Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10459


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Full Text
t;
"/'
A Ni? O IL HOMERO 203.
Por tres aezes adiautados 5$O00
Por tres cezes vencidos ... 6J00
Porte ao correio por tres mezes. 4750
A 'J.h vk-<.
-
SEGRDA fEIBA 5 DE SETEiBBRO DE 1864.
Por asno adan!ado.....19$000
Porte ao correio por nm anno. SJJQOo
w
INCARREGADOS D Sl'BCR Parahyba, o Sr. Antonio Aleandrino de Lima';
Natal, 9 Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr.A. de Lemos Braga; Cear, o Sr. .1. Jos de
Oliveira; Maranho, o Sr. Joaquim Marques Ro-
drigues; Para, os Srs. Manoel Pinbeiro & C; A-
mazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
INCARREGADOS DA SUR8CRIPCAO NO SUL.
Alagas, o Sr. Claudino Falco Dias; Baha, o
rr. Jos Martins Alvos; Rio de Janeiro, os Srs. Pe-
nara Maruns di Gasparino.
FARTJDA DOS ESTAFETAS.
Olinda, Cabo o Escada todos os dias.
Iguarassu', Goyanna e Parahyba as segundas o
sexUs-eiras.
Santo Anto, Gravat, Bezerros, Bonito, Caruaru',
Altinho e Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pesqueira,
Ingazeira, Flores, Villa Bella, Tacaratu', Cabrob,
Boa Vista, Ouricury e Eiu' as quartas feiras.
Serinhaem, Rio Formoso, Tamandar, Una, Barrei-
ros. Agua Preta e Piraenteiras as quintas eiras.
Ilha de Fernando todas as vezes que para ali sahir
navio.
KPHEMER1DES DO MEZ DE SETEMBRO.
Todos os estafetas pariem ao Vj da.
1 La nova as 3 h., 18 m. e 8 s. da m.
0 Quarto cresc. as 3 h., 30 m. e 38 s. da m.
15 La cheia as G h., 40 m. e 20 s. da t
22 Quarto ming. as 4 h., 34 ra. e 14 s. da t.
30 La nova as 8 li., 23 m. e 10 s. da t.
PREAMAR DE HOJB.
Primeira as 6 horas e 54 minuto? da manha.
Segunda as 7 horas e 18 minutos da tarde.
PARTIDA DOS VAPORES COSTEIROS.
Para o sul at Aiagas a 5 e 25; par* o norte at
a Granja 7 e 22 de cada mez; para Fernando nos
dias 1* dos mezes dejan, marg., maio, jul, set. enov.
PARTIDA DOS MNIBUS.
Para o Recife : do Apipncos s 6 Vi, 7, 7 Vi, 8 e
8 Vi da m.; de Olinda s 8 da m. e 6 da tarde; de
Jaboatao s 6 '/i da ra. do Caxang e Varzea s 7
da m.; de Bemfiea s 8 da m.
Do Recife : para o Apipucos s 3 /, 4, l/*> Vi,
5, 5 Vfc 8 /i e 6 da Urde; para Olinda s 7 da
manha e 4 Vi da tarde; para Jaboatao s 4 da tar-
de ; para Cachang e Varzea s 4 Vi da tarde; para
Bemfiea s 4 da tarde.
AUDIENCIA DOS TRIBUNAB8 DA CAPTaL.
Tribunal do comraercio: segundas e quintas.
Relagao: tercas a sabbados s 10 horas.
Fazenda: quinta* s 10 horas.
Juuo do commercio: segundas s 11 horas.
Dito de orphos: tercas sextas s 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados a 1 hora
da Urde
DIAS DA SEMANA.
">. Segunda. S. Hereulano m.; S. Arsencio.
l>. Terca. S. Libania v. : S. Zar barias prof.
7. Quaita. S. Refina v. m. S. Pamphilo b.
8. Quinta. & A Natividade de N. Senhora.
!. Sexta. S. Surgi b.; S. Riilinu m.
10. Sabbado. S. .Nicolao Tolentino; S. Salvio m.
11. Domingo. S. Tluodora penitente.
ASSIG.NA-SE
no Recife, em a livraria da praca da Independencia
ns. 6 e 8, dos proprietarios Manoel Figueiroa de
Faria & Filho.
PARTE OFFCIAL
GOTOiO DA PROVINCIA.
Expediente do dia I de seiniil.ro de ISG.
Offlcio ao commandante das armas interino.
Mande V. S. augmentar com 4 soldados a escolta
que de conformidade com o meu offlcio de 21) de
igosto ultimo, tem de prestar ao l)r. chele de poli-
cia, para guardar un criminoso destinado villa
da Boa-Vista.Communicou-se ao Dr. chefe de po-
lica.
Dito ao inspector da thesooraria de fazenda.
Recommendo V. S. que em vista da folha junta
em duplicata e nao havendo inconveniente, mande
pagar os vencimentos, relativos ao mez de agosto
ultimo, dos officiaes encarregados do recrutamento
nesle municipio e no de Olinda.
Dito ao commandante superior da guarda naeio-
nas do Rio Formoso.Rocommendo V. S. que
sera demora delira o juramento do estylo a Pres-
ciano de Barros Accioli Lins e o faga entrar no
exercicio de seu posto de major do esquadro de
avallara n. 7 da guanta neeional do Rio For-
moso.
Dito ao engenheiro da repartigo das obras pu-
Kicas.Mande Vine, examinar o pavimento das
galeras do pago da assembla provincial, que se
acha arruinado, segundo deelarou o respectivo Io
secretario em officio desta data, e me aprsente o
oreamento da despeza a fazer-se com os reparos ne-
ctssarios ao mesmo pavimento.
PorUria. O presidente da provincia, attendendo
ao que requereu o bacharcl Francisco Jos Per-
nandes Gitirana, juiz municipal e de orphos do
termo do Bonito, resolve eooceder-lke 3 mezes de
licenca com vencimentos na forma da le para tra-
tar d sua sade.
Despachos do dia \ de setembro de isti.
Rcqucrimentos.
Bacharel Francisco Jo; Fernandos Gitirana.
Passe portara, concedendo 3 mezes de licenca com
vencimentos na forma da lei.
Henrique, Africano Iivre.Informe oSr. inspec-
tor do arsenal de marinha.
Henrique Jos Vieira da Silva.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Jos Francisco de Souza .Passe portara, con-
cedendo um mez de licenca com vencimentos, na
forma da lei.
Jos Annunclago Carvallio.Informe o Sr. di-
rector geral da instruogo publica.
Bacharel Joao Francisco Cavalcante de Albuquer-
que.Informe a junta administrativa da Santa Ca-
sa de Misericordia.
Luiz Jote Gonzaga.Dirjase thesouraria de
fazenda.
Leonel Bandeira de Mello. D-se, nao havendo
inconveniente.
Padre Manoel Esperidiio Muniz.Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
Mara ClaudinadaConceigo.Informe oSr.des-
embargador provedor da Santa Casa de Misericor-
dia.
Padre Manoel Esperdio Muniz.Informe o Sr.
inspector-da thesouraria provincial.
ovi:r\o do rip.io na:
PERVl.HRCC'O.
SEDE vacaste
Agosto de 1m;
Expediente, do dia 29.
Offlcio ao vigario de Ilamb. Em oflicio du 23
do corrente, que acabo de receber em resposU ao
que-lhe dirigi em data de 10, diz V. Rvma. que os!
motivos que o determinaran) a exercer jurisdiego;
parochial no territorio desmembrado da freguezia
de Cruangy, e annexado de Ilaml.. sem previa \
antorisaeao do ordinario, foram : 1." que havendo
no anno atrasado a assembla provincial tirado i
parte dessa freguezia, nao teve V. Rvma. ncnhuina
participagao do poder ecclesiastico, que o scientifi-
casse de ler Ikado sem jurisdigo naquella parte;
mas peasando que as les civis obrigam em coas-
ciencia, deixou logo de parochiar a referida parte,
independente de qualquer participagao; i.' que
passando este anno para a sua freguezia urna par-
te d'aquelle territorio, que tinha sida desmembra-
do, e nao leudo recebido participagao algnma,
como nao teve da outra vez, entenden'quc se dava
igualdade de razo : e mesmo porque cntendeu
que todas as vezes que as assemblas provinciaea
davam novos limites a qualquer freguezia, ouvindo
o diocesano, nao careca o parocho de urna juris-
dicao especial, visto qne, todos aquellos que a lei
domiciliava em urna freguezia, ipsofacto, eslavara
sob a jurisdicao do respectivo parodio: e concine
dizemlo que, depreendendo do meu citado oflicio
que laborava em um erro cessapdo a boa f. em
que eslava, desde j deixava de exercer jurisdicao
parochial naquella parte.
Em rcsposla devo declarar-Ilie. que bem depre-
endeu V. Rvma. do men citado offlcio que laborava
em erro; porquanio nenhuma das rabies em que
se fundou procedenle.Nao procede a i.', por-
que, limitando-se o poder da assembla provincial
diviso do territorio, visto como o poder tempo-
ral nao pode dar nem tirar, ampliar nem restrin-
gir a jurisdicao espiritual, porque a nao tem,
evidente qne, apesar de ter sido a lei provincial
sanecionada, devia V. Rvma. continuar a parochiar
o territorio desmembrado, em quanto os paroda-
nos nelle residentes nao fossem desligados da sua
jurisdicao pelo poder competente : sendo que as
ieis civis s obrigam em consciencia em materias
de sua competencia.
Nao procede a 2.' pelo mesmo principio; no
obsta que, pela divisao do anno atrasado, os pa-
rochianos do territorio desmembrado da sua fre-
guezia nao fossem competentemente desligados da
sua jurisdicao; porque, nao tendo o referido ter-
ritorio ficadoneutro, visto como fazendo V. Rvma.
total abstencao delle, o parocho de Cruangy, cu-
ja freguezia fra annexo, comecou a cralo ; e
tendo isto sido tolerado pelo diocesano, passando
de novo o mencionado territorio para a sua fre-
guezia, nao devia V. Rvma. exercer nelle jurisdi-
cao sem previa antorisaeao; porquanlo a toleran-
cia do diocesano naquelle caso, involvendo um
consenso tcito, bavia sanecionado a abstengao de
V. Rvma. e o exercicio da Jurisdigo acrescida ao
parocho de Cruangy.
Tambera nao ofau que o ordinario seja previa-
mente onvido para qualquer diviso ecclesiaslica;
porque essa audiencia tem nicamente por flm.o
reconhecer e averiguar a conveniencia da diviso
projeelada, e nada tem com a jurisdigoj tanto
assim que pode o ordinario ser ouvido, e nao pres-
tar a sua annuencia, como muitas vezes tem acon-
tecido.
Nem a aatorisago de que necessita o paro-
cho para parochiar qualquer porclo de territorio
annexo sua freguezia envolve jurisdicao especial,
como V. Rvma. suppe : 6 apenas urna ampliago
da mesma jurisdicao; lsto afecta a extenso e
limites, em que deve ser exercida a jurisdicao, e
na< a mesma jurisdigo; sendo que do expendido
pode V. Rvma. concluir que, os que a lei civil do-
micilia em urna freguezia, nao ficam ipsofactoob
a jurisdicao do parocho respectivo.
Entretanto acredito na boa f com que V. Rvma.
obrou, e louvando-o pela docilidade com que, pela
simples illagao que lirava do meu offlcio, se abste-
ve do exercicio da jurisdigo, autoriso-o para con-
tinuar no exercicio da mesma jurisdigo uarochial
no referido territorio.
30
Offlcio ao vigario de Goianinlia.Foi-me presen-
te o seu offlcio de lli do corrente no qual, ponde-
rando que se aproximam as eleigoes primarias,
durante as quaes infelizmente se commettem den-
tro das matrizes loda a sorle de desacatos, me con-
sulta se pode fazer rccollier ao respectivo consis-
torio todas as imagens dessa matriz em quanlo du-
rar o processo eleiloral.
Louvando o zelo e sollirilude com que V. S. cuida
nos interesses de nossa religiao e no culto devido
s sagradas imagens, convenho em qua durante
as eleigoes a que se vai proceder nao s seja re-
movido para o consistorio dessa matriz o Santissi-
nio Sacramento, como que sejam ahi depositadas
todas as sagradas imagens, que ornam esse tem-
plo ; aliui de minorar quanlo for possivel os des-
acatos e irreverencias que por occasio das elei-
goes se possam dar.
Dito ao vigario collado de... Tenho presente
o oicio de V. Rvma. de ti do prximo passado,
no qual me diz que, animado pela leilura do offl-
cio, qiieem dala de o de julho dirigi .i um vigario
cujo nome nao declarei, o qual offlcio V. Rvma.
leu no Diario de Pcrnnmbuco n. 183 de 11 de
agosto, no expediente do bispado, se dirige mim
igualmente, e rae manifesla baver cabido era erros
e fallas que provavelmente o tem feito incorrer
as penas de suspensao, que o Exm fallecido
prelado por vezes impz as suas pastoraes.
Congratulando V. Rvma. pelo sincero arre-
pendimento que majiifesta no seu oflicio; louvan-
do-o mesmo pela simplicidade e humildade com
que me declara algumas dessas faltas, todava,
nao posso deixar de o argir por nao haver, pro-
curado ha mais tempo o remedio necessario a
tranquilidade da sua consciencia o paz do seu es-
pirito ; e de s haver procurado remedio aos seus
males depois que leu no Diario o offlcio por V.
Rvma. citado.O que receava V. Rvma., dirigin-
do-se mim? que rigor poda esperar da minha
parte ? pois nao sabe V. Rvma., mesmo pela pro-
pria experiencia dos largos anuos do seu exerci-
cio pastoral, que o nosso mini.-terio todo de
perdao. de paz e de brandura; e que por mais
elevada que seja a posicio ou gerarchia de um
sacerdote, se elle corre apoz os peecadores, se
quer conhecer as suas faltas e as suas fraquezas,
com o lim to smenie de Ih'as perdoar, e de
reconciliar cora Dos essas almas tresmalhadas do
aprisco; e jamis com o fim de procurar crimi-
nosos, para os castigar ? V. Rvma. pois, que
sendo mostr da lei, nada disto pode ignorar,
devia dirigir-se a mira sem perda de tempo, certo
de que eu o receberia com os bracos abertos, nao
s porque 6 este o meu dever, como porque me
regosijo todas as vezes que o meu lugar me pro-
porciona meios de purificar as consciencias; e
porque jamis se poder recear da minha parle
um rigor mal entendido.
E lano mais presuroso devia V. Rvma. procurar
o remedio, quanto mais atribulada andava a sua
consciencia, como V. Rvma. mesmo diz ; porque,
se a boa consciencia necessaria a todo o fiel
chrislao, muito mais necessaria se torna ao pastor
que, solado no meio dos campos, e vivendo to
somonte para as suas ovelhas, necessista mais es-
pecialmente da graca divina para purificar os
seus ponsameulos, perseverar no caminho da vir-
tude, e, no isolamento em que vive, nosuecumbir
(enlacio.
Eu, pois, o absolvo de quaesquer suspensoes ou
censuras em que por acaso haja incorrido ; eu o
abraco como meu inno no sacerdocio, e Ihe re-
commendo que recorra quanto antes ao tribunal
da penitencia, e mostr este meu offlcio ao sacer-
dote que liver de ouvi-lo de conlissao, afim de que
este saiba que esl por mira autorisado para ab-
solver a V. Rvma. de todas as censuras e irregu-
laridades em que huuver incorrido.
Occorre-nie tambera o dever de exhortar a V.
Rvma, fiara que teoha daqui em diante todo o
cuidado, afim de nao mais infringir as prescrip-
foes do Exm. prelado de gloriosa memoria, e no
seu ministerio pastoral haver-se, de hoje em dian-
te, pe modo, que edifique os povos com o seu ejem-
plo : e com a sua gravidade e cora as suas virtu-
des faca desapparecer da lembranca dos seus pa-
rodanos os passados erros de sua vida agitada.
31
Offl.'io a commisso administradora das obras
da nova matriz de S. Jos.Accuso recebido o
oflieio de Vv. Ss., datado de 30 do corrente, no qual
me dizera que nesse mesmo dia, mandando pedir
ao vd. Jote Antonio dos Sanios Lessa, que liou-
vesse de marcar dia e hora para a commisso ir
tomar conta das alt'aias e mais objectos pertencen-
les igreja matriz de S. Jos, e que se aehavam
era poder delle ou sob sua guarda, o Rvd. Lessa
responder que s bavia recebido ord-m minha
para dar posse da igreja e entregar os utencilios
que dentro della se achassem. perlencentes a obra
da nova matriz; que isto j tinha feito e que por
conseguinle nada mais liuha que fazer.
E' com elTeilo para espantar a conducta que o
Rvd. Jos Antonio dos Santos Lessa tem seguido
em ludo que diz respeitoa nova matriz de S. Jos I
Posto que no offlcio que em data de 29 do prxi-
mo passado envi! a esse Rvd. sacerdote, demillin-
do-o de administrador das obras da nova matriz,
llie ordenasse expressamenle que devia entregar a
administraeao recentemente nomeada as alfaias e
todos os objectos perlencentes a matriz de S. Jos,
esta ordem se devia depreender do simples facto
da sua dcmisso, visto como, depois de demiltido,
nada mais poda elle reter em sua guarda. Mas,
accresce'alm disto que no dia 24 do corrente, por
occasio de comparecer nesla secreuria o mesmo
Rvd.. Jos Antonio dos Santos Lessa, afim de entre-
gar as conlas da sua administrado, estando pre-
sentes o Sr. Dr. Campos e o Sr.Collares, que com
elle vieram, e mais diversas pessoas, ihe dei or-
dem vi rbalmente de entregar quanto antes nova
administraeao as alfaias e todos os demais objectos
perlencenlos a nova matriz, e que estivessem sob
sua guarda ; ao que o mesmo Rvd. sacerdote res-
ponden que nenhuma duvida tinha, e que antes
he era raelhor, porque ticava livre dessa respon-
sabilidade.
NesU data, pois. Ihe mando mais ouira portara,
inlimando-lhe que, dentro em 24 hojas, entregue a
Vv. Ss. nao s os paramentos, alfaias e mais ob-
jectos movis, que exisletn era seu poder como em
deposito ; como tambem urna morada de casa sita
na ra Velha, que consta fora doada mesma ma-
triz. Vv. Ss., pois, lerao a boodade de mandar hoje
perguntar novamente ao Rvd. Jos Antonio dos
Santos Lessa, em que lugar e hora pretende fazer
entrega de todos esses objectos, e me participaro
logo que os tenham recebido : bem como, se pas-
sadas as 24 horas por mim apraiadas na portara,
elle nao executr o que nella Ihe determino, Vv.
Ss. me mandaro dizer sera demora, afim de eu
proceder conforme o direito.
A respeito dos demais objectos de que rata o
oflicio de Vv. Ss., em breve Ihes responder!.
Poriaria.Tendo o Rvm. Jos Antonio dos San-
tos Lessa (apezar de haver sido demiltido em data
de 29 de julho prximo passado de administrador
das obras da matriz de S. Jos, e de ter j entre-
gado nova administrago por mim nomeada, as
chaves e alguns materiaes que dentro della exis-
tiam), recusando entregar a mesma administraeao
os paramentos, alfaias e outros objectos perlencen-
tes referida matriz, sob o frivolo pretexto de que
s recebera ordem minha para entregar as chaves
da matriz e os objectos que existiam dentro della :
como se elle.tendo sido exonerado da administrago,
possa licitamente e sem crirae reter em seu poder
algum dos mencionados objectos.
Sendo alm disso conveniente reunir todos esses
objectos, inventaria-los, como ordenara as consti-
tulges diocesanas, e confalos a fiel guarda e zele
reconhecido da nova commisso administradora,;
afim de evitar que se estraguera, como consta ter
acontecido cora o ornamenio rico, por causa de.
frequentes cmpreslimos.
E nao querendo, nem devendo, empregar meios
repressivos, antes de esgotar os de raoderago e
prudeneia, nao obstante me haver mostrado a ex-
periencia de quatro mezes, que estes sao impro-
ticuos para como Rvm.cx-admnistrador :
Ordeno ao Rvd. escrivo ou a qualquer oulro
offlcial da cmara eclesistica, notifique o intime
ao Rvm. Jos Antonio dos Santos Lessa, que Ihe
aprazo o termo improrogavcl de 24 horas, para
entregar referida commisso, nao s os para-
mentos, alfaias e mais objectos movis que exislem
em seu poder, como em deposito, seno tambem
urna morada de casas, sita na ra Velha, que cons-
ta fra doada mes matriz; sob pena de nao o fa- '
zendo, riroceder-se criminalmente contra elle, co-
mo desobediente, e por nao querer restituir o alheio
ao seu legitimo dono.
E feita a inlimagao, passar ao p desta a com-
petente certido. Cidade de Olinda, 31 de agosto
de 1864.Assignado.Deo Dr. Joaquim Francis-
co de Faria, vigario capitular da diocese. Esfava
sellada cora o sello capitular.
Certido pastada ao p desta pelo o/ficial da c-
mara.
Certifico que mtifiquei c intiraei ao Rvm. Sr.
Jos Antonio dos Santos Lessa, todo o contedo
da portara retro e supra, sendo em sua propria
pessoa, no convento de S. Francisco desta cidade
do Recife, hoje pelas duas horas da tarde, e de tudo
se deu por entendido, deque dou f. Recife, 31 de
agosto de 1864.AssignadoCandido Eustaquio
Cesar de Mello, offlcial da cmara eclesistica.
EXTERIOR.
CORRESPOXDEffCIAS HO 1IA
RIO 1>E PER.VtmiLX'O.
Lisboa, 13 de agosto de 1863.
Estiio fixadas as eleigoes geraes de depulados pa-
ra o da 11 do mez de setembro. Fervet oms em
todos os arraiaes polticos Succedera as intrigui-
nhas pessoaes, s impulagoes graves em materia
de governago.
Tados os meios se explorara de parte a parte pa-
ra se obter o bom xito do lim que todas as fac-
ges levam era mira.
Os espirilos em Villa Real para onde fra recon-
duzido o antigo govornador civil, nao se acham
tranquillos.
:No Diario (offlcial) sahio ha poucos das ura do-
cumento ministerial, dando lei da reforma dos
rnorgados de 1860, o sentido mais liberal o mais
conforme ao sentimenlo expresso, repetidas vezes
pelo parlamento.
A imprensa da opposcao, ou seja por desconfian-
ga verdadeira, ou por que Ihe convenha concitar
a opinio das diversas parcialidades liberaes con-
tra o gabinete nesla quadra oleitoral, tem insistido
cora decidida pertinacia em duer que ha notas di-
plomticas trocadas com o nuucio apostlico para
0 restabelecimento de certo numero de conventos
do freirs em Portugal.
Outras folhas acrescenlam que trata o governo
tambem de crear conventos especiaes para as mis-
sdes ultramarinas, como se nao fossem bastantes
os seminarios episcopaes para este fim.
Seja como fr, a follia offlcial, tao prompta em
elucidar o publico fazendo as necessarias reciilica-
coes e deelaracoes sobre empreslimos, administra-
go da marinha etc. ele., anda nao deu sobre este
assumpto explicaco alguna tendente a destruir o
elfeito desles boatos. Consta porm que do minis-
terio da fazenda se oflidara aoda justiga para tor-
nar eflecti va, quanto antes, a le da desamortisaco,
tralandose desde j de extinguir os conventos de
freirs que nao tiverem o numero cannico de
freirs.
No dia 9 deste mez, a folha semi-offlcial raspn-
deu categricamente aos boatos propalados sobre
creacao de novos conventos de religiosas. Resava
assim : Em quanto o partido progressista liver
inlluencia na direcgo dos negocios pela presenca
Ldos seus chufes nos conselhos da coroa, o rotme-
knnento dos conventos em Portugal ou suas depnu
dencias impossivel. Fica dito por urna vez.
Asseveram porm outros que se trata de reduzir
o numero actual dos conventos de freirs 34,
permittindo-se comtudo novas profissoes aos 25" an-
nos, cora conlirmaco de votos de 5 em o annos.
Diz-se tambera que isto nao mais do que levar
execugo urn artigo da concordata de 1848, e que
para esse fim viera Lisboa o hispo de Vizeu. Dou-
llie todava com reserva esta ultima verso.
O cerlo amigos redactores, que o governo pa-
rece ter escolhido m occasio para estas negocia-
goes. A discrigo diplomtica obriga-o 1 e deste inferem-se supposiges e hypotheses que
; ao partido liberal nao agradam.
.Nao obstante, de esperar qne o governo trium-
; phe na urna, porque diga-se a verdade, a machina
est disposta de tal modo que s nao vence Hmas
eleigoes um governo, que nao as quer vencer. E
depois as blandicias arredondara ou completara as
maiorias.
Corre desde hontem que o governo de Hespanha
dirigir graves reclamages ao nosso por causa do
apresamento de um navio negrero, com bandeira
hespanhola, tomado pelos nessos cruzadores na
frica, e julgado boa presa pela commisso mixta
(fiorlugueza e ingleza). Se este negocio nao tiver
urna hbil e opportuna direcgo pode ser impor-
tante e estabeleeor nm serio conflicto entre os dous
paizes, mais visinhos do que afleigoados.
Todos esto lembrados do Charles & George, e
comquanto a Europa e mundo intoiro nos fizes-
se justiga, ninguem aqui desejaria ver segunda
edigo de laes scenas, como as que cnto se pre-
senciaran).
Foi nomeada urna commisso para proceder
aos estudos e trabalhos preparatorios para serem
decretados os regulamentos de policias, exploraco
e conservago dos caminhos de ferro, telegraphos,
estradas, nos, canaes, vallas e portos do mar, bem
como para fixar a superintendencia que deve ser
exercida pelo estado no plano de editlcagoes da ca-
pital.
-^- O ministerio das obras publicas offlciou c-
mara municipal pedindo-lhe que ella ceda o edifi-
cio que Ihe pertence, situado prximo praia dos
Algarves, afim de se levar a efleito um largo ou
praga naquelle local que deve ficar em frente
da nova estagao era Lisboa dos caminhos de ferro
de leste e norte.
O advogado deelarou quaes sao os termos que
eamara deve seguir.
A cmara respondeu nao ter duvida ern etregar
a casa, entrando previamente o seu valor no cofre,
precedendo a competente avaliagao na forma da
lei das expropriaces.
Foi mandado abrir no ministerio da fazenda
favor do ministerio da guerra um crdito sup-
plementar de 84:900$ para o completo pagamento
de 20 ris diarios s pragas de pret. Este aug-
mento importa sm 134:4005-
Reuoiu-se no dia 2 noule a assembla ge-
ral dos accionistas do Banco de Portugal. Conti-
nuou a discnsso parecer da commisso para a re-
forma do regnlamento do mesmo banco. Voltaram-
se, d epois- de breve disrusso os arligos do parecer
a cujo respeito anda Dao bavia decisao. Foram to-
dos approvados.
Est a por tanto approvado o novo regulamento do
banco.
R ennirarn-se tambem no dia 2 no edihcio da
Bolsa do Porto, pela meia hora depois do meio dia,
a assembla geral da caixa de crdito e soccorros
mutuos da Associago Industrial Portucnse. Presi-
dio o Sr. Jos Pereira de Loureiro, e serviram de
secretarios os Srs. Flix da Fonseca Moura e An-
tonio de Almeida Moura, e Antonio de Almeida
Gouveial Xavier.
Foi lido o projecto de alterago do estatuto que
tem de ser enviado ao governo, e que depois de al-
terado era alguns pontos, sobre que se moveu dis-
cnsso, foi approvado.
Pelas ultimas noticias da India consta qne o
conde de Torres Novas, (governador geral ou vice-
rej entregar no dia 4 de novembro o governo
daquelle estado ao respectivo conselho do governo,
se at aquella data n o tiver chegado Ga o seu
substituto.
Diz-se que o conde quer vir tomar assento na
cmara alta, a que pertence. Diz-se tambem ter
algumas probabilidades de ser nomeado governador
da India o conselheiro Januaro Correa de Al-
meida.
A corveta Damao, construida nos estaleiros de
Ga, devia partir na raogo prxima para Lisboa.
O governo est autorisado pelo artigo 8o da
caria de lei de 16 de maio ultimo, a applicar s
provincias ultramarinas a lei hyi>otliecana de 1
de julho de 1863. com as modificages convenientes
ap estado de cada urna dessas provincias. Por \
portara de 4 do corrente foi nomeada urna com-
misso composta dos conselheiros Joo Tavares de
Almeida, brigadeiro do exercito ex-governador ge-
ral da provincia de Mogambique; do Sr. Joaquim
Pinto de Magalhaes, deputado da nago; do Sr.
Luiz Jos Mendes Aflbnso, presidente darelago de
Loanda;doSr. Levy Maria Jordo.ajudantedo procu-1
rador geral dacorajunto do ministerio damarinha;
e do Sr. Francisco Luiz Gomes, depuudodaoago, os
quaes d'entre si nomearo presidente e secretario; |
devendo a (tita commiss.o sem perda de tempo pro
por ao tpverno as modilicacties de que a lei hypo-;
thecaris) carega no ultramar, e o regulamento para
a execugo da mesma lei.
Publicou-se um folbeto contendo judiciosas
consideragoes acerca dos navios de guerra, tanto
em relago aosystema de construccfio e armamen-
to, como sua prolicuidade no ataque e de-'
feza.
O assumpto deste opsculo devido ponna do
intelligenie offlcial de marinha, o Sr. Carlos Ter-
to, e merece ser lilopor todos aquellos que se :
interessam pelas cousas nnvaes.
Conlirma-se a noticia sobre construegos. |
Pela primeira direcgo do ministerio da marinha I
foi expedida urna portara no inspector do arsenal,
para que dsse tolas as providencias, a tlm de
llie inmediatamente depois de cair nagua o /?"<
Minho, seja collocada a qinlha do urna nova ca-,
nhoneira.
O ministro da marinha, contin ineansavel em
promover toda a sorte de niilhoramentos do que
possa depender a prosporidade das nossas provin-
cias ultramarinas.
A canhoneira Rio Minho posta a nado no
dia 19 do corrente mez. As obras da fragata D.
Pedro V vio progredir dentro em poucos dias com
toda a actividad*, pois queja tem chegado do es-
trangeiro a madeira de que se careca para a con-
tinuaeo destes trabalhos. No enlamo, nao se
julgue que nao ha j alguma cousa prompta.- 0
valor dos materiaes j preparados e postos no seu
lugar lio ostaleiro sobe a trinta contos de ris.
No dia 9 deste mez partiu para Inglaterra a
tnpulaco da corveta Infante Joao, tendo feito
antecedentemente urna experiencia no Tamisa, dei-
lando urna volocidade media de doz e meia milhas
por hora. Faz parte da guarnico o duque do
Penlhievre.
As corvetas Duque de Pabnella, e Duque de
Texeira, como completaran! no Tejo lodos os pre-
paros internos, s irao Londres melter as res-
pectivas machinas, quandn estas es tiverem promp-!
tas. A machina da canhoneira Minho collocada
estando o navio surto no Tejo.
A corveta Marta Auna que se eslava conser-
tando radicalmente no estalleiro de Simons-bay
(Cabo da Boa-Espcranca), foi posta a nado, j res-
taurada no dia 14 de junho.
A construegao de ura vapor de guerra para
a nossa marinha que se est fazendo em Shangael
(China) vai muito adiantado. Apesar da machina
ir Inglaleara, custar mais barato do que se
fosse feita em Inglaterra.
At ao mez de outubro deve ^star prompta a
nova corveta Zarco, do molde do Alabama, que se
esl construfndo em Liverpool.
Para a construegao da canhoneira quo se pozor
nos estaleiros de Lisboa depois da canhoneira Mi-
nho, el-rei d do seu bolcinho particular, a qnan-
tia de vinte contos de ris.
Os moldes e varios fornecimentos para a
construegao de duas corvetas, na India foram em-
barcados no dia 6 do corrente mez.
Assim temos navios de guerra em construegao
na Inglaterra, na India, na China e em Por-
tugal.
II i poneos dias fez-se a experiencia da nova
bomba de vapor para acudir aos incendios, man-
dada comprar pelo arsenal de marinha.
Principiaram no dia 18 de julho os exames
da escola normal primaria de Lisboa.
Nos dias, 1, 2 e 3 do corrente foram as provas
de dactica para os alumnos do 2o grao. Tinham
sido precedidas por provas oraes e por exames
por escripto, tanto para estes como para os de Io
grao. Os examinandos de Io grao foram 15, o os
do 2o grao foram 9. as provas didoticas fez
cada alumno-mestre tres preleeges, na escola an-
nexa.
Os assumptos das prelecces eram historia sa-
grada, moral evanglica, do'utriha christa, gram-
matica, arithmetica, principios de physica, geo-
graphia, e elementos de geometra.
Em lodos os das foram os actos presenciados
por muitas pessoas, e entre ellas pelo Sr. A. F. de
Castilho, conselheiro Marlins Ferro, conogo Fer-
ro, e pelo commissario dos estudos Ghira. O jury
era composto do corpo decente da escola, presidido
para este acto, pelo commissario dos estudos.
Os alumnos do 2* grao merecen ser conhecidos
e tinham passado por distinego a este curso.
Notou-se em todos o mais positivo aproveita-
ment. Os alumnos-mestres mostrando proficien-
cia nos methodos qne se empregam as aulas de
applicacao d'aquelle instituto teem, em geral, mui-
to desembaraco, muito clarosa no expor, grande
fcil i dado era manejar os diversos processos com
que o ensino completar all praticado.
,o?.?n-ro"me agora s" ao C3raolomentar, pois em
186.) fizeram exames do 1 grao onde moslraram
sati>farloriamenle quanto se aehavam peritos nos
methodos elementales, entre os quaes avulta por
sua exaepau e philosophia o methodo portuauez de
Castilho.
No ultimo dia dos exames didactivos, os profes-
sores. director e commissario dos estudos convi-
daran! a jantar na livraria da escola, os normalis-
tas que vo agora sair, que sao o do segundo
grao. Acceitaram tambera o convite os senhores
A. F. de Castilho, Marleo, Ferro, e conego Fer-
ro. Os brindes foram do director, Luiz Felippe
Leile prosperidade dos alumnos por cuja appro-
vagao os lelicitou ; do Sr. Castilho ao director e
professores; do Sr. Ghira ao magisterio portuguez,
expriniindo francamente quanto arahicionava que
taes alumnos viessem a ser collocados todos no
disirclo de Lir-boa, como professores.
O meu voto oulro, com quanlo faca justiga ao
commissario dos estudos deste districto, e aprecio
o sentimenlo de suas palavras.
O governo deve aproveilar estes alumnos para
a creacao de novas escolas normaos. Na le de 20
de setembro de 1844 e na de maio deste exerci-
cio tem elle autorisago para abrir as escolas nor-
maos do Porto e Coimbra. >'o bstanle recom-
pensa para o mrito destes alumnos-mestres os
lugares de professores de Instruccao primaria
anda mesmo em Lisboa. Oque nao ser se os
forem esconder para ahi n'algura lugarejo obscu-
ro. Estes discpulos esto as circunstancias do
habilitar outros professores, por que teem conhe-
cmenlos de sobra e o dora e facilidade da expo-
sigo. Pego imprensa do Porto e de Coimbra a
creago da suas escolas normaes, que os proles-
sores nao faliam, antes os ha dstinctaraente ha-
bilitados. Pode ser que o governo attenda a esses
pedidos que sao justissimos muito mais quandose
trata de educar os que a seu lurno devem educar
a mocidade.
O Sr. Leile (Pedro Euzebio), dislindo professor
da escola normal, brlndou as pessoas que man fes-
tarara tanto interesse pela escola e se aehavam pre-
sentes.
O Sr. Gorjo, normalista, normalista, agradeceu
por si e por seus collegas as alteng.-s com que os
seus professores os penhoravam.
O director, n'ura apropriado discurso, expoz como
que o programma que esses alumnos (dentro em
pouco professores c ornamento do magisterio por-
tuguezj, tinham a seguir, sendo o principal de seus
deyeros sociaes. o exercicio fecundo apostolado das
ideas generosas que experimentalmente poderam
conhecer e estudar na instituto de Marvilha.
Goncluio fazendo ardentes votos pela realisago
ampia o muito effleaz das conferencias do professo-
rado, como se esto ha muitos annos celebrando
peridicamente em todo o norte da Europa.
Por ultimo disse que nessas reunifcs tao amiga-
veis do magisterio, verdadeiros congressos didasti-
cos e pedaggicos, nao menos uteis por sua modes-
tia, do que os mais apparatosos concilios da scien-
cia ambicionara que os nomes dos professores da
escola normal e seu tambem, fossem lembrados ao
menos com sympathia seno com saudade.
Reinou a mais fraternal cordeahdade. Os alum-
nos mestres,em convivenciaaffectuosa coraos pro-
fessores que tanto os estimara, viam com saudade
que o adeus da despedida eslava muito prximo.
No di i o do corrente foram os exames ou autos
au antes exercicios lluaes de canto, de gymnastic.i, t
e de agrimensura na quinta annexa.
Como se v, a escola normal primaria de Lisboa
tem produzido os melhores resultados.
Pareee-me que disse ha lempos que o gover-
no se achava em ajustes com a companhia unida
Mercantil, por causa da navegaco para a frica.
Bem informado, os o que ha a esto respeito :
Nao tendo apparecido nenhum licitante no con-
curso aborto para a adjudicado desta empreza, a
commisso liquidataria da companhia Unio Mer-
cantil, autorisada pela respectiva assembla geral
a execotar ludo quanto julgasse conveniente aos
interesses da mesma companhia, otlereceu-se
para fazer aquella navegaco.
O ministro das obras publicas envin a proposta
ao fiscal da cora e fazenda junto daquelle miuis-1
lerio, e este consullou dizondo que a commisso !
liquidataria nao tinha antorisaeao para fal propos-
ta, e_que por tanto nao poda sor aceita. O minis-,
tro nao se julgou habilitado para, vista desle pa-1
reeer, tomar urna resolucao qualquer e por isso
mandn ouvir o procurador geral da cora.
Ora, evidente que a commisso liquidataria,'
autorisada como foi pela assembla geral. a fazer
tudo quanto juigasse conveniente e a favor dos in-
teresses da companhia, eslava sobejaraente autori-
sada a fazer a proposta. Veremos o que diz o pro-
curador geral da cora, e o que resolve o ministro.
Em todo o caso, no lia 6 sahio do Londres o vapor
frotado para a navegaco d'Africa e espera-so que
sia do Lisboa no dia 20. Nesle vapor dovo seguir
para a sua diocese o hispo do rtOgVla, ultimo prior
da freguezia de S. Paulo.
capito de fragata, engenheiro hydrogra-
pbico, Francisco Mana Pereira da Silva, est no-
meado inspector geral dos pliares, e deve dentro
em poucos das sahir a examinar o estado era que j
elles se achara, lano na parlo relativa ao pessoal, i
como na parte material.
O cnsul geral de Portugal era Alexandria |
communcou, por aviso telegraphico de 27 do mez
passado, ao ministro dos negocios estrangeiros, que
o governo egypcio bavia renovado a prolnbigo da
exportago de cereaes at nova ordeim
O cnsul geral de Portugal no imperio de i
Marrocos remelleu a seguinie traduceo da nota,
que em data de 14 de junho ultimo, rocebeu do
ministro dos negocios estrangeiros daquelle impe-
rio, participando-lho que o sultao conceder liber-
dade de commercio, de accordo com os tratados.
Traducgo. Louvado seja smente Deus.Nos-
so querido o cavalleiro Ilustrado cnsul geral da
nago porlugueza, D. Jos Daniel Colago. Tendo-
vos sempre presente, e pedindo Deus estejaes
era bem e cora sade. segue-sc : vos fago saber
que el-rei meu Senhor, que Deus proteja, houve
por bem conceder liberdade de commercio, em
harmona com os tratados.
O que entendo dever coinmunicar-vos. licando
na amizade.J a paz.
Escripia em 9 de moharram, anno de 1281 (cor-
responde 14 de junho de 1864.)-O servo do
throno elevado por Deus (assignado) Mehamed liar-
gash, Deus o assista.
A associago dos ourives do Porto, diz um
dos jornaes daquclla cidade, ofierece para o leilo
de prendas do Rio de Janeiro o modelo em prata
do monumento, que se est erigindo na praga da
batalha, memoria do Sr. D. Pedro V.
A rospeiio do incendio que houve ltimamen-
te em Lamego, as casas do abastado negociante
Francisco Paes de Figueiredo, d o Dmro, as se-
grales noticias :
Os prejuizos causados pelo incendio montam pr-
ximamente a dous contos e quinhentos mil ris :
Gcaram ferdas cinco pessoas, que foram recolhi-
das ao hospital; para extinguir o fogo viam-se tra-
balhar todas as pessoas da cidade, sem distinego
de classe.
Dizem-nos que o Exm. hispo D. Antonio, fra
em pessoa, no dia sguinte, offerecer os seus ser-
vicos ao dono do predio incendiado.
Progridem os trabalhos na estrada de S em
Aveiro, estago do ciminho de ferro. As casas
quo foram expropriadas j se achara demolidas, e
os peucos movimentos da ierra que ha a fazer j
esio eomegados. Dentro em pouco gozar Aveiro
esse pequeo melhoramento, cuja necessidade era
manifosta e urgente.
Os trabalhos da abertura no osteiro do Cojo, cu-
ja iniciativa parti dos particulares, progridem
com actividade. Eslava elle completamente obs-
truido, e nao permittia a navegaco dos barcos de
molleo que all eostumam doscarregar-se.
E de crer que depois da abertura seja maior o
, deposito do inoligo naquelle local.
Consta quo baixara do ministerio das obras
publicas, urna portara afim do que comegassem as
obras da estrada da Foz Leca e que por esse
motivo as duas cmaras, do Porto e de Bougas que
concorrem para ella, cuiJam no modo de realsar
os seus olferecimentos, dando prestages mensaes.
i A construegao desta estrada, un considerave!
melhoramento e aformoseameato publ co.
Esta estrada ser de grande vantagem para as
duas povoaces de Mathosinhos e Lega da Palmei-
ra, porque fiara os transportes accelerados entre
ellas e o Porto, ser a todos os respeitos preferivel
antiga e directa, (r-se-ha mais de pressa, visto
nao s ser mais perto e mais plano o caminho e a"
mesmo lempo mais barato, alm de dover por isso
augmentar o numero dos vehculos.
Continuar-se-ha.)
PERHAMBDCO.
REVISTA DIARIA.
Ainda no sabbado na audiencia do Sr. Dr. juiz
municipal da 2* vara, assistimos com pezar a
una scena degradante de escravido, vendo all
para ser arrematada a urna menina branca, per-
teneente a heranca de urna senhora que ha pouco
tallecen, sem successao, segundo nos dizem I
Felizmente notamos tambera a iudignago pro-
duzda no animo de todos os circunstantes, de sor-
te que alh foi promovida pelo Sr. Barrozo de Mel-
lo urna subscripgo para alforriai a mesma meni-
na, avahada em 8005000 ; e como esse acto de
assignalada beneficencia nao nodesse ser logo com-
pleto, por uo haver a arrecadago chegado aquel-
la importancia, em consequencia do limitado nu-
mero de pessoas existentes na sala das audiencias,
e mesmo por muitas destas pessoas nao poderem
concorrer seno com pequeo quantitativo, incum-
bile o Sr. Moreira de coutinuar na promogo da
subscripgo pelos commerciantes e mais pessoas
caridosas, acompauhado da propria beneficianda
como urna reeommendagao viva a favor do ped-
do, que Ihes era feito.
Ciemos que com a concurrencia do commercio
em um chulo mesmo pequeo, ser aquella me-
nina livre do captiveiro, havendo a sua liberdade
quando talvez fosse agora a experimentar os rigo-
res desconhecidos por ella daquelle estado degra-
dante da personahdade humana.
Em nome d. unidado fundamental do genero hu-
mano, em nome da humandade solfredora, um vo-
to de agradeciiriento as almas bemfazejas, quecon-
correram para obra to memoria.
- Pelo bataneo realisado era 31 de agosto, as
difierentes caizas da thesouraria provincial consta
o saldo sguinte :
1863 1864-moeda corrente 2.j':J665"38.
1864 1863dem, dem l!):610>962.
Calgainento -idem, idein 1:2685810.
Amortisago de apolicesidem, idem 560j.33'i.
Depsitos.
Letras414: t7o382.
Acres31:2115600.
Moeda corrente11:97io75.
Acba-se fundeado no lamaro o vapor ame-
ricano de guerra Waschussets, vindo da Babia.
Kscrevem-nos de Pao d'Alho, em o 1" do cr-
reme :
Ciulo est sem novidade, e Deus queira que
assim passemos o dia 7 deste ; pois vejo por c
muita disposicao para a briga eleiloral, visto que
ambos os laaos tral.alham e muito para vencerem.
Como meu papel me pe um pouco longe deslas,
espero que me sahirei lo bem como tas passa-
das. i
Anda pelas ras desta cidade um individuo,
cuja nacionalidade ignoramos, olferecendo venda
pelo prego lo 35300, Biblias impressas, que sem
duvida pertencera soeedade biblica protstame.
Parece que essas biblias sao aquellas prohibidas
pela igreja catholica por so acharein completamen-
te alteradas.
Passageiros do brigue nacional Corumb, s a-
hdo para o Rio Grande do Sul : Epiphanio Jo:
de Souza, sua senhora o 7 filhos.
Extracto das partes do dia 3 de setembro de
186.
Foram recolhidos casa de delengo no dia 2
do correle :
A' ordem do Illm. Sr. Dr. chefe de polica, Ma-
ria Marianna dos Prazeres, vinda das Alagas, co-
mo indiciada em crime de estellionato; Antonio
das Neves Cardozo, Joaquim Jos dos Sanios, An-
tonio Jos Torquato, Podro Candido do Reg e Ma-
noel Silverio da Silva, todos vindos da Parahyba,
sendo os quatro primeiros como criminosos de fur-
to do cavados, e o ultimo por constar ser crimino-
so de morie no Limoeiro ; Antonio Jos Francisco,
vindo do Goianna, por estar processadoem crme
de morte.
A'ordem do Dr. juiz de orphos, Jesuino Ma-
chado Malheiro Braga, por nao ter cumprido as or-
deus desse juizo.
A' ordem do subdelegado do Recife, Raphael,
escravo do major Fras Villar, para averiguagoes
policiaes.
A' ordem do de S. Jos, Bento Jos da_ Rosa, por
embriaguez ; Joao Francisco da Conceigo e Fran-
cisco (aldino de Figueiredo, para averiguagoes po-
liciaes ; Candida Francisca da Conceigo, para
correcgo e Ignacio, escravo de Luiz Jos da Cos-
ta Amrim, requerimento.
O chefe da 2* secgo
J. G. de Mesquita.
Moviroento da casa de detengo do dia 2 de
setembro de 1864 :
Existiam....... 357 presos.
Entraran)...... 14
Saturara....... 8 >
Exislem....... 363
A saber :
Nacionaes..... 296 1
Estrangeiros... 6
12 1
Eslrangeira---- 1
44
1
363
Alimentados custa dos cofres provinciaes 153
Passageiros do vapor Princeza, sahido para
os portos do sul :
Antonio da Cunha Machado.sua senhora e 2 filhos
menores, Francisco de Oliveira Cabral, um menor
e um criado, Joaqun) Pinto de Sqaeira, Francis-
co Jos de Mello Albuquerquc, Joao Antonio Ma-
chado, Maooel de Oliveira Castro, D. Mana Lopes

