Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:11817


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Full Text
T .
ANNO XLV. NUMERO 85.
PAEA A CAPITAL E LUGARES OSDE IA6 SE PAGA PORTE.
I

Por tres mezes adantados.
Por seis ditos dem. .
Por um anno idem. .
Cada numero avulso .
6*000
amo
24*000
320
SEXTA FEIR 16 DE ABRIL DE 1869.
PARA DEITRO E FOBA DA PROVHCIA.
Por tres mczes adantados.
Por s*: ditos idem. .
Por non ditos idem .
Por um anuo. .
0*750
43*600
20*280
27*000
DIARIO DE PEMAMBUCO.
Propriedade de Manoel Figueira de Fara & Filhos.
SAO a.i;\ii^:
Os Srs. Gerardo Antonio Al ves & Filhos, no Para
Guimaraes Pancada, em
ara; GoncalvesA Pinto, no MaranbSo; Joaquim Jos de Oliveira, no Cear; Antonio de Lemos Braga, no Aracaty; Joao Mana Julio Chaves, no Ass; Antonio Marques da Silva, no Natal: Antonio Joaouia
Mamanguape; Antonio Alexandrino de Lima, na Parahyba; Antonio Jos Gomes, na Villa da Penha; Belarmino dos Santos Bulcao, em Santo Anto; Domingos Jos da Costa Braga
em Nazareth; Prancino Tavares da Casta, em Alagas; Dr. Jos Martins Al ves, na Bahia; e Jos Bibeiro Gasparinho, no Bio de Janeiro.
PARTE OFFICIAL
Ministerio da fazenda.
MORRO n. 4,346 de 23 de mabc/> DR 1869.
i) reglamento para a arrecadacao do imposto
sobre industria e pro/issSes.
Usanilo da autorisagao conlerida pelos arts. 11
; 31 da lei n. 1,307 de 26 do setembro de 1867, e
tanda ouvido a secgio de fazenda do eonselho de
stado : liei por bem que na arrecadago do ira-
posto sobre industrias c profissoes se execute o
regulamento, que com esle baixa, assignado pelo
visconde de Itaborahy, consellieiro de estado, se-
nador do imperio, prudente do eonselho de mi-
nistros, ministro e secretario de estado dos nego-
cios d:i fazenda e presidente do tribunal do thesou-
ro nacional, que assffit o tenha entendido e faca
execatar.
Palacio do Rio de Janeiro, era 23 de marco de
18i59, 43* da independencia e do Imperio.Com a
rubrica de Sua agestado o Imperador.Viscon-
de ie Itaborahy.
HEGULAMENTO A QUE SE REFERE O
DECRETO CIMA.
CAPITI LO I.
Do itnpoi'.o sobre industrias e profissoes, sua quo-
ta e seuroff.
Art. i. O imposto de industrias e profissoes,
que, na conformidade da lei n. 1,507 de 26 de se-
tembro de 1867, substitue o de lajas, o de casas
de moJjs, o de movis e de outros gneros fabri-
cad js iu estr.ingeiro, o de despachantes correcto-
res e agentes de leiloes, creados pelo alvar de 20
de outubro de 1812 g 2o, lei de 21 de outubro de
1843 o pa#erores disposcoes, divido por todo o epositos_ de mcrcadorias porjwnta propna ou a
nacional ou estrangeiro, que exercer no Imperio
iudustria oa profissao, arl ou oRcio, que se nao
comprehender as isengoes, de que trata o art. 4"
dcste regulMunlo.
Art. i.' trimposto compoe-s de taxas fixas e
proporeiouM.
A taxi fixa, que nao exceder de 2:000000,
tem por base a natureza e classe das industrias e
proliss is. e a importancia coramercial das pracas
e lugares, em que forem exeroidas, e, quanto aos
ost.ibelc.intentos udustraes, o numero de opera-
rios, tornos, alambiques e outros meios de prodc-
elo.
A lixa proporcional, que nao exceder de 20
pur cento, tem por base o valor locativo do predio
uu local, que servir para o exercicio de iadustria
ou profissao, coraprehendidns, quanto aos estabe-
Icc.inieaios industriaes, todos os meios materiaes
ile produccao.
As sociedades anonyinas ou companhias pga-
la) o imposto na razo de um e ineio por cento dos
benficos distribuidos aos accionistas no exercicio
anterior ao do langamento.
Art. ;t. As taxas fixas c a dos dividendos das
suciedades anonymas serao cobradas na forma das
tabellas A, e C.
A cobranca da taxa proporcional regular-se-ha
pela tabella D.
Ni o estao sujeitas taxa proporcional as indus-
trias e profissoes mencionadas fomente as tabel-
las A, II c C, c nem fixa as que s o estao na ta-
bella D.
Art .. >ao isentos do imposto de industrias e
proBasSas:
l. Os QMtnbros do eorpo diplomtico cstran-
$ 2." Os agentes consulares estrangeiros, somon-
te quanto aos proventos do empreg.
3." Os unecionarios e empregados estipendia-
dos pelo wtado, provincias e municipios, quanto
aos vene i montos do emprogo.
| l.' Os lavradores e exploradores do predios
rsticos uu urbanos, quanto ronda, manipuladlo
e benelkiamento dos productos dos mesmos pre-
dios (comprchendida o fabrico do assucar e agur-
dente), bem como os criadores, quanto ao gado das
f azoadas e productos desias.
5.* O individuos das tripolacoes, os artistas,
" jornaleiros, operarios e quaesque- outros, que tra-
kiliiarem a jornal ou por salario em loja uu offl-
etna propria, tem ofciaoo ou aprendizes.
A iscncao em favor dos operarios, que exerce-
n ui industria em sua propria ollicina, seni official
ii. ni aprendiz, abrange tantu os que empregara
matenaas bous, como os que traballiara por mi
"obra.
Nao :-io considerados officiaes nem aprendizes a
mulher, que trabalhar com seu mando, os filhos
ros, que trabalharem com seu pai ou mai, e
os auxiliares, cuja cooperario indispensavel pa-
ra o exercicio da industria.
6. As caixas econmica*, montes pios e socie-
dades de soccorros mutuos.
7.' Os pescadores coinprehendendo-se nesta
expresjao as emprezas e us estabelecimentos de
8. As casas donominadas de quitanda (ordem
n. 61 de 31 de julho de 1844.)
CAPITULO U.
Da assemelhaco.
Art 5.* Da industria, prossao, arte ou officio,
<|uo as tabellds nao designarem, cobrar-se-ha a
taxa por assemelhaco, tuniando-se por base des-
ta a analoga de operfdea e o objeeto de com-
mcrcio.
Art. 0." Quando o funecionario encarregad) do
lau.7an1e.1to encontrar urna prolissao nova, ou que
hender tainbem o valor locativo das machinas,
animaes, utensilios e outros meios materiaes de
produccao.
Paragrapho nico. Este arbitramento se dar :
i.* Quando os collectados forem donos das ca-
sas, em que estivercm as lojas, depsitos, arnia-
zens, consultorios o escriptorios, e dos objectos
mencionados na segunda parte deste artigo; ou
quando o estabelecimento nao uceupar todo o pre-
dio, arbitrndose o aluguel relativo parte da
casa no pavimento terreo ou no sobrado, que ser-
vir para o exercicio da udustria ou prolissao.
2.- Quando os collectados usarera do predjo
gratuitamente, ou, por qualqucr pretexto, nao
apresentarem no acto do lancamento os recibos
dos arrendamentos, ou os mesmos recibos forem
suspeito* de fraude otn prejuizo do imposto.
Art. 13. Aos que exercerem industria ou pro-
fissau em localidades incertas c nao determinadas
se far o lancamento sobre a base de metade do
valor locativo da casa, que habitaren! em qual-
quer poca do anno.
Art. 14. 0 que tiver diversos estabelecimentos
no raesmo municipio pagar de um a maior taxa
fixa applicavel a taes estabelecimentos, e dos ou-
tros a metade da que Ihes fr correspondente;
comtanto que o total das meias taxas nao exceda
o dobro da principal.
Exceptuam-se as sociedades, que pagarao a ta-
xa integral de todos os seus estabelecimentos.
Arl. lo. O que exercer differentes industrias
no mesmo estabelecimento contribuir com a laxa
mais elevada, que lhes fr applrcavel; Picando
isento das outras taxas fixas.
Art. 16. O valor locativo, para o lancamento da
taxa proporcional, comprehender os armazens de
commissao, ainda que nelles nao sejam expostas a
venda; observando-se para a taxa fixa a regra
do art. 14.
Art. 17. Aos encarregados do lancamento, e
sua requisicao, ser pelos tribunaes, estac5es qu
autoridades competentes lornecida urna retacan
dos negociantes e sociedades, e da quaesquer re-
gistros, de que conste a ewstenci das casas ou
individuos sujeitos ao imposto.
Art. 18. Os directores e gerentes de companhias
anonymas apresentarao aos agentes fiscaes deca-
ra^ do dividendo anterior ao exercicio do lan-
camento, ou de se nao haver distribuido divi-
dendo.
A falta desta declaracao ou a fixacao do divi-
dendo em menor algarisrao que o real sqjeitar-
as companhias ao arbitramento do dito dividendo
pelos asentes da arrecadacao e os directores
multa at 200000.
Art. 19. Os donos dos estabelecimentos. a que
se refere a (abolla C, manifestarao por escripto o
numero de operarios que npregara e de objectos
que servem de base ao lancamento.
A recusa deste manifest, ou a infidelidade de
suas declaraees sujeila-os ao pagamento do im-
posto por meio de arbitramento e multa do arti-
go antecedente.
Art. 20. Ninguem poder exercer industria ou
prolissao, sujeita ao imposto, sem que primeiro o
declare na respectiva eslacao fiscal, aflm de ser
inscripto no lancamento.
I 1. Encerrado o lancamento, os que de novo
se estabelecerein inscrever-se-ho para pagarem
a quota a que forem obrigados, desde o primeiro
dia do mez em que comecarem a exercer a indus-
tria ou profissao, procedendo-se, para esse fim,
aos convenientes exames.
2. Os infractores incorrerao em multa igual
quota de um semestre, e nunca excedente de
OOOOO, que ser cobrada com a importancia do
imposto.
Art. 21. Os casos de multa, dos artigos antece-
dentes sao objeeto de denuno perante as autori-
dadus administrativas, cabendo aos denunciantes
metade da respectiva importancia.
CAPITULO IV.
Do tempo e modo da cobranza.
Art. 22. A cobranca do imposto de industrias e
prolissoes ser realizada bocea do cofre da est-
gao competente, precedendo annuucios por edi-
taes nos lugares do costume e as folhas publi-
cas :
1." No? mezes de setembro c outubro, se o im-
posto nao exceder de 123000.
2." Em duas prestacoes iguaes, a 1.* nos mezes
de setembro e outubro e ai.' nos de margo e
abril se exceder aquella qnantia.
3. Antes do; prazos marcados," se os collecta-
dos quizerem, ou se fr necessario acautelar os
direitos a fazenda nacional, por motivo de abertu-
ra de fallencia o 1 de bito do contribuinte.
Art. 23. Os que nao pagarem o imposto nesses
prazos incorrerao na multa de 6 /o do valor delle
(Le n. 1307 de 26 de setembro de 1867, art. 30);
sendo executados pelo mesmo imposto e multa.
Art. 24. A cobranza nao realizada bocea do
cofre poder ser agenciada, antes do recurso ao
meio executivo, pelos cobradores das recebedo-
Lrias, ou, nos lugares populosos, por agentes dos
cuetes das outras estacos fiscaes ou dos thesou-
reiros das mesmas estacos, onde os honver;
precedendo autorisacao das thesourarias de fa-
7.einla.
l. Os cuefes das estacSes fiscaes ou os the-
soureiros sao responsaveis por estes agentes, de
quem podem exigir flanea.
2." Aos mesmos agentes abonar-se-ha metade
de fazenda e tribunal do thesouro nacional, e do
mesmo tribunal para o eonselho de estado, nos
termos da legislacao em viger.
CAPITULO VI.
Da fiscalisanlo e contabilidade.
A. 28. A flscalisago do lancamento do imposto
de industrias e profissoes se far do mesmo modo
^stabelecido nos regulamentos das rendas lancadas.
Art. 29. llavera, para o expediente da contabi-
lidade, os seguintes livros.
1." De lanamente.
5." De quitaces.
3. De contas correntes dos valores entregues
aos cobradores e agentes.
Art. 30. A recebedoria na corte e as thesonra-
rias as provinciaes remetteram ao thesouro na-
cional, com o balanco de cada exercicio, a estalis-,
tica do* imposto de industria e profissoes, acompa-
nhada das observacoes que lhes occorrerem.
Art. 31. A porceiitagern e mais despezas do ex-
pediente da arrecadacao. administragao e fiscalisa-
C-ao, as pocas para as entregas do producto arre-
cadado e prostacao das contas dos exactores se-
ram as mesmas' cstabelecidas nos regulamentos
fiscaes.
CAPITULO Vil.
Disposires geraes.
Art. 32. Fica obrigado ao imposto pslo anno in-
teiro o que exercer a industria ou profissao no
mez de Julho, ainda que feche ou tran*fira o esta-
belecimento antes de (indo o exercicio.
% 1." A mudanca.de profissao ou de estabeleci-
mento para casa de maior ou menor aluguel, no
decurso do exercicio, nao sujeita o conectado a
augmento nem lhe d direito diminuiciio do
imposto.
2.- No caso de cesso, venda ou tranferencia
do estabelecimento por titulo extrajudicial, qua|-
quer dos iuteressados pode requerer a averbagao
no lancamento para o fim de exirgtr-se do novo
dono as quotas do imposto ainda nao pagas pelo
cedente, cuja cobraoga deva reliazar-se prosterior-
mente.
A falta de averbagao tornar responsaveis soli-
dariamente o cessio ario a 0 cedente pelo imposto
em divida at o exercicio, em que se houver effec-
tuado a cessao
% 3." Cessando o exercicio, da industria por fal-
lencia, bito, ou tochamente da casa ordem de
autoridade, o imposto nao devido pelo anno in-
teiro, e (im at o ultimo dia do mez antecedente
ao da cessaca >.
Art. 33. O imposto de- industrias e profissoes
nao onus real, nem o proprietario do predio
responsavel pelo imposto em divida do inquilino.
Art. 3i. As cmaras municipaes nao poderao
dar liccnga para o exercicio de industria ou profis-
sao aos que nao exhibirera quitago do imposto,
ou nao m'wtrarem, por documente da estagao fis-
cal, que sao isentos delle.
Art 33. Os tribunaes do commercio e, onde nao
os houver, os juizes commerciaes, suspendero
do exercicio os cirretores, interpretes do commer-
cio e agentes de leiloes, que deixarem de pagar o
imposto.
nico. A mesma obrigaeAo Incumbe aos ins-
pectoros das alfandegasem relagao aos despachan-
tes o seus ajudantes.
Art. 36. Nenhuma aeco poder o collectado
propr ou defender em juizo sobre qnestoes rela-
tivas sua industria ou profissao, sem exhibir
quitago do imposte.
Art. 37. As tabellas, a que se refere o art. 3.,
sero executadas provisoriamente.
O governo organisar c submetter approva-
go do poder legislativo, outras tabellas baseadas so-
bre a popular) das differentes localidades quando'
houver collado para esse fim os necessarios, ele-
mentos.
Art. 38. A imposico das penas comminadas
neste regulamento da competencia dos chefes das
repartiges de arrecadago ; observando-se o pro-
ces proscripto no art. 74 do regulamento annexo
ao decreto n. 2351 de 17 de marco de 1860.
Art. 39. Ficam revogadas as disposicoes em con-
trario.
Rio de Janeiro, 23 de margo de 1869.
Visconde de Itaborahy.
5
40
50
60
70
80
90
100
221
77
-131
308
321
2G2
161
124
79
25
- 10
18
lhe pareen nao estar incluida as tabellas, indica-; da multa, que arrecadarem no domicilio dos con-
..'. '... ,l..t. -:______________: .. ___- _-._c.-r~ H...1 i. ------ -.-- j., ..|-_ OA'. O.-.
ra n um rotatorio em que consiste essa profissao ;
tanda ; de que naneira exercida e
qual ontra se a3semelba.
Os relatnos sero dirigidos pelos langadores da
recobjdoria e empregados das alfaadegasXart. 24
do regulamento do imposto pessoal) aos chefes das
metalas rejiarligoes, pelos administradores dasme-
sas de rendas e collectorias da provincia do Rio de
1 ministr > da fazenda, e as demais pro-
vincias aos inspectores das tliesourarias.
Arl. 7. vista dos mesmos relatnos e de
quaesqner outros esclarecimentos, as referidas au-
i'cidiro se a industria ou profissao es-
t designada as tabellas, ou se deve ser tributada
por assemelhagao, fazendo loo curaprir suas de-
cisocs, salvo aos collectados o direito de reclama-
gao e recurso.
Art. 8.' a decisao, que tributar por assemelha-
gao urna nova industria, ser communicada ao mi-
tro da fazenda, para que amande execatar em to-
u 1 o Imperio se a approvar.
Arl 9. Os relatnos do ministro da fazenda ao
corpo legislativo trarao annexas as tabellas supple-
nientares, que se organisarem em virtude do que
tica disposto neste capitulo.
CAPITULO ni.
Do langamento do imposto.
Art.. 10. O langamento do imposto de industrias
e probsde? sera feito, como o do imposto pes-
soal, pelas recebedorias, collectorias e alfandegas
que arrecadarem rendas internas; devendo c
rnegar no 1. de maio e terminar o mais breve
possivel.
Art. 11. O prego do aluguel animal para servir
de base as quotas proporcionaes de 20 /, 10 % e
5 / ser 1ue constar dos recibos e contratos de.
arrenaVimenlos, ou o arbitrado pelas estagoes en
carregadas do langamento.
Art. 11 O arbitramento, quanU aos estabeleci-
mentos commerciaes e outros mencionados aa ta-
.-lia D, aera feito com apnlicagao localidade,
onde existir a loja, deposito, armazem ou escrip-
t trio e capacidade destos estabelecimentos, ser-
viudo de termo de comparagao o aluguel das ca-
sas mais prximas ; e, quanto aos estabelecimen-
tos industriaes designados na tabella C, compre-
tribuintes, a conformidade da circular n. 30i de
30 de setembro de 1867.
3. O producto arrecadado pelos agentes ser
entregue as recebedorias, onde as houver, no
ultimo dia de cada semana e, nos demais lugares,
as respectivas estagfles dentro dos prazos marca-
dos pelos referidos chefes. Serao apresentados
nesse acto os conhecimentos .em ser, reputndo-
se cobrados os que fallarem.
CAPITULO v.
Das reclamaroes.
Art. 23. As reclamares sero feitas at 30 de
agosto aos chefes das estagoes de arrecadacao, os
quaes, vista das allegagrtes e informagSes com-
Setentes, -proferiro sobre ellas decisao, facultan-
9 os recursos legaes.
1." Fra desse prazo.-nenhuma reclamagao
ser admittida pelos chefes das estagoes de arre-
cadago, a nao ser:
1. Por ordem do ministro da fazenda na corte
e provincia do Rio de Janeiro e dos inspectores
das thesourarias as outras provincias no caso
nao previsto de incidente justificado.
2." Pelos collectados, sem fundamento para o
serem, ou a quem por direito compita o beneficio
da restituicao. ....
3.* Pelos que forera comprehendidos no langa-
mento depois de findo o processo, na forma do
art. 20; devendo porm, neste caso e no do 3.
do art. 32 ser intentada a reclamagao dentro do
prazo de 30 dias, a contar d'aquelle, em que se
derem os factos especificados nos mesmos artigos.
Art. 26. O ministro da fazenda e os inspectores
das thesourarias, com approvagao do mesmo mi-
nistro, podem conceder remissao total ou parcial
do imposto, nao s no caso de incendio e outro
faeto extraordinario, como no de escassez dos r-
ditos da industria ou profissao.
Paragrapho nico. As petigSes para remissao
do imposto, nos casos deste artigo, podem ser di-
rigidas em qualqaer tempo ao ministro da fazen-
da e aos inspectores das thesourarias, por via das
estagoes fiscaes cempetentes.
Art. 27. Das deersfles dos chefes das estagoes
de arreeadaeio havera recurso no pnu de 30
flfcs, sem effctto suspensivo, para a_. mawurarias
GoTerno da provincia.
RCL1TORIO
APItESENTADO i ASSEMBI.A I.EGISTATIVA PRO-
VINCIAL, PELO EXM. Sil. CONDE DE I1AEPEN-
DY, PRESIDENTE DA PROVINCIA, NA INSTAL-
LACO DA SESSO DO CORRENTE ANNO, EM
-0 DO CORRENTE .MEZ.
(Continuagao.)
Recolhlmentos.
A regente do recolhimento de Nossa Senhora da
Soledade de Goiaona, em oBcio de 13 de margo
ultimo, dirigido ao Rvm. bispo diocesano, e por
este transmitido presidencia, pedio que se le-
vassem a effeito aluns ec-ncertos urgentes e in-
dispensaveis, que sao necessarios no respectivo
edificio, visto estarem as madeiras da cubera
d'elle completamente deterioradas, uma das pare-
des quasi a desabar, precisando de reparos as
calgadas que rodeiam o mesmo edificio.
A regente allega que nao tem meios pecuniarios
para acudir de prompto a essas obras, nem bas-
tando o auxilio que esta assembla concede na lei
do orgamento para a alimentagao das recolhidas :
por isso pede que se lhe d uma outra quota
para occorrer s deepezas que se tornara indis
pensaveis.
J mandei orgar todas as obras, que forem ne-
cessarias, e espero que tomis era consideragao o
pedido que faz a superiora daquelle estabeleci-
mento.
Alera deste. reeolhim .nto existem mais os de
Nossa Senhora da Gloria desta cidade, de Nossa
' ,'iiliora da Conceigao de Olinda, e do Coragao de
Jess da villa de Iguarass, cada um dos quaes
recebe dos cofres provincii.es a subvengo annual
de 1:000*000.
Todos estad sob a immediata inspeegao do Exra.
diocesano.
Cemiterio publico.
Acha-se em boas condi?5es o cemiterio publico
desta capital.
Visitando-o tive occasiao de reconhecer a exac-
tido das infermagoes que deram-me a esse res-
peito.
Notei, porm, que nao ha n'elle nm lugar desti-
nado para inhumaeao dos cadveres das pessoas
que nao devara ter sepultura ecclesiastica.
Para remover este inconveniente, ordenei ao
engenheiro chafo da repartlgo dos obras publicas
que mandasse Jproceder ao orgamento da despeza
necessaria para o r eparo do terreno pertencente
as cemiterio ; mai fora do recinto que recebeu as
bengos da igreja, afirade vos ser presentepara
aulorisardes a respectiva despeza.
urgente uma providencia neste sentido, e con
fio que a tomareis convenientemente.
No anno passado forara sepultados neste cemite-
rio 2.51 cadveres, sendo de horneas 1229, e de
mulheres 1222.
Daqaelles eram livees 1028, e escravos 201 :
desias eram livres 1035( e escravas 187.
Brancos 840, pardos 946, pretos 594, e sera cor
declarada 71. ,
Eram de pessoas solteras 1889.; casadas 283;
viuvas 227, nao se tendo declarado o estado de 56.
As idades das pessoas fallecidas eram :
At um a.ww-4>M
Nao declaraos
Ouanto nacioaalidade :
Braslleiros... 2194
Portuguezes.. 79
Americano...... 1
Fiancezcs....... 5
Allernes....... 3
Hespanhes.... 2,
Argentinos..... 2
Paraguayos.... 2
Afrcans......... 163
Fallecern! essas pessoas :
Na fregaezia do Rceife.............. 268
de S. Antonio...... 462
t < S.Jos............. 330
a da Boa-vista......... 1113
do P. 4a Panella. 46 .
dos Afogados....... 17
da S le Olinda.. 15
Desde o 1* de Janeiro al 31 de marco finda se-
pultaram-sc 396 ckdaveres, sendo : de homens
303 (2.8 livres e 53 escravos), de mulheres 283
lio livres e 38 escravas).
Erara brasileiros 533, .e estrangeiros 50.
Sadc publica
Nao fui satisfactorio o estad.) da sade publica
durante o anno passado ; nao porque se desen-
volvessem epidemias como as do cholera-morbus e
febre amarella, que outr'ora tantas vidas ceifa-
ram ; mas porque em alguns'lugares desta capi-
tal e em outros pontos de diversos municipios ap-
pareceram com intensidado bexigas, cmaras de
sangue e sarampo?, que fizeram algumas victimas,
antes de solicitados e reraetlidos os soccorros ne-
cessarios.
A prestaco destes soccorros por parte da pre-
sidencia e do governo imperial que nao se demo-
rou em pr dispusica-i d'ella os meios pecunia-
rios convenientes, attenuou era grande p^rte os
perniciosos effeitos dessas enfennidades.
An a hoje grassa, se bem que cora menos in-
tensidado ao principio, a epidemia das bexigas na
villade Seiinhera, para onde fiz remelter os pre-
cisos soccorros de medicamentos, cobertores e ou-
tros objectos indispensaveis, tendo demais autori-
sado o fornecimento do dietas aos enfermos pobres
que eram alimentados pola candada publica..
Tambera as villas de Salgueiro e Ouricury tem
ltimamente grassado febres de mo carcter, ha-
vendo j feito algumas victimas principalmente na
classe pobre, q 1 te v-se privada de recursos at
para alimeutacao, por estarem os gneros, em
eonsequencia da socca que tem assolado o serto
desta priivhcia. por aMM^orbitantes, nao exis-
tindo musmo no merem\o--
Logo que tive coiiWmpnto deste estado de coli-
sa, mandei levar porconta de um crdito que abr
em virtude de autorisacao do ministerio do impe-
rio a quanlia de 1:0004 para Ouricury, e a de
500 para Salgueiro, afira de seren pelos respec-
tivos delegados applicadas compra de medica-
mentos e gneros alimenticios para o trata ment
dos enfermos pobres, o que se pode obter mais f-
cilmente, e cora brevidade na cidade do Crato, da*
provincia do Cear, que fica prxima daquelles
municipios.
O Bonico da vaecinaeao apenas nesta capital
faz-se cora" alguuia rogttiaridade, mas assim nies-
ino est longe de correaponder ao tira que se des-
tina.
Comparando-sc o numero dos vaccinados com o
.la popular), reconiiice-se quanto exacta esta
ubservacao.
O commissaiio vaecinador attribue seraethante
estado de cousas falta de vaccinadores pagos nos
municipios.
Coaformando-me cora esta opinio entendo, que
conviria no orcaniento das despezas municipaes
eonsignar-se vei'ba para cirurgies de partido das
caraar:is, impondo-lhes a obrigaco de vaccinar e
estabolc.endo em legularaeiits e" posturas o meio
de executar esse servico. .
Fui de 377, o numer dos individuos vaccinados
nesta capital durante o anuo passado, sendo do se-
xo masculino 284, e do feminino 123 ; dos quaes
eram livres 232 e escravos 115.
A vaccina aproveitou em 333, sendo espuria
para 15, c deixando de ser observados 27.
No estado saititario do porto nao houve feliz-
mente nada que pozesse era perigo a sade pu-
blica.
Aportou aqu urna barca americana, que anda-
va erapregada na pesca de baleas, e que teudo
ancorado por alguns dias na Una Brava, conduzio
comsigo o germen de uma febre, da qual suecura-
lnraiii em viagera o capito e um tripolanle adoe-
.vndo o segundo piloto.
Sem recursos mdicos, resolveu o mestre vir
procural-os a este porto; e ao chegar, divulgou-se
a noticia de que havia bordo doentes de febre
amarella.
Immediatawente.quc rae foi comraunicada essa
noticia, dei as necessarias providencias para ave-
riguagao de sua veracidade e tralamento dos en-
fermos em lugar, em que nao podesse ser trans-
niittiiaa populag'i.
Felizmente desvaneceram-so os receios de seme-
Ihante molestia, e com quanto nao fusse possivel
verificar a natureza della, com ludo, tendo melho-
rado rauito o pilot, permittio-se a livre pratica
do navio, depois de alguus dias de observagao, e
de empregados os meios aconselhados pela scien-
cia para sua desiufeceo.
O inspector da saude representa sobre a neces-
sidade ue um lazareto em lugar apropriado.
O do Pina lica poucas milhas a sueste da cida-
de, e em trra firme. Cora as obras, que se tem
feito para o melhorameuto do porto, Ho acces
siveJ senao percorrendo-se uma longa distancia
por trra, dipois de atravessarem os doentes em
escaleres pelo centro dos navios ancorados.
T.'" C. .. M II lili rv>an*f>A > wl OU'.llllODlil.'
sos das municipalidades, torna-se indispensavel do-
tai-as de renda sufOciente para os encargos que a
lei de sua creacau mpoz-lhes.
Jsto est na consciencia de todos; e, se ainda
nao teve solucao, sera duvida porque o assurap-
to nao deve ser tratado sera muila rellexao e es-
tudo.
Entretanto, nao vos competindo a reforma das
municipalidades, mas convindo que alguma cousa
se faga desde j no sentido de melhorar o estado
das cmaras desta provincia, lembro-vos a neces-
sklade de dar-lhes maiores rendas.
Antes de oceupar-me de cada uma das raunici-
Salidades da provincia, cumpre-ine inforraar-vos
e que acharase funecionando as cmaras eleitas-j
para o presente quatriennio, sem que se de" o facto
de continuarem em exercicio as dos qnatriennios
anteriores, como aconteca na cidade do Rio do For-
mse e as villas de Pao d'Alb. Serinhem, Gara-
nhuns e S. Bento, quando tomei conta da adminis-
traco.
Ninguem deixar de convir que era isto um abu-
so em face da lei, que estabeleceu o periodo de
quatro annos para o exercicio dos vereadores, per-
mittindo apenas a sua reeleigao.
Recife.Eaie municipio reclama muilos e im-
portantes beneficios.
Apontarei alguns que entendo seren mais ur-
gentes :
O fornecimento d'agua potavel ao matadouro pu-
blico como lembra a cmara, e a autorisagao ne-
cessaria para a execugo das obras indispensaveis
conservagao e asseio do estabelecimento;
A acquisicao de terrenos proprios para paslagem
e descanco das rezes destinadas ao consumm*,
preferindo-se os que ficarem as proximidades da
linha frrea desta cidade S. Francisco, ou da
projectada para Jaboato;
O estabelecimento de um mercado publico no
bairro do Recife, conforme propoe a cmara.
Para que possa a cmara realisar estes melho-
raments, indispensavel que autoriseis a respec-
tiva despeza. E" tambem conveniente que na lei
do orgamento municipal seja augmentada a verba
de despeza com o asseio c limpeza da cidade, para
que fique a cmara habilitada a regular este ser-
vigo de um modo mais proficuo.
Olinda, A necessidade mais palpitante desta
cidade o. abaste.imento d'agua potavel, deque
trato n'outro lugar. Tambem me parece urgente
a contruego de um matadouro publico, que all
nao ha.
A cmara e o jury funecionam no proprio na-
cional, que foi oceupado, ha annos pela Faculdade
de Direito. Este edificio nao est concluido, e se
0 poder legislativo geral cedel-o a provincia, mui-
to conviria fazel-o acabar. '
Goianna.E' de urgente necessidade o estabele-
cimento de um mercado publico nesta cidade, bem
como os melhoramentos de que precisa o matadou-
ro publico.
Pens que cumpre auiorisar estas obras, con-
signando para ellas todo o saldo que houver a fa-
vor da receita, satisfeitas as despezas do pessoal,
exjiediente, jury, eloigoes, asseio e limpeza da ci-
dade.
Nazareth. Nesta cidade torna-se indispensavel
a construego de um agudo que fornega agua po-
tavel aos seus habitamos.
A cmara pede esta obra, e entendo que deve
ser determinada, autorisando-se a appcago para
esle fim do saldo que houver das rendas munici-
paes.
Limoeiro.Esta villa est, as mesmas condignos
da cidade de Nazareth, quauto falta d'agua po-
tavel.
Alera disto tem ella urgente necessidade de um
cemiterio publico.
P.irece-me que convin autorisar .estas obras de
preferencia outras, que se possam'fazer expen-
sas do cofre municipal.
Cabo.Rcnova a cmara desta villa sua propos-
ta para a edificagao da casa da feira, e agora lem-
bra o meio de fazer-se esta casa por urna empreza
mediante a pereepgao de uma taxa sobre os ven-
dedores de gneros, durante o prazo que se con-
vencionar; findo o qual passar para a camara-a
propriedade da mesma casa.
Nenhura inconveniente vejo na adopgo desta
proposta.
SerinlMem.h vos disse, quando tratei do culto
publico, que mandei orgar a despeza para a cons-
truccao do cemiterio desta villa, c.que a cmara
municipal estava empenhada em leval-a a effeito.
E' pois necessario que a habilitis a despender
com esta obra a quantia que for necessaria.
Barreiros.Este municipio, tendo a grande van-
tagem da navegago, de naneira que na sua sede,
o commercio importante, por que para alli af-
fluem nao s os gneros de sua produccao, como
os de outros municipios, reclama hoje m grande
melhoramento, do qual depende o seu futuro. E
a desobstruego do rio Una na sua foz.
Mandei orgar esta obra e d'ella trato na parte
relativa a obras publicas.
A cmara lembra, alera deste melhoramento, o
da edificacao de uma casa propria para suas ses-
soes e cadeia.
Lembra mais a construego de uma casa de
mercado, que deve ser feita por conta do cofre
municipal.
A creacao. de uma collectoria provincial, foi ou-
tra providencia reclamada pela cmara.
Finalmente, pede o auxilio da provincia para as
obras da igreja de S. Joo Baptisla do Abreu de
Una.
A creagao da collectoria, j foi por inim resol-
vida. Quanto aos outros pedidos que nao posso
deixar de recommendar-vos, decidiris, como for
conveniente.
Agua-Preta.Em outro lugar menciono a ne-
1 cessidade que ha nesta villa de uma matriz e uma
casa para cadeia com accommodagoes para os tra-
balhos da cmara municipal e jury.
Victoria.A cmara desla'cidade trabalha pre-
sentemente em uma casa para esse fim alugada,
nao obstante ser proprio municipal o edificio que
serve de cadeia, e onde funeciona o jury.
Entendo que, autorisada a fazer alguma despeza
no mencionado edificio, pode a caraara n'elle ce-
lebrar suas sessoes.
Escoda.Esta villa nao lera edificio proprio para
E' fcil" prever quautos i iconvenientes e perrf *s ^soes da cmara ejury, pelo que torna-se
* t ....___;_.._ cinvAnipn'e 9 i'.iiKlnn'Mn ilo nmi i^.i tino ni%
gos traz saude da populado da cidade a existen-
cia de um lazareto era semelhantes condigdes.
Parece ao inspector da saude, e com elle con-
cordo, que convra estabelecer o lazareto em al-
gura outro lugar fura do contacto da populagao;
reseivando-se o edificio que tem essa denomina-
gao, para hospital martimo de convalescentes, ou
para acummodago de nufragos
Lembra. como rauito propria para esse fim, a
Iba de Santo Aleixo, a quatorze leguas desta ca-
pital, e dLtaate urna, pouco mais ou menos, da
costa.
Com quauto nao vos perteuga providenciar a se-
melhante respeito, entend que nao devia deixar
de coasignar neste documento inforraagoes que me
parecen, importantes era beneficio desta provincia.
Mtmicipalidade.
A insttuicao municipal reclama reformas, que
de ha muito sao conhecidas e por diversas vezes
tem sido lembradas, roas que, segundo parece, nd
estad devidaraente esteladas.
As funecoes mixtas de que est investida, com-
poem-se de attribuigoes administrativas e execu-
tivas, carecetn ser discriminadas, bem eomo sepa-
rado o seu. exercicio.
Assrm tambem pelo qat diz respeito aos recur-
conveniente a construego de uma casa, que, ser
vindo de cadeia, tenha as acoraraodagoes necessa-
rias para-cmara e jury.
tamb.Acha-se as mesmas condigdes esta
villa, cujo desenvolvimento e importancia a tor-
nam merecedora de vossa attongao.
Bonito.A cmara desta villa pede, como ur-
gente necessidade, a cooclusao da casa de suas
sessoes, que poder tambera ter accommodagoes
para cadeia, correndo a despoza por conta dos co-
fres provincial e municipal.
Pede mais a construego de um agude que tor-
eca agua potavel populaco.
Sao attendiveis estes'pe ido*; dependem, porm,
a sua sasfacao do estado dos ditos cofres.
Boa- Vista.Sent esta villa a falta de um edi-
ficio proprio para as aesades da cmara e jury.
Ser conveaiente atteader-se a esta necessidade,
tendo-se em vista que a respectiva cmara faltara
recursos. ....
Deixo de fazer mengao das necessidades das ou-
tras eamaras da provincia, por falta das infbrma-
eBes que deveramministrar-me. Entretanto, ora
relacao s villas de Pao d'Alho, Iguarass e cidade
do Rio Formoso, que foram por mim visitadas, i-
rei envoutro lugar os melhoramentos, de que ca-
reoeav; acerescentarrtft) aqui ser conveniente pro-
porcionar cmara do Rio Formoso, um edificio,
em que com decencia possa celebrar as suas ses-
soes, e que nao seja tao acanhado e improprio
como aquelle, onde funeciona actualmente.
Ser-yos-ho presentes os balancos, ornamentos o
relatorios das cmaras municipaes, que os remet-
teram.
COHMERCIO.
A respeito d'esta importante tente da riqaexa do
paiz, nada mais posso dizer alera do que expende
a directora da Associagd Coramcrcial Bonelfccn-
te, e que pego licenga para transcrever :
A julgar-se (diz ella) pela confianga recipro-
ca que se nota, pelo corainedimenlo no espirito
es|ieculador, pela cifra da ex|>ortagao superior
da importagao, pela abundancia de capliaes e
pontualidade de todas as transacgdes, parece a
priineira vista muito regular o estado actual do
commercio desta provincia.
Mas, attendendo-se a continua oscillaco de
cambio, ha lempos a esta parte, o queentoipece
o seu desenvolvimento, v-se que todas esta*
circumstancias apenas indicam a prevencao in-
t dividual contra diflieuldades futuras. A mpor-
tagao tem diminuido consideravelmente por cau-
i sa da alga do prego, proveniente da alta do
cambio.
t Assim, pouco lisongeiro o estado actual do
mosino commercio.
Quanto as suas necessidades mais urgentes,
eis em poucas palavras quaes sejam, os meios
de remedia-las.
Estao na consciencia de todos as grandes van-
tagens resultantes do estabelecimento de uma li-
nha telegraphica, que una esta cidade capital
t do imperio. Este melhoramento tem sido recla-
inado com instancia, como principalmente se ve-
rificou na reunio convocada para o fim de se
discutir e resolver sobre o meio de auxiliar o
estado na construego da linha telegraphica pro-
jeclada pelo governo imperial.
muito sensivel1 a demora que tem havido
na realsago de urna idea to proveitosa, e de
recciar, que as circumstancias actuaes do paiz
ainda mais a demorem, a nao haver muito es-
forgo da parte do governo e muita animago
nos particulares, que o auxiliarem.
O melhoramento do porto d'esta cidade uma
t necessidade urgentsima, reconhecida aliamente
por todos c reclamada incessantemente, nao s
pelo commercio,-como por todos que se nteres-
sam pela prosperidade d'esta provincia.
* Os planos gigantescos apresentados poj varios
engenliciros nenhum fructo do, pois nao pas-
sam de projectos pela difllculdadc de sua reati-
sacao.
Em uma representagiio que sobre este impor-
tante assumpto fez esta associago ao governo
imperial se faz ver que o melhoramento real que
o porto reclama, o seu profundamento; o que
lacil de conseguir, sem grande despendi, com
a extraego das areias por meio de barcas de
t excavago; devendo esto melhoramento ser feito
. por empreza, que garanta a sua conservagao.
a A extinecao da Associago dos P. ticos ou-
< tra necessidade recamada pelo coramereio, que
de tal associago nenhum beneficio aufere, antes
prejudicial por ser gravoso e arriscado entre-
t gar-se um navio a alguem em quem se nao
confie ; quando nao se faga um pedido previo
< capitana, pagando-se uma indcmnjsagao pelo
servico.
A falta de siinplicidade nos regulamentos da
capitana do porto, alfandega, e outras reparti-
i eoes fiscaes d lugar a duvidas e embaragos
t prejudiciaes ao commercio.
a O regulamento da alfandega, por exemplo, nao
deve ser como um tratado, em que se atienda
t principalmente s distingues o part'-ularisagocs
meramente scientilicas, a cnsta da siinplicidade,
t clareza e facildade de execugo.
t Finalmente de toda a conveniencia que nao
seja prorogado o privilegio da enmpanhia Vigi-
lante de vapores de reboque o qual se tem-lor-
nado exressivamenlc noci\o do commercio.
A raesnia companhia s tem um vapor, e esse
em estado de absoluta falla de concert. __ Se em
principio prestou bons servigns, hoje nao pode
fazer o mesmo, e em virtude do privilegio oppt.-
se a que outros vapores perteneentes a -utras
t companhias, de continuo tendeados no porto, se
t prestem ao mesmo myster, ou quando menos a
qualqucr soccorro que de prompto se possa ne-
ccssilaiv
As companhias anonyinas, agencias e caixas fi-
lios existentes na capital desta provincia sao as
seguintes :
1.* Companhia de Beberihc, cora o capital no-
minal de 600:000000. dos quaes estao realisados
536:800 OOO.
Seu fundo de reserva de 57:3803252, e de
amortisago 6:869.471.
O valor de cada acgo no mercado em feverei-
ro ultimo era de 82000. '
O ultimo dividendo foi de 3i.0O0 para aceito de
503000. Seus estatutos nao estao registrados no
tribunal do commercio.
2." Companhia da estrada de ferro do Hecife a
S. Francisco, com o capital de 1,885,000 nomi-
naes, realisado 1,200,000 .
Nao tem fundo de reserva, nem de amortis.ic.io.
Valle cada acc/io no mercado 13 O ultimo
devidendo foi de 3 por cuto ao anno. Tambem
nao registrou os estatutos.
3.* Companhia de Seguros Indeuinisadora, com
o capital nominal de 1,000:000*000, c realisado
de 200:0004.
Seu fundo de reserva de 100:0004.
Nao o tem de amortisago. O valor das aegoes
de 400H000 no mercado, e o ultimo dividendo
produzio 703000 por acgo.
Tem estatutos registrados.
4.* Companhia Pernambucana de navegago.
Capital nominal 2,000:0005000, realisado........
551:2803000, nao tem fundo de amortisago, c o
de reserva de 21:7313151.
Suas aeges estao ao par, e o ultimo dividendo
foi na razad de 10 por cento. Seus estatutos estn
registrados.
K.* Caixa filial de London & Urazilian Bank Li-
mited.
Capital nominal 1.940,000, realisado 750,001),
fundo de reserva 11,645, V, 8-, nao o tem de
amortisago. Vale cada acgo no mercado 12.
Nao consta que se reahsasse ltimamente divi-
dendo. Tem estttuto i-egistrados. *
6.' Caixa filial do English Bank of Rio de Janei-
ro Limited: 1,000,000, capital nominal e reahsa-
do 500,000 fundo de reserva 99,903.
O valor de cada acgo de 8,15,0, at 9,5,0
dividendo 8- por acgo (por conta) 8 por cento ao
anno. Estao registrados os estatutos.
7.* Agencia da compauhia de seguros contra
fogoNortherr & Ccapital nominal 2,000,000,
realisado 65,000, fundo de reserva 670,000 ;
nao tem de amortisago. Nao se sabe que valor
tem as acgdes no mercado. O ultimo dividendo foi
de 12 ,/i por cento ao anno.
Seus estatuios foram registrados.
8." Agencia da companhia de seguros Fidelidade
(de Lisboa) Foi autorisada por decreto n. 2,940
de 26 de junho de 1862 a fuuccionar nesta pro-
vincia, conservando sempre em deposito a quaa-
tia de 10:000*000, como capital. Nao registrou es-
tatutos, nem consta alguma outra inforraagao a seu
respeito.
9.a Agencia da companhia de seguros Fidehda-
de(doRio de Janeiro.) Tem estatutos registra-
dos : mas nenhuma inforraagao existe.
10.' Agencia da companhia Brasfleira de pague-
(
1
t
*
\
\

