Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10401


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Full Text
-
AMO
l


y
Por tres mezes adiantados 5JO00
Por tres mezes vencidos 68000
Porte ao correio por tres mezes. 0750
DE
SEGUNDA FE1RA 27 DE JBHO DE 1864.
Por amo adiantadt.....198000 V' .
Porte ao correio por um anno 3J000
EJCARREGAD03 DA SUBSCJU?CO NO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima'
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracatv,
Sr. A. de Lomos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de
Oliveira; Maranhao, o Sr. Joaquim. Marques Ro-
drigues; Para, os Srs. Manoel Pinheiro & C-r A-
mazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
NCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SL*
Al&gdas, o Sr. Claudino Falcan Dias; Baha, o
rr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, os Srs. Pe-
riera Martins di Gasparino.
EPBEMERJDES CO MEZ DE JUNHO.
PARTIDA DOS ESTAFETAS. i
Olinda, Cabo o Escada todos os dias.
Iguarassu', Goyanna e Parahyba as segundas el _
sextas-feras. 4 Lna v as 9 h., 20 m. e 20 s. da m.
Santo Anto, Gravat, Bezerros, Bonito, Caruaru', 12 Quarto cresc. as 'J h., 27 m. e 26 s. da m
Altinho e Garanhuns as terjas feiras. 119 La cheia as 8 h 34 m *fl Hi i
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pesqueira, 9, T" M B ,' m- a s" d* '
Ingazeira, Flores, Villa Bella, Tacaratu', Cabrob, 2b uart0 miD&- >., 53 m. e 3 s. da m.
Boa Vista, Ouricury e Exu' as quartas feiras.
Serinhem, Rio Formoso, Tamandar, Una, Barrei-
ros, Agua Preta e Pimenteiras as quintas feiras.
Ilha de Fernando todas as vezes que para ali sahir
navio.
Todos os estafetas partem ao Vi dia.
PRBAMAR DE HOJE.
Primeira as 10 horas e 6 minutos da mauhaa.
| Segunda as 10 horas e 30 minutos da tarde.
PARTIDA DOS VAPORES COSTEMOS.
Para o sui at Alagas a 5 e 26*; ps o norte at
a Granja 7 e 22 de cada mez; para Fernando nos
dias li dos mezes dejan, marj., maie, jul, set enov.
PARTIDA DOS MNIBUS.
Para o Recife : do Apipucos s 6 >/* 7, 7 /,, 8 e
8 '/i da m.; de Olinda as 8 da m. e 6 da tarde; de
Jaboatao s 6 Vi da m.; do Caiang e Varzea s 7
da m.; de Bemfica s 8 da m.
Do Recife : para o Apipucos s 3 /i, 4. Vt> V,
5, S manbia e 4 >/i da tarde; para jaboatao s & da tar-
de ; para Cncbang e Vanea s 4 Vi da tarde; para
Bemfica s 4 da urde.
AUDIENCIA DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relacao: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda: quintas s 10 horas.
Juizo do commercio: segundas s 11 horas.
Dito de orphaos: tercas e sextas s 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio
da.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados a 1 hora
da tarde
DIAS DA SEMANA.
27. Segunda. S. Ladislao rei de Hungra.
28. Terca. Ss. Argemiro e Irineo bb.
29. Quarta. <% S. Pedro e S. Paulo app.
30. Quinta. S. Marjal b.; S. Luciana.
1. Sexta. Ss. Casio e Gallo bb.
2. Sabbado. Ss. Processo e Martiniano mm.
J. Domingo. S. Eulogio m. S. Analholio m.
ASSIGNA-SE
no R.6ci,e3'em Hvraria da praca da Independencia
ns. 6 e 8, dos proprieuhos Manoel Figueiroa de
F aria & Filho.
PARTE OFFIGIAL
G0TCRN0 DA PROVINCIA.
Expediente do dia 22 de junho de 1SG i.
Officio ao brigadeiro commandante das armas.
llaja V. Exc. de mandar por em liherdade,dando-lhe
baixa se j estiver com praja, o recruta Candido
Alves de Barros que tem isenjao do recrutamento
Coinraunicou-se ao tenente-coronel recrutador.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. Exc. de mandar
por em liberdade, dando-lhe baixa se j estiver
com praca, o recruta Florencio Gomes Vidal, que
co n. 659 do 1* de abril ultimo para mandar as-
sentar o encanamenio necessario am de ser op-
porlunamenie Iluminada gaz, de conformidade
coui os avisos da reparticao da marinha de 22 de
julho e 19 de novembro de 1863, a casa que trata
o seu citado officio.
Dito ao commandante superior da guarda nacio-
nal de Nazareth. Em deferimento ao requenmen-
to do alferes do batalho n. 18 de infamarla desse
municipio Antonio Bezerra da Cunha sobre que
versa a sua informajo de 6 do crreme, recom-
mendo V. S. que Ihe mande passar a guia de
que traa o art. 45 do decreto n. 1,130 de 12 de
marco de 1853, visto que transferio a sua residen-
cia para o municipio do Limoeiro.
Dito ao mesmo.Ao capito do batalho n. 20
cotuman-
man-
do de-
1,130 de 12 de marco de 1853, visto que
ligados aptos para isso em inspecjo de l '" irausferio a sua residencia para a freguezia
sade, s recrujas constantes da relacao junta, os; de Itambe no municipio de Go.anna, segundo cons-
quaes acharase detidos no quartel do batalho,' a da raformajao desse commando superior datado
segundo me declarou o tenente-coronel recrutador de u> ue maio ultimo. ____
em offlcio de 20 do corrente.-Comraunicou-se ao JWo ao.commandante superior da guarda nac.o-
predito tenente-coronel. ?al d?5 municipios de Santo Antao e Escada, -De-
Dito ao mesmo.-Maja V. Exc. de mandar por! fenndo o requenmento do capilaoi do batalho n.
em liberdado o recruta Manoel Victorino da Silva, I *3 le infamara do municipio de santo Antao Luiz
visto que segundo V. Exc. declarou em seu offlcio I Lesar Pinto de Faria sobre que versa a sua infor-
n. 1112, fo jutgado incapaz do servico em raspee- ma(c"> de 13 tem sencSodo recrutamento.-Communicou-se ao| tenente-coronel recrutador. *> s*W. foao Fernandos Vieira de Mello,
. Dito ao mesmo.-Queira V. Exc. mandar a listar Je S. passara BUiJeja^Uaia o art. 4o d
nos corpos em guarnicao nesta provincia, se fo- ; ^ew i,i.>
ri-m inlL'adns ai.tns nra isso em insoeccao de ; elle transterio
cao de sade.
Dito ao mesmo.Visto que V. Exc. segundo de-
passar-lhe a guia de que trata o art. 45 do decreto
n. 1,130 de 12 de marco de 1853, visto que trans-
cl.irou era sua ioformaeio n. 10% de 20 do cor-, ferio a sua residencia para o municipio de Ipojuca.
Tente nao se oppoe a que o cadete sentenciado ^"o a director das obras militaresMande V.
Jlo Mauricio de Almeida e Aibuquerque, seja re- S. fazer com urgencia os concertos de que necessi-
movido, como pede no iucluso requerimento, para i t o No do hospital militar como solicitou o bri-
a provincia da Bahia onde existe o batalho n. 10 K^eiro commandante das armas era offlcio de 21
4e infantariaa que elle pertence ; pode expedir as do corrente.-Comraumcou-se ao brigadeiro com-
suai ardens para que essa transferencia se elTec-, mandante das armas.
tue, seguindo o mesmo cadete em um dos vapores ^o ao juiz municipal da 1- vara desta cidade. .
da companliia de paquetes. Remeti a Vmc. para os flns convenientes os m-
Dito ao mesmo.Queira V. Exc. interpr o seu clusos autos de vestona e identidade de pessoa a
parecer acerca do que representan! alguns mora-; Que se procedeu nos sentenciados de justica lacra-
dores da povoaao de Tamandar no Incalao i ^.J<>* Martina, MMyi FTantiMP de Soott Oo
jueriraento.
Dito ao mesmo.llemetto por copia V. Exc.,
para os devidos elleitos, o aviso de 20 de maio ulti- j
mo que o Exm. Sr. ministro da guerra, recom-
inenla que sejara litteralmcnte cumpridas as dis-
posides da ordera do dia do exercito n. 260 de 22 .
devem fazer os corpos do exercito.
raao, Antonio Correa de Almeida e Dionizio, escra-
vo, que falleceram no presidio de Fernando.
Dito ao gerente da companhia Pernambucana.
Pode Vmc. fazer seguir para os partos do sul o va-1
por Parahyba, no dia e hora indicados em seu of-'
ticio de 21 do corrente.
Portara.Os Srs. agentes da companhia Brasi-
leira de paquetes faja transportar para a capital
Dito ao mesmo.Era aviso de 21 de maio ulti- da Parahyba por conta do ministerio da guerra, uo
mo, communicou-me o Exm. Sr. ministro da guer-i Io vapor que passar para o norte o soldado deser-
ra que c tenente do 9- batalho de infantaria Joo tor do corpo de guarnicao daquella provincia Isi-
Paulo de Miranda, apresentou-se em lempo pre- doro Vieira de Castro.-Commuoicou-se ao briga-
sidencia da provincia de Santa Catharina, da licen- deiro commandante das armas,
a com que se achava na mesma provincia, o que' Dita.Os Srs. agentes da companhia Brasileira
declaro V. Exc. para seu conhecimeato. j de paquetes mandem dar transporte para a Bahia
Dito ao mesmo.Remetto a V. Exc. 8 processos por conta do ministerio da guerra, no vapor que
de conselho de guerra do offlcial e pracas raencio- se espera do norte Manoel Gomes da Conceicao
nadas na relajao junta, para que se sirva de man- Que teve baixa do exercito no 4 batalho de arti-
gar cumprir as sentenjas proleridas pelo conselho Iharia a p.
supremo militar de Jastica nos mesmos processos. Expediente de secretario de governo do dia 22
Dito ao inspector da thesouraria da fazenda. j d jUQho de 1861.
Communicando-me o vice cnsul de Hespanha Ca-1 0fflcio ao Commandantft superior da guarda na-
nullo du Andrade em offlcio de 10 do corrente que ciona| de Sanl0 Antao.be ordera de S. Exc. o Sr.
por ter de demorarse anda nesta provincia reas- prusideatn da provincia devolvo a V. S. para terem
umira as funecoes consulares que havia passado 0 conveniente destino as patentes dos tenentes do
a Henrique do Aranaga, assira o declaro aV.8. batalho n. 23 de infantaria Joaquim Pessoa Cesar
para que o faca constar ao inspector da alfandega. da Cunna> joaquim Jos Alvares e do aleres Pedro
Fizeram-se as demais communicajoes. Secundino Barbosa da Silva competentemente apos-
Dito ao mesmo.Restaurado a \. S. os inclusos tilladas.
papis, era que o baeharel Jos Bernardo Galvao ,)jt0 M commandante do presidio de Fernando.
Alcoforado pede nermissao para comprar a Mana __q Exm Sr prts,ienle da provincia manda ac-
Archangela Cavakaoto terreno de marinha sito,CU!;ar recel)ido 0 offlcio n de 18 do corrente,
na ra da Aurora n. 8/ pelo proco de J: l.J> rs.,! em (]ue y s |ue communiCou ter enviado um cai-
tenho a dizer-lhe para seu conhecimento, e fim xote C0II1 areia pre|a para 0 servico desla secre.
conveniente, que acabo de conceller essa permis-1 jara
sao, visto como, lendo provado a vendedora perten- |)it0 ao commandanle da corveta vapor Pn-
cer-lhe o terreno de que se trata por heranca do r(lt,nS(,._o Exm. Sr. presidente da provincia man-
capitao-raor Joaquim Manuel Carneiro da Cunha, da accusar reCebido o offlcio n. 187 de 20 do cor-
apresenta o titulo, pelo qual foi a este vendido o rent(,j em que v s COfnmunica ter chegado ao
referido terreno, e nao ( niisier para a venda que por(0 desta cjdad(l 0 hjat0 de ra {ti Je Cotas
pretende fazer tirar ella.novo Ululo, em vista do procedente de Macei
Dito ao inspector da thesouraria provincial. r '
Pode V. S conforme indita no lina! de sua inlor- Hr'P'e/im-ntos
nuciio de 21 do crreme sob n. 2:tl). mandar en-', Anna Joaquina do Nascimenlo.-Inorme o Sr.
tenente coronel recrutador.
Desembargador Amonio d Barros e Vasconcel-
-Passe portara concedendo a licenja nos ter-
em que requer o supplicante.
tITonso Alvos- do llego Villela.Informe o Sr.
kssado at 12 de fevo- Juiz Je orphaos do termo do Recife.
tregar ao thesouroiro da\reparligao da polica a
pobres da respec
zerabro do anno prximo pl
reirs ultimo; sendo porm otdelegado effectivo ca-
pitio Aurelio Joaquim Pin:o jencarrogado de fazer
tal fjrneciment, desdo o dii 13 do cilado mez de
evoreiro era diaule cora igual ijuaniia que para
sse lim j recebeu do prSditk thesoureiro.Cora-
municou-se ao Dr. chefe de polica.
Dito ao raesm.i. Ilespondeiuo ao offlcio (|ue V.
S. me dirigi em 18 do]correntd mez sob n. 228, te-
nlio a dizer que nesla data expiro as convenientes
ordens para que as auloridadei policiaes desla ca-
pital procedam ao reeeuseameu;to geral dos escra-
Anlonio Jos de Miranda Falco.Remeltido ao
Sr. director do arsenal de guerra para mandar
admitlir o menor de que se trata, se liouver vaga,
e estiver as condicoes da lei.
Dr. Francisco Pinto Pessoa. A'vista do aviso
de 12 de novembro de 186.1, nao tem lugar o que
requr o supplicante, que alias pode recorrer ao
governo imperial.
Francisco Xavier Carneiro da Cunha.Informe
o Sr. director da inslruccao publica.
Tenente llenrique Tiberio Capistrano. Enlre-
vos nella residentes com espkcificacdes das oc-gue-se ai parte: mediante recibo. |
cnpaeSes de cada ura dalles, sindo e^se traballio 'os Alves da Cruz.-Loncedo a licenca que pede
remeltido essa thesouraria a ira de que no con- pagos os direitos nacionaes.
sulo proviucial se passa organisir a matricula dos J.J'S'-' Francisco do Reno Birros.-Informe o Sr.
escravos sugeitos ao novo mpokto creado pelo S director das obras publicas.
M artigo 54 da lei do orcaraentoldo anuo linancei-; Manoel Romao.-Informe o Sr. lente coroael
ro prximo vindouro, e Lem asssm para que a re-1 recrutador.
cebedoria de rendas internas coni cajo administra- Miguel Gomes da Conceicao.Dirjase a agencia :
dor se dever entender nnisUe a esse respeito!da companhia de paquetes a vapor.
os esdareeimentos necessaros.+Fez-se o expe-| Alferes Pedro Maximraiano de OllveiraInfor- \
diente necessario a esse respeilo., me o Sr. commandante superior da guarda na-
Dito ao commandanle do presidio de Fernando. 'Conal dos municipios do Brejo e Cimbres. "
Para oue eu posea providenciar convenientemente' Gapitao Silvino Gnilherme de Barros.Informe
como V. S. solieitou em seu offlcio u. 31 de 16 do Sr Dr- cnefe de polica,
coi rente sobre o augmento de que necessita a pri-1 Thomai de Aquino Vianna.-Romettido ao Sr.
destinada para dormitorio dos sentenciados Ju'z municipal da primeira vara para mandar pas-
DIARIO DE PERNAMBUCO
existentes nesse presidio, u acea "cdiiicaQSo sar a Kuia ^o supplicante.
de urna outra com os commodos necessarios para
cmelhante lim, cumpre que V. S. me envi urna
descripcao da casa ah existente com declaracao
do augmento de que susceptivel, bem como o
projecio para edificaeao de urna outra ludo de mo-
do que a reparticao das ohras militares possa or- O vapor costeiro Persinunea, chegado hontem
ganisar as plantas e ornamento necessarios seno dos portos de sua escala uo norte, trouxe jomaos
for possivel azerem-se ahi. l do Cear at 20, do Rio Grande at 24 e da Parahy-
ito ao capito do porto.Mande V. S. por em ha at 25 do corrente. Eis o que colhemos do sua
liberdade o recruta de marinha Antonio Jos Go- leitura.
mes, vislo ter isencao do recruiamcnlo.Commu-, Cear. Cartas do Crato dizem achar-se o cho-
nicou-se ao Dr. chfe de polica. ; lera muito diminuido no Cariry, Picando a senhora
Dito ao commandante do corpo de polica.Man- do juiz de direito da comarca, Dr. Sette, j livre de
de V. S. dar baixa ao soldado do corpo sob seu perigo.
rommando, Theotonio Joaquim Pinto, visto que se Foi assassinado, no dia 13 do corrente, no
acha impossibilitado de continuar no servico, cmo lugar Tamandu, da villa da Imperalriz, Marcos
V. S- declarou em seu offlcio n. 291 desta data a Serrte, victima de urna facada dada por Joo de
que respondo. I Oliveira Guimares, que conseguio evadir-se.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande! Rio Grande.A assembla provincial funecio-
V. S. admittir na companhia de aprendizes desse; nava extraordinariamente desde 13 do corrente,
arsenal o menor Adolpho Rodrigues Pinto, de que alim de confeccionar a lei do orcamento para o
trata a sua informaco n. 349 desta data, urna vez exercicio de 186465.
que o respectivo ex-tutor satisfaga o disposto no' Nosso correspondente diz o seguinte :
rt 4* do regulamento de 3 de Janeiro de 1842.' Tem ltimamente havido seus delicfos; o tnais
Cominunicouse ao Dr. jniz do. orphaos. notavel, porra, pela qualidade e carcter da pes-
Dito ao mesmo. Forneca V. S. ao hospital mili- soa que se diz o commettera, o que se deu no
tar como solicita o brigadeiro commandante das districto de Santa Cruz do lermo de Goyanninha.
armas em offlcio n. 1,110 de 21 do corrente os ob-j t Conta-se, que recolhendo-se fra de horas
iect >s mencionados nos doos pedid s inclusos ru- sua casa, na povoacao deste nome, o tenente-coro-
bricados pelo director daquelle estabelecimento. j nel Manoel Machado de Sant'Anna, achara sua
Dito ao mesmo.Concedoaautorisacao,queV. S. mulher I). Francolina, que jase liavia deiladoem
solieitou em seu offlcio n. 345 de 17 do corrente seu quarto de dormir e era- trajes proprios para
nara admittir nesse arsenal com operario como isso, enraivada cora um tal procedimento de seu
jornal de 500 ris nos dias de^ffectivo servico o marido.
soldado da companhia de artfices Joaquim Manoel t epois de alguma disputa entre estes conjuges,
da Resurreicao para irabalhar. na officina de funi- o marido agarrando a mulher pelas guelas deu
.,|ril i com ella em um quarto prximo, e muito iramun-
Dilo ao inspector do arsenal de marinha.Con- do, succedondo cahir ella all sem sentidos, e nes-
cedo a aatrisacao que V. S. solieitou em seu offi- se estado conservou-se at o dia seguinte, quando
entao foi acodida por parentas e amigas, que me-
diante os recursos da homeopathia conseguiram
faze-la tornar a si, seguindo-se d'ahi tres ou qua-
tro dias o aborto de urna creanca de seis sete
mezes. >
t o invern que continua cora escacez e a maior
irregularidade j nos desenganou de abundancia
de cereaes por este anno; o algodo nao morrer
como estes morreram, erto porm que nao hito
de apresentar urna colheita vantajosa, como a da
anno passado.
Parahyba.Nada occorreu que mereja menjao.
PERiUMBUCO.
RBVISTA DIARIA.
0 preto Nicolao, escravo de Jos Antonio Pin-
to, morador na povoajao do Monteiro, tentou suici-
darse dando um talho no pescojo cora una faca ;
sendo que assim o fizera porque se achava embria-
gado.
Do corpo de delicio a que procedeu o subelega-
do do Pojo da Panella consta que o fenmento nao
mortal.
Acerca da noticia que demos do incendio, ro-
mos informados nao ter sido na padaria, como no-
ticiamos, e sim na casa n. 57, que eslava fechada
oilo dias, por ter o seu dono ido para o malo.
Forarn mandados por em liberdade, por te-
rem isenjo legal, os recrutados Antonio Jos Go-
mes, Candido Alves de Barros e Florencio Gomes
Vidal; e por incapaz do servico Manoel Victori-
no da Silva.
Reassumio o exercicio das funcjSes consula-
res de Hespanha nesta provincia o respectivo vice-
cnsul Gamillo de Andrade," visto ter de demorar
ainda a sua sabida.
Pela presidencia foi commettido s autorida-
des policiaes desta capital o reccnseamenlo geral
dos escravos nella residentes, para effeilo de se
cumprir o disposto no S 32 do artigo 34 da le do
orcamento prximo vindouro, devendo a recebedo-
ria de rendas geraes ministrar a respeilo os preci-
sos esdareeimentos.
Mandou-se passar guia ao alferes do batalho
n. 18 de infantaria da guarda nacional do munici-
pio de Nazareth, Antonio Bezerra da Cunha, por
haver transferido sua residencia para Limoeiro.
Tendo transferido sua residencia para Itarab,
mandou-se agregar ao batalho dessa freguezia o
capito Joao Fernandes Vieira de Mello, do bata-
lho B. 20 de Nazareth.
Foi igualmente transferido para o batalho
de Ipojuca, o capito do batalho n. 23 de Santo
Antao, Luiz Cesar Pinto de Farias.
Amanheceu, na quinta-feira (23), roubado o
arma/era de moldados do Sr. Francisco Fernandes
Duarte, ra da Cadeia n. 57, levando os larapios
d'ahi 1:390 em dinheiro, 4 queijos de Minas, 2 la-
tas de doce de goiaba e i presunto do Porto, alera
de dez mil e tantos ris em moeda do cobre com a
gaveta do balco, onde esse cobre se achava.
Os ladroes ficaram dentro do armazem, e sahi-
ram pela porta d meio, que deixarara abena e
encostada.
Depois do proprietario desse estabelecimento
haver feito os lanjamentos do dia, tanto dellc como
do outro que tem no largo da Penha, tendo pressa
em sahir, deixou ficar lodo o dinheiro apurado e
recebido em um rolo, dentro de urna gaveta do
balco, que fechara, e da qual tiraram-o os ladroes
por meio de arrombamento.
A pressa, que empregaram na pratica do roubo,
fez com que deixassem espalhadas na mesraa ga-
veta e no chao cinco sedul.is de 103. una libra
esterlina e melado de urna sedula de 1005, do go-
verno, tendo a assignaturaoes Poiclo, que es-
lava partida em meio de alto baixo.
O moleque Manoel.escravo da Sra. D. Bernardina
de Jess Teixeira Britto e Jos Medeiros foram os
autores do roubo cima e acham-se presos.
Era poder do moleque Manoel e em diversos
lugares da casa de u. Bernardina foi encontrada a
quantia de 2075000, tres queijos, tres latas cora
goiabada, una faca do dito armazem c os frag-
mentos das taboas de urna gaveta; sendo que dita
senhora ignorava a existencia dessa qnantia en-
contrada era sua rasa, e dito moleque, achando-se
fgido alguns dias, fra levado sua casa por
pessoas e entre estas achava-se Jos de Medeiros
que, com todo fundamento, se suppe seduzira o
moleque Manoel que se oceultra no dito armazem,
abrindo-o as horas mortas d* noute, introduzin-
do-se nessa occasiao Jos de Medeiros,que praticou
o roubo, pois seria difflcil ao moleque Manoel, sera
auxilio, pralicar semelhante roubo.
O resultado dessa diligencia devido aos esfor-
jos do digno subdelegado do priraeiro districto da
freguezia da Boa-Vista, que roquisijo do do
Recife, procedeu s nocessarias deligencias, e de
esperar seja encontrado o que falta para completo
da quantia roubada.
Moradores dos Afogados se nos queixam de
que a polica all dorme, pois que, repelindo-se
quasi que diariamente os roubos nos quintaes e
as casas, nenhuma providencia d em sentido
de prender os ladroes e dar garantas proprieda-
de dos seus districtanos. Chamamos a attenjao do
Sr. Dr. delegado para esse deleixo, nascido do pou-
co valor que do os erapregados da polica daquel-
le lugar ao cumprimenlo de seus deveres.
HEl'AltTIQAO DA POLICA.
Extracto das partes dos das 24 e 25 da junho de
1864.
Foram recolhidos casa de detenjo no dia 23
do corrente :
A' ordem do subdelegado do Recife, Joao, escra-
vo do Salvador dos Santos Siqueira, como indiciudo
em crime de roubo.
A' ordera do de S. Jos, Joo Olegario da Paz,
por embriaguez ; Margarida Manado Espirito San-
to, para correejao ; Amancio c Belchior, escravos
de Francisco Botelho de Andrade, por infraejo de
posturas ; Reinaldo, escravo de Ignacio Ferroira
de Almeida, por espancamenlo
A ordem do da Boa-Vista, Damio e Joaquim,
escravos, este de Benedicto Marques da Silva e
aquelle de Ignacio do tal, ambos por disturbios.
A' ordem do da Capunga, Francisca Maria de
Jess, por insultos ; Francisco, escravo de Ignacio
Marques Soares, por crime de furto.
A' ordem do do Peres, Manoel dos Santos Morei-
ra da Costa, por ter entrado em casa alheia, com
violencia para Ilimlibidinoso.
i _24
A' ordem do Illm. Sr. Dr. chefe de polica, Anto-
nio Joaquim de Sant'Anna, para correejao.
A' ordem do subdelegado de S. Jos, Joaquim Pe-
reira Colho, por disturbios; Segismundo Lopes
da Silva e Amancio Jos dos Santos, sera declara-
cao do motivo.
A' ordem do da Boa-Vista, Antonio Ferreira da
Penha e Augusto Gomes da Silva, ambes por in-
fraejo de posturas.
A' ordem do da Capunga, Manoel Rodrigues
Campello, por infraejo de posturas.
O chefe da secjao,
J. G. de Mesquita.
Passageiros sahidos para Macei e portos in-
termedios no vapor nacional Parahyba :
Maria Joaquina de Mello, Jos de Oliveira Bar-
ros, Joaquim C. de Albuquerque, padre Getulio V.
A. da Costa, Estevo Jos do Espirito Santo, Dr.
Erraelindo Acioli de Barros Pimenta, Manoel da
Silva Guimares, Francisco Candido Pereira Lima
e Flrmino Candido de Figueiredo.
Movimento da casa de detenjo no da 22 de
junho de 1864,
Existiara..... 350 presos.
Entrarara..... 11
Sahiram...... 15
Fallecen....... 1
Existem...... 345
A saber :
Nacionaes..... 237
Estrangeiros... 40
Mulheres...... 6
Estrangeiras ... 1 >
Escravos...... 57
Escravas...... 4
345
Alimentados a cusa dos cofres pblicos 124.
Movimento da enfermara no dia 24 de junho
de 1864..
Tiveram alta :
Jos Antonio dos Sanies
Silvino Jos dos Santos. *
Francisca Maria da Luz.
Jos, escravo do raajor Livraraeno.
CMARA Ml.MCiTAL
I QUARTA SESSAO ORDINARIA AOS 6 DE JUNHO
DE 1864.
Presidencia do Sr. Henriques da Silva.
Presentes os Srs. Barata de Almeida, Gustavo do
; Reg, Reg, Maia, Mello e Gameiro, abre-se a ses-
; sao, e lida e approvada a acta da antecedente.
Leu-se o seguinte
EXPEDIENTA:
Um officio do Exm. presidente da provincia, di-
zendo, que tendo de proceder-se a eleijo para um
senador por esta provincia, que preencha a vaga
deixada no senado pelo fallecimento do conselheiro
Francisco Xavier Paes Brrelo, recommenda ca-
| mar, que'ero cumprimenlo do que foi determinado
por aviso da reparticao do imperio, d as conve-
nientes ordens, para que o collegio eleitoral deste
municipio se rena no dia 10 de julho prximo
vindouro, para proceder-se referida eleijo, vo-
lando cada bm eleitor por urna lista de tres nomes,
de conformidade cora e dispostn no art. 81 da lei
de 19 de agosto de 1846, e observando-se no pro-
cesso da eleijo todas as dlsposijos de lei e deci-
ses do governo. Declara S. Exc. que nao se tem
de fazer atora eleic.o primaria, visto que os actuaos
i eleitores dJrsenadr, os quaes devem agora ser
convocados para o supracitado da 10 de julho, tem
de funecionar durante urna legislatura.Que se
expedissem as convenientes ordens aos juizes de
paz do municipio para convocaren! os eleitores de
suas freguezias.
Outro do mesmo, remetiendo cmara, para seu
conhecimento e devida execujo, copia da lei n.
600 de 13 de maio ultimo, que desliga da freguezia
de S. Lourenco da Malta e rene a da Varzea, os
territorios nella mencionados, divide em quatro
districtos de paz a primeira das mencionadas fre-
guezias, c supprime os segundos districtos das fre-
guesas do SS. Sacramento dos bairros de Santo
Antonio e S. Fr. Pedro Gonjalves, ambos desta ci-
dade.Quo se flzessem neste sentido as necessarias
communica-sSvs.
Outro do ngenheiro cordeador, communicando
qne tendo-se dirigido povoacao de Santo Amaro
, de Jaboatao para dar cordiajao diversos indivi-
duos que pretendem fazer all edificajoes, vio que
. Amaro de tal, tendo requerido em o anno passado
ou no atrasado para fazer nma casa de taipa na
| ra da matriz da mesma povoajao, e obtendo a ne-
cessaria licenja precedida da conveniente cordia-
co, abusou desta licenja, e em vez de fazer a casa
de taipa na ra da Matriz, como requerra, cons-
truio um sobrado de um andar de podra e cal na
ra principal da dita povoajao, era lugar desuado
: pela plaa respectiva para outra ra, sem que o
; fiscal da freguezia Ihe oppozesse nenhum obstculo,
; em presenca do exposto, pede cmara que resol-
\ va se deve ser alterada a respectiva planta, ou se
! prefere proceder contra o proprietario do mesmo
sobrade, visto se haver elle na construeco com
manifesta m;i f.
Conclue dizendo quo a deciso o orientar na
cordeaco que tem de dar a Claudino Ferreira da
Cruz, que quer edificar junio do sobrado construi-
do por Amaro.
Posto em discusso, e depois de tercm fallado so-
bre a materia alguns dos senhores vereadores, re-
solveuse mandar chamar o fiscal e seu supplente
para dizerem a razo porque permittiram que tal
infraejo se commettesse.
Resolveu-se tambem nomear um fiscal, para,
svndicando do facto, fazer lavrar termo de infrac-
t jo contra o dono do sobrado, mas esta ultima do-
liberacao nao foi na presente sesso posta em exe-
cujo.
Outro do administrador do cemiterio publico da
freguezia de S. Lourenco da Matta, remettendo o
mappa dos enterramentos felos no dito estabeleci-
mento desde 21 a 31 de maio ultimo.Ao procu-
rador.
Despacharam-se as peticoes de Francisco de
Barros Corroa, Manoel das" Neves e levantou-se a
sesso.
Eu, Francisco Canuto da Boa-Viagem, secretario
a subscrevi.Henriques da Silva, pr-presidente.
; Barata de Almeida.Reg.Mello.Gameire.
llllillMUJimilvlilv
Tlll III V A I, I \ HELADIO.
SESSAO EM 25 DE JUNHO. .
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CONSELHEIRO
SOUZA.
As 10 horas da manha, presentes os senhores
desembargadores Gitirana, Rois e Silva, Almeida e
Albuquerque, Motta, Ucha Cavalcanti, Assis, Do-
ria e Barros, faltando com caqsa o Sr. desembar-
gador Lourenco Santiago, abrio-se a sesso.
O Sr. desembargador Guerra, procurador da co-
ra, nao compareceu.
Passados os feitos e entregues os distribuidos,
deram-se os seguintes
JULGAMENTOS
Aggravos de petico.
Aggravante, Joao Hyppolito de Meira Lima ; ag-
gravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Res e Silva.
Sorteados os Srs. desembargadores Almeida e
Albuquerque c Ucha Cavalcanti.
Negou-se provimento.
Aggravante, Rozendo Alves da Silva ; aggrava-
do, o juizo.
Relator o Sr. desenraargador Almeida e Albu-
querque.
Sorteados os senhores desembargadores Motta,
e Doria.
Negou-se provimento.
Aggravante, D. Alexandrina Duperron ; aggra-
vado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Motta.
Sorteados os Srs. desembargadores Almeida e
Albuquerque e Ucha Cavalcante.
Negou-se provimento.
Aggravante, Joo Antonio Carpinteiro da Silva;
aggravado, o juizo.
Kelator o Sr. desembargador Ucha Cavalcanti.
Sorteados os senhores desembargadores Gitirana,
e Motta.
Deu-se provimento.
DILIGENCIAS CHIMES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justija
As appellaces crines.
Appellante, Estevo Jos da Silva ; appellada, a
justija.
ILEGVEL
Appellante, Antonio Carlos da Silva; appellada,
a justija.
Appellante, Manoel Antonio da Silva ; appellada,
a justija-.
Appellante, Lourenco Jos de Araujo ; appella-
do, Manoel da Costa Ribeiro Lima.
Appellante, Flix Jos de Souza ; appellada, a
a justija.
Appellante, o juizo e Antonio Rodrigues dos San-
tos ; ootro.
Appellante, o juizo; appellado, Bernardo An-
tonio de Moura.
DES1UNACO DE DIA.
Assignou-se dia para julgamento dos seguintes
feitos :
Appellares crimes.
Appellante, o juizo ;'appellado, Dionizio Fer-
reira Gomes.
Appellante, o juizo ; appellado, Pedro Antonio
Cordeiro.
Appellante, o juizo ; appellado, Silvestre Francis-
co do Monte.
Appellante, o juizo; appellado, Francisco Tho-
maz de Aquino.
Appellante, o baeharel Jos Antonio Rodrigues ;
appellada, a justija.
PASSAGKNS.
O Sr. desembargador Gitirana passou ao Sr.
desembargador Lourenjo Santiago
^ appellacao crime.
Appellante, o juizo e Jos Dias dos Santos; ap-
pellado, o juizo e Anna Mara Soares.
A appellacao civel.
Appellante, Jos Thoraaz da Silva Jnior ; ap-
pellado, Antonio Carlos Leite.
Ao Sr. desembargador Reis e Silva
A appellacao civel.
Appellante, D. Joanna Noves Quaresma Duarte ;
appellado, Joaquim Francisco Duarte.
O Sr. desembargador Reis e Silva ao Sr. desem-
bargador Almeida e Albuquerque
A appellacao civel.
Appellante, o juizo ; appellado, o brigadeiro Gas-
par de Menezes Vasconcellos de Drummond.
O Sr. desembargador Motta passou ao Sr. des-
gador Ucha Cavalcanti
A appellacao crime.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Francisco
de Paula.
O Sr. desembargador Ucha Cavalcanti ao Sr.
desembargador Assis
As appellares crimes.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Caetano
dos Santos.
Appellante, o juizo; appellado, Lucas Antonio
Evangelista.
O Sr. desembargador Assis passou ao Sr. desem-
bargador Doria
As appellaces civeis.
Appellante, Manoel Patro do Nascimento ; ap-
pellado, Antonio Moreira dos Reis.
Appellante, Manoel Francisco das Neves; ap-
pellado, Jos Manoel da Silva.
Appellante, Manoel Elias de Moura ; appellado,
Manoel Firmino Ferreira.
O Sr. desembargador Doria ao Sr. desembarga-
gador Barros Vasconcellos
As appellaces crimes..
Appellante, o juizo ; appellado, Simo de Araujo
Lima.
Appellante, Senhorinha Maria da Conceijo
appellada, a justija.
Appellante, o juizo ; appellado, Vicente Ferreira
da ('osla.
A appellacao civel.
Appellante, a escrava lermozenes ; appellado
Manoel Martins de Araujo Castro.
Do Sr. desembargador Vasconcellos ao Sr. des-
embargador Gitirana
As appellaces civeis.
Appellante, D. Emilia 'Cordeiro Cavalcanti de
Albuquerque ; appellado, o curador do preto Jos.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Max i miao
Soares de Avellar.
Appellantes e appellados conjunctamente, Anto-
nio Carlos Pereira de Burgos e Antonio de Siquoi
ra Cavalcanti.
As appelbices crimes.
Appellante, Manoel Baptista dos Santos; appel-
lada, a jusiija.
Appellante, o juizo ; appellado, Vicente Soares
Ferreira da Silva.
Appellante, Florencio Bispo dos Santos: appella-
da, a justija.
A anpeUacSo civeh
Appellante, Manoel El'ias do Moura; appella-
do, Joaquim Francisco Cavalcanti do Albuquerque.
Ao meio-dia encorrou-se a sesso.
COMMNICADOS.
Lendo o Jornal do Recife do 22 de junho corren
te, deparei com um artigo era que, se querendo
louvar o procedimento nunca visto, da maioria da
assembla provincial, pela sanejo que dra ao
acto inconstitucional, violento e atentatorio da re-
presentajo da provincia, praticado pela commis-
sao de polica, fazendo cercar o pajo e avenidas da
assembla por forja armada, procura se justificar
semelhante procedimento, soccorrendo-se ao pro-
jecto que impunha urna contribuijo aos caixeiros
estrangeiros e entao diz-se : que nao e exacto
que este projecto fosee dea dos progrossistas; que
foi creajo minha, sendo que o Sr. Dr. Silveira
Lobo o ssiunou por haver concebido outro quasi
idntico, e os Srs. Aminthas e Silva Barros Ihe
prestaram o seu nome pedido, e sem que o ti-
vessem esludado fundo.
Tenho a precisa coragem e energa para tomar
a responsabelidade dos mous actos. E' verdade que
tive a idea de apresentar o referido projecto, nao
por palriotagem, porque d'ella nunca viv, mas por
estar convencido de que, por meio delle se podia
abrir a livre concurrencia entre os caixeiros bra-
sileros c estrangeiros, e dest'arte proporcionarse
meios de vida a tantos mocos brasileiros habilita-
dos para um tal mister.
Mas essa minha idea nao a manifestei seno de-
pois que o meu collega Dr. Silveira Lobo apresen-
tou-me um projecto, que abrangia as mesmas ideas
c que foram abrajadas por rauitos progressislas.
Ento, na ante-sala da assembla, confeccionei o
meu projecto, sem que os meus collegas da mino-
ra estivessem presentes, e mostrando ao collega,
Dr. Silveira Lob, elle o adoptoo, sendo apoiado
por rauitos progressistas, entre os quaes, os Srs.
Aminthas e Silva Barros, que logo o assignaram
sem imposijo alguma. ,
Poderia estar em erro quando apresentei dito
projecto, porque o erro um attributo da humani-
dade ; mas desejava ser convencido por meio da
discusso calma e esclarecida.
Nao flz alarde, nem o meu collega Dr. Cunha
Teixeira, de que fosse essa projecto de grande inle-
resse publico, como falsamente se diz ; e se acaso
por duas vezes reclamamos com o devido respeilo
e moderajo a apresenlajo delle discusso, foi
porque se propalava que ficaria sepultado as
pastas.
Nunca procurci, nem meus companheiros da mi-
noria, incitar o povo; ao contrario, sempre nos
pautamos pela medida da prudencia e da calma.
E' anda falso e inexacto o que se diz, que a
maioria da assembla, coniposta de progressislas
era hostil ao mesmo projecto, porquanto, se assim
fosse, elle nao teria, como teve, tantos propugna-
dores progressistas, quando na minha ausencia e
dos mais membros da minora, fra submettido a
discusso, tendo cahido apenas por tres votos.
A prova deque a idea nao era condemnavel, e
nem abracada por mim somonte, mas sim por gran-
de numero de progressistas, que aquellos mes-
mos progressistas, que por calculo hoslilisavam dito
projecto, delle se serviram para apresentar um on-
tro substitutivo, ratees sem ser por palriotagem.
E arada falso e calumnioso, que o distineto par-
lamentar o Sr. Dr. Urbano, condemnasse em seu
discurso a Idea do projecto, e que por isso o qui-
zesse attnbuir aos progressistas.
O Sr. Dr. Urbano o que disse foi, quo nao entra-
va na apreciacao da materia do projecto, porque
nao estava em discusso, e que apenas tratando
de suaorigem, fazia sentir que se achava asslgna-
do por maior numero do progressistas e por um s
liberal.
Disse urna verdade o distineto parlamentar quan-
do assira o afirmou. Nao foi o partido liberal que
apresentou um tal projecto, foi apenas a minha in-
dividualidade(que nao representa o partido liberal)
e varios progressistas, e nao era por consegrante
esso projecto motivo suficiente para lanjar-se mo
de um meio to reprovado e odioso qual o de
cercar-se a representajo provincial com forca ar-
mada.
Fallemos claro, senhores, a causal de semelhan-
te procedimento outra muito diversa, e j est no
dominio do publico.
Foi a antiga tctica dos homens da situajo de
1844, que quando querem obter os *eus fin*, pro-
curara sempre pintar a provincia em estado de
conflagrarlo ; foi o desejo de expellir os deputados
da minora, que nao podiam com sua presenja dei-
xar de profligar os esbanjamentos dos dinheiros
pblicos, estigmatisar as patotas e opporem-se ao
lancainento de novos e pesados impostos sobre esta
pobre populacao ; foi, emfim, a eleijo que nos
bate porta I !
E se nao foi esta a causal, qual a razo porque,
retirada a minora da assembla, achando-se as ga-
leras vasias, tendo cahido o referido projecto por
tres votos, conservou-se todava a forja at o en-
cerramento da mesma assembla 1
Respondam a isso.
Tomando, como tomo a responsabelidade do meu
acto, anida una vez declaro, que como liberal, nao
por calculo, tenho plena conviejo de ter obrado
bem retirando-me da assembla para ne sanecio-
nar cora a minha presenja actos to attentatorios
dadignidade da provincia que me vio nascer, to
contrarios aos verdadeiros principios liberaes e s
apenas proprios do progresso da poca...
Sou lyrasileiro, e nao tenho odio nem desejo a
excluso dos estrangeiros do meu paiz, mas o que
quero quo estes nao vivam do melhor condijo
do que os Brasileiros.
Neste intuito heide ergucr minha fraca voz sem-
pre quo possa, sem que me atemorise o espantalho
estrangeiro a ponto de desojar que venham elles
para melhorar a nossa rara, e para estigmatisar
esses celebres tratados, que s tem por lim avil-
tar-nos ante as najes estrangeiras.
Tenho respondido. ,
Recife, 23 di! junho de 1864.
Madera Ulpiano Coelko Catanho.
0 meu discurso publicado no Diario- de I do cor-
rete e e Sr. vigario Antonio H>,ino de H. C.
Chacn.
Acabo de 1er as rellexoes, que a um tpico do
discurso cima citado fez o Sr. vigario, e confesso
que nao comprohondi bem o alcance de taes re-
llexoes.
as palavras que o Sr. vigario citou do meu dis-
curso, onde se diz dirig deve lr-se dirigi,
pois que eu rae refera a urna carta, que ao mes-
mo senhor enderojra o finado conselheiro Paes
Brrelo.
Mais adianto onde se l obstinajo deve
ler-se abstonjo pois eu quz mostrar que o
Sr. vigario nao tomou parte as eleijes, apezar
de tor mesa, etc. etc.; quz ainda mostrar que para
abslor-se da eleijo o Sr. vigario, nem ao menos,
teve para allegar, comooutros, que assira procedeu
per violencias, coaeco, etc. etc. pratioadas pelo
partido progressista/ou pelas autoridades de Rom
Jardim.
Nunca disse que o Sr. vigario era capaz de com-
metter violencias, nem que costumasse vencer elei-
jes cruentamente.
Disse que a carta, que lit liavia sido dirigida,
reconhccia a sua influencia no lugar, durante o
passado dominio, e tenda a facilitar o triumpho
para a nova situajo.
Bealmente estando o Sr. Chacn de posse, com
os seus amigos, dos elementos eleitoraos de trium-
pho de sua freguezia, se qnizesse disputar a elei-
jo, nao poderia ser vencido seno custa de mui-
to esforco e sacrificio.
Eis o que eu quz dizer, nada mas, e nisto, crcio,
que vai mais louvor que vituperio ao Sr. vigario.
Sempre estimei sua senhora, e tendo do Sr. vi-
gario rocebido sempre provas de aprejo, que mui-
to rae penhorara, nao era capaz de molstalo sem
motivos muito ponderosos, que confesso nao ter.
O Sr. Chacn bem vio que nada disse sobre a
causa de sua abstenco do pleito eleitoral.
Onde esto, pois, as inexactides, de que se
queixa ?
Nao me crimine sua senhora por erros typogra-
phicos, que nao corrigi, porque me pareceram de
to fcil comprehenso, que qualquer leilor os cor-
rigiria. ()
llevo pensar que o Sr. Chacn ficar satisfeito
com estas nimbas palavras; mas se assim nao acon-
tecer, torne mais clara, e precisa a queixa, que
me achara sempre prorapto a dar-lhe a devida e
merecida satisfajo.
Recife, 25 de Junho de 1864.
Francisco de Araujo Barros.
CORRESPONDENCIAS.
IMRAHIBA.
Cidade de Souza, 19 de junho de 1861.
Srs. redactores.Estabelecido rauitos annos
nesta cidade onde tenho numerosa familia, e ami-
gos, onde tenho exercido honrosos, e distinctos car-
gos pblicos, nunca tive occasiao de ver os meus
actos publicamente censurados em folha alguma.
Foi pois, com sorpreza e indignajo, que li um
miscravt'l aranzol escripto desta cidade para o Jor-
nal da Parahyba de 18 d maio, onde se dizia, que
eu na qualidade de delegado, illegalmente ordenara
a priso de Milito de Souza Videros, condemnado
era grao de appellajo pelo juiz de direito desta co-
marca por crime de desobediencia, e qne pretend
legitimar este meu acto de puro arbitrio cem um
boato vago, que corra, de que Milito havia sido
condemnado pelo juizo de direito; porque, diz ain-
da o tal aranzol, o juiz municipal em exercicio era
o nico competente para executar a senlenca da-
quelle juizo, e que o Dr. Luiz Jos Correa de S,
juiz municipal em exercicio jamis devia consentir
em urna priso acmtosa por amor mesmo da ordem
publica. A razo parece de cabo de esquadra I
O coramunicante pretendendo defender ura acto
Ilegal do juiz municipal mentio despejadamente ;
'() Ao que diz o Sr. Dr. Araujo Barros respon-
demos que, se erros houveram na pubhcajao de
seus discursos, deve queixar-se de si smente, por-
quanto quiz sempre rever as provas, o que dispen-
soade serem ellas revistas na officina. (A rcdaccao.j



