Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:11821


This item is only available as the following downloads:


Full Text

AMO XLV. NUMERO 89.
PARA A CAPITAL I lUGABES OIDE IAO SE PAGA POBTE.
Por tres mezes abantados.................. 64000
Por seis ditos dem..........*.......... 124000
Por um amo dem.................... 244000
Cada Damero avulso..................0 4320
QUARTA FEIRA 2f DE ABRIL DE (869.
:I
PARA DEIT10 E F01A DA PROVIHCIA.
Por tres mezes adiaotados. ........... .
Por avie ditos idem...........,.....
Por no>i ditos idem................
Porumanno.......fJt.......4 ,
W50
204WO
274000
DIARIO DE PEMAMRUCO.
H ;
Propriedade de Manoel Figneira de Fara & Flhos.
SAO AGESTO
Os Srs. Gerardo Antonio Alves A Pllios, no Paca; Goncalves
Pinto, no MaranaSo; Joaquim Jos de Oiveira, no Cear; Antonio de Lemo llaga, no Aracaty; Jofo Mara Julio Chaves, no Am; Antonio Marques da Silva, no Natal; Antonio Joaqni
Guimaraes Pancada, em Mamanguape; Antonio Alexandrtno de Lima, na Parahyba; Antonio Jos Gomes, na \iH da Piafaba; Belarmino dos Santos Blelo, em Santo Anto; Bomingos Jos da Costa Braga,
em Nazareth; Francino Tavares da Csta, em Alagas; Dr. Jos Martins Alves, na Bahia; e Jos Ribero Gasparinho, no RiaMe Janeiro. *
sz
em
lt30
PABTEOFnCIAL
?era* da pravinrla.
DESPACHOS DA VICE-PRESIDB.NC1A 00 DA 19 DE ABRIL
DB 1RC9.
Angelo .la Costa Moli Rosal. Intieferido,
vista dn que dlspoe o artigo 15 do decreto n
de it de maio de 1853.
Anna Joaquina do Espirito Santo.Informe o
Sr. inspector do arsenal de marinho.
Domingas Paulina Ayre.ndeerido a vista da
informa cao.
Francelno Amcrco de Albuquerque Mello.In-
deferido.
Francisco Ribeiro da Silva.Dirija-se ao Sr.
desembargador provedor da Santa Casa de Mise-
ricordia cm sessao da junta.
Januaro Luiz da Costa.Informe o Sr. general
commandante das armas.
Joaquim Alves da Silva Santos.lujarme o di-
rector do arsenal de guerra se estao ao arsenal as
bandeiras do que trata o supplicante.
Joao Liiiz Cavalcanli de Albuquerque Requei-
ra assembla legislativa provincial.
Joaqun) Candido de Miraoda.Aguarde o_ sup-
plicante a rounio do conselho de qualillcoeao.
Jos Gomes Pereira.Concedo o prazo de 15
das.
Major Jos Domingues Codiceira.Dirija-se ao
Sr. inspector da thesouraria provincial.
Jos BarbalboUchoa Cavalcanti.Seja nomeado
Interinamente.
Mar da Glora Silveira.Dirija-s< ao*Sr. de-
sembargada provedor da Santa Casa de Misericor-
dia em scsso da junta.
Ilepartlcio da polica.
V secro.Secretaria da polica de Pernambuco.
20 de abril de 1869.
N. 568.IUm. e Exm. Sr.Tenho a honra de
levar ao conhecimento de Y. Exe. que, segundo
consta das participacoes recebidas hoje nesla re-
parilcao, foram recolndos casa de de ten cao os
seguales individuos :
A' ninfea ordem, Emiliano Baptist?. e Otympio
de tal, emn prazo para provarem isenco do re
rotameato ; Manool da Cruz do Nascimento, Ma-
nicl Antonio de Franca e Justino Marques da Sil-
va, vinlos de Kamb, eoni > pronunciados, o pri-
meiro ein-crime de furto di cffvallos, eos dous l-
timos em criine de tentativa de homicidio; Antonio
de Salles Correa e Rosalna Mara do Espirito-San-
to, viudos do termo da Escoda, o primero como
pronuncia 1-) em crirae de furto de cavado?, ea se-
gunda, requi-cl) do Dr. juiz municipal do ter-
mo do Cabo, por so adiar all prenunciada como
ineurso as penas do artigo 103 "de cdigo crimi-
nal.
A' ordem do subdelegado do Recite, Dionisio, es-
r-ravo do Miguel Joaquim da Costa, a reijueriuian-
to deste; Senhorinha Mara da-Conceicao e Mar-
tinha Mara da Copceico, por disturbios.
A' ordem do de S. Jos, Joaquim Slvino do J
su=, [ior imnits ; ATrtouio, escravu de O. Imtindn
de tal, por suspeitas de andar fgido; Mara da
Conceicao e Maxmana, escrava da referida D.
Lucinda, por offensas moral publica: Joao Bap-
tista de Souza e Feliciano Antonio da Silva, por
desorden).
A' ordem do da Boa-Vista, Pedro Antonio Odo-
nis. por embriaguez.
Deas guarde a V. Exc Illm. Sr. Dr. Manoel
dn Nascimeoto Machado Portella, vire-presidente
ila provincia. O-chefe de [lolicio, Francisco de
Baria Lema,
incnto do peticionario; deixa de deferir a mesma
peticao, no sentido requerido, por entender findo
o prazo e ja hoje Rao aproveitar a quem o roque
ret.
Sala das commis.-es da assembla legislativa
provincial 15 de Abril de de 1869.Andr Canal-
canti.Cicero Peregrino.
Sao lidos e approvados os segnintes pareceres :
A coramissao de petcoe felino a que a esta
assembla dirigi o anuo passado Dionisio Hilario
Lopes, o qual requerera para ser matriculado na
escola normal seu fllho donme Alfonso Lucio de
Olveira Ix>pes, allegando nao ter o dito seu fllho a
idade exigida por lei; e dexaado de substituir a
mesma razao no presente anuo ; por este motivo
a commisao nada tem que difTerir.
Sala das commissoes 14 de abril de 1869.An-
dr Catalcanti-^Cicero Peregrino.
i A coniraisso de legislacao examinando a pe- 186!'.S. R.Miguel Amorim. >
O Sr. Gaspar de Drummokd :Mas o motivo
oceulto?
O St. Migubl Amorim :Quando vieren as Io-
formaedes eu o apresen ta re.
Requeiro que, por intermedio do presidente
da provincia, se deem informacoes a^sta^ssesi-
lila sobre o segainte :
1.* QmU o theor da parte offlnal e ordem de
prisao dada pelo subdelegado de polica do dstric-
to de Capoeiras, Mathas Benigno de Wanderley
Tiba, contra o capito Galdino Alves Barbosa e
seu fllho Joao Alves Barbosa.
1 Qoal o interrogatorio que respondern!
os meamos individuos, perante o delegado de po-
lica do Bonito, pelo faeto que deu lugar a prisao,
e os fundamentos da ordem do referido delegado,
em que os mandn por em liberdade.
Sala das seseoes da assembla, 14 de abnl de
PEMAMBCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
SBStAO OMDINARIA EM 14 DE ABRIL DE 1869.
PRKSIOKNCIA DO SR. AUGUSTO DE SOUZA LEAO.
Ao meio ilia feila a chamada, aeham-a^ presen-
tes o Srs. : Ayres Gama. Columbano, Andr Ca-
valcantl, Silveira Lobo, Lopes Machado, Amintbas,
A i anjo Beltro, Hisbello, Samuel Pontual, Mergu-
Ilii", Kelisbino. Amaral e Mello, Voncalves da
m\,i, Miguel Amorim, Ermiro Coutinho, Emigdio
Marques, Hego Barros, Barlmsa Nogieira, Bacel-
lar, Augusto Leo, Pina. Gaspar de Drummond,
Maxiniaiio Duarte o Soares Brandao; aberta a
aessio deixa de ser lida a acta da anterior por nao
estar sobre a mesa.
O Sr. 1." Secretario da conta do seguinte.
expediente :
Um oflicio do secretario do governo communi-
cando achar-se scientilicado o Exin. presidente da
provincia, da elHcn dos membros que compSem
a mesa denla aawmbla.Inteirada.
'Mitro transwttindo a tabella e orcainento da
reccita e desposa para o exorcicio de 1869 a 1870,
bein como o balance da de 1868 a 1869, que fo-
ram remettidos pela cmara municipal da villa de
Kuique.A" commissao de orea ment municipal.
Outro iransmiUmdo o balanco da receita e dcs-
peza do exercicio de 1867 a 1868; assim como o
ornamento para o de 1869 a 1870, qae foram re-
mettidos pela cmara municipal da villa do Boro
C.onsellio.A' mesma commissao.
Outro remetiendo o orcamento da receita e des-
peza da cmara da villa do Bunito, para o oxer-
ticio de 1869 a 1870 eo bataneo e documentos da
despeja do de 1868 a 1869.A' mesma commisso.
Outro reinpttendo o blanno. oontas e documen-
tos da receita o despeza do exercicio de 1868 a
1869, e ornamento para o((lo 1*69 a 1870, onvia-
dospela cmara municipal da cidade deOlindaA"
mesina commissao.
Outro transmittindo o balt I, a fe cmara municipal da villa do Brujo, no
auno linanceirode 1868 a 1869A' mesma com-
-ao.
Outro remetiendo o orcamento e tabella explica-
tiva das despezas da eamtra municipal da villa
d'Agoa Preta, para o oxercieio de 1860 a 1870.
A' insma coinissao.
Oulco transmittindo 80 exempiares imuressos,
- sendo 40 do rogulamentoda escola normal, de 21
Be julho ultimo, e 40 do do theatro de S. Isabel.=
A' dwtnbuir.
i uro do nesmo, remetiendo 40 exempiares do
relatorio do inspector da thesoutaria provincial,
e igual numero do hMano/> do e^oroicio prximo
lindo, do 1." m meslre do Corrento anno, e do or-
camento para o axercieio vindooro.A' destri-
buir.
Lina repsosonlie^ao dos halitianies do povoado
do Barro, pcdmdo a creacii de urna esoola noc-
turna n'aquHIa localidad.AJ commissao de ins-
truroio puMim.
Urna pelieao, de Jos Jannario de Carvalho Paes
de Aodiadp, Uero ollicial da succeuria dest*
asembla, pediado um anno delicenga cow todas
es vencimemM,A' conimissao de polim.
Digra de Justino Jos-de Souza Campos, pem-
do privnji por 70 annos-para abastacerde agna
poUvel a do Olinua.A' commmmo de
obra" publicas.
E* fido e a iriado por ter pedido a palavra o Sr.
Mergulhoief8te pafeeW':
u A ooMussaofe peWJ^ leado c*m defida
Mmia a,qvaa eau awablA dirigi oo liin d
sessao do anno passado, Joao, Pedro de Jeaus da
Wotta, e versando o se pedld sobro um anno de
ticao de diversos funeciooarios do juizo dos feilos
d fazenda, de parecer que seja deferida remet-
tendo-sc para a commissao de orcamento, alini
de opportunamente declarar que a porcentagem
que pertence a taes fanecionarios, a de que
traa a le n. 771 de 11 de julho de 1867, corrigin-
do desle modo o engao que se v no i." da
do artigo 33 da lei n. 754 de 4 de julho do mesmo
anno, e marcar quota para seren taes funeciona-
nos pagos dos quatro por cento que se Ihes ficou
a dever por forra do ja dito engao.
a Paco da assembla legislativa provincial 14
de abril de 1869.Gaspar ae Drummond Amaral
e Mtllt.
a A commissao de legislacao precisa, para dar
seu parecer acerca da peticao de Ignacio Vieira
de Mello, que, por intermedio do presidente da
provincia, se ouca o juiz municipal da comarca
de Nazareth. -
< Pago da assembla legislativa provincial da
Pernambuco, 14 de abril de 1869.G. Drummond.
Amaral e Mello.
E' lido e adiado por pedir a palavra o Sr.
Amynlhas o seguinte parecer :
A commissao de legislacao entende que ver-
sando a petiyao de Frankl Chinaco Pereira de
Souza carteiro da thesouraria sobre augmento de
ordenado e nao sobre nterpretacao de lei, nao
Ihe compete dar parecer e assim julga que deve
ser remettido commissao de ordenados.
s Sala das cominissoes, 14 de abril de 1869
G. Drummond,Amaral e Mello, a
E' lido e adiado por ter pedido a palavra o Sr.
Aun tubas o seguinte parecer :
A' commissao de legislacao entende que nada
ha i deferir na peticao de Antonio dos Santos Pi-
nheiro, esrrivo de orphaos e tabellao de notas
do termo de lpojuca, por quanto a lei n. 743, so-
mente supprmio o oflicio Je 2. tabolliao de noias
do prdilo termo; e semelhante pretencao nao
pode ser comprehensiva ao oflicio de esenvao do
civel e execucoes, que se achava annexo aquello
tabellionato. por nao ter a precitada lei assim de-
terminado.
t Paco da assembla legislativa provincial, 14
de abril de 1869.G. Drummond. Amaral e
Meo. ______.
Sao lidos e approvados os seguintes :
A commissao de legislacao, tendo presente a
peticao de D. Mara Benedicta da Motta Silveira,
de parecer que seja indeferida :1." porque a
jubilacao com todos os vencimentos so pode ser
conceada aes professores que tverem o exercicio
de 2o annos, c neste caso nao est a peticionaria ;
(art. 29 da lei n. 369, de 14 de maio de 1855.)
2." porque a excepejio que em seu favor impetra
a mesma peticionaria, nem est comprehendida na
precitada lei, nem a esta assembla compete crea-
la, para casos especiaes e designados.
Paco da assembla, 14 de abril de 1869.G.
Drumniond.Amaral e Mello.
A commissao de legislagao, para dar seu pa-
recer acerca da petcio de Goncalo Alves Tava-
res, precisa que se ouca, por intermedio do presi-
dente da provincia ao inspector da thesouraria. e
admiaistrador do consulado.
o Paco da assembla legislativa provincial, 14
de abril de 1869. G. Drummond.Amaral e
Mello, u
O requeriuiento posto votos e approvado.
OI1DK.M DO DA.
Entra em diseusso e approvada a postura da
cmara municipal de Nazareth com a seguinte
emenda ao art i.
t Em vez de 80 rs., diga-se 100 rs., e sBppri-'
mam-s as palavras<-dou dios de prisao.Ama-
ral e Mo.Pina.M. Duarte.
Primara diseusso do projecto n. 8 de 1868que
autorsa o governo a rescindir o contrato feito pela
cmara de Barreiros com Antonio Domingues de
Souza, para cobranca do imposto da passagem so-
bre o rio Jaeuipe naquella villa.
O SR. G. DEBRUMMOND pede aos Srs. mem-
bros da commissao de cmaras, que assignaram o
projecto, se dignen) apresentar os fundamentos em
que, o basearam, para poder formar o seu juizo
com relacao ao assumpto.
0 SR. FELISBINO .Morador em Barreiros e
conhocedor do fundamento deste projecto, creio
poder satisfazer exigencia do nt bre deputado.
No rio Jaeuipe, por onde passa a estrada que vai
de Barreiros para Agua-Prein, hava amigamente
una ponte; porm eom urna grande cheia caho
essa ponte, e, nao sendo o no ahi vadaavel, enlon-
deu a cmara estabelecer una passagem nesse lu-
gar. Para isto poz era praca esse servioo, e este
individuo de que-trata o projecto, Antonio Domin-
gues de Souza, arrematou-o. Pouro tempo depos
dossa arrematacao um dos proprietaros viziuhos
levant m a ponte, cossando, portante, o arrema-
iante de poder tirar da arrematarlo o nteresse quo
potlia tirar. Neetas circumslancias pedio cma-
ra a rescisao do contrato, esta informou favoravel-
inente, mas nao podendo por si faze-la, mandou
que o arrematante recorresse a esta assem-
bla.
Crek que com esta explcacao licar salisfeito o
nobre deputado.
Posto a votos o projecto approvado.
Entrando ora diseusso as posturas de cmara
de Buique sao approvados alguns artigos, sendo
rejeitado o 4 e approvado o 3o com a seguinte
emenda:
Supprimam-se as palavrascesde vaqueiros
quo andarem em servico que Ihe proprioAndr
^^fefaada evenHiBao-86 BMmvff fin
tica a diseusso adiada.
O Sr. presidento designa a ordem do da e levanta
a sessao.
sua, pedindo o pagamento daqueila qaantia a
pessoa que Ihe ncarregou dessa commissao; mas
a parte, ochando que havia exeesso ua coma, re-
Juereu cmara episcopal certidao, e a cmara
eu a certidao de 50 e ItntM mil ris, como tinlia
sido lancada primitinmente.
Em vista dessa certMo e da carta escripia por
esse subdelegado requerSu o lente Joaquim da
Motta Teixeira Cavalcanti ao Sr. chefe de polica
exorne na folsflcaco; procedeu-se o exame e a
precipitar juzos: esperemos as informacoes, econ-
vencam-se os meusjjftbres colegas de quo, se se
demonstrar a criminBlidade de Jos Joaquim Bar-
bosa, o actual chefe de polica nao consentir que
permaneca no exercicio de cargo poMciaes, omi-
to menos a Ilustrado adnoistraeao da provncio
permiltir que elle v curar dos intoMsaes dos or-
pbos do termo de Igoarass.
Assim, pos, dada a razao do meu voto, declaro,
senhores, que aguardo as informacoes para firmar
falsificar;) foi reconhecida por peritos orneados o meu juizo a respeito da materia do requerime-
pela noticia, e julgada por sentenca. to que se discute.
O focto causn, como de snppor, grande in- Un Sr. Deputado :O nobre deputado por mui-
dignago contra aquella autordade da parte do
chefe de polica e tambern de S. Exc. o Sr. presi-
dente d i provincia, no entretanto Jos Joaquim
Barbosa, aecusado de muitos outros factos e exis-
tinde piis esta prova authentica de seu irregular
procedimento, conservado; e, apesar dessaindig-
na\'o do Sr chefe de polica e do presidente da
pnvincia, vejo ero urna poblicatjap que, Jos Joa-
quim Barbosa, em vez de ser demittido, coow
devia_s-lo, acaba de ser nomeado curador de
orphaos do termo de Iguarass'.
VozEs:-Oh! oh*
O Sr. Inopes Machabo :Isto urna calamidade,
senhores!
O Sr. Soares Brakdao :Nlb admira, vista de
outros factos.
O Sr. Lopes Machado :Existe urna prova au-
thentica da pouca probidade desse homem, mere-
ca pelo facto que praticou, urna punijio sewa
da parte das autontlades superiores, para que
em tempo algura se dissesse que essas autoridades
eram conniventes nessas miserias; entretanto esse
tas vezas, fez aecusaeoes na occasiao ero que apre-
sentava os seus requerimentos.
0 Sr. G. de Drummo.nd :Smente quano trazi
os documentos para provar os criraes que refera;
mas nem assim era altenidb.
0 Sr. Soares Bua.ndo : Nao era assim.
O Sr. G. de Drummond :Quando se tratara de
negocios que iam ferir a individualidalejle certa
ordem, era repellida inmediatamente. (Nao apoia-
dos, trocam-se apartes)
Senhores, a diseusso desta forma nao pode con-
tinuar : a lula desigual para mira, porque es-
lou inteirameute s e solado.
Um Sn. gpiTADO :Nao de hoje que se acha
solado.
O Sb. G. de Drummokd :*-No de hoje, tfe
muito bem o nobre deputado : mas a minha posi-
co de hoje nao de aggredir, e sim de detender.
os nossos deveres hoje sao diversos ; e assim cum-
pre-me nao consentir com o meu voto que se
aventure aecusaeoes sem base, e muito menos que
se quaira responsabilisar as antoridodes supeno-
homem, sem embargo do que se possa dizer, res pelos desvos dos seus subalternos : os nobres
E' lido e julgado objecto de deliberaco, e man-
dado imprimir o seguinte projecto :
O SR. LOPES MACHADO :Sr. presidente, no
dia 2o de marco, anniversario da constiluicao po-
ltica do imperio, o Jornal do Recife publicou urna
carta do superior dos jesutas congregados sob o
nome dermos de S. Francisco Xavier, a pro-
posito de urna publicacao que fez a Opiniao Nacio-
nal, em seu n. 87, imputando que um dos padres
dessa companhia emittira do pulpito ideas subver-
sivas e contrarias ao art. 8* da constituicao polti-
ca do imperio. O superior dessa companhia d
como existente um collegio de jesutas nesla cida-
de, e ento. dirigndo-se ao redactor desse jornal,
pede-lhe humildemente que indique qual dos mem-
bros da congregago que assim praticou, pois que
quer fazer effectva contra elle as penas do estatu-
to. E porque, Sr. presidente, a companhia de Je-
ss, por motivos de ordem publica, fosse dissolv-
da e dispersos os seus membros, e nao ha vendo
desde o acto de sua disperso e extinecao at hoje,
acto algam legislativo que restabeleeesse essa conj-
panha, eu aprsenlo considerado desta casa, o
seguinte requerimente: (l).
Requeiro que esta assembla, pelos canaes
competentes, peca ao Exm. Sr. bspo diocesano as
seguintes informacoes : '
a t." Se existe nesla cidade alguma commnni-
dade de jesutas com a denominaoao dermos
de S. Francisco Xavier.
St* No caso alliroiativo, quem autorisou a res-
taura^ao dos collegios da companhia de Jesus^-S.
R.topes Machado.
Quando vierem as informacoes que peco, direi
alguma cousa a respeito dessa restauracao, e.
apreseotarci mesmo alguma providencia em ordem
a que nao se esteja com offensa da lei, difundindo
deas subversivas o contrarias constiluicao. (Mui-
to'bem, muito bem).
O requer i nento, posto votos, approvado.
O SR. MIGUEL AMORIM :Sr. presidente, como
em todos os lugares do imperio, na comarca do Bo-
nito se teem dado factos dgaos da mais severa
censura, que merecem a mais acurada inspeccao,
que carecen) de ser trazidos ao conhecimento ties-
ta casa, alim de sobre elles darem-se providencias,
para que nao contnuem na ordem e na escala m
que marchan).
SESSAO ORDINARIA EM lo DE aBLIL
DE 1869.
PRESIDENCIA DO SR. AUGUSTO I.BAO.
Ao meio-dia feila a chamada aoham-se presentes
os Srs. Lopes Machado, Epamioondas ide Barros,
Cicero, Arminio Tavares, Silveira Loba, Samuel
Pontual, Pina, Tiburtino, Hisbello, Augusto Leoo,
Andr Cavalcanti, Avres Gama, Goncalves da Sil-
va, Maximiono Duarte, Emigdio Marques, Colum-
bano, Miguel Amorim, Amvnthas, Gaspar Drum-
mond, Amaral e Mello, Soares Brandao, Mergulhao,
Araujo Beltro, Jos de Vasconcelos, Ermiro Cou-
tinho e Silva Hamos.
Abre-se a sessao e, lida, approvada a acta da
anterior.
O Sr. 1 Secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE
Diversos officios do secretario do governo remet-
iendo batneos e orcamentos das cmaras munici-
paes de Nazareth, Tacarat, Pao d'Albo, Boa-Vista,
Victoria, Cabo, Brejo, Ouricury, Iguarass, Villa
Bella o Floresta.A' commissao de ornamento
municipal.
Outro remetiendo artigos de posturas da cmara
nriw.il, il i.. liii.Mf'.i __ A Pitmmictiit fli> tn'ifufiiK
conservado, e acaba de ser nomeado curador de
orphaos do termo de Iguarass, aonde em vez de
urna falsiflcaeao poderii fazer multas falelflca-
eoes!
O Sr. Amynthas :Sem duvida.
OSn. Lopes Machado:Mas cu, quando em
occasiao opportuna tratar deste negocio com docu-
mentos rrecusaveis, peco a esto assembla a ap-
provaco do sequinte requerimento. (L)
E" do nosso interesse, senhores, vellar na guarda
do constiluicao e^dos leis.....
O Sn. Soares Brandad :E' do nosso dever.
O Sr. Ixjpes Machado Sim...... E quando
de maneira too cynica se d semelhante violarlo,
temi nt's, por forca do acto addicional, o dever de
nao s respeitor como fazer respeilar a lei por
lodos que tem a seu cargo a sua execueao; en
espero, que a assembla provincial, em vista d
importancia do assumpto. se digne dar o seu voto
no sentido de approvacao do requurimento.
E' lid o e apoiado o seguinte requerimento:
Requeiro que, por intermedio da presidencia,
sneca com urgencia ao ^r. chefe as polica a
copia de um exame stibre fal^ifieacoes atlribuidas
ao subdelegado de Iguarass, Jos< Jocquim Barbo-
sa, a requerimento de Joaquim da Motta Teixeira
CfvalfKiiii.Lopes Machado.
O SR. GASPAR DE DRUMMOND :Entro adis-
eusso d-wnerrmento fferecido pelo nobre
limi-i iJ- r^"* JistricW. antu vendo
e 'tod/ receioso: confio, porm, que
presidente me garantir a liberdade da tribuna e
que, meus nobres collegas sero ainda urna vez