Mihiii im', ..




2
Jlfili 30 31 tl3l STX32 1** -de IVnambtK Sexta feim 16 de Abril de 1869. .38 Qfl^MTN Mil OHHS
.

I
tes a vapor. Nlo regietrou os estatuios, nci exis-
tem informaeoes que possam ser Mitradas.
H.* Agencia do Banco Man do Rio de Janeiro.
Nao existem infurm ra
12.' Caixa filial d Banco do Brasil. Est em
nquidaco.
13.' Rauco do Pernambuco. Est tambera em
liquidaco.
Alm destas existen as compartas do gaz c
dos trilitos urbanos que funceieuam esta capital,
tendo sido esta, que era o principio urna enipre-
za particular, convertida, em cimpa urna, estando
seus estatuios dependentes da appiovaco do go-
verno imperial. _. .
Existe tambera ma companlua de trinos urna-
nos desta capital para a rulado de linda, cujos
estatutos ja forain apprnvadoB pet raesmo go-
Na parle rClava a liras publicas, dar-vos-hei
conliecimenlo do estado des-as eonraanlnas edo
modo como desemponbado o servieo das duas
pnineiras, e tratara Igualmente da empreza, hoje
a cargo do coronel Antonio (unes Setto, para lim-
peza easseio das ras, pracas e casas desta ca-
pital.
Telegrapho elctrico.
A associacao Coniiiipreial Benelicente pedio em
julho do anuo passado ao governo imperial auto-
risacao pra formar una companhia anonyma que
construste e explorasse urna linba telegraphica
que, parlindo desta capital, passasse pelas provin-
cias das Alagoas, Bahia e Espirito Santo, e tosse
entroncar eom a que se est amentando da corle
al a cidade de Campos, na provincia do Rio de
Janeiro. <
Obrigava-se'a companhia, que so orgamsasse,
a concluir as obras necess-rias para o assenta-
mento do fio elctrico e a faze-lo funecionar den-
tro do praso de dous amios, podiendo o governo.
so julgasse conveniente, tomara si a Imita, indem-
nizando a inesnu companhia apenas das despezas
que tivesse feilo e que poderiain ser legalisadas
eom a presencade um engenhein fiscal
feudo siJo transmutada aqu>'lla
a i deftiiuiento do governo imperial, declarou este
por aviso do ministerio la agricultura de li de
dezembro ultimo, que nao eslava por ora acceila a
propasta Baila pela asaociagao, e que, tendo resol-
vido que se dsse comee, i a mesma linha daqui
para o sul, assim o ordenara ao director geral
dos lelegrapBOs, a qnem autorisana a compra dos
lios soladores e apparelhos nece.ssarios, dentro
dos limites do ornamento por elle apreseutado ;
esperando que esta presidencia puzesse disposi-
cio daquelle funci-i mario a qiiautia votada por!
esta assembla na lei do orcamento do eorrente
exercicio, bem ramo que a associacao Commer-
eial c os cidados e municipalidades dos lugares.
par onde dowsse passar o fio, preslassom todos |
rotmlho /hcat
Viscarffle de Camaragll
. de Suss
Baro do Rio Furmoso.
de Muribee.v
de Villa Bella.
do Livrameuto.
le Dtinga.
de Aracagy.
do Uuararapes.
de Tabalinga.
CoiBBiendador .Manual Ji-s da Coila.
Antonio de Souza Lcio.
itraz Carueiro Leo.
Coronel Francisco Acciotyde Gouveia Lms..
Dr. Francisco Joo i^arneiro da Cunba.
Coronel Joo Joapuira da Cunha Reg Barros.
Tenenlo eoronel Jos de Moraes Gomes Ferreira,
Miguel Augusto de Oliveira.
Manoel da Vera-Cruz Los e Mello.
Coronel Joaquim Cavalranti de Albuqucrque.
Manuel de Mesquita de Barros Wanderley.
Desejando conhecer o estado da agricultura em
toda a provincia, dirigi-me s cantaras municipaes,
pediudo-lbes as necessanas informaeoes.
Apenas dose sati A' vossa apreciado serlo submettidas as iufor-
macocs decebidas.
Entretanto nao desconhecido que a produccao
agrcola da provincia consta principalmente do as-
sucar e algodao.
A cultura d*cste ultimo producto fejta em
maior escala na zona que se denomina serto. A
fertilidade do terreno abi extraordinaria, e se
nao fossem as irregularidades das estaeoes que
occasionam repetidas sececas, c tambem a falla de
bracos, esta provincia seria, sem duvida, grande
exportadora de algodao.
A produero do asnear cffectua-sc na zona
mais prxima, onde ae seseasnio cau-am grandes
damnos. E', portanlo, aquelle genero o que con>-
tituc o maior c mais forto elemento da prosperi-
representaco dado da provincia.
Tanto a esta como aquella proddJcao deve-sc
fazer coneessoes que as miinem c proteja.
C'olouisaco americana.
Prximo da enloma militar de Pimentcirasficam
as fazendas de Jatob e Pao Brasil, para onde se-
guiram algunas familias norte-mericanas, alim de
dcdicareni-sc abi cultura, estabelecerem o n-
cleo de urna colonia de Americanos que, expa-
eos, vinliam aqui procurar nova patria.
O governo Imperial, por intermedio do desta
provincia, forneccu-lbes ierras c dinheiro para os
primeiros gastos, c ao principio pareca que co-
iher-sehiam bons resultados deste engato
Gra-
Um dos emigrantes, o coronel Guilhcrme
os auxilios aos trabajhos, dando gratuitamente os i han, que era o chefe, auxiliado eom recursos pe-
eompetanie* poetes, do mesmo modo porque tem cuniarios, parti em 1867 para os Estados-Unidos,
triando-se em eonsequencia de movinientos politi- ljucstao, que submetto vossa esclarecida apren-
da rao.
Confrmenme, porffl, eom o parecer da com-
mis-o, na parto que se referia ao imposto sobre
leudes, mandando arrecada-lo dos judiciaes; eno
dos commerciaes, como dispunhaui as leis anterio-
res, porque, neste casa, deu-se a substituico.
THKSOURARIA r. CONSULADO PROVINCIA!*.
feito c eonii liaiu a fazer as administracocs do
norte e sul desta provincia e os respectivos povos.
Itei innieditamenteconlieciinento deste aviso
sobredita associacao e como ella me bavia dirigi-
do, antes de recebar eu o mencionado aviso, nova
represoii1ac.fi >, instando por deaoadio da primeia.
ao transniiui-la ao ministerio da agrionltora, an-
da liz ponderaefies sobre a conveniencia da ae-
ceiugo da proposta nos termos expressados, de-
clarando, porem. que ia dar prompio uoiprimen-
to ordein ja recebida, e quo me via embaracado
para faze-lo na pan.' relativa a entrega da quan-
tia volada por cunta dos cufres |irovinciaesnalei
do orcamento, nao se porque era mao o estado (i-
naii'-eiro da provincia, como laiibem porque ten-
do >ido concedida englobadamente eom outra para
c-jlonisaco. nao era possivel discriminar quanto
quizera sta assembla destinar para a linba tele-
graphica, e quanto para o antro ramo do ser-
vico.
governo imperial, persistrodo na ana resolu-
eiade mandar execular os trabalhos cusa do
estado, como me fez constar na forma de suas or-
dens ; assim o communiquei aSBOBiaflio ropre-
santante.
este na melhorameute muito mporiante e
urgeule que reclama o eoiumercio, mas que para
prduzr bous resultadoi eonvm i tteader-se at
a cr!".
Tenlio eonfianea de que o governo imperial ha
de ser auxiliado effleazmente por todos os povos
i pontos, por onde passar a linba telegraphica,
8 que o respectivo, director, secundando a vista do
ao governo, nao se demorar em eomeeare
concluir os trabadnos ordenados para os quaessei
qno os >s ja existem na aUandega desta pro-
vincia.
^'avegaciio.
ill'VNUIA PBBKAlffiUCANA.
CoRtimls a prestar Importantes servicos ao eona-
rcio d'esta prorinciajf das' Alagdas. Paradina,
io Grand i .'i Norte e Cear, para onde tem leito
mvegar bar* de vapor eom toda a regulari-
.; i i".
K-: micam eom a capital os portes de
rana e Feniand i de Noronna, em direitura, c
19 da Par Biba,N tal, Macau, Mossor, Aracaty,
Cear, Mandah, Aracai c Granja, pelo lado do
norte; e as de Porto le Galinhas, Ilo Formoso,
Tamamlar, Barra Grande, Porto de Podras, Ca-
maragibe, Haeci, Peuedo, e Aracaj, pelo lado do
sul.
Para o norte at Granj i viole fitas em
viagein redonda.
Para Fernando C dias.
Para Guanos 2 das.
Para o sul at Aracaj 10 das.
r. para o Porto de Galinhas, Rio FbnnoSO e Ta-
mamlar 2 dias.
O numero de milhas quo percorrem os mesmo
rap oes de 17^16 para os porlos de fura d'cst;i
provincia; i,')iO para o de Goiaooa, o 33Si pan
os de Porto de Galinhas, lito Fonnoso e Taman-
dar.
Km 17 de Julho do annonaado esta compa-
nhia coutratou cora a presidencia, aotorisada pete
artigo 5 da lei n, 8W de '> de .lunho antecedente,
a navegarn do Rio S. Francisco, d> Peoedo a Pi-
ranlias, mtdiante o auxilio de mais :W:(I005000 rs,
.mniiaes, alm d> de 60:000|000 rs.., <|ue j per-
cebiacm virtude de contractos anteriores.
Tend i sido a autorisaco conferida na sobredita
lei n. 8MJ, dependente da approvaeia, por parte
d'esta assembla, do contrato que eeJebrse, en-
tendi, de aerordo eom o gerente da companhia,
competentemente munido de poderes da respectiva
directora, que se nao devia executar o sobredt"
contrato, emqnanto nao fosse elle submettiJo
vossa deeisio nos termos da mencionada lei.
Agricultura.
Nao apresonta esta poderosa fontc de riqueza
publi'ao desenvolvnento quo seria para desojar
Preza a agricultura rotma amiga, sem cnsaiar
nenbuin dos melhoramentos adoptados em outros
paizes, e-t bemlonge de al Ungir ao grao de aper-
feic-amento e prosperidade neessario para ven-
cer, sem deinhar, as diffleoldades que lhe cr a a
deminuica de bracos, e que oais tarde sero ag-
gravadas eom i substilmcio do traballio, livre,
que as luzes do asalo e os senmeatus hu-
manitarios re.-laiaun e deve espenr-se seja op-
portunamente realksada eom a prudencia e criterio
que exige um aasumpto de tanta magnitudo.
Boa Mag-stade o l aperador en sua visita esta
provincia, animado do generoso seiiliiuento de au-
xiliar a sua industria agrcola, pro-m.veu e conse
guia acreacaide um instituto da Agricultura.
senda inaugurad i sob o* mais lisongeiros auspi-
cios. Infelizmente, poro n, o desalent se "apode-
rou dessa instltuicao, de sorte que desde 1862
. minea mais se reoniram a diroct tria c o cnnsclhi
dscal nomcad.'s, era eonsa algoma teem feito eu
Btdn le satisfazer o im de sua creaba i.
U capital desse instituto, que 6 da 45:51 laiOfi
reis foi rccolhido a Ihe-ouraria provincial, onde
est em deposito.
Dello na i se fez applicarao algunta, nem mesra
para a aequisico de um terreno, caxno fra pro-
jecta-J pela respectiva directora, para o estabule-
cimento de una escola c fazenda agrcolas.
A directora Horneada a 22 de dezembro dr
185'J, nao foi renovada, nem iv.condnzida, apesar
da disposir^o do arlig. 9 dos estatutos de 23 de
mesm > mez e auno, o que prova que a institnicao
ficouen rompleui aband .no, e do todo desvaneci-
da a idea de sua conservaco.
Achando-so ueste pe o instituto entend deve-
faier as nomeacoes que mo c^impetiam e jiedir ao
governo imperial a dc-igna(ai dos presidentes o
vico-presidentes da dirocl ria e conselho fiscal,
bem como a do thesoureiro do instituto
Nao posso deixar de solicitar vossa eoadjuvacao,
no sentido de ser concedida urna subven;5o ao
mesmo instituto, afim de na > ftVar sem resultado
ase esforco da adioinistracio em f vjr de tao til
e vantajosa iiistituiea >.
Eis a nmneaciJes ijue fiz:
Diredorta,
Conde da Boa Vista. -
Or. Francisco do Reg Barros Barreto.
Or. Manuel Buarque'de Macodo. -
Dr. Francisco do Rogo Barros de Liirsrda.
Dr. Luiz Felippe de Soma Leao-
Baro da Soledade.
Felippe .Needhaa.
alim de angahar mais colonos. De volta, em malo
do anno passado, trouxe algumas propostas, que
roram submettidas ao governo imperial ; mas se-
guio novamentc para os Estados-Unidos, decla-
rando quelevava recursos de particulares, cque ia
bascar patricios seus para aqui cstabelecerem-se.
Pouco lempo depois de 'sin partida, mandou
buscar a familia, e isto faz supiwr que nao pre-
tende regressar.
Na fazenda Pao Brasil exisiem 2i colonos, sendo
bomens lo, e mulheres 0 ; casados G, viuva 1
sol te i ros 17.
Os adiantamentos fetos polos cofres geraes
esse.s colonos at 2S de outubro do auno passado
inontam quantia de5:'.Hi?i220, para cuja indeiu
nisac o lixou a thesoiiraria de fazenda prazo razoa-
vel, leudo eu determinado que eessasse a conti-
nnco do fornecinieuto daqnelles meios, o que foi
approvado pelo governo imperial em aviso de 2i
de novembro do anuo prximo findo.
Do expostj v-se que nenhum resallado se li-
rou dessa tentativa.
Aduiiuistraco, npplicaco c fis-
cal sarao das rendas.
ESTADO DAS FINANCAS.
Nao prospero nem satisfat 'rio o estado das fi-
naneas da provincia. As rendas teem decrescido
estes ltimos anuos, no passo que a despeza
augmenta, sendo avultaJo o dficit do ultimo ex-
ercicio.
O rotatorio da iilelligenle inspector da thosou-
raria provincial, o'commendadnr Jos Pedro da
Silva, vos ser apresenlado, o delle veris que, no
exercicio de 1807 a 18iS, a renda liquida foi de
1,1)82:3813169, menos Gi:0i5750, que a do exer-
cicio anterior. A despeza realis ida, sabio cifra
de 1,89.4:8118900, superior aquella renda em
2I3:1O0J134, importancia dos saldos que pa-sa-
ram do exercicio d 8 a 1867.
Esta despeza reunida a quantiade f3-j':113381,
que Qcou par pagar, eleva-se, no exercicio (indo,
a importancia de 2,029:925 281.
A receta do 1 semestre di crreme exercicio
incluidas as restituicoes, ni ratn o"33:4403038 sem
contar-se eom I22:a87 timo exercicio, sendo G873407 de saldo deste,
8-J80 de saldo de cutas do corpo de polica, e
122:000 5 de empreslimo contrabido eom a calxa
de depsitos.
A despeza liquida desse semestre foi de .
531:9251436, deixando ao semestre eorrente um
saldo de H8:G2'i48, que, reunido a referida
despeza, prefiu a qoantia de G49:137328o. a que
montaram as cifras do anterior, incluidos sald is
do exercicio findo o o emprestimo da caixa de de-
psitos.
Xeste semestre fienram por pagar 30i:132fi'i02,
contando-se cora a pielle cmpresthno, o qual, ten-
do sido em principios do eorrente, como me
communicou o inspector da thesouraria provincial,
autorisado em parle, est rednzido a 73:85.5H2.
0 resto a pagar, pois, actualmente do .
293:0i6a60.
Os depsitos c:n cofre, provenientes do ttulos
de divida publica, rccolhidos por llancas d9 con-
tratos, letras a vencer e dinheiros pertencentes ao
azilo do mendicidade e Instituto Agrcola, suhiam
quantiade de 427:aol3l2i no fim do ultimo
exercicio.
A divida activa, liquidada no mesmo exercicio,
importou om I55:3n|575. A passiva montn
quaatia de 1,490:920*216, sendo 1,346:2323788,
provenientes dos juros de 2 por cento garantido
estrada de ferro desta cidade S. Francisco. Aug
inentando-sc aquella qoantia os 152:0003 de
apolices emittidas e ainda nao pagas sobe essa di-
vida a 1,612:9264289.
O inspector da thesouraria provincial calcula
um dficit no exercicio eorrente, que, a realisar-
se, augmentar esta divida.
Orcamento, orgunisado pela respectiva thesou-
raria da receita c despeza do exercicio fut'iro, de-
creve a despeza na importancia de 1,939:8113748,
e a receita na do 1.757:0544, calculando assim
um/e?ci de 202:57.i784.
B visto, pois,que grave n melindrosa soaffigu-
ra o estado das linancas da provincia. Attendeu
do-sc elle, toda a prudencia e moderaco ser'
necessarias na desiriboico e appliraco das r-n
das. S a mais rigorosa economia e a boa arreca-
daeo dos impostes podero restabelecer o equili-
brio das mesmas financas.
Nestas circumstiincia*, muito tem a provincia
que esperar da vossa illustracan e palriotismo.
Na prosentts sesso. nao co seguiris, certamen
te, tratef as cousas s condicoes desejaveis, mas
podereis diminuir muito as difBcnldades existen-
tes, e aeautelar a cuntinuacao dellas no exercicio
futuro.
IMPOSTOS.
Uraa revisao na tabella dos impostos seria mui
conveneuto. Algtius por vexatmios, d^viam ser
suppi'iiuidos, c uniros raodillcados, como meio do
ammaco a certas industrias. Mas, no estado ac
tual dos cofres pi'ovinciaes, se nao aconselho a
creaco de novos impostos, o o augmento dos exis-
entes, para o lira de elevar as rendas, nao acoa-
selbar i tambem a suppresso o mo lilicacao o)i
pieesto derroados, u que raria di.ninucod a
receita e crescimento di* difticuldados flnanciras,
cora quelutaa provincia.
Em melhor quadra, ronvem attender a esta ne-
cessidade. Era materia de tributos a impo leve iralcm do que exigera as necessidades pu-
blias.
A nossa populacao, em geral, pobre, e cura-
pro nao sobrecrrega-la de tributos exesisvos.
O commerrio, que pasas por vicissitudes diffi
ceis, occasionadas por militas consas, e entre el-
las a oscilaco era qne tem-se mantido o cambio
ha mais. de quatro annos, e agricultura, suffrendo
ja mingua de bracos c ioteiramente estacionaria
quanto aos aperfeijoamentos, carecem, sem duvi-
da, ser alliviados o mais possivel das muitas im
posicoes a que esto sugeiios.
Coniiuisso de exainc das fi-
na acas.
O equilibrio da receit cora a despeza, sondo
um dos maiores erapenhos da adrainstraco h
inleressede restringir o grande dficit que araea-
eava a provincia, quamlo enlrei e,n exercicio da
preBdencia, resolv noniear urna commissi para
estudar o estado das financas e propr os meios
que lhe occorrossem, cjbo os mais cfllcazes ao
lim que eu linba em vial
No rotatorio do inspector da thesouraria pro-
vincial veris o atraso, eul que est a cscriptura-
ci d"aquella reparttaa, e lambema do consulado
provincial.
Alm do atraso d* registro de 4,713 papis, da
tomada de 62 cont'S de exactores e responsaveis
por dinheiros da provincia, estao por escriptnrar
os diaiuos c torOt medres dos dous exercicios l-
timos e do Io semestre do eorrente anno !
Este atraso na tmala de c.ontas de exactores da
fazenda, e do corpo de polieia, e na eserlpturaco
i. dos livros mais importantes, sem duvida, para
notar-se em estseoes ilscacs.
Para que, poja, cessa este estado anormal d'a
quella thesonr.iria, eonvm providenciar de algnm
modo. O referido inspector pede, como o tem feto
em oulros rotatorios, augmento de empregados,
tanto para a ihesonraria. como para o consulado.
E' o meio que indica para remover o atraso de
ambas as ffiparitaSes.
Esta prov denca me parece sem resultados. Os
factos al
iiisam este jalao.
Por mais de urna vez tem sido augmentado o
psssoal da thesouraria provincial, attendendo-se
ao atraso da eseripturacao, c elle contina e at
val augmentando.
Em con licoes de prosperidade lias financas, a
providencia proposta nao seria acceilavel, e muito
menos actualmente, em que o economisar os di-
nheiros da provincia, nao s um dever, mas
lamben) ujna necessidade indiclinavel.
O funccionalismo cusa ji urna somma conside-
ravel, absorvendo grande parte das rendas da pro-
vincia. Conviria estudar o meio de reduzil-n, sem
detrimento do servieo publico.
Repartieres existem que tem pessoal superior
s necessidades do expediente. Estas ficariam me
Ihnr servidas eom um numero monor de empre-
gados mais habilitados c sullicentc retribuidos.
Poritanto, parece mo quo converia, em relacao
as referidas estaeoes. adapiar-se a iiwideiicia de
reforma-las, dando-lnes nova organisa^SO, dmpli
licando o expediente e ea2Hpturacao de cada urna
dellas o distnbuindo o servieo eom igualdado pelos
empregados.
Acredito que esta providencia ser de melhores
resultados.
Entretanto, para por em dia a eseripturacao
a trazada das referidas repartieses, o que sem
duvida muito necessario, cntedo qne o nvlhor
meio a adoptar-so o contratar eom pessoas aptas o
desenipenho desse trabalho, om praso corto, fazen-
do-o di>ariaraento as horas do expediente, c sob a
inspeceSn dos respectivos cheles.
A retribuioao desse trabalho dever ser na ra-
zao da presteza eom que elle for exeeutado.
COLLF.CMHIAS.
Nao me parece que o systcma de arrematarao
de imoostos seja o mais ventajoso. As arremata-
rnos que assentam sempre em bases inceitas, rea-
Inam-sC dando lucros demasiados aos contra-
tantes.
A eobranea por adminislraijao muito mais pro-
veitosa fazenda.
Mas, para que se abandone a pralica das arre-
inatacoes, necessario dar s collecterias urna or
gansacao differente da que teem presentemente
sugetanin-as rigorosa licalisacao. m a sua
organisaco actual : tem sido sem resultado a lis-
calisaco local, e a demora na tomada das contas
concorre cfcazmente para a reproduccao de
abusos.
pois, do neessiedado que por acto legislativo,
on por Mitorisaeao presidencia so faca cuidado-
!mente a reforma o roorganisacao das mesmas
collectorias. tcado-so nuiilo em attenco os interes-
sas fiscaes, a a conveniencia do annexa-Ias, sem-
pre que for possivel s collectorias geraes.
O regulamento das 'collectorias, como outros
das estaeoes da Escanda provincial, incompleto,
defeituoso c neffieaz.
E cabe aqui chamar vossa Ilustrada attenco
para o servieo da administraejio, e arrccada(
das rendas provinciaes. Sera boas financas, fisca-
hsacao e administracao das rendas, nada so pde-
la fazer em bem da provincia relativamente.ao scu
descnvolvimen'.o moral e material.
cnr.oiros suppi.kmkltares.
Para occorrer s despeza* decretadas na lei do
orcamento do exercicio findo, foi necessaria a pro-
videncia de crditos supplementares a diversas
verbas. O inspector da thesouraria solictou-os p
furam concedidos na importancia de 90:1463724
d is quaes apenas dispeodeu-se 48:9423586, estan-
do comprehendida nesta somma a quantia de
3JI3360, nico crdito no mencionaao exercicio.
Por conta do exercicio eorrente j conced, at-
tendendo s solictacScs do referido inspector c s
exigencias do servifOj crditos na importancia de
4:9463973, sendo femjSM para as verbas=Ex-
pediente e irapressoes das repartieses da instruc-
c.o publica, Gymnasio, Ecola Normal, thesoura-
ria e consulado provinciale 3:107,5311 para a
veril i swluam,
Os respectivos documentos vos sero opportuna-
ment apresentados.
(Contmuar-se-M.)
DESPACHOS DA ViCE-PR.SmVHCU DO DIA 12 DE ABRIL
j 1869.
Alcxandro UchOa ao Gusmo.Informe o Sr. di-
rector interino' da colonia militar de Pimen-
leiras.
Angelo Custodio Rodrigues Franca.Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Antonio da Silva Ramos.Dirija-se ao Sr. chefo
da reparticio das obras publica.
Abaixo assignados proprietarios e moradores na
ra Imperial.Informe novamente o Sr. engenhei-
ro chefe da e.iarico das obras publicas.
Fia cisco Augus'o de Alraeida.Informe o Sr.
ios lector da thesouraria de fazenda
Francisco Borges dos Santos.Informe o Sr. ge-
neral rommandante das arma.
Francisco Mataia Pereira Diniz.Informe o Sr.
general commandantn das arma*.
Joo Francisco de Miratida.Informe o Sr. Dr.
chefe do polica.
Joo Dounelly. Informe o Sr. Dr. chefe de po-
lica.
Miguel da Purificacao Gimes.Sejam entregues,
passanJo rocibo.
Manol Antonio Ferreira Braga.Requeira por
intermedio do Sr. Dr. director geral da instrucco
publica
Wenceslao de Carvalbo Paes de Andrade.J
foi providu o lagar que requer.
Esta commissie'-compoz-se dos Drs. Tristo de
AlencKT Araripe, Jos Mauricio demandes lWeira.
de Barros, Francisco do Kego Barros Barreto o
Uanoel liua'que de Macodo e do ueaoeiaue
Ignacio de Medeiros Rcgo.
Folgo de roconhecer que a mesma c
prestou valioso servieo, da ido cora zeta esolici-
tude dosempenho aotrabaliode quo a encane-
guei. O relatoro, que me apresentou, ser sub-
metfidn a vossa Ilustrada aiweeiacie,
Sufflcientemente informado do estado das finan-
Cas, meu nico cuidado consisti em proceder a
proveitosas ecanoinias, cora o (pie o dficit do
exercicio lindo; calculado om 67:.'i823984, flcou
reduzido s proporcoe queja mencione! em ou-
iio lugar. ^
A eommisso, considerando suprimido o impos-
to do disimo do galo, por nao estar enumerado
na lei do orcamento vigente, foi do opnio que
eessasse-a sua arrecadacao, sendo restituidas as
letras provenientes d'elle deiwsitadas na thesou-
raria.
A circumstancia de ter % lei n. 89, do anno
passado, na mterpetracao fla Ia parte do 10 do
art. 45 da lei n. 751, deixado do referir-se a 2'
parte que dizdisimo do galo vaceum pago pelos
creadoresmuito influio na opiniao emittida pela
mesma eommisso.
Deseordei desta opiniao, attendendo, que, se a
siqnesso do imposto se dsse nao por descuido
on engao na redaceo da lei, e sim por ser sto
da inieaco do legislador, deveria a referida le
conter, nos termos do art. 171 da consiituicao,
derrogacao expressa ou substituico por outro,
fonvindo at que fosse regulada a Iiquidaco do
contrato de arrematar) d'esse imposto, electua-
do por tres annos.
E foi, sem duvida por esta razao que no anno de
1859, quando esse imposto foi snpprimido, a lei n.
473, art, 27 4o expresamente declarou o segra-
te. .. filando i'x'.inclo o disimo depois de findo
o contrato existente.
Desde pois, que a lei d'cslc anno nada diz rela-
tivamente supressao do imposto, e apenas nao o
enumera, e a de n. 829, nao tratando da 2* parte
do 10 do art. 47 da de n. 734, e somente da 1*,
mostrando assim que s esta careca de interprc-
tacao; nada autorisa a eonviccao de que tal im-
posto fosse suppnmido intenconalmente.
Portante, resolv mandar continuar a sua arre-
cadacao, conserva ndo-se em deposito a quanlia,
que nroduzir, at que acto legislativo resolva a
13
Engenheiro Antonio Vicente do Nascmento Foi-
tosa.Concelo a licenca pedida.
Antonio Mara de Miranda Ser.Informe o Sr.
inspector a thesouraria provincial.
Anua Joaquina do Espirito-Santo.Provea sup-
plirantc que nao pode satisfazer as despezas feitas
pelo menor que alinde.
AntoimDias dos Sautos.Liforme o Sr. general
cemmannlR'e das armas.
Amaro Jos do Amara!.Sejam entregues me-
llante recibo.
liaroneza da Vera-Cruz.Informe o Sr. dcs-
embargador provedor da Santa Casa de Mi ori-
cortlia. '
Baro do Livrameuto.Informe o Sr. inspector
da thesonraria provincial.
Francisco Rbeiro da Silva.Informe o Sr. des-
qjnbargador provedor da Santa Casa de Mise i-
enrdia.
Francisca Avila de Mendonca.Informe o Sr.
Dr. juiz de direitoda 1* vara.
Francinca Snares da Conceico.Informe o Sr.
general enmmandante das armas.
Ignez Mara da Conceico.Informe o Sr. capi-
to do porto.
Jos Luiz de. Sonza.Informe o Sr. inspector da
thesouraria de fazenda.
Joaquim Marques Velloso.Dirija-se ao Sr. dcs-
embargador provedor da Santa Casa do Misericor-
dia em sesso da respectiva junta administrativa.
Jarinlha Maria do Jess.Indeferido vista das
informaco>s.
Jos Gomes Pereira.Informe o Sr. general
commandante das armas.
Joaquim Francisco de Barros Barreto.Informo
o Sr. engenheiro chefe da reparticao das obras pu-
blicas.
Maria Magdalena do Espirito-Santo.Informe o
Sr. commandante do presidio de Fernando.
Manoel Eduardo Lins Wanderley.Informe o
Sr. Dr. director geral da in-trueco publica.
Maria da Gloria Silveira.Informe o Sr. des-
embargador provedor da Santa Cas* de Miseri-
cordia.
Manoel Pedro Rbeiro de Oliveira.Seja posto
em liberdade.
Manoel Jos da Fonseca.Passe portara.
Bacharel Pedro Gaudiauo de Ralis o Silva.
Como roquer.
Sociedade Uno Benelicente Martima.Tendo
expirado os poderes do conselho administrativo da
sociedade em face do dsposto no art. 39 de seus
estatuios, e eom clles os do presidente da mesma
Joao Gomes de Oliveira, quo para isso fura esco-
Ihido em 20 de setembro d 1864, nos termos do
art. 41 dos referidos estatutos, cumpre que a so-
ciedade, executando o que dispoe o citado art. 39,
elja novo con.-elho administrativo, alim de que
este, sob a presi lencia do niembro que for esco-
mido nos termos do decreto n. 2,711 de 19 de de-
zembro de 1860, c do citado art. 41 dos estatutos
tome contas administracao transacta e promova
o que mais convir a mesma sociedade.
Ilepartico da polica.
2* seceo.Secretaria da polica do Pernambuco,
15 do abril de 1869.
N. 543.Illm. e Exm. Sr.Tenho a honra de
levar ao conhecimento de V. Exc. que, segundo
consta das participacocs recebidas hoje nesta re-
panico, foram hontein recolliidos casa de deten-
cao os seguimos individuos :
A uiinha ordem, Emiliano Correa de Lima, eom
o prazo de quinze dias para provar iseneo do re-
crimnenlo ; Manoel Marinos da Rocha*e Carlos
Lcito de Andrade, viudos de Santo Antao, como
sentenciados.
ordem do subdelegado de S. Jos, Firmno
Xavier da Costa Monlero, por insultos e distur-
bios ; Amancio Jos dos Santos, por embriaguez,
e Maria Antonia das Virgcns, por desordem.
ordem do da Boa-Vista, Mara das Dores do
Espirito Santo, por suspeitas de ser cscrava e an-
dar fgida. '
Deus guarde a V. Exc. Illm. Sr. Dr. Manoel
do Nascmento Machado l'ortella, vicepresidente
da provincia O chefe de polica, F)-ancisco de
Furia jemos
PEMAIBCO.
REVISTA DIARIA.
ASSEMBLA PROVINCIAL.Na sesso de hon-
tein a assembla na ordem do da continuou a dis-
cutir as posturas da cmara municipal do Buique,
que furam approvadas.
AppiDvou mais as posturas da cmara munici-
pal de Garanbuns.
Continuando emdiscusso as posturas da cma-
ra de Nazareth, verifica-a nao baver casa.
A ordem do dia marcada para a sesso do hoje
a continuaran da anterior, e mais l1 discussao
dos projectus'ns. 16. 23, 2j, 30 e 40, todos de
1863.
INSTITUTO ARCHEOLOGICO E GEOGRAIHCO
PERNAMBUCANO. Reunio-se hontein, sob a pre-
sidencia do Exm. conselheiro inon-enhor Muniz
Ta va res, eom assisteneia dos Drs. Soarcs de Aze-
vedo, Jacintho de Sampayo, Alfonso de Albuquer-
que, c dos Srs padre Liiio e major Salvador lien
rique.
E' lida c approvada a acia da antecedente.
O Sr. secretario perpetuo menciona o segrate
expediente:
Um ollieo do Exm. presidente da provincia
das Alagoas, offertando un exemplar do Relatorio
rom que abri a assembla legislativa daquella pro-
vincia no dia 31 de outubro do anno lindo.Rece-
b!do cora agrado mandon-se archivar.
i Oulro do Sr. Dr. Aprigio Guimares, cora-
mullicando nao poder comparecer por doente
presente sesso.Inteirado.
Oulro do Rvd. prior do Carmo de Olinda, pe-
diudo (pie se lhe mande enbegar os restos mortae
do Exm. bispo desta diocese I). frei Francisco de
Lima, actualmente era deposito no convento do
Carmo desta cidade, visto elle pertenec- a guar-
da de tao memorando restos.Inteirado e que se
respondesse.
i Outro do Sr. Dr. Frauciseo do Reg Baptista,
aceitando c agradecendo sua cleico do socio cor-
respondente.Inteirado.
o O mesmo Sr. secretario perpectuo d conta
das seguintes offerlas.
Varios nmeros do Diario de Pernambuco,
pelo con ocio Dr. Figueiroa"; alguns nmeros da
Opiniao Nacional, Op:niao Liberal e Assuense.
pelas respectivas redaceoes.Todas estas offertas
sao recebidas cora agrado c mandara-so aehi-
var.
E' lido e approvado um parecer da eommisso
de fundos orcamentos, que c de opiniao que os
balancos do 3 e 4o trimestres do anno acadmico
findo esto no caso de ser approvado.Assim se
decide.
Em seguida l-sc o segrate projecto de orea
ment para o anno acadmico de 6970, o qual
vai a imprimir para ser discutido na prxima
sessao :
Receita.
Contribuir i trimensal..... 480/000
Joias de socios correspondentes. 50/000
Donativos........ 2:905320
Receita liquida da revista 10/000
Saldo do anno lindo..... 992/800
Somma......
Despeza.
Expediente, reparos e couservaco.
Ordenado do araanueuse. .
Dito do porleiro o ajudante da the-
souraria........
Porcentagem ao mesmo. .
Irapresso e dostribuico da Revista
Publiraco de memorias e escrptos
Compras de livros e manuscriptos.
Premio para dosempenho de pro-
graramas........
Deposito........
4:438/000
972/805
SOUJOOO
120/000
80/00
560/000
12O/00O
250/000
130/000
1:905/320
4:438/000
Somma.....
E' lido um parecer da eommisso de adinis-
de socios, approvando doa* senhojes para socios
correspondentes, sendo.Adala a votaco.
Passando o Instituto a deliberar sobro a materia
do officiit d Sr. Dr. Raposo-4o Almeida, adiada da
sesso passada, decide no semide solicitado.
PASSAME.NTO.Succninb o, no dia 8 do cor-
rente, ora seu engenho S. Lourenco, da comarca-
de Serinheni, o Sr. capitn Joo uo Reg Barros
Accioli, propriotario e agricultor abastado.
FALTA DE AGUA.Contina a baver falta
deste genero de primeira necessidade, no bairrodo
Reeife, apezar das repetidas reclamacSes qne tem
feito a imprensa. Um balde d'agua cusa actual-
mente de 320 a 500 rs.! I
Chamamos a attenco de quem compete para
essa falta to sensivei populacao daquelle bairro.
IMMGRALIDADES.Assguantes nossos se nos
queixam da maaeira pouco conveniente por que
procedem cortos estudantes moradores na rna da
Imperatriz, prximo i matriz da Boa-vista^ cba-

