Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:11814


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Full Text
ANNI XLV. NUMERO 82.

-
I
/
H
/*
I
PARA A CAPITAL E LUGARES OMDT. HAO S PAGA POlffc.
Por tres meaes adiaritados. ........ .... raooo
Por seis ditos dem..............'.....'!.' lSooO
Por um armo idem........."..."......' 2W000
ada aumero avulso.................'.. '. #j TERCA FEIRA 13 DE ABRIL DE 1869.
PARA DEHTBO E FORA DA PROVINCIA.
Por tres mezes adiantados........,
Por se ditos idem. ......
Por nove ditos idem .
Por mu auno.....
...

....

64760
13#OO
20*250
270000
Propriedade de Manoel FgiiSja de Faria & Filhqg.

SAO At.l >TE*:
~
Os Srs. Gerardo Antonio Alve^^Filho, ^*^*^*****> ***?_** ?e Oliveira.no Ceara;; Anton^e L?os B*. no Aracatr; Jo5o MariaJoJk, Chave, no Ass; Antonio Marques da Silva, no IfcUl; Antonio Joa
Unlve Sa;^,Tn,Kd0rSant0S C*>W **> AnHo; Domingos Jos da Costa Braga, ^
un Aives. naliatua: e Jnsft Hihp.irn asnarmlin nnftmHa.iirva, '
,...., ,...^ v. iwq uuiwa, jui'.civca u- rim, n OTaiaijodo, juaquun jse ue uuveua, uu joam, aur
Gnimaraes Pancada, em Mamangai^e; Antonio AJexandrino de Lima, na Parahyba; Antonio Jos Gomes, ,
em Jazareth; PrancinoTa vares da Cssta, em Aiagas; Dr. Jos Martin
PARTE OmCIAL.
!S, na Babia; e Jos Ribeiro Gasparinbo, no Rio de Janeiro.
Miaisterlo da faiteada.
decreto n. 4,343 de 22 dk mawjo de 18(59.
( Continuacio ) ..^- '
Impugnarn,
Art. 21. ^impugnaran ou desappropriagio das
tnercadoriat peder le lugar :
1." Quando se suscitar duvtda acerca da quali-
llcagio das mercadorias submettdas a despacho,
se houver insistencia por escripto da parte na qua-
lificagio por ella indicada, e antes que naja a de-
eisao de arbitros, de que tratam os paragraphos
i., 3., 4., 5. e 6." do art. 339 do referido regu-
laineuto.
2.* Quando nos despachos de raereadorias su-
jeitas a direitos ad valoren o prego dado pela par-
te fr reputado lesivo fazenda nacional, e soraen-
te as alfandegas do Rio ie Janeiro, Bahia e Per-
uambuco nos termos do art. 373 do regulamento
Art. 22. A impngnacao s poder ser feita por
conti da fazenda nacional, nos despachos de mer-
caduras destinadas ao comuiercio, guardadas as
disposiges do art. 19.
Art. 23 Ordenada a impugnaeio, a parle ser
indemnisada pe|p cofre da alfandga dentro de 24
horas; no primevo caso de que trata o art. 21, do
valor correspondente laxa que na tarifa estiver
estabelecida para a qualidade da mercadoria em
que houver insistido ; no segundo caso, da impor-
tancia das mercadorias impugnadas, segundo o
prego que Ibes houver dado em sna nota, aeres-
centando-se mais cinco por cento da dita impor-
tancia.
Art. 24. As mercadorias impugnadas serio ar-
remtalas em hasta publica porta da alfandga,
segundo as regras proscriptas no capitulo stimo,
titulo terceiro do citado regulamento, e o produc-
to da arreuiatacio, deduzida a importancia dos
competentes direitos, que sera levada respectiva
receita, e bem assim todas as despezas do cofre,
dividir se-ha em duas partes, sendo urna para a
faenda nacional, escripturada em receita extraor-
dinaria sob a rubricaproductos de mpiiguagoes,
e a outra para o conforente que tver elTectuado a
impugnaeio.
Paragrapho nico. O conferente que houver in-
dicado a impngnacao das mercadorias postas em
despacho, ser responsavel por qualquer dffcrcn-
r i que posaa baver contra o cofre da alfandga, se
o producto da arrematagao dellas nao chegar para
a competente ndemnisago e deducrio dos direitos
e despezas.
Art. 2'i. Haver as aifandegas cscripturagio
ei.il para mpugnacocs, a cargo exclusivo do
chafe di s.vrio de contabilidad^as alfandegas de
primeira. segunda e terceira ordem, e as de-
iiiais alfandegas a cargo de m primeiro escriptu-
ntria
Art. 26. Os inspectores das alfandegas, nos re-
latnos do que trata o art. 126 g 21 do precita-
do regulamento, darlo conta do resultado das im>
pugnacoes que se effectuaiem.
Abalimentos.
Art. 27. Na percepcao dos direitos nenhum aba-
tment ou deduegao se poder conceder que nao
seja:
i. Por lara.
2. Por arana.
;!. Por quebra.
4." Rwr virtude de lei, ou disp isigao especial da
tarifa.
Peso bru!o=Peso iquido^-Tara.
Art. 28. As meroadoras que pela tarifa nao es-
tiverem snjeitas a direftos na razo do peso bruto,
ou liquido real, pagaro direitos pelo peso liquido
legal.
i.* Por peso bruto se dave entender o da
icrcadoria em algum dos seui envoltorios desig-
nados na tarifa.
2. Por peso liqnidn real o da mercadoria
separada dosseus envoltorios, tanto externos como
internos.
3." Por peso liquido legal o resultante do
C so bruto, deduzida a tara legal, isto o corres-
pondente ao abalimento xado na tarifa.
Art. 29. Quando a mercadoria taxada a peso
bruto ou a peso liquido legal vier acondicionada
em mais de^um envoltorio, nao se coinprehender
no [\i; mesma mercadottt-
Se, [loi em, esses envoltorios estiraran sujeitos a
urn mesino abalimento, sero todos elles qmpre-
hendidos no peso, e ueste caso, bem como no de
vir a iuercadona em envoltorios duplos (como, por
exemplo, em duas caixas), a tara ser a que re-
sultar da somma dos abatimenfos concedidos a
cada um delles, salvo se a tara legal,'.'-por disposi-
C*o espacial da tarifa, comprebender Biais de um
envoltorio.
Art. 30. Nao serao reputados envoltorios os pa-
pis ou capas que vierem cobrindo ou benefician-
do internamente a mercadoria, os quaes, em todo
o caso, serao comprehendidos no peso della, assim
como as fitas ou atilhos que as prenderen, os le-
treiros ou rtulos que contiverem, os enfeites que
as adornarem, e os lquidos e materias necessarias
para 9ua c.onservacao. Ser comtudo permittida
a separado dus papis grossos em que se acha-
rem envolvidas os tecidos de seda.
Art. 31. Se em um mesmo vohime se acharem
mercadorias taxadas a peso liquido legal reunidas
mercadorias cujos direitos se basearem sobre o
poso liquido real ou sobre peso bruto, os direitos
de todas sero cobrados ua razo do peso liquido
real. Da mesma forma se proceder quando se
acharem reunidas a mercadorias sujeitas a ta-
xas ou taras differentes, tarifadas a peso liquido
le/al.
Art. 32. Achando-se acondicionadas em um
niesmo envoltorio mercadorias sujeitas a taxas dif-
ferentes. mas todas na razo do peso bruto, o peso
do envoltorio ser repartido proporeonalmente por
cada urna das mercadorias que o mesmo contiver.
Se, poreni, se acharem mercadorias tarifadas a
Eeso bruto com mercadorias laxadas sobre outra
ase, cobrar-se-hao direitos na razo do peso bru-
to somente das primeiras.
Art. 33 Fie* livre parte satisfazer pelo peso
bruto, quando lhe fr conveniente, os direitos das
mercadorias laxadas a peso liquido; e bem assim
pagar pelo peso liquido real, saltas qnaesquer dis-
Sosices esp(*iae9 da tarifa, os direitos das merca-
orlas taxadas a peso liquido legal, sob as segnin-
tes condices:
1." Que a mercadoria seja despachada para con-
sumo;
%' Que os direitos excedan? de 260 rs., por ki-
logrammo;
3.a Que a nota para o despacho contenha a de-
ca racao do pe) liquido;
4.* Que esta declara^ao esteja de aecrdo com a
respectiva factura;
i." Que a diferenga entre a tara indicada na
'actoea a mareada pela tarifa seja de; dons ou
mais por cento.
Art 3t. Ficz igualmente livre ao confeYente ve-
rificar o paso liquido real das mercadorias, cuja
tara legal julgar lesiva fazenda publica. Mas, se
por eese, ou por qualquer outro motivo, fr veri-
licao o peso liquido real de ama- mercad, ria ta-
cada a peso liqtMo legal, o direitos serio- cobra*!
dos na razio do peso verificado.
Alrt 35. 0 numero dos- vetamee on eirtoftorfos
desigtados para se verificar o peso liquido, -e fo-
rem d* mesma forma, e d/ pe ponco mab on
dor i4bh professom do Gynuaio, e om pwrfes
meflN'igtUl, nao ser menor de 1 em 20, de i em sor dmaeoh priavm.
de 3 era iOO, e assim por mante; ( peo peso
resultante dessa vericaco se calcular propor-
cionalraente o peso liquido total.
A proporoio cima estabelecida poder ser re-
duzida nos despachos de mais de 100 voluntes, e
de lquidos o outros gneros cuja verilieacao traga
damno a mercadoria; de ver, porem, ser augmen-
tada se npre que o peso total assim verificado nao
estiver em relaei > com o declarado na nota para
o despacho.
Art 36. Os envoltorios das mercadorias nao es-
ta sujeitos a direitos iudependentes dos das pro-
prias mercadorias, qoer estas sejam taxadas por
peso, quer por medida, numero, ou ad valorem.
Paragaapho nico. Exeeptuam-se : a juelles que
consstirem em vasilhas de crystal ou video, clas-
sificadas na tarifa sob na. 1 e 2, ou de louea, clas-
sificadas sob ns. 2 a 6, e quaesquer outros que te-
nham valor mercantil, ou de uso difireme do em
11 ue se acliam emp regad >s. ou su-ceptiveis dissu,
urna vez ciue conteuliam mercadorias tarifadas a
peso liquido, ou que, tarifadas a peso bruto, e-te-
jam sujeitas a direitos inferiores aos que pagariam
os proprios envoltorios se fossem importados sepa-
radamente, e neste ca?o as respectivas mercado
as passaro a pagar direitos na razio do peso li-
juido real.
Desses mcsinos envoltorios, porem, nao 33 co-
brarao direitos, se a importancia ou somma destes
nao exceder de 200 rs. em um mesmo despacho.
Art. 37. Se o envoltorio, que estiver no caso de
pagar direitos, fr d>; mercadoria que tenha de
paga-Ios na razio do peso liquido legal, ser ad-
nittida a respectiva tara como peso do mesmo en-
oltorio.
a Ai1 Alias.
Art. 33._Reputar-se-hu a varia toda e qualquer
deterioraba.) sofTrida pela mercadoria :
l* Por causa de successos do mar ou de via-
pem, occorridos desde o embarque at a descarga
na alfandga ou trapiche alfandegado.
2. Por causa de vicio proprio ou intrnseco da
nesma mercadoria.
Art. 39. A arara por ?uccessos de mar ou de
viagem, ate a entrada da mercadoria na alfandga.
ou armazens alfaadegadas, para ser attendida, de-
ver ser reclamada : .
1. Pelo capitao ou coasignatario do navio, no
acto da descarga do vlumc, oa dentro de 2i ho-
ras depois, quando houverem indicios externes.
2. Pelo dono ou consignatario do volume, em
qualquer tempo, nio ha vendo indicios externos de
a varia, e nao se podendo presumir que ella sejn
anterior ao embarque do mesmo volume.
S 3. Que a verdade* da exposicao do capitao, e
do allegado n requerimento do dono ou consigna-
tario, seja comprovada pelo exame das mercado-
rias, feito por peritos nomeados pelo inspector res-
pectivo ou administrador, e ainla por outros meios
ou diligencias que este entender necessarios.
Art. 40. Os peritos infonnar.o sobre o estado
das mercadorias e realidad das varias, separan-
do, se estas foeem parelai, i parte das mesmas
mercadorias que nio estiwr deteriorada t> dever
tieae sujeita as regras do despacho das mercado-
a'Hj4|iivai-iai].i-, e declarando qual o abatimen-
qaTeni razio da avatia, julgam dever se fazer
ni taxa correspondente mercadoria avariada.
Art. 41. As mercadorias que nio perdem de va-
lor pelo contacto da agua nao serio consideradas
como avinadas por successos de mar, nem to
pouco serio consideradas como avariadas por vicio
intrinseco ou de viagem as que por sua inferior
I alidade nio tiverem prego uo mercado.
Art. 42. A' vista da informaciodos peritos, e do
qualquei outras diligencias a que se tver. proce-
dido,^ c lie fe da repaetieao decidir, reconhecendo
ou nio a avaria.
Paragrapho nico. Quando, porem, do reconhe-
cimento da avaria resultar peda de direitos equi-
valentes a 8005000 na corte, a 600-1000 na Bahia,
Pernambuco, Rio Grande do Sul o Maranho, e
4CK)4000 as outras provincias martimas, os che-
fes das reparlicoes. recorrerio ex-officio de suas
decises para o thesouro na corte, e para as the-
souraras as provincias. Estes recursos nio te-
rio effeito suspensivo.
Art. 43. Reconhecida a avaria, seja de mar ou
de viagem, ou intrnseca os dono3 ou consignata-
rios das mercadorias avariadas deverao dentro de
10 das, contados do reconhecimdnto da avaria,
despacha-las com o abalimeuto arbitrado pelos
lientos, ou, com permissio do respectivo inspector
ou administrador, vende-las em leo porta da
alfandga, ou fra della, sob pena de, findo aquelle
prazo, seren as mercadorias havidas por abando-
nadas, e como taes arrematadas por conta da al-
fandga ou mesa de rendas, a cujo cofre perten-
cer o produelo da arrematacao.
Excepluam-se deslas disposicoes os casos pre-
vistos nos arts. 232 paragrapho nico, 431 e -537
do regulamento de 19 de setembro de 1860, em
que se proceder na forma por elles prescripta.
Art. 44. Quando se proceder a leilao das mer-
cadorias avariadas se observario as disposicoes do
cap. 7." do til. 3." do mesma regulamento, e os di-
reitos serio cobrados sobre o preco da arrema
lacio.
(Continuar-se-ha.)
RELATORIO
APKESENTADO ASSEMBI.A LEGISTAT1VA l'RO-
VH-triAL, PELO EXM. SU. CONDE DE BAEPEN-
DY, PRESIDENTE D.V PROVINCIA, NA WSTAI.-
LACO DA SESSO DO CORRENTE ANNO, KM
10 DO CORRENTF. MET.
(Gontinuacio.)
Istfrne^So publica.
Este importante i amo do servico publico tem
merecido rauito os vossos cuidados e os da admi-
nistracao.
Se nio parece lisongeiro o seu estado, nio to-
dava desanimador, e muito mais ter-se-hia con-
seguido se melhor inspeccio houvesse as escolas
do interior, se igualmente zelosos fossem todos os
professores, tanto das aulas primaras eomo das
secundarias, e se alguns pas de familia nao reve-
lassem at incuria de sua parte.
E' certo, porm, que muito tem feito o zeloso
e Ilustrado director geral, baeharel ioaquim Pires
Machado Portslto, o regador do Gymnasio, Dr. Joa-
quim Jos de Campos da Cotila de Medeiros e Al-
buquerque, e o director da Escola Normal conego
Francisco Rochael Pereira Brito de Medeiros, afim
de tirar-se proveito dos sacrificios que a provincia
faz para 4ar a aaus fillios instrucca primaria e ae-
cunatia.
Tenl ( que, coniinuando vs neste empenho,
e hakiltando a adnnislragao com as praviAeaeias,
que venho lembrar-vos, caminhar-se-ha direito ao
flu desojad*.
Informar-vos-hei porlanto do estado deste ramo
do servico, tratando separadamehte de cada urna
das repartieres em queMtfvide ; eTecommendo-
vos a leitura dos relatorios daqnelles tres /anecio-
Daros, qae Sobre a materia fallam muito desenrol-
vidamente.
nmECTOMA ERAL.
ExMoe as suas fuacoes individual e conectiva-
mente, conforme asuttribui$8e$ que lhe estio mar-
eadas na lei n. 369 de 14 de maio de 1835.
No primeiw nao representada aeia directora
geral, no segad pelo eonseilo Motor que se
eooipc dArvertlo director geral come presien-
LMLf- Bt membros, dos rrtAt sio natos o rtee-
Parao pediente ha os seguinteaaoipref4w ;
Secretario.
2 amanuenses.
Porteiro servindo de continuo.
Servente.
Tanto o director geral, como o conaelho direc-
tor, sio assiduos no exercicio de suas fuaeeoes e
as desempenham satisfactoi ament.
PropSe o director geral que o porteiro seja en-
carregado do archivo, e o servente das funegoes
de continuo, pereebendo este mfhores vencl-
mentos.
Parece-me isto conveniente.
Tambem prope o mesro j director geral que o
director da Escola -Normal seja membre nato do
conselho.
O lagar, que este oeeupa num dos raais impor-
tantes esubelecimentos de instruccao, e a vanla-
gem que pdem trazer s deliberaQdes do conse-
lho a sua opinia i autorisada, principalmente no j
que respeita s escolas de instruccao primaria,
cujos professores sio preparados sob seus cuida-
dos, me pareeem razoes muito aUendveis para
que adoptis a idea suggerida.
Nem e nova essa idea, j foi consignada no re-
gulamento de 21 de jullio de 1868, confeccionado
por esta presidencia, juntamente com a de fazer
parte do mesmo conselho um dos professores da
referida escola ; mas por portara de 7 deoutubro
do dito anno mandei que nao se executasse seme-
lliante disposiejio, visto que pela le n. 852 de 5 de
junho desse anno si C do art. 53, a presidencia ti-
nha sido autorisada apenas a reformar a Encola
Normal, mas nio o conselho director ea instruccio
publica, tornando-se por isso chro que aquelle
regulamento, feito em virtude dessa lei, nao podia
conloe disposicio que aUe.ea.--e o que estava dis-
posto sobre a organisacio do mencionado con-
selho.
Assim, necessario que n adoptardes a provi-
dencia proposta pelo director geral, a consignis
em lei.
DKLEGACI.IS 1.1 ITERARAS
Como sabis, a inspeccio das aulas feila por
delegados litterarios, havendo em cada parocliia
um, que exere* as respectivas funecoes por si e
em conselho, Jenominado de districto, composto
do delegado como presideute, do vigario, e de
douspaisde familia.
Este systema seria proveiloso no interior da
provincia,' so fossa possivel Miar quem, com a
precisa inflexibilidade, se pre-tasse ao pesado en-
cargo de exercer a necessara vigilancia sobre o
cumprimenlo e devores, dos professores, com abr
negacio de interesses proprws, sendo gratuito o
servico, e tendo de percorrer ponlosdiversos, e
s vezes muito distantes un- dos outros.
Nao permttindo anda o estado dos cofres pro-
vineiaes que esse encargo soja remunerado, lem-
bra o director geral que poder-se-ha conseguir
algum resultado na inspeccio das aulas, se ao
presidente da provincia der-so a faeuldade de no-
mear, quando Itie parecer, uu ou raais visitado-
res, que, retribuidos com gratitieacao e ajuda de
custo, facam, por commissao daquelle, continuas e
inesperada? visitas s aulas do interior.
Adherindo esta idea, eu a submetto vosea
considerado, afim de que vot.-sos meios necessa-
rios para sua realisaeio, -se julgardes conveniente
adopta-la.
INSmUtifAO. SECUNDARIA.
Por conta da provincia dada a instruccio se-
cundaria no Gymnasio Pernanibucano, e em cinco
cadeiras avulss, sendo 4 de l.itim, a saber : urna
na parochia de S. Jos desta cidade, outra na villa
de Garanhuns, urna em Villa-Bella, outra final-
mente na villa de Ouricury, o urna de francez,
tambem n'esta villa.
AS quatro ultimas estao vagas.
Todas estas cadeiras sio desuecessarias, e nio
prestam a utilidade que se enchergava, quando fo-
ram creadas.
Pelo que diz respeito da parochia de S. Jos
desta cidade, ha no Gymnasio e no collegio das
Artes cadeiras de latith, que satisfazem perfeita-
mente as neci ssidades do ensino d'essa lingua ; e
quanto s do interior, desde que nenhum outro
estudo secundarlo alli ensillado, as pessoas, que
a elle se dedicam, o fazem n'esta capital, ou em
outra provincia, e at fra do paiz, conforme o es-
tudo superior, a que se destinan).
E nem ha inconveniente em nio aprenderem o
latim as localidades, em que residem; geralmen-
te assim o fazem para nao perderem tempo, por
que o estudam, onde outras materias se ensinam,
conjunciamente com algumas d'ellas.
Apoiand, pois,_ a proposta que faz o director
geral da suppressio das cadeiras avulsas de ins-
iruceao secundaria, entendo que deveis adopta-la
exiinguindo desde j as de latim de Villa-Bella,
Garanhuns e Ouricury, e de francez d'esta mesma
a re
que nio
car unido ao edifieij, fechamlo-ee a ra ah exis-
iante.
Isto, almde tirar ao mesmo edificio a forma
extenoCjflue lhe foi dada, e de trazer o grande in-
conveafRte de alterar a oUnla da cidade, preju-
dicaria "transito publicoT -----
Nem ao manos a cimipensa^o que o regedor
suppoe baver, evitando que oa alumnos do Gym-
nasio atravessem a ra para gosar do reexeio n'esse
quintal, de ordem tal que justifique a alteracao
proposta.
Por todas estas consideracoes achei justa
clamacio da cmara municipal, e mandei q
se inuuiisasse a ra, mas que se acabasse de fe-
chara) quintal, al o alinhamento della, com um
gradil de ferro, que tambem deve eollocar-se na
parte do edificio, que confronta com a referida
ra.
Assim, para uuiformlsar o edificio, pepso que
convem fazer igual obra do lado do uorte.
Eis o movimento escolar do Gvmnasio no anno
Ando :
Alumnos internos......... 73
Meio pensionistas......... 19
Externos................ 62
Toftl. 154
Fizeram exaue e foram approvados :
Internos................. 22
Meio pensionista.......... I
Externos................ 3
Total. 26
Aulas particulares.
A instruccio secundaria dada tambem em au-
las particulares, havendo esU'belecimeutos, onde
se ensinam todas as materias, que constituem o
curso de preparatorios exigidos para a matricula
das Fatuidades do Imperio.
Segundo os dados forneeidos pelo director geral
da Instruccio Publica, ha nesta capital 56 dosses
estabelecnientos, sendo 46 para o sexo masculino,
que foram frecuentados no anno findo por 537
alumnos, e 10 para o sexo ^femenino frequentados
por 100, alumaas.
Alm'(testes estabelecnientos ha casas que re-
ceban educandos.
Finalmente, existem nesta cidade aulas manti-
llas pela associacio dos artistas, as quaes por in-
foemacoes que tenho, sio dignas do auxilio que a
provincia luee presta, e que muito convin que
continuis a dae.
Instruccao Primarla.
A Instruccio Primara dada em escolas publi-
cas e particulares; estas, por autorisacio do di-
rector geral da Insirriccio Publica, precedendo
examo de habilitac;i<), ou se.ii este, se a presiden-
cia da provincia entonde ser dispensavel, attenta
a eapacidade conhecida do pretndeme ; acuella-*,
providas mediante concurso entre os habilitados
que tiverem os estados da Escola Normal, ou al-
gum titulo de bacharel em humanidades, e os gra-
duados em qualquer ramo da instruccio superior
villa, que nio estio providas, de latim da parochia de S. Jos desta cidade, poi-
que cumpre respeitar o provimento vitalicio, 4
quem a oceupa.
GYMNASIO PERNAMtiUCASO.
Do importante relatorio do regedor d'este esta-
belecimento conhecereis o seu estadq nio s a
respeito do pessoal dos funecionarios, suas habili-
tacoes, e cumprimenlo dos respectivos deveres,
mas tambem acerca dos alumnos, seu comporta-
mento e aproveitamento, bem como sobre o mate-
rial.
Pelo que se v desse relatorio, e pelo que ob-
servei, quando visitei o Gymnasio, pens que um
estabeleciiueato regular de insiruccao, e que pro-
nietie futuro lisongeiro, muito priucipalinente se,
Como suppoe o seu regedor, ios poderes geraes
parecer que nio ha inconveniente em lonceder1
lhe as vautagens e regalas, de que gosa o imperial
collegio de Pedro II; o que convem solicitar.
Chamando yossa attencio para o relatorio do
regedor, devo' entretanto diter que nio pens,
como elle, quando idea de separar as fuucgoes
do esmoler das de censor, e nem as de secretario
das de ecnomo, para que hajam quatro funecio-
narios em vez de dous, que existem ; por quanto
nenliuuid incompatibilidad!) ha na accumulacio
das respectivas funecoes, nem difflculuade de so-
re m exercidas conjunctamente, como se acham. A
separagio traria augmento de ilespeza desnecessa-
rio, circunstancia a que atienden a lei n. 511 de
18 de junho de 1861, quando reuni essas func-
g6es.
ambem nio sou de parecer que se procure fra;
do paiz o preparador do musen e o prefessor da
primeira caduira de sciencias naturaes : aquio
ser difficil achar pessoas habilitadas para estes lu-
gares.
Outr providencia lembra anda o regedor, que
entendo nio dever adoptar-se : a de nao se ad-
mittir como pensionistas da provincia mancas
que nao estejam habilitadas oa instruccio pri-
maria.
Desde que o m da le todo de beneficio
aquellos, que, por falta de recursos e outras e
cumstancias attendiveia, proevirarem receber a.
educacio e iustrueeio^que no- Gymnasio se d, e
que a mesma lei quer que 8ea.m gratuitos pura
mn certojiumero, nao ba rasao para que te limite
este favor aos que tiverem j a inatruooao prima-
a, principalmente por que esta nem sempre
menos fcil ^de adquirir.
Alm de-que, ha vaniageim.em da-la no Gyav
nasio, sobre ludo. ao.internos, ,jof que sua entra
da alli ser em idade mais no*f,, o. qae eoncorw
muito para que melhor se possf. forwr-4hes o-oo-
raoio no intertasedo regaenti interno do, esta-
bejBcimento.
Finalmente oertra proposta do regedor, que tam-
be nio me-MMce adoptovel. a que*e.refere ao
quintal do lado do si, que elle enteade dever fi-
do imperio.
Escola formal.
Funcciona regularmento esto escola, assim o
digo pilo que vi quando a vi-itei, como pelo que
refere o director geral da Instruccao Publica em
seu relatorio, onde mui acertadas consdcracSes faz;
parecend i-me que deveis autorisar as reformas
que elle propoe, tanto quantp for possivel, sem
augmento da somm.i, j um pouco crescida, que
se despende com este estabelecimento.
E* digno tambem de vossa attencio o relatorio
do director desta escola.
Embora mais 3 cadeiras tvesscm sido creadas
pelo regulamento de 21 de julho de 1868, em vir-
tude da autorisacio que concedestes no 6* do art.
53 da Ii! n. 852 de 3 de junho desse anno, enten-
d que nio podiam ter sido providas, porque a so-
bredita autorisacio eonnha a clausula de Bear
dependente da "vossa approvacao a reforma, da
qual resultou a creacao dcssas'cadeiras.
Entretanto, adiando eu em exercicio os profes-
sores dellas, e requerendo-nie estes o pagamento
dos respectivos vencimentos, mandei satisfazel-os,
mediante prestarlo de lian ;.i.
Com quanto podesse deixar de attendel-os,
vista do que fica exposto, pareceu-me todava ha-
ver inconveniente para a execucio do plano dos
estudos a suspensad do exercicio" desses professo-
res, ou injuslica oxigindo-se delles servidos sem
remuneragio pecuniaria.
A este respeito deliberareis como entenderdes
mais acertado, e de accordo com o pensamento
que tivesAs quando concedestes a alludida auto-
risacio.
jjffo anno passado matricularam-se 280 alumnos,
.tem de 10 ouvintes; fize,ran exame 67, sendo:
Approvados cora distncc#. .... 4
plenamente...... 23
simplesniente...... 22
Beprovados......&.... 18
Escolas Publicas.
Ha na provincia 221 escolas, sendo 90 para o
sexo femenino, e 131 para o masculino, inclusive a
do Gymnasio, a do Collegio dos Orphios, 4 noctur-
nas para adultos nesta cidade, e a Escola Pratica
annexa Escola Normal.
^Acham-se providas de professores effectivos 113
escolas do sexo masculino, e das 18 vagas, tem pro-
fessores interinos lo.
Estas escolas foram frequentadas no anno findo
por 6.23J alumnos, sendo l8i adultos.
Das 90 escolas do sexo femenino, 81 tem profes-
soras effectivas, o as 9, que estio vagas sio regi-
das por professoras interinas.
No anno de 1868 foram estas escolas*frequen-
tadas por 2,731 aluranas.
Nao se comprehende no numero daquellas esco-
las as que existem nos Arsenaes di*%arinha e
Guerra; e nestas -s dos Recolhimentos existentes
nesta capital, em Olinda, lguarass, Goianna e Bom
Conselho.
Comparando o movimento actual das escolas pu-
blicas de instruccao primaria com o que havia, ha
10 annos, v-se" que hoje duplo o augmento,
tanto do numero das escolas, como dos alumnos,
quanto s aulas do sexo masculino, e de mais do
quadruplo do numero das escolas e do triplo do
numero das alumnas,- quanto as do sexo femenino,
entretanto, a frequencia -emparaHvamente
menor, embora pouco seneivel.
Tive occasio de visitar algumas escolas do in-
terior as comarcas da capital, Olinda, Goianna,
Itamb, Pao d'Alho, Naiaretu, Limoeiro, Santo An-
to, Cabo, Rio Formoso e Palmares, e de qjeu
dever dizer-vos que nao me pareceram em goral
uas condices convenientes, pnnetpalmente por
bao terem capaeidade as casas, em que funecio\
nam, e pela falta dos movis e livros que a lei
manda forneeer
A verba decretada para taes despezas nao suf-
iciente : cpnvin por tanto que, no novo orcamen-
to, se cotfne maior somma, sendo a .sua destri-
bjcao feita pela presidencia da provincia, ouvido
o director geral.
Assim, ano torio, os professores motivo paradei-
xarem de desenvolver o zelo necepaavio no exer-
icio do magieterioi
Nao obstante- isto manda a justica que eu vos
dallare que algumas escolas vi que ana pareceram
bem repdaa.
Quanto ao remedas para ob viar o Inconveniente
da miraB afaa din casas escahn, lembt O
director geral, como recurso mais prompto, a-edh
Acacio de casas ?BMprid-a uuauti o beneficio
das, loteras concedlaapaPa estB-te^Msa W at JS
de i, de junho d 18S7, devendo a suaext.
ter prefereaea, coa outras qae forem igual
mats urgentes, por sua appcae.
Entendo que isto pode com effeito remover o
ma|_apontado, c que eoavm autorisar a sua reali-
sacao com a clausula, porm de se edifiearem de
preferencia casas nos lugares, onde nem s vezes
as encontrara os professores para alugar; depois
nos lugares em que nao as ha com a precisa capa-
eidade, e finalmente onde mesmo sao encontradas
em boas condiccoes, mas por aluguel elevado.
O director geral trata tambem ero seu relatorio
da conveniencia de autorisar-se as remooes dos
professores, estabelecendo-se regras, que harmoni-
sem o interesse publico com o particular, e garan-
tam os mesmos professores contra o arbitrio, e o
bem publico conntra acuelles, cuja conservacio
for prejudicial as cadeiras que exercem.
Lembra igualmente a fixacio de regras para ii-
quidar-se o prazo legal da vitalicedade dos pro-
fessores.
Urna e outra idea julgo muito dignas de adop-
gio.
Quaato primeira dever-se-ha cstabelecer, como
indica o director geral, urna elassfteacio das esco-
las em 1.*, 1" e 3." ordens, segundo a importancia
das localidades, com difforenea na gratilicacao, fi-
cando ao governo permetlido remover, ouvido o
conseibo director, os professores, quando o inte-
resse pubJieo, o exigir, para cadeiras de cathego-
ria igual das que oceuparem, o conceder a mes-
ma remocio aos que a requererem para as de
igual ou inferior calhegoria; estabelecendo-se en-
tretanto regras que sirvam para determinar a
transferencia dos professores para cadeiras de su-
perior cathegoria, como acceso, ou remuneracio
do servidos imporlantes no magisterio.
A respeito da segunda idea bastara declarar
que a vitaheiedade pelo exercicio eflectivo dos cin-
co annos fixados, se adquirira mediante titulo con-
ferido pela presidencia isento de qualquer despeza
depois de requerida a mesma presidencia, e de
julgados provados os requisitos indispensaveis ao
bom exercicio das cadeiras.
Se pensardes como eu e o director geral, qiae
estas deas devem trazer grande proveito ao ensi-
llo publico, espero que autoriseis a sua adopqio.
AULAS PARTICULARES.
or" mesmos estabelecimentos, em que d-se
particularmente a insiruccio secundaria, presta-
se tambem a instruccio primaria.
Alm delles, muU escolas particulares de pri-
meiras lettnas existem na provincia, cliegando o
seu numero a 128 ; para o sexo masculino 58, e
paran femfuino 70, frequentadas, estas por 503, e
aquellas por 882 alumnos.
Ntei que em alguns lugares do interior ha es-
colas particularos, que sao mais frequentadas que
as publicas, principalmente as do sexo femimno
da cidade da Victoria e da villa do Limoeiro.
COLLEGIO DO ROM CONSELHO.
Este collegio, a que tendes dispensado toda a
proteccao, e que tambem soccorrido pelo Exm.
bispo diocesano, presta bons servicos educacio
do sexo feminino, e mantm urna aula de instruc-
cio primaria, que conta o numero de 56 educan-
uas desde a idade de 10 at a de 28 .annos.
Do relatorio que vos seri presente, do respecti-
vo capellio, veris quaes as suas necessidades e
3nanto convem a continuacao do auxilio que lhe
a provincia para sua manutenejio.
RIRL10THECA PROVINCIAL.
Pouco augmentou no anno passado o cabedal
deste estabelecimento.
PropSe o director geral da instriicQao publica
que a bibliotheca se conserve aberta tambem
noite, at s 9 horas, e para isto, entende que se
deve crear o lugar de porteiro, que servir igual-
mente de continuo.
Acho conveniente a proposta, e attendivel a
crea^io do lugar indicado.
(Co)imar-se-ha,)
DESPACHO DA PBESIDKIfCM DD DA 10 DE ABRIL
DE 1869.
Anna Mara Marques Tavares. Sim, nos ter-
mos do estylo.
Anna Peres Campello Jacome da Gama.Sejara
entregues.
Vigario Antonio Manoel da Assumpcao. En-
camiulie-se.
Antonio Joaquitn de Freitas.Informe o Sr. ge-
neral comraandnnte das armas.
Chrispnano de Aquino Lopes.Informe oSr. Dr.
chefe de polica.
Francisco Luiz de Albuquerque. Concedo o
praso de 15 dias.
Dr. Joio Capistrano Bandeira de Mello Filho. -^
Como requer.
Joio Francisco de Miranda. Informe o Sr. ca-
pitao do porto.
Padre Joao Vicente Gucdes Pacheco. Informe
o Sr. inspector da-thesouraria de fazenda.
ValeriaInforme o Sr. Dr. chefe de polica.
Commandollas armas
QUARTEL-GENBRAL DO COMMAND0 DAS ARMAS DE PER-
NAMBUCO, 12 DK ABRIL DE 1869.
Ordem do dia n. 435.
O krigadeiro commandante das armas faz cons-
tar para conuecmento da guarngio e devidos ef-
fetos :
i.* Que a presidencia attendondo a uecessidade
que ha de omeaes no deposito dos refrutas man-
aou por officio do 9 do correnle mez, admittir o
servico do mesmo deposio os Srs. tonente Jos
Ignacio Ribeiro Roma, e alferes Jos Maria Benja-
mim de Assis o Alvaro Conrado Ferrera de Aguiar,
todos reformados do exercito.
* 2." Que por ter de embarcar para a corte afim
de tomar assento na cmara dos senhores deputa-
dos o Exm. Sr. Conde de Baependy, passou na
data de 11 deste mez, a administracao d'esta pro-
vincia ao Exm. Sr. Dr. Manoel do Nascimento Ma-
chado Portella, na qualidade de sen segundo vice-
presidente,
3. Finalmente, que embarcaram hontera no va-
par Cruzeiro do Sul com destino a corte os Srs. co-
ronel commandante do l'*. balalbao de infantaria
do exercito Manoel da Cunha Wanderley Lins, e
alferes do 11." da mesma arma Manoel Jos da
Silva Leite, tendo este, que aguardava despacho
do governo imperial, se apresentado n'esle quartel
general a 1. do corrente, e aquelle desistido a 6
do resto da licenca.com que veio a esta provincia
tratar-se de feriraento recebido em combate.
AssgnadoJoaftim los Gon<;alves Fortes.
. ConforuieEmiliano Ernesto de Mello Tambo-
rin, tenante ajudante de ordens encarregado do
detaihe.
Re^artlcio da polica.
2* ii i liiiijBpiiiiiliiiinli poltade Pernambuco,
12de abril N. Bld.4llm. Exm. r.Tenho a honra de
levar ao conheimento de V. Exe. que, segundo
consta das participacoes reeebkias hoje nesta re-
partipSo, foram recomidos i casi da detengo nos
dias-.f&c 11 do cbrteatB, os segtimtes indivi-
duos:
No da 10, miaa ordem, Jos Guimaries Pe-
reira, vindo de termo do *oaIto, para recruta.
A ordem do subdelegado de S. Jos, Manoel dos
PasaM oa Maaeel Jos-BMbU, eomo indiciado
era crime de furto.
No dblbaatdeo d*aJMleiega jrie Viat, iMoel mneino do Carvalho e Mi
datBeus Goncalves Veira, por disturbios; Jos
Vieira Braadao e Jorge OwtUndar, poc embria-

