Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10591


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Full Text
AMO XLI. NUMERO 34
J 9* o



.? j t
Por qnartel pago dentro de iO das do 1. mez
dem depois dos i.0110 das do comecoe dentro do qnartel.
Porte ao correio por tres mezes...........
53000
6$000
750
DIARIO DE
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO NO NORTE
Paraliyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Gear, o Sr. J. Jos de
Oliveira; Maranho, o Sr. Joaqulm Marques Ro-
drigues; Para, os Srs. Geraldo Antonio Al ves &
Filaos-, Amazonas, o Sr. Jeronymo da Gosta.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCXO NO SOL.
Alagoas, o Sr. Claadine Falrao Dias; Baha, o
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, oSr. Jos
Ribeiro Gasparinho.
PARTIDA DOS ESTAFETAS.
Olinda, Cabo, Escada e estafes da via frrea at
Agua Preta, todos os dias.
Iguarass e Goyanna as segundas e sextas feiras.
Sanio Anlao, Gravat, Bezerros, Bonito, Caroani,
Altinho, Garanhuns, Buique, S.Bento, BomCon-
selho, Aguas Bellas e Tacarald.nas tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pesqueira,
Ingazeira, Flores, Villa Bella, Cabrob, Boa Vis-
ta, Ouricury.Salguelro e Ex.nas quartas feiras.
SABBAD0 II DE PEVEBEIR0 DE 1865.
^i- i- i ,,... .. ... .... ,, IM
Por anno pago dentro de 10 lias do 1. mez ,,,.,.. 19(000
Porte ao correio por um anno ..,.,...,.,.,, 3J000
Serinhaem, RioFormoso, Tamandar, Una, Barrei
ros, Agua Preta e Pimenteiras, as quintas feiras.
liba de Fernando todas as vezes que para ali sabir
navio.
Todos os estfelas partem ao meio dia.
EPHEMERIDE8 DO MEZ DE FEVEREIRO.
2 Quarto cresc. as JO h-, 48 m. e 58 s. dat.
10 La cbeia as 2 ii. 7 m. e 16 s. da t.
18 Quarto ming. as 7 h., 18 m. e 4 s. da t.
25 La nova as 5 h.. 43 m. e 22 3. da .
AUDIENCIA DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda. quintas s 10 horas.
Juizo do commercio: segundas s 11 horas.
Dito de orphos: tercas e sextas s 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sexta? ao meio
dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados a 1
hora da tarde.
DIAS DA SEMANA.
6. Segunda. S. Dorotha v. m. ; 9. Autholiano m
7. Terca. S. Romualdo ab.; S. Ricardo rei.
8. Quarla. S. Joao da Matta ; S. Corynthia m.
.9. Quinta. S. Antonia v. m.; S. Ansberto.
JO. Sexta. S. Guilherme duque; S. Silvano b.
11. Sabbado. S. Lzaro b.; S. Clocro.
12. Domingo. S. Marcello p. m.; S. Eulalia v. m.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 4 hora e 30 m. da tarde.
Segunda as 4 horas e 34 minutos da manhaa.
PARTIDA DOS VAPORES COSTE1ROS.
Para o sul at Alagoas a 14 e 30; para o norte
at a GraBja a 7 e 22 de cada mez; para Fernn
do nos das 14 dos mezes de Janeiro, marco, maio,
julho, selembro e novembro.
ASSIGNA-SE
no Recife, na livrarla da praca da Independencia
ns. 6 e 8, dos propietarios Manoel Figueirda de
Faria & Filho.
PARTE OFFICIAL
GOYRRNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 8 de fevereiro de 1865.
Officlo ao coronel commandante das armas.A
V. S. faco apresentar o cidadao Lourenco Justlnia-
no da Silva, que se offereceu para servir no corpo
de voluntarios da patria, alim de que mande alsta-
lo se estiver as condices legass.
Dito ao mesmo. Faco apresenlar V. S. para
ser alistado, se estiver as condices legaes, o
guarda da secco urbana do corno de polica Fir-
mino Jos Tavares, que se offereceu para servir no
corpo de voluntarios da patria.
Diio ao mesmo. Queira V. S. mandar alistar,
ama vez que estejam as condices legaes, os pai-
sanos Herculano de Souza Bandeira e Antonio Jos
dos Santos e Silva, que se offerecerara para serv-
rem no corpo de voluntarios da patria.
Dito ao mesmo. Queira V. S. informar acerca
do que pede Mara da Conceico e Mello no inclu-
so requerimento, lendo em vista o resultado da
inspeccao a que se procedeu por occasio de offe-
recer-se o marido da supplicante, Joaquim Pedro
da Cruz, para servir no corpo de voluntarios, man-
dando preceder a nova iuspeccao se julgar neces-
earia e onvindo o marido da supplicante.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de mandar alis-
tar, se estiver as condigoes legaes, o cidadao Ren-
to Pereira Guimaraes, que se offereceu para servir
no corpo de voluntarlos da patria.
Dito ao mesmo. Convenbo em que seia tranfe-
rido para o 4 balalbo de artilharia a p, como
pedio no requerimento sobre que V. S. informou
om offlcio o. 259 de 7 do correte, o soldado da
compaohia de artfices Jsrooymo Clemente Ferrei-
ra : o que declaro a V. S. para expedico das con-
venientes ordens
Dte ao mesmo. Remello incluso o offlcio do
inspector da thesouraria de fazenda n. 80, de 27
de Janeiro ultimo, aflu de que V. S. se sirva de
informar nao s se o laboratorio pyrotechnico lem
necessidade de relogio comprado a Francisco Jos
Germano, reas lambem qnal o merecimento e es-
tado do referido reiogio.
Dilo ao inspector da thesouraria de fazenda.
Respondendo ao offlcio que V. S. me dirigi em 4
do corrente, sob n. 97, tenho a dizer que pode
mandar pagar sob ralnha responsabilidade, nos
termos do decreto n. 2884 do 1 de fevereiro de
1863, agratificacao que venceu no mez de Janeiro
ultimo o recrutador geral neste municipio e no de
Olinda, e bem assim a que for veocendo d'ahi por
dianie at segunda ordem do governo imperial.
Dito ao mesmo. Expeea V. S. as suas ordens
para que nao havendo inconveniente se passe a
Joaquim Francisco do Reg muios dos terrenos ns.
25 A e 25 B citos na rna da Florentina desta cida-
de, visto ter elle arrematado a casa edificada em
tae? terrenos e provado a impossibilidade de con-
seguir o original do titulo concedido ; o primitivo
foreiro do qual dever previamente apresentar cer-
lidio.
Dilo ao mesmo.Remeti V. s. para fins con-
venientes as comas da receita e despeza do hospi-
tal militar no mez de dezembro ultimo, acompa-
nhadas do parecer da junta que as examinon.
Dita ao mesmo. Remello V. S. para os con-
venientes exames, as inclusas copias das acias do
conselho administrativo, datadas de 16, 20 e 27 de
jaueiro ultimo.
Dilo ao mesmo.O juiz municipal e de orphos
do termo da Escada bacharel Luiz Antonio Pires,
entrn em 6 do correlo, no goto de urna licenca
de 30 dias que Ihe foi concedida pelo Exm. conse-
lheiro presidente da relaco : o que a V. S. com-
munico para sen conliecimento.
Dito ao mesmo.Em 7 do correte, entrou o
juiz municipal e de orphos do termo do Pao d'Alho
bacharel Maximiano Francisco Dnarte, no goso de
um mez de licenca que obteve para tratar de sua
saude, o que a V. S. communico para seu conheci-
mento.
Dito ao commandante superior da guarda nacio-
nal dos municipios de Barreiros e Agua-Preta. -
Nao tendo V S. remeltido anda a relaco nomi-
nal dos offlciaes do batalho n. 46 da guarda na-
cional sob sen commando superior, que deixou de
acompanhar o seu offlcio de 3 de desembro de 1863
cumpre que a ministre coma niaior urgencia pos-
sivel.
Dilo ao commandanle superior da guarda nacio-
nal do Cabo.Nao tendo V. S. remeltido as rela-
coes nominaes dos offlciaes da puarda nacional do
servco activo e da reserva, sob seu commando su-
perior, exigidas por diversas circulares desta pre-
sidencia e ltimamente pela de 20 de otubro do
anno passado, cumpre que as ministre com loda a
urgencia e de eonformdade com o modello junto
a primeira das referidas circulares expedida em
10 de ontubro de 1863.Igual aos commandantes
superiores de Olinda, Nazareth, Limooiro, Rio For-
mozo e Flores.
Aos mesmos commandantes superiores cima de-
clarados foi exigido o mappa dos corpos e compa-
nhias avulsas do servigo activo* de reserva com
declaracao dos guardas nacionaes fardados e nao
fardados, bem como o do armamento e corrame
destribuidos pelos mesmos corpos e companhias.
Dito ao commandante superior da guarda nacio-
nal de Sanio Antao.Mande V. S. pastar em fren-
te da matriz da freguezh de Santo Antao a hora do
coslumo urna guarda de honra tirada do batalho
n. 23 de infamara da guarda nacional, sob com-
mando superior para assislr a todos os actos da
festa de S. Sebaslio que deve ter lagar no dia 19
do corren!?.
Dito ao directortor geral da instrueco publica. I
Tendo em vista a sua informaco de 7 do cor -1
rente, sob o. 36 dada com referencia ao requer-!
raenio que devolvo de Jos Lustosa de Souza, auto-
riso V. S. a mandar admiltir no Gymnasio Provin-!
cjal como alumno interno o primo do "supplicante
de iiome Caio Lustosa da Cunba, ficando elle obn-
gado a apresentar dentro do prazo de 5 mezes cer-
tido pela qual prove ser o dito seu primo menor
de 12 annos.
Dito a cmara municipal do Recife.Em vista
do que iaormoo a cmara municipal do Recife,
em seu offlcio do Io do corrente, sob o. 9 com re-
ferencia ao requerimento de Manoel Alves Guerra,
tenho a dizer a mesma cmara que ouvindo pos-
soas competentes organise um plano de arborisa-
Co regular e o submetia ao meu conliecimento
para resolver sobre a conveniencia de sua execu-
50.
Dilo a cmara municipal do Pao d'Alho.Com-
munico a cmara municipal do Pao d'Alho para seu
coohecimento e direceo que segando constoa de
aviso do ministerio do imperio de 23 de Janeiro
prximo lindo, sua mageslade o imperador houve
por bem approvar o acto desla presidencia de 20
de setembro ultimo, pelo qual declarou nullaa e.lei-
cao de juizes de paz e vareadores a que se proce-
deu na freguezia da Gloria do Goiat desse muni-
cipio no dia 7 do referida moz de setembro.
Dito ao Dr. juiz de direito de Flores.Nao po-
dendo a cmara municipal de Villa-Bella como rae
declarou em offlcio de 13 de Janeiro ultimo, func-
cinnar na casa de suas sesses, onde se acha rero-
Ibido a ordem de Vmc. o preso de justica, major
Manoel Domngues de Andrade por estar resldindo
juntamente com elle na mesma casa a sua familia,
recommendo a Vmc. que providencie no sentido
de ser d'alli retirada dita familia, afim de que a
cmara municipal nao continuo, a ser interrumpi-
da em seus deveres pelo motivo alludido.-Com-
municouse a cmara municipal de Villa-Bella.
Dito ao juiz municipal de Flores.Sciente pelo
Dito ao vigario da vllia da Boa-Vista.Incluso
remello a V. Rvma., para que mande entregar por
pessoa segura e em mo propria, o offlcio que nesta
data dirijo ao vigario de Petrolina, ordenando-lhe
que sem demora restitua a essa matriz, pelos meios
que julgar raas convenientes, nao s a Padroeira
dessa freguezia, como todas as demais imagens
seu offlcio do U do mez prximo flndo, de achar- pertencentes a malriz da Boa-Vista, V. Rvma. me
se recolhido a cadeia dessa villa o criminoso de participar do dia em que dito offlcio fr en-
mone Jos Moreno, tenho a dizer em resposta que trege.
louve a escolta que effectuou aquella priso, e me Pode V Rvma. receber, alera dos livros que j
informe circunstanciadamente quaes os crimes tem em seu poder, os cadernos que tralam de lan-
commcliidos pelo referido Moreno, bem como se camenlos dessa matriz, urna vez que o desleixo de
foi por elles processado e qual o estado dos respec-i algons parochos tal que nem curara dos registros
ti vos processos. da sua freguezia. Se V. Rvma. nao receber al-
Portaria. O presidente da provincia resolve no-' gom livro de lancamentos de bitos, pergunte em
ear o engenheiro Joo Luz Vctor Lieuthier pira meu nome ao aniigo parocho onde esto esses lan-
raear
servir o lugar de agrimensor as diligencias a'que
tem a thesouraria de fazenda de mandar proceder
para concess5es de terrenos de mannha.Fizerara-
se as necessarias communicacoes.
Dita.u presidente da provincia, tendo em vis-
ta a informaco do inspector da alfandega datada
de 7 do corrente, resolve conceder licenca aos ne-
gociantes Johnston Pater di C, para remelteiem
at dez mil arrobas de carne de charque no brigue
inglez Vllswater para a cidade de Macei, devendo
esta portara ser apreseniada ao mencionado ins-
pector e a quem mais locar.
Expediente do secretario do governo do dia 8 de
fevereiro de 18Co.
Offlcio ao Dr. chefe de polica.O Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, manda aecusar recebido o of-
flcio desta data, n. 190, com quo V. S. apresentou-
Ihe o cidadao Lourenco JusUniano da Silva, que se
offereceu para servir no corpo do Voluntarios da
Patria ao qual deu-se o conveniente destino.
Dito ao director geral da instrueco publica.
Sua Exc. o Sr. presidente da provincia, manda
communicar a V. S. para seu conliecimento, que
tendo em vista a sua informaco de boje datada,
sob n. 39, conceden a Mara Chnstiana Cavalcanti
Pessoa tesar, a dispensa que pedio de apresentar
de momento a sua certido de Idade, afim de poder
inscrever-se no concurso que deve 1er lugar no da
14 do corrente, para provimenlo das cadeiras va-
gas do sexo feminino, llcando a supplicante obri-
gada a apresenlar a referida certido no prazo de
30 dias.
caras irmas na formacao de um corpo de volun-
tarios para marchar era soccorro da patria.
O ur. chafe de polica acompanha a administra-
cao em todos os_pontos e as suas medidas patrio-
ticas em relaco aos recursos que se agenciam
para o sul.
Vou resumir o que se ha fito n'estes ltimos
dez das acerca d'esse assumpto.
A victoria de Paysand foi festejada em Jara-
gu, com illuminacao geral e urna banda de m-
sica, havendo demonstracoes entusisticas.
Hoje n'aquella povoacao foi dita urna missa com
solemnidade |>or alma dos bravos que pereceram
no ataque de 28 de dezembro prximo passado 2
de Janeiro do corrale auno.
A 31 de Janeiro prximo passado o Exm. Sr.
desembargador presidente da provincia dirigi s
camenlos, e remetta-me a resposta que elle Ihe dr. autoridades da mesm, s influencias, ao senador
7 c aos tres deputados geraes, que ora se acham en-
Offlcio ao vigario da villa de Rananeiras.Ti- trenos urna circular, persuadlndo-os a altrahir e
nho presente o seu offlcio Armado em 16 do pro- ajuntar pessoas para se alisiarem no batalho de
PERNAMRUCO.
ximo passado ao qual respondo.
A' vista da declaracao que V. Rvma. me remet-;
leu dos dous capites inglezes, authenticada pelo
cnsul respectivo, os quaes certiflcam que o nu-
Mote se conservou sempre solleiro durante o tem- i
po em que navegou em navios britannicos. vis-1
la da jnformaco que no sea offlcio me ministra,
voluntarios da patria. J em data de 9 do mesmo
mez foi distribuido um convite do mesmo admi-
nistrador convidando a provincia para esse mis-
ter. .
S. Exc. dirigir aos brasileiros residentes n'esta
provincia e seus habitantes urna proclamaro en-
tusistica com o nobre flm de excitar o p?trio
pode V. Rvma. consentir que se effeitue o casa-! tismo nacional para o alistamento dos cidados as
?--
DE
CiOYHHXO DO BISPADO
>i:it\ tiiinreo
SEDE VACA\TE
Fevereiro de 186o
Continuaqao do xpediente do dia 4.
Offlcio ao Exm. Sr. presidente da provincia.
Acenso recebido o offlcio de V. Exc. datado de 3
do corrente, ao qual respondo.
O processo que a peticionaria Rosa Mara da
Conceico devia seguir para obstar promptamen-
te a qualquer casamento de Jos Carneiro Maria,
urna vez que elle havia deflorado a filha da qne-
xosa, menor de 16 anno*, era recorrer ao vigario
respectivo, e perante elle por o impedimento com-
petente. Como porm pode ter havido omisso a
este respeito, nesta dala me dirijo ao vigario de
Pao d'Alho, impedindo o casamento de Jos Car-
neiro Maria com qualquer outra, que nao seja a
filha de Rosa Mana da Conceico. E como toda
a demora possa sor prejudicial, rogo V. Exc.
qne se digne enviar com presteza por qualquer
meio seguro e commodo, o offlcio que remetto in-
cluso para o vigario de Pao d'Alho.
Dito ao vigario de Pao d'Alho Constando-me
que Jos Carneiro Maria, que est correndo ahi
os proclamas para se casar, deflorou urna moca
menor de 16 annos, filha de Ro*a Mana da Con-
ceico, lance V. Rvrn. o competente termo de im-
pedimento no livro destes, e obste ao casamento
de Jos Maria com qualquer oulra moca que nao
seja a offendida, at que seja expurgado este ira-
pedimento e eu revogue esta ordem.
- 6
Offlcio ao Dr. chefe de pericia.Nesta data me
dirijo aos vigarios do Pilar na provincia da Para-
hybae de Cruangi nesta provincia, requisitando
as duas cnidoes que se me pede no seu offlcio
de 23 do prximo passado a que respondo.
DOM vjgario do Pilar.Para saiisfazer a re-
quisicao que, a bem do servico da jostra, ma fez
o Dr. chefe de polica desta provincia, cumpre que
V. S. me remella com a possivel brevidade a cer-
tido de baptismo do pardo Bellarmlno, filho na-
tural de Antonia Francisco Leal, branco, e de
Florinda Maria da Conceico, preta, o qual pardi-
nho. foi baptisado nessa freguezia pelos annos de
1840, pouco mais ou menos, no lugar denominado
Salgado, sendo padrinhos domingos de tal e The-
reza de tal-
Dito ao vigario de Crnang. Para satisfazer a
requisco que por parte da justica me fez o Dr.
chefe de polica desta provincia, cumpre que V.
Rvm. me remettacom a possivel brevidade a cer-
tido de baptismo da parda Antonia, filha natural
de Antonio Francisco Leal, branco, e de Florinda
Maria daConceico, preta, a
que acompanha-
mentode Amaro Antonio Fernandos com a menor
Maria Rosa da Conceico Ramos, nao ihe cons-
tando aliunde impedimenta algura cannico ou
civil.
Devolvo lodos os documentos
ram o seu offlcio.
Dito ao vigario de Caruar.Nesta data autori-
so o Revd. vigario de S. Jos de Bezerros para por
esta vez numerar e rubricar os novos livros que
tem de servir para o oso dessa matriz. Fica assim
respondido o offlcio de 14 do prximo passado.
Dito ao vigario de S. Jos de Bezerros.Autori-
M a V. Rvma. para por esta vez numerar e ru-
bricar os livros que tem de servir para o uso da
matriz de Carnar, os quaes Ihe serao aposenta-
dos pelo respectivo vigario.
Dito ao vigario de S. Miguel dos Milagres.
Exlslindo aqui urna peticao de dispensa que foi pe-
dida com toda prestesa, a qual das nubentes Ma-
noel Thomaz da Guia e Anna Luzia de Mendonca Cas-
tello Branco, cumpre que V. Rvma. participe a es-
ses nubentes afim de que procurera dita dispensa,
queja chegoo do Rio de Janeiro.
CAIXA PA
De ordem do Exm. e Rvm Sr. vigario capitular
desta diocese, publico a canta total da Caixa Pa
no trimestre de novembro do anno prximo passa-
lileiras dos corpas de voluntarios da patria.
O Sr. major Caslro, commandanle do corpo de
polica, seus offlefaes e mais pracas, a convite do
administrador da provincia, se offereceram ao
mesmo Exm. Sr., para marchar e fazer parle do
nosso exerciio do sul. Assim, pois, o Paran que
se espera aqui do norte a 20 do corrente, deve
conduzr essa porcfio de bravos voluntarios da
patria que vo so unir a seus irmos para a des-
affronta de nosso bro o pundonor, vilmente ultra-
jados pelo selvagem d'Assumpcao.
Acham-se alistados ja como voluntarios da pa-
tria e preparados para embarcar qaando aprouver
ao governo mais de trala cidados, segundo cons-
ta-rae, e entre elles tres offlciaes.
Do Penado tem viudo lambem offlciaes e solda-
dos como voluntarios.
O Sr. lente coronel Vicente de Paula Carva-
Iho, commandante do batalho de guarda nacional
da Anadia dirigi a todos os seus camaradas dina
patritica proclamarn, na qual promette que mar-
char a frente de 200 soldados, d'eolre os 700 de
seu corpo, e reooir-se-ho em breve ao corpo dos
voluntarios da patria, que se est organisando
para desaffrootar a honra da nacao offendida pelas
ingratas repblicas do Uruguay e Paraguay.
Os habitantes d'esta capital de todas as' classes
e jerarchias sociaes, bem como os de Jaraga tive-
do a Janeiro flndo, apresentada pelo Rvm. Sr. chan- rara a idea feliz de se reonirem e assentarem as
tre reilor Jos Joaquim Camello de Andrade, a cu-
jo cargo est a mesma Caixa Pa por determinaco
do Exm. Sr. vigario capitolar.
Cidade de Olinda, 7 de feverBiro de 1865.Cone-
go, Joaquim Ferreira dos Santos, secretario do bis-
pado.
Total da despeza da caixa pa no trimestre de
novembro do anno prximo passado i janeiro
ULTIMO.
A Caixa Pa despendeu neste trimestre com os
subsidios dados aos recolhimentos do Recife, Olin-
da, Iguarass, Goyanna e Papacaca ; cem os se-
minaristas pobres; com a subsidio dado mensal-
mente aos pobres do Recife e de Olinda, e com as
esmolas avulsas, como ludo consta do assenlos
respectivos, a quantia de 5:1353320.
bases de urna grande guarda cvica, para, na
ausencia do corpo policial e das tropas, fazerem a
polica e ronda da cidade e suburbios.
No domingo. 5 do corrente reaniram-se no con-
sistorio da malriz d*esla capital, muitos cidados
para o Gm mencionado e aps muila discusso
foram assenladas as bases da organisaco da guar-
da tica do Macei :
1." foi que nao haver gradoaco alguma ex-
cepeo do commandante de cada patrulha, desig-
nado pelo Dr. chefe de polica, que allender a
que taes commandantes sejam sempre os mais ve-
Ihos em idade :
2.' o servico das rondas nocturnas ser delalha-
do pela secretaria de polica c por semanas, de-
vendo ser publicados pela imprensa os nomes dos
INTERIOR.
Seminario episcopal de Olinda, 5 de fevereiro de ; que tiverem de fazer a ronda da noite n'esse
1865.Chantre reiior Jost Joaquim Camello de An- i dia etc.:
drade', encarregado da Caixa Pa. | 3.a o Dr. chefe de polica o encarregado para--
determinar o numero de guardas, armamento, os
lugares, ele. :
4>* para a polica da mea noite em diante deve-
ro ser preferidos os soltelros ou sem familia.
5. No caso de alarma por incendio ou qualquer
ouiro motivo, todos os guardas alistados, indepen-
dentemente de notlicaco, cjo obrigados a compa-
recer a porta do Dr. chefe de polica, afim de que
este possa tomar as providencias quo o caso
exija.
.' O alistamento da guarda continuar, mesmo
depois de remedida a respectiva relaco ao Etm.
presidente da provincia.
O presdeme di provincia recebeu a primeira
lista com 1H1 moradores desta cidade, aceitou o
offerecimenlo patritico dos habitantes da capital,
agradeceu summamente em nome do governo do
imperador a cujo conliecimento vai dirigir a mes-
qual pardinha foi
baplisada pelos annos de t840 pouco antes ou que se dirgiram a igual fim ?
depois, no lugar dessa freguezia denominado Mo- j Nao sei : o futuro dir,
cs, sendo padrinhos Jos Lopel de tal e Justina Comecarei, pois.
Maria da Conceico. Entregues desde o dia
CORRESPONDENCIAS OO DIA
RIO DE PEH.\AHBUCO.
ALACIO AS.
Macei, 9 de feroreiro de 1863.
O Diario de Pernambnco 6 o grande orgao da
imprensa do norte do Brasil, cojos nteressesadvo-
ga com a mais viva solicitadle.
As Alagoa>, que se orgulha de ser filha de Per-
nambuco de quem ha sido desde o secu'o 17 cora.
panbeira inseparavel tanto nos dias de gloria,
como nos de luto, urna das nove provincias sep- nuTUsla e ollera espontanea,
lentrionaes do imperio da Santa Cruz, sitas^ntre Em Jaragu houve a mesma cousa, e tambem na
o gigante S. Francisco e o immenso Amazonas. povoacao ou suburbio do Bebedouro.
As relacocs estreitas de commercio e identidade I
de costomes (ornara cada vez mais aperlados os' O engenheiro Carlos Mornay, fiscal por parte
vnculos de amizad e harmona que unem os Ala- do governo, das obras do encanamanto d'agua po-
goanos aos Pernambucanos. \ tavel desla cidade, dirigi ao presdeme da provin-
Representando merecidamente o Diario de Per- cia um offlcio por meio do qual se Ihe declara que,
nambuco o norte do Brasil, nao fra de villa e.penhorado pelo hojpitaieiro acolhimento que tem
termo que lenha n'esta provincia, como n'ontras, recebido dos generosos fllhos do Brasil, desde o
um correspondente que o instrua das oceurrencias primeiro dia era que tove a fortuna de pisar as lui de Albuquerque, Manoel Francisco do Carmo,
priocipaes do dia e de estado dos negocios publ-' Draias do imperio, sentio e pode comsigo dizer,! Flix Benigno da Cruz, Manoel Francisco dos San-
j sentiram lambem seus patricios em geral, a affron-: tos, Cypriano Ferreira dos Aojos, Joaquim Antonio
fraca tentativa, como muitas' ta feila ao Brasil pelos agentes do governo britan-
porm, como subdito inglez nao Ihe era da-
REVISTA DIARIA.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia d audien-
cia todos as dias uleis, das 9 horas da manhaa ao
meio da, e as outras smente aos chefes das re-
partieres publicas.
Chamamos a atlenco dos nossos agriculto-
res para a parte do relatoria do secretario do pre-
sidente do Para, hontem publicada em a nossa 1."
pagina, em que aprsenla os lucros que se podera
obter do leite da massarandubeira, arvore que
anuoda entre nos.
Em outra parte do prsenle numero damos a
offerta que faz o Sr. Dr. Nabor Carneiro Bezerra
Cavalcante de Ires mil palmos quadrados, cada
um dos vmte moradores da freguezia da Ba-Vis-
ta, que se alistarem como Voluntarios da Patria,
at 25 de marco vindouro.
Na sesso judiciaria do Tribunal do Com-
mercio, honlem publicada, derara-se os seguintes
essenciaes engaos :
Llnha ultima da 2." columna da 2.a pagina, on-
de se lDespacharam-se os embargosdeve lr-
seesprezaram-se etc.
Linha 63.* da 3." columna, onde estSilva
Guimaraesaccrescenie-se-pela suspeco jurada
pelo'Sr. desembargador Res e Silva.
Depois da linha 68.", deve lr-se O Exm. Sr.
presidente encerrou a sesso s duas horas da
tarde.
Seria conveniente que a proporcao que se
fosse fazendo a obra da canalisaco da ra Nova,
se retirasse tambem das calcadas a. areia, que
nellas se ha amontoada por occasio d excavacao.
Sendo esle ura trabalho que se ha de fazer, v-
se que nao um accrescimo que so pede, ao passo
que lucra o transito publico com a prompta dc-
sobstrueco das calcadas.
Hoje da a sociedade recreiativa Fratermdade das
Familias a sua partida desle mez.
Dando hoje publicidade o relatorio do dig-
no administrador da casa de detenco, Dr. Rufino
Augusto de Almeda, convidamos a leitura publi-
ca para essa peca, afim de que mais se conheca o
zelo desse administrador e o estado lisongeire da-
quelle importante eslabelecimenlo.
Amanha tem lugar a festividade da Senhora
dos Remedios, enjas novenas tem sido feilas com
lodo o brilhantismo, para o qual ha tambem con-,
tribuido a affluencia de pessoas de ambos os sexos
a de condicdes elevadas, quer daquellas paragens,
quer das circumvizinhancas, e al desta cidade,
sem embargo das noiles terem em algumas apo-
sentado um cariz ameacador de'chuva.
O dia festivo annuncia-se ao 'raiar da aurora
pelo toque da msica do 1 batalho da guarda na-
cional, precedendo a isto a subida aos ares de
grande porco de girndolas de foguetes, algumas
das qaaes de bombas reaes. As ceremonias reTi-'
giosas do sacrificio incruento sao eelebradas por
tres ministros do altar, e oceupa a cadeira da ver-'
dade o Kvrad. Antonio de Mello Albuquerque, cu-
ja voz eloquente precenisar a divida da creatura
para com a Mae de Misericordia, que all se
adora.
Pela larde um magnifico balo de formas novas,!
devido insigne artista, assender os ares como
pregoeiro de que vo couiecar os folguedos de
urna cavalhada de mascara e de pao de cocagne,
cabendo um bom premio a quem conseguir tirar o
que existir no respectivo tope.
A' noite enceri'A se o acto religioso com a la-
dainha, aps a qual segue-se o fogo de artificio,
em cujo arranjo tem tudo envidado o artista pyro-
technico para agradar ao publico tanto pela inven-
Co, como pela quahdade.
No dia 4 do correte, s 5 1|2 boras da ma-
nhaa, alguns empregados da va frrea desta pro-
vincia mandaram celebrar missa na igreza matriz
da villa do Cabo, pelo eterno repens dos bravos
que falleceram no assedio e assalto de Paysand.
E' um acto digno de louvor e de ser imitado ; por
>so, o registramos em nossa Revisla.
Hoje se extrahir a 3' parte da 11" lotera
da matriz da Boa-Vista (5").
Pelo vapor Puraltyba, chegado hontem de
Alagas, recebemos jornaes de Sergipe e a carta
de Macei, que vai sob a rubrica Interior, e
para a qual chamamos a altenco dos leitores.
Em Sergipe offerecera-se para marchar para o
sul, como voluutanos da patria, o corpo de po-
lica.
REPARTICO DA POLICA :
Extracto das parles do dia 10 de fevereiro de
1865.
roram recolhidos casa de detenco no dia 9
do corrente :
A' ordem do Illm. Sr. Dr. chefe de polica, Ma- '
noel Jos'do Nascimento, Luiz Jos de Franca,
Martiniano Francisco dos Prazeres, Antonio Fran-
ci'code Lima, Joo N'uncs de Barros, Manoel Pi-
Manoel, Pernambnco, 7 dias, Santo Antonio ; t-
tano.
Thereza Mana de Jess, frica, 70 annos, viuva, S.
Jos ; velhlce.
Mara Ignacia do Sacramento, Pernambnco, 75 an-
nos, viuva, S. Jos ; congeslo cerebral.
_ 8
Joao, esrravo, Pernambnco, 22 annes, solteiro, S.
Jos; anemia.
Laurentina Maria da Conceico, Pernambnco, 9
annos, Santo Antonio; queimadura.
Isabel Maria de Carvalho, Pernambuco, 38 annos.
solleira, Boa-Vista ; phlhyslca pulmonar.
Felicidade, Pernambuco, 18 mezes, Santo Antonio;
convulsoes.
Vicencia Maria dos Santos, Pernambuco, 43 an-
.nos, viuva, S. Jos ; eatharro pulmonar.
Antonio, escravo, frica, 36 annos, solteiro, Boa-
Vista ; phthysica.
Quitea Clara de Almeida, Pernambnco, 38 anno?.
solteira, Boa-Vista ; hypetrophia do coraco.
Padre Bernardrao Teixeira Machado, Pernambuco;
56 annos, S. Jos ; anazarca.
Dmingos, escravo, frica, 53 annos, solteiro, Re-
cife ; hydropesia.
Simplicio Ribeiro, Bahia, 36 annos, solleiro, Boa-
Vista ; tubrculos pulmonares.
Anna, Pernambuco, 3 dias, S. Jos ; espasmo.
Joaquim, escravo, Pernambuco, 10 annos, Santo
Antonio ; hydropesia.
eos da mesma.
Naufragar esta
meo
do ajndar com seu obulo o nobre esforco da naco
brasileira, para sua desaffronla Mas hoje, que o
Brasil de novo se empenha para sustentar sua dig-
ih l'aixo, Jos Manoel Vasco da Rucha, Antonio
Ferreira Ferreira Pessoa de Mello, Jos Pires Ca-
bral, Jos Francisco de Oliveira, Sebaslio Jos
da Silva, Jos Carlos de Araujo, Francisco Jos
- lo de dezembro do Brasil de novo se empenha para sustentar sua dig- dos Sanios Rodrigues e Jos Pedro Emiliano, para
Dilo ao mesmo.A'vista do que V. Rvma. expoe (anno prximo passado de 1864. os destinos d'esta nidade contra o insulto de naces a que elle nao : recrutas ; Jos Francisco de Souza Moreno e Ma-
seu offlcio de 9 do prximo passado e da resposta provincia direceo de seu novo administrador o petence, apressa-se a offerecer ao governo impe- j noel Ferreira de Moura, como criminosos de mor-
que recebeu do Exm. Sr. vico-presidente da pro- Exm. Sr. desembargador Joi) BapMsta Goncalves rial por Intermedio do presidente da provincia, te. .
vincia em offlcio de 21 de dezembro (o qual Ihe Campos, bom como a adminislraco da polica ao' para as urgencias do estado, 50$ mensacs a contar A ordem do Dr. delegado da capital, Joao Bap-
devolvo), convm que a igreja de S. Vicente nao Illm. Sr. Dr. Smasliao Cardoso, ella tem marchado do 4 de fevereiro corrente, dos seus vencimentos j tita dejsouza, para correccao.
continu a servir de matriz, emquaoto nao fr de- desde ento em paz inatheravel e com lsongeiras como engenheiro fiscal do encnamento d'agua po-
cernemente concertada, e nao tver as alfaias e esperancas. j uvel para esta capital.
ulencilios neeessarios para a ministracao dos Sa-
cramentos.
Cumpre, pois, que V. Rvma. logo que receber
este offlcio transfira a sede da freguezia para a an-
tiga matriz, urna vez que os seus parochianos nao
preencheram as clausulas que impuz, quando con-
cordei na mudanca da matriz.
Dito ao vigario de Pelrolina.Tendo V. Rvma.
na occasio de mudar-ss da villa da Boa-Vista
para essa freguezia de Petrolina, por opeo que
delta fez, levado comsigo as iraagens, os livros e
diversas alfaias pertencentes freguezia da Boa-
Visla, e havendo ja entregado os livros e alfaias,
retendo todava era seu poder as imagens, dizendo
ao parocho da freguezia da Boa-Vista qne as v
buscar ; quando sabe que o pevo de Pelrolina
reunido cm o de Joazeiro, e insuflado por alguem,
se oppoe a qne saia d'ahi a imagem de Nossa Se-
nhora aiiiha dos Aojos, Padroeira da mesma
freguezia da Boa-Vista, comu ja succeden quando o
proprio delegado quiz conduzr d'ahi as referidas
imagens, ordeno a V. Rvma. que sem perda de
lempo restitua a matriz da Boa-Vista, nao s a Pa-
droeira, como tedas as imagens que indevidamente
transfer o da freguezia da Boa-Vista para a de Pe-
trolina; sendo que nao o poder escusar a frivola
razao ou pretexto de que o povo dessa freguezia
se opp5e ; porque se V. Rvma. achou meios para
subtrahir matriz da Boa-Vista as suas imagens,
sem que os parochianos se oppozessem ; tambem
agora deve achar meios de restituir as imagens
aos seus respectivos lugares, e persuadir ao povo
dessa. freguezia, que nao deve oppor-se a que o
alheio seja entregue ao seu legitimo dono.
Compre que V. Rvma. me partecipe, logo que
hoarer execulado o qne aqm Ihe ordene.
ro
E' grato registrar aqui um fado, que nao deixa! ^ .
de ter slgniflracao n'esta quadra era que o paiz em "7 Sr;. D,esc,hamPs Mootmoreney, prime,
geral passou por agitacoes internas qanto a poli- conferento d alfandega offereceu-se a concorrer por
tica que tanto nos dilaceron e ha sido infelizmente !suaJ"'e cra a, 1aantl c^'IPJ?f!! ?, *SA f^'
a causa motriz do estado de parausarlo a que che- ca?6es do de/ret0 .deJ7 ** J"etro ultimo a dous
paralisarao a que
gou o verdadeiro progresso da naco. Esse facto
a conflanca que geralmente inspira a todos os
partidos, ao menos at o presente, a aclual admi-
nistracao da provincia.
Paulando seu procedimento pelas regras da jus-
tCa e da verdadeira fiscalisacao que a autoridade
conscienciosa deve exereer sobre as rendas pu-
blicas, ella lorna-se credora de mencao honrosa.
Assim continne, como todos esperam.
Predomina a attenco publica o grande acon-
tecimenio porque ora passa o nosso paiz, isto a
guerra do sul. Fonjado a dirigir suas armas para
exigir a reparacao de negras affroBtas a urna re-
publica visinha mal reconhecida e petulante re-
pellir as provocacoes de oulra que se avantaja na
ingratido e a mais rodlcula selvageria, o Brasil
enenminha suas forcas de mar o trra s margens
do Plata e Paraguay, theatro dos mais Interesan-
tes soccessos para todos os Mitins d'esta parte
d'America.
A victoria gloriosa alcanzada sobre o baluarte
oriental, Paysand, foi digna do exercito brasi-
leiro; n'esta provineia a noticia de tao assignalado
triumpho foi recebida com enlhusiasmo.
Devo dizer que o patriotismo dos Alagoanos nao
est de todo amortecido : elle foi excitado e para
crer qce havemos de figurar entre os briosos bra-
sileiros que dentrq em pooeo iro libertar o Para-
guay do tyrannete caricato que o escravisa.
. A presidencia ha tomado o mais vivo oteresse
1 para qne esta provincia no fique qoem das soas
voluntarios da patria, desde o corrente mez at que
seja declarada a paz entre o imperio e as duas re-
publicas do sul.
O tenente do corpo de polica Tito Passos foi
encarregado de convidar e altrahir pessoas nos
termos do Pcnedo, Anadia e S. Miguel para o cor-
po de voluntarios.
O capilo do mesmo carpo Ponte-Baixa foi in-
cumbido d ratriz.
Os voluntarlos sao instruidos todos os dias
por ara oflkial competente as regras praticas da
mililanga.
Hontem 8 seguiram com suas familias para
dexarera era Sergipe e na Babia, e depois segu-
rem para a corte, os Drs. Joaquim Jos d'Araujo,
Jos Antonio Lopes, Joo Thomaz de Carvalhal,
mdicos do exercito e o pharmaceutico do mesmo
Pedro Sevenano Dantas. Deixam bastantes sauda-
des entre nos ; grande numero de seus amigos
os acompanbaram bordo.
Embarcaram-sc no vapor Santa Cruz, da Com-
paohia Bahiana.
A barca franceza Guilhefihe Tell, procedente
de Pernambneo. no dia 7, com carregamento de
assucar e algodo, ao entrar na barra, encalhra
nos arrecifes; mas com os soccorras enviados
pela capitana do porto e alfandega, foi ella salva.
Termino aqu, e receio nao eacootrat mais
o Parahyba que hoje regressa.
A' ordem do subdelegado do Recife, Maria Joa-
quina da Soledade, e Belmira Mariaana de Alecrim,
para correccao.
A' ordem do de Santo Antonio, Miguel, escravo
de Joo Jos de Carvalho Moraes, para correc-
{o.
O chefe da segunda seceo,
/. G. de Mesquita.
Casa de detenco.
Movimento da casa de detenco do dia 9 de
fevereiro de 1865.
Existiam presos 377; entraran) 29 ; sahiram 34 ;
existem 372.
A saber : nacionaes 298; estrangeiros 20 ; mu-
flieres 3 ; estrangeras 2 ; escravos 45 ; escravas 4,
Total 372.
Alimentados cusa dos cofres provinciaes 159.
Movimento da enfermara do da 9 de fevereiro
do 1865.
Teve alta :
Manoel, escravo de Este vo de tai.
1 Obituario do da 7 de feyebeiro de 1865 no
cemitbrio publico.
Anna Joaquina da Cruz, Pernambuco, 78 annos,
I viuva, Recife ; hepalite chrenica.
Francisco, Pernambuco, 6 mezts, Kecife ; convul-
soes.
Maria Senhorinha da Conceico, Pernambuco, 19
annos, solleira, S. Jos ; febre gstrica.
Braz Bento Bezerra, Afogados, 60 annos, solteiro,
Boa-Vista ; interite ohronica.
Joaquim da Costa Moreira, Portugal, 48 anuos, ca-
sado, negocio, Recife ; ttano expoaianeo.
Manoel, Pernambuco, 1 hora, Sanio. Antonio ; es-
I pasmo.
Manoel Jos da Silva, PernamjHKfs 8Q Minos, ca-
sado, Rectfe; pleurma.
Relatorio .-(presentado ao Mr. Dr.
chefe de polica pelo ndaniais-
trador da Casa de Detenco.
Dr. milino Angasto de Al-
meida.
Casa de Delenco de Pernambuco, 9 de Janeiro
de 1865.Illm. Sr.Pela quarla vez curapro as
. djsposicoes do 5" do art. 91 do regubmenlo de
115 de agosto de 1855, apresentando um relatorio
, do estado deste eslabelecimenlo, sua marcha admi-
nislrativa, e movimento durante o anno lindo.
EDIFICIO.
Conserva-se asseado, e em bom estado de con-
! servaco, necessitando com mais urgencia dos re-
paros mencionados no meu ultimo relatorio, excep-
to a pintura das grades interiores e exteriores das
prises, que foi, ha poucos mezes executada pelos
detentos, fornecendo as tintas a repariico das obras
publicas.
Nao s esta pintura, como toda a mo d'obra para
asseio, reparos e conservago do ed.flcio, foi gra-
tuita, despendendo os cofres da provincia mulpe-
quenas quanlias cora alguns roateriaes.
Convm cuidar-se com a maior brevidade nos
reparos da coberta dos dofls raios, e principalmente
do zimborlo : a ruina que soffrem estas partes do
edificio lem augmentado : ella devida a accao do
einpo, a m quahdade de algumas raadeiras (em-
t regadas anda verdes), e mais que tudo, ao des-
pruldor cupim, contra o qual tem sido infructferos
todos os meios empregados para saaextincco.
Na estaco invernosa que se faz bem sensivel
ta falta dos citados reparos.
O adiam enlo delles, alm de outros males, trar
o do augmento de despezas.
Bastar que a reparti das obras publicas d o
material preciso, e um mostr para dirigir a obra;
o mais fornecer este eslabelecimenlo gratuita-
mente.
Tendo j' dilo que o edificio necessita dos mes-
mos reparos mencionados no ultimo relatorio, des-
necessario ser enumera-los agora.
Cresce cada vez mais a falta de commodos com
o augmento extraordinario de detentos e sentencia-
dos, e que promette ir mais no corrente anno pela
deficiencia de forca para guarda das cadeas no in-
terior da provincia.
Sem a concluso do terceiro raio difflcil ser a
reforma (autorisada pela le provincial n. Sil de
lldejunho de 1861), do systema at hoje se-
guido
Concluido o edificio, poder-se-ha deslinar um raio
para os sentenciados dellnilivamenle ; ouiro para
os pronunciados e sentenciados appellados; e o
terceiro para os detentos, e em processo. E assim
clasificados regularmente os presos se poder en-
lo eusaiar o systema de priso, que parecer mais
conveniente e adaptado as circumstancas do
paiz.
Todo o trabalho q_ue nao for baseado nesta sepa-
rarlo ou classificacao, me parece que ser pouco
proveitoso. Alm de que, nao considero conforme
com a justica e equldade submeller ao mesmo re-
gulamento, sujeilar ao mesmo Irajammto destina-
dos ao individuo reconhecido criminoso pelos tri-
banaes, o cidadao que anda pode ser declarado in-
nocente.
O regulamento de 15 de agosto, bastante rigoroso
para urna simples Casa de Detenco, manda divi-
dir os presos em quatro cla.-ses, e estas em secc5es
segundo o sexo, idade, moralidade, posicao social
do individuo, egravidade do delicio.
Entretanto nao tem sido nesta parle fielmente
execulado pela falta quasi absoluta do commodos
para os detentos, e por oulra causa de que adame
falla rei.
Finalisarei este capitulocom a seguinto observa-
co : o edificio que apenas pode receber comas
commodidades legaes 200 homens, contm prese"-
temenle 404.
CLASSIFICACAO DOS DETENTOS.
Alm da causa cxposla no capitulo antecedente,
lato hoje com urna difflculdade para a classcaro
dos sentenciados definitivamente : a falta de
communicacao official esla administracao das
sentencas definitivamente proferidas pelos tribunaes
do jury, ou pelos juizes de direito, e autoridades
policiaes, nos casos em que Ibes cabe ojulgamento
definitivo.
Nao deve admirar, que das comarcas do interior
nao venhara communicacoes das senleocas decre-
tadas contra os criminosos removidos para este
edificio, quando as mesmas faltas se notam a res-
peito dos sentenciados nesta capital.
Funccionou em o anno passado o jury deste ter-
mo em seis sessSes, julgaram definitivamente os
juizes criminaes, e nenhnma communicacao rece-
ben esla administraco das sentenras proferidas
contra varios reos recolhidos a esta Casa.
lia poucos dias exigi V. S. que esta administra-
Cao informasse se constava ser sentenciado o indi-
viduo de nome Joo Manoel Rodrigues, preso por
moeda falsa, e qne qneria ser remedido para o
presidio de Fernando ; entretanto qne j elle se
preparava para ir curaprir sentenca, e anda era
considerado simples pronunciado.
Como este mallos outros existem ; saccedendo
receberem alguns o alvar de sultura por terem
cumplido suas sentencas nesta Casa, qaando ainda
eram elassifleados detentos. Outros contionam
presos tendo j cumprido as sentencas, por faltas
de guias vindas dos termos em que foram condem-
nados.
Jovino Nunes Pereira, Lanrentino Cerreia de
Barros Araujo, Antonio Joaquim do Espirito Santo,
Francisco Antonio de Frailas, Severino Jos de
Franca, Manoel Antonio Rabello Seabra, Manoel
Francisco de Sant'Anna, esli neste ultimo caso
na data f m que este eserevo, alm de Vieente Pon-
do Ferreira, Felippe Gomes da Costa Alvarenga e
Thom Francisco da Silva, mandados por em-Nber-