'
*-


-
Mari* 4c Pe^Mflrime* tiegunda Mn h % feetemhr de ti4.

Rodrigue*, D. Carolina A. Lopes Rosigues, ditas
tllhas menores o duus criados, Raulio Mando da
Costa, Benjainiii Cincmato Utipuassu,!* cadete-
Joio de Souia Barrozo, -De. Vicente C. Marinho e
um escravo, J. E. Gomes da Silva, sua senhora e
urna criada, Francisco Ribeiro Finio Guimares,
A. Antonio da Silva, Jos Joaquim, Suterina da Sil-
va, soldado Arscnlo Da dos Santos, Heurique de
Barros Civalcanii, Hortencio do C Paes do Andra-
de, Domingos Jos de Sahoya e Silva, um fillio e
setc escravos, Antonio Forreira Prado, V. Jean e
quarenta e tres escravos a entregar
UIHUXia JJD.CIARIA
TRIBU VIL DA RELAMI.
SESSAO EM 3 DE SETEMBIU).
l'KESIDKNCIA DO KX.M. SU. CONSKI.HEIRO
SOUZA.
s 10 horas da manhaa, presentes os senhores
desembargadores Santiago, Gilirana, Lourenco San-
tiago, Almeida e Albuquerque, Assis, Motta, e Do-
mingues da Silva, fallando o Sr. desembargador
Ucha Cavalcanti, abrio-se a sessao.
O Sr. desembargador Guerra, procurador da co-
rea, niio compareceu.
Passados os teilos e enlregues os distribuido*,
deraiu-se os seguinies
JULGAMENTOS
Ayqravos de petirao.
Aggravante, Luiz Jos Rodrigues de Souza ag-
gravado, o juizo.
Sorteados os senliores deseml)argadores Gilirana,
Sorteados os senliores desembargadores Santiago,
e Domingues da Silva.
Nogou-se provimento.
Aggravanie, D. Joanna Mara das Dores; aggra-
do, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Lourenco Santiago.
Sorteados os senliores deseiubargadores Assis,
e Domingues da Silva.
Nao tomaran] conhecimento.
Aggravanie, Joaquim Coelho de Almeida: ag-
gravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Almeida e Albu-
querque.
Sorteados os senhores desembargadores Molla,
e Assis.
Deram provimenlo.
Aggravante, D. Joanna Bonifacio Pires Ferreira;
aggravado, o juizo.
Relator o Sr desembargador Assis.
Sorteados os senhores desembargadores Gilirana.
e Domingues da Silva.
Deram provimeuto.
Aggravante, Francisco Jos Regalo Braga ; ag-
gravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Molla.
Sorteados os senhores desembargadores Assis.
e Gilirana.
Dea-se provimento.
Itecurso crime.
Recrreme, o juizo; recorridos, Theotonio da
Silva Vieira e nutro.
Relator o Sr. desembargador Domingaes da
Silva.
Sorteados os senliores desembargadores Lourenco
Santiago, Assis e Gitirana.
Improcedente.
Appellacoes crines.
Appellante, Antonio Xixi Cogorainbo ; appella-
da, a Justina.
Improcedente.
Appellante, Jos Francisco de Moura; appella-
do, o juizo.
Vistajao reo.
Appellante, Jos Francisco Lins ; appellada, a
justica.
Improcedente.
Appellaute, o juizo ; appellado, Jos Antonio
Alves Macambira.
Improcedente.
Appellantes, o juizo e Antonio da Conceicao: ap-
pellado, Flix Jos Ramos.
Improcedente a appellacao do reo e procedente
a do juizo.
Appellante, Feliciano Antonio da Silva ; appel-
lada, a justica.
A novo jury.
Appellante, b juizo ; appellado, Autonio Louren-
<;o de Lemos.
A' novo jury.
Appellante, o promotor ; appellado, o tenente-
eoronel Joo Baptisla Accioli.
Appellaroes civcis.
Appellante, a marqueza do Recife ; appellado,
Joao Carlos Paes Brrelo.
Desprezarara-se os embargos.
Appellante, o brigadeiro Gaspar de Menezes Vas-
concellos de Druiiiinoud : appellada, a junta da
Santa Casa da Misericordia.
Conlirmada a sentenca com declaraco.
Appellante, Jos Gabriel de Mello ; appellado,
Francisco Jos Pinto.
Reformada a sentenca.
DESU.NAcJo DF. DA.
Assignou-se dia para juigamenta dos seguinles
feitos :
As appellacoes tiris.
Appellante, D. Joanna 'Mara das Dores ; appel-
lada. Dr. Augusto Carneiro Monteiro da Silva
Santos.
Appellante, Joaquim Francisco de Albuquerque
Santiago appellado, Joo Doustey Jnior.
Appellantes, Manoel Gamillo Pires Falcao e seus
Albos; appellado, Paulino Pires Falcao.
Appellante, Ernesto Augusto Manguaba e Silva ;
appellada, D. Maria Joaquina Accioli Wanderley.
. DILIGENCIAS CR1MES.
Com vista aoSr. desembargador promotor da
justica
As appellacoes crimes.
Appellante, o juizo ; appellado, Joao Gomes da
Silva.
Aopellante, Damiao Lourenco de Medeiros ap-
pellado, o juizo.
Appellaute, o juizo; appellado, Manoel Lopes de
Araujo.
Appellante, Andr Ferreira da Silva; appella-
da, a justica.
Appellante, o juizo ; appellado, Luiz Gonzaga
de Lima.
Appellante, Antonio Gonc;alves da Silva ; appel-
lado, Francisco Jos Fernandes.
DILIGENCIAS CIVEtS.
Com visla ao Dr. curador geral
A appeltarao cirel.
Appellante, Joio Ferreira da Costa Imbuzeiro ;
appellados, Joao Jos da Silva e oulros.
PASSACKNS
O Sr. desembargador Caetano Santiago passou
ao Sr. desembargador Gitirana
As appellacoes atis.
Appellante, o visconde de Suassuna; appellados,
os herdeiros de Sebastio Antonio Paes Barreto.
Appellantes, os administradores da massa de
Manoel dos Santos Pinto ; appellado, Manoel Jos
de Carvalho.
O Sr. desembargador Gitirana passou ao Sr.
desembargador Lourenco Santiago
As appellacoes citis.
Appellante, a fazenda ; appellado, Antonio Joa-
quim de Oliveira Baduem.
Appellante, a fazenda ; appellada, D. Anna Del-
ima Paes Barreto.
Appellante, Jos Ignacio de Mello; appella-
do, Alejandrino Marlins Crrela de Barros.
Ao Sr. desembargador Assis
A appellacao civel.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Vaz Te-
norio de Albuqnerque.
Do Sr. desembargador Lourenco Santiago ao Sr.
desembargador Almeida e Albuquerque
A appellacao crime.
Appellante, o promotor ; appellado, Joao Flix
de Souza.
Appellante, Jos Silvestre de Mendonca ; appel-
lado, Bruno Antonio dos Reis.
Ai appellacoes civeis.
Appellante, a fazenda ; appellado, Pedro Aie-
xandrino de arros Cavalcanti:
Appellante, Jos Ribeiro Lima ; appellado, Ma-
noel Soares do Nascimento.
Da de apparecer.
Appellado Adriano A Castro; appellante, Chrs-
tovao de Hollanda Cavalcanti.
Do Sr. desembargador Almeida e Albuquerque ao
desembargador Assis
As appellacoes crimes.
Appellante, o juizo ; appellado, Pedro Francis-
co de Lima. '
Appellante, Luiz Gonzaga dos Santos i appella-
do, Joao de Siqueira Ferrao.
Appellante, o juizo; appellado, Candido Jos
de Abren.
Appellante, ojm'zo ; appellado, Manoel do .Vas-
cimento de Slqneira Barbosa.
Ao Sr. desembargador Motta
apiicl-
1.4 appeHiiiiio cirel.
Appellantej Manoel Patricio dos Santos i
lado, Fabrico Ijoines Pudros. -. v
O Sr. desembargador Assis passou aoSr.flesem-
bargador Molla:
, As appellacoes crimes.
Appellanie,!o juizo ; appellado, Antonio Jos Al-
pien.
Appellante, Antonio Cabral da Silveira appel-
lada, a justica.
Appellante, o juizo ; appellado, Domingos Jos
Vieira.
Appellante, o juizo ; appellado, Chnstino Rodri-
gues Chave.
A appellacoes citis.
Appellaute, Jos da Costa Dourado ; appellado,
Antonio Manoel de Campos.
Appellantes. Ilabe Sehametlau & C.; appellado,
Jos Mari Gonralves Vieira Guimares.
Appellante, Jos Joaquim Antones ; appellado,
.Manoel FirminO Ferreira.
Appellante, Manoel Vicente Tavares; appellado,
Leandro Pereira Barbosa.
Appellante, Manoel Patro do Nascimento ; ap-
pellada, Margahda Maria da Paixo.
O dia de apparecer.
Appellado, Francisco Mamede de Almeida ; ap-
pellantes, os curadores da massa de Manoel Alves
Guerra.
Ao Sr. desembargador Gitirana
O conflicto de jurisdirco entro o juiz munici-
pal de Ouricurv e o de Boa-Vista.
Do Sr. desembargador Motta ao Sr. desembar-
gador Ucha Cavalcanti
.4 appellacao civel.
Appellante, Adriano Xavier Pereira deBrto;
appellada, a fazenda.
Appellante, Joaquim Coelho Cintra ; appellados,
Fgueiredo & Irmao.
Appellante, Jos Ignacio de Brito; appellada, D.
, Joanna Evangelista de Mello.
Ao Sr. desembargador Caetano Santiago
Appellacao civel.
Appellante, o juizo; appellados, os herdeiros de
' Luiz Gomes Ferreira.
Ao Sr. desembargador Gitirana
A appellacao civel.
Appellante, o padre Antonio Jos Pinto; appel-
| do, o barao de Jaragu.
Ao Sr. desembargador Assis
A appellacao civel.
Appellante, Jos Joaquim Neves Ganella ; ap-
pellado, Manoel Nones Bonson.
Do Sr. desembargador Domingues da Silva aobr.
desembargador Caetano Santiago
As appellacoes civeis.
Appellantes, Joao Tavares de Mello Jnior ; ap-
pellada, a prela Thereza.
Appellante, a mesa doordem terceira de S. Fran-
cisco ; appellado, o Juiz de capellas.
DISTKIHUIQOES.
Ao Sr. deembargador santiago
A appellacao civel.
Appellante, D. Theinotea Josepha Macel da Sil-
va ; appellada, a fazenda.
Ao Sr. desembsrgador Assis
A appellacao crime.
Appellante, o juizo; appellado, Estevao Jos
Ferreira.
Ao Sr. desembargador Motta
.4 appella'Mo crime.
Appellante, Manoel Joaquim do Nascimento ;
appellado, Eleuterio Jos Goncalves.
O aggravo de felicito.
Aggravanie, Jos Anionio Ferrao de Fgueiredo ;
aggravado, o juizo.
Ao Sr. desembargador Ucha Cavalcanti
O aggravo de pe\i Aggravante, o rccolliimenlo de Glora e Concei-
eao ; aggravado, o juizo.
A appellacao crime.
Appellante, o juizo ; appellados, Jos de Santia-
go Tenorio.
Ao Sr. desembargador Domingues da Silva
O aggravo de peticCio.
Aggravante, Dr. Fraucisco Gomes Velloso de
Albuquerque : aggravado, o juizo.
A i horas da tarde encerrou-se a sessao.
TKIIIIVVL DO JIHV
V," SESSAODIA 3 DE SETEMBRO.
PRESIDENCIA DO SR. DR. JOAO ANTONIO D*AtAUJO
KIIEITAS IIENHIQL'ES,
JUIZ DE DIRE1TO DA SECUNDA VARA (RIMINAL.
Pioiiiuioi publico, u Sr. Dr. Jost Paulino da
Cmara.
Escrirfio, o Sr. Joaquim Francisco de Paula
Esteces Clemente.
A's 10 horas da manhaa, feta a chamada, acha-
ram-se presentes 3o Srs. jurados.
Foram despensado da sessao, por motivos de
molestia os Srs :
Antonio Jos de Oliveira.
Alfonso Jo> de Oliveira.
Francisco Serfico de Assis Carvalho.
Jenuino Jos Tavares.
Manoel Joaquim Ramos.
Foram multados em 20J cada um dos Srs jura-
dos multados nos dias anteriores que nao apre-
sentaram escusas, c nem comparecern!, c lamben
os que faltaram boje.
Seudo insuflciente o numero de jurados presen-
tes para haver sessao, o Sr. juiz de direito proce-
deu ao sorteio de mais 13, e mandou que fossem
noiiflcados, e levantou a sessao, adiando-a para o
dia seguiute s 10 horas da manhaa.
LondmitfcBrastlian Bank (Li-
mited).
Capital do banco l',000 acedes
a 100....... 13,333:3335330
Acedes emitdas 11.000 a 100 11.555:S55f550
Capital pago a i por accao. 4,62:225220
BALANCO DA CAIXA FILIAL EM PERNAMBCO
" EM31 DE AGOSTO DE 1864.
ACTIVO.
Letras descontadas ....
Crditos sobre diversos outros
bancos e caixas filiaes, .
Caixa :
Em moeda correnle. .
O Sr. padre Lessa, de maos dadas com os meu*,
Iniiiigos, pode prejuiticar-me na auiMra^.io qui
ti ve a urna vigararia effectiva. Peidou-llie de co- j
racao, sem me regosijar do infortunio que boje o j
acabrunha, depois de untas prosperidades, de unto
podero, e dinheiro adquerido.
Desejaria sim, que depois de admlttido a um
coucurso, a nelle approvado, nao fosse preterido
sem ser ouvido, o julgado sobre a minha capacida-
de moral. Mas isto se nao fez para que a fregue-
zia de Quipap, que so eu tinha assignado em pri-
meiro lugar, cjubesse a uutro mais afortunado do
quo eu, at por ser mais endinheirado. Nao me
invergonho porm, de contestar que sou padre po-
bre. E se esta circunstancia pode constituir falta
de merec ment aos olhos do ex-secretario particu-
lar do finado prelado, para mim um consolo que
fosse esse o motivo real de ser-me outro preferido
e nao porque leve-me elle vaniagein no campo da
moralidade; visto que de iniui senao dir, Deus
louvado, que j lvesse fgido mesmo de Panelias,
fazendo urna viagem a p de cerca de seis leguas,
para escapar a vinganca de um abuso de coulian-
ca, praticado no seio de familia honesta.
Isto me basta.
Recife, 2 de setembro de 1864.
O padre Joaquim Bellarmino de Miranda.
CORRESPONDENCIAS.
Srs. redactores.No dia 28 do passado, j[a pell-
eja do termo de (aruar tomou violentamente as
chaves da matriz de Panellas, afira de, no dia 7
prximo, ao abrir a igreja, achar-se logo simulada
a mesa eleitoral pelo juiz de paz, e subdelegado,
Joao Themoteo de Andrade, com exeluso da lota-
ldade dos eletores e da maioria dos supplentes da
i freguezia, todos liberaes, e intensos actualidade,
! aos quaes nao ser permittdo, como na elico pri-
maria de senadores, ingresso na matriz.
Para Allinho, Caruar, e mais freguezias do cir-
culo, o plano o mesmo. Evitar-se pela violencia
i a concurrencia dos liberaos, lanca-los lora das
! igrejas, madrugaren) de vespera pretendidas mesas
eleitoraes as matrizes, tudo isto auxiliado pelas
baionetas do progresso, completando-se a farga com
liymnos de trimnpho.
Tenho noticias exactas de se terem mandado
pracar essas torpezas, dignas da actualidade.
Espero tranquillo a represenlacao Jessa estupi-
da farra ; ceiios de que nao me sorprehendem. e
antes me fazem favor, fornecendo-se-me provas
para mostrar evidencia o carcter real da admi-
nistracao.
Recife, 3 de setembro de 1864.
Jos Leandro de Godoy Yasconcellos.
Senliores redactores. Acabo de lr em seu con-
ceituado Diario de hontem, urna correspondencia
assignada por um irmao da mesa actual, do confra-
ria de Santa Rita de Caspia, na qual dizia que gus-
tando de dar o seu a seu dono, nao poda deixar
de dizer que o Comprada Corlezo, do jornal Ordem
de 30 do passado, achava-se mal informado, quan-
do elogiando a actual mesa regedora daquella
i confraria, censurava as mesas trnsalas, escre-
cendo assim os servicos presUdos pelo ex-juz Jli-
guel Bernardo Quntero. Sinto por ser amigo do
' Sr. Quinteiro, dizer ao senhor irmao da mesa
i actual, que S. S. que se aeha mal informado, nao
! querendo com esta miuha conteslacao, escurecer os
pequeos servicos prestados pelo Sr. Quinteiro,
que ajudado por outros irmaos que servan) com
elle, tiveram de se retirar da mesa por nao seque-
rerem sujeitar a servrem de figura de papelao, e
o publico vio o estado de lastima a quo chegou
aquella confraria no resto da administracao do Sr.
: Quinteiro, que largando o juizado poucos mezes
deixou a confraria comprometlda em sete centos
| e tantos mil ris de cera, a igreja quasi no chao,
| e os rmaos mpossibilitados de se enterraren) em
; suas catacumbas. No cntanto apenas tomou |>osse
a nova e zelosa mesa, a igreja sahio do estado las-
timoso cm que se achava. Desculpe o senhor irmao
', da nusa actual, se o offendo, e ao Sr. Quinteiro,
afianco-lhe, qne como particular sou de S.., amigo
aifeicoado, ))orm como irmao da confraria de San-
ta Rita, serv com S. S, e por isso fac-o-lhe a devida
justica.
__________________________________________________ *'*)
_jPBLISA?OM A PEDIDO.
1,383 :o06840
1,165:098,&460
I
l,156:62051o0|
3,705-225*450;
I'ASSIVO.
Capital fornecido pela caixa ma-
triz ........
Depsitos.......
Crditos diversos, outros ban-
cos e caixas filiaes. .
i
888:888890
2,408:6C252?0
407:6740310
3,705:2255450
IV. J. Haynes,
Accountant.
So agora, vindo a esta capital, pude ver o Diario
de Pernambuco, de 20 de agosto prximo lindo, em
que se acha publicada urna nota, que reconheceu
o Sr. Ubellio Porto Carreiro, ser de lettra do fina-
do bspo diocesano, na qual se diz que taes, e taes
padres deixaram de ser propostos para as vigara-
rias a que se propozeram no ultimo concurso, e
jamis poiem ser admiltidos a exercer o ministerio
parochial, por falta de capacidade. Entre oulros,
l est o meu nome como incapaz de reger fre-
guezia! *
Devo, portante, ao publico urna justificagao, e
da-la-hei nos seguines termos :
Muite antes do concurso a quo me refiro, Uve de
defender-me de imputacoes calumniosas perante o
Ilustre tinado Sr. D. Joao e fui tao plena a minha
defeza, que S. Exc. Rvma. me reinlegrou na viga-
raria encommendada de Quipap, onde anda sou
conservado, lendo oblido nova proviso daquelle
prelado deferido concurso. E' visto que se fui
julgado incapaz da figararia effeciva, devera com
mais veras s-lo da incoinmendada; e se S. Exc
me conservou nesta, nenhunia razao tinha para me
privar daquella.
A nota pi'is a que me refiro, que me dizem ter
sido publicada pelo Sr. padre Jos Antonio dos
Santos Lessa, e ser tambem de sua lavra, prova-me
que anda urna vez fui victima dos manejos desse
sacerdote. Nao me julgo por isso deshonrado,
quando po?so, chamar o testerouoho do Sr. ex pro-
visor conego Gama em meu abono, oppondo-o s
insidias do Sr. Lessa, que a ninguem mais pode
desacreditar, depois do que delle disse em pleno
parlamento, o Sr. deputado Jo.' Angelo, e dos mo-
tivos contidos na por aria do Exm. Sr. vigario cap
tular, para a su>pei sao de ordens ne Ihe foi im
posta.
SONETOS
TOR OCCASlXO DO PASSAMBNTO DO EXM. E RV.M. Sil.
D. JOO DA PIRIKICACAO HABQOES TEiiDlOAO.
I
Morte ufana, onde est tua victoria,
Se rolas as prisoes da humanidade,
1). Joao sobre as azas da piedade
Triumphando voou eterna gloria ?
Se aqui perden a vida transitoria,
Immurlal foi viver na elernidade,
Deixando a mais remola saudade
Dos seus heroicos feitos a memoria.
Oh I Hispo afortunado, que seguiste
Da virlude celeste a luz a na v el.
Que victoria feliz nao conseguiste ?
Vive, pois, nessa glnria intermnavel,
Sem temor de perdla, pois fugiste
Ao imperio da morte inexoravel.
II
Jaz no sepulchro o inclyto prelado
Por quem desfeita em pranto Sio chora :
De continuo a saudade se memora,
Do augusto pastor lo disvclado.
Entre os justes, Joao, s contemplado,
Tua vida a virtude doura, enflora,
A cidade toda em luto deplora,
Teu mrito eminente, assignalado.
Os bronzes sons funreos derramando,
Anniinciam que a Parca endurecida
Ao inundo rouba o sabio, o venerando.
Mas enfilo, pastor, alma querida,
Na celeste Sio ests gozando
O que nunca gozastes nesu vida.
III
Inda os frvidos pranlos nao cessaram
Do amor filial, que nos enla,
Que nos prende com slida cada
Ao eximio pastor que os cos levaran).
Seus feitos immorlaes, que o solio ornaran),
E que em gloria perenne um Dos premia,
Nos gratos coracoes, que a dr anoa,
Pelas maos da ternura se gravaran).
Punge em nossa alma triste saudade,
Em transporte de dr ludo suspira,
Geme, soluca afilicta a humanidad.'.
Martvrsado o espirito delira :
O culto que devido santdade.
Jamis pode cantar a humana lyra.
O partido constitucional apresenta a chapa para
juizes de paz da freguezia de S. Fr. Pedro Goncal-
ves do Recife.
Tenente, Jos Pedro das Neves.
Proprietari.., Antonio Heurique Mafra.
dem, Joo Marques Correa.
Negociante, Anastacio Jos da Cost.
PARA JUIZ DE PAZ DA FREGUEZIA DE S. FR.
PEDRO GONCALVES DO RECIFE
Tenente Jos Pedro das Neves.
Negociante Antonio Henriqes Maffra
Negociante Joo Marqnes Correia.
Negociante Anastacio Jos da Costa.
Para venadores.
Baro do Muribeca.
Dr. Bento Jos da Costa.
Dr. Joaquim de Souza Reis.
Dr. Angelo Henriqes da Silva
Tenente-coronel Manoel Joaquim do Reeo Albu-
querque. 8
Tenente-coronel Francisco de Miranda Leal Seve.
Major Francisco Martins Rapoto.
Capito Miguel Jos de Almeida Pernambuco
Pharmaceutico Jos Mana Freir Gameiro.
Um votante vermelho
Apresentamos os quatro candidatos para iaizes
de paz da fregnezia de Santo Antonio.
Os senhores :
Capito Luir Ozario do Reg.
Major Manoel Antonio Viegas.
Dr. Antonio Jos Aies Ferreira.
Capilao Antonio Augusto da Fonceca.
O liberal sincero.
Illm". e Exm. senhor.
Accusaujo recebido o officio de V. Exc. de 22
do correte, pelo qual communica a resoluco lo-
mada pela directora do Banco do Brasil de des-
penar os meos servicos na directora da caixa fi-
lial desta provincia, cumpre-me dizer em resposta
que o estyio da communicicao e afflnidade, que
essa despensa tern com os factos ltimamente oc-
corridos nette cstabelecimenlo, inagntndo-me, re-
velam una censura, que me nao permute a pro-
pina dignidade soffrer silencioso. Permittir-me-ha
pois V. Exc., que acerca desse occorrido, faga al-
gumas reflexoes.
A oceurreucia do desfalque ao lempo em que
exerci as fonecoes de director, e o desgosto que
elle me causo::, determinaran em mim a firme re-
soluco_de despedir-rae dessas funcces. Esta de-
liberarlo cominuniqueia immediataraente aos
meus companheiros, reclificando-a anda no dia
8 do correnle, quando passei as chavos dos co-
fres ao meu successor, de[>ois do que s ahi voltei
no dia 10. Por occaso de ser convidado para en-
trar novamente em servico, declarei verbalmente
ao Sr. vice-presidente, que nao exercia mais as
funegees de director, aguardando o dia 30 para
pedir oflloialmente a minha demisso, se esse
lempo nao a recebesse eu dada por essa direc-
tora.
Cito detalladamente esta circumstancia, pata
tornar bein patente que nao tinha inlencao de
continuar a exercer funecoes, que aflectavam a
dignidade. que sempre entend manter illeza ; e
portante nao por esse lado, quo me de a desti-
tuicao de que ora me oceupo.
Esperando o tempo em que contava pedir minha
deslituico, nao esperava todava recebe-la pelo
modo por que acaba de me ser dada, uem suspei-
tava que essa directora, a medir o meu pundonor,
telo seu, nao a esperasse, e a jolgasse, autecipau-
do-a, um acto justo, eu reclamado pela circums-
tancia : visto como esla Ibe devera ser fielmente
relatada. E' isto o que vou tornar anda mais pa-
tente, dizendo algumas palavras com relacao
minha norma de proceder no eslabelecimenlo.
Presumo ter sido sempre solicito em curar dos
interesses daquelle estabelecimento e tenho con-
sciencia de haver desempenhado as funecoes de
meu cargo ; pelo qne sempre merec a considera-
cao de meus companheiros.
Este, conceito nao me parece haver delle deca-
hido para com o actual presidente, qoem devo o
obsequio de me haver tratado durante o tempo,
que com elle serv (3 mezes) com igual conside-
raco.
Nao tendo, pois, occorrido circumstancia alguma
que deva allribuir a destituico que acabo de
receber, vejo-me toreado procura-la na causa
prxima ; isto o desfalque ltimamente acon-
tecido.
Escuso relatar aqui o que detalhadamente expuz
no meu rea torio semanal, que nao pode ser con-
testado por estar d'accordo com as investgagoes,
que por essa occaso tiveram lugar; mas nao dei-
xarei, referindo-me elle, de fazer a seguinte
reflexo.
Enxergar-se-hia de miuha parte desidia, ou ne-
gligencia no tacto de haver eu confiado a minha
chave ao meu companheiro de semana, em occa-
so de abrir-seo cofre, nao pudendo eu acompa-
nba-lo ? Nao, porque este facto era freqnente, au-
torisado pela circumstancia recproca que deve
lia ver entre homens de igual honra, de igual cathe-
goria, e de igual responsabilidade. Do que sempre
se praticou nao se pode inferir culpa, principalmente
quando esta pratica autonsada pelo que se usa em
idnticas circunstancias em estabelecimentos de
iguaj natureza, e quic no proprio Banco do Brasil.
Nao repugnando eu sofirer a responsabilidade
pecuniaria, a circumstancia era de mnima conse-
quencia, e apenas servira para motivar maior es-
crpulo e cuidado. E se essa pratica era culposa,
culposa devia ser a tolerancia da parte daquelle
que via usar, e a admittia sem reflexo alguma.
Logo, pois, que este acto se passou em presenca
do actual Sr. presidente, e fiscal da caixa, nao s
Besta circumstancia, como em ontras, e elle sane-
cionou sem reflectir, a culpabilidade do acto nao
s do que o pratica, mas igualmente do que o v
pratlcar e o tolera, estaudo no caso de cohibi-lo,
como menos regular.
Portanto, se a directora do Banco do Brasil en-
chergou culpa no acto que pratiquei, confiando a
chave ao meu collega, turca que igual, se nao
maior a enxergue da parle daquelle funrcionario.
E nao digo isto para incrimina-lo, obvio, mas
para fazer saliente a injustiga com que se proce-
deu para comigo, e sacudir o desar, que a minha
deslituico me acarretaria, se a supportasse silen-
cioso.
Nao vejo, em summa, a que attribuir o acto que
fere, doesla, c malbarata a minlia reputgo, que
capricho em conservar illeza.
Sen) ransar-me em procurar esse motivo ou
mesmo esse pretexto, devo s enxerga-lo na incon-
sequencia com que em circuinstancias milito mais
importantes e criticas tem procedido o Banco do
Brasil.
Assim, pois, se a directora do Banco do Brasil
nao hesitou, (como se pode ver pela sua correspon-
dencia) em aconselhar caixa desta provincia, que
nao tivesse receio de exceder os limites de sua
emisso, e isto com o intento de que nao houvesss
por parte do estabelecimento falt em acudir aos
continuados saques, que sobre elle vinham, nao
obstante as reelamacoes eitas por parte da caixa
(honra lhe seja feilaj; nfringindo assira a le do
paiz, e a de sua creago, abrigada no crdito que
diversas circunstancias lhe faziam creare manter,
c do qual por tal forma pareca abusar, que muito
para admirar, que malbarate e docste a repula-
gao alheia I
Foi por semelhante norma, que o Banco do Bra-
sil rclirou por meio de saques, tornando assim ef-
feclivo seu conselho, quantia superior ao duplo do
fundo capital da Caixa desla provincia, para pola
emgyro na caixa matriz, e augmentar-lhes os pro-
velos e lucros, ao passo que mingoava os legti-
mos da filial, impossiblitando-a de fazer transac-
goes, que correspondessem ao seu verdadeiro ca-
pital, e o que mais expondo-a sanego do de-
creto n. 2682 de 14 de novembro de 1860 MI
E esta norma de proceder que se deve certa-
mente attribuir os pequeos lucros d'algumas cai-
xas filiaes, constantemente absorvidas pela sua
matriz.
As ordens que assim tem sdo.transmiltidss
caixa, sao referendadas pelo proprio agente fiscal
' do governo, e isto diz tudo.
Na procura do pretexto que motivou a destitu-
cao de que mo oceupo, vi-me forgado a da-lodo
nodo por que o tenho exposto, e assim fazendo,
fico tranquillo, sem que tivesse intengao alguma
ro, que voando ao seio do Eterno, dava-lhe pela
ultima vez, levando a mo ao peito o derradeiro
adeus.
obras de metl, 1 dita ditas de ac, 13 pacotes
amostras ; a Schatheillin & C.
6 caixas espelhos, 1 dita brim de linho, 1 dita
Esta a Exma. Sra. D. Carlota Joaquina de Al- dito dito e algode, f diu fio de la, 2 ditas funa-
buquerque Cmara, esposa do Illm. Sr. Dr. ^abnel; ,jas de a|g0ij50> 2 ditas rengos de dito, 1 carlo ca-
soares Raposo da Cmara, e mae da Exma. Sra. D.: msaSj t caixa paj^g e c^, ipairi escrever, 1 pa-
Anna Carlota de Albuquerque Barbosa, cjo anni-1 coie amostras ; a D. P. Wild & C.
versarlo de seu passamento vimos, sem o esperar, | 2 caitas bezerros envernizaoos; a Vaz i LeaL
com memorar boje! 1 diu papel, 1 diu espoletas, 1 diu livros em
Ohl come se passam ligeiros as scenas desta raac0( j d[as meas de algodo, 1 dita fazenda
vida? de algodao ; a Prente Vianna& C.
Ah quando ainda nao temos podido enxugar o ------
pranto, que nos ensopa as faces I ALFANDEGA DE PERNAMBUCO.
Quando anda a dr, e a saudade nos ralam alma, p^uta dos pukco dos GRnmos soi*itos a direito dk
j a rpida successo dos dias s noutes, submer- EXPoiiTAgio. semana d 5 a10 domez de se-
gindo-nas em um novo abysmo de dr, nos vern tembro de 1864.
annuuciar o mais tocante dos espectculos, a mais Mercatlorias. Unidades. Valores.
Batatas alimenticias.....
Bolairha ordinaria, propra para
emliarque.......
dem fina........
Caf Ixtm........
dem escblha ou restolhe .
dem terrado.......
dolorosa das scenas, o anniversario do passamento Abanos......... eento
daquella, de quem nos recebendo em sua vida Agurdente de cana..... caada
sempro officios de urna verdadeira mal, nao pode- dem resillada ou do reino
mos, oeste mesmo amargando momento em qne dem caxaca. .......
as lagrimas, e o pranto nos suffocam a razo fur- dem gencura.......
lar-nos ao imperioso dever de tributr-lhe, sua dem alcool eu espirito de agua-
memoria, urna phrase singclla,- expresso genuna ardente.........
da magoa, que nos punge, e do reconhecmento, Algodo em carogo..... arroba
que Ibe devemos! dem em rama ou em la.
Sim; testes tu, o amargurado dia 4 de setembro Arroz com casca.......
de 1863 o dia, em que contemplamos esta separa- dem descascado ou pilado
gao dolorosa em que vimos desprender-se para Assucar mascavado......
sempre dos bragos do esposo carnhoso, espirando em branco........
entre suspiros, e lagrimas da virtuosa, e terna II- dem retinado.......
Iha, a mais crinhosa das mls, a mais estremosa e Azeite de amendoim ou rnende-
exemplar esposa, a mais disvellada protectora dos um......... caada
desvalidos a Exma. Sra. D. Carlota Joaquina de dem de coco....... >
Albuquerque Cmara, que, correndo ao seio do dem de mamona
Creador, ia l receber a palma, que lhe eslava des-
tinada em premio de suas grandes virtudes I
Euge serva bona et fidelis inlra em gaudtum Do-
mini lu I
Sim, faz hoje um anno, que desappareceu para
sempre aos olhos do mundo este astro luminoso,
que devia Smente brilhar aos olhos de Dos I
Sim; faz hoje um anno, que ella snbtrahindo-se Cajbros .
urna ierra ingrata, inhspita, foi reunir-se ao ca|
choro dos anjos para l diante do Eterno receber dem branca.......
a cora, que mereciam as suas grandes virtudes! Carne secca (xarque) ....
Ecomo nao deveria ser assim I Se a educarn Carneiros........ um
acurada, que ella baria recebido de seus Ilustres Carvo vegetal '...... arroba
progenitores, apar desentimenlos religiosos, eque Cavernas de sicupira urna
lhe souberam infiltrar n'alma, lhe fazia conhecer, Cera de carnauba em bruto. libra
que as grandezas deste mundo eram vaidades, chi- [,jem idem em velas ....
meras; e por isso nao dando nunca em seu cora- ha..........
gao pousada a este orgulho, a esla ostentago Charutos........ cento
mundanal, ella soube sempre evitar estas fragili- Cevados (porcos)...... um
dades, que de ordinario a humanidade se deixa cocos (seceos)....... cento
arrastar, conservando-se sempre no meio da abas-' Co||a......... \m
langa, grande, sem orgulho, discreta, sem vaidade,couros de boi, salgados ... *
modesta, sem fingimento, devota sem dslraco, dem idem seceos espichados.
religiosa sem hypocresia, compassva, sem jac- dem idem verdes......
tanda, caridosa, sem vangloria I ;idem idem cabra cortidos!
E vos, humanidade desvalida, que Untas ve- jdem dem de onga .
zes encontrasles no regago de suas grandes virtu- Doces seceos .....
des o Unitivo de vossas dores t Vos, qne ainda idem em gela ou massa.
hoje tanto lamenlaes a sua ausencia, nao choris dem em calda ....
mais I Lembrai-vos que suas virtades encon- Espanadores grandes .
imam j diante do Eterno a sua recompensa t idem pequeos.....
E vos esposo dedicado filha estremosa, a Esteiras para forro de estivas
quem o Eterno acaba de auferir lo preciosa: de navio. ....... cento
prenda I .....Estopa nacional ...... arrtba
. alqneire
arroba
arroba
libra
um
arroba
um
libra
>
>
um
um
arroba
nina
arroba
i
cento