municipal do Recife.A*
de cmaras.
commissao de negocios
Assim, Sr. presidente, na comarca do Bonito l-
timamente, no dia 22 de marco do crrante auno,
deu-se o seguinte facto, no dstricto de Capoeiras :
all foram presos, pelo subdelegado tainas Be-
nigno Wanderley Tiba, o distincto cidadio, o
sympalhico liberal Sr. capito Galdino Alves Ban-
bo^a e um seu filbo Joao Aves Barbosa, sem
umo causa Justa, sem um motivo conhecido qun
demonstrasse a procedencia de sua prisao. Fonam
presos esses individuos e remettidos para a: villa
do Bonito escoltados, e, foi (ao violento p actoi
dessa autondadu que, 24. hora depois, o delegado]
de polica os mandou por em liberdade,
Neste sentido, para obter iaurmacoes exactas ft
respeito deasas pr.wjes, para amis tarde poder e*-
tigmatfsar rmo s este facto cateo outros quo all,
se tem dado por essa niesma autoridde, eu fecoj
ca8*o seguipie egiierimento : (l).
O motivo desta prisao mais ou menos eu o sei
elle tem urna causa oceulta, e s avista das infor
ffi&fltr mnoaa va a
Outro remetiendo o officfo do delegado do termo
de Cimbres, em solcita a eensignacao de verba
para fornecmeato de presos pobres.A" commis-
sao de orcamento provincial.
Outro transmittindo copias dos"contratos, cele-
brados com Andr de Abreu Porto, para colloca-
co dos trillios urbanos desta cidade Olinda, e
com o artista dramtico, Antonio Jos Duarte
Coimbra, para continuae/to da empreza do theatro
de Santa IsabelAs commissoes de obras publi-
cas e legislacao.
Sao lidos e approvados os seguintes pareceres:
a A commissao de legislacao, examinando a
peticao de diversos creadores de gado vaceuro,'
residentes no termo de Buique e Garanhuns, em
que solicitam desta assembla, que decida se as
comarcas, onde cobrado o imposto de dizimos,
estao elles isentos do pagamento de 24500 por ca-
4>aea de gado que fr niorto para o proprio consu-
mo, oiLpara expor-ee venda; julga que nada ha
a deferir porquanto, o art. 43 17 da lei do orca-
mento vigente n. 852 de ?? do julho do anno passa-
(l<\ se v quaes foram os exceptuados de seme-
lhante imposto de 2oO0. *
a Paco da assembla legislativa provincial, 15,
de abril de 4869.ti. Drummond.Amaral e
Mello.
t A commissao de legislacao, tendo presente o
requerimento de Marcelino Jos Lopos, em que
solicita, desta assembla, que resolva qual a por-
centagem da mulla que est elle sujeito pelo
relartianieiito em satisla/.er o imposto de decalas
de alguns seus predios, relativamente ao 2* semes-
tre do auno de 1865 a 1866; o igualmente se
queixa da maneira inslita e criminosa ponqu os
imcaes uc\itani as posturas da cmara muaici-
pal d'-sia cidade; e de parecer que se indefira a
petiuao do supplicante. 1 porque na lei n. 596;de
13 do marco de 1864, se acha declarada qual seja
semeluanle multa; 2* porque a esta assembla nao
deu. o met addiei nal attribuiooes para proceder
criminalmente contra aquellos que se tornam
omissos, ou exeeesivtis.no cumprimento das postu-
ras muncipaes, podendo, Uida\ a, o peticionario
promover o seu uireilo de conlormidatle com o
arL 72 doeoil. do proc. erim., perante a autorda-
de competente.
Pago da assembla legislativa provincial, 15
de 4r de 1869.-G. i-ummond.Atnorat'e
Mello, b
, E' lidaeapprovada a redaccaodoprojecton. F.5
do anno passado.
SR.LOPBSMACHADO:8r. presidente ha
benignos paro comigo.
Pedir informocoes'fe factos praticados por au-
toridades subalternos, pinta-las com negras cores,
nao me surprehende; a arma jogada quasi sea-
nte por aquelles que nao apoam a administraco
da provincia: facilita-lo?, o meio ais proficuo
para mostrar a improcedencia de quaesquer aecu-
saeoes, e por isto, Sr. presidente, que eu presto
o meu voto ao requerimento do nobre deputado
pelo 4o distrcto. Seja-me licito, porm, congratu-
lar-me com a Alustrada niaoi a, pela adms-o
de semelhantes requerimentos, admisso que nun-
ca pude obter, quando s ou acompanhado por
poneos collegas, pedimos infrmateos quer a res-
peito das violencias que os agentes pociaes pratU
cavam com os adversarios da poltica que enJal
diriga os destinos do paz, quer em relacae aos
esbanjamenlos dos dnheros da provincia na
acquisicode voluntarios, quer finalmente, em re-
lae) aos abusos, e crimes que sopraticavam as
fataes pocas eleitoraes i>orque lem passado esta
provincia de 1863 a 1867, porque dest'arte a
assembla da um testemunuo solemne da Justina
que eslava ento da parle do humilde orador que
oceupa hoje a tribuna, quando solicitava taes in-
formacoes, e do excessivo rigor e inconveniencia
do lado da Ilustrada maioria em denega-las.
Um Sn. Deputado :Nao tem razao : quasi sem-
pre obtnha approvaeo os seus requerimentos.
O Sr. G. Drummond :Quando elles nao podiam
attingir a algum querido da stuaeo. Por ventura
pude eu obter as informacoes sobre oesbanjamen-
to dos dinheiros pblicos na acqusicao de volun-
tarios ? por ventura obtive nformacoes sobre o
lamenlavel e escandaloso asassinato do nosso in-
feliz collega Dr. Estevao Benedicto Franca? Por
ventura deram-me informacoes sobre os factos de
certo chefe de polica em reloco aos contratos
mairmoniaes, e offensa aos diretos de nroprie-
dade ? Nao, senhores ; nada disto pude ofeer, nao
consegu cousa alguma em compensacao se me
dva a pedido pequeas informacoes sobre factos
que nenhuma ligaco tnham com a poltica, verb't
malta, lampees do Rio Formoso.
O Sr. Mrximjano Duarte :Assim tamliem
suecedeu comigo na sessao passada.
O Sn. Ixjpes Machado :Eu semprc o acompa-
nbei.
O Sn. G-de Drummond :Quando tralei dos
abusos pratcados no corpo de polica, urna ver-
dade : nao tive, porm, esta fortuna na questo
de voluntario. ]U<
0 Sr, Aumio A, que vem is*o para a que*-
t3o? .. -.
OSp. G. de DRUMMofp:Muito, poro demons-
trar que hontem os nenies debutados nao queriam
informacOes; rp'ell'iam semelhantes pedidos : ho-
je porm, os applaudem e os approvamtmpora
muUtntur.'.'.'
Duas palavras sobre a materia do requerimento.
e eu concloiret Nao defendo o individuo aecusado
por que nao sei dos factos consignados no reque-
rimento : no entretanto, elle nao pode ser devida-
mente censurado, seno miando forem presentes
as provas dos factos que Ihe sito atlribuidos, pn-
mafacie, porm me parece que se o actutal chefe
de polica procedendo ao exame o que se alinde o
requerimento, tvesse reconhecido a falsidade re-
ferida pelo nobre deputado, tal individuo nao con-
tinuara no exercicio de funecoes pociaes, e mui-
to menos seria nomeado curador eral de orphaos
de Iguarass, e ter dado providencias para quo
contra elle se procedesse criminalmente.
O Sr. Soares Brandao :Dovia ter dado.
OSn. G. de Drummond : -E caso nao tenha fei-
to, o que contesto, o nobr% deputado sabe mu bem,
por que jurisconsulto, que a falsidade crime
publico, cabe a aeco publica, e todo o cidado po-
de denunciar. Antes, de termoyerdaiteiro conhe-
cimento de factos tro graves cano foi referido pe-
deputados querem somente achar motivos, e for-
mar captulos de aecusaeoes, levados militas vezes
por mformacoes de pessoas apaixonadas ou des-
affectas a esses funecionarios pblicos.
Um Sr. deputado :Est solado, e nao de
hoje.
(Trocam-se muitos apartes.) ,
0 Sr. G. de Drummond :Se desde 1863 at ho-
je tenho andado s, afflrmo ao nobre deputado
que resta-me a eonsolacSifde tr cumprido com o
meu dever, e estou salisfeito.
Um Sr. Deputado:Guardou durante essa po-
ca o fogo sagrado.
Um outro Sn. Deputado-.Muito breve estar
em maioria taraban. (Ha outro aporte.)
O Sr. G. de Drummond : Perdoe-me o nobre
deputado, quando o partido conservador tiver de
fazer urna elcirao para membros desta assembla,
com a franqueza que me caractensa decloro que
nao solicitara a honra de oceupar urna destas ca-
deiras ; entao talentos superiores sero eleitos e
os principios desse partMo,terao quem os defenda
brilhanteraeate sem haver falta de minha pre-
seuca. > *
Quero ter a eonsolacao de ter pon espaco de seis
onnos, so e isolado, defendido nesta casa quanto
em mira coube ao partido conservador; quero
emflm que fique perpetuado que nos dias de pro-
vanea dessa-poltica, eu nao fni indifferente aos
~ iraentos, e pelo contrario no recinto desta
i; Seilipie tai pt am broto oontra as in-
justcas que contra os seus adeptos se praticaram.
Isto rae basta, senhores, porque isto quer dizer
que cumpri o meu dever.
Voto pelo requerimento, e tenho concluido.
Encerrada a diseusso do requerimento elle
posto a votos e approvado.
0 SR. AMARAL E MELLO :-Senhores deputa-
dns. entre os differentes golpes que os homens de
16 de julho tem atirado sobre as nossas institui-
Coes nota-so um que fere os ottnbuices desta as-
sembla, qturiere as assemblos provinciaes. 0 mi-
nistro e secretario de estado dos negocios da jus-
lco, Exm. conselheiro Jos Martiniano de Alencar,
ordenou por um aviso circular de 21 de julho de
1868 aos presidentes de provincias, que nao mojs
sanecionassem leis creando comarcas, attribuicao
que nos compele, em vista do acto addicional.
UmSr. Deputado .Est revogada. _
Outro Sr. Deputado : Pelo ordem do ministro.
OSr. G. de Drummond : Sempre esteve, que
uns tiveram mais franqueza do que outros.
. 0 Sr. L. Machado :Mais franqueza, nao, mais
cvnismo.
"O Sr. Amaral e Mello :Se alguns ou todos
nos podemos ter lido este importante aviso, esto
assembla tem necessidade para poder resolver,
para profligar esse acto, ou para empregor c meio
que estiver ao seu alcance, de obter aviso. Occor-
reu-me a idea de representar aos poderes compe-
tentes contra esse acto, por isso requeiro assem-
bla que se digne ordenar que seja pedida ao pre-
sidente da provincia copia desse aviso circular ;
peco que seja approvado o meu pedido psra, de-
pois do remettido o aviso, resolvermos o que fr
conveniente.
Val me3a e apoiado o seguinte requeri-
mento :
Requeiro que se peca ae Exm. Sr. vicepre-
sidente da provincia, copia do aviso circular de 21
de julho de 1868, expedido pelo ministro e secre-
torio de estado dos negocios da justieja, Exm. Sr.
conserheire Jos Martiniano de Alencar, ordenan-
do aos presidentes de provincias que nao sanccio-
nem leis oreando cmaras.Amara/ e Mello.
Posto a votos o requerimento approvado.
OEDKM DO DIA.
Conlinnacao da diseusso das posturas da cma-
ro municipal do Buique.S5o opprovadas.
Entram em diseusso e sao approvadas as pos-
turas da amara municipal de Garanhuns.
Entrando em diseusso os artigos de posturas
do cmara municipal de Nazareth.venfica-seBao
haver casa, pelo que fica a diseusso adiada.
O Sr. PiwsroENTE designa a ordem do dia e le-
vanta a sessao.
coi da requeren o tenento Joaquiai da Motta T-
xein Ga*aioauH oSr. Dr. chefe de Boltota, exame
em upas "
temqniHlNrmr de *u mmb>, tcmeo- este qne osa* atufe* o-mtio norqte preedn oueMa au
laitwi uHHm o faoultatiwpa o
testabetcnif*
UiMlade
oontas o documentos
subBlegadoidelfwerass, Jos Joaimim ftetbo
l O faete dwi-se do seguate med): Jw Jo-
quim Barbosa foi mfterissdo a tirar urna despensa
de casamento, a qual importou em 50 e tantos uiit
rus, aua-atentea que ttera-aocreseentar mnai
ni*>a**qow*r, .fitwa m* tamos, m htgar
50 a lalilfeiiipqaP'ilarbosa Penjettea- a eenta
*"' e*fef.nemBWtMu*denBrtai
bamos que o subdelegado de Iguarass
de taes factos, nao podemos, senhores, oensura-h1,
falsificados pelo e muito menps a aqueHe cfte o nomepu curader
getrt de .orphaos, comp disje o nQbfe denuto do
pelo 4 (HtTTClo que nao deve esquerr-sc^nda
mesmo para com adversarios poritfcos, do,7.inci-
pio do direito.:. ^~
07Ster pr<*s*initur bonus, dpnjtc^robetuil
ffe um aparte)
> &, G os BituJBioim :-l>-ixemo3,r,TOttores>
SESSAO ORDINARIA EM 16 DE ABRIL DE 1869.
PRESIDENCIA DO SR. AUGUSTO IXM.
Ao meio dia, feila a chamada, acham-se presen-
tes os Srs. : Miguel Amorim, Arminio Tavares,
Mergulhao, Ermiro Coutinho, Pina, Maximiaiw
Buarte, Lopes Machado, Reg Barros, Andr Ca-
valcanti, Hsuelto, Amyuthas, Goncalves da Silva,
Ayres Gama, Cmufflbario, Snars Brandao, G. de
Drummond, Augusto Leo, Felisbino, Amaral a-
Mello, Araujo Beltro, Samuel Poiuual, Epammon-
das de Barros, Emygdio Marques e Silva Ramos.
Abre-se a sessao, e deixa de ser lida a acta por
nao estar sobre a mesa.
O Sr. Io Secretario d conta da scguinie
EXPEDIENTE :
Um officio do secretario do governo, communi-
cando ter o Dr. Francisc do Paula Salles con-
cluido e entregue o ndice ajpliabetico das leis des--
ta provincia.A comnilssao de orcamento pro-i
vincjaL,
Outro, devol vendo, sanecionados pelo presdeme
do provincia os autofcaphos das leis uromulgadas
no anno passado sob ns. 823, 8i8 e de 850 a 8oG.
^*^ urctiivii*
Owro, devolvendo,as reeo)uc5ps de U, i,18 o
9 de malo do anno prximo lindo, qU'
lo nobre deputodo pelo 4<>di ' oauterisanccionadas.-A cffmmissap de coaslitincio c p detes.
utto, remeneado o orcamento flas cmaras da
lpojuca eSaujueiro,-A commissfo de orcamend
"83?remetiendo nouia5da charada mi
do^m Coa*lho.-A '^msio de uegocias do
CoK ra^tondoqurogo de RWWraalM ca
mar municipal
raisso
de tacarat.A mesma con)
Outro do mesmo, remettendo os rHatorios com
que o Exm. Rarm de Villa Bella paseon a admims-
liacao da provincia" ao Dr. Quintil Jos de Miran-
da, e diversos outros.A distribuir.
Outro, remetiendo 40 exemplare as teis pro-
mulgadas no anno prximo passa*-. A dis-
tribuir-
Oulro, remettendo fcB|ancos, orcamea e ubella
das cmaras de Barreiros e Cimbres.A commis-
sao de orcamento municipal.
OtHro, remetiendo batanos e orcamento' da c-
mara municipal do Rece.- mesma emnnassao.
Urna peticao de Zefejinode Almeida Plato eAn-
dr de Abreu Porto, pedindo privilegio paraoes-
tabeiecimento de linhas vehculos, por na novo
systema, dentro desta cidade: A. commissao de
obras publicas, eommercio e industria.
Outra, de Joo Vicente Frrera Pasaos, portei-
ro aposentado da repartirn das obras poblieas.
l>edii)do melhora de ordenado. A-wimmissio de-
ordenados.
O SR. ARAUJO BELTRO- :Sr. prttkbntr,
vou proferir algumas palavras de modo a-justificar
nm pequeo requerimento que desej ter a
houra de mandar mesa, afmv de que seja sua-
mettido consideracao da cas.
Desde que, Sr. Presidento, por altos motivo ae-
hannona a naco brasileira vio cora-grande pas-
mo violado abertamente o seu pacto- fundamental
e transformado "era dictadura o governo represen-
tativo e constitucional ; o exemplo de rorrupcac*
e desrespeilo nossa lei magna parando do eimo>
do poder desceu todas as suas ramlicae5es.
A partir do memorovel dia 16 de julho, Sr. pae-
sidente, todas as liberdades, todas as garantas
com que o legislador constituate qu guardar o
cidudao e o seu asylo, desappareceram completa-
mente, garantas de honra, vida e propriedade, in-
violabilidad.; do lar domestico hoje tudo cons
va. (Apoiadee.) Um abuso acarreton milhares de
abusos, e desde ento teem abusado os ministros
do estado, seus presidentes, seus chefes de policio
o especialmente seus delegados e subdelegados da
roca de ordinario escollados de entre os homens
mais ignorantes e corruptos, como mais dwtros
espadaxins, bem aflados no crime e despreso da
lei. (Apoiados.)
E nem outro proceder, Sr. presidente, se devia
esperar daquelle. que aceitando o poder as eon-
dieoes em que foi aceito de antemo, manifestaran*
o animo de querer fortion rehabilitar no aaiz
um partido retogrado, inteiramente gasto e ana-
themasado pela opinio. (Apoiados.)
Mas, Sr. presidente, a projeceo da cora Ibes
abri a porta do poder e urna vez' nelle Ilegtima-
mente empossados, como bem o demonstrou o
distincto e Ilustrado conselheiro Nabuco, era pre-
ciso appellar para a forca, era preciso recorrer a
toda sorte de violencias, afim de poder conser-
va-lo.
D'aqui, Sr. presidente, a razao de ser dessa fu-
riosa reaeco, dajtoes escndalos inauditos, dessas
allianeas constan* feitas com criminosos, dessas
tropelas e a lina I de todos esses alientados e cri-
mes pratcados no imperio, as provincias e nos
municipios.
Sr. presidente, os seelenidos e criminosos sai>
por certo os instrumentos mais azados de que po-
diam lancar mo os amigosda dictadura parrea-
lisacao de seu ousado plano e conquista.
E com effeito, Sr. presidente, logo que assnmio
a direeco desta infeliz provincia o prmeiro vice-
presidente da faeco dominante...
O Sr. Pina :De gloriosa memoria !
0 Sr. G. Drummond : Magistrado muito dis-
tincto.
(Trocam-se muitos apartes.)
OSr. Araujo Beltro :Como dizia, Sr. pre-
sidente, logo que assnmio a direeco desta infeliz
provincia o primeiro vice presidente da faeco
dominante, foram nomeoilas autoridades para a
comarca da Victoria, individuos os mais immoracs
e corruptos, que imaginar-sc pode, individuos so-
bre os quae3....
O Sr. G. Drummond :Isso na opinio do no-
bre deputado.
Um Sr. Deputado :Na opinio do paiz.
O Sr. G. Drummond :Do paiz, nao, do nobre
deputado. *
O S. Apaujo Beltro ... Individuos sobre
os quaes pesara de ha muito os mais justas e ne-
gras aecusaeoes, n'uma palavra, Sr. presidente,
individuos nimias vezes incursos n'uma inlinidade
do artigos do aosso cdigo criminal...
(Ha um aparte.)
___ Por exemplo nos arls. 192 e 297 do c-
digo.
O Sr. G. Drummond :Esta fazendo urna in-
juria aos seus amigos, que nao procederam con-
tra elles quando no poder.
OSr. L. Machado : Porque se ausenlaram.
OSr. G. Drummond : No.viviam publicamente
all. ini at pleitear eleiedes.
Sr. Araujo Beltro :Fcil eomprehen-
der, Sr. presidente, pelo que tenho dito, que de
arbitrariedades, que de violencias teem commetti-
do taes homens apadrinliolos pela capa da anto-
ridade, armados de cario bronca.
Ao amanhecer do dia 29 de agosto ftzeram va-
rejar acetosamente 10 ou 12 casas de hberaes
distincto; o engenho em que resido amanheeeti
cercado por oitento e tantas piaras, prescindindo-
de todas as formalidades legaes indicada* no ca-
pitulo 7 do cdigo do processo, foi violentamente
varejada at a propna casa de minha residencia,
e quando baseado nos arts. 10 da reforma e 127
do regnlamento, requer que se me dessem as
provas e o theor da denuncia que autorisou t>
vilenla busca, nao s me foi, negado o devid
despacho, como ameaeado com prisao o portador
do requer monto.
Um Sr. Deputado :Motivo nao havia )> algum
pretexto.
O Sn. Araujo Beltro :Sob o ftil pretexto
de apprehcnder-se armameatos de subdelegadas,
quaado aunca oceupei cargos polictaes.
0 Sr. Pina Era para atlerrar.
O Sr. Araujo Beltro : = Sem duvida, para
amedrentar o povo e-desprestigiar-me, visto que
estovamos em vesperas de urna elecao.
Nao para aqu, vai muito alm, Sr, presidente, o
desenlreaniento das autoridades da Victoria. Ful-
minadas do rijo pelo peridico Echo Liberal, que
ahi se publica, nao podendo reagir contra elle pelos
meios legaes e desesperando da poder faze-to ca-
lar cem sedcenos e ameaeas,, recorrem a violen-
cia, prendera para reoruto um seu lynographo t
atinal maudam espancar desalmadamente por ii
de seus ordenandos armado de <^J*g
o seu edictor e proprietano, cidado pacinco, iner-
me e al alojado dos ps.
N3o contentos ainda, Sr. presidente, cora esse ,
foroz ottentado, nao tendo conseguido mesmo assim
fazer calar o peridico, mandara em commissln
ameaia-lo de morte, com o que conseguiram o fin
lesejado. ,
Ora, Sr. presidente, um atteutado, desta ordem,
um crime desta catliegoria, um golpe que val fe-
rir de mote o art "9 | i." da constittucao, nao
pode Bear impune, como lem esiado al o pre-
sente.
0 Sn. Soares Brandao : Ha de flear.
0 Sr. Araujo Rkltuo :Pota bem ; mas eu
como represeutante do povo, da altura em que fui
por elle rotlocado, do seo da assembla fefisla-
xa, -provincial de Pernambuco, altamente protes-
to contra a sua injpualdadc.
0 Sn. L. Machado :^0 autor do facto araa
nao foi nomeado curador dos orphaos ? 0 delgua-
rasari foi.
#*
...i
H
-ifVi'-Mr'-i


184 3G
* r-
.1
JKmmo de PomaiAuco Quarta feira 21 de Abril de 1869.
QR3MUH .VJK
dasunaS"