Diarlo de Pernanabneo Sabbado tt de Feverelro de I 8&.
dade pelo tribunal da relagao, por ordem de ha* deporem em alguns processos como testemunhas
beas-corpus, por terein nalsado as setrteocas. de fattos pnrticado* oaquelle presidio.
i, l'-ii-i -..iit *. .< mi Ha fin-! Sbeo Bo numero de 16 os que ao anno Ando
vieram d'alli para o mencionado Bm, eooservaado-
se no estabelecimento detde raaio at esta data. Co-
mo V. S. sabe, os sentenciados no presidio de Fer-
nando sao alimentados custa des cofres geraes'.
Tambera para este augmento conrorrea a ele-
vacao do custo das dietas e alimentado, relativa-
mente ao anno anterior, em qne os abates as ar-
rematagdes foram maiores.
Pelo sustento dos escravos, pagam os senhores, o
mesmo qne se cobra no deposito geral, isw 400
re. diarios.
As vantagens que me resnltam deste forneci-
mento sao taes, que considerara como um bene-
ficio se passasse elle a ser feito pela thesooraria,
como ja solicitei por mas de urna ver..
ACTOS REUGIOSOS.
Pratiraram-.se todos os actos religiosos necessa-
rios a um estabelecimento da ordem deste.
Nos domingos e das santificados celebra-se mis-
sa no altar central com assistencia de todos os de-
tento*, e diariamente na casa mortuaria. Aos sab-
bados resa-se o tergo a Nossa Senhora. Houve pra-
tlca quaresmal, confissSes, celebracao do mei Ma-
riaone, e Testa solemne Vlrgem da Conceico
padroeira do estabelecimento, no da 11 de dezem-
bro, patente pela primeira vez o edificio, desde as
9 lloras da manha as 6 da tarde d'aquelle dia, a
populago desta capital, que o visitou em numero
soperior a 3,000 pessoas.
Aos enfermos prestaram-se lodos os soccorros
espintuaes, sendo os que tiveram a infelici-
dade de fallecer assistidos em suas ultimas horas
pelo capellao.
Fizeram-se alguns sufiragios pelas almas dos
que morreram, sendo a missa do dia de finados
celebrada pelo Exm. Sr. bispo do Para, D. Antonio
de Macedo Costa, que em viagem para a corte do
Kio de Janeiro, passando naquelle dia por esta ca-
pital, lembrou-se de visitar este estabelecimento, e
nelle praticar mais este acto de caridade evangli-
ca, que tanto o distingue.
Como anounciei no meu relalorio passado tomou
posse da capellana desta casa o Rvmd. padre Tho-
maz Coetho estima, por mim contratado ; e bem
desempenhou suas fuocgoes at o lira do raez de
E' bem aflictiva a posicao do preso que ao Andar
a sentenen na dispde de algum dinheiro, ainda quo
ejaro magros vinteos.
E' forcoso confessar em homenagera a verdade,
que pooco se faz ex-offlcio em favor do preso
pobre.
U que dispde de meios pecuniarios, anda bem
nao lem finalisado a pena, j est em seu poder
a guia ou capia della para pedir o- alvar de sel-
tura i no caso contrario contina na prisao, atenu
alguma alma caridosa deile se compadeg.a ; porque
do cartorio das execugdes nada consta a sen res-
peito, embora o reconhecido zelo e sollicrtude do
actual juiz municipal da primeira vara executor
das sentencas.
Nao exagero, e nem levo em vistas dirigir censu-
ras a ninguem ; narro apenas fados pblicos e no-
torios.
Oo exposto resalta somente que dere realisar-se
a idea da creacio de um advogado para os presos
pobres.
Quando installo se a (rmandade da Santa Casa
de Misericordia tiesta cidade appareceu urna vez
oeste estabelecimento um advogade, o finado Dr.
Jos Raymundo da Costa Menezes, por parte da-
quella eorporacao para encarregarse das causas
aos presos pobres. Depois, nem o mencionado ad
vogado, e nem entro voltou a exercer to caridoso
officio em iiomu 4a Santa Casa.
Contmuarei a pedir providencias no sentido de
cessar o pernicioso cosame de poderem os deten-
tos, e sentenciados alimentados a custa propria
ser visitados duas vezes no dia.
A experiencia cada vez mais me convence dos
inconvenientes de semelhante permissao. Aos ma-
les enumerados nos meus relatnos passados, d-
te juntarse os obstculos qne se podem oppor as
deligencias policiaes na descoberla das provas do
crime, continuando os presos em contacto com os
seus amigos, prenles, e at com seus cumplices.
Difficilimo, seno impossivel ser a esta admi-
nistracao impedir femelhante communicacao.
Quanto a imrooralidaae, que aiimentavam as
mulheres de mos costumes, que frequentavam es-
ta casa em crescido numero, ticou sanada com a
approvacao da medida por mim proposte em data
de 6 de maio do anno passado no officio por copia
sob n. 1.
As providencias, porra, sobre o ponto cima ex-
posto, dependen) em grande parle da melhor or-
ganrsago do trabalho. Ao menos todo o sesitentfia-
do deve receber alimentago da casa indeuraisao-
do pelo seu trabalho o cusi della.
A pena do sentenciado nao deve limitar se to
sement a privacfio da liberdade de transportar-se
de um para oulru lugar : deve ir tambem a priva-
rn dos gosos s permtlido aos que nao delinqui-
rn! ; sem o que bem custosa ser a c irreccao do
delnqueme.
Que proveilo por ventura resultar da permissao
um sentenciado por crime de homicidio, e roubo
com circunstancias agravantes, para almocar, e
jantar diariamente a grade com a rnulher e Uibos,
negociar como se estivesse em urna fem, cuidar
por s em lodos os seus negocios ?
Deve por certo ser abolida pralica lao prejudi-
cial.
Prohib a entrada diariamente de meninos e me-
ninas, que em grande namero frequentavam este
estabelecimento em procura de presos, aos quaes
prestavam toda a qualidade de serviros; permt-
tindo-a to sement aos domingos aos que desejam
visitar seus paes.
NJo preciso demonstrar a V. S. os inconvenien-
tes de consentirse que as creancas frequentem as
prisoes, e vivam em contacto com criminosos.
ESTADO DAS PRISES.
As pri.-o-'s conservam-se com o maior asseio
possivel, embra as difficuldades que encontr na
falta quasi absoluta dos utencilios precisos para
manter semelhante estado.
Tres cellulas esto bastante estragadas, por que
sao destinadas a aposentos de loncos, alguns del-
les furiosos, e que, anda urna vez repito, sao aqu
indevidomente conservados.
Sement as pessoas que frequentam este estabe-
lecimento podem fazer idea dos encommodos, e
trabalhos que do estes iofelizes, encerrados em
cubculos, privados de todos os commodos, que a
civtlisacao moderna Ihes concede para a conserva-
cao de seus penosos das.
Al as intemperies d'a.tmosphera esto elles ex-
postos, tendo por leito um pavimento de lijlo ci-
mentado, e por cobertura alguns restos do camisa
ou caica.
4 As vldraeas, que guarnecen) as grades exterio-
res, ficara ao alcance dos loucos; e urna vez des-
truidas, as chuvas, o sol, e o sereno os encom-
ipodam horrivelmente.
Alguraas vezes tenho-os posto temporariamente
as enfermaras, a lira de minorar Ihes os soffri-
meatos : a i i do grande trabalho, correntio perigo
a vida do que com elles lidam.
Recorro poucas vezes a este expediente, para
evitar a repeticao da scena do dia 29 de junho do
anno passado, em que suicidou-se o alienado Bar-
tholumeu Jos da Costa, recolhido a enfermara
para ser convenientemente tratado.
Presentemente existem recclhidos os alienados
Manoel Francisco Alves e Felppe Dantas d'4raujo
Correa tendo fallecido o de nome Manoel do Sa-
cramento.
Como por vezes tenho dito, alm das duas bar-
ras as prisoes terreas, e cinco as dos andares
superiores, urna lorneira para fornecimento d'agua,
e um cubo, nada mais posto a disposico dos
detentas. Otiera nao dispde de meios para man-
dar vir de fra o necessario a conservago da sali-
do, Dea redusido a bem lastimavel situaco, espe-
cialmente os que oceupam o pavimento terreo.
Neste ponto refirerae ao expendido em meus
relatorios passados.
Foi fornecida pela thesouraria provincial a fa-
zenda d'algodao azul precisa para duas mudas a
150 presos pobres em um anno.
Ninguem julgar por certo sullicieote esta di-
minuta quanlidade de roupa para um eslabeltc-
inento que recebe annualmente 4,000 pessoas.
Um homern anda mesmo que nao irabalhe, gas-
ta mas de duas caifas, e duas camisas de aigodo
em um anno: por tanto insuffirente a roupa
que S6 forne.ee para um to grande numero de
presos pobres, e muito longo o praso de sua du-
racao.
DISCIPLINA DOS DETE.NTOS.
Sinto prazer em declarar, que a disciplina se
tem mantido por um modo a rivalisar rom a que
reina nos melbores estabelecimentos da Europa,
codo tem confessado alguns personagens estran-
geros, que em tranzito por esta capital ho visita-
do este estabelecimento.
ALIMENTACAO DOS PRESOS POBRES.
O negociante Joo Carlos Augusto da Silva, an-
tigo fornecedor por arremaiaco, capricha como
sempre em bem desempenhar as suas obrigagoes.
Os gneros alimenticios, e dietas para as enfer-
maras tem sido de excellcote qualidade, superior
mesmo a que se estipula em seus contractos.
Nao foram alteradas as quantidades de alimen-
tos quer para o almoco, quer para o jantar, pelo
que subsisten) as consideragoes que a respeito fiz
no meu ultimo relatorio.
A inspeepao diaria dos gneros alimenticios est
a cargo do digno medico desta casa o Dr. Francis-
co Jos da Silva.
O custo da alimentacao, e dietas das enferma-
ras nos quatro anuos nanceiros passados foi o
segu nte:
Em 1861...........37:3505360
1862..........26:227^896
1863..........23:49ij8l
1861..........21:647co82
O movimento de entradas foi
Em 1861.........2,468 presos
186.........3,261
1863.........3,403
1864.........4,240
As rademnisacoes foram de 3 6,914.
Como tal vez haja quera ignore o que sejam estas
indemnisac/ies, direi, que provm ellas da medida
que propuzem cfflcio de 10 de fevereiro do anao
de 1862.
At enuio ruda se cobrara pelo uso que de me-
dicamentos, dietas e roupa das enfermaras fa-
ziam, os que nao eram considerados pessoas mise-
raveis, e os eseravos recolnidos requesico de
seus senhores.
Anda nao foi recolbido thesouraria o-produr-
to das indemnisacoes arrecadadas no decurso do
anno fiado, porque s em dezembro passado foi que
se ultimaran) naquella reaarticao os exames da
coala das indemnisacoes de 1863, necessario para
o recolliimenio do seu importe.
O custo da alimentacao em o anno prximo pas-
sado seria menor, se nao occorrasse a circunstan-
cia da seren alimonudos custa da provincia, a
tratados as enfermaras por rauitos meze, senten-
ciado requiaiiados do presidio de Fernando, para
538
26
paiarecrntas...............
Fallecern!...........................
Fugio do poder do urbano que o guar-
dara .............................. 1
Foram poslos em liberdade............. 2,664
Total.
3,860
A illuminayo das enfermaras nenhuma despeaa minara o estado das prisoes ; informara-se da sor- comarca do Lmeerro, para onde parti na maabaa
custou aos cofres pblicos durante o anno nodo, e te dos presos, ao modo porpue sao tratados, esta- do da 4 do correte.
o mesmo suceedeu com as dietas extraordinarias, do de seus processes ; ouvera as suas queixas e | Nao acredHo que elle levasse a rogratdSo ao
deque precisaram es doentes. reclamaces; observam a marcha administrativa ponto de em viagem redgr a insultuosa pelioao
A pequea casa morluaria, qae mandei cob- prisao, e fazem miniciosos relatories a respeito,' qne em seu nome foi apresentada no dia 5.
trnir, est bem conservada. lembrando, oa propondo as medidas e reformas Sou iotormado de qne esta petico foi feta a pe-
Os cadveres sao ali depositados at proceder-se qne julgan nteis, e convenientes. dido de Thereza do Espirito S?nto, irma de Ignez
ao exame de verificajo de identidade de pessoa, | Gonviria por certo que o Exra. Sr. presidente da Luzia do Espirit Santo, mulher de ma vida, e que
sendo depois encommendados pelo capellao antes provincia, sob proposta de V. S. nomeasse urna nao tendo mando ou prente algum preso, quer
de seguirem para o cemiterio. commiasao de pessoas habilitadas, e de sua con- vver a cu.la do trabalho dos detentas.
TRABALHO PARA OS DETENTOS. flanea, para syndicar de lodos os actes de mlnha Espero anda que duas ouiras peticoes de igoaos
As offlenas em prosperado, com preferencia a administrcao, principalmente do modo porque theores serao apresentadas uestes dias, am nomes
do calcado por ser o officio que mais facilmeate se ioaagorei, e lenho dirigido o trabalho dos deten- de alguns presos, em virtude de conselhos dados a
aprende. tos ; o procedendo a um inquerito minucioso, fl- mulheres delles por um logista que oegociava com
Alem de todo o calcado, de qaeprecsou o conse- zesse um relalorio circumsiaociado. os dtenlos, e que prejudicado com o systema de
lho administrativo do compras do arsenal de gaerra Mlnha opinio que urna semelhante commis- trabalho hoje adoptado. i
pa? for"?T,m',nl(ldo exercito, em numero de per- sao daverla ser noraeada todos os annos, sendo Na informacao sobre Ignez Lazia disse bastante
to de 4,000 pares fabricaram-se 8,000 pares de ella a encarregada do relatorio, de que traa o ar- para destruir es fados aHegados hoie em nome de th*sarredfrar-se anteas "nacSes
sapatues de pelle de cabra e couro envernisado, ligo 91 5 e actualmente a cargo desta adminis- Joo Ferreira de Lacerda. de tua altivez !
'^ Par,es de borzeguins de diversas qoalidades, tracao | Ha calumnia, quando se diz, qae as mulheres Erguel-vos, pernambucanos e abracados com o
e 1,000 de sapatos para meninos. |. Cnto com a coadjuvaco de V. S. para a rea- dos presos sao maltratadas, e levadas a empurres. pavilhao brasileiro, mo^raque ainda gyra em voS
CQMMMCADOS.
Ao povo peruamlncaiio.
Pernambuco levania-te I
Nao perminido ao leu noTOe soberbo e glorioso
e5arTedfrar-se ante as naces do mundo, sabedor
de tua altivez I
Para chegar-se tao prospero estado j se v lisaco desta dea, que "reputo de summa utli- Appello para o testemunh de quantos lem vista-
que foi preciso dssnender nao pequeos capiUes e dade. do este estabelecimento, e dos que nelle lem estado
organisar o trabalho de modo que os expeculado Frequentavam as prisoes diariamente alguns deudos. Capricho para que os meus subalternos
res nao o podessem transtornar como em principio meninos a titulo de filhos, e ouiros de orphaos tratem com humanidade os presos, e com civilida-
desejarara. ; agregados aos presos, na mais completa miseria ; de aos que os procuram.
Devidamente autorisado rorneci o cabedal preci- vivendo de esmolas, mallraplhos, dorminde jun- Prohib, verdade, a entrada diaria de meninos
so as offleinas; e nao tendo os detentas forca de tos as muralhas, oa sob veihos telheiros as im- nesta casa, peririiltindo-o to somente aos dorain-
capital para poderem demorar em deposito as mednacSes deste estabelecimenio ; commiserando- gos. Nao necessito demonstrar V S a conve-
obras a espera de procura, e nao convindo cooser* me da sorle desles infelizes lerahrei-me de reuni- niencia de semelhante medida,
va-las a merc dos expeculadores, estabeleci um los em ama especie de collegio em urna das de- Como j tenho dito por vezes foi necessario esta
deposito no estabelecimento a disposico dos neg- pendencias da parte do edificio, destinado a rainha belecer nesla casa um deposito de calcado para oc-
hantes de calcado, e da populaco, garanlindo em habitacao, curar da educaco delles, alimentan- correr as necessdades do mercado, marcando pre-
todas as est goes do anno um preco fixo para as do-as e vestindo-os a miaba cusa. 5os fixos vantajosos para os detentas, que por falla
obras, elevndoos mais 20% do que at entao por Quinze o numero destes menores, contando-se de meios nao podem esperar pela procura do pro-
eiias cbtioham os presos, e dando-as ao consumi- entre elles dous de 14 annos que j haviam sido duelo de seu trabalho
2?ff~f2! ;* vezes presos por crimes de furto e roubo. | Nada mais direi a respeito, porque ao coBthe-
tstes 8% servem para garanta des juros do De quasi todos tenho assignado tutella perante o do da peticao, e de seu phraseado se v, que quem
capital empatado, pagamento de um empregado digno Dr. juiz de orphaos desta capital: e as suas escreveu a de Ignez Luzia, que sem saber escrever
engajado por mim para dirigir as offleinas (cujo, idades regulara de 5 a 14 annos. a assignou, escreveu a de Joo Ferreira de La-
ordenado de 7205000) compra de machinas para; Todos aprendem a ler, escrever e contar, e um cerda,
facilitar e aperfeicoar o trabalho, formas, ferra- officio segundo a iotelligencia e vocacao que apre-
mentas, idemnisacao de despezas extraordinarias' sentara,
feitas por mim em beneficio do estabelemento. Os oficios a que se dedleam sao : sapateiro, ca-
Aos que nao podem- trabalhar por conta propria rapia, marcineiro, lorneiro, empalhador, surrador,
se Ihes paga os teitios segnintes: por cada um par fanileiro, alfaiate, ferrero e serralheiro.
de sapatoes de pelle de cabra, 400 a 600 res,' A educacSo religiosa est a cargo do digno sa-
dito couro de lustre 600 a 800 ris, bourzeguins cerdote capellao deste estabelecimento, que della
A resposta que dei a primeira serve para a se-
sas veas o sangue heroico dos antepassados. Nao
deiai que o primeiro lugar que oceupa o vosso
nome nos annaes do Brasil seja tomado, e nelle ou-
tro nome se nscrevaj! Ergue-te luzeiro do Brasil I
Honra o oome de teas pas ; e jamis deveis eon-
sentir qoe os louros triumpbantes que circundara
as campas do herosmo sejam salpicadas pelo ladi-
bro dos covardes I Honra o ten nome : ou deixa
correado regatos de teu sangue que a fama de nm
povo illostre fique gravado em letras de ooro nos
mappas das nacSes! Has de erguer-te leo do nor-
te, satisfazer as exigencias do palz, que reclama
tua valenta, e passando por arcos enflorecidos so-
bre os quaes tremera os auri-verdes penddes, t
alcanzars a palma esmaltadas de mil cores, e dig-
na to somente de tua ousadia. Parli para o cam-
po da peleja, a unio do imperio do cruzeiro, exige
assiin, e l s se espera pelo furor de vossas armas
para salvarse a honra e dignidado de um povo!
Que vos importa pernambucanos a covardia de al-
guns qne nao presam a dignidade que Ihe foi con-
agosto, em que por motivos de molestias deixou o para homens e senhoras de 15000, 1,0280, 1*500 se quiz expontaneamente encarWgar.
exercicio para procurar melhoras sua saude no' a 2*000, calcado para meninos 400 a 640 ris, Com quanto nao faca parte, do estabelecimento
interior da provincia. | e para soldados 700 a 1$000. semelhante collegio, cora tudo entend convenieute
guada. Toda a questo resume-se oa proliibico' fiada ? Que vos importa esse terror pnico de cer-
do comraercio das mulheres nesta easa. tos homens considerados indignos filhos do paiz ?
Para que estas e outras aecusacoes mutas ve-, Isto de nada vos Importa, deveis partir voluntarios
zes repetidas nao venham crear duvdas, e preveo- defensores da patria, e ao soar de caaho unidos a
oes acerca de minha adminstrago, rogo a V. S. f catholica e com a espada em pnnho'haveisde
que se digne sollcilar do Exm. Sr. presidente da | mostrar a naco, e ao mundo inteire que o vosso
Em quanto nao chegou do prosidio de Fernando
o Rvmd. padre Jos Lopes Dias de Carvalho (que
ali e.xerria havia aonos o emprego de capellao)
por mim contratado para substituir o padre Esti-
ma, estove eocarregado da capellana o Rvmd. pa-
dre Lourenco de Albuquerque Loyolla, qae nao
poupou esforros para o bom desempenho dos seus
deveres, mostraodo-se intelligente,activo e zeloso;
Andando a sua comroisso em o primeiro de de-
sembro passado, da em que tomou posse o men-
cionado padre Das de Carvalho, que em nada se
mostra inferior aos seus antecessores.
Nenhuma despeza fazem os cofres da provincia
com o capellao, e sustentago do culto divino- nes-
te esiabelecimeuto.
A mesa regedora da veneravel Ordem Terceira
de S. Francisco encarregou o capellao desta casa
(a comecar de 22 do correle) da celebracao das
missas, que em virtude*de um legado, devia man-
dar diariamente dizer ao oratorio da antiga ca-
deia.
A esmola que por estas missas percebe o padre
Das de Carvalho, em uada intlue sobre os venci-
menlos que Ihe garant, emquanto esliver no exer-
cicio das func-, oes de capellao.
A inbtrucco religiosa dos detentas vai sendo
ajudada pelo mui digno vigario capitular desta dio-
cese, deo Dr. Joaqun) Francisco de Farias, que
solicito pelo bem espiritual do rebanho sob sua
guarda, nao se esqueceu dos :nfelizes recomidos a
esta rasa.
Nos) domingos manda S. Exc. destribuir gratui-
tamente grande numero de exemplares do peri-
dico religioso Oilo de dezembro, escripto era Ira-
guagem propria a comprehensae de todas as cus-
sea da nossa sociedade.e comeado doctrinas essen-
ciaes atado o bom calholico.
ENFERMARAS.
O illuslrado e activo medico Dr. Francisco Jos
da Silva, cargo de quem est o tratamenlo dos
Os apalasamentos e cortes das obras sao pagos a dar delle conbecmeoto V. S.
parte a saber, por cada par de sapatos de couro Devo fazer meneao das honrosas visitas qae fi-
de cabra, corta e apalasamento, 100 rs., dito de zeram a este estabelecimento os Exms. Srs. bispo
couro de lustro 120, borzeguns para homens e se- do Para, D. Antonio de Macedo Costa, marquez de
nhoras 500 a 1*280, calgado para meninos Olinda, conselheiro Cassanco de Sinimb, coase-
100 a 240 rs. j lheiro Miguel Mara Lisboa, o Ilustrado padre Ja- .
As vantagens resultantes deste systema sao : mes C. Fletcher, o actaal do ministro da guerra, o saca0 do trabalho dos detentas, por modo mais re
primo, o eosaio sobre a organisacao do trabalho Exm. Sr. bngadeiro Hennque Beaurepere Roan, RUjar e vantajoso
m despeza alguma para os cofres pblicos; se- e o commandante geral da armada do Per, D., e' o quanio se meofferece a dzer em observan-
provincia, a nomeaeao de ama commissao de pes-; nome ha de conservarse
sdas de sua confianca, para syndicar das faltas que bandeira que defender,
me sao argidas, e do raod-i porque tenbo inaupu-
rado o trabalho e administrado esta casa, dando a
respeito um parecer circunstanciado.
O trabalho da commissao, alm de proveitoso pe-
lo lado de melhor Armar o juzo de V. S. e o do
Exm. Sr. presidente sobre a ba ou m admiras-
tracao dessa casa, servir de base para a orgaoi-
cundo, grande economa para a provincia, que ape- Francisco Carrasco.
as obrlgada a alimentar os presos que nao po- Lisongearam me os julzos e opinioes de to illus-
dem on nao tem em que trabalhar. Contando o tres personagens acerca do estado deste estabeleci-
eslabelecimenlo diariamente de 350 a 400 homens, meento.
o mximo dos alimentados custa da provincia, Resta-me agradecer V. S. as repetidas provas
ainda nao excedeu a 164, regalando sempre de 140 de cooAaoga, eonsideraco e estima que me tem
a 150 ; tercio, conservaco, repares e asseio do prodigalisado, e pedir ao mesmo lempo indulgeocia
edificio gratuitamente, quando antes se despendiam para as faltas que por ventura tenho commettido
contos de ris com esta verba ; quarto,| aperfei- se bem que involuntarias.
Deus guarde V. S.Illra. Sr. Dr. Jos Pereira
da Silva Moraes, chefe de polica da provincia.
O administrador,
Rufino Augusto de Almeida.
esta administraco fosse logo ensaiando algum
que adoecem oeste, estabelecimento, dar em seu| systema sobre o trabalho, para afinal adoptarse
relatorio circunstanciado conta das molestias nellas aquelle que a pralica mostrasie ser o mais con-
coamenlo deste ramo de industria, e augmento de
operarios ; quinto, finalmente, moralisaco dos de-
tentas acostumaudc-os ao trabalho, tote perenne
de beneficios para o hornera.
O calcado para uso do exercito durante o anoo
passado foi foroecido a 2*800 de superior quali-
dade em materiaes e mo d'obra.
e nao pretendesse pedir llccnca para dar po-
blicidade ae presente relatorio teria sido menos
prolixo sobre este capitulo; desojando porm fa-
Tmd,esa/paHecer d0 ammo S certas Pess-oas "" ca assei0 e poe em perigo a seguranca daspri
gumas duvdas acerca do modo, e antorisagao com sges K *" 6 a"v- y
gJSJ*?^ no irabalho do- detentas, darei iJoje venbo dizer V. S., fundado na experieneia
,L&deSerV0lvime0^1a Mf.mito?.'u e nos estQd0S 1 ,e"ho ft't0> q"e a faculdade que
hn 1TiSS q pVIDC,ai n; SM ie,ll,ie jn" se a* a ^as as pessoas de ndistioctamente entra-
nho de 1861, 19 a reforma deste estabelecimento rem Dest casa duas vezes no dia, deve ser restrin-
e sendo esta autonsacao de carcter permanente, gida quant0 as mu|heres de m vida ou vulgar.
emenderam os antecessores de V. S., de combina- mente conhecidas como prostituidas,
cao com a presidencia, que era melhor addiar esta rvenhuma mulher desta classe deve visitar este
reforma para depois da conclusao das obras do
edificio ; porm, quesera de grande utilidade que
cia as ordeos de V. S., quem Dos guarde.
Casa de Deteoco, 10 de dezembro de 186L
Hlm. Sr. Dr. Jos Pereira da Silva Moraes, chefe de
| polica da provincia.
O administrador,
Rufino Augusto d'Almeida.
N. 3.
Movimento da Casa de eiencao, do 1 de Janeiro
a 31 de dezembro de 1864.
Exisliam em 31 de dezembro de
1863..................... 328
Eotraram durante o anoo...... 3,744
Regressaram................. 168
aureado, sempre altiva a
sendo d'est'arte sempre
salva a koora e dignidade de nm povo.
Vivam os voluntarios da patria 1
Viva o povo pernambucano I
Viva S. M. o imperador!
Viva a oscao brasiloira I
O peroatnbucano,
F. O. T L.
DOCUMENTO N. I.
Casa de delenco, 6 de maio de 1864.
Illm. Sr.Em meas relatorios annaaes tenho di-
to que o comraercio diario dos detentas com os vi-
sitantes, e mercadores iranstorna a ordem, prejudi-
Sahiram..
tratadas.
O estado sanitario foi melhor do que em o aooc
de 1863, apezar de grande namero de presos, e ag-
glomenico em qae viveram.
veniente
Merecendo felizmente a confiaoga de V. S. e de
seus dignos antecessores, fui encarregado de to
estabelecimento, salvo o caso de ler de soccorrer
pai oa mi.
Estas infelizes teem grande influencia na mora-
lidade dos detentas e muilas vezes tem concorrido
para a perpetraco de novos crimes quer aas pri-
soes quer fra de I las.
Alm desta perniciosa influencia sobre a moral e
bons costumes, apenas servem para esgotar os al-
" AsW*"a"rV enfermara em 1861 snhiram a 2?5 ? desempenho da'.qnal s tenho tido timos recursos pecuniarios dos detentas que com
as Da xas para a enrerraana em ibw sumram a em vista corresponder a tao subtda prova de con- ellas disoendem o nonen ana Ihes d o trahalho
680, entretanto que o movimento de entradas e sideraco. F "" Z T.i I!"1 lJlJ.L [aD,-
sabidas durante o anoo foi o seguate :
Existiam................ 19
Entraran)............... 402
Saltirara curades......... 369
Fallecern!.............. 24
Foram removidos para a casa de sade do Dr.
Joo da Silva Ramos, atacados de varila 4.
Exisliam em 31 de dezembro 26.
As molestias a que suecumbiram os 24 enfermo?
foram :
Phtysica pulmonar ....... 3
Gastro interitls........... 5
Ascite................... 1
Pulmonte aguda......... 5
Procuro estudar os systemas de trabalhos para
detentas uzados as prisoes de primeira ordem da
Blgica, para adoptar delles o que for applicavel
< as circunstancias do nosso paiz.
All o governo fornece o capital necessario para
o trabalho dos detentas e o director da prisao d-
Febre perniniosa.
Gastro colytis............
Escrophulas..............
Paraplexia...............
Laryngitis...............
Cerebrilis...............
Absorgo purulenta.......
Insiso da garganta (por sui-
cidio) .................
24
As molestias tratadas foram :
Febres intermitentes...... 22
perniciosas........ 3
Gastrite................. 10
Gastro interite............ 5
colites............. 3-
cephralites......... 3
Colites.................. 10
Clicas.................. 9
Dores espasmedicas....... 4
Indigesto............... 18
Bronchites............... 12
Pulmonles.............. 5
Phtysica pulmonar........ 3
Hapalites................ 4
Laringiies............... 1
Ol tes................... 10
Parodites................ 8
Anginas................. 14
efluxos................. 22
Pleuriz.................. 6
Pleurodineo.............. S
Cerehhtes............... i
Cephalalgio.............. 8
Pericardites.............. 5
Paraplexia...."........... i
Asthema................. 8
Anenia................... 24
Orneara................ 5
Diarrhea................ 20
Ferlmentos................. 19
Cootusoes.................. 20
Tumores................... 7
Ulceras..................... 6
Chagas..................... 12
Sarnas...................... 30
Dastros..................... S
Escrfulas.................. 1
Opthalmia................ 9
Varilas..................... 4
Erysipella................... 6
Gnnorrhea.................. li
Epelpsta.................. 5
Syphiles.................... 15
Absorco purulenta........ 1
Rneumaiisrao............... 18
Asciles..................... l
Dos que falleceram de pthysica pulmonar dous
entraran) para prisao em estado bem adtantado de
molestia.
Dos removidos para a casa de saude do Dr. Ra-
mos morreram doas.
Com o tratamenlo dos aneciados de varilas
gastou-se 396*959, quantia bem insignificante
comparada com qae se despenda quando taes
molestias eram tratada as enfermarlas desta
casa.
As enfermaras permanecen) provisoriamente no
quotidiano, e muilas vezes em prejuizo da legitima
familia.
as visinhancas desta casa habita em telheiros e
corligos para mais de 40 mulheres de pessimos cos-
tumes, que vivem a custa do trabalho des presos,
aos quaas se teem agregado como mancebas, ou a
titulo de conslnheiras, engommaderas, lavadeiras
ihe a necessana apphcagao ; dirige as offlenas com e vendedeiras de calcado, em cujos mistares prati-
um empresario de industria, presta contas aogo- cam o furto o o estellionato em alta escala, succe-
verno, percebendo urna porcentagem. dendo muitas vezes desapparecerem da cidade dei-
NJi casa de correccao da corte consta-me que xando o pobre preso, que nellas confiou, em estado
seu director percebe urna porcentagem (5 OjO se de quasi completa nudez, pois que algumas nao sa-
nas estou em erro) do pjoducto das offleinas sob tisfeitas cora o tfurto do producto das obras, tam-
a sua immediata direcfo, fornecendo os cofres bem se apossam da roupa recebida para lavar,
pblicos os capitaes precisos. As rxas travadas entre ellas fazem echo nesta
Aqu nada despendem os cofres da provincia, e casa, produzindo a desharmoaia e a discordia nos
a porcenlagem sobre o preco das obras destina- detentas seus concubino, ou simplesmente apaixo- i
da a garanta do capital empregado, e ".compensa- nados, em prejuizo da ordem e disciplina que aqui
cao das despezas feitas por mim em beneAcio do deve reinar.
estabelecimento. Ha preso que de trabalhador, econmico, bem
O deseio que tenho de fazer alguma cousa til comportado e asseiado, se torna de repente indo-;
a minna provincia me levou a por em risco o pon-1 lente, mallrapilho e verdadeiro tratante: indagada
co que possuo. a causa, urna mulher de quem se apaixooou, de-
Nao miro ouiro interesse. pos de preso, a orgem de sua desgraca : todo o
As offleinas de rerreiro e carapina apenas tra- lucro de seu trabalho pouco para satisfazer os
balhavam nos reparos, e mencilos do estabeleci-' desejos de sua amante ; vende a roupa, empenha a
ment. A respeito deltas reliro-me ao qne escrivi ferraroenta do officio, raloteia os companheiros,
oo meu ultimo relatorio. ; furta 0 material da offlclna em que trabalha, e tu-
Tenho empregado alguns presos sustentados a' do isto para que a mulher, de quem se trnou amo-
casta da provincia no quebramento (gratuitamen- roso protector se apreseute na grade da prisao
te) de pedras para Macdam das estradas da pro- bem trajada, de modo a rivalisar com a de seu
vincia, mandando a repartico das obras publicas companheiro, ou com a de seu visinho. Semelhan-
recehelas no caes, sem despeza de carrego, e des-1 te imraoralidade nao pode por certo ser tolerada,
carrego das canoas.
Nao me foi ainda possivel realisar como tencio-
nava o Aamenlo do aigodo, e tecido de panno,
para o que j receb um tear ; e que talvez possa
levar a efleito no corrate anno.
EMPREGADOS
Era geral capricha os empregados era bem
camprirem os seus deveres.
e pa"ra acabar cora ella, que venho pedir V. S.
] autorisaco para prohibir a entrada de taes mulhe-
res neste estabelecimento, salvo o caso que previ.
I Os inconvenientes da falta de quem prepare a
I alimentario, lave a roupa, venda o calcado, e com-
pre o material para os que nao sao casados, esto
sanados.
Ha vendedeiras e vendedores de gneros alimen-
ao ajudante Jos Elias de Olveira devo agrade- ticios j preparados com asseio, e por baixo preco;
emienios pela leal, franca, e intelligente coadjuva- no estabelecimento os proprios presos tem o neces-
cao que me lem prestado. sar0 para lavar a roupa oceupando-se outros nes-
n 1 um cv!r reclaraar ainda oma vez, te officio e no de eogommar mediaole mdica pa-
cooira.aexigaidadedosveuclmentos dos guardas, ga: o calcado comprado pelos logistas que os
ao esenvao, e principalmente do enfermeiro. vem ou maodam procurar; o material est ao al-
'uneconarics nao canee do detento dentro do estabeleciraeolo pelo
Existan) em 31 de dezembro de
1864......................
Os 3:744 presos entrados foram :
. Qualidades.
Brancos .........
Pardos...........
ludios............
Pretos...........
Coud(oes.
Livres............
Libertos..........
Escravos.........
Sexos.
Homeos..'........
Mulheres.........
Estados.
Solteiros.........
Casados...........
Viuvos...........
Idades.
De loa 20 annos..
De 21 a 30
De 31 a 40 ..
De 41 a 50 <
De 51 a 60 ..
De 61 para cima..
Nacionalidades.
Brasileiros.......
Portuguezes......
Americanos.......
Francezes........
Inglezes.........
Hespanhes.......
Italianos.........
Africanos........
Outras nacoes.....
A ordem de quem recolhidos.
Presidente do tribunal da relacao
Dr. chefe de polica............
Dr. juiz de direito da 1* vara
Dr. juiz especial do commercio..
Dr. juiz muoicipal da 1* vara
Dr. juiz muoicipal da 2* vara...
ur. juiz de orphaos............
Dr. delegado do Io districto.....
Delegado do 2 ditricto........
Delegado do 3 dislrieto........
Subedelegado do Reeife........
de Santo Autonio.
de S. Jos.......
da Boa-Vista.....
da Capunga......
t dos A fugados.....
i da Magdalena-----
do Peres.........
do Poco da Panel la
da Varzea.......
< do Jalma to......
de S. Lourenco da
Malta..........
de Mari beca.....
Juiz de paz do Reeife...........
Juiz de paz da Boa-Vista.......
Depositario geral..............
Recrutador...................
Motivos das prisoes.
Morte.............................
Teotativa de morte..................
Roubo.............................
4:240
3:860
380
683
1,763
57
1,241
2,967
63
714
3,305
439
2,860
700
184
1,035
1,500
750
343
98
18
3,204
168
7
9
52
lo
3
263
23
1
575
2
o
15
4
2
206
2
13
414
494
673
428
159
10
26
37
31
39
14
1
18
1
1
4
369
sao devidamente retribuidos. Percebera mensal-
niente a mesma quantia que um pra^a da compa-
nhia Urbana ; entretanto que as suas cathegorias,
deveres, e responsabilidade sao difierenles.
ESCRIPTURACO
Os livros de que trata o artigo 105 do regula-
71
10
71
138
9
3
114
12
4
Furto................................
prego porque se pode obler em primeira mo, co- j Stellionalo...........................
mo poder V. S. veriAcar por si ou por urna com- Infanticidio..........................
misso de peritos por V. S. nomeado. Ferimentos e offensas physcas..........
Mandei vir directamente da Europa sob a mioha' Armas prohibidas.....................
garanta grande quanlidade de material, e compro Danno...............................
em primeira mo a sola e couro, cedendo tudo i Rapto................................
memo, eslao em da, notando-se algumas faltas e' pelos preces das facturas e cenias dos veodedores.! Estupro.............................
erros oa escriptarago relativameote ao auoo fiado. Os beoeficios resultantes desta medida lera sido! Defloramento.........................
(e ja sanadas) devidos ao actual esenvao. | sentido pelos presos, que confessam auferr hoje Reduzir a escravido pessoa livre........
Empregado honesto, e onerado de familia, falta- lucros que nunca obti veram. i Moeda fala........ .
Ihe a necessana pralica e assiduidade. Esperando que V. S. se diguar abrevar este I Resisteoca...........................
Os guardas que coadjuvam o servieo dasecre-.meuprocedimeoto quaulo ao foroeciraeoto do ma- \ Tirada de presos.....................
tana procuram bem desempenhar as suas func- ferial, aguardo a resposta de V. S., para meu go- Briga ou desorden............. ...... 568
,'oes- ____......._______ veroo oo que diz respeito a medida que solicito. I Averiuuaces......................... 276
Deus guarde V. S.Illm. Sr. Dr. Abilio Jos
lavares da Silva, chefe de polica da provincia.
O administrador,
Rufino Augusto de Almeida.
Illm. Sr.Em mioha loformaco acerca de que
contra mim allegou Ignez Luzia do Espirito Santo,
em urna peticao ao Exm. Sr. presidente da provin-
VIGILANCIA EXTERNA.
E' feita com a possivel regularidade pela forca
que corapoe a guarda, hoje bastante resumida.
Dezoite homens me parece pouca forca para a
boa vigilancia, no caso de serem os presos empre-
gados na continuaco das obras do terceiro raio.
Os urbanos, que auxiliavam o servieo dos guar-
das, em subslituigo dos serventes, supprimidos
pela citada le provincial n. 511 de 11 dejanho
de 1861, foram resumidos o numero de 4, por
certo insuficiente para o servieo do estabeleci-
mento.
Nenhuma faga, ou tentativa de fuga tem havido
oeste estabelecimento durante a mmha adminis-
traco. y
F escravo Ignacio, de que tratei em officio de
31 do raez passado, fugio do poder do urbaoo La-
dislao Marques de Mello, que o escoltava em ser-
Averiguaces.
Offensas a moral publica...............
Embriaguez..........................
Correccao............................
Infraccao de posturas..................
Insultos e injurias.....................
Desobediencia........................
A requisico dos cnsules..............
A requisico dos senhores..............
cia, disse que, como aquella outras pelices espe- Por esterera fgidos
rava eu, pois contava que os inleresses contrara- Por se acharem sentenciados...
dos pelas providencias que adoplei a respeito do Por se ach.rem pronunciados....
trabalho dos detentas haviam de reagir, tendo por Desertores ..
insinenlo estes pobres mulheres. I Entrada em casa a'lheia'.'.'.'.".'.'
A peligao que acompanhou o officio de V. S. de Falla de cumpnmeoto de deposito...
hontem.e que junto devolvo, ne foi escripia pelo Sera deelaracao do motivo.......... 180
276
11
136
401
127-
84
31
40
160
112
77
17
43
1
8
propno Joo Ferreira de Lacerda, e nem por elle
maodedo fazer. Dos documentos juntos, do proprio
puoho de Joo Ferreira de Lacerda. ver V. S. a
vico de fachina fra desta casa. Nao era crimi-1 differenca da retr'e"da"asslgnatura'da'ptico'di"
noso; eslava em deposito por pender litigio sobre rgida 4 S. Exc. o Sr. presidente.
raio do sul, oceupaodo todas as cdalas da terreirajovestigaco.
a sua posse.
O urbano foi preso e sobmeltido a conselho de
ordfm.
Esto munidas de roupa,-e utencilios restricta-
mente precisos ao servieo, necessitando de col-
ches, e travesseiros.
O estado de asseio, e boa ordem em que ellas se
acham, abonam o zelo, inieiligencia, e actividade
oosn que o guarda enfermeiro, Joo Pinheiro Ca-
tle, costuma desempenhar seus deveres.
Nao Analisarei sejjp insistir na idea da ultima
parte do meu officio de 10 de dezembro passado
copia n. '
Na Europa costama o goveroo nomear commis-
ses permanentes para syodicarera dos actos ad-
mioistratlvos dos directores das prisoes, e peni-
tenciarias, e servirem ao mesmo de intermediario
entre o preso e o governo: estas commiss5es exa-
Alm- disto Joo Ferreira nao vivia com a mu-
lher, que nunca o proeureu durante o tempo de
sua prisao, e nem me conslou que livesse lilhos.
Com Joo Fereir nenhuma duvida appareceu nes-
ta casa sobre a fabrica de calcado. Preso de bom
coraportameoto, trabalhador e econmico, preslei-
sem partes.
Para recrutas.
Total.
191
819
3~44
Saben ler............................ ~~eo
Analphabetos......................... ifiSl
3,744
Os 3,860 que sahiram tiveram os destines se-
lhe toda a proteceo possivel, quer em relact ae zuintes :
augmento dos lucros do seu trabalho, e bem estar I Remettidos a diversas autoridades....... 477
na prisao, quer para o prorapto e rpido andamen- para o presidio de Fernando
to Jo seu processo; concorrende ltimamente para t para outras provincias 94
que fosse logo requisitado a responder ao jury oa I par os quarteis militares!..'.' 19
A poltica do governo, em relacao s repblicas
do Prata, tem sido, ha doze annos, toda tte paz, sa-
crificando a este peasamento todas as ndssas qnes-
toes de honra nacional, os inleresses de nossos con-
cidados ah establecidos. Favores sen* conta tem
sido prodigalis2dos, tudo, porm, de balde e cem
manifest prejuizo da dignidade do paiz; porque
os habitantes dessas repblicas consideran) essa
poltica de moderaco como flha, nicamente, do
receio de urna lula armada. E* confiados em qne
o Brasil sustentara a paz costo de qnalqner sa-
crificio, que os caudilhos aotorisavam os insultes
repetidos, os roubos e os erhoes comraettidos con-
tra os Brasileiros tratados sempre eom nm despre-
zo insolente. Convera que esta poltica cesse defi-
nitivamente, e que os povos semibrbaros das
margeos do Prata saibam, qae a qualqner insulto,
a qualquer rompimento dos tratados, o nosso exer-
cito marchar inmediatamente para as fronteiras,
e que, em vez de diplmalas carregado de ouro,
Ihes mandaremos generaes carregados de batas.
Para honra do Brasil parece que entramos nessa
nova phase da poltica externa, e se nella se prose-
guir, temos a conviego de qne os Brasileiros nao
sero snrrados, nem soffrero mais affrontas igno-
miniosas.
A guerra actual traz a vantagem de desvendar
os clnos aos estadistas brasileiros em relacao po-
ltica externa. O mesmo vai acontecendo quanto
aos negocios de Pernambuco, patenteando urna
verdade, que se Angia ignorar no Rio de Janeiro.
Um insulto foi felo ao Brasil pelo goveroo do Pa-
raguay, sem motivo algum justficavel, o de urna
maneira mais propria de selvagens do que de ho-
mens, que se dizem civilisados, eom o fim nico
de, aproveilaodo-se do estado de guerra com a
; repblica do Uruguay, apostarse de urna parte da
' provincia de Matto-Grosso, e roobar os navios bra-
sileiros, que navegara nos ros sob a f dos trata-
dos e do direito.
O governo, recebendo esta deelaracao de guerra,
appeilou para a naco, e fez baixar um decreto
creando corpos de voluntarios para desaggravar a
honra nacional, que a honra de todos os Brasi-
leiros, traigoeiramente ofendida, e firmar deotro
dos muros de Assumpgo urna paz duradoura. Na
maior parte das provincias do Imperio as desintel-
ligencias polilicaE desapparecero, e os partidos
se uoiro para auxiliar o governo era orna ques-
to, que interessa a todos, por ser de honra e dig-
nidade nacional: de toda a parte snrgem corpos
de voluntarios.
Outro tanto nao aconteceu em Pernambuco, on-
de os partidos enlendem que tudo arma de oppo-
sigo para se poder conseguir o poder, sempre am-
bicionado, porque delle se vive, com elle se coBse-
gue empregar nos cargos pblicos nullidades, que
se dktinguem somente pela dedicago servil a uro
chefe, ou pela neces>idade, que tem, de nm elevado
protector para conserva los fra do alcaoce da jus-
liga do paiz.
A ioercia reflectida, as opiaioes, astuciosamente
espalhadas, de que o goveroo nao dar curaprimen-
lo s condigoes do decreto n. 3371 de 7 de Janeiro
do corrente anno, de que a guerra nao ioteressa a
Pernambuco, etc., etc., sao armas proprias de par-
tidos, que oo tem por bandeira urna idea, que nao
teem como fin) poltico augmentar as liberdades
puMicas e a grandeza mateiial do paiz.
O povo pernambucano conhece, de tonga data, o
carcter e as intengoesdos individuos, que se que-
I rem constituir em classe privilegiada, emptegando
! todos os meios Ilcitos para persuadirem ao mo-
i narcha que, sem elles, nenhum governo eslavel, e
jamis a ordem publica pode ser mantida. E o povo,
i desprezando todas essas intrigas dos dolos de al-
guns grupos denominados, falsamente, polticos,
aitender ao patritico convite do governo e ero
breve se completar o quadro do batalhao de
Voluntarios da Patria, sua Mageslade o Impera-
dor ter mais urna prova do que, da populago de
Pernambuco, o povo e nao os homens, que se in-
culcam de necessanos, que Ihe mais dedicada e
integridade do Imperio. Na verdade o que ob-
servamos presentemente em Pernambuco ?
Todos procuram debalde descobiir os actos des-
sas influencias legitimas, que em pocas de elei-
goes surgem por toda a parte, desses poderosos se-
nhores, qae dlspoem do resoltado da volago nos
distnctos, que fazem com antecedencia a lista do
eleitos para todos os cargos, que venceriam sempre
seus adversarios, se a forca publica oo interviess^.
que tem feito estes nobres e ricos senhores,
estas influencias legitimas das freguesas, que, a
acredite-los, dirigem a maioria dos seus habten-
les? Nada absolutameute : nem dinheiro, nem ho-
mens, nem auxilio moral ao governo, e, pelo con-
trario, procuram-ihe por bices. E* verdade que
oao occasiao propria para so crearen empregos
publicas, nem commisses bem retribuidas para o
prenles e protegidos.
Intil sena procurar que dessas influencias*to
preconisadas pertencentes aos diversos grupos, que
se tem succeddo na direceo dos negocios da pro-
vincia.
Onde se oceultaram esses homens, que se dizem
necessarios, sustentadores da ordem e iotegridade
do imperio?
Que desses desinteressados e patriticos cida-
dos que souberam, por ama feliz inspiraeo, al-
liar tao commodameote a ordem com a liberdade ?
Onde se ou ve esses fogosos tribunos, que se de-
clralo legtimos defensores das liberdades publi-
cas ; que nao apoiam nenhum governo de qoe nao
fagam parteen) algum emprego lucrativo?
Tudo desappareceu, e assira de-vja ac mtecer na
occasio de darem provas de suas inflnenciao, de
patentearem o sea amor ao paiz auxiliando o go-
verno : nao medrado os sacrificios perante a gravi-
dade da questo nacional; o desappareceram, por-
que erara entidades polticas de mera convenci.
Se o povo pernambucano aeredttasse nesses im-
porlaatissimos cidados, qual seria a conseqoen-
cia, quando e estraogeiro ingrata traieoeiramenle
invade e devasta oma proviocia do Imperio?
Quando muitas Brasileiros se acham encancerados
e sujeitos ao mas brbaro tratamenlo di parte do
governo do Paraguay ? A conseqoeneia seria o re-
rruiamenta em grande escala, pois o governo nao
deveria cruzar os bracos e deixar es estrangeiros
se apossarem das provincias do Imperio, e pratlea-
rem es tois barbaros alternados coolra os Brasi-
'