guez,e. Amonio, escravo de Francisco Antonio'dar
C.usmao, por f igido.
A ordem do da Boa-Vista, Antonio Mariano da
Cruz, por embriaguez e msallos.
A ordem do do P090, Beraardino Jos Patricio,
conliecido por Bernanlino do Norte, como iadicia-
do em crime de homicidio e tentativa do mesmr
crime, contra a jiessa de Guilherme Jorge da
Motta.
Em officio datado de hontera, participou-me o.
subdi^kigado do Poco da Panella, que pela dea e
meia horas da manhia do mesmo dia, estando alia
a banhar-se no rio o menor Joaquim, flho do es-
envao darelacio Antonio Joaquim Ferreirado-
Carvamo, succedeu aHogar-se, nio obstante os
meios empregados por um outro menor, seu com-
panheiro de banho, afim de salva-lo; sendo tam-
bem irmteis todos os esforcos que posteriormete-
foram empregados para eesiitul-lo a vida, quando^
tirado do,rio,
Por oci'l|esia data, partieipou-me o subdeta
gado da Magdalena, que na madrugada de hontem
estando Severo Emiliano Moreira, dorminito na
casa da meretriz Maria Balbin, da Paz, moradora
naquellc districto, um escravo do bario de Naza-
retn, de nome Innocenco, entrara sem ser presen-
tido e dra urna pnnhalada en um dos bracos de
Severo, que acordando e sentindo-sp frido arran-
cou do braco o punhal, que anda alli se aehava,
e com elle descarregou una punhalada sobre a
seu offensor, o qual fallecen instantneamente : e
3ne comparecendo immedatamentc ao lugar do
elieto procedeu as competentes vestorias ao ca-
dver do referido escravo e no feriraento de Seve-
ro, que foi logo preso, e mandado recolher i casa
de detengan, e contra quera vai a mesma autori-
dade proceder na forma da leL
Deus guarde a V. Exc. film. Sr. Dr. Manoel
do Nascimento Machado Portella, vice-presiden
da provincia. O chefe de polica, Francisco a>
Fari'i Istmos.
1
PERNAMBUCO.
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
SEBSO OBINAAIA EM 12 DE ABRIL DE /
1869. /
PRESIDENCIA DO SR. AUGUSTO DE SOIZA LE.O. /
Ao meio dia feila a chamada, acham-se presen-
tes os Srs.: Lojies Machado, Avres Gama, Atrnil-
nio, Augusto Leao, Amaral e Mello, SamuelfPoii-
lual, Aminthas, Tavora, Demo-sthencs, Cicero], Er-
miro Coutinho, Emigdio Marques, Miguel Ainorim,
Felisbmo, Andr Cavalcante, Pina, DrunmOnd,
Hisbello, Gongalvcs da Siltt, Mergulho, franjo
Beltrio, Columbano, Reg Barros e Soares] Bran-
dio.
Abre-se a sessio, e, lidas, sio approvadas as ac-
tas das sesses anteriores.
O Sr. !. secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
t Urna pelco do padre Jos Porfirio Gomes,
pedindo a indemnisacao de 8004 que despendeu
com as obras da capella de S. Jus de Tamandarc,
1:000 para conclusa') das mesmas obras.A cora-
missio de oreamenlo.
t Outra dos eserivies e solicitadores da fazenda
provincial, pe lindo a rectlicagio do art. 35 % 2.*
da le do orgamento vigente.A commissao de le-
gislagio.
ORDEM DO DIA.
ELEigAO DAS COMMISsOKS.
Constiluico' e poderes.
Arminio Tavares, Aminthas e His-
:/
-^
Os Srs.
bello.
Os Srs.
Machado.
Orgamento provincial.
Ayres-Gama, Soares Blandi e Lopes
Cenias e despezas provinciues.
Columbano, Tiburtno Xogueira c Bef-
OsSrs.
trio.
. O Sr. Arminio Tav.iues (pela ordem), mandn a
mesa a seguinte proposta :
Propouho que a assembla commetta a elei-
gio das outras commissoes ao presidente d mes-
raa assembla.Arminio Tavares.*
Depois de algumas consideragoes dos Srs. Andr
Cavalcante, Silveira Lobo e Gaspar Drummond a
proposta posta a Votos e rejeitada.
Contina as eleigoes das commissoes.
Obras publicas.
Os Srs. : Gongalves da Silva, Epaminondas d
Barros e Pina.
Hedaccao de leis.
Os Srs.: Gongalves da Silva, Ayres Gama e Ama-
ral e Mello.
InstruccSo publica.
Os Srs.: Cicero, Lopes Machado e Tavora.
Estatistica e dicisao civil e ecclesiastica.
Os Srs.: Epaminondas de Barros, Pina e Miguel
Amorim.
Justica civil e criminal.
Felsbino, Mergulhao e Maximiano
Os Srs.
Duarte.
Os Srs. :
Burgos.
Negocios ecctesiasticos.
Lopes de Barros, Francisco Pedro e?
Exame de posturas.
Os Srs. : Bacellar, Jos de Vasconcellos e Jan-
sen de Castro.
Orgamento municipal.
Os Srs. : Miguel Amorim, Rogo Barros c 6Ut*m
rana.
Sade publica.
Os Srs. : Silva Bamos, Ermiro Coutinbo e Paes
de Andrade.
Petices.
Os Srs. : Silveira Lobo, Cicero e Andr Caval-
cante.
Ijegislaeo.
Os Srs.: Gaspar Drummond, Amaral e Mello e
Emigdio Marques.
Ordenados.
Os Srs. : bario de Una, Amynthas e Samuel
Pontual.
Fixarao de forra.
Os Srs. : Soares Brandio, Amaral e Mello e Ta-
vora.
Esgotada a ordem do dia
O Sr. presidente marca a da sessio seguinte e
levanta a sessio.
REVISTA DIARIA.
ASSEMBLA PROVINCIAL.Na sessio de hon-
tem oceupou-se com a eleigqU das^rmnissSes per-
manentes.
A ordem do dia de hoje : discussao dos regu-
lamentos dds cemiteries de Pao d'Alho e Agua-
Preta ; do projeelo n. 85 e do de n. 76, am-
bos do anno passado.
AUDIENCIAS.S. Exc. o Sr. vice-presidente da
provincia, dar audiencia todos os dias utois, de
meio dia a 1 hora da tarde.
EUROPEAN MAILAcha-se de presente nesta
cidade o Sr. A. F. Shillingford, encarregado de to-
mar assignaturas do Eurepean Mail, jornal que
se publica em Liverpool, e que, alm d'outras
materias, traz a noticia e a critica do moviraemo
poltico, commercial, scientifloo, litterario, indus-
trial e attiatieoda Europa. .^^
As pessoas, que conbecem a lngua ingleza,
desojaren a*Sjaar esse jornal, devefio *tvpr-se
i sse senhor no hotel da Sra. Jeamette, a roa do-
aram.
EMBARQUE DE DEPUTAJX>S.-Ante-nonln.
a*a

Diario de PernambiK Tna feica J3 4e Abril de 1869.
seguram cora destino cflrte, no vapor Cruzeiro
do Sul, os Exms. Srs. rteputodos assembla ge-
ral legislativa : visconde de Camaragibe, Dr. Joa-
quim Pires Machado Portella, Dr. Joaqaim de Sou-
za Reis, Dr. Joao Alfredo Correa de Oliveira An-
drade o Francisco do Rogo Barros Barreta.
EMBARQUE DO EXM. PRESIDENTE.S. Exc.
o Sr. conde de Baepcndy, ao embarcar para o
sa!, onde vai representar a provincia do Kio ao
Janeiro, na assembla geral; foi aecompannauo
por numerosissiiii) concurso de amigos, sondo ce
notavel oxplendor a Testa de despedida que Ihe ro
leite. E* sua companliia foram os brs. deputa-
dos por esta provincia.
MORTE E FERIMENT.Na madrugada de do-
mingo H do corrente, no lugar denominado-
Corredor da Torre-, o eseravo Iunorencio do br.
barao de Nazarelh encontrando Severo de tal em
casa de urna sua amasia ferio-o coi urna punha-
lada no peito ; Severo, exacerbado pela dOr, avan-
ca para elle, toma-lhe o punhal e descarrega-lhe
tres golpes, sendo um na regio do coraeao e dous
n'um dos bracos. Innocencio suecumbio imme-
diatamente e Severo acha-se mortalmento ferido.
C.\VALLO MORTO.Reclamamos do Sr. fiscal
da Boa-Vista a remocho de uin cavallo morto e i
putrefacto, que faz no pateo do Hospicio d'aquella
freguezia. ,
AFFOGAMENTOSAnte-honlem, domingo, 11
do corrente, um individuo marchava tardiuha
sobre a ponte de ferro da via frrea de Appipu-
eos, sobre o rio Capibaribe, quando avistan um
trena que segua para o interior. Desconcortou-
se tal oonto que prceipitou-so no rio, desappa-
recendo. ,
Nao obstante haver de um e outro lado dt ;sa
ponte inserpces em que se declara ser ella ve-
dada ao publico, apparecem continuadamente im-
prudentes quo, esquecendo a recommendacao,
atravessam de urna para oulra margem, pondo
em eminente risco suas vidas.
O exemplo cima referido talvez anda nao seja
suficiente para demonstrar esses imprudentes
qnao perigosa 6 essa travessia. Seria convenien-
te, pois, que a polica tomaase alguma providen-
cia, que concorresse para evitar esses accidentes.
No lugar Poco, e ainda domingo ultimo, um
menor filha do Sr. Antonio Joaquim Ferreira de
Carvalbo, indo banhar-se ao rio, eahio n'um pe-
ro e alTogou-se. Dizem-nos que, na occasiao em
qae se dava o tristsimo accidente, un preto que
ali esteva recusou se salvar a infeliz creanca pre-
textando ser olla BRANCA E' fcil de concluir
qual o grao do canibalismo dossa fra, digna sem
duTida de um castigo severo, que Ihe ensiue os
firiucipios de caridade que tao poucfl,fjliares
he sao. w
TRILHOS URBANOS.Informam-nos que al-
guns dos Srs. conductores de trem dessa via fr-
rea tcm dado, sem duvida por engao como os
tein recebido, varios bilhetes falsificados. Con-
vm que se averige o tacto c se o preyma de
modo que nao sejam logrados o pasageiros.
Como moio de tornar niais difcil, se nao im-
possivel, a fraude, apuntamos ter cada bilhete
marcado o dia em que vendido c s poder ser-
vir para esse dia. Convimos que isso diffieulta
um pouco os trucos para os Srs. conductores;
mas como esses bilhetes nao podem nem devem
correr por moda, como tem acontecido ate ago-
ra, a providencia nada tem de onerosa pa- a a
companhia, ao passo que se torna vantajosa para
o publico. .
Reclamamos, em todo caso, urna providencia
que ponha lim ao abuso.
ESTRADA DE FERRO DE S. FRANCISCO.
Essa via de communicacao rendeu no prximo
pascado mez a quantia de. 87:o2030i0
Despendeu no mesmo mez. 34:7985969
s
Saldo.
53:7414031
v Transitaram na lnha 18,878 e ineo passageiros.
\ Foram transportados 860,94o kilogrammas de
bajgagens, 6,838 toneladas c 3,300 kilogrammas de
meftoadorias e 545 animaes diversos.
OtVFICIAES REFORMADOS.Altendendo ne-
cessidkde de ofilciaes no deposito de recrutas, por
dehberVcao de 9 do corrente, foram mandados ad-
mittir pela presidencia ao servido do mesmo depo-
sito os1, Srs. tenente Jos Ignacio Ribeiro Roma, e
alferes fJos Mara Beujamim de Assis e Alvaro
Conrado; Ferreira de Agujar.
THEA'TRO.Por inconvenientes o beneficio da
actriz Julia de Azevedo, fica transferido para ama
iiii.ia 14.
O MINISTRO E. BORIE.0 Dnilii News publica
os seguintes apontamentos biograpnicos do minis-
tro da marinha, cscolhido pelo general Granl ao
assumir a presidencia da repblica dos Estados-
Unidos.
A Adolfo E. Bjrie, pertence antiga casa com-
mercial Mac-Hean, Borle A C, de Philadelphia, e
conhecido ha muito lernpi tanto na Europa cuino
na America, como um commerci inte activo, feliz
e muito considerado entre M velhas familias pan
sylvanias.
Nunca se oceupou de poltica antes da guerra
civil, o a sua familia fez inuitos sacrificios pela
causa da unio n'essa popa; pelo que Ihe diz res-
peito pessoalmente, nao cessou de fazer esforcus
para que vencesso a causa unionista; seu cunha-
do o general Bohlen foi morto no campo de bata-
lha; seu pai fundou urna das primeiras manufac-
turas de algodao que existem nos Estados-Unidos,
em Manayunk.
O duq >e de Sotomayor, antigo primeiro mi-
nistro de Hespanha era seu to por affidade. Fi-
nalmenw o av da esposa do Sr. Borie o um dos
que assignaram a dedaracio de inde|>endencia, e
o primeiro governador da Pensylvania.
NAUFRAGIO. Um marinheiro prussiano, por
norae Nagel, refere o Precursor de Bruges, de 24
anus de idade, chegou a esta cidade, tendo esca-
pado a um terrivel sinistro martimo. Por occa
sio do furacao de 12 'de fevereiro achava-se a
bordo da barca prussiana Aus-Bulow com doze
homens de tripulacao e carregamento de carvo,
cm viagem de Londres para a Prussia.
No mar largo a barca vio-se acossada por urna
das mais horrorosas tempestades e apesar dos es-
forcos da equipagem para conservar a embarca-
cao e o carregamento, o navio foi snbmergido
pela vagas. N'este momento supremo, Nagel con-
seguio anear mi de urna taboa, em que se con-
servou dos das e duas noutes, baloucado pelas
ondas, sem Umar alimento algum. Estando quasi
a ponto de morrer de lome e cansaco, foi avistado
por um navio-piloto inglcz, que o salvou o condu-
zio a Londres.
ESTATISTICA DESCONSOLADORA.Publicou-
se a estatistica dos suicidios em Bruxellas durante
o anno passado. Por ella se v que alli, como em
quasi toda a parte, vai augmentando de anno para
anno este irrtmediavcl mal.
Houve 46 suicidios (36 de homens e 10 de mu-
Iheres), e 21 tentativas de suicidios (12 homens e
9 mulheres). Total 67 casos, para os quaes foram
empregados os seguintes meios:
..K perfurantes, 6; submerso, 15 ; envenenamentos,
*; queda de lugar elevado, 4 ; asphyxia, 2; es-
raagacao, 1.
Como se v, o maior numero de casos foi por
-estrangu laclo.
As causas seguintes foram altribuidas actas
de desespero:
Embriaguez, 10 ; miseria, 6 ; alienadlo mental.
12; deencas incuraveis, 4 ; pesares de anuir, 3;
pesares domsticos, II ; revezes da fortuna, 2
perseguiedes judiciarias, 2; contrariedade, 8
cansas dseonhecidas, 9.
PROCLAMAS.Forarn I idos na matriz da fregu
zia de Santa Antonio no dia 11 do corrente mez os
seguintes proclamas :
1." denunciaco.
Francisco de Paula Goncalves Ferreira, e
Emilia Adelaide Casco.
Francisco Martins de Amorim, com Joanna Leo-
poldina Monteiro.
Antonio Brando; eom Julia
Prancisco Ribeiro Soares,
Rodrigues Franca. ,
Francisco de Assis Pereira, com Delmma Fran-
cisca de Oliveira.
2.* denunciaco.
O bacbarel Jos Nicolao Tolentino do Carvalho,
com Jovna da Silva Antunes.
Augusto Cesar de Moraes Figueiredo, com Eula
lia de Paes Brrelo.
Caetano Simoes da Silva, com Raquel Ignez da
Cunha Mello.
JosMariaTeixeira, com osepha Joaquina de
Siqueira.
Jos Antonio da Costa e Silva, com Cesara Ma-
ra Schefler.
Innocencio Xavier Vianna Sobrinho, com Cor-
dolioa Virginia da Silva.
3.a denunciaco.
Francisco Antonio Gomes de Mallo, com Mara
Emilia Ferreira. .
Thomaz Badsfortb, com Amelia Arnunda dows-
LOTERIA A que se a ha a venda a 102." a
benetteo da igivja de S. Sebasto do Bonito que
corre no dia 20 do corrente.
PASSAGEIROSSahidos aaTa os portos do suL
no vapor brasileiro Cruzeiro do Sul:
I. .Henocbjel, B. Correa Lima e 1 fllho menor,
Ji4j Francisco dos Santos^ Dr. Francisco do Reg
Barros Brrelo, sua snhora e 2 escravos, 2* te-
nente Francisco Jos de Abreu. E. Charles, Dr.
Joaqaim Pnes Machado Portella e 1 criado,! Luiz
da Costa Ferreira, D. Joanna Capristana Wander-
ley, l>. ABtoaia Vieira de Mello, Joaquim Trajano
da Silva, Thomaz de A. S. l^ur, AIdbo Augusta
G. E e um ermarada, Antonio t> Freitas Barbosa, M.
Drai e sua senhora,, Mara Alexandiina da Concei-
veira e 1 criado, H. Wellmer, Ernesto Lopes Ro-
drigues, Joao de Aibuquerque Mellor, Luiz V. de
Couto, JacinthoVaite, alferes Manoel Jos da Silva
Leite, Dr. Joaquim de Souza Reis, sua sanhora,
2 fillios menores e 3 escravos, Joaquim Francisco
Leal, Csnstantino Jos Tavares, recrutas Francisce
Jos de Sant'Anna e Joao Francisco de j90**'
visconde de Camaragibe e 2 escravos, ManowFer
reir Machado Jnior, Jos C. Lopes, Francisco
Pereira da Costa Guimaraes, Josephina Ilaute dos
Santos, Mathias de Aibuquerque Mello Jnior e 2
escravos, C. Bandiere, Pedro Gomes da Costa, Ber-
nardo Jos Ferreira, conde de Baependy, sua s-
nhora,, 1 filha, 1 criado e 9 escravos, Carmo Jos
de Castro, Manoel Alves de Souza Leite, Jos Anto-
nio da Cruz, Jos Vasco Cabral, Mara" Francisca
de Missiare e 1 criado, Jos Bom R. do Oliveira,
Luiz Antonio Meirelles" Joao Alves de Carvalho,
Jacintho S. *de S Pereira, Justino de S Torres,
Charles Roos, r. Octaviano C. R. da Cmara e 1
cnkno, 7 recrutas, 1 soldado e varios escravos.
Saludos para a Iltta de Fernardo no vapor
brasileiro Giquii:
Alferes Augusto Pater Cesar, sua senhora, 2 B-
Ihos e 1 criado, D. Anna Miria Marques Tavares,
e 1 filha, Jos Henrique da Silva, Antonio F. de
Medeiros, 20 imperiacs marinheiros c 30 guardas
nacionaes.
*= Seguem para os portos do sul no vapor fran-
cez Navarre : 1___
Samuel Wel, Maximiliano Bloch, Philomene
Clotilde, 2 irmaas de caridade, Aron Kah, War-
nier, sua senhora e 3 ftlhos, Goclhals e 1 sobrinho.
CEMITERIO PUBLICO.Obtuario do da 9 de
Abril.
Torquate Maria da Conceigao, Pcrnambuco, Jo
anuos, casada, S. Jos ; tysica.
Maria, Pernambuco, 11 mezes, S. Jos ; convul-
cde?.
Canute de Barros, Pernambuco, 54 annos, sol-
teira, Poco ; febre intermtante.
Jo<. Pernambuco, 4 mezes, Recite; anazarca.
Maria, Macei, 30 annos, solteira, Hecife; de-
senteria. .
Joanna Gomes, Pernambuco, 50 annos, solteira,
Boa-Viste; albumissineria.
Maria, Pernambuco, 4 mezes, Santo Antonio ;
pkumonya enterculente.
Alexandre Corrcia da Silva, Pernambuco, casa-
do S Jos; aneurisma.
-10-
Manocl, Pernambuco, 5 anuos, Santo Antonio;
hyirophobia.
Luiz, Pernambuco, 5 annos, Santo Antonio;
desentona.
Joaquim Jos de Farias Neves, Pernambuco, 63
annos, casado, Boa-Viste ; bronchorrhea.
Epiphania, Pernambuco, 3 annos, Recife; ver-
me*-
Joao Francisco dos Santos, Rio de Janeiro, 36
annos, solteiro, Boa-Vista ; abeesso no ligadoJ
Laurentino Jos Pinhoiro, Pernambuco, 25 an-
nos, solteiro, Boa-Vista; cancro.
Janna Silveira de Aibuquerque Goyanna, ca-
sada, Boa-Viste ; bexigas.
Domingos dos Santos, Pernambuco, 60 annos,
solteiro, Santo Antonio; affogado.
PUBLICACOES A PEDIDO.
Cavalcante Correa,
com Marta Gloria
ley.
Candido Marcelino Peres, com Josepha Leonida
CHRONICA JLDH1ARH.
TRIBUNAL. DA i;i.%l,iO.
SESSAO DE 10 DE ABRIL DE 1869. *
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DF.SEMBARGADOR SANTIAGO.
As 10 horas da manhaa, presentes os Srs. desem-
bargadores Gitirana, Lourenco Santiago, Almeida
Aibuquerque, Motte, Domingues e Silva, Souza
Lco, Uchija Cavalcante e Preitis Henriques, fal-
tando o Sr. aesembargador Guerra procurador da
corda, abrio-se a sessao.
Passados os feitos deram-se os seguintes julga-
: 11 r i r. :
Processo de responsabilidade contra o Dr. Fran-
cisco Urbano da Silva Ribeiro, juiz de dircito da
comarca do Acaracd.Relator o Sr. desembarga-
de r Lourenco Santiago, sorteados os Srs desem-
bargadores Domingues e Silva Freitas Henriques
e Multa.Improcedente.
Appeli.acoes chimes.Appellante, o promotor;
appcllado, Jos Lourenco de Lima.A' novo ju-
ry. Appellante, o juizo; appellado, A.Nunes da Sil-
va.A novo jury. Appellante, o juizo; appellado
Jeaqnim Gines da SilvaNao tomaram conheci-
inento da appellaeao. Appellante, o juizo; appel-
lado, Manuel Flix do SouzaNao tomaram conhe-
cimento da appellaeao.
passagens.
Do Sr. desembargador Gitirana ao Sr. desembar-
g;.dor Guerra Appellaeao civel: appellante,
tenente-coroncl Luiz de Aibuquerque Maranhao;
appellado, Gervasio Jos da Coste.
Do Sr. desembargador Lourenco Santiago ao Sr.
desembargador Almeida Aibuquerque.Appella-
eao crime: appellante, o juizo; appellada, Ger-
nrina, escrava. Appellaeao civel: appellante, Ma-
ncel Henriques Pimental: appellado, Thomaz do
Amiino Camello.
Do Sr. desembargador Almeida Aibuquerque ao
Sr. desembargador Motte.Appellac,des civeis: ap-
pellante, Dr. Manoel do Rogo Barros Souza Lean;
appellado, Francisco Baplisla de Almeida. Appel-
lante, a prete Fabricia; appellado, Jos Luiz de
Almeida. ApoellacSescrimes: appellante, o jui-
zo ; appellado, Goncalo Pereira do Rosario. Ap-
pellante, o juizo; appellado, Pedro Das dos
Santos.
Do Sr. desembargador Motte ao Sr. desembarga-
dor Domingues e Silva.Appellacoes crimes: ap-
pellante, Profiri Ribeiro de Mello ; appellada, a
justica. Appellante, Amonio da Rocha Lima; ap
p3llado, Jos Pereira Castalio Branco. Appellante,
0 promotor; appellado, Joao de Goes Noguei-
ra. Appellante, Manoel Antonio Alves; appellada,
a Justina. Appellante, %|uzo; appellado, Juo
Vieira Dantas do Couto.
Do Sr. desembargador Domingues e Silva ao Sr.
desembargador Souza Lcao.Appellacoes crimes:
appellante, o juizo; appellado, Manoel Jos do
^ascimenta. Appellante, o juio; appellado, Ma-
noel Antonio d'Assumpcao. Appellante, a Santa
Casa da Misericordia; appellado, Symplrronio
Olympio Oueiroga. Appellacoes civeis: appellan-
te, Dr. Francisco Lins Caldas; appellado, Joaquim
Jos iie Abreu. Appellante, Rufina, por sen cura-
dor ; appellado, Antonio Ferreira Leite Cardial.
Ao desembargador Ucha Cavalcante.Appella-
5.10 etvel: Appellante, Manoel de Souza Silva Se-
ndio; appeliados, Francisco Pereira e ou.ros.
Do Sr. desembargador Souza Leao ao Sr. desem-
targador Uehoa Cavalcante. Appellacoes civeis:
1 ppelkmte, o barao de Una; appellado, Manoel Vi-
ceote de Hollanda (Cavalcante. Appellantes, os
lierdeiros do eommendadnr Manoel FigueiradeFa-
1 a ; appellada, a fazenda nacional. Appellacoes
(rimes appellante Manoel Andr da Silva; appel-
lada, a justica. Appellante, Reginaldo Jos de
niii/.a; appellada, a jnstica.
Do Sr. desembargador Freitas Henriques ao Sr.
desembargador Gitirana.Appellaeao civel: appel-
lante, Alexandre Francisco de Oliveira; appellada,
Uooifacia Mara da Rocha.
Deugkncia crime.Ao Sr. desembargador pro-
motor da justica: appellante, o juizo; appellado,
Antonio Gaspar Barbosa da Souza. Appellante, o
juizo; appellado, Francisco Correa de Sequei-
1 a. Appellante, o juizo; appeliados, Manoel de
Souza Tavares e outros. Appellante, Joaquim Ro-
drigues Rovares; appellada, a justica. Appellan-
e, o juizo; appellado, Francisco Alves dos San-
ios. Appellante, o juizo; appellado, J0S0 Fran-
cisco Alves. Appellante, o promotor; appellado.
Manoel Pereira Parola. Appellante, oiuizo ap-
pellada, Felicidade Pirfe da Luz. Appeflanies, Ma-
noel Jos de Castro eontro; appellada, ajusti-
va; appellada, a escrava Narciso. Appellante, o
uixo; appellado, Anlouio <&. de Vasconcellos. Ap-
aellante, Joanna Silveira do Espirito-Santo; appel-
do, Severno Jos di Silva.
Diligencia civel.Ao Sr. desembargador pro-
curador da croa: apellante, Jos Antonio da
<>sta Guimaraes; appeiiala, a fazenda nacional.
Assignou-so di p:M jiJgamento dosseguinlea
eitos:
Appiixacao civel.Apj JUote, major Maooe) do
ascimento Costa MiuMefao; appellad, Manoel
gnack) de Oliveira Putee.
A' i hora encerroo-se a mis.
Parti no Cruzeiro do Sul o Exm. Sr. Dr. loa
quii Pires Machado Portella, aflm de tomar as-
iento na asscmbla geral como um dos deputados
por esta provincia ; cidado prolto o inteHigente
o Sr. Dr. Portella geralmenle estimado e respeta-
do na sua provincia natal, o luzido acoiiipanha-
meoto que o levpa at bordo tom prava o au-
naero crescdo de amig is que o estima e adixira
suas virtudes.
Bons ventos O levem aeu destino e saiba o go-
verno e o paiz apreciar um cidalo ornado de tao
eminentes qualidades.
Copia.erceira scelo.Palacio do governo
de Pernambuco. em 7 de abril de 1869.Recet o
offlcio de V. S. datado 4e K do corrente, sob n.
191, e em resposta tenho a declarar-lhe que hou-
ve engao na exposieo feite 10 Sr. ministro da
fazenda m 9 do mez parado em dizer-se qne V.
3. s havia informado o reqnerimento dowgund.i
escripturaro Thom de Arvellos Espinla, que
pedia ser promovido a primeiro, e esse engao
proveio de terem-me represntelo alguns dos pre-
judicados, embora entregassem inais tarde os re-
querim#ntos, e assim iulgou-se j liawrem $>
do enviados V. S. 0 nm que tive em visto foi
que o governo imperial sonbess que reclaraacdes
appareciam acerca do lugar que se ia prover, aflm
deque resolvesse a tal respeito, como entendesse
de justica. Nao houve, portento intencao da pre-
sdonoj>'em fazer increpacao alguma ao proce^i-
mento de V. S., e neste sentido vou offlciar a S.
Exc-oSr. ministro da fazenda, .ectificaudo o que
expend sobre este assumpto. Deas guarde V. S.
Conde de Baependy.Sr. inspector da thesoura-
na de fazenda. A
Conforme.-r-Jfawc/ Monede da Stlea Coila.
Um ai tentado impu ne na capi-
tal da provincia das Alagas.
O faci, 4e que nos vamos oceupar, araedron-
tou a toda a populacao d'aqjella capitel, e de-
monstrou quao precaria a garanta de vida,
quando nao so procura attingir ao criminoso,
qualquer que seja a sua posico social I
O negociante portuguez Manoel Teixeira Ma-
chado Jnior, estabelecido rnl do Commercio
daquella cidade, ao recolher-se para a casa de
sua residencia ra da Boa-Viste, no dia 28 de
Janeiro s dez horas da noile, e em pleno luar, foi
accommettdo por dous assassiuos, qne o espera-
vam com toda a audacia junto a sua casa I...
Ha muitos annos nao presencava a pacifica ca-
pitel da provincia das Alagoas facto idntico, pra-
ticado em urna de suas ras mais publicas e fre-