jnflritertndfciaa*i-nos e prova, porque nao
8 possivel queso considere .mo uiiktadadao, em
qaaoto se nover certeza dos fulos raaos por
elle pratieados. Como, pois, cousente-se tejo, que
o obra 'deputado appefde de assassrao, eto, au-
toridades policaes, sera que inmediatamente jush-
Qqua scuielhames epitheas, e se me atropella-com
apartes, quando em nome dos direitos de taes ci-
dado Ihe pege as orovasJ (Nao moiados).
albores, actual delegado ta Victoria, como
Mye, um ida dio mui distincto pala sua probi-
.ilMbele seu espirito de orden, e palos seus horJ
a afta casa as infar- camines.
2*^- Dbwado :Na se tratado elegadf.
imwo Sb, irnAoo :Muitu h*osto,.cntrando
en aercicio anteado prestar jin-ameiite.
1*&. G. deiujiimo.nd :A prova disto nao se j
'twaaanta ; to.t, pardoe-iae ratea da *egatni de A is reqtie-j^jREhorcs, **e o nobre ejratade, Silverio, fra ospancado por ordem do subdelega-
do, xjue at huje nao pode obter a-pumeio da (
O Su. Anaci Bui/no :N5o
-presidente, fozer hoje a analy A MtMdi
violencia platicadas pela pa*ieia na comarca da
Victoria, orlante creio que'bastante tenho dito
para justllr.ar'o requerimento' que passo* afcre-
cer conatteraco da casa.
O Sb. Jt AjatmiM :Isto clamar no deserto.
O Su. AaAwo BrltrIo :Eis o requerimento
Vai mesa e poiado o aefuinte reqleri-
mento: __
Requeiro fliwpor iniaiedi< do E
dente da provincia, heguaia. es
mar-oes segrales:: "
l Sobre as previdencias tomadas P0 Br. cii<>-
e de polica, acarea do etftacauento do eidadao
Manoel Bernardo 'Gomes SHwrid perpetrado a 3
de dezembru j)roatini pateado, lie cidade da Vic-
toria. '
2.- Sobre a Tazoea da awgatw de dou<
rimentos, que, era data de 12 t Ji de setemnro,
dirig ao priraeiro supplente do;delegado da Vic-
toria, e ao primeiro supplente de subdelegado de
seu segundo disirido.
3." Sobre o estado andamento do nrocesso do
primeiro supplente de subdelegado da Victoria.
Paco da asseninta legislativa provincial de Per-
namb'uco, 16 de abril de 1869.->-.lriy'o Bellido.
O SR. GASPAR E DRUMMOND.Sei, Sr. pre-
sidente, que improbo trabalho, diffkil, e superior
as mina torcas aocertar a diseusaa) de todos os
requer oentos apresentados n'esta, casa, oouw sig-
na! de opposieSo a mawha da adminislracjp Ja
provincia. Sei que nao aodcrei conseguir nem r|ne
sejam elles fundamentados em termos convenien-
tes, por que a forma, o modo e manera por que
acaba de fallar o nobre doputado pelo tercelro ais-
tricto, mais que suQiciente para revelar que os
nimos se acham excandecidos, que vai haver as-
pereza de linguagem arada maior, e que todos os
sforeos que de minba parte forera empregados
jara desviar a discussao d'este agro terreno, serao
sem proveto algum. Conheco finalmente que me
faltara o recursos tiio necesarios para a lula da
tribuna que se rae offerece, .mximo em occasiao
em que nada sei, de cousa atguma sou informado
em relacao'aos faetos que consumen a materia do
requeriinento que c discute : no entretanto farei
algumas observaeoes a mostrar jue nao lia razo
da parte do nobre deputWo pele terceiro districlo
para fundamentar o eu requeriinento to incon-
venientemente como o fez, mxime quando os fae-
tos trados por elle ao conheciiuoato da casa, .es-
tad sraente firmados sob sua boarada palavra, e
sem mais prova alsuma.
O Sr. A. Bfxtr\o :Ellas viraoera tempo.
Um Sr. Deputado :A imprensa ja demons-
Wouos faetos.
Gruzam-se mui tos apartes.)
Sr. G. de Drlmmond: Desta forma nao posso
ontinuar. ,
O Sr. Silva R.vmo. :Quera chama a ordem
o Sr. presidente.
O Sr. G. de Diu.mmond:Bem o sei, e sou o pri-
meiro a tributar-lhe todo o respeito, liz nicamen-
te sentir a diffleuldade que tinha de continuar no
meio de tantos apartes que abafavam-mc a voz, e
que de bom grado cedera da palavra, se esta fos-
se a vonlade dos meus dstnctoe collegas. (I\ao
apoados). ,/ ,
Sr. presidente. Nao acompanhare ao nobro de-
putado na parte do seu ducurso, em que censu-
i-ou acremente nm dos actos do poder moderador:
atrnio i V. Exc. que o desconheei por alguns
momentos, o comigo mesmo laraente que tao de-
^ressa fosse o alvo dos apodos a que hontein mo-
xecia smente louvores e mil louvores: cntrarei
sem raais prembulo na materia do requerimento.
sse o nobre deputado, que as autoridades po-
Jciaes da cidade da Victoria, sao criminosas, e que
sobre ellas desde a muto devia ter recabido a pe-
sa do art. 192 do cdigo penal, e mais outro que
nao me record. Que por ordem da autoridade
.policial foi espancado um Manoel de tal Silvero
mpregado na typographia liberal existente na-
quella cidade, e que al hoje nao podo obter a pn-
nicao do delnqueme.
Sr. presidente, sou representante do terceiro ds-
tricto n'esla assembla a alguns annos ; conheco
perfelamente o districto que represento, e espe-
cialmente eutre outros lugares a cidade da Victo-
ria.
All resid por espaco de mais de dous annos, e
conheco os cidadaos que exercem jurisdicQo po-
licial n'aquolle lugar, o aquelles que exerceram
at 28 ou 29 de julho do auno passado : posso af-
lrm tr a V. Exc. e a casa, que o delegado do San-
to Antao nao est no caso de merecer o epitheto
de^sassino e outros cora quo mimoseou o no-
breneputado pelo terceiro districto.
E' um moco mu distincto, e qu9 at hoje nao
ii'in cn sua vida publica faetos que o desacredi-
f*^, oh o fafam estiiorewr no Itom voncvlto do
publico.
Um Sr. Deputado :Nao ser o delegado; mas
o subdelegado.
Outro Sr. Deputado :Fallou em geral.
O Sr. Lopes Machado :E' a polica.
O Sr. G. de'Drummo.nd :era mesmo o sub-
delegado de Victoria, o que disse o nobre depu-
tado pelo terceiro districto. Sr. presidente. Para
avanear proposcoes tao offensivas, sem ter urna
negativa em resposta, corra ao nobre deputado a
obrigacao de offerecer a immediata prova.
Sua palavra, alias mui respeitavel, nao pode fa-
zer baixir a concha da balanca da justica, quan-
do tver de fallar de seu adversario poltico, e for
elle o seu aecusador.
Se as autoridades policaes da cidade da Victo-
ria, fossem assassinos, como as qualiflcou o nobre
deputado ; desde a muito nos crgastulos teriam
elles soffrido a justa pena de seus crimes.
A pouco tempo, senhores, o partido progressista
deixou o poder : a pouco tempo deixaram de ser
progresistas as autoridades policaes da cidade da
Victoria : os cidadaos que hoje exercem taes lu-
gares ; all viviam, erara negociantes e agriculto-
res ; eram nnhlicos sectarios da poltica dominan
te ; deram batalha ao nobre deputado, e aos sous
amigos as crses eleitoraes por que passou a pro-
vincia : por consequencia, nao podiam ser desco-
nhecdos os seas crimes dos agentes da autori-
dade de entao ; e por minha vez pergnntarei ao
nobre deputado, por que nao foram elles proces-
sados, por que nao foram punidos durante a po-
ca a que me tenho alludido ?
Nao foram, senhores, por que nenhuma impu
tacan criminosa com vantagem, podia ser proce
dente contra elles : nao foram, senhores, por que
elles nao invadiram a carrt-ira dos crimes ; logo,
nenhuma razao tem o nobre deputado, para appel-
lidarde semelhante forma a taes autoridades, a
menos que nao queira censurar aquelles que dei-
xaram o exercicio dos cargos policaes, e que
eram seus amigos.
UmSr. Deputado :E' para ter prova, que elle
pede informacoes.
( Trocam-se muitos apartes ).
O Sr. G. de Drummond :Se o nobre deputado,
se limitarse a offerecer o seu requeriinento, pedin-
do informacoes sobre o espancamento do typogra-
Sho, por elle referido, concedo que seria prore-
snte o que diz o Ilustrado collega : mas o nobre
deputado, proceden diversamente : declarou que
as autoridades policaes, eram indiciadas nos cri-
mes previstos pelo art. 192 e outros, e que esse es-
pancamento tinha sido feito ou mandado fazer pelo
propr) subdelegado; e quem assim afflrraa, nao
necessita de inforoucoes.
Um Sr. Deputado : Tem provas que ha de
apresenlar na occasiao opportuna.
O Sr. G. de Drummond : Que melhor oppor-
tunidade do que a que se offerece? So o nobre de-
putado tem estas provas, para que nao as apre-
seata, porque nao as sugeita ao conbecimento dos
seus collegas?
O Sr. Araujo beltro :Prometi apresentar a
seu tempo.
O Sr. G. de Drummond :Pois bem; emquanto
o nobre deputado nao apresentar taes provas, o
sea dito apenas autorisado pela sua palavras,
alias muito respeitavel; mas nao pode servir para
se formar um juizo desfavoravel do seu adverssrio
politico.
Um Sr. Deputado :Os jornaes poli ti eos leem
dito muito a respeito.
rrocam-se inuitos apartes).
I Sn. G. de Drummond :Senhores, o desabri-
nento da imprensa desde muito, e tem sido infe-
lizmente conhecido na verdade : nem sempre os
faetos sao narrados com toda a verdade, a narra-
cao se resente quasi sempre do espirit politico de
qu6iAt acha P"ssai(l0 Quem escreve, e por sso
per-loe o nobre deputado, nao foi, nao e nem se-
ra nunca meio de prova o que diiem os jornaes
polticos, como qualiflcou o illustrado collega.
mn5f2!r a PT0V? mc** aaqnelle que afflr-
*i.Sinl:-d8rte momnto em que o nobre
deputado arrisou a proposicSo de trae as autori-
dades policaes da cade da Victoria eram asi,
sinos corna-loe o Imperioso dever de apresentar
as bases de semelhante afflnnativa TO "t""3*"""'
Wo faco hoje, senhores, mao pedir aquillo que
de continuo me pedias: por diversas vezestrou-
xe ao conhecmiento desta assembla tacto* escan-
dalosos praticados polas diversas aatoridadaTia
provincia, e os meus nobres collegas immedial-
nao pi'ide
delinquente. Esta proposi^o do nofe denulado,
ba nao m cidade da Victoria, outras autoridades alm
do delegado e subdelegado de polica ? A resposta
seca armativa. Cabe ou nao ao offondido a ac-
cao contra o seu offensor ? O art 72 do bodigo do
proeesso criminal assim o diz.
Ora, se delegado e subdelegado de polica da
Victoria sao pareaes neste negocio : se delles, o
offonido ou o nobre deputado lio pode esperar
Justina ; porque razao nao enca.ninajpu su* queixa
perante o Dr. juiz municipal do termo1? porque
nao pedio providencias ao actual juiz de diceito da
comarca do Santo Antao, magistrado probo, Ilus-
trad e insuspeito ?
(Ha m aparte).
O Sr. Lopes Machado :V. Exc. leu a declsao
que se den ltimamente, com relaoo ao juiz mu-
nicipal de Barreiros ?
O Sr. G. de Drummond :Li urna decsao do Sr.
conde de Baependy, dizendo que quando. cumula-
tivamente eomecavam a proceder criminalmente o
juiz municipal e o delegado de polica, tinhastc
o direito de preferencia, e achel de accordo com o
que dlspSe o art. 246 do regulamento n. 120 de 31
do Janeiro de 18i2.
(Trocam-se mnitos apartes).
Deixo a questo de Barreiros, para tratar quan-
do for ufferecida a discussao : c ci nlinuarei a fal-
lar sobre a materia do requerimento.
Se, pois, o nobre deputado pelo 3o districto, nSo
fez encaminhar a queixa de Manoel Silvcrto, pe-
ante o juiz municipal do termo : se n3o pedio
providencias ao juiz de direito, me parece que nao
tem razao para se mostrar fo receioso, e afflrmar
que nao ser punido quem praticou tal crine.
jue pos icio elevada teem as autoridades policaes
da Victoria, para embargar o passo a justica ?
Nao, senhores, elles nao sao esses potentados de
que a justica pode ter receio, e felizmente ainda ha
magistrados que se nao curvam no deseinpenho
dos seus deveres a ipes potentados.
Um Sb. Deputado :E' pelo espirito de partido
que se nao ha de conseguir a punicao.
O Sb. G. de Drummond :vNem a poltica domi-
nante accejta c protege criminosos, nem as auto-
ridades a que rae tenho alludido se prestaran) ao
obedecer no exercicio do seu nobre cargo a quaes-
quer imposicoes.
O Sn. Lopes Machado :V. Exc. nao tem mdo
do bacamarte ? Assim teria o nosso collega.
O Sr. G. de Drummond :Creio qnc nao ha ra-
zao para ter, e faco iustica ao nobre deputado, nao
acreditando que elle se ieceie do bacamarte na
cidade da Victoria.
0 Sr. Araujo Beltbao :Desconfi mui o.
Bm Sn. Deputado :Se capar, d urna quei-
xa contra alguma autoridade policial.
O Sn. G. de Drummond : Senhores, sejamos
justos.
Um Sr. Deputado : E o capitao Paulo Be-
zerra ?
O Sr. G. de Drummond : Nao lancis sobre
vossos adversarios poli icos imputaedes tio graves
e tao sera fundamento. O capitao Paulo Bezerra,
ealhegoria de villa :pov*acio de Cacoeira do
Botarlo,
Entrando em I.' d n. 1 de 18TMS deftrmi-
Anak que as erapregos da secretaria 4* usm-
Uws-J posen m ser ereauo6por projecto de tel,
apreecntado pela eamimsso-dc polca,-ficou adia-^
da per nilo haver casa.
A rdem do da para hoje a 1.' discussao dos
use sis vs&rs&'&t
mesme auno.
TENTABJ E !OTClDMf^4ntB.hontein por
voltaje 9 horas da aoute uuaa taima que atra-
vessava o rio Capiharibe, pcoiim ponte do Saa-
ta Isabel, reeolhou ma bomeii qgc *> afcgava.
Condolido a rampaaiU e\iiaBe, loi epota ell<
I levailoj indar terreo40 catt > de S. Knaardo
, onde s-fatonhe<>.'u sr#8r.^BWiaiioCoeluo, qe
foi artista da oiupaatiia.lniaaaiica Uu SaaUa
Isabel,
Tornando si -esforcos.de um medico, ai koc
chaavu'o, e eui presenta dfenhdMiogado respec-
tivo e^liverhOspareies,adveua nlfeliz moco,
por nao poder fallar, que tomara urna porcao de
veneno, atirando-se depois ao rio com a int'encao
deliberada demorrer.
A esforoos do facultativo *cha-se elle fra do
pergo, insistindo, porm, em zer que tentar se-
gunda vez deixar a vida ; mas que fa-lo-ha de
modo que s o encontreui ja. defunto.
BABBRIDADE.-Ha no betca da Bomba urna
inulher tao m que castiga deoia modo descora
munal na infeliz cranla que lem em sua com-
panhia;, para que a menina nao atraa com
seus grites a vizinhanca e transentes, apertar-lhe
a garganta, produzndo-lhe sHffocamentos.
Compre, polica voar em ainio da epprimida
creanca, .corrigindo essa megera de sua mal-
vadez.
LPV'RO NOVO.Recebemos ura exemplar do
opsculoAjjieuto, scenat de um romance, pelo
Sr. Joao Candido.
Sem querer entrar pelos arrajaos da critica, di-
remos todava que o livrinho do Sr. oao Candido,
posto que soffra do mal que ltimamente tem ata-
cado as produecScs dos nossos joveas patricios,
tem algum merecimento Ktterario.
A leitura de.-Offman, Byron, Vctor Hugo o ou-
tros escriptores, tem por tal forma maculado o
gosto dos modemisslmos escriptores, que cada
qual se julga mais autorisado a usar e abusar de
phrases bombsticas, ultrapassando a meta rasoa-
vel do hyperbole.
esse" principal defeito da obrinh'a do Sr. Joao
Candido ; e. para nao citar muito, apontaremos
estes pensainentos que se leem as paginas 4 e 5 :
Se fra aguia, naquetle instante, teria dito ao in-
finito :arreda-te, que as minlt.s azas ja te to-
cam.Dem como tinta aberto as vlvulas de sua
grandeza, pela prdigalidade d's tudo. 0 intitulo
parta daqtielle ponto!
Esses pensamentos podein ser muito bellos, mas
esli bem longe de darem urna dea do que o
infinito.
AinJa na pagina 3 se lTudo fluctuava. Niu-
ijuem era peso. Estes ddus pensamentos, segui-
dos, pareeem se ligar, dando em consequencia que
o que flucta nao tem psol I
Como estas, ha muitas outras incorreccocs e
phrases recheiadas, que sem duvida, o autor bus-
cara evitar emou'os cscriptos que porventura
tenha de publicar.
Ja temos hdo algumas produccoes poticas do
Sr. Joo Candido, bem mimosas, agora mesmo
no seu Alberto, umita flor odiranio respiramos
fom prazer; por sso permita-nos fallar-he cora
franqueza e quic com rudez, am de desvia-lo
emquanto tempo do caminho que de ordinario
segu a nossa mocidade, entregando-se urna es-
cola de desinoronamento das bellezas da nossa
hngua e da phylosnphia litteraria.
Nao desanime, pois, o Sr. Joao Candido; conti-
nu, aceite conselho que ora Ibe damos, e fique
certo de que de vagar se vai ao longe, e que nao l
etmttando mal Offman, Byron, etc ect, Victor
Hugo e as de mais escolas, que conseguir con-
colvra & CCopiador de Joao Anteni de
Ar despachos.
lequerimento de Manoel Alves Less, para re-
gistro de una procuracao de seu socio Joo da
Rocha e Silva.Registre-se.
Dito de Joao Ferreira Ramos certido do
theor do registro da noineacao de seu caixeiro
Frunaipi Pawcira Ilaiaa.Otaae-Teimer.
Dlflf de Jos Euzeair Marques Colho idem
da mmaselo de son caixairo.Como toqyier.
Dito do barao de Nazarcth dem de qnal o
capital da sociedade comuiercial de Guimares &
fUeapira.Como requer.
Brto de glbino Jos de Almeida e Jos Domin-
gos de Sampayo, registro do seu contrato so
einl.Vala ao Sr. dn-emharg.idor fisoal.
Sito ^Bps LopesJ^aviin idem da nomea-
co de sjaaawxeiro Luavavo Jorca da Silva.Re-
gistre-so.
Dito de Henrique Leger dem da procuracao
baftantf, quejunta, otistiiuiado procuradores pa-
ra, durante sua aos
memal.Registre-se.
Adiado.
Be Joaquim de Souza Ferreiracarta de matri-
cula de commercante.Nao tem lugar.
Coa* inlermacao do Sr. deeembargador fiscal.
Do Pedro Jos Goncalves da Silva registro
da eseriptura de cessao a traspasso de ura crdito
hypotliecario.Regsti-e-se.
De Antonio Augusto dos Santos Porto e Joa-
3uim erge da Fonseca Bastos, contrato de socie-
ade.Registre-se.
De Francisco Ferreira Borges carta de regis-
tro para a vapor Mandoln.Como requer.
De liento Eleutcrio de Suoza Castro carta de
matrcula de commercante.Nao tem lugar.
(Foram vencidos em votos o xra. Sr. presidente
e o Sr. deputado Rosa).
, Do*Awk do Abreu Porto, em que pede o re-
gistro doswtatulos da companhia do trilh >s urba-
nos do liecfe a Olinda.Salisfaca o parecer fiscal.
Nada mais ha vendo a tratar-so, e dada a horc
(11 1/2 da manha), o Exin. Sr. presidente enae-r
rou a sc.-sio.
retirou-se da cidade da Victoria, por causa part- quistar norae na repblica das lettras.
rular, e sera carcter algum poltico. PitOMESSA.-O Sr. Agostinho Ferreira do Car-
(Nao apoiados, trocam-se apartes.) mo, tn(lo Tao 0 prcmio de 4:0005000 da |ote.
O Sr. G. de Drummond :-0s nobres deputados, ria que ^^ ^ d
lorom nno norro ^o nuncio <1t r.ilirad do Sr ______.:j.. .. *" -- -
querem que narre as causas da retirada do Sr.
capitao Pauto Bezerra : nao o farei porque julgo
que nao devo invadir o sacrario da familia.
Um Sn. Deputado : Contra o testemunho do
proprio individuo ?'
O Sn. G. de Drummond : Posso garantir que
se me informou ter o Sr. Paulo Bezerra, se reti-
rado para Caruar, afim de evitar que seu filho
procedesse irregu lamiente.
0 Sr. Presidente. Nao me opponho ao re-
(jut'i'iiiiuilo, purgue nao sai nog^r informaQoas :
pedi a palavra nicamente para protestar contra
as proposicoes emittidas pelo nobre deputado pelo
terceiro districto, quando fundamenten o meu re-
querimento, as quaes se encontram acusa-
coes graves, contra cidadaos honestos e respeita-
veis.
Um Sr. Deputado :-*Qual respeitavel.
Um outro Sr. Deputado :Diga criminosos.
O Sb. G. Drummond :Emquanto nao for de-
monstrado convenientemente, permitta-me o nobre
deputado, que nao acceite o seu jujzo.
(Ha um aparte.)
Sr. G. de Drummond :Sr. presidente, tenho
de concluir o meu discurso; antes disto, porm,
direi ao nobre deputado, que aecusacao igual po-
dia eu apresentar as nomeacoes que se fizeram
em 1863.
Eu poda allinnar ao nobre deputado, que para
Paje de Flores, se nomeou um subdelegado cai-
minoso conhecido, e com repugnancia declinarei o
nome de Isidoro Mascarenhas.
Um Sr. Deputado :E era criminoso ?
O Sr. G. de Drummond : Tinha respondido
em Pao d'Alqp ao jury, pela i norte de um escravo
de Sebastio Antonio Paes Brrelo : e por igual
crme foi requisilada a sua priso pelo finado con
selbeiro Paes Barrete, quando presidente da pro-
vincia do Cear.
O Sr. Lopes Machado :E esta Qomeacao, nao
foi cassada?
Sn. G. de Drummond :Nao, meu collega :
este individuo continuou no exercicio do cargo po-
licial para que lora nomeado.
O Sr. Soares Brandad :Ainda quando se po-
desse citar um facto, nao se dava paridade cora o
que acontece actualmente, que nao nm facto so-
ludo; sao mui tos.
(Cruzara se apartes.)
0 Sr. G. de Drummond :O mesmo poderei eu
dizer. Senhores, pelo que me parece, os nobres
deputados brevemente apresentaro um capitulo
de aecusaedes contra a admutisiracae da provin-
cia, e necessariamente deciinarao os nomes des-
ses empregados que sao criminosos: por minha
vez tambera me comprometi a mostrar a impro-
cedencia de taes aecusaedes, e a fazer a resenha
d'aquelles que na derrubada de 1863, foram Ho-
rneados agentes da policaem vez de serem poli-
lic lados.
Dada a explicacao do meu voto, tenho con-
cluido.
Posto votos o requerimento approvado.
ORDEM DO DA.
i* discussao do projecto n. 20 de 1868, que
crea duas cadeiras de ensino primario no povoado
da Torre, urna para o sexo masculino e outra pa-
ra o feminino.
Feita a chamada, e verificando-se nao haver
casx
O Sn. Presidelte designa a ordem do da e le-
vanta a sesso.
REVISTA DIARIA.
ASSEMBLA PROVINCIAL.Na sessao de non-
tem a assembla ouvin aos Srs Gaspar de Drum-
mond e Pranklin Tavora sobre um requerimento
apresentado pelo Sr. Soares Brandao na sessao
anterior, acerca da nomeacao do curador geral
dos orpbios deste termo, sendo o requerimento
approvado.
Entrando em I. discussao o projecto n. 39 de
1867 que cria diversos lugares de conferentes no
consulado provincial, foi regeitado.
Regeitou mais em 3.', o de n. 28 de 1866 que
crea nm conseibo de salubridade publica nesta
provincia; em 1.* o de n. 74 de 1865 que permitte
aos religiosos de S. Francisco de Olinda, enter-
raren) os cadveres do seus irmaos no seu oam-
veoto.
Approvou em 1*, o de n. li de 1868 que crea
urna cadeira de primeiras letlfas na povoacao de
Nossa Sennora da Luz.
Regeitou em 1*. o de n. 22 de 1868 que marca
a9 horas em que dere estar aberto a bibnotheca
pubHca e creando o lagar de porteiro; e o de
n. 33 de 1808, que autorisa o ornecimento de
agua potavel villa do Cabo.
Approvou em 1* o de n. 8 de 1868 que auto-
risa a rescisao do contrato feito cam Antonio Do-
mingos de Souza arrematante de imposto* da
villa de Barrreros.
RegeUoa va 3.* o de o. 20 de 1868 elevando
garantido, e tendo feito una promessa S. Sebas-
tio do Bonito, deixou em poder do thesoureiro das
loteras a quantia de 2500U0, o qual pede a res-
pectiva irmandade o favor do a mandar receber.
COMPANHIA PERNAMRUCANA.Hoje o ul-
timo dia em que o vapor Jagnaribe desta compa-
nhia com destino Macei e Pcnedo, araanha as
o horas da urde, recebe carga para os referidos
portes, conforme se Ji pelo annuncio da mesraa
companhia. '
LOTERA.A que se a:ha a venda a 103.a a
beneficio da igr ja de S. Joao de Abreu de Una,
que se extralnr no da 28 do corrente.
B1LHETES OFFERECHJOS. Numeraco dos
bilhetes da 103.' olferecidos pelo thesoureiro das lo-
teras para auxilio das despezas da guerra :
Bilhetes ns. 937 946.
LEILACw-Hoje faz leilo, de mobilia e outros
muitos artigos, o agente Oliveira, na ra do Cora-
iner.'io n. 16.
O agente Martins faz lwje leilo de objectos
de ouro e prata diversas materias e dividas : a
ruada Esperanca n.37, tudo pertencento ao espo-
lio de Joo Antonio i'ires de Moura.
PASSAGEIROS.Do hiate brasileiro Gracioso,
sahido para Mossor:
j Joaquim Nogueira da Costa, Joaquim Nogueira
da Costa Jnior e Jos Pereira da Motta.
CEMITERIO PUBLICO.-Obtuario do dia 17 do
corrente:
Antonio Vicente Ferreira Chaves, Pernambuco,
50 annos, viuvo, Poco ; gastro entorile.
Luzitana Maria das Nevos, Pernambuco, 19 an-
nos, sol'.eira, S. Jos ; ttano.
18
Geraldo, Pernambuco, 40 annos, Ba-Vista,
pneumona. /
- 19-
Mara, Pernambuco, 9 mozos, S. Jos ; convul-
soes.
Maria, Pernambuco, 2 mezes, Santo Antonio;
congesto.
Rufina Justina de Saut'Anna, Pernambuco, 51
annos, solteira, Santo Antonio ; congesto cere-
bral.
Amelia, Pernambuco, 10 mezes, Santo Antonio ;
gastrite agudo.
Constantino, Pernambuco, 2 das, Santo Anto-
nio ; espasmo.
Maria, Pernambuco, 2 das, Boa-Visto; to-
lano. *
Julio, Pernambuco, 8 raazes, Recife ; denticao.
Sebastio, frica, 37 annos, solteiro, Boa-Visto ;
gangrena.
Francisco, Pernambuco, 3 mezes, Santo Anto-
nio : epelephia.
Maria Francisca da Conceico, Pernambuco. 75
annos, solteira, Boa-Visto ; diarrhea aguda.
Candida Maria da Conceico, Pernambuco, 35
annos, casada, Boa-Visto ; insuficiencia das vl-
vulas.
*" v flk* 3(hp-------"*~-
dosaos-*|ue eram chamados estrhgeiros ; e
costume tem continuado at os nossos das.
Em principi estes ceniiteriosaaTjttocados ora ns
cidades ou fra dellas, e ora no Interior das igre'
jas .estiveram, todos sob a immediata administra-
cao dos. prelados diocesanos.
Hoje, porm, em quasi todos os paizes catholi-
cos esiao os cemiterios a cargo das inunicipalida-
des, ou do.pDd>eivil,"TBltelt"s apenasna parte
que diz reapeito a religan ao biapo da dtocese :
islo os bispos podem ordenar que na parto do
eemrlerio que receben as bencaos da igreja se
n) sepuUem os protestantaai os pagaos, ns inter-
dictos, e siui em outros lagares para este nm pre
parados.
Nos cemiterios da Frasea e de outros paizes
calhnlieos, bem cxmo noab Rio de Janeiro, exis-
ten) ivir mivw lugares para os secta nos de to-
das as religlesdo mnndaP--4\^^ -^- -*
O distincto articulista da Opinttlo Nacional apre-
sentou, como argumento contra o acto do Exm.
diocesana, o imperioso dever de dar sepultura aos
ausencia getfrein saa casa com- u.* posto em pratica pelos chrislos, que se-
gundo diz Berpier nao limitaran) a sua carida
SESSAO JUDICIARIA EM 19 DE ABRIL DE
1869.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGACOR A. F. VE-
RETO.
Secretario, Julio Guimares.
Ao meio dia deciarou-se aberto a sessao estan
do reunidos os Srs. desenibargadorcs Silva Gui-
mares e Acc.ioli, e os Srs. deputados Rosa/ Mi-
randa Leal e bario de Cruangy, e o Sr. supplente
S Leilo, faltando com participaco o Sr. desem-
bargador Rcis e Silva.
Lida, foi approvada a acta da precedente ses-
so.
O escrivo Albuquerque registou o ultimo pro-
testo de le ra a 13 do presente mez sob o n. 1740;
e o escrivo Alves de Brito a 17 do dito mez sob o
n. 1681.
ACCORDAOS ASSIGNADOS.
Embargante Francisco Jos de Paiva, embarga-
dos Monloiro & I rmo.Embargantes Johnston
Pater & C, embargado Flix Sauwage.Embar-
gantes Prente Vianna & C, embargados os admi-
nistradores da inassa fallida de Auiorim, Fragoso,
Santos & OP
JULGAMENTOS.
Juizo especial do commercio.Embargante ap-
pellante reo D. Juan de Anglada Hijo, embarga-
dos appeados autores Aranaga Hijo & C, juzes
os Srs. Silva Guimares, Accioli, Rosa e Miranda
Leal.=Dcspresados os embargos, declarando o Sr.
Rosa que votava pela condemnacao do embar
gante de conformidade cora o documento de fo-
iha< 17.
Juizo especial do commercio.Embargante ap-
pellaote executado Joaquim Coelho Cintra, embar-
gado appellado exequenle Joaquim Fiuza de Ol
veira: juizo os Srs. Silva Guimares, Accioli, Ro-
sa e Miranda LealDespresados os embargos.
Por nao estar presento o Sr. desembargado*-
Res e Silva nao foram propostos os feitos entre
partes: appollante Joo Pinto le Lemos Jnior,
appellado Mariano Xavier Carnciro da Cunta.
Appellante Jos Rodrigues de Araujo Porto, ap-
pellados Isidoro Bastos & C.Appellante Jos An-
tonio Pereira Lessa, appellados Moeda Mcdeiros A
C.Ap >ellante D. Mana Cordeiro, appellado Joo
Ribeiro Pessa de Lacerda.Appellante Joo Case-
miro da Silva Machado, appellado Innocenclo Sa-
lustiano da Silva.Appellantes Antonio Lourcnco
Teixeira Marques e outro, appellado Manoel Moii-
tero da Cunta.Appellante Nicolao Jos Ferrei-
ra, appellado Antonio da Costa Araujo.
DESIGNACAO DE DIA.
Ai,i.liante Anloino J.ia.iuiui Sala;id.i. siinc'.lailo
Antonio Goncalves Ferreira Pnmeiro dia til.
AGGRAVOS.
Juizo espec;.l do commercio. Aggravante o
administrador da inassa fallida de Sebastio Jos
da Sil fu, aggravado Joaquim Lopes de Almeida.
Aggravante Hermenegildo Eduardo do Reg Mon-
teiro, aggravado Guilherme Augusto Rodrigues.
Sette.Aggravante Carlos Luz Carabronne,aggra-
vado Joo Pedro Blanched.Aggravante Joaquim
Salvador Pessa de Siqueira Cavalcante, aggrava-
do Salvador de'Siqueira Cavalcaute.
O Exm. Sr presidente negou provimento.
Nada mais houve, e encerrou-se a sesso urna
ora da tordo.
llo limitaran) a
de a dar sepultura a seus irmos: encarrega-
ram-se ainda da dos pagaos...
Alea do que sobre este argumento j fioa dito,
pediremos lieeuca ao illustrado articulista para
accrescentarmos mais algumas consideradas.
dever de sepultar os morios nunca fo'i contes-
tado, e para a prova disto nao precisavaraos da
valiosa ojimio de Berger : o que contestamos,
porcm, e o dever de sepultar todos, catholicos e
nao catholicos, no mesmo lugar sagrado.
O mesmo Berger, quando diz, que os chris-
taos nao limitaran a sua caridade a dar sepultu-
ra a seus innos : encarregaram-se ainda das dos
pagaos nao diz, que os sepultavam no mesmo lu-
gar e com o inosino rite. Ao contrario, n mesmo
Berger, reconhece urna distineco grande entre
os cadveres dos impos, e dos' )ue os nao sao,
quando refero que Jeremas, VIH v; 1, ameacou
os falsos prophetas, que tinham adorado os ido-
los, de que seus aasos nao receberiam sepultura.
mas Hcariam como estreo sobre a face da
trra.
A igreja eatholica *nma sociedade de todos os
fiis, unidos pela profisso da mesma f, pela par-
ticipaco dos mesmos sacramentos, e pela obe-
diencia aos legtimos pastores, principalmente ao
pontfice romano.
Jess Cliristo, seu fundador, estabeleceu, como
meiosjde salvacSo, a f, e <*omo melos de santifi-
caeao, os sacramentos, os quaes, parece que ne-
nhum catholico deve recusar.
Como ja disseraos em outro artigo, esto socieda-.
de tem leis pelas quaes so dirige e executores
dellas.
A estas leis devem otreathohens a mais comple-
ta obediencia, sob pena de perderem o direito de
gozar os beneficios que Ihes promette a sociedade,
oe que se fizeram membros ; porque estas leis
emanaram de ura poder infallivel, quer legisle so-
bre materia de f, quer sobre costumes (disci-
plina.)
A igreja, como a sociedade civil, entendeu con-
ceder a seus membros certos favores e privilegios,
que nao dispensa aos que nao fazem parte de!la.
Assim estabeleceu, que os fiis seus manda-
mentos fossem sepultados em lugar distincto : que
este lugar fosse previamente sagrado : que suf-
fragios se fizessem por suas almas de um certo e
determinado modo ; enillm, que se dispensasse pa-
ra com os seus restos todo o respeito c veneracao,
de modo a distingui-los dos dos membros de otra
qualquer sociedade religiosa.
r. Tambem estatuio,quc todo aquelle de seus mem-
- oros,que nao cumprisse exactamente as disposcoes
do seu cdigo sagrado, perdera o direito t\ dos
aquelles favores, previlegios e consolacdes, etc.
Nao vemos nada mais justo, e mais conforme a
razao.
Si na sociedade poltica se eslabelecem regras,
pelas quaes o cidado perde todos os seus direitos,
umitas vezes por motivos, a primeira vista insigni-
ficantes, v. g. a acccitacao de urna condecoraco
estrangeira, porque razo na sociedade dos catho-
licos se nao nevera determinar os casos em que
os seus membros perderan) o direito certos fa-
vores e distinecoes ?
A igreja cathulca expecificou em suas leis os
casos, em que o catholico perde o direito sepul-
tura em sagrado; e, verificados estes, nao pode o
prolado diocesano, mero executor da le, conceder
semelhante favor, quem em semelhante pena n-
correu.
Nao somente a igreja catholica a que exige
certos requisitos, para que uos seus cemiterios se-
jam sepultados os cadveres humanos; mas tam-
bem os protestantes: e, se a memoria" nos nao fa-
Uxa, Uaa aamiurU> proteMantes j foram exhuma-
dos, e toncados fra cadveres de alguns Mor-
mons e de filhos de outras seitos.
Desde epocha inmemorial que se praticam actos
iguaes, ao que se praticou ltimamente.
Si recorrermos a historia antiga veremos, que
at os antigos Persas tinham dous cemiterios, um
denominado o preto, paraos que passaram vida ir-
regular ou viciosa; e outro, o branco, para os que
em vida praticaram sempre actos de virtudes.
O distincto articulista da Opiniao Nacional ao
finalisar o priraeiro capitulo de seu escripto, diz :
< que, quando hoje a curia Romana, abrindo uma
excepeo ao seu tacanho espirito de exclusiva-
~ ~----------1-----*-------------------------
Nobrezac uqja comedia em dpus actos Cotimo
ouo principe catador.
jerda.deiroB amantes, da arte dramtica
correrao mais uma noUe ao tbeatro pata admira-
rera10 trabalho do doto urimeiros rtistas, Joa-
3.Augn?to e>,alia Ateve*>. Nobreza,
?LqM fralmente o bem leVnprehendide
dotT k5*r l^**-^^orai'anhia
as demab us que subi scena a Nobreza,
2Jm aPplaud enrgicamente os trabalhos dos
artistas chamando-os a scena no fim Ho drama e
coreando durante todas as aceas de palmas e
inequvocas ovacoes. K
0 interprete de Antonio Jote* a da Moco Rica
patenteam nesse drama (.VatraVa) uma das mai
sahentes faces do sen brilhant talento artstico.
A comedia Colimo nm gracioso episodio c-
mico que devera ser com toda a naturalidade des-
em|ienhado pela companhia vista dos artistas
que se incumbirn das princtpaes partes.
Ao Sr. empresario Duarte Coimbra cabem em
em grande parte as palmas e os applausos com
que a platea recebe constantemente os artistas do
Santa Isabel.
O que fra de duvida que o empresario
procura por todos os meios agradar ao publico
d'uma maneira digna e conveniente, offerecendo-
ihe pecas de fino lavor litterario e de ampias pro-
porcoes dramticas como Antonio Jote, Moca rica,
Nobreza e Aime ele. etc.
Nos, fracos admiradores do bello, sabemos no
entonto apreciar as composic_oes dramticas, que
merecen) tal titulo.
Assim pois, om verdadaitx*jsbilonapplau-
liraos o Sr. Duarte Coimlira" por mais ama vez
dar-nos o bello drama NobreM, que pode figurar
entre as concepedes mais moralisadoras e edifi-
cantes da moderna ittcratura dramtica.
F. *
PUBLICACOR A PEDIDO.
Protectora das fami-
' as.
Esta associacao caminha as vias de prosperi-
dade, nao sem os entraves inherentes emprezas
grandiosas.
Contratos
Em 30 de junho de)
Capital
3936-----o,868:87897J)
1406-----2,173:42592(t
5342-----8,042:1013890
1868 tinha regis- \
Irado.............)
Durante o semestre de J
30 de junho a 31 de'
dezembro de 18C8...
Estado dessa associa-'l
ao em 31 de dezera-'
brode!868.......
O capital dessa associacao llimittado e con-
verte-se era apoces da divida publica nacional de
6 % Nao se pode dar melhor garanta. Se na
hipothese de quebrar o Brasil e que essa associa-
cao pode sofrer; uma especie deinontc pi de
grande utildade para as familias.
Para conseguir com toda securanca o maior e
mais instante desidertum da vida do Iioinem, que
crear para o futuro um capital corto e uma ren-
da infaJJivel, para si, seus filhos e familias, bastara
fazer um calculo (cada qual conforme seus pro-
prios haveres) de que pode dspr durante o pe-
riodo de cinco anuos ; signalada que seja a quan-
tia ser esta dividida em duas classes de contratos,
nm chamado contrato de capital e ontro de renda!
Estes dous seguros devero satisrazer-sc em cinco
annuidades consecutivas, e depois de passados os
cinco annos o contriburate licar livre do onus dos
pagamentos das annuidades subsequentcs.
Estas duas classes combinadas produzem resul-
tados maravilhosos para o futuro.
Por- exemplo, um pai que quizer formar para e
futuro um capital e uma renda vitalicia para cada
um de seus filhos, conseguir este importante Bm
despendenoo para cada um delles a quantia de
l:l;io, que se pagan da seguinto forma :
Direitos de entrada.. l>
No primeiro anno___ 200
> segundo > .... MO
terceiro .... 200J
quarto ..... 200
quinto ___ 200*
Sepultura ecclesiastica.
CHRONICA JlIDICMRM.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
ACTA DA SESSO ADMJHISTRATIVA DE 19 DE
. ABRO, DE 1869.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARCADO!) ANSELMO
FRANCISCO PERETTL
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
tados Rosa, Miranda Leal, barao de Cruangy e
supplente Sa Leilo, o Exm. Sr. presidente abri
a sessao.
Lida, foi approvada a acta da sesso de 15,
com declaracao de que o Exm. Sr. presidente vo-
tou pela matricula de Francisco Leito de Carva-
Iho, e o Sr. deputado supplente S Leito decla-
rou que se tivesse-assistido a dita sessao tambem
tena votado na mesma conformidade.
EXCEDIENTE :
Officio do presidente e secretorio da Junto do
corretores, firmado de 19 do corrente, ajuntando
o boletim commercial da semana prxima finda
Ao archivo.
Foram expedidos 3 officos : ao Exm. Sr. vice-
Eresidente da provincia 2, e ao secretario da tri-
unal do commercio da capital do imperio 1.
O Sr. Dr. offlcial-maior declarou por escripto
ao existir no archivo da secretaria o decreto n.
4S48 a que se referi o offlco da junta dos corre-
tores de 14 do corrente, e que delgenciando ob-
ter pela seeretana do govemo uma copia delle,
aguardava a Ofiporlunidade para com ella satisfa-
aer a exifencia do tribunal.
Comprela Frange Ferreira Borges, a quem,
tt *J?7% P*3 Jnr^oto^eespS-
biLdade estatuidos no art 63 do cdigo docom-
? 5&6 OHdi0 **"* "^"^ vapor
Aos aVs. deputados oram distribuidos os se-
C" ites 1WO8: Diario e Copiador de Bento de
tas Orimarias.Capiador de Jo* Duarto das
Neves.-Da.vio de Francisio Goncalves Torres.
Copiador dr ipeamo.Diario de Adolpho Praacis-
Nas columnas da Opiniao Nacional n. 90 pu-
blicou o Sr. M. da Sil veira Amara I um bem ela-
borado comraumeado, sob a epgraphe supra, em
contestacao ao que sobre esto questo se tem es-
cripto em defeza do Exm. prelado diocesano.
Nao tenho a honra de conhecer este senhor ;
mas pelo seu escripto reconheco, que na tica se
apreseniou um cavalheiro distincto pela illustra-
gao e maneiras urbanas. Acceto, portante, a dis-
cussao no terreno elevado era que elle a soube
collocar ; e d'ante mo peco desculpa para quai-
3uer expresso menos conveniente, qne no correr
este eieripto possa escapar-me, e benevolencia
para os erres involuntarios em que necessaria-
mente hei de cahir, pois sou o primeiro a cones-
sar a minba fraqueza.
A questo asss melindrosa, j pelo seu ele-
vado assumpto, e j porque nao poderemos pres-
cindir da volaco, at nm certo limito, do precei-
to do parce sepultis, analisando os actos da vida
de um Ilustre morto.
Envidaremos todos os nossos esforcos para
guardar as devidas conveniencias, e conservar a
discussao na verdadeira altura em que deve
gyrar.
Concordamos com o Ilustre articulista, em que
a privaco de sepultura ecdesiasiie aos restos
mortaes do general Abreu e Lima lancou proron-
do pezar nos coracoes daquelles, que acatara
verdadeiro* sentiraentos religiosos.
Concordamos tambem, em que os interesses da
sociedade exigem que os restos mortaes de seus
membros sejam inhumados em lugar diverso da-
quelle em que se da sepultura aos cornos das
toras.
Discordamos, porm, em que o acto de negacao
de sepultura era sagrado aos restos mortaes do
Seneral Abreu e Lima importasse uma contrari-
ade des tes interesses sociaes, e menos a negacao
de um preceito da caridade christa, de uma obra
de misericordia, qual o de dar sepultura aos
morto*
O Exm. hispo diocesano nao negou^sepultura
ao corpo do general Abreu e Lima, e nem o poda
fazer, apenas declarou, que nao devia ser sepulta-
do em lugar sagrado e com as ceremonias do
rito catholico : esto determinaco do ordinario nao
importava, que ao general se dsse sepultura en-
tre os corpos dos irracionaes.
Dar sepultura aos morios encargo das muni-
cipalidades e nao do poder ecclesiaslico.
A municipalidade desta capital competa desig-
nar lugar decente, vedado as profanafoes, para
sepultura do general Abren e Lima, caso o cemi
terio protestante se negaase recebe lo. E sobre
esta providencia ja cogita va o Exm. conde da Bae-
pendy, como declarou ao Exm. Sr. ministro do im-
perio na carta sime-offlcial, qne sobre este negocio
escreveu.
A venaracao e o respeito dos vivos pelos mortos
se achau gravados as inslituedes dos povos os
mais amigos. Nao seria o nosso virtuoso praaldn,
qnem no secuto XIX vera dar to estrondoao tes-
temunho de barbara, mandando qne os restos
mortaes de nm seu irrao fosse lancado na rala
destinada aos corpos dos brutee.
Nos primeiros secutes da igreja os chrttaos
nao tiveram em Roma aepulturas distinctas dos
pagaos : eram sepultado* no vasto eaaaitorio cha-
mado de Callisto, ou a beir dos eanuflbos.
Quinbentos anaos depoi* foi qaa aaaaacararo a
ter cemiterios particulares, distinctos dos destiaa-
0, chama o clero protestante a tomar parte no
concilio ecumnico, que ter de reumr-se este
anno, vemos com o mais profundo pezar S. Exc.
Rvraa. prohibir oenterramento no cemiterio pu-
i blico a um cidado benemrito.
Parece-nos que ha engao da parte do Alustre
articulista, quer quando suppe, que s hoje foi o
clero protestante chamado a assistir ao concilio
ecumnico, e quer quando julga que este ter
parte as decisoes do mesmo concilio.
O clero protestante convidado a assistir as ses-
sesdo concilio,convocado.para dezembro futuro,
como foi en 1562 para o concilio de Trente, segun-
do se doprehende das seguintes palavras do salvo-
conducto concedido pela congregaco geral en 4
de margo do citado anno:
O sacro-santo, ecumnico e geral concilio Tri-
dentino, legtimamente congregado, etc. etc. cer-
tifica todos, que todos, e a cada um dos sa-
cerdotes, eleilores, principes, duques, marquezes,
condes, bares, nobres, militares, populares e
outros quaesquer sujeitos, de qualquer estado,
condicao o qualidade que sejam da provincia
Germnica, e s cidades da naco, e lugares
della, e todos os mais eclesisticos e seculares,
principalmente da confisso augusta, e s pes-
(i soas que com elles vierem a este geral concilio
de Trente, ou forera mandados, de qualquer gra-
< duaco que si jara, ou se Ihe possa dar, pelo
theor das presentes se Ihes concede f publica,
j, plenissiina e intoira seguranca, para vr livre-
i mente a esta cidade de Trento, e de ficar, assis-
tir, morar, propor, faltar, e de tratar, examinar,
discutir com o mesmo concilio quaesquer neg-
Mk e tudo o que qnizerem: e de offerecer, e
. manifestar quaesquer artigas, tanto por escripto,
como de palavra, e de os declarar, provar, e per-
suadir com a eseriptura sagrada, com as pula-
i vras dos santos Padres, e com sentenqas e ra-
zes : e se for necessarto, tambem de responder
s objeccoes do concilia, e disputar com aquelles,
t que o concilio eleger, ou conferir amigaveIntente,
sem embaraco algum, deixados totalmente oppro-
bros, dicterios e affrontas, etc. etc.
Nao votar porm o clero protestante as deci-
soes do concilio, salvo se, abjurando o protestan-
tismo, unir-se a igreja catholica.
Parece de primeira intuico, que o papa, ou o
concilio, nao sujeitaria a votacao do clero protes-
tante as questoes de dogma de f, e de disciplina
da igreja catholica.
Apenas o convida a discutir, facilitando-lhes os
moios de conversad.
Os que argumentan com o facto de ser a reli-
giao christa uma religio toda de paz, de amor
e de misericordia para concluir contra o acto do
nosso diocesano, permitan que digamos, nao ar-
gumentara de boa f, ou estoo em erro.
Nao houve intolerancia, nem falta de misericor-
dia, porque nao se trato de um peecador arrepen-
dido, contricto, que, pedindo misericordia, fosse re-
pellido pelaigreja catholica.
Um lente da nossa faculdade, escreveu: qne
os catholicos reconhecem ser o papa o conser-
vador, o archivista dos caones e constituiodes,
e os bisos os seus executores.
O nosso diocesano, por tonto, no caso vertente
apenas enmprio a lei.
Em ontro artigo demonstraremos, que ha enga-
o do Ilustrado articulista da Ooinio Nacional,
(pedimos a devida venia) quando suppe que S.
Exc. o Sr. bispo coodemnou sem crime, com a
ommisso das formulas eesenciaes, o por uma pena
que nao est em nao.
Recife, 17 de abril de 1869.
Rufino de Almeida.
Ter despendido no fim de cinco
annos a quantia do........... 1:153,3
tendo creado para cada filho um capital para o fu-
turo, que conforme a dade dos segurados ser de
33:000$ a 47:000J e uma renda vitalicia de 100
annuaes.
Admittem-se contratos de maiores e menores
annuidades, sendo os lucros sempre proporcionaes
ao producto dos seguintes factores : c valor da
contribuico, o risco de morto do segurad
e a duracao do contrato (art. 38 do regulamento).
Para effectuar as formalidades dos contractos
dngir-se-ho ra do Livramento n. 19. a tratar
cora o Sr. N. F. de Vital, encarregado pelo Baen
rural e hypothecario do Rio de Janeiro, que pre-
sentemente acba-se era cominisso nesta provincia.
Um advogado
Que coaceito pode merecer um advogado
que pondo em duvida a competencia de mu
juizo para conliecer de certo inventario, e
que julgando-se incompetente, este mesmo
advogado requereu por outro juizo, e que
depois do respectivo termo de juramento,
tambem poz em duviaj este mesmo juizo
perante quem requereu ?
Que conceite pode merecer um advoga-
do que lem vez de sustentar o direito da
parte, trata de calumniar a parte adversa ?
este procedimento estar do accordo com o
que elle pratica nos templos vestido de
habito talar,fazendo via-sacras com o sem-
blante hypocritamente desfigurado)', discipli-
nndole as noittes de quarta-feira de tre-
tas de todos annos as antigs catacumbas
fazendo estaedes com os bracos abertos em
dias de jubileo ? de certo que nao, salvo se
quer por este meio ver se obtem ser
nomeado advagado de partido.
Que conceito pode merecer um advoga-
do que requerendo a abertura de uma la! -
lencia, na occasiao em que se proceda ao
inventario da massa, requereu ao probo
juiz do commercio que mandasse retirar
a familia do fallido,composta de sua senho-
ra ede tres creancas'que oceupava o inte-
rior do estabelecimento, cujo requerimento.
foi indeferido, por isso que, o estabeleci-
mento feixado interiormente, communica-
cio alguma tinha com o interior oceupado
pala familia I
Que tal o espirito religioso deste hypo-
crita que quera por no meio da ra uma
senhora e tres criancas ?
Que conceito pode merecer um advogado,
que a mais de um anno (um mez depois do
fallecimento do um. seu collega), propoz
uma accSo arbitral para pagamento de seus
salarios, e que at o presente acha-se pa-
ralizada por ter a parte adversa apresentado
embargos? o que se deve concluir de seme-
lhante abandono ? isto ficar para outra
vez se for necessark Sacul.
1 I
l


f
1
(\
-
i

Tbeatro de Sania Isabel
A empraza do tbeatro de Santa Isabel daVnos
boje um brilhante espectculo montando mai*
urna vea o bellissimo Lama original portuguez
3.Ra Direita 3.
As legitimas pilulas de velame.o xarope al-
cohlico e o ethereo tambem de veame, rc-
centemente feitos conforme a formula do fi-
nado pharmaceutico Prannos, assim como
os pos refrigerantes acham-se venda na
botica de Francisco Antonio das Chagas
ra Direita n. 3, defronte do armazem de
molhados denominado Veado Branco. Estes
medicamentos, ha muito conhecidos petos
benficos effeitos que hao produzido em
nao peqjMna parte da populaciodesta pro-
vincia, ni do Maranhao e Alagoas, incontes-
tavelmente sao des mais enrgicos agentes
auxiliadores da natureza no veiicimento das
doencas, servindo de grande alivio a huma-
nidade soffredora; e por sso se tornam
asss recommeodadoa e preeriveis para as
pessoas que toffrem de rheoaatistno, gln-
dulas enfarudas, ulceras, impigens, asthin^


i
Diario de
Pernambwco (^aart* feira
21 &r JLhc' de .1W.
losso, amcnorrtia on snppresSSo de mens-ridenr- do dia **
Inio, crysipla, amarellidaq e mentrua$;o
diffic : sendo porm ulad<|s cntorrao a
dir upante.
Illra.Ji .mofla Chagaf.-*;
l:27We*9
:*-.318*2S2
Soffrendo BU de rlieumatismo e gota uun
joelho e tendo usado de muito* remedios
acnuselhailos pira o referido mal, nao tirci
resultado algum no periodo de um anuo ;
neste estado recorr ao velamo a venda em
sua botica na Direita n. 3, e grabas
a Deus, com una s garrafa e urna caixinha
de pilulas acho-me restablecido. Agrade-
CO-lbe portantb e espero que faga publico
ste fado, afim do que, outros as mesmas
circurnstaucias aproveitem o seu proficuo
remedio.
llecife, 31 de marco de 1869.
Julio Jmriicio da Costa.
lllm. Sr. Francisco Antonio das Chagas.
Beberibc, 1 de abril de 1860.Com o
maior prazer levo ao seu conhecimento, que
a garrafa do- xarope ethereo de veame e
os pos que comprei na sua botica ra
Direita n. 3, -pederam extinguir a dr que
sentia no peito, tosse e febre que tanto me
llagellava, de forma que me julgo restabe-
lecida.Besta sua criada obrigadissima
.Varia Joaquina da Silra.
Idem do dia 20.