SMfc^^.
-


----------
tarto ****rn%mht*9 aMrado if de rrerelro rf* Iflos
lelros, roabando-o$ e langando a deshonra as fa*
milias, roas que importa a essas diversas influen-
cias, que o governo se veja na dolorosa necessida-
de de praticar oro recrutameoto forte, se a lei na
pratica nlo 6 igaal para todo?, como determina a
ccnstitnigio? Elles nada soffrem com o recruta-
rnenlo, antes consideram-o ama arma poltica, de
que sabem tirar grande proveito contra os advr-
senos.
E' de esperar que o Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, magistrado, cujos senlimeotos de justiga
tem sido sempre devidamente aquilatados, at pe-
los seos inimigos polticos, d algumas providen-
cias a respeito da manelra por que se deve fazer o
recrutamento, e sendo esta materia de grande im-
portancia, aguardamo nos para della tratar em ou-
iro artigo, paia nao alongar demasiadamente este.
+
as desobligas de cada anno tem sens pontos re- mo imbalidos no vldro das garrafas,
servdos. Logares ha por onde nunca elle percor- ta, fcil se toroa o descobrlr a sua tal
O partido conservador.
No goterno representativo os deveres, e as res-
ponsabilidades repariem-se na devida proporcao
entre os qne governam, e os que aspiram a gover-
nar. Se as sitnagoes que triumpham ou domlnam
sao obrigadas pela lei moral, e pelo decoro poltico
a aproveitarem o poder no mleresse commum,> a
nao sacriflcarem a mal entendidas conveniencias
os direitos da opposigo, tambero a opposigo tem
nm papel serio no drama poltico, tem urna func-
cio grave, tem nm paiz em somm> diante do qual
ha de responder, c j*staV;r9 pela .cordura de
seus actos, e pala legHmHade ios se'us meios de
oppugnacio.
O partido conservador, fiel a sua ndole e (radic-
ases, ajurt, e nio parausa os bons expedientes go-
vernalivos. Se como goveroo executa a verdade
genufna do systema constitucional, como opposicao
sabe acatar as condirdes deste regirae.
O partido conservador, assim como o partido
das IradicgSes, lambem o partido das esperangas
e^las aspiraos ; sabe que a opposigo de boje a
materia prima do govetno de amanha.
O partido conservador sabe que nao pode ser
grave, e respctavel a opposico, que para vencer
enrola a bandelra da honeslidade, embaiaha as ar-
mas cavalleirosas, e desmente no combate a lealda-
de de suas opinioes.
O partido conservador sabe, que se nao ha gran-
des ideas na opposicao do hoje, nao haver, grandes
tactos no governo de amanba : o exemplo da liga
progressista ahi esta fallando eloquentemente.
O partido conservador iabe que a opposicao o
grande tribunato constitucional, a censura poli-
ica sempre erguida em frente do poder, indicando-
Ihe os pareis que deve evitar, e exprobrando-o
pelos erros que commette. Nao a censura que
dilacera as carnes, mas a censura que corrige o es-
pirito pela razo.
O partido conservador sabe qne a moralldade
poltica moderna regeita na opposicao todos os ac-
tos, que tragam a suspeita de desleaes, e que a ci-
vilisacao restringi o campo das hostilidades, e
manda gradalas na razo das conveniencias pu-
blicas e sociaes.
Ora, sendo estas as normas invariaveis do parti-
do conservador, qnem lera a pretendo de Ihe tra-
bar linhas de proceder ? O partido conservador sa-
be distinguir as circunstancias, e descriminar os
caracteres. Nem sabe lisongear sera criterio, nein
vituperar sem motivo.
E pois. nao pode ninguem maravilhar-se de que
Jia presente quadra a guerra nao seja a senha des-
tribnida pelas suas vdelas. Ha lempo de fallar; e
tempo de calar, diz a sabedoria.
Acha-se na atlminislrago da provincia um ma-
gistrado iotelligente, sem predileccoes, nem aver-
soes nesta ierra, habituado as praiieas da justica,
tao outras das mximas corruptoras da poltica :
como nao esperar de seu bom senso, e illusiragao
actos de severa imparcialidade e justicia ? Indepen
rea em desobriga havendo pagaos al de idade de
2 e mals annos. E Isto por que 1 Por qoe sua re-'
sidencia permanentemente em um ponto o raais
remato da matriz, na extremidade da freguezia aon-
de o prendera lagos de um amor deshonesto e os-:
tensivo, por cuja caasa j a matria esleve privada I
2 e 3 mezes annaal como presentemente estamos
solTrendo por estar SO das na capital. A qnom Ihe'
convem casar sem dispenca, nem banhos. Aquel-
les, porm, que nio considera do seu seio, ou da
seus jpaniguados embora tenha airaacado dispen- Frete assucar nar I ivorn^i ga ou nao sendo ella precisa raysler bular por! tonelada oWnhiba VerpM|-20/ e 0/0 por
empenho o penhor de suas caricias. I Freles
E quando sabe que algum se queixa de sua cal-
bs, e na ua fil- de que elle oS flqae indefezo. O porteiro deste que se empregue; os Infractores orcarao a mult
talsldade. | Joo publicar esie nos lugares mais publico* des- de ISjOOO re5" e 8 das de S.T8
II || ,L,gnezla' e afflxara I*mwIo certidoem Arl. 2. F.ca prohibida a venda de firoas de ehei-
0OHHS1CIO.
os infractores alm de as perderem, pagarao
""" nr|u uv cmiiu>3ioio ks\j\)0 de mulla.C
uoento do bairro de Santo Antonio da cldadfe Palco de Lacerda.
Cambios
14000.
Cofaeoes offleiaes.
PRaCA DO RECiFE.
10 de fevereirode 186o.
sobre Londres 90 djv. 17
^SJTATi toZtloV3? ^*? ?ulla-s*cma* do Recife de Pernarabuco, aos 7 das do mez de fe-
avisos umsos.
c<
d. por
pavel negligencia ou prdilecgo, diz qoe botera
para elle sua bojuda barriga, suporta ludo.
Emfim n3o temos um pastor interessado pela sal-
vaco de snas ovelhas, temos 6 um lobo que com o
mo exemplo, com a soberba e com a naraoraco '
condemnavel vai as devorando gradualmeoie Im- i
plantando na freguezia a corrupgo, a immoralida-'
de e a prostluico.
A vista do que temos exposto, senhores redacto-
res, j se polo ajuizar de nossos recursos spiri-
tuaes nesta Treguezia; i se pode bem avahar qual
ser o futuro deslas devotas ovelhas tendo a sua
frente lo devasso pastor.
Chamado do Recfe por sua familia descendente
deixando-nosentregues aos recursos da Providen-
cia nao procurando nem ao manos am coadjuctor
ou capello que o substituisse.
A S. Exc. Rvma., pois, nos dirigimos e d'elle
imploramos providencias enrgicas no sentido de
ser comido em sua depravaco esse pastor degene-
rado.
Temos documentos incontestavels que opportu-
mente exhibiremos em prova das asserc5es que
avanzamos. Desejamos sermos chamados a pro-
va-los por que nesse caso talvez nao tenha a nossa
representaco a sorte que teve a do ex-subdelega-
do Gustavo Camillo de Siqoeira, <,uando S. Rvma.
tinha como desvelado protector o secretario episco-
pal Jos Antonio dos Santos Lessa. Nos aguarde-
mos, por tanto, para voltarmos mais prvidos dos
necessarios para a jornada que vamos eraprehen-
der.
Prosiga, por tanto S. Rvma. em sua marcha pro-
fana e as maldicoe; do co com asnossas immedia-
tas intervencoes Ihe dar a palma.
Pego, senhores redactores, que dem publicidaie
a estas linbas que muito gratos Ihe sero os abaixo
assigoados.
Alagoa de Balxo, 26 de ontubrn de 186&.
Manoel Ignacio da Silva Azevedo.
Jos Alces de Ges e Mello.
de algodo 3|i dj e 5 OO por libra, da
Paraluba. '
ubourcq Jniorpresidente.
Guimaressecretario.
Moro banco de Pernambneo.
O banco descont letras na presente semana a
U por cento ao anno at o prazo de seis mezes, e
toma dinbeiro a juros a praso nunca menor de
tres mezes.
Caiw OJIal do banco do
em Pernambneo.
Brasil
A directora desta caixa saca sobre a caixa Qlia
na Baha.
O guarda-livros,
Ignacio na Correia.
llfandega
Rendlmentododia 1 a 9.......
Idemdodla 10...............
281:88*^791
36;420636
318:303^42/
tlovlmento da alf andega
volamesentradoscomfazendas...
com gneros... 784
Volumes sabidos cora fazeedas.
com gneros .
784
Srs. redactores do Diario de Pernambneo O al-
manak por Vv..Ss. publicado para o corrente anno
traz o meu nome como 3 juiz de paz da frequezia
de S. /os desta cidade, quando sou alias o1. E
como quer que este equivoco dos Srs. redactores
do almanak possa trazer algum tlamno aos que ti-
verem interesses no juizo de paz daquella freguezia
rogo a Vv. Ss. o obsequio de o desfazerem na Re
vista Diaria ou emoutre qualquer artigo do seu
conceituado Diario de Pernambuco, com o que
obrigaro ao de Vv. Ss., etc.
Joao Jos de Albuquerque.
202
1,106
-----1,308
Descarregam nodi.a 11 de fevereirode 1865.
Escuna ingleza-g/ioMA Barter mercaderas.
Barca francezaJam Bapliste -idem,
Brigue inglezF/ons-diversos genero?.
Brigoe trincezLouize Halderdiversos gneros.
Barca Ingleza Imperadoridem.
Patacho inglez -Perle idem.
Sumaca hespanholaPortoltas -idem.
Brigue hamourguezPalma tarinha de trigo.
Barca porluguezaLaura-idem.
Barca ingleza-SW/acarvo.
Barca ngleza-CAanzaidem.
Barca ingleza-^m/Mid-dem.
Barca ingleza IKjV/iodem.
Palaeho inglez -Mondaidem.
Briizue hanovenano-/fansc/i/ntarinha de trigo.
Biigue inglezMehnabacalho.
Recebedorla de rendas nter-
na geraesde Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 9........ 9:991*399
Idem Jo da 10................ 1:1UJ663
- O consdho de compras para o arsenal
TenioJnf^H e-i n preeisa comprar o segolote :
eriti i?fu r s',vanR nofl wl rf,- nReg- ,Sob,sc revo 75 mantas dagod'o, 160 bracas de cordas de
va r2J? *wdade-0 escrlvio, Joaquim da Sil- Knho : as pessoas ni'iim a. L I li*)S>apr**entemsas propostas em carta fechada
^ "!'"l inspector da thesourana provm- na salado censelho.as 10 horas da raanha do da
ciai em cumpnmento da ordem do Exm. Sr. presi- 15 do corrente mez.
mihlt nnPJnA ?'. aV d corren,e'. manda fazer I Sala da. sessSes do corselho de compras para o
EE1 tJ?a ,2 de Pro*,n>0 vindoaro, arsenal de guerra 7 de ferereiro de 1&5.-0 en-
peranie a junta da azenda da mesma tnesoorarla, carregado da escripturaco,
nrnt t i^Sf 3 ^^ 2" menos^ J* I Maneel Jes de Azevedo Santos,
paros de que precisa o empedraniento do ugar de-' tnaso I ha irfiulnMrill.n
nominado-Areias do Ginui-na estrada da Vlc- ^ aomimstrallTO
loria entre os marcos de 3 a i MOtocw avalta- ao1n,,ho ^mlBistrat.vo paro forneciroento do
des em 397*500. P |arseoal deuerra Precisa comprar o seguinte.
, A orfemairgao ser feita na lorma da lei provin-
cial n. J4J de 15 de maio de 1854, e sob as clau-
sulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a essa arremata- i
cao comparegam na sala das sessSes da referida
Para o presidio de Fernande.
2 bandelra imperial de flele de seis panos.
i ditas de flele incarnado de4 panos com 12 pal-
mos de curoprimento.
2 ditas de dita azul com as mesmas demensoes.
2 galhardetes de
junta no dia cima mencionado, pelo '^''1^ ^X^d^n^r^^ ** ** P"08
competentemente habilitadas. m P"!0de compnmenlo.
se mandn publicar o presente
E para constar
pelo jornal.
Secretaria da thesourana provioclal de Pernam-
buco, 10 de evereiro de 1865.
O secretario,
A. F. d'Annunciarao.
Llaosulas especiaes para a arrematado.
1*. Os reparos do empedramento da estrada da
y,c,on.em diversos pontos entre os marcos de
3 a 4,000 bracas, sero executados de conformlda-
lfSH,? ""spectiTo orcamento na importancia de
2". O arrematante ser obrigado adir principio
aos reparos, 15 das depois queassignar o contrato,
e a termina-lo 2 mezes dopois.
2 ditos dito azul com as mesraos demensoes.
2 dito dito de dois panos rom 10 palmos de en-
carnad junto hastea e 20 litos de azul naponta.
Para o 9o natalho de intanUria.
405 varas de brim branco.
405 ditos algodosinho.
242 esleirn.
857 1|2 varas brim branco.
772 12 dito* algodosinho*.
Para corpo de voluntarios.
500 varas brim branco.
250 ditas algodosinho.
Para o 4 batalhaa de artilharia ap.
l malas forradas de couro.
6 caixas com folhas de (landres de 16 a 20 pole-
3,-. O pagamento seri effectuado em urna s pres- [ JffJfSSStmSl "* 'argra ""* mar'
HA. ouonop na ,i aniimh.,;. f.< j-.i.-.j.___ nllw a0 meSIDU Iial.nn.io.
tagao, logo que pelo engenheiro for declarado'que '.
os reparos Toram concluidos.
4." Para ludo o mais quo nestas clausula* nao
previne observar-se-ha o que dispfie a lei n. 286.
Conforme,
Antonio Ferreira dAnnunciacao.
Ollera aos boavistanosVoluntarios da Palria.
O Pernambucano abaixo assigoado, anhelante
por ver coroada a fronte de seus comprovincianos
com mais urna aureola de gloria, alm das que tao
denjej m.mentos/ o Sr. Dr. Borges | S% Sj^RSTIo t SS
Leal Cas.ello-Bram-o nao pode querer maviar seu ; comfarochiano?, que se quizerern exaltar cora a
niesoa supremaca da moralidade, e da sizudeza.
-O contrario disto a condemnafo viva das mxi-
mas do verdadeiro pariido liberal, tao desconheci-
das pelos modernos apostlos da liberdade
Que cumpre ao partido conservador uesla emer-
gencia ? Xo oppor o mais leve obstculo ao Sr.
Borges Leal Caslello-Branco no que for meramente
admioistralivo, e deixar-lhe toda a liberdade de ac-
co no locante solucao dos empenhos em que a
guerra externa veio collorar o paiz. Pouco importa
qoe alinal de contas se nos lanco face, como na
questo ingleza, a nossa generosidade. Cada um
d o que tem. O quo lamentamos que houves-
sem red mido o heroico povo de Pernambuco a
tanta descrenca, ou prostracao! Nao anda oc-
casio de assignalar as causas det-te phenomeno
social.
Pelo que respeila aos negocios
vincia, procurem os conservadores por meio da im
prensa, e de reclamacoes baseadas em pro vas ins-
truir ao Sr. Borges Leal Castello-Branco
dt-iro estado das rousas. Nao est nos
de S. Exc. se nao fozer
pos do Paraguay, convida a cada um, que, dentro
d'aquelle numero, baja de se alistar entre os
Voluntarios da PatriaMi o dia 25 de marco pr-
ximo futuro, a acuita/ por doaco um terreno de
edificacaocomprehensivo de 3,000 palmos qua-
drados em forma quadrilonga, e simado na estra-
da de Belm desta freguezia, podendo para isto
exigir do mesmo abaixo assigoado a respectiva
escriptura, logo que se tenha efectivamente en-
cocorado ao< bravos, benemritos, e abencoados
fillies da patria.
Boa Vista, 9 de fevereiro de 1865.
Nabor Carneiro Bezerra Cava/cante.
**
Declaro pela presente, quo deveodo cu aos Srs.
IBernardino Jos Monteiro, e Antonio Ramos, a
quanlia de viole conlos de ruis, sendo 6:0003000
de urna letlra ja vencida, e o restante de lettras a
d^p'r'dV I vencerem-se, e tendo-me aquellos senhores exigi-
iBteresses ^"n'enl da ditas lettras, eu, que nao po
sensata, e honest ; porque ha de ser.por esse ca-! S0.S?,0','"'.fui^"^do por forcadas, ins-
minha une snhir ao Puntumn a oinr.L 0 n mi.,tanl^ .>"citaco-s dos ditos senhores a Ihes fazer
11:103*062
Consulado nrovlnclal.
Rendimento do da 1 a 9 ....... 80:395*321
dem do dia 10............... 3:598*516
53:993*837
MQVIMENTO 90 PORTO
Caixa filial do banco do llrasll
cm Pernamnnco,
14 De ordem da directora desta caixa, se convida
aos credores de ^ebasllo Jos da Silva a virera
receber do ihesoureiro da mesma caixa o que em
raleio Ibes toca da venda de urna das proprieda-
des, qpe segundo a concordata.lhe foram entregues
para serem vendidas.O guarda-livros,
Ignacio Nunes Correia.
De ordem da directora desta mesma caixa se
faz publico aos senhores accionistas que o respec-
tivo Ihesoureiro esta auloiisado a pagar o 22. di-
videndo de 10* por aeco.
O guarda livros,
Ignacio Nunes Correa.
As pessoas que quizerern vender laes artigos
apresentem suas propostas em carta fechada na
secretarla do conselho as 10 horas do da 13 do
corrente.
Sala das sessSes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 6 de fe-
vereiro de 1865.
Antonio Pedro de S Brrelo,
Coronel-presidente.
Sebastiao Jos Basilio Pyrrho,
Vogal-secretario.
Vai [iraca no dia 14 do corrente a casa terrea
n. 12 da ra do tandege, freguezia da Boa-Vista,
pelo juizo de erphos, a requerimento de um dos
consenhores : quem pretender pode ir corre-la.
Ti
As C.'OOOiOM).
Sahbado 18 do corrente mez se extrahir
a terceira parte da prHneira lotera da
Santa Caaa da Misericordia para canalisa-
cod'agaa e gaz (6) no consistorio da
igreja do Nossa Sentiora do Rosario da
freguezia decanto Antonio.
Os bilbetes^eios e quartos stao a ven-
da na respectiva thesouraria a roa do
Crespo n. 18.
Os premios de 6:000,5000 at fOjCOO-
sero pagos urna hora depoi? da extracel
ats 4 horas da tarde, e os ontros depoit
da distribuic3o das listas.
As encomraendas ser5o guardadas so-
menteal a noite ra vespera da extrae{5o>
como de costume.
O tbesoureiro,
______Antonio Jos Rodrigne.s deSonza.
Koga-^e ao Sr. bacliarcl Cezario
de Azevedo jaiz mnnki|>al defiarai-
hBHs, qiieira diigia se prae da In-
dependencia ns 6 e Sr ou aini
SU meroda para ser pro< urade
QIHJS
de superior qnalldade 25000 cada um, com cai-
oii auuuQCiai*
Navios entrados no da 10.
Macei19 horas, vapor brasileiro Parahtjba, de
101 tonelada-, commandante J. J. Martins, equi-
pagem 20.
Norfolk U\ 89 dias, galera americana Desdemuna.
de 297 toneladas, capillo I. Dunonork, equipa-
gem ->8, carga azeite de peixc ; ao capito. Velo
refrescar.
Observagao.
Suspendeu do lamarao pa'ra a Bahia o patacho
in?lez Nova Creina, capito Kerney, cora a mema VIV- PrP0:,ts recebidas ate. as II horas
carga que irouxe de Terra-Nova. manhaa, a compra sob as condicoes do estylo i
Nao houveram sabidas.
EDITAES.
minho que subir ao Pantheoo da gloria. Se o mi-1 ^rioW^te'CSta1L'.
m.vterio nosso inimiao m,nn Hn -escriptura de venda de.minhas casas
Leal
sac
5 d. rredor do Bispo.no Campo Verde, Travessa
inimigo, amigo do
al Castello-Branco; nao pode querer que te .V, pr'7"' 3hT! a
:riOque seu passado e seu futuro s exigencias SB^^afiSSl d.0-B,P. ru da*
L,inco i ontas, e hua ireita dos Abogados, no va-
lor de vinte contos de ris, Orando convencionado
Aviso
aos navegantes.
Pela capitana do porto de Pernambuco se faz
publico para conhecimento dos navegantes, que a
boia do extremo do sol do banco do iuglcz que ha-
via sido laucada praia por Ihe haver arrecenta-
do a amarraco, foi novamente collocada, demar-
cando Ihe o pharol do pico ao O 1/2 N O, e a tor-
re do seminario de Olinda aoN 1/2 NO, rumos
magnticos, e em fundo de 5 bracas, exactamente
node termina pelo sul o Recife que forma o banco
ngilez. Capitana do porto de Pernambuco 4 de
fevereiro de 1865.O secretario,
Decio de Aquno Fonseca.
Conselho de compras navaes
Promove o rdWlho no dia 11 do corrente mz,
da
dos
segrales ohjeclos do inateri.il da armada :' 5 an-
corles de 2 quines, 1 ancorte de 4 quintaos 1
ancorete de 6 quiniaes, 50 ainotolias de folha, 75
bracas de corrente de ferro de 5|8 de grosura, 50
chapeos de oleado, 145 covados de damasco de se-
da verde, 4 ences de chumbo, 50 esgunchos, 20
escovas in;lezas, 16 arrobas de ferro em varSes
de 4|8. 20 laolernasde patente, 100 pegas de son-
dareza. 500 colheres de ferro, 100 arrobas de oloo
de Imhaca, 20ditas de ocre amarello, 100 libras
de taixas deftobre, 60 loalhas de brim, 100 mi-
Iheiros de taixas de ferro batidas para bomba, 20
arrobas de zarco, 800 ps de canno de ferro gal-
vanisado, de 1 pollegada le dimetro exterior era
pedamos de 4 ps de comprimento, 3i0 ps de can-
no de ferro galvanisado, de 1 1|2 pollegada ue
4 ps de compri-
AVISOS MARTIMOS.
de bandos e grupos anonymos, exiramalhadono E^felif^PS^A**^ no T
<-ampo da discordia. Atirar a barquinha neste n.
mar revolto ex|>or-se s furias do temporal... ?Z s> L,?nn rab,<,as f")r es,e valor Para
Se por fatalldade nos illudirraos no juizo que ZJ'l ,rTj**T&..tomassc asi W*r os
Mr.namosdoSr.Dr.Bor.es Leal Castello-Branco, tf,%\*2""'llV^''ue **
lavaremos as mos... Entretanto, nada de preci- J"*'r=dPe T*fZ,LTmo-m' Jhe .8BearJK?*ra de
pitfo. Saber esperar 'andar. V Z^luL ,^a^para ,is0 d" m."n a dlta ('uan-
iia.,sendol:ii00000 para a igreja matriz de S.
i 'i 1fi9(0j000 l,ara a 'reja do Espirito Santo, e
1:000.-000 para os pobres das quatro freguezia*
ERKATA. desta cidade. Declaro mais que, posto que disto
So prlmeiro commuuicado publicado no Diario ^ n* lizesse menc/io na referida escriptura por
n. 31, 4o paragrapho, linha, onde se ltivessem ser disposicao particular e secreta de S. Exc Bevm
-lea-se-tiverem. | o Sr. Antonio llamos, se obrigou pelo cumprimen-
No 9 paragrapho 2- linha, onde se lnascem '
O conservador.
scia-senascessem.
No paragrapho 10 2* linha, onde se lcon-
demnadas -leia-secondemnados.
No paragrapho 13 4' linha, onde se l,com
de.ejosleia-se,de desejos.
No paragrapho 20o, onde se l-esposas, e filhos
lease-esposas, e filhas,e mais para dianle,
onde se l-em quanto a pureza de urna f esta
inoculadaleia-seem quanto a pureza de sua fe
esta iramaculada.
to dos ditos legadosj e me prometteu desonerar
do pagamento da referida quantia.
E para constar que faco a presente, que juro
ser verdadeira.
Recife, 14 de Janeiro de 1865.
D. Jos Antonio dos Santos Lessa.
O cidado Antonio Augusto da Fonseca, cavalhei-
ro da imperial ordem da llosa e juiz de paz se-
gundo votado da freguezia do SanUssimo Sacra-
mento do bairro de Saulo Antonio da cidade do
Recife etc.
Faco saber a quem inleressar que havendo dado
parte de doente o juiz de paz primeiro votado des-
ta freguezia o capito Luiz Cesario do Bego, en-
trn em exercicio do mesmo carj>o em quanto du-
rar o seu impedimento, o segundo votado o cidado
Antonio Augusto da Fonseca, pelo que scientitlco dimetro exterior em pedacos do
que as audiencias cootmuam a ser nos mesmos ment, 60 ps de canne galvanisado'de 2 pollega.-
,. Z d,as> nora c 'ugar ja designados, e que despacha ; das de dimetro exterior em pedacos de 4 ps de
em a casa de sua residencia ra de S. Fraucisco I compri.-nento, 4 tees de ferro galvanisado de 1 1|2
n. 44 ou aoude for encontrado. | pollegada, 12 tees de ferro galvanisado de I polle-
Recife 9 de feveroiro de 1865.E eu Joaquim 8ada, 6 tees de ferro galvanisado de 1 1|2 polle-
da Silva Bego, esenvao que o escrevi. \ gada de um lado, e i de outro, 30 curvas de 1
Antonio Augusto da Fonseca. pollegada, 18 ditas de 1 i|2 pollegada, 6 ditas de 2
O Illai. Sr. inspector da thesouraria proviu- ipollegadas, -2 torneiras de ferro galvanisado de 2
cial cm cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre- i pollegadas de diamptro exterior, 6 ditas de metal
sidenle da provincia de 7 do corrente, manda fa- matiado de 3|4 de oollegada de dimetro exterior,
zer publico que no dia 23 do mesmo peraote a t ditas de metal pratlado de 3|8 do pollegada de
junta da fazeuda da mesma thesouraria vai nova-: dimetro exterior, e 100 tubos de metal de 11 ps
mente a praga para ser arrematado a quem mais e 2 pollegadas de comprimento e 3 3|8 de pollega-
der o imposto do pedagio da barreira de Motoco-
lomb, avahado em 2:0155 annuaes.
A arrematacao ser feita por tempo de dous
annos e quatro mezes a contar do Io de margo do
corrente anno ao ultimo de junho de i867, o de
conformidade com o art. 16 do regulamento de 3
de agesto de 1852.
^S*-"
CORRESPONDENCIAS
Srs. redactores.O homem mo entregue as suas
torpezas e maldades, esquece seus deveres civis,
despreza o bem estar dos seus concidados marcha
a passos apressados ao abysmo da anniqnillacao.
Conspira sua propria felicidade, sacrifica sua cons-
ciench e leva seus governados (se os tem) ao
maioraugede desespero.
Nestes sertSes onde a religio felizmente aca-
tada com nm respeito Inalteravel e onde os seus
ministros sao respeilados como propagadores da
doutrina do Evangelho, difflcillimo levantar-se
urna s voz contra esses mesmos ministros. E' ne-
cessarjo, pois, que sea comportmenlo seja o mais
Lnlii !
Voc o que tem, Lul 11
Que assaltadas nocturnas sao essas ra das
Aguas-Verdes e a do Fogo? I
Oque anda vore" a fazer por estes logarejos?!..
Tenha juizo, Lul Deixe-se disto... Applique-
se ao estudo, le de 3 de dezembro de 184!, para nao espichar-
se tanto, em desfavor de Astra e daquelles que
acreditam em voc e na gravidez de seu alter ego
Nao myntas; abrigne-se sombra de meihor pal-
; metra, certo de que dous conlos e tantos mil ris
atirados ao abysmo das nullidades
i cousa diiUcil de tragar.
O Beltrao.
insanaveis
da de dimetro exterior.
Sala do conselho de compras navaes, 8 de feve-
reiro de 1865.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
i cial em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
As pessoas que se propozerem a essa arremata- sidente da provincia de 7 do corrente, manda fa-
cao cemparecam na sala das sessoes da referida ?er publico que no di 23 do mesmo, peranle a
pelo meio dia e Juula da fazenda da mesma thesouraria, vai Dova-
junta no dia cima mencionado
competentemente habilitados.
E para constar se mandou publicar o presente
pelo jornal.
mente a praga para ser arrematada a quem por
menos ttzer, a obra da ponte de ferro d Motoco-
lomb, avahada em 68:930,8, servlndo de basa a
Secretaria da thesourana provincial de Pernara- essa arrematago o abatimento de 7 0/0 offerecido
buco 9 de fevereiro de 1865.
O secretarlo,
Antonio Ferreira d'Annunciagao.
pelo licitante Jos Augusto de Araujo. E para
constar se mandou publicar o presente pelo jornal.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
0 capito Luiz Casario do Bego, juiz de paz da fre- DUC0 8 de fevereiro de 1865.-0 secretario,
"** /,,> ***"''"'"*" ----------- *- *--'- A. F. d'Annunciagao.
Agua de Florida de Mnrray e
Lannan.
Por sem duvida alguma alcancen um perfeite
irregular qne suas torpezas excedan), ao nivel de successo neste paiz, o qual nao te*m exemplo nos
i fu corrupgao perdendo o respeito e a venerago, annaes do loilet. A sua grande e vasta populan-
IuoNiia condigao imp5e eqne finalmente os povos dade iateiramente obscurece e toe de lado a dos
conqderem aggravado o seu culto pelo proprlo mais Onos perfumes importados da Allemanha,
jnstor para entao bradarem contra elle, Imploran- Franga e Inglaterra. Essa sua popularldade n
.Jo do respectivo superior adevida punigao. Nos- se dever tanto attr.bnir causa d. sua compara-
tas eondigoes nos acharaos emrelarao ao nosso vi- ti va barateza, mas sim tao smente sua intrnseca
gano Feix Jos Marques Bacalho, homem orgu- superiondade. Qualquer um tecido impregnado da
hoso de sna posigao e da obediencia que sempre mesma exhala a fragrancia das flores as mals odo-
he tem tributado os seus parochianos, j nao se riferas e delicadas do trpico. O seu delicioso e
i.'innra dos proprios deveres, esquecendo-se total- deleitavel aroma, to fre mente das necessidades espiritnaes de snas ovelhas; aquelle que se dimana e se difunde dos mimosos
oesprezando a matriz e na choca de um brusco botos de rosas espargidos
e carregados pelo ma-
tutino orvalho daqunlla paiz, cuja rica e picante
atmosphera justamente celebrada tanto pelo poe-
ta como pelo hi>toriador. Anda mais, o seu aroma
nao se evapora ou se desvanece, antes peio contra-
rio, elle parece imbuirse e entranLar-se cada vez
mais nasdobras do longo, como se se houvesse in-
corporado em cada urna Obra de seu delicado le-
campeo qne o nosso vigario tem firmado sua re
sidencia permanentemente.
Ahi repirapado como um secular em casa de seu
sogro, passa vida deleitavel, entretanto, que a ma-
triz e os mais punios da freguezia depleram a falla
de um pastar solicito e emdadoso. Filhos, paren-
tes, amigos dos ffioribwidos voltwm d'all desron- -
sollado por que o seu vigario nao quiz prestarse a cido.
admiiiistrar-lhe os ltimos recursos espiritaaes : se Dissolvida n'agua, torna-se urna admiravel pre-
a rnuiner morre de parto, sua resposta cathegorica parago, para enxagoar a bocea, servindo de pre-
e que morre no sen offleio, se velho o moribundo servativo aos dontes e as gengivas, dando um ex-
mh- pede soccorro, responde qoe j nao tem mais cellente e aromtico gosto as paladar depois dse
pencados, se mogo diz que nao morro at quando haver fumado, e ao mesmo tempo nm admiravel
poxa ir impossibihdade esta qoednrapor mais meio para suavisar a irrltacao da pella depois de
de mo atas tempo em que j temo moribundo se haver feito a barba. (Visto a grande existen-
passado a me hor vida. cia de imitagdes fra.idnlenias por toda a parte, tor
isso sao lacios tao recentes quanto inc.ontesta- na-se de summa importancia o acautellarmos o pu-
veis de que lemos documentos que opporiunamente blico, recommendando que se tenha o cuidado de
exhibiremos so for mister. I ver que os nomes de Murray e Lanman se aehem
K nao e so iso. i jnserlptos sob cada envoltorio, letreiro, e at mes-
Consnlado provinei.il.
Pela mesa do consulado provincial se faz publi-
co que no dia 15 do corrente findam-se os 30 dias
uteis marcados para a cobranga a bocea do cofre
do anno financeiro vigente dos impostes de 4 0/0
sobre os estabelecimentos de commercio fra da
cidade do Beclfe, prensas de algodo, cocheiras,
cavallarices, botequins, hoteis, casas de pasto, ly-
pographas e fabricas ; de 8 0/0 sobre consultorios
mdicos e cirurgicos, escriplorios e cartorios ; de
20 0/0 sobre estabelecimentos de commercio em
guezia do SanUssimo Sacramento do bairro de
Santo Antonio da cidade do Becife de Pernara-
buco, em virtude da lei etc.
Fago saber aos que o presente edital virem, e
delle noticia ilverem, quo Tasso Irmos me fez a
petigaa seguinte:
Tasso Irmos negociantes desta praga, querem
fazer citar Manoel Pacheco de Andrade, para
quo em conciliag.no Ihe pagne a quantia de seis
contos cento e cincoenta e sete mil e quatrocentos
e oiienta ris, saldo de doze notas promissorias, as-
sim como os respectivos juros ; procedendo-se
revote na forma da lei. E porque o supplicado se grosso e a retalho, armazens de recolher, deposites
ache auzente em lugar Ignorado, requerem V. I e trapiches: de 505 por casa de bilhar e de mo-
f>. os admita a justificar a auzpncia, e sendo quan-! das ; de 109 por casa de compra e venda de es-
to baste o julgue por senteuga mandando passar i cravos, do vender roupa feita no estrangeiro, de
carta edital por triota das, aflm de por ella ser el-: correctores oommerciaes e agentes" de lellao; de
lado o snpnlicado para a conciliagao. 1:0004 sobre casas de operagoes bancanas com
V. S. Illm. Sr. juiz de paz Ihes deOra, es- emisso e previlegios ; de 6004 pela commissa e
pera receber merc. Joaquim d'Albaqnerque sem previlegios; de 4004 sobre as companhias
m i x anonymas e agencias ; de 2004 pelas casas de I
M qual petigo dei o despacho seguinte : Como cambio ; de 504 porcada alqueire de sal; de 304'
reiiuer' o Per escravo empregado ero servigo de alvarencas;
ieceg:il?zia defa"10 Antonio, 4 de fevereiro de de 14 por tonellada de alvarenga. lancha e canoas
1865.-Lf sano do Bego abertas; de 204 por cada bote ou saveiro: de 305
Em virtude do qual despacho se procedeu a In- por cada balieira; de 104 por escravo ganbador
quirigas de testemuohas, que depozeram sob o ju- ou empregado em servigo da transportes ou em
ram_ GOMPANHIA FERNAMBUGANA
DK
Xavcgaco costeira por vapor.
laeeio e escalas, Penedo e Arseajn.
O vapor Paranyba, comman-
dante Martins, segu para os por-
tos iodicados no da 14 do cor-
ente as 5 horas da tarde. Bece-
be carga al o dia 13 : encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at as 2
horas da tarde do da da sabida : cscriptorio no
Forte do Mallos n. 1.______________________
GOMPANHIA BASILEIKA
DE
PAQUJ&TES A VAPOR-
Dos portos do norte espera-
do at o da 17 do corrente o va-
por Paran, commaudante o ca-
pito de fragata Santa Barbara, o
'qual depois da demora do costu-
me seguir para os portes do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que O vapor poder conduzir, a qual Severa
ser embarcada no dia de sua chegada, encommen-
das e dinheiro a frete al o dia da sahida as 2 ho-
ras : agencia, ra da Cruz n. 1, escripterio do An-
lonio Luiz de Oliveira Azevedo & C.________
Cotnpanhia das Mensagerles
Iinperlalls.
At o dia 14
^ _J_-J* do corrente mez
espera-se da Eu-
ropa o vapor fran-.
cez Bearn, o qual
depois da demora
do costume se-
guir para Bahia
e Rio de Janeiro.
Para frete?, coodlcgoes e passagens trata se na
agencia ra do Trapiche n. 9
Hit de Janeiro.
Sogue nestes das o patacho nacional Tupa, re-
cebo carga a frete : a tratar na ra do Trapiche
numero 4.
"EOMPANHIA BBASILEIEA
DE
PAQUETES A VAPOR.
pos portes do sul esperado
at o dia 14 do correnle um dos
vapores da eompanhia o qual de-
pois da demora do costume se-
guir para os portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sna chegada : encom-
mendas e dinheiro a frete ateo diada sahida s 2
horas, agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio'de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C.
Para.
Brevemente seguir em direitura ao indicado
porteo veleiro briizue escuna nacional Graciosa,
capito Jacintho Nunes da Costa, para alguma
carga que ai oda pode receber trata-so com o res-
pectivo consignatario Antonio de Almeida Comes,
na ra da Cruz n. 23, primetro andar.
xa de 12 4800 : no antiro e a ereditado esto-
helecimente junto a esta ofBcina.
Irma ni da de das almas da matriz da
Hoa-Vis'a
Por aulorisagao da mesa regedera e despacho
do Illm. Sr. Dr. juiz de c.apellas e residuos, con-
vido a todos os nossos irmos afira de que se dig-
nem comparecer lerca-feira || do correnle, as 5
horas da larde, no cnsisiorio da mesma i'rman-
dade. aflm de em mesa geral se proceder a elei-
go de thcsooreiro e procurador, corao determina
o art. 30 do nosso compromisso que rege esta ir-
mandade, visto terem pedido desoneraco os fone-
conarios de ditos lugares,
Consistorio da irmaodade das almas da matriz
da Boa-Vista 9 de fevereiro de I8tt5.
O cscrivo,
_________Manoel Domingues da Silva Jnior.
Ittumtus DE&mf-
da preta de linho, na rna do
Qneimado n. 11.
chegado da Europa um helio e delicado sor-
limento de buro*, o melnor que tem vindo a este
mercado, proprios para a quaresma e tambsm
paraoutra qualquer occasiao ; deseja-se vender
i barato, e para esse tim convidase a todas as pes-
I soas qoe queiram comprar, virem ver esta bella
fazenda muito pouco coiiheeida ne>ta praga } as-
sim como um bello sortimento de grosnenaple pre-
to e moreantique de todas as qualidades e pregos,
e lambem panno lino superior, casemira preta de
lodas as qualidades, chapeos pretos de seda para
homem, o mais moderno que fem vindo, chapeos
de sol inglezes, chapelinas ricas para senhora, ri-
cos chapegs lambem para senhora, malas para
viagem, de todos os taraanhos : na ra do Quet-
mado n. 1'..
Novidade
Boupoes de sacia de linho para senhora, pelo
barato prego de $& cada um, llazinhas cconoiMi-
cas para vestidos a 360 o cavado, chapos de pa-
Iha da Italia de apurado gosto a 144 : na ra d
Queimado n. 17, \
Feij mnlatinliA.
Vndese feijo mulatinho por prego muito rom-
modo : no pateo do Terco n. 34.
Anda contina a estar fgido o cabnnhTde
nomo Custodio, de idade de 14 a 15 annos, sendo
secco do corpo, pernas finas, ps seceos, rosto des-
carnado, queixo tino, as magas do rosto um tanto
altas, tem as duas unhas dos dous dedos grandes
dos pfs murenas, temdons ralombinhos as ca-
deiras, differenga nm do oulro de dous dedos, tem
nos bracos marcas grandes de vaccina ; cujo ea-
brinha fugio em 9 de novembro prximo passado
do engenhe Bonca da fregu-zia do Cabo : portan-
te roga-se as autoridades policiaes y capites de
can.poqueo fagam prender e conduzi-lo ao seu
senhor Bernardlno de Sena Teixeira Cavalcanti
no referido engenho Bonca, ou no Becife, na ra
de Apollo n. 35, segundo andar, que generosa-
mente se gratificar.
Na ra Nova n. 65, segundo andar, precisa-
se de um criado e da um preto para todo o ser-
vigo.
Alaga-se urna escrava preta que engomo,
cose, cozlnha e lava, tudo bem, sem vicios, por
254 mensaes adiantados : na ra da Imperatnz
n. 2i, com condigno de nao andar na ru*,
Da-se 1:0004 a premio com bypotheca em
algum predio : a tratar Ba ra do Imperador a.
42, ganorio.____________
Precisa se de urna ama para todo o servigo
de urna casa : na rna da Concordia n. 65.
Porto.
Segu brevemente a barca portugneza Sympa-
thia por ter seu carregawento completo : quem
quizer ir de passagem, para o que tem excellenles
commodos, eutenda-secom Bailar c\ Oliveira, ra
da Cadeia n. 26.
Precisa-se de urna Portugneza para amaf:
na ra da Cadeia n. 4, terceiro andar.
Precisa-se de nma ama que compre, cozrahe
e engamme alguma coura, para casa de pequea
familia : na ra do Queimado n. 17, segundo
andar.
Bento Correia de S, resolvendo-se a conti-
nuar em seus estudos, eixou o Sr. Francisco da
Oraba Marreirona gerencia de seus uegocics,no
Bio do Peixe, tendo-lhe conferido peines poderes
por precuragae bastante.
O abaixo assignado indo a estago das Cin-
co Ponas para seguir viagem para Ipojuca na ma-
nhaa de hontem 9 do corrente, acontecen esque-
cer-se, na occasio de pagar bilhete, de um mago
de sedulas qne cominha 3604; e como voliasse
logo depois e uo achasse o dinheiro no logar em
que o deixnu, roga s duas nicas pessoas qne
junto se arhavam nessa occasio (cujos nomes ig-
nora) que se por accaso apaeharam dita quantia,
a mandem entregar na ra do Queimado n. 18,
loja de M. H. de Carvalho.
Carlos Augusto de Oliveira.
Para o Bio de Janeiro deve seguir com bre-
vidade por ter prompta a maior parte do rarrega-
monlo, o brigue nacional Invensivel, recebe o res-
to da carga e escravos a frete: a tratar no escrip-
terio de Amorim Irmos, ra da Cruz n. 3, ou
com o capito Antonio Albino de Souza, na praca
do commercio.
Lisboa e porto
Pretende seguir com a maior brevidade a bar-
ca portugueza Laura, por ter parte da carga
prompta, para o resto e passageiros tratase com
o consignatario T. de Aquino Fonseca Jnior, tra-
vessa da Madre de Dos n. 5, primeiro andar ou
con o capito na praga.
zencia eincerteza do lugar da residencia de Manoe.
Pacheco de Andrade, e sendo tudo autoado e pre-
parado me vieram os autos conclusos e por mim
lidos, nelles profer a sentenga seguinte :
Visto provar-se pelo depoimento das testemu-
ohas que o supplicado Manoel Pacheco de Andra-
de, acha-se auzente em parte lacerta, hei por jus-
tificada a sua auzenef, e passe-secarta de edictos
como termo de trinta dias; e paguem os justifi-
cantes as castas.
LEU. OES.
I.eilo de urna escrava.
iioji:
Sabbado 11 de fevereiro a 1 hora da tarde.
O agente Pinto fara leilo a requeriment* de D.
aluguel; de 64 por cada cavallo de sella particu-
lar; de 5 0/0 sobre a venda do capim e o de can
ros, carrocas e mnibus, e tamoem o 1 semestre
do de 20 /O do consumo de agurdente das fre-
guezias desta cidade, dos Afogados, Muribeca, San- Idalina d Siquelra da Costa Menezes invnta-
te Amaro de Jaboato, S. Loo rengo e Varzea, li- rante de seu casal por fallecimenlo de seu marido
cando snjeitos a multa de 6 0/0 sobre seus delitos o Dr. Jas Ray mundo da Cesta Meoezes, e por
todos os contrihuiites que pagarem depois daquel- despacho do llim. Sr. Dr. juiz de orphos, de nma
le dia. eserava por neme Amalia, a qual ser vendida pa-
Mesa do consolado provincial de Pernambuco
Freguezia de Santo Antonio, 7 de fevereiro de 6 do fevereiro do 1865.-0 administrador,
1865.Luiz Cesario do Reg.
E nada mais se continua em dita sentenga dada
nos autos, por bem da qual se passou aos juslifi-
ra pagamento de dividas, a 1 hora da tarde do dia
cima dilo ero seu escripterio a roa da Cruz n. 38.
i
Leilo u> divides.
HOJE.
Amonio Carneiro Machado Rios.
1." secg3o.|Secretaria da polica dePernambu-
co, 1 de fevereiro de 1865.O.IIIm. Sr. Dr. chee ,
cantes o presente edital, rom o prazo de trinlo i de polica, manda renovar a publicago da postura '
^.pIl0,?aalJecJlama ecua o ferido Manoel | add.cional de 12 de fevereiro de 1863 abaixo trans-'. O agente Pinte levar novamente a leilo as di-
crlpta, anm de que ninguem allegue ignorancia de vidas activas da exlincta Arma de viuva VieIra &
suas disposigoes. j c. na importancia de 1:6874223 rs, servlndo de
Postaras. baso o maior prego oblido nj leilo anterior, isto
ArL .''. *lca. Proh|bilo naste municipio o bnn- *t 112 hora da tarde do dia cima dito ero. sen
Pacheco de Andrade, para quo dentro dos trinta
das comparega por si. oa por sea bastante procu-
rador, para se proceder aos termos de conciliagao
na forma da petiglo, o a qualquer outra pessfta pa-
ra que Ihe faga saoedor dosta mesma ciiagao, aflrn quedo de'Intrudo cora agua por qualquer maneira escripterio ra da Cruz n. 38.
Augusto Ferreira de Carvalho reHra se nes-
te primeiro vapor para o Rio de Janeiro.
Augusto Ferreira de Carvalho tendo de re-
tirarse para o Rio de Janeiro, declara oue se al-
guem se julg*r seu credor aprsente soas contas
no praso de 5 dias, a contar de boje, na ra larga
do Rosario n. 55.
Aula particular de iastrucro primaria na ra da
('.onecilo o. 6.
O abaixo assignado acha-se no exercicio do sen
magisterio, e coalina a receber alumnos exter-
nos e internos de poaca idade, pelos pregos se-
grales :
internos .... 304000 mensaes.
Externos. 54000
Aluga-se a casa n. 36 na ra da Matriz da
Boa-vista,o primeiro andar do sobrado n. 9 na
ra Direita, e a loja do lado da ra da Penha : a
traiar no segundo andar. _______
Quem tiver e quiie vender urna escrava
que saiba cortar e coser vestidos ou outra qual-
quer costura, dirija-se a ra do Brum n. 84, quo
se dir quem precisa.
A pessoa que por este jornal procurou saber do
Sr. Soares, redactor da Crise (jornal), onde poda
pagar as subsbripgdes qne elle havia recebido da-
quelle jornal, julfia conveniente scientifirar queja
foi pelo mesmo Sr. Soares pago da subscripga
que procura va.
Ama de leite.
N* ra de Apollo n. 34, segundo andar, sobra-
do da esqoifia, offewce-se urna ama sem filho.
Aluga-se o sobrado n. 33 da ra da Matriz,
onde morn o desparhan/e Franco, tem commo-
dos para grande familia, grande quintal com ar-
vbres de tracto, e 2 raeimhas : a tratat com o
Sr. Antonio Joaquim Ferreira Porto, ou na roa da
Cadeia coro Miguel Joaquim da Costa.