um
caada
arroba
um
quintal
Vos, a qoem hoje mais acerba dr opprime Farihha de de mandioca. .
Vos e cujos coragoes se acham dilacerados pelo jdCm de araruta.....
agudo punhal da saudade t Suspendei vosso peijae de qualquer qudlidad.
pranto I Reprim vossa dr I Moderai vossa Frechaes
saudade Lembrai-vos, que este anjo de vossas pum0 em folh boni '.
afieigoes se foi reunir no Co ao choro dos anjos, Wom ordinario' ou restolho '.
onde nao cessar de supplicar por vos I dem em rolo bom.....
Se bem, carissimo amigo medir o elasteno da wem ordinario ou restolho .
vossa dr I Ella profunda, sem limites Po- Gallinhas.......
rm os nobres senlimentos religiosos, que domi- c,omaa ........
nam o vosso corago Esse fundo de religio,, ip0cacuanha (raiz).....
que ahi descubro o balsamo mais confortativo,: Leni,a em acnas.....
que applicar posso vossa dr I Elevai pois: xros.........
vossos olhos humedecidos ao Altissi mo e suppli- Lnb.as e esteios......
cai-lhe comigo pelo eterno descanco de sua alma! ; ge| 0I1 nielaco......
Ella descance em paz. | ilho. ."......
Rwquiescat in pace. Papagaios. ......
Recife, 3 de setembro de 1864. ; pl0 Brasil.......
i dem de jangada......um
Pedras de amolar.....urna
dem do filtrar......
dem de rebolo......
Piassava.........molho
A salsa parrilha de Bristol: os climas dos paizes pontas, ou chifres de vaccas ou
trpicos sao o laboratorio de (odasas enormidades ; novilhos........cento
cutneas e ulcerosas. E' esta pois a razao porque' Pranches de amarello de dous
esta preparaco, que os snbjoga com urna seguri- costados .
dade proverbial, litteralmente indispensavl lano dem de louro.
no Brasil como no resto da America hespanhola. : Rap.
As escrfulas em todas as suas terriveis formas j Sabo..........'
promptamente suecumbem mediante a applicaco'sal..........alqueire
deste poderoso agente detersivo, as chagas se cu- Salsa parrilha.......arroba
rao), as erupces desappareeem, as conjuncturas Sebo em rama.......
conlrahidas recobran) sua elasticidade, as inflam- dem em velas.......
mages e tumores se desvanecen), os cancros se' Sola em vaqueta......urna
atalham, os abeessos se secam e o rheumatismo se Tabeas de amarello.....duzia
allivia por meio da salutfera operario deste gran- dem diversas.......
de purificadorecurativo vegetal; naosupprimindo, Tapiocas.........arroba
mas sim extinguindo completamente. Tatjuba.........quintal
A verdadeira salsa de Bristol preparada por! Travs ......... urna
Lamman A Kemp, Nova-York eaeha-se venda as'{jnhas de boi.......Cento
SalSti parrilha da Bristol.
um
libra
tejas de Caors e Barbosa e Bravo & C.
3MMERCI0.
14300
80
800
500
800
900
74125
28-5oUO
14oOG
25800
2470
44400
541*0
2*000
14600
800
14200
34000
74OOO
84500
74500
440
360
280
500
4*000
44OO
14OOO
8*000
275
360
14500
2*560
154000
3*808
60O
165
240
100
350
10*000
I4OOO
320
500
4*000
24OOO
15*000
14600
24OOO
4*000
1*800
5*000
14*000
8*500
84000
5*000
600
24009
254000
24OOO
11*00
84000
240
900
34000
5*009
5*000
840
4*000
I42O
120
3*500
20*000
104000
14000
120
400
235000
0*000
7*000
2**00
1405000
8O4OOO
25800
25000
6*008
200
IO5OOO
85000
65000
500
mu mm m permiiico.
0 novo banco paga o 13 dividen
na razao de 8$000 por ccnlo.
Alfandega
Rendimento do dia 1 a 2.......
Idem do dia 3................
60:228*124
19:2835421
79:311534a
Vassouras de piassava. ...
Ditas de timb...... >
Ditas de carnauba.....
Vinagre........caada
Alfandega de Pernambuco, 3 de agosto de 1864.
(Assignados):
O 1." conferente, Francisco de Paula Gonc-lves
da Silva.
O 2. conferente, Joaquim Ignacio e Carvalho
Mendonca.
Approvo. -Alfandega de Pernambuco, 3 de se-
tembro de 1864..4. Eulalio.
Conforme.O 3. escripturario, Joao dos Santos
I Porto.
Recebedorla de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 2
*Z_:idem do da 3
Uoviiucnto da alfandega
187
74
Volumes entrados com fazendas...
com gneros.
Volumes sahidos
com
com
fazendas...
gneros...
------ 929
148
643
791
1:7194804
1:2055614
2:9234418
Descarregam no dia 5 de setembro.
Barca franceza-Jcn Baplist marcadorias.
Barca inglezaComeadcarvo de pedra.
Barca luglezaFavjurite-czrvo de pedra.
Galera inclezaHermionemercadorias e carvo.
Brigue inglezBeaglebacalho.
de otTender a directora do banco do Brasil, deque Patocho ,^|ez_jW(j;.j, Bette-Um.
Y'&lSt?JirwS*' : Barca anicricaa- Trnra-taboado.
Recife t de asnstn de 1864 Illm e Pxm Sr i Sr,gue ^tagmi-ConstanteII-diyers^ gneros.
nS!mrLR, .'A!- ~ Escuna dinamarqueza Levante diversos ge-
conselheiro Candido Bapiista de Oliveira. dignissi- Der0s,
Importaeo.
Escuna dinamarqueza Litante, entrada de Ham-
burgo, manifestou o seguinte :
10 barris alvaiade, 12 ditos e 4 eaixas drogas
medicinaes, 13 ditas vidros vasios; a Joo da Silva
Paria.
mo presidente de Banco do Brasil.
Jos Mamede Alves Ferreira.

Elogio fnnebre consagrado a memoria da Exma.
Sra. D. Carlota Joaquina de Albuquerque Cma-
ra, espoia do Illm. Sr Dr. Gabriel Sitares lla-
poso da Cmara, a elle, e sua Exma. lillia a
Sra. D. Anna Carila de Albuquerque Barbosa,
oflereeido, e dieado pelo aetual vire-director e
capello das orphas Fr. Pedro da PnrilieacSo
Pai Paiva!
Illm. Sr. Dr. E' a voz da saudade unida do
reconhecmento, quem hoje se ergue, para vir de-
positar no altar da amisade,"um tributo ao mri-
to t Sim est homenagem fnebre, qual violeU
lancada sobre o tmulo do urna bemfeitora, en de-
ponho agora as mos de amor conjugal, e filial, e
se ella vos magoar pela recordado do objecto que-
rido, hoje perdido, vos consol ao menos a certeza
de que elle se acha gosando na mansao dos justes
a bemaveuturanca eterna I
(Sans doute hereux cellui, qu'une palme certaine
Attend victoreux dans i'une, et l'autre araine I
(Andr Chernier.)
Meu Deas I
arcanos I
Como sao immutaveis as vossas les l
Como breve a existencia!
Como _veloz o tempo em seu curso I
Como sao variaveis as scenas deste mundo!
Ohl ainda hontem, (assim o podemos dizer,) nos
vamos cheio de vida, sorrindo-se entre os anegos
do esposo idolatrado, e as caricias da filha terna,
no meio da mais risooha abastnca a aquella, que
; logo momentos depois a contemplamos as agonias
da morte, entr lagrimas, e suspiros da filha queri-
da, arrancada aos bracos do esposo extremoso,
que ralado da mais pungente dr, debulhado em
lagrimas va para sempre separar-se de si sua
PRAQA DO RECIFE
3 DE SETEMBRO BE HS4.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambio.......Saccou-se sobre Londres a 27 *U,
27 Vi e 27 X d. por 14000, so-
bre Pars a 344 rs. por fr. e so-
bre Lisboa a 95 por cento de
premio, montando os saques ef-
feetuados durante a semana a
40,000.
Algodo........O desta provincia vendeu-se de
284000 a 284800 por arroba, o
de Hacei, posto a bordo, de
294300 a 294500, e o da Para-
hyba, da mesma forma, a rls
31*300.
Assucar........O mascavado porgado vendeu-se
de 2*800 a 24900 por arroba,
e o bruto de 2*300 a 24600.
o caixas miudezas. 2 ditas obras de metal, 16 Agurdente.....Vendeu-se de 704000 a 75400O
fardos papel ; a Alves Hamburger & C. a pipa.
quanlo saoimprescrulaveisos vossos
3 fardos brinzSes, 3 caixas fazendas de algodo,
4 ditas couros de lustro, 128 rolos cabos, 199 cai-
xas vellas de espermacele, 1 pacole amostras ; a
Rabe Schmettau 4 C.
1 caixa miudezas ; a Jos Antonio Moreira
Dias.
2 ditas fazendas de la, 1 pacote amostras ; a T.
A. Dammayer.
4 pedacos de carne, 1 caixa conservas: a L. L.
P. Roeck.
1 caixa sapatos ; a Monteiro Lopes & C.
81 barricas polassa ; a Manoel Ignacio de Oli-
veira & Filho.
2 caixas bezerros, 1 dita saceos de viagem ; a
Izidoro Nette A C.
1 diu conros, 2 ditas chapeos em cartoes ; a
Christiano Irmao.
i ditas papel, 2 ditas meias, 1 dita camisas, 1 di-
ta perfumara, 1 dita espadas ; a Henrique & Aze-
vedo.
10 ditas fazendas de algodo, 1 dita moldaras
dourada?, 8 ditas meias de algodao, 2 pacotes amos-
tras j a Lindem Wild & C.
10 caixas agua de Seltz, 10 ditas vinho a Ma-
noel Joaquim Ramos e Silva A Gen'roa.
1 dia pinceis ; a B. Francisco de Souza.
2 ditas fitas de seda ; a M. O. Bieber tj C.
1 dita garrafas de barro ? a ordem.
1 dita fructs seccas, t ditas conservas, 2 pre-
suntos, 1 pedaco de carne fumada, 10 salames ; a
Theodoro Christiansen.
1 caixa piano, 11 ditas mindezas, 30 dts vellas
de composico. 10 ditas vidros vasios ; a Jos An-
tonio Moreira Dias. -
1 caixa meias de algodo, 10 ditas panno de l-
pipa.
Couros......... Os seceos salgados venderam-se
a 165 rs. por libra.
Arroz.......... Opilado da India vendeu-se a
24500 por arroba, e o do Mara-
nho de 2*600 a 34000.
Azeite doce.....Vendeu-se o de Lisboa de 24450
a 2*500 o galo.
Bacalho.......Vendeu-se em atacado a 14450O
por barrica, e a retlho de 14*
a 134000, bavendo em deposito
3,000 barricas.
Batatas.........Venderam-se a 800 rs. a arroba.
' Bolacbinha...... Vendeu-se a 24500 a barriqui-
affectuosa consorte, que exhalando o oltimo suspl-' nho, 4 ditas e 5 fardos fazenda de algodo, 1 caixa
nlia.
Caf...........Vendeu-se de 7*000a 74800 a
arroba.
Cha............dem de 14600 a 24300 a libra.
Carvo de pedra. dem de 164000 a 194000 a to-
nelada.
Cerreja.........I^mde5000a54300porduiia
de garrafas.
Carne secca..... A do Ro-Grande do Sul vendeu-
se de 34200 a 34800 por arroba,
e a do Rio da Prata de 34000
a 34200, ficando em deposito-
80,000 arrobas da primeira (e
20,000 da segunda.
Farinha de trigo. A de Phladelpha e New-York
rtalhon-se de 144000 a 16*000
por barrica, a de Baltimore a
14*000 a hespanhola a 154000,
e a de Trieste a 224000 ; ficando
em deposito 7,000 barricas da
primeira. 2,500 da segunda, 800
da terceira, 400 da qoartt e 3,800
da quint ; incluindo um carre-

H


^^1 mmimi
____*
i
Diarlo c rurnaaifeGC Segunda eir ir fctn.il).'i i S4.
Feijo.
Manteiga
amento entrado a semana pas-
ada.
Dita de mandioca Vendea-se a 43500 o sacco.
dem de 75000 a 8000 o Hito.
Aiugleza ordinaria vendeu-se
com 83 por eento de premio so-
bro a factura.
A ingleza venden-se a 780 rs.
a libra, e a franeeza de 500 a
610 ris.
Massas......... Venderam-se a 7JA00 a cana.
Passas..........dem de 65000 a 75000 a dita.
Presuntos........ dem a 14^000 cada um.
Queiios.........Os Oamengos venderam-se a
2000 cada um.
Sabio..........O inglez vendeu-se de 133 a 140
rs. a libra.
Toucinho.......Vendeu-se o de Lisboa a 8jS20O
a arroba.
Vinagre........O de Portugal vendeu-se de 100$
a l l'i-5 a pipa.
Vinhos.........Os do Lisboa venderam-se a
1804000 a pipa, e os de outros
pazes de 167*000 a 185*000.
As de composlcao venderam-se
a 520 rs. o pacote de seis velas.
0 rebata de lettras regulou te 6 j
a 8 por rente o anno.
Para o Canal inglez carrejando
conselho s 10 horas da manhaa do dia 5 de se-
tembro prximo vindouro.
Sala das sejsoes do conselho administrativo para
fomecimento do arsenal de guerra 30 de agosto de
1864.
Antonio
Para Lisboa
vai sahir at o dia 10 do corrente o brigue portu-
gnez Constante I(, de excel lente marcha; recebe
carga a frete muito commodo,- e passagelros, para
osquaes tem boas accoramedacoes : traase com
Manoel Ignacio de Oliveira Filho, largo do Cor
po Santo n. 19, ou com o capitao na praca. < Para o Rio de Janeiro
pretende seguir com multa brevidade o veleiro
brigue nacional Almirante, tem parte de seu car-
Velas......
Descontos..
Pediv de S Burreto,
Coronel-presidente.
SebastiS Jos Basilio Pyrrho,
Vogal secretario.
Joizo des fei tostla fazeuda nacin*!.
No dia 10 do corrente pelas 10 horas da manhaa,
22 S ZSSfSSJtjsSSJt 3*atoiLT^7 *% ?*&**~
- escravos a frete, para os quaes tem excel lentes
commodos, trata-se com es seus consignatarios An-
tonio Luiz de Olivcira Azevedo & C, no sen es-
criptorio na da Cruz n. 1.
Para o Aracah
sabe com toda a brevidade a bem contienda barca-
S Maria Amelia ; para carga, trata-se na ra da
deia u. 57, ou com o Sr. Quintal no trapiche do
i algodao.
Fretes
na Parahyba 40-c 35-3 7.
carregando aqu 326 earre-
gando na Bahia,fre.udo aqu 4-6
por carxa, para Liverpool pelo
algedio Vi 5 % por libra.
MOYIMENTO SO PORTO.
Navios entrados no dia 3.
io de Janeiro13 das, brigue portngocz S. Ma-
noel I, de *"il toneladas, capitao Carlos Ferreira
Soares, equ pagem 18, carga caf e feijo; a Ma-
noel J. Ramos e Silva Genros.
New-York43 dias, patacho brasileiro JaboatSo, \
de 285 toneladas, capitao Jos Adelino Carneiro j
da Cunta, equipagem 9, carga 1558 barricas .
com farinha de trigo e outros gneros; a llenty
Foster & C.
Terra Nova -40 dias. patacho inglez Mary Bell, de
135 toneladas, capilo R. G. Kenght, equipagem
9, carga 200 barricas com bacalhao a Saunders
Brothers & C.
Baha 3 dias, vapor americano de guerra nachu- .
sett, commandante Collins.
Navios sahulos no mesmo da.
I rene de marinha, sito na estrada que vai para a
1 Boaviagem ao lado do norte, alm da ponte do
Motocolemb, com 45 bracas de frente e 50 de fun-
' do, avahado por 805, e penhorade Rufino Jos
i Fernandos de Figueiredo, para pagamento da fa-
1 zenda nacional.
Recife 1* de setembro de 1864.
O solicitador,
Francisco X. P. de Brito.
CORREIO (RAL.
Relace das ca-las seguras existentes
na administraco do correio desta
eidade para ssenheres abaixo de-
clarados
Dr. Claudino de Aranjo Guitnares.
Francisco de Mello Barreto.
Joaquim Jos liaymundo.
' Joaquim Leopoldino Barreto Maciel.
! Jos Jansem Ferreira Junior.
I Jos Joaquim Baymundn.
Dr. Jos Pedro Nolasco Pereira da Cunta.
! Jos Weingoerlnez.
! Dr. Marco Tulio dos Res Lima.
Coronel Manoel Xavier Paes Barreto.
LEILOES.
LEIL-O
Um
DB
THE.VTK0
S
DE
B
EMPREZA
i.Kimwo & coitiBRA.
CV^wStS^SS^ "amburgum ^""'"'JQUAUTA-FEIRA 7 DE SETEMBRO DE 18G4
Observacao.
Suspendeu do lamarao para Baha o brigue in-
glez Annice Lauree, capitao Summon, com a mes-
ma carga que trouxe de Terra Nova.
Navios entrados no dia 4.
tto Grande do Sul10 dias, patacho nacional Re
car alio castanho
IIOJF,
O agente Pestaa vender por conta de quem
pertencer um cavado castanho carregador baixc
a raeio: segunda-feira 5 de sctemlrro pelas. 10 no-
ras da manhaa rto largo do Corpo Santo.______
DA
armaco, baleo, bataneas e mais ol-
jectos do estabelecimenlo do caes 22
de novcmbi'O i. NI.
no.ir.
O agente. Pinto far leilo a requer ment do Dr.
Deodoro Ulpiano Coelho Catanho e por mandado
do lllm. Sr. Dr. juz especial do commercio, da ar-
maco, baleo, bataneas e mais objectos existentes
na luja do sobrado n. 81 sito no caes de 22 de No-
I vembro, s 11 horas do dia supradito, na referida
I toja-_______________________________________
r Feira semanal
DE
Em festejo ao memorare! dia da Independencia
do Brasil
Hovera o seguate espectculo.
Logo que o Exm. Sr. presidente da provincia
miadezas e
lampago, de 241 toneladas, capitao Luiz Antonio chegtlfi ,ribunaj a orchestra, dirigida pelo Sr. F.
Rodrigues, equipag.m 11, carga 12,700 arroDas L Cols execular
de carne ; a Amorim Irmos.
dem26 dia, Mate portugnez Dezenovede Junlw,
de 186 toneladas, rapito Joo Lourenco, equi-
paqem 10, carga 1,700 arrobas de carne ; a Bal-
tar&Oliveira. .
Ass12 das, hiate brasil.-iro Dous Amigo, de
70 toneladas, capitao Francisco Eustaquio Ro-
drigues, eqnipagem 8, carga sal; a Antonio Luiz
de O. Azevedo & C.
Navios sahiios no m*smo da.
o Grande do Sul pelo Rio de Janeiro Brigue
nacional Corumb, capitao Manoel I. Teive, car-
ga farinha de trigo u outros gneros.
0 Hvmno Nacional.
Movis, crystaes, pianos,
de escravos,
Terca-feira 16 do corrente.
OLYMPIO
far leilo de urna mobilia de Jacaranda, um rico
santuario, um piano francez autor Vignes, una
mesa elstica, um guarda roana, urna cama fran-
ceza para casal, urna duzia de cadeiras brancas
de faia, diversas marqnezas, apparadore?, conso
los, quartinheras. cabides, sofs, cadeira
de ba-
EDITES.
OHTHNO DI INDEPENDENCIA.
Depois ter lugar a representacao do drama em
quatro actos, rnalo di; msica.
AS RECORDARES
leu
MI
DE
medi'cina..............
Paulo Renard, advogado...
Gernovellet. dono do um ca-
Migucl, criado do caf.....
i'm comniandante........
Belamy.................
Jolinet...................
Um criado...............
Noesnia, bordadeira.......
Oiytnpia, escudeira do Ily-
podromo.
lavadeira de
rmano.
Coimbra.
Guimaraes.
Lisboa.
Porto.
Teixeira.
Pinto.
Santa Rosa.
Maonre.
N. N*.
D. Antonina.
D. Camilla.
O lllm. Sr. inspector da thcsuuraria provin-
cial, em cumprimi'iito da ordem do Exm. Sr
presidente da provincia de 20 do corrente, manda
fazer publico, que vai novamente praga, no dia
6 de setembro viudouro, iterante a junta de fozen-
da da mesma tliesouraria, para ser arrematado a
quem mais dr, o imposto do uzmo rio gadovac- PERSONAGENS.
enm na comarca do Bonito, avahado em 2:13ii>000 Moresset................ Ge
annuaes. I Roblneau, escrevente de
A arrematarse ser feita por lempo de tres aii-j tabelo...............
nos a contar do Io de jullio do corrente anno a .50 j Qscar Dnpeton.estudaute de,
de junho de 1867, e de conformidado com o art 16
do regnlamento de 3 de agosto de 1852.
A- pessoas que se propozerem a essa arremata-
cao, comparecam na saia das sessoes da referida
(unta no da' cima mencionado pelo nieio dia,
competentemente habilitadas.
E para constar se mandou publicar o presente
pelo jornal. ...,,
Secretarla da thesourarla provincial do Pernam-
buco, 22 de agosto de 1864.
O secretario,
A. F. d'Annuncianio.
O lllm. Sr. inspector da tliesouraria provin-1 Berardi'oJ,
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, de 20 do corrente. manda
fazer publico, que vai novamente praca, no dia 6
de setembro vinJuro, parante a junta da fazenda
da mesma thesouraria, para ser arrematada a quem
mais dr, o imposto de 2-3500 do gado vaceum _
-consumido no municipio de Iguarass, avahado an- |er-
nualmente em 1:6125000.
' A arremaiaco ser feita por tempo de um anno
c 9 eres a contar do Io de outubro do corrente
3nno 30 de junho de 1866.
As pessoas que se propozerem a essa arremata-
cao, comparecam na sala das sessoes da referida
junta, no dia cima mencionado pelo meia da, e
competentemente habilitadas.
E para constar se mandou publicar o presente
pelo jornal.
Secretara da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 22 de agosto de 1864.
O secretario,
A. F. d'Annunciaruo.
-O Dr. Tristao de Alencar Araripe, offlcial da impe-
rial ordem da Rosa, e jniz de direito especial do
commercio, por S. M. Imperial e Constitucional
o Sr. D. Pedro II, a quem Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem e em um ano,
delle noticia tiverem que no dia 5 de setembro do | \ flha BialS VCllUl que 0 MI,
corrente. anno se ha de arrematar per yenda a i
<]uem mais dr em praca publica deste juizo, os
oscravos seguintes:
Guilherme, pardo, representa ter treza annos,
avahado por quinhentos mil ris: Diomedo, pardo, I
representa ter quinze annos, avahado por seis cen-
es mil ris.
Os quaes foram penhorados por execueao do
. desembargador Joaquim Teixeira Peixoto d'Abreu
Lima, como cessionario de Manoel Alves Guerra,
centra Manoel do Reg Barros, e nao havendo lan-1
ador que cubra o prego da avaliao, arremata-
do ser feita pelo preco da adjudicacao na forma
da lei.
E par 1ne chegue ao conliecimento de todos
nandei passar o presente que ser publicado pela
imprensa, e afflxado nos lugares do costme. Re-
M-fe, 12 de agosto d? 1864.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, es-
.rrivao, e snbscrevl.
Tristao de Alencar Araripe.
54 aeces da coinpanhia Vigilante.
Sexta-feira 1) do selemliro
O agente Pinto far leilo por conta de diversos
de 54 acedes da cornpanhia Vigilante em dous lo-
tes sendo o primero de 12 accoes a o segundo de
42 dilas, s 10 horas do dia cima em frente da
associaco commerrial.
LEILIO
i
DB
Fin as perfumaras
Sjxta-I'eira 9 ile setembro.
Rotlie tV Bidaulac farlo leilo p>r interven.-i
do agente Pinto, de i caixas com linas perfuma
as inglezas, existentes em sen script >rio ru< do
Trapiche n. 18, onde se ctTectuar o leilo
horas do dia supradito.
s 11
AVISOS DIfEBS3S.
Aos10:0OtSO00.
roupa lina......... D. ManaPontes. Sexta-feira l do corrente mez, se ex-
2 E:::::: Di S!"- trabir a pri^in parte ,la Mi lote-
Homens, mull-res, etc. na (107a) a beneficio da irmandade do be-
A scena passa-se em Pars durante os tres pri-{-nhor Bom Jesus da Via Sacra da igreja da
s actos, e durante o quarto em Montpel-Sa|1,a Cruz jesla t-itla(lt', no consistorio da
uali(lade ; igreja de Nossa Senhora do Rosario da fre-
0 espectculo terminar com o ultimo acto do'1 guezia de Santo Antonio.
| drama. Os bilhetes, meios e qoartos acham-se
| venda na respectiva thesouraria ra do
Crespo n. 15.
il! assignatiirn
2a recita
QLNTA-FEIRA, 8 DE SETEMBRO DE 1864.
Subir scena o drama em quatro actos, ornado serao pagos urna hora depois da extracejo.
Os premios de IO:000;5iOOO at 200000
de msica,
AS RECORDAQOES
DA
A^
t
Terminar o espectculo com a nova comedia
Os bilhetes acham-se
no lugar do coslume.
venda para duas recitas,
at s '4 horas da tarde, e os outros no di*
seguinte depois da distribuico das listas.
Servindo de thesoureiro,
"J?s Rodrigues de Souza.
Precisa-se alugar um moleque : a tratar na
ra do Hospicio n. 78.
AVISOS MARTIMOS.
DEGL1B1GES.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DR
Maregafo costeira a vapor.
Taman'ar. Barra Grande, Pona de Pedras,
Catnaragipe, Maceio, Pendo e Aracaj.
No da 5 do corrente segu s
5 horas da tarde para os partos
cima, o vapor Parahyba, com-
jmandante Martins. Recebe [carga
_ 'at o dia 3. Encommendas, passa-
geiro e dinheiro a frete al 3 horas da tarde do
dia da sabida : jescriptorio no Forte do Mallos
n. 1. ____________________________________
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
TVavega^o costelra a vapor.
Hha de Fernando de Nnronha.
No dia 14 de setembro seguir
ao meto dia, um dos vapores da
Cornpanhia para o presidio de
Fernando de Noronha, para onde
recebe carga at o dia 13. Enc.oim
meadas, passageiros e dinheiro a frete al s 10
horas do.da da sahida : escrptorio no Forte do
Mattos n. 1. ______^___
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Mavega^o costelra vapor.
Paralaba, Natal, Mari*. Aracatj, Cear, e Acaraeu
O vapor Persinunga, comman-
dante Rats, seguo no dia 7 de se-
tembro prximo para os portos
cima indicados. Recebe carga
__ late o dia a. Encommendas, pas-
ageiros e dinheiro a frete at o dia da sahida s
10 horas da manhaa: escrptorio no Forte do
Mattosn. 1.______________________________
Para Lisboa
Na falta I vai sahir at o da 10 do corrente com a carga que
Consulado provincial.
Pela mesa do consolado provincial se faz publi-
eo os devedores dos impestos cobrados por lan-
ramento pertencente ao exereicio Ando de 1863
864, que no ultimo de setembro corrente flnda-se
-o praso marcado para o pagamento de scus deb-
aos, tieando sujeitos a serem ejecutados os que
nao pagarem al aquelle dia. .,
Mesa do consulado provincial de Pernambucs 1"
de setembro de 1864.
Antonio Carneiro Machado Ros.
Administrador.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para fomecimento do
*cseHal de guerra tem de comprar os objectos se-
guintes : v ,
Para a enfermara militar de Tacaratu.
Urna caixa clrnrgica contendo os instrumentos
precisos para araputaco, threpanacao, e para ceu-
these, 1 estojo porttil de pequea ctrurgia, 1 lan-
<-eiiiro eonteudo de 6 a 8 lancetas com cabo de
4.IH0epvrtatil para extrareo de denles. no mesme quizer carrejar oa ir de passagem,di-
Quem qoieer vender taes objectos aprsente nja-se ao consignatario Euzbio Rapliael Rabello,
a sua proposta em carta fechada na secretaria do. ra da Cadeia n. 53, escrptorio.
mi U F0BTIN4
AOS 10:000.000
Bilhetes garantidos
A' rna do Crespo n. 23 e casas do eostnme
O abaixo assignado vendeu nos seus muto feli-
es bilhetes garantidos da lotexia que se acabdu
de extrahir a heoelicio da Santa Casa da Miseri-
cordia os seguintes premios:
N. 631 meio bilhete com 10:0005000
N. 1072 deus quartos com 2:0005000
N. 3088 dous quartos com 2:0005000
N. 3300 dous qHartos com 800*000
N. 2994 meio bilhete com 5005000
E outras multas de 2005, 1005, 405 e 205-
Os possudores podem vir receber sem os des-
con.os das les na Casa da Fortuna ra do Cres-
po n. 23.
Acham-se venda os da primeira parte da pri-
meira lotera da irmandade do Senhor Bom Je-
sus da Via-Sacra da igreja da Santa Cruz desta
cdade, que se extrahir na sexta-feira 9 do
rente mez.
Precos.
Bilhetes inteiros..... 125000
Meios......... 65000
Quartos........ 35000
Para as pessoas que comprarem
de 1005 para cima.
Bilhetes........ #000
Meios......... 55500
Quartos......, 25750
Afanoel Martins Fiuza
cor-
INJECTION BROU
JARABE DE CORTEZAS DE NARANJAS AMARGAS
k J.-r. IAROZB, 4i"it, Imithlr* di I Estada iiptrtr de Pars
late Jarabe al rtfularitar las fondones del estmago 6 intestinos, destruye esas
iadispoaciones proteiformes, y hace abortar las enfermedades de que son signos preenr-
sores. Mdicos v enfermos han reconocido que resUWece la digestin, haeiendo desa-
parecer las pesadeces de estmago; que calma las jaquecas, pasmos, y calambres, que
son el resultado de digestiones penosas. Su gusto agradable, y la facilidad con que se
soporta, lo han hecho adoptar como el especlfieco infalible de las enfermedades nervio-
sas, natrita, gastralgias, clicos de estmago y entraas, palpitaciones, males de co-
razn, vmitos nerviosos. Su accin sobre las funciones asimiladoras es tal, que los
mdicos mas ilustres lo han adoptado por escipiente real de los dos primeros agentes
teraputicos : el Ioduro de potasio y el Proto-Ioduro de hierro, habiendo
observado que bajo su influjo, I primero pierde su accin irritante, y el segundo
sn efecto astringente. ..
JARABE FERRUGINOSO
iit casreits m jkaujm tmuou
con PROTO-IODURO de HIERRO
La asociacin de la sal farrea con el Jarabe
de cortezas de naranja es lano mas racional
cuanto >|ue este Jarabe, empleado solo para
estimular el apetito, activar la secrecin del
JARABE DEPURATIVO
DE CORTESAS DK MISMAS ANIMAS
CON IODURO DE POTASIO
El loeltiro de potasio, administrado en solu-
cin bajo forma slida, causa al enfermo una
gran repugnancia, 6 determina accidentes que
I obligan renunciar i este eficaz remedio.
Unido al Jarabe de corteas de naranjas, no
causa ni gastralgia, m desarreglo del estomago
intestinos, y uraclas este salvo-conducto,
las curas depuradas pueden seguirse sin Inter-
rupcin en las afecciones escrofulosas, tuber-
culosas, cancerosas, y en las segundarias ter-
ciarias, inclusas las reumticas, de que es su
mas seguro especitleo. La dosis esta delinida de
tal manera que el mdico la varia como quiere.
El frasco : 4 fr. 50
Los Jarabes de J.-P. LAROZE estn siempre en frascos especiales (jamas en medias
botellas ni frascos redondos!. Expediciones: en casa J.-P. LAROZE, ru de la Fontaine-
Molire, 39bis. Depsito general: farmacia Laroze, ru Neuve-des-Petits-Champs, 86,
y en casa de todos los farmacuticos antiguos de Francia y del Estrangero.
Desgnese en que lengua deben estar las instrucciones que aco>npaon cada producto.
'ug gstrico, y por consiguiente, regularizar
as funciones abdominales, neutraliza los tristes
efertos de los ferruginosos y dlos loduros (pe-
sadez de cabeza, constipacin, dolores epigs-
tricos), al paso que facilita su absorcin. Di-
suelto en el Jarabe, se toma y soporta fcil-
mente por hallarte en el estado puro mas
asimilable; y asipuede seguirse la cura de les
colores plidos, prdidas blancas, anemia,
afecciones escrofulosas v raquitismo. El frasco:
4 fr. 50.

