Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10394


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Full Text
ANUO XL. HOMERO 138.
Por tres Mezes adiantados 5$000
Por tres mezes vencidos 68000
Porte ao correio por tres mezes. i9750
DIARIO

SEXTA FE1RA 17 DE JDBHO DE 1864.
Por asno aiantado.....49S00O
Porte ao correio por om anuo 3$00U
BNCARR2GAD0S DA SUBSCRiPgO NO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima'
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty,
Sr.A. de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de
Oliveira; Maranho, o Sr. Joaquim Marques Ro"
drignes; Par?, os Srs. Manoel Pinheiro & C.; A-
mazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias; Baha, o
rr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, os Srs. Pe-
riera Martins <& Gasparino.
PARTIDA DOS ESTAFETAS.
Olinda, Cabo e Escada todos os dias.
Ignara ssn', Goyanna e Parahyba as segundas e
sextas-feiras.
Santo Antao, Gravat, Bezerros, Bonito, Caruaru',
Altinho e Garanhuns as tercas eiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pesqueira,
Ingazeira, Flores, Villa Bella, Tacaratu', Cabrob,
Boa Vista, Ouricury e Exu' as quartas feiras.
Serinhaem, Rio Formoso, Tamandar, Una, Barrei-
ros, Agua Preta e Pimenteiras as quintas feiras.
Ilha de Fernando todas as vezes que para ali sabir
navio.
Todos os estafetas partem ao '/i dia.
EPBEMERIDES DO MEZ DE JIMIO.
4 La nova as 9 h., 20 m. e 20 s. da m.
12 Quarto cresc. as 9 h., f7 m. e 26 s. a m.
19 La cheia as 8 h., 34 m. e 20 s. da t.
26 Quarto ming. as 11 h., 53 m. e 3 s. da m.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 2 horas e 6 minutos da tarde.
Segunda as 2 horas e 30 minutos da manha.
PARTIDA DOS VAPORES COSrEIROS.
Para o sal at Alagas a 5 e 25; para o norte at
i- i a a ^ e ^ de cada mez; para Fernando nos
das 14 dos mezes dejan, mar?., maio, jul, set enov.
PARTIDA DOS MNIBUS.
Para o Recife : do Apipucos as 6 V, 7, 7 V,, 8 e
8 y, da m.; de Olinda as 8 da m. e 6 da urde; de
Jaboatao as6V, da m.; do Caxang e Varzea s 7
da m.; de Bemfica s 8 da m.
iReCe,,: P*" AP'PUcos s 3 /*, 4, 4 A, 4 %
'< 5J' 6,V* e 6 da urde; para Olinda s 7da
manhaa e 4 V, da tarde; para Jaboatao s 4 da tar-
de para Cachang e Vanea s 4 A da tarde; para
Bemncaas4daurde.
AUDIENCIA LOS TRIBUNaZS DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relago: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda: quintas s 10 horas.
Juizo do commercio: segundas as II horas.
Dito de orphos: trras e sextas s 10 horas.
Primeira vara do civel : tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados a 1 hora
da urde
DAS DA SEMANA
13. Segunda. S. Antonio f., padr. da provincia,
14. Terga. S. Basilio Magno b. dout. da egr.
15. Quarta. Ss. Modesto, Crescendo e Vito mm.
16. Quima, s. Joo Francisco Itej-is.
17. Sexta. S. Thercza rainha de Lio.
18. Sabbado. Ss. Leoncio e Tribuno mm.
19. Domingo. S. Juliana de Falconieri v.
ASS1GNA-SE
no Recife, em a livraria da praca da Independencia
ns. 6 e 8, dos proprieUrios Manoel Figueiroa de
Faria h Filho.
PARTE 0FF1CIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Coniinnacio do espediente do dia 13 de junho
de iss .
Julgo necessario prevenir a mesraa cmara de
que as parochias, onde nao tiver sido feita neste
armo a reviso da qualificago de que trau o art.
25 da lei, deve regular a lista dos votantes do an-
no anterior, estando concluida nos termos do art.
11 das instrucges de 28 de junho de 1849 e avisos
de 7 de agosto de 1860, 30 de abril de 1819 e 15 de
Janeiro de 1861, 2., devendo entenderse por qua-
lificagao concluida aquella da qual nao tiver bavi-
PERBAMBOGO.
ASSEMBLA PROVINCIAL
Discurso preferido pelo Sr. Dr. Jos Teiieira, em
Ollcio ao thesourciro das loteras.Em vista do do recurso, ou quando tenha havido, csteja elle de-
que pondera Vmc. em seu offlcio datado de hoje, o cddo pelo conselho municipal, aviso n. 377 de 15
autoriso a fazer extraliir no prazo nelle indicado a de outubro de 1856, participando-me logo a mesma
parte da lotera a que se refere o seu citado ofli- cmara as freguezias, onde essa occurrencia se t-
co. i ver dado, com declaracao dos motivos que deram
Dito ao cogenheiro fiscal da estrada de ferro. ,u8ar semelhante falu de observancia da le para
Com a linformacao indusajnor copia do superin- se proceder contra quem fr o responsavel e accu-
tendente interino da estrada de ferro dalada de 10 sando-me o recebimento da presente circular,
do crreme, respondo ao ollcio que Vmc. me diri- Portara.Os Srs. agentes da companhia Brasilei-
glo em 7 desie mez, relativamente "ao pouco asseio ra. de paquetes vapor, mandem transportar at o
e falu de movis das salas de espera de algumas Rio-Grande do Norte, no vapor Cruzeiro do Sul, em
estacoes da referida estrada. ; 'u8ar de r destinad* a passageiro de estado ao
Portara.O presidente da provincia conforman- padre Bernardino de Sena Ferreira Lustosa.
do-se com a proposta do Dr. chefe de polica, n. i Dita.O presidente da provincia, attendendo ae
688, de 10 deste mez, resolve conceder ao capito que requereu o praticante da thesouraria de fazen-
Antonio Luiz Duarte Nunes, a exonoracao que pe- da, e tendo em vista o que a este respeito informou
dio do cargo de delegado do termo de Agua Preta, o respectivo inspector em efflcio de hontem sob
e para o substituir nomea o bacharel Joo Carlos n- 303. resolve conceder ao mancionado praticante
da Mondonga Vasconcelos. Communicou-se ao 3 das de licenca com venciraentos na forma da
Dr. chefe de polica. le para tratar de sua sade.
Dita.O presidente da provincia conformando-se ------
com a proposta do Dr. chefe de polica, n. 687, de I Expediente do secretario do governo.
10 do crreme, resolve nomear a Jos Gregorio Offlcio ao brigadeiro commandante das armas
laes Barreno, para o cargo de subdelegado do dis- S. Exc. oSr. presidente da provincia, manda com-
tncto de Lursuhype, 2o da freguezia de Agua l*re- municar V. Exc, que por despacho desla data
a.Coramunicuu-se ao Dr. chefe de polica. I autorisou-se o director do arsenal de guerra a
Diu.O Sr. gerente da companhia Pernambuca- satisfazer os pedidos dos comraandantes das toru-
na faca transportar para o presidio de Fernando, lezas do Brum e Itamarac a que alludem os offl-
cios de V. Exc. ns. 1,046 e 1,062 de 11 e 13 do
crreme.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.Nao
existindo nesta secretaria collecges disponiveis
das leis geraes dos annos de 1855, 1857 e 1863,
dexo por isso de satisfazer a requsico de V. S.:
comida em seu offlcio de 11 do crreme mez, a!
que respondo.
aquillo que os proprios adversarios nunca julga- qualquer manitostago de repulsa a cssa ordem.
ram conveniente ? Meus conselhos foram attendidos e a ordem foi
Amanhaa, quando estas cadeiras nao esliverem 'eassada, e as cousas caminharam em muita paz.
oceupadas por nos e sim por nossos adversarios, Fallou-se no pronunciamento das gateras con-
e e"e.s julgarem conveniente mandar oceupar as tra o Sr. Dr. Estevao Franca, quando orava o Sr.
| galeras por soldados, e postar sentinellas s por-; Dr. Jos Mara, que muitas vezes teve de sentar-se
tas, o que Ihes diremos nos, se hoje aceitarmos e por nao poder continuar, gracas s interrupges
louyarmos esta medida ? Creio que toreados pela que sotfria. J disse bastante sobre este assumpto,
lgica, seremos levados a callar-nos diante de um quando h>. algumas censiderages a respeito do
, fado, que por nos mesmos tiver sido posto pri-i procedimenlo da presidencia. ,crpdil severa
S25*-" V***> dand0 um *" e"Pto-1 Fal!ou-se lan'bem ." P^vras que fo- TS? rau!! Eoi:-^,^2 nemmeusami-
gos.
O Sr. Cl-nh.\ Tkixeiiia :Nao me estou referin-
relacio i retirada da forra da assembla pro-
Tincial.
O Sr. Cuhiia Tkixbira :Sr. presidente, resol vi-
da como foi a questao que aqu se aventou em re- (Mullos apoiados") ram ditas por um cidadao a meu mano, em rea-
lacao a proposta apresentada pelo Sr. Io secretario ( Tem havido abuso, Sr. presidente, por parte das ao Sr. Franca e s disposieoes das galeras,
para que a presente sessao fosse declarada secreta, galeras, as demonstragoes, mas quando os deixa- Or":
e devendo traUr-se dos requerimentos, que pe- ram de haver ? Eu accrescentarei tambem, sem outr
dem a retirada da forca, occupar-me-hei tambem ter em vista offender a nenlium dos meus collegas, nessas lutas extremas no lempo da revoluti
delles. i tem havido abusos muito serios, roui graves, pra- 1848 e 1849, mostrndose indignado com o pro-
Comecarei, Sr. presidente, por dar parabens a ticados por alguns de nos mesmos, que nos acha- cedimento do mesmo Sr. agora, na porta deste
mim mesmo por ter podido conservar-me com toda mos neste recinto ; tem havido, direi mesmo, er- edificio pronunciara algumas palavras. Mas per-
a calma na presente sessao apezar da agitacao ros gravissimos praticados pela presidencia desta guato, essas palavras de um cidadao jusiili-
produzida nesu pela importancia do negocio que se casa. cam o emprego de urna medida de tanto alcance
discute, apezar da provocacao que considero feita j Pedire a meu preceptor o Sr. presidente que como a que foi posta em pratica, pela maioria da
muito directamente aos membros da minora, com me esqueca por momentos a posicao do discpulo, commissao ? Certamente que nao, e se d'ahi ti-
o emprego da medida, que a maioria da commissao para s ver em mim o representante do povo, e rarmos argumento valioso para a estada da forca
de polica julgou conveniente hoje. i ouvir delle algumas verdades, e assim direi com nesta casa ento sempre que algum cidadao ente-
Sr. presidente, ao saber que para esta casa lnha grande pezar, que S. Exc. tem dado tugara esses | der dever profer-las haver necessdade de forca
marchado urna forca de lnha, nao pude deixar de abusos das galenas, c para o provar nao irei mu | armada e em tao grande numero. Isto at irri-
manlfestar logo desapprovacao a esse passo errado longe, e procurarei apenas um dos factos que sao | sorio
esse individuo por quem havia sido dado o apoiado
um soldado urbano, bem conhecido e que se
havia apresentado desfarcado, levando sim tinge-
lezn ao ponto de dizer, ao sahir das galeras, e pe-
rante muitas pessoas incapazes de faltar a verdade,
que havia cumplido ordens.
O Su. Araujo Barros :Por quem foi mandado?
Protesto contra isso.
O Sn. Cu.nha TnxuRA :Fajo justica ao nobre
,^,dl Predeote, qtw um cidadao, qae dd a niguem. direi que se jzesse acre^r em
L,iS cml,anheiro(loSrDr-Eslevao Franca tudo quanto me dizem. acreditara ter sido esse
*sas lutas extremas no lempo da revolucaode cnl.ta.t,. m^^n h- ,^-.* ,cm ,nan4<>r>
por conta do ministerio da guerra, no primeiro va-
por que para all seguir, os objectos mencionados
aa relacao por copia inclusa
Dita. O presidenle da provincia attendendo ao
que requereu Trajano da Costa Mello, resolve con-
eder-lhe licenca para embarcar para o presidio de
Fernando no vapor Parahyba da companhia Per
nambucana, que tem de segnir para all amanhaa,
os gneros constantes da relacao juma assignada Dito ao mesmo.Nao estando anda i
pelo secretario do governo. regulamento de 31 de agosto do auno passado, de !
Dita.-O presdeme da provincia, attendendo ao que trata o seu offlcio de 11 do crreme, deixo por;
que requereu o 2-cirurgio do corpo de sade do isso de remetler V. S. alguns exemplares do mes-
xercilo Dr. Joaquim da Silva Gusmo, resolve mo regulamento como sollicitou envando-lhe ape-1
conceder-lhe licenca para levar com sigo para o as urna copia para o fim conveniente,
presidio de Fernando, no vapor da companhia Per- Dito ao commandante do corpo do polica.De
nambucana, que tem de seguir para all amanhaa, ordem de S. Exc. o Sr. presidente da provincia
os eneros consumes da relacaojjunta assignada communico V. S., que por despacho desu data
peio secretan do governo. Poi-lhe tambem con- se concedeu 2 mezes de licenca de favor ao guarda .
cedido levar um criado de nome Eugenio e um da scelo urbana do corpo sob seu commando Ma-
seu escravo. noel Bezerra de Vasconceilos para tratar de sua
una. presidente da provincia conformando- sade fra desta capital
se cora a proposta do Dr. chefe de polica n. 686,
de 10 daste raez, resolve conceder ao lente F-
lix Justiuiano de- Albuquerque a exonerago que i
,a Cunha. Fizerar s r^commandrnleafa^tS ?e*v"*
Josepha Mara da Porciuncula.Nao tem lugar,
que havia dado a commissao de polica, extranhan
do que o presidente desta casa houvesse sido leva-
do a pratica de um acto, que s poderia servir pa-
ra (razer o descrdito a esU assembla, que pode-
ria trazer consequencias tristes, e cuja responsabi-
lidade deveria pertencer quelles, que sera motivos
justos haviam lancado mo dessa medida extrema.
Um Sr. Depilado :Naoreceie essas consequen-
cias.
OSr. Cinha Teixeira : Custou-me acreditar
soldado mandado de proposito, e assim attenderia
ao que me haviam informado na vespera.
O Sr. Araujo Barros :Protesto.
O Sr. Cl.nha Teixkipa :E tanto assim que do
dia seguinte se espalhou que eu e outro collega ti-
nhamos sido desfeileados.
Quero acreditar, repetire, que o nobre deputado
nao mandasse para aqui esse soldado de polica,
que nem mesmo seus amigos o tivessem feto: que-
ro acreditar muito pamente que fosse um soldado
de polica que por casualidade tivesse vindo a esta
casa, e que rnthusiasmando-sc com a resposta que
me dera o nobre depuudo dizendo nao responder
apuntados como causas do pedido de torca. i Fallou-se ainda, Sr. presidente, em receios de a Ineus apartes se tivesse levar por isso
Fallou nesta casa o Sr. Dr Estevao Franca ; lo- actos de desrespeito a esta casa por occasiao da a dar muito espontneamente esse entnusiasticJ
dos nos o ouvimos com respeito e em silencio, se- discussao de um projecto que quatro dos nossos apoiado.
nao ctm esse silencio religioso, que seria para de-1 collegas apresentaram em relacao a caixeiros es
sejar, ao menos com o silencio que em discussdes, trangeiros, c disse mesmo que* havia j ameagas
importantes e polticas, possivel esperar-se. O;de que taesou taes deputados seriam apedrejados,
nobre deputado o Sr. Dr. Franca sendointerrompido f invocando-sc tambem a circunstancia de urna car-
algumas vezes moslou-se vechado, pedio mesmo i u posta por baixo da porta do nosso presidente, o
Sr. conselheiro Loureiro.
Mas, senhores, fallemos sem prevencao : ditos
vagos e cartas anonymas contendo amacas pode-
rito ofierecer, a par dos factos J analysados, ma-
que nao o interrompessem com apartes, e o Sr.
i presidente, teve de chamar-me e a outros ordem,
que na poca do progresso, quando se devia tratar nicamente porque davamos pequeos apartes,
de dar bons exemplos ao povo dirigindo-o pela for- O Sr. Aquino Ponseca :E a mim por modo tal,
ca da persuasao, se puzesse era pratica um acto,' que me quiz retirar e renunciar o meu diploma de | teria sufflcienta para que digamos ao paiz inteiro
que pudendo dar occasiao a duvidar-se do progres- deputado. que nos nao julgamos garantidos ? Julgue os ho
so de nossa sociedade, attesUsse que desta assem- O Sr. Cunha Teixeira :Fui chamado ordem,' raen sensatos,
bla, ou antes daquelles que dirigem os seus tra- e lembro-me que tambem o meu mui distincto col-
balhos partia a declaracao do regresso de nossa: lega o Sr. Dr. Costa Ribeiro quando dava um apar-
sociedade. Lastimei que pelo presidente de urna le de poucas palavras. E' este um faci que nin-
assembla eleita nos tempos da regeneracao fosse gera ousar contestar,
julgada necessaria urna medida que nos tempos Mas o que acooteceu na sessao inmediata?
OSr. Ahaujo Barros : era me defendo disso.
O Sr. Cumia Teixeira :E faz bero, sou o pri-
meiro a fazer-lhe Justina. Que mais quer .'
O Sr. Araujo Barros: -Agradecido.
O Su. Cunha Teixeira :Eslc facto serve, Sr.
presidente, para mostrar que nem tudo quanto se
espalha deve ser acreditado por nos, e trazido como
argumento para este recinto.
Sr. presidente, se a commissao de polica nao ti-
vesse querido fazer alarde dessa medida, se pro-
curasse somente o emprego de meios que tendes-
calamitosos, porque havemos passado, foi dispensa- Orava pela primeira vez nesta casa o nobro Pens que lodos deverao convirem que se houver
m mmm .... sem a evitar que alguem izesse cahir pedras sobre
inda se fallou era insultos que foram dirigidos ns, pens que 6 ou 8 soldados erara sufflcienles.
ao presidente desla casa nadoCabuga. Na ver- procurando elles evitar que as galeras penelras-
dade, entao porque alguem insultou o presidente se individuo algum armado, ou conduzindo pedras.
na ra do Cabuga deve esta casa ser oceupada 0Sr. Trico de Loureiro :-Era mister que fos-
por torca armada ? Ora, senhores isto e demais. sem corridos os espectadores, seria melhor ?
Despachos do dia 14 de junho de 1861.
necessanas communicacoes.
Da 14.
Offlcio ao brigadeiro commandante das armas.
Queira V. Exc. mandar por em liberdade, dando-
Ihe baixa se j estiver com praga,os recrutas Jos
Francisco Pereira, Olindino Demetrio Antunes.Joo
Baptista dos Sanios e Sergio de Arruda Miranda,
que tem isencoes do recrutamento.Communicou-
se ao teneute-coronel recrutador.
Dito ao mesmo. Queira V. Exc. mandar abrir
assentamento de praca, se forem julgados aptos
para isso em inspeccao de sade, aos recrutas Ig-
nacio Vieira da Silva, Pedro Francisco de Brito,
Sabino Antonio Ricardo c llenrque Luiz de Arau-
jo Dias, que se achara deudos no quarlel do 2 ba-
talhao de infamara. Communicou-se ao tenente-
coronel recrutador.
Dito ao mesmo. Com copia do ollicio do cora-
mandante do corpo de polica datado de 13 do cr-
reme, remelto inclusas as partes do oflicial de es-
tado e do 1" sargento e da l*companhia da sercao
da por aquelies que eram olliados como reactores,' deputado "pelo 3.a districto o Sr. Dr. Jos Mara de
inimigos da liberdade e interessados em comprimir Albuquerque Mello, e orava por forma tal que
a liyre manifestaro do pensamento. E ainda mais prenda a attencau de todos ou de quas todos os
lastimei isto porque, como j aisse, assistndo como nossos collegas (apoiados) mas, Sr. presidente, em
espectador a algumas das sessoes desta assembla quanto procuravamos conservar-nos em silencio,
na ultima legislatura vi que tornando-se ellas as- para que a discusso nao fosse interrumpida, o
ss agitadas, por mais de urna vez interromperam que vimos? Vimos o nobre deputado pelo 5." dis-
as galeras quelles que oravam, pronunciando-se trido o Sr. Dr. Estevao Benedicto Franca nter-
contra elles, ao passe que outras vezes cobriam de romper o orador por forma tal que Ihe nao era
applausos alguns oradores. possivel continuar, pelo que muitas vezes teve de
Tudo isso testemunhei e est registrado as pa- sentar-se at que o nobre deputado pelo 5." dis-
eminas do Diario de Pernambuco. (Apoiados da trelo concluisse seus apartes, que mais pareciam
em visU da infernUco.
Melckisedech Aarao de Albuquerque Lima.
Passe portara concedendo a licenca que pede o
supplicante.
Manoel Severino das Neves.Informe oSr. com-
mandanle do corpo de polica.
Manoel Bezerra de Vasconceilos.Concedo a
licenca que requer o snpplicanlc.
maioria.)
Vi ainda, senhores, que o presidente de entao,
apezar de lutar com serias prevenfjoes, que a po-
pulacho agglomerada as galeras nutria contra el
le, nao receou ser apedrejado, julgou-se com a for
discursos, e o presidente desta casa nao chamou
ordora o deputado, que assim inlerrompia o ora-
dor I
O 'Ut Loureiro d um aparte.
O Sa. Cunha Teixeira : Vi assim que o pro
O Su. Cunha Teixeira :Nao acho necessario o
da parte de algum nomem do povo o desejo de emprego mesmo desse meio : mas digo que seria
desfeilear o Sr. presidente, apezar da torta, falo- (uina medida menos grave, menos censuravel do
ha nos arredores do edificio, e quando nao em que a empregada pela maioria da commissao de po-
qualquer ra da eidade, porlanto, para que estar- Ucia, convertendo esu casa em praca de armas ; e
mos a lomar medidas violentas por factos dessa se dz al que eSsa torca esta embalada,
ordem ? Queremos e pederemos policiar a ra do o Sn. Trico de Loureiro :Convido-o a irmos
Cabuga ou qualquer outra, para que o Sr. conse- botar as varetas as espingardas. (Hisadas.)
Iheiro Loureiro nao seja chamado de mnroto como o Su. Cunha Teixeira : E' costume andar o
diz elle que o tora ? carluchame as paironas, c nao dentro das espin-
Amda se allegou que as aule-salas houve o gardas.
quer que fosse contra o Sr. 1 secretario no dia em
que elle presidio esta casa. A ser assim, a culpa
da cemmisso de polica que deixa pessoas exira-
nhas oceuparem as antes-salas.
Um Sr. Deputado :Nao foi na ante-sala ; foi
fra.
O Cunha Teixeira.Se foi na praca, se foi as
A medida que a commissao de polica empregou
far que as galeras estejam sempre apinhoadas, que
os nimos passem a ficar exaltados, e poderia pro-
duzir consequencias funestas se o bora poyo per-
nambucano nao estivesse bem avisado, e nao fosse
bastantemente prudente para evitar o laco que Ihe
esl armado, e por isso que nao deixarei de dizer
que, se podesse duvidar da palavra do presidente
ca moral necessaria para dispensar a torga physica.' cedimento havido para comigo nao era posto em ras ser o emprego da torga as galeras que
Boje, porm, que aquello que dirige os trabalhos pratica para com o nobre depuudo pelo 5. dis- evitar a reproduccao desse* factos pralicados tora desta casa, eu avancaria que a essa medida pres
desta casa devia, se soubesse pautar conveniente- tricto. deste recinto ? Como ? Ninguem o dir. dio um plano pernicioso.
mente seus actos, gosar das sympathias que falta- O Sr. Franca : Eu digo que V. Exc. um (Ha um aparte). p0i por me adiar conscio desta
COMANDO DAS ARMAS.
Quarlel general do commando das armas de Per-'
nambuco, na eidade do Itecife, 11 de junho de
1861.
Ordem do dia n. 331.
O general commandante das armas faz certo ;
guarnieao para os (ras convenientes, que a presi-
urbana do mesmo corpo, afim de que V. Exc*se dencia, na data de 10 do crreme, approvou prov-1
sirva de mandar proceder como fr de le tanto soriamente a tabella abaixo transcripta Uxando o
cerca do msico ds 9 baulho de infautaria, que valor da etape para a tropa de lnha aqui exisleute
fui preso por eslar espancando a urna mulher no no vindouro semestre do crreme anno, e a do
becco do Padre, como respeito dos de mais mu- ferragem para a cavalhada da companhia de ca-
sicos do predito baulho, que liraram aquelle do vallara desta provincia,
poder da forca publica.
Dito ao mesmo. Remello inclusas por copia os
o.linos do Dr. chefe de polica e do administrador
da casa de delenco datados de 11 do crreme,
va a esse, a quem me|tenho referido, por ser liberal dos deputados que dao mais apartes.
a maior parte do povo, que enche as galeras, o O Sr. Cumia Teixkira : Pode ser que assim
contrario disso acontece. Onde a razo disso 1 De- seja; mais nunca os profer tao longos quanlo
vo dize-lo, com loda franqueza, arrastando embora V. Exc. proferto entao.
os inconvenientes desu minba lnguagera i que i O Sr. Fram;a d um aparte;
o presidente de ento comprehendia bem os incon-! O Sr. Presidente. Altcngao I
venientes do recurso extremo, de que boje se lan-' O Sn. Cunha Teixeira (para o Sr. Franca).
ca mo; que o presidente de enio comprehendia Ouca o nobre deputado, nao se encommode.
que a torca physica smente serveria para mostrar O Sr. Franca. V. Exc. nao me encom-
de sua parle a ausencia de torga moral; que o moda.
presidente de enlao compenelrando-se dessas ver-
dades, nunca se quiz expor ao ludibrio.
Nessa poca, Sr. presidente, se dizia nesla casa
que era preciso que as galeras protegessem cer-
tos e determinados deputados. Sei, Sr. presiden
O Sr. Cunha Teixeira : Mas, Sr. presiden-
te, esse procedimento qne era por mim extranlia-
do, tambera o era por muilos membros desla casa,
tambem o era pelos espectadores, que entao se
manifestavam de modo a attrahir a alinelo de S.
afim de que V Exc. se sirva de providenciar no
sentido de serem prevenidos os abusos que repre-
senta o mesmo administrador, e que sao praticados
pelos guardas daquelle esubelecimento
Dito ao mesmo.Pode V. Exc. mandar dar ba- \
ba ao cabo de esquadra do 9" batalbo de infanta- <
ra Pedro Celestino Pereira, aceitando em seu lu-1
gar para acabar o lempo complementar de servigo,
o ex-anspegada Antonio Francisco Barbosa, visto
estar este as con Jiges do regulamento de 28 de | parnhade man-
COPIA.
TABELLA ou avaliagao da elape e torragens para
a tropa de I lnha no semestre do 1 de julho
31 de dezembro de 1864, de conformidades com
as cartas de lei de 24 de setembro de 1828, 24
de novembro de 1830, e ltimamente mandadas
cumprir por aviso da guerra de 25 de outubro
de 1852, e organisada hoje por torga do aviso
de 19 de setembro de 1862.
C.F.NERQS.
Vtloresdos
gneros.
setembro de 1859, como V. Exc. declarou em sua
ntormagao n. 1044 de 11 do crrente, a que veio
annexo o requerimenlo que devolvo.
Dito ao mesmo. Remeti inclusos por copia os
olllcios do delegado supplente em exercicio no ter-
mo de Pao d'Alho datado de 8 e do Dr. chefe de
polica de II, tudo do mez correnle, para que V.
Exc.se siiva de tomar em consideragao o que
ponderara essas autoridades com referencia ao de-
sertor do 9> batalho de infamara Manoel Felicia-
no de Mendonga, comraunicando-nic V. Exc. op-
portunamente o resultado do conselho de guerra a
que lem de responder o mesmo desertor.
Dito ao mesmo. Sirva-se V. Exc. de mandar
inspeccionar novamente o estado de sade do sol-
dado do 9o baulho de infamara Joaquim Xavier
Cavalcanti, como pedio o pai desle no requerimen-
to sobre que V. Exc. informou em offlcio de 13 do
crreme.
Dilo ao inspector da thesouraria provincial.
Em vsUdos inclusos documentos, e nohavendo
inconveniente, mande V. S pagar a Joo Carlos
Augusto da Silva, conforme solicitou o chefe de po-
lica em ollcio de hontera, sob n. Mi, a quantia
de l:588i9 despendida com aalimentago e die-
ta dos presos pobres da casa de detengo durante
o mez de maio ultimo. Communicou-se ao Dr.
chefe de polica.
Ditoao commandante do corpo de polica. P
dioca..........
Carne fresca ...
Dita secca......
Arroz..........
Feijo .........
Toucinho.......
Sal.............
Lenha..........
2.
Especie

Termo medio.
Pao para os do
entes do hos
pital ..........
Forragens para
a companhia
de ca vallara .
Molhos de ca-
rim...........
Milho..........
3:600
5:120
4 480
3 840
9:600
10.240
Iq.
i
1
i
i i q.
t
370
310
5:12) (>
Mm..
3:800 Iq.
Q u a n i ) a -
des.
te, que enlo um deputado, dando as costas para Exc. para isto. Mas porque assim proceda o pre-
o presidente, e voltando-se para as galeras dizia sidente desta casa ? Porque, segundo me parece,
a seus companheirosnao me dirijo aos nobres S. Exc. s tem ouvdos para ouvir o que dizem os
deputados, fallo para o povo sensato que nos ouve. deputados desle lado.
Sei tambem, Sr. presidente, que um deputado se (Trocam-se muitos apartes."
O Sr. Cunha Teixeira : Foi por essa parda-
lidade toda inconveniente, foi por cssa desordem
reprovada, que ento reinou neste recinto, que as
galeras se pronunciaran). O mo exemplo parti
deste recinto.
Um Sr. Deputado : E qaando o nobre depu-
dirigia a seus amigos e...
O Su. Joao Teixeira :Nao refira islo.
OSr. Cunha Teixeira :Tenho necessdade de
dize-lo para estabelecer comparago enire o que
se fazia enlao e o que hoje se d por parte daquel-
les que assim procedan).
Sei, Sr. presidente, repito, que um deputado se do interrompe os oradores com seus apartes as ga-
dirigia a seus amigos pedindo-lhes que mandassem lerias nao julgam necessario intervir 1
pessoas do povo para yalerias, afim de que esti-; O Sr. Cunha Teixeira : Quando eu assim
vesse garantido esse deputado, que se julgava era' proceder, tornar-me-hei reo do mesmo crime.
perigo. (Apoiados as galeras.) Foi justamente por occasiao de um desses apar-
0 Sr. Presidente :Attenco. les longos, dados'pelo nebre deputado, o Sr. Fran-
0 Sr. Cunha Teixeira :S"e me podesse dirigir: ga, que appareceram as demonstragoes que eu re-
as galeras... i conhego serem inconvenientes, mas cuja responsa-
Vozes :-Nao pode, nao pode. bilidade attribuo tambera a esta assembla. Em-
O Sr. Cunha Teixeira: ... o faria para pe- bora se queira inculir no animo dos julgadures
dir-lhes que me nao dssem um s apoiado. para imparciaes que da minora que pariem as provo-
que se nao diga que sou agitador das turbas, como cagues, me satisfago em ver que os factos que se vao
j me chamaran). dando nesla casa offerecem aos julgaoorcs impar-
OSh. Aquino Fonsec a-.Mesmo porque ene- ciaes materia para que possam fulminar a condem-
cessario que o espirito de Machiavel nao tnumphe nacao daquelles que o merecerera. (Apoiado.)
hoje. Fez-se a enumeragao de varios fados, para a ani
O Sn. Cunha Teixeira :-!; verdade. se tirar a raz.o justificativa dessa medida vio-
verdade que co-
mecei por pedir a todos quantos se achavam as
galeras que se mantivessem com toda acalmapor-
(Ha um aparte).
O Sr. Cunha Teixeira :Foram estas Sr. pre-
sdeme as raides, que nos diz a maoria da com-
missao polica haverem militado para o emprego ({uanto nnguem mais do que ns os depuUdos da
da medida de que ella se servio, razoes que na minora presa o povo pernambucano, enjo sangue se-
meu entender nao proceden) de forma alguma. rja boje aqui derramado se nao presidisse a todos
Agora permitta-me V. Exc. que eu entre anda seus actos inujI;, prudencia. E' em nome do princi-
era algumas considerages sobre o assumpto mo-; p da liberdade, e tambem em nome da livre ma-
raenloso, de que se trata nifestago do pensamento que voto pela retirada da
Foram consultados alguns membros desta casa,
Sei ainda, Sr. presidente, que nessa poca ami-
gos de alguns dos deputados da minora de ento,
movidos por sentimenios nobres sem duvida, vi-
nham proteger a livre manifestago do pensamen-
to, satisfazendo assim ao pedido dos nobres depu-
tados, que se julgavam ameacados pela maioria, se
ento assim acontecia pelas "solicitagoes de mem-
lenta e toda inconveniente que tomou a maioria da
commissao de polica. Tenho, pois, necessdade
de entrar em urna apreciagao, posto que ligeira,
desses fados, ou, ao menos, de alguns mais impor-
tantes.
Se disse que urna vez tendo o Sr. presidente,
Dr. Loureiro, mandado evacuar as galeras, as ga-
brus desu casa presentemente, senhores, ningeum, ^^\SSXTt^^ST^Si
^^XIJSZAZZ tlJ NAo sei se se faz referencia a um bel. de qo
SecreUria da thesouraria de fazenda de Pernam-
buco, em 25 de maio de 1864.Servindo de offlcial
maior, Manoel Jos Pinto.Approvo provisoriamen-
te.Palacio do governo de Pernambuco, 10 de ju-
nho de 1864.Domingos de Souza Leo,Contor-
deV. S. mandar dar bana ao guarda da seccao me._Antonio Leitede Pinho.Assignado.-Solido-
urbana do corpo sob seu commando Claudino Tei- n0 Jos Antonio Pereira do Lago.-Conforme.Jos
xeir de Carvalho, que findou o seu lempo de ser-
vigo e nao quer continuar, segundo V. S. declarou
em sua informars n. 278 desla data.
Dito ao capit'o do porto. Mande V. S. por em
liberdade o recruta Manoel Ferreira de Rrito, que
tem isengo do recruumento.
Dito ao conselho administrativo. Autoriso o
conselho administrativo a comprar para o servigo
do torte do Buraco urna canoa abena com propor-
{des para conduzir 12 canecas d'agua e tres pes-
soas. Fizaram-se as necessarias communica-
C5es
> Lago.
Ignacio de Medeiros Reg Monteiro, capito encar-
regado do detalhe.
15
Ordem do dia n. 332.
Constando da ordem do dia do exercilo n. 401
de 6 do corrento datada, haver o governo impe-
rial prorogado por mais tres mezes a licenga que,
obteve para ir corte a fim de iraur de negocios
de sua familia, o Sr. capito do 2 baulho de in-
famara Luiz Paulo de Figueira Contreiras Na-
buco de Araujo, determina o general commandan-
Dito aos agentes da Companhia Brasileira de te das armas que fique sem elTeito, nao s a sua
paquetes vapor.Podem Vmcs. fazer seguir pa-i ordem do dia n. 330 de 10 deste mez que o consi-
ra o norte o vapor Cruzeiro do Sul amanhaa hora
indicada em seu offlcio de hoje.
Circular todas as cmaras municipaes da pro-
vincia.Devendo ter lugar no dia 7 de setembro
derou ausente, como o editai de chamamento.
O mesmo general faz publico que approvou o
engajamento que 11 do crreme contrahio para
servir por mais seis annos, nos termos do decre-
do correnle anno a eleigo de juizes de paz e ve-, to e regulamento do lde maio de 1858, o soldado
readores das cmaras municipaes, na ronformidade i da 5* companhia do 7" batalho da mesma arma
do art. 92 da lei de 19 de agosto de 1846, cumpre I Jos Domingues de Oliveira, conforme parlicipon
que a cmara municipal de......expega as preci- o respectivo Sr. commandante em efflcio n. 433.
tas ordens aos juizes de paz mais volados dos dis- Assignado.Solidonio Jos Antonio Pereira do
tridos das matrizes de sea municipio para proce
derem mesma eleigo, observadas as disposigoes
da duda lei e mais legislag3o em vigor.
Lago.
Conforme.Jos Ignacio de Mednros Reg Mon-
tero, capito encarregado do detalhe.
amigos. Pela minha parte declaro solemnemente
que nunca ped a um s cidadao, que viesse para
as galeras assistr aos nossos trabalhos. Se as ga-
j lerias se achara muitas vezes apinhadas de povo,
I se este applaude aos membros da minora o faz
I muito expontaneamente. Entretanto, Sr. presiden-
te, factos da ordem dos que tenho apresentado nao
erara considerados como graves, e passavam qua-
s desapercebidos ; hoje, porm, a factos do menos
importancia se attribue toda gravidade, dando el-
les lugar a que se pega urna torga to grande e nu-
merosa como a que vemos neste recinto e em tor-
no desu casa. E mais notavel anda, Sr. pres-
deme, que essa torga vem para aqui embalada,
como estou informado por pessoa fidedigna.
O Sn. Loureiro :Ha exagerago nisso.
O Sr. Cunha Teixeira : -Se esta medida fosse
empregada em outros tempos o que se nao dira ?
No entanlo se hoje ha fundamento para ella, com
maioria de razo o haveria nesses outros tempos,
mas urna s bayoneta nao foi empregada pelo pre-
sidente de ento. (Apoiados.)
(Ha um aparte.)
O Sr. Cunha Teixeira :Posso fazer-lhe jusii-
ga, e justiga recia ; tenho sido sempre sen adver-
sario ; meu procedimento muito difireme da-
quelles que ostenUm muitos que outr'ora o endeo-
savam. Eslou mais habilitado para fazer-lhe jus-
tiga como o nao esto muilos dos membros desta
casa.
O presidente desta assembla, repito, nunca jul-
gou necessario o emprego dessa medida. (Apoia-
dos, muitO/bero.)
Pois, sonhores, seremos ns. que queremos as
honras de iniciadores de urna poca de progresso,
seremos ns, que dovemos dar ao povo exemplus
de respeito lei. de bons costumes, e de conscien-
cia no cumprimento dos deveres, seremos nos, di-
go, que devoremos boje por em pratica e louvar
ames do emprego da torga; mas porque razao
acontecen isso somente para cora alguns predilec-
tos ; porque motivos nao foram ouvdos todos. iNo
poderia haver um accordo em relago ao emprego
de medidas adequadas 1 Talvez que sira, mas o
Sr. presidente foi o proprio a dizer que ouvio
quelles que Ihe pareceu conveniente ouvir.
O Sr. Loureiro :Nao tive lempo para me di-
rigir casa dos Srs. deputados.
Ourito Sn. Deputado :Desde lerga-feira I
O Sr. Cunha Teixeira : Nem eu digo que V.
Exc. o flzesse ; mas segundo se disse j antes de
terga-feirase tratava do emprego dessa medida, na
quarta-feira aqui eslivemos, e apenas se tratou
da suspensa dos trabalhos por tres dias, em vir-
tude da morte do conselheiro l'aes Rarreto. Disse
eno V. Exc. alguma cousa a seus companheiros
que ignoravam o projecto concebido por V. Exc. f
Nao. Ao' contrario a mim e a outros causou sor-
tropa declarando muito solemnemente que no in-
tuito de ver terminada essa agtagao, no intuito de
evitar que essa provocacao eminente ao povo per-
nambucano, produza seus elTeilos, e em attendendo
a declaracao feita pelo presidente o Sr. Dr. Lourei-
ro de nao voliar mais a esta casa, declaro, digo, que
nao mais voltarei a tomar parte nos trabalhos
(apoiados da esquerda e das galeras.)
O Su. Presidente :Atiengo.
O Sr. Cunha Teixeira :Desde o momento em
que vejo que a minha provincia tica dando um es-
pectculo triste (applausos na esquerda), um es-
pectculo miserere! (muitos apoiados na esquerda)
um espectculo que se pode considerar como posto
em pratica para lins polticos, desde o momento
' em que observo que se procura meios de abafar
nossas vozes, o que vira como consequencia da me-
dida empregada, julgo de meu dever retirar-me,
(muilos apoiados na esquerda) e retrar-me-hei com
aquella boa vontade com que para aqu vim, pois
presa essa medida, cujo emprego pode mu bem qUe s vim para aqui toado por alvo o bem de mi
umbem fui lesteraunha por occasiao da segunda
sessao preparatoria, quando se discuta a eleigo
de Goianna. Ento deu o Sr. presidente ordem
para que um continuo se dingisse s galeras e ahi
intiraasse a lodos quanlos as ocenpavam que se
relirassem.
O Sr. Loureiro : Neg, a todos neg.
O Su. Cunha Teixeira : A todos quantos es-
tivessem perturbando a ordem, quer assim ?
O Sr. Loureiro : Isto sim.
O Sr. Cunha Teixeira : Creio que drgindo-
se entu o continuo s galeras e intimando essa
ordem, reinou silencio.
O Sr. Loureiro : Euvie contrario; at ri-
ram-se, raofaram.
OSr. Cunha Teixeira : Seria era outra oc-
casiao, nessa, nao.
Depois se deu um oulro facto que poderia pro-
duzir consequencias lamentavels se o Sr. presiden-
te desta casa nao tivesse sido advertido disso con-
venientemente. No dia da sessao solemne da
abertura desta assembla estavam as galenas api-
nhoadas de espectadores. as chamadas tribunas
estavam de um lado homens do povo, indistmcta-
mente, e do outro pessoas a quem especialmente
se tinha conferido permiss3o para o Ingresso. Vi
ento que o Sr. conselheiro Loureiro como presi-
dente desta assembla mandou expelhr os homens
do povo, que estavam de um dos lados, deixando
os cidaiaos, que se achavam do outro lado.
Nessa occasiao, vi urna opposigo mui pronun-
ciada, murmurios vehementes por parte d'aquelles
a quem havia sido intimada a orden para aban-
donaren) esses lugares, que oceupatam, e a ques-
tao odiosa de distinco se avenUva. Dirigi-me
mesa e em particular mostrei ao Sr. presidente
que tendo se deixado que esses cdados oceupas-
sera taes lugares pareca inconveniente fazer rdi-
ra-les depois, e que parecia-me- acerta.djo evitar
ser interpretado como dirigido a lins polticos
Fago muito bora juizo do povo pernambucano,
e esluu convencido deque esses boatos que cor-,
rem em relago ao procedimento qee teroas gal-
eras lancando-nos pedradas, e outros semelhanies
nao passam de intrigas manejadas para se chegar
a nm fim, que apresentar-nos aos olhos da corle
como anarchislas, e bem se pode acreditar, em vis-
la dos factos, que teera occorrido, que se procura
| sidente, que isso nao acontecer, porque estou con-
vencido de que nenhum dos cdados, que oceu-
pam as galeras se erguer para apedrejar-nos.
O Sr. T. de Loureiro : Se me assevera isto,
se loma sob sua responsabilidade.
O Sr. Cunha Teixeira : Nao posso asseve-
ra-lo ; confio e espero que assim acontega; tanto
mais quanto estou conveocido de que, se infeliz-
mente qualquer horaem do povo se deixar domi-
nar do pernicioso inleoto de insultar um deputado,
nao ser a torga aqui postada que impedir a rca-
lisago desse mo intento; em qualquer praga, em
qualquer ra poder ser desfeiteado qualquer ci-
dadao. Por esta occasiao pedire ao Sr. presiden-
te, que, fazendo o devido uso da experiencia que
Ihe deve dar a longa serie de annos de sua exis-
tencia, nao d a esses pasquins e ditos vagos con-
sideragao alguma.
nha provincia. (Apoiados, muito bem, applausos.)
REVISTA DIARIA.
Tem hoje lugar a inspeccao dos individuos que
o requereram ao conselho de qualificago da ba-
rochia de S. Fr. Pedro Gongalves do Recito, afim
de serem incluidos na lista de reserva da mes-
ma parochia
A arremalago do renlimento annuat dos
chafarizes e bicas da Companhia do Beberibe deve
ser no dia 20 do correnle.
Acham-se extinctas as jurisdicgSes dos juizes
de paz dos segundos districtos desla freguezia de
Sanio Antonio e daquella de S. Fr. Pedro Gongal-
ves do Recife, visto ter a le provincial n. 600 sup-
primido esses districtos.
A festividad-! religiosa, que se celebra na
igreja de S. Jos do Manguinho em louvor de San-
to Antonio, foi transferida para o dia 26 do cor-
rente, segundo resolveram os incumbidos dessa so-
leranidade.
Antehontem langou-se da varanda do l-an-
dar do sobrado n. 7 da ra do Rangel, urna preta
escrava, pouco soffrendo com a queda.
Fallecen hontem pela madrugada e foi se-
. pullado Urde o religioso franciscano Fr. Manoel
Se por minha parte quizesse prestar attengao a de S. Felippe, com setenta e dous annos de idade.
cerlos ditos vagos, nao andara errado acreditando gra o fallecido natural desta eidade, onde nas-
em certos factos. Poderia, por exemplo, acreditar ceu a j;j de setembro de 1794, e filho do Sr. Joao
que para as galeras desta casa j foram mandados Bernardo do Reg e D. Marianna Monlwro de Li-
soldados de polica disfargados para desapprova- ma. Enirnu para o convento 4 de dezembro de
rem o que eu e outros collegas da minora dissesse, j809, fazendo seu noviciado em Iguarass, onde
o para essa crenga eu invocara um facto que se professou 8 de dezembro de 1810, recebendo or-
deu nesta casa. Quer V. Exc. saber qual seja este dens de presbytero era 1818. Leccionou a sagra-
facto a que me reliro ? j da Iheologia no convento do Recife em 1822, foi
(Ha um aparte.) eleilo guardio do convento de Serinhem em 1824
n Sn Ti nha Teixeira Aleuem me havia sendo-o ao depois do desta eidade do Recife de
mostrado a ,n onvemenc.ade me pronunciar aqu; 1827 1829. Fui eleilo definidor no reptalo pro-
cora risor contra os desmandos da administragao > vinc.al da casa da Rahia, em 5 de dezembro de
h, nrnvincia e oolicia, recommendando-me mes- 1829, e passou a exercer por tres annos o cargo de
mo muita cautela e prudencia, tendo em vista fac- provincial de 1838 1841. Na qualdadede cra-
los que outr'ora se haviam dado nesta provincia. | missario visitador geral presidio ao capitulo pro-
No da inmediato coube a palavra ao nobre depu- vincial em 4 de dezembro de 1844 naBahia. Exer-
tado pelo t districto, o Sr. Dr. Araujo Barros; cea o importante cargo de commlssano da vene-
comegou elle a fallar, e eu tive d3 dar-lhe um pe-1 ravel oraem terceira de S. Francisco desta eidade,
queno aparte de tres ou quatro palavras, e em ter-1 desde julho de 1843iat dezembro de 1863, sendo
mos os mais moderados; o nobre deputado res-sempre estimado dos irmos dessa confraria.
pondeu-me que nao acceitava meus apartes, e jas-1 Merecendo sempre a consideraeSo e confianga
lamente nesse momento urna s voz surgi das' dos prelados da sua ordem, foi nomeado, desde
galenas dando um apoiado estrondoso. i principio de 1843, pelos Revms. provinciaes seu
OSr. Araujo Barros : Nao tenho nada com' commssario visitador ou represeniante nos eon-
este fado. | ventos de Pernambuco e Parahyba.
0 Sr. Cunh\ Teixeira :Bem,acredito nislo pa-. Atacado na manha de 14 do correnle de ama
mente. forte congeslo cerebral, falleceu na manhaa de
Mas, Sr. presdeme, fez-me impresso, e tambem i hontem, tendo sido o seo offlcio celebrado na igre-
a alguns collegas, esse apoiado extemporneo. Vol-' ja daconvento. com a assislencia dos Revms. re-
tamos as vistas, para s galorias, e ouvimos ento. ligaosos franciscanos, carmelitas e missionarios
que ah eslignaiisavarn esse apoiado e se mandava eapuchinhos e om grande numero de parentes e
callar quem o dera. Encerrada a sessao fui infor- amigos seus.
mado por pewqft? fidedignas, e consideradas, ser! A sws pareMw damos nossos pezames,