Diario de Feroambaeo .- afeitado 11 e Fererclr* de &*.
mk 4 FORTUNA
AOS 6:000.000
Bllhctes garantido
A' na do Crespa n. 23 e easaa doeastua
O abano issiguado vendeu nosseas muitof li-
tes bilhetes-garautidosda lotera, que se acabou
de exirahir a beneficio do iheatro de Santa Isa-
b, os je,Milates premios: nnA,nnn
ous qaartosn. 3462 com a sorte de 6:Uw*uou.
Um meio n. 531 com a sorte de 1:400*000
Dous qaartos n. 2200 com a sorte de 500*000.
Eoutras omitas sortes de 200*, 106, 40*
20*000.
Ospossuidorespodem vir receber seusrespec-
tiros premios sem os descontos das leisna Casa
da Fortuna ruado Crespn. 23.
Acham-se a venda os da tercena parte di ae-
cima primeira lotera a beneficio da maulada
Boa-Vista, que se extrahir no dia 11 co cor-
rente.
Presos.
Bilbetesinteiros .. *&*
Uaos ...... 3*500
$&. :...... **
Para as pessoas que compraren
delOO* para cima. .
Blhetes. .P g55
Meios........ jggj
Qaaros. ^g arin, Fiuia
* ITAinga-se a loja da casa n. 59 da ra Augus-
ta ; quem pretender dirija-se a raesma casa cima
qae achara com quem tratar.________________
Consulten aiedice-cirnrgico narua larga do
Resarie n. 20.
O Dr. Joo Ferreira da Silva regressando a sua
casa, contina em o exercicio de sua profissao
nao s na parte medica 6omo tambem na cirur-
gica.__________________,_________.----------
Thomaz Jefferies faz scien'e que An-
tonio Infante d Albu.juerqnc Mello, elcixou
de ser caixeiro de sua casa dtsde o dia 7
do correte. Recife8 de ferereiro de 186o.
O porluguez Albino Baptista da
Rocha, relojoeiro e dourador, na
praca da Independencia loja n. 12,
faz qualquer concert de relogio c
dourado por prego mala coramodo
do que outro qualquer e responsa-
Pailisa-se pelo seu trabalho e espera
proteceo de seus compatriotas._____________
Domingos da Silva Campos scientifica ao res-
peitavel publico e especialmente com quem tem
ndo relacoes commerciaes, que desde o Io de no-
vembro do anno (iodo deu sociedade em seu ar-
rrnzem de mlhados na ra do Imperador n. 28 ao
seu sobrinho Beruardino da Silva Costa, sendo a
firma da casa Campos liquidacao da casa : roga-se aos seus freguezes
que continuem adepositarem suas conlianeas como
ate agora.
CHEGARAM OS MODERNOS CU\LES DE
FIL PRETO.
Superiores chales de fil | reto chegados pelo ultimo vapor franez, a
loja das (Oliiiuo.'.s roa dlres|o o. 13, de Ao'onio Correia de Vas oucel-
los c.
ANACIONL
Companhia geral hespanhola de seguros mutuos
sobre a vida
AUTORISADA PELO REAL DECRETO DE 2! DE DEZEMBRO DE 1859
Lua flanea em uiulieiro, depositada eos cofres do estado, garabte a boa i
miBistraco da companhia.
D1RECCO GERAL
thesouro das mais AbUboLdz de Oliveira Azevedo k C-
Providencia das criancas. Agentes do banco Uniao do Porto.
Cg* v- a ava KI|VfR Competentemente aatorisados sacara por todos
" m Mi JmV m% Wi ct ** v M. MZi % os paquetes sobre o mesmo banco para o Forto e
Eleclro---uugnelics. Lisboa e para as seguintes agencias
Londres
BANQUEIROS DA COMPANHIA
O Bauco de Hespanha
Madrid : Rae do Prado n.19
Attencao
o
O abaxo assignado com casa de pasto na ra
larga do Rosario n. 2o, avisa a todos es seus deve-
dores para que no praso de 13 das, a contar desia
data, para que venham saldar suas contas amiga-
velmenlc, do contrario serlo cobradas judicial-
mente, e com o mesmo praso a todos seus credo-
res para apresentarem suas contas e serem pagas,
pois o abaxo assignado se relira para Hespanha
alim de tratar de sua saude. Recife 9 de fovereiro
de 186o.Andrez Blanco & C. _________
Precisa se alugar urna
Sebo n. 29.
escrava : na ra do
'_ Nodia 0 toooata papagoio do sobrado da
ra da cainboa do Carmo n. 8, buscando os telha-
dos dos sobrados approximados ponte, cujos lun-
dos deitam para a ra das Flores, e por is-o roga-
se o favor de entregar o mesmo, do que se recom-
pensar.______________________________.
Livro do Povo.
O livro .lo povo, obraornada comestampas.con-
tendo a vida de.Xosso Senhor JesusChrislo, e niui
tos arligos uteis. Este livro das familias reeom
mandado eapprovado pelos Exms. -rs.D. Luiz
bispo do Maranho e D. Manoel arcebispo da Ba-
hi;., vende-se a 15000 cartoriado, na livrariade
Jos Nogueira de Souza, ra do Crespn. 2.
Esta companhia liga pelo systema mutuo todas as combinagoes de supervivencia dos seguros
sobre a vida.
Nellapde se tazer asubscripcaode maneira que em nenhumeaso mesmo'por morte do se-
gurado se perca o capital nem os juros correspondentes a estes.
Sao to suprebendentes os resultados que produzem as sociedades da ndole deA NACIO-
NAL, queainda mesmo dimlnuindo urna terca parte do interesse produzido em recentes liquidacoes,
ecombinaado-o com a mortalidade databella de Depareieux que e adoptada pela companhia para os
seus clculos e liquidacoes, em segurados da idade de 3 a 19 annos, urna imporsicoannual le 100$
produz cm effectivo metlico ; *
No tim de 5 annos.......1:1193300
i de 10 i.......3:9425600
> de 15 >.......11:208*200
> de 20 >.......30:2565000
> de 35 i.......80:3315000
as idades menores de 3 annos e raaiores de 30, os productos sao mais consideraveis.
Prospectos e mais informacoes serao prestadas pelo sub-director nesta provincia o Sr. Jerony
mo Joaquim Fiuza de Olivera, ra da Cadeia n. 52, ou a Boa-Vista ra da Imperatriz n. 12, estabe
ecimento dos Srs. Raymundo, Carlos, Leite & Irmao.
ADVOCACIA
0 Dr. Manoel do Xascimeato Machad
SPorlella
EO j
jliacuard Joaquim Pires Hachado Porlcllaj
I I
! continuam [a advocar no civel, crime,
i commerclal, ecclesiastico e administrali- i
I vo, e podem ser procurados em seu es- J
5 crplorio na ra do Imperador n. 83, pn- i
I raciro andar.
m Maques sobre Portugal. B|
O abaixo assignado. autorisado pelo
I Banco Mercantil Portueuse. e na ausencia 1
Bt do Sr. Joaquim da Silva Castro, saca ef- 9
afectivamente por todos o.' paquetes sobre m
as pracas de Lisboa e Por .o, e mais luga- H
| res do reino, por qualquer semina vis- g
ta, e a praso; podendo, o que temarem wm
saques a praso.receberem alista,no mes- J
| mo Banco, descontando 4 0|0 aoanno: na I
Kloja de chapos da ra do Crispo n.6, ou M|
na ra do Imperador n. 63, segundo an-1
* CHAMADOS
COLLARES ANODINOS DE DENTICAQ
Contra as convulsSes e para facilitara
denlice das criancas preparados e inventa-
dos por Royer, pharmaceutieo da esco-
la superior do Pars, successor de Chereau,
metnbro da academia de medicina
antiga casa de Boullon-Lagrange, pharmaceutieo
do imperador
chefe dos Irabalhos chimicos da escola po-
lytechnica, director da escola de pharmacia de
Paris, e membro da academia imperial
de medicina.
Estes collares vendem-se nicamente na loja do
Gallo Vigilante ra do Crespo n. 7.
O solicitador Pedro Aieiaudrl-
no da Costa Machado
se encarrega ante o foro desta cidade de tudo que
for tendente a sua proflssao, aceita departido a-
nalas pendencias judicaes de qualquer casa
commercia I mediante razoavel ajuste. Contina
a seuncarregar de cobranzas nosterrsos do Cabo
e Ipojuca aonde continua a trabalhar como d an-
tes.o encarrega-se de defezas perante o jury"
termos prximos a via frrea, offerecendo gratui-
tamente seus servicos aos desvalidos, pode ser
procu-ado lodos os das uteis das 9 horas da ma-
nhaas3datardena ruaestreita do Rosario n.
34, e fora dessas horas na ra Imperial n.Jo, ca-
sa de sua reidencia. ___
Joao da Silva Ramos, medico pela Un i
versidade de Coimbra, da consultes era a
sua casa das 9 s 11 horas da manhaa, e $Jf
das 4 s 6 da tarde. Visite os doentes Kf
em suas casas regularmente as horas
para isse designadas, salvo os casos ur- m
gentes, que serlo soccorridos em qual- Jl
quer ocrasio. D consultas aos pobres m
que o procurarem no hospital Pedro II, B
aonde encontrado diariamente das 6 ftt
s 8 horas da manhaa.
Tem sua casa de sade regularmente m
montada para receber qualquer doente,
ainda mesmo os alienados, para o que
tem commodos apropriados e nella pra-
tica qualquer operacao cirurgica.
Para a casa de sade.
Primeira classe 35000diarios.
Segunda dita.... 25500 >
Terceira dita.... 25000
Este estabelecimento j bem acredi-
tado pelos bons servicos que tem pres-
tado.
O proprietario espera que elle conti-
nu a merecer a confianca de qne sera-
pre tem gozado.
sobre Bank of London.
Pars > Prdric S. Ballin & C.
Hamburgo > Joao Gabe & Pilho.
Barcellona Francisco Bohala i Ballesta.
Madrid > Jaime Merie.
Cadis > Crdito Commercial.
Sevilha > Gonzalo Segoria.
Valencia i M. Pereira y Hijos.
Era Portugal.
Amarantes. lAngra Terceira.
COMPRAS.
Arcos de Val de Caminha.
Deposito geral do
Cordeiro nsia
ro 18.
Jos Joaquim Lima Bairao
rap princeza Gasse e Paulo
provincia, ra da Cruz nunie-
princeza Gasse tino, raeio
recebedor do rap
grosso e gros _ dar.Jos Joaqnim da Costa Miia.
.Na praca da Independencia loja de ounve"s JiBilJaeiWHWI iBHHHTiMB HfKffiBiPM
n. 33, compram-se obras deouro e pratae pedras KMRV KI M
preciosas, assim como se faz qualquer obra de! Esta para alugar-se urna casa terrea na ra, Cordeiro, dito meio grosso e viajado, quahdades
encommenda e todo e qualquer concert. da Gloria n. 14, um Io e 2o andar de um sobrado estas que tem nesta provincia obtido grande cre-
na ra do Rosario da Bia-Visia, quasi no pateo da dito pela sua escolente fabricaco, e materia in-
sania Cruz, o urna mei agua na estrada de Joo ; ma de que composto ; isio o atiesta a innmera
O Dr. Carolina Francisco de Lima San-
tos,contina a residir na ra do Impe-
rador n. 17,2 indar, onde pode ser pro-
curado aqualquerhoradodiae da noite
para o exercicio de suaproQsso de me-
dico ; sendo que os chamados, depois de
meio dia at 4 horas da tarde, devem ser
deixados por escripto. O referido Dr.
nao abandonando nunca o estodo das
molestias do interior, prosegue, com o
maior afflnco, no das mais difDceise deli-
cadas oprateos, romo spjarrdos.orgaos
ourinarios.dosolhos, partos,etc.
mwmmm mmw mmm
Alugam-se dous grandes sobrados com com-
modos para numerosa familia, novos e aceiados,
com jardim,cocheira, estribara e outras commo-
didades, na travessa de Joao Fernandes Vieira : a
tratar na ra da Senzala Nova n. 42.
' de Barros, com arvoredos, agua de beber, e porlao | exlraceao que elle tem tido, e a condecorado que
obteve'na exposicao nacitnal, cuja medalha vem
gravada nos rtulos dos mesmos botes, teem elle
de mais a vantagem de nao lerir o nariz. Tam-
bem vende-se o rap denominado Amarillinho que
na Baha goza de grande aeeitaeao. O deposito
adiase serapre supprido de todas estas qurli-
dades.
para o bt ero do Pombal : quem pretender falle
na ra das Cruzes, sobrado n. 9, das 9 horas da
manhaa at ae meio dia.
O bacila a-e I
francisco Aflgasto da Costa
ADV6GAD0
- Quem pede Diario 2005, dando uaia ca-
sa por garanta, pode procurar a dita quanlia na
ra dos Pires, casa n. 39._________________
Ao publico.
Emilio Autonio Goncalves Lima faz ver ao res
peitavel publico que julga que sua rasa sita as
arcias do Giquja acha-se llvre e desembarazada -,
porra se alguem sejulgar com direiloa ella por
divida ou qualquer titulo, haja de apresenta-lo no
praso de 8 dias, na ra do Fogo n. 12, ou annun-
cic por este jornal.____________^_
O Dr. Cosme de S Pereira conti-
na a residir na ra da Cruz n. 53,
Io e 2o andar, onde pode ser procu-
rado para o exercicio de sua profis-
so medica, e com especialidade
sobre e seguinte
Io molestias
2o
3o .
Ra do Imperador
minero 69.
A Inga-se
Perfumara e sabonetes de
Toilet
da casa Violet, perfumista com privilegio,
fornecedor das casas de S. M. impera-
triz dos Francezes e da rainha Isabel II
de Hespanha.
As dores as mais esquisitas, as plantas as mais
ricas em aroma, os blsamos os mais odoricos,
servem a composlgo dos productos exclusivos da
raiuha das Abelhas.
Sabo real de Tridaco.
O nico recommendado pelas celebridades me-
dicas como hygienica da pelle.
Balsamo de Violeta.
Pomada fluidificad* pelos oleo virgens para o
servico dos cabeleireiros.
Gotas de Violetas.
Extracto da flor natural, perfume de S. M. a rai
nha Victoria.
Sala; de balsamo de Violetas.
I Homenagem a S. M. a Imper?lr:z.
Agua da belleza de Sua Mageslade a
Imperatriz.
Loccao beneBca para o toilet das damas.
Flor de arroz rosada.
De S. M. a Imperatriz Eugenia.
Perfume de nctar.
Este p refrigerante preserva a pelle de todas as
affecedes dormaes.
Kosado das abelhas.
Locgao refrigerante para o toilete e os banbos.
Greme poapador.
Da belleza da pelle.
Para prevenir as rusgas e refrescar o rosto.
Creme Sevign.
Composicao especial, para lustrar e fixar os han-
tos (cabellos.)
(.'reme fri espumoso.
Segredo da belleza.
Para refrescar o tessido derraal.
Perfumes das brisas de ma;*.
Delietas dos lencos e sames.
Dieado a S. M. a Imperatriz da Bussia.
Caia de Javencio.
Cofre mysterioso.
Encerrando talismn?, segredo para fciiezs.
Vermelbo da China, preto indio e branco
de Lys.
Para passeiss e soires.
P horisoHtal
Pas as nnhas o bnlho de nacarregado.
Perfumes horisontaes.
Para perfumar as cartas, toalhas e os quartos.
Vende-se na ra do Imperador n. 38, botiea
?'tneccao brow.
Remedio infallivel contra as gnorrheas
antigs o receptes, nico deposito iabo-
-ica franceza, rlia a Cruz n. 22, pro-
co 3| ^
de olhos;
de peito :
dos orgos geniti
urinarios.
Em seu escriptorio os doentes se-
rao examinados na ordem de suas
entradas comecando o trabalho pelos |
doentes de olhos.
Dar consultas todos os dias d si
6 as 10 da manhaa, menos nos do- j
mingos.
Praticar toda e qualquer opera- j
cao que julgar conveniente para o |
prompto restabelecimento dos seus 1
doentes.
Quem precisar de urna criada portugueza
para ir na companhia de alguma familia que te-
nha de se retirar para Pcrlugal, pagando-lhe a
passagem, pode ser procurada na ra do fueima-
do n. 49.
Precisa-se de urna creada para comprar e co-
snhar : na ra da Cadeia Velha n. 45.
Aluga-se um moleque pega de idade 17 an-
nos pouco mais ou menos para servico interno de
casa estrangeira : quem pretender dirija-se a ra
da Alegra n. 3.
Precisa se alugar um preto que n5o tenha o
vicio de beber, para fazer o servico de urna casa :
na ra do Imperador n. 44.________________
Manoel Joaquim Augusto da Cunha, retira-se
para fora da provincia.____________________
Joaquim Fernandes da Silva Campos retira-
se para Portugal ________________________
Aluga-se o segundo e terceiro andar da roa
do Livrameoto n. 36, multo frescos proprios para
urna familia : a tratar na loja._______________
Precisa-sede um caixeiro porluguez de 14 a
16 annos: na livraria popular n. 67 ra do Impe-
rador_______________________________
Alupa-se a casa n. 64 na ra do Padre Flo-
riano propria para ter negocio, pois nao tem pare-
des dos repartimeotos : a fallar na ra da Impera-
triz loja de oorives n. 33.____________
Quem annunciou precisar um balcao : pro-
cure na taberna da ra das Cruzes n. 42.
Precisa-se de urna ama de leite, sem fllbo :
na ra Augusia n. 24._________________
Precisa-se de urna preta que seja fiel e de boa
conducta para casa de urna familia estrangeira :
Irata-se na ra do Vigarlo n. 2. Na mesma casa
precisa-se de um bom copciro. _________
Precisa-se alugar urna preta para todo o ser-
vico de uca casa de familia : na ra do Trapiche
numero 4.______________________^_____
Aluga-se um sitio eom mullos arvoredos de
f rucio, boa casa de vi vend, estribara e cacimba,
na estrada de Joao de Barros, prximo foledade:
a tratar na rna larga do Rosario, loja n. 32.
urna casa acabada agora, com commodos para fa-
milia, estribara, cocheira, quartos para feitore
escravos.com banho na porta, no lugar do Poco
da Panella, ra do Rio : a tratar com Tasso ir-
mos, na ra do Amorim n. 35.
mmm mmmmmm mmmmm
| Cosnpanhia floellaajle de |g
seguros martimos e ter- g
restres estabeleclda no |
Rio de Janeiro. fi
AGENTES EM FEPNAMBUCO
| Antonio Luiz de Olheira Azevedo & C,
5 competentemente autorisados pela direc- S
jjt loria da companhia de seguros Fidelida- |
de, tomam seguros de navios, mercado- M|
5 ras e predios no seu escriptorio ra da B
i Cruz n. i. E
Para todos.
O abaixo assignado faz sciente ao rcspeitavel
publico que muden a sua officina de palhinha da
ra do Imperador n. 24 para a ma das Cruzes n.
23, igualmente tem para vender paiha e junco
mais barato que em outraqualiuer parte.
Manoel da Coste Azevedo Napoleao.
Jos Soares d'Azeredo, professor de
lingua e literatura nacional no Gyu nasio
Provi cial do Recife. tem aberto em sua
casa, ra Bella n. 37, um curso especial
para cada urna das seguintes disciplinas:
LINGUA FUANCEZA,
GEOGRAPHIA E HISTORIA,
PHILOSOPHA RACIONAL E MORAL,
RHETORICA E POTICA.
O London 4 Brazillan Bank, saca por lodos
os paquetes, sobre
Lisboa.
Porto.
Braga.
Vianna.
Guimarles.
Villa Real.
Coimbra.
Amarante.
"O Dr.'Jeronyroo'Villeia de Castro Ta-
vares advoga no crime e civel, commer-
coe ecclesiastico. Pode ser procurado
todos os dias uteis at 3 horas da tarde
emseu escriptorio, a ra do Crespo n....
primeiro andar defronte da livraria eco-
nmica.
Vez.
Aveiro.
Barcellos.
Bastos.
Beja.
Braga.
Braganea.
Faro
Oliveira d'Aze-
meis.
Penna fiel.
Tavra.
Villa do Conde.
Cas le I o Branco.
Chaves.
Coimbra.
Covilho.
Elvas.
Extremos.
Evora.
Fafe.
Pinhal.
Porto-alegre.
Thomar.
Villa Nova
Portimao.
de
Figueira.
Guarda.
Gulmaraes.
I.agoa.
Lagos.
Lamego.
Leiria.
Moncio.
Moncorva.
Regoa.
Selubal.
Vianna do
tollo..
Villa Real.
Madeira.
S. Miguel.
Cas-
Villa Real de Vizeu.
S. Antonio. Paial.
No imperio
Baha. Maranho.
Rio de Janeiro. Para.
Qualquer somma a prazo ou a viste, podendo
logo os saques a prazo serem descontados no
mesmo Banco a razo de 4 por cento ao anno a
ralar na ra da Cruz n. 1.
Grande anuazent de tintas.
RA DO IMPERADOR N. 22.
O armazem de tintas um grande deposito de
productos chimicos utensis e os maisempregados
e usados na pharmacia, pistura, photo^raphia. tin-
turara, pyrotecbinia(fogos de artificie) eera outras
industrias.
Montado em grande escala, e supprindo-se di-
rectamente as principaes drogaras de Paris, Lon-
dres, Hamburgo, Anvers e Lisboa, pode offereceer
productos de plena confianca e satisfazer qnalquer
encommenda a grosso trato e aretalho, por precos
razoaveis.
Prvidos de machinas ,iappropriadas satisfar
com promptldao qualquer pedido de tintas moidas
a oleo, cuja qualidadee pureza de seus ingredien-
tes poder ser examinada pelo consumidor, o que
nao fcil fazer com aquellas que sao importadas,
e que se encostran) no mercado emlalasfechadas.
Tem grande colleccao de vidros de differentes
formatos, desde urna oitava at dezeseisoncas de
capacidade ; de vidros para vidracas e diamantes
para corta-Ios; de pinceis para Gnglr madeira com
propriedade e outros; de papis dourados e pra-
teados e folhas de gelatina para ornamento; de
papel grande e pequeo frmalo de vanas cores
para embrulho, para forro de casa, para desenho
com fundo j feilo; de papel albuminado e Bristol,
verdadeiro saxe para photographia c para filtrar,
e outros ; vernizes de essencia para quadros, de
espirito para madeira, copal para o interior e ex-
teiior ; oleo graxo, oleo seccativo, oleo de linhaca
clarificado, oleodeoielel, secativode Harlim.ouro
verdadeiro em p ; prata, ouro, e estanho em fo-
lhas de varias cores ; tintes vegetaes, inoffensi-
vas proprias para confeitarias ; la de cores, e
olhos de vidros para imagens; lilas em tubos c
telas para retratos ; tintes em pastis e em p pa-
ra aquarella ; essencia de rosa superfina, de ne-
roly, jasmim, bergamota, aspice, palchouly, mbar,
boquet.limo, alcaraiva, melissa, ortela pmenta,
louro, ecreja, alfazema, Portugal, lima, junpero,
anis da Russia, canella, cravo e muitos outros ob-
jectos que scom a vista poderaoser mostrados.
Joao Pedro das Neves,
Gerente.
Lino de Faria o nico competente Sp
para haver as dividas activas e outros a>
quaesquer bens da extracta firma Faria $R
& C. Elle pois avisa a todos os devedores Jjt
para que nao paguera genio a elle ou ^
.. pessoa por elie devidamente autorsada. Jjf
5g Espera que os mesmos devedores serao |gs
pontuaes em satisfazerera seus dbitos, ge
ivrando- assim de pecorrer aos meios 2R
judiciaes. Elle mora na ra do Impera- aS
S dor n. 57, segundo andar. Sg
Compram-se escravos.
Silvino Guilherme de Barros compra, vende e
troca escravos de ambos os sexos e de teda idade:
na ra de Imperador n. 79, t;rceiro andar.
Comprase ouro e prala ero obras velbas, pa-
ga-se bem : na loja de bilbetes da Praca da Inde-
pendencia n. i'-.______________________
Compra-se effectivamenle ouro e prala em
obras velhas, pagando-se bem : na roa larga do
Rosana n. 24, loja de ourfVes._______ ^^
Compra-se urna escrava de habilirfades, bem
como urna negrinha de 9 annos : no paleo da ma-
triz de '-anto Antonio n. 8.
Algodo em carolo.
Compra-se qualquer quantidade por maior pre-
eo do que se paga no mato : na fabriea da traves-
sa do Carioca n. 2, caes do Ramos.
Compra-se um gloUo astronmico: na ra
do Livramento n. 19. _________________
Na ra do Bartholomeu (seguimento do Po-
cinho casa de deiencao) n. 45, compra-se um
sellim iaglez em bom uso, e paga-se bem, confor-
me seu estado, embora seja s o casco.
YENDAS.
Aluga-se um sitio na estrada de Joao de Bar-
ros, com grande casa de vivenda, cocheira, estrba-
HRgSV
rii&. S8S*S' x an>( >?^ > *&* *z
A Semana llluslrada
que se pulili ca no Rio de Janeiro todos os domin-
gos, assigna-se na ra do Crespo n. 4. Preco da
i assignalura, irimeslre 6$, simeatre iijl, um anno
18000. _______________
Yende-se um ptimo cavado para ca-
briole! ou cairo : a tratar na ra larga do
Rosario n. 36, sefundo andar, das 2 as 6
da tarde.
Aluga-se um sitie na ra do Cabial da
cidade de Olinda, com casa terrea,coin co-