e passam na ra para Ibes c,S(.nia dog ,
ni,
fazerem acedes indignas de pessoas que se przam
eque tem bom sens^i.
FLEUfJMA ECCLESIASTICA.O padre Moli-
era um lioniem Bhnples e pobre, estranho a tudo,
excepeo dos seus. trabalhos litterarios sobro o-
systema'de Descartes; naotinhadomestico algum;
e de invern, por falta de lenha para se aquecer,
trabalhava na cama, embrulliado o melhor que
poda ne seu falo : urna niauhaa sentio bater a
porta.
Quera est l ? perguntou elle.
Abr, lhe responderam.
Elle puehou um cordel, que da cabeceira da
ama ia prender ao fecho da porta, e esta se abri,, .querido ueste dstricto, onde o orac respeitavel
O padre, sem levantar os olhos do que eslava es- de V. S. tica gravado nos coracoes dos homens de
erovendo, perguntou .
Quem e o que pretendo ?
Quero dinheiro.
Dinheiro ? I
Sm, dinheiro, e depressa.
, Ah! j entendo: ento o senhor um la-
dran?
Seja, ou nao seja, preciso de dinheiro.
De certo? precisa?... pois ento procuro
ah.
E o padre acenou eom a cabeca para designar-
Ule una perna dos seus calcoes. que tinha deitado
roda do pescoro para se aquecer.
O ladran metteu a mo no bolso dos calcoes, e
depois de remecher bem, disse :
C nao ha dinheiro!
De certo que nao : mas ha l urna chave.
Esta?
Justamente, essa. Ora v abrir aquella ga-
veta da papeleira.
O ladro metteu a chave u'outra.
Nao ah, nao ah, lhe diz o padre ; abi
esto os meus papis; nao mecha que m'os desar-
ranja... eom a fortuna I j lhe disse que ah s es-
to os mena papis I Na outra gaveta de l, na ou-
tra que es! o dinheiro.
Elle c est.
Pois bem tire-o, feche a gaveta, e d c a
chave.
O ladro tendo mettdo na algibeira todo o di-
nheiro que achou. rctirou-se apressadamento.
.Senhor ladro, lhe grita o padre, feche por-
ta para si.
Enlao osle cao nao me deixa porta aborta I
Nao tenh remedio seno levantar-me enm o fro
quo faz I Excommungado ladro I
E o padre saltn da cama, embrulha-se nos co-
bertores, vai fechar porta, c torna para cama a
continuar o scu trabalho, sem pensar talvez (pie
nao linha um vintem para comprar um pao para
o almoco I
LOTERA.--- A que se a ha a venda a 102. a
beneficio da igr ja de S. Sebastio do Bonito, que
corre no dia 20 do eorrente.
LEILO.O leilo de movis annunr.ado pelo
agente Mrtins para hoje, ra do Rosario da
Boa-vista, lica transferido para outro dia que ser
aununciado por este Diario.
TRONICA JVDIfiURU.
muse \M. da j:i \<'.*.
meios, quiz a nossa boa sorte, que a
camalraade cora ella dsse as mos para que V.S.
se achasse neste termo em to criticas circums-
tancias, alioi de, como bom e distincto brasileiro,
so collocar de permeo as nos-as dissences, ou
antes, tomiindo o partido dos oprimidos, cora suas
judiciosas doutrinas e serios esforeos arredar de
nos a tempHade que rugi|.sjture nossas caberas,
a tempo de nao produnr ~eus desanrosos eff.-iios.
O trabalho e incommodocom que V. S. se apre-
sentou nesta villa nos das de nina e outra eleivo
dirigimlo e acon-elbando para o bem os ospiritos
exaltados, ehamando-os aos deveres de homens ho-
nestos e verdaderamente livres, jamis ser es-
bem. E como provavel que esta enmara se nao
tornea reunir antes da retirada de V. S. para a
provincia de Pernambuco, onde reside, desde j
ella lhe dirige suas despedidas, deseando-lhe una
feliz e prospera viagem, ao lado dris objeclos que
lo caros lhe sao, esperando que sempre se digne
dispensar a sua valiosa amizade quelles que se
desvaneceram no seu leal e sincero agradeci-
mento.
Deus guarde a V. S. por amitos e dilatados
annos.
Paco da cmara municipal dajilla do Cururup,
15 de feverero de 1869.
Illm. Sr. Dr. Sabino Olegario Ludgero Pnbo.
Jotio Marcellino da Silveira, presidente.
Joarjuim Alendes Beirut.
Jos Jacintho Ferreira.
Martinho Ferreira de Aranjo.
Alfrede El,scu de Mesquita Teixeira.
Joaquim Antonio Martins Piedade
I
Ao passameiito de Antonio T-
bnrclo da Costa .Honteiro.
Dorme, dcscanca em paz que a niorte a bem-
aventnranca Sob a fria lousa de um tmulo tens
por guarida a uiortalhado mendigo onde te envol-
ves I a palma do sepulcliro a obra pa, um ta-
lismn santo! abi, nesse deserto despovoado, Ion-
ge do lar domestico, inclume dos tormentos de
oulr'ora, ao abrigo insondavel do gelo e das tem-
pesiades, amontas ao viandante que vai passando,
c que por ti elle roga e yra I em quanto os ricos
na opulencia, nos palacios, escarnecem de ti I Em
quanto tu buscas na incerteza o pranto de leus
tenros e caros filhinhos, praztr algum jamis en-
contrars em um campo solitario como esso c ao
silencio dos pmpanos I E quando u'outra vida te
iterrogeui por elles, humilde bailaras a cabeca e
invocars a migallia de pao, o alimento que s
Deus Ibes poder dar I rcsia-lbes apenas eom o
pranto saciar-lhes a sede quo do seio malernalia
de verter Em quanto a ti, j tarde para enchu-
garera-te as palpebras hmidas pelo orvalho da
noite, e resequidas pelo ardor da saudade 1 Todos
aqutlles rao um da prostar-se ante a tua sombra,
e coiHemplarem a tua viso como urna imagem
que fulge sobre o espelho I A gloria d'outros tem-
pos passados rao juntar-se jamis om a innocen-
cia e candidez dos que ainda clamara no barco por
ti I E tu, na tua mudez varia, e inronslante'dars
um ingresso aquel/es que ainda te recunhecem
SESSAO DE 13 DE ABRIL DE I8G9.
PRESIDENCIA DO EXM. SU. DESEMBARGADOR SANTIAGO. ; Com0 Pj" CXtrClllOSO C CailllOSO n OUtHI gloria im-
As 10 horas da manha, presentes os Srs. desem-1 gjl'Sg ffSSRVSSSSX
bargadores. Gitirana, Guerra procurador da corea, SJ ^ ^X?,nS^&
Luuronco Santiago, Alraeida Albuquerqne, M
Souza Leo, Ucbua Cavalcante e FreitiS Henriii
MoUa,
enrinues.
faltando o Sr. aesembargador Domingues da Silva,
abrio-se a sesso.
Passados os feitos derain-se os seguintes julga-
mentos:
appsllacjSks (rimes.Appcllantc, o juizo; ap-
pellado, Germana, cscrava.Iinprocedcnto. Ap
icllant, o juizo; appeUado, Goncalo Ferreira la1
tvosari.Improcedente.
AppEi.LAgoes civeis.Appellante, I). Francisco
Maria ds Conceico; appellado, Joo Francisco
Pintes.Reformada a sentenca. Appellante, Vi
rente Ferreira da Silva; appellado, Miguel de Al
buqerque Mello.Reformada a sentenca. Appel-
lante, Dr. Jeronymo "-'algado de Castro Accioli;
appellado. Joo da Costa Rbeiro de Souza.Dcs-
presaram os embargo.-.
' Assignou-sf! dia para julgamento dos seguintes
feitos:
Appeu.ac.ao civel.Appellante, Rufina, por seu
curador; appellado, Antonio Ferreira Leite Car-
dial.
Appsllacao crime.appellante, Audr Manoel
da Silva; appellada, a ju4ica.
PASSAGPNS.
Do Sr. desembargador GiliranaaoSr.desembar-
gador Lourcnco Santiago.Appellaco crime: ap-
pellante, o juizo; appellado, Antonio do Araujo
Cosa. Appellaco civel; appellante, Francisco
Alexo da Velga; appellada, a fazenda.
Do Sr. desembargador Motta ao Sr. desembarga-
dor Domingues e Silva.Appellaco crime: api
pellante, o juizo; appellado, Pedro Dias dos
Santos.
Do Sr. desembargador Souza Leo ao Sr. desem-
bargador Ucha Cavalcante.Appellacoes crimes:
appellante, o juno; appellado, Manoel Antonio
d'As3umpco. Appellante, o juizo appellado, Ma-
noel Jos do Nascmento. Appellaco civel; ap-
pellante, Antonio Ferreira da Silva; appellado,
Manoel Dutra de Souza.
Revista civel.Reccorrente, Diego de Oliveira
Campos: receorrido, Antonio Joaquim de Campos
Cordeiro.
Do Sr. desembargador Guerra ao Sr. desembar-
gador Lourcnco Santiago.Appellaco civel: ap-
pellante, o baro de Una ; appellado, Manoel Vi-
cente do Oliveira Cavalcante.
Ao Sr. desembargador Gitirana.Appellaco ci-
vel : impelante, os nerdeiros do commendadnr Ma
noel Figueiroa de Paria; appellada, a fazenda
nacional.
A' 1 hora cneerrou-sc a sesso.
PUBLICACOES A PE6I80.
Cururiip.
Se,ue agora no vapor, para a capital, o Illm.
Sr. Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho e sua
Exm.' familia, tendo-se demorado neste dMrirlo
cerca de quatro mezes. Deus lhe .conceda pros-
pera viagem, e longos annos de existencia era tudo
feliz.
A estada do Sr. Dr. Sabino em Cururup, mar-
car una poca notavel para os habitantes deste
dstricto que liveram occasio do apreciar de perto
as bellas qnalidades desse cavalheiro distincto, que
tantos motivos Ihes deixa para eterna gratido a
satidosa lembranca.
Amigo sincero e dedicado dos seus amigos o nu
morosos parentes, bom e affavcl para eom todos
que o procuraoi, qupr como medico, quer porsim-
ples cortezia. o Sr. Dr. Sabino lim desses carac-
leres privilegiados, que inspirara logo eonfianea,
respeito c sympatbia.
Exerccndo a sciencia que professa S. S. pres-
tou-se entie nos, eom desvelo de verdadeiro medi-
co, quelles que recorreram a elle, sem acceilar
estipendio algum pelo scu trabalho.
Chegando'a este disticlo quando roinava a
maior a'.'iuico poltica i|iio nelle lera havido, pre-
vio as desgranas que vriara dosse oslado deexal-
taco, e, sem esposar odios ou affeicoes. empregou
cora esforco, bem de todos, o seu valioso presu-
mo, afim de acalmar os espritus agitados, e resta-
belecer a paz e a amizade que oulr'ora existi em
Cururup, e aos seus esforeos devo em grande
parte este dstricto o socego o.ue hoje goza, como o
declara a cmara municipal no officio que abaixo
transcrevemos.
O Cururup ainda nao leve hospede mais dis-
tincto, nem mais digno de estima c gratido ; mas
tambem a nenhum outro tem dado mais provas de
aproe) e consideraco.
Nos, que partilliamos dos obsequios e attencoes
do Sr. Dr. Sabino, temos suinmo prazer de o poder
declarar, mostrando ao mesmo tempo, que os nos-
sos cendistrictanos sabem distinguir e apreciar o
verdadeiro mrito. S. S. deixa-nos ponderados;
mas deve ir contento comnosco, e bem convencido
do- bous sentimentos egratidodos Cururupuanos.
Deus lhe conceda, repetimos, prospera viagem e
mil venturas, e a Ma Exm.'familia, digna do chefe
que possu, eta todos os respeitos, da uaior esli-
ma e vencraco.
12 de marco do 1869.
Illm. Sr.A cmara municipal agradecida ao
interesse coin que V. S. tem prestado seu valioso
apoto c proti'ccao paz e ordem que felizmente
liiije gozara os seus inuuicipes resolveu. em sesso
de hoje, por unanimidade, dirigir um voto de agr-
dccimenlo a V. S. E, eom effeilo, quando pensa
esta cmara no estado melindroso em que se
acnava este termo, cora horriveis preparativos me
-e desenvolva p;a a dispula das eleicoes de 10 e
31 de Janeiro prximo passado, em que a oxalta^
seos adversarios, sem a necessaria prudencia na
jara bruscamente o ar, fazendo-lo volver o olhar
macilento e triste para o co Tudo perdeste, era
fim, o que distars a encontrar n'outra realiuade,
e em troca dos. sorrisos o carinhos de urna esposa
querida, acharas somente urna alegra eterna, a
benro do co I Agora, pois, tributa nina liomena-
gein esse Omnipotente e Todo-Poderos que te
den o ser ; e dcil quanto foste em leus ledos an-
uos, crgue-te um pouco desse leito infloxivel para
mostrar leus beneficios e bemdzer a Magestadc
Divina. Nragucm hoje talvez j se lembrara de t.
mas, em quanto reponas sob esse triste reducto
lodos te respeitaro e derramarlo ao menos sobre
tua lago funrea urna lagrima, una prece, carao
um diadema de consolaco!
Protectora das fami-
lias.
Esia associacao caminlia as vas do prosperi-
dade, nao sera os entraves inherentes emprezas
grandiosas.
Contmtos Capital
Em 30 de junbo ae)
1868 tinha regis-} 3936------.,;,868:67,"397i
trado.............)
-2,173:425*920
K3i2------8,042:101,8890
Durante o semestre de
90 de junbo a 31 de
dezembro de 1868..
Estado dessa aasocia-j
Sao em 31 de dezem-
rodo 1868....
O capital dessa a-socaco iluminado o coa-
verto-sc em apolices da divida publica nacional de
6 %. .Xtio M pode dar mellinr garanta. Se na
hmotheso de quebrar o Brasil c que essa associa-
cao pode soffrer ; urna especie demonto po de
grande ntlidade para as familias.
Para conseguir eom toda Becnranca o maior o
mais instante desidertum da vida do hoincm, que
crear para o luturo um capital cerlo e una ren-
da iufallvel, para si, seus futios c familias, bastara
fazer um calculo (cada qual conforme seus pro-
prios liaveres) de que pode dispar durante o pe-
riodo de cinco annos; signalada (pie seja a quan-
tia ser osla dividida em duas elasses de contratos,
um chamado contrato do capital 0 outro de renda.
listes dous seguros devero satisfazer-se em cinco
annuidades consecutivas, c depois de passados os
cinco annos o contribiiinte Orar livre doonusdos
pagamentos das annuidades subsecuentes.
Estas duas elasses combinadas produzem resul-
tados maravilhosos para o futuro.
Por exemplo, um pai que quiztr formar para <>
futuro um captol c urna randa vitalicia para cada
um de seus lilhos, conseguir este importante fim
despendendo para cada um delles a quantia de
IM'o, que so pagam da seguinte forma :
Direitos de entrada..
No primero anno___
> segundo ....
terceiro ....
.piarlo ------
> quinto > ....
Ter despendido no lim de cinco
airaos a quantia de........... ): l.'i->Y>
tendo creado para cada lilho un capital para o fu-
turo, que conforme a idade dos segurados ser de
33:0001 a 47:000.3 c urna ronda vitalicia de lOOj
annnaes.
Admittem-se coutratos de niaores e menores
annuidades, sendo os lucros sempre proporciona s
ao producto dos seguintes factores : valor da
contribuico, o risco de morte do segurado
e a duracao do contrato (art. 38 do regulamento).
Para cffectuar as formalidades dos eanttactos
dirigir-se-ho ra do Livramcnl n. 19, a tratar
cora o Sr. N. F. de Vital, encarregado pelo Uanc i
rural o hypothecario do Rio de Janeiro, que pre-
>entemeute achase em eommisso ncta provincia.
Protectora das familias
Em cumplimento do prevenido no artigo 29 do
regulamento, se convida a todos os senhores con-
tribuntes desta associacao, que ainda nao tiverem
apresenlado as certidoes de idado do3 segurados,
para que facam entrega dellas na rita do Lim-
ment n. 19, Io andar, afim do ser expedidas o
mais breve possivel para a inspectora geral do
Rio de Janeiro. As certiddes devem ser selladas o
reconhecidas por tabellio. Recifc lo de Janeiro
de 1869.O representonte,
N. F. do Vidal.
COMMERCIO.
PRAgA DO RECIFE 1S DE AHRIL
DE 1869.
AS 3 1/2 HORAS DA TARDE.
Algodao da Parahyba 1" surte17,4800 por arroba
posto bordo a frote de 5/8 e B Q/0
f. J. Silveira
Presiden::.
Leal Sove
Secretario.
ENGLISH UNK '
Of Rio de Janeiro L.imited
DesconU lettras da praca taxa a con-
vencionar.
Recebe dinbeiro em cont eorrente o a
prazo flxo.
f\