filarlo de rrrutmhnro ... Kexta felra i de Junho de l*4.
REPARTICAO DA POLICA.
Entrado das parles dw da 16 de junho cor-
rente. M
Foram recolhidos casa de detencao do da lo
do correte : .
A' ordem do Illm. Sr. Dr. chefe de polica, Ma,
noel Saniva do Nascimento, Jos Vicente Feitosa
dos Sanios, Manoel Rodrigues dos Santos, Mauoel
Rodrigues da Paxo, Manoel Antonio de Azevedo.
Jos Rodrigues de Lima, e Manoel Lopes Bom Sito,
para recrutas ; Manoel Antonio Machado, como
desertor, vindos todos de S. Bento.
A' ordem do delegado da capital, Sirao Judas
Thadeo, por ter sido encontrado sobre os trilhos da
via frrea ; Francisco, escravo de Manoel Carneiro
de charque e 30 couros vaceuns
irtaeSo.
Cienfuegos, carregou
0 llm do dote consiste na suslentorno dos encar- Sis. redactores.ApresenlandoHne candidato 9339 arrobas
pos do matrimonio, e para esta saiisfaro o mari- um dos lugares da lista trplice na eleicao >ie se- seceos,
uo lucra todos os fruetos Tendidos na constancia nador, a que se tem de proceder nss* provincia, KlM
delle. I rogo-lhes o obsequio de fazerem pnbHcar as co- Pataebo henunhoro
Ora, sapponha-se como real, que a escrava Joaqui- lumnas do seu jornal a circular que dirijo aos elei- Barcelona-
na mi de Luir Mandy, fiesse parte do dote, e tores especiaes da mesma proTlncia.
que no entanto estova sequestrada pela divida que I Sou com particular estima, etc.
o fallecido sogro do coronel Ozorio linha para com I Antonio Coelho de S e Albuquerque.
fazenda publica, aquelle pardo nascido depos do Rio, 4 de maio de 1864.
casamento celebrado, eslava sujeito a mesma con- Illm. Sr.A lamentavel morte do benemrito
tingencia T Rio. Isto nem precisa de argumenta- Pt-rnambocano, o eonselheiro Francisco Xavier do, 1,018 couros sal ihra<
lilha do seu 1*sogro Manoel Antonio da Silva Hen
a Silva Hen- Anmadopelas repetidas provas de estima e con- T* bMr Sette' carregoa para Rio *
riques, e Luir Mandy nascen em 18*1, sendo bap- flanea, cora que tenho sido distingoido nelos meus I i m
de Souza I.acerda, a re(|uerimento deste.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio, Be- ja flzeroos ver em nosso Io communeado : a faxen- de ser contemplado na lisia trplice
nedicto Jos do Rosario, e Luiz Antonio do as- da sequestrou os bens do sogro do coronel Ozono, ser apresentada escoma imperial.
imento, por embriaguez; Paulo, escravo de Jos ( sequestrou todos os bens do mesmo coronel que ja A minha vida pobtica nao breve, e com a mo! n0 diPrau ^^
Alvos Barboza, por infraccao de posturas. ento era casado, e j como seu existia Luiz Man- em minha coosciencia creio poder dizer V S que I a-n harricae com
A' ordem do de S. Jos, Francisco Jos Ribeiro. dy, e por que razo nao foi Luiz Mandy sequestra- s o bem do meu paiz me ha guiado em todos os
Clausulas especiaes para a arremataco
i Os reparos do embarremnento da es'trada do
I sul, entre os marcos de 5,000 8,000 bracas, na
para importancia de 5:832 rs., serao feitos de con'for-
, m idade com o respectivo orcamento approvado pelo
468 saccas com 1,38! arrobas e 31 libras de conselho da directora.
algodo, 30 couros seceos com 1,016 libras. -* O arrematante dar comeen aos trabalhos no
Patacho brasleiro Palma, carregou para New- Prazo de 20 dias e os concluir no de 5 mezes,
York : coudos ambos da data da arremataco.
15 saceos com 75 arrobas de assucar mascaTa-' :1" s pagamentos serio realisados em tres pres-
tares iguaes, correspondendo a cada um terco do
servico.
4a O arrematante na execocao dos trabalhos
observar as prescripedes do engenheiro.
5* Nao ser em lempo algum attendida qnalquer
000 barricas com 8,272 arrobas e 7 libras de
!^-em.182*_enLDome Sr-_coron.61 Vzorio',como W*?> so.Plir minha provincia a honra assHcar *aoe,o, 350 ditos con) 2,2U arrobasi 15 reclamacao, por parte do arrematante, tendente
que tem de j |Dras de assucar mascavado. ndemnisacao, quaesquer que sejam as allegagoes
em do de S. Jos, Francisco Jos Kibeiro.
Francisco Jos Correia, Pedro Alexandrino da
Motta, Joo Luiz da Costa Leite, Firmlno Caval-
cante de Mello, e Jos Gomes Pereira, para averi-
guaces policiaes.
A ordem do da Capunga, Alexandrina Mara da
ConceicSo, e Merenciana Mara da Penha, para
correegao.
A' ordem do da Vanea, Manoel Francisco da
Annunciacao, para correcto ; Maria Lourenca
lo Espirito Santo, por ci "une de furto.
O chefe da 2" seceo,
J. G. de Mesquita.
Movimcnto da casa de detengao do da 13 de
junho de 1864.
Existan)...... 354 presos
Entraran)..... 21
Sahiram...... 14
A saber
xistem....... 361
Nacionaes..... 251 presos
Eslrangeros.. 38
Mulheres...... 9 >
Eetrangeira ... 1
Escravos...... 58
Escravas...... 4
361
Alimentados rusta dos cofres pblicos 144
Movimcnto da enfermara do da 14 de junho de
1864.
UTiveram baixa:
Joo Lourenco de Sant'Anna ; defluxo.
Severino Jos de Franca sezftes.
Jos' Antonio dos Santos ; chagas.
Teve alta :
Theodero Francisco dos Santos.
Movimcnto da casa
junho de 1864.
presos.
do ? Como que agora se quer apresentar a de-
feza de que a principio fallamos ?
Que em tal sequestro nunca Luiz Mandy figu-
rou, prova-se com o documento seguinle :
Parnahyba, 9 de fevereiro de 1864.-Oescri-
vo Gomes Ribeiro, em vista do sequestro feito
pela fazenda nacional em todos os bens de Jos
Francisco de Miranda Ozono, e do casal do tinado
coronel Manoel Antonio da Silva Henriques certi-
fique se est n'elle incluido algum escravo denome
Luiz, ou Luiz Mandy. Asslm o cumpra. O juiz
municipal em exercicio, Antonio Jos Analio de
Miranda.Em cumprmento da portarla supra,
certifico que revendo o traslado dos autos de se-
questro, iidle nao encontrei desenpto escravo al-
gum de nome Luiz Mandy. O referido verdade
do que dou f, eaos ditos autos de|sequestro me
reporto. Parnahyba, 9 de fevereiro de 1864.O
escrivao Joo Adelino Gomes |Ribeiro.
(>)mo se explica isto 1
Anda mesmo, que Luiz Mandy MvesM envol-
vido ou comprehendido em algum d'aquelles se-
questros, isto nao era razao para deixar de ser
descripio nos inventarios, se o coronel Ozorio o t-
I vesse como seu escravo porque o litigio, a penho-
ra, on o sequestro nolhe fazia perder o dominio, e
os bens litigiosos, secuestrados ou penhorados, nao I
! s se descrevem no inventario como se partilham;
Pereira de Carvalho Proc. Orph. not. 102.
J v portante, o Sr. coronel Ozorio, que por
! ah nao vai bem, e que a causa do justo sempre
justa.
Para que o publico avalie da conicncia do co-
ronel Ozorio em questoes de liberdade do.fraco,
basta attender-se a este nutro facto :
Em 7 de julho de 1850 o coronel Ozorio lbertou
a sua escrava Dorsulina, passando-lhe a carta se-
de detencao do dia 14 de guate que esta laucada no livro de nota sob n. 17
f. 19 v., do tabelio da Parnahyba. Ei-los :
Digo eu abaixo assgnado, que entre os bens
que possuo livres e desembarazados, e bem assim
urna escravinha de nome Dorsulina de idade 4
annos, pouco mais ou menos, a qual forro, como
de faci forrado tenho pelo amor de Dos, e por
isso poder ella gozar de hoje em dame de sua li-
berdade, como se livre tivesse nascido, cora a con-
dieo, porm, de servir a minha lilha Maria Isa-
bel at o dia em que ella se casar. E os meus her-
deiros, ascendentes e descendentes, nao poderao ir
emtempo algum contra esta minha disposicao,que
feita de espontanea vontade, sem constrangiment*
de pessoa alguma. Para firmeza do que passei a
presente por mim feita e assignada.Parnahyba, 7
Alimentados custa dos cofres provinriaes 142. de julho de 1850.Jos Francisco de Miranda
Movimento da enfermara no da 15 de junho Ozorio, Simplicio Dias de Seixas e Silva, Albaoo
]e 1864. Antonio de Mora es Castro.
Tiveram baxa : Ora, em vista do documento transcripto, nnguem
Francisco Jos Sobreira ; intermitiente. pode por em duvida a liberdade de Dorsulina, sal-
Joao Canella de Namb; intermiltentc. vo se provar que ella Dao era escrava do coronel
Sabino Jos de Sant'Anna ; lesoes. Ozorio.
Vicente, escravo do Dr. Caetano Xavier Pereira de j Pols bem, Dorsulina legtimamente livre, e co-
Brito ; contusoes. rao foi que o coronel Ozorio teve a desmedida co-
mutuario do oa 15 do comiente nocemiteiiio ragero de da-la pouco tenipo a sequestro que a fa-
i'i'in u : zenda publica llie fez cm seus bens ? Eis o docu-
Joao, escravo, frica, 30 annos, solleiro, Santo An- ment :
ionio ; phthysca. Em cumprmento do despacho supra, certifico
Bento, Pernamuco, 6 mezes, Boa-Vista ; bron- que existe no sequestro feito nos bens do corouel
chite. JS Francisco de Miranda Ozorio incluido urna es-
Manoel Pereira de Souza Casaforle, Pernambuco, crava de nome Dorsulina de idade 13 annos, cojo
38 annos, solleiro, Boa-Vista ; ignora-se sequestro foi feito por parte da fazenda nacional.
Mara, Pernambuco, 1 hora, Boa-Vista ; espasmo. O referido verdade, do que dou f e aos proprios
Rosa Maria do Rosario, Alrica, 60 annos, solteira, autos me reporto. Parnahyba, 12 de fevereiro de
Recife : apoplexia cerebral. 1861.E eu Joo Adelino Gomes Ribeiro, escrivao
Anna Joaquina Lins Buarque, Pernambuco, 62 an- que o subscrevi e assignei. O escrivao, Joo Ade-
meus actos.
Se, pois, V. S. entender que o meu
deslustrara a sua listo, digne-se de acolhe-lo com
benevolencia, amparando-o com o seu voto e com
o sea prestigio e relaodes.
Tere sempre vivo" em minha memoria, e ser
sempre objecto de meu sincero reconhecimento, o
obsequio que peco V. S.
Desejo V. S. maltas prosperidades, e rogo-lhe
que transmita as suas ordens qaem se prza ser
de V. S. amigo e criado, atiento e obrigadissimo
Antonio Coelho de S e Albuqverque.
Tem esta bella e rica provincia de eleger no dia
10 de julho tres nomes, que serao apresentados ao
nosso Augusto Monarcha para a nomeaeao de um
senador, que preencha a vaga, que no senado dei-
xra a mu sentida morte do nosso distincto patri-
cio, o Exm. eonselheiro Francisco Xavier Paes
Barrete
Alguns eandidatos j se tm apresentado, e, 1-
songeando-me com o reconhecer em todos elles
Aureliano, carregou para o era 1a6 se bascar para este fim, anda mesmo por
' prejuizos provados.
6,261 arrobas e 28 libras de 6* Para o que no esliver prescripto, observar-
assucar branco, 500 ditas com 4,038 arrobas e 23 *-ha o que dispoe a lei n 286.Conforme. A.
, i libras de dito mascavado.
Kecebedorla de rendas Internas \
geraes de Pernambuco.
Rendmento do dia 1 a 15........ 17:8395071
dem do da 16................. i :689174
19:5282i5
Consulado provincial.
Rendmento do dia 1 a 15......... 54:1255310 profer a sentenca do theor segunte :
F. d"Annunciacao.
O Dr. Ernesto de Aquno Fonseca, cavalheiro da
ordem de Christo, juiz de orphos e ausentes
da cidade do Recife e seu termo por S. M. o I.
que Dos guarde etc.
Fago saber aos que o presente edital virem e
delle tiver conhecimento que Alexandrina Gulher-
mina dos Santos Dias, provou ante este juizo o de-
sacisamento de seu marido Antonio Jos Das, e
subindo os autos minha conclusao nelle dei e
Idem.do dia 15................. 3:189*249
Em vista do que
Sentenca.
consta do >exame
MOYIMINTQ DO PORTO.
.Viii'ios taidos no dia 16.
Rio da Pratabrigue nacional Selfa capitao Henri
que Rio: carga assucar.
grande merecimento pelos seus talentos, Ilustra-1 Lisboabrigue portaguez Florinda, capitao Joa-
cao, ervicos e dedicagao causa publica, animo- 1um Augusto do Souza ; carga assucar.
me a solicitar igualmente a subida honra de ser I Fortos do sulvapor nacional Oyapock, corainan-
Existan)..... 361
Entrara m 13
Sahiram..... 28
Existem...... 346
A saber :
242
Estrangeiros... 37
Mulheres..... 9
Estrangeiras ... 1
Escravos...... 54
3
361
nos, casada, Boa-Vista ; diabete.
Joo, Pernambuco, 38 dias, Boa-Vista ; gnora-se.
Luiz, Pernambuco, 2 mezes. Sanio Antonio ; as-
inina.
COMUNICADOS.
lino Gomes Ribeiro.
Como que o coronel Ozorio d a sequestro una
pessoa livre 1
Talvez diga, nao foi dado com minlias propras
mi* e nos responderemos : a infeliz anda mora
em la comparta, e t, nao obstante no ignora-
res que ella esta secuestrada e saberes que li-
vre, o que ja oppozesto em sua defeza contra o se-
uuestro, que at se di/, que foi effecluado por meio
Quando se v que os fiscaes do municipio do Re- 'le una relacao nominal qne forneceste ?
cife o deixam em completo abandono no que re- Eis bem descripta a influeneia, probtdade e hon-
Jativo execuco das posturas municipaes; quan- '<' do coronel Ozorio na Parnahyba Adram-
elo cada passo se encontrara infraceoes dessas *e as posicoes, praticam-se crmes graves, e ludo
posturas, revolta que recorran) agora a mprensa 'l moralidade e mais alguma cousa 1
para fazer saber que existe um artigo, que prohi- Defenda-se, Sr. coronel Ozorio ; a queslao nao
Le que se faeam ogneiras as piaras e ras desta ? poltica, questo da liberdade de nfelizes, em
cidade nas noiles da vespera e dia de S. Joo.
Em toda a parte, em que se observa a religio
eatholica, apostlica, romana, se fazem festejos em
honra do nascimento do precursor de Christo, e es-
sas ogneiras >o urna recordarlo dos fogos, que se,
lizeram quando nasceu o flllio de Zacharias ; en-
favur de ijucn cumpt a a S. S. fazer o que estamos
fazendo
BMaio S. S. julga-se tao inaccessivel aos golpes
da justica, que suppoe poder escravisar a quera
livre I
A poca m para suppoi lar to mo procedi-
mento.
Basto por agora.
Esperamos que o Dr. chefe de polica tome des-
de ja alguma providencia a respeito de Dorsulina,
antes que eiii culpa do labellio se extravie algum
liz
lretanlo a cmara municipal do Recife, que s cui-
da Em toda a parle se procura dar dislraccao ao
povo, e conservar os antigos costuraos, quando es-
tes nao o(Tendcm a moralidade ; entreunto nesta
ba Ierrarefugio da cialisaaio apellida do volito os livros de notas, assira como esperamos que o
7un traa, e se acabem seus anligos coslumes I o "U"<> lo coronel Uzorio. requeira alguma cousa
Em toda a parte se procura remover as causas t'"i seu favor, de maneira a ser relaxado o seques
de insalul.ridade ; entreianU aqu existem charcos """ na parle ein que a compiehendeu.
em diversos pontos, e se encontram cadveres de O dirnto de liberdade individual nao pode ser
animaes em estado de completa pulrefaccao, atira- "ni brinquedo de paliabas nas inos do coronel
dade I Era toda a parte se procura arejar as hab- a a" allencao do goveruo, e nao deve confundir-
taces, como medida hygieiiica, e para isto nao W cojn qualilicaco de votantes, recursos de quali
coocorreni pouco as janellas e portas, e se ha paiz
cm que se nao deva perder isto de vista, este ;
entretanto a cmara municipal obrigon os proprie-
taros, que quizessem aproveitar o pavimento alto
do suas casas, a Ibes fazerem soleas com janellas
baxas, tao baxas que se nao v'era em parte al-
guma, indo adoptar, como modelo, essas que foram
eitas nas casas do finado Luiz Gomes Ferreira, si-
tuadas na ra do Imperador, preferndo-as s que
se faziam outr'ora sobre as cornijas, como se vem
em diversas casas, a pretexto de que isto se fazia
com oiloes singelos Se quizessemos continuar, te-
amos muia cousa que apontar ; mas dcixemos
isto quelles que vivera nesta boa tena.
Vaina-nos Dos cora esses fiscaes, que nao dei-
xam de sur vistos nas follias da cmara c sao mili-
to pontuaesno recebimenlo de seus ordenados: va-
eleito.
Nao encareco meus senricos, e digo apenas, que
elles sao poneos em relacao aos muitos, que tenho
desejado e desejo prestar.
Nas lucias polticas o raciocinio tem sido minha
nica arma, os bous principios minha religio poli-
tica, a exaltaran o inimigo que aborrego, as recri-
mnacoes pessoaes o objecto de meus desgostos.
Amo a liberdade e a ordem, e deste duplo amor
tem resultado o nao poder simular-me, nem comer-
me sempre que se abusa de qualquer destes dous
principios: este tributo pesado e diflicil eu o te-
nho pago ao meu paiz.
Talvez nao me seja possivel dirlgir-me particu-
larmente cada um dos Srs. eieitores nao pen-
sem por isso qne, nas occasies de dar evidentes
provas de vivo reconhecimento, o mea ceracao se-
r menos expansivo do que o de ontro qnalquer.
Digne-se V. S. de acceitar os votos de sincera
estima e considerarlo do que de V. S. patricio,
venerador, servo e criado.
Recife, 10 de junho de 1864.
Francisco de Paula Baptista.
Altenco
i
Xarope alchoolco de veame, preparado pelo
phaTmaceutco Jos da Rocha Paranhos, estable-
cido com botica na ra Direito n. 88 em Pernam-
buco.
Este xarope incontestavelmente superior a to-
dos os xaropes depurativos, de coja coroposicao
o seu maior elemento a salsa parrilha, pois que se
tem conhecido ser o veame mais enrgico para a
prompta enra das molestias, cuja base essencial
"j pende da purieaco do sangue : assim pois se
(ieacao, acias de eleicoes e outras historias' polti-
cas cora que o Sr. coronel Ozorio costura. defen
der-se, increpando despeito de seus contrarios po-
lticos e s por poltica.
O Sr. coronel Ozorio pode ganhar eleicoes sera
ser preciso pisar a seu bel prazer a liberdade dos
(reos a desprotegidos.
.Nao preciso pratcar actos tacs para ser in-
fluencia poltica, e se enfeude- o contraro, sua in-
fluencia tem bases que nenhum poltico verdadeiro
as deseja ter.
(Da Liga e Progrcsso do Piauhy).
Ao disuado f especial SNVf eleitoral desta
provincia.
Candidato senatoria o Dr. Joaquim Saldanha
Iha-nos Dos com essa cmara que, se fosse julga- Mai inho, dirigi cada um dos dignos eieitores es-
da por suas posturas, deixara de existir. peciaes desta provincia, a circular abaixo trans-
Acabem-se as fogueiras; mas nada se diga a cripta ; mas podendo acontecer que, multas das
respeito da constante infraccao da postura que inesmas circulares, por circumstoncias que se nao
prohibe que se larguera bales; proscrevam-se to-. pode prevenir, nao tenhara chegado, e que agora
dos os festejos ; mas se de'xem consumir nas pra-, mesmo nao cheguem anda a seus destinos, por
cas e ras, mesmo das principaes, cadveres de isso faz-se a presente declarago, pedindo-se ao
animaes que mcommodam o olphato e prejudicam mesmo tempo desculpa de faltas que nossam appa-
a sade publica; prouibain-se esses sotaus com' recer e notar-se, e de que jamis deve ser respon-
altas janellas e varandas sobre as cornijas ; mas j savel o mesmo Dr. Saldanha Marinho, que s tem
permittain-se essas soleas baxas e feas, cujas ja-, motivo para confessar-se eternamente grato, ao
aellas nao permitiera sufficienteinente a penetraco distincto o especial corpo eleitoral desta provincia,
do ar nos alojamentos ; nao se permitiam bombas que j urna vez o acolheu benigno,
solas ; mas se consinla soltar (oguetesde bombas Illm. Sr.Tendo solicitado do corpo eleitoral de
reaes, e assim muita cousa que choca o bom senso. nossa briosa provincia a admissao de meu obscuro
Se conlinuarmos nesta vereda ciotlisadora, nao nome na lisia trplice que foi ofTerecida ccroa na
tardar muito que se prefira residir na llha de Fer- ultima eleicao, consegu isto, e do modo o mais no-
nando de Noronha.
PDBLICAgOES A PEDIDO.
As Exm. Sr ministro da justica.
I MA 01 EsTAO IMPORTANTE.
VI
Tendo transcripto em nosso o ommunicado
urna ceidlo extrahida dos inventarios feitos por
morte das duas mullieresdo coronel Ozorio, e com
ella provado qae o mesmo coronel em nenhum
d elles descreveu a Luiz Mandv como seu escravo,
ne entanto que esle j exista em seu poder por
occasiao de-ambos quelles inventarlos, ouvmos
dizer que o coronel Ozorio nesta parte defendia-se
bre e lisongeiro a mim, que por to grande consi
I deracao me confesso eternamente agradecido. Da
; tribuna parlamentar eu me dirig aos eieitores de
minha provincia, e lites tributei ahomenagem devi-
t da pelo titulo de suprema honra que me haviam
; concedido.
Pela lamentavel morte do Sr. consolheiro Fran-
cisco Xavier Paes Barreto d-se nova vaga no se-
nado, e nova eleicao vai proceder Pernambuco.
Apresento-me novamente ; repulando de minha
dignidade consultar ao mesmo corpo eleitoral se
nos poucos mezes decorridos da eleicao em que fui
considerado tenho cm alguma cousa desmerecido
do conceto em que se dignaran) ter-me os eieito-
res pernambucanos.
E porque tenho conscencia de mim, como lenho
intima couvicco da dignidade, independencia e
lirmeza de carcter de V. S., nao duvido contar
tem verificado por maltas pessoas que se achavam
desengaadas, as quaes acham-se hoje restabeleci-
das com o referido xarope alchoolco de veame ;
entretanto que alguns, tendo usado do xarope de
Curinier, de Larrey, de salsa parrilha, de sapona-
ria, oleo de ligado de bacalho, e eutros agentes
desta ordem nada conseguiram. elle de fcil
digestao, agradavel ao paladar e ao olfato. Alguns
mdicos desta cidade e da de Macei o teem re-
coramendado para a cura das
Impigens, tinha, escrophulas,
Tumores, ulceras, escorbuto,
Cancros, sarna degenerada, fluxo alvo.
Todas estos affccces provm de urna causa in-
terna ; nao ha pois razao alguma em crer qne el-
las se podem curar com remedios externos. Tam-
ben) se prescreve o xarope alchoolco de veame
para o tratamenlo das afTeccoes do systema nervo-
so e fibroso, toes como :
Gotla, rheumatismo, paralysia,
Dores, impotencia, esterildade,
Marasmo, hypocondria, emmagrecmento.
O xarope alchoolco de veame sobretudo, da
maior utildade para curar radicalmente, e em
pouco tempo o rheumatismo.
Adverte-se que o verdadeiro xarope s se vende
nesta cidade na botica cima indicada do abaixo
assignado ; e em outra qualquer parte que se tem
annuncado nao da mesma composico, e nem o
abaixo assignado se responsabilisa.
Jos da Rocha Paranhos.
Havendo duvidas sobre os negocios da irman-
dade de N. S. da Boa-viagem, devo dizer que o pa-
trimonio da mesma rende perto de 1:600$, digo
rom conhecimento de causa, e que com as joias,
esmolas, ele, pJe chegar a 3:0005 ; ceno que
as obras cstveram por lempos paradas, nem Ufe-
mos rapellao para as missas por todo e auno ; mas
pela festa, quando para c vera famibas da praca,
agora que ferve devoco pelas obras da igreja.
l'm morador.
Anacnhnita pcltoral le Kcmp.
A_ academia medica de Berlin teve perfetomente
razao em seu judicioso julgamento era pronunciar
o sueco da balsmica auacahuita mexicana como
um especilico positivo e iafallivel para todas as
irritacoes ou inllammacoes da garganta edos vasos
bronchios.
Xo ha nenhum caso de rouquido, tosse, ca-
tarrho, excoriaco da garganta oa irritadlo dos
bronchios que posea resistir as suas adnuraveis
qualidades ante-irrilantos. Ella reslitue a voz quan-
do perdida ou enfraquecida proJuzido pelas altee-
cues ou sensaces de aspereza no palato; faz
cessar a expecturacao sangunea c impede a aecu-
mular.o de mucosidades nos orgos da respira-
cao que partem dos pulmoes.
InteiramcutedilTerente na sua composico de
todos os mais peitoraes manufacturados de fruc-
dante o l0 tenente P. H. Dnarte.
Paravapor brasleiro Explorador, capitao Manoel
dos Santos Ornelias.
Nao houveram entradas.
EDITAES.
de foi has
?7:31445o9 folhas julgo o examinado Antonio Jos Das, inca-
paz de continuar na administraco de sua pessoa
e bens e nomeio para seu curador a Manoel Fran-
cisco dos Santos e Silva, que prestar juramento e
proceder qnanto anles ao inventaro dos bens do
casal do mesmo Antonio los Dias. O escrivao
lavre os editaes doestylo para serem anisados nos
lugares do costme e publicado pela mprensa e
custas. Recife 8 de junho de 1864.Ernesto de
Aquino Fonseca.
E para que nnguem faga negocio algum com o
predito desasisado Antonio Jos Dias, sem previo
consentimenlo de seu curador Manoel Francisco
dos Santos e Silva, mandei passar o presente que
ser afiliado no lugar do costume e publicado pe-
la imprensa depos que tiver transitado pela chan-
cellara do superior tribunal da relacao e pagos os
direitos nacionaes.
Dado e passade nesto cidade da Recife de Per-
COMPANHIA
o
NodiaOdo corrente, pelas 12 horas
do dia, ter lugar no escriplorio da Com-
panliia ra do Cabug n. lti, arrematarlo
do rend troto dos chafarizes e bicas por
bairros otrtotalidade e por espado de um
anno, sob as bases abaixo transcriptas c
condices que j foram publicadas; os se-
nhores licitantes comparecam com seus
fiadores ou declaraco dos mesmos no
mencionado dia, devendo ser as propostas
em carta fechada apresentada na mesma oc-
casiao ou antes no escriplorio onde melhor
se deverao esclarecer e informar.
Bases sobre as quaes se deve lancar.
Bairro do Recife.
Chafariz e bica do cites da al-
fandega.......5:4000000
Dito da ra da Cruz. C:500(5IOOO
Ditoda ra do Bnim. 4:1000000
Dito do Forte do Mallos e bica. 3::i9O#0O0
19:390;51000
Bairro de Santo Antonio.
Chafariz do largo do Carmo. 9:600*000
Dito do largo do Panizo. 6:5004000
Dito do largo do Passeio Pu-
blico........ 4:2500000
Dito da na
Di lo da ra
do
da
Sol. .
Concordia.
3:200-5000
4:1000000
27:6500000
Bairro da Boa-Vista.
Chafariz e bica do Caes do Ca-
pibaribe........4:6000000
Dito da ra da Aurora. 2:4000000
Dito da caixa d'agua dos Pires. 6:5000000
Dito da praca da Boa-Vista.
nambucoaos9dcjunho de 1864-Eu, Floriano Dito do largo da Soledade.
Correia de Brito, escrivao o flz escrever e subs-
O llm. Sr. inspector da thesouraria provin-, crevo.
cial, em cumprmento da ordem do Exm. Sr. pre- Ernesto de Aquino Fonseca.
sidente da provincia de 4 do corrente, manda fazer IO Dr. Manoel Antonio do* Passos e Silva Jnior,
publico, que no dia 30 do mesmo, perante junto' jniz municipal, de orphos e ausentes, supplen-
da fazenda da mesma thesouraria. se ha de arre-1 te em exercicio do termo de Olinda, em vrtu-
matar, quem por menos fizer, a obra dos reparos de da lei, etc.
geraes da estrada do sol, e embarreamcato, a par- Paco saber as que o presente virem, qne no dia
tir do marco 2,000 ao de 4,000 bracas, avahados 18 do correte mez, pelas quatro horas da larde
em 1:705*000. se ha de arrematar por venda, porta da casa de
A arremataco sera feita na forma da lei pro- minha residencia, a quem maior lango offerecer
vincial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob as, sobre seas valores seguales : I capoa de um s
clausulas especiaes abaixo mencionadas. pao, de amarello com 23 palmos de comprimeoto
_As pessoas qae se propozerem a essa arremata-. e 27 polegadas de bocea, por 30*000; outra dito
cao, comparecim na sala das sessSes da respectiva de carreira, aberta, com 27 palmos de compr-
junta, no da cima mencionado, pelo meio dia, e ment e 32 polegadas de bocea, por 805000 ; 1
competentemente habilitadas.
relogio i prata, galvanisado por 13*000; 1 tran-
E para constar se raandou publicar o presente celim fino "de ouro, com peso de 4 oitavas por
pelo jornal.
Secretoria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de junho de 1864.O secretario,
A. V. d'Annunciacao.
Clausulas especiaes da arremataco.
i* Os reparos do embarreamento da estrada do
sal, entre os marcos de 2,000 4,000 bracas, na
importancia de 1:705*, serao feitos de conformida-
de com o respectivo orcamento, approvado pelo
conselho da directora.
2* O arrematante dar principio aos trabalhos
no praso de 20 das, e os concluir no de dons me-
zes, contados ambos da data da arremataco.
3" Os pagamentos serao realisados em duas pres-
tacoes iguaes, a primeira em meio do servico, e a
ultima no fim.
4* O arrematante na execuco dos trabalhos, ob-
servar as presenpeoes do engenheiro.
5* Nao ser em tempo algum attendida qnalquer
reclamacao por parte do arrematante tendente a
indemnsaeo, quae&juer qae sejam as allegac5es
em que se basear para esse fim, anda mesmo por
prejaizos provados.
6* Para o que nao estiver previsto observar-se-
ha o que dispoe a lei n. 286.
Conforme.A. F. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprmento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 4 do corrente, manda fazer publico
que no dia 30 do mesmo, perante junto da fazen-
da da mesma thesouraria se ha de arrematar, a
quem por menos fizer, a obra dos reparos das pon-
les de Santo Amaro, Taca rana, Arrombados e Va-
radouro, avahada em 1:200*180.
A arremataco ser feita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de mam de 1854, e sob as
clausulas especiaes abaixo declaradas.
As pessoas que se propozerem a essa arremata-
co comparecam na sala das sessoes da referida
junta, no dia cima mencionado, pelo meio dia, e
competentemente habilitadas.
E para constar se mandou publicar o presente
pelo jornal.
Stcretariada thesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de junho de 1864.O secretario,
A. F. d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para arremataco.
1* Os reparos das ponles da estrada de Olinda,
na importancia de l:00180, serao feitos de con-
formidade com o respectivo orcamento, approvado,
pelo conselho da directora.
2" O arrematante dar principio aos trabalhos
no praso de 15 dias, e os concluir no de dous me-1
zes, contados da dato da arremataco.
3* O pagamento elfectuar-se-lia em duas presto-
coes iguaes, a primeira quando melade da obra es-
tiver concluida, e a ultima no lira e entrega dos
trabalhos.
i1 Para ludo mais que aqu nao estiver disposto,
seguir-se-ha o que determina a lei n. 286.
Conforme.A. F. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprmento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 4 do corrente, manda fa-
zer publico, que no dia 30 do mesmo, perante a
junto da fazenda da mesma thesouraria, se ha de
arrematar, quem por menos lizer, a obra do em-
barreamento da estrada do sul entre os marcos de
quatro cinco mil bracas, avaliada em 3:993* rs.
A arremataco sera feita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob as
clausulas especiaes abaixo mencionadas.
As pessoas que se propozerem a essa arremata-
co comparecam na sala das sessoes da referida
10*240 ; 1 davina de espoleta em mo estado, e
1 polvarinho de chifre, por 1*000, cujos bens sao
pertencentes a heranca do finado Bernardo Jos
de Sena, e vo praca requenmento do Dr. cu-
rador da mesma heranca.
E para que chegue a noticia de todos, mandei
passar o presente que ser afixado no lugar do
costume, e publicado pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade de Olinda, sob
meu signal e sello deste juizo, valha sem sello,
ex cansa, aos 8 de junho de 1864.
Eu, Francisco das Chagas Cavalcante Pessoa,
escrivao de orphos e ausentes, o escrev.
Manoel Antonio dos Passos e Silva Jnior.
DECLRACOES.
acido
vene-
nan contera era sua composico nenhum
prussico ou oulros quaesquer ingredientes
nosos.
Acha-se venda nas lojas de Caors & Barboza,
e J. da C. Cravo & C.
las ad-tringentes, cascas c raizes, ote, o mesmo jnnla, no dia cima mencionado, pelo meio dia, e
competentemente habilitadas.
E para constar se mandou publicar o presente
pelo jornal.
Secretara da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 9 de junho de 1864. O secretorio, Antonio
Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremataco.
1* Os reparos do embarreamento da es'trada do
sul, entre os marcos de 4,000 5,000 bracas, na
importancia de 5.993* rs., serao executados de
conformidade com o respectivo orcamento, appro-
vado pelo conselho da directora.
2* O arrematante dar comeco aos trabalhos no
prazo de 20 dias, e os concluir no de 5 mezes'
i contados ambos da dato da arremataco.
3* Os pagamentos sero realisados em tres pres-
tacoes iguaes, correspondendo cada urna a cada
COMMERCIO.
CA1\A FILIAL
DO
BAXCO DO BRASIL
EM PERNAMBUCO.
A directora da caixa filial do banco do Brasil
nesla cidade, administradora da massa fallida de
Joaquim Francisco de Mello Santos, convida es ere- terco do servico.
dores da mesma massa para apresenlarera seos ti- ** O arrematante na execuco dos trabalhos
tulos at o fim do corrente mez, afim de seren observar as prescripcocs do engenheiro.
convenientemente examinados e proceder-se-ha ao: & Nao ser cm tempo algum attendida qnalquer
pnmeiro dividendo da referida massa.
Hecife 4 do junho do 1864.
Jos Mamede Alves Ferreira.
Secretario
reclamacao, por parte do arrematante tendente
indemnisaco, quaesquer que sejam as allegacoes
Santa Casa de Misericordia do Hecita.
A lllma. junto administrativa da Santo Casa de
Misericordia do Recife manda fazer publico, que
no dia 16 do corrente, pelas 4 horas da tarde, na
sala de suas sessoes, tem de ser arrematado a quem
mais vantagem offerecer, o fornecimento dos g-
neros que houver de consumir nao so os estabe-
leeimentos de caridade, como tambem o patrimo-
nio de orphos no trimestre de julho a selembro,
a saber :
Eslabelecimentos de caridade.
Cha preto, libra.
Manteiga franceza, idem.
Tapioca, dem.
Cha em grao, idem.
Assucar branco em torro, arroba.
Dito refinado primeira sorte, idem.
Dito dito segunda sorte, idem.
Arroz pilado do Maranho, idem.
Bacalho, idem.
Toucinho de Lisboa, idem.
Sabo amarello, idem.
Velas de carnauba idem,
Velas de espermacete, masso de urna libra.
Farinha de mandioca da trra, alqueire.
Vinho tinto de Lisboa, caada.
Dito branco, idem.
Vinagre, idem.
Agurdenle branca, idem.
Azeite doce, idem.
Azeite de carrapalo, caada.
Farelo de Lisboa, sacca. /
Carne verde, libra.
Pao c bolacha, idem.
Patrimonio de orphos.
Assucar refinado, libra.
Cha preto, idem.
Caf em grao, idem.
Manteiga franceza, idem.
Acroi pilado do Maranho, dem.
Batatas, idem.
Aletra, dem.
Carne verde, idem.
Peixc fresco, dem.
Pao c bolacha, dem.
Toucinho de Lisboa, dem.
Farinha de mandioca da tcrr.i, alqueire.
Fejo, dem.
Azeite doce, garrafa.
Vinagre de Lisboa, idem.
Sal, cuia.
Lenha em achas, cento.
As propostas devem ser apresenladas cm car-
tas fechadas, devendo ser especiaes j para os es-
labelecimentos de caridade e j para o patrimonio
de orphos; sao tambem aceitas propostas somen-
te para acame verde-, ou para o pao c bolacha dos
estabelecimentos de caridade.
Os pretendentes podem dirigir-se i esta secre-
taria nas horas de seu expediente, afim de colhe-
rem as informacoes que julgarcm precisas, e no
acto da arremataco devem comparecer aeompa-
nhados de seus fiadores, ou munidos de carias des-
tes, que fiearo responsaveis pelo intero cumpr-
mento dos respectivos contratos.
Secretaria da Santo Casa de Misericordia do Re-
cife 9dejunh de 1864.
F. A. Cavalcanti Coussero.
Escrivao.
Consulado de Portugal.
Sao chamados os credores do tinado Manoel Mar-
tins Carneiro a virem receber o que Ihes toca em
rateio no liquidado do seu espolio.
Cousulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz publi-
co, que os trinla dias uteis para pagamente boca
do cofre do segundo semestre do anno financeiro
vigente de 1863 1864 dos impostes da decima dos
6:0001000
l:52Or?O00
21:020*000
Bairro de S. Jos.
Chafariz do largo da Ribeira. 12:0000000
Dito da ra Imperial. 6:iOO,-3000
Dito do meio do aterro dos
Afogados.......2:0000000
Alfandega
Rendmento do dia 1 a 15.......
Idem do dia 16................
nreiuizos nrnvadns F dos Afogados, de 20 por cenlo do consumo
da
prejuizos provados' Iuus AluKi4UUS> Ut a" llr cenio ao consumo de
6' Para o que nao estiver previsto, observarse-' aPwdeDte; e de Pr cento sobre a renda dos bens
ha o que disP5e a le n. 286.- Conforme A F de ra!z P.er.tencen,cs corporacoes de mao mona,
337:454*600 *Anmnciaiso- I se.Princi.Piam a con,ar do. \d Junho vindouro.
13 0534208* T I"m- Sr inspector da thesouraria provin
j cial, em cumprmento da ordem do Exm. Sr. pre
35* 507180' sidente da provincia, de 14 do corrente, manda fa-
zer publico que no dia 30 do mesmo, perante a
dizendo qae sendo Luiz Mandy filhoda mulata Joa- com a sua valiosa ccadjuvaco em prl de minha
quina, que seu sogro Manoel Antonio da Silva Hen-' candidatura na eleicao que se vai agora proceder,
riques Ibe ha via dado em dote, quando em 1820 Ausente do campo onde a elecio vai ser dispu-
casou-se, e estando os bens de seu inesme sogro. tada en nao cont seno com a bondade e honra
sequestrados por dividas da fazenda, por essa ra- de V. S.,em cujas qualidades confio plenamente.
zao nayia _deixado de desajBer como seu o infeliz Semore firme nos nrincinios liberas* nar irinm.
Luiz Mandy
Urna defeza d'esta orden i, a ser real, que o coro-j
nel Ozorio a pretende apreentar fo que muito de-
sejava-mos) o complicar anda mais, e patentcar'
com mais vivas cores ao publico o procedimento
injusto do coronel Ozorio com relacao a liberdade
d'aquelle infeliz.
Sempre firme nos principios lberaes, para trium
pho dos quaes nenhum esforco e sacrificio tenho
poupado, me reputo no caso de merecer a conli-
noaao de sea apoio.
Fica as suas ordens o de V. S. amigo, patricio,
criado obrigado
Joaquim Saldanha Marinho.
Rio de Janeiro, 7 de abril de 1864.
movimcnto da alfandega
Volames entrados com faiendas..
c c com gneros..
Volumes sahidos
com
com
fazendas...
gneros...
387
119
7:16
387
835
Descarregam no dia 17 de junho.
Brigue inglezJoseph Copemercadorias.
Brigue portoguezLaia //varios gneros.
Barca holtandezaScAerinjo farinha de trigo.
Barca Ingleza City of the Sultncarvao.
Inaportaco.
Patacho nacional Sallo, entrado do Rio Grande
do Sul, consignado a Bailar & C,
seguinte :
junto da fazenda da mesma thesouraria, se ha de
I arrematar, a quem por menos fizer, a obra dos re-
paros geraes da estrada do sul e embarreamento
dos marcos de cinco mil a oito mil bracas, avalia-
da em 3:852* rs.
A arremataco ser feito na forma da lei provin-
cial n. 343 de lo de maio de 1854, e sob as clau-
sulas especiaes abaixo declaradas.
As pessoas que se propozerem a essa arremata-
Cao comparecam na sala das sessoes da referida
junta, no dia cima mencionado, pelo roco dia,
competentemente habilitadas.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco, 2o
de maio de 1864.
Antonio Carneiro Machado Rios.
Administrador.
Corpo de gua rol vo de Pernain-
bueo.
O conselho econmico deste corpo contrata para
o rancho geral das pracas, durante o 2 semestre
do anno corrente, os gneros abaixo declarados,
todos da primeira qnalidade do mercado, a saber :
assacar refinado masravioho, arroz pilado, azeite
doce, bacalho, caf em grao, carne verde, dita
secca, farinha de mandioca, fejo, toucinho, man-
teiga franceza, vinagre He Lisboa, lenha, pao de 4
e de 6 oncas. As pessoas que a tal fornecimento
se qoizerem propr, apresentem suas propostas
E para constar se mandn publicar o presente \ em cartas fechadas na secretaria do mesmo corpo,
pelo jornal. at as 10 horas da manhaa do da 23 do corrente
Secretara da thesouraria provincial de Pernam-
manifestou o buco, 9de jume de 1864.O secretorio, Antonio
Ferreira d'Annunciacao.
me. Quartel na Soledade 14 de innbo de 18(54.
Polycarpo Jorge de Campos
Alteres secretorio.
20:100^000
Bairro dos Afogados.
Chafariz do largo de Nossa Se-
nhora da Paz.....4:100*000
Cidade Nova de Santo Amaro.
Chafariz junto a rampa de Starr
C........2.000*000
I'assagem da Magdalena.
Chafariz do largo de viveiro. 600#000
Escriptorio da Companhia deBeberibe, 15
de junho de 1864.
O escriturario,
Marcolino Jos Pupe.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo para fornecimento do
arsenal de guerra tem de comprar os objectos
seguintes:
Para a fortaleza do Brnm.
Livro para carga do material extistente segendo
o modelo n. 4, 1.
Dito para ndice dos documentos archivado, se-
gundo o modelo n. 3,1.
Dito para registro da correspondencia offlcial,
modelo n. 2, 1.
Dito para registro dos despachos das embarra-
C5es, formato grande contendo 130 folhas 1.
Dito para entradas e sabidas dos presos, formato
grande com 130 folhas 1.
Plvora grossa 400 arrobas.
Para a fortaleza do Buraco.
1 canoa aberta com proporcoes para condnzir
12 canecos d'agua e 3 pessoas.
Para o arsenal de guerra.
Livros em branco de 16 folhas de papel de hol-
landa pautado 2.
Ditos de W folhas 2.
Ditos de 80 folhas 2.
Ditos de 30 folhas i.
Dito de 60 folhas 1.
Dito de 120 folhas 1.
Para o 4 o batalho de ariilheria.
Bandeira imperial 1.
Bala para a dita 1.
Capa para a dita 1.
Bandeira imperial I.
Borlota para a mesma 1.
Capa para a dita 1.
Quem quizer vender taes objectos aprsente a
sua proposto cm caria fechada na secretara do
conselho, s 10 horas da manhaa no dia 22 do cor-
rente.
Sala das sessoes do conselho administrativo para
fornecimento do arsenal de guerra, 13 de junho
de 1864.
Antonio Pedro de S Barreto,
Coronel presidente.
Sebustido Jos Basilio Pyrrho,
Vogal secretario.
Por deliberaco do conselho de qualilicaco
da parochia de S. Frei Fedro Fonealves do Recife,
acha-se designado o dia 17 do corrente, para se
proceder a inspeccao dos que requereram passa-
getn liara a lista da reserva : sao por tanto chama-
dos romparecercm s 11 horas da manhaa do-
referido dia, no consistorio da respectiva matriz os
cidados abaixo declarados:
Alfredo llenrique Garca.
Agoslnho Tiburcio de Sant'Anna.
Antonio Gomes de Figueirdo.
Bernardino Alves Ferreira.
Carlos Cyriaco Radele.
Francisco Felisberto da Silva.
Francisco Marins de Lima.
Jos Nazario de Pinho Borges.
Joo Baptista Ancheta.
Joaquim Manoel Brando.
Jos Pinto da Costa.
Joo Baptisia da Cruz.
Jos Euzebio Marques Coelho.
Jesuino Jacintho de Almeida e Silva.
Manoel Firraino de Farias.
Miguel da cunta Jnior.
Manoel Marcelino do Sacramento.
L'lisses Pernambucano de Mello.
Sala do conselho de qualilicaco da fregueza
de S. Frei Fedro Goncalves do Recife, 15 de iunho
de 1864.
Jeronymo Emiliano de Miranda Castro,
Capitao secretario.
Acha-se nesta subdelegacia um crioulinho
que represento de 6 para 7 annos de idade, diz cha-
mar-so Jos, ser livre, e tilho da croula Mara,
moradora em urna das ras da fregueza da Boa-
Vista.
Subdelegacia da fre^uezia de "Santo Antonio do
Recife 15 de junho de 1864.
O subdelegado,
Manoel Antonio de Jess Jnior.
(. iiim'IIio de comprasnavaes.
O conselho promove em 18 do corrente mez a
compra dos objectos do material da armada abaixo
declarados, e convida os pretendentes venda del-
les a apresentarem suas propostos em cartas fe-
chadas nesse da at as 11 horas da manlia.
Objectos.
f6 barrs de alcatro, 4 arrobas de agua-raz, 20
ditas de almagre, 2 bombas de Japy n. 1, 1 balde
de ferro para trazer agua do fondo, 10 barrs de
breu, 80 camisas de bata azul, 50 chapeos de
oleado, 80 arrobas de cabo de linho velho, 50 va-
roes de cobre de 3(8, 100 ditos de dito de 4|8, 100
ditos de dito de 5|8, 50 esgunchos; 200 covados de
filele azul, 1,000 femeas de rede, 600 folhas de co-
bre de 28|, 20 lanternas de patente, 2 macacos de
patente de Holeys para 20 toneladas cada um, 4
ditos para 12 ditas cada um, 2 ditos para 2 ditas
cada um, 200 molhos de piassava, 100 paos de la-
cre, 600 libras de pregadura de cobre, 100 pes
de obreias, 600 sapatilhos diversos, 10 duzias de
taboas de pao carga de 2 polegadas, 10 ditas de
dito de louro para forro e 2 arrobas de taixas de
cobre.
Sao snjeitos os que contrataren) venda destes
objectos a multo de 10 0i0, no caso de demora na
entrega delles. e de 20 0|0 pela falla de supprmen-
to, ou forem de m qnalidade.
Sala do conselho de compras navaes 14 de junho
de 1864. O secretario,
Alexandrc Rodrigues dos Aojos.