8^17731
5*37*9
91:865*671
MOVIMIENTO DO PORTO.
Navio entrado no da 20.
S. Antonio Grande. 24 liara, vapor hrasileiro
Mossor, de 30 toneladas, commandante Pedro
Nolaseo de Mattos, (quipagem 4, em lastro; a
eompanhia pernamtncnin.
Navio salado i\o memo Ha. .
Mossor por Macau. Hiatc brasileiro Graciosa,
capilo JoaqunAntonio de Figneiredo, carga
dilferentes gneros.
Secretaria da Santa Cas* do Misericordia d Ra*
Cto, ti de abril de 186. -r
0 eserirap,
Pedio TU-i'ans de Souza
. iitep>ftor interino (iJ.alfandega,jein vii-
tude de autofsacao da tncsoura'ria de fazenda, era
portaria a. 49 de 15 do eorrente, faz publico, qua
no dia 22, a i hora da tarde, porta da mesma
alfandega, serao levados hasta publica um bote-
e duas DaBeira*, os quaes era reparlicao, e se acliam inutiados, ficando a ar-
rematagao dependente da approvacao da referida
tliesouraria. ,..
Alfandega de Pernambuco !8 de abril de 186J.
O inspector interino,
L. de C. Paes de Andrade
| Pelo juizo de orphaos dssta cidade, escrivo
Guimaraes, tem do ir a praca, fiadas as tres au-
diencias, 4 castalias de madeira, eobertas de tenas,
sem numero, sitas na ra de lscenle, freguezia
de-S. Jos, prximas a ra Imperial, pertencentes
aos menores herdeiros da finada Joanna Francisca
de Menezes, avahada cada urna em 100*.
EDITAES.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 20 DE ABRIL
Y DE 1869.
AS 3 1/2 HOBAS DA TABDE.
Assucar Canal=3fil0 por arroba.
Algodo de Pernambuco 1* aorte = l/*000 por
arroba (hontem).
Dito de dilo 1" sorle-lG*900 e 17* por arroba.
Algodo de Maeei I sor'.e 18*000 e 18*200
por arroba opsto a bordo, a fretc de 5/8 e
5 0,0
esconto de leas=8 e 9 0/0 ao anno.
F. J. Silveira
Presidente.
Leal Seve
Secretario.
casade"cambio
Teodoro Simn & C.
Compram e vendem por corita propria
metaes, moedas nacionaes e estrangeiras,
letras de cambio, sedlas do governo c do
qanco do Brasil.
Descontam letras da trra e outros ttu-
los commerciaes.
Encarregam-se por conta alheia das mes-
mas transaccoes, da.cobranca de letras da
trra c de outros .ttulos commerciaes.
Recebem quaesquer quantias em deposi-
to, em conta eorrente, e a prazo flxo.
Largo do Corpo Santo n. 21.
ENGLISH BANK j
O Rio de Janeiro Limited
Desconta lettras da praca taxa a con-
vencionar.
Recebe dinheiro em conta eorrente e a
prazo fixo.
Saca vista ou praso sobre as cidades
principaes da Europa, tem agencias na Ba-
ha, Buenos-Ayrefl, Montevideo, New-York
e New-Orleans, imitte cartas de crebito,
para os mesmos lugares.
Largo do Pelourinho n. 7
SANCO AUA & C.
Ra do Trapiche n. 34.
Desconta lettras commerciaes a taxa con-
vencional. Recebe dinheiro, a premio con-
vencional, por lettras e em conta eorrente.
Confere crditos, saca sobre as primeiras
pravas do imperio, Rio da Prata a Euro
pa, e compra cambiaes sobre as mesmas
pravas.
Encarrega-se, por commisso, da com-
pra e venda de fundos pblicos e acc&es de
oompanhias, da oobranca de lettras e di-
videndos ou de seu pagamento, e de qual
quer outra -operaco bancaria.
0 expediente para o publico comecar
as 10 horas, da manhaa, e terminar as 4
horas da tarde de todos os das uteis.
CASA D
Theodoro Simn & C.
Vendem
Libras sterlinas 13(5700.
uro nacional e portuguez a 34 o/0 de pre-
mio.
Sedulas do governo de 1 a 5(>000 1 por%
de premio.
Largo do Corpo Santo n. 21
ALFANDEGA.
Rudimento do dia 1 a 19. 716:219*06'!
dem do dia 20......28:367*443
O lllm. Sr. inspector da tliesouraria de fa-
loada desta provincia, manda fazer publico qae-
lem marcado o dia 4 de ma o prximo vindouro,
para o concurso que se tem do abrir nesta mesma
-thesouraria para preenchnento das vagas de pra-
teantes exigentes nesta rimarlo, na alfandega e
n;i recebedoria.
Os exames versaran, sobre as materias de que
trata o Io do art. i do decreto n. 3,114 de 27 de
junho de 1863, a saber, le tura, analyse grammati-
cal eorthographia, aiithnietic e suas applicagdes
aacommercio, com espe -alidada a reduecao de
inocuas, pesos o medidas, calculo de descont, ju-
ros simples e compostos, Ineoria de cambio e suas
applieaeBes.
Os concurrentes llover) previamente apresen-
tar seus reqnerinicntos iotruidos de documentos
3ue provem idade completa de 18 annos, isencao
e pena e culpa c bom comportamento na forma
do art. 3 do decreto n. 2.549 de 14 de marco de
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 27 de marco do 1869.
0 offcial-maior,
Manoel Maniede da Silva Costa.
Domingos Atonso Nery l'erreira, coronel e chele
de estado-maior do commando superior da guar-
da nacional do municipio do Recife e eonmiau-
dante superior interino da mesma guarda, por
sua magestade o Imperador, a quem Deus guar-
de, etc., etc.
Faco saber aos senhores offlciaes, tnnente *>ao
Francisco Maia, alferes Arnau do Hollanda Caval-
cauti de Albuquerque e Antonio Carneiro Rodri-
gues Campello, e a todos aquelles que poderem e
qnizerem farer chegar ao seu conhecimento, que
pelo presente edita), sao chamados a comparecer
no quartel da residencia do commandante superior
dentro do prazo de 30 das contados da data deste
e nao o fazendo durante esse tempo, ser nomea-
do o conselho de investicirao para verificar a sua
ausencia, nos termos do 2. do decreto n. 3,o3o
de 25 de novembro de 1865, visto terem se ausen-
tado do balalhao sem Ueenca. desde o mez de se-
tembro do anno prximo passado, como me part-
eiparam por offlrios senhores commandantes de
batalhao.
Quartel do commando superior, 19 de abril de
1869.
Domingos Alfonso Nery Feneira.
Santa Casa da Misericordia
do Recife.
A.lUnv junta administraba precisa contratar
com quem maiores vanlagens olereter o forneci-
mento de carnes verdes que precisarcm os esta-
belecimentos a seu cargo nos laezes de maio e ju-
nho vindouros.
Secreuiria da Santa Casa de-Misericordia do Re-
cife, 16 de abril de 1869.
O oscrivao,
Pedro Rodrigues de Souza.
terta-feir 2$ de a.bril
BeneBV& do actor
KCAS.,Iaf3S
tu imm: \OV!IK\li:
Represcntar-se-ha o muito d-wj^do drama eir-
K aeto de grande espectculo :
* CHRIS101
Efe de Jcneiro
Segu com muira brvidfic para a- perto aeimn
escuna dinamarquesa WStt, teui a ttuiior f)aroMos,.t uz a de faaaacrands ea-oabo de marim.
do seu carregamen o engajado : para a-rtflto que
Hie falta trata-se com Antonio Luiz d0#voira
Azevedo & C, na d Crur n. 57, 1 aninr.
FARaV C FOB.TO;
Dave seguir com a maor hrevidade poawel a
barca portugus Neta Sympathia, de 1' marcha,
por j ter prompta a maiot parte de sur car^a
--'^ j para o resto que Iho (Sita e passaa
igue-sa.on, cenaabenj.a^aa.WIa intitulada ^refe Tim e excellentes commodos, trata-se
rom Hallar Olivoira & C, ama do Vigario n. 10
dlciro a gaz, C enrtirae?. 1 appareflio ile porcetana.
Pjantar, 1 diw depilo para, cha, 1 dito de
r para uso dtao com aigoaas bitas de pra-
de todas as arias da
Martinkeitrahida
nwsmo.
Em seguida, o Marlinho cwuuir seta primf ira
vea neste tlteatro a granda aria cmica, sendo a
poesa do-inmortal primeim artista hrasileiro Joao
Kaetano dos Santo?, o a mitsiea do-rtfclincto maes-
tra porUtguee F. S. Noronho, utiulada
ftBoleeiro apaixonado
Dar Km ao espectculo a muito iateressante
oaieda wo 3 actos, original basHeiro> denomi-
nada :
0 NOYICO
O' Martiiiho far o intereswiate
da SovniK
e*diCDcil papel
Conselho de comprando arsenal
de guenfav
0 conelho de compras do arsenal de guerra
precisa comprar o seguinte :
1 fule grande com 32 [llegadas, 40 arrobas de
plvora de boa qualidade.
As pessoas que quizerem vender ditos artigos,
apresentcui suas proposlas acompanhadas das res-
pectivas amostras, na sala do conselho, as 11 horas
do dia 26 do eorrente.
Conselho de compras do arsenal de guerra ae
Pernambuco 20 de abril de 1869.
F. Raphael de Mello Reg,
Presidente.
Jos Bapt&a do Castro Silva,
Secretario.
O subdelegado do Io districto da villa de
Rarreiros. abaixo assignado, faz scicnte a quem
interossar possa, que acha-se preso na cadea da
mesma villa, Jos Consianlino da Suva, pardo es-
curo, pouca barba, cara larga, olhos mcio fundos,
alto, meio corcundo, pernas um tanto arqueadas,
o joelho direito inais grosso do que o es(uierdo,
proveniente de urna dUmentidura, diz elle, nariz
chato, tem na fontc direita um masso de cabellos
brancos, qne parece ser um signal, cabellos cara-
pinlios, um tanto -gago, diz ser natural do Bui-
que,do lugar denominado San'a Aguida, donde
sahira rapazinho em 1848, representa hoje ter 35
annos, pouco mais ou ir cnos, esteve na provincia
de Alagoas, nos engenhos Duas Boceas do Porto
Calvo, e Fructuoso do Paco de Camaragibe ; foi
preso por desconlanca de serescravo, o hoje cons-
ta a esla subdelegacia que o seu sennor mora na
comarca de Garauliuns, o preso sustenta que
livre, mas o seu porte e a historia que consta de
sua vida faz crer que escravo, foi-lhe marcado
o praso de 60 das para provar a sua condicao
Villa de Barreiros 17 de abril de 1869.
Francisco do Reg Barros Goiabeira.
Um pequeo resto de bilhetes- acha-se
s;b do publico na nwo do fiWi-tioho.
Marlinho reconhecido,
Quanto ao publico deve-,-
nando m >rrcr por ser grato
_ A trra Hie ; oja leve.
di iKlita pequea, idazias de gario de melal do
pririeipe, 9 colherse dtj dito para-sopa, 9 ditas de
dito para cha, 2 cjwpoteiras de vrtro, garrafte,
copos, clices para'Viibo e campagne, galeteitos,
paSleiros e mnito* ottros- objeett que estarlo
paeerUe aos concoBfette no di
Quinta-Ierra-22. do eorrente.
Oasfcnte Martina- campetealenisnle autorisado
laitive passgerosi.' avuas | Pr uwa pessoa qi:sse relfra. da> provincia, far
leilao. dos objectos movis cima relaciona os
uaarmazem da ra do Imperado a 16, as K>
Iwras em ponto.
Para o Porto
vai seguir com muilabrsvidade a barca p>riegue-
ao Saphira por eslar quasi carregada : paca o
esto e pasagekos,- trata-se com os coiv*gnata-
sios T. de Aquiao-Fonseca & C, ra do Vibrio n.
19, Io andar.
Baha
encommendas, passageiros e dinheiro a ficta- at
as 2 horas da tnrde do dia da sahida no > n-i ip-
torio do Forte db ALttos n 12..
AVISOS MARTIMOS.
COMPANHIA PERNAMBUCANA -
DB
Xavoji'o cosletra por vapor.
Porto de Gallinhas, Rio- Formoso e
Tamandar.
O vapor Mimanguape, com-
mandante dtiveira, seguir para
osportos a ."lima no dia 20 do eor-
rente a meia itoite. Recebe car-
ga, eneommtnda?-. passaaeiros e
a [rete no escriptorio do Forte do Mat-
tos n. 12.
Para o Porto
Seguir cbm a-maior brovidade possivol a mui
conhecida e veleira barca porlugueza Seguranza
|wr j ter a maior parle de seu carregamento en-
gajado ; para o resto e passageiros., aos os qnaes
offerecc ricos e cxcctkMites commodos, trata-se
com Cunlia Irmos c C, ra da Madre de Dos
n^ 34, ou com o capilao fa bordo._____________
Para o Porto
pretende seguir com a maior brevidade possivel a
mui conhecida e veleira barca portugueza Clau-
dina por j ter a maior parte do seu carregamen-
to engajado ; para o resto e passageiros, para os
quaes offerecc ricos e escellentes commodos, tra-
ta-se com Cunha, tntJios & C. ra da Madre de
Dos n. 34, ou com o capilao a bordo.
Para o indicado porto pretende sahir en pou-
eos dias a veleiea e bem conhecida barca, Seial'
eapkao Rocha, por ter a maior parlo do :m car-
regamento prompto, e para o resto que lne falta
e passageiros, pora os quaes tem bons commodos
trata-sc com c-eonsignatorio Joaquim Jos Gon-
^alves Beltrao, ra do Trapiche n. 17.
De- 30 barris de P- com viali verde, 25i
canastras com alftos.
QUINTA-FEA 22 DO SVRRENTE.
O agente Pestaa, far i eilo 9r conta erisc*.
de quem pertencer d 30 an>is de 5o com vinhe-
verde de excellents ^ua idade *- muito novo por
ton desembarcado esta emana ser vendido em-
uiii M mais lotes : na quinta-lbira 22 do crran-
te as 11 horas da ui vulia no trapiche do bario
do Livramento.
Impreterivelmeate-nestes poucos dias stiro pa-
mabote (aribali para a Babia : para carga lra>
*-se-com o capilao Custodio Jos Vianna, ou no
sscripiorio de Tisso Irmos.________________
COMPAIWEY PERN,VMBUC\NA
Xuvs;aor! eostelra por vapr..
Maeei em direitura e Penetlo.
O vapor Jgmaribei commandante Moura, segui-
r para os porto acuna no dia 22 do eorrente. Os Srs. Keller & CWasao teilao por intervenga.
Recete car^a at a dia 21 as 3 horas (fe tarde, do agente Oliveira, e por conta e risco ie.quem
Fretamento.
pertencer, da carta de "fnetamento da barca fran-
ceza St. Louis, capilo Andouard, lolaca de 277-
toneladas francezas e classifieaco no Varitas 3/3
A. 1.1, para carregar neste porto assucar eu al-
godo, sendo porm 1/2 dor.irregament emas-
snrar ensacado, ttim destino a Marselna, Havre,
BordeauN, ou St. Nazaire, tendo o navio de ser;
rarregado at 10 a maio prximo.
Scxta-faira, 23 do corronte-
ao meio dia em ponto, na Associacao Oommerciatl
desta prara. _____________^^
LEILOES.
PECLARACOES.
O administrador da recebedoria de rendas
internas geraes faz publico que neste eorrente mez
e no de maio prximo futuro, visto estarem con-
cluidos os lancamentos, a que os devedores do
imposto pessoa'l, relativo ao exercicio eorrente de
1868 a 1859, residentes as freguezias do Recife,
Santo Antonio, Affogados, Poco da Panella, Varea,
S. Lourenco da Matla, S. Amaro de Jaboato, e
Muribeca, teem de laga-lo, livre da multa de 6 0/0
o com ella depo's do referido prazo.
Recebedoria de Pernambuco 3 de Abril de 1859.
Manoel Ca muro de So>za Lacerda.
Pela subdelegacia da freguezia de S. Jos
do Recife. se faz publico que tora captura-
dos os escravos, Antonio e Ignacia, esta
com urna Ollia de um anno e meio de ida-
de os quaes dizem ser escravos de Fran-
cisco Antonio da Gama, scnbor do engenbo
Agoa-Fria na comarca de Porto Calvo.
0 subdelegado,
Antonio Moreira de Mendonra.
744:586*507
MOVIMENTO DA ALFANDEGA
Volamos entrados com fazendas
dem idem com gneros
Volumes sahidos com fazendas
. dem idem com generes
150
20
206
422
17
Santa Casa de Misericordia do
Recife
Pela secretaria da Santa Casa de Misericordia
do Recife se faz publico qUC a Illma. junta admi-
nistrativa em sesso de 8 do eorrente resolveu que
fossem convidados os prenles dos orphaos enT se-
guida declarados para virem requerer a presiden-
cia a sua retirada do mismo collegio, visto que ja
tendo completado a idade de 14 annos nao podem
all continuar como dispSe o respectivo regla-
mento.
Francisco Pereira de Araujo, protegido do viga-
rio Camillo de Mendonca Furlado.
Antonio Rezerra de Mello, sobrnho de Francisco
Ribeiro da Silva.
Manoel Felippe de Souza Magaihaes, fimo de
Thereza Febronia Estevas Alves.
Francisco Antonio do Monte.
Antonio Leocadio do Reg Barros, fllho de Ignez
Maria de Mello Reg.
Joaquim Candido da Silveira, filho de Mana da
da Gloria Silveira.
Laurindo Fortunato de Menezes Lyra, fllho de
Gertrudes Lourenca de Araujo.
Secretara da Santa Casa de Misericordia do
Recife 9 de abril de 1869.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza.
Perante a cmara municipal desta cidas
de estar em praca nos dias 15, 19 e 22
do eorrente, para ser arrematada por quem
menor preco offerecer, a obra dos repa-i
ros do aterro da estrada, que da .ra Im-
perial vai ter a Cabanga, oreada na quantia
de 8I4000 quem pretender arrematar essa
obra comprela nos indicados dias, no pa-
co municipal, munido de flanea idnea.
0 orgameoto da dita obra acha-se na se-
cretaria da mesma cmara, onde ser apre-
sentado aos que o quizerem consultar.
Paco da cmara municipal do Recife, 12
de abril de 1869.
Ignacio Joaquim de Souza Leo.
Pro-presidente
Francisco Canuto Ba-Yiagem,
secretario.
Perante acamara municipal desta ci-
dade estar em pra?a nos dias 22, 26 e
l) do eorrente para ser arrematada por
quem menor preco offerecer, a obra dos re-
paros do que necessita a estrada munici-
pal que conduz povo;ic3o da Varzea, or-
eada na quantia de 3505000 : aquelles que
pretenderem arrematar a dita obra podem
comparecer em os mencionados dia* no
paco da mesma cmara, munidos de fiador
idneo. O orcamento acha-se na respecti-
va secretaria, onde pode ser consultado.
Pagoda cmara municipal do Recife 19
de abril de 1869.
Baro de Muribeca,
Presidente.
Francisco fianuto da Doa-Yiagem
Secretario.
fi*8 Santa Casa da Misericordia do
Descarregam hoje 21 de abril.
Vapor inglezGladiatormercadorias.
Barca inglezaBorlockauferro.
Lugar inglezJuliodiversos gneros.
Barca portuguezaiVora Sympathialagedo.
Barca ingleza=Jmojen carvao.
Barca inglezaLevantidem. ^.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimentode dia i-ai9. 31:040*203
Recife
Pela secretaria da &uit* Casa da Misericordia do
Recife se faz publico que o lllm Sr. thesourciro
commendador Jos Pires Ferreira^no salao da casa
dos expoetos, aet' horas da manha do dia 20 do
eorrente, far pagamento do quartel de Janeiro
marco s amas que comparecerem, trazendo as
enancas que lhes foram confiadas, nao o fazend >
aquellas que nao trouxerem os mesmos menores.
THEATRO
DE ____
S. ISABEL.
EMPREZA DRAMTICA
DE
Qoatwa aajaaaa
10" RECITA DA ASSIGNATURA.
Quarta- feira 21 de abril de 1869
Ultima represenlaco do muito applaudido dra-
ma em quatro actos
N0B1EZA.
Prlmeira representacao da comeda vaudeville
em 2 actos toda ornada de musiea
cosirao
O
0 PRINCIPE CAIADOR
Personagens. Os senhores.
Cosimo. Martinho.
0 principe Henrique. Eduardo.
O marquez de FarambulJ. Brochado.
O conde Strans......Guimaraes.
Matheus.-. ...... Florindo.
A condess* Eizida. .... Camina.
Angela. ..-.- Julia.
Convidados, criados ele.
^ Comecara ai 8 horas.
COMIHA BIUSILEIRA
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do sul esperado
at o dia 22 do eorrente o vapor
Guar, commandante o primeiro
lente P. H. Duarte, camal de-
pois da demora do costume se-
guir para os portos do norte.
Desde j recebem-sc passageiros c engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qnal dever
ser embarcada no dia de sua chegada. Encommen-
das e dinheiro a fretc at as duas horas do dia da
sua saluda.
Nao se recebem como encommendas senao ob-
jectos de pequeo valor e que nao excedam a_ 2
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medicao.
Tudo que passar destes limites dever ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia ra da Cruz n. 57,
Io andar, escriptorio de Antonio Luz de Oliveira
Azcvdo tt C.-*- -0_______________________
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DK
Navegado eostelra por vapor.
Mamanguape.
O vapor Coruripe, commandante Penna, seguir
para a porto cima no dia 28 do eorrente as 6
hras da tarde, recebe carga, encommendas, pas-
sagens e dinheiro a frete at as 3 horas da tarde
db da da sahida no escriptorio do Forte do Matos
' COMPANIILV PERNAMBUCANA.
DE
navegado costeira por vapor.
Parahyba, Natal, Maco, Mossor, Ara
caty, Cear, Acarac e Granja.
O vapor Ipojuca, commandante
Martins, seguir para os portos cima
no dia 30 do correte as 5 horas
da tarde. Recebe carga at o dia 29, encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete ate as
2 horas da tarde do dia da sahida no escriptorio
do Forte do Mattos n. 12. _________^^_
De diversas obras de ouro e prata, una porcao
de lijlos de alvenaria grossa e batida, val pre-
ta e 'de Lisboa, cnxameis, caibros, rip>is, solei-
ras de pedra, 'bancos para marcinero, ferra-
menla, diversos movis velhas e dividas activas
na importancia de 2:777930.
HOJE
O agente Martins far leilo a. raquerimento do
testamentero do fallecido Joao Antonio Peres de
Moura e por mandado do lllm. Se. Dr. juiz de or-
phaos das dividas o objectos cima pertencentes
ao espolio do dito Moura. No Camlnho Novo ra
da Esperanga n. 37, as 11 horas do da, onde ter
lugar o leilao.
LEILO
de 20 pipas con* vmho do Porto.
ME.
O agente Pestaa far leilao por tonta e risco
de quem pertencer de 20 pipas marca ancora D
a esquerda F a direita o P no meio com vinlio do
Porto para mesa, desembarcado esta semana em
um ou mate lote* a vontade : quarta-fera 22 do
eorrente as 11 horas no trapiche do Cunha Forta
do Mattos. ________
LEILAO
De mu sobrado de hu. andar- e
.sola sito rua do Amorta
o. 95, em solo proprlo.
O agente Pontual competentemente autorisado
vender o predio cima no dia
Sexta-feira 23 do corente.
No Io andar do sobrado n. 62, rua da Crnx,
as 11 horas.
0< Srs. pretendemos podero. examinar dito
predio.
LEILAO
da otara n. 5 no lugar dos Caethos
O agente Bernardioo Guimaraes autorisado por
Zeferino Carneiro de Almeida com alvar de li-
cenija do juizo de orphaos, vender essa olaria
actualmente arrendada e pertencente aos herdei-
ros da finada D. Anna Theodora Carneiro de Al-
meida, podendo ser examinada por quem pre-
tender.
QuQfta-foira 41 do eorrente as 11 horas
na mencionada olaria. _______^_
1
AVISOS DIVERSOS.
Convite especial de Fructuoso
Martins Gomes
Aos- que nao sabem. do no&so estabeleci-
mento de cestas o balaios, os convida-
mos a vir a rua larga do- Rosario n.
36, ahi encntraiao todas as obras de
pama e de vime fabricadas na ilha da
Madeira em Lisboa, Franca e Hambur-
g, sendo cestinhas finas muito elegan-
tes para meninas- de escola e maiores para
senhoras, bercos para recem-nascidos, ba-
laios de todas as quahdad s para costura
groga, depoisito de papis rasgados nos
escriptorios, grandes para depositar mupa
suja, de raen nos aprender andar, cestas
para compras no mercado, bandejas de vi-
me, cadeiras, condecas, capachos de espar-
to compridos e redondos, maracas, ninhos
para canarios, tudo feito com seguranca
e perfec3o, aos que nos honram coma sua
amizade solicitemos sua preferencia ao coff-
summo do nosso excellente po, bolaxa e
massas doces de araruta torradas; certos
de que envidaremos nossos maiores esfor-
cos para sempre serem bem servidos.
Protectora Has Fami-
lias.
desta associac/io em 19 de margo de
DE
C0MPA1U BRASILEIRA
Mobilias, loiifas e cryslaes.
1MMB
Tcndo-se retirado para Inglaterra a familia do
Rvd. Sr. Charles Addison, o agente Oliveira fara
leilo de todaamobila e mais artigos da casa que
fora da sua residencia, consistindo em linda guar-
nido de sala de visitas, um rico lavatorio com pe-
dr marmore e utencllos de porcelana dourada,
toilette, e magnifica machina para costura, ele-
gantes guarda-vestidos e guarda-louca, cadenas de
encost e outras usuats, ptimas commodas de ja-
caranda e de amarclio, magnifica estante para li-
vros, mesa* redonda de sala e para jantar, apara-
dores modernos, um retrete patente, cama de fer-
Estado
1869:
Contribuntes.................
Capital subscripto ris..........
Capital em apolces de 6 %.....
Agencia de Pernambuco rua
"' N. F. de Vidal.
8,427:771*89
2,500: lOOOOO
do Livramento
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do norte esperado
al a (fia 28 do eorrente o vapor
Paran, commandante o capito
de fragata Antonio Joaquim de
r Santa Barbara, o qual denois da
...ora do costume seguir para os do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual devera
ser embarcada no dia de sua chegada. Encommen-
das e dinheiro a frete at o dia da sua sahida as 2
horas. ,
Nao se recebem como encommendas senao ob-
jectos de pequeo valor e que nao excedam a duaf
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medicao
Tudo que passar destes limites dever ser embar-
cado como carga.
Previnc-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia rua da Cruz n. 57,
Io andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Arevedo A C.__________________________1
Lisboa
copos e outros arlgos de crystal, gelosias paraja-
nellas, candieiroe e casticaes, enfeites, esleirs e
tapetes, quadros, trem de cozinha, e vanedade de
outros objectos otis, como necessarios para orna-
tos de casa decente, e cuja nomenclatura sena por
demais declarar-se.
Quarta-feira, 21 do crrante
s 10 horas da manhaa, roa do Trapiche Novo
(modernamente do Commereio) n. 16, nos V e 3
andares, por cima do armazem de fazendas do i>r.
Smpson.
Jos Soares de Azevedo, professor de
lingua e litteratura nacional no gymnasio
provincial do Recife, tem aberto em sua
casa, rua Relia n. 37, um
CURSO DELINGUA FBANCEZA
DE GEOGHAPIllA K HISTORIA
DE P1I1LOSOPHIA
DE 1U1ETORICA E POTICA.
Os estudantes qne pretenderem frequen-
tar qualquer destas discipliuas, podem cliri-
"ir-se indicada residencia, de manhaa at
as 10 hoias, e de tarde a qualquer hora.
Se raCoe Z ter parte da sua'carga* prompta : com colxao, 1 tapete grande, 2 ditos men<
rW^Lrl^,rir para o restante e passageiros, trata se comOlive
ra, Pilhos & C, largo do Corpo Santo n. 19.
Grande, leilo de movis
SENDO :
Urna mobila de Jacaranda composta de um so-
f, 2 consolos, 1 jardineira com lampos de pedra,
18 cadeiras razas, 4 ditas de bracos, 1 tocador
com tampo de pedra e seus pertences, 1 cama
franceza cornos competentes cortinados, 1 guarda
vestido, 1 guarda louca, 1 mesa elstica, 1 mar-
queta, 1 mobila de amarello raz composta de 12
cadeiras rasas, 1 sof, 2 consolos, 2 cadeiras de
bracos, 2 ditas de balanco, 1 mesa redonda, 1
banca de p de cama, 1 dita para jogo. 1 appara-
dor, 1 earteira, 1 cadeira para onnol, 2 mesas de
-=-, 1 berco
menores, 6
. peqnenos, i roio ae esxeiras, 2 pares de
jarros de porcelana, 1 par de serpentinas, 1 can-
Desappareeeu no dia 17 do correte, da fa-
brica de cerveja, rua do Sebo n. 33, nai cachor-
ro de raca do Rio Grande, com os segflintn sig-
naes : cor de cinza e malhas pretas, frente eps
brancos, levando ao peseoco urna collera de cou
ro : quem o achar leve na mencionada fabrica,
que ser gratificado
" Precia-se por aluguel do urna moleca de
12 a 14 annos : na rua Direita n. 79, 2 andar.
Wythre & Pego, commerciantes esta-
bellecidos no povoado dos Montes, termo
da villa d'Agua-Preta, desta provincia vem
pelo presente scientificar ao respeitavel pu-
blico, e especialmente ao corpo do com-
mereio desta praca que nesta data dissot*
vera amigavelmente amesmaira, ficandu
activo e passivo a cargo do socio Pego.
Montes, 19 de abril de 1869._______
Attengfto
Precisa-se fallar com o Sr. Paulina Rodrigues
Mendes da Silva ; na rua do Crespo n. 16, pri-
meiro andar.
JWNEL DE OURO
RUA
.______DE!
Este importante estabelecimento no seu genero, tem sempre um sortimento sem igual,
e vende por prepos que nnhuma outra casa pode vender.
vista da qualidade e do pre Oarante-se ser tudo de le. Compra-se ouro, prata e pedras finas por presos muito ele-
vados. *.
A loja testa aberta at s 9 horas da noute.
EO
CABUG
esquina
da rua larga do
Rosario.