DUrl de Pernatafcneo ... Segunda feira 2 7 dr Junho de 14.
.- i*
porquanto o juiz de dtfetto da comarca nao deposi-
tando ronflanca alguma no juiz municipal suppleu-
te em exerefcio por ser protector ostensivo do reo,
a mini se dirigi paracapliira-lo (documento n. I);
em vista do que ordenei a prisao, bem certo de que
nao s eu eslava no meu direilo em fazc-lo; mas
que at romo delegado me assistia o deverde preu-
der o< rondeiunados existentes no termo do mmha
jurisdieco.
Meollo u juiz municipal quando disse que Min-
ti j eslava preso a sua ordem; pois que, nem o
escrivo do crime havla passado mandado algum a
suaordem(documento n. 2),nem ocareereiro^ oha-
va re ebido na cadeia (documento n 3). Militao es-
lava solt, pois quando oofflcial de justica se dirigi
com o meu manda*), e a forca para eflecluar a
pnso, ao aproximarle da casa do reo, que qunsi
visinha do juii, parti aquelle para a MM deste,
como tudo consta da certido do mesmo ofRcial de
justica (documento u. 4),e all se refuciou.
Crio Iit provado plenamente a legalidad* do meu
acto, a prnteccao escandalosa de mu juiz, e a men-
tira de um coimunicante mlseravel,e al.jecto, que
nao se atrevendoa apresentar-se de vzeira aleada,
procedeu como um assassino covarde, que atira de
emboscada.
Continuando o Sr. anonymo na defeza dos artos
do seu amigo o Dr. Correa de Sa, pralicados como
juiz municipal nesta cidade fez consistir sua defeza
em vomitar mentiras da ordem da que cima pul-
vorisei, em infamias, e descomposturas, involvendo
em seu famoso libello os respeitaveis nomes dos
meus distinctos amigos o vigario Jos HVntonio
Marques da Silva Guimares, Dr. Joaquim da Cos-
a Ribeiro, Exm. l>r. (Hynthn Jos Meira, o do juiz
municipal supplente Jos Olympio Maria de Seibas
Borges, e dos meus concunhdos Dr. Fausto Nomi-
nando Mein de Vasconecllo*, subdelegado Franklin
do llego Rangel, nao escapando as suas iras Den
as rinzas do venerando auciio Pedro de Alcntara
Dantas, as quaes em seu furor foi revolver para
infamar tamben).
Despresem os meus amigos a peconha do nojen-
to reptil, que rollando intacta para a impura fonte
d'onde partiu, servir nicamente para nodoar o
titulo do miseravel covarde pasquineiro, que
para descompor, insultar al na vida privada, in-
volveu-se na negra capa do anonymo, recejando
deitar fra a caneca; porque assim poderia impri-
mir-se-lhe as descaradas faces o sello da infa-
mia.
Francisco de Assis Garrido.
DOCUMENTO N. 1.
Villa do Pianc, lo de outubro de 1863.
Illin. Sr.Tendo chegado hontm nesta villa, e
em paz, fajo boje regressar para cssa cidade o sol-
dado que V. S. deu-me a meu pedido para acompa-
nhar-me em nvnha viagem d'ahi para aqu. Rea*
taino agradeeer-Ine a attencao que deu V. S. a os-
se meu pedido, prestando urna garanta a minha
autoridade, e oflereco V. S. os meus serviQos,
como magistrado, o como particular.
Aproveito a occasiao para participar-lhe que o
io Militan de Souza Videres, se acha condemnado
por esle juizo a soffrer a pena de dous mezes de
prisao na cadeia da cidade de Pombal por crime de
desobediencia, e recommendo-lhe milito que se elle
estiver nessa cidade, ou em alguma parte desse ter-
mo o prenda, servindo-se para isso das pracas que
ah esto estacionadas, e su estiver fra do termo
requisite a prisao por offlcio, ou carta precatoria, e
em qualquer envi para Pombal.
Espero do zelo, inteireza e aclividade de V. S. o
cumprimento do que Ihe determino e me conimu-
nique o resultado para ininba intelligencia e tins
convenientes.
Dos guarde V. S.-Illm. Sr. Francisco de As-
sis Garrido, delegado supplente do termo de Souza.
O juiz de direilo interino, Jos Cariaco Soares
Jlu/ioso da Camina.
DOCUMENTO N. 2.
O escrivo do crime certifique ao p dcsta se an-
tes do mandado, que passou por ininba ordem para
a prisao do criminoso Mililio de Souza Videres, se
passou outro para o mesmo fun a ordem de alguma
outra autoridade. O que rumpra.
Souza, 24 de outubro de 1863.O delegado, Fran-
cisco de Assis Garrido.
Em cumprimento a portara suppra, certifico que
o nico mandado que pastel para a prisao do Sr.
Millt.o de Souza Videres foi o que mandou passar
o Sr. delegado supplente em exercicio Francisco de
Assis Garrido, do que dou f.
Cidade de Souza, 21 de outubro de 18G3.O cs-
crime, Leonardo Jos Dneles. -
DOCUMENTO N. 3.
Informe e careereiro da cadeia desla cidade se
Militio de Sonza Videres, (ui recolbido a prisao,
como criminoso de desobediencia, ou de oulro qual-
quer crime; e por ordem de que autoridade. Oque
compra.
Souza, 25 de outubro de 1803.O delegado, Fran-
cisco de Assis Garrido.
Certilico em cumprimento da portara suppra,
que .Milito de Souza Videres nao se acha preso na
adi i.i desla cid.ule.
25 de outubro de 1863.O careereiro interino,
Francisco ilurinlw de AtttS.
DOCUMENTO N. 4.
O tetunte Francisco de Assis Garrido, delegado
supplente em exercicio nesta cidade de Souza e
sen ti i roo por bem da lei, etc.
.Mando a qualquer ollicial de ju.-tiea deste juizo a
queni esle for apresenlado indo por mim assignado,
em seo enmprimento, prenda nesta edade a Mili-
to de Souza Videros, e o recolha a cadeia, visto
acbar-se o sesmo criminoso-, empiegando para
isto toda a cautela e formalidade da lei. O que
compra.
Cidade de Sonza, 21 de outubro de 1863.
Bu Leonardo Jos Doucles escrivo do crina o
escrevi.
Assis Garrido.
Certifico que inliuiando o mandado suppra ao
reo Viito de Souza Videres, o Sr. Dr. juiz muni-
cipal supplcnti l.uiz Jos Coi rea de Si,encoja casa
linlia enlredo o mesmo reo, se oppoz a prisao, di-
zendo-me que o dito ico j eslava preso a ordem
dille desde honlera e ia remette-lo para a cadeia do
Pombal, e por esta razo deixou de ter efieito a pri-
sao du reo, e disto foram testemunhas Manoel Joa-
quim de Oliveira, Joaqaim Pires de Souza Cabral, o
lferes Luiz Jos de Sa Ilarrolo, alm do sargento e
dos soldados que coinpunham a escolta, do que lu-
do dou f mandando passar esta em que me as-
signo.
Souza, 2i de outubro de I8C3.O oflicial de Jus-
tina, Vctor Perda da Silva.
Ao publico.
Srs. redactores.Em nome de Flix Ferreira de
Siqueira, contra mim se publicaran no Diario de
Pernambuco n. 92 e 22 de abiil desie auno algu-
mas linhas, que gravemente nic injuriam e offen-
dem, as quaes foram muito applaudidas por Jos
Victoriano da Cruz (nue nao conheeo, nao sei quem
, nem que mundo habita) em outras nao menos
insultantes no mesmo Diario publicadas no dia se-
guidle.
Flix Ferreira de Siqueira um moco inexpe-
riente de minha familia, e tendo feito de'cedida op-
posico ao partido da liberdade e do progresso (a
que tenho a honra de perteneer) as eleic.es, que
se seguiram a dissolucio da cmara dos Srs. de-
potados deu um irrecusavel lesiemunho de ser ver-
mellio. Em favor dos vermelhos trabalhou elle ,
nao posso portanto acreditar que assignasse a pu-
lilica^ao de 52 de abril naqual principia inculcn-
dose deliberal progressistasenao em bda f,
sem a ter lido, por orna dessas sorprezas lao usuaes
na vida social das quaes a cada passo os faetos nos
esli dando lestemunbo. Firme nessa supposico,
e venerando os senlimentos de familia nao quero
constituir-me seu aecusador, e chmalo respon-
sabilidado limitarrdo-me a, seguindo a bella mxi-
ma de Theodozo o Grande, um generoso perdi
das injurias, e esquecimento das ollensas.
Quanto a Jos Victoriano da Cruz em vez de di-
zer, que melhor Ihe convm o nome de Jos do
Diabo (como para comigo praticou, depois de di-
zer, qoe seo de mos e perversos insiinctos pesan-
do sobre mim a iinpulacio de assassinato referido
por Flix) dir-lhe-hei a'penas, que de ve fazer-me
jastca a menos, que nao queira constituirse urna
cruz levantada por meus inimigos na praca publi-
ca para nella ser crucificada minha repulacao.
Em nome de Flix sou tratado por ignorante e
rancoroso. Nunca fui nem sei serrancoroso, e a tal
respeito appello mesmo para todos os inimigos,
que me quizerem julgar sem prevengo e com jus-
tica. Sel resignar-me, e soffrer com paciencia, es-
quecer a offensa, e perdoar com humanldade. Ig-
norante posso ser, porque infelizmente nao pude
gozar urna educacao cientfica, nao sou formado ;
procuro porm consoltar aos habilitados para evi-
tar o erro, e principalmente quando se trata do
exercio do poder publico, que o governo se dlgnou
de confiarme, e cuja honra de certo muito me eno-
hrece. E' mesmo por ser ignorante, que nao pos-
so bem entender o limado portoguez do sapientis-
simo correspondente as expressdescolligido co-
mo assassino, succurp,iir a liberdade de cidados
livres, e outras mnitas, que seria enfadonho estar
mencionando. Tenho sim muita conseiencia de
meus deveres para nao deixai do respeiur a li-
.berdade individual ; alera disto pertengo a urna po-
littea em que o respeito liberdade, elevado ao
apuro da venerado, um dogma. Bem longe por-
tante de mim o trislissimo pensamento de ser seu
oppressor.
Agora na refutaeao dos fados, que me sao attrl-
buidos, oppondo-lhes a refutaeao, e fazendo-lhes
os reparos que a verdade perriue-me.
1." O cerco do Riacho porcau.-ado rapto de urna
fllha de Sabino Lacerda de Siqueira, c m o appa-
rato de horneas armados at de fouces, e com a
presenca de meu cunhado Francisco Correa de
Athiyde a quem se trata de turbulento e assas-
sino.
Olegario Ferreira de Briio raptou, em verdade a
fttha de Sabino Lacerda de Siqueira, o quat diri-
gi-se ao Sr. Dr. Joaquim Ferreira Chaves juiz
municipal deste termo, c conseguio o mandado, a
cuja execncao se prestaran) officiaes de justica, co-
mo se v Uo documento n. I. A esse lempo pouco
mais ou menos recebi o ofirio do Sr. delegado, do-
cumenlo n. 2, em observancia do qual, como era
de meu dever, cerquei o Riacho, onde, segundo in-
formales, pude suspeitar que estava o criminoso.
Conduzio o numero de pessoas, que se v do do-
cumento n. 3, do qual consta tambem quo meu cu-
nhado nao esteve presente, e nem era criminoso,
como o prova o documento n. 4. Sabia eu que a
apprehensao da raptada estava fra de minha ju-
risdiccao,e se quizesse abusar do poder para prati-
ca-la, loria dirigido meus passos para a casa de
Nicolao Ferreira de Brito, irmao do raptor, onde-
eslava a menor depositada exlra judicialmente, fac-
i de que linha toda a sciencia, como se v do do-
cumento n. 5' do propno punho de Nicolao, o mais
empenhado em favor do raptor, seu irmao. Ver
nortkiito o publico, que sem razo se me altribue o
que nao pratiijuei I
2.* A prisao de Antonio Gomes de Oliveira que
nao quebrantou artigo algum da lei, c olicio de
sua remessa ao careereiro. >
Antonio Gomes de Oliveira tinha violado a lei,
era criminoso. Sobre o peito de um infeliz desfe-
eliou um talho de fouce, que produzio os males
descriptos no corjio de delicio. Documenlo n. 6.
Dirig sim um ollieio, nao ao careereiro, porque
ninguem neste termo ignora, que nao o ta, porm
: ao encarregado da prisao, e assim procedendo,
! obrei regularmente porque era necessario saber-
j se a ordem de quem fra preso, e por quem re-
! meltido. V ajuizar do publico, como sao as aecu-
sacoes, que me fazcm I
3 Ter vindo dar audieucia no dia o de de-
zembro com um guarda costa armado, trazendo eu
um jogo de pislollas por baixo do paletot. Re-
cebi o oflicio do Sr. delegado, documento n. 7, or-
denando-ine o que o publico ver do referido do-
cumento. Para praticar a deligencia tie neces-
sidade de mandar notificar cidados, e tendo-se-me
apresentado um Ihe ministrei as necessarias ar-
mas, e foi esse quem comigo entrn na povoaco
deAfogados. Nao me fiz portanto aeompanhar por
um guarda costa; e quando mesmo nao se tratas-
se de deligencia alguma, no servico policial de que
, me acho encarregado poda conduzir urna orde-
nanza, ou fazer-me aeompanhar por qualquer pes-
j soa da polica, e armada, sem com isto praticar o
I menor crime. E' tambem falsa a historia das pis-
tullas por baixo do paletot, como o poderao pro-
va r pessoas insuspeitas e dignas de toda a f
4.* < No dia 18 do mesmo mez vim tambem dar
audiencia, disparando urna pistolla de que feliz-
mente nao foi victima o ferreiro Galdino.
Prova completamente a falsidade de semelhanle
aecusaco o documento n. 8 do proprio punho do
ferreiro Galdino, para o qual eu peco a attencao
publica.
o." No dia 20 vim com urna patrulha Afo-
'gados, com o reo Correa ti/, prender a Angelo Cus-
I lodio ;e o capitn Luiz Ferreira perguntando-me o
, motivo da prisao Ihe respond, que o fiz porque
poda, e elle dizendo-mc prenda seu cunhado Cor-
rea que criminoso de morle em Flores, Ihe iui-
ponho silencio, ameacando-o com prisao, e elle
responde-me, quando >. S. que mata e rouba nao
preso, quanto mais eu que vivo tranquillo.
Angelo Custodio era indiciado em crime, e eu o
prend nao em Afogados, como contra a verdade
diz, porm fra. Passando pela povoar/o o Sr. ca-
pito l.uiz Ferreira pergontou-me qual o motivo
da prisao, o que satisfiz, e depois trocamos algumas
palavras, porm nao as que menciona o Diario.
Nao era possivel, que en permittsse um dialogo
lio injurioso em pura quebra de minha forra mo-
! ral. Tambem nao era possivel, que sendo o Sr.
eapilio l.uiz Ferreira lo manso e pacfico, como
confessa o correspondente, lo moralisado e pru-
dente, viesseem publico provocar, insultare inju-
riar una autoridade, e expor-se ao dezar do urna
prisao em flagrante. Faeo aoSr. l.uiz Ferreira, a
sua idade, prudencia e moralidade a justica cx-
posia. e nao o atoao carro da infamia, do crime
e do descrdito, como o pretendern) fazer na pu-
blieaco com a assignalura de sen proprio lilho-
Felist Ferreira de Si<|ueira 1 O que mais me con-
vence anda de que foi elle victima de sua ba f,
assignando oque nao leu. De outro modo impos-
sivel seria que se conslitiiissc aecusador de seu
proprio pal, detractor de sua reputacao, fazendo
sobre tro, que em seu nome, e do alto da imprensa me
lancam.
b." Lance! mi de urna pistolla. c o criminoso
Corroa de um pnnhal. e com elle frechei sobre o
pobre capitn, cuja existencia felizmente nao per-
den |>or cansa da multa gente que acudi. Quan-
do o Sr. cap tao l.uiz Ferreira me perguntou o mo-
tivo da prisao do Angelo o seguiram militas pes-
soas. Receion a escolla, que fosse alguma lenta-
| tiva de tomada de preso, nao por parte do pacifico
: Sr. eapilio, mas por parle de algum prente de
Angelo menos pensador, e entao pondo-se de avi-
j so, acautellou-se com as armas c inandou que a
! multido recuasse um pouco da confiso ou mis-
tura em que com ella se ia pondo. Foi a verda-
de, que se passou, e eu appdlo para o mesmo Sr.
| rapitio Luiz Ferreira, e aduzo o testemnnho va-
liosissimo do distincto carcter que minslrou o
documento n. '.). E nao era criminoso meu cu-
nhado Correa, pois ha muito qne se havia livrado
de imputaces, que Ihe lizeram sobre a morle do
poituguez Lima, pelo que linha a folha corrida
que consta dodoenmepto n. 10..
7. Assentei qoe deva acabar pormeoda fur-
ia publica com o capilo Luiz Ferreira e sua fa-
milia, c reunindo cincoenta liomens armados, com
meu cunhado Correa, inspector, cerquei a feira
par;; insultar ao mesmo eapito e toda a sua fa-
milia, para escolta-lo e massacra-lo, deque tudo
hvrou a presenca do tenenle Severino Jos de Al-
meida Pedreta.
Nunca tive nem tenho o louca desejo de acabar
com o Sr. Luiz Ferreira e sua familia, nao sou
Dos, nao disponho de suas vidas, co nome deas-
I sas.-ino regeito e detesto. Tambem nao tenho o
poder seno para manler a ordem, garantir a vi-
da, liberdade e propriedade dos cidados, persc-
j guindo o crime. Todo o mundo sabe que a povoa-
i gao de Afogados em das de feira altrahe um con-
curso immenso de povo, e ninguem ignora que
nessas occasloes muitos insultos, conflictos e cri-
| mes se podem remover mediante um bom policia-
| ment, e com a presenca da autoridade. Foi o que
j fiz, juntando a forca necessaria para manler a or-
dem. Cerquei verdade a feira, porque tive de-
nuncias de que haviam dentro della pessoas arma-
; das, abuso que convinha reprimir, e do modo por-
, que me portei, appello mesmo para o Sr. tenenle
Severino, de quem aprsenlo o documento n. 11.
E vera delle o publico toda a verdade. Tambem
falso que meu cunhado Correa fosse inspector, e
em prova exhibo o documento n 12.
8.a t Fiquei muito triste, porque nao consgsi o
que pretend, e 15 dias depois mandei meu cunha-
do prestar juramento de inspector, porm foi elle
preso e juramentado no caminho da capital. > Aqu
o mesmo correspondente enrarregou se de desmen-
tir-se na parte da accosaeo anterior em que diz
que meu cunhado, como inspector, esteve no cerco
da leira I Nao neg a verdade onde ella existe,
anda que seja contra mim ; e por isso confesso,
que por urna dessas infelicidades a que a especie
humana vive sujeita, indo sei meu cunhado no-
meado inspector, passou pela deeepco de ser pre-
sa em virlude de ordem superior, recebida pelo
Sr. delegado.
9. Desde 1863, prevaricador, calumniador e
monslro, vivo fazendo perseguicoes illegaes, impe-
dindo o gozo da liberdade individual.
este um genero de aggresso lo grosseira
quo desprezivet, que nao devia oppr-lhe defesa
alguma ; entretanto direi sempre que de alguns |
documentos j citados conhece-se o como roe le-
nlio portado no desempenlio de meus deveres, e i
qual meu compojtamento, qur civil, qur moral, i
Com elles dou Mhegorica resposla Unios insul. i
tos assignados, porque os nao leu l
10 Devia ou estar em nma masmorra para I
pagar a mortc que 2 de fevereiro de 18J1 fiz em I
Joao Pereira, a qual ficou impune, porque meu so-
gro era intimo amigo e correligionario do subdele-
gado daquella poca, Joao Pimentel de Siqueira
Brito, e por essa razio fleou o crime impune, dan-
do-se por ter derramado o sangue humano o posto
de tenenle. Peco ao publico mais um pouco de
paciencia e attencao. O infeliz Joo tereita fc
cora eileito assassinado, e as pesquizas e iuvestiga-
edes severas da polica cargo do subdelegado
Joao Pimentel de Siqueira Brito, hornera austero e
rigoroso, deram lugar a ser processado e pronun-
ciado meu amigo Sabino Lacerda de Siqueira (do-
cumenlo n 12). V, portanto, o publico que o cri-
ne nao lcou impune, e que o processo instau-
ron-se.
E inexacta a mal contada historia de empanhos
de meu sogro, pois era impossivel que Joao Pi-
mentel, hornera* rispido e :neu adversario poltico,
desces*e de sua dignidade e quebrasse seu carc-
ter severo para por meu crime proeessar e perse-
guir a um innocente Sabino, seu intimo amigo, e
de meu sogro. Reinava ento furiosa e desabrida
a poltica dos extraaos opposlos, coro todos os seu
odios e rancores,_e um adversario poltico nao ti-
nha a esperar seno nerseguiepes. Se eu anda
mesmo tivesse intencionalmenle concurrido para
semelhanle assassinato, nao poderia de certo ser
poupado, nem o governo, o alto' poder de ento
acharia no derramamento do sangue humano o ti-
tulo de consideraco para conceder-me o posto de
lente.
Se o tive foi em razo do apparecimento da po-
ltica de conciliario, que foi respeitando o mereci-
mento dos liberaes, dando-lhes algumas cousas.
11. Causa estranheza o governo ainda con-
servar-me na subdelegocia.
Nao era possivel que, tendo eu sido victima de
tantas aecusacoes injustas, o nosso governo tam-
bem nao suresse alguma. Servio, pois, de censu-
ra a seus actos minha conservacao na polica. Nao
soliclei, nierpedi cargos de polcia, porque os con-
sidero veruadeiros sacrificios para o cidado paci-
fico, que cor fim o alvo dos tiros da maledicen-
cia, e dos golpes da calmmnia audaeiosa ; tendo,
porm, o governo me dado a honra e distinego de
sua confianca, hei de conservar-me, sem recuar,
no meio dessas furiosas tempestades, que, como
acaba de succeder comigo, eseurecem os horison-
tes da vida publica, e atormentan) a autoridade.
Se elle em soa justica esclarecida entender que
devoserdemittido, me resignarei a mais essa de-
eepco, salisfeito sempre por ter prestado causa
publica alguus semeos, como provam alguns do-
cumentos dos j expostos.
Quanto a publicacao, que se deu estampa no i
Diar de 23 abril em nome de Jos Victoriano da'
Crnz, aos faetos e vagas aecusacoes feitas, julgo ter
respondido com o que venho de expgr ao publico
suflcientemente provado. O publico, portanto, na
distribuico de sua nexoravel justica, jolgue-me
como entender de razo.
O Sr. Cruz remata dizendoque em outro lem-
po, quando urna autoridade era aecusada pelos fae-
tos, porque fui pelo Sr. Flix, era logo demittda
ou responsabilizada.
Se em outros tempos essa theoria fatal predomi-
nou, com bons fundamentos hoje condemnada,
porque realmente nada mais nerigoso ordem pu-
blica, nada mais fatal reputacao d'uma autorida-
de, do qne logo e logo ser responsabilisada ou de-
miitida, porque contra ella um adversario mesqui-
nho por si, ou por qualquer testa de ferro levou s
columnas do jornal falsidades, que circularam em
publico. Ninguem deve ser condemnado sem ser
ouvido ; nenliuraa condenraacao deve ter lugar na
ausencia de provas, e, pois, procede com justica a
actual idade, quando em vez de lancar sobre urna
autoridade, que tero procedido regularmente, o de-
sar d'uma responsabilidade ou o descrdito d'uma
demissao, exige sua defesa para poder ajuizar.
Que reputacao por mais solida c distincta j es-
capou voz do maldizente, a lingua do calumnia-
dor Nenhuraa. Portanto, bem procede o gover-
no, quando cerca a autoridade publica de todo o
prestigio, e a pe a salvo dos clculos e interesses
combinados da roalediceucia com a inimizade, da
calumnia com o odio.
Sou felizmente muito cdnhecida Para os que me
conhecerem nao escrevo esta linhas, porque esto
par de meu procedimento. Para os que me nao
conhecerem o que venho de escrever sirva de base
a urna apreciaco reflectida e justa.
Nao gosto de polmicas pelos jornaes, e, pois, nao
mais responderei a qualquer outra publicacao, que
por ventura appareca. Se tenho delinquido, me
levem aos tribunaes do paiz, e depois da discussao
judicial dos faetos me exponham execraco da
opinio publica, de quem espero justica.
Afogados, 21 de maio de 1864.
Joao de Deus Siqueira.
DOCUMENTOS.
N. 1.
t Copia.O Dr. Joaquim Ferreira Chaves, juiz
municipal e de orphios do termo de Ingazeira, por
S. M o Imperador a quem Deus guarde, de-
Mando a qualquer oflicial de justica deste juizo a
quem este fr apresenlado, indo em seu cumpri-
mento por mim assignado, se dirija a toda e qual-
quer casa dentro deste termo onde houver suspei-
tas que se acha a menor Pulcina, filha de Sabino
Lacerda de Siqueira, e depois de lr ao dono da
casa e Ihe mostrar o presente mandado, intime
para que incontinente franquei a entrada da casa,
a fim de se dar busca para se apprehender a menor
Pulcina,que consta ali se achar oceulta. platican-
do para isso todas as diligencias indispensaveis,
podendo mesmo prender em flagrante os resisten-
tes, e embregaras meios legaes para a llovida exe-
cncao deste meu mandado, de que mdo lavrar o
competente auto que deve ser assignado por duas
testeinunlias que tudo presenciareui desde o co-
n.oeo da deligencia, compra na forma, e sb as
penas da lei. Villa de Ingazeira, 24 de outubro
de J863. En, Jeronymo Ferreira Coelho, escrivo
que o escrevi.Ferreira Chaces,*
N. 2.
Copia.film. Sr. Constando-me que existe
nesse distrielo (o que naturalmente V. S. ignora)
Manoel (por antonomasiaCabocloi, criminlo de
morle no Brejo d'Areia, da provincia da Parahyba
do Norte, assim Ihe communico fim de que rea-
lise sem perda de lempo sua captura. Delegada
da villa de Ingazeira, 16 de outubro de I8t>:.
Illm. Sr. Joao de Deus de Siqueira, digno subdele-
gado dos Afogados.O delegado, Laurentin de
Vasconcellos Calara t rilo.
N. 3.
Copia Illm. Sr. Manoel Jos de Carvalho.-
O inspector que comigo esteve na deligencia do
Riacho, informe sb juramento, que numero de
pessoas empreguei na referida deligencia, ese
ella assislio meu cunhado Correa. Afogados.
21 de maio de 1864. O subdelegado, Joao de Deus
de Siqueira. Sr. subdelegado A seus ps res-
pondo que na referida deligencia que trata V. S.,
foram 12 13 pessoas, e nella nao assistioscu cu-
nhado Correa, e afllrmo isto em f de juramenta.
Oiti, 21 de maio de 1864. O inspector, Manoel Jos
de Carvalho.
N. 4.
Copia.Illm. Sr. juiz municipal. Francisco
Correa de Alhayde Siqueira, que, para se mos-
trar livre de culpa, necessita que os escrives que
costumam fallar a folha, revendo os seus roes de
culpados, fallem a do supplicante com as culpas
que acharen!, e nao achando, isso mesmo Ihe de-
clarem. Pede V. S. se digne mandar passar al-
var |iara o fim requerido. E receber merc.
Francisco Correa de Alhayde de Siqueira. O
Dr. Joao Baptista do Amaral Mello, juiz municipal
do termo de Flores, por 5. M. o Imperador, e cons-
titucional, que Deus guarde, etc. Mando ao es-
crivo deste juizo quem este fr apresenlado,
indo por mim assignado, que fallem a [folha do
supplicante com cuija ou sem ella.Cumpra
Flores, 3 de agosto de 1863. Eu, Joaquim Jos do
Nascimento Wanderley, escrivo, o escrevi..4-
marn/ e Mello.
. 5.
t Copia. Illm. Sr.Nicolao Ferreira de Si-
queira Brito. A bem da verdade, rogo V. S.,
que ao p desta me declare sobre o seguintc : pri-
meiro, se a menor Pulcina, filha de Sabino Lacer-
ia de Siqueira, foi depositada em sua casa ; se-
t gundo, se cu sabia que ella all eslava, e o moti-
i vo por que eu sabia ; terceiro, finalmente, se du-
rante este lempo foi com tropa cercar a sua casa.
Sou com eslima, de V. S. P. venerador e criado, e
obrigado.Joao de Deus de Siqueira.Em quanto
lao primeiro quesito respondo que eMeve- em
quanto ao segundo, respondo que sabia por eu
pessoalraente Ihe ter dito e mesmo por urna carta
que fiz ao pai da dita Pulcina ; em -quanto ao ter-
ceiro, respondo que nao. Xicolo Ferreira de Si-
queira Brito.
N. 6.
Illm. Sr. juiz de paz de Afogados.Joao de Dos
Siqueira para documentar um direito precisa que
V. S. mande dar-lhe copia do corno de delicio pa-
rante V. S. feito em Laurentin Jos das Neves,
pelo ferimento feito por Antonio Gomes do Nasci-
mento, e receber merc.Joao de Dos Siqueira.
Passe. -Afogados, 21 de maio de 1864.Santos.
Em observancia ao despacho do Sr. juiz de paz
supplente em exercicio, exarado nesta petico cer-
tifico que a copia do corpo de delicto que pede o
supplicante do theor, emaneira seguinte: Auto do
corpo de delicto. Aos 30 dias do mez de outubro
do anno do nascimento de Nosso Senhor Jess
Christo de 1863, nesta povoaco de Afogados do ter-
mo da villa de Iogazeira e comarca da Villa Bella
de Paje de Flores provincia de Pernambuco, em
casa de residencia do j.uz de paz Antonio dos San-
tos de Carvalho, comigo escrivo de seu cargo abai-!
xo assignado, e os peritos notificados, Joao Lopes
da Silva e Francisco de Moora Borba moradores!
neste districto, e as teslemunhas Jos Antonio Lo-
pes da Silva e Braz Lopes da Costa Ferraz tamben
Doradores neste districto ; o juiz deferio o jura-
mento dos Santos tvaugelhos aos mesnios peritos
de bem e fielmente deserapenharem a sua missio,
declarando em verdade o que descobrirem eencon- \
trarem, e oque em suas conscieocias entenderen;
e encarrefou-lhes que piocedessem exame na
pessoa de Laurentin Jos das Nevos, e qoe res-;
pondessenaosquesitosseguiotes: i. Se ha ferimen-
tos ou offensas physicas. 2.' Se mortal. 3.* Qual o
instrumente que occasionou. 4." Se houvc ouresul-
lou mutilacao ou destruteao de algum mcrabro on;
orgSo. 5. Se pode haverou resultar nhabililacio de
membro ou orgo sem que fique elle destruido. 6.-'
Se pode haver ou resultar essa mutilaco ou dcs-
iruicao. 7. Se podo haver ou resultar alguma de-
formidade e qual ella seja. 8. Se o mal resultan-
te dos ferimentos ou offensas physicas produz gra-
ves encommodos de satide. 9. Se inhabilita de
servicos por mais de 30 das. 10." Finalmente qual
o valor do darano causado ; em consequencia pas-
saram os peritos a fazer os exames e investigacoes
ordenadas, e as que jnlgaram necessarias, e con-
cluidas as quaes declararam o seguinte e que por
tanto responden, ao 1. quesilo que sim, por quanto
encontraran) no oendido um ferimento cima do
peito esquerdo com urna polegada de comprimento
e menos de meia de largura, e de profundidade
pouco mais ou menos meia polegada ; ao 2." que
nao; ao 3. que parece ter sido com ferro cortante;
ao 4. que nao ; ao o." que nao ; ao 6. que nao ;
ao 7. que nao; ao 8." que nao ; ao 9. que julgam
10 dias para o seu curativo; ao 10." que avahara o
damno causado em 10,3000, e sao estas as declara-'
coes qoe em suas consciencias e debaixo do jura-
ment prestado lera a azer; e por nada mais haver i
deu-se por concluido o exame ordenado, e de tudo
se lavrou o presente auto, que va por mira escrip-,
to, e rubricado pelo juiz, e assignado pelos mesmos,
peritos e teslemunhas comigo escrivo Lucio dos
Santos Pessoa que a fiz e escrevi do que tudo dou
f.Antonio dos Santos de Carvalho.Joo Lopes
da Silva.Francisco de Moura Borba.Braz Lo-1
pesda Costa Ferraz. -Jos Antonio Lopes da Silva.
Lucio dos Santos Pessoa. E mais se nao conti-
nha em dito corpo de delicto que tudo fielmente co-
piei do proprio original, e va na verdade sem cou-
sa que duvida faca por mim proprio conferido e
concertado de que dou f.Afogados, 21 de maio
de 1864.Em fe de verdade o tabeliao publico Lu-
cio dos Santos Pessoa.
N. 7.
Copia.Illm. Sr.Muito confiando em seu zelo
faco-lhe sentir que depois que ltimamente sabio
d'essa povoaco appareceram uns matutos impru-
dentes que por meios de actos ramones tem pro-
curado perturbar o socego publico. A ser isto
exacto, sem perda de lempo dirija-se povoaco
para exercer um bom policiamento e camellas, de-
vendo empregar a forca que jolgar necessaria para
conter qualquer excesso da parte dos raesmos.In-
gazeira, 31 de Janeiro de 1864 Illm. Sr. tenente
Joo de Dos de Siqueira, digno subdelegado de po-
lica de Afogados.O delegado Laurentin de Vas-
concellos Callara de trito.
N. 8.
t Copia.Illm. Sr. Galdino.-Rogo-Ihe o favor
que bem da verdade Ihe atieste se quando man-
dej concertar aquella pistolla por vossa merc, em
mi de quem ella disparou-se e cmo, e se ouve
perigo em alguem. Seu venerador ecriado. Joo
de Dos de Siqueira. Atiesto ser verdade que fui
chamado pelo Sr. subdelegado Joio de Deus Si-
queira para fazer um concert em urna pistola que
nao pegava no armador, e nesta analyse do con-
cert, estando a mesma sem espoleta e attribuisse
a alguma parte da massa sobre o ouvido, succedeu
disparar-se, porm sem perigo meu, nem de pes-
soa alguma, porquanto a bala cravou-se com dis-
tancia das pessoas. Afogados, 17 de maio de 1864.
A rogo de Galdino da Silva Brasileiro, o padre
PfnYo da Silca Pereira
N. 9.
Copla.Illm. Sr. -A' bem da verdade necess-
to que V. S. atteste ao p deste sobre o seguinte :
! Se meu cunhado Francisco Correa de Alhayde
foi inspector desde qoe V. S. foi nomeado delega-
do. 2o Se era elle criminoso de 1863 em diante.
3- Se sou protector de criminosos, se vivo com-
primindo a liberdade e atrepellando o socego dos
habitantes de meu districto. 4 Finalmente que
serviros tenho prestado polica como subdelega-
do. Por tanto, pede V. S. deferimento. E R. le. I
Joo de Deus Siqueira. Em resposla ao que <
V. S. de mim exige, altesto, quanto ao primeiro
quesito que Francisco Corn'-aa de Alhayde nunca
foi inspector desde que sou subdelegado do polica j
deste termo ; quanto ao segundo, que nao consta |
que fosse criminse em 1863, visto a folha corrida]
que elle tinha ; emquanto ao terceiro, que nao me
consta que seja V. S. protector de criminosos, nem
que ande comprimindo a liberdade e atropellando
ao socego em seu districto; quanto ao quarto, fi-
nalmente que tem prestado ptimos serviros
causa publica no bom desempenh do seu cargo.
O que tenho attestado sobre a f de meu cargo.
Villa de Ingazeira 16 de maio de 1864. O dele-
gado, Laurentin de Vasconcellos Callara de Brito.
N. 10.
Copia.Illm. Sr. delegado de Ingazeira.
A' bem da verdade, necessito que V. S. se sir-
va de atiestar-me, se no dia 13 de niar^o des-
te anno, quando estava nos Afogados,, me vio
praticar algum despotismo, de perturbar a or-
dem e seguranza publica, ou me apresentar
com 50 homens armados para escoltar e mas-
sacrar ao Sr. eapilio Luiz Ferreira. Inga-
zeira, lo de maio de 1864.Joao de Deus Siqueira.
Sobre a f de meu cargo atiesto- que achando-me
nos Afogados no dia 13 de margo, nem vi V. S.
perturbar a ordem ou seguranca publica, nem pra-
ticou desproposito algum, assim como tambem nao
vi apresentar-se com 30 homens armados e sim
ter no policiamento do referido lugar empregado
a forca publica de que pode percorrer urna auto-
ridade, e nem me consta qne fose perturbada a
ordem no sobredito dia- Villa de Ingazeira, 16 dd
maio de 1864.O subdelegado Severino Jos de
Almeida Pedrosa.
N. H.
Copia.Illm. Sr. juiz de paz em exercicio nos
Afogados. A bem da verdade necessito que V. S.
se sirva de attestar ao p deste sobre o seguinte :
1. qual tem sido o meu romportamento como sub-
delegado deste districto ; 2o, seno dia 13 de marco
fiz algum ataque ou por qualquer maneira pertur-
bei a ordem e seguranca publica deste distrielo :
3o, se dou prolecfo a criminosos.Joo de Deus
de Siqueira. Emquanto ao 1 quesito atiesto que
para comigo tem sido exacto ; emquanto ao 2o, ig-
noro que estava no lugar, e emquanto ao 3o, nao
me consta.Antonio Alces ilos Sanios, juiz de paz.
N. 12.
Copia.Illm. Sr. Dr. juiz municipal.Diz Joo
de Deus Siqueira,morador no districto de Afogados
deste termo, que para seu documento necessita
que V. S. mande por seu respeitavel despacho ao
escrivo Ihe passe por certido o dia, mez e anno
em que foi instaurado o processo pela morte de
Joo Pereira, assassinado no dia 2 de fevereiro de
1831 ; assim camo tambem, se o supplicante foi
pronunciado por este facto e qoem mais ; portanto,
pede a V. S. deferimentoE receber merc.
Joao de Deus de Siqueira. Certifique. Villa de In-
gazeira, 16 de maio de 1864.Ferrara Chaves.
Observando o respeitavel despacho supra certifico
que dei a busca necessaria no meu cartorio do
crime, e achei o processo pelo facto da morle do
infeliz Joo Pereira da Silva, o qual f-.i instaurado
no dia 28 de fevereira de 1831, consta da pronun-
cia dada pelo subdelegado Joo Pimentel de Si-
queira Brito, ter sido o delnqueme, Sabino Lacer-
da de Siqueira, isto em 28 de fevereiro do mesmo
anno, sendo esta sustentada pelo Dr. juiz munici-
pal Lima, em 6 de fevereiro de 1852. e nao cons-
ta dos autos cousa alguma de criminalidade contra
o supplicante Joo de Deus de Siqueira. Dou f.
Villa de Ingazeira, 20 de maio de 1864.O escri-
vo do crime, Jeronymo Ferreira Coelho. E mais
se nao conunha em dito documento que fielmente
copiei do proprio original,e dou f estar conforme.
O escrivo, Jeronymo Ferreira Coelho.
N. 13.
Copia.Illm. e Rvm. Sr. padre Pedro de Souza
Pereira.A bem da verdade rogo a V. Rvma., como
digno capellodesta povoaco de Afogados, que me
atteste ao p deste sobre o seguinte : !, qual tem .
sido o meu comportamento'mcral e civil; 2o, como
me tenho portado no desempenh de meus deveres
como subdelegado deste districto; 3, se no dia 13
de marco deste anno fiz algum ataque, ou pertur- j
bei a ordem e seguranca publica; 4*, se sou pro-
tector de criminosos.Joao de Deus Siqueira,
Emquanto ao 1 quesito, atiesto que nada me cons-
ta que possa manchar o comportamento civil ou
moral do supplicante ; emquanto ao 2*, que tem
desempenhado bem os deveres de seu cargo; em-1
quanto ao 3o, que no supradito dia se apresentara (
com urna forra armada investigacoes policiaes,.
cujas ignoro, porm nao se deu facto de ataque ou
perturbaco publica ; emquanto ao 4 nao rae cons-1
ta que'o. supplicante proteja criminosos. Isto afflr- a0aunciaOo nao da mesma composico, e nem o
;. Afogados, 16 de maio de abax0 assignado se responsabiliza.
1864.-0 padre, Pedro de Souza Pereira.
(Eslavam sellados e reconhecidosj. *
PUBLICARES A PEMBO.
Ao disiincio e especial corpo cleitoral desta
provincia.
Candidato senatoria o Dr. Joaquim Saldanha
Marinho, dirigi a cada um dos dignos eleitores es-
peciaes desla provincia, a circular abaixo trans-
cripta ; mas podendo acontecer que, militas das
mesnias circulares, por circumstancias que se nao
pude prevouir, nao tenham rhegado, e que agora
mesmo nio cheguem ainda a seus destinos, por
isso faz-se a presente declara?o, pedindo-se ao
mesmo lempo desculpa de faltas que possam appa-
recer e notarse, e de ijue jamis deve ser respon-
savel o mesmo Dr. Saldanha Marinho, que s tem
motivo para confessar-se eternamente grato, ao
distincto e especial corpo eleitoral desta provincia,
que j urna vez o acolheu benigno.
Illm. Sr.Tendo solicitado do corpo eleitoral de
nossa briosa provincia a admisso de meu obscuro
nome na lista trplice que foi offerecida ccra na
ultima elei^o, consegu isto, e do modo o mais no-
bre e lsongeiro mim, que por tao grande consi-
deraco me confesso eternamente agradecido. Da
tribuna parlamentar eu me dirig aos eleitores de
mmha provincia, e Ihes tributei a homenageni devi-
da pelo titulo de suprema honra que me haviam
concedido.
Pela lamentavel morte do Sr. conselheiro Fran-
cisco Xavier Paes Brrelo dase nova vaga no se-
uado, e nova eleico va proceder Pernambuco.
Apresento-me novamente ; reputando de minha
dignidade consultar ao mesmo corpo eleitoral se
nos poucos mezes decorridos da eleicao em que foi
considerado tonhe em alguma cousa desmerecido
do conceito em que se dignaram ter-me os eleito-
res pernambucanos.
E porque tenho consciencia de mim, como tenho
intima conviccao da dignidade, independencia e
firmeza de carcter de V. S., nao duvido contar
com a sua valiosa coadjuvacao em prl de minha
candidatura na eleicao que se vai agora proceder.
Ausente do camp onde a eleicao vai ser dispu-
tada eu nao conto-seno com a" bondade e honra
de V. S., em cujas qualidades confio plenamente.
Sempre firme nos principios liberaes, para trium-
pho dos quaes nenhum esforco e sacrificio tenho
poupado, me reputo no caso de merecer a conti-
uuaao de seu apoio.
Pica as suas ordens o de V. S. amigo, patricio,
criado obrigado
Joaquim Saldanlia Marinho.
Rio de Janeiro, 7 de abril de 1864.
Sr*. redactores.Apresentando-me candidato
um dos lugares da lista trplice na eleigio de se-
nador, a que se tem de proceder nessa provincia,
rogo-lhes o obsequio de fazerem publicar as co-
lumnas do seu jornal a circular que dirijo aos elei-
tores especiaes da mesma provincia.
Sou com particular estima, etc.
Antonio Coelho de S e Albuquerque.
Rio, 4 de maio de 1864.
Illm. Sr.A lamentavel morte do benemrito
Pernambucano, o conselheiro Francisco Xavier
Paes Brrelo, deu lugar a urna vaga senatorial por
essa nossa provincia.
Animado pelas repetidas provas de estima e con-
fianza, cora que tenho sido distinguido pelos meus
concidados, ouso pedir minha provincia a honra
de ser contemplado na lista trplice, que tem de
ser apresentada escolha imperial.
A minha vida publica nao breve, e, com a mo
em minha consciencia creio poder dizer V. S. que
s o bem do meu paiz me ha guiado em lodos os
meus actos.
Se, pois, V. S. entender que o meu nome nao
deslustrar a sua lista, digne-se de acolhe-lo com
benevolencia, araparando-o com o seu voto e com
o seu prestigio e relacoes.
Terei sempre vivo" em minha memoria, e ser
sempre objecto de meu sincero reconhecimento, o
obsequio que pego V. S.
Desejo V. S. muitas prosperidades, e rogo-lhe
que transmita as suas ordens quem se pi za ser
de V. S. amigo e criado, atiento e obrgadissino
Antonio Coelho de S e Albuquerque.
Jos da Rocha Prannos.
Salsa parrha de Bristol.
A salsa parrha de Bristol: Os climas dos pai-
zes trpicos sao o laboratorio de todas as enfermi-
dades cutneas e ulcerosas. E esta pois a razo
i porque esta preparacao, que os subjuga com urna
segur,dade proverbial, lateralmente indispensa-
vel.tanto no Brasil cono no resto da America hes-
panhola.
As escrfulas em todas as suas ternveis formas
prompiamentc suecumbem mediante a applicaco
deste poderoso ogente detersivo, as chagas se cu-
ra, as erupfes desappareeem, as conjuncturas
contratadas recobrara sua elasticidade, as inllam-
macoes e tumores se desvaneeem, os cancros se
alalham, es abeessos se secara e o rheumatlsmo se
allivia por meio da salutfera operaco deste gran-
de purticadore curativo vegetal; io supprimin-
do, mas sim extinguindo completamente.
A verdadeira salsa de Brislol preparada por
Laminan & Kemp,Nova-York e acha-se venda
as lojas de Caors & Barbosa e Bravo & C.
COMMERCIO.
FILIAL
DO
BS i \ O DO BRASIL
EM PERNAMIJUCO.
A directora da caixa filial do banco do Brasil
nest cidade, administradora da massa fallida de
Joaquim Francisco de Mello Santos, convida es ere-
dores da mesma massa para apresentarem seus t-
tulos at o fin do correrte mez, afim de serem
convenientemente examinados e proceder-se-ha ao
primeiro dividendo da referida massa.
Recife 4 de junho de 1864
Jos Mamedc Alves Ferreira
[Secretario.
Alfaadega
lleno miento do dia 1 a 23........
dem do dia 25.................
510:903*021
26:480572
337:383.-)(J:
Hoviiiieiito da alfandega
Volumes entrados com fazendas...
c com gneros.
Volumes sabidos
cora
com
fazendas .
gneros...
203
83
86
143
286
240
Descarregam no dia 27 de junho.
Galera francezaAdetemercadorias.
Galera ingleza Rapliaelcarvio.
Brigue sueco/imiftahoado.
Hngue sueco Mmnetfarinha de trigo.
Exportado.
Brea ingleza Ronald, carregou para Liverpool,
2,100 saceos com 10,300 de assucar mascava-
do, 2,083 saccas com 11,021 e 7 <8 de algodo.
ALFANDEGA DE PERNAMBUCO.
PAl'TA DOS TRECO DOS GE.TOHOS SPJEIT0S A DUIEITO DK
EXPOIlTAfjAO. SEMANA DE 27 DE JINHO A 2 DO
mez de Jimio de 1864.
Mercadorias. Unidades. Valores.
Tem esta bella c rica provincia de tleger no dia
10 de julno tres nomes, que sero apresentados ao
nosso Augusto Monarcha para a nomeaco de um
senador, que preencha a vaga, que no senado dei-
\.u.i a mu sentida morle do nosso distincto patri-
cio, o Exm. conselheiro Francisco Xavier Paos
Barreta.
Alguns candidatos j se lm apresentado, e, 1-
songeando-me cora o reconhecer em todos elles
grande merecimento pelos seus talentos, Ilustra-
cao, servicos e dedicaco causa publica, animo- Carneiros
me a solicitar igualmente a subida honra de ser
eleilo.
Nao encareco meus servicos, c digo apenas, que
elles sao poucs em relaco aos muitos, que tenho
desojado e desejo prestar"
as lucias polticas o raciocinio lera sido minha
nica arma, os bons principios minha religo poli-
tica, a exallaco o inimigo que aborreco, as recri-
niinaces pessoaes o objecto de meus desgostos.
- Amo a liberdade e a ordem, e deste duplo amor
tem resultado o nao podfcV smular-nie, nem comer-
me sempre que so abusa de qualquer destee dous
principios : este trbulo pesado e dillieil eu o te-
nho pago ao meu paiz.
Talvez nao me seja possivel dirigir-ine particu-
larmente cada um dos Srs. eleitores ; nao pen-
sein por isso que, as occasies de dar evidentes
provas de vivo reconhecimento, o meu coraejio se-
r menos expansivo do que o de outro qualquer.
Digne-se V. S. de acceitar os votos de sincera
estima e consideraco do que de.V. S. patricio,
venerador, servo e criado.
Recife, 10 de junho de 1864.
Francisco de Paula Baptista.
Abanos......... cento
Agurdente de cana..... caada
dem restilada ou do reino
dem caxaca........ >
dem gcnrbra.......
dem alcoof eu espirito de agua- >
ardente....., >
Algodo em caroco..... arroba
dem em rama ou em la. >
Arroz com casca...... .
dem descascado ou pilado
Assucar mascavado.....
dem branco........ .
dem retinado....... <
Arene de amendoim ou mendo-
bira......... caada
dem de coco....... >
dem de mamona......
Batatas alimenticias..... arroba
Bolacha o (linaria, propria para
embarque........
dem lina........ >
Cal bom........
dem escolha on rcstolhe ...
dem torrado....... libra
Caibros......... um
Cal............aiToba
hiera blanca.......
Carne secca (xarque) .... >
um
arroba
urna
libra
Ao publico.
SilvinoGuilherme.de Barros, sendo boje o porta-
dor de quasi todas as letras aceitas por Francisco
Antonio de Oliveira pela importancia da compra
do engenho Guerra, silo no termo de Ipojuca, pro-
niovendo j execuco contra o mesmo Oliveira por
algumas dessas letras de quautia superior vintc
o sele contos de res, c que a respeito de algumas
outras que se vencern, de importancia maior de
48:0005, traa de promover a sua cnbranca pelos
meios judiciaes, para o que j foi citado, previne
que ninguem faca negocio ou outra qualquer Irn-
saceo com o referido engenho Guerra, escravos,
Mimaos, utensis para o fabrico de assucar, safra,
que tudo est Inpothecado para garanta do paga-
mento das letras aceitas pelo dito Oliveira pela
compra do referido engenho na importancia de
245:5005, afim de que qualquer liijue logo certo
que algum negocio ou traiisacco que fizer, ser
nullo. Recife, 25 de abril de 1864.
Attencao
cento
um
cento
libra
um