t
^
H2i^/-


\

Diario de
Saca vista ou praso sobre as cldadfi
principaes da Europa, tr-it agencias na Ba-
ha, Buenos-Ayres, M Yoil
New-Qfloais e iruittt caitas de crobito.
para os uiosmos lugares.
Largo do Pelourinho n. 7
THE0D0R0 SIMN &C.
Compram +
Libras esterlinas
Moedas de ouro...) Nacinaes c cstran-
prata..) geiros
Cdulas do governo)
de l| a 10d----)
lias do banco do)
Brasil Odas caixas
filiaos .....)
Largo do Corpo Santo
n. 21.
dilha Galumbv, a irem on mandarem a artmlnis-
earrHOJ)ag.v P porte de seus requer-
fwWwn7"nrSRr;-'
Di HjQ.
~~^-~0 ilm.^Sr. mi i'1 i;i-
zenda desta provincia, manda faier publico que
tem marcado o di 4 de roa o prximo vindouro,
para o concurso que se tem de abrir nesta roesma
thesouraria para p reenehmento das vajas de pra-
ticantes existentes nesti repartcao, na alfandega c
na recebedoria. .
Os exames versarlo, sobre as materias de que
traa o S 1" d" art *'' decreto n. 3,114 de 27 de
unta de 1863, a saber, leitura, analyse graininal-
cal c orthographi.n. aritmtica c suas applicaeoos
ao commercio, com cspucialiJadc a redcelo de
moedas, pesos e medidas, calculo de descont, ju-
ros simples c corapostos, tlieoria de cambio e suas,
apiiiicaces.
Os coucurreules devorao previamente apresen-
tar setis requerimento- instruidos de documentos
que provem idade completa de 18 anuos, encao
de pena e culpa e boro comportamonto na forma
do art. 3o do decreto n. 1,819 de 11 de marco de
1860.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pcr-
nambuco, 27 de marea de 1869.
O offlcial-maior,
Manoel Mmale da Silca Costa.
Theocloro Simn & C.
Vendem
Libras sternas I300.
Ouro nacional e estrangeiro a ii'J 1/2 o/o de
premio.
Soduias do governo do i a 5;>00
Largo do Corpo Santo u. 21
BMCO AUA & C.
Itaa do Trapiche u. 34.
esconta lettras co imerciaesa laxa con-
vencional.' Becebc dinheiro, a premio con-
vancional, por lettras e em corita corrente.
Confere crditos, saca sobre as primaras
pracas do imperio, Bio da Prata e Euro-
pa, e compra cambiaos sobro as meamos
pravas.
r arrega-se, por commisso, da com-
pra c venda do fundos pblicos c accoes de
oompanhias, da oobranfa de lettras e di-
videndos ou de seu pagamento, e de qual
queroutra operacao bancaria.
0 expediente para o publico comecar
s 10 boras da manhaa, e terminar s 4
tioras da tarde de todos os dias otis.
ALFANDEGA.
Nondimcnto do dial a 14. 470:2293i'ii
Mem do dia lo..... 38:7HJW6
o08;972: 71
l'da secretaria da Santa Casa da Misericordia
do Recite se faz publico, que us autos de oxeen
cao que a mesma Sania Casa enmninhn polnjuizo
municipal da I' vara escrivao Kantista, contra
Felippe Mena Callado da Pontees e seus lilhos e
uetos para haver o sitio denominado cruz das al-
mas inaiinlia na fregnezia da Boa-vista foram pro-
feridos os segnintes acordaos.
Acordo em relaco etc. Que vistos e expos-
(os estes autos confiimam a sentenca appellada;
com dee,laraca\ porm, que o valor dar ao alu-
guel e mais rendas ds sitio para que se.proceda a
iiquidarao determinada na sentcnca deve ser re-
culada pelo est;ido actual, que tem taes cousas.
Paguera as cusas os appellantes. Hccife 12 de
jullic de 1839.
t Acurdao em relacao etc. Que vistos e rela-
tados os sotos, despresam os embargos quer os de
{oihas 285, quer os de folbas 289, com d;claraco
porm, que a renda do sitio ser taita e calculada
segundo o valor actual sem attencao. as bemfeiio-
ras das (|uaes serao gmente liquidadas as que fo-
reinnteis e nceessarias. Por tanto, c o ais dos
autos, faca o acorda > livre-transito pela chncela-
ra. Pagnem as cusas os appeUaatee e appella-
dos na divida proporcao. ltecfe 10 1863. .
A vista destas decisoos (pie passaram em jul-
gado, nao lia mais nzio de ser, para os oxecuta-
dos conservarem a posse do sitio, e se a conser-
vam c porque a Sania Casa deseja tomar posse do
mesmo sitio no acto em que receber a renda, que
dever ser compensada com as bemfeilorias uleis
e necessarias, para o que teeni de ser avaluadas as
inesinas bemfeitnrias, e a islo se tem opposto o
execntado Mena Callado, sem duvida para estar
na posse do sitio ; posse que nao da direilo a ne-
uhum dos exeeutados para arrendar o menciona-
do sitio on faser outro qualqier cintrato.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do Re-
cite, 5 de abril de 1869.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza.
cretaria da mesma cmara, oade ser apre-
senta(Q-w|n > .nsulUr.
PacoTSrflmlira mthicipal bRceift.-. *2
de abril de 1--
Igfcio Joarjttim tic Snirza bt'mo.
Pn-presidentc
Francisco Canuto Ba-Yiagm
. secretario.______
Santa Casa da Misericordia do
Rccife
Pela secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Rccife so faz publico que o Illm Sr. thesourciro
commendador Jos PiresFerrcira, no salao afasa
dos expostos, as 9 horas da manhaa do da 20 do
corrente, far pagamento do quartel de Janeiro a
marco s amas quo comparecerem. trazendo as
enancas que Ibes firam confiadas, nao o' razona i
aquellas que nao trouxerem os mesmos menores.
Secretaria da Santa Caa de Misericordia do Re-
cite, 14 de abril de 1869.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza
mKmwm
Teodoro Simn & G.
Compram e vendem por conta propria
metaos, moedas nacionaes e estrangeiras,
letras de cambio, sedulas do governo e do
qanco do Brasil.
Descontam letras da trra e outros ttu-
los commerciaes.
Encarregam-sc por conta alheia das mes-
mas transaeces, da cobranca de letras da
tetra e de outros ttulos commerciaes.
Recebem quaesquer quantias em deposi-
to, em conta Cutente, e a prazo fixo.
largo do Corpo Santo n. 21.
p.ws- habitantes d'OHvnL Braga.
'auki j................ i. Jesoina.
niancclios aba Pilonados.
Justino 1................ i>. Bernardina.
Joeqninaf, soltrinbo de Gr-
v:isio............. Sr. P. Augusto.
Baroueza de Casldli...... 1). Oiympia. ,
Marcolina, rendeira d'Olw
val.................... b. Joaquina.
I.uiza, nina da dita....... A jwen Henriqueta.
1" soldado............... Sr- P. Montani.
2" dito__......'......... i Emiliano.
1" camponez............. Serian.
2o Hito................... Heurique.
3o dito................... Oliveira.
A scena passa-se na aldeia dXNival, na Proven-
a, no antie-de 1643.
A poesa dos coros foi cfmiposia pelo Sr. Dc-
Giovanni e a msica pelo Sr. ols Fillio.
Terminar-o diverlimentocom-a espirituosa co-
meda em un acto, ornada de msica, denomi-
nada :
Tomam parte a !ra. I). Jesuina e os Srs. Pedia
Montani, Silva e De-Giovanni.
A msica desla comedia, exeepcSo de um nu-
mero original da Sra. D. Jesuina o a iMstrumen-
ta^-ao do Sr. Colas Killio.
MOVIMKNTO DA ALFANDEGA
Vi!um:'s entrados com fazendas \\7
dem idem com gneros 589
Volumes sahidos com nuenda 136
dem idem com gneros 478
rio
634
Desearregamhojt 16 do abril.
Barca nglezaBorlochaumercadorias.
Un rea frneexaSolideidem.
ina norte-allemSaInuaanudfenro.
Brigac iiifrlozR. F. feU =canos de ferro
Barca portuguezaiVoca Sympathiadiversos je-
eros.
Itarca portuguezaPereira Borgeslagedo.
Brigue inglezC/V/H(--carvao.
Barca inglezaRloomeridem.
Barca inglezaLevanl idem.
Barca francezaZrf,c=vnl)os.
LCEBEDOIUA DE EXDAS INTERNAS GE-
BAES DE PERNAMBUCO.
Icnrtimentodo dia 1 a!4. 24:47U07i
Idem do dia 13...... 1-.4094673
23:8805747
CONSULADO PROVINCIAL
i! ivlimento'do dia 1 a 14. 42:5:19*391
Um dodiilS....... 4:112*1170
46:632^61
Navios sahidos no din S.
I.oanda Brigue portuguez Bemvindo, capitao Ma-
noej Jos da Silva, carga varios gneros.
ijTcelonaSumaca bcspaiihola Tltereza, capitao
Pedro Estraderv, carga algodao.
I. erpool pelo Rio-Grande do NorteBarca ingle-
-a TlO'.ttiny Cloud, capitao Uarmal, em lastro Je
assucar.
Vi.-YorkBrigue inglez Salway Queen, capitao
J. Greletlis, carga assucar.
!S w-YorkPatacho inglez Portia, capitao S. J.
Thompaoo, carga assucar.
MaceBarca ingleza Abeona, capitao Prouze, e
lastro.
Hampton RoadsLugar inglez Peed, capitao Slo-
phen, carga assucar.
BabiaPatacho americano llrales, capitao Stlie-
Qeld, c.-.rga parte da que trouxe de New-Yoik.
PhiladlphiaBrigue norte-allemo Freed, capitao
Temermann, carga assucar.
I' 'lindo e portes intermediosVapor brasileiro
i'olengi, commandante Pereira, carga difireles
goneros.
tranja e porlos intermediosVapor brasileiro J'i-
rapama, commandante Torres, carga varios ge-
ros.
Observarao.
Nao bouveram entradas.
DECLARACOES.
Inspecco do ai'seual de
inarlaha.
Faz-se publico que a commisso de peritos,
examinando na forma determinada no regulamento
annexo ao decreto n. 1324 de 3 de fevereiro de
1854, o casco, machina, caldeiras, apparelho,
mastreacao, veame, amarras e ancoras do va-
por Potengi da companliia Pernambucana de na-
vega cao costeira, achou todos esses objectos em
e.-tado de poder e vapor navegar.
faispeeeo do arsenal de marinlia de Pernambu-
co li de abril de 1869.
O inspector,
H. A. Birbosa de Almeida.
Baha
Impreterivclioi ate uestes poneos dias sabe o pa-
Ihalnile Garilmldt para a Babia : para carga Ira-
ta-se com o capitao Custodio Jos Vianna, ou no
escriptorio do Tasso Irmos. _______
C0MPA1UA PERNAMBUCANA
DE
Xavegaco costeira per vapor.
Goianna
O- vapor Mananguape; comman-
dante Oliveira, seguir para i
porto cima no dia 16 do corren-
te as 9 horas da noilc* Recebe
. carga, encommendas, passagei-
ros e diTieTro a frete no escriptorio do- Forte do
M tos n. 12.
O (h-peelor interino da alfandega faz publi-
co a quem interessar possa, que o praso marcado
para a realisacao do contrato para o concert do
tecto da sala* da abertura da mesma repartico,
como foi annunciado em edilal de 10 do corrente,
lira espassado para o da 19.
Alfandega de Pernamhuco 15 de abril de 1869.
O inspector interino,
L. de C. Paes de Andradc
Maula Casa de Misericordia do
fitcclfe
Pela secretaria da Santa Casa de Misericordia
do Recire se faz publico (pie a Illma. junta admi-
nistrativa em sesso de 8 do corrente rtsolvcu que
fossem convidados os patrentes dos orpbos em se-
guida declarados para virem requerer a presiden-
cia a sua retirada do msnio collegio, visto que j
tendo completado a idartb de li annos nao podem
all continuar como dispoe o respectivo regala-
ment.
Francisco Pereira de Araujo, protegido do viga-
rio Gamillo de Mendonca Furlado.
Antonio Bezerra de Mello, sobrnbo de Francisco
Ribeiro da Silva.
Manoel Felippe de Souza Magaibaes, fillio de
Thcrcza Febronia Estoves Alves.
Francisco Antonio do Monte.
Antonio Leocadio do Reg Barros, lilho de Ignez
Maria de Mello Regn.
Joaquim Candido da Silvera, fillio de Mara da
da Gloria Silveira.
Laurindo Fortunato de Menezes Lyra, filbo de
Gertrudes Lourenca de Araujo.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Reeife 9 de abril de 1869.
O escrivao,
Pedro Bodrigucs de Souza.
O administrador da recebedoria de rendas
internas geracs faz publico que neste corrente mez
e no de maio prximo futuro, visto estarem con-
cluidos os lancamentos, e que os devedores do
Imposto pessoal, relativo ao exercco corrente de
1868 a 1839, residentes as freguezias do Rccife,
Santo Antonio, Affogados, Pofo da Panella, Van-ea,
S. Lourenco da Malta, S. Amaro de Jaboatap, e
Muribeea, teem de paga-lo, lvre da multa de 6 0/0
e com ella dcpo's do referido prazo.
Recebedoria de Pernanibuco 3 de Abril de 1839.
Manoel Caineiro de Souza iMcerda.
CORREIO GEML
Relacao das cartas registradas vndas pelo paque-
te inglez. La Piala, para os senliores abaixo de-
clarados :
Bachares Carlos Justiniano Rodrigues c Am-
philophio B. Freir de Carvalbo, Antonio da Cu-
nta Pereira Brandao, major Francisco Martins
Raposo, Jos Maria de Albuqucrque Mello Jnior,
Manoel Jos Corroa, Pedro Autran da Matta e Al-
buquerque, Dr. Praxedes-de Souza Pitanga, Silvi-
no Cavaleanti do Albuquerque.
Administracao do correo de Pernambuco, 13 de
abril de 1869:
O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Depois do espectculo partir do Caldereiro
para o Reeife um Irem especial, em cujo terao
passagem gratis, os senliores- assiguantes do thea-
tro.
N. B.A representaco principiar s 7 horas
horas em ponto, alim de tt-rniinar pouco depois
das 10 horas.
O resto dos bilhetes de platea acha-se no escrip-
torio do theatro.
Domingo 18 de abril
Recita livre de asignatura
Segunda representaco do magnifico drama em
3 actos, ornada de msica, denominado
0 KREGRKO K
01"
OS HERIROS DLDEIA
loma parle toda a eempanbia.
Terminar o espectaml i com a graciosa e mo-
ralissima comedia em um acto, ornada de msica,
intitulada
0 dol ik Mara
Tomam parte s Sras. D. Jesuina, D. Bernardi-
na, c os Srs. Silva e De-Giovanni.
s pessas que moraran no Rccife o em toda a
linba fcire:,, at Apipuco-, no caso de quererem
honrar este espectculo, torito depois do mesmo
[lassagem gratis em trera especial.
Os bilhetes acliam-se desde j no theatro e em
rasa do Sr. Godofmlo, eabellcirero ra do
Crespo.
N. B.O espectculo principiar s 7 horas em
ponto, alim de terminar pouco depois das 10 ho-
ras.
da) e-ewnpnrercrem as H horas do dia cima.
diu> un sen escriptorio na.da Cruz n. 38.
LEILAO
De ama ra xa rom 15 duzlas
de bezerro pretos.
IIOJ32
O agente Pestaa far leilni para focharaento
deconade urna caxa cun 13 dudas de bezer-
ros pretos no da cima as 11 horas da manhaa
no annnzom do Sr. Azcvedo na escadinha da al-
fandega. ________
EDITAES.
Conselho de compras do arsenal
de guerra.
0 conselho do compras do arsenal de guerra
precisa comprar o seguinte :
1,000 baixas sob o modcllo n. 1.
1,000 folhas para receitnaro sob o modello n. 3.
1,000 altas sob o modello n. 7.
l.OOii folhas para pedidos das dietas sob o mo-
dello n. 23.
10 toneladas de carvao de pedra para ferreiro.
30 paes de obreias (macos).
40 garrafas com tinta para escrever.
10 lences de lato de 12 libras cada um.
1 mostr prompto para bandeara com 30 palmos
de comprimento.
As pessoas que quizerem vender ditos artigos,
apresentem suas propostas em carta Techada
na sala do consclho, as 11 horas do dia 16 do cor-
rCUtC- J 1 J !
Conselho de compras do arsenal de guerra de
Pernambuco 9 de abril de 1869.
F. Raphael de Mello Reg,
Presidente.
Jos Baptista de Castro Silva,
Secretario.
THEATRO *
DE
ISABEL.
EMPREZA DRAMTICA
DR
9" RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabbadol? de abril de 186B.
Representase a tragedia brasleira em 5 actos
do Exm. Sr. Dr. Goncalves de Magalhaes.
ANTONIO JOS
OU
O poeta e a Inquisico
l'ERSONAGE.NS.
Antonio Jos da Silva. Sr. J. Augusto.
Fr. Gil, dominicano c Brochado.
O conde de Erieeira ... ^ C. Rocha.
Um criado.......Florindo.
Marianna (actriz) .... Sra. M. Velluli.
Lacia....... Clclia.
Soldados, frades, familiares do santo ollicio.
A scena tem lugar em Lisboa em 1705.
Segue-se una cansoneta cmica pelo Sr. Mar-
tinho,
JD fim ao expectaculo a comeda e 1 acto.
Bolsa e Cachimbo.
Na qual tomam parte os Srs. Jordan, Florindo
e a Sra. Apolonia.
Principiar as 8 horas.
OALCACAR
Ra nova de Santa Rita n. 1
Sabbado 17 do corrente ter lugar um sump-
tuoso baile em beneficio de um artista pernambn-
cano, o qual satisfar os deleitantes nos interval
los, cantando diversas modas acompanhadas a
piano. O qual espera ter grande concorrencia,
aim de que tire algumas esportolas de benevolen-
cia do respeitavel publico desta capital. Seni cum-
prido o regulamento policial.
Caf, concert commercial
Domingo 18
s tres horas em pouto tocar a msica iiversas
symphonias, e nos intorvallos tocar o piaa di-
versas pecas e acompanhar diversas modas can-
tadas por mokas apreciadores do bom gosto. Os
eoncorrentes arharo o bom caf, o bom lancb e
boas bebidas, etc. etc., os senliores assiguantes que
quizerem levar alguin convidado podem mandar
ao Alcacar pedir um ingresso. O divertimento
principiar s 3 horas o linalisa s 6 e ineia da
larde. Entradas graes para cavalheiros 300, se-
nhoras so entram tendo cartao de convite ou com
alguin socio.
COMI'ANHIA PERNAMBUCANA
DR
^avegaeo costeira por vapor.
Porto de Gallinhas, Rio Fornaoso e
Tammdar.
O vapor Mamangmpe, com-
mandante Oliveira, seguir para
os portos cima no dia 20 do cor-
rente a mcia noite. Recebe car-
, ga, eneomnienda;-. passaseiros e
dumSSa frete no escriptorio do Forte ao Mat-
tos n. 12._____________________________
C0MPA1IA BRASILE1LU~
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do norte 6 esperado
at h ilia 28 co corrento o vapor
'man, commandante o capitao
de fragata Antonio Joaquiui de
Santa Barbara, o qual depois da
demora do costume seguir para os do su|.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual devora
ser embarcada no da de suachegada. Encomien-
das c dinheiro a frote at o dia da sua sabida as 2
horas.
Nao se recebem como encommendas senao ob-
jectos de pequenovahir e que nao excedam a duaf
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medicao
Tudo que passar destes limites dever ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Sis. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia ra da Cruz n. 37.
1 andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C.______________
Pora Lisboa
O patacho portuguez Maria. capitao Pedro Mar-
tins Branco, vai sabir com brevidade ; para carga
e passageiros, trata-se com E. B. Rabello, ra do
Commercio n. 44.________________________
Para o Por!o com escala por
Lisboa.
Seguir em poneos dias para os portos indica-
dos a barca portugueza Humildnde, por ter a niaior
parto da carga prompta ; para o resto que Ihe
falta o passageiros, que encontrarlo excellentes
commodos : trata-se com os consignalrios Mar-
ques Barros & C, no largo do Corpo Santo n. 6,
segundo andar ou com o capitao Carlos Ferrcira
Soares, a bordo. ________^^^^
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
\avrs;aro eostelra por vapor.
Macei em direitura e Penedo.
O vapor Jaguaribe, commandante Moura, segui-
r para os portos cima no- dia 22 do corrente.
Recebe carga at o dia 21 as 3 horas da tarde,
encommendas, passageiros e .dinheiro a frete at
as 2 horas da tarde do dia da sabida no escrip-
torio do Forte do Malos n. 12. ______
De fazendas avarailaa. linipas.
e de miisdezas.
A 1C do corrente.
O afente Oliveira far leilao |>or ordem de di-
versos e conta e risco de quem pertencer de por-
coes do chitas, algodaozinlios e madapoloes ava-
ria l.x-, assiin como de outras fazendas e miudezas
para ultimacao de contase sem limites consistindo
estas ea cortinados para jancllas, meias, sern-
las, espartilhos, grvalas dec seda e ve.ludo, lencos
o chales de seda, lencos do chita, guardanapos,
selins: muito superiores o- ntrtenees, rewolvers
com capsulas e caixas, relogos armaco de bron-
ze e niannoro para cima do -mesa, tapetes de ma-
deira modernos, cintos de setim, voltas e gollas
de vidrilho, botos de seda para vestuarios de se-
nliora e meninos, confeccOes de renda, collari-
nhos do linho, cestas para vi.ngrm, saias de per-
cate, malas e mantos para seni, charuteiras, es-
poras, estribos, tesourjs, pentes, escovas para
naftas, rasticaes o palmaMms de latao baetoes e
eaapos de sol.
ME
.-kS 10 horas da nanlia, no sen escriptorio a ra
da Cariis n. i, 1" andar, por cima do armazem
de fazendas do Sr. Barroca.
TEMO
de 1 mesa redonda de Jacaranda. 2 consoles, 2
cadeiras de niogno; 1 sof do amarello, 1 banca
de dito, 1 estante, 2 castice de vidro. 2 ditos
de bronze, 1 par de jarros, "1 jarro grande de
marmore, 1 sof de Jacaranda usado, 5 eacetru
velha, 2 ramos de llores, 1 ciinnoda de angico.
I i anquinha, 1 mesa de jantar, 1 lavatorio, 1
mesa redonda.
CORDEIRO SQtOES
A requerimento do curador fiscal da massa fal-
lida de Thouiaz de Figueiredo e por mandado do
Illm. Sr. Dr. juiz de direilo do connr.crcio, far lei-
lao dos trastes cima dito.
Segunda-feira 19 do corrente as 11 horas
Na casa do depositario geral, ra do Imperador
n. 3, andar terreo.________________________
^LEILAO
de dous carros de passeio com
arrci e tres cavallos para os,
mesmos.
Segunda-feira 19 de abril as 11 horas em
ponto.
O agente Pinto far leilao precedida a competen-
te autorisacao, de dous carroso tres cavalt-s, exis-
tentes na caxoera da ra do Imperador n. llv
aonde se efiectuar o leilao as i 1 horas do da
cima dito. .
Em continuacao vender-se-ha un cabnolet de
duas rodas.
AVISOS MARTIMOS.
*.a ecco. Secretaria do go-
verno de Pernambuco O de
abril de *.
Pe! t secretaria do governo se convida aos senho-
res : Dr. Manoel Innocencio Pires de Figueiredo
Camargo, Luiz da Silva Gusmo, capitaj J>ao
Ferreira Villela, Evaristo Velloso da Silveira, J^ao
Baptista do Amaral e major Vicente Ferreira Pa-
Perante a cmara municipal desta cidas
de estar em praga nos dias 15, 19 e 22
do corrente, para ser arrematada por quem
menor preco offerecer, a obra dos repa-
ros do aterro da estrada, que da ra Im-
perial vai ter a Cabanga, oreada na quantia
de 814000 quera pretender arrematar essa
obra compareca nos indicados dias, no pa-
co municipal, munido de flanea idnea.
0 orcamento da dita obra acha-se na se-
THEATRO
Gymnasio Campestre
ASSOCIACO ARTSTICA
Sabbado 17 de abril
1 recita da assignatura, promovida, espontanea
e cavalheirosamente, pelo ilustrado corpo acad-
mico, com o eoncurso da distncta classe commer-
cial ; no intuito de coadjuvarem a associagao ar-
tstica deste theatro.
Representar-se-ha, pela primeira vez, o magni-
fico drama em 3 actos, ornado de msica, intitu-
lado :
0
WAMA BRASLEIRA
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do sul esperado
at o dia 22 do corrente o vapor
finar, commandante o primeiro
tenente P. H. Duarte, o qual de-
pois da demora do costume se-
guir para os portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de suachegada. Encommen-
das e dinheiro a frete at as duas horas do dia da
sua sabida.
Nao se recebem como encommendas senao ob-
jectos de pequeo valor e que nao excedam a_ 2
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medicao.
Tudo que passar destes limites dever ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia ra da Cruz n, ii7,
Io andar, escriptorio do Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C.
Loanda
O brigue portuguez Bemvinda, capitao Silva, a
ehegar de Lisboa, sahir para Loanda poucos das
depois de recolhido a este porto : pode receber
alguma carga, e trata-se com o seu consignatario
Joaquim Gerardo de Bastos, rna do Vigario n.
16, 1" andar_____________________________
Para o Porto
pretende seguir com a maior brevidade possivel a
tnui veleira barca portugueza Cluudina; recebe
carga afrete e passageiros, para os quaes tem ri-
cos e excellentes commodos : a tratar com Cunba
rmaos & C a ra da Madre de Dos n. 34.
Vende-se o palhabote portuguez Eurica, for-
rado e pregado de cobre e prompto para navegar
para qualquer parto, de lote de 103 toneladas, pe
ga em sete mil arrobas de carne, para ver em
frente ao trapiche do barao do Livramento, onde
est fundeado, e para tratar com Antonio Luiz de
Oliveira Azevedo & C, ra da Cruz n. 57.
Para o indicado porto pretende sabir em pou-
cos dias a veleira e bem conhecida barca Sociac
capitao Rocha, por ter a maior parte do seu car-
regamento prompto, e para o resto que lhe falta
e passageiros, para os quaes tem bons commodos,
trala-sc com o consignatoro Joaquim Jos Gon-
calves Beltrao, ra do Trapiche n. 17.
Rio de Janeiro
Para o indicado porto segu com muita brevi-
dade o veleiro e bem conhecido brigue Adelaide.
por ter a maior parte do carregamento tratado ; e
para o resto que lhe falta e escravos a frete, tra-
ta-se com o consignatario Joaquim Jos Goncalves
Reltro, ra do Trapiche n. 1",_____________
J.
De ftO caixas com velas stea-
rlnas.
Segunda-feira 19 do corrente.
O agente Pestaa far leilao por conta e risco
de quem pertencer de 30 caixas com velas stea-
riaas em um ou mais lotes arrematada no dia se-
gunda-feira 19 do corrente as 11 horas da ma-
nhaa no armazem do Sr. Azevedo, no largo da
escadinha da alfandega.______________
LEILAO
De urna grande casa de campo sita a Ponte
deUcha n. 17.
O agente Pontual vender em leilao a casa ci-
ma, junto a estaeao dos trilbos urbanos, que a
entrada da ponto *da Torre, com os commodos se-
guintes : grande sala de visita estucada, dita para
jantar, seis grandes quartos, rozinha, um terraco
atraz da mesma de 40 palmos (coberto), fra da
casa 3 quartos, cocbera, deposito d'agna do Pra-
ta, um tanque de marmore para banhos, um dito
para lavagem de roupa, sendo o sitio plantado e
tendo 400 palmos de fundo dvidndo com o rio.
Os Srs. licitantes poderao examinar a dita casa
e concorrerem ao leilao.
TERCAFEIRA 20 DO CORRENTE
No 1 andar do sobrado n. 62, a ra da Cruz as
11 boras.________________
AVISOS DIVERSOS.
or
OS MENINOS D ALDEIA
Personagens.
Conde de Castelli.........
Roland, mordomo.........
Gervasio, um dos princi-
Actores.
Sr. De-Giovanni.
Silva.
Para e Rio de Janeiro
pretende sabir com a maior brevidade possivel o
brigue nacional Trociulor, capitao Antonio Dias de
Lima, com destino ao dito porto, recebe carga e
escravos a frete : a tratar com es consignatarios
Marques, Barros & C, no largo do Corpo Santo n.
6, 2" andar.
Rio de Janeiro
Segu com muita brevidade para o porto cima
a escuna dinamarqueza Elise, tem a maior parte
do seu carregamen.o engajado : para o resto que
lhe falta trata-se com Antonio Luiz do Oliveira
Azevedo & C., rna da Cruz n. 57, 1 andar.
Para o Porto
pretende seguir com a maior brevidade posivel a
barca portugueza Seguranca ; recebe carga e pas-
sageiros, para os quaes tem excellentes commo-
dos : a tratar, com Cunba Irmos & C, ra da
Madre de Dos n. 3i.
Lisboa
Segu com brevidade a barca portugueza Perei-
ra Borges por ter parte da sua carga prompta:
para o restante e passageiros, trata se com Olivei-
ra, Filhos & C, largo do Corpo Santo n. 19.
LEILOES.
IiEIIixlO
Da grande casa com soto na rna da Ven-
tura n. 15 porto do Lasserre na Capun-
ga, cora sitio murado, cacimba e arvore-
dos tudo em chaos proprios.
HOJE
Lu z Puech tendo vendido o seu eslabclecimen-
to da ra do Trapiche e mudado sua residencia
para Paris, vender em leilao por intervencao do
agente Pinto a sua casa de campo na Capung, a
qual se torna recommendada por ser edificada em
chaos proprios, perto da estaeao dos trilhos^ urba-
nos e perto do rio, sendo que por occasio das
chuias nao tem entrado agua em dito sitio.
Os pretendentes podem entenderse desde j
com o referido agente (nico encarregado da ven-
Convite especial de Fructuoso
Martins Gomes
Aos que nao sabem do nosso estabeleci-
mento de cestas o balaios, os convida-
mos a vir a ra larga do Rosario n.
36, ahi encontraro todas as obras de
palha e de vime fabricadas na ilha da
Madeira em Lisboa, Franca e Hambur-
go, sendo cesnhas linas muito elegan-
tes para meninas de escola e maiores para
senhoras, bercos para recem-nascidos, ba-
laios de todas as qualidad s para costura
groca, depoisito de papis rasgados nos
escriptorios, grandes para depositar roupa
suja, de raen nos aprender andar, cestas
para compras no mercado, bandejas de vi-
me, cadeiras, ondecas, capachos de espar-
to compridos e redondos, maracas, ninhos
para canarios, tudo feito com seguranca
e perfeico, aos que nos bonram com a sua
amizade solicitemos sua preferencia ao cou-
summo do nosso excellente p3o, bolaxa e
massas doces de araruta torradas ; certos
de que envidaremos nossos maiores esfor-
cos para "Sempre serem bem servidos.
. esquina
da ra larga do
hqsario.
Este importante estabelecimento no seu genero, tem sempre um sortimento sem igual,| esquina
e vende por presos que nenhuma outra casa pode vender. a raa iargad0|
vista da qualidade e do pre Garante-se ser tudo de lei. Compra-se ouro, prata e pedras finas por pre vados. IJ
A loja est aberta at s 9 horas da noute.
m
V

v



Diario de Pernambuco J Sexta feira 16 de Abril de 1869.
PBOCESSOS
M prrfelf des
PARA
TIM-IH
LIMPAR
Lastrar
A VAPOR
E IIIPK1HIK
r Jos Soares de Azevedo, professor de
lingiia e litteratura nacional no gymnasio
provincial do Recite, tem aberto em sua
casa, ra Bella n. 37, um
CURSO DELINGUA FRANCEZA
DE GEOG1UPHIV B HISTORIA
DE PH1I.SOPII!A
DE RHKTORRUE POTICA.
Os estudantes que pretenderem frequen-
lar qualquer destas disciplinas, podem diri-
gir-se indicada residencia, de manbaa at
as 10 horas, e de tarde a pial-iuer hora.

i
F. A. SALINGRE & C.
TIWTITREIROS
29-RUA SETE DE SETEMBRO N.-29
RIO DE JANEIRO
F. A. Salingre 6 G. tm a honra do participar ao respeitavel publico que,
nio tendo poupado esforcos nem despezas, o seu estabelecimento est hojc par de
qualquer d'este genero na Europa, pois possuein machinas dos processos os mais aper-
feicoados, executadas por bons otficiaes que trabalhram as primeiras otlicinas de Paria
e de Lyon, e por isso podem garantir aos seus freguezes toda a perfeico nos seus
trabalhos.
NOVA INDUSTRIA
TAMBEM FAZENI
I ?1 llf HNNAO KM TECI1MM
Ama de leite.
Precisa-se de uma ama de leite sni iilho : a
tratar no Coracao de pnro n, 'i D, ra do Cabug.
Club Fernambucano
A partida do corrente mez, ter lugar
na noute do dia itt.
Esta nova arte satisfaz os caprichos das senhoras e tem grande voga
em Franca, pois sobre as cores lisas fazem-se impresses de lindos desenhos,
de qualquer cor, vontade do freguez. Os vestidos de seda e outras fazendas, que
at agora s podiam tingr-se de cores lisas, ja' por este systema ficam impressos
de um bonito desenho de cor, produzindo assim mu effcito vantajoso. Tingem,
lavam e tiram nodoas de qualquer qualidade de fazendas, seja roupa de homem ou
de senhora.

irf-
g (T^lcr
* Sigo
2 3 S I
ti?
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% ? g
=? g* o c 2*
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S o o as
S.S* Es
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Mla
|llff

VALOR THERAPEUTICO
DO
XAROPE DE QUINA FERRUGINOSO |
DE 6RIMIULT E COMP.
*hi
d. S. A. I. o principe W.poleko, m Vari.
A usoriacSo do ferro e da quina resolveo um e faz com que se congraiulam os mdicos dos relevantes servicos que Ihes presta esta pre-
paraco. .
Com effcito, ninguem ignora que a quina, em mateira medical, o melbor tnico que se
possa empregar, sendo, sobretudo, unido ao Phosphato de ferro, a mais estimada das pre-
paracoes ferruginosas, pois que entram na sua composicJo o ferro, elemento do singue, e o
phosphato, principio dos ossos.
Por isso, julgmos que, para os srs mdicos, serio interessantes as observaedes feitas pelos
seus collegas, os mais disli netos de Pars:
Este Xarope produz os mais felizes resultados nos casos de dyspepsia, chlorosis,
amenorrhea, hemorrnagias, leocorrheas, febres typhoidas, diabetes, c quando precisa
< restabelecer as torca dos doenies e restituir ao corpo as forcas alteradas ou perdidas.
ARNAL, medico deS.M.o Imperador.
urna das raras combinaedes que, ao mesmo tempo, satisfazem o medico e o doente/ Em
t quanto a mim, eu a considero como a mais efiicaz preparaco ferruginosa, cujo uso 6 dos
i mais agradaveis para os doentes.
CAZENAVE, medico do hospital SaintrLouu, em Parts.
Com esta preparaco d'uma lonna agradavcl, e fcil de digerir, administra-se aos
doentes doia medicamentos importantes.
CHARR1ER, chefe de clnica da FaeuUade de Pars.
Eu emprego com o niaior xito o Xarope de Quina ferruginoso, c o considera como
una das mais felizes inndvacdes, na mateira medical.
CHASSAIGNAC, cirurgiio em cheft do hospital Lariboisire.
Este medicamento, semprc bem aceito pelos doentes, deo-me constantemente os tnait
vantaiosos resultados.
1IERVEZ DE CHEGOW, membro da Academia de medicina.
A limpidez d'esta preparacio, o seu gosto agradavel, isento de qualquer sabor de
t ferro, fazem d'ella um medicamento to efficaz como agradavel.
MONOD, addido d Faculdade de medicina.
tuna
Deposito em Pernambuco, em casa de
e\
>
DQENCAS has CRIANCAS
XAROPE de RABAIVO 10 DADO
IoeGWMAULT e:Ca.pharmaceuticos wi PARS
Este medicamento goza era Paris e no mundo inte.re de ama fama justamente merecida, por
char-se intimamente combinado nel e oiodo com o sueco das plantas anscorbuticas. cuja efflceeia
bem roDhecida e as quaes j naturalmente existe o iodo. E' cora este motivo que elle suppre
^v^a^ll0H-^!g^M,leBae*lno^ue leve, secundo oe homens scienficos, aTm
ellicacia < presenca do iodo. E' uruciosa na ini.m..,,.* aL..<___________w..___i___l..;___
digeslio, e restitue ios tecidos a sua firmeza e vigor natm^^ d. r^inio medieo.
esiHWialisus para combater as diversas affeccoes la pelle^ receMMO pete* me-lieos
Deposito em Pernambuco, em casa de
! *.
AMA
204
Paga-fc aquantia cima indicada a urna mu-
Iher forra ou escrava, que cozinhe e engomme, e
se encarregue de todo o servico de urna casa de
pone* familia : ua ra da Croa n. 63, 2 andar.
Tambeni se precisa alugar urna negrinha para
arrugar una menina. ____________________
Casa para alugar.
Aluga-se o 21 andar com sota da c.isa da ra
da Gadeia n. 10 : a tratar na ra do Crespo n. 8,
e-quina.
Irmandade do Divino Espi-
rito Santo.
A mesa regedora em sesso de 12 do corrente
ton, a pedido de. muitos inna->,'delibera!ido_fazer
a festa de seu Divino Padroeiro com simplicidade,
c a tarde a procissao, visto ir j dar couieco s
obras da capella-mr, e nao Ibes ser possivel fazer
a sobredita fosta com aquella pompa e magnillcen-
cia coslumada, afn de na> cancar aos irmaos
com ln repetidos bolos, pois que tem de os in-
commodar para as obras ; pede, pois, aquelles que
voluntaliatnento quizeremeoncorror com suas es
molas para a procesan, de o farerem, dirigindo-se
ao thesoureiro o Sr. Maocl Rodrigues da Silva,
na ra do Queimado n 37, conciliando por esta
forma os desejos que nniitos teein manifestado de
nao deixar de fazer-se os ditos actos.
Manoel Luiz da Veiga,
Escrivao interino.
Joaquim Jos Gon-
calves Beltro
RA DO TRAPICHE N. 17, 1. ANDAR.
Scca por lodos os paquetes sobre o Ban-
co do Minho, em Braga, e sobre os seguin-
U3S logares em Portugal:
Lisboa.
Porto.
Valeria.
Guimaraes.
Coimbra.
Chaves.
Viseo.
Villa do Conde.
Arcos de Val de Vez.
Vianna do Castello.
Ponte do Lima.
Villa Real.
Villa-Nova de FamalicSo.
Lamogo.
Lagos.
Covilha.
Vassal (Valpassos).
Mirandella.
Beja.
Barcellos.
mmm&mmm*mm
UTIIilDADi:
Aos 500 pares de brincos, j
Chegou e vende-se no Corac5o
d'Ouro, ra do Cabug, brineds de
rnosinhas com urna franja penden-
te a um rico desenho e ouro de
lei, pelo pequeo pre?ade i5#000
cada par. baratissimo.
Ao Sr. Francisco do Prado
Una ponan que mora no Nutro desta provin-
cia, e que em 1837 licou devendo ao Sr. Francisco
do Prado, naquella poca estabeleeido com padaria
roa do Livramonto, e que quer pagar ao mesmo
Sr. Prado perla quantia, roga-lhe, M nesles dous
ou tres dias ao mais tardar, de dirigir-se ra
de Hortas n. %, onde acha-se o annunciante ha-
boletado, das 3 as 6 horas da larde, antes que o
annunciante retirc-sc para o centro.___________
ATTEMu
-Francisco Ribeiro Guimaraes !;>/. publico que
tem jnsto e contratado rom o Sr. lose Nulo da
Cunta 8 sua labcraa sHa i ra dn Snnta hila n.
I.livn- 'l-'v!iiii:n;t.;;ul;i :e neaiquer otms : nor-
bintuqtn'in "juljar cumiliri-to a afeante-, pode
j n-elama-ln no praao de tres dtas. Roetfe 13 de
| tibr df 1869. _____
ifaooef Joantiim Peieira lendo de embarcar
no vapor inglez /.-/ 'hita \m-\ Lisb a, vem por
este meio despedir-se das pesaoaa J-' sua amizade,
deixando de o l'azer pessoalmento por falta de
lempo, polo qoc Ihos pele dcacnlpa ; e aproveita
a opp.iiiunidade para onVrwer-lnes os sena apou-
eados servicos naquella capital ou cm qualquer
parte que se ai-he.
A [pinna que annunciou ter pratica de sec-
eos e molhados deixe carta nesta typographia com
as iniciaes P P, indicando quaes as pessoas que
podem informar a sen respeito.______________
ugommadelra.
Precisa-se de urna criada para engommar : na
ra do Imperador n. 73,2o andan________^^
Precisa-se de um caixeiro de 14 a 16 annos,
que tenha alguma pratica de taberna : na ra da
Aurora n. 56.
Precisa-se
alugar dous escravos, agradando paga-se bem :
na fabrica a vapor de cigarros na antiga ra do
Qnartel de Polica n. 21.
AM
Precisa-se de urna ama para castre pouca fa-
milia : na ra de Hortas n. 1W. 2o andar.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de urna s
pessoa : na ra da Senzala n. 128, 2o andar.
LIBRAS STERLI vAS
a 13300 : em casa de Silva Barroca, ra da Ca-
deia n. 1.
Miguel M.-in-ellino da Guala, de menor idade
( o annos ) retira-so para Portugal, levando como
criada a mulata Joauna, ojQO foi escrava de Miguel
Joaquim da Costa.
Manuel Joaquim 'ereira avisa a quop int.v
ressar possa, que duraute a sua ausencia desta
pii.vincia dona boom pneundor dos 'eos ueg.>-
Coj partii-ulan;s a st*i tio a socio o Sr. Jbaqmni
Antonio Perera.
IYocam-se
Ama
.Va ra da Cadeia do Recife n. 2, precisa-.-e d
urna ama para conhar.
Ohama-se a attenco
Kipidio Feliciano Pareira de Lyra convida a lo-
dos os seus credores a rompareccrem em sua co-
clteira ruado Inijicrador n. 11, saobado 17, as 9
horas do dia.
i9 notas do banco do Brasil e das caixas flliaes,
ra descont muito razoavcl : ha praca da Inde-
)eudencia n. 22.
i! Lili lili
Resta venda um escolliido soi lmenlo de ob-
ectos de marcineria, como sejam. mobilias de ja-
;arand.mognoeamarello, obra nacional e estran-
zeira, de apurado gosto e por prero razoaveis :
a ra estrella do Rosario n. 32." Xesta raesma
sa fazem-se com perfei^ao todos" os trabalhus de
palhinha, como sejam, empalhamentos de lastros
jara camas, cadeiras e suplas. _____.
Ama
Procisa-sc de urna ama forra ou captiva para
comprar e cozinhar, para duas pessoas, paga-se
bem : na ra da Cadtia n. 29, 2" andar.
AMA
Precisa-se alugar urna ama para casa de
mocos solteiros. Ra do Jardim n. 7, nos
Cot-lhos.
Acha-=c fgida a escrava de uome Luza, pre-
ta, itladc 22 annos, pouco mais; ou, menos, cara
redonda, altura regular, seios um pouco cresci-
dos, e bem corpulenta : roga-se as autoridades
policiaes e a qualquer pessoa que a apprehendam
c conduzamna casa de seu senhor, na sua Di-
reta n. 137, que generosamente gratificar, pro-
testando desde j usar dos meios que a le he fa-
culta contra quem a livor oceulta anda mesmo
sob qualquer pretexto.
ATOPO
Nova confei'tarta e hotel, ra Di-
% reita n. 59,
Nesta casa aprotnptam-se com pcn'eicao, asseio,
delicadeza e presteza, toda e qualquer qualidade
de iguarias proprus para eb e sobre-musas ; e
igualmente se apromptam almocoit'janlapas, ser-
vindo-se na mesma casa ou tora, por precos cora-
modos, para o que tambem ricebeni-se assigna-
turas.___________________
Gremio Recreativo.
0 director do corrente raez convida aos senho
res socios em geral para comparecerem domingo
18 do corrente, ao recreio do costume, das 7 ho-
ras s 9 ; os qnaes por motives justos estavam
parausados : espera-se, portanto, a presenta dos
seus dignos coilgas.
Secretara da sociedade Gremio Recreativo 16 de
abril de 1869.
O 1 secretario,
Manoel CaKsto de Souza.
.AVISO
U escrivio da irmandade de N. S. da Conceico
da igreja da CongregaSo convida aos irmaos da
mesma irmandade para reunirem se no consbto-
rio da mesma igreja no domingo 18 do corrente
mez, as 9 horas do dia, para em mesa geral se
tratar do negocios da mesma irmandade.______
Ama
Precisa-se de urna ama para cozmha : no caes
do Ramos, sobrado n. 32, 2 andar.
Alga-se um armazem proprio para qual-
quer nefocio : a tratar na ra da Concordia nu-
mero 12____________ _________
Fugio no domingo^proximo passado, de ri"
tio unlo a igreja de S. Miguel da freguezia dos
Alegadas, o prelo escraVo Manoel, crioulo, idade
30 annos, pouco mais ou menos : quem o pegar
e o levar ao raesmo silio a ceu senhor, sera bem
gratificado.
Vinho degestivo de
chassaing
COM
PEPSINA E DIASTAEX.
Remedio por excellencia para cura certa
das digestoes difflleis ecompletas, acalmar
as dores gastralgicas, e reparar as forcas
produzindo urna assimulagao completa dos
tlimentos; sendo mais um excelente touico.
ii:\iii>sf
PHARMACIA E DROGARA
DB
Bartliolonieii 3 iRA LARGA DO ROSARIO34
O Dr. Mnoei Enediho Regj Valenea
pode ser procurado para o excrcicio do
sua proffsso de medico a ra da Gam-
boa do Carmo n. 21, Io andar.
luga-se urna casa no Poco na iravessa do
Quiabo n. 6, perlo dos trilhos urbanos : a tratar
na ra da Cadeia do Recife n. 2.
CASI DA FORTUNA
Aos 4:000$
Bilhetes garantidos.
A ra do Crespo n. 23 e casas do costume.
0 abaxo assignado tendo vendido nos seus mui-
to felizes bilhetes garantidos I meo n. 2936 com
a sorte de 4:000$, 1 meo n. 3523 com a sortc de
700, 1 inteiro n. 280 com a sorte de 202.3, e
outras militas sortos de 1003, 40i o 20 da lotera
que se acabou de extrahr em beneficio da igreja
de Nossa Senhora do Livramenio de Pao d'Alho
(101), convida aos possuidores a virem receber
seus espectivos premios sem os descontos das
leis na casa da Fortuna roa do Crespo n. 23.
Acham-se a venda os da 1* parte da lotera a
beneficio da igreja de S. Sebastiao do Bonito
(102), que se extralira terca-feira 20 d-. corra*
te mez.
Preco?.
Bilhete.....4*000
Meio.....2*000
uarto.....1*000
Emporcae de 100* para cima,
Bilhete.....3*500
Meio......1*750
Quarto..... 875
Manoel Martina Finza.
BARTHOLOME ft C.