perfumera mdico-hyginica
t* J.-P. LAROZE, Qilaico, Farmacutico de la Escuela especial de Pars
Estas productos son el resultado de la aplicacin de las leyes de la higiene i la per-
fumera, que se eleva y convierte en farmacia de la belleza, encargada de atender i la hi-
giene del cutis, cabellos y dientes, que todosson rganosUn importantes; sirven para evi-
tar y destruir las causas de las enfermedades que su hermana primognita, la iarmacia
propiamente dicha, est llamada curar
blixim DBirnxMOO para curar inmediatamente
los dolores de muel ; el (rasco 1 fr. 25
VOLVOS Dinraco3 ROSADOS, ron liase de
imguesia, para emblanquecer y conservar los
dientes: el fraseo. ... 1 fr. Si
OPIATA DiKnrnica para (OrUficar las encas y
evitar las nevralgbs dentales .... 1 fr. 51
cokattvo deutal para curar los dientes ca-
riados antes de la emplomadura, y evitar los abee-
sos y dolores; el frasco con el in-ir lmenlo. A fr.
acua lcodermina para conservar la her-
mosura de la tez y las funciones de la piel; el
irasco.............* &.
espirito DB ans rectipioado complemento
del tecador de la boca despus de cada comida;
el frasco...........1 fr. 25
jasom flTUU MEDtcrNAL, para el tocador ;
i la vilela, almendras amargas, ramillete, etc.,
el Jaboo............1 fr. 50
jabom LBBrnvo hbdigimal con yemas de
Imevo, para evitar las grietas en el culis, heudiuuras
y enfermedades de la piel; i la violeta, ramil-
lete, etc.; el jabn.........* fr-
^UHA DE JABN tEKITTVO MEDICWAL en
polvos, ts especial para la barba, como tambin
para el tocador de las nogeres y nios; el
frasco.............* ''
aoda lostral para conserar y embellecer los
cabellos, fortificando sus raices ; el frasco 9 fr.
Acarra db avellanas perxumado, para re-
mediar i la sequedad y atonia de los cabellos; el
frasco.............* fr.
VTMAORB DB TOBADO* BOPBRjTBO, renom-
brado por su suavidad y accin refrescante; el
frasco............. fr-
O.OLD cnEAM superior, para conservar el culis
blanco, fresco, difano, y evitar las consecuencias
del uy> de las afeites; el bote. t fr. 50
aoua DB colonia SOPBRIOR, con mbar 6 sin
l. La estabilidad de su perfume la hace buscar
para el tocador, bafios locales y generales; el
frasco..............* fr-
PASTILLAS orientales de! doctor Paul Clnient,
para quitar el olor del tabaco y neutralizar los hli-
tos fuertes; al caja........ 1 y 2 fr.
AOUA DB rLORES DB ALHUCEMA, cosmtico
muy buscado par destruir las cometones fortale-
cer y rfi cacar ciertos rganos: el frasco. 1 fr. 50
8PIKITO DB MENTA SUPERFINO. Es el mas
perfecto indispensable complemento del toca-
dor de la boca despus de la comida; el
frasco............1 fr. 25
POMADA CONSERVADORA con quinina pura, para
fortificar los cabellos, hermosearlos y evitar que
se pongan cauos antes de tiempo; d bote. S fr.
Depsito en todas las ciudades en casa de los farmacuticos, perfumistas, peluqueros,
mercaderes de modas y novedades. Venta por menor : En la rsuraaauna l-roie, ru
Ex^diciOTcen cai"deJ.-P. 1-VROZE, ru de la Fontainc-Molire, 39 bit, en Pars.
Derfonese q '<1S0 deben estar las instrucciones que acompaan cada producto.
30 O
*r. >-3
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So. CkS Ei,2 = 5 = .* ; z. '~ '- Z n
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SBBBif SS"
i-Og ff??.i"M
"" r* / i ";
O
Lr-
O
;.s2S23
'SS?
Vende-se na roa do Imperador botica franceza n. 38.
AVISO AOS SRS. MDICOS.
Cara ca'ttrrhos, tossm
coqieluehes, irrit*(6m
nervosas sos dos bron-
ehios todas as doen-
! cas do peito; basta a
fotuto urna eotbo rehdea desta saropo LV FoaatT.
Dr. CHslLR, em Pars, ras Tivltmara, SOS.
Pars, 36,RuaVivienne, D*
Sirop du
FB^'/Wt'
CHABLEmoccin
DEPURATIF
dn SANG
PLUS DE
COPAHU
DASENTERMIUADAS Dl'sSKXrAKS, AS AVVtO
COKS r.UTANKAS, F. ALTERAgOESPO SAWOOK.
----------------------''IO 000 curas dasim/inoerui
\iustulas. herpes, sames
omixoeM ,aerimonia ai-
percoes, viciosas do san-
_________________r?i"'; virus, e alterafOM
do sangie. (Xarope vegetal sem merend).ati>-
ralit ,rRre. BAimOMl MI I: II ATOO
tomao-se dous por semana, soguindoo tractamoBl*
____r_tj|fgo : emiregado nos timas molestia.
Este Xarope Cilraclo d*
ferro de CIIABLK. cura
immediatamentequolqner
pursaeoo, retaracao,
1 e debidade, e igual-
mente os/tuxos t flores brancas das murheret.
Esta injeecao benigna cmprega-e com o Xaropo do
Curado de Ferro.
Hen.rr.id. Pomada que as eara e- tros dio.
POMADA ANTIHERPETICA
Costra: as affeccoes cutantas e comiaroo*"-
PILULAS VEGETAES DEPURATIVAS
do Dr Chfele, eado frasco vai aceoapohado) do
m folheto.
Vendse na ra do Imperador botica
francoza n. 38.
0 abaixo assignado lendo arrematatlo Do-
mingos Vai da Costa Agr o engeniio Thom e di-
versos eseravus, e leudo passatln letras correspon-
dentes renda total dos referidos bens, que .<; ha
de lindar em Sanio do IHi17, previne que ninguem
h(* lraosae(3o com dito Agr sobre as referida-.
letra*, visto como o ajaste foi dependente fe eon-
dices, e nao tendo sido preenohidn, no curre
nbrigacSo da parte, do abaixo assignado, nao obs-
tante e'xistirem em poder de Agr letras na impor-
tancia de todo arrendami-nto.
t'ionraln Gomes de Souia.
IVde-se s auinrida les pTiciaes "ii quem de
lirelto c im|ietir, que faca remover para o grande
hospital dos alienados a dooda que i-xisti! i so-
lirado da ra Direita n. ti pois essa nem *6 in-
(-omimida os visinhos com gritos c tambem viva
constantemente botando na na ourina podre e
mais alguma cousa por rima d-- quem passa.
I.'m incomiiiodado.
Na Ha punga, porto do Lasserre, casan. 5,
da vuva Gouveia, tem para se alagar um moleque
de 13 annos.
m m um
Preeisa-se de ama ama de leite que seja lvrf ou
captiva, porem motja e sadla, agradando nao e
davda pagar bem : a tratar na ra da Cruz (So
Recife ii- 33.
Prensa-se de urna ama que saiba eogNimar,
coinhar o comprar : na na larga do Rosario-nu-
mero '.">l_______________________________
~^- No dia de sctembro.as H bnras da manltaa,
poaco mais ou menos, voou da loja da ra dii
Crespo n. 4, de J. Falque, um papagaio bastante
pintado de amarello, com um |daci de eorrente
de lalio no |i : quem llver adiado, far favor en-
tregar ou mandar mesma casa, que sera recom-
pensado e se Ibe Upar limito agradecido.______
A Semana lltnslrada que se publica n*Wio
de Janeiro todos os domingos, asslgna-se em casa
de J. Falque, roa do Crespo n i ; preco da assip-
i,atura, trimestre 0-5, semesire ll. tim anuo I8.
N. l>- Os assignantes da Semana 11,'ustrada le-
rna no lni dcst-1 anno un qnadro con. trs retrato-
.'e lodo o gabinete do Imperador e da cmara dos
deputados, olferecido pelos proprietarios tio jornal.
|KIA 1)0 HIPO
l)0R N. 22
Grnndo riimi'oiii ore linlflp
Tem a venda :
1 Productos chimicosmedicinaes os
mais importantes em medicina. ,
i. Pro lelos chimicos e ntensis t
para photographia e outras industrias.
3. Tudas as materias e ulensis
empregada na pintura a oleo o a col- ',
la para pintores, tintureiros, enver-
nisadores, donradores e vidracciros.
Joo Petlro das Heves,
Geiente.
Pede-so a f,nem competir que dete snas
tis para os josos prohibidos da ra di Roda e
Bella, que ostao desgranando a muita gente, na
de da como a no t?.
A NACIONAL
Companliia goral hespaiihola de seguros mutuos
sobre a vida
Decio de Aqairto Fonseca convida aos seus
amigos e aos do seu falleeido sogro Caetano
Aureliano de Carvalho Cauto, para ouvirem
algumas missas por alma de dito fallecido,
segunda-feira 6 do corrente s 7 horas da
manhaa na igreja matriz do Santissimo Sa-
cramento da freguezia da Boa-Vista.
Club Pernambucano.
A miiiiao familiar du corente mez
ter lugar na noile do dia 14._______
Aluga-se urna preta que sabe lavar, engom-
mar e cozlnhar o diario de urna casa, sendo para
pequea familia : a tratar na casa da esquina da
ra da Penha por cima di taberna do Sr. Jos de
Castro Redondo.
DE DEZRMBRO DE 1859
boa ad-
ATOWSDA PELO REAL DECRETO DE 21
Urna tianra cm dinheir., depositada nos cofres do estado, garante a
miuistracao da cornpanhia.
DIRECCO GERAL
Madrid: Hita do Prado n. IB
BANQCEIROS DA COMPANHIA
O Banco de ftlespanha
Esta com tanhia liga pelo systema mutuo todas as combinaeoes de supervivencia dos seguros
sobre a vida. ...
Nella pode se tazer asubscripcao de maneira que em nentium caso mesmo por morle do se-
gurado* se erca o capital nem os juros correspondentes a estes. .._
Sao tao suprehendentes os resultados que produzem as sociedades da ndole leA \At.iu-
NAL queanda me*mo dimlnuindo urna terca parte do interesse prodmido em recentes Iquidac5es,
e combinando o com a mortalidade da tabella de Depareeux que e adoptada pela cornpanhia paraos
seus clculos e liquidacoes, ora segurados da idade de 3 a 19 annos, urna raporsieao annual de 11H1#
produz em elfectivo metlico : ____,
No fim de 5 annos....... i:HW3tMt
. de 10........ 3:941*600
, de 15........ 11:MM100
, de 20 ....... 30:56000
, rte 25 '....... 80:331*000
as la les menores de 8 atiuos e maiores de 30, os productos sao mais eoDStderaves.
.-. init ile leile
Precisa-se de urna ama de leite sem lillio : na
ra Augusta n W. snbrado.___________________
Alnga-se nuil casa terrea ua ra da Matriz,
da Boa-Vista,caiada c pintada, urna >alae urna al-
cova, e um segundo andar na rna da Penha ao la-
do do vramciito : a tratar no mesmo. __
ELEIC0E8.
Formulario dos tralialhos in juntas tle paUfica-
co dos volamos, consellto de recurso e aesem-
blas parocliiaes, cam o stimmarin de loilns as
dcisos que se tem dado relativamente a este
assuiuptii
POR
/. M. P. de Vascnncellos
Acaba de chegar do Rio de Janeiro e>ta obra, e
vende-se na livraria econmica ao p do arco de
Santo Antonio a 1-5.__________________________
CUITAS 1IE ABC
Maria Bartholeza da ConceQo tem resolvido
vender o resto das suas afamadas cartas de ABC
a 80 rs., augmentadas pela annunciante, as quaes
(em 25 paragraphos e conten todos osnossos dyph-
tongos, e as actuaes em uso so tem de 8 a 9, alm
de um grande numero de nomes conheridos dos meninos, por isso Ibes facilita mui-
to a leitura : defronte <1\ matriz da Boa-Vista nu-
mero 8i.___________________________________
Prospectos e mais InformacSes serao prestadas pelo sub-direclor nesta provincia o Sr. Jcrony-
quii F.i/.a de Oliveira, raa da Cadeia n. o, ou a Boa-Vista ra da Imperatm n. 12, estabe-
ento dos Srs. Raymundo, Carlos, Leite & Irmao.
mo .1 1.1
leeimento
Aluga-se
urna grande casa c sitio confronte a povoapao do
Moiitwro, a margem do rio Capiharibe, com boa
baixadecapim, e todos os c*mmodos para urna
grande familia : a tratar na ra de Apollo n. 1,
segundo andar. ,_' __' '[______
Precisase alugar urna perfolta engommndei-
ra e costureira, preferindo-so escrava : a tratar
em Sanio Amaro, casa de C S. Cambronne.
4VISO
O Sr. Sebastiao Accioly Santiago llamos queira
ter a bondade de vir ra do imperador n. 83,
segnndo andar, liquidar o negocio qm- nao Ihe
estranho.
Vrecisa-se fallar com os Srs. Manoel Jos da
Silva e Francisco Jos da Silva, sobro urna heran-
ca que os mesmos toera n.i ilha de S. Miguel : na
ra Nova n. 26. segando andar.
Fab
rica
DE
Fogos de artificio da viuva
. Rufino.
Nesta acreditadissima fabrica recebem-se en-
commen las do fogos de artificio para dentro ou
fra da provincia, garantindo-s s pessoas que se
dirtgirem este estabelecimento acharem reunidos
os gostos a perfico nos artigos ah fabricados.
As encommendas recehem-se no armazem da bola
amarella no oitio da secretaria da polica._______
Precisa-sed", urna ama para o servieo de urna
casa de pequea familia : na ra do Quoimado u
28, primeim andar.
Aluga-seo segundo efereeni andares da ca-
sa da ra da Cruz n. 7. com mattos commodos pa-
ra familia : a tratar na mesma.
A viuva de Jacintbo Silvestre Vrente mudou
a sua residencia para o sobrado n. 1 sito no becct
do Abren, que faz quina para o berro das Almas,
e ah contina com o mesmo estabelecimento b
seu tinado marido, dando jamaros para fora, e nos
domingos c dias santos llavera mao de vacca, tan-
to para encommendas como em sua casa, todo por
preco commodo e aceio : na mesma casa se preci-
sare urna ama para o servieo de casa e ra.
'


MWMBWB

MMMH
b lar lo c rcri
ifrneo Segunda felra 5 de *<'teuibr<* 4e 184.
0 IMPORTANTE ESTABELECIMENTO
-1 rua do Crespo n. 17
DE
JOS CUMIES VILLAR
Acaba de recebei* de Pars
0 mellior sortimento de fazendas de gosto para as Exmas. seoboras, para assim
continuar melhor na sea liquidaco de fazendas, e para ir a Europa o mais breve possi-
vel comprar um bello e variado sorlimento de mercadorias.
Capas prelas o que ha de melhor cm Paris, casacGes pretos, basquinas de cintura,
pelerinas, pehsses, souterabarques, jaquelas pretas bordadas para senhoras, jaquetas de
merinos de cores ricamente enditadas para senhoras, chapeos de pallia bem enfeitados
para senhoras, moreantiques pretos, gros pretos, cassas organdys, cortes de organdys
com barra o que tem \indo de melhor de Paris, bretanhas de Jinbo, selecias de linho,
bramantes, madapoloes, chitas de muitos gostos.
As sedinhas de quadros estao se acabando vende-se agora a 15200 o covado oh
que pechincha.
Tapetes para forrar sala, so este estabelecimento tem com C palmos de largara a
25300 o covado ; aproveitem antes que se acabem.
Protejam. Protejam Exmas. senhoras
COXSELIIO
Deixai qte os Hunos da civilisacao vos preguem
economapara os pos 11 Esta parte do corpo
humano por certo aquella que, neste clima, ne-
cessita de maior agasalho: pela humidade nos ps
(se introdut a grande maloria das molestias, e com
estas a perda da saude e da vida I! 1 Fra com as
botinas e sapatos velhos; reforma-Ios
45-Rua Direita-45
Dorzeguins francezes para homem ."4000
! Ditos inglezes idem a 8, 75 e
I Djtos para senhora
i Ditos para menina
i Sapatoes esmaga cobra
i Ditos de Nantes de duas solas
i Ditos dito de sola e vira
i Sapatos de borracha para senhoras
Ditos de dita para meninos
Ditos de tapete para homens e
nhoras a 800 e
Sapatos de lustre para senhora i
Ditos para casa
Chinelas rasas do Porto
se-
geral
E o publico em
A toja da ra
a importante liquidaran de fazendas
do Crespo numero 17.
65000
4*800
25000
55OOO
55OOO
15000
15400
15000
15080
I5OOO
500
15600
ROPA FEITA
NO
AUlfAZRH
DE
WlftM % TON*
41-
-di
LETREIRO VERDE.
Neste estabelecimento ha serapre um sortimento completo de ronpa feita de
todas as qualidades, tambem se manda fazer por medida, vontade dos concor-
rentes, para o que tem um dos melhores professores, assim como tambem tem um
R grande e variado sortimento de fazendas de todas as qualidades, para senhoras,
gfi homens e meninos.
I Casacas de panno preto, 3o-$ e 30,5000 Ditos de setim preto. .
* Sobrecasacas idem, 30^ e 25,5000 Ditos de ditos e seda branco,
Mi Paletos idem e de cores, 255, | 65 e.......
205, 155 e......105000' Ditos de gorguro de seda
9 Ditas de casemira, 205, 155, pretos e de cores, 65, 55 e
125, 105 e...... 750O0 Colletes de fusto e brim bran-
550001
25000
15400
25500
15600
85500
25000
Ditos de alpaca, 55, 45 e
Ditos ditos pretos, 95, 75,
55, 45e ......
Ditos de brim e ganga de co-
res, 45500, 45, 35500 e. .
Ditos'branco de linho, 65,55 e
Ditos de merino preto de cor-
dao, 105, 75 e.....
M Calcas de casemira preta, 125,
m 105, 85 e. .
m Ditas de cores, 95, 85 e. .
i? Ditas de meia casemira de c-
E res, 55000 e.....
ffi Ditas de princeza e merino pre-
W< to de cordao, 4,5500 e. ,
g| Ditas de brim branco e de c-
g res, 55, 45500, 45 e .
gp Ditas de ganga de cores, 35 c
B Colletes de velludo preto e d
^ cores, 95 e......
||| Ditos de casemira preta, 55 e
|H Ditos de ditas de cores 55
I 4*e........
f*BYj
Furlaram da cana n. I da ra do Cabral, do Plihlfcaco lt*,x, o
capitio Antonio Bernardo Fcrreira, o segainle: i ., *""'M,caS'ao ""eraila.
I m relogio patente inglez de ouro, com Inuee-1 Sa'" a 'uz opsculo intitulado
lim, um passador com circuios de rubios peque-
)s com dous sinetes de turo com podras no fun-'
dita:
35500 co, 35500, 35 e .
Seroulas de brim da linho,
35o00 25400 e......
Ditas de algodo, 15600 e. .
J5000 Camisas de peitos de linho,
46000 4 3)j e.....
Ditas de madapolo, 25500,
55000 25 e........
Chapos de massa, pretos fran-
75000 cezes, 105, 95 e. .
75000 Ditos defltro, 55, 45,35500 e
; Ditos de sol, de seda, 125,
45000 115, 75 e......
Collarinhos de linho fino, ulti-
45000 ma moda duzia. .
Sortimento completo de grava-
25500 tas.
25500 Toalhas para rosto, duzia, 115,
i o .......
750OO Chapeos deso, dealpaca, pre-
45000 tose de cores.....
Lences de bramante de linho.
35500 Cobertas de chita chineza..
Salsa parrilha de Ayer
PARA A CURA DA
ESCRFULA
e todas as molestias
provenientes del la
KRWf<&18
todas as molestias da
pelle
ehensipellas, tumores, nlceras,
sarnas,
Bastidas, empingens,
REUMATISMO
S1PHIIJS
em todas as SHas lrmas, assim como todo
o mal que profeta do uso excessivo do
MERCURIO
Ulceraco do ligado
e em summa todos os males que tem sua
origem na
IMPUREZA DO SANGUE
um alterante poderoso para a
RENOVACO DO SANGUE
e para dar nova forca e vigor ao corpo ja
enflaquecido pela doenca.
Vende-se na ra Direita ns. 12 e 76
Hospicio n. 40.
Vende-se em Pernambuco: '
na pharmacla franceza de
MAURER & C.
RA NOVA N. 18.
S4HI0 4 LIZ
ESTA A VENDA NA L1VRAMA DO Sn. GeRALDO
A RA ESTREITA DO ROSARIO N. 12 AS
NOCOES

DE
PARTIDAS DOBRADAS
OFFERECIDAS
AAssociacao Commercial Benecenle
DE
pkrvijiiii (O
POR
M Fonseca de Medeiros.
CONSILTORIO MEDICO-CIRIRGICO
DO

carteiras
seguinte
Joao da Silva Ramos, medico pela Da
versidade de Coimbra, d consultas em
sua casa das 9 s 11 horas da manhaa, e
das 4 as 6 da tarde. Visita os doentes
em suas casas regularmente as horas
para isse designadas, salvo os casos ur-
gentes, que serio soecorridos em qual-
quer occasiao. D consultas aos pobres
que o procuraren! no hospital Pedro II,
aonde encontrado diariamente das 6
as 8 horas da manhaa.
Tem sua casa de sade regularmente
montada para receber qualquer doente,
anda mesmo os alienados, para o que
tem commodos apropriados e nella pra-
tica qualquer operacao cirurgica.
Para a casa de sade.
Primeira classe 35000 diarios.
Segunda dita.... 2,5300
Terceira dita.... 25000 >
Este estabelecimento ja bem acredi-
tado pelos bons servicos que tem pres-
tado.
O proprietario espera que elle conti-
nu a merecer a confianca de que sem-
pre tem gozado.
DR. PEDRO DE ATTAHYDE LOBO MOSTOSO
MEDICO, 1 t It I i:mo E OPERADOR.
3 Kiia da Gloria, casa do Fundo 3
0 Dr. Lobo Moscoso d consultas gratuitas aos pobres todos os das das 7 <* i
horas da manida, e das 6 e meia s 8 boras da noile, excepcao dos dias santificados
Pharmacia especial homeopathica
- No mesmo consultorio ha sempre o raais appropriado sortimento de
tubos avulsos, assim como tinturas de varias dymnamisac5es e pelos preces
Carteiras de 12 tubos grandes. \ 2i50O0
de 24 tubos grandes. 18000
de 36 tubos grandes. 24)5000
de 48 tubos grandes. 30(5000
de 60 tubos grandes. 35,5000
Preparare qualquer carteira conforme o pedido que se fuer, e com os remdirv
que se pedir. cmuiu.*
Um tubo avulso ou frasco de tfntura de meia onca 15'00.
Sende para cima de 12, custaro os precos estabelecdos para as carteiras.
Ha tubos mais pequeos cada um a 500 ris.
LITROS*
! A melhor obra da homeopalhia, o Manual de Medicina Homeopathico do Dr Jahr
dons grandes voluntes com diccionario....... 20O0O
Medicina domestica do Dr. Hering, .... ir^nfwv
Repertorio do Dr. Mello Moraes.........' '. I ($000
Diccionario de termos de medicina ...,...,.*' Xooo
Os remedios deste estabelecimento sao por demais conhe'cidos drspensam portan-
te de serem noyamente recommendados aspessoas que quizerem usar de remedios ver-
daderos, enrgicos e duradores: ha ludo do melhor que se pode deseiar, globos de ?er-
dadeiroassucardeleite.notave.s pela sua boa conservado, tinturados mais acreditados
PSSTS SPeffeitos.,naS eXaCta 6 aCUrada Preparaf3'e Prtant0 a mai0r ener-
Casa de sade para escravos.
Recebe-se escravos para tratar de qualquer enfermidade ou fazer-se^lhe aualauer
operacao, para o que o inundante julga-se suficientemente habilitado 9 q
f.,n,nv tra,tamento G melhor poswvel, tanto na parte alimentar, como na medica &
funccionando a casa a mais de quatroannos, ha multas pessoas de ujo conceite se naa
poete duv.dar, que podera ser consultados por aquella que desejaem mandar"S
Paga-se 2,5000 por dia durante 60 dias e d'ahi em diante 1,5500
As operacoes serao previamente ajustadas, se nao se quizerem suieitar aos oreoo
jazoaveis que costuma pedir o annunciante. 4'tem sujeuar aos preto

P.
Maques'sobre Portugal.
O abaixo assignado, autorisado pelo
Banco Mercantil Portuense. e na ausencia
do Sr. Joaquim da Silva Castro, saca ef-
fectivamente por todos os paquetes sobre
as pracas de Lisboa e Porto, e mais luga-
res do reino, por qualquer somma vis-
ta, e a praso ; podendo, os que tomarem
saques a praso.receberem avista, no mes-
mo Banco, descontando 4 OjO ao anno: na
loja de chapos da ra do Crespo n. 6, ou
na ra do Imperador n. 63, segundo an-
dar.Jos Joaquim da Costa Maia.
Sant-Clalr
t das Unas ou os desterrados na ilha da Barra, ro-
- manee digno de ser lido pelas senhoras por seus
lances interessantes postos em execuco por urna
senhora. 3 volumes em brochura a i$ : na livra-
na ns. 6 e 8 da praca da Independoncia.
: Precisa-se de urna criada livre ou cscrav
que saiba cozinhar e engommar : na ra das Cruz
n. 42, primeiro andar.
. Jos Antonio Marques, subdito portuguez, re-
! tira-se para a Europa.
LIVRARiA ECONMICA
Ra do Crespo n. 2
ao p do arco de Santo Antonio
Obras ltimamente recebidas
LITTERATURA.
Historia da Fundaeao do Imperio Bra-
silero por J. M. Pereira da Silva, pn-
J. \
\. 55. RA DO
DE
IGNES.
IMPERADOR
X. 55.
veis que
suindo um
Aluga-se urna padana na villa do Bonito,
plelamente montada de todos os ulencilios
sos, ou se faz sociedade com alguma pessoa'habi-
com-
preci-
meiro vol.
Calabar, historia brasileira do seeuo 17
por J. S. Mendos Leal Jnior, 1 vol.
ene.........
Theatro do Dr. Joaquim Manoel de Ma-
cedo, 3 vol. ene......
Obras de M. A. A. de Azcvedo, 3 vol. ene.
litada a tratar na dita iu LflTU. o ,JD's ae ai. a. a. ue Azcvedo, 3 vol. ene.
tonio^os Botelho d"a """ comodone br" ^ Suspiros Poticos, de D. J. G.' de Maga-
V por L. Rabello
45000
34000
25500
-. _- .,... com pr
ao, una chavinlia comprida de ouro e
A MBRRDADK
- outra
maior como chave de porta tambem de ouro.
1 na correuv d'' ?fata rara suspensorio.
Ijn castical de prata.
Lm par de oculos de curo.
quantia de 300* a 400* em moeda de piala
de 500 rs., 1* e pataeoes.
Duas libras esterlinas.
Diversos penhores de ouro ca importancia de'
100,5000.
Qiiatro paros de butoes de abeitura e qnatro de i
pannos.
l'ma lettra de 1305 aceita pelo conego Joao
Bernenuvem Maciel, e outra da quantia de l*
_Aluga-se um escravo : quem o pretender,
dirna-se ra do Queimado, loja n. 14.
- Precisa-s3 de nm menino brasileiro de 10
12 anuos para caixeiro de loja de modas, d-se
, preferencia, sendo os de fra da cidade : na ra
- (la Imperatriz n. 78.
I Aluga-se o sobrado atnarello da Ponte de
I Lchoa, concertado de novo e pintado, sendo o si-
, to murado e ptimos commodos para familia : a
tratar no largo do Paraizo n. 16.
%
O
Cu
O
ron
Alfonso de Albwuiriue Mello
Conviiiaiii.se osassignantes a mandarem receber
seus exemplares na praca da Independencia ns. 0
e 8, que serao entregues a vista dos recibos das as-
signaturas ; ahi tambem estao exposlos venda a
o
1
B
aceita por Francisco da Cruz Sout, as quaes es- 'WW C|da un. Sao sob os seguintes ttulos as
tavam dentro de urna carleira que lem um reta- lnaterias de que se oceupa:
to de urna 11105a banhando-se.
L'ma caixa de prata para rap obra do Porto.
Dous massos de meias para homem.
Diversas gravatas.
Um paletot de casemira branca cem dous lencos
11 m de seda e outro para tabaco.
Duas toalhas de labycMo com bico.
(_"ma escova nova para cscovar obra de panno.
L'ma pistola de espoleta pequea toda de ferro
com o ouvido da espoleta queorado de urna banda.
l'ma porcao de lencos para, tabaco encarnado.
Cinco lencos de seda sendo 3 encarnado o dous
de ramagens.
I'm par de sapato de tapete todo encarnado, no-
vo, mais achinelade.
L'ma carteira cor de ganga por fra e por dentro
de inarroquim encarnado, com 5* em urna nota.
Zl& sendo una nota de 1O5 e 1* em prata.
333 em prata em moedas de l.
1004 pouco mais ou menos em urna boceta
comprida em moeda de 15 de prata.
Mais urna porcao de pataeoes e rnoedas miudas
de prata que ignora-se a quantia, em urna boceta
de flandres redonda.
O roubo foi feito ao amanhecer do dia 2" de
agosto, entraram pelo telhado da frente da casa
do lado do sol, destelhando tres ordens de tenas e
cortando duas ripas a faca por onde desceram pa-
ra a sala, aonde se achava urna mesa com duas
gavetas, carregando esta pela porta do oilao para
o quintal debaixo de um pe de jambeiro onde le-
varam urna gaveta com ludo quanto se achava
cm ambas as gavetas, e fora'm ao quarto do lado
do sul abriram, o qual se achava com a chave na
porta e tiraram o que consta da relacao : roga-se
a quem souber queira dar noticias na mesma casa
ou na livrana ns. 6 e 8 da praca da Independen-
cia que ser recompensado ; assim como pede-se
aos Srs. ourives a quem fr offerecido qualquer
destes objectos, os aprehendam e participen) as
mesmas casas cima.
0 aballo assignado faz sciente ao publico que
o Sr. Victorino Lopes da Costa nao mais seu cai-
xeiro desde o dia 30 de agosto de 1864.
____________Antonio Joaquim de Mello.
Na 1111 estreita do itosario n. 34
Advogado Affonso de Albu-
QUerQU M.ellO. ~"MS2!?, l,0"llcac<>'"cunaa.Ue que pro-
pode ser procurado a qualquer hora ; as sextas- SS'da'li'hedT 5!-^mpe na elc.'Cao-A
te ras nnriim na villa ,\r. r,hn resuicaaua IIDeraae
Introducciio.Nocaoda liberdade.-O Brasil co-
, lonia.Itevolucao de 1817A Independencia.A
.constituidleAconstiluicoA revolucao de 1824.
1 A expulso ou abdicaco. A regencia livre. O
partido regressista.- Ameaca dos corcundas e que-
da dos livres. A regencia" corcunda.Causa dos
males da regencia livre.?Regencia corcunda e
maioridade.Principios do reiuado de D. Pedro.
Revolta de -Minas e S.Paulo.-Dominio da Praia
Luzia.O dominio liberal nao inquietava os cor-
cundas. Felos do dominio liberal.-A praiaeClii-
chorrosenatoria.A revolta e a revolucao de
1848 A constituinte.-A constituinte.Derrota
da revolucao. Negociado de Honorio com os libe-
raes :traidores.-Venda da bandeira da cons-
tituinte.- O partido liberal durante os quatorze"an-
uos do chamado ostracismo.-Os corcundas e os
liberaes durante os quatorze annos.Captiveiro re-
signado e voluntario dos liberaes durante os qua-
torze annos.0 povo corcunda, ou os vermelhos e
os sabios.A situacao propriamente poltica.Ins-
tituicoes livres, e direitos polticos que tivemos:
ate o fim da regencia livre, e o que actualmente
temos em lugar delles.-Os representantes da na-
cao e das provincias.Situacao administrativa.
O que sao nella os Portuguezes. -Como o gover-
no e obrigado a corromper o paiz e a fazer-lhe
sempre maior mal.Como se multiplica e se paga
a clientella do governo para sustentar-se o impe-
rio corcunda. O procnsul.O procnsul da co-
marca. Dos cargos, dos crimes e da punicao.A
justica.Juizes municipaes.Juizes de direito.
Tnbunaes.-s das Relacoes.Tribunaes do Com-
raercio.supremo Tribunal de Justica.O jurv
Os advogados.Conclusao.- Garanta dos direitos.
A moral publica.Dos crimes.As eleicoes.
Coronario da obra saquarema. O que a pa-
tria. Situacao para com o exterior. Situacao
financcira.-As nangas do estado.-A miseria*
Perigo e salvamento dos corcundas.A liga.
Como se congregam os elementos para ella.Con-
sideracoes retrospectivas. A constituinte. Prepa-
res antecedentes. Coaciliago e opposicao parla-
mentar.Monta a liga.-jO que sao os liberaes na
liga.Que bem farao os liberaes ao pji?.O pro-
gresso.--Seus feitos.O que o progresso e que
far.Como se deve viver nesta trra echegada
ao progresso.Porque o progresso s vem com-
pletar nossas desgracas e sera mais remedio.Se
na salvaeao para nos qual seria o meio e bem f-
cil. Resumo.-A's cinco provincias pernambuca-
nas. Histrico e poltica corcunda.De
g
P
B
P
co
pd
Mocidade de D. Joao
da Silva, 3 vol.
I'm anno na corte por J. A. Corvo, 3 vol.
Os Misciaveis, por Vctor Hugo, 10 vol.
Crimes espantosos, 2 vol.....
Marina de Dirceo, ntida ediccio, 2 vol.
Historia de Napoleao, com estampas, 2
vol.........
Obras poticas de M. I. da Silva Alvaren-
ga, 2 vol. .....
O Outono, poesas de A. F. de Castilho, 1
vl- '
Revelaces, poesas de E. A. Zaluar, 1
vol. .....
Peregrinado provincia de S. Paulo, pe-
lo mesmo, 1 vol......
A morte moral, novolla por A. D. de Pas-
cual, 3 vol.......
Agulha em palheiro por Camillo Caslello
Branco, i vol......
Visao dos tempos, Antiguidade Homrica,
Harpa de Israel, Rosa Mystica, poema,
por Theophilo Braga, 2" edicao, 1 vol.
Cyuismo Scepticismo e Crimea", comedia
por A. Cesar de bacerda, 1 vol. .
.-ilm dtstas obras recebeu mais, de ll,
franceza, portugueza e brasileira, as quaes
precos muito razoaveis.
Fugio na manhaa do dia 31 de agosto de 1964
Miquehna, crioula, de idade 24 annos, pouco mais
ou menos, estatura regular, cor fula, tem o andar
pesado, e mette um olho por outro, levou vestido
de lia escuro, chales de merino matizado e novo :
pede-se as autoridades policiaes e capitaes de cam-
po a apprehensao, da mesan, e a levera ra do
Aragaon. 8 ou lo, que se gralilicar generosa-
mente. ________
Fugio na noite de 22 do mez prximo passa-
35000
o000
95000
95000
:J5000
85000
85000
165000
65000
6-5OOO
'5000
6,3000
45000
5000
65000
65000
25000
Os pianos desta antiga fabrica sao boje assaz conhecidos para que seja'
'"'de, vantagense garantas que offerecem aos compradores, qualidades estas inconfc
em delinitivamente conquistado sobre todos os que tem apparecido nesta praca arf.
lado emachinismo que obedecen) todas as vontades e caprichos das pianistas'sem-
nunca falhar, por serem fabricados de proposito, e ter-se feito ltimamente melhoramentos imomn-
tissimos para o clima deste paiz ; quanto as vozes sao melodiosas e flautadas, e por isto muito Sa-
veis aos ouvidos dos apreciadores. ^ 1UIW 3*ra^m
Fazem-se conforme as cncoromendas, tanto nesta. fabrica como na do Sr. Blondel de Paris
correspondente de J. Vignes, em cuja capital foram sempre premiados em todas as expsicoes
ao mesmo estabelecimento se acha sempre um esplendido e variado sortimento de msicas dos
melhores autores da Europa, assim como harmnicos e pianos harmnicos, seado tudo vendido or
precos commodos e razoaveis. cumu, por
GRANDE SORTIMENTO DE FAZENDAS
PE
^
Custodio, Carvalho & Companliia.
RA DO Q UMMMJknO
99
i.
Pefas de entremeios bordados a
Tiras bordadas a peca 2.
Cobertas de chita a chineza a 2200.
Lences da linho finos a 25200.
Toalhas de linho para mos duzia 45.
sapatos de tapete para meninos, senhoras e homens pelo barato preso d* 15600 o r,ar
foalhas de linho para mesa a 300 e 4. v
Baldes de arcos para senhoras a 3.
Fil de linlio liso vara .'iOO rs.
Grande sorlimento de lias para vestido?.
Superiores saiasde fustao para senhoras a 5.
15300
15000
itteratura
vende
Antonio Luiz de Oliveira Azc-
vedo Si C
Agente* do Banco Inio do
Porto.
por todo
Procuradoria
Pedro Alexaodrno da Costa Machado, solicita-
dor de causas ante os auditorios desta cidade, se
encarregada procuradoria de qualquer causa com-
Bft ^d^de^rsi^m ancsfittsade -^^
cial: pode ser procurado das 6s 9 horas da ma- dL t "" ,S' bai.xa' c?Tlenta'com aluns Pan'
nhaa, e das 4 s 6 da tarde, em casa de suaresi- SififtJSt^^*1 "espos e cortados,
dencia na ra Imperial n. 124, sobrado; e fra mtitular-se forra, e procurar servico co-
dessas horas, na ra estreita do Rosario n. 34 es- m0 ama de casa Pelicular : roga-se a qualquer
criptorio do Dr. Alfonso de Albuquerqne Mello Pessoa'.aos caP"aes de campo e a polica queda
as quintas-foiras, porm, em Ipomea, e as sex- meS m n0t,c,a' ?5ao ""impensados na ra
tas feiras no Cabo, em cujos foros contina a tra- da ,',a' arinazera D- 5;J> ou Ba rua Imperial nu-
balhar como d'antes. imero "_______________________
Competentemente autorisados sacam
os paquetes sobre o mesmo Banco para Porto s
Lisboa, eparaas seguintes agencias.
Londres sobre lianh of London.
Paris Frederic S. Ballin v\ C.
Hamburgo Joiio Gabe & Filho.
Barcellona Francisco Ilahoba & Ballisia.
Madrid Jaime Meric.
Cdiz > Crdito commercial.
Sevilha > Gonzalo Segoria.
\alencia M. Perera Y. Hijos.
Em Portugal.
pelo
teiras, porm, na villa do Cabo.
A quem pode.
Aluga-se urna casa no Poco da Panella, na rua
do Rio n. 16, com 2 salas, 3 quarlos, cozinha fra,
quintal que rolta para a rua da Poeira, muito pro-
pria para pasear a festa. e d-se muito em conta
a quem Ihe faca um pequeo reparo, e tambem se
vendo : a tratar na rua do Arago n. 8.
Precisa-se alugar um .preto para o servico
desta typographia por mez ou por semana, a sec-
ca, ou dando-se o sustento : na livrana ns. 6 e 8
da prafa da Independencia.
Deseja-se fallar com algum dos filhos d.; D.
Rila Cavaicanti de Albuquerque Maranbao, dona
que foi do engenho Pao d'Arco, na provincia de
Macei, ou com algum neto, que comparefain mu-
nidos de formal do partilhas com que herdaram do
primeiro consorcio, que se procedeu por morte de
Paulo Leitao V. : na rua de Santa Rita n. 70,
para liquidaco de herancas.
O abaixo assignado agradece aos seus amigos
os votos que pretenden) dar-lhc para juiz de paz, e
declara que renuncia qualquer sulfragio nesse sen-
tido, por ser empregado de fazenda e nao Ihe res-
tar tempo para negocios forenses. S. Jos do Re-
. cife, 3 de setembro de 1864.
i______________Antonio Jos dos Santos Serrina.
Na rua do Imperador n 46 precisa-se de
I urna ama para cozinhar.
_ Pelo consulado de Portugal sao chamados to-
Aluga-se um sobrado no Varadouro de Olinda,' dos os credore3 do fallecido subdito portu-uiez
CO1 monos commodos : a tratar na padana que I Luiz Jos de Magalhaes, para apresentaremsuas
foi do fallecido Soars, ou no Recife, pateo do Car-: contas dentro do praso de 15 dias, a contar-se da
mo, taberna de Joaquim Manoel Ferreira deSouza. data deste. Recife 3 de setembro de 1864.
Ha para alugar um primeiro andar um ter-
< O Dr. Carolino Francisco de Lima San-
! tos, contina a residir na jua do Impe- W
rador n. 17,2- andar, onde pode ser pro- a
curado a qualquer hora do diae da noite W.
para o exercicio de sua profisso de me- gN
dico ; sendo que os chamados, depois de >
meio dia at 4 horas da tarde, devem ser
deixados por escripto. O referido Dr.
nao abandonando nunca o estudo das
molestias do interior, prosegue, com o
maior aISnco, no das mais diulccis e deli-
cadas operacoes. como sejam dos ergios
ourinaros, dos olhos, partos, etc.
Precisa-se alugar urna ama que saiba cozi-
nhar, preferindo-se escrava: na rua da Impera-
triz n. 40.
Para a festa
Amarantes. Angra Terceira.
Arcos de Val de Caminha.
, Vez. Castello Branco.
Aveiro. Chaves.
Barcellos. Coimbra.
Bastos. Covilhaa.
Beja. El vas.
Braga. Extremos.
Braganca. Evora.
Faro. Fafe.
Oliveira d'Aze- Pinhal.
meis. Porto-alegre.
PenaOel. Thomar. Vianna do Cas-
Tavira. Villa Nova do
Villa do Conde. Portmao.
Villa Real de Vizeu.
S. Antonio. Faial.
No IMPERIO.
Baha. Maranhao.
Rio de Janeiro. Para.
Qualqner somma prazo ou vista.podendo logo j
os saques prazo serem descontados no mesmo 1
Banco a razo de 4 por cento ao anno : a tratar I
na rua da Cruz n. 1.
Figueira.
Guarda.
Guimaraes.
Lagoa.
Lagos.
Lamege.
Leiria.
Monrao.
Moncorva.
Regoa.
Selubal.
Vianna do
tello.
Villa Real.
Madeira.
S. Miguel.
PRIMEIRtS
letras e liugua franceza.
Mana Bartlioleza da Conceicao licenciada v
Illm. sr. Dr. director da instruceo publica, tem
destinado abrir sua aula paiticular de primeras
letras, etc., assim como lingua franceza, no 1 de
setembro prximo futuro; por sso roga aos se-
nhores pas de familia a queiram honrar, confian-
do- he suas meninas \ afiancando-lhes a boa letra,
e far todos os esforcos para que ellas obtenhara
em pouco tempo o desojado aperfeicoamento ; as-
sim como far todo o possivel para que ellas per-
cam qualquer vicio patrio que possam ter : do-
fronte da matriz da Boa-Vista n 8i.
Precisa-se fallar ao Sr. Antonio Jos
Teixeira de Mendonca Belem: nesla tvpo-
graphia, ou na livraria ns. t e 8 da praca da
Independencia.
O Sr. Sebastiao Jos Peixoto, tem urna
carta nesta typographia.
PARS
DENTISTA DE
19Rua Nova-19
Frederico Gautier, cirurgiao dentista,
faz todas as operacoes de sua arte, e coi-
loca dentes artificiaes, tudo com superio-
ridade e perfeicao, que as pessoas enten-
didas Ihe reconhecem.
Tem agua e pos denuncio.
mwHi-nHi-:
Piano
Vende-se um piano dos bem conhecidos fabri-
cantes Blondel & Vignes, em perfeito estado e p-
timas vozes : na rua do Queimado n. 33 A, loja
da Esperanca._________
Aluga-se a sala e quarlos da parte de detraz
do primeiro andar da casa n. 63 da rua do Impera-
dor cora vista para o passeio, propria para escrip-
torio, e morada de pessoa solteira : a tratar na
mesma.


rahdade.-Corollario.
apar do progresso daimmo-
Precisa-se de urna ama para servico de casa
de pouca familia, prefere-se scrava: na roa da
Imperatriz n. 18. ,
Precisa-se de um caixeiro para taberna, de
12 14 annos de idade, que saiba Jar e escrever : fundicS
na rua das Cruzes n. 1. jde Fran-
ceiro dito com sotao, ambos na rua do Encantamen-
to ; urna loja na rua do Amorim e nma casa ter-
rea na rua da Alegra : a tratar com Joao Rlbeiro
Lopes, rua da Cadeia n. 33, loja.
Precisa-se alugar urna escrava para o servi-
co de casa e compras de urna familia composla de
duas pessoas : na rua das Nimphas em nma casa
terrea nova sem numero junto de outra tambem
nova n. 9.
Aluga-se ou vende-se a olaria dos Coelhos n.
3, onde esteva o Sr. Manoel Serra, o caes passa na
frente, fica era muito bom local para quem quizer
edificar, ou mesmo para quera queira por alguma
a tratar na rua Direita n. 22, refina*-3o
co Jos de Araujo.
M. A. Caj roga ao Sr. Jos Luiz Affonso Fer-1
reir, rendeiro que foi do engenho Capoeiras, na
comarca de Agua Preta, que Ihe mande a respos-
ta da carta que o annnnciante em 13 de fevereiro
do corrente anno Ihe envin por intermedio do
Illm. Sr. tenente-coronel Bernardo Jos da Cma-
ra, relativo ao trato que fizemos em casa do mes-
mo Sr. Cmara, em 13 de fevereiro de 1863, pois
o praso de 12 mezes era mais que bastante para a
sua realisaco, pelo que fleo a espera.
3--RUA ESTREITA DO R0SARI0-3
Franelsco Pinto Ozono contina a eol-
locar dentes artificiaes tanto por meio de
molas como pela presslo do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que as obras nao
quem a vontade de seus donos, tem pos
e outras preparaedes as mais acreditadas
para conserva^ao da bocea.
Aluga-se muito barato urnas poucas de meias
aguas pouco acabadas de edificar na entrada dos
portoes da travessa das Barreiras, do bairro da
Boa-Vista : a tratar na rua do Cotovello n. 23
Compauhla flde
seguros uiaritlnos e ter-
restres estabeleelda
Ro de Janeiro.
AGENTES EM PEPNAMBCCO
Antonio Ln de Oliveira Aievede k C,
competentemente autorisados pela direc-
tora da companhia de seguros Fidelida.-
ae, tomam seguros de navios, mercado-
rias e predios no sen escriptorio rua
Cruz n .1.
da
TINTURARA.
Ting-!ve com perfeicao para qualquer
efir, e mais barato possivel: na roa do
Rangel o- #*- segando andar.
Na praca da Independencia, loja de omites
n. 33, compram-se obras de ouro, prata e podras
. preciosas, assim como se faz qualquer obra de en-
Aluga-se a casa com pequeo sitio na travs-1 commenda, e todo e qualquer concert.
sa de Joao Fernandos Vieira, em que morou ulti--------STT------!------3~-----------;r~T~
mmente o Sr. Thomaz Comber : no armazem de i ~~ Na ,lvrana n- 6 8 da Pca da Inde-
Samuei P. Johnston & C, ruada Senzaia Vova nu- pendencia existe urna carta de importancia
1 mere 42. paraoSr. Antonio Fernandes Corredor.
.