libra
um
1JS60
800
800
480
800
000
65500
265000
15500
25800
257(10
45401 >
55120
25000
15600
800
15200
35000
75
85500
75500
440
360
280
mo
35000
45000
15000
85000
300
360
15500
25500
15*000
35500
500
170
240
100
380
105001)
15000
320
500
45O0O
25000
Xarope alchoolico de veame, preparado pelo
pharmaceutico Jos da Rocha Paranhos, estele-
cido com botica na ra Direila n. 88 em Pernam-
buco.
Este xarope incontestavelmente superior a to-
dos os xaropes depurativos, de cuja composico
o seu maior elemento a salsa parrha, pois que se
tem conhecido ser o veame mais enrgico nara a
prompta cura das molestias, coja base essencial
-a pende da punficaco do sangue : assim pois se
tem verificado por umitas pessoas que se achavam
desengaadas, as quaes acham-se hoje restableci-
das com o referido xarope alchoolico de veame ;
entretanto que alguns, tendo usado do xarope de
Curinier, de Larrey, de salsa parrilha, de sapona-
ria, oleo de ligado de bacalho, e outros agentes
desta ordem nada conseguram. elle de fcil
digestao, agradavel ao paladar e ao olfato. Alguns
mdicos desta cidade e da de Macei o leera re-
coramendado para a cura das
Impigens, tinha, escrophulas,
Tumores, ulceras, escorbuto,
Cancros, sarna degenerada, fluxo alvo.
Todas estas afifeccoes provm de urna causa in-
terna; nio ha pois razo alguma em crer que el-
las se podem curar (rom remedios externos. Tam-
bem se prescreve o xarope alchoolico de veame
para o tratamento das aflecc, 5es o systema nervo-
so e fibroso, taes como :
Gotta, rheumatismo, paralysia,
Dores, impotencia, esterllidade,
Marasmo, hypocondria, emmagrecimento.
O xarope alchoolico de veame sobretudo, da
maior utilidade pan curar radicalmente, e era
pouco tempo O rheumatismo.
Adverte-e que o verdadeiro xarope s se vende
nesta cidade na botica cima indicada do abaixo
assignado ; e em outra qualquer parte que se tem
CarviO Vegetal......
Cavernas de sienpira ....
Cera de carnauba em bruto. .
dem idem em velas ....
Cha..........
Charutos........
llevados (poicos)......
Ceiis (seceos).......
Colla.........
Couros de boi, salgados .
[den dem seceos espichados. .
dem dem verdes.....
dem idem cabra cortidos. .
dem dem de onca.....
Doces seceos.......
dem em golea 011 massa. .
Idem em calda......
Estaadores grandes ....
[den pequeos.......
Esleirs para forro de estivas
de navio........
Estopa nacional......
Farinha de de mandioca. .
[den de aramia.....
Feijae de qualquer qudlidade. .
Frechaes........
Fumo em tolba, bom .
dem ordinario ou reslolho .
dem en rolo bom......
blem ordinario ourestolho .
Gallinhas ........
Gonna.........
Ipecacuanha (rala)......
Lecha em acnas......
Toros..........
Linhas e esteios.......
Mol ou nielaco.......
Milho..........
I'.ipagaios........
Pao Brasil........
[den de jangada......
Pedias de amolar.....
dem de filtrar......
dem de rebolo......
Piassava.........
Ponas, ou chifles de vaccas ou
novilhos........cenio
Planchos de amarello de dous
costados........um
dem de louro.......
Rano. .........libra
Sabio..........
Sal..........alqueirc
Salsa parrilha.......arroba
Sebo em rama....... >
Idera em velas. -.......
Sola em vaqueta......urna
Taboas de amarello. .... duzia
Idem diversas....... 1
Tapiocas.........arroba
Talajuba.........quintal
Travs .....urna
Cnhas de boi r.....Cento
Vassouras de piassava. ...
Ditas de timb.......
Ditas de carnauba.....
Vinagre.........caada
Alfandega de Pernambuco, 25 de junbo de 1864.
(Assignados):
O 1." conferente, Psdro Alejandrino de Barros
Cavalcante.
O 2.* confecerte, Jos Tkonuxz de Campos Qua-
resma. ^^^
Approvo. Alfandega de Paernmbuco, 23 do
junho de 1864.A. Eulalto.
Conforme. 0 3." escripturario, Joao dos San-
ios Porto.
Recebedoria de rendas Internas
geraes rlc Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 23........ 29:6985510
dem do da 25................. 3:2174608
cento
arroba
alqueire
arroba
t
um
arroba
urna
arroba
>
cento

um
caada
arroba
um
quintal
um
urna
<

molho
135000
15600
25000
4500C
15800
55OOO
145000
85500
85000
5500O
600
I5!K0
25501H)
25000
115000
85000
200
900
35000
55000
55000
840
uooo
15200
120
55OOO
2O5OOO
lOiOOO
15000
120
400
255000
3500O
70o
25800
1405000
805000
25800-
25000
65000
20O
105000
85
65000
500
\
32:9165118
Consulado prorlnelal.
Rendimentodo dia 1 a 23......... 97:9975316
Idemdodia 25................. 6:6365350
103:6335666
I