Os abaxo assignados, propretarios dos so-
brados da ra da Cruz ns. 37 e 45, declaram a
quem convier que nesta data tem. constituido seu
bastante procurador para o Km de receber os alu-
gueis doa referidos predios ao Sr. Bernardo Tei-
xeira de Moura, ficando assim cassada a procura-
rn dada ao Sr. Manoel Jos da Fonceca, que se
retira para a Europa.
Recifel de anrl de 1869.
Eugenia Teixeira de. Moura.
Marianna da Cunha Teixeira.
Bernardo da Cunha Teixeira.
O abaxo assignado previne ao publi-
co de que est tratando de propor, por
via de seu cessionario Mathias Lpez da
Costa Maia aeco de sunegados pela pri-
meira vara municipal dcsta cidade, contra
Jos Joaquim de Castro Moura, como tes-
tamenteiro e inveiOariatHe dos bens deixa-
dos pelo finado Jos Joaquim Borges de
Castro ; para que ninguem faca contracto
algum, gratuito ou oneroso-sobre os bens
do dito Moura, que est3o sugeitos a resti-
tuido dos sunegados e da pena legal, do
duplo nJor delles; e para que nao se pos-
sa alegar ignorancia ou boa f, faz o pre-
sente.
Recife, 13 4e abril de 1869.
Jos Maa de Castr:
PARA USO INTERNO
PREPARADOS SIMPLES
Xarope de jurubeba garrafa. 4 000
Vinho de jurubeba garrafa. 1#600
Pimas de jurubeba vidro. 1)5*600
Tintura de jurubeba vidro. 640
Extracto hydracoolico de juruMIba. 120500
PREPARADOS COMPOSTOS.
Vinho de jurubeba ferruginoso garrafa. 2)$000
Xarope de jurubeba ferruginoso garrafa. 1^600
Pihuas de jurubeba ferruginosa vidro. 2|000
Oleo de jurubeba vidros. 640
SJPomada de jurubeba pote 6i0j
i Emplastro de jurubeba libra. 2(5500
PARA USO EXTERNO
4, 'A JURUBEBA*
tsta planta hoje reconhecida como o mais poderoso tonteo, como nm excel-
lente desobstruente, e como tal applicada nos engorgitamentos do# ligado e bago, as
hepatites propriamente ditas, ou ainda complicadas com anazarchas, as inllammac6cs
subsequentes as febres intermitentes ou durezas, nos abeessos internos, nos tumores es-
pecialmente do tero e abdomen, nos tumores giandulosos, na anazarcha, as hodrope-
zias, erysipellas; eassociada as preparagoes ferruginosas, ainda de grande vantagem
as anerajas, chloroses, faltas de menstruacSo, leucorrheias, desarranjos atnicos di
estomago, debilidade orgnica e pobreza de sangue, etc.
O que dizemos affirmam os mais distinctos mdicos desta cidade, entre os
quaes podemos citar os Illms. Srs. Dr. Silva Ramos, Aquino Fonseca, Sarment, Seve,
Pereira do Carmo, Firmo Xavier, Silva etc. Todos elles reconhecem a excellencia d'esh;
poderoso medicamento sobre os demais at hoje conhecidos para todos'os casos citados,
tanto|que todos os di fazem d'elle applicaco.
Apresentando aos mdicos e ao publico em gerai diversos preparados da jura-
beba, tiveraos por fim generalisar mais o uso d'este vegetal, fazendo desaparecer a
repugnancia que at hoje sentiam os doentes de usar dos preparados empricos d'elle, e
mais das vezes repugnantes a tragarem-se, e que tinham ainda a desvantagem de n
ser calculada a dose conveniente a applicar-se, o que torna muitas vezes improficuo un
medicamento, que podera produzir ptimos resultados.
Os nossos preparados s foram apresentados depois de havermos conveniente-
mente estudado a jurubeba, fazendo as experiencias precisas para bem conhecer as pro-
priedades medicamentosas d'esta planta em suas raizes, folhas, fructas ou bagas, e a
dose conveniente a applicaco, tendo alm d'isto procurado levar os nossos preparados
ao maior grao de perfeico possivel, para o que nao poupamos esforcos, nao nos im-
portando o pouco lucro que possamos tirar.
Por tanto os que se dignarera recorrer aos nossos preparados podem ter a
certeza de que elles offerecem a garanta, de que se pode encontrar, a prompta e infall-
velcura de qualquer dos soffrimentos, que deixamos innumerados, se forem em tempo
applicados, tendo alm d'sso, medico eu doente a vantagem de escolher as nossas va-
riadas preparar-oes, aquella quemelhorlhe pode convir, j pela fcil applicacjio, ejpela
complicacSo das molestias, idade, sexo, ou ainda natureza de cada individuo.
As nossas preparaces ferruginosas s5o feitas de forma que se tornam comple-
tamente soluveis nos suecos gstricos, porque procuramos os compostos de ferro que
como taes esto hoje reconhecidos.
Para aquelles que mais minuciosamente queiram conhecer as propriedades da
jurubeba, e saberem a applica<;5o de nossos preparados, dcstribuimos gratnitameiiie
em nosso deposito um folheto, onde tratamos mais extensamente d'esta planta e doa
mesmos preparados.
*
Deposito
geral de
todos os preparados
Botica e drogara
34Ra larga do Rosario34.
GUSTAVO WERTHEIMER
Tendo montado urna completa oflicina para concert e akinaco de mam e
tendo contratado para o mesmo fim o experimentado contra-mestre Sr. A. Rastouil
chegado da Europa pelo ultimo paquele.tcm a honra de reeommendar este seu estabele-
cimento s Exmas. familias Pernambucanas, prometiendo promptido e perfeico no
trabalho.
Hua Tormosa i. 14
Frederico Maia
Cirurgio deutista pela escola
de medicina
do llio de laueiro.
Tem a honra de participar ao rcspeltavpl publi-
co desta capital e seus suburbios, que tem aberto o
seu gabinete de consultas e operaeoes dentarias a
ra Direita n. i2, primeiro andar, onde pode ser
procurado todos os dias das 8 horas da mar.t.a as
3 datasde. Elle acha-se competentemente habili-
tado para com perfeico collocar dentes artificiaes
por qualquer dos systmas, e bem assim desempe-
nhar qualquer outro trabalho concernente sua
prolissao. O mesmo, recouhecendo que nem sem-
pre possivel s senhoras ou enancas sahirem a
procw aro remedio, offerece-se a remover qual-
quer obstculo, declarando que na cidade se pres-
tar a qualquer chamado sem que isso influa cousa
alguma na commodidade dos procos de cus traba-
lhos, e quando para fra della assim mesmo ser
precedido de um ajuste rasoavcl, garantindo elle a
segurangae perfeico de seus ditos trabalhos. Em
seu gabinete se encontrar constantemente excel-
lenteps dentifricio, elixir e outras medicamou-
tos oaonlaJgicos : a ra Direita n. li, primeiro
andar.
GURA DOS CALLOS.
PELA
* Pomada galonpean.
Deposito especial
Pharmacia de Bartholomeo & C.
34------Ra larga do Rosario------34.
EGROS
MARTIMOS
COMTRAFOflO.
A Companhia Isdemnisadora, estabelecida
esta praca. toma seguros martimos sobre
navios e seus carregamentos e contra fogo
em edificios, mercadorias e mobilias: a
ra do Vigario n. 4, pavimento terreo.
MOFINA
Sr. Antonio Francisco Duartc e son roano Dr.
Maximiaao Francisco Duarte, venham roa Di-
reita n. 63, loja do Braga & C.______________
Para cosinha.
Precisa-se de um escrava que cosinhe berr.: na
ra do Crespo n. 23.
imiii m m mmmmm
19 O abaixo assignado tem escripterio a Wtt
H ra di Imperador n. 3S, 1 anear, e abi S
I pode ser procurado para os misteres 'je 8
9g sua profisso de advogado e negocios B|
g particulares das 10 horas da manhaa as 2S
P S da tarde. .....
Manoel Joaquim Nlveira.
Aluga w ama ama portngi&ea qno seja de
inei idade. ou mesmo naoionai, para and ir com
tres meninos, lavar e en-roninuir para os meamos,
e ter todo o cuidado nelles : a tratar na Estancia,
cas* l. 4.
Aluga-se a otea n. 40 da travessa do Gazo-
nietro. com quintal e cacimba, por 8000 mejisal :
a tratar no sobrado juBto a fabrica do gaz.
Ama
GRANDE HOTEL
i un
Inaugurou-se este commodo e elegante
estabelecimento d'onde os seus frequenl;!-
dores poderao apreciar a especialidade na
confeceo dos gneros alimenticios.
As bebidas sao as mais primorosas e re-
commendadas.
A decencia e bom servico primara D/esta
casa no bello gosto oriental.
Mandam-se domicilio comedorias, tani.
avulso, como por assignatura mensa!. Os
precos s mdicos e convencionaes.
lia urna espacosa e bonita sala para o
elegante jogo de bithar.
Ha tambem aposentos commmodos eben
mobilhados para hospedagem.
Ra larga doEosario
n. 44.
Fundico da Aurora.
Nesle vasto estabelechnente sempro seeneoni..
um completo sortimento de taixas de ferro batid'
e fundido, fabricadas recentemente, e se fabrican^
de qualquer molde a viutade dos compradores,
re^os razpoaveis.________________________
Se br bom.
Pagar-se-ha bom um molequo que se pretenda
alugar : na ra larga do Rosario n. 44, Io andar
Em casa de THEODORO^CHRISTI-
ANSEN, ra da Cruz n. 18, encontram-se
eSectivamente todas as qualidades de vioho
Bordeaux, Rourgogne e do Rheno.
lliilosiias do peie.
A farinha de S. Bento o nico alimento cap
de sersupporlado pelos estmagos fracos, o ma.-
convcniento pelos seus bons resultados s pessoa.-
atacadas de molestias do peito, aos coavalescen
tes, s pessoas enfraquecidas por toda a qualldad-
de excessos o s senhoras que teem perdido a-
cores pelas perdas dcsanguo : nico deposito, n
pharmacia do Pinto, ra larga do Rosario n. 10.
Prejisa-sc de urna criada livre ou oscrav;i
que saiba coer, engommar e fazer os arranjo
domeslicos de uma familia coraposta de 4 pesanas
dirija-te a ra do Trapiche n. 14, 2o andar, con -
sulado francez.
CONVITE
O Illm. Sr. presidente da sociedade Nova Tern-
sychore convida a todos os senboros membros na
mesma para no dia 18 do corrale mez, ao mei"
dia, se reunirem em assnmWa geral na casa em
que bmedona a soriedado, ra ostreila do Rw-
rio n. l, afim de se disetHireai es estatutos, poi-
que se ha de regirlar a mesma sociedade no de-
sempenho das suas diversas obrigacies. Ourrn
sim, declara o mesmo Sr. presidente, que se na i
reunirem-se pelo mono 16 socios, r a discu
sao dos mesmos estatutos commetti*a uma c
minio por elle nomeada, visto como, tendo mn
j iwr dins vezes conreada a assemhlea gen.
para o fin cima aclarado, nao tem podido ata
funecionar pela falta eonsideravel de socios. &
ctfe em l de abril de 186.
O Io secretario,
Vicente F. Leal.
Desappareceu do sitio viveiro do Muniz um:.
Precisa^ de uma ama forra ou escrava para vacea da cor raposa, rom umaJ^J" <*-
comprar Tozinhar para nina casa de parala- um ladojnmo osi vasioa,^cora os chK tarado*
milia : na rna das r.mzes n. S, 1 andiTpP>le- aqual nao grande :qum a contrar I
re-sc escrava e paga-sobem agradando. 'dito sitio, que sera recompensado.


Diario de Pernambueo Sexta feira 16 de Abril de 1869.


_,
a ESMERALDA
_ 3* W
9* J
1
Moreir Duarte & C. tendo feito urna
eomplea reforma no seu estabelecimento
de joias da ra do Cabug n. 5, (junto a
loja de cera) acabam de reabri-lo ao res-
peitavel publico, a quem offerecem um es-
plendido sortimento de joias as mais mo-
dernas e primorosas que teem vindo a esta
praca, e por presos o mais resumido pojssi-
vel. Tambem compram ouro, prata e pe-
dras preciossas.
LEMPRESTIMO SOBB
p
(SEM LIMITE.)
\a Iravessa da na
das Cnizes n 2, pri-
Hieiro andar, da-se qual-
m per quantia sobre ouro,
prala e pedras preciosas.
O dono (leste estabelecimento,
competentemente autorisado pelo
governo, est as coridices de ga-
rantir a transado que se fizer em
sua casa, prometiendo todo e zelo
e considerado s pessoas que se
dignarem de honra-lo em seu esta-
belecimento.
Na mesma casa compra-se ouro,
prata e brilhantes.

RA DO CABLG N 5.
m bom professoT francez deseja encarre-
gar-se do ensino dessa lingua em algnm engenho.
ratera tambem encarregar-se do cnsinar geogra-
pha, mathematicas-, physica e latim : pode ser
procurado a ra Nova n. 2-">, ph; rmacia do Sr.
Maurer.__________________________.
Precisa-se de Mi ama que tenha bastante
lete : na ra do Pilar n. 180, segundo andar..
Precisa-se de um caixeirt com pratira de
Uiberna de 16 a 18 Minos : no pateo da- Ribeira n.
13. *__________________________________
O cirurgiao Jos Antonio Marques mudon
sua residencia para a ra de Apollo o. 33, primei-
ro andar- ____________
Precisa-se na ra da Cruz n. 33 de urna ama
para cozinhar em casa de pouca familia, d-sc
preferencia a escrava._____________________
Precisa-se alugar nm preto de meia dado
para o servico de casa: na praca da Boa-Vista.,
botica n. 6.
Precisa-se de urna ama de bons costumes,
?|ue saiba bem engommar e cozinhar na ra do
mperadorn.^65,2 andar.
Os abaixos asignados previnem quera quer
que comprar em leilo ou em particular a arma-
fao e utensilios da venda sita no pateo do Terco
n. 30, perteneonte aos Sis. Brito & Inna'>, que a
mesma armacao e uiensilios se acham abrigados
ao pagamento das quftntias de 39*440 e37900 rs.
que os meamos Srs. estao dovendo aos ann un-
canles, e para que nao naja duvida fa/em o pre-
sente ajnnnncio.
Manoel Pedro de Soronka,
____________^ Henrique da Silca Mura.
RA__B5FXJ_fc~
DA
FABRICA NACIONAL DA BAHA
DE
TEIXEIR FHEDERICO C.
Acaba de ebegar a este mercado urna por^o
deste ptimo rapV, nico que pode supprir a falta
do princeza de Lisboa por ser de agradavel perfu-
me. E' fabricado pelo systema do Areia Preta,
porem tem sobre este a vantagem de ser viajado,
o que para este artigo urna especialidade. as
pocas da Babia, do Rio de Janeiro c outras do
imperio tem o Rap Popular sido asnas aceolhido,
e provavelmentc aqui tambem o sera, logo que
seja couhecido e apreciado. Acha-se venda
por preco commodo, e para quem comprar de 30
libras para cima, far-se-ha um descont de 5 0/0,
e de ido libras para cima o de 8 0/0 : no escri-
torio de Joaquim Jos Goncalves Beltrao, ra do
Commercio n. 17.
LIMA, LESSA & C.
It
1
N.-U.
0 rospeitavol publico encontrar nesta officina habis meares e bem conhecidos
.;:', anjainatnlo-se o melhor desempotilio conformo o gosto e vontade do freguez,
as-im como a maior pentualidade na entrega das obras; recebemos de Paris, por todos
os vapores, os mais modernos figurinos para nao haver nada a desejar; bem como
,iris> encorameodas de casimiras modernas e outros artigos proprios para homens;
tensa grande depositado roupas l'eitas de toda a qualidade, como sejam: camisas
ezas, inglezas, chapeos de sol de seda trancada, o que ha de melhor, grande
nenio do ineias, colatinhos, punhos e grande novidade ein gravatas modernas,
ment completo sortimento do fazendas Anas e roupas feitas, sendo os precos os
mate baratos posareis.
RH LARGA N ROSAIIO IV. 37
Este acreditado estabelecimento augmenta
lia em dia quanto possivcl para dt-
gar ao enme do bem viver.
Aiiin dos saborosos manjares lonfeccio-
cados com o melhor asseio, tem bellos apo-
genlefl lio hospcilageiH, tanto para urna t
pessoa, como para numerosa familia.
A agua, indispensavel elemento para a
vida e hygiene, temo-la sempre em abuw-
i i [ara facilitar excellentes banhos.
Ha tambem urna boa bibliotlieca e perio-
tackuutes e estrangeiros, piano para
to, buhares, etc. etc.
Senda ociosa qualquer recommendaeo
I ara Se acreditado estabelceimento, omit-
imos uaifl prembulos, fazendo ver por
fim, me o bom servico, wrdom e moralida-
de uperam n'esta casa, como observancia
I llmente que poann.
Comederas a la caite.
CHARITEMA E PETIT RESTALRAST
Annexos ao Hotel Central, ra estreita d-
Rosario n. i A, andar terreo.
Para dar a conhecer a variedade infinit
de chanitos de Havana, Babia, Rio, etc. qa
existem neste novo estabelecimento pre?
cindimos dos annuncios pomposos que ge
ramente se azem, reduzinde-no* apenas i
tres letras- que s5o tres bbb bom, bonito i
arato. A' vista do genero annunciado po
de-se julgar de nossa veracidade. Esta cas;
gosa tambem das eondiees de um eleganb
e petit restaurant onde se pode ver a es
pecialidade dos fiambres e salames de Lioi
para lanches e at fazer urna boa colacjo
juntamente com os principaes vnoos d<
mercado, sobresahindo entre o bom a pur;
o fervente champagne, o mui 6aboroso Rbe
no, a primorosa cerveja, o licor espirituoso
o quanto pede urna mesa. Faz-se nonti
swvete e variedade de refrescos.
O Dr. JoAo Alfredo Correia df.0li-
veiha. nao podendo despedir-se pessoal-
mente de todas as pessoas que o honram
com sua amisade, o faz por este meio, of-
ferecendu-lhes o seu limitado presumo na
corte do imperio para onde segu tomar
asseoto na cmara temporaria.
Anna Igucz dus Sanios Muiiteim, mulher do
finado Antonio Tiburcio da Costa Monteiro agra-
dece cordialmente a todas as pessoas que tiveram
a caridad.* de acmripanliar os rcsuis mortaes do
mesmo tinado at o cemiterio publico, Hspccial-
mente a sociedade Monte Pi Popular Pernambu-
cano, da qual era elle >whi.
- Precisa-se de nina ama de bom costunie
que saiba bem cozinhar : na ra do Imperador
o. 6o, segtfudo andar.
Precisa-se de urna ania pra casa de duas
pO0M : na ra da Uno n. 83
Precisa-se de uina ama para cozinhar e
"omprar : na ra do SenhorBom Jess das Criou-
lai b, 41._______________________________
Aluga-se urna escrava para o servido de ca-
sa : no pateo do Terco n. 31, primeiro andar.
Precisa-sede um menino para caixeiro, pre-
ferindo-sc dos ltimos chegados da Europa : no
pateo do Cam o n. 9.
Agradec ment
M.tnoel Fereira de Araujo declara ao respeita-
vel pnblico, que deixou de ser caixeiro dos Srs.
Beltrao & Irmaos desde o dia 13 do corrate, a-
sim como pede aos mesmos senhores desculpas de
algunas faltas commetlidas, e Ibfifl agradece com
franqueza o milito bom tratmento que teve em
sua casa.
OITereco-se urna inullier na ra da Gloria n.
6, para cozinhar, lavar c engommar particular-
mente.
COMPRAS.
PEDIDO
Pede-se ao Sr. Manoel da Costa Pereira,
p raticante da repartico das obras publicas,
ora em Jaboat5o; que comprela a ra
Augusta sobrado n. 1W, afini de saldar o
seu debito oh pagar o que puder. e isto
com brevidade.
MISO
i
Eu abaixo assignado, faco sciente ao publico
com especialidade ao corpo do commercio, que
deixei de ser c;.xeiro do Sr. Satyro Seraphim da
Sil v.-i. nosta prseme dala.
Recife, l'i de abril de 1869.
Luiz Carlos Brandao.
Precisa se de duas amas, sendo urna para com-
prar e cozinhar, e outra para engommar, forras
ou escravas : na ra Nova, loja n. 11.
Fngiram na noite de 8 para 9 do corrente
do engenhoRola freguezia da Escad.i. es f=pravos
Tranquilino e Silvestre os quaes tem os signaes
seguintes : Tranquilino, mulato, idade de iO an-
nos [Kiuco mais ou menos, baixo, grosso, com o
dedo pollegar de nma das maos aleijado, pea gran-
des e largos ; Silvestre, preto, boa Agora, secco
do corpo, pernas linas, pea descarnados e quando
falla mostra os dentes como quem n : quem os
capturar leve-os a Manoel Antonio Dias em o re-
ferid:) engenho Rola estacSo Frexciras ou a Al-
bino Jos Ferreira da Caoba largo de S. Pedro n.
I", que ser bem gratificado.
Precisa-se de uina ama que cozinbe com per-
fcicao : na ra do Viga rio n. >, terceiro andar.
Josefina Benvinda da Cunha Souto-
Maior, antorisada pela directora geral da
j instruceSo publica desla provincia, a ensi-
' nar o sexo feminino; faz sciente ao publico
que em virtude da autorisatao, propoe-se
a ensinar nao s primeiras lettras, como
tambem a grammatca portugueza, bordar,
labiryntho,^ trabadlos de laa, flor de -era
etc, para o que tem aberto a sua aula na
casa de sua residencia, ra da Iinperatriz
numero 63 primeiro andar, onde "poder
ser procurarla.
Precisa-se de um caixeiro para nadara : na
ra Real casan 2! (do Manguinbo.i
Com mutto maior mntagem
Compra o Coracio de Ouro, n. 2 D, roa do Cabu-
, moedas de ouro e prata o pedras preciosas.
COMPRA-SE
Compra-se moedas de ouro c prata, bem
como libras sterlinas por maior pre?o que
em outra parte, na ra do Crespo n. l
Io, andar.
Ouro e prata
em moeda e em obras nutilisadas, compra-se por
bom preco : na praca da Independencia n. 22.
Paulo Jos da Costa Araujo e Manoel Mar-
tina Fernandes, fazem sciente ao rcspeitavel publi-
co, que tendo sido por Paulo Jos da Costa Arau-
jo tendida a botica da ra do Imperador n. 38, e
tendo letras acceitas por Paulo Jos da Costa A-
raujo, c endcadas por Manoel Martins Fernandes,
o endosante declara que ser;.o por elle pagas nos
vencimentos : na ra do Queimado n. 42, casa de
Joaquim Narciso da SiWa, ende tamben se dea-
coBta.
Ama
Precisa-se de urna ama para todo o sent?/) de
duas pessoas : na ra da Iinpcrutriz n. 30, segun-
do an-L. ___ ___
-
lahd;.
Caixeiro
Offerecc-se um caixeiro de 18 anuos de idade
com pratica de taberna dando conhecimento de
sua conducta : a tratar na nt* do Imperador n.
26, primeiro andar.
Ofercce-se urna ama pjrtugueza para casa
de homem soUeiro: a tratar na ra do Senhor
Bom Jopos das Crenlas n. i.
PREVENCAO
Perdou-se urna letra da quantia de -f: lKiSu
aceita pelo Sr. Vicente Elias Cavalcan-
tc de Albuquerqiie, senhor do engenho Mi-
nas Novas, a qual i,o tem sacador, pede-
se a quem por ventura a tenha adiado leva-
la a ra do Cabug n. 7, porque se gratifi-
car, advei1e-.se que lano a repartieo do
sello como o acceitante, esli prevenidos
para que a referida letra em qualquer lem-
po nao tenha effeito nenhum.
ecife 10 de abril de, 8G0.
Joaquim Roditi/tm Dtuntc.
Francolino Jus dos Santos, na qualidade de
amigo do fallecido Antonio Tiburcio da Costa Mon-
teiro, tendo de mandar celebrar urna niissa por
alma Jo mesmo, no dia 17 do corrente, peles 6
horas di manha, na igroja da ordem terceira de
N. S. do Carino, roca encarecidamente aos paren-
tes e amitros daqnelle lin.ido. que se dignem de
issistir a esseacto religioso.
Pi-ecisa-sc de um caixeiro de 12 a It annos
de idade para botoquim : na ra do Imperador
11^32^___________________________________________
Monte Fio Popular
Pernmbucano
De ordem do conselho administrativo da mos.ua
sociedade, previno a lodos os socios em geral para
comparecerem na ordem terceira do Carino no
, dia 17 do corrente,-pelas 7 horas da manhaa, para
a missa do stimo dia, que o conselho manda ce-
lebrar pela alma de seu irmo Antonio Tiburcio
da Costa Monteiro, eonio tan bem convido a todos
os panentes e amigos do fallecido assistirom ao
dito acto.
Secretaria do Monte Pi Popular PernamL ica-
no 18 de abril de 1869.
Julio Cesar P. da Rocha,
1* secretario.
Na praca da Independencia n. 33, loja de ou-
rives, compra-se ouro, prata, o pedras preciosas, e
tambem se faz qualquer obra de cncommenda, e
todo e qualquer concert.
0 muzeo de joias
Na ra do Cabug n. 4 compra-se ouro, prata
e pedras preciosas por precos mais vantajosos do
que em outra qualquer parte.
OUROE PRATA
Compra-se moedas de ouro e prata e
bem como libras sterlinas, na ra do Ca-
bug n. 0, relojoaria.
Compra-se nina escrava que saiba cozinhar,
engommar bem e que tenha boa conducta : na
ra do Crespo n. 23.
Jornaes para embru-
lho.
Compramse na fabrica vapor de cigarros: na
antiga ra do Quartel de Polica n. 21
Compram-se doze accesda companhia Per-
nambucana de navogucao costeira a vapor, das pri-
meiras einittidas : a tratar na ra da Cadeia n.
44, loja de ferragens.
CARRO DE ESTIVA.
ra do Imperador n. ."i7 se diz quem quer
comprar um carro de estiva em segunda mi e
um silhao para montara de senhora.
PASTURAS ASSUCARADAS
DO
DR. PATERSON
De bisHinth e Magnezia.
Remedio por excedencia para combate;
a magreza, facilitar a digesto, fortificar
estomago etc.
DEPOSITO. ESPECIAL.
Pharmacia de Bartholomeu d- C.
34Ra larga do Rosario-----34.
Cera de carnauba
Vende-se na ra do Queimado n. 13, primen*
andar.
Meias elsticas de borracha.
As melhores e excedentes meias elsti-
cas de borracha contra varizes e erysipelJas.
Veude-se na
Pharnucia e drogara de
Bartholomeu C
34ra larga di i Rosario34
t\.XERjl%^
Autou-liuu
Alegrai-vus myopes, e prsbitas, ja po-
dis ver de longe, j podis ver de perlo,
nao ha mais vistas curtas nem caneadas.
F. J. Germann acaba de receber pelo
ultimo vapor um rico e variado sortimento
de oculos, lunetas, pin cenez, face--man,
lorgnons de ouro. prata, tartaruga, marfim.
ac, bfalo, ncar, unicornio e melchior:
assim como binculos de urna a tres mu-
dancas para theatro, campo e marinha da
rultima invecSo; duquezas, vienezas, de 6,
08 e 12 vidns, tudo dos melhores fabrican-
tes da Europa. *
O mesmo vapor trou-
xe urna excellente ma-
china para graduar e
observar o numero do?
vidros que se necessita
conforme a vista df
qualquer pessoa.
Tem excellcntes stenioscopos, instrumerr-
tos de malhernatica, barmetros, vidros de
chrystal de ocha, e decores pata resguar-
dar a vista ; concerta todos os objectos a
precos commodos e com promptido : tira
o mofo dos vidros e encairega-se de toda a
encommenda relativa a ptica.
Recebeu tambem os excellentes Telogios
do antigo e afamado fabricante Robert Gfi.h
& C, os quaes vende presos ctimmed garantindo a sua superior qualidade.
Compra-se urna cscravinha de i a 6 annoa,
que seja sadia : na praca do Corpo Santo n. 19,
Ia andar.
VENDAS.
Ainda restam algumns colleccoes de
Biographias de alguns poetas, e outros ho-
mens Ilustres da provincia do Pernambueo,
tres tomos escriptos pelo commendador A.
J. de Mello: ra Augusta n. 94.
0
0 DE JOIAS

i
GOMES DE MATTOS IRMftOS
tendo feito completa mudanza em seu antigo e
acreditado estabelecimento de joias, com o fim de
dar-lhe maiores proporpoes e elegancia, convidam
ao publico em geral e com especialidade as Exms.
Sras. de bom gosto a comparecerem pessoalmente
das 6 horas da manhaa s 9 da noute na
RA DO CABUG N. 4
onde enoontraro um completo sortimento do que ha de mais elegante,
bello e precioso em brilhantes, esmeraldas, rubins e tudo que em obras
de ouro, prata e platina se pode desejar.
ADEREQOS DE BRILHANTES, ESMERALDAS E RUBINS
de novos gostos, assim como grande variedade de salvas e paliteiros de
prata contrastada e de gosto ainda nao visto, e completo sortimento de
.objectos de prata para uso das igrejas,
Compram e trocam qualquer joia ou pedra preciosa e garantem
a qualidade dos objectos vendidos.
02
CX2
0 MUSEO DE JOIAS
r_
KSU-ii
|*. Ferreira Villela._
Photographo da casa imperial
apremiado em diversas exposi-
eoes.
Na sua photographa ra do Cabug n.
18, entrada pelo pateo da matriz tira retra-
tos por todos os systemas photographicos.
Em porcelana Em vidro
Em talco Em papel
GART ES DE VISITA A 95 ADUZIA.
Os retratos carte-de-visite sao collados
hu cartao de luxo bristal ou porcelana,
lourados ou lithographados, quadriloogos
)u vinhetas para o que existe urna varieda-
le de 12 modelos a escolha de quem se re-
tratar. Para as outras especies de retratos
mos caixinhas, passe-par-touts, quadros
j molduras douradas e pnetas cassoltas de
mro e alfinetes simples e com pedras pre-
ciosas, havendo nos alfinetes urna mimosa
'ariedade de feitios.
O nosso estabelecimento photograpbico
jst sempre em dia com os melhoramentos
j progressos que na America do Norte, na
Europa ou no Rio de Janeiro se consegue
ia arte photographica, e para alcancarmos
al fim nunca poupamos despezas nem sa-
irificios, de sorte que os nossos numerosos
"reguezes podem ter a certeza de que sent-
ir encontraro em nosso estabelecimento
indo quanto a arte e a moda offerecer de
jora no novo e velho mundo aos amantes
la photographia.
DE
RESIDENCIA
0 Dr. Cosmo de S Pereira mudou sua residen-
cia para a ra do Imperador n. 22, Io o 2 anda-
res, onde contina no exorcicio de sua proflesao
medica, para o que pode ser procurado a qual-
uer hora Ao dia eu da noite, nos casos graves,
odos os dias das 6 as 9 horas da manhaa, menos
aes domingos, dar consultas indestintamento a
Jualquer pessoa, sobre qualiner ponto de sua pro-
ssao, e com especial cuidado sobre molestias de
olnos do pcito, e dos orgSos genito urinarios ; e
quando o caso for eirnrgioo, praticar as opera-
?oes que julgar conveniente .para o restabeleai-
mento ao seu cliente.
No armazem de Henrique A Azevedo
ra da Cadeia _. 34, ha para vender vi-
nhos puros, das marcas seguintes:
EM ANG0RETAS
Collares.
Alcobaca.
Bucelnfi.
EM CAIXAS ENGARRAFADO.
Alcobara.
Bastos.
Uranco fino (de Torres Novas).
Bucellas.
Carcavellos.
Porto, branco e tinto.
Moscatel de Setubal.
PLULAS, V1NH0
XiROPE
DE
JURUBEBA
PREPARADOS
PHARMACEUTICO
loaqiifm d'Almelda Pinto.
As preparagoes de Jurubeba, sao boje
vantajosamente conheci'das e preconisadas
pelos mais habis mdicos, tanto da Euro-
pa como do paiz, pela sua efficacia nos
casos de anemia, chloroze, hydropesia,
obstrucc5o do abdomen, c tambem nos de
menstruacoditficil, catharro na bexiga, etc.
Vendem-sc em porcSo e a retalho na ci-
dade do Recife, pharmacia do seu composi
tor, na larga do Rosario n. 10, junto ao
quartel de polica.
Scbonete de afcatrdo.
DE
Antonio Nunes de Castro.
Este acreditado preparado, que to bo
acceitac5o tem merecido n'esta provincia
muito se recommenda para a cura cert
das impigens, sarnas, caspas e todas af
molestias de pello.
Deposito nico,
Pharmacia de Bartholomeu & C,
34ra larga do Rosario34.
_
}\
T
A D1M1R0 01 A PRASO
Vende-se urna loja de fazendas inglezas, na
ra da Imperatriz n. 28.
0 abaixo assignado prompto neste mez reti-
rar se para Europa, vende seu estabelecimento de
fazendas ; o aproveita a occasio de declarar que
at esta data aada deve. Recife 14 de abril de
1869.
_________Julio Cesar Pinto de Oliveira.
. Vende-se a casa terrta de pedra o cal sita
na cidade de Olinda, ra do Canral n. 10, por
Srejo cohimodo : a tratar com Braga Gomes & C,
ra da Cruz n. 36.
Salas modernas
Elegantes c modernissioias raas d laa, acaba
de receber a loja de A. M. Rolim 4 C, ra do
Queimado n. 31.
I
h
Ra do Queimado n, -J) loja dt
miudezas de Jos de Azexzd\
Maia e Silva couhecido por J 011
Bigodinho.
Est queimando os objectos al):ii>:.
pelo diminuto preco, a saber :
Frascos com agua de Colonia verdadeii* a 3.
Garrafas com agua Florida verdiulcir;.. que a> ga-
rante a 1 i00.
Pentes para regalar cabello de meninas a 30 ]?.
Tfiesouras muito linas para unbas e costuras a
500 rs.
Tinteiros cheios de tinta muito preta a 80, Km, Ife
e 400 rs.
Varas de franja branca de liuho para toalbas a
160 rs.
Caixas de phosphoros de seguranza a 20. o <>
160 rs.
Navalhas de cabo de marfim c que se garante a
qualidade a 2S.
Libra de laa para bordar a 1$.
Pegas de fita braiu a clstica muito superior a 20(;
e300rs.
Xovdlos delinha branca com 400 jai-das a 60 rs.
Resmas de papel de peso liso milito lino a 200
Latas com superior banha a 200 e 400 rs.
s Caixas nm seis frascos de cheiro muito fino
a 800 r
Caixas com doze frascos, fazenda s boa a 1520"
e 20500.
Frascos com superior oleo Alocme a 500 n.
Calungas de sabao transparente muito bonito e fi-
no a 240 rs. "
Duzia de paos de pomada do Reino, da melbor
qualidade a 240 rs.
Pecas de tiras bordadas muito finas a 500, 600 e
Ditas do babadinhos com dez varas a 600 rs.
Carriteis de linha de todas as cres, para acabar
a*Ors.
Garrafas com agua divina a 15500.
Frascos com superior macaca perula a 320 rs.
Caixas de vidro com doze didaes, que s a cam
vale dinheiro a 200 rs.
Ditas de madelra com alfinetes, o que ha de nv-
Ihor a 320 rs.
Grosas de botes de rouca, lisos c bordados a
160 rs.
Caas redonda? para rap emittando tartaruga a
1*500.
Pecas de fita para eos da melhor qualidade '
500 rs.
Escovas para limpar dentes, fazeuda que s a vi*-
ta a 240 rs.
Ditns para limpar unhas de superior qualidade i
_J0O_rs._____________________________<
XAKOPE PEIRORAL
M
RABO DE TAT'
PLANTA DO BRAZIL.
E' expectorante e recommendadn as
affeces do peito, bronchite ebronica he-
mopttse, e tnsse chrocica.
PREPARADO
POR
Joaquim de Ameida Pinto
1'IItltHt: 121 TIC o
Pernambueo^ ra lardo ao
Rosario n. 10.
COGNAC.
Fazendas de gado.
Vendem-.se seis fazendas de gado na ri-
beira do Serid, denominadas Boa-Vista,
P de Serra, Mulung, Mundo Novo, Inga c
Serrote, todas muito boas de criar e de um
ser boto conhecido naquella ribeira : os
pretendentes podem dirigir-so ra do \ t-
gario n. 3C i dar; eseriptono do Bar5o
de Bemfica. ^^______________________
' Vende-se nrna ubenia bem al'reguezada e
com poucos fundos, para quem quiter principiar,
aa Boa-Vista, becco das Barreiras : a tratar na
rea do AragSo n. 19.
De saperior qualidade da mui accredita-
da fabrlta de Bisqut Dubouch AC, em
cognac urna das que mais agurdente d
cognac, lornecen para o consummo do
Reino da Inglaterra.
tende-se *ct casa de Th. Jast, ra do
commercio n. 32.
Luvas duqueza
A nova Esperaaga ra do Queimado n 21 toa-
ba de coceber por este utirao vapor luvas de Jon
vin, duqueza, brancas, pretas e de curis. pira
homen e senhoras; a ellas, antes que se acabeiu,
Por 600/)00 urna erionlinhade 9 annos. de n,
boa moral e saade : na a da Impereinz, i> ja
.8.
.