quentadas, tendo, alm de militas pessoas, a la
clara como dia por testemunha I...
Eis como se passou este fado, que tanto dep5e
contra a vigilancia* da polica :
Ao emparelhar-se Machado com os sicarios,
descarrega-lhe um delles urna forte caetada na
cabega; j bastante ferido ainda procurou defen-
der-se com urna bengala, que trazia; mas que-
rendo ellos consummar o crime com brevidade,
descarrega a (|ueima roupa uin tiro, cuja carga,
por felicidade do Sr. Machado empregou-sc parte
cm urna mao, ouvindo toda aquella capital a de-
tonacao de um grande tiro !...
Cousummado o crime os assassinos retiraram-
se, sem que fossem apercebidos pela polica, que
dorma a somno solt I
Passada urna hora depois de consummado este
audacioso crime, que revoltau a toda a populacao
pacifica, ainda nao tinha apparecido soldado de
polica, nem autoridade policial, a ponto de com-
parecendo o promotor publico, dzer ao delegado,
que era preciso fazer alguma cousa em satisfacao
ao publico I...
Ouvido o offendido, declarou d'onde Ihe provi-
nha o mal, e deu as razoes desse seu juizo. Fize-
ram-se autos de perguntas aos que eram jndigita-
dos, quer pelo offendido, quer pela opinio publi-
ca, foram sem resultado algum I
Seguros da impunidade ainda ten tara m pela se-
gunda vez no dia dez deiovereiro as oito e meia
horas da noite, contra a vida do referid? negocian-
te Machado.
Queixa-se a polica, mas todas as pesquizas fo-
ram infructferas.
Aconselhado Machado requer ao Dr. chefe de
polica, que obligue a Josephiuo Martins da Costa,
sobre quem recahem vehementes suspeitas de au-
tora desse crime, a assignar um termo de segu-
ranca. O Dr. chefe de polica marcou a audien-
cia, mas ahi chegando Josepbino com os seus pro-
tectores, no auto de qualificacfio, recusou-se at a
assigna-lo?...
Nenhum acto mais se pratson se% os mais fu-
teis e infundados pretextos postas em jogo pelo
Dr. chefe de polica I
Foi adiada essa audiencia por duas on tres ve-
zes. Anal requerendo Machado nova audiencia,
o Dr. chefe de polica declina para o delegado de
polica a quem manda requerer II...
Factos ueste ordem nao precisam de commente-
rios, porque, alm de tudo o advogado de Jos-
phino espalhava, que conteva com a autoridade I...
Neste critica situacao Machado nao mais quer
proseguir no processo de termo de seguranca, na
certeza de que eslava fazendo despezas, e gastan-
do o tempo intilmente, por quanto nao se pode
lutar com a m vontade dos quo julgam I...
(Contina Josepbino e os seus a zombarem de
Machado, e da legislacao do paiz hospitaleiro, aue
Ihe garante a seguranca de vida e de proprie-
dade...
Altendam os altos poderes do Estado para este
facto escandaloso, e que at agora est impune '
Onde ir assim parar a socedade, seno houve
rem garantas de vida e propriedade 11
O que porm, certa e que Machado nao se
julga seguro, e v-se obrigado a procurar por si
toda a seguranca.
Eis o estado a que est reduzida a capital da
provincia das Alagoas... ,
Pernambuco, 10 de abril de 1869.
O Indignado.
Escric&u por dewco.
A Exna. Sra D. Mara Josepluma de Brito.
netoureiro.
, fir. Manoel Bomingues da Silva Juhr.
Juizat protectoral.
As Exbms. Sras.:
D. Ignez Martins do Bio.
D. Candida Nyrapha Autran da Souza.
D. Ephigenia Mariana do Reg Monteiro.
I). Maria da Silva Rama. M
rjt Isabel Ignacia de Gasmo Vilella.
^Francisca Carolina Pontes Tasso.
Juizes prleclorei.
Os Illms. Sra.:
Dr. Bento Joa da Costx
Dr. Graciiiano de Paula Bastiste.
Thomaz Fernandos da Cunha.
Hypolito fos Roberto.
Ff. Jorge de Sant'Anna Locio.
Joaquim 4k'Almeida Pinto
Mordomas.
As Exmas. Sras.:
D. Mara Paulina de Almeida Caio.
D. Mria Felicia de Aranjo >iKa.
D. Idalina de Souza Moutinho.
D. Libania Emilia Cesar de Albnquerque.
D. Anna Emilia de Souza Santas.
D. Maria Procopia Duarto Botalho.
Mordomos.
Os Illms. Srs.:
Capitao Luiz Pereira de Fara'.
Ignacio Jos Pinto.
Manuel Zeferino Das Barreto.
Domingos Antonio da Silva.
Manoel Alves de Carvalho.
Custodio Manoel Goncalves.
Procuradores.
I Os Hlms. Srs. :
Francelino Domingues da Silva.
Jos dos Santos Moreira.
Luiz Jos da Silveira.
Boa-Vista, 4 de abril de 1869.
O vigario, Manoel Joaquim Xavier Sobreira.
i ui soldado do 3.a batalho, c o
Phanta sma da Ilha dos Ratos
Quousque tndem I...
Soldado veterano do leal 3. batalho, empu-
nhando a penna e desengarrafando a innha in-
telligencia, enmpre me vir a imprensa tomar a de-
fesa do meu bisarro e denodado commandante o
Sr. teneate-coronel Francisco de Miranda Leal
Seve, injustamente atacado pelo Phantasmu da
llha dos Ratos, no Diario de 1." do corronle.
Censura o Phantasma em seu artigo nao ter o
batalho comparecido parada no dia i9 do mez
passado. Seinelhante censura infundada, por-
quanto geralmenle sabido, que o meu batelho
-uniente sae do quartel as grandes crises, quando
a ordem e tranquilidade publica o exigem.
E' assim que, por occasiao das reundes popula-
res as Cinco Ponas, o meu invicto^commandan-
te, frente do seu numeroso batalho, manteve a
ordem, dispersando-as, por constar-lhe que tente-
vam contra as instituiedes do paiz.
Por esta occasiao, como deve estar lembrado o
Sr. Phantasma, causou pasmo a galhardia com que
eu e meus companheiros accommettemos de bayo-
neta calada contra aquella tnassa revolucionaria.
pento de serinos comparados aos zuavos france-
zes, e o nosso commandante ao dstincto general
turco Omer-Pach!...
E quando nao fosse bastante esse acto de bmvur
iTi, para fazer calar o Sr. Phantasma, ahi estao : a
memoranda campanha de Pao d'Alho ; o incendio
da academia, em que os objectos foram fielmente
entregues, deixando de sel-o apenas os que nao
foram salvos; c a revolucao que houve no lugar
Cisco,a qual assistiram as primeiras autori-
dades, 'sendo que alguns de meus Cjpmpanheiros
dislinguiram-se tanto, que a primeira autoridade
julgou prudente mandal-os para o Paraguay.
Onde foi descobrir o Phantasma falte de disci-
plina no 3. batalho ?
E' precis ser-se muito cynico para deseonhe-
cer-se,que n'este ramo de ser vico tem o meu com-
mandante excedido at o proprio conde de Upe.
Ignorar por ventura o Sr. Phantasma que o
meu commandante qniz disciplinar um ofncial,
chapeo de sol, achando-se ambos a paisano e
fora de servico ?
Certamente que nao, sendo que sse novo meio
de disciplina pode vir a ser um dos maiores pa-
droes de gloria do meu commandante.
O Sr. Phamasma leva o seu zelo ao ponto de
fallar do dinheiro, que deve ter o batelho em
caixa. A ista, s nos cumpre responder que re-
queira a autoridade competente um exame, por-
quanto, procedido este, chegar ao perfeito conhe-
cimento do que ha; assim como de que a tsica
urna molestia que tambem ataca as caucas.
Em conclu-tto direi ao Phantasma, que o meu
commandante nao pode acceiter os elogios relati-
vos a ultima proposta de alferes, visto como tem tor a esse fim ;
elle conviccao de que fez urna importante acqui- \ mada a leitura
sicao de pessoas proprias de seu commando; e
tanto isto exaeto, que, segundo consta e eu acre
dito, o Exm. presidente mandou cassar a patente
de um dos propostos.
Saiba finalmente o Sr. Phantasma, que o meu
commandante s escreve verdades, modella os
seus actos pela justica, tanto que escreveu no li-
vro de assentementos o seguinte despacho : Teve
ordem de prisao por commetter falta, e foi relevado
por se ter empenhado allegando incommodos. Ser
verded? ?
1 J v, pois, o Sr, Phantasma que foi injusto para
com o meu guapo commandante cujo zelo pelo
batalho proverbial.
1 Tcr despcDlido no Qm de cineo
* annos a juantia de........... 1:153/)
tendo .creado uara cada, filho. um capital paca a fu-
turo, que caatorme a idade dos segurados est de
3.1:0004 a 47:0004 e urna randa vitalicia de 00|
aranaes.
Admittona-se contentos de maiores e menores
annuidades, sendo os lucros sempre proporcionaos
ao producto dos seguintes factores : o valar da
contribuico, o risco de morto do segundo
e a duracao do contrate (art 38 do regulamento).
Para effectoar as formaliaades dos contractos
dirigir-se-ho ra do Livramenlu n. 19, a tratar
com o Sr. N. F. de Vital, enarregado pelo Bjuco
rural e hypotbecario de Rio de Janeiro, que pre-
sentemente acha-se em eomniasao nesta provincia.
ritlIVVR AI>0S hE \1\I
3.Ra Direita3.
As legitimas pilulas de veame o xaropc al-
cohlico e o ethereo tambem de veame, m-
centement feitos conforme a formula do fi-
nado pharmaceutico Paranhos, assim como
os pos refrigerantes acliam-se venda nj
botica de Francisco Antonio das Chagas
ra Direita n. 3, defronte do armazem de
motilados denominado Veado Branco. Estes
medicamentos, ha muito conhecidos pelos
benficos effeitos que hao produzido em
nao pequea parte da populacho d'esta pro-
vincia, na do Maranhao e Alagoas, incontes-
tavelmente sao dos mais enrgicos agentes
auxiliadores da natureza no vencimento das
doencas, servindo de grande alivio a huma-
nidade soffredra; c por isso se tornam
asss recommendados e preferiveis para as
pessoas que soffrem de rheumatismo, gln-
dulas enfartadas, ulceras, impigens, asthma,
tosse, amenorrha ou suppresso de mens-
truo,- erysipela, amarellido e menstruacao
diflieil ; sendo porm usados conforme a
direceo escripia que os acompanha.
mm. Sr. Francisco Antonio das Chagas.
Soffiendo eu de rheumatismo e gota n'um
joelho e tendo usado de muitos remedios
aconselhados para o referido mal, nao tirei
resultado algum no periodo de um anno ;
neste estado recorr ao veame a venda em
sua botica ra Direita n. 3, e gracas
a Deus, com urna s garrafa e urna caixinha
de pilulas aclio-me restabelecido. Agrade-
co-lhe portanto e espero que faca publico
este facto, afim de que. outros as mesmas
circunstancias aproveitem o seu proficuo
remedio.
Recife, 31 de marco de 1869.
Julio Jucencio da Costa.
Confere crditos, saca sobre as primeiras
pracas do imperio, Rio da Prata e Euro-
pa, e compra carabiaes sobre as mesmas
pravas.
Encarrega-se, por commissSo, da com-
pra e venda de fundos pblicos e acefies de
oompanhias, da oobrao?a de lettras e di-
videndos ou de seu pagamento, e de qual
quer outra operaco bancada.
O expediente para oj?nblco comecar
s 10 lioras da manhSa, e terminar- s i
lioras da tarde de todos os das uteis.
ALFANDEGA.
endimento d dem do dia 12 7 .
.172:4804915
36:691*923
109:1724838
MOVIMENTO DA ALFANDEGA
foi u mes entrados com fazendas
dem idem com gneros
Volumes sahidos com fazendas
dem idem com gneros
xa
7Ci
no;
114
414
----- 5
Ao publico.
i
mentas feitos infelizmente de sociedade com o mui-
to honrado Sr. tencnte-%oronei Antonio Francisco
Paes de Mello Barreto, e que tambem foi socio o
meu amigo e Sr. capilo Queiroz, que ento era-
mos socios para arflmagr, o por aquello senhor
fomos arredados para associai mos os tres; c cons
tando-me que o honradissimo sonhor diz que nao me
paga sem primeramente nomear um perito para
este coinigo ajustar as cuntas, contas que urna foi
junta cm fevereiro do anno prximo passado, da
qual receheu o dito capito Queiroz sua parle, e
logo drixou esta decantada sociedade, por urna es-
perteza do socio arrematante; fleando nesta occa-
siao o muito honrado Sr. Antonio Paes a de*ter-me
274202, que a meu pedido em 3ua casa no enge-
nho Manass, lancou cfn um Jos seus livros (foi o
nico documento que Iho ped) resta as contas da
terceira presta^o que a pedido delle e por evitar
mu tas vezes que eu nao deixasse o trabalho; exs-
te esta conta em seu poder, e. est mais clara que
a luz do da, e para que S. S. nao nomea logo esta
pessoa, ainda pensara que preciso requerer-lhe
para S. S. Mipear peritos; acabe com isto, um
nomem em tao alta posico, Je tente Jionra como
se inculca, deve ter alma grande, e ser prompto a
pagar aos nenessitedos, nao foi orna s vez e nem
duas, que S. S. me ficou a dover, o meu dinheiro
chegou al para~pagar trabalhadores seus, sem
interesse nenhum meu, como provo se preciso
fr. Pode S. S. fazer as ms auzencias de mim
que quizar, ambos' somos nem conhecidos;fi
peco-lhe que conclua esta nossa conta, pois ira
um dos de veres de sua honra (se a tem) a
tempo ter acabado eoraweste negocio.
Jaboatao, 9 de abril de 1869.
Jos Francisco do Reg Barros.
Illm. Sr Francisco Antonio das Chagas.
Beberibc, l de abril de 1869.Com o
maior prazer levo ao seu conliecimento, que
a garrafa do xarope elhereo de veame e
os pos que comprei na sua botica ra
Direita n. 3, poderam extinguir a dr que
senta no peito, tosse e febre que tanto me
llagellava, de forma que me julgo restabe-
lecida.Desta sua criada obrigadissima
.l/flfc Joaquina da Silva.
Protectora das familias.
de margo
Estado dessa assocacao em 19
1869.
Contribuimos......
Capital subscripto ris. .
Captol em aplleos de 6 /
Agencia de Pernambuco na
n. 19.
F. F. de Vidal.
de
5565
8,127:7714890
2.500 1004000
do Livramento
O abaixo assignado estando a mais de un anno
no desembolso da quantia de 6004 de empedrad prd. L. 3., Tit. 53 veria ahi a maneira pela
UM ADVOGADO,
A Ord. L. 3o Tit 59, trocla das procos
que se deve fazer por escripturas publicas, j ^^
tanto que no 5., quando o reo nega, =^
absolvido logo pelo juiz e condemnado o
autor as custas.
Nenhuma applicaeo tem esta Ord., quan-
do esse advogado exigi o depoiraento da
parte para jurar aos artigos de um aeco
ordinaria.
Se esse advogado tivesse consultado a
Ao publico.
Nao se tendo ainda podido reallsar a ereceo
de um monumento fnebre sobre os restos mor-
taes do meu fallecido sogro e amigo, o Dr. Antonio
Vicente do Nascimento Feitosa, por parte de mui-
tos de seus amigos; nao se tendo tambem levado
effeito a imnressao de sua biographia, cujo pro-
ducto liquido era consagrado por seu Ilustre au-
mas, sendo instantemente recla-
d'esse primoroso escripto, nao s
por mutas pessoas d'aqui, como de differentes
pontos do imperio, obteve do Sr. Dr. Francisco Ma-
noel Raposo d'Almeida fazer-se desde j urna edi-
cao para satisfazer a curosidade publica, e se de
futuro realisar-se o empenho do mausoleo, se far
urna outra ediclu acompanhada de diversos e pre-
ciosos documentos historeos relativos os assumpto
da mesma biographia.
Peco, portento aos meus amigos, aos do meu
finado sogro, e ao pubhco em geral, dgnem-se au-
xiliar esta edicao com suas assignaturas, a lim de
tornar-se menos penosa essa publicaco; e pode-
ram para esse fun mandar subscrever-se em meu
escriptorio de advocacia, na rna estreita do Rosa-
rio n. 23 primeiro andar, e as livrarias econmica
e francesa; pelo que desde j me confesso agra-
decido.
O preco de cada exemplar 55000.
Recife, 8 de abril de 1869.
Jos Austregesilo Rodrigues Lima.
Descarregam hoje 13 de abril.
Barca inglezaBor/orAaumercaduras.
Barca fraeezaSolideidem.
Escuna norte-allemaImmanuelidem.
Barca ingleza=/no Brigue inglezC^ai=carvo.
Rrigue inglezR. F. Bell=terrt.
Barca portuguesaJVor Sympathiadiversos g-
neros.
Barca portuguezaPereira Borgesicm.
Barca inglezaLevantferro j carvo.
Barca inglezaBloomeridem.
Vapor brasileiro cruzeiro do sul, tindo dos
portos do sul do imperio, manisfetou :
126 rolos salsa; a Alves & C.
81 ditos dita ; a Bartholomeu & C.
9 fardos chapeos do chile ; a E. A. Burle & C
2 ditos ditos; a J. F. da Silva Novaes.
190 saceos farinlia; a Joaquim Vieira de Barros..
20l ditos dita; a Miguel Jos* Alves.
500 ditos dita; a J. Gerardo de Bastos.
200 ditos dita; a J. J. Goncalves Bellro.
50 ditos dita; a Lino de Faria & (1
100 barricas dita; a Marques, Barros & C.
Encommendas. 1 voluine a Mondes & Colho,
1 ao conselheiro J. Bapusta do Ca9tro e Silva, 1 ao
Dr. Antonio Herculauo de Souza Bandeira, 1 a
Jos Antonio Pinto, 1 a J. Gerardo de Bastos, 1 a
Meuron & u, 1 a Jos Guilherme Guimaraes, 1 a
Bourgard & Faria, 2 a J. M. Palmeira, 1 ao Dr. J.
Sorano de Souza, 1 a Ferreira 4 Matheus, la
Henrique & Azevedo, 1 ao padre Felta Barreto de
Vasconcellos.
Vapor francez navaiu\e, tindo de Bordeavr
e Lisboa, manifeslou:
2 barris vihho, 1 caixa msicas; a J. Vignes.
1 dita vestidos; a D. A. Matheus.*
1 dila modas ; a Ed. de Moraes & C.
1 dila ditas ; a Vaz & Leal.
2 ditas ditas; a Magalhaes Irmo.
1 dita lee-idos de algodao; a rma MagniD.
1 dita ditos de dito ; a Irmaa Chanveroche.
1 dita amostras ; a E. A. Delonche.
1 dita camisas; a C. J. Afccs Guimaraes.
2 ditas passemanteria ; a madama Adour.
1 dita sedas e joias falsas a Alves & C.
1 dita objectos para greja ; a Paul Guelphe.
1 dte ditos para escriptorio; a Noguera & Me-
3 ditas ditos para dito, e livros; a Joao Walfrc-
do de Medeiros.
2 ditas livros e jornaes; a Lailhacar & C.
2 ditas conservas; a F. Dubarry.
1 dita typos ; a P. Maurer t C.
30 ditas vinho; a Saunders Brothers & L.
3 ditas relogios, roupa e joias; a Lehmam frres.
2 ditas tecidos de la e do algodao; a H. Kie-
meyer.
3 ditas ditos de dita e de dito; a Henrique &
Azevedo. "
2 ditas ditos de algodao e roupa; a F. G. de Oli-
veira Sobrinho.
4 ditas ditos de dito e de la ; a E. A. Burle & C
1 dita ditos de la c de seda ; a Flix V. d
Cantalice.
2 ditas modas, e urna machinas de coser; a
Mello, Lobo & C.
1 dita e 4 barris vinho ; a II. Lciden.
2 ditas sedas, e roup ; a D. P. Wld.
1 dita miudezas; a Caldas & Seuna.
1 dita ditas ; a Guimaraes & Freitas.
1 dita ditas; a Silva & Neves.
1 dita ditas ; a Guimaraes & Luz.
1 dita ditas; a Carneiro Vianna & C.
2 ditas ditas ; a Siqueira Soares & C.
1 dita ditas; a Cmara & Guimaraes.
4 ditas ditas; a Monteiro & Irmo.
1 dila 869500 fortes, em dinheiro de ouro ; a
A. V. da Silva Barroca.
1 dita roupa; ao barao de Villa-Bella.
1 dita passemanteria ; a madama Leconete.
20 ditas cognac ; a Tisset frres.
2 ditas queijos e sardinhas; a Augusto F.
Oliveira & C.
1 dita joias; a Hyvernal 4 C.
1 dito o ulos ; a F. J. Germano.
1 dita obras de coral; a Flix Bernardelli.
2 ditas calgado ; a Charles Leclrec.
1 dita dito; a Jos L. Goncalves Ferreira & '.
1 dita dito; a J. P. Arantes.
1 dito dito e miudezas ; a Joao da Silva Faria
Irmo.
de
qual a parte obrigada a jurar, e nao aquel-
la ^he s tracta da acc5o de juramento d'al-
ma.
Nao sera melhor que advogasse com
mais criterio para nao errar ?
Sacul.
COMMERCIO.
ENGLISH BANK
too de Janeiro Limited
taxa a con-
Protectora das fami-
lias.
Esta assocacao caminha as vas de prosperi-
dade, nao sem os entraves inherentes emprezas
grandiosas.
Contratos Capital
Em 30 de junho de)
3936-----5,868:675^970
O
Desconta lettras da praca
vencfonar.
Recebe dinheiro em conta corrente e a
prazo flxo.
Saca vista ou praso sobr^p as cidades
prncipaes da Europa, tem agencias na Ba-
bia, Buenos-Ayres, Montevideo, New-York
e New-Orleans, e imitte cartas de crebito,
para os mesmos lugares.
Largo do Pelourinbo n.
4 ditas ditas : a Adriano, Castro & C.
1 dita chicotes e inarroquins; a Bodrigo Pinto
Moreira.
1 dila modas ; a Gregorio Paes do Amaral & <..
1 dita tapetes; a Keller & C.
2 ditas modas e espelhos ; a Theodoro Just.
1 dita roupa ; a Manoel Alcoforado.
1 dita dita; a H. Leger.
1 dita xarpes ; a A. Caors.
1 dila livros e vidros ; a Manoel J. da Cunha
Porto.
4 dita^marroquins, calcado, perfumaras e miu-
dezas ; a ordem.
1 dita lecidos de laa, a Monhard, Mettler & C.
3 ditas modas, roupa e perfumaras; a A. L-
pez Bodrigues.
2 ditas chapeos; a Christiani Irmao.
2 ditas grvalas, modas e qunquilharias; a
Vctor Sauvage.
1 dita conservas, 4 barris vinho; a J. Mendi-
boure. .
4 ditas dito; a Lonis Pueche.
2 ditas dito ; a H. Oettli & C.
mestre de j
lio a 31 de >
de 1868..)
1406-----2,173:423*920
5342-----8,042:101*890
Eleipo
dos avot08 ub hao de festejar o ssnhor bom
jb8ds 00 bom-fim, kbec.to na matriz do 8ahtb-
suw sacbam3nto da boa-vista, no futuro anuo
di 1870.
Juiz por ele cao.
O Illm. Sr. Dr. Abilio Jos Tavares da Suva.
Juiza por tlticao.
A Exma. Sra. D. Franceli ia Duarto VMal de
Merezes.
Juiz por detocSo.
O Illm. Sr. Dr. Symphronio Ce*ar Coutinhi.
Juiza por deoogho.
A Exma. Sra. D. Joanna Mariubo de Arantes
Franco.
Escrio por 'leicao.
O Illui. e Rvni. Sr. padre Leonardo Joao Grego.
Bscnta por Heicio.
A Exma. Sra. D. Leopoldina Carolina da Brito
Fonseca.
Escrwio por dnoffo.
0 Um. Sr. IgMew Jos a Couto.
1868 nb regis-}
trado.............J
Durante o semestre de
30 de junli
dezembro &
Estado dessa associa-J
cao em 31 de dezem- }
brode 1868........1
O capital dessa assocacao iluminado e con-
verte-se em apolices da divida publica nacional de
6 % Wo se pode dar melhor garanta. Se na
hipolhese de quebrar o Brasil e qne essa associa-
co pode soffrer ; urna especie demonte pi de
maiaLf rande utilidade para as familias.
" Para conseguir com toda seeuranca o maior e
mais iaKante desidertum da vida do homem, que
crear para o tuturo um capitel certa e urna ren-
da intallivel, para si, seus filhos e familias,* bastar
fazer um calculo (cada qual conforme seus pro-
prios haveres) de que pode dispdr durante o pe-
riodo de einco annos ; signalada que seja a quan-
tia ser este dividida em duas classes de contratos,
um chamado contrato de capitel e outro de renda
Estes dous seguros devero satisfazer-se em cinco
annuidades consecutivas, e depois de passados os
cinco annos o contribuinte ficar livre do onus dos
pagamentos das annuidades subsecuentes.
Estas duas classes combinadas prodnzem resul-
tados maravilhosos para o futuro.
Por exemplo, nm pai que quizor formar para o
futuro um capital e urna renda vitalicia para cada
um de seus tllhos, conseguir este importante um
despwdendo para cada um delles a quantia de
l;UaV, que se pagam da seguinte forma :
Diraflot de entrada.. 155#*
Na primeiro anuo.... S00|
segundo > , ... MW
terceiro . ... 200*
quarto . ... 00*
quinto i ,.. 200*
THEODORO SIMN & C.
Comprara
Libras esterlinas
Moedas de ouro..} Nacionaes e estran-
a prata..) geiros
Cdulas do governo)
de Ida 10*....)
Cdulas do banco do)
Brasil e das cahas^
filiaes.........)
Largo do Corpo Santo
T 1 n. 21.
CASA DE CAMBIO
Theodoro Simn & 0.
Vendem
Libras sterlinas 43*600.
Ouro nacional e estrangeiro a 531/2 o/o de
premio.
Sedulas do governo de i a 5*000
Largo do Corpo Santo n. 21
BANCO AUA U.
Rna 4 Trapiche a. fci.
Desconta lettras co imerciaesa taxa con-
vencional. Recebe dinbeirav premio con-
vanckMal, por lettw* e em conta correte.
TABELLA dos mneos dos gneros sujeitos a di-
RK1TO DE EXPORTAgO. SEMANA DK 12 DE ABRIL
A 17 DO MOMO MEZ DE 1860.
Mercadorias: Unidades.
Abanos......... cento
Alcool ou espirito de aguarden-
te .......... caada
Agurdente cachaba..... >
dem de canna......
dem genebra....... >
dem restilada ou do reino
Algodao em caroco .. arroba
dem em rama ou em la.
Angico ( toros )...... duzia
Arroz com casca...... arroba
dem descascado ou pilado >
Assucar branco......
dem masca vado.......
dem refinado....... >
Azeite de amendoim ou aincii-
dobim......... caada
dem de coco........ >
dem de mamona......
Batatas alimenticias. .... arroba
Baunilha ....... libra
Bolacha ordinaria, propria para
embarque........ arroba
"demfina......... >
Caf bom ."....... >
dem escolha ou restolho ...
dem torrado....... libra
Caibroe......... um
Cal preta......... arroba
Cal branca........
Carne secca ( xarque ).
Carneiros.....-^ um
Carvo vegetal....... arroba
Cavernas de sieupira .... urna
Cera amarella....... arroba
dem de carnauba em bruto. libra
dem idem era- vellas .... *
Cevado ( porco )...... ,um
Cha ........ Idira
Charutos........ cento
Cocos seceos..........
CoU^ ....... libra
CoKsde O* lalgados ...
dem idea ecos espicnados.
dem idem verdes.....
Idem de cabras cortidoa m. um
dem de onca. # i
Doces seceos libra
dem em geMa ou massa.
Valores.
3*500
900
410
iOOO
880
80(1
3*751
11*90(1
60*000
1*000
2*600
4 7011
3*200
6*400
2*500
1*80(1
1*400
1*500
2*500
3*000
7*000
7*000
6*500
440
360
400
580
3*800
4*000
1*600
3*500
6*500
250
500
20*000
2*000
3*000
4*000
660
240
290
170
380
10*000
1*000
360
V
I