Diarlo de rrnambno Segunda fera 99 de JhhIio de 1**4.
k
>
PRAQA DO RECIFE
43 K .11 "\ IIO BE 18414.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios........Sobre Londres saccou-se a 27 ),
27 V e 27 3A d. por 15, sobre
Pars a 35o rs. por fr., e sobre
Lisboa a 95 por rento do premio,
elevando-se os saques etTectuados
durante a semana a 60,000
Algodo........OOesta provincia vendeu-se de
24*300 a 275000 por arroba, o
de Macei, posto a bordo, a ul-
tima venda foi a 275500 e o da
Paraliyba, tambem posto a bor-
do, de 285400 a 295-
Assucar........ Continuuu sem alterago de
preeo.
Agurdente..... Vendeu-se a 905000 a pipa.
Arroz..........9 pilado da India vendeu-se
de 25550 a 25600 por arroba, e
o do Maranho de 25800 a 35-
Azcite doce.....O de Lisboa vendeu-sc de 25330
a 25600 o galn ; havendo falta
do do Estreito.
Uacalho.......Vendeu-se ero atacado a 145600
a barrica, e a retallio de 155000
a 165000 ; Meando em deposito
1,100 barricas.
Batatas.........Venderam-se a 25000 por ar-
roba. I
Bolaelnha......Vendeu-se a 25200 a barriqui-
ate.
Caf...........dem de 85300 a 85600 por
arroba.
Cha............ dem de 15600 a 25200 a libia.!
Cerveja......... Vendeu-se de 55200 a 55400 a
duzia de garrafas.
Carne secca.....A do Rio-Grande do Sul vendeu-
se de 25800 a 45000 por arroba, i
e a do Rio da Prata de 3A000|a
35400 ; ficando em ser 44,000
arrobas da primeira e 3,000 da
segunda. -
Farinha de trigo. Retalhou-se de 165000 a 195000
a de Pliiladelphia e New-York,
do 165 a 175 a de Baltimore e
de 235000 a 245000 a de Tries-
le ; ficando em ser 10,008 bar-
ricas da primeira, 1,400 da se-
gunda, 1,000 da tereeira e 3,000
da quarta, ao lodo 13,400 barri-
cas, inclusive um carregamento
procedente do Rio de Janeiro,
que eslava em ser.
Dita de mandi-x-a Vendeu-se de 45000 a 45500 a
sacca.
dem a 85000 o sacco.
A inglesa ordinaria vendeu-se
com 323 por cento de descont.
Manteiga.......A franceza vendeu-se a 540 rs.
a libra, e a ingleza a 700.
Venderam-so a 75500 a caixa.
Vendeu se a 15800 o galao.
dem a 65500 a caixa.
Venderam-se a 145000 a arroba.
Os flamengos venderam-se a
25300 cada um.
O inglez vendeu-se a 140 rs. a
libra, e o do Medilerraneo a
240 rs.
Vendeu-se o de Lisboa a 85000
a arroba.
Vinagre........ O de Portugal vendeu-se de 1005
a 1205 a pipa. <
Os de Lisboa venderam-se de
1805000 a 1935000 a pipa, e os
de outros paizes de 1805000 a
1835000.
As de composieo venderam-se
a ."o rs. o masso de seis velas.
O rebate de lettras foi de 8 a 10
por cento ao anno.
Para o Canal inglez a 45para
Liverpool a 433 pelo carrega-
mento. pelo lastro a 33 -3 pelo
algodo '/i Por libra.
eripto, por forea do qual se fuera a destribuigo do
theor seguinte:
A' Manoel Mari, e Oliveira.
E nada mais so via em ditadestribeico aqui
transcripta.
E tendo o supplicante produzdo suas lestemu-
nhas que justificaran! a ausencia do supplicado em
lugar nao sabido, sellados e preparados os autos,
subiram minha conclusao e nelles dei a sentenca
do theor seguinte:
Julgo procedente a )mltieiio, pela qual se
neertoojustli
Cousclho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento do
arsenal de guerra em cumprimento ao artigo 22
do regulamento de 14 de dezembro de 1852, taz
publico que foram aceitas as propostas dos senho-
res abaixo declarados :
Para o 2 batalho de ii_antaria.
Joan Baptisla Vieira Ribeiro, 2,250 covados de
panno azul a 25300.
Southal Mellors A C., 135 covados de panno cor
de rap a 25700.
Custodio Carvalho & C, 550 mantas de la a
a 15850,
Para o Rio de Janeiro
nho Muribequlnha e trras chamadas Mungongos,
e ao leste com trras de S Andr. O leilo ser
pretende seguir com omita brevidade o veleiro e effectuado no escriptorio do referido agente ra
bem conhecilo palhabote nacional PUdatle, tem da Cruz n. 38, pxlendo os prelendentes desde a
parte do seu earj-egamento engajado : para o res- examinarem o raesmo engenho.
VISOS DIVERSOS.
mostra achar-se auenle em lugar
cado Joao Torquato de Figueirdo, e mando, que o 35400, 31 covados de casemira ainarella
mesmo justificado seja citado por edital de 30 dias,> 4323 varas de brini branco a 510 rs.
para o flra requerido, pagas pelo justificante as Para a COmpanhia de artifices.
custas. Recife, 18 de junho de 1864.Tnstao de : 0 mesmo vendedor, 25 mantas de la a 25400.
Alencar Araripe. I Estes objeelos devem ser recolhidos no dia 27 do
E mais se nSo continha e nem alguma outra con-eme.
to que Ihe f.ilta e escravos a frete, para os qtiaes
tem excellentes eomroodos, trata-se com os seus
consignatarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo,
ra da Cruz n. 1.
Para o Rio Cirande do Sul
pretende seguir com muita brevidade o patacho
nacional Carolina, tem parte do seu carregamento
prompto : para o resto sue Ihe falta, trata-se com
o capitaoBeiarmino dos Santos Pinheir<> a bordo, queiram lUailll.l-la sallsla/lT ailtl'S
ouna pracado cominercio. ;qUe termine correnle mcz, para que,
----------------- -------=-* se nao se dos recursos necessarbs pa-'c,aro 4ue Porl
a
Os Sis- asignantes que se acha
dever a snbseripcao (leste Diario
Para o 2 batalho de infamara.
Jos Antonio dos Santos Caelho, 1,833 covados
de hollanda de forro a 173 rs., 242 varas de ania-
cousa mais se declarara e mostrira em dita semen
Sa aqui mu bem e fielmente copiada e transcripta
os mencionados aotos e em cumprimento o refe- _
rido escrivao fez pagar o presente com o praso de gem a 430 rs
30 dias pelo qual chamo, cito e hei por citado o pjra 0 mesmo batalho.
referido supplicado para que dentro do indicado ; joao j05, fachado, 3,300 varas de algodozinho
praso, comprela neste juizo para o Gm constante a 3q rs
da petico cima transcripta. Marques Gomes & C,60 covados de casemira en-
E por tanto qualquer pessoa o podera fazer carna)ja a 1^750.
sciente de tudo quanto cima Oca dito. rjr. Hulino Augusto de Almeida, 321 pares de
O presente ser publicado pela imprensa e anua- sapatos a 258OO. Estes objectos devem ser reco-
do nos lagares do costume. Recife,2 1 de junho | |Dj,jos no ja 30 do correte.
LEILOES.
LEILiO
DE
ra o receliuento
do 1864.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento,
escrivao o subscrevi.
Tristdo de Alencar Araripe.
DECLARACOES.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento do
arsenal de guerra tem de comprar os objectos se-
guintes :
Para o presidio de Fernando
1400 alqueires de farinha de mandioca pela me-
dida do padro da cmara.
Quom quizer vender tal objecto, aprsente a sua
proposta em carta fechada na secretaria do conse-
lho, s 10 horas da manha do dia 4 de julho,
para for-
Para o 2o batalho.
Antonio de Souza Mari nho. 31 bonets redondos
a 15900, 450 ditos azues a 35450. 12 ditos verdes
; a 35450, 27 ditos para msicos a 95, 27 pares de
', charlateiras a 15, 450 ditos de platinas a 15-
Companhia de artfices.
O mesmo vendedor, 23 bonets para recrutas a
15900.
Para o 2a batalho de infantina.
Manoel Rodrigues Costa Magalhes, 54 varas de
galio de prata de 1 pollegada de largura a 740 rs.
aoitava, 40 varase meia de dito de meia pollega-
da a 740 rs. a oitava.
Para o mesmo batalbao.
Luiz Rento de Vasconcellos, 6,300 boloes gran-
des de metal anurello a 80 rs., 3,150 ditos peque-
nos do mesmo metal a 80 rs., 168 ditos grandes de
metal bronzeado a 80 rs., 108 ditos pequeos" de
dito dito a 80 rs., 378 ditos grandes pratiado a
100 rs., 162 ditos pequeos ditos a 100 rs. Esles
Lua taberna na ma de Hortas n. 106.
HOJF.
i) grande leilo dos gneros ojunu-: boato, no consistorio da igreja de N. S.
do Rosario da freguezia de Santo Antonio.
Os bilhetes, raeios e quartos acham-se
venda na respectiva thesouraria ra do
Crespo n. 15.
Os premios de 6:000#000 at 12JOO0
serJo pagos urna hora depois da extraccao
at s 4 horas da tarde, e os outros no dia
seguinte depois da distribuico das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
llavera
mente a armaco da taberna sita na ra de Hurlas
n. 106, seguudafeira 27 do corrate s 11 ho-
ras em ponto, pelo agente Pestaa, espera-se a
concurrencia do respeilavel publico no lugar an-
nunciado.
LK1LA0
Secretaria do conselho administrativo _
necmento do arsenal de guerra, 22 de junho de objectus devem_ ser entregues no da 30 de julho
1864.
Feijao..........
Louca..........
Massas.........
Oleo de linhaca..
Passas.......
Presuntos.......
Queijos........
Sabio..........
Toucinlio..
Vinhos.......
Velas........
Descontos.
Fieles.......
MOYIMENTG 0 PORTO.
Nanos saludos no dia 25.
Rio (irande do Sul patacho nacional Palma, ca-
pito Mauoel de Azevedo Canario, carga varios
resera.
Mcelo e portos intermediosvapor nacional Pa-
ralujbt, commandaute J. J. Martina.
Nanos entrados no da 20.
Londres 49 das, barca ingleza Gustavo Adulfo,
de 264 toneladas, capillo o primeiro piloto Pa-
tenow, enuipageni 11, rarga fazendas; a ordem.
Vai para Hong-Kong.
Cdiz pelas Canarias36 dias do primeiro porto
e 23 do segundo, polaca hespanhola Beatriz,
de 254 toneladas, capito M. Padres, eqnpagem
11, carga vinho e outros gneros; a Hallar &
Oliveira.
Granja e portos utermedios -8 dias, vapor nacio-
nal Pertinnnga, commandaute Francisco Jos da
Silva Ralis.
Navio sahido no m-smo dia.
Lisboa Barca nacional J/ariann/i^capito Cainillo
Jos do Canto, carga assucar.
EDITAES.
O Illm. Sr. Dr. chefe de poliria, manda fazer pu-
blico, para conhecimenlo de quem interessar possa,
os arts. 6o do tit. 6 das posturas municipaes de 30
de junho Je 1841, e 12 da resotoeio da cmara
municipal de 26 de agosto de 1831, os quaes sao os
seguintes :
Art. 6." Fica prohibido dentro da cidade o uso
de roqueiras, liombas e fogo sollo (buscaps) : os
infractores serio multados em 105000 e soffrerao
dous dias de pri>o. A cmara por editaes desig-
nar os lugares em que se possam sollar os busca-
ps, roqueiras e bombas de que trata este artigo.^
Art. 12. 2io se poder sollar fogo algum seno
<]m pateos espacosos ou quintaes, nunca em lugar
de adjuntos: os infractores incorrero na multa
ce 105000.
U secretario,
Eduardo de Barros Falcao de Lucerda.
De ordem do Sr. inspector da alfandega se !
az publico que no dia 28 deste mez, a 1 hora da \
tarde, pona da mesma alfandega, se bao de ar-
rematar em hasta publica os objectos abaixo decla-
rados, os quaes foram apprehendidos J. P.
Wogley, pelo Io conferente P. Alexanrino de Bar-
ros Cavalcanti, sendo a arrematado livre de di
reitos ao arrematante : 1 piano de meio armario,
avahado por 4005, 2 duzias de camisas de mada-
polao com peitos de linho finas para homem, por
245 a duzia, 2 duzias de colarinhos de linho lisos
a i5 a duzia, 2 pedagos de bata por 300 rs., meia
libra de pergaminbo em folha 623 rs, 12 canudos
de ungento, pesando 4 oncas, 230 rs., 12 alicates
pesando 2 1|2 libras 15300, I duzia de escovas
para limpar metaes 15, 54 duzias de serrinhas pa-
ra ourives, pesando 1 libra por 666 rs., 1 duzia de
limas mursas pesando 1 libra 15666, 3 armacoes
pequeas para serras de ourives 25, 3 macancos
de latao com o competente fogao 15- .
4" seccao da alfandega de Pernambuco 25 de ju-
tho d 1064.O 2 escripttirario,
Caetano Gomes de S.
O Dr. Tristo de Alencar Araripe, ofilcial da impe-
rial ordem da Rosa e juiz de direito especial do
commercio desta cidade do Recife capital da pro-
vincia dePeinambuco eseu termo por S. M. Im-
perial e constitucional o Sr. D. Pedro II a quem
Deus guarde etc.
Faco saber aos que o presente edital virem e delie
noticia liverem que por parle de Nicolao Tolentino
le Carvalbo, me foi endoiecada a petico de theor
seguinte :
lllm. Sr. Dr. juiz de direito especal do commer-
cio.Diz Nieolu Tolentino de Garvalho, commer-
dante establecido neU rtdade, qao ftier tozor
citar Joao Torquato de Figueirdo, para na pri-
meira audiencia deste juizo ver assignar os doz
dias da le a letra d quanlia de 1:0805440, que
aceitou ao supplicante, alim de dentro dos mesmos
dez dias, ou pagar a qnantia dessa letra com os
seus repefftlros juros at effectivo embolso do sup-
plicante, ou allegar os embargos que tiver. E por
que o supplicado nao tem domicilio certo, se acha
presentemente em lugar incerto nao sabido, quer
o supplicante justificar sua ausencia, e julgada esta
trovada se digne V. S. de mandar pasar caria de
ditos com o praso da le alm de ser por ella citado
o supplicado para dito lim; pena derevelia Pede
a V. S. deferimento. E receber mcre. O abvo
gado Maclms Rilieiro.
E nal rali e va envJila eth;ao am trans-
cripta, na qual dei o despacho '|' o do |leor,
forma, modo e mam-ira Jegmntc :
Cire-se para a jusriflca<; i > da ausencia mareo
o da datnanba i hora da larde. Recife, 17|de
iunbo de 1864.- Alencar Araripe.
E mais nada se vi em dito despacho aqu trans-
Antonio Pedro de S Brrelo,
coronel presidente.
Sebastiao Jos Basilio Pyrrko,
vogal secretario.
0 conselho administrativo para fornecimento do
arseual de guerra tem de contratar os gneros ali-
menticios para a companhia dos menores do arse-
nal de guerra, nos meses de julho e agosto prxi-
mos vindouros :
Pao de 4 ooeas.
Bolaxa.
Ch-hysson.
Manteiga franceza.
Assucar refinado de 2a sorle.
Caf em grao.
Carne verde.
Carne secca.
Farinha da trra.
Bacalho.
Toucinho de Lisboa.
Vinagre de Lisboa.
Azeite doce de Lisboa.
Feijao preto ou mulatinho.
Arroz do Maranho.
Quem quizer contratar taes fornecimentos, apr-
sente a sua propostaem caria fechada na secreta- celebrada pelos governoj
na do conselho, as 10 horas da mannaa do da 30
do corrente.
Secretaria do conselho administrativo para for-
necimento do arsenal de guerra, 22 de junho de
1864.
Antonio Pedro de S Brrelo,
coronel presidente.
Sebastiao Josc Basilio Pyrrho,
vogal secretario.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento do
arsenal de guerra tem de comprar os objectos
seguintes :
Para o arsenal de guerra.
Salitre calcinado arrobas 2. papel almacp res-
mas 50, dito pautado resmas 50, azeite de carrapato
caadas 500, tinta preta garrafas 50, parafusos de
lato de 2 Delegadas grozas 20, ditos de ferro soni-
dos de 1/2 21/2 polegadas grozas 20, cera branca
em pao arrobas 2, taboas decedro de umapolegada
de grossura e 8 10 de largura duzias 6, ferro
inglez em barra de 1 I/i polegada de largura e 3
oilavas de grossura quintaes 50.
(Juem quizer vender taes objectos, aprsente a
sua proposta em carta fechada na secretaria do
conselho s 10 horas da mannaa do da 6 de
julho.
Sala das sessoes do conselho administrativo para
fornecimento do arsenal de guerra, 22 de junho de
1864.
Antonio Pedro de S Brrelo,
Coronel-presidente.
Sebastiao dose Basilio Pyrrho,
Vogal-secreiario.
Os fiscaes desta cidade fazem publico pa-
ra quem interessar possa, que o artigo 6 do ti-
tulo 6o das posturas de 30 de junho de 1849, abai-
xo transcripta est em perfeito vigor :
Artigo 6." Fica prohibido dentro da cidade o
uso de roqueiras, bombas e fogo solt (bu.-caps).
Os infractores sero multados em 105 c soffrerao
dous das de priso. A cmara por editaes designa-
r os lugares em que se possam soltar os busca-
ps, roqueiras e bombas de que trata este artigo.
Cidade do Recife, 22 de junho de 1864.
M. J. da Silva Ribeiro
Joo Xtmtr da Fonccca Capibaribe.
Thomaz Augusto de V. A. Maranho.
Manoel Antonio Ferreira Gomes.
prximo vindouro.
Para o corno de guarnicao.
Custodio Longuinho Braga, 5 cornetas do loque
com boccaes, pontos e vollas a 175, para serem
entregues no dia 8 de julho prximo vindouro.
Sala das sessoes do conselho administrativo para
fornecimento do arsenal de guerra, 23 de junho
de 1864.
Sebastiao Jos Basilio Pyrrho,
Vogal secretario.
Correio geral.
Pela administracao do correio desta cidade se \
faz publico para lios convenientes que em virtude
do disposto no artigo 138 do regulamento geral
dos correio- de 21 de dezembro de 1844, e artigo
9 do decreto n. 785 de 15 de maio. de 1851, se pro-
ceder o consumo das cartas existentes na adminis-
tracao, pertencentes ao mez de junho de 1863, no
da 3 de julho prximo, s 11 horas da manha,
na porta do mesmo correio, e a respectiva lista se
acha desde j exposta aos interessados.
Administracao do correio de Pernambuco 25 de
junho de 1864.O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Crrelo geral.
Pela administracao do correio desta cidade se
faz publico que em virtude da convencao postal,
s brasileiro e fr'ancez, se-
ro expedidas malas para a Europa no da 30 do
corrente pelo vapor francez Bearn. As cartas se-
ro recebidas at 3 horas antes da que for rnarcai-
da para a sahida do vapor : e os jornaes at 4 ho-
ras antes.
Administracao do correio de Pernambuco 23 de
junho de 1864.O administrador,
Dominaos dus Passos Miranda.
CORRlO GERAL.
Relaco das cartas seguras rindas do norte pelo
vapor costeiro Persinunga.
Dr. Antonio Joaquim Rodrigues Jnior-
Florencio Hominguesda Silva.
Dr. Francisco de Paula Penna.
Joaquim da Rocha Freir (2).
Pedro Osorio de Cerqueira.
Manoel G. de Mallos.
Manoel Joaquim Ramoso Silva.
DE
Predios na povoaco 'lo Noulciro to-
dos eu chaos proprios,
Cordeiro Simes, far leilo requeriraento dos
administradores da massa fallida de Joaquim Viei-1
ra Coelho 4 C, e por mandado do lllm. Sr. Dr.;
juiz de direito especial do commercio, dos predios
seguintes situados na povoaco do Monteiro, como
sejam :
1 casa terrea sem numero, com 29 palmos de
frente e 71 de fundo, cora 2 salas, 4 quartos, co-
sinha e 1 quarto externo, quintal em aberto, ter-
raco na frente com grade de ferro.
3 ditas na mesma conformidade cima e junto
a mesma.
1 dita a margem do rio Capibaribe, na mesma
povoaco com 53. palmos de frente e 42 de fundo,
salas, 4 quartos, cosinha externa, quintal em I
aberto, pequea baixa para capim, com caes e es-.
cada de lijlo e cal a margem do rio.
1 dita com frente para a margem cima, com
20 palmos de frente e 24 de fundo, 2 salas, 1 quar-
to e cosinha externa, com oito de taipa e quintal
em aberto.
1 dita em tudo igual a ultima e junto a mesma.
Casas terreas de taipa.
1 dita com 25 palmos de frente e 44 de fundo.
1 dita com 26 palmos de frente e 31 de fundo,
com 2 salas, 2 quartos, cosinha externa, quintal!
em aberto.
1 dita com 19 palmas de frente e 31 de fundo,
1 sala, 1 quarto, co.-inha externa, quintal em
iberio.
1 dita com 22 palmos de frente e 42 de fundo, 1
sala, 2 quartos, cosiuha e 1 quarto externo, qnin-
tal em aberto.
1 dita com 19 palmos de frente e 42 de fundo,
2 salas, 2 quarto<, quintal em aberto, cosinha ex-
terna.
Os prelendentes desde j podero examinar os <
referidos predios, e querendo qualquer informa-
ca podero entender-se com o referido agente
em seu escriptorio ra da Cadeia n. 3, primeiro
andar, aonde ser elfectuado o leilo.
Terca-fcira s do corrente s
io 1|2 horas da inanlia.
IjOTEKIA
O oaixo assgtiad< i declara em totopo ao
respeiiaveJ publica que na piepnraclo ly-
ttnfiapawfl dos meios btales da primei-
ra parte da primeira lotera da matriz de
S. Amaro de Jaboatao (97.") que se aeham
i viuda, se dou uui aaffooo, de que resttl-
tott Bcarem alguns bilhetes em mu pi-quena
qciantidade. cunprimeira parle da segun-
j da loterafalta essa que a oiqguem pode-
r prejudiiar. pois nao se leudo anda ex-
j Manido parte alguma ilessa loleria. est
a primeira parle da
; primeira todos os meins que se aeliam
l venda com a numeraran 97.'
O thesoureiro,
1 ____ Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Moute Pi Portuguez
A directora provisoria, tendo j confiado a una
trahtra a primeira parte da primeira lotera eommissao o irabalho da organisavo "os estatutos
a beneficio da matriz de S. Amaro de Ja-!julga todavia conveniente scientificar desde logo a
lodos os scus compatriotas o seguinte :
1.* So sero socios efectivos os cidadaos portu-
guezes.
2. A joia ser de 10-5 e a mensalidade de
500 rs.
3.* Os socios tero direito aos beneficios da so-
ciedade quando (achandose desprovidos de re-
cursos) estiverem desempregado, doenles ou
presos.
4. Aquelles que. por motivos graves ou moles-
tia perigosa, tiverem necessidade de se ausentar,
sero pagas as despezas de transporte com com-
modidade e decencia, ou para outras provincias do
imperio, ou para paiz estraageiro.
5." Fallecendo qualquer socio, far-se-Ibe-ha um
enterro decente, se elle nao deixar meios para
isso.
Aos 6:0OO$OQ.
Quinta-feira30 do corrente tuez se ex
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aro S 9 B.o
c/. w- v. Q -y.
AVISOS MARTIMOS.
COMPANHIA BRASJXEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
E' esperado dos portos do sul
at o da 30 do corrente o vapor
Apa, o qual depois da demora do
costume seguir para os portos
do norte.
Desde ja recebem-sc passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada: encom-
mendas e dinheiro a frete at o dia 5a sahida s 2
horas, agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo C.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento do
arsenal de guerra tem de comprar os objectos se-
guintes :
Para o nono batalho de infantaria.
Bonets 391, ditos para sargeutos ajudante e
quartel mestre 2, ditos para msicos 18, bandas
de la 14, charlateiras para sargento ajudante e
quai tel-iii.-stiv pares 2, ditos para msicos pares
27, divisas para sargento ajudante e quartei-mes-
tre 2 pares, mantas de la 398, sapatos, pares, o.'jti.
panno verde covados 1681, dito alvadio covados
90, dito azul para capotes, covados 1554, casimira
encarnada, covados 24, bata verde, covados
906, Hollanda de forro covados 1384, cordo preto
de la, varas 1,400, dito de retroz preto varas 80,
brim branco, varas 2,380, algodozinho, varas
188$ galao de prata de urna polegada, varas 36,
dito de meia polegada varas 27, botoes grandes
de metal bronzeado 4,928, ditos pequeos de dito
dito 3.162, ditos grandes de metal prateado 232,
ditos pequeos de dito dito 108, ditos grandes de
metal amarello para capote 1,813, eolxetes pretos
pares 629.
Para o corno da guarnicao.
Bonets 20, ditos redondos para recrutas 20,
mantas de la 20, sapatos, pares 181.
Para a fortaleza de Itamaraca.
Sino com 2 1|2 palmos de altura pouco mais ou
menos, 1.
Quera quizer vender taes objectos, apreseutem
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 1 de
julho vindouro.
Sala das sessoes do conselho administrativo para
fornecimento do arsenal de guerra 22 de junho de
1864.
Anrofito Pedrode S Brrelo,
Coronel presidente.
Sebastio Jos Basilio Ptfrrho.
Vegal secretario.
Por ordem do Sr. inspector da alfandega, fica
transferida para o dia 27 do corrente, a arremata-
cao das J00 libras de chocolate e um bote de deus
remos, annunciada por edital de 21 do mesmo
mez.
Alfandega de Pernambuco, 24 dfrjturho oV1MI4.
O 3o escriplurario,
Goilofrta Uenrupies de Miranda.
-A tuesourari* .provincial compra para o cer-
po de polica da provino* o* oVjectos seguintes :
372 cinturSesOom torra(fem' da lato.
100 ditos eom ditos e porta-pistolas.
322 patraas com cartucheiras.
372 cananas com dita.
321 crrelas de patraas.
360 bainhas de baiuneta.
320 Ijandoleiras.
'.'oi guarda-fechos.
372 eorreias do capote de 3 por praya : os pre-
n
Um sobrado de 2 andares e solo na roa
de Moras n. 24, com quintal e portlo
para o lado de Santa Tliereza.
Cordeiro Simos far leilo autonsado pelo in-
ventarame do tinado Ventura da Silva Boa-Vista,
do predio cima dito na parte pertencente aos
berdeiros de dito tinado. Os prelendentes desde
jo podero examinar o referido predio e qualquer
eiclarccimento podero entender-se com o referi-
do agente que satisfar, cojo leilo ser elfectuado
em seu tscriptorio ra da Cadeia n. 3: terca-
fera 28 do corrente s 10 horas.
IEIIAO
Terca-feira 28 lejutiho s 11 horas,
a ra da Cadeia u. l>'<).
X.v travesa do Lima pehto i:vsa M saudf. km
Santo Amaro.
De um terreno com 80 palmos de frente e 250
dilos de fundo contend) : tres caixoes divididos
para casas terreas de 22 palmos de frente e 00 de
fundo, dous esto quasi cobertos, rende o que est
em meia-agua 8*5 por mez, bem edificados, boa
posigo por ser esquina o fronteiros
do Sr. Saldanha : sao convidados os
ao previo exame e sero vend lo- pelo maior pre
co que se adiar em leilo.
l*ara bollos de H. loo c *.
I'edro.
Manteiga ingleza 800, 720 e 640 rs. a libra,
dita franceza G40rs. a libra, farinha de trigo 120
rs. a libra, e tudo mais do melbor qne ha no mer-
cado por.precos cmodos, no anligo e acreditado
eslabelecimeto junto a esta tvpographia n. 42.
IMh U tfORTlM
AOS 6:000.000
Uilhees garantidos
A' ra do Crespo n. 23 e casas do costume
O abaixo assgnado tendo vendido nos seus mui-
to felizes bilhetes garantidos os dous meios com a
sorte do 10:0003000. e dous quartos n 3022 com
a de 2:0005 e n 2079 com a outra de 2 0005 e
outras multas com a sorle de 3003, 2003 e 1003,
da lotera que se acabou de extrahir beneficio da
igreja de Nossa Senhora do Bosano, convida os
possuidores de ditos bilhetes a virem receber seus
respectivos premios sem os descontos da le, em
seu estabelecimento ra do Crespo n. 23.
0 mesmo tem exposto venda os novos e felizes
beneficio da igreja de Santo
6. A sociedade prestar igualmente soecwros,
em quanto o nocessitarem, s vi uvas e lilbos me-
nores dos socios que fallecerem em penuria.
A presentando est idea geral dos tins que a so-
ciedade tem em vista, e havendo ofliciado s com-
missoes nomeadas nos diversos bairros desta cida-
de para Ibes pedir o seu valioso auxilio na acqui-
ei$o de socios, a directora tudo espera da leal
coadjuvaco e do acrisolado patriotismo dos Ilus-
tres cavaiheiros a quem se dirigi, e de todos os
seus compatriotas em geral.
Alm das pessoas nomeadas, qualquer cdado
porluguez que pretender contribuir para o de-
senvolvimentode tao til assomc.ao angariando
assignaturas e demonstrando assim o interesse
que Ihe merecem as cousas da nossa chara patria,
poder para esse lim obter lisias impressas, diri-
gtndo-se ao (abnete Portugnez de Leitura, ou a
casa da secretario, ra da Cruz n. 23, primeiro
andar.
A todos, eai geral, que receberem listas, raga a
directoria o especial obsequia de as devolveren]
opportunamente, ou acompanhadas de oflDcio, ou
smplesmenle assignadas, jpara a directora ter
scienciados cavalberos a >rein Ihe cumpre tribu-
taros seus agradedmentos.
Recife, 3 de junlw de 1864.
Jos da Silva l.oyo,
Presidente.
Joaquim Gerardo de Bastes.
___________2 secretario.__________
Precisase de una ama forra ou captiva para to-
do 0 ser vico de nina casa de pouca familia : a tra-
tar na lojada ra Nova n. 11.
Pede-se ao Sr. Joao Germano de Paula, quei-
ra vir declarar nesta tvpographia onde residem
Jos Feliciano de Arauj I'inhViroe D.Mara Fran-
cisca, que pelo mesmo senhor foram incluidos no
numero dos assgnanles deste Diario, sendo a fo-
lha recebida por elle, e nao paga.____________
Precisa-se de um caixeiro para padaria na
villa do Bonito : na ra Imperial, n. 37.________
Quem perdeu um trancelm com urna casso-
leta, dirija-se Estrada Nova, sitio da vinva Villa-
seca, que dando os signaos certos Ihe sei entre-
Igj:________________._______________
! Para a villa do Brejo precisa-se de urna ama
! que cntenda de todo o servido interno de urna casa:
! a tratar na ra de Borlas, casa n. 142, segundo
1 andar.
l'recisa-se de um menino para criado, que
seja lvre ou esrravo : a tratar n ra do (Corre-
dor do Hispo, primeira casa a esquerda, indo pela
ruados Pires.___________________________p
Precisa-se para um estabelecimento em urna
villa no interior desta provincia um moyo de 18
20 annos, que saiba tomar cuidado de urna machi-
na a vapor : a tratar das 3 s 4 horas, no sobrado
n. II, [iraca do Corpo Santo, primeiro andar.
Di-se a quanlia de ."003 sobre hypolhera
em escravos: na ra de Santa Rita n. 27, segun-
do andar.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR
Dos portos do norte esperado
at o dia 1 de julho, o vapor
Cruzeiro do Sul, commandante
Alcanforado, o qual depois da de-
mora do costume seguir para os
portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor pod.er conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada, encommen-
das e dinheiro a frete at o dia da sahida as 2 ho-
ras : agencia, ra da Cruz n. 1, escriptorio de An-
onio Luiz de Oliveira Azevedo & C.
compiihii
DAS
MESSAGERIES IMPERIALES
No dia 30 do
correle mez es-
pera-se dos por-
tos do sul o va-
por francez
Bearn, comman-
dante Aubry do
la Ne, o qual
depois da* demo-
ra do costume seguir para Bordeaux tocando em
S. Vicente e Lisboa.
Em S. Vicente ha um vapor em corresponden-
cia comGore.
Para freles e passagens trata-se na agencia ra
do Trapiche n. 9.
Rio de Janeiro.
O brigue Trovador segu cora brevidade, recebe
carga e escravos a frete : trata-se com os consig-
natarios Marques, Barros & C, largo do Corpo Sa-
to n. 6._________________________________
Para Lisboa e Porto
Sahir com brevidade a barca nacional Moran-
na ; recebe carga a frete, e tem excellentes com-
modos para passageiros : trata-se no escriptorio
de Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, no largo
do Corpo Santn. 19.
Para Lisbaa
sahir com brevidade o brigue portugnez Constmt-
te, recebe anda alguma carga a frete e passagei-
ros, para os jjuaes tem excellentes commodos : tra-
ta-se com Maoel tgaafiu'ue Oliveira & Hilho, lar-
go do orpo Santp. esrriplorio n. 19.
Para Lisboa
0 brigue portuguez bid II, capito Antonio
Francisco Vieira vai sahir por estos dias por ter a
maior parte do carregamento prompto : para car-
ga e passageiros, tratase com E. R. Rabello, ra
ua Cadeia n. 53. .
Maranho.
O palhabote Garibaldi tem j parle da carga en-
gajada, e para o reatante trata-ee
mos.
Quinla-feira 30 u>, junho as II horas
ra la Cadeia n. o3.
DE
Duas casas terreas na ra do Principe defronte da
propriedade do Sr. Braga ao sahir para a estra-
s a nrooi 'edade b',hc,es garantidos a henefic
os nretendentesf Amaro de Jaboatao que se exirahira quinta fera
30 do corrente.
Precos.
Bilhetes inteiros..... "3000
Meios......... 3J0O
Quartos........ 13900
Para as pessoas que comprarem
de 1003 para cima.
Bilhetes........ 80500
Meios......... 332S0
Quartos........ 13700
Manoel Martins Fiuza
Atteiicao.
Precisa-sede una ama portugueza para casa
de pouca familia, dndose bom trato : a fallar no
primeiro andar da ra da Cadeia n. 64 desde
11 horas s 3 da tarde.
aa
da de Joao de Barros e as frentes esto por
rebocar, o interior e repartimento.
O agente Enzebio vender em leilo as duas ca-
sas terreas na ra do Principe, as quaes tem 22
palmos de frente, 64 de fundas eo6 dilos de quin- ---------1------------------------------------------
tal murado de um lado, cada urna, e mais um ter- I riliaildaile dft S. tVdr
reno junio por edificar com 54 palmos de frente e deliheraco da mesa recedra de 21 do cor"
120 de fundo, sao novas e a frente, falta rebocar \ SSoiZt S in. of Sacerdotes l secu-
assim como repartir o interior, tem a porta do rVu ">*'"'* ?" bvSTmmI nue
quinta, en. aberto para ser franca, e vista pelos ^ P^a raumao da me^g^era. .que
prelendentes.___________________| J hnrn. da ,arde_ como delermina 0 art. 33 do
liEllitO
DE
Urna caleche com lanternas e arreios, um
carro de 4 rodas com coberla e arreios, e
um cabriole! de 2 rodas com coberta.
SMla-feira Io do, julho. .
O agente Pinto autorisado por urna pessoa
retirou-se para Europa far leilo dos carros e
cabriolet cima mencionados proprios para pas-
se-os, sll horas do dia supradito na ra do Tra-
picho em frente ao armazem n. 40.
Leilao de escravos
Como sejam :
Joanna, crioula, de 17 annos, cosnheira.
Victoria, de 20 anuos, lavadeira, cosnheira e qul-
tandelra.
Urna negrinha com 14 annos de idade e outras.
Sexta-feira 19dcjulht.
O agente Pinto lar leilo por conta de diversos
de diflerentes escravos com habilidades, isto as,
11 horas do da Io de julho no armazem do sobra-
do da roa do Trapiche n. 40 confronte ao c
lado ioglei._________________________
DE
I ni apparclho para cha eonposlo de
deve ele-
I ger o novo provedor, para o dia 27 d corrente, s
4 horas da tarde, como determina o art. 33 do
compromisso da irmandade, visto nao ser possivel
por motivos imprevistos fazer-se a mesma eleico
no dia 26, como delermina o art. 19 do mesmo
compromisso.O escrivao interino,
Padre Guilhermuio dos Sanios Muniz Tavares.
l: c\tor.
Precisa-se de um feitor que entenda de planU-
ra n. 68________________________^
Aluga-se urna olaria na travessa dos Coelhos:
os prelendentes dirijam-se atabemada esquina do
largo do Carmo que volta para a ra de Borlas
numero 2._______^_____________________
Antonio Pereira de Azevede faz publico que
desta data em diante se assigna Antonio Jos de
Castro Azevedo. Recife 14 de maio de 1864.
Na Piranga, defronte do sitio do Sr. Millet,
vendem-se duas vaccas leiteiras com crias.
6 peas, 2 salvas, 2 b .cas para la- com P^eico^faz
var mos, 2 jarros e i paliteiro, tu-i,Udowm Perfecao.
sociedade de seguros mutuos
de vida Insultada pelo Banco
Unlo na cidade do Porto.
Os agentes nesta cidade e provincia Antonio
; Luiz de Oliveira Azevedo & C escriptorio na ra
; da Cruz do Recite n. 1, estao autonsados desde ja
a tomar assignaturas e prestar todos os esclarec
mentos que forem necessarios, as pessoas que de
seiarem concorrer para to til e benfica empre
as, egurando um futuro lisongeiro aos associade-
Na ra do *ragao n. 3 lavase, engomma-se
faz-se comida para fra por preco
outra qualquer parte.
Acha-se justo e contratado o terreno sito na
ra da Conquista, freguezia da Boa-vista, perten-
cente ao Sr. Antonio do Cont Vieira ; quem se
julgar com direito alguma reclamaco.declare no
praso de tres dias desta dala em diaiilti.________
A pessoa a quem pertenec- 15 tonclladas de
carvo viudo no brigue inglez Josepii Cope, queira
se dirigir aos seus consignatarios Paln, Nash &
C, ra do Trapiche Novo n. 10.
Jos Flix dos Santos, Jos Martins Dias,
D. Claudina Rosa de Menezes Dias, I). The-
reza Telles Bandera de Mello, Lidio Alevano
Bandeira de Mello, eunhado e amigos do Dr.
Constantino Rodrigues dos Santos, trespassa-
dos da mais pnngenle dr, veem por meio do
presente agradecer o espontaneo obsequio
que Ihe prestaram todas aquellas pessoas
que acompanharam no dia 23 do correte.
at o cemterio publico os restos mortaes
daquelle nunca esquecido amigo, eaprovi--
Um a occaso para convidar a lodos os
amigos do fallecido para ouvirem urna mis-
sa por sua alma, terca-feira, 28 do corrente,
em S. Francisco, s 5 l|2 horas da manha.
Um amigo do finado bacharel Constantino
Rodrigues dos Santos, convida nao so a sua
familia, como tambem seus collegas e amigos
para no dia 28 do corrente assistirem urna
mi -sa pplo repouso cierno de sua alma, no
convento de S. Francisco, pelas seis eras
da manha.
em
Os abaixo asstgnados pedem as pes-
soas que nos Diarios le 23 o 25 do
corrente publicaram uns annuncios sob es
ttulos serie do traficancias esclareci-
mento e que assigaam o primeiroCana-
Itiinase o segundo (iuliasqueiram ter
a bondade de declarar pelo mesmo jornal,
ao menos o verdadeiro nome da ra do es-
tabelecimento em que s; praticou o que
tratam nos mesmos annuncios. llecife, 25
de junho de 1864. Antonio Correia de
Vasconcellos de C, sucessores de Jos Morei-
ra Lopes,________^______________
Criados.
No Club Peniambucano precisa-se de
criados : a tratar com o empresario.______
_ Quem precisar de urna ama para cozinhar e
, coser, dirija-se a ra de S. Francisco n. 11.
do de praia do Porto.
Me.vta-felru 1' de julho.
O agente Pinto far leilo por conta de quem
perteneerdasdilferentes obras de prata do toito
.cima mencionadas, slO horas do da supradOo
rm;Jm da ra do Trapiel.e n. aonde have-
r.t
em Koniinuaco leilo de escraves c carros.
corn T.tsso Ir-
Para a fahia
tiidentos comparecam na sala das essoes da un-
ta da lazenda da mesma Ihesouraria. no dia S de pretende seguir com mm abrevdade a en" "*;
julho vindouro, pelo meio dia, com suas proposlas
em caria fochada.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam
buco 22 da junho de UH64.O secretorio.
A. F. d*Annunciaojio.
cional Carlota, tem parte de sea carregamento
prompto : para o resto que Ihe falta, trata-se os seus consignatarios Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C, no s-^u escriptorio roa da Crm nu-
mero 1.
LEILAO
DE
AIIAZEI DE FAZE\D4S
DE T
Custodio, Carvalho & Companhia.
9 KUA llO OVBIHAWO *
Um engenho om bom cercado e matas, com
casas de rooenda para caldeiras e de pur-
gar todas de pedra c cal.
Quarta-frira 6 de jolht.
O agente Pinto autorisado pela eommissao en-
carregada de liquidar os bens de Joaquim Elvirio
de Moraes Carvalho levar a leillo s 11 horas
do dia cima dito o engenho S. Joaquim em Mori-
beca.o qual limita ao norte e ao oeste com trras
do engenho Suasfuua. ao sul com trras do enge^
Superiores saias de fustn para senhoras a o.
Toalnas de linho para mesa a 3*500 e t&
Lencinbos para meninos um 100 rs.
liencos brancot para algibeira a 2* a duzia.
Toalhaa para mf.o duzia 45.
Bramante de linho vara 25.
Fil de linho liso vara 500 rs.
Cirande pechlnchn,
Pecas de onlremeins bordado? a 15-
Tiras bordada? a peja 25.
Gomnh? de cambniaa 600 e 800 rs.


Diario de PeraaabuM ~ Segunda letra 19 de limito de 1S4.
silva Ramos, medico pela Uni
versidade de Coimbra, da consultas era
sua casa das 9 s 11 horas da manha, e
das 4 s 6 da urde. Visita os doentes
eai suas casas regularmente as horas
para isso designadas, salvo os casos ur-
gentes, que sero soccorridos em qual-
quer occasio. D consultas aos pobres
que o procurarem no hospital Pedro II,
aonde encontrado diariamente das 6
s 8 horas da manha.
Tem sua casa de sade regularmente
montada para receber qualquer doente,
anda mesmo os alienados, para o que
tem commodos apropriados e nella pra-
lica qualquer operacao cirurgica.
Para a casa de sade.
Primeira classe 3000diarios.
Segunda dita.... 2*500
Terceira dita.... 25000
Este estabelecimento j bem acredi-
tado pelos bons servicos que tem pres-
tado.
O proprietario espera que elle conti-
nu a merecer a conianca de que sem-
pre tem gozado.
ROPA FEITA
NO
1R91ZEI
DE
A viuva Rosa Jane contina a por denles arti-
liciaes, e resolveu etisinar tambem a sua arte, me-
diante paga : quem qmzer aprende-la pode cuten-
der-se com a mesma em sua residencia na ra da
Penha n. 17, segundo andar.