[rucuo^^
n. o, ou na ra das Trincheras, cartorio n. 19. i da e margem do rio Beberibe, com com-
----------j-,------------~ ~~ i modos parafamilia, estribara para ca vallo
Lasas para aiugar. ecapimpara sustenta-los, arvoredos de
Alugamseduas mei-aguas a 105000 cada urna ;ftm h defronte nem pelo
sendo praia do Porto n. 6, ra ISaseente n. 14 a .- -i f
& Irmao, ra do Qneimadofundo,coin ptimos passetos..sala e gabi-
nete na frente, muito propria parapassar a
tratar com Azevedo
numero 32.
Aluga-so o lerceiro andar do sobrado n. 241 festa, e tambem se alugar porann : a fal-
do ra da Cadeia do Recife, entrada pelo becco! lar no Recife, na livraria n. 6e8 da prafa
Largo : a tratar no armazem do mesmo sobrado, da independencia, e em Olinda nacasacon-
tigua;om o capitao Antonio BernardoFer-
reira.
tmzmmmmm
i Q bacharcl
Antonio Joaquim Ayres do Nascimento
tem o seu escriptoriodeadvogaciana ra
estrella do Rosario n. 8, onde pode ser
procurado das 9 horas da manhaa as 4
da tarde.
AMA.
Precisa-se de nma ama para casa de familia
na praga doCorpo Santo n. 17.
Aluga-se o segundo e terceiro andar com
bom sotao da caa n. 16 da travessa da Madre de
I Dos junto a alfandega : a tratar com Barros &
, Silva in primeiro andar da mesma casa.
O Sr. Manoel Jos d- Souza Pilanga,
que t ve loja na ra do Queimad >, lem una
caita na livraria n. 6 e 8 da praca da Inde-
, pendencia.
As pessoas que d sejaren estudar qual-1 Saca-se sobre Lisboa, Porto e Ilha de ley, queira mandar buscar
querdestes preparatorios podem dirigir-se S. Migue1, na ra do Apollo n. 20,
indicada residedeia, de manhaa at s 8 torio de CarvalhoeNoguera,
horas e de tarde a qualqu r hora.
- O Sr. Aunliano C. da Rocha Wander-
tinia carta na
escrip- livraria n. 6 e 8 da praca da Independen
ca.
m
O BACHAREL
Pedro Affonso de Helio
drogado
Largo do Livramento n. 38.
.JL
O bacharel Jo> Baptista Gitiran ad-
voga no termo do Bonito e Carnar, pode
ser procurado na villa do Bonito ra Di-
reita n. 16.
Aluga-se um sobrado de um andar e soto,
| sito no pateo da Paz, na povoacao dos Afogados :
a tratar no pateo do Terge n. 44._____________
Franca & Brasil-
J. Mercier, alfaiate francez, precisa de bons ofll-
' ciaes e de boas coslureiras
n. 27.
atraz do Corpo Santo de Santa Rila n. 55,
psito docarvao.
Precisa-se alugar ou comprar um escravo
sem habilidades : na ra da Madre de Dos o. 36,
primeiro andar._____________
Ama de leite
Precisa-se de urna ama de leite : na ra nova
segundo andar, junio ao do-
Allianca segundo andar, precisa-se de urna ama
que saiba engommar. _____________
Precisa-se de um hornera que saiba tratar de
1 arvoredos e de horta, e que seja casado, para se
[ encarregar do trabalho de uro sitio perto desta ci-
dade : na ra do Imperador n. 44._________-
Precisa-se de urna lavadeira para lavar a
- Arrenda-se um engenho muito perto desta rcupa de nma fami|ia na rDa do imperador nu-
praca, moenle e corrente, eom boa casa de vivenda' raero 44,
e de lavradores, tendo terreno para grandes plan- _____'._________________________._____
tecoes, pedreiras e fornos de queimarcal : os pre- Aluga-se urna ama boa engomirtadeira e ex-
tendentes dirijam-se a Soledade n. 32, das 6 as 8 cellente ensaboadeira para casa de pouca familia :
horas da manhaa e das 4 da tarde ero diante. quem quizer airija-sc a praca da Boa-Viste, esqui-
- Joao Francisco Pardelhas, agradece a todas as "jjgg-'gl:1 a rua Jo AIL**> Primeiro andar-
pessoas que lhe flzeram o obsequio de acompaobar Aluga-se urna rasa terrea com sotao, tendo
os restos mortaes de sua presadissiroa roai D. Anua commodos para grande familia, sita no pateo da
Joaquina da Cruz, e de novo roga o cardoso obse- Pax, na povoacao dos Afogado, quartos para cria-
quio de assistirem a missa do stimo dia que ter dos,estriban, quintal bastante grandeecom mu-
lugar segunda-leira 13 do corrente as 4 horas da
Na rua do Imperador por cima do armazem Precisase de urna ama, ou criado forro, eu
escravo que saiba cosinhar, e bem assim de urna
ama para engommado, pagam-se bem ; no I." an-
dar do sobrado n. 34, na raa do Cruz do Recife.
Aula particular.
O abaxo assignado, professor particular, provi-
sionado pela directora geral da luslruccao publica
para en.-inar pfimeiras letlras, laiim e franeez,
participa ao respeitavel publico e igualmente aos
senhores pais de seus discipulosque srgunda-feira
9 do corrente tem de continuar no ensino das su-
praditas materias, admittindo matricula alumnos
externos, pensionistas e meiw-pensionislas. A pra-
ticade 19 annos consecutivos no exercicio de seu
magisterio, sua inleiradcdicaco a sua rooralidade
sao garantas que offereceaos sniores pais de fa-
milias, que desejam a sa e til educacao a seus
futios.
Quem prtanlo quizer confiar ao mesmo abaixo
Aluga-se urna olana nos Cjelhos n. 5, a qual
se acha trabalhando, e tem canacs e barreiro, e to-
dos os utencis em bom estado : a tratar na mes-
ma, das 8 as 4 horas do dia.
>- Quem precisar de urna moca portugueza para
casa de pouca familia : na rua Augusta n. 76 se
dir onde. i
Quem annuneiou precisar de um balco de
10 pajuil)*, dirija-se 11 reflnaco do Raogel n. 43.
manhaa, na igreja do Pilar, de cojo acto sou eter-
namente grato.
Casa para alugar
Aluga-se urna casa na ilha do Retiro eom 2 sa-
las, 6 quartos, i gabinete, cozinba, quintal mura-
do e banho : a tratar na rua da Matriz da Boa-
Vista n. 26, primeiro andar.
tos arvoredos : a tratar no pateo do Terco n. 44, assignado a educacao de seusilhos, pode dirigirse
ou na mesma povoacao rom o Sr. Jos Lucio Lins.; a qualquer hora do dia aoterceiro andar do sobra-
Precisa-se alugar no bairro de Santo Anto- d n- 38 .i rua Nova- onde ha muil ,empo este
nio urna casa terrea nao muito grande, com bom I eslabelecido.
quintal, pagase bem : na rua do Queiraado n. 46,
loja de Guimaraes & Bastos.
Casa.
Aluga-se o terceiro andar da casa da rua Dircite
n. 36, com mullos commodos para familia, e lem
cano de esgoto : traase na rua da Cadeia do Re-
cife n. 3.
Jote Maria\Uachado de Figueiredo.
Sitio.
. Precisa-se alugar um escravo para o servico
de otaria, pagando-so i diarlo : oa olaria do
Fundi junto ao Dr. Hoscoso.
Sr. Manoel Pereira de Andrade que em-
pregado no arsenal#de marinba, queira vir pa-| Alugam-se barato urnas mei-agaas na entra-
daria da rua Dret n. 84, a negocio, que nao ig- ia dos porloes di travessa das Barreiras, bairro da
ora. Boa-Vista : a Iraiar na rua do Cotovello n. 25.

Aluga-se o sitio o. 2 junto a capella do Rosari-
nho, com muitos arvoredos de fructo, casa com
muitos commodos cocheira para animaes e carros
e baixa de capim : a ehave est no sitio defronte,
do Sr. Fialho, e trata-so na rua Nora n. 55, ou so
Recife, rua da Cadeia n. 3.
Attencao,
ALMANAK.
Acaba de "Sahir dos pr-
los de nossa typographia o
Almanak Administrativo ,
Mercantil e Industrial desta
provincia, correcto at 31
de dezembro, e vende se a
1$; na livraria ns. 6 e 8
da praga da Independencia.
\o<;i:*
DE
Partidas dobradas.
roR
Manoel Fonseea de Hedeiros.
Acha-se a venda as principaes livrarias deste
cidade pelo prego de '5 o exemplar, carlonado.
0 GASTELLO DE GRASYILLE
Traduzido do francez por A. J. C. da Cruz.
Vende-se este bello romance em quatro
tomos pelo baratissimo preco de 26500 :
na praca da Independencia, livraria ns.
6 e 8.
FOLHINHAS
Para 1865
Acham-se venda na livraria ns, 6 e 8 da
praga da Independencia:
A FOLHINHA DEPORTA, abrangendo o
Kalendario civil e ecclesiastico, tabellas
de feriados, de emolumentos dos tribu-
naes do commercio', ele. a 160 rs.
A FOLHINHA DE ALG1BEIRA contendo o
mesmo que aquella e mais urna nova
Salve Rainha em versos, o Stabat Water
era verso, devoco ao agonisanle, coracao
de Jesas, cntico em louvor do Santissi-
mo Rosario, cntico a Virgem Maria Nos-
sa Senhora, trinla e tres chistosas anc-
dotas, um indito poema sobre as aven-
turas de um cozinheiro, o canlo de urna
solteira (poesa), crescido riumero de m-
ximas e pensamentos, urna histeria como
muitas (romance), c vinlecinco novase
pilliericas charadas a 320 rs.
Vndese uro piano de armario proprio para
se aprender, por preco coramodo : na rua da Im-
peratriz n. 28.
Assucar candy
Xa reflnaco do Rangel n. 43."______________
IVljo
Na rua da Madre de Dos n. 9 vende-se feijo
mulatinho, dito branco, e dito preto, mais baralo
do que em oulra qualquer parle, approveitem a
peehincha que a quaresma bate porta.
Nvidade.
Na rua do Imperador n. 28, defronte da relarao,
tem para vender em porciio e a retallio, linguas
nalgadas, seccas de fumo e de salmoura, peixe sec-
eo, meraguala, superior em gosto ao bacalho, ce-
bolas em restes grandes e novas, e queijos, todos
esles objectos naluraes do Rio Grande do Sul.
Farello superior de Lisboa a '>$ sacco.
Tem para vender A1 tonie Luiz de Olivei-
ra Azevedo no S'ti escriptorio rua da diz
n.i.__________________________________
fiixas hamburgnc7a$.
Vende-se na rua Nova n. 61.
Attencao.
Doce de goiaba Tino em latas de 4 e 8 libras, por
precos commodos, qneijos de Minas a 15400, lin-
guas da America em salmoraa 320 ris, queijos
de Alentejo a 2 : na rua Nova n. 8 loja do cha.
ATTENCAO.
Urna senhora se propoem a ensinar msica,
O abaixo assignado manda para Europa o Aluga-se urna casa terrea na rua Augusta o. pianno, violo e flauta, cora perfeicao, as pessoas
seo neto Manoel Carlos Teixeira, men^r de 10 3n- 90, com commodos para urna familia grande :' que. de seu presumo se quizerera ulilisarem por
no.-, para tratar de sna saude. quero a pretender dirija-se a rua do Vigario nu-: preco rasuavel, podero dirigirse a rua da Matriz I annos, com tedas as habilidades : na travessa da
Jos Gnnjalves Torres. mero 12, ; da Boa-Yisla n. S4 que s e dir quem i, I Carmo n. 1.
Borzegolns francez da barca S. Joo ila l.nz, a
CiOOO de lustro e bezerro : roa do Livramento
n. 5.___________________________________
Vende-se um cavallo bom andador, gordo,
de estribara, anda baixo, meio e esquipa muilo :
na Passagem junto a ponle pequea n. 19
Vendo-se a casa terrea da rua do Motoco-
lomb n. 39, nos Afogados, tem 3 quarlos, quin-
tal murado, cacimba e estribara, e foi ba pouco
concertada : a tratar na rua do Imperador, ar-
mazem de mlhados n. 81.
Liquidac'i das fazen-
das da barca fran-
ee a
Hoje pelas 8 horas da raaslia at as 6 da tar-
de principiar a feira semanal das seguintes fa-
zendas, parle das quaes sao da barca franceza, a
saber : madapoloeom 24jardas, finse largos,-
6, 7, 7300, 8J500, 9 e 9*500, tambem teta
madapolo francez infestado superior com 20 jar-
das a 7* a peca, este pechiucba espantosa, al-
godao cora 21 jardas superior a bt 16, e culras
marcas a 74O0e 8* a peca, camisas al*, cha-
les de merino a 1*. io00 e 2*, estopa a 2* a
jarda, chitas franeczas escuras, bellos ps.droes, a
240, 300, 320 e 340, ditas de bellos padroes imi-
tando a seda a 3GO o covado, sao muito linas ; e
do-se amostras com ponhor : na loja da rua da
Madre de Daos n. 16 defronte da guarda da al-
fandega.________________________________
Vende-se o caf restaurante do commercio,
amado Trapiche Novo n. 2 : quem precisar,
pode dirigir-se dita casa, que achara com quem
tratar._____________________
Vende-se um bom escravo do idade 30~an-
os para todo o servico : na travessa do Carmo
numero 1.
Veade-ss urna bonita crloula de Idade *)




L
>







rio de Fernaiubuco Sabbado 11 de Fevereiro de isa.


Predios venda
(Em IciISo 011 eoi particular)
Um sobrado de doas andares e solio em chaos
prtoriof, na roa do Amorim n. 17.
Um ite de doas andares e solio, em chaos pro-
piles, na rut do Burgos n. 3.
Urna casa terrea com sotao, em chaos proprios,
na roa des Burgos n. 5.
Melade de ama casa terrea, em chaos proprios,
naruadaSenzala Velhaji. 8: a tratar com o
agente Simoes na roa da Crut b. 57.
Vende-se caixoes vaziosproprios
ara bahaleiros t fuoileiros a 1 $760
cada um; nesla typogi'apnia,
"Viflh da Madeira e do Porto
Vende-seosuperior viuho da Hadeirae do Por-
to, em caitas de urna e doas duzias : so na loja
do Vigilante,rua do Crespo n. 7.
Vendem-se nta'.hinaa para desear.car
a'godao coro mo'.ores para a. imaes: i]a ra
da Sanzalla Nova n. 42._____________
J. Kel er 4 C. ve.idem supero:- vi-
nho lint) d; B rdeanx, tanto e n qu rola
como emcaixas de duz:a di* garrafas.
Bom negocio
l'm dos socios da casa de banhos da ra da
Cruz n 17, por motivos de molestia, vende a sua
parte de sociedade que tem na mesma casa, oflerc-
cendo vantagtns : ehtenda-se o preteudente no
dito estabelecimento._________________
Vende-se calcado francez da barca franceza
& Joto da Lu, na ra do Livramento n. 21.
Borzoguins de lustre (Nantes) 65000.
Ditos de hezerro de tres solas (Nanles) 65000.
Ditos de bezerro de duas solas 6,5000.
Sapatos de tapete 640 rs. ____
Vendc-se um elegante cabriolet francez ;ir-
ranjado de novo, com arrcios ingiezes inteiramen-
te novos, e com nm excellente cavallo, ou sem
elle; a tratar na praca do Capim 1.* andar do so-
brado, onde morou o Sr. Dr. Sabino.__________
Vende-se queijo suisso fresca! 300 rs. a li-
bra, dito de prato a 960 rs., dito do reino do ul-
timo vapor !300, no largo do Carmo, esquina da
ra de lionas n. 2.
- Vende-se lagedo de Lisboa da melhor quali-
dade possivel para calcadas : na ra do Queimado
n. 18, segunda loja.
Casa nos A togados.
Vende-se o sobradinho de um andar na ra Di-
rata dos Afogados n. 50, edificado em chaos pro-
prios, com quintal murado e portao ;' rende 2"
mensaes, e rom algum concerio poderia rrnder
405 : a tralar na Ponte dos Carvalhos com o Sr.
Flix Ramos Leutier, ou na directora das obras
publicas com o capillo Raymundo da Silva Maia.
Vende-se a casa terrea n. 2o da ra de Ma-
thlas Ferreira da cidade de Olinda : quem a pre-
tender dirija-se a tratar nesla cidade na ra Au-
gusta n. 59._________________________
Vende-se o sobradinho da rna nova de San
la Bita n. 4i : a tralar ua ra du Santa Rita nu
mero 3.
Vende-se
um sitio no caminho novo, ra da Esperanza, que
vai para o Manguinho, com grande casa muiro
fresca, lendo 4 salas e 6 quarios, cozinha c dous
terracos na frente e fundp da casa, e mais um
grande sotao com tres salas bastantes frescas or
ter 11 janelas, estribara, quarto para criados,
duas cacimbas com agua de beber, tanque e casa
para banho, o sitio todo murado, e com mil e na-
tos palmos'de fundo, porlo de ferro, boas, laran-
geiras de umblgo; sapolis e .otiiros Jrvoredos : a
tratar na ra do Deslino n. 16.
Vende se
urna arraslo de taberna e os seus ulencilios: na
ra de Joa Fernandes Vieira n. 6't, Soledadp.
Vendem-se charutos da Bahade varias qua-
ldades: em casa de.Monhard & C.. ra do Tra-
piche n. 48.
Peehincua >t\\\ igual
Camisas que valem 34 a 2,380o.
Vendem-se camisas de lnho muito finas bons
gostos pelo baralissimo preco de 25800 ead.i nma
em duzia a 325, vende-se por aquejle diminulo
preco por serem arrematados em li-ilao dos salva-
dos do navio francez : na r.ia do Livramenlo n. S
armazem de Juo Evangelista de S.
No armazem de fazendas ba-
ratas de Santos & Colho
lia do Qoeinado a. 19.
Vende-se o seguate:
Lences de panno de linho
pelo baratissimo preco do 25400.
Lences de bramarte de linho
de um s panno a 35500:
Coberta de chita da India,
pelo baralissimo preco de 5>0i>. *
Lencos de cambraia brancos
proprios para algibeira, a 25 a duzia.
Pecas de breanha de rolo com 10 varas
propria para tais, a 45.
Pecas de cambraia de forro, a 2600.
Esteira da India
propria para forrar salas, de 4, 5 e 6 palmos de lar-
gura,-por menos prtco do que em oulra qualquer
parle.
Toalhas alcochoadas para mos
55 a duzia.
Laazinhas carmezim miudinhas
proprias para vestido de menina, a 600 ris o ce-
vado.
Laazinhas de cores finas
do melhor gosto que ha no mercado, a 360 ris o
covado, neste armaiem de fazendas se encontrar
um grande sorlimento de ronpa feitae por medida
A7L0RDA"
12,<>0O
Paletcts sobrecasaeados de panno preto tiro,
venle-se na ra do Crespo n. 17.
MURRAY & LANMAN
A agu florida de Murray & Lanmai,
olhada como um rtigo de perfume, na
tem podido ser igualada pelas preparacea
as maiscustosas: conserva seu aroma,come
se formasse parte da prenda a que ella se
applica. Sua eflicacia to delicada, coaao
elegantes sao seus multiplicados usos, quer
seja empregada como artigo de toucador,
quer no uso do banho, ou como suavisador
da pellp, depois que se tenlia feito a barba;
j para limpar as gengivas u aromatisar o
hlito.
Da suavidade, brilho e elasticidade as
compleices, depois de se haver lavado; al-
livia a irritacao de erupcoes ordinarias; faz
desapparecer o desagradavel aspecto dos
pannos, das sardas do rosto, rugas c toda a
casta de ebulices, e d vigor e frescura a
parte onde quer que se applique. Sna effi-
ciencia e elegancia sao igualmente infalli-
veis nos casos em que seja preciso appli-
ca-la como estimulante e antisptico, nos
concursos e a'ssemblas numerosas, as lo-
calidades infeccionadas, na aicova de um
enfermo, assim como 6 um antidoto excel-
lente para os desmaios causados por cansa-
co eu suffocaciio. Proparada tnicamente
por Laiiman A- Kcmp, .Nova-York, e a venda
por Cao.'s & Barbosa.
Joo da C. rava & C.
Vendem-se no Recite em casa de Ciors A
Barboza e Joo da C. Bravo A C.
RAPE'
Dtiarle, Pereira A 0. i-ontinuam a vender o afa-
mado a fresso rapl'rinccza de Petropoles erasen
erando armazem de louea e vidros : ra do
Crespo n. 16.
Faztnlas baratas rita do Passeio n. 5, luja
do sobrado do Sr, Maia.
Vendem-se chales de merino limpos a 25, pale-
lols muito finos de panno a 125 e 135, tirim de li-
nho corles a 15280, palelols de bombazina lina a
5, madapoloese chitas francezas mais barato do
que em outra qualquer parte, panno fino prelo a
15000, lencos de chila a 15 a duria.
0 VIGILANTE
Ra do Crespo n.
Ogallo vigilante tendo sido agraciado pelo pom-
poso uallisa, na sua ordem do dia, e pela Branca
Agnia,apesar de que, para estes o Gallo com seas
agudesesporSes nuncaos offender, Antes osagr.a-
ciarna mesma conformidade, para que o Baliza,
lenco
Nova loja de fazendas e roupa
fetta nacional, rna da Empe-
ratriz, loja de 41 portas u. 99.
Chitas da leja n. 72.
Vendem-se chitas linas a 240 e 280 o eovado,
ditas francezas finas a 320, 360 e 400 rs. o covado,
cassa franceza fina a 320, 360 e 400 rs. o covado,
laazinhas para vestidos a 360, 400. 500 e 360 o
covado, pegas de madapolo lino a 65, "5, 85 e
95, pepas de algodo a 55, 65 e 85 : ra da lu-
peralriz n. 72.
Ronpa feila nacional
Vendem-se paleteas de panno lino a 145, 165 e
185, ditos saesos a 65,85 o 105, ditos decasomira
de cores a 65, 85 105, ditos de brim d cores a
25500, 35 o 45, caigas de casemira prela e de co-
res, colletese caigas de brim decores a 25000 e
25300: ra da Iraperatriz 0. 72.
Sontambarqae a 8.
Vende-se sontambarque de laasinha a 75 e 85,
ditos de alpaca branca a 85 e 105, ditos de gros-
denaple preto a 205 e 253, capas pretas de gro--
denaple finas a 205 e 255, panno fino preto a 25,
35, 45 e 55 o covado, casemira prela a 25. 25500
e 35, grosdenaple prelo para vestido a 15600, 25 e
possa marchar em frente, e a Branca Aguia possa 2#300 0 covadoH. faa d! [mperatriz n. 72.
levaatarsea vo,|levando no bico as palinbas sen Co ,a p, ,ft
ninhaje o Gallo ficara em seu espagoso campo" v.nH<1"e*5V t llSL*!..
dando de novo o sen canto annunciando a seus lYeAn5m"?J.J,eSd!l "f ft! fia,p"
bonsfreguezes e aorespeitavel publico J*.e, **. c 0 grande sorlime.t. li.fcj.eui de roste, ne ^^^TML^T3&nt
acaba de reeeber. 55 e 65 : roa da Imperatriz n. 72. Este novo es-
Ricas caixiahas com msica ricamente eafeita- abelecimento vende barato para obter freguezia :
das para costura, proprio para um delicado me-. na ra da Imperatriz, loja n. 72.________
nio.
Riquissimos cofresinhos com cadeadosde metal
para guardar joias.
Ricascaixas com estejo, contendo todos os per-
RIVAL SEM SEGUNDO.
'.la du.gueimadu ns. 49 c 5o, loja de iniudeza.
de Jos ue Azevedo Maia est continuano >
vender inuitc barato, pois seu genio dar a fazeii-
da por lodo prego a vista dos cobres.
Cartas deallinetes francezes da melhor cualidad*
a 80 rs.
GrosasJe pennas de ac inglezas da melhor qua-
lidadea 640 rs.
Caixas deoolchetcs francezes de superiores quaL-
dades a 40 rs.
Grosas de boldes de inadreperola muito finos a56(
e 640 ris.
Garreteis co;n 4 a o oilavas de relroi prelo fino i
640 rs.
Resmas de papel de peso liso muito superior 1
25000. y
Grvalas da liga e de oulras muitas qualidadesi
500 rs.
Caivetes para penna com 3 folhas fazenda boa a
800 rs.
Duzia de botSes branco para casaveoues de senho-
ra a 100 rs. w
Pegas de fita de cs estreitas com 9 varas garan-
tidas a 320 rs.
O Expositor Portuguez para os meninos a prender
a lera 800rs.
Ossegredos da natureza para os meninos a pren-
der a ler a 15000.
PIULAS CAIMAKIieAS I)E AYER.
Estas plalas vegelaes sao a-
dsptadas a todos os usos de um
purgante lias familias, lis lio
perfeilamente innocentes, e em
iuanto milhares de pessoas cen-
fessam com gralidao que.fonm
curadas por ellas de molestias
severas e perigosas;nao ha
um so caso em que haja supti-
tas do mnis leve resultado inju-
rioso por seu uso.
Publicamos aijui alguns dos
altestados que temos de curas
notaveis feilas ltimamente.
Um caso notavel de
AD'eccao ebronica de tiyad.
Illm. Sr.
Juiz de Fra, 17 de fevereiro de 486i.
Tendo feito uso das pilulas catharticas
de Ayer, que me fez favor de dar um vi-
dro, tendo tirado um resultado nao espera-
do ; padecendo lia mais de doze annos en-
Cartilha.Udou"rrnachrisiaa, finase superiores a fermidades do ligado'e baco, coai o uso
r

