Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:11825


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Full Text
ANNO XLV. NUMERO 93.
PARA A CAPITAL LUGARES OKDE VA6# SE PACA PORTE.
Por tres mezes adiaaUdos................... 6*000
Por seis ditos idem................. 12*000
Por om anno idem. ................... 240000
ida numero avulso.............# *320
SEGUNDA FEIRA 26 DE ABRIL DE 1869.
'
PARA DENTRO E PORA DA PROVtCIA.
Por tres mezdiantados.
Por seis dto's8era. .
Por no> i ditos idem .
Por dm anno ....
ia&o
20*250
27*000
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Propriedade de Manoel Figneira de Faria & Filhos.
AO AJE*TE:
Os Sfs. Gerardo Antonio Alves & Filhos, no Para; GooeaJvea 4Y Pinto, no MaranhSo; Joaquim Jos de Oiveira, no Cear; Antonio de Leaos Braga, no Aracatj; Joo Mara Julio Chaves, no Assn; Antonio Marques da Silva, o Natal; Antonio Joaqun
Guimaraes Pancada, em Mamanguape; Antonio Alexandrino de Lima, na Parahyba; Amonio Jos Gomes, na Villa da Penha;. Berannn.o dos Santos Boteao, em Santo Antao; Domingos Jos da Costa Braga,
em Nazareth; Francino Tavares da Csta, em Alagas; Dr. Jos Martins Alves, na Baha; e Jos Ribeiro Gasparinho, no Rio de Janeiro.

N
'I

I

I
PARTE OFTICIAL.
Grerao da provincia.
EXPEDIENTE ASSIUNADO PELO KXM. 8B. CONDE DE
NAKPKNUY, PRESIDENTE DA HOVINCIA, EM 7 DE
ABRIL DE 4369.
3' seccao.
N. 203 Portara ao inspector da thesouraria
(le fazenda Kxpeca V. S. as suas ordena alim de
que por Mtt thesouraria se ajuste contas e passe
guia do sorcorrimento ao coronel commandante
do batalho n. 14 de infamara, Manoel da Cuulia
Wanderley Lins, que tendo resignado o resto da
brenca con qne Be aehava nesta proviecia, segu
para a corlo no vapor Cruzeiro do Sul que se es-
pora do norte.
Y 266.Dita ao mesmo. Autoriso V. S. nos
termos de suainformagao de hontem, sob n. 195,
com referencia a da ecatadora dessa thesoura-
ria a mandar pagar ao gerente da companliia Per-
uambucaiia a quantia de*l1:1665666, proveniente
da subvencao relativa ao mez demarco ultimo,
com que ogoverno imperial auxilia mensalmente
a mesina coinpanhia.
1* 267.bita ao mesmo.Em vista das contas
juntas em duplcala, mando V. S. liquidar a des-
peza feta oom o fornecimento de luz e agua ao
i|uartcl do destacamento de guardas nacionaes da
cidade de Gcyanua durante os mezes de setembro
do anno prximo passado a margo ultimo, e pagar
asna importancia a Antonio Alves Valongo, con-
forme socitou o ehefe de polica cm ofllcio de
hontem, sob a. 487.
N. 268.Dita ao mesmo. Recommendo a V.
S. que em vista da inclusa conta que%ie remet-
teu o ehefe de polica com oflico de hontem, sob
n. 183, mande pagar ao Dr. Henrique Mainedo de
Almeida. a quantia de 693 proveniente da impres-
so e brochura das inslrucees dadas para o ser-
vigo do recrutamento, trabalho este que foi aute-
risado nelo mesmo ehefe, afim de serem taes ins-
truceoes distribuidas por todas as autoridades po-
liches.
N. 269.Dita ao mesmo. Recebi o ofllcio de
V. S. datado le 5 do correntc, sob n. 191, e cm
resposta tenho a declarar-lhe que honve eugano
na exposigo cita ao Sr. ministril da fazenda em
19 do mea passado, em dizer-se que S. S. s ha-
vir informado o requerimento do segundo c-scrip-
turario Thomii Arvellos Espinla, que pedia ser
promovido a primeiro, e esse engao proveio de
terem-iiio ^presentado alguns dos prejndicados,
embora entregas-e mais tarde os requerimentos, e
Mim julgeu-se ja haverem sido enviados a V. S.
O liin que tive em vista foi que o govemo impe-
rial soubesse qve reclamaciies appareceram acer-
ca do lugar que se ia prover, alim de que resol-
v, sse a tal respeito, como entendesse de justica.
Nao houve portanto intengo da presidencia em
fazer iiiorepacao alguma ao procedimenlo de V.
S., c ueste seniido vou officiar a S. Exc o Sr.
miuistro da fazenda rectilieando o qne expend
sobre esto aseumpto.
N. 270.Dita ao inspector da thesouraria pro-
vincial.Annuindo ao que solicitou o ehefe da re-
partir) das obras publicas em ofBcio de hontem,
sob n. 141, recommendo a V. S. que mande adian-
tar mais 3:000* ao thesonreiro daquella repart
gao para a continuago do pagamento das despe-
zas com os reparos das pontes e estradas arrui-
nadas pula ultima cheia do rio Capibarbe, visto
ja aehar-.se esgetada a de 9:000 que por diver-
sas veze.3 e pira o mesmo flm tem sido entregue
ao mencionado thesoureiro.
N. 271.Dita ao mesmo. Communico a V. S.
que a vista dos seus oIBcios de 23 do mez prxi-
mo findo e do corrente ns. 154 e 179, nesta data
. nomeei o segundo cscripturario dessa thesouraria
Manoel Pereira da Cunha, para o lugar do primei-
ro, vago pela aposentadoria de Alexandre Amrica
de Cadas Brandao. E porque Joo Cesar Cavalcan-
ti de Albuquorque, que actualmente terceiro es-
eripturario, tem os exames estabelecidos pela le
n. "OS, como mostrou por certiilo anthentica fal-
undo-lhc apenas o de traduego correta da lin-
gaa tranceza, que'adita lei tambem exige, cum-
bre que V. S. considerando validos os mesmos
as, foca com que esse empregado sesubmet-
ta ao desta" iipgua e d parte a esta presidencia
do resultado, alim de resolver-se o que for justo e
conveniente.
4" secgao.
N. 276.Portara ao director geral da iustruc-
rjw publica.Devolvendo a V. S. as provas escrip-
ias que acompanharam o seu oflico de 3 do cor-
rente sob n. 87, tenho a dizer que approvo a opi-
nio do cm seibo director acerca do exame de ha-
bilitagio pira o magisterio do sexo feminino, a que
se proceden nos das 20, 22, 23 e 24 de marca
prximo (indo, cumprindo que se confiram os t-
tulos de eapacidade s nove sonboras julgadas ha-
bilitadas pelos examinadores, nos termos do final
do seu citado ofllcio.
N. 277 Dita ao Dr. Francisco de Paula Salles.
Com o seu ofllcio de 18 de marco ultimo, recebi
o manuscripto dondice Alphabelicodas leis
desta provincia, de cuja confeccao achava-se V. S.
incumbido por contratos de 30 de novembro de
1864, e de 2o de julho de 1866, e nao estando con-
signada na lei do oreamento do actual exercicio,
verba para o rtspectivo pagamento pedir-se-ha a
assembla legislativa provincial, a decrelago de
fundos pira esse flm.
N. 278.Diti cmara municipal da villa do
l'.o:ato.Nai leudo anda sido recebidas nesta pre-
siilencia s copias authenticas das actas da eleic^ao
prim iria, a que se proceden no dia 31 de Janeiro
do corrente anno, as parochias de Nossa Senhora
da Concedi e S. Jos de Bezerros da villa do Bo-
nito, cumpre que a cmara municipal da mesma
villa faga extrahir, e remejla com a maior urgen-
cia s referida* copias, que devem ser de todas sj
actas, desde a organisaqao'das mesas parochiaes,
di primeira, segunda e torcoira chamadas, at a
da apuraejio dos votos para eleitoip, e vir confe-
ridas pelo secretario da cmara e concertadas
por tabelliao do lugar, e na falta por escrivao de
paz. O que moito recommendo referida c-
mara.
Idntica cmara municipal da villa de Ga-
ranhuns, a respeito da parochia de Santo Anto-
bo.
Idntica cmara municipal da villa de Pao
d'Alho, a respeito da parochia de Nossa Seiihora
da Luz.
N. 279Ditaaos agentes da companhia brasi-
leira de paquetes i. vapor. Os Srs. agenes da
companhia brasileira de paquetes, mandem dar
transporte,para a corte, por conta do ministerio da
guerra, no-vap^r Cruzeiro do Sul, que se espera
do norte, ao coronel comMdante do bateltiao n.
14 de infamara, Manoel da Cunta Wanderley
Lins, e ao ioldaawMriano de Freitas Barbosa, ca-
marada do mesmo coronel.
N. 280. Ditao gerente da ajpanbia Per-
nambucana. O Sr. gerente- da oompanhia Per-
nambucana mande dar transporte at o presidio
de Fernando, n> primeiro vaper qse para all se-
guir, passagem de estado, a mulher do alferes do
terceiro batalla da guarda naeiwwl dest* muni-
cipio, Augusto Pater Cesar, que val destacar no
mesmo presidio, a orna saa cunhada e a tuna fi
Iha menor, e de proa a ama criada.
PEDIRNTK ASSIOKADOPfLO SB. DB.JOAOTD 00HREA
B ARAniO, SBCKTBIO DO fiOVKRKO, KM 0
kHD. DB 1W9.
l'secco.
N. 28i.-H0fflcio ao Exm. Sr. general covnan
dame das armas.De ordera de S. Exc. o Sr. pre-
sidenta da provincia, declaro a V. Exc. em res-
posta ao seu ofllcio de 6 do corrente sob n. 194,
que nesta data licam expedidas s convenientes
ordens, nao s aos agentes da companhia brasilei-
ra de paquetes, para darem transporte para a cur-
te no vapor Cruzeiro do Sul, ao coronel comman-
dante do batalho n. 14 de infamara, Manoel da
Cunha Wanderley Lins e o seu camarada soldado
Mariano de Freitas Barbosa, como tambem a the-
souraria de fazenda, para ajustar-lbe contas e pas-
sar guia de soccorrimento.
2* secQio.
N. 282. Oflico ao Dr. ehefe de policia. O
Exm. Sr. presidente da provincia manda declarar
a V. S. em resposta ao seu oflico de hoatem sob
n. 487, que a thesouraria de fazenda tem ordem
para pagar Antonio Alves Valongo, a quantia de
124*840, consunto de seu citado oflScio.
N. 281Dtio ao mesmo. O Exm. Sr. presi-
aente da provincia manda declarar a V. S. em
resposta o seu ofllcio de hontem sob n. 483, que
thesouraria provincial tem ordem para pagar ao
Dr. Henrique Mamede de Almeida a quantia de
69000, constante de seu citado oflico.
3* secc.o.
N. 285. Oflko ao inspector da thesouraria de
fazenda. O Exm. Sr. presidente da provincia
manda declarar a V. S. que segundo participou o
ehefe de policia em ofllcio de 6 do corrente sob n.
486, pelo delegado de polica de Bonito, foi remo-
vido o quartel do destacamento daquella villa pa-
ra urna casa do patrimonio da cmara, cujo alu-
guel de 5000 mensaes.
N. 286.Dito ao ehefe da repartir) das obras
publicas.S. Exc. o Sr. presidente da provincia
inteirado do contedo do ofllcio que V. S. Ihe di-
rigi hontem sob n. 141, manda declarar em res-
posta que thesouraria provincial tem ordem pa-
ra adiantar ao thesoureiro dessa repartir) os
3.O005OO constantes do final do citado oflico.
EXPEDIENTE ASSIG.NADO PELO EXM. SR. CONDE DE BAB-
PENDY, PRESIDENTE DA PROVINCIA, EM 8 DB ABRIL
DE 1869.
Ia seccao.
N. 289.Portara ao Exm. general commandan-
te das armas.Mande V. Exc. por em liberdade
os recrulas Jeronvmo Jos de Araujo, Joo Car-
doso de Oliveira, Joo Luiz de Franga, Manoel
Francisco Per ira Lima e Joaj Ferreira dos San-
tos, os quaos foram julgados incapazes do servido
do exereito, como consta do termo de inspecea
que veio annexo ao seu ofcio de 7 do corrente,
sob n. 1 N. 290.Dita ao commandante do presidio de
Fernando.Com a inclusa copia da informacao
ministrada cm 3 do corrente, |ielo juiz de dreito
da l1 vara desta cidade, respoudo ao ofBcio qu
em 23 de outubro do anno passado, sob n. 166, me
dirigi esse commando, sobro qnem o competen-
te para coinmutar a pena de prisao com trabalho
em prisao simples, recommendo-lhe que devolva
as guias dos sentenciados que estiverem nessas
condicocs para serem convenieutemenle substi-
tuidas.
N. 291 Deliberacao.O presidente da provin-
cia, atlendcndo ao quo requeren Jos Mara Fer-
reira da Cunha, resolve conceder-lhe licenca para
embarcar e reraetter no primeiro vapor que se-
guir para o presidio de Fernando de Noronlia os
gneros constantes da relaco juma, assignada
pelo secretario do govemo, nao podendo, porin,
eflectuar o desembarque dos referidos gneros,
sem que por parte do commandante do mesmo
presidio se proceda a exame, am de verlicar-se
se ha agurdente ou outra qualquer bebida espi-
rituosa.
21 seccao.
N. 292.Portara ao csuiraandante superior in-
terino da guarda nacional do Hecife.Expeca V.
S. suas ordens, alim de que uiua guarda de honra
de ura dos batalhdes da guarda nacional sob seu
commando superior, acompanhe a procissao do
Senbor aos enfermos, que tem desahir da igreja
matriz da fregueza de S. Jos, no dia H do cor-
rente, s 8 horas da manha.
N. 293.Deliberacao.0 presidente da provin-
cia, attendendo ao que requereu o promotor pu-
blico da comarca de Itamb, bacharel Joaquim
Guedes Correa Gondim, resolve conceder-lhe mais
dous mezes de iicen;a com ordenado, na forma da
lei para tratar de sua sade.
3" seccao.
N. 294.Portara ao inspector da thesouraria de
fazenda.Em vista da conta junta em duplicata.
quo me remetteu o conirnandante superior deste
municipio, com ofllcio de 6 do corrente, sob n. 56,
mande V. S. liquidar e pagar a importancia da
despeza feita com o fornecimento d'agua para a
forca aquartellada no Hospicio, durante o mez de
margo ultimo.
N. 295Dita ao inspector da thesouraria pro-
vincial.Declaro a V. S. para seu conhecimento e
(ns convenientes, que o chele da repartico das
obras publicas participou em offlcio de hontem,
sob n. 142, que por haver-se Andado o prazo de
responsabilidade dus obras do ultimo lance da es-
trada de Nazareth, mandara lavrar o termo de re-
cebimento definitivo de taes obras, e passar o com-
petente certificado.
N. 296.Dita ao ehefe da repartilo das obras
publicas.Pelo seu ofllcio de hontem sob n. 142,
liquei inteirado de haver Vine, por achar-se findo
o prazo de respon>abilidale das obras do ultimo
lance da estrada de Nazareth, mandado lavrar o
termo de recebimento de taes obras e passar o
competente certificado.
4' seccao.
N. 297.Portara cmara municipal do Reci-
fe.Declaro cmara municipal do Recite, em
resposta ao seu ofBcio de 2 do crreme, sob n. 15,
que approvo o oreamento na importancia de.....
814*000, feito para os reparos das ruinas causadas
pelas grandes mares havidas nos mezes de feve-
reiro e margo ltimos, no aterro da estrada que
da ra Imperial vai ter Cabanga, e autoriso a
mesma cmara a despender aquella quantia com
semelhante obra.
N. 298.Dita mesma.Com* o ofllcio que me
dirigi a cmara municipal do Becife em 2 do cor-
rente, sob n. 16, recebi o que a mesma cmara en-
derega ao Exm. ministro do unperio, com a copia
authentica da acta da apuracio geral de votos a
que procedeu para os tres deputados assembla
geral pelo Io distrcto desta provincia.
N. 299.Dita ao commissario vaccinador pro-
vincial.Remeta Vmc. a esta presidencia algu-
mas laminas com puz vaccnico, para ser enviadas
cmara municipal de Serintiiem.
N. 301.Dita aos agentes da companhia Brasi-
leira de paquetes.Em vista do seu ofllcio desta
data, tenho a dizer a Vmes. que o vapor Paran
deve seguir para os portos do norte amanhaa, s 5
horas da tarde.
N. 30!.Dita aos meamos.Os Srs. agentes da
companhia Brasileira de piquetes mandem dar
transporte para a corle, por conta do ministerio da
mariana, no vapor Cruzeiro do Sul, que se espera
do norte, ao 2* teoente de comraissao Francisco
Jos de Abreu, que deserobarcou do vapor Guar
por doente e Coi recomido enfermara de ma-
rinha.
N. 303.Dita ao gerente da companhia Per-,
nambucana.O Sr. gerente da companhia Per-
nambucana mande dar a D. Emilia da Cunha e Fi -
gueiredo, mulher do bacharel Manoel da Cunta e
Figueiredo, juiz monielpal e de orphos do Cear,
dk no vapor que para a- capital daquella provincia
tem dfaegair a^5 do carrate, urna pawagem do
N. 301.Sita o engeuheiro scal da erapreta*
do asseio desta capital.Com a inclusa copia da
informacao prestada pelo Dr. inspector da sade
pu'dica respondo o oficio qoe Vmc. me> dirigi
em 31 de marco ultimo, sob n. 126 aco'mpanhado
de copia de urna carta, em que o engnnlieiro da
companhia de esgoto e asseio desta cidade pede
explicacoes sobre a intervencao do mencionado
Dr. as obras d*aquella ompreza.
N. 305.Deliberacao.O presidente da provin-
cia, tendo em vista a'proposla do administradjir *>
rorreUkdwta capital datado de 7 do correnje re-
'sol velwnear o guarda da saride-d porto Jorge
Dowsley para exercer interinan*ne lugar, de
agente do mesmo correio no marjtente o im-
pedimento do respectivo propriotaro..
EXPEDIENTE ASSKADO PELO SR. DR. J0AQUIM CORREA
DB ARAUJO, SECRETARIO DO COVERNO, ES 8 DE
ABRIL DE 1869.
1." seccao.
N. 306. Offlcio ao commandante do bngue
barca Itamarac.De ordem de S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia (Jeclaro a V. S. que fica ex-
pedida a conveniente ordem aos agentes da com-
panhia brasileira> par mandarem transportar para
a corte no vapor Cruzeiro do Sul o 2* tenenle
de comraissao Francisco Jos de Abreu que de-
serabarcou no vapor Guar por doente.
2.a seccao.
N. 307.Ofllcio o Dr. juiz de dreito da comar-
ca de Garanhuns.O Exm. Sr. presidente da pro-
vincia manda aecusar o reeebimente do ofRcio- de
V. S. de 13 do mez prximo findo, em que eoin-
munica ter nomeado ao captao Antonio Vietor
Correa promotor publico interino dessa comarca,
por ter entrado no goso da licenca o effectivo, ba-
charel Jos Francisco d'Arruda.
3." seccao.
N. 308.Ofllcio ao Sr. inspector da thesouraria
de fazenda.S. Exc. o Sr. presidente da provincia
manda transmittir a V. S. as cinco inclusas or-
dens sendo tres do ministerio da fazenda sob ns.
31, 33 c 34, e duas em duplicata expedidas pela
reparticao do ajudante general sob ns. 665_^ 666.
N. 309.Dito ao mesmo.S. Exc. o Sr. presi-
dente provincia manda transmittir a V. S. o inclu-
so ofllcio da secretaria de estado dos negocios da
fazenda datado de 31 de margo ultimo acompa-
nhado da nota do dinheiro quo dove ser entregue
nessa thesouraria pelo commandante do vapor
Paran Antonio Joaquim de Santa Barbara.
N. 310.Dito ao mesmo.O Exm. Sr. presi-
dente da provincia manda declarar a V. S. que
segundo oflico do juiz de dreito de Garanhuns,
em 13 de marco ultimo foi nomeado o capitao An-
tonio Vctor Cerra, promotor publico interino
d'aquella comarca no impedimento do effectivo,
o bacharel Joaquim Francisco d'Arruda que en-
trou no goso da 1 Tenca que lhe foi concedida
pelo mesmo Exm. Sr.
4.* secg).
N. 311.Offlcio ao Dr. Arminio Coriolano Ta-
vares dos Santos, secretario da assembla legis-
lativa provincial.N. 1.S. Exc. o Sr. presidente
da provincia a cujo conhecimento levei o oflico
une V S. me dirigi nesta data sob n. 1, manda
declarar-lhe, alim de que o fac/i coiistar assem-
bla legislativa provincial que no dia 10 do coi-
rente a 1 hora da tarde, comparecer no pago da
mesma assembla para fazer a leitura do seu re-
latorio.
N. 312.Dito ao administrador do correio.S.
Exc. o Sr. presiaente da provincia tendo por deli-
beracao desta data e em vista de sua propo.-ta de
7 do corrente resolvido nomear o guarda da sade
do psrto Jorge Dowsley para oxercer interinamen-
te o lngar de agente no mar durante-o impedi-
mento do respectivo preprietaro, assira o manda
coinmunicar a V S. para seu conhecimento.
EXPEDIENTE ASSIUNADO PBLO KXM. SR. CONDE DE BAE-
PENDY, PRESIDENTE DA PROVINCL\, EM 9 DE ABRIL
DB 1869.
1.a secgao.
N. 317.Portara ao Exm. gentral commandan-
te das armas.Tendo nesta data concedido 8 das
de praso para prevar isengo legal ao recrula Joo
Luiz Gonzaga assim o communico a V. Exc. para
o seu conhecimento e direccao.
N. 318.Dita ao mesmo.H aja V. Exc. de ex-
pedir as suas ordens, para que no dia 11 do cor-
rente, o mais cedo possivol, seja posta a disposi-
co do Dr. ehefe de polica toda a forca disponivel
de cavallaria qne existir nesta capital, afim de se-
Suir no trem da estrada de ferro da manha desse
ia para o lugar denominado Prazeres neste
municipio.
N. 319.Dita ao mesmo.Atienta a necessidade
que ha de offlciaes no deposito de recrutas, como
V. Exc. me declarou em seu offlcio de 7 do cr-
reme, sob n. 195, pude mandar admittir ao servigo
do mesmo os offlciaes Jos Ignacio Bibeiro Boma,
Jos Mara Benjamm dtf Assis e Alvaro Conrado
Ferreira de Aguiar, como propoe.
N. 320.Dita ao inspector do arsenal de mari-
nha.Mande V. S. postar junto ao caes do Forte
do Mattos no dia 11 do crreme ao meio dia, urna
lancha para transportar i bordo do vapor Giqui,
os sentenciados de justiga c militares que seguem
para o presidio de Fernando.
N. 321.Dita ao mesmoMande V. S. collocar
no caes da ra da Aurora, boje as 4 horas da tar-
de, um escaler, afim de conduzir a bordo do va
por Paran o presidente nomeado para a provin-
cia do Bio Grande do Norte bacharel Peoro de
Barros Cavalcanti.
N. 322.Dita ao capitao do porto.Communi-
cando-me o.cnsul da Suissa, Francisce Lindem,
em offlcio de 8 do corrente, ter encarregado da
gerencia do mesmo consulado, durante a viagem
que vai fazer a Europa Kodolpho W_ assim o
communico a V. S. para seu conhecimeillo.
. 323.Dita ao conselho de compras navaes.>
Approvo os contratos que o conselho de compras
navaes, segundo me cominunicou em offlcio de 7
do corrente, celebrou com diversas pessoas para
fornecerem ao almoxarifado do arsenal de mari-
nha, os objectos mencionados no tormo que veio
annexo ao seu citado offlcio.
N. 324.Dita ao cnsul da Suissa.Accuso a
recepgo do offlcio que era 8 do corrente, dirigi-
me o Sr. cnsul da Suissa, pelo qual liquei sciente
de haver o mesmo Sr. confu encarregado o Sr
Bodolpho Weydnam dos negocios do mesmo con-
sula 'o, durante a viagem que vai fazer a Europa.
Aproveto a occaso para renovar ao mesmo Sr.
cnsul os piotestos de estima e considera gao.
2.* s^eco.
N. 332;Sortaria ao ehefe de polica.Coamnn-
canda-mro cnsul da Suissa Francisco Lindem,em
ofllcio de 8 do corrente, terencarregadoda gerencia
do mesmo consulado, durante a viagem que vai
fazer a Europa, Bodolpho W., assim o communico
a V. S. para seu conhecimento.
N. 333.Dita ao mesmo.Declaro a V. S. nara
seu conhecimento, e afim de que o faga constar a
quem competir, que o inspector da thesouraria
provincial partidnou-me em ofllcio de hontem, sob
n. 184, baver dado despacho para pagamento da
importancia das desperas feitas, segundo o seu offl-
cio de 9 de dezembro do anno prximo passado,
n 9723, com o sustento dos presos pobres da ca-
deia do termo do Bniqne, durante os mezes de- ou-
tubro e novembro do mesmo anno, com excluso
da quantia d 144480, sendo 84600 cerreapenden-
te ao preso Manoel Antonio de Maraes, qne nao
figura as retantes de taes presos e 6000, que
veio comprehendida em duplicata as respectivas
comas.
N. 334.Dita ao mesmo.IoteJrado dopiato
V. S. me participa em offloio n. 604 de 8 do cor-
rente, r lativanete a extinceio da epidemia te
varila, que fraseara no da Vantea, te
nho a dizer-lhe qne enve a est presidencia in-
furmago nao s sobre o numero das pessoas, que
foram accorainettidas d'-iqueila enfermidade e que
fallecern, como de tudo mais, que tivef occorri-
do a semelhante respeito, atlm de ser transmirtida
ao ministro do imperio.
N. 335.Dita ao commandante superior interino
da guarda nacional deste municipio.Tendo nesta
data determinado ao teoente-coronel commandan-
do !. batalho de artilhari, que mande postar
"fras 4 horas da tarde no caes da ra da Auro-
ii'n.i guarda de honra, afim de fazer as honras
devidas ao presidente nomeado para o Bo Grande
do Norte bacharel Pedro de Barros Cavalcanti, por
oecasio do seu embarque no vapor Paran, assim
o communico a V. S. para seu conhecimento.
N. 336. Dita ao commandante superior da
guarda nacional de TacaratEm resposta ao
ofllcio de V. S. de 25 de fevereiro ultimo, tenho a
dizei-llic qne com urgencia procure satisfazer as
infonnaedes me me foram exigidas em offlcio cir-
cular de 26 de outubro do anuo prximo passado,
quanto ao armamento, inunigao e mais objectos
fornecidos a guarda nacional sob o seu commando-
superior.
N. 337.Dita ao mesmo.Em resposta ao offl-
cio de V. S. de 25 de fevereiro ultimo, tenho a di-
zer-lhe que procure por todos os mcios ao seu al-
cance satisfazer a exigencia constante do offlcio
circular desta presidencia de 28 de outubro do an-
ua findo, quanto as iuformagoes sobre a guarda
nacional sob 6 seu commando, que convra ve-
nham o mais brevemente que for possivel.
-N. 338.Dita ao commandante ao corpo provi-
sorio de polica.Pode Vmc. alistar no corpo sob
o seu commando ao paisauo Benedicto Possdonio
Ferreira da Silva, de qne Iruta o seu offlcio n.
131 de 6 do corrente, tendo elle a necessaria mo-
ral idade.
N. 339.Dita ao commandante do 1.* batalho
artilhara da guarda nacional deste municipio.
D Vine, suas ordens para que urna guarda de
honra se acho postada noje s 4 horas da tarde
no caes da ra da Aurora, aflu de fazer as hon-
ras devidas ao presidente nomeado para a provin-
cia do Rio Grande do Norte bacharel Pedro de
Barros Cavalcanti, por oecasio de seu embarque
no vapor Paran.
N. 340.Deliberacao.O presidente da provin-
cia, cdnforraando-se'com a proposta do ehefe de
polica, em ofllcio n. 500 de 9 do corrente, resolve
nomear para servir interinamente,^ lugar de olli-
cial extern) da reparticao d? polica encarregado
da vi-ita do porto, ao collaborador d'aquella re-
particao Ernesto Soares de Azevedo, por ter o ef-
fectivo, Jus de Vasconcellos de tomar assento,
como inembro na assembla legislativa provincial.
N. 341.Dita.O presidente da provincia, at-
tendendo as conveniencias do ervico publico, re-
move o bacharel Joaquim Francisco de Arruda do
lugar de promotor publico da comarca de Gara-
nhuns para o da comarca da Boa-Vista, que se
acha va
N. 342.^-DitaO presidente da provincia no-
meia o bacliarel Jos Franci co do Ges Cavalcanti,
para o lugar de promotor publico da comarca de
Garanhuns, vago pula remoeao do bacharel Joa-
quim Francisco de Arruda para o da comarca da
Boa-Vista.
DESPACHOS DA VICE-PBESIDENXIA DO DIA 22 DE ABRIL
DE 1869.
Carlos Jos de Senua Sejam entregues median-
te recibo.
Domingos da Cunha c Silva.
Flavio Ferreira Catao.Recorra o supphcante
assembla legislativa provincial, por quanto a
presidencia embora julgue procedente o motivo
invocado, nao tem attribucao para fazer bati-
mento no prego da arrenitaco, nao se dando o
caso do art. 12 do regulamento de 23 de agosto de
1859, com referencia ao art. 11, que aprsenla o
nico caso em que a presidencia pode conceder
aba ter
Jos Goncalves Ferreira Costa. Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
Joao Luiz Gonzaga.Informe o Sr. general com-
mandante das armas.
Justina Mara da Concego.Informe o Sr. des-
embaigador provedor da Santa Casa de Miseri-
cordia.
Joo Francisco Barbosa. Concedo o prazo pe-
dido.
Manoel Caetano PereiraNao tem lugar o que
requer.
Manoel de Hollanda Cavalcante d'Albuquerque.
Indeferido, concorra.o supphcante opportuua-
mente a praca.
Bacharel Tiburco Bavmundo da Silva Tavares.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda.
4514760
1:8445000
106*020
147*000
112*297
835908
1.7865738
13*990
20*000
1:0035540
5075624
1:2636555
865*407
1:364*348
9245490
77*574
203*568
3:985*592
2:802*101
13:2515354
Reparticao da polica.
2" secgao.Secretaria da policia de Pernambuco'
24 de abril de 1869.
N. 599.Illm. e Exm. Sr.Tenho a honra de
levar ao conhecimento de V. Exc. que, segundo
consta das parta pacoes recebidas boje nesta re-
particao, foram hontem recolhidos casa de deten-
cao os segrales individuos :
A' mraha ordem, Antonio, escravo do major
Manoel do Nasciraento da Costa Monteiro, reque-
rimento d este. .
A' ordem do subdelegado de S. Jos, Sevenna
Maria Ribeiro da Conceicao e Isabel Mana da
Conceico, por offensas phisicas.
Em ofBcio do 19 do corrente participou-me o
delegado de Ollnda, que as 8 horas da noite do
dia anterior, no lngar denominado Quibuca do
distrcto de Beberibe d'aquelle termo, o sentencia-
do Matheus Bodrigues dos Santos, que ha pouco
tempo fra perdoado pelo governo imperial,ferio-a
gravemente, com ama facada na regio do esto-
mago, a Maria Felicia do Espirito Santo ; nao po-
dendo ser capturado o delnqueme por se ter logo
evadido para o districto do Poco da Panella, onde
foi visto no dia segrate.
Deus guarde a V. Exc Illm. Sr. Dr. Manoel
do Nascimento Machado Portella, vice-presidente
da provincia. O ehefe de policia, Francisco de
Faria Lemos.
pedindb preferencia no extraegao das lotera que
be foram concedidas.A mesma commisso.
Outra de Joo Carneiro Monteiro da Silva San-
tos 2" escripturario da- thesooraria provincial, pe-
dndo um.n gratificaeSo da 5* parte dos vencioien-
tos de Io escripturario durante o tempo do impe-
dimento do effectivo empregado desta cathegori
de sua sessSo.A comraissao de ordenados.
Outra de Manoel Peres Campello de Almeida,
pedindo o pagamento'das prestacoes qne Ihe deve
a thesouraria provincial pela conservar) da es-
trada de Pao d'Alho, da qual elle arrematante.
A' commisso de obras publicas
Outra de Joaquim Amonio de Castro Nunes,
professor jubilado, pedindb urna reparacao para a
mjustica que diz soffreu com a referida jubilaco.
A' commisso de ordenados.
F ldo e julgado objecto de delifcerago c dis-
pensado da impressao, pedido do Sr. Arminio,
o segrate projecto:
A commisso de tazenda e oreamento, exami-
nando com a devida attenco os diversos papis e
documentos que acompanharam o offlcio do secre-
tario do governo, datado de 16 do corrento mez,"
de parecer que se adopte o seguinte projecto :
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
Art. 1. Ficam approvados, e fazendo parte con-
seguintemente da le do oreamento do exercicio
prximo findo de 1867 a 1868, os crdito da lei do
oreamento, do exercicio prximo findo de 1867 a
1858, os crditos supplementares abertos por por-
taras do presidente da provincia de 3, 9, e 27 de
junho ; 3, 18 e 24 de julho, e 30 de setembro do
anno passado, destinados occorrer s despezas
com as verbas consignadas nos paragraphos se-
guintes:
% 1* Expediente da secretaria do
governo.....................
2o Directora da nstrucgo pu-
blica.......................
8 3o Professores da escola normal
% 4 Expediente da mesma.......
5o Exaediente do gymnaso.....
6 Expediente da" bibliotueca,
provincial....................
% 1 Conservago e reparos de
pontes e estradas...........
8" Conservago e reparos de edi-
ficios publeos............:
9o Corpo provisorio de polica..
% 10. Sustento e curativo dos pre-
sos pobres.................... 12:8135749
11. Empregados da[tasa de de-
tenga).......................
12. Empregados da thesouraria
Srovinaal....................
3. Seis por cento da cobranga
judicial......................
S 14. Promotores fisca*.........
3 15. Collectores................
16. Escrivao dos ditos,.. ^,
17. Agente de fumo, tabaco, etc.
18. Agentes de lquidos espiri-
tuosos e vinagre..............
19. Aposentados..............
i 20. Jubilados.............r-
21. Eventuaes................
Art. 2. Ficam igualmente approvados para faze-
rem parte do orgamento vigente os crditos suppe-
mentares, abertos por portaras do presidente da
provincia, de 20 de julho do anno prximo passa-
do, e 18 de Janeiro, 31 de marco e 3 de abril do
corrente anno, destinados s verbas especificadas
nos seguntes paragraphos :
Io Expediente da directora ge-
ral da instruegao publica......
2o Expediente do gymnaso.....
S 3 Expediente e serventes da es-
cola normal..........."......
4 Expediente da thesouraria
provincial....................
5 Expediente do consulado
provincial....................
6o Publicagoes e impresses...
8 7* Eventuaes.................
Art. 3. Ficam revogadas as dsposigoes em con-
tririo
Sala das commissSes, 19 de abril de 1869.
Soares Brando.Ayres Gama.Lopes Machado.
Contina a discusso adiada da sessao anterior
sobre o requerimento dos Srs. Soares Brandao e
F. Tavora, em que se pedem informacoes ao .go-
verno com relago ao conflicto suscitado por oeca-
sio de determinar o gpverno que fosse prvido
no lugar de curador geral dos orphos o promotor
publico da comarca.
0 SR GASPAB DRUMMOND :Sr. presidente,
antes de entrar no debate, observo a V. Exc. que
nao se acha presente o nobre deputado pelo 2
districto, que hontem offereceu o requerimento
que se acha em discusso : assim, pois. peco o ad-
itamento at a chegada deste nosso collega.
O Sr. Abminio Tavares :Ha na casa quem
responda ao nobre deputado.
O Sr. G. Drummond :Bem sei que ha um ou-
tro signatario do requerimento ; se mesmo que
toda a assembla est de accordo com o que foi
hontem expendido pelo nobre dequtado pelei ?
districto : vi hontem a adheso, o apoio decidido
que se prestou a tudo quanto por elle foi dito :
apezar disto me parece que devo aguardar sua
presenca, quando tenho de dizer alguma cousa
em oppoMelo aos argumentos por elle apresenta-
dos. O meu escrpulo sobe de ponto, porque reco-
nheco que nesta qnestJo o nobre deputado a quem
me refiro, tem fallado cora o duplo carcter de re-
presentante da provincia, e parte ofrondida, e el-
le, e s elle tem o dreito, em face do regiment
da casa, de fallar urna segundavez para respon
der as considerages que por mraha parte forem
apresentadas. Creio que este proceder urna de-
ferencia que devo ter com aquelleJUustrado col-
lega, digno do nosso respeito e coderagao. As-
sim, pois, proponho o addiamento, na certeza, po-
rm, de eneetar o debate, so por ventura esta as-
sembla nao quizer attender-me. *
1345086
133*143
577*931
4305777
3815765
1815840
1:620580o
K5BNABLBC0.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
SESSAO ORDINARIA EM 20 DE ABRIL DE 1869
presidencia do exm. sr. AUGUSTO LBO,
Ao meio dia, feita irchamada, acham-se presen-
tes os Srs. : Lopes Machado, Amynthas, Cicero,
Araaral e Mello, Felisbino, Tavora, E. Coutraho,
Arminio Tavares, Araujo Beltro, Ayres Gama,
Gonoalves da Silva, Jos de Vasconcellos, Emigdio
Marques, Andr Cavalcanti, Epaminondas de Bar-
roi, Miguel Amorirn, Hisbello, Bego Barros, An-
guiteLeo, Columbano, Tiburtino Nogueira, G. de
Dranvnond, Pina, Samuel Pontual, Soares Bran-
dan b Demosthenes.
Abre-se a sessao, lida e approvada a acta da
anterior.
O Sr. Secretario d sonta do seguinte
expediente:
Ptica) de diversos moradores da estrada de
Jaide Barros, para qne se estenda ate aquello
atratoalde a iltaminacao publica,A' commisso
de oreamento provincial.
Outra da Irmaadade da Conceicao dos Militares
O Sb. Aybks Gama:Nao se se a discusso
neste terreno ser da nossa competencia : trata-se
da conveniencia de um requerimento pedindo in-
formagoes.
O Sr. G. Drummond :Nao assim ; o nobre
deputado pelo 2o districto nao mostrou a conve-
veniencia de pedir infonnagdda, fez mais alguma
cousa, trouxe ao iconheeimenlB da assembla o
conflicto havido entre elle e o presidente da pro-
vincia, a respeito da nomeacao do curador geral
dos orpnios ; coneluindo que da parte daquella
antoridade tmha havido arbitrio, illegalidade e
violencia na ordem a semelhante respeito expe-
dida. ,
m Sr. Dtotado :azao porque pedia taes e
taes informagoes. ..
OSr. G. Drummond :Que informacoes pedia
elle f Se o governo geral j tinha decidido o con-
flicto MI u
O Sb. Lotbs Machado :Pois bem.
(Trocam-se multos apartes.)
OSn.G. Drummond :-Reconhego que se deseja
a discusso : emflm, eu principio.
Sr. presidente: v! fcxc. pode avahar qjianto
embaragosaedfllcU,>ie, a rainha posigao; por
ura lado vejo que quem susciiou o debate um
dos meus. amigos, uua por amm ttulos devo-lhe
estima e eWrlderagio, o qual Vpropno que se
jtdgafesdloVeom o acto d pa^idencla e pode
bem ser que no calor do debate, mao grado met,
me escape sera a menor intenco quatauer pafavra
que eilelflRwatttefir a saa susccptibHidade, o
que para mim sera de profundo desgosto : por
outro lado eu estremeco ante a vehemencia da
linguagem com que hontem se traibu nesta casa a*
questao que ventlamos^inguagem inconveniente,,
linguagem improprio dwna assembla como esta.
(Nao apoiados).
Um Sr. Deputado' O nobre diputado est
exagerando.
O Sr. G. Drummonv;Eu exagerando!! Eu
oue apenas estigmatiso oque ouvi, senb do nobre
deputado qutfoccupou bontem a attenco da casa,
dos nobres diputados que o auxiliaran com os
sens apartes Y Senhores : nao ser Uoguagem
vehemente, indecente, impropria desta asscrnbla,
dizr-se em plena sessao que o presidente da pro-
vincia dra mais urna palada II NI) ser ainda
vehemente, dzer-se que o presidente da provincia
nada de indigno deixou de pratcar, precisata de
oculo* para despachar; e outros ditos que nao
rofiro? Nao ser isto indeeente, improprio da
assemWa provincial de Pernambuco?
Um Sk. Deputado:Nao foi o orador quem disse
isto.
O Sb. G. Drummond:Nem eu o aflirmei. La-
mento, Sr. presidente, que assim fosse tratada *
primeira autorldade da provincia, e fago votos
para que haja a tudo isto um paradeiro. Por ou-
tro lado, eonhego que nao tenho um eompanneiro-
que abrace a opinio adversa ao nobre deputado
pelo 2* districto, no presente debate.
Um Sr. Deputado : Quem sabe ?
O Sr. G. DftUMMOND :Vejo compacta esta assem-
bla n'um s. pensamento, mostrando em tudo c
por tudo que ha urna s idea, urna s vontade : e
dar ganho de causa a aquelles- que nao adheri-
ram a poltica que lioje dirige os destinos do
paiz.
Um Sr. Detotad: Convenga-nos do erro.
O Sr. G. Dmtmmo.vd :Quem sou eu II
Por oulro lado emflm, vejo que nioha verdadei-
ra c devida apreciar) de factos, que su busca pin-
ta-Ios com cores denegridas, que as paixdes fallam
com aquelle ardimento qtte Ihe propno.
O Sr. Amynthas :O nobre deputado phanta-
ii II
O Sn. G. Drummond :Em fim, senhores, nao
posso expender com aquella franqpeza e liberdade
3ue me era necessaria, o que pens no recinto
os eleitos da provincia ; porque cada palavra
que profiro, se manilesta a opposigo mais desa-
brida, apartes, interrupeoes, que obrigam-me
muitas vezes a perder o li do diseurso.
Em face de tudo quanto hei dito, alm dos re-
cursos que me fallecem, como poderei eu, Sr. pre-
sidente, sem-o valioso auxilio de V. Exc, respon-
der ao brilhante discurso do nobre deputado pelo
2o districto? Por certo que nao. Cont, porin,
com este auxilio, e desde j agradeco-o mui cor-
dialmente a V. Exc. '
O Sn. Presidente :0 nobre deputado pelo 2*
distrcto, hontem comegou o seu discurso dizendo
que vagando o lugar de curador geral dos orphos,
elle nomera ao nobre deputado 2" secretario para
semelhante emprego; mas S. Exc. o Sr. presidente
da provincia, a requerimento do Dr. Joo Thom
da Silva, promotor publico desta comarca, orde-
nra-lhe que revogasse esta nomeagao, e encar-
tasse o mesmo promotor em tal offlcio. Que nao
concordando com a opinio de S. Exc. o Sr. vico
presidente da provincia, o nobre deputado oflere-
cera duvida ao Sr. conde de Baepeudy, quando
assumira a administrago da provincia, mas que S.
Exc. apoiando-se em urna lei revogada, orden-
ra-lhc que cumprisse a ordem do seu antecessor,
at que o governo imperial a quen| ia consultar,
decidase definitivamente, e que s por obediencia
a ordem superior, e para se nao realisar ojue se
havia disposte, S. Exc. dra cuinpriinento a j dita
ordem.
O Sr. Amynthas :A premissa cslabeleefda pelo
nobro deputado muilo difireme. J|ao se disse
que a curadora de orphos v..gou. O Sr. promo-
tor publico pedio dispensa deste cargo, em virtude
de razos mu poderosas, c que foram aceitas.
O Sr. G. Drummond : Eu creio que entre o que
V. Exc. acaba de dizer, e o que foi por mim refe-
rido, nao ha differenga.
O Su. Amynthas :Nao. senhor.
O Sr. G. Drummond :V. Exc. disse, que o
promotor publico tinha pedido exonerago do
cargo de curador, a qual fra concedida; pois
bem; por forca de^te pedido e desta exonerago,
ficou vago semelhante cargo.
Um Sr. Deputado :Cabio por trra o primeira.
argumento.
O Sr. G. Drummold :tomo, se cu em^pposigao
ainda nada disse ?
Na ausencia de V. Exc. (para o Sr. Soares Bran-
dao), nao quiz encelar o debate, e simiente fiz por
oh "diencia a assembla.
O Sb. Arminio Tavares :Nao houve votaco
a respeito, por consequenca a casa nada decla-
rou. ?
O Sr. G. Drummond :Disse que V. Exc, justifi-
cando o seu requerimento. afllrmra que vagando
o lugar de curador geral dos orphos, por forga da
exonerado pedida pelo promotor publico de ento.
havia nomeado ao nobre 2o secretario para seme-
lhante cargo: que o Dr. Joo Thom da Silva,
ltimamente nomeado promotor publico desta la-
pita!, Ihe requerra que lhe compolindo exercer
aquelle emprego, V. Exc, houvesse de nenhuin
eneito a nomeagao do Sr Dr. Tavora, c o encar-
tasse neste oflico.
O Sr. Soares Brandao : Atienda que quando
vagou o lugar, o Sr. Joo Thom nao era pro-
motor.
O Sr. G. Drummond :Befiro-me a poca em
que requnreu, e a que V. Exc, indeferira seme-
lhante pedido, porque a "legislacao citada pelo pe-
ticionario, estabelecia nicamente a preferencia
para promotor, no caso de vaga, o que nao se
da va por estar nomeado o substituto, e finalmente,
que a lei de 14 de abril de 4836 se aehava revo-
gada. pelo art. 124 a lei de 3 de dezembro de
1841. Que o vce-presidente desta provincia, tendo
mandado ouvir S. Exc. e lhe marcado o praso de 5
dias para dar as razoes do seu procedimenlo ; an-
tes de lindar este praso, decidir a questao, orde-
nando que efectivamente nomeasse o Dr. Joo
Thom, destituindo do emprego ao nobre 2* secre-
t irio. Que V. Exc pedir ao Sr. conde de Bae-
pendv, actual presidente desta provincia, a suspen-
sa) de tal ordem, e qne sobrla reconsulerassc
em face das razdes que lhe offerecia; mas que o
Sr. conde de Baependy, depois de alguns das orde-
nara-lhe a execugo da ordem de seu antecessor,
siijeitando. porm, a duvida a deciso do governo
imperial. Creio qne esta foi a narragao feita pelo
nobre depntado pelo 2 districto.
O Sr. Presidente :O acto do vice-presidente,
em medo de errar, tem fundamento legal, em
face da le de 14 de abril de 1836.
O Sb. Soabbs Bbandao :Sustenta que a le de
14 de abril est em vigor ?
O Sb. G. Dbummond :Nesta parte, sim, senbor.
Sr. Atres Gama :Entio toMriir qnatto.
O 9r. G. Drummond : Emendo que lei de 14
de abril est em vigor nesta parte, e nem se diga
que foi revogada pelo art. 124 da lei de 3 de de-
zembro de 1841, porque- a clausula qne alH se
encontra, nao tem nenhum cabimento a precitada
lei de 14 de abril de 1836, em face do art. 8 do
acto addiconal, que manda subsistir todas as dis-
posigoes contrarias em quantb nao forera expressa-
mente revogadas per acto do poder legislativo
O Sr. SoabsS Brandao :-lsto n) do acto addi-
c,onal- -.. *. > (te
0 Sb. G. DitoMMOND :-*
12 de mato de 1840,
*>.