m
;
O abaixo assignado achandose encar-
regado e com procuracSo bastante de
Francisco A\ res Sigismundo de Moraes
para cobrar as dividas do casal de seu
antecessor Joao Haplista do-; Santos Lobo,
avisa aos respeciivos devedores que pode
ser procurado, nesia cidade, na ra do
Queimado n. 12, primeiro andar.
Manoel Gomes Leal.
%Wm % ^fl&^
I
3)>
-dD
UETREXRO VERDE.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo* de roupa feita de
todas as qualidades, tambem se manda fazer por medida, vontade dos concur-
rentes, para o que tem um dos melhores professores, assim como tambem tem um
grande e variado sortimento de fazendas de todas as qualidades, para senhoras,
homens e meninos.
NOVA FABRICA
DE
LICORES E PERFUMARAS
A' ra do Amorim, n. 12.
Por varejo e atacado.
N'cste novo estabelecimento encontrarlo sempre
os freguezes todas as qualidades de bebidas espiri-
tuosas, fabricadas com todas as regias d'arte, e
por isso livres de ser nocivas ; o que nao acontece
com as que sao fabricadas sem methodo e pelas
receilas que os charlataes annunciam vender, pois,
como j temos tido occasio de ver, venden) lico-
res coloridos com substancias venenosas, como se-
ja o licor de rosa colorido com vermelhao (liioxi-
do de chumbo) e o de amendoas colorido com ama-
relio francez (bicltromaio de chumbo) Encontra-
rao algumas perfumaras de superior qualidade e
eommodas em preco. Tildo se vender por precos
muito razoaveis, trazendo os freguezes os meios
que a todos habilitan! a comprarem barato.
.vproniptam-se eiicommendas com brevidade e
rigorosamente bem acondicionadas, tanto para den-
tro da provincia, como para fura della.
Beiiidas espihitcosas.
I.icres de todas as qualidades em garrafas pretas.
Dito, dito, em garrafas brancas.
Genebra igual a hollandeza.
Dita de laranja superior.
Agurdente d'aniz.
Dita de hortela pimenta.
Dita do reino superior.
Dita de flor de laranja, reeommendavel por ser es-
tomachica.
Dita de canella.
Alcool de 33 a 38Cartier.
PEHFI MARAS.
Agua de Colonia comnium.
Dita ambreada.
Dita almiscarada.
Dita das Nympbas.
Banh.i em lalinhas de quatro OBcas proprias para
as familias econmicas.
Banha para tingir de (-roto os cabellos, c que nao
suja os lencos brancos.
Leite virginal em garr. tinhas, proprio para os Sr.
barbeiros e cabellerciros e uso domestico. Be-
neficia a cutis e tira as manchas da pello.
Extractos variados ; banha em vasos dourados, e
extractos linos em frasquinhos ricos.
Casacas de panno preto, 350 e 300000
Sobrecasacas idem, 300 e 250000
Paletos idem e de cores, 250,
200, 150 e...... 100000
Ditos de casemira, 200, 150,
120, 100 e...... 70000
Ditos de alpaca, 50, 40 e 30500
Ditos ditos pretos, 90, 70,
50, 40 e...... 30500
Ditos de brim e ganga de co-
res, 40500, 40, 30500 e. 30000
Ditos branco de linbo, 00,50 e 40000
Ditos de merino preto de cor-
do, 100, 70 e..... 50000
Calcas de casemira preta, 120,
100, 80 e......70000: cezes, 100, 90 e .
Ditos de setim preto. 50OOOJ
Ditos de ditos e seda branco,
.60 e.......50OOOJ
Ditos de gorgurlo de seda
pretos e de cores, 60, 50 e 40OOOJ
Colletes de fustao e brim bran-
co, 30500, 30 e 20500
Seroulas de brim de linho,
20400 e......20OOO
Ditas de algodao, 10600 e. 10400
Camisas de peitos de linho,
40, 30 e......20500
Ditas de nadapolao, 20500,
20 e........10600
. Chapeos de massa, pretos fran-
Ditas de cores, 90, 80 e.
Ditas de meia casemira de co-
res, 50000 e.....
Ditas de princeza e merino pre-
to de cordlo, 40500 e. ,
Ditas de brim branco e de co-
res, 50, 40500, 40 e .
Ditas de ganga de cores, 30 e
Colletes de velludo preto e de
80500
20000
70000. Ditos defltro, 50, 40,30500 e
! Ditos de sol, de seda, 120,
40000 110, 70 e......60000
: Collarinhos de linho fino, ulti-
400001 ma moda duzia. .
! SortimeBto completo de grava-
20500 tas.
20500 Toalhas para rosto, duzia, 110,
I e........
cores, 90 e. ..... 70000 Chapeos deso, de alpaca, pre-
Ditos de casemira preta, 50 e 40000 tos e de cores. ....
Ditos de ditas de cores 50 Lences de bramante de linho.
40 e........30500 Cobertas de chita chineza.. .
60000
0
60000
40000
30000
20500
GRANDE FABRICA
DE
CHAPEOS DE SOL
De 7. Falque.
4-RA DO CRESPO-4
Esta fabrica, a mais antiga e acreditada d'esta capital, acha-se de novo montada com um
variado sortimendo de chapos de sol inglczes e francezes, assim como de tudo quanto diz respeito
sua profissao, como seja superiores sedas, alpacas e panno de todas as cores e qualidades, ar-
magoes e mais preparos para apromptar chapeos de sol vonlade dos freguezes que se digBarem de
honrar este estabelecimento.
Cobre-se c concerta-se toda e qualquer qualidade d'estes artigos com a maior perfeicao e pres-
teza, o tudo por precos muito rasoaveis.
Bonito sortimento de bengalas precos commodos.
4 Ra do Crespo 4
O Dr. Cosme de S Pereira conti-
na a residir na ra da Cruz n. 53,
Io e 2o andar, onde pode ser procu-
rado para o excrcicio de sua profis-
sao medica, e com especialidade
sobre seguinte
Io molestias de olhos;
2o j> de peito :
3o dos orgos geniti
urinarios.
Em seu escriptorio os doentes se-
rao examinados na ordem de suas
entradas comecando o trabalho pelos
doentes de olhos.
Dar consultas todos os dias d si
6 as 10 da manha, menos nos do-
mingos.
Platicar toda e qualquer opera-
cilo que julgar conveniente para o
prompto restabelecimento dos seus
doentes.
ATTENCAO.
Acha-se fgido o escravo Te nome Antonio des-
de o dia 8 do corrente anno, com os signaes se-
guintes : idade 40 anuos, crioulo, altura regular,
desdentado, barba feita, nariz chato, pescoca curto,
um tanto inclinado para a frente, urna marca de
fenda no estomago, ps grossos, o as costas mar-
cas de chicote, tem cicatnzes nas canellas, em urna
das mos nao abre bem os dedos, levou vestido cal-
ca parda, paletot preto j vrlho, camisas brancas
duas, sendo urna de abertura bordada, 2 pares de
calcas, 1 branca e 1 pardo, 1 cobertor, sendo roe-
tade de estopa e metade de algode, fui encontrado
na ribefra de Santo Antonio e no Peres : por isso
roga-se s autoridades policiaes e capitaes de cam-
po que o peguem e levemno casa de seus senho-
res, na ra da Imperatriz n. 80, que serlo muito
bem recompensados.
No dia 22 do corrente entregaram urna por-
cao de cravos na travessa de S. Jos n. 1 : quem
for dono, dirija-se mesma.______________________
A pessoa que annunciou precisar saber da
morada da Sra. Paulina, fllha do Sr. Faustino de
Moraes, dirija-se ao paleo da matriz de Sanie An-
tonio, loja da casa onde mora o retratista.
Felicia fagfa.
Fagio em 22 do corrente a crioula Felicia, re-
presenta 30 annos, pouco mais ou menos, com os
signaes seguintes: cor um pouco fula, bem pare-
cida, cheia do corpo, altura regular, tem nos bra-
cos signaes que parecen) de queimadura, tem os
dedos das maes e ps curtos, levou vestido de chi-
ta cor de rosa e chale encarnado, mas provaveI
que roudasse vestido, suppoe-se estar nesta praca
ou eos arrabaldes : pede-se s autoridades poli-
ciaes o, capitaes de campo a sua apprehensao, e
leva-la ra do Queimado n. 28, que ser recom-
pensado ; protestando o proprietario contra quem
a tiver oceulta.____________________________
Aluga-se urna preta que engomme e cozinhe
para urna rasa de pouca familia, e que sala a roa:
na roa de S. Francisco n. 2, casa de bilhar.
co\su;ronio co-cirirgico
DO
DR. PEDRO DE ATTAHYDE LOBO MOSCOSO,
MEDICO, P.4RTEIRO I-: OPERADOR.
3 Ra da Gloria, casa do Fundo 3
O Dr. Lobo Moscoso d consultas gratuitas aos pobres lodos os dias das 7 s 1
horas da manha, edas 6 e ineias 8 horas da noite, excepeo dos dias santificados
Pharmacia especial homeopathica
No mesmo consultorio ha sempre o mais appropriado sortimento de carteiras
tubos avulsos, assim como tinturas de varias dymnamisaces e pelos preces seguintes
Carteiras de 12 tubos grandes. 120000
de 24 tubos grandes. 180000
de 36 tubos grandes. 240000
de 48 tubos grandes. 300000
de60lubos grandes. 350000
Prepara-se qualquer carteira conforme o pedido que se lizer, e com os remedios
que se pedir.
Um tubo avulso ou frasco de tfntura de meia onca 10uOO.
Sendo para cima de 12, cstaro os precos estabelecdos para as carteiras.
Ha tubos mais pequeos cada um a 500 ris.
I I Y ICOS.
A melhor obra da homeopathia, o Manual de Medicina,Homeopathico do Dr. Jahr,
dons grandes volumes com diccionario............ 200000
Medicina domestica do Dr. Hering,........... 100000
Repertorio de Dr. Mello Moraes............. 60000
Diccionario de termos de medicina ........... 30000
Os remedios deste estabelecimento sao por demais conhecidos e dispensam portan-
to de serem novamente recommendados aspessoas que quizerem usar de remedios ver-
daderos, enrgicos e duradores : ha tudo do melhor que se pode desejar, globos de ver-
dadeiro assucar de leite, notaveis pela sua boa conservacSo, tintura dos mais acreditados
estabelecimentos europeos, a mais exacta e aecurada preparaco, e portanto a maior ener-
gia e certeza em seus effeitos.
Casa de sade para escravos.
Recebe-se escravos para tratar de qualquer enfermidade ou fazer-se-lhe qualquer
operacao, para o que o annunciante julga-se suficientemente habilitado.
O tratamento o melhor possivel, tanto na parte alimentar, como na medica, e
funecionando a casa a mais de quatro annos, ha muitas pessoas de cujo conceite se nao
pode duvidar, que pdem ser consultados por aquelles que desejarem mandar seus
doentes.
Paga-se 20000 por dia durante 60 dias e d'ahi em diante 10500.
As operacoes ser5o previamente ajustadas, se nao se quizerem sujeitar aos precos
razoaveis que costuma pedir o annunciante.
Alnga-sc i
o andar terreo da ra do Hospicio n. 26, com um !
salao que tem o tecto forrado de estuque e o pa-!
vimeutode oleado, e commodos para urna familia
pouco numerosa ; a casa terrea da ra do Deslino
U. 2 ; a tratar ta ra do Hospicio n. 26
Precisase alagar urna pequea sala para'
escriptorio de pessoa do cominerrio, nas ras do
Queimado, Cruzes, ou contiguas, cujo aluguel nao
seja caro : a tratar na ra do Imperador sobrado n.
2 ou annunciarem por esta mesma folna.
Precisase de urna criada livre ou escrava
que saiba cezinhar e comprar : na ra de Santo
Amaro (Mundo .Novo), sobrado onde morou o Sr,
Dr. Sabino.
Grande
fabrica
de fogos de artificio, da viuva Rufino, situada na
estrada de Joao de Barros; nesta fabrica apromp-
la se toda e qualquer enrommenda destes artigos
com o maior esmero e presteza, seja para dentro
I ou fra da provincia : recebem-se as encommen-
das no armazem da bola amarclla, no oilo da se-
cretaria de polica.
Precisa-se de urna ama que saiba
muito bem cosinhar, seja aceiada e
faca as compras para casa de pouca
familia : na ra da Cadeia do Recife
Jj^ n. 38, primeiro andar.
wmwmmmmmmmmmm
Precisa-se de urna ama capaz para todo o
servico de casa de pouca familia : na travessa da
Matriz de Santo Antonio n. 8.
Maques sobre Portugal.
O abaixo assignado, amormado pelo
Banco Mercantil Portucnse. e na ausencia
do Sr. Joaquim da Silva Castro, saca ef-
fectivamente por todos os paquetes sobre
as pracas de Lisboa e Porto, e mais luga-
res do reino, por qualquer s?mma vis-
ta, e a praso ; podendo, os que tomarem
saques a praso.receberem avista, no mes-
mo Banco, descontando 4 0|0 ao anno: na
lo]a de chapos da ra do Crespo n. G, ou
na ra do Imperador n. 63, segundo an-
dar.Jos Joaquim da Costa Maia.
O Dr. Carolino Francisco de Lima San-
1 tos, contina a residir na ra do Impe-
rador n. 17,2 andar, onde pode ser pro-
curado a qualquer hora do diae da noite
para o exercicio de sua profissao de me-
dico ; sendo que os chamados, depois de
nicio dia at 4 horas da tarde, devem ser
deixados por escripto. O referido Dr.
nao abandonando nunca o estudo das 2
molestias de interior, prosegue, com o l
maior affjnco, no das mais ditliceis e deli- \
cadas operacoes. como sejam dos orgaos \
ourinarios, dos olhos, parto.:, etc.
mmmwmmmmmm
Na ra estrella do Itosario n. 34
Arrenda-se, vende-se, ou mesmo troca-se por
casas na praca um sitio na Varzea margem do
ameno Capibaribe, com duas grandes casas, com
7 quarlos, 4 salas, 2 cozinhas e um sotao, tendo a
parte cocheira, estribara, e quartos para criados,
todo plantado de arvores de fructe, abacates, sapo-
tis, fructa-po, limao doce, limas de umbigo e da
Persia, laraugeiras de umbigo, seletas, tangerinas,
etc., um grande cafesal com fructas, jaqueiras,
mangueiras, coqoeiros, dendezeiros, com raais no
fundo urna casa de taipa, e bem assim mais 4 ca-
sas de tijolo acabadas de pouco lempo, c*m frente
para o nascente, muito frescas, tendo cada urna 2
salas, 2 quartos e eozmha fra : os pretendentes
dirijam-se ra do Queimado n. 27, loja de fazen-
das dos Srs. Custodio O Vigilante esta alerta, nao Ihe era perm.ttid
deixar passar desapercebido sem que nao dsse o
seu canto afim de annunciar ao respeitavel publico
o grande sortimento decalanlarias do melhor costo
propriamentc para qualquer mimo, que acaba de
chegar neste ultimo paquete, assim como muitos
outros objectos que recebe por diversos navio"
tanto de sua conta como de consignacao, que est
resolvido a vender por precos muito baratos para
vender muito e ganhar poco, e dar extrAeao ao
grande deposito que tem, que espera merecer a
proteccao do respeitavel publico, empregando para
isso todas e as melhores diligencias para que li-
quen! satisfeitos : isto so no Callo Vigilante, ra
do Crespo n. 7.
Ricas porta-joUs.
Cofre de muito gosto por 16000
Cestinbas transparentes, forradas de madre-
perolapor 184000
Lindas jardineiras 10U0O
Ricos cofres com camapheu 10,5000
Lindas caixinhas com pedras brancas 10&J00
Lindo balao com calunga dentro tambem
Advogado Afonso de Albu-i
querque Mello,
pode ser procurado a qualquer hora ; nas sextas-
reiras, porm, na villa do Cabo.____________^^^ i
Thomaz Teixeira Bastos em sua viagem a Eu-
ropa, deixa por seus procuradores, em 1. lugar o
Sr. Domingos das Neves Teixeira Bastos, e em 2o
o Sr. Antonio Jos de Castro.
Precisa-se de um caixeiro que entenda de
DENTISTA DE PARS
19Roa Nm49
Frederico Gautier, cirurgiao dentista,
faz todas as operacSes de sua arte, e col-
loca dentes artificiaes, tudo com superio-
ridade e perfeicao, que as pessoas enten-
didas lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentiflcio.
i
161000
900
OiOOO
cooo
COO
para joias
Tambalier para ditas
Cestinhas idem idem
Cosmorama idem idem
l'rnazinha
S no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Ricos poria-bouquetes de diversos gostos e pre-
cos : s no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Rkos siotos
com bolcinhas ao lado a 10, 12 e l'5, ditos ero
bolea, porm do mesmo gosto, a 25500, 3, 3RK>
b e 45, ricas fivelas avulsas para sintos, o mellior
-Aluga-se um sitio na estrada da Ponte de ^f.F^ encontrar, a 15500, U, 25500 c 35:
Uchoa e a margem do rio, pouco adiante do Illm. so no N lg,lan,e.: a do Crespo n. 7:
Sr. commendador Nery Ferreira,. tendo banheiro, j Labaics on cestuilias.
palanque, galinheiro c outras acommodaces; e ^'e queichegaram as desejadas cestinhas ou ca-
pharmacia : quem estiver neslas circunstancias,: outro dito no Monteiro, cm frente ao oitao da igre- bazes Para as meninas Irazerem no braco, o mais
deixe seu nome e morada em carta fechada com ja : a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Sou- ric0 possivel, a 25500, .15500, 4, 5, 7 e 105 : s
as letras l>. C. nesta typographia.________________ za, ra do Crespo n. 15, ou estreita do Rosario nu- no Vigilante, rna do Crespo n. 7.
Subscreve-se para a traduccao das odes, sa-
tyras e epstolas de Horacio.
mero 32.
Na praca da Independencia, loja de ourives
Esta traduccao tem por fim aligeirar-se e facili- n. 33, compram-se obras de ouro, prata e pedras
r n PQtrifln devfa aVPOl anta a nrim^rAcn Miccin'_____?________ -^- _____ .. #. i
Penles.
Neste artigo tem um grande sortimento, tanto
para alisar como para atar cabello, o mais lindo
tar o estado deste excellente e primoroso classico: preciosas, assim como se faz qualquer obra de en-: 1"e se pode iesetor, assim como de arresacar ca-
da lingua latina, estimavel nao s pelo seu estylo' commenda.'e'todo'e qalqer'"coce'rto" e
bnlhante, como pela profusao de conselhos e sen-1 mente se dir quem d dinheiro a premio,
tencas moraes.
Por falta de um systema menos vexatorio se con-
som tempo immenso nossa mocidade, obrigan-
do-a a traduzir um classico de to diffieil interpre-
tado, como Horacio.
As diOiculdades que ccrcam um menino para
entender as licoes deste e de outros classicos, mui-
tas vezes tem feto desanimar os estudantes, cau-
sando-lhes desgosto e enfado a ponto de abandona
igual-
Mua atiene ao.
O abaixo assignado avisa a todos os seus deve-
dores em geral, de maiores e menores quantias,
assim como de letras ha muito vencidas, que ve-
nham no praso de 15 dias pagarem ra Dircita
bello, tanto de borracha como de tarianisa, com
enfeite e sem elle para meninas: s no Vigilante,
| ra do Crespo n. 7.
Penles
Tambem chegaram os riquissimos pentes de
concha de tartaruga e de massa lina, que se vende
por 25, 3 e 55 : s no Vigilante, ra do Crespo
numero 7.
Leques.
em"o^Tud"oro1tin,;"nirspVn7arella7rrur;ar ^us dbitos, e assim nao o lizeren, ^^^^^^Z^
as aulas de estudos superiores, o que talvez nao ^"/os StSS n^Toas 'fao li e 14* : s no SBERS c o77 *
aconlecesse. se houvcssem esenotos. nue os cuias-1 D0IS execuiaaos sem aisiinccoes ue pessoas lago ... i
o presente annuncio para que depois nao se quei-1 Mata i< i|in s,
xem do-Jos Martins da Silva Borhes.
sicos.
As naces cultas da Europa possuem traduccoes
de lodos os classicos da lingua latina: portanto
nao ha razo plausivel para que nos Brasileiros
estejamos privados dessas vantagens.
Para um tal lim parece que nem convem urna
traduccao servil, que seria inspida e nauseante,
se nao mais innilelligivel que o proprio texto lati-
no, nem to livre que cause confusao. Pareceu ao
traductor que o essencial era dar a intelligenca
mais seguida pelos commentadores, e expola em
linguagem raais accommodada.
Os doutos acharao muito que emendar; os disc-
pulos o que aprender em mcpjs tempo, e os pro-
fessores o que aproveitar.
O preco da assignatura para os subscriptores
105, sendo pagos 55 no acto de se inscreverem,
e os outros 55 na entrega da obra, que ser cm
um s volme com o texto latino.
Subscreve-se at o ultimo de julho do corrente
anno na loja de livros dos Srs. Guimares & Oli-
veira, ra do Imperador.
g Henry Foster & C. parlicipam ao
||g respeitavel publico c principalmen- p
te aos seus freguezes que mudararn x
o seu armazem de gaz do caes do pl
Hamos pata a ra do Imperador H
n. 40. *
w. mmwm mmmwm
Precisa-se de um caixeiro de 12 11 annos,
que tenha pratica de taberna : a tratar na ra da
Roda n. 48.
Saques sobre Portugal.
intviTo Luiz de Olivcira Azevedo
C
- Agentes do Banco Uniao do Pomo.
Competentemente autorisados sacam
por lodosos paquetes sobre o mesmo Ban- ij
para o Porto e Lisboa e para as se- ."
Lagoa.
Lagos.
Lamego.
Leilia.
Monco.
Moncorva.
Aviso
Julgo que o engenho d'agua do Sr. bacharel
Francisco Joao Carneiro da Cunha nao pode ser
vendido por causa das disposiedes testamentarias
a que ainda est obrigado, como demonslrei neste
Diario de 18 de maio passado, ese v no testamen-
to de Henrique Pop pe Cirio, eenhor que foi desse
engenho, e junto aos autos de inventario, e parti-
ihas do mesmo engenho no cartorio do Sr. escrivo
Bautista desta cidade, e tambem por me estar liy-
pothecado : protesto oppr-niu venda se as leis
do paiz derem-me direito.
__________________Marcelino Jos Lopes
Precsase de urna ama captiva ou livre que
saiba lavar eengommar com perfeieao : na ra da
Praia de Santa Rita n. 85.________*~____________
F^ava-se e engomraa-se perfeilamente, e por
preco com modo ; a tratar na ra do Sebn. 19-
iJUBMS y H1 > ti
SEGUROS DE VIDA EM MTALIDADE.
A direccao do BANCO UNIAO tendo ebtid do governo de S. M. F. a autorisaca* para estabele
cer o seguro de vidas em mutualidades, faz publico que desde j toma subscripcoes annuaes por orna
s ver, debaixo das seguintes condicoes :
Com perda de capital e lucros-,
Dito capital smente;
Bito lucros smente;
devendo a primeira liquidacao ter lugar no 1* de Janeiro de 1859.
As vantagens do emprego de capitaes em mutualidade, sao obvias, porque nao smente se co-
in o juro de quantias diminutas, de que avulsas se nao poderia tirar nenhum resultado; mas alm
disso, este rendimento augmentado pelo capital on lucros, ou ambas as cousas, conforme as condicoes
da subscripcio, dos que fallecem. Tambem partido pelos socios sobreviventes tudo aquillo que os so-
cios morosos nos seus pagamentos, sao por este motivo obrigados a pagar, bem como caducidades que
occorrerem pela falta de enmprimento do compremisso social.
As liquidaces sao pelo systema das companhias hespanholas, Tutelar e outras; e para se poder
fazer urna idea do que pode produzir urna entrada annnal de 105, publica-se a seguinte tabella basea-
da sobre a experiencia de muitos annos de companhias desta naturea :
Em annos Em 40 annos Em 15 annos Em 20 annos Em 2b anne.
Por um
menino de 1 dia a 1 anno 1105 4005 9005 2:005 4:7065
de 1 anno a 2 > 905 3005 7505 1:7005 3:7005
de 2 > a 3 > 865 2965 7205 1:6005 1:5605 3:5005
i de 3 a 4 i 865 2805 7105 3:4005
> de 4 a 15 i 865 2705 7005 1:5505 3:3505
pessoa de 15 > 20 > 865 2705 7005 1:5405 3:3365
de 20 > a 30 > 865 2705 7105 1.5605 3:4005
de 30 > a 40 i 865 2705 7205 1:6000 3:7005
> de 40 > a50 t 905 3005 7505 1:8095 5:0005
As entradas por urna s vez dio resultados muito superiores s annuaes.
Porto, 10 de agosto de 1863.Os directores do Banco Uniao, Jos da Suva Machado.F. U. van
dtr Niepoort.
Agentes em Pernambuco : Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C., na da Cruz n. 1.
Ensioo particular
21Rita das Cruzes^1\
Sebastiao Antonio de Albuquerque Mel-
lo, professor particular provisionado pelo
director geral dos estudos, avisa aos pais
de seus alumnos que, transferio a sua
aula para a ra das Cruzes n. 21, pri-
meiro audar, onde contina a leccionar
aos seus discpulos com zelo e dedicacao,
nas materias do ensino primario e secun-
dario. Os senhores que quizerem utili-
sar-se do seu presumo, podem dirigirse
mencionada casa qualquer hora, ob-
?M servando mais qne, est disposto a ensi-
W uar noite alguns preparatorios aos que
ff| nao poderem frequentar de_dia.
co para o Porto e Lisboa
guintes agencias:
Amarantes.
Arcos de Val de Vez.
Aveiro.
Barcellos.
Bastos.
Evora.
ggFafe.
Faro. Chaves.
Vianna do Castello. Coimbra.
Villa do Conde. Covilhaa.
Villa Nova de Porti- Elvas.
mao. Exiremos.
Villa Real. Penna Fiel.
Villa Nova de S. An- PinhaU
tonio Porto Alegre.
Vizeu, Regoa.
Beja. Setubal.
Braga. Taver.
(Braganca. Thomar.
iCaminha. Illia Terceira.
Castello Branco. Faya
Figucira. Madeira.
Guarda. S. Miguel.
Qualquer somma prazo ou a vista,
podendo logo os saques prazo serem
descontados no mesmo Banco a razao de
4 por cento ao anno ; a tratar na ra da
Cruz n. i.
AWSlflCA
Com pequeo defeito, leques de sndalo, por ba-
rato preco, a 85 e 105, chinezes, muito bonitos,
tambem por barato preco de 4 e 55, bentarallas
muito bonitas tambem por barato preco de 4 e 55,
leques de chariio tambem por 45, tudo isto para
acabar, perdendo-se taivez 80 0|0 : s no Vigilan-
te, ra do Crespo n. 7.
Pulseiras.
Lindas pulseiras de contas e o"e missanpa, cores
muilo lindas e de muito gosto a 15 e 15200.
Para segurar manguitos.
Tambem chegaram as ligunhas estreilinhas de
borracha que as senhoras tanto precisan) para se-
gurar os man;uitos por ser muito commodo e mui-
to barate, a 30 o par: s no Vigilante, ra do
Crespo n. 7.
S;i|iali:lins e rucias de seda.
Riquissimos sapatinhos de seda c de merino cn-
feitados, assim como meiaszinhas de seda, gorra-
* zinhas e touquinhas para as crancinl.as se bapti-
, sarem : s no Vigilante, roa da Crespo n. 7.
Yoliinhas.
I Lindas voltinhas de jurlas falsas com cruznhas
fingindo brilhantes, assim como ernzinhas avulsas
e voltinhas, pelo barato preco de 15 e 15200, as
cruzes avulsas a 400 rs. : s no Vigilante, ra do
, Crespo n. 7.
Canelas.
Riquissimas carretas de madreperola proprias
: para qualquer presente, pelo baratissimo preco de
15500 e 25.
Goliohas.
Riquissimas goiinhas e manguitos, o melhor gos-
, to possivel, a 25, 25500 e 35 : s no Vigilante,
ra do Crespo n. 7.
Enfcites para sruhora.
Riquissimos enfeites com laco c sem laco e de
; outros muitos gostos a 15, 15500 e 35 s no Vi-
: gialnte, ra do Crespo n. 7.
Trance! i lis.
Lindos trancelins de cabello para relogio ou lu-
I netas, pelo baratissimo preco de 15500, ditos de
retroz a 200 rs.
Babadiiilios en I re me i os.
Riquissimos babadinhos ntremelos com lindos
desenhos tapados c transparentes, pelo Iwratissimo
Caixeiro.
No armazem de molhados da Brilhante Aurora
precisa-se de um caixeiro desembarazado, que de-
sempenhe sea lugar.__________^_____________
Ra da Penha n. 15.
Manoel Francisco Leite, com loja de surrador,
avisa ao publico e tambem a seus freguezes, que prego de 15200, l&m'ii'cW: son'"vTciante'
reduzio os pregos o mais narato que foi possivel, I ra do Crespo n. 7. '
como sejam : meios de sola limpos para bahuleiro fiiKr-aM'illiae
le selleiro a 180 rs., couros em cabello idem dem ,',1^riinias.
I a 500 rs., vaquetas, couros em branco e preto, e !. brane sortimento de casrarrilhas de diversas
1 tudo o mais pertencente a sua offleina aprempta lar8urag. ass"n como galaozmho e trancinhas pro-
1 com perfeicao.
Precisa-se alugar um preto que entenda de
padaria : na ra do Rangel n. 9._________________
Precisa-se de ma ama de leite : na ra Im-
perial, sobrado n. 87.__________________________
Aluga-se o terceiro andar da casa o. 48 na
ra do Trapiche : a tratar no armazem da mesma
casa.___________________________________________
Precisa-se alugar dous escravos : na rna do
Imperador n. 79. __________________________
Ama
Precisase de urna ama que cosinhe e saiba en-
gommar : na ra da Senzala Nova n. 39, taberna
da esquina que volla para o Becco Largo.
Novamente se pede ao Sr. ajudante de um
dos cornos de linha da guarnicao desta praca, que
mande quanto antes pagar os alugoeis que deve
da casa que oceupou, e dos quaes passou nm tica,
porque nao se pode mais er-perar, do contrario se
cobrar de outra forma que nao agradar muito
ao dito Sr. ajudante.
Precisa-se alugar urna preta que saiba cozi-
nhar e engommar : quem a tiver, dirija-se roa
do Trapiche n. 4, que achara com quem tratar.
. GABINETE
PORTl'Gl'EZ UE LhirtrU EM PER-
VUllHHO.
Achando-sc prximo o termo da actual admi-
nislracao, por ordem da directora convido po-
rem-se em dia com a caixa do estabelecimento to
dos os senhores associados que estilo em atraso de
mensalidades ; e pego a quem se julgar credor do
Gabinete, que aprsente suas contas no praso de
oito dias.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leitura
em Pernambuco aos 21 de junho de 1864.
Joaquim Gerardo de Bastos.
!. secretario.
TINTURARA.
Tinge-se com perfeicao para
cor, e o mais barato possivel:
Rangel n. 3. segundo sedar.
qualquer
Da ra do
Aluga-se muilo barato urnas poucas de meia-
aguas acabadas prximo de se edificar na entrada
dos portes da travessa das barreiras do barro da
Boa-Vista : a tratar na ra do Cotovello n. 25.
COMPRAS.
s no Vigilante, ra do Cres-
Compra-se ouro e prata em obras velhas
paga-se bem: na loja de bilhetes da praca da Inde
pendencia n. 22.
Compra-se um moxo para piano : na ra do
Cabog n. 11, botica.___________________________
Compra-se um preto de meia idade que nao
tenha vicios nem achaques : na ra da Cruz n.
18, armazem.______________________
Compra-se urna casa terrea em qualquer ra
desta cidade, com tanto que seu valor nao exceda
de 1:0005 at 1:6005 : na loja da ruada Cadeia
do Recife n. 17.
Na ra da Cadeia do Recife defronte do Bec-
co Largo n. 25, precisa-se comprar urna casa de
nm andar com quintal e cacimba e na falta della
urna terrea que tenha bons commodos e quintal,
situada em qualquer ra dos bairros da Boa-Vis- .
la, Santo Antonio e Recife mesmo at a rua do das s.m como os hndos copos eu vasos oom ms-
acnara com quem tratar.________________________| no possivel por hoje annunciar, e vista dos
Compra-se um cylimiro americano novo ou freguezes se far todo negocio : na loja do Gallo
que seja servido : na roa do Rangel n. 9. | Vigilante, ra do Crespo n. 7.
LIV4S DE PELLICA
Para homens, mulhcrcs t meninas.
A Aguia-branca, na ra do Queimado n. 8 rece-
ben luvas de pellica, para homens, mnlheres e
meninas.
pnas para enfeites
po n.7.
Fitas.
Grande sortimento de Tilas de diversas larguras
e qualidade, por precos que admiram aos compra-
dores, havendo lilas largas proprias para sinteiros
que se pode vender a 300 rs. a vara, e pera de 3
varas a 25 : s no Vigilante, rna do Crespo n 7
Fitas de 15a.
Fitas de laa de todas as qualidades, proprias para
debrum de vestido a 700 rs. a peca : s no Vigi-
lante, ra do Crespo n. 7.
Ricos, espelhos,
Riquissimos espelhos com moldura dourada e
sem ella de 85, 10,12 e 145, assim como con co-
lumnas de differentes tamanhos a 25, 3, 4, 5e65"
s no Vi guante, ra do Crespo n. 7.
Liados jarros e figuras.
Riquissimos jarros e figuras de porcelana fina
para enfeite de sala, sendo o melhor gosto que aqu
tem apparecide : s no Vigilante.
Para pOs de arroz.
Riquissimos vasos com boneca para pos de ar-
roz, cousa de muito gosto a 15500 e 25, assim co-
mo pacotes s com os pos a 320 rs. cada um : s
no Vigame, ra do Crespo n. 7.
Perfumarlas.
Grande sortimento de extractos e banha?, poma-
VENDAS.
VENDE-SE
A freir enterra/la em vida por Andrade Ferrei-
ra 3 vol. por 35500 ; Conlos ao fogSo por E. Sau-
vestre 1 vol. por 15200 rs.; hernias Peninsulares
por Jos de Torres 2 vol. por 35000; As rumas
do mcu convento por F. de Si 2Vol. por 25500 rs.;
Um philosoplw nas aguas furtadas por E. Sou ves-
tre 1 vol. por 15200 rs.; que ha de ser o mun-
do no anno tres mil 1 vol. por 25500 rs.
Vendem-se duas propriedades de casas ter-
reas, sitas na roa Bella ns. 39 e 45 : traase na
travessa da Madre de Oeus o. 18.
INJECCAO BROW.
Remedio infallivel contra as gnorrheas
', antigs e recentes, nico deposito na bo-
Vendem-se caixes vastos a 1:760 tica franceza, ra da Gnu n. 22, pre-
cada um: a ra das Cruzes n. 44. co 35


Diarlo de -eraambueo Segunda felca.3 9 de Juuho de 184.
I
GRANDE
soi-liineuto de fazendas aovas vindas
pelo vapor inglez para o proprieta-
rio do grande armazem e luja de fa-
zendas da Arara, ra da 'nipcratriz
i. 56, de Loarenco Pereira lleudes
Guiuaies
Peckiocba, a 3200.
Vende-so baratsimo para apurar dinheiro, a
saber: cortes de chitas francezas de cores escuras
e claras cun 10 cavados por 35200, ditos de chitas
inglezas a 25100, ditos de cassas franceas a 2,8 c
2fi500, ditos de cainbraia de salpicos a 2-'00 e 33:
s na Arara, ra da Imperatriz n. 56.
A Arar vende a 210 rs.
Vende-se organd s lino para vestido a iO, 280
e 320 rs. o covado, cassa franceza fina a 320 o co-
vado, gorguro de linho para vestido a 3S0 o cova-
do. : luja da Arara, ra da Imperatriz n. 56.
A Arara vende laaziulias de urna s cor
a 610 rs.
Vendem-se ricas laazinhas lisas proprias para
camas e vestidos, os melhores gostos possiveis, a
640 o covado, ditas Mara Pa muito fina com pal-
mas a 640 o covado: ra da Imperatriz n. 56, loja
da Arara.
Corees de easemira a 2$.
Vende-se cortes de meia casemira para calca a
2, ditos melhores a 24500 e 35, ganga para caifa
a 440 o covado, brim de linho preto a 500 rs. o
covado : ra da Imperatriz n. 56.
Filo de linbo a 32 rs. a vara
Vende-se fil de linho branco proprio para forro
de vestido a 320 rs. a vara, tarlatana de cores
a 640 a vara, fil de linho fino a 800 rs. a vara :
na ra da Imperatriz n. 56.
Veos para senhoras a l.OOO rs.
Vendern-se os mais modernos veos para chapeos
de senhoras a 15 um, de todas as cores, manguitos
de fil e bordados a 500 rs., manguitos e gola a
15, golinhas para senhoras e meninas a 240 c 320
cada urna, camisinhas finas para senhoras a 25 e
45500 : s na Arara, ra da Imperatriz n. 50.
Arara vende os caries de la Hara Pia a 18$.
Vendem-se ricos cortes de la de barra os me-
lhores que tem vindo, pelo prcc,o de 185 o corte,
ditos a 85, vende laazinhas em covado a 240, 280,
320, 400, 500 e 640 o covado, dtas lisas de cores a
640, casemiras para capas de senhoras a 25 o co-
vado : ra da Imperatriz n 56, loja e armazem da
Arara, de Mendes Guimaraes.
Bramante da Arara a 2200 a vara.
Vende-se bramante do linho de 10 palmos a
25200 a vara, panno de linho para saceos e cerou-
las a 640 a vara, hamburgo de linho a 440, 560 e
600 rs. a vara, brim de linho branco fino a 15200,
15400 e 15600 a vara, dito pardo a 800, 640,15 e
1 200 a vara : ra da Imperatriz n. 56.
Chitas da Arara a 210 rs.
Vendem-se chitas finas a 240 c 280, ditas largas
a 320, 360 c 400 rs. o covado, de coros fizas : ra
da Imperatriz n. 56, loja da \rara, de Mendes Gui-
maraes.
Chales da Arara a 2i00.
Vendem-se chales da merino estampados a 25,
25500, 45500 e 55. ditos de la e seda a 15 : ra
da Imperatriz n. 56, loja da Arara.
Oh! que pichincha, a I-'miuii.
Yendem se lencos de seda grandes a 15, ditos
pequeos a 800 rs.", gravaos de seda de cores a 500
rs., ditas pretas de la c largas a 800 rs.. collari-
nho para homem a 400 rs., meas cruas a 200, 240,
300 e 500 rs. o par : ra da Imperatriz n. 56, loja
da Arara.
Fazendas pretas para lulo, eassas, a 320 rs.
Vendem-se cassas pretas para luto a 320 o cova-
do, veos pretos para chapos da senhoras a 15,
luvas de seda pretas a 15, princeza preta enfesta
da a 640, 800 e 15 o covado, alpaca preta a 500,
640 e 800 rs. o covado, laznha preta a 640, mo-
rim e bombazna : ra da Impcralric loja da Ara-
ra n. 56.
Cirandc sort intento de roiipa
ffetta.
Vende-se paletots de panno preto a 16-3. 145,
123. 105, 85 e 65, ditos de brim de cor a 35500,
35e25aO0, ditos de meia casemira a 45500 e33'00
calcas de brim a 35 e 25500, ditas de brim bran-
co a 45500 e 35500, ceroulas de linho a 2-3000 e
15800, camisas francesas de linho a 35, lilas de
algodo a 25500 o. 25300 : na ra da Imperatriz,
loja Arara n. 56.
Nao esqueean os baldes da Arara.,
Vendem-se lialoes do 15, 20, 30 e 40 arcos a 35,
35500, 45 e 455OO, ditos de brilhanlina a 43, co-
bertas de chita a 25, ditas de damasco a 45, dhas
de fusto a 55 : ra da Imperatriz n. 56, loja da
Arara.
Soulaoibarque da Arara a 20 e 2o$.
Voude-se soulambarqucmuto bem enfeitadoaSO
255 cada um, veos pretos e de cores para senho-
ras a 15 cada um, riscados franeczes a 280 o co-
vado. Todas as fazendas existentes neste estafoe-
lecimento vendem-se por preco baratissimo, e do-
se amostras cora penhor, ou manda-se levar as fa-
zendas casadas familias pelo caixeiro da loja da
Arara, ra da Imperatriz n. 56.
Corles de cassa da Arara a 2$000
Vcndem-se eortes de cassa a 25, ditos de dita a
25400, cortes de babados a 35 : ra da Impera-
triz n. 56, lo a da Arara.
MACHINAS DEPATEIVf
de tranalhar man para
desearocar algodo
FABRICADAS
Por Plant Brothers & C.
0LDA1
Estas machinas
podem desearocar
qualqner especie
>de algodao sem
-estragar o fio,
'sendo bastante
duaspessoaspara
otrabalho; pode
desearocar urna
arroba de algo-
do em caroco
em 40 minutos,
on 18 arrobas
por 4& ou 5 ar-
robas de algodo
liana
Esta machina
a naica que
pos*e as raniagens de nao destruir o fio do al-
godo e de fazer render o dobro de qualquer ou-
tra eom menos trabaltto, a sua introdcelo para
as provincias deste imperio ser de muito valor
para todos os interessados na lavoura do paic
Asaira eoaa machinas em ponto grande do mes-
mo systeina,ora/jl serem movidas por animaos,
agua oa por, pas oaes podem desearocar 18 ar-
robas de algodo ampo por dia.
algodo desearocado por estas machinas tem
tnuito mais estimacao nos mercados de Europa e
ende-se por maiorprecb.
As mach'"" se acaam venda unicamenie em
cstA de
Saunders Brolhers & C.
IV. II, praea do Corno Santo
RECIFE.
Os nteos agentes nesle paiz.