<,
* H
*!


Diario te TerA&mbmoo Tcrqa feira 13 de Abril d
1869.
i
i
. un
1 Ipui em calda ....
Enantes.....,
Kspanadoref grades. .
[den pequenos...... >
Esleirs para forro, ou estiva do
navio......... renta
dem de carnauba..... tuna
Estopa nacional...... arroba
"Farinha de mandioca .... akmeire
dem de aramia...... arroba
Feijaj de qualfuer qualidade
Frechaes ....... um
Fumo em folha bom..... arroba
dem em fbma, ordinario ou res-
tolho ,........
dem em rolo. Aom.
Fumo em rolo, ordinario ou res-
toili o.........
Galinhas........' urna
('ornan d> mandioca..... arroba
Ipecaouanlia ( rail).....
Jacaranda ( coueoeiras) duzia
Lenua em adas...... cento
dem de mangue em toros.
-liinhas e esleios...... um
Mol ou inelacp...... caada
Milito.......... arroba
Ossos..........
Palha de carnauba..... moHto
Papagakra....... um
Pao Brasil........ quintal
dem de jangada...... um
Pechurv......... arroba
Fedras'de amolar. una
Jdem de filtrar.......
dem de rebollo.
Pemtu de ema. ...'.. libra
.jassava......... molho
Pontas ou cliifres de vareas o
novilhos........ cento 2K00
Pranchfies des aiuarello de dous
i20 I traeao do mrreio pa :ar o porte de seus requer-
-l.i'Wi
251)00
124000
160
24000
24)00
lOftm
44000
50)00
154000
8*)00
104)00
8 'WO
uooo
:i:!00
25*000
95000
3*000
6*000
SO.
1*0OT
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UOOO
."JiMO
6*000
5*000
123000
mo
800
UOOO
000
J60
libra
1
alqeuire
arroba
par
arrolia
um
duzia
costados..... '.1
dem do louro. .
Rap.......
Sabio.......
Sal. ........
Salsaparrlha.....
Sapatos de couro branco .
Sebo em rama ....
dem em vellas.. .
Sola em vaqueta .
Taboas de amarello .
dem diversas........
Tapiocas.........arroba
Tatajuba........quintal
Travs.........ama
Cribas de bo.......cento
Vassouras de piassava....
dem de limbo......
Mein de carnauba.....
Vinagre.........caada
ADITAMENTO.
Cigarros.........cento.
. Oostadinho de vinbatico dentis
de una pollegada.....ni
Dito de edntqualquer madeira
de urna pollegada.....
Cerjeja em botija ou garrafa caada
Mel de abelhas......
.Taboas de vinbatico at urna
pollegada........urna
Dito de outra qiialquer madeira
at urna pollegada.....
Era ud supra.
Alfandega de Pernajnbuco, 10 de abril de 1869.
O 1." conferente, Antonio Carlos de Paula Bornes
O 2." conferente, Joao de Frcilas Barbosa.
endona.
Appr.iv-o. Alfandega de Pernambuco, 10 de
abril de 1809.Paes de Andrude.
Contutme.TJoaauim erlnliano de Medeiros.
RECEBEDORIA D RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendiinento do da 1 a 10. 16:619*1)58
dem do dia 12...... 4:7274248
204000
104IXK)
15000
160
400
305'WO
800
5*000
74O00
3*400
192*000
965000
35000
25000
65000
:!80
105000
85(KK)
65't00
800
<20
164000
125000
UOOO
U280
125000
85')00
meatos parque possajn scignir para a eoni
* secretario.
Dr. foni/iuimCorreia de Ai a
Secretaria do governo de
Pernambuco 12 de abril
de 1869.
Pela secretaria do governo se faz publi-
co, que o Exmi Sr. vice presidente da pro-
vincia, Dr. Manoel do Naseiwento Machad
Portella, d audiencia em palacio todo&os
dias uteis, da* 42 horas da manhaa 1 da
tarde.
Dr. Joaquim Correo d'Arauja.
DEGLARACQES.
do
Santa Casa le Misericordia
Keclfe
Pela secretaria di; SanU Casa de Miserieordia
do Recite se faz publico que a Rima, junta admi-
nistrativa em se-sao de 8 do corrente resolveu que
fossem convidados os parentes dos orphos em se-
guida declarados para virem requerer a presiden-
cia a sua retirada dti inesmo cotlegio, visto que j
tendo completado a idade de 14 anuos nao podem
alli continuar como dispoo o respeetivo regula-
mento.
Francisco Pereira de Araujo, protegido do viga-
rio Canullo de Mend.mca Furtado.
Antonio ftezerra de Mello, sobrinlt de Francisco
llibeiro da Silva.
Manoel Felippe de Souza Magaibaes, filho de
Thercza Febronia Estoves Alves.
Francisco Antonio do Monte.
Antonio Leocadio Mara de Mello Reg>.
Joaquim Candido da Silveira. filbo de Mara'da
da Gloria Silveira.
Laurindo Fortunato de Mcnczcs Lyra, fiUio de
Gertrudes Lourenca de Araujo.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Rccifc 9 de abril de 1869.
O escrivilo,
Pedro Rodrigues de Souza.
11:3474106
CONSULADO PROVINCIAL
Rend mentlo da 1 a 10.
dem, do dia, 12. .
32:7704il
4:4564)17
37:2264858
MOVIMENTO DO PORTO.
Natos entrados no dia 11.
Aracaty12 dias, biale brasileiro Atoro Inrencivel,
de 48 toneladas, capitao Trajano T. de Moura,
cquipagem 9, carga algodao e velas de carnau-
ba ; a Silva t Alves.
Bordeaux e portos intermedios 13 das, vapor
francez Navarre, commandante Massenct, cqui-
pagem 114, carga differentes mercadorias ; a
Tisset Frere,
Navios sahidos no mesrno dia.
liba de FernandoVapor brasileiro Giqui, com-
mandante Joaquim C. D. de Azevedo, em
lastro.
Rio de Janeiro e portos intermediosVapor br.isi-
leiro Cruzeiro do Su I, commandante 2- tenente
J. do P. G. Alcoforado, carga dilTerentes g-
neros.
Rio de Janeiro e BahaVapor francez Novare,
commandante Massenet, carga, parte da que
troiive da Europa.
New-YorkPatacho inglez Little Annie, capitio
HofTman, carga assucar.
Navios sonidos no dia 12.
Rio Grande do SulHiato portuguez A'oco S. Loa-
rengo, capito Manoel Antonio Vieira, carga is-
sucar e agurdente.
BahaEscuna ingleza Zephyr, capitao N. L
Grass, carga parte da que trouxe de New-
York.
Observacao.
Nao houve entradas.
O administrador da recebedoria de rondas
internas geraes faz publico que ueste corrente mez
e no de maro prximo futuro, visto estarem con-
cluidos os lancamcnios, e que os devedores do
imposto pessoal, relativo ao exercicio corrente de
1868 a 1839, residentes as fregiiezias do Recife,
Santo Antonio, Affogidos, Poco da Panella, Vanea,
S. Lourenco da Matta, S. Amaro de Jaboatao, e
Murbeca, teem de paga-fe, livre da multa de 6 0/0
e eom ella depo's do referido prazo.
Recebedoria de Pernambuco 3 de Abril de 1839.
Manoel Car neiro de Souza Lacerda.
Pela secretaria da Sania Casa da Misericordia
do Recife se faz publico, que nos autos de execu
cao que a mesma Santa Casa'encaininlia pelo jnizo
municipal da 1' vara escrivo Baptista, contra
Felippe Mena Callado da Fonseca e seus fillios e
netos para haver o sitio denominado cruz das al-
mas matinba na freguezia da Boa-vista foram pro-
feridos os seguintes acordaos.
t Acordao em relacao etc. Que vistos e expos-
tos estes autos eoolirmam a senteuca appellada
com declaracao, porni, que o valor a dar ao alu-
guel e mais rendas a siio para que se proceda a
liquidarlo determinada na sentenca deve ser re-
gulada pelo estado actual, que tm taes cousas.
I'aguem as cusas os appellantes. Recife 12 de
julho de 1859.
Acordao em relacao etc. Que vistos e rela-
tados os autos, despresam os embargos quer os de
follias 285, quer os de folhas 289, com d;claracao
porm, que a renda do sitio ser feita e calculada
segundo o valor actual sem attencao as bemfeiio-
rias das quaes serao somente liquidadas as que fo-
rcm uteis e necessarias. Por tanto, e o mais dos
autos, faca o acorda livre-transito pela cbancela-
ria. Paguem as rustas os appellantes e jappella-
DE
S. ISABEL.
EMEREZA DRAMATOA.
DR
oasis soaoiaiaa^
Terca-ferm 13 de abrtde 1869.
KKBFIC10 DA ACTRII
afilia Carlota de Azevedo
Depois que a orchestra executar ama linda ou-
vertura, a beneficiada recitar em. sema aberta,
urna poesa de gratido, dedicadaaoMBUt pbr-
sambicano, intitulada
VOZES D'ALMA.
Seguir-se-ha depois a reprcsenra<;ao do muito
interessanto drama em quatro actos, intitulado
A HISTORIA DE UHA MQ^A RICA.
(A beneficiada far o papel da ppotogoDista : os
dous primeiros actos, passam-sc em Pernambuco ;
os ltimos, no Rio do Janeiro.)
Seguir-se-bo, peloSr. Joaquim Anpnsto, asem-
pre applaudida cena dramtica, intitulada
iim$&) m mm>
Terminando o espectculo com a belissima scc-
na cmica, ornada de msica desempenhada
pelo actor Jos Victorino
o mior nmm nuncio,
No intervallo lo segundo ao torceiro acto, a or-
chestra executar a nova polkaJULIAcompo-
sicao do regente o Sr. Jos Colho, e dedicada
beneficiada.
Loanda
O b#igne poruguez Bemxitula, captao Silra, a
ja* #eLi>boa. sabir para Loanda poucos das
)o*i de i'ccolhido a osle prto : podo recebe!
aigiw earga, c trata-se eom o seu consgnatorio
Joaquim Gerardo de Bastos-, na do Vigario n.
16, Io andar
transportados da casa decampo em quese-aehom
para 4 sobrado da run da Cruz n. 53, onde pode-
rao ser examinados ditos monis na vesjim e(lia
do leilao que (era lugar no da 13 do correte.
Principiar as 10 horas.
Para o Porto
preteifrseguir com a mato* brevidade possivel a
mu veleira barca portuguesa- Cluudina; recelte
-arga a-frete e passageiros, pora os quaes tem ri-
cos e excelentes commodos : a tratar com Cunlia
aos_& C, ra da Madre de Dos a. 34.
Vende-se o palhabote portuguez Eurica, for-
rado % pregado de cobre e prompto para navegar
para quutquer parto, de lote de 103 toneladas, pe-
ga en sete mil arrobas de carne, para ver em
'rentejao trapiche do barao do Livrmcnto, onde
esta tandeado, e para tratar com Antonio Luiz d
Oh^wa Azevedo & C., ra da Cruz n. 57.
MaranMo
P3** porto cima segu com brevidade o pv
I lia bote- Joe en Artlmr, por ter a maior parte do
seu etffegsunento engajado, |>ara o resto que lhe
falta tcata-se com Antonio Luiz de Oliveira Aze-
vedo j,(; ra da Cruz n. 57, 1 andar.
A beneficiada confia na coadjuvacao do genero-
so publico pernambucano, a quem se recommen-
da ; bem como ao distneto corpo acadmico o
honrado corpo commerrial.
Os bilhetcs acham-se dsposicao do respctavel
publico no Hotel Central, e no da do espectculo
no theatro.
AVISOS MARTIMOS.
COVAHIA BRASILEIRV
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do sul esperado
at o dia 22 do corrento o vapor
Guar, commandante o primeiro
tenente P. U. Duartc, o qual de-
pois da demora do costume se-
guir para os portos do norte.
Desde j recebem-sc passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no da de sua chegada. Encommen-
das e dinheiro a frete at as duas horas do dia da
sua sabida.
Nao se recebem como encommendas senao ob-
jectos de pequeo valor e que nao excedam a 2
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medicao.
Tudo que passardestes limites dever ser embar-
cado como carga.
Preyine-se aos Srs. passageiros que suas passa-
fens so se recebem na agencia ra da Cruz n. 57,
andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C.
COMPANMA BRASILEA
DE
dos na
1863.
divida proporcao. Recife 10 de marco de
EDITAES.
O inspector interino da alfandega, em villa*
de da autorisacao da thesouraria de azenda desta
provincia em portara n. 41 do Io do corrente, fa2
publico a quem inleressar possa, que tem de con-
tratar os concertos do tecto da sala da abertura
desta reparticao, tudo de conformidade com o res-
pectivo orcamento, que ser presento aos preten-
deutes ; devendo ser realisado o contrato at o dia
15 do carrente.
Alfandega de Pernambuco 10 de abril de 1869.
O inspector interino,
L. de C. Paes de Andradt.
.* 8eceo. Secretaria do go-
verno de Pernambuco IO de
abril de l *.
Pela secretaria do governo se convida aos senho-
res : Dr. Manoel Innoceneio Pires de Figueiredo
Camargo, Luiz da Silva Gusmo, capitfo Joao
Ferreira Villela, Evaristo VeKoso da Silveira, Joao
Baptista do Amara! e major Vicente Ferreira Pa-
dillia Calumby, a irem ou mandarem a adminis-
CASA DE CAMBIO
Teodoro Simn & C.
Compram e vender por conta propria
melaes, rnoedas nacionaes e estrangeiras,
letras de cambio, sedulas do governo e do
qanco do Brasil.
Descontara letras da trra e outros ttu-
los commerciaes.
Encarregam-se por conta alheia das raes-
mas transacees, da cobranfa de letras da
trra e de outros ttulos commerciaes.
Recebem quaesquer quantias em deposi-
to, em conta corrente, e a prazo fixo.
Largo do Corpo Santo n. 21.
Inspecco do arsenal de
marlnha.
Faz-se publico que a commisso de peritos,
examinando na forma determinada no regulamento
annexo ao decreto n. 1324 de .'i de feverero de
1854. os cascos, ni: chinas, caldeiras, apparelhos,
mastreac,oes,",velanie<, amarras e ancoras dos va-
poros Jaguaribe e Piraoama da companhia Per-
nambucana de navegacao costeira, achou todos
esses objectos em esado de poderem es vapores
navegar.
In-mi'ccao do arsenal de marinha de Pernambu-
co 12 de abril de 1869.
O inspector,
H. A. Barbosa e Alraeida.
Conselho de compras do arsenal
de guerra.
0 conselho de compras do arsenal de guerra
precisa comprar o seguinte :
1,000 baixas sob o modello n. 1.
1,000 folhas para receituario sob o modello n. 3.
1,000 ultas sob o modello n. 7.
1,000 folhas para pedidos das dietas sob o mo-
dello n. 23.
10 toneladas de carvao de podra para ferreiro.
50 paes de obreas (macos).
40 garrafas com tinta para escrever.
10 ences de latao de 12 libras cada um.
1 mastro prompto para bandeira com 50 palmos
de comprimento.
As pessoas que quizerem vender ditos artigos,
apresentem suas propostas em carta fechada
na sala do conselho, as 11 horas do dia 16 do cor-
rente.
Conselho de compras do arsenal de guerra de
Pernambuco 9 de atril de 1869.
F. Raphael de Mello Reg,
Presidente.
Jos Baptista de Castro Silva,
Secretario.
Paquetes a vapor.
Dos pertos do norte esperado
at o dia 28 do corrente o vapor
Paran, commandante o captao
de fragata Antonio Joaquim de
Santa Barbara, o qual depois da
demora do costume seguir para es do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcad/i no dia de sua chegada. Encommen-
das e dinheiro a frete at o dia da sua sabida as 2
horas.
Nao se recebem como encommendas senao ob-
jectos de pequeo valor e que nao excedam a duas
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medica.
Tudo que passar destes limites dever ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia ra da Cruz n. 57,
Io andar, escritorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C.
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
DE
HaTegaco costeira por vapor.
Parahyba, Natal, Maco, -Mossor, Ara.
caty, Cear, Mondah.Acarac
e Granja.
O vapor Pirapama, commandante
Torres, seguir para os portos cima
_ no dia 15 do corrente as 5 horas
da tarde. Recebe carga at o dia 14, etfcom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at as
2 horas da tarde do dia da sahida no escriptorio
do Forte do Mattos n. 12.
ti!=3>SS333eH5
Companhia americana c brasile-
ra de paquetes a vapor.
At o dia 13 do correte esperado de New-
York por S. Thomaz e Para o vapor americano
Mississippi, o qu il depois da demora do costume
seguir para os portos do sul, para fretesj* pas-
sagens trata-se com os agentes Henry Fdrster &
C, ra do Trapiche n. 8.
Para Lisboa
O patacho portuguez Mara, captao Pedro Mar-
tins Branco, vai sabir com brevidade ; para carga
e passageiros, trata-se com E. R. Rabello, ra do
Commercio n. 44.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
\aveiaco costeira por por.
Macei, escalas Penedo e Aracaj.
*J?iy O vapsr Potengi, commandante
yflAX. m Pereira, seguir para os portos cima
stBBBB no dia 15 de abril as 5 horas da tar-
de. Recebe earga at o dia 14 as 3 horas da tar-
de, encommendas, passageiros e dinheiro a frete at
as 3 horas da tarde do dia da sahida bo escriptorio
do Farte do Mattos n. 12.
Paao indicado porto pretende sahir em poa-
eos dias a veleira e bem eonhecda barca Sociat
captao Rocha, por ter a maior pane do feu car-
regamento prompto, c popa o resto que Ibe falta
e passageiros, para os quaes tem bons commodos,
trata-se com o consignatorio Joaquim Jos Gon-
ealves Rcltro, ra do Trapiche n. 17.
-----
Rio de Janeiro
Para o indicado porto segu com muita brevi-
dade o veleiro e bem eonhecido brigue Aelaide.
por ter a maior parte do carregamento tratado ; e
para o resto que lhe falta e escravos a frete, tra-
ta-se com o consignatario Joaquim Jos Goncalves
Beltrao, rna do Trapiche n. 17._________
Lisboa
Segu com brevidade a barca portugueza Perei-
ra Borges por ter parte da sua carga prompta :
para o restante e passageiros, trata so eom Olivei-
ra,* Filhos & C, largo do Corpo Santo n. 19.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
navegacao costeira por vapor.
Mamanguape.
O vapor Coruripe, commandante Penna, seguir
para o porto cima no da 12 do corrente as 6
liaras da tarde, recebe carga, encommendas, na.*-
sagens e dinheiro a frete at as 3 horas da tarde
do dia da sabida no escriptorio do Forte do Matos
n. 12.
LEILOES.
LEILAO
De urna armacao envernisada e parte encaixilha-
da, balean, gaz e canteiros para pipas da
taberna sita nos Quatr0-Cantos sobrado n. 1
esquina da ra de S- Goncalo.
HO'E
O agente Martins far leilao da armacao cima,
garantindo-se a casa ao comprador da armacao,
as 11 hoeas do dia cima.
LEILAO
De I iis carros de passelo com
arrelos e tres cavallos para os
nicsmos.
Quarta-feira 14 de abril as 10 horas cm
ponto.
O agente Pinto, fara leilao precedido da compe-
tente autorisacao, de dous carros e tres cavallos
existentes na coxeirada ra do Imperador n. 11,
onde se cffectuar o leilao as 10 horas do dia ci-
ma dito.
Em continuacao vender-se-ha um cabriole! de
2 rodas.
LEILAO
De uic sobrado de 3 andares e urna grande
casa de campo sita a ponte de Ucha
n. 17.
O agente Pontual vender em leo por auto-
risacao de diversos, um sobrado de 3 andares, bem
construido, todo de paredes dobradas, em solo fo-
reiro, sito ra da Praia n. 59, sendo o seu pro-
ducto para liquidacao de dbitos. Na mesma oe-
casio vender-se-ha urna magnifica casa de cam-
po, solo proprio, sita a ponte de Uchoa n. 17 jun-
to a estacao dos trlhos urbanos que entrada da
ponte da Torre, com os commodos seguintes :
grande sala de visita estucada, dita para jantar,
6 grandes qnartos, cosinha, um terraco atraz da
mesma de 40 palmos (coberto) fora da casa, 3
qnartos, cocheira, deposito d'agua do Prata, um
tanque de marmore para banho, um dito para
lavagem de roupa, sendo o sitio plantado e tendo
400 palmos de fundo dvidindo com o rio.
Os Srs. licitantes podero examinar os ditos
predios, mas somente das 3 1(2 as 6 horas da tar-
de e concorrerem ao leilao.
Quinta feira 16 do corrento
no 4 andar do sobrado n. 62, ra da Cruz as
11 horas.
LEILAO
De movis, louca e vldros.
A SABER :
Um piano de armario, 1 rica mobilia de Jaca-
randa com 1 sof, 1 mesa oval, 2 consolos com
pedra, 2 cadeiras de bracos, 2 de balanco e 18
de guarnicao tudo em perfeito estado, una outra
mobilia de Jacaranda antiga, tapetes para sofs e
portas, espelhos, candelabros de crystal, jarros e
vasos para flores, escarradeiras.qudros, niappas,
relogios, bonitas vistas, 1 mobilia de amarello, 1
cama franceza de Jacaranda, 1 guarda vestido de
amarello, 1 lavatorio, 1 mesa de jantar, louca e
vidros, 1 sof de amarello, 12 cadeiras, 1 om-
moda, i apparador, 2 marquetas, 2 consolos, 1
cabide, 1 quarlinheiro, 2 cadeiras de balanco, 1
cama franeexa de amarello, 1 toncado]^ 2 venecia-
nas, 2 mesas de jogo, 2 candieiros a gaz, e muos
outros objectos pertencentes a casa de familia.
Quinta-feira lo de abrH.
No Io e 2o andar do sobrado da ra da
^. Cauz n. 53. '
O agente Pinto, autorisado por nma familia que
retirou-se desta provincia, far leilao dos movis
e mais objectos cima descrilos os quaes sero
IHIIAO
De um sitio em Ueberibe de baixo, com 300> pal-
mos de frente e 500 de rondo, todo cernido, I
com 50 ps de arvoredoe Je diversas quaft*-
des e na mesma oreas*) se vendero almu*
movis usados, louca e crystaes.
Quinta-feira ft&ido corrate.
O agente Martins far leilao do sitio e movis:
cima rna do Imperador n. 16, as 11 horas do
dia.
Da grande casa com sotiio na rna da Ven-
tura n. 15 porto do Lasserre na Captx-
1 ga, com sitio murado, cataba e more- i
dos tudo em chaos propri.
Sexta-frita t&mtaril.
Luii Pneeh tendo vendido o seu estabelecimen-
to dama do Trapiche e mudado sua residem
para Pars, vender cm leilao por interven^do j
agente Pinto a sua casa de campo na Capung, a
qual se torna recoinmendada por ser edilicadaem
chaos proprio*, perfo da eshcao dos trilhos nrba-
nbs c perfil! > rio. sendo que por occasiao das
chias nao (em entrado agua em dito sitio.
Os pretendentes podem entender-se desde j
com o referido agente (nico encarregado da ven-
da) e comparecerem as 11 horas do dia cima
dito em seu escriptorio ra da Cruz n. 38.
AVISOS DIVERSOS.
O conde de Baependy, retirando-se para a
corle no vapor Cruzeiro do Sul, e nao tendo podi-
do dospedir-sc pessoalmenle de tadM as pessas-
qiie o honraram com suas visitas, pede-lhes des-
culpa e nfferece-lhes alli os seus serviros.
PEDIDO
Pede-se ao, Sr. Manoel da Costa Pereira,
praticante da repartir) das obras publicas,
ora em Jaboat3o; que compare^ a- ra
Augusta sobrado n. 102, alim de saldar o
seu debito ou pagar o o/i puder, e isto
com brevidade.
--OITerece-se um rapaz para caixeiro de ar-
mazem de assucar, com pratiea : quem precisar
dirjase ra da Gua n. 92, andar.
A ESMERALDA
Moreira Duarte & C. tendo feito urna
completa reforma no seu estabelecimento
de joias da ra do Cabug n. 5, (junto a
loja de cera) acabam de reabri-lo ao res-
peitavel publico, a quem offerecem um es-
plendido sortimento de joias as mais mo-
dernas e primorosas que teem vindo a esta
praca. e por presos o mais resumido possi-
vel. Tambem compram ouro, prata e pe-
dras preciossas.
x ; ni ni cim iii \:;.
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CABUGAl
esquina
da ra larga do
Rosario.
Este importante estabelecimento no seu genero, tem sempre um sortimento sem igual,
e vende por prepos que nenhuma outra casa pode vender. msm
A vista da qualidade e do prepo das joias cada um pder-se-h convencer daverdade.
Garante-se ser tudo de lei. Compra-se ouro, prata e pedras finas por presos muito ele-
vados. A
A loja est alferta at s -9 horas da nonte. jk
CABUGA
esquina H*
da ra larga doRi
Rosario. nj
Q



iari de Pernambuco Terqa feira

[Trocam-se
e

s notas do banco do Brasil e i a atas es,
toco, descont muito razoavel
gendencia n. 2. ^^^^__
na pruca da Inde-
U.
i venda um escomido sortimento de ob-
fectosde marcineria, como sajara, mobilws de ja-
5nd mognnearaarello, obra nacionale estran-
tnTde apurado gosto e por Mo* _;
Sania treta do Rosario n. 31 Nesta mesma
rasa fazem-se com perfcico todos os trabalhos de
Siinha, como sejara, empalnamentos de lastros
EMPRESTIMO SOBREg
(SEM LIMITE.)
travcssa da ra
das Crines n, % pri-
raciro andar, da-se qual- ^
qupr quanlia sobre oiiro, ^
prala c yedras preciosas.
O don dcste cstabelecimwito, i
competentemente autorisa.l.i'pelo
governo, est as condicoes de ga-
rantir a transacc3o que se ffr.er em
sua casa, promettendo todo e zeta-
e oonsideraco s pessoas que se
nVnarem de honra-lo em seo esta-
belecimento.
Na raesma casa compra-se miro,
prata c brilhantes. ^^
Ama de leite.
Precisa-se de tima ama de leite sem flho : a
tratar no Coracao de Onro n, 2 D, ra do Cmugi'.
"lawifbwto
do
Centro Liberal
Brocbura in 8*
1,5000
hara fbanceza.
Joaquim Jos Gon-
njalves Beltro
RUA DO TRAPICHE N. 17, 1. ANDAR.
Sacca por todos os paqpel.es sobre o Ban-
co do Minho, em Brag i, e sobre os seguin-
tos logares era Pbrtug.il:
Lisboa.
Porto.
Valenca.
Guimaraes.
Coimbra.
Chaves.
Viseo.
Villa do Conde.
Arcos de \ial do Vez.
Vianna doTSastello.
Ponte do Lima.
Villa Real.
Villa-Nova de Famulicio.
Lamcgo.
Lagos.
Covilha.
Vassal (Valpassos).
Mirandclla.
Beja.
Bar cellos.

BARTHOLOMEU & C.
~*
ES;S|
LTTIIiH*E
Aos 500 pares de brincos.
Cliegou e vede-se 10 Coracao
maosuihas com ma franja penden-
te a um rico desenlio e ouro de
lei, pelopequeo fre?o de io^OGO*
cada par. barattssrmo.
i'uessoa qne anaaiielou tcrpraiica desec-
eos e molhaUos deixe caita Basta typographiacom
as iniciaes P P, indicando qoaes as pessoas que
portera informar a seu respeitn.____________
Aluga-se um sitio na Torre, com Sanarlos e
duas sala3, e cosinha e iptarlo fora : a tratar com
Andr de Abren Porto. ____________
Club Pernambucano
A partida do corrente mez, ter lugar
na noute do dia 21^__________________
Ama
Precisa-se de urna ama
comprar o coznhar_para
|J. Ferreir* Villela.0
Photograplto da casa imperial
^premiado em diversas exposi-
coes.
Na sua photographia ra do Cabug n.
18, entrada pelo pateo da matriz tira rctra-
os por todos os systemas photographicos.
Em porcelana Em vidro
Em talco Em papel
CART ES DE VISITA A 9$ A DLZIA.
Os retratos corte-de-risite sao collados
M cartao de luxo bristal ou porcelana,
lourados ou litliographados, quadrilongos
m vinhetas para oque existe urna varieda-
ie de \ modelos a escolha de quem se re-
tratar. Para as outras especies de retratos
.emos caixinhas, passe-par-tmtts, quadros
j molduras domadas epretas cassoltas de
juro e afneles simples e com podras pre-
osas. havendo nos-alfinetes urna mimosa j
variedade de feitios.
0 nosso estabelecimento photograpbico
forra ou escrava para
urna ca*a de pouca !a-
TiTTa : na rua das Crines n. 28, Ia andar pielc-
re-se escrava e paga-se bem agradando. _____
Attentfio
Um individuo com 28 anuos de Idatle, chegado
ha poucos dias da Europa, com bastante pratica
do commercio. Iialiilitado a escripta, ou servico
externo, e lend) eonhecimento do idioma (ranees,
oflerece seu prestimo, dando fiador ao sen com-
portameuto : quem deilc precisar aneira dingir-se }St sempre em dia com os melhoramentos
a ma Direita n. 15, ou a rua da Madre de Dos } pr0gressos que na America do Norte, na
Europa ou no Rio de Janeiro seconsegue
a arte photographica, e para alcan^armos
al fim nunca poupamos despezas nem sa-
crificios, de sorte que os nossos numerosos
reguezes podem ter a certeza de que sem-
. pre encontrado em nosso estabelecimento
um cnpenho : a tratar no fai-g. do Para/.o n. u.! ludo quanto a arte e a moda oirerecer de.
---------------2~ i Dom no novo e velho mundo aos amantes
LaiXeirO [l photographia.___________________
OfTere:e-?c um caixeiro de 16 anuos, pouco
mais ou menos, o qual tem iralica de padaria, o
garntese a conducta: a tratar na SoledaJe, pa-
daria n. ti.
PARA USO INTERNO
p nEPAnAB o* SiaM-is
Xarope de jurubeba garrafa. 1(5000
Vinho de jurubeba garrafa. 1(5600
Pulas de jurubeba vidro. l)|60O
Tintura de jurubeba vidro. 610
Extracto hydracoolico de jurubeba. 12*500
PIlEPAnADO COMPOSTOS. .
Vinho de jurubeba ferruginoso garrafa. %)000
Xarope de jurubeba ferruginoso garrafa. 15000
Pulas de jurubeba ferruginosa vidro. 2^000
Oleo de jnrubeba vidros. 640
jJPomada de jurubeba pote 640}
Emplastro* de jurubeba libra. 25300
PARA USO EXTERNO
r A JURUBEBA.
Esta planta boje reconhecida como o mais poderoso toniyo. como um excel-
te!rte4 hepatites propiamente ditas, ou anda complicadas com anzarchas, as inflammagoes
sufesequentes as febres intermitentes ou durezas, nos beessos internos, nos tumores cs-
peciimeiite do tero e abdemen, nos tumores giandulosos, na anazarcha, as hodrope-
zias,erysipellas; e assoeiada as preparares ferruginosas, ainda de grande vantagem
as anemias, chloroses, faltas de raenstruacao, b'ucorrheias, desarranjos atnicos do
estomago, debilidade orgnica e pobreza de Sangue, etc.
O que dizemos aflirmam asomis distinctos mdicos desta cidade, entre os
quaes podemos citar -os Illms. Srs. Dr. Silva Ramos, Aquino Fonseca, Sarment, Seve,
Pcreira do Carmo, Firmo Xavier, Silva etc. Todos elles reconhecem a excellencia d este
poderoso medicamento sobre os demais at hoje conhecidos para todos.os casos citados,
' tantofque todos os dias fazem d'elle applicaco. .
Apresentando aos mdicos e ao publico emgeral diversos preparados da juru-
beba, vemos por im generalisar mais o uso d'este vegetal, fazendo desapparecer a
repugnancia que at hoje senliam os doentes de usar dos preparados empricos d elle, e
mais das veres repugnantes a uagarem-se, e que tinham anda a desvantagem de nao
ser calculaba a dosc conveniente a applicar-se, o que torna mudas vezes unprocuo um
medicamento, que poderia produzir ptimos resultados.
Os nossos preparados so foram apresentados depois de havermos conveniente-
mente cstudado a jurubeba, fazendo as experiencias precisas para bem conhecer aspro-
priedades medicamerttosas d'esta planta-em suasraizes, folhas, fructas ou bagas, e a
dose conveniente a appiicaeo, tendo alm d'isto procurado levar os nossos preparados
ao maior grao de perfeiejo possivel, para o que nao poupamos esforcos, nao nos im-
portando o pouco lucro que possamos tirar. .
Por tanto os certeza de que elles offerecem a garanta, de que se pode encontrar, a prompta e infalli-
velcura de qualquer dos soffrimentos, que deixamos innmcrados, se forem em tempo
applicados, tendo alm d'sso, medico eu doente a vantagem de escolher as nossas va-
riadas preparaces, aquella que memor lbe pode convir, j pela fcil appheapo, c ja pela
complicag-o das molestias, idade, sexo, ou aind3 natureza de cada mdmduo.
As nossas preparares ferruginosas sao feitas de forma que se tornam comple-
tamente soluveis nos suecos gstricos, porque procuramos oscompostos de ferro que
como tacs esto boje rec Para aquellos que mais minuciosamente queiram conhecer as propnedades ua
jurubeba, e saberem a am.Ucac3o de nossos preparados, destrbuimos gratuitamente
em nosso deposito um folheto, onde tratamos mais extensamente d'esta planta
mesmos preparados.
Deposito geal de todos os preparados
Bolira e drogara
SIRua larga doRosarir34.
Bo xarope Vegetal Aiaerlcano. eapelallilad de Brtholomea .
^^RUA LARGA DO ROSARIO34
N5o costumamos procurar agestados para acreditar nossos preparados, e dei-
xamos que sua appiicaeo e os resultados obtidos pelas pessoas que se dignaram aceta-
los, lhesdeem crdito e voga; porque sao sempre os attestados considerados gratuito..
e delles que langa m5o o charlatanismo; mas, nao querendo offender as pessoasi qw
espontneamente nos offereceram os que abaixo vo transcriptos, os fazemos publicar,
manifestando-lhesnossa gratid5o pela attenc5o, esperando que venham elles conobora;
o cooceito, e acceitacSo que tem merecido nosso xarope.
Bartholometi & C.
ATTESTADOS
Illms. Srs. Bartholomeu & C com a mais subida satisfago que declaro
ser o xarope Americano de urna efficacia extraordinaria, pois que soffrendo lia dias da
intensa tosse, ponto de nao poder dormir a noite a despeito mesmo de medicamento!
que tomava, a elle recorr e naterceira colher fui allivfado, e de todo me ado boje rea-
tabelecido com o uso somente de quasimeio frasco: grato, pois,' esse resultado mani-
fest a Vv. Ss. meu reconhecimento.D$ Vv. Ss. amigo, venerador e obi igado.-r-Ma-
noel Antonio Viegas Jnior. "
Sua casa 20 de abril de 1868.
Illms. Srs. Bartholomeu CPenhoradissimo com o favor que me fizeraa
de aconselhar o uso do xarope Vegetal Americano, de sua composico, quantlo me acha-
ra bastante doente de urna constipacao, que me tornou completamente ronco e que
trous urna forte tosse, e me impossibilitou de cumprir os mcus deveres de cantor da
empreza lyrica, vou agradecer-Ibes meu completo restabelecimento, que ebttre com um
s vidro do mesmo xarope, depois de haver recorrido a muitos tralamcntos. Desejarei
que outros como cu recorram ao seu xarope para se verem alliviados de to terrivel
incommodo, tao fatal ueste paiz. Com maior considerai;o contino a str de Vv. Ss.
attento, venerador e obligado.Luiz Cremona.
Recife, 25 de setembro de 1868.
Illms. Srs. Bartholomeu & C.O xarope Vegetal Americano queVjj, Ss. teem
exposto venda de toda efficacia para o curativo d'astbma, conforme observei app-
cando-o a meu fiiho Joaquim, menor de quatro annos; victima d'esse flagello, que aU
cntao por espaco excedente a dous annos havia resistido a oulros xaropes de panda
nomeada. Queiram, pois, Vv. Ss. acceitar a exprcsso altamente sincera de meu reco-
nhecimento ao meritorio servido que lhe pitstarnm com o indicado tarop, acreditan-
do-me para sempre de Vv. Ss. criado, attento e obrigado.Americo Netto de MendoDfa.
Recife, 2 de outubro de" 18C8.______________________________________
DE
PLtlO
DE
1VIGNES
e dos
Ama
Precisa-se alugar urna escrava para ama de casa
! una t pessea : na rija da Senzala-Vellia n.
de
128, 2 andar.
Copeiro
Xii caes de Santo Amaro, sobrado n. 23,
sa-se alagar um copeiro forro ou escravo.
proc-
Constituico do Brasil
Analyse e commentario da constituico
poltica do imperio do Brasil, ou theoria
errtica do governo constitucional brasi-
lero.
Pelo desembargador Joaquim Rodrigues
de Souza.
Acaba de ebegar do Maranh3o esta obra,
e vende-se na livraria econmica o p d"d
arco de Santo Antonio.
NOTAS PERDIDAS
Poesas de Antonio Joaquim Rodrigues
da Costa, um volume.
PEDRO I.
Drama histrico, pelo autor das notas
perdidas.
Chegaram pouco da Bahia estas obras,
e vende-se na livraria econmica ao p do
arco de Santo Antonio.
A eompauhia do Beberibe
precisa de bous trabalhadores
para suas obras no monteiro, e
paga 1600._____________
Prerisa-se d(; una ama para servico de pe-
nena familia : na rua das Larangciras n. 22.
Gremio iecreativo.
A directo desta sociedado pede aos socios que
se acham alrasados em snas mensalidades, para
pagarem at o dia l.'i do corrente, do contrario.
u seos nomo- por- extenso neste jornal.
O 1* secretario,
Manoel Calisto de Souza.
AVISO
O ongenbeiro Antonio Feliciano RodriguesSct-
te, competentemente antorisado pelo prooriota-
rio do sitio denominado Aguasinba, em Beberibe,
vende lotes de* trras, formados pelo plano de ar-
ruamento novoe, organisado para o rctalhamento
da superficie geral do supracitado sitio, todos com
configuraeao rectangular. Tres ras novamente
abertas no sentido longitudinal, isto de leste a
oeste, deelinacao de 17. sul, tres ditas no senti-
do transversal, isto de sul ao norte, deelinacao
de 17." a oeste,daro para certo systcma c belleza
a essa divisao. A proximidade do rio Beberibe, a
fertilidade do terreno suIHcientemente demonstrada
pelo vigor da vegetacao existente os recommen-
dam o convidara os i.ompradores. Os precos se-
rao dferentes, fluctuando entre mil at tres mil,
conforme a localidade c dimensdef Pode ser pro-
curado as quintas feiras e domingos no sitio ci-
ma mencionado, e nos mais dias em casa de sua
resiilriicia, estrada de Joao de Barros n. S.
= Precisa-se comprar urna escrava que saiba
ongmmar e czinbar, e que seja de boa conducta:
na rua do Qurimado n. 69.
204
Vaga-so a quantia cima indicada a urna mu-
]her forra ou escrava, que coanhe e engomme, e
se eaearregue de todo o servido de urna casa de
pouca familia : na rua da Cruz n. 03, 2- andar.
Tamben) se precisa alugar urna negrinha para
arrogar urna menina.
Previno aos meus constuintes que durante
nnha estada na corte, podem entender-se eon-f
/palquer dos seahores advocados Drs. Ernesto de
Aquino Fonseca, Alvaro Pchoa Cafhleaati e Joao
Barbalbo Uehoa Cavaleanti, aos (juaes enearreguei
de promover o andamento dos fetos em que son
advogado. assun na inferior eoino na superior ins-
Itacia, devendo para isto proeura-los.
_____________Joaquim d.. Souz.i llois.
Perdeu-se Iiontem s 8 horas da noute pouco
.um ou menos, na rua das Cnes, urna carteira
de notas, contendo urna lettra de 3444000 e Unto
acceita por Manoel Caetano Profiri, onirade
40*000 aceita por Antonio da Silva Gu-mSo, e
mais alguns papis e nol i ao dono apro-
veitam. Quera adiar entregar nesta (ypogra-
puia fiie ser recompensado.
.Na rua de Santa Rita n. 101 offerecem-se
tinas amas multas boas, urna para engommar ou-
ira para cosinbar; qncrem servira mesma casa
Vinho degestivo de
chassaing
COM
PEPSINA E DIASTAEX.
Remedio por excellencia para cura certa
las digestoes dfficcis ecompletas, acalmar
is dores gastralgicas, e reparar asfdrcas
produzindo urna assintulago completa dos
dimentos; sendo naisumoxcellcnte tnico.
VEfWE-SE
PHARMACLV E DROGARA
DK
Bartholomeu 34RUA L\RGA DO ROSARIO34
i3g}.
O Dr. Manoel Enedino "Reg Valenca
pode ser procurado para o exercicio de
sua proBssao de medico a ma da Cam-
boa do Carmo n. 21, andar.
DO PEITO
II
XAROPE D'HYPOPHOSPHITO OE CAL
A efficacia d'esta preparacio est estabelecida desde 1857, pelos mais celebres meieoi. Desde
cutio muita imita{oes tem sido feitast mas nenhunia jwude
N. ooRUA DO IMPER.\D0RN. 5.
* Os pianos dcsla antiga fabrica sao hoje assz conhecidos para seja necessaria
insistir sobre sua superioridade, vantagens e garantas que offerecom aos compradores,
qualidades estas incontestaveis, que elles tem definitivamente conquistado sobre todoa
os que tem apnarecido nesta praca; possuindo um teclado emachiu.ismo que obedecen
a todas as vontades e caprichos das pianistas, sem nunca falhar, por serem fabricados
de proposito e ter-se feito ltimamente melnoramentos importantissimos para o clima
deste paiz; quanto s vozes sao melodiosas e flautadas e por isso muito ayradaveis aoi
ouvidos dos apreciadores.
Fazem-se conforme as encommendas, tanto nesta fabrica romo nado-Sr. Blon-
dol, de Pars, socio correspondente de J. Vignes, em cuja capital foram sempre premia-
dos em todas as exposiges.
No mesmo estabelecimento se achara sempre um esplendido e vanado sorti-
ment de msicas dos melhorcs autores da Europa, assim como 'harmnicos e pianos
harmnicos, sendo tudo vendido por precos commodos e razoaveis.
.. sustentar a comparacao com o
Por isso excitamos o publico para qne exiga sempre
roda do
producto apresentado pela nossa caza.
este xarope com urna bella cor de rosa, nunca branca, e com a nossa asaignatura
Sob'a sua.influencia, a tosse acalma-se, os suores nocturnos cesso e o doente volve rpida-
mente sade. 0 sen emprego d lambem os mais brilhantes resultados nos defluxos, catar-
rhos, bronchites, irritacoes do peito. et*.
Deposito em Pernambuco, em casa de Sfaner o.
Frederico Maia
Cirurgio dentista |ela escola
de medicina
do Rio de tlaceiro.
Tema honra de participar ao respeitavel publi-
co desta capiul e seus suburbios, que tem aberto o
seu gabinete de consultas e operaeoes deutanas a
rua Direita n. 12, priraeiro andar, onde pode ser
procurado todos os dias das 8- horas da nianfc^a as
3 da tarde. Elle acba-se competentemente habili-
tado para com perfeicao collocar dentcs artificiaes
por qualquer dos systemas, e bem assim desempe-
nhar qualquer outro trabalbo concernente sua
prolissao. O mesmo, recouhecendo que nem sem-
pre possivel s senhoras ou enancas sabirem a
proctaro remedio, oTereee-se a remover qual-
quer obstculo, declarando que na cidade se pres-
tar a qualquer chamado sem que isso influa cousa
alguma na commodidade dos precos de seus traba;
Ihos, e quando para fra delta assim mesmo ser
precedido de um ajuste rase avel, garantindo elle a
segurancae perfetcao de seus ditos trabalhos.. Em
seu gabinete se encontrar constantemente excel-
lenteps dentifricio, elixir c outros medicamen-
tos odontalgicos : rua Direita n. 12, primeiro
andar.
GUSA DOS GALIOS.
PELA
Pomada galoupean.
Deposito especial
Pharmacia de Bariolomeo d C.
34------Rua larga do Rosario------34.
MARTIMOS
rCOMVRAFOGO.
A Companhia Iademnisadora, estabelecjnd
esia praca, toma seguros martimos sobre
lavios e seus carregamentos e contra fgo
im edificios, mercadorias e moldlias: aa
ua do Vigarie-n. 4, pavimento terreo.
GRANDE HOTEL
BE ORIENTE.
Inaugurou-'se este commodo e elegante
estabelecimento d onde os seus frequenta-
dores podero apreciar a especialdade na
confecc5o dos gneros alimenticios.
As bebidas s3o as mais primorosas e re-
cmmendadas.
A decencia e bom servico primam n'esta
casa.no bello gosto oriental.
Mndam-se domicilio comedorias, tanto
avulso, como por assignatura raensai. Os
precos sao mdicos e convencionaes.
Ua urna espacosa e bonita sala para o
elegante jogo de buhar.
Ha tambem aposentos cornmmodos c bem
mobilhados para hospedagem.
Rua larga do Rosario
n. 44.
RUA LARGA DO ROSARIO M. 37
Este acreditado estabelecimento augmenta
de dia em dia quanto possivel para che-
gar ao cume do bem tiver.
Alm dos saborosos manjares confeccio-
nados com o melhor asseio, tem bellos apo-
sentos de hospedagem, tanto para urna so
pessoa, como T)ara numerosa familia.
A agua, iudispcnsavel elemento para a
vida e hygicne, temo-la sempre em abun-
dancia para facilitar excellentes banhos.
Ha tambem urna boa bibliotheca e peri-
dicos nacionaes e estrangeiros, piano para
CIIARLTERIA E PETIT RESTAIAART
.\nnexos ao Hoiel Central, rua estreita do
Rosario n. 4 A, andar terreo.
Para dar a conhecer a variedade infinita
de charutos de Havana, Baha, Rio, etc. qua
exstem neste novo estabelecimento pres-
cindimos dos annuncios pomposos que ge-
ralmente se fazera, roduzindo-nos apenas
tres letras que s5o tres bbb bom, bonito a
barato. A' vista do genero aFtnuncado po-
de-sc julgar de nossa veracidade. Esta casa
gosa tambem das eondces de um elegante
e prtit restauraiit onde se piide ver a es-
recreio, buhares, etc. etc. pecialdade dos fiambres e salames de Lion
Sendo ociosa qualquer recommendaco para lanches e at fazer urna boa colaco,
para to acreditado estabelecimento, omit- juntamente com os principaes vinhos do
timos mais prembulos, fazendo ver por mercado, sobresahindo entre o bom a pura
fim, que o bom snico, ordem e moralida- e fervenlc champagne, o mui saboroso Rhe-
de imperam n'esta casa, como observancia no, a primorosa ceneja, o licor espirituoso,
fiel do regulamento que possue. o quanto pede urna mesa. Faz-se nouta
Comedorias a la carte. sorvete e variedade de refrescos.
Rindipo da Aurora.
Neste vasto estabeloelmente sempre se encontra
um completo sortimento de taixas de ferro batido
e fundido, fabricadas recentemente, e se fabricam
de qualquer molde a vontade dos compradores, e
regos razpoaveis._______________________
Se for bom.
Pagar-se-ba bem um moleque que se pretende
alugar : na rua larga do Rosario n. H, Io andar.
uga se
n. 9 : a tratar o iffeh
das 0 horas ao ineio dia.
WrOFINA
Aliiga-ll
da ('.ideia n. 10
esqtiina.
CM para akagar
se o" andar com sota da es
casa da rua
a tratar na rea do Crespo a. 8,
^o largo do Corpa-Santo
de urna ama forra on crava
traU-se no proprio trapiche.
n. 19, precisa-se
'p9pt-*6-1#m e
- Precisa-se de urna ama para casa de Lomera
*Jro; a rua da Praia o. 41
CASA DA FOBTESA
Aos 4:0003
Bilhetes garantidos.
A rua do Crespo n.23 e casas do costume.
O abaixo assignado tendo vendido nos seus mui-
to f.dizes bilhetes garantidos 1 meio n. JII36 com
a sorte de 4:000$, 1 meio n. 3523 com i sorte de
700, 1 inte-o u. 2*) cero j sorte de 202/, e
otitraaJPHlsi-tes de 100, W o 20J da loeria
3ue se aeabou de extranir em beneficio da greja
e Nossa 6enhora do Livramento de Pao d'Alho
(101*), convida aos possuidores a viren) receber
eus respectives pi an I sfita os descont^ das
leiV na as da Fortuna rua do Criw n. 23.
Acham-sc a venda es da 1* parte da loteria a
beoelkio-da igneja e S. Sebatto do Bonito
(102),- que se erftrsbir ter>;a-Wr O do corren-:
te mez..
Precos.
Bilhete.....4^000
Meio. .... 2400
Quarto. 1#000
a de 1Q04 iiaracinMU
Quarto.
Manoel MartiFiaza.
Sr. Antonio Frtmeisco Doarte e seu mano Dr.
Maximiano Frielsco Dnarte, venham rua Di-
reita n. 53, loja do Braga 4 C.
Para cosinha
Precisa-se de na esorava que cosmhe Lem:
rua do Crespo n. 23.
n.i
Bagomnaadelra.
Precisa-se de urna criada para engommar-: em
Bemfica, sitio do Sr. Barroca.
: Pede-se ao Rvm. Sr. padre Jos Bernardio
de Paiva, ou a quem mesmo souber dar noticia
de sua residencia, communica-lo rua de
Hortas n. 1)6, afim de iratar-se de una fiersmra, c
negocio de muito interesse do mesmo Sr. reve-
rendo.
,w.
Ama de hite