'
raeto addi-



Diario de Peniambuco Segunda eira 26 4e brfl de 1869.
cioaal. Tem anaa em seu favor as deoieaB do I deada-octroe argumei.tss alan des que esteram
wprno imperial ou aviso, eui qu>< se firma aMou- consignados nos seus >raatii#8...
moa, de que para o lugar de curador deve ser
nomeado o promotor publico.
O Sn. Siwkira. Lobo :Os avises nada- valm,
sao contraditorios a cada passo.
(Crozam-*e muitos apartes).
O Sr. G. Drummond :Nem en disse qao havia
perfeita uniforradade nos avisos, os quaes secun-
do pens, sao a opmio autorisada de ummlnistro
da cora.
Um Sr. Deputado : Entilo nao firma a deutrina.
O Sr. G. Dbcmmond :Para esta .provincia nao,
porque temos Jei especial, accreseendo que uns
avisos determitam a nomeaeao do prometor publi-
co, para o cargo de curador geral de orphos; ou-
tros que llie coucedem nicamente a preferencia.
Um Sr. Deputado:O pro e contra.
O Sn. Soares Brandao :Creio que nao temos.
O Sr. G. Dnr.MMo.ND:Temos o asiso .de o de
novembro de 1863, que estabeleee como obrtgatoria
a nomeaeao do promotor publico para o-cargo de
curador geral de orphos.
O Sr. Soarbs Buandao:J trabamos .o de 27
de abril de 1855.
O Sr. G. Drummo.nd: Sim, senhor, e -firma a
raesma doutrina.
O Sr. F. Tavoka:D apenas preferencia.
O Sr. G. Drummokd: Estabelece a obrigaco;
temos ainda os avisos de 1858 e 1859, que deter-
minan a preferencia nicamente.
Ora, se o lugar de curador geral, eslava creado
nesta provincia, e determiuado pela lei de li de
abril de 1836, quem o devia exercer 1 claro que
o nobre deputado illustrado, juiz de orphosdesta
capital, nao podia e nem devia nomear terceira
pessoa para exercer semelhanie cargo.
O Sr. Soarks Brandao.Se o lugar es'vesse
creado pela lei de li de abril, por forra da deciso
do conseibo de estatjfcuiandada executa relo aviso
de 15 de Janeiro de 1835 a nomeaeao nao era do
juiz, mas sim do presidente. A le est a prova
de*que 6 hipar nao fui creado por lei.
O Sn. G. Drummond : Se nao eslava creado,
para que o nobre deputado nao se limitou a no-
mear para cada un dos casos eui que fosse neces-
ariof
O Sn. Soares Brandao :A pratica estabeleci-
da era esta.
O Sr. G. Drummo.nd :Por ventura os lugares
de partidores, por exemplo, no foram creados l-
timamente, e no entretanto quando de taes entre-
gados nlia o juizo de orpbaos necessidade, nao
eram elle escomidos pelas partes, ou nomeados
pelo respectivo juiz ? Assim nao vitara o nobre
deputado toda essa que.-to a que deu lugar com a
sua nomeaco ? Se o nobre deputado entenda que
o promotor publico nao tinha direito a exigir a
nomeaeao de curador geral, porque razao quan
nomeou ao Sr. Dr. Demosthenes deu exonera?
d'esse cargo a aquello que o exercia, o que era o
nico que havia satisfeilo os novos e vellios direi-
tos f Por ventura nao estava nomeado um cura-
dor d'orfaos quando o r. Dr. Dmosmenos foi en-
cartado no logar ?
O Sr. Silveira Lobo:Nao senhor.
O Sn. Soares Brandao : Existia um promotor
interino.
O Sr. G. Drummomd : Existia um curador
de orphos nomeado.
O Sn. Soares Brandao :Por quem ?
O Sr. G. Drummond : Pelo Sr. Dr. Jacobina, e
era o nosso collega o Dr. Montarroyos.
O Sr. Soares Brando : Mas nao era promo-
tor publico.
O Sr. G. Drummo.nd : E por esta razao foi
por V. Exc. destituido. Oa, se a nomeaeao so
podia ter lugar havendo vaga, claro ou que S.
Exc. nao satisfoi o preceito da lei, fazendo seme-
lhanle destituirlo; ou se sasfez corria-lbe o de-
ver de ter igual procedinicuto para com o Sr. Dr.
Joao Thom.
Um Sr. Deputado : A questao saber se_o
Sr. Montarroyos estava nomeado legalmente nao
sendo promotor publico.
O Sr. Armi.nio Tavares : A questao saber
se o presidente da provincia, poda ordenar ao
juiz do orpbaos que nomeasse ao Dr. Joao Thom.
(Apoiados).
O Sr. G. Drummond: Senhores, nao foi o pre
O Sn. Soares Brandao :S. Exc. nao
eu podia dizer mais do que estava nos di
Q "3n.'G. Druumond : NkAdvia supj8T, Se
em face dos despachos do rnafe deputado foi deci-
dida a duvida : que mal haviMffl dar-se.esta de-
ciso antes da resposta do nobre deputado ? Nao
sei, senhores, como se possa quallicar de precipi-
tada umafdecisao que proferida em vista das ra-
zos pe- e contra: tanto mais quando era de sup-
pr quenenhura argumento novo i tinha a nobre
deputdoide accrescentnr.
O Sb.>Soauf.s Brandao :Tinha, o effectwamcn-
te accreseentei.
O Sa*G. Dkum.kond :0 mesmo *or oras pa-
lavras. Logo, Sr. presidente, injusta.e mal cabida
fio ainda 4 censara que se fez ao Sr. desembarga-
dor Asiis Rocha, considerando-o precipitado.
O Sn. Atoes Gama : -Rivalidada a-lei de H de
abril de 1836, o nobre deputado tem razao.
O Sn-'G. I Mu mmii.no -.Senhores, ainda um mi-
tro argumento. Disse o nobre deputado que o pro-
motor publico, s tem o direito de preferencia quan-
do ha vaga.
O Sr. Soares Brando :Isto est decidido.pelo
governo.
O Sb. -G. Dri mmo.nd :O governo decidi para
os lugares onde nao est determinado por .lei:
mas, desfleque por lei provincial est determinado
quem o deve exercer, essa lei a que se deve
cumprir.
I'm ir. Deputado :O cargo de curador pro-
vincial ?
O Sn. G. Drummond :Nao; mas offlcio de jus-
ticia, o s assemblas provinciacs compete creal-o.
O nobre deputado sabe que os tabellies c escri-
aes sao empregados de nomeaeao geral; no en-
deste anno,