Na fabrica de sabo da ra do Rangel n. 34 con-
tinua-se a vender sabio amarellomassa, tanto em
2m como a retalho, a J00 rs. a libra.
Grande liquidaeao
de fazendas na loja do Pao, ra da Imperatriz b.
C0, de Cama k Silva.
AcOa-se este estabeleclmento completamente sor*
tido de azendas inglezas, francezas, allemes e
suissas, proprias tanto para a praca como para o
mato, prometiendo vender-se mais barato do qu
em outra qualquer parte principalmente sendo em
Borraj e de todas as fazendas do-se as amostras
deixando ficar penbor ou mandam-se levar em car
sa peles caizeiros da loja do Pavo.
As chitas do Pavo.
Vendem-sc superiores chitas claras e escuras pe-
lo barato preco de 240 e 280 rs. sendo tintas segu-
res, ditas francezas linas a 320, 340, 360, 400 e
500 rs., o covado, ditas pretas largas e estreitas,
riscados escocezes finos a 240 rs. o covado, isto na
loja do Pavao ra da Imperatriz n. 60 de Gama &
Silva.
As eassas do Pavao a 210, 280, 300 e 320 rs.
Vendem-se flnissimas cassas persianas cores fi-
zas a 320 rs. o covado, ditas francezas muito finas
a 240 e 280 rs., ditas ingzezas a 240 e 280 rs. o
covado, finissimo organuy matisado com desenhos
miudiuhosa 320 rs. o covado, cassas garibaldinas
muito finas a 320 rs., isto na loja do Pavo ra da
Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
As laaziahas da eiposico do Pavo.
Vendem-se as mais modernas laazinhas mossan-
bique chegadas pelo ultime vapor francez sendo
de urna s cor ou de listas miudinhas com 4 pal.
mos de largura, proprias para vestido de senhora,
roupa para meninos e capas, e pelo baratissimo
preco de 530 rs. o covado, ditas entestadas trans-
parentes de quadrinhos a 500, 400 e 360 rs. o co-
vado, ditas matisadas muito finas a 500 e 400 rs.,
ditas mais baratas do que chita tambera matisadas
a 320 rs. o covado, ditas a Mara Pia com palma
de seda e 4 palmos de largura a 800 rs. o covado,
i ditas de urna s cor parda, azul, cor de lyrio e
perola proprias para vestidos, sautembarques e
garibaldes a 720 rs. o covado, ditas escocezas a
800 e 400 rs isto s na loja do Pavo, ra da Im-
peratriz n. 60, de Gama & Silva.
Os chales do Pavo.
Vendem-se finos chales de crepon estampados
pelo barato preco de 65, 75, 85, ditos de ponta re-
donda a 75 e 85, ditos pretos ricamente bordados
a retroz com vidrilho a 125, ditos pretos lisos a
55, ditos de cores a 45500 e 55, ditos de merm
estampados a 25 e 35, ditos de la a 15280 e 25,
ditos de retroz prcto para luto a 65, isto na loja
do Pavo ra da Imperatriz n. 60, de Gama &
Silva.
0 Pavo vende para lulo.
Vende-sc superior setim da China fazenda toda
de la sera lustro tendo 6 palmos de largura pro-
prio para vestidos, paletots, capas etc., pelo bara-
to preco de 25, 2520O, 255OO o covado, cassas
pretas lisas, chitas pretas largas e estreitas, chales
de merino lisos e bordados a vidrilho, manguitos
comgollinhas eoutros muitos artigos que se ven-
den) por precos razoaveis : na loja do Pavao ra
da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
Os vestidos do Pavo
Vende-se ricos vestidos de grosdenaple preto ri-
camente bordados a veludo pelo barato preco de
405, sendo fazenda que sempre se vendeu a 1005
e 1205 ; ditos de cambraia brancos ricamente bor-
dados a croch, sendo proprios para baile e casa-
mento a 10, 15, 20 e 305; ditos de la com lindas
barras a 18 e 155 5 isto na loja do Pavo ra
da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
Os pannos do Pavo.
Vende-se panno prcto muito superior pelo barato
preco de 25, 25500,35 e 3&500, ditos muito finos a
45, 55 e 65, corles de casemira preta enfestada a
45, 45500 e 65, casemira preta fina de urna s
largura muito lina a 15800, 25, 25500 e 35, cor-
tes de casemira de cor a 55, 55500 e 65, casemi-
ras enfestadas de urna s cor proprias para cal^a,
paletots, colletes, capas para senhora, roupas para
meninos a 35 e 3*500 o covado, isto na loja do
Pavo, ra da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
A roupa do Pavo.
Vendem-se paletots de panno preto sobrecasa-
cos fazenda muito boa a 125, ditos muito finos a
165, 20?, 255 e 305, calcas de casemira preta boa
fazenda a 45500,55, 65, 75 e 85, paletots saceos
de panno preto a 75, ditos de casemira de cor a
65 e 75, ditos de alpaca preta, ditos de merino
preto, ditos de brim de cores, calcas de casemira
de cor a 45, 55,65,75, ditos Je casemira da
Escossia a 35, ditos de brim pardo a 23500, ditos
de cor a 25 e 25500, ditos brancos muito finos,
sto na loja do Pavo, ra da Imperatriz n. 60, de
Gama & Silva.
Os cortinados do pavo.
Vendem-se ricos cortinados proprios para janel-
la e camas pelo barato preco de 95 o par, sendo o
melhor que ha no mercado : na ra da Imperatriz
n. 60, de Gama & Silva.
As colchas do Pavo.
Vendem-se colchas de linho alcochoadas pro-
prias para cama pelo barato prego de 55 cada nma
na ra da Imperatriz n. 60, de Gama A Silva
As preealas do Pavo.
Vendem-se as mais lindas preealas que tem vin-
do ao mercado chegadas pelo ultimo vapor fran-
oez, polo barato proco de 600 rs. o covado, ditas
de listrinha muito miudinhas proprias para vestidos
e roupas de mentimos e meninas pelo birato preco
de 500 rs.; so Pavo ra da Imperatriz n. 60,
loja de Gama & Silva.
Os sotiteanbarques do Pavo
10# e 15s o Pavo.
Vendem-se os mais lindos souteanbarques que
tem vindo ltimamente de lazinha e casemira ri-
camente bordados e enfeitados, cures muito delica-
das pelo barato prego de 105 e 155 ; fazeoda_esta
que em outras lojas se venden) por 205 c 255,
s para liquidar : na loja e armazem do Pavo
ra da Imperatriz n. 60 de Gama & Silva.
As chitas do Pavo a 04OO e
S#SOO o corte.
Vendem-se cortes de chita com doze covados
cada corte, ditos com dez covados a 25400, fazen-
da muito boa, e que nao desbota, s na loja do Pa-
vo tem esta pechincha ; a ra da Imperatriz n.
60 de Gama (S Silva.
Lias de urna s cor.
Vendem-se lazinbas de urna s cor, sendo en-
carnada, azul, cinzenta, cor de caf, lirio claro, li-
rio roxo cor de perola pelo baratissimo prego de
640 o covado, fazenda muito fina s o Pavo, ra
da Imperatriz a 60 loja e armazem de Gama &
Silva.
Panno de linho.
Vende-se panno de linho com 4 palmos de lar-
gura proprio para lences, toalbas e ceroulas pelo
barato preco de 640 rs. a vara, bramante de linho
com 10 palmos de largura a 25500, algodozinho
monstro com 8 palmos de largura a 15, pecas de
.Hamburgo com 20 varas a 95, 105 e 115, pecas de
rmadapolao fino a 75500, 85, 95 e 105, ditas de
algodozinho a 65, 65500 e 75, e outras mnitas
fazendas brancas que se venden) muito baratas
afim de apurar dinheiro : na loja do Pavo ra da
imperatriz n. 60, de Gama & Silva,
O bramante do Pavo con doze
palmos de largura.
Vende-se bramante de linho puro, muito fino com
doze palmos de largura o melhor e mais largo que
tem vindo ao mercado pelo barato preco de 25800
rs.a vara ; s na loja do Pavo de Gama &- Silva,
aua da Imperatriz n. 60.
As preealas do Pavio.
Vendem-se as mais lindas preealas qus tem vin-
do ao mercado chegadas pelo ultimo vapor francez,
pelo barato preco de 600 rs. q covado, ditas de lis-
trinha muito miudinhas proprias para vestidos e
roupas de meninos e meninas pelo barato prego
de 500 rs.: s o Pavo ra da Imperatriz n. 60,
loje db Gama & Silva.
06 bales do Pavao.
Vendem-se crinolinas ou baloes de 30 arcos tan-
brancos como de cores, sendo americanos qqf
sao os melhores por se nao quebrarem a 3500.e
de 35 arcos a 45, ditos de musselina com babados
45, ditos para menina a 25 e 35 : na loja do Pa-
vao ra da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
0 Pavo vende 8#.
Vendem-se os mais lindos cortes de vestidos a
Maria Pia, com lindas harpas de seda, sendo che-
gados pelo ultimo vapor francez pelo barato preco
de 85 cada um : s na loja do Pavao ra da Impe-
ratriz n. 60, de Gama & Silva.
Os baloes do Pavo.|
A 2*500 s o Pavio.
Vende-se bales com 20,25 e 30 arcos pelo bi-
ratissimo preco de 25500, assim como tem um
completo sortimento de baldes para meninas de to-
dos os tamannos pelo baratissimo pre?o de 25500,
notando que sio baldes de arcos os melhores que
tem vindo da America Ingleza, vendem-se por este
preco para liquidar : s na loja e armazem do
Pavao ra Imperatriz n.60, de Gama & Silva.
ESPLENDIDO SORTIMENTO DE MOLHADOS
ir. o rua no t iu:mo iv.
Esquina que volta para a ra do Imperador
Acaba de receber de sua propria encommenda um grande e variado sortimento
de molhados todos primorosamente escolhidos, por isso apresa-se o proprietario em
offerecer aos seos freguezes e ao publico em geral a seguinle tabella dos seus gneros e
resumidos pregos, aancando todo e qualquer genero vendido neste bem conhecido ar-
mazem.
PARA A FESTA
DE
S. JOAO E S. PEDRO
Amendoas confeitadas de 800rs. a libra. | ja, canella, cravo, ortel pimenta a l.ooo
Manteiga inglezaperfeitamente flor, a 9oo rs, | rs. a duzia 1,000 rs. a garrafa, garante-se
libra,
dem franceza a Coo rs. a libra, e 58o rs.
sendo em barril.
Cha uxim a 2,7oo rs. a libra, e de 8 libras
para cima a 2,6oo.
dem perola a 2,8oo rs.
cima a 2,7oo,
que os melhores que temos tido no mer-
cado.
Passas em caixas de 1 arroba '/* e */t a 8,5oo,
i,5oo e 2,3oo rs. a caixa, e 5oo rs. a libra
garantc-se serem muito novas, e graudas.
e de 8 libras para dem corinthias proprias para podim a 9oo
rs. a libra,
dem hysson o. mais superior que se pude Marmeladas dos mais afamados fabricantes de
desejar a 2,6oo e de 8 libras para cima Lisboa a 64o rs. a libra,
a 2,5oo rs. .; Ervilhas secas muito novas a 16o rs. a libra,
dem menos superior a 2,4oo e de 8 libras Grao debico muito novo a 60 rs. a libra.
para cima a 2,3oo rs. Ervilhas francezas em latas a 600 rs.
dem proprio para negocio a 2,3oo, de 8 li- Potes com sal refinado a 48o rs.
bras para cima a 2,2oo. Fumo de chapa americano a i,4oo rs. a libra
dem do Rio em latas de 2, 4,6 e 8 libras! fazenda especial.
cada urna a 2, 3, 3,5oo e 4,8oo rs. a lata. Presunto para fiambre inglezes a 7oo e 800
dem preto o melhor que se pode desejar] rs.a libra.
neste genero a 2,8oo rs. j Chouricas e paios mnito novos a 64o a libra,
dem menos superior a esse que se vende' Caixas de traque n. I a 8;}500 cada urna.
por, 2 e 2,4oo, a 4,8oo rs. a titira. Massas para sopa macarrao, talharim aletria
dem mais baixo bom para negocio a i.Soo! a 4oo rs. a libra.
rs. a libea.
dem miudinho proprio para negocio a 1,000
rs. a libra.
Queijos do reino chegados neste ultimo va-
por a 3,000.
dem prato m melhores e mais frescos do
mercado a 76o rs. a libra sendo inteiro.
dem londrino a 600 rs., e sendo inteiro a
5oo rs. a libra, vende-se por este preco
pela porco que temos cm ser.
Biscoitos em latas de 2 libras das seguinles
marcas : Osborne, Craknel, Mtxed, Victo-
ria, Pec-nic, Fance, Machine c outras mui-
las a i ,3oo e i 4oo rs.
Polvos chegados ltimamente do Porto a 32o
latas de 5 libras
rs. a libra.
Balachinha de Craknel em
bruto a 4,ooo rs.
dem inglezas em barricas a mais nova do
mercado a 2,oo rs. a barrica c 24o rs. a
libra.
Cartoes <;om bolas francezas proprios para
mimos ou para anjos que vao as procis-
soes a 600 rs. cada um.
Peras seccas as mais novas do mercado a 4oo
rs. a libra.
Figos de comadre em litas de 4 e 8 libras
lacradas hermticamente a l,4oo e 2,2oo
rs. a lata.
dem em caixinhas de 8 libras a l,8oo, (
24o rs. a libra.
Nozes muito novas a 120 rs. a libra, 4,000
rs. a arroba.
Amendoas confeitadas a 800 rs. a libra.
dem de casca mole a 32o rs.
Vinhos engarrafados no Porto e Lisboa das
seguintes marcas: duque, genuino, vefho
secco especial, lagrimas doces, vinho es-
pecial D. Pedro V, nctar superior de
1833, duque do Porto de 1834, vinho do
Porto, velho superior, madeira secca, Por-
to superior D. Luiz I, e outras muitas
marcas, em caixa de urna duzia a 10,000 e
l.ooo rs. a garrafa.
dem branco de uva pura a 64o rs. a garra-
fa e 4,000 a caada.
dem superior a 5oo rs, a garrafa e 3,2oors.
a caada.
dem em pipa Porto, Lisboa e Figueira das
marcas mais acreditadas a 3,8oo a caada
e 5oo rs, a garrafa.
dem de marcas pouco conhecidas a 4oo rs.
- a garrafa e 3,ooo rs. a caada.
Especial vinho Lavradio sem a mais pequea
composicao a 560 a garrafa e 4,ooo rs. a
caada.
Farinha do Maranho a 240 rs. a libra.
Ricas caixas com figos a l.ooo rs. cada urna.
Ricos livros com figos l,ooo rs.
Pomada a 200 rs. a duzia, sevada muito no-
va a 80 rs. a libra, e 2,5oo a arroba.
Garrafoes com 4 V* garrafas de vinho supe-
rior a 2,5oo rs. com o garra fo.
dem com 4 '/ditas de venagre a 1,00o rs. o
garrafo.
Vinagre PRR em ancoretas de 9 caadas a
15,000 rs. com aancoreta
dem em pipa puro sem o balismo a 2oo rs.
a garrafa e l,4op rs. a caada.
Caixas com 1 duzia da garrafas de vinho Bor-
deara fazenda muito especial a 6,800 rs.
a caixa e 7oo rs. a garrafa.
Licores francezes e portuguezes das seguin-
tes marcas cremg de violetas, gerofles, ro-
sa, absinto vespeiro, amor perfeito, amen-
dua amarga, percicot. de Turin, Botefim,
morangos, limSo, caf, laranja, cidra, gin-
Cognac verdadeiro inglez a 8,5oo rs. a caixa
e 800 rs. a garrafa.
dem francez a 7,000 rs. a duzia e 7oo rs.
garrafa.
Charutos em grande quantidade c de todos os
fabricantes mais a creditados a l,5oo,
2,ooo, 2,5oo, 3,ooo e 4,ooo rs. a caixa,
os mais baixos sao dos que por ahi se ven
dem a 2,ooo e 2,5oo rs.
Caf de premeira qualidade a 8.800 e 9,iioo
rs. ajarroba.
dem de segunda qualidade a 8,5oo rs. a ar-
roba e26o rs. a iibra.
Arroz do Maranho a 12oxs. a libra, 3,ooo rs.
a arroba.
dem da India muito superior a 2,9oo rs. a
arroba, e loo rs. a libra.
dem mais baixo redondo a 2,600 rs. a libra.
dem da India comprido a 2,4oo rs. a arro-
ba, e 80 rs. a libra.
Vellas de carnauba do Aracaty a 9,ooo rs. ar-
roba, e 32o rs. a libra.
dem de sebo muito dura fingindo esparmace-
te 36o rs. a libra.
dem de esparmacete a 5io rs. a libra, e em
caixa a 52ers.
Papel o melhor que se pode desejar para os
Srs. empregados pblicos a 5,00o rs. a res-
ma, j se vendeu por 7.ooo rs.
dem almaco pautado e liso a 3,ooo rs. a resma.
dem de peso pautada e liso a 2,5oo rs. a
resma.
dem a zul de botica ou fugueteiroa 2,2oo rs.
a resma,
demerabrulho de 1,2ooa l,4oo rs. a resma.
Ameixas francezas em latas de 1 '/ l'Dra a
l,2oo e8oors. a libra,
dem em frascos de 3 libras a 2,5oo rs., s o
frasco valle l.ooo rs. tambem temos em
frascos para 1,4oo rs.
Conservas inglezas a 800 rs. o frasco.
Molhos inglezes a 800 e 1,000 rs. o frasco.
Mostarda preparada em potes muito nova a
2oo rs.
Latas com 2 a 4 libras de caj secco o mais
bem arranjado possivel a 1,80o e 2,8oo
rs. a lata.
Cerveja Tenente verdadeira a 6,800 rs. a
duzia.
dem de outras marcas preta e branca a 5,5oo
e 6,000 rs. a duzia inteiras.
Vassouras de piassava com 2 arcos de ferro
vindas do Porto a 32o rs.
Cebollas muito novas a l,ooo rs. o molhoe
800 rs. o cento.
Chocolate portuguez hespanhol e francez de
1,000 a l,2oors. a libra.
Geoebra de Hollonda em frasqueiras a 6,000
e 56o rs. o frasco.
dem em botijas a 4oo rs.
dem em garrafoes de 14 garrafas a 5,2oo rs.
Palitos do gaz a 2,2oo rs. a groza e 2o rs. a
caixa.
dem de dentes lixados em macos grandes
com 2o rs. o macinhos a 12o rs. omasso.
Cominhos muito novos a 32o rs. a libra e
lo.ooo a arroba.
Sag muito novo a 24o rs. a libra.
Cevadinha de Franca a 18o rs. a libra.
Milho alpista a 14o rs. a libra e 4,5oo rs. a
arroba.
Gomma a 28o rs. a libra e 5,4oo a arroba.
Peixos em latas a 1,00o rs. a lata j prompto
3 coni6r~sc.
Farello de Lisboa marca N. e Biato saceos
fregu
PRINCIPAL
CN
'DE
(Vio se eaganem com a mitra)
AMIGOS!
Nao leiam este annuncio com precjpitaro.
Confrontem os precos dos oulros annunciantes.
Venham ver os gneros que temos expostos a venda.
A vista l'az fe.
Nao temos palavras bombsticas.
Nao nos encnlcamos o primeiro recebedor de conla propria.
Nao desacreditamos ao collega porque nao quiz ser nosso socio.
Val a tuo 111 toca.
Para abastecer a todos os habitamos desta bella provincia ainda nao siio sufflcien-
tes as casas que actualmente oxistem alienas com grandes proporefics para lereti ubi
magnifico sortimento de molhados; assim, pois, os proprietarios do Armazem Principal
nao invejam a sorte dos seus collegas.
Habitantes de Periianibuco.
Nos temos um exeellente sortimento dos melhores gneros que se pude acl:ar
em nosso mercado. Vinde ao nosso estabelecimento, e se a vossa boa fe lr illudida
urna s vez ao menos, castigai-nos nao voltando mais a nossa cusa.
Amendoas confeitadas de bonitas coros a dem de Hollanda em garrafoes com :>i
l,ooo rs. a libra. garrafas a 7,2oo rs. com o garrafo.
dem de casca muito novas a 3oo rs. a libra. Lenlilhas exeellente legume para topa e gui-
Avellaas a 2oo rs. a libra. zados a 2oors. a libra.
Ameixas francezas em caixinhas com lindas'Licores francezes de todas as qnaJidades a
estampas a l,2oo, l,4oo e l,6oo rs. cada: 800 c 1,000 rs. as garrafas grandes.
una. Manteiga ingleza perfeitamente flor a 800 e
dem em frasco de vidro com rolha do mes- ] 96o rs. a libia.
mo ou de metal, a l,2oo e 14oo rs. ca- dem franceza nova j deste anuo a 600 rs.
da um.
dem em frasco grandes 2,5oo rs. cada um.
dem em latas de 1 '/i e 3 libras a l,2oo e
2,ooo rs.
Arroz da India e Maranho o melhor que se
p le desejar a loo e 12o rs. a libra e
2,8oo e 3,4oo rs. a arroba.
Azeite doce de Lisboa a 600 rs. a garrafa,
e 4,8oo rs. a caada.
dem francez clarificado em garrafas bran-
cas a 9oo rs. cada urna, e 10,000 rs. a
caixa com 1 duzia.
Alfazema muito nova e limpa a 32o rs. a li-
bra.
Alpista a -Ito a libra, e 4,600 rs. a arroba.
Bolachinhas de Lisboa da fabrica do Beato
Antonio das seguintes qualidades: aguae
sal doces, e imperiacs em latas de 6 li-
bras a 3,ooo rs. e de 3 \'i libras a !,ooo
rs. eem libra a 64ors., estas bolachinhas
torna-se muito recommeudavel com es-
pecialidade para os doentes.
Biscoitos e Bolachinhas de suda em latas, de
todas as qualidades c marcas que se pro-
curar a 1,35o rs. a lata.
Bollos francezes em cartoes e de diversas
qualidades a 64o rs. cada um.
Banha de porfi verdadeira refinada a ioo
rs. a libra e em barril a 38o rs.
Batatas novas a.lGOrs. a libra.
Bolachinhas inglezas ltimamente desembar-
cadas a 24o rs. a libra e 2,ooo rs. a bar-
rica.
Champagne das marcas mais superiores que
at boje tem vindo a nosso mercado a
l8,ooo rs. o gigo, l,5oors. a garrafa in-
teira, e 800 rs. as meias.
Cha uxim o melhor que se podo desejar e
que outro qualquer nao vende por menos
de 3,ooo a 2,7oo rs. a libra
dem perola especial qualidade a 2,600 e
. 2,8oo rs. a libra, garante-se a qualidade
d'este cha
dem hysson o melhor que possivel en-
contrarle a 2.4oo e 2,6oo rs. a libra.
dem do Rio em latas de 2, 4, 6 e 8 libras
a l,2oo e l,4oo rs. a libra.
dem preto muito fino a l,6oo rs. a libra.
Chocolate das melhores qualidades, francez,
hespanhol e suisso a l.ooo, l,2oo e l,4oo
rs. a libra.
Charutos do acreditado fabricante Jos Fur-
tado de Simas em 1 caixas das seguin-
tes marcas Pariziences, Suspiros, ili-
cias, Napoleoes e Guanabaras a 2,3oo rs.,
e em caixas inteiras Trovadores a 3,ooo
rs. cada urna.
dem de oulros muitos fabricantes c de
differentes marcas para l,5oo rs. as mei-
as caixas de suspiros a l,6oo, 2,ooo e
3,000 rs. as caixas inteiras.
Conservas inglezas a 800 rs. o frasco.
dem franceza a 5oo rs.
Cognac inglez das melhores marcas a 1,00o
rs. a garrafa e lo,ooo rs. a duzia.
dem francez suporior qualidade 800 rs. a
garrafa e 9,ooo rs. a duzia.
Cominho e Erva-doce a 4oo rs. a libra.
Cravo da India a 600 rs. a libra.
Canella a 1,000 rs. a libra.
Copos finos para agua a 5,000 rs. a duzia, e
5oo rs. cada um.
Caf do Rio superior a 28o o 32o rs. a li-
bra, e 8,800 e 9,5oo a arroba.
Doce fino de goiaba a 600 rs. o caixo.
Ervilhas portuguezas ltimamente chegadas
a 7oo rs. a lata.
dem seccas a 16o rs. a libra.
dem j descascadas a 2oo rs. a libra.
Farinha de araruta verdadeira a 32o rs. a
libra.
Figos em caixinhas muito bem enfeitadas a
a l,ooo rs. cada urna.
dem em latas ermilicamente lacradas a
l,5oo e 2,5oo rs. cada urna,
dem em caixas de '/ arroba a 2,5oo rs. ca-
da urna, e 2oo rs. a libra.
Graixa moito nova a loors. a lata e 1,000
rs. a duzia.
Genebra de Hollanda em frasqueiras com 12
frascos por 6,000 rs. e 56o rs. o frasco.
dem de laranja a l,ooo rs. os frascos gran-
des e U,ooo rs. a caixa com 12 frascos.
dem de Hollanda em botijas a 4oo rs. ca-
da urna.
dem em garrafoes de 16 garrafas a 4,800
Ts. com a garrafo.
a libra, e 060 rs. em barris inteiros.
Marmelada especial dos melhores fabricantes
de Lisboa a oo c 64o rs. a libra, ha latas
de differentes tamaitos.
Massa de tomate em latas de i libra oo rs.
cada urna,
dem para soda eslrelinha, pevkle e rodinha
em caixinhas surtidas a 3,ooo e 3,5oo rs.
cada urna c 5oo rs. a libra,
dem macano, talerim e aletria a ioo rs.
a libra.
Mostarda franceza preparada em fraseo a ioo
rs. cada um.
Molho inglez em garnifinhas com rolhas di
vidro Gio rs. cada urna.
Marrasquino verdadeiro de Zara a l,000rs
a garrafa, 10,000 rs. a caixa eom l duzia.
Nozes muito novas a 16o rs. a libra.
Prezunto Je fiambre superior a 600 rs.
dem do Porto pata patulla a 5oo rs. a libra
Passas novas a i8o rs. a libra.
Peixe em latas de differentes qualidade.; co-
mo, savel, corvina, govas, pescadinhae
oulros a l.ooo rs. a latas.
Palitos para dentes a lio e 16o rs. o masso
dos melhores.
Painco o mais novo e limpo a 16o rs. a libra.
e i,5oo rs. a arroba.
Palitos do gaz a 2, loo rs. a groza, 2oo rs. a
duzia, c 2o rs. a caixinhas.
Queijos flamengos chegados neste ultimo va-
por, a
dem prato muito fresco a 800 c 9oo rs.
a libra.
dem suisso a melhor qualidade que al lio
je tem vindo ao nosso mercado a 800 rs.
a libra. _
Sal refinado em polos de vidro a oo rs. ca-
da um.
Serveja das melhores marcas a 6,000 rs. a
duzia, e .*>o rs. a garrafa.
Sardinha de Lisboa c Nantes em quartos c
meia latas a 38o 58o rs. cada nma.
Sag mnito novo c alvo a 2io rs. a libra.
Sevadinha de Franca 18o rs. a libra. '.
Sevadaa loo rs. a libra, e 2,8oors. a arroba.
Traques de l.n qualidade a 8,5oo rs. a cai-
xa, e22o rs. a carta.
Toucinho novo de Lisboa a 24o e 32o rs. -
libra.
Tijollo paralimpar facas a 15o rs. cada um.
Vinho em pipa Porto, Lisboa e Figueira das
melhores marcas a 3,8oo rs. a caada, e
5oo rs. a garrafa.
Idem[do Porto Lisboa e Figueira de marcas
menos conhecidas a ioo rs. a garrala. e
2,8oo rs. a caada.
dem Colares especial vinho a 600 rs. a gar-
rafa.
dem Lavradio muito fresco nao levando com-
posicao a 56o rs. a garrafa, e 4,000 rs. a
caada.
dem branco de uva pura a 56o rs. a gar-
rafa, e 4,5oo rs. a caada.
dem mais baixo a 4oo rs. a garrafa, e 3,ooo
rs. a caada.
dem Bsrdeaux em caixas de 12 garrafas das
marcas mais acreditadas a6,5oo e 7,oo.>
rs. a caixa.
dem muito especial que raras vezes vera ao
nosso mercado a 1,2oo rs. a garrafa, ga-
rantc-se que por este mesmo preco d pre-
juizo e s se encontra n'este armazem.
dem do Porto em caixas com 12 garrafas
das seguintes marcas Lagrimas do Douro,
Duque do Porto, Genuino, Velho Particu-
lar, malvasio fino, D. Pedro V, D. Luiz
I, Nctar e outros a 9,ooo e lo.ooo rs.
a caixa c 9oo a 1,00o rs. a garrafa.
dem Muscatel superior a 1,000 rs. a garra-
fa, e lo,iin rs. a caixa com 1 duzia.
Vinagre puro de Lisboa a 2oo rs. a garrafa
e 2,4oo rs. a caada,
dem em garrafoes com 5 garrafas a l,ooo
rs. com o garrafo.
Vassouras do Porto de arcos de ferro a 32o
rs. cada urna
dem de escova para esfregar casa 36o rs.
cada urna.
Vellas de espermace'e superiores a 56o rs.
a libra, e 52o rs. em caixa.
dem de carnauba refinada e de composicao a
36o rs. a libra, e de lo,ooo a ll,ooo rs. a
arroba.
grandes a 4,000 rs.
Q^i^rt^^laa^lin^ Unie e Commercio declara jos seus trege
zes e amigos e ao publico em geral, que para facilitar a commod.dade de todos est.pulou
os mesmos precos nos seguintes lugares:
Uniao e Commercio ra do Quemado n. 7.
O Verdadeiro Principal ra do Imperador n. 40.
Folha de Flandres.
Grande sortimento de folha de Flandres: na ra
da Cadeia do Recife n. 56 A, loja de ferragens de
Bastos.
Bichas de Hamburgo.
Vende-se bichas de Hamburgo, as melhores que
tem vmdo este mercado, por proco muito barato:
na rna Nova n. 61, defronte da Ulma. cmara mu-
nicipal.
Empreza daiUuminacao
gaz.
Tedas as vendas de apparelhos e reclamaoes
(por escripto dando o nome, morada, dat, etc.),
devem ser feitas no armazem da ra do Imperador
n. 3!. Os machinisus mandados para attender a
estas, apresentarab um livro que os reclamantes
deverao assignar logo depois de prompto o servico
reclamado ; isto para que a empreza fique sciente
de baverem os mesmos senhores sido devidamen-
te attendidos.
AGENCIA
DA
Ferros para onrlves.
Na ra larga do Rosario o. 24, loja de ourives,
vendera-se todos os ierres e utencilios de ourives.
FNDICAO DE LOW-MOOR.
Rna la S aulla nova i. 42.
Neste estabelecimento contina a haver
um completo sortimento de moendas e meias
moendas para engenho, machinas de vapor
e tachas de ferro batido e coado, de todos os
tamanhos para ditos.
Arados americanos e machinas para
lavar roupa: em casa de S. P. Johnston C,
rna da Senzalla Nova n. 42.


Diarlo e rrrBibnrt ... stgtinda letra 17 de Jiinho e i4.
,Largo da f *
.Santa Cruz ful
cimero
12 e 84. 1
Esquina da*
ra do
Sebo n. 12-
e84.
BUHANTE Al
AURORA BRILH4NTE
GRANDES ARMAZENS DE MOLHADOS.
Francisco Jos Keroandes Pires proprietario dos armazens de molhados denomina-
dos Brilhante Aurora e Aurora Brilbante, ao largo da Santa Gru ns. 12 e 84 (esquina
da ruado Sebo),faz sciente ao respeilavel publico desta oidade c do interior que nos
seus importantes estabelecimentos vender sempre gneros novos e de primeira quali-
dade e vender a todos pelo mesmo preco.
O completo sortimenlo de todos os gneros finos 8 grossos que costumam ter oulros
estabelecimentos desta ordem se encontrarlo sempre nos armazens da Hrilhante Aurora
e Aurora Brilhante e sempre em grande escala a vontade dos Srs. compradores.
O proprietario dos armazens Brilbante Aurora e Aurora Brilhante pede a todos os
senbores esenhoras que quando tiverem de mandar suas relacoes a estes estabelecimen-
tos por seus criados seja em carta fechada ou com grande recbntmendacao a es*tes arma-
zens, certos de que sero tito bem servidos como se viessem pessoalmente.
A Brilhante Aurora e Aurora Brilhante troca qualquer um genero que por acaso
nao agrade e recebe as libras esterlinas a 9,sendo por compra: a tabella de seus gneros
ser mudada todas as semanas.
Amendoas confeitidas parasortes a libra l&. Vinho muscatel duzia 105 e garrafa U.
Mauleiga ingleza flor a 800, e 960 rs. Dito branco proprio de Lisboa caada 48O0
Dita mais abaixo a 640 e 720 rs. e garrafa 640 rs.
Dita franceza nova libra 640 e e n barril a Vinho branco de muito boa qualidade cana-
60rs da 4 e garrafa 480 rs.
Chocolate saut muilo novo al30 a libra. Dito Xerez lino a caada 7&500 e garrafa a
Cha perola o melhor que ha ( redondo) a' 15200.
2gar-
libra 35200.
Dito dito niais abaixo a 25500 e 25800.
Dito uxim muito Tino a 25800 e 35.
Dito bysson superior a 25600 e 25800.
Dito mais abaixo a 25 e 2500.
Dilo preto rauito fino a 25500.
Dito em massos a 25-
Dito do Rio em latas-de 4, 2 e 1 libra a
15500.
Caf de moca superior arroba 105500 e li-
bra 400 rs.
Dito do Riu e do Cear arroba 95500 e libra
320 rs.
Dito mais abaixo arroba 85500 c libra 280.
Barricas com bolachina ingleza ingleza nova
a 35-
Latas com bolachinha de soda de 5 libras
a 2500,
mil*, com ditas sortidas de 2 libras a 15400.
Frascos com ameixas francezas s o frasco
/aI o dinheiro a 25800 e 35-
Ljftas com ditas a 15400, 25200 o 45.
Ditas com figos de comadre a 15500.
(aixinhas hermticamente lacradas eproarias Dt0 co:i' farello de Lisboa 120 libras a
pan mimo a 25 e 25800. | 55500.
Caixinhas com ditas a 15, 25500 e 55 de Dilo com arroz de casca a 55500.
*> arroba. Duzi.i de garrafas de serveja branca e preta
Presunto de La mego muito novo a libra o-O a 55800 e em barricas a 55500.
rs. inti-iro e a relalho 600 rs. 1 Arroz do Maninbao em sacecs arroba 25600
Chourigas e patos novos a libra 800 rs. e libra 100 rs.
Latas com chourirase linguicas novas vin- Dito da India 1; Java arroba 35 e libra 120.
das neste vapor com 9 libras por 65500. Aramia verdadeira arroba 85 e libra 320
Hitas com pcixe ensopado de militas quali- rs., maiarana.
dades a 15- Gommado Araraly para engommar arroba
Ditas com ervllhas francezas e portogoezas '. e libra 160 rs.
a 880 rs. Tapioca ou farinlia do Maranho nova libra
Ditas com feijo verde francez a 800 rs. 1 160 r>.
Ditas com massa de tomate novo libra | Ervilhas seccas muito novas libra 200 rs.
580 rs. Sag < .-evadinha a 240 rs.
Ditas com ostras a 720 rs. Sevada arroba 35200 e libra 120 rs.
Dito Madeira seca caada 105 e garrafa 25.
Dito em caixas de urna duzia do Porto dos
melhores autores a 125, 145 e 165.
' Garrafas com licor fino francez e porluguez
a 15-
Ditas cora vinho de caj muito claro a 13.
Ditas com mel de abelha puro a 15.
Frascos com genebra de Hollanda de
rafas a 15.
Dito de una garrafa a 560 rs.
Dilo de laranja verdadeira a 15200.
Duzia de graxa latas grandes a 15.
Caixas com 25 massos de velas de sperma-
cele a 560 rs. a libra.
Ditas maiores a 600, 640 c 720 rs. a libra.
Caixas com tima arroba de velas do Araca-
ty 105500 e libra 400 rs.
Ditas de composico arroba 105e libra 360
Saceos grandes com farinhadeGoiannamui-
to boa a 55500.
Dito de Porto Alegre melhor que de Muri-
beca a 65.
Ditos com milhonovo com 24cuias a 450OO
I
uias com marmelada dos melhores autores
de Lisboa a libra 640 rs.
Potes cm mustarda franceza preparada a
libra 480 rs.
Frascos com conservas de pepinos, mexides
e azeitonas verde a 15-
Dita dita franceza a 800 rs.
Gigos com trinla e tantas libras de btalas
novas a 35500.
Queijos novos do vapor a 35290 e 35500.
Ditos deprato cnplicado a 15-
Dito suisso a 800 rs.
Dito de mauleiga do Serid a 800 rs.
Caixas com passas novas de 1 arroba 75,
meia 3-3500 c quarlo 2> e libra 480 e
640 rs.
amendoas cora casca a libra 240 rs. e arro-
ba 63.
Nozes libra 160 e arroba 55-
Caixas e meias ditas com charutos finos da
Babia dos melhores fabricantes de Jos
Parlado de Simas. Res e ostros, sendo
Suspiros, Parisienses suspiros, Delicias.
Normas de Havana, Kxposicao, Almiran-
tes, laraleiros. vralas, Guanabaras, lle-
gaba imperial, Acadmicos de Olinda, Se-
nadores c Apraziveis de 15500 a 85 a ca-
xa de 50 a 100 charutos.
Grozas de caixinhas de palitos do
25200 e 200 rs. a duzia.
Graxa de boio 97 a 280 rs.
Sabo massa a 200, 240 e 280 rs. a libra.
Dito !i"spanhol verdadeiro a 400 rs. a libra.
Balaios do Porto diversos tamaitos de 320
a 23.
Capai los para portas de varias cores a 600,
7>)0 e 800 rs.
Grao do btao arroba 45500 e libra 100 rs.
Painco arroba 55500 e libra 200 rs.
Milito alpiste arroba 43800 e libra 160 rs.
Azeite doce de Lisboa garrafa a 640 rs.
Vinagre de Lisboa caada 1-5-00 c garrafa
200. 240 e 320 rs.
Massos Je palitos de denles com 20 massi-
nhsa 160 rs.
Tijolos de limpar facas a 160 c 120 rs.
Caixas com 40 cartas de traques a 95500 c
a carta 280 rs.
Resmas de papvl almaco pautado a 55.
pilogreve liso o melhor que ha a 45500.
Dito de peso e pautado a 25500 e 25800.
Garrafoes com 25 garrafas de verdadeira
genebra de Hollanda por 85500.
Az- ie de coco garrafa 560 rs. e carrapato
360 e caada 25560.
C.aixoes com doce de goiaba a 640,800 e 15,
Toucinho de Lisboa arroba 85500 e libra
320 rs.
gaz a Dilo de Sanios arroba 75 e libra 280 rs.
Molhos com grandes ceblas a 15600.
Barriscom azeitonas novas a 3, e 45 bar- Genio de dita sola a 15500.
ris grandes. Mauncos de alhos a 240, 320 e 400 rs.
Vassouras do Porlo piassava muito seguras Esleirs do vanas qualidades.
a 400 rs. Cordas de postar e de andaime.
zeite iioce francez dos melhores fabrican- Favas da iIha de S. Miguel arroba 35200 e
tes caixa 105e agarrafa 15- 1 libra 120 rs.
Caixas com vinho Bordeaux branco e linio Copos lapidados para agua c vinho a 35500,
S. Julicn, S. Eslife e outros a 75500 e 85. 55800, 65 e 75.
\ inho do Porto fino em barris de 5 que ra- Ditos lisos para varios precos.
S"5 "l"" SUl80^ e em "da a Calix lapidados grandes e' pequeos duzia
55o00 e garrafa a 800 rs. I 3.4 e 55 ; e 400 e 500 rs. cada um.
Dito da Figueira puro caada 45 e 45500 e Massas para sopa macarrao, talharim e ale-
garrafa a 480 e 06O rs. 1 tria a 480 rs.
Dito de Lisboa de boas marcas a 33500 e Estrelinba e pevide libra 860 rs.
rll"'1,^-3^64?0^ ... xropes de fructas nacionaes a garrafa
Cognac verdadeiro a garrafa 15 e 15280. 500 rs
E muitos outros gneros que nao possivel men-
us
sis
eiona-los todos de priuieira qualidade.
K&S&.& l:nlhan,e Aurora e Aurora Brilhante vender muito erab.
A sat
to, mas a UINUEIRO
bora bara-
o cu
|s
a cu
0 3
Ca H** />
Ae armazeui de fazendas baratas de
Santos (oelho, ra doQueimado, n.
19, veade-seo seguale'
Atleneao.
Laazinhas.
Ricas laazinhas para vestido, fazenda a melhor
que tem viudo ao mercado, tanto em gosto como
m qualidade da fazenda, pelo baratissimo preco
de 560 rs. o covado.
Laazinhas miudinhas carmezins, proprias para
vestidos de meninas, e camisinhas a 640 o covado.'
Cortes de laa com 15 covados pelo baratissimo'
preco de 65.
Cobertas de chita da India pelo baratissimo preco
de 25500. *
Lencoes de panno de tioho a i$.
Lencoes de bramante de linhe fino pelo baratissimo to
preco de 35100.
Bramante de linho fino com 10 palmos de largura
pelo baratissimo proco de 25500 a vara.
A2lhAdo adamasca.ao proprio para toalhade mesa
a 25000 a vara.
Gambraia de forro a 25600 e 35200.
Guardanapos adamascados a 35800 a duzia.
Toalhas alcochoadas proprias para maos a 55 a
duzia. *
Cortes de calca de ganga amare.Ha de listras e
de quadros, pelo baratissimo preco de 15200 9
jorte.
Carabraia adamascada com 2t varas, prapria
para cortinado, pelo baratissimo pcejo de IO9000
a peca.
Ricos cortes de laa Maria Pia pelo baratissimo
preco de 185.
Pecas de catnbraia de salpicos com 8 1|2 varas
pelo baratissimo preco de 45-


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1
GRANDE ALLIANCA
57 RIA DO IMPERADOR 57
DE
Paulo Ferreira da Silra & Compan/iia
Grande sortmento d.> molliailos em grosso e a retalho. nico armazem que mais
vantagens ofli-rece ao publico.
DfcseaganeiiHse todos.
!: o Allianr^a o verdatteiro homem do progressso
o MHitm^M o "verdadeiro e principal arWKem de motilados.
! o Al 11.107 o aratem que vende tuais Iwrato.
K o Allian^a o armazem que vende os melhores gneros.
AlltaB^a o armazem onde preside o meriior aceio.
Fiquem todos sabedores desta verdade,
Venlam todos ra Venbam vet os gneros que temos expostos a venda.
PARA AS FUSTAS
DE
s. joao
de bonitas
0
NEM COROAS NEM MITRAS
GRAIOE
E
ARMAZEM
DE
cor
Arrtendoas coBfeitadas
9oo rs. a libra.
dem de casca muito nova a 3oo rs. a libra.
Avelaas a 2oo rs. a libra.
Ameixas francezas em caixinhas com lindas
estampas a l.oo, l,4oo e l.fioors. cada
urna.
dem em frasco de vidro cora rolha do mes-
mo ou de metal, a i,2oo e l.ioo rs. cada
um.
dem em fiasco grandes a 2,ooo rs. cada
um.
dem em latas de I *% e 3 libras a I,2oo e
! 2,ooo rs.
Arroz da India e Maranho o melhor que se
pode desejar a loo e 12o rs a libra e
2,8oo a 3,ioo rs. a arroba.
Azeile doce de Lisboa a 600 rs. a garrafa, e
4,800 rs. a caada.
. dem francez clarificado em garrafas bran-
cas a Doo rs. cada urna, e lo,ooo rs. a
caixa com 1 duzia.
Alfazema muito nova e limpa a 32o rs. a li-
bra.
Alpista a 16o rs. a libra e 4,600 rs. a ar-
roba
Bolacliinhas de Lisboa da fabrica do Beato
Antonio das seguinles qualidades: agua e
sal doces, e imperiaes em latas de 6 libras
a 3,ooo rs. e de 3 '/s libras a i,5oo rs.
e era libra a 64o rs., estas bolacliinhas
torna-se rauito recommendavel com espe-
cialidade para os doentes.
Biscoilos e Bolacliinhas de soda em latas de
todas as qualidades e marcas que se pro-
curar a 1,35o rs. a lata
Bolos francezes em carios e de diversas
qualidades a 64o rs. cada um.
Banlia de poico verdadeira refinada a 4oo
rs. a libra e em barril a 38o rs.
Batatas novas a 160 rs. a libra.
Bolacliinhas inglezas ltimamente desembar-
cadas a 2io rs. a libra e 2,000 rs. a bar-
rica.
Champagne das marcas mais superiores que
at boje tem vindo ao nosso mercado a
I8,ooo rs. o gigo e 1,000 rs. a garrafa
inteira, e 800 rs. as meias.
Cha uxitn o melhor que se pode desejar, e
que outro qualquer nao vende por menos
de 3,ooo a 2,7oo rs. a libra.
dem perola de especial qualidade a 2,6oo e
2,8oo rs. a libra, garanle-se a qualidade
deste cha.
dem bysson o melhor que possivel encon-
trar-so a 2,4oo e 2,6oo rs. a libra.
dem do Bio em latas de 2, 4, 6 e 8 libras
a l.2ooe l.ioors. a libra.
dem preto muilo fino a 1,60o rs. a libra.
Chocolate das melhores qualidades, francez,
hespanliol e suisso a 1,000, l,2oo e I,4oo
rs. a libra.
Charutos do acreditado fabricante Jos Hur-
tado de Simas em i caixas das seguin-
tes marcas: ParUienses, Suspiros, Dili-
cias, Napoleocs e Guanabaras a 2,3oo rs.,
e em caixas inteiras Trovadores a 3,ooo
rs. cada urna.
dem de oulros muitos fabricantes e de dif-
ferentes marcas para l.uoo rs. as meias
caixas, de suspiros a 1,600, 2,ooo e3,ooo
rs. as caixas inteiras.
Conservas inglezas a 800 rs. o frasco.
dem franceza a 5oo rs.
Cognac inglz das melhores marcas a t,ooo
rs. a garrafa e lo,ooo rs. a duzia.
dem francez superior qualidade a 800 rs.
a garrafa e 9,ooo rs. a duzia.
Cominho e erva-doce a 4oo rs. a libra.
Cravo da India a 600 rs. a libra.
Canellaa l.ooo rs. a libra.
Copos unos para agua a i,ooo rs. a duzia, e
5oo rs. cada um.
Caf do Rio superior a 280 e 320 rs. a libra,
e 8,800 e 9,Eioo a arroba.
Doce Qno de goiaba a 600 rs. o caixao.
Ervilhas portuguezas ltimamente chegadas
a 7oo rs. a lata.
dem ceceas a 16o rs. a libra.
dem j descascadas a 2oo rs. a libra.
Farinha de araruta verdadeira a 320 rs. a
libra.
Figos em caixinhas muito bem onfeitadas a
l.ooo rs. cada urna.
dem em I.'tas ermiticamente lacradas a
l.'ino e2,5oo rs. cada urna.
dem em caixas de 4/j arroba a 2,fioo rs.
cada urna, e 2oo rs. a libra.
Graixa muito uova a loo rs. a lata e l.ooo
rs. a duzia.
E"C UrniM m,io a 900 rs. a libra e da velha a 800 e
& *f Clin 19. 850 rs. a libra.
lleni'-deHollanda om garrafes com 24 gar-1 Manttlga franceza
I rafas a 7,2oo rs. com o garrafao. ; da safra nova a 600 rs. alibra.
Lentilhas excelleotelogume para sapa e gui- \ A tm*i nli >-i<
zados a 2oo rs. a libra. .., ^mcuuuHO
Licores francezes de todas as qualidades a conf'tadas de Imdissunas cores a 800 rs. a
800 e I.00 n. as garrafas grandes/ i ra' T
Manteiga ingteza perfei lamente flor a 800 lraQlieS
e 96o rs. a libra. de n. 1 os mais superiores do mercado a
dem franceza nova j deste anno a 600 rs. 8;>300 a caixa e 220 rs. a carta
a libra, e 58o rs. em barris inteiros. i AlllPiYIti
Marmelada especial dos melhores fabrican- aiuciaI
tes de Lisboa a 600 e 64o rs. a libra, ha em frascos de Vldr0 com 3 llbras ".1u,do a
latas de differentes tamanhos. 20*00, muito propios para mimos.
Massa de tomate em latas de 1 libra a 56o CartoeS
rs. cada urna. com bolos francezes a 500 rs. cada um.
dem para soda estrellinha, pevide e rodinha t x
em caixinhas sortidas a 3,ooo 3,5oo rs. cada i ljuiTaS
urna e 5oo rs. alibra. 'com bolacliinhas de soda de todas as qua-
Idem macarrao, talharim e aletria a 4oo rs. a lidades a 10300.
libra. CllOCOllteS
lMThmneZa P,'eparada 6m f'"aC0 a 4 de todas as qualidades a 1*000 a libra.
la. 1 ii'lii (lili -w-w 1
Molho inglez em garrafinhas com rol has de JLTeSUlltOS lllg'lezeS
vidro a 6io rs. cada urna. dos melhores fabricantes a 800 rs., tambem
Marrasquinho verdadeiro de Zara a l.ooo rs. temos velhos para 500 rs.
prrtf, lajK0 caM com I to q^^ flameng.os
Nozes muito novas a 16o rs a libra. chegados neste ultimo vapor a 3ooo.
Prezunto de fiambre superior a 600 e 800 dem prao
rs. 'o melhor que se pj)de desejar a lOOO.
dem do Porto para panella a 5oo rs. a libra. 1 Conservas ifflezaS
Passas novas a 48o rs. 1 libra. ., n -oe.
I'eixe em latas de differentes qualidades co- as mfa,s,novas qiie se ** esperar a '00 rs-
mo, savel, corvina, govas, pescadinha e OIrasco-
outros a l.ooo rs. a latas. Xlg'OS
Palitos para denles a 14o e a 16o rs. o mas- em libras c caixinhas ricamente douradas,
so dos melhores. proprias para mimos a 900 e 10200.
Pamco o mais novo e limpo a 16o rs, a li- CU uviiii
bra, e a 4,5oo rs. a arroba. VJUl UA1U1
Palitos do gaz a 2,loo rs. a grosa. e2oo rs mclhor ^m se Pode deseJar> que outro
a duzia, e 20 rs. a caixinha. qualquer nao pode vender por menos de
Queijos flamengos chegados nest.- ultimo 3^ a -T>tO-
RA DO IMPERADOR \. 40
Junte 10 sebrade em que mera 0 Sr. (Miente,
Para a festa de Santo Antonio, S. Joao e S. Pedro.
inarie Almelda A C. reeefeeram de sua propria rorommeu
da o mais lindo e variado sortmento de mol hados, proprio*
da presente rstaco.
Manteiga ingleza Macas brancas
da safra nova vinda neste vapor de 28 de para sopa a melhor que se pode desejar,
macarrao, talharim e aleiria a 400 rs. a
libra e 40500 a caixa.
Vinho
Sag
vapor, a 3,ooo
dem prato milito fresco a 800 e 9oo rs. a
libra.
dem suisso a melhor qualidade que at bo-
je tem vindo ao nosso mercado a 800 rs.
a libra.
dem londrino a 9oo rs.
Sal refinado em potes de vidro a Seo rs,
cada um.
Cerveja das melhores marcas a 6,000 rs. a
duzia, e 56o rs, a garrafa.
Sardinha de Lisboa e Nantes em quartos e
meias latas a 38o e 58o rs. cada urna,
muito novo c alvo a 24o rs. a libra.
Sevadinha de Franca 180 rs. a libra.
Sevada a loors.a libra, e 2,8oo rs. a ar-
roba.
Traques de I. qualidade a 9,5oo rs. a cai-
xa, e 24o rs. a carta.
Toucinho novo de Liiba a 2o e 32o rs. a
libra.
Tijolo para limpar facas a ISors. cada um.
Vinho em pipa Porto, Lisboa e Figueira das
melhores marcas a 3,8oo rs. a caada, e
5oo rs. a garrafa.
dem do Porto Lisboa e Figueira de marcas
menos conhecidas a 4oo rs. a garrafa, e
2,8oo rs. a caada.
dem Colares especial vinho a 600 rs. a gar-
rafa.
IdemLavradio muito fresco nao levando com-
composicao a 56o rs. a garrafa, e 4,ooo
rs a caada.
dem branco de uva pura a 56o rs. a garra-
fa, e 4,5oo rs. a caada,
dem mais bailo a 4oo rs. a garrafa, a 3,ooo
rs. a caada.
dem Bordeaux em caixas de 12 garrafas das
marcas mais acreditadas a 6,5oo e 7,ooo
rs. a caixa.
dem muito especial que raras vezes vem ao
nosso mercado a l,2oo rs. a garrafa, ga-
rante-se que por este mesmo preco d
prejuizo e s se encontra ufaste arma-
zem.
dem do Porlo om caixas com 12 garrafas
das seguinti's marcas Lagrimas do Dou-
ro, Duque do Porlo, Genuino, Velho Par-
ticular, Malvasio fino, O. Pedro V, D.
Laiz I, Nctar e outros a 9,ooo e 10,000
rs. a caixa e 9oo e 1,000 rs. a garrafa.
dem Muscatel superior a 1,000 rs. a garra-
fa, e lo.ooo a caixa com 1 duzia.
Vinagre puro de Lisha a 2on a garrafa e
2,4oo rs. a caada.
dem em garrafoes com 5 garrafas a 1.000
re. com o garrafSo.
Vassouras do Porlo de arcos de ferro a 32o
rs. cada urna.
dem perola
especial qualidade a 20700 rs. a libra.
lili'ni livsson
o mais aromtico que tem vindo ao nosso
mercado a 20600.
Massas aniarellas
para sopa, macarrao, talharim e aletria a
480 rs. alibra.
o muito afamado cognac Pal Brandy a 1.800
rs. a garrafa e de outras muitas qualida-
des a l.ooo e 800 rs. a garrafa.
COPO*
lapidados para agua a 4,5oo e 5,ooo rs. a
duzia. e a 440 e Seo rs. cada um.
PAPEL
almaco, greve, peso e de outras muitas qua-
lidades de 2,2oo, a 4,5oo a resma do me-
lhor.
PAPI5I.
azul e pardo para embrulho de l,4oo a 2,2oo
rs. a resma.
Corinthias
passas corinthias muilo novas proprias para
podim a 800 rs. a libra.
Fume
o verdadeiro fumo americano em chapa a
l,4oo rs. alibra
Vinagre
Pllltcm ancoretasde 9 caadas a lo.ooo rs.
cada urna.
Cebollas
as mais novas do mercado a 7,ooo rs. a caixa
e 1,00o rs. o molho.
Figueira J A A e outras muitas marcas acre-
ditadas a 500 rs. a garrafa.
ImViii de Lisboa
e de outras marcas a 400 rs. a garrafa, e
2r)800 a caada.
den do Porto
generosos engarrafado dos melhores fabri-
cantes da cidade do Porto a 14 e 10-200
a garrafa e de 100 a 120 a caixa, as mar-
cas sito asseguintes: Chamisso d-Filho,
F. & M., Nctar ou vinho dos Deuzes,
lagrimas do Douro c outros muitos.
Litas
com 10 libras de banha a 4^000.
Bolachinha ingleza
a 10800 a barrica da mesma que por ahi
vendem a 20000 e 20400.
Alpista e Painco
o mais novo do mercado a 140 rs. a libra,
e 40400 a arroba.
Nozes
!as mais novas do mercado a 120 rs.a libra.
Cervejas
dos melhores fabricanlesje de todas as mar-
cas de 40300 a 60500 a duzia.
CJARUTOS
Charutos Thom Pinto,. Bcis e outros em
meias caixinhas a 10500.
Arroz
do Maranho a 100 rs. a libra, e da India
a 80 rs. a libra, e 2S30O a 30000 a ar-
roba desses que vendem por 30'OO.
CAFK
de 1.a e 2.a sorte do Bio de Janeiro a 80500
e 80800 a arroba, e 280 a 300 rs. a libra.
-arra'r.s
com 4 garrafas com vinagre a l-SOOOcom
o garrafao.
GENEBfiA DE LARANJA
verdadeira a 10000 o frasco, e de 110000
a caixa.
IDKM
em frasqueiras de Hollanda a 30800 com
12 frascos.
GF.NhlBA
' de Hollanda verdadeira em (rasqaeira a 600
rs. cada urna.
PALITOS
os verdadeiros palitos do gaz a 2,oo 1 roza
e 2o rs. cada caixinha.
LICORES
finos de todas as qualidades, a lo.ooo a caixa
com urna duzia e a 1.000 a garrafa.
PASSAS
as mais novas do mercado a 9.5oo rs. a cai-
xa e Seo rs a libra.
Marmelada
dos melhores fabricantes de Lisboa, como se-
jam Abren e oulros muitos a 600 rs. a
i libra.
Prezunto
o verdadeiro prezunto de Lamego a ','rlo rs.
a libra. :
ARROZ
Maranho, Java e India, a loo rs. a libra e
de 3.000, a 3,2oo rs. a arroba.
VELAS
de espermaecte de diversas marcas a 56o rs.
a libra e em caixa tei abatimento.
VELAS
de carnauba em caixas de arroba a 9,3oo c
caixa e 34o rs. a libra.
Os proprielarios do grande armazem o Verdadeiro Principal declaram aos seus
freguezes e amigos e ao publico em geral, que para facilitar a commodidade de todos es-
tipularam os mesmos precos nos seguinles lugares:
l nio e Commercio ra do Queiaiado a. 7
0 Verdadeipo Principal ra do Imperador a. 40
Genebra de Hollanda ero frasqueiras com 12
frascos por 6,000 rs. e 560 rs. o frasco dem de escova para esfregar casa a 36o rs.
dem de laranja a l,ooo rs. os frascos gran-, cada urna.
des e H,ooo rs. a caixa.com 12 frascos, j Velas de espermacete superiores a 56o rs.
dem de Hollanda em botijas a 4oo rs. cada' a libra, e 52o em caixa.
ma- dem de carnauba refinada e de composico
em garrafoes de 16 garrafas a 4,800 a 36o rs. a libra, e de lo,ooo a l!,ooors.
WD U 01 EOni FK \h(h,: i\< \i.n \n
XAROPE DE RBANO IODADO
Segando o* suestadas dos mdicos dos boapltaes de Pari, consignados no Prospecto,
de vario j Acadmicos, este Xirope emprega-se com o maior smcesso, em lugar do OLEO DE
approTacSo
riGADO DE
BACALHAO, aoqualrtle realmente superior. Cura as molestias de peito, as escrfulas, o lymphatismo,
" is carnes, as perdas d' appetite, e regenera a constituic.no purificando o langue. Em
ra o mais poderoso depnratiro conhecido. Elle nunca canea o estmago ou os Intestinos como o
pallldez e moliera das
lodure de potasalum e o ioduro de ferro; e administra-se com a maior emeacidade aos meninos 10161101
ao* humores ou ao entupimento das glndulas. 0 Da(r CMemr, do hospital de San' Luis de Paria,
o recommenda d'um modo Inteiramente particular as molestias da pelle, con]unetamente com u puntal
iie teem seu nome.
Depaito geral: em Pon, en rasa de UM. OrlaMMl* e c, pharmaceutkos, 7, ra de la Fenillade
em tuboa, en casa de Rodriga 4 ct-crih no Porto, en casa de Migar i j** > -
rrrlra: em o Rio-dt-Janeiro, tara relate a Dala, ra do Sabio, II; em Baha, en cata de
Ma CaeSaaa Fasi-glra aalaaetra; em lio-Grande, en caa de Jaaaala de Q4y; em aTaro*-
Me, en casa de Ferreira a C"; em Pemambuco, shanai a O, roa da Crui,; "aama, e as principa
pharmacias do BraiU.
Idea
rs. com o garrado.
a arroba.
GAZ GAZ GAZ
Charutos de Havana
Vende-se gaz da melbor quabdde a 4U de superior qualidade vendem-se em casa
a,lata e em lotes de 10 latas para cima se de Schafleitlin & C, ra da Una
far abatimento. no armazem do Caes do j------------------------------
Ramos n. 18 e ra do Trapiche Novo mi-1_____ A* qne hegou
mero 8.
n. 4-2.
Deposito geral era Pemambuco ra da Cruz n. 22 emeasa de Caros & Barboza
Algodo
para sacros de tssucar
------_
da Babia
Eiekal da ludia,proprias jara btta Jo sala, Ra lia SetlZalIa NOYH. D 42
da 4,5 o 6 palmos de largura, por menof preeo do Neste estbeleciavento venden-M- tarharl
|ue em outra gualquer paite. vvv^viMciwiaiuwn-bj.iacuasae
\ lo arrnazem iambem ?e encontrar om gtan-'rerro .wm "ora a 110 rs., dem de Lo*
i pjopas reilas,; por medida. Moor bn a 120 rs.
Hua da Scozalla n. 42.
Vende-se, em casa de S. P. Jdhnston & C,' "'7.'
sellitis e silhCes inglezss, candieiros e casti-
ces bronzeados, lonas inglezas, fio de vela,
chicotes para carros e montara, arreios para
carros de um e dous cavallos, e relogios de
ouro patente inglez.
um grande sortitnento de blro e renda preta de
novo modelo chamado (guip) o melhor que se
pode desejar neste arligo e que se vende mullo ba-
rato : na loja do gallo vigilante ra da Crespo
Vende-se em barril por menos do que era outra
Jualquer parte, para feeliar conta : no armazem
e J. A.Moreira Dfa?. ra da Cruz n. 26. onde en-
contrante as amostra.-.
Fabrica Concei<$o da i
Bahia.
. Andrade t Reg, recebem constante-
mente etera venda no sen armazem n.
34 da ruado Imperador,.atgodao S'n.jnel-
la fabrica, proprio para saceos de assu-
car, embalar atgodao empluma etc., etc.,
pelo preco mais razoave!.
RA DO QUEIMADO NUMERO II
Lnja de fazendas d* Augusto Frcderico dos Santos Porto
Chapeos para senboras.
Chegaram de Pars as m lindas ehapelinas e cnapoe de palba d Italia pira senhoras.
Ricas capas e outembarqQcs do sella Tirela e cSeniira de cor para senboras.
CoYfes de superior morentique branco para vestidos de noivas.
Camisas Inglezas muito superiores para horaens, peitos, punhos e colarinhos de iinlij.
Chapeos de seda para cabera e chapeos de sol de sed inglezes.
Lencos de labyrinilio francezes a l cada um.
Camisas de menino muito superiores.
Cortes de ISa de barra para vestidos, de senhoras de 135 i 1&5-
A uiesma loja tem o maior e mais superior soriimento de
Kstelrae para salas.
Neste estabelecimeitto encontrarao os senhores que prCisarem forrar .-nw salas com enterras
otda e qualquer quantidado que desejarerade 4, 5 e 6 palmos de largura, send a qoaljdtg" muito
superior e por mdico preco.
----------*_---------1------------------- .,M '--------------------1-----
Albnns para vinte retratas.
Vende-se os SWos albuns para vinte relilo pe-
to barato preco de 2$ cada un : \ no vjTTanTe
na do Crespo n. "
Vinho dn Porta ipfrlr
em caius de ma e duas duzia? : tem para ten-
der Antonio I.uiz de OllYeJra A-fiedo J C, no sea
ascripiorio ra da Cruz n. I. .
Felfeas de eAres.
A loja da Aurora na ra larga do Rosario n.
38, recebeu soriimento de luvas de Jouvin de co-
res chegadas pelo ultimo vapor as mal- frescas
que tem chegado, tanto para hornera como para
senhora, digo, muito proprias para o taile que
lem de haver vespera de S. Joo; assici 'amo tam-
bera renda li*. pecas de 10 varas a 400, 500 e
G00 rs.