Offerece-se urna-ama com limito %omkite : na
ruado Livramenton. 19.
1 Abaixo assigado tem esc,riptoi j
roa d > Imperador n. 32, andar, e
pode ser procurado para os misters
sua pr(iao de advogado e negocios
partimlare das 10 horas da mauha as
3 da Urde. r,
Minod
Manoel Jos da P^seca
^^Berin, e deixa por sen 1
ae* cidade ao Sr. Manoel Alve Barbosa Sobriuho
Em casa de THEODORO CHR1STI-
\~!EN, rua da Cruz n. 18, encontram-se
efleetivamente todas as qualidades de vinho
Bordeaux, Bourgogne e do Rheno.
Pede-se ao digno chefe das obras poMicas que
lance snas vistas para o mo estado da estrada da
Victoria no lugar das Areias.
. Um padicente^_____
Molestias do poilo.
A farmha de S. Bento o nico alimento capaz
de ser supportado pelos estmagos fraeos, o mais
conveniente pelos seus bons resultados s pessoas
atacadas de molestias do peito, aos convalescen-
tes, s pessoas enfraquocidas por toda & qnahdade
do excessos c s senhora que teem perdido as
eoraa>pelas perdas de sangue : nico deposito, na
pbarmacia do Pinto, rualarga do Rosario n. 10>
Caixeiro.
Offerece-se um caixeiro de 1 annos de tdade
cora pratica de taberna, dando eonhecimento de
sua conducta : a tratar na rua do Imperador n.
*fi, 1' andar. ,-----r
Prcisa-se de urna criada Hvre MfesFrava
jiue wiba co OBeticos da urna _nilaV eomposla do i pessoas..
dirija-se a rua do Trapiche n. U, andar, con-
sulado franre7.
ffmandade das *U:s da matriz
daClT**ano ..
Aluga-se o armaem n. 5 sito no caes da Apollo,
muito proprio para qualquer estabelecimento pela
sua extencio e embarque a qualquer hora : os
mreiro rua da Cru n. <0.
0-err**o,
1. i. Urna Bairao.
ver 4 C. sicam' sobre a praca do
Porto.
Tendo montado urna completa oflicina para concert e akinaco uf. pianos e
tendo contratado para o mesmo fim o experimentado contra-mestre Sr. A. Rastouil
chegado da Europa pela ultimo paquete.tem a honra de recommendar este seu estabele-
cimento s Exmas. familias Pernambucanas, promettendo promptdSo e perfeigo no
trabaHio.
Bua Fonnosa n. 14
LIMA, LESSA & C.
ll Illll IWTl ^1
O respeitavel pnbfico encontrar nesta oficina habis mestres e bem conbecidos
arte, amancando-sc o melhor desempao conforme o gosto c vontade defroguez,
lns; recebemos de Pars, pfr lodos
o haver nada a desejar; bem como
assim Como a maior pontoaiidade na entrega das obras ; recebemos de Pars, p*40dos
os vaoores, os mais modernos ligurinos para
varias encommendas de casimiras modernas e outros art.gos propnos-para bomens;
temos grande deposito de roupas feitas de toda a qual.dade, eomo sejam: carosas
rancezas, inglezas, chapeos de sol de seda trancada, ^que ha de melhor, .frade
sortimento de meias, colaiinhos, punhos e grande novidade em grvalas modertot, e
finalmente completo sortimento de fazendas finas e roupas feitas, sendo os precos os
mais baratos possives.
INJECTION BRQU
j bMluUnwDlK nica iineRr. M-n. IichIiuci, addttivu. V m
l fcotfCM und. (Kilftr niirucci* 4* A). (10 nm>. ntannrta.l Par, tm m
4* fciwM. lion. baatarard N.irnu 141
CAPSULAS VEGLTAt:i>
COM
deGRIMAULT F Pa chaoviaceUTICOS emPA_RIS
Estas capsulas, com capa de gluten, coniem o balsan de eopahiba ^J LM!
Matico(arvore do Per),e constitnem um remedio tofaTUl con.a g- *W\
tem canaaro eatomago oto provoclo nunca os enjjo e:^w_^g,___^_fq
^'SMwaatTu"|ii^ _

\
<
Si


(

i
.*
^
Diario de Pernambuco Terca feira 13 de Abril de 1869.
r rfMMJli,.

Su
-/ Sf* i v-

w^
Agu
A to$ QttMMA*6
NOVO EXPLENDIDO SORTIMENTO
a-florida de Guis-
lain
os cabellos,
Tintura indelevel para tmgir
sem manchar a pelle.
A bem conceitnada agua-florida de Guis-
lain que entiio ca des Mohecida em ler-
namhtico, j hoje estimada c procurada
Ditos e.om ditas de velludo, outros imi-
tando charo machetado.
TDitos com ditas de marroquim com cruz
e guarniro, dourada ou prateada.
- Goras e tercos de cornalina.
Assirn como.
Grande e bello sortimento de leques
ior seu eflioaz resultado, e ainda raais se- lodos de madreperola, madreperola e seda,
r, quando a noticia de seu bomeleto e a
experiencia a tornar de todos conhecida.
A agta-florida de Gnslain composta ni-
camente de vegetacs inoffensivos, tem a
proprii'dadc extraordinaria de dar a cor pri-
mitiva aos cabellos, quando estiverem bran-
."o Ihes restituir o brillio perdido, c as-
sirn como preservar do embranquecer, sem
ser prejudicial de modo algum
E' porm nocessario fazer conhecer, que
o bom resultado produzido pela agua-flori-
da,- ufo instantneo, como muitas pes-
soas talvez supponhnm, nnis sim ser pre-
ciso fazer uso d'olla, trez ou quatro vezes,
e logo se oljter o lim desojado, como bem
trovam lestomunlios de pessoas insuspei-
tts, e d'ento por diante, basta usa-la duas
ees por mez, contando sempre com o bom
xito, podando a experiencia ser feila
outra qualquer cousa.
Assim pdis esta agua-florida aclia-se ven-;
da na bem conhecida loja d'Agote Branca a
ra do Queimadon. 8,
sndalo, sndalo e seda, osso, osso e seda,
e faia etc, etc. tendo nos de sndalo alguns
com -i vistas, e outros japonezos enfeitados
de llores.
Bonitas voltas grandes d aljofares azues.
Voltas de corrate de borracha.
Meias de seda para meninas e senhoras.
Ditas de fio de Escocia abortas, tambem
para meninas e senhoras.
Ditas muito finas d'algodo, airas, e
croas para meninas e senhoras.
Luvas de fio d'Escocia, torcal, c seda
para meninas e senhoras.
Meias de la para homens, mulheres e
meninos.
Gollinhas c punhos bordados obra de
muito gosto.
Entre-meios finos tapados e transparen-
i tes com delicados bordados o proprios
para enfiar fila.
E CS PRODIGIOSOS
Anncis e collares Roycr para creancas.
Atteucao
O abaixo assignado, estabule*ido na raa da m-
peratriz n. 2 com-armazcm da momados, denomi-
nado Bom Demonio, previne a todos os seus. deve-
dor3 (|ue nao pague enta alguma a Jos e (-andi-
do de Saraiva. e sim quelle que apretinar do-
cumentos coin liaWlitacbes. Recife i de abril de
1869. -
_____________ Migue) Gomes da friva.
Precisa-se de urna preta para alugar : na
ra da Cadiia-uova n. 5i.
Guilherniina Francisca da Vciga c Joaqun de
Aodrade Lima, lilha e sobrlnho da finada Mana
da Assumpcao Veiga, agradecem cordialmente as
pessoas que se dignaram acompanhar ao cemiterio
publico o fretro da sua mi e ta ; e-rogam en-
carecidamente s mesmas pessoas o a todas as
niais de sua amizade, o piedoso obsequio do as-
sistirem a missa do stimo dia, que se na de ce-
lebrar naquarta-feira i do corrente, as horas
da manhaa, na igreja matriz da Boa-Vista^
espedida
O coronel Manoel da Cunba Wanderley Lins,
pelo presente desculpa de nao o ter feito pessoalmente em vir-
tude de seus alazeres e a pressa da viagem ; e
approveita a occa^iao para agradecer qaelles que
se dignaram visita-lo.
INSTITITO ABCHEOLOGKO E GEOGRAPHICO
PERXAMItl 4\.
Haver sessao ordinaria qunta-/eira lii
do-corrente abril, pelas H horas? da ma-
nhaa.
ORDKM DO DIA
Discusso do orcamento para o
social de 18091870.
Costu reiras.
Prccisa-se para cortar e coser calcas grossas *
c roulas, na loja da ra da Cadoia do Reciten. 9.
Joaquim Pires Machado Portella nao podendn
lespedir-se de todos os seus amigos, o faz pelo
presente, pedindo-lbes desculpa des.;a falta, c suas
oidens para o Rio de Janeiro.
anno
Pareceres
soes ;
Secretaria
1809.
e mais trahaHios de connuis-
do Instituto, \i de abril de
Jos Soares de Azevedo,
Secret rio perpetuo.
Offerece-se una ama para casa de pouca fa-
milia : na ra dos Patos n. 2._________________
Oflerecc-se un moco para caixeiro de taber-
na, ou mesmo para tomar conta por bataneo, o
qual d conhecimento de sua conducta : na ra
do Rangel n. 73. se dir quein _______
Jos Soares de Azevedo, prol'essor de
ungua e litteratura nacional no.gymnasio
provincial do Recife, tem aberto em sua
casa, ra Bella n. 37, um
CURSO DE LINGUA FIUNCKZA
----DE GKOGHAPUIA E HISTOniA
DE PHILOSOPHIA
DE R1IETORICA E POKTICA.
Os estudantes qne pretenderem frequon-
tar qualquer destas discipliuas, podem diri-
gir-se indicada residencia, de manhaa at
M 10 lioias, e de tarde a qualquer hora.
PERFUME INEXTINGU1VEU.
Para o Lenco, Toucvdor, e Baniio.
COMPRAS.
Com muito maior va na y cm
Compra o Coracau de Ouro, n. 2 D, ra do Cabu-
la, moedas de ouro e prata e pedras preciosas
Compra-se moedas de ouro c prata, bem
como libras sterlinas por maior preco que
em oulra parte, na ra do Crespo n. 10
1, andar.
PASTIUIAS ASSUCAIIVDAS
DO
DR. PATEUSON"
De bisimith e uiaguezia.
Remedio por excellencia para cmbalo;
a magreza, facilitar a digestao, fortiflea*
estomago etc.
DEPOSITO ESPECIAL.
Pharmacia de Barllioloiueu d C.
3 iRa larga do Rosario------34.
Vende-so encharnele o travefas de looro, se-
dro de varios comprimeatn e superior qualidauV,
par procos mais baratos qoo en OOtra qualquer
parte : na travessa do Carioca n. % caes do Ra-
mos.
Cera de carnauba
Vendc-se na ra do (uehuado n. 13, nnmeiro
andar.
Ouro e prata
em moeda e em obras inutilisadas, compra-se por
bom pre$o : na praca da Independencia n. 22.
Na praca da Independencia n. J'i, loja de ou-
rives, compra-se ouro, piala, e pedras preciosas, e
tambem se faz qualquer obra de eneommenda, e
todo e qualquer concert.
A MU AFAMADA
AGUA DE FLORIDA,
DE
m mi y fc UOOfAN.
lie o mais delirado e mimoso c ao mes-
mu tonipo o mais esta ve 1 de todos os per-
fumes, e encerra em si, no seu maior auge
de excellencia, o proprio aroma das verda-
deiras flores, quando ainda na sua flores-
cencia e fragaucia natural. Como um meio
A Aguia Bianca, contando com a protec-
&o de sua boa i'roguczia, tambem capricha e setim para meninas ou senhoras.
emnaolti'a desmereceii procurando sem- Lindas cestinhas bordadas a froco, e lisas.
pre corresponder a idea fevoravel com que i Delicadas caixinhas devidro enfeitadas
ahonram, c em i nova ao que fica dito, d com pedras, aljofares, etc.
! seguro e rpido allivio contra as
como cxemplo o explendido sortimento
que acaba de receber, ainda mesmo aclian-
do-se bellamente provida do que de bom
e ftelhor se pode desojar nos gneros que
sao de sua competencia.
Ha ja vista aos necessarios vros de missa
e oracao, obras de apurado gosto e perfei-
o, sendo: com capas de madreperola e
tocantes quadros cm alto relevo.
Ditos com .ditas de marfim igualmente
bonitos.
dores de
Bonitos cabases ou bosinhas de pelica I ^2eca>ervosidade, debdde, desmaios.
flatos, assirn como contra todas "as formas
ordinarias de accidentes hystericos; de
summa eflicacia e nao tem outro que o.
BTiale. Igualmente, quando destemperada
Ditas de tartaruga para joias.
Bonitos albuns com msica.
Pinseis ou bunecas para poz de arroz.
Novos e delicados ramos de flores com
marrafes para enfeitar coques.
Bello sortimento de trancas de palha.
Fitas largas para cintos.
Cintos de fitas largas com bonitas rama-
gens.
Brincos e alfinetes de madreperola.
Ditos esmaltados, obras novas e bonitas.
EBA1E HOTEL
DO
BRASIL E PORTUGAL
Situado em um dos bairms mais centraes de Pars, sendo as immediacoes do*
pimdpaes theatros e outros muitos divertiinentos, e asara das estacoesdos caminhos dt
t rro para lodos os pontos da Europa, acatado de ser inteiraraente renovado, nao se
[ ,:) poujjtidoo seu novo propietario a despezaspara seu completo embellesamento e
acer, toma-se portanto vautajosamente recommendavcl aos senhoces brasileiros e por-
togwezes, a onde encontrarSo sempre aquella convivencia desejada- em paiz esti-anho,
por ser constantemente frequentado por seus compatriotas. O tratamento _supenor a
todo o elogio, mesa redonda, ou a carta, ou servida nos apozentos; kabitaces conve-
nlentomente despostas para familias, e quartos para urna so pessoa, o servico e feito
con a precisa regtdaridade : os precos muito rasoaveis eao alcance tambem d aquella?
pessoas trae se queram limitar.
Gabmete de leitura com os principaes joniaesdos dous paizes, salo de recepeoe
de msica, etc. etc. Todas estas vantagens podem ser appiicadas igualmente aos senho-
res passageiros das repblicas do Prata, porque alm da somellianca da lingua, ali en-
contraij muilos senhores hcspanliocs, por quem tambem esta casa bastante fre-
quentida.
com agua, torna-se um dentifricio o mais
agr.idavel o excellente, dando aos dantos,
aquella alvurae aperolada apparencia to
altamente apreciada e desejada pelas Se-
nhoras.
Como mu remedio contra o mau balito
da boca, depois de diluida em agua,
summamente excelente, faz remover neu-
tralizar todas as materias impuras que se
criam roda dos denles e das gengivas.
tornndolas doras, sadfcis e d'uma linda coi
tncarnada. Quanto a delicadeza, riqueza
e permanencia do seu fragrant aroma, ella
por certo nao tem igual; e a sua supe-
rioridade ,sem rival.- Ella igualmente tor-
na-se um meio mui excellente, para fazer
remecer de sobre a pelle do rosto, teda a
qualidade de brotoejas, ebuKces, sardas,
paimos, manchas, impigens_e espinhas.
Ouandoequen*ervii:idlla como reme-
dio para bu* desaparecer quaquer um
destosdisfigurameutos, e quo tanto desfei-
am aemudas feicoes do bello sexo; devera-
se usal-a n'um estado de dluicao, destem-
perando-a n'uma pouca d'agua ; porem no
tratamento de qualquer espinha, usar-se-ha I
della pura em toda a sua torga. Final- j
mente como um admiravel meio de com-
municar as feiges trigueiras e paludas,
urna pello macia e d'iiia transparente al-
vura, dando-lhe urna linda cor de rosa :
para um tal lim, ella leva a palma a todos
os perfumes que se leem inventado at ho-
je, e existe em plena soberana sem rival.
Bem entendido tudo isto se refere nica-
mente a AtU'A de Floiud.v de Munnw &
L.VNMAN.
As imitages (|ue se tem feito na Franga,
Allemanha, assirn eomo em entras partes;
sao iuteiramentc inuteis e invaliosas ; por-
tanto recommemla-se mu especialmente
s senhoras, que Icnham toja a precango
e cuidado, de quando comprarem, estojan
corlas que cmpram.
A Gen ulna
A(iA DE FLORIDA
DE
MURRAY & LAHIfN,
A qual preparada smente pelos nicos
Proprieta ros.
LANMAN KEMP, DE NOVA YORK.
AMA
Precisa-se de urna ama que cozinbe com per-
feico e soja dosembaracada : na ra da Palma
n. 85.
amado Torres n. 16, 2J andar, precisase de
urna ama que cozinbe e engomme para nina pes-
soa.
Resposta.
Antonio do Reg Medeims. negociante de mo-
Ihados, junto fundirao do Santo Amaro, repon*
de amolina que lh foi botada
i bado 10 do crrente :
Saiba o publico que em 29 de novembro do anuo
de 1860, appareceu em minba casa o Sr. Francis-
co de Aguiar Mello, dizendo-me quo era meu pri-
mo, c como tal o rceonbcei, dizendo-me tambem
que chegra nesse mesmo dia de Portugal, o que
linda ido all ter por intermedio do muitu digno
commendador o Sr. Joo do llego Lima.
A' visla do qne. offereci-lhe inhiba casa al que
se arrunusse, e Ihe emprestei .KlO para o paga-
mento de sua passagem. O dito meu primo dis-
se-ino quo desujava seguir a carreira coinnieivi.'l,
a vista do que Ihe disso que eslivesse no balean
para ir praticando at que searrumasse. Passa-
rain-se seis inezes, e al entao nao me tinha sido
posstvcl adiar arrumucao, avisla do nue, marquei-
llie um ordenado de '100*, ao menos para suas
despezas (aniculares, na i olisante eu nao precisar
de sous servicos, porque tinha caixeiro. O meu
primo s esleve em minba casa com este ordena-
do um mez e vinte e seis divs, porque en metano
o arrumei cm casa da Sr. Luiz Moreira da Silva,
d'onde sahiv por espaco de algum lempo, sem
que me dsso a menor satisfaco, e tem estado era
diversas arrumacoes, semque comigo concordarse
cousa alfuma. Foi no dia 1 do corrente que cm
minia casa appareccu o dito meu primo para fa-
zermos contas, o que realisou, pagando-ine o res-
tante que me era devedor dos lOOfi que cu ihe
havia emprestado para o pagamento de sua pas-
sagem.
E' etao a mofina em compensacao ou juros de
meu dinheiro dc-de o anno de 1866 a 1869?....
Faca o publico justica. j que o meu primo a
nao sabe fazer; poder elle, ou inimigo meu ein
sen nnme; fazer o que entender, porque en tenlm
bastantoconseiencia dos-iieos actos. _____
Precisa-se de una ama debons costnmes'
que saiba bem engommar e cozinbar; na ra do
Imperador a. 65,2* andar._________*__________
-Aaia-MHuKida a preta Rosa, donaco AQgi-
ca, de iilailc de 40 annos mais ou menos, alta, de
oltaos grande, com alguns tamos no rosto, e falta
denlos; quem a apprehcnder, queira leva-la a ra
0 muzeo de joias
Na ra do Cabug n. 4 compra-se ouro, prata
e pedras preciosas por preos mais vantajosos do
que em outra qualquer parte.
0(10 E PRATA
Compra-se moedas do ouro c prata e
bem como libras sterlinas, na ra do Ca-
bug n. 0, retomarla.
Compra-se una esclava que saiba cozinbar.
no Diario de sab- engommar bem e que tenha boa conducta : na
roa do Crespo n. ii.
Jornaes para embru-
lho.
Compramsc na fabrica vapor de cigarros : na
antiga ra do Quartel de Polica n. 21.
Lustre
Compra se um lustro de erystal para 18 velas-,
com lanternas : nesta typograplna.
Vende-se
nina escrava oriouta bem pela e eurpolenta, eo-
linna, lava, e teni principio de engommado, viuda
do Aracatj honteni no vapor Pirnpmna : a tratar
na ra do Vigario n. 14, 1 andar, escriptorio de
JOS l.opes IVivim
rTi
Vendc-se urna escrava de muito boa conducta,
com tallas as habilidades, pon enzinha, lava, cn-
gomma, raz labyrintho, rose, borda, ele., de 18
annos, ponco mais ou menos, sem vicios ncm
achaques de molestia, por i:3O0 ; a tratar cm
Santo Antonia, roa dos Expostus n. 20.
Meias elsticas (Je borracha.
As memores e excellentes meias alaste-
cas de borracha contra varizese erysipaUas.
Vendc-sc na
Pharmacia e drogara de
Bartholomen & C.
34rna lareadn Rosario- :i
VENDAS.
do Imperador
gratificado.
primeiro andar n. Ti, onde ser Pernambucana, no largo da Assembla n. 10.
0
JOIAS
GOMES DE MOTOS IRMftOS
tendo feito completa mudanza em seu antigo e
acreditado estabelecimento de joias, com o fim de
dr-lhe maiores proporpoes e elegancia, convidam
ao publico em geral e com especialidade as Exms.
Sras. de bom gosto a comparecerem pessoalmente
das 6 horas da manMa s 9 da noute na
RA DO CABUGA N. k
onde encontrarao um completo sortimento do que ha de mais elegante,
bello e precioso em brilhantes, esmeraldas, rubins e tudo que em obras
de-ouro, prata e platina se pode desejar.
ADEREQGS DE BRILHANTES, ESMERALDAS E RUBINS
j de novos gostos, assim como grande variedade de salvas e palitwros de
i prata contrastada e de gosto aiiida nao visjfl, e completo sortimento de
^^2 jj objectos de prata para uso das igrejas,
Compram e trocam qualquer joia ou pedra preciosa e garantem
a qualidade dos objectos vendidos.
m
C/3
(MIHKIML
Relacao das carias registradas xistentes na
admnistraf.ao do correio desta cidade,
psra os seguintes senhores abaixo decla-
clarados.
Andre Aveiino Pe reir e Silva, Alvaro Uchoa
Vieii a, Cosino Jos dos Santos Callado, Francisco
Antonio das Chagas, F. Laura Honicki, Francisco
Monteiro de Assis Pessoa, capitao Francisco do
Paula Correa de Araujo, Francisco dos Santos
Lomba, Jeronymo Hibeiro Rosado, juiz municipal
da 1" vara, D. Joaquina Marta do Sacramento, Ja-
(|tiim Eduardo Pina, Dr. Joaquim Jos dj Cam-
ilos CosUi Medeirus, Dr. Joaijuim |.\'e\vton de Car-
valho, Dr. Joao Antonio Alvos Jnnior, Dr. Jnao
Jos Fcrroira de Aguiar, Joo da Silva Karia &
Irmao, Joo Silvcrio de Souza, Dr. Jos Ayres do
Nascimcnln, Jos'; do Araujo Percira Cavalcante,
padre Jos Francisco Lopes Rraga, Mauoel I'crrei-
ra Ramos, Manoel Jos Miranda Soares, Manoel
Maria Rodrigues do iNascimento, Mauoel Ribeiro
A- Carvalbo, .Narciso Francisco Vidal,Dr. Olynipio
Marques da Silva, Pedro Cantista de Santa Rosa,
Dr. Tristo do Alencar Araripc, De. Clysios CorJ
rea de Castro (i).____________________________
TMMOGEIUL
Peia adnnislraco do correio dcsta cidade, ?c
faz publico, que em virtude da conven^o posta!
celebrada pelos governos brasileiro e franco/., s."ro
expedidas malas para a Europa no dia. 14 do cor-
rente, pelo vapor inglea La Plata.
As cartas serao registradas at 2 horas anie- da
que fr marcada para a sabida do vapor, e os jor-
naes al 3 lioras anles.
> Administracao do correio de Pernambuco, 12 do
i abril de lt9:
O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
. Os abaisos assignados previnem quem qner
que comprar em leilo ou em particular a ai ma-
co e utensilios da venda sita no pateo do Terco
o. 30, pcrlcncente aos Srs. Dt_& Irmo, que a
mesma armacao e uiensilios se acham obriados
ao pagamento das quantias de 30JO e 37 900 r*.
que os mesmos Srs. esto devwido aos annun-
ciantes, e para que nao baja duvida fazein o pre-
sente a ni mu ci.
Manoel Pedro de Noronha,
Henrique da Silva Maria.
gfgaMt,tcattnagatg jo {{weg&asagtgg&a
oiRcwcwBaR r aiSEaiwitisnwH
O advogado Dr. Manoel do Nascimcnto f
Machado Portella, tendo de deixar tempo-
Si rariamente o seu escriptorio de advoga-
91 cia, enea r re-mu de todos os seus negocios
i forenses ao bacharcl Adolpho l.amenha
Lins com quem se poderao entender os
seus clientes, no metalo escriptorio rna
do Imperador n. S^rf.* andar.
Noarmazem do Henrique d Aievedo
na da Gadeia n. 34, ha para vender vi-
nlios puros, das mareas seguintes:
EM ANCURETAS
Collares.
Alcobaca.
Bucellas.
KM CAIXAS ENGARRAFADO.
Alcobaca. '
Bastos.
Branco fino (de Torres Novas).
Bucellas.
Carcavellos.
Porto, branco e tinto.
Moscatel de Selubal.
^.V.GERMl^
^l^'^O^O
= Vende-seum cavallo para cabrioiet, grande
o bastante gordo : a tratar na pra;a da Indepen-
dencia n. 1 e 8.
Vergonleas de pinlio para mastaros, verga-
fe retrancas, todas de superior qualidade. Tintas-
Verde Pars, branco de zinco e preta, em latas dt
14-e 28 libras, j preparadas, oleo de linhacaen
barris : no armazem de deposito da companhif.
t:\s;\ ua C'apnujra
Vtonde-M nma casa terrea com grandes com-
sodos para familia, eozinba fra, grande quintal
cacimba, eli'is proprios,e muito perto da estacao
da via-ferrea : para tratar do preco, na ra do
Crespn. 19
PINTO PILMLMACETICO
Xarope 0L
DEPURATIVO DO SANGUE
!!
fl MUSEO DE MAS
**
DA
FABRICA NACIONAL DA BAHA
DE
TRIXEIM FRRDEMCO & C.
Acaba de chegar a este mercado urna porijlo
deste ptimo raoPuico que pode supprir a falta
do princeza de Lisboa por ser de agradavel perfu-
me, E' fabricado pelo systema do Areia Preta,
porm tem sobre este a vantage* de ser viajado,
o que para este artigo urna especialidade. Mas
pravas da Rahia, do Rio de Janeiro e outras do
imperio tem o Rap Popular sido asss acedhido,
e pretavelmente aqni tambem o ser, logo que
seja conhecido e apreciado. Acha-se veufla
por preco commodo, e para quem comprar de 60
libras para wma, far-se-ha um descont de 0/0,
e de 500 libras para cima o de 8 0/0 : no escrip-
torio de Joaquim Jos- Gongalves Heltrao, ra do
Commercio n. 17.
----------r---------,-------
Jjsado na molestias de pelle, impigens *tfi
res rkenmaticas c ulceras renercas.
toa larga do Rosario n. 10.
mulas,TNHo"
\IROPE
DE
JURUBEBA
PREPARADOS
PKLO
l'tlARMACEl'TICO
Joaquina l'Almelda Pinto.
As preparaces de Jurubeba, sao hoje
\anlajosamente coabecidas c preconsadas
pelos mais habis mdicos, tanto da Euro-
pa como do paiz, pela sua eiYieacia nos
casos de anemia, ehloroze, hydropesia,
obstrueco do abdomen, e tambem nos de
menstniaeodiTicil, catbarrona bexiga, etc.
Vendem-se em porgao c a retalho na ci-
dade do Recife, pharmacia do seu composi
tor, ra larga do Rosario n. 10, junto ao
quartel de polica.
Alegrai-vos myopes, prsbitas, ja po-
dis ver do longo, j podis ver de pi n
nao ha mais vistas cintas, nem caneadas.
F. J. Germann acaba de receber pelo
ultimo vapor um rico e variado eoilimwito
de oculos, lunetas, pin cene/., Bce--main,
lorgnons de ouro. prata, tartaruga, marflm.
ac, bfalo, ncar, unicornio e melchloi:
assim como binculos de una a tres mu-
danzas para theatio, campo e marinha da
rultma nvec3o; duquo/.as, \ienezas. de i;.
08 e l" vidns, ludo dos memores fabrican-
tes da Europa.
0 mesmo vaportroe-
xe urna e le ma-
china par;: gradi
observar o numero dos
vidros que -c i
confoi me a vista de
tpialquer pi ssoa.
i
lem exceilentt'> atolioscopos
tos de mathematica, Iwrojnetri vidros de
chrystal de rocha, e de cores | lar-
dar a vista ; coucerla todos os obj'ctos a
precos commodos e ota proraplido : lia
o mofo dos vidros e eaosrrega-se de toda a
eneommenda relativa a ptica.
Recebeu tambem os excedentes relogics
do antigo e afamado fabricante Bofiert G
& C, os quaes yenda apceos commodos
garantindo a sua superior qualidade.
VENDE-SE .
Por 600J5000 urna crioubnha de 9 annos, de muitc
boa moral e saude : na ra da Imperatriz, loj
n. 28. _______________________________
Sfibonete de a/catrdo.
DE
Antonio Nunes de Castro.
Este acreditado preparado, que to bo
acceitarjo tem merecido n'esta provincia
muito se recommenda para a cura cerU
das impigens, samas, caspas e todas as
molestias de pelle.
Deposito nico,
Pharmacia de Bartholomeu & C,
34ra larga do Rosario34.
4Jj.ii I Jos do >*er< fio
Vende-se superior queijo fresco do sertao
ra da Madre de Dos n. I
na
Rua do Quf.imado n, 49 loja de
miudezas de Jos de Aztvedo
Mata e Silva conhecido por Jo&e
Bigodinho.
Est queimando os objectos abaixo declarad.
pelo diminuto preco, a saber :
Frascos com agua do Colonia rerdadeia a 1.
Garrafas com agua Florida verdadeira, que H ga-
rante* 1?00.
Pentes para regaear cabello de meninas a 320 rs
Tbesouras muito" linas para imitas o costuras a
500 rs.
Tinteiros cheios de tinta muito pela a 80, 100, le*
e 400 rs.
Yaras de franja branca de knho para toaihas a
160 rs.
Caixas de phosphoros de segnranca a 20- ") e
160 rs.
XavaUas de cabo de marfim c que >u garante a
qualidade a if.
Librado laa para bordar a 74.
Pecas de lita branca elstica muitu superior a 2U>
e :i00 rs.
Novellos deliuba branca com iOO jardas a60 rs.
Resmas de pa|H!l de peso liso muito lino a 200.
Utajcom superior banlia a 200 e 400 rs.
Caixas om seis frascos decbe.ro mullo fuo a
o 800 r
Caixas com doze frascos, lazenda s boa a tK 'o
e2/o00.
Frascos com superior oleo lllocome a 300 r.-.
Calunjias de sabao transparente muito bomto e fi-
no a 240 rs.
Duzia de paos de pomada do fiemo, da nielhor
qualidade a 2)0 rs.
Pecas de liras bordadas muito linas a 500, 600 t
800 rs.
Ditas de babadinhos com dez varas a 600 rs.
Carriteis de linlia de todas as cres, pan aeafttl
a 20 re.
Garrafas com agua divina a lSt)0.
Frascos com superior macar penda a liSii rs.
Caixas de vidro com doze didaes, que s a ca i
vale dinheiro a 200 rs.
Ditas de madeira com alfinetes, o que ha lhor a 320 rs.
Grosas de botoes de louca, lisos e bordados a
160 rs.
Caixas redondas para rap emiltando tartaruga a
15300. ... ,
Pecas de fila para eos da mclhor qualidade a
500 re. .
Escovas para limpar dentes, fazenda qne s a vj?-
t'i a 240 rs.
Ditu* para limpar unlias de superior qu.-.Iidade i
500 rs._________________.
Vende-se um sitio margem da estrada de
Jaboatao, no lugar de Tygipi, com nina grande
casa de lijlo, e baixa de capim, com diversos ar-
voredos, e um cercado para animae3: quem pre-
tender dirija-se s Cinco Pontas n. 71, taberna.

Ama.
Aluga-se urna ama de leite, sondo escrava, para
criar qualquer enanca, na cidade ou mesmo nos
arrakaldes: quem precisar d.irija-^e a. roa daCa-
deia do Recife n. W,
Sais modernas
Elegantes e modernissiinas saias d la, acaba
- de A. M. Rolim & C, rua do
de receber a loja
Queimado n. 31.
De superior qualidade da mu accredita-
da fabrica de BUquit Duboucb A C, ero
cognac urna das que mais agurdente de
cognac-, fornecem para o consummo do
Reino da Inglaterra.
\ende-se em casa do TU. Just, rua do
comareroio n. 32.
XAROPE FEIROBAL
M
RABO DE TAT'
PLANTA DO BRAZ1L.
E' expectorante e recommendado nos
affeces do pcito, bronchite chronica bc-
moptise, e tosse ebrocka.
PREPARADO
-po*
Joaquim de Amcida Pinto
PII AJUMA CEUT1CO
Pernambuco rua laido ao
Rosario 11. 10-
Vede^Tumde Garaubuns mnito boi
I
*
.~-* .