^MSiS.r^^T^^^^l,?^"1 rubrica 8 seguintes wos :-Copiador
^Saata ( leiros Domingos Al ves Matheus.-ldem de Alfredo
!fw contra o proiecto os "
eErmiro fcntinho, e
e braslleiro
Srs. Ga^.ar Di
favor os Srs. L
sidenle di prouncia quem designou o que devera
ser nomeado : foi a lei. S. Exc. nicamente indi-
cou essa lei ao nobre deputado lelo i. disfruto,
c ordenou-lbe o sen cuuiprimento.
O Sn. Soares Brando : Dcclarou o actual
promotor Fuo.
O Sr. G. Drummo.nd : Quid inde ? Nao foi o
promotor a quem elle declarou que a lei mandava
exercer aquelle cargo de curador ? que importa
para a questao o nomo da individualidade sobre
quem dovera recaliir a nomeaeao 1
I'm Sn Deputado : E' preciso saber se estar ou
nao cin vigor lei : esta e a questao.
O Sn. G. Druumo.nd .J dei as razoes em que
me firmava, para dizer que n'esta parte a lei de
14 de abril de 1836, nao estava revogada pela lei
de 3 de dezembro de 1841; accrescento ainda que
esta ultima lei nada determinou em rclacao ao cu-
rador geral dos orphos.
O Sr. ^ares Brando : J- refut este argu-
mento urna vez
O Sn. G. Dimmond : Fez de modo que nao
me pareccu procedente. V. Exc. disse que a lei
de 3 de dezembro de 1841, marcouas atlribuicSes
do promotor, c nao designou a de curador geral
de orpbaos; que a lei de 14 de abril de 1836 es-
lava nesta parle revogada.
Esta relutacao nao procedente, parque o cargo
de curador nao atribnicao de promotor publico :
lugar distincto e diverso, com attriboiofcs dis-
iuctas; mas nnnexo a aquello cargo, e por isso,
designando a lei de 3 de dezembro de 1811 as at-
tribuicoes du promotor publico, nao podia cousa
alguma dizer em relaco a este ultimo lugar.
Um Sn. Deputado : E porque o lugar an-
nexo ?
O Sn. G. Drummo.nd : Porque a lei de 14 de
abril de 1836, que nao esl revogada, assim o de-
termina.
O Sr. F. Tavora : Se nao est revogada, por
que ^presidenle nao nomeou prefeitos e sub-pre-
08^
tretanto estes lugares sao creados pela assenibla
provincial.
Um Sr. Deputado :Mas quem creou o lugar
aqu no Recife ?
O Sn.-G. Dru.mmo.nd :A lei de 14 de abril de
1836.
O Sr. Soaiies Brandad:Esta hypothese con-
tradictoria ; porque ao presidente competa nomear
e nao mandir ao juiz de orphos que o flzesse.
O Sn. G. Drummo.nd -.Nao percebi a pergunta :
3" uiz dizer que a lei de 14 de abril designou quem
eve exercer esse lugar.
Um Sr. Deputado :O fflcio de curador geral,
existe por forca das ordenacoes.
O Sn. G. DmiMMo.vD:Sei que antigo: se que
o advogado encarregado da defeza dos orphos:
mas a lei que determinou nesta provincia quem
deve exercer tal oflicio foi a de 14 de abril de
1836.
(Trocnm-sc apartes.)
Sr. G. Drummond : Nao havendo lei provin-
cial, creando o lugar, pertence a nomeaeao inte-
rina ao juiz de orphos. Greio que me teuho feito
entender.
Um Sn. Deputado :=Entendido tem sido.
O Sr. Amy.nthas :Agora concludente, nao.
O Sr. G. Dri'mmon'd :Nem todos podem dispr
dos recursos do nobre deputado, nem todos podem
ter a fortuna de parecer ao nobre deputado com
justica em sua argumentagao: cada um de nos
pode estar em erro; em quanto, porin, nao fr
convencido, declino do juizo de V. Exc.
O promotor publico, tem somente a preferencia,
disse o nobre deputado pelo 2 districto : por mi-
nha vez llie pergunto:e o Sr. Dr. Demosthenes
coniinuou a exercer a promotoria leudo obtido a
exoneraco do cargo de curador geni, ou deixou
este cargo quando entrou no goso da liceuca que
como promotor tinha obiido ?
O Sr. Soares Brando :Pedio demudo antes
de entrar no goso da licenca.
O Sr. G. Drummond :Mas s lhe foi concedida
depois que entrou no goso dessa licenca: por con-
sequencia o nosso distincto collga exerceu o lu-
gar de curador geral, que havia solicitado em
quanlo servio na promotoria.
O Sr. Soares Brando :tOf solcitou..
O Su. Silveira Lono-.Nunca solicit cargo al-
gum, nem pretendo fazel-o.
O Sr. G. Drummond :Quando V. Exc. nomeou-o,
exista alguem exercendo esse lugar, qual a razao
da substituco?
O Sr. Soares Brando :Nao havia maguen),
porque estava vago o lugar de promotor.
O Sn. G. DnuMMOND :Nao havia promotor?
O Sn. Soares Brando :Nao havia curador de
orphos.
O Sr. G. Drummond :E o Sr. Dr. Montarroyos ?
Ora, se a razio pela qual o nobre deputado dispen-
sava ao distincto Dr. Demosthenes do cargo de
curador de orphos, cargo que exerceu at o mo-
mento em que deixou a promotoria publica, era a
impossibilidade que tinha no servico cumulativo;
se esta razao era toda pessoal (nao apoiados), por
quanto elle era quem se havia declarado sem (br-
eas para o (rabalho de ambos os cargos; se por
esta nica razo foi concedida, repito ainda, a ex-
oneraco pedida, porque motivo desde que cessou
o exercicio o Dr. Demosthenes, e por consequen-
cia o seu impedimento desde que foi nomeado um
outro para o lugar de promotor publico, que se
declarava disposto a exercer tambem a curadora
de orpos sem prejuizo do servico publico, o nobre
deputado nao fez nelle recahr semtlhante nomea-
eao, quando em face das decisoes do governo, este
proeedimento era legitimo?
O Sr. Soares Brando :As decisoes do gover-
no sao contra isto.
(Troca m-se apartes.)
O Sr. G. Drummond :Quem se declarava com
b Amarar-e MeHe.
F.\LLECIME.Nm-iH>lrtud.; de longos e pe-
nosos offrimentos, suceuiubio lioatem o Sr
Dr. Jeronymo Villela de Castro Tavares, lente ca-^
thedratico da nossa Fanuldade de Direito
O Dr. Villela oecupou cargos importantes no
mundo poltico, secdO deputado provincial* de-
pois geral. Era home.n. bstanle llustrado-c in-
telligente, e, como lento, gosava de reputaoo mul-
to lisoflgeira.
A' sua familia nossos sentaentos.
OOMEDIA-DRAMA.N'r exta-fera oute o
Sr. Joaquim Augusto Ribeiro de Souza kia leitu-
ra, ni casa do Sr. Br. Manoel de Figueiroa Paria,
da eoBedia-urania Mulita- que perde e mulla'-
que ganlia, escripia por una das primeiras ar-
tistas la companhia dramtica actual dotheatro
de Santa Isabel, peanlo um circulo' de-uessoas
entendidas na materia. B" um trabalho nflnwso,
quer no assumpto sobre que versa, quer na pure-
za delinguagem ecorreccao do estylo. Consta-nos
que brevemente subir a seena, no Santa Isabel,
esse primeiro fructo do urna intulligencia cul-
ta. Felicitamos nova escriptora, palo flz oxilo
da sua empreza.
THEATRO DE SANTA ISABEL.-Sdbe amanha
seena o bello drama Lzaro o pastor, fazendo a
parte de Lzaro o Sr. Joaquim Augusto.
E' um drama que merece ser visto nao ai pelos
lances agradaveis que contm, como -sobretudo
pelo dfflcil trabalho do pnmero artista dramtico
brasileiro.
Na quinta-feira realisar-se-ha o beneficio
do Sr. Martnho, caricato da companhia, com o
drama o fnforcado, no qual elle executa o proto-
gonista.
Becommendanios esse beneficio ao nosso publi-
co, to apreciador do cantor do Miudinho.
FERIMENTOS.A' 8 horas da notite de 18 do
corrente, no lugar ()u6i ribo, o sentenciado Mateus Rodrigues dos Santos,
que ha pouco lempo foi perdoado telo gwerno
imperial, ferio gravemente, com urna lacada no
estomago, a Maria Felicia do Espirito-Santo; lo-
grando evadir-se.
SEMINARIO DE OLINDA.Duas novas esmolas
acaba de receber o tima. Sr. reitor desse estabele-
cimento, para as respectivas obras, urna de 100>
dos Srs. Adriano Castro & c, o oulra de 20 do
Sr. Dr. Joaquim Jos de Campos da Costa Medeiros
e Albuquerque.
CAPITULO CARMELITANO.Os religiosos car-
melitas desta cidade, com licenca do Exm. e Rvm.
Sr. nuncio apostlico, procederam, na semana ulti-
ma, elcicao em capitulo das suas autoridades
religiosas, sahindo reeleitos:
Provincial, o Rvm. fre Eurico de Sant'Anna
Rique;
Primeiro definidor, o Rvm. ex-provincial fre
Jorge de Sant'Anna Locio;
Segundo dito, o Rvm. frei Jpaquim de Santa
Maria Cunlia;
Terceiro dito, o Rvm. frei Bento do Monte Car-
mello ;
Quarto dito, o Rvm. fre Joaquim da Santissima
Triudade.
Carcia & Irmo.Diario de/Virito Centeio Lopes
Expedio-se a eartt de registro do brigue Santo
Amaro, solicitada Pe' baro da Soledade, que
por intermedio #eu procurador Joao Carlds Lti-
machiprestou o eompctcnle juramento e obrgou-
se a nao fazer uso iegal dadlpradita caria.
| DESPACHOS.
Reqnerimento de Satyro Serafim da Silva esta-
belecido com armazem de quinqulherias e calca-
do frlhcez ra Nova n. 7, pedindo para ser ad-
millida a registro a nomeaeao de seu caixeiro
Beroncio Pereira da Silva que substituio a Luiz
Permita oJJustre articulista que Iho dirijamos
algumas pergontas.
Ser dogma, qu como ealhlicbs somos obrg-
dos a crer, que o DeUs da lei amiga fo Deus dos
Judeus). o mesmo autor do Evangelho (o Deus
dosChjstos ? flt.....
N5o Jhs responder pela nefativa, porque a isto
se oppor a deci sao do Concilio de Toledo.
Si quis dixtrit, cel aediderit, altervtn Deum
esse priscat legis, alteran Evangelio rum, anal he-
rna sit.
Se alguem disser, on crer que o Deus autor da
lei antlga nao o mesmo autor do Evangelho, seja
i'X'.nniiiungado. Cit. Conc.
Nb Sxodo. Cap. 3." V. 15 se l : Deus ordenou
15
Carlos Brando.Reconiecida a firma da nomea- a MoyssiirTa"os fiihos de sraelTo"seii'hor
a?v';0T l'c Ul,0_?e L_U'Z Ferreira de Almeida e Joo Anto- d'Isaac, o Deus de Jacob me enviou a vos. Este
A paginas 151 das Biblias falsificadas se l :
>w chamada cathotkos i provam a existen-
cia do purgatorio por induccao : Diz-se em
unidos l.vros dos Macbaos-, snela tt salu-
"L C9>.at'- ?ro def^clu exorare logos
existe purgatorio 1
L-seno Ecclesiastico :
L?"0 ftims os morU* "os favores .,
logo existe purgatorio 1 8. Paulo
meira Epstola aos Corintliios diz '
Sic taen quasi per
na sua pn-
nio Paiva da Fonseea, pedindo o registro de seu
contrato social.Vista ao Sr. desembargador fis-
cal.
Dito de Manoel Rozendo Torquato de Almeida,
para se lhe dar certidao do tbeor do registro da
declaracao, que as notas do tabelio Ahneda,
fizera Jos Antonio Gomes Jnior em 9 do corren-
te.^Como requer.
Dito de Andr de Abreu Porto, declarando em
referencia ao despacho proferido em 19 do cor-
rente no requerimento em que pede o registro
dos estatutos da Companhia dos trilhos urbanos
do Recife Qlinda, quo os direitos novos e velhos
foram pagos na corte do Rio de Janeiro como se
v da respectiva verba exarada na carta imperial,
que ora junta, e ter sido na recebedoria desta
provincia competentemente averbado o assento
da taxa do sollo.Registre-se
adiado da sesso prxima passada.
Iuformacao do Sr. Dr. offlcial-maor relativa-
mente ao offlco da junta dos corretores, qual,
ora juntou o Jornal do Commercio, que contm o
decreto n. 4i5.Vista ao Sr. desembargador fis-
cal, resolvendo mais e tribunal que se extrahisse
copia do dito decreto e do offlcio da junta e se en-
deressasse a associacao commercial beneficente
solicitando o seu parecer sobre a conveniencia da
medida implorada a beneficio do commercio.
'Nada mais havendo a tratar-so, e dada a hora
(11 1/ da manha), o Exm. Sr. presidente enacer
rou a sesso.
feito!
O Sr. G. Drummond : Nao tem applicaeao o
argumento.
(Trocam-se apartes).
O Sr. G. Drummo.nd : A lei de 3 de dezembro
de 1841 deu nova organisaco a polica, e por
isso revogou a parte da le de 14 de abril de 1836
que tinha creado os prefeitos etc. .
O Sr. Soares Brando : Cite-me outra dis-
posico da lei de 14 de abril que esteja em vigor
alm d'esta ?
O Sr. G. Drummond" : Para satisfazer a V.
Exc. seria preciso que tivesse presente a lei de 14
de abril de 1836, que infelizmente nao pude 1er
antes desta discussao. Senhores : o facto do vice-
presidente o Sr. desembargado!- Assis Rocha, con-
firmado pelo Sr. conde de Baependy nao atten-
tatorii ao direito, como disse o nobre deputado,
nem um facto nunca visto nesta provincia : igual
deciso deu em questao idntica o Exm. Sr. Dr.
Clementino para o Limoeiro, declarando que o
tiromolor publico era compleme para exercer o
ugar de curador geral de orphos, e mandn en >
carta-lo em semelhante lugar.
O Sr. Soares Brando : Para que o nobre
deputa io argumenta assim ? O nobroBdeputado
sabe que eu fui o juiz de orphos queiniciou a
pratca de screm os promotores curadores geraes
de orphos ; por consequencia nao pode servir
contra mini este argumento.
O Sr. Emiodio Marques : O facto nao se deu
como o nobre deputado foi informado. Havia o
promotor pubb'co que exercia o lugar de curador
geral de orphos quanto a mini nao proceda bem:
o demetti, e nomeei outro que nao era promottor
publico.
O Sr. G. Drummond : Sr. presidente: j dei
as razdes pelas quaes entendo que o acto do Sr.
desembargador Assis Rocha, nao Ilegal e arbi-
trario como qualificou o nobre deputado pelo i.
districto. (Nao apoiados, reclamacoes).
Entendo que S. Exc. decidi com a lei, e que la
ordem por elle enviada ao nobre deputado, pelo
2. districto, nao foi um excesso, um arbitrio
maso fiel e inteiro cumprimento do seu de ver
(Nao apoiados).
o|RRGKD^D-E-S,aCabad"'
Tambem nao vejo mo-
CiraZ AV5eTra 1 "> fez *>Sr- desem-
Ha a questao.
ao vejo mo-
eral> orphos em urna tocalidade do temo O
Sr. viee-presidente dingio-se ao promoorDuMico
para tomar certa e determinada nwK^ ,mS
curador de orpbios.^ O Sr. Dr^XaTdedT
forjas para exercer o cargo de curador geral de
orphos, era o promotor effectivo o Sr. Dr Joo
Thom da Silva: estava em *eu direito por que a
lei lho permittia; estava no seu direito ainda re-
pito, porque tinha em si a confianza precisa para
desenipenhar de vida mente ambos os cargos sem
prejuizo do servico publico".
Finalmente, senhores, nem me parece proceden-
te a duvida do nobre deputado sobre a forma da
nomeaeao do promotor publico para curador ge-
ral dos orpbaos, sobre a qual cnsultou ao Sr. con-
de de Baependy ; por quanto a maneira seguir
necesariamente era aquella que pelo proprio no-
bre deputado foi seguida, quando destituindo ao
Sr. Dr. Souza Reis deste cargo,. nomera ao nobre
deputado Io secretario, nem to pouco aquella que
encontrou por forca da retirada do Sr. Dr. Joo
Thom, quando foi a ilha de Fernando, por quanto,
a nomeaeao para os casos especiaes era o meio
cerlo e seguro que tinha a seguir em semelhante
emergencia.
Sn. Presidente :Snto-me ncommodado e nao
!|uero alongar por mais tempo a discussao. Era
ace das razoes que aprsente!, me parece, quo o
acto do Sr. desembargador Assis Roma, nao dig-
no de censura que to desapieaadamentc lhe fez o
nobre deputado, por quanto S. Exc. nao exorbitou
de seus deveres, e pelo contrario mostrou-se ainda
urna vez zeloso e fiel cumpridor da lei.
Um Sr. Deputado : Restaurou urna lei revo-
gada.
O Sr. G. Drummond :Na opinb do nobre de-
putado, mas nao daquclles que com imparciahda-
de julgarem a questao.
O Sn. Silveira Lobo :Eu como juiz pieria des-
obedecido, havia de mostrar quo havia quem resis-
tisse aos desregramentos do poder executivo.
O Sr. G. Drummond :Proceda irregulaimente.
O Sa. Soares Brandao : Esta assemb^a e a
opinio publica decidir.
O Sr. G Drummond : O Sr. desembargador
Francisco de Assis Pereira Bocha, tem urna repu-
LiQo firmada no imperio e com justo titulo: re-
conhecido como magistrado mudo honrado, muito
illustrado e mui distincto.
O Sn. Silveira Lobo:Mui desenfreiado.
O Sr. G. Drummond :S. Exc. nao pode temer a
opinio publica quando fr censurado por actos
praticados na rbita dos seus deveres, e em cum-
primento da lei.
Senhores, a lnguagem das paixes pode justifi-
car o que quzerem, mas nao supplantar a ver
dade, e dar iriapho a injusca. O sarcasmo, a
injuria, a irona, nao chegam aos altos funeciona-
nos quando se nao desviam do dever sobranceiro
a tudo isto, com a caima precisa esperam que os
horneas imparciaes Ihes facam justica. Isto, se-
nhores, e a tranquillidade da consciencia, sao mais
que suficientes para compensa!-os dos amargores
que solrem por torea do desregramento das pai-
xes.
Tenho concluido.
Um Sr. Deputado:A opinio publica ha de
julgara V. Exc.
O Sr. Abminio Tavares :J esta julgado.
O Sr. Silveira Lodo:Eu conhecia-o de muito
tempo, fiquei maravilhado; nao pensei que era
capaz de tanto.
(Continuar-tt-haJ
roa a S. Exc que nao o podia
em exercicio desse cargo em
do nobre deputado pelo %" di
as razoes em que se firma va o
i o aobrfr denotado nao tinha
por nao estar
despachos
ondeseliam
Ora,
apreu-
HBVISTA DIARIA.
ASSEMBL WGVINCIAL-Na sesso de ante-
hontem a assemblea, na ordem do da, approvou
em primeira discussao o projeelo n. 4 deste anno
que approva o regulameuto dado felo governo
escola normal.
Entrando epi segunda discussao o projc|o n. 5
THESOURABIA PROVINCIAL.Vo hojo pra-
ca, perante a junta ad.i.inistrativa desta reparti-
?o: a taxa da barrara da estrada da Victoria,
uo engenho Morenos, avahada em 1:508, or 3
annos a vencer em 30 de junho de 1872; o forne-
cimeuto do sustento dos presos pobres da casa de
detencao, por 6 mozos a vencer em 31 de dezem-
bro do correla anno; o fornecimento dos objectos
precisos para o expediente das repartieres pro-
vnciaes no exercicio do 18681870; o forneci-
menlo de medicamentos e utencs precisos para a
enfermara da casa de detencao, por um anno a
vencer em 30 de junho de 1870 ; os reparos da
ponte de Gindahy, avahados era 7.9683; o impos-
to de 2500por cbeca de gado vaceum, consumi-
do as ccofflarcas do Recife, Garanhuns, Flores,
Boa-Vista, Tacarat e Cabrob, e nos municipios
do Brejo e de Cimbres, por 6 annos, a comecar no
Io de jullio prximo; e o imposto de 20 % do
consumo de agurdente as comarcas de Pao
d'Alho, Cabo, Santo Anto, Palmares, Rio-Formo-
so, Nazareth.Ximoeiro, Goyanna, Itamb, e muni-
cipios deOlinda e Iguarass, por 3 anuos a vencer
em 30 de junho de 1872.
INSTHUCCO PUBLICA. A directora geral
acaba de designar o dia 13 de maioproximo, para
o concurso s cadeiras de iustruccap primaria, do
sexo femenino, em Bom-ConselhoT Bento, Bui-
que, lntazeira, Villa-Bella, Boa-Vista, Granito,
Ouricury e Salgueiro. As senhoras, que quize-
rem nelle tomar pane, devero inscrever-se at a
vespera desse dia, na respectiva secretaria.
TARIFA DAS ALFANDEGAS. Comeca a ter
vigor, no Io de juiho prximo, a uova tarifa, man-
dada executar pelo decreto n. 4343 de 22 de marco
do corrente anno.
ARRIBADO.Tocou sabbado em nosso porto,
afim de deixar o commandante, que se achava
bastante doenle, o lugre hollandez Zoulhamp, ca-
pito I. N. von der Werf, que a de Lisboa para
Bucnos-Ayres; para onde seguio no mesmo da.
ESTOCADA.No sabbado noute, Jos Fran-
cisco Carnciro Monteiro deu urna estocada em
Francisco dos Santos Silva, no lado esquerdo
abaixo do peito, sendo julgado grave o fermen-
to. O criminoso fi preso e va ser processado.
O SR. DR. PEDRAGLIA.L-se no Jornal do
Commercio da corte:
Seguio ante-hontem para a Europa no vapor
inglez La Plata, procurando recuperar a sua sa-
de, que se tornou nestes ltimos temos to preca-
ria, o distincto oculista allemo o Sr. Dr. Pe-
draglia.
Exercendo no Rio de Janeiro, por espaco de
seis annos, a sua especialidade, deixa gratas rc-
cordacoes a todos os seus amigos e admiradores de
seus profundos conhecimentos, os quaes nelle sem-
pre encontraran) o medico humanitario e cons-
ciencoso, que jamis antepz a esperanca do lucro
idea do dever, tornando-se assim um verdadeiro
apostlo da sciencia, e gozando por isso mu me-
recidamente entro nos do nome de distincto ocu-
lista.
Durante sua ausencia fiea encarregado de sua
extensa chniea o antigo chefe de climca do Dr.
Wecker, o Sr. Dr. Pires Ferreira, cujo mereci-
mento como perfeito oculista tem a populaco
desta grande cidade ja devidamente apreciado, de
positando nelle inteira confianca, a que lhe do in-
contestavel direito os seus dotes intellectuaes e a
posieao de chefe de urna das primeiras clnicas de
Pars, onde seu nome ainda hojerepetido com
saudade, i
LOTERA.A que se acha venda a 103', a
beneficio da groja de S. Joo de Abreu de Una,
que se extrahir no da 28 do corrente.
PASSAGEIROS.O vapor nacional Cururipe,
vndo de Mamanguape, trouxe a seu bordo para o
nosso porto, os segrales: Jos Luiz do Reg Lu-
na, Joao Gorda, Carlos Leyl, Vicente Dechico, Ma-
noel da Costa Lima, Joao de Azevedo Guimares,
Jos Martins Noguera de Mello, Jos Martins Fer-
nandes Nogueira, Antonio de Olveira" Ramos
Theorga, Julio Augusto Pereira Barroso, Jos Co-
lho de Almeida, Manoel F. Ferreira da Costa,
Justino Jos Tavares.
Seguiram a bordo do hiato brasileiro Rosita,
sabido para o Para, os seguintes: Antonio Pinto
dos Santos, Oditon Fiok Romano, Mara Joaquina
Soares, e Henrique Joaquim dos Santos Pinto.
Seguio tambem a bordo do patacho portu-
guez Maria da Gloria, sahido para Lisboa: Slvino
Antonio Henriques.
SESSO JUDICIAR1A EM 22 DE ABRIL DE
1869.
presidencia do exm. sr. desembargador a. f. pe-
retti.
Secretario, Julio Guimares.
Ao meio dia declarou-se aborta a sesso estaiT-
do reunidos os Srs. desjmbargadores Silva Gui-
mares, Res e Silva e Aeoioh, e os Srs. deputadps
Rosa, Miranda Leal e baro de Cruangy, e o Sr.
supplente S Leito.
Lida, foi approvada a acta da precedente ses-
so.
accordos assicnados.
Appellantes appellados Jos Maria Goncalves
Pereira e outro, appellanto appellado Belafraino
Pinto de Araujo.Embargante D. Juan de Angla-
da Hijo, embargados Aranaga Hijo 4 CEmbar-
gante Joaquim Coelho Cintra, embargado Jerony-
mo Joaquim Fiuza de Olveira.
julgamentos.
Juizo especial do coniiiicrcio : appellantes reos
Antonio Lourenco Teixera Marques e outro, ap-
pellado autor Manoel Monteiro da Cunha ; juzes
os Srs. Silva Guimares, Reis e Silva, Rosa e Mi-
randa Leal.Foi reformada a sentenca appellada
com o voto do Exm, Sr. presidente, sendo votos
vencidos em parte o Sr. desembargador Reis e
Silva e deputado Miranda Leal.
Juizo municipal e do commercio de Macei :
embargante autor appellante Joo Cazemiro da
Silva Machado, embargado appellado reo Innoceu-
co Salustiano da Silva; juizes os Sis. Silva Gui-
mares, Reis e Silva, Miranda Leal e baro de
CruangyDjspre- ados os embargos.
Juizo especial do commercio : embargante ap-
pellado embargante 3." Joo Ribeiro lVssoa de La-
cerda, embargada appellante exequente D. Maria
Cordeiro ; juizes os Srs. Silva Guimares, Reis e
Silva, Rosa e baro de Cruangydespresados os
embargos.
Juizo especial do commercio : appellante autor
Joo Pinto de Lemos Jnior, appellado reo Ma-
riano Xavier Carnciro da Cunha ; juzes os Srs.
Silva Guimares, Beis e Silva, Rosa e S Leito
Confirmada a sentenca appellada.
Juizo municipal e do commercio de Macei :
embargante appellante exequente Jos Autonio
Pereira Lessa, embargados appellados executados
Moeda Medeiros & C.; juizes os Srs. Reis e Silva,
Accioli, baro de Cruangy e Miranda Leal.Des-
presados os embargos.
Juizo municipal e do commercio do Pilar, pro-
vincia das Alagas : appellante executado Nico-
lao Jos Ferreira, appellado exequente Antonio
los da Costa Araujo; juizes os Srs. Reis e Silva,
Accioli, baro de Cruangy e Miranda Leal An-
nullado o processado da louvacjto em diante.
Juizo especial do commercio : appellante autor
Jos Rodrigues de Araujo Porto, por seu procura-
dor, appellados reos Izidoro Bastos & C.; juizes os
Srs. Reis e Silva, Accioli, baro de Cruangy e S
Leito.Confirmada a sentenca appellada com o
voto do Exm. Sr. presidente, sendo votos vencidos
os Srs. Accioli e baro de Cruangy.
Appellante Francisco do Lago, appellado os ad;
ministradores da massa fallida de Joaquim Jos
Gomes de Souza. A' vista do impedimento dos
Srs. Rosa e Sa Leito, e da suspeicao jurada pelo
Sr. baro de Cruangy, ordenou o Exm. Sr. presi-
dente que se fconvidasse o Sr. segundo suppiente
Leal Reis, para tomar parte neste julgamento,
Appellante Antonio Joaquim Salgado, appellado
Antoni > Goncalves Ferreira.Appellante Joaquim
Francisco Ribeiro, appellado Osear Destibeaux
Appellante Joo Pereira dos Santos, appellado Jos
Pereira de Ges. Adiados pedidos dos Srs. de-
putados.
PASSAGENS.
Do Sr. desembargador Silva Guimares ao Sr.
desembargador Reis e Silva : appellado o Dr. Ma-
Manoel FigueirOa de Faria e outros, appellado o
Dr. Gabriel Soares Raposo da Cmara.Appel-
lante Manoel Carvalho de Moura, appellado Manoel
Ribeiro Bastos.Appellante Joo Ferreira dos San-
tos Jnior, appellado Francisco Ferreira da Silva.
Appellante Jos Cesarlo de Mello, appellado Joo
da Cunha Reis.
Do Sr. desembargador Reis e Silva ao Sr. des-
embargador Accioli: appellantes Silva Leo & C,
appellado Domingos Ribeiro Lima. Appellante
Joo Caserairo da Silva Machado, appellado o ha-
chare! Gaspar de Menezes Vasconcellos Drum-
mond. *
AGGRAVOS.
Aggravantes Antonio Lourenco Teixera Mar-
ques e Joo Maria da Silva, aggravado Manoel
arreiro da Silva.
O Exm. Sr presidente negou provimento.
Aggravante Ignez Maria da Conceico, aggrava-
do Jos Antonio de Macedo Lopes.
O Exm. Sr. presidente nao tomou conheci-
mento.
Nada mais houve, e encerrou-se a sesso as 2
horasji um quarto da tarde.
PUBLICACOES A PEDIDO.
CHRONICA JDDIOURU.
I ItIBI Vil. DO CeilERCI.
ACTA DA SESSO ADMJJUSTRATIVA DE 22 D
ABRIL DE 1869.
PMMMnCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR ANSELMO
FRAKO8C0 PBRETTI.
As 10 notas da manhaa, reunidos os Srs. depu-
tafim Rosa, Miranda Leal, barao de &aangv e
sopptonte Sa Leito, o Bxm. Sr. presidente abri
a sesso.
Lida, foi approvada a acta da sesso de. 19.
expediente:
Do Exm. Sr. vice-presidente da provincia, man-
dando informar a pelico que vanos membros da
assoeiacao beneficente de 17 de Janeiro pedem
approvaco dos seus estatutos, e pelo'mesmo
Exm. Sr. vice-presidente mandado informar em
data de 16 do corrente.O tribunal resolveu ou-
vir o Sr. desembargador fiscal.
Offleio do presidente da junta dos corretores,
firmado de 21 do corrente, pedindo que seja con-
sultado o tribunal, se de sua attribuicao como
presidente da junte dos corretores poder dirigir-se
com o secretario, ofikkdmeote a qualquer oorre-
tor para este cumprir com o tea dever, isto iade-
pendenteraente de conwieaeio d* juateO tribu-
ual resolveu ifualornte ootir 9 Sr. desembarga-
dor fiscal.
Sepultura ecclesiastica.
11
O Sr. M. da Silveira Amaral no 2o capitulo do
artigo que pubcou na Opmio Nacional n. 90, as
sim se exprimi:
Qual o crime do general Abreu e Lima, cri-
c me que Ibe acarretou a privaco de sepultura
c ecclesiastica?
,1 Por ventura podia elle ser equiparado aos
pblicos e manifestos peccadores (publicit el
munifestis peccatoribus, na (phrase do ritual
romano, de Paulo V) contra a (e eatboca, cas-
< sificados pelos canonistas em tres ordenshere-
t ticos, apostatas e scismaticos ? Era elle blas-
phemo, usurario, Judeu, excommungado ou pa-
t gao 1
, Nada disso era ; por quanto sempre foi zeloso
1 defensor da f e da Unidade Catholica nos tem-
pos os mais difficeis; sendo provocado urna
1 discussao religiosa jamis ultrapassou as raias
que todo o verdadeiro catbolico deve respeitar;
era bomem de virtudes modestas, tanto assim
qne antes de expirar pedio que lhe fizessem um
enterro sem poippa com urna cncommendaco
t resada na capella do cemiterio ; e alforriou una
t eserava alheia que lhe servia de criada ; < em
seus iscriplos nao se poder mostrar m s
ponto em que elle tenha posto em duvida aigum
io* dogmas que como catholicos somos obrigados
a crtr. >
O illustrado articulista nao leu com attencao as
obras do general Abreu e Lima ; se o tivesse Jeito,
nao dira por certo, qne em seus escriptos nao te
poder mostrar um s ponto tm que elle tenha pos-
to tm duvida aigum do* dogmas, que amo catholi-
ctt somos (untados a crer.
o meu nome por toda a etemidade, e este o meu
memorial pelo decurso de todas as geracSlS.
Entretanto o general Abreu e Lima escreveu, e
sustentou al os seus ltimos das.:
Que grande era o, differenca que existe entre
0 Deus annunciado por Jess Cliristo, e o Deus
pregado por Moyss, um Dens abominare!, coberto
de sangue, etc. etc. etc.
Que o Deus de Abralio, de Isaac, e de Jacob
era o Deus de um homem, de urna familia, de um
peuueno povo, que nunca passou de um milliao
apezar de suas promessas.
No lvro que publicou sob o titulo de Biblias
falsificadas, a pag. 296, escreveu o general Abreu
e Lima:
Sabei, Sr. padre Campos, que abomino o Deus
dos Judeus, o Deus feroz e sanguinario do Pen-
tateuco.Foi, taivez, a nica notave! alteraco,
que fez Jess Christo na lei antiga, modificando
a idea do Ente Supremo.
Ser isto urna impiedade ? Pois bem, deixai-
me ir para o inferno, onde viverei em muito boa
companhia com todos os apostlos e evangelis-
tas, e com todos os santos padres at o 4o secu-
lo da Igreja. Ide vos para o ceo com Domingos
de Gusmo, com Pedro de Arbues, com Torquc-
a raada c Cisneros, cora Alexandre 6 e Paulo 4,
com todos os Gregorios, exceptuando uns qua-
1 tro : emfin com a escoria do genero humano.
L vai porlanto atacado, e negado resolutamente
pelo general Abreu e Lima um dogma de f, que
como catholicos somos obrigados a crer, porque
assim ensina e manda a Santa Madre Igreja de
Roma.
Ser ponto de f, que como cath-licos somos
obrigados a crer, o culto das sagradas imagens,
a vencracao das reliquias dos santos, a invoccao
dos mesmos ?
Tambem nao se nos responder pela negativa,
porque ella se oppSem as decisoes dos Concilios
2 de Nica, Can. 7, e do Trente.
Este ultimo na sesso 25 assim se exprime:
Manda o Santo Concilio a todos os bispos etc.
etc. etc. etc. instruam diligentemente aos fiis
primeramente da intercesso dos santos, sua
invoca$o, vencracao das reliquias, e legitimo
uso das imagens : e Ihes ensinem, que os san-
tos, que reinam juntamente com Christo, olTere-
cera Deus pelos homens as suos orar/ies : e
que bom, c til invoea-los humildemente, e
recorrer as sues oracoes, poder o auxilio para
a alcancar beneficios d Deus, por seu filho Jess
Christo Nosso Senhor, que o nosso nico Re-
demptor e Salvador.
Sentem pois impamente aquelles que dizem,
que os sanios, que gosam da eterna felicidade
no ci, nao devem ser invocados ; e os que affir-
niam, ou que clles nao oram pelos homens, eu que
invoca-tos, pata que orem por cada um de nos
idolatra I ou qae opposto palavra de Deus,
e contrario honra do nico mediador de Deus
e dos homens, Jess Christo, etc. etc, etc........
e assim os que aflirmarem que se nao deve ve-
' neraco e honra s reliquias dos santos, e que
estes, e outros sagrados monumentos sao inu-
tilmente honrados pelos fiis, devem ser infalli-
velmente condemnados, segundo muito ha, os
condemnon (Concilio Nicceri :), e agora con-
demna a Igreja.
Quanto s imagens de Christo (note bem o
leitor para eslas palavras do Concilio), da Mi
de Deus, e de outros santos, se devem ter c
conservar, ese Ihes deve tributar a devida non-
ra e veneracao: nao porque se crea, que ha
n'ellas alguma divindade, ou virtude, pela qual
se hajatn de venerar, ou se Ihes deva pedir al-
a guma cousa, ou se deva por a confianca as
imagens, como antigamente punham os pagaos a
sua confianca nos dolos : mas porque a honra,
que. se Ihes d, se refere aos originaes, que ellas
' representam : em forma qtw mediante as ima-
gens que beijamos, e em cuja presenra descobri-
mos acabeca, e nos prostramos, 'adoremos-a
1 Christo, e veneremos os santos, cuja semelhanca
a representam etc. etc. etc.etc.
Eosinaria e sentira o general Abreu e Lima o
contrario do que ensina a Igreja nos Concilios ci-
tados?
Abramos a sua obra, as Biblias falsificadas, na
pagina 274 e ahi encontraremos entre muitos ou-
tros periodos contrarios doutrina da Igreja, os
seguintes :
A invocaeab dos santos e o culto das imagens
foram mais duas instituicoes ou praticas rouba-
' das ao paganismo.
Com efleito os pagaos, acostumados com o
seu Polytheismo, nao podiam acostumarse cora
o Monotheismo judaico. Um s Deus, sem forma
alguma material, em um co deserto, quando
clles traham o seu Olympo to povoado de deu-
ses e deusas, era cousa que elles .nao podiam
conceber. No segundo scalo foi pois vecessa-
no feair conservar a Jess Christo a forma
1 humana, depois da sua ascencao ao co, onde
nao poda existir a materia corrupttvel, como
' diz S. Paulo ; prtanlo onde s permanece a
ti sua natureza divina.
No fim do 4o secuto um Concilio de Constan-
tmopla declarou, gue Mana era Mai de Deus :
portanto ahi temos j duas formas humanas
(homem e mullier) habitantes do co...........
A passagem do hroe, rei, sacerdote ou legis-
lador a Deus ou semi-deus fazia-se Centre os
pagaos) por meio de urna ceremonia, a que se
cnamava apotheose, era a canonisacao dos
deuses do paganismo, ou dos santos que se Ihes
i ajuntavara no co. At nisto mesmo os catholi-
eos imitara perfeitamente os pagaos, tanto no
processo das virtudes e raerecimentos do morto,
como na canonisacao, pela qual fica o canoni-
sado inscripto na lista dos santos, e apto para
ser collocada a sua imagera em um altar, e re-
1 ceber adoracao. t
A Igreja Catholica nunca disse, quo aos santos
se devia adoracao ; atienda bem o leitor para as
palavras do Concilio deTrento, que sobre este pon-
to ficaram transcriptas.
Contina o general a paginas 279 :
t E se Deus nao habita era templos feitos pelos
homens (Act. Apost. Cap. 17 V. 24) ; se ostem-
pos sao apenas casas para a oraee, onde os
neis vo rogar a-Deus era commura pelos vivos
e pelos morios : i urna idolatra abominavel
encher essas casas de imagens profanas, e des-
viar para ellas oracao, que se devia dirigir
1 untcamfRfe a Deus.
A paginas 284.
a Dizei-nos agora, Sr. padre Campos, onde est
a differenca entre a eoocacao paga, e a invo-
< cacao romana ?
1 Qual a differenca entre a estatua de Juno on
de Minerva, e a tmagem de Santa Auna, ou'de
Santa Cecilia f
Ha, Sr. padre, assim mesmo grande differen-
ca, e vm a ser, que as estatuas dos douses do
paganismo eram quasi sempre obra dos raaiores
arti.-tas, dos priraeiros esculpteres: erara verda-
deiros monumentos da arte :mas as imagens
> dos vossos tantos sao o que. ha de mais tosco,
< de mais miseravel e de mais ridiculo pela imper-
f feicao do trabalho, e at mesmo pela vileza da
materia, porque as vezes apenas um pedaco
1 de pao ouco, com a figura de urna cara, e nada
mais.
Precisaremos de mais alguma transcripcao para
provar que mais um ponto de f foi furiosamente
atacado pelo general Abreu e Lima ?
Parece-nos que nao.
Ser dogma, que como catholicos somos obriga^
dos a crer, a existencia do purgatorio ?
E' aiada o Concilio Tridentino na sesso 23
quem se oppoe negativa as seguintes palavras
do desreto do purgatorio :
Como a lifrefa Catholica, instruida pelo Espi-
rito Santo das sagradas letras, e antiga tradic-
cao dos padres nos Sagrados Concilios (Concil.
Florent. sess. ulL in fin) e ltimamente neste
t Ecumnico Concilio, ensinou baver purgatorio,
e que as almas alli dolidas sao ajudadascora os
snffragiosdos fiis, e principalmente com o gra-
tissimo sacrificio do altar : manda o Santo
Concilio aos bispos, que procuran com deli-
gencia, que a saa i outrina do purgatorio, que
nos foi dada petes santos padres^ e Sagrados
- Coneibos, seja abracada pejos fiis de Christo, e
em toda a parte as abrace, ensina e pregue.
O general Abreu e Lima contrariou esta sla f A
ignem. I.non i>iim
purgatorio ; porque onde pode baver foso se-
nao no purgator.o E se nao veja-se Santo
Ambrosio, que diz ser salvo, mas soffrenio
a pena do fogo. "
Ora tudo isto prova tanto, qne existe pureato-
rio, como que Adaraastor tinba a bocea negra
t e os denles amarellos. 6
t Muito mais fcil seriairovajp que desde o
neceado original o genera humano se purifica
pelas provacoes dolorosas.
Emfim, suslentou o general Abreu e Lima, oue
o purgatorio e urna instituirnos urna a'legar i a
puramente pagua ; que finalmente o purgatorio nao
pasta de urna especularas em qne, a par da mais
Hedionda superttirao, se revela o lucro torpe.
L vai mais um dogma atacado pelo general
Abreu e Lima, tome nota o Ilustre articulista da
Opinio Nacional.
Ser dogma, que como catholicos somos obriga-
dos a crr.a Iminaculada Conceico de Maria San-
tissima : a sua virgindade t
Ainda est bem fresca na memoria dos fiis a
data do decreto do Concilio, que proclamou este
dogma augusto.
Vejamos como o general Abren e Lima respei-
tou esta deciso da Igreja Catholica.
Copiaremos apenas um trecho da sua obra, a *'
paginas 286, que tem relaco com a questao :
At do nato flzeste objecto de adoracao I E
do parto de urna virgem O que vale o pudor
para vos ? Agora nos lembramos do que dis-
se o celebre Dr. Patroni, que acaba de morrer
t em Lisboa, na sua Biblia do Justo MeioMens-
truo sexual, portentosa obra do Creador, eu me
transporto applaudindo com acatamento o roa-
wvtlliosos effeitos da tua sacra essencia t
miando do culto das imagens. com referencia
a de Mana Santissima, escreve : *
A todas as invocacoes da Virgem Maria, qnal-
quer que seja a sua denommaco, se promet-
tem musas, velas, esmolas, at mantos borda-
dos e coras, Testas sumpluosas, que sao outras
tenias bachanaes.
Emfim compara o culto que damos a Mi de
Deus, ao que em Epheso davam os pagaos a Dian-
na, e que aos nichos daquella deusa se chamara,
hoto relicarios da Virgem ou de Sant'Anna.
Temos porlanto mais uin dogma de f, que co-
mo catholicos somos obrigados a crr, atacado
com furor por aqueile escriptor.
Sera artigo de f, que como catholicos somos
obrigados a crr, que o Papa o chefe e cabeca .
visivel da Igreja, vigario de Christo na trra, co-
mo successor de S. Pedro, com verdadeira prima-
sia de honra e jurisdieco ?
Cortamente que ninguera o n?gar : e assim
peasava o general Abreu e Lima em 1835.
Entretanto o mesmo general assim se exprimi
em loo/ :
izeis que o. Papa o vigario de Jess Chris-
to : entis I E vigario de Anaz ou de Caifaz : (
porque se veste como elles se vestiam : porque
Deus nao estpido neto absurdo. Jess Chris-
to perseguido, preso, julgado, condmnado e
morto ignominiosamente pelo pontificado judai-
co nao seria tao louco (!) que creasse outro
pontificado igual! .
Atacando a autoridade do Papa, atacou tambem
a autoridade docente da Igreja, negando-lhe o di-
reito de legislar sobre materia de f, e de disci-
plina.
as suas expressoes mostra, que nao so reco-
nhece filho da Igreja Catholica, e sim apenas da
Igreja Cluistaa.
Oucamos as suas palavras com rclacao a Igreja :
* P .Sao opinio da chamada Igreja, firmada na sua pro-
pria autoridade, erabora seja cdbtra a lettra cx-
pressa das Escripturas.
A tradiccao, quando ha a palavra escripia,
so serve para viciar o texto, ou para illudi-Io :
ou anles um circulo vicioso, em que se emara-
nha (atienda bem o leitor para esta expresso) a
rosa Igreja, para burlar as Escripturas.
Mas o que faz a Igreja Catholica seno o que
hzeram os Judeus ?
Parece qne Jess Christo previa quo a tal
Igreja cahiria nos meamos vicios e erros que
elle exprobava aos Judeus, e que combateu at>;
a sua morte.
Parece que o judaismo revive na seitacatho-
- lica com o mesmo furor dosFariseus. Ea prova
esta, era que a Igreja quem fabrica as suas
tradiccoes conforme lhe convm. De sorte que x
a tradiccao catlwlca nao tem base, nem origen
certa, flucta entre as doutrinas contradictorias
da mesma Igreja.
Nao se limitou a esle ataque, tambem inveslio
contra a denomina^o de Catholica, quo tem a
nossa Igreja.
A paginas 29o das Biblias falsificadas l-se.
Poderiamos citar muitas outras analogas cn-
tre o paganismo, e o intitulado catholceismo.
Porque vos intitulaes catholicos, o nao chris-
tos ? Catholco quer dizer unioersal, o nada
mais: assim se cbamava em seu comeoo a re-
ligio, que Jess Christo mandou pregar em todo
o mundo.
Mas boje, que sois apenas a nona ou a decima
parte do genero humano, graga a vossa catho-
licidade, que signilicaco tem para vos a pala-
vra catliolico I
Finalmente a paginas 116 defin qual a sua rcli-
gio nos seguintes termos :
Sabis o que chamamos a simplcidade do
christiauismo ? E' o evangelho, como o prega-
t rain os anotlos e seus discpulos inmediatos
at o seculo 2o, isto sem o apparato do culto
das imagens, sem sinos nem logeles, nem cano-
nisaco dos Santos: sem celibato clerical, sem a
Santa inquisiijo, sem a confisso auricular:
' sem purgatorio, nem indulgencias.
Em ontro ponto declarou, que da Igreja catho-
lica s acceitava o evangelho, e o symoolo dos
apostlos.
E para que ninguem seengasse com os seus
actos exteriores em opposico ao seu modo de sen-
tir, declarou a paginas 306.
Nao s respeitaraos a consciencia, como os
costumes e os hbitos de qualquer povo. Quan-
do passamos por urna Igreja aberta nunca dei-
xaraos de tirar o chapeo. Quando passa o via-
Jfieo, ajoelhamos, quando passa a procisso, e o
povo ajoelha. ajoelhamos tambem (atienda o Ici-
tor para o motivo); porque negra de boa tdu-
cacao nunca tornar-se o homem notavel por ac~
tos contrarios aos costumes, e usos pblicos.
Em face do que fica trauscripto, c do mais quo
consta dos escriptos do general Abreu e Lima, an-
da o Ilustrado articulista da Opinio Nacional
sustentar, que elle fot zeloso defensor daf e da
unidade catholica: que sendo provocado a urna
discussao religiosa jama ultrapassou as raias que
todo o verdadeiro catholico deve respeitar, final-
mente, que em seus escripias no se poder mostrar,
um s ponto, em qurtlle tenha posto em duvida ai-
gum dos dogmas que, como catholicos somos obri- Ju-
gados a crerj
Acreditamos que o Ilustre articulista nao sec-
tario da nova escola, aqui aereada, dos que pre-
tendem reduzr os dogmas da Igreja catholica a
dous somenteexistencia de Deusimmoi-talidae
d'alma. \'
Os protestantes nao sustentan) doutrinas diversas b
das que professava o general Abreu e Lima, sec-
tario frentico de Marcion, e de outros heresiarcas.
Continuaremos em outro numero.
Recife, 19 de abril de 1869.
Jtejfno d-Almtida.
' ./i
Eleiqao dos mesariosque teem
de reger airmandade de Nos-
sa Senhora da Conceico dal
igreja da Congregado desta I
cidade, no presente anno de]
1869 1870.
doutrina em seus escriptos ?
Juiz por eleicao
O Illm. Sr. Victorino Domingues Alves Maia,
Juiz por devoco
O IBm. Sr. Manoel Lui Goncalves Ferreira.
Juiza por eleicao
A Exm.* Sr.- D. Candida Maria Gomes de Carva-
lho, esposa do Illm. Sr. Bernardino Gomes de
Carvalho.
Juiza por devoco
_ Sa*.' Sr.' D. Emilia Adelaida MeMo, esposa do
i Illm. Sr. Francisco Goncalves Netto.