T"^
Diario de Pernaubueo Segunda elra 5 de fce4caubw> de 16*4.
/
COMPRAS.
Compram-se diarios aU: no pateo da Pe
nha n. 6, fabrica de cigarros._________________
Compra-se ouro e prata en obras velhas
daga-se bem: na loja de bilhetes dapragada Inde
pendencia n. 21_____________________
Gompra-se couro de carnero : na ra larga
do Rosario n. 10.
Compra-se efiectivamente
ouro e pratt em obras velhas pagndose bem :
na fu larga do Rosario n. 24, loja de ourives.
Compra-se cobre velbo : na ra do Brum nu-
mero 78._____________________________
Compram-se Diarios a 120 rs. a libra : na
roa da Senzala Velha n. 30.
Compra-se,
jornaes para embrulho a 45 a arroba, sendo libra
a 120 rs.: no pateo do Terco n. 9.
Compram-se latas vasias de gaz : no arma-
zem da bola amarella no oito da secretaria de po-
lica;______________________________________
Gompra-se ama escrava moca sem achaques,
que saiba engommar e coser: na ra Augusta nu-
mere 26.
VENDAS.
VEYOKJI-Si:
as seguintes obras: Garnier, Economa po-
ltica, ivol. por 2,5000; Mackeldey, Dirci-
to romano, i vol por 40; Du Caarroy,
Commentario do cdigo civil francez, 2 vol.
por 8^000; Reme, obras completas, I
vol. por 80000; G. Mass, Diccionario do
contencioso commercial, 1 vol. por 00;
Chabot de VAliver, commentario sobre suc-
cesses, 1 vol. por 60; A. Arnatt, obras
philospphicas, ivol. por 2f>; Sauvage-Har-
dyy creacao de bancos de deposito. 1 vol.
por 20; Lotm Mane, organisacao do trba-
la, 1 vol. por 20; na ra do Cabug loja
n. 2 A.___________________________
Livro de or&coes.
Vende-se i 60 reis, na livraria ns. 6 c 8
da praca da Independencia, um livrinho con-
tendo o seguinte: louvor ao santo nome de
Dens, cora dos actos de amor de Deus, ora-
jes e.petices, hymnoao'Espirito Santo, co-
rea do Senhor, aviso qualquer alma de-
vota, desengaos da vida humana, hymno
de Santo Ambrozio Nossa Senhora, jacula-
torias ao Santissimo Sacramento, exercco da
via-sacra, commemoracao Nossa Senhora
do Carmo e ao SS. Sacramento, directorio
para a oracao mental, dividido pelos das da
semana, obsequio ao eoracSo de Jess, sau-
daces devotas s chagas de Chrislo, ora-
coes Nossa Senhora, S Jos, ao anjo da
guarda, Deus ent obsequio qualquer san-
to e para a noute, e responso pelas almas
do purgatorio.
Charntos i\ Havaua.
Vende-se superiores charutos da Havana em
casa de Rabe Schmettau & C.; ra da Cadeia
n. 18.______________________________________
Esleirs do Aracaty
Vondem-se na travessa da Madre de Dos n. 16.
Vende-se ou troca-se por propriedades nesta
praca e seas suburbios, a meladc do engenbo Tri-
umphante, silo na barra do rio Una, e freguezia do
mesmo nome, moeate, cora bom cercado, 12 ani-
maes de roda, e acimentado; assim como duas
partes em urna propriedade a une xa, aonde tem
urna boa casa de tena na beira mar para se passar
a fosta, e mais de 100 ps de coque rus de fructo'e
novos. Esta propriedade, alm dos melhores ter-
Grande liquidadlo.
Ra da Emperatriz n. O.
Loja de faiendas do Pavio de Gama & Silva.
Acha-se este eslabeleciment completamente
sonido de fazendas inglezas, frauceza?, allemas e
suissas, proprias tanto para a praca como para o
mallo, prometiendo vender-se mais barato do que
em ouira qualquer parte principalmente sendo em
pon;ao, e de todas as fazendas do-se as amostras,
deixando Gcar ponhor, ou mandam-se levar em
casa pelos caixeirosda loja do Pavo.
As chitas do Pavio.
Vendem-se chitas inglezas claras e escuras pelo
barato prego de 210, 260 e 280 rs. covado, tintas
seguras ; ditas francezas de cores seguras a 320,
340,360, 400, 140, 480 e 500 rs. o covado, fazenda
SSRSftSBfi&ttflUS si-i 7SBip*^i*
Alm de tudo isto tem um extraordinario vi-
ros.
veiro, que cora urna pequea obra dar sem duvi-
da mais lucro em peixe do que qualquer por maior
que d a mesma propriedade, come est ao alcan-
ce de quem a vir. Quem souber apreciar, ver
que com o indispensavel trabaiho e Industria se
tornar urna propriedade das mais bellas, e rendo-
sas por sua natureza, visto estar margem de
ameno rio Una, e vista do azulado ocano que
Ihe tica pelo nascenle : quem o pretender dirja-
se aq seu proprietario, o parocho da mesma fre-
guezia, que far todo e qualquer negocio pelos mo-
tivos que apresenlar ao mesmo pretndeme, que
nestaoccasiao poder negociar a safra presente.
COMPENDIO DOLOROSO
que coiiiem oofficio de Nossa Senhera das]
Dores; o modo de resar e olTerecer a ce- i
roa, um setenario e mais outros exercicios I
de piedade e devoco; ordenado pela ir-
mandade dos servos da mesma Senhora,
que se acha erecta na egreja de T. S. da
Penha do impenal hospicio dos reveren-
dos padres missionarios apostlicos capu-1
chinhos italianosdePernarnbuco, approva--
do por S. M. I., que Deus guarde; dado,
luz por devoco do muito reverendo
padre Fr, Placido de Messina.
Vende-se a 320 rs. na livraria ns. 6 e 8
da praca da Independencia.
Ra da Seuzalla u. 42.
Vende-se, em casa 3e S. P. Jolinston- C,
slitas e sillies ingleaes, candieiros e cast-
caes bronzeados, lonas inglezas, o de vela, I
chicotes para carros e monlat ia, arreios para;
carros de um e i.ous cevallos, e relogior de!
ouro patente inglez. j
Vendem-se saceos fettos para assucar, millio
ou feijao : em casa de Mills Lasharn & C. roa-da,
Cruz n. 38.
Os ('asos
OS MAIS iGGRAWNTl
K
'iiHi fertiuaz iiuraiao
PB
ESCRFULAS,
OB EEPCOES ESGMWSAS,
Okeras de toda n especia
SYPUILIS, O JtAL VENTEO,
TOMORES,
!SHwllicoep>
B'ERTOEJAS,
OPHTEALMIA,
Hydropsia,
Empig&ns,
HERPES,
insii'Ei.i.s
escorbuto,
Tinta,
CHAGAS AHOGAS,
Rheu^atsmo CHr JOJLIDAPE (ERAL
Nervotdadc, Neuralgias,
FiUM B PPITII. F1SB0,
UPPRESSO DAS REGRAS, ou
AMENORRKEA,
IBlffll I HIS IMll,
Ktetei?ao das trinan.
EV.M l.U AO.
- 3
<>,. ,,,::),: hiuiilogeroido corpo,j}> toe-
. > IKFLAMCOES C2E0NICAS,
Afectes Chronica*: do Figads,
Pavao.
As laiiolus da e\posi{e de Pavo.
Vendem-se lazinhas as mais modernas que
tem viudo ao mercado, proprias para vestidos e
soutembarques por seren lisas e de cores muito
delicadas o60eo0rs. ; ditas lisas com mu lustre
que parece seda 6W rs. o covado, ditas com
quadrinhos de seda '00 rs. o covado, s para aca-
bar : na loja e armazem de llama $ Silva, ra da
Imperalnz n. 60.
Os vestidos do Pavao.
Vendem-se os mais modernos cortes de vestido
de taa, que vieram pelo ultimo vapor, com ricas
barras de r, corpinho e collete separado ; ditos
com listas de seda e tambem com barras e enfei-
les para o oorpo, por preco mais barato do que em
outra qualquer parte, e se querem urna prova
do que se diz, inandem ver leja e armazem do
Pavao, ra da Imperalriz n. 60, de Gama & Silva.
Os vestidos Mara Pa. S v Pavio (80001.
Vendem-se os mais lindos vestidos Mara Pia
de laazinha transparente com listas, e palmiulias
de seda pelo barato preijo de 83 cada corte : s
na loja do Pavao ra da Imperalriz n. 60, do Ga-
ma & Silva.
As cassas do Pav a 240, 280, 300, 320 e
360 rs.
S o Pavo vende as finissimas cassas persianas
imitacao de la, com cores fizas, 360 rs. o co-
vado ; ditas francezas muite finas 240, 280, 300
e 320 rs. o covado, isto para acabar ; ru da
Imperalriz, loja de Gama & Silva.
<0s Hiadapoldrs i Pava*
Vende-se poca de madapotao infestado rom 12
jardas cada peca pelo barato preco de 15, iioOO e
54 cada peca, fazenda muito superior : s o Pa-
vo ra daimperatriz n. 50, notando que a pera
leva urna etiqueta com o Pavo pintado para no
haver duvidas nem engaos : isto previne o Pa-
vao, de'Gama (Silva.
ti-arnn(c de linlw do IavSo
.#. 8 loo, :.S<;ou
Vende-se o melhor bramante de linho puro com
dez palmos de largura por preo muito commo-
do, por ter de acabar a factura, a vara por
24200, 24400, e a600 ; s o Pavo : a rw da
Imperatriz n. 60 de Gama & Silva.
Pauuo de linho ti" Favo.
Vende-se panno ^e linho com 4 palmos de lar-
RIVAL SEM SEGUNDO. aderemos DE MOSAICO
Ra do yueimado n. 49 loja de miudezas de Jo- \ A aguia branca da ra do Qocimado n. 8 rece,
s Bigodinbo, venham ver a pechincha que se est beu bonitos aderecos de mosaico e fino dourade, e
Aencao
O Vigilante est alerta, nao Ihe era permittido
dear passar desapercebido sem que nao dsse o
su canto, afira de annunciar ao rcspeitavel publi-
co o grande sorlimento de galanterias do melhor
gosto propiamente para qualquer mimo, que aca-
ba de ebegar neste ultimo paquete, assim como
inultos outros objectos que recebe por diversos na-
vios, tanto de sua conta como de consignaco que
esta resolvido a vender por precos muito baratos
para veuder muito e ganhar pouco, e dar extracao
o grande deposito que tem, que espera merecer a
proteccao do respeitavel publico empregando para
isso todas e as melhores diligencias para que li-
acalando celtas qualidades de fazenda.
Pecas He litas elsticas com 10 varas a..
Ditas de tranca branca lisa com 10 varas.
Ditas de tranca prela ftsa a............
Realejos para meninos, pechincha a...
Rodinhas com superiores allinetes a.....
Gaixascom superiores agullias e limpasa
Saboneles de familia, muito linos a 80 e..
Pares de sapatos de la para enancas a..
Varas de babado do. Porto multo'bom a
-100, 120e.........................
Ditas de bico largo grosso a............
; Potes de superior tinta tem mais de meia
garrafa a..........................
, 1 luisa- com perfumaras muito lunillas a.
: Frascos de oleo de macaca muito fino a .
1 Ditos de oleo de lobosa superior a 240.
320, 400 e.........................
Ditos de cheiros muito superiores em qua-
lidade a...........................
Ditos de agua de colonia muito boa a
Ditosde dita dita grande a.............
Saboneles de lodo o preco 60, 160, 200,
320 e.............................
Frascos de superior banha a 320 e.......
Caixas de p para limpar dentes muito
fino a*............................
Ditos de hsnha transparente a..........
Pares de ligas muito linas para senhora a
Saboneles inglezes da melhor qualidade a
Frascos de agua dentrifire superior ga-
rantida a..........................
Massos com 2o envelopea grandes azula-
do a..............................
Varas de fila preta com clcheles a.....
60
120
20
200
160
400
160
100
320
500
100
500
320
400
800
400
800
100
600
300
320
quemsatisfeitos, isto s no Gallo Vigilante, ra do p^^e"^^ ^ n,ui,o superior
i"' ... Caixas com nenn'as eraml
Ricos porla-juias.
Cofre de muito gosto por
Cestinhas transparentes torradas de ma-
dreperolapor
Lindas jardineiras.
Ricos cofres com camapheu.
Lindas caixinhas com pedras brancas.
Lindo balo com calungas dentro, tam-
bem para joias.
Tambalier para ditas.
Cestinhas ditas.
Cosmorama ditas.
l'rnazinnas.
S no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Ricos porta bouquetes de diversos gostos
oos; s no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Ricos sintos
100
too
00
200
100
200
200
60
Caixas com pennas grandes a
nnn *'rosas ^e l''oes para calca preta, miudos
104000 Libras de memento da roupa de lavar a..
Carriteis de retroz de todas- as cores e
184000 jem mea oj|ava de retroz a.........
IO4OOO Varas de bieos de dilferentes larguras a
104000. -----------------------------------------------
3 LOJAIOIIEIJAFLOK.
g Ra do Queiiuado ns. 63 e 69.
(3(X)0 Cintos dourados.
04000
e pre-
So chegados os lindos cintos bordados ouro,
pelo barato preco de 24300 e 34000: no Beija-llor,
ra do Quemado ns. 63 e 69.
Kivellas para cintos.
Chegaram tambem ricas fivellas douradas e de
com bolcinhas ao lado, a 104, 124 e 154, ditos sem ac para cintos a 14000 e 14200 : no Beija-llor,
i bolea porm do mesmo gosto, a 24500, 34, 34500 ra do Quemado ns. 63 e 69.
44000. Pentes de tartaruga.
i Ricas fivellas avulsas para sinto, o melhor que se Lindos pentes de tartaruga, gosto moderno, a
pode encontrar, a 14500, 24, 24500 e 34 o par; 34200, 34500 e 64000 : ra de Quemado ns.
s no Vigilante, ra do Crespo n. 7. 63 e 69. .
Cabazes ou cestinhas. Pentes de travessa.
At que chegaram as desejadas cestinhas ou ca- Vcndem-se pentes de travessa de novo gosto para
bazes para meninas trazerem no braco, o mais rica meninas a 00 e 800 rs. : s no Beija-llor, ra do
possivel a 24500, 34500, 44, 54, 74 e 104; s no Quemado ns. 63 e 69.
Vigilante, ra do Crespo n. 7. petes pa,.a atar cabellos.
Lindos pentes pequeos para atar cabellos, pro-
prios para se andar em casa a 400 e 300 rs. :
no Beija-llor, ra do Queimado us. 63 e 69.
gura propno para lences e toalhas de mao pelo
baratsimo preco de 640, 720 e 800 rs. a vara, al-1 g" artl *m &** sorlimento, tanto
godaozioho com oilo palmos de largura proprio Para aliar como para atar cabello, os mais lindos
nara iciWu's npin haratiasimd nreon c i a ara. Que s pode deseiar. assim como de arregacar ca-
para lences, pelo baratissim preco de 14 "a vira, 1u??se pone aesejar, assim como ae arregacar ca- Uotoes de niadrcnerola.
assim como temo melhor algodozinho tanto em Mo, tanto de borracha como de trtaruga com en- Tendo recebido um variado sorlimento dos de-
largura como em cor|>o, proprio para lences, ca- J**j? e beH1 e'le Para menina; so no Vigilante,ra sejados botoes para abertura de roupo, vendem-
misas de escravos, etc., etc., prego multo ommo- o urespo n. 7. se a 400 rs. abotuadura : no Deja -flor, ra do
do vista da fazenda; s o Pavo : ra da Im- Pintes Queimado ns. 63 e69.
peratriz n. 60, de Gama & Silva. lambem chegaram os nquissimos pentes de concha i Enfeites para senhoras.
Alijodaozinho em toque de arara a i,600 rf>is ie tartaruga e de.massa fina, que se vende por 24, | Lindos enfeites modernos a 2JWC0 e 21400,
e 4,-800 34 e i>4; so no Vigilante, ra do Crespo n. 7. | dil0s de rde 900 r. : 110 Beija-llor, ra do
lado, pelo barato prego de 44 o 44500 a peca,
' i o Pavo : ra da Imperalriz n. 60 de Ga
1 Silva.
Os jjuardanapes
Gama &
do Pavo c s do
Vende-se peca de algodaozinho por ter um pe-I Leques.
queno toque de arara, mas que est em bom es- B'quissimos Jeques de madreperola tanto para
s senhoras como para meninas, pelo barato prego
de 124 e 144; s no Vigilante, ra do Crespo
n. 7.
Mais Jeques
com pequeo defeito, leques de sndalo com pe-
queo defeito por barato preco de 84 e 104, chi-
nezes_ muito bonitos tambem, pelo barato prego de
44 e 5, bentarallos muito bonitos, tambem por ba-
rat" -eco de 44 e 55, leques de charao tambem
po. ludo isto para acabar, perdendo-se tal-
vey* por cento; s no Vigilante, ra do Crespo
econmicos
Pavo
Vendem-se es mais lindos c modernos guarda-
' apos econmicos e todo linho, tanto para as casas
' de familia como para botis, botequins, etc. etc.,
I pele baralissimo pneeo e :il a duzia, islo s na
loja'do Pavo ;i ra da Imperalriz n. 60, de Gama ''";
I & Silva.
Os soutembarques do Pavo Pulseiras
,. tt e I|. Lindas pulseiras de contas e de missanga, cores
Vondem-se os mais linos soutembarques que muito lindas e de muito gosto a 13 e 14200.
teem vindo ao mercado, sendo de ca-xemira de co-
res |ielo diminutisimo preco de 124 cada um, di- j Para segurar manguitos,
tos de musamhique pelo diminuto prego de 94, SO Tambem chegaram as liguinhas estreitinhas de
I na toja do Pavao, mas que-se nao enganem : rea borracha que as senboras lauto precisam para se-
da ImperatFiz n. 6), de Gama & Silva. gurar manguitos por ser muito commodo c muito
Atoalhailo lio Pavo. barato_, a 320 o par; s no Vigilante, ra do ;)ics-
Ver.de-se panno de linho adamascado proprio po n. 7.
; para toalhas to meca, pelo diminuto preco de 24506 Casetas,
re. a rara, gnartanapos d> linho a a dnzja, Riqusimas canelas de madreperola proprias
tanos iuada luiperatnz 11. ()0, de (ama ASilva. 1-5500 e 2,3. mado ns. 63 e 69
K' s oPtnao (a %#.YOO). Sapalinuos* nietas de seda.
J}u<;in tem baiSes por tal
Queimado ns. 63 e 69.
fallieres para meninos.
Chegaram novos sortimentos de fallieres para
meninos a 280 e 320 rs., ditos cabo de balanco de
] um botao a 400 : as lojas do Beija-flor, ns. 63
e69.
La para bordar.
Vende-se la de superior qualidade e de lindas
cores a 64800 a libra : no Beija-flor, ra do Quei-
mado, ns. 63 e 69.
Papel de diversas qualidades.
ffVende-se papel de beira dourada pautado a
14200e 14300 o pacote,ditossemserdooradoe nem
pautado a 640, 800 e 14000 : no Beija-llor, ra do
Queimado ns. 63 e 69.
Envelopes para cartas.
Vende-se envelopes de cores a 600 rs. a caxa,
ditos brancos a 640 e 800 rs. : no Beija-flor, ra
do Queimado ns. 63 e 69.
Pentes dourados para alar.
Vende-se pentes dourados para atar cabellos a
140OO, 14200, 24800 e 35000 : no Beija-flor, ra
do Queimado ns. 63 e 69.
Pentes para marrafas.
Vende-se lindos prntinnos dourados -om pedra
PECHINC
Na loja do Passeio Publico n. 11, rendem-se as .
soguintes fazendas, por menos do que e-m ouira
qualquer parte, chitas estrellas e fixas a 200 rs. o
ovaao. dita a 260, dita larga a 280, dita a 32G,
dita a 380, dita a 400 rs., assim como ontras facen-!
das que s vista dos compradores, e tambem se I
do as amostras doixando peanoc
A-IV rOMll 1,11 \- '.- MAl-.iMll.lMM .'
LRlAlAS, fBlN<;ll'AI.MK.Vri ({tAKD SAC
C8AI>J'.S, 4>U fKODUZII IS1>L0MU1
Liticfi i*> no Meiici hio ou
A-i.ii.1 ni i:n,,., pela rM^.u-ncc una sf.Mv'O e Hm preparaVea Miaammmt
Todaa e=v3 Enfeitdades prompta e eljcaz.
iiiejjte cedem.t benfica, poderoza e
parrUOaiitaa qualidades da mui
justamente afamada
os est vend mo por puogo razoavel.
240; pitas
> para a irmandade do Bom Conselho, e cartas de
hachareis. Vende-se na loja da aguia branca, ra
do Queimado n. 8
Leques le analo, madrepero-
la. osso, etc.
A aguia branca receben um bollo sorlimento de
leques de sndalo, madreperola e osso, sendo ellos
de diversos moldes e variadas core-', inclusive a
preta : agora, mis, quem comparecer com dinheiro
pode bem esrolher um bonilo leque, na ra do
Queimado loja da aguia branca n. 8.
Caixinhas para costura eoutras
coui perfumarlas
A loja da apuia branca, onde constantemente se
vendem essas bonitas caixinhas com majos para
costura, acha-se mui bem pro vida por ter agora
recebido um Lt-llo soitimento de ditas caixinhas;
assim como outras com finas perfumaras, por isso
quem quizer fazer um bom prsenle, tendo dinhoi-
ro dirija-se a ra do Queimado loja da aguia bran-
ca n. 8 que ser bem servido.
Moa tinta para marcar roupa.
Vende-se na ra do Queimado loja da aguia
branca n. 8.
Bous, bonitos e baratos.
A aguia branca tem a satisfago de, communicar
ixnnfiJU sua boa freguezia que ha chegado mais urna oc-
wi'casio de provar a sua Ion va ve I barateza, vista
da boa qualidade do objecto, por isso convido a
todos que tivcrem dinheiro para se dirigirem a
ra do Queimadon. 8, loja ta aguia blanca, afim
de comprarem os objectos seguintes :
Bonitos collarinhos bordados, e punhos com
botos, todo por 13500.
Outros lisos, mas de linho e tambem com botes,
por 14000.
Manguitos com golliulias bordados por 24.
Ditos sollos por 14-
Gollinhas de eambraia bordadas, obra multo
boa, por 500 rs.
Ditas de iraspa=so, tambem bordadas, igual-
mente linas a 14.
Lindas cannsinhas com pcito bordado, gollinhas,
manguitos e grvalas, tudo por 54-
Um grande sorlimento de entremeto? mu lar-
gos c bonitos ; assim como tiras bordadas, o que
pode ser de melhor, e mais perfeito, variando nns
e onlros nos precos. conforme a largura, mas ba-
ratos em todo o caso.
Novas e lindas gaavatas brancas de fil, com
bonitos e dilTiceis bordados (mui proprios para es
vestidos a Mara Pia) obra iniciramcnlo nova aqu,
e de ultimo Rosto, a 24 cada orna.
Bonitos vestuarios brancos com lindos e delica-
dos bordados para baptisados.
Diversas obras de porcelana
dourada.
A Agnia Branca acaba do vceber um bello sor-
tiniento do amostras de diversas e bonitas obra-
de porcelana dourada, algumas das quaes por ?na
novidade e bom gosto servem para o leilo no an-
niversano do Hospital Porluguez, e oulras para
enfeites de mesa, etc. ; j.i se v pois quem tivet
dinheiro e-l habilitado a comprar qualquer des-
tas obras : na ra do Queimado, toja d'Aguia
Branca n. 8.
"SE
Ba do Queimado u. 49, est veudendo muito
boas fazendas e muito baratas, quem quizer podera
vir ver ou mandar para experimentar, assim como
sejam :
Gollinlias muito linas para senhora a 500 rs.
Lilas e punhos de fustao muito bonitas a 640.
tartas de alfinete de cabega chala de Iodos os ta-
manhos a 80 rs.
Besmas de papel de peso muito bom a 24-
Capachos redondos e compridos a 500 rs.
Caixas com superiores obreias de colla e de massa
a 40 rs.
Cordao branco grosso que tem muila applicacito a
vara a 20 rs.
Linhas de carriteis garante-se 130 jardas a 40 rs.
Carios de linda Podro V rom 200 jardas a 40 r*.
Grosas'de pennas de ac muito linas a 500 rs.
Varas de franja de la para vestido a 40 rs,
Dilasde franja branca larga para toalhas a ICO rs.
Pares de botos de punho a 120,320 e 500 rs.
Tinteiros de vidro com tinta a 160 rs.
Ditos de barro com superior tinta a 100 rs.
Grosas de botoes de louca prateadoa a 160 e a du-
zia a 20 rs.
Tesouras para .costura a 80, 200. 400 e 500 rs.
Escoras para limpar dentes, superiores 200 r-.
Libra de la para bordar da inelhor qualidade .1
64300.
Caixas de phosphoros do seguranca a 160.
Caixas e pacotes de papel amizade superior
ma & fingindo brillantes, assim como cruzinlias avnlsas Queimado ns. 63 e 69.
as I Xas mesmas tojas se
Vende-se
.Sllil
m m brw,
A venda nac boticas de Caors Barboza ST d2 q,,e- em*IJat nuajquer parte por estar guante, ruado Crespo n.
um eavailo bom andador de baixo-e meio : na na I raa da Cruz, e J0S0 da C. Bravo & C, roa ffi f 60atoma 2 sva '"' PW*" *"'"
No n. lo, prmeiro andar. I da Mdre de ^ ^^^ pav5o.
A
IlClO
6
Vende-e uin casa feita ba tres acnos, asso-
lradada da parte de detraz, era chaos proprios, na
estrada de Luiz do Bego, em Santo Amaro, com 30
palmos de frente e 407 de fundo, cora 3 salas, sen-
do i era baiio c 1 em cima, com 9 quantos, 5 em
baiio e 4 era cima., tendo portan de cocheira ao
lado, cozinha e mais quartos lora, cacimba, com
quintal de 328 palmos, parte murado, com arvores
de fracto : a fallar com Jos Gougalves Ferreira
Costa, em Santo Amaro, que nao s dar todos os
esclare:imentos eamo dir a pessoa que pretende
.vender._____________________________________
Roa do Crespo, tija n. 2$ B.
Alvaro Augusto de Almeida tem no seu e&tale-
leounento o mais lindo sortmeoto de fazendas que
em vindo a este mercado, recebido pelo ultimo
paquete, como seja riquissimos cortes de vestido
de verdadeiro blondo com lodos os pertences para
noivas, lindos e importantes curtes de seda de co-
res, elegantes chapelinas de palba.de Italia, de cre-
p e de dina, chales e manteletes de reuda de gm-
pur, capa e soutembarques de grosdenaples, bor-
aus de casemira, zuavos de la, colchas de damas-
co de seda e de la para cama, e muiXas outras fa-
zeaJas de la, llano e algodo, que o mesmo ven-
dora mais barato que qualquer oulro.
CDRYEJ1 IIASS
Vende-se a 74 a duzia: na ra Nova n. 61 de- i "rato preco de 600 r*. o covado ; ditas de lisli-1
I .fronte dt lllma. cmara municipal. Dl,as muito miudi "
T---------------'-----------, a------------------i j roupoes de seubora
o armazem e fazendas ta-MS"10 p^o
1 as cures por seim do melhor fabricante quo as
tem em Paris : &o na loja do Pavo ra da Im- i
peratriz n. 60, de Gama & Silva.
As hitas do Pavo 804OO e
2MM orarte.
Vendem-se cortes de chita com dez cavados
I prego Riquissimos sapatinbos de seda e de merino en-
Vendem-se os baJSes americanos muito superio- imitados, assim como meiaszinhas de seda, gorrazi-
res eom 20 o 23 reos pelo baralissimo prego de n'ias e touquinhas para as cnancinhas se baptiza-
-'-^KJ e 44, ditos ile 23, 30 e 35 arcos com fitas, rem; s no-Vigilante, ra do Crespn. 7.
muito bem armados o tambem tem cores escuras, Voltiabas.
I pelo barato prego- de 5300 cada um : s na loja Lindas voltinhas de perolas falsas com cruzinhas
do Pavao, ra da Imperatriz n. 60. J
. s,lva- i e voltinhas, pelo barato prego de 14 e 14200, *
0 *\a vende par*luto. |aiUM&iaku*400rs.; sooVigilante, ruado
Vende-se superior setim da China, fazenda toda Crespo n. 7.
de la sem lustre tendo .6 palmos do largura pro-; lioliuhas.
prio para vestidos, capas, paletots., caigas, etc., Riquissiraas gonhas e manguitos, o melhor gos-
pelo baralissimoprefo de-34, 242t 0, 4300 e 34 o, to possivel, a 24,24300 e 34; s no Vigilante,
j covado, cassas pretas lisas, chitas pretas largas e ra do Crespo n. 7.
estreitas, manguitos, colarmhos, punhos, e enfeitee,' Enfeilee para senhora.
i tudo preto proprio para lulo fechado, e muitos ou- i Riquissimos enfeites com lago e sem laco e de
tteos que se vendem por precos mais em outros muitos gostos a 14, 14500 e 34 : s' no VI-
7.
Trancelius.
Lindos traocelins de cabello para relogio ou lu-
: netas, pelo baralissimo prego de 14300, ditos de
as mais hndas percalas que vem vindo ao mer- j retroz a 200 rs.
auto peto ultimo vapor tem na loja do Pavo pelo
Sapatos de tranca.
Vende-se sapatos de tranca mmto bons a 14500,
ditos de tapete a 14600 :' no Beija-flor. ra do
Queimado ns. 63 e 69.
Ihlaios com salan.
Lindos baldos rom 6 saboneles de varias inic-
ias a 24300 cada uro : no Beija-llor, la
res.
uperior a 000
encontrar lindo sorli-
mento de perfumaras e variado sorlimento de
miudezas que se tornara enfadonhe menciona-las,
porm alianga-se ser tudo bom e mais barato que
em outra qualquer parte.
llabaJiilms eulremeios.
Riquissimos babadrahos entremeios com lindos
*
K
gg

Caixas com 100 envi topos muito linos a 800 rs.
QoMernos de papel pequeo azulado a 20 rs.
Carriteis de liaba Alexandre com 200 tardas a
100 rs.
Baralbos para voltaretea 240e mais tinosa 300 r--.
Heiadasde linha frouxa tara bordar a 20 rs.
todos os tamanb03
ratas de SaHtos Coelho,
Ra doQueimddoa. 19.
Vende-se o gegalnte.:
Attenco
rt:vs;: iJsssassssst sus
ssis^msrwSmi sstafe r5 *e u; s no vigi,an,e'
Rieas lazinhas, fazenda a melhor que tem vin- | a*L Ai'i-"-. Sa 7Z.T do ao mercado, tanto em gosto como em quaiida- 540 d:t0s 00.com 12 covados; sao chitas
de, pelo baralissimo prego de 360 r. o covado.
inglezas, mas padres bonitos e tintas seguras ;
Ditas miudinhas carmezins,'proprias'para~nt- 2S1 ,em 3S mclhores **** '< de tin-
dos de meninas e camisinhas a 640 oeovado. suffiSPuJPlJ*!? M,nmodof. a saber,:. 32.
Cortos de la com 15 covados, pelo barato Dreco ''-m> 4Q0- -"O,,300 rs- covado : na loJa do
de 64. V ^ P.a.vao a rua da Imperatriz n. 60, de Gama &
Cobertas de chita da India a 24300 e 34. Sllva- ,. .
Leuges de panno de linho a 24 e 24300. s bordados do Paral
Pega's de eambraia de forro com 8 Ii2 varas Vendem-se camlsinhas com manguitos e golli-
34200. n{ias bordadas, pelo barato prego de 14 e 14280
Toalhas alcoehoadas proprias para mos a 34 al ca<" um> manguitos s 300 rs. cada par, ditos
duzia. m golinha a 800 rs., gonhas 400 e 480 r., de
Ricos cortes de la com barra Mara Pia a "' k 2* rs- cada golinha bordada, romeira de
14. cassa o de fil muito bem bordada 24 cada
Pecas de planillas de algodo com 10 varas, uma> manguitos que servem para calcinha de me- columnas de differentes lmannos a 24, 34, 44, 04
proprias para saia a 44. ninas a 6W) rs- ada par, camisa com manguitos e o 64; so no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Cascarrilhas.
Grande sortimento de cascarrilhas de diversas
larguras, assim como galozinho e trancinhas pro-
prias para enfeites; s no Vigilante, ra do Cres-
po u. 7.
litis.
Grande 6ortimento de fitas de diversas larguras
e qualidades, por procos que admirara aos com-
pradores, havendo fitas largas proprias para tin-
teiros que se pode vender a 300 rs. a vara, e peca
de 9 varas a 24; s no Vigilante, ra do Crespo
n. 7.
Fitas de lia.
Fitas de la de todas as qualidades, proprias pa-
ra debrum de vestido a 700 rs. a pega; s no Vi-
gilante, ra do Crespo n. 7
Ricos espelhos.
Riquissimos espedios com moldura dourada e
sem ella de 84, 104, 124 e 144, assim como com