6
Diario de Pernambuco Terca feira 13 Je Ainil de 1869.
1
1
a r
lusnon
Lindos fortes de cassade cor cora barr.e com figurino indicsndo o molde do vesti-
do'pelo baratissimo preco de 3/500 o corte
Ditos de porcalia muito modernos com duas safas a 50000 ris
Na loja das Columnas da ra do Crespo n. 13 de Antonio Correa de Vascon-
llosAC.
ALTAS NOVIDADES
LOJA DO PASSO
Ra do Crespo n. A, esquina da do
Grande liquidadlo de miudezas!
Affonso Moreira Temporal, querendo liquidar as miude/.as existentes em sua
loja ra do Queimado n. 55, resolveu annanciar as mesmas miudezas, para que o pu-
blico se certifique do diminuto preco porque as est vedendo, a saber:
Caixa com agulha franceza a
Caixas com 100 enveloppes a.
Pecas de babados e entre-meios
a 500, 600, 700, 800 e. .
Pecas de uta de coz com 10 va-
ras a ........
Linha de marca, caixa com 16
novedosa ......
Coques muito finos com rede,s
a rede val......
Frascos com santos muito finos
a.........
Latas com banha (familia), a
160 e........
Cartao com allinetes a .
Copo com opiata muito lino a
400 o.......
Cartas francezas a 200 e .
Djtas portnguezas a 120 e .
Caixa de linha do gaz branca 50
novellos a......
Frasco com tinta a 100 c .
Frascos com banha a 3O c. .
Frascos com agua de Colonia
Piver a........
Pcntes de travessa para cabello
de meninas, s a vista faz
fe, a........
La para bordar, libra. .
Novel I o de linha grande com
400 jardas, S a vista faz
f a........
Pares de liga de borracha para
pernas de senhora, muito
boas a .......
Franja branca para toalha vara
a.........
160
500
Resma de papel ahinco, muito
boa fazenda, com 83 cader-
nos a........
15000 Caxa cum papel amisade a .
: Jogo de vispra a.....
5001 Sapatinios, de la para meninos
a .........
Pecas de tranca e caracol a .
Sabonetes de todas as qualida-
des a 80, ICO e .
Frascos 'com oleo babosa a
400 o.......
Pinceis para barba a. .
Caz a......
Frascos com agua do Colonia a
320, 400 c......
Pon tes com costas d3 metal .
Carteira de marroquim a .
Pintes pretos para tirar piolhos
I Escovas para cabello a 400,
500 e.......
Garrafa com agua divina a. .
Grvalas de seda de cor a .
Ditas pretas a 400 Botoes de louca para camisas, a
Garrafa de tinta roxa a. .
Lencos brancos para mos
320| a'.........
6&800, Par de suspensorios para ho-
mens a.......
' Espelho de toucador a .
Frasco com churo muito fino
I a.........
Bandeja para copos a .
Meias croas para horaens, boa
fazendaa 3& 3>G00, 4 e. .
Abotoaduras para col letes a .
240
1500
1*200j
I
200
100
I
500
240
160
600
160
400
15000
60
60
200
25800
700
400
320
40
200
600
200
320
500
320
400
200
600
15500
320
500
160
800
240
200
2,5500
15000
400
45500
320
Impe:
PARA CASAMENTOS, BAILES, THEA-
TRPS, etc. etc.
Lindos cortes do blond, contendo setim,
mantas e grinaldas.
Requissimos cortes de sedas assira como
para covados.
Gurgurao branco. ^
Moireantique branco azul e verde.
Gros-de-naples brancos e de cores.
Setim branco macau.
Setim, branco, azul, verde, cor de rosa
e amarellos.
Fil de seda, branco e preto.
Cortes de seda com duas saias.
Chales de gurgurao de seda de cores.
Camisas bordadas para homens.
Saias bordadas para senhoras.
Camisas bordadas .
Fronlias de linho bordadas com primor.
Lencos de cambraia de linho bordados.
'i.
-mas colchas de damasco de seda,
a&jtm >mo de seda e algodo.
Diii de crochet para cama.
Chapeos de seda bordados, para sol,
Poil de clievre de lindas cores.
Alpacas de lindas cores.
Chaplinas de palha da Italia, assim
oemo de seda. *3
Enfeites para cabera de senhora.
Espartillios para senhoras.
Meias de laia para padre.
Ditas de la
Ditas de seda fio da Escossia e algodo.
para senhoras c meninas.
Lencos de labyrinlho.
Fronbas de labyrintho.
Ricos, rendas e grades.
Finissimas cambraias de cores, percales,
las, e outros muitos artigos de gosto e
de alta novidade, isto s
Na loja do Passo ra do Crespo n. 7 A, esquina da do imperador.
'/''-.'7^'-'-'*.'.'' y-'&:'^-'&:'"
4*4dt*M
di Part.
F]
fiwPOS
Pkarmctutico
Uuretd*
i
INJEGGAO VEGETAL
com MATICO
de GRIM1AULT.E G* puarmaceuticos em PARS
0 snecesso (Testa injeccao, preparada com as folhas do Matico do Psr, foi.iao rpido, qne
ella se tem tornada popular em todos os paizes do mundo, para a cura da gonorrha e das purn-
c6es de toda a natureza. E' o nico producto ueste geuero cuja eulrad na Russ tenha sido
authorizada pelo conselno medico de Sao Petersburgo.
Deposito em Pernambuco, em casa de MUsm* C\
As preparares ferruginosas liquidas tem desde
especial dos mdicos, porque ellas obrlo mais
muitos annos merecido a approvacio
rpido e seguramente do que as plalas, e
sao mais fcilmente toleradas pelos doentes. Os Pos ferro-manganicos possuem a inappre-
ciavel vantagem de poder offerecer n'um instante urna agua ferruginosa gazeosa, de gosto
agradavel, mais activa do que as aguas mineraes, e contendo de mais um elemento precioso,
o Manganese, que sempre se acha no sangue, junetamente com o ferro. Bmpregio-se em
todas as molestias que tem por causa o empobrecimento do sangue, assim como para vigorar
os temperamentos debis e lymphaticos. A chlorose, as Perlas naneas, dores d'estomago,
a irregulardade da menstruacao e amenorrha ou suppresslo do menstruo, cedem rpida-
mente a seu-emprego. Devemos mencionar aqu um faci notavel, isto que os doentes cura-
dos pela agua preparada com estes pos eslo muito menos expostos a recadas do que
aquelles que foro tratados pelas preparacSes ferruginosas ordinarias.
Deposito em Pernambuco, em casa de Miw O*.
TASSO IRMOS
Tem para vender era seus armazens, alin de ou-
tros, os seguintes artigos :
Papel para imprimir.
Perlina azul.
Grevc pautado e liso.
Viiilios em caixas de doze garrafas
Bourgogne.
Hery.
Midera.
Hermitage.
Chamblis.
Licor do curaco de Hollanda em caixas de vin-
te e quatro botijinhas
GESSO,
Nos armazens de Tassolrmaos.
Grades de ferro
para jardins, porteiras etc.
Nos armazens de Tasso limaos
lltllIMIO* DE FERRO
Para scrvicos de grandes armazens, para remo-
ver barricas ou caixes de um para outro, lado pelo
mdico preco do 42*000 cada um.
Farinha de trigo de Trieste
Das melhoras marcas Panonia (verdadeira) Fon-
tana e grande sortimento das meihores marcas de
farinttas americanas.
Saceos de farinha de trigo do
Chile
Todas novas, ehegadas ltimamente nee arma-
zens de Tasso lrmaos.
Cemento romano
Nos armazens de Tasso lrmaos.
Cement hydraulico 12$
O melhor para tudo que sao obras para agua, co-
mo assentamento de eanos de esgoto, algerozes, de-
posito, tanques d'agua, etc., etc.: em porco.es de
cincoento barricas se far reduccao no preco : no;-
arraazensde Tassolrmaos.
Cemento Portland
O verdadeiro cemento Portland en casa de Ta380
lrmaos.
Grades de ferro, cercas, por-
teiras,1 etc., etc.
De diferentes qualidaes para cerrados de ani-
maes, chiqueiros para galiuhasou jardins : nos ar-
mazens de Tasso lrmaos.
Barris com bren
Nos armazens de Tasso lrmaos.
CANOS DE BAKRO
21
TQSSES
CmRRHOS
m&mm
PASTILHAS PETORAES
E louro ge-rejo;
IRRITARES
DO PEITO
E' este o mais novo e delicioso confeito at agora conhecido. Por isto tem adquirido r-
pidamente a popularidad* de que goza. Os mdicos os mais distinctos o aconselhio contra
as tosses, defluxos, caiarrhos, tosses convulsas, eatarrhot epidmicos, irritacSes do yeito. Com
grande empenho o proeurao as mies de familia, assim para ellas como para as enancas, pois
primeiro que ludo inoffensivo, e as suas propriedades adocanles nao deixio nada a desejar.
Deposito em Pernambuco*em easa de Bkam O*.
VERDADEIRAS
^s^^^?^^^^^^^is^^^fajii5 ^ p|LULAS de BLANCARD
r\C M"I7T\TfTiC em todas as partes do mundo, empregam, com o maior xito,
Uo ItIJLI/ILiUOj o phosphato de ferro soluvel de Lbras, jiara curar a chlorosis
(cores paludas), as dftres do estomago, e a extaaustaco do sangue; com esta preparacao, dio.
ao corpo o vigor, e s carnes, a sua firmeza natural; facilitam o desenvolvimento to labo-
rioso da puberdade. Com effeito, ludo, n'este medicamento, se acha reunido para lhe
assegurar o maior crdito, pois que entram, na sua composioSo, os elementos dos ossos o
do sangue. 0 seu autor, M. LBRAS, doutor em sciencias, phannaceutico, professor de
chymica, inspector da Academia, foi, recntenteme, condecorado da ordem da Legilo do
Honra, digna recompensa dos seus importantes trabalkos. .
As seguintes apreciares dos mais celebres mdicos ainda yem corroborar e justificar
todos estes ttulos confianca publica :
c Precisa classificar o phosphato de ferro soluvel entre os ferruginosos que melhor
convem aos doentes cojos orgies digestivos snpportam mal as preparaces de ierro.
S0UBE1RAN, professor na Escola de medicina e dt pharmacia.
t 0 phosphato de ferro soluvel em quanto a mim, a melhor das preparaces ferrugi-
t nosas, e o seu emprego di os mais premptos e seguros resultados.
ARAN, medico do hospital Sainte-Eugnie.
A forma liquida do phosphato de ferro soldvel d-lhe urna mmensa vantagem sobro
c as pillas; eu considero este medicamento como mu superior s preparaces iodadas.
ARNAL, medico de S. M.o Imperador.
t Entro todos os ferruginosos, nlo conhecemos um s que obre lio prompla e eficazmente
t como o phosphato de ferro soluvel, e isso, sem cansar o estomago.
BLLOC, BAUME, B1G0T, FOLLET e PRVOST, mdicos dos hospitaes.
i Os effeilM da preparacao de phosphato de ferro soluvel me parecem ser mu seguros
e promptos.
Entre todas as preparaces ferruginosas, o phosphato de ferro soluvel foi a que sempre
me deo os melhores e mais satisfactorios resultados. GUIBOUT, medico dos hospitaes.
vantagem de evitar a consiipaclo o
. D' FAVROT.
Deposito em Pernambuco, em casa de Maurer O*.
CON lODURETO DO FIRMO INALTtRAVEL
'APPROVADAS PELA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARS, ETC.
~ Postulado as propriedades do ledo et do forr*. convem especialmente as Amccols
escrofulosas, a Tsica no prin-,ipio,a (raqueta d* temperamento o tambem nos casos do
Falta de cdn, amknorrhea, em que precisa reagir sobri o sangue seja para restituir
lhe a sua riqueza o abundencia normaos, ou para provocar o regular o sea curso peridico.
H. B. O iedorat* d ferro imparo alterada t id medicamenta infiel,
Irritante. Como prora de pama da anlhencidade daa wtmmtirmm ri-
lulaa 4 Blancmr*, dere-se exigir nosso aella 4e rala reaalUa
nosso Onna, aqui reprodaiida, qne m acha na parta inferior 4a ojb
ratnla verde. Dero-M deiconfiar daj (liiflcacoi.
Aettam-af em todaa aa ahararrlaa. Pharmaceutico, ru Bmgpart; 40,
OLEO DE HOGG
DD
Figados frescos de bacaHio
Para cura certa de phtisica, affeccSes escrofu-
losas, tosse chronica, fraqueza dos memhros e de-
bilidade eral, recommenda-se a excellencia deste
oleo ainda por ser agradavel no paladar.
VENDE-SE
e 0 phosphato de ferro soluvel tem, sobretudo,
convir aos temperamentos delicados.
NA
drogara
34
Pharuiacla e
M
BARTHOLOMEU& C.
Ra larga do Rosario = 34
[rife LERAS DOFTOR EM SdENCIAS.
[ INSPECTOR OA ACADEMIA DE PARIZ ttc
Debaixo da forma d'um liquido sem sabor,
anlogo a urna agua mineral, este medica-
mento rune os elementos que eonstiluem
os ossos e o sangue. E' o mais racional dos
ferruginosos; por esta razio o adoptrao
os mais eminentes mdicos do mundo in-
teiro. Convem muito s meninas de temperamento delicado, cojo desenvolvimento Urdi,
as senhoras que padecem (Testas dores d'eslomago intoleraveis, a usadas pela chlorose,
anemia, menstruaclo ou leucorrha, s criancas d'uma compleicio paluda e delicada, e a
todas as pessoas qne tem o sangue empobrecido pelas doencas. Efficacia, rapidez d'accao,
cura perfeila, sem conslipacio de ventre nem ac^o sobre os dentes, taes sao as razos que
imperio para que os senhores mdicos o prescrevio aos seus doentes.
Deposito em Pernambuco, em casa de Maurer o*.
^^^^^^jv^:^:^.^:^;^c^J^^^^^^:^-:^:^J^^'
CAPSULAS MOLES
DE
ALCATRAO
Remedio por excellencia para cura rpi-
da e completa das coqueluches, bronchites,
catarrhos, tosses convuislvas, escarros san-
guinos, e outras molestias do peito.
VEWDE-SE
PHARMACIA "'E DROGARA
DB
Bartholomeu & C.
34RA LARGA DO ROSARIO34
AO BAZAR DA MODA
Ra Nova n. 50, esquina da ra de S. Amaro.
NOVIDADES
Para senhoras.
COQUES da ultima moda, enfeitados e lisos, gran-
de snrti'nonto.
CHAPLINAS de palha da Italia, guarnecidas com
delicados e elegantes enfeites brancos e de cores
CHAPEUSINHOS e gorras de velludo e de peanas
(alta novidada !) de palha da Italia, a emtiacao,
especial sortimento.
CINTOS de cores e pretos, rico sortimemo a ulti-
ma moda.
CAMISAS bordadas por commodos precos.
LBNCOS bordados e cora letras, novidade nestB
genero
LEQUES a emitaco de marilm, gosto novo e de
sndalo.
Sul,,AS e Punnosa emitaco de guipare.
EN t lites pretos e de cores oara. cabeca, Irados
moldes,, r
GUARNICAO alu novidade I a Marie Rose, ulli-
mamente usada em Paris.
CORPINHOS de guipare brancos e pretos lindos
modelos. r
BORNOUS de la e seda, cores
moda em Paris.
GRINALDAS de flores finas.
ESPARTILHOS superiores.
MEIAS supe iores de fio de Escocia
LUVAS de pelica ehegadas pelo ultimo vaoor
ADERECOS de coral verdadeiro e eamalfoi
delicado. '
DE PALHA
GUARNICOES pira vestidos.
TRANCAS para enfeites de coques.
BOTOES lisos e com pingentes para vestidos.
CINTOS alta novidade.
claras, elegante
camafeo, goslo
FLORES finas, grande sortimento.
GRINALDAS de ditas para coques.
LACOS, fivelas, penach js para enfeites.
Para homens.
de li-
CAMISAS com peitos, colarinhos e punhos
nho fino, lisos e bordados, i moda,
COLARINHOS de linho e algodao.
PUNHOS de ditos.
GRAVATAS de todas as qualidades.
BOTES para punhos e guarnieres para coletos.
CORRENTBS de plaqu a emitaco do ouro, lin-
do gosto.
CHAPEOS de pello de seda, forma a Rotchil, qua-
lidade superior. -
aiAPEOS de seda, para sol.
MEIAS de superior qualidade.
BENGALINHAS finase chicotes.
LUNETAS aro de apo e tarturaga.
Para erlaneas.
VESTUARIOS completos para baptisados.
SAPATINHOS de merino e setim enfeitades.
MEIAS de seda e fio de Escocia.
CHAPEUSINHOS de palha da Italia.
TOUCAS de fil e setim enfeitadas e de chroch.
BUNECAS vestidas, muito bonitas e diversos
brinquedos.
Perfumarlas fluas.
AGUA FLORIDA verdadeira de Murray ft Lan-
man New-York.
TNICO oriental, verdadeiro.
AGUA DIVINA de E. Coudray e superior agua e
esseneia de Colonia.
ESTRATOS e essencias finas e de agradaveis are-
mas para o lenco.
VINAGRES aromatico'para toilet.
POS E ARROZ para amaciar a pelle ; em pac tes e ricas caixinbas com arminho.
POS superior para limpar os dentes.
COSMETIQUES de fina qualidade.
SABONETES, grande sortimento deste genero e
de superior qualidade.
LEOS de philocome, babosa e antiques.
BANHA fina para os cabellos.
AGUA de flores de laranja.
CREME de' sabao para barba.
Caixas preparadas com perfumaras finas.
Miudezas finas.
SUPERIORES fitas de grosdenaptes de todas as
cores e larguras de veludo preto e de cures,vo
gurgurao para cintos.
BABADINHOS e ntremelos bordados.
GUARNICES de seda de cores para enfeites de
vestidos.
TRANCAS pretas com vidrilhos e pingentes.
BOTOES de cores, brancos e pretos com vidrilhos
usos e com pingentes.
DEDAES de madi aperla, de marfira, de co e
metal.
THESOURAS finas para costura e unhas.
CAIVETES finos com quatro folbas. E muito*
outros artigos de miudezas que se torna, enfe-
donho menciona-los.
LOJA
DO
GALLO VIGILANTE
Rna do Crespo n. 9
Os proprietarios deste bera conhecido eslabele-
cimento, alera dos muitos objectos que tinliain ex-
postos a apreciacao do respeitavel publico, man-
daran vir e acaoam de receber pelo ultimo vapor
da Europa um completo e variado sortimento de
linas c mui delicadas especialidades, as quaes es-
tao resolvidos a vender, como de seu costume,
S9r precos rauito baranhos e comraodos para to-
as, com tanto que o Gallo....
Muito superiores luvas de pellica, pretas, bran-
cas e de mui lindas cures.
Mui boas e bonitas golliiihas e punhos para se-
nhora, ueste genero o crac lia de mais moderno.
Superiores pentes de tartaruga para coques.
Lindos e riquissimos enfeites para cabecas das
Exmas. senhoras.
Superiores trancas pretas e de cores com vidri-
lhos e sem ellcs; esta fazenda o que pode havor
de melhor e mais bonito.
Superiores e bonitos leques de madreperola,
marfim, sndalo e osso, sendo aquelles brancos
com lindos desenhos, e estes pretos.
Muito superiores meias fio de Escossia para se-
nhoras, as quaes sempre se venderam por 3O3000
a duzia, entretanto que nos as vendemos por 20,
alni destas, temos tambem grande sortimento de
outras**qualidades, entre as quaes algumas muito
finas.
Boas bengalas de superior canna da India e-f-
castao de niarlim com lindas e encantadoras figu
ras do mcsino, neste genero e o pode desejar ; alm destas temos tambem grande
quanlidade de outras qualidades, como sejam,ma-
deira, baleia, osso, borracha, etc. etc. etc.
Finos, bonitos e airosos chicofinhos de cadeia e
de outras qualidades.
Lindas e superiores ligas de seda e borracha
para sefura' as meias.
Boas meias de seda para shhora e para meni
as de 1 a 12 annos de idade.
Navalhas cabo de marfim e tartaruga para fazer
barba; sao muito boas, e de. mais a mais sao ga-
rantidas pelo fabricante, e nos por nossa vez tam-
bem asseguramos sua qualidade e delicadeza.
Lindas e bellas capellas para noiva.
Superiores agulhas para machina e para croxe.
Linha muito boa de peso, frouxa, para encher
labvrintho.
Bons baralhos de cartas para voltarete, assim
como os tontos para o mesmo flm.
Grande e vanado sortimento das melhores per-
fumarias e dos melhores e mais conhecilos per-
fumistas.
COLARES DE ROER.
Elctricos magnticos contra as convulsdes, e
facilitam a dentico das innocentes crianzas. So-
mos desde muito recebedores dcstes prodigiosos
collares, o continuamos a recebe-los por todos os
vapores, afira de que nunca faltm no mercado,
como jSBem acontecido, assim pois podero aquel-
les que delles precisarem, vir ao deposito do gallo
vigilante, aonde sempre encontraro destes verda-
deros collares, e os quaes attendendo-se ao flm
para que sao applicados, se venderao com um mui
diminuto mero.
Rogamos, pois, avista dos objectos que dentamos
declarados, aos nossos freguezes e amigos a virem
comprar por presos muito razoaveis loja do gallo
vigilante, ra do Crespo n. 7.
Na ra Nova de Santa Rita, na antiga fabrica de
sabo, apara vender por preco i) mais mdico
possivri, canos francezes para edificaeoes e esgo-
tos de toda a qualidade, suuen'ores a todos os que
aqui tem apparecido )ela sua solidez.
PRECOS.
1*400 por cano grande de 3 e meia pollcgadas.
1 200 por dito de 2 e tres quartos de dita.
1 (H'H) por dito de 2 e um quarto de dita.
500 ris por pistoleta de 2 pollegadas.
Cotovellos, curvas e canos de maior grossura, a
vista se far o. preco. Compras maiores de 20,3!
tem 5 por cento de descont por prompto paga-
mento. Pdc-se ver as amostras noa armazens
de Tasso Irmos.
Tijolos francezes
Para ladrilliar casas terreas com asselo e precos
mdicos, muito convenientes c proprios para ladri-
llas de cosinhas em sobrados, pelo seu asseio e
evitar a passagem de aguas para o andar inferior
e mesmo o perigo de fogo, aos precos de 30000 a
'i5000 o milheiro : na ra Nova de Santa Rita, na
antiga fabrica de sabao, c compras maiores de 20
se far 5 por cento de descont por prompto paga-
mento. Podcm-se ver as amostras nos armazens
de Tasso lrmaos.
Velas de esparmaecte verdadeiras para lan-
ternas de carros: noarmazem de Tasso lrmaos.
Vinlfo do Porto fino superior: no armazcm
do Tassolrmaos.
O melhor cognac Gauthier Freres: no arma-
zem de Tasso lrmaos.
Esteiras da India
Em easa de Tasso lrmaos vende-se esteiras da
India de diversos padroes e larguras, por prefo
commodo.
Macarthy
Machinas de descaroear algodo.
Hoje que est reconhecido que as machinas de
serrote prejudicam e quebrara a fibra do algodao,
preciso recorrer a machinismo menos spero,
que produzindo o mesmo servico que aquellas, e
fac i I idade no trabad io. nao quebrem a fibra da la,
para que essa possa obler-uos mercados europeos;
a diflerenca que ha entre o algodao descarocailo
por aquellas mencionadas machinas, que esta o li-
cando em deuzo, pelo prejuizo que tem causado,
e o da antiga bolandeira, que nao pode competir
pela morosidade de seu trabalho. E' assim que
estas machinas se tornara as mais proprias para o
nosso algodo, porque ao par da fcil idade e
promntidao conserva a fibra da la, que hmpa por
ella, qualificada na Europa a par da melhor bo-
laudeira, valendo assim entre 10 arrobas 20 0/0
mais do que a la liinpa pela machina de serrote.
Estas machinas nao sao novas, pois que ha muito
esto adoptadas no Egypto, aonde as de serrote
foram inteiramente abandonadas, e por isso o algo
do daquella procedencia, sendo da qualidade do
da nossa provincia, obtem hoje de 10 arrobas 20
0/0 mais do que o nosso : vendem-se a 150^000
nos armazens de Tasso Irmos.
Oleo de amendoas
Em caixas de 8 latas, cada caixa 100 libras
nos armazens de Tasso.Irmos. \
A NOVA ESPERABA
Ry* do Queimado = 21
t para presentes
A Nova Esperanza, ra do Queimado
a. 21 tem um variado sortimento de objec-
tos de gosto e phantasia proprios para pre-
sentes, sobresaliindo entre elles ricas caixi-
nhas de bano com finas perfumaras, cos-
turaros de chagrn, agulheiros de madre
perola : assim, pois, quem quizer fazer um
linda offerla, dirigir-se Nova Esperanza,
ra do Queimado n. 21.
(/ollares anodinos ellectro-magnett
eos contra as convulctes das
creangas.
No resta a menor duvida, de que muito
collares se veudem por alii intitulados o
verdadilW de Royer, e eis porqae muito
pais de familias nao creem (comprndoos)
no effeito promeltido, o que 6 pdem dar,
os verdadeiros ; a Nova Esperanca, porm
que detesta a falsificado principalmente no
que respeita ao bem estar da humanidade,
fez urna eneomnenda directa destes collares
e garante aos pais de familia, gae sSo o*
verdadeiros de Royer, que a (antas cran-
las tem salvado do terrivel intommodo de
convulcoes, assim pois preciso, que ve-
nham a Nova Esperaba a ra do Queimado
n. 21 comprarem o saWa vida, para seu
ilhinhos, anlcs que-estes sejam aeommetti-
dos do terrivel mal, cnaando entlo ser di-
fcil alcantjar-se o effeito desejado, embora
sejam empregados os verdadeiros eeliare
de Royer.
Para extinguir as sardas e
panno
Receben a Nova Esperance, ra do
Queimado n. 21, leite de rosas, especia)
para extinguir sardas e pannos.
BONECA DE CERA
A N(ws Esperance a ra do Queimado n.
21, acabi de receber um completo sorti-
mento de finas boneeas de cera de diver-
sos tamanbos, sendo as maiores do com-
primento d'um covado; estas nonecas tra-
em bonitos coques ebotinas, bavendo en-
tre ellas algumas que fallam e outras que
cltoram de sorte que facilmente podem ser
preparadas, e fazer-se amtpresente de muita
acceitaco.
Finas caixas de tartaruga para rap ven-
dem-se a ra do Queimado n. 21 na loja
da NovaEsperanca.
Modernos brincos de sndalo, s se en-
contraro na Nova Esperanza a ra do
Queimado n. 21.
MEIAS DE LAA
A Nova Esperanca a raa do Queimado n.
21, acaba de receber um especial sortimen-
to- de meias de la para homem e senhora.
CONTRA AS CONGESTOES
mal terrivel a congeslo fulminante:
de repente leva um indlvido, d'esta par
milhor vida, sem dar-lhe tempo de receber
conversa medica; deixando as mais das
veses mulher e fillios no mais amargurado
pranto ; a Nova Esperanza que deseja pres-
tar servicos reeorreu a Vejer, o qual% lhe
mandou anneis elctricos magnticos, como
o nico preservativo para semelhairte mal i
elles antes que se acabem: na Nova Espe-
ranca*
NAVALHAS
A Nova Esperanca a ra do Queimado
n. 21 recebeu um sortimento de navalhas,
de qualidades, e tamanhos especiaes assim
como afiadores e massas para as mesmas.
Tudo se vendo por presos bastante commodos.
Capsulas de Raquim
Os bons effeitos destas capsulas par* 'azer ce8"
sar os gonorrheas acham-se comprovadas pelas
experiencias de muitos tumos.
Os mdicos de todos os paizes as rocommendam
pela sua effleacja,
m VENDE-SE
Pharmacia e drogara
BARTHOLOMEU & C.
Ru34a larga do Rosario
Charutos da Havana.
Excellentes charutos da Havana c por baratissi-
mo preco : em casa de Tasso lrmaos, ra do
Amorim n. 35.
KIYAL sem segundo
Ra do Queimado n. 49, loja de miudezas de
Jos do Azevedo Maia e Silva, tem para vender os
artigos abaixo declarados, tudo bom e baratissi-
mo, que sao para acabar.
Duzia de sabonetes muito finos a 700 rs.
Pares desapatos de tapete para homem a 15280.
Ditos de tranca para creanca a 1 -3.
Tramoia do Porto, bordada, a melhor a 200 rs.
Bita do Porto liza, da melhor qualidade a 100, 120,
160 e 200 rs.
Resma de papel almaco, lizo superior a 32O0.
Dita de papel almaco pautado a 4.
Livro de missoes abreviadas a 2.
Cartilhas com toda a doutrina e militas resas a
320 rs.
Silabariosportuguezes Qpm estampas a 320 rs.
Baralhos francezes rauito finos a 200 e 240 rs.
Sabio inglfiz superior qualidade a 500 e 13.
Grvalas pretas e de cores muito Anas a 500 rs.
Duzia de meias para senhora, fazenda lira a 43.
Redes pretas lisas para segurar cabello a 320 rs.
Varas de transa de seda de todas as cores a 600 rs.
Pares de brincos dourados com maozinha e po-
dras a 320 rs.
Cartoes com corchetes de duas ordens e sao de la-
to a 20 rs.
Abotuaduras de vidro para colete muito unas a
120, 240 e 400 rs. icrt
Pares de botoes dourados pan punhos a iwrs.
Caixas de pennas de ac muitc Anas a 240, 380 e
Cartes com duientas jardas de Iraha do fabri-
cante Alexandre a 100 rs.
Caixas de pennas de ac, a verdadeira penna a
13200.
Carriteis de linha Alexandre ns. 70,80, 100 at
200 a 100 rs.
Caixas com superiores obreias de massa a 40 rs.
Carriteiapom duas oitavas de retroi preto a 500 rs
Duzias de agulhas para machinas a 23-
Libras de pregos franceies de todos os tamanhos
a240rs,
Livrosescripturadog para rol de roupa a 120 rs.
Caixas com papel amisade mu.to fino a 700 rs.
Caixas com cem envelopes da melhor qualidade a
wo rs.
Talheres pan meninos muito bol tonda a
240 rs
pan meninos muito boa fazenda
Cemento de Portland.
Vende-so no armazem de Vicente Ferreira
[Costa & fIdo, na ra da Madre da Dos n. 22,
I birria grande.
Vendem Augusto
Commercio, n. 42.
F. de Oliveira 4 C. ra di
Para familias
Grande Bazar, rua \ova ns. O e
de Carnelro i Li una A c.
Acaba de chegar a este esaheJecimento.
grande porco de machinas para costuras do
autor Wheeier Wilson, approvadas na ulti-
ma exposic3o de Paris, as quaes cozem com
dous pospontos toda a costura, e tem a
vantagem de ser tao. suave o movimento,
que qualquer crianza de oito annos fcil-
mente trabalha, e pode, com este enlrete-
nimento, levar vantagem ao servico diario
de trinta costureiras. A comprehenso
simples, pois em um quarto de hora se ti-
ca senhor do movimento da machina, ten-
do a mesma a propriedade de fazer as se-
guintes costuras: pospontar, abainhar,
franzir, marcar e bordar, como apresentam
os desenhos que acompanham-oas. Os pro-
prietarios do estabelecimento se encarre-
gnm de mandar ensinar n'esta cidade, e
garantem entregar o importe dispendido ao
comprador, no caso de nao trabalhar com
perfeicSo a machina vendida, n3o tendo,
porm, soffrido ella alguma avaria. Ha tam-
bem no mesmo estabelecimento machinas
do autor Grower A Baker, de trabalho sim-
plesmente mSo, e outras com movimento
dos ps; e mxime todos os pertences das
mesmas machinas, para vender avulso.
Tintura japonesa
Instantnea para Ungir os cabellos e a
barba, a 1,5000 o frasco.
E' a nica approvada e recommendada
por ter sido reconhecida suprior a toda
as tinturas d'este genero.
venda em casa de Gustavo Herveliu n.
51. rua da Cadeia n. 51.
GAZ GAZ GAZ
Chegon ao antigo deposito de Henry Forster 4
C, rua do Imperador, um carregamento de gaz
de primeira qualidade; o qual se vendo em partidas
e a retalho por menos preco do que em outra qual-
quer parte.
FUNDICAO DO BOWMAN
Raa do Bruna n.
Machinas de vapor.
Rodas d'agoa.
Moendas de canna.
Taixos de ferro, batido fundido.
Rodas dentadas, paia moer com agoa.
vapor e animaes.
Alambiques de ferro.
Formas para purgar assucar.
E outros muitos objectos, etc. etc., pro*
prios.para i agricultura.
Cal de Lisboa
Vende-se cal de Lisboa chegada ha poucos das:
a tratar na rua da Cruz n. 27,1 andar, escripto-
rio da Raaos 4 Tporai
v-t
'
-
-i