XAROPE DEPURATIVO
de IM GOX
BROMQ^ULPHlFlODUrVIVDO
E6te novo prodnclo resultado de urna trplice combinacao de tres mctalloides cujas proprie-
dades sao uiui conhecidas, o Bremo, o Euxofre e o Iodo, oceupa boje a primeira ordem de
entre lodos os depurativos dos quacs o mais poderoso.
As experiencias dos mdicos mais notaveis dos hospitaes de Paris, os senhores Cazenave,
Puche, Bazin, Btache, Guihout, Baroschct, Danet, Legroux, Vasse e Aubry, etc., demonstrarao
sua poderosa effieacia as afieccoes seguientes :
Daenras de pella,
Bartraa c barbulhaa de oda eapacle,
I'laraH mucoca,
Obatraeeoea ijmpballca,
Papel raa,
Baerafalaa,
Akcmw, aaaleaiaa,
ObMMi
l'leeraa,
Tlaka,
EacarbHte,
Plan ou Boubaa (de Braiil},
O Xarpe de Le Goux, de nma fcil digeslo e de goslo delicioso, se emprega tambem
com muita vantagem e aconselhado pelo doutor Barthe, do hospital dos meninos, para as
criancas debis, escrofulosas e rachiticas ou sobre a influencia de um vicio hereditario, e mui
superior neste emprego ao oleo de ligado de bacalho e aos xarpes depurativos e anti-escor-
buticos que se administravio at agora.
Deposito geral, em Paris, na botica Boullay, membro da Academia imperial de Medicina de
Parit, offictal da Legi&o de Honra, e em todas as boticas de Franca e dos paizes estrangeiros.
Frambocula,
Uumorea (rloa,
RarbUlame,
Ophlbalmla (-Nri-ofuloaa e rbreulra,
Tlalca earrofulaca,
Affceeoea ajphllltlcaa,
Elephaallaala dea Creyn,
E iods is doen^ts ocoiionadas por um vicio do
- sangue, e ji tratadas tem ntnhum succsio pelas
preparac6es vegetaes, iodadas e o oleo de fijado
de bacalho.
XAROPE D'ETHER
DE BOULLAY
Doutor da Faculdadede Sciencias, membro da Academia imperial de Medicina,
Official da Legi&o de Honra,
Ra des Fosss-Montmartre, 17, Paris.
Este xarpe composlo mais de vinle annos pelo sabio lente Boullay, consume a melhor
maneira de administrar o Ethcr. Ue empregado com suocesso em todas as doencas que tirio sua
origem de um erithismo nervoso, como sao as:
Eaxaejaeea,
Nerralgiaa,
Eaaaaaaaa,
Allaiinea de ner,
Verllseaua,
yacars,
Deposito geral, em Ports, na botica de Boullay, doutor em Sciencias, membro i Academia
imperial de Medicina de Paris, official da Legi&o de Honra, ra des Fosss-Montmartre, 47, e
cm todas as Boticas de Franca e dos paizes estrangeiros.
Calmbraa de estomago,
ladlseatoea,
Ceavaleea,
Aeeeaaoa hysterlees e hy po-
eaadrlaeoa, .
Clica Tenlaaaa ou aerTO-
aaa, hepatleaa flatnlentas,
Aeeeaaoa de sola e de rbea-
aaatlaaaa,
Caaoa de eBTeaealemeato,
etc., etc., etc.
ASTHME
ASTHMA ASTHMA ASTHMA
SUFFOCgiO NERVOSA E OPPRESSiO
tnico remedio efficaz para combattir estas molestias, acalmar um attaque d'asma e impedir a
volta o Xarpe aromtico de Suqcino (mbar amarello) do V Danet. Deecoberta inleiramente
recente, este novo producto se tem propagado com extrema rapidez gracas aos admiraveia resul-
tados que tem sempre produzido.
Deposito geral, na botica Chauveaud, 54, rna do Comercio, Paris-Grenelle, em todas u
boticas de Franca e do estrangeiro.
Deposito geral em Pernarabuco ra da Cruz n, 22, em casa de Caros Btrbosa.
lences parahomem.
Riquissimas volias fingindo perola.
Ditas com lacinhode tila.
Ditas de lindas cures e preta, de todas as gros-
snras.
Lindos aderecos com pedrinbos finginde bri-
lh antes.
Ricas fivellas para cinto, de todas as qaalidades
e bora gesto.
Ricos cintos de ultimo gosto de Paris.
Grande sortimento de lindes enlejes paracabe-
ca, sendo do ultimo gosto e de todos of preeos.
Flores muito finas para noivas.
Luvasenfeitadas c metas de seda para noivas.
Touquinhas sapatinbos c meias de seda para
baptisade.
Riquissimas fitas de todas as qualidades parala-
{o, ciise cinleiros.
Camisinhas e gollnhas para senhora.
Riquissimos jarros e figuras para ornamento de
sala.
Grande sortimento de gravatinhastanto para se-
nhora como para homem.
Luvasde pelica branca e decores.
Cascarrilhasde bonitas cores.
Trancinhas,galao e maravilhas para enfeites.
franselins de cabellos e de retroz para reloglos.
Papel amisadee de oulras qualidades.
Rolsas para viagem.
ntremelos e bahadinhos de lindos padr5es.
Lencinhos de linho bordados.
Meias para homem, senboras, meninos e meni-
nas.
Fitas de veludo lisas e com mtame de todas as
larguras.
Tliesouras e caivetes de todas as qualidades.
Grande sortimento de sabonetes.
Lindos vasos com banha para offereciraentos.
Caixinhascom seis frasquinhos.
Essencias de todas as qualidades.
Agaa verdadeira Florida.
Agua da Colonia, em garrafas grandes, e em
frascos quadrados egarrafinhas.
Pomada fina de todas as qualidades.
Suprior bauha em frascos e copos de todos os
lamanhos.
Sahaoinglez em paos grandes e pequeos.
Escovasde cabo de raadreperola, raarfim e de
osso, para dentes.
Peales para desembaracar, com friso de metal e
sem elle.
Ditjs de tarlaruja e de muitas oulras qualida-
des.
Pentes de tartaruga para senhora
Ligas de seda e de algodo, assim como HfUfte
outros ibjectos de gosto que seria impossivel men-
cinar, |ue a vista far (i, s no Gallo Vigilante,
ru do Crespo n. 7.
Vollinhas.
t
dngiado brilhantes, assim como cruzinhasavulss
vollinhas, polo barato preco de J e 1(9200,as
crazes avuls asa iOO rs. s no Vigilante, ruado
Crespo n. 7.
Leqttfs.
Riquissimos loques de madrepcrola tanto para
i.'uhoras como para meninas, pelo barato preco
le I2J e 115; s no Vigilaule, ra do Crespo
n. 7.
GRAXDE X0V1DADE.
S no Vigilante.
Riquissimos eafeites de todas as qualidades para
sehoras e mBniaas.chcgados hoje da alfandega.
Siiitos
Riquissimos sintos de fila larga e estrella com
flvelas grandes e pequeas, com brilhantes falsos,
cousade muito gesto.
Albnns
^ Tambem chegaram os riquissimos albunspara
50 retratos, com capa de tartaruga e de marflm,
cousamuiiochique : s no Vigilante,ra doCres-
po n. 7.
Gelinhas.
Riquissimas golinhase manguitos, omelhor gos-
to possivel, a 2J, 2J300 e3; s no Vigilante,
ra do Crespo n. 7.
Enfeites para senhora.
Riquosisslra enfeites cora laco e semlaeo e de
outros muilos gostos a 1, 15500 e 35: s no Vi-
gilante, ra do Crespo n. 7.
Traneelins.
Linios traneelins ue cabello para relegie ou la-
netas, pelo baratissimo preco de 15500, ditos de
retroz a 200 rs.
Babadinhos fiilremcios.
Riquissimos babadinhos entremeios com lindo;
desenhos tapados e transparentes, pelo baratissime
preco de 15200, 15500, 25 e 35; s no Vigilante,
ra do Crespo n. 7.
Casrarrilhas.
Grande sortimento decascarrilhas de diversas
larguras, assim como galozinho e trancinhas pro-
prias para enfeiles; s no Vigilante, ra do Cres-
po a. 7.
Filas. .
Grande sortimento de fitas de diversas larguras
a qualidades, por preeos que admirara aos com-
pradores, havendo fitas largas proprias para cin-
leiros que se pode vender a 300 rs. a vara, e peca
de 9 varas a 25; s no Vigilante, ra do Crespo
n. 7.
Fitas de la.
Fitas de lia de todas as qualidades, proprias pa-
ra debram.de vestido a 700 rs. a peca; s no Vi-
gilante, rna do Crespo n. 7
Ricos espelbos.
R'Njuissimos espelhos com moldura donrada)
-em ella de 85, 105, 125 e 145, assim como com
c.dlamnas de diferentes lmannos a 25, 35,45, 55
e 65; s no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Lindos jarros e fijaras.
Riquissimos jarres e figuras de porcelana fina,
para enfeite de sala, sendo o melhor gosto queaqui
tem apparecido; s no Vigilante, ra do Crespo
a. 7.
Para tos de arrex.
Riquissimos vasos com bonecla para pos de arroz
eousa de multo gosto a 15500 e 25. assim como
picotes s com os pos a 330 rs. cada um; s no
Vigilante, roa do Crespo n. 7.
Perfumaras.
Grande sortimento de extractos e banhas, poma-
das, assim como de lindos copos ou vasos com dis-
lioctivos e offereciraentos as sinbasinhas dos me-
Ihores e mais afama'dos autores de Paris e Inglater-
ra, assim como os grandes copos de banha japoneza
a 25 e a 15, assim como outros objectos que nao e
possivel por hoje annanciar, e vista dos fregue-
jes se far todo, negocio; na loja do Gallo Vigilante,
raa do Crespo 0. 7.
MACHINAS DEPATENT
de trahalhar mito para
descarocar algodo
FABRICADAS
Por Plant Brothers & C.
OLDAN
Estas machina*
podem descarocar
qualquer especie
de algodo sem
estragar o fio,
sendo bastante
duaspessoaspara
o trabalbo; pode
descarocarj tuna
arroba de algo-
do em carocc
em 40 mnalos,
ou 18 arrobas
por dia ou 5 ar-
robas de algodo
limpo.
Assim como machinas para serem movidas por
animaes, que descarocam 18 arrobas de algodo
limpo, por dia.
Os mesmos tem para vender um bellissimo va
por que pode fazer mover seis destas machinas
mencionadas ; para o que cnvida-se aos Srs.
agricultores a virem ver e examina-lo, no arma-
zem de algodo, no largo da ponte nova n. 47.
Sanaders firolhers k G.
N. II, praca do Corpo Santo
RECIFE.
Os nicos agentes neste paiz.__________
Frascos com gomnia arbica
dissolvida e pincel. .
Vendem-se na ra do Queimado n. 8, loja da
aguia branca.
N> vos albuns.
A aguia branca acaba de reeeber oulra encom-
menda de bonitos e bem encadernados albuns de
capas de velludo, massa, tartaruga e raarfim, al-
guns dos quaes com microscopio para augmentar
o taraanho dos retratos, continuando a serem veu-
didos por preeos commodos : na ra do Queimado
loja da aguia brancan. 8.
Galanteras para fes tas
A aguia branca nao cessa de encoramendar do
queha de melhor e maisagradavel.e porissoaca-
ba de reeeber diversas figuras e vasos de pede
eira envernisada com finas perfumaras, ludo
mu proprio para presentes de feslas etc., havendo
dnheiro dirija-se o pretndeme a ra do Queima-
do n. 8, loja da aguia branca. -
Ail fino para engom-
mado
A aguia branca na ra do Queimade n. 8,rece-
beu glbulos de ail fino e frasquinhos com es-
sencia de dito para engommados.
Outros eafeites.
A aguia branca acaba de reeeber por este ulti-
mo vapor'um novo sortimento de bonilos e delica-
dos enfeitesde moldesinteiramente novse de um
apurado gosto,assim poiscomparec,am os preten-
dentes munidos dedinheiroe com disposiro de
gastar: na loja da aguia branca ra do Queima-
do n. 8.
Pequeos pentes de tar-
taruga.
A aguia branra na ra do Queimado n. 8, rece-
eeben novamenle esses pequeos pentes de tarta-
ruga que por suas qualidades de pequeos, lisos,
bonitos e bem feitos tanta eslima lem merecido pa-
ra as senboras segurar o cabello quando atado ; a
aguia branca porm avisa aquellas pessoas que os
baviam encommendado e a quem mais queira
aproveitar a occasio de os comprar continuando
a serem vendidos pelo mesmo preco de 49 cada
um.
Estando brancos fi.com pretos
O bom resultado e o rpido effeilo que produz
a tintura de chromacoma, e mesmo o facillimo
modo deapplicartem se tornado muiconhecido e
apreciada portodos que usam delta e por conse-
gu n te augmentad o a exlrafo, pelo que a aguia.
branca mandn vir mais o novo sortimento que
acaba de reeeber constando elle de
Caixas com chromacoma para Ungir os cabellos.
Frasees com coloricoraa para lustrar ditos.
Ditos com hydrocallelhrichina para limpar ditos
Dilos com oryehromantina para limparas nnhas
Sabonetes brancos para lavar os cabellos.
Pom ida allicomiphila para dar cheiro aos di-1
tos sem iiflender a preparacaofeila.
Sapatos de marroquim dou-
rado para bailes.
Esses sapatosdo grande lom vendem-se nica-
mente na ra do Queimado loja da aguia braia b.
8 a 65 o par.
Meias finas para senhoras
gordas.
Vendem-se na ra do Queimado loja da agnla
branca n. 8.
Esponjas finas para rosto
Vendom-se na ra do Queimado loja da aguia
branca n. 8.
TINTA PRETA COMMEHCIAL. "
Vende-se tinta com esta denominaeao prepara-
da por Joo Cancio Gomes da Silva, a ra do Quei-
mado n. 32.
Simo de Mantua
Attendendo as circumsiancias do tempo al ou-
iro aviso, resol vo-me a vender a obra de Simo de
Nantua pelo diminulo prtco de 800 rs. cada exem-
piar. A obra completa, tem a segunda parto das
ebras posihmas, e bem impresso, tem a estampa
de Simo de Nantua, e de meia encadernaco :
na ra do Imperador n. 15, defronte de S. Fran-
cisco, onde tambem ha para venderse urnas pou-
cas de caixas de papel do Diario vasias, e pelo
mesmo prego que vende o Diario.
320 rs.
Pentes finos de marfim a 15000, 15200 e 15500
res de I uvas de seda para horneas e senhoras a
300 rs.
Gollinhas para senhora o melhor que ha a 320 e
500 rs.
Frascos com superiores banhas a 240, 320, 500 *
15000.
Livros que serve para assenlai roupa, pelodiminu
to prego de 160 rs.
Capachos redondos muito Tinosa 500 rs.
Cordao branco para esparlHbet limito superior. >
vara a 20 rs.
Carriis com 150 jardas de linha branca a 60
ris.
Cartes com 200 jardas de linha branca garanti-
das a 60 rs
Grosas de pennas de ac superiores a 500 rs.
Varas de franja branca e de cores larga para toa-
lhas a 160 rs.
Pares de botoes de punho, oh que pechincha a
120 rs.
Tlnteirosde vidro com tinta a 160 rs.
Ditos de barro com superior tinta a 100 rs.
Grosas de botoes de louca prateados muito fino a
160 rs.
Tesouras para costura superior qualidade a 500
ris.
Escovas para limpardentes, superiores a 200 rs.
Caixas com superiores phosphoros de segnrancaa
160 rs.
Caixas com 100 envelopes o melhor que ha a 640
ris.
Caixas com 20 quadernos de papel amizade.muitr
fino a 600 rs.
das pilulas posso lhe assegurar que eston
bom, pois lendo desapparecido um granda
engorgi lamen to que sofiia, muitas dores
sobre a regiao do ligado e costas, dore de
eabeca, inchacSo do ventre, nao poendo
deitar-me seno do lado direilo, isso mes-
mo procurando pos'icio para ter socego, bo-
je me acho livre d'esse padecimento ; como
por aqui anda as nao baja, eu como tenlio
este proprio que de casa, lhe rogo man-
dar-me alguns vidros, e o custo elle lhe sa-
tisfar, assim bem como do cbarope de
cereja, que tive occasio de experimentar ;
em um ataque de guellas que teve urna
preta que com elle curei, Taco uso d'elles
oas tosses em minha familia sempre em
bom resultado, e por isso que peco para
mandar alguns frasquinhos, e mesmo as pi-
lulas pode montar a doze, [porque tenho
feito uso d'ellas para uso da familia e al-
gumas pessoas, todas leem tirado grande
resuliado; sou
De V. s. atiento abrigado,
Fancisco Feiireira Pal.
Rheumalisiuo c laques hemorrhoidacs.
Illm. Sr.
Ouro-Preto, 30 de marco de 1864.'
Posso certificar-lhe que as pilulas ca-
Quadernos de papel pequeo muito fino a 20 rs J ttiarticas (lo Dr. Ayer sao excellentes, pois
ranflp limiriflrin fifi ffl7Pll-'que soffrendo eu dores pelo corpo, e que
WranUeiiqillUavaO U lUZOU Sllppun|ia ser rbeumatmo, (molestia esta
queja havia soffrido ha?annos1 esoffiremo
tambem de ataque* hemorrhoidaes, c de
um ouvido, pois que al j pouco ouvia, e
acompanhado de urna dr no queixo. con-
sullei a um dos nossos mdicos, e este me
disse que devia fazer uso da salsa : porcm
lendo eu o almanack do mesmo doutoi.
das finas, ra da Impe-
ratriz, loja e armazem da A-
rara n. 56, de LourenQO P.
Mendes Guimaraes.
Fazendas para o carnaval.
Vende-se veibotina de todas as cores a 800 rs. o comprei em sua casa um vidrinbo das mes-
covado, ganga encarnada a 160 o covado, sarjelim : mas pilulas e por minha conta principie! a
de cores a 280 o covado, alpaca de cores propna; t0ma-las, e sem as finalisar acho-me sem as
para vestuarios a 320 e 360 o covado, lafeta de seda ,. ^^ cnm
de todas as cores a 600 rs. o covado : ra da Impe-
ratriz, loja-da Arara n. 56.
Chitas baratas a 2i0 rs
Vendem-se chitas finas a 210 e 280 o covado,
chitas francezas finas a 320, 360 c 400 rs., cassas
finas de cores a 320 e 400 rs. o covado, percalas
finas para vestido o 500 e 560 o covado : ra da
Imperatriz, loja da Arara n. 56.
Caries de eambraias, a Irara vende a 3;5.
Vendem-se cortes de eambraias linas brancas a
35500, 45 e 55, cortes de cassas francezas finas a
35, corles de chita de 10 covados a 25400, dilas
finas a 35208 : na loja da Arara, ra da Impera-
triz, n. 56.
dos a 35 e 35500 o covado, grodenaple preto fino
a 15600, 15800 e 25, dito superior a 5600, dito
com o palmos de largura a 35 o covado, panno fi-
no prelo a 25. 25800, 35500 e 55 o covado, case-
mira preta fina a 25,2500 e 35 o covado, alpaca
preta a 500, 600 e 800 rs. o covado : ra da Im-
peratriz, loja da Arara n. 56.
Arara vende corles de easemira pela a 3-yiOO.
Vendem-se corles de casemira preta a 35500.
45, 55e65, ditas de cores a 35,45. 55 75. cor-
tes de brim e ganga para calca a 15(100, 15800 e
25 : ra da Imperatriz, loja da Arara n. 36.
Panno de linho a 6i0 rs.
Vendc-se panno de linho-para lences e toalhas
dores pelo corpo; e sem sentir, sarei do
ouvido, e mesmo dos ataques htmorrltoi-
daes: porlanto sao para mim as taes pilu-
las as melhores que tenho experimentado ;
isto em abono da verdade. So'u
De Y. S.
Amigo certo, venerador e obligado,
O brigadeiro
Joo Rodiucles Feu de Carvalho.
Caslrilc.
Ouro-Preto, 29 de marco de 1804.
Attesto que tendo feito uso, aconselhado
por um amigo, das pilulas do Dr. toer,
fiqtiei perfeilamente bom de urna gaitrite
que solivia e tado, hoje felizmente nada sinlo.
Augusto Gollatino de Mello.
Faifa de apelile.
Ouro-Preio, 24 de fevereiro de 1804.
Sendo eu all'eclado do ligado ha muilos
anuos, e ltimamente soiTri falta de apetite,
hoje don gr-acaa a Deus por achar-me
a 6i0 e 7i0, hamburgo a 500 c 560, bramante de e perleito com O USO das pilulas catharlifas
10 palmes de largo a -'5 c 25"00 : ra da Irnpe
ralriz n. 36.
Arara vemlc ds balita a 3$ c madapsISo a i$.
Vendem-se bales americanos a 35. 35300 e 45,
ditos de musselina a 45300, pegas de madapolao
enfeslado a i5 dijo de 21 jardas, largo, a 05000,
65500, 75, 85^ 05, 105 e 1?5. finos, algodo pe-
gas a 35, 65, 7-5 c 85 : ra da Imperctnz, loja
da Arara n. 56.
Soiitambarqiics prelos a 2Q
Vende-se soulambarque preto de grosdenaple a
265 e 255, capas pretas de grosdenaple finas a
205, 255 e 305, soulambarque de laazinha a 75 e
85, ditos de alpaca brancos a 85 e 105, ricos ves-
tidos Mara Pia de novo gosto a 85, 125, 115,
165 e 205 : roa da Imperatriz, loja e armaiem da
Arara n. 36.
Grande sortimento de ronpa
feita.
Vendem-se palelots de casemira de cores a 3
65, 85 e 105, ditos pretos de panno lino, sobreca-
sacas a 125, 1 V&, 165 e 255, palelots saceos pretos
de panno a 55. 65, 85 e 105, caigas de casemira
preta a 45. 65 e 85, ditos de casemira de coi* a
45,65 e 85, ditos de meia casemira a 35 e 35O0,
ditos de brim e ganga a 25 e 25500, dilos de brim
branco a 35500 e 45> colleles de lodas as qualida-
des, camisas francezas a 25 e 25500, ditas Inglezas
de linho de pregas largas a 35 e 35500, ceroula
a 15280,15600 e 25, palelots de brim de cor a 25
e 3-3, dilos de alpaca prela a 35 e 35500, dilos de
alpaca branra a 45500, dilos de. alpaca de cordao
a 45, colarinhos de linho a 640, ditos de papel a
640 a duzia : na ra da Imperatriz, loja da Arara
numero 36. O proprietario da loja e armazem da
Arara declara que todas as suas fazendas se vende
em perfeilo estado, como os compradores poder"
examinar; a loja est aberla at as 9 horas da
noile : ra da Imperatriz, loja da Arara n. 56, de
Mendes Guimaraes.
DROGARA.
31Ra larga do Rosario34
Bartliolomcu Francisco deSoaza k C,
Vendcni:
Acido actico puro psra retratistas.
Esmaltes para ourives.
Papel para forrar casas.
Guarnieres avelladadas.
Tinta branca superior em lata.
Alvaiade Veneza, fino, em pues.
Vende-se urna escrava mulata que eopomma,
compra e faz doce : quema pretender, dirja-se a
roa da Aurora, terceiro andar, na loja de funi-
leiro.
XARPE
deLABELONYE
Imprecado con inririvrel saeceuo desde 30 anao*
floi Mdicos de teiei os paisa castra is moUstiu
rganicu en ato orgnicas do eoract, as diversas hj-
repisias a roaior parte du molestias do peno e des
kronchos (p**uumi4U, cefarrAoi pulmonares, utAlMi.
{*/bMiac9ef nmo$at dot.bronckiet, cttarrhtirai, ele...)
O xAnera de labelo*ye He se vende sent a
Krafas com rotulas de cor e fechadas com urna chapa
ando t firma de inventor.
Baa PARI, raa arfcaa-VllleHMiave, 1*.
Deposito geral em Pernambnc* rna da
Gnu d.22 em casa de Caros Barbea.
do Dr. A ver.
Antonio Bento ViEinA.
Conslijiaro, dores de cabca.
Ouro-Preto, 28 de marco de 18G4.
Atiesto que achando-me atacado de una
forte constipacao que trouxe-me dores por
lodo o corpo e na eabeca, soffri orrivel
mente por espaco de quatro das; entc
um amigo aeonsclliou-m que tomasse pi-
lulas catharticas do Dr. Ayer: com ellas li-
quei sao e completamente" reslabeleeido em
tres (lias, de sorte que estou no (irme pro-
posito de aconselliar o oso das dilas piulgs
a todas as pessoas que forem affecladas (ic
constipatoes.
Agos'tinho Jos da Silva, negociante de fa-
zendas.
Irritars de estomago.
Ouro-Preto, 29 de marco de 1864.
Attesto e juro, se necessario fr, que. sol-
frendo ha mtiilo tempo excessiva irritarn
de estomago, pouco apetite e diflkij flige*.
to, d'ella tenho experimentado sensivei
mellioras depois que tenho feilo uso das pi-
lulas catharticas do Dr 4)'er-
Antonio Herhocenes Pf.kkira Ropa.
Lombrigas.
Ouro-Preto, 28 demarco de 1864.
As pilulas do Dr. Ayer (catharticas-) r>
ram empregadas com grande vantagem por
mim em urna menina de dez annos, que
soflria de vermes intestinaes, notando-so
que os symptomas que entao apresenlava
eram de molestia bastante perigosa.
Raymundo Nonato dk S. Thiago pharma-
ceulico.
Nevralgia.
Urna carta do Illm. Sr. Francisco Alva-
renga de Azevedo.
Ha mais de sete annos que. soflria dores
do hombro e as costas, tomei urna inlini-
dade de remedios sem achar alivio algum.
Dr, angustia, tormento sao palavras fol-
ies, porm nao exprimem o que tenho so-
frido: ltimamente tomei as pilulas ca-
tharticas do Dr. Ayer. S faz oito dias, o es-
tou completamente restabelecido ; ha tres
dias que nao sinto a mais leve dr no hom-
bro nem as costas.
Estas pilulas achara-se venda as prin-
cipales boticas e dragaras do imperio, e no
Rio de Janeiro, ruaDiroilan. 15.
Vende-se em Pernambneo:
a pharmaeia franceza de
P.fflARER & C.
RA NOVA N. 18.



I


DUri* de Peraaaafcueo ... abbade 11 de "rever Ir de 1 85
LETRKIRO VERDE.
Neste estabelecimento ha sempre m sortimento completo de roapa feita.de
todas as qualidadcs, tambem se manda fazer por medida, vontade dos concur-
rentes, para o que tem um dos melhores professeres, assim como tambem tem um M
grande e variado sortimeato de fazendas de todas as qualidades, para senhoras, I
MOLHADOS
horneas e meninos.
Casacas de panno preto, 355 e 30,0060
Sobrecasacas idem, 300 e 25#000
Paletos idem e de cores, 250,
200, 151 e......100000
Dites de caseaira, 200, 450,
120, 100 e...... 70000
Ditos de alpaca, 50, 40 e 30*00
Ditos ditos pretos, 90, 70,
50, 40 e......30500
Ditos de brim e ganga de co-
res, 40590, 40, 305OO e. 30000
Dites branco de linho, 60, 50 e 40000
Ditos de merino preto de cor-
dio, 100, 70 e..... 50OOO
Calcas de casemira preta, 120,
100, 80e......70000
Ditas de cores, 90, 80 e. 70000
Ditas de meia casemira de co-
res, 50000 e.....40000
Ditas de princeza e merino pre-
to de cordlo, 40500 e. 40000
I Ditas de brim brance e de co-
res, 50, 40500, 40 e 2JSO0
Ditas de ganga de cores, 30 e 20500
Golletes de velludo preto e do
cores, 90 e......70000
Ditos de casemira preta, 50 e 40000
Ditos de ditas de cores 50
40 e........30500
500061
20000
10400
Ditos de setim preto. .
Ditos de ditos e seda branco,
60 e.......
Ditos de gorgurao de seda
pretos e de cores, 60,.50 e
Golletes de fusta o e brim bran-
co, 30500, 30 e .
Seroulas de brim de linho,
20400 e ......
Ditas de algodo, 10600 e. .
Camisas de peitos de linho,
40, 30 e......
Ditas de madapolio, 20500,
206........
Chapeos de massa, pretos fran-
cezes, 100, 90 e. .
Ditos defltro, 50, 40,30500 e
Ditos "de sol, de seda, 120,
H0, 70 e......60000
Collarinhos de linho fino, ulti-
ma moda duzia. 60000
Sortimento completo de grava-
tas. 0
Toalhas para rosto, duzia, 110,
0........60000
Chapeos deso, de alpaca, pre-
tos e de cores.....40000
Lences derramante de linho. 30000
Cobertas de chita chineza.. 20500
V
i
Largo da SantaS
J^Cruzs. 12 e84,M^
Kesquina da roa doi
Geeo.
80500
.20090
Largo da Santa'
2ruz as. 12 e 84,
esquina da na do_
* 1ESPECIAES
O doto des j multo acreditados rmaseos de melhados denominados Aurora|
ruaste, acaba de recetor de ana propria eneommeBda, multes f eneros delicados
preprios da presente estatu, e tendo grande sortimento comprado aau,ananca,uetodes
es seus generes ae de I.* qaalidade.
A seguate tabella sertir a todes de base para ajuste de cestas aes ft-
tadores. '
ffenhum armazem vender mais barato, e melhores gneros de se a Anrora
rilhante, j pelo grande sortimento que tem, j mesmo sor sen doao se aehar encem-
modado era sua saude e ter de vender um de seus armazens agora, e o outro na pr-
xima primavera, per see deve-ie apreveitar ama qnadra destas para se eomprar
barato. '
RIJA DO IMPERADOR M 40
Julo ae sebrado em qne mora oSr. Os rae,
D uart e Almelda A C, recefceram de sua preprla en rom
da o mala Hade e variad* sortimento de Melhados, proprloa
da presente estacSo.
DE
DE *
J. VIGNES.
M. 5,3. RA DO IMPERADOR I. 55.
Os pianos desta antiga fabrica sao hoje assaz conhecidos para que seja necessari insistir sobre i
.i superioridade, vaniagens e garantias que offerecern aos compradores, qaalidades estas incontesta-
,-riis )ue elles tem definitivamente conquistado sobre todos os que tem apparecido nesta praca ; odo-
suindo ura teclado e machinismo que obedeeem todas as voatades e caprichos das pianistas, sem-
cunca falhar, per serem fabricados de proposito, e ter-se feito ltimamente melhoramentos importan-
ussimos para o clima deste paiz ; quanto s veres sao melodiosas e flautadas, e per isto muito agrada-
vi aos ouvido6 dos apreciadores.
Pazem-se conforme as cncommendas, tanto nesta fabrica como na do Sr. Blondel, de Paris, socio
correspondente de J. Vignes, em cuja capital foram sempre premiados em todas as expesicoes.
No mesmo estabelecimento se acha sempre um explendido e variado sortimento de msicas dos
ninihores autores da Europa, assim como harmnicos e pianos harmnicos, sendo tudo vendido por
grecos commodos e razoaveis.
CONSULTORIO ICO-CIRURGICO
do
DR PEDRO DE ATTAHYDE LOBO M0SC0S0,
HEDBCO, PARTEIRO E OPERADOR.
3 Ra da Gloria, casa do Fundfto 3
O Dr. Lobo Moscoso d consultas gratuitas aos pobres lodos os dias das 7 s 1
oras da manliia, e das 6 e meias 8 horas da noite, excepcao dos dias santificados
Pharmacia especial homeopathica
No mesmo consultorio ba sempre o mais appropriado sortimento de carteiras
tobos avulsos, assim como tinturas de varias dymnaraisacoes e pelos preces seguintes
Carteiras de 12 tubos grandes. 12,5000
de 24 tubos grandes. 18^000
de 36 tubos grandes. 24,5000
de 48 tubos grandes. 30OOG
de60 tubos grandes. 35,0000
Prepara-sequalquercarteira conformo o pedido que se fizer, e eom o renali
que se pedir. .
Um tubo avulso ou frasco de tfntura de meta onca 10''00.
Sendo para cima de 12, custaro os precos estabelecdos para as carteiras.
Ha tubos mais pequeos cada um a 500 ris.
LI VllOS.
A melor obra da homeopathia, o Manual de Medicina .Homeopalhico do Dr. Jahr
dja> grandes volumes com diccionario............ 2O5OO0
Medicina domestica do Dr. Hering,........... 105000
Repertorio do Dr. Mello Moraes............. 60000
Diccionario do termos de medicina ............ 30000
Os remedios deste estabelecimento sao por demais conhecidos e dispensara portan-
to de serem novamente recommendados aspessoas que quizerem usar de remedios ver-
diJeiros, enrgicos e duradores: ha tudo do melhor que se pode desejar, globos de ver-
daieiro assucar deleite, nota veis pela sua bea conservaco, tinturados mais acreditados
jstabBlecimenlos europeos, a mais exacta e aecurada preparaco, e portanto a maior ener-
ga e certeza em seus etfeitos.
Casa de sade para escravos.
Recebe-se escr\es para tratar de qualquer enfermidade ou fazer-se-lhe qualquer
oporacSo, para o que o annunciantejulga-se suficientemente habilitado.
O tratamento o melhor possivel, tanto na parte alimentar, como na medica, e
funecionando a casa a mais de quatre annns, ha muitas pessoas de cujo coaceito se aSo
p4e duvidar, que pdem ser consultados por aquelles que desejarem mandar seus
doentes.
Paga-se 20000 por da durante 60 dias ed'ahi em diante 10500.
As operacoes seo previamente ajustadas, se nao se quizerem sujeitar aos precos
amveis que costuma pedir o annunciante.
Latas com 8 libras de chouricat muito novas,
a 7*590.
Bitas grandes com peixe em pesias iateiras,
mais de 12 cualidades, a 1000, U280 e
I10.
Bitas com ostras, exeellente petisce para fre-
gidelra, a 720 r.
Bitas com erviihx novas, ensopadas, a
7i0 rs.
Ditas com fa vas, a 649 rs.
Ditas com amaizas a 1*290, 1*800 o 3*509.
Ditas com mannelada do afamado fabrican-
cante Abreu, a 889 rs.
Ditas de massa de tomate, a 500 rs.
Bitas com figos de comadre, noves, a 1*500,
2* e 2*500.
Bitas 'om bolachinhade soda muita novas, a
2*!)H).
Ditas com bisceitinhos inglezes de militas
qualidades, a 1*409.
Chcela te.
Chocolate superior muito novo, a libra a
i*0.
Minrr.To telbarim e aletria amarella, a libra
a 48* rs.
Dito dito dita branca, a libra a 400 rs.
Caixas cora estrelinha, pevide e outras mas-
sas, a caixa 3*300.
Ditas dita em libras a 640 rs.
Sag, a libra a 360 rs.
Sevadinha para sopa a libra a 240 rs.
Ervilb.13 seccas, a libra a 160 rs.
Ditas descascadas, a libra a 200 rs.
Tapioca muito nova, a libra a 280 rs.
Farinha de araruta verdadeira, a libra a
500 rs.
Arroz do Maranho, em sacca a arroba a
2*400 e a libra a 80 rs.
Dito da India e Java, a arroba a 3*200 e a
libra a 100 rs.
Toucinlio de Lisbea a 9*500 aarroba e a 320
rs. a libra.
Dito de Santos, a arroba 7*000 e a libra a
260 rs.
Molboscom 125 sebelas grandes, a 1*280.
Mastarda franceza caixa com 2 duztas a
8*003.
Frascos com mostarda preparada em vina-
gre, a 400 rs.
Ditos com conservas ingleza; e francezas,
a 6i0e80J rs.
Ditos cera sal refinado fino, a 640 e a 500
ris.
Ditos com a verdadeira genebra de laranja
a 1*200.
Dites de 2 garrafas de Hollanda verdadeira,
1*000.
Ditos de 1 garrafa de Hollanda verdadeira,
a OiO rs.
latijas cora dita propria para nezocio,'a
400 rs.
Garrafoes com 2 galoes com dita, a 6*000.
Sarveja boa, marca, a 500 rs. a garrafa, e a
duzia a 6*000.
Yinho mscate! de tetuba, a garrafa a
1*000.
Marrasquinho verdadeiro, frascos a 800 rs.
e a 1*200.
Champagne, a duzia 20*000, e a garrafa a
2*090.
Azeite refinado portnguez e francez, a gar-
rafa a 1*000.
Caixa de vinbo Rordeaux muito superior, a
7*, 8*. 9* e 10* a caixa.
Ditas com dito branco, a 7*000 a caixa.
Ditas com dito lagrimas do douro verdadei-
re, a 20*.
Ditas com duque do Porto verdadeiro, a
185000.
Ditas com chamisco superior, a 14*000.
Ditas cora Porto velho e outras mollas mar-
cas, a 12*000.
Yinho do Porto da pipa, a garrafa a 649,
729 e 800 rs.
Dito de Lisboa mnilo bem, a caada a
3*200,3*500 e 4*000, e a garrafa a 500
e 560 rs.
Dito da Figueira. das seguintes marca, (N.)
(J. A. A.) (J. L. G.) (O. M.) a caada a
4*500 e a garrafa a 560 e 640 rs., deste
que j est engarrafado e lacrado com o
rotlo do armazem.
(Ditos de marcas mais desconhecidas, a rana-
da a 3*500 e 4*000 e a garrafa a 480 e
520 rs.
Vinbo branco fino, a garrafa a 640 rs.
Dito de caja muito superior, a garrafa a
S09 rs.
Viuhe verde tnperier.
A eanada a 3*900 e a garrafa a 490 rs.
Gemau.
Saceas de 4 arrobas, a verdadeira de se
engemmar, a arroba a 3*999 e a libra
120 rs.
Sabo massa, a liDra a 200,249 e 280 rs.
Farinha.
tiaeeas grandes com farinha deGeianna mui-
le nova, a 5*000.
Caf.
Caf do Rio mnilo superior, a arreba a 8*,
8*590 e 9*000.
Cha.
Cb temos nestes gneros o melhorpossivel,
hysson, a libra a 2*600.
Bltoperola a 3*009.
Ditouxima 2*700,
Dito hysson muite fino a 2*809.
Dito redondo a 2*509.
Dito prete de primeira qualidade a2*500.
Bit* mais baixo a 2*009 e 1*690..
Erra mate.
Exeellente eh medicinal, a libra a 320 rs.
Espermaceti.
O masso com 6 vellas de espermacete a 600,
6i0e720rs.
Pagsas.
Caixas de 16 e 8 libra de passasnovas pro-
prlas para mimos a 4* e 2g500.
ftanti
Nozes, a libra 160 rs e arroa a 4*090.
Alpista e paiaee.
Alpistae painco,a arroba 4*000 ea libra a
160 rs.
Cartas.
Cartas finas para jogar, a duzia a 2*500.
Caslanhas.
Castanhas novas vindas neste vapor, aarro-
ba 4*090 e a libra 290 rs.
Azeitonas.
Bams com azeitonas novas a 1*500
Manleifa.
Manteiga flor, a libra a 1*001.
Dita maisabaixe a 800 rs.
Dita menos superior a 640 rs.
Dita franceza nova.a libra a 720rs.
Dita ditaem barris e meios ditos, a libra a
660 rs.
Ditapara tempero a 400 rs.
Qneijes.
fueijos novos viudos ceste vapor a3*209 e
3*500.
Ditos londrinos muito novos, a libra a
1*090
Papel.
Papel almaco pautado, a resma a 4*800
Dito dito lizo de linho, a resma a 4*500
Dito de peso lizo e paulado, a resma a
2*500
Dito deembrulho bom a 1* e 1*200.
Vinbo Madeira.
Garrafas com o verdadeiro vinhoXerex e Ma-
deira a 1*500 e 2*.
Temperes.
Folhasde louro, pimenta do reino, coroinno
e cravo.a libra a 400 rs.
Velas de carnauba.
Massoscora6 velas de carnauba refinada a
480 rs.
Amendoas.
Amendeas com casca,a libra a 320 rs.
Doce. .
Caixoesdedocede goiaba, grandes a l*"
e pequeos a 640 rs.
Tijelos de lirapar.
TijoUs dearear facas a 140 rs.
Graxa.
Dozias de bofes de graxa n. 97 a 2*600, e
de latas a 1*000, e os bi5es a 240 rs., ca-
da um, e as latas a 100 rs.
Charoles fines.
Charutos Baos dos melhores fabricantes da
Bahia por diversos precos, caixas e raeias
caixas.
E grande quantidade de gneros tendentes
a estes estabelecimentos, que deixam de an-
nunciar-se.
mmmmmmmmmMmmmm
Fabrica ConceiQo da
Bahia.
AGENCIA
m AGE Mil L0W-M00S.
m
Andrade k Reg, recebera constante- S
m.3nte e tem venda no seu armazem n. ?
34 da ruado Imperador,algodio d'aqael- !a fabrica, preprio aara saceos de assn- ^
car, embalar algodao era pluma etc., etc., I
pelo prego mais razoavel.