wm
- -
Diario d Peruaiabuco Qnarta feira 21 de Abril de 1869.
COMPARfflA PEMAMBCAM
DE
Senhores.Saunders Brothers & C., Tasso
limaos, Luiz Antonio de Siqueira.
fmnRi
0 SB. F. F. BORGFS
Restando aiada emittir alguinas aoees d'esta companbia, da quantia nominal de
200000 cada urna, das quaes s se aceitara em virtude datei, 20/, ou 40#O0O por
cada accao; convida-se pelo presente ao publico em geral e especialmente aos Srs.
capitalistas e interessados no commercio, que queiram dar emprego seguro aos seus
<:apitaes, disponiveis, a subscrever o numero de accoes que Hws approuver.
Algumas destas ac$oes ja tem sido tomadas por pessoas que conhecem a vantagem,
de na presente occasio (conhecidamente a melhor), empregarem o dtnheiro de que
podercm dispr em objectos de valor real, como vapores, predios etc., que lhes garan-
tam seus capitaes.
A companhia possue boje 10 vapores, 6 inteiramente novos, e destes o ultimo esta
a chegar de Inglaterra, onde foi construido expressamcnte para ella,
Alm disso est edicando vastos armazens, no terreno que possue no largo d*As
sl'llllll*' 1
Seus dividendos tem sido de 10 /, ao anno, nos ltimos 4 annos. .
As acetes que se emittircm gozam dos mesmos direitos, e perceberao o benelicio
dos mesmos dividendos que os autigos era proporgo da entrada.
Rccebem-se assiguaturas no eseriptorio da companhia no seu edificio ao caes aa
Assembla n. 12
DO
BRASIL E PORTUGAL
Situado em um dos bairros Ibais centraes de Pars, sendo as irnmediacoes do>
pimcipaes thcatros e outros muitos divertimentos, e assim das estacoes dos caminhos de
ferro para todos os pontos da Europa, acabado de ser inteiramente renovado, nao s
tendu poupado o seu novo proprietario a despezas para seu completo embellesamento t
aceio, torna-se portanto vantajosamente recommendavel aos senhores brasileiros e por-
tuguezes, a onde encontrarSo sempre aquella convivencia desejada em paiz estranbo
por ser constantemente frequcntado por seus compatriotas. O tratamento superior a
todo o elopo, mesa redonda, ou a carta, ou servida nos apozentos; nabitaces conve-
nientemente despostas para familias, e quartos para urna so pessoa, o servico feito
tom a precisa regularidade : os presos muito rasoaveis e ao alcance tambera d'aquella
pessoas que se queiram limitar.
Gabinete de lettora com os principaes jornaesdos dous paizes, salo de recepcJoe
de msica, etc. etc. Todas estas vantagens podem ser applicadas igualmente aos senho-
res passageiios das repblicas do Prata, porque alm da senielhanca da lingiia, ali en-
costrarlo muitos seidwres hespauhoes, por quem tambera esta casa bastante fre-
quentada.
81A LARCA DO ROSARIO 137 CIARlfttlA E PETIT RESTALRARI
Ifcte acreditad estabek^imento augmenta Annexos ao Hotel Central, roa estreita d
de 6a em dia quauto possivel para che- Rosario n. A, andar terreo.
|ar ao cume do bem viver. Para dar a conhecer a variedade mfinitJ
Alm dos saborosos manjares joufeecio- de charutos de Havana, Babia, Rio, etc. qw
*adgs cora o melbor a^sekWera bello apo- existem i\ete novo-estabeleeksento pre
estos de hospedagem, tanto para urna s cindiuios dos annufidoe pomposos que ge
peana, como para numerosa familia. ramente se fazem, reduzindo-nos apenas i
A agtra, ludispeasavel elemento para a tres letras que sao tres bbb bom, bonito i
ida bjgiene, temo-la sempre e*"abui>
dancia para facilitar excellentes banhos.
fia tambem urna boa biWiotbeca e pero*
dico nacionac e estrangeiros', piano para
recreio, buhares, etc. etc.
Sgndo ociosa qualquer recommendacao
para tao acreditado estabelceimeuto, omit-
timofl mais prembulos, fazendo ver por
tim, qm o- bou *r*$, ot\Um moralida^e -ierv
de imperam n'esla casa, como observancia
fiel do regulamentoque possue.
Comedorias a la carta.
Ana de leite.
Precisa-se de urna ama de leite sem ftlho : a
tratar no Coraeao de Orno n, -2 D, ra do Cabug.
Club Pernambucano
A partida do corre te mea, ter lagar
na noute do dia 4.
Resta i venda um escilhklo sortimento de ob-
eetos de marcineria, como sejam, raobilias de Ja-
caranda, mogno cama relio, obra nacional e estran-
reira, de apurado gos-to e por pre la ra estreita do Rosario n. 39. Nesta mesina
jasa fazem-se com perfeicao todos os trabalhos de
Dalhinha, como sejam, empalhamentos de lastros
jara famas, cadeiras e sentas.
Aluga-se um armazem proprio para qual-
quer negocio : a tratar na ra da Concordia nu-
mero 42
PEDIDO
Pede-se ao Sr. Manoel da Costa Pereira,
p rabean teda repartirlo das obras publicas,
ora em Jaboatao; que comprela a ra
Augusta sobrado n. 102, aftm de saldar o
seu debito ou pagar o que puder. e isto
com brevidade.
mmmmmm
emprestimo sobren
Joaquim Jos Oon-
(jalves Beltrao
RA DO TRAPICHE N. 17, 1. ANDAR.
Sacca por todos os paquetes sobre o Ban-
co do Miao, era Braga, e sobre os segra-
les logares em Portugal:
Lisboa.
Porto.
Valetta.
GuimarSes.
Coimbra.
Chaves.
Viseo.
Villa do Conde.
Arcos de Val de Vez.
Vianna do Castello.
Ponte do Lima.
Villa Real.
Villa-Nova de Famalicao.
LaniCgo.
Lagos.
Covilhaa.
Vassal (Valpassos).
Mirandella.
Beja.
Barcellos,
(SEM LIMITE.)
\a Iravessa da ra
das trozos n. 2, pri-
meiro andar, da-se qual-
qiier quantia sobre onro,
prata e podras preciosas.
na
do
O dono deste estabelecimento, ega
competentemente autorisado pelo W
governo, est as condiQes de^a- |
rantir a trunsaeco que se fizer em
sua casa, promettt-ndo todo c zelo ^
e consideraco ns pessoas que se ^
dignarem de honra-lo em seu esta- --
belecinwnto.
Na mesma casa compra-se ouro,
e brimantes. M
- Fugio da <:isa de seu senhor,
povoacao do Monttiro, a parda Anna
t6 annos de idade, pouco mais ou
menos, estatura regular, tilhfts castanhos,
testa estreita, cabelles corridos, que usa
enrolar pela -jfaite .lodetraz e levantar
na frente: tem alpuns signaes de bc-
xiga no rosto : vesta na occasiao Ja fu-
ga um vcsdo de chita novo com stras
reuxas e brancas, e evou sapatos de mar-
ro(|uim. Foi vista em Apipucos e depois.
no Poco e Caldereii.i. desoontia-se que es-
teja acoutada. e desde j se protesta pro-
ceder com todo o rigor da lei contra quem
a houver hotuisiado.
Pede-se as autoridades policiaes e a
qualquer pessoa que a aprehender ou po-
der Inonnar alguma misa a seu respejto,
de participar no largo do Corpo Santo n.
10._______________________________
Cosiuke'o.
Precisa-se do um cosiabeiro na na da
Cadeia. Loja do Alfredo & C.
I I II IMH
Aos 500 pares de brincos.
Chegou e vende-se no Corac5o
d'Ouro, ra do Cabug, brincos de
mosinhas com urna franja penden-
te a um rico desenho e ouro de
lei, pelo pequeo pre?o de 15#000
cada par. baratissimo.
M61 MfiKPMsl 8$
Frecisa-se
alugar dous escravos, agradando paga-se bem :
na fabrica a vapor de cigarros na antiga ra do
Quartel de Polica n. 21.
Vnho degestivo de
chassaing"
COM
PEPSINA E DIASTAEX.
Remedio por excellencia para cura certa
das digestes ditliceis ccompletas, acalmar
as dores gastralgias, c reparar as forjas
produzindo urna assimulagao completa dos
ilimentos; sendo mais um excellcnte tnico.
%i:\iii>si:
NA
PHARMACIA E DROGARLV
DE
Hartholoiuen fc .
34RA LARGA DO ROSARIO34
mm&wsm m% WNnsmm
O Dr. Manoel Enedino Reg Valen ea H
^g pode ??r procurado para o exercicio de ||
SI sua protTssao de medico a ra da Can- jgt
jag bonlo Carino n. Sil, i" andar. fSl
Aluga-sc
urna preta escrava parida sem lilha para' ama de
leitc : no arco da Conceiivo n. 6i.
N
DA
FABRICA NACIONAL DA BAHA
DE
TE1XH1HA FHEDEHICO di C.
Acaba d chegar a este mercado uuia |Kti-^ao
deste ptimo rape, uuico que pude supprr a falta
d piiueeza de Lisboa por ser de agradavel perfu-
me. E*fabricado pelo systema do Areia Preta,
Itorm tem sobre este a v'antagein de ser viajado,
o que para este artigo uina especialidade. iSas
(nacas da Babia, do Ufo de Janeiro e outras do
; imperio tem o Kap Popular sido assas accolhido,
e provavclmente aqui tambem o ser, logo que
seja condecido c apreciado. Acha-se venda
ior preco commodo, e para quem comprar de 50
ibras jpara cima, far-ee-ha um descont de 5 0/0,
e de 500 libras para cima o de 8 0,0 : no escrip-
torio de Joaquim Jos Goncarves Beltrao, rita do
Commercio n. 17.
f
barato. -V v'** J genero annunciado po
de-se julgar do nossa veracidade. Esta ca:
liosa, tambera das condico^s de um elegantt
9 peiit nitmrant onde so pode ver a et
pecialidade dos fiambres e .salames de'Lioi
para lanches e at fazer urna boa colaco
jimtaraente com os principaes vnoos d(
mercado, sobresabrdo entre o bem a pur;
phinifnim n mili MhCOt Bhp
no, a grikmrosa eerveja, o leer mfiatmm
o quaalo pede ana mota. Fik^m
soneto e variedade de refrescos.
Jos Vital de Negreiro, com loja e
oflicina, de ourives ra do Impera-
dor n. 30, vende, troca, concerta,
e compra toda e qualquer obra de
ouro ou prata, por preso muito
mais barato que em outra qualquer
parte, para oque lem sempre com-
pleto softimento de joias de esme-
rados gostos e tritios, assim eomo
tem bons artistas, para desempe-
nhar todo e qualquer concert ou
encommenda, no prazo menor pos-
sivel, e a contento, como seu
costume, o que ludo se faz por
precos commodos.
PORTUCUEZA
Nocollegio da Conceico precisa-se
urna criada porlugueza; paga-se bem.
de
Ama.
Precisa-se de urna ama para todo o ser vico de
ilua-i pessoas : na na Furmosa n. (i. ___
Precisa-se alugar urna escrava para vender
na ra : no pateo de S. Pedro n. 1.
HUAS, mn l XAfiOPE
UE
SICUPIRA
Empreado contra as dores rheumatica.-, affec-
Qoes golosas, syphilis secundaria, effeilo do mer-
curio, iix'lesias tronicas dapoUe, hidropesa etc.
nico deposito botica de J. de A. Pinto, ra
]rga do Rosario n. W, jauto ao quartet e fo-
lii_______________________^-
USA B\ FORTUNA
Aos 4:0001
Bhetes garantidos.
A ra do Crespo n. 23 e casas do costume.
O abaixo asignado tendo vendido nos seus mui-
to felizes hilhetes garantidos 1 guarto n. **4o
0m a sort4e 4:009,1, l toen n. I8M com a sof-
le de 700, i intro o. MSI con a sorto de
2021. e nutras murtas sortes 4 100*. 40/ e 2W
da lotera que se acabou de extrahir em benefi-
cki da igrea de S. SeftnUafl do Bonito (i**'),
convida aos poteuidom a' ^arem recebe e.u5
respectivo.premios sem os dMMntos das le
na casa da Fortuna ra do Crespo n. 23.
es un iu r& *w
(103), que-se extrahir auarta-feira 8 do cor-
rente mei.
Prec-w.
!<*> A
P.....2
Quarto.....i. _
mwt-dv400* par cima.
Wftee 3M0
Meto......U750
Quarto, .... 875 .
Manoel Marnnj Fi
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra
da Madre de Ueus n. 36, bastante hmpo e com
excellentcs commodos para familia : trata-se na
loga do mesmo armazem de gneros.
AMA
Precisa-se alugar urna ama, forra ou es-
crava, de muito bons costumes, para cosi-
nhar e engommar em urna i-;isa de familia.
Pagar-se-ba bem, se for perfeita em urna c
outra cousa. Dirigir-se ra Bella n. 37,
sobrado de 2 andares.
Trooam-so
is notas do banco do Brasil e das caixas filiaes,
*m descont muito razoavel : na praca da Inde-
lendencia n. 22.
.ir..
Aluga-se urna exeellente escrava^de boa con-
ducta, que faz com perfeicao todo servico de urna
casa de familia : atraz da matriz da Boa-Vista n.
2C, t andar ; aonde tambem se vender um lindo
mulatinho com idade de 12 anuos, proprio para
copeiro.
Havendo-se p#rdido o grande sello da ordem
do lioateiro da S. Bento, na or^i.-iao em que era
conducido por um fmulo do mesmo Moateiro,
gratificase a quem o tiver achado e o queir* en-
tregar ou no Mosteiro ou no Recife, ra dos Ta-
noeiros n. 1, cm casa do Sr. Mathias Gomes Fer-
nandes. Outro sim, ?e avisa a quem possa intc-
ressar, que sendo necessario usar do referido sel-
lo, vai oMosteiro mandar cunhar outro, sendo sem
vigor qualquer acto em que estiver posto o antigo
sello, desde o dia da perda (13 de abril de l&fl),
sendo novo com a devisa do anno-^1809.
Fr. Antonio do Patrocinio Araujcy
D. Abbade de S. Bento, em Olinda.
Offerecf-se urna ama para casa de homem
solteiro, cozinha e engorama : a tratar na ra da
n.36T ___
Precisa-se de um caiaeiro qne ttntia praUra
de taberna, e que atieste sua conducta, pag*-se
bem : a tratar no pateo da Bibeira n. 9._____
> r. Joo aptlstafasannra,
medico homaopatha, achando-se restabe-
lecido da grave molestia que soffreo, conti-
na no exeretciode sua proflssao, ao pateo
da matriz de Santo Antonio n. 2 sobrado,
onde pode ser procurado qualquer hora
do dia ou da noute.____________
- Precisa-se de aa cafceiro portugaea de 14
a 16 annos, com pratica de taberna; no largo do
Carme 13.
P
BARTHOLOMEU 8: C.
I I
Aluga-se
E
urna preta escrava, boa cozisaeUa, e de muito
koa eonduita, a qual compra faz os mais seni-
eos de urna casa de familia na ra da Mtaguei-
*u.%.___________________ T".
Prflbisa-se cotrtpMr urna carteira em bom
_______anoeioartma Ftuxa.
carta vioda de Lisboa, na ra
do Gwnmercion.
la^ei
roo-i
uasfasesMP
Uo, com 6 palmos, pituco mais ou
peinenlo : na ruada Inueratriz a.
os, de cora-
Precisa-se de urna an^a 'de obs costumes
que aiba bem enonaar a coiinhar na roa do
Imperador n. 65, andar.
Quem qniier ser leitor de um sitio, dirija-se
ao largo da ribeira de S. Jos, sobrado n S.
-*-T,T-1--------'--------------;------*--------------------
:*
Ama
PARA USO INTERNO
Ufe-R E PAR A D 0 S SIMPLES
Xarope de jurubeba garrafa. liJOOO
Yinho de jurubeba garrafa. I1600
Pilulas de jurubeba vidro. i600
Tintura de jurubeba vidro. 64C
Extracto bydracooco de jurubeba. 12^500
PlIEPARADOS COMPOSTOS. t
Vinho de jurubeba ferruginoso garrafa. 2(>000
Xarope fle jurubeba ferruginoso garrafa. 1 $C00
Pilulas de jurubeba ferruginosa vidro. 2$000
Oleo de jurubeba vidros. 040 '
Pomada de jurubeba pote 610}
Emplastro de jurubeba libra. 2^500
PARA USO EXTERNO
rA JURUBEBA.
Esta planta boje reconhecida como o mais poderoso tnico, como n exeel-
lente desobstruente, e como tal applicada nos engorgitamentos do ligado e baco, as
bepatites propriamente ditas, uu ainda complicadas com anazarclias, as inflammacx s
subsequentes as febres intermitentes ou durezas, nos abeessos internos, nos tumores es-
pecialmente do tero e abdomen, nos tumores giandulosos, na anazareba, as hodrope-
zias, erysipellas ; e associada as preparares ferruginosas, c ainda de grande vantagem
as anemias, cldoroses, faltas de menstruaco, leuconiteias, desarranjos atnicos do
estomago, debilidade orgnica e pobreza de sangue, etc.
0 que dizemos affirmam os mais distinctos mdicos desta cidade, entre os
quaes podemos citar os Illms. Srs. Dr. Silva Ramos, Aquiuo Fonseca, Sarment, Seve,
Pereira do Carrao, Firmo Xavier, Silva etc. Todos elles reconbecema excelencia d'esto
poderoso medicamento sobre os demais at hoje conhecidos para todos^os casos citados,,
tanto que todos os das fazem d'elle applicag3o.
Apresentando aos mdicos e ao publico em gcral diversos preparados da juru-
beba, tivemos por fim generalisar mais o uso d'este vegetal, fazindo (tosappareoer a
repugnancia que at hoje sentiam os doentes de usar dos preparados empricos d'elle, e
mais das vezes repugnantes a tragarem-se, e que tinliam ainda a desvantagem de no
ser calculada a dose conveniente a applicar-se, o <|ue torna muitas vezes improicuo um
medicamento, que poderia prodazir ptimos resultados.
Os nossos preparados s foram apresentados depois de havermos conveniente-
mente estudado a jurubeba, fazendo as experiencias precisas para bem conhecer aspro-
priedades medicamentosas d'esta planta em suas raizes, felfeas, finetas ou bagas, e a
dose conveniente a applicac3o, tendo alm d'isto procurado levar os nossos preparado
ao maior grao de perfeicao possivel, para o que no poupamos esforcos, nao nos im-
portando o pouco lucro que possamos tirar.
Por tanto os que se dignarem recorrer aos nossos preparados podera ter a
certeza de que elles offerecem a garanta, de que se pode encontrar, a prompta e infalli-
velcura de qualquer dos soffrimentos, que deixamos innumerados, se forera em lempo
applicados, tendo alm d'sso, medico eu doente a vantagem de escolher as nossas va-
riadas preparacoes, aquella que melhor Ibe podeconvir, j pela fcil applicaco, e ja pela
complicado das molestias, idade, sexo, ou ainda natureza de cada individuo.
As nossas preparacoes ferruginosas s3o feitas deforma que se tornam comple-
tamente soluveis nos suecos gstricos, porque procuramos os cmpostos de ferro que
como taes esto hoje recoubecidos.
Para aquellos que mais minuciosamente queiram conhecer as pmpriedades da
jurubeba, e saberem a applicaco de nossos preparados, destribuimos gratuitamente
em nosso deposito um folhelo, onde tratamos mais extensamente d'esta planta e dos
mesmos preparados.
Deposito gerarde todos os preparados
Botica e drogara
34Ra larga do Rosario3i.
Tendo montado urna completa olcina para concert e ahxaco de puos e
tendo contratado para o mesmo fim o experimentado contra-mostr Sr. A. Rastouil
chegado da Europa pelo ultimo paquete.tem a honra de recommendar este seu estabele-
cimento s Exmas. familias Pernambucanas, prometiendo promptido e perfeicao no
trabalho.
Ra Formosa n. 14
Frederico Maia
Cirurglo deutista pela escola
de medicina
do Ro de Janeiro.
Tema honra de participar ao respeitavel publi-
co desta capital e seus suburbios, que tem aberto o
seu gabinete de consultas e operac*oes dentarias a
ra Dimita n. 12, primeiro andar, onde pode ser
procurado todos os dias das 8 boras da maiir. Ja as
3 da Urde. Elle acha-se competentemente habili-
tado para com perfeicao collocar dentes artificiaes
pr qualquer dos systmas, o bem assim desempe-
nhar qualquer outro trabalho concernente sua
proflssao. O mesmo, reconhecendo que nem sem-
pre possivel s senhoras ou enancas sanirem a
procavif o remedio, offerece-se a remover qual-
quer obstculo, declarando que na cidade se pres-
tar a qualquer chamado sem que isso influa cousa
alguma na commodidade dos niveos de seus traba-
lhos, e quando para fra della assim mesmo ser
precedido de um ajuste rasoavul. garaniiudo elle a
segurancae perfeicao de seus ditos trabalhos. Em
*cu gabinete se encontrar constantemente exeel-
lente pos- dentifricio, elixir e outros medicamen-
tos odoatalgicos : na Direita n. 12, primeiro
andar.
Precisa-se aiugar, na na da Cruz n. 33,
urna preta ou preto cozinheiro, cour preferencia
cscravo, paga-se bom aluguel.
Rog_i-sc aos moradores da ra Direita, rua
da Viracao e pateo de S. Pedro, isto a aquelie
que aphhou um papagaio grande, bastante Tal-
lador, e com um peJaco de crtente de ferro no
po favor de o mandar entregar na rua Direita
n. 36, 2 andar, que exigindo, ser bem recom-
pensado.
SEGUROS
MARTIMOS
E
CONTRA FOGO.
A Companhia Iademnisadora, estabelecida
testa praca, toma seguros raaritimos sobre
navios e seus carregamentos e contra fogo
em edificios, mercadorias e mebilias: a
na do Viga rio n. 4, pavimento terreo.___
Ama
Precisare de urna ama forra ou escrava par
eomprar ejeozinhar para urna ca?a da pouca la-
mdia : a rua das Cruzes n. 28, Io andar prate-
re-se eacrava e paga-se bem afadando.____
Aindi restam algunas collecces de
Riographias de alguns poetas, e outros ho-
rneas lustres da provincia de Peraambuco,
tres tomos esoriptos peloxommandad* \.
J. de afelio: wa Augusta n. 9*._____
AMA
Precisa-se aiugar urna ama para casa de
mocos solteiros. Rua do Jardim n. 7, nos
^"IQ>- ___!_____Ks-r-jr--
O Sr. Jos Joaquim- farneiro tem uina carta
Je^fifla^lvesttUnie
Fundi^ao da Aurora.
Xeste vasto estabclechnente sempro se enconti;
um completo sortiinento de taixas de ferro tiatid'-
e fundido, fabricadas recentemenle, c se fabricam
de qualquer molde a wntade dos compradores, h
recos razpoaveis.
Se tbr bom.
Pagar-se-ha bem nm moleque que.' se pretcn-l^
alugar : na rua larga do Rosario h. %i, 1 andar.
Em casa de THEODORO CHRST1-
ANSEN, rua da Cruz n. i8, encontram-se
effectivamente todas as qualidades de vinho
Bordeaux, Bourgogne e do Rheno.
MolNiis do pcilo.
A faiinlia s S. Bento o unicu aliiuenlo capaz
de ser supportado pelos estuinagos frneoT,eo"niais
conveniente polos seus bons resultados s pessoas-
atacadas de molestias do peito, aos convalescen-
tes, s pessoas enfraquecidas por toda a qualidad.*
de exeessos e s sentaras que tcem |erdKlo as
cores pelas pedas de sangue : nico deposito, na
pharmaria do Pinto, rua larga do Hosariu u. 10.
Precisase de urna criada livre^ou escrava
re saiba co^r, enjsommar e (azer os arrauj"-
mcslicos de una familia comnosta de i
dirija-se a rua do Trapiche n. li,
solado francez.
-
andar, c.'ii-
Josefina Renviuda da (iimlia Sooto-
Maior, autorisada pela directora geral da
nstruccao publica desta provincia, a ensi-
nar o sexo feminino; i'az sciente aa publico
que em virtude da autorisafSo, propoe-so
a ensinar nao s primeiras lettras, coma
tambem a grammatica portugueza, bordar,
labiryntho, Irabalhos de laa, flor de cen
etc. para o que tem aberto a sua aula na
casa de sua residencia, rua da Imjteraln/.
numero 63 primeiro andar, onde poden
ser procurada.
Precisa-se de
zes n. 39, loja.
urna ama i na. rna das Cm-
AMi
no eeawptori&de- **>
rua do TNpfcftM. 1?^
GRAHDE WOVltaDE
Precisa-se Je uina eiigoiiantoica. paca casa >ie
powea familia : rua do Cabug a o segundo an-
dar, eatada,pt>la dasLanafimr Na miwnii casa
vende-se um piano de mesa proprio para agtate
der, por preco modicn.
I No dia- II! do correte, no te/rtdilho dn un>
dos wagTes do trem das 4 1/2 horas, que garfio
para Aqinucos, por eiao*iaKato IMdu lun c
peo de sol de seda eor de cafe quasi novo : qm>:i\
oaeitga, querendo restituir, dirija-se a rna ettr< .-
ta do Rosario n. 47. que se reeompen-ar.
Para cosinha
Precisa-sc de oa escata nuoVosi*^ benv; j
ruado r.iesnon. 2.1,
Roga-rfe a^ucm acboauf enkirlirK.'dt (
pe, eoutendo requerimentos de ahorras e uuMffb>
de branze com as armas de S. Bento do Moiteii-
de illipda, que se nexdeu desde o, aterro dos Al
-ados ate a capelfa dos PruarM, iodo pela
o goyerno, de mandar entregar
Ablb)de, em Olinda, ou no Recite,
em 'asa, do Sr. Dx. Saninf, que w, geou te recougtnacW.
p i* iurru uus <\n -
M, iodo pela esii
gar ao Exm. %. Di
cife, n rua Jn.,
Oflerece-se um homem de nwia iilade^
coirwcas, e com gratica de jltia HOMi uou Ngw. |^toriurcont,\deifllte'#enia. danlalu-
Neste hotel faz-se comida com toda perfeicao. doMa sua conducta : TwEs na rua Nova % fe.
pessivel. rneebe-se encommenda de. P^^ rmb Sr. ^ Jerol0 m^JT*&,
i tm a mJ nnwnau de tel W Stt
WfcVlwfa t KgBtmm n.--treckt-w
alugar cavo ara o servico da aesna.
das as qualidades, assim como vinho
qualidades, cerveja de boa marca, bter hollanda,
vieux cognac, exeellente mao de vacea do sabba-
do para domingo : os sen ores que quizerem
imr nrte-nwenfie fiel, peden* MUgii m
(Me, que encontrarao aafWr ebjeoio. Hotel
Dous Amigos, na rea daThtrir da< BM-T(sia nu-
mero ff.
_ Sr. Dr. Jetnlio Moreira de Castro I
qneir apparecer casa do Sr. Grosjean, a ni
Florentjna n. a negoeto de sea interesse
ftaem precisar de nina peaaoa gara |jfe
I
1
*tm
tratan.
tm



Diario de Pemambuco Quarta feira 21 de Abril' de 1869.
5r
>
?*
/<
<.-

,
OMMIM.
Cora muito maior vantaycm
CMapra. de Ouro, n. i D
C, moedas di ouro e prata e podras preciosa?.
'1
-SE
GRANDE |
A DINHEIRO NA LOJA E ARMAZEM
DO
Compra-se moedasde ouro e prata,
como toras Martinas por maior prego
em outra parte, na ra do Crespo n.
I*, andar.
i
IM
Ouro e prata
em moeda e em obras inntilisadas, compra-se por
bom prego : na praca da Independencia n. 22.
Na praca da Independencia n. 33, toja de ou-
rives, compra-se ouro, prata, e pedras preciosas, e
DE
Flix Fereira da Silva, successor de Gama
& Silva
0 proprietario d este estabelecimento convida ao respeitavel publico desta ca-
tanibem su faz qaalftr obra de encommenda, e oital a vir surtir-se no grande estabelecimento que tem d? fazendas, tanto da moda como
iodo e qualquer concert.
0 muzeo de joias
5a ra do Ostaga n. 4 compra-se ouro. prata
e pedras preciosas yw precos mis vantajosos do
URO E Pt ATA
Compra-se moedas de ouro e prata "o
bem como libras slerlinas, na ra do Ca-
bug n. 9, relojoaria.
Coiqurase urna cscrava que sania cozinhar,
engommar bem u (po lenha boa conducta : na
ra do Crespo n. 23.
Compra-se una negrinba que soja bem Bre-
la, com Mide de l aanos, c outra demeia idade
t|ue saiba coaintar o engummav : na ira do Hos-
pfew n. 17.
le lei, e as pessoas que negocam em pequea escalla, tanto da praca como do matto-
acsta casa poderO fazer i> seus sortimentos em pequeas e grandes porces, venoen-
io-se-lbes pelos presos que se compram as casas inglezas ; assimeomo as excellentis,
mas familias, podero mandar buscar as amostras de todas as fazendas, ou mandare-
mos levar em suas casas pelos nossos caixeiros, para o que acha-se este estabelecimen-
to aberto constantemente desde s 6 horas da manhaa s 9 da noute.
O atoalhado do PavSo. AS CAMBRAIAS DO PAVO
Vende-se superior atoalhado de algodo Vendem-su fnissimas pegas de cambraias
om 8 palmos de largura, adamascado a zas transparentes tanto inglezas como sus-
i(S200 a vara; dito de linho fazenda muito'
superior a 3^200 a vara ; guardanapos de
inho adamascados a 4500 a du/.ia e muito
unos a 8^000, e ditos econmicos a 30300
i ii uzia.
Fiistes para vestidos Juaneo*
afi40.
Vendem-se os mais modernos fustes bran-
os flexiveis com padies de listas e de
salpicos proprios para vestidos e roupas de
! menino a 640 rs. o covado, na loja e arma-
iem do Pavo ra da Imperatritn. 60, de
Vriilcm-se dous cvtoulros em bom estado, pro- ^eux Pereira da Silva.
BABADINHOS
Vendem-se finissimos babadinhos, tiras
VENDAS.
f)es para padaria, \w moteo
pretender dirija-a
preco : quein os
so ao patqo do Terca n. ti.'t.
-= Vende se un ano americano de <|uatro
escritos e miatro rolas, par* un e dous cavallos:
na rna da Florentina n. sas tendo inais de vara de largura, pelos
precos de 5^000 at 10.5000 a peca, assim
como flnissimos oi-gandys branco liso que
serve para vestidos de bailes, por ser muito
transparente a 1)3000, a vara, na loja do
i'avau ra da Imperatriz n. 60, de Flix Pe-
reira ila Silva.
Alpaca* lanadas
Cbegaram pelo ultimo vapor as mais mo-
dernas alpacas lavradas coi as mais lindas
cores, que se vendem a 10000, o covado,
ditas lisas leudo tambem cor de caima a
800 rs, ditas mescladas muito finas a 1:200,
o covado, e mitras umitas fazendas de gosto
e moda que se vendem mais barato do
LIVRO \OVO
PARA
0 m DE MARIA
\cabam de sabir a luz c aelwm-se ven-
da na livraria franoeza.
os cuneos i nvwos DEVOTOS
PARA
Q MEZ DE MARA
tni vlume nitidamerte inipresso em]
Pars.
Quadernado de rouro. H6001
Eucadernarfio de mar'
oqum dourado.......500
BROS ~mnm.
A loja le joias na ra do CjUg n. 11, de An-
' iiifl Seraliin da Silva, rscebeu um grande sortt-
incuto de jeias, e juntamente brincos pelas de
bom gosto para luto de-senhoras e weninos cim-
pas para oficial da Rosa, e hbitos da Rosa e Cl:
ti coui as suas ivs|weliws litas.
ROUPAS FEITAS
Na loja do Leo da porta larga
DE
PAREDES PORTO.
Ra daImperatriz n. 52, junto aloja de ourives.
N'este estabelecimento se encontrar ra da Imperatriz n. 52, loja do Paredes
sempre um cempleto sortimento de roupas Porto.
feitas de todas as qualidades. Como se- Neste estabelecimento encontrar o respei-
jam: paletots de alpaca, de merino, de tavel publico um completo sortimento de
casemira, bombains de panno preto, fra- fazendas e roupas que. se vende pelos pre-
ques e sobrecasacos de brins de cores o eos seguintes:
Pardos- i FAZENDAS BRANCAS,
CAMISAS E SIROULAS. Madapolao de diversas qualidades e pre-
Encontrar sempre o respeitavel publico eos commodos, cambraia de 30500 411500
um bonito sortimento de todos os nmeros, e H, ditas victorias de u500a 12f?, pegas
MIS-
Boa? escravdiS
Venda i-se 9 (srravas de idade 17 a 23 anuos
(Din exrellente habHiSades, l inubtinha de idade
15 mm, recolhida, muito h.ihilifisa, 1 mulato
de ntale ti anuos, horn cziiilieiro e criad* : na
travessa do (Marino r: 1.
aordadas e ntremeios, mais baratos do que i que em outra qualquer parte, no armazem
im ostra qualquer parte, assim como espar- do Pavo, ra da Imperatriz n. 00. de Flix
tilhos dos mais modernos, no armazem de 'Pereira da Silva.
Flix Pereira da Silva, ra da Imperatriz | lioupa par honiem
a. 60, Vendem-se superinres palitts de panno j
RITA MlURARP sobrecasacos forrados de alpaca c de seda,
LI H IIUV SU MU EL camisas inglezas e francezas com os peitos
A LOJA 00 PAVAO de esguiao, ceroulas francezas de hubo eal-
Gurguro de seda godo, meias cruas inglezas superioi'es, ca-
Chegaram pelo ultimo vapor os mais be- misas de flanella e de meia de laa, assim
ts gurgures de seda, proprios para ves-, como neste estabelecimento existe um grande
.ios, sendo lisos elavradinhos, com moito j sortimento de pannos pretos, e de casemiras
astro, garantmdo-se que 6 a fazenda mais inglezas de cores, e que se manda fazer
ida e de maispharitasia que este anno tem I quahpier obra a conteni dos Srs. fregue-
;hegado a ste mercado, e vende-se por zes, e promette-se-lhes que serao servidos
?reco muito razoavel, na ra da Imperatriz t cora maior promptidao e muito mais ba-
i. 60, de Flix Pereira da Sirva. rato do que em outra qualquer parte
CAMBRAIA BRANCA A 3#>00. a roa (ia hnperatriz n. 00,de Flix Perei-
Vende-se pecas de cambraia branca ra4a Siha.
transparente, com 8 e meia varas -pelo ba-! C'urtiaados
rato preco de 8?5500, ditas muito unas tanto \ ^ara camts e janellas.
lapadas comotranspareirtcs 4500, 5,J000, Vende-se um grande sortimento dos me-
55500, 7(5900 e 85000, assimeomo organ- mores e maiores eortmados bordados pro-
b muito lino tanto lize, como *e listas e prios para camas e para janetiafi, que se ven-
raadros na loja e armasem do Pavo ra dom a liilOOO rs. cada par at 25d00 rs,
la Imperatriz n. 60 de Flix Pereira da: isto na ra da Imperatriz n. 60, de Flix
CALCADOS
Itojiai de cour> com hieos de metal [Ara me-
nino a ij0t*O.
3ptoi de saUe para senhora. sendo deUisti e a
. mt.
Cbmaltos para menino a 5fl es.
Botinits d( |ietura para MriMn a .
Hatiuas ngum para hOMM a I0.
S so vendem diiiheiro, e auto-ora r.m; penlior
de dinlieiro : nafrara da luAepeudeneia ms. 13 e
13, loja do Arafltas,
Vende-se xm escravo, flicial de erreiro.
.indo ultiinaMenie. do norte : no awriM trio 1<
Joaqtiiin Jos Gane-ilves Beltrio, ra do Trapi-
che n. t7.
Vende-se a casa da riu do Pilar n. 107 com
un soorailiulio co fundo : a tratar da ra do Pi-
lar n. SO.
Vende-se. 4 antiga refinaro da ra l!o Ara-
ikw u. 19. esta refinaeio est en um dos aiellio-
ie.s lugares da ixa.-a,'est muito liem ifrogimilitl
e lem counuodiiiades para ui.rar familia, dentro
>!'j juesmo estaeerinienta assim ionio tem todos
i- purtences a mesiaa retlaaVjaV): quem eUa pre-
IflMSr dirija-se a mesma qu achara com quem
muir.
Vende-se mi arrendarse o envendo Oacei
''.: i, lito na bagMIMl de Jabuao, me com ajjoa
e eia mjjs e eicolleutos maltas : quem o pre
''lder dirija se *?. mescio engento, a tratar -ora
o sea propriewfki
' [uem precisar, vendem-? bichas amtiur-
c;Kiz;r impamfu em rrandw e pequemts por-
rift, e lamuem se alugaiu : na>! ua do Imperador
u. ta.
vmi-si
urna artaacao de taberna, sendo ptrte eiividraea-
da, eneaBamento de gaz, eanteiros c benifeitoras
xistenteena loja do sebrado n. 1 nos uatro Can-
toa da Bea-Vista : a tratar com o agenl*' Martins,
a roa tQ Jaiperador n. 16, ou rna da Matriz da
lioa-Vista n. Vi, addar.
Cal de Lisboa
Vende-se cal de Lisboa togada ha peueos da.;
a tratar na roa da Cruz n. 27, 1 andar, eseripto-
rio da Ramos k TtMapor^L
ATWNCA0~
s eadem-.se 3 caeravoe, seuo um de 0 autios,
. roprio para todo ervice, antro de 30 aaaos, tli-
'al de sapaleiro, i lindos jpulatinhos de 14 anuos,
proprios para pagen-, I nilala de 30 anuos, per-
frita eoiiulieira : garanta se todos estes eservos :
oa ra estrella do Rosario n. 43, 1 andar.
J
-4os> louoa de cocheiras e forra-
dores de carros.
Na antiga eoehea da na Nota n. 59
i Vira 4 C. tem para vauer i smure)
seguinte sortimento:
Peles de vaquetas muito grandes para
eobrir carros.
Encerado lona para guarda rhuva dos
mesmos.
Dites de cores para torro interior dos
mesmos.
Seda azul e panno da nvsma cor.
Galo largo e estreiki.
Sola para arreios.
Dita de lustro.
itos chicotes para cabriolet.
dacunurta. *
cohj. graw para limpar osrarreio.
a* par! lavar os cavaiioi..
i prefos'ptra forro "do* carro*.
'9* tfriem,
Silva.
ALPACAS LAVRABAS PARA LUCTO.
Vende-se na loja (te -PavSo, as mais me
Jemas alpacas lavradas para lucto, sendo
tnuilolargssepelo barato prec de800rs. o
covado, s na loja e armazem do Pavo, ra
Pereira da Silva.
Opetoite para lenqes com 10
|>a I mos el c hargu ra a 2 S,
Acaba de chegar esta nova e encllente
fajenda branca propria f ara lea^es deum
da Imperatriz n. 60 de "Flix Pereira da s;pnno, ganantindo-se que omtnetro e
Silva. unta quarta u um mtjtro e'mew d um,
MMBtatafltami a & rs o ucciro! excelente lesfol de um s panno, assim.
Vende-se urna grande porco de bonitas como esta boa fazeada tambem muito
cassas inglezas tanto graudascomo miudi- prqpria para toatbas de meza, resto etc. e
alas e de cores lxas pelo barato pre^ode outros mysteres e ve4 4W) rs. ometro,garentindo-fle que 7 metros, mo pre^u d 25 cada metro,
dio um vestido para qualquer Sra. so na MOCAMBIgUF PARA VESTID A 500 RS
MEIAS CRIAS.
Sortimento de todas as qualidades, de
3$ a 33, assim como tambem sortimento
de lencos de linbo brancos e com barras
de cor, cbinezes, bonitas gravatas pretas e
de coros. Ra da Imperatriz n. o. por-
ta larga.
PARA ACABAR.
Urna grande porcao de calcas ordinarias
para trabalbo a GO e 800 rs. cada um par,
pecliinca na loja do Leao junto a loja de
ourives.
GRANDE PECHINCHA,
Cassas he cores a I(i() rs. o covado, na
_ 160 RES 0 COVAlk)
Cliita preL pelo batato preto de 160 o
covado na ra da Imperatriz n. o na loja
que tem um Le3o pintado.
PANNO DE LINIIO
Paredes Porto recebeu um soi liaieuto da
pannos de linho, cora 27 varas a peca e
limo 0 184000, na ruada Imperad!/.n.
52jooto a loja de ourives de porta larga.de
Paredes Porto.
LENCOS DE IJN1W
Vea^c-se lencos brancos de linho a Id,
a duza para acabar na loja deParedes-Por-
de cassa liza o mais fino que ha no merca-
do a 95, 105, 120. com 12 varas, e vara
de largura
SEDAS DE LIS TRAS.
Recebeu-se um bonito sortimento d'esta
fazenda que se vende a'25500 o covado.
CHITAS.
Vende-se chitas escuras a 280, 300, c
320 rs. o covado.
GUARDANAPOS
Vende-se esta fazenda de linho, fazenda
boa a 45000 o. 5)000 a duza.
MEIAS PARA 1I0MEM
Sortimento de meias inglezas para ho-
raein a 44800 55800 e 65800 fazenda boa.
THOALHAS
Sortimento de toalhas de pelucia a 115
a duza.
LENCOS RRANCOS a 25200
Para acabar lencos de algodo a 25200
a duz i a,
25000
Vara de bramante de linho superior e
tem 10 palmos de largo.
CALCAS E COLETES.
Tem sempre no mesmo sentido um sor-
to. Ra da Imperatriz n. 52 loja da porta
larga que tem um Leo pintada, de Paredes tmenlo completo a preco commodo.
Porto.
No armazem do Leo. ra da Imperattiz n. e 52, junto a loja de ourives.
loja do Pavo ra da Imperatri* n. 66 de
Flix Pereira da-Silva.
COLCHAS PARA CAMA A 55000.
Vendem-se colehas de futo adamasca-
das para cama, pelo barato preco de 5,
grande pechincha, na loja e armazem do
PavSo, ra da Imperatriz n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
COBERTORES"IXGEZES A 45, 45500-E-50.
Vendem-se os verdadeiros cobertores
ingleses, de pura laa, pelo barato preco
Chegou para a loja-do Pavo um elegante
sortimento dos mais bonitos mecambiques
proprios pera vettidos com as cores mais
modernas e que se vendem -pelo barato
preco de 800 rs. o covado.
ALPACAO BE C0HD PARA VESTIDO A 1 i
Chegou esta nova fcizenda oom o norae
de alpaca, sendo de cordo e com mais
largura do que a alpaca, com as mais lindas
cores, como sejam'Btemark, lyrio, perolas,
roxo, cor de eanna, magenta etc. e vende-
de.45, 45500 e H, assim cerno colchas e se pelo baratissimo preco de 15 o covado.
ftito de cores, pelo harato.preco de H, na I ESGUIAO DE LINHO E 12 JARBAS a 10*.
loja e armazem do Pavo. ra da Impera-' Vende-se pecas de esguie de linho, fa-
triz n. 60. De Flix Pereira da Silva. zenda superior, com 12 jardas cada peca, a
Madapolao-enfestari a 8#509
Vende-se superior mdapelo enfestada,
sendo muito encorpado, para carnizas, -e
tendo cada peca 24 jardas, pelo baratieai-
mo preco de 85506, na loja e armazem do
Pavo, ra da Imperatriz n. 66. De Felwc
Pereire da Silva.
CHAPELINAS
HLTIMA MODA
Chegaram para a leja do Pavo as mais
ricas e mais modernas chapelioas rica-
mente afeitadas, com enfeites e fitas de
setim e de todas as crese com ricos bicos
de bloud e as mais lindas e fiaag flores,
vendendo se cada urna pelo barato ;preco de
155000, garanndo-se serem maito mais
105000.
ALTA NOVIDADE
A
Loja do Pavito.
GURGUrHES PARA VESTIDOS A 15000,
O COVAM).
Chegaram os mais a&dernos gurgures
para vestidos, sendo de todas as cores, como
sejam verde, azul, rosa, bismark,.perola,
roxo c & tendo q.'iasi quatro palmos de lar-
gura e vende-se pelo baratissimo preco
de 15000, cada covado nicamente no ar-
mazem de Fex Pereira da Silva, na ra da
emperatriz n. 60.
^i'esdfnaplfsi preto
Vende-se um grande sortimento dos me-
mores grosdenaples pretos, tanto iar-
aa^'doo^o^rBr^ v^tam"^ ?sw>moestPeitos,seadode2iO0O re. o
Bontiaa uo que outras covado at 45000 rs. garantisdo-se que
n'este genero mnguem tem metbor fazenda e
que se vende mais barato do que em outra
ualfuer parte, a ruada Imperatriz n. 60,
e Flix Pereira da-Silva.
A U, OS ALOES DO PAVO.
Vendem-se 6operiorts balos america-
nos de trinta a quarenta arcos, tendo as fi-
tas bastante largas, -sendo moito fcil trans-
forma-loe para outra qualquer novo madero,
e Uquidam-se pelo barato preco de 2<5 cada
um, sendo fazenda que sempre se vendeu
a 75 e &4, isto na loja vo, roa da Imperatriz n. 60. De Flix
Pereira da Suva.
M 9.**0 vara m ftOO ra.
Vendem-se as verdaderas cambraias
oatravS partes a 205 e 25#, e entre ellas
ha mais do que um uuideHw, tambara tem
muttas de pratinho, proprias.para mocas e
meninas, stw ua na da loaptralriz n. 60
loja do Pavao, de Flix Pereira da Sitw.
Expleudio a^rtmeuto de
rw^ks feitas
NA LOJA DO PAVAO A RA DA
IMPERATRIZ N. 60
Acha-se esta grande estabeleemento com-
pletamente sortido das melhores roupas,
sendo calcas pautte e coletes de'casemira,
de panno, de brim, de alpaca, e de todas
as mais fazendas que os compradoraa,p-
san desejar, assim como na mesma loja
ra'.u^
fdo vontade do. freguez e nao sendo JJJ f.^ Z*m'yeZ
obngadosaacceita-las, quaurio nao stejam ^'^^^-gtgSSTiiSS!.
completamente ao seu contento, assim como e gjjf0!?8 ? S
n este vasto e^be.ecimento encontrara o 2J%S?%* rojl e
respeitavel publico am belfa) ^Dtoje ^.^^ ra, ^^J n. w. De
omisas francezas e inglezas, ceroulas de V<1, ppraira fasn*
linho e algodo e outros muitos atligos
propt ios nara homens e senhoras promfit-
tendo-ne-lbe muito mais barato do qqe em
outra qualquer parte. Na roa da Impera- CASEMIRAS DE CORES NA LOJA DO
tnz n. 60, loja e armazem de Fehx Perei- PAVAO
ra da Silva. i Chegaram as ma& bonitas emais modera
RETAJ4JQS PAUAXrJXO NA L9XA. DO i ow caaeaK de cms prepriaa para calcas
ifAWAO. coletes e palitts, tendo at das mais finas
Vattde-ae^wna graatlaquaotidada d# n- quetemvindo ao mercado com tos de seda
tamoa de ciutae cassas pvetu por preco e vende-se mais barato- do que em outra
mujto barato, e .(punto maior for aportad qualquer parte, per tave- grawte- sortimen-
queo fref ue comirir, mais barato se ibe tode varios preco*, na ka armazem do
ver^rnar^unpijrajrizn. 60 d* fe- PavSo.rtu uSwntiii. n. 6b,. de Flix
, Tut Pereira da. ^Ilva, perera & silva.
Grande expsito
11--RA DO QUEINADO--11
DE
AUGUSTO PORTO & C.
Receberam superiotes vestidas de blond com manta e capella para noivas, que
vendem-sa for.precos mais medie* do ^ue em qualquer outra pai-te.
SAHIDAS K. BAILEdo cachemira branca ede cores o que ha de mais lindo.
BASQWNtde renda preta, e de gorgurao preto, o que ha de mais
legante.
CHAPEOS CE SOLpara seahoraa delicadamente bordados.
BALiOEStrancos e dadas, e aias'de Ha com barras de cor.
GORGURAOde seda branco>e pacto para vestidos, sedas de cores, moirean-
tique braaco, c grosdepaple branco, de coaes e prelo, princezas, bombazinas pretas,
alpacas de muitas cores, e lindos cortinado* bordados.
CaKAS-dt hnho para homemlde diversas qualidades, camisas bordadas
para -naivos, sobretudos, capas de borraolia brancas e pretas, brim de cores e branco,
panos fiaos e casemiras pretas e de cor pwicommodos precos.
TAFEfESgrandes e pequeos para sof e cama, tapete e alcatifas em pecas
para sallas, e continuara sempre a vender por mdicos precos as esteuus da inoia para
SALLAS.
* fc6 QUIMAB6
DVO EVPLENDIDO SORTMENT
Agua-florida de Guis-
kan
Tintura indelevel para tipgir os cabellos,
sera manchar a peUe.
A bem coaceituada agua-florida de Hus-
lan que ento era dee^onhecida em Per-
nambuco, j hoje estimada e procurada
por seu efficaz resultado, e ainda mais e-
r, qoando a noticia de seu bomeffeito e a
experiencia tornar de todos canhecida.
Ditos com ditas de velludo, outros imi-
tando cUario macbetado.
Bitos com ditas de marroquim com cruz
e guarnicab, dourada ou prateada.
Coreas e tercos de cornalina.
Assim como.
Grande e bello sortimento de leques
todos de raadreperola, madreperola e seda,
sndalo, sandaio e seda, osso, osso e seda,
e faia ote, etc. tendo nos de sndalo alguns
A agua-florida.de Cuislaia composta uni-, em atetaste outros japonezes enfeados
E
camente de vogetaes inofiensivos, tem
propriedade extraordinaria e dar a edr pri-
mitiva aoe cabellos, quando^stiverem bran-
cos, e Ibes restituir o hrilho perdido, e as-
sisa como f reservar de saabranqueeer, sem
ser prejudicial do modo algora
E' porm oecessario fazar coahecer. que
o bom resultado prodazido pela agua-ilori-
da, naa instantneo, como umitas pes-
soas tatoez aupponhaiii, miis sira ser pre-
ciso fazer uso d'eJIa, trez ou qutro ve/es,
e logo se obtero fim desojado, como bem
provam lestemunhos de pessoas insuspei-
tas, e d'entSo por diante, basta usa-la duas
vezes por mez, cootando sempre com o bom
xito, podendo a expeieucja ser eita em
outra qualquer cousa.
Assim pois esta agua-florida aeba^se -ven-
da na bem conhecida loja d'Aguia Branca
ra do Queimado n. 8,
A Aguia. Branca, contando com..a.prolec-
c5o de sua boa freguezia, tambem caprieba
em nao lh'a desmerecer, procurando sem-
pre corresponder a Idea favoravel com^qne
a honram, e em prova ao que fica dHo, d
como exemplo iO esplendido sortimeoto
r> acaba de reoeber, anda mesmo acban-
se bellamente provida do que de bem
e melhor se pede desejar nos gneros qoe
lio de sqa competencia.
Um vista aos nacoasanoa liaros acmisa1
cao, i obra 4e apurado ja* psttai-
tao, sendo: com capas de madreprtila e
tocantes quadros em alto aalevo.
Ditos com ditas da autriai
toitot.
de flores.
Uonitas *t)r!as grandes de aljofares azues.
Voltas de canen*e de borracha.
Meias de seda para meninas e senhoras.
Ditas de fio de Escocia abortas, tambem
para meninas e senhoras.
Dita muito finas d'algodo, alvas, e
cruas para meninas e senboras.
Lavas de "fio d'Escocia, torzal, e seda
para meninas e sen horas.
Meias de lia para homens, mulheres e
meninos.
Gollinhas. e punhos bordados obra de
muito gosto-
Entro/meos finos..tapados e traosparen-
tes com delicados bordados e proprios
para, en llar fita.
E 08 PRODIGIOSOS
Anneis e collares Rover para creancas-
Bonitos cabases ou bolsinhas de pelica
e setim para, meninas ou senboras.
Lindas cestinhas bordadas a froco, e lisas.
Delicadas caixiohas devidro enditadas
com pedras, aljofares, etc.
Ditas de tartaruga para joias.
Bonitos albons cosa uwiaica.
Pinseis ou bunecas para poz de arroz.
Novos e delicados ramos de flores com
marrafes pa^a eafciur coijua*.
Bello soiiimento de trancas de palha.
Ocordeiro previdente
Raa do Ucelaaraio n. i o.
Novo e variado sortimarjto de perfumaras
linas, e outros objectos.
Alm do completo sortimento de perfu-
maras, de que electivameute est provida a
loja do Cordeiro Previdente, ella acaba de
receber um outro sortimento que se torna
notavel pela vaiiedade de objectos, superion-
dade, qualidades e commodidades de pre-
tos; assim, pois, o Cordeiro Previdente pede
e espera continuar a merecer a apreciacao
do respeitavel publico em geral e de sua
boa freguezia em particular, nao se afas-
tando elle de sua bem conhecida raansidSo
e barateza. Em dita loja enconlraio os
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murrav A Lamman.
Dita de Cologne ingleza, americana, fraj?-
ceza, todas dos melhores e mais acreditados
fabricantes.
Dita balsmica dentrilicia.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes, e vilete para to.let.
Elixir odontalgico para conservaco do
asseio da bocea.
Cosme tiques de superior qualidad e chu-
ros agrad neis.
Copos e latas, maiores e menores, com
pomada lina para cabello.
Fiascos com dita japoneza, transparente,
eoutras qualidades.
Finos extractos ingleses, americanos e
francezes em frascos simples eenfeitados.
Estancia imperial do fino e agradavel chei-
ro de violeta.
Outras concentradas e de cheiros igual-
mente finos e agradaveis.
Oleo philocme verdadeiro,
Extracto d'oleo de superior qualidade,
com escolhidos clioiros, etn Irascos do dif-
ferentes tamanhos.
Sabonetes em barias, maiores e menores
para mos.
Ditos transparentes, redondos e em figu-
ras de meninos. -
Ditos muito finos em caixinlia para barbe.
Caixinhas com bonitos sabonetes imitando
fructas.
Ditas de madeira invernisada contendo fi-
nas perfumnias, muito proprias para pre-
sentes.
Ditas de papelo igualmente bonitas, tam-
bem de perfumaris tinas.
Bonitos vasos de metal coloridos, e e
moldes novos e elegantes, com n& de arrea
e boneca.
Especial p de arroz sem composigo de
cheiro, e por isso o mais proprio para crian-
cas.
Opiata ingleza e francesa para dentes.
Pos de camphora e outras djfferentcs
qualidades tambem para dente?.
Tnico oriental deKenip.
Ainda mais coques.
Um outro sortimentos de coques de no
vos e bonitos moldes com liletsde vidiiihos.
e alguns d'elles ornados de mwes e fitas,
esto lodos expostos apreciaran de irai
os pretenda comprar.
GOLLINHAS E Pl'MIOS BORUAlHJ^
Obras de muito gosto e perfeclu.
Firellas e fttns para <-5n Bello e variado sortimento de taes objec
tos, ficando a boa escolha ao gosto do com-
prador.
FLORES FINAS
O que de melhor se pode encono 'arns se
genero, sobresahindo os delicados ramos
orvalhadospara coques.
Para vlagem.
Bolsas de tapete e carteiras de couro, por
precos commodos.
Cbapelinas de palha da Italia mu bem
enfeitadas, e enfeites de flores obra de bom
gosto.
E assim muitos outros objectos que se-
rao presentes a quem se dirigir dita loja
do Cordeiro Previdente a ra do Queimado
n. 16.
ENFEITES DE PALHA PARA .VESTIDOS;
CHAPEOS E COQUES.
0 Cordeiro Previdente ra do Queima-
do n. 16 acaba de receber um bello sora-
raento de trancas de pajhapara enfeites de
vestidos, outras para chapeos, coques etc.
tudo isto est sendo vendido com a sua bem
conhecida commodidade de presos.
ALEAI D'AjQUELJLES.
Recebeu outros liados enfeites de seda
para vestidos ; assim como 4im variado sor-
timento de gaHdes de 15a, babadinhos de
cambraia com bordados de (es, cuja va
riedade de gostos os ternam recommenda-
dos e apreciados ; comprelo pos os pro-
tendentes que 6er3o servidos a contento.
TAO BEM RECEBEU.
Novo proyimento de bicos e tejidas dt
guepure.
LUYAS DE PELLICA.
De todas as coces, taoto para homen-
cerno para senboras,.coaataatomente achara-
se a venda na loja do Cordeiro Previdente :
ra do Queimado n. IB.
Barato que admira.
Manteiga ingleza dora I400 a libra, dita fr.ir.
ce^ait,*^Wo,',%'dito Praud;)a3i.
caa a MaV%, mSD a J9W. Jilista a 240, arroz a
100 rs., passas a 440, ideui guarios eom 6 lili,'
por 2*200, vinho a 400 rs. a garrafa, azoite dore
de Lisboa a 900 rs., caixinhas -com ameixas, pai-
sas, figos e pe as, proprias para mimosa l(ne.
latas com doee a 500 rs. : s Ba esquina da ru-t
daPftiian. 8.
Autora PtTOiL emiLEmo
DK
Biira lasgaiaipm
Cintos de fitas largas com bonitas tala
ttiocos, enajena** 4a nadreporola.
Ditos esmaltados, obras aovas e bonitas.
PONTA likSI URtlK t
owtfaaropa raaramw
1VI pHaraaaeeii Jos da Cruz Santos.
Esta ptenta cojas vmtvm medicina--
existam*ekMeenks4aaa'para a maior pwte
dos-nossos, ,acuimti*os, dwendo-se a sua
de seo berta ao uso que d eife faziam a
nossos ioifoftaa quataenaMahavaat com
a-sa a^Heacto d- todos o srtffnmentos
Sulmoiaras, bojeconheddo como ome-
icamento mais effisas.pata,acura (de as-
taoM, browhile, coquaioabe, iwnomoms.
e at a,phtysica, produandoum etteai
lagroso -prompro.
Para um adulto 44 ralbares de son*
ao da puro ou em iaitu i>eitoral
CHancas, H'*o6We 4#m.
Preca -tittOO-.o frasoo.
Pemambuco, ra Nova botica ngl,
Fenn^dMHafk
v***-* i roa ^tagaiHibtt. ra, phmH
andar
r
QueOaVdo sertao
nrw >m
sr
asos do ierio.
.