x

V
;

5



I
M
I'
t
i
'

f
fr
6
Diario de Pernambuco Seata i'eira 1C ie Abril de 1869.
Lindos cortes de cassade coi- cora barra, e com figurino indicando o molde do vesti-
do pelo baratissimo preco de 3-jOO o corte
Ditos ile percalia muito modernos com duas safes a 55000 n'is
Na loja das Columnas da ra do Crespo n. 13 de Antonio Correa de Vascon-
los & C.
Grande liquidadlo de miudezas !
Affonso Moreira Temporal, querendo Ji.midar as miudezas existentes em sua
toja ra do Queimado n. 55, resolveu annunciar as mesmas miudezas, para que o pu-
blico se certifique do diminuto preso porque as est vendendo, a saber:
Caixa com agulha franceza a
Caixas com 100 enveloppes a.
Pecas de babados e entre-meios
i 500, 000, 700, 800 e. .
Pecas de lita de coz com 10 va-
ras a .......
Linha de marca, caixa com 16
novellosa......
Coques muito finos com rede, s
a rede val......
Frascos com santos muito finos
a.........
Latas com banha (familia), a
1(50 e........
Cartao com alinetes a .
Copo com opiata muito fino a
100 e.......
Cartas francezas a 200 e .
Pas portuguesas' a 120 e .
Caixa de linha do gaz branca 50
novellos a......
Frasco com tinta a 100 c .
Frascos com banha a 320 e. .
Frascos com agua de Colonia
Pivcr a........
Pentes de travessa para cabello
de meninas, s a vista faz
f, a........
La para bordar, iibra. .
Novello de linha grande com
400 jardas, S a vista faz
f a........
Pares de Usa de borracha para
pernas de senhora, muito
boas a .......
Franja branca para toalha vara
a......
160 Resma de papel almaco, muito
500 boa fazenda, com 85 cader-
nos a........
1)5000 Caixa com papel amisade a .
Jogo de vispra a.....
500 Sapalinhos de la para meninos
a.........
240 Pecas de tranca o caracol a .
Salionetes de todas as qualida-
105OO des a 80, 160 e .
Frascos cora oleo babosa a
1&200 400 c .......
'Hacis para barba a. .
200 Gaz a........
100 Frascos com agua de Colonia a
320, 409 e......
Pentes com costas de metal .
teira de marroquira a .
25800
700
400
320
40
200
600
200
320
50i
24
160
K) I'en
O Car
Pentes pretos para tirar piolhos
Escovas para cabello a 400,
600 500 e .' .....
160 Garrafa com agua divina a. .
400 liravatas de seda de cor a .
Ditas pretas a 400 e .
Botos de louca para camisas, a
Garrafa de tinta roza a. .
Lencos brancos para mos
a.........
Par de suspensorios para ho-
mens a.......
Esperto de toucador a .
Frasco com cheiro muito fino
I *..........
Bandeja para copos a .
60 Meias ciuas para homens, boa
fazendaa 34, 3i>00, 4 e. .
200 Abotoaduras paracolletes a .
i 000
320
6800
60
600
1(?500
320
500
100
800
240
200
2,500
tfooo
400
4,5500
320
i>o xarope Vegetal Americano, especialIade de Bartliolomen k C
34RA LARGADO ROSARIO34
Nao costumamos procurar attestados pava acreditar nossos preparados, e dei
tamos que sua applicacjo eos resultados obtidos pelas pessoas que se dignaram acceits
!os, lhesdccra crdito evoga; porque sao serapre os attestados considerados gratuitos
e delles que lancamo o charlatanismo; mas, no querendo ofl'ender as pessoas qu
espontneamente nos olTereceram os que abaixo vo transcriptos, os fazemos publica
manifeslando-lhes nossa gratido pela attenco. esperando que venham elles corrobora
o conceito, e acceitaco que tem merecido nosso xarope.
Darlholomeu & C.
ATTESTADOS
Illms. Srs. Barlholomeu A C. com a mais subida satisfaco que decan
ser o xarope Americano de urna efficacia extraormaiia, pois que solrendo ha das d
intensa tosse, ponto do nao poder dormir a noite a despeito mesmo de medicamento)
nue tomava, a efle recorr e naterceira colher fui alliviado, e de todo me acho hoje res
tbelecido coraou=o sement de quasimeio frasco: grato, pois, a csse resultado mam
festo a Vv. Ss. mea reconhecimento.De Vv. Ss. amigo, venerador c obrigado.Ma
noel Antonio Viegas Jnior.
Sua casa O de abril de 1868.
Otaos. Srs. Barlholomeu CPenhoradissimo -com o favor que me fizeran
de aconselhar o uso do xarope Vegetal Americano, de sua composico, quando me ada
va bastante doenle de urna constiparlo, que me tornou completamente rouco e qui
trouxe urna forte tosse, e me impossibilitou de cumplir os meus deveres de cantor d;
einpreza lyrica, vou agradecer-Ibes meu completo restabelecimento, que oblive com un
s vidro do mesmo xarope, depois de haver recorrido a muitos tratamentos. Desejare
que outros como eu recorram ao seu xarope para se verem alliviados de to terrive
incommodo, tao fatal neste paiz. Com maior ojnsulerago contino a ser de \v. Ss
attento, venerador e obrigado Luiz Cremona.
Recife, 25 de setembro de 1808.
Illms. Srs. Barlholomeu A CO xarope Vegetal Americano que Vv. Ss. teco
exposto venda de toda efficacia para o curativo d'asthma, conforme observei appli
cando-o a meu fitho Joaqnim, menor de quatro annos; victima d'esse flagello, que ;t<
ento por espaco excedente a dous annos baria resistido a outros xaropes de grand.
nomeada Queiram, pois, Vv. Ss. acceitar a expresso altamente sincera de meu rece
hecimcnto ao meritorio servico que Ihc prestaram com o indicado xarope, acreditan
do-me para semp/e de Vv. Ss. criado, attento e obligadoAmerico Netto de Mendonc
Recife, 2 deoutubro de 1868.

^PHOSPHATOdeFERR
! LERAS DOUTOR
INSPECTOR DA ACADEMIA DE PARIZEto. i
I
Debaixo da forma d'um liquido sem sabor,
anlogo a urna agua mineral, esle medica-
mento rune os elementos que constituem
os ossos e o sangiic. E' o mais racional dos
"irruginosos; por esta razio o adoptadlo
>s mais eminentes mdicos do mundo in-
teiro. Convem muilo s meninas de temperamento delicado, cujo desenvolvimento tardo,
s senhoras que padecem d'estas dores d'eslomago intoleraveis, cansadas pela chlorose,
anemia, menstruacio on leucorrha, s criancas d'uma compleitao paluda e delicada, e a
todas as pessoas que tem o sangue empobrecido pelas doencas. Efficacia, rapide* d'acco,
cura perfeita, sem constipaco de ventre nem ac$3o sobre os denles, taea sao as razoes que
imperio para qne os senhores mdicos o prescrevio aos seus doent :s.
Deposito em Pernambuco, em casa de Mamar a O*.
ALTAS NOVIDADES
LOJA DO PASSO
Ba do Crespo n. 7 A. esquina da do
Imperador.
Riquissimas colchas de damasco de seda,
PARA CASAMENTOS, MILES, TIIEA-
TROS, etc. etc.
Lindos cortes do blond, contendo setim,
mantas e grinaldas.
Requissimos cortes de sedas assim como
para covados.
Gurguro branco.
Moireantique branco azul e verde.
Gros-de-naples brancos e de cores.
Setim branco macan.
Setim, branco, azul, verde, cor de rosa
c amarelos.
Fil de seda, branco e preto.
Cortes de seda com duas saias.
Chales de gurguro de seda de cores.
Camisas bordadas para homens.
Saias bordadas para senhoras.
Camisas bordadas .
Fronhas de linho bordadas com primor.
Lencos de carabraia de linho bordados.
Na loa do Passo ra do Crespo n.
assim como de seda e algodo.
Ditas de crochet para cama.
Chapeos de seda bordados, parasol,
Poil de chevre de lindas cores.
Alpacas de lindas cores.
Chapelinas de pallia da Italia, assim
oemo de seda.
Enfeites para cabera de senhora.
Espartilhos para senhoras.
Meias de laia para padre.
Ditas de la
Ditas de seda fio -da Eseossia e algodo.
para senhoras e meninas.
Lencos de labyrintho.
Fronhas de labyrintho.
Bicos, rendas e grades.
Finissimas cambraias de cores, percales,
las, e outros muitos artigos de gosto e
de alta novidade, isto s
7 A, esquina da do Imperador.
pproeafSo
(Utcadmi*
itmdicim
di Part.
.^POS
JM5
W&2S-MANG
li
IKdbUS
wmmutwHm
laMrii
itactdtmU
i$ ntitein.
As preparatjoes ferruginosas liquidas tem desde mnitos annos merecido a tpprovacJo
especial dos mdicos, porque ellas obrSo mais rpido e seguramente 4o qne as pillas, e
sao mais fcilmente toleradas pelos doentes. Os Pos ferro-manganicos possuem a inappre-
ciavel vantagem de poder offerecer n'um instante urna agua ferruginosa gazeosa, de gosto
agradavel, mais activa do que as aguas mineraes, e contendo de mais um elemento precioso,
o Manganese, qne sempre se acia no sangue, jnnetamente com o ferro. Emprego-se em
todas as molestias que tem por cansa o empobrecimento df sangue, assim como para vigorar
os temperamentos debis e lymphatieos. A ehWrose, as Perdos brancas, dores a"estomago,
a trregularidade da menstrwsc&o e amenorrha on suppresso do menstruo, cedem rpida-
mente a seu emprego. Devenios mencionar aqu um facto notavel, islo que es doentes cura-
dos pela agua preparada com estes pos esio muito menos expoak a recaidas do que
aquelles que forao tratados pelas preparacoes ferruginosa* ordinarias.
Deposito em Pernambueo, em casa de Honor O*.
TOSSES
CITARRHOS
PASTILHAS PEITORAES
DE sueco deALFACE
E LOURO GEREJO
IRRITAQOES
DO PEITO
E' este o mais novo e delicioso confeito at agora condecido. Por isto tem adquirido r-
pidamente a popularidade de que goza. Os mdicos os mais distinctos O aconsclhao contra
as tosses, defluxos, catanhos, tosses convulsas, catarrhos epidmicos, irritaces do peito. Com
grande empenboo procuran asmaes de familia, assim para ellas como para as oriancas, peis
primeiro que tudo inoffensivo, e as snas propriedades adocantes nao deixao nada a desejar.
Deposito em Pernambuco'em casa de atura* O*.
VERDADEIRAS
PILULAS de BLANCARD
COH IODURETO DO FERRO INALTCMVCL
'AFPROVADAS PELA ACADE1DA DE MEDICINA DE PARS, 1TC.
" Possuindo as propriedades do lode> et do ftrre-, eonvem especialmente ms Amccots
ISCiioruiOSAS, a tsica do principio,a fratrwia d* temperamento e tambera nos caso da
Falta de cor, amenorrhza, em que precisa reagir sobre o sangor seja para restituir
lhe a sua riqueza e abundeneia normaos, ou para provocar e regular o seu curso peridico.
N. t. O iodurato d ferro impuro on alterado i im medicamento infiel,
irritante. Como prora d pnrea de amhfncidade da veMelr IH-
lula* le Blmnrar.l, dsve-se ijir BOia* ell le |rl remet**
nosto Im, a.'ini reprodnxida, qn > cha na parta inferior de na
tal* rerde. Dert-te desconfiar da faiiificacoi.
*eh*i-e en toda pharmrela. Pharmaceutico, ** A
Tem para vende#m seos armazens, ahm de ou
iros, os soguintes anigos :
Papel para imprimir.
Perlina azul.
Greve pautado o liso.
Vintaos em caixas de'dozc garrafas
Boorgogne. B
Hery.
Madeira.
Hermitagc.
Chamblis.
Licor de curaco de Hollanda era caixas de vfl-
te e quatro botijinlm
GESSO,
Nosarmazons de Tassolrmaos.
Grades de ferro
para jardins, porteiras etc.
Nos armazens de Tasso Irmiofi
( AlUtI\3!OS DE FERRO
Para sen-iras de grandes armazens. para remo-
ver barricas ou caixoes de um para oulro, lado pelo
mdico preco de 12^000 cada um.
Farinha de trigo de Trieste
Das melhoras mareas Panonia (vordadeira) Fon-
tana c grande sortimento das melhores marcas de
farirthns amoiicanas.
Saceos de fariiilia de trigo do
Chile
Todas novas, chegadas ltimamente nos arma-
zens de Tasso Irmaos.
. Cemento romano
Nos armazens de Tasso Irmaos.
Cemento hydraulico 12$
O melhor para tudo que sao obras para agua, co-
mo assentamento de canos *e esgoto, algerozes, de-
posito, tanques (Tagua, etc., etc.: em porefies de
cincoenio barricas se far reduccao no preco : nos
armazens de Tasso Irmao?.
Cemento Portland
O verdaleiro cemento Portland em easa de Tasso
irmaos.
Grades de ferro, cercas, por-
teiras, etc., etc.
De difTerentes qualidades para cerrados de ani-
maes, chiqueicos para galinhas ou jardins: nos ar-
: mazens de Tassc Irmaos.
Barris com bren
Nos armazens de Tasso Irmaos.
CANOS DE BARRO
Na ra Nova de Santa Rita, na antiga fabrica de
sabao, ha para vender por'prera o mais mdico
possivel, canos franeczes para edifleacoes e fo-
tos de toda a qualidade, superiores a< todos os que
atjui tem apparetio pela sua solide.
PRESOS.
15400 por cano- grande de 3 e meia polloga%i>.
200 por dito de 2 e tres quartos de dita.
i 000 por dito de 2 e um quarto de dita.
C00 rfs por pistoleta de 2 pollegadas:
Cotovellos, curvas- e canos de maior grossara-a
vista se far o preeo. Compras matares de 20f>3
teai 5 por cento de descont por prompto paga*
ment. Pde-se ver as amostras nos armazens
de Tasso Irmaos.
lijlos francezes
Para ladrilhar casas terreas com aaseio o prerae-
inoicus, muito convenientes o proprio* para ladri-
lh>s do cosinhas em sobrados, pelo seu asseio e
evitar a passagem de aguas para o aadar :iferior
eraesmo o perigo de fogo, aos preeos de 305000a
'i.">5000 o milheiro : na ra Nova de Santa Rita, na
antiga fabrica do sabio, e compras matares de 2005
se far 5 por cento de descont por prompto paga-
mento. Podem-sc ver as amostras nos armazeas
de Tasso Irmaos.
Velas oe esparmacete verdaderas para lao-
ternas do carros: noarmazem de Tasso Irmaos.
Vinho do Porto ino superior: no armazsm
da Tasso Irmaos.
O meihor cognac Gauthier Freres: no anua-
zem de Tasso Irmaos.
Esleirs da India
Em casa de Tasso Irmaos vende-se esteiras da
India de diversos padioes e larguras, por rreco
commodo.
21
NOVA ESPERANQA
Kira do Queimado = 21
li para presentes
A Nova Esperanza, roa do Queimado
n. 2.1 tem um variado sortimento de obieo
tos de gosto e phantasia proprios para pre-
sentes, sobresahindo entre-elles ricas caixi*
nhas de bano com finas perfumaras, eos-
turciros de chagrn, agulheiros de madrej
perola : assim, pois, quemquizer fazerum
linda offerta, dirigir-se Nova Esperanca,
ra do Queimado n. 21.
Collares anodinos ellectro-magnett
eos contra as convulces das
crcancas.
Nao resta a menor duvida, de que muito
collares se vendem por ahi intitulados o
verdadeiros de Royer, e eis porqae muitoi
pas de familias nao creem (comprando-os)
no effeito promettido, o que s pdem dar,
os verdadeiros; a Nova Esperanza, porm
que detesta a falsificado principalmente no
que respeiia ao bem estar da Iiumanidade.
fez urna cncommt'nda directa destes collares
e garante aos pais de familias, que sao o
verdadeiros de Royer, que a ftntas crean-
cas tem salvado do terrive incommodo de
convulces, assim pois preeiso, que ve-
nham a Nova Esperanca a ra do Queimado
n. 21 comprarcm o salva vida, para seo
filliinhos, antes que estes sejam acommetti-
dos do terrive mal, quando ento ser *-
flicil alcanrar-se o effeito desejado, embora
scj;im empregados os verdadeiros eollare
de Royer.
Para extinguir as sarda e
panno
Rccebeu a Nova Esperanza,
Queimado n. 21, leile de rosas,
pafa extinguir sardas e panno.
BOMCA DE CERA
A Nova ^speran^a a ra do Queimado n
21, acal de receber um completo sorti-
meBo de finas benecas de cera de diver-
sos tamanhos, seno as maiores- do com-
primento d'um cavado ; estas bonecas tra-
zem benitos coques e botinas, havendo en-
tre ellas algumas qe fallam e ontras qu
chorara de sorte que fcilmente podem ser
preparadas, e fazei-se u* presente de muiU
acceitaco.
Finas caixas de tartaruga para rap ven-
dem-se a ra do Queimado n. 21 na loja
da NovaEsperancai
Modernos brincos-do sndalo, s se en-
contrarlo na Nova Esperanca a raa do
Queimado n. 21.
MEIA* DE ILAA
A Notw Esperanca a ra do Queimado n.
21, acaba de receber um especial sortimen-
to de mems de Im para hamem e senhora.
CONTRA AS CONGESTOES
mat terrive a congesto fulminante:
de repente leva um individo, d'esta para
milhor vida, sem dar-lhe tempo de receber
conversa medica ; deixand'o as mais das
veses malher e fiihos no mais amargurado
pranto ; a Nova Esperanca quedeseja pres-
tar servaos recorreu a Tojer, o qual lhe
mandou anneis e'rectricos magnticos, como
o nico preserva livo paraseBoelhantomali
elles nales que se acibera : na Nova Espe-
ranca-
NAVALHAS
A Nova Esperanca a ra do Quamado
n. 21 recebeu um sortimento de navalhas.
de qualidades, e tamanhos especiaes assim
como afiadores e massas para as mesmas.
ra do
espeja:
OLEO DE HOGG
DD
Figados frescos de bacalhao
Para cura certa de phtisica, aflbe;5cs escrofu-
losas, tosse chronica, fraqueza dos memhros e de-
bilidade geral, recommenda-se a excellencia desle
oleo ainda por ser agradavel no paladar.
VENDE-SE
NA
Pharmacia e drogara
DE
BARTHOLOME& C.
34 = Ra larga do Rosario = 34
CAPSULAS MOLES
DE
ALCATRAO
Remedio por excellencia para cura rapi-
dae completa das coqueluches, bronchites,
catarrhos, tosses convulsivas, escarros san-
guinos, e outras molestias do peito.
VEWDjE-SE
NA
PHARMACIA E DROGARA
DE
Bartholomeu & C.
34RA LARGA DO ROSARIO34
AO BAZAR DA MODA
Ba Nova n. 50, esquina da ra de S. Amaro,
NOVIDADES
gran-
Para senhoras.
COQl~ES da ultima moda, enfeitados e lisa
de sortimento.
CHAPELINAS de palha da Italia, guarnecidas com
delicados e elegantes enfeites braucos e deedres
GHAPEUSINHOS e gorras de velludo e de pennas
(alta novidada I) de palha da Italia, a emtiacao,
especial sortimento.
niXTOS de cores e pretos, rico sortimenio ulti-
ma moda.
CAMISAS bordadas por commodos preeos.
LENCOS bordados e com letras, novidade neste
penoro
LEQl'ES a emitacao de marfim,
LQUES a emitacao de marfim, gosto novo e de
sndalo.
GOLINHAS e punhos, a emittcio de guipure.
ENFEITES pretos e de cftres para cabeca, lindos
moldes,
QUARNigAO alta novidade I a Marie Rose, lti-
mamente usada em Paris.
CORPINHOS de guipure brancos e pretos lindos
modelos.
BORNOUS de laa e seda, cores claras, elegante
moda em Pars.
GRINALDAS de flores finas.
ESPARTILHOS superiores.
MEIAS supe, ores de fio de Escocia.
LUVAS de pelica chegada9 pelo ultimo vapor
ADERECOS de coral verdadeiro e camafeo, gosto
delicado.
DE PALHA
GUARNTCES para vestidos.
TRANCAS para enfeites de coques.
BOTOkS lisos e com pingentes para vestidos.
CINTOS alta novidade.
n,ORES finas, grande sortimento.
GRINALDAS de ditas paia coques.
LACOS, tivelas, penamos para enfeites.
Para horneas.
deli-
CAMISAS com peito, colarinhos e punhos
nho fino, Usos c bordados, moda,
COLARINHOS de lino e algodo.
PUNHOS de ditos.
BRAVATAS de todas as qualidades.
(I0TES para punhos e guarnicoes para coletos.
TORRENTES de plaqu a emitgo do ouro, lin-
do gosto.
CHAPEOS de pello de seda, forma a Rotchil, qua-
lidade superior.
CHAPEOS de seda, para sol.
MEIAS de superior qualidade.
BENGALINHAS finase chicotes.
LUNETAS aro de ago e tarturaga.
Para criancas.
VESTUARIOS completos para baptisados.
SAPATINHOS de merino e setim enfeitados.
MEIAS de seda e fio de Escocia.
CHAPEUSINHOS de palha da Italia.
TOUCAS de fil e selim enfeitadas e de chroch.
HNECAS vestidas, meito bonitas e diversos
brinqnedos.
Per filmar las finas.
de Morray & Lan-
AGUA FLORIDA verdadeira
man New-York.
TNICO oriental, verdadeiro.
AGUA DIVINA de E. Coudrry e superior agua e
essencia de Colonia.
ESTRATOS e essencias finas; o de agradareis aro-
mas para o lenco.
VINAGRES aromtico? para toilet.
POS DE ARROZ para amaciar a pelle ; em pacr--
tes e ricas caixinhas com arminho.
POS superior para limpar os denles.
C0SMETIQUE8 de fina qualidade.
SABONETES, grande sortimento deste genero e
de superior qualidade.
LEOS de philocme, babosa e antiques.
BANHA fina para os cabellos.
AGUA de flores de laranja.
CREME de sabao para barba.
Caixas preparadas cora perfumaras finas.
miudezas finas.
SUPERIORES fitas de grosdenaples de todas as
cores ejarguras de vellido preto e de cures, e
(rurgurao para cintos.
BABADINHOS e ntremelos bordados.
GUARNICOES de seda de cores para enfeites de
vestidos.
TRANCAS pretas com vidri'hos e pingentes.
BOTOES de cores, brancos e pretos com vidrilhos
lisos e com pingentes.
DEDAES de macn aperla, de marfim, de 6co e
metal.
THESOURAS finas para costura e unhas.
CAIVETES finos com quatro folhas. E muitos
outros artigos de miudeas que se torna enfa-
donho menciona-lOs,
LOJA
DO
GALLO VIGILANTE
lUia do Crespo n. 9
Os propietarios dete bem conhecido estabele-
cimento, alm dos muitos objectos que tinlam ex-
postos a apreciacao do rcspeitavel publico, man-
daran) vir e acabara de recebor pelo ultimo vapor
da Europa um completo e vanado sortimento de-
linas o mui delicadas especialidades, as quaes es-
tilo resolvidos a vender, como de seu costuras,
l>or preeos muito baratinlkos e commodos para to-
dos, coih tantu que o Gallo....
Muito superiores luvas de pellica, pretas, bran-
cas c de mui lindas cures.
Mui boas e bonitas gollinhas o punhos para se-
nhora, neste genoro o que ha de mais moderno.
Superiores pentes de tarlaruga para coques.
Lindos c riquissimos enfeites para cabeeas das
Exmas. senhoras.
Superiores trancas pretas c de cures com vidri-
lhos e sem elles; esta fazenda o que pode haver
de melhor e mais bonito.
Superiores c bonitos leques de madreperola,
marfim, sndalo osso, sendo aquelles brancos
com lindos desenhos, e estes pretos.
Muito superiores meias fio de Eseossia para se-
nhoras, as quaes sempre se venderam por 30S0O0
a duda, entretanto que nos as vendemos por 205,
alm destas, temos tambera grande sortimento de
outras qualidades, entre as quaes algumas muito
linas.
Boas bengalas de superior eanna da India e
castao de marfim com lindas o encantadoras figu-
ras do mesmo, neste genero o que de melhor se
pode desejar ; alm destas temos tambera grande
quandade de outras qualidades, como sejam, ma-
deira, baleia, osso, borracha, etc. etc. etc.
Finos, bonitos e airosos chicofrahos de cadeia e
de outras qualidades.
Lindas e superiores ligas de seda e borracha
para segurar as meias.
Roas meias de seda para senhora c para meni-
nas de I a 12 annos de idade.
Navnlhas cabo de marfim e tartaruga para fazer
barba ; sao muito boas,e do mais a mais sao ga-
rantidas pelo fabricante, e nos por nossa vez tam-
bem asseguramos sua qualidade e delicadeza.
Lindas e bellas capellas para noiva.
Superiores agolbas para machina e para crox.
Linha muito boa de peso, frouxa, para encher
labvrintho.
Ilons baralhos de cartas para voltarete, assim
como os teiitos para o mesmo flm.
Grande e vanado sortimento das melhores per-
fumarias e dos melhores c mais conhecidos per-
fumistas.
COLARES DE ROER.
Elctricos magnticos contra as convulsoes, e
facilitam a denticao das innocentes criancas. So-
mos desde muito recebedores destes prodigiosos
collares, e continuamos a recebe-Jos por todos os
vapores afim de que nunca faltem no mercado,
como j tem acontecido, assim pois poderao aquel-
les que delles precisarem, vir ao deposito do gallo
vigilante, aonde sempre encontrarao destes verda-
deiros callares, e os quaes attendendo-se ao fim
para que slo applicados, se vendero com um mui
diminuto lucro.
Rogamos, pois, avista dos objectos que deixamos
declarados, aos nossos freguezes c amigos a virem
comprar por preeos muito razoaveis loja do gallo
vigilante, ra do Crespo n. 7.___________^__
Macartfay
Machinas, le iescarof ar algodo.
Hoje que est reconhecido que as machisas do
serrote prejudieam e quebrara a fibra do algodo,
preciso recorrer a inachinismo menos spero,
que produziiuk) o mesmo servico que aquellas, e
faciiidade no trabalho, nao quebrem a fibra da laa,
para que essa possa obter-nos mercados europeos,
a dillerenca que ha entre o algodo descaroeado
por aqueUas mencionadas cchinas, qia estao Pi-
cando eiade*uzo, pelo prej,tizo que tem causado,
e o da antiga bolandeira, que nao pode competir,
pela reorosidade de seu trabalho. E* assim que
estas machinas se tornas as mais proprias para, o
nosso algodo, porque ao par da faciiidade- e
projuBtidao conserva & fibra da laa, que Jimpa por
ella, e qualificada na Europa a par da melhor bo-
landeira, valendo assim entre 10 arrobas 2i> 0/0
mais do que a laa liaipa pela machina de serrote.
Estas machinas nao sao novas, pois que ha muito
estao adoptadas uo Egypto, aoado as de serrote
foram inteiramenie abandonadas, e por isso o algo-
do daquella procedencia, sendo da quahdade do
da nossa proviaeia, obtem hoje do 10 arrobas 20
0/0 mais do que o nosso : vendem-se a 150*000
nos armazeas de Tasso Irmaos.
Oleo de anicndoas
Era caixas de 8 latas, cada caixa 100 libras :
nos armazens de TassoIrmaos.
Charutos da Havana.
Escolenles charutos da Havana e por baratissi-
mo preco : em casa de Tasso Irmaos, ra do
Amorira n. 3o.
Vdndem Augusto F. deOliveira & di ra de
Commercio, n. 42.
Tudo se vende por presos bastante commodos.
Capsulas de Baquim
Os bons effeitos destas capsulas para fazer ees-
sar os gonorrheas acham-se comprovadas pelas
experiencias de muitos annos.
Os mdicos de todos os paizes as recommendam
pela sua efllcacia,
VENDE-SE
NA
Pharmacia e drogara
DE
BARTHOLOMEU 4 C.
Ru34a larga do RosarioM
KIYAL sem segundo
Ra do Queimado n. 49, loja de miudezas de
Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para vender os
ar(igos abaixo declarados, tudo bom e baratissi-
btno, que sao para acabar.
Duzia de sabonetes muito finos a 700 rs.
Pares de sapatos de tapete para homem a 15280.
Ditos de tranca para creanca a 13.
Tramoia do Porto, bordada, a melhor a 200 rs.
Bita do Porto liza, da melhor qualidade a 100, 120,
160 e 200 rs.
Resma de papel almaco, lizo superior a 3.J200.
Dita de papel almaco "paulado a 4.
Livro de missfles abreviadas a 23.
Cartillas com toda a doutrina e muilas resas a
3Or8.
Silabarios portuguozes com estampa? a 320 rs.
Rara!nos france* muito finos a 200 c 240 rs.
Sabao inglez superior qualidade a 500 e 15.
Grvalas pretas. e de cores muito finas a 500 rs.
Duzia de meias para senhora, fazenda fina a i.
Redes pretas lisas para segurar cabello a 320 rs.
Varas de transa de seda de todas as cores a 600 rs.
Pares de brincos dourados com maozinha e po-
dras a 320 rs.
Cartoes com corchetes de duas ordens e sao de la-
ti a 20 rs.
Abotuadnras de vidro para colete muito finas a
120, 240 e 400 ts.
Pares de botoes dourados para punhos a 160 rs.
Caixas de pennas de ac muito finas a 240, 380 e
500 rs. ^ tL '
Cartoes com duzentas jardas de linha do fabri-
cante Alexandre a 100 rs.
Caixas de pennas de ac,o, a verdadeira penna a
15200.
Carriteis de linha Alexandre ns. 70,80, 100 at
200 a 100 rs. .
Caixas com superiores opreas de massa a 40 rs.
Carriteis com duas oitvas de retroz preto a 500 rs
Duzias de agulhas para machinas a 25.
Libras de pregos francezes de todos os tamanhos
a240rs, ,
Livrosescripturados para rol de ronpa a 120 rs.
Caixas com papel amisade muito fino a 700 rs.
Caixas com cera envelopes da melhor qualidade a
600 rs.
Talheres para meninos milito boa fazenda a
240 rs.
Cemento de Portland,
Vende-se no armazem de Vicente Ferreira
Costa k Filho, na ra da Madre de Dos n. SS,
barris grandes.
Para familias
Grande Bazar, ra Xov* ns. Sfea
18, de Car neiro Tianna *1 c\
Acaba de chegar a este estabeleciiflanto
grande porco de maobinas para costaras do
autor Wheeier Wilson, approvadas na ulti-
ma exposico de Paris, as quaes cozem com
dous pospontos toda a costura, e tem a
vantagem de ser tao suave o movimento,
que qualquer crianca de oilo annos fcil-
mente trabalha, e pode, pom este entrete-
nimento, levar vantagem ao servio diario
de trinta costureiras. A comprebens3o
simples, pois em um qaarto de bora se fi-
ca senhor do movimeoto da machina, ten-
do a mesma a propriedade de fazer as se-
guintes costuras: pospontar, abainhar,
franzir, marcar e bordar, cono apresentam
os deanhos que acompanham-nas. Os pro-
prietarios do estabelecimento se encarre-
gam de mandar ensiuar n'esta cidade, e
garantem entregar o importe dispenctdo ao
comprador, no caso de nao trabalhar com
perfeico a machina vendida, nao tendo,
porm, soffrido ella alguma avaria. Ha tam-
beni no mesmo estabelecimento machinas
do autor Grower A Baker, de trabalho sim-
plesmente rao, e outras com movimento
dos ps; e mxime todos os pertences daa
mesmas machinas, para vender avulso.
Tintura japoneza
Instantnea para tingir os cabellos e a
barba, a l|$O00 o frasco.
E' a nica approvada e reeommendada
por ter sido reconhecida superior a todas
as tinturas d'este genero.
venda em casa de Gustavo Hervelin n.
51. ra da Cadeia n. 5t.
GAZ GAZ GAZ
Chegou ao antigo deposito de Henry Forster &
C, ra do Imperador, um carregamento de caz
de primoira qualidade; o qual se vende em partidas
e a retalho por menos preco do que em outra qual-
quer parte.
FUNDICAO DOBOWMAN
Ra do Bruui n. 4t.
Machinas de vapor.
Rodas d'agoa.
Moendas de canna.
Taixos de ferro, batida fundido.
Rodas dentadas, pata mder com agoa.
vapor e animaes.
Alambiques de ferro.
Formas para purgar assucar.
E outros muitos objectos, etc. etc., pro'
prios para agricultura.______________
Cal de Lisboa
Vende-se cal de Lisboa chegada ha poneos Has
a tratar na ra da Cruz n. 87, i* andar, escripto:
rio da Ramos Temporal.
V*