t
t*r
Attencio
(I dono da lujado Beija-flor, na ra do Queimado
n. (3, acaba de abrir um oatro espacoso estabele-1
cimento do niodezas na mesma rna n. 69, por isso I
avisa aos seus freguezes e amigos, que uestes dou6
esUbelccunemo enconlrarao sempre grande sorti-
menio de miudezas, perfumaras e objectos do gos-!
tos; e vender sempre mais barato que outro qual-
quer, como abaixo so ver.
Pentes dourados de iravessa.
Delicados pentes dourados de travessa para me-
5nSM a ,^5"0 ca(la m. ditos sem ser doarados a
->00 rs. cada um : as Iotas do Beija-flor, ra do
(Jueimado ns. 63 e 99.
Yoltinhts de aljofares.
L.ndas voltinlias de aljofares com cruzes de pe-
drinhas imitando a brilhantes a 13 cada urna : as
lejas do Ueija-flor, ra do Queimado ns. 63 e 69.
Lutas de Jouvin
Ciiegaram pelo ultimo vapor as desejadns luvas
de Jouvin de todas as cores, tanto para homens
como para senhoras : as lojas do Beija-llor, ra
do Queimado ns. 63 e 69.
'fallieres para meninos.
Vendem-se talheres de cabo de balanco para me-
ini a 280 rs. o talher : as lojas do Beija-flor,
ra do Queimado ns. 63 e 69.
Colueres de metal principe.
Vendem-se colheres de metal principe muito fi-
nas para sopa a 35C0O e 43400 a duzia, ditas para
cha a 23 e 2j>400 a duzia, ditas para assucar a
50 rs. cada urna, ditas para terrina a 2-3 cada
uin.i, e s quem vende por estes precos as lojas
do Ucija-flor, ra do Queimado us. 63 e 69.
Facas e garlos.
Vemlem-se facas e garlos oitavados a 2*800 a
duzia, ditas clavadas, cabo preto e branco a 33 a
duzia, ditas de balanco de 1 botao linas a 5*200
ditas de 2 botos tnuito finas a 6*300 a duzia, ditas
de I botao para doces e finetas a 5* a duzia, ditas
de 2 botoes a 5*200 a duzia : as lojas do Beija-
flor, ra do Queimado ns. 63 c 69.
Tiras bordadas.
Wml.m-se tiras bordadas, a pega a 1*100, 1*200
U3I00-: as lojas do Beija-flor, ra do Queimado
ns. 63 e (39.
Babados bordados.
Vendem-se babados bordados de varias larguras
a 11 en a 1*600, 1*800, 2*, *200 e 2*400 : as
lojas do Bcja-flor, ra do Queimado ns. 63 e 69.
Lindos sapatinos.
Vendem-se lindos sapaiinhos para baptisados de
ci ancas a 1*500 e 2* o par : as lojas do Beija-
llor, ra do Queimado ns. 63 c 9.
Botes para punhw.
Acndem-se botoezinhos demadreperolaedemar-
lim para punhos a 320 rs. o par, ditos encarnadi-
nos a 120 rs. o par : as lojas do Beija-fler, ra
do Queimado ns. 63 c 69.
Filas para debrum de vestidos.
Vendem-se litas de laa de todas as cores para
debram de vestido a 900 rs. a pega, ditas pretas
de seda a 1*100 a peca : as leja do Beija-flor,
rua do Queimado ns. 63 c 69.
Fitas brancas para deliran.
Vendem-se pegas de lila branca de linlio para
debrom a KM) rs. a peta : as lojas do Beija-flor
na rua do Queimado ns. 63 e 69.
Kiras litas labradas.
\> ndem-se muito ricas Qlu lavradas para sinto
de senhora e meninas : as lojas do Beija-flor, rua
di Queimado ns. 63 e 69.
Fspelhos de Jacaranda.
Vendem-se e.-pelbos de columnas, de Jacaranda,
a 33 4*5(10 rada um. ditos de madeira amarella
a 2*400 e 2*800: as lojas do Beija-llor, na rua
do Oin-miado ns. 63 o 69.
Filas de velludo estreilas.
Vendem-se titmhns estreilas de velludo para en-
feite ie vestido a 960. 1* e 1*200 a peca : as lo-
jas do Beija-llor, rua do Queimado ns. 63 e 69.
Trapeas de laa para bordar.
Vendem-se traneihas de La pretas para bor-
uiisinlins e y. StidOS a80 e 160 rs. a pecioha,
raneas com 10 varas a 600 rs. a peca, e ou-
tras militas ei -. mesetornarao enfadon'ho men-
ciona-las, pois >< coma vista se poderi vero gran-
de s ortmi uto das lejas do Beija-llor, na ruado
Qneimado ns. 63 e 09.
GRANDE ARMAZEM
DA
cuy Cadeia do Kecife 60
sna ^,T.m Tf^l'r "asciendo d/ partir para a Europa no dia 30 de junho, afim de tratar de
iKni2 f^ yfnd-r bara' e mais barat0 d que na EurPa Pa l!(luidar IO(los os ar-
nm, ,g TS' francezes,.e alle"laes. "lstt!I"es em sea armazem, como sejam : fazendas, miudezas ner-
reln^ i,ndoScmaSACred'tad0S fi*antesl. re'8ios W*, excellentes 'corremos e correnlees' para
retomo, aneis e botes para punhos com brilhantes, braceletes, oculos, face rnain emuitasoulras obras
utilera lina como talheres para mesa e para sobre-mesa com cabos de metal Uno, dilos do marfinT
de mitras qualidades, tesouras finas e caivetes, tesouras modernas para alfaiates, navalhas finas lan-
cetas e outros artigos, sortimento de bacas de metal para lavar o rosto e outros rticos um rico cha-
fariz de crystal para jardim ou meio de mesa dejantar, ricos quadros para saldes, um excelleute co-
BEM DE TODO
FAZEI FAVOR DE LR ESTE ANNUNCIO
oic u;i a vontade do comprador
RUA DO BRUM N? 34. V
VABRIC DE COSTURA 1-VAfOR
o
-
RIVAL SEM SEGUNDO
Rna o(u imado ns. M e 55, toja de miudezas
de I"-' de Azcvedo Maia e Silva, est continuando
-so de vender baratissimo :
- grandes e superiores a 500 rs. cada um.
Ca xas de superiores obreias de cola emassaa
- rs.
branco para vestido e esparlilho, vara 20
ivis.
Linhas decarretel (130jardas) de superior quali-
60 rs.
Carti de linlia Pedro V (200 jardas) j muito
" ida a 10 i -
i, de peonas de ac de muitas cualidades e
superiores i '":l rs.
Caivetes de ditas folbas porm finosa 500 rs.
Caixas com catangas muito bonitas para rap a
10U rs.
Franja branca e de cores para loalhas a 100.
Pares de bolues i>;ira punho muito bonitos a 120.
Caixas com soldados de chumbo muito bonitos a
120 rs.
Tmtciros de vidro com superior tinta a 100.
Ditos de barro com superior tinta a 100 rs.
Grasa de botoes de louca pratiados, o melhor, a
I6Q rs.
Tesonras pan costura, oirais superior, a 400 rs.
Hitas para nabas milito linas a 100 rs.
Escoras para limpar denles mnito superiores a i
HM rs.
Libras de 13a de todas as cores (pesada) a 7*.
Caixas de phosphoros de seguranga a 100.
Ditas d papel amfzade pautado c liso a (100 rs.
Ditas com 100 anvelopes muito superiores a 800
ris.
Cadernos de papel branco e de cores, pequeo, a
21 ris.
Cartas e taimadas para meninos a 80 rs.
Caixas com superiores iseas de acender charutos
a 10 rs. :
Carretel* de linha Alexandre (200jardas) decores
a 90 rs.
BaraHxw para voltarete muito finos a 240.
Cartas de alflnetea francezes muito linos a 40 rs.
Meadas de linha f-oxa para bordar a 20 rs.
Pares de sapatos de tranca muito superiores a
1*696.
Papis de agnlha com um pequeo toque a 10 rs.
Groza de botoes de madre|ierola muito finosa
560 rs. .
Candes e caixas de celchetes francezes superiores;
a 40 rs.
Bonets para meninos mu.to linos a i*50Cle 2*.
Macos de grampos superiores e linipos a 40 rs.
Groza4e pl^spboros do paz moito novos a
Areia preta muito superior a 100 rs.
Caixas de rap com esnelho a 100 rs.
Realejos para entreter meninos a 80 rs.
Pecas de lita de hnho muito boas a 40 rs.
Pentes de laco muito bonitos a 1*.
Enfeites de laco de todas as cores a i*(O.
Bodas com a lmeles francezes a 20 rs.
Caixas com quatro papis de agulhas rmpenaes a
240 rs.
Sabonetes de familia a 80, 160 e 320.
Caivetes de duas folhas muito linos a 320.
Pares de sapatos de La para meninos a 400 rs.
Sapatos de tranca para senliora e para hoinem, os
melhorcs que lem vindo, e por preco muito barato:
qu/.-m (piizer ver, venha rua do Queimado ns.
49 e 55, e ver tudo como bom e barato.
da economa domes-
0 assumpto
IIEStOUitIO-
0 verdadeiro e principal ar-
para jardn), pianos de tres cordas do afamado fabricante Peyel, camas do ferro cora colchao elstico
grande sor i ment de brinquedos finos para meninos, baloes de papel transparente e lanternas colori-
ua? para illumiua^oes a moda de Paris, salva vidas para homens e senhoras feitas de borracha oro-
pnas para quem toma banho em lugares fundos e muitos outros arligos e tudo ser vendido
mo barato afim de liquidar-se inteiramente.
pro-
muitissi-
GRANDE
LIQUIDACAO
DE

tica que se vai tratar,
importante.
SE JkwMAJL
mazem de molhados o do
IZA
Na loja da rua do Crespo numero 17.
Aproveitem todos.
O propietario deste importante estabelecimento vai Europa comprar fazendas de
apurados gostos para melhor servir as Exmas. senhoras, razo porque est vendendo fa-
zendas baratissimas.
.Cortes de rico blonde para casamento a 90*, soutembarques pretos muito importante
a 20* 2o* e 28*. manteletes pretos a 20* e 25*. capas pretas importantes a 35* e 40*,
capas de casemira de cor a 18* e 25*, soutembarques de casemira a 10*, chapeos de pa-
lia copa redonda, veos brancos a 15*, cortes de 15a muito apurado gosto a 7*, cortes de
laa com barra a 10*, 12*, 15* e 20*. cortes de cambraia brancos bordados a 25* e 30*
chitas de tedas as qualidades francezas e inglezas a 320, 360, 440 e 500 rs., bramante de
linho muito fino pecas de 25 varas a 20*, 24* e 25*, bretanha de linho muito fino a 18*
e 20* pecas de zo varas.
Madapoles finos a 8*, 9*, 10*, 11* e 12*.
... Cambraias lisas com 9 palmos de largura a 2*500 a vara, pecas de 8 Ii2 varas a
W>, 6*, 7*. 8*, 9* e 10*.
Para o Club Pernambucano.
Filinete circassiano fazenda de muito apurado gosto para vestidos, proprios de parti-
das e de bailes e muito recommendavel por ser muito apreciada em Constantinopla. E'
admiravel o seu bom gosto.
\inguem contentar esta rerdade.
A fama far eorrer esta noticia.
A posteridade bcmdir o nomo do Baliza.
Actualidade Ilatei palmas de eontentainento!
OS MAIS \GGRWA1VTES
B
ft'uma pretina'/: iiracao
DB
ESCBOFLAS,
OU EPiUPrOES ESCROFULOSAS,
ricClilS (](' \(Hhl !! ('S|I('CC.
SYPHILIS, OU ML VENKRKU,
TC.MORES,
Ebiillicoesi
BERTOEJAS,
Ilydropisi .
HERPES,
MPartros,
esio&i n .


'!

I
,,
V
2*200.
i;pautosa pccUincba.
Chalos de palha do Chile a 30 rs., e em du-
2ia a -verar que pcchmcha a vis-
u da qualtdade, para o ue venham ver e com-
prar : na Joja da ra da Madre de Dos n. 16.
0HA6S UBUSi
R!!cu.rrr'l r\io C:-r.v.:cot
DEBIUDABi REBAL,
Xcrvosiihidc, Nnralsias,
flti ib \mmL m\\%
SPPRESSO DAS PvEGRAS, ou
AMENOPHEA,
111M. N US M,
Reteiieso das Urinas,
KMA O'i euimof/recinU nte ;/> ral Jo corpo,prov6-
.-//'. ,/' do estado vicioso do sutwite,
BfFLAMMACOES GH10NICAS,
AFec9es Chronicas do Figado,
A-~IM l .!(. TODXe '.S MAIS SIMII.II.\N"IKS Mu-
LE8TIA8, rillXl-ll' U.MKNMK l|t'ANDO SAO
CU SAOAS, OU l'UOUC/.IDAS PEW) MI 1
1\!:B ISO 1)0 KeRCUKIO OU
Qoiswo,
AkhIhi comn iniiilii-ni pilo rroqiipiile no do AR-
SNICO e lili I I"!-. |IIT|IIU-!I.- I- .HilllTllf i
Todas estas Eiifemiidades prompta e efiiena.
mente cedem & benfica, poderoza e
purificantes qualidadea da mu
juntamente afamada
N1LS1PBRILIM M BP.KTIIL.
A venda as boticas de Caors & Barboza,
na da Cruz, e Joo da C. Bravo 6 C, n
da Madre de Dos. _____________
Liquiriaco.
DE *
Bieos pretos
Na rua do Queimado n. 47, aonde se vende por
Iodo o preco ; assim como boloes de seda e vellu-
do para casaveque.________________________
Vende-se o engenho Diamante, sito na co-
marca de Goianna, urna legoa distante da cidade.
com excellentes trras de plantado e muito boas
obras : quem o quizer comprar, dirija-se ao Reci-
fcL casa dos Srs. Joito Pereira Moutinho, ou Ro-
cha Si Lima na rua da Cadeia do Recife, e em Goi-
anna ao Sr. Trajano da Costa Rlbciro : qualquer
desses senhores poder dar informacoes sobre o
engenho, e indicar a pessoa com quem se devera
tratar.___________________________
- Folha de ierro galvanismo para telhado :
na roa da Cadeia do Recife n. 56 A, loja de ferra-
gens de Bastos.
\ovo.s enfeites para senhora.
A aguia-branca acaba de receber um bello e va,
riado sorlimento de enfeiies de diversas qualidades-
e o que de mais moderno possivel encontrar-se
aqu, fazendo-se nolaveis por suas novidade e ele-
gancia uns, cuja grade de um fino e delicado te-
ridii a que apropiadamente se chama invisivel.
Assim, vista desse completo sortimento, qualquer
cidadao munido de dinheiro est habilitado a com-
pra-Ios : na rua do Queimado, loja d'aguia-branca
n. 8.
Bonitas bonecas.
Com rosto de cera, iuas.su e porcellana.
Acha-se na loja d'aguia-branca rua do Queima-
do n. 8. um grande sorlimento de bonecas de di-,
versos tamanhu, com rosto de cera, massa e por-
cellana os preiendentes munidos de dinheiro
aeharao ba dispoelcao para os vender.
toldes de cornalina
e outras qualidades para coletes
A Agola branca acaba de receber um novo e
variado sorlimento daqucllcs apreciados botoes de
cornalina brancos o encarnados, chatos e redon-
dos para coletes, cujas abotuaduras conlinuam a
ser vendidas pelo commodo e inalteravel pre^o de
2-j cada urna.
Alcn desseg recebeu tamben outros de madre-
perola, massa e osso, com dileren/es,moldes para
o mesmo lim.
J se v, pois, que o prelendente munido do di.
nheiro achara sortimento vontade na rua do
Queimado loja d'Agaia branca n. 8.
IlAlSINliOS E CAIXIXHAS
com peri'iiinarias.
Xa rua do Queimado n. 8 loja d'Agua-Iiranra, os
, fregnezes munidos de dinheiro enconlraro, boni-
tos bausinhos cobertos de couro c com (i frasqai-
unos de extractos por I-*>00 cada um, e outros
coberloi de papelo com mu; caixinhas com 6 frasquinhos de diios por
i 15000 urna, outras com 12 ditos por 2>000 una,
onlras C(iin : dilos, cuja coberta pareee tartaruga,
I a 15'iO cada nina, e outras com pastilhas de chei-
: ro a 'OO, 15000 e 2000.
: Envclopcs bordados c carlees cora bei-
t as diiunidas.
Xa loja da aguia branca, rua do Queimado n. 8,
achavam-se venda bonos envolopes bordados e
carlSes rom heiras donradas, tendo de uns e de
. outros, maiores e menores, proprios para partici-
payes de easamentos, balesete.
Completo sortiusento de fitas
finas, lisas e lavradas.
A aguia branca recebeu um grande e completo
sorlimento de litas de diversas largurase qnalida-
des, tanto lisas como lavradas, e em todas ellas co-
nhece-se a superioridade da fazenda, nolando-se
as lavradas o bom gosto dos novos e lindos dese-
nhos, isso tanto lias maleadas como as brancas, I
e pela comnwdidade dos precos o pretndeme que
se dirigir munido de dinheiro rua do Queimado
loja da aguia branca n. 8, ser bem servido,
Capachos inglezes.
Na loja da aguia branca, rua do Queimado n. 8
vendem-se bons capachos inglezes, os quaes. alm
de bonitos sao de inmensa dnra^o, pelo que se
tornam baratos pelos presos de 1, o5, 05 e 7
cada um.
Cartas francezas.
A aguia branca, na rua do Queimado n. 8, rece-
beu um novo sorlimento de finas cartas francezas
com heiras douradas e brancas, e as est venden-
do baratamente a dinheiro vista.
Objectos de phantasia viudos
para a aguia branca.
A aguia branca recebeu novos e bonitos objec-
tos de phantasia, alguus dos quaes nunca vistos
aqui, sendo:
Ronitos aderecos completos feitosdeperolas'falsas
Ditos ditos de' pedias, por cuja perfeicao e bom
gosto quasi se nao disugueni das verdadeiras.
Lindas pulseiras de mosaico.
Dtia dita de perolas falsas tanto para senhoras
como para ineniaas.
Dita de chapa de crystal com listas douradas.
Dita de cornalina branca, azul etc., etc.
Ronitos alfioetes e anneis para gravatas.
Ronitos pentes de concha, obra de apurado gosto.
Outros travessos com pedras para meninas.
Bellas guarnieres de pentes dourados, ornados
com caixos de uvas, feitos de aljfar, obra su-
blime.
Outras igualmente bellas, lodas de fino dourado e
com pedras.
Outras a tartarugadas, nada inferior a aquella.
Vollinhas de aljfar branco e de cores com cruzes
de pedras.
Esses e outros muitos objectos acham-se a venda
na rua do Queimado, loja da aguia branca, n. 8.
SANTOS DE ll R|{ \< IIA
a I0OOO, t#500 e 90&OO o par
na rua do Queimado loja d'Agnia-Branca n. 8.
Sem mitras iem moas para ornar a fachada de seus annuncios, e as portas do edificio em que habita, o Baliza se
contenta em tomar o seu lugar de honra na vanguarda de lodos os homens do progresso.
Sopre embora o maldito Clarim, o seu toque de retirada a marehe-marche do desacreditado Progresso; arme a tenda r^
dos falsos apostlos da sinceridade no tratro, da realidade na pratica dos negocios commerciaes. revele finalmente a sna yP
grande insobordinaco ingindo desconhecer os seus superiores, deixando-se ficar sentado, em vez de perfilar-se c fazer a
continencia do estylo, porque o incansavel Baliza sempre fiel ao seu juramento ter continuamente na melhor ordem todo o
seutrem de guerra e no mais complecto movimento, o seu presumo para bem servir, desde o mais simples imarada at
o mais alto general da primeira classe do exereito dos seus constantes freguezes.
Entremos na materia :
SENTIDO I
ORDEM DO DIA*
a 1.a publicacSo deste annuncio at segundo aviso Manoel Pedro de Mello,
Desde a 1/ publicado deste annuncio at segundo aviso Manoel Pedro de Mello, propietario do grande armazem
do Baliza estabelecido rua do Livramento ns. 38 e 38 A vender a todos os seus freguezes.
Cinco por cento menos
qne qualquer dos seus amaveis collegas que por menos annunciar. Qualquer objecto que nao chegue a contento dos se-
nhores compradores, pode ser devolvido ainda mesmo pelas pessoas que morarem no centro da provincia.
O dinheiro recebido pelo gener0 que nao agradar ser restituido sem coustrangimento algum.
Declaraco importante.
falso o boato que tem feito espalhar o soldado soprador da rua do Queimado de que se acha o Baliza associado
ao armazem Uniao Mercantil aberto a rua da.Cadeia do bairro do Recife.
A liga entre os collegas um crime d lesa-povo.
E entre-tanto o Baliza ligueiro.
Ligueiro sim das ideas liberaos dos progresistas de todo o universo aos sentinvnto mais ntimos de seu coraro.
Deste modo de pensar ser o Baliza eternamente conservador.

OVIMENTO
BAIRRO DO RECIFE, RUA DA CADEIA N. 50
0 mais novo e o melhor
AR91AKE9I HE MOCHADOS
Esquina defronte da rua da Madre de Dos
1 m 1
Duarle Pereira iS; C. com armazem *g
de loops, vidros, etc.. ele, na rua do ^
(>espo n. 1G, acabam de receber pelo ul- jH
limo vapor a custumada e fresca pitad
do princesa de Petropolis, em libra nesti
estabelecimento e a retalho : na rua lar- 8
i^. ga do Rosario n. 38, loja da Aurora.
IVijo a (hSOOO.
Vendem-se saceos com 82 caas de i
iinho e rajado, pelo barato proco de
igual lempos nfm apparece i rcado, poi
tanto cheguem ao barato antes quo se acab: na
rua da Madre de Dos ns. .'i e !).
m
&





Antenio da Silva Campos, successor do amigo Xascimento defronte do becco Largo, bem eo'
nhecido j nesla praca. acaba de transferir o seu eslabclcciuienlo para a casa cima indicada, onde
ns seus benvolos amigos e fregnezes, bem como o respeitavel publico em geral encontrarao o mais
variado, escolhido e melhor sorlimento de molhados, a par do aceio, elegancia c bom rgimen do esla-
belecimento.
O annunciante, tendo feito urna completa reforma no locante a casa e gneros, possuinto bons
correspondentes na Europa para rcmessas de tonta nronria, acha-se convencido que merecer a pro- Salitre refinado, superior qnalidade, vina
leccao de lodos os amigos do bom c barato, a qual desde j reclama, asseverando-lhes que jamis de?- deauv, diferentes qualidades, mais bal ato q
merecer a confianca com que se dignarem de o honrar. qaalqaer pane : no armazem de E. A. Borle &
Em resumo, visite o rcspeitavel publico o novo e superior armazem Movimento, compre-lhe al- G., rua da Cruz n. 48.
guns gneros, e enlao (cara convencido da realidade do presente aviso, verificando por si mesmo que
nenhum outro estabelecimento o serve meltibr que este, seja em commodidade de procos, agrado e
delicadeza, ou legalidade de pesos e medidas.
Finalmente, todas e quaesquer garantas que estabelccimenlos Idnticos teem offerecido aos
concorrentes, sero mantidas nesie em grao maior.
Tarinlia de maml<>:'i
ensacada e da melhor que ha : vende Miguel Josi
Alves no seu eserptorio, casa n. 19 da rua da
.1117.
QU1DACAO
r
liv
23Largo do Terco23.
Joaquim Simao dos Santos tendo de se retirar est resolvido a liquidar e fazer urna grande
vanlagem a quem seu armazem frequentar, e vender por menos do que outro qualquer annunciante,
para isso tem um vantajoso sortimento unto neste armazem como fura e para melhor servir o publico [
o annunciante scientifica aos seus freguezes que tem frequentado este estabelecimento que de
hora em diante terao a vautagem de 10 a 20 por cento menos que compraram em outra poca pelo
seo prompto pagamento.
Attencao.
Caf do Rio de primeira e segunda sorte a 270 e' Dito em caixa da Baha dos mclhores fabricantes
de 13200, 2^400 33 e 43-
Phosphoros do gaz vindo de conta groza 23300.
Manteiga franceza a 600 e 640rs. a libra.
Dita ingleza flor a 800 e 900 rs. a libra.
Iscoutos e bolachinhas de soda a 13300 e 23-
Vinho do Porto engarrafado a 800 rs., garante-se a
superior qnalidade.
Dito em pipa Figueira das marcas mais bem co-
ntiendas a 500 rs. a garrafa e caada 33800
e 33500.
Dito de Lisboa especial para negocio a 360, 400 e
440 a garrafa e em caada faz-so abatimento.
Dito branco proprio para missa a 640 e 500 a gar-
rafa e em caada a 53 e 33500.
Bolacbinha americana a 200 rs. a libra e em lar-
rica ha grande abatimento.
100 rs. a libra e 23400 e 33
libra e 43800 a
300 rs.
Arroz pilado a 80 e
a arroba.
Milho alpista limpo a 170 rs.
arroba.
Toucinho de Santos e Lisboa a 240 e 280 rs. a libra.
Passas de carnada a 500 rs. a libra e 103 a caixa.
Azeite doce de Lisboa fino a 640 rs. a garrafa e
43800 a caada.
Dito de carrapato a 320 rs. a garrafa e 23240 a
caada.
Massas para sopa aletria, macarrao e talharim a
480 rs. a libra e 103 a caixa.
Chourcas as mais novas a 800 r. a libra.
Charutos em macos de 50 a 63 o milheiro e a
640 rs. o cento.
Cal de Lisboa e poiassa da
Rnssia.
Vende-se na rua da Cadeia do Recife n. 85,
onde se mudou o antigo e acreditado deposito .a
mesma rua n. 12, ambos os gneros sao nov
legtimos, e se vender a preco mais barato do que
aru tqnalqner^parte.
Trina, volantes c gatees.
Vende-se Irma, volantes e gales de todas a-
arguraspor precos muito barato: s no vigilante
rua do Crespo n. 7.____________
Vende-se alpaca pela a bOO rs. o covado.
Vende-se alpaca preta para vestidos a 500, 600,
700 e 800 rs., lina de cordao a 800 rs. para pale-
tot, princeza preta a 800 e 640 o covado, bombazi-
na preta lina a 15400 o covado, laazinhas preta
para senhora que esto de luto a 720 o covado :
na ruada Imperatriz n. 56. A loja est abertaat
s 9 horas da noi'.e.
Farinha de mandioca superior
em saceos grandes : vende Antonio Luiz de Olivei-
ra Azevedo & C, no seu escriptorio rua da Cruz
numero 1.
i_____________________________^flpMft
Na rua do Apollo n. 32 ha um grande sorti
i ment de marmore para ladrillio, sacadas, hom-
breras e degros de 8, 9 e 10 palmos de compn-
' do e 2 112 de largo, folhas de marmore proprias
; para lampos de mesas o para tmulos, vasos gran-
des para jardim, ou para ornar tmulos, por pre-
cos muito razoa\eis
ESCRITOS FGIDOS.
DE
DE
J. VIGNES.
Fugio de casa de seus senhores, no da 14 do
! correte, o escravo Izidro, crioulo, de idade 25 an-
I nos, pouco mais ou menos, estatura regular, chcio
i do corpo, cor um pouco fula, cabellos carapinhoF,
olhos pardos, beicos um pouco grossos. nariz regu-
; lar, ps grandes e grossos bem desembarazado no
fallar, nao malcriado, levou caiga do brim bran-
co, camisa de madapolao, chapeo de feltro j usa-
do ; cujo escravo filho de Calista Mana da Con-
ceigao, do Brejo de ananeiras, provincia da l'ara-
hiba do Norte ; veio em 1861 em pagamento para
, os Srs. Guimaraes & Alcoforado desta cidade, sup-
pee-se ter seguido para aqoelle lugar : roga-se a
todas as autoridades e capites de campo a sua
apprehenso e leva-lo ao pateo da Santa Cruz n.
6, que sero generosamente recompensados.
ATTKNCAO
Os pia
Acha-se fgido o escravo de neme Fausiiuo, de
idade 40 annos, pouco mais ou menos, cor fula, at-
ura regular, grosso do corpo, bem espadado, bar-
Vende-se um cabriole!
xo u. 26.
\. 5.. RA DO IMPERADOR m. 55.
r._nos desta antiga fabrica sao hoje assaz conhecidos para que seja necessario insistir sobre o
na superioridade, vantagens e garantas que onerecem aos compradores, qualidades estas incontesta-' hado, e ja com alguns cabellos brancos na barba,
no paleo do Parai- veis qu e elles tem definitivamente conquistado sobre todos os que tem apparecido nesta praca ; pos- bracos e pernas grossas e bastante cabelludas, ten-
suindo um teclado e machinismo que obedecem todas as voatades e caprichos das pianistas, sem do as pernas arqueadas, porm nao muito, costu-
I nunca falhar, por serem fabricados de proposito, e ter-se feito ltimamente melhoramentos importan-. ma andar era sambas, e as vezes embriagase bas-
a~rua das Conquistas na tissimos para o clima deste paiz; quanto s vozes sio melodiosas e flautadas, e por isto muito agrada- lante por gostar muito de beber : portante roga-
\ende-se urna cata na rua uas umquisias, u* ^ Juvidos dos apreciadores. s s autoridades pol'caes desta e das provincias
Soledade n. 1 : a tratar na mesma. Fazem-se conforme as encommendas, Unto nesla fabrica como na do Sr. Blonde!, de Paris, socio liraitrophos, que o facam apprenender e leva-lo a
------*..,., um cirrinho americano de quatro correspondente de J. Yigncs, em cuja capital foram sempre premiados era todas as expesic5es. seo senhor o major Antonio da Silva Gusmao, na
um No mesmo estabelecimento se acha sempre um explcndido e vanado sortimento de msicas dos rua Imperial, assim como roga-se aos capilaes de
autores da Europa, assim como harmnicos e pianos harmnicos, sendotudo vendido por, campo a apprehenso do dito escravo, que serao
> bem gratificados.
rodas em bom uso cora varaes e langa para
ou dous cavallos ua rua do Hospicio n. M
quem vende.
melliores
e^ as commodos e razoaveis.
MUTILADO