r
Diario de PenramBut? Segunda feira 26 de AM: dV? 1869.
,*
-
rrn=
------
wae por-eleir/ui
0 lili. Sr iuim Radiosa da Silva.
Eserivao por detoflao
o Illni. Sr. Gregorio Paes do Airal.
hscrivia por
A Em!'* Sr.* Emilia Fiok Meto, esposa do
IIIiil Sr. Francisco Ignacio Pinto.
riva por devocao
A Exm." Sr.' D. Gertrudes, filba do Illm. Sr. capi-
tao de mar e guerra Hermenegildo Antonio Bar-
bosa de Almeida.
Thcsourero .
O Illm. Sr. Jeaquiui Lopes da Costa Maia.
Procurador geral
O Illm. Sr. Joaqun Rodrigues Tavares de Mello.
Procuradores
Os Illm?. Srs. :
Manoel Jos Machado.
Antonio Goncalves de Barros.
Misarios
Os Illms. Srs. :
Albino Jos Morara de Soma.
Manoel Francisco .los Santos Maia.
Jos Hufino Climaco da Silva.
Jos Fcrnandes Lima.
Jo* v S Lopes Fernando?.
Justino Manoel Hamos.
Joaqun) de Souza Maia.
Joaquim Duarte de Rczende Rogo.
Manoel Nuues da Ponseca.
Mathias Jorge Ja Silva.
Mordemos
Cs illms. Sis. :
Francisco Jos da Silva Guimirac.
Thomaz Fcrnandes da Cunha Jiinior.
Manoel Joaquim Muniz Baranda.
Jos Joaquim Alves.
Victorino Jos Pereira de Abren.
Jos Mara Fcrnandes.
Jos Rodrigues Viauna.
Antonio Pereira Martins.
Antonio de Sonta Campos.
Francisco de Olveira Barbosa.
LourenQo Jos, de Freitas.
Francisco Jos Carneiro.
Armio Alves Fernandes Lima.
Veriato Centeio Lopes,
Joo Capistrano de Olveira.
Joaquim Ferreira Bartolo,
ernardo Jos Pereira.
Lu2 Ferreira de Carvallio.
Mordomas
As Exro." Sr." :
I). Luiza de Mello Lusne.
O. Amelia Hermelinda Ribero da Silva.
D. Florinda Adelaida llamos Maia.
D. Zultnira Jorge Bastos.
D. Francisca Florencia Marques da Silva.
D. Joanna Emilia de Moraes Pereira.
D. Alexandrina Raposo Alves Ferreira.
D. Francisca Adelina do Reg Dantas.
D. Maria Benedicta Pereira Mattoso Leite.
D. Thereza Claudna de Mello Pereira.
D. Mari Paula de Abreu.
D. Maria Adelaida da SiWa.
1). Adelaide de l.emos Bastos. __________
Sedutas do governo de I a 80001 poro/0
de premio.
Largo do Oorpo Santo n. 21
ALFANDEGA.
Rendhnento do dia 1 a 23.
dem do dia 21
829:401*347
40:624*77
_js________
870:029*122
MOVIMENTO DA ALFANDEGA
Voluntes entrados com fazendas 2.18
dem idera com gneros 473
Yolumes sahidos com fazendas 239
dem idem com gneros 260
711
499
COMMERCIO.
PRAGA DO REGIFE 24 DE ABRIL
DE 1869.
AS 3 1/2 HORAS DA TARDE.
Algodo de Macei 1' sore 185500 e 185300
por arroba Dosto a bordo, a fretc de 9/16 e 5/8
d. c 5 0,0
Accoes da companhlaf Vigilante 100000 por
aceTn.
Cambio sobre Londres 90 d/v 18 3/4 d. por
UOOO.
F. J. Silveira
Presidente.
Leal Seve
Secretario.
CASADECAMBIO
Teodoro Simn & C.
Compram e vendem por conta propria
metaes, moedas nacionaes e estrangeiras,
letras de cambio, sedulas do governo e do
qanco do Brasil.
Descontam letras da trra e outros ttu-
los commerciaes.
Encarregam-se por conla alheia das mes-
mas transaeces, da cobranca de letras da
trra e de outros ttulos commerciaes.
Recebem quaesquer quantias em deposi-
to, em conta corrente, e a prazo fixo.
Largo do Corpo Santo n. 21.
ENGLISH BANK .
Of Rio de Janeiro Limited
Desconta lettras da praca taxa a con-
vencionar.
Recebe dinheiro em conta corrente e a
prazo fixo.
Saca vista ou praso sobre as cidades
principaes da Europa, tem agencias na Ba-
ha, Buenos-Ayres, Montevideo, New-York
e New-Orleans, e imitte cartas de crebito,
para os mesmos lugares.
Largo do Pelourinho n. 7
BANCO MAUA 4 C.
llua do Trapiche u. 34.
Desconta lettras commerciaes a taxa con-
vencional. Recebe dinheiro, a premio con-
vencional, por lettras e em conta corrente.
Confere crditos, saca sobre as primeiras
pracas do imperio, Rio da Prata a Euro
pa, e compra cambiaes sobre as mesmas
pracas.
Encarrega-se, por commisso, da com-
pra e venda de fundos pblicos e accSes de
oompanhias, da oobranca de lettras e di-
videndos ou de seu pagamento, e de qual
quer outra operaco bancaria.
O expediente para o publico cornear
s 10 horas da manha, e terminar s 4
horas da tarde de todos os das uteis.
CASA DE CAMBIO
Theodoro Simn & C.
Vendem
Libras sterlinas 130700.
Ouro nacional e portuguaz a 54 o/0 de pre-
mio.
Descarregam hoje 26 de abril.
Vapor inglezGladiatormercadorias.
Lugar francez Rio Grande mercadorias.
Barca franeczaJean Baptiste'ulem.
Lugar portnguozJiliodiversos genoros.
Escuna ingiera Edith 1/on/anvarios gneros.
Eocuna americana Eduard Brunetfariuba de
trigo.
Rrigue inglezHenriettabacalho.
Rarca inglezaBoWocAauferro e carvao.
Rarca portuguezaNova S/wi/wf/u'alagedo.
Hiate americanoJohn Bosc=mercadorias.
Brigue inglez.Vi'ivibacalho.
Lugar inglez Aune Wlieater=&rroi e louca,
Brigue inglezflef/iicarvfux
IinpiPapiio.
Barca franceza iban baptbte, viada do
Havre, consignada a Tissrt freres, manifes-
t u o seguinte:
50 barris e 75 meios. manteiga ; a Juao
Pereira Moutinho.
14 barricas vidros; Duarte, Pereira
& C.
4 caixas ditos: J. A. Pereira & Subri-
nlio.
4 ditas chapeos; Miranda, Seve & C.
4 ditas ditos; Christan Irmo.
2 ditas ditos; Joaquim de Souza Maia
d- C. .
1 dita perfumaras; Guimares d- Fre-
tas.
5 ditas furao'e papel para cigarros; J.
Bernardo dos Reis.
8 ditas ferragens: a F. Dubarry.
4 ditas e 10 barricas ditas e perfumaras;
J. A. Moreira Das.
3 ditas e G caixas drogas: R. Lasserre.
15 ditas pianos; J. Vignes.
10 ditas spermacetti; Jos Ferreira da
Costa.
70 ditas dito; vuva Meira Ilollanda (na
Parahyba).
2 ditas albuns, regstos e papel; a Lai-
lhacar & C.
1 dita quinquilleras; Len Desprez.
1 dita ditas; a SatyroSeraphimda Silva.
1 dita passemanteria; Joaquim Lopes
Machado.
1 dita papel; Antonio L. Rodrigues.
1 dita dito; a Nogueira Medeiros.
3 dita flores; Joao da Silva Faria &
Irmo.
5 ditas quinquilleras; Otto Bohres-.
G ditas cognac; Rabe Schmettau & C.
2 ditas papel e livros; J. Walfredo de
Medeiros.
1 dita perfumaras; Vianna A Guima-
res.
6 ditas tecidos de algodo; Schafhei-
tlin & C.
1 dita ditos de 13a; Mello, Lobo A C.
1 dita sellins emarroquins; Domingos
Jos Ferreira.
376 ditas vinho, 14 ditas conservas, sar-
dinhas e tecidos de laa; Th. Christiansen.
2 ditas ditos de dita e de algodo, 40
barris e 40 meios manteiga; Augusto F.
de Oliveira & C.
1 barrica e G caixas barbante, perfuma-
ra, espelhose modas: B. Norat (na Para-
hyba).
1 dita papel; J. P. Arantes.
8ditas miudezas; Domingos T. Bastos.
20 ditas quejos, 25 barris e 40 meios
manteiga; Tasso Irmo.
5 barricas e 2 caixas drogas; F. Gau-
tier.
3 ditas vidros; Sebastio Marques do
Nascimento.
10 ditas marroquins, quinquilleras, olea-
do, chapeos, instrumentos de msica e te-
cidos de algodo; Costa Irmos & C.
7 ditas e 1 barrica drogas; P. Maurer
& C.
10 ditas e 30 caixas vinho, passemante-
ria, pregos* enveloppes, marroquins, espe-
Ihos, pentes, cartas para jogar e litas de
seda; Vaz d- Leal.
2 ditas vernz; a Bartholomeu & C.
2 ditas esporas e perfumaras; Joo
da Rocha e Silva.
4 ditas miudezas; J. de Almeida & C.
3 ditas calcado, marroquins e perfuma-
ras ; Jos Luiz Goncalves Ferreira & C.
'6 ditas chapeos e marroquins : Adria-
no, Castro & C.
10 ditas e 3 fardos estopa, tecidos de li-
nho, de algodo e de la; Carneiro & No-
gueira.
25 barris e 25 meios manteiga, 3 caixas
miudezas; Isidoro Bastos A C.
3 ditas marroquins e quinquilleras;
Rocha Lima A Guimares.
1 dita papel para cigarros e charutetras;
II. Oettli A C.
8 ditas miudezas e tecidos de linho de
algodao; Monhard, Mettler A C.
7 ditas perfumara, papel e calcado;
Eduardo de Moraes A C.
50 barris e 50 meios manteiga; C. A.
Sodr da Motta.
1 caixa tecidos de la; Linden, Weyd-
mann A C. *
11 ditas ditos de dita e chapeos; Hen-
rique A Azevedo.
25 ditas, 20 fardos e 1 barrica papel para
mpresso, revolvere, espoletas, calcado,
espingardas, miudezas,.jptecidos de algo-
do e de la: Alves 500 gigos batatas, OQ barricas farinha
de trigo, '200 fardos pipcl: de embrulho,
385 barris e 495 meios maiteiga, 50 caixas
vinho, 15 ditas papel; aos consignatarios.
4 barricas e 4 caixas drogas; Henry
Leiden.
19 ditas tecidos de la e dfe algodo e
miudezas; D. P. Wild.
43 ditas e ii barricas vidros, calcados,
arcoes, drogas, porcelana, marroquins, fer-
ragens, quinquilleras e tecidos de algodo;
Bernel.
4 caixas ditos de dito e quinquilleras;
Prente Vianna A C.
25 ditas calcado, chapeos, roopa, per-
fumara, sellins, marroquins, tecidos de li-
nho e de algodo, 4 barris vinho, 20 ditos
e 30 meios manteiga; ordem.
10 ditos e 10 le rris dita, 29 caixas e 1
fardo chapeos de feltro e tecidos de alga-
do; Keller A C.
REGEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendmento do dia 1 a 23. 33:461977
dem do dia 24 ..... l:o27133
Bttea din:i:u:ir.|!ic7.a Gronsmtd,. eapit
Httlz R. F. r*>U. caoitao
I. r
Par ^^F"> capitaiJacin-
tho Nuncs da Costa, earcra assurar e corros
genoros.
BarcelonaSumaca hespanhola Marianwt, copitao
F. Estap, carga algodao
LisboaPatacho poim tao Antonio da-Barros Valente, carga assucar.
Navio entrado no dia 25.
Rio-Grande do Sul23 dias, barca portugueza
Nova Mariannn, de 2oi toneladas, caprt* fran-
cisco Jos do Abren, equipagem 13, carga
14:460 arrobas de carne; i Oliveira Fillwi &.G.
Obsercaroes.
At meio-dia nao houveram fahidas.
36:989*110
CONSULADO PROVINCIAL
Rendmento'do dia 1 a 23.
dem do dia 24. .
98:321*611
2:26ioi8
100:586*139
EDITAES.
O inspector interino da Alfandega, faz
publico, que fica transferido para o dia 26
do corrente, por falta de licitantes, o le-
lo de um bote e duas bateras, que foi
anqunciado para hoje, em edital de 19.
Atfandega de Pernambuco 22 de abril de
1869.
O inspector interino,
L. de C. Paes de Andrade.
tnsltttevo IWl-a.-
Fa?o constar a quem convier que. o IIIm-
Sr. Dr. dFrectorgeral interino tem designado
odia 13 defiwio prximo vindboro, pelas
10 horas da manba, para ter lugar-nesta
secretaria, o concurso s cadeiras de ins-
iriicgo primaria; do sexo femtnno, queso
acham vagas.
As senhoras habilitadas que quizerpm.se
oppr a ditas cadiras, devero inscrever-
se nesta secretaria na forma das nsU-uc-
Coes de H de jaabo de 1839, at- o.di
12 do mesmo.
As cadeiras sao as seguntes localidades
Rom Conselho, S. Benito, Buiquo, Ingazeira,
Villa-Bella, Boa-Vista, Granito, Ouricury- e
Salgueiro.
Secretaria da instrueco publica de Per-
nambuco, 23 de abril de 1869.
O secretario,
ureliano A. P. de Caroalltn.
DECLARACOES.
PRACA DO RECIFE
EM 21 DE ABML DE 1869, S 3 HORAS DA TARDE.
1112vista wi:hav\i,.
Cambios.Saccou-se sobre Londres de 18 5$ a
18 7/8 d. por 1* ; sendo de 70,000 o valor dos
saques elToctuados nesta semana.
Algodao. Vendeu-se o de Pernambuco, de
16,3800 a 1/ifa arroba.
Abroz.O pilado da India vendeu-se de J*zuu
a 3*500 a arroba; e o do Marauhao a 3 3200.
Azeite-docf..O de Lisboa obtevo 3*400 por
galao, eo doEstrcito 3*300.
Bacalho.Rctalhou-se de 24* a 253 a barrica
de urna partida de 2570 barricas viudas de Sa >
Joao da Terra-Nova.
Batatas.Venderam-se a 25800 a arroba.
Bolachixhas.dem a 4* a barriquinlia.
Caf.dem de 3*600 a 63200 a arroba.
Cha.dem de 2*200 a 2*800 a libra.
Chumbo.Vendeu-se a 275 o quintal.
CRnvEJA.A duna de garrafas vendeu-se de
43500 a 5-5400, e a Bass a 85200.
Farimia de mandioca.Vendeu-se a 7*000 o
sacco.
Farinha de trigo.Vendeu-se de 25* a 263 a
de New-York ; de 25* a 26* a de Phladclphia ;
de 25* a 293 a de Richmond ; a 26* a franceza;
de 30* a 34* a de Trieste por barrica; de 10* a
U* a do Chile e a 41*000 o sacco da Califor-
nia. Existndo em ser, inclusive os tres carrega-
mentos entrados esta semana, 22,800 barricas e
18,400 saceos, a saber: 6.000 da primeira, 1,600
da segunda, 1,000 da terceira.200 daquarta, 14,Q00
da quinta, 18,000 da sexta e 400 da stima.
Loug.v.A ingleza ordinaria vendeu-se a 410
por cento de premio sobre a factura.
Manteiga.Vendeu-se a ingleza de 151O0 a
1*200, e a franceza de 850 a 860 rs. a libra.
Massas.dem a 10* a caixa.
Oleo de linhaca.dem a 2*400 por galao.
Passas.dem a 6* a caixa.
Presuntos.dem a 20* a arroba. .
Qukijos.Os flamcngos venderam-se a 2*300
cada mu.
Sab.vo.Vendeu-se o inglez a 170 rs. por libra.
TouciNtio dem o de Lisboa a 11* a arroba.
Vinagre.O de Portugal vendeu-se de 120*
a 125* por pipa.
Vinhos.Venderam-se os de Lisboa de 223* a
260*, e os do estrangeiro a 205* a pipa.
Velas.As de composic5o regularam a 680
rs. o pacole de 6 velas.
Descont.O rebate de letras regulou de 8 a
10 por cento ao anno.
Fretes.Carregando em nosso porto para Li-
verpool, 1/2 d. por libra 5 9/o
O administrador da recebedora de rendas
internas geracs faz publico que neste corrente mez
e no de maio prximo futuro, visto estarcm con-
cluidos os lanQamentos, o que os devedores do
imposto pessoal, relativo ao exercioio corrente de
1868 a 183!), residentes as freguezias do Recife,
Santo Antonio, Affogados, Poco da Panella, Vanea,
S. Lourenco da Matta, S. Amaro de Jaboatao, e
Murbeca, ti-em de paga-lo, lvre da multa de 6 0/0
e com ella depo's do referido prazo.
Recebedoria de Pernambuco 3 de Abril de 1859.
Manoel Carneirv de Souza Lacerda.
ra (25, Domingos Autimes Villaca, D. Francisea
ricicfci de Met", rpita Flix Francisco de Soa-
za MagaUtacs Dr. Francisco de Assis Pereira Ro-
cha Jnior (2), majnr Ffagpisco Martins Raposo,
Francisco dos Saatos Lomlia, Francisco da Silva
Vaz, Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao, Dr. fca-
Suim Eehiard Pina, Dr. Joaquim Jos de Campos
i CosU Medeiros- Albuquerque, Joao AIobk.
Gomes Guimares, Dr. Joao Jos Ferreira de A-
tniar tenento Joo Jos Hcnriques-Jumor, Jos de
Arauio Pereira CavalcaiU, Dr. Jo.- Benlo da Cu-
nha Figueiredo, Jos JflaqDim Dias bernandes, Jos
Micanio de Froitas Lmoeiro, Luix Antonio de
Meirelles, D. Marianna Rlbeiro da Lapa, Manoel
Ferreira da Silva, Manoel Jos de Almeida SOares.
Narciso Francisco Vidal, Rufino da Costa Pinto.
Dr. Tiburtino Barbosa Nogueira, Dr. lysses oor-
reia de Castro (2).
No da 27 do corrente moz, depois da au-
diencia do Illm. Sr. Dr. jniz municipal da primeira
vara, a qual ter logar pelas U horas do referido
da, e na salla publica das audiencias tem de ser
arrematado por quem maior lance oferecer os
beba seguntes : um terreno proprio com cento e
vinte cinco palmos de fundo e cincoenta de frente
sendo esta para a rua dos Pires, e o fundo fazeiulo
frente para a traves?a da mesma rua onde se
acha em aberto, tendo dentro oito quarlinhos em
mau estado, avaliado em 2:000*000. Um sitio
com quatro eentos palmos de frente e duzenlos e
quarentade fundo, chaos foreros, com urna sen-
zalla dentro, dividida em desecte quarlinhos,
casa de vivenda de pedra e cal, e estribarla, dev-
dindo pelo sul, com a rna nova da travesea do
Pires, pelo norte, com o sitio do coronel Barata, c
D. Margarida, e pelo poente com o terreno do dos-
embargador Fgueira de Mello, e pelo nasceule com
o terreno cima mencionado, e fundos das cazas
da rua dos Piras, avaliado em 7:500*000 cujos
bens vao a praca a re |uerimento de Francisco
Ferreira da Rocha Leal, como inventarame e her-
deiros dos bens que fiearam por fallecimento de
D. Rosa das Neves Ferreira Leal. E' a ultima
praca. O eserivaoSaraiva._______________
Santa Casa da Misericordia
do Recife.
A Illm* junta administrativa precisa contratar
com quem maiores vanlagens offerecer o forneci-
ment de carnes verdes que precisarem os esta-
belecimentos a seu cargo nos mezes de maio c ju-
nho vindouros.
Secreuiria da Santa Casa de Misericordia do Re-
cife, 16 de abril de 1869.
O eserivao,
Pedro Rodrigues de Souza.
O inspector interino da alfandega faz
publico, (pie do 1" de julho prximo futu-
ro em diante, ter vigor o. decreto n. 4343
de 22 de marco do corrente anno, man-
dando execular a nova tarifa das alfande-
gas c suas dsposicoes preliminares. E
para que chegue ao conliecimenlo dos in-
teressados, se manda publicar o presente.
Alfandega dft Pernambuco, 2 i de abril
de 1809.
O inspector interino,
L. de C. Paes d"Andrade.
No dia 27 do corrente mez, depois da au-
diencia do Illm. Sr. Dr. juiz de orpbaos, tem de
rom praca por venda os cscravos seguintes :
Antonio, crioulo, idade 30 annos, avallado por
1:200*000 ; Rufino, crionlo, idade 40 anuos, ava-
hado por 800* ; cujas cscravos v3o praca a re-
que-rimento de D. Malvina Alexandrina de* Souza
Itarcellos, na qualidade de viuva invntarante dos
bens deixados por morte de seu marido Antonio
Procopio de Souza Barcellos, para pagamonto dos
credores do casal.
Conselho de compras do arsenal
de guerra.
0 conselho de compras do arsenal de guerra
precisa comprar o seguinte :
1 fole grande com 32 pollegadas, 40 arrobas de
plvora de boa qualidade.
As possoas que quizorem vender ditos artigos,
apresentem suas propostas acompanhadas das res-
pectivas amostras, na sala do conselho, as 11 horas
do dia 26 do corrente.
Conselho de compras do arsenal de guerra de
Pernambuco 20 de abril de 1869.
F. llapliael de Mello Reg,
Presidente.
Jos Baptista do Castro Silva,
Secretario.
THEATRO '
S. ISABEL.
EMPREZA DRAMTICA
DE
Terga-feira 27 de abril de 1869.
Primeira representaeo do glande e apparato
drama de Mr. Buchard"y, divido em 1 prologo ci
actos
0
Tribunal do comniercio.
Por esta secretaria se faz publico, que nesta data
foi admittido registro o vapor Mnndah, de 222
toneladas, propriedade da com(ftnhia Pernambu-
cana.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 19 de abril de 1869.
O official-maior,
Julio Guimares.
Personagens do prologo.
Cosme de Mediis. Sr. Thomaz.
Raphaei Salviati. .
Janano Salviati. .
Jasme, taberneiro.
Judacl de Mediis. .
Ilantisia, esbirro. .
Galeotto......
Um aguazil.
Nativa Pazzi. ....
Lavradore?, esbirros etc.
A scena passa-se na estrada de Ftorenca em
1440.
No drama.
O duque de Mediis. .
O gowmador Judael. .
Oalleotto.......
Juliano, porta-estandarte.
Lzaro o pastor.....
Um archeiro. .
A duqueza de Mediis. .. .
Archeros, fldalgos, o algoz eto.
Em Florcnca 16 de])oi>.
DesgnaQo dos actos.
PrologoO envenenamento. -O scenario repre-
senta a taberna do Santa Maria na estrada
de Florenca.
1 actoMai e filhoNo palacio Ducal.
2o actoArcheiros do palacio alertadem.
3 acto0 mudoas prisoes do estado
4 actoA justicaNa sala do conselho.
O presente drama sobe a scena com todo o es-
mero de quo digno.
Comecar as 8 horas.
J. Augusto.
P. da Costa.
Brochado.
C. Rocha.
Florndo.
. Jos Victorino.
Santa Rosa.
Sra. D. Julia.
Sr. Thomaz.
C. Rocha.
Jos Victorino.
> Eduardo.
J. Augusto.
Guimares.
Sra, D. Julia.
Santa
Casa
i
MOVIMIENTO DO PORTO.
Navios entrados no da 24.
Rio-Grante do Sul29 das, brigue brasileiro
Unido, de 210 toneladas, capitao Joaquim dos
Santos Souza, equipagem 11, carga 10,159 ar-
robas de carne; Amorim Irniaos.
Rio-Grande do Sul28 dias, barca nacional Agos-
fiMa,de268 toneladas, capitao Joaquim Antonio
Gadr,equipagem 12,carga9,318 arrobas de car-
ne ; Maia & Espirito-Santo.
Rio-Grande do Sul35 dias, patacho brasileiro
Bemfica, de 207 toneladas, capitao Manoel Vieira
das Neves, equipagem 9, carga 10,800 arrobas
de carne; Bailar & Oliveira. *
Rio-Grande do Sul23 dias, barca portugueza
Arminda, de 235 toneladas, capitao Vicente Igna-
cio da Nova, equipagem 12, carga 14,600 arro-
bas de carne; David Ferreira Bailar.
Rio-Grande do Sul29 das, escuna nortc-allemaa
Rachel & Amalia, do 172 toneladas, capitao B. C.
Albers, equipagem i, carga 10,118 arrobas de
carne ; a Rezende de C.
Terra-Nova30 dias, brigue inglez Neta, de 242
toneladas, capitao Ienkins, equipagem 13, carga
3,830 barricas com bacalho; Johnston Patcr
& C.
Antuerpia por Falmouth30 das, brigue inglez
Retina, de 166 toneladas, capitao James, equipa-
gem 7, carga dilorentes mercadorias; Henry
Forster & C.
Liverpool42 dias, lugre inglez Aun Whcatow, de
227 toneladas, capitao R..H. Bradlc. equipagem
8, carga differentes gneros; Mills Latham
&C.
New-York31 dias, palhabote americano John
Rose, de 222 toneladas, capitao Howell, equipa-
gem. 7, carga 900 barricas com bacalho;
Johnston Pater & C.
Montevideo35 dias, barca ingleza Ardour, de 263
toneladas, capitao R. II. White, equipagem 10,
em lastro; ordem.
Mamanguape17 horas, vapor brasileiro Cururi-
pe, de J22 toneladas, commandante Joaquim L.
Goncalves Penna, equipagem 13, em lastro;
companhia Pernambucana.
Rio de Janeiro20 dias, brigue hespanhol Canpo-
lecan, do 330 toneladas, capitao Izidro Mutel,
equipagem 13, em lastro; Pereira Carneiro
&C.
Lisboa26 dias, lugar holjandez Zouthamp, de
229 toneladas, capitao \. N. von der Vfcrt, equi-
gem 8, carga differentes gneros; ao consol.
Navios sahidos no mesmo dia.
KronstadGalera sueca Sverege, capitao C. M.
Lindgren, carga algodao.
de Misericordia lo
llecife
Pela secretaria da Santa Casa de Misericordia
do Recife se faz publico que a Illma. junta admi-
nistrativa em sessao de 8 do corrente resolveu que
fossem convidados os parentes dos orphos em se-
guida declarados para virem requerer a presiden-
cia a sua retirada do mesmo collegio, visto que j
ftendo completado a idade de 14 aanos nao podem
all continuar como dispoe o respectivo regula-
mento.
FrancisafPercira de Araujo, protegido do viga-
no Gamillo de Mendonca Furtado.
Francisco Antonio d Monte.
Antonio Leocadio do Reg Barros, filho de Ignez
Maria de Mello Reg.
Laurindo Fortunato de Menezes Lyra, filho de
Gertrudes Lourcnca de Araujo.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia
Recife 9 de abril de 1869.
O eserivao,
Pedro Rodrigues de Souza.
do
Perante a cmara municipal desta cidas
de estar em praca nos dias 15, 19 e 22
do corrente, para ser arrematada por quem
menor preco offerecer, a obra dos repa-
ros do aterro da estrada, que da rua Im-
perial vai ter a Cabanga, oreada na, quantia
de 814,)000 quem pretender arrematar essa
obra compareea nos indicados dias, no pa-
co municipal, munido de flanea idnea.
O orcamento da dita obra acha-se na se-
cretaria da mesma cmara, onde ser apre-
sentado aos que o qdizerem consultar.
Paco da cmara municipal do Recife,
de abril de 1869.
Ignacio Joaquim de Souza Leao.
Pro-presidente
Francisco Canuto Ba-Viagem
secretario.
Tribunal do commercio
Por esta secretaria se faz publico que ficam re-
gistrados :
O contrato social de Pereira Pedroso & Irmao,
de que sao socios Joao Pereira Pedroso de Lima e
Antonio Pedroso de Lima, estahelecdos nesta ci-
dade com taberna, tendo o capital de 4:528*700
fornecidos por ambos.
O contrato de Antonio Ferreira de Camino, Jos
Salgado Zcnha e D. Maria do Rosario da Fonseca
Maiheiro, estabelecidos nesta cidade sob a firma de
Carvalho, Zenha & C, com negocio de gneros de
estiva nacionaes e estrangeiros, e o capital de
40:000*000, para o qual entra a socia D. Maria
com 27:711*136 em commandita.
O contrato de Jos Maria Ferreira da Cunto e
Affonso Moreira Temporal, estabelecidos nesta ci-
dade com negocio de miudezas, sob a firma de
Ferreira da Cunha & Temporal, e o capital de
6:000*000 fornecido por ambos em partes iguaes.
O dstrato da sociedade de Francisco Teixcira
Barbosa c Custodio de Pinho Porto, dssolvendo a
sociedade que tinham sob a tirina de Francisco
Teixeira Barbosa & C, que nenhum passivo tem.
O contrato de Antonio Augusto dos Santos Por-
to e Joaquim Jorge da Fon eca Bastos, estabele-
cidos nesta cidade com negocios de calcados es-
trangeiros e outras mercadorias proprias de taes
cstabelecimentos, sob a firma do Porto & Bastos,
c o capital de 42:000*000, para o qual entra Por-
to com 40:000*000.
O distrato da sociedade de Joaquim Martinho da
Cruz Correia e Jos Gomes Monteiro, que gyrou
sob a firma de Joaquim Martinho da Cruz Correia
& C, cujo termo findou, fiando a cargo de Cor-
reia a liquidacao do activo e passivo e a respon-
sabilidade deste.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco, 22 de abril de 1869.
O ofllcial-maior,
Julio Guimares.
AVISOS MARTIMOS.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Xavega^o costeira por vapor.
Macei, escalas e Penedo.
O vapor Giaui, commandante Aze-
vedo, seguir para os portos cima no
dia 30 do corrente as 5 horas da
tarde. Recebe carga at a dia 29 as 3 horas, en-
commendas, passagens e dinheiro a frote at as
2 horas da tarde do da da sabida no escriptorio
do Forte do Mattos n. 12.___________________
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Y;iv<\:;;h'So costeira por vapor.
Fernando de Noronha.
O vapor Giqui, commandante Azevedo, seguir
para o porto cima no da 10 de maio, ao meio dia.
Recebe carga at o dia 8 s 3 horas da tarde, en-
commendas, passageiros e dinheiro a frete at s
10 horas do dia da sabida, no escriptorio do Forte
do Mattos n. 12._________________________
Para o Porto
Seguir com a maior brevidade possivel a mui
conhecda c veleira barca portugueza Seguranc*
por j ter a maior parte de seu carregamento en-
gajado ; para o resto e passageiros,, aos os quae
offerece ricos e excellentes commodos, trata-sa
com Cunha Irmos & C, rua da Madre de Dos
n. 34, ou com o capitao a bordo._____________
12
De ordem do Illm. Sr. inspector da
thesouraria de fazenda desta provincia,
sao convidadas as pessoas abaixo mencio-
nadas, para no praso de um mez contado
desta data virem prestar contas das diffe-
rentes quantias que receberam, pelas quaes
se acham debitados nesta thesouraria, ou
entrarem para os cofres da mesma com a
referidas quantias, a saber : tenentes Joo
Eduardo Pereira Borges 1:6580160 res,
Jos Alves de Siqueira Barbosa 2000000
res, e alteres Antonio Henrique de Miranda
2300117 ris, e Jos Irineo da Silva San-
tos 1000000.
Secretaria de fazenda de Pernambuco,
24 de abril de 1869.
O official-maior,
Manoel Mamede da Silva Costa.
Na da qtinla-feira 29 do corrente, depois
de finda a audiencia do juz de paz do segundo
districto da freguezia da Boa Vista s 4 horas da
tarde, teem de ser arrematados diversos movis
por execucao de Viralo de Freitas Tavares, con-
tra o seu devednr Jos Mara da Silva Machado.
CORREIO GERAL
Pela administracao do correio desta cidade sa
faz publico a quem interessar possa, que nao se
demorando os vapores da companhia Messageries
Imperiales neste porto em seu regresso do Ro de
Janeiro, o tempo preciso para se fazer a expedico
das malas para Europa, tem resolvido que as
malas se fechem as 6 horas da tarde do dia ante-
rior ao da chegada dos mesmos vapores.
Correio de Pernambuco 24 de abril de 1869.
O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
gt|
Relacao das cartas registradas existentes na
administracao do correio desta cidade,
parj os seguntes senhores abaixo decla-
clarados.
D. Alexandrina Carolina da Silva Paula (Gara-
nhuns), Dr. Antonio da Nobrega de Vasconccllos,
Antonio Jos de Oliveira Miranda, Antonio Morei-
ra Porto, Dr. Carlos Justiniano Rodrigues, Dr.
Carolino Francisco de Lima Santos, Cosmo Jos
dos Santos Callado, Dr. Duarte Estovo de Olivei-
Para o Porto
pretende seguir com a maior brevidade possivel a
mui conhecida e veleira barca porluguoza Clau-
dna por j ter a maior parte do seu carregamen-
to engajado ; para o resto e passageiros, para os
quaes offerece ricos e excellentes commodos, tra-
ta-se com Cunha, limaos & C. rua da Madre de
Dos n. 34, ou com o capitao a bordo._________
COMPANHIA BRASILEIRV
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do norte esperado
at e dia 28 do corrente o vapor
Paran, commandante o capitao
de fragata Antonio toaquim de
v Santa Barbara, o quai depois da
demoradocostume seguir para os do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual devera
ser embarcada no dia de sua chegada. Encommen-
das e dinheiro a frete at o dia da sua sahida as 1
horas. .
Nao se recebem como encommendas senao ob-
lectos de pequeo valor c que nao excedam a duas
arrobas de" peso ou 8 palmos cbicos de medicao.
Tudo quepassar destes limites dever ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia rua da Cruz n. 57.
Io andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C.________________________,
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DB
JVavega^o cosfeira por vapor.
Mamanguape.
O vapor Coruripe, commandante Penna, seguir
para o porto cima no dia 28 do corrente as 6
heras da urde, receb* carga, encommendas, pas-
sagens e dinheiro a froto at as 3 horas da tarde
do dia da sahida noa>BKptorio do Forte do Matos
n. 12.
RUA
DO
CABUG
esquina
da rua larga do
Rosario.
ANNEL DE OURO
RITA
EO
CABUGA E
Este importante estabelecimento no seu genero, tem sempre um sortimento sem igualJ esquina JJ*
e vende por presos que nenhuma outra casa pode vender. da rua toreadora
k m -.i-j- ~ j0 pre(j0 das joias cada um pder-se-ha convencer daverdade.l 8 _
Compra-se ouro, prata e pedras finas por prepos muito ele- Rosario. m
a
Garante-se ser tudo de lei.
vados.
A loja est aberta at s 9 horas da noute.