3
gs
i ti-
- F o
R3
ge
LIVRO^J
Vendem-se na ra do Cabug n. 10 as guales!dida-
Algodo enestado com 7 Ii2 palmos de largura olas cora a competente grvala de seda, fazenda
a 14100 rs. a vara. "na' Pe, barato prego de 34, e muitas outras
Esleir da Iqdia, propra para forro de sala de hrdadas qne se vendem pir pregos muito em
4, 5, e 6 palmos de largura, por menos prego do con'a *$> na loja do Pavo ra da Imperatriz
que era outa qualquer parte. j n- "">de Gama & Silva.
Neste eslabeleci ment tambem se encontrar Ai roupas do Pavo
um grande tortimento de roupas feitas, e por me-;
Terrenos
Vende-se a posse de um terreno
obras, por probos muito baratos :
Elogio dos reis, 1 volnine.
Alexandre Herculano.
Annaes de D. Joao III, 1 volme.
Castilho.
Escavagos poticas, 1 volume.
Panorama, lomos, | 2* serie.
Atlas de Certambert com 40 cartas colorida?. 1 lravessa da Raraella, tendo este de frente 46 pal-
i-1 Vende-se panno preto fino muito superior pelo
barato preco de 24, 24300, 34, 34300 e 44, dito
"! muito tino 54 e 64 o covado, casimira preta de
_ preta .
urna s largura e muilo liua a 14800, 24 e 24500
^nnrini.1 e:35ecovado' cor,es de casimira de cores a ai,
1 o4500 e 64, casimiras enfestadas de urna s cor
Liados jarros e figuras.
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2 3 .^i-Sg-S-a
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O rs a
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do Pares de sapatos de tranca do
a 14300.
Grosas de botoes de madreperola muito finos a 560
ris.
Carlas c caixas do clcheles de superiores qua 1-
dades a 40 rs.
Massos de granipos superiores e limpos a 30 rs.
Grosas de palitos de gaz a 2-3200.
Libras de arela preta da melhor qualidade 3 120
ris.
Caixas redondas para rap c tem muito bonito-: ca
lungas a 100 rs.
trabalhar mo para
desearoear algodo
OH
s
Z 1= fc w C-
8 a I fe
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J I* ^
FABRICADAS
Por Plmt Brothers & C
01.OAM

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E o ca a3- *J -
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:
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cb a> ~a' ai g g -
SOon f^S -OC = 3ra^B
S.II
M
r.
Venda de predios
.em particular ou em leilo.
Vendem-se duas propriedades de casas
jasa*1?. eHeuras".hde por,;e,ana fina-' i5i55wn5sri a ss.
?SSl ft 8"a' sev- .neUiorgosto que aqu zens oceupados actualmenle pelo Sr. Feliciano Jos
tcmapparecido;so no Vigilante, ra do Crespo Gomes, para o trafico de assurar, sitos na ra de
n- Apollo ns. 34 e 36, edificados pelo actual proprie-
Para pos de arroz. tario, com ptimos alicerces, superiores madeiras,
Riquissimos vasos combonecla para pos de arroz, e acabadas em 1861, tendo ambos 32 palmos h-
cousa de multo gosto a 14300 e 24, assim como
pacotes s com os pos a 320 rs. cada um; s no
Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Perfumaras.
Geographa histrica universal, 4 vol. grandes.
Miscellanees liueraires.
Code ducomm. frane itale.
La Fontal oe e toul Un fabulistes.
vres de paredes, de largura, e os altos do de n.
34, e o primeiro andar do de n. 36 215 palmos de
comprimento, o segundo andar do de n. 36 tem s-
mente 120 palmos de comprimento, com um ter-
mos e 300 de fundo, tambem se vende a retalho
trata-, da olaria.d ra do_Mondego n. 13 -i55SS2iS?S?5
Sr. major Mafcelino Jos Lopes.
Vende-se nma encllente arenceo deamarel-
lo toda envidragad.i e um bom balcao proprio pa-
ra qualquer estabelecimento, na roa da Impera-
triz a, : na mesma tem para vender urna grande
mesa de amarcllo propria para hotel. ^^^^^
Vendase urna casa terrea em Olinda, no -
largo do Amparo, com 4 quartos, 2 salas e gabine- as olarias de Jos Carnero da Caoba, rua dos
19'. a tratar na rua da Aurora n. SO. Prazeres, nos Colhos,
Attenco
s
Vende-se ttlhas e tijolhai pelos pregos que offe-
recerem os compradores, sendo dinheiro vista :
das, assim como de lindos copos ou vasos com dis-
tinctivos e offerecimntos as siohasinhas dos me-
lhores e mais afamados autores de Pars e Inglater-
ra, assim como os grandes copos de banha japoneza
a 24 e a 14, assim <-omo outros objectos quo nao e
possivel por hoje annunciar, e vista dos fregu-
zes se far todo negocio; na toja do Gallo Vigilante,
rua do Crespo n. 7.
Machinas para descarogar
. algodo dos mais acreditados
Charutos de Havana fabricantes: na fundicio do
de superior qualidade venueru-se em casa|-r> i -n or
de Sohafleitlin C, roa da Cruz n. 42. i iOWman, l'Ua QO jDrUUl n, 00.
Grande sorlimento de extractos e banhas, poma- rago, e os armazens tem 340 palmos de compri-
., sitio com casa de vivenda, contando quartos, 2
salas, cozinha e senzala, na estrada de Joo de
j Barros, o primeiro passaudo a capella, do lado do
' poente : a tratar na rua do Rosario da Boa-Vista
n. 38.
ment cada um. tendo ambos lambem frente para
a rua do caes de Apollo, e o de n. 36 tambem para
a travessa do antigo porto das eanoas : os preten-
dentes estes valiosos predios queiram dirigir-se
ao seu proprietario Antonio Botelho Pinto de Mes-
quita na rua da Cadeia do Recife n. 64, segundo
andar, ou ao agente Oliveira na mesma rua n. 62
As verdadeiras brides de Ipojuca.
Vende-se na rua do Queimado n. 32, loja de
erragens de Azevedo 4 Irmaos.
Roa da Senzalla B5* n. 42.
Neste estabelecimento vendem-se: tachas de
ferro coado libra a 110 rs., dem de Lo\i
Moor libra a!20rs.
Estasmaehin.":",
podem desea ror-ar
Qualquer especio
de algodo sem
. estragar o fio,
U sendo bstanlo
duas pessoas pan
o trabaiho; pode
destarogar urna
arroba de algo-
do em caroco
em 40 minuto?,
ou 18 arrobas
por da on 3 ar-
robas de algodo
limpo.
. Esta machina
a nica que
possueas vantagens de nao destruir o fio do al-
godo e de fazer render o dobro de qualquer ou-
tra com menos trabaiho, a sua introdocgo par;
as provincias deste imperio ser de muito vakr
para todos os iuleressados na iavoura do paiz
Assim com machinas em ponto grande do me-
mo systema.oraql serem movidas por animan
agua ou vapor, pas uaes podem descarocar 18 ar-
robas de algodo ampo por dia.
O algodo descarqgado por estas machinas tem
muito mais estimagao nos mercados de Europa e
vende-se por maior prego.
As machinas se acham venda nicamente ero
casa de
Saondcrs Brothers & C.
X. II, pra?a o Corno Saulo
RECIFE.
Os nicos agenics neste paiz.
Fumo imperial
Cortado igual ao franca muito proprio para ca-
chimbo, em latas de 1 libra, quaudo nao seja me-
lhor igual ao americano por 14200 rs., para veri-
ficar a verdade os Srs. fnmantes podem-se dirigir
a falnica vapor do cigarros antiga rua dos Quar-
trns de Polica n. 21.________________________
Fariuba de mandioca superior,
em saceos grandes : vende Antonio Lui; de Oiir< i-
ra Azevedo di C, no 9u escriptorio rua da Cruz
'n. 1.
tmmm





I
Mnh *t rerauakaeo tetH NEM COROAS NEM MITRAS
NOVA Exposigao DE gneros
57 RA DO IMPERADOR 57
DE
Paulo Ferreira da Silva s Companhia
x Grande sortimento de molhados em gresso e a retalho. nico armazem que mais
vantagens effereee ao publico.
Desengaiiem-se todos.
o
K O
K o
K
K O
l> o
HtA*l>E
ARMAZEIfl
DE



\HiaiH-a o verdadeiro hornera do progressso
Alliaava o verdadeiro e principal armazem de molhados.
Ufanea o armazem que vende mais barato.
Alllnuvi o armazem que vende os melhores gneros.
Alliaapa o armazem onde preside o melbor aceio.
Fiquem todos sabedores desta vp-rdade. .
Venhara todos ra do Imperador n. >7.
Venhaal ver os gneros que ternas expostos a venda.
PARA AS FESTAS
DE
S. J0&0 E S. PEDRO.
Amendoas confeitadas de bonitas cor dem de Hollanda em garrafes cora 24 gar-
8oo rs a libra rafts a 7>2o rs- com garraf5-
dem de casca muito nova a 3oo rs. a libra. Lentilhas excellente legume para sopa e gui-
Avelaas a 2oo rs. a libra. I ?. *** 2oo rs a libra.
Ameixas francezas em caixinhas cora lindas Licores franceses de todas as qualidades a
estampas a l,2oo, l,4oo e l,6oo rs. cada 8oo e l.ooo rs. as garrafas grandes.
uma v ; Manteiga ingleza perfeitamente flor a 8oo
dem ein frasco de vidro com rolha do mes- e 96o rs. a libra.
mo ou de metal, a l,2oo e i.ioo rs. cada, dem franceza nova Pj^JW**** rs-
um.
dem era frasco grandes a 2,ooo rs
um.
dem em latas de
2,ooo rs.
Arroz da india e Maranho o melbor que se

RIJA VO IMPERADOR W. 4
Junio n sebrado em qae mora e Sr. (Hberae,
Para a festa de Santo Antonio, S. Joao e S. Pedro.

NO
ARMZKI
PRINCIPAL
DE
II. O RITA 1M> CKESI'O K. 9

Esquina que Yftlta para a roa do Imperador
provavel que nao seja bem aceita a ver Jade, quando a boa f de todos anda
j Iludida por esla epidemia de nauzealicos anmmcios de cornetas, tambores, coras, mi-
I tras, etc., que lodo o dia enebem as paginas deste jornal.
! ALERTA
Dnarte Aimelda *fc C, reteherum de sua proprla encomnen- Qs annunciantes nao lera em vista seno garantirem ao respeavel publico a
la o mala lindo e variado sortimento de molhados, proprioa Sua palavra de honra, vendendo com o lucro suficiente para suas subsistencias e nao para
da presente estaeSo. assentarera fortunas a forra Manteiga ingleza Hacas brancas
da safra nova vinda nesle vapor de 28 de para sopa a melbor que se pode desejar.
mio a 800 rs. a libra. macarrao, talharim e aleiria a 400 rs. a
lllantelga franeeza libra e 4#500 a caixa.
da safra nova a 560 rs. abra, e em barril Vinho
a 500 rs. Figueira J A A e outras mnitas marcas acre-
AmeilQOaS ditadas a 500 rs. a garrafa.
confeiUdas de lindissimas cores a 800 rs. a dem de Lisboa

I
V
e 3 libras a i.2oo c
a libra, e 58o rs. em barris inteiros.
Cada Maroaelada espacial dos melhores fabrican-
tes do Lisboa a 6oo e 64o rs. a libra, ha
lats de differentes tamanhos.
Massa de tomate em latas de I libra a 56o
rs. cada urna,
libra e dem para soda estrellinha, pevide e rodinha
em caixinhas sortidasa 3,ooo 3.5oo rs. cada
pode desejar a loo e 12o
2,8oo a 3,4oo rs. a arroba.
Azeite doce de Lisboa a 6oo rs. a garrafa, e; uma e 5oo rs. a libra.
4,8oo rs. a canuda. dem macarrao. talharim ealetna a 4oo rs. a
dem francez clarificado em garrafas bran- libra.
cas a 9oo rs: cada uma, e lo.ooo rs. a .Mostarda franceza preparada em frasco a 4oo
caixa com I duzia.
Alfazeraa muito nova e limpa a 32o rs. a li-
bra.
Alpiste a 16o rs. a libra e 4,6oo rs. a ar-
roba
Bolachinhas de Lisboa da fabrica do Beato
Antonio das seguinles qualidades: agua e
sal doces, e imperiaes em latas de 6 libras
a 3,ooo rs. e de 3 '/ liljras a *>So rs-
e em libra a 6io rs., estas bolachinhas
torna-se muito recommendavel com espe-
cian* Jade para os docntes.
Biscoitos e Bolachinhas de soda em latas de
todas as qualidades e marcas que se pro-
curar a 1,35o rs. a lata.
Bolos francezes em cartes e de diversas
qualidades a 64o rs. cadi um.
Banha de porco verdadeira refinada a loo
rs. a libra e era barril a 38o rs.
Batatas novas a 16o rs. a libra.
Bolachinhas inglezas ltimamente desembar-
cadas a 24o rs. a libra e 2,ooo rs. a bar-
rica.
Champagne das marcas mais superiores que
at boje lem vindo ao nosso mercado a
18,ooo rs. o gtgo e l.ooo rs. a garrafa
inteira, e 8oo rs. as meias.
Cha uxim o mellior que se pode desojar, e
que outro qualquer no vende por menos
de 3,ooo a 2,7oo rs. a libra.
dem .perola de especial qualidade a 2,6oo e
2,8oo rs. a libra, garante-se a qualidade
d'este cha.
dem hysson o mellior que possivel encon-
trar-se a 2,4oo e 2,6oo rs. a libra.
dem do Rio em latas de 2, 4, 6 e 8 libras
a I,2ooe l,4oo rs. a libra.
dem prelo muito fino a l,6oo rs. a libra.
Chocolate das melhores qualidades. francez,
hespanhol e suisso a l.ooo, I,2oo e l,4oo
rs. a libra.
Ciiarutos do acreditado fabricante Jos Fur-
tado de Simas em */s caixas das seguin-
les marcas: Palmenses, Suspiros, Dili-
cias, Napolees e Guasbaras a 2,3oo rs.,
eem caixas inleiras Trovadores a 3,oo
rs. cada uma.
dem de outros muitos fabricantes e de dif-
ferentes marcas para l,8oo rs. as meias
caixas, de suspiros a l,6oo, 2,ooo e3,ooo
rs. as caixas inleiras.
Conservas inglezas a 8oo rs. o frasco,
dem franceza a 5oo rs.
Cognac inglez das melhores marcas a 1,000
rs. a garrafa e io,ooo rs. a duzia.
dem francez superior qualidade a 8oo rs.
a garrafa e 9,ooo rs. a duzia.
Cominho e. erva-doce a 4oo rs. a libra.
Cravo da India a 6oo rs. a libra.
Canellaa l.ooo rs. a*libra.
Copos'finos para agua a 5,ooo rs. a duzia, e
5oo rs. cada um.
Caf do Rio superior a 280 e 320 rs. a libra,
e 8,8oo e 9,5oo a arroba.
Doce fino de goiaba a 6oo rs. o caixao.
Ervilhas portuguezas ltimamente chegadas
a 7oo rs. a lata,
dem ceceas a 16o rs. a libra,
dem j descascadas a 2oo rs. a libra.
Farinha de araruta verdadeira a 320 rs. a
libra.
Figos era caixinhas muito bem enfeitadas a
l,ooo rs. cada uma.
dem em latas ermiticamente lacradas a
4,5oo e2,5oo rs. cada uma.
dem em caixas de i/t arroba a 2,5oo rs.
cada uma, e 2oo rs. a libra.
Graixa muito nova a loo rs. a lata e l,ooo
rs. a duzia.
Genebra de Hollanda em frasqueiras com 12
frascos por 6,ooo rs. e 560 rs. o frasco
rs. cada um
Molho inglez em garrafinhas com rolhas de
vidro a 64o rs. cada uma.
Marrasquinho verdadeiro de Za l.ooo'a dja -
agarrafa, lo,ooo rs. a caom 1 usi.xrc a
zia.
Nozes muito novas a 16o rs a libra.
Prezuoto de fiambre superior a 6oo e 8oo
rs.
dem do Porto para panella a ooo rs. a libra.
Passas novas a 48o rs. i libra.
Peixe era latas de differentes qualidades co-
mo, savel, corvina, govas, pescad'mha e
outros a l,ooo rs. a latas.
Palitos para denles a 14o e a 16o rs. o mas-
so dos melhores.
Painco o mais novo e limpo a 16o rs, a 1-
PARA TOBOS
No armazem principal vende-se a todos pelos precos marcados na seguinte ta-
bella, mas nao se vende por todo o preco fazendo-se peso de arroba hespanhola, garan-
te-se as qualidades dos gneros trocando-se todo aquello que nao seja do agrado do
comprador.
bra, c a 4,5oo rs. a arroba.
Palitos do g.iz a 2,loo rs. a grasa, e2oo rs.
a duzia, e 20 rs. a caixinha.
Qucijos fiamengos ebegados neste ultimo
vapor, a.3,ooo
dem prato muito fresco a 8oo e Ooo rs. a
libra,
dem suisso a melbor qualidade que at he-
je tem vindo ao nosso mercado a 8oo rB.
a libra,
dem londrino a Ooo rs.
Sal refinado em potes de vidro a ooo rs,
cada um.
Cerveja das melhores marcas a 6,ooo rs. a
duzia, e56o rs, agarrafa.
Sardinha de Lisboa e Nantes em quartos e
meias latas a 38o e 58o rs. cada uma.
Sag muil novo e alvo a 24o rs. a libra.
Sevadraha de Franca 18o rs. a libra.
Sevada a loo rs. a libra, e 2,8oo rs. a ar-
roba.
libra.
Ameixas
em frascos de vidro com 3 libras liquido a
2(5400, muito propios para mimos,
Cartoes
com bolos francezes a 500 rs. cada um.
Latas
com bolachinhas de soda de todas as qua-
lidades a 1,5300.
Chocolates
de todas as qualidades a 16000 a libra.
Presuntos inglezes
dos melhores fabricantes a 800 rs., tambem
temos velbos para 500 rs.
Queijos fiamengos
chegados neste ultimo vapor a 256oo.
(ftneijos
chegados no ultimo vapor a 2#600 cada um.'
Qneijo
londrino o mais fresco que se pode esperar charutos Thom Pinto,. Beis e outros em
meias caixinhas a 15500.
Arroz
do Maranho a 100 rs. a libra, e da India
a 80 rs. a libra, e 2(5500 a 3000 a ar-
roba desses que vendem por 30400.
CAF
de l.*e 2.* sortedo Bio de Janeiro a 8#5f
e 80800 a arroba, e 280 a 300 rs. a lib?
Garrafes
com 4 V-2 garrafas com vinagre a i&OOOiiH
o garrafio.
GENEBRA DE LARANJA
ira a 10000 o frasco, e de 110OOC
a caixa.
DEM
em frasqueiras de Hollanda a 5^800 coitt
12 frascos.
GENEBRA
e de outras marcas a 400 rs. a garrafa, e
20800 a caada.
dem do Porto
generosos engarrafado dos melhores fabri-
cantes da cidade do Porto a 10 e 10200
a garrafa e de 100 a 120 a caixa, as mar-
cas so asseguintes: Chamisso AFilho,
F. & M., Nctar ou vinho dos Deuzes,
lagrimas do Douro e outros muito.
Latas
com 10 libras de banha a 40000.
Bolachinha ingleza
a 10800 a barrica damesmaque
vendem a 20000 e 20400.
Nozes
as mais novas do mercado a lifrt .al bra.
Cervejas
dos melhores fabricantesje de todas as mai
cas de 40500 a 0500 a duzia.
CABUTOS
e de excellante maree a 800 rs. a libra
sendo inteiro e a 900 rs, a retalho.
Conservas inglezas
as mais novas que se pode esperar a 760 rs.
o frasco.
Figos
em libras e caixinhas ricamente douradas,
proprias para mimos a 900 e 10200.
Cha uxim
o mellior que se pode desejar, que outro j
qualquer nao pode vender por menos de ma/mJt%A.
30 a 20600.
dem perola
especial qualidade a 20700 rs. a llj^a.
dem hvsson
mais aromtico que tem vindo a. nosso
mercado a 20600.
Massas amarellas
para sopa, macarrao, talharim e aletria
de Hollanda verdadeira em frasqueira a 600
rs. cada uma.
a PALITOS
3 rs. bra. :os verdadeiros palitos do gaz a 2,2oo a groza
COCVAC "' rs- '';ll'a caixinha.
o muito afamado cognac Pal Brandy a l,8oo LIC
rs. a
des a
COPO**
lapidados para agua a 4,5oo e 5,ooo
duzia, e a 440 e 5oo rs. cada um.
garrafa e de outras multas qualida- finos de todas as qualidades, a lo,ooo a caixa
l,ooo e 800 rs. a garrafa. com uma duzia e a 1 000 a garrafa.
Marmelada
rs. a
Traques de 1.* qualidade a 9,500 rs. a ca- PAPEL
xa, e 24o rs. a caria. ialmaco. greve, peso e de outras militas qua-
Toucinho novo de Liiba a 2io e 32o rs. a, njades de 2,2oo, a 4,5oo a resma dome-
libra. I ihor.
Tijolo para limpar facas a 15o rs. cada um.
Vinho em pipa Porto, Lisboa e Figueira das
melhores marcas a 3,8oo rs. a caada, e
5oo rs a garrafa.
dem do Porto Lisboa e Figueira demarcas
menos conhecidas a 4oo rs. a garrafa, e
2,8oo rs. a caada.
IdenrColares especial vinho a 600 rs. a gar-
rafa.
IdemLavradio muito fresco nao levando com-
composico a 56o rs. a garrafa, e 4,000
rs. a caada.
dem branco de uva pura a 56o rs. a garra-
fa, e 4,5oo rs. a caada,
dem mais baixo a 4oo rs. a garrafa, a 3,ooo
rs. a caada.
dem Bordeaux em caixas de 12 garrafas das
marcas mais acreditadas a 6,5oo e 7,ooo
rs. a caixa.
dem muito especial que raras vezes vem ao
nosso mercado a 1,2oo rs. a garrafa, ga-
ranle-se que por este mesmo preco d
prejuizo e s se encontra n'este arma-
zem.
dem do Porto era caixas com 12 garrafas
das seguintes marcas Lagrimas do Dou-
ro, Duque do Porto, Genuino, Velho Par-
ticular, Malvasio fino, D. Pedro V, D.
Luiz I, Neciar e outros a 9,000 e 10,000
rs. a caixae 9oo e l.ooo rs. a garrafa.
dem Muscatel superior a 1,00o rs. a garra-
fa, e lo,ooo a caixa com 1 duzia.
Vinagre puro de Lisboa a 2oo a garrafa e
2,4oo rs. a caada.
dem em garratoes com 5 garrafas a l.ooo
rs. com o garrafo.
I Vassouras do Porto de arcos de ferro a 32o
rs. cada uma.
t dem de escova para esfregar casa a 36o rs.
dos melhores fabricantes de Lisboa, como se-
jam Abreu e outros muitos a 600 rs. a
libra.
Pregunto
o verdadeiro prezunto de Lamego a 52o rs.
_ a libra.
Papel de botica ARROZ
de excellente qualidade a 20200 a resma, Maranho, Java e India, a loo rs. a libra e
PAPEL de 3;ooo, a 3,2oo rs. a arroba,
azul e pardo para embrulho de 1,4oo a 2,2oo, VELAS
rs. a resma. j de espermacete de diversas marcas a 56o rs.
Corintnias a a e em ca'xa tera a,)atiment-
passas corinthias muito novas proprias para de rarnaoba em caixas (le arroba a9,3oo e
podim a 800 rs. a libra. caixa e 34o rs. a libra.
Jb mC Batatas novas
o verdadeiro fumo americano em chapa a; em caixas de 2 arrobas a 50 a caixa e 60 rs.
l,4oo rs. abra. a libra.
"VrnnoTP Passa8 mui, novas
Y mug c 1 em qUart0S e inteiros a 20 o quarto e 60500
PRRem ancoretas de 9 caadas a 15,ooo rs. a caixa e 400 rs. a libra,
cada uma. Chocolate
OobollaS portuguez o mais especial que se pode de-
as mais novas do mercado a 7,ooo rs. a caixa \ sajar a 800 rs. a libra e 140rs. o pao.
el,ooo'rs.omolho. Frataaem calda
A i 4. k T) o chegadas ltimamente, pera, pecego, ginja e
AipiSta e 1 amQO outros muitos a 640 rs. a lata,
o mais novo do mercado a 140 rs. a libra, Dsee da sea da goiaba
e 40400 a arroba. a 600 e 10 o caixe.
Os proprielarios do grande armazem o Verdadeiro Principal declaram aos seus
freguezes e amigos e ao publico em geral, que para facilitar a commodidade de todos es-
tipularam os mesmos precos nos seguintes lugares:
Unio e Gommercio roa do Qaeimado n. 7
O Verdadeiro Principal ra do Imperador n. 40
Amendoas confeitadas de diversas cores a
64o rs. a libra,
dem de casca dura a 24o rs. a libra,
dem de casca mole a 3o rs. a libra.
Ameixas francezas em caixinhas com lindas
estampas, a l,2oo e i,5oo rs.
dem em frascos de vidro a 1,2oo rs.
dem em frascos grandes a 2,5oo rs.
dem em latas de 1 '/a libra a l.loo rs.-
Arroz do Maranho e da India o melbor que
ha neste genero de 80 a loo rs, a libra, e
de 2,5oo a 2,8oo a arroba,
Azeite doce de Lisboa a 600 rs. a garrafa, e
4,800 rs. a caada.
dem francez e de Lisboa refinado em gar-
rafas brancas a Ooo rs. a garrafa e 10,000
rs. a duzia.
Alfazeraa muito nova e limpa a 32o rs. a
libra.
Azeitonas muito novas a 2.000 rs, a anco-
reta.
Alpisla limpo a 14ors. a libra, e 4,4oo rs. a
arroba.
Bolachinhas de Lisboa da fabrica do Beato
Antonio de diversas qualidades, em latas
de 6 e de 3 libras a 3,ooo e l,5oo rs. a
lata, e 64o rs. a libra.
dem ingleza -em latas de 2 e de 4 libras
das melhores marcas a l,3oo e 2;2oo rs.
a lata.
Banha de porco refinada a 4oo rs. a libra e
em barril a 36o rs.
Batatas em caixas de 2 c de 4 arrobas a
l.loo rs. a arroba.
Champagne das melhores marcas a 2o.ooo
rs. o gigo, l,8oo rs. a garrafa, e Ooo rs.
as meias garrafas.
Cha uxim o melhor possivel a 2,7oo rs. a li-
bra.
dem .perola qualidade especial a 2,7oo rs.
a libra.
dem hysson o mellior que ha neste genero
a 2,ooo, 2,4oo c 2,6oo rs. a libra.
dem do Rio em latas tfe 2 a 8 libras, a l,3oo
rs. a libra.
Idempreto homeopathico 2,ooo rs. a libra.
Cerveja das melhores marcas a 6,000 rs. a du-
zia, e 56o rs. a garrafa.
Chocolate francez, suisso e hespanhol a
l.ooo, l,2ooc 1.4oo rs. a libra.
Charutos do afamado fabricante Jos Furia
do de Simas e outros da Baha como se-
jam Regala, Trovadores, Guanabaras, De-
licias e Suspiros, a l,6oo, 2.000, 3,ooo e
4,noo rs. a caixa.
Conservas inglezas a 75o rs. o frasco.
dem franceza surtidas ou de uma s quali-
dade de cada frasco a 5oo rs.
Cognac inglez e francez a l,ooo rs. a garra-
fa, e lo,ooo rs. a duzia.
Cominho e erva-doce a 4oo rs. a libra.
Cravo da India a 600 rs. a libra.
Canella a l,ooo rs. a libra.
Copos finos para agua e vinho a 4.800,
Lentilhas muito novas excellente legume pa-
ra sopa a 2oo rs. a libra.
Lieores francezes de todas as qualidades de
7oo e 9oo rs. a garrafa.
Manteiga ingleza perfeitamente flor a 800 rs.
a libra, desoessesario mais elogios ues-
te genero que s se pode verificar com a
vista.
dem franceza a 56o rs. a libra, e em barril
ou meios a 5oo rs.
Marmellada do 1." fabricante de Lisboa a 600
rs. a libra, ha latas de I, l/a e 2 libras.
Maca de tomate em latas de uma e duas li-
bras, a 600 rs. a libra.
dem para sopa estrellinha, pevide, rodinha,
etc. a 3,5oo rs. a caixa e 56o rs. a libra.
r-..
5,000 e5,5oo rs. a duzia, e 5oo rs. cada
um.
dem de laranja a l,ooo rs. os frascos gran- cada uma.
des e 41,000 rs. a caixa com 12 frascos., Velas de espermacete superiores a 56o rs.
dem de Hollanda em botijas a 4oo rs. cada
uma.
-dem em garrafes de 16 garrafas a 4,8oo
rs. cora o garrafSo.
a libra, e 52o em caixa.
dem de carnauba refinada e de composico
a 36o rs. a libra, e de lo,ooo a ll.ooors.
a arroba.
FMJCTAS
MAt; A A. PERAS E OTAN
chegadas neste ultimo vapor, vende-se nos seguintes lugares: Ra do Imperador n.
40, Verdadeiro PrincipalRa do Queimado n. 7, Unio e Commercio.
Caf do Rio superior 28o e 3oo rs. a libra,
e 8,5oo a 9,ooo rs. a arroba.
dem do Cear a 26o, 28o e 3oo rs. a libra,
c 8.000 a 8,rioo rs. a arroba.
Doce de goiaba a 600 rs. o caixao.
Ervilhas portuguezas em latas, chegadas l-
timamente a 7oo rs. a lata.
dem seccas a 16o rs. a libra.
dem j descascadas a 2oo rs. a libra.
Farinha de araruta verdadeira a 32o rs. a
libra.
Figos em caixinhas bem enfeitadas a 9oo rs.
cada uma.
Graixa nova a loo rs. a lata, l,loo rs. a
duzia.
Genebra de Hollanda em frasqueiras de 12
frascos a 5,8oors., e 56o rs. o frasco.
dem em botijas a 4oo rs. cada uma.
dem em garrafes de 16 garrafas a 4,8oo
rs. com o garrafo.
dem idem de 3 caadas a 7,2oo rs. cada um.
dem ingleza em garrafas brancas bordadas
com rolha de vidro, qualidade superior
a 1,000 rs. a garrafa.
dem de laranja verdadeira a l.ooo rs. o fras-
co, e H,ooo a frasqueiras de 12 frascos.
Kirsch Wasser excellente bebida Suissa a
l,8oors. a garrafa.
RA DO QUEIMADO NUMERO 11
>Lvja de fazenas d* Augusto Frederic dos Sanios Porto
l,Indisehapeliaas e chapeos para aeohoraa.
* Chegaram a esle eslabelcciment as ntajs modernas chapelinas e chapos para sennoras.
Superiores cortes de laa de barra de 105 a 20$.
A* mais superiores capas e soutrabarques (Je Ala preta e casemtra de rores para senhoras de
50* at 30.
Encllenos las para vestido a 320, 500, 560 e 600 rs. o covado.
(lapsas e organdys de coros a 240 e 320 rs. o covado.
Os melhores tapetes para sof com riquissimos desenhos.
Lencos de cambraia de lioho e fil bordados a l& cada um.
Superiores easemires mescladas de diversos gostes tantom pecas como em cortes.
E outras umitas azendas como sejain: porcalle* fliilsmas, brelaihas, silecias, esqniao, sibs-
trina preta muito fina, cano para (Malos de luto, grosdenaple de bonitas cores e as superiores
liseiras para salas.
As pessoas que pretenderem forrar snas salas on gabinetes, enconlrarao neste eslabelecimento
melhor aqualidade de esteiras de todas as larguras e pelo mais mdico preco,
Salitre retinado, superior qualidade, vinho Bor-
deaux, differentes qualidades, mais barato que em
oualquer parte : no armazem de E. A. Borle &
C., ra da Crtu n. 48.
Fartura de sabonetes
GAZ GAZ GAZ
Vende-se gaz de primeira qualidade a
100 a lata : nos armazens da ra do Im-
perador n. 16 e ra do Trapiche Novo n. 8.
AUcnco.
Vende-se superior vinba do Porto em caixas de
urna duzia : n casa de Jobos ton Pater A C, ra
do Vigario i). 3
A Aguia Branca recebeu um completo sortrmen- ggjjj3 Ms chai'issiniOS NIKIOS tei-
to de sabonetes, e quer distnlmi-los com toda a sua i *''"'"
fregueiia que compra a dinbeiro vista, por isso | Cetros dC ^aO rrant'ISCO
os est vendendo pelos baratissimos precos de \&. i Na ra da Cadeia, loja n. 44, existem cordoes
1*200, 1*500, it, 2^300 e 3* a duzia, sendo es-1 do verdadeiro esparlo para uso dos irmaos protes-
tes de cores e com diversos moldes e figuras, e sos preparados com toda a perfetso ; seo. preco
Macarrao, talharim e aletria a 4oo rs. a li-
bra.
Mostarda franceza preparada a 4oo rs. o fras-
co.
dem ingleza era p a 6io rs. o frasco.
Molho inglez em garrafinhas com rolha de
vidro a 64o rs. cada uma.
Marraschino verdadeiro de Zara a l.ooo rs.
a garrafa, e lo.ooo rs. a duzia.
Nozes muito novas a 16o rs. a libra.
Ostras preparadas em latas a 7oo rs. a lata.
Prezunto para fiambre inglez verdadeiro, ga-
rantmdo-se a qualidade, a 7oors. a libra.
Passas novas de carnada a loo rs. a libra, e
6,5oo rs. a caixa.
Peixe em latas hermticamente fechadas das
seguinles qualidades, sabel, corvina, go-
rz. cavallitiha e pescada a l.ooo rs. la-
ta.
Palitos para denles lichadas a 14o rs. o ma-
co de 20 macinhos.
dem do gaz a 2oo rs. a duzia, e 2,loo rs.
a groza.
Pataco muito novo a 16o rs. a libra, e 4,ooo
rs. a arroba.
Queijos fiamengos do iritimo vapor.
dem prato muito fresco a 8oo rs. a libra, e
sendo inteiro a 72o rs.
Sal relinado em potes de vidro a -ioo rs. ca-
da um.
Saratanas de Lisboa e de Nantes a 6oo
a meia lata, e 4oo rs. o quarto.
Sag muito novo e alvo a 24o rs. a libra.
Sardinha de Franca a I8o rs. a libra.
Sevada a loo rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 24o e 3oors. a libra.
Tijolospara limpar facas a loo rs. cada um.
Vinho em pipa, Porto, Lisboa e Figueira das
marcas menos conhecidas a 4oo rs. a gar-
rafa, ea 2,8oo rs. a caada.
dem FigaeiraexpecialmeDte escolhido oeste
lugar a 6oo rs. agarrafa, e 4,50o a caada.
dem Lavradio, Colares muito fresco sem
composicSoa 6oors. agarrafa, e 4,5oo rs. a
caada.
dem Lisboa em ancoras com 9 caadas mar-
ca especial a22,ooo rs. a ancora.
dem branco uva pura a f>6o rs. a garrafa.
ea 4,5oo a caada.
dem Porto lino em pipa a 56o rs. a garra-
fa.
dem engarrafados generosos, Lagrimas do
Douro, Duque do Porto, D. Luiz I, D. Pe-
dro V, Nctar, velho secco, Malvazia, o
genuino particular de Dooal.Soe rs. a gar-
rafa e a lo,ooo rs. a caixa com uma duzia.
dem Madeiralegitimo a l,2oo rs. a garrafa,
ea 12,ooo rs. a duzia.
dem Muscatel a looo rs. a garrafa.
dem Bordeaux dos acreditadas marcas St.
Julien St. Esteph, chteau la Hoze, chatau
Margoux e outros a 6,ooo rs, a caixa e 56o
rs. a garrafa.
Vermouth a melhor bebida estomacal a 2,ooo
rs. a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 2oo rs. a garrafa e l,4oo
rs. a caada.
dem em garrafes com 5 garrafas a 1 ,ooo rs.
Vassouras do Porto com arcos de ferro a 32o
rs. cada uma.
dem de escovas para lavar casa a 36o rs.
cada uma.
56o rs.
Vellas de espermacete superiores a
a libra, e sendo em caixa a 52o rs.
dem de carnauba-refinada e de composico
a 36o rs. a libra, e lo,5oo e 11,ooo rs. a
-arroba.
INJECCAO CAPSULAS
GRIMAULT E CLA PHARMACEUTICOS EM PARS
Noto trtamentopreparado rom as fallas ale Matice, rvore le rrru.para a cura rpida einfalli'el
da Gonorrhea em recelo algum da contraci;ao do canal ou da nflanimario doc intestinos. O celebre
doutor Riconi, de Pars, ter renonclado, desde sua apparicao, ao emprge de aralquer outro tratamento.
injecee no eomco do Ouxo. as capsulas em todos os cases chronfcos t ireterados, que
Emprega-se i
resistirao as preparac.es do copahu, cubeba e as imeccoes com Base mtante*. ^ _.
Depsito geral: em Pars, em casa de MM. Grlmanlt c c, pharmaceuticos, 7, ra de li aweae;
em Luboa, Jea-Aceallahe m Ceala-Carvallio Jnnlor; no Porto, Mlaarl J* '
reir; em o Mo-de-Janeiro, Gealaa, 101, roa S. Pedro; em Bahia, Jes-Catwe -
krlra, em Rio-Grande, Jaaqala de CJoly; em Maranho, Ferretr* C";
gheua> e C>, roa da Crin, 22; sama, e as priacipaea pharmacias do Brasil.
Deposito geral em Pernambuc roa da Cruz n. 22 de emcasaCaros A Barbota.
outros transparentes a 5500, :i* e 4000 a duiia
Estes accoiuiuiKlaiius precos servera bellamente
para qae lodos lavem suas maos, lencos, etc., etc.,
com ctieiroso sabonete, e uma vez que naja dinhei-
ro, drm-se ra do Queimado, loja 'Aguia
Branca n. 8._________________|__________,_
Bichas hambui^uezas.
Na roa tova a. Cl ddtronte da tilma, cmara
municipal, vendem-se conslantemente bichas nova
por menoe 2 o caato que em oalra qualquer par-
te : recebem-se por todos os vapores.
commodo.
Predios venda
Vendo-se o sobrado de um andar e solo sito na
roa do Fogo n. 35, em chaos proprios, com quin-
tal, cacimba, etc., rende anualmente 475000 men-
saes ; uma casa terrea na ra da Gloria na Boa-
Vista, tambem em chaos proprios, e rende 205 :
os prelcndentes desdo ja podero examinar os re-
feridos predios, e para informacoas poderio enten-
der-se com o asente Simoes em seu escriptorio na
ra da Cadeia 3o Recite n. 48, primeiro andar.
Empreza de illuminacfto
gaz.
Todas as vendas de apparelhos e reelamacoes
(por escripto dando o nome, morada, data, etc.),
devem ser feilas no armafzem da ra do Imperador
n. 41. Os machmistas mandados para atlender a| J jg
estas, apresentarao nm livro qne s reclamantes
gaz, m,
A 105000 aflata com cinco galSes: no armazem
de laucas, vfdros, etc. : na ra do Crespo nume-
d*vMrm ar loa. d^nois a n to o servico' Vende-se nma casa terrea na ra da Gloria
^ff K'^qlnitKSy SSS n. 55 ou.ra na ma dos Copiaresru9 orna wrava
de haverem os mesmos chores sido uevidauenta de 26 atoaos int*'r nen2",l*Sira '
atteudidos. Imperatm n. 71 se dir quero vende.
iWtlTIl ADO,