Diario de Pernambuco Sexta feira 1G de Abril de 1869.
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GRANDE LIQUIDACAO
A DINHEIRO NA LOJA E ARMAZEM
. DO -^ .___
39mm oa aiai?aiaa?iaiiaq m
DE
Flix Pereira da Silva, successor de Gama
& Silva
O proprietario d'este estabelecimento convida ao respeitavel publico desta ca-
pital a \ir surtir-so no grande estabelecimento que tem de fazendas, tanto da moda como
de le, e as pessoas que cegociam em pequea escalla, tanto da praca como do matto-
aesta casa podero fazcr os seus sormentos em pequeuas e grandes porcoes, venen-
do-se-lhes pelos presos que se'compram as casas inglezas ; assimcomo as excellentis,
mas familias, poderao mandar buscar as amostras de todas as fazendas, ou mandare-i
aio& levar em suas casas pelos nossos caixeiros^para o que acha-se este estabelecimen-
to aberto constantemente desde s 6 horas ja maniwa s 5) da noute.
O atoalhado do Pavao. AS CAMBRAIAS DO PAVO
Vene-se superior atoaado de algodao Vendem-se nissimas pecas de cambraias
com 8 palmos de largura, adamascado a lizas transparentes tanto inglezas como suis-
2#200 vara; dito de linho fazenda muito
superior a 35200 a vara ; guardaftapos de
sas tendo mais de vara de largura, pelos
procos de 5ji000 at 105000 a peca, assira
ROUPAS FEITAS
Na loja do Leo da porta larga
DE
PAREDES PORTO.
Ra da Imperatriz n. 52, junto aloja deounve?
N'este estabelecimento se encontrar ra da Imperatriz n. oi, loja lo Paredes
sempre um cempleto sortimento de roupas Porto.
fcitas do todas as- qualidades. Como se- Neste estabelecimento encontrar o respei-
jam: paletots de alpaca, de merino, de tavel publico um completo sortimento de
casemira, bombains de panno preto, Ira- fazendas e roupas que, se vende pelos pre-
ques e sobrecasacos de brins de cores e eos seguintes:
pardos. __ i FAZENDAS BRANCAS,
CAMISAS E SIROULAS. I Madapolao de diversas qualidades e pre-
Encontrar sempre o respeitavel publico eos commodos, cambraia de 35500 41500
um bonito sortimento do todos os nmeros, e 55, ditas victorias de 55500 a 125, pecas
MEIAS CRUAS. y de cassa liza o mais fino que ha no merca-
' Sortimento de tpdasv as qualidades, de do a 95, 105, 125. com 12 Varas, e vara
linho adamascados a looOO-a duzia e muito como flnissimos organdys branco liso que
9aos a 85000, e ditos econmicos a 35500 j serve para vestidos de bailes, por ser muito
a'lduzia. transparente a 15000, a vara, na loja do
para vestidos l>rancos|Pav3o ruada Imperatrizn. 60, de FlixPe-
Fustcs
aG40.
Vendem-se os mais modernos fustoes bran-
cos flexiveis com padrees de listas e de
reir da Silva.
Alpacaslavradas
Chegaram pelo ultimo vapor as mais mo-
ealpicos proprios para vestidos e roupas de (lernas alpacas lavradas com as mais lindas
menino a 640 rs. o covado, na loja e arma- cores, que se vendem a 15000, o covado,
tem do Pavao ra da Imperatrizn. 60, de
Flix Pereira da Silva.
dik'osdeuaples
ditas lisas tendo tambem cor de canna a
800 rs, ditas mescladas muito finas a 1:200,
o covado, e outras muitas fazendaa de gosto
Chegou para a loja do Pavao pelo ultimo e moda que se vendem mais barato do
varpor um grande sortimento dos melhores
grosdenaplcs pretos e de cores, tendo verde
tambem, que se vendem mais barato que
em outra qualquer parte.'
BABADINHOS
que em outra qualquer parte, no armazem
do Pavo, ra da Imperatriz n. 60. de Flix
Pereira da Silva.
Roupas para homein
Vendem-se superiores palitts de panno
Vendem-se anisamos babadinhos, tiras sobrecasacos forrados de alpaca e de seda,
bordadas e ntremelos, mais baratos do quej6amisas inglezas e francezas com os peitos
em outra qualquer parle, assim como espar- de esguiao, ceroulas francezas de linho e al-
oraos dos mais modernos, no armazem de i godao, meias croas inglezas superiores, ca-
Fehx Pereira da Silva, ra da Imperatriz I misas de flanella e de meia de la, assim
n* como neste estabelecimento existe um grande
AL T NOVIFllE sortimento do pannos pretos, e de casemiras
1 inu itn plvin inglezas de cores, e que se manda fazer
qualquer obra a contento dos Srs. fregue-
zes, e promette-se-lhes que sero servidos
com a maiur promptido e muito mais ba-
Gurguro de seda
Chegaram pelo ultimo vapor os mais bo-
35 a 55, assim como tambem sortimento
de lencos de linho brancos e com barras
de cor, chinezes, bonitas gravatas pretas e
de cores. Ra da Imperatriz n. 52, por-
ta larga.
PARA ACABAR.
Urna grande porcio de calcas ordinarias
para trabaiho a 640 e 800 rs. cadaaim par,
pechincha na loja to Leo junto a loja de
ourives.
GRANDE PECHINCHA,
Cassas he cores a ICO rs. o covado, na
160 RES 0 COVADO
Chita preta pelo barato preco de 160 o
covado na ra da Imperatriz n. 52 na loja
que tem um Leo pintado.
PANNO DE LINHO
Paredes Porto receben um sortimento da
pannos de linho, com 27 varas a peca e
175000 e 185000, na ra da Imperatriz n.
52,junto a loja de ourives de porta largapde
Paredes Porto. i
de largura
SEDAS DE LISTRAS.
Recebeu-se um bonito sortimento d'esta
fazenda que se vende a 25500 o covado.
CHITAS.
Vende-se chitas escuras a 280, 300, e
320 rs. o covado.
GUARDANAPOS
Vende-se esta fazenda de linho, fazenda
boa a 45000 e 55000 a duzia.
MEIAS PARA HOMEM
Sortimento de meias inglezas para ho-
mem a 45800 55800 e 65800 fazenda boa.
THOALHAS
Sortimento de toathas de pelucia a 115
a duzia.
LENCOS BRANCOS a 25200
Para acabar lencos de algodo a 2->200
a duzia,
25000
Vara de bramante de linho superior e
LENCOS DE LINHO
Vende-se lencos blancos de linho a 35, tem 10 palmos de largo,
a duzia para acabar na loja de Parede* Por- CALCAS E COfcETES.
to. Ra da Imperatriz n. 52 loja da porta Tem sempre no mesmo sentido um sor-
larga que tem um Leao pintado, de Paredes timento completo a preco commodo.
Porto.
No armazem do Leo, ra da Imperatriz n. e 52, junto a loja de ourives.
Ditos gurguroes de seda, proprios para ves- J toanmwto u lU na te
dos, sendo lisos e lavradinhos, com muito ^ nrf9t^,.:^nTff dP
'ostro, garantindo-se que a fazenda mais! "s* P n* b0,de Febx Pere"
anda e de maisphantasia que esteanno tem! f<01.fin.Mins
chegado a este mercado, e vende-se por P iinaaos
preco muito razoavel, na roa da Imperatriz; '"'acamas ejanellas.
a. 60, de Flix Pereira da Silva. vende-se um grande sortimento dos me-
CAMBBAIA BRANCA A 35500. lllrcs e maiores cortinados bordados pro-
Vende-se pecas de cambraia branca Pnos Para scamas e Para janellas, que se ven-
transparente, com 8e meia varas pelo ba-dem a 125000 rs. cada par at 255000 rs,
rato preco de 35500, ditas muito finas tanto i f .na raa,da Imperatriz n. 60, de Fehx
tapadas como transparentes 45500, 55000, Pereira da linfa.
65500, 75000 e 85000, assim como organ-
d muito fino tanto lizo, como de listas e
quadros na loja e armazem do Pavo roa
da Imperatriz n. 60 de Flix Pereira da
Silva.
ALPACAS LAVRADAS PARA LCTO.
Vende-se na loja do Pavo, as mais mo-
Crelone para leuqes cora 10
palmos de largura a 2$,
Acaba de chegar esta nova e excellente
fazenda branca propria para lences de um
panno, garantindo-se^que um metro o
dems alpacas lavradas para lucto, sendoj uma (luarta ou um mell' o meio d um
muitolargasepelo barato preco de 800 rs. 0 excolIcnte lenCO de um s panno, assim
-ovado, s na loja e armazem do Pavo, ra como esta ,,oa fazenda tambem muito
ife Imperatriz n. 60 de Flix Pereira da;Pr0Pm Para toaihas de meza, rosto etc. e
Silva. outros mysteres e vende-se pelo baratissi-
Cassaslacezas a 4-40 rs o metro m!> P^CO U cada metro."
Vende-se uma grande porco de bonitas
cassas inglezas tanto graudascomo roiudi-
3has e de cores lixas pelo barato preco de
i 40 rs. ometro,garcntindo-se que 7 metros,
io um vestido para qualquer Sia. s na
loja do Pavo roa da Imperatriz n. 60 de I modernas e quo se vendem
| prego de 500 rs. o covado.
LPACAO DE CGDO PARA VESTIDO A 1
Chegou esta nova fazenda com o nome
de alpaco, sendo de cordo e com mais
MOCAMBIQEPARA VESTIDO A 500 RS.
Chegou para a loja do Pavo um elegante
sortimento dos mais bonitos mocambiques
proprios para vestidos com as cores mais
pelo barato
11-RUA DO QUEINADO.-11
DE
AUGUSTO PORTO & C.
Receberam superiores vestidos de blond com manta e capella para noivas, que
vendem-se por piceos mais mdicos do que em qualquer outra parte.
SAH1DAS DE BAILEde cachemira branca ede cores o que ha de mais lindo.
BASgiTNESde renda preta, e de gorguro preto, o que ha de mais
elegante.
CHAPEOS DE SOLpara senhoras delicadamente bordados.
BALOES-4raiicos e de cores para senhoras e meninas, esparlilhos, saias bor-
dadas, o saias de la com barras de cor.
GORGUROde seda branco e preto para vestidos, sedas de cores, moirean-
tique branco, e grosdenaplc branco, de cores e preto, princezas, bombazinas pretas,
alpacas de muitas core, e lindos cortinados Bordados.
CAMBASdr linho para horaeni de diversas qualidades, camisas bordadas
para noivos, sobretodos, capas de borracha brancas e pretas, brim de cores e branco,
panos finse casemiras pretas e de cor por commodos preces.
TAPETESgrandes e pequeos para sof e cama, tapete e alcatifas em pecas
para sallas, e continuam sempre, a vender por mdicos precos as esteir.vs d.v india para
SALLAS.
O cordeiro previdente
Ba do 4|ueiniado u. 16.
Novo e variado sortimento de perfumaras
finas, e outros objeclos.
Alm do completo soilimento do pe fu-
marias, de que efectivamente est provida a
loja do Cordeiro Previdente, ella acaba de
receber um outro sortimento que se torna
notavel pela variedade de objeclos, superiori-
dade, qualidades e commodidades de pro-
cos; assim, pois, o Cordeirb Previdente pede
e espera continuar a merecer a apreciaco
o respeitavel publico em geral e de sua
boa freguezia em particular, nao se afas-
tando elle de sua bem conheddamansidu
e barateza. Em dita loja encontraro os
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murruy vi Laminan.
Dita de Cologne ingleza, americana, fran-
cexa, todas dos melhores e mais acreditados
fabricantes.
Dita balsmica dentrificia.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes, e vilete para toet.
Elixir odontalgico para conservaeo do
asscio da bocea.
Cosmetiques de superior qualidade e chei-
ros agradaveis.
Copos' e latas, maiores e menores, com
pomada fina para cabello.
Frascos com dita japoneza, transparente,
eoutras qualidades.
Finos extractos inglezes, americanos e
francezes em frascos simples c enfeitados.
Essencia imperial do lino e agradavel /!iei-
ro de violeta.
Outras concentradas e de cheiros igual-
mente finos e agradaveis.
Oleo philocome verdadeiro.
Extracto d'oleo de superior quaiidade.
com escolhidos cheiros, em frascos de dif-
ferentes tamanhos.
Sabonetes em barras, maiores e menores
para mos.
Ditos transparentes, redondos e em figu-
ras de meninos.
Ditos muito finos em caixinha para barba.
Caixinhas com bonitos sabonetes imitando
fructas.
Ditas de madeira invernisada contendo fi-
nas perfumirias, muito proprias para pre-
sentes.
Ditas de papelo igualmente bonitas, tam-
bem de peri'umaris linas.
Bonitos vasos de metal coloridos, e de
moldes novos e elegantes, com p de arroz
e boneca.
Especial p de arroz sem composico de
cheiro, e por isso o mais proprio para crian-
cas.
Opiata ingleza e francezapara denles.
Pos de. camphora c outras dferentes
qualidades tambem para dentes.
Tnico oriental de Kemp.
Alada mais coques.
Um outro sormentos de coques de no-
vos e bonitos moldes com lilets de vidrilhos
e alguns d'elles ornados de flores e litas,
esto todos expostos apreciaeo dequem
os pretenda comprar.
GOLLIMIAS E PUMIOS BORDADC'S.
Obras de muito gosto c perfeico.
Fivellas e Otas para ciutos.
STMA E PTISIC*
l m deseobr(meato espaatos*!
0 aropc de fedegoso, de Pcmambu.
preparado pelo phannacthitko J. de A. PU^
lo,cura radicalmente a pthisica e asuma, e
todas as molestias dos pulm^
Podem ver-se os attestados de turas m>
nico deposito das prepara
d'este itor, roa larga oBoetrw n. H
junto ao quartel de polica. ______
PINTO PHARWACELTUX)
\aio|K' desalsaparrllhadoF-tr
u
EPl RAT1VO DO SANGLE
Usado tas molestias de jelh', iaspigens "t-
res rheuntoiica* i tiotro
Una larga do ttmk n. 10.
-= Vendo-se nm evalla para aferkM, pr.->*
o bstanla ptrdo : a trtur n prafa n-
ilenria n. IcK.
Vcrgonleas de |>inho pura uuisiar.'
e reirancu, lodao de soperiur inaiidade. Tinta
Venus Paris, branco de rieo >: ml m bm
l e 28 libras, j preparadas, o.a> de untara?m
barris : no armazem de >si:<> da om^sat*
l'ernamburana, no larga da ksmmMhi n. IC.
CM na Japanca
Vciide-.-e una can tema m pr.indes eon
modos para familia, cwinha h'ira, rrande
carimba, chaos proprio. o ante ferio ib es
da via-1'errea : para Ira'ar '!o pn
Ce-pon. 19
IiIVIUi> *iVO
0MEZDEMAB1
Acabam de sabir :i luz i
da na livraii:i fiance/a.
OS CNTICOS ERYMOS KIV
0 MEZ D MARA
vulume nitidamerte mpi
... 4
Um
Paris.
Quadernado de coaro
Encadernacao de mar*
rocroim dnurdo.......
Vende-se fumo de laranhiMw bu
muito em ennta, chc^do i p iiu
'.ainlion do ('armo n. It).
_ JSCRAVOS'"FUUCC&
Fugio uo dia ti de j;oi iri do t
do eogenbo BaUInra, !i.
eravo proto, emolo, >! :.i au i i I
nodo Ifareelino, qne fui do Br I tmtb
Pereira, cojo rscravo eslevi .-\t t
tem os signaos epuin'e? : alio, ?
rosto muito marrado de begM, Ua -Je
na trenle, cor |:-, la, sahi
li'ii e caifa de castor, l 'ando on
(landres com mais iou,.i, e
fi'ii-'iiezia do Cabo : qoem o apeVrhi nd. r '
ao dito engonlio, n ra d.i S.-:i,:..-:.. ...
eaeriptorio do Sr. Bernardina :.
ber a gratifleacao arkm.
Kugki du engenbo J.
bo, ao amanbecer do lia 13
anno, do abaixo assignad di
nome Antonio, conhecldo por i
a 30 ann s, pneo riir,i> on BHH0I, all.
me, tem urna daajonlai do i. ou
Relio e vanado sortimento de taes obiec- ff"f ;il"]a.r banzeiro, levao*. .
*, cando a boa escolha aogosto do com- gdtt_SSu>*K,ig
'^uor. ra i>;lu d'.Miui. para
Bareges a 400 rs.
S na loja do B'avo
Se vendem as mais bonitas barones transparen- ,
ts, proprias para rostidos cora listrinhas a imita- largura do quo a alpaca, com as mais linias
^ao de listras do seda, c vendern-se pelo barato' cores, como sejam Bismark, lyrio, perolas,
preco do um ornzadocadanni ovado, nnleamen- roxo, cor de caima, magenta etc. e vende-
r na loja e armazem do Pavao, ruada Impera- M _.,,. hn,.ii-omn nroMi rl l. n envadn
tria n. r.o. de Foii* Pereira da Silva. So ."a'ai^siino preco ue i> o covaao.
ESGGIAO DE LINHO DE 12 JARDAS A 105.
Vende-se pecas de esguio de linho, fa-
zenda superior, com 12 jardas cada perada
10.5000.
COLCHAS PARA CAMA A 80000.
Vendem-se colchas de fastao adamasca-
das para cama, pelo barato preco de '!;,
grande pechincha, na loja e armazem do
Pav5o, ra da Imperatriz n. 00, de Flix
Pereira da Silva..
COBEBTOIIES INGLEZES A 'l;\ 1?>J00 E 9 \.
Vendem-so os verdadeiros cobertores
nglezes, de pura la, pelo barato prpeo
de 43, 4<>00 e 5,?, assim coma colchas dn
"usto de cores, pelo barato preco de 3$. na
loja e armazem do Pavo. ra da Impera-
rrz n. 60. De Flix Pereira da Silva. Chegaram os mais modernos gurguroes
Madapolao entestado a 8S500 para vestidos, sendo de todas as cores,como
Vende-se superior madapolo-enfestado, | cejara- verde, azul, rosa, bismark, pcrola,
sendo muito encorpado. para carnizas, e I roxo de & tendo quasi quatro palmos de lar-
tendo cada peca 24 jardas, pelo baratissi- gura e vende-se pelo baratissimo preco
mo preco de8:3">00. na loja e armazem do
ALTA NOVIDADE

Loja do Pavo.
GRG^JRES PARA VESTffiOS A lf5000,
O COVADO.
Pavo, ra da Imperatriz n. O. De Flix
Pereira da Silva.
CHnPELINAS
ULTIMA MOD
Chegaram para a loja do Pa\.o
ricas e mais modernas chapelin;
mente enfeitadas, rom enfeites
setim e de todas as crese com r
as llores.
preco de
muito mais
de blond e as mais lindas e
vendendo se cada uma pelo ha
1&5000, garantindo-se ser
bonitas do que outras que ?i vendum em gos como estreitos, sendo de 2(?0O0 rs. o
Outras partes a 2<'$ c Tjf, e pntre ellas covado at 450O0 rs. garantindo-se que
ha mais do que um mode/flo, tambem tem a'este genero ninguem tem melhor fazenda e
muitas de pratinho, pro/rias para mocas e que se vende mais barato do que em outra
/
mais
rica-
UM di-
OS bicos
de 1)5000, cada twado nicamente no ar-
loazem de Feiix Pereira da Silva, na ra da
Uinperatriz n. 60.
RETALHOS PARA LUTO NA LOJA DO.
PAVO.
Vende-se uma grande quantidade de re-
talhos do chitas e cassas pretas por preco
muito barato, e quanto maior for a porcao
que o fregu comprar, mais barato se Ibe
vender na ruada imperatriz n. 60 de F-
lix Pereira da Silva.
Grosdenaples preto
Vende-se um grande sortimento dos me-
lhores grosdenaples pretos, tanto lar-
meninas, isto na ru i
loja do Pavao, r|p Fh
Imperatriz n. GO
Pfrpira da Silva.
ibellas Jermicidas
DE
unes de Castro.
caz, e preferivel a todos os
Antonio
Vermfugo e
conhecidos, i-"* /pela certeza de seu resulta-
do, ej pela /f;lci applit*3Co as creancas.
quasi sempre/ mais atacada do to terrivel
s wm fatal soflrimento.
NICO DEPOSITO
NA
P^ .armada e drogara.
/ DB
Barthomeu & C.
Un* M.arza rio RosarioS
l| Uo do erto
, w snpfrwr qtm'yt fresco do sertao : na
t' Mairw do Deop n. I._______________-
Vemle-se orna escrava \n>.i cusinhejra,
*zf*
Ver/
I
**QS, M Ciraba do C^rmo numo- do Pav5o. roa da Imperatri? n. 60.
#Hl iFx Pereira da Siira.
qualquer parte, na ma da Imperatriz n. 60,
de Flix Pereira da Silva.
26. OS BALES DO PAVO-
Vendem-se superiores baKies america-
nos de trinta a quarenta arcos, tendo as fi-
tas bastante largas, sendo muito fcil trans-
forma-los para outro qualquer novo modelo,
e liquidam-se pelo barato preoo de 2-3 cada
um. sendo fazenda que sempre se renden
a 75 e 8$. isto na loja e .armazem do Pa-
vao, ra da lmperatrij n. 60. Do Flix
Pereira da Silva.
As 9.000 Taras a 500 rs.
Vendem-se -a- verdadeiras cambraias
francezas, com lindos padres e cores fixas,
sendo tapadas e transparentes, pelo barato
p?eco de 500 rs. a vara, ou 300 rs. o co-
vado, sendo fazenda que ningnem vende
por menos de 7 oo 8 tuswes, e liquidam-
se por este barato preco, por so ter feito
urna avultada compra, na foja e armazem
De
* & C{MA13
Agna-florida de Guis-
lain
Tintura indelevel pira Ungir os cabellos,
i em manohar o pello.
A bem cunoeituada agua-florida de Guis-
lain que entao era des:onbecd em Per~
aambuco, j hoje estimada o procurada
por seu eflicaz resultado, c anda mais se-
ra, quando a noticia de seu bom eeito e a
experiencia tornar de todos conhecida.
A agua-florida de Guislain composta uni-
damente de vegetaes inoffensivos, tem a
propriedade extraordinaria de dar a cor pri-
mitiva aos cabellos, quando estiverem bran-
:os, e Ibes restituir o brilho perdido, e as-
dm como preservar de embranquecer, sem
E' porm necessario fazer conhecer, que
ifcom resultado produzido pela agua-flori-
la, nao instantneo, como muitas pes-
cas tal vez suppnham, miissim ser pre-
nso fazer uso d'ella, trez ou quatro vezes,
i logo se obler o fim desejado, como bem
pruvam testemunhos de pessoas insnspei-
as, e d'ento por diante, basta usa-la duas
>>ezes por mez, contando sempre com o bom
^xito, podendo a experiencia ser feita em
mira qualquer cousa.
Assim pois esta agua-florida acha-se ven-
la na bem conlwcida loja d'Aguia Branca
ra do Queimado n. 8,
A Aguia Branca, contando cora a protec-
;ao de sua boa freguezia, tambem capricha
m nao Ih'a desmerecer, procurando sem-
ore corresponder a idea favorave) com que
honram, e em prova ao quo 6ca dito, d
orno cxemplo o explendido sortimento
|ue acaba de receber, ninda mesmo achan-
o-so bellamente provida do qne de bom
? melhor se pode desejar nos gneros que
Haja vista aos necessarios livros de missa
i oracao, obras de apuradlo gostoo-perfei-
jao, sendo: com capas de madreperola e
ocantes quadros em alto relevo.
Ditos com ditas do marfim igialmente
oonitos.
SORTIMENTO
Ditos cora ditas de velludo, outros imi-
tando charo macheiado.
Ditos com ditas de marroquim com cruz
e guarnico, dourada ou prateada.
Coras e tercos de cornalina.
Assim como.
Grande e bello sortimento de leques
todos de madreperola, madreperola e seda,
sndalo, sndalo e seda, osso, osso e seda,
e faia etc. etc. tendo nos de sndalo algone
com 4 vistas, e outros japonezes eneilados
do flores.
Bonitas voltas grandes de aljofares azucs.
Voltas-de cerrente de borracha.
Meias de seda para meninas e senhoras.
Ditas de fio de Escocia abortas, tambem
para meninas e senhoras.
Ditas muito finas d'algodo, alvos, e
cruas para meninas e senhoras.
Luvas de fio d'Escocia, torcal, e seda
para meninas e senhoras.
Meias de la para homens, muflieres e
meninos.
Gollinnas e puuhos bordados obra de
muito gosto.
Entre-meios finos tapados e transparen-
tes com delicados bordados o proprios
para enfiar fita.
E OS PRODIGIOSOS
Anneis e collares Royer para creancas.
Bonitos cabases ou bolsinhas de pelica
e setim para meninas ou senhoras.
Lindas cestinhas bordadas a froco, o lisas.
Delicadas caixinhas devidro enfeitadas
com pedras, aljofares, ete.
Ditas de tartaruga para joias.
Bonitos albuns com msica.
Pinseis ou bunecas para poz de arroz.
Novos e delicados ramos de flores com
marrafes para enfeitar coques.
Bello sortimento de trancas d palha.
Fitas largas para cintos.
Cintos de fitas largas com bonitas rama-
gens.
Brincos e alfinetes de madreperola.
Ditos esmaltados, obfas n/m3 c bonitas.
tos,
pn
FLORES FINAS
O que de melhor se pode encontrantes so
genero, sobresahindo os delicados ramos
orvalhados para coques.
Para Tia^eni.
Bolsas de tapete e carteiras de ocuro, por
precos"cosmodos.
Chapelinas de palha da Italia mtd bem
enfeitadas, e enfeites de flores obra do bom
gosto. ;
E assim mu tos outros objetos que se-
ro presentes a quem se dirigir iita ioja
do Cordeiro Previdente a ra do Oueimado
II. II;.
ENFEITES DE PALHA PARA VESTIDOS.
CHAPEOS E COQUES.
0 Cordeiro Previdente i ra do Queima-
do n. 16 acaba do receber um bello sorti-
mento de trancas de palha para enfeites de
vestidos, outras para chapeos, coques ete.
tudo isto est sendo vendido com a sua bem
conhecida commodidade de precos.
ALEM D'AQUELLES.
Recebeu outros lindos enfeites de soda
para vestidos ; assimcomo um variado sor-
timento de pallos de la, babadinhos de
cambraia com bordados de cores, cuja va-
riedade de gostos os tornam recommonda-
dos e apreciados ; comparecao pois os pro-
tendentes que serio servidos a contento.
TO KM RECEBEU.
Novo provimento de bicos e rondas de
guepure.
LUVAS DE PELLICA.
De todas as cores Ututo para iiomcn-
como para senhoras, constantemente achara-
se a venda na loja do Cordeiro Previdente :
ra do Quemado n. Ni.
Para encauanieuto d'afioia.
Canos de ferro, ditos eslanhados, ditos WTTWn.'
de prircelaua, todos rom as conipeientps torneira.
curvas etc. : a roa dn Qncinindo n. 31
roga-se a qualquer an'oridade
de campo a captura dn docM-ravo, i. ..-,<
engenho cima, ou a rna '!>> I n. 4i, 3.
Sr>jtFrancisco Qnintino l...,..-.
sera generosamf Sndo.
Aninitin Carncm Um i I
Pngin de bordo >* ;
ro, um mulato claro de Jo Jim r*t mi i
(rular, rabeli e ...
barba, tem mna pinta preta no
loe nmtalboascusbs a inwno !:'
vestido eamiaa de fhil con lis i
de urna cinla coro 1
as ealsas, natural i
provincia do Rk> Grande do Nnrt ..
i|neira iv, t.ii i
lar. Rceon nei
;i qualquer
rrapicna n. 4 ou ; tu rdod
scrtccncri rado.
Acha-
moleque (! nom 'lii". con il bi
estatura regular, ol
dedlee, espi rte e bem b tanto. .
nina cicitiiz de urea queimail
um dedo da i
de mu pauaricio ; c o p<
do que odircito : quem o a] pi
Afug.idos, ca-ado Iti
Suva, qne indicar a casa de
compensar generosamente.
Barato que admira.
Manleiga ingleza flor a 400 a libra, dila fran-
eeza a l, cha miado a .'liOO. dito graudo a 3f.
caf a O rs., sahao a IM). alpista a 240, arroz a
lOOrs., pas?as a4'0, idem quartos eom C libras
por 2300i vinho a 400 rs a garrafa, azeito dcp
de Lisboa a 900 rs., caixinhas com amoixas, pas-
sas, figos o peas, proprias para mimosa l^fiOO.
lat^s com doce a 500 rs. : s na esquina da ru
da Pfiba n. H.
XAROPE PElTRAL BRASILEIRO
be
POITA IIE FT1B4IB i
COMPOSTO E PnFPAnADO
Pelo ptaariuaceiitieo
Jos da Cruz Santos.
Esta planta cujas virtudes medicinaos
exisliam desconhecidas para a maior parte
dos nossos facultativos, devendo-se a sua
descoherta ao uso que d'elle faziam o*
nossos inMenas que menoscabavam com
a sua applicacSSo do todos os sofnnftntos
pulmonares, hoje conhecido como o me-
dicamento mais eflicaz para a cura de as-
ihma, bronchite, coqueluche, ponemonia
e at a phty^ica. produzindo um effeito mi-
lagroso e prompo.
Para um adulto 3 i colheres de spr
ao dia puro ou em cosimento peitoral.
Criancas. 3 4 colheres de cha.
Preco 2000 o frasco.
Pernambuco. roa Nova botica n. 51,
Ponnas de ema.
de gratifieacao.
Anda m leba fugiJa a mtm < Wmk I
la, qne fui do Sr. Claudio Dnhrns. e o/
ion-so da casa de. sen senhor ha dez i i a -. i
signaes sao us seguintes : cal ra. i;
regular, rosto d lo, cabo'.!- rarj
couipridos, andar descansado, reprcM-n te
anuos oa pionco mais, e etutoma rallar qs
irabalha ou anda, tiniia no ?eiu e nn-li
naes pardacentos mui visiveis de i qi>*
rvstomara apparecerrUio. lia M i
suppor que ella anda meaM p..r etta rid '.' >
sene anbaldes, j tendo sido viva i!<-i.r. .-...
nd rna Nova eom nm pardo, peta refnMa .
na praca da Cua-Visia. Da o JOjwBil gmi
;in a quem apprebender Jifa rf-r
noticias exactas na roa dn inperadi.r n*. .t ,
Io andar, e protesta-so proceder
contra quem a tiver em sua entupa)
Do engenho S. Francisco il^> \
madrugada de 3 do corrente. Leoncio, mnr*.(
rlarojade 18 a 20 anno-, comecaudo a ha
bellos soltos, olhi s grandes; estatura rr.-dar. gr*-
so, robesto e bem feito, boM dr tea, ti ari m
andar, e larcola, carreiro. Dn n s-n eni
esi fngido desde jnlhndn auno Mmdo, r.iescp-
co, mulato, velho, do eabeline Miln, fnmm dn*-
les, andar cabido pan diinH. tem dfW
grandes dos pos mettidos para d ntr : enrre-
sar no mesmo engenho, ou na ru de Apollo a. {t
ao Sr, Francisco de A-sis Urilo.
Vondc*w i ra
andar.
do Queimado n, 13, primeiro
i a intinua fngido desde o ^ia O de den-*
do anno pussado o escravo de nome Aninnin. criow-
lo, com os signaes constantes dos annunriis
blicados no Diario de PeninmbHco e i Jornnl Jo
Rea fe do m roo u i e anno, is qn.ii ao os *e-
puintes : anuos de idade, pre|o. alio, niagrx
"Ihos grandes e apitnmbados, andar in>-linado p. i
a frente, rs timioselos d >s ps enrhados vest:k>
de calca do algodao aiul o cami a de n-, ad.\ per-
tcnce a massa fallida da Amaro Gonealve* dos
Sanios : qnem qner que o prender sei record
pensado e podo recooio-lo a casa de delinca
leva-lo a casa do abaixo aa-ignaoN. adminis'traoVw
da mesma massa : a ra ilo Hangel n 58.
Recife 12 do abril do 1809.
______________Manuel Joa.piim Batrf
FUG10
1 escrava de nome Francisca, de
toda marcada do be
riga grande, com u.
mesma fazend
qiinm a p<- hp*r^r n- ,
! andar, que ser gratificado.
*