Diario de Pernambuco Segunda foira 26 de Abril de
I
Baha
Impreterivelmente nestes poneos dias sabe o pa
lhabotc Oaribaldi para a Bahia : para earga tra-
ta-se com o capitao Custodio Jos Vianna, ou no
eseriptorio de Tuso Irnios.
Qaarta-feira 28 do abril de 186ft, nos primeiro e
sepundo andar do sobrado da ra da Gru
n. 53.
Por intervengo do pjente Pinto.
Offerece-se
ama pessoa com bastante pratiea-Ai molhados e
Desde j se previne aos oompratares dos ob-: escripturacao commercial, c mekmt, de cobraucas,
....__:___r_.__^._. f;*"., H.' nan tomar i-iuiia di>. ahnmi.i tatuvn*. ,li^i,i.:.
.tt;.m
Segu comjbrevidade o palhabote
anda recebe alguma carga : a tratar com
Leilao Irmaos, ra da Madre de Deo's n. 1.
Sobratense,
Si
Lisboa
Segu com brevidade a barca portugueza Perti-
ti Borges^or ter parte da sua carga prompta :
para o restante c passageiros, trata se coraOlivet-
ra, Filiios & C, largo do Corpo Santo n. 19.
Rio de Janeiro
Segu com inuita brevidade para o porto cima
a escuna dinamarqueza Etise, tem a maior parte
o seu carregameu o engajado para o resto que
lhe taita trata-se com Antonio til de Olivoira
Azevedo & C, ruaia Cruz n. 57, 1" andar.
PAP.A. O POE.TO
eve seguir com a maior brevidade possivel
barca portugueza .Vora Si/mptilhin, de 1* marcha,
por j ter prompta a maior parle de sua carga:
para o resto que llie falta e pas-ageiros. aos quaes
ofterece ricos e excellentes eommod trata-se
com Baltar Oliveira Jt C, ra do Vigario n. 10
Para o Rio de J(metro
pretende seguir para o dito porto, o mais breve
que for possivel, o brlgae brastleiro Simio Amaro:
quem quizer carregar ou dar-escravos afrete,
queira dirigir-se Marques. Barros A C, no lar-
go do Corpo Sanin n. ti, i" andar. _______
COMPAMIIA PEB.NA.MBICANA.
DE
Maves;a.^o coselra por vapor.
Parahyba, Natal, Maco, Mossor, Ara.
caty, Cear, Acaraci e Granja.
O vapor I i ".cu, commandante
Martins, seguir para os portos cima
no dia 30 do crrente as 5 horas
da tarde. Recebe carga at o dia 29, encom-
mendas, passageiros e diuheiro a frete at as
2 horas da larde do dia da sabida no cscriptorio
do Forte do Mallos n. 12.
2L
jeotos cima mencionados, que devefao tomar
canta dos mesmos fipdo o acto do leilao, visto ser
preciso entregar a9 chaves da dita casa no dia 28
de corrente.
Principiar as 40 horas.
para tomar conta de aiguma taberna, d-4Jdur e
altestado desua conducta : a tratar na ra do
Quarlel de Polica n. 16, r5 andar.
LEILAO
De 9:10549f en dividas.
O agente Martins far leilao por autorisaco dos
procuradores dos herdeiros do espolio do subdito
AMA
Precisa-se de urna ama de bons costones que
saiba bem engommar e cozinhar : a tratar na roa
do Imperador n. 65, 2* andar.
Os abaixo assignados participara ao respoi.
tavcl publico que acha-se insta e contratada a ta-
berna sita ra do Rangel n. 3-, dos Srs. Oliveira
poitaguez Joaquim Francisco da Silva Coelho das. 4 Souza, livre e desembarazada de qualquer d-
dividas cima pertencentes ao mesmo espolio.
Quarta-feira 28 do corrente.
No armazem da rna do Imperador n. 16, as 11
horas do dia.
hito, tanto praca con a particular, e se alguem
se julgar com direito a mesma, queiram dirigir-
se a mesma, no praso de tres das, a contar desta
data. Recifc 23 de abril de 1869.
Ferrcira & Irmo.
Acha-se contratada a botica da ra Direita
n. 88; quem tiver de oppdr qualquer couza a
venda, apnareca dentro de 3 das na do Impe-
Precisa-se de um feitor para un pequeo ratriz n. 12 loja, corto de que nao o fazendo, a
sitio : a tratar com Antonio Jos Rodrigues de compra ser cffectuada e a ncnliuma redamacao
Souza, na ra do Crespo n. 15, ou cm seu sitio no! se attender.
Quem precisar alugar 2 escravos, um pardo
AVISOS DIVERSOS.
O llr. dono llaptlsta Casauova, de 14 minos, e outro rreoulo de 15 annos,dirija se
medico homeopatha, achando-se restabe- na da Florentina n. 28. .Na mesma casa lav,.-
lucirio rlaoravp molestia nnp solfreii ccinti- sc> ngoinnia-se com acceio e promptiaao : quem
lecioo aa gra\e moicsua que sonreu, com Iomler Qirja.se a djia casa de manha at as
ma no exercicto de sua profissao, ao pateo 9 |ira) e a tarde das i cm diante. g
da matriz de Santo Antonio n. 2 sobrado, i_______________________\______*
AMA
Joaquim Jos Gon-
palves Beltrao
RUA:. DO TRAPICHE N. 17, 1. ANDAR.
Sacca por todos os paquetes sobr b Ban-
co do Minho, em Braga, e sobre os segoin-
tes logares em Portugal:
Lisboa.
Porte.
Valonea.
Guimares.
Coimbra.
Chaves.
Viseo.
Villa do Conde.
Arcos de Val de Vez.
Vianna do Castello.
Ponte do Lima.
Villa Real.
Villa-Nova do FamalicSo.
Lamego.
Lagos.
CovilhSa.
Vassal (Valpassos).
Mirandella.
Beja.
Barcellos.
BARTHOLOMEU t C.
onde pode ser procurado qualquer hora
do dia ou la nouto.
MM
Precisa-se de urna ama para cosiahar e
!engotnmar:[ tratar na ra Nova numero 37
A cmara municipal que repare para os preoos ..-,^,.nin :,uv
que estipulou liara a feri<;ao dos pesos do systema OL&u'IJ" a""i _______________
mtrico decimal, pois o aferidor paga aos neg- Aluga-se por commodo preeo. nm armazem
ciantes o dobro do que marcam as postoras da ea- na travessa do Monteiro, com grandes commodos
niara, c anda impop, cu que pague o dubro do para qualquer negocio ou ofllcina : a tratar na
que havia pagar. na do Alecrim n. 2 S> andar.
t
Para o indicado porto pretende sabir em pou-
cos das a veleira e bem conhecida barca Social1
capitao Rocha, por ter a maior parle do seu car-
reganienlo prompto. c para o resto que lhe falta
e passageiros, para os quaes tem bous commodos,
trata-se com o consignad a io Joaquim Jos Gon-
calves Deltro, na do Tiapi.-be n. 17.
LEILOES.
LEILAO
IIJE CHARUTOS
O agente Oliveira far leilao por ordem dos Srs.
ltabe Schametiau 4 C, o por eonta c risco de
quem pertencer de una poreo de cairas e moias
caixas de ehuntas da liahia, de dfarantes mar-
cas e bem sortido-.
iioji:
as II horas er,< ponto da manhaa, no seu cscrip-
torio ra da Cadeia n. i andat.
COMPANHIA PERMMBCAM
DE
u
le 8O barrls coro vinho verde
e 95 catiasias curo alhos.
iio.ii:.
O agente Pestaa far leiio por coala 8 1 SC
de quem peileneer de o brris com expeliente
vinho verde desembarcado a semana pa.-sada e
28 canastras deaHw*, Judo ser veadide a ven-
tad.; no dia cima mencionado as 11 horas da
manhaa no armazem flo Sr. Aze\fdo no largo da
escatuha da aKaadega.
COMSEjLHO de niitEcrio
Os Senhores.Saunders Brothers & C, Tasso
Irmaos, Luiz Antonio de Siqueira.
1GEREXTE
0 SR. F. F. BORGFS
Restando ainJa emittir algumas ac.es d'esta oompanhia, da quantia nominal de
200000 cada urna, das quaes s se aceitam em viitude dalci, 0 /0, ou 40,-?000 por
cada aeco; convida-se pelo presente ao publico em geral e especialmente aos Srs.
capitalistas e interessados no commercio, que queiram dar emprego seguro aos seus
capitaes, disponiveis, a subscrever o numero da acj;5es que lhes approuver.
Algumas destas acc5es ja tem sido tomadas por pessoas que conhecem a vantagem,
de na presente occasilo (conhecidamente a melhor), empregarem o dinheiro de que
poderem tlispr em objectos de valor rea!, como vapores, predios etc., que Ibes garan-
tan! seus capitaes.
A companliia possue boje 10 vapores, 6 iiiteiramentfl novos, e (lestes o ultimo est
a chegar de Inglaterra, onde foi construido eipressaraente para ella.
Alm disso est edificando vastos aimazens, no terreno que possue no largo d'As-
sembla.
Seus dividendos tem sido de 10 e/ao awio. nos ltimos i annos.
As aceces que se emittirera gozair dos mesmos dircitos, e perceberSo o beneficio
los mesmos dividendos \ae os amigos em proporeo da entrada.
Recebem-se assignaturas no eseriptorio da companhia no seu edificio ao caes da
Asseuibla n. 12
iitieidade: :z
Aos 500 pares de brincos.
Chegou e vende-se no CoracSo
d'Ouro, ra do Gabng, brincos de
mostnnas com urna franja penden-
te a um rico desenho e ouro de
le, pelo pequeo pre?o de lo#000
cada par. baratissimo.
Precisa-se
alugar dous escravos, agradando paga-se bem :
na fabrica a vapor de cigarros na antiga ra do
Quartel lie Polica n. 21.______ \_________
Vinho degestivo de
chassaing
COM
PEPSINA E DIASTAEX.
Remedio por escellencia para cura certa
das digesles dilficeis e completas, a calmar
as dores gastralgias, e reparar as torgas
produzind urna assimulago completa dos
jumentos: sendo mais um exccllente tnico.
vi:\di:-si:
PHARMACIA' E DROGARA
DE
Bartholometi ft c.
3 iRA LARGA DO ROSARIO34
SS O Dr. Manoel Enedino Reg Valenca j^?
ffi pode ser procurado para o exercicio de ^
3 sua prollssao de medico a rna da Can- ia
535 boa do Carmo n. 21, t andar. f=!
PARA USO INTERNO
P R EPARA DOS SIMPLES
Xarepe de jurubeba garrafa. 1000
Vinho de jurubeba garrafa. i600
Pilulas de jurubeba vidro. l5G0O
Tintura de jurubeba vidro. 64(
Extracto hydracoolico de jurubeba. 12^300
PREPARADOS COMPOSTOS. ^
Vinho de jurubeba ferruginoso garrafa. 2f)000
Xarope de jurubeba ferruginoso garrafa. 1^600
Pilulas de jurubeba ferruginosa vidro. 2000
Oleo de jurubeba vidros. 640
Pomada de jurubeba pote 640j
Emplastro de jurubeba libra. 2o00
PARA USO EXTERNO
- m t. rA JURCBEBA.
1 u P|anta hoJe reconhecida como o mais poderoso torneo, como um excel-
ente desobstruente, e como tal applicada nos engorgitamentos do ligado e baco, as
nepatites propnamente ditas, ou ainda complicadas com anazarehas, as inflammaces
subsecuentes as febres intermitentes ou durezas, nos abeessos internos, nos tumores es-
pecialmente do tero e abdomen, nos tumores giandulosos, na anazareka, as hodrope-
zias, erysipellas ; e associada as preparages ferruginosas, ainda de grande vantagem
as anemias, chloroses, faltas de rnenstruacSo, leucorrheias, desarranjos atnicos do
estomago, debilidade orgnica e pobreza de sangue, etc.
O que dizemos aflirmam os mais distinctos mdicos desta cidade, entre os
quaes podemos citar os Illms. Srs. Dr. Silva Ramos, Aquino Fonseca, Sarment, Seve,
Pereira do Carmo, Firmo Xavier, Silva etc. Todos elles reconliocem a excellcncia (Veste
poderoso medicamento sobre osdemais at hoje conh'ecidos para todos'os casos citados
tanto que todos os dias fazem d'elle applieac5o.
Apresentando aos mdicos e ao publico em geral diversos preparados da juru-
beba, tivcmos por im generalisar mais o uso d'este vegetal, fazendo dcsapparecer a
repugnancia que at hoje sentiam os doenles de usar dos preparados empricos d'elle, e
mais das vezes repugnantes a tragarem-se, e que tinham ainda a desvantagem de nao
ser calculada a dose conveniente a applicar-se, o que torna muitas vezes improflcuo um
medicamento, que poderia prodirzir ptimos resullados.
Os nossos preparados s foram apresentados depois de havermos conveniente-
mente estudado a jurubeba, fazendo as experiencias precisas para bem conliecer as pro-
priedades medicamentosas d'esta planta em suas raizes, folbas, fructas ou bagas, e a
dose conveniente a appiicaco, tendo alm d'isto procurado levar os nossos preparados
ao rnaior grao de perfeicao possivel, para o que nao poupamos esforcos, nao nos im-
portando o pouco lucro que possamos tirar.
Por tanto os que se dignarem recorrer aos nossos preparados podem ter a
certeza de que elles offerecem a garanta, de que se pode encontrar, a prompta emfalii-
vel cura de qualquer dos soffrimentos, que deixamos innumerados,. se forem em tempo
applicados, tendo alm d'sso, medico eu doente a vantagem deescolher nasnossas va-
riadas preparaces, aquella que mellior lhe pode convir, j pela fcil applicaro, e j pela
compheacao das molestias, idade, sexo, ou ainda natureza de cada individuo.
Asnossaspreparaces ferruginosas s5o feitas de forma que se tornara comple-
tamente soluveis nos suecos gstricos, porque procuramos os compostos de ferro que
como taes esto hoje reconocidos.
Para aquelles que mais minuciosamente queiram conhecer as propriedades da
jurubeba, e S3berem a appiicaco de nossos preparados, destribuim* gratuitament
em nosso deposito um folheto, onde tratamos mais extensamente
mesmos preparados.
d'esta p
I anta e dos
VO
De 40 barricas con bacalho.
Segunda-feira do corrente.
O agente Pestaa far leilao [ior conta e risco
de quem pertencer de W Larris com bacalho em
amou mais lotes no dia cima as 12 boras em
ponto no armazem da vi uva do Paula Lopes.
LE1LAT)~
Ie sim sobrado de um audar e
solii sito na da JIoeda
n. 95, cm solo proprio.
O agenta Pontual competeTemente autorisado
vender o predio cima no dia
Terca-feira 6 do corrente.
So 1 andar do sobrado n. G, roa da Cruz,
i< 11 hora.
Os Sis. preTendentes poderao examinar o dito
predio.
IMAfl -
Do grande sitio da estrada d'Agua-frJa n. :j. com
nina casa nova de pedra e cal de 32 pal nos de
trente, cochoira e quartos fra, cacimba com
bomba, o sitio tem 900 palmos de frente, muito
rundo, baixas, tenas para plantajes, e criacao
de gado, mata, um riacho permanente no mes-
mo sitio, muitos coqueiros e outros arvoredos.
Tei(;a-l'eira il de abril as 11 horas em
ponto.
O agente Pinto far leilao precedida a compe-
tente autorisai ao da casa c sitio cima mencio-
nado as 11 horas do dia cima dito em seu es-
-riptirio rtia da Cruz n. 38.
le W-\ caixas dos acreditados charutos de
, Laport e OO duzias dos mais abaixo e
iO garraoes com sa^. .
Terca-feira 27,Ilo currt-ule.
O agente Pestaa fara toiM) por coala e risco
de quem pertencer e para fcchamcnlo de contas
dos%generos cima dito*, terca-feira 27 do corren-
te, as 11 horas da manhao, no largo da escadinlia
da alfandega, junto ao armazem do Sr. \zevedo
LEILO "
DE
8 karrb tm manlciga ingleza
sabir da alfandega,
guarta-feira, 8 do corrente.
HE!?1* Pe.stana far leil5 Pr c0"13 e "'^0
^'Lf .|,0,;,cnocr d tn Larris com superior
mantara ,ng eza, a sabir da alfandea. .Sera ven-
dida a lotes de um barril ou^mior.e os liciUntes
i.t uarta-teira 28 do corrente
as 1 horas- da manhaa,. no largo da alfaadega,
junto ao ai-mazem do Aniwe. ",
LEILO
Rf ?0?TJLP.
DA
FABRICA NACIONAL DA BAHA
DE
TEIXEIRA FREDERICO <0 C.
Acaba de chegar a este mercado urna porcao
deste ptimo rape, nico que pode supprir a falta
do princeza de Lisboa por ser de agradavul perfu-
me. E- fabricado pelo systcina do Areia l'rela,
porm teui sobie este a vantagem de ser viajado,
o que para este artigo urna especialidade. .\'as
pracas da Bahia, do I lio de Janeiro e outras do
imperio tem o Rap Popular sido asss aceclliido,
e provavelmente aqu tambem o ser, logo que
sija coubecido e apreciado. Acha-se venda
por preco commodo, e para quem comprar*de oO
libras para cima, far-se-ha um descont de 5 0/0,
e de 500 libras para cima o de 8 0/0 : no eserip-
torio de Joaquim Jos Goncalves Beltrao, ra do
Commercio n. 17.
Trocam-se
a notas do banco do Brasil e das caixas filiaes,
om descont muito razoavel: na praca da Inde-
>endencia n. 22.
Deposito geral de todos os preparados
Botica e drogara
34Ra larga do Rosario34.
Tendo montado urna completa oficina para concert e afi.naco de pianos 6
tendo contratado para o mesmo im o experimentado conlra-mestre Sr. A. Rastouil
chegado da Europa pelo ultimo paquete,tcm a honra de recommendar este seu estabele-
cimento s Exnaas. familias Pcrnambucanas, prtnnettendo promptido c porfeico no
trabalho.
llua Formosa 11. 14
fie wuveiz, louga e vidros, a saber:
1 otobilia de Jacaranda, i jogo de bacatela, 2
eanditiros a gaz, i caslii^es e mangas (gosto mui-
to aatifo'i enfeites para cima de mesa, tapetes
mappas e vistas importantes, 1 guard-roupa, 1
mesa de jogo, jarros, qnadros, 1 cama franceza
de jaearanda, 1 dita de amarello,! berg i, 1 mesa
elstica, cadeiras, louca para jantar, 1 quarti-
nheira, i cabides, i aparadores, camas de ferro, 1
ilbio. i pistolas e outros objectos
MA LARGA BO ROSARIO 1.37
Este acreditado eslabelecimento augmenta
de dia em dia quanto possivel para che-
gar ao cume do bem viver.
Alm dos saborosos manjares confeccio-
nados com o melhor asseio, tem bellos apo-
sentos de hospedagem, tanto para urna s
pessoa, como para numerosa familia.
A agua, indispensavel elemento para -a
vida e hygene, temo-la sempre em abun-
dancia para facilitar excelleno banhos."
Ha tambem urna boa bibBotheca e perio-j
dicos nacionaes e estrangeiros-, piano para
recreio, buhares, etc. etc.
Sendo ociosa para tao acreditado estabeli*>eimento, omit-
timos mais prembulos, fazendo ver por
fim, que o bom smi?o, ordera e moraU**
de imperam n'esta casa, orno tfbervaneia
Sel do regulamento que possoe.
Oomedorias a U c*rte, ,
CHARCTBRIA IPETIT RESTARANT
Annexos ao Hovel Central, ra estreita di
Rosario n. 4 A, andar terreo.
Para dar a conhecer a variedade infkto
de charutos de Havana, Bahia, Rio, etc. qui
existen neste novo estabeleciment pre
cindimo^ dos annuncios pomposos que ge
ramente se fazem, rednindo-iios apenas j
tres letras que s30 tres bbb bom, borato i
barato. A' vista do genero annunciado po
de-se julgar de nossa veracidade. Estacagj
gosa tambem das conees de um ekgnU
e petit resaurat onde se pode ver a es
pocialidade dos fiambres e salames de Lioi
para lanches e at fazer ana boa colacSo
juntamente com os principaes Yinhos di
mercado, sobresahindo entre o bom a pun
e fervente champagne, o mtri sahoroso W
no, a primorosa cerveja, o licor espiriraoso
o quanto pede urna mesa. Fawa i noot'
sorvete e variedade de refi^acofl.
*. Ferreira viilcla.
Photogi-apho da casa imperial
premiado em diversas exposi-
Na sua photographia ra do Cabug n.
18, entrada pelo pateo da matriz tira retra-
os por todos os systemas photographicos.
Em porcelana Em vidro
Em talco Em papel
CART ES DE VISITA A H A DUZIA.
Os retratos carte-de-visite sao collados
a cart3o de luxo bristal ou porcelana,
lourados ou lithographados, quadrilongos
3U vmhetas para o que existe urna varieda-
le de 12 modelos a escolha de quem se re-
tratar. Para as outras especies de retratos
temos caixinhas, passe-par-touts, quadros
i molduras douradas e pretas cassoltas de
raro e alflnetes simples e com pedras pre-
jiosas, havendo nos alflnetes urna mimosa
variedade de feitios.
0 nosso estaoelecimento photograpbico
jst sempre em dia com os melhoramentos
sprogressos que na America do Norte, na
Europa ou no Rio de Janeiro se consegue
aa arte photographica,' e para alcancarmos
.al fim nunca poupamos despezas nem sa-
rificios, de sorte que os nossos numerosos
freguezes podem ter a certeza de que sem-
pre encontrado em nosso estabelecimento
ludo quanto a arte e a moda offerecer de
bom no novo e velho mundo aos amantes
la photographia.
Frederico Maia
rurgio denilsta pela escola
<1c medicina
de Rio de Janeiro.
Tem a honra de participar ao respeitavel publi-
co desta capital eseus suburbios, que tem abertoo
seu gabinete de consultas e operares dentarias a
ra Dfreita n. 12, primeiro andar* onde pode ser
procurado todos os dias das 8 horas da manta as
3 da tardo. Elle acha-se competentemente habili-
tado para com perfeicao c'ollocar dentcs artificiaes
por (jualquer dos systemas, e bem assim desempe-
nhar qnaquer outro trabalho concernente sua
profissao. O mesmo, reconhecendo que*nem sem-
pre possivel s senhoras ou criancas sahirem a
procu.i.ir o remedi, ofiVrece-se a remover qual-
quer obstculo, declarando que na cidade se pres-
tar a qualquer chamado semque issoinflua cousa
alguma na commodidado dos precos do seus traba-
Ihos, e quando para lora della assim mesmo ser
precedido de um ajuste rasoavel, garantindo elle a
seguranQae perfeicao de seus ditos tr?balhos. Em
seu gabinete se encontrar constantemente exccl-
lente pos dentifricio, elixir o outros medicamen-
tos odontalgicos : ra Direita n. 12, primeiro
andar.
Fundipo da Aurora.
Neste vasto estabeleciniente sempre se encontr
um completo sortimento de taixas de fcrro batido
e fundido, fabricadas rerentemente, e se fatocam
de qualquer molde a vunlade dos compradoras, e
recos razpoaveis.
Se for bom.
Pagar-se-ba bem um moleque que se pretende
alugar : na ra laiya do Rosario n. W. Io andar.
Em casa de THEODORO CURISTI-
A.XSEN, ra da Cruz n. 18, encontram-se
effectivamente todas as qualidades de vinho
Bordeaux, Rourgogne e do Rheno. '
Precisa-se de urna criada hvro ou escrava
que saiba coser, engoumiar e fazer os arranjos
domsticos de una familia composta de 4 pessoa-f.
dirija-se a ra do Trapicho n. 14, 2o andar, con-
sulado francez.
CURA DOS CALLOS.
PELA
Pomada galonpean.
Deposito especial
Pharmacia de Bartholomeo A G.
34------Ra larga do Rosario------34.
MARTIMOS
COMTRAFOGO.
A Companhia Indemnisadora, estabelecida
esta praca toma seguros martimos sobre
navios e seus carregamentos e contra fogo
em edificios, mercaduras e mobilias: a
rna do Yigario n. 4, pavimento terreo.
Ama
Precisa-se de urna ama forra on eserava par
comprar e. cozinhar para urna casa de pouca la-
milia : na ra das Cruzes u. 28) 1 andar .. prele-
re-se escrava e paga-se bem agradando.
Ainda restara algumas collecces de
Biograpbias de aigtms poetas, e outros ho-
mens Ilustres da provincia de Peraamjbuco,
tres tomos escriptos pelo commendanor A.
i. de Mello: ra Augusta n. 94.
Para eosinha
Precisa-se de um escrava que cosinho bem : na
ra do Crespn. 2:i.
Era um engenho na distancia de cinco lea tas
desta capifal emeia de urna das c-taoies da es-
trada de ferro, preeisa-se Je uin prolesor '.u pro-
fessora com habililacoes, a ensinar grammatira
portugueza c lingualmceza. arithmetica c geogra-
phia, dando-se preferencia aq que souber msica
e piano : a tratar na ru larga do Hosario n. K,
sagiindojandar. _________________
O abaixo assignado declara ao sr. Domingos
Alves de Souza, morador na ilha de Itaniaraea,
que a sur sera va de nomo Honorata, houtem pe-
las 7 horas da noite, llie apparecera em sua casa
para a comprar, devendo o mesmo Sr. Souza vn-
busca-la ou kpr della se lhe convier, visto que
por ella nao se respon;abilisa; na ra do Caldei-
roiro n. 71
Tiuilheeme Hessone de Almnida.
Precisa-se do urna ama para engommar c sr -
bir a algHns mandados : na rus de Hoilas nume-
ro 70.
Dao-se .'t,KX)000 a premio de 1 por cento
com hipot.heca em predios na ra do Rosario
Larga n. SO 2. andar.____________
Quem tiver e quizer trocar una iniagem da
Seitinwa do Carmo ou da Conceieau, dirija-se a
roa do Queimado-n. 13, .1 andar.
Aluga-se
Precisa-se
de urna ama de leite ou mesmo escrava, com tanto
que seja limpa esadia, e tenha parido ha poseo
tempo : na roa das Cruzes n 33, 2 andar.
ForneiFO amaesador
Precisa-se de dous liomens, um forneiro e outro
amassador, para urna padaria na provincia do Rio
Grande do Norte : quem estiver neste caso, pode
tratar no eseriptorio de Tasso Irmaos, ra do A-
morim, devendo dar conheclmaito de sua conduc-
ta e de sua pessoa para o mister que se quer.
O abaixo assignado faz sciente ao publico, e
especialmente ao corpo do sommereio, que tem
justo econtratado vender ao Sr. Antonio Jos de
Arantes, isto por consentimento Qe seus eredores,
o sen estabelecimento de moitaos na ra das
Cinco POtrtas n. 71 : quem se julgar com algum
ireito aprsente-se no praso de tres dias,. fidos
06 quaes nao ser attendida qualquer reelam^gao.
______________Antonio Joaqaa 4a Costa.___
Precisa-se de nma ama para eoeinhar para
doae peetoas ; na rna du Trincbeiras.*4l7.
urna preta escrava, boa cozinheira, e de muito
boa conducta, a qual compra e faz os mais serv*
eos de urna casa de familia : na ra da Manguei-
ra n. 6.
Precisa-se comprar urna carteira em bom
uso, oom 8 palmos, pouco mais oa menos, de coro
pimiento : na roa da Imperatriz n. lo.
- Precisa-se de urna ama
na raa do Cabng n. 18.
livre ou escrava :
Caixao.
Xa ra 4 Cadaia' n. Q._l andar, existe tim
caixao com tampa de papelao e com o endereeo
para Rio Formoso; quem se julgar com direito
a elle, dando os sitrmrs certos, apresomando a
factura do que Contm e pagando as despezas, lhe
ser entregue.
A qnem precisar, vendem-se bichas ambar-
guezas superitro?, ero grandes e pequeas por-
coes, e tambem se aluganr: na ru do imperador
n. 28.
Atten$to
Precisa-se alugar um escravo
ra da Praia n. 47.
na padaria da
Queta preckar uu uw,u>Bga ahonda.aserian
turaeao por partidas dobradas, qaer pan eaixeiro
de qualquer casa crfweiri, ou para ajudar a
esenpta de lgum guarda-livros, dyya-se a ra
4a Concordia a. 33.
Terido no dia 22 a noite sido entregne na
i ua do Nogueira a um preto ganhador para ceir-
Juzir ao Rcife um bahii de flandres, conteedo
dilTerentes pocas de roupa de mulher, brincos,
cordoes de ouro. 14000 em sedulas e outros ob-
jectos, desapparecou dito preto sem que dellese
tenha noticia ; pelo que pede-se as autoridades
polkiac, e a outra qualquer peisoa, que appre-
henda referido bahi, ou de sciencia na ra larga
do Rosario, no collegio do Sr. Villar : declaran-
do-se qoe os objectos desapparecidos pertencem
urna i>e*soa mntto pobre.
Aluga-se urna preta escrava para ama de
leite, sem titho : quem precisar dirija-se a raa de
Hortas n. 28, sobrado de um andar,
J Prwne-s.c a quem convier, e para prevenir
questes futuras, qne o sitio deoMawada do Vi-
veiro, no aterro dos Alegados, post vead
por annuncios neste Diario, nao tem os limaos
que e inculcan), pois que nesta comprehensivo
pertenee a outros pfupwatorwss como em teiaj-u
e por modo competeno hfmmam se vai provar.
ne aos
Crui
das di
qnanj
heiros:
oet Jos da Fonceca pelo presento
prav*.
.inos das casas ns. 37 o 45 da rua.d*
Recife que contina a receber os alugutis
s casas acmra, porm tao smenfcas
que pertencem aos filhos de Fex da
Mktia do Rosario da Poaeera }i-
Recifa-M de abrti g |ft
Preeisa-se de urna ama pan casa de borem
soiteiro : aa roa da Praia n. 42.
1:
*
\ H



Diario de Pernambuco Segunda eira 20 de Abril de 1869
5

ESMERALDA
Moreira Duarte & C. tendo feito urna
completa reforma no seu estabelecimento
de joias da ra do Cabug n. 5, (junto a
loja de cera) acabam de reabri-lo ao res-
peitavel publico, a quem offerecem um es-
plendido sortimento de joias as mais mo-
dernas e primorosas que teem vindo a esta
praca, e por prepos o mais resumido possi-
vel. Tambem compram ouro, prata e pe-
dras preciossas.
\ 5 IL4 DO CIBICA \ 5.
DE
Attenpao
Certo por me haver affirmado diversos
amigos importantes do Illm. Sr. Dr. Velloso,
sem duvida o homom mais Ilustrado o um
dos mais importantes
te termo, que elle est no inabalavel pro-
posito de nao deseer da altura em que esta
collocado at Firmino para responder as
; duas correspondencias que elle fez publ-
! car neste Diario copias de urna denuncia
nssgnada pelo mesmo Firmino contra o
dito Sr. doutor, tomo eu-o pesado car-
go de cli?gar at elle para responder-lhc
simplesmente declinando os nomcs dos di-
versos cidados todos independer.tes c res-
peitaveis, cujas declaraccs juradas e toma-
das no juizo municipal deOlinda com assis-
tencia do Dr. promotor publico, servirlo de
base a defea que perante o Dr. chefe de
polica apreseutou o mesmo Illm. Sr. Dr.
Velloso.!
Coronel commandantc superior Joaquim
Cavalcanti de Albuquenni'1. %
Vigario Thom tarcizo Pereira do An-
drade.
Capitles:
Joaquim Elesbao Cavalcanti de Albuquer-
que.
Jos Cavalcanti de Lacerda Campello.
Alferes Manoel Cavalcaate do Lacerda
C.
Eleitores:
Joao da Chaga Ferreira.
Joo Antonio Ribeiro.
Luiz de Franca Guedes.
.Manoel Joaquim dos Santos Cbristo.
Proprietarios:
Joaquim Ayres de Almeida.
Joao Francisco Bandeira de Mello.
Luciano Gabriel Pereira de Lyra.
Francisco de Amida Cmara.
Negociantes :
Thomaz Diniz de Olivera.
Theetonio Amando de Souza Gavatemt.
Inspectores :
Francisco Manoel de Souza Lirrs.
Silvano Marcelino da Silva.
Belarmino Pereira Briguel.
Administrador leao Ignacio.
Maricofa lo de abril de 1869.
L'm dos 19 jurados.
Precisa-te de una ama de oons costumes,
trae -jaiba bem engommar e cozinhar : na ra do
Imperador n. 65, 2 andar__________________
Precisase
Mugar ura sitio, ou casa com grande quintal, fae
tenha eommodos para grande familia ; prefercu-
do-se na fregueaa da Boa-Vista, Soledade, Estan-
cia al o Mauguinho : quem o tiver nestas condi-
coes, [xide drrigir-se ra do Crespo, loja dos Srs.
Jos dos Santos N'eves 4 Innao, ou ra do Pires
n. 35, que achara com quem tratar.__________
Aos devotos do mez
Mariano.
Nfcrua estreita do Rosario, sobrado de
e considerados desnutr andar n. 35, preparam-se palmas, arcos
capeliinhas e rosas proprias para onfeitar
os altares e oratorios, para o mez de maio:
enfeitam-se as vellas com flores do cora, pa-
ra altar 4z-se toda encommenda de flores
para fra, por mais barato do que cm outra
qualquer parte e tem nimias flores promp-
tas para vender; enfeitam-se velas boni-
tas para baptizados e faz-se bouquets para
casamentas comcravos naturaes e as litas
bordadas a ouro, bouquets para eufetar
bolos, ludo por preco muito commodo e
preparam-se com todo aceio bandejas com
bollinhos finos de toda a qualidade para
rasamentos e bailes. .
O bacharel Antonio dos Passos Mi-
randa nlo se podendo despedir como de-
via re seus parentes mais charos*, amigos
econliecidos pela lapidez de sua viagem
para o Para, o faz por meio deste oll'ere-
cendo-llies all ou onde a sorte o conduzir
o seu pequeo prestimo e Ibes roga des-
culpa por esta falta involuntaria e sensivel.
Joao Francisco Ferreira Jnior, tendo
contratado com Dionisio das Cliagas Peres
comprar-lhe a loja de calcado da ra do
Livramento n. 37, con/ida a quem fr ere-
dpr da niesma a hfoder-se com o annun-
ciante at o dia 30 do corrente.
Cocllio & Ohveira tendo annuociado para
vender o seu estabelecimento de renaca a ra
do Aragao n. 19. cin consecuencia de terein sido
le3ados n compra, declaram pelo presento que
nao o vendem, e esiaa tmbalUamlo para sliperar
csse prejuito.
Fr. Antoilio do Patrocinio e Araujp, D. Al-
bade do M')Steiro de S. Bento, em Olimia, tendo lie
se retirar para a provincia da Baha, a servico de
sua congregaran, declara a artera eonvler, que o
livm. cxgeral Fr. Joaquim do Sestcrro, cx-abba-
de, fica onearregado dos negocios do Mosteiro.
Entretanto aproveita o ensojo para despedir-?e
dos seus amigos, a quera muito agradece os ob-
sequios e honras com que o tem distinguido ;
ruinprimlo dizer que recorre a este meio por llie
faltar tempo para o fuer pessoatmenie, couio
qaizern, ^_^_____
ewwt-sE
Compra-se moedasde ouro epiula, m
como libras slerlinas por maior preco ue
era outra parte, na ra do Crespo n. 16
I", andar. '______
Na praca da Independencia n. 13, loja de ou-
rives, corapra-se ouro, prata, e pedras preciosas, e
tambem se faz qualquer obra de encommenda, e
todo e qualquer concert.
O muzeo de joias
Na ra do Cabug n. & compra-se ouro, prata
a pedras preciosas por procos mais vantajosos do
que em ontra qualquer parte.
Ol'RO E pim
Compra-se moedas de ouro e prata c
bem como libras slerlinas, na ra do Ca-
bug n. 9, relojoaria.
Compra-se una escrava que saiba cozinhar,
engommar bem e que tenha boa conducta : na
ra do Crespo n. 23.
VENDAS.
Farcllo
Vende-se farello amito fino, saceos grandes a
i g.'iO) : na Imressa das Cuyes n. til_________
Vende-se um cavallo acostumado a traba-
Ihar em maquina de irabalhar massas, muito
manco, tambem se vende a a mesma maquina
.ropria jara padaria : na ra da Senzala Vellia
pn_8i.___________________:______________
Vende-se a casa da ra do filar ti. 107 com
um sobradinlio no fundo : a tratar da ra do Pi-
lar n. 20.
Furtarain da Estrada-Nova sitio junio "hom-
ba grande, ao anianhecer na quarta-feira 21, um
burro easianhe-eseuro de tataanho regula;-, sem
ferro de qualidade alguma; tem no encontr das
espaduas urna falta de cabellos provenien!" de
respeitavel publico encontrar nesta oficina habis mestres e bem cocheados cangailu, e de um lado do espiftiiaeo um munu?
na arte, ffian.;ando-se o mellior fesuoipeulio conforme o gosto e vontacfc do fregus, 8^^^^nEBfEsSSo*ic-
assim corno a maior f ontualidade na entrega das obras; recebemos de Pars, por todos
os vapores, os mais modernos figurinos para nao haver nada a desejar; bem come
varias encoramendas de casimiras modernas e outros artigos proprios para homens;
temos grande deposito de roupas mitas de toda a qualidade, como sejam: camisas
francesas, inglezas, chapeos d sol de seda trancada, o que ha de melhor, grande
sortimento de meias, colaiiuhos, punhos c grande novidade em gravatas modernas,e
finalmente completo sortimento de fazendas finas e roupas fertas, sendo os precos os
mais baratos possiveis.
punga, onde transitava todos-os dias : quem dr
noticias tfHa no sitio aciaaa dito, ser generosa-
monto recoiii)cnsado.
DOENCAS das CRIAWCAS
XAROPE de RBANO 10 DADO
qe-GRIMAULT e!C^pharmaceuticos em PARS
Ee medicamento goza em Pars e no mundo inteiro de nma fama jastamente merecida, por
achar-se intimameete combinado ni-'.le o iodo com o sueco das plantas antiseorbutieas, caja efficacia
bem eonhecida e as quaes ja naturalmente esiste o iodo. B* com este motivo q*e elle suppre
eom vantagem o O'eo de ligados ds Bacalhdo, que de ve, secundo os homens scientificos, a sua
efficacia prsenos do iodo. preciosa uo tratamento das crancas para combater o lymphatismo,
as obstrucedes das glndulas do pescoco, e as diversas erupedes do rosto, lio freqoentes as
crianoas de pouca idade. Tnico e depurativo ao mesmo tempo, elle excita o appetite, facilita a
digestio, restiWe aos tecidos a sua firmeza e vigor naluiaes. E' cada dk-receilado pelos mdicos
especialistas paraectnbater as diversas afleccdes da peue.
Deposio em Pernambuco, em casa de Kaonr .
DOENCAS DO PEITO
XAROPE d'HYPOPHOSPHITO OE CAL
GRIMAULTe C'.a PHRMACE1UT1C0S EM PARS
" A efScacia d'estt preparacio estestbelecida deode 4887, polos mais celebre* mdicos. Besde
entio maitas imita'.ocs tem sido feilac, mas nenhuma poode sustentar a comparacSo com o
producto apreseniado pela oossa caza. Por isso excitamos o publico para que exiga sempre
este xarope com urna bella cor de rosa, nunca branca, e com a nossa assif salara i roda do
frasco.
Sob a saa influencia, a losse acalma-te, ossnores nocturnos cessSo e c doente volve rpida-
mente sade. O seu emprego d lambem os man brUbandea -resultadoi nos doCuios, catar-
rlios, bronchites, irritacocs do pcito. etc.
Deposito em Pernambuco, em casa de Hcnrcr o c.
LASA DA FORTUNA
Aos 4:000^
Blhetes g-arantioe*
A. ra do'Crespo n.23 e casas do costume.
O abaixo assignado tendo vendido nos-seusmui-
to felaes bhctes garantidos 1 quarto n. 2810
com a sorte do 4:060*, I meio n. 4>67 cu a sor-
te de M04, 1 inteiro n. 32l com a -sorte de
202 $, e outras jnaitas sortee de 100*, 40* e 20*
da loteria que se acabou de extrahir em benefi-
cio da igreja de S. Sebasto do Bonito (,101*
convida aos possiitores a -virem reeober seos
respectivos premios sem os descontos das leis
na casa da Foi tuna ra do Crespo n. 23.
Acham-se a venda os da i* parle da lotera a
beneficio da igreja de S. Joao de Abreu -de Una
<103), que-se extrahir qiKHta-feira 28 do cor-
rente Hez.
Precos.
Bilhete...... 4*000
Meio.....2*000
Suarto.....1*000
Em porcae de 100* para cima.
Ililhete.....3*300
Meio......1*750
Quarto..... 875
Manoel Martins Fiuza.
| PEDIDO
Pede-se ao Sr. Manoel a Costa Pereira,
praticanteda repartilo das obras publicas,
ora em JaboatSo; que compareca a ra
Augusta sobrado n. 102, aim de saldar o
seu debito ou pagar o que puder, e isto
com bievidade.
'i
Viveiro-Muniz
O annuncio sabida no h'utrio de Pernambuco do
dia 23 do currante, nao s; cuteade com o sitio do
viveiroMuniz e sim com oulros terrones no
atorro dos Atojados. ^^^^^_______
Geinento de Portlaud.
Vcnde-se uo armazem de Vicente Ferreira
Cosu c Filbo, na ra da Madre de Dos n. 22,
barris grandes.
./*
ASTW1A E PTISICA
l'm descolirlniento espantoso!
0 xarope de fedegoso, de Pernambueo,
preparado pelo pliarmaceutico J. de A. Pin-
to, cura radicalmente a ptbisica e asthma, e
todas as molestias dos ptooes.
Podem ver-se os attestados de curas no
nico deposito das preparaeSes de fedegeso
d'este autor, ra larga do Rosario n. iO
junto ao quartel de polica.
- Vendem-se 37 saceos com farinba ta trra,
com mais de um al ,ueire cada sacco : ra da
Praia o. 4.
COGNAC.
De superior qualidade da mu accrcdila-
da fabrica de Bisquit Dubouch tiC, tm
cognac urna das que mais agurdente de
cognac, fornceem para o consummo do
Reino da Inglaterra.
Vende-se em casa de Th. Just, ra do
commercio n. 32.
Advoeacia
SO-bacharel Luir Emigdio Rodrigues Vianna mu-
don seu cscriptorio de advoeacia da ra do
Queimado para a ra d Crespo n. 12. priineiro
andar.
Ama
Precisase de urna ama para casa de nma s
pessoa : na ra da Seuiala-vetha n. 128, segun-
do andar. '
ilMIUIll
Resta venda- um escolhido sortimento de ob-
ecios de marciaeriaj como sejam, mubiaide ja
aerada. nKtgn a*iri'lio< obra nacional e estran-
foira, de apurado gasto e por preco* rascareis :
a ra escreita do Rosario n. 32. Nesta mesma
sa fazem-se com perfeicSo todos os trabalhos de
jalhinba, como sejam; enipalhameutos do lastros
>ara camas, cade iras o swphs. ______^
Precisa-e de ^inia ama de leite e de bou3
ostumes : a fallar na ra do Queimado, loja de
asenda u. 34, oh em Olinda, no pateo de S. Pe-
droHiovo, sobra*lo que vira para a ladeira da S.
Precisa-so de urna ama livre ou escrava para
urna casa de cinco pessoas : ua ra Nova n.-S,
t.aodar.
U
Precia-se alagar quatro escravos para servisB
debaixo de coberta, paga-se 30* e d-se comida :
a "tratar na ra do Bram, saboam do Recife.
0
JOIAS
GOMES DE MaTTOS IRMftOS
tendo feito completa mudanza em seu antigo e
acreditado estabelecimento de joias* com o flm de
dar-lhe maiores proporpoes e elegancia* convidam
ao publico' em geral e com especialidade as Exms.
Sras. de bom gosto a comparecerem pessoalmente
das 6 horas da manhaa s 9 da noute na
RA DO CABUG (i 4
onde encoutrarao um completo sortimento do que ha de mais elegante,
J bello e precioso em brilhantes, esmeraldas, rubins e tudo que em obras
de ouro, prata e platina se pode desejar.
ADEREQOS DE BRILHANTES. ESMERALDAS E RUBINS
de no vos gostos, assim como grande variedade de salvas e paliteiros de
prata contrastada e de gosto ainda nao visto, e completo sortimento de
objectos de prata para uso das igrejas,
Compram e trpeam qualquer joia ou pedra preciosa e garantem
a qualidade dos obj ectos vendidos.
:mprestimo sobre;
P EIORES!
(SEM LIMITE.)
Sa liwcssa da ra
das Crnzes n, t pri-
sieiro andtrJa-se qual- j
qner quania sobre enro, j
prala e pedras preciosas. ]
Q dono (leste estabelecimento,
competeotemente autorizado plo
governo, est as oondires de ga-
rantir a transaeco que se fizer em
sua casa, prometiendo todo e zelo
e consideracSo s pessoas que se
dignareis de honra-lo em seu esta-
belecimento.
Na mesma casa compra-se ouro,
arata e brilhantes.
Cosinheiro.
Precisa-se de um cosinlieiro aa ra da
Cadeia. Loja de Alfredo & G-
0 MUSEO
m
Jos Vital de Negreiro, com loja e
odicina de ourives ra db Impera-
dor n. 30, vende, troca, concorto,
e compra toda e qualquer obra de
ouro ou prata, por preco muito
mais barato que em outra qualquer
parte, para o que tem sempre com-
pleto sortimento de joias de esme-
rados gostos e feitis, assim como
tem bons artistas, para desempe-
nhar todo e qualquer concert ou
encommenda, no prazo menor pos-
sivel, e a cpteato, como seu
costume, o que tudo se faz por
procos commolos.
UVAL sem segundo
Ra do Queimado n. 49, loja de miuderas de
oS de Azevcdo Maia e Silva, tem para veuder os
artigos abaixo declarados, tudo bom c baratissi-
mo, que sao para acabar.
Duzia de sabonetes muito finos a 700 rs.
Pares desapatos de lapetc para honiem a lt)280.
Ditos de tranca para creanca a If.
Tramoia do Porto, bordada, a mellior a 200 rs.
Dita do Porto liza, da melhor qualidade a 100, 120,
lC0e20Ors. nt^
Resina de papel almaco, lizo superior a 35200.
Dita de papel almaco paulado a 4.
Livro de missoes abreviadas a 2.
Cartilhas com toda a doutriua e mudas resas a
320 rs. _
Silabarios portuguezes com estampas a 320 rs.
Baralhos franeezes muito tinos a 200 e 240 es.
Sabao inglez superior qualidade a 500 e IJL
Gravatas pretas e de cores muito finas a 500 rs
Dozia de meias para senhora, fazenda nnaa4#.
Redes pretas lisas para segurar cabello a 320 rs.
Varas de transa de seda de todas as cores a 000 rs.
Pares de brincos dourados com maoziulia e pe-
dras a 320 rs. ,
Cartoes com corchetes de duas ordens e sao de la-
tao a 20 rs. ,
Abotuaduras de *idro para colete muito finas a
120, 240 e 400 rs.
Pares de botos dourados para punhos a IbOrs.
Caixas de pennas de a<;o muito finas a 240, 320 e
500 rs. ,,..,,,-
Cartdes com /duzentas jardas de lmha do fabri-
cante Alexfindre a 100 rs.
Cateas de pennas de ac/), a verdadeira penna a
Ctfriteis'dc linha Alexandre ns. 70,80, 100 al
tOO a 100 rs.
Caixas com superiores obreuis de massa a 40 rs.
('.irritis com duas oitavas de retroz preto a oOOrs
Dfzias le agulhas para machinas a 25-
Libras de pregos franeezes de todos os tamanhos
a 240 rs,
Livrosescriturados para rol de roupa a 120 rs.
Caixas com papel amisade muito fino a 700 rs.
Caixas com eein envelopes da melhor qualidade a
600 rs.. ,
Tallieres para meninos muito bSa fazenda a
DO
DR. PATERSON
De blsmuth e magnezla.
Remedio por excellencia para combatei
a magreza, facilitar a digesto, fortificar
estomago etc.
DEPOSITO ESPECIAL.
Pharmacia de Bartholomeu d- C.
3 i------Ra larga do Rosario------34^
No armazem de Henrique A- Azevedo
ra da Cadeia u. 3 i, lia para vender vi-
nbos puros, das marcas seguintes : .
EM ANCORETAS
Collares.
AIcoba?a.
Bucellas.
EM CAIXAS ENGARRAFADO.
Alcobaca.
Bastos.
Branco fino (de Torres Novas).
Bucellas.
Carcavellos.
Porto, branco e tinto.
Moscatel de Settibal.________________
Ouro e prata
em moeda e em obras inutilisadas, compra-se por
b mi preco : na praca da Independencia n. 22.
Cal de Lisboa
Vende-se cal de Lisboa chegada ha poneos dias
a'tratar na ra da Cruz n. 27, Io andar, escripto-
r) da Ramos & Temporal.__________________
i,aviso x\ovo
PARA
0 MEZ DE MARA
Acabam de sabir luz e acham-se ven-
da na livraria franecza.
OS CA\TO E HMOS DEVOTOS
PARA
0 MEZ DE MARA
Um volunt' ntidamente impresso em
Pars.
' Ouadernado de couro. lGOO
Encadernag3o de mar-
roquim dourado. ... 25500
XAROPE PEIRORAL
" DE
RABO DE TAT'
PLANTA DO RRAZIL.
E' expectorante e recommeiidado ras
alecoes do peta), bronchite chronica he-
moptise, e tosse chrocica.
PREPARADO
.l'OR
Joaquim de A m cid a l'into
PIIAIMIA Et'i'ICO
Pernambuco ra lardo ao
Rosario n. 10._____
Tabellas Vermicidas
I)E
Antonio Nuncs de Castro.
Vermfugo efficaz, e preferivel a lodos os
conhecidos, j pela certeza de seu resolla-
do, ej pela fcil appiicaco as creancas,
quasi sempre mais atacadas de lo terrivel
e muitas vezes fatal soffi ment.
NICO DEPOSITO
KA
Pharmacia e drogara.
DB
Rarthomeu & C.
34Una Larga do Rosario34
Vergonteas de pinho para mastaros, vergas
e retrancas, todas de sopenor qualidade. Tinl
Verde Pars, branco de rinco e preta, eni laias u
14 e 28 libras, j preparadas, oleo de linh.tra cin
harris : no armazem de deposito da cumpanhis
Pernamburana, no lartto da Assembla n. 10.
Cera de carnauba
Vende-se na ra do Queimado n. 13, p, imerre
andar.
Meias elsticas de borracha.
As melliores e excellontes meia clasi-
cas de borracha contra varizes e crj sipellas
Vende-se na
Pharmacia e drogara de
Rartholomeu & C.
34 ra larga do Rosario34
PINTO 'IIARMACEU'IICO
Xarope de salsaparrilba a Fai
ou
DEPURATIVO DO SANCLE
Uspdo as molestias de pclle, imjtiyttis tu-
res rliciiinaiicas e metras n wr i
______Rna larga do Rosario n. 10.
Fazendas de gado.
Vendem-se seis fazendas de gado na ri-
bera do Serid, denominadas Boa-Vista,
P de Serra, Muung, Mondo Noto, Inga p
Serrote, todas muito boas de criar e de um
ser bem conhecido naquella riheira : os
pretendentes podem dirigir-se roa do Vi-
gario n. 31, 1 andar, escriptorio do Baiao
de Bemfica.
Vende-se a grande propriedado deuo-
miuada sitio Novo do Cavalleiro, em Tigi-
pi, freguezia dos Affogados, com casa de
sobrado muitas casas para se alugar, um
grande acude, sanzalla para, escravos, estri-
bara, cacimba de pedra e cal, muitas arvo-
res fructferas, trras para plantaclo de
canna etc etc. Trata-se com Sevci ino los
Filgueiras de Menezes, no Ciquia junto da
Barreira.
C0MPAN111A
L
godo de
No collegio da Conce3p precisa-se
urna criada porlugueza; pga-se bem.
de
PIULAS, TIMA B XAROPE
DB
SICUPIRA
de superiores ra do Vigario n. 16, Io andar, escriptorio do
Joaquim Gerardo de.Bastos.
llU III.UVI I I
Fabrica de tecidos de a
Ferno Velho.
O superior panno de algodao desla fabrica, mui
vaniajo-amt'nte eonhecida nesta provincia e as do
Pernambuco, Parahyba Rio de Janeiro, pela sua
perfeMJio de teeido, clasticidade e fortaleza, conti-
nua a ser vendido do escriptorio da mesma com-
panliia praca de Pedro i desla cidade, casa nu-
mero 4.
Afiui de que os numerosos e importantes srnhc-
res de engenbo, bem como os seonores expor;ado
res de assucar, tanto dsta provincia como das
cima mencionadas, possam com beilidade pro-
ver-se das manufacturas desta fabrica, a gerencia
da eompjinliia annuncia que as ba venda nos
sefli tes lugwes :
Nesta cidade-no seu escriptorio e as casa? doe
Srs. Domingos Jos de Parias Jos Nunes Gu-
mar^s, roa do'Commertto.
Em Pernambucona casa dos Srs. Oliveira, F;
Ihos A C.
No Pilarem casa do Sr. Joo de Albuquerque
Mello.
Na Custanha Gtandeem casa do Sr. Norberto
Cavalcanti de Albuquerqiu*.
Em Camaragib*HQa cas* do Sr. Jeao Vieira de
Lima.
Alero, lo panno apropmdo ao ensacamento do
assucar, a fabrica possue mais urna qualidade de
paino mui forte, aooplado ao systema que tena os
senbores do engenho do norte da provincia de
mandaren) despejar nos trapiches de Pernambuco
o assucar que alli vao vender, com o quo os sac-
eos servera para muitas safras.
Para roupa de eecravos ou de traballiadore? do
campo, e para toalhas e lences do servigo diane,
ba' una superior qualidade de panno de iS p>lle-
Sadasde lar^urs, muito forte e wpesso, parecen-
o-se bastante com meia lona. Os precos sao os
mais modicot possiveis. Maeeio 3 dB margo de
Vndese farinha da.torra muito boa e mi-
lho novo e feijo, tanto a retalbo como atacado :
na padaria do Chora-meninos por preco commodo.
Empregado contra a* dores rhematicas, affee-
edes gotosas, syphilfs secundaria, effeitos do mer-
curio, molestias chronieas da pelfe, hydropeeia etc.
nico deposito botica de J. de A. Pmu, roa
.arga do Rosario n. 10, junto ao. quartel de
icia.
COMPRAS.
Com muito maior vantagem
Compra o CoracJo de Ouro, n. T>' '
gL moedas de ooro e prata e p^grttfpreciosaft
Vonde-se urna taberaa f :
18 ; a tratM n* mesma, Jo
Senhorinha Gei-mana do Espirito Santo vende
urna casinha de taipa com eol>erta de telha, e em
chaos proprios na estrada que vai para Bebenbe
dehommada Beberibe de baixo, assim como allu-
g ou vende o- seu sitio na mesma estrada pois
tem bastante commodos, fruteiras e cacimba A
mesma vende trras do sea sino no Arroial a
. .14000 e 1*300 o palmo. Vende mas pesdefruc-
1 de po^lter eaquenos, como sejam: sapotas,larangeiras,
^ flipeiras, sidra, pinheiras, e outras: quem preten-
-------- dr dirija-so roa da Concordia a voltar para ra
j S. Joao n. 108. ,
U- Vende-seoimiemiBO.a po#^ Bebe-
^na estrada da Cruz para o porto da Madei-
k.aiw VbMku* d freut, e fundo- com .OQO
pjlo), >u nieos, bola o fundo para
o rio; tambeai se vende metade : qnem o q'uizer
comprar dirija.-se ra npva do Sauta Rita, sor-
hu u. i *> qoakiusr ton q lia. >
Vende-se urna escrava .peta, de i$ a l'J an-
nos, bonita ngura, aha, reforrada, sem doenea
fien) achaques, tom nrincipia d coiinha e engom-
mado, lava bem, esperta noservieo : ao cumjira-
dor se dir o movo da venda; i lAUr na bole-
adden 80.
BRINCOS PARA I|T0<
ment de joias, e jualameate l*^-J!?ThrT.
bom gosto W lato de aa* i^STchA-
pae para oficial da Rosa, e bata da Rosa Cara-
to com as suas respeeMH|H W1--------------
Vende-se
aeatot
ras
ende-se um ca .,
Vendase
a escravaa'sendo nina negra
i-aabas com habilidades^ i
L W i* aadar.

J.


6
Diario de Periiaftibuco Segunda feira 26 de brl de 1869.
1

Grande liquidadlo de miudezas !
Affonso Moreira Temporal, querendo liquidar as miudezas existentes em sua
fpja ra do Queimado n. 55, resolveu annunciar as mesmas miudezas, para que o p-
dico se certifique do diminuto preeo porque as est vendendo, a saber:
maos
Abotoaduras paracolletes a .
La para bordar (libra) .
Caixa de linha do gaz com 50
novellos.......
Frascos com tinta a 100 e
Garrafa com lint.i.....
Frascos com banha a 320, 400,
00 e.......
Frascos com agua de Colonia
(Piver) a......
Pentes de travesa para meni-
nas a .......
Qitos com chapas de metal a
Novellos de linha com iOOjar-
das a.......
Caixa com papel amisade a .
Ditas^om 100 envelopes a .
Pecas de tranca e caracol lisa a
Sabonetes de todo proco a 80,
60 e.......
Frascos com oleo babosa a
320, 400 e .....
Piiceis para barba a. .
Tubos ou chamineis para can-
dieiro a gaz a .
Pavios para ditos (duzial a .
Globos para ditos a 1 $500 o .
Frascos com agua de Colonia a
3:0, 400 o" .
Pentes com costas de metal para
penteiar cabellos a .
Ditos pretos para dito a ,
Ditos para tirar piolhos a .
Sscovas para facto a 400, 500 e
Gravatas de seda de cor a .
Ditas pretas a 400 e
600
i 60
800
1$200
i 5000
320
400
60
para
320 Lencos brancos
6*800 (duzia) a......
Carteira de marroquim a .
Par de suspensorios para bo-
mens a ...... .
Frascos com eheiros a 400 o .
Linha de marca, caixa com 16
novellos a......
Meias cruas para bomens, boa
fasondaa U, 35600, 4,5 e. .
DRasditas para meninos a .
Pares de botoes para punhos
(Booaopa) a.....
Pecas de fita para debrum de
vestido a......
700 Rosetas preta para luto (o par) a
500 Brincos topar)a
40 j Linha do cor para aliar vestido
(libra) a......
200 Pumada familia a 160 e .
Baralhos de cartas fraocezas a
5001 Dita* poituguczas a 120 e
200 Botoes d'oco para calca a .
j Ditos de metal (caixa) a .
320, Brincos de cores (par) a .
200 Linha para bordar (miadas
25000
grandes) a
Boets de oliado para meninos a
500 Linha com 200 jardas (duzia) a
Cartao com colchetes com 2
ordem a......
Coques bfta fazenda a .
Ditos maito fiaos a .
Gaixa com agulha franceza a
280\ Pecas de babadinhos e entre-
500! me ios a 500,600, 800, 900 e
320
240
200
600
Tnico de Jayme, contra a caspa e a calvice.
2^400
400
200
500
240
4,51500
320
240
500
160
240
1,5000
200
200
160
200
400
120
240
1,5000
15300
80
15000
25500
16o
15000
ALTAS NOVDADES
LOJA DO PASSO
Ra do Crespo n. 7 A, esquina da do
Imperador.
PARA CASAMENTOS, BAILES, THEA-
TROS, etc. etc.
Lindos cortes do blond, contendo setim,
mantas e grinaldas.
Requissimos cortes de sedas assim como
para covados.
Gurguro branco.
Moireantique branco azul c verde.
Gros-de-naples brancos e de cores.
Setim branco macau. <
Setim, branco, azul, verde, cor de rosa
e amarellos. *
Fil de seda, branco e preto.
Cortes de seda ora duas saias.
Chales de gurguro de seda de cores.
Camisas bordadas para homens.
Saias bordadas para senhoras.
Camisas bordadas .
Fronhas de linho bordadas com primor.
Lencos de cambraia de linho bordados.
Na loja do Passo na do Crespo n.
Riquisslmas colchas de damasco de seda,
assim como de seda e algodao.
Ditas de crochet para cama.
Chapeos de seda bordados, para sol,
Poil de chevre de lindas cores.
Alpacas de lindas core.
Chapetonas de palha da Italia, assim
oemo do seda.
Enfeifes para cabeca de seuhora.
Espartilhos para seahoras.
Meias de laia para padre.
Ditas de Ha '
. Ditas de seda fio da Eseossra e algodao,
para senhorae meninas.
Lencos de labyrintho.
Fronhas-dc labyrintho.
Bicos, rendas e grades.
Finissimas carabraias de dres, percales,
fias, e outros muitos artigos de gosto e
de alta novidade, isto s
7 A, esquina da do Imperador.
Approva(io
ia*cade*ie
4**dici%i
i* P erU.
PE
Iturtte
4 teadmie
iemdteina.
Do xarope Vegetal lnierlcano, espe< alidadede Itartholomen A D
Sima LGDG ROSARIO34
Nao costumamos procurar attestados para acreditar nossos preparados, e dei
xamos.que sua applicac5o eos resultados obtidos pelas pessoas que se dignaram accei
los, lhesdeem crdito evoga; porque sao sempre os attestados considerados gratuitos
e delles que lancamo o charlatanismo; mas, nao querendo offender as pessoas qui
espontneamente nos offereceram os que abaixo vao transcriptos, os fazemos publicar
manifestando-lhes nossa gratidSo pela attencSo, esperando que venham elles corrobora)
o conceito, e acceitaco que tem merecido nosso jaropo.
Bartholomeu & C.
ATTESTADOS
lllms. Srs. Bartholomeu & C.- com a mais sub.da sat.sfacao.que declan
ser o xarone Americano de ama efficacia extraordinaria, pois que soffrendo lia das o.
utensa Se, ponto denlo poder dormir a noite a despeito mesmo de med.c^ento.
oTtamava, a ele recorr e na terceira colher fui aiviado, e de todo me acho hoje re
S5o com o uso somente de quasimeio frasco: grato, po.s, esse resultado man
festo a W. Ss. mcu reconhecimento.-De Vv. Ss. amigo, venerador e obr.gado.-Ma
noel Antonio Viegas Jnior.
&%*M& i^-Penhoradissimo com o favor que me fizeraj
te aconselhar o uso do xarope Vegetal Americano, de sua composicao, quando me acba
San^rdLte de^corliparao, queme tomn completamente rouco e qu.
trame urna forte tosse, e me impossibilitou de cumprir os meus deveres de cantor da
emnezXica vou agradecer-lhes meu completo restabelecimento, que obtive com un
JS do mesmo xarope, depois de haver recorrido a muitos tratamentos Desejare
a^^SS^e^m ao seu xarope para.se verem ^"j* **J
ommodo, to fatal neste paiz. Com maior cons.deracao continuo a ser de Yv. Si
atiento, venerador e obngado.Luiz- Cremona.
Recife, 25 de setembro de 1868. ... ve. i
Im Srs. Bartholomeu C.-O xarope Vegetal Americano que Vv. Ss. teen
exposto venda de toda efficacia para o curativo dasthma, conforme .^^^^fPP^
ImTo a meu fliho Joaquim, menor de quatro annos; yicUma d'esse flagello que at
e. 3o or espato excedente a dous annos havia resistido a outros xaropes de gran*
n meada Queiram, pois, Vv. Ss. acceitar a expresso altamente sincera de meu reco
Ai preparacoes ferruginosas liquida lem desde milite annos merecido a appnm$S
especial dos mdicos, porque ellas obro mais rapiio e sejnrameato do q as plalas, e
sao mais fcilmente toleradas pelos doentes. Os Pos forro-Mangan iaos possnem a inappre-
ciavel vantagem da poder offerecer n'nm instante nata agrn ferruginosa gazraea, de goal
agradavel, mais activa do que as aguas mmeraes, e contend* demais-um elemento precioso,
o Manganese, que sempre se acba no sangae, junctamenie eom o ferro. Emprego-se en
todas as molestias que tem por cansa o empbrecimeB do soague, assim coms para vigarar
os temperamentos debis e lymphatieos. A chlorou, as Ferdut brancas, drts fettomaao^.
a irregularidade da menttrvafo e amttwrrkia ou suppressio do meastrno, ceden rpida-
mente a sen emprego. Devemos mencionaraqnl um facto notavel, iato que os doets cura-
dos pela agua preparada com estes pos esli mnito mesas expostas a recadas do qa-
aquelles que foro tratados pelas preparaoSes ferruginosas ordinarias.
Deposito em Pernambuco, am casa de Waassa o1.
TOSSES
CATARRHOS
PASTILHAS PEITQRAES
de sueco beALFAGE
E LOUPO GEHEJO
IRfilia&OES
E' este o mais novo e delicioso confeito at agora cenhedo. Por isto tena adquirido rs-
pidamente a popularidade de qqe^goza. Os mdicos o maas distinctaa o aconaelhao contra, |
as touet, defluxot, catarrhos, Uuset convulsas, catorriuepidmicos, imtacdes do peilo. Coi
grande empenno o proenrio as mies de familia, asshn sara ellas coma para as-criaacas, pois- j
primero que tudo inoffensivo, e as seas prapriedades-adecantes nao deixio nada a desejar.
Deposito em Pernambuco*em casa de Masiii 0a.
TASSOIRMAOS
Tem para vender em seu9 armazen, alom de ou-
tros, os seguinles artigos : *
Papel para imprimir.
Perlina azul.
Greve pautado e liso.
Vinlios en caixas de doze garrafas
Bourgogne.
Hery.
Madeira.
Hermitage.
Chamblis.
Licor do curaco de Hollanda em caisas de vin-
te e quatro Lotijinhas.
6ESS,'
Nos armazens de Tasso Irmaos. '
Grades de ferro
para jardins, porteiras etc.
Nos armazens de Tasso Irmaos
CARRTNIeS III2 FERRO
Para senicos de granes armazens, para reme
ver barricas ou caix5os de um para oufro, lado pelo1
mdico prego de 12*000 cada um.
Farinha de trigo de Trieste
Das melhoras marcas Panoaia (verdadeira) Fon-
tena e grande sortimento das melhores marcas de
forinlias americanas.
Saceos de farlulia e trigo do
Chile
Todas novas, cKegadas ltimamente nos apaa-
zens de Tasso Irmaos.
Cemeto romano
Nos armazens de Tasso Irmaos.
Cemento hydraulico 12$
O melhor para tudo epte sao obras pwa agua, re-
mo assenamento de canos de esgoto, agerozes, de^
psito, tanques d'agua, etc^ etc.: em porefies de
eincoento barricas se far reduc^ao no-preco : nos
armazens de Tasso Irmss.
Cemento- Portland?
O verdadsiro cementoPortland em casawte Tasso
Trmaos.
Grad de ferro> cercas,, por-
teiras, eta, etc.
De differenes qualidades para cercades-d ani-
raaes, rhiqueirospra gallnha ou jardins-: nos ar-
ens de Taeso irmaos.
Brris coi breu
Nos arinazeas de Tasso lrmaios.
CA^OS DEBARBO
Nftrua Nova de Santa Rita, na antiga fabrica de
sasao, ha para vender por preeo o mais mdico
possivel, cano* francezes par edilicacoes e-esgo-
tos-*toda aqmtlidade,supeiiores a todosos-que
aqo tom apparerido pela sua-soKdez.
PREOOSi
i2400 por cano grande de &e meia poVagasias.
*a00 por dito le 2 e tres quartos de dit*
11000 por ditodft 2 e um quarto de dita.
o# ris por pileta de 2 pollegadas.
Cbtovellos, ciuiTTis e canos de maior grcosHra,a
vistaee far o preeo. Compras maiores 3 200
tenxS por cento- Je desconto^por prompto -pasra-
muso. Pde-se ver as am<6tras nos ajaazens
de Tasso Irmaos.
mazens
VERDADEIRAS
dSSTiSS sempre de Vv. Ss. criado, atiento e obrigado.-Amenco Netto de Mendonca
Recife, 2 de outubro de 18(58.
POLAS BE BLANCARD
COM IODURCTO DO FERAO INALT-MUVCL
"~ 'A.PPROVADAS PELA ACADEMIA DS MEDICINA DI PARS, ETC.
r Possuindo u propriedadesdo I*a1 at do fe*ra>, eonva aaoscialraaBle tus Amceots
Botonaos AS, t Tsica no priocipio.a (raqueta de tempermiml tambera nos casos da
Falta, db cor, ahenorrhea, sai que preciaxeagir somi o sanguk seja para restituir
Iba a sua riqueza e abundeneia normaes, ou para provocar a regular o seu curso paodieo.
It. B. O iodnreta d ferro impar* oa Iterado wa medicuMnt* infiel,
lrriunte. Come proTS de pareta d ntheocidas* das rewMmtBirmm rL
halas 4* Blerd, deye-sa iigir nosso sella. 4m arate. reacUva a
dosso arma, aqsi reproiJnaida, qa te acha a parla jafcainf i* am
retla vrale. Dere-i* ojaaeoaflar daa faltifitatoi.
k4aha.a-aeaa taJaa. a^taaiMrataay Phtmkemte, ra laa^aaraj, al Parfc^
sao Mijito
Superiores saias brancas bordadas a 5& W, 85 e 10^000 cada urna.
Ditas de cambria de escocia transparente j fetas a 60000 cada urna.
Na loja das Columnas na ra do Crespo n, 13 de Antonia Correa
Vasconcellos & C.

de
Debaixo da forma d'um liquido 5em sabor,-1
anlogo a nma agua mineral, este medica-
mento rune os elementos que cqnstituem
os ossos e o sangue. E' o mais racional dos
ferruginosos; por esta razio o adoptar3o
_________ os mais eminentes mdicos do mundo in-
teiro. Convem muito s meninas de temperamento delicado, cujo desenvolvimento tardo,
s senhoras que padecem d'estas dOres d'estomago intoleraveis, causadas pela chlorose,
anemia, menstraacSo ou leucorrha, s criancas d'uma compleiclo pailida e delicada, e a
rrifc LERAS DOIJTOR EM SCIENCIASJ
INSPECTOR DA ACADEMIA DEPARIZEtc
Jiessoas que tm o sangue empobrecido pelas doencas. Ktncacia, rapidez accao,
eiu, sem constipacio de ventre nem aeco sobre os denles, f
hnperSo para qne os senhores mdicos o prescrevSo aos seus doentes.
' Deposito em Pernambuco, em casa de Kanrer a O*.
cura
OLEO DE HOGG
DB
Figados frescos de bacaDio
Para cura certa do phtisiea, affeccoes escrofu-
losas, tosse chronica, fraqueza dos memhros e de-
bilidade geral, recommenda-se a excelleacia desto
oleo anda por ser agradavel no paladar.
VENDE-SE
ka
Pharuiacia e drogara
DE
BARTHOLOMEU flt C.
34 = Ra larga do Rosario = 34
CAPSULAS MOLES
DE
ALCATRAD
Remedio por excellencia para cura rpi-
da e completa das coqueluches, bronchites,
catarrhos, tosses convulsivas, escarros san-
guinos, e outras molestias do peito.
VENDE-SE
NA
PHARMACIA E DROGARA
DB
Bartholomeu A C.
34RA LARGA DO ROSARIO3i
AO BAZAR DA MODA
Ba Nova n. 50, esquina da ra de S. Amaro.
NOVIDADES
a senhoras.
novo e de
COQUES da ultima moda, enfeitados e lisos, gran-
de sortimento.
CHAi'ELLNAS de palha da Italia, guarnecidas com
delicados o elegantes enfeites brancos e de cores
CHAPEUSLVHOS e gorras de velludo e de pennas
(alt no vi Jada I) de palha da Italia, a emtiacao,
especial sortimento. ...
CINTOS de cores e pretos, rico sortimenio a ulti-
ma moda.
CAMISAS bordadas por commodos precos.
LENCOS bordados e com letras, novidade n
genero
LEQUES a emitacao de marfim, gosto
sndalo.
GOL1NHAS o punhos, a emitacao de guipure.
ENFEITES pretos e de tres para cabe?a, lindos
moldo^..
GUARNICAO alta novidade I a Mane Rose, lti-
mamente usada era Paria.
COHPINHOS de guipare brancos e pretos lindos
modelo?.
BORNOUS de laa e seda, cores claras, elegante
moda em Paris.
GRINALDAS de flores finas.
ESPARTILHOS stiperiores.
MEIAS superiores de fio de Escocia.
LUVAS de iielica negadas pelo ultimo vapor.
ADERECOS de coral verdadeiro e camafeo, gosto
delicado. .
DE PALHA
r.UARNICAES pra vealklo.
TK ANCAS par enWtea de coque.
BrTrnS lisos e eom ptafeates para vesudes.
ClNTiJS alt novidade.
FLORES finas, grande sortimento.
GR1NALDAS de ditas para coques.
LAGOS, flvelas, penachos para enfeites.
Para horneas.
deli-
CAMISAS com peitos, colarinhos e punhos
nho fino, lisos e bordados, moda,
COLARINHOS de linho e algodao.
PUNHOS de ditos.
GRAVATAS de todas as qualidades.
BOTOES para punhos e guarnicoes para coletes.
CORRENTES de plaqu a emitacao do ouro, lin-
do gosto.
CHAPEOS de pello de seda, forma a Rotchil, qua-
lidade superior.
CHAPEOS de seda, para sol.
MEIAS de superior qualidade.
BENGALINHAS finase chicotes.
LUNETAS aro de acp e tarturaga.

Para criancas.
VESTUARIOS completos para baptisados.
SAPATINHOS de merino e setim enfeitados.
MEIAS de seda e fio de Escocia.
CHAPEUSINHOS de palha la Italia.
TOUCAS d.fil setim enfeitdase de chroch.
BUNECAS %sjidas, muito bonitas e diversos
brinquedos.
Pe
AGUAFLOR1BA verdadeira
man New-York.
ras finas.
de Murray & Lan-
TNICO oriental, verdadeiro.
AGUA DIVINA de E.Coudray e superior agua e
essencia de Colonia.
ESTRATOS e essencias finas e de agradaveis aro-
mas para o lenco.
VINAGRES aromticos para toilet.
POS DE ARROZ para amaciar a pelle ; em pce-
les e ricas caixinhas com arminho.
POS superior para limpar os dentes.
COSMETIQUES de fina qualidade.
SABONETES, grande- sortimento deste genero e
de superior qualidade.
LEOS d philocome, babosa e antiques.
BANHA fina para os cabellos.
AGUA de flores de laranja.
CREME de sabao para barba.
Cajxas preparadas com perfumaras finas.

nludczas finas.
SUPERIORES filas de grosdenaples de todas as
cores e larguras de velado preto e de cores, e
gurguro para "cintos.
BABADINHOS e entremeios bordados.
GUARNICOES de seda de cores para enfeites de
vestidos.
TRANCAS pretas cora vidrlhos e pingentes.
HTES de cores, Srancos e pretoscom vidrilhos
lisos e com pingles.
DEDAES de madi iperola, de marflm, de co e
metal.
IHESOURAS finas para costura e nnhas.
CAIVETES finos com quatro folhas. E muitos
outros artigos de miudezas que se torna enfa-
donho menciona-los.
IiOJA
no
GALLO VIGILANTE
itua do Crespo n. ?
. Os proprietarios desle bem cemhecido eslabcle-
cimento, alm dos muos objectos que tinaam ex-
postos a apreciacao do respeitavcl publico, man-
darain vir e acabara de recebe/ pelo ultimo vapor
da Europa um completo e variado sortimento de
finas e mili delicadas especialidades, as quaes es-
to resolvidos a vender, como de seu costnrae,
por preros mukte baratinhos e commodos para lo-
dos, rom tanto que 0 Gallo....
Muito superiores luvas de pollica, pretas, bran-
cas e de muj lindas cotes.
Mu boas e bonitas gollinhas e punhos para se-
nhora,toeste genero o que ha de mais moderno.
Superiores pentes de tartaruga para coques.
Lindos e riquissimos enfeites para cabecas das
Exmas. senhoras.
Superiores trancas pretas e de cures eom vidri-
lhos e sem ellcs; esta fazenda o que pode haver
de melhor e mais bonito.
Superiores c bonitos leques de madrcperola,
marllin, sndalo e osso, sendo aquellos brancos
com lindos desenhos, e estes pretos.
Muito superiores meias fio de Escossia para se-
uhora?, as quacs sempre se venderam por 30*000
a duzia, entretanto que nos as vendemos por 20i,
alm destas, temos tambera grande sortimento de
outras qualidades, entre as quaes algumas muito
finas.
Boas bengalas de superior carina da India e
castao d marfim cora lindas e encantadoras figu-
ras <*o mesmo, neste genero o que de melhor se
rtde desojar ; alm destas temos tambera grande
quantidade de outras qualidades, como sejam, ma-
deira, baleia, osso, borracha, etc. etc. etc.
Finos, bonitos e airosos chicotinhos de cadeia e
de outras qualidades.
Lindas e superiores ligas de seda e borracha
para segurar as meias.
Boas meias de seda para senhora e para meni-
nas de 1 a 12 annos de>idade.
Navalhas cabo de marfim e tartaruga para fazer
barba ; sao muito boas.e de mais a mais sao ga-
rantidas pelo fabricante, e nos por nossa vei tam-
bem asseguramos sua qualidade e delicadeza.
Lindas e bellas capillas para noiva.
Superiores agulhas para machina e para crox.
Linha muito boa de peso, frooxa, para encher
labyrintho.
Bons baralhos de cartas para voltarete, assim
como os tentos para o mesmo fim.
Grande e vanado sortimento das melhores per-
fumarias e dos melhores e mais conhecidos per-
fumistas.
COLARES DE ROER.
Elctricos magnticos contra as convulsoes, e
facilitam a denticao das innocentes criancas. So-
mos desde muito recebedores destes prodigiosos
collares, e continuamos a recebe-los por todos os
vapores, aflm de que nunca faltem no mercado,
como j lem acontecido, assim pois poderao aquel-
es que delles precisarem, vir ao deposito do gallo
vigilante, aonde sempre encontrarlo destes verda-
deros collares, e os quaes attendendo-se ao fim
Sara que sao applicados, se vendero com um mu
minuto lucro.
Rogamos, pois, avista dos objectos que deixamos
declarados, aos nossos freguezes e amigos a virem
comprar por precos muito razoaveis loja do gallo
vigilante, ra do Crespo n. 7. ^^^
Tijolos franeezes
Sara ladrilhar casas terreas com asseic-8-precos
miMlieus, muito convenientes e. profirios pankladri-
Ihes de eosinhas em sobrado, peo seu asscio c
eiitar apassagem de aguas paira o andar :nferior
e mesmo o perigo de fogo, as preeos de 30000a
i3*000 o milheiro: na ra Nova de Sania Rito, na
antiga fabrica de. sabao, e compitas maiorosde 300
se far 5 por cento de descont por prompto paga-
mento. Podem-6 ver as amostras nos aimaiens
de Tasso Irmaos.
Velas de esparmaceto verdadeiras pasa Lin-
ternas de carros: no armazom de Tasso Irmaos.
Vinho do Porto fin superior: no- arroazem
de Tasso Irmaos.
O melhor cognac Gauthier Freres no arma-
zeiu de Tasso. Irmaos.
Esteiras da India
Em casa de Tasso Irmaos vende-so esteiras da
India de diversos padrees e larguras, por prego
commodo.
Maearthy
Machinas de dcscarncar algodao^
Hoje que est, reconhecido quo a*, machinas de
serrote prejudicaw e qoebram a fibra do algodoo,.
preciso recorrer a machinisao menos aspare,
que produzindo o mesmo servieo que aquellas, e
facilidade no tcabalho, nao quobnera a fibra da, lia,
para que essa possa nbter-nos mercados europeos,
a differenca (fie ha entre o algodao descaroe,ai)
por aquellas mencionadas machinas, que esto fi-
cando em d*"mo, pelo prejaizo que tem causado,
e o da antiga bolandera, quo nao pode competir
pela iporosidade de seu ttabalho. E' assim que
estas machinas se torna as mais proprias para o
nosso algodao, porque ao par da facilidade e
promotidao conserva a fibra da laa, que limpa por
ella, qualificada na Europa a par da melhor bo-
landeira, valendo assim entre 11 20 por 0/0
mais do que a la limpa pela machina de serrote.
Estas machinas Bao sao novas, pois que ha muito
estao adoptadas no Egypto, aonde as de serrote
foram inteiramento abandonadas, e por isso o algo-
dao daquela procedencia, sendo da qualidade do
da nossa provincia, obtera hoto de 10 ag por
0/0 mais o que o nosso : vendem-se a 430*000
nos armazens de Tasso Irmaos.
Oleo de amendoas
Em caixas de 8 latas, cada caixa 100 libras
nos armazens de Tassojlrmos.
Charutos da Havana.
Excellentes charutos da Havana e por baratissi
mo preeo : em casa de Tasso Irmaos, ra do
Amorjm n. 37.
Relogios de ouro.
Relogios de ouro de patente com bataneo de
chronometro do famigorado actor John Rogers, no
escriptorio de Tasso Irmaos.
Pianos inglezes.
Pianos inglezes do bem conhecido autor Charles
Cadby, no escriptorio de Tasso.
Ac de milito.
Nos armazfns do Tasso irmaos.
BARRIS DE SALITRE
Nos armazens de Tasso Irmaos.
a k ^OVA KPERAHQA
21= Ra do Queimado = 21
E para presentes
A Nova Esperan?a, roa do Queimado
n. 21 tem um variado sortimento de objec-
tos de gosto e phantasia propfios para pre-
sentes, sobresahindo entre-elles ricas caixi-
nhas de bano com finas perfumaras, ce*
tureiros de chagrn, agulheiros de madre!
perola : assim, pois, quemquizer fazer um
linda offerta, dirigir-se Nova Esperanza,
ra do Queimado n. 21.
Collares anodinos elleclro-magnett
eos contra as convvlces das
creancas.
Nao resta a menor duvida, do que muito
collares se vendem por ahi intitulados ot
vt'rdadeiros de Royer, e eis porqae muitot
pais de familias nao creem (comprando-os)
n<& effeito promettido, o que s pdem dar,
'Os verdadeiros; a Nova Esperanca, porm
qie detesta a falsificaco principalmente no
que rt-6peita ao bem estar da 'humanidade,
fea urna encwnmenda directa destes collares
e garante aos- pais de familias, que sao ot
verdadeiros de Royer, que a tantas crean-
Cas Ifem salvado do tenrivel incommodo de
convnices, assim pois preciso, que ve-
nharr a Nova Es?eranca a> ra do Queimado
n. 21 eo.uiprareni o salva vida, para ser
filhinbos, 'lites que estes sjam acommetti-
dos do tteriivel ma, quando ent3o ser di-
flicil alcarifi:r-se o effeito desojado, embor
sejam eiepiegados os verdae^iros collares
de Royer.
Para extinguir as sardas e-
panno
Reabeu 3 Nova ESperanca, roa de
Queimado n. 21, leite de rosasv especia*
para extinguir sardas e pannos.
B0NECA DS CERA
A No* a Esperanca a rua do QueirsadO n.
2I:, acati de receber um completo sorti-
mento" de fifias bonecas de cera do diver-
sos- lmannos, sendo as maiores d*> com-
prkento d'um covado ; estas bonecas tra-
zeav bonitos ceqioes e botinas, havendo en-
tre ellas algumas que falla e outr3s que
cheram de sor\tr que facilaiente podsm ser
preparadas, e foaer-se um presente dmuita
acceifafo.
Finas caixas de-tartaruga-para rap& ven-
dem-se a rua oQueimadb- n. 21 na loja
da NOva Esperan?.
Modernos brincos de sa^doo, s H en-
coalrapao na Tbva Esp*raca a r do
Qoeinado n. 21!
fl!-L5 DE L&% *
A.Nora Esperanca a rua do-QueimDdo n.
2l,aoaba de reoeber um especial sortimen-
to do meias de lli para homem e senhora.
GONTIfciAS C0NGESTES
:maJ terrival a congestao fulminante:
de repente leva um individo, d'esta para
mrfnor vida, sem dar-lhe rompo de receber
conversa medfra; deixandO as mais daj
veses wnlher e filhos no mais amargurado
pranto ; a Nova >Esperanca quedeseja pres-
tar 9enicos reoorreu a Vojer, o qul lh6
maodo anneis- elctricos BWfneticos, como
o nico preserwtivo parasemelhantomali
elles antes que- se acaben: na Nova Espe-
ras ca'
NAVALHAS
A Nova Esperanza a rua do Queimado
n.. 21 recebeu em sortimento de navalhas,
de qualidades, e tamanhos especiaos assim..
como aliaderes e massas para as mesmas.
Vendem Augusto
Commercio, n. 42.
ESTERLINAS
F. deOhveira & C. rua do*
Tudo 90 vende por presos bastante commodos.
Capsulas de Raquim
Os bons effeitos destas capsulas para fazer ces-
sar os gonorrheas acham-se comprovadas pelas
experiencias do muitos annos.
Os mdicos de todos os paizes as recommendam
pela sua efQcacia,
VENDE-SE
NA
Pharmacia e drogara
DI
BARTHOLOMEU & C.
Ru34a larga do RosarioU
PILULAS, VINHO
E
XAROPE
DE
JURUBEBA
PREPARADOS
PELO
PHARMACEUTICO
tloaqulm d'Alpelda Pinto.
As preparacSes de Jorubeba, s3o hoje
vantajosamente conhecidas e preconisadas
pelos mais habis mdicos, tanto da Euro-
pa como do paiz, pela sua efficacia nos
casos de anemia, chloroze, hydropesia,
obstrucc5o do abdomen, e tambem nos de
menstruacadiffiGil, catharrona bexiga, etc.
Vendem-se em porc3o e a retalho na ci
dade do Recife, pharmacia do seu composi
tor, rua larga do Rosario n. 10, junto ao
quartel de polica.
CARNAUBA
Vende-ie superior cera de carnauba em sac-
cas, por precovmais barato do queem outra quaj-
quer parte : na loja do Pavao, rua da Icoperatriz
n. 60, de FJu Prira da Silva,
Para familias
Grande Bazar, rua Aova me,. SO e
SS, deCavnelroYlannadk C.
Acaba de ebegar a este estabelecimento-
graadeporaodemachiBas para costuras do-
autor Wheeier Wilson, approvadas na ulti-
ma exposicad de Paridas quaes co'zem com
dous pospontos toda a costura, e tsm a
vantagem de ser to suave o moviraento,
que qualquer crianfa de oito annos fcil-
mente trabalha, e pode, com este entrete-
nimento, levar vantagem ao servico diario
de trinta costureiras. A comprehensao
simples, pois em um quarto de hora se fi-
ca senhor do movimento da machina, ten-
do a mesina a propriedade de lazar as se-
guimos costuras: pospon tor, abainhar,
franzir, marcar e bordar, como apresenta
os desenhos que acompanham-nas. Os pro-
prietarios do estabeleciaento se encarjre-
gam de mandar ensinar n'esta cidade, e
garantem entregar o importe dispendido ao
comprador, no caso de nao trabalhar com
perfeico a machina vendida,, nao tendo,
porm, soffrido ella alguma avaria. Ha tam-
bem no mesmo estabelecimento machinas
do autor Grbwer & Baker, de trabalho sim-
plesmente mao, e outras com movimento
dos ps; e mxime todos os pertences daa
mesmas machinas, para vender avulso.
Tintura japoneza
os cabellos
e a
Instantnea para fingir
barba, a liSOOO o frasco.
E' a faica approvada e recommendada
por ter sido reconhecida superior a todas
as tinturas d'este genero.
A venda em casa de Gustavo Hervelin n.
51. rua da Cadeia n. 51.
CAZ GAZ GAZ
Chegou ao antigo deposito de Henry Forster &
C, rua do Imperador, um carregamemto de aai
de primeira qualidade; o qal se vende em partidas
e a retalho por menos preeo do que em outra qual-
quer parte.
FUNDICAO DOBOWMAN
Rua de Bruui n. 5.
Machinas de vapor.
Rodas dagoa.
Moendas de canna.
Taixos de ferro, batidor fundido.
Rodas dentadas, para moer com agua;
vapor e animaes.
Alambiques de ferro.
Formas para purgar assucar.
E outros muitos objectos, etc. etc., pro<
pripara agricultura.______________(
Luvas duqueza
A nova Esperanza rua do Queimado n. 11 ca
ba de receber por este ultimo vapor luvas de Jou
vin, duqueza, brancas, pretas e de cores, fpara
horneassenjwas, eU^anies quo seacaib^
I


Diario de Pernambuco Segn la feira 26 de Abril de 1869.
-


r

/
IA
GRANDE LIQIJIMCO
A DINHEIRO NA LOJA E ARMAZEM
DO
Ti 1J DE
Flix Pefeira da Silva, successor de Gama
& Suva
O proprietario d'este estabelecimento convida ao respeitavel publico desta ca-
Sital a vir surtir-se no grande estabelecimento que tem deTazendas, tanto da moda como
e lei, e as pessoas que negociam em pequea escalla, tanto da praca como do matto-
nesta casa podero fazer os seus sortimentos em pequeas o grandes porcSes, venaen-
do-se-lhes pelos precos que se comprara as casas iqglezas ; assim como as excellentis,
simas familias, poderao mandar buscar as amostras de todas as fazendas, ou mandare-
mos levar em suas casas pelos nossos caixeiros, para o que acha-se este estabelecimen-
to aberto constantemente desde s ti horas O atoalhado do Pavio. AS CAKBRAUS DO PAVO
Vender superior atoalhado de algodao Vendem-se fteissimas pecas de eom 8 palmos de largura, adamascado a
8(500 a vara; dito de linho faienda muito
superior a 35200 a vara ; guardanapos de
nho adamascados a 4#5O0 a duzia e muflo
fines a 8G00, e ditos econmicos a 3*500
a]duzia.
FcisAes para vestidos bramos
64 Vendem-se os mais modernos Distoes bran-
cos flexiveis com padrees de listas de
salpicos proprios para vestidos e roupas de
menino a 640 rs. o covado, na loja e arma-
xem do Pavao ra da Imperatriz. 60, de
Flix Pereira da Silva.
BABADINHOS
Vendem-se finissimos babadinhos, tiras
bordadas e entremeios, mais baratos do que
m outra qualquer parte, assim como espar-
tiihos dos ma# modernos, no annazem de
Febx 'Pereira da Sirva, ra da Imperatriz
A. 60.
ALTA NOVIDADE
A LOJA DO PtfVAO
Gurgurao de seda
Ghegarm pelo ultimo vapor os mais %o-
aiitos gurguroes de seda, proprios para ves-
tidos, sendo lisos e lavradmhos, com muito
lustro, garantindo-se que a fazenda mais
linda e de mai&phantasia que este anno tem
ohegado a este mercado, c vende-se por
preco muito razoavel, na ra da Imperatriz
u. 60, de Flix Pereira da Silva.
CAMBR.IIA BRANCA A 3/S1500.
Vende-se pecas de cambraia branca
transparente, com 8 e meia varas pelo ba-
rato preco de 35300, ditas muito finas tanto
tapadas como transparentes 45500, 55000,
65500, 75000 e 85000, assim como organ-
d muito fino tanto lizo, como de listas e
quadros na loja e armazem do Pavao ra
da Imperatriz n. 60 de Flix Pereira da
Silva.
ALPACAS LAVRADAS PARA LUCTO.
Vende-se na loja do Pavo, as mais mo-
dernas alpacas lavradas para ludo, eendo
muitolargas e.pelo barato preco de8O0rs. o
covado, so na loja e armazem do Pavo, ra
da Imperatriz n. 60 de Flix Pereira da
Silva.
Cassas Inglezas a ** rs o metro
Vende-se urna grande porc5o de bonitas
cassas inglezas tanto graudascomo miudi-
nhas e de cores fixas pelo barato preco de
440 rs. ometro,garentindo-se que 7 metros,
dao um vestido para qualquer Sra. s na
loja do Pavao ra da Imperatriz n. 60 de
Jex Pereira da Silva.
COLCHAS PARA CAMA A 55000.
Vendem-se colchas de fsUo adamasca-
das para cama, pelo barato preco de 55,
grande pechincha, na loja e armazem do
Pavao, ra da Imperatriz n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
COBERTORES INGLEZES A 45, 45500 E 55-
Vendem-se os verdadeiros cobertores
inglezes, de pura la, pelo barato preco
de 45, 45500 e 55, assim como colchas de
fustSo de cores, pelo barato preco de 35. na
loja e armazem do Pavq. ra da Impera-
iriz n. 60. De Flix Pereira da Silva.
Madapolao entestado a 8S500
Vende-se superior madapolao enfestado,
&endo muito encorpado, para carnizas, e
endo cada peca 24 jardas, pelo baratissi-
rao preco de 85500, na loja e armazem do
Pavao, ra da Imperatriz n. 60. De Flix
Pereira da Silva.
CHAPELINAS
ULTIMA MODA
Chegaram para a loja. do Pavio as mais
ricas e mais modernas chapelinas rica-
mente enfeitadas, com enfeites e fitas de
setim e de todas as crese com ricos bicos
de blond e as mais lindas e finas flores,
vendendose cada urna pelo barato preco de
15d000, garantindo-se serem muito mais
bonitas do que outras que se vendem em
outras partes a 205 e 285, e entre ellas
ha mais do que um modello, tambem tem
rauitas de pratinho, propinas para mocas e
meninas, isto na ra da Imperatriz n. 60
loja do Pavao, de Flix Pereira da Silva.
Explendido sortimento de
roupas feitas
NA LOJA DO PAVO A RA DA .
IMPERATRIZ N. 60
Acha-se este grande estabelecimento com-
pletamente sortido das melhores roupas,
sendo calcas palitts e coletes de casemira,
de panno, de brim, de alpaca, e de todas
as mais fazendas que os compradores pos-
sam desejar, assim como na mesma loja
tem nm bello sortimento de pannos casemi-
ra*, brins, etc. etc. para se mandar fazer
ftzas transparentes tanto inglezas como suis-
sas tendo mais de vara de largara, pelos
precos de 55000 at 105000 a peca, assim
como Anisamos organdys branco liso que
serve para vestidos de bailes, por ser muito
transparente a i5000, a vara, na loja do
Pavao ra da Imperatriz n. 60, de Fex Pe-
reira da Silva.
Alpacas lavradas
Chegaram peio ultimo vapor as mais mo-
dernas alpacas iavradas com as mais lindas
cores, que se vendem a 15000, o covado,
ditas lisas tendo tambem cor de caana a
800 rs, ditas mescladas muito finas a 1:200,
o oovado, e outras muites fazendas de gosto
e moda que se vendem mais barato do
[que em outra qualquer parte, no armazem
do Pavao, ra da Imperatriz n. 60. de Fex
Pereira da Silva.
Roupas para homem
Vendem-se superiores palitts de panno
sobrecasecos forrados de alpaca e>de seda,
camisas inglezas e frencezas com es peitos
de esguiao, ceroulas francezas de linho e al-
godo, meias cruas inglezas superiores, ca-
misas de flanella e de meia de 13a, assim
como neste estabelecimento existe um grande
sortimento de pannos pretos, e de casemiras
inglezas de cores, e que se manda fazer
qualquer obra a contento dos Srs. fregue-
zes, e promette-se-hes que sero servidos
com a maior promptidao e muito mais ba-
rato do que. em outra qualquer parte
na ra da Imperatriz n. 60, de Flix Perei-
ra da Silva.
Cortinados
Para camas ejanellas.
Vende-se um grande sortimento dos me-
lhores e maiores cortinados bordados pro-
prios para camas e para janellas, que se ven-
dem a 125000 rs. cada par at 255000 rs,
isto na ra da Imperatriz n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
Cretone para lenqes eom 10
palmos de largura a 2$,
Acaba de chegar esta nova e excellente
fazenda branca propria para lences de um
s panno, garantindo-se que um metro e
urna xjuarta ou um metro e meio d um
excellente lencol de um s panno, assim
como esta boa fazenda tambem muito
propria para toalhas de meza, rosto etc. e
outros mysteres e vende-se pelo baratissi-
mo preco de 25 cada metro.
MOCAMBIQUE PARA VESTIDO A 500 RS.
Chegou para a loja do Pavo um elegante
sortimento dos mais bonitos mocambiques
proprios para vestidos com as cores mais
modernas e que se vendem pelo barato
preco de 500 rs. o covado.
ALPACAO DE CORDO PARA VESTIDO Al/ i
Chegou esta nova fazenda com o nome
de alpacao, sendo de cordao e com mais
largura do que a alpaca, com as mais lindas
cores, como sejam Bismark, lyrio, perolas,
roxo, cor de eanna, magenta etc. e vnde-
se pelo baratissimo preco de 15 o covado.
ESGUIAO DE LINHO DE 12 JARDAS A 100.
Vende-se pecas de esguie de linho, fa-
zenda superior, com 12 jardas cada peca, a
105000.
ROUPAS FEITAS .
Na loja do Leao da porta larga
PAREDES PORTO.
N'este*
Ra da Imperatriz n. 52, junto aloja deourives.
estabelecimento se encontrar ra da Imperatriz n. 52, loja do Paredes
" Porto.
Neste estabelecimento encontrar o respei-
tavel publico um completo sortimento de
fazendas e roupas que, se vende pelos pre-
cos seguintes:
FAZENDAS BRANCAS,
Madapolao de diversas qualidades e pre-
semprc um cempleto sortimento de roupas
feitas de todas as qualidades. Como se-
jam: paletots de alpaca, de merino, de
casemira, bombains de panno preto, fra-
ques e sobrecasacos de brins de cores e
pardos.
CAMISAS E SIROULAS.
Encontrar sempre o respeitavel publico Cos commodos, cambraia de 35500 411500
e 55, ditas victorias de 55500 a 125, pecas
de cassa liza o mais fino que ha no merca-
do a 95, lOjj, 125. com 12 varas, e vara
8e largura
SEDAS DE LISTRAS.
Recebeu-se ora bonito sortimento d'esta
fwenda fue se vende a 25500 o covado.
CHITAS.
Vende-se chitas escuras a 280, 300, e
320 rs. o covado.
UARDAKAPOS
Vende-se esta fazenda de nho, fazenda
boa a 45000 e 55000 a duzia.
MEIAS PARA HOMEM
Sortimento de meias inglezas para ho-
ntem a 45800 55800 e 65800 fazenda boa.
THOALHAS
Sortimento de toalhas de pelucia a 115
a duzia.
um bonito sortimento de todos os nmeros.
MEIAS CRUAS.
Sortimento de todas as qualidades, de
35 a 55, assim como tambem sortimento
de lencos de linho brancos e com barras
de cor, cbmezes, bonitas gravatas pretas e
de cores. Ra da Imperatriz n. 52, por-
ta larga.
PARA ACABAR.
Urna grande porcao de calcas ordinarias
para trabalho a 650 e 800 rs. cada um par,
pechincha na loja do Leao junto a loja de
onmes.
GRANDE PECHINCHA,
Cassas he cores a 160 rs. o covado, na
160 RES O COVADO
Chita preta pelo barato -preco de 160 o
covado na nra da Imperatriz n. 52 na loja
que tem um Leb pintado.
PANNO DE LNHO
Paredes Porto recebeu um sortimento da
pannos de linho, com 27 varas a peca e
175000 e 185000, na ra da Imperatriz n.
52,junto a toja de ourives de porta larga,de*
Paredes Porto.
LENCOS DE LINHO
Vende-se lencos brancos de linho a 35,
LENCOS BRANCOS a 25200
Para acabar lencos de algodo a 25200
a duzia,
25000
Vara de bramante de linho superior e
tem 10 palmos de largo.
CALCAS E COLETES.
Tem sempre no mesmo sentido um sor-
duzia para acabar na loja de Paredes Por-
to. Ba da Imperatriz n. 52 loja da porta.
larga que tem um Leo pintado, de Paredes, timento completo a preco commodo.
Porto. I
No armazem do "L|5o, ra da Imperatriz a. 52, junto a loja de ourives.
11-RTJA DO QUEINAD0--11
DE
AUGUSTO PORTO & C.
Receberam superiores vestidos de blond ^om manta e capella para noivas, que
vendem-se por precos mais mdicos do que em qualquer outra parte.
SAHIDAS DE BAILEde cachemira branca ede cores o que ha de mais lindo.
BASQL'INESde renda preta, e de gorgurao preto, o que ha de mais
elegante.
CHAPEOS DE SOLpara senhors delicadamente bordados.
BALESbrancos e de cores para senhors e meninas, espartilhos, saias bor-
dadas, e saias de la com barras de cor.
GORGURAOde seda branco e ^reto para vestidos, sedas de cores, moirean-
tique branco, e grosdenaple branco* do cares e preto, princezas, bombazinas pretas,
alpacas de muitas cores, e lindos cortinados bordados.
CAMIZASde linho para bomem do diversas qualidades, camisas bordadas
para noivos, sobretudos, capas do borracha brancas e pretas, brim de cores e branco,
panos unos e casemiras pretas e de cor por commodos precos.
TAPETESgrandes e pequeos para sof e cama, tapete e alcatifas em pecas
para sallas, e connuam sempre a vender por mdicos precos as esteiras da india para
SALLAS.
iLPUm
ALTA
NOVIDADE

Loja do Pavao.
GURGUROES PARA VESTIDOS A 15000,
O COVADO.
Chegaram os mais modernos gurguroes
para vestidos, sendo de todas as cores, como
sejam verde, azul, rosa, bismark, perola,
rxo < & tendo quasi quatro palmos de lar-
gura e vende-se pelo baratissimo preco
de 15000, cada covado ^nicamente no ar-
mazem de Flix Pereira da Silva, na ra da
Imperatriz n. 60.
Grosdemaples preto
Vende-se um grande sortimento dos me-
lhores grosdenaples pretos, tanto lar-
gos como estreitos, sendo de 25000 rs. o
covado at 45000 rs. garantindo-se que
n'este genero ninguem tem melhor fazenda e
que se vende mais barato do que em outra
qualquer parte, na^rua da Imperatriz n. 60,
de Flix Pereira d Silva.
25, OS BALOES DO PAVO.
Vendem-se superiores bales america-
nos de trinta a quarenta arcos, tendo as fi-
tas bastante largas, sendo muito fcil trans-
forma-tos para outro qualquer novo modelo,
e liquidam-se pelo barato preco de 25 cada
um, sendo fazenda que sempre se vendeu
a 75 e 85, isto na loj e armazem do Pa-
vio, ra da Imperatriz n. 60. De Flix
Pereira da Silva.
As 3,O varas a AOO rs.
Vendem-se as verdadeiras cambraias
francezas, com lindos padroes e cores fixas,
qualquer peca deob, coma maior promp- ""^ {!*? e transparentes pelo barato
Udio vontade do freguez, e nao sendo Pr? de S00,' \ Vara' ? m rs" T
obligados a acceta-las, quando nao steiam vado' sendo fazenda que nmgnem vende
r/WnnlfltanjPntP an spm ttintantn .; Z~. POT fflenOS 6 7 OU 8 tUStOOS, 6 liquidam-
se por este barato preco, por se ter feito
loj
NOVO EXPLENDIDO SORTIMENTO
Agua-florida de Guis-
lain
com.pl etamente ao seu contento, assim como
p'este vasto estabelecimento encontrar o
respeitavel publico um bello sortimento de ama avultada compra, na loja e armazem
camisas francezas e inglezas, ceroulas de* K,Ja!0^..!?aJ.d*.??Pflratm n* (
fioho e algodo e outros muitos artigos
proprios para homens e senhors promet-
tendo-se-lhe muito mais barato do que em
outra qualquer parte. Na ra da Impera
triz n. 60, loja e armazem de Flix Perei-
ra da Silva.
RETALHOS PARA LUTO NA LOJA DO
PAVO.
Vende-se urna grande qnantidade de n
Folix Pereira da Silva.
Grande expsito
DE
CASEMIRAS DE CORES NA LOJA DO
PAVO
Chegaram as mai bonitas e mais moder-
nas casemiras de cores proprias para calcas
coletes e pautte, (ando at das mais'finas
que tem vindo ao mareado com fios de seda
talhts de chitas e cassas pretas por prfo e vende-se mais barato do <
moito barato, e qutnto maior for a jwrfao qualquer parte, por baver grande sormen-
qoe o fregu comprar, mais Ilaraloselhe tode varios precos, na loja e armazem do
j^ertMraadaijwrttrtsD, 00 la Perein da Suva, pereira da Silva.
Tintura indelevel para tingir os cabellos,
sem manchar a pelle.
A bem conceiluada agua-florida deGuis-
lain que entao era des:onhecida em Per-
nambuco, j hoje estimada e procurada
por seu elicaz resultado, e anda mais se-
r, quando a noticia de seu bom effeito e a
experiencia tornar de todos conhecida.
A agua-florida de Guislain composta ni-
camente de vegetaes inoffensivos, tem a
propriedade extraordinaria de dar a cor pri-
mitiva aos cabellos, quando estiverem bran-
cos, e lhes restituir o brilho perdido, e as-
sim como preservar de embranquecer, sem
ser prejudicial de modo algum
E' porm necessario fazer conhecer, que
o bom resultado produzido pela agua-flori-
da, nao instantneo, como muitas pes-
soas talvez supponham, mais sim ser pre-
ciso fazer uso d'ella, trez ou quatro vezes,
e logo se obter o Gm desojado, como bem
provam testemunhos de pessoas insuspei-
tas, e d'entao por diante, basta usa-la duas
vezes por mez, contando sempre com o bom
xito, podendo a experiencia ser feita em
outra qualquer cousa.
Assim pois esta agua-florida acha-se ven-
da na bem condecida loja d'Agnia Branca a
rna do Queimado n. 8,
A Aguia Branca, contando com a proteo-
cao de sua boa freguezia, tambem capricha
em nfio Ih'a desmerecer, procurando sem-
pre corresponder a idea favoravel com que
a honram, e em prova ao que Cea dito, d
como exemplo Jo explendido sortimento
que acaba de receber, ainda mesmo achan-
eto-se bellamente provida do que de bom
e melhor se pode desejar nos gneros que
sao de sua competencia.
Haja vista aos necessarios livros de missa
aoracao, obras de apurado gosto e perfei-
c5o, sendo: com capas de madreperoja c
tocantes quadros em alto relevo.
Ditos com ditas de marfim igualmente
bonitos.
Ditos com ditas de velludo, outros imi-
tando charo machetado.
Ditos com ditas de marroquim com cruz
e guarnicao, dourada ou prateada.
Corftas e tercos de cornalina.
Assim como.
Grande e bello sortimento de leques
todos de madreperola, madreperola e seda,
sndalo, sndalo e seda, osso, osso e seda,
e faia etc, etc. tendo nos de sndalo alguns
com 4 vistas, e outros japonezes enfeitados
de flores.
Bonitas voltas grandes de aljofares azues.
Voltas de cerrent^de borracha.
Meias de seda para meninas e senhors.
Ditas de fio de Escocia abertas, tambem
para meninas e senhors.
Ditas muito finas d'algodo, alvas, e
cruas para meninas e senhors.
Luvas de fio d'Escocia, torzal, e seda
para meninas e senhors.
Meias de 13a para homens, mulheres e
meninos.
Gollinhas e punhos bordados obra de
muito gosto.
Entre-meios finos tapados e transparen-
tes com delicados bordados o proprjos
para cufiar fita.
E OS PRODIGIOSOS

Anneis e collares Royer para creancas.
Bonitos cabases ou bolsinhas de pelica
e setim para meninas ou senhors.
Lindas cestinnas bordadas a froco, e lisas.
Delicadas caixinhas devidro enfeitadas
com pedras, aljofares, etc.
Ditas de tartaruga para joias.
Bonitos albuns cora msica.
Pinseis ou bunecas para poz de arroz.
Novos e delicados ramos de flores com
marrafes para enfeitar coques.
Bello sortimento de trascas de palha.
Fitas largas para cintos.
Cintos de fitas largas com botitas rama-
gens.
Brincos e alfinetes de madreperola.
Ditos esmaltados, obras novas e bonitas.
Ocordeiro previdente
flttta do Queimado n. !*.
Novo e variado sortimento de perfumaras
finas, e outros objectos.
Alm do completo sortimento de perfu-
maras, de que ellectivamente est provida a
loja do Cordeiro Previdente, ella acaba de
receber um outro sortimento que se torna
notavcl pela variedade de objectos, superiori-
dade, qualidades e commodidades de pre-
cos; assim, pois, o Cordeiro Previdente pede
e espera continuar a merecer a apreciaco
do respeitavel publico em geral e de sua
boa freguezia em particular, n5o se afas-
tando elle de sua bem conhecida mansidao
e barateza. Em dita loja encontrado os
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murray Lamman.
Dita de Cologne ingleza, americana, fran-
ceza, todas dos melhores e mais acreditados
fabricantes.
Dita balsmica dentriflcia.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes, e vilete para toilet.
Elixir odontalgico para conservac3o do
asseio da bocea.
Cosmetiques de superior qualidade e chei-
ros agradaveis.
Copos e latas, maiores e menores, com
pomada fina para cabello.
Frascos com dita japoneza, transparente,
e outras qualidades.
Finos extractos inglezes, americanos e
francezes em frascos simples e enfeitados.
Essencia imperial do lino e agradavel chei-
ro de violeta.
Outras concentradas e de cheiros igual-
mente finos e agradaveis.
Oleo philocome verdadeiro.
Extracto d'oleo de superior qualidade,
com escolhidos cheiros, em frascos de d
ferentes tamanhos.
Sabonetes em barras, maiores e menores
para mabs.
Ditos transparentes, redondos e em figu-
ras de meninos.
Ditos muito finos em caixinha para barba.
Caixinhas com bonitos sabonetes imitando
fructas.
Ditas de madeira invemisada contendo fi-
nas perfum arias, muito proprias para pre-
sentes.
Ditas do papelab igualmente bonitas, tam-
bem de perfumaris finas.
Bonitos vasos de metal coloridos, e de
moldes novos e elegantes, com p de arroz
e boneca.
Especial p de arroz sem coniposico de
cheiro, por isso o mais proprio para crian-
cas.
Opiata ingleza e francezapara dentes.
Pos de camphora e outras difieren tes
qualidades tambem para dentes.
Tnico oriental de Kemp.
" Aluda mais coques.
Um outro sortimentos de coques de no-
vos e bonitos moldes com llets de vidiilhos.
e alguns d'elles ornados de flores e fitas,
estao todos expostos apreciaco de quem
os pretenda comprar.
GOLLINHAS E PUNHOS BORDADOS.
Obras de muito gosto e perfeico.
Fivellas e litas para cintos.
Bello e variado sortimento de taes objec-
tos, ficando a boa escolha ao gosto o com-
prador.
FLORES FINAS.
0 que de melhor se pode encontraraes se
genero, sobresahindo os delicados ramos
orvalhados para coques.
Para vfagean.
Bolsas de tapete e carteiras de couro, por
precos commodos.
Chapelinas de palha da Italia mui bem
enfeitadas, e enfeites de flores obra de bom
gosto.
_ E assim muitos outros objectos que se-
rao presentes a quem se dirigir dita loja
do Cordeiro Previdente a ra do Queimado
n. 16.
ENFEITES DE PALHA PARA VESTIDOS,
CHAPEOS E COQUES.
0 Cordeiro Previdente ra do Queima-
do n. 16 acaba de receber um bello sorti-
mento de trancas de palha para enfeites de
vestidos, outras para chapeos, coques ote.
tudo isto est sendo vendido com a sua bem
conhecida commodidade de precos.
ALEM D'AQUELLES.
Recebeu outros lindos enfeites de seda
para vestidos ; assim como um variado sor-
timento de gallees de la, babadinhos de
cambraia com bordados de cores, cuja va.
riedade de gestos os tornam recommenda-
dos e apreciados ; compareci pois os pre-
tenderes que serao servidos a contento.
TO BEM RECEBEU.
Novo provimento de bicos e rendas de
guepure.
LUVAS DE PELUCA.
De todas as cores tanto para homen-
como para senhors, constantemente acham-
se a venda na loja do Cordeiro Previdente :
ra do Queimado n. 16.
Ra do Queimado n, 49 loja de
miudezas de Jos de Azevedo
Mata e Silva conhecido por Jos
Bigodinho.
Et (jucimando os objectos aLaixo declarado
pelo diminuto preco, a saber :
Frascos com agua de Colonia verdadeira a 1$.
Garrafas com agua Florida verdadeira, que se ga-
rante a 1200.
Pentes para regaar cabello de meninas a 320 rs.
Thcsouras muito "finas para unhas e costuras
500 rs.
Tinteiros cheios de tinta muito preta a 80, 100, 160
e 400 rs.
Varas de franja branca de linho para toalhas a
160 rs.
Carias de phosphoros de seenranra a 20, 40 e
160 rs.
Nuvallias de cabo de mariim e que se garante a
qualidade a 2*.
Libra de la para bordar a Ifi.
Pecas de tita i>rama clstica muito superior 200
300rs.
Xovellos delinba branca com 400 jardas a 60 rs-
Resmas de papel de peso liso muito tino a 250&
Latas com superior banha a 200 e 400 rs.
sCaixasom seis frascos de cheiro muito fino
o 800 r
Caixas com doze frascos, fazenda s boa a 1200
e2o00.
Frascos com superior oleo Alocme a 500 rs.
Catangas de sabao transparente muito bonito e fi-
no a 240 rs.
Duzia de paos de pomada do Reino, da raelhoi
qualidade a 240 rs.
Pecas de tiras bordadas muito finas a 500,600
800 rs.
Ditas de babadinhos com dez varas a COO rs.
Carriteis de linha de todas as cores, par*, acabaj
a 20 re.
Garrafas com agua divina a 1JS00.
Frascos com superior macaca perula a 320 rs.
Caxas de vidro com doze didaes, que s a caia
vale diueiro a 200 rs.
Ditas de madeira com alfinetes, o que ha de me-
lhor a 320 rs.
Grosas de botos de louca. lisos c bordad
ICO rs.
Careas redonda 'para rap emittando tartaruga
1*500. *
Pecas de fita para eos da melhor qualidade a
500 rs.
Escoras para limpar dentes, fazenda que s a vis-
ta a 240 rs.
Ditus para limpar unhas de superior qualidade a
500 rs.
Armaco
Vende-se nrua amafio envernisada e envidra-
gada que sene para qualquer estabelecfmcnto,
como de sapatos, miudezas, ou outro qualquer ne-
gocio, por preco commodo; na ra do Vigaro
n. 26.
CENEBRAS.
Vende-se genebra de Hollanda a mais
pura, chrstalina e de excellente palladar
que tem apparecido no mercado, em boti-
jas e fraseos.
Genebra de laranja, superior e verdad i-
ra de FMke.
Genebra de lima superior, nunca vista
neste mercado, de delicioso paladar e re-
frigerante ; excellente para a estaro cal-
mosa : no deposito da rua do L ma n. 30,
em Santo Amaro, nico lugar onde a en-
contraio pura peieitamente fabricada.
Os precos destas genebras sao incontesla-
velmente mais baratos que em qualquer
nutra parle.
Vende-se duas meias aguas acabadas le
novo, chaos proprio, em S. Amaro, na travesa
da rua do Lima por traz da fundicao, ambas por
1:500000, rendem 15000 por mez: quem pre-
tender dirija-se a venda de Antouio do Reg Me-
deiros defrontc do desembarque, que dir quem
n vendedor
Barato que admira.
Manteiga ingleza flora 14400 a libra, dita fran-
ceza a i J, cha mudo a 34100, dito graudo a 3,
caf a 220 rs., sabao a 180, alpista a 240, arroz a
100 rs.,passas a 440, dem quartos eom 6 fibras
por 24200, vinho a 400 rs. a garrafa, azeite doce
de Lisboa a 900 rs., caixinhas com ameixas, pas-
sas, figose peas, proprias para mimos a 14600,
latas com doce a 500 rs. : s na esquina da rua
da Penlia n. 8.
Scbonete de alcardo.
M
Antonio Nunes de Castro.
Este acreditado preparado, que to boa
acceita<;o tem merecido n'esta provincia,
muito se recommenda para a cura certa
das amigeos, sarnas, caspas e todas as
molestias de pelle.
Deposito nico,
Pharmacia de Bartholomcu A C,
_____34iiia larga do Rosario34.
BOAPEVGA
do Douro
Em casa de Flix Pereira da Silva, rua a im-
peratrz d. HO, vendem-so barris de 5' e 10 com
puro vinbo do Douro, garantindo-se que nao tem
confeicS" alguma ; neste genero o melhor que
em vindo a este mereado, e muito proprio para
usar as horas de comida, e vende-se por prego
razoavel, na loja do Pavao.
ESCRAVOS FGIDOS.
XAROPE PE1T0RAL BRASILEIRO
DE
POWTA DE EUBAIBA
* COMPOSTO E PREPARADO
Pelo pharmaceutico
Jos da Cruz Santos.
Esta planta cujas virtudes medicinae?
existiam desconhecidas para a maior parte
dos nossos facultativos, devendo-se a sua
descoberta ao uso que d'eile faziam .os
nossos indgenas que menoscabavam com
a sua applicacao de todos os soffrimento.'
pulmonares, hoje conhecido como o me-
dicamento mais efficaz para a cura de as-
inina, bronchite, coqueluche, penemonia
\e at a phtysica, produzindoum effeito mi-
lagroso e prompto.
Para um adulto 3 4 colheres de sp*
ao da puro ou em cosimento peitoral.
Cflancas, 3 4 colheres de cha.
Preco 2(5000 o frasco.
Pernambuco, rua Nova botica n. 51,
Peanas (te ea.
Veade-se rea do Queimado n. 13, primeiro
andar.
100$ de graflica'o
Fugio uo dia 11 de Janeiro do crreme ano*,
do engenbo Balatura, freguezia da Escada, o es-
cravo preto, crioulo, de 24 annos de idade, cha-
mado Marcelino, que foi do Sr. Joao da Cunha
Pereira, cujo cscravo esteve no deposito geral, e
tem os signaos seguintes : alto, seceo do corpo'
rosto muito marcado de bexigas, falta de dentes
na frente, cor preta, sabio de chapeo do chile, pa-
leto! e calca de castor, levando um bahuzinho de
(landres com mais roupa, e suppe-se estar na
fregie-zia do Cabo : quem o apprehender leve-e
ao dito engenho, ou rua da Scnzala-nova n, 38,
escriptorio do Sr. Bernardino Pontual, que rece-
ber a gratificacao cima.
Escravo fgido.
Ausentou-se na madrugada do dia 21 de abril
do corren* o escravo Andr, de cor preta fula,
com 22 annos de idade, natural de Porto de Pu-
dras, com pouca barba, e de altura regular, tendo
as costas urna cicatriz do lado esqnerdo, levou
calca e camisa de algodao azul, chapeo preto de
feltro, copa baixa ; quem o apprehender leve
rua do Pilar n. 14, que ser generosamente recom-
pensado.
Vende-se um escravo, oficial de ferreiro,
viudo ltimamente do norte : no escriptorio de
Joaquim Jos Goncalves Beltro, rua do Trapi-
chean. 17.
Fugio de bordo de palhabote nacional Ama-
ro, um mulato claro de nome Justino, estatura re-
gular, cbelos carapinbados e meios ruivos, pouca
barba, tem urna pinta preta no canto do olho dirn-
lo e um talho as costas ao mesmo lado,; levou
vestido camisa de chita com listas verdea, e nsa
de urna cinta com borla encarnada para aportar
as calsas, natural de Santa Anna do Matto na
provinciano Rio Grande do Norte, para oride talve
queira ir, tambem muito desembaracado no fal-
lar. Recommenda-se aos mapires de barcaca (u
ir
ser generosamente gratificado.
qualquer pessoa que o agarrar, e levar a rua
3 Trapiche n. 4 ou a bordo do referido navio que
Acha-se fgido desde domingo de entrado o
moleque de nome Tito, eom SI annos de idade
estatura regular, olhos alumnados, com todos as
dentesj esperto e bem fallante, tem no estomago
urna cicatriz de urna queimadora pequea, tem
um dedo da mao direila aleijado em consequencia
s um pauaricio ; e o p esqnerdo mais grosso
do que o direito : quem o apprehender leve o aos
Afogados, casado Dr. Jos Roberto de Moraes
Silva, que indicar a casa de seu senhor,
compensar generosamente.
_e
que re-
Fugio do engenbo Guararapes um mulato de
nome Affonso, alto, olhos amortecido!, cor bastan-
te retinta, ps grandes o chai. -alca
de brim branco tem
sido visto aqu no Recife ped ipitaesoe
cam traveeaa do Q>
^^H ^^^^^^^^Hpho, so receui-