Bl.ri. e Pern_b-eo 9e*U lelra 1 J 4e Ju.h. fe 1#4.
No di 18 do correnle pelas 3 horas da tar-
de, porta da residencia do Lia. Sr. Dr. jui de
orphSos da comarca .de Olinda, la de arrema-
tar por venda algumas peas de urna mobilia de
Jacaranda e outras ditas de aia e madeira de ama-
relio, ama porgan de louca de oso de casa e ou-
tros 'objectos de differentes qualidades, assim como
0 estabelecimento de padaria sito na roa do Vara-
douro na mesma cidade cojos valores constam
do edital que foi afiliado, cujo estabelecimento e
mais objectos foram penhorados a vinva e herdei-
ro* do finado Manoel Joiquim Soares por eiecu-
go do orpho Jos Francisco Coltires para paga-
mento de soa legitima paterna que istia em po-
der do raesmo Soares como seu tutor : ultima
praga.
tonwellio admiuitratI*o.
O conselho administrativo para (ornecimento do
arsenal de guerra tem de comprar os objectos se-
guintes :
Para o 2 batalho de infantaria.
Boaets redondos 31, ditos de panno asul 450
ditos de panno verde 12, ditos para msicos 27,
charlaleiras, pares 27, mantas de lia 530, platinas,
pares 450, sapatoes, pares 321, panno azul, cova-
dos 2,250, panno alvadio para capotes, covados
2,700, panno cor de rap, covados 135, casemira
encarnada covados 00, casemira amarella, covados
31. hollanda de forro, covados 1,833, brim branco,
varas 4,223, algodozinho, varas 3,300, aniagem,
varas 2i2, galao de prata de 1 polegada de largu-
ra, varas 54, dito de dita de meia polegada de lar-
gura 40 varas e meia, botes grandes de metal
amarello liso 6,300, ditos pequeos de metal ama-
relio liso 3,150, ditos grandes de metal pratiado
com on.l 378, ditos pequeos de metal pratiado
com o ii. 2 162, ditos grandes metal bromeado
16", ditos pequeos de metal bronzeado 108, col-
chetes, pares 489.
Para a rompanhia de artfices.
Boaets para recrutas 25, mantas de 13a 25.
Para o eorpo da guarnicao.
Cornetas com boeaes, pootas e volta 5.
(Juein quizer vender Ues objectos, apreseutem
as suas propastas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 40 horas da manhaa do dia 20 do
corrente.
Sala das sessoes do conselho administrativo para
furn.rmenlo do arsenal de guerra 13 de juoho de
1864.
Antonio Pedro de S Barreto,
Coronel presidente.
SebasiSo Jo$i' Basilio Pyrrho.
Vogal secretario.
IIJlalho de infantaria u. 9.
Conselho econmico,
O mesmo conselho contrata o fornecimento das
pragas arranchadas no segundo semestre do cor-
rente anno os seguintes gneros : arroz, assucar,
azeite doce, bacalho, cafe, carne verde, dita sec-
ca, farinlia, feijao, lenha, manteiga. toucinho, vi-
nagre e pao de 4 e 6 oncas, os quaes serode boa
qualidade, e os senhores proponemos deverao com-
parecer na secretaria do batalhao no dia 22 do
corrente mez pelas 10 horas da manhaa, com suas
propostas em carta fechada.
Quartel na Soledadc em Pernambuco 14 de ju-
nho de 1864.O alferes secretario,
Francisco de Paula Barros.
Arsenal de guerra.
Por ordem do Sr. major. director do arsenal de
guerra, se faz. publico, que se precisa comprar pa-
ra a companhia de aprendizes menores do mesmo
arsenal o si quinte :
117 covados de riscado para 100 travesseiros, 80
varas de brim branco para toalhas.
Qnem se propozer a vender dita fazenda, com-
prela na sala da directora do dito arsenal, s 11
horas do dia 18 Uo correte, com sua proposta em
carta fechada.
Arsenal de guerra de Pernambuco 14 de junho
de 1864.O amanuense,
Joao Hirardci da Silva.
<'onselliu aduiiuistrativo.
Oeooselno administrativo para fornecmento do
arsenal de guerra tem de comprar os objectos se-
guintes :
Para a lortaleza do Cabedello da provincia da Pa-
rahiba do norte.
1 Bandeira imperial de fuelle pequeo.
1 Bita azul para signal.
1 dita branca para dito.
1 dita encarnada para dito.
1 galhardi'te azul.
2 narris de dona fundos.
1 drica de bandeira.
Quen tjaixer vender taes objectos aprsente a
sua proposta em carta fechada na secretaria do
conselho as 10 horas da manhaa do dia 17 do cor-
rente.
Sala das sessSes do conselho administrativo para
fonieciinenio do arsenal de guerra 10 de junho
de 1804.
Antonio Pedro de S Barreto,
Coronel, presidente.
SfbasUi/u Jos tazilio Pyrrho.
Yogal secretario.
UaUHio le arlilharia a o a i
O conselho econmico do mesmo batalhao cn-
trala para o rancho de suas pracas os gneros ali-
menticios seguinbM : arroz, azeite doce, assucar,
bacalho, caf, carne verde e seoca, feijao, fari-
nha, manteiga, paes de 6 e 4 oncas, toucinho e
vinagre; para o segundo semestre do corrente
anno. Todos os gneros deverao ser de primeira
qualidade. Os preleudeutes deverao enviar suas
proponas secretariado mencionado batalhao at
o dia 23 do corrente. Quartel na cidade de Olin-
da, 11 de junho de 1864.
Honorio Bomingues de Menezes Boria,
2- tenente agente.
Pelo consulado dr Portugal publica-se o seguinte
aviso aos iiawijaules.
Pharol da guia junto villa de Casetos na dis-
tancia de 11 kilmetros a O. X- O. da torre de Sm.
Julo, situada na fz o rio Tejo.
Em referencia ao aviso de 10 de levereiro pr-
ximo passado, publicado uo Diario de sboa n. 31,
sao prevenidos os navegantes de que o pharol pro-
visorio, estabelecido na juelta localidade, continua-
r a servir at a noile i 31 de julho prximo fu-
turo, devendo da noite de 1 de agosto em diante,
funccionar como d'antes o auligo pharol da guia.
Pelo consulado de Portugal sao prevenidas as
pessoas a quem pertencerem diversos objectos de
ouro e prata que se encontraram no espolio do fi-
nado subdito portuguez Manoel Jos da Cunha l'a-
rias, para reclama-los dentro do praso de 15 dias,
da data deste, Ando os qnaes, sero os mesmos pos-
tos em leilao por conta do mesmo espolio. Recife,
16 de junho de 1864.
Consulado de Portugal.
Sao chamados os credores do finado Manoel Mar-
tins Carneiro a virem receber o que Ihes toca cm
rateio no liquido do seu espolio.
CORBEIO GERAL
Relaco das carias seguras existentes
na' administran"!! da correio desla
cidade para osseuhores abaiio de-
clarados
Or. Augusto Frederico de liveira.
Braga & A atunes.
Carlos Augusto de Faria Veiga.
Francisco Ignacio Piolo.
Francisco Moreira da Costa.
Guilherme, Carvalho & C.
Br. Igaacio Firmo Xavier.
Jeronymo Ribeiro de Souza
.Joaquim Francisco Santiago.
Joaqaim Jos de CMiveira Mesquita.
Joao Evangelista da Silva Lopes.
Joao Ferreira deOliveira e Silva.
Jos Joaquim Alves de Araorim (2).
Jos* Nogueira da Costa Soares.
Br. Maooet Jos de Menezes Prado.
Marta da Concedi dos Santos.
Para Lisboa e Porto
Sahircom brevidade a barca nacional Marin-
na ; recebe carga a frete, e tem excellentes com-
modos para jsageiros : trata-se no escriptorio
de Manoel Ignacio de Ohveira & Filho, no largo
do Corpe Salto a. 19. \ _________
Rio rauded* Marte e \ss[~
Sahe com brevi4a4e a bareara Nova Esperance,
recebe carga a frete para os pules cima : a tra-
tar na ra da Madre e fieos a. 2, ou na Escadi-
nha com o mt
Para Lisboa
sahlr com brevidade o brigue portuguez Constan-
te, recebe atada aigama carca a (rete e passagei-
ros, paraos qaaettem eicefteotes commodos : tra-'
la-se com Maaoel Igaaeio de Oveira & Filho, lar-
go do Corpo Santo, escriptorio a. 19.
Para Lisboa
O brigue portuguez Laia II, capitao Antonio
Francisco Vieira vai sabir por estes dias por ter a
mior parte do carregameuto prompto : para car-
ga e passagei ros, tratase com E. R. Rabel lo, ra
da Cadeia n. 55._____________________________
Maranho.
O palhabote Garibaldi tem j parte da carga en-
gajada, e para o restante trata-se com Tasso Ir-
maos. j
Para o Penedo.
O hiate Amelia, segu por estes das : a tratar
com o capitao na ra do Vigario a. 5.
AUSOSMfttW.
Illm. Sr. Vogeley.
_erliflco-|ue com suuimo prazer a satisfa-
go que live de tocar uo seu grande piano
de Bord, nos meus cuncertos em Pernam-
buco, um instrumento digno de elogio e
capaz de satisfazer as mais altas exigencias,
em suavidade e torca de voz.
1 Sou com toda a estima seu atiento vene-
rador e criado.
Arthur Napoleo.
LOTERA
Para a Bahia
pretende seguir com muita brevidade a escuna na-
cional Carlota, tem parte de seu earregamento
prompto : para o resto que Ihe (arta, trata-se com
os seus consignatarios Antonio Luiz de Oveira i
Azevedo & C, no seu escriptorio ra da Cruz nu-
mero 1. |
Para o Rio Grande do Sal
pretende seguir com muita brevidade o patacho :
nacional Carolina, tem parte do seu earregamento
prompto : para o resto que Ihe falta, trata-se com
0 capitao Beiarmino dos Santos Pinhelro a bordo,
ou na praga do commercio.
Para o Rio de Janeiro
pretende seguir com muita brevidade o veleiro e !
bem conhecido palhabote nacional Piedade, tem
parte do seu earregamento engajado : para o res-
to que Ihe falla e escravos a frete, para os quaes i
tem excellentes commodos, trata-se com os seus
consignatarios Antonio Luiz de Oveira Azevedo,
ra da Cruz n. 1.
LEILOES.
LEILAO
BE
sobrado de um andar
soto.
iioji:
O agente Pinto levar novamente
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2.BsS-3 =
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B
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m
i