Ecijo
Ven lera se saceos com 22 cuias de fejo rajado
> Porto por 11*, em cuias a 520 : a ra Dirci-
n.Sta _____________________________
Vinh dt Pofto soBerior
em barris de oitavo a dcimo, vende Antonio Luiz
t Oliveira Azevedo & C.: no seu escriptorio ra
da Cruz n, 1____________________
Ra da Senzalla PhYa b. 4?.
Neste estabelecimento?vendem-setachas di
ferro coado libra aJUO rs., idem de Lo*
Moor libra al20 rs._________________
Vende-so por prego cemmodo ura piano de
mesa proprio para qnem toizer aprender : a tra-
tar na roa de Santa Thereza n. 44.
Ra da Senzalla nova n. 41
Neste estabelecimento contina a haver
am completo sortimento de moendas e meiai
moendas para engenho, machinas de vasar
e tachas de ferro batido e coado, de todos ei
lmannos para ditos.
Arados americanos e machinas par
lavar rospa: em casa de S. P. Johnstoa C,
ra da Senzalla Nova n. 42.
ATTMCAO.
Vende-se por 800* a qnarta parte de nm sebra-
do de dous andares, sito na ra do Padre Floriano
n. 21. edificado era chaos proprios: os pretenden-
les dirjam-s a ra das Cinc* Pentas n. 72, que
hi acharao com quem tratar.
Chales de merino
a 1*, 1*500 a 2* ; vende-se por este prero par
ter-se arrematado na alfanega e ter um defeito :
na loja da raa da Madre de Dos n. 16, defronte
pa guarda da alfandef a.
A 4 8 0 CORTE.
Pecbincha aeni igual.
Lindos cortes para vestido de percales de cores
claras e escuras com grande variedade de padres
pe baratissimo preto de A$ o corte: na loja das
columnas a ra do Crespo n. 13, de Antonio Cr-
rela de Vasconcellos A C.
Manteiga ingleza
da safra novavinda no ultimo vapor a 1,000
rs. a libra eem barril a 800 rs.
Manteiga franceza
** afra nova a60o rs. alibra, e e-barril
f< S60rs.
Amendoas
confeitadas de liadissimas cores a 800 rs. a
libra.
Ameixas
em fraseos de vidro cora 3 libras liquido a
2^400, muito propios para mimos.
Cartees
cora bolos francezes a 500 rs. cada am.
Latas
cem bolachinsas de soda de todas as qua-
lidades a 1530.
Chocolates
de tedas as qaalidades a 1*000 a libra.
Presuntos inglezes
dos melhores fabricantes a 800 rs., tambem
temos velhos para 5i0 rs.
Queijos flamengos
chegados neste ultimo vapor a 2|6oo.
Queijos
ebegades no ultimo vapor a 2600 cada um.
ueljo
londrine o mais fresco que se pode esperar
e de excellante maree a 800 rs. a libra
sendo inteire e a 900 rs, a retalho.
Conservas inglezas
as mais novas que se pode esperar a 760 rs.
o frasco.
Figos
em libras e caixinbas ricamente douradas,
proprias para mimos a 900 e 1,5200.
Cha uxim
o melhor que se pode desejar, que outro
qualquer nao pode vender por menos de
30 a 2^600.
dem perola
especial qualidade a 2;$700 rs. a libra.
dem hysson
o mais aromtico que tem vindo ao nosso
mercado a 20600.
Massas amarellas
para sopa, macarro, talharim e aletria a
480 rs. alibra.
COCV4C
o muito afamado cognac Pal Brandy a l,8oo
rs. a garrafa e de outras muitas qualida-
des a l.ooo e 800 rs. a garrafa.
COPO*
lapidados para agua a 4,5oo e 5,ooo rs. a
duzia, e a 440 e 5oo rs. cada um.
PAPEL
almaco, greve, peso e de outras muitas qua-
lidades de 2,2oo, a4,5ooa resma do me-
lhor.
Papel de botica
I de exeellente qualidade a 20200 a resma,
! PAPEL
I al e pardo para embmlho de 1,4oo a 2,2oo
rs. a resma.
Corinthias
passas corinthias muito novas proprias para
podim a 800 rs. a libra.
Fumo
o verdadeiro fumu americano em chapa a
l,4oo rs. alibra.
Vinagre
PRRem ancoretasde 9 caadas a 15,ooo rs.
cada urna.
Cebollas
as mais novas do mercado a 7,ooo rs. a caixa
e l.oeo rs. o molho.
Alpista e Paiuco
o mais novo do mercado a 14i> rs. a libra,
e 4*400 a arroba.
CEBLAS
muitonovasa 10000 ocento na ra do Que-
mado n. 7, ra do Imperador n. 40 elar-
go do Garmo a. 9
GRAO DE BICO
muito novo a 30400a arroba e 140 rs. a li-
bra na ra doQueimrdo n. 7, ra do-
Imperador a. 40 e largo do Carmo n. 9.
. QURfJO SUISSO
muito fresco a 800 rs. a libra na raa do
Ouewiadon. 7, ra do Imperador a. 40 e
larga do Carmo >. 9
Ma^as brancas
para sepa a melhor que se pode desejar
macarro, talharim 9 aleiria a 400 rs. i
libra e 40509 a caixa.
Vinko
Figueira J A A e ontras muitas mareas acre-
ditadas a 500 rs. a garrafa.
dem de Lisbta
e de oatras marcas a 400 rs. a garrafa, e
20800 a caada.
Ideal do Porto
generosos engarrafado dos melhores fabri-
cantes da cidade de Porto a 10 e 1*200
a garrafa e de 100 a 120 a caixa, as mar
cas sao as seguintes: Chamisso cFilke,
F. & M., Nctar ou vinbo dos Beozes,
lagrimas do Douro e outros muitoi.
Latas
com 10 libras de banha a 40000.
Bolaehinha ingleza
a 10800 a barrica damesmaqae
venden a 20000 e 20400.
Nozes
as mais novas do mercado a ItQr* .l bra.
Cervejas
dos melhores fabricantesje de todas as mai
cas de 40500 a 60500 a duzia.
CHARUTOS
Charutos Thom Pinto,. Reis e outros em
meias caixinbas a 10500.
Arroz
do MaranhSo a 100 rs. a libra, e da India
a 80 rs. a libra, e 20500 a 30000 a ar-
roba desses que vendem por 30400.
CAF
de 1.a e 2.a sorte do Rio de Janeiro a 05#
e 80800 a arroba, e 280 a 300 rs. a libr
Garrafies
com 4 ',' garrafas com vinagre a 1000099*
o garrafao.
GENEBRA DE LARANJA
verdadeira a 10000 o frasco, e de 1!'0O0
a caixa.
IDEM
em frasqueiras de Hollanda a 50800
12 frascos.
GENEBRA
de Hollanda verdadeira em frasqueira
rs. cada urna.
PALITOS
os verdadeiros palitos do gaz a 2,2o a
e 2o rs. cada caixmha.
LICORES
finos de todas as qualidades, a lo.ooo al caixa
com uma duzia e a l.ooo a garrafa]
Marmelada
dos melhores fabricantes de Lisboa, como se-
jam Abreu e outros muitos a 6oe rs. a
libra.
Pregunto
o verdadeiro prezunlo de Lamego a 52o rs.
a libra.
ARROZ
Maranho, Java e India, a loo rs. a libra e
de 3,ooo, a 3,2oo fs. arroba.
VELAS
de espermacete de diversas marcas a 56o r.
a libra e em caixa ter abatimento.
VELAS
de carnauba em caixas de arreba a 9,3oo.t
caixa e 34o rs. a libra.
Batatas novas
em caixas de 2 arrobas a 50 a caixa e 60 rs.
a libra.
Passas muito aeras
em quartos e inteiros a 20 qaarto e 60560
a caixa e 400 rs. a libra.
Chocolate
portuguez o mais especial que se pode de-
sejar a 800rs. a libra e 140 rs. o peo.
Frats en calda
chegadas ltimamente, pera, pecego, gima e
outros muitos a 640 rs. a lata.
Dsce da casca da geiaba
a 600 e 10 o caixae.
GOMMA MUITO NOVA
era paneiros de 1 e 2 arrobas a 30500 a ar-
roba e 140 rs. a libra na ra do Qoei-
mado.n. 7, ruado Imperadora. 40 e largo
do Carme a. 9
BOLACHINHAS
em latas de defferentes qualidades a 10200
QETJOS FLAMENGOS
chegadosneste ultimo vapor a 20800 na roa
doQueimado n. 7. ruado Imperadorn.
40 e largo do Carmo a. 9.
com
a 6oo
groza
fr,"s Propnetarios do grande armazem o Verdadeiro Principal declaram aos seus
tnnUM !oamig0s e ao Publco m ge"1 que para facilitar a commodidade de todos es-
upmaram os mesmos precos nos seguintes lugares:
O Verdadeiro Principal roa do Imperador n, 40
FARELLO DE LISBOA
Marca N verdadeiro era saceas novas e grandes a 40500: na ra do Imperador n. 40.
NOVIDADES.
Queijos do Alentejo, ditos das ilhas o mais fresco que so pode dese-
jar a 10200 a libra, e sendo inteiro ter algum abatimento, ricas caixinbas
redoadas enfeitadaH, proprias par raimo resta pela barate pxca de 40
cada Ba, ricas caixas de figos tambem proprias para mimo de 800 10500
caer-ama. Vende-se nicamente no armazem Verdadeiro principal, ra do
Imperador a. 4.
Potassa daRussia
**Acaba fl chf gar a mais nova e verrtdaira po-
tassa da Russla. e vende-se a preco eommodo : no
escriptorio de Manoel Ignaeio de Oliveira dtFi'ho,
largo do Corso Santo n. 19.
P0T4SS4
Vende-se petasss en barris a comratd* preoo o
na raa da Crnx n. S3, primeiro andar, eseriptori:
de Aitoiio de Alaeida Genes.
GAZ GAZ GAZ
Venie-se gaz da melhor qualidade a
l aktt: nos armazens da ruado Im-
perador n. 16 e ra do Trapiche Nevo n.'g
Na na do Minie? n. 93, renle-se grande
quantidade de ps de flores por barato proco, isto
at o flm do mez.
Superior cal de Lisboa.
Vende-se snperlar cal t mI*909 a mais neta
que ba- ne mercado, tanto em por?So cerno a reta*
Tttt, por tarat fr,atlanr;an*-se aos ivinvu
doras uperior qualidade: a tratar as segniuei
raas : Crespo i. 7, Imperador n. tt, Porte do Ma-
tos, rmate do Sr. Avilla, deffoate o trapiche
algodao.
1



-----------------;--------------------- ------------------!-------------------------------



DUrle de PersaabHeo abfcado i i de Feverelr* de 1S5
-
I
$ NOVOS VESTIDOS DE PHANT^SIA
xHg em gosto e qaalidade : i leja das eoloaaas, ia ra do Crespo n. 13, de Anloiio Correia
^& de Yasteneellos k C, successeres de Jos Moreira Lotes.
Fazendas de bom gosto
Para vesl'nlos de sentara
Saperiore corles de seda de cor, de raoriaite, de ejorgurao e de setira imperial
Ditas de bjoad, e de camhria branca bordados.
Ditos de laa com barra e grande variedade en eores e padries.
Ditos de organdys com barra
Liadas sedas de eoadros escosseza e atildas.
Saperieres lias lisas com grande variedade do eores.
litas cena salpicas, com Sores o de aadros.
Lindas taaaaelinas de aoadros e de flores, fazenda inteiramente nova.
Superiores cassas de cores, e liadas caaabraias ergandy
Graade variedade de chita de cores, de percalia eontras aiuitas fazenda; dejia.
Para hombres de senhora
Liadas capas e bourneux de easemira de cor.
Bitas do lia o da seda.
Grande variedade de sout'eaibarqnes de seda de 185 a 40*.
Manteletes de seda.
Superiores basquinas.
Superiores chales de seda, de merino estampados nos, de caehimtr com listrasda
seda e de fil preto.
Caraizinhas raoderaas, zuavos orticos e de cores, colletes de cambraia, lindas g ol-
linhxs com pannos e ontros mnitos arligos. '
senhora e menino
AO PUBLICO
Sena, o Menor eonstran-
glmento se entregar o
Importe do genero que
nio agradar.
ATTENCAO
Os preeos da segulnte
tabella para todos, po-
dendo assim servir de ka
e para o ajaste de eontas
com os portadores.
ARMAZEM UNIAO
irtigos.
Para cabeca de
Superiores ehapos e ehapellinas de palha de Italia enfeitades para senhora
Ditos da fellroenfeitados para senhora.
Ditos de palha enfeitados para menino.
(.randa sortimenle de enfeites modernos de retroz, de froco, de cabello e de flores
para senhora. '
Na loja das columnas da
los ft C.
rna do Crespo n. 13, de Antonio Correia da Vasconcel-
auaiAii iu: CONSERVATIVO
23Largo do Terco23.
Joaqun. Sibo dos Santos, dono deste bem sonido arraazem de malbados faz i*n1. .~
reeeramendagao aos seus amigos, freguezes e a todos em geral, que esta resolvido a vendan S
bem eonhecdos gneros de priraeira qualidade.por menos de 10 a 20 por tSFmSfi&'ZX
ra qaalquer parte a d.nhe.ro contado.e todo o comprador que comprar de SiICO* erTa !ZZ
'pacora 'SffiSUf^SSSS' t"'' 6 Pr ^ '" "^ ^SSlS
atusas para sopa maearro, talharim e aletria a
210 rs. a libra e em caiza a S.
Toaciabo de Lisboa alvo mnito suDerior a MOra
a libra e 8*800 a arroba.
Daf do Rio de primoira asegunda sorte a 260,280
o 300 rs. a libra e a arroba ou saceo a 89 e
8*500.
Chonricas as raais novas do mercado a 560 rs.
libra e em barril a 12*.
Passas viudas pelo ultimo vapor a 400 rs. a libra
e a caiza a 83.
Batatas em gigos de 35 a 49 libras por 2*400 a ar.
roba e a 80 rs. a libra.
Cha hysson miudinho superior qaalidade a 1*200,
2*000, 2*509 e 3 a libra.
Vinho de Figueira, Porto e Lisboa em pipa a 350,
300, 400 e 640 rs. a garrafa.
I Jera proprio para neerocio a 320 e 360 a garrafa
e a caada a 2*409 e 2*700.
rs.a
Milho alpista e painco muito limpo a 140 rs a li-
bra e a arroba a 4*406 e 4&200.
Phesphros do gaz vindos por conta propria a 180
rs. o majo e a 2* a groza.
Azeite doce de Lisboa a 600 rs. a garrafa e o c-
lao a 2*800 e a caada a 4*500.
Serveja das marcas mais acreditadas a 500
garrafa e a duzia a 5*800.
Figos de Comadre muito novos a 280 rs. a libra a
em barril ou caiza se far abatimento.
Arroz do Maranhao o Java a 100 e 80 rs. a libra
e a arroba a 2*890, 2*e 2*400.
Assim como ha nn grande sortimento da charu-
tos e genebra de Hollanda, tanto em frascos cano
em botijas, bolachinhas de soda, conservas.choco-
late, marmelada, vinho engarrafado e outros mui-
tos gneros que enfadonho menciona-los, e se al-
guem duvidar venha ver.
HA DA CAEIA DO ItEClFE !. 53.
(Logo aasuBio o arco da Canclela)
rande redcelo de preeos, equivalente a dos por eesrto menos do que outro qualquer
annnnelante.
Collegas.No posso por mais tempo sustentar o preco da maoteiga ingleza a 4,ooors. a libra, bem assim o de outros
tnuitos objectos, etc., dando cena isto ocasio a todas as espeluncas acabarem por bom preco a manteiga de tempero, e gritarem em
alta toz, que podem vender pelo preco que eu vendo!!! Ora, eu ofendido com estas obscuridades e receioso em adoptar o mesmo
systhema que vim encontrar, de s se Tender com una por cento a carola, resolv fazer esta grande reducca de preeos, como veris
pela seguinte tabella, pois como sabis ca pelo meu bairro, at a abertura do moraoravel armazem de molhados Uniao Mercantil nao
se sabia de outro preco de manteiga ingleza a nao ser o de l,4oe a l.Goo rs. a libra. Hoje porem, resentidos da reduccao a que
estao obngados, encarando todos os dias de seus freguezes reclamaco de preeos, e qualidades, vingam-se de um e outro portadores
al informado deste novo estafeelecimento, para lhe vender gneros nao proprios de um estabelecimento desta ordem que o seu im
t3o somonte obler a concorrencia de seos freguezes.
Para bem de todos.
Senhores e Senhoras o aceio que presid, aos arranjos deste novo estabelecimento, e mais que tudo apremptidae e entei-
reza com que serao tratados, convida a urna vizita ao mesmo, certesde que- sem duvida me darao a proteccao e preferencia na compra
des gneros qne precisareis, e quando n5o pocam vir poderao mandar seus portadores, ainda que estes sejam peuco pratices, pois
serao tao bem servidos como se viessem pessoalmente, havendo para com estes toda recommendaco, afim de que nao vio era outra par te
Manteiga ingleza (safra nova) especialmente
escomida a 8oe rs. a libra, em barril se
faz abatimento.
dem franceza a maw nova que tem viudo ao
mercado a 56o rs. a libra, e em barril ou
nieios a ioo rs.
Cb hysson de superior qualidade a 2,6oe rs.
a libra,
dem perela o mais superior do mercado a
2,8oo rs.
dem huxim o melhor que se pode desejar
oeste genero 2,600 rs.
dem preto homeopathice por ser de superior
qualidade a 2,ooo rs. a libra,
dem hysson, huxim e perola mais proprio
para negocio o 1,600, l,800 e 2,000 rs. a
ibra, garante-se ser muito regular, igual
tose; gojies villar
Com loja de fazendas ra do Crespo n, 17.
Pretendendo Ir muito breve a Europa tratar de sua saude, pedo aos seus devedores
tanto do mato como desta praca que saldem seus dbitos quanto antes, e
Protejam Excellentissimas senhoras a esse impor-
tante estabelecimento.
Fazendas-muito proprias para a quaresma, grs preto, moreanliques, cortes de
das pretas, capas pretas, casacoes, souteml.arques, chapeos de palha, chapelinas de pa
Bournus pretos de renda
que de mais bello e mais importante para os hombros de urna Excellentissima senho-
a, assim como chales de renda de apurados gustos, camisinhas bordadas.
FRANCISCO J. GERlfANN
a k ^ I RUA NOVA W* 91
Acaba de receber um magnidco e completo sortimento dos objeelos que de melhor aualida
de encontraren! urna relojoana, taes como : chronometros maritimos e de algibeira, relogios !de ouro
se-
palha.
rs. e em barricas de 4 diizias se faz abati-
mento.
Caf do Rio a 26o e 28o rs. a libra, e 7.8o
e 8,5oo rs. a arroba,
dem lavado de primeira qualidade a 3oo rs.
a libra, e 9,ooo rs. a arroba,
dem do Cear de superior qualidade a 24o
e 28o rs. a libra, e 7,8oo a 8,ooo rs. a
arroba.
Arroz do Maranho a loo rs. a libra, e 3,ooo
rs. a arroba,
dem da India muito alvo egraudo a loo rs. a
libra, e 3,ooo rs. a arroba,
dem de Java a 8o rs. a libra, e 2,2e rs.
a arroba.
Painco e alpista a I*o rs. a libra, e 4,3ee
rs. a arroba,
ao quese vende em outra parte por 2,~4oo Haraa de tomate em latas I e 2 libras a
prata dourados e foliados, ditos para mesa e de parede, francezes, suissos,%llemaVs 7 americanos
reguladores de compensado, relogios grandes com msica e sem ella, dito de sol montados com neos
para disparar em certas horas, despertadores de diversos (amanaos, tizas com msicas igual K
ment de oculos e lunetas de ouro e prata dourada e tartaruga, bfalo, aCo, e varios metaef oculos c
lunetas especia para senhoras, de ultimo gosto, ditos proprios para os qu offren. de nflammacoes
nos olhos, labncados segundo os preceilos dos mais acreditados mdicos da Europa e igualmente os de
Pernambuco, os quaes so se vendem por consulta dos mdicos,' vldros de cryslal tranco e de cores
oculos de alcance para o mar e ontros proprios p^ra observares astronmicas, citantes e sextantes'
binculos para theatro, para mar e para campo, microscopios e meridiano universal, barmetros ter'
Sffi.W 'nentos matheraaticos, corr,ntes e chaves, sinetes e trance ins de ouro! do"
Al ?' \ IDelh0f*I('"ficantes. Eocarrega-se de qualquer concert e encommenda dos
ln Lmenc0,n?d?S,e resPnsab'l'fa-se durante um anno por qualquer relogio vendido ou concert
eito, era seu estabelecimento; e vende por menos que pode fazer outro qualquer. -onceno
Cassas para vestidos.
Tal pechincha s a dinheiro se pode vender.
v^a^a^ -aSSf ra?cexas decores miudinhas, de quadros, lisas, e de ramagens, com grande
TM Ae^,J2?r0e'9'f eDdi qUe fe tem S!mpre VeBdid0 a m rs" a va"> f*\o baatis^imo preco de
& uomp columnas da ra do Cuspo n. 13, de Antonio Correa de Vasconcelos
BOTICA E DROGARA
Bartholomeii Fraacssco de Souza C.
31Ra larga do Rosario31
Vendem:
Pilulus Holloway.
Pilulas do Dr. Laville.
I'ilalas do Or. Alian.
Pilulas do Pobre- hornera.
Pilulas americanas.
Pilulas vegetaes.
Pilulas vegetaes assucaradas de Kemp.
Salsa de Bristol.
Remedios do Dr. Chable.
Elexir de Pepsina de Grimault.
Vinho de Salsaparrilha de Ch Albert. g
Injecco Feaugas.
Agua dentiftea de Desirabode.
Papel chimico, para tamos.
Xarope depurativo de Chable.
Licor aromtico de Raspail.
Pos anti-epiteticos de Brest.
Rob L'Affecteur.
Xarope do Bosque.
Ungento Holloway.
Coke lo saz.
Ptela do gaz.
Alcatro do gaz.
Coke, tonelada t0i#00.
Pitch, arroba 3380t.
Aleatro, caada 500.
O cok recouhecidamente o carvao mais econ-
mico, tornase par isso recommendvel, bem co-
mo pelo aceio que se nota as casinhas aonde e
elle usado. Pilen e alcatro, alea das applica-
?5es diversas a que se prestio, carao para calafe-
tar embarcacoes, akalroar madeiras, etc., teem
estes a propriedade de preservar o eapim, far-
migas, ate. E entregue na fabrica da gaz, on maa-
dado per em qualquer ponto da eidade, segundo a
vontade do comprador e previo ajaste.
Milha novo em saecoa graades : do trapiche
da Cunha, a tratar com Tasso Irmaos.
COMPENDIO DOLOROSO
que coatm o officio d^Nossa Senhora das
Dores; o modo de resr e offerecer a co-
rea, um setenario e mais outros exerci-
cios de piedade e devocao; ordenado pe-
la irmandade dos servos da mesma Se-
nhora que se acha erecta na egreja de N.
S. da Penha do imperial hospicia dos re-
verendos padres missionarios apostlicos
capuchinhos italianas do Pernambuco,
approvado por S. M. I., que Deus guarde;
dado luz por devoc5o do muito reve-
rendo padre Fr. Placido deMi-sina.
Vende-se a 320 rs. na livraria ps. 6 e 8
da praca da Independencia.
e2,6oo rs.
Linguicas, chouricas e paios em latas de 8
libras, emticamente lacradas a 5,5oe rs.
garante-se serem superiores aos que vem
em barris.
Chouricas e paios em barris de meia e urna
arroba a 8,ooo rs. e l,Seo e 6oo rs. a libra.
Queijos flamenges muito frescos chegados
neste ultimo vapor a 2,2oo rs. e do vapor
passado a l.Ooo e I,8oo rs.
dem londrines os mais superiores que tem
vindo ao mercado a 8oo rs. a libra entei-
ro se faz abatimento.
dem prato muito fresco a 8oo rs. a libra.
dem do Alentejo o que se pode desejar de
fresco e superior a 8oo rs. a libra, a elles
antes que se acabem.
Ervilhas e lavas portuguezas em latasj pre-
paradas a 64o rs.
Marmelada imperial dos mais acreditados fa-
bricantes de Lisboa a 6oo rs. a libra.
Prezunto do reino vindos de casa particular
a 56o rs. a libra, e a 5oo rs. inteiro.
dem inglezas para fiambre chegado neste
vapor 72o rs. a libra.
Copos lapidados para a gua a 5,ooo e 5,5oo a
duzia,
Choculate francez, suisso e hespanol a 9oo
I.ooo e I,2oo rs. a libra.
Espermacete em caixinhas contendo 6 libras
por 4,ooo rs., garante-se serem transpa-
rente e de superior qualidade, tambem tem
de 12 por libra propria para carro.
Peixe em posta sovel, corvina, gors. pesca-
da, salm3o, ostras e chernee, vezugo em
latas grandes a 8ooe 1,000 rs. cada urna.
Vinho Bordeaux das marcas mais acredita-
das que tem vindo ao cosso mercado a
6,ooo, 7,ooo e 8,oeo rs. a caixa, garnte-
se ser de qualidade superior, que outro
qualquer nao pode vender por este preco.
Genebra de Hollanda a 56o rs. o frasco, e
5,7oo rs. a frasqueira.
dem de laranja verdadeira de A'tona em
frascos grandes a i .ooo rs. o trisco, e
H.ooo rs. a duzia.
dem de Hollanda era botijas grandes .: ioo
Seo rs. e de barril muito superior a 5o
rs. a libra.
Aletria, maearro e talharim a 4oo rs. a li-
bra, e 9,oo rs. a caixa.
dem e lallterira tranco a 32o rs. a libra,
estas massas tornam-se recomendareis as
pessoas doentes por serem propriamente
feitas para esse lia.
Estearinas a 56o rs. a libra, e em caixa com
25 libras a 52o rs.
Vinho do Porto muito fino excellente qua-
lidade proprio para engarrafar em ancore-
tas com 9 caadas por 45,ooo rs.
Antonio de Lisboa em latas com 6 libra
por 2,5oo; ditas doce em latas com o mes-
mo peso a 2,5eo; ditas imperiaes em latas
de 3 libras por l,5eo rs.
Ameixas francezas em latas dele meia libra
por i,2aa; ditas em caixinhas de deversos
tamanhos com bonitas estampas na caixa
exteriora i,2ao, l,5eo, e i,8ors.
Azeite dace refinado Pcnaool ou de Kempos
de Lisboa a 85o rs. a garrafa e 9,5o a
caixa com urna duzia.
Batatas muito novas a 5o rs. a libra e 2,ooe a
caixa com 2 arrobas.
Conservas inglezas a 75o rs. o frasco
8,5eo a duzia.
Vasseuras de escova para esfregar casa a 32o
Nozes muito novas a 16o rs. a libra.
Molho inglez em garrafa de vidro com
rolha do mesmo a 5oo rs.
Mostarda ingleza dos melhores fabricantes a
8oe rs. o frasee.
Mostarda franceza em potes j preparada
a 4oo rs.
Lentilhas excellente legume para sepa a 2oo
rs. a libra.
Marrasquino o verdadeiro de Zara em garrafas
grandes a l.ooors. e H.ooo a duzia-
Palitos para dentes a 14o e 16ors. o maco-
Sal refinado em frasco de vidro com rolha do
mesmo a 5oo rs.
VinhodepipaPorto, Figueira, e Lisboa a32o,jCerveja branca e preta das marcas mais a-
4oo eooo rs. a garrafa, em caada a 2,5oo,
3,ooo e 3,8oo rs.
Vinho branco de Lisboa de excellente quali-
dade a 4oo e 5oo rs. a garrafa, em caada
a 3,ooo e 3,5oo rs.
Vinho branco para missa em caixa de 1 duzia
a 8,ooo e a 68o rs. a garrafa.
Vinho do Porto das melhores marcas, que
vem ao mercado como sejam Lagrimas do
Douro, Duque do Porto, DuqueGenuino,
D. Luiz I., Madeira secca, Malvazio fino,
Fetoria em caixa de 1 duzia de 9,ooo a
1 o.ooo rs. e a Ooo e i,ooo a garrafa.
Vinho Colares o mais superior que tem
vindo ao mercado a 64o rs. a garrafa.
Sardinhasde Nantesem quartos e meiaslatas
a 36o e 56o rs. cada urna.
Sardinhas portuguezas em latas grandes
preparadaspelemelhorconserveirode Lis-
boa a 64o rs.
Bo achinhas inglezas as mais novas do mer-
cado a 2,8oo rs. a barrica, e 24o rs. a
libra.
Bolachinha de soda em latas com diversas
qualidades a l,3oo rs.
Bolo francez em caixinhas muito proprias
para mimo a 64o rs.
Passas muito novas de carnada a 4oo rs. a
libra e 6,ooo rs. a caixa com 28 libras.
Figos de comadre a 24o rs. a libra e
l,8oo rs.a caixa cora 8 libras.
Amendoas de casca mole a 32o rs. a libra.
Bolachinhasd'agua em sal da fabrica do Beato
creditadas que vem ao mercado a5,ooe
5,5oo a duzia e 48o rs. a garrafa.
Sag muito novo e alvo a 24o rs. a libra.
"Sevadinha de Franca muito nova a2oars.
Charutos de todos os fabricantes da Bahi a e das
mais acreditadas marcas conhecidas no
nosso mercado a 2,ooo, 2,5oo, 3,ooo,
3,5oo e3,8oo a caixa de ioo charutos.
Cognac inglez das melhores marcas a
1,090 rs. a garrafa.
Doce da casca da goiaba em latas de 4 li-
bras por 2,ooo; dito em caixes a tioo rs.
cada um.
Farinha de araruta verdadeira a 32o rs. a
libra.
Velas de carnauba de 6 e 12 por libra a
32 rs. a libra e lo.ooo rs. a arroba.
Azeite doce de Lisboa a 64o rs. a garrafa
e 4,8oo a caada.
Banha de porco refinada a 4oo rs. a libra
e 36o rs. 'em barril.
Capil de diversas frutas muito frescas a
64o rs. a garrafa.
Palitos do gaz a 2,2oo rs. a graza.
Toucinho de Lisboa muito alto e alvo a
32o rs. a libra e 8,5oo a arroba.
Ameixas francezas em latas de 3 libras por
2,ooo. rs.
Cebollas soltas a I,4oo o cent ; ditas em
molhos com cento etantas porl,2oors.
Matte excellente cha para os navegantes a
a 2oo rs. libras.
O
tiii iieni i!e niolliao
MOI ORES
para machinas de algodo.
Acabam de chegar agora novos motores para
um e dous cavados para mover machinas para
desearocar algodo, cylindros de padaria, e outras
quaesqner machinas para agricultura, os quaes se
vendem por preco maito em coala. Tambem se
vende um motor americano para 2 e 4 cavados pa-
ra o mesmo fim, que trabadla muito bem ; elles
se acham montados para o comprador ver o sen
trabalho : na fabricada travessa da Carioca n. 2,
caes do Ramos.
ta da Seizalla n. 42.
Vende-se, em casa de S. P. Johnston d- C,
sellins e silhesinglezes, candieiros e casti-
caesbronzeados, lonas inglezas, fio de vela,
chicotes para carros e montara, arreios para
carros de um e dous cavallos,{e relogios 4o
ouro patente inglez.
81-HUA. DO IMPERADOR-SI
Segunda casa do lado direito indo do pateo do Collegio.
Francisco Jos Leite, tem a satisfago de avisar aos seus freguezes e ao respeitavel
publico que, estando restabelecido de seus incommodos de saude, acha-se novamente
com um bello e bem sonido armazem de seceos e molhados primorosamente escolhidos;
como sempre caprichou ter das melhores qualidades, e francamente afiiancas pessoas que
se dignarem comprar em seuestabelecimento,q.ue all de preferencia outra qualquer par-
te sero mais bem servidos, em qualidade o preeos, como em pesos e medidas, n que
sempreo annunciante foi escropuloso, era summa, nao illude a pessoa alguma.
Aos Srs. de engenho e lavradoresqueo qaeiram honrar como seu comitentelhes
assegura que o producto deseu laborioso trabalho sera o mais bem reputado ao merca-
de desta praca, para oquesejulga convenientemente habilitado pela longa praticacom-
mercial que tem exercido, sendo seus portadores despachados com presteza, depois de se-
rem fielmente umprido as suas ordens.
Fornecer gneros aos Srs. agricultores e negociantesque lhe merecam confiaBca, fa-
zendo um abate vantajoso aos que pagarem a vista suas mercadorias, e encarrega-se da
venda de qualquer genero do paiz, mediante urna mdica commissSo, entregando de
prompto seu producto, e sendo este applicado compra de gneros em seu armazem,
prescindir da commiss3e.
Dos seus antigose benignos freguezes espera o annunciante sua valiosa proteccSo, fre-
quentandocorao outr'orasua casa, e pelo reconhecimento que lhes tributa offerece expon-
taneamente seas serviros.
Julga lesnecesario publicar a tabella dos preeos de seas gneros: sao seos recursos
garanta suficiente de poder accempanhar os menores preeos de idnticos mesmo de
raais apparatosos estabelecimenlos, tendo somente em vista o augmento de suas vendas
diarias.
Preven?5o necessarla.
Tendo sido o propietario estabelecido muitos annos com o mesmo ramo de nega-
cin i mesma raa, julga prudente advertir que s affirma ese respensabilisa pele que
tem declarado n que disser respeito a armazem.
id wm ratam
Sl-RUA DO IMPERADOR-SI
Segunda casa do lado direito indo do pateo do Colltgw
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Fazendas pretas para a qua-
resma
X loja do Pavo.
Acha-se ene estabelecimeDto completamente sor-
tiio de faieudas pretas proprias para a quaresma,
a saber :
Grosdenaples preto largo e mnitissimo encorpa-
do, outros mais estrenos tendo dos preeos de
1*280,19600,14800, 2i, 2*400 e 3*. superior
morcantuiue preto a 3*, superior sarja prrta hes-
panhola, superior sean preto maca*, ricas tapas
pretas bordadas, soutembarques muito bem eofei-
tadas, ricas vasipuinas e ca, nos que lem vindo, superiores manteletes, camisi-
ahas com manguitos proprias para luto e rice,
chales pretos de rede, tudo isto se vende msis ba-
rato do que em outra qualquer parte por ser a di
nheira : na loja do Pavo ra da Imperalriz a. 60
de Gama & Silva.
As roupas do Pavao.
Acha-se neste estabelecimento um grande sorll-
meuto de roupas feitas para homem como sejam :
superiores paletots solirecasacos de panno preto
muito tino e forrados de seda a 22*. 25 e 301,
ditos forndos de alpaca a 14*. 16* e 20*, supe-
riores paletots de easemira tanto saceos como so-
brecasacos, ditos de meia easemira pretos e de co-
res, ditos de bnmde todas as qualidades, collete?
de easemira pretos e de cores, ve'ludos, selins
etc., sendo todas estas obras cortadas por nm des
melhores mestres nacionaes, manda-se fazer qual-
quer obra por medida : na loja do Pavao ra da
Imperalriz n. 60, de Gama j Silva,
(.hilas em cortes com 10, 11 e 12 covad'S
Na loja do Pavao vndese urna grande porju
de cortes de chitas francezas sendo claras e escu-
ras todas de cores lixas com 10 covados a 3*200
com 11 covados a 3*600 e cora 12 covados a 4*,
6 pechincha para se apurar dinheiro : na loja do
Pavao, de Gama & Silva, ra da Imperalriz n. C.
As cassas suiss s de urna s cA- a 360 o
colado ou a 600 rs. a vara.
Acabam de chegar as mais modernas easssi
suissas de urna s cor com cordiiozinho, tndo a*
cores mais modernis que tem vindo ao mercado
a vende-se a 360 rs. o covado ou a 600 rs. a tara.
na loja do Pavo ra da Imperalriz u. 60, de Ga-
ma & Silva.
Meias ca-femirasa 10600.
Vendem-se superiores meias casemiras propriar
para cal^a, colletes e paletots sendo fazenda muito
encorpada lisas e de quadrinhos e que tamben
servem para capas de senhoras e vendem-se pelo
baratissimo pre?o de l*6u0 o covado ou 3* o cor-
te de caiga : na loja do Pavo ra da Imperatru
n. 60, de Gama & Silva.
Co tes de vestidos pretos.
Vendem-se ricos corles de vestidos pretos bor-
dados a veflndo pelo barato prego de 25* rs. fad
um : na loja do Pavo. ra da Imperalriz n. 60. d
Gama & Silva. '
RIVAL SEN! SEGUNDO.
Ra do Queimado ns. 49 e 55 loja do Baraleiro
conhecidoj como tal, est dispondo da fazenda
por todo o prego para apurar dinheiro, quem qoi-
zer venha ver e traga o cobre, e vera o segrate
Baralhos de cartas para voltarete mnito
lina.-a............................ gOb
Miadas de linha froxa para bordar a___ ~20
Pares de sapatos de tranga de todos os
tamanhos e finos a................... 1*500
Masaos de superior grampos para cabellos 3C
Duzias de palitos de gaz superiores a..... 200
Libras de ara prela muilo superior a... ICO
Frascos de superior macag oleo a___ 100
Dilos de dito perola a.................. joo
Ditos de oleo de babosa mnito finos a 320
rs. e............................... 50(1
Ditos de agua de colonia superior, garan-
tida.............................. 4((|
Ditos de banha muito fina a............ 64C
Ditos de cheiros muilo linos para o prego
> ris.....................;....... gfo
Saboneles de todas as cualidades a 60 rs.
60, e............i............... 4$o
Novellos de linha cem 400jardasa...... 80
Carriteis de linha de cores com 200 jar-
das a............................. 6(|
Novellos de linha de gaz de todas as c-
sa............................. 30
Pegas de fitas elsticas com 10 varas pa-
ra vestidos a....................... 240
Frascos de superiores cheiros, pequeos, a 200
Pares de ligas muito superiores e bonitas
t a ris............................. 40o
Varas de bicos francezes, superiores a... 40
Opiata para dentes da melhor qne ha a.. 1*000
Frascos de agua para denles, superior a
ludo a........................... fjoog
Pegas de tranca preta liza muito fina a.. 60
Caixas com 4 papis de apulhas Victoria a %0
Varas de fila preta com colxetes a...... 40
Libras de la sortida de lodas as core? a 6*500
Bonecos de choro muito bonitos a...... 160
Canas de obreias de ma ssa muto novas a 40
Varas de franja .branca e deires para
toalhasa............ n........... sa
Frascos de oleo Philocomescupertor >... 600
Dilos com snpencr tinta a320 e........ 500
Caixas de linha de gaz com 50 novellos a 800
Enfisdores para espartilho .......... 200
Duzias de botoes enesruaoos para vesii-
o.- a........,.......................
fe tos e oaratas
Nova preparagao para m.Mar ratos e baratas,
acaba de chegar de Liverpnnl pelo navio Toan oj
Liverpool. A verdadeira massa phrsphorira nrva
e fresca evidente para este fim. Nao havendo lia
tempos no mercado senao ja rruito velha, quasi
nenhum effello produzia, por isso rfromrrpnda-se
a todos que seqneiram ver livres de lanms ani-
maes e inseclos que infestam as rasas, arirazenr.
navios, ele, a dirigirein-se iravessa da Madre de
Dos n. 16, armazem de Duarle, Camino A C,
que acharao a excellente massa f m hoiSes a prego
de 640 rs. cada um. e em dnzia a 6*.
A ttewcao.
Vende-se superior vinho do Porto em caixas de
una duzia : em casa de Johnston Pater & C. ra
do Vigario n. 3.
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Agua Florida.
Para restabelecer e conservar a car Datura!
des cabelle*.
A agua florida nao urna tintura, fcto essaa-
cial acontesur, a mesma agua dando a cor prii-
tWa ao cabello. Composta de plamtas exticas ?
de substancias inoffeasivas, ella tem a propriedadf
de restituir aos cabellas e principio coraste qie el-
les tem perdido, l'naia salnbri#ade ineeatesu-
vel, a Agna Florida ntretem a limpeza i cabeca
iestroe as caspas e impede os cabellas de caair
Ole de Florida.
Compasto fle snbstancis vegetaes exticas, elle
constite poderasaBtr'^, con a Agna Florida, a
orga, a belleza e a conservagaa dos cabelLr.
Em Pars, casa da Cuislaar n. 12, roa de Bicho-
lien, e 21, bouWard Vetimtr'rt,
Todos os frascas, na teada intacto e clara, *
timbre prateada da rasa, siia reootado* falsas.
Deposito, ra da Imperador, pharmacia a. 38.
Vende-se um engenho d'agua, moente e cor-
rente, com proporgoes para colher-se grandes sa-
fras annualmente atiento a bondade e extengo de
seus terrenos ; est ainda quasi todo em mata
vjrgem, e dista apenas meia legoa de ama das e*
tagSes da via-ferrea : quero o pretender, dirija-so
aoSr. major Luiz Jos Pereira SimSes a ra do
Livramenlo, sobrado n. 24, primeiro andar.
Loja 4o sobrado novo ra do Passeio n. 5,vnde-
se chales de merino estampados comlistra de seda,
1*000 cada m. ____________________
Amendoas confeiladas,
de lindas cores, em porgo e a retalno : na refina-
go do Bangel n. 43.
ESCBAV6S FGIDOS.
Ausenton-se no dia 31 de Janeiro prximo
passado da casa do abaixo assignade seo escravo
por nome Manoel, com os signaes segrales ; pre-
to, idade 13 annos, corpo fino, denles alvos, multo
ladino, tem nma sicatriz no ralcanbar de um dos
ps, levou doas calcas nma braaca e r.uira parda,
duas camisas nma branca e outra de algodo : pe-
de-seas autoridades policiaes sna aprehengo e
leva-loa ra da Crozn. 18, que se eratiflear.
Antonio Altes de Moraes.
Fof i no dia 2 de jaaeiro a preta Bomana,
de idade 28 annos, crioula, magra e fala, bem fal-
lante, e tem sido vista pelo Mangaiaho : qoem a
pegar leve-a a seo seahor, na praga da Boa-Vista
n. 22, on Campo Verde, rna do Trapiche n. 2, que
ser bera reesmnansado.
No dia 5 do correte das 8 as fO horas d
noli, fnglo da casa do trm seahor ahaixo asigna-
do a mulata Joanoa, escura, altura regalar, seca
do corpo, trajando vestido de chita desbotada e le-
vando crmslgo nma fllhlnha sna de 2 annas do
Idaife, mnlatinha clara o> neme Thereza. Dita mu-
lata fai ese-rara da Jos Antonio Lopes Da* : ro-
ga-se pois ao ageaies da malicia e a qualquer ou-
1ra pessaa que a aprehender on der noticia della,
o obseqi'o de dirigirse ao Montelro a casa do
abalxo atsigrjado, onde ser rcon>p#iindo.
Francisco Redrigaos doPass.