l


lH.fi le rcrnambhco -.. ^..n.i* felfa ti 4e Jnoho de i *.
LITTERATRA.
<

Caelano Alves, que recobrava espiritos consoante
so la conformando "com a esperauea. Alguns pre-
sos polticos, ainda era processo como suspeilos ja-
cobinos, tornavam supportaveis as ooales do car-
cere com a sua convivencia e ignorancia no jago,
em que D. Juan Ribera, ou D. Pedro, ou D. Jos,
era mais versado que engenhoso om escrever his-
toria. Ai inforniaecs pedidas para llespanlia ue-
A FILHA DO DOITOR NISCiltO
Ittmee original de Cauillo Castllo Bruto.
(Continuacao.)
XVIII
Alvos considerou-so perdido, se;n om-' ram que o hornera se charaava Benito Rojas, posto
i '. i o reanimaren alguns couheeedores deste que, as diversas trras em que estacionara, tantos
11 i adnoestando-o a que tivesse mais confianza' nonies dra que ja nao tiulia o kalendario que llie
l dinheiro e na sollicitude dos seus amigos, j dar a eile.
..-..lmente que elle, antes de preso, nao! o mme, que o levara pela terceira vez aos fer-
amigos. Parece que a commlsaraelo Ih'os ros de Valhadolid, lora a contrafaeco de assigna-
.1 na cadeia, quando era mais natural perdc-Ios, luras. Conseguir elle ser transferido para a Co-
so os iivesse. Este plienomeno, precursor de ou- run|ia( quaudo se aproximava o lempo do erabar-
in- juo Ikw de vir editicar-nos a seu lempo, ex- qUC j)ara uegreij0 p0r Vjn,e annos. jya| fUgra
p'.icava-o aquella execravel fome de ouro con- (|uami0 os prancezes em 1809 desaferrolharam as
einnad por Virgilio : inri tacra fumes. O rico p0r(as aos criminosos.
,. jprieUllO, quando a indignado publica fazia es- 0 enlo dc Rojm iinha sido ^^ d(, d.
Com todo o gosto; mas que nisso ha
um pequeo inconteniente : ja l jante! hon-
tem.
Nesse caso pode sahir, e nao me torne a in-
commodar.
Diz-se que o homem fra em seguida tomar ca-
perador, parlia o novo prelado para Pernambuco, das forCas da legalidade, sabendo da approxma- ( e.ajU(jar a digest cora alguns clices de mar-
D. JSo da Purificarn Marques Perdijao.
ULTIMO BISPO DE PERNAMBUCO
Traaos biograpliicos
II
Pastor bonus, paler pauperum.
ta. Seis mil homens chegaram a ser entregados
pelo governo para debellar a sndicilo, aera que o
numero deeidisse nuoca da sorte dos combates, qae
se succediam com egual encarnicamento. O bom
prelado toma o caminho da fregaezia de l'na. O
Oito dias depois da ptima entrevista com o im-' ">*Jor Joaquim Jos Luiz de Souza, commandante
lo, era ja visitado por pessoas
tjjal eatnegoria c preponderancia.
grandemente considerada entre a c
lgica, sabia de carruagem porta i os juizes, a
r -.'. sua iiloneidade em llanca di
de urna tal
estas, algu
asse genea
reito, caminho torto que deixra, reconhecendo-se
dotado o habilitado parase ir, estrada larga, ao en-
contr de mais estrondosos destinos.
Queixava-se elle na relacao da falta de incenti-
vos amorosos que Ihe espiritassem o intellecto. Pa-
preso. A'
iiii...:..) d-'ste lidalgo agradecido ao'^eu credor.
' se offereceram c empenharam ja com o ma-1 r?ee que a menina anonyma de meraoravel estylo,
i assim que elle foi arrancado de seus olhos pelos
, quadrilheiros, niio s desistiu da cora de condessa,
mas ainda do coracao do sea conde.
o tiros
gistrado criminal, ja com o civel.
. obstante, Caelano, Alves, depois-do lance
rarla de Joo Chrysostomo, esmoreceu.
Ao resurgir-se. porm, da sua atona, rebentou-
me das otrattbas am odio fogoso ao genro do Dr.
N grd Dizau-lhe que fora elle quera o enterra-
ramais; '^J**^**^^!**. ageirava"as"noro7 tamoe! Afora isto,
que ra.eresse o perda o ingrat a quem le dera ^^ geQ(e b comja
dientas moedas I Nao poda Ca tao Alvo com-, ,, ^^ instrumeD,aes e ^
prehender que a precisad de defenderse ara ho- SOmnos de bemaventurados
mero, salvo das garras da justira, disparasse na
maldade do aecusar o seu bemfeitor. Caetaoo cha-
mava-se asi o bemfeitor'.
D. Benito, porm, maior que a adrersidade, di-
verta o espirito, faminto de urna alma que o com-
prehendesse, estancando as algibeiras dos parceiros
da banca franceza, em que o resignado Caelano
O odio, saqojoso de vinganca, esporeou-s at
) -rwrsidade de declarar ao corregedor do crime
|i iv esc iplo que Jod Chrysostomo Ihe dra a nota
para a falsificaco, e collaborra com o contrafae-
lor. AcrescentaYa que as duzentas moedas erara
divida ; mas que, antes da divida, j o amanuen-
se do tabelKao bavia recebido generoso estipendio
b seu servico.
rregedor despresou esta denuncia, que aca-
I.va Je ler, ao lempo que Antonio da Siiveira o
procurava a fim de mostrar-lhe a segunda caria de
J ,il i Chrysostomo, escripia de bordo do navio.
0 magistrado exclamou, linda a leilura :
Tenho remorsos dc haver ultrajad) este ho-
mem na sua presenta, Sr. Siiveira I Est innocen-
t anillo infeliz. Ha de se-lo sempre, que ha
d)3gracado6 para quem todos os caminhos estilo
atravancados por um demonio fatal. Fez V. S.
li'in em Ihe dizer que nao viene aqui justificar-se.
Sahiria limpo ; mas depois de mezes ou aonos de
< i loia. Aqui tem o Sr. Siiveira urna carta, que
poda prejudicar fortemente o seu pobre amigo.
11 mostrou-lhe a declaracao de Caetano Alves- de
Cirvalha
Siiveira fremia de raiva.
Que faz V. Exc. a esta calumnia ?porgu-
ioi o moja
Rasgo-a.
Nao : rogo-lhe que nao, pela piedade que Ihe
merece a infelicidade de Albertina e Joao Chrysos-
lomo.
Pois que quer ?
D-m'a V. Exc, se a nao aprsenla em Juizo.
Atai a tem. Dc que serve isso ?
Hei de envia-la a Joao Clirysostomo : o des-
tino que Ihe dou.
D-lhe o destino que Ihe aprouver, comtanto
qae nao diga que a recebeu da raao do correge-
dor que a impertrrita justica obriga os seus sa-
cordotea a fazerem obra por todas as calumnias
u Ihe olferecem.
Beijo as mitos de V. Exc.
Ao mesmo tempe-, circulava o boato da alcivosia
. .da pelo preso, e cchoava nos ouvidos do Dr.
.\ gro, por inlereessao de algum raro visitante que
vesta o ro*lO de horror e d para ir levar-lhe as
atoardas correntes as pravas.
Antonio da Siiveira impugnava os algozes offi-
. e, mancommun.ido com a raae de Alberti-
na, consegnln que as porlas se Ibes Irancassem.
francisco Simos peiorava de dia para dia com
espantosa celeridade. J nao aposirophava contra
,, era se enfureca ouvndo a calorosa defe-
ca o genro, irazida ao proposito por Siiveira. Dir-
gc- I que as faculdades exteriores se cougelavam
la que o cerebro se empederna sob a pressao
terrea do presentir a mortc prxima.
Que me importa a mim ?disse elle urna
j insepamel enfermeiro.Eu j nao hei dc
ouvir que o condemnam nem que o absolvem.
Primeiro vira a morte, que" j me tem o coragao
espedacado na garras. Conbeco-a por este des-
IirenJimento do mundo. Ha quinze dias figurava-
ge-me tormentoso o trespasse; agora, se rae tiras-
sem este resto de memoria, eu morria bem.. .Me-
moria abominavel !. ..Lembra-me a minha lllha
quando naseeo, quando tinha um anno, quando
eu endoudeeia de jubilo a acalenta-la nos meus
bracas., .Eu, as vezes, eslava rodeado de trabalho
e (le clientes e, se a onvia chorar, deixava tudo,
sabia do escriptorio, ia acarinha-la, perda horas a
ilar-lhe biiuquedos, e dilatava-se-rae a alma
em endientes de ternura. Estou a v-la I.. .Mal-
dita memoria!...Que ereanca to linda, quando
eomecoa a batbueiar o meu norae Como ella me
encostava ao hombro aquelle rostinho anglico I. .
Amava-me tanto, e mais do que me No meu
col nao chorava nunca.. .Que feilo d'aquelle ao-
jo1? que me fizeram da minha filhinha?...
O velho esconda o rosto para chorar. Antonio
da Siiveira quera dizer paiavras banaes de conso-
lado, ma^ as lagrimas embargavam-lh as.
Ostras vezas recordava o saudoso pae a filha
em anuos adiantados pelos floridos jardins da sua
primavera. Encareca-lhe a formosura e o tlenlo.
Relatava miudezas coroprovativas da esperteza e
penetracao de Albertina; se, porm, as reminis-
cencias Ihe levavam a alma a encontrar-sc com o
acto da fuga, o doutor erguia-se de golpe, sorvia
hauslos de ar como se o estivessera mos invisi-
veis estrangulando, e recahia a Anal extenuado so-
bre os travesseiros, ou nos bracos da esposa.
Antonio da Siiveira, captando a conflanca do
criado, soube que os recursos escasseavam om ca-
sa do doutor. Era j um vi ver de empenhos de
objectos desvaliosos, qae os importantes estavam
j vendidos ou empenhados. dinheiro do trans-
montano era para pouco; recebia, como filho se-
gundo e governado, urna mezada econmica. Pe-
diu a seu irmo morgado am emprestimo, e com
quima delicadeza poda, consegniu qae a me de
Albertina Ihe acceitasse o necessario para as des-
pezas de cada mez, tirando a partido que o doutor
seria estranhe ao favor que a senhora Ihe fazia de
o admittir com a liberdade de tilho.
Entretanto, o processo de falsiflcacao ia correndo
vagarosamente os seas tramites. O lavrador de
Fanzpres apossra-se dos bens, independente de fi-
nal sentenca, visto que o ru confesso Ih'os devol-
ver. O Hespanhol viva regaladamente nos quar-
tos de Malta na Relacao, quanto Ih'o permittia a
superabundancia de dinheiro e a mesa lauta de
Dude a desgraca abrir o iheatro dos seus esper
taculos era era casa do Dr. Francisco Sira5es- e
Aipedrinha. <
Os mdicos, conduzidos por Antonio da Siiveira,
diziam que a sciencia dos corpos mrbidos confes-
sava a sua ineulcacia diante das enfermidades da
alma Mandavain transferir o enfermo para fra
do Porto, esperancosos na distraeco campestre.
Antonio consultou a vontade de sea irmo, rela-
tando-lhe os inforlunios daquella familia, e pedio-
do-lhe licenja para hospedar em sua cas o doutor
e a esposa.
Alma irma da sua, o morgado respoedeu pela
voz da santa me que as formara araba?. 0dbu'-
tor. quasi insensivel ao destino que Ihe eftwam,
deixou-se levar para Traz-os-montes, para alem da
serra do Mesio, sobre 3s montanhas que robran-
ceiam Villa-Pouca de Aguiar.
A hosptaleira casa de Alexandre TbooMC da
Siiveira acolheu com desvelos de parentesco o- dou-
tor e sua mulher. Os rapazitos da aldea tomaron-
Ihe medo quando o viran daquella cor estraniu ;
mas, depois, se o dooto* so assentava, ao finvda
tarde, debaixo da sombra do souto secular do- re-
cio, os meninos viam-ot> chorar, e rodeavan>no>
acariciaodo-o. Urna vea ntooio da Siiveira oede-
nou s creancas que se- aflastassem.
eixe-as, d4sse o doutor, deixeas, meu ami-
go, que todas rae irazsnum beijo e um alTago>a
minha Albertina creancinha. Jess Christo, o di-
vino philosoplio, contioou elle, enternecido a lagri-
mas, amava muilo as-ereancinhas. Sinite att me
prvulos venire, dizia lie : Detue vir nM os
pequeninos. i
Era a vez primeira que o religioso mancebo. Ihe
ouvira citar Jess Christo-, e paiavras augustas do
sustentador e compensador dos martyres. Desde
esta hora, assim que me cahia de molde, Antonio
da Siiveira trazia referencias a Jess, e palpas*
com piedoso tacto as cordas do coracao do velho.
Alguraas vezes, o som que ellas davam era una
lagrima ; e o mogo, a chorar tambem, dizia-lhe :
onde rhegou no dia 9 de agosto de 1830, na quali- Ca0 do v'rtuoso prelado, sae ao seu encontr, e
dade de hispo eleito e vigaro capitular. Conllrma-' pcde-lhe a sua intervenco apostlica para amainar
da a sua nomeacao pela santidade de Leo XII, em as ras desse povo, qae a sanha dos partidos e o
consistorio de 1*8 de fevereiro de 1831, chegavam furor da ?Ufirra segregavam do gremio da egreja
as bullas pontifkiaes ao Rio de Janeiro justamente c "a sociedade.
na occasiao em que o imperador abdicava. A effer- i l'm raio de esperanza anima o eorafiio do vir-
vescencia dos partidos que por essa poca attingia tuoso pastor, que cedo Immediatamcotc ao convite
c seu mximo de intensidade, principioff"a mostrar- do allencioso chefe. Enlra na freguezia de l'na e
se hostil ao novo prelado, suspeito,'pelo fado de seu apresenta-se aos rebeldes. A voz do venerando
nascimento, de communbo cora o partido enlo < pator choa no meio das turbas sublevadas, rica
ditoluzitano. j de unegao e cardade, e as turbas sublevaifas cur-
A regencia, composta na sua maior parte dos vam-se respeitosa diante do apoetolo sanio da dou-
caracteres mais salientes da partidoexaltado, trinas do Evangelho; o pavilliao das fac^es- cae
meditavara mallograr a nomeacao do ex-lmpera- abatido diaote do estandarte da ernz arvorade no
dor, nao por um aclo abusivo de forca ou autori-, moo dasedigo; so delirio frenetkro da vingac?a
dade, que seria imprudente o emprego de um tal e devaslaco succede a calma pacifica da obedieu>-
recurso, porm contrariando por lodos os modos o cia passiva as inspiraces de urna religao de paz er\
digno pastor, principalmente negando-lhe a entre-' mansi^o; e esse povo, qae ainda h pouco s j
ga dos seus ttulos de conlrmacao, como Im de meditara crime e morticinio, ei-lo transformado
em numerosa phalaoge o\s cidadaos parsifleos e
levar-lhe o desalent ao coraco, e obriga-Iopor es-
te modo a urna desistencia apparentemente vJun-
taria. Mas o plano nao surta eflfeilo.
O 9r. D. Joao, fiel sua missao' pastoral c tedo
embebido no cumpriraento de seos- deveres aposte-
licos, |x>uca importancia dava atrt'ude- hostil dc
inerme. Tal a ascendencia da religao eda vir-
tude, qoaudo personificada em assignalado varao
que as prefesse.
Assim desalronlada a freguezia de L'na der in-
sultos da anarchia, l vae o venerando pastor em
Esse pranto vae na mo de um aojo prosea-
ra do Senhor.
O doutor Negro punha os olhos no firmameoJo,
e diza :
Faltou-me o esloio da rcligio... Se eu me
refugiasse em Deus, seria menos desgranado. Ago-
ra tarde. Estou a encher dias.
Estava.
A enfermidade era urna consumpcao, qoe a scien-
cia diagnosticara cachexia. Que palavra tao baixa
e mal soante para urna to sublime morte I Aquillo
era um morrer de paixao, um agonisar alanceado
le saudades.
Ao cabo de tres mezes, cameearam a despegar
as folhas dos arvoredos. O azul do cu esmaiou-se
n'uma cor de morlalha alvacenla. Os rouxines
da balsa emmudeceram. Os serros da raontanha
denegriram-se. As pradarias alastraram-se das bo-
ninas fenecidas.
Francisco Simoes quizra um dia levantar-se
para despedir-se do sol, dzia elle. J nao podra.
Chamou Antonio da Siiveira c disse-lhe :
Tenho padecido muito... E' impossivel que
nao baja Deus, e outra existencia. Isto nao pode
acabar aqui. As.dores immerecidas devem ser o
testemunho de um destino, onde ha o consolarem-
se os atormentados nesle mundo. Creio em Deus,
creio no Deus que formou a sua alraa de lanas
virtudes, Antonio da Siiveira I... Quero que ra
escute om ministro da religio adoravel, que Ihe
deu esse nobre coracao...
Sahiu Antonio em ancias de alegra e compun
gentemente. D'aqut a momentos, enlrava no quar-
o a virtuosa mae dos Silveiras com um cruciflxo
de marta. O doutor recebeu-o entre as mos, e
osculou-o.
Depois, entrou um clrigo anciao, e fecharam-se
as portas da alcova.
Ultimada a ceremonia dos sacramentos, o doutor
pediu um quarto de papel e urna penna. Rogou
que o amparassem, e escreveu :
Pcrdote, minha filha. Perdo-te, Joao Chry-
sostomo. Deus vos proteja. Morro, aben$oan-
do-vos.
Deixou cahir a penna, e fez um gesto a Antonio
da Siiveira, significando que se apoderasse do
papel.
O mancebo leu, e, ajoelhado, beijoa-lhe as maos.
Em seguida, o doutor Negro abracou sua mulher,
que o eslivera amparando, e murmuroa :
Morreras sombra da caridade desta fa-
milia.
Rebentaram as lagrimas era todos os olhos. O
doutor revelon por meneios convulsos que eslava
muito afilelo e carecido de ar.
Sahiu a familia do quarto, e ficou o sacerdote.
Duas horas depois, foi chamado Antonio da Sil-
reir, que estava na ante-camara.
Est a passar, disse o coofessor.
Antonio acercou-se do leito, e curvan a cabece
aos labios rxos do agonisante, que ainda artirula-
ram estas paiavras :
Minha pobre filha...
E expiroa.
(Continuarse-lux.)
governo que to injustamente o desattendia.
IranquilHadc passiva terminou por impacientar o
padre Diogo1 Antonio Peij, que em neme da regen-
cia chama afina! o vrfaoso prelado ao Ro dc Ja-
neiro com e fim de deckfir-se o seu futero destino.
O Sr. D. Joao obedece, chega capital, procura o
ministro, mas este apenas* Ihe responde, que por
emquanto nada bavia o gererno resolviio a seu
respeito, e qus aguard&ssc na corte a sua li&al de-
eiso.
Nesle interinvdeixa o padre- Feij o ministerio
e~ substituido' por Honorio' Hermeto Caroeiro
Leo, depois marquez de Parea. O bom prelado
apreveita o ensejode una visinvpara apresentar-se
ao ministro, cortea o superior aeprejuizos da apo-
ca, o- qual Ihe prcmette que antes da sua sahida'do
ministerio Ihe serian- entregues- as bullas ponli-
cias. Nao smentea promessa Jer comprida, como
tambem no dia 26 demaio de 183^-asslstiu o dls-
lincic-ex-m mis tro xsagraco de novo prelado n*a
capellde Manoel Das-de Lima, im praia do PI
mengc:.eode era sagrado pelo Sr- bspe de An
mura-
No da 14 de seterntro do nemNW regress?.
a Pernaraboco, e no dia 29 toma p^ese definitiva eJ
solemaedoseu bispado, qae nunevambicionra.
mnito meiws solicitara, e-mesmo no-ftoarera acei-
tado srnSo viessecom?* vneuladfepossibilda-
de de Hrlhe* servir a egreja, sua patria o seu re-
Comeeatn desde ento- as paginas Dais teilhantes
da vida do Ilustre prelado. A sua E-alural affabili-
dade translbrma-se ecr< acolhimenjD-verdadera-
mente patriarchal : o nwr paternal (-e- consagra
ao seu Teban* reprodttiutn nossos tempoa a copia
tiel do zelOso pastor das retiras santas, atteafendo de
noute edia integridad* e prosperidtide dto seu re-
banlio ; o-seotimento dotptedade chrtia rom que
sempre acatara as verdades santas' trauofurma-se
em vigoroso palladio ero., favor das- douihuas do
Evangelho- dos direitesda egreja ( Saalokente es-
se espirito de caridade- ehrista qaa constituir
sempre a fotrao mais caracterstica dai.saa physio-
nomia moral, eleva-o a.altura de cm^verdadeiro
genio de beneficencia.
Porm o seu bom cosawio ainda re>- est satis-
teito. Diza aqui um poeta que facoda-o o cu a
extremoso e desvellado- pastor, nao Itus bastavam
sraente ac^es de aBecto em favos do .seu reba-
nho, iucuiubiam-llie tambem fineza&. de paixao,
porque o padecer o-caraclerislicado fino amor;
e ainda mal-descansado, da viagem que o restituir
sua diocese,.ei-lo i-mprehendendoerealisando j
(o que por nenhum de seus paedecessores fra
nem sequer tentado) a visita das-oinco-provincias
da diocese- Temendade I dir t&do aqnelle que de
experiencia propria eonhecer as difliculdaJes inhe-
rentes a essa peregriuacao por aarainhos quasi in-
g<[a caminho da freguezia de Agua-F+ata. Apenas cSe-
ga, seu primeiro cuidado reclamar a Vicente de
Paula a liberdade do parodio de-9. Bento, pristo*
neiro em seu poder, ao mesmo terapo que o pe?-
sonde a entregar-se com a sua gente, prometten-
dclhes geneso operdao em nome de*S. M. o Impe-
rador o Sr. D. Pedro H. Vicente do Panla satisfaz
o primeiro pedido, mas recusa-se ao segundo, rejei-
tando- em terceiro-lugar a graca ofTertda. Porm
o bom pastor nao desanima com esserevez; pelo
contrario, sente-so inspirado de nova coragem, e
e-lo de novo no meio dos insurgentes pregando o
Evangelho da paz, conciliario e fraternidade.
De toda a parte affleiri os araotnaderes- a depr
as armas aos ps do-virtuoso prelado, qa a todos
acolhe- bondadoso, e-depois de instrui-fos as m-
ximas santas da religio de Deus vivo e neutr-lhes
n alma sentimentos de-respeito e obediencia ao go-
verno d-S.M. o Imperador, deixa-os partiranima-
dos compresentes tnai*-ou menos signilieativos do
seu paternal affcto. O que partem sao substitui-
dos por ostros que chegamy e por tal modo rafeara
as fileirae-revoluccioDartas-, que de todos oe- -bandos
primitivas -apenas resta-un troco de cerca-de iOt)
homens aeb- o coramaado inwnediato de Vicente de
Paula, e antros menoec, aotodo 300 horneo*esta-
cionados as mmedattoes- da freguezia- de Ga-
poeiras.
A sedijao agonisava ma* era preciso ferr-la no
corago. A tenacidade infflexivel dc Vicente de-
Paula pro-tonga va a vida,- embona ja sem esperan?
de salva-tav O bom> prelado- u-nta um ulimo re-
eurso. Escwre de novo ao-oheto- dos insurgentes;. *
sem fati^.r-se desta vez- a dar4be censelbos-comi
toda a prokabilidade- iofraclifesos, limita-so a pe-
div-lhe urna entrevista ora lugar e hora por elle-
raesmo desigaada. Vicente de Puna iudisaoen-
genlio Japaranduba,.e hora aprasada paraaliso
dirige o virtuoso paetor; ROi> debaMe. A prcmes-
sa- foi mentida. Vicente de- Panla nao apparo-
cea.. Porm no mesmo grupo- de- Vicente de-Paula
h'.vrava j o deslenlo da debaodbda. O-numero
d^s desen;Cs augmenta va do-dia em dia. Quanto
aesoutros pequeos-bandos,, que constituan!; par
assim dizer o ultimo-baluarte-da iasurreico, o vir-
tuoso prelado, depois do conseguir reuni-los-em lu-
gar previamente ajustado^ apresenta-lhes c exhor-
ta-os e:a aome da-Deus, aquodeponham asar-
mas; ,e asarmas oahiram por una vez par.-..se-mi*
levantarem nessaJsia fatnoidn.
O-trianipho da religiacastava eonsumaee I
rasquino.
E' d Sr. Luiz F. Macicl Pinheiro a segalnte
poesa:
A MCMfKR.
I
A malher a flor, que, embalada
Pelos sopros da brisa tardfnha,
Eoche os prados dc graca e perfume,
E surrudo, coidada definha.
A malher estrella, que brilha .
No honsonte da vida, o nos guia
Para um mundo de santos amores,
De ventura, e de doce poesiai
Na mulher se concentra a esperanca
Desses sonhos gentrs, venturosos,
Que nos dizcm : avante t ao futuro
Que nos dizem : corro jubilosos I
A mulher a luz desta vida
Fulgurante, que as trovas clarea,
Que nos transes de amargo caminho
Amorosa e festiva campea.
Na mulher se resume o que bello,
O que puro e sublime na trra.
Os encantos, prazeres da vida,
A poesa s nella se encerra.
A mulher primor do engenho,
Com que Deus o universo creou ;
E* su'alma urna nota sentida,
Que o psaltcrio divino vibrou.
II
Iraagem candida e pura,
Que l nos astros fulgura,
Minha me, quanta docara
Nos teus surnsos de amor !
Quantas lagrimas sentidas
Sob as palpebras doridas
Por minhas horas perdidas
No desvario ena dort
T s l no espaco ethereo,
L no leu throno sidreo
Divino, santo mysterio
O meu anjo tutelar.
De ao p de Deus me perdas,
De ao p de Deus meabencas,
E por mim a Deus entas
l'm canto por me salvar.
E t, archanjo de Deus,
O' visad dos sonhos meus,
S luz dos olhos teus
Quero entrever o porvir.
Es minh'unica esperanca :
E' s por ti que nao canea
Minlf alma na atroz pnjanca
Nos transes deste existir.
Minha imagem de innocencia,
N'um mundo de impura essencia,
Se hei de sentir (ua ausencia,
Nao quero entao mais viver:
Dentro do petto os amores,
Vamos vi ver entre flores,
N'um mundo s de esplendores,
Onde nao baja soffrer.
Da
segu
Sanana Ilustrada iranscrevemos o que
nKFLEXOES- D UM CABNTCEtnO.
E' a primeira vez que vejo um boi com trajosde-
Assim asaban a-guerra de Panellas do lrand,; mu|her-
qce-durante tres-annos obrio dc luto a provineaj Bem teni casamenio-para mim,. porque quando
de Pernambuco. O apestlo santo das doairinas do i morrer, em vez de faaer despezas com o seu en
Sennor entile, victoriado- polo povo, qae-o aben-1 trro, como succede a todos os viuwos lucrara veo
fia; pelo governo que- o felicita ; e .realmente | dendo a oarne da defanla.
agraciado com a com manda da Rosa ei i memoria,
ou. premio do-seu esplendido trumpho. Esta, po-
transitaveis. a-mere de urna Mimontaco grosse- i Fm> depos de-agradocida, nao fot aceita; talvez,
ra, e quando nao absoluta, pele-menos rolativamen-1 pensar algaera.por ser joJgada recorej,ensa mes-
te insalubre, debaixo dos raici.ardentes do sol in- qU-,nha parr..to assignalado servico.......Nao. Por
tertropical sem pousada cesta, pela distancia re-'
lativa das povoafoes e atravd& de um povo dcil e-
instinclivamento bom, porEenvolto ainda as fa-
chas de urna civilisacao nascente. No falta quem
Ihe aponto todas as inclemencias, perigo mesmo
dessa imprudente excurso ; mas o seu zelo apos-
tlico apenas Ihe deixa ver novos triumphos para a
religio e para a sua consciencia a consolado de
ter cumprdo mais um dos seus deveres pastoraes.
O bculo do pastor trocado pelo bordo do pere-
grino, e ei-lo em caminho dessas regios inhspitas;
mais larde np meio de tribus .-mii-barbaras, onde
mal bavia entao penetrado a luz do Evangelho.
mais generosa quo ella fosse, nem por isso seria
por melho? modo acomida. O virtuoso prelado re-
cusou o galardaodos hom-ns porqaa nunca leve
em mira ser pelos homens galardoado.
D'aqKi aprendam os governos por experiencia,
que seo proteger sabios atinar com o melhor
modo de conservar reinosna parase de um filho
Ilustre do Instituto Neriense, o proteger a virtude
acertar coa o melhor modo de moralisar
poves.
( Sentinutir-se-ha.)
Os bons inslinctos de uns, a piedade dc-outros, a
curiosidade do todos crcumdam por toda a parle o
bom pastor, que acollado como o enviado de
Deus; e onde quer que o chamam os seus deveres
pastoraes, l esta o apostlo do christianismo, ora
no meio das turbas explicando aos povos o cdigo
santo das verdades eternas, ora cenfirmando-os na
f, e robustecendo-lhes o coracao com novas eren-
cas. O vinar Ilcito dc culposa unio desappareco
diante das heneaos do ungido do Senhor ; o paga-
nismo foge diante dessa cruzada santa de regene-
raco ehrista ; finalmente os delicio dos homens
sao perdoados no tribunal da penitencia onde os
instinctos ou hbitos degradantes da vida selva-
gem sao substituidos pelas santas inspiracoes da
religio do Deus vivo! Quantas vezes em caminho
para essas missoes santas so encontraram as san-
dalias do pastor com o sulco ainda recente de trai-
f.oeiro reptil que por l serpeou era busca da pre-
sa I Quantos com as pegadas ainda frescas da fera
que por l passou ruglndol Quantas e quantas ve-
zes se confunda com o echo do seu ulular longin-
quo, o lamento do pastor chorando sobre as culpas
desse povo, quasi que innocentemente criminoso !
Mas nada capaz dejdesalentar o virtuoso prelado.
O perigo passa, a sociedade exulta e a religio
triumpha.
Assim termicava a visita do norte da provincia
de Pernambuco e da provincia da Parahyba, quan-
do o bom prelado resol ve seguir para o sul do bis-
pado. Ah Ihe estava reservada missao aioda mais
importante..
Depois das scenas de carnsgem e horror, como
'heschama um historiador nacional contempor-
neo, porque passou a capital da provincia de Per-
nambuco em setembro de 1831 e abril de 1832,
pareceu ter ali arrefecido o espirito de sedigao :
mas durou pouco esse estado de apparente tran-
quillidade. Una nova exploso revolucionaria, e
cora carcter ainda mais serio, rebentou depois no
interior da provincia, em Panellas de Miranda, to-
mando todas as proporcoes de urna guerra civil
pertinaz e encarnizada, ainda boje histricamente
conhecida pelo nome eGuerra dos Cabanos. sy
hordas sedicios as estendiam-sc ao longo das fregue-
sas de Una, Agua-Preta, Capoelras e S, Beato.
Em poder destas ultimas seaohava prisioneiroo
respectivo vlgario. Ha tres anuos durava a lu-
M POUCO DE TUSO.
Extrahimos o seguate:
Um sujeito pobre de dinheiro mas rico de bom
humor e de escorreita conforme s diversidades
quo ospinham a existencia humana, entrou o entro
dia era urna hospedara, subu a sala de jamar,
seulou-se, tirou o cl>apo, relancouos olhos. lista,
bateu as palmas e disse ;
Rapaz! Sopa de massa para um.
Dous minutos depois estava o hornera servido
e a sopa devorada.
Rapaz! pastis de ostras.
Repet u-se a seena anterior, e o nosso here foi
proclamando successivamentc, a com ulervallos
aproximadamente eguaes :
Lorobo de porco esplafros I
Costelettas de vitela e salada !
Esburgada a ultima costoleta, exclamou o hos-
pede :
Rapaz! traze-me sobremesa e vinho de
Xerez.
Concluindo o jantar accrescentou:
Rapaz 1 traze-me um palito.
Pegou no palito, metteu-o na bocea, desapertou
dous botos do colete, refestelou-se na cadeira em
que piinripiou a bamboar-se fleugmatieamente, e
disse com philosophico entono d'ahi alguns mi-
nutos :
Rapaz! traze-me dous cabos do polica.
O criado ignorando qual era o acopipe de que se
tratava, pediu explicacoes previas.
Nao ha nada mais simples, respondeu o hos-
I.F.MKAKCAS DE CIE NEM TODOS-.-* LEMBRAM.
Um menino do beeoo dos Cachorros engolia ao
dias uiuioamoodoago.
Para- que Ihe nao-roesse o estomago, o pae do
gulosoteve a feliz idea do faze-lo tambem engolir
um gato para matar o ratinho.
Ser, bom que os Srs. raedioos tomem sota
desta aperacao me&ta.

UM COMETA, OSE NAO SE.ACHA- SO ALMANAk,.
/
B" coslume na cmara dos Srs. deputados gru-
danem-se urnas s- outras as^ emendas que se vao
eflerecendo dos projectos em discussao.
Eu eoteodo que se doria por isso mesnu-deixar
o nome de rasada* e adoptarse o de grudadas
para aquellos-papel utas, que escrevem em cima
das coxas.
Mas vamos ao caso.
Na discussao do orcamento do ministerio da
agricultura, commercio e obras publicas chove-
ram emendas, como :
Na sesso de 30 de mato o meu amigo Parauagu,
que estava paraaaguando ou piaulyando na tribu-
na, pediu mesa que Ihe maadasse urna certa
emenda ; como porm todas as emendas estivessera
grudadas, foi um gosto ver o presidente o secreta-
rio a desenvolver o enrolar o papelorio.
Era urna tira que podia extenderse do Ps de
Assucar ao Corcovado!
O respeilavel fugiu das galeras, pensando que
era um cometa que mostrava a sua cauda.
E todas aquellas grudadas tinham por fim des-
grudar do thesouro publico nao sei quantas cente-
nas de contos de reis.
Era, portanto, na verdade um cometa.
Mas ainda bem que a cmara cortou na vota-
cao o rabo do bicho.
Sobre o Evangelho do S. Lacas capitulo XIV
Bemaventurado o que comer o pao no Reino de
Deusescreve a Cruz :
Tendo Jess Christo, maos meas, fallado a seus
discpulos, quando dessom algum banquete, con vi-
dassem os pobres, os aleijados, os cxos e os cgos,
disse :
Entao Ihe disse Jess:
Um homem fez um-grande cea, para a qual
convldu amuitos.
Esta cea o grande Sacramento da Eucharistia,
que o Salvador instituto para fortificar as almas,
porque o pao, o trigo dos escofinos, que gera
mantem a vrgindade contra os embates das pai-
xes.
E quando foi a hora da coa, enviou um de seus
servos a dizer aos convidados, que viessem porque
tudo estava j apparelhado ; porro todos a urna
voz comecaram a escusar-se.
Disse-ine o primeiro :
- Eu comprei urna quinta, e me necessario ir
ve-la : rogo-te, que me des por escusado.
Nesle ligura-se esses catholicos de oome, que es-
to sempre promptos a dedicarom-se somonte para
aquillo que diz respeito aos ioteresses do mundo, e
sem quererem cuidar do bem de sua alma.
E disse outro :
Ea compro! cinco juntas de bois e roa fazer
prova delles : rogo-le que me des por escusado.
V-se neste a imagem dos indiferenles da poca,
que declaram mui altamente : que vou eu fazer na
egreja, quando lenho mais em que cuidar, quando
devo reunir e contar meus cabedaes ? Nada ; seis
dias na senama pouco para os meus negocios
convm aproveilar tambera o dia santificado, e esse
lucro me ser de grande ulilidade.
Disse tambem outro :
Eu casei, e por isso nao posso ir l.
Este representa fielmente os novos conjuges, que
s buscara alcangar o seu fim, e deixam de parte
os preparalivos religiosos, que enlacam e perpetuam
para sempre a cadeia do matrimonio.
E o servo deu conta a seu Senhor de tudo isto.
Ento irado o pae de familia, disse a sea servo
Sahe logo s pragas e is ras da cidade, e
traz-me c quantos pobres e aleijados, cgos e c-
xos achare-.
E disse o servo :
Senhor, feilo est, como o mandastes, e aioda
ha lugar, para outros mais.
E respondeu o senhor ao servo :
Sahe por esses caminhos e cercos, e orca-os
a entrar, para que fique cheia a minha casa.
Vede, irmos meus, o desejo, que tem o nosso
Deus em nos salvar, que nao cessa de convidar-
nos para o gremio de sua egreja, o no entanto que
mulos se dad por escusados para seguirem as of-
cantinas desses servos do erro e da mentira.

HA UM S PKOTKSTAITTBS NO Mf.VDO QUE POSSA DIZEIt
O QUE CRK, E PORQUE CHE ?
Jamis qualquer protestante poder dar urna
conta razoavel de sua crenca ; e nao maravillia
o ser islo assim.
Crer, submetter o espirito ao eosino de urna
autoridade exterior, independente da vontade da-
quelles que Ihe sao submetlidos e que lera direito
a sua submisso.
Ora, onde que esl esta autoridade para o pro-
testantismo ?
Est na Biblia ?
Mesmo pela conlissio dos protestantes mais con-
siderados, ahi acha-se o que cada um quer, e cada
qual a interpreta segundo o seu gosto.
O protestante, em virtudo do famoso principio
do livre exame, j nao er, j nao tem f.
Substitue f a sua propria razao ; substitue a
autoridade divina da egreja as divagaces do espi-
rito humano.
O protestante que, a despelto da sua separaco
da egreja, conserva certas crencas christas, um
desertor que em sua desercao conserva urna parte
de suas autigas armas e de seus precedentes uni-
formes.
As suas crencas nao repousam sobre cousa al-
guna ; eu desaflo-o a que d a razio dellas era
urna discussao seria, nao s a um eathotco, mas
aioda a um incrdulo.
Nada, ao contrario, mais lgico o mais justifica-
do do que a f professada por qualquer catholico
Elle est ligado a Jess Christo, autor desta f",
por meio da Santa egreja, inslituicao viva e per-
manente estabelecida peto mesmo Salvador por este
efTeitcye que se eleva at Elle atravi das-edades-
O protestante quebrou este lapo divino ; e, por
este motivo, est separado de Christo-(mando mes-
mo n'Elle er.
Nao bastante chamar a Jess Senhor e Salva-
dor para fazer parte-do seu reino, preciso cum-
prir a sua vontade,. oomo elle expressamente de-
clara.
Nao me detereiaqui a mostrar que o protstame
nao pode fundar as suas crencas na. autoridade e
ensiao dos pastores da sua seita.
Todos sabem qpe um dos principios do protes-
tantismo, que todos bs christos- sao eguaes, e
que nao cede a ninguem fazer as vezes d> mestre.
Os ministre^ diza o protestante Joao Jacques
Rousseau, que aos praz citar nesta. materia, os mi-
lustros nao sabem o que crem, nem- o que querem,
nem o que dizam.: at se nao sabe- o que elles appu-
rentam crer.
Quando, qualquer destes predicadores toma a
palavra, aecnescenta o espirituoso- conde de Mais-
tre, que meios tem elle para provar o que diz, e
ainda que meios tem de saber se l embaixo se
nao zomba delle ? Parece-me ouvir dizer a cada
um dos seus autores com um sorriso sceptico :
Na certtade, creio que elle cr> %ue eu nao o creio !
Da Semana Ilustrada transcrevemos o. se-
guale :
DIALOGO ENTRE t'.M StTODO K l'M MOUCO.
Medico.Entao, Sr. Anselmo, diz-se por ahi que
sbem outra vez os .conservadores ?
Doente.Teoho dores, sim, senhor. Sofito horn-
velmente.
Medico.Mente, nao. Assim corre, embora naja.
discrepantes.
Doente.Purgantes ja me nao produrem oflslio.
porque estou muito resstecado.
Medico.Engaado est o povo i mas elle vai
soffrendo al qne um da...
Doente.Disenteria Se eu a tivesse, tomava o
remedio da sapateira, e estou cerlo que me havia
de passar.
Meko.Basta de massart Adeus, Sr. Anselmo,
Vmc- hoje esta com a la.
Doente.-Xoa para a ra Bem o creio, e o es-
pero todos os dias, porque ha muilos deputados
que prelendem o meu emprego.
pede; eu preciso de comer e nao tenho dinheiro;
como, porque tenho o vicio inveterado, o j nao
posso passar sem comer; mas o que eu nao qnero ~ E "* ^aventurado, porque esses nao
dar escndalo; traze-me pos os cabos, e manda- em cora qu6 W retrlba,lr: mas ser'l6-na isso re
me para o Aljubo. -"buido > rosurreicao dos justos.
O criado communicou o fado ao dono da hos. Tendo ouvido estas coasas am dos que estavam
pedaria, que chamou o sujeito, e Ihe disse : mesa, disse para Jess :
Homem! o senhor panuco, e parece-me ~ Bemaventurado o que comer o pao no Reino
bom rapaz. Eu sei o que sao necessidades, e nao ^ Deus ; ist0 > di,oso aquelle que merecer ser
quero envergonha-lo por to pequea quantia. O adraittido nb banquete celestial, onde Deus alimen-
senhor me pagar quando liver. A nica cousa tara a sen-- santos do urna maoeira inelTavel, en-
que Ihe pepo em signal de meu reconhecimenlo, che-los^ha de bens incomprehensiveis, e fa-los-ha
que v amanha jantar a hospedara ali defron- b-*wr na torrente dos prazeres espirituaes e divi-
te pelo mesmo systema porque jantou hoje na,nos' 1ae ,em reserva',os na sua casa, para os jeus
min.b,a: [ escolh.id.os.
PERIGO DO GALLICISMO.
Como tem passado, minha senhora ?
O peior possivel ; as ras csto enlameadas.
Nao isto o que pergunto, Exma. ; sot se
porta bem ?
Nao da sua conla, Sr. mal criado.
O monarcha virtuoso tem o amor do seu povo ;
o estadista probotem o reconheciment da pa-
tria mas,' vos, seohor I vos,
Que inventastes a ferraduru brasileiru,
Tendes as bencos de urna raen inteira '
PERNAMBUCO,-TYP. DE M. F. DE F- A r'bti-
ir-
1

MUTILADO


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