m
S

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e
p
408 10:000S00.
Na vespera do iui lacroso S. Joao Bap-
iista a extraeca.
Tem mais duas sortes de
2:000^000.
U abaixo assignado avisa ao ivspeitavcl
publico que na quinta eira 23 do conenle
mez^ andaro as rodas da 3.a parte da 1.
lotera a beneficio da igreja de Nossa Senbo-
i,i do Rosario da fieguezia de Sanio Aatonio
pelo excellente plano approvado, e abaixo
i publicado para as extraeces das partes de
loteras, quando conveniencias especiaes
venda dos bilbetes o aconselbarem, estando
desde j expostos os iuteiros, meios e quar-
tos, da mencionada lotera na respectiva the-
souraria ra do Crespo n. 15.
Os pagamentos das sortes de 10:0005000
at OSOOO sero feitos, como de costume,
urna ora depois da extracco at i da tar-
de, e os outros depois da destribuico das
listas.
0 tkesoureiro,
Antonio Jun fodrtgues de Souza
PLANO
PARA AS PARTE
NO
GRANDE ARMAZEM
BA
S3.o
* =
O
DAS
LOTERAS
mmm* pelo r\m. sr. prisiwktk
m fmt r*i (TJ tf
/'././
Um
0 cirurgio Leal mudou
a sua residencia da ra do
Queimado para a ra das
Cruzes sobrado n. 36, pri-
meiro andar, por cima do
armazem Progressista, aon-
3,500 bilhetes a I0000.........
Beneficio, sello e commissao O %
3o:0005000
7:000*000
Premio de................
..... i:000000
..... 5005000
..... 200,5000
..... 1005000
..... 40*000
..... 20*000
..... 10*000
1
1 Bitos
2 Baos
5 Bitos
10 Bitos
25 Bitos
45 Bitos
910 Bitos
leilao ser-
vindo'dc base o maior preco obtido no leilao do
dia 14 do mez prximo passado, o sobrado de um
andar esetao da ra de Santa Bita u. 75, perlen- (Je 0 aCUardO C0I0 SemDre
cenle a massa fallida de Jas Antonio Bastos, isto '
s 11 horas do dia cima dito em seu escriptorio
ra da Cruz n. 38.
28:000*000
10:000*000
4:000*000
1:000*000
I :OOQJO00
1:0005000
1:000*000
900*000
9:1005000
28:0005000
60 Ra da Cadeia do Recife 60
..* M.^h0?,ai Te,x,ei.ra Bas,os- '"do de partir para a Europa no dia 30 de juaho, aflm de tratar de
!rmi i tresolv,do a veoder barato e mais barato do que na Europa para liquidar todos os ar-
ngo> ingiezes, francezes e allemes existentes em seu armazem, como sejam : fazendas, miudezas, per-
fumaras dos mais acreditados fabricantes, relogios ingiezes, excellentes correntee e correntSes para
reiogio, aneis e botoes para punhos com brilhantes, braceletes, oculos, face main ermtasoulras obras,
cutiiena lina como talheres para mesa e para sobre-mesa com cabos de metal lino, ditos do marlim e
ae outras qualidades, tesouras unas e caivetes, tesouras modernas para alfaiales, navalhae n> lan-
cetas e outros artigos, sortiraenlo de bacias de metal para lavar o rosto e outros artigue, um rico cha-
fro'a r Cf' S. para ,ardim ^ "lei de mesa de jantar, ricos quadros para saldes, um excellente co-
ire ae erro bastante grande, crystaes finos rumo lustres, candelabros, lauternas com piogeato, i-opos,
SUiK e mu"as oulras Pecas de gosto para adorno de consoles, porcelanas linas, cerno ricos jai ros
para lores, ppparelhos dourados para cha e caf, ditos para jantar, e muitas pecas para enhilar mesas,
grane soriimento de estampas de santos e vistas de differentes cidades da Europa e outros proprios
para sala de jantar, realejos grandes e pequeos, caixas com msica, ricas pecas rom maehinism
para salas, instrumentos de mgicas muilo bem feitos, machinas de pholographia para retratos de dif-
lerentes lmannos, machinas para fazer caf, machinas para lindar tapetes e varr^r o cha, bombas
para jardim, pianos de ires cordas do afamado fabricante Peyel, camas de ferro cora colchio elstico,
grande sortimento de brinquedos finos para meninos, baldes de papel transparente e lanternas colori-
das para illaminacoes a moda de Paris, salva vidas para homens e senhoras feitas de borracha, pro-
prias para quem toma banho em lugares fundos e muitos outros artigos e tudo ser vendido muitissi-
mo barato aflm de liquidar-se inteiramente.
AKMAZEH DE FAZEMUS
DE
Custodio, Carvalho & Companhia.
9 RIJA 1MI QUEIiflAIIO 99
Superiores saias de fusta para senhoras a 5*.
Toalhas de liuho para mesa a 11*500 e 4*.
Lencinhos para meuinos um 100 rs.
Lengos brancos para algibeira a 25 a duzia.
Toalhas para mao duzia 4*.
Bramante de linho vara 2*.
Fil de linho liso vara 500 rs.
Grande pechlncha.
Pegas de enlremeios bordados a 1*.
Tiras bordadas a peca 2*.
Golhnhas de cambra'iaa |C00 e 8C0 rs.
LEILAO
DMA ESCHAVA
IIOJE
O agente Olimpio em seu armazem ra da C a-
deia n. 48, ao meio dia, vender em leilao umaes-
crava de 20 anuos pouco mais ou menos, a qual
engomma c cosinba o diario de urna casa.________
BE
veis e de outros muitos artigos.
HOJE.
No ARMAZK.M III"A A CaUEIA K. 48.
O agente Olimpio far leilao de diversas obras
de marcineiria novas e osadas, e outras de ouro e
prala e de outros muitos objectos de gosto.
Bar principio o leilao s 12 horas.___________
prompto a qualquer hora pa-
ra o exercicio de sua pro-
fissao, chamado por escripta.
IEIIAO
l>K
Ferraiucnt s pura relojoeiros e una
porco de oculos e lmelas Je grao
Sexta-feira 17 do corrente ao meio dia.
O agente Olimpio em seu armazem ra da Ca-
deia n. 48, vender em leilao urna grande porcao
de ferramenta para relojoeiro, e oculos e lunetas
de differentes graos. _____
LEILAO
Corre boje.
Sexta-feira 17 do corrente mez se ex
traliir pelo novo plano approvado pelo
Exm. Sr. presidente da provincia e abaixo
publicado, a primeira parte da primeira lo-
tera da igreja de Nossa Senuora da Boa-
Viagem, no consistorio da igreja de N. S.
do Rosario da freguezia de Santo Antonio.
i Os bilhetes, meios e quartos ncham-se
yenda na respectiva iesouraria ra do
Crespo n. 45.
Os premios de 6:000000 at liJOOO
sero pagos urna hora depois da extracejio
ats 4 horas da tarde, e os outros no dia
; seguinte depois da distribuido das listas.
0 thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
PUNO
Para as partea ordinarias
DE
LOTERAS
APPUOVABO PELO EXM. SR. PHESIBEXXE.
1,000 Premios
2,500 Brancos.
;,500 Bilhetes.
X. B.Os premios maiores de 400*000 cstao
sujeilos ao descont da lei provincial, e os maiores
de 1:000*000 ao da leigcral.
Thesouraria das loteras, 17 de junho de 1864.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souzi,
Precisa-se de um caixeiro para taberna com
algumapratica, de 12 14 anuos: na ra da Guia
numero 42.
Koga-se ao capitao Estevao Jos Paes Br-
relo de mandar pagar os ktogueis da rasa da ra
da Palma, onde morn, e nao pagou um s vin-
tem, embora a mais de 6 mezes licasse de pagar
diios alugueres, alim de evitar a conliuuaeao do
executivo contra o mesmo requerido.
Precisa-se aiugar una preta de meia idade
para vender na ra e fazer algum servico de casa,
na ra do Pilar em Fora de Portas n. 90.
Pede-se ao digno juiz de capellas, que na visto-
| ria requerida sobre as obras da igreja de N. S. da
Uoa-Viagem faga escriminar bejn a parte dellas,
que j exislia antes da coininissiio para contina-
las, da que se tenha feito |>ost-rioniienie, dando-se
valor esta para se oonhecer se j havia carencia
dos 2 conlos e tanto; e lamben) examinar a acta do
ajuste da obra em janeiro do corrente anno ; e
saber da caasa, porque se quer excluir o thesou-
reiro, tendo sido elle nomeado um dos dous meni-
bros da commissao para gerencia das obras,
l'm irmao.
O abaixo assignado roga ao Sr. Joao Flix
da Rosa de ir buscar urna caria que est no cr-
relo geral de Usfaoa de seu sobriuho l'irmino Jo-
s Flix da Rosa.
Miguel Arehanjo dos Sanios. ____
3,500 bilhetes a 6*. .
Beneficio, sello e commissao
20
21:000*00
4:200*000
BE
TERRENOS
Como seja:
1 terreno aterrado sito ra do Alecrim, com 110
palmos de frente e 130 de fundo.
1 dito com 140 palmos de frente o 130 de fundo.
na ra da Concordia.
i dito por beneficiar, com 140 palmos de frente e
200 de fundo, na ra de Betenciio.
1 dito com 140 palmos de frente, 200 de fundo,
sito na ra do Gaz.
Cordeiro Simoes far leilao por conta e risco de
quem pertencer, dos terrenos cima mencionados
em um ou mais lotes vontade dos pretendemos.
e sao convidados estes ao previo exarae, e qual-
quer informacao o referido agente satisfar, cujo
leilao ser effectoado
Terca-feira 21 do corrale s 10 i|2
horas da miuhaa
aporta do armazem dos Srs. Palraeira & Beltro,
largo do Corpo Samo.________________________
DE
Liquido. . 16:800*000
1 Premio de 6:000*000
1 Bito de . . . 1:400*000
1 Bito de . 600*000
3 Bitos de . . 200*000 600*000
6 Ditos de . . 1005000 600*000
12 Ditos de . . 40*000 480*000
26 Bitos de . . 205000 520*000
50 Bitos de . . 12*000 6005000
1000 Bitos de . . 6*000 6:000*000
1100 Premios.
2400 Brancos.
16:8005000
3500 Bilhetes.
. B. Os premios maiores de 400*000 estao su-
jeitos ao descont da lei provincial, e os maiores
de 1:000*000 ao da lei eral.
Thesouraria das loteras 9 de junho de 1864.
O theoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Club PernambMcano.
A reunio familiar do corrente mez, ter
lugar na noite do dia 22.
Joc Miguel da Silva declara que s se respon-
4 pasas tPi-r inS nanea lom- ~ J0*c m*am oa 3ma aeciara 1ue so se respon-
4 Casas le reas eaiirciadS d pOUCO lem- sabilisa pelos alugueii da loja do sobrado da ra
Bireita n. 50 at boje, ese o proprietario nao "
rua Bireita n. 91 receber a chave da dita
ser esta recomida ao deposito geral.
A pessoa que encommeiidou nesta t\|K)gra-
pliia uns recibos para o thesoureiro do 9" batalhao
de infantaria da guarda nacional de Olinda, quei-
ra mndalos buscar, visto ignorar se sua residen-
cia para se lhes mandar entregar._____________
Arrenda-se o engenho Terra-preta na co-
marca de Nazareth, moente e corrente, e lambein
vende-se a safra : quem o pretender dirija-se ao
mesmo eugeuho ou na ra do Pocinho n. 69, no
Becife.____________________________________
Tambera lem caria o Sr. Antonio Matheu
Rangel em mao do escrivo do commercio Manoel
Mari a.
OITerece-se urna senhora portugueza para
ama deliomeni solleiro ou casa depuuca familia :
quem precisar de seus servicos pode procurar
ra da Senzala Velha n. 112, terceiro and ar.
Precisa-se de urna ama
da Cadeia do Recife n. 50.
para cozinhar : na ra
vier!
O abaixo assignado fiTz sciente ao publico que loja ficou a seu cargo.
nao se respotsabilisa por debito algum contrahido
AVISOS MARTIMOS.
\M HE
po, em local vaotajo^o, na Capnnga
i na da Auizade.
Cordeiro Simftes far leilao por conta de nma
pessoa que se retira para fra, dos predios cima
mencionados os quaes lornam-se recommendaveis
pelas mas bemfeilorias, cujas dimenses sao as
seguintes:
1 casa terrea n. 26 com 32 palmos de frente c
oitenta e tantos.de fuudo pouco maii ou menos, 2
salas, 2 alcovas, 2 quartos, cosinlia fra e mais 1
quarto ao lado desta, tendo 1 sino murado em pon-
to pequeo, com cacimba, bomba e tanque e com
bastante arvoros fructferas como sejam : laraogei- leite : na ra da Cruz n. 87.
ras de d,iversas alidades, roaogueifas, jaf ueiras, \ Antonio Jos Dias e .Luiz Alves Vilella, abai-
sapolizelros e outras militas que se tornam enfado- xo assgnados, azetn eciente ao respehavel pot>lco
nho mencionar. | e oora esperialidade ae coitpo do commercio, que
3 ditas junto a mesma cima ae ns. 23, 24 e 25 ne<;ta data di&olveram amigavelmente a sociedade
tendo cada urna 25 palmos de frente e 48 de fUH- qHe |nham na rektaco da roa das Larangeiras n.
do pouco mais oa meods, 2 salas, 1 quartos, cos- ^ que KyraVa soba razao social de Bias & Vilella,
nha fra, quintal com cacimba etc. ficjodo "0.-s em diaate peVlenceHdo dito estabele-
Tcrca-feira 21 do Corrente S 10 ll2 cimento aoex-socio Antonio Jos Dias, como seu
Iiui-i I. in-mh-'fi ,proprio exclusivamente, e a cargo do mesmo a li-
mii.oud uianiidii I quidacao do activo e passivo da extiocU firmaso-
portado arraanm dos Srs. Palaieira & Beltrao ca| como unjC0 responsa"el.
Precisase de urna ama para todo servigo de
urna casa de pouca familia; tratar na ra das
Larangeiras n. 5 primeiro andar._______________
Precisa-se de urna ama de leite : na ra I i-
pen a I, sobrado n. 87.______________________
A pessoa que annunciou comprar urna casa
no Mangainho ou Capunga, dirija-se ao pateo da
matriz de Santo Antonio n. 8.
Joaquim Ferroira de Araujo Guimaraes faz
'oja'! soiente a respeitavel publico e principalmente ao
corpe do commercio, que e activo e passivo da sua
Precisa-se de um negro para ajndante de co-
em seu nome, quer seja por seus escravos, qoer ha no hote| r^vado?, ra larga do Rosario
seja por qualquer outrap^ssoa. numero 44.
ntonio Amerto de Sonz* Aguiar.
Precisase de urna ama
que tenha muito e bom
largo do Corpo Santo.
Companhia Pernamlmcana
DE
!aTcgacSo costelra a vapor.
l'arihiha, Natal, Maru, rwaty, Cear e Acaracu'.
Xo dia 22 do corrente s 5
loras da tarde, segu o vapor
Uamamiunpi: eommandaote Mou-
ra. Receber carga at e dia 21.
______ Euooiumendas, passageiros e di-
oheiro a frete. at as 2 hora da larde do dia da
ahida : escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
Paraollio de Janeiro
o novo e v lacho Plijcena, capitao Cypria-
no ntonio de Quadros, segu com brevidade ; re-
cebe carga a frete e e>cravos, para os quaes tem
expelientes commodos : tratase com Miguel Jos
Alves, ra da Cruz n. 19.
Qnarta-feira 22 dejuniios 11 horas
i-in da Cadeia n. ;'i
_
Urna casa terrea n. 1 sita ma de
Aguas Verdes, chao foreiro a 8. le-
dro, rende 300 >'.
t duas meiasagtia-'de 21 e 23 na ra
das Calcadas;'chao foreiro, patrimu-
nio de orphaos, rende 84-1* por anno
cida una.
Pelo agente Huzebio so vender em leilao. pelo
maior prego que se adiar a casa terrea n. 1 sila
ra de Aguas Verde.-, 2 salas, 3 quartos, cosioha
fora, cacimba e porto para a ra da Vtragao, ,e
Antonio Jos Bias.
Luiz Alves Vilella.
Precisa-se de urna ama de lei le : i ra de
lionas n. 130.
Prerisa-se de urna ima para casa de um
mogo solteiro : na ra da \urora n. 54.
Aluga-se o terceiro
ra do Trapiche : a tratar!
casa.
: ndar da casa n. 48 na
no armazem da mesma i
Precisa-se de urna criada
que saibacezinhar e compar
Amaro (Mundo Novo), sob ado
Br. Sabino.
Arrenda-se urna cas;
margem do rio Capibaribe,
do Monleiro, com 6 salas.8
zal para escravos, quintal
pira, e balitante terretio parh plaptacao, e
fracturas : 'a tratar na rir
do andar.
Joao da SivaBams, medico pela Un
versidade de Coimbra, d consultas em
sua casa das 9 s 11 horas da manhaa, e
das 4 s 6 da tarde. Visita os doentes
en suas casas regularmente as horas
para isse designadas, salvo os casos ur-
gentes, que sero soccorridos em qual-
quer occasio. B consultas aos pobres
que o procuraren! no hospital Pedro II, |
aonde encontrado diariamente das 6
as 8 horas da manhaa.
Tem sua casa de sade regularmente
montada para receber qualquer doente,
ai oda mesmo os alionados, para o qne
tem commodos apropriados e nella pra-
tica qualquer operacao cirurgica.
Para a casa de sade.
Primeira classe 3000diarios.
Seguida aita.... m *
Terceir dita....J|W|)
Este estalieleciraeriTo ja "Lem acredi-
tado polos bons servicos que tem pres- I
tarto. lfi
O proprielari qBuera-qu elle conti-
nu a merecer a confianga de que sein-
pre tem gozado.
O Mr. Poace de i.eon.
O Sr. Antonio Carlos Pcreira de Burgos Ponce
de Len insiste em fazer persuadir ao publico, que
eu me separei de sua companhia e Ihe propuz ac-
gao de divorcio, sera que para isso tivesse motivo
algum fundado, mas arrastada to smenie par
movimento estranho, chegando sua velleidade ao
ponto de inculcar, que eu vivo sob a presso da
vootade de meus pais, e que s pelo invencivel
temor que estes me inspirara que ainda nao me
reconciliei ostensivamente com elle, quando alias,
em particular, vivemos na melhor inlelligencia.
E de tudo isto tira elle motivo para me inrommo-
dar de novo, propondo-me urna aegao rescisoria do
divorcio, na qual allegou as mais revollanies falsi-
dades.
Pedia o deeoro que eu me absiivesse de irazer
luz publica esla desbragada questao, que o Sr.
Burgos tem procurado dar una triste celebridade.
Entretanto, forrada pelo indigno c insidioso pro-
cedimento do Sr. Burgos, venho. bem meu pe-
zar, fazer peranle o publico as seguintes solemnes
declaracoes, que serao repetidas sera in crrupgao.
emquanlo o Sr. Burgos nao se convencer de que
deve deixar-me viver tranquilla e soregada. Nao
quero, com meu silencio, dar urna appareucia de
verdade ao romance que o Sr. llurgos inveolou e
espalha, e favorecer assim os seus tenebrosos pla-
nos.
Eis aqui as miuhas declaragdes :
Sahi da companhia do Sr. Burgos e refugiei-me
na casa paterna para Ihe propor a accao Je divor-
cio, nao porque fosse isso movida por vontade
estranha, mas sim era razo dos incomporlaveis
mariyrios porque rae fez passaro Sr. Burgos, du-
rante dez longos annos que vivemos juntos. Sahi
de sua companhia por causa de suas re|>eldas e
escandalosas infidelidades; sahi porque j estava
caneada de soffrer toda a sorte de mos tratamen-
tos;'sabi porque a minha vida corra imminente
perigo ; sahi porque nem o meu corpo, nem o
meu espirito tinhara mais Torcas para supportarto
longo e insolrivel tormento ; sahi, finalmente,
porque j tinlia pago com usura o passo impru-
dentissimo, que dra, e de que muito me tenho ar-
re|>endid, em casar-me. contra a vontade de meus
prenles, cora o homem mais refalsado que o cu
cobre.
Em tudo quanlo lenhe feito este respeito, meus
pais nao figuraram senao como meus naturaes pro-
tectores. Quem sabe que tive firmeza e resolugo
bastante, para casar-rae, ainda menor, contra a
vontade de meus pais, nao acreditar certamente,
que boje, flote annos depois de meu casamento,
seja constrangida. por vontade de meus pais, a vi-
ver separada do Sr. Burgos. Elles, pois, nao exer-
ceram e nem exercem a menor violencia sobre a
minha vontade, a qual nunca foi mais livre do
que na resoluto que tomei e conservo de viver
completa e perpetuamente separada do Sr. Burgos
Vivo tao satisfeita c feliz em eompanhia delles,
quanlo possivel urna pessoa, que tem muitos
e grandes motivos de desgasto, e era lodo o caso
infinitamente mais satisfeita e feliz do que viva na
companhia do Sr. Hurgo-.
Faga, portanto, o Sr. Burgos, o que Ihe suggerir
a sua at hoje nao igualada malicia. Finja a minha
letra e assiguatura, para inculcar que Ihe escreyo
cartas : diga que vivo opprimida por meus pais,
mas que entretanto o estimo e almejo pela nossa
roconciliagao ; compre testemunhas para irem de-
por aquillo que lhes d a estudar por escripto ;
prive-me da doce satisfacao de ver meus filhos e
de os ter em minha companhia; invente finalmen-
te quanto sua frtil imaginaco parecer conve-
niente para attngir o Gm que se propoe. Com
tudo isso, e concedendo mesmo que nio houvesse
justiga na trra, s poderia lograr o seu fim prin-
cipal, que maullar a sentengade divorcio, e res-
tabelecer a eommunhao de bens, para ter o direi-
to de participar da pequea heranga, que me ha
de vir por morle de meas pais, qnem Beos, por
isso mesmo, para martyrio do Sr. Burgos, ha de
conservar a vida por muitos annos.
E nao conseguira senao isso, pois que nao ha-
vera poder algum sobre a trra que me obrigasse
a viver mais com um ente, quem, por tantos e
tao justos motivos, do fundo d'alraa aborrego e des-
preso.
Tltereza Adelatde de Siqueira Cavalcanti.
Pedido polica.
Adiase fgido desde o dia 15 de junho o cabra
escravo de nome Seraphim. com os signaes segua-
les : corpo reforcado. altura regular, o rosto com
marcas ic bexigas, e tem o p esquerdo defeituo-
so, levou chapeo de couro e diversa- roupas de tra-
balho. A senhora do escravo moradora na Sale-
dade u. 22, e pede a polica e a todos os capiles
de campo lodo o interesse, qne prometle boa gra-
tilicago.
Isabel Gongalves do Bego Barros.
i luyase
O sobrado de um andar da ra dos Burgos n.
29 no bairro do Becife : a tratar na ra da Cadeia
numero 35._________________________________
Perdeu-seo meio bi Hiele da loieriade N. S.
da Boa-viagem n. 2698, garanlido; uo caso de sa-
bir premiado, roga se ao Sr. iheeoureiro que nao
pague senao ao abaixo assignado ; cujo blhete
nao ton assignatura.
Francisco Antonio Vieira da Silva.
Precisa-se de urna ama que cozinhe, para ca-
sa de homem solteiro : na ra Bireita n. 78, reli-
naco.______________________________________
Sr. Caiin,
Ih'spondo ao annunrio de 10 u 13 que puzestes.
Tenho i reapoaU que vos devia dar prompla,
porm, como entre mouros ha christos e pelos
sautos nos beijaiuos as pedias, por i-lo deixo do
vos responder como queria, s sim direi alguma
cousa a respeito dos orphos desvalidos como di-
zes e tambera recordando-vos pois sei que sois
muito esquecido por isl vos lembro que haver 3
mezes que vos seduzisles a escrava dos orphos
para que fosse se ter em Goanna com o juz e que
esta pedisse mudanga de tutor o que esta muilo
bem o fez insinuada por vos e do que resuliou que
fui citado por um mandado do mesmo juiz para
prestar comas o que promptamenle fui presta-las,
haver um mez, slo foi na era era que vos pre-
tendas ficar com a i Iba e que nao pudestes, e o
digno juiz julgou por sentenga as ininhas contas e
inandou-me que continuasse, enlo fez-me entrega
da dita negra, agora sobre vos dizeres que o or-
phao pastora gado, isto nasce de vossa oveja Sr.
Cahim, pois tenho um homem para este fim co-
mer e vestir mal, isto era razao das posses do
pobre tutor e anda mesmo assim tende-vos assen-
lado muitas vezes nesta humilde mesa com o tutor
e os mesmos orphos, sobe illudir a Santa Casa da
Misericordia como dizeis nada fizestes por esta
nunca possuir criacao de gado e sobre Illudir o
publico nao percebo, pois uo tenho rabo de palha
e se o tenho locae fogo, em fim aconselho-vos que
facas^saenficio por vos e urna vez cada da levan-
lae as vistas aos cos que haveis de ser valido e
nao para o que os mais raettem na bocea dos
seus filhos. O rendeiro da ilha
Francisco Gomes l'erreiradeS Leitao.
Bo engenho Giqui furtaram em dias desto
mez, um burro, rugo pombo, nao grande e tem
algumas pisaduras as costas, cujo ferro c urna
letradj nao novo: quem o entregar ra
ova n. 32, ou na ra do Crespo n. 19, ser bem
recompensado.
Monte Pi Portuguez:
A directora provisoria, tendo j onfiado a urna
commissao o trabalho da organsacio dos estatutos
julga todava conveniente scientificar desde logo a
todos os seus compatriotas o seguinte :
1.* S serao socios effectivos os cidados pottu-
guezes.
2. A joia ser de lOft o a toensaldade 6c
500 rs.
3. Os socios terao direito aos beneficios da so-
ciedade quando (achando-se desprovidos de re-
corsos) esliverem deseinpregados, doentes ou
presos.
4.* Aquellesque, por motivos graves ou moles-
tia perigosa, tiverem necessidade de se ausentar,
sero pagas as despezas de transporte com com-
modidade e decencia, ou para outras provincias do
imperio, ou para paiz. eslrangeiro.
5." Fallecendo qualquer socio, far-se-lhe-ha um
enterro decente, se elle nao deixar meios para
isso.
6> A sociedade prestar igualmente soccorros,
" me-
v a qnem tocar.
Nao nos negocios do Estado, mas nos da fami-
lia, que a mulher deve mostrar o seu juizo e a sua
prudencia, ella se torna mais interessante pelo seu
pudor, modestia: e candura, se amavel e virtuosa I em quanto onecessilarem, as" viuvas e ilho
ella, o objecto o mais encantador da natureza. I nores ^ Ocios que fallecerem em penuria.
Se quando a mulher se irrita, muda de- -sexo, presentando esla idea geral dosjinsj
perde tambem a estima das pessoas sensatas, quan-
do faz fallar de si, na razao do buticio que ella faz
no mundo.' Ella brilha quando recatada, mas
.presentando esta idea gerai nos m w a so-
ciedade tem em vista, e havendo ofHc.adoisco.n-
rnissoesnomeadas nos diversos bairros defta cida-
de para mee pedir o seu valioso aiinH cqui-
desde que trata de se deixar ver e conhecer por eigao de socios^ direc1l0^,,1^'r< i?0T!l*ul',',
actos dignos de censura, despreza-se, e nao se re-
para senao em seus defeitos.
(Mximas do C. Bastos.)
livre ou escrava
na ra de Samo
onde morou o Sr,
e sitio no Barbalho
confronte a povoat.ao
quartos eslribaria, sen-
murado, baixa i-ara ca-
i*&n&:**tt& I ^Smabc^e^aV :rSem ^er ^
21 e 23, seAcham lodas em bom estado; os pre- h
tendentes sao convidados ao previo eiame aflu de j ze'este negodo 'H^ ra.ti Vgo n. 17,
aproveitar a pechineha. armazem, que la se Ihe d
d Apollo n. 1. segun-
juros dando-se
iua attenco.
O abaixo assignado avisa a todos os seus deve-
dores em geral, de. maiores e menores quantias,
assim como de letras ha muilo vencidas, que ve-
nham no praso de 15 das pagarem a ra Bireita
n. 91 os seus dbitos, e se assim nao o fizerem se-
rlo seus nomes publicados por este Diario, o de-
pois executados sem di-tinecoes de pessoas ; fago
o presente annuncio para que depois nao se quei-
xem do-Jos Martins da Silva Bornes.
Grammatica tgleza e ptrln^ueza.
D. Appleton & C. |ivreiros,editores im''0'1^-
res era ftexv-York, Estados Luidos da Amenr-.i,
acabara de publicar um novo melhodo para o> in-
giezes apn-nderem a lingua portugueza por E. K
Granerl. 1- vol. 12 mo. .
te hrro, a ro''lh9r at hoje publicado e ex-
pressapieete iniewsso pera supprir n inmensa tal-
la que lia d um. yraiuraaiica ingleza e porta-1
gneza, para iqnelle's qnfi fallam o inglez e que de-
sej.im aprender a lingo nortagueza.
B. Appleton & C sao os editores das obras era
hespanhol para educago muitissimo usadas uo
sul da America. Tambem publicara os molhores
albuns para carines de visita._______________
Antonio Jos Leal Neis vai Europa, e deixa
encarregado aos Srs. Leal Irmao a gerencia da
sua casa conimercial. _______
MXTE'iMO ACADMICO?
Por ordem do Sr. Dr. presidente convido 4^to|
dos os Srs. acadmicos era Reral que comparecam
domingo (19 do corrente) no consistorio do con-
vento un S. Francisco rUHioque deve ter lugar.
O Io secroiario,
Amanrio C. de Cantalici.
co'adjuvaco e dacrisolado patriotismo dos Ilus-
tres cavalheiros a quem se dirigi, e e todos os
seus compatriotas em geral.
Alm das pessoas noraeadas, qualquer cidadao
portuguez que pretender contribuir para o de-
senvolv ment de lo nli assonacao aogariando
assignatura e demonstrando assim o interesse
que Ihe mererem as cousas da nossa chara patria,
poder para esse lim obter lisias impressas, diri-
gtndo-se ao Gabinete Porlugoez de Leitura, oh a
casa da secrelai io, ra da Cruz n. 23, uriiaeiro
audar.
A todos, em geral. quo receberem lisias, rog a
direeloria o especial obsequie de as devolverem
opportunamenle, ou acooipauhadas de ottrio. ou
simplesmentc asignada-, para a directora ler
M-ientia dos cavalheiros a quem Ihe cumpre tribu-
lar os s Becife. 3 de junho de 1S6*.
Jos da Silva Loyo,
Pr Joaquim Geranio de Basles.
.__>- reiari o.
__
Tioge-se com perfecSo para qualquer
eflr, e o mais barato possivel: na ra do
Rangel n. 38, segando andar.
ffiILADQ



Diario de i'emamkueo sexta lelra 1? fe Junho de 184.
W"f
C\S4 1)4 FORTUNA
Grande
fabrica
AOS 6:000,000
Bilhetes garantidos
A' roa dw Crespo n. 23 e casas do costme
O abano assignado tendo vendido nos seus mul-
to felizes Mneles garantidos os dous quartos de n trada de Joao de Barros; ta fabrca apromp
391 com a sorte de 3:000* e os meios n. 23 e 2714 ,ase ,odae *ln*,,Icr cnromn,endt8, nJS fifi"
om a orle de 500* contras sorles .le aiOA com ma,pr esmero c Presleza. seJa Para dentr0
lM MeS da lotera ex Simara"vS ou fra da provincia : recebem-se as encommen-
Pedro, convida aos possuidores de ditos bilhetes *^^
a vircm receber sen- respectivos premios sem os I IMjflt MBH
descontos das leis em seu eslabelecimento ra
do Crespo n. 23.
O mesmo tem exposto venda os novos e feliies
bilhetes garantidos a beneficio da igreja de Rosea
Senhora da Roa-Viagem que se extrabir sexta-
feira 18 do correnle pelo novo c excellente plano
approvado.
Presos.
Bilhetes inteiros..... 74000
Meios......... 3*300
Quarlos........ 1*900
Para as pessoas que comprarem
de 100* para cima.
Bilhetes........ 6*500
Meios......... 3*230
Quartos......, 1*700
Manecl Marttns Fiuza
ttILHO
novo e farellt.
Vende-se milho novo e farello por proco mais
a arTzenSS^^J^J^^one
do Mattos.
*og5es eco
a me r lean
Vendem-se na fundigo da
a 10, 13, 20,23 e 305 cada u
g DENTISTA DE PARS
iiRoa Nova-19
At que ch '"oh
Fredcrico Gautier, cirurgio dentista,
faz todas as operacoes de sua arte, e col-
loca dentes artificiaes, tudo com superio-
ridade e perfeicao, que as pessoas enten-
didas lhe reconnecem.
Tem agua e pos denuncio.
um grande sortimento de bico
i novo modelo chamado (guip)
' pode desejar neste artigo e quel
rato
n. 7.
na loja do gallo vigilante ra do Crespo
micos
s.
ua do lirum n. 84,
baratissiino.
renda preta de
melhor que se
se vende muito ba
iscriptorio de M. J.
para vender o se-
AITonso Guerra, subdito
Italia.
Italiano, vai para a
- Manoel Itaymundo Penaforte, solicitador pro-
visionado pelo Exm. Sr. presidente do tribunal da
relaco e do eommercio, pode ser procurado para
I Na ra do Vigarlo n. II
I Ramos e Silva & Genros, tem
guite |
Superior vinho do Porto em baijris de 10.
dem idem dem em caixas.
! Cera de Lisboa em velas.
-Aluga-se um sitio na estrada da Ponte de Ricos e elegantes pianos.
Uchoa e a margem do no pouco adianto do Illm., Balancas decimaes.
Sr commendador iSery Ferreira, tendo banheiro,' Algod^ da Bahiafpara saceos e
palanque, galinheiro e outras acommodacoes; e -------------------------------
outro dito no Monteiro, em frente ao oitao da igre-1 Vinho do Porto su| lerior
ja : a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Sou-, em raixas de urna e duas duzia : tem para ven-
za, ra do Crespo n. lo, ou estreita do Rosario nu- der Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C no seo
mero 32. escriptorio ra da Cruz n. 1.
'oupa de escravos.
Na praca da Independencia, loja de ourives
n. 33, compram-se obras de ouro, prata e pedras
o exercicio de suas funeces na ra'do Livrainento preciosas, assim como se faz qualquer obra de en-
n. 23, segundo andar, das 7 As 9 horas da manhaa, commenda, e todo e qualquer concert, e igual-
e das 3 horas s 3 da tarde. mente se dir quem d dinheiro a premio.
Fazem-se bolos de bacia de todas as qualida-
des, e armam-sc bandeijas com a inaior prompti-
dao e ateio a contento das encommendas, por pre-
sos muito em couta : na ra de Santa Hita n. 10.
ram mmm mmmmm
fg Maques sobre Portugal.
S O abaixo assignado, autorizado pelo g
Banco Mercantil Portuense. e na ausencia
3 do Sr. Joaqun) da Silva Castro, saca ef-
nga feclivamente por todos os paquetes sobre
B8 as pracas de Lisboa e Porto, e mais luga-
I res do reino, por qualquer summa vis-
ns ta, e a praso ; podendo, os que tomarem
S saques a |iraso,receberem avista, no mes-
H ino Banco, descontando i 0|0 ao anno: na
Bloja de chapos da roa do Crespo n. 0, ou
na ra do Imperador n. 63, segundo an-
B dar.Jos Joaquim da Costa Maia.
ATTMQAO.
Precisa-se de 600* a premio com hypotheca
em urna parte de um sobrado : quem pretender,
dirija-se rua Nova n. 30, olllcina de marmore,
que se dir quem faz o dito negocio.
ATTEINCAO.
Para a Testa de Santo Antonio, S. Joao, S. Pedro
e Sant'Anna.
Para fazer bolos, vndese maksa com toda lim-
peza e perfeicao : ua abobada la Penha, janella
que tem tres irascos de vidro n. 17 ; e igualmente
tem mandioca, e vende-se tanto e m porcao como a
retalho.
\mM mmmmm
Attetico.
Prccsa-se de um escravo para o servico interno
e externo, ou de um criado para o mesmo lim :
na ra do Queimado n. 29.
Precisa-se alugar urna escrava para lavar e
engommar, c fazer o servico interno de urna casa
de pouca familia; quem a'tver, dirija sa a Santo
Amaro, casa de C. L.Cainbrone.________________
Precisa-se alugar urna preta que saiba cozi-
nhar e engommar : quem a tiver, dirija-se ra
po Trapiche n. 4, que achara com quem tratar.
ALIGUEL.
Precisa-se alugar urna preta escrava de meia
idade para o servico de pouca familia : na ra do
Livramento n. 31, segundo andar.
r va* va va* ><>*< B*Vy3
COMPRAS.
Compra-se ouro e prata em obras velhas
paga-se bem: na loja de bilhetes da pracada Inde
pendencia n. 22.
Compram-se
as seguintes cadernetas do Archivo Pittoresco de
Lisboa :
o anno, de 1862
Nfl. 3,4, 6, 8, 9 e 12.
6 anno. de 1863
Na 7, 8 e 10.
Dirigir-se /na Bella n 37, sobrado de 2 anda-
res, a qualquer hora da tarde.
O K1V.I.L
' A Aguia branca na ra do Quei-
mado n. 8 reeebeu :
Talagarca, seda frouxa, e froco para bordar.
Linhas e agulhas para crochet.
As afamadas agulhas parisiense, imperial e
. Victoria.
Carteiras com agulhas de Igual superondade.
Agulheros e dedaes de marflm e madreperola.
Retroz em carriteis.
Allinetes brancos e prelos em caxinhas.
Tesouras finas de ac pollido para unhas e cos-
tura.
Caivetes com lima, e folha pequea para lim-
par unhas.
Pinceis finos cabo de osso e raarfim
barba.
Escovas finas dito-dito dito
limpar denles.
Ditas ditas dito de madreperola para limpar
pentes.
Pentcs de marfim para alisar e tirar piolhos.
Ditos de dito com chapa de metal paia limpar
os mesmos.
Facas de marfim para papel.
Raspadeiras com molla e cabo de marfim.
Pastas pretas coloridas para papis.
Linhas pretas lustrosas, a melhor que s pode
encontrar para machinas, em carreteis de 200
jarda?.
Papel para folhas. e rosas, tendo algum ra-
fado.
Folhas avclludadas e de panno para dita.
lo i es de cornalina
e outras qualidades para coletes
A Aguia branca acaba de receber um novo e
para
e madreperola para
Aeuco
O dono da loja do Beija-flor, na rna do Queimado
n. 63, acaba de abrir um outro espacoso eslabele-
cimento de miudezas na mesma ra n. 69, por fsso
avisa aos seus freguc7.es o amigos, que nestes dous
eslabelecimentos encontraro sempre grande sorti-
mento de miudezas, perfumaras e objectos de gos-
tos; e vender sempre mais barato que outro qual-
quer, como abaixo se ver.
Pentes douradosde travessa.
Delicados pentes dourados de travessa para me-
ninas a 1*500 cada um, ditos sem ser dourados a
300 rs. cada um : as lujas do Beija-Oor, ra do
Queimado ns. 63 e 69.
Volliuhas de aljofares.
Lindas voltinhas de aljofares com crazes de pe-
drinhas imitando a brilhantes a 1* cada urna : as
lojas do lleija-flor, ra do Queimado ns. 63 e 69.
tovas de Joovin
Chegaram pelo ultimo vapor as desejadas Invas
<> vigilante esta alerta, nao lhe era permctdo de Jouvin de todas as cores, tanto para homens
Qeixar passar desapercebido sem que nao dsse o como para senhoras : as lojas do Heija-flor ra
seu canto afim de annonciar ao respeitavel publico do Queimado ns. 63 e 69.
o grande sortimento de galantarias do melborgosto Taloeres ara meninos
propiamente para qualquer mimo, que acaba de Vcndem-se talheres de cabo de baanco para me-
filEM
chegar neste ultimo paquete, assim como muitos
outros objectos que recebe por diversos navios,
tanto de sua conta como de consignaejio, que est
resolvido a vender por precos muito baratos para
vender muito e ganhar poco, e dar extraceao ao
grande deposito que tem, que espera merecer a
lojas do Beija-Qor,
nios a 280 rs. o talher : as
ra do Queimado ns. 63 e 69.
Colheres de metal principe.
Vendem-se colheres de metal principe muito fi-
as para sopa a 3*600 e 4*4110 a duzia. ditas para
^rrnl0nf?ment0daqUelleSTeca,d0sb0l6e/de P*tf d rcspeTtavel publico, emprega^o ra SjS a ** cwo a duzia- di,as l^a'assu.ar a
- Lo todas e as melhores diligenc.Tpa?a qu fi 3(K) rs" ^ uma- dlas para terrina a 2* cada
quem satisfeitos : isto s no Gallo Vigilante ra 'J'"?; e.s?,,|uei" v?de, I01' "^ l*rec<)s ,! as lojas
do Crespo n. 7. do R^'ja-flor, ra do Queimado us. 63 e 69.
Compra-se um inoxo para piano : ua ra do
Cabug n. II, botica.
Compra-se o peridico Liberal Pernambucano
n.. de 13 de jullio de 1858: na ra do Queimado
n. 38, escriptorio.
Compra-se urna escrava que lenha de 25
30 annos, que cozmhe e engomme com alguma
perfeigo : a tratar na ra da Senzala Velha nu-
mero 94.
VENDAS.
Kua do Queimado n. !
acabando a pecliicha.
Pe$as de bico com
a 200 rs.
PARA $ JOAO.
JORGE VCTOR JNIOR
Professor de piano
Rii \ora n. 95.
m m
MM-mmmi: mjmmm
Perdeu-se urna tira de couro que sers-e de
coberta de um cabriolet, o que parece ter tido lu-
};ar desde o arco da Conceu;ao at a ra da Auro-
ra : quem o achou tari especial favor manda-lo
ao largo da Assembla, armazem de asucar. que
se gratificar.
Vendem-se caixoes vasios a
cada um : na ra das Cruzes n. 41. I
Vendem-se cinco volumes do Archivo l'ilo-1
resco, sendo qualro encadernados, e o ultimo em
cadernetas : na travessa da Matriz de Santo Anto-1
nio n. 14.
Eeijlo a
Vendem-se saceos com 22 cuias de feijao mula-
tinho e rajado, pelo barato prego de 6*, pechiocha
igual lempos nao apparece neste mercado, por-
tanto cheguem ao barato antes que se acabe : na
ra da Madre de Dos us. 5 e 9.________________
- Vende-se a taberna sita na ra de Ilorlas n.
100 : a tratar na mesma.
Sa/ do ss
A' bordo da patacho Andr, defronte do Forte
do Matto ancorada: tratar bordo ou na ra do
Vigario armazem Naval n. 1.
uvas di: pi:i.lici
Para liomens, mulhercs c meninas.
A Aguia-branca, na ra do Queimado n. 8 rece-
beu luvas de pellica, para homens, mulheres e
meninas.
Machinas de differentes taraanhos de papel de
seda coloridas e transfiarentes e lauternas colori-
' das de varias formas, proprias para os festejos de
1S. Joao: no armazem da Exposigo de Londres n.
1:760 60> na rua da ,:adeia do Recife.
algo-
Aviso importante.
I ls administradores da massa fallida de Francis- j
ce Gomes Castelao, estabelccido que fui com loja
de lotiea e loja de calcado na rna do Rosario, fazem
sabir os senhores devedores da mesma massa,
que vio proceder a cobranca amigavel das dividas
at o lim do correle mez, depois do que procede-
rao judicialmente ; por is.-u rogam aos mesmos se-
nhores devedores de virem payar seus dbitos na
rua da Cadcia n. 37. Outro sim, constando ad- tt(lf) rCWC
ministracao que o Sr. Antonio Jo.- Moreira Pon- Q p,,rpra ,' Vnm aroiai
Sfite SSSnWSS de Sos SIZ *SE3Z "ZT* S11* J**. fbulas o bom homem Ricardo,
i livrr! n S antn-cram 2o eStorio e S de reei'ber Pe!o ulliino vPr a coslumada e fres- qnadrupedes ute.s moral prat ca, o professor pri-
do SSreviJSflol SoS^TvSieS ca pitadaUo pri"ceza de **#**> "> 'bra neste mano, S.mao de Nantua, mximas e pensamentos,
r esUbelecimento e a relalho : na rua larga do Ro- da hygiene, receitas necessanas, o Brasil: vende-
Vende-so o deposito de charutos da rua do
Fogo n. 18: a tratar no mesmo.
o manual do plantador do
do, |ir Tnrner, contendo os
seguintes captulos :
Io Methodos ordinarios da cultura do algodo.
2o Systema aperfeifoado da cultura do algodao
pelo Dr N. B. Cloud.
3o Historia natural do algodao, suas especies, e
variedades.
4 Molestia e insectos destruidores do algodao.
5o Analyse da planta de algodao com relajo a
applicaco dos estrames, etc.
6 Consumo do algodo e trafico do algodao.
7o Historia do algodo e do engenho de algo-
dao.
esta obra urna compilaco dos artigos de jor-
naes de agricultura, e em geral dos melhores es-
criptos que nestes ltimos annos tem sahido luz
nos Eslados do Sul da Unio Americana acerca da
cultura, produeyao, eommercio, historia natural,
analyse chimica, e tudo mais quanto diz respeito
este importante genero de produeco agrcola.
Pode-se dizer que este Manual a obra mais com-
pleta que existe sobre a materia, sendo ao mesmo
lempo Iheorico e pratico, e encerrando todas as no-
ticias relativas scmclhanteassumpto.
Vende-se a 6* o exemplar, na livraria de M. F.
de Faria & Filho, prac da Independencia nme-
ros 6 e 8.
cornalina brancos e encarnados, chatos e redon-
dos para coletes, cujas abotuaduras cootinoam a
ser vendidas pelo coramodo e inalteravel preco de
2* cada urna.
Alm desses recebeu lambem outros de madre-
perola, massa e osso, com difieren/es moldes para
o mesmo Dm.
J se v, pois, que o prctendente munido do di.
nheiro achara sortimento vontade na rea do
Queimado loja d"Aguia branca n. 8.
S.4PAT0S DE BUtKsCIM
a I0OOO, 105OO e jjfoOO o par
na rua do Queimado loja d'Aguia-Branca n. 8.
15U SIMIOS t CAIXIXIIAS
com perfumarlas.
Na rua do Queimado n. 8 loja d'Agua-Branca, os
freguezes munidos de dinheiro encontraro, boni-
tos bausinhos cobertos de couro e com 6 frasqui-
nhos de extractos por 1*300 cada um, c outros
cobertos de papelo com 9 frasquinhos por 2*000
um; caixinhas com 6 frasquinhos de diios
IO00 urna, outras com 12 ditos por 2*000
Ricas porla-joias.
Cofre de muito gosto por 16*000
Cestinhas transparentes, forradas de madre-
R-perola por 18*000
Lindas jardineiras 10*000
Ricos cofres com camapheu IO(MKl
Lindas caxinhas com pedras brancas 10*000
Lindo balo com calunga deulro tambem
16*000
*O00
6*000
6*(MKt
C-5000
para joias
Tambalier para ditas
Cestinhas dem dem
Cosmorama idem idem
Urnas! oba
S no Vigilante, rua do Crespo n. 7.
Ricos porta-bouqueies de diversos gostos e pre-
sos : s no Vigilante, rua do Crespo n. 7.
Ricos siolos
com bolcinhas ao lado a 10, 12 e 15*, ditos sera
Por: bolga, porm do mesmo goslo, a 2*500, 3*, 3*300
na>! e 4*, ricas flvelas avulsas para sintos,
Caba/.es OU ceslinlias.
outras com 3 ditos, cuja coberta parece' tartaruga; | ^*' "^del^mTl^m m^a^TIa'
a 1*500 cada urna, e outras com pastilhas de chei- ?J no V "lintJ^S do Cre^' ^ 5
ro a 500, 1*000 e 2*000.
Caivetes finos de cabo de madrepero-
la e Por estarera tocados de ferrugera vendem-se a
500 rs. caivetes finos com cabo de madreperola e
duas folhas : na rua do Queimado, loja da aguia nAf1
branca n. 8. t rentes.
EnvelODOS liimhiliK P (u-li^ oam Um. Nesle ar,ig0 lem um PraDde sortimento, tanto
Duvciopts uoruduos e tarioes com oei-; para alisar (.omo para atar cabell0) 0 mais lindo
ras douradas, I que se pode desejar, assim como de arregacar ca-
Na loja da aguia branca, roa do Queimado n. 8,. Dello> tanl de borracha como de tartaruga, com
achavam-se venda bonitos envolopes bordados e i enfeile e mn clle Para meninas: s no Vigilante,
candes com beiras douradas, tendo de uns e de rua do Crespo n. 7.
outros, maiores e menores, proprios para partici- PentCS
pacoesdepasamentos bailes etc. Tambem chegaram o> riquissimos pentes de
completo sortimento de fitas, concha de tartaruga e de massa lina, que se vende
finas, lisas c la y radas. ; Pr 2*.;t e 5-5 : no Vigilante, rua do Crespo |
A aguia branca recebeu um grande e completo numero 7.
Leques.
Riquissimos leques de madreperola,
sortimento de fitas de diversas larguras e qnlida-
des, tanto lisas como lavradas, e em todas ellas co-
nhece-se a superioridade da
as lavradas o bom gosto dos novos e lindos dese-
nhos, isso tanto as matisadas como as brancas,
e pela commodidade dos presos o pretndeme que
se dirigir munido de dinheiro rua do Queimado
loja da aguia branca n. 8, ser bem servido.
Capachos Inglezes.
Na loja da aguia branca, rua do Queimado n. 8
vendem-se bons capachos inglezes, os quaes alm
de bonitos sao de immeusa dura?o, pelo que se
lornam baratos pelos presos de 4*, 3*, 6* e 7*
cada um.
Cartas francezas.
A aguia branca, na rua do Queimado n. 8, rece-
beu um novo sortimento de finas cartas francezas
com beiras douradas e brancas, e as est venden-
do baratamente a dinheiro vista.
Objectos de phantasia viudos
para a aguia branca.
A aguia branca recebeu novos e bonitos objec-
tos de phantasia, alguns dos quaes nunca vistos
aqui, sendo :
Bonitos aderecos completos feitos de perolas falsas
Ditos ditos de pedras, por cuja perfeicao e bom
gosto. quasi se nao distinguem das verdadeiras.
Lindas pulseiras de mosaico.
Dita dita de perolas falsas tanto para senhoras
como para meninas.
Dita de chapa de crystal com listas douradas.
Facas e garfus.
Vendem-se facas e garios oitavados a 2*800 a
duzia, ditas cravadas, cabo preto e branco a 3* a
duzia, ditas de bataneo de 1 botao finas a 5*200
ditas de 2 boloes muito linas a 6*500 a duzia, ditas
de 1 boto para doces e fructas a o* a duzia, ditas
de 2 botoes a 5*200 a duzia : as lojas do Beija-
Oor, rua do Queimado ns. 63 e 69.
Tiras bordadas.
Vendem-se tiras bordadas, a peca a 1*100, 1*200
c 1*300 : as lojas do Beija-fior, rua do Queimado
ns. 63 e 69.
Hallados bordados.
Vendem-se babados bordados de varias larguras
a pefa a 1*000, 1*800, 2*, 2*200 e 2*400 : as
. lojas do Beija-fior, rua do Queimado ns. 63 e 69.
Lindos sapatinhos.
Vendem-se lindos sapatinhos para baptisados de
enancas a 1*300 e 2* o par : as lojas do Beija-
Oor, rua do Queimado ns. 63 e t9.
Boloes para ponaos.
I Vendem-se botoezinhos de madreperolaede mar-
fim para punhos a 320 rs. o par, ditos cncarnadi-
nhos a 120 rs. o par : as lojas do Beija-Qor, rua
63 e 69.
para debrom de vestidos,
litas de laa de todas as cores para
debrum de vestido a 900 rs. a pe^a, ditas pretas
de seda a 1*100 a peca : as lojas do Beija-flor,
rua do Queimado ns. 63 e 09.
Filas brancas para debrum.
Vendem-se pecas de fita branca de linho para
debrum a 400 rs. a peca : as lojas do Beija-flor
na rua do Queimado ns. 63 e 69.
Ricas litas lavradas.
Vendem-se muito ricas fitas lavradas para sinto
de senhora e meninas : as lojas do Beija-llor, rua
do Queimado ns. 63 e 89.
Espcllios de Jacaranda.
Vendem-se espelbos de columnas, de Jacaranda,
1 a 3* e 4*500 cada um. dilos de madeira amarella
ditas brancas com 40 varas a 600 rs. a peca, e ou-
tras militas cuusas que sutornarao enfadon'ho men-
ciona-las, pois s coma vista se poder vero gran-
de sortimento das lojas do Beija-flor, na rua do
Queimado ns. 63 e 69.
ou fina a vontade do comprador
O I.i* io do i'oio.
1 obra adoptada para o uso das escolas primarias da I 3 ?e cnaP*>e crysiat com usas doui
s provincia, contendo : vida de Nosso Sei.hor Jess 'ta de c"l'na branca, azul etc., etc.
Bonitos alfinetes e anneis para grvalas.
Bonitos pentes de concha, obra de apurado gosto.
nao pagarem por ser o mesmo Sr. Ponles incom-
petente para receber dividas de urna loja que lhe
nao pertencia, e prometlem continuar na indaga-
cao do lugar onde se occuliam laes IWros, para
procederem como de lei, e nao deixarem passar
um abuso, cujo exemplo funestissimo pelas cir-
cumstancias mysteriosas em que se acha e tem es-
tado envolto; at que talvez um dia se descubra a
suhtraeco Ilegal, punindo se o procedimento de
quem guarda em seu poder a escriptura^o de dita
joja de calcados.
Precisa-se de urna ama secca para andar com
urna crianca : na rua do Trapiche n. 11, hotel.
Precisase de urna ama que seja forra para
comprar e cozmhar em casa de pouca familia : na
rua do Queimado n. 22. fabrica de chapeos de sol.
Aluga-se urna escrava para o servico diario
de una casa : a tratar na rua de Apollo n. 33, ter-
ceiro andar.
Precisa se de urna ama livre ou escrava que
engomme bem, cozinhe, lave e faja todo o servico \
interno de urna casa de familia : na rua Direitaj
numero 90.
M
sario n. 38, loja da Aurora.
is. .loo. s. Pedro e Sant'Anna.
Sorles avulsas em meias folhas e folhas de pa-
pel, contendo um grande numero de sorles pro-
prias para cortarem-se, livros e cadernos contendo
diflerentes maneiras de tirar as sorles, ludo pelo
prego mais commodo possivel : na rua do Impera-
dor n. 13
Fabrica Conceicao da
Babia.
Andrade & Reg, recebem constante-
mente e tem venda no seu armazem n.
34 da rua do Imperador, algodo d'aquel-
la fabrica, proprio para saceos de assu-
car, embalar algodao empluma etc., etc.,
pelo preco mais razoavel.
solas a 1* o cento, e em molhos a 1*200 : no
caes da alfandega, armazem n. 3.
Folha de ferro galvanisado para lelhado :
na rua da Cadcia do Recife n. 56 A, loja de ferra-
gens de Bastos.
Folha de Flandres.
Grande sortimento de folha de Flandres: na rua
da Cadeia do Recife n. 56 A, loja de ferragens
Bastos.______________________________________
Fariuha de mandioca snperior
em saceos grandes: vende Antonio Luiz de Olivei-
ra Azevedo & C, no seu escriptorio rua [da Cruz
numero 1.
i se no Recife, na livraria de M. Figueiroa de Faria
; & Filho, pra^a da Independencia ns. 6 e 8.
SOVA FABRICA
DE
LICORES E PERFUMARAS
A' rua do Amorim, o. 12.
Por varejo e atacado.
N'este novo eslabelecimento encontraro sempre
os freguezes todas as qualidades de bebidas espiri-
tuosas, fabricadas com todas as regras d'arte, e
por isso Iivres de ser nocivas ; o que nao acontece
! com as que sao fabricadas sem methodo e pelas
: receitas que os charlaties annunciam vender, pois,
i como j temos (ido occasio de ver, vendem lic-
res coloridos com substancias venenosas, como se-
ja o licor de rosa colorido com vermelho (Bi-oxi-
i do de chumbo) e o de amendoas colorido com ama-
relio francez (bi-cltromalo de chumbo) Encontra-
, rao algumas perumarias de superior qualidade e
i commodas em preco. Tudo se vender por presos
muito razoaveis, trazendo os freguezes os meios
que a todos habilitam a comprarem barato.
Apromptam-se encommendas com brevdade e
ngorojamente bem acondicionadas, tanto para den-
tro da provincia, como para fra della.
Bebidas espirituosas.
Outros ti avessos com pedras para meninas.
Bellas guarnicoes de pentes dourados, ornados
com caixos de uvas, feitos de aljfar, obra su-
blime.
, tanto para a 2*400 e 2*800 : as lojas do Beija-flor, na rua
fazenda, notando-se t senhora como para mocinhas, pelo barato preco de do Queimado ns. 63 e 69.
12 e 14* : s no Vigilante, rua do Crespo n. 7. Filas de velludo estreilas.
Mais l Com pequeo defeito, leques de sndalo, por ba- feite de ve-s|'do a 900, 1* o 1*200 a peca: as lo-
rato prego, a 8* e 10*. chinezes muito bonitos, Jas do "fija-flor, rua do Queimado ns. 63 e 69.
tambem por. barato preco de 4 c 5*, bentarallas i Iranias de laa para bordar,
muilo bonitas tambem p'or barato preco de 4 e 5*, Vcndem-se trancinhas de laa pretas para bor-
leques de charo tambem por 4*. tudo isto para dar camisinhas e vestidos a 80 e 160 rs. a pecinha,
acabar, perdendo-se talvez 80 0|0 : s no Vigilan-
te, na do Crespo n. 7.
Pulseiras.
Lindas pulseiras de contas e de missanga, cores
muito lindas e de muito gosto a 1* e 1*200.
Para segurar manguitos.
Tambem chegaram as liguinhas estreitinhas de
borracha que as senhoras tanto precisam para se-
gurar os manguitos por ser muito commodo e mui-
to barato, a 320 o par: s no Vigilante, rua do
Crespo n. 7.
Sapatinhos e meias de seda.
Riquissimos sapatinhos de seda e de merino en-
feitados, assim como meiaszinhas de seda, gorra-
zinhas e louquinhas para as criancinhas se bapti-
sarem : s no Vigilante, rua do Crespo n. 7.
Canelas.
Riquissimas carretas de madreperola proprias
para qualquer presente, pelo baratissiino puco de
1*500 e 2*.
Volliuhas.
Lindas voltinhas de perolas falsas com cruzinhas
fingindo brilhantes, assim como cruzinltas avulsas
e voltinhas, pelo barato preco de 15 e 1*200, as
cruzes avulsas a 400 rs. : so no Vigilante, rua do
i Crespo n. 7.
Outras igualmente bellas, lodas de fino dourado e
com pedras.
Outras a tartarugadas, nada inferior a aquella.
Voltinhas de aljfar branco e de cores com cruzes rua do Crespo n'. 7.
de pedras.
Esses e outros muitos objectos acham-se a venda
na rua do Queimado, loja da aguia branca, n. 8
(olilillHS.
Riquissimas goiinhas e manguitos, o melhor gos-
to possivel, a 2*, 2*500 e 3*: s no Vigilante,
Um Dcscobrimento Espantoso!
0 liuudo Sciculifico uDuuimanieute o approva.
|sgS&'9E3 asa*-MtssL- *
: a ir"M0-_____________________________________| Genebra igual a hollandeza.
i Vende-se doce de caj, mangaba e limo tan- Dita de larania superior,
i to seco como de calda, e de outra qualquer qua- Agurdente d'aniz.
lidade : na rua de Mathias Ferreira em Olinda n. | Dita de hortela pimenta.
, 12, assim como se preparam bonitos doces
encommendas e se enfeitam bandeijas.
Farlnha de mandioca
; ensacada e da melhor que ha : vende Miguel Jos
Alves no seu escriptorio, casa n. 19 da rua da
JUZ________________________
Salitre refinado, superior qualidade, vinho Bor-
deaux, differentes qualidades, mais barato que em
ualquer parte : no armazem de E. A. Burle &
., rua da Cruz n. 48.
A viuva Rosa Jane continua a por dentes
ficiaes, e resolveu eosinar tiinbem a sua arle, .
diaulepaga: quem quizer aprende-la pd.i enten
dur-se wm a mesma em sua residencia na rua da
Penha n. 17, segundo andar.
Arrendase, vende-se, ou mesmo troca-se por
casas na pra$a um sitio na Varzea i margem do
ameno Capbaribe, com duas grandes casas, com
7 quartoa, 4 salas, 2 cozinhas e um sotao, tendo a
parto coche*, estribara, e quarlos para criados,
todoi plantado de arvores de fructo, abnate*, sapo-
tis, fructa-pao, limao doce, limas do umbigo e da
RELOGIOS,
Vende-se em casa de Jonnston Pater &
ani- C roa do Vigario, n. 3, om bello sorti-
me- ment de relogios de ouro patente in-
glez, de um dos mais afamados fabricantes
de Liverpool, e tambem urna variedade de
bonitos trancellins para os mesmos
para Dita do reino superior.
i Dita de flor de laranja, recommendavel por ser es
I tomachica.
Dita de canella.
Alcool de 35 a 38-Cartier.
Perfumaras.
Agua de Colonia commum.
Dita ambreada.
Dita almiscarada.
Dita das Nymphas.
Banha em latinha de quatro oseas proprias para
as familias econafticas.
Banha para tingir de preto os cabellos, e que nao
suja os lencos brancos.
Leite virginal em garr.iiinhas, proprio para os Srs.
barbeiros e cabellereiros e uso domestico. Be-
neficia a cutis e tira as manchas da pelle.
Extractos variados ; banha em vasos dourados, e
extractos linos em frasquinhos ricos.
RIVAL SEM SEGUNDO
Rna do Queimado ns. 49 e 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, est continuando-
no seu progresso de vender baratissimo :
Caixas de superiores obreias de cola e massa a
40 rs.
Cordo branco para vestido e espartilho, vara 20
res.
Linhas de carretel (150 jardas) de superior quali-
dade a 60 rs.
Cartoes de linha Pedro V (200 jardas) j muito
conhecida a 40 rs.
Grozas de pennas de a$o de muitas qualidades e
superiores a 500 rs.
Caivetes de duas folhas porm tinosa 500 rs.
Caixas com calungas muito bonitas para rap a
iO rs.
Franja branca e de cores para toalhas a 160.
HOII BARTHOLONE *C.
Roa larga do Rosara n. 31
Vende:
I Todos os remedios do Dr. Chable.
Persia, laraugeiras de umbigo, selelas" tan^rinaT CaPsuJas e njecco ao matico.
ele., um grande cafesal com fructas jameins' Inec9ao Fanl*
mangueiras, coqueiros, dendezeiros, com mais n p,lulas do Dr- Allan-
fundo urna casa de Uipa, e bem assim mais 4 ca- Pilulas do Br- Lavillc.
sas de lijlo acabadas de pouco tempo, com frente p'Iu'as do pobre-homem, exccllentes contra rheu-
para o asente, muilo frescas, tendo cada urna 2 : niatismo.
salas, 2 quartos e cozmlia fra : os pretendemos p|'ulas Para sezoes.
dirijam-se i rua do Queimado n. 27, loja de fazen-! p',ulas e ungento Hollovay.
BOTICA E DROGARA
Crespo,
tas dos Srs. Custodio fc Carvaiho,
Aluga-se urna escrava de mea dade para
vender na rua e fazer algum servico (Je ca#3*: na
rua do Pilar n, -90, em Pora de Ponas.
Phosphato ferro de Lerrs.
Todos os remedios de Kerap: pastilhas, pilulas,
anacahuite, salsa de Bristol, etc. etc.
E muitos outros medicamentos e especialidades
que sempre k encontrarjg em dita botica.
Francelin* Ferreira
(.OlAVVt.
Vende-se :
Salsa parrilha de Bristol.
Pilulas assucaradas de Kemp.
Pastilhas assucaradas de Kemp.
Agua florida de Murray A C
Peitoral de anacahuia.
Xarope de curato de ferro de Cbable.
Elixir cilro lclalo de ferro.
Injeccao de Brow.
Pilulas americanas contra sardas.
Pilulas purgativas de Dehant.
Pilulas do Dr. Alern.
Pilulas da vida.
Xarope vegetal de Penedo.
Promplo alivio.
Pilulas reguladoras.
Xarope alcooiico de relame.
A (oiiiposirao Anarahiiita
Peitoral de kemp.
Por espac/> de muito tempo se ha usado ex-
teiiKunonte em Tampico para a cura de
TSICA pulmonar,
CATAERHO, ASTBMA,
BRONCHITE, TOSSE C0MTUL8A,
CRPO O GARBOTILHO, e
Inflammaipes da Garganta do Peito,
e isto com um resultado to feliz e verdadei-
ramente assombroso o pao on madeira d'uma
arvore i que cbamao Anacauuita, c que s
se encontr na Medico.
A Compos9o Anacahuita Peito-
ral de Kemp um Xarope delicioso, intei-
ramente differente na sua composicao de
todos os mais Peitoracs c Expectorante ma-
nufacturados de fructos astringentes, casca
e raizes, ka, o mesmo nio contera nenhum
Acido Prustico ou outros quaesquer ingre-
dientes venenosos.
Todas as molestias e affecces da garganta
c dos pulmocs desappareccm como por um
mgico encanto, mediante a aeco de9te in
.'oniparavcl e irresistivel remedio.
A venda as boticas de Caors & Barboza,
rna da Cruz, e Jlo d G. Bravo & C, roa
da Madre de Dos.
Vende-se doce de caj secco por prec/) com-
modo : na roa dos Pires n. 22.
Enfeites para senhora.
Riquissimos enfeites com laco e sem laijo e de
outros muitos gostos a 1-5, 15500 e 3& : so no Vi-
gialnte, rua do Crespo n. 7.
Trancclins.
Lindos trancelins de cabello para relogio ou lu-
netas, pelo baratissimo prego de 1500, ditos de
retroz a 200 rs.
Babadinlios ntremeles.
Riquissimos babadinbos enlremeios com lindos
desenhos tapados e transparentes, pelo baratissimo t
preco de 1^200, 15500, 2fl e 35 : s no Vigilante, -ares de botoes para punho muito bonitos a 120.
rua do Crespo n. 7. 'jtaixas com soldados de chumbo muito bonitos a
taSCamlliaS. Tinteiros de vidro com superior tinta a 160.
Grande sortimento de_ cascarrilhas de diversas' Ditos de barro com superior tinta a 100 rs.
larguras, assim como galozinho e trancinhas pro- Groza de botoes de louca pratiados o melhor a
prias para enfeites : s no Vigilante, rua do Cres- 160 rs. '
po n. 7.
Fitas.
Grande sortimento de litas de diversas larguras
e qoalidade, por precos que admiram aos compra-
dores, havendo tilas largas proprias para sinteiros
que se pode vender a 300 rs. a vara, e peca de 3
varas a it : s no Vigilante, rua do Crespo n. 7.
Fitas de la.
Filas de laa de todas as qualidades, proprias para
debrum de vestido a 700 rs. a peca : s no Vigi-
lante, rua do Crespo n. 7.
Ricos cspelhos,
Riquissimos cspelhos com moldura dourada e
sem ella de 8, 10,12 e 145, assim como con co-
lumnas de differentes tamanhos a 25, .1, 4, i e 65:
s no Vigilante, rua do Crespo n. 7.
Lindos jarros e figuras.
Riquissimos jarros e figuras de porcelana fina
para enfeite de sala, sendo o melhor goslo que aqui
tem apparecido : s no Vigilante.
Para pos de arroz.
Riquissimos vasos com boneca para pos de ar-
roz, cousa de muito gosto a 15300 e 25, assim co-
mo paroles s com os pos a 320 rs. cada um : s
no Vig lanle, rua do Crespo o. 7.
Perfumarlas.
Grande sortimento de extractos e banhas, poma-
das, assim como os lindos copos eu vasos com dis-
tinctivos e offerecimentos s sinhazinhas dos me-
lhores e mais afamados autores de Pars e Ingla-
terra, assim como os grandes copos de banha japo-
neza a 25 e a 15 i assim como outros objectos que
nao possivel por hoje annunciar, e vista dos
freguezes se far todo negocio : na loja do Gallo
Vigilante, rua do Crespo o. 7.
Vende-se urna parte do engenho S. Joao na
freguezia de Serinhem, distante duas legoas da
estagao da Gamelleira : os pretendcnles dirijam-
se rua do Caldeireiro n. 42, ou na estaco da c
Trombela, a fallar com Francisco de Assis Vascon- i 5B!!!*??!* para. fccnhorl e Para homera> <*
cellos, que se explicar o negocio, o as vantagens
Tesouras para costura, o mais superior, a 400 rs.
Ditas para unhas muilo finas a 400 rs.
Escovas para limpar denles muito superiores a
ZlrU rs.
Libras de la de todas as cores (pesada) a 75.
Caixas de phosphoros de seguranca a 160.
Ditas de papel amizade pautado e'liso a 600 rs.
Ditas com 100 anvelopes muilo superiores a 800
ris.
Cadernos de papel branco e de cores, pequeo, a
20 ris.
Cartas e taboadas para meninos a 80 rs.
Caixas com superiores iscas de acender charutos
a 40 rs.
Carreteis de linha Alexandre (200 jardas) de cores
a 50 rs.
Raralhos para voltarele muito Unos a 240.
Cartas de alfinetes francezes muito linos a 40 rs.
Meadas de linha fixa para bordar a 20 rs.
Pares de sapalos de tranca muito superiores a
15600.
Papis de agulha com um pequeo toque a 10 rs.
Groza de botoes de madreperola muito finos a
360 rs.
Cartoes e caixas de celchetes francezes superiores
a40rs.
Rois para meninos muito tinos a 15500 e 25.
Magos de grampos superiores e limpos a 30 rs.
Groza de phosphoros do gaz muito novos a 25200.
Areia preta muito superior a 100 rs.
Caixas de rap com espelho a 100 rs.
Realejos para entreter meninos a 80 rs.
Pecas de fita de linho muilo boas a 40 rs.
Pentes de lago multo bonitos a 15.
Enfeites de laco de lodas as cores a 15300.
Rodas com allinetes francezes a 20 rs.
Caixas com quatro papis de agulhas imperiaes a
24 rs.
Sabonetes de familia a 80, 160 e 320.
Caivetes de duas folhas muito finos a 320.
Pares de sapatos de la para meninos a 400 rs.
que se offerece,
fazer negocio.
nao deixaro os pretendentes de
Cal de Lisboa e potasas da
Rsala.
Vende-se na rua da Cadeia do Recife n. 26, para
onde se mudou o antigo e acreditado deposito da
mesma roa n. 12, ambos os gneros sao novos e
legtimos, e se vendem a precn mais barato do que
ara tqualqueriparte.
melhores que tem vindo, e por preco muito barato:
quem_quizer ver, venha rua do Queimado ns.
49 e oo, e ver tudo como bom e barato.
Se lidias iiovjis
no armazem da travessa da Ma-
dre de Dos n. .
Jos Rodrigues de Camino esl reUlbando pos
conla de seus donos selas moito novas chegadae
de Lisboa no brigue Constante, a ellas antes qur
se acaben).
*~
ILEGVEL