8
Diario
Pernambuco
"'
f
rnvm?
ri:ni vs acadismicas
(POR W. FIGUEIREDO)
(Continuoco)
XV
A VISO
^Fragmento)
A areia d'ouro da ampnlliela do lempo,
que atore**" a duraclo dp da de- de
18 so liavia escoado quasi toda.
A noute ia serena e silenciosa.
Sob urna copada tnangoeira um joven
eslava sentado, com a cabera apoiada na
uio esquerda, e eomprimindo com a direi-
ta o peilo, que intumecido pareca nao po-
der mais conter as palpitares violentas do
coraco.
A luz candida e uniforme da la batia-lhe
em cheio no rosto, tranformando-lhe a cor
morena em urna pallidez transparente.
Os anneis de seus cabellos negros brin-
cavam com a brisa saudavel e olente das
eampinas.
A mudez augusta da noute, o aspecto
triste e sombro do campo, e a physionomia
melanclica c profundamente pensativa des-
se joven, conspiravam para cerca-lo de um
mysterio, de urna especie de raagestade tal,
que um sentimento de adroiraco e de res-
peto dominara involuntariamente qnelle
que o visse.
E nada o arrancava dessa ahstracco,
dcsse continuo scsmar, nem a belleza po-
tica do luar, nem o ciciar do vento por
entre as fulhagens, bem o pi tristonho das
aves agoureiras.
So uns gemidos quasi surdos, que de
vez em quando o coraco afflicto enviava a
;eus labios entreabertos, trahiam a mmobi-
lidade e silencio obstinado desse man-
cebo.
Elle velava. e fatalmente se entrega aos
tumultursos pensamentos, que, revolviam-
se, e torvelinnavam em seu cerebro.
Grande bem grande devia ser a causa de
tanto pensar I
E j eram deenrridas duas horas, que
elle jazia alli, lutando com a tempestade,
que Ihe agitava o espirito.
Era j tempo de desafogar o coraco com
a expansa dos sentimentos que o innunda-
vam.
t Quando fallamos, descarregamos a
athmosphera pesada de nossas dores.
E o joven estremeceu : seu rosto assu-
mio a expresso do mais vivo pesar, seus
olhos contemplaram a mangeira, que o co-
bria com suas verdes ramagens ; e elle
exelamou com urna voz de indisivel tristeza,
repassada de desalent :
Oh arvore querida, que recordas a
terna autora de meus das I eu te bemdigo!
tu te amo, porque tu s minha irma !
porque tu foste plantada por aquella que
me deu o ser Eu te abenc), porque tu
s urna reliquia preciosa daquella que a
more me roubou no quarto anno do meu
pasamento... Pobre mangueira tu cres-
eeste e vicejaste sem que a mo benfica,
que te plantou, te regasse e cultivarse t eu
cresci e eduquei-me sem conhecer, sem go-
.sar os doces carinhos, os temos cuidados
de urna ini extremosa t Tu nao liveste o
grato prazer do offerecer o teu primeiro
fructo quena te deu existencia I eu nao
Uve a suprema felicidade de olTertar o meu
primeiro amor aquella que me gerou I Tu
nao froto a alegra de abrigar sob toa
hospitalera sombra a causa do teu viver !
eu nao tive o ineffavel goso de acollier-me
aos bracos protectores da autora de meus
das I... Jamis tuas folhagens estremece-
rlo de contentamente ao ouvir urna voz
doce dizer : minha mangueira E o meu
coraco jamis pulsar de jubilo, ouvindo
os labios amantes de urna mi- exclamar :
meu lilho!... Tiremos urna mi com-
mum para perde-la dplorosamente anda em
tema infancia!... E o que nos resta ? A
saudade eo pranto !...
Oh I meo eus! como sensivel e irre-
paravel a perda de urna mi Que dr
perpetua, que soffrimeato inextinguivel
acompanha qnelle, que leve a desgraca de
perde-la I... Nao ter ouvido os prudentes
conselhos, as compassivas consolacoes de
urna mi, nao ter fruido seus meigos affec-
tos, seus continuos disvellos, nao ter lido
na vida a maior felicidade, o mais supremo
goso, que dado as creaturas E' viver
com o coraco atravesado por um espinho,
que s poder ser extirpado pela morte I...
jjorrei meu pranto I Regai este chao, onde
minha nudosa mi, carregando-me em seus
bracos, veio tantas vezes admirar os pro-
gressos de sua querida mangueira !... Cor
re, meu pranto! alliviai meu peito do peso
horrivel, que o opprime! Correi, meu
pranto que as lagrimas sao o continuado
viver de muitas vidas ; e se ellas nao fos-
sem reveladas urna a urna a biographia
dessas existencias seria montona e fria I
Oh I dia aziago, que assististe a agona de
minha presada mi, eu te maldigo !... Fa-
zem hoje desanove annos, que ella, minha
pobre mi, no leito do soffrimento, j com
a sombra da morte diante dos olhos, bal-
buciava expirando : Meu Deas I... meu
filho !... Palavras sublimes que traduzerc
FOLHETIM
OS DItAAS DE CAYEWi
[por
'filie Berthet.
XIV
O ponto de reuaio.
(Continuaco do n. 83)
O Gallibi olhava para os recem-chegados
com admiraco. Conhecia Miguel de o ver
em caca de Lefrancois, e por isso Ihe foi
apertar a mo, pronunciando a palavra sa-
cramental baar. Quanto a Bertomy, via-o
pela primeira vez, mas com quanto Ihe
constasse vagamente a situaco d'elle, oera
por isso deixou de Ihe ir fazer os ssus
cumprimentos, dizendo-lbe em linguagem
affectando pronuncia europea :
Bons dias, sior. Mi estar conten e
de acompanhar a ti, baar.
Bertomy. nao pode deixar de rir-se do
ar serio do indio.
Palavra, meu vermelhinho, disse
elle, chacoteando que tente urna maneir*
de fallar curiosa f Como diabo nos hav<-
o grito de affllcco supplicanlc, com que
urna mii, no duro transo da morte, re-
commenda piedosamente a Deus o cuidado
de velar sobre o Albo prestes a tornar-se
orpho Palavras Moqueles que encer-
rara um poema das mais crucificantes do-
res, do mais angustiado pesar de deixar s
no mundo o fructo querido de suas entra-
nhas, que choroso pedia ao co que nao
Ihe levasse sua adorada msinha!... Oh I
infiexivel destino, que nao te commoveste
ante o indescrptivel quadro de urna mi
moribunda, que pelo amor de Deus sup-
plicava a vida para amparar, e educar
seu tenro Dlhinho, cute maldigo! lu te
amaldico, impa Parca, queassim minifi-
caste a augusta misso de urna mi !...
Correi, meu pranto! As lagrimas do filho,
que lamenta a perda de sua mi sao santas!
Sao gottas do orvalho do co, que se infil-
traram em seu coraco para correrem eter-
namente, humedeceido-llie as faces! Cor-
rei, meu pranto! que as palavras sao im-
potentes para nterpretarem meus padeci-
mentos, e mitgarem minha amarga dr!
E vos, oh! Divina Providencia dos infel-
zes! vinde tambem em meu auxilio!......
E o joven calou-se.
A brisa agitou muito de leve os ramos da
triste mangueira; as folhas tremeram, esus-
surrando dolorosamente deixaram cahir so-
bre ellecopiosa chuva de orvalhos!
E a Providencia, que nao deixa de vi-
em soccorro dos que soffrem, e fazem um
appello sua infinita misericordia, corapa-
deceu-se do mancebo.
Um coro divino, harmonioso e sobre-na-
tural echoou deliciosamente seus ouvidos,
elevando-o as regies da mais pura mys-
tica.
Urna luz argentina, tranquilla e suave
brilhou ao redor delle, ilwminando-lhe o
semblante paludo.
Um perfume da mais rescendente ambro-
zia derramou-se por todo aquelle lugar
E urna colunna de um vapor diaphano e
alvo, como as nuvens candidas do Co, s
condensou diante delle.
E o joven enlevado, attonito, embriaga-
do, por aquelle concert de vozes divinas,
por aquella luz pura, por aquelle perfume
inebriante, julgou-se preza do mais delei-
tavel sonbo.
Pouco e pouco a columna de nuvens f
se rarefazendo at evaporar-se de todo
em seu lugar, oh! em seu lugar appareceu
um archanjo de cabellos soltos, envolto em
roupas de neve.com os bracos cruzados so-
bre o niveo eolio, e contemplando o joven
meigamente e com amis sublime ternura.
O mancebo quiz erguer-se, mas nao pon
de! quiz fajlar, e seus labios apenas pode-
r m pronunciar mal estas palavras:
Meu Deus!... um anjo!.....
Sim, meu filho! invoca o nome do
Deus de bondade, que s elle trar paz ao
teu coraco torturado! abriga-te sombra
da arvore augusta da religio, que s ella
dar c-nforto tua alma pezarosa! ampa-
ra-te egide protectora da igreja, que s
elle te poder acobertar dos perigos e se-
ducoes do mundo! O homem cujo espirito
nao se eleva at o co, assemelha-se ao ir-
racional, cuja cabeca est sempre pendida
para a trra.
E a viso approximou-se, e tomando en-
tre as suas as maos trmulas do joven, con-
tinuou com vozcheia de amor:
Escuta, meu flllio! ouve as palavras
e os conselhos de quem vela sobre tua
existencia.
Ao destino imprescrutavel aprouve em
seus immutaveis designos chamar para
outro mundo tua mi, que com efficaz pro-
teceo deveria amparar-te contra as citadas
do genio do mal.
Tu s moco, e o mundo apparente-
mente bello: na superficie ha sempre o li-
cor, que embriaga os sentidos; mas no fun-
do as fezes, que enveuenam a alma, e em-
boto os mais caros sentimentos.
A estrada plana do vicio e do crime no
principio, seraeada de flores, que attrahem
e de perfumes, que inebriam; mas no fim
ha o abismo tenebroso, ante o qinl nao
possivel recuar-sc; porque depois do vi-
cio enraizado n'alma. lutar contra elle as-
soberbar a torrente com a opposico de
fragilissimo dique.
A estrada da virtude porm alcantilada
e ericada de espinhos e trapeos no prin-
cipio ; mas no fim ha a luz, a felicidade, e
a gloria eterna.
Nunca poisledeixes levar pelas apparen-
cias, Ha pessoas com rosto de santo, mas
cuja alma est vendida Satanaz: conhece-
las urna sciencia, que todos procurara es-
tudar e saber; porm quasi sempre sem
resultado, e com perda de muitas lagrimas.
e das mais caras illuses.
A hypocrisia urna homenagem, que
o vicio rende a virtude: e a belleza exterior
nao passa de urna carta de recommendaco,
que a natureza d aos seus favorecidos.
Se* porm complceme para com todos,
porque sao e devem ser teus irmos; e os
que chorarem teus amigos.
Nunca te deixes levar pela tempestade
impetuosa das paixes; ellas sao como as
ondas: raorre urna, e.logo renasce outra.
Tens te entregado com ardor ao amor: as
mais das vezes elle no mais do que um
resultado da ociosidade. Entretanto nao
tens de que le arrepentas, porque escolhes-
le bem. Amas e te sappoes illudido:
falso, meu filho. A raulb&r a quem 3edU
caste tens afectos, te retribue com igual
sentimento: ella boa, leai, e virtuosa. Fi-
zeram-te crer na sua infidlidade; apresen-
laro-te provas subtrahidas prfidamente:
mallograram-te. Querram roubar-te o teu
thesouro; e tu foste crdulo e severo de
mais: confiaste demasiadamente em alguem
3uo se dizia teu amigo, e elle-|gmio-te aju-
ado por outra pessoa, a quem entretanto
dews aerdoar/porque tambem foi Iludida:
o quanto te posso dizer ; reeommendan-
do-te eme nao procures vingar-te; avingan-
a um sentimento vil, queso assentaem
confunde o cri-
mos do entender ? J vejo que nao tenho
parceiro, ainda que vim munido do bara-
lliiiiho de cartas, e a viagem nao offerece
muitas distraces Mas, emfira, comtanto
que me conduzas por bons caminhos e ar-
ranjos com que nos encheres a pansa, nao
te incommpdarei muito ; porm, com mil
diabos, nao me facas dar muito zig-zag :
olha que nao brinco I
Zo pareca nao comprehender muito
bem estas fanfarronadas, de palavriado, mas Lefrancois disse a Ber-
tomy' :
Cautela. Sr. Bertomy, que o senhor
e seu filho vao ficar raerc deste homem.
Os Gallibis nao sao raaos, antes sao tmi-
dos doceis ; com tudo, se o tratarem
mal, capaz de os abandonar nos bosques...
Mas acabemos com a vonversa : a noute
appjoxima-se e os momentos slo preciosos.
Abri o fardo c tirou os diversos objec-
tos que julgo necessarios para aquella pe-
nosa jornada : erara dous sabres de fachina
que podian, em caso de necessidade, ser*
vir de defeza, las pistolas para os dous
europeus e algara fato de uso, era que lia-
via uns sapatos para Bertomy, que nao po-
deria aguentar muito os tamancos di pe-
nitenciaria. Nao falta va tambera urna cai-
xinha cootendo um frasco com lcali, outro
com quinina e alguns medicamentos, acom-
panhados de un manuscripto que prescre-
via a sua pphcac3o. Tambem doos mc-1
almas mesqunUas, e que
minoso com o innocente.
Presta sempre o maior culto a tua consr
ciencia: ella os espinhos, que te vedam
as accoes ms- Trabalha sempre, e recor-
ila-te que to indigno nao supportar com
resignaco a pobreza, como nao saber cs-
forcar-se por expelli-la.
Emfim, meu filho! jamis desvies os olhos
das matfmas do Martyr do Calvario: ama a
teu pai e venera a memoria de tua mi;
estima o teu prximo, e honra a Deus i
Mas quem s tu?!... Quem stu
que to docemente me tens fallado ao cora-
co, innundando-o de conselhos to mater-
n>es?!........ Quem s tu que sfibes assim
inocular to sabiamente n'almo* germen
de todas as virtudes do co?l7...vrr.. Quem
s tu que to compassivaraente consolas a
um filho, que chora a perda de sua mi,
dando-lhe a posse do thesouro, que elle
mais ambicionava na trra?!...... Quem
quer que sejas eu te abenco!.... Archanjo
de Deus! eu te adoro!..... Emissario do
co! eu te bemdigo!..... Enviado de mi-
nha mi! eute respeito c te agradeco!.,..
Tu s o gemo do bem deixa-me beijar-te
os ps!.... deixa-me render-'.eo meu arden-
te culto!.... e eu te glorficarei em Deus!....
E(le ea Virgem Marta te abencem,
meu filho!... Adeusleusou tua mi!...<
Adeus!.... meu filho!....
Minha mi!!!........
E a viso beijou o joven na testa, orva-
lhou-lhe o rosto de lagrimas' e desappare-
ceu!......
O coro divino cessou A luz celeste dis
sipou-se! O perfume de ambrozia extin-
guio-se! E o joven prostrou-se de joelhos!
Ora va fervorosamente!
. A la melanclica reflicta seus ltimos
raios no rosto do nftncebo, radiante de um
xtasi religioso I
E a mangueira acompanhou-lhe a precear-
dente com um murmurio saudoso!.....
* XVI
O CASTIGO
Os leitoces naturalmente esto com sau-
dades bem pungentes de Almeida, Maga-
Ihes e Marcondes, c m os quaes travaram
conhecimento em alguns dos captulos an-
tecedentes, e aos quaes temos abandonado
ltimamente bem contra a nossa vontade.
Pedimos venia por essa falta necessaria,
e para repararmo-la vamos po-los de no-
vo em scena, representando os papis, que
lhes sao particulares.
Almeida est preguicosamente estirado
em urna marqueza, que orna a sala de visi-
ta da casinha do pateo de S. Pedro, e tira
longas fuinacadas de um comprido cachim-
bo. O rapaz parece gozar de urna delicio-
sa paz de espirito: o seu semblante est
tranquillo e satisfeito.
Marcondes, sempre grave, recostado ele-
gantemente em urna cadeira de balanco,
de pernas crusadas, aspira com prazer a
embriagadora fumaca, que se evapora do seu
classico cigarrinho de palha.
Magalhes ao contrario espreguica-se in-
dolentemente em urna rede, e boceja de
vez em quando abrindo urna bocea formi-
davel.
Almeida.foi quem interrompeu aquella
beatifica e silenciosa ruminaco, produzida
pela ma's agradavel digesto.
Ola / Magalhes!disse; se continuas
nesta malcreada indolencia, corto as cordas
da tua rede!
Enlo ?! j viran esta ?! Pois yosse
que desde que acabou de almocar, est co-
barde e mudamente deitado nessa marque-
za, quer fallar de mira 11!
Ora! si Marcondes ainda se nao dig-
nou dar aordemdodhf.......
Nao sejaesta a duvida respondeu o
calouropratiquemos sobre o spleen e cy-
numo, que tem ridiculamente minado a mo-
cidade de hoje.
Apoiado! gritou Magalhes, sentan-
do-se na redeconversemos a respeito da
indfenca mrbida, e scepticismo affecta-
do, que Ihe tem raorto as creancas!
E acerca da miseria ,e prostituico do
mundo, que lhes ha assassinado atrozmente
as inspiraces!
Pobres martyres! que -vivem em pug-
na aberta com a humanidade!
Qae queres tu, Marcondes, si as mi-
zerias da trra lhes tem gelado o fogo santo
do crneo, myrrado as suas crencas mais
sublimes, e envelhecido-os precocemente!
E' verdade! accreseentou Almeida
c esta a razo pela qual o egosmo, o
spleen, e o desprezo do mundo os tem ata-
cado mortalmente !.... elles s esperamo
termo de seu martyrologio para subirem
para o co da myttoOogia I......
E porqao nao regenerara a humani-
dade?
E' o que se tem procurado fazer, Ma-
galhes, maldizeido-a, e espesinhando-a.
O raeio no generoso.....
Mas o que os poetas, e os adver-
sos da sorte empregam de preferencia.
Magalhes! respeita aos poetas!...
ellesso predilectos do Senhor I.....
-**EsU': bom!... eu nao quero fallar dos
inspirados..... e meu fim clamar contra
essa mania tola e grotesca de querer for-
tiori tornar-se martyr innocente quem sof-
fre por causa propria.
Nao apoiado! disse Almeidapelo
que ouco queres dizer, que elles vieram ao
mundo para nada, e que entretanto teimam
era fazer capacitar aos oulros que o mun-
do lhes tem tolhido os altos vos ?
Exactamente.
Elles esto lirapos de culpa ? perj
tou Marcondes.
< Sem duvida, limposwmo Sata:
Ah! por isjp que aborrecen a hu-
manidade, e preferem-viver solados tran-
sigir com a corrupeo do seculo!!!
Todava amo consagrar a lyra s
prostituices dos theatros!.....
E o byronismo ? exelamou Almeida
yosss tem notado como os nossos poetas
esto bu romeos! ?
ar tem razo: o meio de se cele-
biwem..... *
Certa escola tem feito um proselytis-
mo espantoso!
E porque nao, si o meio de fazer-se
hoje cohhecido a pratica constante das
mais escandalosas extra vagancias.
Serdoido ser genio.......
li cantar as proltuices, a embria-
guez e as orgias desprezar as riquezas e
as grandezas........
Assim como servir-se do desgracado
povo para galgar as altas posices sociaes,
enganando-o, e prommottendo-lhe o El
dourado, ser popular e demcrata!.
E o atheisrao, e a impiedade ? disse
Magalhes.
Ah! isso toca Almeida......
Neg; eu nao sou atheo; o que nao
sou bigote........
- Pois mentes! tu nao podes deixar de
confessar que pertences a classe dos estu-
cantes atheos e racionalistas.
Dizes isso, Marcondes, por que a mi-
nha religio consiste no culto interno.
Admitamos, Almeida: mas porque
motejas tu das nossas praticas e ceremo-
nias religiosas ? Urna vez que pertences a
urna religio, deves ipso {acto acatar, e re-
verenciar o sou ritual, ainda que ao o con-
sagres.
Nao convera*dscutirmos sobre este
ponto, Marcondes ; mudemos de assumpto.
E' sempre a resposta evasiva com
que tu e os teus se furtam a qualquer ds-
cusso dessa ordem: fracos que sois!....
Pois seja, voltando a nossa academia:
vosss notaram a metamorphose porque ella
passou; metamorphose esta que coincide no-
tavelmente com a fundaco de certo intr-
nalo......
Nao.
Oh pois vo*s nao veem que trans-
formaram-na em escola de primeiras letras ?
Porque dizes isto, Almeida ?
E's um nescio, Marcondes! Quantos
meninos tens no teu anno .'
Nao menos de vnle.
EentSo?*
Ah! agora percebo; tens razo. A
proposito, vou contar-lhes um caso que
respeito se deu. Em outubro a necessida-
de monetaria impellio-me ao escriptorio do
meu correspondente afim de demandar-lhe
o soccorro de um extraordinario; no meu
itinerario para l, enccmtrei-rae com o nos-
so collega Patury, e convidei-o para acom-
panhar-me: -acquiesceu. Chegados ra
da Cadeia do Recife penetramos na casa do
tal meu correspondente, (que homem que
nao d dinheiro sem massar-me pelo me-
nos urna hora), e conversavamos, quando
elle apropinquando-se de nos, e dirigin-
do-se ao. Patury, disse-lhe batendo-lhe cari-
nhosamente no rosto, e alagando-o como
se costuma fazer a urna creanca:
Ento, sinh, est muito adiantado
na escola ?
O rapaz recuou ermelho de i
clamou.
Euno sou menino de escola, senhor!..
Ah! perdo! tornou o desapiedado
negociantej estuda ento o latira, ein ?
pois va' adiantado! vai adiantado!
Nao fui senhor de ter um frouxo de
riso, que acabou de desapuntar o pobre
mancebo.
Este moco meu coltoga intervim
afinal e o senhor acaba de rebaixal-o,
suppondo-o um escolar.
a Oh! perdo, perdo! disse o corres-
pondente rindp-se tambem a culpa nao
minha ^ no meu tempo com esta idade e
tamanho era que se entrava para as pri-
meiras lettras!.... os meninos nao tinham
sciencia infusa como os de hoje!...
Ah Ah! faco idea do odio que o
Patury ficou votano ao tal negociante.
Ora f praguejou todo o caminlio con-
tra o pobre homem, Almeida.
eos de couro semelhantes s bolsas de caca
para Bertomy c Miguel, e os competentes
p ovi montos, consisti do em biscouto de
embarque e urna garrafa de cachaca para
momentos crticos.
O melhor dividiu-se pelas duas saccas
dos europeus e o resto entregou-se a Zo.
Bertomy calcou os sapatos, depois de
terem mettido no fundo do rio os tamancos
cheios de pedras, e por ultimo tomaram a
sua refeico de carne fria e, farinha de
mandioca, que Lefrancois levara, afora o
mais.
Durante a refeico, na qual Lefrancois
nao tomou parte, moslrou-se este sempre
inquieto, e logo que vio os appetites sacia-
dos disse precipitadamente :
Agora partam: e o que lhes peco.
Bem poderiamos ser agarrados aqui!
Prompto !redarguio Bertomy, er-
guendo-se com difflculdade De facto pa-
rece que aqui mesmo me chega aos ouvidos
o rufar do tambor e olhe que nao gosto
da graca Portanto fico-lhe obrigado por
tudo, Sr. Lefrancois, e se um dia eu che-
ga r a ter milhes, lembrar-me-hei do se-
mor I
Miguel j se havia munido do seu sacco,
Bertomy^ porm, ao envergar o seu, fez
urna careta.
Com queent^hei de cammhar qua-
tro ou cinco dias coffi este fardo. ? Agora,
que ja o calor menos, bem vai o neg-
Ah I verdade vosss d5o-me no-
ticias de Cario ? eiclameu Magalhes in-
terrompendo.
Naorespondeu Marcondes desd
a noite, em que foi, ex abrupto, para o Re-
cife, nao tenho visto, nem ouvido fallar
dalle.
E' celebre! tornou Magalhes forea
confessar que alguma cousa extraordina-
ria succedeu a Carlos.
Nao creio; disse Marcondes natu-
ralmente elle anda cabalando pelo commen-
dador.
Porem urna tal ausencia sem ao me-
nos dizer-nosaqui vos ficam as chaves
altamente impoltica!
_Admiras-te, Magalhes? pois entre
nos estylo ; cada um se importa' comsigo.
Nada, Marcondes; aqui anda cousa
de coraco.... Carlos nao passava tantos
dias sem ver Amelia.... Demais tenhjp no-
tado, que depois da ausencia do nosso
amigo, a formosa lourinha anda melanc-
lica, destrahida e com os olhos sempre ver-
melhos!
O mesmo tenho notado, mas ha de
ser naturalmente saudades do bem amado.
Vosss esto atrazados.... disse Al-
meida, que se havia conservado calado
foi exactamente por causa de Amelia, que
o nosso amigo Carlos se ausentou.-
Como ?!
Explica-te, Almeida ? !
Que curiosidade feminil I pois ouco
muitoemsygilio: Amelia iranio Alberto,..
ou antes deixou-o em disponibilWade por
outro mais antigo.
E' impossivel! clamaram os dous es-
tudantes.
Impossivel!... exelamou Almeida
com um riso de mofaeis urna palavra
que as mulheres desconhecem e eu tam-
bem*-----
Pois Amelia-----
De que assombrara-se, meus idiotas ?
A lourinha deixou Carlos com a mesma fa-
cilidade com que eu deixaria ella.
Mas como ?
Como ? oh! vosss esto insuppor-
tavelmente estupidos! como ? namorando-se
com outro; nada mais natural e simples.
E' menti a I
E' ajeivosia!
E esto disse Almeida chasqueando
Nao precisa esta ceteuma vosss po-
dem at canonisar Amelia! eu me calo.
Porm, Almeida, como soubeste tu
isso?
Leonor m'o contou, Magalhes ?
Mentio......
Amelia, o typo da innocencia e can-
didez incapaz de ser voluvel e namora-
deira, muito menos sendo to amada por
um rapaz como Carlos.
Bravo gritou Almeidaestou gos-
tando do panegyrico continuem, conti-
nuem!...
Tu s um cynico, Almeida! Leonor
quiz zombar de ti.
Se a filha do commendador c lourei-
ra, nao sei em quem se deva confiar mais!
___Deve-se queiraar vivas todas as mu-
lheres.
Voto pelo incendio mulheril!.. disse
Almeidaparece-me que assim o mundo
marchara mais direito.
Bastava a tua existencia para entor-
tado-----
Obrigado, cascabulho de atoleimado
ests passando insolente !
E tu de diffamador calumniador!
Carlos tomar-te-ha contas, Almeida.
Nao sejas tolo, Marcondes; Carlos
esta hora edeia Amelia mas do que-----
Mentes ainda urna vez ; Alberto in-
capaz de odeiar urna mulher.
Apoiado, Magalhes; e principalmen-
te a urna mulher a quem tanto amou.
Tu s um parvo, Marcondes.
E Iu um homem perigosissmo.
Est interessante!... assanhei estes
dous lobos, porque disse urna verdade de
que o proprio Carlos o mais interessado
nella, est plenamente convencido !
Carlos foi illaqueado.
Pensam assim ?
Foi engaado.
Pensam assim ?
Juramos at.
Cgos que nao querem
E tu queres ver mais
des !......
Um tropel de cavallos, que esbarraram
naquelle momento entrada da casa, inter-
rompeu a contestac'i dos tres estudantes.
Estamos com o esquadro de cavalla-
ria na porta gritou Magalhes correado
janella.
-r-V quem ? perguntou Marcondes.
Oh alvftaras! Carlos! exelamou
alegremente Magalhes.
Almeida, ao ouvir pronunciar aquelle
nome, tornou-se paludo, e.mo grado seu,
um presantimente fez-lhe bater descompas-
sadamente o coracose que elle o tinha.
Bons dias, meus amigos disse Carlos
entrandorealmente nao me julgava to
querido para ter urna to alegre recepeo...
e dando cora os olhos em Almeida, Alberto
suspendeu-se e empallideceu horrivei-
mente.
Almeida. seu turno.de branco que esta'
va fez-se esprtate, como se todo
ci, mais depois nao se como isso ser!
Realmente as fadigas de tal jornada tle-
viam ser superiores s forcas de um ho-
mem prematuramente gasto e desprovido
de energa. Esta verdade parecen evidente
a Lefrancois," que um pouco desanimado
disse a Bertomy:
Creio que tem razo, mas ainda
tempo, se quer renunciar empreza. Den-
tro de um quarto de hora pode achar-se no
centro dos seus companheiros. A sua cur-
ta ausencia, quando mesmo fosse notada,
seria levemente punida. Poder acceitar
a concesso que se Ihe offerece, e, em todo
o caso, cont com a minha coadjuvaco.
Decida se Ihe canvem, qoe eu despedirei
Zo.
Bertomy reflexiono u alguns instantes, e
Miguel, posto nao entendesse a conversa,
presumi o sentido d'ella, cmodo denotava
o seu olhar desconfiado e impaciente. Ber-
tomy, porm, replicou :
Nada I Iria encontrar-me de novo
cora o damnado Rigaut 1 E depois Jose-
phina e o capto j me esperam no navio,
que me ha de levar aos Estados-Unidos.
Vamos, toca a andar! Este sacco ser
menos pesado quando tivermos feito brecha
as provisoes que elle encerra. Para a
frente que o caminhoe toca abaralhar
asearas para termos os trunfos.
Lefrjpcois deu um suspiro : decidida-
mente agourava mal da jornada, mas co-
ver
do
que po-
o sangue
Ihe houvesse affluido ao rosto. Foi solem-
ne, termal, o instante durante'o qual os
dous rivaes e inimigos se contemplaran
ameacadores, como dous tigres.
Carlos, em p, lvido, com os olhos cham-
mejantes, com os labios crispados e tr-
mulos, e com a testa enrugada, pareca
prestes a !ancar-sc sobre Almeida, que.com
as faces cobertas do rubor da vergonha,
com os olhos embaoiados, e a bocea aberta,
pareca aniquilado.
Todos os outros mancebos assistio mu-
dos e espantados a esta scena to estranha
a elles, menos a Niceto.
Almeida fez por fim um esforz conse-
grando levantar-se e dar dous passos.
Descance, senhor disse Carlos com
voz forte e vibrante ; descance! nao pre-
tendo, nem devo exprobar-lhe a sua infa-
mia, porque.... nemdissoo senhor digno!,
se encarei-o foi para ver se os miseraveis e
trahidores trazem na testa o stygraadaper-
versidade !.... Desprezo-o... e peco-lbe s-
mente que me poupe o horror e o.enojo,
que m causa a sua presenca !
Igual favor Ihe peco, senhor I respon-
deu Almeida rubro de raivae smente res-
ta-me agradecer-lhe a officiosidade com que
tema cm substituir-me....
infame!.. atalhou Alberto dando algune
passos frente.,
Infame!.... repeli o quarto anuste
dando urna gargalhada de escarneo; infame!
todava ainda nao desci a comprar urna mo-
ca rim. por urna cadeira na Assembla Pro-
vincial !...
Carlos deu um grito, que bem se asse-
raelhou a um rugido, c levantando a mo
esquerda batteu com forca no rosto de Al-
meida,
Este soltou urna imprecaco furiosa, e
lancando os olhos desvairados ao redor de
si, descobro sobre a mesa prxima o jogo
de pistolas de viagem.que Alberto trouxera,
e alli collocara, quando entrou.
O malvado rapaz, ceg de raiva, lancou
mo de urna dellas, e armando-a, com li-
geiresa, apontou-a ao peito de Carlos.
Os outros dous estudantes e Niceto corre-
rara a elle... masj nao era tempo.
Echoou o tiro, seguido de um grito agu-
dsimo; e urna porco de sangue salpicou
a sala.
Assassino clamaram Magalhes, Mar-
condes, e Niceto voando para Carlos.
Nada soffri, meus amigos!... o tiro do
cobarde nao poude tocar-me !... disse Al-
berto calmo, com um sorriso de sarcasmo
nos labios.
E este sangue ?! perguntaram os tres
voltando se para Almeida.
Foi ento que um espectculo terrivel,
raedonlio.se patenteou.
Almeida, de p, com o rosto horrivelmen-
te contrahido, agitava no ar.em convulses
doiorosas o braco ireto, donde pendio
gottejando, sangue os fragmentos da mo
despedacada pelo tiro.
A carga assaz forte havia estourado o-
cano da arma dilacerando-lhe a mo ho-
micida.
Perdo! murmurou elle u'um gemido;
j creio na justga de Deus !...
XVII
A nECOXCILIACO.
Sao desmaiadas as cores da nossa palie-
ta para esbocar ainda que grosseiraraen-
te o quadro que traduz a cpigraphe cima.
A scena, que imaginamos descrever
sem duvida da maior transcedencia j pela
sua importancia no desenlace desta narra-
co, j pela belleza que a deve necessaria-
mente colorir,
Entretanto forca prosseguir; e urna
vez que j chegamos at aqui, reunamos
todos os nossos recursos intellecluaes, e
inspirados as ideas, que nos icaram da
letura, que fizemos de um bem elaborado
romance, avancemos al o fim sem olhar
0 resto do caminho, que ainda temos de
transitar para terminamos a nossa ousada
jornada.
1 O carro do sol descamba va fulgurante
no carreiro do poente, esparzindo seus
raios frouxos 9 tepidos sobre as verdejan-
les eminencias da buccolica Olinda, que
orgulhosa de sua formusura natural apa-
vona-se sorrindo para o mar, que submis-
so e estasiado lambia-lhe as plantas.
Toda a athmosphera esta va saturada de
um calor doce e voluptuoso, que relaxava
mollentemante os membros em deliciosa
languidez.
Amelia, a nossa herona, envolvida em
um vestido de cambraia branca, com a de-
licada cintura cingda com um cinto de gor-
goro azul celeste, estava meio recostada
em urna espacosa poltrona de balanco da
sua sala de visita.
A sua mo esquerda delgada e pequeni-
iia pendia-lhe ao lado completamente im-
movel, e a direita pousada sobre os joe-
lhos, mal sostinjia um livro aborto que ella
nao* la..
A sua posico exprima um abandono
voluptuoso e ao mesmo tempo triste; c
seus olhos de um azul macio e fechado,
fitos no mar cstavam carregados de langui-
dez e electricidade amorosa.
Os compridos cabellos, com os caraces
cabidos, ondeiavam-lhe em longos espiraes
,em derredor das faces, e acariciavam o
lio virgem. (Contiauar-se-ha.)
nheceu que eram baldados os esforcos para
resolver o pai e o filho a renunciarem a
ella. Apertou, pois, a mo a Bertomy,
abracou o bom Miguel, que tinha lagrimas
nos olhos, e deu ao Gallibi ainda algumas
instrueces. Em seguida separaran se, e
os caminhantes, marchando em fileira alraz
de Zo, embrenharam-se em floresta.
Lefrancois ficou immovel escutando o r,u-
do, cada voz mais fraco, que elles faziam
por entre as arvores, ainda muito depois
de desapparecerem. Por fim, voltando
tudo ao estado silencioso, dispoz-se tambem
para parr.
Teve o cuidado de tancar ao rio os re-
siduos da comida, por de p as hervas es-
pezinhadas e apagar as pegadas, afim de
que nenhura descubridor de pistas podesse
ver que alli houvera reunio de gente, e,
tentando lembrar-se se Ihe teria esquecido
alguma recommendaco ao Gallibi, resolveu-
se a metter-se "agua, para assim recolher
a casa sem deixar o menor rasto na sua
passagem.
A corrente engrosara e os ramos de ar
vores que se Ihe deparavam tornavam o an-
damento mais moroso e difficil; sera atten-
der, porm, a estas dfficuldades, dizia "Bavcl.
comsigo :
Deus permita que este negocio nao
traga alguma- funeste, consecuencia para
mim ou minha mulher .' Se se soubesse
que son cmplice n'esta fuga, seria julgado
nenenle e Urar-me-hiam a concesso !...
ResKme a gloria de que fiz o que pode
por uiella boa rapariga, por seu irmo e
pai, entelo digno capto Grandval. Minha
mulher ab certo nao me perdoaria a miah
recusa. lquem sabe se seria bom para
todos a recilsa !
De vez en\. quando parava e escutava.
Ao sabir do reVato, um Uro de artilheria,
que se repetio ei."* mil echos, retii ao lado
da cidade.
Ah disse\elle sobresaltadodes-
cobrio-se a fuga i^e Bertomy e d-se o
signal de alarme, segVmdo o costume. Ao
menos Deus parmitlaAque elles agora se
a hem em lugar seguroV
Nao acabara de faze\ estas reflaxoes,
quanho outros tiros seguilwm o primeiro e
Lefrancois pode contar cinVo.
Ento pelo que ouco Rpram cinco os
degredados que fugiram JiojeV balbuciou
elle espantadoQue queree J|lzer tal coin-
cidencia ? Creio que nada b\Pmas ara
j Ihe nao posso obstar i\
E comecou de apressar pass^i' chegan-
do a casa sem o menor (incidente
(Contrntar-seiV
Tf r. DO DIARIO-RA DAS
Kf

i


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