r




Diario
de Pernambuco Terqa feira 13 de Abril de 1869.
GRANDE LIUMCO
A DINHEIRO Ni LOJA E ARNIAZEM
DO
30aoa oa nKn?aiaawaii3ca 8(>
Flix Pereira da Silva, successor de Gama
& Silva
O proprietario d'este estabelecimento convida ao respeitevel publico desU ca-
pital a vir surtir-se no grande estabelecimento que tem defazendas, tanto da moda como
de tei, e as pessoas que negociarnMgB pequea escalla, tanto da pra<;a como do tnatto-
oeSta casa poderao fazer os seus sortimentos em pequeas e grandes porooes, venQen-
amas familias, poderlo mandar bascar as amostras de todas as fazcndas, ou mandare-
mos lavar em suas,casas pelos nossos caixeiros, para o que acha-se este estabelecimen-
to aberto constantemente desde s boras da auhaa s 9 da noute.
O atoalliado do Pavo. AS CABBRAIAS DO PAVO
Vente-se superior atoamado te algodao Vendem-scfinissimas pecas de cambratas
com 8 qsalmos "de largura, adamascado a
$3200 a vara; dito de linho fazenda muito
superior a 30208 a vara ; guardanapos de
Unho-adamascades a 45500 a duzia e muito
finos a 8(3000, e ditos econmicos a 3#500
a ,duzia.
Fastes para vestido fcrancos
a40.
Vendem-se os mais modernos ftwtes bran-
cosflexiveis oin padwesde Hrtas e de
salpicos propries para vestidos e roupas de
menino a 610 rs. o covado, na loja e arma-
tem do Pavo ra da ImperatriKi. 60, de
Flix Pereira da Silva.
rosdesaples
Chegou para a loja do Pavo peto ultimo
varpor um grande sortimento dos melhores
gvosdenaples pretos e de cores, tendo verde
tambem, que se venden mais 'barato que
on outra ualquer parte.
MBADINHOS
Vendem-se finissimos babadinbes, tiras
bordadas e entremeios, mais barates do troe
em outra qualquer parte, assim con espar-
tamos dos mais modernos, no arntazem de
Falix Pereira da Silva, ra da In^eratriz
a. 60.
ALTA N0Y1DADE
A LOJA DO PAVAO
Gurguro de seda
Chegaram pelo ultimo vapor os mais bo-
nitos gurgures de seda, proprios para ves-
tidos, sendo lisos c lavradinhos, com muito
lustro, garantindo-se que a fazenda mais
Jnda e de mais phantasia que este anno 4em
ebegado a este mercado, e vende-se por
preco muito razoavel, na ra da Imperatriz
n. 60, de Flix Penetra da Silva.
lisas transparentes tanto inglezas comosuts-
sas tendo mais de vara de largura, pelos
precos de 50000 at 100000 a peca, assim
-oamo finissimos organdys branco Uso que
serve para vestidos de bailes, por ser muito
(transparente a 10000, a vara, na bjja do
Pavao ra da Imperatriz n. 60, de Fdix Pe-
reira da -Sika.
Alpacas torradas
Chegaram pelo ultimo vapor as mais mo-
dernas alpacas lavradas com as mais lindas
ores, que se venden a 10000, o covado,
ditas lisas tendo tambem cor de canna a
800 rs, dras mescladas muito tinas a 1:200,
o covado, e outras multas fazendas de gosto
e moda que se .venden mais barato do
que em oatra qualquer parte, no armazem
do Pava, ra da Imperatriz n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
Ronpas para hornean
Vendem-se superiores palitts de panno
eobrecasacos forrados de alpaca e de seda,
camisas inglezas e francezas com os peitos
de esgue, ceroulas francezas de linho e al-
godao, meias cruas inglezas superiores, ca-
misas de flanella e de meia de la, assim
temo neste estabelecimento existe um grande
sortimento depannos pretos, e de casemiras
inglezas de cores, e que se manda fazer
qaalquer obra a contento dos Srs. fregu*--
zes, e promette-se-lhes que serio servidos
coc a maior promptidso e muito mais ba-
rato do que em outra qualquer parte
na ra da Imperatriz n. 60,de FeKx Perei-
ra da Silva.
Cortinados
Paca camas e janellas.
Vesde-se um grande sortimento dos me-
lhores e maiores cortinados bordados pro-
ROUPAS FEITAS
Na loia do Leo da porta larga
J DE
PAREDES PORTO.
Ra da Imperatriz n. 52, junto aloja deourives.
N'este estabelecimento se encontrar ra da Imperatriz n. 52, loja do Paredes
sempre um cempleto sortimento de roupas Porto.
feitas de todas as qualidades. Como se- Neste estabelecimento encontrar o respei-
iam: paletots de alpaca, de merino, de tavel publico um completo sortimento de
casemira, bombains de panno preto, fra- azendas e roupas que, se vende pelos pre-
qaes e sobrecasacos de brins de cores e eos seguintes:
pardos i FaMENDAS BRANCAS,
CAMISAS E SIROLAS. Madapoiio de diversas qualidades e pre-
Encontrar sempre o respeitavel publico eos coromedos, carabraia de 30500 4H500
um bonito sortimento de todos os nmeros, e 50, ditas victorias de 50500 a 120, pecas
MEIAS CRUAS. de cassa iiza o mais fino que ha no merca-
Sortknento de todas as cualidades, de do a 80, 100, 120. com 12 varas, e vara
30 a 5$, assim como tambem sortimento de largura
de lencos de linho brancos e com barras
de cor, chinezes, bonitas gravatas pretas e
de cores. Ra da Imperatriz b. 52, por-
ta larga.
PARA ACABAR.
Urna grande porgo de calcas ordinarias
para trabalhe a 640 e 000 rs. cada um par,
pechincha na loja do Leo junto a loja de
otarives.
GRANDE PECHINCHA,
Cassas he cores a 160 rs. o covado, na
160 RES O COVADO
Chita prela pelo barato preco 'do 160 o
covado na ra da Imperatriz n. 32 na loja
que tem um Leo pintado.
PANNO BE LINHO
Paredes Porto recebeu um sertimento da
pannos de linho, com 27 varas a peca e
170000 e 180000, na ra da Imperatriz n.
52,junto a loja de ourives de porta larga.de ^^^
Paredes I!jj^M DE UNH0 Vara de bramante de ttnho superior e
Vende-ee lencesbrancos'de linho a 30, tem 10 patatos de largo
a duzia para acabar na loja de Paredes Por- CALCAS fc LUL*
to. Ra fia Imperatriz n 52 loja da porta Tem sempre no mesmo sentido m sor-
tlarga que tem um Lelo pintado, de Paredes tmenlo completo a preco commodo.
Porto
' No armazem do Leo, ra da Imperatriz n. e 52, junto a loja de ounves.
SEDAS DE LIS TRAS,
fteoebeu-se um bonito sortimento d'esta
faaenda que se vende a 20500 o covado.
CHITAS.
"Vende-se chitas escuras a 280, 300, -e
320 rs. o covado.
GUARDANAPOS
Vende-se esta fazenda de linho, faaada
tosa a 40000e 50000 a duzia.
MEIAS PARA HOMEM
Sortimento de meias inglezas para ho-
snem a 408O 50800 e6800 fazenda boa.
THOALHAS
Sortimento de toalhas de pelucia 110
a duzia.
LEKCOS RflANGOS a 20200
Para acabar lencos de algodo a 20200
CAMBRAIA BRANCA ^500. 0 ara janellas ^ se ven_
Vende-se pecas de cambrata ^}^ i^fnm0r6rlc:i6a1vir ^^$300 rs,
transparente, com 8e meia varas pelo ba-
rato preco de 30500, ditas muito finas tante
apadas com o transparentes 40500, 50000,
6500, 70000 e 80000, assim como organ-
d muito fino tanto lizo, como de listas e
quadros na leja e armazem do Pavo ra
da Jmperatris n. 60 de Flix Pereira da
Silva.
ALPACAS LAVRADAS 'PARA LUCTO.
Vende-se na toja do Pavo, as mais mo-
dernas alpacas lavradas para ludo, sendo
muitolargasepelo barato preco de 800 rs. o
lovado, so- na loja e armazem do Pavo, ra
da Imperatriz n. 60 de Flix Pereira da
Silva.
Cassas iagiezas a 44<> rs o metro
Vende-se urna grande porco de bonitas
:assas inglezas tanto graudascomo miudi-
ahas e de cores fixaspelo barato preco de
i40 rs. oraetro,garcntindo-se que 7 metros,
io um vestido para qualquer Sra. s na
:oja do Pavo ra da Imperatriz n. 60 de
Flix Pereira da Silva.
Barpges a 400 rs.
S na loja do Pavo
S veudem as mais bonitas bareges transparen-
tes, proprias para vestidos com listrinlias a imita-
io de lisras de seda, e vendem-se pelo barato
>recp de um cruzado cada um covado, unicamen-
.0 aa loja e armazem do Pavao, ra da Impera-
;riz n. 60, de Flix Pereira da Silva.
COLCHAS PARA CAMA A 50000.
Vendem-se colchas de fusto adamasca-
las para cama, pelo barato preco de 50,
mam pechincha, na loja e armazem do
Pavo, ra da Imperatriz n. GO, de Flix
Pereira da Silva.
COBERTOBES INOLEZF.S A 40, 40500 E 50.
Vendem-se os verdadeiros cobertores
inglezes, de pura la, pelo barato preco
de 40, 40500 e 50, assim como colchas de
i'usto de cores, pelo barato preco de 30, na
loja e armazem do Pavo. ra da Impera-
triz n. 60. De Flix Pereira da Silva.
Madapolo enfestado a 8$500
Vende-se superior madapolo enfestado,
-indo muito encorpado, para carnizas, e
tendo cada peca 24 jardas, pelo baratissi-
ino preco de 80500, na loja e armazem do
Pavo, ra da Imperatriz ji. 00. De Flix
Pereira da Silva.
CHAPENAS
ULTIMA MODA
Chegaram para a loja do Pavo as mais
ticas e mais modernas cliapelinas rica-
mente enfeitadas, com enfeites e fitas de
setim e de todas as crese com ricos bicos
Je blond e as mais lindas e finas flores,
isto na ra da faaperatm n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
Cretone para lenqes com 10
palmos de largura a 2$,
Acaba de chegar esta nova e excellente
fazenda branca propria para lences de um
s panno, garantindo-se que um metro e
urna quarta ou um metro e meto d um
excellente lcncol de um s panno, assim
como esta boa fazenda tambem muito
propria para toalhas de meza, rosto etc. e
outros mysteres e vende-se. pelo baratissi-
mo preco de 20 cada metro.
11-ETJA DO QUEINAD0--11
DE
AUGUSTO PORTO & C.
Receberam superiores vestidos de blend com manta e capella para noivas, qae
vendem-se por precos mais mdicos do que em qualquer outra parte.
SAHIDAS DE BULE-de cachemira branca e de cores o que ha de mais lindo.
m BASQUINES-de renda preta, e de orgurao preto, o que ha de mais
6 eg3n CHAPEOS DE SOLpara senhoras delicadamente bordados.
BALDESbrancos e de cores para senlwras e meninas, esparulnos, saias Dor-
dadas, e saias de laa com barras de cor. moirean-
CORGRAO-de seda branco e preto para vestidos, sedas de cores, mouean
tique branco, e grosdenaple branco, de cores e preto, prmcezas. bombazmas pretas,
alpacas de muitas cores, e lindos cortinados bordados. v^mAu,
CAMIZASde linho para hornera de diversa qualidades, camisas bordabas
para noivos, sobretudos, capas de borracha braaca*. e pretas, brm de cores e branco,
panos finos e-casemiras pretas e de cor por coram<>dos precos. .
TAPETESgrandes e pequeos para sof e cama, tapete e alcatifas em pecas
para sallas, e continuara sempre a vender p..r mdicos precos as estribas da inbia paba
SAM .
MOTAMBIQE PARA VESTIDO A 500 RS.
Chegou para a loja do Pavo um eleganU
sortimento dos mais bonitos mocambiques
proprios para vestidos com as cores mais
modernas e que se vendem pelo barate
preco de 500 rs. o covado.
ALPACO DE CORDO PARA VESTIDO Ai* I
Chegou esta nova fazenda com o nomr
de alpaco, sendo de cordo e com mais
largura do que a alpaca, com as mais linias
cores, como sejam Bismark, lyrio, perolas.
roxo, cor de eanna, magenta etc. e vnde-
se pelo baratissimo preco de 10 o covado.
ESGUIO DE LINHO DE 12 JARDAS A 10.
Vende-se pecas de esguie de linho, fa-
zenda superior, cora 12 jardas cada peca, a
100000.
ALTA NOVIDADE

Loja do Pavo.
GURGURES PARA VESTIDOS A 10000,
O COVADO.
Chegaram os mais modernos gurgures
para vestidos, sendo de todas as cores, com
sejam verde, azul, rosa, bismark, perola
rxo & & tendo quasi quatro palmos de lar-
gura e vende-se pelo baratissimo prec
de 10000, cada colado nicamente no ar-
mazem de Flix Pereira da Silva, nai-ua da
Imperatriz n. 60.
RETALIIOS PARA LUTO NA LOJADO
PAVAO.
Vende-se urna grande quantidade de re-
talhos de chitas e cassas pretas por preco
muito barato, e quanto maior for a porco
que o fregu comprar, mais barato se &
vender na ruada imparatriz n. 60 de F-
lix Pereira da Silva.
Grosdenaple preto
Vende-se um grande sortimento dos me-
tanto lar-
EFFICACIA
DO
XAROPE DE RBANO IODADO
0 Xarope de Rabino iodado de Grinatit e O, pharmaeenticoa de S. A. I. o principe
NapaleSo, em Pars, preparado com o sueco das plantas an-escorbucu coja efhcacia 6
mui popular. ... .
Encerra o iodo como combinado orgnica, e 6 considerado como o melnor succedaneo
do oleo de ligado de bacalho. ...
A rara perfeic&o d'este producto anima-nos a dar a conhecer aqui a opuuio de aignns
d'entre os pnneipaes mdicos de Pars, que diariamente o prescrevem.
0 Xarope de Rbano iodado um medicamento d'um effeiro suave e seguro para a
i medicaca dos meninos, nao smente suppre o oleo de figado de bacalho, mas anda fax
a as suas vezes com vantagem. >
D A. CAZENAVE, medico m cheft do hospital SaintrLou, em Pars.
0 Xarope de Rbano iodado um medicamento de primeira ordem para o tratamento das
affeccoes lymphatieas e escrofulosas. Muitas vezes, empreguei-o com feliz xito, em certos
casos de tsica ao seu principio, como succedaneo do oleo de figado de bacalho.
D' A. CHARR1ER, antigo cheft de clnica. daFaculdade de Pars.
0 Xarope de Rbano iodado sempre nos deo excellentes resultados como regenerador
do aangue, e succedaneo do oleo de figad de bacalho. >
D' A. FAVROT, autor do TraiU des maladies des femmes.
* 0 Xarope de Rbano iodado um dos mais poderosos modificadores das constituices
lymphatieas. Tenho visto ulceras escrofulosas que nada poda curar, cicatrizarem-se,
grecas a sua accio, com prorr.pdSo extraordinaria. Tambem, pelo seu uso desapparecem
aa affeccoes tuberculosas dos ossos, nos meninoa. *__
D' GUESNARD, amigo externo dos hospitaes de Paru.
c 0 Xarope de Rbano iodado possue todas as vantagens do oleo de figado do bacalho,
t sem ter nenhum dos inconvenientes que aprsenla este ultimo medicamento.
IV GUIBOUT, medico dos hospitaes. Presidente da Sociedade de medicina de Pai.
c 0 Xarope de Rbano iodado de Grimault e C* encerra 4j3 por cerno de iodo, aa su
composicio orgnica anloga que se acha no oleo de figado de bacalho. >
Dr KLETZINSKI, professor de chymica, louvado dos trbunaes de Vienna.
Deposito em Pcruambuco, em casa de aau>er O*.
0 cordeiro previdente
Ra do Quelniado n. to.
Novo e variado sortimento de perfumaras
finas, e outros objtctos.
Alm do completo sortimento de perfu-
maras, de que elfectivamente est provida a
loja do Cordeiro Previdente, ella acaba de
receber um oulro sortimento que se torna
notavel pela variedade de objectos, superiori-
dade, qualidades e commodidades de pie-
eos; assim, pois, o Cordeiro Previdente pede
e espera continuar a merecer a apreciaco
do respcitavel publico em geral c de sua
boa freguezia em paiticular, nao se afas-
tando elle de sua bem conhecida mansid3o
ebarateza. Em dita loja cncontraro os
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murray Dita de Cologne ingleza, americana, fran-
ceza, todas dos melhores e mais acreditados
fabricantes.
Dita balsmica dentrificia.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes, e vilete para toilet.
Elixir odontalgico para cunservac5o do
asseio da bocea.
Cosmeques de superior qualidaae e chei-
ros agradaveis.
Copos e latas, maiores e menores, com
pomada fina para cabello.
Frascos com dita japoneza, transparente,
e outras -qualidades.
Finos extractos inglezes, americanos e
francezes em frascos simples c enfeitados.
Essencia imperial do fino e agradavelchei-
ro de violeta.
Oalras concentradas e de cheiros igual-
mo*te finos e agradaveis.
leo pliilocome verdadeiro.
Extracto d'oleo de superior qualidade,
com escolliidos cheiros, em frascos de dif-
ferentes tamanhos.
Sabonetes em barras, maiores e menores
para mos.
Ditos transparentes, redondos e em figu-
ras de meninos.
Ditos muito finos em caixinha para barba.
Caixinbas com bonitos saboacies imitando
ructas.
Ditas de madeira invernisad?. contendo fi-
aasperfumuias, muito proprias para pre-
sentes.
Ditas de papel5oy;ualmentcbo!iitas, tam-
bem-de perfumaris "linas.
Bonitos vasos de metal coloridos, e de
acides novos e elegantes, com p de arroz
e boneca.
Especial p de arroz sem romposicao de
cheiro, e por isso o mais proprio para crian-
cas.
Opiata ingleza e francezapara dentes.
Pos de camphora e outras differentes
qualidades tambem para dentes.
Tnico oriental deKemp.
Alada mais coques.
ISm outro sortimentos de coques de ne-
vos e bonitos moldes com filetS de vidrilhos.
e afejuns d'elles ornados de flores e fitas,
esto todos expostos apreciaco dequem
os pretenda comprar.
GOLLINHAS E PNHOS BORDADOS.
Obras de muito gosto e perfei;3o.
Flvellas e Ufas para cintos.
Bello e variado sortimento. de taes objec-
tos, ficando a boa escolha ao gosto do com-
prador.
FLORES FINAS
O que de melhor se pode encontrarnes se
genero, sobresahindo os delicados ramos
orvalhados para coques.
Para viagent.
Bolsas de tapete ecarteiias ue :ouro, por
precos commodos.
Chapelinas de palha da Italia mui bein
enfeitadas, e enfeites de flores obra de bom
gosto.
E assim muitos ouiros objectos que se-
i-3o presentes a quem se dirigir dita loja
lo Cordeiro Previdente a ra do Queimado
i. 16.
ENFEITES DE PALHA PARA VESTIDOS.
CHAPEOS E COQUES.
0 Cordeiro Previdente roa do Quciina-
lo n. 16 acaba de receber um bello sorti-
nento de trancas de palha para enfeites de
estidos, outras para chapeos, coques etc.
udo isto est sendo vendido com a sua bem
onhecida commodidade de precos.
ALEM D'AQUELLES.
Recebeu outros lindos enfeites Je seda
iara vestidos ; assim como um variado sor-
imento de gallees de la, babadinhos de
ambraia cora bordados de cores, cuja va-
iedade de gostos os tomara recommenda-
los e apreciados ; comparec-So pois os pre-
ndentes que sern servidos a contento.
TAO BOI RECEBEU.
Novo provimento de bicos e rendas de
uepure.
LUVAS DE PELLICA.
De todas as cores tanto para homerr
>mo para senhoras, constantemente acham-
a venda na loja do Cordeiro Previdente :
ra do Queimado n. 16.____________
Para encanameiito d'agua.
Canos de ferro, ditos estanhados, ditos forrados
'e porcelana, todos com as competentes torneiras.
urvas etc. : a ra do Queimado n. 33.
ASTMA E PT1SICA
Mu dcscobrliueuto espantoso!
O xarope ae fedegoso, de Pernambuco,
preparado pelo pharmaceutico J. de A. Pin-
to, cura radicalmente a plliisica e asihma.e
todas as molestias dos rmlmCes.
' Podem ver-se os attestad* de curas no*
unico deposito das preparages de fedegoso
d'este autor, ra larga do Rosario n. *0
junto ao quai tel de poliej*.
Vende-sc nm sitio na Torre : a tratar
Constancio Manta do nicsmo lugar.
Mas
Fuko ndia il uo presente mez demarco, $>.
cnoiiho Cracuipo, frecuezia de A (toa Prela, o es-
eravo de nomo Juaquim, idade 2o anno? crioulo.
cor nn-ta. .statuia regular, testa gr&Bda olao?
afamacado?, denles limado?, e tem os dedos pote
iraes'doA pea voltodoa para Un, sabio cum cua-
no de palha do Chile, levando um bah pequeo
de fulha de Flandres. Ha certeza de que o dito
c^cravo seguio para a ciadc do Hecite, emba) -
cando na estaeao de Gameleira (ir um dos trens
do camiDbo de ferro : uucm o apprehender quei-
ra lvalo ao mencionado engenho, a entregar a
eu Benbor o tencntc-coronel Pedro Francisco a-i
Albuquerque, ou no Recife ao Sr. Antonio Jos
Leal Reis. escriptorio ra da Cadeia n. 4'J, qu
ser generosamente gratificad.______________
"------------------------------ j TCllUO OU UiU vi unuv nwi *i**i
vendendo se cada urna pelo barato preco ae \^on% m-osdenaples pretos,
15W0O, garantindo-se serem muito mais como estreit08) s(;Bdo de 3*000 rs. o
bonitas do que outras que se vendem era ovado at 4)500O T, garantndo-se que
outras partes a 200 e 2S5, e entre ellas n,egte euero oingaem tem melhor fazenda e
ha mais do que um modello, tambem tem ge vende mai8 ba,al0 0 q^e em outra
muitas de pratinho, proprias para mocas e _,.. Darte na ra da Imperatriz n. 60.
meninas, isto na ra da Imperatriz n. 60 4
loja do Pavo, de Flix Pereira da Silva.
Ni
Tabellas vermicidas
DE
Antonio Nunes de Castro.
de Flix Pereira da Silva.
u, os bal Oes do pavo.
Vendem-se superiores bal&es america-
nos de trinta a quarenta arcos, tendo as fi-
tas bastante largas, sendo muito fcil trans-
forma-los para outro qualquer novo modelo.
Vermifugo efficaz, e preferivel a todos os e quidam-se pelo barato preco de 2d cada
oonhecidos, j pela certeza de seu resulta- um> send0 fazenda que sempre se vendeu
do, e j pela fcil applicacab as creancas, a 7 e 8)j> ist0 na f(1;a e armazem do Pa-
quasi sempre mais atacadas de to ternvel Vo, ra da Imperatriz n. 60. De Flix
e muitas vezes fatal soffnmento, Pereira da Silva. o
NICO DEPOSITO A, ,>#0# TO ftOD r0.
NA
Vendem-se as verdadeira* cambraias
francezas, com lindo:; padrees e cores fixas.
sendo tapadas e trar.sparentes, pelo barato
pteco de 500 rs. a "ara, ou 300 rs. o co-
vado, sendo fazenda que ningnem vende
ravos pecas viudos por menos de 7 ou 8 tuatoes, e liquidam-
Pharaiaela e drogara.
Barthomeu & C.
34Una Larga do Rosarlo
31
ftl
do Ceaii n* ultime vapor, proprioa para qualquer se por este barato preco, por se ter feito
X'tr^,,B en?.enh0 "T? 7*^ ama avuluda compra, na leja e armazem
TiSSfViS; do.Pav2o.rua dalipenrtS n. 60. De
veas eacravas eon taattlkUde
larna roa da Cruz n. m, 3 andar.
Fcx Pereira da Silva.
SOFFRIMENTOS D'ESTOWAO. CONSTIPAQAO.-
Cnn em pteos das pelo C*vio 0E belLOC era p ou em pasliina
ENXAQUECAS; NEVRALGIAS. aiiewies m d* .
ilpada rapidarosnle pe Vas PEROL* vether i I' CUITiX.
~ANEMIA, A PALLIDEZ e o snllnmentos que neeessitara de
* emprepo dos cmiginosos sSo sempre combatiiloe com o melhor resuiUdo
pelas piluiAS 0E vaLLCT. Cad Pilub tero incravudo o norae iUIT
P OE RQvJ. Basta dissolter uu Irasco deste po eln uieie
garris d'agua para se obt*r urna limoaed airradavel que purga sem &
ser clicas
VINHC CE QUiNIUM << ueenev-. liste vinn. um dos
pouco cuja coiepocao garantida cansunta. urna das iiK-lbores pre-
parages de quinina, sem aegao uotavel sobra os uonvatescentes. dando-
Ibes forcas e aprobando a oU* s saude Cura aa febraa animas qua re-
sisti ao sulfato de quinino.
MOLESTIAS DA BEXIGA. a asaior pule d'estas BaftaaV
tas, cerno as sciaUcas, lombagos. catarrea, a tedas as doras nerosas em
garal sao curadas pelas kml*8 oc csacetcia oc TMu htins da
Dr. Uerun. O proteaaor Trnoseau em sen Treta** tmrmpetatt acoo-
satb u para serem temadas na occatiio do janUr. na dnae de 4 11
OLEO DE FIQADO DE BACALHO OE BERTH.-
Garantido puro e de prmMara miali'dade aa dos penosa aprovadee peta
academia da medicina
AVISO. lodiis ene* medicamento /rom apnmta** pato Academia
imprnaJ e nvtna 4$ Pan.
UtMMtn
nsfoaiTo o
> Parla. Paiapimil; Tu Dean O.sfietO a rmatatat. ** Bsuarp a ^aTaeaiiBra naan 1 Ceta.. ...la* a atO.
AVISO
o ].)oa rratficajao
Bar outubro do anuo prximo passade fugio dp
engenho Albiu|upr<|ue la comarca de Nazaretb, o
escravo Jo?, falna claro, de fdade do 14 a iti
annos, e tendo os signaos seguintes : cabellos ca-
rapinho', tosa ppqnona, nariz gran Je chalo, ros-
to secco o queixo bem fino, secco do corpo, per -
as finas o ps soceos, leudo no pcito direito urna
'<>.quena cicatriz proveniente de uina pequea fe
ida, que quando fugio linha, tem o olhar disfar-
o.ido e mnilo ladino e velhaoo, tendo j por eo*-
inme mando hgia ineakv*se forro e como tan-
gedor degndo.jnin mal o paren tes na povoacao de
Cruangy, con o tambem seus antigos e-sennores,
edeste'lugar para o (urinhem da provincia da
Parahyb-, aonoo tambem tem sonJtoros mocos e
prenles. 6 milito provavol estar acontado por al-
guem : roga-se, pois, aos senhoras ca pitaes de
campo e autoridades policiaca a captara ueste ca-
britilla ; e desde j protesta o. seu senhor por
quem o livor soduziilo e acontado, prometiendo a
quem o entregar no mencionado engenho recebet
boa ratilieaco.
1008 de graliflcafo
Fugio no da 11 de Janeiro do oorreuto anno,
do cugenbo ISaialura, freguezia da Kscada, o es-
eravo preto. crioulo, de 24aunos de idade, cha-
mado Marcelino, que foi do Sr. Joao da CunftJ
Pereira, cojo oscravo eslavo no deposito geral, u
tem os signaos seguintes: alto, secco do corpo'
rosto muito marcado de bexigas, falla de denles
na frente, eor prota, sanio dechapo do cbilo, pa-
letot e calca de castor, levando nm hahuzinno ue
(landres cm mais roiipa, e suppoe-se estar na
frgoezia do Cabo : quem o appreliender'lcvc-t
ao dito ongonho, ou ra da Senzala-nova n. 38,
escriptorio do Sr. Bernardino Pont nal, que ree-
ber a gratincacao cima
Fugio do engenho Jacobina, comarca do *ia-
bo, ao amanhoccr do dia 13 do crreme mez e
anno, do abaixo a-signado, um escray preto do
nome Antonio, conbecido por Canda, idade de 2li
a 30 anm s, pouco mais ou monos, alto, ps gros-
sos, tem una das juntas do mesmo um pour.'
giossas, andar banzeiro, levando chapeo de fere
j usado, camisa de algodao azul e seronla de ai-
godao americano, cujo cscravo veio de Buique pa-
ra I'o d'Alho, para onde se desconfa ter seguido
roga-se a qualquer autoridade policial ou capii.ii-
de campo a captura do dito oscravo, levando cu
engenho cima, ou a na do Caldeireiro n. 42, ao
Sr. Francisco Quintino Rodrigoea Estoves, que
ser generosamente gratificado.
Antonio Carneiro Lins o Mello.
Fugio de burdo de [lalhabolc nacional Ama-
ro, um mulato claro do nome Justino, estarara re-
guiar, eabelos carapinliados e meios ruivi.s, ponca
barba, tem urna pinta preta no canto do olho direi-
to c um tallMi as costas ao mesmo bulo.; Iotou
vestido camisa do chita com lisias .verdes, e O*
de urna cinta com borla encarnada para apertar
as ealsas, natural de Santa Auna do Matto na
provincia do Rio Grande do Norte, para onde talvoz
queira ir, tambem muito desembarazado no fal-
lar. Recommenda-sc aos mestres de barcaea t.tx
a qualquer pessoa que o agarrar, e levar a ra
do Trapicho n. 4 ou a bordo do referido navio que
ser generosamente gratificado.
GRATIFICACAO.
de 501000:
No dia 23 do mez passado fugio do engenho
Pimenlel, o mulato Jeremias, de idade 20 anno-,
altura regular, gordo, com faLa de dente- na fren-
te, ps bom fcitos, com una cicatriz na peina di-
reita, testa pequea, caneca comprida, cabellos
poueo encaraninnados, levou calca azul e camisa
azul de algodao. e chapeo de como : quem o ap-
prehonder c lava-lo ao dito eugeuho, na fregnezia
do Cabo, ou ao Sr. Bernardino do Sena Pontm.!,
na ra da Snzala-Nova n. 28, no Becife, recebe-
r a gracaoao de 00$. _________
Acha-se fgido desde domingo de entrado a
moleque de nome Tito, com 21 annos de idade,
estatura regular, oltaos afumacados, com todos os
dentes, esperto o bem fallante*, tem no estomafo
urna cicatriz de urna queimadura pequea, tem
um dedo da maodireita aleijado em conseipi'mcia
de um pauaricio ; e o p esquerdo mais grosso
do que o direito : quem o apprehender leve o aos
Afogados, casa do Dr. Jos Koberto de aloraos o
Silva, que indicar a casa do seu senhor. que re-
compensar generosamente. ^^_^__
Barato que admira.
Manteiga Ingleza flora U400 a libra, dita fran-
ceza a 1J, chmiudo a 3100, dito graudo a 3,
caf a 220 rs., sabao a 180, alpista a 240, arroz a
100 rs., nassas a 440, idem quartos com 6 libras
por 2*5200, vinbo a 400 rs. a garrafa, azeite doce
de Lisboa a 900 rs., caixinbas com ameixas, pas-
sa, ligse peas, proprias para mimos a 1S09.
latas com doce a 500 rs. : s na esquina da ru
da Timba n. 8.
XAROPE PE1T0ML BRASILE1R0
DE
POMTA 1IEE1IBA1BA
couposto s rnci'AnADO
Pelo pharmaceutico
Jos da Cruz Santos.
Esta planta cujas virtudes medicinaes
existiam desconhecidas para a maior partt
dos nossos facultativos, devendo-se a sua
descoberta ao uso que d'elle faziam os
nossos indgenas que menoscabavam com
a sua app!icac5o de todos os sofnmentos
pulmonares, boje conhecklo como o me-
dicamento mais efficaz para a cura de as-
inina, bronebite, coqueluche, penemonia.
e at a phtysica, produzindo um effeito mi-
lagroso e prompto.
Para um adulto 3 4 colheres de sopr
ao dia puro ou em cosimento aeitoral.
Criancas, 3 4 colheres de cb.
Preco 25000 o frasco.
Pernambuco, ra Nova botica n. 51,
Peanas de emu.
Vende-se ra do Queimado n. 13, primeiro
andar.
de gratificaeao.
Ainda se acha fgida a escrava Mara Benedi -
la, que foi do Sr. Claudio Dubeux, e que ausen-
tou-se da casa de seu senhor ha dez mezes, cujos
signaes sao os seguintes : cabra, magra, estatura
regular, rosto descarnado, cabellos carapinhos e
compridos, andar descancado, representa ter 40
annos ou pouco mais, e cosluma fallar s quando
trabalha ou anda, tinha no scio e nos bracos sig-
naes pardacentos mui visiveis de impigens que
costumam apparecer-lhe. lia todo motivo para
suppor que ella anda mesmo por esta eidade ou
seus arrabaldes, j tendo sido vista de urna ves
na raa Nova com um pardo, e pela' segunda vea
na praca da Boa-Vista. Ds-se aquella graufica-
oao a quem apprehender dila aenvacudella der
noticias exactas na ra do Iniperadorg.ns. j e d?,
1* andar, e protesta-se proceder rnminalment
contra quem a liver em sua companhia.________
Do engenho S. Francisco da Varzea fugio a
madrugada de 3 do crrente, Leoncio, piulrio
claro, de 18 a 20 annos, comecando a barbar, ca-
bellos sollos, oflios grandes, estatura regular, gros-
so, robesto e bem feito, bons (lentes, vagaroso no
andar, e farcola, carreiro. Do mesmo engenho
esl fgido desde julho do anno passado, Cresren-
cio, mnlato, velhe, de cabellos soltos. poucos den-
tes, andar cahldo pan diante, e tem os dedot
grandes dos ps metiidos para dentro : a entre-
gar no mesmo engenho, on na ru de Apollo n. 8
ao Sr, Francisco de Assis Brito.
Fugiram na noute do 8 para 9 do corrente,
do engenho Rola, freguezia da Escada, os escra
vos Tranquilino e Silvestre, os qnws teem os sia-
naes seguintes : t Tranquilino mulato, idade de 20
annos, mais ou menos, baixo, arono, com o de! i
polltgal de um das mos aloijado, ps grandes o
largos. Silvestre, pretn, boa figura, secco do cor-
po, pernas finas, \ts da'carnados, e quando falla
mostra os denles como quem ri. l}uera os captu-
rar leve-os a Manoel Antouio Dias em o rofe
ongeiM Rola, C8lac3o Frexeiras, ou a Alomo M8Q
Ferreira da Cnnha largo de s. Pedro n. 17, qu.
I ser bem gratifleado.