iap
i
D ferio ir rerauBbneo gftHd* Mn 5 ie ftetembro fle iMftiH

SO PUBLICO
em o menor consran-
glmento s entregar o
Importe do genero qne
nao agradar.
ATTENQ0
Os precos da seguate
tabella para todos, po-
dendo asslm servir de ba-
se para o ajaste de eontas
rom os portadores.
ARMAZEM UNIAO MERCANTIL
RITA 11A CAHEIA DO KECIFE tf. 53.
Logo passando o arco da Conccicio)
Grande redueeo de precos, equivalente a dez por cento menos do que outro qualquer
annunclante.
Collegas.Nao posso por mais lempo sustentar o prego da manteiga ingleza a l.ooors. a libra, bem assim o de outros
muitos objectos, etc., dando com islo ocasiao a todas as espeluncas acabarem porbom preco a manteiga de tempero, e gritarem eva
alta voz, que podem vender pelo prego que eu vendo!! 1 Ora, eu offendido com estas obscuridades e receioso em adoptar o mesmo
systhema que vim encontrar, de s se vender, com um por cento a carola, resolv fazer esta grande redcelo de precos, como veris
pela seguinte tabella, pois como sabis ca pelo meu bairro, at a abertura do momoravel armazem de molhados Unio Mercantil nao
se sabia de outro preco de manteiga ingleza a nao ser o de l,4oe a l,6oo rs. a libra. Hoje porem, resentidos da redueeo a que
esto obrigados, encarando todos os dias de seus freguezes reclaraaco de precos, e qualidades, vingam-se de um e outro portadores
al informado deste novo estabelecimento. para Ihe vender goneros nao proprios de um estabelecimento desta ordem que o seu nm
l to smente obter a concorrencia de seus freguezes.
Para bem de todos.
Senhores e Senhoras o aceio que presidio, aos arranjos deste novo estabelecimento, e mais que tudo apromptido c entei-
reza com que sero tratados, convida a urna vizita ao mesmo, certos de que sem duvida me daro a proleccao e preferencia na compra
dos gneros que precisarem, e quando nao pocam vir podero mandar seus portadores, ainda que estes sejam pouco pratices, pois
serSo tao bem servidos como se viessem pessoalmente, bavendo para com estes toda recommendaco, aftm de que nao v3o em outra parte.
rs. c em barricas de 4 duzias se faz abat- Antonio de Lisboa em latas com 6 libras
ment. por 2,5oo; ditas doce em latas com o mes-
GRANDE ARMAZEM
DE
nminos
Manteiga ingleza (safra nova) especialmente
escolhida a 8oo rs. a libra, em barril se
faz abalimento.
dem francesa a mais nova que tem vindo ao
mercado a 5(>o rs. a libra, e em barril oo
meios a 5oo rs.
Cha hysson de superior qualidade a 2,6oe rs.
a libra.
dem perela o mais superior do mercado a
2,8eo rs.
dem buxim o raelhor que se pode desejar
nesle genero 2,6oo rs.
dem preto homeopathico por ser de superior
qualidade a 2,ooo rs. a libra.
dem bysson, huxim e perola mais proprio
para negocio o 1,6oo. i ,8oo c 2,ooo rs. a
libra, garante-se ser muito regular, igual
ao que se vende em outra parle por 2,4oo
e2,too rs.
Linguicas, chouricas e paios em latas de 8
libras, ermeticamente lacradas a S.ooe rs.
garante-se serem superiores aos que vem
em barris.
Chouricas e paios em barris de meia e urna
arroba a 8,ooo rs. e 1,500 e Ooo rs. a libra.
Queijos flamengos muito frescos chegados
neste ultimo vapor a 2,2oo rs. e do vapor
passado a l,Goo e l,8oo rs.
dem londrinos os mais superiores que tem
vindo ao morcado a 8oo rs. a libra entei-
ro se faz abalimento.
dem pralo muito fresco a 8oo rs. a libra.
dem do Alentejo o que se pode desejar de
fresco e superior a 8oo rs. a libra, a ellos
antes que se acaben).
Ervilhas c favas porluguezas em latasj;'i pre-
paradas a 64o rs.
Marmelada imperial dos mais acreditados fa-
bricantes de Lisboa a 6oo rs. a libra.
Prezunlo do reino vindos de casa particular
a 56o rs. a libra, e a 5oo rs. inteiro.
dem inglezas para fiambre chegado neste
vapor 72o rs. a libra.
Copos lapidados para a gua a >,ooo o 5,5oo a
deca,
Cboculate francez, suisso e bespanol a Ooo
I.ooo e l,2oo rs. a libra.
Espennacete em caixinhas contendo 6 libras
por 4,ooo rs., garanle-se serem transpa-
rente o de superior qualidade, lamhcm tem
de 12 por Ultra propria para carro.
Peixe em posta sovel, corvina, gors. pesca-
da, salmo, ostras e cheroee, vezugo em
latas grandes a 8oo e I,ooo rs. cada urna.
Vinho Bordeaux das marcas mais acredita-
das que tem vindo ao nosso mercado a
6,ooo, 7,000 o 8,ooo rs. a caixa, garante- \
Caf do Rio a 26o e 28o rs. a libra, e 7.8oo
e 8.000 rs. a arroba.
dem lavado de primeira qualidade a 3oo rs.
a libra, e 9,ooo rs. a arroba.
dem do Cear de superior qualidade a 24o
e 28o rs. a libra, e 7,8oo a 8,ooo rs. a
arroba.
Arroz do Maranho a loo rs. a libra, e 3,ooo
rs. a arroba.
dem da India muito alvoegraudo a loo rs. a
libra, e 3,ooo rs. a arroba.
dem de Java a 8o rs. a libra, e 2,2oo rs.
a arroba.
Painco e alpista a 14o rs. a libra, e 4,3oo
rs. a arroba.
Massa de tomate em latas de 1 e 2 libras a
6oo rs. e de barril muito superior a ooo
rs. a libra.
Aletria, macarro e talharim a 4oo rs. a li-
bra, e 9,ooo rs. a caixa.
dem e lalberim branco a 32o rs. a libra,
estas massas tornam-se recomendaveis as
pessoas doentes por serem propriamente
feitas para esse lim.
Estearinas a 56o rs. a libra, e em caixa com
2o libras a 52o rs.
Vinho do Porto muito fino excellente qua-
lidade proprio para engarrafar em ancore-
las com 9 caadas por 4S,ooo rs.
Vinho de pipa Porto, Figueira, e Lisboa a32o,
4oo eooo rs. a garrafa, emeanada a 2,5oo,
3,ooo e 3,8oo rs.
Vinho branco de Lisboa de excellente quali-
dade a ioo e 5oo rs. a garrafa, em caada
a 3,ooo e 3,ooo rs.
Vinho branco para missa em caixa de I duzia
a 8,ooo o a 68o rs. a garrafa.
Vinho do Porlo das melhores marcas, que
vem ao mercado como sojam Lagrimas do
Douro, Duqfe do Porto, Duque Genuino,
D. Luiz I., Madeira secca, Malvazio fino,
Fetoria em caixa de 1 duzia de 9,ooo a
1 o,ooo rs. eaOoo e i,ooo a garrafa.
Vinho Colares o mais superior que tem
vindo ao mercado a 64o rs. a garrafa.
Sardinhas de Nantesem quartos e meias latas
a 36o e 56o rs. cada urna.
Sardinhas portuguezas em latas grandes
preparadas pelo melhor onserveiro de Lis-
boa a 64o rs.
Bolachinhas inglezas as mais novas do mer-
cado a 2,8oo rs. a barrica, e 24o rs. a
libra.
Bolachinha de soda em latas com diversas
qualidades a i,3oo rs.
se ser de qualidade superior, que outro I Bolo francez em caixinbas muito proprias
qualquer nao pode vender por este prego. para mimo a 64o rs.
Genebra de Hollanda a 56o rs. o frasco, ejPassas muito novas de carnada a ioo rs. a
5,7oo rs. a frasqueira. libra e 6,ooo rs. a caixa com 28 libras.
dem de laranja verdadeira de Altona em Figos de comadre a 2io rs. a libra e
frascos grandes a I .ooo rs. o frasco, e i ,8oo rs. a caixa com 8 libras.
1 l.ooo rs. a duzia. | Amendoas de casca mole a 32o rs. a libra.
dem de Hollanda em botijas grandes a ioo Bolachinhas d'agua em sal da fabrica do Beato
mo peso a 2,ooo: ditas imperiaes em latas
de 3 libras por l,5oo rs.
Ameixas francezas em latas de 1 e meia libra
por l,2oo; ditas em caixinhas de deversos
tamanhos com bonitas estampas na caixa
exteriora l,2oo, l,5oo, e l,8oors.
Azeite doce refinado Penanol ou do Kempes
de Lisboa a 85o rs. a garrafa e 9,5oo a
caixa com urna duzia.
Batatas muito novas a 5o rs. a libra e 2,ooo a
caixa com 2 arrobas.
Conservas inglezas a 75o rs. o frasco e
8,000 a duzia.
Vassouras de escova para efregar casa a 32o
Nozes muito novas a 16o rs. a libra.
Molho inglez em garrafa de vidro com
rolha do mesmo a 5oo rs.
Mostarda ingleza dos melhores fabricantes a
8oo rs. o frasco.
Mostarda franceza em potes j preparada
a 4oo rs.
Lentilhas excellente legume para sopa a 2oo
rs. a libra.
Marrasquino o verdadeiro de Zara em garrafas
grandes a 1 ,ooo rs. e II ,ooo a duzia-
Palitos para denles a 14o e 16o rs. o mago.
Sal refinado em frasco de vidro com rolha do
mesrao a 5oo rs.
Cerveja branca e preta das marcas mais a-
creditadas que vem ao mercado a5,ooo e
5,ooo a duzia e 48o rs. a garrafa.
Sag muito novo e alvo a 24o rs. a libra.
Sevadinha de Franca inuilo nova a2oors.
Charutos de todos os fabricantes da Bahiae das
mais acreditadas marcas conhecidas no
nosso mercado a 2,ooo, 2,5oo, 3,ooo,
3,5oo e 3,8oo a caixa de loo charutos.
Cognac inglez das melhores marcas a
1,090 rs. a garrafa.
DE
ALMEIDA DUARTE

, EXTRAORDINARIA
Iiquidiicao de fazendas de lodas as qaa-
li 'as na luja e armazem da irara,
ra da imperatriz n. So, deLuureB-
co Percira lleudes (inimaies.
\! Iciidim freguezes I
Soutembarque a 100, 120 e i;*j t peehinca.
Vende-se soutembarques muito l.,:m enhilados
e de cores, para senhoras, a 10 12 e i, ditos
prelos a 20, 225 e 2o ; capas preas do gros-
denaple a 205 e 235 : s na ra da Imperatriz a.
86. loja da Arara, <.
Corles Vndese cortes de chitas de cores fixas com 10
covados a 25100 e 35200, cortes de cambraia de
barra a 25, ditos de salpicos a 25300 : na ra da
Imperatriz n. 56, loja da Arara, de Mendos Gaimu-
raes.
Fazeudas especian para senhoras.
Vende-se gollfnhas para senhoras e meninas a
240, 320, manguitos a .*i(iO rs., catrisinbas a i5,
I&M), 2 e 15500, entre-meios e tiras bordadas
para enfeitar vestidos brancos a 15, 15200 e 15400
a peca, enhiles para casaveque a 15, gravaliuha*
para senhora, muito linas a 15 e 15500 : na ra
da Imperatriz n. 50, loja da Arara.
Vende-se palitots de panno fino a 165, 145 e
125, ditos saceos com titas a 125, 105 e 85, los
de rasemir?. linos a 105. 85 e 65, dilos sem fita i>
, 45500,55, dilos de brim a 25500, 35, 35300, Acaba de receber de sua propria encommenda um grande e variado sortimento, aipaka a 35 e 35500, calcas de brim e de ganga*
de molhados todos primorosamente escolhidos, por isso apressa-se o proprietario em' -5- -5500 e 35, ditas de meia casemira a35500 *
nffiRMMMr n co.ro fpOffr,07*e 0 an nnr.lirn em 0or.1l a eoninte tnhplla A fiP.,c opnprAc p **>W ,in.as >*. <"5 J* Coleles eramisas fran-
cesas a?$ e 255O0 e .15, seroulas de algodao. a
15'iOO, de linho a 25, ecolarinhos a 400 rs. : aa.
FRUCTAS
Macas. Ra do Queiioado n. 7.
Uvas Ra do ijucimado n. 7.
Peras. Ra do Queimado n. 7.
offerecer 3os seus freguezes e ao publico em geral a segninte tabella dos seus gneros e |
resumidos precos, afiancando todo e qualquer genero vendido neste bem conhecido ar-
mazem.
Amendoas confeitadas de 800 rs. a libra.
Manteiga ingleza perfectamente flor, a 800 rs,
libra.
dem franceza a 56o rs. a libra, e 5oo rs.
sendo em barril.
Cha uxim a 2,7oo rs. a libra, e de 8 libras
para cima a 2,600.
dem perola a 2,8oo rs. e de 8 libras para
cima a 2,7oo,
ra da Imperatriz n. 56, loja da Arara.
Licores francezes e portuguezes das seguin-! ?eade-se colchas de chita a 25, de damasco a
tes marcas creme de violetas, gerofles, ro-1 fife' JjSSi? ** "' arUa *" lmperatr, **'
sa, absinto vespeiro, amor perfeito, amen- i Vende-se panno de linho para lcnccs e sareu-
dua amarga, percicot. de Turin, Roteflm, las a 640 rs. a vara, brim liso de Hamhurgo a 300
morangos, lim3o, caf,laranja, cidra,gin-je 'i'50 rs> lenC0S de ?e(la a 80rs-e '5 : '"*
ja, canella, cravo, ortel5 pimenta a l.ooo da ^peratru n 56, loja da Arara
zi 1 000 rs a carrafa earantp-se Bramante da Arara a 20.OO.
ia 1,000 rs. a garraia, garanie-se Vende.so ,)ramaill(, de |inho com ,
rs. a duz
que os melhores que temos tido no mer-
cado.
dem hysson o mais superior que se pode Passas muito novas em quartos e inteiros a
desejar a 2,6op e de 8 libras para cima
a.ooo rs.
dem menos superior a 2,4oo e de 8 libras
para cima a 2,3oors.
dem proprio para negocio a 2,3oo, de 8 li-
bras para cima a 2,2oo.
dem do Rio em latas de 2, 4, 6 e 8 libras
cada urna a 2, 3, 3,5oo e 4,8oo rs. a lata,
dem preto o melhor que se pode desejar
neste genero a 2,800 rs.
dem menos superior a esse que se vende
por, 2 e 2,4oo, a 4,8oo rs. a libra,
dem mais baixo bom para negocio a i,5oo
rs. a libra.
dem miudinho proprio para negocio a l,5oo
rs. a libra.
Queijos do reino chegados neste ultimo va-
por 2 2,2oo.
Queijos chegados no ultimo vapor a 2,2oo rs
dem prato es melhores e mais frescos do
mercado a 76o rs. a libra sendo inteiro.
Genebra marca gato a 1.7oo rs. a garrafa.
Biscoitos em latas de 2 libras das seguintes
marcas : Osborne, Craknel, Mixed, Victo-
ria, Pec-nic, Fance, Machine eoutras mui-
tas a l,3ooe i,4oo rs.
Fumo americano em chapa a I,6oors, a
libra.
Araruta de todas as qualidades.
Batatas novas em caixas de 2 arrobas a 50 a
caixa e 6o rs. a libra*
Bklachinha de Craknel em latas de 5 libras
V bruto a 4,ooo rs.
Idtem inglezas em barricas a mais nova do
mercado a 3,5oo rs. a barrica e 24o rs. a
libra.
Chocolate portuguez o mais especial que se
pode desejar a 8oo rs. a libra e 14o rs. o
pao.
2,ooo rs o quarto, a 6,5oo a caixa e 4oo
rs. a libra,
dem corintbias proprias para podim a 8oo
rs. a libra.
Marmeladas dos mais afamados fabricantes de
Lisboa a 64o rs. a libra.
Ervilhas secas muito novas a 16o rs. a libra.
Grao de bico muito novo a 16o rs. a libra.
Ervilhas francezas em latas a 64o rs.
Potes com sal refinado a 48o rs.
Fumo de chapa americano a l,6oo rs. a libra
fazenda especial.
Presunto para fiambre inglezes a 7oo e 8oo
rs. a libra.
Chouricas e paios limito novos a 64o a libra.
Caixas de traque n. 1 a 80500 cada urna.
Massas para sopa macarro, talharim aletria
a 4oo rs. a libra.
Cognac verdadeiro inglez a 8,5oo rs. a caixa
e8oors. a garrafa,
dem francez a 7,ooo rs. a duzia e 7oo rs. a
garrafa.
Doce da casca da goiaba em latas de 4 li-|Papel de botica de excellente qnalidade a
bras por 2,ooo; dito emcaixes a 6oors. 2*00 rs. a resma.
^ ,m Potes com sal refinado a 48o rs. cada um.
Farinha de araruta verdadeira a 32o rs. a
libra.
Velas de carnauba de 6 e i 2 por libra a
32o rs. a libra e io.ooo rs. a arroba.
Azeite doce de Lisboa a 64o rs. a garrafa
e 4,8oo a caada.
Banha de porco refinada a ioo rs. a libra
e 36o rs. em barril.
Capil de diversas frutas muito frescas a
64o rs. a garrafa.
Palitos do gaz a 2,2oo rs. a graza.
Toucinho de Lisboa muito alto e alvo a
32o rs. a libra e 8,5oo a arroba.
Ameixas francezas em latas de 3 libras por
2,ooo. rs.
Cebollas soltas a l.ioo o cento ; ditas em
mollios com cento e tantas por 1,2oo rs.
Matte excellente cha para os navegantes a
a 2oo rs. libras.
AGENCIA
DA
FUNGI LOW-AOMOQLE
Raa da SenzaUa nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a haver
nm completo sortimento de moendas e meiai
moendas para engenho, machinas de vapor
e tachas de ferro batido e coado, de todos o
tamanhos para ditos.
Arados americanos e machinas para
lavar roapa: em casa de S. P. Johnston & C,
ra da Senzalla Nova n. 42.____________
i Queimal
No largo do arsenal de marinea, loja de calca-
dos i). 8, qoeima-se :
Marroquim preto de boa qualidade,
aduziaa..................... 215000
Urna pelle por.......'............ 15800
ARUAZEH
FRONTEIRO
DE
AliVES COUTIMHO 21Largo do Terco21
Ao publico.
Chouricas muito novas a 64o rs. a libra; chocolate francez a l.ooo rs. a libra;
ameixas dem ; alpista a 16o rs. a libra, e 4,6oo rs. a arroba ; arroz do Maraohao e da
India de 8o a loo rs. a libra, e em a arroba de 2,6oo e 3,ooo rs. ; azeite doce refinado
a 1 ,ooo rs. a garrafa e em porco, menos; idem de barris a 64o rs. a garrafa, e em cana-
, i da a 4,8oo rs.; banha de porco a 4oo rs. a libra, e em barril a 36o rs.; batatas muito
e calcados de toda a qualidade, assim como bons n0Vas a 4o rs. a libra, e 1,2o'> rs. a arroba ; cha perola, hysson, miudinho a l,8oo, 2,4oo
A' 25500 caixa rem porcao se far abatimen.' garrafa ; caf de 1 ?, 2. e 3.a qualidade de 8,5oo, l.ooo e 9.5oo rsua arrob.; cevaaV
io : na ra nm n. 8, loja do Cha. nha a oo rs. a libra ; ervilhas portuguezas em latas de 1 '/i libra a 7oo rs.; spermacete
-----------Vinho do Porto snperior a 56o rs. a libra, e em caixas a 52o rs.; farinha de araruta verdadeira a 2oo rs a libra,
dm caixas de uma e duas duzias: tem para ven- e em a arroba a 6,000 rs ; genebra de laranja a l.ooo rs. o frasco ; dem de Hollanda
eerAHtonieLui de oiiveira Azevedo& C, no sen a 64o rs., e 4oo rs. a botija; graixa em latas a I,2oo rs. a duzia ; manteiga ingleza per-
feila flor a 8oo rs. a libra; idem franceza a 56o rs. a libra, e em barris a 52o rs.; maca
de tomate a 6oo rs. a libra; marnwlada dos melhores fabricantes a 64o rs. a libra; ale-
tria talharim e macarro a 4oo rs.; marrasquino de Zara verdadeiro a l,ooo rs. cada fras-
co : nozes muito novas a 2oo rs. a libra ; passas a 4oo rs. a libra ; painco a 16o rs.; po-
mada a 24o rs. a duzia; pimenta do reino a 36o rs.; papel almaco e de peso de diver-
sas marcas; palitos do gaz a 2,2oo rs. a grosa 2o rs. a camnha ; ditos de seguranza
individual a 2o rs. a cdxinba e 36o ca, o maco; queijos flamengos do vapor a 2,ooo rs.
cada um; cevadinha a 2oo rs. a libra; sardinhas de Nantes de 4oo a 64o rs. a lata; sa-
b5o massa muito superar a 2oo rs. a libra; toucinho de Lisboa moito alvo a 3oo rs. a li-
bra; vinho do Porto velho engarrafado a l,5oo rs.; idem em barril a 8oo rs. a garrafa,
sendo porcao faz-se differenca e em caada a 5,ooo rs.; idem de Lisboa muito superior a
; 4oo rs. a garrafa e 2,8oo rs. a caada ; idem da Figueira J. A. A. a 5oo rs. a garrafa e
I-3.6no rs. a caada; idem do Estreito a 36o e 320 rs. a garrafa e em caada a 2,56o;
1 idem Bordeaux a 56o rs. a garrafa; idem branco de Lisboa, proprio para missa a Soo rs.
um casal de moleques mni lindos, de dade de 10 a garrafa; vinagre de Lisboa muito superior a 2oors. a garrafa, e l,4oo rs. a caada ;
anuos, 2 escravos para lodo o servigo, i negra de j_- ceva(la alfasema aaz e tiiolo de limpar facas a 14o rs, e outros muitos generes que
Caermodei"ce"eD,eCozinheira: desncessarto menciona-los.
escriptorio ra da Cruz n. 1
Fabnea ConceicJio da
Bahia.
Andrade Reg, recebera constanle-
mente e tem venda no sen armazem n.
34 da ruado Imperador, algodao d'aquel-
la fabrica, proprio para saceos de assa-
car, embalar aigodo em pluma ete, etc.,
pelo preso mais razoavel.
Figos de comadre era Utas de 4 e 8 libras
lacradas hermticamente a l,4oo e 2,2oo
rs. a lata.
Frutas em calda chegadas ltimamente, pera,
pecego, ginjae outros muitos a 12o rs. a
laude 21|2 libras,
dem em caixinhas de 8 libras a l,8oo, e
24o rs. a libra.
Nozes muito novas a 120 rs. a libra, e 4,ooo
rs. a arroba.
Amendoas confeitadas a 6oo rs. a libra.
dem de casca mole a 32o rs.
Vinhos engarrafados no Porto e Lisboa das
seguintes marcas: duque, genuino, velho
secco especial, lagrimas doces, vinho es-
pecial D. Pedro V, nctar superior de
1833, duque do Porto de 1834, vinho do
Porto, velho superior, madeira secca, Por-
to superior D. Luiz I, e outras muitas
marcas, em caixa de uma duzia a lo,ooo e
l,ooo rs. agarrafa.
dem branco de uva pura a 64o rs. a garra-
fa e 4,ooo a caada.
dem superior a 5oo rs. a garrafa e 3,2oors.
a caada.
dem em pipa Porto, Lisboa e Figueira das
marcas mais acreditadas a 3,8oo a caada
e 5oo rs, a garrafa.
dem de marcas pouco conhecidas a 4oo rs.
a garrafa e 3,ooo rs. a caada.
Especial vinho Lavradio sem a mais pequea
composicSo a 560 a garrafa e 4,ooo rs. a
caada.
Farinha de malarana a 240 rs. a libra.
Ricas caixas com figos a l.ooo rs. cada uma.
Ricos livros com figos I,ooo rs.
Pomada a 200 rs. a duzia, sevada muito no-
va a 80 rs. a libra, e 2,5oo a arroba.
GarrafSes com 4 '/a garrafas de vinho supe-
rior a 2,5oo rs. com o garrafao.
dem com 4 '/ ditas de venagre a i,ooo rs. o
garrafSo.
Vinagre PRR em ancoretas de 9 caadas a
i5,ooo rs. com aancoreta
dem em pipa puro sem o batisme a 2oo rs.
a garrafa e l,4oo rs. a caada.
Caixas com 1 duzia da garrafas de vinho Bor-
deaux fazenda muito especial a 6,8oo rs.
vrmie se
10 palmos
de largura a 25500, dito de 12 palmos a 258C0
a vara, chitas para cuberas a 320, 360 e 400 rs.,
dita encarnada moito lina a 480 rs. o covado, cbi-
las para vestidos a 240, 2fcO, 320 .; 400 rs. o -ova-
do : esta pechincha, tao barata, s se pode encon-
trar : na ra da Imperatriz n. 56, loja da Arara.
A Arara trima, na vende, queima.
Vendem-se baloes de 16, 20, 25 e 30 arcos a
25240,25500, 35, 35500 e 45, ditos de musselina
a 45 e 45500 : na loja da Arara, ra da Imp<'ra-
iriz n. 56.
Vende-se challes de laazinba a 15600 e 25, ditos
de merino a 25500 e 45500, ditos linos a 65, ditos
estampados a 75 : na loja da Arara, rua.da Impera-
triz n. 56.
\s laa/iulias da Arara a 210 rs. covado.
Vendem-se lazinhas para vestidos a 240, 320,
400, 500 e 560 rs, o covado, ditas muito finas de
cores, lisas, de lyrio, de rosa, azul e encarnada
a 600 rs. o covado ; na ra da Imperatriz n. 36,
loja da Arara.
A Arara vende chitas a 210 rs.
Vendem-se chitas para vestidos de cores fixas a
240e 280 o covado, ditas francezas a 320, 360 e
400 rs., cassas de cor a 280 e 320 o covado.organ-
dys a 320, 280 o covado : na loja da Arara, roa
da Imperatriz n. 56.
A Arara vende corles de la a MariajPia.
Vende-se cortes de la com barra a 85, ditos
finos a Mara Pa por 185000, Jaazinhas a Mara
Charutos em grande quantidade e de todos os pia a 460 e 800 rs. o covado : na ra da Impera-
*-!. "____________' _____J't ^ J 1 *# Iri ti KX l.ili ila Arnpi
fabricantes mais a creditados a l,5oo,
2,ooo, 2,5oo, 3,ooo e 4,ooo rs. a caixa,
os mais baixos sao dos que por abi se ven
dem a 2,ooo e 2,5oo rs.
Caf de premeira qualidade a 8.3oo e 9,ooo
rs. a arroba e 28o a 22o rs. a libra.
dem de segunda qualidade a 8,2oo rs. a ar-
roba e 26o rs. a iibra.
Arroz do Maranho a 12ors. a libra, 3,ooo rs.
a arroba.
dem da India muito superior a 2,9oo rs a
arroba, e loo rs. a libra.
dem mais baixo redondo a 2,6oo rs. a libra.
dem da India comprido a 2,4oo rs. a arro-
ba, e 8o rs. a libra.
Vellas de carnauba do Aracaty a 9,5oo rs. ar-
roba, e 36o rs. a libra.
dem de sebo muito dura Ongindo esparmace-
te 36o rs. a libra.
dem de esparmacete a 56o rs. a libra, e em
caixa a 52o rs. com 25 libras.
Papel o melhor que se pode desejar para os
Srs. empiegados pblicos a 5,ooo rs. a res-
ma, j se vendeu por 7.ooo rs.
dem almaco paulado e liso a 3,ooors. a resma.
dem de peso pautada e liso a 2,ooo rs. a a-ra7a"troa,'n5^
resma.
dem a zul de botica ou fugueteiro a 2,oo rs.
a resma.
triz n. 56. loja da Arara.
A Arara vende madapolo a 6$>00, 7)5, 89,
10;) e 12#.
Vende-se madapolo fino de 24 jardas, n. 60 a
65500, dito n. 7 a 75. dito n. 2, 85, dito de mar-
ca duas cruzes a 95, dito S a 105, dito II H a 115
dito B b a 125, todos estes uadaporSes sao muito
linos ; alcodao a 55 e 65, dito carne de vacca a
S5500, dito mejticoa "5. dito sicupira a 85,ditode
diversa qualidade a 85500, tilo pao ferro 95 a pega
de 20jardas, lodos estes algodoes sao de boa qua-
lidade : na ra da Imperatriz n. 56, loja da Arara
de Mendes Ciuimares.
A Arara vende lirim trancado de ludio a 1^200.
Vende-se brim trancado de linho branco para
calcas a 15200 15400 e 15C00a vara, dito pardo
de linho a 640. 720, 800 e 15120 ; bretanba de
linho a 640 e 800 rs. a vara ; ganga para calcas e
brim de cores a 500 e 480 o covado, corles de ca-
semira preta para calca a 35500 e 45, ditas linas
e de cores a 55, 55500 e 75 o corte : na ru da
Imperatriz n. 56, loja da Arara.
As percalas da Arara a 500, 360 e 600 rs.
Vende-se tinas chitas percalas a 500, 560 e t>00
rs. o covado, pei;as de cambraia finas a 35, 35500
1 45500 e 530OO pera, ditas para cortinados com
20 varas a 95 : na loja da Arara, ra da Impera-
triz n. 56.
O proprietario da loja e armazem da Arara re-
commenda toda a atlenco aos Srs. freguezes que
mandem ver as amostras de todas as fazendas qne"
annuncia, prometiendo vende-las barata, pois que
dem embrulho de 1,2oo a l,4oo rs. a resma.
Ameixas francezas em latas de 1 '/ ,Dra a
l,2oo e8oors. a libra,
dem em frascos de 3 libras a 2,5oo rs., s o
frasco valle l,ooo rs. tambem temos em
frascos para l,4oo rs.
Conservas inglezas a 800 rs. o frasco.
Mostarda preparada em potes muito nova a
2oo rs.
Molhos inglezes a 800 e l.ooo rs. o frasco.
Cravo a 48o rs. a libra.
Cerveja Tenente verdadeira a 7,ooo rs. a
duziae 600 rs. a garrafa,
dem de outras marcas preta e branca a5,5oo
e 6,000 rs. a duzia e Soo rsa garrafa.
Vassouras de piassava com 2 arcos de ferro
vindas do Porto a 32o rs.
Cebollas muito novas a 1,00o rs. o molho e
800 rs. o cento.
Genebra de Hollonda em frasqueiras a 6,000
e 56o rs. o frasco,
dem em botijas a 4oo rs.
dem em garrafes de 14 garrafas a 5,2oo rs.
Palitos do gaz a 2,2oo rs. a groza e 2o rs. a
caixa.
dem de dentes lixados em macos grandes
com 2o rs. o macinhos a 12o rs. e masso.
Cominhos muito novos a 32o rs. a libra e
lo,ooo a arroba.
Sag muito novo a 24o rs. a libra.
Cevadinha de Franca a 18o rs. a libra.
Milho alpista a 14o rs. a libra e 4,5oo rs. a
arroba.
Gomma a 28o rs. a libra e 5,4oo a arroba.
Peixes em latas al,000 rs. a lata j prompto
a comer-se.
Farello de Lisboa marca N. e Biato saceos
grandes a 4,000 rs.
Doce da casca da goiaba a 600 e l,ooo rs. o
caixao.
\a livraria acadmica, na do
imperador o. 39,
vendem-se lindos papis para forrar sala a 15000
a pega.
a caixa e 7oo rs. a garrafa.
O proprietario do grande armazem Uniao e Commercio declara aos seus fregu
zes e amigos e ao publico em geral, que para facilitar a commodidade de todos eslipulou
os meamos precos nos seguintes lugares:
Uniao e Commercio ra do Queimado n. 7.
O Verdadeiro Principal ra do Imperador n. 40.
Gemina de
Vende-se na ra da Madre
mazem.
ndioca.
ae Dos n. 38, ar-
Gomma
muito superior era barricas : vende Francisco Go-
mes de MaUos Jnior, na ra larga do Rosario nu-
mero 24.
Superior cal de Lisboa
Vende-se superior cal de Lisboa a mais nova
que ha no mercado tanto em porcao ton a ra-
Ihopor larato preco,afflancando-se aoa compra
dores a superior qujidade: a tratar as seguin-
tes ras : do Crespo h. 7, Imperador n. 28, Forte
do Mattos armazem to Sr. Avilla defronte do tra-
piche do algodao.
ESCBAYS FGIDOS.
Fufiio na noite de 23 do corrente julho de
1864 o escravo Jos, preto, crioulo, de 20' annos,
haixo, corpo regular, beicos grossos e estufados,
on-lnas pe|uenas, e cachaco grosso, pouca barba
porque tem apenas na ponta do queixo, levouduas
calcas, urna branca e outra de castor eseuro que
paieie preto, de listras, paletot preto, sem camisa
e com urna carapuca encarnada na cabera, a laia
de marujo : quem pegar leve-o ra bireita a.
54, que ser generosamente recompensado. .
Fugio na tarde do dia "16 do corrente um
escravo pardo, de nome Marcos, desembarcado
do hiate Santa Atino, viudo do Aracaty, tendo
de idade 28 annos pooco mais ou menos, eos sig-
naes seguintes : altura regular, secco do corpo,
pouca barba, cabello crespo, levou camisa e
calca de algodaosinho de riscado azul e cha-
peo de pallia, tendo levado comsigo uma tronxa
com mais roupa, e rendido de nma das venlhas;
quem o appreender queira Icva-lo ra da Madre
de Deus n. 38, ou ra do Brum n. 55, que ser
recompensado.____________________
Fugio do engenho Guerra de Ipojuca um es-
cravo de nome Jos Mnniz, estatura baixa e
crioulo : qnem o apprehender ou der noticia no
dito engonno, ou na ra da Aurora em casa do Sr.
Elias Baptista da Silva, ser generosamente re-
com pensado._____________________________
Fugio do engenho Pombal, no dia 18 de in.no
prximo passado um cabra de nome Malinas, com
os signaes seguintes: cor fula, corpo regular, com
pequea barba no queixo, tem uma das pernal
mais grossa que a oulra, de uma ferida, e tem um
dedo do p por cima do oulro: quem o pegar levo
a seu senhor no mesmo engenho, ou em casa do
Sr. Manoel Alves Ferreira, nesta praca, qne sera
bem recompensado. No dia 80 de julho prximo
passado fugio do mesmo engenbo um cabra de
nome Joo Canuto, este escravo bem conhecido
que foi doSr. Francisco Accioly de Gouveia Lins,
tem os signaes seguintes : cor cabra, corpo gros-
so, est bucando, tem as pomas nm ponco gambe-
tas, j foi visto em Ponte de L'choa e Monteiro :
quem o apprehender pode entender-se eom o Sr.
Francisco Accioly de Gouveia Lins, ou no escrip-
torio do Sr. Manoel Alves Ferreira, qne ser bem
recompensado o primeiro tert 30 anaos, pouco
mais ou menos, e segundo 20 annos.__________
_ Fugio na manha do dia 26 de agosto prxi-
mo passado, do sitio Jurema do engenho Cajabuss
da freguezia do Cabo,um escravo por nome Bene-
dicto, representa ter 25 annos de Idade, e tem os
signaes segolntes-: crioulo, cor fula, cabellos cara-
pinhos, altura regalar, falta de dentes na freate,
pouca barba, porque s tem na ponta do queixo,
olhos grandes e csbranqoic/ados, tem nma cicatriz
no pescoco proveniente de um talho, e outra na
fonte proveniente de uma ferida, ps grandes, falla
bem desembaracado, toca viola, e qnando anda
meneia o corpo : qnem o pegar leve ao dito enge-
nho, ou no Recife, ra Direita n. 6, Jos da Cos-
ta Carvalho Gnimarae?, que
genero?ameBt.
'