Daro de Pcmambuco Quarta feira 21 Je Abril de 1869.
Undos cortes de cassa de cor com barra.e cora figurino indicando o molde do vesti-
do poto baratisimo prego de 35500 o corte
Ditos de percalia muito modernos com dms saias a 5#000 ris
Na loja das Columnas da ra do Crespo n. 13 de Antonio Correa de Vascon-
tosC.
Grande liquidado de miudezas !
ffonso Moreira Temporal, querendo liquidar as miudezas existentes em sua
loja rea do Queimado n. 55, resolveu annunciar as mesmas miudezas, par* qoo Pu*
blico se certifique do diminuto preco porque as est vendendo, a saber:
Caia com agulha franceza a
Caixas com 100 enveloppes a.
Pocas de bailados eentre-meios
a 500, 600, 700, 800 e. .
Pecas de fita de coz com 10 va-
ras a ........
Liaba de mirea, caixa com- l(i
novellosa......
Coques muito finos cora rede, s
a rede val......
Frascos com santos muito fino;>
a.........
Latas cora banha (familia), a
100 e. .
Cariao com alfinetes a .
Copo com opiata muito lino a
400 e.......
Gai tas francezas a 200 e *
Ditas portuguesas a 120 e .
Caixa do linha do gaz branca 50
novellos a......
Frasco com tinta a 100 e .
Frascos com banha a 320 e. .
Frascos com agua de Colonia
.('ver a........
Pentes de travs, para cabello
%'le meninas, s a- vista faz
t, a- .....
Laapai'8 bordar, lib<1: .
Novello .de linha grande com
*uO jardas, S a vista faz.
Pares de liga de borracha para
pernas de senhora, muilo
boas a.....'
Franja branca para toalha vara
a
ICO Resma de papel almaco, muito
500 boa fazentfe, com 85 cader-
n )S a........
i #000 Caixa cem papel amisade a .
Jogo de vispra a.....
500 Sapatinhos de la para meninos
a........
240 Pecas de tranca e caracol a .
SalVmctes de todas as qufthda-
10800 des a 80, 160 e .
Frascos cora oleo babosa a
1>200 400 e .......
Pinceis para barba a. .
200 Gaz a......
100 .Frascos com agua de Colonia a
3iO, 400 e......
500 Pentes com costas de melar .
240'Carteirade marroquim a .
160 Pautes pretos para tirar piolho*
I Escoras para cabello a 400,
6001 900 e .......
160 Garrafa com agua divina a. .
400 Grvate de seda do cor a .
Ditas pretas a 400 e .
1 ^0001 Botoes de Iotrc* para camisas, a
Garrafa de tinta roxa a. ._ .
Lencos branco* para mos
320 a.......
6#800 Par de suspensorios para ho-
rneas a.......
Esp&lho de foucador a. .
60 Fiasco cora eheiro muito fino
I a.........
Bandeja para copos a .
60 Meas creas para horneas, boa
i fnzendaa 3#, 3,$600; 4* e. .
200 Abotoaduras paracolletes a .
LOJA DO PASSO
Ra do Crespo n. 7 A, esquina da do
Imperador.
PARA CASAMENTOS, BAILES, THEA- Riquissimas colchas de damasco de seda,
assim como de seda e algodao.
95*800
700
400
320
40
200
600
200
320
500
320
OO
200
600
1,5500
320
500
160
800
240
200
2^500
40000
400
VS500
320
TROS, etc. etc.
Lindos cortes do blond, contendo setim,
mantas e grinalda's.
Requissimos cortes de sedas assim como
para co vados.
Gurguro branco.
Moireantique branco azul e verde.
Gros-de-naples brancoe e de cores.
Setim branco macau.
Setim, branco, azul, verte/ cor de rosa
e amarellos.
Fil de- seda, branco e prelo.
Cortes de seda com duas saias.
Chales de gurguro de seda ce cores.
Camisas bordada para hornea.
Saias bordadas para senhoras.
Camisas bordadas .
Frondas de linho bordadas com primor.
Lencos de cambraia de linho bordados.
Na loja do Passo rea do Crespo n.
Ditas de crocliet para cama.
Chapeos de seda bordados, para sol,
Poil de chevre de lindas cores.
Alpacas de lindas cores.
Chapelinas de palha da Italia, assim
ocmo de seda. .
Enfeites para cabeca de seniora.
Espartilhos para senhoras.
Meias de laia para padre.
Ditas de la
Ditas de seda fio da Escossia t algodao.
para senhoras e meninas.
Lencos de labyrintho.
Fronhas de labyrintho.
Bicos, rendas e grades.
Finissimas cambraias de cores, percates,
lias, e oulros muitos artigo* de gosto e
de alta novidade, isto s
7 A, esquina da do imperador.
iatctdmio
UntdtdM
iiPtrU.
iwPOS
\(M}

Pitrmactutttt
Wurtti*
UtcaitmU
Al areparacoes ferruginosas liquidas tem desde amito* annos aereado a approvafa>
especial dos medico, porque ellas obrSo mais rpido e aeguramete do que as plalas, e
ato mais fcilmente toleradas pelos doentes. Os Pos ferro-manfanicoj possuem a mappre-
eiavel vantagem de poder oferecer n'um instante urna agua ferruginosa gaieos, de fOSlf |
' mais'actira do que as aguas mineraes, e comeado- de mais va ele
adavel, mais'actrra do que as aguas mineraes, e ratead e mais un elemeniojpreeioso,
iangaoese, que sempre se acha no sangue, junetamenie caw o ferr. Impregfe-se em
todas as molestias que tem por causa o empobrecimeato do sangue, assim eamo para vigorar
os temperamentos debis e lymphatieos. A eklorose, as Perdas brancas, dorad estomago,
a irregularidade da menstruaedo e ammorrha ou suppressto do menstrua, cedem rpida-
mente a sei emprego. Devenios mencionar aqu ura faeto aotave, isto que os doentes-eura-
dos pela agua preparada com estes pda eslo muito menos
aquelles que foro tratados pelas prepar?5es ferruginosas ordina
Deposito em Pernambuc, am casa de Mm o.
tos a rstaidas d que
TOSSES
CATARlireS
PASTILHAS PEITORAES
deSUCCOdeALFACE
E LOURO GEREJO
IRRIT.HOES
DO PITO
o arope vegetal"Amerlcawi,eipeelaIMaede ilarbri^MW fc&
osaraie 3l_RA LARGADO ROSARIQ-34
Nao costumamos procurar attesUdos para acreditar nossos preparad, e den
*amoaue sua apnlicacSo eos resultados obtidos pelas pessoas-que se dignara acceita-
fofSeKm efedito evoga; porque sao sempro os atlestaoos- considerado gratoutoa--
edelesqTe lauca mo o charlatanismo; mas, nao querendo offeader as PW o
espontneamente nos ofereceram os que abaixo vo transcriptos, os fa^mos ***'
mSstando-lhesnossa gratidao pela attenco, esperando que venham riles conrotor
o conceito, e acceitacao que tem merecido nosso xarope. BaftUUmm & ^
ATTESTADOS
Tiima c.-e Ttirthfilumcu & C com a mais subida satisfacao qoe declai^
o 1 Antonio Viegas Jnior.
llK^Ss Barthoomeu i C-Penhoradissimo com o favor que me fizer^,
JK nso do row WU Americano, de sua composic, quando me acha
de aconselhar o uso do ^Pe;cg^ 3 que me torn0u completamente rouco e qa.
>a bastante doont de urna ^Stoude comprir os meus de veres de cantora
trouxe urna forte tosse, e me imposs "l"" restabelecimento, que obtive com va
SS^=KSS^. vv. s.
atiento, venerador e obrigado -Luiz Crcmona.
S'SK Barfholeu C -O xarope Vegetal Americano queVv. Ss. M
l^t^O^^^^^m com o I :l.cado xarope,
do-me para sempre
I* este o mais boto e delicioso confeuo ate agora conhecido. Por o tem a>B7ldo I
pidamente a popclaridade de que goza. Os mdicos os mais MMM aconsMBao contra
as Imsts, defluxos, catarrhos, testes convulsas, calarrhos epidmicos, irrttucSes do pao. Com
eraadeempenhooprocurao as mies de familia, assim para ellas como para as enapcas, pou
primeiro que tudo inoffensivo, e as suas propriedaes adocanes nlo deno nau a esejar.
, Deposito em Pernambus.o' em casa de Iwnr e O*.
TASS0IRMA6S
Tan para vender em eeus araa^ens, alem do ou-
tros, os seguintc artigos :
Papel para imprimir.
Perlina azul.
Greve pautado o liso.
Vinhos era caixas de dozc garrafas
Bourgogne. 4
Hery.
Uadcira.
Ilcrmitage.
Charablis. .
Licor do curado de HoHanda em caucas devin-
to e quatro botijinhas.
GESSU,
Kosarmazens de Tassolrmaos.
Grades de ferro
para jardins, porteirasetc.
Nos arraazens de Tasso Irmaos
C AllI\IIOS DE FERRO
Para servidos de grandes- armazens, para remo-
ver barricas ou caixSes de um para outro, fado pelo
mdico preeo de 42*000 cada um.
Farinha de trigo de Trieste
Das mefhoras marcas Panonia verdadeira) Fon-
tana e grande sortimento das melnores marca de
fariubas americanas.
Saceos de irinlia de trigo do
(Me
Todas novas, ehegadas ltimamente no arma-
ens de Tasso rmaos.
Cemento romano
Ifos armazens > Tasso lr3os.
Cemento hydraolieo 12$
merhor para tudd- que sao ohras para agua, ee-
me-assentamento de canos de esgoto; algerozes, de-
posito, tanques d'agua, etc., etc.: em porcoes de
cimoento barricas se fera reduc^ao no preco : nos
armazens de Tassolrmaos.
Cemento* Pbrtland
O verdadeiro cemento Pbrand em easa d Tasso
rmao*
Grales de ferro, cercas^, por-
teiras, efe;, etc.
De difilremes imalidades para crca*-de ani-
maes, chknieros'para galint.*eoujardiF8-: nos ar-
mazens de-Tasso Irmaos.
larris com breu
Nos arimzens e Tasso IrwM.
CAITOS DE BARBO
Ha ra Nova'de Santa Rita, na antiga fabfa de
s*ao, ha para vender por preco o mais moMco
passivel, canos francezes para* edificacSes ensgo-
toe-etoda a qaaWdaele, supei-ores a todos as-que
aqsi tem apparecido pela sua soKdez.
ni r.Qos
**MW por cano- grande de 3 o- raeia pollefada?.
**SD0 por to de e tres qiertos de dita.
15000 por do de 2 e ura quarfo te dita.
x ris por pistoleta de 2 poQegadas.
Coovellos, cuevas e canos de maior grossnra.a
vista* faro preco: Compras- maiores de 200?
VERDADEIRAS
PILLASdeBLANCARD
cora lommrro oo-PUMO hmltcmvcl
'APPROViWDAS PELA ACADEMIA DE MIWCTNA DI PARW, ETC.
' Posando as propriedades do l*do el oAtf, em eepeelalmen* rus Affaceota
BCnofVLosAB, a TtSTCA no principio,a fraqueta do temptrammU a Utm noa omm U
Falta-dx c6r. AiwoiiRH*A,em que precisa REAGn sobri o s-awguk seja paraynanr
lb a iwa riqueza e-aundencia normies, o para pro*/oeare regular o sen curto peneCeo.
nomeaoa. Queiram, pois, J^'j^Ll^r^""indicado xarope, acrediten
,,eciraento ao raentor .^^^Jff foBpT-Am-fco Netto di Mendos
Recife, 2 deoutubro de 1868.
If. *. 0 iodarat* i fcrre impar <> lirmd i an meUmiM iaM,
ireta + aathtncidad* das *w**M*a
irriUnts. Como pror de porexa
laa Rlaiunl, dere-w txlfir boim
bom rt, qa! rtpnm*<\, 4* m <***
roi* vtrOe. Der-* doseo^ar dai (1
rraatlra
OLEO BE HOGG
DO
Figados frseos de bacalho
Paracnua eertadftubiisica, affeecoes cscrefu-
loss, tosse chrouica, fraiueza. dos memhros e-de-
bilw'ade gara), recorsmeni-s a eaeellencia deste
oleo ainda.por ser acadiTel no paladar.
VKTiE-SE
NA
I iiarnia*! e da**garia.
DE
DARTHOLOMEU & C.
34 = Ra torga do Rosario = 34
Debaixo da forma d'um liquido sem sabor,
anlogo a urna agua mineral, este medica-
mento rune os elementa que constuen
os ossos e o sangue. E' o mais racional dos
esta razio o adoptarlo
do mundo in-
ferruginosos; por
os mais eminentes mdicos
[d^ LERAS DOUTOR El l SCIENCIA&
2*111^^^ -- U3 IliaiO &uiiH.utw-----------y -
implrao pare que 0. senhores mdicos o prwcreTo aoa seus doentes.
Deposito em Pernambuco, em casa de Mmuret O*.
CAPSULAS MOLES
DE
ALCATRAO
Remedio por excedencia para, cura rpi-
da e completa das coqueluches, bronchiles,
catarrhos, tosses convulsivas, carros san-
giinos, e outras molestias do. paito.
TEKDEHiE
NA
PHARMACIA E SHIOGARIA,
DE
Bartholomeu & C.
34RA LARGA DO ROSARIO34
AO BAZAR DA MODA
Ra Nova n. 50, esquina da ra de S. Amaro.
NOVIDADES
Para senhoras.
COQUES da ultima moda, enfeitados e.lisos, gran-
de sortimento. .,
CHAPELINAS de palha da Ualia. guarnecidas com
delicados e etegantes enfeites brancos e de eores
rilAPEUSINHOS e gorras de velludo e de pennas
(alta novidada I) de palha da Italia, a emtiacao,
especial sortimento. ......
CINTOS de cores e pretos, rico sorumenio a ulti-
ma moda. ___
CAMISAS bordada por commodos preoos.
LENCOS bordados e com letras, novidade neste
novo e de
FLORES finas, grande sortimento.
GRINALDAS de ditas para coquee.
LACOS, fivelas, penachos para enfeites.
Para liomens.
de li
gosto
-enero
LEQES a emitacao de marflm
sndalo. .
GOLl.NHAS e punhes, a etmtacao de fa'P0"- .
0 ult-
ENFITES pretos e de cores para caneca,
moldes,. _
GUARNIDO alta novidade I a Mane Rose,
mmente asada em Paria. .. ...
CORPINHOS de guipare brancos e pretos uaos
modelos.
BORNOUS de lia e seda, cores claras,' elegante
moda em Paris.
GRINALDAS de Seres finas.
ESPARTILHOS superiores.
MEIAS supe; iores de fio de Escocia.
LUVAS de pelica ehegadas pelo ultimo vapor.
ADEREQOS de coral verdadeiro e camafeo, goslo
delicado.
DE PALHA
GUARN1COES para vetiioB.
TRANCAS para enfeites de coqmes.
BOTOES lisos e com pingentes para vestidos.
CINTOS alta novidade.
CAMISAS com peitos, ccJarinhos e pannos
nho fino, lisos e bordados, moda,
COLARINHOSde linho e algodao.
PUNHOS de ditos.
GRAVATAS de todas as quaB^ades.
BOTOES para punhos o goarnicoes para coletos.
CORRENTES de plaqu a emitasao do onro, lin-
do gosto. "
CHAPEOS de pello de seda, forma a Rotchil, qua-
lidade superior.
CHAPEOS de seda, paiasol.
MEIAS de superior qualidade.
BENGALINHAS finase chicotes.
LUNETAS aro de acp e tartuiaga.
Para crianzas.
VESTUARIOS completos para baptisados.
SAPATINHOS de merino e setim enfeitades.
MEIAS de seda e fio de Escocia.
CHAPEUSINHOS de pilha da Italia.
TOUCAS de fil e setim enfeitadas e de enroeh.
BUNECAS vestidas, muito bonitas e diversas
brinquedos.
Perfumarlas Anas.
AGUA FLORIDA veg dEifa de Murray & Lan-
mas New-Yori-
TONICO oriental, verdadeiro. -
AGUA DIVINA de E. Coudray e superior agua e
essencia de-ijtonia.
ESTRATOS e eSMajaj^nnas e de agradaveis aro-
mas para o leanH ajw
VINAGRES aromalBMlWtoitet.
POS DE ARROZ par* afilriar a peUe ; esa pacr^
tes e ricas caixinos jjoni arminho.
POS superior para Bmpajfos denles.
COSMETIQUES de finaua.lidaik>.
SABONETES, grande ortimonto oeste genero e
de superior aualidaiBe.
LEOS de:p|ywom#, babosa e antiques.
BANHA flua^para 08 cabellos.
AGUA de flores de Jaranja.
CREME de sabao pra barba.
Caixas priparada^ com perfumaras finas.
itdczas Unas.
SUPERIORIIVI de grosdenaples de todas as
cores e largnlde velado preto e de cores, e
gurguro para cintos.
BABADINHOS e ntremelos bordados.
GURNICOES de seda de cores para eneites de
vestidos.
TRANCAS pretas com vWrilhos e pingentes.
BOTOES de ores, brancos e pretos com vidrilhos
lisos e com pin(rontes.
DEDAES do maot aperla, de marfim, de co e
metal.
THESOURAS finas para costura e nnhas.
CAWVETES finos com quatro folhas. E muitos
ontros artigos de miudeaas que se torna enfa->
donho menciona-los.
00
GALLO VIGILANTE
Una do Crespo n. 9
Osproprielaiios deste bem conheeido estabelc-
oimeeto, alm dos muitos objectos que tinham ex-
pusto* a apreciacao do respeitavai publico, man-
daram vir e acabara de receber pelo ultimo vapor
da Enrona um completo e variado sortimento da
linas e mui delicadas especialidades, as qnaes es-
to Pesolvidos a vander, como de seu costume,
pocf rejos muito baratinhos e eomtnodos para to-
dos, com tanto que o Gallo....
Mullo superiores luyas de pellica, pretas, bran-
cas e de mui lindas cores.
Mal-boas o boattas gollinba e punhos para se-
nhora, neste genaro o que ha de mais moderno.
Superiores pentes do tartaruga para caques.
Lindos e riquissimos enfeites para canecas das
batas, senhoras.
Superiores trancas pretas. de cores aonv vidn-
Hios e sem ellas; esta fabada o que pode haror
de melhor e raais bonito.
Superiores e bonitos loques de madreneola,
marflm, samhilo e osso, sendo aqilles brancos
tom lindos desenhos, e estes pretos.
Muito superiores meias fio de Escossia para se-
nhoras, as quaes sempre se venderam por 304000
a duzia, entretanto que nos a? vendemos por 20$,
alm destas, temes tiuabem granito sortimento de
outras (nialidades, entre as quaes algunas muito
finas. ....
Boas bengalas de superior caima da India c
casiao de marina com lindas e encantadoras figu-
ras do mesoBo, neste genero e. que de melho se
pode desojar ; atrn destas temos tambera grande
Suanlidade de outras qualidades, como sejam, ma-
eira, baleia, osso, borracha, etc. etc. etc.
Finos, bonitos e airosos cleoainhos de eadea o
de outras qualidades. -
Lindas e superiores ligaa de seda e torracna
para segurar as meias.
Boas meias de seda para senhora e para meni-
nas de 1 a 11 annos de idade.
Navalhas cabo do marflm e tartaruga para fazer
barba; sao muito boas,e de mais a mais sao ga-
rantidas pelo fabricante, e nos por a ben) asseguramos sua qnalidade e delicadeza.
Lindas e bollas capellas para noiva.
Superiores agulbas para maehiaa epara crox.
Linha muito boa de peso, b-ouxa, para enoher
labvrintho.
Bons baralhos de cartas para voltarete, assim
como os testos para o mesmo flm.
Grande e variado sortimento das raelhores per-
fumarias e dos memores e mais conhecidos per-
fumistas. _
COLARES DE ROER.
Elctricos magnticos contra as convnlsdes, e
facilitam a donticae das innocentes criancas. So-
mos desde muito recebedores destes prodigiosos
collares, e continuamos a recebe-los por todos os
vapores, aflm de que nunca faltem no mercado,
como i tem acontecido, assim pois poderao aquel-
les que delles precisarem, vir ao deposito do gallo
vigilante, aonde sempre encontrarlo destes verda-
deros collares, c os quaes attendendo-se ao fim
para que sao applicdos, se venderlo com um mu
diminuto lucro.
Rogamos, pois, avista dos objectos que dentamos
declarados, aos nossos fregnezes e amigos a virem
comprar por precos muito razoaveis loja do gallo
vigilante, ra dp Crespo n. 7.______
tem 5 por cent-de descont por prompto pega
mentes Pde-se ver as amosira nos armacens
de IJsso Irmaos.
Tijobs franceses
Par ladrilharoeeas terreas cem-asseio e preces
modksos, muito convenientes e proprios para lari-^
Ihos de cosinaas em sobrados, pelo seu asseio e
evitar apa e mesmo o perigo do logo, aos precos de SOaOfiO-a
MOW o milheir: n ra Novae Santa Rita, na
antigafabrica de sabaoy e compras maiores de IM(
se far o por cente -de descont pop prompto paga-
mento. Podem-se ver as amostras sos armaians
de Tasso Irmaos.
Velas de esparmaeete verdadeiras para an-
ternas de carros: noannazem de Tasso Irmaos.
Vnho do Porto-fino superior: no armaiem
de Tassolrmaos.
1 o melhor cooe Gautbierl*eres: no anas
i zem de Tasso Irmaos.
Esteiras da India
Era casa de Tasso Irmaos vende-se este i ras da-
tadla de diverses- padrees e ktaguras, por preeo-
commedo.
MacartHy
n.-whlnas de desearo^ar aljodSo.
Hsje que est reconhecido que as machinas de
serrle prejudieam e quebrara a fibra do algodao,
Y preciso recorrer a macbiuisuio menos aspenOy
que produzindo o mesmo servieo q>ee queflas, e
facidade no trabalho, nao quebr a fibra da. laa.
para que essa possa obter-nos marrados euaopeos
a diflerenca que ha entre o algodao descaroead*
por aquellas mencionadas machinas, que eeiao ft-
caado em decuso, peto prejaizo qn tem causad*,
e>o da antiga bolaadeira, que nao pode competa*
pela moros-dade de sen rvabalho. E* assim que
estas machinas se tornam as-mais propria-. para o
nosso algedao, porque ao- par da facttade e
promptidao conserva a fibra da Ba, que Jimpa por
ella, e quallficaila na Europa a par da maiaor bo-
landeira, valeado assim entre 11 20 por 0/0
mais do que a laa limpa-pela machina do serrote.
Estas nr-aemnas nao sao navas, pois que ha muito
esto adoptadas no Egypto, aonde as de, serrote
foram integramente abandonadas, e por isso o algo-
dao daquella prordenia, sendo da qualidade do
da nossa, provincia, obten boje de 10 a g por
0/0 ais do que o nesso : vendem-se a 150J000
nos armazens de Tasso Irmaos.
Oleo de aanendoa*
Em caixas de ft latas, cada caixi; OO libras :
nos armazens de Tasso*lrmaos.'
Charutos da Havana.
Excellentes charutos da Havana a por baratsi-
mo pacen t em- casa de Tasso laaos, ra do
Ainorin n. 37.
Relogios de uro.
Relogios de euro de patento com balando, de
chronometBo do famij-erado actor John Rogis ao
escriptorio.de Tasso Irmaos.
Pianos in^lezes.
Pianos inglezes do bem conheeido autor Charles
Cadb->, no escriptorio de Tasso.
Ago de mililo.
Nos armazens de Tasso /rmaos.
BARRIS E>E SALITRE
Nos armazens de Tasso Irmaos.
A NOVA ESPERANQA
21= Ra do Queimado = 2!
li para presentes
A Nova Esperanza, ra do Queimado
n. 21 tem um variado sortimento de objec-
tos de gosto e phantasia proprios para pre-
sentes-, sobresahindo entre elles ricas eaixi-
nhas de bano com finas perfumarias, eos-
tureiros de chagrn, agulheiros de madre
perola : assim, pois, quemquizer fazer um
linda offerta, dirigir-se Nova Esperanca,
ra do Queimado n. 2!.
Collares anodinos ellectro-magneti
eos contra as convulces das
creancas.
Nao resta a menor duvida, de que muito
collares se vendem por ahi intitulados o
verdadeiros de Royer, e eis porqae muitoi
paf de familias nao creem (comprndoos)
noeffcUo promettido.o que s podem dar,
os verdadeiros; a Nova Esperanca, porm
que detesta a falificaco principalmente no
que respea ao bem estar da humanidade,
fez urna enewmmenda directa destes collar
e garante ac pais de familias, que sao e#
verdadeiros #e Royer, que a tantas crean-
cas tem salva*) do terrivel ineemmodo de
convulces, assim pois preciso, que ve-
nham a Nova Esjeranca a ra do Queimado
n. 21 eomprare o salva Tida, para seu
filbinhos, antes que estes sejam acommetti-
dos do terrivel mat, quando entao ser di*
fficil acan?ar-se o effeito desejado, embora
sejam empregados e verdadeiros coBaret
de Royr.
Para extinguir as sardas e
panno
ReabetT a- Nova Esperanca, raa d
Q&eimado fli 21, leite d* rosas, especial
para extinguir sardas e pannos.
BONECA DE CERA
ANo'a Esywarifa a ra do Queimado n.
21, acaba de- receber um completo sorti-
mento de finas benecas de eera de diver-
sos tamanhos, sendo as maiwes do com-
prirrwntod'um eorado; estas* ijonecas tra-
zem Bonitos copes botinas, tovendo en-
tre eH algumas que fallam e outras que
choram de sorte que facilmente podem ser
preparadas, e fazer^se mn prese-He de muit>
acceitaoSo.
Finasreaas de tartaruga para rap ven-
dem-se- a na do Qneiarrado n. 21 na loja/
da NovaEsperanc*.
Modernos brincos-de sndalo, s se en-
contrara na Nova- Esperanca a ra do
Queimaae- n. 21*
MEIAS DE LAA
A No*v^'Esperanc3 a- roa do Qcawnado n.
21, acaba-de receber um especial sermen-
to de msras-- de 13a pera homem e senhora.
eOUTRA AS- 90NCESTOES-
mrf terrivel a congestao fulminante:
de repente teva um indvido, d'este para
milhor rlda, sem dar-He kmpo d& receber
convers* medica; cteixando as aais daa
veses maHier e filhos no mais amargurado
pranto ; a Nbva Esperanca que desaja pres-
tar servaos recorreu a Vejer, o qual lhe
mandoa anneis electrices agneticoss como
o nico Tjreservativo pera semelhante mal
elles antes- que se acabera : na Nova Espe-
ranca*
NAVAHAS
A Nfi*a ^Esperanca a pa do Queimado
n. 21 recebe um sortrmeBto de aavalhas,
de qualidade, e tamarshoii especiase assim
como afiadbres e massas para as mesmas.
Vendem Aojrasto
Commercio, n. 42.
F. da Oiiveira 4 C. i rna do
Tudo s vende por presos bastante commodos.
Capsulas de Raquun
Os bons efTeitos destas capsulas para fazer ees-
ar os gonorrheas acbam-se comprovadas pelas
experiencias de muitos annos.
Os medios de todos os paes as recoavnendara
pela sua effloaoia.
YENDE-SE
NA
Pharmacia e drogara
BARTHOLOMEU t C.
Hu34a larga do Rosario?
PILULAS, VINHO
XiROPE
DE
JlIRUBEBA
PREPARADOS
PELO %,.
PHARMACEUTICO
.loaqulm d Aliucida Pinto.
As preparaces deJurubeba, s3o hoje
vantajosamente conhecidas e preconisadas
pelos mais habis mdicos, tanto da Euro-
pa como do paiz, pela sua eflicacia nos
casos de anemia, chloroze, hydropesia,
obstrucc3o do abdomen, e tambem nos de
menstruacSo difiQcil, catharro na bexiga, etc.
Vendem-se em porco e a retalho na ci-
dade do Recife, pharmacia do seu composi
tor, ra larga do Rosario n. 10, junto ao
quartel de polica.
Para familias
O rinde Bazar, roa Aova ns. 2*
I, decMaHMiM Vlaiaaa* O.
Acaba de chegar a este estabelecimento
grande porco de machinas paaa costuras do
autor-Wheeier Wilson, approvadas na. ulti-
ma exposico de Saris, as quaes cozem.com
dous- pospontos toda a costura, e-tem a
vantagem de ser tac- suave o mo\imento,
que qualquer crianca de uito annos- fcil-
mente trabalha, e pode, cem este entrete-
nimento, levar vantagem ao servifo diario
de trinta costureiras. A cornpreheaso
simples, pois em um quarto de hora se fl-
sa senhor do moviment da machina, ten
do a mesma a propriedade de fazer as ser
guintes costuras: pospontaa, abainhar,
ranzir, manear e bordar, come apresentam
os desenbos que acompanham-nas. Os pro-
prietarioB. do estabeiecimeoto se encarre*
gam de mandar ensinar i'esta cidade, e
garante entregar o importe dSspendido.ae
comprador, no caso de n3o trabalhar com,
perfeiciK) a machina vendida, nao tendo
porm, soffrido ella alguma avaria. Ha tam-
bem no mesmo estabelecimento machina
do autor Grower 4 Baker, de trabalho sinv
plesmente mo, e outras com movimesto
dos ps; e mxime todos os pertoncea das
mesmas machinas, para vender avulso.
Tintura japoneza
Instantnea paratingif os cabellos e a
barba, a lO6 o frasco.
E' a nica approvada e recommendada
por ter sido reconhecida superior a todaa
as tinturas d'este genero.
A venda em casa de Gustavo Hervehn i.
51. ra da Cadeian. 81.
<;\Z GAZ GAZ
Chegou ao antigo deposito de Henry Forster &
C, ra do Imperador, um carr^gamenlo de gai
de primeira qualidade; o qual se vende en partioaa
e a retalho por menos, preco do que em outra qual-
quer parte.
Saias modernas
Elegantes e modernsimas saias d lia, acaba
de receber a loja de A. M. Rohm & C, ra do
Queimado n. 3 i.
- Vende-*e. urna taberna na ra das Cinco
Poptas n. 71. com bastante freguezia para o mato;
quem a pretender dirija-se a mesma,
FUNDICAQ DOBOWMIN
Rna do Rrnm n. 51.
Machinas de vapor.
Rodas d'agoa.
Moendas de canna.
Taixos de ferro, batido fundido.
Rodas dentadas, paia moer com agoa.
vapor e animaes.
Alambiques de ferro.
Fo#mas para purgar assucar.
E outros muitos objectos, etc. etc., pro<
prios para agricultura.
Luvas duqueza
A nova Esperanca roa do QuSmado n.lea-
ba do receber por este ultimo vap lavas da Jaa-
?in, duquxa, branca, pretas e de cores, rpara
boiens e senhoras; a ellas, antes que leacaibeju.