8
Diarlo de Pernantlmco ttabbado 11 de Feverelro de 145.
LiTTERATRA.
UM P0UC8 DETUDO.
Do Boudmr publicamos o seguinte :
UM CONT PEQUEO.
A AV E A NETA.
I
N'uma aldeia prxima de Lisboa, bavia un la-
vraJor honrado, que tinha nicamente por familia
urna filtiinlia de doze anuos e sua mae de sesenta
i: finco.
i'roa noule, ao calor agradavel da lareira, con-
versa varo, av e neta, d'este forma :
Sabe, minha aV6, eu em sendo senhora
nao quero casarme.
Porque, minha tominha ?
' Porque os homens sao todos muito mns.
Olha que tees pae, filha.
Mas o mea pac a excepgao. Se todos fos-
sem como olio... isso sim; mas eu. vejo o contra-
rio. Quer vocemec saber, av ? A Joaninba aqui
0 o lugar omecou agostar do Joo. O Joo mal
que percebeu, nao havia obsequio e casta de favor
me nao basculliasse para a obsequiar; vae no fim
e um anno ella casou-se com elle; e elle hoje j
nao a trata cora as roesmas caricias de outro tem-
po. V vocemec, av? Eu, se anda houvesso
conventos de freirs, que conventos anda ha; mas
se fosse permillido professar..... la metter-me
freir.
Nao digas dispauterios. E's urna creanga. Nao
sabes nada do mundo.
Sei, se; o mundo muito foio muito
ingrato I...
Ingrato?!
Ingrato, sim, avzlnha. Remunera a maior
parte das cousas muito mal. Por exemplo : Urna
scuhora qualquer, porta-se bem, mesmo um mo-
delo de virtudes, e o mundo consente que a maldi-
gan), que a desvirtuem e muitas vezes Ihe assoa
1 nem a repuiagao por toda a parle. A's freirs j
uo succede outro tanto.
= Cala-te, cala-te, minha tagarella. Nao me fal
les cm historias de freirs, que sou capaz de des-
correr al amauha.E demais, tu tcns doze an-
ios. .. nao se pode anda ter comtigo certas con
\ersas.O que te digo, que so o destino te pro-
poicionar um rapaz que seja boa pessoa para mari
do, o agarres logo com unhas c deutes.
Nao fago tal tencao.
II
Cresce a serigaita danetazinha, eaos quinze an
nos, j namorava como aquellas que o fazem muito
bem feito de mais.
Nao havia peralta no sitio qne lhe dingisse bons
ciliares que o demonio da rapariga nao tratasse lo-
go de captivar com meihores olhares anda.
A av tinba ja medo de semelhante melamorpho
se, porque lhe oheirava a boca da leviandade, que
tao perigosa na edade dos quinze annos; mas co-
mo a neta sempre lhe dizia, que a sua maior ma-
gua era nao poder ser freir, tomava os namorcos
da menina por um systema que ella adoptara para
conhecer o mundo.
III
Um da, passades cinco annos, viu-se a filha do
tavrador de luto pesado. Tinha-lhe morrido a av,
que a hora da morle lhe dra conselhos os mi>
salutares, pedindo-lhe fervorosamente que sempre
se lembrasse de zelar a sua honra e o seu bom no-
me, e jamis dsse ao mundo que fallar. -
O pae tambem lhe havia fallecido ha tempo.
Ella cunta va vinte annos e nao sei se___ qua-
i juta namoros. Olhem que religiosa perdeu o cou-
venlo de Odivellas, ou outro qualquer.
IV
Passou-sa ura bom par de annos.
N'outro da estavamos nos no caes dos vapores a
ver o movimento fabuloso do caminho de ferro do
sul, surge-nos urna elegante senhora, que nos pren-
deu a atlenco por trazer adiante de si sete ilhi-
nhas e dous pequerruchos.
Quem sera esta linda senhora ?
E' a luna do lavrador F...
E'?l!
E'.Yem casar.
Que I Ella viuva ?
J tres vezes. O primeiro marido foi tendei.
ro, o segundo governador civil, e o tereciro depu-
ludo...
Mas em pequea tinha toda a vocagao para
freir.
Pois sim; mas nao o fui por nao se poder
professar.
E com quem casa agora? Com algum brasi-
leiro ?
Nada; com um homcm que vive de follias
dianas.
Entao jornalista ?
E' um riquissimo... hortelao.
*
CO.NSEI.HOS DA CONSCIENCIA AO COIUQAO.
As vezes para melhor chegarmos aos flns nao
preferivel um caminho directo.
as cousas do coragao acontece assim.
O coragao, quando mnito sent, ambicioso em
demasa ; e faca-se-lhe jusliga, tem razao.
O que, porm, egualmente cerlo, que no seu
modo de sentir nao limita as aspirares, nem lhe
salisfazem os caprichos emanados de um affecto
vehemente.
E' por consegu nte necessario um esludo esm-
ralo sobre a maneira de ihe vencer os impetos ou
de o guiar aos lins; a consciencia e a philosophia
.sao as couselheras mais sabias destas fragilidades
moraes, que nos seus effeitos sao os motores mais
poderosos dos actos humanos.
Escotemos, pois, o que diz a consciencia :
A mulher que tem o corceo a pesar-lhe com
muito amor, multa esperanca, muitos desejos... se
se todo isto manifestar perde quanto possoe.
Razao:
Porque o homem deseja sempre com preferencia
i mulher que o repelle.
O homem que se prostar diante do anjo da
sua idolatra, que lhe estudar a vontade e lhe sa-
lisQzer os caprichos, em toda a lattitude de nni
nunca acabar de exigencias.,. pode jnlgar-se der-
rotado.
Razad":'
Porque em pouco tempo ter de ir ao passeio
atraz da mulher que o sabjuga, levandolhe o leque,
o chaile-manta, e o caosinho preso por urna fitinha
edr de rosa; isto depois de ter estado muitas horas
entretido em tomar a rol a ronpa da lavadeira, ou
pregando clcheles no vestido que a esposa tem de
levar a noule ao theatro.
A esposa que se morde com ciames do mari-
do, que o nao perde de vista em toda a parte, que
nao consente em casa as criadas mais de oito das;
unas porque sao bonitas; outras porque sao altas,
oatras porque sao baixas, outras porque sao gor'
das, outras porque'sao magras, etc., etc., qae
manda o criado a secretaria,para saber se o pa-
tro l est, qae lhe marca as hars de chegar e as
horas de sahir, os minntos quo leve gastar em vir Vos risteis do granee Pi IX fallando dos seas
da repartgo para casa, as mas por onde ha de uzentos milhoes de rmos ? Pediois, zorobando,
passar, o que depois de iudo isto lhe abre as cartas que os flzesse vr aos camp0s da Lorabardia I....
que lhe chegam do correio e passa em revista to- p0is talvez haveis de ver qae elles chegam em na-
das as algibeiras do Tacto do marido... ou o induz mero demasiadamente grande, quando forparaae-
a aproveiter-se de ama occasiao propicia para fazer tender o estandarte da Croz.
um peceadinho, ou ter muitas deeepees que lhe .___ ,. ....
-.;.. ii 'vi Este mesrao periodo aCBrma que no seu discur-
maten .llusoes agradave.s do coragao. I so pjo ,x asseg(Jra ,er em mu\.Qs a pnm qae
- O mando que marlyrua a mulher com sas- ; Qa Allemanna M trabalha seriamenio em ama rea-
peitas imaginarias, com zlos sem fundamento, que | no egr^ na persuas5o que 0 elementoda M.
ralha porque ella aperlou a mo ao Sr. Fulano, qae daee catholjea indispeBsave, para formar nD.
desconfa de que hajam razoes para que nao a aper- (jade'nacional.
te a Sicrano, que calca aos pos urna flor que lhe E. da3 inras Populares, a seguinte trancrip-
offereceram, ou nao consen te que ella possua uns q-10 .
versos que muitas vlzes tem copiado de N. Tolenti-' --------- '"-------
no ; que depois de mnitas caretas, de mnito belis- jess christo.
cao, pega no chapu e sae de casa arrufado, dei- Entre todos os nomes, que dado ao homem
xando a cara metade entregue ao desespero pelas pronunciar, ha um que jsenlo comprehende
njustigas de que victima... d'ali a lempos en
contra a esposa sentada a fazer costura ao p da
janella, e 6 possivel quo eolre as meias lavadas en-
contr algum par, que seja depositario de almisca
rados bilhetinhos, de urna bonita medalhinha cora
cal.ellos de ama flor j secca !
Um homem encontra certa mulher forraosa, sym
quasi nestes lempos de materialismo e de indiffe-
ranga, em que vivemos.
E ao eniretanto esse nome s encerra ludo quan-
to o espirito humano pode conceber, tudo o que o
coracao pode desejar de grande, bello, suave e de
perfeito ; nome tao santo, qne commove todos os
palhica, araavel; seduz-se com uns olhos azues que anJos do cn la0 terrivel> <*ae faz ,remer os de'
ella possue, com um cabello luzidio, cora a elegan- monios do lnferno ? sarado' 1ne aD,e el'e se
cia natural, que a fez distincta entre outras mulhe- de,em Pr toda a terra d>r-se todos os joelhos;
res; escuta-lhe a voz que encanta, avalia-lhe a la* ,io bo,D'to d0cele consolador, que balsamo para
telligencia, agrada-lhe aquelle conjuncto de quall- odas as feridas da alma, e ralo de esperanca em
dades... diz-lbe logo que a ama I me.o de todas as dores .. Queres saber que no-
' me seja ? Esse nome Jesa-Christo, gloria e ale-
Mente, porque amor nao se nutre fcilmente. Ha gria, conforto e esperanca do mundo I
por torca na declaracao que se faz, urna esperanca, | B,agpnema.|0 0 maior dos crmee despresa.lo
urna idea, que nem a d'amisade. A mulher que so a maor aas joucuras.
deixa levar pelas apparencias n'um primeiro en-
contro, acrediu em urna falsidade, c engaa a sua Qaem desconhece, quem o nao tem gravado
vaidade. ino eSD'nl P6'3 "i no corajao pelo amor est pri-
vado da benc&ra de Dous.
Illude-se, o homem qae depois de urna declara.
cao desta natureza recebe e er n'uma outra deli-
berago concebida, pouco mais ou menos^tes ter_
mos: /
Ct Senhor.
A sua carta deu-ma tanto prazer, qnanta felici-
dade III Confesso-lhe que nao posso ser indtfferen-
te ao sea amor, e juro-lhe que o amarei eterna-
mente...
Esta carta, muitas vezes, tem sido escripta por
mao da mais intima amiga do anjo apaixonado, e
lida por urna a outra, ao som de urna salva de gar
galhadasl
E o crdulo do D. Quichole, julga que ama e qae
amado, e imprime tres ou quatro beijos sobre um
papel, que o depositario de urna atroz mentira, de
um perjurio!
Mal vae, por conseguinte a quem pretender do-
minar o coragio alheio com os impetos excessivos
de urna dedicagao menos bem calculada.
Sao assim as cousas deste mundo 1 E' a conscien-
cia que o diz, e a consciencia poucas vezes nos en-
gaa.
Os que gostarem do conselho deem-me um abra
go quando me encontraren! ; os que nao gostarem
teoho a certeza de que se nao nao de rir.
A vida eterna,disse o mesmo Salvador con-
siste em conhecer o pae, que o s verdadeiro
Deas, e a Jesu-Christo sea enviado. Ninguem,
senao por meio de mira, pode chegar at ao pae.
Quem er em mim ter a vida eterna, quem rae
nao er esta jalgado j ; nao ver a vida porque
nao er no Filbo Unignito de Deus
Jess quer dizer SalvadorChristo quer dizer
santo ou sagrado portento Jesu-Christo quer di-
zer santo Salvador do mundo.
O mundo com effeito, a humanidade careca de
um Salvador; o homem, sahido puro das maosde
Deus havia-se manchado com o pecado, separado
assim de Deus e perdido os direito eterna felici-
dade, que a graga devina lhe prometiera.
Deus porm, que nao quer a morte do pecador,
mas que elle se converta, compadeceu-se de nossa
miseria, e desde o principio prometteu a nossos
primeiros paes um Redemptor e Salvador delles e
de toda sua posteridade, o qual viria expiar os
seos peccados.
S em sua santa humanidade que por nos sof-
freu e morreu; mas como nelle somonte ha ama
s pessoa, e esta a do ilho de Deas, pode dizer-
se cora verdade que Deas soffrea por nos e por nos
morreu em urna cruz.
Pela mesma razao tambem exacto dizer-se que
Deas nascen da Santa Virgem Maria, e que Mara
verdadeira Me de Deus.
Jesns Christo nao tem pae na terra.
Foi rnilagrosamcnte concebido, como convinha a
L-se na Religiao o seguinte :
ESTABELEC1MEKTO DO PROTESTANTISMO NA ITALIA NO
PRINCIPIO DO PONTIFICADO DE PI IX.
O Gtornal Romano lera indicado o projecto con-
cebido pelos radicaes de introduzirem o protestan-
tismo na Italia, porm S. Santidade por occasiao da I um DeUs>no seio maculado da Virgem, sua Me,
festede S. Jos Calasancio como Pontfice, apostlo' Dela omnipotencia do Espirito Santo,
e soberano, quiz elle mesmo apresentar-se ne cam- j Maria conservou pelo mesmo prodigio a santa
po ecombater> lado dos outros soldados pela can- vir8'ndade antes e depois do parto ; eis por que
sa das suas convieges e do seu povo.
S. Santidade que tem para com este Sanio funda-
dor das escolas pias urna devogao especial, e dse-
java dar um testemunho da sua affeicio aos reli-
giosos filhos de Calasancio, em cujas escolas elle
recebeu a educagao nos seus primeiros annos no
colleglo ?e Volterra, foi em meia gala no dia da
festa egreja de S. Pantaleao, pertencente aos re-
ligiosos desta ordem.
Ali depois de adorar o Santissirao Sacramento,
celebrou o Santissimo Sacrificio no allar-rar, onde
repousa o corpo do mesmo Santo, e den a commu-
nhao a grande numero de pessoas. Depois, pas-
sando ao oratorio contiguo ao collegio, que nume-
rosas lembrangas do Santo nos tornam sagrado, e
sentado sobre o seu tlirono, Po IX fez publicar o
decreto que reconhecia verdicos dou> milagres pa-
ra beatificagao e canonsagao do vencravel Pedro
Uaverio da Companhia de Jess.
Sbese que este servo de Deus consagrou 40 an
nos da sua vida a servir os negros, a alliviar os
seas soffrimentos, a cultivar a sua intelligencia, a
| converte-los, e baptisou mais de 300,000. Lido o
decreto, e depois das aceces de g ragas que foram
tributadas pelo postulante, Po IX respondeu assim :
Eu rendo gragas a Deus que em tempos tao dili-
ceis testemunha Italia e ao mundo, o empenho
que toma pela sua santa religio, suscitando ho
mens ferventes nos mesmos lugares, onde os obrei-
ros sao poucos e a messe grande. Nao um pe-
queo excitamento que nos d o Senhor quando
nos deixa contemplar estes homens dedicados, du-
rante tantos lustros, a enriquecer a egreja de novas
conquilas. Esta considerago tanto mais doce
quande no tempo em que vivemos doloroso ver
que se tenha a audacia de introduzir o prosteslan-
tismo na Italia inteiramente catholica, e at nocen-
tro mesmo da chrislandade, por meio de um, de
mil, e de dez mil cumplices, Elles raanifestam os
votos mais ardentes pela nacionalidade italiana, e
afim de a servir empregaru um meio abominarel
feito justamente para destrui-la. No memento em
que a Allemanha, animada do mesmo espirito, re-
conhece que a diversidade de religiao o maior
obstculo ao fim proposto, de sorte que os protes-
tantes combinam projectos de unio, acham-se ho-
mens na Italia que sem temer um immenso perigo
poltico, preteodem introduzir a sement pestilen-
cial da separagao na unidade da f, am .de obter
I a unidade da na ro. Eis ahi onde vae a cegaeira
! das paixoes. Roguemos a Deus que dissipe estas
' trevas, e confia ios em suas divinas proraessas, lem-
brerao-nos que as portes do inferno nao prevalece-
ro contra a egreja.
A poca e o Conemporanto qae tinham dado a
entender este horrivel projecto, quizeram explicar
a su orthodoxia, vendo o effeito que o discurso de
Pi IX tinha prodnzido nos nimos.
Eis ahi como o Contttucional dcscreve este ef-
feito.
Sabendo que o coracao dos apostlos da indepen-
dencia occnllava ama tal infamia, todos os aud'to-
: res estremecern!, olhavam uns para os ontros, e
se o nao tivessem ouvido da bocea do pontiflee nao
o acreditaran).
A mascara quebrou-se sobre a fronte dos trai-
dores.
|
Malvados 1 arrancar aos coragoes o mais doce
de todos os sentimentos, a idea mais consoladora
destruir o nico elemento da nossa grandeza, a re-
ligio I i de vos, emissarios de Satn, se a parte
mais religiosa da nacao,' e o povo chega a oavir
este grito I ai de vos, veris entao o qae pode o
enlhasiasmo religioso!
Redemptor des honen?, promettido havia quarenta zao, on conhecesse qae, sendo simples leigo, devia' Minha senhora disse
seculos, qne vlnha dar-lhes urna nova lei, nao dif- snbmissao e respeito ao sea antigo amigo revs- mejj efl]Caz Dara a curar,
ferente porm mais perfeta do que a soa. lido do carcter sacerdotal, deterroinou fazer ees-'
Era prova de sua divindade e da verdade de sua sar o escndalo que, esta desunan tinha causado,
doutrioa fez um grande numero de milagres, isto e reconciliar se com Sapricio.
, de aeges que s Deus, e nao o homem, pode fa Rogn, pois, a algumas pessoas amigas delle
zer : assim com ama s palavra-curou de repento que Ihe fallassom da sua parte, e lhe certificassem
urna muliidao de incuraveis naturalmente ; deu a sinceridade do sen arrependimento e da promes-
vista a cegos e ouvido a surdos; resuscitou mortos. saque lhe fazia de dar-lhe. todas as satisfagoes
Um grande numero de judus, testemunhas des- possi'vcis ; porm Sapricio nao se commoveu com
' fal-
o medico, descobri um
chamada a Yirgem, a Santissima Virgem.
A sua maternidade divina eleva-a cima de to-
das as creaturas.
S. Jos, dado por esposo a Maria para a defen-
der perante o mundo, foi virgen tambem toda a
sua vida, como ara aojo em carne mortal.
Jesns Christo nasceu em Relm, na Juda, a 23
de dezembro, dia por isse chamado de Natal, ou do
nascimento por excellencia ; ha 1864 annos.
uo nascimento de Cnristo se contara os annos por
ser o dia mais grandioso que se tem levantado so-
bre a humanidade.
Jess Christo veio a nos, fez-se nosso irmao para
expiar lodos os nossos peccados, e delles tomar so-
bre si todas as penas.
Vivcu na humildade para expiar o nosso orgu-
Iho; na pobreza para expiar a nossa ambigo dos
bens do mundo ; na obediencia para expiar nossas
continuas rcvoltas contra seu pae; na penitencia e
castidade para expiar todas as nossas paixoes sen
suaes c impuras; no trabalho para expiar a nossa
preguiga; emfim na pratica de todas as virtcles
oppostas aos nossos peceados e vicios.
O fllho de Deus foi esse universal Redemptor, o
fillio de Deus, a segunda pessoa da Santissima Trin-
dade. Deus verdadeiro, eterno, infinito, todo po-
deroso, como o pae e o Espirito Samo, o qual vea
ao mundo fazer-se hornera cerca de 4,000 annos
do peccado de Ado.
Durante est< longo tempo poderam os homens
salvar-se e lomar se filhos de Deus, pela f e pela
esperanga nesle futuro Redemptor unindo os me-
recimentos de suas virtudes aos das futuras virtu-
des da victima salvadora.
Urna serie numerosa de pruphetas, quer dizer,
de homens inspirados a quem Deus revelava o fu-
turo, foram renovando aos homens esta grande
promessa da misericordia divina. Os principaes
foram No, Abraham, Isaac, Jacob, Jos, Job, Da
tes prodigios, o admirados da perfeigo sobro-hu-
mana de Jess, como da magestade tao sublime e
to~pratica juntamente de sua doutrina, acredita-
ran! nelle e keram-se seus discpulos.
Outros, pelo contrario, orgulhosos do corago,
nao lhe prestaran) f, e exasperados pelas justas
reprehenses do Salvador, resolveram faze-lo mor-
rer cumprindo assim, sem o pensaren), as prophe-
cias, e servindo de testemunhas quelle que que.
riam perder.
Fizeram pois prende-lo, na qninte-feira santa,
valende-se da traigo de Judas, um dos discpulos,
no jardiin das Oliveira?, perto de Jerusalra, quan-
do esteva orando.
Jesns, senhor do universo, deixou-se prender e
evar como um culpado.
Era por este ultimo sacrificio que elle havia de
corar a obra da nossa redempgo.
carregaram-no de cadclas, cobriram-no de opro-
brios, arrasteramno pelos tribunaes como a um vil
criminoso, expozeram-no aos insultos da multido
esbofetearam-no, flagellaram-no, e emfim foi con-
demnado morte de cruz, supplicio dos escravos
malfeitores 1
O ti!lio de Deus, feito homem, fui cruxificado
entre dous ladres, e morreu por nos sobre a mon-
tanha do Calvario, junto de Jerusalm, em sexta-
fera santa, pelas tres horas da tarde.
Com a sua morte deu-nos a graga da vida eter-
na, e lavou-nos as almas peccadoras em seu san-
gue innocente.
Segundo vaticinara por mais de quatorze vezes
durante a vida resuscitou triumphante e glorioso
ao terceiro dia, domingo de paschoa, isto por
effeito de sua omnipotencia reuniu ao seu corpo
enterrado a alma que delle separara a morte.
Depois de sua rsurreigao, ficou anda quarenta
dias sobre a terra, apparecendo frequentes vezes
aos seus discipalos, os quaes nao qnizeram a prin-
cipio crelo resuscitado,e que s foram convenci-
dos pela evidencia; para o que tocaram cora suas
maos o corpo sagrado, metteram os dedos em suas
chagas, e se convenceram da verdade.
Entre elles escolhera Jess a doze discpulos aos
quaes cbamou apostlos, que quer dizer enviados.
Antes de deixar a terra expiicou-lhe mais a sua
missao ; conflrmou as proraessas que Ihes havia
feito; revestiu-os de sua autoridade espiritual;
deu-lhes um chefe supremo, o apostlo S. Pedro,
para ficar fazendo as suas vezes na terra ; orde-
nou-lhes que pregassem a sua religio por toda a
terra, promettendo-lhes que esfaria sempre com
elles e com seus successores at ao acabamento
dos seculos.
No quadragesimo dia depois da sua rsurreigao
sabiu ao cu em presenga de mais de 500 discpu-
los, elevando-se de sobre o monte Olvete onde ha-
via comegado a sua paixo.
Agora Jess Christo, Deas-Homem, est na glo-
ria da Santissima Trindade. adorado por todos os
Santos.
L nos espera, para l nos chama e nos altrahe
a si para nos dar parte em sua bemavenluranga
em premio de havermos bem pratieado a sua re-
ligio.
lio fim do mundo. Jess Christo descera outra
vez dos altos dos cus a julgar os homens; sepa-
rar os fiis do* reprobos ; os fiis entrariio com
elle na gloria eterna ; os reprobos serio malditos
com odemonio e com elle precipitados as cham-
mas eternas.
Conhecer pois e amar a Jess Christo achar a
vida, a verdade, a luz, a cousa nica e verdadera-
mente necessaria.
Desconhece-lo c o maior dos malos ; conhece-lo
e nao o amar o maior dos crimes.
Corramos, porlanto, todos para elle e aceitemos
o seo divino convite. Vinde a mim, vos todos que
soffreis e estaes acabrunhados de males, que eu vos
consolarei-
ii i a
Transcrevemes da Estrella do Norte o seguinte:
R VINGANQA TAZENDO DE UM MORTTR UM APOSTATA.
O perdo das injurias um dos mais sublimes
preceitos que o evangelho veio ensinar ao mundo;
urna dessas virtudes, cuja existencia apenas era
conjectarada pela antiguidade pagaa ; urna vr-
tude que s Jess Christo podia revelar aos ho-
meus; urna vrtude que o Homem Deus effectiva-
menie levou ao ultimo pice de perfeigo, morren-
do pelos homens em urna Cruz, e dizendo a seu
Pae : Meu Pae perioae-lhe, porque nao sabem o
que fazim !
Os pagaos tinham declarado que a vinganga era
o prazer dos deuses ; Jess Christo ensinou que o
perdo e esquecimento das injurias era o primeiro
dever dos homens, e conQrmou o preceito com o
exemplo.
Este preceito foi um daquelles que os Chstaos
da primitiva egreja observaram com a mais rigo-
rosa fidelidade ; e o que caasava maior admira-
gao aos seus perseguidores, era verem a sua nniio
inalteravel e constante ; verem inimigos encarni-
vid, Salorao, Isaas, Jeremas, Ezequiel e Daniel, gados tornarem-se entre si orno irmaos, logo que
os qnaes annunciaram antecipadamente a poca
exacta da vinda do Salvador o as principaes feiges
por que devia ser reconhecdo.
Nessa poca exactamente, 4,000 annos depois da
creago do mundo, 2,340 depois do diluvio, Jess
Christo, o fllho Eterno de Deus, Salvador do man-
do, tomou am corpo e urna alma semelhante aos
nossos, no seio de urna Virgem Santissima, chama-
da Maria, da naro judaica, da familia real de Da-
vid da raga de Abraham.
Jess Christo, Filho de Deus e fllho de Maria,
Deas e homem Juntamente, nnindo, sem as confun-
dir a natureza divina e a humana em urna s
pessoa.
Emquanto Deus, Jess Christo eterno, infinito,
invisivel, impassivel, etc., emquanto hornera mor-
tal, finito, creado e capaz de dores, etc.
i'assou os trinta primeiros annos de sua vida na
ebscuridade e no retiro, em Nazarelb* pequea al-
dea para nos ensinar qne a santidade consiste em
fazer bem as cousas humildes e communs, e nao
em fazer aegoes extraordinarias.
ahragavam a religio nova: verem finalmente que
todos os martyres expravam como o seu divino
mestre, rogando a Deus pelos seus proprios al-
gozes.
A historia ecclesiastica registrn nos seus ;.n-
naes grande numero de rasgos de candado e de
amor do prximo, levados ao ultimo ponto de ab-
negago.
O faci que vamos n arrar mu difireme : o
objecto do presente artigo pelo contrario, a bis
loria de ara christio, de am sacerdote, que at ao
momento da morte infelizmente recusou perdoar
ao sen inimigo ; mas este historia, pr.ra assim di-
zer, nica nos registres da egreja primitiva, e a
moral que della se (ira tao tocante, qne nao se
pode dar urna prova mais completa da necessida-
de absoluta de esquecermos as injurias e de per-
doarmos aquelles que nos offenderam ; ara nico
sentimento de odio e de vinganga contra o prxi-
mo pode riscar aos olhos de Deus o merecimenlo
esles signaos de humilhngao, nem quiz ouvir
lar em reconciliara o.
Nicephoro nao desanimou : fez segunda e ter-
cena tentativa, mas sempre sem frocto. Sapricio
1 ceuou obstinadamente os ouvido nao s s solli-
cilages dos homens, como propria voz do Sal-
| vador, que exclama : Perdoa, e ser-te-ha per-
i doado. Em lim Nicephoro, vendo que nada ob-
tinha por intermedio de outrein, venceu as ulti-
mas repugnancias do seu amor proprio, e foi ter
com Sapricio.
Chegado a presenga do seu inimigo, langou-se-
lhes aos ps, confessou com humuldade a sua fal-
te, e supplicou-lhe em nome de Jess Christo que
se dignasse de a perdoar ; mas nem a vista de
um amigo amigo, nem o espectculo desta humi-
Ihago, nem as lagrimas de Nicephoro, commove-
ram o coragao de Sapricio, o qual se retirou fra
e dodenhosamentc-, depois de declarar que jamis
se reconciliara com aquelle que o havia ulira-
jado.
Neste cmenos levantou-se urna nova persegu-
gao contra a egreja.
Os imperadores Valeriano e Claudiadno ordena-
ran! aos governadures das provincias de imperio
que obstassem por todos os meios possiveis aos pro-
gressos sempre crescentes da seita christa.
Na sua qualidade de sacerdote, Sapricio foi o
primeiro fiel que se prehdeu em Antiochia; con-
duziram-no diante do governador que lhe pergon-
tou se era verdade ser elle christao, e se entre os
inimigos de Cezar oceupava o lugar de sacerdote.
Respondendo Sapricio a estas duas perguntas pela
affirmativa o governador mandou que o tratassem..
afim de ver se apostalava; mas o inimigo de Nice-
phoro supportou os tormentos com muila firmeza,
e o governador vendo qne nada consegua, con-
demnou-o a morte.
Sapricio ouviu esta sentenga com alegra epedin
que o conduzisscm naquelle mesmo instante ao lu
gar onde havia de ser executada. A maior parte
dos habitantes de Antiochia se reuniram para o
verem passar. De repente Nicephoro sabiu d'en
tre a muliidao e foi langar-se aos ps de Sapricio
dizendo:
Marlyr de Jesus-Chrislo, perdoae-me o ter-vos
offeudido; permuta Deus que o vosso perdo, pro'
nunciado na vossa hora suprema, seja um penhor
daquelle que cu pego ao cu por rste e por todas
as fallas que tenho commetlido.
Mas Sapricio nao lhe respondeu e proseguiu o
seu caminho.
Nicephoro, erguendo-se vacillante e desesperado,
dirigiu-se por urna ra travessa e foi segunda vez
srhir ao encontr do martyr.
Apenas se chegou a ell, langou-se novamente
aos seas ps, e emprepou para o commover as ex-
pressoes do mais sincero arrependimento; mas Sa-
pricio, cujo coragao cada vez mais se endureca,
nem ao menos quiz olhar para elle.
Os soldados, aborrecidos de ouvir Nicephoro re-
petir sempre a raesma cousa, diziam lhe :
Nunca vimos um homem mais insensato do
que tu; se elle vae morrer para que lhe pedes
perdo ?
Vos nao sabis a importancia do que eu pe-
go ao confessor de Jesus-Christo, responde-lhes Ni-
cephoro; Deus a sabe, e me julga de modo mui
difireme.
E acompanhando Sapricio at ao lugar em que
o martyr havia de perder a vida, duplcava as sup-
plicas com um ardor sempre novo, sem que este
hemem obstinado desistisse da sua inflexibilidade.
Deus, que pezava as suas maos o coragao destes
dous homens, vendo de um lado tanta humildade e
arrependimento, c do outro tanta dureza e orgu-
Iho, determinou retribuir a cada um como mere-
ca : recusou pois a Sapricio as honras do marty-
rio e comegou com retirar delle a sua graga.
Chegado o momento do supplicio, os algozes or-
denaran! a Sapricio que se pozesse de joelhos para
receber a morte. Mas de repente a coragem o
abandona, e elle exclama :
Suspendei, nao descarregueis o golpe; eu
arei o que quzerdes e o que ordenam os impera-
dores ; cstou prompto para sacrificar aos doozes
Meu irmao, nterrompeu-o Nicephoro, que
fazeis ? Ah I morrei embora sem me conceder o
perdo que com tanta instancia vos supplico, mas
aguardae-vos de renegar^ a f de Jesns Christo,
nosso divino mestre. Ja tao prximo a alcangar a
palma, queris finalmente perde-la ?
Sapricio possuido j pelo demonio, excima para
os soldados :
Livrae-me deste homem, c faze que eu nao
o torne a ouvir.
Entao os soldados se prepararam para repellir
Nicephoro e quebrar os ferros do sacerdote apos-
tata.
Nao me apartis deste lugar, diz Nicephoro
chorando amargamente a queda do seu antigo
amige ; eu devo (car e morrer aqui, pois sou
christao e crcio no Dos que este desgragado aca-
ba de renunciar. Eisme aqu prompto para sof
frer o supplicio que lhe eslava decretado.
A esta exclamagao tao inesperada, um des offl-
ciaes do governador, que tinha vindo para assis-
lir execugao, correu ao palacio.
O governador tendo ouvido a sua relagao, orde-
nou que se dsse a liberdade a Sapricio, e que
Nicephoro fosse castigado com o ultimo supplicio,
se persististe em recusar a homenagem aos rfen-
ses immoitaes.
Nicephoro se conservou firme, e a ordem do go-
vernador foi execntada em lodo osen rigor.
Assim, o amigo de Sapricio recebeu a palma do
martyrioque havia merecido pela sua humildade
e raridade..
Em quanto Sapricio, que se tornara indigno
della, pela inflexivel dureza do seu coragao; voltou
para sna casa nao s com o remorso da sua apos-
tazia, mas tambem com o terrivel pensamento de
que, recusando perdoar ao seu amigo, tinha fe-
chado para sempre as portas da misericordia de
Deus.
reflexSes.
Reconhegamos al que ponto podem o resenti-
raento e o odio ulcerar o corago 1
Nunca percaraos de vista o preceito de Jess
Christo : Se indo offerecer o vosso sacrificio vos
lembrardes de que o vosso irmao est irritado con-
tra vos, deixae o altar e Ide primeiro reconciliar-
vos com o vosso irmao ; e depois viris offerecer
a Deus o vosso sacrificio.
Como, doutorl? Pois nio rae disse tantas
vezes que nada ou pouco se podia fazer contra
estas nevralgias?
E* verdade; porm depois descobri nra tra-
tamento radical, muito radical.
Que felcidade meus Deas ? Qual o re-
medio ?
E' mui fcil. Sente-se ali.
Como? disse a senhora, que julgou notar
certo desconcert no modo de haver-se do me-
dico.
Sim, sente-se ali, naquella cadeira; estenda
o pescoco, e eu cortolhe a cabera. Bem v que
nao pode havercousa mais simples. Assegurolhe
que nunca mais tornar a padecer de dores de
cabega.
A senhora leve medo; olhou com maior atten-
go para o medico, e vio que os gestos e o
olhar moslravam que elle eslava dondo, como
j o provra a singular receita. E estava sosinha
em casa.
O doutor pareca nao prestar attengao ao effdito
que estava produzindo : pnchou pela sua carteira,
della tirou um caivete brilhante e aliado.
De feite, o medico enlouquccra pela manhaa.
mas sahira de casa sem ninguem dar pelo seu es-
tado, e dirigirase directamente a casa da en-
ferma.
sta jolgava-se perdida, mas de repente teve
urna lembranga feliz.
Creio qne tem razao, doutor, disse ella ; vou
seguir o seu conselho. Mas,*T!rjmo-teoho medo qae
caa alguma nodoa de sangne sobre o vestido, cor-
ro a buscar um penteador.
Mano bem, esperarei.
A senhora sahiu, chamou os visinbos, qne pren-
dern) o medico, e o levaran) para o hospital.
Mas o mais singular do caso foi que a sonriera
cora o susto ficou curada das dores de cabega -
E' da Voz da Religio o seguinte :
BETHLEM.
Este cidade que ser sempre celebre pelo nas-
cimento de Jess Christo, est situada em am ame-
no lugar distante seis milhas de Jerusalm.
m ar salubre, ura slo frtil, urna fonte cha-
mada Signatus, que subministra continuamente
agua a tres grandes cisternas, e um pequeo re-
gato denominado Delicias de Salomao, que rega o
prado, e muitos jardins deliciosos, tornam estes lu-
gares summamenie agradaveis.
No convento dos christaos venera-se o proprio
lugar em que nasceu o Divino Salvador.
Este convento que pela sua constraego e larga-
ra das paredes se asseraelha a una fortaleza, nao
lera mais que urna porta que lhe serve de entrada, e
que tao baixa que para se poder passar neces-
sario dobrar o corpo.
Entra-se primeramente era ora pequeo e es-
curo vestbulo que d para um salo, cujo telo
sustentado por quarenta columnas de marmore, de
perto de quiaze ps do fuste, com bases e capiteis
da ordem conmina.
A preporcao do fuste perlence a ordem drica.
Deste salao se passa a outra sala, em cuja ex-
tremidade se encontra do lado esquerdo, urna es-
cada que vae ter a urna especie de gruta, que o
lugar sagrado do nascimento de Jesos Christo.
A sna ferina a de um paralellogramo; e a di-
reta est um nicho quasl meio espherico, aberto
na parede : foi ahi que Christo veio a luz.
A' esquerda se v urna pequea bacia de mar-
more, que dizem ser o presepe onde a Virgem Ma-
ra depoz seu Filho.
Um altar, por cima do qual est am bello qaadro
que represente a adorago dos reis magos, qae
vieram a este mesmo lugar para adoraren) e re-
cem-nascido, lira em face deste presepe, decorado
bem como o lugar do nascimento, com preciosos
ornatos, e com graude numero de lampadas de
chryslai e de prata.
Urna destas lampadas, era forma de corago, en-
cerra o corago de Antonio Gamillo de Celis, varo
piedoso que fez ama fundacao para que ella ardes-
se continuamente.
ii_i e
E' do Sr. Y a seguinte poesaser poesa ?
CERTO CRITICO.
Pelas unhas, cao, bem te conhego,
Bem conhego esse ten rouco latido ;
Olha o ccete lembra-te da pedra.
Guarda a cabega, loma bem sentido !...
Que s cao que ladra, sem morder de frente,
Bem sei, porque j te conhego as manhas;
Sei que raordes de furto, mas cuidado...
Com um pontap abalo-te as entranhas.
Quando Jim cao me ladre impertinente,
E insiste era mostrar-me denladara,
L onde as cosas vSb perder o nome
Sei com o p applicar cousa que cura.
Se te mordeui as pulgas e te sangram,
Se a rabugem te faz perder o lino;
Metle o rabo entre as pernas, e p'ra um canl
Vae dormir, qne assim faz o cao molino.
Nao estojas assim ladrando la,
Deixa a critica, ahi nao achas mina ;
Onde andares, as garras te annuncim,
J te conhecem, ave de rapia !
Tem a critica tambem as suas les,
Os seas principios tem e tem nobreza ;
Depoe a penna, tu nao das p'ra isto,
Nao manches o que c nobre com a vileza.
Quem vive sepullado na pregnlca,
Ajudada pela falta de trabalho,"
E qne no dedo traz o signal certo
De que morre d'araor por am baralho;
Quem, a casta dos outros, falla e escreve,
E vive, qual pirata lllerario,
De alheios pensamentos a cabega
Rednzicdo cheio e immenso armario;
Quem p'ra ser publicista e gozar fama
De ser bom e notavel artiguisia,
Metle as unhas no livro inleressanle
Do portuguet c grande publicista;
Quem, s furtando, diz cousa que sirva,
Quem vive rapiando a vida intera;
P'ra que critico ser pretende anda,
P'ra que insiste n'uma tal asnelra ? I...
Outros mares, pirata aventnreiro,
Outro ofHcio, meu gordo Iliterato.
Oliera pari iialhms que o embalara',
Quem de ralvas lhe enchea que pague o pato.
L-se na Gazeta Medica :
O Sr. Dr. Damoiscan (de Alengtrn) denomnoa
trabdelle urna pequea machina pneumtica des-
tinada a substituirs ventosas!
Com este apparelhoobtem-se, em media, um flu-
xo sanguneo de 60 gramraas por minuto, o que
por conseguinte pode comparar-se ao jacto que sa-
be da abertura da vea na flexora do brago.
O Sr. Damoiseau apreseota as vantagens thera-
peuticas que se podem tirar do sea instrumento
todas as vezes que convier obter promptamente
abundante evacago de sangue.
Vai figurar pela primeira vez no mar o pavilhao
su isso.
O governo da Soissa autonsa os seas subiitos,
Frae sejam possuidores de navios mercantes, a nsa-
Em geral toda remda bandeira nacional.
de todas s mortificagSes e virtudes. ...
.2 ., Apenas sentirmos algum movimento do coracao
Pelo anno 206 da era chnstea existiam em An- contra o prximo, combatamo-lo o mais depressa
liochia, capitel da Syria, e entao de todo o Oriente, possivel, e procuremos suffoca lo, temendo que elle
A vida, os exemplos, as palavras, as ligoes de um sacerdote por nome Sapricio, e am leigo cha- M envenene on se enraizo n'alma. Em geral toda
Jesns Christo s a regra por onde devemos rega-' mado Nicephoro, que viviam unidos desde muitos a paixao' 1ne na0 combatida no principio, pode
lar.nns afim a aorartar a nn i i produzr pelo lempo adiante os mais funestos ef-
iar-nos aura de agradar a Deus. j annos petos vnculos da mais terna amizade. fejtos.
Com este flm que se deve ter o Evangelho, que Depois de terem conservado por muito tempo a ------
roaravilhosa correspondencia decostumes e de Havia muito tempo qne ama senhora sonra de mZtoitow^toMm^m'&Z',
a historia de Jess Christo.
Pars est sempre sujela a alguma mana.
Ctiegoa a vez da plvora de algodo.
Ha am papel semelhante ao paquete, o qaal quei-

-

:
Jess o nosso Salvador que nos abriu as portas sentimentos que a caridade entre elles havia for-, fortes dores de cabega. Consultara mnitos med- apresentando urna chamma azul, vermelha e verde,
do cea por mel da sna morte, como tambem por, mado um incidente, caja causa ignorada, occa-
qae errj toda a soa vhJa nos mostroa o caminho qae sionou entre elles doeaniSo manifesta, e converteu
nos pode l condazr. a amizae em odio declarado. Este iniraizade foi
Pregn a religio por [tres annos e meio na Ja-' sestenteda de parte a parte por tempo considera-
da, annuoctando aos jadeas qa ehegra o me-; te!; ma Nicephoro entrou Analmente era si, e,
ment da Redempgo, que elle era o Messias, o ou a consciencia o argste de que nao tinha ra- ra s.
eos, empregra muitos remedios, sem nunca obter Toda a gente anda com as algibeiras chelas de bo-
resoltado satisfactorio. !C!ldos de PaDel' chamado fti/nrf-coo, e as almas
Certo da chegou inesperadamente casa della KTortSfS df T^TSS0"*'
ara "medico sea conhecido, qae muitas vezeos con.
saltara. Quando entrn o medico, estava a senho-_____________________________
PERNAMBUCO.TYP.DE M. F. DE F.4 FILHO
.


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