Diarlo de Pernatskaco Sexta eir 13 le Junho e 184.
GRANDE
sorlimeuto de fazendas novas viadas
pelo vapor ioglez para o propriela-
riodo grande armazem e lja de a-
zeidaeda Arar*, roa da imperatriz
d. 5G, de Lourenco Pereira Meides
taimarte
Peehineha, a ;t200.
Vndese baratissimo para apurar iliuheiro, a
saber : cortes de chitas francezas de cores escaras
e claras com 10 cavados por 35200, ditos de chitas
inglezas a 2iO, ditos de cassas francezas a i& e^
25300, ditos de cambraia de salpicos a 25500 e 35:
s na Arara, roa da Imperatriz n. 36.
A Arara Teude a 2 40 rs.
Vende-se organdys uno para vestido a 240, 280
e 320 rs. o covado, cassa ranceza fina a 320 o co-
vado, gorguro de linho para vestido a 3S0 o cova-
do : loja da Arara, ra da Imperatriz n. 56.
A Arara vende laziubas de urna s cor
a 640 rs.
Yondein-se ricas laazinhas lisas proprias para
camas e vestidos, os melhores gostos possiveis, a
6i0 o covado, ditas Mara Pa muito lina com pal-
mas a 640 o covado : ra da Imperatriz n. 56, loja
da Arara.
Corees de casemira a 2#.
Vende-so cortes de meia casemira para calca a
25, daos melhores a 2^500 e 3*, ganga para caifa
a 440 o covado, brim de linho preto a 500 rs. o
covado : ra da Imperatriz n. 56.
Fil de linho a 32 rs. a vara
Vende-se tilo de lioho branco proprio para forro
de vestido a 320 rs. a vara, tarlaiana de cores
a 640 a vara, fil de linho fino a 800 rs. a vara :
na ra da Imperatriz n. 56.
Veos para senhoras a i.ooo rs.
Vendem-se os mais modernos veos para chapeos
de senhoras a 15 um, de todas as cores, manguitos
de fil e bordados a 500 rs., manguitos e gola a
15, golinhas para senhoras e meninas a 240 e 320
cada urna, camisinhas linas para senhoras a 25 e
45500 : s na Arara, ra da Imperatriz n. 56.
Arara vende os caries de laa liara Pa a 1S#.
Vendem-se ricos cortes de laa de barra os me-
lhores que tem vindo, pelo preco de 185 o corte,
ditos a 85, vende laazinhas em covado a 240, 280,
320, 400, 500 e 640 o covado, dtas lisas de cores a
640, casemiras para capas de senhoras a 25 o co-
vado : ra da Imperatriz n 56, loja e armazem da
Arara, de Mendes Guiroaraes.
Bramante da Arara a 25200 a vara.
Vende-sc braiuaute de linho de 10 palmos a
25200 a vara, panno de linho para saceos c cerou-
las a 640 a vara, hamburgo de linho a 440, 560 e
000 rs. a vara, brim de linho branco fino a 15200,
15400 e 15600 a vara, dito pardo a 800, 640,15 e
lg200 a vara: ra da Imperatriz n. 56.
Chitas da Arara a 210 rs.
Vendem-se chitas finas a 240 e 280, ditas largas
a 320, 360 e 400 rs. o covado, de cores fixas : ra
da Imperatriz n. 50, loja da ^rara, de Mendes Gui-
inaraes.
Chales da Arara a 25500.
Vendem-f chales da merino estampados a 25,
25500, 45500 e 55, ditos de laa e seda a 15 : ra
da Imperatriz n. 56, loja da Arara.
Oh que pechncha, a lIO0O.
Vendem se lencos de seda grandes a 15, dilos
pequeos a 800 rs., grvalas de seda de cores a 500
rs., ditas pretas de laa e largas a 800 rs., collan-
nho para hornerd a 400 rs., rucias cruas a 200, 240,
300 e 500 rs. o par : ra da Imperatriz n. 56, loja
da Arara.
Fazendas pretas para luto, cassas, a 320 rs.
Vendem-se cassas pretas para luto a 320 o cova-
do, veos prelos para chapeos do senhoras a 15,
luvas de seda pretas a 15, princeza prea infesta-
da a 640, 800 e 15o covado, alpaca preta a 500,
640 e 8O0rs. o covado, lazinha preta a 640, mo-
rim e bombazina : ra da Imperatriz, loja da Ara-
ra n. 56.
Grande sortinientode roupa
felfa.
Vende-se palelols de panno preto a 165, 145,
125, 105, 85 e 0-3, ditos de brim de cor a 35500,
3 i e 25500, ditos de meia casemira a 4-5500 e 35300
calcas de brim a 35 e 25500, ditas de brim bran-
co a 45500 e 35500. ceroulas de linho a 25000 e
15800, camisas fraueezas de linho a 35, ditas de
algodao a 25500 e 25300 : na ra da Iinperalriz,
loja Arara n. 60.
\o esqueram os balites da Arara.
Vendem-se balos do 15, 20, 30 e 40 arcos a 35,
35300, 45 e 45500, ditos de brilhantina a 45, co-
bertas de chita a 25, ditas de damasco a 45, ditas
de fustao a 55 ra da Imperatriz n. 56, loja da
Arara.
Soutambarquc da Arara a 20 e 25$.
Vende-se soutambarque muito bem enfeitadoa20
e 255 cada um, veos pretos e de cores para senho-
ras a 15 cada um, riscados franeczes a 280 o co-
vado. Todas as fazendas existentes neste estabe- de cor a 25 e 2500, dilos brancos muito finos,
leciinento vendem-se por preco baratissimo, e dau-
se amostras com penhor, ou manda-se levar as fa-
zendas casadas familias pelo caixeiro da loja da
Arara, ra da Imperatriz n. 56.
Cortes de cassa da Arara a 25000
Vendem-se cortes de cassa a 25, ditos de dita a
25400, cortes de babados a 35 : ra da Impera-
triz n. 56, lo a da Arara.
Grande liquidatfto
de hundas na loja da Pavio, ra da Imperatriz .
00, de Gama k Silva.
AcOa-se este jstabeleciniento completamente sor-
lido de fazendas inglezas, franceas, aJIemaes e
suissas, proprias tanto para a pi ac como para o
mato, protneitendo-vender-se mais barato do que
em outra qualquer parte principalmente sendo em
porgao e de todas as fazendas do-se as amostras
deixando ficar penbor ou mandam-se levar em ca-
sa pelos caixeiros da loja do Pavo.
As chitas do Pavo.
Vendem-se superiores chitas claras e escuras pe-
lo barato prego de 240 c 280 rs. sendo tintas segu-
res, ditas francezas finas a 320, 340, 360, 400 e
500 rs., o covado, ditas pretas largas e estreitas,
riscados escocezes finos a 240 rs. o covado, isto na
loja do Pav2o ra da Imperatriz n. 60 de Gama <5
Silva.
As cassas do Pavo a 2-iO, 280, 300 e 320 rs.
Vcndem-se flnissimas cassas persianas cores fi-
xas a 320 rs. o covado,ditas francezas muito linas
a 240 e 280 rs., ditas ingzezas a 240 e 280 rs. o
covado, finissimo organdy matisado com desenhos
miudinhos a 320 rs. o covado, cassas garibaldinas
muito finas a 320 rs., isto na loja do Pavo ruada
Imperatriz n. 60, de Gama 4 Silva.
As laziuhas da eiposico do Pavo.
Venden>se as mais modernas laazinhas mossan-
bique chegadas pelo ultime vapor francez sendo
de urna s cor ou de listas miudinhas com 4 pal
mos de largura, proprias para vestido de senhora,
roupa para meninos e capas, e pelo baratissimo
prego de5W) rs. o covado, ditas entestadas trans-
parentes de quadrinhos a 500, 400 e 360 rs. o co-
vado, ditas matisadas muito finas a 500 e 400 rs.,
ditas mais baratas do que chita tambem matisadas
a 320 rs. o covado, ditas a Mara Pia com palma
de seda e 4 palmos de largura a 800 rs. o covado,
e ditas de urna s cor parda, azul, cor de lyrio e
perola proprias para vestidos, sautembarqes e
garibaldes a 720 rs. o covado, ditas escocezas a
800 e 400 rs isto s na loja do Pavo, ra da Im-
peratriz n. 60, de Gama & Silva.
Os chales do Pavo.
Vendem-se finos chales de crepon estampados
pelo barato preco de 65, 75, 85, ditos de ponta re-
donda a 75 e 85, ditos pretos ricamente bordados
a retroz comvidrilho a 125, ditos pretos lisos a
55, dilos de cores a 45500 e 55, ditos de merm
estampados a 25 c 35, ditos de laa a 15280 e 25,
ditos de retroz prelo para luto a 65, isto na loja
do Pavo ra da Imperatriz n. 60, de Gama k
Silva.
Fazendas pretas para a quaresma vende o Pavo.
Vonde-se grosdenaple preto muito superior a
15600, dito a 15800, 25, 25500, 25801 e 35, mo-
reantique preto muito superior a 35 e 25800, sar-
ja preta hespanhola muito encorpada a 25, isto na
laja do Pavo ra da Imperatriz n. 60, de Gama
& Silva.
0 Pavo vende para luto.
Vende-se superior setim da China fazenda toda
de la sem lustro tendo 6 palmos de largura pro-
prio para vestidos, paletols, capas etc., pelo bara-
to preco de 25, 25200, 25500 o covado, cassas
pretas'lisas, chitas pretas largas e estreitas, chales
de merino lisos e bordados a vidrilho, manguitos
comgolliuhas eoutros muitos artigos que se vcl-
dem por precos razoaveis : na loja do Pavo ra
da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
Os corpnhos do Pavo
Vende-se os mais modernos corpinhos de cam-
braia ricamente bordados e enfeilados a 7 e 85 ;
na loja do Pavo, ra da Imperatriz n. 60, de Ga-
ma & Silva. .
Os vestidos do Pavo
Vende-se ricos vestidos de grosdenaple preto ri-
camente bordados a veludo pelo barato prego de
405, sendo fazenda que sempre se vendeu a 1005
e 1205 ; ditos de cambraia brancos ricamente bor-
dados a croch, sendo proprios para baile e casa-
mento a 10. 15, 20 e 305; dilos de la com lindas
barras a 18 e 155 ; isto na loja do Pavo ra
da Imperatriz n. 60, de Gama 4 Silva.
Os pannos do Pavo.
ESPLENDIDO SORTIMENTO DE MOLHADOS
m. 9 RIJA 1IO CRESPO IV. 9
Esquita que volta para a ra do Imperador

(Vio se engaite ui coin a mitra)
AMIGOS!
N3o leiam este annuncio com precipitarlo.
Confronten) os precos dos oulros annunciantes.
Venham ver os gneros que temos expostos a venda.
A vista faz f.
Nao temos palavras bombsticas.
Nao nos encalcamos o primeiro recebedor de conta propria.
Nao desacreditamos ao collega porque nao quiz ser nosso socio.
Val a que ni toca.
Para abastecer a todos os habitantes desta bella provincia anda niio sao uflicien-
;tes as casas qne actualmente oxistem abenas com grandes proporcoes para terem un
: magnifico soriimento de moldados; assim, pois, os preprietarios do Armazem Principal
n3o invejam a sorlc dos seus collegas. l
Habitantes de Pernanibuco.
Nos temos um excedente soriimento dos melhores gneros (pie so pode adiar
osso mercado. Vinde ao nosso estabelecimento, e se a vossa boa f fr illudida
s vez ao menos, castigai-nos nao voltaedo mais a nossa casa.
Acaba de receber de sua propria encommenda um grande e variado sortimento'Amendoas concitadas de bonitas cores a dem de Hollanda em garrafes com 24
de molhados todos primorosamente escomidos, por isso apressa-se o proprietario em ,'000 rs" a ''^l3, garrafas a 7,oo rs. com o garrafao.
offerecer sos seus freguezes e ao publico em geral a seguinte tabella dos seus gneros e dem de casca muito novas a 3oo rs. a libra. Lenlilhas exrcllenfe legume para sopa e gui-
resumidos precos, afianzando todo e qualquer genero vendido neste bem conhecido ar- Avelnas a 2oo rs. a libra. zados a 2oors. a libra.
Ameixas francezas em caixinhas com lindas Licores francezes de todas as qualidades a
estampas a 1,200, i,4oo e l,Goo rs. cada 8oo e l,ooo rs. as garrafas grandes.
uma- i Manteiga ingleza perfeitamente flor a 8oo e
dem em frasco de vidro com rolha do mes-; 96o rs. a libra.
mo ou de metal, a J,2oo e 14oo rs. ca- dem franceza nova ja deste anuo a Goo rs.
. da um- a libra, e Sflors. em barris inleiros.
ja, canella, cravo, rlela pimenta a l.ooo dem em frasco- grandes 2,5oo rs. cada um. Marmelada especial dos melhores fabricantes
rs. a duzia i,ooo rs. a garrafa, garante-se dem em latas de i ,* c 3 libras a 1,200 0, de Lisboa a Goo e 61o rs. a libra,ha latas
2,ooo rs. de differentes tamanhos.
Arroz da India e Maranhao o melhor que se I Massa de tomate em latas de i libra uGo rs.
pic desojar a loo e 12o rs. a libra e cada uma.
2,8oo e 3,4oo rs. a arroba. ; dem para soda eslrelinha. pevide e rodnha
Azeite doce de Lisboa a Goo rs. a garrafa, em caixinhas surtidas a 3,ooo e 3,5oo rs.
e i,8oo rs. a caada. cada uma e 5oo rs. a libra.
dem francez clarificado em garrafas bran- J dem macarrio, talerim e aletria a loo rs.
em nosso
uma s
mazem.
S. JOO
Amcndoas confeiladas de 8oo rs. a libra.
Manteiga ingleza perfeitamente flor, a 9oo rs,
libra,
dem franceza a Goo rs. a libra, e 58o rs.
sendo em barril.
Cha uxim a 2,7oo rs. a libra, e de 8 libras
para cima a 2,6oo.
dem perola a 2,8oo rs. e de 8 libras para
cima a 2,7oo,
dem hysson o mais superior que se pode
desejar a 2,6oo e de 8 libras para cima
a2,5oo rs.
dem menos superior a 2,4oo e de 8 libras
para cima a 2,3oo rs.
dem proprio para negocio a 2,3oo, de 8 li-
bras para cima a 2,2oo.
dem do Itio em latas de 2, 4, G e 8 libras
cada uma a 2, 3, 3,5oo e 4,8oo rs. a lata,
dem preto o melhor que se pode desejar
neste genero a 2,8oo rs.
1 A KA A FESTA
E
E S. PEDRO
DE
que e os melhores que temos tido no mer-
cado.
Passas em caixas de I arroba '/* e '/i a 8,5oo,
1,5oo e 2,5oo rs. a caixa, e ooo rs. a libra
garante-se serem muito novas, e graudas.
dem corinthias proprias para podim a Ooo
rs. a libra.
Marmeladas dos mais afamados fabricantes de
Lisboa a 64o rs. a libra.
Ervilhas seas muito novas a I6o rs. a libra.
Grao de bico muito novo a 16o rs. a libra.
Ervilhas francezas em latas a Goo rs.
Potes com sal refinado a 48o rs.
Fumo de chapa americano a l,4oo rs. a libra
fazenda especial.
Presunto para fiambre inglezes a 7oo e 8oo
rs. a libra.
Chouricas e paios mnito novos a 64o a libra.
dem menos superior a esse que se vende Caixas de traque n. 1 a 8?>500 cada uma.
por, 2 e 2,4oo, a 4,8oo rs. a libra. Massas para sopa macarrao, talharim aletria
dem mais baixo bom para negocio a l,5oo a 4oo rs. a libra.
rs. a libra. Cognac verdadeiro inglez a 8,ioo rs. a caixa
dem miudinho proprio para negocio a l,5oo e 8oo rs. a garrafa.
rs. a libra.
Vende-se panno preto muito superior pelo barato Queijos do reino chegados neste ultimo va-
crli 9.S "A*ain "1JI .i ".-..'UI ililnc mnil.i lir,n.n : __ o _
dem prato os melhores e mais frescos do
mercado a 76o rs. a libra sendo inteiro.
dem londrino a Goo rs., e sendo inteiro a
5oo rs. a libra, vende-se por este prego
pela porcSo que temos em ser.
preco de 25, 2$30,:t5 e 33500, ditos muito finos a
. >o e 6, cortes de casemira prela enfestada a
4iJ, 4-5jOO e 05, casemira preta fina de uma s
largura muito (na a 15800, 25. 25300 e 35, cor-
les de casemira de cor a o, 65300 e 65, casemi-
ras enfestadas de uma s cor proprias para caifa,
paletols, colletes, capas para senhora, roupas para
meninos a 35 e 3o0 o covado, isto na loja do
Pavito, ra da Imperatriz n. 60, de Gama cv Silva.
A roupa do Pavo.
Vendem-se paletots de panno prelo sobrecasa-
cos fazenda muito boa a 125, ditos muito finos a
Biscoitos em latas de 2 libras das seguintes
marcas : Osborne, Crakntl, .Mixed, Victo-
ria, Pec-nic, Fance, Machine coutras mui-
tas a 1,3oo e 1 4oo rs.
1HACIIIN4S EPTENTE
de traba I ha r a mo para
descarocar algodo
rMUDABAS
Por Plant Brothers & C.
OLDAM
Estas machinas
podem descarocar
uuaiuuer especie
jde algodao sem
estragar o fio,
sendo bastante
duaspessoaspara
o trabalho; pode
descarocar uma
arroba de algo-
dao em caroco
em 40 minutos,
ou 18 arrobas
por dia ou 5 ar-
robas de algodo
limpo.
Esta machina
a nica que
possue as vantagens de no destruir o Qo do al-
godo e de fazer render o dobro de qualquer ou-
tra com menos trabalho, a sua introdcelo para
as provincias deste imperio ser de muito valor
para todos os interessados na lavoura do paiz.
Assim com machinas em ponto grande do mes-
roo systema,oraql serem movidas por animaes,
agua ou vapor, pas uaes podem descarocar 18 ar-
robas de ajgodo ampo por dia.
O algodo descarocado por estas machinas tem
muito mais estimaco nos mercados de Europa e
vende-se por maiorpreco.
As machinas se acbam venda unicamenie em
casa de
Saunders Brothers & C.
.V II, praea do Corpo Manto
RECIFE.
Os nnicos agentes neste paiz.