4

.


w
', *


Diario de Peniambuco Qaarla feira 21 de Abril de 1869.
A ESMERALDA
i /
Moreira Duarte & C. tendo feito urna
completa reforma no sen estabelecimento
de joias da ra do Cabug il 5, (junto a
loja de cera) acabam de reabri-lo ao res-
peitavel publico, a quem offerecem um es-
plendido sortimento de joias as mais mo-
dernas e primorosas que teem viudo a esta
pra vel. Tambem comprara ouro. prata e po-
dras preciossas.
HL S BIJA III) CABII N 3.
LIMA, LESSA & C.
O respeitavel publico encontrar nesta oficina habis raestres e bemconhecidos
:*a arte, afliancando-se o melhor deeempenho conforme o gosto e vontade do freguez,
ussim como a maior pontadidade na entrega das obras* recebemos de Par, por todos
os vapores, os mais modernos figurnos para nao haver nada a desejar; bem como
varias encoimaendas de casimiras modernas e outros artigos proprios para homens;
'.emes grande deposito de roupas totas de toda a qualidade, orno sejam: camisas
francezas, inglezas, chapeos de sol *le seda trancada, o que ha de melhor, grande
sortimento de meias, colarinos, punhos e grande novidade em gravatas modernas, e
finalmente completo sortimento de fazendas finas e roupas feitas, sendo os precos os
mais baratos po&veis.
DOENCAS das CRIANCAS
XAROPE de RBANO 10DADO
qe GRSMAULT C* pharmaceuticos Elv PARS
Este medicamento goza em Psris e no mando inieiro de nina (ama insiaraeme merecida, por
acha?-se ntunamerieeombinao neiie o iodo oom o suoeo das plantas antiscorbutieas, coja eraeacia
bem conbecida e as qnaes ja namralmeme existe o iodo. E' cora este motivo que elle soppre
eom vsntagen e Oleo de figados de Bacalho, que deve, socando os homens scientificos, a sus
efficacia presenca do iodo. E' precioM no trawiento das criancas para combaier o lymphatisBK),
a8bsmccdes das glndulas do posooco, e as diversas ernpedes do rosto, to freqnentes as
criancas de pones idade. Tnico e depurativo a mcsmo tempo, elle excita o appotite, faciliu a
digesio, e restue aos tecidos a saa firmeza e vigor naturaes. t? cada dia reieitedo pelos medios
especialistas para combaier as diversas afeccoes da pelle.
Deposito em Pernambur.o, era casa de Hi
O*.
EIVAL SM SEGUNDO
Ra do Queimado n 49, luja de roiudeas de
Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para vender os
artigos abaixo declarados, tudebom e baratsi-
mo, que sao para acabj r.
Duzia de saboDOtes muilo finos a 700 re.
Pares desapalos de tapete para homom a l*aeu.
Ditos de tranca para enanca l|.
Tramoia do Porto, bordada, a melhor a 300 rs.
Dito do Porto liza, da irelhor qualidade a 100, 120,
ICO e 100 rs. ManA
Resina de papel almaco, lizo superior a 3>zuu.
Dito de papel almaco pautado a 4.
Livro de missoes abreviadas a 23.
Cartiihas com toda a doutrina e muitos rosas a
320 rs.
Silabarios portuguezes com estampas a 320 rs.
Baralhos francezes muito finos a 200 e 240 rs.
Sabao ingles superior qualidade a 800 e 16.
Gravatas pretas e de cores muito finas a 500 rs.
Duzia de meias para senhora, faienda fina a 4*.
Redes pretas lisas para segurar cabello a 320 rs.
Varas de transa de seda de todas as cores a 600 rs.
Pares de brincos donrados com mozmha e pe-
dras a 3 re. ...
Cartoes com corchetes de duas ordens o sao ue la-
tao a 20 re.
Abotuaduras de vidro para coleto muito finas a
120, 240 e 400 re.
Pares de botes dourados para punhos a loOr*-
Gaixas de peanas de ac muito finas a 240, 320 e
500 rs.
Cartoes com duzeutas jardas de litiha do fabri-
cante Alexandre a 100 re.
Caixas de peonas de aep, a verdadeira penna a
1**00- ,
Carriteis de liona Alexandre ns. 70,80, 100 at
200 a 100 re.
Caixas com superiores cretas de massa a 40 rs.
Carriteis com duas oitavas de retroz preto a 600 rs
Ouzias de agulhas para machinas a 24.
Libras de pregos francezes do todos os tamaitos
a 240 re,
Livrosescripturados para rol de roupa a 120 re.
Caixas cora papel amisade muito fino a 700 rs.
Caixas com cent envelopes da melhoi qualidade a
600 rs.
Talheres para meninos muito boa fazenda a
248 re.___________________________________
PASTIL114S ISSl'CARADAS
DO
D. PATER90N
De blsarath e mague**.
Remedio por excellencia para combate
a magreza, facilitar a digesto, fortificar
estomago etc.
BEPOSITO ESPECIAL.
Pharmacia de Bartiolomeu 4 C.
34------Ra larga do Rosario------34.
No amiazem de Henrique d- Azevedo
ra da Cadcia n. 31, ha para vender w-
nhos puros, das marcas seguintes:
EM ANCORETAS
Collares.
Alcobaca.
Bucellas.
EM CAIXAS ENGARRAFADO.
Alcobaca.
Bastos'.
Branco fino (de Torres Soyas).
Bucellas.
Carcavellos.
Porto, brano e tinto.
Moscatel de Setubal.
Cera.de carnauba
Vende-se na ra do Queimado n. 13, primein
andar.
Metas elsticas de borracha
As memores e excellentes meias elasti
cas de borracha contra varizese erysipeas.
Vende-se na
Pharmacia e drogara de
Bartholomeu 4 C.
34ra larga do Rosario34
........
0 mesmo vapor trou-
xe urna excellente ma-
china para graduar t
observar o numero dos
vidros que se necessita
conforme a vista de
qualquer pessoa.
Tem excellentes sterioscopos, instrumen-
tos de mathematica, barmetros, vidros de
cbrystal de rocha, e de cores para resguar-
dar a vista; concerta todos os objectos a
precos commodos e com promptklo ; tira
o mofo dos vidros e encarrega-se de toda a
encommenda relativa a ptica.
Recebeu tambem os excellentes relogios
do antigo e afamado fabricante Roben Gerth
& C., os quaes vende precos commodc*
garantindo a sua superior qualidade.
Scbonete de akatro.
DE
' Antonio Ntmes Este acreditado preparado, que to bo
acceitacSo tem merecido n'esta provincia,
muito se recommenda para a cura cerU
das impigens, sarnas, caspas e todas a*
molestias de pelle.
Deposito nico,
Pharmacia de Bartholomeu & C,
34roa larga do Rosario34.
BOA PINGA
do Bouro
Em casa de Flix Pereirada Silva, ra da Jai-
peratriz n. 60, vendem-se Iwrris de 3o e 10 eom
puro vinho do Donro, gar.intindo-se jue nao tem
confeica- alguma; neste genero o melhor que
em vindo a esto mercado, e muito proprio pata
usar as horas de comida, e vende-se por preco
razoavel. na loja do Pavao.
11
f\
ASTMA E PTISICA
l ni dcsobriiiieu 0 xarope de fedegoso, de Pernambuso,
preparado pelo pharmaceutico J. de A. Pin-
to, cura radicalmente a pthisica e astlima, e
todas as molestias dos pulmOes.
Podem ver-se os attestados de curas no
nico deposito das preparafoes de fedegoso
d'este autor, ra larga do Rosario n. 10
junto ao quartel de polica.
PINTO PHARMACEUTICO
tarop de salsaparrtlha do Far
oc
Vendem-se 37 saceos com larinha da trra,
com mais de um ali,ueire cada sacco : ra da
Praia n. 4.
COGNAC.
De superior qualidade da mu accredita-
da fabrica de Bsquit Dubouch 4 C, em
cognac urna das que mais agurdente de
cognac, fornecem para o consummo do
Reino da Inglaterra.
Vende-se em casa de Th. Just, ra do
eommercie n. 32.
Vendem-se ps de laranja de umbit-o, d
cravo, de clela e da china, dito desapoli, fructa-
pao, dito de lima de urabigo e palmcira : na Pon-
te de Ucha n. 10.
XAROPE PEIBOBAL
DB
Ra do Queimado n, 49 loja dt
mmdezas de Jos de Azevedv
Mma e Silva oonkecidopor Jst
Bigodmho.
Est queimando os ebjectos abaixo deoiarado
pete diminuto preco, asiAer ;
Frascos com agua de Colonia verdadeira a l i.
Garrafas cem agua Florida "verdadeira, quo se ga-
rante a l 200.
Pentes para regacar cabello de meninas a-320 rs
Thesouras muito finas para unhas e costuras
500 re.
Tinteiros cheios detrntamaito preta a80,100, 16t>
e.Ufn
Varas de franja tranca 'de linbo pan toalhas a
16*s.
Caixas de phosjJhoros de segnranca a 20. 40 *
160 re.
Navalhas de cafeo de marflm e que se garantes
qualidade a 2$.
Libra de lia par:i bordar a 7.
Pecas de fita branca elstica muito superior a 201
e 300 re.
Xovellos de liona branca com 400 jardas a 60 re
Itesmas de papel de peso liso muito fino a 2o0u
Latas com superior bania a 200 e 400 rs.
Caixas om eis frascos de cheiro muito fino*
a 800r
Caixas comdoze frascos, fazenda so iioa a 1^201'
e 2*500.
Frascos com superior leo filocome a 500 rs.
Calungas de-sabao transparente muito bonito e fi-
no a 240 rs.
Ouzia de paos de pomada do Reino, da melhoi
qualidade.a 240 rs.
Tecas de tiras bordadas muito finas a 500,600
OOrs.
Ditas de babadinhos com dez varas a 00 re.
Carriteis de iinha de todas as cores, para acabar
a20rs.
Carrafas com agua divina a 1,8500.
Fra-cos com superior macar perula.a 320 re.
Caixas de vidro com doae didas, que s a caix<
vale dinhoiro a 200 re.
Ditas de madeira com alfinetes, o que ha de me-
lhor a 326 rs.
Grosas de'botoes de louca, lisos e borda<,ns
leOre.
Caixas redondas para rap emittando -tartaruga
1*500.
Pecas de fita para eos da melhor qualidade i
scovas para iupar denles, fazenda que s a vis
la a 240 re.
Dttus para linipar unhas de superior qualidade i
RABO DE TAT'
PLANTA DO BRAZIL.
E' expectorante e recommendado as
affeces do peito, bronchite chronica he-
moptise, e tosse chrocica.
PREPARADO
DEI'URATIVO DO SANtE
Usado vas molestias de pelle, impigeits ta-
res riteunialicas e ulceras venreas.
Ra larga do Rosario n. 10.
Fazendas de gado..
Vendem-se seis fazendas de gado na rv
beira do Serid, denominadas Roa-Yisi^,
P de Sorra, Mulung, Mundo Novo, Inga e
Serrote, todas muito boas de criar e de um
ser bem conhecido naquella ribeira : os
pretendentes podem dirigir-so ra do Vi-
gario n. 31, l" andar, escriptorio do flar.o
de Bemfica.
Vendem-se alguns rolos de sicuplra na ?>-
irada do Arraial, sitio de Marcelino Jos Lope1-.
ESCRAVOS FGIDOS.
pon
Vende-se a botica que foi do falleoido Para-
nhos, ra Direita a. 88 : a trator na ra do
Queimado a. 13, 1 andar.
Boa acqiiisiqo
Vende-se um casal de burros de raca andaluz
acabados de chegar por va de Li.-boa, no lugar
portuguez Julio : quem pretende-lo para ver est
exposto na cocheira fronteira ao relogio do arse-
nai de marinba, e para negocio trata-se no largo
do Corpo Santo n. 6, i- andar.__________
Cemento de Portland.
Vende-se no armazem de Vicente Ferrcira
Coeta A Filho, na ra da Madre de Dos n. 22,
barris grandes.
Joaquim de Ameida Pinto
1'IIXItll 1( II ik o
Pernambuco ra lardo
Rosario n. 10.
ao
Tabellas vermicidas
DE
Antonio Nunes de Castro.
Vermfugo efDcaz, e preferivel a todos 05
cormecidos, j pela certeza de seu resulta-
do, e j pela fcil applicacSo as creancas.
quasi sempre mais atacadas de to terrivel
e muitas vezes fatal solTrmento.
UNItX) DEPOSITO
XA
Pharmaela e drogara.
DB
Barthomeu A C.
MUna Larga do Rosarlo34
10OS de "r-atilieai'o
Fugio uo dia 11 de Janeiro dd crreme acno,
do engenho Balatura, freguezia da^Eseada, o es-
cravo preto, crioulo, de 24 annos de idade, cha-
mado Marcelino, que foi do Sr. Jlo da Cunta
l'ereira. cujo escravo estove no deposito gera^ e
tem os signaes seguinter- : alto, secco do corr-r1
rosto muito marcado de bexigas. falla de dente
na frente, cor preta, sanio de chapeo do chile, pd-
letot e calca de castor, levando um babuzinho d*
flndres com mais roupa, e suppoe-se estar n.
freguezia do Cabo : quem o apprehender leve-i-
ao dito engenho; ou ra da Senzala-nova n. 38.
escriptorio do Sr. Bernardino Pontual, que recv-
ber a gralificacao cima.____________
Fugio do engenho Jacobina, comarca do Ca-
bo, ao amanhecer do dia 13 do corrento me e
anno, do abaixo assiguado, um esoray preto di-
me Antonio, conhecido por Canda, idade de 28
a 30 annrs, ponco mais ou menos, alto, ps gros-
BOS, tem una das juntas do mesmo urn poucc
grossns. andar banzeiro, levando chapeo de fellro
j osado, camisa de algodao azul e seroula de A-
godao americano, cujo escravo veio de Buiquc p
raPo d'Alho.para onde sedesconlia ter seguido:
roga-se a quaiqner autoridade policial ou capife
de campo a captura do dito escravo, levando ao
engenho cima, ou a ra do Caldeirciro n. 42, ao
Sr. Francisco Quintino Bodrigues Estoves, qut
ser generosamente gratificado.
Antonio Carneiro Lins o Melle.
r Venderse urna escrava boa cosinheira,
sem vicios, na Camba do Carmo nume-
ro 22._____________________________
Vende-se fumo de Garanhuns muito bom e
muito em conta, chegado a ponco: na ra da
Caaboa do Carmo n. 10.
ATTENCAO
o
Jos Mana Pahneira tem para vender no seu
escriptorio largo do Corpo Santo 11. 4, primeiro
audar.
Fio de algodao ) Di-n
Panno de algadao) Pedl *
Laa barrrgula.
CoMa.
Galha.
Caparroza.
Oleo de nhaca.
Sag em garra (oes.
Vinho Bordeaux superior qualidade garrafas
grandes caixas do duzia.
Krvilhas francezas em latas.
Vinho da Figueira em barris JLG o mais supe-
rior que ven ao mercado.
Salitre.
Enxofre.
Fio devela.
Cimento Portland superior.
Dito romano dito.
Vergonteas de pinho para mastaros, verga-
e retrancas, todas de superior qualidade. Tintas-
Verde Taris, branco de zinco' e preta, em latas dt
14 e 28 libras, j preparadas, oleo de nhaca eoi
barris : no armazem de deposito da companlm
Pernambucana, no largo da Assemlila n. 10.
Vende-se a taberna da ra do Pilar n. 15
a tratar na mesma.
Fugio de bordo d palhabote nacional Ama-
ro, um mulato claro de nomo Justino, estatura re-
salar, cbelos carapinhados e ineius rorros, pouca
barba, tem urna pinta preta no canto do ollio direi-
to e um talho as costas ao mesmo lado,; lcvoo
vestido camisa de chita com lisias verdes, e usa
de urna cinta com borla encarnada para apertar
as calsas, natural de Sauta Amia do Matto ni
provincia do Bio Grande do Norte, para onde talvez
queira ir, tambem muito desembarazado no fal-
lar. Beeommenda-se aos meslres de "barcada f.ii
a qualquer pessoa que o agarrar, e levar a na
do Trapiche n. 4 ou a bordo do referido navie que
ser generosamente gratificado.
Acha-se fgido desde domingo de cntrudo o
moleque de nomo Tito, cum 21 annos de idade,
estatura regular, olhos afumacados, com todon oa
denles, esperto e bem fallante, tem no estomago
una cicatriz de una queimadura pequea, tem
um dedo da mao direita aleijado em consequencia
de um pauaricio ; e o p esquerdo mais grosso
do que o direito : quem o apprehender leve o ao;
Afogados, casa do r. Jos Roberto de Moraes.e
Silva, que indicar a casa de seu senlior, qne re-
compondr generosamente.
Fugio do engenho Guararapes um mulato de
nome Alfonso, alto, olhos amortecidos, cor ba!.-:>-
te retinta, ps grandes e chatos, vestido de coi<;a
de brim branco o camisa branca, o qual j tem
sido visto aqui no lecife : pede se aos capitaes de
campo qne o peguem e levem travessa do Que-
mado n. 3, ou ao referido engenho, que se recom-
pensar generosamente.
Fugio do engenho Ifossoripe, no dia 10 ao
sonante, en occasio de feira, em Pao d'Aihc,
um escravo. criado do Mostciro de S. Beuto, de
nomo Tilo, de idade de 20 annos, cor fula, esta-
tura regular, beieos, corpo e ps grossos, rosto
largo, e andar banzeiro, ievou duas calcas, nma
de ;ili;i)ino7lilio azul e ontra de riscadinho, urna
camisa branca de algodozinho e outra de cinta
rxa, c um camislo de estopa a maneira depale-
tot, o urna espingarda quebrada ; foi visto no Si-
tio de Jagnaribe do Mosteiro, d'onde ha ponco u-
nha sido mudado para o dito engenho a 11 o \'i
do corrento-: roga-sc as autoridades polieiaes o
capilaee de campo a captura do dito escravo, le-
vando ao tfosteiro de S. Bento, que se recompen-
sar com generosidade,
I.
LISTA GERAL
102.
DOS PREMIOS DA I. PARTE DA LOTERA CONCEDIDA POR I El PROVINCIAL N. 688, A BENEFICIO DA IGREJA DE S. SERASTIO DO EOMTO, EXTRAHIDA EM M DE ARR1L DE 1869.
-NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PBEMS.
7 '
17
18
19
84
S9
31
36
39
49
51
57
63
67
68
74
80
104
12
15
26
33
37
61
U
55
57
68
61
65
66
70
76
77
66
m
3
4
5
1
13
SO
SI
3S
36
63
44
4
86
46
86
46
86
46
86
247
58
59
62
65
69
76
78
80
86
87
89
90
93
96
300
19
29
33
51
57
60
62
64
67
73
77
78
82
84
89
91
94
95
97
98
400
5
11
13
14
28
31
43
46
50
6*
61
6*
41
86
46
473
81
84
83
91
50o
9
H
15
16
18
22
25
27
28
31
34
3S
37
40
45
46
47
48
58
61
62
68
69
70
75
80
94
95
97
600
4
9
10
15
19
24
26
27
37
40
45
46
47
46
8*
46
86
46
NS. PREMS. NS. PREMS.INS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS.INS. PREMS. NS. PREMS. NS. WiEMS.INS. PREMS. NS. PREMS.INS. PREMS. NS. PREMS. tfS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS.
650
54
55
08
59
60
64
71
73
77
82
85
87
90
701
11
13
18
27
37
38
44
47
48
50
65
67
69
71
72
73
K
80
81
89
95
96
804
18
20
33
42
43
52
53
61
65
46
206
46
406
46
75 -
876
80
85
86
91
910
11
21
28
38
39
4C
fii
S7
64
67
72
75
76
81
87
92
99
1016
37
45
67
58
64
67
71
73
78
83
97
1103
5
8
9
18
32
35
42
46
47
62
63
72
7
46
40#
46
86
46
1183
87
88
91
95
1200
2
I
7
18
24
28
32
38
42
43
44
57
59
61
62
63
68
81
82
85
86
88
89
91
92
94
1303
4
11
15
17
23
28
31
38
41
43
46
49
58
66
70
76
46
86
86
46
206
4*
86
4*1
1381
83
87
90
91
1400
21
29
30
32
33
36
39
44
54
56
57
59
62
63
85
94
95
1505
6
7
9
17
18
21
22
27
28
34
35
37
38
45
46
66
68
69
71
76
78
82
97
1604
6
M
8*
46
20
43
46
86
46
1607
8
10
12
16
39
30
31
33
35
43
44
54
65
86
91
92
99
1715
26
30
36
39
45
55
61
67
69
76
85
87
90
92
95
1801
3
10
17
18
23
28
37
39
47
60
61
65
70
72
*6
8*
46
86
46
406
46
1881
94
96
99
1902
4
6
14
19
22
23
34
40
47
49
52
86
66
68
79
82
83
84
85
99
2005
6
7
8
11
13
14
19
24
29
30
36
39
51
57
60
71
7S
84
86
90
94
12104
5
8*
*6
7004
46
2107
12
13
16
19
23
34
36
42
86
97
206
9
13
15
28
30
42
43
49
65
74
85
90
92
93
95
97
2308
19
24
27
28
32
34
62
64
73
75
78
80
86
87
90
96
98
99
2406
7
M
206
46
2415
20
29
31
33
34
40
41
42
58
61
66
6
68
70
74
77
79
88
89
93
94
2512
21
23
26
29
31
36
42
46
49
51
65
67
73
90
92
95.
98
2601
4
SI
22
28
29
35
44
84
44
2639
43
46
52
67
72
75
79
81
91
I 93
*06! 96
46
46
404
2034
44
2700
3
10
14
23
31
34
38
39
40
44
53
58
67
68
69
70
72
73
75
76
82
97
98
99
2800
8
10
11
18
33
36
44
47
50
51
56
.
84
44
4:0004
44
2862
66
69
70
79
94
2900
6
8
10
15
16
22
24
43
51
62
69
71
76
83
84
91
3002
6
9
10
10
22
26
31
36
37
46
48
51
56
58,
63
73
78
83
85
3100
S
4
11
14
80
44
3121
22
26
45
49
65
67
69
70
75
76
77
83
87
90
94
95
97
99
3205
7
17
24
45
51
52
54
66
i 67
74
44
3362
65
67
69
72
74
79
86
89
- 98
3400
2
44
204
44
84
44
81 -
3300
3
5
11
12
16
18
19
28
36
47
49
52
54
55
56
84
44
84
44
4
12
23
27
30
34
38
40
42
43
52
56
74
78
80
88
90
93
99
3501
3
6
10
17
19
88
41
43
48
50
51
57
68
60
73
70
3595
98
3606
8
11
21
25
26
32
34
39
44
46
48
50
54
55
56
57
59
61
62
65
70
76
77
83
86
*6
204
44
44
* =
84
44
93
3706
13
14
24
ti
29
32
35
37
45
51
54
57
68
69
. 71
72
76
3803
13
14
17
21
23
28
30
46
48-
52
55
56
60
63
65
73
77
78
82
94
3907
9
18
19
20
22
23
30
35
39
43
45
46
84
44
46
57
60
63
71
74
84
86
91
84(4003
44
1004
44
4
8
44
16
10
38
4023
26
30
31
32
37
39
40
43
46
47
52"
54
59
63
77
78
88
89
92
96
4104
9
11
18
21
24
25
28
31
35
38
40
50
61
63
67
72
76
85
86
87
91
94
96
99
4200
4
9
4219
29
31
38
46
54
60
64
77
78
4306
8
9
10
12
15
ti
26
31
35
38
43
48
51
58
64
78
85
88
92
4415
18
20
38
43
54
57
60
66
67
73
76
78
80
83
46
8*
14
46
4525
27
28
32
34
;t3
38
44
47
48
30
55
61
67
68
69
71
72
74
80
83
85
89
97
46
204
44
91
4512
21
84
44
64
4
66
41
24
35
30
35
44
51
58
60
61
63
7*
76
77
80
83
88
90
98 -