8
IJTTERAtRA:

Os uarampet.
ODE.
These times are past.......
Ths scenos I must retrace alone"
Lord Byron.
Eis-ms ante vos tremendos Guararapes!
onda quebrou-se outr'ora longo orgnlho
da assoladora Hollanda;
onde por duas vezes vio-se a lata,
ora que os no sos guerreiros se tornaram
modernos Cenmanos
que aos estranhos vingar a injuria sabem.
Ku, viajr ignoto nestes campos,
no patrioamor accezo o peito tendo,
vos salvo agora e sempre I
Pernambuco se ufana de possuir-vos ;
e os filhos seus orgulham-se de ver-vos
co'a fronte para as nuvens,
romo o grande Hymalaia altivo e forte!
Em vos vendo recordo-me dos feitos
dos guerreiros de outr'ora valorosos,
do Pernambuco filhos;
sim, recordo-me agora desses vultos,
que na luta morreram, defendendo
da patria a causa santa,
cu jo sanguc inundara os vossos campos!
Foi aqu que mostraram-se possantes
Negrearos. Camaro, Vieira e Dias,
Menezes e Cardoso!
Sim, aqu foi que a Hollanda out'dra altiva
deplorava talvez por muito tempo,
osgeneraes valentes,
que morreram do Silva forte espada !
01) I digam Kever, Authim < Sigismimdo,
o poder, que abateu-os para sempre;
digam Hus e Vanelles,
que morreram no campoamedrentados
como o Pernanbucano medir sabe
as suas armas de honra,
e'os valentes hroes de estranhas trras I
Diga Briuck tambem, que jamis soube
se eram feitos de ferro o peito e os bracos
dos brazileiros fortes!
Diga Eltz no fumo dapeleja,
se Vieira era homcm ou plianlasma,
quando empunhava a espada
c na iuta prodigios ia obrando !
Mas p'ra que recordar-me dessas eras
cheias de mil triumphos, que nao morrem
.da brasileira historia?
Para que revolver as cinzas nobres
dos Andrades, Fagundes e Fernandes,
Borges e Figueira,
quando a fama immortaes fe-Ios pr'a sempre?
Guararapes! nao morre o nome vosso !
sempro, sempre ser ante a memoria
dos brasileros livres.
que se presara de ser da patria filhos :
Guararapes Irepcte o imperio todo
e juntamente a Hollanda,
lamentando o triumpho que perder!
Ohl aqu foi que Alfonso se arrojara
entre bailas de p e fumo cheio,
na luta encarnizada;
sim, aqu foi que intrpido e valente,
arrancara do esercito inimigo
o trmulo estandarte,
que espalhara o terror por todo o campo!
Ufas basta de cantar lyra minha 1
Guararapes! nao morre o nome vosso
das paginas da historia!
Pcrnambuco se ufana de possuir-vos,
e; pr'a sempre lembrar-se a gloria vossa,
basta dizer o nome,
osso nome na Europa to sabido 1
Ah f no canto, que agora me inspirastes,
mi jamis poderei fazer-vos grande,
bem como Pernambuco 1
mas se acaso elle dorme que descanea
no valor dos seus lilhos to queridos
e nunca esquecer hade
vosso nomEpopciaque nao morre!
vos Pernambuco sempre forte!
Patria minha querida e lesejada,
que o be reo me embalaste,
recebei este canto cmbora fraco!...
Eu quizera elevar-vos, mas nao posso...
E' frgil minha lyra
e acanhada tambem a minha muza!
Marco de 1868.
Eduardo de Carvalho.
Diario de Pernambuco Segunda feira 26 de Abril de 1869.
deacobrio
a industria
Do progresso
RF.I'NIO LITTERAMA PUBLICA.
Discurso do Sr. Labonlaye
(Conttnuaco.)
Quanto a elle, todos os tomos, que
oompem a natureza, elevam-se, por um
progresso infinito e expontaneo, at oDeus
supremo, que os atrahe pelo seu amor.
Poder-se-lhe-ia fazer a seguinte objecc5o:
como que a trra nao est ha muio tempo
no paraso, urna vez que todos os mono-
dos elevam-se al Deus ?
Mas a essa objecco elle respondera com
a sua theoria do infinito, visto como ha
mvriades de seres, que successivamente
recebem existencia, enosobrigam a perma-
necer muito longe do paraso.
Essas eram as theorias que se enca-
minhavam at as ideas do progresso. En-
contrare tambem essa idea muitas vezes
proferida sob a forma da vida com as suas
dTerentes phazes, a infancia, a mocidade,
a virilidade, e a velhice, com applicaco
a esses individuos collectivos, chamados
povos.
Ha nisso urna certa noc5o de progresso,
misturada cora a idea de que o homem a
medida de todas as cousas. Turgot, ao
contraro diss^, tomou am outro ponto de
partir.
Todava nao se deve ajuizar de Turgot
Bracamente pelo discurso que elle proferto
ha vate e tres annos; necessario julga-lo
pela obra.que elle quz fazer, obra que se-
na a coasolac5o de urna velhice, qual elle
nao pode chegar.
A sua theoria se acha na sua Vida es-
cripta por Condorcet:
Eis-aqui a deia de Turgot: O in-
dividuo nasceu lvre e dotado de razo.
Por um bom uso de sua liberdade elle
aperfeicoa-se e torna-se melhor. Nao du-
ridoso que o mancebo tem mais intelgen-
cia vontade e activi lade.do que a enanca;
assira como que o homem maduro pode
fazer uquillo que nao faz o mancebo.
O individuo extingue-30 propore&o que
envelhece, porm aquillo que elle
parece com elle, a veidade que
nao o acompanha no tmulo;
que elle fundou o sobrevive.
Ha portante', urna heranca de verdades,
de raelhoramentos physicos, inoraes e in-
tellectuaes, que o patrimonio commum oa
humanidade cada geraco mais rica e
instruida do que a geraco que a pio-
cedeu. ..
Ami quehojo cria o filho, noproiga-
lisa-lhe mais ternura do que a mi de ha
rail annos atraz, porm a de hoje e mais
intelligente, conhece melhor quaes as con-
dices do hvgiene para esseente que educa;
elia conhece mais como deve formar-lhe o
coracao e o espirito, porquanto sabe que o
prepara para urna sociedade, na qual a
propriedade e a vida nao estao ameafadas
e em perigo.
Ha condlcoes de bem estar que ao exis-
tiam outr'ora ; um grande cabedal de co-
nhecimentos. que a penas disperta a nossa
indifferenca, pelo habito em que estamos
de comtemplar a civilisaco, abalara singu-
larmente um indio da America, se fosse
possivel arrancado das florestas, e transpor-
tado a Europa.
Quaes sao esses me Ihoramentos? Pri-
raeiramente temos os mdenaes.
Parece natural o encontrarmos .granaos
ras calcadas, e muitas estradas de ferro;
mas quem foi que fez tudo isso ? Homens
que vieram antes de nos, e outros que sao
nossos conteporaneos.
E' isso urna heranca que legaremos
nossos filhos. Talvez que elles nap nos fi-
quem muito gratos por tal, visto como dei-
xamos-lhes a conta sem estar paga ; mas
isso nao seno urna particularidade, ao
passo que inegavel trabalharmos. hoje no
mundo material, com todas as forcas das
geracSes que nos procederam. Nao se fez
urna nica descoberta, a da gravitafiSo, a
do calor, ou a do vapor, invences antigs
ou modernas, que nao nos pertenca pefo
direito de successo.
E, por exemplo, se vos parece urna cousa
simples o termos hoje livros, foram preci-
sos seculos para conseguirse fazer um al-
phabeto, antes de imagnar-se que se po-
derla representar os sons por meios de
signaes. Os primeiros homens escreveram
com hieroglyphos, ou, como os chinezes,
por meio de pinturas.
Quando quera fallar de urna casa, pinta-
vam urna casa.
Foi necessario, que, um dia, flzesse a
revoluco um homem mais intell'geBte e
mais capaz do que os outros, de sorte que
hoje, o menino que aprende o syllabaro.
nao presume que o herdero de urna ri-
queza enorme, possuindo esse livriaho, que
talvez o faca chorar.
E quanto tempo permaneceu-se senijque
houvessem algarismos?
Esses algarismos t5o commodos, e de
que tanto nos servimos, urna invengo re-
cente ; e, como essa, muitas outras cou-
sas. Por essa maneira os progressos ma-
leriaes incessantes aproveitam a todas as
geracoes, com a nica condico, de serem
ellas sensatas, para poderem viver em paz,
por isso que a guerra e a revoluco so-os
grandes destruidores dos progressos ma-
teriaes.
Quanto ao progresso inlellectual, esse
tambem tem|sido immenso e se ha desen-
volvido de idade em idade.
Quando se v tantos annuncios de metho-
dos novissimos de leitura simplificada, ou
de escripta em vnte e quatro lico"es, nin-
guem acredjta que os annunciantes sejo
bemfeitores do genero humano ; entretanto
se um homem podesse abreviar o tempo
da leitura esse homem faria um servi;o
igual ao daquelle que inventou o alpha-
beto.
Qualquer methodo simplificado, qualquer
meio novo de instrueco, lodo processo que
sirva para levantar o espirito do homem,
urna riqueza concedida pela geraco pre-
sente s geracoes futuras.
Hoje, por exemplo, e eu nao quero pro-
curar os meus exemplos em oras remotas,
o que que procuramos fazer aqu ? pro-
curamos fundar o direito de reunio, natu-
ralisando em Franca essas Icituras publicas,
que, nos outros pazes, sao meios incessan-
tes de despertar o espirito.
Sem duvida urna leitura publica bem
pouca cousa em s ; e nnguem se persuada
que frequentando estas palestras ficar sabio,
mas nunca se sahe de reunies semolhan-
tes sem o desejo de esludar as questoes
sobre as quaes versaram as conversaces ;
sem a vontade de comprar livros que tra-
tem dellas; e, naquclles paizes onde existe
maior numero de leturas publicas, ven-
dem-se tambem mais livros e l-se mais.
Procuramos, portanto, introduzir em os
nossos usos esta instituieo, que tem as-
sustado a tanta gente, e que, quanto a mira,
parece ser cousa muito innocente. Os nos-
sos filhos berdaro essa boa pratica, e di-
ro : como os nossos pas erara tolos, era
terem medo do direito de reunio I Ingra-
tos, lhes diremos nos ; se nao tivessemos
feito os ensaios, expondo-nos as zombarias
e ataques, por certo que nao gosarieis dessa
heranca 1
E elles faro como todos os filhos, go-
za rao do patrimonio legado, e continuado
a ser ingratos.
Qaanto ao progresso moral, essa urna
das cousas que eu menos comprehendo ;
acredita-se muito que a moral foi perfeita
desde o primeiro dia do mundo.
Seguramente o germen esta va lancado
ao coracao do homem, como o germen de
todas as verdades, mas somonte sa pode
aperfeicoar essa moral trabalbando-se sobre
si mesmo, e os exemplos que apresentei
em principio assaz o provara.
Ha um esforco constante do homem sobre
o seu proprio coracao, que aproveita nao
smente a geraco que sua, como tam-
bem as geracoes que o tenham de substi-
tuir.
Um exemplo: Nao ha cem annos, du-
rante o reinado de l.niz XVI, que segura-
mente foi o rei mais bsmfazejo que levo a
Franca, no hospital collocavam dous doen-
tes em um mesmo leito, lado a lado, de
sorte que, morrendo um delles, o outro
leria de permanecer o resto do 4ia junto
de um cadver. Hoje nos revotano-nos
com um fado semelhante, e que felizmente
j se nao repele. A quem devems egse
raelhoramento ? Aos mdicos, a -ases que.
protestaram, fazendo ver o que havia de
cruel em a tal estafo de coasas, que en-
traUnto coQsidoratii-se com i&dflwoca,
glorificando-se aquellos que o faziam de tar
raanho acto de humaaidade.
Nao era amente o trogtqsiQ jttoral, io
lellectual e material o quanto Turgot pie^.liior condicSo. E aquttlo
senta; elle antevia tambem o progresa i cupaYa^o em 1793, e "
poltico, acreditando que, medida que Hto escrever, era a ausencia
mor rmiiiv*"- b rpimu que mais preoc-
rTnnika Am 47ft:i. a faza esse homem tan-
tt
espirito se eleva, ello chega aocflnhecimen!
to das condicCes mais jnstas m urna for-
ma de governo.
Assim como para a moral elle va um
progresso perpetuo, c ingenuamente diza,
que os corrompidos do sea seculo, nos
seculos precedentes sariam capuchinho^.
couaa bem pouco lsongeira para esles, da
mesma forma para a poltica elle esperav
demonstrar que a liberdade, a igualdade
fraternidade palavras postas na circu
pelos economistasseriara um dia a pir-
tilha de todos. Foi elle que, como minis-
tro pedio e estabeleceu a liberdade com-
raercial. a dos sereaes, e que tambem lber-
tou a trra da servdao a que eslava con-
denmada. Foi elle que quiz, espalhando
urna melhor edutaco, ensinar a todos os
homens os seus direitos e deveres, foi fl-
nalmeote elle quem pedio que, por meio
de reformas intelligentes, se melhorasse a
condcSo do pobre, fazendo delle um tra-
b:'lhador activo e independente.
Es-ahi o grande pensamento que Jurgot
sustentou durante toda a sua vida. Se
alguma vez um homem abrazou-se de amor
pela humanidade, e pode em urna curta
vida, annunciar idea/que deviam dominar
o futuro, fazendo reformas que teriam evi-
tado a revoluco," esse homem foi Turgot.
Elle encontrou ara Luiz XVI o apoio de que
tem sempre preciso um homem de bem
quando ministro. Infelizmente a fraque-
z do. rei abandonou-o no momento em que
elle acabava de emancipar a industria.
Pois bem, tal a nossa ingratido, que
nos que vivemos do pensamento de Tur-
got, ainda nada fizemos por elle.
Ha pouo lempo um jornal propz que
se levantasse urna estatua a Turgot. Creio
que o numero dos subscriptores apenas
chegou a 12. Se Turgot tvesse feito como
os normandos, seus antepassados ; se t-
vesse andado a cavallo com um grande
sabr, a retalhar mulheres e crianCM, pi-
sando as populaces cora as patas do seu
ginete, ha muito tempo que elle teria es-
tatuas em todos os quatro cantos da Fran-
ca.
E' um progresso que arada nos resta
inaugurar, esse que nos ensina a regular
a nossa admiraco. E' necessario que um
da erga-se um Pantheou, no qual, baja
muito espaco para aquelles que morrem
pelo seu paiz, os quaes, por certo, raerecem
o respeito e a admiraco de todos ; mas,
nelle tambem haver um lugar, e muito es-
pacoso,.para todos aqoelles que se tem
taram pessoa.alguma, e que nao smente
fizerara viver as geracoes presentes, mas
que tambem prepararam o bem estar das
geracoes porvndouras.
Turgot morreu com cincoenta e quatro
annos, dexandodous discpulos, dous apos-
tlos, que, entre si dividiram a tnica do
mestre. Um era Dupont de Nemours, que
na sua Vida de Turgot mostr todos os
melhoramentos econmicos e sociaes que
intentou realisar aquello genio bemfazejo ;
o outro foi Condorcet, que recebeu em par-
tillia a heranca philosophica do mestre e
procurou dar um corpo ao pensamento de
Turgot.
Condorcet urna das mais extranhas
figuras do seculo XVIII, e ao mesmo tempo
urna das mais sympathicas. t
Era um homcm, que, sob um exterior
fro e adornado de cabellos embranqueci-
dos antes da idade, occullava urna arma
de fogo.
De Alembert, que o conhecia bem, cha-
mava-o um vulco coberto de nev.
Condorcet, o amigo de Turgot, era um
desses homens, que diflicl fazer vergar.
Membro da academia das sciencias, foi
elle encarregado de fazer o elogio do du-
que de La Vrilliere, elle recusou um tal
encargo, dizendo que semelhante homem
havia passado a vida assignando ordens de
priso. Maurepas o primeiro ministro in-
sisti, e Condorcet reausou com risco de
perder-se. Elle era to austero com os
amigos, como com os inimigos, e nisso ha-
via muito merecimento,
Um da que Voltaire enviou-lhe para in-
serir cm um jornal, urna carta na qual, em
um-momento de colera, elle punha Mon-
tesquieu abaixo de Aguesseau, Condorcet
recusou essa extravagante mensagem, e
Voltaire, que, quando eslava as boas tinha
um grande bom senso, approvou o acto e
agradeceu-lhe.
Condorcet trouxe para a revoluco as
suas ideas de melhoramento universal, e,
entre essas ideas, urna das que elle culti-
vava cora mais empenho, era a da igual-
dade de direitos polticos para as mulhe-
res.
Sobre isso elle escreveu tudo quanto se
tem dito de mais sensato, rasoavel e elo-
quente. Elle foi amigo dos girondinos ;
encarregado por elles de fazer urna cons
tituco, quando os girondinos cahiram
Condorcet participou das mesmas perse-
guices. Elle era um homem to innocen-
te, apezar da paixo e ardor que lhe eram
proprias, que quzeram poupa-Io ; mas,
como elle leve a desgrana de desagradar a
um capuchinho secularisado, Chabot o de-
nunciou, e Condorcet foi votado a proscrip-
co e a morte.
Elle procurou m asylo m Paris e en-
controu-o em casa de urna Sra. Verney,
cujo nome merece ser guardado pela pos-
teridade. Sem esperancas, esperando a
morte, elle pensou algum tempo era fazer
urna memoria justificativa de sua vida, po-
rm para logo banio um tal pensamento,
porque, tendo soffrido pela liberdade, elle
deixava em suas obras quanto era mister
para a posteridade fazer-lhe jastica. Com
tudo, elle tinha entre mos urna obra que
jurou completar, era o livro que Turgot
deveria fazer, e que o teria collocado cima
de Montesquieu, se a morte nao impedisse
que elle deixasse-nos esse trabalbo. Con-
dorcet quiz realisar a ultima vontade do
seu mestre ; proscripto, smente pensava
em urna cousa, que era tracar o quadro dos
progressos do espirito humano. Elle nao
tinha livros ; a sua vida estava ameapada ;
escrevia com um punho febril esses Esbo-
cos sobre o progresso do espirito humano,
que urna obra hoje muito pouco lda,
sendo entretanto muito digna de attenco,
visto como nella se eocoatra o pensamento
de Turgot unido ao de Condorcet.
Depois de baver mostrado como a espa-
cie humana educou-se a .pouco e pouco,
Condorcet, ao altimo capiulo, estudou as
progressos fulares do espirito humano.
Com urna sereradade phylosophica, esse
proscripto conta o que necessario fazer
para que a humanidade gose de ama aei
da igualdade
da liberdade no mundo 1
Elle contava com o prximo triumpho da
liberdade, e indagava coaw que a igual-
dade poderia se estabelecer.
Elle va aquio que, sobretudo na Franca,
tanto separa os homens, aquillo que elle
denorainava, a desigualdade d riqueza,
desigualdade de condico, e desigualdade
de instrueco.
A desigualdade de riqueza parecia-lhe
um phenomeno natural ; mas um pheno-
meno que se poderia conter era cstreitos
limites. Elle laraontava cora razo que
fosse a le que favorecesso a desigualdade
cora os direitos de primognitora, 3ubsti-
tuices, monopolios, agiotagem, e tantas
outra invences humanas, que irapediam o
trabalbo de ser bem succeddo, fazendo
urna condico mais dura aos homens, que
queriam se elevar.
Ao contrario, em nm paiz onde as leis de
desigualdade nao existissera, onde o traba-
Iho fosse mais fcil c a propriedade mais
accessivel, far-se-ha um certo nivel nao
riquezas, conseguindo-se evitar a extremo
opulencia, e a extrema pobreza.
O que elle chama desigualdade de condi-
co, o que nos chamariamos desigualda-
de de ponto de partida.
.Hoje o que mais d na vista, que o ho-
rnera que apenas tem os seus bracos, ainda
quando instruido e dotado da melhor von-
tade, luta com o maior trabalho para se
elevar; e, se a doenca o prestra, e a mor-
te o arrebata elle deixa sera recursos urna
vuva e orphos, abandonados caridade
publica. Esses problemas que nos julga-
ios haver inventado, e que hoje nos oceu-
pam, j raereciara os estudos de Condorcet
e o remedio que elle encontrou foi o mes-
mo que hoje preconisamos: seguros de vida
e estabelecimentos de crdito.
Entretanto aquillo que mais inquietava o
philosoplio era a desigualdade da instrue-
co. Elle sentia que ah que est o gran-
de problema da democracia; o problema re-
solvido, ou quas resolvido na America.
Elle sentia que emquanto existirem ho-
mens incapazes de reconhecer se se lhes diz
ou nao a verdade, nao deixaro de haver
incantos e charlates; e por isso procura-
va, quanto era possivel, dar ao povo urna
edueaco bstante para que cada um ficas-
se em estado de conhecer as verdades pri-
mitivas, as verdades maraes e polticas, que
to^nam cada homem o senhor do proprio
destino. Elle dizia: Ha tres especies de
charlates: os que querem enriquecer-nos,
os que querera curar-nos c os querem s 1-
var-nos. Os primeiros levam-nos o dnhei-
ro, os segundos a sad, e os ltimos a li-
berdade.
Pde-se chegar a educar urna nacjio ? Con-
dorcet o acreditava, e o exemplo dos Esta-
dos-Unidos mostra que com effeito, um
povo que seriamente se oceupa da educa-
Co (e eu chamo assim um povo que faz urna
revoluco no seu orcamento) o exemplo da
America, digo eu, ahi est para provar que,
com semelhantes sacrificios, e associando-
se todas, pode-se resolver esse problema,
fazendo com que nao hajam nem engaa-
dos nem engaadores, e que todos sejam
iguaes e cidados.
Quando Condorcet terminava estas pagi-
nas teve noticia da le dos suspeitos, de
1794; havia oito dias que elle estava occul-
to em casa da Sra. Verney. Nossa le pre-
ceituava-se que todo aquelle que occultas-
se um proscripto seria condemnado morte.
Elle quiz sahir, porm, a Sra. Verney o
obstou.
t Eu estou fra da lei, lhe disse Con-
dorcet. Eu, porm, que nao estou fra
da humanidade, replicou-Ihe a Sra. Ver-
ney.
Apezar desse combate de generosidade,
Condorcet evadio-se, trajando urna pessima
l, vesta, e um chapeo velho, e dirigo-se ao
campo, onde deveria encontrar um amigo.
Este, porm, l nao estava; Condorcet oc-
cultou-se na floresta, e, urna manha, mor-
rendo'de fome. entrou em urna estalagem,
era Claraart, e pedio seis ovos fritos. A es-
taladeira olhou para esse homem de longa
barba, semblante abatido, e trajes espeda-
Cados, e perguntou-lhe quem a pagara.
Condorcet puxou pela carteira para mos-
trar que possuia assignados; essa carteira
nao era a de um camponez. A asialaja-
deira o denunciou e elle foi preso.
Tal era a fadiga que elle experimentava,
que um aldeo emprestou-lhe um cavallo,
sobre o qual o atiraram, como se fosse um
fardo. Por essa forma o conduziram at
Bourg-la-Reine. Encerraram-no na sala da
muiicipalidade, e no outro dia o encontra-
ram mortocom Cabanis eLomeniede Brien-
ne, o aBtgo ministro, que partilharara com
elle do mesmo veneno.
Assim morreu com cincoenta annos um
homem que so teve iotencoes rectar, e que
jamis pensou era outra cousa que nao fos-
se melhorar a condico da Franca. Mas,
elle procurou a morte, por isso que teria
evitado-a se se associaesse aos vencedores;
sempre o recusou.
Em casa da Sra. Verney, onde esteve oc-
culto, fez alguns versos, que poderiam ser-
vir de inscripcao ao seu busto, no dia em
que edificar-se o Pantheon, de que ha pou-
co fallei:
? Disteram-me: escolhei.ou viciimaoualgozl
' Eu quero a infelicidtide, pertenca o crinu a vas.
Depois de Condorcet, deparamos com
dous escriptores, cujos nomes ficaram ca-
ros Franca, os^quaes tambem reergueram
a idea do progresso. E' Mrae,'Sel e Ben-
jamn Coostant, ambos reciarios das mes-
mas ideas de Condorcet, e convencionados
de que o progresso nao pode fazer-se se-
ao por intermedio da liberdade e ambos
esses escriptores viviam em um tempo no
qual apenas se conhecia o progresso da a.-
tilbaria. Ambos preferam o exilio e a
proscripeo ao abandono de suas ideas.
. Nelles conservo-se o fogo sagrado, e
o ardor pelas doutrinas liberaes, que, suffo-
cadas durante o imperio," devia, em 1814,
reapparecer e consolar a Franca. Emquan-
to neste paiz existirem homens amantes da
liberdade, elles nunca devero pronunciar,
sero com muito respeito, o nomo de Slael,
verdadeira patriota, sincera amiga do pro-
gresso. Se elia nao deixou herdeiros do
seu nome, ao menos deixou herdeiros do
seu espirito, e este, que hoje nos preside
neto de Mm. Stael. Elle pode achar na
sua familia um brazo justamente glorioso;
elle temumpaia Franca inteirarespaila, que
Nnguem arada se olvidou do joven par que,
en 4845, alo qaiz coademoar a Ney, a pa-
trk>quae18l9,defendeualei da impren-
sa, a mais kberal das que tea figurado nos
Hsos cdigos; o defensor da Uberdade
dos negros, e que to valentemente comba-
teu pela dos brancos. Entretauto, por mais
Ilustre que seja esse ramo da sua arvore
geneologica, a outra, pnde ha smente um
nome, conserva as duas em equilibrio, por-
quanto se aa historia ha algum cspetaculo
digno de attenco, o dessa roulher, que
s e abandonada, apena* armada de ma
penna, dava cheque aNapoleo, fazendo-o
estremecer.
Mme. de Stael e Benjamn Constant eram
dous amigos da liberdade; como elles foram
Turgo e Condorcet, e o sero todos os ami-
gos do progresso. E a razo porque,
como ha pouco muito judiciosamente dizia
o nosso presidsnte, o progresso nao mais
do que liberdade em aeco e sob um no-
me diverso.
O homem nao recebe de fra a sua per-
feico; o individuo aperfeicoa-se interior-
mente; todas as suas faculdades pbysicas,
intellectuaes e moraes se desenvolvem pelo
seu livre esforco.
Tirar de si tudo quanto Deus nos conce-
deu, empregando forca e vigor, aperfei-
coar-se, e o progresso da sociedade o pro-
gresso do individuo.
Nao crivel que urna sociedade progrida
quando o individuo retrograda. O que
exprim a palavra sociedade? Urna collec-
Co de individuos; o progresso do cidado
que faz o progresso do paiz.
abrir dos olhos e ver as cousas como ellas
Pouco mais ou menos se nos diz o
seguate: ^
Pare os olhos, que hchergar melhor.
Na verdade um conselho diflicl de accei-
tar.
Quanto ao progresso moral, costana di-
zer-se : eu prefiro que mea fltho seja antes
um homem de bem do qpe um sabio. Co-
nheci ura sugeito que era um traante ape-
sar de muito instruido.
Pois que! aconsciencia di minu pro-
porco que os conhecnentos crescem ?
Seria crivel que se julgue ser sempre infal-
livcl a resposta qutfnos d a consciencia ?
Sem duvida ella nos diz ; fazes ou nao fa-
cas tal cousa, mas essa consciencia, quando
nao fr esslarecida, pode muitas vezes acon-
selhar-nos mal.
A consciencia nao a seiencia. Os maio-
res criraes do mundo foram commettdos
por pessoas muito honestas, que escutavara
a voz da consciencia:
Faltava-lhes pena a luz. Todas as guer-
ras de religio foram feitas por homens que
persuadiam-se ter o direito de matar o pr-
ximo, em nome da verdade, e em compri-
mento da primeira lei do Evangelho.
Era/n pessoas quelraham urna consci-
encia inteiramente resoluta, mais que nao
eram esclarecidas.
Conta-se que, depois do concilio de Cons-
Issoo que deve animar aos mais humil-, ta^ ,qUando Joo Huss eatava sobre a
des de entre nos, todas as vezes que defen-
dermos urna verdade ou urna liberdade.
Acontece com a civilisaco o mesmo que
com esses grandes carros que rolam pelos
caminhos de ferro: quando urna locomotiva
nao os puxa, vem puxa-los ura grande nu-
mero de erapregados. Esse offlcio perten-
ce a cada um de nos, e, embora modesto,
necessario desempeaha-lo com coragem.
Se entre nos algum apparecer to possante
como urna locomotiva, tanto melhor para a
humanidade; mas emquanto esse nao ap-
parecer cada um empurre com toda a sua
forca e deixemos que Deus faca o'resto.
Essa theoria do progresso encontra ainda
alguns adversarios, os quaes sao tanto mais
respeitaveis quanto apparentara defender
urna especie de verdade. E' que elles nao
reparam que a verdade aqu tem tres faces,
e preocupados apenas com a do progresso
material, elles dizera: obtenhara o progres-
so das riquezas, e tero o progresso da cor-
rupeo i foi o luxo que perde os imperios,
o luxo que perde as sociedades. Bacio-
cinando por semelhante forma elles nao pen-
sam absolutamente mal. Ha sociedades que
se arreuinam pelo luxo; outros perecero
inteiramente pelos excessos delle; maso
que que tem isso c m a riqueza? O que
vem a ser o luxo ? Sinto grande difliculda-
de querendo defin-lo, por isso que tenho
ouvida vinte ou trinta definices. Se eu
pudesse arrojar urna, dira que o luxo
o abuso egosta da riqueza.
Assim, sem querer offender a ninguem,
eu li esta manha era um jornal, que a in-
teressante cantora Patti, estreiando em S.
Petersburgo fez com que. toda a nobreza
russa lhe lancasse aos pos ramalhetes de
camelias, calculados quatro francos cada
flor, ou vinte mil francos pouco mais ou
menos. Seguramente nada tenho a dzer
contra isso, visto como no sou um purita-
no, e tanto mais adiando que a Sra. Patti-,
justamente considerada, digna das home-
nagens devidas a urna grande artista; em
minha mocidade, eu teria o mesmo enthu-
siasmo, que apenas traduziria por muitos
bravos, visto me ser diffiGit lancar-lhe aos
ps urna to grande profuso de camelias.
A cultura dessas flores, talvez tenha gran-
de importancia a Bussia, mas eu suppo-
nho, que ha cultura mais necessaria nesse
paiz, e, quando existe um povo to mise-
ravelcomo o russo, nao ser melhor empre-
gar o dinheiro em civilisar os pobres tnou-
giles, do que em atirar camelias aos ps de
urna cantora, por mais admirada e respei-
tada que esta seja ?
E\ por causa da raiva que motiva o luxo.
que se ataca tanto a riqueza; e essas mes-
mas razoes determinam os ataques contra a
propriedade, ataques to infundados como
os outros.
Aqui desta tribuna j se condemnou a
propriedade, pretendendo-se serem os ri-
cos causadores das mizerias d is pobres.
Ser certo que a riqueza a origem de to-
dos os nossos males ? Aquelles que criti-
cam a propriedade querero supprimi-la?
Outr'ora, quando se atacava a proprie-
dade dizia-se ao proprietario: Betirai-vos
para um convento, e l seris alimentado
pao e agua durante o resto de vossa vida.
Hoje quer-se destruir, nao a propriedade,
mas os proprielarios, o que muito diffe-
rente. Acreditam que conseguindo-se su-
primir os proprielarios far-se-ha a fartura
de todos os cidados.
E'urna grandissima illuso; os verda-
deros economistas querem o bem estar ge-
ral, respeitando todos os direitos.
Elles querem dissemnar a riqueza,' nao
subtrahindo-a daquelles que a possuem,
mas creando novas riquezas, propagan io a
instrueco. E como se pode espalhar a
instrueco ? Com o dinheiro. E como fa-
cilitar o crdito ? Com o dinheiro. Esse
maldito dinheiro cousa essencialmente ne-
cessaria, de modo que aquelles que querem
destruir a riqueza nao reparam que, ss elles
realizassem esse pensamento, o mundo iria
s cambalhotas.
E' portanto, preciso dizer que a riqueza
boa ou m.seguudo obomou mo uso qae
della se fizer; por isso que atacar a riqueza
em si, um erro inqualilicavel.
Se amanha podessemos fazer a todos
proprietarios, por certo que as cousas nao
iriam mal; assim pois nao a propriedade
a causa de nossos males.
Quanto ao progresso inlellectual, muitas
vezes se diz: Ides instruir o povo, e o per-
deis com a meia instrueco que elle re-
cebe.
Por essa forma, o nao saber cousa al-
guma d o privilegio de tudo conhecer, e a
posse de todas as virtudes. J ha muito
tempo que Mirabeau disse: Tomem senti-
do : querem conservar o povo na ignoran-
cia, e ois vos os que de veis ter mdo ae
tal. Com que facilidade um animal bruto
torna-se animal feroz?
A instrueco, sem duvida, tem os seus
defeitos, e claro que, se ninguem soubes-
se escrever nao haviriam falsificadores, as-
sim como evidente ^ue, piando todos
souberem lr, nao haver um assassino
que nflo seja omlioaem instruido.
Como que um homem pode ser algnma
ceusaae elle alo canhecea-venlade f Acre^
ditar-s-ha que o instincto eoadaz o homem
tanto mais aefpraweata qaaato alie eagof
B o que vem a ser a iastruocSo, serlo o
fogueira, elle vio urna boa malber earregar
urna acha de lenha, edepo-la na fogueira
onde ardia o hereg. A pobre mulheres-
cutava a sua consciencia.
Joo Huss, perdoou-lhe e, rgueodo os
olhos para o cu, exciamou: O santa sim-
plicitas !
Essa mulher poderia ser urna santa, po-
rm, se ha santos ignorantes, nunca hou-
ve santa ignorancia, e a ignorancia o que
convem banir a todo o preco.
Na enumeraco daquelles que defende-
ram o Drogresso, seria injusto nao citar um
homem, queden a essa mapopularidade, Saint-Simn, que disse:
A dade de ouro, que urna caga enanca
colloca no berco do mundo, nao se acha
atraz, mas sim adianto de ns> Porm
Saint-Simn nao foi o inventor dessa dou-
trna, por Uso que ella jcaminhava muito,
quanto elle escreveu
De 30 annos para c, pde-se 'dizer que
a idea do progeesso tem avaneado que ho-
je smente temos um erro a combater ;
esse erro aquelle que a pouco indiquei,
e que faz do progresso urna lei fatal. O
progresso nao assemelha-se de nenhuraa
forma a um trgm de caminho de ferro.
L, cada um em seu carro, se oceupa do
que mais lhe agrada; este joga, aquelle l,
esie outro pensa, e todos caminham e che-
gam a um termo commum.
O mesmo nao acontece com as cousas
desta vida ; nos nao temos forca que nos
arraste ; nao ha progresso seno quando
queremos faz-lo.
Nao a trra que muda, somos nos.
Antes de terminar, pois estou receioso
de fatigar-vos, desejo mostrar cerno a idea
do progresso mudou completamente o modo
de encararmos a vida. Hoje essa idea,
confundida com todas as nossas aeces e
pensamentos, sera que tenhamos consci-
encia de tal, d um aspecto novo exis-
tencia.
A vida, com a doutrina do anniquilla-
mento universal, tum alguma cousa de tris-
te ; mas, com a perspectiva do progresso,
acha-se alguma cousa de rsonho e .conso-
lador.
Damos maior apreco vida porque sen-
timos que o progresso nao existe fra da
associaco, pois elle precisa da solidarie-
dade que nos une uns aos outros. Dahi,
urna sensivel differenca na philosophia,
na poe-ia e na propria religio, ou antes,
na theologia.
Parajulgardes bem disso, peco permis-
so para citar uns trechos de Bossuet, os
quaes eu vou encarar sobre o ponto de
vista moral, e nao sobre o aspecto theolo-
gico.
Em ura sermo, pregado em Meaux,
no dia de Paschoa, Bossuet querendo ex-
plicar-nos o que a vida, fez o seguinte
retrato:
A vida humana semelhante a um ca-
mnho, em cujo termo se acha um precipi-
cio. Somos avisados de tal, logo ao pri-
meiro passo, porm a lei est pronunciada,
e necessario caminhar sempre. Quero
debalde retroceder: Camraha, caminha I
Um peso invencivel, urna forca supe, .cr nos
impelle, nao ha remedio seno caminhar
sempre para o precipicio.
Quantos trabalhos e fadigas! Se eu po-
desse evitar o horrivel abismo ? Nao,
preciso caminhar e correr I Entretanto ha
o consolo de observar, de lempos em tem-
pos, objectos que distrahera e ao mesmo
tempo v-se cahir todos esses objectos que
observamos I Estrondo horrivel e inevita-
vel ruina I E se a alegra desponta, por
que, na passagem, colhemos algumas flores,
ellas emmurchecem ao entardecer, e os
fructos amargam apenas os provamosJ to-
petudos sempre, o abysmo apresenta-se
ante nos. Tudo comeca a desmaiar, os
jardins sao menos floridos, as flores menos
brilhantes, as eores menos vivas, os pra-
dos menos rsonhos e as aguas menos-cla-
ras. Tudo escurece e torna-se sombro,
a sombra da morte, que j se prqjecta as
proximidades do fatal precipicio! Nao ha
remedio seno chegar ao despenha
deiro. Mais um passo, e, embora o
horror faca turbar o espirito, entontecer a
cabeca e deslumhrar vista, preciso
progredir. Como voltar agora, se nao
ha meio, se tudo est destruido e anniqul-
lado ? Esse caminho a vida; esse abys-
mo a morte I
Certamente, senbores eu nao tenho a
pretoncao de lutar em eloqueacia com Bos-
suet, e esse trecho um dos mais bellos
pedacos da litteratura franceza; mas eu
direi que Bossuet vai muito longe, e que
a sua doutrina o desespero.
Ora, a religio a que elle pertencau^ri-
gio em virtudes a f, a esperanfa e o amor,
e por forma nenhuma o mdo.
A seguirmos a doutrina de Bossuet,ao
ha senio um partido a tomar, que. bus-
car a salvaco em ura convento; aaaaldjco-
aado esta vida, onde tudo desespero;ou
eatao fazer-se a gente epicursU e dizer;
Urna vez que todo tem de pereaer id#pois
de nos, esperemos folgando, e nlotos in-
quietemos com, o taimo.
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