Na fabrica de sabo da roa de Rangel n. 34 con-
tinw-se a vender sabo amarello massa, tanto em
m roso caetaidTdalho.a 300 rs. a libra.
165. 205, 235 e 305, calcas de casemira preta boa p nuL.]^ nltimampnto .la Porto a .1*0
fazenda a 45500,35.65, U e 85, paletols saceos j Polvos cliegtuios ltimamente ao fono a ..o
de panno preto a "5, ditos de casemira de cora! rs. a libra.
65 e 75, ditos de alpaca preta, ditos de merino Balachinha de Craknel em latas de 5 libras
preto, ditos de brim de cores, calcas de casemira bruto a 4 000 rs
de-cor a 45. 55.65,75, ditos de casemira da,, nnlevas om Inrriri* -\ mi Escossia a 35, ditos de brim pardo a 25500, ditos.Wem >n?le/.as em barricas a mais nova ao
mercado a 2,5oo rs, a barrica e 2-*o rs. a
sio na loja do Pavo, ra da Imperatriz n. 60, de I libra.
Gama&stoa. 'Cartescom bolas francezas proprios para
Os eoi-f loados co pavao. mimos ou para amos que vo as procis-
vendem-se ricos coronados proprios parajanel-; c l ,, '
la e camas pelo barato preco de 05 o par, sendo o soes a r*- C,U1,1 uin- ,
melhor que lia no mercado *: na ra da Imperatriz. Peras seccas as mais novas do mercado a 400
o. 60, de Gama & Silva. rs. a libra.
As colchas do Pavo.
Vendem-se colchas de linho alcochoadas pro-; jacradas hermticamente a l,4oo e 2,2oo
pnas para cama pela barato preco de o5 cada nma [
na ra da Imperatriz n. 60, de Gama t Silva
Figos de comadre em Utas de 4 e 8 libras
As precalas do Pavo.
Vendem-se as mais lindas precalas que tem vin-
do ao mercado chegadas pelo ultimo vapor fran-
cez, pelo barato preco de 600 rs. o covado, ditas
de listrinha muito miudinhas proprias para vestidos
e roopas de meninos e meninas pelo birato preco
de 500 rs. ; s o Pavo ra da Imperatriz n. 60,
loja de Gama & Silva.
Os sonteanbarques do Pavo
IO# e i .*# so o Pavo.
Vendem-se os mais lindos souteanbarques que
tem vindo ltimamente de lazinha e caxemira ri-
camente bordados o enfeitados, cores muito delica-
das pelo barato preco de 105 e 155 i fazenda esta
que em outras hijas se vendem per 205 e 255,
s para liquidar : na loja e armazem do Pavo
ra da Imperatriz n. 60 de Gama & Silva.
As chitas do Pavo 2400 e
%MIO o corte.
Vendem-se cortes de chita com doze covados
cada corte, ditos com dez covados a 25400, fazen-
da muito boa, e que nao desbota, s na loja do Pa-
vo tem esta pechncha ; a ra da Imperatriz n.
60 de Gama & Silva.
L.as de nma s cor.
Vendem-se lazinbas de uma s cor, sendo en-
carnada, azul, cinzenta, cor de caf, lirio claro, li-
rio roxo cor de perola pelo baratissimo preco de
640 o covado, fazenda muito fina s o Pavo, ra
da Imperatriz n. 60 loja e armazem de Gama &
Silva.
Panno de linho.
Vende-se panno de linho com 4 palmos de lar-
gura proprio para lences, toalhas e ceroulas pelo
barato preco de 640 rs. a vara, bramante de linho
com 10 palmos de largura a 25500, algodozinho
monstro com 8 palmos de largura a 15. pecas de
rs. a lata.
dem em caixinhas de 8 libras a l,8oo, e
24o rs. a libra.
Nozes muito novas a 120 rs. a libra, e 4,ooo
rs. a arroba.
Amendoas confeitadas a 8oo rs. a libra.
dem de casca mole a 32o rs.
Vinhos engarrafados no Porto e Lisboa das
seguintes marcas: duque, genuino, velho
secco especial, lagrimas doces, vinho es-
pecial D. Pedro V, Bectar superior de
1833, duque do Porto de 1834, vinho do
Porto, velho superior, madeira secca. Por-
to superior D. Luiz I, e outras muitas
marcas, em caixa de uma duzia a lo,ooo e
l.ooo rs. agarrafa. .
dem branco de uva pura a 64o rs. a garra-
fa e 4,ooo a caada.
dem superior a 5oo rs, a garrafa e 3,2oors.
a caada.
dem em pipa Porto, Lisboa e Figueira das
marcas mais acreditadas a 3,8oo a caada
e .'ioo rs, a garrafa.
dem de marcas pouco conhecidas a 4oo rs.
,a garrafa e 3,oeo rs. a caada.
Especial vinho Lavradio sem a mais pequea
composico a 560 a garrafa e 4,ooo rs. a
caada.
Ricas caixas com figos a l,ooo rs. cada uma.
Ricos livros com figos l,ooo rs.
Pomada a 200 rs. a duza. sevada muilo no-
va a 80 rs. a libra, e 2,6oo a arroba.
Hamburgo com ao varas a 95 105 e 115, pecasde i Garrafoes com 4 '/* garrafas de vinho supe-
madapoiao fino a 75500, 85, 95 e 105, ditas de rior a 2,5oo rs. com o garralao.
" dem com 4 /a ditas de venagre a 1,000 rs. o
garrafao.
Vinagre PRR em ancoretas de 9 caadas a
15,ooo rs. com aancoreta
! dem em pipa puro sem o batismo a 2oo rs.
a garrafa e l,4oo rs. a caada.
Caixas com 1 duzia da garrafas de vinho Bor-
deaux fazenda muito especial a 6,8oo rs.
a caixa e 7oo rs. a garrafa.
Licores francezes e portuguezes das seguin-
tes marcas creme de violetas, gerofles, ro-
sa, absinto vespeiro. amor perfeito, amen-
dua amarga, percicot. de Turin, Botefim,
morangos, limo, caf, laranja, cidra, gin-
algodaozinho a 65, 65500 e 75, e oulras muitas
fazendas brancas que se vendem muito baratas
afim de apurar dinheiro : na loja do Pavo ra da
imperatriz n. 60, de Gama & Silva,
O bramante do Pavo com doze
palmos de largura.
Vende-se bramante de linho puro, muito fino com
doze palmos de largura o melhor e mais largo que
tem vindo ao mercado pelo barato preco de 25800
rs.a vara ; s na loja do Pavo de Gama & Silva,
aua da Imperatriz n. 60.
As precalas do Pavo.
Vendem-se as mais lindas precalas qus tem vin-
do ao mercado chegadas pelo ultimo vapor francez,
pelo barato preco de 600 rs. o covado, ditas de lis-
trinha muito miudinhas proprias para vestidos e
roupas de meuinos e meninas pelo barato preco
de 300 rs.: so e Pavo ra da Imperatriz n. 60,
loje de Gama & Silva.
Os baloes do Pavo.
Vendem-se crinolinas on baloes de 30 arcos tan-
brancos como de cores, sendo americanos qiy
sao os melhores por se nao quebraren! a 35300 e
de 35 arces a 45, ditos de musselina com babados
45, ditos para menina a 25 e 35 : na loja do Pa-
vo ra da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
0 Pavo vende 80.
Vendem-se os mais lindos cortes de vestidos a
Mara Pia, com lindas harpas de seda, sendo che-
Sados pelo nltimo vapor francez pelo barato preco
e 85 cada nm: s na loja do Pavo ra da Impe-
ratriz d. 60, de Gama k Silva.
dem francez a 7,ooo rs. a duzia e 7oo rs. a
garrafa.
Charutos em grande quantidade e de todos os
fabricantes mais a creditados a 1,5oo,
2,ooo, 2,5oo, 3,ooo e 4,ooo rs. a caixa,
os mais baixos sao dos que por ahi se ven
dem a 2,ooo e 2,5oo rs.
i Caf de premeira qualidade a 9,ooo rs. a ar-
roba e 32o rs. a libra,
dem de segunda qualidade a 8.5oo rs. a ar-
roba e 26o rs. a iibra.
Arroz do Maranhao a 12ors. a libra, 3,ooo rs.
a arroba.
dem da India muito superior a 2,9oo rs. a
arroba, e loo rs. a libra,
dem mais baixo redondo a 2,6oo rs. a libra,
dem da India comprido a 2,4oo rs. a arro1
ba, e 8o rs. a libra.
Vellas de carnauba do Aracaty a 9,ooo rs. ar-
roba, e 32o rs. a libra,
dem de sebo muito dura fingindo esparmace-
te 36o rs. a libra,
dem de esparmacete a 54o rs. a libra, e em
caixa a 52o rs.
Papel o melhor que se pode desejar para os
Srs. empregados pblicos a 5,ooo rs. a res-
maj se vendeu por 7.ooojs.
dem almaco pautadoe liso a 3,ooors. a resma,
dem de peso pautada e liso a 2,5oo rs. a
resma,
dem a zul de botica ou fugueteiroa 2,2oo rs.
a resma,
dem embrulho de 1,2oo a I,loo rs. a resma.
Ameixas francezas em latas de 1 V* "bra a
l,2oo e8oors. a libra,
dem em frascos de 3 libras a 2,5oo rs., s o
frasco valle l.ooo rs. tambem temos em
frascos para 1,4oo rs.
Conservas inglezas a 8oo rs. o frasco.
Molhos inglezes a 8oo e l.ooo rs. o frasco.
Mostarda preparada em potes muito nova a
2oo rs.
Latas com 2 a 4 libras de caj secco o mais
bem arranjado possivel a l,8oo e 2,8oo
rs. a lata.
Cerveja Tenente verdadeira a 6,8oo rs. a
duzia.
dem de outras marcas preta e branca a 5,5oo
c 6,ooo rs. a duzia inteiras.
Vassouras de piassava com 2 arcos de ferro
vindas do Porto a 32o rs.
Cebollas muito novas a l,ooo rs. o molhoe
8oo rs. o cento.
Chocolate portuguez hespanhol e francez de
l.ooo a l,2oo rs. a libra.
Genebra de Hollonda em frasqueiras a 6,ooo
e 56o rs. o frasco,
dem em botijas a 4oo rs.
dem em garrames de 14 garrafas a 5,2oo rs.
Palitos do gaz a 2,2oo rs. a groza e 2o rs. a
caixa.
dem de den tes lixados em macos grandes
com 2o rs. o macinhos a 12o rs. o masso.
Cominhos muito novos a 32o rs. a libra e
lo.ooo a arroba.
Sag muito novo a 24o rs. a libra.
Cevadinha de Franca a 18o rs. a libra.
Milbo alpista a 14o rs. a libra e 4,5oo rs. a
arroba.
Gamma a 18o rs a libra e 5,4oo a arroba.
Peixcs em latas a l.ooo rs. a lata j prompto
a comer-se.
Farello de Lisboa marca N. e Biato saceos
grandes a 4,ooo rs.
O proprietario do grande armazem Unio e Commerrio declara aos seus fregu
zes e amigos e ao publico em geral, que para facilitar a commodidade de todos estipuiou
os mesmos precos nos seguintes lugares:
Unifto e Commercio ra do Queimado n. 7.
0 Verdadeiro Principal ra do Imperador n. 40.
Movimento.
Nilhe e farello barato
Na praca da Boa-Vista n. l**'*,^
Milho o sacco a 35600 e farello a 45300, 45200
e 35500, bolachinha inuleza a barrica 35 e vinho nho verde da provincia do Minho a 35800 a cana-
do Porto a 800 15, I5S00 e 15300 a garrafa e da e garrafa a 500 rs.: na ra da Cadea do Reci-
Neste novo armazem vende-se o verdadeiro vi-
touros mais gneros.
fe n. 50.
cas a 9oo rs. cada uma, e lo,ooo rs. a
caixa com 1 duzia.
Alfazema muito nova e limpa a 32o rs. a li-
bra.
Alpista a 16o a libra, e ,Goo rs. a arroba.
Bolachinbas de Lisboa da fabrica do Beato
Antonio das seguintes qualidades: aguae
sal doces, e imperiacs em latas de G li-
bras a 3,ooo rs. e de 3 libras a l,5oo
rs. eem libra a Giors., estas bolachinbas
torna-se muilo recommendavel com es-
pecialidade para os doentes.
Biscoitos e Bolachinbas de soda em latas, de
todas as qualidades e marcas que se pro-
curar a 1,35o rs. a lata.
Bollos francezes em cartoes e de diversas
qualidades a 64o rs. cada um.
Banha de porco verdadeira refinada a 4oo
rs. a libra c em barril a 38o rs.
Batatas novas a 160 rs. a libra.
Rolachinbas inglezas ltimamente desembar-
cadas a 2io rs. a libra e 2*ooo rs. a bar-
rica.
Champagne das marcas mais superiores que
at hoje tem vindo a nosso mercado a
18.ooo rs n (igo, l,.'ioo rs. a garrafa in-
teira, c 8oo rs. as meias.
Cha uxim o melhor (pie se podo desejar e
que outro qualquer nao vende por menos
de 3,ooo a 2,7oo rs. a libra
dem perola especial qualidade a 2,6oo c
2,8oo rs. a libra, garante-se a qualidade
d'este cha
dem hysson o melhor que possivel en-
contrarle a 2,ioo o 2,6oo rs. a libra.
dem do Rio em latas de 2, 4, G e 8 libras
a l,2oo e l,'ioo rs. a libra.
dem preto muito lino a l.Goo rs. a libra.
Chocolate das melhores qualidades, francez,
hespanhol e suisso a l.ooo, l,2oo e l,4oo
rs. a libra.
Charutos do acreditado fabricante Jos Fur-
tado de Simas em > caixas das seguin-
tes marcas Pariziences, Suspiros, Dili-
cias, Napolees e (uanabaras a 2,3oo rs.,
e em caixas inteiras Trovadores a 3,ooo
rs. cada uma.
dem de outros muitos fabricantes e de
differentes marcas para l,5oo rs. as mei-
as caixas de suspiros a l.Goo, 2,ooo e
3,ooo rs. as caixas inteiras.
Conservas inglezas a 8oo rs. o frasco.
dem franceza a 5oo rs.
Cognac inglez das melhores marcas a l.ooo
rs. a garrafa e lo.ooo rs. a duzia.
dem francez suporior qualidade 8oo rs. a
garrafa e 9,ooo rs. a duzia.
Cominho e Krva-doce a 4oo rs. a libra.
Cravo da India a 6oo rs. a libra.
Canella a l.ooo rs. a libra.
Copos Anos para agua a 5,ooo rs. a duzia, e
5oo rs. cada um.
Caf do Rio superior a 28o e 32o rs. a li-
bra, e 8,8oo e 9,5oo a arroba.
Doce tino de goiaba a Goo rs. o caixo.
Ervilhas portuguezas ltimamente chegadas
a 7oo rs. a lata.
dem seccas a IGo rs. a libra.
dem j descascadas a 2oo rs. a libra.
Farinha de ararula verdadeira a 32o rs. a
libra.
Figos em caixinhas muito bem enfeitadas a
a l,ooo rs. cada uma.
dem em latas ermilicamente lacradas a
l,5oo e 2,5oo rs. cada uma,
dem era caixas de j arroba a 2,5eo rs. ca-
da uma, e 2oo rs. a libra.
Graixa muito nova a ioo rs. a lata e l.ooo
rs. a duzia.
Genebra de Hollanda em frasqueiras com 12
frascos por 6,ooo rs. e 56o rs. o frasco.
dem de laranja a l.ooo rs. os frascos gran-
des e ll.ooo rs. a caixa com 12 frascos.
dem de Hollanda em botijas a 4oo rs. ca-
da uma.
dem em garrafoes de 16 garrafas a 1,800
ns. com a garrafao.
a libra.
Mostarda franceza preparada em frasco a ioo
rs. cada um.
Molbo inglez em garralinhas com rolbas de
vidro Gio rs. cada uma.
Marrasquino verdadeiro de Zara a I,ooo rs.
a garrafa, lo.ooo rs. a caixa com 1 duzia.
Nozes muito novas a IGors. a libra.
Prezunto de hambre superior a Goo rs.
dem do Porto para panilla a 5oo rs. a libra.
Passas novas a 48o rs. a libra.
Peixe em latas de differentes qualidades co-
mo, savel, corvina, govas. pescadinhai
outros a l.ooo rs. a latas.
Palitos para denles a lio e IGo rs. o massi
dos melhores.
Painco o mais novo e limpo a IGo rs. a libra.
e l,5oo rs. a arroba.
Pablos do gaz a 2, loo rs. a groza, 2oo rs. a
duzia, o 2o rs. a caixinhas.
Queijos flamengos chegados neste ultimo va-
por, a
dem prato muilo fresco a Soo e 9oo rs.
a libra.
dem suisso a melhor qualidade que at ho-
je tem vindo ao nosso mercado a 8oo is.
a libra.
Sal refinado em potes de vidro a ioo rs. ca-
da um.
Sorreja das melhores marcas a 6,000 rs. a
duzia, e 56o rs. a garrafa.
Sardinba de Lisboa e Nantes em quartos e
ineia latas a 38o ."8o rs. cada nma.
Sag mnito novo e alvo a 2lo rs. a libra.
Sevadioha e Franca 18o rs. a libra.
Sevadaa loo rs. a libra, e 2,8oors. a arroba.
Traques de I.' qualidade a 8,5oo rs. a cai-
xa, e22o rs. a carta.
Toucinho novo de Lisboa a 24o e 32o rs. a
libra.
Tijollo para liinpar facas a 15o rs. cada um.
Vinho empipa Porto, Lisboa e Figueira as
melhores marcas a 3,8oo rs. a aada, e
5oo rs. a garrafa.
dem'do Porto Lisboa e Figueira de marcas
menos conhecidas a ioo rs. a garrafa, e
2,8oo rs. a caada.
dem Colares especial vinho a 600 rs. a gar-
rafa.
dem Lavradio muito fresco nao levando com-
posieo a 3Go rs. a garrafa, e 4,000 rs. a
caada.
dem branco de uva pura a 56o rs. a gar-
rafa, e 4,oo rs. a caada.
dem mais baixo a ioo rs. a garrafa, e 3,600
rs. a caada.
dem Rsrdeaux em caixas de 12 garrafas das
marcas mais acreditadas a G,5oo e 7,000
rs. a caixa.
dem muito especial que raras vezes vem ao
nosso mercado a 1,2oo rs. a garrafa, ga-
rante-se que por este mesmo preco da pre-
juizo e s se encontra n'este armazem.
dem do Porto em caixas com 12 garrafas
das seguintes marcas Lagrimas do Dqujo,
Duque do Porto, Genuino, Velho Particu-
lar, malvasio fino, D. Pedro V, D. Luiz
I, Nctar e outros a O.ooo e lo.ooo rs.
a caixa e Ooo a 1,00o rs. a garrafa.
dem Muscatel superior a 1,000 rs. a garra-
fa, e lo,ooo rs. a caixa com 1 duzia.
Vinagre puro de Lisboa a 2oo rs. a garrafa
e 2,i(io rs. a caada.
dem em garrafoes com 5 garrafas a l^ooo
rs. com o garrafo.
Vassouras do Porto de arcos de ferro a 32o
rs. cada uma
dem de escova para esfregar casa 3Go rs
cada uma.
Vellas de espermacete superiores a 56o rs.
a libra, e 52o rs. em caixa.
dem de carnauba refinada e de composicao a
36o rs. a libra, e de lo,ooo a ll.ooo rs. a
arroba.
Empreza daiUuinina$o
a gaz.
Todas as vendas de apparelhos e reclamacoes
(por escripto dando o nome, morada, data, etc.),
devem ser feitas no armazem da ra do Imperador
n. 31. Os machinistas mandados para atlender a
estas, apresentaro nm livro que os reclamantes
deverao assignar logo depois de prompto o serviQO
reclamado ; isto para qne a empreza fique sciente
de haverem os mesmos sen'nores sido devidamen-
te attendidos.
AGENCIA
BA
FUNDIGAO DE LOW-MOOB.
Ra da Sf aulla neva 1. 42.
Neste estabelecimento contina a haver
S.Jodo eSant'Anna.
Novenas proprias para S. Joao e Sant'Anna
venda na ra do Imperador n. 15.
um completo sortimento
moendas para engenho,
e tachas de ferro batido e
tamanhos para ditos.
oendas e meias
as de vapor
o, de todos o





Arados americanos e machinas para
lavar roupa: em casa de S. P. Johnston & C,
ra da Senzalla Nova n. 42.



Diarlo e rrrummhnr Mexin felra U i*e Jnoho 4r tsst.
Largo da jf,
'Santa Cruz \
numero 1
12 e 84.
Esquina da?
ra do
Sebo n. 12'
e84.
IHtlLIIWTE ALR0R4
HAINTE
GRANDES ARMAZENS DE MOLHADOS.
Francisco Jos Fernandes Pires proprietario do? arruazens de moldados denomina-
dos Brilhante Aurora e Aurora Brilhante, ao largo da Sania Cruz ns. 12 e 84 (esquina
da roa do Sebo), faz sciente ao respeilavel publico desta eidade e do interior que nos
seus importantes estabelecimentos vender sempre gneros novos e de primeira quali-
dade e vender a todos pelo mesmo preco.
O completo sortimento de todos os gneros Anos e grossos que costumam ter outros
estabelecimentos desta ordem se encontraro sempre nos armazens da Brilhante Aurora
e Aurora Brilhante e sempre em grande escala a vontade dos Srs. compradores.
O proprietario dos armazens Brilhante Aurora e Aurora Brilhante pede a todos os
senliores esenhoras que quando tiverem de mandar suas relagoes a estes estabelecimen-
tos por scns criados seja em carta fechada ou com grande recommendacao a estes arma-
zens, certos de que serao tao bera servidos como se viessem pessoalmcnte.
A Brilhante Aurora e Aurora Brilhante troca qualquer um genero que por acaso
nao acrrade erecebc as libras esterlinas a 9-3,sendo por compra: atabella de se< ser mudada todas as semanas.
Amendoas confeiudas parasortes a libra 15- Vinho branco de muo boa qualidade cana-
Manleiga ingleza flor a 800, e 960 rs. I da 45 e garrafa 480 rs.
Dita ruis abalxoa 640 e 720 rs. Dito Xerez lino a caada 75500 e garrafa a
Dita franceza nova libra 640 e en barril a 15200.
600 rs Dito Madeira seca caada 105 e garrafa 2*.
Chocolate sant muito novo al200 a libra. Dito em caixas de urna duzia do Porto dos
Cha perola o melhor que ha ( redondo) a
libra 35200.
Dito dito inais abaixo a 25500 e 25800.
Dito uxim limito Tino a 25800 e 35.
Dito hvsson superior a 25600 e 25800.
Dito mais abaixo a 25 e 25500.
Dito pretomuito fino a 25500.
Dito em massos a 25.
Dito do Kio em latas de 4, 2 e 1 libra
15500.
Caf de moca superior arroba 105500 e
bra 400 rs.
melhores autores a 125, 145 e 165.
Garrafas com licor fino francez e porluguez
. a 15-
Ditas com vinho de caj muito claro a 15.
Ditas com niel de abelha puro a 15.
Frascos com genebra de Hollanda de 2 gar-
rafas a 1-1
Dito de una garrafa a 560 rs.
Dito de laranja verdadeira a 15200.
Duzia de graxa latas grandes a 15.
Caixas com 25 massos de velas de sperma-
cete a 560 rs. a libra.
Dito do Kiu e do Cear arroba 95500 e libra Ditas maiores a 600, 640 e 720 rs. a libra.
^2 rs. i Caixas com urna arroba de velas do Araca-
Dito mais abaixo arroba 85500 e liUra 280. tj 105500 e libra 400 rs.
Barricas com holaehina ingleza ingleza nova Ditas de eomposicao arroba 105 e libra 360
a 35- Saceos grandes cm farinha deGoiannamui-
II-
Latas cun bolachinha de soda de 5 libras
a 25500.
Ditas com ditas surtidas de 2 libras a 15400.
to boa a 55500.
Dito de Porto Alegre melhor
beca a 65-
que de Muri-
Frascos com ameixas franeczas s o frasco Ritos com milbonovo com 24cuias a 45000
val o dinheiro a 25800 e 35- "ito com farello de Lisboa 120 libras a
Latas com ditas a 15400, 25200 e 45.
Ditas com ligos de comadre a 15500.
Caixinhas hermticamente lacradas eproprias
para mimo a 25 e 25800.
Caixinhas com ditas a 15, 25500 e 55 de
arroba.
Presunto de Lamcgo muito novo a libra 5t0
rs. inteiro c a retalho 600 rs.
ijrl l'.liourigas e paio novos a libra 800 rs.
ip Laiascom chouricase linguicas novas vin-
das oeste vapor com 9 libras por 65500.
fj I las com peixe ensopado de militas quali-
^5 dades a 15-
Ditas com ervilhas francezas e portusuezas
a 880 rs.
Ditas com feijao verde francez a 800 rs.
Ditas com massa de tmale novo libra
560 rs.
lulas com ostras a 720 rs.
uilas com marmelada dos melhores autores
de Lisboa a libra 640 rs.
Potes com mustaida franceza preparada a
libra 480 rs.
Fraseos com conservas de pepinos, mexides
e azeitonas verde a 15-
Hita dita franceza a 800 rs.
Gigos com trinla c tantas libras de batatas
novas a 35500.
Queijos novos do vapor a 35*00 e 35500.
Ditos deprato euplicado a 15.
Dito suisso a 800 rs.
Dito de manteiga do Serid a 800 rs.
Caixas com passas novas de 1 arroba 75.
meia 35500 e quarto 25 e libra 480 e
640 rs.
.unendoas com casca a libra 240 rs. e arro-
la 65.
Ni7.es libra 160 e arroba 55-
Cbaratos loas de Simas e dos melhores fa-
bricantes da Babia de 2-3 a 85 caixas de
100 e 50.
Grozas de caixinhas de palitos do
25200 o 200 rs. a duzia.
Barrs com azeitonas novas a 3, e 45 bar-
ris grandes.
Vassonraa do Porto piassava muito seguras
a 400 rs.
i zeite tes caixa 105e agarrafa 15.
Caixas com vinho Bordeaux branco c tinto
gaz a
55500.
Dito com arroz de casca a 55500.
Duzia de garrafas de serveja branca e prela
a 55800 e em barricas a 55500.
Arroz do Maranhao emsacccs arroba2561X1
e libra loo rs.
Dito da India e Java arroba 35 e libra 120.
Aramia verdadeira arroba 85 e libra 320
rs.. matarana.
Gommado Aracaty para engommar arroba
55 e libra 160 rs.
Tapioca ou larinha do Maranhao nova libra
166 r>.
Ervilhas seceas muo novas libra 200 rs.
Sag e sevadioha a 210 rs.
Sevada arroba 352C0 e libra 120 rs.
Graxa de boi.o 97 a 280 rs.
Sabio massa a 200, 240 e 280 rs. a libra.
Dito hespanhol verdadeiro a 400 rs a libra.
Balaie- do Porto diversos tamanlios de 320
a 25
Capaeuos para portas de varias cores a 600,
700 e 800 rs.
Grao do Meo arroba 45500 e libra 160 rs.
Painco arrolia 55500 e libra 200 rs.
Milh alpista arroba 45800 e libra 160 rs.
Azeite doce de Lisboa garrafa a 640 rs.
Vinagre de Lisboa caada 15500 e garrafa
200. 240 e 320 rs.
Massos de palitos de denles com 20 massi-
nho*a 160 rs.
Tijolcs de limpar facas a 160 e 120rs.
Caixas com 4ii cartas de traques a 95500 e
a caria 280 rs.
Resmas de papel almaco pautado a 55.
Ditogiwe liso o melhor que ha a 45500.
Dito de peso e pautado a 25500 e 25800.
Garrafoes com 25 garrafas de verdadeira
genebra de Hollanda por 85500.
Azeite de coro garrafa 560 rs. e carrapalo
360 e ranada 25560.
Caixo's com doce de goiaba a640,800e 15,
Toueiiiho de Lisboa arroba 85500 e libra
32.1 rs.
Dito de Santos arroba 75 e libra 280 rs.
Molho.; com grandes ceblas a 15600.
Cento de dita sola a 15500.
Mauncos de albos a 240, 320 e 400 rs.
Esteirasde vanas qnalidades.
Gordas de postar e de andaime.

S. Julien, S. Estife e outros a 75500 e 85. Favas da ilha de S. Miguel arroba 35200 e
\ inlio do Porto fino em barris de 5" que ra- libra 120 rs.
ras vezes apparece por 805 e em caada a' Copos lapidados para agua e vinho a 35500,
5-3500 e garrafa a 800 rs. | 55800. 65 e 75.
Dito da Figueira puro caada 45 e 45500 e Ditos lisos para varios precos.
garrafa a 480 e 560 rs. | Calix lapidados grandes e pequeos duzia
Dito de Lisboa de boas marcas a 35500 e 3,4 e 55 ; e 400 e 500 rs. cada um.
45 c a garrafa a 440 e 480 rs. Massas para sopa macarrao, talharim e ale-
Dito branco proprio de Lisboa caada 45800 tria a 480 rs.
e garrafa 640 rs. Estrelinba e pevide libra 560 rs.
Cognac verdadeiro a garrafa 15 e 15280. Xaropes de fructas nacionaes a garrafa
\inho muscalel duzia 105 e garrafa 15- 500 rs.
?E muitos outros gneros que nao possivel men-^
ciona-los todos de primeira qualidade.
A satisfago da Brilhante Aurora e Aurora Brilhante vender muito embora bara-
to, mas a DINHEIRO.
m
No armazem de lumias baratas de
Sanios uelht, rna do (lueimado, d.
19, veflde-seo seguate
Attencae.
Laziihas.
Ricas laazinhas para vestido, fazenda a melhor
que tem vindo ao mercado, tanto em gosto como
em qualidade da fazenda, pelo baratissimo preco
de 560 rs. o covado.
Laazinhas miudinhas carmezins, proprias para
vestidos de meninas, e camisinbas a 640 o covado.
Cortes de lia com 15 covados pelo baratissimo
preco de 65.
Cobertas de chita da India pelo baratissimo preco
de 25500.
Lencpes de panno de linho a 5-
Lenfoes de bramante de linde fino pelo baratissimo
preco de 35200.
Bramante de linho fino com 10 palmos de largura
pelo baratissimo proco de 25500 a vara.
Atoalliado adamascado proprio para toalhademesa
a 25000 a vara.
' ambraia de forro t 25600 e 35200.
'uardanapos adamascados a 35800 a duzia.
DmUus aleochoadas proprias para mos a 55 a
duzia. :
Cortes de calca de ganga amarella de lislras e !
de quadros, pelo baratissimo preco de 15200 e :
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B
GRANDE ALLIANCA
57 RA DO IMPERADOR 57
DE
Paulo Ferrera da Siim \ Companhia
Grande soilimento de motilados n grosso e a retalho. Vnioo armazem memais
vantagens Bfcrece ao pirblico.
Desenganem-se todos.
Ij o A11 ianr-a o verdadeiro hontem do progressse
J o AlHatt^a o verdadeiro e u-Loripal aruMeeo d<' jnrilht lis.
K o .%Uiaa^a o armazem que vomU; aat tiar.-rto.
K o AlJIan^a o armazem que vende os memores generosi
E a Al llanca o armazem oude preside o HieUior aceio.
Fiquem todos sabedores desta verdade,
Venliam todos ra d taiperadoi' n. S7.
Venham ver o* gneros que lemas expugtos a venda.
PARA AS FJESTAS
NEM COROAS NEM MITRAS
0
E
GRAIOE ARMAZEM
S. JOO E S. PEDRO.
Amendoas confeitadas de bonitas cr-es a Hem de Hollanda em garrames eom 24 gar-
800 rs. a libra. j rafas a 7,2oo rs. cem o garraao.
dem de casca muito nova a 3oo rs. a tibra. Lentilhas excelleote legu.ne para sopp e gui-! ^r^^, de yndissimas ,ft,Pc a qo
Avelaas a 2oo rs. a libra. i zados a* 2oo rs. a libra. Ml ""s cotes a wo r>.
Licores ftancenes de todas as qualidades a a' m
800 e i,00o t. as garrafas grandes.. liaQUeS
Manteiga ingleza perfuitamente flor a 800 de n. 1 os mais superiores do mercado a
e 96o rs. a libra. 8#S00 a caixa e 220 rs. a carta
dem franceza nova j deste auno a 600 rs. A m Al va
a libra, e 58o rs. em barris inteiros. ^ T. u .,
Marmelada especial dos melhores fabrican- mJ?0S de.4v,dro com 3 llb,,a8 u<\ai^ a
tes de Lisboa a 600 o Gio rs. a libra, ha f*400' mu,t0 Pr0P'! Para m,mos'
latas de diflerentes tamanhos. CaiTOeS
,Massa de tomate em latas de 1 libra a 56o'com bolos francezes a 500 rs. cada um.
rs. cada urna. Tifo a
dem para soda estrellinlia, pevide e rodinha JUttUlB
em caixinhas sorlidasa 3.000 3,ooo rs. cada com bolachinhas de soda de todas as qua-
^^ n K.. lu-,,!... 1 IAIM1
RA RO inrPERADOR \, 40
Juittft ao sobrado em que nutra e Sr. Osb^roe,
Para a festa de Santo Antonio, S. Joito e S. Pedro.
liarle Almrida A C, reeeberan de na praprla encommen-
da o mala lindo e variado sor tmenlo de mol hados, proprio
da presente estacio.
Manteiga ingleza
da safra nova vinda nesle vapor de 28 de
maio a 900 rs. a libra e da velna a 800 e
830 rs. a libra.
Manteiga franeeza
da safra nova a 600 rs. alibra.
Amendoas
Ameixas francezas em caixinhas com lindas
estampas a l,2ee, 4,4oo e i,6oo rs. cada
urna,
dem em frasco de vidro com rolha do mes-
mo ou de metal, a l.oo e I,4oo rs. cada
um.
dem em frasco grandes a 2,5oo rs. cada
um.
dem em latas de 1 < e 3 libras a 1.2oo e
I 2,000 rs.
Arroz da India e Maranhao o melhor que se
pode desejar a loo e 12o rs a libra e
l 2,8oo a 3,4oo rs. a arroba.
Azeite doce de Lisboa a 600 rs. a garrafa, e
! 4,8oo rs. a caada.
dem francez clarificado em garrafas bran-
cas a 9oo rs. cada urna, e 10,000 rs. a
caixa com I duzia.
Alfazema muito nova e limpa a 32o rs. a li-
bra.
Alpista a 16o rs. a libra e 4,600 rs. a ar-
roba
Bolachinhas de Lisboa da fabrica do Beato
Antonio das seguintes qualidades: agua e
sal doces, a imperiaes em latas de 6 libras
a 3,ooo rs. e de 3 '/ libras a 1.5oo rs.
e em libra a 64o rs.. estas bolachinhas
torna-se muito recommendavel com espe-
cialidade para os doentes.
Biscoitos e Bolachinhas de soda em latas de
todas as qualidades e marcas que se pro-
curar a 1,35o rs. a lata.
Bolos francezes em cartes e de diversas
qualidades a 64o rs. cada um.
Bamba de poico verdadeira refinada a 4oo
I rs. a libra c em barril a 38o rs.
Batatas novas a 16u rs. a libra.
Bolachinhas inglesas ltimamente desembar-
cadas a 24o rs. a libra e 2,000 rs. a bar-
rica.
Champagne das marcas mais superiores que
al boje tem rinda ao nosso mercado a
18,ooo rs. o gigo e l,5oo rs. a garrafa
inleira, e 800 rs. as meias.
Cha uxim o melhor que se pode desejar, e
que otitro qualquer nao vende por menos
de 3,000 a 2.Too rs. a libra.
dem perola de esp cial qualidade a ,6oo e
2,8oo rs. a libra, garante-se a qualidade
deste cha.
dem liysson o melhor que possivel encon-
trar-se a 2,4oo e 2.6oo rs. a libra.
dem do Bio em talas de 2, 4, 6 e 8 libras
a l,2ooe l,4oors. a libra.
dem preto muilo finaa l,0oo rs. a libra.
Chocolate das melhores qualidades, francez,
hespanhol e suisso a 1,000, l,2oo e l,4oo
rs. a libra.
Charutos do acreditado fabricante Jos Enr-
iado de Simas em 1 caixas das seguin-
les marcas: Parizienses, Suspiros, Oili-
cias, Napoleoes e Guanbana a 2,3oo rs.,
e em caixas inteiras Trovadores a 3,ooo
rs. cada urna.
dem de outros muitos fabricantes e de dif-
f eren les marcas para l,5oo rs. as meias
caixas, de suspiros a l,6oo, 2,000 e3,ooa
rs. as caixas inteiras.
Conservas inglezas a 800 rs. o frasco.
dem franceza a 5oo rs.
Cognac mglez das melhores marcas a 1,000
rs. a garrafa e 10,000 rs. a duzia.
dem francez superior qualidade a 800 rs.
a garrafa e 9,ooo re. a duzia.
Comitdio e erva-doce a 4oo rs. a libra.
Cravo da India a 600 rs. a libra.
Canellaa l.ooo rs. a libra.
Copos finos para agua a 5,ooo rs. a duzia, e
5oo rs. cada um.
Caf do Rio superior a 280 e 320 rs. a libra,
e 8,800 e 9..*oo a arroba.
Doce fino de goiabs a 600 rs. o caixao.
Ervilhas portuguezas ltimamente chegadas
a 7oors. a lata.
dem ceceas a 10o rs. a libra.
dem j descascadas a 2oo rs. a libra.
Farinha de araruta verdadeira a 320 rs. a
libra.
Figos em caixinhas muito bem enfeitadas a
1,000 rs. cada urna.
dem em l?las ermiticamenle lacradas a
l,5oo o2,5oo rs. cada urna.
dem em caixas de tft arroba a 2,5oo rs.
cada urna, e 2oo rs. a libra.
Graixa muito nova a loo rs. a lata e 1,000
rs. a duzia.
Genebra de Hollanda em frasqueiras com 12
frascos por 6,000 rs. e 560 rs. o frasco
dem de laranja a 4,000 rs. os frascos gran-
des o H.ooo rs. a caixa com 12 frascos.
dem de Hollanda era botijas a 4oo rs. cada
urna.
dem em garrames de 16 garrafas a 4,800
rs. enm o garrafao.
1 aletria a 4oo rs.
urna e 5oo rs. alibra.
dem macarrao, talharim
libra.
Moslarda franceza preparada em frasco a 4oo
rs. cada um
Molho inglez em garrafinhas com rol has de
vidro a 4o 1 s. cada urna.
Marrasqiiinho verdadeiro de Zara a 1,000 rs.
agarrafa, lo,ooo rs. a caixa com 1 du-
zia.
lidades a 4300.
Chocolates
de todas as qualidades a 1,simio a libra.
Presuntos inglezes
dos melhores fabricantes a 800 rs., tambem
temos velhos para 500 rs.
Queijos flamengos
j chegados neste ultimo vapor a 3ooo.
Nozes muito novas a 16o rs a libra. dem prato
Prezunto de fiambre superior a 600 e 800 melhor que se pode desejar a 1?>000.
p-, D Conservas inglezas
tm'nPOrt ES" 1,a'"' Ia ',0 rS- a lib,a- as mais novas que se pode esperar a 760 rs.
Passas novas a 48o rs. -\ libra. 1 f....
Peixe em latas de difierenles qualidades co-
mo, savel, corvina, govas, pescadinba e
oulros a l.ooo rs. a latas.
Palitos |>ara dentes a 14o e a 16o rs. o mas-
so dos melhores.
Painco o mais novo e limpo a 16o rs, a li-
Macas brancas
para sopa a melhor que se pode desejar.
macarrao, talharim e aleiria a 400 rs. a
libra e 4*500 a caixa.
Vinho
Figueira J A A e outras muitas marcas acre-
ditadas a 500 rs. a garrafa.
Idrra de Lisbea
e de outras marcas a 400 rs. a garrafa, e
24800 a caada.
dem do Porto
generosos engarrafado ds melhores fabri-
cantes da eidade do Porto a 15 e 4*200
a garrafa e de 10,5 a 125 a caixa, as mar-
cas s5o as seguintes: Chamisso & Filho.
F. A M., Nctar ou vinho dos Deuzes,
lagrimas do Douro e outros muitos.
Latas
com 10 libras de banlia a 4,5000.
Bolachinha ingleza
a 1^800 a barrica da mesma que por ahi
vendem a 25000 e 2*400.
Alpista e Painco
o mais novo do mercado a 140 rs. a libra,
e 45400 a arroba.
Nozes
as mais novas do mercado a 120 rs.a libra.
Cervejas
dos melhores fabricantesje de todas as mar-
cas de 4*500 a 6*500 a duzia.
C^ABUTOS
Charutos Thom Pinto,. Beis e outros em
meias caixinhas a 1*500.
Arroz
do Maranhao a 100 rs. a libra, e da India
a 80 rs. a libra, e 2*500 a 3*000 a ar-
reba desses que vendem por 35400.
CAF
de 1.a e 2.a sorte do Bio de Janeiro a 8->506
e 85800 a arroba, e 280 a 300 rs. a libra.
Garrafoes
com 4 i carrafas com vinagre a 1*000 com
o garrafao.
GENEBBA DE LARANJA
verdadeira a 1*000 o frasco, e de 11*000
dem suisso a melhor qualidade que al ho- mercado a 2*600. a caixa.
je tem vindo ao nosso mercado a 800 rs. MaSSaS amarellaS jem frasqucil.as deJaod| a ^ CQm
, lrtil '' .. liara sopa, macarrao, talharim e aletria a 12 frascos,
dem tondnno a 9oo re. l m J a |fl)| |
Sal retinado em potes de vidro a 5oo rs, <><%*< i^- ...-. u^>r'"A
cad-, m COfcSAC de Hollanda verdadeira em frasqueta a 600
P,,..r ,ln .. o minio afamado cognac Pal Brandv a 1,800 rs. cada urna
K ^TreTJST 3 '00 rS- 31 ',s- a arrafa e E "*" muilas '^' pALIT0S
Sardinha de- Lisl\a f NaiUes em quartos e ^* 4' e l^J^^ "s SS* ** ^ "az a a groza
meia,-tatas a 38o e B80 ... cada urna. |apidade8 ,L e 5,ooo rs. a ^ '^ TSw
&SSU&\!Z&:mm' : ^. ePa 440 e 500 r, cada um. finos de ,odasas.qual!a!& a to.ooo a c.i,,
Sevada a loo rs. a libra e 2 800 rs a ir- 1 P*V com urna duzia e a 1,000 a garrafa,
roba -'mo '' a '" almaco, greve, peso e de outras mudas qua- PASSAS
lidades de 2,2oo, a 4,5oo a resma do me- as mais novas do mercado a 0,5oo rs. a cai-
Ibor. xa e Roo rs a libra.
azul e pardo para einbrulhode 1.4oo a 2,2oo
bra, c a 4,3oo rs. a arroba.
Palitos do gaz a 2,loo rs. a grosa, e2oo rs.
a duzia, e 20 re. a caixinha.
Queijos flamengos chegados neste ultimo
vapor, a 3,ooo
dem pialo muito fresco a 800 e Ooo rs. a
libra.
Figos
em libras e caixinhas ricamente dottradas,
proprias para mimos a 900 e 15200.
Cha uxim
o melhor que se pode desejar, que outro
qualquer nao pode vender por menos de
90 a 2#60O.
dem perola
especial qualidade a 2*700 rs. a libra.
dem hvsson
o mais aromtico que tem vindo ao nosso
mercado a 2*600.
Massas amarellas
rs. a resma.
Traques de I." qualidade a 9,5oo rs. a cai-
xa, e 24o re. a carta.
Toucinho novo de Liiba a 24o e 32o rs. a
libra.
Tijolo para limpar facas a 15o rs. cada um.
Vinho em pipa Porto, Lisboa e Figueira das
melhores marcas a 3,8oo rs. a caada, e passas corinlhias muilo novas proprias para
5oo re a garrafa. podim a 800 rs. a libra.
dem do Porto Lisboa e Figueira de marcas F111110'
menos conhecidas a 4oo rs, a garrafa, e ,
o verdadeiro fumo americano em chapa a
Corinthias
2,8oo rs. a caada..
dem Colares especial vinho a 600 rs. a gar-
rafa.
IdemLavradio muito fresco nao levando com-
composicao a 50o rs. a garrafa, e 4,000
rs a caada.
dem branco de uva pina a 56o rs. a garra-
fa, e 4,5oo rs. a caada,
dem mais baixo a 4oo rs. a garrafa, a 3,ooo
rs. a caada.
dem Bordeaux em caixas de 12 garrafas das
marcas mais acreditadas a 6,000 e 7,ooo
rs. a caixa.
dem muilo especial que raras vezes vem ao
nosso mercado a 1.2oo rs a garrafa, ga- .
ranle-se que por este mesmo preco d
prejuizo e s se encontra n'este arma-i 1
zem. M
dem do Porto em caixas com 12 garrafas'*
das seguintes marcas Lagrimas do Dou-I
ro, Duque do Porto, Genuino, Ve I lio Par-
ticular, Malvasio fino. I). Pedro V, D. I
Luiz I, Nctar e otUros a U,ooo e lo.ooo
rs. a caixa e )oo e 1,00o rs. a garrafa.
dem Muscate! superior a 1,00o rs. a garra-
fa, e 10,000 a caixa com 1 duzia.
Vinagre puro de Lisboa a 2oo a garrafa e
2,4oo rs. a caada. i
dem em garrafoes com 5 garrafas a l.ooo
rs. com o garrafao.
Vassouras do Porto de arcos de ferro a 32o
rs. cada urna.
dem de escova para esfregar casa a 36o rs.
cada urna.
Velas de espermacete superiores a 56o rs.
a libra, e 52o om caixa.
dem de carnauba refinada e de composicio
a 36o rs. a libra, e de lo.ooo a H.ooo rs.
a arroba.
l,4oo rs. alibra
Vinagre
PBBem ancorlas de 9 caadas a 15,ooo rs.
cada urna.
Cebollas
as mais novas do mercado a ".000 rs. a caixa
e l,ooo rs. o molho.
Os proprielarios do grande armazem o Verdadeiro Principal declaram aos seus
freguezes e amigos c ao publico em geral, que para facilitar a commodidade de todos es-
tipularam os mesmos precos nos seguintes lugares:
Unio e Commercio ra do Queiiua 0 Verdadeiro Principal roa do Imperador n. 40
dos melhores fabricantes de Lisboa, como se-
jam Abreu e outros muitos a 600 rs. a
libra.
Pregunto
o verdadeiro prezunto de Lamego a 52o rs.
a libra.
ABBOZ
Maranhao, Java e India, a too rs. a libra e
de 3,ooo, a 3,2oo is. a arroba.
VELAS
de espermacete de diversas marcas a 56o rs.
a libra e em caixa ter abatimenlo.
VELAS
de carnauba em caixas de arroba a 9,3oo s
caixa e 34o rs. a libra.
1 irte.
CambraU adamasrada com 20 vara.-, propria
r>r.ra cortinado, pelo baratsimo brego de OJOOO
Maxia l'ia pelo biratiix
B
o
co
o.
i

vara:
pro-
A ti ene A o
a peca
IIico cortes de t a
pre^o de 18^.
['ocas i!e catnbraia de salpico? com 8 l|2
pelo baratissfnw preco de 45.
Pe^as de plalhado algodao rom 10 varas,
piia para sala n 4J120O.
Ksteiras da India, proprias para forro do ala.' %<* r,inii j. n
de i, 5 e 6 palmo, l largura, por menoi preco do : **nrf ',nd* Ao p,*SVa
.jue m outra qnalqnor parte. tf5" I J**, ,r"Pr.ls. P^ra a |>re?ente festa de S.
I: armazem tambem se encontrarjm g.an-1 g' f"c .. ^ ^,e5? Dor .."* 80 ''? lihra,
de ; Tt.mento de ro.ipas feims, e m* ^_____ r^d mtiff u"h.f!Z a "T mmUj
------;;t----------------------------r.----------^----- ." 'J ,l !l," ">*> ora, doce de gwiaha o mais
\oade-sourna nrua dBaranda para aepo-, lin. que pude liaver, e tambem se vende barato
sito de ossos : na ra da ImperaUii, toja de mar- por ter srande por$o : na ttberna da travesa do
cioeroB. 18. iQueimado n. i.
INJECCAO E CAPSULAS
VEGETAES ao MATICOl
GRIMAULT E C'.A PHARMACEUTICOS EM PARS
Novo tratamenlo preparado com as rol bu de Miir, r> re d p<-r, para a cura rpida e infallivel
da Gooorrhea sem recelo algum da conlraccSo do canal on da lnflammai;<> dos intestinos. O clebre
doutor Ricord, de Pars, ter renonciado, desde sua appariQao, aoemprcn de nunlquer otitro tratamenlo.
Emprega-se injerriio no cmico do Quxo. as capsulas ein todos os casos clironicos e inveterados, que
resistiro s pTeparac6<,s do copaliu, cubeba e s injecedes com base metallica.
Depsito geral: em Parit, em casa de MM. Grlmaut re, j>barniareutirog, 7, ra de lo Feuillade-,
em Lisboa, Joa-Agoatlnho da Coata-Carvalhu Jualor; no /'orto, MIkiicI Jas de aaaaa-Fer-
rrlraj em o lio-de-Janeiro, Geataa, 102, ra S. Pedro em Bohia, Joa-Cartano Ferrelra-Enpla.
hrira; em Mo Grande, Joaqun de Godoy; em JTaranho, Fcrrrlra e Ca em Pernambvco,
shoiim e C*, ra da Cruz, 22; Seuaa, e as principaes pharmacias do Braiil.
GRANDE LIQUIDACAO
DE
Na lojn da ra do Cre^o numero 17.
Aproveitem todos.
G proprietario deste importante estabelecimento vai Europa comprar fazendas de'
apurados costos para melhor servir as Exmas. senboras, raiao porque est vendendo fa-
zeadas baralissimas.
Cortes de rico blonde para casamento a 905, soutembarques pretos moito importante
a 20, 2oe28S, mantelete pretos a i e tbS, capas pretas importantes a 33 e 404,
capas de casemira de cor a 18,5 e 255, soutembarques de casemira a 108, chapeos de pa-
lta copa redonda, veos hrancos a 155, cortes de laa muilo apurado gosto a 1, corles de
laa cora barra a 105, W, 133 e 20, cortes de cambraia brancos bordados a 255 e 30J
chitas de todas as qualidades francezas e inglezas a 320, 360, 410 e 500 rs., bramante de
linho muito uno pecas de 2 varas a 20*, 245 e 235, bretanha de linho multo fino a 185
e 205 pecas de 23 varas.
MadapolSes finos a 85,9$, 105. 115 e Ul
Cambraias lisas com 9 palmos de largura a 25300 a vara, pecas de 8 Ii2 varas a
55, 05,75,85,95 e 105. J
Para o Club Pemambucano.
Filinete circassiano fazenda.de.muito apurado poste para vesfiBOs. proprios oe parti-
das e de bailes, e minio recoiuoieodavel por ser muito apreciada em Constantinopla. E'
admlravcl o seu bora gosto.
9sfm
h txW&W "e^8? *-a?), "^s7
Charutos de Ha va na
de superi ir qualidade vendem-se em casa
de Schafleitlin & C, ra da Cruz n. 42.
Rna da Senzalla IVova n. 42.
Neste estabelecimento vendem-se: tachasde
ferro coado libra a 110 rs., idemdeLo*
Moor libra a 420 rs.
Deposito geral em Pernambnco ra da Craz n. 22 emeasa de Caros 4 Barboza
bul casa ue Mills Lathau i t., ra do
Cruz n. 38, \enrtt--se o segunte:
Folhas de ferro galvanisado.
Tintas em oleo.
Oleo de linhaca.
GAZ GAZ GAZ
Vende-se gaz da melhor qualkhde a 12)5
a lata e em lotes de 10 latas para cima se
far abatnenlo. no armaiera do Caes do
Ramos n. 18 e ra do Trapiche Noto nu-
mero 8. _________________
liria 4a Senzalla n. 42.
Vende-se, em casa de S. P. Joboston A'C,
sellins e silboes inglezes, candi*iros e casti-
ces bronzeados, lonas ingleza*, lio de vela,
chicotes para carros e montara, arreios para
carros de um e dous carvallos, e relogios de
ouro patente mglez.


torio r PrrMMfiaM m*\i* fclra i f 4c analto de i 84
' -
V
\
C LAR I.II
COMMERCf
RA DO QUEIHADO W. 15
Passando o becco da Congregado segunda casa.
NOVIDADE.
Pereira Rocha A C. acabam de abrir na ra do Queimado n. 45 om armazem de molhados denominado Clarim Comniercial,
onde o respeitavel publico encontrar sempre um completo sortimento dos melhores gneros que vem ao nosso mercado, os quaes
aerao vendidos por precos muito resumidos como o respeitavel publico ver pela tabella abaixo mencionada ; garante-se o bom peso
e boa qualidade dos gneros comprados neste armazem.
Arroz do Maranh5o,da India e Java a 60, 80 Chourifas e paios muito novos a 800 rs. a
e 100 rs. a libra e 1/5800 a 2,9600 e 35 libra.
a arroba. Cevadinha de Franca muito superior a 220
Ameixas francezas em latas e em frascos a rs. a libra.
4,5200 e 40600 emfrasccs grandes a.Cevada a 80 rs. a libra.
2^300. Ervilhas portuguezas a 640 rs. a lata,
dem em caixinhas elegantemente enfeitadas, dem seccas muito novas a 200 rs. a libra,
com ricas estampas no interior das caixas Figos de comadre e do Douro em caixinhas
de oito libras e canastrinhas de 4 arroba a
4,5800, 5,5500 e 280 rs. a libra.
Farinha do MaranhSo a 460 rs. a libra.
a 124000,1,5400, 4*600 e 20.
Amendoas com casca muito novas a 280 rs.
a libra.
Alpista a 460 rs. a libra e a 45600 a arroba. Farinha de trigo a 120 rs. a libra.
Azeite doce francez muito fino em garrafas Genebra de Hollanda verdadeira marca VD
grandes a 960 rs. a garrafa. a 560 rs. o frasco e 60200 a frasqueira.
dem de Lisboa a 640 rs. a garrafa.
Araruta verdadeira de matarana a 320 rs. a
libra.
Avelas moito grandes e novas a 480 rs. a
libra.
Discernios inglezes de diversas marcas a
!.->300ris.
Dolachinliasde soda, latas grandes, a 2<5 rs.
a lata.
Ditas inglezas muito novas a 30000 a barri-
quinlia e a 200 rs. a libra.
Danha de porcor einada a 440 rs. a libra e
e em barril a 4C0 rs.
Cha hysson, huchin e perola a 10600, ,
20500, 20800 e 30000 a libra,
dem preto muito superior a 20000 a libra.
Cervcja preta e branca, das melhores marcas dem em lata a 640 rs.
que vem ao mercado, a 500 rs. a garrafa Marmelada imperados melhores conservei-
Palitos do gaz a 20200 rs. a grosa.
Passas muito novas a 480 rs. a libra
Peras seccas muito novas a 600 rs. a libra.
Painco a 200 rs. a libra.
Polvo secco muito novo_a 400 rs. a libra.
Presuntos de Lamego "em calda de azeite e
muito novo a 640rs.
Queijos flamengos do ultimo vapor a 30100
dem prato.
Sal refinado em frascas de vidro a 600 rs.
cada um.
Sardinhas de Nantes a 360 rs.
Sag muito alvo e novo a 260 rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra,
dem em garrafes de 3 e 5 gates a 50500 Tijolos de limpar facas a 140 rs.
e 70500 cada um com o garrafo. | Vellas de carnauba pura a 360 rs. a libra.
Graixa a 100 rs. a lata e 10100 rs. a duzia. dem stearinas muito superiores a 600 rs. a
Licores muito finos a 700 rs. a garrafa. libra,
dem, qualidade especial e garrafas muito Figos em caixinhas ermeticamente lacradas
grandes, a 10800 rs. a garrafa.
dem garrafas mais pequeas a 800 rs.
dem, garrafa forma de pera e rolha de vi-
dro, a 10000 rs., so a garrafa vale o di-
nheiro.
Manteiga ingleza perfeitamente flor, desem-
barcada de pouco a 960 rs. a libra, e da
de segunda qualidade a 800 rs.
dem franceza muito nova a 640 rs. a libra.
dem de tempero a 400 rs.
Massa de tomates em barril a 480 rs. a libra.
e 50800 a duzia.
Cognac inglez fino a 900 rs. a garrafa.
Conservas a 720 rs. o frasco,
dem, so de pepino, a 720 rs.
dem, s de azeitonas, a 750 rs.
Charutos dos melhores fabricantes da Babia
e especialmente da fabrica imperial de
ros de Lisboa a 600 rs. a lata.
Marrasquinho de Zara, frascos grandes, a
800 rs.
dem regular a 500 rs.
Massas finas para sopa : estrellinha, pevide,
rodinhas e letrianhas a 600 rs. a libra e a
40 a caixinha com 42 libras.
Candido Ferreira Jorge da Costa, a 40800, i Nozes muito novas a 460 rs. a libra.
20000, 20200, 20500, 20800, 30000 e Peixe em latas preparado pela pnmeira arte
30500 a caixa.
Caf do Rio muito superior a 280 e 320
rs. a libra e 80500 e 80800 rs. a arroba.
de cozinha a '40 rs. a lata.
Palitos de denles a 460 rs. o masso.
Palitos de dentes a 420 rs.
dem londrino chegado no ultimo vapor a dem de flor a 200 rs.
900 rs. a libra. Amendoas confeitadas a 900 rs. a libra.
Carines de bolinlios francezes muito novos e Doce de goiaba em latas o melhor possivel a
muito bem enfeitados a 700 e 600 rs. | 20 e em caixo a 640 rs.
a 40600.
Vinho do Porto engarrafado o melhor que
ha neste genero e de varias marcas, como
sejam: Velbo de 4845, Duque do Porto,
Madeira, D. Pedro, D. Luiz I, Maria Pia,
Bocage, Chamisso e outros a 800, 900 e
40000 a garrafa, e em caixa com urna du-
zia a 90000 e 400000.
dem em pipa, Porto, Lisboa e Figueira a
480, 500 e 560 rs. a garrafa e 30, 30500
e 40 a caada.
dem branco de Lisboa muito fino a 500 rs.
a garrafa.
dem de Bordeaux, Medoc e S. Julien a 700
e 800 rs. a garrafa, e 70000 e 70500 rs.
a duzia.
dem Morgaux eChateauluminide 4854, a 10
a garrafa.
dem moscatel a 800 rs. a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 200 rs, a garrafa e
10200 rs. a caada.
Kirsk garrafas muito grandes a 10800 rs.
Alm dos gneros cima meneionados te-
mos grande porcSo de outros que deixamos
de mencionar, e que tudo ser vendido por
pecas e carnadas, tanto em porces como
retalho.
Quem comprar de 1000000 para cima te-
r o abate de 5 por cento.
UNIAO MERCANTIL
RVA 1IACADE1A O RECIFE tf. 53.
NOVO E
OBAHDB AEttZSl DE MOLHADOS
RA DA CADEIA 1IO RECIFE flf. &3.
Francisco Fernandes Duarte acaba de abrir na ra da Cadeia do Hecifen. 53, um grande e sortido armazem de molhados de
BominaJo Unido Mercantil. Neste grande armazem encontrar sempre o respeitavel publico um completo sortimento dos melhore?
ceneros que vem ao mercado, tanto estrangeiros, como nacionaes, os quaes sero vendidos em porces ou a retalbo por precos asss
--=-.....-iw*. Vinagre de Lisboa a 200 rs. a garrafa e
Manteiga ingleza especialmente escolhida
de primeira qualidade a 900 rs. a libra,
em barril se faz abatimento.
Manteiga franceza a mais superior do mer-
cado a Ouu rs. a libra, e 580 rs. em barril
ou meio.
Prezuntos inglezes para fiambre, de superior
qualidade, chegados neste ultimo vapor, a
7-20 rs. a libra.
Queijos flamengos chegados neste ultimo
vapor a 40000.
Queijo prato muito fresco e novo a 640 rs.
a libra.
Castanhas muito novas a 120 rs. a libra e
e 30000 a arroba.
Cha uxin o melhor que ha neste genero,
mandado vir de conta propria a 20800
rs, a libra.
Cha hvson muito superior a 20560 rs. a li-
bra"; cha hyson proprio para negocio a
10500 rs. a Mbra.
Cha preto muito superior a 20 a libra.
Biscoutos inglezes em latas com differentes
qualidades, como sejam craknel, victoria,
piquelez, soda, captain, seed, brnez e
outras muitas marcas a 10350.
Bolachinha de soda em latas grandes a 20.
Figos em caixinhas hermticamente lacra-
das, muito proprias para mimo a 105OO.
Caixinhas de 4 e 8 libras de figos de coma-
dre a 10 e 20 cada urna.
Passas muito novas, chegadas neste ultimo
vapor a 500 rs. a libra e 30 um quarto ;
e era caia se faz abatimento.
Ameixas francezas em latas de meia a 3 li-
bras a 800 rs.
Champagne da marca mais superior que
Cerveja branca e preta das melhores marcas
que ha no mercado a 500 rs. a garrafa e
5*800 a duzia.
Cognac inglez de superior qualidade a 800
e 10200 a garrafa.
tem viudo ac' "^ "lerc^a 180 o gigo,! c',7e'h;spS; 'g libra.
earaole-se a superior qualidade. F ": ,
Vinho Bordeaux das melhores qualidades Genebra de laranja em frascos grandes a 4.
quesepodedesejarde 70500 a 80000 a '
caixa e 720 a 800 rs. a garrafa.
Caixasom vinho do Pono superior de 90
a 10* a duzia-, e 900 a 40 a garrafa; deste
genero ba grande porcSo e de differentes
marcas acreditadas que j se venderam! Licores francezes das seguintes qualidades:
por 145 e 150 a caixa, como sejam: Duque Anizete de Bordeaux, Plaisir des Dames
do Porto, Lagrimas do Douro, D. Luiz,! e de outras muitas marcas a 10 a garrafa
e 100 a caixa.
Marrasquino de Zara a 800 rs. a garrafa e
90 a duzia.
Mostarda ingleza em potes j preparada a
400 re.
Camrjes, Madeira secco, Carcavellos, Nc-
tar de 4833, Dugue Genuino.
Vinho de pipa: Porto, Figueira e Lisboa, a
400 480 e 560 a garrafa, e 30, 30200
e 30508* am.
Vinho branco de superior qualidade, vmde
j engarrafado a 6W re. a garrafa e a 500
rs. de barril.
Sardinhas de Nantes a 340 rs. o quarto e 560
rs. meia lata.
Latas com peixe em posta : savel, corvina,
vezugo, cherne, linguado, lagosinha, a
10300 rs.
Salmo em latas, preparado pela nova arte
de cozinha, a 800 rs.
Macaa de tomtes em latas de 4 libra a 600
ris.
Chourigase paios em latas de 8 emeia libra
por 70.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra t
80600 a arroba.
Bolaxinha ingleza a 320 rs a libra e 401
barrica.
. Sag muito novo a 240 rs. a libra.
Cevadinha de Franga a 200 rs. a libra.
Farinha do Maranhao a 120 rs. a libra.
Araruta verdadeira a 320 rs. a libra.
Cevada a 120 rs. a libra e 30 a arroba.
Alpista a 160 rs. a libra e 40800 a arroba-
Batatas muito novas em gigos com 40 libra
por 10500.
Cebollas a 10 o molbo com mais de 100 ca-
da um.
Caf lavado de primeira qualidade a 300 rs.
a libra e 90 a arroba.
Caf do Cear muito superior a 280 rs. a li-
bra e 80400 a arroba.
Caf do Bio, proprio para negocio, a 80.
Arroz do Maranboa 100rs. a librae 20800
a arroba.
Arroz de Java a 80 rs. a libra e 2*400 a
arroba.
Vellas de spermaceti a 560 rs. a libra e
540 rs. se for em caixa.
Vellas de carnauba refinada a 320 rs. o mas-
so e a 90 a arroba.
Doce de goiaba a 640 rs. o caixo.
Macarro, talharim e aletria a 480 rs. a li-
bra ; em caixa se faz abatimento.
Estrellinha,pevide e arroz demassa para sopa
a 600 rs. a libra e 30 a caixa com 6 libras.
Palitos de dente lixados com flor a 200 rs.
o masso, ditos lixados sem flor a 160 re
o masso com 20 massinhos.
Gomma de engommar muito fina a 180 rs. a
libra.
Banha de porco refinada a 480 rs. a libra f
400 rs. em barril pequeo.
Charutos dos melhores fabricantes de 8. F-
lix, em caixas inteiras ou em meias, de
10600, 20 e 30.
Mostarda ingleza em p, em frascos grandes,' Presuntos do reino, viBdos de conta propria
a 10 cada um. de casa particular, a 400 rs. a libra; inte-
Sal refinado a 500 rs. o pote. ro se faz abatimento.
10200 a caada.
Azeite doce retinado em garrafas brancas a
800 rs.
Azeite doce de Lisboa a 640 rs. a garrafa e
40800 a caada.
Geneora de Hollanda a 500 rs. o frasco e
50800 a fiasqneira.
Caixinhas com ameixas francezas, ornadas
com ricas eslampas na caixa exterior,
muitopropriasparamirao,a 1020o, 10500
e20.
Frasco de vidro com tampa do mesmo, con-
tendo meia libra de ameixas francezas, a
10200.
Marmelada imperial, dos melhores conser
veiros de Lisboa, em latas de 1 e meia a
2 libras a 600 rs a libra.
Fruclas em calda das melhores qualidades
que ha em Portugal em latas hermtica-
mente lacradas a 500 rs.
Peras seccas muito novas a 640 rs. a libra.
Nozes muito novas a 160 rs. a libra.
Amendoas de casca molle a 400 rs. a libra.
Avelas muito novas a 200 rs- a libra.
Amendoas confeitadas de diversas cores a
800 rs. a libra.
Macaas e peras chegadas neste ultimo vapor,
muito perfeitas, s vista se faz o preco.
Conservas inglezas em frascos grandes a 750
rs. cada um.
Ervilhas francezas e portuguezas em latas de
1 libra a 640 rs.
Ervilhas seccas muito novas a 160 rs. a
libra.
Chocolate francez, o que ha de melhor neste
genero, a 10200 a libra.
PARA BEM DE TODOS
FAZEI FAVOR DE LR ESTE ANNUNCIO
da economa domestica que se vai tratar.
O assumpto importante.
descobrio-se \iime
O verdadeiro e principal armazem de molhados o do
BAL
IZA.
Maguen contestar esta verdade.
A fama Cara correr esta noticia.
A posterldade bemdlr o nome do Baliza.
Actnalldade Batel palmas de contentamento!
mm
Sem mitras nem coreas para ornar a fachada de seus annuncios, e as portas do edificio em que habita, o Baliza se
contenta em tomar o seu lugar de honra na vanguarda de todos os homens do progresso.
Sopre embora o maldito Clarim, o seo toque de retirada a marche-marche do desacreditado Progresso; arme a tenda
dos falsos apostlos da sinceridad no tratro, da realidade na pratica dos negocios commerciaes. revele finalmente a sna
grande insobordina?o fingindo de6conhecer os seus superiores, deixando-se ficar sentado, em vez de perfilar-se e fazer a
continencia do estylo, porque o incansavel Baliza sempre fiel ao seu juramento ter continuamente na melhor ordem lodo o
seu trem de guerra e no mais comptecto movimento, o seu preslimo para bem servir, desde o mais simples camarada at
o mais alto general da primeira classe do exercito dos seus constantes freguezes.
Entremos na materia :
SENTIDO!
ORDEII DO DA.
Desde l.1 publicado deste annuncio at segundo aviso Manoel Pedro de Mello, propietario do grande armazem
do Baliza estabelecido ra do Livramento ns. 38 e 38 A vender a todos os seus freguezes.
Cinco por cento menos
que qualquer dos seus amaveis collegas que por menos annunciar. Qualquer objecto que nao chegue a contento dos se-
nhores compradores, pode ser devolvido anda mesmo pelas pessoas que morarera no centro da provincia.
O dinheiro recebido pelo gener0 que n5o agradar ser restituido sem constrangimento algum.
DeelaracSo importante.
falso o boato que tem fcito espalhar o soldado soprador da ra do Queimado de que se acha o Baliza associado
ao armazem UniSe Mercantil aberto a ra da Cadeia do bairro do Recife.
A liga entre os collegas um crime de lesa-povo.
E entre-tanto o Baliza ligueiro.
Ligueiro sim das ideas liberaos dos progressistas de todo o universo aos sentimento mais ntimos de seu corceo.
Deste modo de pensar ser o Baliza eternamente conservador.
Pe leas de cores.
A loja da Aurora na ra larga do Rosario n
38, rcrebeu sortimento de lavas do Jouviu de cu-
res chegadas pelo ultimo vapor asmis (rascas
que tem chegado, tanto para honiem como para
senhora, digo, muito proprias para o baile que
lera de haver vespera de S. Joo; assim cerno tam-
bem renda lisa pecas de 10 varas a 400, 300 e
600 rs.
Osseohore que compraron fr 4004000 para cima, terao o descont de 5 por cento, pelo prompto pagamento.
MOVIMENTO
BAIRRO DO RECIFE, RA DA CADEIA N. 50
0 mais novo e o melhor
ARMAZEM HE JIOJLH VIIO*
Esquina defronte da na da Madre de Dos
Antonio da Silva Campos, successor do anligo Xascimento defronte do becco Largo, bem co-
nhecido j nesta praca, acaba de transferir o seu estabelecimento para a casa cima indicada, onde
os seos benvolos amigos e freguezes, bem como o respeitavel publico em geral encontrarlo o mais
variado, cscolhido e melhor sortimento de molhados, a par do aceio, elegancia e bom rgimen do esta-
belecimento. .
O annunciante, tendo fcito urna completa reforma no locante a casa e gneros, possuindo Dons
correspondentes na Europa para remessas do conta propria, aclia-se convencido que merecer a pro-
teccao de lodos os amigos do bom e barato, a qual desde ja reclama, asseverando-lhes que jamis des-
merecer a coDianfa com que se dignarem de o honrar.
Em resumo, visite o respeilavel publico o novo c superior armazem Movimento, compre-ine al-
gans gneros, e enlao 6car convencido da realidade do presente aviso, verificando por si mesmo que
nenhum outro estabelecimento o serve melhor que este, seja em commodidade de piceos, agrado e
delicadeza, ou legalidade de pesos e medidas. .
Finalmente, todas e quaesquer garantas que estabelecimenlos idnticos leem ollereciuo ao?
concorrentes, sero manlidas neste em grao maior. _____________________________
LIQODACAO
Vende-se alpaca prela a 500 rs. o corado.
Vende-se alpaca preta para vestidos a 500. 600.
700 e 800 rs., fina de cordo a 800 rs para pale-
tot, princesa prela a 800 e 640 o cuvado, bombaii-
na preta fina a 1A00 o covado, lazinhas preta
para senhora quo estao de luto a 720 o covado :
na ra da Impcratriz n. 36. A loja est aberta at
s 9 horas da noite.
MAZEM CONSERVATIVO
23Largo do Terco23.
Joaquim Simo dos Santos tendo de se retirar est resolvido a liquidar e fazer urna grande
vantagem a quem seu armazem frequentar, e vender por menos do que outro qualquer annnnciante,
para iso tem um vantajoso sortimento unto neste armazem como fra e para melhor servir o publico
o annunciante scientifica aos seus freguezes que tem frecuentado este estabelecimento que de
hora em diante terao a vantagem de 10 a 20 por cento menos que compraram em outra epeca pelo
seu prompto pagamento.
Attenoao.
Caf do Rio de primeira e segunda sorte a 270 e
300 rs. .
Arroz pilado a 80 e 100 rs. a libra e 2*400 e 3*
a arroba.
Milho alpista limpo a 170 rs. a libra e 4*800 a
arroba.
Toucinho de Santos e Lisboa a 240 e 280 rs. a libra.
Passas de carnada a 500 rs. a libra c 103 a caixa.
Azeite doce de Lisboa fino a 640 rs. a garrafa e
4*800 a caada.
Dito de carrapato a 320 rs. a garrafa e 2*240 a
caada.
Massas para sopa aletria, macarro e talnarim a
480 rs. a libra e 10* a caixa.
Chouricas as mais novas a 800 rs. a libra.
Charutos em macos de 50 a 6* o milheiro e a
640 rs. o cento.
PLVORA.
Vende-se em barril por menos do qne J0*"
qualquer parte, para fechar conta : dootm
de J. A. Moreira Dias, ra da Cruz n. 26, onde en-
contrarao as amostras^
LIOIIIDACAO.
Borzeguins para senhoras e meninas a 1*500,
sapatos de marroquim com salto a 1*. obras fran-
cezas, sapatos de borracha a 640, Umancos a 400
rs., tanto para homem como para senhora: na ra
dos Quarteis n. 22 junto a loja de funileiro.
Dito cm caixa da Rahia dos melhores fabricantes
de 1*200, 2*400 3* c 4*.
Phosphoros do gaz vindo de conta groza 2*300.
Manteiga franceza a 600 e 640rs. a libra.
Dita ingleza flor a 800 e 900 rs. a libra.
Riscoutos e bolachinhas de soda a 1*300 e 2*.
Vinho do Porto engarrafado a 800 rs., garante-se a
superior qualidade.
Dito em pipa Figueira das marcas mais bem co-
nhecidas a 500 rs. a garrafa e caada 3*800
e 3*500.
Dito de Lisboa especial para negocio a 360, 400 e
440 a garrafa e era caada faz-se abatiment.
Dito branco proprio para missa a 640 e 500 a gar-
rafa e em caada a 5* e 3*300.
Rolachinha americana a 800 rs. a libra e era bar-
rica ha grande abatimento.____________
i Sitio venda-
Vende-se ou permuta-se por predios nesta cida-
de um dos melhores sitios dos Alflictos com excel-
ente casa de vivenda, constando de 7 salas, 8
quartos, grande estribara, cocheira para 4 carros,
duas cacimbas de agua potavel, duas baixas de
caplm, Innmeros arroredos de fructo, e pasto
para 8 vaccas: quem o pretender, dirija-se a ra
do Queimado, loja de ferragens n. 33, que achara
cora quem tratar.
Ferros para onrlves.
Na ra larga do Rosario n. 24, loja de ourives,
vendem-se todos os ferres e utencllios de ourives.
Algodao da Bahit
para saceos de assucar e roana de escravo -, tem
para vender Antonio Luix de Oliveira Azevedo &
C., no sea escriptorio ra da Croa u. i.
ESCRAVOS TUUDOS.
No dia segundafeira 16 do corrente anno sa-
bio do sitio no Arraial, morada de Francisco Jorge
de Souza, o seu escravo Jos, pardo, idade 18 an-
uos, estatura regular, boas feicoes, bem deseaba-
rajado at no fallar, ecorpolento, prelextandocom
o poder de Dos, procurar melhor senhor, pelo quo
foi ter com o senhor correlor de escravos Lopes
Machado, morador na ra das Larangeiras, aonde
se conservou por tres dias, mediante urna troca
por um escravinho do Sr. Machado ; mas nao se
realisando a troca, tornou Jos bem pezaroso por
continuar com o mesmo primeiio senhor, de oujo
tornou no dia segunda-feira 13 do corrente mez a
sahir sem haver cousa que duvida lizesse, limpo e
contente, todo cheio de grabas vende-se e troca-se
logo que qualquer dos negocios nao seja feito pela
occasiao, por isso que nao havendo precisao de
vende-lo, s existe de prompto o cumprimento do
castigo do vicio ser o proprio vicio. Fica-se agra-
decido a quem o pegar, levando ao mesmo sitio, ou
na ra da Gloria, casa do Sr. Joaquim Jos Fer-
reira Penha,gratilicando-se.
Fugio do abaixo assignado urna escrava eri-
oula, de nome Ralbina, idade de 80 auno.-, cor fula
e feia, o beico inferior mais cahido, pernas linas,
tem o andar apressado : roga-se as autoridades
policiaes e capites de campo que a pegaren), le-
vem-na ra da Gloria, na Roa-Visla, casa n. 51.
Joaquim Trajano da Silva.
Fugio no da Io do corrente o escravo ilaiti-
nho. com os signaes seguintes: altura regular,
bastante fulo, rosto comprido, pouca barba, e so-
mente na ponta do queixo, falla brando, levou ves-
tido paletot velho de alpaca de cordo preta, cha-
peo de palha, levou urna pequea trouxa de roupa,
natural da matriz da Varzea, porm ha tempos
que tlnha sido vendido para om engenho da co-
marca de Santo Anto, e a pouco mais de tres me-
zes foi vendido nesta cidade pelo Sr. Jos Patricio
de Moura Cazel da mesma comarca: rogase a
quem o pegar, de o levar ra do Queimado n.
77, que ser bem recompensado._____________
F iigo
honiem 6 do corrente, da casa de seu senhor, o
cabra de nome Paulino, marcado de bexigas, bai-
xo, corpo regular, vistas baixas, sahio de manlia,
levando comsigo camisa de riscado e calca escura :
pede-se aos senhores capites de campo ou qual-
quer pessoa que o pegar, lera-lo ra do Crespo
n. 5, loja de Marcelino & C, que se gratificar.
ATTEN(M
Acha-se fgido o escravo de nome Faustino, de
idade 40 anno?, pouco mais ou menos, cor fula, at-
ura regular, grosso do corpo, bem espadado, bar-
bado, e j cora alguns cabellos braneos na barba,
bracos e pernas grossas e bastante cabelludas, leu-
do as pernas arqueadas, porm nao muito, coslu-
raa andar em sambas, e as vezes embriaga-se bas-
tante por gestar muito de beber : portanto roga-
se s autoridades policiaes desta e das provincias
limitrophes, que o acam apprebender e leva-lo a
seu senhoro major Antonio da Silva Gusmo, na
roa Imperial assim con roga-se aos capites de
campo a ajprehensat do dho escravo, que sero
bem gratificados.


Diario de rernaahaeo Sexta felra 19 de Jiinlio te 14.
LITTERATDRA.
A giiestaodosseiuliiarlo ne
Brasil.
(Coutinuaeo,)
II
S 3 a Franca parece digna do mitaoo aos cstran-
. seria para tosejar que essa Iniwty n^se
se s lamentaveis aberragoes cni que a sua
i abonda, tanto ou tal vez mala do que a de
:;m outro pait
Entretanto no que respeita a intrusan do gover-
no na direeeio dos seminarios, o exemplo da Fran-
.ragas a Deas, ser invocado sem razao. P-
de-se verdade exhumar decenas .'-pocas algumas
tentativas, mas que icaram sem effeito, alguns
textos, mas que tornaram-se letra morta. Em sum-
ina boje en Franca a legislado reconhece a au-
:ir:Jad.' exclusiva dos bispos noque toca aogover-
no dos seminarios, e ao ensino sagrado: e para
prova disto vamos produzir os diversos actos legis-
la'.\ i nessa materia, com a apreriagao e as con-
Jes dos legistas francezes, que como sabido
1 longo de conceder muito autoridade eccle-
s;a-tica.
IActos legislativos convenientes aos seminarios
I .'Vanea.Reduzera-se a quatro, comprehenden-
do o de 1806 que licou ein estado de projecto.
1." 0 23. ilos artigas orgnicos. E' concedido
uestes termos:
c Os bispos sero encarregados da organisago
de seus seminarios, e os regulamentos desla orga-
nisago serao submettidos approvacao do primei-
ro cnsul.
Este artigo era urna infraccao a concordata, on-
de o direito de erigir e organisar seminarios havia
sido estipulado para os bispos da Franca, sem con-
dicSo, nem rettriccSo. Alm das diversas protesta-
(3es da Santa S contra os artigos orgnicos em
geral, o cardeal Capraza, no mez de agosto de 1803
reclamou offieialmente e de um modo especial con-
tra um grande numero dos referidos artigos, por
meto de urna carta ao ministro Talleyrand. Eis
aqui o trecho relativo aos seminarios :
t O artigo 38 exige que os bispos sejam autori-
sados pelo governo para o estabelecimento dos ca-
ptulos ; e entretanto essa autorisago Ibes era con-
cedida pelo artigo XI da concordata. Para que
pois exigir urna nova autorisacao, quando urna con-
voncao solemne j permittiu esses estabelecimen-
tos ? .4 mesma obrigarao imposta pelo artigo 23
para os seminarios, posto que tiressem sido como os
capitulo*, especialmente autonsados pelo governo.
Sua santidade v rom dr mulliplicarem-se por es-
to modo os embarazos e difflculuades para os bis-
pos. O edicto de maio de 1763 isentava formalmen-
te M seminarios de receber cartas patentes (Me-
m h-ias do clero t. t) ; e a declaragao de 16 de ju-
nln de 1639, que pareca sugeita-los a isto, nao foi
registrada seno com a seguinte clausula: sem
prejuizo dos seminarios, que serao estabelecidos pe-
los bispos para tntsruccSo dos padres simiente. Taes
cram tambem as disposigoes da ordenarlo de Blois
art. 2.', e do edicto de Melum art. 1. Porque ra-
bilo nao se adoptaro esses principios ? Aquem, se
nao ao hispo, pertencer regular a Instrucgo dog-
mtica e moral de seu seminario?
Para julgar do valor legal doste 23" artigo org-
nico bastam as duas observacoes seguintes : Pri-
meramente devia ser sempre considerado como
nu!lo, visto que alterava urna lei da mesma data,
a concordata, pacto solemne que nao podia ser mo-
dificado senio .cuino consenso das duas partes. At-
tendeado a esta" nullidade, e as reclamaeoes da
Santa S os bispos de Franca uunca poderam legi-
limamente aceita-lo, nem reconhece lo como obri-
gatorio paraelles. Veremos adianto que em 1806
o legista Portalis considerava o citado artigo 23 co-
mo abandonado; e no relalorio qnc fez nessa po-
ca elle attribue aos bispos o direito exclusivo, e
sem restregao de dirigir o ensino e a disciplina de
seus seminarios. Em segundo lugar, suppondo mes-
ir.o que aqnelle artigo orgnico tivesse tido e con-
servado valor legal nao se estenderia seno ao re-
a-lamento primitivo de cada seminario; e urna
voz submettido ao cnsul esse primeiro regulamen-
tO na occasio da creado dos seminarios, a forma-
lidade exigida estara satisfeita.
2. O 6 artigo da lei de 23 ventse anno XII
Eis os termos em que era concebido:
Os directores e professores serao nomcados
pelo primeiro cnsul, sobre as ndicagoes que serao
dadas pelo arcebispo e bispos suffraganeos.
Bale decreto de 23 ventoso nunca foi executado,
como observam unnimemente os legistas france-
zes. Elle refera-se ao estabelecimento dos semi-
narios metropolitanos, que deviam ser ao mesmo
tempo facilidades de theologa, fazendo parte d
uuiversidade; c suppunha que os referidos semi-
narios seriam creados pelo estado, mas essa crea-
cao nunca realisou-se. Todos os seminarios foram
erigidos peios bispos fra da universidade, e assim
o citado decreto flcou sem effeito, e deve ser consi-
derado como intil.
Demais, o artigo 6 desse mesmo decreto, que
atlribnia ao primeiro cnsul c nomeagao dos di-
rectores e professores acha-se formalmente annul-
lado pela lei de 17 de marco de 1808, que no arti-
go terceiro diz que os arcebispos nomeiam e demit-
tcm os professores.
3." O 24 artigo do projecto de decreto de 12 de
agosto de 1806, E' assim concebido:
t O arcebispo ncmear o director, sub-director, o
ecnomo e os professores : todava nao poderao en-
trar em exercco senao depois de ter obtido nossa
approvacao, mediante informacao do nosso minis-
tro dos negocios ecclesiasticos.
K>te decreto, como o precedente, tinha por fim a
creacao pelo estado de um certo numero de semi-
kvios metropolitanos, que substituissem as facul-
dadei de theologa, c tizessem parle da universida-
de. Elle nao foi executado, nem pode ser citado
como texto de lei, e s o mencionamos para mos-
trar como a experiencia rellflcava as ideas do go-
verno, e o levava a reconhecer que os seminarios
deviam ser delxados sob a autoridade exclusiva
dos bispos. Com effeito, no decreto do anno XII
attribuia-se ao primeiro cnsul a nomeacao dos di-
rectores e dos professores; no de 1806, essa no-
meagao deixada autoridade ecclesiastca, e Na-
poleo s reserva o direito de approvacao, direito
que foi logo depois abandonado, como resulta da
seguinte lei:
4." Decreto orgnico da universidade de 17 de
narro de 1808.-Em virtude desle decreto os se-
minarios metropolitanos foram fundidos na univer-
sidade, cora o titulo de faculdade de theologa;
mas a nomeagao dos directores e dos professores
foi deixada aos arcebispos, e desta vez sem nenbu-
ma reserva, nem restriegio. O artigo terceiro ds-
punha : Os arcebispos nomeiam e danittem os pro-
fessores.
Essa lei qne dexava autoridade ecclesiastca
pleno direito de nomeagao e de demissao dos pro-
fessores dos seminarios metropolitanos, posto qne
exigidos em faculdades e incorporados i universi-
dade, dexava com maior razao o mesmo direito
para todos os outros seminarios.
Em snmma o exame dos actos legislativos con
cementes aos seminarios de Franca legitima esta
concluso, a saber : que mesmo no ponto de vista
legal, os seminarios em Franca dependem exclusi
varaenle da autoridade dos bispes, quanto ao en-
sino, disciplina, nomeagao e demissao dos di-
rectores e professores^ admissao e oxcluso dos
alumnos, e sua promogao s sanias ordens. Fc-
nhum texto com forga de lei autorisa o poder civil
a intervir nessas materias. Quando muito poder-
se-hia pretender, que eni virtude do 23.* artigo or-
gnico o regulamento primitivo do seminario devia
ser submettido approvacao do primeiro cnsul, e
que nello nada de substancial pde-se modificar,
sem o asseutimoHto do poder civil. Vimos porm
que semelhante prctongo nao loria fundamento.
Quanto ao 21. artigo orgnico, que prescreve
, ensinar a declaragao de 1682, de fado e desde mui-
to lempo cahio em desuzo, como confessam os pro-
prios legistas menos favoraveis a autoridade ec-
, clcsiastica. Contra isto roclamou a Santa S nos
seguiuUs termos :
t Exigem pelo artigo 24 que os directores dos
seminarios subscrevam a declaragao de 1682, e
cnsinem a doutriua cuntida nella ; mas para que
langar de novo entre os Francezes este germen de
discordia ? Nao sabem que os proprios autores da
mesma declaragao desapprovaram-na ? Poder sua
santidade admittir o que os seus mais immedatos
predecessores rejeitaram ? ( Carta do cardeal
Capraza ao ministro Talleyrand em agosto de 1803.)
Agora removamos a desconfiaoga que alguns
podera inspirar a nossa qualidado de sacerdote,
mostrando que a apreciacao que lizemos do estado
legal dos seminarios era Franca tambem a dos le-
gistas de nosso paiz.
II. Optnuto dos diversos legistas francezes.S-
tese que em geral esses senhores exageram com
mais gosto a competencia do poder civil, do que a
da autoridade ecclesiastca, d'onde resulta que suas
concluses em muitos pontos se acham em dcs-
accordocoma orthodoxia, e haja vstao Manual
de Direito publico do Sr. Dupin, que foi posto no
Index. Nao obstante eis as suas aprecacoes res-
peito dos seminarios.
1." Opinio de Gaudry, antigo chefe da ordem
dos advegados.t Os bispos sao encarregados da
organsacao de seus seminarios, mas os regulamen-
tos de sua prlmeira organsacao devem ser sub-
mettidos approvacao do governo ( art. 23 da le
de 18 germinal anno X ); assim como todas as al-
terares consideraveis que se derem na mesma
organsacao. Elles regulara a disciplina como bem
lites parece, conformando-se porm com ura regu-
lamento orgnico ; exclusivamente compete-lhes a
escolha dos superiores, ecnomos e professores, *e-
gundo os termos positivos do art. 3 do decreto so-
bre a universidade, de 17 de margo de 1808. O
Sr. Vuillefroy em seu tratado da administrarlo do
culto catholico, diz que essa nomeacao pertence le-
galmente ao re, e funda-se no decreto de 23 ven"
tose annos XII. Mas o citado decreto, relativo ao
estabelecimento dos seminarios metropolitanos, sup
punha que os ditos estabelecimentos seriam crea-
dos pelo estado, mas foram creados pelos bis-
pos, salvo as subvencoes concedidas como fa-
vor. O supracitado decreto de 23 ventse, nunca
foi executado, a nomeacao directa dos superiores e
professores nao pode pois ser contestada aos bis-
pos. .. A lei orgnica no art. 24 diz, que aquelles
que forem escolhidos professores dos seminarios
subscrevero a declaragao do clero de 1682, e en-
snarao a doutrina d'ella. 'Repetiremos aqui que
esse ensino j mais podia ser imposto como artigo
de f,e de mais na pratica essa dsposirao da lei de
18 germinal anno X cahio em desuzo. ( Trat. da
legislagao dos cultos, n. 319 e seg. t. 2." p. 232. Pa-
rs 1834. )
2. Opiniao de Dallos, advogado no tribunal de
Cassacao.i E' difflcl em face de ura te.xto Uto
fqnnal ( o art. 3 do decreto "e 1808) sustentar
que a nomeagao deva ser submettiBa approvacao
do governo ( Repertorio de jurisp. e de legisl. no
verbo culto, n. 384 e seg.)
3. Repertorio do jornal do tribunal de justiga.
Os autores-'desta obra exprimem-se do seguinte
modo : t Quanto observagao imposta pelo art.
24 da lei orgnica, sobre a adhesao declaragao de
1682, est de fado, e desde muito temno em de-
suzo. ( No verbo seminarios, n. 23. ) E o mes'
mo dase a respeilo da prescripgao da lei de 23 ven'
tose anno XII que confia ao chefe do estado a no-
meacao dos superiores e directores dos seminarios.
De fuct^ e de conformidade com o texto da ordena-
co de 17 de marro de 1808 o hispo nomea directa-
mente os directores e professores (Ibid. n. 26.)
Vejamos agora qual a opiniao do celebre Portalis
Eis um extracto do relatorio que elle drigiu ao
imperador Napoleao I, em 12 de agosto de 1806.
Dever ha ver ( inspectores ) para as escolas
especiaes de theologia? A natureza dessas escolas
nao o permitte. Qual o objecto pnncipal do en-
sino que nellas se d ? A doutrina religiosa Ora,
sao os bispos os jmzes e inspectores natos dessa dou-
trina. O deposito da moral o dos dogmas do chris-
tiansmo Ibes foi confiado pelo divino fundador da
religio ; nenlium leigo, e nem nenhum inferior na
ordem ecclesiastca pode partilhar cora elles o
exercco de um direito que inherente ao episco-
pado. De que as escolas especiaes de theolo-
gia serao verdadeiros seminarios, segue-se, que de-,
baixo dessa relago, ellas nao podem ser subtrahi-
das vigilancia e a autoridade dos mesmos bispos,
pois que um principio incontestavel que s a elles
compete a direegao e o governo dos seminarios
metropolitanos.
A cousa foi reconhecida e jnlgada por aresto
do conselho de estado de 30 de junho de 1710 pro-
nunciado cm favor do arcebispo de Ax. O mencio-
nado aresto se acha as Memorias do Clero, nelle
esto consagrados todos os principios dessa mate-
ria, e declarase em termos formaes que os semi-
narios esto sob a jurisdicao, dependencia e autori-
dade em ludo dos arcebispos e bispos, como nicos
superiores, para serem regidos, governados e admi-
nistrados pelos pudres seculares e ecclesiasticos que
elles escollierem pai a trahalharem ahi por suas
ordens; reconhece-se nos arcebispos e bispos o direi-
to de aggregar e expulsar, instituir e destituir,
quando bem Ihes parecer, os directores, ecnomos'
pi-ofessores, offkiaes e outras pessoas encarregados
da direccao dos seminarios
t Esse direito dos arcebispos e bispos sobre os
seminarios foi considerade como to importante
para a manutengao da disciplina, que quando as
antigs universidades permiltiam que os seminarios
estivessem aggregados si, elles contnuavam a
car inteiramente debaixo da autoridade episco-
pal. Perder-se-ha tudo se as casas de provago
como sao os seminarios, podessera existir homens
independentes da mesma autoridade episcopal: di-
rectores e professores que os bispos nao tivessem
escolhido, e que os nao podessem demittir em bre-
ve tornar-se-hiara urna autoridade rival. 0 espiri-
to de independencia entre os proprios alumnos, e o
governo das dioceses dissolver-se-hia. Por conse-
quencia as pessoas, directores, professores, ou
alumnos que compozessera os seminarios metropoli-
tanos nao poderiam, sem os mais graves inconve-
nientes, e sem os mais terriveis abusos, estar sob
outra dependencia que a dos arcebispos. (Discursos,
relatorios e trabalhos inditos de Portalis, pag. 328,
Pars, 1845.)
Nesse mesmo relatorio de 1806, Portalis pronun-
cia-s nos sjmntes termos contra o concurso para
os seminarte!
< Sem du| |fo concorso preferivel a urna es-
colha arbitraria as Faculdades, em que se nao
deve ensinar senio as sciencias humanas; mas nao
assim nos estabelecimentos era que se trata de for-
mar homens destinados a sor ministros da reli-
gio. Aqui nao basta ter profeesores instruidos,
preciso nao admittir senao virtuosos; e nao bastam
as virtudes, sao precisas virtudes eeclesiasti-
cas. Faltas e defeitos que nao seriam dignos de
nota em um cidado ordinario, revelara em um
clrigo que elle nao lem o espirito de seu estado, e
que nao pode communicar ais outros o que elle
proprie nao tem. (Obra cit. pag. 348.)
Nesse relalorio de 1806 o referido Portalis s faz
urna reserva em favor do estado:
Faromos entretanto observar, diz elle, que os
arcebispos levarn ao conhecmento do reitor da
univerdade os ecclesiasticos que escolherem para
seus seminarios e se contra a sua intengo os
mesmos arcebispos tverem escolhido pessoas sus-
peitas ao estado, se os convidar a afasta-los ou
admitti-los. (Ibid., pag. 348.)
De facto, no projecto de 12 de agosto de 1806 o
legislador s reserva o direito approvaalo, como
precedentemente observamos; mas o decreto de
1808 supprimiu esse dtreilo, guardando silencio
acerca delle, c attribuindo sem restriccao aos bispos
a nomeagao dos directores e dos professores.
Pelo citado relatorio de 1806 o celebre ministro
retratava e condemnava aquello outro que elle
mesmo fuera para o decreto do anno XII. Nesle
elle emittia principios inteiramente oppo-tos; oque
reconheceu, comprehendendo tambem o governo
que o referido decreto do anno XII era impratica-
vel, e vsiveimente atacava os direitos da autorida-
de ecclesiastca.
Pode fazer-se um juizo dessa raudanga de Ideas
pelo seguinte extracto do j citado relatorio do
anuo XII:
t Dissemos que o ensino das casas de instruegao
estabelecidas pelo projecto de lei (isto os semina-
rios metropolitanos) deve substituir o ensino nacio-
nal das universidades; e pois deve estar debaixo da
vigilancia do magistrado poltico....... Por con-
sequencia os directores e professores sero nomea-
dos pelo primeiro cnsul (obra cit. pag. 324). i En-
tretanto o ensino de que se trata devendo ser ao
mesmo lempo nacional e ecclesiastico, nao pode
ser estranho sollcitude dos bispos; e assim a
escolha do primeiro cnsul ser esclarecida pela
indicago que elles derem dos individuos quetive-
rem de escolher-se. (Ibid.)
Desla sorte, no anno Xll Portalis punha quasi
todo o governo dos seminarios as raaos do poder
civil, deixando smente aos bispos a faculdade de
indicar as pessoas que tivessem de ser escolhidas
para professores e directores; e no anno de 1806
estabelecia como incontestavel que o direito de go-
verna r os seminarios compete exclusivamente e
completamente aos bispos.
Concluamos :
III
Sem razao se invocara o exemplo da Franca em
favor dos projectos actuaes do governo brasleiro;
neste ponto ha pelo contrario opposigo formal, e
tanto mais significativa, quanto o governo de Na-
poleao I, tambera havia tentado ao principio um
systema anlogo. A reflexo e a experiencia flze-
ram que elle o abandonasse.
Defacto os seminarios de Franga. tanto antes
como depois da concordata de 1802 nao dependem
seno da autoridade dos bispos, no que respeita ao
ensino doutrinal, aos regulamentos disciplinares,
nomeagao e demissao dos directores e professores,
admissao e excluso dos alumnos, as condieces
de demora, de sciencia, de virtude para a admissao
s santas ordens. De direito essa prerogativa dos
bispos fundada era Franga no texto da lei, segun-
do a interpretagSo remha por aqueltes mesmos
legistas menos favoraveis autoridade ecclesiast*
ca. Accrescentemos que nenhum governo pode
despojar os bispos desse direito. A lei que os
privasse delle, para d-lo ao poder leigo seria a
violencia, a perseguigo, mas nunca um direito.
D. Boui.r,
Dr. em theologia e em direito cannico.
A FILII.a DO DOCTOR \ VMIIO
Romance original de Cantillo Caslcllo Branco.
(Contnuaco.)
XV '
Caetano Alvo; sahiu suecumbido do tribunal. O
Hespanhol ia de cabeca alta, e olhar esconso a um
lado e outro como quera estuda a resistencia com
que tem a luUr n'um arrojo supremo.
O doutor segredou ao ouvido do juiz, e logo offi-
ciaes de justiga sahiram em dretura ra do
Romjardim, devassar nos papeisjdo preso alguma
indiciagao.
No pateo do tribunal encontrou Francisco S-
moes o seu amigo Antonio da Silveira, que o abra-
gou, exclamando :
Gragas a Deus que o encontr no theatro dos
seus triumphos, doutor I
Diz bem respondeu Alpedrinua ;isto um
verdadeiro theatro. Vamos l para casa : d-me
o braco, que eu vou a cahr, meu amigo.
Assim que sua senhora rae disse que V. S.
estava aqui, abafei de prazer. Quiz entrar na sala;
mas a mo do povo era irapenetravel. Ouvi a sua
voz, e contentei-mc com isso.
S a maior das protervias de que lenho
exemplo em trinta annos de foro podia arrancar-
me lethargia estupida da minha desgraga, dis.
se o doutor.
Anda bem, que a indignagao refaz os ora-
dores, assim como fazia os versos, no dizer do sa-
lyrico romano.
Quem me diz a mimtornou Alpedrinha, pa-
rando meditativoque esta luta cora a desmora-
sago nao um novo trago de pegonha que eu es-
tou espremendo no meu calix ?l
Ahi vem a sua algoz phantasia I atalhou
Antonio da Silveira, desenleando-o da sua abs-
raccao.
Se eu nao consigo provar que Caetano Al-
ves um ladro, o ladro serei eu no conceito pu-
blico
Como assim ? !perguntou o transmontano,
mal conhecedor da materia do pleito.
Por que eu apresentei como verdadeiro o r as
cunho de urna escriptura, que nao existe. Se a
falsa valida, e bavida como verdadeira, o falsa-
rio sou eu, que vendi a minha conscienea ao autor
do processo.
Mas a verdade triumphar Ireplicou An.
tonio da Silveira.
(ienhor creanga...redarguiu o doutor-
NSo sabe que Caetano Alves pode por urna bar-
ra de ouro sobre a bocea do pogo onde dizcm que
est a verdade ? Anda assim, glorioso acabar
em luta com um gigante d'aqoella forga I Mor
rerei no meu posto.
Entraram em casa e prolongaran) o dialogo
acerca da faunficago da nota.
Urna hora depois, o procurador de Joaquim
Franga appareceu esbofado, participando que em
casa do corregedor do crime estavam alguns pa-
pis indicativos de crimiualidade. Ajuntou o pro-
curador que o corregedor convidava o doutor a A busca deve ser simultanea na quima que
comparecer em sua casa ao fim da tarde. elle tem as visinhancas da Povoa de Varzim, e
Alegraram-se Francisco SimSes e Antonio da Sil. na casa de Villa Nova. Afora parto, a obrigagao
que corre polica na devassa do crime, o meu.
cliente noe sua disposigo o dinheiro necessario
nestas rpidas diligencias.
veira
Nao haviam ainda fallado de Albertina. O mo-
go receiava espertar a dor latente. Foi o doutor
que ageitoa o ensejo, dizendo :
E a final nunca se pode saber quem era Agos-
tinho Jos Chaves ?
Eu nao. Escrevi Sr.1 D. Albertina, avi-
sando-a de que depositei o dinheiro na mi do ne-
gociante, que m'o entregou, e nada mais soube.
E' caso inaudito I observou o doutor Ne-
gro. Tenho levado noutes do insomna a pensar
n'isto I.. J flz perguntar ao tabellio Ferreira se
elle conhecia, on sabia que o tal miseravel conhe-
cesse Agostinho Jos Chaves. E* nome que nao; peia
existe !.. O Sr. acha pessimista a conjectura de
que est escondido n'estc mysterio um crime, seja
elle da especie que fr ?
Crime !... disse Silveiraqual crime ?
Pergunta-me qual ? Se eu soubesse, seria
tolice conjecturar que o harespondeu o doutor e
continuou abstradamente : cento e cincoenta
moedas dadas por um homem, desconhecido de to-
dos, e do proprio Individuo que as recebeu I.. La-
tet angnis in herba (1)
Nao haveria, por ventura conjecturou Sil-
veiraah um hornera singular que beneficiasse
Jeo Chrysostomo como o faria um anonyme ; e se
crismasse com um nome ficticio para esconder a
rao generosa ?
Repito-lhe que o senhor muito creanga, e
tem obrigagao de conbecer melhor o mundo em
que esta retorquiu o doutor Negro.Nem Home-
ro, nem Virgilio, nem mesmo os poetas bblicos nos
contara casos de anonymos to levantados ao cu
pela alcaprema da phlantropia. Como qur achaj
o senhor monstros de virtude n'este seculo gangre-
nado de egosmo e abjecgo !?
Cessaram de aventar hypotheses os interlocuto
res, e declioarara a palestra sobre assumptos
alheios ao estranho caso. Silveira sahiu para vol"
tar noute, e o doutor, apoz breve repouso, foi as
sistir conferencia socilitada pelo corregedor do
crime.
Sobre a mesa do magistrado estavam alguns pa-
pis soltos, parte dos quaes j o corregedor com o
escrvao haviam examinado. Eram cartas de amo.
res escripias em hespanhol, c outras em portu
guez. Das primeiras infera-se que o galanteador
estivera preso em Valhadolid, e d'entre ferros cor-
ejava uraa qualquer menina que se propunha ca-
sar com elle, sem embargo da posigao pouco ama-
vel do sujeito. Estas cartas eram sobrescrptadas
a D. Juan Ribera. Valiam muito como confirma-
gao de que o Hespanhol estivera preso.
Outras cartas amorosas pareciam ser escriptas
no Porto. A dama, precisamente engaada, cha-
mava-lhe o seu Pedro no cabegalho das ternas mis-
sivas. De urna d'ellas infera-se que a enamorada
senhora o tinha em conta de conde na sua trra
estas palavras induzem a cre-lo : t Nao aspiro a
ser condessa, como tu me promettes : o que eu
quero o teu corago. A tua coroa de conde
t deslnmbra-me menos que o fulgor feiticeiro dos
teus olhos. V-se que a menina, se nao tinha
juizo, tinha estylo, o que era raro n'aquelle tcm-
po. Hoje ha estylo o juizo que um pasmar-se a
gente.
Ainda assim, a democrtica senhora teve a dis-
crigo de nao assignar-se as cartas, nem dar abor-
ta a que os examinadores a farejassem.
As provas concludentes destes papis eram que
o Hespanhol mudava o nome e fazia de conde.
Vamos agora ao que tem mais valor, disse
o corregedor, folheando outros papis. Mais valor
digo; mas pouquissima luz, que por eraquanto nos
esclarega o ponto que visamos. Est aqui esta meia
folha de papel com duas formas de letra em Hes-
panhol. A primeira parte urna certido de bito ;
a segunda uraa quitago de divida.
Ninguem pode duvidar que um ensato, re-
flexionou o doutor Negro.
Assim o creio : a tinta est fresca; o papel
portuguez; collige-se que o falsificador est em
correspondencia com freguezes hespanhes. Logo
que isto se me deparou, mandei ao correio-mr
averiguar debaixo de que uorac se entregavam car-
las ao Hespanhol. O correio responde que tem en-
tregado cartas com diversos noraes ao mesmo in-
dividuo, e promette miudos esclarecimentos depois
de examinaran as listas, coadjuvado pela memo-
ria do empregado na entrega da correspondencia.
Esperemos esta especie. Entretanto, vejamos estas
duas cartas, que, a meu ver, promettem muito.
Queira ouvir, Sr. doutor Francisco Simoes :
Amigo D. Jos. (Aqui D. Josnotou o cor-
regedor). Oito dias de mais. Tre-lhe dous, ain-
da que nao durraa. A gratficago ser maior. E'
preciso repr a cousa no seu lugar. Eu vou depois
de amauha. Amigo para ludo.A.J.C.*
Estas iniciaos nao provam nada ;continuou
o corregedormas temos aqui urna outra carta,
que as desenrola em tres nomes, que podem pro-
var muito. Ouca o doutor :
D. Jos e amigo.
O favor que me pede superior s minhas tor-
gas. Mando-lhe metade da quantia que fui pedir.
Sao duzentas moedas. Em melhor occasio, man-
dara as outras. Amigo attencioso.A. J. Chaves.
Chaves Iexclamou o doutor NegroAgos.
tinho Jos Chaves?!
Tudo se curaprra com independencia do di-
nheiro do seu cliente, disse o magistrado.
Sahiu o doutor prometiendo voltar no dia inme-
diato.
Quando entrou em casa, encontrn Antonio da
Silveira. Langou-se-lhe nos bragos, exclamando:
N.o lli'o disse eu? nao Ih'o disse eu?
O que, Sr. doutor? perguntou o pvido moco,
c a senhora afilela.
Joao Chrysostomo esl debaixo de urna sus-
Agostinho Jos, diz V. S., repondeu o corregedor
alvorogadol esto as iniciaes A. J. I Conhece
o doutor algura Agostinho Jos Chaves ?! Temos o
lio de algum crime que nos leve ao conhecmento
do outro Conhece o hornera ?
O doutor tinha a parda testa orvalhada de cama-
rinhas de suor, e a respirago andada a ponto de
levantar-se de salto, e correr janella puchando
as aspiragoes a grandes srvos.
Que tem, meu amigo ?clamou o magistrado
seguindo-o e abragando-o pela cintura.
Francisco Simoes cahiu n'uraa poltrona, e tarta-
mudeou:
Isto passa j: urna ancia, procedida dos
meus incom modos. Beber i urna pouca d'agua, se
me faz favor.
Recompoz-se o gesto do advogado, e logo o cor-
regedor reservou para o dia seguinte o prosegui-
mento do exame. O doutor deu-se por prompto a
continuado sem parda de lempo. E, tomando as
duas carias entre maos, disse:
Nao trazem direccao no sobescripto?
Veja que urna marcada na Povoa do Var-
zim. A outra presume-se que foi entregue em raao
propria, ou escripia no Porto.
Tenha V. Exc. a bondade, disse o doutor de
ordenar que se d urna busca nos papis de Caeta-
no Alves de Carvalho, sem demora, antes que elle
seja visitado na cadeia.
Est incommuncavel, disse o corregedor.
(1) A seipent est escondida no hervacal.
Observagao necessaria : as notas sao para quem
precisa d'ellas. Os sabedores deseulpera a ca-
turrice.
Como ? Que diz, doutor ?!
Agostinho Jos Chaves s conhecido de
Joao Chrysostomo, e do falsificador hespanhol, f-
gido das cadeias de Valhadolid I
Silveira ficou transido. A mc de Albertina r-
rompeu a chorar.
Nao quero pranlos! bradou o doutor. Quero
cadafalsos, quero vinganca, quero acreditar que ha
Providencia 1
Doutor! murmurou Antonio da Silveira. Ex-
plique-me a razo das suas sospeitas.
Deixe-me repousar / disse o doutor Negro.
Rasga-se-me o peito. O inferno arde-me na cabegal
Minha filha, aquello anjo, a querida da minha alma
esl casado... com um ladro I...
E abafava os solugos cora as maos trmulas. An-
tonio da Silveira conlemplava com silenciosa estu-
pefacgo aquella agona.
Passados minutos, o doutor narrou o resuliado
da sua conferencia com o corregedor do crime, e
reraalou, perguntando:
Que me diz a isto, Sr. Silveira ?
O interrogado deteve-se alguns segundos a pen-
sar, e respondeu :
Por em quanto, temeridade suppr que Joo
Chrysostomo seja ladro.
Demonstre-me esse absurdo atalhou o
doutor.
Demonstrara, podendo; e creio que posso,
porque estou Isento de paixo. O que sabemos
que um tal Agostinho Jos Chaves, suspeilo de cor-
respondencia criminosa com um Hespanhol de m
nota, emprestou cento e cincoenta moedas a Joo
Chrysostomo. Sabemos que Ih'as emprestou, por-
que o devedor maudava pagar-lh'as. Acontece que
nao ha Agostinho Jos Chaves : (carnes, portanto,
certos de que houve um homem que falseou o seu
nome quando emprestou dinheiro, e outro que re-
cebeu na ignorancia dessa falsificago. Suppondo
que o chamado Agostinho Jos Chaves, por estar
em ivlages com um Hespanhol criminoso ura
criminoso tambem, nao justa a inferencia de que
Joo Chrysostomo seja criminoso como os dous ho-
mens, que nao conhece. Portanto temeridade
capitular de ladro Joo Chrysostomo.
Concluiu ? perguntou o doutor.
Dei as minhas razoes, sem violentar a cons-
cienea.
Respondo as suas razes. Agostinho Jos6
Chaves, que ninguem conhece na Povoa de Var-
zim, Caetano Alves de Carvalho, que tem urna
quinta as proximidades da Povoa de Varzim. Cae-
tano Alves de Carvalho aecusado de falsificar
urna escriptura, arrancando as paginas da verda-
deira e substituindo-as por outras. A polica pren-
deu um hespanhol visitado por Caetano Alves de
Carvalho : deu-lhe busca aes papis, e encontrou
vestigios de contrafaego de letras, e duas cartas
de Agostinho Jos Chaves, urna que apressa urna
obra recommendada, e outra que acompanha a re
messa de duzentas moedas. Deslas cartas, urna
escripia da Povoa de Varzim, onde ninguem conhe-
ce Agostinho Jos Chaves, excepto Joo Chrysosto-
mo. A nota corrompida estava no cartorio do ta-
bellio Ferreira : Joo Chrysostomo era araanuen
se do tabellio Ferreira. Joo Chrysostomo appa
rece devedor de cento e cincoenta moedas a Agos-
tinho Jos Chaves, Caetano Alves de Carvalho,
falsificador da nota. Respond. Que tem a replicar
oSr. Silveira?
Que Joo Chrysostomo nao pode ser la
dro.
Isso nao hermenutica nem lgica, nem
cousa nenhuma sensata, bradou o doutor Negro.
Porque nao ladro Joo Chrysostomo?
Porque os ladres nao contrahem dividas para
paga-las I
Estou pasmado! replicou o doutor. Pelos
modos, ladro aquelle que contralle dividas que
nao paga.
Em jurisprudencia poder ser outra a cousa
definida; mas no direito congenial da razao huma-
na acho ajustada a definigo.
Em direito, senhor, retorquio o doutor, ladro
o que rouba; ladro o que proporciona o rou-
bo: ladro nao deixa de o ser aquelle que contra,
hiu urna divida como remunerago de ura roubo,
embora a pague. Aqui est o que diz a jurispruden-
cia congenial da razo humana
Mas... atalhou Antonio da Silveira.
Mas... pego perdo, men amigo, sua bon-
dade : nao fagamos. ensaios de polmica forense-
Eu estou muito quebrado de torgas: vou ver se
consigo recupera-las dormindo. Preciso viver, que
eeta batalha ha de ser tremenda. E' um duelo de
morte. Quem se atravessar dante da vinganga,
que a justiga me d, meu inimigo jurado.
Antonio da Silveira acompanhou o doutor ao
quarto, e vollou a mitigar as ancias da me de Al-
bertina.
Depois, sahiu com a alma traspassada, apesar da
conscienea que Ihc bradava : Joao Chrysostomo
nao ladro I
(Continuar-se-ha.)
DI POUCO DE TUDO.
Le-se no Journal do Havre o seguinte :
Na segunda-fera de manha soube Rossini que
Meyerbeer tinha tido um ataque muito grave.
Corrcu logo casa de Meyerbeer, e pediu ao
porteiro noticias do doente.
O porteiro, sem precauges oratorias, respondeu
que Meyerbeer tinha fallecido s 3 horas da ma-
nha.
A esta fulminante noticia Rossini cahiu sobre
urna cadeira, e estove mais de dez minutos sem
sentidos.
Voltando a si, as suas primeiras palavras foram
para pedir que lhe chamassem alguem da familia
do defunto.
Foi chamada urna das filhas de Meyerbeer, nos
bragos da qual Rossini se langou derramando urna
torrente de lagrimas. Depois de chorar algum lem-
po, ficou um pouco alliviado.
As relagOes entre o autor do Guilherme lell, e
o do Roberto do Diabo, datavam de mais de cin-
coenta annos, pois linham comecado no lempo em
que o mestre allemio eserevia no estylo rossiano
as suas operas Margando cTAnjou e II Croaciato.
O Nord d a seguinte noticia do local em que se
reunem os membros da conferencia de Londres.
A sala d para o jardim de Whitehal, e est
mobiliada com grande simplicidade. A mesa nao
oval, mas redonda. Est cercada do qnatorze ca-
deiras, sendo trozo simples e a decima quarta de
espaldar para o presidente, que o conde Hussell.
O unino adorno da sala uraa bibliotheca, que all
foi especialmente collocada para uso dos membres
da conferencia.
Foi muio cuidadosamente escolbida, e nao
preciso ser dotado de grande forga para a levar
debaixo do braco.
Comp5e-se de seis voluntes do i'rro Azul, dous
volumes de um diccionario anglo-francet e os Al-
manack de Gotha dos dous ltimos annos ; ao to-
do dez volumes.
E' como se v, bastante modesta. Nao nece>-
sario dizer que se eliniinarara da bibliotheca as
brochuras innumeravois que se publcaram sobre
a queslo do Schleswig-Holstein. O palacio da the-
souraria nao bastara para as conter.
O que ha de mais sorprendente, que a sala
da conferencia, nao contera mappa algum dos du-
cados. Em compensago teve-se particular attengo
cora os membros da conferencia que furaam, dis-
pondose ao lado da salada reunio, urna grande
sala para fumar.
Dizse que lord Clareudou um grande fumador,
mas que lord Kussell nao pode supporlar o cheiro
de um charuto.
No parlamento britannco existem cento e um
catholieos romanos, sendo sessenta e olio na c-
mara dos pares e trinta e tres na dos communs.
A photosculptura ou a escultura pela luz, um
dos grandes descobriraentos da actualidade.
Mr. Velleine partindo do principio de que a reu-
nio de Iodos os perfis de um corpo da o relevo do
mesmo, conseguo por meio do daguerreoty-
po retratar em busto e tirar pequeas estatuas,
como se tira um retrato em billiete.
Este processo est dando j jesultados positivos
em Paris.
Da Coalicao transcrevemos esta poesa do Sr.
T. F. de G. P. Belleza :
A SEGE MYSTEIUOSA.
Les apparitions ne sont pas choses nuves.
(Hyppolito-StupuyJ.
Quando alta noute tudo emfim j dorme,
E as ermas ras ninguem mais povoa,
Rodar estranho de nocturna sege,
Da noite os echos acordando, soa.
A pouco e pouco j mais perto roda
Com sora sinistro, que vos faz pavor ;
Desertas ras j veloz percorre,
J lentamente com feral vigor.
Mas d'onde vem ? para onde vai ? Silencio I
Ha hi mysterios, que nao ha sondar ;
De mais fama que de sexta-feira
Somonte as noites a ouvireis rodar.
Apenas diz-se que mulher formosa,
De alvas roupagens a dirige e guia,
Cujo semblante, ao que parece, encerra
Belleza estranha, singular magia I
Mas que, com quanto, mu formosa seja
Seu lodo inspira glacial terror
E quem de frente temerario a fita,
De chofre estaca a retremer de horror I
Que os feros brutos que a parelha formara
Sao negros ambos, e no ardor fguaes ;
Das ventas e olhos despedindo chammas;
Nao correm, voam sem cansar jamis :
Que s as noites, em que densas sombras
A trra cobren de sombro vu,
Surge a visito, que ninguem v, se a la
A face mostra no azulado cu :
Que quanto ao mais, tudo mysterio ainda,
O qual t agora nao sondou niiiguem,
Sendo alta noute quando ludo dorme
Que surge o carro misterioso alm.
Vos que a deshoras pelas orinas ras
Por entre as trovas solitario andaes,
Se ao longe ouvirdos um rodar soturno,
Silencio ellanenhum passo mais 1
No Commercio do Porto l-se o seguinte :
Era ura dos bairros mais populosos de Francfort,
produzio grande conslernago um terrivel aconte-
c ment.
A mulher de um carpnteiro deu luz um me-
nino rarhitico, que em consequencia de urna en-
fermidade ficou ceg.
A mi para subtrahir o infeliz menino desven-
turada existencia que o esperava, concebeu a fu-
nesta resolugo de o matar, porm esperou que es-
'ivesse baptisado.
Concluida a ceremonia do baptismo, entrou em
casa, e abrindo sbitamente urna janella do quarto
andar, langou o menino ra, e precipitou-se atraz
de'.le. Os dous corpos cahiram sobre o pavimento
da ra quasi ao mesmo tempo.
O menino ficou completamente despedagado, e a
mi expirou quasi instantneamente no meio de
um lago de sangue.
Esta mulher deixou a seu marido dous meninos
pequeos.

Segundo os clculos que taz um peridico dos
Estados-Unidos, o commercio de todo o mundo pre-
cisa 3,600,000 homens jovens e robustos para tri-
polar os navios mercantes de todas as nages que
suleam os mares constantemente.
A importancia total dos valores e productos de
todas as especies que estes navios transportara an-
nualmenle de um ponto a outro sobre a superficie
do mar, pode calcular-se em dou? milh$es de du-
ros, perdendo-se todos os annos, por naufragios e
avadas, uns vinte e cinco milhSes de duros.

O tribunal de jurados, em Turin, oceupava-se
ltimamente de um processo muito curioso.
Um antigo carabineiro foi aecusado de ter en.
venenado sua mulher.
Procedeu-se a exhumago e acharam-se signaes
evidentes de veneno, porm parece que o cadver
exhumado nao era o da mulher do carabineiro, e
assim s-; julga que, perseguindo nm aecusado in-
nocente, se descobrir um criminoso ignorado.

Diz urna carta de Londres que em nm dos mui-
tos banquetes com que se coramemorou naquella
capital o anniversario do nascimento de Shakes-
peare, quando j os convidados estavam sentados
mesa, recebcu-se a noticia de que em Paris se
tinha prohibido o banquete inglez.
Foi logo arrancada a bandeira francesa de un
grupo de bandeiras de todas as nages da Europa
que cercavam o busto de Shakespeare.
Na mesma reunio foi solemnemente qneimado
o numero de Tymcs, por nao publicar a carta e
discurso de Vctor Hugo, que todos os peridicos
tinnam publicado.
BRNAMBCO. TYP. DE M. F. F. FILHO
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