laaaal

*s


8
Diario de Pernambuco Ter
LITTEMTtJM.
MRl! \ORTK.
Quando para oo, contricto, um (lensamento
Todo amor, todo luz, envo aos pe* d Dous,
)i n'uraa triste proco,-as notas de um lamento
Imploro virgem santa deter.da os sonhos teas;
Guando urossunw* momento por momento,
lia vida na ampolhala perpasgo os das mous,
1! ven lo crescer n'alma a dr o o desalent,
Errante s men Jhnr se volve para os cos;
Ho. penses que eusupplico Deus a minha morte,
Uem creas que eu maldigo a ininha tfiste sortc,
Julgando que me prostro o peso da atwphia :
Itemsi que a desventura, funesta e sempre invicta,
Ka minha brinca fronte esereveu=mafattfa=;
E, pois, se Deus suppco, por ti que meo norte.
i de janeiro1869.
PIHUAS ACADMICAS
(POR W. FIGUEIREDO)
(Continuaco)
vni.
UM JANTAR.
Muito bem muito bem 1 gritararn to-
dos os convivas tocados do maior enthusi-
asmo e patriotismoA' gloria e felicidadeda
uossa querida patria viva I viva viva !
hurrah !
E durante algans minutos nao se ouvio
seno o ruido das vozes. e dos copos, e os
estouros do champagne.
Chegou a vez do me ouvirdes, meus
inais este ria-se! Um dos convidados enfi-
le em urna casaca e caigas pretas de Al-
meida, e atirou-se na ra percorrendo to-
das as casas visinhas.e pedindo formalmen-
te m casamento todas as mofas que en-
contrava!
Carlos Alberto foi o nico, que salvou-
se deste naufragio bacchico: era que elle
havia smente bebido de mais um calix de
champagne a sade de urna pessoa, que elle
nao declarou, mas que os leitores deven*!
saber quem ella seja.......
O amor ma forte egide contra todos
os vicios!
IX
l'M BA.VI10 NO MAR
Os leitores h3o de terpelo menos ouvido
fallar dos decantados banhos na praia do
Carino em Olinda. NSo obstante pennit-
tam-nos, que, sem incorrermos no crime de
lesa-laconismo, digamos sobre elles algqma
cousa antes de entrarmos na materia da
presente narraclo.
A moda, que jamis cessa de excogitar
mil cousinhas, com que entretenha os es-
pirito* fatuos e ocioso?, e que n5o se con-
tentando com metamorphosear urna creatu-
ra em-um ridiculo manequim ou figurino,
quer tambem torna-la enferma de mil mo-
lestias,, que ella nao tem, rio-se de prazer
ao occorrer-lhe urna interessante novidade
digna de ser apresentada aos fashionables:
adoecer romntica e curar-se poticamen-
te!....
Os nervosos, os deliquios, as palpitaces
de corac5o, as tontices, as displicencias e
at um certo spleen fidedgo, eis as enfer-
midades, que essa entidade, que se chama
modaapresentou em catalogo aos seas
sectarios, permittinclo-lhes livre escolha.
primitiva magniQcencia; o coraco enta
agradecido um fiymno de admirado aos
primeiros habitantes, bemWtores desse tor-
ro, hoje t3o decadente; e os olh vertem
lagrimas sinceras sua saudosa memoria!
collegas: Sr. presidente, alguns momentos Os banhos do mar, ou de rio, as aguas fer-
de attenpo disse Marcondes.
Nao fra de proposito, senhores,
entreabrir aqu os meus labios para proferir
algumas palavras a respeito da porc5o mas
interessante e perfeita da cieacSo. A mu-
Iher, esse ente essencialmente harmonisa-
dor, enjo mandato por demais nobfe, su-
blime, e importante na sociedade n3o,deve
ser olvidada, quando se agita, como ha
ponco, negocios fio graves, e reformas" to
imprescindiveis, e altamente humanitarias.
Ninguem recusar por certo confessar a in-
fluencia poderosa e directa, que a mulher
exerce nos deslinos da huma-udade; e se
assim senliorus, para regenerar e refor-
mar esta, faz-se preciso felicitar e morali-
zar aquella por moio da instrueco moral
e religiosa, por meio do aperfeicoamento
intellectual. A mulher e quem educa e
inocula o principio do bem, da virtude e do
justo no espirito daquelle, que mais tarde
tem de reger a sociedade, illumina-la. com
as suas luzes, e doutrina-la com o thesou-
ro de piedade, amor, e caridade. que rece-
bcu; assim pois: a regenerado do homem
deve principiar pela a de sua origem: nao
se torce.e ageila melhor a planta, seno
quando tenra, nova %flexivel. E' porm
esse o systema, que se tem adoptado? Nao,
senhores :.i:ifelizmrjhte nao! Doixa-se que
reas, as viagens a medicinal Europa, eis o
receituario, que ella ndica para taes moles-
tias, assegurando sob f a sua eficacia,
energa, e rpido effeito.
Na verdade ainda ninguem se quexou de
padecer taes enfermidades, que deixasse de
ficar radicalmente curado applicando taes
medicamentos. A therapeutica da moda
to fcil e to agrada vel do ser seguida
risca, que sem duvida por essa razo, que
ainda temos habitantes no mundo civilisa-
do.....
E quem haver hoje que tenha o curran-
cismo ante diluviano de dizer que goza de
perfeita sade? E' para ser aecusado do
crime de lesa-bmgosro: e ouvir em res-
posta desenrolar-se aos seus ouvidos todas
as enfermidades de cabeca, e coracSo, pri-
mando entre as mullieres as de ervos e
estomago.
Antigamcnte dizia-se approximaco do
mez de dezembro:vou Dassar a festa no
arrebalde talHoje porm a moda subs-
titu esta phrase rasposa por estas mais
elegantes: vou mudar de ares! t? zer uso dos banhos!.... e como ludo vai-
dade, o luxo acompanha tudo.
Oh! sabio modernismo, que transformas-
te os bellos entretenimentos, a agradavel
intimidade, a doce fraternidade, que se go-
a mulher Inte na opacidade da ignorancia^ zava as feslas d'outr'ora, pela insipidez,
embruteca a inte!hgen:ia no estreito ambuo. monotona, cortezania, luxo. e desunio das
d'uma casa; nao se Ihe desenvolve a razao de hoje, eu te detesto!.. Tu veste
para que possa descriminar a verdade do
erro, o bem do mal; esteude-se que se nao
deve apresenta-la as reunios alim debe-
- ber os conhecmentos saos e proveitosos
de quem Ih'os pode Iransmttr, nem fami-
iisa-la de algnma sorte com os pongos e
sedueces do mundo pan melbor evita-los;
e clama-se depois contra os desvos della
e contra a porversidade dos homens!! Que
fructose deve aguardar de urna arvore sem
vqo, que vegetou sempre mrbida e acanha-
damente longe do calor vivificador, do sol?
Mauricio Sand dissea separado dos ho-
mens e mullieres rodas a conversarlo des-
a besbilfaotices de barcos, e a daquel-
!es entretenimentos de tarmba.......Abai-
xopois com esse systema eslapido e odio-
so! e viva o desenvolvimento moral e scen-
tico, e a liberdade das mullieres!...
Muito bem! bravissirao! upa! upa!
upa! hurrah! hurrah! tupi.... tupi.... tupi-
namb! gritararn os banqueteadores com
estrepito, e agitando os copos.
Bravo.' isso s com urna poesa ? dis-
se Almeida.
Apoado! urna poesa! repetiram to-
dos.
Que do Samco Dordallo para bor-
dar o brinde com um soneto, ou cousa
que o velhi! ajuntou Magalhaes.
Ei-lo! vamos: silentium fial...
Que trepe n'uma cadeira para Acal-
mis saliente! observou Marcondes.
E o poeta, que anciava por isto mesmo,
subi quclle Parnaso improvisado, e co-
me?ou enthusiastca e gcstculadamente:
Ah... (Vctor Hugo)
Helas!... (Lamartine, Med. )
Yes! Yes!... (Van Scott.)
Away! away!... (Byron.)
Quosque tndem?!... (Cicero,
Orat. contra Catilinam.)
Itetinam os copos 1 estoure o champagne,
Em gritos sonantes de festa e prazer!
E vos. oh! mancebos, mostrai-vos contentes!
Cantai e bebei a lei do dever!....
Retinam os copos! estoure o champagne,
Em gritos festivos da patria emlouvorl
E v3, oh! mancebos, enchei-vos de brio,
E ide veloces salva-la da dr.
Retinam os copos! estoure o champagne
Em gritos alegres em gloria doamr!
E vos, oh! mancebos, bebei a lei diva,
Que manda, que amemos com todo o ardor rl mosqueando
colimas I
Urna inundado de vivas, applausos e
saudacoes coroou de louros o poeta, que
cora o rosto vermelho, olhos scintillantes,
e peito tmido estava verdaderamente ins-
pirado!....
Fallaram ainda outros cstudantes. e tan-
tos e t5o longos foram os discursos, que o
presidente s pode levantar o banquete as
nove horas da noite.
O resultado de tantos brindes e enthosi-
mo de fcil previsao: Magalhaes embor-
rachou-se tal ponto, que s fallava em
poltica, regenerado social, liberdade, e
autonoma! Marcondes creo-se senador
do imperio, ministro c conselheiro d'estado-
estava tao grave, que quasi brigava com
ara collega por no lhe haver dado o res-
pectivo tratamento de doutorl Almeida poz-
se a fazer*4iclarac2o de amor, abracar e
beijar a todos os rapazes presentes, jalgan-
do que erara mocas! Niceto, coitadol den
para chorar como urna creanca raalcreada,
o que engrafadamente contrastava com um
outro conviva, caja raania alcoolica era o
riso: quanto mais nquefle pranteava-se,
a pes-
sma habilidade de introduzira zizania, a riva-
lidadce o odiq,no centro das familias asso-
ciadas, segregaiulo-as a modo de hordas
selvagens e barbaras!...
Increpem-aos emb'.ira por essa nossa fos-
sibilidade, por esse nosso apego s velhas
usancas; responderemos: a natureza poti-
ca, ainda rustica e simples dos nossos ar-
rabaldes nao comporta as ceremonias enr-
tezes, as etiquetas, os luxos apparatosos,
e as riquezas asiasticas de Vichy, Versal-
les, e Saint Cloud; para cada paiz seus cos-
tumes: querer renegar precocemente, es-
te principio macaquear, e nada mais.
Pois Olinda com seus templos antiqta-
ros arruinados, casas d'outras eras, ladei-
ras d seagadas, ras sinuosas, chcias de
vegetacSo, se compadece com vestidos de
seda, sapatinhos de setim, e aderecos de
Hsriltiantes ? Nao ser isto um escarneo, um
insulto, uma irona cuspda a face da ve-
Iha e pobre cdade, que exige uma outra
smplcidade de toilettes e costumes ? Sera
por ventura esse o rajio de reerguc-la a af-
tura, em que j esteve? Nao.
Nos, que s acreditando na doutrina
phlosopliica da metempsyeose, ou transmi-
grado das ateas, poderiamos explicaras
recorda^oesfle nascimento, familia e amor,
que parecemos ter de uma outra existencia,
que ja gozamos all; nos que a amamos e
apreciamos de todo o nosso corceo, temos
com dr profunda observado, que muitos
dos seus melhores templos e conventos ja-
zjrn desabados, as casas deterioradas, ou
deteriorando-se, as roas estragadas, esbu-
raeadas e escuras; e a pob:e e diminuta
populaco sdenla (Tagua polavel!....
Mas.....basta de divagacoes, importunas
talvez, mas de certo inproficuas, e entremos
na materia do capitulo.
O campanario da igreja de Semiterio, anti-
go convento dos jesutas, sora n'aquelle
momento, annunciado aos fiis a missa da
madrugada.
Nao sei porque os sinos de Olinda tem
para nos um som mavioso, potico, e agra-
davel, um certo encanto, que nao sentimos,
quando ouvimos soar os de oatra qualquer
parte.
Como doce e temo escuta-Ios hora
solemue e magestosa da madrugada, quan-
do a natureza lujuriante e opulenta esper-
ta risonha de cnticos e esplendor!
Como augusto onvi-los hora em que
o sol se desenha em meo no horisonte,*
de betf.s de luz o cimo das
Eiam cinco horas da madrugada.
A praia do Cirmo, bordada de banhei-
rinlios de pama, estava povoada de pessoas
de todos os sexos e dades, e o mar, perto
della, coalhado do muitas caberas mascu-
linas e femininas, que^altavam'de vez em
quando paraoar, ou mesgulliavam, quando
alguma mareta mais encapelladV ameacava
stihmergil-as, ou arrojal-as na areia.
Era interessante ver aquella multido
mergulhando, saltando, nadando, agarrn-
dole amaos outrOs e formando grandes
cadeias para auxiliarem-se contra o embate
das ondas.
Era risivel qaando algn mais descuidado
era sorprehendido, arrastado e atirado em
cima dareiada praia!..' Ent3o um risada
geral acabava de desapontar o infeliz, que
corria ligeiro a sulnnergir-se de novo no
mar. para oceultar a sua vergonha, e por
sua vez applaudir igual aventura aconteci-
da depois aoulrem.
A exceprSo de Carlos Alberto, os nossos
estudantes e Niceto faziam parte da folia.
Vestidos de blusas e calcas de baeta en-
camada pareciam perdoem-nos a compa-
radoos cavallos' marinhos, conductoras
do carro de Neptuno.
Nomar tudo era gritos, risadas, conversas
saltos e mergulhos; todos temiam as vagas,
mas ninguem sabia do baaho.
Do repente todo cesta como por encanto
e todas as vistas se convergen) para a praia.
Qual ser a causa dessa sbita quietago,
e attoncSo curiosa?
Amelia, com os lindos cabellos dourados
soltos ao zephyro da manh3, com os olhos
hmidos, e as face3 enlanguecidas do beijar
incessante da brisa, com os seios tmidos;
vestida com urna bluza de fianella azul o
calcas da mesma fazenda e cor, debroadas
de fita, deixando apparecer metade dos ro-
sados bracinuos, e os delicados e alvos
pesinhos ns at os artelhos, ia n'aquelle
momento penetrar em seus dominios mari-
timos*!
Amella, a potica lourinha, a encantadora
ranba domar, como appellidavam-na todos,
ia entrar no banho: e as Nereidas, e Trit5es
marinhos a recebiam silenciosos e reve-
rentes.
O commendador Carvalhosa, Leonor e
Carlos Alberto acompanhavam-na formando
o cortejo mais intimo da deosa loura, que
brilhando de luz e magestade, marchou
para o mar parecendo quer dominal-o com
a electricidade de seus olhos magnetisa-
dores.
Ecousa incrivel! o salso elemento
paralysou o seu continuo marnlho para
extasiar-se ante tanta 'formosura Amelia
penlrou nelle sem que uma s de suas
ondas a nterrompesse em seu caminhar so-
berano; c morgulhou como ama sereia !
Alguns segundos depois tornou a appa-
recer com os annelad'os cabellos gottejando
aljofares, e passando a pequea mo pelo
rosto, que a frieza d'agua tornara de uma
pallidez quazi diaphana.
0!i! meu Deus! que faz ollundo assim
paramim?! mcrgulhe disse ella a Carlos,
que embriagado de amor a comtemplava.
Nao! deixar de admiral-a um instante
seria uma ingratido.....
Ora! pois osenbor n3o sabe que faz
malestar n'agua com a cabera assim enxuta?
replicou a menina querendo debalde mos-
trar-se enfadada.
E si as Horas, maravilladas de tanta
belleza a arrebatarem para o co, como fi-
/.eram a Venus? eu morrerei; o rttal ser
maior....
Ah! deixemo-nos do mythologia I
Que teimoso que o senhor I m3rgulhe ?
treplicou Amelia, franzindo engracadamente
os sobr'oThos.
Carlos obdoceo; o pobre lapaz de um
carcter to altivo tornava-se tmido c* ho>-
milde dianle daquella creanca loara.
Sr. Carlos, disse Leonor pnssado_
um instante, apontandO para o Recite se'
'; poeta ha de necessariamente admirar
aquella scena !
E' verdade; exclamou a'filha do com-
mendadoro nosso porto parece orna rica
tloresia de mastros!
E a cidade est perfeilaraente edifi-
cada a tona d'agua ajuntou Carlosdeci-
didamente nao pode haver no mundo um
panorama, que exceda a este I
Vejo aquelle vapor, que demanda a
barra ?!
Oh eu termo vontade de fazer uma
viagem por mar !... murmuron Amelia.
Quem sabe se n3o fa-la-ha breve t
disse.Carlos. ,'.
\ lourinha corou levemente ; e Leonor
ito em Alberto um olhar de ciume con-
centrado.
Felizmente oSr. Carvarhosa nada uvira
de todo isto, porque conversava cora am
amigo" pequea distancia dos tres.
Nf> circulo dos estudnles a conversaclo
era mais animada.
tor-
estomago
Como harmoniosc destingui-los confun-
didos com os trinado^, dulcsonos dos pas-
sarinhos t
Olinda, a cidade potica por excellencia,
am dos lugares, que offerecem um aspec-
to o mais encantador e grandioso ao des-
pon tar d'aurora; e o pittoresco pateo do
Carmo, tapetado de verdejantealfombra.com
sua bellissima igreja, convento e ordem ter-
ceira em ruinas, e edificados em um buc-
colico montesinho, todo -rervado, junto qo
mar, continuamente ruidoso, O um dos pon-
tos dessa graciosa cidade, que desperta no
espirito e coracSo do espectador as mais
maves emoc5es, e o mais delicioso arron-
bamento!
Qae suavidade, qne gozo experimeata-s
alli ao contemplar-se a magstade divina
da natureza! Que de :$aadades n3o eXcit3o
a perspectiva ae tantos edificiosgigantes,
cuja architectara, gost3 e riqueza atfetaa
civilisaclo e progresso dos nossos sfflttjia^
aados!
A maginacao se djate ante tanta anti-
guidades, procarando reprodazi-las em aua

Amelia est de ama belleza sorpren-
dente, matadora!... disse Almeida.
Carlos o tratante mais feiiz deste
valle de lagrimas!... ajuntou Magalhaes.
Que humidade se evapora de todo
aquelle conjuncto perfeito e harmonioso !
accrescentou Marcondes...
. E Leonor, a raoreninba, cuja pelle
assetinada tem a cor, o perfume, e a raa-
cieza da cangica !...
Mo t ests apaixonado de Leonor,
Almeida ?
Donde diabo deduziste a minha pai-
xo, Magalhaes ?! eu ainda nao te disse
que amava todas as mulheres=>cangicas
Elogiaste a afilhada do commendaeor
com tanto enthusiasmo I... pois se a amas-
ses, seria uma horrorosa traico, que me
farias, porque bem sabes, que adoro-a lou-
ca o desesperadamente !
E ea violenta e furiosamente excla-
mou Marcondes.
N3cMej3o tolos disse Almeida
Leonor no amou, n3o ama, era amarla
nenhm de Vv.
Protesto 1 gritou Magalhaes.
Repulo clamou Marcondesella j
deu-me ulna flor.
. Tu I roubaste, caloaro bravejou o
cscabulh.
Isso n3o teta resposta, namorad* i*-
Teliz !,..
*-Por,minha ves digo-lhes, que*.
Leonor nlo ama a nenbum do*-senhores !
aireveu so a resmungar MMIo.
-r- Entfk foi o senhor qoitt a sedazio *
41
Sr. Magalhaes .'... uivou Niceto
naodo-se vermelho como um lacre.
NSo brigaem, raes namorados; in-
terveio Almeida a moraninha nao esco-
llieu a nenhum de nos : eu lhe juro.
Ah !.#. ento a quem foi ?
NSo sei ; ou por outra nao posso
dize-Io.
Marcondes! consubstanciemo-nos em
uma s alma e corpo, e procuremos dcs-
eobrir o nosso venturoso rival para exter-
mina-lo em um duello de morte ?
Ou de caretas... disse Almeida rin-
do-so.
Conta comigo, Magalhles ; as nossas
armas h3o de ser a pistolla, dons passos
de distancia ; e t atirars prirneiro ; por
que do primeiro tiro o infame nao ha de
rro.'rcr !
N5o t atirars primeiro, Magalh3es ;
hei de ser eu quera ha de arrancar-lhe a
ultima scentelha vital!...
Pois bem ; o Sr. Niceto e Almeida
serao as nossas testemonhas.
Apoiado amanhaa a nonte iremos a
casa do commendador, e bavemos de saber
o nome de nosso rival ; grabas a apresen-
tac, 5o de Carlos estaraos em condices da
poder apanha-lo fcilmente.
E eu, murmurou baixinbo Almeida,
amanlia noule hei de combinar o plano
de ataque, e receber as armas para o com-
bate, que tanto tenho esperado e,mcdita-
do! Coragem !...
Meia hora depois a praia do Carmo es-
tava deserta : toda aquella mallido havia
ido satisfazer as necessidades materiacs do
!...
X
' UMA TRAMA.
Estamos justamente na noule designada
por Marcondes e Magalhaes para comparc-
cercm em casa do commendador, afim de
descohriremo rival commum, que tanto os
desesperava. Almeida tambem alii viera
para trabar o plano de ataque, como elle
proprio dissera no banho da manha do
dia anterior.
Os dous primeiros estudantes ntrete
nham-se conversando com o commendador
e Amelia ; e o ultimo praticava com Leo-
nor um pouco aTas^ados.
Pelo ar grave e um tanto sombro de
ambos percebia-se que tratavam de assump-
to serio e. importante.
4). Lfonor, disse Almeida, continuan-
do a conversa^ creio que V. Exc. se re-
corda de que hoje a noute, em que deve-
nios planejar tudo ?...
Ah senhor exclamou a moca tor-
nando-sc paludajuro-lhe que tenho mil
veze me arrependido de ter aceitado essa
complicidade...
Porque, ininha senhora ?
Porque o que vamos praticar uma
coljardia, uma traico...
Explique-se, D. Leonor... por obse-
quio!... disse Almeida irnicamente.
Perdoe-me, senhor; mns o sfcu cora-
Co to duro, to fro, que nao se sensi-
bilisante e soffrimentos, que vamos causar
a dous entes, que tanto se amam ?!...'"*
E por ventura tiveram- elles piedade
de nos que tambem amamos 7 por ventura
tiveram compaixSo de nos quando nossas
proprias vistas trocaram e trocam ainda
olharcs e phrases, que nos escaldara e cha-
g5o o coragao como chumbo derretido ? por
ventora compadeceram-se elles da noites de
insomnia, que temos passado com o inferno
dentro d'alma ? Ah D. Leonor t o men
coracSo nao fri nem duro, sensivel,
ardente, porque amo D. Amelia, porque
ella ateou em rau peito um fogo mais vivo
do que o de um vulco, e mais intenso
talvez pois que mil lagrimas n3o tem con-
seguid exTingiii-lo!
Mas ha tanto mrito e nobreza nesses
padecimentos !...
Mrito e nobreza exclamou Almeida
rindo-se sarcasticamento=^merito e nobreza!
palavras bonitas, mafc vazas de sentido !
palavras com que os homens da mentira
clirismaram verdadeiras abslraccoes sem
realidade Digno de mrito, minha se-
nhora, o homem emprehendodor e enr-
gico, cujo animo altivo e incapaz do ser
ultrajado em seus mais caros sentimentos,
naosoffre, que um rival, que vale tanto
como elle, possua o thesouro de seos so-
nhos! Digno de nobreza, 6 o homem' cuja
alma se rebefla contra a cobarda e pusi-
lanimidade da inacfo, que quer que elle
cruse os bracos, e assista impassivel a con-
summaco de um acto, que lhe trar o des-
espero eterno de seus dias! So merito-
rio e nobre, minha senhora, o homem, que
venceos obstculos, que subjuga*os pre-
conceitos estupidos, o que triumpha dos-
caprichos da sorte adversa, cantand) afinai
a victoria de uma aeco, que o corar de
louros, e fa-lo-ha feliz para sempre !
Oh 1 estou com susto do senhor!...
murmurou Leonor, aterrorisada da expres-
s3o do rosto de Almeida, e do log que
lhe brithava siriistramente nos olhoso cri-
me c sempre crime, e nunca o amor ser-
vira de veo sna deformidade !...
Tem razao, minha senhora! disse
Almeida em tom de mofaas mulheres nao
conhecem o que amor para ellas este
sentiraento nao passa de um brinco de hoje
de que se esquecem amanhaa Semelhan-
te as criancas, que choram um dia inteiro
para alcancarera um boneco, e que despe-
dazo-no apenas o obtem : assim V. Exc.
amou Carlos at hontem ; mas hoje que
est prestes a possui-lo, e que ;conhece,
que o que chamava a sua suprema fe-
licidade depende de um s passo seu, V.
Exc. despreza tudo, inutilisa a obra come-
gada porque ha mais mrito e nobreza
nesse seu procedimenta !...
Consentirei tudo, senhor-1 exclamou
Leonor com dignidade menos que duvide
da grandeza do amor que dediquei e dedico
a Carlos !... Oh I... n3o queira negar-m*
a anica razao cora que posso talvez justinV
car mesmo seus olhos o crime, que con>
metti !...
V. Exc. esteve, e estar sempre jus-
tificada meus olhos^ minha senhora !..,
quer at um conselho, pela pratica do qual
se justificar at com a sua consciencia|
visto ser ella t ssceptvel ?! eu lh'o digo!
Esqueca completamente Carlos, esque-
cendoa immensa paimo que leve por elle^
ajude-o a amar Amelia, elore-a seos
olhos j lio namorados, e apresse o desen-
lace desse amor Miz ; no dia do hymenee
vala a noiva, adorne-a bem, tornando-i
formosissima para prazer do noivo, assisti
ao casamento, e, terminado este, apert
cordearaente a mo do recem-esposo, e
abrace ebeije a esposa ; depois cuide ere
que nada falte a cmara nupcial; seja w
Exc. mesma quem enfeite de Ricos de Afta
verdes e cor de rosa as cortinas do tlialamo;
mesa do festim de bodas beba a saude
dos dous entes invejavais, e jnire-se na
deliciosa felicidade... acabada a festa,'con-
duza os noivos at a entrada da cmara
mysteriosa e perfumada... ah beije ainda
urna vez a noiva, looca de amor e yolupia..
e depois... quando a porta se fechar, e V.
Exc. ouvir o primeiro sculo, seguido de
um longo suspiro... ajoelhe-se, o ore pela
felicidade de sua rival e do homem a quem
V. Exc. amou, e idolatrou tanto !...
Almeida disse estas palavras com um
socego terrivel, e dando a voz pausada uma
inflexo de ironia mortificante. Despertar
no coraco da pobre moca o demonio do
ciume era a ultima arma, o ultimo impulso,
com o qual elle acabara de arrojar de um
s jacto aquella alma to desamparada no
abysmo de seus crimes.
Jogou pois a ultima carta, e esperou
tranquillo pelo resultado.
Houve am instante de silencio.
Leonor, que at entSO se deixra levar
pelas sedceles do refalsado rapaz, tremen
ao approximar-se o momento critico de dar
o seu ultimosim ; a desgrasada moca
lutou com o dever e a amisade de nm lado,
e com a vaidade e o amor d'outro : a luta
foi violenta porm rpida,
Estou- prompta*. senhor !... o que
preciso fazer?... murmurou ella afinal com
voz abafadav e limpaudo duas lagrimas,
que deslisavara-se pelo seu rosto purpurino.
Almeida, que a observava, rio-se eom um
sorriso satnico; o genio do mal animava-o
naquella occasiS.
Pouco, minha senhora ; responde u
elleeu uo sonegoista ; em meu plano o
o menos Dengoso possivel, tem V. Exc. a
parte mais fcil e suave; ouca: a senhora
sublrahir, como pudor, um annel d ca-
bellos, que D. Amelia possue dado por Car-
los ; assim como cortar *esta noite uma
pequea tranca das louras madeixas della, e
dar-me-ha tudo amanhaa sem falta: cora es-
tes preciosos objectos ftare acreditar a Car-
loe, quo elle foi trahido1 indignamente ; que
D1. Amelia ama-me ha muito. tempo; que
agora nao fizemos mais do que reatar e
estreitar as nossas relac5ees amorosas: e
que vista d'isso, nao tem'elle outro reme-
dio sen3o reconhecer o meu direito de
antigwdade.....
Oh! interrompeu Ledhortudo isso
se ha de vir a saber, e entof
Engana-se, senhora; oca-me at o
fim: conheco bastante o carcter altivo de
Carlos para suppl-o capaz d humilharjse
at pedir expeacoes a D. Amelia; e conhe-
co tambem-muito esta para julgal-a capaz
de dal-as> si por ventura Ih'as forem pe-
didas. Cresultado pois da supposta infide-
lidade ser Carlos retirar-se para o seu en-
genho, d'ende nao sahir seno muito tarde*,
e D. Amelia lastimar-se e suspirar tres
dias e tres noites, e enxngar dfepois as, la-
grimas enrealgum sarao. Logo qne as cau-
sas houvtSrein chogado a este p, apresen-
lar-me-het'. requestarei a.bella lourinha, e
pedil-a-hei em casamento : estou certo de.
ser aceito' ainda que seja por espirito de
vinganca, ou despeito. Elfectuado assim
o meu consorcio, induzirei por todos os
meios, e at por astucias Carlos afim de
desposal-a> D. Leonor: e elle desesperado
vira sem rJuvida alguma a dar este passo,
e amal-a-ha- muito, porque V. Exc. digna
d'isso; portanto o seu casamento seguir
necessariamente ao meu. V pois, minha
senhora, que este plano tao bem combinado,
e que ha de ser me'hor executado^ offerece
todas as probabilidades de bon> xito, so-
bretudo a seu respeito; e posso assegu-
rar-Jhe que se algum de nos tiver de ser
mais mal succedido nao ser de certo V.
Exc.
Almeida- menta cynicamente! Concede-
mos que a-respeito de Amelia podesse elle
illudir-se, creodo-a capaz de consentir em
desposal-o- impellida por um sentimento
menos digno; mas nunca a respeito de
Carlos, cuja dignidade e firmoza de carcter
bem sabia nao ter |sido dosmantida era
tempo algum. O abominaver rapaz trahia
at a propria cumplice!..
J comprehendi tudo, senhor! basta;
amanba mandar-lhe-hei o que exige! bal-
buciou forcadamente a moca, contendo as
lagrimas, que raarejavam-lhe nos olhos.
Bem, minha senhora; espero que
amanhaa receberei noticias suas e dar-lhe-
hei rainhas! coragem- e descripeo:
Ah! ahi vem Carlos 1 vou cumprimeiir-
tal-o!:.. >
E.o algoz foi apertar a mo de sua victi-
ma com um desembarace e affabilidade re-
voltante f Leonor, coitarte! nem se atreveu
a olhal-a: uma palavra, um conselho sal-
val-a-hia talvez do crime!...
Ella apoiou tristemente a cabeca em uma
das mos, e assim permanecer: por largo
tempo.
Magalhaes veio desperta-la daquelle pen-
samentear afflictivo.
Minha senhora, sere por ventura t3o
feliz, que consiga destrahi-la dessa melan-
cola, envqiieV. Exc. est ahysmada?
A sua companhia sempre to ama-
*vel! respondeu a moca sem erguer os
olhos. O mancebo nao comprehendeu a
ironia, e proseguio:
Mil agradecimentos, minha senhora!
continu a dispensar-me a mesma bondade,
dizendo-me qual o objecto, que a preoecu-
cupa?
Eojiae pens em consa alguma, se-
nhor.
Perdao, minha senhora! quando uma
moca assume uma altitud to destrahida,
c um ar to melanclicamente potico, como
o de V. Exc. %cisma por certo em alguma
cousa bem interessante..... em amor, por
exemplo ?!
Leonor sorrio-se tristemente; e Maga-
lhaes crendo-se o -objecto da tal scisma sus-
pirou, e requebrando os oHios, balbaciou
com voz aflautada:
Abl 6i fos8e eu ofeliz!....
E se assim fosee, Sr. Magalhaes ?
perguntou a moca, disposta a gracejar com
o mancebo, par* esqnecer as penas que a
affligiam:
Oh! D. Leonor! pergunta-se por ven-
tura ao naufrago sobre um %mar p'rocelloso
o que faria se avitasse perto a praia salva-
dora peTgunta-se ao degradado o que fa-
i se podesso-foltar itsm palrt! rjergon-
ta*se ao boija-IWr o qp6 faria se vlse a bo-
nina com O caHx transbordando de necta-
reo mel! O que faria? ama-la-hia lonca
de^spewiaranitft aitw^lo-^iaooino o nau-
frago a prato sltidori, como o degradado
a patria PcHH4Miifl eomo a rotlnha os-^
poso,eomo a bej*flr ao'me, como our-
arVoi*sa#a,cioalWNtos>co, como
s
suas
? riooleitol Ama-la-hia com todas as
potencias de minha alma!
i I7 Aa<2D0ucomloaoessecrtejodeflHi(i-
/o-A Acabei; porm posso, continuar, se a
senhora quizer!.... respondeu Magalhaes
olhando-a admirado.
D-melicenca para ser franca?
Antes a franquera ainda que amarga
do que a hypocrsia......
Pois bem: o senhor perdeu
bellas palavras e o seu tempo!....
Minha senhora!.....
Sim; essa declaraco tao beinestuda-
da, que o senhor acabou de declamar to
cmicamente, n3o produzio em'mim seno
um profundo desgosto!
Migalbaes enfiou redondamente; verme-
lho, com as narinas Juchadas, com os olhos
embaciadps e baixos, e cabidos os cantos
da bocm, tio poude articular uma palavra..
A moca leve piedade delle, e accrescen-
tou para consola-lo;
Desculpe-me, senjior; mas eu na
amo-o, nem o poderei amar jamis: o amor
todo fatal; e o seubor nao m'o inspirou;
antes dizer a verdade do que engana-lo, n3o
assim?
Obrigado, minha senhora! murmu-
rou o infeliz nainorado, consejfuindo sabir
do torpor em que es ti veraobrigado; eu
me retiro para nao continuar a desgosta-la
mais!...
\
Eao paasar por Marcondes disse:
Fui vergonhamentc derrotado! vai
tu agora ver se consegues ao menas des-
cobrir o nosso rival: nem tive animo para
isso!
E's un pobre diabo! exclamou o
enfatuado calouropois vas assislir ao mais
esplendido triumpho, que a philosopha e
diplomacia amorosa dos nossos dias obter
possam!...
Encaminhou-se endireitando o enorme-eo-
lariuho a Pinaudy para Leonor, que ao- ve-
lo approximar-se disse baixinho:
j Ainda ha pouco o cascabuJI, e ago-
ra o calouro; quei dos dous mais dis
fructavel ? '
Minha senhor, principiou Marcomdes>
tenho a honra de demandar-lhe alguas-
minutos de atlcncao: venbo preenclier
junto de V. Exc. uma commsso dupla.
E quem o encarregou dessa commis-
so, Sr. dmitor? perguntou a moca acen-
tuando a ultima palavra.
Marcondes ao opvir o tratamento to lison-
geiro dedoutor, assumio am ar de im-
portancia, e respoixleu com voz grossa,
pausada o theatral:
A deosa do amor r
Pessima recommendaco f nao entre-
tenho nem desejo enlreter relacQes de es-
pecie alguma com a sua soberana : demais
que das suas credenciaes?
J tive a destincta< de apresenla-las a
V. Exc. quando me foi dada esta flor sym-
bolica disse o estuifcuite saccando da al-
gibeira do paletot um< cravo secco, que
apreSentou a Leonor.
Uma flor velha e moflida t e o senhor
leve a fantasa de guarda-la, o emprestar-
Ihe uma significaco que ella estava longe
de ter, quando lhe foi dada ?!
Perdfle-me, minha senhora: mas um
cravo branco oflertado pela pessoa a quem
se ama, significa.......
Nada s.gnifica,. senhor i- exprimir
quando muito uma arMbilMade,. um deso-
jo de obsequiar e nada mais.
S, minha senhora?
S; o mais uma pretenco vaido-
sa-----
Fcilmente justificada atienta a con-
descendencia e facilklade eom que as mo-
cas .....
Menos isso, senhor exclamou Leo-
nor enrgicamente, e tornand -se seria
nao eonsinto, que eraminlia. presenca se
diga qualquer cousa que ultraje o sexo a
que pertenco!... a delicadeza assim lh'o
devera ter imposta, livrando-mc do pesar
de exigi-lo agora r
Mil perdes, minha senhora, murmu-
rou o rapaz confundidoou nada ia profe-
rir que podesse abocanhar e sexo araavel,
a quem respeito, acato e venero neste mo-
mento na estimavel personalidade de V.
Exc.
Bem: agradeco-lh o cavalheirismo ;
agora-vamos a segunda ferte de sua com-
raiss3o : qual -ella ?
V. Exc. repelio-me t3o formalmente
na exposicao da primeira, que nao me atre-
vo a expr-lhe o objecto da segunda; mes-
mo porque esta uma cnsequencia da-
quella, caso tivesse sido bem succedido.
Nao importa ; diga sempre, que pro-
metto-lhe ser mais accessvel.
V. Exc. promette ?
Sim : pode ficar seguro.
Confio na senhora, e no pacto que
acabamos de celebrar-----
N3o desmentirei da sua confianca.
Pois bem:, V. Exc. ama ?
Leonor hesitou um pouco, e respondeu
depois cora umtom sincero :
Amo f...
Muito ?
Muito !......
E seria indiscripcao perguntor-lhe o
nome do mortal, que mereceu tanta felici-
dade?
. Nao Ib'o posso dizer mais aada...
Note bem; V. Exc. j comeca a fur-
tar-se a sua proinessa! Tomo a liberdade
de lembrar-lhe que entre nos, minha se-
nhora, celebrou-se um pacto perfeito, e
unilateral, visto como houve mutuo con-
senso, e possibilidade de prestaco.
Porm o que o senhor exige de mira
um impossivel moral ?
Muito bem t gostei da resposta, D.
Leonor I Entretanto se eu disser esse no-
me, V. Bxc. n3o m'o negar, nao assim ?
Pode dize-lo!
Almeida ?
A morena suspirou e disse :
N5e....
NSo sei ent3o quem possa ser! ser
o Sr. Niceto ?...
. E' o senhor doutor !___exdamou a
moea com uma risada to galbolWra que
descowertou o pobre rapaz.
Oh I V. Exc. esa hoje de um humor
insupportavel! exclamou elle corra*) de
despeito,
E o senhof de uma indwcripcio into-
leravel I...
Autoftsada por V. Exc. voknH non fit
injuria, minha senhora,..
Leonor laocuu a Marcondes. um olhar
severo, que envolveu-o todo, e fl-o estro-
mecer; e Jevanuodo-se do lagar o ra
estava* oi- eom paaso firmo smar> jMo
do oouMUWidudar. (Comnm** Mmj
, ,, ,..^-.........r,............---
TYf. BO HUM0-1PA MO'01WWHI\ 4
3M
.-

i
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'
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1

^
S
s


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