8
Diario de Pernambuco Quarta feira 21 de Abril de 1869.
1
UTTERATgRA.
Recordares da Infmela
Tenho gravado no imo
Do meu peito dolorido
Um sentimento crescido,
Da minha infancia amorosa!
Oh! que viver to rizonho,
Tudo pr'a raim era bello!
Era folgar meu anhelo
Com minha irmaa carraosa f
Oh! que tempo venturoso
Era aquello de enanca!
Porque s tinha lerabranca,
De folgar e nada maist
Vivo hoje muito triste
Soffrendo dores ingenies,
Pczafes, magas frequentes
*^S sentimentos fataes!
-
A tardis rieeahe
Tirar as flres cheirosas!
De cores maito mimoias
Do meu jucundo quintal!
Quera pegarvantes
As andorinhas aos pares,
Pelas campias, e os ares!
Por cima do ludacl!
Amava o Edn doirado
De nuvens do arrebol
guando inclinava-se o sol
ISas linhas do horizonte...
Ouvia o canto saudoso
Das adejantes gaivotas;
Pelas plagas ignotas,
E pelo cume do monte!
A noite sentado junto
Da minha irm3a carinhosa
Ouviadeliciosa
Minha mi contos narrar!
Mirava o disco fagueiro
Da la pura... argentina
Pela torquza campia
Solitaria a divagar!
Ah! os meus dias ditosos
Varam nao voltam mais!
Chegaram pra' mim faUes
Tormentos, dores ento!
N5o gozo mimos e affagos t
Nao ouco canto ao luar t
Nao posso rizos gozar
Pois soffremeu coraco}
J nao amo mais as flores
Gomo amava em crianca!
S tenho urna lembranca
Qu' de minha infancia beHa!
Muito triste vivo hoje
A sopportar minha sorte;
Atque aparte a morte
Esta dr que me debella !
panfila Pernambucana; os paTaceTW do belleza d sua importante ponte pensil de
viscondede Suassnna, doDr. Sarment, do I rame, a primeira enttal genero em todo
bara do Livramento, de Gbton, e do [ir imperio, e a Passagenr da Magdalena,
Gravado tenho no imo
Do meu peito dolorido
Um sentimento crescido,
Da minha infancia amorosa !
Oh! que viver t3o risoho
Era este para mim!
Oh! que estacao de jasmim
Oh! que estacao primorosa!
Abril 1869.
Amaro de Souza Pessa.
K A
Alvares Gi-
bPRgSSOBS n.\ LINDA OirtADE do Recife ;
B0A MINUCIOSA OKSCRIPCAO ;E O ACCE-
I.ERADO INCREMENTO, DE QUE ELLA
sr.i>E': Pelo Div, Ameiuco
MARAES.
II
(Concluso.)
Muitos outros estabelecimentos, alm dos
que venho de alludir, aa nota, mas que o
observador colloca em classe inferior ; sao
lies os seguinles: os predios onde
funecionam o asvto, regido pelas pdicas
filhas de S. Vicente de Pauta, as irmas de
caridade ; o lazareto do Pina ; o
cotlegio das arles; o mercado; o hos-
pital dos lazaros;a thesouraria geral;
o tribunal da rebelo: a academia ju-
rdica ; a thesouraria provincial; o ins-
tituto vaccinieo;a secretaria de polica;
a assembla provincial; o commando das
armas; o arsenal de guerra; a cmara
municipal:e diversos e vastos quarteis :
sendo que a corporaclo municipal j
prepara solidas bases, e tem mesmoj
dado largos e acertados passos para a edi-
3o de palacete idneo a<5 funcionalis-
mo de seus variados misteres.
Muitos predios, pertencentes a companhias
ou particulares conoorrem igualmente ao
aformoseamento d'essa cidade. O gazome-
tro; a estafa) da via frrea; acaixad'agua;
O acude do Prata; o hospital portuguez de
beneficencia; o theatro. do Apollo; duas
grandes fundices de ferro; o cemiteno an-
consul Tasso, onde existe um belfo museo
de importantes pecas concernentes his-
toria natural, e mais atams ooiros s*
fazem notar pela sua bonita apperenciav
Suas roas, jasss multiplicadas, corre
geralmente em sentido perpendicular ou
paralello as margens dos rios, e se peder
mencionarcomo mais importantes as seguin-
les :do Arsenal, do Apello, do Commercio,
do Vigario, da Cadeia, do Brum, do Gua-
rarapes. do Crespo, do Gnbug, Nova,
do Imperador, do Livramento, Imperial,
do Queimade, Larga do Rosario, Au-
gusta, de Hortas, do Martyrios, de-. 9
Jos, da Imperatriz, d'Aorora, do Pines
do Bispo, de S. Goacalo, do Angas*, d*
Unjas, do Hospicio e do Sebo. Grande
numero de varias tojas e armaasus mer-
cantis se estendem por quasi todas etom
sendo nao poucos d'esses estabelecimentos
primores em o seu genero pelo luxo e ri-
queza, que exhiben: n'elles se aeham
venda desde o mais grosseiro artefacto at
os mais delicados e exquisitos productos
fabris.
Por entre as roas e de espaco em espaco
observam-se diversas-pracas, maiores ou me-
nores, e-de que se principaes as das
Prkicezas, *. Pedro, da Ba-Vista, do Hos-
picio, de Pedro n, da Penha do- Carmo,
da Independencia, do Panizo,, Santa Crua
e Campo-Verde. Ellas sio guarnecidas o
circundadas de bonitos predios, e sio em
geral macadamisadas, arborisadas e or-
nadas de bellos chafarizes, primando entre
todas, pelas suas maiores dimenses, seus
ricos edificios eseus jardins, a das.Prin-
cezas.
0 grande invento do grande Leban scacha
j levado reahdade n'essa capital: a illu
minacao gaz j faz clarear suas numero-
sas ras, pracas e caes. Ella-proporciona
um encantador realce aos injuaeros esiabe-
lecimentos commerciaes, que cada vez mais
se esmeram para attrahir as vistas e con-
currencia publicas. Para isso, alm dos
combustores, commumente em arandelas,
que pertencem illuminacao publica, urna
associaclo de negociantes tem feito a com-
panhia do gaz estabellecer as principaes
ras duas filas de combustores em hastea,
que correm parallelamente aos pasgeios,
guardam urna distancia de quatro bracas
entre si, e sao accesos at as dez horas da
noite, de modo que as roas ficam nimiamen-
te claras e mostram um aspecto sobrema-
nera agradavel. E' essa, de feito, urna das
mais lindas Iluminadles do Brasil: o Rio
de Janeiro, com sua illuminacao giorno
da ra do Ouvidor e eqas immedits, nao
resplandece tanto as horas, em que espes-
sas trevas cobrem a superficie da trra
com seu luctuoso transitorio manto. Nao
tardar mnito que todo o sen ettenso pe-
rmetro seja clareado pela argntea e
vivssima luz, encanada de fosos elctri-
cos, imitacao do que j se pajea em al-
guns centros de populacho da culta e civi-
isada Europa.
Das fortalezas, que a defendem, e que
s3o as denominadasdo Brum, Buraco e
CCinco-Pontas, s a que merece, por sua
boa conservaco e grandeza, ser coHecada
em primeira linha, indubitavelmente a do
Brum. Ellas j foram baluartes atrevidos
e vivos testemunlios de golriosas accoes,
que tantas vezes tem feito correr e derra-
mar o precioso sangue dos seus dilectos fi-
Ihos no altar da patria: ellas sao outros
tantos famosos e salientes hierogrypbos,
que eloquentes se hurilam as ntidas pagi-
nas da historia patria.
Apraziveis e alegres suburbios, que de
chfre prendem a attenco do observador,
ceicam todo esse encantador grupo de
casas, que constituem o mago ft cidade.
Por elles, semeados de singelas pontes,
pela delieads archltectura de seus edificios.
O telegrapho elctrico, esse colossal in-
vento d'este grande secuto de maravilhas.
cero des locomotivas, da iltominacao
gaz, e qaasi que dos pyroscaphos;esse
poderoso pbiforme agente, que estreita os
estados em doce e fraternal amplexo, en-
curtando-lhe as distancias e transmittndo-
Ihes com instaneidade seus mltiplos e
preciosos pensamentos;essa robusta ala-
vanea do progresso, e^Se grande esteio da
civilisacao;preparado pelo indyto ame-
ricano Frankln, e depois por Salea, Lsa-
ge, Mmpre, Morse, Schiling e antros me-
teoros da sciencia emanado da grandiosa
descoberta do Sabio e profundo Arago<
o kc4r*+ntayn(*iamo; tv aperfeicoado
pelo genio de Wh<>atstoin>, rivaes gigantes
de Ftdton, httffrtnj-, ftipin, Stepheson,
Cngnot e Lebon,apresenta-se j de n3o
pouco prodiraindo seas Uenellcos effeitos
n'essa encantadora cidade. Elle acompa-
nha ariamente a via frrea, que se dusti-
n ao re S. Francisco, er na cidade rami-
ca-se de mir modos, ligando- porgues Roas
todos os edificios principaes, todas as re-
partieses publicas. Hodiernamente pro-
jecta-se, e trata-se j de levar-se ao carai-
nlte da realidad*, o estabelecimento d'um
cabo submarina, que, tocando na vaste e
amena eidade da Baha, brasilea Alhenas,
se dirija populosa e immeBsa cita do
imperio; idea estsa de grande alcance e de
suiuma utilidade esses tres robustos em-
porio* de oommercjo e civitisaco.
De agua potave!, pronda de lmpidas
orgens e de grandes reservatorios, se aoha
abastecida toda a cidade, ora jorrando esse
liquido de numerosos e bellos chafarizes,
convenientemente dispostos e localisados,
ora derramando-se dentro de n5o poucas
casas de banhos, espaihadas por diversas
ras e pracas, e preparadas com gosto e
apurado asseio.
Urna linha frrea, onde j percorre a lo-
comotiva, atravessando importantes estabe-
lecimentos agrcolas, at estacfc) de Una,
e que comeca na cidade, e tem de se diri-
gir urna das margens do magesloso rio
S. Francisco, tem-lhe aberto mais um rico
manancal seu trafego interior, e assim
augmentado suas transacc^es mercantis. A
pratci do immorredouro invento do gran-
de Roberto Stepheson anda n'sso nlo se
limitou. J diversas linhas carros urbanos,
movidos vapor, se dirigem quotidiana-
mente de Jaboato, Monteiro, Afogados,
Olinda e Beberibe para a cidade, estrellando
assim os seus circumjazente< e aprasiveis
arrabaldes ao seu coraclo ebeio de vida,
e o que igualmente auxiliado por nume-
rosos e escolenles mnibus americanos.
Urna bibliotheca publica, bem provida de
obras demerito, antigs e modernas, eque
conta j nao poucos mil volumes, d-he
bastante alma no que toca ou respeita
parte litleraria. Alm delta, e d'algumas
outras particulares, existe o gabinete por-
tuguez de leituia, tambem j bem enrique-
cido de iivros de toda a especie, sobre
grande rariedade de assumptos, e dos prin-
cipaes jornaes americanos e europeos.
Suas excellentcs livrarias, que do pasto
instrucc3o de mais de seiscentos estudantes
de diversas ordens, que frequentam seus
diferentes collegios, o gymnasio, o semina-
rio episcopal e a academia jurdica, sao
outros tantos incentivos enrgicos ao vital
crescimento da repblica das lottras.
Por ella circulan diariamente nao poucas
gasetas, que poblicom seus diversos e in-
teressantes esiabelecimentos typographicos,
e de todos esses jornaes merece muito
especial distnecio oDiario de Pernambu-
co, que nao s prima na proviucia, como
[em todo o imperio presentemente e com
justica considerado como um dos de mais
que se dirigem em sentidos variados, e or-
dinariamente para as grandfes arterias, que
correm em dreccJo s potites, o augmenta
consideravelmente. Elle nutre com pro-
fuso diversos estabelecimentos bancarios,
muitas sociedades de seguros, e nSo pou-
cas ontras companhias commerciaes; e,
alm d*isso, d nimia vida diversas fa-
bricas, que exisiem.
Para seu porto, onde se v ancorado*
grande quantidade de navios de todas as
lotaces, ordens e nacionalidades, affluem,
constantemente quer do littoral, querdo
do estrangeiro, emharcaces nejadas de g-
neros de toda a qualidade. A valente co-
umna do progreaso, que inflarama oseculo,
seu finissimo crisol purifica tambem a alma;
esse precioaissinao Ubawacute das tetina,
emflm, que-.alevs aer tambem conservad,
qu3o augmentado e enriquecido petos di*
versos gorornos, n'easa cidade no se es-
preguica obre o toerte Jeito de Morpho.
Quantiosas escalas de instrucc5o primaria,
como outros (antos ses, suspensos sobre
horisonte datttras, derramam suas be-
nficas e destumbiantes luzes sobre os
milhares da eabecas da populado infantil.
Ha as puras- e vivificadoras aguas d'esses
tantos joidoes, que esses numerosos pr-
vulos voreceber o sacramente-do baptis-
tno das lettras. A' medida, qe isso se
passa na idade infante, as escaecaradas e
outros, a navogacao vapor, esse grandt*
elemento de prosperidnde, j Ihe moitoi
conhecida, e j de lia muito ah realca mar
geslosa. Graode o numero de vapore
as aguas de seu porto, estabelecendo suas
intimas e proficuas relages com as diver-
sas naees civillisadas. Alm d'isso, e da
navega 5o por, que se dirige quinzenal-
mente quasi todas as provincias marti-
mas do imperio, e cuja sede na corte,
sustentada por seu commercio urna cumpa*
nhia de bellos vasos d'essa ordem, que en-
treten com nimia acjividade suas transao
c5es mercantis com as provincias de Ala-
oriaida pelo raemoravut Faltn, e tantos, .largas perlas de una academ iiwwjca.
de nm semioario episcopal, de mttgjoaoa-
sio, e db b2o> poiicos collegios superiores,
*e acham hem abertas, e frequenteaia*
penetram pqjr Illas as crescidas e esperan-
transatlnticos, que constantemente siograr apsas classes adolescente e adultk que
ah, quaes neophtos da sciencia, jtsses
erarios de cabedaes scientificos, n'esai va-
liosos sacrarios" das lettras, vo Ilustrar
suas faculdades intellectuaes, adquirir a
grande somma dos conhecimentos precisos
constituirem-se bous cidados, utefe
patria; e neos s* bem gerir os negocios,
que particularmente Ihesforem conceraentes
como os pblicos, se acaso forem convida-
dos dirigi-los. B' dest'arte, que $e es-
o nociva grei
os bracos
m---------------------------*
por corto digno de pennas mais bem apara-
des o de aawrmerito, qft posso deixar de
eongratutar-me eom esse tospitaleiro e pa-
tricio pow, peto rapidoe prospero adianta-
mento e impulso d'essa. cWade heroica de
nosso charo Brasil, e anhelar-lhe o mais
risonho e grandioso futo,.* que ten in-
quesUonavel js, e a qns-est evidenlmnn-
te fadada.
Com a propicia realidade. d'esse nieu
derfers/M/, a febre jubilosa, que excitar as
fibra d'esse povo escitar' guateante
aquellas do coracao grato, de quem ve de
declinar a grosseira e humilde
Novembro de 18<*.
A inulber
i*
I
0MS, Sergipe, Parahyba, Rio-Grande do. buHu-a sociedade d'essa torpe
Norto, Geai e t'iauhy, o que igualmente ignara, que s serve abrir
effectuado por embarcacoes vela. Bce- ignavia, a. fteer oreecer o competo da es-
vemente ter-se-ha tambem o prazer de ver- tatistica criminal, e entorpecer o desenvol-
se emfim, logo que se haja operado a des- vimenlo. social e moral. V d'esta maneira,
que atravessam os rios em suas diversas cir- crescida estimativa, de maoir curso, e de
glicano; a
agencia
dos vapores da com-
FOLHETIM
m iiuns de mmu
POR *
"lie Berthet.
cumvolucoes, cada passo se observam
risonhos sitios, cujos mimosos e exquisitos
jardins, e pomares bem cultivados, embal-
samare o ar ambiente com seus delicados e
inebriantes aromas, e em cujos centros gar-
bosamente se erguem habitarles campes-
tres, algumas alias ricas e sumptuosas,
mas em geral de gosto moderno e bella
perspectiva. Tambem por elles correm
magnificas estradas de rodagem, que n'esse
estado se dir gem para bem longe da cida-
de, as quaes sao preparadas conforme o
utilissimo systema de Mac-Adam. Para
essas amenas e bisarras paragens correm
muitas familias durante os mezesde maiores
calores, afim de ahi respirarem um ar
mais puro e fresco ; que Ihes vivifique, a
seiva, damnificada pela viciada atmosphera
da cidade. Entre esses jucundos arrabal-
des sobresahem os seguintes:Passagem
da Magdalena, Monteiro, Caxang, Afoga-
dos, Boa-Viagem, Apipucos, Jaboato,
Olinda, Capunga, Beberibe e Pinna, dos
quaes, pela frescura de seus excellentes
banhos, faz-se notavel Beberibe, assim como
o Caxang tambem por seus banhos e pela
o recife do Diabo.
teu consentimento,
nos arranjariamos
nao I
Bortomy eslava
Fzeste bem em dar o
porque afinal -sempre
quer tu o dsses ou
certo d'isso e bem o
XVI
\5> deserto.
(Continuaco do n. 8.7)
Bertomy, como temos presenceado, de-
cilira muito em sensibilidade moral; com
todo o seu horror pelo Rongou nao dimi-
nuir com estes esclarecimentos. antes
rom urna perseveranca sorpreendente re-
dargnio :
Fars muito bom, Rlgaut, mas cu
que nao me entendo com esse negro. Diz-
se que elle come carne e nao o duvido, em
vista dos seus dentes agudos como os d>;
um ogre Alm d'isso, j lutou com Mi-
guel, e eu bem vi as olhadeltas que elle
Ihe deitevahoje. Miguel valente; o Ron-
gou nao Ihe faz boa cara e receto que de
um momento para outro elles se peguem.
Com mil dhbo*! Aconselha o teu
surdo-mudo que se n3o Jaca fino D'Chim-
bo nlo teme quatro pimpoes d'essa laia !
N3o sou do teu parecer, mas n3o
falles tao alto, porque posto elle nlo ou^a,
pode perceber pelo mover dos beifos. Em
lim, socceda. o que succeder, irei por onde
quizeres : ser anda agora cono sempre.
Ora viva f Vamos, pois, partir para
mais extensa lattitude. Alm d'essas mani-
festacoes, que venho de exhibir, inherentes
ao soberbo invento de Joo Gutemberg,
diversos clubs e associacoes litterarias,
par das que sao concernentes beneficen-
cia, carilindo, tem n'ella sua sede e entre
todas ellas oceupam muito subido logar o
Instituto Archeologico e Geographico,
esse importantissimo ncleo dos estudos
das antiguidades patries, e o Imperial Ins-
tituto Agrcola, fon te fecundissima. de que
copiosamente surgem elementos do gran-
dioso futuro, que tem de induibtavel-
mente attingir a nossa lavoura, os nossos
trabalhos c industria rural. Um musou em-
liin, onde pullulam objectos de historia na-
tural, concorre tambem a decora-la.
Seu commercio, um dos mais vastos do
imperio, alimentado pela permuta de in-
nmeros productos proprios, oa ento vin-
dos do interior da provincia, de suas limi-
trophes e de outras procedencias do paiz,
petos imprtalos dos diversos portos es-
tranheiros. Seu bolicio ou movmento
commercial j enorme, e constante tran-
sito de viandantes e vehculos rodantes,
obstrucc5o dos dilTorentes pontos dos lei-
tos de seus rios, as aguas do seu Capibari-
be sulcadas por lindas gndolas a vapor,
visto (pie j de muito acha-se germinada
o-sa lisongeira dea, de grande mngw't'ide,
que, embora anda em estado de chrysalida,
encontrar todava grande apoio, ser tesa-
da effeito, e produzir sazonados fructoi,
concorrendo sobremodo para ainda fazer
mais realcar as bellezas, que a adornam.
III
Se d'entre as varias masase humanas, que
constituem os povos, e esparsas estao pela
ingente face, da mystica trra, apresenta-se
figurando homens, que pelo brilho de suas
luzes, pela lampada de suas virtudes, proe-
rainam entre os dentis; assim tambem
d'entre as innmeras cidades, que cobrem
a superficie do orbe, sobresaem algamas,
que poderam e souberam, pelo activo e
proficuo labor de seus habitantes, e pela
uberdade e riqueza de seus productos na-
turaes e artificiaos, conquistar afanosamente
a vanguarda entre as suas companheiras.
O Recife de fado urna d'essas cidades,
que, apezar de seus frequentes trapeos
civis, das dissencoes polticas, porque tem
infelizmente passado, ha peto ameno, e
enrgica e perseverante forca de yontade
de seus laboriosos e fagueiros habitantes,
pela riqueza e uberdade do seu abencoado
slo circunyacente, e pela excellente posico
astronmica emque demora, n'este secuto
que derrama torrentes de luz, muito ca-
minhado na senda do progresso, e nimia-
mente se avantajado sobre muitas outras
suas coetneas. Hodiernamente essa ci-
dade urna photographia fiel e symbolica
do progresse, do movmento, da vida e da
civilisaco.
Sua parte material avance olhos vistos
com accelerado andar: cada da, cada mez,
cada anno toma grandes proporces seu
desenvolvimento; e sobre suas trras de-
volutas, qie matizam o centro da cidade, c
mesmo que se estendem alem de sua rea,
levantam-se habitacoes diversas, que co-
brem todos esses terrenos inhabitados, con-
correndo dest'arte ao seu engrandecimento.
sua prosperidade, ao augmento do seus
ratos para o ampliamento de sua rbita.
O commercio ahi se desenvolve conside-
ravelmente, c com justo titulo conside-
rado no imperio um dos de maiores pro-
porcoes, e mais florescentes. Sem assom-
bro elle prossegue na luminosa esteira
dos grandes emporios commerciaes. As
outras suas industrias, especialmente a fabril
e rural, nutrem-se com viva seiva, e tomam
cada vez mais incremento.
A moral, que quasi sempre marcha im-
pvida em paralello com a fecundante e
purissima religiSo do Deus-Homem, arvore
mysteriosa e sublime, de que ella essencial-
mente emana, e que se prende por in-
destructiveis los. n'essa parte das plagas
brasileiras, faz rpidos progressos, caminha
impvida, ante esse borrasceso e horrendo
plago de costumes e usanzas abjectas e
nefandas,- que, infrene, se levanta a cons-
purcar as difierentesj naees do globo.
A' par d'ella, largos e agigantados passos,
se estende tambem a civilisaco, que por
todos os poros de sua sociedade efficaz-
mente se infiltra.
A instrucejo publica, essa robusta e s-
lida pedra angular, onde descanca e se
equilibra com firmeza a columna, que sus-
tenta as naees cultas: essa lmpida e sa-
lutar fbnte, que, purificando o cerebro, por
que se sublima a intelligeuda e se purifica
a- moral, esses dous aicos aHributos, que
A mu'her a Derola da creaco, o es-
palho da fc, a luz da esperanza, o mo-
numento esplendente <1 divindade supre-
ma. Nao ha nada maia tocante, mais sel-
lo, mais venerando do que a fronte meiga
da roulber virtuosa. Se ha perfeicto na
trra, se ventura ha nelhi; basquem-a no
olhar terno da uiulher, que so ama.
A alma fominina respira a demencia dos
anjos, a bondade do justo, a resignado do
martyr. O amor abre-lhe os eneantos, es-
limula-llie os affoctos, iucta-lhe o heroMmo;
exalt-a ate ao fanatismo. A mulher nm
sacrario de virtude, de candura, de isil^-e-
za, de laaldado. de coragem e de arroio!
de vigilan-
verdadeiramente elevara e distinguen o
homem aa sociedede.
Encanda. essa cidade pelo prisma das
artes, nota-se qoe estas nio se acham al
em estado estacionario, nao: pelo contra-
rio, ellas cada- vee mais adornam de pri-
mores, seguem marcha veloz, e o mbito
de seu horisonte sensivelmnte se dilata.
Seus affavois filhqs, m sumisa, excita-
dos peto rdante facho do patriotismo, que
n'elles aeanjnua, coiicorrem fraternalmente
ao seu engrandecimento, e cada qual com
seu louvavel bulo coopera enrgicamente
para faze-la desunca entre as mais des-
lindas. Nella sempre acha echo tudo
quanto se mostra proveitoso ao engrande-
cimento das cidades, e caminbando assim
ella brevemente entrar radiante no grande
horisonte, que a aguarda.
. Inteligencias de superior quilate, enge-
nhos de agudeza admiravel, homens, em
urna patavra, dotados de illibada honradez
e de todos os requisitos inherentes gran-
des vultos, tem liup $eu feliz berco nessa
heroica trra. D'ella varos preclaros, que
sao prototypos das virtudes, e eabecas cheias
de talento e erudicao, tem-se irradiado
por todos os ngulos do estado, afim de
desempenhar os mais honrosos cargos; e
nao poucos tem oceupado lugares transcen-
dentes no banquete social, Iluminado o paiz
na deslumbrante via do progresso, e quaes
outros habis palinuros, feito sabiamente
meoeiar as enfunadas velas da au do es-
lado, e singra-la, apezar de tremendos par-
eis e medonhas procellas, em mares se-
guros. Afim de fazerem perpetuars gera-
ces futuras, de transmittirem posteri-
dade, os seus passados e gloriosos fastos,
o renome que elles tem j adquirido na or-
dem politico-social, cada vez mais se es-
meram, cada vez mais envidara seus her-
cleos esforcos, para dar mais expanslo
elevarlo da patria.
D'entre as suas diversas summidades,
d'entre esses fulgurantes meteoros d'erudi-
cao e patriotismo, que tanto tem coopera-
do e vao cooperando para a destineco pa-
tria, destacam-se, sempre cercados de re-
fulgente aureola, os seguintes nomes: Ca-
maro, Henrique Dias, Viera, Velosino,
Arruda Cmara, Leandro do Sacramento,
Azurara, Iraj, Correia, Picando, Itamarac,
Camaragibe. Olinda, Pinto de Campos. Sal-
ter, Vital d'Oliveira, Urbano, Paes Barretto,
Portella, Lopes Netto, Ayres, Teixeira, A-
quino Fonseca, Gusmao Lobo. Cmara, S
Perera, Silva Ramos, Carneiro Monteiro,
Souza Leao, Goyanna.Pedro Affonso,Drum-
mond, Peretti, Recife, Seve, Villela lava-
res, Lopes Gama, Mello, S e Albuquerque,
Reg Barros, Aguiar, Mamanguape.Abreu e
Lima, Faria, Mendes da Cunha, Feitosa,
Capistrano, Carneiro Leao, Moraes e Silva,
Ribeiro, Muribeca, Barreto, Lamenha, Si-
mes da Silva, Victorino, Muniz Tavares,
Sera, Saldanha Marinho, Boa-Vista, Albu-
querque, Antonio de Santa Rita, Paula Bap-
tista, Livramento, Jos Bento, Guararapes.
e Vera Cruz, como urna luzida plyade de
monumentaes e benemritos bustos entre
os seus naturalistas, estadistas, parlamenta-
res, mdicos, jurisconsultos, clrigos, mili-
tares, poetas, advogados, commerciantes e
agricultores.
Finalmente, hincando aqui as ultimas
phrases sobre tao importante assumpto,que
sobremaneira captou-rae a attenco, e que
II '
Mas damam a mulher fraca! Porque ?
O homem como amante implora um sor-
riso, seduz com promessas, simula urna
paixo ardente; roja-se, humilha-se: com-
placente e deficad; chega a ser servil: de-
pois de esposo veni a indiuerenGS, a fije-
za, a incivilidade, a ingrattdSo, e at a cruel-
dade.
O esposo, em geral. um dspota som-
bro, um tyranoo repugosnte. O homem
eleva a mulher ao infinito da esperanCa,
para depois a deixar cahjr so abjvme, do
scepticismo.
A queda metal. Abalam-se a crezcas
do coracao trahdo, mas a digitidade, o pu-
dor, a dedieai>> da mulher, ludo fias fir-
me, porque inabalavel. Onde est aqui
forca ? Na mulher que soffre, ou no ho-
mem que opprime ? A forca prova-se
infortunio. A mulher mais forte.
no

fCoutinuar-st-h)
POUCO.DE TUDO.
LOGRO.Passiava um homem Horrendo
de fome e vio um rabe que coma bor-
da de um tanque. Aproxmou-se a elte e
Ihe disse:
Acabo de passar por vossa casa.
Minha mulher, meu filho e meu ca-
mello eslao de saude?
Sim, respondeu o homem; e o rabe
mostrando-se contentissimo nao fez mais
caso do seu interlocutor.
Este comecou ento a dizer-lhe :
Este cao, que est dianle de vos es-
tara seguramente como o vosso se estives-
se vivo.
Como isso, pois morreu o meu cao?
disse o rabe levantando a cabera.
Sim, respondeu o homem, elle co-
meu muita carne de vosso camello.
Pois tambem morreu o meu camello'.'
Sim, porque tendo morrido vossa mu-
lher, nao havia l ninguem (pie Ihe fosse
deitar a raro, nem dar de beber.
E de que morreu minha mulher 1
O pezar de ter morrido seu filho a
fez chorar abundantemente, e depois se
ferio na cabeca e no peito com pedras.
Emfim de que morreu meu filho ?
Cahio a casa sobre elle.
Sabendo o rabe a destruicaoda sua casa,
lancou trra sobre a cabeca, e abandonan-
do a comida tal qual se achava, encami-
nhou-se para o lugar da sua habitaclo. O
homem faminto, por ese artificio, aprovei-
tou-se da heranca.
mostrou suspirando profundamente.
Fallando assim, iam caminhando por so-
bre as hervas seccas que cobriam a Ierra.
Estas hervas eram cipos e tiscaskest, de
que os indios fazem cestos, e aind outras
que chegam a lomar e^nsi ieravel altara.
Era ditficil affasia-las para abrir passagem,
porquanto se > erguiam aps a passagem
como molas do ac. As vezes era preciso
dar grandes vallas para evitar um pantano
sendo Rigaot o que mais soffria, por ir^e
tamancos. Por isso nao tardou elle a ma-
nifestar o seu desconl#ntamento e a dlxer
blasphemias.
E, com todo, nada ainda havam des-
coberto. Miguel fartava-se de olhor por
todos os lados, sera ver objecto a qee ati-
rasse.
As aves esvoacavam em bandos por cima
das lagas, maa faltava a espingarda para
as cacarem. I^aquellas profui.das lagas
chamadas Covasi dos Cro f*odilos havi sem
duvida muitos Jerxes e tartarugas, porSto
faltavam as redes ou anzes para os pes-
car. Acrescia que a cada passo se enetm-
travam vestigios da passagem recente das
giblas e crocodPos.
Ainda que Bertomy e Rigaot tiressem
cessado decoflversar para- nicamente;9
occoparem asi difficuldades do caminho;
nao pa recia ter consciencia do perigo in-
minente ; JBgotl porm, qoe estara pre-
venido para 'a* oceurrefteias proprias fa-
quetla jornada, nao affrouxava
cia, como vamos ver.
Resolver elle ir procurar no todo, em
volta de urna d'aquellas lagas, urna espe-
cie de tartarugas, de feio aspecto, e cuja
mordedura muito dolorosa, mas que sao
excellentes para se comerem. Communi-
cou este plano a )S companheiros, que, con-
fiados na superioridade da sua inteligencia,
o seguirn machina I mente.
Havia junto doacharco um grande espaco
descoberlo. Os cacitos eslavam derribados
sobre o chao, o que era devido ao grande
peso das chuvas. Os tres aventureiros
dirigiam-se resolutameole para um monte
de hervas e musgo em decomposico,
quando Ihes saho um jacar de oite ou dea
ps de comprido, qu. os repellio furioso,
fazendo' ouvir o estlido dos formidaveis
dentes. Por via deregra, o jacar nle
ataca o homem em trra, porem este era
femea, que acabava de depasitar os oves
n'aquellas hervas ptridas, onde a formen-
tfao devia laze-tos produzir. e por isso o
recelo de que attentassem sontra aqueHe
precioso deposito era o motivo da sua furia.
Dirigio-se, pois, a elles com tal rapidex,
que de certo nlo tardara em os agarrar.
Miguel foi quem primeiro \io o-monstr,
e por isso deu um grito de alarme, Ber-
tomy tlligaut pararam assustados, sem
tratarem ao principio de evitar o jacar,
que agitava a cauda e soltava urna especie
de gemido ronco.
O sardo-mudo, cent a rapea do raio*
corren para o pai, agarrou-o por um brac^i
e deslio*-o do ateanee da fra, indicando
por slgnaes a Rigaut que flzesse "o mesr
mo.
E' sabido que os jacars, como os cro-
codilos em geral, experinentam na trra
urna grande ditficuldade em se virarem, e
por isso qoem perseguido por elles deve,
para Ihes escapar, descrever circuios con-
tinuos. Miguel fra industriado n'isto, de
que tirou partido. O jacar, pois, passou
sem ver Bertomy nem o filho, dirigindo-se
a Rigaut, que Ihe fugia a direto, e que de
mais a mais, atrazando-so por causa dos
tamancos, tinha evidente desvantagem.
Miguel conheceu o perigo, mas debalde
redobrou os gestos e os gritos : Rigaut n3o
o comprehendia e perder a trasmontana.
Eotao o bravo mancebo, tsquecendo-se das
offensas d'elle, penson $i em soccorre-lo.
Correu, pois, com toda ai velocidade c no
momento em que a fra aa chegando a Ri-
gaut descarregou-lhe tigofoso golpe com o
sabr.
O ferro prqduzio um sfm como se bates-
se sobre um tronco de ahrore e resvatou
sem penetrar na couraca do jacar, porm
o fim de Miguel era desvfar-lhe a altepeao.
Cooseguio o seu pnapOMO, porquaoto o
jacar, abandonando RigaSt, voltou-se para
o adversario que o provopava to audacio-
samente.
O surdo-msde ente pok-se a andar em
volta, como fizera d'aatek'n5 deixando
nunca de conse var-. mar a segw-lo, em quantd Rigaut Berto-
my se puaham a salvo.
i Esta manosra pareoeuj fatigar muito o
animal, que redobroa bs rouquidos e o
ranger dos denles. Miguel, vivo e testo,
evita va approximar-se se alcance da cauda,
excitando-s sempre. Assfn_contava fatga-
lo e resolve-lo a voltar ao charco.
Breve se realisou o seu plano. O acar
em rebultado de um golpe mais bem uppli-
cado, terminou por comprehender a inuti-
lidade da luta com um iuimigo inacessivel.
Correu, portanto, era retirada para o pan-
tano, e, mergulhando all, estrepitosamente,
fez saltar a agua e o lodo a mais de viute
passos em volta.
Miguel, sem se jactar da sua victoria,
dirgio-se aos companheiros, qae o espera-
vain e dizjam :
Irra com a tal cacada Antes que-
ra estar oito dias sem comer do que voltar
l Se nao fosse o rapaz, interrompeu
Rigauteu seria devorado t
E' verdade ; Miguel bom moco e
tem o olho fino. Viste, Rigaut, como elle
zuraia o costado do jacar, da mesma forma
que um cavalleiro como chicote na anca de
um potro ? Tensjrazao, qaefoi elle quem
te salvou a vida e B mim agora mesmo.-
Rigaut, por omi impulso de reconheci-
meoto, estendea a|mao a Miguel, que pa-
receu neo repagar. O toreado, franzmdo
o sebr'otio, diese '^em azedame :
E1-justo ; e btfmem nao dos nossos!
Vs este senhor cpmo se faz fidalgo com
os-sm^gos de seu tai?
Bertomy recenheceu que Miguel, em vez
do afftcoar a l' Rigaut pelo sfervico pres-
tado, despertara nSjtte mator .odio, e por
isso; se apressou a jtosculpar o fltho. Este,
panacendo nada encender, msispa por gne
costinusesem a-tatefa, mas os companhei-
ros a>- se resWvefam a fa*e-to nem per-
midiram-que elle fesse s.em'-^irtude do
que vetteram paraj o acampamento, na es-
peranzar de que ss-outros all chegariam
mais favorecidos^ da sorte.
O PRIMBIRO JORNAL D\ EUROPA.A
primeira gaaeta da Europa publioeu-se em
Verona no principio do secuto XVII. Deu-
se-lhe este norne porque se pagava por
ella urna gazeta (moeda de valor de 5 rs.)
Quando na Europa comecaram a conhecer
os peridicos, j ha alguns seculosqueexis-
tiam na China e no Japo, porque, como
de continuo estamos observando, "os chins
se antedparam a nos em muitas invences.
Tinham, com effeito, regressado, mas as
suas pesquizas nos bosques nao haviam sido
coroadas de muito melhor resultado do que
as. dos cacadores do campo. O Rongou
tinha colindo urna especie de couves silves-
-res e um dos toreados matara cajadada
um lagarto de carne estimada, que, nao
sendo, infelizmente, do tamanho da laga, depois de asaado nochegou a
cada conviva mais do que um bocado insig-
nificantissimo e o mesmo succedeo com as
couves. De mais a mais, a tviso foi
feta com revoltante dessjualdada Rigaut
e o Rongou levaram, como sempee, o qui-
nhaodoteo, do que resultaran,questes
e desavencas. de que a sociedade*tinha de-
pois a resentr-se.
Entretanto Rigaut declarou cerno, pelo
encontr de Bertomy, as cousas se haviam
mudado, achando-se agora na dispesicao de
ircm ao recife do Diabo onde os. esperava
um navio. Nlo se fallou de algamas difli-
culdades,-e o Rongou, a quem era indffe-
rente que o plano fosse um ou outro, pro-
raetteu guia-lo ao tongo da costa,,^pelo que
todos conceberam as melhores ajperancas
sobre o novo projecto- Por isso, nao obs-
tante a deploravel nsoflcienca do almoco,
pozerara-se a caminho (om. enthusiasmo e
dorante o dia nada perturbou a concordia.
Quando, porm, noute se fez alto para
descansar nao tinham mais do que alguns
fructS srlveetrespara comerem, Qi geral o
azedume des nimos, como era geral a
fome que ihes corrqa qs estmagos.
(Continuar-uJui)
. *'


f
I
TYP. DO DIARIORIADAS CRZESN. %
:*
Ni


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E9J02VA4C_9W2JHZ INGEST_TIME 2013-09-14T00:49:14Z PACKAGE AA00011611_11821
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES