquina da ra de S. Amaro.
NOVIDADES
Para senhoras.
COQUES da ultima moda, enfeitados e lisos, gran-
de sortimento.
CHAPELINAS de palha da Italia, guarnecidas com
delicados c elegantes enfeites brancos e de cores
CHAPESINHOS e gorras de velludo e de pennas
(alta novidade I) de palha da Italia, a emtiacao,
especial sortimento.
CINTOS de cores e pretos, rico sortimenio ulti-
ma moda.
CAMISAS bordadas porcommodos precos.
LENCOS bordados e com letras, novidade neste
genero
LEQUES a emitaco de marfim, gosto novo e de
sndalo.
COLIXHAS e punhos, a emitacio de guipare.
ENFEITES pretos e de cores para cabeca, lindos
moldes, rt I
GUArnicAo alta novidade I a Marie Rose, lti-
mamente usada em Pars.
CORPINHOS de gurpure brancos e pretos lindos
modelos.
BORNOUS de fia geda, core claras, elegante
moda em Paris. ^^
GRINALDAS de Aeres finas
ESPARTILHOS superiores
f,wAaI *?**ore!L*8 fl0 Ewcla-
rS5rn^ed^.egldi,i110 nltinw vapor.
DE PALHA
GUARNTCOES par vestidot.
TRANCAS ,)ara enfeite de coques
BOT0E| lisas e com pingentes para viudos.
CINTOS alti novidato.
FLORES finas, grande sortimento.
GRINALDAS de dilaspara coques.
LACOS, livelas, ponacios psra enfeites.
Para horneas.
de li-
CAMISAS com peitos, colarinhos e punhos
nho fino, lisos e bordados, moda,
COI.AmNHOS.de Unho e alzoc^B _
PUNHOS de ditos.
GRAVATAS de todas as qualidadei
BOTOES para punhos e gu,irniooes para eoletes.
COR RENTES de plaqu a tanitcao do ouro, Un-
do gosto.
CHAPEOS de pello de seda, forma a Rotchil, qua-
lidade superior.
CHAPEOS de seda, parasol. .
MEIAS de superior qnalidade.
BENGALINHAS finase chistes.
LUNETAS aro de ac e tarturaga.
Para crancas.
VESTUARIOS completos para baptisados.
SAPATINHOS de merino e setim enfeitados.
MEIAS de seda e fio de Escocia.
CHAPEUSINHOS de palha da Italia.
TOUCAS de fil e setim enfeitadas e de chroch.
BUNECAS vestidas, muito bonitas e diversos
brinquedos.
Perfumarla flaaa.
.
AGUA FLORIBA verdadein de Mhrray & Lan-
man New-York.
TNICO oriental, verdadeiro.
AGUA DIVINA de E. Coudray e superior agua e
essencia de Colonia. .
ESTRATOS e essencias finas e de agradaveis aro-
mas para o lenco.
VINAGRES aromtico? para toilet
POS DE ARROZ para amaciar a palle ; em pace-
tes.e ricas caixinhas com arminho.
POS superior para limpar os denles.
COSMETIQUES de fina qualidade.
SABONETES, grande sortimento deste genero e
de superior qoalklade.
LEOS de pbiweome, babosa e antiques.
BANHA fina para os cabellos.
AGUAs^f flores de I aran ja.
CREME 4r sabao para barba.
Caixas preparada otm perfumariae liaas.
,.- .
Miudezas finas.
i
GALLO VIGILANTE
Una do crespo n. 9
Os proprietarios desfe betn conhecido cstabcle-
eimento, alm dos muitos objectos postos a aprecia^ao tto resptitavel publico, roan-
daram vir e acabara de receber pelo ultiao vapor
da Europa irm completo e variado sortimento de
linas e mui delicadas especialidades, as q-ttaes es-
tao resolvidos a vender, eomo de sen eusfume,
por precos muito borarinhos e comraodos para to-
dos, cor tanto que o <.;iIU>....
Muito joperiores kiyas de peHica, pretas, bran-
cas e de mui lindas eOrcs.
Mui boas e bonitas- gollinhas e punhos para se-
nhora, neste genero o que ha de ma modernot
Superiores pentes de tartaruga1 para coques.
Lindos e rWuiissimos enfeites pa* cabecas as
Exmas. senhoras.
Superiores trancas pretas e de cires com vidri-
Hios e sem elles; esta fazenda o tjae pode haver
de melhor e mafe bonito.
Superiores e bonitos leques de nadreperola,
marfim, sndalo e osso, sendo aquellas brancos
com lindos desenSos, e estes pretos.
Muito superiores meias fio de Escoss para se-
nhoras, as quaes sempre se venderam per* 30QOO
a dusia, entretanto que nos as vendemos- por 20fi,
alm>destas, temos tnmbem grande sortmiento de
outra qualidades, entre as quaes alguma muito
finas.
Boa bengalas de- superior canna da India e
casta de marfim cora lindas e encantadora* figu-
ras do mesmo, neste gonero o jne de melhor se
pode (tosejar ; alm Astas temo tamben- grande
3uanlidbde de outras qualidades, eomo sejam* ma-
eira, bolcia, osso, borracha, etc. etc. etc.
Finos, bonitos e airosos chicotinoos de cadsia e
de outras qualidades.
Lindas e superiores ligas de seda e borrr.ba
para segurar as meias.
Boas meias de seda pora senhora e-para meni-
nas de I 12 annos de ide.
NavaKns cabo de marSm e tartaraga para far
barba; sao muito boas, e de mais a mais sao ca-
ramidas pelo fabricante, nos por nossa vez tar-
bem assegnramos sua qualidade e iNlicadi'za.
Lindas e bellas candas para noiva
Superiores agnlhas pasa machina e para crox.
Linha muito boa de peso, frouxa, paraencher
labyrintho.
Bons baralbos de cartas para vottarete, assim
eomo os ten tos para o mesmo ti ni.
Grande- e vanado sortimento das roelhores per-
fumaras e dos melhores e mais contaecHos per-
fumistas.
COLARES DE ROER.
Elctricos magnticos contra as eonvuls5e3, e
facilitami a denticao das nocentes chancas. So-
mos desde muito recebedores destes prodigiosos
collares, e continuamos a rccebe-Ios por todos es-
vapores, afim de que nunca fallero no mercado,
como ja-tem acontecido, assim pois poderlo aquel-
es que delles precisarem, vir ao deposito do gaUo
vigilanls, aonde sempre encontrara destes verda-
deiros collares, e os quaes attendendo-se ao ira
para qpe sao applicados, se-vender com um mui
diminuto lucro.
Rogamos, pois, avista djs cbjectos que deixamos
declarados, aos nossos freguezes e amigos a virsm
comprar por precos muito razoaveis-aloja do gallo
vigilante, na do Crespo n. 7.
PASMIUS ASSl(AIUIIAS
DO
DR. PATERSON
De hisuiuth e niagnezlah
Remedio por excellencia para combate'
a magreza, facilitar a digesto, forticar
estomago etc.
DEPOSITO ESPECIAL.
Pharmacia de Bartholomeu C.
34------Ra larga do Rosario-----34.
VERDADERO LE ROY
del Doctor S1GNQRET, (mb Sucesor,
RU DE SEINE. 51, FARIN.
pfMIOMI ffr-
ediolu a-
perlado la codicia
de un gran iminero
dfl falsificadoras; por
tanto dibe exigirla el
ruMDiao Li Ht.cuj'o
rtak impraao n ne^ic cht
tm tanda vetudo de amarillo
lleva tas Irmas L> Rot t l* h ia,
i com tai aomWe SIGNORKT
a u HuaiA ratTa sil um.
fi.-Sakn 1 corcha, dakjf dej paftl
aioi (JM Bbti el kBo PiaiMtcii C jttih
va pegado ~
el traraa del
cuello de la botella
rtale amarillo con
el saio b, MI1IWO
riADcST .,
Por todo tirio de nj Tiltt
de M4 francoa aceptable so- .~Z'
bre Paria Londrea, se haca
ti mayor duemanto poaibla.
TASSOIRMAOS
Tem para vender em seos arinatras, alm do ou-
tros, os seguintes artigos :
Papel para imprimir.
Perlina azul. i
Greve pautado e liso.
Vinhos om caixas dedoze garrafas
Bourgogrffi.
Hery.
Madeira.
Hermitage.
Cliamblis.
Licor de curaco de Hollanda em caixas de vin-
to e quatro botijinbas.
GESSU,
Nosarmazens de Tassolrmaos.
Grades de ferro
para jardins, porteiras etc.
Nos armazens de Tasso Irmaos
c a as icenhos de ferro
Para servicos de glandes armazens, para remo-
ver barricas ou caixoes de um para outro, lado pelo
mdico preco de 125000 cada um.
Farinha de trigo de Trieste
Das melhoras marcas Panonia (verdadeira) Fon-
tana e grande sortimento das melhores marcas de
fariubas americanas.
Saceos de foriiilia de trigo do
Chile
Todas novas, chegadas ltimamente nos arma-
zens de Tasso Irmaos.
Cemento romano
Nosarmazens de Tasso Irmaos.
Cemento hydraulicp 12$
O melhor para tudo que sao obras para agua, co-
mo assentamento de canos de esgoto, algerozes, de-
posito, tanques d'agua, etc., etc.: em porcSes de
cincoento barricas se far reduegao no prego : nos
armazens de Tasso-Irmaos.
Cemento Portland
O verdadeiro cemento Portland em casa de Tasso
Irmaos.
Grades de ferro, cercas, por-
teiras, etc., etc.
De differentea qualidades para cercados de ani-
maes, chiqueiros para galinhas ou jardn: nos ar-
mazens de Tasso Irmaos.
Barris com breu
Nos armazens de Tasso Irmam
CAITOS DE BARRO
Na ra Nova de Sonta Rita, na antiga fabrica de
sabao, na para vender por preco o mais moeTco
possivel, canos francezes para edticacoes e esgo-
tos detod a qualidade, superiores a todos os que
aqui tem apparecido pela sua solidez.
PRECOS.
1 400 por cano grande de 3 e meia pollegada.
1/200 por dito de 2 e tres quartos e dita.
1 000 poF dito de 2 e nm quarto de dita.
500 ris por pistoleta de-2 pollegadas.
CtovelIos,.eurvas e canos de maior grossnra, a4
vista-se far o preco. Compras maiones de 200-
tem 5 por cento e descanto por pronpto paga-
mento. Pde-se ver as amostras nos-armazens
de Tasso Irmaos.
Tijblos francezes
Para ladrilhascasas terreas com assee precos
mdicos, muito convenientes- e proprios para ladri-
llaos de costaba em sobrados, pelo setv asseio e
evitar a passagen de aguas para o andar ;nferior
e mesmo o perigo de fogo, aos precos de 30000a
45OOO o milheiro: na ra Nova de SanfvRita, na
antiga fabrica de sabao, e compras maiore9 de 200
sefar5-porcent de descont por prompi p mento. Podem-sa ver as amostras nos armazens
de Tasso Irmaos.
Velas de esparmacete vsrdadeiras para lan-
ternas de carros: no armazem de Tasso Irmaos.
Vmho do Porto fino superior: no armazem
de Tassolrmaos.
O melhor cognac Gaathier Freres: no arma-
zem de Tasso Irmaos.
Esteiras da India
Em casa > Tasso Irmaos wmle-se estsiras da
India de- diversos padroes e larguras, par prec/)
commodo.
Macarthy
SUPERIORES Atas de grosdenaples de todas a
cores e larguras de veludo preto e de cores, e
gurguro para cintos.
BABADINHOS e entremeios bordados.
GARNigOES de seda de cores para enfeites de
vestidos.
TRANCAS pretas com ridrilhose pingentes.
BOTOES de cores, brancos e pretos com vidrilhos
lisos e com pingentes.
DEDAES de mam fperola, de marta, de 6co e
metal.
THESOURAS finas para costura e ni has.
CAIVETES linos com quatro folha*. E muitos
outros artigos de miudezas que se torna enfa-
donho menciona-los.
Tudo se vende por presos bastante commodos.
BIIIIIIS
i rwwii'i
TISTllA E XAROPE
DE
SICUPIRA
Empregado contra as dores rheumaticas, affec-
;%s gotosasyphilis secundaria, elTeitos do mer-
curio, mqTgnas chronrea da pelle, bvdropesia ele.
nico OT^sito botica de L de -j.' Pinto
jarga do Rosario n. 10, junto ao quartel
iicia.
Machinas (fodesenracar al^judo.
Hoje que est rtteonhecido qpe as maubinas de
serrote prejudieam e quebram a fibra do algodo,
preciso recorrer a machinismo menea spero,
que produzindo o mesmo semico que aquellas, e
facilidade no trabalho, nao quebrem a flora da la,
para qae essa possa obler-aos mercados-europeos,
a differenca que ha entre o algodo dtecarocado
por aqaellas mencionadas machinas, Qjue esto fl-
candoemdeuzo, pelo pre)rizo que tem causado,
e o da antiga bolandeira, qpe nao pode competir
pela worosidade de seu trabalho. E* assim que
estas machinas se tornan as mais proprias para o
nosso algodo, porque ao par da facilidade e
prompdao conserva a fmra da la, que limpa pos
ella, o quaUfieada na Europa a par da melhor bo-
lllaWJM, valendo assim entre 1* 20 por 0/6
mais do que a la limpa pela machina de serrote.
Estas machinas nao sao-novas, pois que -ha muito
esto adoptadas no Egypto, aonde as de serrote
foj-am inteiramente abandonadas, e por isso o algo-
do daquella procedencia, sendo da qualidade do
da ossa provincia, obtem hoje de 10 a g por
0/maisdoqueo nosso : vemtem-se a f58000
nos armazens de Tasso Irmaos.
Oleo de amendoas
Em caixas de 8 latas, cada caixa 100 libras :
nos armazens de Tasso-Irmaos.
Charutos da Havana.
Excellentes charutos da Havana e por baratissi-
mo preco em casa de Tasso Irmaos, ra do
Amorim n. 37.
Relogios de ouro.
Relogios de ouro de patente com balanco de
chronometro do famigerado actor John Rogers, no
escriptorio le Tasso Irmaos.
Pianos inglezes.
Pianos inglezes do bem conhecido autor Charles
Cadby, no escriptorio de Tasso.
Aqo de milao.
Nos armazf ns de Tasso /rmos.
BARRIS DE SALITRE
Nos armazens de Tasso Irmaos.
A NOVAESPERANCA ,
21-=Rua do Queijnado = 21
Advertencia!
A Nova Esperanza, ra do Queimado
n. ii tendo em deposito grande quanlidade
de miudezas, e como se approxima o tem-
po em que tem de ser dado o balanco, por
isso desde j previne ao respeitavel publi-
co, que est resolvida a vender suas mer-
cadorias pelo baratissimo preco, para assim
diminuir a grande quantidade dos que
tem: assim pois, venbam os bons fregue-
zes, e os que nao forem venliam ser fregue-
zes, em tempo tao opportuno quando
NOVA ESPERANZA convida-os pechincha-
rem, pois que para comprar-se caro, nao
falta aonde e aquem...
PARA O MEZ DE MARA
A-Nova Esperanza, ra do Queimado
n. 21, recebeu pastilbas para queimar-se
em lugar de insenco, para aromatisar no
oratorio dos devotos do mez de Mara.
Elle quere ella quer
E' sempre assim.
Elle (correspondente de Paris) quer sem-
pre primar em nos remetler objectos de
gosto e perfeico, e ella (loja da Nova Es-
peranra) quer sempre dividir com seus fre-
guezes o que de bom constantemente rece-
be, e por este lidar continuo (d'ambos)
Nova Esperanca ra do Queimado n. 21,
alm do grande sortimento que j tinba,
acaba de receber mais o seguintc :
Bonitos broches, pulceiras e brineos de
madreperola.
Papel e envelopes bordados e mat-
sados.
Papis proprios para enfeitar beflos e
bandeijas.
Brincos pretos com dourados (ritima
moda).
Fitas largas para cinto.
Modernos galles, franjas e trancas de
seda e de laa, para enfeites de vestidos,
Betes de Mas as cores e moldes novo*
para o mesmo 6m.
Trancas preta6 com vidrhos sendo coro-
pengentes e sem elles.
Boles pretos com vidrill03 eom pingen-
tes e sem elles.
Luvas de pellica, camurc excossia.
Fina9 meias de seda para senhora e me-
ninos.
Delicados leque de madreperola, mar-
fim, osso-efaia.
Espartho simples e bordados.
Bengalas de baleia.
Finalmente, um completo sohtiroento de
miudezas* ra do Sueimado- 2, na
Nova Espetwnca.
Collares anodino* ellectro-magnett
eos contra as oonvulcss das
cremeas.
Nao resta a menor duvida, de-trae muito
collares se wndem pw ahi intitulados o
verdadeiros de Royer, e eis perqae muito
pas de familias nao ereem (coatprando-os)
no effeito promettido, que s pdem dar,
o verdadeir88; a Nc*a Esperanc'> porns
que detesta a-falsilcaoao principalmente no
qm respeita ao bem estar da bomanidade,
fe urna encommenda directa destes collares.
e garante aos-pais de familias, que sao o*
verdadeiros e lio ver, que a tantas crean
Css tem salvado do trrivel incouamodo de
coBvulces," assim peas- preoi), que ve-
nliam a Nova- Esperarla a ra do Queimadfi
ix. 21 comprarem o salve vida, para sena
fiibinhos, antes-que estes seiam acommetti-
ds do terrivel mal, quando anto ser t-
fSoil alcancar^se o effeito desejado, embora
sejam empregados os verdadeiros coliare
de Royer.
CARNAUBA
Vende-se superior cera de carnauba em de
cas, por preco mais barato do que em outra quas-
quer parte : na loja do Pavo, ra da Imperatriz
n. 60, de Flix Pereira da Silva.
Vead.e-se a escrava Quiteria, com os
predicadosle urna cosinha engomma, lava,
case, laMoce e finalmente refina perfei-
tamente assucar, tem idade de 20 annos,
e o motivo de sui vend |nguem deixar
* comprar. D-se o contento se conven-
ar no prego assevera-se a boa conducta
rfeicSo de seu trabalho: na ra da
-------
Betroz
CUBA TiOS^ALLOS.
' PILA
Pomada galonpean.
Deposito especial
Pharmacia de Bartholomeo A C.
34Roa larga do Rosario-----34.
Cimento inglz
De primeira qualidade em barris grandes,
que se vende por menos do que em qual-
quer outra parte: na ra Larga do Rozario
n. 34 botica.
__Vende-se urna machina de costura, nova,
muito bonita, por preco muito em conta, por seu
dono se retirar para tora, e o xaroqe de curar
molestias no peito j pronunciadas, vindo do ser-
lo e banha prodigiosa contra a queda dos ca-
bellos : no Corredor do Bispo n. 58.
VERMES
de superiores qualidades, a precos commodos : na
Dej^ ra do Vigario n. 16, l' andar, escriptorio de
Tem para vender Joaquim Jos Goncjdvos Bel- m Gerardo de-Bastk
rio no mu seria*torio iva 4o Ooamuwt a. i7. I Joa Para familias
Grande Bazar, rna \ova tk*.eo e
99, <1 Acaba de chegar a este estabelecimentc
grande porcjlo de machinas para oslaras do
autor Wheeier Wilson, approvadas na ulti-
ma exposico de raris, as quaes coaem com
dous pospontos, toda a costana, e tem a
vantagem de ser tao suave o naovimento
que qualquer erianca de oto annos fcil-
mente trabalha, e pode, com. este entrete-
nimeoto, levar vantagem ao servico diario
de trinta costureiras. A comprehens5o.
simples, pois em um quarto de hora se ti-
ca senhor do movimento da machina, leu-
do a mesma a propriedade de fazer as se-
guintes costuras: pospontar, abainhar,
franzir, marcar e bordar, como apresentam
os desenhos que acompanham-nas. Os pro-
prietarios do estabelecimento se encarre-
gam de mandar ensinar n'esta cidade, e
garantem entregar o importe dispendido ao
comprador, no caso de nao trabalhar com
perfeic5o a machina vendida, nio tendo,
porm, soffrido ella alguma avaria. Ha tam-
bem no mesmo estabelecimento machina
do autor Grower & Baker, de trabalho sim-
plesmente mao, e outras com movimento
dos ps; e mxime todos os pertences daa
mesmas machinas, para vender avwteo,
Tintura japoneza
Instantnea para Ungir os cabeMoe e a
barba, a 150QO o frasco.
E' a nica approvada e recommendada
por ter sido reconhecida superior a toda
as tinturas d'este genero. ^,.
venda em casa de Gustavo Ilervelia n.
81. ra da Cadeian. 51.
GAZ GAZ GAZ
Chegou ao antigo deposito de Henry E&otor &
C, ra do Imperador, um carregamento de gai
de primeiraqualidade; o qual se vende em partida
e a retalho por menos preco do que em outra qual-
qner parte. *~
FUNDICAO DOBOWMAN
Ra do Hrim a. 59.
Machinas de vapor.
Rodas d'agoa.
Moendas de canna.
Taixos de ferro, batido/ fundido.
Rodas dentadas, para moer com agoa;
vapor e animaes.
Alambiques de ferro.
Formas para purgar assucar.
outros muitos objectos, etc. etc., pro'
piioe para agricultura.
Vendem Augusto F. de Oliveira & C. ra
,11.44.
*


*


H^f^^^WI
N

I
>
1
Diario de Penjambuco Segunda feira 3 de Malo de 1869.
GRANDE LIQUMCO
A DINHEIRO NA LOJA E ARHAZEM
DO
I
DE
Flix Pereira da Silva, successor de Gama
& Silva
O proprietario Teste estabelecnento convida ao respeitavol publico desta ca-
pital a.vir surtlr-se no grande estabelecimento que tem defazendas, tanto da moda como
ae lei, e as pessoas que negociara, em pequea escalla, tanto da prava como do matto-
nesta casa poderao faser os seus sortimoutos em pequeas e grande* porcSes, venoen-
do-se-lhes pelos precos que se compran as casas inglezas ; assimcomo as excellentis,
simas familias, podero mandar buscar as amostras de todas as fazendas, ou mandare-
mos levar em suas casas pelos nossos caixeiros, para o que acha-se este estabelecimen-
to aberto constantemente desde s 6 horas a nwnhaa s 9 da noute.
O atoalhado do Pava AS GAMBRAIAS DO PAVO
Vende-se superior atoalhado de algodao Vendem-se finissimas pecas *e cambraias
con 8 palmos de largura, adamascado a
2200 a vara; dito de linho fazendamuito
superior a 3j$200 a vara ; guardanapos de
Snho adamascados a 4**00 a duzia e muito
finos a 8000, e ditos econmicos a 30500
a;;duzia.
Fustes para vestid** feraneos
a40.
Vendem-se os mais modernos fustes bran-
cos ftexiveis com padiSesde listas e de
Balpicos proprios para vestidos e roupas de
menino aUM) rs. o covado, na loja e arma-
zem do PavaO ra da Iaperatrizn. 60, de
Flix Pereira da Silva.
BABADINHOS
Vendem-se finissimos babadinhos, tiras
bordadas e entremeios, mais baratos do que
em outra qualquer parte, assim como espar-
olhos dos mais modernos, no armazem de
Fehx Pereira da Silva, ra da Imperatriz
a. 60.
ALTA NOVIDADE
A LOJA DO PAVAO
GurgurJo de seda
Chegaram pelo ultimo vapor os mais bo-
nitos gurgures de seda, proprios para ves-
tidos, sendo lisos e lavradinhos, com muito
lustro, garantindo:se que a fazenda mais
linda e de mais phantasia que este anno tem
ohegado a este mercado, e vende-se por
preco muito razoavel, na ra da Imperatriz
a. 60, de Flix Pereira da Silva.
ALPACAS LAVRADAS PARA LCTO.
Vende-se na loja do Pavo, as mais mo-
dernas alpacas lavradas para lucio, sendo
muitolargas e pelo barato preco de800rs. o
covado, s na loja e armazem do PavaO, ra
da Imperatriz n. 00 de Flix Pereira da
Silva.
CHAPELINAS
ULTIMA MODA
Chegaram para a loja do Pavao as mais
ricas e mais modernas chapelinas rica-
mente enfeitadas, com enfeites e Otas de
setim e de todas as crese com ricos bicos
de blond e as mais lindas e finas flores,
vendendo so cada una pelo barato preco de
ioiSOOO, garantindo-se seren muito mais-
bonitas do que outras qn<* se vendem em
outras partes a 203 e 25& e entre ellas
iia mais do que uin modello, tambem tem,
muitas de pratinho, proprias para mocas e
meninas, teto na ra da Imperatriz n. 60
Voja do Pavo, de Flix Pereira da Silva.
Explendido sortimento de
sas tendo mais de vara de largura, pelos
precos de 5iJOO0 at lOiJOOO a peca, assim
como finissimos organdys branco liso que
serve para vestidos de bailes, por ser muito
transparente a 14000, a vara, na loja do
Pavao ra da Imperatriz a. 60, de Flix Pe-
reira da Silva.
Roupas para homem
Vendem-se superiores palitts de panno
sobrecasacos forrados do alpaca e de seda,
camisas inglezas e francezas com es peitos
de esguiao, ceroulas francezas de linho e al-
godao, raeias cruas inglezas superiores, ca-
misas de flanella e de meia de 13a, assim
como neste estabelecimento existe um grande
sortimento de pannos pretos.e de casemiras
inglezas de cores, e que se manda fazer
qualquer obra a contento dos Srs. fregue-
zes, e promette-se-lhes que ser3o servidos
com a maior promptido e muito mais ha-
rato do que em outra qualquer parte
na ra da Imperatriz n. 60,de Flix Perei-
ra da Silva.
Cortina lo*
Para camas ejanellas.
Vende-se um grande sortimento dos me-
lhores. e maiores cortinados bordados pro-
prios para camas e para janellas, que se ven-
dem a 124000 rs. cada par at 25(5000 rs,
isto na ra da Imperatriz n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
Cretone para len palmos de largura a 21,
Acaba de chegar esta nova e excellente
fazenda branca propria para lences de um
s panno, garantindo-se que um metro e
urna quaita ou um metro e meio d um
excellente lecol de um s panno, assim
como esta boa fazenda tambem muito
propria para toalhas de meza, rosto etc. e
outros mysteres e vende-se pelo baratissi-
mo preco de 25 cada metro.
ALPACAO DE C0RD0PA1U VESTIDO A 15
ROUPAS FEITAS
Na loja do Leao da porta larga
PAREDES PORTO
Ra da Imperatriz n. 52, junto aloja de ourives.
N'este estabelecimento se encontrar ra da Imperatriz n. 52, loja do Paredes
sempre um cempleto sortimento de roupas Porto.
feitas de todas as qualidades. Como se-1 Neste estabelecimento encontrar o respei-
jara: paletots de alpaca, de merino, de tavel publico um completo sortimento de
casemira, bombains de panno preto, fra- fasendas e roupas que, se vende pelos pre-
gues e sobrecasacos de brins de cores e eos seguintes:
pardos.
CAMISAS E SIROULAS.
Encontrar sempre o respoitavel publico
FAZENDAS BRANCAS,
Madapolio de diversas qualidades e pre-
cos commodos, cambraia de 3(5500 41500
de lencos de linho brancos e com barras
litas transparentes tanto inglezas como sute- de cor, chinezes, bonitas gravatas pretas e
um bonito sortimento de todos os nmeros, e 50, ditas victorias de 50500 a 12$, pecas
de cassa liza o mais fino que ha no merca-
do a 90, 100, 120. com 12 varas, e vara
de largura
SEDAS DE LISTRAS.
MEIAS CRUAS.
Sortimento de todas as qualidades, de
30 a 50, assim como tambem jortimento
Ra da Imperatriz r. 52, por-
de cores.
ta larga.
' PARA ACABAR.
Urna grande porcSo decalcas ordinarias
para trabalho a 640 e 800 rs. cada um par,
pechincha na loja do Leao junto a loja de
ourives.
GRANDE PECHINCHA,
Cassas he cores a 160 rs. o covado, na
160 RES O COVADO
Chita preta pelo barato prego -le 160 o
covado na ra da Imperatriz n. 52 na loja
que tem um Lelo pintado.
PANNO DE LINHO
Paredes Porto recebeu um sortimento da
pannos de linho, com 27 varas a peca e
170000 e 180000, na ra da Imperatriz n.
52,junto a loja de ourives de pona larga.de
Paredes Porto.
LENCOS DE LINHO
Vende-se lencos brancos de linho a 30,
a duzia para acabar na loja de Paredes Por-
to. Ra da Imperatriz n. 52 loja da porta
larga que tem um Leo pintado, de Paredes timento completo a preco commodo.
Porto. I
No armazem do Leo, ra da Imperatriz n. e 52, junto a loja de ourives.
Recebeu-se um bonito sortimento d'esta
fazenda que se vende a 20500 o covado.
CHITAS.
Vende-se chitas -escuras a 280, 300, e
320 rs. o covado.
GUARDANAPOS
Vende-se esta fazenda de linho', fazenda
boa a 40000 e 50000 a duzia.
MEIAS PARA HOMEM
Sortimento de meias inglezas para ho-
mem a 40800 50800 e 60800 fazenda boa.
THOALHAS
Sortimento de toalhas de pelucia a 110
a duzia.
LENCOS BRANCOS a 20200
Para acabar lencos de algodo a 20200
a duzia,
20000
"Vara de bramante de linho superior e
tem 10 palmos de largo.
CALCAS E COLETES.
Tem sempre no mesmo sentido um sor-
11-RUA DO QUEINADO-11
DE
AUGUSTO PORTO & C.
VERDADEIRO LE ROY
de SIGXOIET, Docteur-Mdccin
Ru de Seine, 51, PAP.IS.
Chegou esta nova fazenda com o nome
de alpaco, sendo de cordo e com mais
largura do que a alpaca, com as mais lindas
cores, como sejam Bismark, lyrio, perolas,
roxo, cor de canna, maganta etc. e vende-
se pelo baratissimo preco de 10 o covado.
ESGUIAO E LINHO DE 12 JARDAS A 100.
Vende-se pecas de esguio de linho, fa-
zenda superior, com 12 jardas cada peca, a
100000.
ALTA
NOVIDADE
A
Loja do Pavao.
GURGURES PARA VESTIDOS A 10000,
O COVADO.
Chegaram os mais modernos gurgures
para vestidos, sendo detoas as cores, como
sejam verde, azul, rosa, bismark, perola,
rxo & & tendo quasi qu.tro palmos de lar-
gura e vende-se pelo baratissimo preco
de 1:5000, cada colado nicamente no ar-
mazem de Flix Pereira da Silva, na ra da
Imperatriz n. 60.
Crosdenaples preto
Vende-se um grande sortimento dos me-
Ihores grosdenaples pretos, tanto lar-
gos como estreitos, sendo de 20000 rs. o
covado at 40000 rs. garantindo-se que
n'este genero ninguem ten melhor fazenda e
que se vende mais barato do que em outra
qualquer parte, na jua da Imperatriz n. 60,
de Fex Pereira d Silva
Grande exposi$to
DE
CASE IRAS DE CORES NA LOJA DO
PAVAO
Chegaram as mais bonitas e mais moder-
nas casemiras de cores proprias para calcas
coletes e palitts, tendo at das mais finas
que tem vindo ao mercado com fios de seda
e vende-se mais barato do que em outra
qualquer parte, por haver grande sortimen-
to de varios precos, na loja e armazem do
Pavo, ra da Imperatriz n. 6h,_ de Flix
Pereira da Silva.
roupas feitas
NA LOJA DO PAVO A RA DA
IMPERATRIZ N. 60
Acha-se este grande estabelecimento com-
pletamente sortido das melhores roupas,
sendo calcas palitts e caletes de casemira,
de panno, de bnm, de alpaca, e de todas
as mais fazenda que os compradores pos
sam desojar, assim como na mesma loja
tem um bello sortimento de pannos casemi-
ras, brins, etc. etc. para se mandar fazer
qualquer peca de obra, (orna maior promp-
tido vontade do freguez, e nao sendo
ohrigados a acceita-las, cuando nao stejam
completamente ao seu contento, assim como
n'este vasto estabelecimento encontrar o
respeitavel publico um bello sortimento de
camisas francezas e inglezas, ceroulas de
linho e algodao e outros mudos artigos
proprios para homens e senhoras promet-
tendo-se-lhe muito mais barato do que em
outra qualquer parte. Mamada Impera-
triz n. 60, loja e armazem de Flix Perei-
ra da Silva.
COLCHAS PARA CAMA A 50000.
Vendem-se colchas de fasta adamasca-
... das para cama, pelo barito Dreco de 50,
De sapenor qualidade da mu, accrcd.ta- Je ^JJ na loja ep Xazem do
da fabrica de Bisquit Dnbouch dC, era Pav30) raa da imperatriz n. 60, de Flix
cognac urna das que mais agurdente de perera a sjiva.
cognac, fornscem para p consummo do
Reino da laglaterra.
Vende-S'j em casa de Th. Just, ra do
commerci n. 32.
Tdberna
Vende-se o eubee^menlo sito no pateo da P-,
nha n. IJ, trun poneos fondos, e tom coracaoJos j
Fm cada jarrara, val, cD(r< a aotlia t o papel aml
que ton o tnfu jintlf, um rotulo impreso em ama-
ri'.i r. ni o Sillo iriinu do covcmo huso i.
It. D. emelti'ii'liMe ama lettra de 500iraiKm
sobre Pars, acei'arrl a tO diai $oznt do ajialimrnto e do mlr detento.
Deposito prinrtyal
o legitimo l.c Roy
im Caza do nosto
m.ico anele pe >
Drazil a Sk Aytu-
mii Fbanc : Ir l.i-
cfn na BaMa t
mw principa.' phar-
MCMlfCSt,
Paria, 36, Ra Vivienne, D*
CHABLE MoecN
aUSBNTKBlUUAAS UESSEXUAC9, ASAffSO
COKS CUTAWBAS.E ALTERACOESD0SA1WW1.
t*OOOcurudutni^tfi0M
itiflucu. keroti, Hm
omixotM, acrimonia, e aU
erf oes, viciotai do *a%-
_jvt ( vina, aluraptm
O tunone. I Xarope iH\ em mercurio. Sefa-
rattitaa -rl BMMt MlrTKRAEM
tomao-se do is por mana, segnindo o iraeanesM
furalivo em' regado as mesmu nlulltl.
Esta Xaropa Ciiraelo da
torro d CHABLK, oara
immediaianieBieqaalqMr
furgaeao, nlaxafo,
a d$b\lidadt, iful-
bu os flitoi i fioru bTMcu da* arkarw.-i
DEPURATIF
,m SANG
PLUS DE
COPAHU
Xau iaoeoso kosigM nprogs-os coa olarofoslo
Cxtracto di Prrro
Ih, Poaiada ira u cira a tros w*.
POMADA ANTIHERPETKA
Cootrsi >M aticfou eulantai oomxou.
PILULA8 VEGETAES DEPRATtVAa
o av Cfcatkto. cila frsaoo si smaintss 4
wmJM-u,
COGNAC.
para amilia ; tratar no meemo.
Madapolao enfestado a 84500
Vende-se superior madapolaoenfealado,
sendo muito encorpad, para carnizas, e
tendo cada peca 24 jardas, pelo baratissi-
mo preco de 84500, na loja e armazem do
I'avSo, ra da Imperatriz n. 60. De Flix
Pereira da Silva.
que
Receberam superiores vestidos de blond com manta e capella para noivas
vendem-se por precos mais mdicos do que em qualquer outra parte.
SAH1DAS DE BAILEde cachemira branca ede cores o que ha de mais lindo.
BASINESde renda preta, e de gorguro preto, o que ha de mais
elegante.
CHAPEOS DE SOLpara senhoras delicadamente bordados.
BALESbrancos e de cores para senhoras e meninas, espartilhos, saias bor-
dadas, e saias de la com barras de cor.
GORGUROde seda branco e preto para vestidos, sedas de cores, moirean-
tique branco, e grosdenaple branco, de cores e preto, princezas, bombazinas pretas,
alpacas de muitas cores, e lindos cortinados bordados.
CAMIZASde linho para homem do diversas qualidades, camisas bordadas
para noivos, sobretudos, capas de borracha brancas e pretas, brim de cores e branco,
panos finos e casemiras pretas o de cor por commodos precos.
TAPETESgrandes e pequeos para sof e cama, tapete e alcatifas em pecas
para sallas, e continuara sempre a vender por mdicos preeps as esteiras da india para
SALLAS.
..tI rfsWULBBA,.
6ua
Y\- \>^
** QtlMAO6
NOVO EXPLENDIDO SORTIMENTO
Agua-florida de Guis-
lain
os cabellos,
Tintura indelevel para tingir
sem manchar a pelle.
A bem conceiluada agua-florida de Guis-
lain que entP era des;onhecida era Per-
nambuco, j hoje estimada e procurada
por seu elHcaz resultado, e ainda mais se-
r, quando a noticia de seu bom effeito e a
experiencia tornar de todos conhecida.
A agua-florida de Guislain composta ni-
camente de vegetaes inoffensives, tem a
propriedade extraordinaria de dar a cor pri-
mitiva aos cabellos, quando eetiverem bran-
cos, e lhes restituir o brilho perdido, e as-
sim como preservar de embranqcecer, sem
ser prejudicial de modo algum
E' porm necessario fazer contecer, que
o bom resultado produzido "pela agua-flori-
da, n5o instaataneo, como muitas pes-
soas talvez supponham, miis sim ser pre-
ciso fazer uso d'ella, trez ou qual.ro vezes,
e logo se obter o fira desejado, como bem
provam testemnhos de pessoas insuspei-
tas, e d'ento pordiante, basta usa-la duas
vezes por mez, contando sempre com o bom
xito, podendo a experiencia ser feita em
jutra quaquer cousa.
Assim pois esta agua-florida achi-se ven-
da na bem conhecida loja d'guia Branca
ra do Queimado n. 8,
A Aguia Branca, contando com a protec-
v3o de sua boa freguezia, tamben caprictu
em nao Ih'a desmerecer, procunndo sem-
pre corresponder a idea favoravel com que
a honram, e em ppva ao que Gca dito, d
como exemplo. ko explendido^ ortimeoto
me acaba de receber, m< a mes roo achan-
io-se; bellamente provida ero que de bom
e melhor se pode desejar nos gneros que
sao de sua competencia.
Haja vista aos necessarios iivros de missa
e oracao, obras de apurado gosto e perfei-
;5o, sendo: com capas de madreperola. e
tocantes quadros em aito relevo.
Ditos com ditas de marm ip||NmilliiI
bonitos.
Ditos com ditas de velludo, outros imi-
tando charo machetado.
Ditos com ditas de marroquira com cruz
e guarnido, dourada ou prateada.
Coras e tercos de cornalina.
Assim como.
Grande e bello sortimento de leques
todos de madreperola, madreperola e seda,
sndalo, sndalo e seda, osso, osso e seda,
e faia etc, etc. tendo nos de sndalo alguns
com 4 vistas, e outros japonezes enfeitados
de flores.
Bonitas voltas grandes de aljofares azues.
Voltas de cerrente de borracha.
Meias de seda para meninas e senhoras.
Ditas de fio de Escocia abertas, tambem
para meninas e senhoras.
Ditas muito tinas d'algodao, alvas, e
cruas para meninas e senhoras.
Luvas de fio d'Escocia, torcal, e seda
para meninas e senhoras.
Meias de 15a para homens, mulheres e
meninos.
Gollinhas e punhos bordados obra de
muito gosto.
Entre-meios finos tapados e transparen-
tes com delicados bordados e proprios
para en liar fita.
E OS PRODIGIOSOS
Anneis e collares Royer para croancas.
Bonitos cabases ou bolsinhas de pelica
e setim para meninas ou senhoras.
Lindas cestinhas bordadas a froco, e lisas.
Delicadas caixinhas devidro enfeitadas
com pedras, aljofares, etc.
Ditas de tartaruga para joias.
Bonitos aibuns com msica.
Pinseis ou bunecas para poz de arroz.
Novos e delieados ramos de flores com
marrafes para enfeitar coques.
Bello sortimento de trancas de palha.
Fitas largas para cintos.
Cintos de fitas largas com bonitas rama-
O cordeiro previdente
Raa do Queimado n. I.
Novo e variado sortimento de perfumaras
finas, e outros objectos.
Alm do completo sortimento de perfu-
maras, de que effectivamente est provida a
loja do Coideiro Previdente, ella acaba de
receber um outro sortimento que se torna
notavel pela variedade de objectos, superiori-
dade, qualidades e oommodidades de pro-
cos; assim, pois, o Cordeiro Previdente pede
e espera continuar a merecer a apreciado
do respeitavel publico era geral e de sua
boa freguezia em particular, nao se afas-
tando elle de sua bem conhecida mansido
e baratera. Em dita loja encontrarlo os
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murray de Lamman.
Dita de Cologne ingleza, americana, fran-
ceza, todas dos melhores e mais acreditado
fabricantes.
Dita balsmica dentrificia.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes., e vilete para toilet.
Elixir odontalgico para conservaco do
asseio da bocea.
Cosmetiques de superior qualidade e chei-
ros agradaveis.
Copos e latas, maiores^ e menores, com
pomada fina para cabello."
Frascos com dita japoneza, transparente,
eoutras qualidades.
Finos extractos inglezes, americanos e
francezes em frascos simples e enfeitados.
Essencia imperial do ino e agradavel chei-
ro de violeta.
Outras concentradas e de cheii os igual-
mente finos e agradaveis.
Oleo plulocopie verdadeiro.
Extracto d'oleo de superior qualidade.
com escolhidos cheiros, em frascos de dif-
ferentes tamanhos.
Sabonetes em baas, maiores e menores
para mSos.
Ditos transparentes, redondos e em figu-
ras de meninos.
Ditos muito finos em caixinha para barba.
Caixinhas com bonitos sabonetes imitando
fructas.
Ditas de madeira nvemisada contendo fi-
nas perfum iras, muito proprias para pre-
sentes.
Ditas do papelao igualmente bonitas, tam-
bem de perfumaris finas.
Bonitos vasos de metal coloridos, e de
moldes novos e elegantes, com p de arroz
e boneca.
Especial p de arroz sem composicaode
cheiro, e por isso o mais proprio para crian-
cas.
Opiata ingleza e franeczapara dentes.
Pos de camphora e outras diflerentes
qualidades tambem para dentes.v
Tnico oriental de Kemp.
Ainda mais coques.
Um outro sortimentos de coques de no-
vos e bonitos moldes com lilets de vidrilhos.
e alguns d'eiles ornados de flores e fitas,
esto todos expostos apreciago de quem
os pretenda comprar.
GOLLINHAS E PUNHOS BORDADOS.
Obras de muito gosto e perfeicao.
Fivelias e utas para clutos.
Bello e variado sortimento de taes objec-
tos, ficando a boa escolla ao gosto do com-
prador.
FLOBES FINAS
O que de melhor se pode encontrarnes so
genero, sobresahindo os delicados ramos
orvalhados para coques.
I*ara viageni.
Bolsas de tapete e carteiras de couro, por
presos commodos.
Chapelinas de palha da Italia mui bem
enfeitadas,'e enfeites de flores obra de bom
gosto.
E assim muitos outros objectos que se-
rao presentes a quem se dirigir dita loja
do Cordeiro Previdente a ra do Queimado
n. 16.
ENFEITES DE PALHA PARA VESTIDOS.
CHAPEOS E COQUES.
0. Cordeiro Previdente ra do Queima-
do n. 10 acaba de receber um bello sorti-
mento de trancas de palha para enfeites de
vestidos, outras para chapeos, coques etc.
tudo isto est sendo vendido com a sua bem
conhecida commodidade de precos.
ALEM D'AQUELLES.
Recebeu outros lindos enfeites de seda
para vestidos ; assim como um variado sor-
timento de gallos de la, babadinhos de
cambraia com bordados de cores, cuja va
riedade de gostos os tornam recommenda-
dos e apreciados; compareco pois os pre-
tendentes que sero servidos a contento.
TO BEM RECEBEU.
Novo provimento de bicos e rendas, de
guepure.
LUVAS DE PELLICA.
De todas as cores tanto para homen-
como para senhoras, constantemente acham-
se a venda na loja do Cordeiro Previdente :
ra do Queimado n. 16.
Alegrai-vos myopes, c presbytas, po-
dis ver de longe, j podis ver de perto,
n3o ha mais vistas curias, nem caneadas.
F. J. Germann acaba de receber pelo ultr-
mo vapor um rico e variado sortimeno de
oculos, lunetas, pince-nez, face--main,
lorgnons, de ouro, prata, tartaruga, mar*
fin, ac, bfalo, ncar, unicornio e mel-
chior ; assim como binculos de una a tres
mudancas para Iheatro, campo e marinha,
da ultima invenco; duquezas, vienezas de O
8 e 12 vidros, tudo dos melhores fabri-
cantes da Europa.
O mesmo vapor tro u-
xe urna excellente ma-
china para graduar e
observar o numero dos
vidros que se uecesska
conforme a vista de
qualquer pessoa.
Tem excellentes sterioscopos, instrumen-
tos de mathematica, barmetros, vidros do
cbrystal de rocha, e de cores para resguar-
dar a vista ; concerta todos os objectos a
precos commodos e com promptido ; tira
o mofo dos vidros e encarrega-se de toda a
encommenda relativa a ptica.
Recebeu tambem os excellentes relogios
do antigo e afamado fabricante Hubert Gerth
& C, os quaes vende precos commodos
garantindo a sua superior qualidade.
1,1% IIO MOTO
PARA
O MI DE MAMA
Acabam de sabir luz e acham-se ven-
da na livraria francesa.
os aras e irnos devotos
PARA
O MEZ DE MARA
L'm volume nitidameete impresso em
Pars.
Quadernado de couro. UtO
Encadernaeo de mar-
roquim dourado.......2300
O doce
!Mf
Brincos e alfinetes de madreperol?i.
Ditos esmaltados, obras novas o bonitas.
nao amarga.'.::
O boin din-e de foiabn
O mais kiralo poeaivel
Vcnham fri'guezes ver
Quem deixar de comprar
Para depon de janlar
Bu talhada rniiier ?
Na travesea do Queimado n. 1 existe um &-
uleto suriimento de doce de guiaba e gela, e ven-
de se mais barato do que em outra parte ; a elle,
antes que se acabe.
Fazendas de gado.
Vendem-se seis fazendas de gado na ri-
beia do Serid, denominadas Boa-Vista,
P de Sorra, Mtilung, Mundo Novo, Inga o
Serrote, todas muito boas de criar e de um
ser bem condecido naquella ribeira : os
pretendentcs podem dirigir-se ra do Vi-
gario n. 31, r andar, escriptorio do liar)
de Bemlica.
E38FSSV0S F06IB08.
IMS de gralifleafio
Furo uo (lia U de Janeiro do contnte auno,
do eniciiLo lialatuia, Iregaezia da Escada, p 68-
cravo preto. ci diilo, de Zi annos de dade, cha-
mado Marcelino, que foi do Sr. Io3o da Cur.ha
l'ereira, rajo e>cravo esteve no deposito peral, e
ten os signaes seguinte?: alto, secco do eorpo'
rostomuiio marcado de bexigas, falla de d<-.
na frente, cor preta, sabio de chapeo do chile
letot e calca de castor, levando um batatuinno"'
flndres cm mais rotipa, e 5Dpp5e-se estar
freguezia do Cabo : quem o appreheiider leve-e
ao dito engenho, ou rua da Sen/ala-r.ova n. ;i8,
escriptorio do Sr. Bernardiuo l'oiitual, que
bcr a giatificaeao cima.
upe-
Fugio de bordo de palliaboie nacional Ama-
ro, um mulato claro de nome Justino, estatura re-
gular, eabelos earapinhados e meios raivos, pouc
barba, tem urna pinta preta no canto do olho direi-
to o um talbo as costas ao mesmo lado,; levou
vestido camisa de chita com listas verdes, e uta
de urna cinta com borla encarnada para apertar
as calsas, natural de Santa Anna do Matto na
provincia do Hio Grande do Norte, para onde talvci
qneira Lr, tambem muito desembarazado no'fal-
lar. liecommenda-se aos meslres de "barcaea i u
a qualquer pessoa que o agarrar, e levar a* rua
do Trapiche n. 4 ou a bordo do referido navio a^t
ser generosamente gratificado.
100$0(K).
IAROPB PEITOBAL KRASILEIRO
DE
POJVTA l IHllIt i
COMPOSTO E FKEP.inADO
Pelo pharmaceiitfleo'
Jos da Cruz Santos.
Esta planta cujas virtudes medicinaes
existiam desconhecidas para a maior^arte
dos nossos facultativos, devendo-se f sua
descoberta ao uso que d'elle faziam os
nossos indigenak que menoscabavam com
a sua applicaco de todos os soffnm&itos
pplmonares, hoje conliecido como o me-
dicamento mais efficaz para a cura de as-
thma, bronchrce, coqueluche, penemonia.
e ate a phtysica, produzindo um effeito mi-
lagroso e prompto.
Para um adulto 3 i colberes de spr
ao dia puro on em cosimento peitoral.
Criancas, 3 4colheres de cha.
Preco 2 Pernambuco, rua Nova botica n. 51,
Cera de carnauba
Vende-se na rua do Queimado n. 13, primein
andar.
Fugio do engenho Poco, fi cguezia de Agoa Pre-
ta, na noite de domingo, 18 do corrente, para o
amanbeeer de segunda-leira 10 do mesmo, o c.t-
eravo nencdicti, qiio foi comprado no Rccife ap
Sr. Antonio Jos Vieira de Sooza no dia 7 de abril
do correle mez, cujo escrave tem os signaes se-
guinles : crioulo, de 32 annos de idade. cor preta,
altura recular, corpo regular, testa muito carnu-
da, rosto um pouco descarnado, nariz afilado, pu-
ca barba, falla de dente?, ps o nios bem fcitos,
chapeo do Chile j velbo ou bonet, boa camisa de
madapolao do prega larga ou de algodao branco,
levando a roupa dentro de um sacco ja vellm, o
qual deve 1er a marcaPoco: quem o pegar
leve-oao engenho cima a si u senhor. ou na rua
da Praia a Genuino Jo- da Rosa, que receber
1003 de gratificacao. Desconfia-se ttr ido para
Porto Calvo, d'onde era esexavo de Francisco No-
gueira Castello Branco.
Vende-se um escravo, oficial de ferreiro,
vmdo ltimamente do norte : no escripteno de
Joaquim Jos Goncalves Beltrao, rua do Trapi-
che n. 17.
FARINHA DE
MANDIOCA
Vende-se farinha da trra em saceos grandes,
por preco muito canmodo : na rua da Moeda nu-
mero
Vende-so por commodo preco um carro novo
do qnatro rodas cora um boi : aa rua do Jasmim
n. 27.
Fugio do engenho Forno da Cal o escravo
Joao das Lages, mulato acaboclado, de altura re-
gular, cheio do corpo, muito conhecido em Olin-
da : quem o pegar levo-o ao referido engenho ci-
ma, ou na rua da Cadeia n. 2'i, que ser genero-
samente gratificado.
Fugio da rasa de Jos Pedro do Reg, no dia
28 do corrente abril, un preto com os signaes se-
guintes : cor fula, cabera grande, fronte alta,
com poucos cabellos, signaes de bexiga no roste,
corpo regular o um pouco alto, representa ter
quarenta e tantos annos e chama-se Isaas. Esle
preto intitnla-se forro, e tem por costume fallar
com os olhos baixos, parece soffrer do cerebro eu
consequencia da embreaguez, filho do Maranhac,
para onde dizia pretender seguir, sendo j preso
urna vez adiante de Cachanga, declarando entao
que procurava o caminho ir. sua trra, levou ves-
tide.calca de brim de algodao com lislras, camisa
de riscado a/.ul e chapeo de couro : quem o ap-
prehender leve rua da Pcnha n. I. 3" andar, 0 i
a roa da Cruz, escriptorio por cima do deposito do
rap Meuron.______________
- Fugio do engenho Tapera, freguezia deTa-
boatao. a'a de dezerabvo do anno passado, o es-
cravo Miguel, preto, crwulo, de 48 ann.is de idade,
estatura muito baixa, feicSee regolares, corp:
grosso, pernas curtas, andar miudo e apressado :
foi escravo de Antonio Filippe do Soua, morador
no sitioPoco da Vareacomarca do Limoeiro ;
suppoo-se o-tar neste lugar ou na frcgt.oz..
Gloria : quem o irnuxer a este engenho recebera
a gratifieacao de lOOfOOO.




8
s
unsaiTMA-
O bispo de Ieninml>nco
OS NOVOS REFORMADORES
III
(Concluto)
A sepultura ecclesiasticn, segundo os
i caones, nogada a todos aqutles mortos
c com os quaea em vida nos nao cemmii-
t nicamos.
a O general Abreu o Lima at os seus
ltimos momentos esteve cercado de
( padres., l'rades, e assiin, nao eslava in-
terdicto, nao s porque nao bouve pro-
cesso algum, como tambem porque todos
. osfrades e padres communicavam com
-elle.
0 Sr. Dr.H. do Reg Hunos, servindo-se
dos Elementos de Direito Ecclesiastico. do
eoude da Iraj nao Ico com tloncao os %%
1157, 1158 e 1159. Em geral a sepultura
mgada a todos acuelles mortos, com as
quaes em sua vida nos nao commiraica-
mos ; cm purtiadar~\>tem, segundo o di-
vito commum, o especial das CoBStituices
do Arebispado, e as prescripces do Ritual
Romano, riaoteem sepultura em lugar sagrdo
todos aqnellcs que estao ennumerados nos
citados |$ 1158 1169.
De ser negada a sepultura eedesiastica
a t)dos aquclles com quem nao communi-
camos em sua vida, nao se segu que ella
seja eonVedida todos os mais, por exem-
plo ao suicida. Tambem j demostramos.
que para a denegaco da sepultura eclesi-
stica nao indispensavel um processo.
Dcvemos desfazer um engao do nosso
digno adversario.
N3o lia prohibicao de communicar o n-
rrdicto, mas s com o excommungado de
excommunho maior; e ainda preciso
que elle seja declarado vitando, como de-
terminou o Papa Martmho V. ( Extrav. Ad-
citando teandakt) nos outros casos nao ha
obrigaejio alguma de evitar a communicaco
do excommungado.
Mas ainda no caso de excommunho
maior declarada por senteuca e publicada,
guando se impe a maior peuaecclesiaslica,
i5o fica o excommungado em completo
desamparo : nem dos sens nem de estra-
nhos ; nao se Ihe nego os soccorros de que
necessita, sejam corporaes ou espirituaes ;
nSo posto fra da le como se fazia na
celebre revoluto franceza a todos os con-
tra-revolucionarios ou aqualles que a ella
nSo adheriam; e em Inglaterra a todos
os aecusados por traicio.
A prohibico nao comprehende a mulber,
ou marido, lilhos, creados, e familiares da
pessoa que est excommungada, porque es-
tes podem communicar com o excommun-
gado, sem incorreram em excommunho me-
nor. Nem oulro sim comprehende aquellos
que communicao com os excommungados
-por causa de alguma necessidade espiritual
ou corporal, e por issojpodem os enfermos
tratar com os mdicos excommungados, e
as partes tambem com os lettrados excom-
mungados se podem aconselhar. Nao com-
prehendem tambem(accrescenl5o as Consti-
tuirles do Arcebispado) ao que aconselha
ao excommungado, que se tire a excommn-
nho, nem ao que ignora que est excom-
mungado, e asxim em outros casos seme-
jantes (Gonst. do Arcebispado n.).
J ve pois o nobre articulista que, ainda
quando o general Abreu e Lima tivesse
Sido declarado citando, nem por isso fica-
riao excommungados os padres que o fossem
aconselhar.
IV
O segundo artigo do Sr. Dr. II. do Reg
Barros termina com um parallelo interessan-
te.
R-efere elle a opposic violenta qm o
clero e as pessoa ascetas fizeram ao Tar-
de .Moliere, e depois transcreve algu-
mas consideraces apresentadas pelo gran-
de poeta em um memorial dirigido a Luiz
AIV a favor de sua comedia.
Neste memorial queixava-se Moliere da
querr que lhe faziam as pessoas que elle
osera na scena: e dizia que todos os
vtebs estavam igualmente sujeitos, critica:
que os mais bellos exempkts de urna gran-
de virtud* sao menos efflcazes umitas vezes
do que as de nina sotara espirituosa; final-
mente que nada poie exercer menos influ-
encia sobre os homens do que as censuras
ios sens efeoos. Refenrao-nos transenp-
co lo nobre articu ista.
Eisa conclusa? do parallelo (amoralida-
de da historia);
Estar eolio Luiz XIV no apogeo da
s sua gloria, conquistador da Flandres,
FOLHETIM

os muiis de mmi
pon
Elie Berthet.
rodeado d s grandes vultos que ilostra-
raui o seu remido, nbsorvido lias gigaii-
tes emprezas que o ileviam tornar o nr-
brtro da Europa, e corresponde todat-
* via confianza do seu poeta favorito, con-
cedendo a auto isa nao para se repre-son-
Ur o Tartufo, por ora amo lavrado pelo
seo proprio punho.
Como facultan as leis antigs e rao-
dernas, civis e ianon>cas ser interposio o
recurso para S. M. o Imperador, e espe-
ramostambem aue se-d reparada ainju-
ria que soffrou o carpo de. um brasileiro
distincto por milhares de ttulos.
N3o podemos (omprehender que parida-
de haja ontre a licenca concedida pelo ro
de Franca, para :o representar urna come-
dia, e a deciso do Imperador do Brasil,
comfirmatoria ou derogatoria da decisSo de
um. Bispo em -materia puramente espiritual!
Que parentesco team as blasphemias e ha-
resias do general Abreu e Lima com a criti-
ca espirituosa de Molit'ire? Pretendero os
sectarios do general Abeu e Lima repre-
sentar alguma comedia ( ou tragedia ) se a
interdieco, que lhe foi imposta, for levan-
tada por S. M. o Imperador?
A respeito do pretendido recurso fare-
mos poucas consi JeracOes.
A proposito de Luiz XIV e da muito apre-
goada antiguidade do recurso Cora (ap-
pellatio tanquam ad abusum) lembramos o
que disse ao menino monarca a Ilustrada
assembla do clero de Franca em 1G('..
que as appellacms como de abuso sao da
msma idade que aheresiade Calcino.
N5o queremos discutir a justica ou in-
justica de semelhante instiluico. Legan
habernos... Mas nao deixaremos passar
desapercebida a allegaco de ser ella con-
forme aos caones.
Totos os canonistas consideram e sempro
consideraran o recurso Cora como urna
offenca autoriiade e independencia da
Igreja. O Sr. Bispo Monte (conde de Iraj)
diz positivamente: qu o recurso Co-
roa nao admissivel, visto como invol-
ve urna offensi autoridade e indepen-
dencia da Igrja, emquanto devolye a
outro poder, qac no o de seus inis-
t tros, os objectos concernentes Religlo;
alm de ser este recurso um mo exem-
|plos p.ira os fiis que se acostumarSo a
t desrespeitar os seus Pastores, sabend i
que suas decisoes podem ser revogadas
pelas Justinas seculares. (Elem. do Dir.
Ecc. Tora. 3, pag. 96.)
As appellacoes como de abuso (diz um
douto canonista,'cita lo por um escrjptor
i moderno) constituem urna contradieco
manifesta com os caones dos Concilios
das tres idades da Igreja. (De jure Ca-
nonoco 1781.)
Poderiamosaccumular cita'coes atdees-
"criptores absolutamente insuspeitos, mas es-
ta vale por todas: Nefas autem sit Soecu-
lari cuilibet Magistratm prohibere Ecclesi-
astico Judici, ne quem excommunicet, aut
mandare, ut latam excommunicationem re-
vocet.sub pretexta, quod contenta inprasen-
ti Decreto non sint obsrvala, cun non ad
SOECCLARIS, SED AD ECCLES1ASTICOS HOEC COG-
mtio pebtineat. (Consilio Tridentino, Sess
25 cap. III. de reformas.)
O que alii se diz da excommunho, diz-se
de todas as censuras eclesisticas, e oque
se diz destas, diz-se de tudo quanto perten-
ce juridico espiritual".
Se inexacto dizer-se que os Bispos do
Brasil e os Pontiises nunca reclamamm
contra o recurso Cora, mais inexactidSo
lia em dier-se que elle conforme aos ca-
n:nes. Mas que muito isto quando se diz
que o general Ab/cue Lima longo de offen-
der aos dogmas pelo contrario os defendeu!
O recurso Cora regulado entre nos
pelo Decr. de 28 de marco de 18V7. Legan
habernosdir, como j dissemos, o digno
articulista, mas o que dspt>3 a lei?
D-se o recurso Cora :
l.Porusurpacao de jurisdigo e poder
temporal.
2. Por qualquer censura contra empre
gados civeis em rizao de seu olBcio.
3." Por notoria violencia no exoreieio da
jurisdiccao e poder espiritual, postergando
se o direito natural, ou os caones recebi-
dos na Igreja Brasileira (art. 1 e scs .)
Nos dous priiueiros casos nao quererla
de certo fundarajntar o recurso do acto
episcopal; nao se trata de um empregado
civil censurado en\ razio de seu officio, nem
a imposico das censuras ecclesiasticas
urna usurpaco da jurisdigo e poder tem-
poral.
Quanto toLCtiira hypothese, dispoe o
art. 7 do Decr.: Nao ser porm admit-
tido o recurso Cora, no caso do art.
l.| 3.", seno quando nao houve,r ou
XIX
O Reclfe do Dlabo
(Continuaco do n. 98)
Felizmente, Josephina e Miguel tinham
rocebrado os sentidos. O surdo-mndo fi
'.evado para o interior do navio, onde en-
conirou a sua cama.
0 capito disse joven precipitada-
mente :
Bem v o perigo em que nos achamos
o por isso o meu dever velar pela salva-
cao geral. Tenha coragem para tratar de
seu irm8o : Fil--voile ajuda-la-ha. Se no
meb da sua tarefa ti ver lugar de orar por
nos, implore o auxilio celeste, de que nun-
ca carecemos mais do que n'esle momento!
Confio na Providencia, Pedro t re-
plicou ella A ira de Deus contra nos de-
ve ter abrandado agora I
Grandval dirigio-lhe um rpido adeus
o subi para o convez.
Por effeito das mais experimentadas e
ludaciosas manobras, chegou elleioalmen
te i tirar o seu navio da perigosissima si-
tuaeib em q^ae e^tivera e talvez um acaso
feti, mais anda do que asna pericia nu-
tica, concorreu para o bom resultado d'este
acontecimento. Fosse como fosse, quarido
o sol surgi radiante no dia immediato, es-
lava completamente serenada a tempestado
o o brigue vogava em pleno mar fra do
pergoso alcance das costas.
Elntao Grandval permittio tripolacao
um momento de repouso. Elle raesmo es-
ta v, cruelmente fatigado, e se bem que ti-
nao for prvido o recurso, que competir
< para o superior eec,leasiiio.#
Ninguem diry|urf. o ti1. pFspo nao tem
superior eccless$c recorrer de qualquer deciso straf I*o o
projectado recujo a S. d. o |mpjrdor,
antes de s iotefttw*) noca-so admiUido pe-
los caones, o contra a lettra do Decr.
a lie ? covpeenle pora c imiecer
recui'gos Cora Cuserao d'Est'
art.
Mas o#ri.I)r. H >lo ftejjo arrjnlgaB
mais wifwniente n^o#er -pura o-huperiPI
dor, comoMuHreiri'Conrau qaara Luiz XlV;'
que no apogeo da siia gloria, conquistador
dahlamres, rodeado dos grandes vultos..que
iUustraram o seu reinadoumm de ludo
isto (admirabile. dictu \) deixou represen-
ta r-se a comedia I
Parece-nos que eslo respondidos os ar-
tigos do Sr. Or. t. do rtego flarros. Res-
tamospediidhe despulpa le qualquer.- x-
pressao monos coiivnnieiiti, que nos tenha
escapado. Fazemol-o com a maior since-
ridade, tanto mais qu;uito prociwamos tra-
tar o nosso eslimivel conr.piovmciano com
as atlences que elle nos rn rece; sum dei-
xar-mos de contestar devi.lauwnte seus es-,
criptosyCOiBO convinhaxausa ^jue defen-
demos.
Passamos agora a fates urna rpida expo
sirao iladtseussAo sustentada peto general
Abreu e Lima, atim de dai urna idea de que
se disse de orna e utra puUe, e do quj as
eresiasijor-elle sustentadas constituiam a
nega?So de tudo quanto fundamental no
Cliristian*aw (aexcepc3o. quandu mnito,
dos dous dogmas do cdigo criminal): Mos-
traremosao mesmo tompo que estas Inwesias
foram completamente refundas e distrmdas.
V.
- A origem da discussao sustentada pelo
general Abreu e Lima com o monsenhir
pinto de Campos, refeivda por -este do
segrate modo:
' ... n5o fui o provocador desta lucia !
Sim, quem lhe deu origem. sem duvida
na melhorintencao, foi o actual Sr: Viga-
rio Capitular, por occasiao.se bem me re-
cordo, de fazer prohibir em Macei a ven-
da das Biblias falsificadas, Essa justa pro-
hiWco provocou- pela imprensa reclama-
t roes dos agentes das sociedades Biblicas.
E porque, por urna sorpreza, o tinado
commendadOrFigueira as fez transcre-
ver no Diario de Pernambuco, mostrou-
se bastante inquieto e deeijose de puWi-
car cousa, que as reutasse. Neste sen-
tido pediu-nae que Hi escreiese rnn ar-
tigo, Recusei-me obsfrvando-llie,que o
nico, por todo os titulas, competente,
era o Sr. Vigario Cipilular, nao s
porque lhe cmupria sustentar o seo acto
como porque a sua voz era de certo
muito mais auctorisado. EtTectivamente
o Sr. Figuera escreveu ao Sr. Vigario
Capitular, pedindo-lbe que faasse na
* questo, ao que responden, que J o
Correio do Recife traba dito o que bastara
sobre a materia. N3o contente o Sr.
Figuera comessa resposta, redobroude
instancias para comigo, perante urna
pcssa respeitavel que -inda vive. A'
vista disto, escrevi, stuar de auetori-
" dade, e sabenca. um artigo puc sahio no
Diario de Pcrnnmbitcn. Algum tempo
depois, appareceu no Jornal do Recife
urna serio de artigos assignados pelo
i Christilo Veto, com o proposito fe i to de
combater o que eu haviadito, e o E\m.
Metropolita sobre as Biblias falsificadas.
Polmica Religiosa, Refttoco ao impio
opsculo etc., pag. 9.
Em sua primeira resposta procurou o
Christo Velho, ou antes c general Abreu je
Lima, refutar as duas aecusaces feitas as
Biblias impressas pelos protestantes: falta
de livros cannicos, aeracoes no texto.
Sem negar que em tae; Biblias se d a
supressao de diversos livros incorporados
no canon pelo Concilio Tridentino, esfor-
cou-se o general Abreu (i Lima por de-
monstrar a n3o canonicidide dos mesraos
livros. Depois chegou a.duvidar da ecu-
menicidade da sesso 41-daquelle Concilio,
na qa.il se fez a incorporado. Diz elle no
final do terceiro artigo de sua primeira
resposta :
Ainda tomos outra prava a favor da
nossa opinio, (jue a i* sessao, quede-
clarou cannicos todos os livros dentera
cannicos de um e oulro Testamento,
foijulgada n3o ecumnica por muitos
padres e theologos de toda a Europa,
porque a ella s assistirao 5 Cardeaes e
18. Bispos, numero insufficiente para
constituir um concilio feral de toda a
christendade.
Tombcm procurou mostrar, ou antes dar
Diario de fernamfcuco Segunda feira
a entender que os decretos do Conciio Tri-
dentino nao vigorara, entro nos, como nao
vigora-vara em Portugal exceptao d
essatf 2 \ e rifarm# mtrimmii.
Dissertando sobre a doriaracao de illus-
iee Awebispe D. Bopiaaldo, de 4110 o sa-
ber er nao mffkienti- p*M-que qualquer
pessoa esteja habilitada a penetrar o sent-
la do* livros santos, procurou o general
breo eLima refutada (art. V.) como se
sustentar o principio contrario,
jjee fundamental no (irftelismo.
No m-tigo Vffl c u.trtno ft sua priim'ira
nespostase v isto ais claramente :
* Conheoido o principio dos protestan-
tes (negar que existe na trra ama au-
t toridmle doirinal) est claro que elles
1 n3o admittom cousa alguma, que possa
de sua promulgarlo, atguns livros, que elle
declarou canqnicos, sem incorrer em nula
de here^it; i," que as inanes em que ae
fundou o> ditof-i^tlio.qaanilo estabeleceu
o cathalogo dosJ m$ cannicos, foram a
mais solidas e
5." que nao prevale-
cen asbjec$3es feitas eccomencidade da
swo-*'' *>Concfi Tridwtino; 6.a *fne
este foi -recebido e accedo em ^ortuga!, e
conseguintemente no Brasil.
O 2." opsculo d urna notioia do assump-
to e da historia de cada um dos livros san-
tos, segundo, a oedem cbrondlogica.
3." propoz-ee a combater os erros que
couica a conouicidade dos liwos santos lua
pnrffrido'oslncredulos, os racionalistas al-
lemaes, os pratestantes, o at por lesgra-1
ca alguns catholicos. Examinou srrccesst-
liarlir lessa autoridade doiitrinal, M*A va mente o canon dos Judeuse o des Chris-
SANCO >0 ACHARIS NA E8CMPTUHAS
1>0R MAIS VOI.TAS QIT. DEttDES AOS >U01JOS.
commandante da fragata perdida, o capito
Kremer, o piloto o o ollioial de quarto.
deliberado nSo durou menos de cinco
horas.
O tribunal condemnou o almirante Possiet-
te a ser publicamente reprehendido, sendo
a reprebensao publicada na orden do dia
fdo ministrada marmita ; o capitao Kremer
foi condemnado a ura. mez de prisao ; o
piloto a do.is semanas da mesraa pena; e
o oflicial de qoarto *ma pena disciplinar
m- que for administrativamente determinada.
_ U
(JASO CURIOSOTeve ha pouco lugar
em S. Petersburgo um incidente bastante
curioso.
Umempregado do Banco traba de con-
tos ; e deu urna resposta cabal ao padre
protestante, que na Bata escrevra em
O que Bio- se pode provar oom as Es- i opposK'o ao illastre Sr. Arcebispo e que
cripturas ou coma Tra^o cathoca nao|pretender justificar a exchisao de certos
vesst; vista um navio, cujo andamento lhe
despertou a curicsidade, nao pode resistir
a ir descansar um. pouco no seu camarote.
Antes, porm, foi ter com Josephina o#Mi-
guel, de quem ij podra oceupar-se des-
de a vespera.
surdo-mudo dormia tranquillamentc, e
a menina Bertomy, assentada ao seu lado,
eslava triste, mis socegada.
Todo o perigo passado, minha boa
amiga, disse o capitao affeetnosamente
e agora fazemos boa derrota... Como vai
o nosso doente 1
To bem quanto possivel, meu charo
Pedro, e cont q e se restabelecer breve-
mente. A nica causa do seu mal a fa-
diga e^privacoes. Apesar da sua fraqueza,
pode segurar-me de cousas bem conso-
ladoras. Meu pai morreu christamente,
arrependido dos seus erros, abeoQoando
seus' Stops e os seus amigos. Sror Ro-
salia tinha razo: agora comprebendo o
que a Santa Virgera me determinava, indi
cando-me que saivasse raeu pai^.. Depois
de uma vida culposa, raorre.u no estado de
graca e foi chamado a melbor sorte. Sao
de certo os seus rogos l naeternidade que
coiiti'ibuiram para que meu irmao se sai-
vasse de tantos perigos e foram elles talvez
ainda que nos preservaram de um terrivel
naufragio esta noule I
Grandval, na sua qualidade de martimo,
era bastaste devoto para contradizer estas
singelas crengas.
Depois de se isseguarar de que os dous
irmaos de nada eareciam, ia a relirar-se,
3uando um maiinbeiro dos que estavam
e cpiirto appareceu precipuamente, di-
zendo ;
Capitao, o navio que ha pouco obser-
vamos ao longo acba-so agora mu prximo.
Consideramo-lo um aviso do Ksttdo e elle
parece querer chegar-se a- falla... Meslre
Grondin manda perguntar o qu devore-
mos fazer, se elle nos abordar.
Obedecer i\ autoridade, seguramen-
te, respondeu o capitao mas nao creto
do instiluico divina. A Tradigo ; vio-
lentamente ropellida pelo protestantismo e
pelo general Abroo e Lima. Este isss"
que a Igreja quem fabrica shos trudiedes
quando lhe concern:-quo aTrrtdiccao qn%n-
do ha a paiavra tstripla s serte para et^
dar o texto onillndi-lo ; f/ue C um acarro
de lugares communs de que aJgrrja se ser-
ve para sahir de burla das Escripturas; k o escanoalOdo
(1HIU8TIAWM0. \s liiblkis FalsifU:adas,
etc. pag. II'i. li c M9.) I
Quem diz isto n) admilteSa autoridade
docente da Igreja. pirque seja fundada na
Ti adieo ; ora se a ONU autoridade
Ltambem nao se funda as Kscripluras.se-
guB-sc. confirme o general Alireu o Lima,
que ella nao iteve ser admittkla. nao A de
instituico divina.
Negar a autoridade d mtrinal da Igreja
e a Tradicao catholiGa nao ser protestan-
te f Nao admira pois que o general Abnu
e Lima logo as primeiras pativras do pri-
meiro artigo de sua primeira resposta te-
nha dito que um protestante tao christao,
seno mais, qao qualquer de los,
O monsenbor Pinto de Campes, voltan-
4o imprensa para sustentar o que havia
dito, nao devia nem po'a lirtiitar-se a urna
simples qnesto de facto : inlidelidades das
Biblias impressas pelos protestantes; e a
uma questio de direito: canonicidade de
alguns livros excluidos pelos protestantos.
A au 8 ra relacao a ecumcnieidside de to-
das as seeses do Cencio Tridentino, e
autoridade deste c^te nos, mas por tudo o
qac dizia respeito aos regolaiBeotes dos
lietherodoxos, tuzidos discussao.
Desnais, poaoo tempw anes haviam sido
publicadas na Babia dous opsculos de um
padre protestante, a favor das Biblias con-
sideradas falsificadas, pelo Exm. Sr. Aive-
ispo; eos ei-roe do raesmo :padre esta-
tam sendo reproduzidos e desenvolvidos
pelo general Abreu e Lima.
Ento publicou o monsenbor Pinto de
Campos uma serie de estensos artigos,
em que tratava especialmente da sustenta-
cao do sen primeira eseripto ; e depois
aproveitou o ensejo para ajustar as contas
com o protestantismo, em outros assump-
tos interessantes, que vinham a proposito.
5is os ttulos daquelles artigos, cada um
dos quaes forma m opsculo distincto.
/. As Biblias falsificadas.
II. Genealoga histrica dos livros San-
tos.
III. Canon dos livros sagrados.
IV. Da leilura dos livros santos.
V. Do ensino da Igreja.
VI. Efraim.
VII. O Purgatorio.
VIII. A Inquisicao.
IX. A Invocacao dos Santos.
O primeiro tem por epigraphe a seguinte
declaracao do Concilio Tridentino; ses-
sao 4/1
Si qitis antem libros ipsos ntegros cun
mnibus suis parlibus. prout in Ecclesia Ca-
tholica legi consueverunt, ct in veteri Vtil-
gata Latina editione habentur, pro sacris.
el canonicis non susceperit, et traditiones
praedictas sciens, et prudens comtanpserit,
anathema sit.
Foi para se acobertarem desta condem-
nacjfo que alguns negaram a ecumenicidade
da $essao em que ella foi promulgada.
Demonstrou o monsenhor Pinto de Cam-
pos : !.' que existiam -realmente as falsiti-
caffces indicadas, 2. que depois naquella
declaracao da Igreja, nao ha mais canonici-
dade de primeira c pe segunda ordera, ou
graduacao na autoridade dos livros canni-
cos ; 3. que nenhum catholicO pode excluir
do cathalogo do Concilio Tridentino, depois
livros.
No IV opsculo domonstrou-se que os
simples fiis nao sao abrigados a 1er os li-
vros da Santa Biblia (visto como podem co-
nhecer suawobrigacoes tanto pelas instru-
idos- dos pastores, como pelos livros, cuja
lettyra a Igreja Ihes facilita e liberalisa); e
que desile o. tempo dos Apostlos se fez
evidente o perigo desta tritura, para pessoas
ndoutae, sem o criterio indispensavel e de
f varillante.
Depois de desenvolver perl'eitamente es-
ta these, passou o autor a indicar1 e expli-
car as wgras qao 6e devem gnantor na in-
terpretafao das Escripturas, a distineco e
classificaco dos differentes sentidos. Es-
tas nocoes de hermenutica, j de si inte-
ressantes, vieram muito a proposito, para
patentear que a interpretacio das Escrip-
turas nao pode estar sempre ao alcanw de
quem quer que nao seja analphabeto; e que
portanlo falso o principio seguido pelo
general Abren e Lima.
No V o monsenhor Pinto de Campos
sustentou extensamente a autoridade dou-
trinal daTgreja, e consei,uiintemente a falsi-
dadedos principios, emque se funda o pro-
testantismo : e sao: que a Escriptura Santa
aregra nica da nossa crenca; que todo
o individuo tem o direito de interpretal-a,
conforme suas proprias luze3, e sua razao
individual; que pd^cada um por si mes-
mn( sem auxilio de 'autoridade, descobrir
na Escriptura os artigos fundamentaes da
f christa, os nicos (dizein os protestantes)
necessarios sal vacio.
O VI a rerutaco de alguns erros de
um opsculo intituladoEfraim, publicado
no Rio de Janeiro. Os erros e heresias do
Efraint chegaram at negac3o da trans-
missibilrdade do peccado original! Isto
negar formalmente a miss3o divina do Re-
demptor da humanidade, e negada a ne-
cessidade da missao ou a sua divindade nao
estar muito longe a heresia de Renn.
Depois de tanta lula cora os erros do pro-
testantismo, qne tiveram to grande parte
na discussao, tratou o monsenhor Pinto de
Campos de defender os dogmas do Purga-
torio e da invocacao dos Santos, que soffrem
dos protestantes as maiores conteslacos.
Depois demonstrou que a Igreja nao era
responsavel pelos abusos commettidos por
atguns trbunaes do Santo-officio, e que n3o
foi S. Domingos o fundador da Inquisc3o.
Em resposta a estes escriptos publicou o
general Abreu e Lima um' lvro de 372 pa-
ginas, in4., compreliendendo sua pri-
meira resposta.
Dessa vez nao contentou-se com a a sus-
tentarlo do que havia dito contra os preci-
tos da Igreja, mas, deixando de parte uma
certa reserva que guardara at ento, de-
dicou captulos inteiros, paginas e paginas,
contestago formal dos mesmos preceitos;
at rcfutac3o de definices dogmticas.
(Continuar-se-ha)
duzir a repartirlo do correio 2,200:000
rublos, e mandando buscar uma carruagem
de aluguel mettleu dentro o dinheiro ; mas
lembrando-se de que deixara o paletot no
interior do edificio, fchou a portinhola do
trem e foi buscado. Quando vbltou ra,
vio, com pasmo, que a carruagem tinha
despparecido. Todo o pessoal do Banco
se pozlogo em alarme, deu-sc aviso po-
lica, e principaram as pesquizas em todas
as direeces. Dentro em pouco tempo
encontrou-se o cocheiro que ia tranquilla-
mente guiando o trem em direccao ao cor-
reio, tendo partido em plena conviccao,
depois que ouvira bater a portinhola, de
que o erpregado ia no trem f
CASO EXTRAORDINARIO.leu-se em
S. Petersburgo o' seguate:
Era o beneficio de ntadame Lawroskk,
artista de um dos theatros tyricos daquella
cidade. Durante a representac3o .0 director
do theatro entregou artista um magnifico
bracelete acompanhado de ura ramo de flo-
res. Ella acceitou o ramo e recusou o bra-
celete, declarando en alta voz, que como
recebia da empreza um estipendio muito su-
fficiente para as suas neessidades, seria
melhor que o importe do bracelete se des-
tribuisse por familias pobres.
0 publico enthusiasmou-se at ao pon-
to de se abrir logo uma subscripc3o em
favor dos pobres, que chegou a uma som-
ma avultada ; e acompanharam a cantora
at casa quasi todos os espectadores ; isto
apesar de gelar consideravelmente sahida
do theatro.
que o aviso do Estado se importe coranos-
co E' provavelmente algim dos navios do
cruzeiro qde se refugiou do tuf3o em al-
gum porto prximo e agera segu sua der-
rota.
Acabava de dizer estas palavras, quando
um tiro de artilheria resoou a pequea
distancia.
Nao tem duvila, Jaime proseguio
o capitao. Vejamos o que ha.
E subi para o convez.
Um grande barco a v; por se a'chava a
menos de urna milha do brigue Prosperi-
dad''. Fra elle que dera o tiro para cha-
mar a atteneo do brigue mercante, cando
ao mesmo tempo o pavilhao tricolor.
Trocados alguns signaos, rpidamente en-
tre os dous navios, "o capitao Grandval dis-
se tripolacao :
N5o sei o que querem de nos, mas
n3o temos que arreceiar-nos deninguem, e,
visto que nos mandam por capa, obede-
gamos.
Mandou, pois, fazer a manobra em ter-
mos que as velas se neutralisaram ornas em
relacSo s outras e o brigue ficou iramo-
vel. Por sua vez o avise a vapor nio tar-
dou a parar, pondo a naio uma lancha,
para a qual desceran dous ofliciaes de ma-
rinha em uniforme. Em seguida a lancha,
impellida pelo remar maravillosamente ca-
denciado de oito marojos, atracou ao b-
guo-
Grandval recebeu os o.nciaes com todas
as honras proscriptas pela etiqueta marti-
ma. Subiram a bordo seguidos de daos
marojos, que ficaram ao portlo, em quan-
to que os seus cbofes caiainhavam sobre o
oonvez.
Feitas as pergontas do estylo acarea do
oome, destino e earregamento do navio, o
oflicial superior, que liaba o uniforme 4e
enente, disse em tom car regado a Grand-,
Val:
I Era o senhor que estava ha dias no
Recife do Diabo ? E'-9Sfiasado negado,
porque temos a certeza d'isso, n3o obstante
os seus esforcos para se pceultar.
Grandval respondeu aGBrmativamente.
Poder-se-ha sabr o motivo pelo qual
o senhor estacionou tanto tempo n'um lugar
to perigoso, onde de certo entrou e d'onde
sahio forra de difQculdades'?
Grandval tinha o recado estudado para o
objecto em questao. Por tanto respondeu
que, tendo-se o navio apreseatado sbita-
mente a fazer agua, fra foroado a reco-
Ihe-lo na bahia quo primeiro se lhe de-
parou.
Esta explicago era bastante plausivel,
sias o oflicial, ouvindo-a, franzio o sobr'-
olho, dizendo em seguida :
Vejo-me na obrigacao de lhe pedir a
relacjQ da sua tripolagao : queira fazer
presetar todo: os pssageiros o tripo-
lanles.
Grandval satisfez a exigencia e cada ura
dos raarioheiros respondeu chamada. S
ueixaram de apresenlar-se Josephina e Mi-
guel, cuja presenga a bordo foi verificada,
porm a doenga do surdo-mudo justificou
a sua ni comparencia.
NSo isto bastante redarguio o te-
nente.Agora temos que visitar o interior
do navio mrauciosanieQte para que nos cer-
tifiquemos de qae n3o ha pessoa alguma
clandestinamente a bordo. .
I Grandval n3o oppo a mnima crbjeCc3o.
0 oicial inmediato so tenente, acorapa-
||it'n fin In 1.11 sedados de marirha ini-
fiHtr, procederam a mais minuciosa busca,
em quanto toda a tripolacao se conservava
sobro o convi
Wto.tardojMiifvoltar ovoflicial e os dous
marujos, 'di^do quede ao tenente :
, -* Est todo*em ordem, senhor 5 demos
busca at no por3o e nada encontramos
de suspeita.
Eolia-a ysionomia do tenente perdeu
p aspseto de altivez que at all aprsenla-
ra, lioendo.:
""Estou 8atisfeito, capit.a Grandval ;
brte'sefpir sua viagear. Queira desculpar
POUCO DE TUDO.
JULCiAMENTO.O supremo tribunal ma-
rtimo de S. Petersburgo (Bussia) julgou o
precesso instaurado por causa do naufra-
gio da fragata Alexandre Neirslcg, de que
ia sendo victima o gr3o duque Alexis Nico-
laiewitch.
O tribunal rennio-se na sala da bibothe-
ca da marinha. Uma grande multidao as
sistio ao julgamento. Estiveram presentes
o czarewitch, o gr3-duque Whdimir e o
gr3-duque Alexis, o almirante em chefe, e
outras pessoas de distinecao.
O processo foi longo e rainncioso, mas
dirigido com toda a iraparcialidade. Os
oceusados eram o vice-elmirante Possiett,
PEREGRINACO.Sabe-se por cartas de
Djeddah, que gra ch'eiill' de Meca, de
accordo com Maomd-pacha, governador ge- .
ral de Hedjaz, adopton todas as medidas ne-
cessarias para conservar a hygiene publica
durante a estacan de peregrimagera s ci-
dades santas.
Ha noticia exacta de que este anno con-
correrara muitos peregrinos musulmanos, e
que o primeiro comboyo, que sahio da Sy-
ria, devia chegar a i ou 5 de marco. Orga-
nisarara-se duas commisses sanitarias, uma
em Djeddh, e outra em Taiff, aonde reside
o gra cheril, e o governador geral, e estas
commisses j comecaram os seus traba-
dlos, eredigiram osregulamentos sanitarios
que devem executar-se.
0 vice-rei do Egypte mandou, com 041ro-
psito de auxiliar e manler a ordem, dois
batalhoes da linba, que se conservaram
n'aquelles sitios at que lenham regrossados
os peregrinos.
A ceremonia final da peregroae3o cele-
bra-sc no monte Arafat, e consiste em sacri-
ficios, que duram tres dias. Anteriormente,
o grandissimo numero de cordeiros e outros
animaos mmulados n'aquellas solemnidades
religiosas ficavam expostosao sol, e as car-
nes exhalavam miasmas peslilentos.
Tomaram-se "pois disposices para modi-
ficar ridacalmente lo peruicioss pratica e
para evitar as enfermidades" contagiosas que
levavam comsigo os peregrinos para os pai-
zes por onde atravessavain no regresso da
peregrinacao.
MENDISABAL.Dspe-se em Madrid
a transferencia da estatua de D. Juan Al-
vares Mendisabal do salo dos proceres do
antgo gymnasio do principe Alfonso, aonde
se acha o pedestal j terminado, que se
erigu para a praca do progresso.
as formalidades com que Uve de o impor-
tunar, e, em compensacao, receba um bom
conselho : para o futuro,.quando viajar t3o
prximo das penitenciarias, evite manobras
tpic se prestem a suspeitas, como' ultima-
mente lhe succedeu, pelo que me achava
eu especialmente encarregado de o vigiar.
Granifval n3o pJe deixar de sorrir-se.
Ora essa I Ent3o que motivos se
deram para se erapregar tal rigor par com
o meu pobre navio, retido as costas por
causa de avarias ?
Agora nao vejo inconveniente era lh'o
declarar : o caso que se evadiram da pe-
nitenciara de S. Lourenco alguns focados
e fui previnido de que tres d'elles se apo-
deraran de uma embarcacao, suppondo-se
acharem-se em viagempara as colonias in-
glezas. Um d'cstes o famoso Rigaut, o
mais notavel malvado da penitenciaria.
Rigaut I exclamou Grandval -t- E'
raeu mortal inirigo e por sua vontade nao
estara eu boje com vida I
Entodisse o tenente, preparndo-
se para se retiraro senhor o capitfio de
marino mercante a quem aquello -tratante
armou algumas diadas % Eu ouvi fallar
d'assas historias. N'esse aso, acaute)e-se
quand regressar Franca. E' provavel
que higaut a esta hora esteja ao abrig do
nosso alcance e que o senhor ainda alli o
v encontrar I '
Grandval agradeceu ao oflicial esta pre-
\enc5o, e, acompanhando-o s oseadas,
perguntou-lhe se havia alguma uovidade
em Cayenoa, d'onde vinha o aviso a va-
por,
Nao lia nada de novo respondeu
dislrahidamente o ofcial. Apenas consta
que o Rongou, aquello maldito negro com
quera o senhor tarabam teve o quer que
fosse e do qual ha muito'se nao fallava,
acaba do reappareper aas visinhangas da
cklade, continuando a faaer das suas... Con-
tamos que d'esta vea so conseguir agar-
rado.
Pedro disse amen de tedo o corceo;
EXCESSO D AMOR FRATERNAL.Sui-
cidou-se ha dias Amadeu Gonet, autor
d'uma Historia populare nacional de Fran-
ca, e colaborador do Secuto. O irmao do
suicida, V. Gon, estava muito doen.e e o
medico tinha predito que elle nao chegaria
a passar a noute. Amadeu Gonet, deses-
perado, fediou-se no quarto e traspassou
o peito com tres punhaladas.
No dia seguinte apparecoram os dous
irmaos mortos um ao lado do outro.
mas j o oflicial de marinha eslava na lan-
cha, e, tendo trocado a ultima saudacao
com Grandval, voltava costas ao brigue.
D'ahi a dez minutos o aviso estava em
marcia, deixando aps si um prolongado
traco d fumo. Ent3o Grandval, voltou-se
para a tripolacao e ordeno a manobra de
inotter todos os pannos.
Em quanto esta ordem se executava des-
trmente, elle prosegua, dizendo:
Mos obra, amigos 1 Voltamos
Franca e dentro em um mez forcoso que
subamos era romana a sucoeta da Virgein
em Fcamp. -^
Esta nqvidade foi receida pela tripola-
cao com .Itogres ****** oslwfamto ptre-
ceu que uma idea triste assombrou o rosto
do oven capito, porquanto, viraudo-sc
precipitadamente, dosceu para o interior
do navio. Foi encontrarse rom Josephina
e Miguel, ainda-sobresaltadas pelas rigoro-
sas pesquizas que acahavam de operar-se a '
bordo*
- Acal de ver, mwha boa. amiga,
disse^-^lecomo todos as nossas estrate- ^
gias rperigos se teriam imtiHsado, se sea
pai se acliasse a bordo: td-Jo-hin des-
col) e rto> iwitajwlnaeato >? a ffita "hora-reaarwpio JosepAina
melanoolkMafinto teriaa^tt a dosdita do o
ver reconduwto? peaitsatisria. a sojeitoa
novo-easfigos !... fteus **e melhor do
que n* aqoilliv que nos coove*!
tjuamo estimo ve-ta assim resignada!
N3o se esqueca, porm, dos horrtveis em-
baragos em quo nos veremos 4 nossa che-
gada Franca, onde afguem reclamar ri- ^
gorosamente o cumprimento solemne da
sua promessa.
N3o se aflbja com isso, Pedro; con-
fiemos em Deus.que de corto nos nao aban,
donar tarabea n'essa dMcoldade.
(Continuar-se-ha.)
fffntplIARIO-lliA.AgcWlESI. ,t! "
;
.
K..I
BHS


Full Text
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