ser' recompensado
\
_


Dlarfc c PerunlMeo Segunda letra ale Melraahre 4c 1X.<|
LITTERAT0I1
As vozes intimas dc Jaime lambert.
iu _
(Conlinuaco.)
Ao ensamoitio de que esle honicm lo altivo p-
dete afleetar a seu Respeta) urna piedade insultan-
te, Jayme seminase chelo decolera. Na tonga bus-
a oi qne ardeafemente se empentara para des-r
fcrW nelle'unj assassioo, a cansa de Gerbaud ti-
ajtja-se-llie tornado propria. Kilo odiava por sua
coa'a Mr. de Girard tanto quanto o tria odiado
Gerbaud, se anda existase...
Nao, nio era preciso incommodar a jusliga. Per-
teucia-lhe ferir o criminoso. Elle o devia, pols qiie
o crime nao era duridoso seus olhos. So llie
haslava provocar Mr. de Girard, e, se Deus fosse
ubte, mata-lo-hia...
Mas se Deus tives?e determinado nos cus desig-
nios que fosse Jayme quem devesse suecumbir I
Elle tremeu. Un sbito terror desle duello apos-
ou-se delle ; inorria, pols, na vespera de ser feliz.
Que irriso da sorte E se iriumphasse, nao ia ma-
tar o bemfeitor do pac da sua desposada, e com-
a ometter assim a propria felicidade que tema
i'.erder a ponto de nao ousar arriscar a sua vida
era um encontr com o horacm qne detestara ? De
qualquer maneira, este duello era odioso ou ridi-
culo.
Cumpria-lhe- abandonar semeihanle intengo-
Aluda assim, se nao se bate com Mr. de Girard, se
r.o o entrega justicia dos homens o que far ?
.ada. Deixa-lo-ha partir. Nao era aquillo que
resolver na vespera, e viveriaclle socegadof Por-
que nao pensara hoje como pensava hontem ? E'
que hoje nao lhe era mais permittido duvidar...
A lorabranca de Gerbaud se lhe despertou ento
iDgabre e ameagadora. Elle tornou a ver o infe-
'.z oven, tornou a v-lo, ensanguentado e paludo,
Icgando-lhe a sua vinganca.
J chegra muito tarde ao lugar em que seueom-
panheiro perecer. Se deixava o assassno impu-
ne, nao se constitua elle proprio cmplice do ma-
tador ? Jayme reagiu contra estes importunos es-
crpulos. Entao estamos obligados, porque assim
convm ao primeiro moribundo, a lancar-nos n'uma
aventura cheia de obstculos e pergos ? Na verda-
de. que relages tinha Gerbaud com elle ? At mes-
rao nem era seu amigo, quando mallo (amarada.
t'ortanto nao havia para elle interesses tnais caros
a defender em sua vida do que o voto desse mori-
bundo? Elle nao era amado de Hermancia ? Nao
d :vi, primeiro que ludo, ama-la, e conservar-so
para ella ?
Accusar Mr. de Girard intil, bater-se
com elle loucura. Nao o aecusara, e sobreludo
nao se bater.
Porque sobretodo ?... Jayme a si tem pergun-
udo immensas vetes sem pretender dar resposta.
ntao ve muito bem que as razos que allega sao
ais ou especiosas : elle nao se bate, porque tem
modo de se bater, medo de ser inorto!
nicamente por isto I Elle, um marnbeiro. ara
Quitar! E" urna iodignidade. Bater-se-ha. Alm!
de que a fortuna lhe pode ser propicia. Se Mr. de
Gimrd um duellista, Jayme, ha certo numero de
anuos e na vaga prevista decircumstancias eguaes j
aquellas em que se acha, tambem tem-se exercita- j
do as armas ; elle conhece-as, e quando em lula
nao lhe faltar o sangue fri... Nao, a confian-
za ; a sorte lhe ser contraria. Elle o sent acre-
dita, sem poder analysar, na sombra tristeza que o
accommelte, no amargo pezar desses prazeres que
estavam a seu alcance, e que vae perder.
E comtudo, assim elle o qacira, anda pode gza-
los ; s lhe basta calar-se, e, se Mr. de Girard jul-
ga-se ollendido, esperar a sua provocarlo; mas
lambem sabe que Mr. de Girard nao o provocar.
Nao seno um subterfugio, um pretexto que o
medo lhe suggere. Que importa ?... Jayme enga-
ua-se fallando as*im : ara homem de bem nao
tiansige comsigo mesmo, c nao tem o direito de
passar por bravo aos olhos de todos, ao passo que
est convencido da sua pusillanimidade no fundo
dlalma.
Jayme passou toda a noute nestes combates in-
teriores. O da sorprendeu-o. Elle ergueu os
hombros a esse sol de maio, que hrlhava apenas
nascido, inundando a cmara com os seusraios. De
que lhe servia esse brilho de um novo da que tai-
voz fosse para elle o ultimo ? Todava esta serena
az lhe fez bem : teve menos fro e lhe frequenta-
ram menos as fnebres visoes da noute. A sua
excitago descahiu : cedendo fadiga, elle ador-
mecen.
Quando despertou, o seu amigo Achules estava
junto delle. Achules vinha iuquieto da scena da
vespera entre Jayme e Mr. de Girard. Jayme nao
[he confessou logo a verdade.
Nao devo supportar a insolencia de Mr. de
Girard, disse-lhe, e. teobo razoes suficientes para
ater-me com elle.
Mas urna louenra, excfamou Achilles. A
aggressao tanlo vem da tua parte como da delle.
Tens eutro motivo ?
Slro, responden framente Jayme ; Mr. de Gi-
1 rard o assassino de Gerbaud.
Ora vamos I Perdeste a cabeca !
Sabes que nestas supposg5es, anda que se-
jam muito estranhas na appareneia, eu nao rae en-
gao ; porm desde hoateni nao sao mals supposi-
eoes que fago, urna convierta que tenho.
B retarla como tioha emllm reconhecido a Mr.
de Girard. eu parte a seu amigo de todos os in-
dicios que recolhera cada um de per si, reunlu-os,
deduzu as consequencias provaveis, e concluiu
, pela terrivel revelagao de que nao lhe era mais per-
| mittido duvidar. Jayme fallava com urna calma
. lucida, nina eonflanea de dialctica, urna forga de
| argumenlago que jamis tivera em to alto gru.
' Dir-se-hia que elle ouvia a si proprio fallar e ad-
mirava-se com secreto horror. Seus gestos, sua
j .voz, essa narrago de circumstancias extraordina-
: rias que encaJeiavam-se estrictamente urnas s ou-
; tras, traziam ao espirito de Achules urna persuasao
j quasi vertiginosa :-Mas se o assassino, disse
i elle, porque nao o denuncias ?
Pensel nisto e tuudei de parecer. A jusliga
nao pode proceder s pelas nicas indceles mo-
raes. So-lhe precisas provas que ella veja e sinla,
e eu nao Ufas posso dar.
Achillcs saecudiu-se como para livrar-se de urna
chimera.
Tu me farias perder o juizo, disse elle, se te
i cscutasse por multo tempo : J que a jusliga nao
i poderia criminar este homem, dena-o era paz. Fi-
nal mente, que te importa fado tao absurdo ?
Ja disse comigo isto.'
I Vis bem Ento?
Achules, replicn Jayme tristemente, lem-
bra-te desse amigo de infancia de quem te tratei,
que, lendo o Piloto de Cooper, soffrera urna impres-
sao to viva por causa do fim trgico do midship-
man Mcrry ?
Sini lembro-me.
Esse amigo nao existia. E' de mim que eu
fallava.
De ti I
Sim de mim. Eu te dizla que desde entao es-
se amigo tnha experimentado, nica idea de-um
conflicto, urna repugnancia que approximava-se de
medo. Pos bem I quero bater-me com Mr. de Gi-
rard, menos para vngar a Gerbaud,de quem
comtudo fago pouco caso, proseguiu elle com um
gesto incivil,do que por minha propria honra.
Bater-me hei porque nao quero ter receio de um
duello.
Achules estava abalado. Todava segurou-se a
ultima palavra do seu amigo.-Se recuasses, disse
elle, taires. ; mas nao recuas. Nada te obriga a es-
te duello.
Nao, replicou Jayme alomadamente, nada a
nao ser urna falnlidado da qual ninguem pode li-
vrar-se. Isto acontece a todos. Sabemos muitas ve-
zes que tal palavra, se chegamos a pronuncia-la,
s nos pode causar damno, e anda assim a profe-
rimos. Vemos urna taboa fluetuante laneada na le-
vada, apossa-se de nos nao sei que desejo de arrs-
carmo-nos, e transpomo-la. Felizmente nao nos
succede sempre mal por abusarmos deste modo da
fortuna. Gonto com ella, accrescentou elle tentando
sorrir : Concorda, deixa bater-me, e nenhum ma|
me succedera.
Achules reflectia. Pareceu ter tomado urna reso-
laclo. Embera, disse elle; temos o direito de dis-
cutir, late-te, ja que o queros. Assste-te razo r
ttido ir bem. Vou procurar a Mr. de Girard em
teu nome.
Achules concebera um plano. Posto que elle nao
iive-se intimidade com Mr. de Girard, conhecia-o
bastante para obter delle a resposla que desejasse.
Levar-lhe-ia o cartel de Jayme, mas em termos que
nada teriam de offensivo. Estender-se-hia acerca
da exaltaro de espirito muito vsivel do seu ami-
cessajde atormentar-te; nao ouvirs mais fallar
em sea nome. Elle parte araaoha taivez jamis
voltar.
Ealao, disse Jayme de um modo dislrahido,
se de certo elle matou a Gerbaud, delxo-o escapar
sipidez que apossava-se dos convidados, fingiu en-
tusiasmo e enlevo, excitoa os circumstantes a be-
ber, o elle proprio embbedou-se um pouco. O seu
designio era de reconciliar plenamente arabos os
adversarios dopois do jantar.
Isto loe pareceu tanto mais fcil quanto Jayme
e Mr. de Girard pareceram de commam accordo
ajuda-lo no seu projecto. A conversjiefio animou-
a todo o castigo ?
- Mas, replicn Achilles, nta me disseste, ain-! so, e urna alegra ruidosa, porm fingla, presidiu
da nao ha multo tempo. que pouco te importavas'ao banquete.
cora isto ? Alm de qne nao podes ter certeza de Do,,0,s do Jan,ar' forarn para errado! Da al-
que elle o houvesse morto. Se possuisses urna pro- SSfiS '^tSVVtS
va evidente, eu comprehendena os leus escrpulos; ribeiro que, com altas rioanceiras argilosas e eos-
mas nao a tens e nem podaras t-la. teado de grandes salgueiros, atravessava o parque.
Tafvez seja porque- ea nao tenha sabido pro-; Vosl ''"e a "oule Bstlvosse bella, ligelra neblina
cura-la, taivez tambem porque tudo anda nao es- sc ?,!rra'navi1 nJ ""
teia terminado entre mim e elle E" CessOU logo a PD|0 dc P^longar em largu-
teja terminado entre mira e t lie. ra 0 horisonte do ribeiro. Assim alargada e entre-
Achilles ia exclamar. Javme veiu a elle :Meu! v,sla ;itravs Js salgueiros a cscala d'agua appa-
aiuigo, disse-lhe, perdoa-me o enfado que te causo S _, *uw. purs. Emquanto Achilles preparavao melhor pos-
E que ha momentos em que esta aventura me per. | sivel a Mr. de Girard, que o ouvia com complacen-
turba as ideas e'em que nta posso conter-me. Eu cla' !ayn'e couletnplava a paisagem com urna at-
nta deveria pensar mais cm tudo isto. preciso aue! i,en;io flue St,m duvida motivavam remotas lem-
eu seja feliz, e quero sd-.o, porque sou ingrato Z S* JS SSlSSlt
ngrato pa
ra com tua familia para comtigo, e especialmente
para com tua irmaa, e todava Deus me testemu-
nha do quanto amo de todo o mea corceo i minha
querida Hermancia.
Embora, replicou Achules, e, j que tu a
amas, nao Oca s com as tuas ideas negras; vem
v la o mais cedo possivel.
Jayme deixou partir o seu amigo e qoiz seguir
o seu consclho. Empregou a manha em algumas
corridas, voltou a casa e mudou a roupa para ir
ver a sua desposada; mas, apezar de todos os seos
esforcos, elle estava, se nao sem animo, ao menos
sem esperanza. Parecia-lhe que cada hora que pas-
sava era urna dilajao que lhe conceda o destino,
e que nao chegana a esse dia seguinte no qual f|-
caria livre para sempre de Mr. de Girard sem en-
contrar se urna ultima vez, dc um modo tremendo
e decisivo, cara cara cora elle.
IV
Todava, ao passo que Jayme ag!tava-se assim
em um circulo de hesitacoes crois e de angustias
a sua vida ordinaria continuava. Tudo estava
prompto para o seu casamento, que devia celebrar-
se d'ahi a dous das. Por urna terna supersticta,
Hermancia qaizera que o sea casamento tivess
lugar na pequea aldeia de-Villeroy, perto de
Meaux, onde seus paes tlnhara a sua casa de cam-
po. Ella passra os primeiros annos da sua meni-
nice nesta casa, onde crescera, e pensava que os
primeiros das da sua unio com Jayme seriara
mais felizes se corressera na solidao, nesse bello
tuaes, e encontrava nos lugares em que eslava urna
certa analoga com esse caminho plantado de arvo-
res, alm do qual se avistava o mar, e onde Ger-
baud tinha sido morto. Ao mesmo tempo, ou aca-
so, ou associago de ideas, elle lembrou-se deslas
palavras que Achules ilie dissra de manha : t Se
ao menos podesses estar certo de que elle fosse o
assassino, eu comprehenderia qne te quzesses ba-
ter com elle. Excitou-se como uina inspiracao
repentina, desceu rpidamente ao jardtra echamou
o criado de Achules.
Era um antigo marnheiro da Mgica que o jo-
ven tinha couservado em seu servico. Jayme fal-
lou-lhe baixo alguns instantes, e posto que'o mari-
nhero parecesse admirado da ordem que lhe da va
o otlicial, rtspondeuafflrmalivamentc. Jayme tor-
nou a subir, quando justamente Achilles procur-
va-o com os olhos para apresentar-lhe Mr. de Gi-
rard.
Mea caro Jayme, lhe disse elle, eu nao de-
sempenharia senta em metade o papel de embalxa-
dor que me confiaste esta manha, senta estabele-
cesse para o futuro boas relacoes entre dous hu-
men?, cuja desinlelligencia nada explica.
Quanto a mim, disse o crioulo, sinto infinita-
mente a nossa allccacta de hontem.
E eu tambem, respondeu Jayme.
Gom ludo nao apertaram as mos.
Neste momento o Iresco tornou-se tao intenso
que as senhoras entraram para o salao. Mr. Her-
bin dirigiu-se a Mr. de Girard e Jayme, e Ibes dis-
se : Vou como estas senhoras; porm, se o fresco
nao vos encommoda, ninguem vos impede de fu-
mar os vossos cigarros.
Quanto a Achilles, encantado de ter podido con-
ceu que ella amava, no meio das arvores e das Ad-
res. Mr. e madama Herbin cederam a este deseio Cl,,ar a Mr- de Girard e Jayme> escapou-se.
da sua filha ; desde a vespera, files partiram com i ~" Querms dar uma volla Pel jardira ? pergun-
ella para Villeroy. Ignoravara os tormentos de Jay-!tou JaAme a Mr- de Girard-
me, que alias Ih'os ocultava com o maior cuidado 77 ,.? ,nui, ,80S,-
ou se notavara algumas vezes a sua preoecupacta' i Gaminharam algum tempo calados e cm direccao
attrlbuiam-n'a demora do seu prximo casamen- ao P0*1600 ribeiro.
to. Jayme dirigindo-se a Meaux s quatro horas da
tarde, quiz fazer a p as duas leguas que separa-
vam-no de Villeroy. Pouco a pouco o exercicio do
corpo, o ar, o aspecto dessa rica natureza que des-
abrochava aos raios do sol, lhe trouxeram a calma
e a esperanga. Elle esqueceu-se das lulas que Uve-
ra, e o sea coracta abriu-se ternura e alegra.
Esta bella jornada, cheia de brilho e perfumes, da-
va um desmentido aos seus reccios e aecusava-o de
loucura. Teve pressa de ser feliz e apertou os pas-
sos. Descobria ao longe, semi-oceulta em um par-
que, a casa de Mr. Herbin. Logo, sobre ama pe
quena eminencia, na extremidade de ama corapn-
da alea, viu Hermancia vestida de branco, com
mu cbapo de palha cujas filas fluctuavam ao ar.
Ella fazla-lhe sigoal com o lengo ; elle correspon-
dia-lhe. Alguns instantes depois, elle alcangava-a
e lhe apena va ternamente as mos: Ella estava
tao linda sob o seu freco vestuario que elle nao
se cancava de admira-la. Temia qae Mr. e mada-
ma Herbin, que passeiavam na outra extremidade
da alea, nao viessem interromp lo; mas Herman-
cia fez a seus paes um gesto amigavel e agastado,
e riudo-se levou o seu noivo debaixo das arvores :
Pois Deml dlsse-Ihe ella, estaes contente?
Ento elles tiveram ama conversa intima semi-
enternecda, e semi-alegre. Erara projecto? para o
futuro e recordacoes do passado, porque ambos
vaigloriavam-se de so tercm amado muito tempoi
antes de se eonhecerem; depois Hermancia estra-
nhou a Jayme a tristeza que ella algumas vezes
notara nelle.
Nao seris mais assim de hoje em diante,
disse-lhe ella, porque esse ruira homem emfim par-
ta.
Nao pensava mais nelle, respondea-lhe Jay-
me, e jamis pensaroi, eu vo-lo juro.
Un vi rain o sino que chama va para o jantar e vol-
taram de brago dado. Tinham-se posto alegremen-
te mesa, quando o criado annunciou Mr. de Gi
(Confinunr-se-Aa.)
go. Assim conduzria Mr. de Girard nta a excusas rard. Jayme licou fulminado. Empallideceu, e Her-
n^P fAfn itnoiTiK m**n EU W ______ a.________ livmi'ii n-i,i mulit rlnivov Ai\ i>- ..., Ua I I .. I. ,.
por sem razfies cuja gravidade Jayme de certo exa-
geravaj mas a palavras de conciliacao e de arre-
pendimenlo. Elle foi to bem succeddo como cs-
mancla nao pode deixar de tremer. Mr. Herbin,
pressuroso, foi ao encontr do seu hospede.
Meu amigo, dizia Mr. de Girard, parto ama-
nha, e nao suppunha poder fazer-vos esta ultima
pera va, e no fim de uma hora rolla va para junto de visita; mas, sobrando-me algumas horas de liber-
Jayme. Este interrogou-o logo. dade, aproveitei-me dellas.
i Assentou-se, mas em uma attitude singular. Es-
- O que eu previa veio a acontecer, respondeu tava defronte de Jayme, e frequentemente exami- o
Aehil.es. Mr. de Girard admirou-se do meu proce- ^^^^oZf^^S^ ^* e"a a i-Pe'o
imento, e deplora o qne se passou lontem entre do com obstinago satisfazer-se. Evidentemente as de loucura.
vos; mas recusa bater-se, porque nao v nisto mo- palavras banaes que elle pronunciara entrando
tivos sufficientes. eran um pretexto para a sua visita. Dir-sehia
CM POUCO DE TODO.
A Indrpendence Belge narra o seguinte tacto assaz
curioso:
Um pasteleiro colleccionador mana que se en-
corara em todas as prortssoes, teve a paciencia de
juntar 3,500 retrates differeutes de Napoleo I.
Querendo tirar partido de seu trabalho, offereceu
a sua collecco a Napoleo III, (j se entende por
uma certa porcao de francos.)
Mr. de Niaverkerke foi encarregado de lhe res-
ponder dizendo, que S. M. tinha summo pesar de
lhe nao comprar a sua collecgao, pois qne se oc-
cupava nicamente neste genero a reunir as es-
tampas que se ligassem historia da revolugofran-
ceza.
Assim o honrado industrial acha-se com 3,800
Napoleoes que nao valem um Napoleo.
Refere uma folla estrangeira o seguinte tristis-
simo acontecimento :
i'ma mulher de Greoohle laucn um apoz outro,
torrento de Saalne seus tres filhos, um de 6 me-
zes, outro de cinco annos, e o tercero de sete.
Depois d'isto, voltou para casa tranquilamente,
e conlon o caso a sea marido.
Entregue desde logo justiga, referiu com a
maior serenidade que praticara aquelle crime para
subtrahir seus filhos a miseria, e evitar que um
dia viessem a morrer de fome; depois explicou
sem se alterar como vira desapparecer as aguas
o mais pequeo, c como os ontros havam boado
por alsom tempo.
A mals nova destas creangas eslava na cama,
onde a mae a foi buscar para afoga-la.
O gesto desta desgracada, a tranqnillidade com i
que expoz o horroroso facto que commetteu e a po-1
sigao pouco vantajosa de fortuna em que se achara
Lea entao com olhos ensbutos uma carta de sua
filha, a prlnceza de Polignac.
Esta carta que sensiblisou ateas lagrimas, aquel-
le numeroso auditorio, dizia assim :
t Meu caro pae.Tens ama condemnagao! O
tribunal do commercio recusa-te o tempo de te de-
fenderes, como ouiros te recusavam outros meios,
Esperam cangar-le? A experiencia devia mostrar-
Ibes que a tua coragem nao enlraquece.
Arruinaram-te e esperara taivez que esgotados
os recursos, parars na lula que emprehenefeste,
para fazer triuraphar a verdade e a justica. Lou-
eos
tornou senhora da fortuna que me deste. Essa for-
tuna ser consagrada a tua defeza. Suma-se ella
no abysmo: mas a tua honra nta se sumir. Sus-
tenta a justica da tua causa, apoiado em toa filha,
cheia de respeto, de deJicago e de ternura por
ti.Amelia.
No Jornal do Commerao, de Lisboa l-se o se-
guale :
Leist, moco e estudante da unversidade de lie i
delberg, em uma altercacta com um estrangeiro
por elle atrozmente injuriado, deu-lhe em resposta
uma bofetada com que o detou por trra.
Seguiu-se um duello moda americana, quer di-
zer tirara sorte qual dos dous se baria de suicidar.
Cahiu a sorle em Leist, que logo se obrigou por
escripto. a matar-se no fim de seis mezes, guar-
dando segredo sjbre a causa que o forca va a suici-
darse.
Leist era extremoso por seus paes.
Pouco tempo antes de chegar o termo fatal, re-
quereuaoseu adversario de ampliar o praso ateao
dia em que seu pae, j de avancada edade, tvesse
acabado a existencia.
Esta exigencia foi grosseranienla regulada.
O adversario exiga o extricto cumprimento do
contrato, e smente consenta que as causas do sui-
cidio fossem reveladas por escripto.
A' 13 de junhoodesgracadorapazcumpnoasua
palavra.
Enconlraram-no estendido sobre a ponte de Nec-
kar, com uma halla no peito, e falleceu a G deste
mez nos bracos, de sua me. e depois de terriveis
sofirmentos.
O nome do inexhaorive inimigo de Leist des.
conhecido, porque elle persstu em o occultar.
a bordo d'esta fragata que o dexara.em Barcelona
oa Carthagena.
..
Diz uma folha hespanhola, qae em 183 nao ha
via mais de 20 lazes era toda a costa e portos d'a'.
quelle reino.
Hoje passarn de 100 os pharoes Iluminados, alm
de muitas boias e bausas erapregadas para auxi-
liara naregaco nos mares de Hespanha.
-----
L-se na Revoluto de Selembro o que se segu :
Pcpguutou um professor a ara discpulo de sete
Rsquecem que a desgrana que me feru me j annos estando a lecciooa-lo em grammatica :
Os estudantes de Hedelberg acompanharam at tada. :
Amar, nue lempo a ?
Amar, tornou o pequeo, tempo perdido.
Hontem larde no caf suisso estavam alguns
individuos discutndo a seguinte pergunta :
Onde esta o encanto da mulher ?
Nos olhos que nos incendeiam, rospondeu um
poeta platnico.
E' falso, est nos labios que nos osculam, tor*
non um namorado soffrego. *
Nao verdade. est as botiuhas que nos re-
velara mysierios, redarguiu ura conquistador ex
perimentado.
Pois anda nao atinaram, tornou um positi
vista. Est no dote que no? enriquece.

Uma menina de 25 annos caindo exanime n'uma
cadeira :
Nao posso mais O miriaque peza-me dez
arrobas !
Uma vaidosa agonisando de magua :
Ingrato Nem um s olhar me langou s bo-
tinhas i
Lina soltera morrendo de inveja ao ver a amiga
recem casada :
Ai, filha, que mau gosto tireste I
Uma reina pretenciosa olhando com temara um
mancebo :
Que endiabrado o menino Carlos!
Uma vuva fingndo que desmaia :
Nenhum como o meu defunto !
Uma donzellona de SO annos pondo-se cadave.
rica de coragem :
Nao casei porque nao quiz !
Uma senhora que nao encorara noivo, despei-
Jayme encolerisado, bateu com o p.
que era levado a seu pesar semelhante casa pelo
irresistivel desejo de finalmente saber quem era
ulo! continuou Achules. Nem ao esse homem que odiava-o, e que tambera era por
elle odiado.
Os jornaes francezes fallamcomadmiraco e res-
peitojde uma reunio que ltimamente se effectuou
em Pars no circo da Fmperatriz.
O banqaeiro Mires havia convocado todos os ac-
menos ha uma subtleza de ponto de honra ouc em ellc odiado- I ZTJ 7 "'""T ,uu<""' ,.
ri-or se ondeP defender 6 n,,r, i-. i I Ka verdade Ja>mc era Para elle um enigma ir- onistos da caixa dos caminhos de ferro, que ala
rigor se podes?e defender, pura te.ma. Ja que ritanle) as^im e0(no e||e ^ Achi,, sem se congregaram em numero de 1.600.
elle recusa baler-se, a tua susceptiblidade de bra- advinhar o lim a que se propuuha Mr. de Girard,
vura, ainda sendo muito desconfiada, deve dar-se estava_ encommodado. Sabia que cumprindo de
por satisfeita.
Jayme nao responda.
Vejamos, proseguiu affectuosamente Achules,
FOLHETIi
VIFWB HORAS DE LITIURA
POR
CAMILLO IASTELL0 BRANCO.
(Conlinuagao.)'
XV
Estavamos jamando e admirando a rljeza e elas-
terio da fibra das gallinhas de Penafiel, quando en-
lrou sala ura sujeto, que abragou Antonio Joa-
quim arrebatadamcnle. O meu amigo apresentou-
me ao Sr. Miguel de Barros, pessoa de trnla e
poucos annos mais, gallardo typo de fldalgo pro-
vinciano. Conversamos a respeto de creangas,
porque Miguel de Barros nao fallava seno em me-
ninos, com a effuso de um philantropo inaugura-
dor de creches, ou com a ternura de um pae in-
clinado aos cncoenta annos. De feito, o nosso
commensal era pae, e dava ares de estremecer
como estremecem as raes seus filhos. Findo o
jantar, separarao-nos. Miguel ia para Rezende, sua
trra, e nos embarcamos na lileira, caja commodi-
dade j me ia parecendo ama cousa problemtica,
depois de quinze horas de trajecto na superficie es-
cabrosa do globo.
Este Miguel de Barros, disse -ea Antonio
Joaqun), se nao tvesse meninos, havia de conver-
sar agradarelmente na cultura da abobora e do
feijo frade...
Cala-te ah, selvagem I atalhou o meu amigo
Se tu soubesses que as creanclnhas foram os ar.
chanjos redemptores da alma e corago devanea-
dos deste homem I...
Kntta cousa de historia o amor do tea ami-
go aos meninos ? ,
E, e vers. Miguel de Barros foi o homem
qae ea conheci mais precoce em desraoralisar-se.
Aos vinte annos, dispona de sua plena liberdade,
de seas iastinctos mas, e de muito dinheiro, qae
manha a mensagem de Jayme, elle se conformara
muito mal com as intenges do seu amigo.
Assim, temendo uma explicago entre ambos,
elle esconder da vigilancia do tutor, quando lhe
morreu a me. Foi para Lisboa lapidar o brillan-
te bruto da sua bruta educagao, e reiu de l aos
vinte e qnatro annos, assim que o dinheiro se lhe
acabou, e o conselho de familia lhe restringa as
pensoes.
Sem Deus, sem le, sem minima idea de deveres,
agora o entrego_aiuaimagnagao e conjectura tudo
que faria um rapaz de insinuante aspecto, lustrado
com o polimento dos saloes da capital, bem fallan-
te, aflemioado quanto convinha as frivolidades gra-
tas s damas de todo o mundo, e noraeadamente
s damas da trra dille. Lido em historias de
amores aventurosos, tomou para modelo de sua
alegre juventudeos personagens mais sympathicos,
e quiz, forga de poesa, intercalada de prosa, in-
florar as suas patricias, fazendo-as tambera perso-
nagens, cnamando Elviras urnas, Ophelias outras,
outras Desdemonas, Virginias algumas, e pelos mo-
dos achou de tudo, ou tudo compoz com a sua prosa
e poesa.
Este lavor de composlgao dmcil as condges
era que se acha o progresso moroso das nossas pro-
vincias, custou-lhe alguns dissabores na sua trra.
C por fra, nestes sertes, ha paes de familias que
nao deram f ainda do claro que se fez no mundo,
e davidam obtemperar aos evangelisadores da idea
nova. Ha ahi retrogrado que te quebrar a cabega,
se tu fizeres saber familia delle que o mundo ago-
ra marcha mais depressa que no secuto passado.
Nao se quantos retrgrados desta rale topou Mi-
guel de Barros. O que est alm da menor duvida
qae o rapaz, vezado em todas as artes e mantas
da boa sociedade, soffreu o commam fadaro de to-
dos os adiantados da civilisago : foi martyr: par-
tiram lhe a cabeca mais de urna vez, e obrigaram-
no a mudar de trra.
Tem Miguel de Barros ama quinta em Santo
Tbyrso. Ahi nos conhecemos ha dez annos.
u mogo a despelto das cicatrizes da cabega, nao
pode arrancar do seio a vbora da poesa que o ao-
dava ferreteando na entranha mais nobre, sem
offensa da oatra, qaal presta homenagera o cora-
N
gao, desde que alvorece a aurora do juizo.
mudou de vida : achou-se em novo terreno, e quiz
experimentar a cultivagao das suas flores d'alma.
| Abriu os diques enchente extravasante da sua
poesa, levou alguns coragees na torrente, e elle
propiamente se ia a (Tugando nella.
Nao sei se Miguel ganhou medo da estatua de
1 algum commendador, arremedo do pae da Ignez de
D. Joo. Desconfio que nao foi bem tima estatua:
| algumas razoes tenho para conjecturar que um la-
j vrador o ameacou de lhe abrir a sepultura no
1 quinteiro, onde o sorprender, urna tarde, receben-
j do um raminho de manjarico e alfadega da mo
| nada mimosa de uma rapariguinha mais que mul-
! to innocente e captiva dos requebros do fidalgo. Se
' assim foi, est explicada a mndanga de Miguel de
! Barros para Braga.
Esqueci-rae de instaurar em Braga a aleada das
I minhas averiguagSes: todas as hypotheses, porm,
| me induzem a crer que Miguel de Barros nao fez
i por l cousas que desmentissem os seas preceden-
tes. Braga um clima doce, ama natureza opu-
! lenta, um retalho de paraizo, am ninho de verdura
para se amarem as aves, que teem ali uma prima-
, vera eterna.
Nao obstante, como em toda a parte ha milhafres-
, que nao deixam amarem-se socegadamente as ar"
volas e os cochichos, Miguel de Barros desferia
as azas para outras regioes.
Foi dar ao Porto cora o seu coragao alanceado
das injustigas da humanidade, e especialmente das
injustigas dos paes de familias. ;\o Porto nao se
den bem. Achoa que aterra, sobre nao ter poesa
tnha uns nevoeros nocivos sade do seu appa-
' relho respiratorio. Qaer fosse isto, quer fosse nao
o comprehenderem as estrellas que elle apostro-
phava em lingaagem symbolica, o certo que, ao
cabo de vagamundear dous annos entre o Marco de
Canavezes, e Santo Thyrso, e Braga, deliberan vol-
tar ao ponto de partida, e tomar conta de sua casa,
e do juizo necessario para viver com a cabeca in-
teira.
O juizo, objecto era que toda a gente falla como
Mires historiou entao sentidamente os infortunios,
de que tem sido victima e as intrigas que se lhe tem
movido, declarando que se achava com animo de re-
sistir a tudo a p firme e sem desviar o rosto da des-
quiz preveni-la. Afim de disspar a especie de in- grasa que lhe apparecia de frente.
ao caminho de ferro o corpo de sou condiscpulo,
que seus paes mandaram transportar para a sua
trra natal.
*
Em Londres fundou-se recentemente um estabe-
cmento culinario, denominado Cooking-depot de
Newent. onde quem nao tenha grandes pretengoes
pode jantar mu decentemente por pouco mais de
um tosto.
Uma folla ingleza da noticia desta instituigo nos
seguintes termo: Lord Broughain convidou a c-
mara dos lords a ir jantar no Cooking-depot de Ne-
wen. Elle j l tinha jantado, e responda da ex-
cellente qnalidade de races, das ervllhas, e batatas
que ali dio por 75 ris, sem fallar de uma tigela
(borol) de sopa, que de certo muito superior
que Ss. Excs. tnha as suas mezas, e que apenas
custa 1S res, ajamando mais 1S ris de cerveja,
Seremos um excellente jantar por pouco mais de
um tosto.

Pnblicou-se ltimamente em Inglaterra uma le-
que permute a qualquer habitante de Londres fa-
zer cessar toda a especie de msica, que se flzer
ouvlr na ra, e que o incommodo em casa, ou seja
por motivo de fazer mal doentes ou de perturbar
oceupagoes, que exigem altengao ou porque as har-
monas lhe ataquem os ervos.
Toda agente pode mandar um criado, ou pessoal-
mebte intimar os perturbadores do*eu socego para
que cessem de o perturbar.
O locador ou cantor que nao obedecer nlima-
co, pagar duas libras de multa, ou ter tres dias
de priso, a arbitrio do juiz.
A pessoa que (izer a intimago deve acompanhar
o msico recalcitrante a estaeo da polica, e assig-
nar o auto de participagao.

A commssao encarregada da revi.-o da les
penaes em Vienna, declarou como principio qne a
pena de raorte nao deve imais Agorar no futuro c-
digo penal, mas que provisoriamente ella s devia
ser conserrada para os crimes de alta traigao e as-
sassinato.
Os jornaes bespanhes publican] diversas cor-
respondencias de Marsella, as quaes sao encare-
cidas as excellentes qualidades da fragata escuda-
da hespanhola Numancia.
Pessoas intelligentes asseguram ser este o me-
lhor navio escudado, construido nos estaleiros da
Europa.
izia-se que el-rei catholico voltaria Hespanha
Ou capitalista, ou nao caso !
Uma mae com dez filias solteiras e sem espe-
rangas, caindo de dr :
Meu Deus, ao menos uma, e que seja j I
Urna joven de vinte e cinco annos caindo nos
bracos do esposo, tomada de um attaque de jubilo
uo momento de receber a bengo nupcial:
Custou !
Qualquer dellas ao ler estas linhas, com deses-
peraco :
Forte tolo I

O amor da velhas um caustico que se p5e sobre
o corago. Uma velha apaixonada um arente
apagado ; como um agiota sem dinheiro ; uma
carraca que nos morde; um cancro que nos roe ;
uma gata que nos arranha, e todava o vil ouro
chega s vezes a fazer-nos supportar com pacien-
cia esse latente martyrio, que nos opprime e abor-
rece, que nos enfada e repelle, mas que nos tem
preso como a um doloroso poste.
Adeus minha senhora, esquega-se de mim
porque de V. Exc. j eu ha muito me esqueci I
Menino nao me desampare.
Que lucro tiro eu do seu amor ?
Pos nao lhe tenho dado tanlo, ingrato I Amor
disvelo, abrigo :
Mas sinto-mc enfastiado. Vou fugir desta
trra aonde o gelo da morie me resfria.
Nao partir. Tem ali um relogio que lhe dou
como brinde de amendoas.
E-tou aborrecido. Isto uma raorte lenta.
Preciso viver.
Junto ao relogio esto seis libras, menino.
Quero procurar vida. Carego d'um futuro.
Junto s libras est um papel.
Detesto a vida ociosa.
O papel a copia d'uma clausula d'um
testamento.
Todo o homem deve procurar uma posigo
definida.
Enessa clausula -lhe legada a minha pro-
priedade de Entremnros. Nao me desampare.
Virtuosa senhora. (Caindo-lhe aos ps). A
sociedade impde-mae deveresjque me mandara af-
fastar, mas o amor, e a gratido ordenam-mo que
fique. D c o testamento, meu aojo. Sou teu.
E um sculo do mancebo na enrugada face da
matrona sellou o pranlo.
Era (mal comparado) o beijojde Judas na face de
Christo.
cousa de fcil conseguimento, nao vem assim de-
pressa, e a proposito das nossas resolucoes. Eu
tenho pena de todos os doudos, daquelles deudos
ate que o nao sao por roto das scicncias medicas.
Anda nao conheci um extravagante que rolunta-
riamente o seja, o conhego dezenas de doudos, que
se lastimara sinceramente de nao poderem cam-
nhar na estrada lisa, onde me encontram.
Miguel de Barros sahira mal sorteado do uni-
versal repositorio do juizo, se que ha um lugar
onde a humanidade recebe a taisca intcllectiva,
vulgar e ndevidaraente clamada senso commum,
a cousa menos commum deste mundo.1' Estava
elle em sua casa fazendo e refazendo ttulos de
arrendamentos das quintas, gizando obras, pla-
neando reconslrucges, e cogitando at as van-
tagens do casamento, como base inconcussa de nm
solido juizo. Nestes pensamentos honestsimos,
surprelitudeu-o a apparigo de uma moga campe-
ziua, graciosa como as andorinhas, c innocente
como as llores, com que ella se toucava, s escon-
didas da gente, sumida as ramagens das selvas.
Entro agora .na segonda parte da historia de
Miguel de Barros.
A moca, que o surprehendera, tinha to lindos
olhos, que era os abysmos ousavam mostrar-se-
Ibes em sua lealdade.
Ainou-o ella, cora a flor ama o raio do sol que
ha de abraza-la, e fenece-la.
Disserara-lhe que fugisse ao cndilo fatidico da-
quelle homem, que havia de ir presenga do Se-
nhor na torrente de lagrimas, que elle flzera cho-
rar. A moga ouvia triste.o que lhe diziam, e pa-
reca responder com o silencio : t Eu nao quero
que as minhas lagrimas entre na torrente que ho
de leva-lo presenga do Senhor. >
Anglica assim que ella se chama estava
nm dia com uma creancinba nos bracos. Esta
creancinha nascera duas horas antes. Era della.
As lagrimas da me cobriam-lhe a face.
Nao posso deixa-la ir, meu Deas excla-
mara ella Antes a vergonha t antes tudo, que
delxa-lar ....Seellersse este meoino tao lin-
do t Se alguem Ufo mostrasse, elle nao o dei-
xava ir para a roda I
A" beira de Anglica estavam duas mulheres:
uma, com a face escondida no regaco, solucava :
era av do menino, que ella tivera nos bragos, e
nao quera mais ver. A outra era uma vsnba
piedosa, que baria de levar o recem nascido
roda.
Foi esta quera respondeu s exclamagoes de An-
glica :
Se tu queres, rapariga, o menino levo-lh'o eu
ao fidalgo.
Leve clamou a mae, entregando-Ufo, de-
pois que lhe enxugou o rosto.
Ao nascer do sol, Miguel de Barros abra o gra-
deamenio da malilla dos caes para ir caga com
outros mancebos das crcumvisinhangas.
Os caes latiam ruidosamente no souto contiguo
casa, e arremetliara contra uma mulher, que
gritava.
Miguel assobiou canzoada, e perguntou mu-
lher o que fazia ali.
Esperava V. Ex.disse ella.
Que quer roc ?perguntou Miguel.
Uma palavra em particular.
Que traz ahi ?
Esta pergunta era j am toqae do angioho, que
lhe fallava d'entre as mantilhas de alvissimo linho
em que a me o envolver.
E' o seu menino.
O qu ?!
Esta floriuha do cu I Ora veja, fidalgo f
veja como d lindo t
Miguel fitou os olhos na creanga adormecida,
e tocou-ihe om o dedo indicador na face esqaerda.
Neste relango, chegaram os companheiros om
as suas matilhas, conclamando :
Varaos, que os caes estringamse uns aos
outros.
Miguel nao desfilava os olhos do menino.
Para onde vae d'aqai ? perguntou elle
mulher.
Vou leva-lo roda esta creaturinha tao bo-
l
nita ..Ora reja V. Ex. quem ter corago dea
nao querer t Se eu nao fosse to pobre, ficava
cora elleE, anda assim pobre, se Deas me
ajudasse, eu, ainda que pedisse esmola, bem o
quera para miraPois ha quem possa engeitar
um menino assim t A me lficou a chorar,
que urna dor de alma ouvi-la t ..
Leve o tilho medisse Miguel de Barros,
e accrescentou : L rouj.
E, vollando-se aos amigos, qae o esperaran).
disse :
Vo indo, e nao esperem por mim.
Depoisque quadros bellos resaltam .s rezes
do sco mesmo do iofortnno I
Quanto dara eu para ver Miguel de Barros,
viole e quatro horas depois, ao lado de uma ca-
deira estofada, em que Anglica era transportada
da sua pobre casa para a melhor alcova da casa
do fidalgo 1 E ve-lo a elle chorar porque a cre-
ancinha, ao quarlo dia de vida, amanheceu paluda
mortalmente, porque saa me nao pudera alimen-
tado dorante a noute I.... Oancioso estremeci-
mento cora que elle proprio se fei em damanda de
uma ama, que lhe aleitasse o filho l....VIo pas-
sear de noute nos sales para adormenta-lo nos
bragos I... .0 tremor melindroso com que o pae o
acocbegara, receiando que o menino lhe escorre-
gasse por en I re as mos I..
Queres agora saber o ultimo lance deste magn-
fico espectculo ?
E' Miguel de Barros, seis mezes depois, casar
cora a formosa me de seu Albo, e presa-la, pelo
tempo adiante, com um tamanbo coragao, qae, a
meu ver, sao as mos do angioho que Ih'o estao
enchendo sempre de ternura.
Isto foi ha oito annos.
Miguel de Barros tem hoje seis tilhos. E' um
pae, que me faz Inveja a mim, sendo eu tao aman-
te das miabas creancinnas. Como queres tuque
elle falle n'outro assumpto ? Os meninos sao os
archanjos do sea resgate, e nao lhe dio tempo a
sentir o travor do tedio da vida.
(Continuar-se-ta.)
PERNAMBUCO.-TYP. DE M. F. DE F. & FILHO
I

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Full Text
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