Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10392


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Full Text
AUNO XL. IfPMERO 136.
Par tres mut atfiaatadas 5$O00
Par tres nezes vencidos 6$000
Porte ae correio por tres mezes. 750
& >,:^
l
DIARIO DE
\**mi*n ah t
OUARTA FEIRA 15 DE JUWHO SE 1X64.
Por ano adiantado.....19S00O
Porte ao correio por oh ano. 3$000
INCARRBGAD03 DA SUBSGRIPCAO NO NORTE
PARTIDA DOS ESTAFETAS.
Olinda, Cabo a Escada todos os dias.
lguarassu\ Goyaona e Parahyba as serondas e
sextas-eiras.
Santo Anto, Gravat, Bezerros, Bonito, Carnaru'
Altinho e Garanhans as tercas feiras.
Pao d'AJho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pesqueira
Ingazeira, Flores, Villa Bella, Taearatu', Cabrob'
Boa Vista, Ouricury e Exa' as quartas feiras.
BNCARREGADOS DA SUBSGRIPCAO NO SUL. Sennhaem, Ro Formoso, Tamandar, Una, Barrei-
rog. Agua Preta e Piraenteiras as quintas feiras.
liba de femando todas as vezes que para ali sabir
navio.
Todos os estafetas partem ao Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima'
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty,
Sr. A. de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de
Oliveira; Maranho, o Sr. Joaquira Marques Ro" |
drignes; Para, os Srs. Manoel Pinheiro & C; A-j
mazonas, o Sr. Jeronymo da Costa
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Babia, o
rr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, os Srs. Pe-
riera Martins & Gasparino.
KPBEMERJDKS DO MEZ DE JIMIO.
4 La nova as 9 h., 20 m. 20 s. da m.
i 2 Quarto cresc. as 9 h., 27 m. e 26 s. di m.
19 La cheia as 8 h., ;ti m. e 20 s. da i.
26 Quarto ming. as 11 h., 53 m. e 3 s. da m.
PRBAMAR DE HOJB.
Primeira as 0 horas e 30 minutos da tarde
Segunda as 0 horas e 54 minutos da maunaa.
PARTIDA DOS VAPORES COSTRIROA
Faraosnl at Alagoas ae 25; para o norte at
a Granja a 7ezs de cada mez; para Fernando nos
das 14 dos meza* dejan, mare., maie, tal, set enov.
_ PARTIDA DOS dMiNIBuT
Para o Hecife : do Apipucos as 6 A, 1, 7 V, 8 e
8>/i da a.; de Olinda as 8 da m. e 6 da tarde; de
Jaboatao as 6/ da m; do Caxang e Vanea as 7
da m. de Bemocas dam.
Do Rectfe: para 0 Apipucos as 3 % 4, 4 % 4 V,
5, 5 Vi, V e 6 da tarde; para Olinda as 7da
mannaa ei V, da tarde; para Jaboatao as 4 da tar-
de ; para tachar e Vanea s 4 >/, da tarde; para
JBemficaM4daurde.
AUDIENCIA D03 TRiBUNASS DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: sagnndas e quintas.
Relacao: tercas e sabbados as 10 horas.
Fazenda: quintas s 10 horas.
Juixo do eommercio: segundas s 11 horas.
Dito de orphaos: tercas e sextas s 10 horas.
Primeira van do civel: tenas e sextas ao meio
dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados a 1 hora
da tarde
PARTE 9FFICIAL
niMsriuui it% n viti\iii.
LF.I N. 1,204 DK 13 DE MAIO DE 1864.
Fixa a {orea naval para o amo (inanceiro de
1864 a 1865.
D._ Pedro II, por graga de Dens e unnime acla-
mago dos povos, imperador constitucional e de-
fensor perpetuo do Brasil : fazemos saber a todos
os nossos subditos que a assembla geni legislati-
va decretou, e nos queremos a lei seguinte :
Artigo 1. A forga natal para o anno financeiro
de 1864 a 1865 constar :
i 1." Dos oOiciaes da armada e das demais clas-
ses que fr preciso embarcar, conforme as lota-
;oes dos navios e estado-maior das divisoes navaes.
S 2. De 3,000 pregas de marinhagem e de pret,
Je corpos de marinlia, embarcados em navios ar-
mados e transportes, e de 5,000 em circunstancias
extraordinarias.
3.* Do corpo de imperiaes marinheiros, das
coinpanhias. de aprendizes marinheiros creadas
pelas leis anteriores, do batalho naval e do corpo
de imperiaes marinheiros da provincia de Matto-
Grosso, continuando a autorisaco para eleva-los
ao seu estado completo.
Ai i. 2.* A turca anua mencionada ser preen-
chida pelos rucio- autorisados no art. 4 da lei n.
613 de 31 de agosto de 1851.
Art. 3. Os voluntarios e recrutados podero
eximirse do servico militar on por substituigo
de individuos que tenham a precisa idoneidade ou
mediante a quantia de 6005, comanlo que o facam
dentro dos primeiros seis mezes de praca.
Art. 4." Os aspirantes que forem approvados em
qualquer das materias do curso da escola de ma-
rinlia, ou que perderem algum dos annos do dito
<-urso, em virtude do que dispoe o $ 1 do art. 41
do regulamento que baixou eom o decreto n. 2,163
do 1" de inaio de 1858 podero repetir a mesma
materia ou auno como alumnos externos, e ser de
novo admittidos no intrnalo, se obtiverem appro-
vago plena e forem menores de 18 annos.
Art. 5. Os alumnos externos que forem appro-
vados nos tres annos de curso, leudo feilo os res-
pectivos exercicios pnticos e dado provas de bom
comportamento, podero ser admittidos ao servico
da armada como guardas-marinhas se salisfizerem
as condigoes estabelecidas para a admissao dos
alumnos internos, e nao liverem mais de 21 annos
Oe idade.
Art. 6. O governo autorisado a crear mais
provincias onde julgar conveniente.
Art. 7." Os officiaes que requererem reforma
contando menos de 30 annos de servico e prova-
rem que se ai-ha m as coodiedes neeessarias para
obte-ia, sero transferidos para a segunda classe e
Desta se conservarlo pelo espago de uin anno,findo
o qual serio reformados, se por novos exames se
reconhecer que subsistem as causas allegadas.
Art. 8. Sao permanentes as disposiges do arti-
go antecedente.
Art. 9. Ficam revogadas todas as disposiges em
contrario.
Mandamos, portanto. a todas as autoridades a
liieni o contieciment e execugao da referida le
pertencer, que a cumpram e facam cumprir e
guardar tao inleiramente como nella se cootm.
O secretario de estado do negocios da marinha
a Taca imprimir, publicar e crrer.
Palacio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de
1864, 43 da independencia e do imperio.Impe-
rador, com rubrica e guarda. Francisco Carlos de
Animo Brusque.
Carta de lei pela qual V. M. Imperial manda
executar o decreto do assembla geral legislativa,
que houve por bem sanenonar, para regular a
forga naval no anno tinanceiro que ha de correr do
1 de julho de 1864 ao ulliino de junho de 1865.
Para Vossa Magestade Imperial ver.Joaquim Ma-
ra de Souza a fez. Zacharias de Goes t Vascon-
cellos.Sellada na chancellarla do imperio, em 18
de maio de 1864.Candido Alendes de Almeida,
director geral interino.Foi publicada a presente
lei nesta secretaria de estado dos negocios da ma-
rinha, em 19 de maio de 1864.Francisco Xavier
Bomtemp.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 11 de junho de 1861.
Ofllcio ao brigadeiro commandante das armas.
Remello incluso os officios que me dirigi o cnsul
de Portugal em 4 e 31 de maio ultimo, alim de que
V. Exc. se sirva de informar sobre a isencao do
servige que elle solicita para o subdito de sua ua-
gao Jos Maiia Goncalves da Costa, que se acha
com praca no 2 batalho de infamara.
Dito ao mesmo,Queira V. Exc. informar sobre
o que pede Fabiano Gregorio do Espirito Santo, no
incluso requerimento.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Para os convenientes exames transmiti V. S. as
inclusas copias das acias do ronselho administrati-
vo do arsenal de guerra, datadas de 1, 3 e 8 do
corrente.
Dito ao mesmo.Restiluo V. S. os documentos
que vieram annexos a sua informacao de 19 de
maio ultimo, relativos ao fornecimento d'agoa feito
por Bernardo Jos Rodrigues Pinheiro ao forte do
Buraco, a contar de 27 de novembro do anno pr-
ximo passado at lins de abril, tenho a dizer que
em vista da informacao junta por copia ministrada
pelo coronel commandante daquelle forte, e com a
qual concorda o brigadeiro commandaute das ar-
mas, mande V. S. pagar ao mencionado Pinheiro
a quantia de 2703 cm que importa tal fornecimen-
to, convindo entretanto que me informe acerca do
que propoe o predi to coronel no lina i de sua citada
informabas.Communicou-se ao brigadeiro com-
mandante das armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Por conta da verba-eventuaesdo correnle exer-
cicio, mande V. S. pagar a Pedro Augusto Pradi-
nes, como pede no incluso requerimento, a quantia
de 305 que se Ihe est a dever de concerlos que
fez no encanamento e bomba do tanque do palacio
desta presidencia, em um dos canos do jardira do
mesmo palacio e em varios objectos pertencentes
ao predito jardim.
Dito ao commandante superior da guarda nacio-
nal de Olinda e Iguarassu.Nao se tendo podido
cumprir o determinado em aviso circular expedido
pelo ministerio da justica em 25 de Janeiro ultimo,
por falta domappados corpos e coinpanhias avulsas
do servico activo e de reserva da guarda .nacional
sob o commando superior do V. S. e do mappa do
armamento e corrame por ellcs destribuidos exi-
gidos por circulares desta presidencia de 14 de
margo e JO de maio ltimos, cumpre que V. S. re-
inetta quanto antes es referidos mappas.Iguaes
aos coinmandantes superiores da guarda nacional
do Cabo, Po-d'Alho, Nazareth. Limoeiro, Rio For-
moso, Palmares, Bonito, Brejo, Ganohuns, Flores,
Taearatu, Boa-Vista e Cabrob.
Dito ao juiz de direito de Po-d'Alho.Remeta
Vme. coro brevidadeas informagdes sobre duvidas
o-corridas nos processos de suspeigao opposta a
juizes de direito, exigidas por circular de 30 de
outabro de 181, pan camprimento de aviso do
ministerio da justiga de 12 do mesmo mez.Iguaes
aos mires de direito do Brejo e Boa-Vista.
Dito ao director das obras publicas.Responden-
do o seu offlcio de 4 do corrente, tenho a dizer-lhe
que mande fazer por admioistncao a pintura e
concertos do theatro de Santa Isabel; podendo-se
assim julgar mais conveniente aos interesses pu-
DIAS DA SEMANA.
13. Segunda. S. Antonio (., padr. da provincia.
Jl4. Terga. S. Basilio Magno b. dont. da egr.
15. (Juana. Ss. Modesto, Crescencio e Vito mm.
!l6. Quinta, s. j0|0 Francisco Regis.
17. Sexta S. Thereza rainha de Lio.
U. Sahbado. Ss. Leoncio e Tribuno mm.
l9. Domingo. S. Juliana de Falconieri v.
ASSKJNA-SE
no Recife, em a livnria da praca da Independencia
ns. 6 e 8, dos proprietarios Manoel Figueiroa t
IFaria A Filho.
blicos contratar aquelles servigos com o empresario
do mesmo theatro, nao excedendoo orgamento apre-
sentado por Vme. em o sen citado offlcio, e toma-
das as camellas neeessarias.
PortaraO Sr. gerente da companhia Pernam-
bucana mande transportar para o presidio de Fer-
nando no vapor que tem de seguir para alli no dia
14 do corrente em lugar de proa destinado a pas-
sageiro de estado a criada do Dr. Joaquim da Silva
Gusmo, medico do corpo desande do exercito, de
nome Josepha.
Dita.O Sr. gerente da companhia Pernambuca-
na mande dar transporte para o presidio de Fer-
nando no vapor que tem de seguir para alli no dia
14 do corrente em lugar de r destinado a pass-
geiro de estado a Manoel Lopes Rodrigues Gui-
mares.
Dita.O presidente da provincia, tendo em vista
o que requereu o 4o escripturario da alfandega
desta capital Joaquim Albino de Gusmib, e bem
assim o que a esse respeito informou as estagdes
competentes, resol ve conceder-lhe tres mezes de li-
cenca com vencimenlos na forma da lei para tratar
i de sua sade aonde Ihe convier.
Dita.O presidente da provincia, altendendo ao
! que requereu Manoel Lopes Rodrigues Guimare?,
I resolve conceder-lhe licenga levar coinsigo ao pre-
sidio de Fernando no vapor que tem de seguir para
alli no dia 14 do corrente duas barricas com 10,700
charutos.
Despaches dos dias 10 e il de junho de 1864.
Requerimenlos.
Antonio Carvalho Maia.Junle documentos pro-
vando o lempo de servico que allega.
Antonio Leal de Castro Delgado.Requeira ao
Sr. commandante do presidio de Fernando.
Antonio Jos Gomes, -informe o Sr. tenente-co-
ronpl recrutador.
Antonio Jos Duarte Coimbra. Informe a di-
rectoriado theatro de Sauta Isabel.
fopitao Antonio Jos Leal Reis.Passo portara
concedendo a licenga que pede.
Alferes Clemente Francilio Tavares.Informo o
Sr. director da colonia.
Alferes Chrstovao das Mercs Gongalves Guer-
Ira. Informe o Sr. commandante superior da
guarda nacional de Limoeiro.
Caetano Aureliano de Carvalho Couto.norme
' o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Delfina Mara da Conceigao.Nao tem lugar o
que requer a supplic nte. *
Diogo BaptistaFernandes.Informe o Sr. ins-*-
pector da thesouraria provincial.
Felicidade de Sanl'Anna da Conceic o.POde
seguir.
Capito Jos Caetano de Albuqucrque.Remet-
tdo ao Sr. Dr. chefe de polica para cumprimento
do disposto no aviso da repartigao da guerra de
20 de margo de 1863
Joaquim Francisco dos Reis.Informe o Sr. te-
tenente-coronel recrutador.
Joo Fnncisco da SilvaInforme o Sr. Dr. che-
fe de polica.
Joe Themoleo.Requeira ao Sr. commandante
do presidio de Fernando.
Jos Francisco dos Santos Alves.O suppllcantc
pode apresentar isencao legal dentro do prazo de
sessenta dias concedidos pelo regulamento de 1 de
maio de 1858.
Jeiuim Aureliano de Castro. Remettido ao
Sr. nspecter da thesouraria de fazenda para man-
dar passar o titulo quo requer o supptibaie.
Joiio Vicente Ferreira Passos Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
Luiz Ferreira Maciel Pinheiro e oulro.Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria provincial.
Lucio Candido Pereira de Carvalho.Remettido
ao Sr. tenente-coronel recrutador para entregar o
documento de que trata.
Melchisedech Aaro de Albuqucrque Lima.-In-
forme o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
3:8005000 mensaes___
< Impresso de actas
e papis avulsos.......
23:200*000
Subsidio a 122 de-
putados, a 600* men-
saes cada nm___
Publiracao dos de-
bates a 5:800$ mensaes
Impresso de actas
e papis avulsos...... 4:000*000
2:0005000
-------------234:0005000
292:8005000
23:2005000
da comarca de Larangeiras, de 2* entrela, na
proviucia. de Sergipe, para a 1' vara crime da ca-
pital da do Maranho, de 3* entrancia.
O juiz de direito Luiz Barbosa Accioli de Brito,
da comarca doPendo, na provincia das Alagoas,
para a de Lanfngeiras, na de Sergipe, ambas de
2* entraa* mg assim o ha ver pedido.
Fui marcada a nanga que devem prestar os tlie-
soureiros das secretarias de polica.
Foi creado nm batalho de infantaria da guarda
nacional no Municipio de S. Jos da Parahyba, da
----------------320:0005000 provincia de S. Paulo.
---------------: Foi declarado vago o ofllcio de escrivo de or-
Somma... 554:0005000 phos e ausentes do termo da Laguna, na provin-
E verdade que no exercicio de 1862 a 1863,: cia de Santa Catharina, com obngacao de prestar
pelo qual corriam as despezas da sesso em que se a terga parte o serveotuario que fr nomeado.
! verifliou a dssolugo, houve um saldo avultado ;: Foi aceita a desistencia que faz Jos Antonio Pin-
inas, oppondo-se as nossas leis a que as quantias to Autnomo da serventa vitalicia do offlcio de
votadas para um exercicio possam ser applcadas partidor do geral e de orphaos do termo de Mari-
a despezas realisadas em outro, foi annullado o sal- c, na pspviucia do Rio de Janeiro,
do nos termos do decreto n. 41 de 20 de fevereiro Tveram merc da serventa vitalicia :
de 1840, quando, liquidadas as contas, encerrou-se; Amphoqoio Camaro da Silva Prego, dos offl-
aquelle exercicio. < cios de tabellio do publico judicial e notas, e do
A vista do exposto, tenho a honra de apresen- registro geral das bypothecas, e escrivo do eivel
tar-vos, de conformidade com o art. 4." J 4. c 9. : e crime e privativo de capellas e residuos do tor-
da lei n. 589 de 9 de setembro de 1850, a seguin- mo de Caxias, na provincia do Maranho;
te proposta : ntonio Augusto Correa de Castro, dos oficios
Artigo nico. O ministro e secretario de esta de tabellio do publico, judicial e notas, e escrivo
do dos negocios do imperio autorisado a despen- de orpbaos e ausentes do termo de S. Rento, na
der, alm da quantia fixada no art. 2." da lei n. mesma provincia.
1177 de 9 de setembro de 1862, para as despezas _______
das cmaras dos senadores e dos deputados, no i Por per tari a de 24 do corrente :
exercicio de 1863 a 1864, a de 554:0005000, que ; Foi exonerado o bacharel Ignacio Walace da Ga-
sera destribuida da maneira seguinte : ma Coclwaae do cargo de engenlieiro fiscal da es-
14. Cmara dos senadores.-. 234:0005000 : trada de ferro de Santos Jundiahy, na provincia
5 15. Caman dos deputados... 320:0005000 ] de S. Paulo, por assim o haver pedido;
i E nomeados, por portara da mesma data, Er-
554:0005000 nesto Diniz Street para o mesmo lugar de enge-
Rio de Janeiro, em 24 de maio de 1864.Jos nheiro seal da estrada de ferro de Santos Jun-
Bomfaci de Andrada e Silva. diahy, e o bacharel Uaptista Caetano de Almcida
-------- | Nogueiar para o lugar de ajudante do engenheiro
Achande-se enfermo o Sr. conselheiro Jos Ma-1 fiscal da estrada de ferro de Pedro U, na vaga
rlano de Matlos, foi, durante o seu impedimento, dexada por Street
encarregado da pasta da guerra, por decreto de 231 -----------
do corrente, o Sr. con>elheiro Francisco Carlos de
Araujo Brusque, ministro da marinha
26
A cmara dos deputados approvou bontem o pro-
jeclo de resposta falla do throno.
Continuou depois a discusso do art 3. do pro
INTERIOR.
L-se aa Revista Commercial de Santos de 24 :
< Consta-nos queda paite dos trabalhadores da es-
trada de ferro na sern de Mogy, que se oppuze-
ram a diminuigo do jornal, as desordens chega-
ram a poalo de que foi exigida polica urna forca
para conter os desordeiros. Parece que a polica
jecto sobre a companhia da estrada de ferro de D. desta cidade, nao podendo dispor de torea alguma,
; Pedro II, navegaco a vapor no rio S. Francisco e ofliciou a respeito ao Sr. chefe de polica
prolongaroento das actuaies estradas de ferro. Ora- 28
ram os Srs. Frederico de Almeida, C. Ottoni, C. < A cmara dos depnlados approvou hontem, de-
Madureira, Barros Brrelo e Ribeiro da Luz, fican- nois de onr o Sr. Souza Carvalho, o art. i' do pro-
do a discusso adiada pela hora. jecto sobre a companhia da estrada de ferro de D.
Foi apresentado o seguinte parecer : Pedro II, navegago do Rio S Francisco e prolon-
< A commisso de marinha e guerra examinou gamento das actuaes estradas de ferro, menos o
a proposta do poder executivo relativo 11 xa gao das f", que foi rejeitado. As emendas substitutivas do
forgas de mar, e subiuette approvago da cmara; Sr. C. Ottoni foram tambem approvadas, bem como
; a mesma proposta, convertida no seguinte projecto o 2* da do Sr. Barros Barreto.
de lei : j u:euptu-se depois com a discusso do orga-
A assembla geral decreta : (ment na parte relativa despeza do ministerio da
Art. 1.* A forga naval activa pV4 o anno li- agrieiliunu eommercio e obras publicas. Orou o
nanceiro de 1865 a 1866 constar dos navios que Sr. Gosj* Pinto, ficando a discusso adiada pela
o governo julgar n/wes*sario armar, guarnecido!' i h
pelos olflciaes da armada e das densa* classes Qor- j p0 oferecidas as seguintes emendas :
respondentes s respectivas loUoSeSe-P^f-J.OOO t Fica o governo autorisado a modificar, de ac-;
pragas de marinhagem -*tc fW dos corpos de ma-: cordo com a companhia de navegaco intermedia-
rinha em c'O'i-'isfancias ordinarias, e 5,000 em ria de vapores, o contrato com esta celebrado em j
eircuinsiancias extraordinarias. 114 de maio de 1856, supprimindo da escala dos
t Alt 2. Continua o governo autorisado para, mesmos os portos de L'batuba e S. Sebasto, que
elevar ao estado completo os corpos de imperiaes sero substituidos pelos de lupocoroy em Santa
marinheiros da corl e Matto-Grosso, bem como o i Catharina, para o qual se faro duas viagens men- j
batalho naval e companhias de aprendizes mari- saes, indepenientemente de mais suhvengo, ou'
uheiros, segundo a organisagao que lhes foi dada mediante a de mais 1:0005 por cada viagem, obr-
por leis anteriores.
Art. 3. Para preencher a torga decretada nos
UligOS anteriores o governo autorisado a dar gra-
tficag5es aos voluntarios que se apresentarem para
o servigo, a contratar nacionaes ou estrangeiros
mediante a concesso de premios e a recrutar na
forma das leis.
pelo thesouro, na razo de 6 % Jo referido capital,
<* alugueis de predios que sejam para esse lim
mais idneos
< 3. Fica consignada a quantia de 200:0005
para as despezas do enxoval e outros objectos do
servico dos augustos consortes.
< 4.* Realisado o caso de sahir do imperio S.
A. Imperial, se Ihe entregar, por urna vez somon-
te, na forma do art. 113 da constituigo poltica do
estado, o dote de 1,200:0005.
< Art. 2 As disposigdes relativas ao casamento
de S. A. Imperial sao inleiramente applcaveis ao
consorcio da pnoceza a Sra. D. Leopoldina.
< Art 3. Ficam revogadas as disposlges em
contrario.
Pago da cmara, 27 de maio de 1864.M. P.
de Souza Dantas.i. Silveira de Souza.Joaquim
Saldnnha Marinho.
Foi presente commisso de constituigo e
poderes o diploma do Sr. Jos Marcellino Pereira
de Vasconcellos, deputado eleito pela provincia do
Espirito Santo, para preencher avaga deixada pelo
finado desembargador Jos Ferreira Souto.
A eleigio primaria j foi verificada por esta
augusta cmara, e neohttma duvida ou reclama-
| gao ha a respeito do processo eleitoral secundario
que ltimamente teve lugar pelo que parece com-
misso que deve ser reconhecido deputado as-
sembla geral legislativa o mesmo Sr. Jos Marcel-
lino Pereira de Vasconcellos.
Pago da cmara dos Srs. deputados, 27 de
maio de 1564. -Jote Caetano dos Santos.A. V.
N. Feitosa.
S. M. o Imperador, acompanhado dos seus sema-
narios, emharcou hontem s 9 horas da manha
no arsenal de marinha e dirigio-se Joruinba, de
onde seguio para visitar as forlificagoes da Praia
de Fra e Imbury. llalli foi S. M. ao Gragoat,
cuja fortaleza tambem visitou, e regressou ao arse-
nal s 2 horas menos 10 minutos da tarde, retiran-
do-se logo.
Foram nomeados :
Inspector do arsenal de marinha da Baha, o ca-
pito de mar e guerra Jos Mara Rodrigues.
Commandante da diviso naval do 2 districte, o
capttao de mar e guerra Gervasio Mancebo.
Commandante da fragata Constituigo, o capito
de mar e guerra Francisco Xavier de Alcntara,
que foi dispensado, a seu pedido, de commandante
da diviso naval do 2 districto.
gando-se a companhia a ter um pequeo vapor do
rio Itajahy, para a naVegago deste e communica-
go com aquello porto.Silveira de Souza.Mello.
Alvim.
t Fica derrogado o regulamento de indios crea-
do pelo decreto n. 426 de 24 de julho de 1845, e o
goveroo autorisado a mandar vir da Europa pa-
Art. 4. Ficam revogadas todas as disposiedes %'"pis,a,s ??ra dirigir* colonias indgenas
n contrario I agilas onde for conveniente; correndo as des-
em contraro.
BIO UE JANEIRO.
2o de naio de 1814.
Hontem nao houve sesso no senado por falta de
numero legal.
Continuou hontem na cmara dos deputados a
discusso do art. 3. do projecto sobre a companhia
da estrada de ferro de D. Pedro II, navegago a
vapor no rio de S. Francisco e prolongamento das
actuaes estradas de ferro. Oraram os Srs. C. Ot-
toni e C. Madureira, ficando a discusso adiada pola
hora.
Foi offerecida a seguinte emenda substitutiva ao
referido artigo :
t Artigo. Fica o governo autorisado a subven-
cionar a actual companhia da estrada de ferro de
D. Pedro II nos termos das emendas ao artigo pre-
cedente com a quarta parte do capital garantido
de 38,000:0005000, devendo incluir nessa subven-
gao o valor nominal das aegoes por elle possuidas;
cujas chamadas completara medida que forem
sendo feitas pela companhia com a condigao d'elle
exonerar-se da garanta de 7 por cento, nao s era
relago s aeges emittidas, como as que houve-
rem de s-lo at perfazer-se o referido capital de
38,000:00050000.
| !. O governo tratar com a referida com-
panhia alim de innovar o seu contrato, harmoni-
sando-o com as disposiges da presente lei e regu-
larisando melhor sua administrago, ficando porm
em todo o caso em pleno vigor ludo o que diz res-
peito ao emprestimo contrahido em Londres em
beneficio da mesma companhia.
2. As garantas de juros llxados at hoje
pelas assemblas provinciaes sero satisfeitas pelo
thesouro nacional, isto porm em relago aquellas
provincias que se obrigarem a fazer estradas de
ferro, dando ellas contas ao governo de semelhante
emprego dessas quantias.
< 3 3.* Na innovago do contrato de qne trata o
1., o governo poder alterar os prazos das impo-
sigoes das multas, e dispensar a actual empreza da
construego da 4." secgao se convier a ella.Bar-
ros Barreto.
Continuou tambem a discusso do projecto de
resposta falla do throno. Onram os Srs. Godov,
Marlinho Campos e Cnagas Lobato, ficando a dis-
cusso igualmente adiada pela hora.
Foi apresentada a seguinte proposta :
< Augustos e dignissimos senhores representan-
tes da nacao.Tenda-se tornado insuffleiente a
quantia votada no art. 2 $ 14 e 15 da lei n. 1177
de 9 de setembro de 1862, para pagamento do sub-
sidio a que tem direito os membros da assembla
geral legislativa, e da despeza com a publicago dos
respectivos debales, impresso de actas e papis
avulsos, visto que pelo facto da dssolugo da c-
mara dos deputados em virtude do decreto de 12
de maio de 1863, realisaram-se duas sesses no
anno corrente, e a quantia fixada no exercicio ac-
tual, pelo qual se deve effectuar o pagamento, foi
smente para urna sesso : e necessario um cr-
dito supplementar na importancia de 554:0005000
para occorrer a taes despezas, na forma da seguin-
te demonstrago :
c Subsidio a 58 se-
nadores, a 9005 men-
saes cada um, por qua-
tro metes da segunda
sesso da 12* legislatu-
ra, de 3 de maio a 3 de
setembro de 1864.....208:8005000
Publicago dos de-
butes por igual tempo a
A commisso, de accordo com o governo, jul-' Pas "T" d,os j 15 *6--j- *2f
til aHnn,.Sn ?Sn. Sontac tJL *a,k e ~T- tranco de Almtida.Lettu* da Cunta.
ga til a adopgo dos seguintes artgos additivos du.i
j contemplados em propostas anteriores.
1. Os aspirantes que forem reprovados
em
t Ao3 Em vez de 400:0005 diga-se-300:0005,
. i ficando o governo autorisado a entenderse com os
Salrjue perdenm0 algl "dos annos'do mil I BS5 ^ provincias,em que houver institu-1
mo curso, em virtude do disposto no 1 do art.
41 do regulamento que baixou com o decreto n.
tos agrcolas, afim de auxiliar ou promover a crea-1
gao de estabclecimentos em que se possa fazer o
163 do i; de maio de 1858, podero repetir a> di- j ?JjJ.pralco ,he0rico da "f**^** Fe'
t Ao % I". A verbasubvengo s compauhias
do navegago a vaporseja augmentada com
72:0005; ficando o governo autorisado a reformar
tas materias ou annos como alumnos externos, e
ser de novo admittidos no internato se obtiverem
approvago plena e forem menores de 18 annos.
do; pL^riS.^^ 1K3's ^rmr,'l?i'^a a va-por fi
feito os respectivos exercicios orticos e houverem *"**ttT?V 6:0V*)g0a ZSK P'a
dado provaVde bom com|.oriamento, podero ser IgSlEffiSLJf, n0r,e> e a concedcr:"'e uma
admitiidos ao servico da armada como guardas ma- suPve"^? T5 Pf "'"* .S"* rt*GS ?
rinhas, urna vez que satisfacam as condigSes esta- T' ?, l,dU T?*' r conlra^.co'? "'"V40
belecidas para a admissao dos alumnos internos e fl^Tn" *S2? e Sfcf^ZSS
alHaa^r StSiST 864 Oe ^^^l^^X^^o^^
Lan^^-t^aVBltTeZ^o Pr*\&*tS ^'^'l^J'
Souza.Souza Bandeira.bastimento Feitosa.
Seraphico.Moreira.natisbona.FoHieca Vian-
na.Pedro Luiz.
Foi expedido pelo ministerio do imperio em 23
ms'ssissfs.^zr^ < Tro?a,srrraa de Minas-Geraes-
que deu as duvidas que Ihe foram propostas pelo'_/-
juiz de paz da parochia desta capital : 1*, que a
vista do art. 60 da lei de 19 de agosto de 1846.
, aviso n. 62 de 21 de fevereiro de 1853. e art. 6* das
instrueges que baixaram com o aviso de 28 de
junho de 1849, deva ter lugar a eleigo para
membros da assembla provincial nocollegio dessa
capital, no dia para isso designado, nao obstante
ter havido demora da parte da cmara municipal
em fazer communicago e remetter ao dito juiz de
paz os livres necessarios; 2.', que a convocago
dos eleitores da parochia de S. Gongalo devia ser
i feta pelo juiz de paz respectivo e nao pelo juiz de
paz consultante, segundo a deutrina do aviso n. 12
de 12 de Janeiro de 1849.
< E o mesmo augusto senhor houve por bem
mandar approvar as referidas decisoes ; a primei-
ra, por ser fundada na legislago citada, segundo
a qual convocago apenas uma formalidade nao
substancial do processo eleitoral, cuja falta por si
s nao o aonulla ; e a segunda por ser conforme ao
l mencionado aviso de 12 de Janeiro de 1849.
O que communico a V. Exc. para s* conhe-
ci ment.
Dos guarde a V. Exc.-Jos Bonifacio de An-
; drada e Silva.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte. >
27
Por decretos de 24 e 25 do corrente :
Foram nomeados :
O bacharel Joo de Albuquerque Rodrigues, juiz
; municipal e de orphaos dos termos reunidos da
j Imperatriz e Santa (ras, na provincia do Cear :
bacharel Joo Peixoto de Miranda Veras, juiz
; municipal e de orphaos do termo de Itabaianinha,
I na provincia de Sergipe ;
O bacharel Joo Candido da Silva, juiz munici-
pal e de orphaos do termo do] Largato, na mesma
provincia;
O Dr. Antonio Mariani, coronel commandante
superior da guarda nacional dos municipios da
Villa da Barra e Santa Rita, na provincia da Bf-
hia I T
O Dr. Salvador Jos Pereira, capito cirurglio-
mr da guarda nacional de municipio de Santo
Antonio de S, da provincia do Rio de Janeiro,
Foram removidos :
O juiz de direito Manoel de Frellas Cesar QtfMB,
aujo
c Ao 17 accrescente-se :Devendo os vapores
da companhia de paquetes tocar no porto de Ara-
caj. Barros Pimentel.Barbosa de Almeida.
jipes Netlo. Bittencourt Sampaio.Souza Ban-
deira.Chaqas Lobato.
c Ao 17accrescente se :Sendo 96.0005 para
subvencionar uma linha de paquetes a vapor que
v de Manaos ao Crato, na provincia do Amazonas.
A. J. Moreira.T. Franco de Almeida.. A.
Raiot.Leitao da Cunha. >
Ao 11 accresceote-se: Sendo 40:0005 para
os tres seguintes servigos, na provincia do Amazo-
nas : Estrada de Manes ao Tapajs ; picada para
explorar sobre uma estrada que costee o rio Madei-
n da primeira ultima de suas cachoeiras pelo
lado direito ; exploragoes nos alfluentes do Rio
Negro, Canabury e Padauiry, afim de verificar se
existe franca a passagem para o Oreaoco.Mora-
ra.T. Franco de Almeida. D. A. Raiol.Leitao
da Cunha.
Supprima-se o 10 do arl. 8'.Paula Souza.'
Foram apresentados os seguintes pareceres :
t Sciente como foi o corpo legislativo pelo dis-
curso com que a corta abri a 2* sesso da pre-
sente legislatura, de que S. M. o Imperador trata
dos casamenlos das augustas princezas, esperando
o mesmo augusta senhor que os consorcios tenham
lugar por todo o correte anno; a segunda com-
misso de orgamento julga opportuno offerecer, de
accordo com a disposigo do art. 112 da consti-
tuigo poltica do imperio, o seguinte projecto
de lei :
t A assembla geral legislativa decreta :
t Art. !. Ficam em vigor para a dotacao do S.
A. Imperial e Sra. D. Isabel, as disposiges da le
n. 166 de 29 de setembro de 1840, com as seguintes
alteraeoes : .
I 1 A dotacao de S. A. Imperial a Sn. D.
Isabel, quando realisar-se o seu consorcio, ser de
150:0005000 annuaes, cessando desde a poca do
mesmo consorcio os alimentos que actualmente
percebe. Esta dotacao ser paga pia forma porque
o a de S. M. o Imperador.
t g 2. Fica consignada a, quantia de 300:0005
para acqntsieo de predios destinados a habitaco
de S. A. Imperial e de seu augusto consorte. Em-
quan,to ao se effectuar; o&sa. acquv$3c serao pagos,
Escrevem de Coritiba em 5 do corrente :
< O delegado de polica de Castro participou a
29 do mez passado que estavam alli ameagados de
uma insurreigo da parte dos escravos da fazenda
do Carmo, que nao quizeram seguir para a pro-
vincia de S. Paulo, para onde pretenden] levar 216
dolles os arrendatarios da fazenda.
i Em consequencia disto parliram para alli, no
dia 3, vinte e tantas pragas de linha cominandadas
por aquelle ajudante de ordens, que indo com o
Sr. Nogueira a passeio aquella cidade, voltou preso
da Pona Grossa Juico ba a providencia, mas s-
brente se poder considerar o factoInsurreigo
entendo que a autoridade deve proceder nesta
emergencia com" toda a reserva Uma escravaiura
de mais de 300 almas que, entregue direcgo de
nm simples parceiro, se ha portado com tanta mo-
rigerago que nao ha em Castro quem della diga
seno bem, deve merecer os bons offlcios da hu-
manidad?, se por outros ttulos nao fosse digna.
L-se no Commercio do Paraii, folha de Para-
gu, de 14 do correte :
t Escrevem-nos da fregueza do Iguass o se-
guinte :
t Acha-se entre nos o inteligente e industrioso
crurgio-mr Manoel Alves Pereira, que, devido
a seu genio creador, tem dado bastante impulso a
agricultura e industria neste lugar, at hoje quasi
3ue abandonadas por falta de homens emprehende-
ores.
t Alm da grande planlagao de milho e feijo
que tem feito o Sr. Alves Pereira com ptimo re-
sultad*, inventou um machinisme de abrir vatios
com bois que poupa mais de 300 % do systema at
hoje adoptado. >
29
Hontem nao houve sesso no senado por falta do
numero legal. Nao obstante, leu-se e foi a impri-
mir o seguinte projecto de resposta falla do
throno :
* Senhor.Com o mais profundo reconhecimento
o senado aprecia e agradece a manifestago do vi-
vo jubilo que sent Vossa Magestade Imperial, sem-
pre que se v no molo das cmaras reunidas em
assembla geral.
O contcntamento do soberano nos actos solem-
nes em que se rene aos representantes do povo, e
lhes indica as necessidades danago, sendo como
vivamente correspondido um signal certo da con-
lianga reciproca que se inspirara, e portanto um pe-
nhor seguro da estabilidade de nossas instituigoes
livres.
O senado com prazer ouvio da bocea de Vossa
Magestade Imperial o annuucio de que Vossa Ma-
gestade Imperial trata dos casamentos das seren-
simas princezas, suas muito amadas e queridas li-
lhas, e que espera que elles se eflectuem no cor-
rente anno.
c Convencido como est o senado de que o futu-
ro do imperio depende essencialmente do successo
e firmeza da monarchia, que o augusto pai de V.
M. Imperial fundou na America, esteiada em insti-
tuigoes livres, vera nesse prximo e importante
acontec monto mais uma garanta da successo e
da permanencia do throno constitucional. E est
certo o senado de que no exercicio desse elevado
direito que a natureza e as leis do estado deram a
Vossa Magestade Imperial, sero consultados pelo
seu coragao paternal, e pela sua sabedora os ver-
daderos interesses da nago.
c Nao cessar o senado de render gragas Di-
vina Providencia pela conservago da ordem que
em nenhuma parte do imperio foi perturbada, e
pelo estado satisfactorio da sade publica.
t Folga o senado por saber, que tendo o governo
britaonico aceitado a mediagao|olTerecida por S. M.
Fidellssima, no intuito de se restabelecerem as re-
lagoes diplomticas entre o nosso governo e o da
Gra-Bretanha, tambem aceitn o governo brasilei-
ro tao graciosa ollera ; devendo esperar o seuado
que esse negocio tenha em breve a solugo que
para desejar, salvando-se a dignidade e os grandes
interesses de duas nagoes amigas, cujas ralagoes
Acarara interrompidas.
c A paz exlerna nosso vital interesse; por
3SO muito grata ao senado a commnnicacao que faz
Vossa Magestade Imperial de que permanecem inal-
teradas as relagdes Internacionaes do imperio com
as demais potencias estrangeiras.
i Ouvio com dr o senado que, continuando in-
felizmente as dissengoes intestinas na repblica
Oriental do Uruguay, tem recrescido as queixas dos
nossos compatriotas alli residentes por offensas de
seus direitos e legtimos interesses; e assegunndo
Vossa Magestade Imperial que o seu governo, abs-
tendo-se de tomar parte as dissengdes da repbli-
cas vizinhas, contina a cumprir o seu dever de
pedir ao governo daquella repblica a satisfago
devida s nossas, repetidas reclamagoos e providen-
cias efflcazes alim do se realisarem as garantas que
as proprias leis desse estado prometiera aos que
habitam seu territorio, espera o senado os resulta-
dos dos ltimos esforcos empregados pelo governo
de Vossa Magestade Imperial para conseguir aquel-
les tes tao justos; e affianca o seuado a Vossa Ma-
gestade Imperial, que nesta, assim, como em tedas
as qaestoes. taternacionaaa, quando. se tratada djg
nidade do, imperio e. & proteegaA devida $ pes-
soas e interesses legtimos de seus subditos, presta-
r ao governo de Vossa Magestade Imperial a ui>
dedicada cooperago.
O senado reconhece quo instante a reforma
da lei de 3 de dezembro de 1841, na qual se deve
dar garantas a independencia da magistratura, as-
sim como a reforma da lei hypothecaria, da lei da
guarda nacional, da lei das eleigoes e da organisa-
gao da administrago das provincias e municipios.
< E assim como se oceupa actualmente com a
reforma hypothecaria, prestar sua attengo re-
forma da lei de 3 de dezembro, e tomar na devida
coasiderago as propostas e informagdes que o go-
verno de Vossa Magestade Imperial apresentar para
o melhwramento dos outros ramos de nossa legisla-
gao, que Vossa Magestade Imperial indica como
mais urgente.
< Possuido o senado da necessidade urgente de
uma lei de promogo para a marinha de guerra,
que Vossa Magestade Imperial recomroenda, j
prestou sua attengo a tao importante assumpto, e
continuar a considera-lo.
< Sendo beneficios que a nago espera dentro
era pouco de seus representantes um systema de
recrutamento apropriado s nossas circumstaocias,
e um cdigo militar de accordo com as justas exi-
gencias da disciplina, o senado se apressar a cua-
co i re r pan sua realisago, tao sabiamente indica-
da como urgente por Vossa Magestade Imperial.
t Convencido o senado de que na ordem|dos me-
Ihoramentos materiaes devem ser de preferencia
atteudidas as vas de commnnicago e de transpor-
tes, de que carecera tanto as nossas industrias, e
principalmente a nossa lavoura, to precisada de
animagSes dos poderes do estado ; e sendo as es-
tradas de ferro o mais espenngoso recurso das In-
dustrias das provincias que as tem realisado, o se-
nado se entregar ao mais desvedado estudo dessa
necessidade o dos meios de satisfaze-la, prestando
a attengo particular que Vossa Magestade Impe-
rial reclama para a questo do prolongamento da
estrada de ferro de D. Pedro II.
t Sent o senado que o crescimento das rendas
publicas nao tenha chegado anda para equilibrar
a receita cora a despeza do estado. Muito concor-
rer pan fazer desapparecer este desequilibrio fu-
nesto s (inaneas do estado, observando o governo
de Vossa Magestade Imperial a mais severa econo-
ma no dispendio dos dinheiros pblicos, e prepon-
do reduegoes as despezas decreta veis tanto quanto
seja compativel com o servigo publico, e com as
aspiragoes de progresso da nago.
< Para auxiliar esses esforgos do governo impe-
rial o senado adoptar as medidas adequadas que
forem propostas, e que Vossa Magestade Imperial
com razo espera do zelo com que o senado sempre
procura o bem da nossa patria.
< Senhor, o senado aiompanha sempre os es-
forgos iocessantes de Vossa Magestade Imperial
para o engrandecimento do Brasil, promovendo o
progresso moral e material deste grande impero.
< Taes sao os votos e sentimenlos do senado
Paco do senado, 28 de maio de 1864. Jos, Ig-
nacio Silveira da Motta.Candido Borges Monteiro.
noa* Subttco de Araujo (cota rwrcfSo.)
Foi lido hontem em primero lugar na cmara
dos deputados um olflcio do ministerio do agricul-
tura, commercio e obras publicas, dando as seguin-
tes informagdes sobre o projecto de lei que autori-
sa o governo para subvencionar a navegago a va-
por nos ros Negro e Madeira, na provincia do
Amazonas, e Tapajs, na do Para.
O Rio-Negro ja foi navegado pelos vapores da
companhia do Amazonas desde Janeiro de 1855 al
novembro de 1857, medanle a subvengo anoual
de 60:0005 por uma viagem mensal de Manaos a
Santa Isabel. No primero anno os fretes e passa-
gens produzirain 7785523 ; no segundo 1:5865920,
e no ultimo 1:9185575. A' vista de semelhante
resultado, supprimio-se essa linha de navegago.
t O rio Madeira offerece duzentas legoas de na-
vegago franca at s primeiras cachoeiras e pro-
porciona uma das mais facis communicagos cora
Mato-Grosso. As suas margens sao fertilissimas e
abundara era madeira de construego.
c A companhia do Amazonas presta-se a fazer
uma viagem mensal de Manaos at o Crato com
escala por Borba, Roa-Vista, Marmon, Marnelos
e Rautas com um vapor da forga de 100 cavados,
podendo conduzr 9.000 arrobas de carga, mediante
a subvengo de 8:0005 por viagem.
O Tapajs, no Para, navegavel at as pri-
meiras cachoeiras em uma extenso de cerca de
sessenta leguas. Para ostabclecer ahi navegago
regular vapor, pede a referida companhia do
Amazonas a quantia de 8:0005 por cada viagem
mensal de Santarm Santa Mara, cora escala por
Uoiui. Avoiro, Ixituba e Itaituba.
Prestando estas informagoes, accrescenta que,
coinquanto o estado financeiro do paz nao compor-
te novas despezas, nao duvdar o governo acceitar
a autorisago para subvencionar a navegaco va-
por no no Madeira, porque desde logo terao os va-
pores de transportar productos de algum valor, ser-
vndo ao mesmo tompo interesses de uma popola-
go j numerosa Desta forma fica tambem salis-
feita a representago do alguns negociantes do Pa-
ra.
O Sr. Silva e Pereira fundaraentou o seguinte
projecto e requerimento :
< A assembla geral resolve :
Artigo nico. O limite da provincia de Mat-
to-Grosso com a de Goyaz ser o rio Grande ou
Araguaya, a partir da extremidade norte da Ilha
do Santa Anna, at as suas cabecciras no ponto de
confluencia do rio Jatuba, e na mesma direcgo de
sul este rio e o Racuy at a sua foz no rio Para-
nahyba; revogadas as disposicoes em contrario.
Requeiro que por intermedio do governo se
pegam s presidencias de Matto-Grosso e Goyaz co-
pias de toda a correspondencia dos capiles-gene-
raes relativamente ao limite das mesmas provin-
cias. >
O Sr. Nery tambem fundamentou o seguinte re-
querimento :
Requeiro que se pega ao gos-erno imperial as
informagoes seguintes : .
!. O teor da circular do vicecnsul brasilei-
ro de Paysand, Manoel J. Carneiro de Campos, de
31 de julho de 1863, a que faz o mesmo cnsul re-
ferencia em seu offlcio de 16 de margo prximo
passado ao commandanlo da guarnigo da mesma
cidade.
2. Que ordens teve, ou quera, quando, ou co-
mo foi autorisado pare fulminar a pena de nacioua-
lisago aos cidados brasileiros que houverem pe-
gado era armas na repblica visinha.
3. Sobre quanto* e quaes subditos do Brasil
fez o mesmo vice-consul pesar o seu anathema.
4. Que informaros tem tido o governo a res-
peito do castigo quo' soflreu na mesma cidade de
Paysand um cidado brasileiro. segundo dennn-
ciou na tribuna o Sr. deputado Ferreira da Vei-
ga.
Occupou-se em ultimo lugar, depois de ter reco-
nhecido deputado pela provincia do Espirito-San-
to, o Sr. Jos Marcelino Pereira de Vasconcellos,
com a discusso do orgamento na parte relativa
despeza do ministerio da agricultura, commercio e
obras publicas. Oraram os Srs. Ferreira de Mou-
ra, Sallustiano Souto e Viriato, fiieando & discusso
adiada pela hora.
Foram oferecidas as seguimos emendas :
Ao 17 accrescente-se ; devendo os vane-
res da companhia de paquetes tocar no porto da
Victoria, capital da provincia do Espirito Santo.
i. F. Harta de Araujo, >
t Accrescente-se at g 11: sendo 100:0005 de
auxilio do Rio Orando do Sul para os primeiros
trabal*, da. agriara e navegaco 4o ri Vacahy,

V
MUTILADO


Marte le rermt^mhmf --- tunarla letra tft i Junho *e 1 *4

>r\r
?9S (i
y
e das lag&as qu nem aquella provincia 2 de San,
ta-Calbarina ; e bem assim para o reconhecimento
e e-tudos preliminares de urna va frrea, que par-
tirn da cidade de Pelotas v terminar-naABag.
Flores.Baro de Porto AMajn.AffWWvos.
Baro de Mau Nery.
Ao i 17 Accrescente-se a verba com mais
21:000 para augmento da subvengan annual que
perlenee companhia de navegago por vapor no
rio Parnahyba, devendo esta duplicar o numero
das viagens entre as cidades de Theresina e da
Parnahyba, e estendijas outros portos rio cima
conforme o governo julgar eonvenienti'. J. L. da
Cunha Paranagu.Polydoro Cesar Burlamaque.
. Accrescente-se ao 15. Sendo 30:800* pa-'
ra auxilio das colonias provinciaes do Rio-Grande
do Sul. Nery.-Flores. Baro de Porto-AIegre.
Alfonso Al ves. Barao de Mau.
Acerescenle-se ao $ 17.-Sendo 25:00* para
subvencionar desde ja a navegacao vapor do Al-
to-Uruguay, desde o Sallo, no Estado Oriental,
villa de S. Borja, no Rio-Grande do Sul; e outros
de 25:000* para o prolongamenlo da mesma linha
at a barra do Rio-Turvo, medida que Ir sendo
estabelecida a navegacao.
< Emcnde-sc a quantia do mesmo paragrapho
para 2,581:000*.Nery.Flores. -Baro de Porto-
Alegre.Baro de Mau.Alfonso Alves.
Ao 11 accrescente-se : Sendo 120:000* pa-
ra auxiliar a dcseccarao dos pantanos que circum-
dam as cidades de Helero e de Macapa. na provin-
cia do Para, e as obras da continuaran das estra-
das que devem ligar aquella provincia do Mara-
nho por Rraganca e a de Goyaz pelo rio Capim.
A. Leitoo da Cunha.T. Franco de AlmeidaMo-
reiraD A. Itaiol.
E'o governo autorisado para alterar desde j
conforme representou a assembla provincial do
Paran, o contrato da companhia intermediaria da I
navegacao vapor de 14 de maio de 1856, suppri- i
mindo as Pcalas de Ubatuba e S. Sebaslio, as
4juaes serio substituidas pela de Antonina, na pro- j
vincia do Paran, onde os vapores da rompanhia
que vo deste porto directamente ao Paran facam
duas viagens por mez sem augmento de subvengao.
J. Marrondes.Abelardo de Rrito.
O governo promover a creacd de exposigoes
biennaes de artigos de agricultura e industrias do
paiz as provincias, e de orna exposgao quatrien-
nal na capital do imperio, auxiliando este servigo
pela verba melhoramento da agricultura.J. Mar-
condes.Barao de Prados.
Nao se pntendam com as companhhs de se-
guros os g II e 13 doart. 2 da lei n. 1,083 de 22
de agosto de 1860. Moreira.
t Fica approvado o contrato celebrado em 7 de
maio de 1863 com a companhia brasileira de pa-
quetes a vapor.Jos Angelo.Seraphico.Souza
Bandeira. N. Feitnsa.Joo Leite. Limpo de
Abreu. Correa das Neves.Chagas Lobato.Li-
berato. Pamplona. Rodrigues Jnior. Godoy
Vasconcellos.
c A commisso de constituigo c poderes, qual
foi presente o diploma do Sr. deputado Caetano Xa-
vier l'ereira de Rrito, eleito pelo 1" districto da pro-
vincia de Pernambuco, d seu parecer pelo modo
seguinte:
A eleico primaria j fui approvada por esta
augusta cmara e acham-se venlicados os poderes
dos rcspeclivos eleitores, e a conhecimento da com-
misso nao veio reclamago ou protesto que possa
invalidar o referido diploma.
t Portanto concludente que seja reconbecido
deputado assembla geral legislativa o mesmo
Sr. Caetano Xavier Perelra de Brito.
Paco da cmara dos Srs. deputados, 28 de maio
de 1864. A. C. de S e Albuquerque. A. V. N.
Feitosa.Jos Caetano dos Santos.
Em additamento noticia que hontem publica-
mos escripia de Coritiba e relativa aos cscravos da
fazenda do Carmo, comraunicanos pessoa fidedig-
na o seguinte :
t Os escravos do Carmo nulriam a crenca de
nao serem obrigados a servir seno Nossa Se-
nhora, e relutavam em seguir para S. Paulo, con-
forme ordenara o arrendataria O chele de polica
foi em pessoa a Castro, e efficazmente auxiliado
pelo delegado Marti ns de Araujo, conseguio sere-
nar a fermentado que havia entre os escravos em
numero de 241, prendendo onze que se mostravam
obstinados.
Esta prisio se effectuou sem violencia, tentan-
do resistir somente a caneca, Firmino.
30
Expediram-se pelo ministerio da agricultura
o aviso seguinte :
Ao director geral dos telegraplios elctricos, or-
denando (pie lome as necessarias providencias pa-
ra ijiii>. lu!o gue Beata |mjMO nti'o barcaco oom colono-, seja transroittida urna par-
Ucinagaolelegcaphica ao agente da colonisaco Dr.
Ignacio da Cunha Galvo, no escriptorio da agen-
cia, ou casa de sua residencia: declarando nella,
quaudo seja po&stvel, o numero de colonos que exis-
tirem a bordo.
- 31 -
A cmara dos diputados hontem, depois de reco-
nhecer deputado pelo Io districto de Pernambuco
ao Sr. Caetano Xavier Perelra de Brito, approvou
os arts. ico do projecto solire a companhia da es-
trada de ferro ile D. Pedro II, navegago vapor
no Rio S. Francisco, e prolongamenlo das actuaes
estradas de ferio.
Tralou em seguida do art. 6 do mesmo projeclo.
Depois de algumas observarles do Sr. Casimiro
Madureira, Qcou a discusso adiada pela hora.
Occupou-se em ultimo lugar com a conlinnago
da discusso do orgamento, na parle relativa des-
peza do ministerio da agricultura, commercio e
obras publicas.
Oraran) es Srs. ministro respectivo e Paranagu,
licando a discusso lainbem adiada pela hora.
Foram olferecidas as seguintes emendas e addi-
livos:
Ao 18 accrescente-se :sendo 200* para
augmenlo de vencimenlos aoadmini>lrador do cor-
rcio doAracaj, e 100o ao ajudante do mesmo.
Bitencourt StiiniHii'i.
Ao 11Par a continuado do caes de Saulos
20:000*.J. S. CarraoPaula Souza. Uartm
Francisca- Cusa Guimares.
Aoart. i accreseente-se .sendo 50:000*000
para o instituto agrcola da provincia de Sergipe.
BUtencourt Sampa).
Ao j II accrescenle-sc :sendo 5:000* para
auxilio da estrada que se projecla fazer, na provin-
cia de Sergipe, da villa de llabayaninha cidade ,
do Aracaj.BUtencourt Sampam.
Ao 11.Para adjulono dos melhorumeutos
das estradas da provincia de S. Paulo, do ste e
sul da mesma provincia, a quantia de 100:000*. i
Barao de S. Joo do Rio Claro.
Ao 11.Devendo ser applicada parte desta i
quantia aa corte de algumas voltas no rio Itapoana,
para facilitar a sua navegacao, bein como ao me-
lhoramento das estradas que da provincia de Minas
se dirigen) ao valle do mesmo o.Alfonso Celso.'
Ao II.Para mclhoramento da estrada que
segu das margens do rio S. Lourenco, na provin-
cia de Mato-Grosso, cidade de Uheraha, na pro-
vincia de Minas-Geraes, 20:000*000.Silra Perei-
ra.De Lmate.Luna Duarte.Jos Jorge.Ce-
sar. Fonseca Vianna.-
t Ao II.Sendo 15:000* destinados especial-
mente concluso da estrada de Goyaz barra do
Coxim, no rio Taquary..1. Fleury. Theodoro.
c A' emenda da commisso ao 17, na parte
que subvenciona a navegacao entre o imperio e os
Estados-Unidos, acci e.-cente-se : comanlo que os
vapores da companhia que se organisar toquem no
porto de Belin, capital do Para.Franco de Al-
meida. Leitao da Cunha.Moreira.Haiol.a
Ao S 15 :sendo 50:000* para tima estrada
margem do rio Jequiliuhonha, a partir da villa do
Arassuahy at as Aguas Mansas, na provincia da
Babia. Cesar.
Ao art. 8.Em vez de 8,998:321*867, diga-se
7.511:999*057.
Supprimam-se os S 3o e 5o.
Ao 9. Em vez de 562:784*360, diga-se
492:060*.
Ficando por sao desde j approvado o contra-
to resultante do decreto n. 2,920 de 7 de maio de
1862.
Ao S 10.Nao se incluam neste paragrapho
os 215:000* de juro ao capital addicional de.*
4,316:000* companhia da estrada de ferro de
Pernambuco.
Os 11 e 12 serao reduzidos a um s com o
titulo de obras publicas; e em vez de..........
1,832:893*450, somnia das duas verbas, diga-se
800:000*, sendo 100:000* para o edificio apro-
piado ao servico do correio e mais 100:000* pa-
ra contratar um engenheiro hydraulico de reputa-
cao, e pata tuda mais que r preciso ao estudo e
rcaroento para completo abastecimenlo d'agua
nesta cidade. ..
. Ao S lo.Em vez de 616:700*, diga-se... *
400:000*.
Ao g 17 accrescente-se :Sendo 25:000*000
para auxiliar a empreza gue tomar a sia navega-
cao a vapor do rio Jequitinbonba; 50:000* para o
mesmo tira as aguas do rio S. Francisco que ba-
nharem as ierras das provincias de Minas, Baha c
Pernambuco ; 0:000* para a navegacao Pernam-
bucana, 54:000* para a do Mucury ; OfcOOO* pa-
ra quafquer companhia Americana qne estaSelecer
linha directa de vapores entre o Rio de Janeiro e
New-York nos Estados-Unidos, com escala pelos
portos que o governo determinar, ou 600:000* se
a companhia l'r nacional, solida e bem garaotida.
S. Sonto.
Artigo. O augmento com essa verba nao po-
der reverter para qualquer onlradespeza que nao
seja da navegacao do S. Francisco e a que tiver
lugar enlreo Brasil eos Estados-Unidos.
Artigo. Se a verba constante do J 15 nao fr
bastante para garantir os juros a duas companhias
de colonisaco que forem estabetecidas ao sul e ao
norte do imperio, lica o governo autorisado a des-
pender com esses juros mais 60:000*000.
Art. O governo nao podar conceder privile-
gio de navegacao a vapor exclusiva nem as com-
panhias que se organisarem com auxilio e subven-
cao do thesouro, nem s que tiverem augmento de
subvenco e prorogaco de tempo para connua-
rem a receb-la.
Artigo. O governo fica autorisado a ceder
companhia Bahiana de navegacao a vapor as rui-
nas do furt" de S. Bartholomeu de Itapagipe, e as
marinhas para a construeco de um Paffnt-Sftip,
com proporcues adaptadas aos reparos dos respec-
tivos vapores e de quaesquer navios de guerra e
mercantes. Para esta cesso o governo dever tirar
as vantagens que julgar convenientes para o the-
souro e para os concertos dos navios da armada.
Artigo. Fica approvado ocantrato celebrado a
22 de agosto de 1860, de que cessionaria a com-
panhia Rahiana, para a navegacao do rio de S.
Francisco, do Peuedo al Piranhas, ficando o go-
verno autorisado a fazer as modilicacoes convenien-
tes e necessarias.Sonto.
Artigo. O governo fica autorisado para auxi-
liar desde j com a quantia de 50:000* por urna so
vez i quem se obrigar a lancar no rio das VeHias
ou de S. Francisco, um vapor da (orea de viole ca-
vallos ao menos, e sustentar a navegacao nos ines-
mos rios, com aa seguintes condicoes :
t 1 Estudar praiicamcnle as priHcipaes difll-
culdades que offerece o rio das Velhas a urna na-
vegacao franca por vapores maiores.
I Determinar os pontos em queaessas diffi-
culdades se enconlram as diversas eststcSes do
anno e orear as despezas necessarias para as re-
moverem.
3" Formar urna estatistica do valor dos di-
versos productos actualmente permutados em toda
a linha da navegacao actual, e da importancia que
podem produzir os freles.
8 4* Estas informaces devem ser aposenta-
das dentro do prazo de cinco anuos. Fonseca
Viauna.
Fica autorisada a despeza annual at 15:000*,
pagos durante det annos, para subsidio da compa-
nhia que navegar a vapor o Rio-Grande, entre a
cachoeira das Uvas ou barra do Ribeiro Vermelho
e cachoeira de Bocaina, na provincia de Minas.
Jos Jorge da Silva.
Fica o gurveruo autorisado a augmentar os or-
denados des empregadoe da administraco do cor-
reio da provincia de Maie-Groseo, igualando-os aos
dos empreados de igual calhenoria das oulras
provincias mais favorecidas.Sitou Pereira.
O governo lica autorisado a rever o contrato
feito como emprezarioda companhia de navegrcao
do Alto Paraguav, duninuiudo a subvenco de
25:000* por viagem redonda e reduziudo o prego
da tabella das passagens e reles, podend em ul-
timo caso desde j contratar com quem melhores
condigoes ofereccr dita navegacao.Ferntra ila
Vetga.=J. Nebias.
Fica o governo autorisado a entrar era ajus-
tes com a sociedade Monlravel Silveiro & C, to-
mando a si as dividas dos colonos, e sobrogando-se
nos direitos que sobre elles tero a mesma socieda-
de,J. Angelo.
c Ao artigo additivo que autorisa o governo pa-
ra reformar o correio, accrescente-se :sobre as
seguintes bases:
As atlribuicoes da 4* directora do minis-
terio da ftgricultura,"commereio e obras publicas,
devero passar para a adminislraco do correio
da corle, que denominarse-ha tadromislracao ge-
ral dos correios.
m 2o A adminislraco geral dever constar de
urna secretoria, cujo secretario ser o ajudante e
substituto do administrador geral, de um archivo e
de quatro seccoes, o quadro do pessoal necessario
para o servico desta administrago e das provin-
ciaes sera organisade como melhor entender o go-
verno. O numero dos carteiros da corte ser ele-
vado a sessenta ou mais.
% Para o exercicio dos differenles cargos
do correio o governo restablecer condicoes e
provas necessarias aos candidatos segundo a cate-
gora dos empregos.
t 4" Os empregados da administrado gorai ao
rio equiparados aos do thesouro nos vencimenlos,
e os das admnislraces provinciaes aos das thesou-
rarias approximadaraeute. A terca parle dos ven-
cimenlos ser contada pro labore.
i 5 As agencias sero divididas e classilica-
da9 segundo a importancia das linhas e das loca-
lidades.
5 6" Ficam abolidas as listas nominaos, quan-
to correspondencia ordinaria, quer particular,
quer oftlcial, devendo ser substituidas por facturas
em que se mencione em separado cada especie de
como limites da referida omisso. aaquelle anno *' aja, Dantas, Vasconcellos, F. Octaviar, Jos Cae
quantia de 413:549, que o resaltado da dedue- tma, Pedro Luiz. Fernandes Morajp, Fouscca Vian-
Oct
gao de 6 */ sobre o limite anterior marcado por
aviso deste ministerio de 4 de julno de 1863.
Da ordent do dia n. 401, publicada ante-hontem
pela repartigao do ajudanle-general, consta o se-
guinte
dorarja,
na, Paula Santos, C. Ottoni, Lima uarte, Domi-
nan, Jos Jorge, Rabel lo Alfonso Celso, Limpo d,
Abreu, Jos Bonifacio, Martina Francisco, Costa
Guimares, Pteury, Theodoro, Silva Pereira, Mar-
condes, Silvelra de Souza, Flores, baro da Man,
Raiol, Pedro Moniz e barao de Porto-AIegre; e
Nomeacoes.Dos Srs. : Tenente-coronel do cor- contra, os Srs. Vriato, Pamplona, Liberato, Beier
no de estade-rnaior de segunda classe, Pedro Jos ra Cavakanti, Urbano, Silvino Cavalcaati, Godoy,
de Albubuerque Cmara, para eommandante da Lopes Netto, i,. Madureira, J. Madureira, Ferreira
fortaleza de Obidos, na provincia do Para. de Moura, Barbosa de Almeida, Junqueira, Andra-
Capiiao do eorpo de estado-maior de primeira de Pinto, Valdelaro, Macedo, Carneirodo Campos,
classe, Jos Francisco Colho, para servir interina- Jacobina, Mello Franco, Maninho Campos, l-obato,
monte o lugar de segundo ajudante do director do Bielas, Policio dos Santos, Paula Souza, Carrao,
arsenal de guerra da corte. Bm 17 do correte baro da S Joo do Rio Claro, Costa Pinto, Nebias
mes. e Abelardo de Brito.
Altores, do batalho de caradores 4o Govaz, Pe- Fwam ofereeidos os seguintes artigos addivos
dro Ribeiro da Silva, para secretario do mesmo ao referido orgamento de agricultura :
batalho. < onceder-se-ha aos empregados do correio de
Exoneraco. Do Sr. major do eorpo de estado j Pernambuco, Bahia e Ro de Janeiro urna gratifi-
maior de primeira classe, Joaquim da Silva Maia. cacao correspondente a um dia de ordenado por
do lugar de segundo ajudante do director do ar-1 cada mala que chegar nos paquetes da Europa.
seal de guerra desta corte, por assira haver pedi- Barros Pimentel.M. Dantas.
do.Em 17 do corrente mez. Fica autorisado o governo a mandar proceder
Transferencias.Dos Srs. alferes Mauoel Anto-' s exploragoes dos rios Xing, Tapajoz, Purs, Ja-
nio Sudr, do quinto batalho de infantaria para o pura, Ig e Rio Negro, as provincias do Para e
eorpo de guarnigo do Piauhy, e Vctor da Silva Amazonas, quando o permittirem as forgas do
Araujo, deste eorpo para aquelle batalho, como thesoure, em ordera a decretar-se opportunamente
requereram. asualivre navegacao e commercio.-Franco de
Ljcencas concedidas. Aos Srs. capito do se- Almeida.*-Raiol.Leitio da Cunha.
gundo batalho de infantaria, Luiz Paulo de Fi- o governo fica autorisado por ensaio e por
gueira Cantreiras Nabuco de Araujo tres mezes conta do crdito votado para catachese, a fazer es-
i'in prorogaco da que obteve para vir esta tabelecer as colonias da provincia do Espirito-
edrte tratar de negocios de sua familia. Santo alguns indios mansos das bordas que vagara
Tenente do decimo-tercero batalho de infanta- s margens dos rios Doce e Itabapoana.Ferreira
ria, Alfonso Jos de Almeida Crte-Real, para vir da Veiga.
esta corte praticar na escola militar, na forma do < O governo fica autorisado a conceder trras
art. 94 n. i do regulamento de 28 de abril do anno gratuitamente aos nacionaes ou estrangeiros que
prexirao passndo, alm de poder ser considerado se quizerem estabelecer com lavouras a margem
cora o curso da arma que pertence. da estrada de S. Pedro de Alcntara e do Rio Do-
Alferes do sexto batalho de infamara, Pedro ce, na provincia do Espirito Santo, tomando as
(encalves dos Santos, tres mezes com sold sim-
ples, para ir provincia da Bahia, tratar de nego-
cios de seu interesse.
Menagem.Ao Sr. capito do quinto batalho
de infanlaria, Jos Mara do Naseimento, foi con-
mea das precisas a evitar fraudes e abusos da
parte dos concessionarios.Pereira de Vascon-
cellos. >
Foram apresentodos os seguintes pareceres :
A commisso de constituigo e poderes tendo
cedida por memagem a capital da provincia do examinado a acta da eleico a que se proceden no
Maranhao.A vi* de 23 do corrente tnez. da 9 de agosto do anno indo, na parocla de S.
Antiguidade de servico militar.Ao Sr. alferes Sebastin de Araruama, pertencente ao 2 districto
do dcimo-segundo batalho de infantaria, Domin- do Rio de Janeiro, d seu parecer:
gos de Azeredo Coutinho, concede-se contar o tem- Installada a mesa parochiah havia comegado o
po decorrido de 28 de outubro de 1845 a 21 de recebimento das cedulas.quando ocidado Amando
novemhro de 1848, em que servio na armada na- Gomes Marinhoreclamou que se fizesse a chamada
cional, na forma da proviso de 7 de dezerabro de pela qualificagao de 1862, allegando que a de 1863
1845. I fura annullada por acto da presidencia da provin-
Exame pratico.Foi approvado plenamente no cia, e porque nao fosse attendido, Ando os traba-
exame que fez na escola militar, na forma do lhos, aprsente^ um protesto que foi transcripto na
art. 174 do regulamento de 18 de Janeiro de 1884,; acta.
da pratica de artilluria, correspondente ins-j < Esse protesto tem os seguintes fundamen-
trueco que recebra o Sr. segundo cadete do ba- tos :
talho de arti.lharia a p, Esteve Joaquim de : 1. Que a eleico nulla pele vicio da qualifl-
(Miveira Sanios. cacao, como flea exposto.
t 2.* Que nulla anda por terem concorrido na
A cmara dos deputados approvou hontem, de- organisago da mesa dous eleitores e dous supplen-
pois de algumas observages do Sr. Barros Barre- tes que se achavam mudados da parochia.
to, os arts. 6 e 7 do projecto sobre a entrada de
ferro de D. Pedro II, navegago vapor no rio S.
Francisce e prolongamenlo das actuaes estradas
de ferro.
Approvou tambera e seguinte projecto e emenda
offerecido como artigo additivo pelo Sr. Frederico
de Almeida :
A assembla geral resolve :
Art. I. O governo contratar com a compa-
nhia que se organisar a construego de urna via
Sao improcedentes os referidos fuodamen-
U
.1
objecto, seu numero e uorle.
As listas de districto sero igualmente subs-
tituidas por facturas, que devero mencionar o nu-
mero dos objectos e as laxas que leem de ser ar-
recadadas.
t % 7- O governo c^tabelecer : conformidade
na taxa, que dever ser de 100 rs., corresponden-
te ao menor norte ; alterago no peso e nova pro-
gresso dos portes, lomando por base o systema
francez ; admisso dos mauuscriptos contados, re-
duecoda laxa sobre livrose irapressos ; clevacao
de porte da corespondeneia do exterior, medidas
restrictivas a franqueza official e sua suppresso ;
e prohibigo, sob pena de inulta rigorosa, de incluir
as carias registradas ou nao dinheiro, ouro, pra-
ta, pedras preciosas ou outros valores.
I 8o registro de que talla o paragrapho an-
tecedente ser facultativo e pela taxa lixa de 200
rs., lomndose por norma a respailo o systema In-
gles.
t 9 Ficaro abolidos os seguros, devendo fa-
zer-soairansmisso dos saques, dos valores decla-
rados e quotados segundo o systema francez, me-
diana o premio de 2 % sobre a importancia re-
mottida alera das laxas ordinaria edo registro.
t 10. O governo eslabelecera multas pesadas
aos empregados e aos particulares, para os dille-
rentes rasos de infraccao do novo regulamento dos
correios.Ped o Luiz.
Io de jniili".
Entrou hontem em primeira discusso no sena-
do o projecto de resposta falla do throno, e ten-
do orado o Sr baro de S. Lourenco. foi approva-
do para passar segunda discusso.
Nao houve hontem sesso na cmara dos depu-
tados por falta de numero legal.
tos
. O 1" porque a presidencia da provincia nao li-
nha, competencia para expedir a portara de 11 de
agosto de 1863, na qual sebasea o protesto.
E* inadmissivel a faculdade que se tem arro-
gado alguns delegados do poder executivo, para
interferirem em materia eleitoral prevenlndo e inu-
tilisando recursos legaes sabiamente dispostos.
i A portara de 11 de agosto notoriamente
frrea ou pelo systema tram-road, conforme fr nulla ; c, desde que nao se provam os defeitos por
mais conveniente, entre a cidade da Cachoeira e a ella attribuidos qualificagao de 1863, deve ser re-
Chapada Diamantina, na provincia da Bahia, com conhecida a validade desta.
um ramal villa da Feira de Sant'Anna, sob as < O 2 porque, embora se prove que se houves-
condicoes seguintes : sem mudado da parochia dous eleitores e doussup-
t ( A companhia ser obrigada a comegar as plentes dos que votaram na organisago da mesa,
obras da referida estrada dentro do prazo de dous tambero certo que, deduzidos os seus votos dos
annos contados da dato da assignatnra definitiva do obtidos pelos secretarios e escrutadores, ficam ain-
contrato. caducando inso fado e ficando de ne- da estes com votago superior a dos seus irnme-
nhura effeito a concesso se dentro desse periodo diatos
nao Inrem comegadas as obras. Conclue, portanto a commisso :
c 2.a A companhia se obrigar, por clausula ex-! Que seja approvada esta eleigo.
pressa, a nao reclamar em tempo algum prestagao, i Paro da cmara dos Srs. deputados, em 1 de
subvengo, garanta de juros, emprestimo ou qual- junho de 1864.Jos Caetano dos Santos.A. C.
quer onus pecuniario do estado. de S e Albuquerque.
3 A companhia gozar da isenglo de todo a > A commisso de constituigo e poderes tendo
qualquer direito de importago e de expediente so- presente as actas das eleigoes primarias das
bre o material, machinas, instrumentos utensi- parochias de Nossa Senhora da Bemposta e do
Ikw necessarios execugo dos trabalhos da em- Porto das Caixas, ambas na provincia do Ro de
preza. Janeiro, e entendendo que fonm observadas todas
a *. O governo conceder gratuitamente com- as formalidades legaes, de parecer que sejam ap-
panhia vinto leguas de terrenos devoluros as ma- provadas por esla augusta cmara,
tas de Orobou n'outras situagocs da estrada, pa- Paco da cmara dos Srs. deputados, em 1" de
ra, terminados os trabalhos, estabelecer Os'-traba- junho de 1864.Jos Caetano dos Santos.A. C.
Iliadnrc^ un colono c promotr principalmente "a ite < ^buauerque.'
cultura (lo algodo. A. commisso de constituigo e poderes tendo
5.' A companhia gozar mais do previligio de examiriatliro-eleieao do collegio de Montes Claros,
explorar, dentro da zonada estrada conlratada, nao verificada er tempo poi-5ajer sido remetti-
quaesquer minas que descobnr, e tambem as mi- da a esta augusta cmara a acta respeuw. de
as de productos chimicos e naturaes como o sa- parecer que seja approvada, visto que foram ob-
lilre, o nitrato de soda, o brax, e para esse lim servadas todas as formalidades legaes.
importar isentos de direilos as machinase ins- Pago da cmara dos Srs. deputados, 31 de maio
trunientos precisos paraos trabalhos da expo- de 1864.Jos Caetano dos Santos. -Antonio C. de
rago. S e Albuquerque.'
6.' A planta e as condigoes de cnnslrucco o -----------
o mais relativa direegao e trabalhos da empre- Pelo paquete a vapor Princesa, entrado hontem
za, o governo eslabelecera no contrato, pedendo dos portos do sul, recebemos datas de Porto Alegre
conceder o prolongamenlo da mesma estrada al at 20, do Rio-Grande 25 e Santa Catharina 30 do
qualquer ponto do rio S. Francisco, guardadas as
condicoes mencionadas.
Art. 2. Fica o governo autorisado :
g 1, A facultar no contrato toda e qualquer
passado.
O presdeme da provincia de S. Pedro do Sul
partir no dia 19 para o Rio Pardo e S. Gabriel.
Pelo mesmo presidenta tora designado para exer
concesso que nao altere as condicoes essenciaes cor interinamente o cargo de chefe polica da pro-
vincia o r. Francisco de Souza (irne e Lima,
juiz de direito da comarca de Sanio Amonio da Pa-
trulha.
Tinham sido pronunciados como incursos no ari.
271 do cdigo criminal Jos Ramos e Catharina
Passel, pelo assassinalo de quedemos noticia no Jor-
nal de 9 do passado.
No dia 21 partir do Rio Grande para Pelotas o
4" batalho de fuzileiros que d'aqui fora Iranspor-
estabelecidas na presente lei.
$ 2. A conceder a mesma companhia a na-
vegago do mesmo rio com todos os lavores esta-
tuidos as leis se a companhia dentro de um pra-
zo convencionado com o governo se habilitara rea-
lisa-la
Art. 3. Revogam se as disposicoes em con-
trario.
c Pago da cmara dos deputados. em 18 de
abril de, 1864.Jos Antonio Saraiva.M. P. de lado no vapor Princeza.
Souza Dantos. J. J. O. Junqueira Jnior.Frede- O contigente de arlilliaria montada e o batalho
rico A. de Almeida.Joo Ferreira de Moura. 12 de fuzileiros, que o mesmo vapor conduzira de
S. Souto.-Barbosa de Almeida.-J. Madureira.- Santa Catharina, licavam a sabir o primeiro para a
Pinto Lima.J. J. Barbosa de Oliveira.J. L. da capital da provincia, e o segundo para Pelotas.
Cunha Paranagu. O brgadeiro Osorio, chamado corte pelo gover-
t A condigo 5* accrescente-se :Nesta conces- no imperial, havia entregado o coramando da sua
sao nao sao coniprehendidas as minas de diaman- brigada e da fronteira ao coronel Luiz de Menna
tes, que continan a ser exploradas segundo a Barreto.
legislaco em vigor.Frederico de Almeida.Jun- Tmha fallecido em Algrete o alferes do 6o ba-
queira. tallio de infantaria Antonio Rabello da Silva.
Continuando depois a 2* discusro do orcamen- A Mulata do Jaguaro de 19 do passado noti-
to na parle relativa despeza do ministerio da cia que no dia 3 foram brbaramente degolados'
agricultura, oraram os Srs. ministro da repartigo, perto da capellade Farruco, no Estado Oriental, o
Paula Souza, C Ottoni, presidente do conselha, Ma- fazendeiro brasileiro Marcelino dos Sanios, sua mu-
cedo e F. octaviarlo lher, urna titira solleira e urna preto.
Encerrada a discusso, foi approvado o artigo A mesma folha diz que fora approvado pela ca-
da proposia com todos os seus paragraphos, assnn mar municipal em sesso de 6 o seguinte requeri-
como as emendas da commisso, menos a emenda ment do vereador Moura e Cunha :
Por decretos de 14 e 15 do corrente foram no-
meados :
Primeiro official, chefe de seego da secretaria
da fazenda, Jos Francisco de Souza Bracarense,
segundo official da mesma secretarir..
Segundo official da mesma secretaria, Carlos
Prospero Ratton.
Por decretos de 21 foram nomeados :
Segundo conferente da alfandega da Bahia, Do-
minhos Joaquim da Fonseca, inspector da alfande-
ga do Rio (rande do Norte.
Terceiro escripturario da alfandega de Pernam-
buco, Miguel da Puriocaco Gomes, terceiro escrip-
turario da thesourana da mesma provincia.
E aposentado no lugar de segundo conferente da
alfandega da corle, Bernardo Jos dos Santos Go-
mes.
Por decretos de 25 do corrente foram exone-
rados :
Jos Francisco Cameiro Junqueira, de inspec-
tor da tli- souraria de fazenda da provincia do
Amazonas.
Manoel Jos de Assis Zumga, de thesoureiro da
alfandega do Rio Grande do Sul.
Clao da Cmara Barcellos, de thesoureiro da
alfandega de Urnguayana.
E nomeados:
Inspector da thesouraria de fazenda do Amazo-
nas, Francisco Pedro Gurjo, chefe de seego da
thesouraria do fazenda do Para.
Paulo Candido Pique!, thesoureiro da alfandega
do Rio Grande do Sul.
Francisco Flix de Freitas Brrelo, thesoureiro
da alfandega de Uruguayana.
Primeiro conferente da alfandega do Para, Jos
Ferreira Ribeiro Aranha, segundo conferente da
mesma alfandega.
E aposentado Fernando Flix Gomes no lugar
de primeiro conferente da mesma alfandega.
Foi expedido pelo ministerio da fazenda o se-
guinte aviso :
A' presidencia do Maranhao, communicando,
Sara seu conhecimeuto c para o fazer constar
rectora do banco do Maranhao, que, em an-
auencia sua proposta sobre a red ucean que de-
ve soffrer a eroissao do banco, no anno que tem de
Andar em 22 de agosto de 1865, foi-lhe marcada
ao 17 na |iarte om que concede 600:000* para
subvencionar a urna companhia nacional ou cs-
traugeira que se encarregne de estabelecer orna
linha directa de vapores entre o pono do Rio de Ja-
neiro e o de New-York, nos Estados-l'nidos, com
escala pelos poitos que o governo determinar.
As seguinte emendas foram tambem appro-
vada?.
t Reoueiro que a cmara, convencida de trae o
maior de lodos os beneficios neste municipio urna
estrada de ferro que partindo da cidade do Rio-
Grande por Pelotas passe o mais prximo que for
possivel desta cidade, com direceo a llag e ou-
lras cidades do interior, dirija urna representago
ao governo imperial para proteger e amparar a em-
preza que toma a si a lavra das minas de carvo
t Ao g 17Accrescente-se a verba com mais de pedra.descobertas as margens do Rio Jaguaro
24:000* para augmento da subvenco annual que e seus alfluentes, de que trata o decreto n. 3,236 de
percebe a companhia de navegacao por vapor no 21 de margo do correle anno; garantlndo a exem-
rio Parnahyba, devendo esta duplicar o numero po dos favores concedidos a otitras provincias, o
das viagens entre as cidades de Therezina e da juro de 4 % dos capitaes que a dita empreza empre-
Parnahyba, e eslende-las a outros portos rio acl- gar na via frrea que projecla estabelecer da cida-
ina. conforme o governo julgar conveniente.J. de do Rio-Grande a Bag, por Pelotas e Jaguaro:
L. da Cunha l>aranagu. Poiydoro Cesar Burla- e que neste sentido se conviden) as cmaras mu-
raaqne. nicipaes daquellas cidades para dirigirem iguaes
Ao 17 accrescente-se : Sendo 96.000* na-' supplicas ao governo imperial.
ra subvencionar urna linha de paquetes vapor! -----------
que v de Manos ao Crato, na provincia do Ama-; Por decrel0 de 24 do p,gsado foi rixada em
zonas -A. J. Moreira T. Franco de Almeida.- ( 6;0oq* a flanga que devem prestar para poderem
u. a. ttaioi.beitao ua t>unna. entrar no exercicio de saas funegoes os Ihesourei-
Ao,-17.^Averba-subvengao as companhia* ros das secretarias de polica das provincias do
^ "v8acao vapor-seja augmentada com.... Rio do J>Dejro Rio.Gramle do Sol, Baha e Per-
72:000*. cando o governo autorisado a reformar nambuco; em 4:000* os das provincias de S Pau-
u,?S .'^n^'^1^''?3^ yawrd" lo, Minas-Geraes, Maranhao e Para; e em 3:000*
Maranhao, elevando a 6.000* a subvengao pela os das outras nrovineias.
viagem aos portos do norte, e a conceder-lhe urna
subvenco de 4:000* por urna segunda viagem ao
sul, na forma do mesmo oantralo, com excepgo
dos portos de Acarac e Granja.-Viriato.-Costa
Ribeiro.D. A. Raiol.Leito da Cunha.Franco
de Almeida.Liberato. Pamplona. Rodrigues
os das outras provincias.
De urna carta que temos a vista datada de Santa
Catharina em 30 do passado transcrevemos o se-
guate :
O brigue brasileiro Dous Amigos sahido de lta-
Junior.Figueiredo.Souza Carvalho. Silveira jahy para o Bio, carregado de madeira, abri agua
de Souza.-S. Souza Bandeira.Nascimento Fei- na altura oe S. SebasSo, e arribando a S. Fran-
tosa.Seraphico.Moreira. Ratisbona.Fonseca cisco, hontem s 9 horas da manha, encalhoa na
Vianna.Pedro Lurz. costeira, cima da Ponto de Yidro, dizem que
O Sr. Urbano requereu que a votago da emen- por ter desgovernado, achandose j o brigue me
da ao 10 da proposta fosse nominal ; e vencen- d'agua. Parti logo com lanchas para o logar o
do-se assimdcu e seguinte resultado : juiz municipal e o administrador da respectiva me-
Votaram a favor os Sis. Leitio da Cunha, Fran- sa de rendas para assistirem descarga do qne se
co de Almeida, Carlos Ribeiro, Carvalho Res, Pa- puder salvar,
ranagu, Burlatnaque, Ratisbona, Moreira Bran- 3
do, Flenriques de Almeida, Correa das Neves, Contlnuou hontem na cmara dos deputados a
Costa Machado, A rago e Melle, Joo Leite, Feito- segunda discusso do projecto relativo acompa-
sa, Pereira de Brito, Souza Carvalho. S e Alba- nhia de navegago vapor Bahiana. Orou o Sr.
Joerque. Souza Bandeira, Barros Barreta, Luiz Liberato'
elippe, Epaminondas, Carlos Brandad, Seraphico, i Occupou-se depois com a discusso dos additivos,
Espendio, Arstides Lobo, Jos Angelo, Barros ja publicados, ao orgamento na parte relativa des-
Pimenlel, Salostiano Souto, Pinto Lima, Pedro Mo- pea do ministerio da agricultura, commercio e
obras publicas. Oraram os Srs-. Leito da Cunha,
Pedro Luiz e Andrade Pinto.
Ambas as discassoes Acarara adiadas pela hora.
Foram offerecidos mais os seguintes:
a Fica approvado o contrato de 22 de agosto de
1860, para a navegago vapor ne rio de S. Fran-
cisco desde o Peuedo at Piranhas etevando-se a
quatro mezes o prazo de que tratara as condigoes
3" e 7a, e podendo o governo nao s diminuir as
mullas da condigo 13", como augmentar a subven-
gao e fazer quaesquer outras modilicagoes que en-
tender convenientes para quo se realise quanto an-
tes a dito navegacao, ou se estenda ella desde logo
aos outros pontos navegareis do referido rio.
M. Dantas.Jos Angelo.Souza Carvalho.Pedro
Moniz.A. S. Ixibo.
< O governo autorisado a fazer extensivos
compaolm de navegacao por vapor no rio Parna-
hyba os favores mencionados na condigo 21* do
contrato celebrado com a companhia Brasileira de
paquetes a vapor, em data de 17 de dezembro de
1859.Paranagu Burlatnaque
< Decreto n. 2,513 de 17 de dezembro de 1859.
Condigo 21*.A companhia gozar de fran-
< quia de direitos de consumo pelo tempo da dc-
< rago do presente contrato, de todas as machi-
as, suas pertengas e materiaes proprios para o
maneio destos, seus concertos e perfeigo, com
< tanto que taes objectes sejam empregados em seu
uso ou servico.
t Fica o governo autorisado a reformar o con-
trato celebrado em 23 de junho de 1858 com a com-
panhia de navegago vapor no Alto-Paraguay, no
sentido de alterar, sem augmento de subvenco, a
escala dos portos em que as barcas tocam actual-
mente, obrrgando-se a companhia a substituir al-
guns de seus vapores por outros de menos calado,
mas que tenhara as proporgoes necessarias para
transporte de passageiros e condugoes de cargas.
Burlamaque.
Fica autorisado o governo a contratar a nave-
gago vapor de Belm, no Para, para Deraerara
ou S. Thomaz, de modo a estrellar a communica-
go entre o imperio e os Estados-Unidos, nao ex-
cedendo o mximo da despeza quantia de 50:000*.
Franco de Almeida. Leilao ta Cunha. ~D. A.
Raiol.Moreira.
Acham-se inscriptos com a palavra os Srs. Ra-
tisbona, Jos Jorge. Jos Angelo, Viriato, Rurlama-
que, Fonceca Vianna e Arstides Lobo, a favor ; e
contra os Srs. Nebias, Alfonso Celso, C. Madureira
e Junqueira.
Por decretos de 28 de maio foi exonerado Jos
Felipiie Nery da Silva, do cargo de inspector da
thesouraria de fazenda da provincia da Parabyba,
> foram nomeados :
Inspector da mesma thesouraria, Adriano Duarte
Godinho, Io escripturario da thesouraria da provin-
cia do Maranhao.
Iii.-peetor da alfandega do Rio-Grande do Norte,
Jos Ribeiro da Cunha.
2* conferente da alfandega do Maranhao, Galdino
Cicero de Miranda.
Chafe de seego da thesouraria das Alagoas, Tito
de Abreu Fialho, 1" escripturario da mesma the-
souraria
i* escripturario da dita thesouraria, Rozendo de
Araujo Ferraz, 2o escripturario da mesma thesou-
raria.
- 4
O senado occupou-se hontem, al o mcio dia, com
algumas materias de interesse particular, que es-
tovan) na ordem do dia, e mandou s commissoes
de agricultura e de fazenda o projecto (em segunda
discusso) promovendo a crcago de escolas agr-
colas e fazendas modelos.
Entrou depois em segunda discusso o projecto
de resposta falla do throno, e licou adiado pela
hora, tendo orado os Srs. Penna e Pimenta-Rueno.
A cmara dos deputados elegeu hontem para
membros da mesa que teem de funecionar na cor-
rento mez os mesmos do mez passado.
Approvou depois em primeira discusso, sem de-
bate, o projecto relativo dotago de SS. AA. as
augustas princezas.
Conlinuou em ultimo lugar a discusso dos arti-
gos additivos ao orgamento na parte relativa des-
peza do ministerio da agricultura, commercio c
obras publicas. Oraram os Srs. Ratisbona, Ne-
bias e Jos Jorge, ficando a discusso adiada pela
hora.
Foi olerccido mais o seguinte :
Fica o governo autorisado : 1", a fazer venda
de trras a prazos rasoaveis as provincias do
Amazonas, Para, Goyaz, Matto-Grosso, Pacana e
Espirito-Santo, para estabelecimentos de plantago
e criaco ; 2', a alterar o regulamento dos Indios,
creado' pelo decreto n. 426 de 24 de julho de 1845,
e a contratar na Europa padres trapistas que ve-
nham no Brasil dirigir colonias indgenas agrcolas.
Moreira. Pereira de Vsroncellos.Silca Perei-
ra Raiol.A. Fleury. Theodoro. Franco de
Almeida.
S. M. o Imperador, acompanhado por seus sema-
narros, visitou hunlem a escola militar da Praia-
Verraelha,
Tendo all chegado as 9 horas c mcia da manha
dirigio-se immedialamente a cada urna das talas
primarias do curso, e a preparatoria de malliema-
ticas, e assistio a lico do dia.
Percorreu depois" loda a fortaleza, examinando
minuciosamente todas as suas dependencias ; na
escola regimenlal do batalho de engenheiros dig-
nou-se S. M. ouvir a ligan de leitura e das quatro
operacOes de arilhmelica, de algumas pragas do
batalho ; e as enfermaras dus alumnos, bem
como na dos soldados, demorou-se juuto ao leito de
cada enfermo, informandu-se do seu estado.
Examrou tambera as obras do edilicio novo, e
as da baleria, o tendo assislido era seguida aos
exercicios de esgrima e de gymnastica, retirou-se
s 2 1/4 horas da tarde.
Por decretos do lu do corrente :
Concedeu-se demisso do servico militar ao 2'
tenente do eorpo de engenheiros Miguel Vieira Fer-
reira, e ao 2' cirurgiao do eorpo de anudo do exer-
cilo Dr. Antonio Augusto Malhciros;
Concedeu-se reforma, na conformidade do 1
do art. 9" da lei n. 648 de 18 de agosto de 1852, ao
capilo Manoel Pereira do Souza e au 2" lenle
Mari tono Martelino de Souza Guimares, ambos do
eorpo de artilharia de Matto-Grosso, visto soffre-
rem molestias incuraveis qne os toroavam incapa-
zcs do servigo ;
Concedeu-se reforma com o respectivo sold por
inleiro e valor da farinlia ao cornela-rar do 12"
batalho de infantaria Jos Ignacio, na conformida-
de do 5 3o do plano que baixou com o decreto de
II de dezembro de 1815, por contar mais de 80
annos de servigo e achar se imposibilitado de
nelle continuar por sua avancada idade e mo-
lestia.
Foram reformados tambem com o respectivo
sold por inleiro, na conformidade do mesmo pa-
ragrapho e plano, os soldados Joaquim Carneiro da
Silva e Manoel Jos dos Santo, esto do esqnadrao
de cavallaria da Bahia, e aquelle da companhia de
invlidos de Santo Catharina ; visto acharem-se
impossibilados do servigo em consequencia de
ferimentos que receberam em cgo do mesmo ser-
vigo.
Osenado approvou hontem em terceira discusso
a proposigo relativa pretengo de 1). Luiza Ma-
ra Tanuer ; em primeira discusso os orejelos
concerneotcs ao me sold de D. Cariota Jane
Brown e ao monte-po de Amalia Regis Moniz
Barreto, depois deorarem sobre esle os Srs. Ferraz,
baro de Muriliba e visconde de Itaborahy.
Conlinuou a segunda discusso do projecto de
resposta falla do throno, e oraram os Sr?. hacha-
ras, Nabuco, Dias Vieira e Paranhos, ficando a
discusso adiada pela hora.
____
O paquete inglez tersen, entrado hontem do
Rio da Prata, trouxe datos de Uuenos-Ayres at
28 c Montevideo 30 do passado.
Da nossa missao ao Estado Oriental nao ha noti-
cia algurna, e sueeesso importante tambem ne-
nhum all occorreu. A guerra civil continua a ser
! de negagas, observando-se os dous oxercitos sem
virem s mos. Na carta do nosso corresponden-
te, porra, os leitres encontraro relatados varios
factos que nao sao destituidos de interesse.
Na repblica argentina, serenada a tempestade
eleitoral, indo marchava pacificamente, embora
nao estoja anda resolvida inleiramente a questo
das eleigoes.
Felizmente outras mais fecundas como as das
| vias frreas de Cordova edos Andes parecan) ob-
servar a attengo publica.
Do Paraguay tambem nada ha ; do Pacifico, po
rm chega-nos urna noticia que deve ser percurso-
ra de acoolecimentos gravissimos.
A esquadrilha hespanhola do almirante Pinzn,
que ha mezes esteve neste porto, apoderou-se das
ilhas da Chincha e de um navio degnerra peruano
titulo de nao terem sido attendidas as reclama-
ges da Hespanba, e como para tornar anda mais
ameagador o sen acto declarou o commissario des-
ta potencia, que ella nunca reconheeera a Inde-
pendencia do Per', que nao havia seno urna"
tregua de facto desde 1824, e que todo o tempo
1 poda a sua soberana reivindicar qualquer parte
de territorio que Uie baja pertencido.
Esta aggresse- provocou violenta exploso da
mais justa indignacao, nao s no Per', mas tam-
, bem as repblicas visinhas, que vm agora perto
a tormenta que, roncando o longe em S. Domin-
gos, j as sobresaltara. Eaorava-se que o Chile e
a Boli via, fazendo calar as suas desavengas, vies-
sem em auxilio do Per' n'ura nerigo que se Ihes
devia antoihar coiumum. o a Peruanos corriam
s armas para desaltroniar a sua honra ultrajada.
e expulsar do seu territorio inmigo, que nao li-
nha grandes breas qne oppor-Ihes, mas que pro-
vavekoenie votara carga.
O corno diplotaaiico estrangotro em Lima reu-
nio-se e declarou que lamentava terem-se posto d
parte os preceitos do direito das gentes, e que nao
aceitava o direito de reivindicago invocado pelo
commissario hespanhol como. um dos fundamen-
tos da oceupago, continuando |a considerar as
ilhas de Chincha como pertencentes repblica
peruana, emquauto os seus respectivos governos
nao resolvessem o que tivessem por conveniente-
0 vapor inglez Equador sahio para Panam com
communicago do governo peruano para o almi-
rante inglez da estago do Pacifico, e a commisso
permanente do eorpo legislativo autorisou o gover-
no da repblica a levantar nm empreslimo de 50
milhes de pesos, por o exercicio em p de 30,000
homens, e augmentar a esquadra com vinte na-
, vios.
Esto esquadra dizia-se que ficava a largar para
resgatar as ilhas tomadas pelos Hespaahes.
6 -
; Ante-ltontem, na cmara dos depotados, o Sr.
Godoy fundainenlou um requerimento pedindo rom
urgencia copia do processo instaurado pelo juiz
I municipal de Nitherohy contra Carlos Bernardino
de Moura. Tomaran) parte no debate os Srs. Mar-
linho Campos e Urbano.
Conlinuou ilcpuis a discusso dos artigos additi-
vos ao orgamento na parte relativa despeza do
ministerio da agricultura, commercio e obras pu-
blicas. Oraram os Srs. Alfonso Celso, ministro res-
pectivo, Junqueira e Jos Angelo
Ambas as discussoes licaram adiadas pela hora.
Foram odun-cidos mais os seguintes additivos :
Fica approvado o decreto a que se refere o
; decreto n. 3,201 de 24 de dezembro de 1863, cele-
, brado pelo governo imperial com o presidente da
: companhia l'nio e Industria, para a transferencia
ao mesmo governo da estrada daquelle nome e da
colonia D. Pedro II.M. Mello Franco.
, __ t No caso de ser adoptado o artigo da commis-
so, no qual se autorisa o governo a reformar a
1 secretaria, accrescente-se ao seu final :e ficando
a sua execugo dependente de approvagao do cor-
> po legislativo.Chagas Lobato.
Foi apresenlado o siguite parecer :
A segunda commisso de orgamento, conside-
i rando que o crdito pedido pelo ministro c secre-
1 torio de eslado dos negocios do imperio na sesso
| de 24 de ma do corrento, destinado para o pa-
' gamenlo que se fez aos membros da assembla ge-
j ral e de oulras despezas lenas com a pnblicagao
dos debates, com a impresso de actas e papis
avuisos, por se ter tornado insuficiente a quanlia
volada no art. 2 SS 14 e 15 da lei n. 1,177 de 9 de
! setembro de 1862, de parecer que a proposto do
governo seja convertida eiu projecto de lei.
A assembla geral decreto :
Art. 1. O ministro e sen Cario de estado do
negocios do imperio e autorisado a dispender, alera
da quantia lixada no art 2 da lei n. 1,177 de 9 de
setembro de 1862, para as despezas das cmaras
dos senadores e dos deputados no exercicio de
1863-1864 a de 554:000*, que ser distribuida
da maneira seguinte :
; 14. Cmara dos senadores 234:000*000
5 15. Cmara dos deputados 320:000*000
554:000*000
Art. 2.- Ficam revogadas as disposigoes em
contrario.
< Sala das commissoes, 4 de junho de 1864.
W. P. de Souza Dantas.J. Silceira de Souza. a
Entrou hontem dos portos do sul o paquete va-
por Gerente, com dalas de Porto-AIegre at 30 do
passado, Hio Grande 1 e Santa Camarina 3 do cor-
rente.
O presidente da provincia deS. Pedro do Sul,que
como noticiamos, sahira no dia 19 de Porto-AIegre,
chegou a Rio Pardo a 20, e a 21 seguio para S.
Gabriel, alim de tratar, segundo se dizia, da o/ga-
nisagoda diviso que deve estacionar naquella
fronteira.
O prelado diocesano, qu havia regressado ca-
pital, demillira dos lugares de lentes do seminario
os dous eonegos que se desouveram e chegaram a
vias de facto na sachristia da cathcdral em quinta-
feira santa, bem como o coadjuctor da fregue/.ia
das Dores.
Ficava empossado do cargo de chefe de polica
Interino da provincia o Dr. Cirne Lima.
No dia 27 do passado seguir do Rio Grande
para Pellas o batalho 12 de infantaria.
De Sania Catharina nao h noticia alguma de
interesse.
Por aviso de 20 de abril ultimo, dirigido pre-
sidencia da provincia do Rio Grande do Norte, ap-
provou-sea deciso pela qual a mesma presiden-
cia declarara ao administrador do corre daquella
provincia que a obngago de passar s mesas dos
collegios eleitoraeso recibo da copia as actas, de
que trata o ai ligo 79 da lei de 19 de agosto de
1846, deve-se entender imposto tanto s agencias
propriamente ditos como s adimnislragoes de cor-
re, sem embargo do silencio da lei a respeito de
taes adimnislragoes ; por quanto, sendo o fim do
legislador cercar de todas as garantas a reinessa
das rele idas actas e a sua entrega as autoridades
competentes, toi na-se evidente que as ditas admi-
nisiracdes nao pdem exirair-se do cumprimenlo
daquella obrigacao, sem que se possa cbjeciar cera
a postead superior era que ellas se acham colloca-
das relativamente as agencias, visto como, poden-
do dar-so as adimnislragoes os mesmos abusos,
que a citada le procura evitar uas agencias, a res-
peito da reraessa e entrega das actas, essa supe-
rioridade nao cnnstitue razo altendivel para que
toes ivparliges se noguera a passar o mencionado
recibo.
Entrn hontem em segunda discusso no senado
a reforma hypotheraria, e loi adiada a requerimen-
to do Sr. baro de Muriliba, al que se conclua a
resposta a falla do throno.
Proseguio a segunda discusslo desta resposta e
lorneu a Brear adiada, orando os Srs. Silveira da
Molla e Ferraz.
A cmara dos deputados approvou hontem, de-
pois de orar* Sr. Fernandes Moreira, a emenda
substitutiva dos Srs. Dantas e oulios, olferecida ao-
projeclo sobre a companhia de navegago Bahiana
era sesso de 18 de maio ultimo.
Approvou lambem, successivamente, os parece-
res da commisso de poderes acerca das eleigoes
do collegio de Montes-Claros e das parochias de
Nossa Senhora da Remposta e do Porto das Cai-
xas.
Approvou igualmente os seguintes artigos additi-
vos da commisso ao orgamento na parle relativa
a despeza do ministerio dos negocios da agricultu-
ra, commercio e obras publicas:
Artigo. E' o governo autorisado para refor-
mar a secretaria de estado dos negocios da agri-
cultura, cuininereio c obras publicas, supprimindo
desde j o lugar de consultor, harmomsando-a com
as demais secretarias de estado pelo que respeito
ao pessoai eaos vencimentos, nao podendo exceder
a despeza marcada na yerba respectiva.
Artigo. Igual autrisago se lhe conceda em
relago ao correio.
Artigo. A companhia de navegago Pernam-
bueana lica dispensada da obrigago de pagar Juros
de 6 por ceuto'ao anuo sobre a quantia de 270:000*
de que devedora ao estado.
Approvou mais os seguintes:
. rica o governo autorisado a modificar, de ac-
crdo com a companhia de navegago intermedia-
ria de vapores, o contrato com esto celebrado em
14 de maio de 1856, supprimindo da escala dos
mesmos os portos de Ubatuba e S. Sebastio, que
serao substituidos pelos de Itapororoy em Santa-
Catharina, (ara o qual se faro duas viagens meo-
saos, independentemente de mais subvengao, ou
medanle a de mais 1:000*000 por cada viagem
obrigando-se a companhia a ter um pequeo vapor
do rio ltajahy, para a navegago deste e communi-
cago com aquelle porto.Silveira de Souza.__
Mello e Ale un. *
E* o governo autorisado para alterar desde j,
conforme representou a assembla provincial do'
Paran, o contrato da companhia intermediaria da
navegacao a vapor de 14 de maio de 1856, suppri-
mindo as escalas de Ubatuba o S. Sebastio, as
quaes sero substituidas pela de Antonina na pro-
vincia do Paran, onde os vapores da companhia
que vo deste porto directamente ao Paran facam
duas viagens por mez sem augmento de subven-
cao./. MarcondtsAbelardo de Brito.
O governo promover a crearlo de exposicoes
biennaes de artigos de agricultura e Industrias do
paiz as provincias, e de urna exposico quatrien-
1/



**
Diario de Pensara bneo Qnaraa felra 15 de Juaria te iSVl.
nal na capital Jo imperio, analiando este ser vico
pela verba inewrinwflU) da agricultura./ A/a-
cundes.bardo de Prados.
< Fica o governo autorizado a, entrar a ajustes
cen a sociedade Montravel Silvoiro 4 C, temando
a si a dividas dos colonos, e subrogando-se nos
direitos que sobre elles tem a mesina sociedade. -
J. Angelo. ,
Artigo. O governo Qca aulorisado para auxi-
liar desde ja cout a quantia de 50:000UOO por urna
MWt quera se obr.gar a laucar, no Rio das Ve-
Ihas ou US. Francisco, un vapor da forra de vin-
te cavallo ao menos, e susteutar a navegagao nos
niesmoiros, eoin as seguimos roiwhgoes:
$ I. Esludar orticamente as principaes di tu,
culdades que offerece o Bio das Velhas a urna na-
vegagao (ranea por vapores maiores.
u j 3. Determinar os pontos ein que essas dilit-
culdades se encontram as diversas eslagoea ao
auno e crear as despezas necessarias para as re-
moverem.
j 3." Formar urna eslatislica do valor dos di-
versos productos actualmente permutados em toda
a liaba da navegado actual, e da importancia que
podem produzir os frotes.
t 4." Estas informages devem ser aposenta-
das deutro do prazo de cinco annos. Fonceca
Vmnna.
O governo autorisado a fazer extensivo a
coiitpanbia de navegagao por vapor do rio l'arna-
byba oj favores mencionados na condicao 1' do
contrato celebrado com a compauhia brasileira de
paquetes a va|>or, ein data de 17 de dezembro de
lS-">'J.Paranagu.BurlamaqHe.
t Decreto n. 2513 de 17 de dezembro de 1839.
Condeso 21*.A companhia gozar de franqua
de direilos de consumo pelo lempo da duracao do
presente contrato, de todas as machinas, suas per-
tencas e materies proprios para o maneio destas,
seus conferios e perfeicao, comtanto que taes ob-
jeclos sejain empregados em seu uso oa servigo.
t Fica o governo autorisado a reformar o con-
trato celebrado em 23 de junbo de 1858 com a
companhia de naregago a vapor no Alto Paraguay,
no senii'lo de alterar sem augmento de subvenga,
a escala dos portas em que as barcas tocam actual-
mente, obngaudo-se a companhia a substituir al-
guns de seus vapores por outros de menos calado,
mas que tenbam as proporgoes necessarias para
transporte do-passageiros e condneges de cargas.
Burhimarque.
Fica autorisado o governo a contratar a nave-
gaco a va|Mir de Bclui no Pan, para Demerara
ou'S. Thomaz, de modo a estrellar a communica-
gao entre o imperio e os Estados-Unidos, nao exce-
deudo o mximo da despoza a quanlia de 50:0005.
Franco de Almeidatiitao da Cunta. -D. A.
BaiulMurara.
t Fica autorisado o governo a mandar proceder
as explorages dos ros Xiux, Tapajoz, Puros, Ja-
pur, lea e Rio-Negro, as provincias do Para e
Amazonas, quando o |iermittirem as forcas do tlie-
souro, em ordem a decrelar-se opporluuamente a
sua livre naveraga< e commercio.Franco de Al-
im'iila. Ktiiol.Lritao da Limita.
Oceupou-se em ultimo lugar com a segunda dis-
cusso do projecto sobre a dotago de suas altezas as
augustas princesas. Tomaran) parto uo dbale os
Srs. Lopes Netto, Dantas, Martinho Campos, minis-
tro do imperio e urbano, sendo approvado o art. Io
com todos os seus paragraphos.
Tralando-se do art. 2-, licou a discusso encer-
rada, depois de ler eSr. Martinho lampos ollere-
cida a scguinie emenda :
< As disposiees da lei di; 29 de setembro de
18i0 licam em vigor para a dotago de S. A. a Sra.
D. Leopoldina.
Pbi Horneado chefe de polica da provincia do
Amazonas o juiz de dlreto Lnjz de Cerquera
Lima.
Foi uomeado para chefe de polica da provincia
do Piauhy, o juiz de direito Jos Manoel de Fiel-
tas, passando o do l'iauhy na mesma cathegona
para a provincia da Parahiha, licando o da Para-
lula, r. Antouio de Brtlc Souza Gaioso, exone-
rado.
Pul exonerado, a seu pedido, do lugar de l- of-
cial da secretaria da agricultura, o bacharel Joo
Paulo dos Santos Barrete Filho.
No da 30 do passado foi installada com 2fi mera-
bros a sessao extraordinaria da assembla legisla-
tiva desta provincia, pelo 4 vice-presideute, o Sr.
Ur. Fideiis de Andrade Botelbo.
I.t;-se no Mi mis Gentes de 31:
Acerca des boatos que correram da existencia
de una qnndrilha de salteadores no municipio de
Tres-Ponas, informa o respectivo delegado de po-
lica o seguidle :
Seis individuos masearados invadiram a casa
de Jos Salvador, onde encontraram a mulher des-
16 e una escrava. Esta sabio logo pedindo sesear-
m aos visinhos, os quaes quando chegaram nao
encontraram mais os masearados, que nenliuma
violencia praticaram.
< A 14 do corrente evadise da cadeia do Rio
Preto o criminoso de morte Antonio Goncalves,
a vigilancia da guarda, i
t Entre algumas prises ellecluadas ltimamen-
te no municipio de Minas .Novas pelo lente Luiz
Mutiiis de Carvalho, ligura a do ex-sargenlo do
corpo policial Joao Jos Pedroza, autor de um ex-
travio de dinlieiros pblicos e do assassioato de
um seu camarada
No dia 30, depois da procssio do Corpo de
Deus, um menor do corpo policial, que tinha en-
trado em parada, foi victima de um sinistro prove-
niente da sua pouca ou neuhmna experiencia.
Carregou a arma para dar a primeira descar-
ga, mas o tiro falhou: secunda e tereeira vez soca
elle novos cartuxos, e com a espingarda nesse es-
tado recolhe-se para casa.
Ahi seu primeiro cuidado alimpar o ouvido
da rena, escorva-la e disparar o tiro.
Lina grandeexploso correspondeu aos dese-
josdo menino; a arma reduzio so a eslilhagos, eo
tinprevdente perdeu parte da mi esquerda, e li-
cou com o rosto todo mutlalo.
Na noite de 27 de abril ultimo evadiram-se da
cadeia da cidade da Bagagem O reos Modesto e
Joaquim Correia de Azevedo.
Aquelle ra/condemnado pelo jury no mesmo
dia, e este devia/ser julgado em urna das prximas
sesses. ForainAruressados os individuos que a-
ziam guarda na'oadeia, e preso o respective caree-
reiro, contra quein o promotor publico apreseutou
denuncia por connivencia.
No dia 2 deste mez tambem o reo Manoel Uo-
drigues Gomes prelendeu evadir-se da mesma ca-
deia, rompendo altouto por entre a guarda, atr-
vessando a ra, e transpondo um muro; persegui-
do, porm, por dous offlciaes de justira, vio mallo-
gradas suas esperancas e hurlado seu empenho.
< Pouco depois estava de novo na cadeia. >
_ 8 -
O senado approvou em tereeira discusso, para
ubirem sanccaolimperial,las proposigoes da c-
mara dos depuladosapprovando as pensdesde 400j
concedidas a D. Mara Luiza Bidegorry, e de 2,'i2
a D. Marta da Coocecao Costa Martins.
Seguio-se a segunda discusso do projecto de
resposta falla do throno, e licou adiada, tendo
orado o Sr. Paraahos e Ottoni.
Hontom nao bouve sessao na cmara dos depu-
rados por falla de numero legal.
Por decretos de 28 de maio foram nomcados :
O juiz de oprhaos, bacharel Joaquim da Costa
fiarradas Jnior, para juiz de direito da comarca
do Turvassu', na provincia do Maranhao ;
O bacharel Daro Fortuna Pessoa, juiz municipal
de orphaos do termo de taniad, na provincia do
Ceat
O bacharel Manoel Ignacio de Medeiros Itego
Monteiro, juiz municipal e de orphaos dos termos
reunidos do Triumpho e Taquary, na provincia do
JUo Grande do Sol;
Oseas Uegesinpe de liulUoes PiUuga, escriplu-
cario senrindo de secretarlo da polica da provin-
cia de Sergipe ;
O lente Jos Geraldo Barroso da Silva, para
tenente-coronel comn andante do 4* batalhao de
tnfantaria do servico activo da guarda nacional da
provincia do Para ;
Marianno Xavier Carneiro da Conha, para te-
ente-coronel commandante do batalhao de infao-
taria n. 42 da guarda nacional da provincia de
iPernambuco ;
O tenente-coronel Gaspar Cavalcanti de Albu-
querque Ucha para chefe do estado-maior do
ommando superior da guarda nacional dos muni-
cipios do Ro Formo-o e Serinhem, da mesma
provincia.
Foram removidos :
O juiz o direiio Jos de Almeida Martins Costa,
da comarca de Turyassu. de 1* entrancia, na pro-
vincia do Maranhao, paca a do Penedo, de v na
das Alagdas :
O jniz de direito ieo Paulo Monteiro de Andra-
de, da comarca de Mamanguape, na provincia da
Paraliyba, para de Nazareth, na de Pernambaco,
ambas de i* entrae, por asim o haver pe-
dido ;
O jniz de direito Victorino do Reg Toscano Bar-
reta, da comarca de Nazareth, na provincia de Per-
nambuco, para a de Mamanguape, na da l'ara-
hyba, ambas de entrancia, por assimo baver pe-
dido.
Foram concedidas :
Ao bacharel Herculano de Aranjo Salles, a de-
niisso que pedio de juiz municipal e de orphaos
do termo de Caomd, na provincia do Gear ;
A Jos (".alisto Purtado, tenente-coronel com-
mandante do 4 batamio de infamara da guarda
nacional da provincia do Para, reforma no posto
de coronel da mesma guarda ;
A Antonio Uayuundo de Oliveira Gomos, major
ajudante de ordens do comniando superior da
guarda nacional da comarca da capital da provin-
cia do Maranhao, passagem como aggregado para
0 l" batalnaj de reserva da mesma guarda;
Ao Dr. Abilio Cesar Borges, a demissao que pe-
dio do posto de tenente-coronel chefe do estado-
maior do commando superior da guarda nacional
dos municipios da Barra do Rio-Grande e Santa
Rita, da pro\ ioria Baha.
Foi exonerado seu pedido, o bacharel Constan-
cio Graciudo de Souza Brito, do lagar de escritu-
rario servmdo de secretario de polica da provin-
cia de Sergipe.
Foi creado um batalh*o de infantaria da guarda
nacional as freguezias de S. Flix e Onteiro Re-
dondo, da provincia da Baha.
Tveram merc :
Manoel Jorge Goncalves Campos, da serventa
vitalicia do offlcio de escrvo de orphaos do termo
da Franca, na provincia de S Paulo; ,
Jos Benjamn da Rocha, da serventa vitalicia
dos officios de 2 tabelliao e escrivao de orphaos e
ausentes do termo de S. Christovo, na provincia
de Sergipe.
Por decretos de 31 de maio e 1 do correntc :
Foram nomeados :
O bacharel ArminioCoriolano Tavares da Silva,
juiz municipal e de orphaos do termo de Oliada,
1 na provincia de Pernambuco ; .
O bacharel Francisco Ernesto Malheiros, juiz
municipal e de orphaos do termo de Brotas, na
: provincia de S. Paulo.
Foram reconduzidos :
O bacharel Baymundo Jos Rabello, no lugar de
juiz municipal e de orphaos do termo de Monte-
Alegre, na provincia do Para,
O bacharel Pedro de Albuquerque Autran, no
lugar de juiz municipal e de orphaos do termo de
Villa-Nova, na provincia de Sergipe.
Foram concedidas :
Ao bacharel Manoel Pereira da Silva Brambilla,
a demissao que pedio do lugar de juiz municipal e
de orphaos dos termos reunidos de Macap e Ma-
zagao, na "provincia do Para;
Ao coronel commandante superior da guarda
j nacional do municipio de S. Francisco, da provin-
, cia da Babia, bario de Paramii im, reforma no
; mesmo posto, com as honras do lugar que exerce;
Ao caplo da guarda nacional da provincia de
S. Paulo Fortunato Alvos de Siqueira, reforma no
posto de major.
Foi promovido major ajudante de ordens do
commando superior da guarda nacional dos niuni-
eipios da villa da Barra, Rio Grande e Santa Rita,
da provincia da Bahia, Pedro Mariani, ao posto de
| tenente-coronel chefe de estado-maior do mesmo
| commando.
Foi desannexado o termo de Brotas do de S.
| Joao do Rio Claro, ambos na provincia de S. Paulo,
e creado nelle um lugar de juiz municipal, que
accumulara as funegoes de juiz de orphaos.
Teve merc Manoel Joaquim de Sa da serventa
vitalicia dos ofDVios de 21 tabelliao do publico, ju-
dicial e notas, e escrivao de orphaos, do termo de
Larangeras, na provincia de Sergipe.
Por decreto de 3 e 4 do crreme :
Foram nomeados :
O juiz municipal bacharel l'mbelino Ferreira
Call, para juiz de direito da comarca deBalurit,
na provincia do Cear ;
O bacharel Antonio Ra\ mundo Belford Rxo.juiz
de orphaos do termo da capital da provincia do
Maranhao ;
O bacharel Jos Martins Fontes, juiz municipal
e de orphaos do termo da tala ia, na provincia das
Alagdas;
0 bacharel Virgilio Alves de Lima Gerdlho.juiz
municipal e de orphaos do termo da Jacobina, na
provincia da Bahia ;
Antonio Leaos da Konseca, tenente-coronel
commandante do batalhao de infamara da guarda
nacional da provincia de S. Paulo.
Foi removido o juiz municipal e de orphaos Joao
da Silva Reg e Mello, do termo de Atalaia, na
provincia das Alagdas, para o de S. Joo d'EI-Rei,
na de Uiaas Geraes, por assim o haver |>edido.
Foram exonerad os o coronel de 1* linha Jos
Antonio da PoBseea Galvao, do ejercicio do com-
mando superior da guaraa ii.nionai a capital da
provincia de S. Paulo, seu pedido.
Foi designado o batalhao de infantaria n. 0 da
guarda nacional da provincia de Pernambuco para
neile sor aggregado o teoente-coronel commanjan-
te do batalhao n. 10 da mesma guarda, Hemelerio
Jos Velloso da Silveira.
Foi concedida ao tenente-coronel commandante
do batalhao de infantaria n. 19 da guarda nacional
da provincia de Minas-Geraes, Felisbcrto Ferreira
Branl, relorma no mesmo posto.
Foram declarados vagos os ofllcios de partidor e
contador do termo do Limoeiro, na provincia de
Pernambuco, por nao ter lirado carta no prazo le-
gal o serveiituario que foi nomeado, Jos Antonio
Pestaa.
Sob o tituloConflicto c assassinato l-se na
Recula Commercial de Santos de 3 do corrente :
t E' com mi trmula que escrevemos estas 1-
nhas, noticiando hoje um factq, que pela sua he-
diondez revolta a todo o hoinem, em cojo peito ba-
te uin coragao sensivel.
t O Sr. Nicolao Christ, mogo, sobre cuja conduc-
ta morigerada nao ha seno um voz, foi brbara-
mente asassinado,e seu irmao Pedro terrvelmente
espaucado em alto da, na estagid da estrada de fer-
ro desta cidade, e seus velhos pas, ora sentados no
leito de dr de um choram desesperados a morte
do autro filho, e clamam as autoridades que fagam
justiga e punam os sceleratos por um criuie que ja-
mis se perpetren com seinelhante barbaridade.
< Eis as informagaes sobre facto, que nos fo-
ram trasmitidas por pessoas insuspeilas.
t Ante-hontem, 31 de maio, 1 hora depois de
meo-dia mais ou menos, tendo havdo na mesma
estagao, entre o Sr. Nicolao Christ e o administra-
dor da mesma, o Sr. Begbie, urna altercagao ver-
bal, respeito a cargas ajustadas para serra cima,
de parte a parte, tal vez com palavras provocadoras,
o administrador deu a voz de prsao ao Sr. Nico-
lao Christ, e chainou para executa-la a seus tra-
bajadores.
Estes, pela maior parte portuguezes. emprega-
ram meios violentos, e resultou entao um conflic-
to, em que o Sr. Nicolao Christ, morlalmente feri-
do na cabega por um desses individuos, cabio, e
assim, j quasi morto, com pedradas e cacetadas
de (al sorte foi maltratado, que pouco tempo depois
deu sua alma a Dos.
i O irmao Pedro Christ e seu velho pai, que
nao muito distante da estagao so achavam, acudin-
do ao conflicto, ja acharan) a victima suecumbida
aos terriveis golpes dos capaagas, entre os quaes
se distingue um famigerado Pataca e outros ejus-
den* furfuris, que nao devem ser desconhecidos a
polica.
< Esses barbaros sangusedeutos, anda nao sa-
tisfeitos com a morte que acabavam de fazer, no
momento em que o Sr. Pedro Christ so abra ca-
minti por entre elles alim de chegar-se ao Irmao
prostrado semi-morto com o crneo esmigalhado,
cahiram enm pedradas e 'cacetadas sobre elle, de
sorte que o deixaram gravemente ferido e com o
braco eeqaerdo fracturado. E esses tigres nem
repeitaram a presenca do velho pai, que os pedia
nao llie matassem tarobem o outro filho. Nao
sabemos como o anciao eseapou ao furor dos mons-
tros, pois parece que la ne havia mnguem que
procurasse refrea-los e impedir essa selvageria.
< O desbragado estado em que se arh.i a nossa
forga policial nao permitlio providencias inme-
diatas para a prisao dos compromettidos no crime.
Enlrelaote, algumas horas depois, gracas activi-
dades e nsforgos' do nosso digno subdelegado de
polica, o Sr. Jos Raggio Nobrega. que sempre
consciencioso no desempenbo de suas obrigacoes,
nunca deixa de desprezar iucommodos pessoaes e
interesses proprios, quando se trata do bem publi-
co, procedeu a bem acertadas diligencias, e couse-
guio a pnsao de mu tos individuos, entre os quaes
devem achar-se os eomaromettidos no crime, fal-
tando apenas quatro, incluindo o portuguez Miguel
de tal, que, segundo se diz, um dos mais culpa-
dos na perpetragao do assassinato.
t Acham-se presos para iodagagoes policaes o
administrador da estagao e 16 Irabalhadores da
mesma.
O Sr. subdelegado contina naff indagagoes e
de esperar que liqnem conhecidos os verdade-
ros perpetradores do crime, e que a le caa com
todo e rigor sobre os malvados, que com inaudito
arrojamento offenderam a sociedade nteirt.
A referida folha e<>m dala de 4 acrescenta :
Pelo que se tem divulgado dos depoimentos
das pessoas interrogadas, consta que nao smente
o Sr. administrador potera h-r evitado a perpe-
tracao do crime, como at que foi oWe, e lastima-
mos profundamente dlze-lo, o mandante dos actos
criminosos que os seus irabalhadores praticaram.
E como a verdade pertence a todos, cumpre
! dizer que ha por ah testemuobas de vista, que
conuiu selvagerias pratcadas por esses monstros,
que nao acreditaramos, so nao fossem pessoas de
todo o couceito que alta e bom soin o procl-
mala.
< continuara as diligencias para capturar os
quatro Irabalhadores que desapparecram
PIMO DE PERNaMBUCO
Pelos vapores nacional Cruzeiro do Sal e ingle
Paran, recebemos jomaos do Bio de Janeiro at
8, da Bahia at 12 e de Ala.'as al 13 do corrente.
Sob as rubricas Parle Oficial e Menor encon-
trarlo os eleitores por extenso o que ha de mais
importante; alera do que apenas cultralos o que
segu.
Ilio de. Janeiro. Foram nomeados commandante
do vapor Cruzeiro do Sal o Sr. Joaquim de Paula
Guedes Alcoforado, e do .4/ o Sr. Carlos Gomes.
Fallcceu o baro d Piraqura, veador da
casa imperial.
Tendo fallecido o coronel Francisco da Silva
Alves, ennontrou-se urna verba em seu testamento
dando liberdade a ouze escravos seus.
Espirito-SantoA presidencia da provincia adiou
para o dia 3 de outubro prximo, a abertura da
assembla provincial.
Itnhia. Tomou posse do cargo de director da
Caixa Filial de banco do Brasil, o Ur Luiz Rodri-
gues Dutra Bocha.
As bexigas assolam actualmente a villa de
Santa Isabel do Paraguass, para onde inandou o
governo um medico.
As chuvas comecam a damnificar as lavouras
no interior da provincia.
Depois da demora de dous das, para lomar
carvao, segno para a China, o transporte nglez
vapor de guerra Adventiire, conduzndo 564 passa-
geiros.
Anda reoava o uiao lempo fra da barra,
pelo que alguns navios arribaram pouco depois de
sahidos.
L-se no Jornal:
No da 30 do passado seguio deste com destino
ao porto de Aracaj o patacho nacional Brasiliense,
do qual sao consignatarios os negocanle Antonio
Ferreira Pontes e C.
Este navio, em vrtude do forte mar que en-
contrn", nao pode montar a ponte da Itapoau, pelo
que esteve em perigo.
Tendo chegado aqu a noticia, foram pela ca-
pitana do porto mandados soccorros, os quaes nao
aproveitaram pela razio de se nao encontrar mais
o navio; o que anda mais fez crer em sua total
perda.
< Entretanto, os seus consignatarios, receiosos
de que a Iripulagao, da qual seis individuos acaba-
vam de anegar, tvesse dado motivo a isso, por
qualquer acto de sublevacao e desobediencia, en-
tenderara dever pedir capitana do porlo a de-
teneao desses individuos, e com efeilo islo reali-
sou-se.
i Hontem (2 do crreme), porm, vollou a este
p"i to o dito patacho e o capitao Manoel Jos Perei-
ra i laidas, que o commanda, diz que fura desobe-
decido por cinco marinheiros, e o contra-meslre.
que acompanhados de um passageiro abandonaran)
o navio em um escaler e que, uslantes depois, sal-
taram tambera para uin outro saveiro do navio,
uin passageiro pratico, um raarinheiro e um escra-
vo; voltando depois, pelo forte mar, ao navio o
marinheiro e o escravo sem saberem do pratico e
do salveiro:que meia hora depois tivera um
aguaceiro e vento favoravel, e lizeram-se ao mar
navegando com muila difTicnldade para este iwrto,
pela falla de gente para manobra do navio, pois
bordo haviam apenas um marinheiro, um moro,
um passageiro e dous escravos, dos quaes dous
apenas trabalhavam.
Os da tripolagao que aqu chegaram sao :
t Contra-mestre Manoel Goncalves, marinheiros
Alexandre Correa Das, Joaquim Francisco, Anto-
nio Francisco, Thomaz Pereira de Mello e Ernesto
da Cruz.
Entretanto o passageiro pratico, de queni al
hoje se nao sabe, parece que fallecen, e que delle
o cadver, sobre o qual, antes de hontem s 11
horas do dia, o subdelegado da freguezia de Brotas
procedeu a corpo de delicio.
t Este cadver, que deu costa na fazenda La-
gda, foi encontrado distante da pancada do mar, 4
bragas.
Segundo o offlcio do subdelegado, elle de um
homem pardo claro, representando ii 18 anuos,
de pequea estatura, construido, em ierioito esta-
do de nudez; tendo apena* "*" punnos os restos
da camisa de ri^Jo de quadros ames e brancos,
partid largo, e tendo os seguiutes signaes caracte-
rsticos : cabellos lizos castanhos, olhos pardos, es-
euros barba raspada Cavagnac de cabello da
mesma cor do da cabega.
c Tmha alm disto as seguntes offensas physi-
cas : urna larga conlusao ao redor das rbitas, fa-
zendo os dous globos dos olhos saliencia notavcl
extraordinariamente, c ledo o corpo eslava contu-
so, estando alm disso, com ambas as pe as que-
bradas.
A morle foi reconhecida pelos peritos ter sido
por asphixia por submersao, easoflcnsas plasteas
0 resultado das pancadas do mar.
Na povoacao da Aldeia, termo da cidade de
Valenga, acaba de dar-se um facto extremamente
grave e triste.
t No dia 17 do corrente Duarte Jos de Souza,
dirigio-se s 4 horas da tarde, armado de urna es-
pingarda, casa de Manoel Francisco da Costa.
Ali travaram-se de razeos, e o resultado foi
atrarera-se a mesmo tempo, cahindo Duarte ins-
tantneamente morto por ter o tiro penetrado na
regiao mnbelical, e licando Manoel Francisco da
('osla gravemente ferido, por ter entrado na cav-
dade do olho direito o tiro que Ihe foi dispa-
grado. >
e O cambio tem regulado: sobre Pars 245 rs.
por franco, sobre Londres 17 W 27V, sobre
Hamburgo 653 rs. por m. b. e sobre Lisboa e Porto
de 96 100 %
Entrou no dia 5, a polaca hespanbola Ermen-
cinda, com 4 das de vagem de Pernambuco.
Sergipe. A assembla provincial procedeu i
eleigao de sua mesa, para o segundo mez de traba-
lhos, sahindo reeleitos todos os membros.
Alagos.FaUecea affogado no mar, quando se
achava tomando banbo, o Dr. em medicina Jas
Luiz da Silva, deixando mulher e 7 filhos me-
nores.
Foram apprehendidas tres saccas de algodio.
por eslarein falsificadas.
, Na villa do Pilar reinam grandes desintell-
gencas, das quaes se originara disturbios conii-
' nuados.
Nessa mesma villa desenvolven-se ultima-
mente o cholera-morbos, tendo j ceifado a vida
de urna menina de 12 annos, primeira pessoa ala-
cada.
NOTICIAS COMMERCIAES E MABITIMAS.
Hiu-Grande do Snl, 25 de maio.
CambiaLondres 26 26', d, Pars 365 rs.,
Hamburgo 708 rs, Bio de Janeiro 2 3", Baha
2 Pernambuco 2 /
Moeda nacional.-9 ^ % de premio.
Frotes.-Bio de Janeiro 300 rs., Babia 400 rs.,
' Pernambuco 500 rs.; Inglaterra couros salgados
45 sh., cinza 3o sh.
Suenos-Ayres 28 de mato.
Cambio. Tem variado muito as cotagoe* de
cambio sobre pragas estrangeiras, nao sahindo, po-
rm, dos limites do paquete anterior. Cakula-se a
sorama dos saques em 160,600.
Abrise o cambio sobre Inglaterra de50 50X
d. Effectuaram-se algumas operacocs a 50 Vi d.,
porm as ultimas foram fechadas a 50 .
Sobre Franca saccou-se desde 5 frs. 25 cts. a 331
ftchando-se os ltimos saques ao primeiro alga-
rismo.
Sobre o Bio de Janeiro fica nominal a 294.
Desenlos.Tem bavido procura principalmente
de pap:l raoda ; a do ouro tem-se animado tam-
bera pela approximagao de um dos prazos fixos
para a entrega de empreslmo ao governo nacio-
nal. Entretanto o premio desta moeda inferior
ao do papel, pois encontra-se fcilmente na praca
de 7|8 a i por cenlo, quando o papel obtem de 1 a
11 y por cenio.
A moeda corrente que no curso da qoiazena ti-
nha-se firmado um pouco, tornou a deprecar-se,
i porem cr-se que a alta do ouro sera momentnea.
' ou pelo monos nao progredir.
Pesos fortes.Ultima venda a dinheiro *28.85.
FretesInglaterra : 20 a35 sh. couros salgados
1 40 sh. ditos seceos, e 20 a 25 sh. os fardos com a 5
por cenlo de capa.
Franca : 25 a 30 fr. couros salgados, 60 a 75
frs. ditos seceos, e 35 a 40 frs. os fardos com 10
por cento de capa.
Estados Tnidos : em navio neutro : 3(4 cts. cou-
ros seceos, e % ps. os fardos com 5 por cento de
capa.
.,. mlr ".s con<*!* m qoe se aeha o
a2ZT5^L!n*tv*>. 'rara penco impor-'
lames as haosaccoes reamadas neansequenca '
n n i fmh ma,e ,em 0,),'10 melhores precos, I
v ?nS PffSl T"* al"?ara melhoramento as I
vendas eHeciaaaas a retamo
O movimemo do mercado "de exportacao Umbern '
loi pequeo r v
Aper.r da regulardade das mtanos, as ven-
das dos seus producios sao diminutos. Tem havi-'
do tambera pouca procura de conros seceos.
n i- ,ffow Camoio.-Ahno-se o cambio esuslentou se sobre
**$L21 J aM ^ saccando-se cerca de:
550,000 francos.
Sobre Inglaterra passaram-se 56,000 de 51 7)8
a o2, alem de pequeas quantias a 52 li8.
295400 a2955w.JaQ8r : l'300 ontas de 0ur de
As ultimas cotacoes sao : Lendres 52 a 52 1| i ;
MuSS) 3 '|4 ; H, d JaUe,r *B*W0 V
Divida publica.Consolidada 79 a 80 por centc.
exigivel o2 a 54 por cento, fundada 70 a 72 por
cenlo, Oonnouelhou 6 a 6 1|2 por cento ultima
venda, Franco-Ingleza 54 i|2 a 55 por cento nomi-
nal, ha compradores, e interna 42 a 43 por cenlo
nominal.
Descontos.Na praga-regulam, segundo a firma,
de 7|8 a 1 por cento ao mez.
Frotes.Inglaterra, 45 sh. couros salgados, 90
sh. ditos seceos, e 32 sh. os fardos com 5 por cen-
lo de capa.
Havre, 30 frs. cooros salgados, 70 frs. ditos sec-
eos, e 3* frs. os fardos com 10 por cenlo de capa,
bandeira franceza.
Marsella, 35 frs. couros salgados, 70 frs. ditos
seceos e 40 frs. os fardos com 10 por cento de
capa.
Estados-I nidos, 3|4 couros sccos, e 5 a 6 ps.
fortes os fardos, bandeira estrangeira.
Brasil.Carne secca 4, 5 e 6 pesos por quintal,
e 5 por cento de capa.
A situagao do mercado melhorou notavelmente
dejiois da saluda do Saintonge. Sentindo-se pro-
gresivamente esta reaegao consequente com as
pencas entradas que temos (ido de longo curso e
da crescente escassez dos artigos de maior con-
sumo.
Os gneros do Brasil conservam-se na posigao da
quiuzena passada.
O assucar de Pernambuco fica em boa posigao,
e mantem-se conforme a qualidade de 2 pesos a
2, 90.
O mercado de productos do pair. conserva-se cal-
rao, cora a suspensao de ordens da Europa.
Ficara em ser 22,700 coutos seceos.
Bio de Janeiro, 7 de junho.A ultima hora.
Cambio.Incluindo pequeas Iransacgoeseffec-
luadas boje a 27 1|2, 27 1|4 d., sominam os saques
fechados pelo vapor inglez Paran.
Sobre Londres : S 420,000 a 27 1|4. 27 3|8, 27
l|2 e 27 5|8 d incluindo S6 50,000 tomadas pelo
banco do Brasil ao ultimo algarismo.
Sobre Franga : 1,200,000 francos a 344, 45, 46,
47 e 48 rs.
Sobre Hamburgo : 60,000 m. b. a 658 e 660 rs.
Sobre Lisboa e Porto regulou a seguinle ta-
bella :
100 por cento vista.
99 a 30 dias.
98 a 60 b
97 a 90
Desconlos. Conservam-se nos bancos a 8 por
rento. Na praga regnlm de 8 a 9 por cento, con-
tinuando era pequea escala a procura de numera-
rio.
Acedes. Negoeiaram-se 20 aecoes da compa-
nhia lie illiiniinacoes gaz a 4755 cada urna.
Metaes.Desde o 1 do corrente al boje (7) ex-
portarara-se os valores seguinles :
Destino. Owo.
Barra. Moeda.
Southampton..... 4:4715200
Lisboa........... 5
Porto............ 5
Rio da Prata..... 5
Babia........... 5
6:5175
2:3U05
10:8005
177:8005
JVaq.
Moeda.
5
1:0005
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pif. Nao constara vendas boje. O mercado
conservase rauilo calmo.
Em ser 18.000 saccas.
Aehava-se carga para Pernambuco, a bar-
ca Brrelo.
thegou, procedenie de Pernambuco, com 16
dias. o bngue Imperial Marinheiro.
Sahiram para Pernambuco : 21 do passa-
do, o brigue SjMCO Minnet ; 1 do corrente, a bar-
ca porluglieza'Flor d Alaia ; e a 4, o brigue Abro
Atmrrintc.
urna das sesees o preijdaote litera necessidade de :
chamar os Srs. deputalos ordera, ri-petidas ve-'
zes, agitando a campa, etc., etc.; portanto se essa
agilacao natoral em todas as discusses impor-
tantes, se alia se d em todas as assemblas, como
justificarse hoje o euiprego da forga armada, que
mais me parece destinada a rombater urna cohorte
de iniraigos do que a garantir a liberdade dos de-
putados na discusso ? (Apoiados da minora.)
Sr. presidente, como espectador tive occasio de
assistir a algumas sesses desta assembbia no anno
findo. Essa cadeira em que V. Exc. hoje se senta
era oecupada peloSr. visconde deCamaragibe.que
em rolarn ao povo nao gozava das sympalhias,
que V. Exc. poderia gozar. As galenas se mani-
festaran) e repetidas vezes, applaudiude a minora
de ento; mas, devo confessa-lo,-o Sr. visconde de
Camaragitie cora a prudencia e calma que tem fal-
tado a V. Exc, recorra ao regimenl, e maniinlia
a ordem necessaria, semqne nunca houvesse julga-
do preciso o emprego da forga publica.
E, pois, se assim aconteca quando os espritus
se achavam mais agitados que hoje, quaudo os par-
tidos entravam em urna phase importante, quando
o presidente desta rasa tinha contra si a maior
prevengan por parte do povo, hoje, que a cadeira
da presidencia se acha oecupada por quem poderia
gozar das sympathias da populagao se permanecen-
do em seus precedentes, hoje que as galeras nio
tem praticado actos mais graves que os que foram
praticados o anno passado, e que sao praticados
era maior ou menor escala em todos os parlamen-
tos, hoje que se ha de recouhecer a necessidade
do empregoda forga armada, e dizerse ainda que
ha necessidade de urna sessao secreta i Nao, Sr.
presidente, nao ser com o raeu voto que esta ses-
sao se ha de tornar secreta.
Lastimo que estejamos offerecendo semelhanle
espectculo nossa provincia, dando as.-tm m co-
pia de nossa populagao, offerecendo occasio a fl-!
carraos depreciados aos olhos do imperio.
Pens, Sr. presidente, que o povo, embora seja ]
levado pelo calor que nao tomado nossas dscus-
soes, a interrompernos com as suas demonstra-
cues, ha de saber raanter-se sempre com a neces-
saria digndade, ha de respeilar nos, porque elle
sabe que respeilando-nos respeita os repre>enian-
tes da provincia, os seus legisladores. (Apoiados.)
Sendo assim, nao reconheco a mnima necessida-
de de constituirrao-nos em sessao secreta. Veuha
publicidade ludo quanto houver em relagao a es-
te assurapto, pois desojo que os motivos do acto da
maiora da coinniisso do polica sejam pateutes.
Quero que fique assentado que o povo pernamhu-
cano sabe manler-se na altura de sua civilisacao
(apoiados) ; nao quero que se diga que recorremos
sessao secreta, porque recelavamos amontas pul-
parte das galeras, que nao ti vemos a forga moral
necessaria para aflrontarinos esses perigos, que
em mea entender sao phaaiasiados (apoiados); no
quero que seja isso urna arma que venha a ser era-
Dragada contra nos, apre>entando-se-nos como ui-
raigas da ordem, e que a represenlagao da provin-
eia leve necessidade de Bear cercada do bavonetas
para estar garantida. (Apoiados.)
O Su. Josii Mauia : Est em moda. O anne
passado estive dous dias cercado na assembla do
Rio Grande do Norte. J se v que doutrina do
progresso. (Apoiados e nao apoiados.)
O Sn. C.i'NHA Teixeiha : Sentn-me. Sr. presi-
dente, antes que a discusso tome mais calor, de-
clarando que voto contra o requer ment por ser
elle infuiidado..(Apoiados.)
\SSFWIIEy provincial.
Discurso jireferido pelo Sr. Cimba Tmeira na sfs-
sn dr 16 de abril, em relago ao rpqtierimfH-
lo para a sessao sccrela.
O Su. Cumia Teixeiha :Sr. presidenle, se em
iodos os momentos de ininha vida de homem poli-
tico lenho procurado manter-rae com calma, note
momento todos os estiraos envidarei para nao me
afastar una s linha do caminho indicado pela pru-
dencia, ante a gravdade que tem assumdo a ses-
sao de hoje.
Acaba de ser lido, Sr. presidente, um requeri-
menlo do Sr. Io secretario, para que a sessao se
torne secreta. Declaro que nao posso prestar meu
voto a esle requerimento, e nao Ih'o presto, porque
0 contrario seria coneorrer para o descrdito da
provincia, para o deprecainento desla assembla.
(Apoiados e nao apoiados.)
O espectculo, que agora tcstemunhamos um
espectculo que me compunge, e que poderia ser
considerado como prova de ragrassp da nossa so-
ciedade, se a nossa sociedade nao protestasse alta-
mente contra elle. (Apoiados e nio apeados.)
Sm, Sr. presidente, em outros lempos de agita-
gao, quando questoes momentosas se agitavam nes-
ta casa, quando os partidos se achavam em exalta-
gd, mesmo nesses lempos em que a provincia,
sahindo desuna revolucao, se achava dividida em
dous carapos, de vencedores e vencidos, nunca, Sr.
presidente, se reconheceu a necessidade de se
mandar espalhar tropa pelas galeras, e conservar-
se urna forga respeitavel em torno desta casa I
E depois de se baver pralicado um acto desta
gravidade, pede-se urna sessaa secreta, sem duvida
porque estamos coactos, porque na9 podemos enun-
ciar-nos com a franqueza necessaria. Mas ser corto
que estaraos coaelos ? Nao, Sr. presidente, e eu
protesto contra tal juizo. Nao lia um s acto, em
vrtude do qual possamos dizer com justiga que os
membros desta casa se acham coactos
Permitta-me V. Esc. que lance orna vista retros-
pectiva sobre os nossos trabalbos.
Logo em principio, na segunda sessao prepara-
toria, vimos que V. Exc. foi levado a nterroraper
os trabalhns em vrtude da desorden) que roinava,
principalmente oeste recioto, donde parta, ctmo
tive occasio de dize-lo, o moexeraplo s galeras.
Mas julgou-se, porveotura, aecessario entao o era-
prego de urna forga, julgou-se porveotura, necessa-
rioo apparato bellico, que uielizmentc estamos tes-
temuahando, para vergonha de Pernamburo (apoia-
dos) para ser levado o alarma as provincias do
sul ? Nao, Sr. presideate. V. Exc. julgou sufucien-
te usar do prudente arbitrio que Ihe confere o re-
giment, levantando a sessao.
Mais tarde, Sr. presidente, luvendo ainda al-
gumas sessoe agitadas, V. Exc recorreu a outros
meios que nao a forga de que smente hoje se re-
conheoe haver necessidade I
Verdade Sr. presdante, que em alguns dos
ultimes dias de sessoes presenciamos factos pouco
' convenientes ; mas forga dze-lo que a esta as-
sembla cabe urna grande parte de responsabili-
! dade por esses fados Se houvessemos pautado
aqu o nosso procedimenlo de um modo convenien-
te ; se tive.-seinos tratado das questoes ron. a ne-
cessaria calma, com todo o decoro, cora toda aucn-
' gao nossa posigao de representantes da provin-
cia, uo feriamos tesieraunhado esses factos incon-
[ venientes, por parte das galeras ; nao teriamos
: attrahido o ridiculo para esta assembla, como in-
felizmente lera acontecido, gracas aos raaos ejem-
plos que tem partido deste recinto.
Mas anda assim, Sr. presidente, em meu pensar
ne.nhum facto se deu anda que possa auiorisar a
necessidade do emprego da medida extrema, a que
recorreu a maioria da comrassao de polica.
Com effeito, se recorrerraos s paginas dos an-
naes de todos os parlamentos, nellas havemos de
encontrar a narragio de sesses mais ou menos
1 agitadas, mais ou menos graves, mais ou menos
tumultuosas, e mesmo no parlamento brasleire
quantas sesses agitadas se nao tem dado ? Anda
I no correr da actual legislatura, anexar de se nao
' haver tratado de questoes graves, algumas sesses
se nao tornado agitadas, exigindo toda a actividade
' da respectiva presidencia. Sel, ha pouco, que em
REVISTA MA8U.
Encerraram-se hontem os trabalhos scencos do
Santa Isabel por ter de seguir a companhia drama-
tica para o Maranhao, a dar all dous raezes de re-
presan lacoes emquanlo se repara e pinta o nosso
thealro.'
Tendo a assembla provincial marrado aqmn-
tia de 4:0005 pai a esses reparos, e sendo elles ava-
hados ao depon era maior quantia. foram contra-
tados |iela presidencia, segundo o oreamento das
obras publicas, e dependente a dilferenca da ap-
provacao da assembla, rom os acluaes empresa-
rios que anetosos de verem Restaurado o edificio
em que trabalham, apressaram-se a p>-dir e ebtive-
ram a permissao de f.izerem urna digressad ao Ma-
ranhao, emijuanto se realisam os reparos que c'e
ha muito se faziam precisos, algnos dalles bem im-
portantes, no material do edificio alim de prevenir-
se algum sinistro que inieressasse fatalmente a vi-
da daquees que o frequentam, visto se achaten]
as madeiras que sustentara o estuque do sali em
grande oslado de ruina pelo cupia; que de futuro
se venha a solrer a perda do edificio pelo mo in-
tento de algum malvado que Ihe lancasse fogo pe-
las janellas do andar terreo, apenas guarnecidas de
um frgil caixillio e de una irrade de fi-rm com BS-
pa'cosos vSos; e evitando-se igualmente que o es-
trangeira ao entrar nelle admire o pouco aceto que
se observa qur na sala de espectculos, qur nos
corredores e dependencias entregues ao publico.
Atlendendo-se essas necessitlades. deinonslrou-
se, alm do apreco conservacao do edificio, que
tanto dinheiro cslou provincia, desejo de que a
populagao encontr em suas horas vagas entrele-
niinento que Ihe toque o coragao pelos exemplos
que aprsenla, nao Ihe custando esse prego exhor-
bitanie de companhas estrangeiras.
Era verdade mereca mais attengoes' urna tal
empresa, por raattos ttulos digna de ser pratagMa,
e ainda mis pelo rico e variado repertorio que
apresenlou, no curto espago de dous raezes, coin-
pesto em sua maioria de dramas, vaudevilles e
comedias da escola moderna, originaes brasileros
e portuguezes, e vertidos do francez e do hespa-
nhol, cujas liiteraturas dramticas tomou os mi-
mosos dramas ntimos, Peloliqueiro e Ultrage, e as
chistosas comedias Vinca das Camelias, Por causa
de nm par de bulas, Estice no ch6, Quero fallar
Sra. Oueiroz, Urna ceia no campo e Abnegarao de
urna ansarina.
Para representar esse repertorio a empreza con-
tratou urna companhia organisada sob o plano dos
bons theatros, era a qual sobresahiam os artistas
Antonina Marquelou e Maria Pontes, Germano,
Coimera, Thomaz, Pinto, Teixeira, Lisboa, Gui-
maraes e Fretas, todos conhecidos e apreciados do
publico da corte, S. Paulo, Rio Grande do Sul,
Maranhao e Pernambuco ; e juntou esse pessoal
uin excellente scenographo (o Sr. Veneri) e um
conlra-regra e guarda roupa, conhecedor do reper-
torio e bastante hbil.
Do que expendemos se jdeve concluir que urna
tal companhia veio trazer ao nosso theatro a ron-
tinuagao da era nova comegada a contar o anno
passado, e que cada vez mais se desenvolve entre
nos; e se evidencia que foi diminuto o subsidio
marcado, tanto mais se se comparar com o de ou-
tras companhas, de eras passadas, da mesma tor-
ga, que fruiram um subsidio de 12:0005 rs.
Sentimos de veras a ausencia da companhia, por-
que deve ella trazer o vacuo nesse entretenimenlo,
mas consola-nos a esperanga de que em breve es-
tara de volta, coberta dos louros alcangados no
Maranhao.
Hoje tem lugar a arrematago do rendimen-
lo dos chafarizes e bicas da agua poiavel da Com-
panhta do Beberibe.
Transportemos para a nossa 8* pagina, a
seego deste nosso trabalho sob a rubrica Um pou-
co de tuda.
Para ah. pois, remellemos os nossos leitores.
Depois d'amanhaa se eitrahir pelo novo pla-
no a Ia parte da 1* lotera da igreja de Nossa Se-
nhora da Boa-Viagem, sendo o maior premio
6:0005000.
Chegaram hontem de Alagas e Sergipe os
vapores Mamanguape e Explorador, esle perten
cerne a companhia do Amazonas, para onde segu.
Sabbado dar a sociedade recrealiva Cor/-
bantina sua partida mensal.
A' subdelegara desta freguezia de Santo An-
tonio foi hontem entregue um sacco de vagem,
que suppe-se cahido d'algum carro. Alli, pois,
podera o respectivo dono solicitado.
RKPARTICAO DA POLICA.
Extracto das parles d* da 12 dejunho cor-
rente.
Foram recolhidos casa de detencd no dia II
do corrente :
A' ordem do_ Dr. delegado da capital, Jos Anto-
nio de Magalbaes Bastos, pelo crime previsto pelo
4 do art. 264 do codujo criminal.
A' ordem do subdelegado do Recit, Bosa Mara
Joaquina, por insultos ; Theodoro, AfricanoHivre
requisigao do inspector do arsenal de marmita!
A' ordem do de Santo Antonio, Bernardo Lopes
da Silva, por embriaguez ; Mara, escrava de Jos
Ignacio Xavier, por infraego de posturas.
A' ordem do de S. Jos, Honorio Jos da Bocha,
por embriaguez : Marcolino, escravo de um tal S-
Barreto, por suspeto de estar fgido.
A' ordem do subdelegado de S. Jos, Firmino
Alves Pinenlel, para avenguagas policaes.
A' ordem do da Ba-Vista, Bernardno de Bes-
sas, por suspeilo.
* ia -
A' ordem do lllm. Sr. Dr. chefe de polica, Ale-
xandre Alves da Paixo, sem declaragao do moti-
vo ; Silvestre, escravo do Manoel Caetano de Albu-
querque. por fgido.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio, Vi-
cente Alves da Costa, para recnita; Joaquim Anto-
nio Pinto, por disturbio*; Gtildino Francisco Villar,
e Francisco l/ipes de Souza, para averigoacdes po-
licaes ; Amonio Jos de Carvalho, |>or embria-
guez. ..
A' ordem do do fleoMe, Felcda le Perpetua de
Lima, e Feliciana Hara da Conceieo, ambas para
correego.
A' ordem do de S. Jos, Pedro da Costa, e Joao
Manoel do Na.-eiinenio. para aveciguaoa* poli-
caes; Margarida Mara do Espirito SanbA por dis-
turbios ; Francisco Pereira de Barros, disposigo
do recrutador.
A' ordem do da Boa-Vista, Antonio Ferreira da
Silva, para correego, Virgilio Thomaz s Aquno
Cavalranb*. para verignaeoes potioiaes.
A' ordem do do Poco, L'mbehna Mara dos Praze-
res, Damin Vieira da Silva, e Joacjom Jos de
Farias, por ler miento.- grav s.
A' ordem do dos Afugados, Antonio, escravo do
Dr. Ju-iiuo de Souza, por fgido.
O chefe da 2* seego,
7. G. d Uesquita.
Passageiros do vapor Cruzeiro do Sul, vndo
do Bio de Janeiro e portos intermedios :Dr. An-
tonio Vicente do N. Feitosa e seu criado. La An-
selmo P. franco, Manoel V da Cunha, viuva do
raajor Trisio Po dos Santos e cinco lllhoi meno-
res, D. Mara Isabel Camarvo e :t filhos, Jos Mara
da Silva, D. Maria C. das Neves, Mara da C Pe-
reira, Getulio Ve.*|kiciano A. do ('.rato, Joo J. Tas-
so, Manoel Das Pinto, Alonzo Chaterlon, ex-praca
Francisco P. Varella, Antonio M. da C. Guinares.
Marliliano Jos W., Joaquim S. Leite, Dr. Silvio-
Tarquiuio Villas-Boas e sua cunhada D. Amelia
Amazonas, Carolina Dugdale, Luiz P. de Almeida,
Geraldo M. Ferreira, Floriano D Dona, Julio Fil-
guei^ra, Pedro A. Cavalcanti, ex-praga Jos M. Pin-
to, Seliaslio Francisco, Nicola linmedato, Joao
Lae, Manoel T. Ramos, Joaquim T. da Silva, Ja-
cinlho Jos Nunes Leite, Jwo NunesTngueiro, Se-
basiio Jos M Helio, Antonio da Costa Lebato, A.
Piros de Almeida, Joao A. Macltado, Francisco de
A. I.una Caldas. Jos F. de Oliveira, Carino Jos de
Castro. Jos Mendes de Lima, Francisco da Silva
Leal, Pedro Jos Klim.
Seguera para o norte :
Jos Alves Alfonso, Manuel Jo.- Candido, Jos
C. de Araujo, Francisco de Farla Lamas, Francisco
A. Neves, Alexandre J. de Almeida, Albino de Cas-
tro, Manoel Alfredo F. da Crut e sua senhora, Jos
11. de S Sereno.
Pas-ageiros di> vapor inglez Purami, sabido
para Bordeaui 6 poHos iiiie.rniedios: Pedro Hol-
lino de Aguiar, Francisco- Pereira de Medeiros, An-
tonio Simao, Sabiny Pnalo, Giuseppe Lacoste, Joo
E. Souio-Maior, Emigdio P. Martins, Manoel T.
I'iulu dt- M itiallies, l-'i amiMv A. Falco, Joaquim
da. Silva Castro, sua senhora, nina lillia e um lilho
raennr, Joaquim Jos da Costa Pmhero, sua senho-
ra, um lilho menor e tuna criada, Alfonso Guerra,
Sebastiao A. dos Santos, Manoel Jos Machado,
Willian Martineau, sua senhora, dous filhos e urna
criada. Annie Bawliuson, dous iriaads pequeos e
um criado, J. O. C. Doyle, sita senhora e dOM fi-
lhos menores, Luiz Jos da Cmara, Jos M. Rodri-
gues, Pagano Boux, Alexandre Napoleo, Arthur
Napoleio, Antonio F. P.i.- de Mello Brrelo, sua se-
nhora, una li.iia e um filho, Manoel Alves da Silva,
Jos F. de Azevedo e sua mulher, Domingos Jos
de Souza IVixolo, Antonio Jos da Costa Araujo,
Joaquim Feliciano Gomes, Bento C. Bodripues, Do-
mingOS A. das Neves, Luiz Viilarnilio, Jos Joa-
quim Pinhode Meiidonga. Goncalo Ferreira e Jos
Joaquim Pereira de Mendonca.
Movimenlo da casa de'detengo do da 10 de
junho de 1864.
Exisliam...... 360 presos
Enlraram..... 8
Sahiram...... 12
A saber
Existem...... . 3S6
Nacionaes___ Esiraageiros. Mulheres.... Estrangeira Escravos..... Escravas..... . 214 presos :7 9 1 61 4 .
por
3M
Alimentados cusa dos cofres publico- 146
Movimenlo da enfermara do dia 11 do junho de
1864.
Teve baia:
Joo Boberto dos Santos, darrha.
Tveram alta :
Jos Luiz da Bocha.
Manoel da Hora do E Joo, escravo de Francisco Manoel ,ie Souza.
Tiiuo/>liilu. escravo de Manoel Pereira t'iiiloes.
CHKOMCA .irMUAKIi
TIUIIIWl> DA RKiYVl'AO.
SESSAO EM 1 i DE JIMIO.
ri'.KSlDK.NClA DO EXM. SU. CONSELIIEIIW
sota*.
As 10 horas da nianhia, presentes os senhores
desembargadores Gitirana, Lourenco Santiago, Al-
meida e Albuquerque, Molla, Assi.', Doria, e Vas-
concelles, tallando os Srs. desembargadores Beis
e Silva, e Ucha Cavalcanti. abrio-se a sessao.
O Sr. desembargador Guerra, procurador da co-
ra, nao compareceu.
Passados os fetos e entregaos os distribuidos,
deram-se os seguinles
JILGAMENTOS
Becursos crimes.
Recrreme, o promotor ; recorrido, o juizo e Ig-
nacio Jos de Castro.
Relator o Sr. desemuargador Almeida e Albu-
querque.
Sorteados os senhores desembargadores Gitirana.
Doria e Vascoucellos.
Improcedente.
Recrreme, Antonio de Oliveira Borges ; recor-
rido, Manoel da Cunha Figueiredo.
Relator o Sr. desembargador Molla.
Sorteados os senhores desembargadores Gitirana,
Almeida e Albuquerque e Assis.
Dorara provraento.
Prorogaco de inventario.
Negaram a prorogaco para inventario pedida
r D. Maria da Conceieo Chaves Pessoa.
1m.10K.va v- CHIMES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justira
Ai appellaces crimes..
Appellante, Manoel do' Nascunento ; appellada,
a justiga.
Appellante, o bacharel Jas Antonio Rodrigues ;
appellada, a justiga.
DILIGENCIAS CIVKIS.
Com vista ao Dr. curador geral
A appHIacdo cicel.
Appellante, Gaspar Cavalcanti do Albuquerque
Ucha ; appellado, o pardo Antonio.
PASS\GSNS.
O Sr. desembargador' Gitirana passou ao Sr.
desembargador Lourenco Santiago
A nppellacdo carne.
Appellante, o promotor ; appellado, Cordolina
Maria da Conceieo.
Do Sr. desembargador Lourengo Santiago ao Sr.
desembargador Res e Silva
As appellaroet crimes.
Appellante, Joo Cavalcaot de Albuquerque ;
appellada, a justiga.
Appellante, o juizo e Joao Francisco de Almei-
da ; appellado, o juizo e Venancio Jos de Lima.
A appellacao civel
Appellante, o juizo ; appellado, o brgadeiro Gas-
par de Menezes Vasconcellos de Drummond.
O Sr. desembargador Almeida e Albuquerque aa
Sr. desembargador Motta
A appellacao crime.
ppellante, o promotor; appellados, os escravos
Leandro e Alberto.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel I^ao da.
Fonseca.
A appellacao civel.
Appellante, Manoel Francisco das Neves ; ap-
pellado, Jos Manoel da Silva.
O Sr. desembargador Motta passou ao Sr. des-
gador Ucha Cavalcanti
A appellacfo crime.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Antonio Li-
ma e Andrade.
A appellacao cicel.
Appellante, Luiz Antonio de Souza Ribeiro; ap-
pellada, a viuva do coronel Bento Jos Lementia
Lins.
O Sr. desembargador Assis passou ao Sr. desem-
bargador Doria
A appellacao crime.
Appellante, o juizo ; appellado, Vicente Soares
Ferreira da Silva.
A appellarMO civel.
Appellante, a cmara! municipal; appellado-,
Vicente Ferreira do Reg e outros.
O Sr. desembargador Doria ao Sr. desembarga-
gador Barros Vasconcelos


Diario 4c f-ernambue* |uar( lelra 14 de Juulio 4c 184.
A appellacao arme.
Appellante, Manoel Tenorio Brasile re; appel-
lada, a instiga. .
Do Sr. desembargador Vasconcellos ao Sr. des-
< nibargador Gitirana
As appetlacdes crines.
Appellante, o ju\ jgpeHado, Francisco An-
loolo Lins. ...
Appellante, o joiio; appellado, Antonio Jos
da Silva.
A appellacao cot.
AppellaDle, o juio ; appellado, Jos Tenorio de
Albuquerqae.
Ao meio-dia encerrou-se a sesso.
EBIIAES.
PBLICAOES 1 PEDIDO.
A inspectora da alfandega desta cidade, em
virtude da portara da thsouraria de faienda n.
67 de 28 de maio prximo passado, precisa contra-
tar para o expediente da mesma repartico no an-
no linanceiro^ de 18641865, os objectos declara-
dos na relacae que este segu.
Os pretendentes devero apresentar suas propos-
tas em carta fechada at o dia 15 do crreme.
Alfandega de Pernambuco, 1 de junho de 1861.
O segundo escriturario, Caetano Gomes de S.
Objectos para a guardamoria.
Lonas.
BriRS.
Bandeiras para signaes de 2 e 3 pannos.
Oleo de linbaca.
Tintas preparadas a oleo.
Ditas em p.
Breu.
Illm. Sr. Vogeley. Certilfco-lhe com summo
prazer a satisfacao que live de locar no seu gran-
de piano de Bord, nos meus concertos am Per-'. Alcatrao.
nambuco. E' um instrumento digno de elogio e Verniz.
capaz de satisfazer as raais altas exigencias, em Fio de algodo.
suavidade e forca de voz. Tijolo para lirapar ferrageds.
Sou com toda a estima seu attento venerador e pjassaba.
criado Estoupa.
Arthur Napoleo. j Cera em grume
i Graxa ou sebo
Pilulas vegetaes assucaradas
de Kemp.
A saude depende principalmente do estado do
> Para a lacraco.
Cadarco estreito
Cadarco largo
Azarcao
Taixas de bomba
Cabos de diferentes qualidades e grossuras.
estomago, do ligado e dos iotestinos. Vigorise-se l Folhas de cobre ou metal.
os orgaos digestivos, regularise-se a accao do figa- Pregos de ferro e cobre de diferentes tamanhos.
do, reslabeleca-se a actividade natural dos orgaos Azcite de carrapato e de coco.
mencionado dia, devendo ser as propostas | 'r'tiMtltrit i 4]
em carta fachada apresenlada Da mesma oc-. Qoinu-fein 16 do crreme, pelas 10 horas da
casino ou lotes no escriptorio onde melhor aoha, flnda a audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz dos
< rlm'firfn sclarficflr a informar felt08 da (jxenda se ha de arrematar urna parte do
engeDho Riaoho de Pedras, perfencente aos berdei-
Par Lista i
saldr com brevidade o brigue portugus Constan-.
U, recebe anda alguma carga a frele e passagei- j
ros, para os quaes tem excellentes commodos : tra-
ta-se com Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, lar
LEILAO
DE
' ros de Jos Antonio Pessoa de Mello por execucao go do Corpo Santo, escriptorio n. 19.
j do commeodador Paulo de Amorim Salgado, sendo '
a arrematacao feiu sob o valor de 3:900,1.
A thsouraria provincial annunciou a ce
Para Lisboa
O brigue portuguez Lata II, capito
DMA KSCR41A
Sexta-feira 17 do corrente.
O agente Olimpio em sea armatem ra da Ca-
Antonio deia D-.**;ao mcio dia. 'endor em leilo umaes-
ima e cosinha o diario de urna casa.
Rio de Janeiro.
O brigue Trocador segu com brevidade, rece
be carga e escravos a frete : trata-se com os con-
signatarios Marques, Barros 6 C, largo do Corpo
Santo n. 6.
Dito da praca da Boa-Vista.
Dito do largo da Soledade.
Lanlernas ou phares.
Forquetas de ferro.
Correntesde differentes grossuras.
Ferros de differentes tamanhos.
secretivos mediante o uso das pilulas veoetaes
assucaradas de kkmp, c a dvspepsia.a constipajao,
a tlatulencia e as caimbras do ventre desapparece-
rao como por um encanto. Nao podem existir es-
tas enfermidades sem que este saudavel assenlivo Remos de 12, 14 e 16 pcs.
conserve o vigor e regularidade das funccSes in- Louga de mesa e cosinha.
festinas.
As pululas de KRMP siio su i n ma in en le agrada-
reis, absolutamente exemptas de toda a especie de
substancias mineraes e adequadamente reguladas
especialmente para as molestias peculiares do bello
sexo.
Achar-se-ho a venda em todas as principaes bo-
ticas e em Pernrmbuco as lujas de Caors & Bar-
bosa e Joo da C. Bravo A C.
Urna verba testamentaria de Henriqne Poppe
Giro, fallecido em 1847, no seu engenho deno-
minado d'agua de Iguarass, diz :
t Declaro que deixo quatro contos de ris, para
serem dotadas dez orphas, a cada urna quatro-
centos mil ris. >
Apartilha dos bens de Giro fol julgada por
sentenca em 1853; tendo recebido o Sr. Dr. Fran-
cisco Joao tarneiro da Cunha trinta e sete contos
em moeda crreme, na qualidade de invenlariante
e herdeiro, para pagamento dos legados e mais
disposicoes de Giro.
O Sr. bario do Rio Formozo o testamenteiro, o
recebcu a ventina.
Perguntamos ao Sr. bario, est ou nao cumpri-
da a mencionada verba ?
O dever religio, sociedade e as cinzas de
Giro, de quem o Sr. bario diz ter sido amigo, e
por isso o nornera testamenteiro, do que resullou
receber os competentes cobres, impoe a obrigaco
de responder.
Recife, 13 do junho de 1864.
Urna orpha.
_____CQMMERCIQ.
NOVO BANCO
DE
PERNAMBUCO
EM li DEJUNHO DE 186't.
O banco desconta na presente semana a oito por
eento ao auno at o praso de quatro meies,e a nove
por cento at o de seis mezes, e faz emprestimos
sobre ttulos commerciaes, e toma saques sobre as
pracas do Rio de Janeiro e Baha.
extractos
Alfandega
Rendimento do dia 1 a 13........ 30G:907*623
dem do dia 11................. 8:171*733
313:0795370
Movlracnlo da alfaudega
Volumes entrados com fazendas... 38
cu i ii gneros... 33
Para o servco da capatasia.
Livros em branco para os armazens.
Azeite doce para os guindastes.
Tinta roxo-trra em p.
Brochas para pintura.
Verniz de car vio de pedra.
Pai a o expediente das secases.
Cadernos em papel pautado para os
dos mappas.
Papel greve pautado.
Dito dito liso, e de linho.
Dito mata-borro.
Pennas de aro.
Ditas de aves.
Lapes preto.
Dito de cores.
Canelas.
Tima prela para escrever, e tinta roxa.
Ditas carmisim.
Ara prcta.
bralas.
Recuas.
Cadarzos.
Caivetes e raspadeiras.
O Dr. Tristio de Aleiicar Araripe, offlcial da
perial ordem
do commercio
provincia de Pernambuco e seu termo, por S. mesmos.
M. Imperial e constitucional o Sr. D. Pedro II. 3
l2SSr qaueeo peseme edital virem que' 0 arrematante nao poder vender
no dia II de julho de corrente anno, se ha de arre-, por mais do estipulado de 20 rs. por naide,
matar por venda a quem mais der, em praca pu- j e ser obrigado a dar agua para beber a
blica destejuizo, urna parte do engenho Collegio. no quem de passagem a pedir.
t:52 11:0900000
Bairro de S. Jos.
Chafariz do largo da Ribeira. 12:0005000
Dito da ra Imperial. 6:100-5000
Dito do meio do aterro dos
Afogados. ...... 2:000000l
20:100:5(000
Bairro dos Afogados.
Chafariz do largo de Nossa Se-
ntaora da Paz.....4:1000000
Cidade Nova de Santo Amaro.
Chafariz junto a rampa de Starr
AC........2.000^000
Passagem da Magdalena.
Chafariz do largo do viveiro. 600.5000
C o mi I^oes.
1.
A arrematacao ser feita por espaco de
um anno a contar do Io de juluo de 1804.
2.a
O pagamento Companhia ser feito em
prestagoes mensaes dividindo-se pelos 12
i mezes o preco da arrematacao em letras as-
ie die'un^r1nrdP0X^tnaesnmai signadas pelos arrematantes eseus fiadores,! pha Margarda porexecuo que movem
!odestfcidaedrdotc!'lcaPrJdi alm do respectivo termo assignados pelos B^IM^ *a, nnhli^
chetes, pares 489.
Para a companhia de artfices.
Bonets para recrutas 23, mantas de lia 23.
Para o corpo da guarnicao.
Cometas cora bocaes, pomas e volta 5.
Quem quizer vender taes objectos, apresentem
as suas propostas em carta fechada na secretara
do couselho,s 10 horas da manhaa do dia 20 do
corrente.
Sala das sessoes do conselho administrativo para
fornecmento do arsenal de guerra 13 de junho de
1864.
Antonio Pedro de S Bar reto,
Coronel presidente.
SebastiSo Jos Basilio Pyrrho.
Vegal secretario.
O conselho de qualifleaco da freguezia do
S. Sacramento da Boa-Vista faz publico aos guar-
das nacionaes qualifleados na mesma freguezia,
que no dia terca-feira 14 do corrente ao meio dia
ter lugar a inspeccio medica para os que reque-
reram passar para a reserva allegando enfermi-
dades.
Francisco de M. Lea! Seve.
Tenente-coronel commandante.
Hoje depois da audiencia do Illm. Sr. Dr.
juiz municipal da i vara tem de ser arrematado
um sitio de trras em Santo Amaro, freguezia da
Boa-Vista, com frente para o pateo da igreja e fun-
dos at a mar, cujo sitio com coqueiros, um vivei-
ro e duas mei-aguas em mo estado, val praca
por 2:400J, preco por que tem de ser adjudicado
a D. Margarida Emilia da Encarnacio e D. Jose-
Leo-
llarauho.
O palhabote Garibaldi tem ja parte da carga en
gajada, e para o restante trata-se com Tasso Ir-
maos.
a tratar
Para o Penedo.
O hiate Amelia, segu por estes das
com o capito na ra do Vigario n. 5. _____
Para a Baha
pretende seguir com muita brevidade a escuna na
cional Carlota, tem parte de seu carregamento
prompto : para o resto que Ihc falta, trata-se com
os seus consignatarios Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C, no seu escriptorio ra da Cruz nu-
mero 1.
agua
valor de 1:203$003 rs. penhorado por execucao
de Manoel Pereira Lemos Braz Ferreira de Al-
buquerque, romo herdeiroe testamenteiro do fina-
do Jos de Espinla Bittancourt, sendo o valor to-
tal do mesmo engenho 40:000.
E nao havendo langador que cubra o preco da
avaliacio a arremacio ser feita pelo valor da ad-
judicacao com o abatimento da lei.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei fazer editaes que serio publicados pela im-
preusa e afllxados nos lugares do costume.
Recife, 8 de junho de 1864.Eu Manoel Mara
Rodrigues do Nascimento, escrivio o subscrevi.
Tristao de Alencar Araripe.
O Dr. Ernesto de Aquino Fonseca, cavalheiro da
ordem de Chrisio, juiz de orplios e auzentes da
Volumes saludos
com
com
fazendas...
gneros...
91
124
536
Oescarregam no dia lo de junho.
Barca hollandezaSclieringu farinha de trigo,
'{arca ingleza Cily of the Sultn-mechinismo e
carvio.
Brigue portuguezLnia //varios gneros.
l(M|>ortat'o.
Brigue portufoai LaiaH, entrado hontem de
Lisboa, manifestoa o seguinte :
oObarris tuucinho; a Ferreira i\ Malheus.
40 ditos vinhn, 40 ditos azeite doce, 40 ditos
loucinho, 49 ditos e 29 pipas vinagre, 3o barricas
alpista, 23 muios sal, 97 calas cera em velas,
220 ditas e 200meias batatas : Euzebio Raphael
Rabello.
20 meias pipas e 1 barril vinho; Joo Perei-
ra Pedroso Lima.
10 pipas e 55 barril vinagre, 13 barricas alpis-
ta -, 26 ditas cera em grume Thomaz de Aqui-
no Fonreca.
3 pipas vinho : i Cunha Irmios & C.
13 barricas alpista, 23 caixas passas ; Palmei
ra & Beltro.
v.m,.,. uo .,...-.v, ju.i de orphos e auzemes ua i .. ..,..:_.. \m
cidade do Recife e seu termo, por S. M. o Impe-1 |J^S, ,;,
radur, que Dos guarde, etc.
Faco saber aos que o presente cdital virem que
re(|uerimento do Dr. Manoel do Nascimento Ma-
chado Portelia, curador do prodigj Valeriano Man-
so da Costa Reis, vai pra^a por tres annos o ar-
rendamento do engenho do Meio, de Ipojuca na
comarca do Cabo, por 1:2005000 annuaes, de cujo; Comes Ferreira, c d'ahi cm seguimenlo da
engenho consenhor da quarta parte o predito divisiio do sitio dos ditos herdeiro's de Luiz
E^ra constar mandei passar o presente que\G.S c{m Sitio ser amxado nos lugares do costume, depois del no Capibanbe, e d all para baixo seguin-
660, ter transitado pela chancellara do supremo tri-'' do a margem esquerda do dito rio al a pon-
bunalda relaeio do distrcio. ; t,> da Boa-Vista. Adverte-se que esta linha
I.1
O arrematante nao poder vender agua
fra do permetro de sua arrematacao, mas
dentro delle pode faze-lo da forma que qui-
zer ou Ihe corivier, nunca faltando a venda
ao publico nos chafarizes.
5.a
O permetro ou limites do terreno da ar-
rematacao da venda d'agua na freguezia da
Boa-Vista ser o seguinte: comecando pela
ponte da Boa-Vista seguir pela ra da Au-
rora at a primeira ponte depois do Gym-
recta ao sitio
dos herdeirosdo fallecido Francisco Joaquim
Pereira de Carvalho, d'ahi seguir pela es-
trada do Pombal, e pelo travessa do Boi at
a ponte do Manguinlio, d'ahi pela estrada
abaixo at o sitio dos herdeiros. de Luiz
Dado e passado nessa cidade do Recife de Per-
nambuco, em 23 de abril de 1864.
Eu, Floriannn Correa de Brito, escrivio,
escrever e subscrevi.
Ernesto de Aquino Fonseca.
Contina a e>
silo no termo
da audiencia do lllin. Sr. Dr. juiz de orphos,
conformidade com o edital cima. Aurora at o largo da capella de Santo
O Dr. Manoel Antonio dos Passos c Silva Jnior, Amaro, d'ahi seguir pela estrada nova de
juiz municipal eprovedor supplente em exerc- 0(inda cornpre|iendendo um e outro lado da
divisoria segu sempre pelo centro das es-
0 f,z I iradas, de maneira que a parte da estrada
que iicar alm da dita linha nao pode fazer
parte do terreno que comprehende a arre-
*. i,..J 0r- :.!:. a, .s.. rde principiara da da segunda ponte da ra da
ra at encontrar no sitio dos herdeiros do
fallecido Francisco Joaquim Pereira de Car-
valho.
6.a
O permetro da arrematacao para as fre-
guezias de Santo Antonio, Becife e S. Jos
ci do termo de Olinda, em virtude da lei etc.
Faco saber aos que o presente virem que no dia
13 do corrente mez pelas 4 horas da tarde, por-
ta da casa de ininlia residencia se ha de arrematar
por venda a quem maior lanco offerecer dous ca-
vallos sendo um grande, melado, de dinas bran-
cas, castrado e novo por 305, e outro castanho,
pequeo e velho por 8, ambos bastante. magros,
os quaes foram aprehendidos pelo Dr. delegado de \ sero comprehendidas na diviso de cada
polica deste termo a Quintilho Antonio da Costa1., i|i, \ dos Affio-adns rnmnrphpn-
i,.,.,, ^ | e Joo Ferreira de Araujo, conhecido por Joio Ga-, """ ~^. A UJ&n.A,0aao^ COmpreiien-
ioo d.tas bata as oO (rapj w quaes vio tf JgL ^ ^ do event> | dera someute a ra Direita ate Giquia pelo
' visto nio ter apparecido dono a reclama-los. | lado do norte at a igreja do Bemedio, e pe-
E para que chegue a noticia de todos mandei \0 sul at a ponte de MotOCOlomb'). Os ar-
Ka^%PaTpffi1r^^ '^ do, rematantes n3o tero direito aos chafarizes
Dado e passado nesta cidade de Olinda sob DMO e penas d agua que durante o prazo da arre-
; signal e sello destejuizo valha sem sello ex-eausa ma taran se houverem de abrir fra dos pe-
aos ii de junho de 1864. Eu Francisco das Cha- nmelros cima marcados, e taes chafarizes
fenteo'Svi ***** "^ a"';e V** d'a8ua ncara0 carg da adminis-
Manoel Antonio dos Passos e Silva Jnior, tracao.
O Dr. Ernesto de Aquino Fonseca, cavalheiro da 7.a
ordem de Christo, juiz de orphos e ausentes; Os arrematantes nao poderao pedir in-
da cidade do Recife e seu termo por S. M. o I.
que Dos guarde etc.
barris toucinho, 6 soleiras. 6 vergas, 12 soceos e
12 umbreiras de cantara ; Manoel Ignacio de
Oliveira 4 Filhos.
2 barris vinho ; Jos Joaquim da Costa Fer-
reira.
3 ditos e 13 caixas vinho, 2 barris vinagre : a
Jos Fernandes Lima.
4 volules drogas ; J. M. da Cruz Correia.
20 ancoretas massas de tomates, 26 barricas a-
mendoas ; Custodio Jos Alves Guimares.
30 barris vinagre, 20 barricas alpista, 50 caixas
batatas, 100 saceos semeas ; Antonio Luiz de
Oliveira AzeveJ & C.
35 pipas e 130 barris vinho, 6 barricas cera em
grume, 17 pipas vinagre ; a Manoel Joaquim Ra-
mos Silva & Genros.
Recebedorla de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 13........ 14:4335988
dem do da 14................. 1:4255632
Por esta subdelegada se faz publico que se
acha depositado umea val lo preto, inteiro, magre-
ro, com um tumor na laboa do pescoco, e algu-
mas feridas no lombo : quem for seu dono, com-
parece, que provando Ihe ser entregue. Subde-
legada da Varzea 4 de maio de 1864.-0 subdele-
gado 2o supplente em exercicio,
Jos Jacques da Costa Guimares.
Batalho de infantaria n. 9.
Conselho econmico,
O mesmo conselho contrata o fornecimento das
pracas arranchadas no segundo semestre do cor-
rente anno os seguintes gneros : arroz, acucar,
azeite doce, bacalho, caf, carne verde, dita sec-
ca, farinha, feijio, lenha, manteiga, toucinho, vi-
nagre e pao de 4 e 6 oncas, os quaes serio de boa
qualidade, e os senhores proponentes deverio com-
parecer na secretaria do batalho no dia 22 do
corrente mez pelas 10 horas da manhia, com suas
propostas em carta fechada.
Quartel na Soledade em Pernambuco 14 de ju-
nho de 1864.O alferes secretario,
Francisco de Paula Barros.
Conselho de compras navaes.
O conselho promove em 18 do crreme mez a
compra dos objectos do material da armada abaixo
declarados, e convida os pretendentes venda del-
les a apresentarem suas propostas em cartas fe-
chadas nesse dia at as 11 horas da manhia.
Objectos.
16 barris de alcatrao. 4 arrobas de agua-raz, 20
ditas Uo almagre, 2 bombas de Japy n. 1, i balde
O i de ferro 'para trazer agua do fundo, 10 barris de
breu, 80 camisas Oc hta azul, 30 chapeos de
oleado, 80 arrobas de cabo de iinw velho, 30 va-
ros de cobre de 3|8, 100 ditos de dito de *|G, ioo
ditos de dito de 3|8, 50 esgunchos, 200 covados de
hiele azul, 1,000 femeas de rede, 600 folhas de co-
bre de 28|, 20 lanlernas de patente, 2 macacos de
patente de Ifolcys para 20 toneladas cada um, 4
ditos para 12 diias cada um, 2 ditos para 2 ditas
cada um, 200 molhos de piassava, 100 paos de la-
cre, 600 libras de pregaura de cobre, 100 pies
de obreias, 600 sapalilhos diversos, 10 duzias de
taboas de pao carga de 2 polegadas, 10 ditas de
dila de louro para forro e 2 arrobas do taixas de
cobre.
Sio sujeitos os que contratarem i venda destes
objectos multa de 10 0|0, no caso de demora na
entrega delles, e de 20 OjO pela falla de supprimen-
to, bu forem de m qualidade.
Sala do conselho de compras navaes 14 de junho
de 1864.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Arsenal de perra.
Por ordem do Sr. major, director do arsenal de
guerra, se faz publico, que se precisa comprar pa-
ra a companhia de aprendizes menores do mesmo
arsenal o seguinte :
117 covados de riscado para 100 travesseiros, 80
varas de brim branco para toalhas.
Quem se propozer a vender dita fazenda, com-
pareea na sala da directora do dito arsenal, s 11
horas do dia 18 do corrente, com sua proposia em
carta fechada.
Arsenal de guerra de Pernambuco 14 de junho
de 1864.O amanuense,
Joo Ricardo da Silva.
(orreio.
Para o Rio (.raudo do ni
pretende seguir rom muita brevidade o patacho
nacional Carolina, tem parle do seu carregamento
prompto : para o resto que Ihe falta, trata-se com
o capito Reiarmino dos Santos Pinheiro a bordo,
ou na praca do commercio.
Para o Rio de Janeiro
pretende seguir com muita brevidade o veleiro e
bem conhecilo palhabote nacional Piedade, tem
parle do seu carregamento engajado : para o res-
to que Ihe falla e escravos a frete, para os quaes
tem excellentes commodos, tratarse com os seus
consignatarios Antouio Luiz de Oliveira Azevedo,
ra da Cruz n. 1.
LEILOES.
DE
Um dos melhores sities da
Ponte de Uckoa.
HOJE
tiiarla-lelra ao mel dia.
agente Miranda achando-se competente-
mente autorisado vender em leilo um dos
melhores sitios da Ponte de Ucha, o qual
tem urna excellente e sumptuosa casa, com
urna fachada que lhc da urna apparencia ou
vista magnilica, sendo devidida em salas,
gabinetes, (piarlos, alcovas de grandes di-
menses alm da cocheira, estribara e
quartos para criados, que tem independen-
tes da dita casa.
O sitio 6 murado, tem porto de ferro,
bem assim urna grande cacimba d'agua po-
tavel, jardim e abundante em arvores fruc-
i'iferas taes como mangueiras. jaqueiras, sa-
potizeiros, coqueiros etc., etc.
Confina-se do lado dircito com o sitio do
Exm. Sr. bario de eberibe, e do lado 88-
querdo com o do Sr. Jorge Tasso.
Nao podemos deixar de mencionar mais
um terreno que lica em situacTio opposta.
eom porto de desembarque que tambem
pertence ao mesmo sitio.
O referido agente presta se desde ja
dar as mais minuciosas informaces em seu
armazem da ra da Cruz n. 57, aonde ser
effeetnado o leilao.
LEtL&O
VE
Fazendas avadadas.
Xo da 15 do corrente.
_ Anroiano Augusto de Oliveira vender em
lio por conta e i seo de quem perlcncer urna caixa
com fazendas avariadas, constando de madapo-
loes, chitas, cortes de brim e mais arligos.
No dia cima mareado na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48, s 11 horas.
lei-
LEILAO
fcuinta-i'eira s 11 horas.
O agente Miranda no diae hora cima indica-
dos em seu armazem da ra da Cruz n. 37, far
leilo sem a menor reserva de preco, dos objectos
que passa a enumerar:
Guarda louca, appaiadores, camas, me-
sas, coiisolos, bancas, cadenas, marquetas.
solas, commodas. cabidos, quartinheiras,
quadros, lanlernas, candcetros, relogios, ob-
jectos para cima de mesa e oulros muitos
crligos.
Bases sobre as quaes se deve laucar.
Bairro do Recife.
Chafariz e bica-docaes da al-
fandega.......5:400,*0W to~d07m^
Dito da ra da Cruz. 6:BM|0W fifi^o?,^
Ditodarua do Brnm. 4:100*000 de 11 de junho corrente' .fi^KTO ""Mse Cm R Rabe"0' rua
Dito do Forte do Mattos e bica. 3:390*000 i Conselho administrativo.
___________! O conselho administrativo oara fornecimento do
4Q-1OOSO00 ar^enal ^e 8uorr te"1 de coniprar o objectos se-
Bairro de Santo Antonio. Para o 2" batalho de infamara.
Chafariz do largo do Carmo. 9:6O0JO0O! Bonets redondos 31, ditos de panno azul 450
Dito do largo do Paraizo. 6:500*000 d',os.dte. PanR0 verf i*. ditos para msicos 27,
Dito do laran do pawin Pn cnarla!eJJ?*' pares 7> mantes de ,aa 550' P|alinas>
UilO (10 largo O Passeio Fu- _eAnA' pares 450, sapates, pares 521, panno azul, cova-
bheo........4:250$00O dos 2,250, panno alvadio para capotes, covados
Dito da ra- do Sol. 3:200*000 2,700, panno cor de rap, covados 135, casemira
Ditodarua da Concordia. 4:100*000 encarnada covados 60, casemira amarella, covados
_________: <(. nollanda de forro, covados 1,833, brim branco,
>- /.Knannn varas 4,i25' a|gou"aornho, taras 3,300, aniagem,
2/:uoO0UUU varas 242, galio de prata de 1 polegada de largu-
Bairro da Boa-Vista. ] r. vas 54, dito de dita de meia polegada de lar-
Chafariz ebica do Caes do Ca- iSura*?*aras.eeia' bol5es gandes de metal
mhoriha (.AflAfflAfl amarello liso d,300, ditos pequeos de melal ama-
pibanbe. .......*rSSS relio liso 3,150, ditos grandes de metal prat.ado
Dito da ra da Aurora. 2:400*000 como n. 2 378, ditos pequeos de metal pratiado
Dito da caixa d'agua dos Pires. 6:500*000 com o n. 2 162, ditos grandes metal bronzeado
6:000*000 *t*t ditos pequeos de metal bronzeado 108, col
DE
Mo\ e.is e de oulros m o i los arligos.
Sexl-feiral7 d eerreile
NO ARMAZKM Bl A DA CADEIA N. 48.
O agente Olimpio far leilao de diversas obra
de mamneiria novas e osadas, e outras de ouro e
prata e de outros muitcs objectos de costo.
Har principio o leilao s 12 horas.
m: i lito
DE
Ferranient s para relojoeiros e ma
porcao de oculos e Innetas de grao
Sexla-feira 17 do corrente ao meio dia.
O agente Olimpio em sen armazem i na da Ca-
deia n. 48, vender em leilao urna grande porcio
de ferramenU para relojoeiro, e oculos e lunetas
de differentes graos.
AVISOS DIVERSOS.
Sociedade recreativa
Corybantiiia.
A partida deste mez ter lugar na noite
de 18 do corrente.
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0 cirurgiao Leal mudou
a sua residencia da ra do
Queimado para a ra das
Cruzes sobrado n. 36, pri-
meiro andar, por cima do
armazem Progressista, aon-
de o acharao como sempre
prompto a qualquer hora pa-
ra o exercicio de sua pro-
fissao, chamado por escripia.
Pela administracao do correio desta cidade se
demnisacao alguma quando pnr occasio de faz publico que hoje (15) as 3 horas da tardo fe-
CoaNiilado provincial.
Rendimento do dial a 13......... 46:999698
Idem.do dia 14................. 3:949*387
o0:94908o
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no da 14.
Aracaj e portos intermedios -3 das e 13 horas,
vapor nacional Mamanguape, commandante Ma-
noel Rodrigues dos Santos Moura, equipa-
gem 20.
Rio de Janeiro e escallas-29 dias e do Aracuju,
2 dias vapor nacional Explorador, de 38 tonela-
das, commandante Manoel Santos Ornellas,
r equipagem 14, em lastro; a Amorim Irmo.
Rio de Janeiro e Baha -6 dias, vapor inglez Para-
n, de 1720 toneladas, commandante J. H. Jelle-
coe equipagem 131.
I'.io de Janeiro e portos intermedios6 dias, vapor
nacional, Cruzeiro do Sul, de 1,100 toneladas,
commandante Joaquim de Paula Guedes Alcofo-
rado.
Lisboa32 dias, brigue portuguez Laia II, de 200
toneladas, capitio Antonio Francisco Vieira,
equipagem i2, carga vinho c outro gneros ;
Euzebio Rafael Rabello.
Nanos sabidos no mesmo dia.
Ilha de FernandoVapor nacional Parahyba,
commandante J. J. Martins.
Rio Grande do SulBarca nacional Tliereza, ca-
pito Jos Gaspar Pestaa, carga sal e outros
gneros.
Liverpool por Macci Patacho dinamarquez For-
tuna, capito Reiraero, era lastro.
Sowtharaptm e portos intermediosVapor inglez
Paran, commandante J. H. Jelliecoe.
Observa?*.
Fundeou no lamario urna barca portugueza
mas nao leve coramunicajao com a trra.
Fago sabe aos que o presente ediial virem e qualquer reparo ou concert no encanamen-
delle tiver conhecimento que Alexandrioa Guilher- 10 baja diminuicao OU falta d'agua at 0 pra-
raina dos Santos Dias, provou ante este juizo o de- zo de 24 toras e smente ter direito a re-
!f,M:!f,Snenn,,i,f,eseuraaridK0 ABtnio Jos Djas, e clamar a|gurna jniiernnisacao pelo lempo
rotado os autos a minba conclusao nelle dei e pxcpa% p., nra70 v y ^
profer a sentencado theor seguinte: 1u"- e.\i,cuci a esie pi du.
Sentenca. Escriptorio da Companhia de Deberme, 7
Era vista do que consta do exame de folhas de junho de 1864.
Dias'inca- O escripturario,
Marcolino Jos Pupe.
15:879*620
= folhas julgo o examinado Antonio Jos
paz de continuar na administracao de sua pessoa
e bens e nomeiopara seu curador a Manoel Fran-
cisco dos Santos e SilTa, que prestar juramento e; Inmolas neiMCI da cala pa.
ZZ&iSETfSS ao inventario dos bens do De ordem do Exm Rvm Sr yj "J ,
SSca^T '0Se D,a*-m)ecrlvao da diocese faco publico, 1Ue as esmolas mensaes
,Jl'Ues do estylo para serem afflxado-, nos da caixa pia que se recebiam no palacio da Sole-
Ss RpH 1 ? .P""*1 ,Pla ""Prensa e dade coninam a ^ distribuidas do memo modo
Auuino Fonsa J 1864.-Ernesto de: pelo Rvm Sr Agostinho de Lima Cavalcanti de
E para que nnguera faca negocio algum com o \ ^CrSIta mr^Ut^tiSiA Mem
predito desas sado Antonio Jos Dias sem wevio Pe?soa.s.'avoretll,as Pr aquella instiiuiao, poaem
consenliinento de seu curador Manoel Francisco f1S *2&2? a mene,onada. Pa receherera
dos Santos e Silva, mandei passar ^presente?qae LT.D^de crrespondenle ao mez de maiopas-
ser afflxado no lear do postuma p nuhiirartn n. sado; sendo 1ue mensalidades correspondentes
ITJ^^^T^iS!0^' ^ dTdaTeznTmmedfStndS,r,)a,diS '" PrC-
cellaria do superior tribunal da relaeio e pagos os '
direitos nacionaes.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 9 de junho de 1864 Eu, Florlano
Correia de Brito, escrivo o fiz escrever e subs-
crevo.
Ernesto de Aquino Fonseca.
DECLaliyOES.
COMPANHIA
DO
O
horas
prmci
Quantn as esmolas
mensaes de Olinda, sero d'ora em diante igual-
mente recebidas em casa do Illm. e Rvm. Sr. mes-
tre-escola Marcelino Antonio Dornellas, na roa Di-
reita, prximo a igreja da Misericordia.
Olinda 11 de junho de 1864.
Conego Joaquim Ferreira dos Santos.
Secretario do Bispado.
Caixa pa.
Encarregado pelo Exm. e Rvm. Sr. vigario capi-
tular de distribuir nesta cidade do Recife as men-
salidades da caixa pia, e s no sabbado passado
tendo chegado s miohas mios a lista e as quan-
tias do mez passado, em razio das difflculdadcs e
embarazos que sempre ha uestes comeos e mu-
danzas, designo os dias 15, 16 e 18 do corrente
(quarta, quinta e sabbado desta semana) para se
recetjerem as quantias do mez de maio fiado.
Quanto porm as mensalidades do mez corrente
ha de haver mais nem
chase-hoas malas que tem de cobduzir o pa-
quete a vapor Cruzeiro do Sul com destino s pro-
vincias do norte. Osjornaes sero recebidos at
o mel dia, e as cartas seguras at 1 hora da tarde.
DE
I ni bilhar e mais otencilios do hotel
da ra estreita do Kosario h. \ 1
4|uiu(;i-f.'ir:i IG do correufe.
O agente Pe.-iana por autorisacio do consulado
de Portugal far leilo no dia 16 do corrente s
10 horas da manhia na ra estrella do Rosario
n. 11, de um bilhar com todos os necessarios, di-
versas mesas com marmore, cadeiras e outros ob-
jectos pertencenles ao eslabelecimento de hotel, do
subdito portuguez Manoel Correa de Sena, que se
ausentou dcixando-o em abandono.
LEILAO
Nodialado corrente,. pelas 12 horas 'J^^S^mnitol-,****
do da, ter lugar no escriptorio da Com- cada mez para se receberem as quantias do mez
panhia ra do Cabug n. 16, arrematacao que se Andar. Recife na ra da Gloria, casa ler-
do rendimento dos chafarizes e bicas por rea n. 62, aos 13 de junho de 1864.-Padrc capel-
bairrosoutolalidadee por espaCo de um fro A^ineX di kSrtiS
anno. sobas bases e condicoes abati trans- S5o cnamadosos crcdoresdoflnado |ano;, Mar-
criptas ; os Srs. licitantes comparecam com ^ns Carneiro a virem recebar o jue ibes toca em
seus fiadores ou declaraco dos mesmos no rateio no liquidado do sea espolio.
ATOOS MARTIMOS.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAOCETES A VAPOR.
Dos portos do norte espera-
do al o dia 17 do corrente o va-
por Oyapock, commandante Pe-
dro HypolitoDuarte.oqual depois
da demora do costume seguir
para os portos do snl.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada, encommen-
das e dinheiro a frete at o dia da sahida as 2 ho-
ras : agencia, ra da Croa n. 1, escriptorio de An-
onio Luiz de Oliveira Azevedo & C.
Companhia Pernamhucuua
DE
.\';iega^o costelra a vapor.
Paralaba, Natal, Macao, .tracal), Cear e Acaraen'.
No dia 22 do corrente s 5
horas da tarde, segu o vapor
Mamanguape, commandante Mou-
ra. Receber carga at e dia 21.!
Encommendas, passageiros e di-
nheiro a frete at as 2 horas da tarde do dia da
sahida : escriptorio no Forte do Mallos n. I.
Para o Rio de Janeiro
o novo e veleiro patacho Polycena, capito Cypria-
no .intonio de Quadros, segu com brevidade ; re-
cebe carga a frete e escravos, para os quaes tem
excellentes commodos : tratase com Miguel Jos
Alves, ra da Cruz n. 19.
Para Lisboa e Porto
Sahir com brevidade a barca nacional Afariaa-
na ; recebe carga a frete, e tem excellentes com-
modos para passageiros: trata-so no escriptorio
de Manoel Ignacio de Oliveira k Ptlho, no largo
do Corpo Santo n. 19.
Corre depois d'amanha.
Sexta-feira 17 do crrente am se ex
trahr pelo novo plano approvado pelo
Exm. Sr. presidente da provincia e abaixo
publicado, a primeira parte da primeira lo-
tera da igreja de Nossa Senhora da Boa-
Vingem, no consistorio da igreja de N. S.
do Rosario da freguezia de Santo Antonio.
Os bilhetes, meios e quartos acham-se
venda na respectiva thsouraria ra do
Crespo n. 15.
Os premios de G:000->000 at 120000
sero pagos urna hora depois da extracc3o
at s 4 horas da tarde, e os outros no dia
seguinte depois da distribuico das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
PLANO
Para as parte ordinarias
DE
LOTERAS
APPROVADO PELO EXM. SR. PRESIDENTE.
3,500 bilhetes a t......l:000* enelicio, sello e coramisso 20 |0. 4:200O0O
Liquido.
16:8004000
1 Premio de......6:000*000
t D'to de.......1:400*000
1 Dito de.......600*000
Quinla-feira I6.de junho, s 11 horas, ra
da Cadeia n. 53.
DE
lu terreno chao proprio com 110 pal-
mos de frente, cerca de 600 ditos de
fundo, com diversos ps de coquei-
ros e grande plan lano decapim pela
frtil id a de da trra"
Em Santo Amaro travessa do Lima, divide
de um lado com o muro da proprie-
dade do Sr. Saldanha. Iuoo PTtm,^
Por intervenco do agento Euzebio se vender, j0 Rrancos.
em leilo o terreno cima descripto pelo maior;____
preco que se achar, cujo terreno bem apropria- 3300 Rilhetes
do para se edificar, como j se conta alguna de | N. B. Os premios maiores de 400*000 estao <=u-
valor, e divide de um lado com o muro do predio'jel0sao descont da lei provincial/Tos Sores
do Sr. Saldauha, para melhor certeza aos prelen- de i:000*000 ao da lei geni
3 Ditos de
6 Ditos de
12 Ditos de
26 Ditos de
50 Ditos de
1000 Ditos de
200*000
100*000
40*000
20*000
12*000
6*000
600*000
600*000
480*000
320*000
600*000
6:000*000
16:800*000
denles sendo que este terreno pelo fundo ha urna
nova ra projectada.
LEDLAO
DE
ESCRAVOS
Quiuta-feira ao meio dia.
O agente Miranda levar a leilo diversos es-
cravos de ambos os sexos e que sabem differentes
misteres : quinta-feira ao meio dia em seu arma-
zem na da Cruz n. 53._______________________
LEILAO
DE
Um sobrado de um andar e
sold.
Se \ la-fe ir 17 de jucho.
O agente Pinto levar novamente leilo ser-
vindo de base o maior preco oblido no leilao do
dia 14 do mez prximo passado, o sobrado de um
Thsouraria das loteras 9 de junho de 1864.
O theioureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Norberta Antonia da Silveira, Joo de
Sant'AnnaSilveira, Isabel Joaquina da Sil-
veira Boavista e Justino da Silva Boavisla,
mulher, filhos, filha e genro do finado Joa-
quim Jos da Silveira, vem pelo presente
agradecer a lodos os senhores que se digoa-
ram acompanhar seus restos mortaes ao ce-
miterio publico, e de novolhesrogao carido-
so obsequio de assistir a missa do stimo
dia que ter lugar quinta-feira 16 do corren-
te, s 6 horas da manhaa na igreja do Cor-
po Santo.
Club l'eruaniniicano.
A reunio familiar do corrente mez, ter
lugar na noite do dia 22.
- Jos Miguel da Silva declara que s se respon-
andarewtao da ra de Santa Rita n. 75, perten- sabilisa pelos alugueis da loja do sobndo da ra
cente a massa fallida de Jas Antonio Bastos, isto Direita n. 50 at hoje, e se o proprieUrio nao vier
as 11 horas do du cima dito em seu escriptorio ra Direita n. 91 receber a chave da dita loja,
ra da Cruz n. 38. ser esla recolhida ao deposito geni.


, JI#rlf c rcruam^rc Wrfe febfe**^ luuho 4c 1 *.
4

SMKIADE
DOS
ARTISTAS 1EGIIAK1G0S E LIRERAES
DK
PHUAMBUCO.
Na* se podeado realisar a efeco dos novos
(ncoionarios'no dia 5, oomo devia-se, par falta de
comparecimento doy dignos socios, nem taanbem
Secretaria da Sociedade dos Artistas Mchameos
e Libcraes de Pernambuco 14 de junho de 1861.
Flix de Valois Correia.
1." secretario interino.
GASA JNkFORTUNA
AOS 61000,000
, Bilhetes garantidos
A' ra Crespa s. auaa ** .
O abai*>siigoado4endo vendido nos seos mul-
to felfees bilhetes aanntidos os dous guarios de ir
394 tom a sorte de 3*00* e o. nietos n. 23 e 1*
com a sorte de 5004 e outra sones ae zuu#, sar de novo aos mesmos senhores para domingo IU
1004, 404 e 804 da lotera extraordinaria que do crreme, as 10 horas da manla, recomnien.
seacabou de exirahir a Beneficio da igreja de S. dando-se nao faltaren!.
Pedro, convida aos poswidores de ditos bilhetes
a vtrem receber seus respectivo* premios sem os
deseclos das leis em seu estabelecimento roa
do Crespo n. 23.
O mesmo tem exposlo a venda os novos e felizes
bilhetes garantidos a beneficio da igreja de Nossa
Senhora da Boa-Viagem nue se extrahir sexta-
feira 18 do corrente pelo novo e excellente plano
m f IjUUUUUB
preeo*.
Bilhetes inteiros..... 7*000
Meios......... ^00
Quartos........ ,*8UU
Para as pessoas que comprarem
de 1004 para cima.
Bilhetes........ g
Meios......... Jg
Quartos......, 1*'UU
________ Manat Martins Ftuza
Aviso
Acha-se um homem preto por nome Francis-
co de Souu Cont coro o titulo eptente de gover-
nador da Ajud, assignado por jotz perpetno de N.
S. do Rosario do balrro de Santo Antonio da kida-
de do Recito de Pernanbuco, qae tomo Ututo de
rei de congo, este entregou o flbverne a IvaTisto
Salgado, seu ministro, e a Francisco da Silva; go-
vernador geral, este mandou ordem ao dito Couto
para no dia 12 de junho do corrente comparecer
na igreja de N. S. do Rosario desta cidade, as D
Precisa-se de um menino para caixeiro, dn-
dose preferencia a um dos ltimos chegados 4o
Porto : na ra de Aguas-Verdes n. 48._________
Vande-se urna das multares tabernas de S-
Jos por estar mnito afregnezada, qua vende de
vinte a vinie a Untos mil ris por dia : a tratar
na ra de Santa Rita n. 6i.
Aviso importante.
os administradores da massa fallida de Francis-
co Gomes Castelo, estabelecido que fui com loja
de louea e loja de calcado na ra do Rosario, fazem
saber aos senhores dvedores da mesma massa,
que vo proceder a cobranca amigavel das dividas
at o lim do corrente raez, depois do que procede-
rao judicialmente ; por isso rogam aos mesmos se-
! nhores dvedores de virem pagar seus dbitos na
l ra da Cadeia n. ". Outro sim, constando ad-
! mnstraco que o Sr. Antonio los Moreira Pon-
I tes que foi caixeiro do fallido, se diz anda cobran-
do dividas pertencentes loja de calcados (da qual
os livros nuuca appareceram no escriptorio e casa
i do fallido) previnem aos respectivos dvedores de
| nao pagarem por ser o mesmo Sr. Pontes incom-
Os Sr Joaquim Lopes Bezcrra, Mara do Monte ptente para receber dividas de urna loja que Ihe
Bomflm'Luz Antonio Bazlio de Araujo, Pinto A nao pertencia, e prometlem continuar na indaga-
C teen cartas de seu interesse no cartorio do es- cao do logar onde se oceultam taes livros, para
' procederem como de lei, e nao deixarem passar
um abuso, cujo exemplo funesiissimo pelas cir-
cumstancias mysterosas em que se acha e tem es
Vate da Parto saperier
em caixas de urna e duas duzias : tem para ven-
no da 12, passo, por ordem do ir. director, a avi- horas da nianhaa, e o dito Couto nao fez caso, es- der Antonio Luiz de Oliveira Azevedo S C. no seu
Q lando o dito govoroaiior e os seos confidentes a es- ascriptorio ra da Cruz u. I.
pera at urna hora da larde, e logo assim as na-
cites africanas nao recunheca por governador o
dito Francisco de Souza Couto, o dito rei de congo,
assigncu a tal patente em tudo, pensando que os
seus ministros fossem sabedores, e o dito Couto
foi com um individuo que foi governador de naco
de congo Casa Forte. A rogo de Paulo Marques
da Costa Soares, o governador Tliomaz Francisco
de Almeida.
crivo do commercio Manoel Maria.
Aluga-se urna boa casa terrea com grande
quintal na ra do Hospicio : a tratar na praca da
Boa-Vista, botica do Sr. Ignacio.________________
AITooso Guerra, subdito italiano, vai para a
Italia.______________________________________
Manoel Raymundo I'enaforle, solicitador pro-
visionado pelo Exm. Sr. presidente do tribunal da
relaco e do commercio, pode ser procurado para
o exercicio de suas funecoes na ra do Livramcnto
n. 23, segundo andar, das 7 s 9 horas da manha,
e das 3 horas as 5 da tarde.__________________
Fazem-se bolos de baca de todas as qualida-
des, e armam-se bandeijas com a maior prompti-
dao e aceio a contento das encommendas, por pre-
gos muito em conta : na ra de Santa Rita n. 10.
l'ma criada franceza.
Na ra do Livrainento n. 19, precisa-se de urna
criada franceza, fazendo-se ordnalo vantajoso,
bem como se prometle servico leve e bom trata-
mento.
lado envolto; at que lalvez um dia se descubra a
subtracco Ilegal, puoiiide-se o procedimenlo de
quem guarda em seu poder a escripturaco de dita
loja de calcados.
Grande
fabrica
de fogos de artificio, da viuva Rufino, situada na
estrada de Joao de Barros; nesta fabrica apromp-
ta-se toda e qualquer encommenda destes artigos
com o maior esmero e presteza, seja para dentro
ou fra da provincia : recebem-se as encommen-
\ das no armazem da bola amarella, no oito da se-
; cretaria de polica.
Maques sobre Portugal.
O abalxo assignado, autorisado pelo
Banco Mercantil Portuense. e na ausencia
do Sr. Joaquim da Silva Castro, saca ef-
fectivamente por todos os paquetes sobre
as pracas de Lisboa e Porto, e mais luga-
res do reino, por qualquer somma vis-
ta, e a praso ; podendo, os que tomarem
saques a praso.receberem avista, no mes-
mo Banco, descontando i 0|0 ao anno: na
loja de chapos da ra do Crespo n. 6, ou
na ra do Imperador n. 63, segundo an-
dar.Jos Joaquim da Costa Maia.
Attencdo.
Precisa-se de um escravo para o servico interno
e externo, ou de um criado para o mesmo lim :
na ra do Queimado n. 29.__________________
Pfecisa-sc de urna ama para fazer algumas
compras para casa de pouca familia : na ra das
Cruzes n. 35._______________________________
Aadminislraco da massa fallida de Fortna-
lo Jos Fernandes* convida aos credores de dita
massa para no termo de oito das da publicaco
deste apresentarem seus ttulos afim de screm ve-
rificados e elassifleados ; os ttulos podem ser en-
tregues no estabelecimento n. i3 da ra do Amo-
rim. Recife 11 de juuho de 1864._____________
Precisase alugar urna escrava para lavar e
engommar, e fazer o servico interno de una casa
de pouca familia; quema tiver, dirija so Santo
Amaro, casa de C. L. Cainlirone.
Vctor Emprotae Sabino Rets Seau reliram-
si; para fra da provincia._____________________
Precisase alugar urna preta que saiba cozi-
nliar e engommar : quem a tiver, drija-se ra
po Trapiche n. 4, que achara com quem tratar.
Precisase alugar um preto escravo para o
trabalho desta typograhia, pagando-se diaria, sema-
nal ou mensalinente; d-se o sustento, se agradar
ao proprietai o
Independencia.
Aviso al ilj de junho.
0 abaixo assignado faz scicnte a todos os seus
i dvedores que, os que at a dala arrima Ihe nao
I pagarem, sero suas contas e ttulos entregues a
I seu procurador, afim de o fazer judicialmente
sem excessao de pessoa.
Desesperado de esperar,
Quero receber
Para pagar a quem dever.
Joao Cazemiro da Silva Machado.
PROTESTO. '
Joao Cazemiro da Silva Machado, faz publico
que se desencaminhou de seu poder duas letras,
sendo urna aceita pelos Srs. Joaquim Aureliano de
Gusmo l'choa, e Francisco Manoel Marinho Fal-
cao da quantia e 1:5324087, cuja letra nao foi
paga em seu vencimento, porm como tivesse sido
protestada, tirei por ceriidao o dilo protesto que
se acha em meu puder; outra aceita por Antonio
Jos de Alhaide Alrim, da quantia de 970427o j
vencida, todos moradores no passo de Camaragibe,
provincia das Alagoas, por isso pelo presente pro-
testo e previno aos ditos meus devedores.para que
nao as paguem a outrem, e sim ao annuncante
por ser dellas e saccador e propcetario, assm
como rogo a alguem que as tenha achado o favor
de as trazer em casa de minha residencia, ra da
Camoda do Carino n. 17; que ser recompen-
sado.
AUleiico
Precisa-su de urna ama secca para andar com
urna enanca : na ra do Trapiche n. 11, hotel.
Precisa-se de urna ama que seja forra para
comprar e cozmhar em casa de pouca familia : na
ra do Queimado n. 22, fabrica de chapeos de sol. "Queimado n. 1.
*os fuados do Pregalea
Gneros proprios para a presente festa de S.
Joao : raanteiga ingleza flor a 900 e 800 rs. a libra,
dita franceza a 600 rs., queijos do serto muito
frescos a 6W) e 560 a libra, doce de goiaba o mais
fino que pode haver, e tambem se vende barato
por tr grande porco : na taberna da travessa do
Aluga-se urna escrava para o servico diario i Vende-se ou hypotheca-selo terreno n. 7 con-
de urna casa : a tratar na ra de Apollo n. 3*>, ter- fronte a casa de delencao, com as frentes em res-
cero andar._________________________________ paldo, com 5 quartos e I armazem no fundo : a
Precisa se de urna ama livre ou escrava que tratar na ra da Imperatriz n. 13, loja._________
engomme bem, coz i n he, lave e faca lodo o servico
interno de urna casa de familia : na ra Dreita
numero 90. i
O abaixo assignado faz sciente ao publico que
nao se responsabilisa por debito algum contrahido
em seu nome, qur seja por seus escravos, qor
seja por qualquer outra pessoa.
_________ .->ntonio Alberto de Souza Aguiar.
AMA W UM
Precisase de urna ama que tenha muito e bom
leite : na ra da Cruz n. 57.
1IILHO
novo e farell.
Vende-se milho novo e farello por preco mais
commodo do que em outra qualquer parte : no
armazem de Joaquim Francisco de Alem, no Forte
do Mattos.____________________________^
GAZ GAZ GAZ
Vende-se gaz da melhor qualidde a 125
a lata e em lotes de 10 latas para cima se
Antonio Jos Das e Luiz Alves Vilella, aba- k.;,__,____________j n. j
; tara aoatimento. no armazem do Caes do
Ramos n. 18 e ra do Trapiche Novo nu-
mero 8.
xo assignados, fazem sciente ao respeitavel publico
e com especiaidade ao corpo do commercio, que
nesta data dissolveram amigavelmenle a socedade
que tinham na reflnacao da ra das Larangeiras n.
12, que tryrava soba razao social de Das & Vi le la,
tirando do/a em diante pertencend dito estabele-
cimento ao ex-socio Antonio Jos Das, como seu
proprio exclusivamente, e a cargo do mesmo a li-
quidacao do activo e passivo da extincta firma so-
cial, como nico responsavel.
Antonio Jos Das.
Luiz Alves Vilella.
O abaixo assignado declara ao respeitavel
publico, que dcixou de ser caixeiro de madama
Buessard Millocheau desde o dia 13 do corrente
mez por Ihe nao convir mais.
Rodolpho Xavier de Souza Fonseca.
Farinha de mandioca snperior
em saceos grandes : vende Antonio Luiz de Olivei-
ra Azevedo 4 C., no seu escriptorio ra da Cruz
numero 1.
Charutos de Harona
de superior qualidade vendem-se em casa
de Schafleitlin dV C, ra da Cruz n. 42.
Precisa-se de urna ama de leite :
Portas n. 130.________________________
O abaixo assignado pede ao Sr. thesoureiro
das loteras que nao pague o bilhete inteiro ga-
rantido de n. 2268, que tem de correr no dia 17.
Joaquim Paulino Ncas Munz.
Cal de Lisboa e potassa da
Rnssla.
Vende-se na ra da Cadeia do Recife n. 26, para
onde se mudou o antigo e acreditado deposito da
ra de mesma ra n. 12, ambos os gneros sao novos e
, legtimos, e se vendem a prejo mais barato do qae
ara tqualquerjparte.
Vende-se urna urna de Jacaranda para depo-
sito de ossos: na ra da Imperatriz, loja de mar-
cineiron. 25.
Manoel Jos Machado tendo-se retirado para
Lisboa no vapor inglez Paran a tratar de sua
saude e nao tendo podido cumprir com seus de-
veres para com todas as pessoas com quem tem
relacoes, pede-llie pelo presente a devda desculpa
e se offerece n'aquella cidade a dar cumprimento
a qualquer ordem que Ihe seja dirigida.
COMPRAS.
Ceblas a 1
de Paulo Lopes.
o cento : vende-se no armazem
Compra-se um mxo
Cabug n. 11, botica._____
para piano : na ra do
Roa da Senzalla Kova n. 42.
Neste estabelecimento vendem-se: tachas de
ferro coado libra a 110 rs., idem de Lo*
Moor libra a 120 rs.
N aruMieiM de faud baratas de
Sintos ttellio, roa do Quemada, o
19, UBd-se o sf uinle-
Alteucae. 11 f|
Laazlnhas.
Ricas laaznhas para vestido, fazenda a raelhor
que tem vindo ao mercado, tanto em gosto como
em qualidade da fazenda, pelo baratissimo preco
de 560 rs. o covado.
Laaznhas miudinhas carmezins, proprias para
vestidos de meninas, e camisinhas a 6i0 o covado.'
Cortes de la com lo covados pelo baratissimo \
preco de 65.
Cuberas de chita da India pelo baratissimo preco
de2500.
Lencoes de panno de lnho a 11.
Lencoes de bramante de linhe fino pelo baratissimo
preco de 3200.
Bramante de lnho fino con) 10 palmos de largura
pelo baratissimo pieoo le 2500 a vara.
Aloalhado adamascado proprio para toalha de mesa
a 25000 a vara.
Cambraia de forro a 2600 a 31200.
Guardanapos adamascados a 35800 a duzia.
Toalhas alcocboadas proprias para maos a 5 a
duzia.
Cortes de calca de ganga amarella de listras e
de quadros, pelo baratissimo prego de 1,5200 e
orte.
Carabraia adamascada com 20 varas, propria
para cortinado, pelo baratissimo preco de lOcOdO
a peca.
Ricos cortes de la Maria Pia pelo baratissimo
preco de 18.
Pegas de cambraia de salpicos com 8 1|2 varas
pelo baratissimo preco de 4.
Pecas de plalilha de algodo com 10 varas, pro-
pria para saia a i200.
Esleirs da India, proprias para forro de sala,
de 4,5 e 6 palmos de largura, por menos prego do
que em outra qualquer parte.
Neste armazem tambem se encontrar um gran-
de sortimeuto de roupas fcias, e por medida.
Botica e armazem de
drogas
Ra do Cabug n. II.
DK
Joaquim Hartinho da Cruz Correia.
Vende-se o seguinte :
Salsa parrilha de Bristol.
Pastilhas assucaradas de Kemp.
Pastilhas vermfugas de Kemp.
Elixir de citro lactato de ferro do Dr. Thermes.
Rob do Lafccteur.
Xarope depurativo d'odoreto de ferro de Guy.
Xarope peitoral sedativo de Guy.
Pastilhas peitoraes balsmicas de Guy.
Pilulas da vida.
Burol franciscano (mesclado) para imagens.
Injeccao Brow.
Xarope de c trato de ferro de Cliable.
Pilulas contra sesoes.
Salsa parrilha de Sands.
Extracto fluido de salsa parrilha de Bailys.
Xarope alcoolico de vellame.
Alm destas drogas ha constantemente um com-
pleto sortimento de tintas, vernz, ouro para dou-
rar, preparados cliimicos e pharmaceutcos que se
vendem |ior comniodos pregos.
DENTISTA DE PARS
19Ra Nova -19
Frederico Gautier, cirurgiao dentista,
faz todas as operacSes de sua arte, e col-
loca dentes artficiaes, tudo com superio-
ridade e perfeicao, que as pessoas enten-
didas Ihe reconhecem.
Tem agua e pos dentificio.
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Aluga-se um sitio na estrada daPoDle de
Uchoa e a margem do rio. pouco adiante do Illm.
Sr. commendador Nary remira, tendo banheiro,
, palanque, galinheiro e eulras acommodacoes; e
na limito ns. 6 e 8 da pfaca da P^ 'dj| J Monler0) ^ frente ao oi,-0 ^a igre.
ja : a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Sou-
Aluga-se a casa terrea da ra do Progresso ia, ra do Crespo n. 15, ou estreita do Rosario nu-
n. 21 (junto do Caminho Novo) tambem se vende, mero 32.
ou permuta-se por outra que seja situada as fre-;
guezias de Santo
Compra-se ouro e piala em obras velhas
paga-se tem: na leja de Llhetes da praca da Inde
pendencia n. 22.
Compra-se urna casa terrea nesta cidade :
rata-se na ra Imperial, sobrade n. 6i, ou com o
olicitador Burgos._________________________
Compra-se um cylindro para padaria : a tra-
tar na ra da Concordia, padaria do gaz.________
Comp a-sc una casa terrea, sendo no Mon- j
dego, Manguinho, Capunga e ra das Pernambuca-,
as : quem livor para este negocio, dirija-se .
Capunga Nova no entrar da mesma, passado o
t primeiro poruio, no segundo, que achara com
quem tratar._______________________________
Compram-se
las segnintes cadernetas do Archivo Pittoresco de
Lisboa :
5 anno, de 1862
Ns. 3, 4, f, 8, 9 e 12.
6o anno, de 1863 .
Ns 7. 8 e 10.
Dirigir-se na Relia n 37, sobrado d 2 anda-
res, a qualquer hora da tarde.
ta
Antonio ou S. Jos : na ra do
Queimado n. 77.
Precisa-se de um amassador que saiba bem
dc-sempenhar o seu lugar : a tratar na ra larga
do Rosario n. 16. padaria._____________________
Precsa-se de urna criada livre ou escrava,
que saiba cozitihar c engommar : a tratar na ra
de Apollo, sobrado n. 19.'segundo andar.________
As pessoas que tiverem penhores na ra de
Santa Rita n. 15, baja de os vir tirar no prazo de
8 das do contraro serio vendidos para pagamen-
to, nao se atlendendo depos desse prazo a recla-
macao alguma.
Precisa-se fallar com o Sr. Conrado
Augusto de l'aria ra do Vigario n. Ii, a
negocio de seu interesse.
ALl'GUEL. "
Precisase alugar urna preta escrava de mea
idade para o servico de pouca familia : na ra do
Livramento n. 31, segundo andar.
Clemente Joaqun)
cei.
de Oliveira va para Ma-
Precisa-se de urna ama
imperador n. 18.
de leite : na ra do
Na praca da Independencia, loja de ourves
n. 33, compram-se obras de ouro, prala e pedras
preciosas, assim como se faz qualquer obra de en-
commenda, e todo e qualquer concert, e igual-
mente se dir quem da dinheiro a premio._____
Aluga-se o lerceiro andar da casa n. 48 na
ra do Trapiche : a tratar no armazem da mesma
casa.______________________________________
Precisa-se de urna criada livre ou escrava
que saiba cezinhar e comprar : na ra de Santo
Amaro (Mundo Novo), sobrado onde morou o Sr,
Dr. Sabino.
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AGENCIA
DA
FNDIGAO DE L0W-M00B.
Ra da Senzalla nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a haver
um completo sortimento de moendas e meiai
' moendas para engenho, machinas de vapor
; e tachas de ferro batido e coado, de todos 01
tamanhos para ditos.___________________
, -pA' ~~ Arados americanos e machinas pars
Vendem-se caixoes vasios a 1: / oU lavar roupa. em ^ de s p j0hnston & C.
cada um : na roa das Cruzes 11. 4i. raa da Senzalia Nova n. 42.
VENDAS.
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Aencao
O dono da loja do Bei ja-flor, na ra do Queimado
n. 03, acabante abrir i 111 outro espayoso estatele-
cimenlo de mludwnia mesma ra n. 69, por isso
avisa aos sens freguezes e amigos, que uestes dous
estalielecmentos cncontraro sempre grande sorli-
menlo de miudczas, perfumaran e objectos de go>-
t085 e vender sempre mais barato que outro qual-
quer, como abaixo se vera.
Peates donradasde travessa.
Delicados pentes dourados de travessa para re-
ninas a I55OO cada um, ditos sem ser dourados a
OO rs. cada um : nas lojas do Beija-Oor, ra do
Queimado ns. 63 e 69.
Vollinlias de aljofares.
Lindas voltinhas de aljofares com cruzes de pe-
drinhas imitando a brilhantes a 1 cada urna : nas
lojas do lieija-ftor, rna do Queimado ns. 63 e 69.
I.uvas dr Jourin
'.liegarain pelo ultimo vapor as desejadas Invas
de Jouvin de todas as cores, lano para hornees
como para senhoras : nas lojas do Beja-flor, ra
do Queimado ns. 63 e 69.
Talm-s para meninos.
Vendem-se lalheres de rabo de bataneo para me-
ninos a80 rs. o tahr : nas lojas do Beja-flor,
ra do Queimado ns. 63 e 69.
Collieres de uiclal |uiucipe.
Vendem-sc colhores de metal principe muito fi-
nas |iara sopa a 3600 e i^ino a duzia,ditas (ara
cha a H e 2-jVH) a duzia, ditas para assucar a
300 rs. cada urna, ditas para terrina a 2 cada
una, e s quem vende por estes precos as lejas
do Bcija-flor, ra do Queimado us. 63 e 69.
Facas e garfas.
Vendem-se facas e garios oitavados a J800 a
duzia, ditas cravadas, eabo preto e branco a 3 duzia, ditas de bataneo de 1 botao linas a 5J20O
dilas de 2 boioes muito linas a 65.">00 a duzia, ditas
de 1 botao para dores c fructas a 5& a duzia, ditas
de "i botoes a 5,3200 a duzia : nas lojas do Beija-
Oor, ra do Queimado ns. 63 e 69.
Tiras bordadas.
Vendem-se liras bordada-, a pega a 15100, 1"20
e 153OO : nas lojas do Beija-tlor, ra do Queimadi
ns. 63 e 69.
abados bordados.
Vendem-se babados bordados de varas larguras
a peca a 15606, 15800, 5, 25200 e 25100 : nas
lojas do Be'ja-flor, ra do Queimado ns. 63 c 69.
Lindos sapalinlirs.
Vendem-se lindos sapaiinhos para baptisados de
criancas a I5o00 e 25 o par : nas lojas do Beija-
flor, ra do Queimado ns. 63 e 9.
Botoes para puahos.
Vendem-se botezinhos demadreperolaedemar-
lim para punhos a 320 rs. o par, ditos eocaxnadi-
nhos a 120 rs. o par : nas lojas do Beija-flor, ra
do Queimado ns. 63 e 69.
Fitas para debrun de vestidos.
Vendem-se lilas de 15a de todas as cores para
debrum de vestido a 900 rs. a peca, ditas pretas
de seda a 15100 a peca : nas lojas do Beija-tlor,
ra do Queimado ns. 63 e 69.
Fitas brancas para drlirum.
Vendem-se pegas de lita branca de lnho para
debrum a 400 rs. a prca : nas lojas do Beija-floi
na ra do Queimado os. 63 e 69.
Micas litas laviailas.
Vendem-se muito ricas fitas tarradas para ^ini"
de senhora e meninas : nas lojas du Beija-flor, ra
du Queimado ns. 63 e 69.
Espelhos ile Jacaranda.
Vendem-se espelhos de columna?, de Jacaranda,
a 35 e i5'>(Ki cada um, ditos de madeira amarella
a 25'i00 e 25800 : nas lojas do Beija-tlor, na ra
do Queimado ns. 63 e 69.
Fitas de velludo estrellas.
Vendem-se filinhas estrellas de velludo pan en-
feite de vestido a 900, 15 e 15200 a peca: nas lo-
jas do Beija-flor, ra do Queimado ns. 63 e 69.
Trancas de la para liordar.
Vendem-se Irancinhas de laa pretas para bor-
dar camisinhas e vestidos a 80 e 160 rs. a p- ciaba,
ditas brancas com 10 varas a 600 rs. a peca, e ou-
tras muitas cousas que se tornarlo enfadonno men-
ciona-las, pois s com a vista se podar vero gran-
de sortimento das lojas i!o Beija-flor, na ra do
Queimado ns. 63 e 69._______________________
ou fina vontaue do comprador
Btalas novas, chgadas hontem de Lisboa :
1 vende-se no armazem do Annes e Goncalves Bosa
1 Irmao.
Fabrica Conceicito da I
Baha. I
Andrade 4 llego, recebem constme- 1
mente e tem venda no seu armazem n.
3i da ra do Imperador, algodo d'aquel- m
la fabrica, proprio para saceos de assu- H
car, embalar atgodao empluma etc., etc., 91
pelo preco mais razoave). M
JORGE VCTOR JNIOR
Profcssor de piano
Ra Nova n. S&.
r
Aloga-se a loja do sobrado que tica a beira
do rio, antes da fabrica do gaz, tem commodos pa-
ra familia, e por ser um pouco retirado, aluga-se
muito barato : a fallar no mesmo sobrado.______
Precsa-se de 2:5005 a juros por hypotheca
em nma boa propriedade : na ra do Queimado n.
24 se dir quem quer : esta mesma propriedade
tem otaria e barro para toda a obra, e vende-se.
Precisa-se de urna ama para cosinhare en-
gommar em ama casa de pouea familia : a tratar
na ra do Vigario n. 17.
Madama Ferro,
proprietaria do hotel italiano sito na ra do Trapi-
che n. 44, tem a honra de pariicipar ao respeitavel
publico desta capital, e em particular aos senhores
empregados do commercio que acharao todas as
seguidas e quintas-feiras a afamada sopa de ra-
viole, como assim todos os outros das outras es-
colhidas sopas italianas ; isto estar prompto das
10 horas da manha as 4 da tarde, horas muito
proprias para lanche ; aQancando-lhes qne os pre-
cos serio os mais razoaveis possivels, e de que es-
pera toda a concurrencia^______________
Culuoia Militar de piniealeiras.
Quem precisar de documentos falsos de todo o
genero, ou mesmo de verdades adulteradas, diri-
ja-se esta Colonia que achara com quem tratar.
Preeisa-se de, urna ama para casa de um
moco solteiro : na ra da Aurora n. 54.
Perdeu-se urna tira de eouro que serve de
cobert de um cabriole!, o que parece ter tido lu-
gar desde o arco da Conceico at a ra da Auro-
ra : quem o aebou far especial favor manda-lo
ao largo da AssemWa, armazem de asJOcar. que
se gratificar. .
PiRi $ JOAO.
r_a da Senzalla n. 42.
Vende-se, em casa de S. P. JohnstonA C.,
sellins e silhes inglezes, candieiros e casti-
caes bronzeados, lonas inglezas, fio de vela,
chicotes para carros e montara, arreios para
carros de mn e dous cavallos, e relogios de
ouro patente inglez.____________________
Em casa te Mills Lalliain k C, ra do
Cruz n. 38, vende-se o seguinte:
Folhas de ferro galvanisado.
Tintas em oleo.
Oleo de linhaca.
Farfulla de mandioca
ensacada e da melhor que ha : vende Miguel Jos
Machinas de dlferentes tamanhos de papel de Alves no seu escriptorio, casa n. 19 da ra da
seda coloridas e transparentes e lanternas colori- .juz
das de varias formas, proprias para os festejos de
S. Joao: no armazem da Exposico de Londres u.
60, na ra da Cadeia do Becife.
de cores.
ra larga do Bosano
Pelicas
A loja da Aurora na ra larga do Bosano n.
38, receben sortimento de luvas de Jouvin de c
reschegadas pelo ultimo vapor as mais frescas
que tem chegado, tanto para homem como para
senhora, digo, muito proprias para o baile que
tem de haver vespera de S. Joao; assim como tam-
bem renda lisa pecas de 10 varas a 400, 500 e
600 rs.
Milho e farello barato
A viuva Rosa Jane contina a por dentes arti- Na praca da Boa-Vista n. 14 *
ciaes, e resolveo ensinar tzmbem a sua arle, me- Milho o sacco a 35600 c farello a 45300, 45200
diaote paga: quem quizer aprende-la pode enten- e 35O0, bolachinha ingleza a barrica 35 e vinho
der-se com a mesma em sua residencia na ra da do Porto a 800,15, 15200 e 15500 a garrafa e
Penha n. 17, segundo andar. _________ outros mais gneros.
o dia segunda-feira 16 do corrente auno sa-
bio do sitio no Arraial, morada de Francisco Jorge
de Souza, o seu escravo Jos, pardo, idade 18 an-
nos, estatura regular, boas feicSes, bem desemba-
razado at no fallar, e corpolento, pretextando com Na fabrica de sabao da roa do Rangel n. 34 con-
0 poder de Dos, procurar melhor senhor, peto que tinua-se a vender sabo amarello massa, tanto em
foi ter com o senhor corretor de escravos Lopes j caixas como a retal lio, a SOO rs. a libra.
Machado, morador na roa das Larangeiras, aonde {
se conservou por tres das, mediante urna troca
Vende-se um cavallo
Mera, na pracajdo capm.
na cocheira do Xco
por um escravnho do Sr. Machado ; mas nao se
realisando a troca, tornon Jos bem pezaroso por
continuar com o mesmo primeiio senhor, de cujo
tornou no dia segunda-feira 13 do corrente mez a
sabir sem haver cousa que duvida tizesse, limpo e
contente todo cheio de gracas; vende-se e troca-se
logo que qualquer dos negocios nao seja feito pela
occasio, por isso que nao havendo precisao de
vende-lo, s existe de prompto o cumprimento do
castigo do vicio ser o proprio vicio. Pica-se agra-
decido a quem o pegar, levando ao mesmo sitio, ou
na ra da Gloria, casa do Sr. Joaquim Jos Fer-
reira Penha, gratificando-se.
Fugio do abaixo assignado urna escrava cri-
Na ra da Conceico da Boa-Vista n. 52 ha
para vender du agora em diante era todos os do-
mingos e das santos, cangica de milho verde da
melhor qualidade : as pessoas que a quizerem ter
de encommenda e em maior quanlidade, para alli
dirijam de vespera seus pratos ou quaesquer va-
silbas, para vista dellas se flxar o preco.
Fog5es econmicos
americanos.
Vendem-se na fundico da ra do Brum u. 84,
a 10, 15, 20,2o e 305 cada um; baratissimo.
Vende-se alpaca preta a OO rs. o corado.
Vende-se alpaca preta para vestidos a 500, 600,
para pale-
700 e 800 rs., fina de cordo a 800 rs.
oula, de nome Balbina, idade de oO annos, cor fula totj princm prela a goo e 640 o covado, botnuazi-
efea, obeico inferior mais cahido, pernas finas, | na preta fina a 1W00 0 covad |aazhas preta
tem o andar pressado : roga-se as autoridades para senhora que estao de luto a '
poticiaes a-capitaes de campo que a pegarem, le- ^ ruada imperatriz n. 56.
vem-na a ra da Gloria, 11a Boa-Vista, casa n. 51.
______________Joaquim Trajano da Silva.
Arrenda-se urna casa e sitio no Barba I ho
margem do rio Capibaribe, confronte a povoaao
do Monleiro, com 6 Mas,8 quartos, estribara, sen-
zal para escravos, quintal murado, baixa para ca-
iim, e bastante terreno para plantacao, e sitio com
meteiras : a tratar na ra de Apollo n. 1, segan-
do andar.
as 9 horas da noite.
720 o covado
A loja est aborta at!
Para algodo.
Vende-se por 'preco commodo urna excellente
machina americana que trabalha com um cavallo
para fazer pver qualquer machina pequea de
descarocanalgodo, tendo a vantagem de ser mui-
to simples.* economizar muito o trabalho bragal:
a tratar na adaria dama Direita n. 84.
MACHINAS DEPATENTE
de trabalhar a mi para
descaroca r algodSo
FABRICADAS
Por Plant Brothers & C.
OLDAM
Estas machinas
podem descaroca r
qualquer especie
de algodo sem
estragar o fio,
sendo bastante
duas pessoas para
o trabalho; pode
descarocar urna
arroba de algo-
do em carocp
em 40 minutos
on 18 arrobas
por dia ou 5 ar-
robas de algodo
limpo.
Esta machina
a nica que
possue as vantagens de nao destruir o Do do al-
godo e de fazer render o dobro de qualquer ou-
tra com menos trabalho, a sua ntroducco para
as provincias deste.imperio ser de muito valor
para todos os interessados na lavoura do paiz.
Assim com machinas em ponto grande do mes-
mo systema.oraql serum movidas por animaos,
agua ou vapor, pas uacs podem descarocar 18 ar-
robas de algodo ampo por da.
O algodo descarogado por estas machinas tem
muito mais estmaco nos mercados de Europa e
vende-sepor maior preco.
As machinas se acham venda uncameme em
casa de
Sauntlcrs Brolhers & C.
\". 11, uraca do Corpo Santo
BECIFE.
Os nicos agentes neste paiz.________________
INJECCAO BROW.
Remedio infallivel contra as gnorrheas
antigs e recentes, nico deposito na bo-
tica franceza, ra da Cruz n. 22, pre-
co 35
ATTEN(A0.
Para a fesla de Santo Antonio, S. Joao, S. Pedro
e Sant'Anua.
Para fazer bolos, vende-se massa com toda lim-
peza e perfeicao: na abobada da Penha, janella
que tem Ires frascos de vidro n. 37 5 e igualmente
tem mandioca, e vende-se tanto em porco como a
retalho.
" A. 3SASDE CEA
PAP.A i ODAS AS MOLESTIAS DO
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Pilulas > clacs Assiiearadas
De Kemp
Coropostas dos dois novos resinoides chama-
dos Podopmuka o Leptandrina, o inteira-
mente livre iiiincraes ou inetallicos, sao (le grande uti'i-
d&dc nos palca clidos em cazos de
DYSPEPSTi, EHCHAQUECA,
Coi^ip;i(ao ou PrizJo do Ventre,
PADECIMENTOS DO FIGADO,
Aff'ccOes Biliosas,
HEM0RRH01DAS, CLICA,
Ictericia,
FEBRE GASBO-HEPATICA,
K untras niffrmil;i(lrsanlof:is.
f3lus vio rpidamente .substituindo os antros
purgantes drsticos.
A yenda nas boticas de Caors Barboza,
ra da Cruz, e Jo3 da C. Bravo 4 C, ra
da Madre de Dos.
Empreza da illuminacao
gaz.
Todas as vendas de apparelhos e reclamacSes
(por escripto dando o nome, morada, data, etc.),
devem ser feitas no armazem da ra do Imperador
n. 31. Os machinistas mandados para atlender a
estas, apresentaro om livro que os reclamantes
devero assgnar logo depois de prompto o servido
reclamado ; isto para que a empreza fique sciente
de haverem os mesmos senhores sido devidamen-
te attendidos.
Vende-se a armaco do deposito do neceo Lar-
ga, laz-se qualquer negocio a dinheiro ou a praso,
a voolade do comprador : a tratar no becco do
Campello n. L
RIVAL SEM SEGUNDO
llua do Queimado ns. 40 e 53, loja de miudezas
, de Jos de Azevedo Maia e Silva, est continuando
no seu progresso de vender baralissimo :
Caixas de superiores obreias de cola e ma^sa a
iO rs.
Cordao branco para vestido e esparllho, vara 20
ris.
Linhas de carretel (150 jardas) de superior qualt-
dade a 60 rs.
Carios de linha Pedro V (200 jardas) j muito
conhecida a 40 rs.
Crozas de pennas de ac de muitas qualidades >
superiores a 300 rs.
Caivetes de duas folhas porm finos a 500 rs.
' Caixas com calungas muito bonitas para rap a
1 100 rs.
Franja branca e de cores para toalhas a 100.
.Pares de botoes para puuho muito bonitos a jO.
Caixas com soldados de chumbo muito bonitos a
120 rs.
i Tratciros de vidro com superior tinta a 160.
Ditos de barro com superior tinta a 100 rs.
Croza de botoes de tonca pratiado, o melhor, a
160 rs.
Tesonras para costura, o mais superior, a 500 r?.
Ditas para unlias mullo tinas a 400 rs.
i Eseovas para limar denles muito superiores a
1 200 rs,
Libras de laa de todas as cores (pesada) a 7.
Caixas de pbospboros de seguranza a 160.
1 Ditas de papel amizade pautado e liso a 600 rs.
Ditas coro 100 anvelopes muito superiores a 800
res.
: Cadernos de papel branco e de uires, pequeo, h
20 res.
Cartas e taboadas para meninos a 80 rs.
. Caixas com superiores i.-.as de ncmder charutos
' a40rs.
; Cairelis de linha Alexandrc (200 jardas) de cores
artOrs.
. Baratlios para vollarete muito Unos a 240.
, Carlas de allinotcs france/.es muito finos a 40 rs.
Meadas de linha f xa para bordar a 20 rs.
Pares de sapalos de tranca mullo superiores a
15600.
Papis de agulha com um pequeo toque ajo rs.
Croza de botoes de madreperola muito Dos a
i 360 rs.
; Cartoes e caixas de clcheles raneezes superiores
i a 40 rs.
i Bonels para meninos muito finos a 14500 e 2$.
1 Macos de grampos superiores e limpos a 30 rs.
Groza de phosphoros do gaz muito novos a 2,52C0.
Area prela muito superior a 100 rs.
I Caixas de rap com espelho a 100 rs.
Realejos para entreter meninos a 80 rs.
' Pecas de lita de linho muito boas a 40 rs.
Petes de laco muito bonitos a 15.
Enfeites de laco de todas as cores a 13300.
Rodas com allinetes francezes a 20 rs.
i Caixas com quairo papis de agulhas imneriaes a
240 rs.
Sabonetes de familia a 80, 160 e 320.
Caivetes de duas folhas muito fino? a 320.
; Pares de sapalos de la para meninos a mu rs.
Sapalos de tranca para senhora e para homem, os
melhores que tem vindo, e por preco muito baraio:
quem quizer ver, venha ra do Queimado ns.
49 e 35, e ver tudo como c bom e barato.
SellilliiS HOY. S
no armazem da travessa da Ma-
dre de Dos n. 9.
Jos Rodrigues de Camino est relalhando po
conta de seus dono* sebolas muito novas PhegaJae.
de Lisboa no brgue Constante, a la? antes qnr
se acabem.
j*


aliarlo e
oo ... *ar e 1S4
BRANDE
57'BITA DO IMPERADORA
DE
Paulo Ferreira da Silva & Companhia
Grande sortimento de moldados ein grosso e a retsho. nico armazem que mais
vantagens offerece ao publico.
Deseiiganem-se todos.
K o Allianca o verdadeiro honiem do progressso
o Allianca o verdadeiro e principal armazem de molhados.
K o Allianca o armazem que vende mais barato.
li o Allianca o armazem que vende os melhores gneros.
Allianca o armazem onde preside o melbor aceio.
Fiqucm todos sabedores desta vmlade,
Venham todos ra do Imperador 11. 57.
Venhara ver os gneros que temos cxpostos a venda.
PARDOS,
PARA
AS
DK
FESTAS
Amendoas| ronl'eitadas
800 rs. a libra.
S. JOAO
de bonitas cores a
DA
Fabrica de nlnaarles C. en
*. Domingas de Xltherohy.
Estes cigarros com um consumo immen-
so no Rio de Janeiro e provincia, tem sido
I muito preferidos pela primazia do papel e
superioridade e pureza do fumo, o qoal
preparado por meio de urna machina
a vapor de torca apropriada e livre dessas
composicoes nocivas que tanto tem celebri-
sado outros fabricantes, assim pois o nosso
proposito manter a reputacao que, de lia
sen caolo afim de annunciar ao respeitavel publico g^00/
o grande sortimento degalantarias do melhor gosto Umco deposito em casa de M. J. de Arau-
propriamente para qualquer mimo, que acaba de jo Souza, largo do Paco n. 12. Rio de Ja-
neiro.
0
NEM CORO AS NEM MITRAS

GltVYDE
ARMAZEM
DE
AffliSii
E S. PEDRO.
dem de Hollanda em garrafes cora 24 gar-
rafas a 7,2oo rs. com o garrafo.
chegar nesle ultimo paquete, assim como multos
ontros objectos qne recebe por diversos navios,
tanto de sua cont como de ronsignacao, que esta
n-sol vi do a vender por precos muito baratos para
vender muito e ganbar pouco, e dar extracrao ao
grande deposito que tem, que espera merecer
proteccao do respeitavel publico, empregando para
isso todas c as melliores diligencias para que 0
Idm de casca muito nova a 3oo rs. a libra. Lentilhas excellente legurae para sopa e gui- quera satisfeitos: sto so no Gallo Vigilante, ra
Avelas a 2oo rs. a libra.
Ameixas francezas em caixinbas com lindas
estampas a l,2oo, l,4oo e l,6oo rs. cada
urna.
dem em frasco de vidro cora rolha do mes-
mo ou de metal, a l,2oo e l,4oo rs. cada
um.
dem em frasco grandes a 2,5oo rs. cada
um.
dem em latas de I '; e 3 libras a l,2oo e
2,ooo rs.
Arroz da India e Maranhao o melbor que se
pode desejar a loo e 12o rs a libra e
2,8oo a 3,4oo rs. a arroba.
Azeite doce de Lisboa a 600 rs. a garrafa, e
4,800 rs. a canada.
dem fiancez clarificado em garrafas bran-
cas a Doo rs. cada urna, c 10,000
caixacom 1 duzia.
Alfa/.ema muito nova e limpa a 32o rs. a li-
bra.
Alpista a IGo rs. a libra e 4,600 rs. a ar-
roba
aVriaahiohas de Lisboa da fabrica do Reato
Antonio dasseguintes ipialidades: agua e
sal doces, e imperines ora latas de 6 libras
a 3,ooo rs. e de 3 4' libras a l,5oo rs.
e era libra a Gio rs., estas bulachinhas
torna-se muito recommendavel com espe-
cialidade [tara os doentes.
BJSCOitOS o IJolachinhas de soda era latas de
todas as ijualidades e marcas que se pro-
curar a 1,35o rs. a lata.
Bolos francezes em cartoes e de diversas
qualidades a 64o rs. cada um.
Banha de porco verdadeira refinada a 4oo
rs. a libra e era barril a 38o rs.
nautas novas a I (5o rs. a libra.
Bolacbinhas inglezas ltimamente desembar-
cadas a lo rs. a libra e 2.000 rs. a bar-
tica.
Champagne das mareas mais superiores que
at hoje tem vindo ao nosso mercado a
t8,ooo rs. o gigo o l,8oo rs. a garrafa
intuir, e 800 rs. as meias.
ha usina o melhor que se pode desojar, e
que outro qualquer nao vende por menos
de 3.000 a 2,7oo rs. a libra.
dem petla de esp cial qualidnde a 2,6oo e
2,8oo rs. a libra, garante-se a qualidade
iTcatc illd.
dem liysson o melbor que possivel encon-
trar-so a 2,4oo e 2,6oo rs. a libra.
dem lo Rio era latas de 2, 4, 6 e 8 libras
a !.2ooe t,4oo rs. a libia
dem pelo muito tino a l.Goo rs. a libra.
(inoclate das melliores qualidades, franco/.,
hespanhol e suisso a l.ooo, l,2oo o l,4oo
rs. a libra.
Charutos do acreditado fabricante Jos Hur-
tado de Simas em caixas das seguin-
tes marcas: Pariziense*. Suspiros, ili-
cias, Napoleocs e Guanabaras a 2,3oo rs.,
e em caixas inteiras Trovadores a 3,ojo
rs. cada urna.
dem de outros muitos fabricantes e de dif-
f eren tes marcas para 1,5oo rs. as meias
caixas, de suspiros a l.Guo, 2,ooo e3,ooj
rs. as caixas inteiras.
Conservas inglezas a 800 rs. o frasco.
dem franceza a 5oo rs.
Cognac mglez das melliores marcas a
rs. a garrafa e lo.ooo rs. a duzia.
dem francez superior qualidade a 800 rs.
a garrafa e 9,ooo rs. a duzia.
Cominho c erva-doce a 4oo rs. a libra.
Cravo da India a 600 rs. a libra.
Canellaa l.ooo rs. a libra.
Copos finos para agua a ,ooo rs. a duzia, e
5oo rs. cada um.
Caf do Rio superior a 280 e 320 rs. a libra,
e 8,800 e ),5oo a arroba.
I)ce fino de goiaba aCoors. ocaixo.
Ki vilhas portuguezas ltimamente cliegadas
a 7oo rs. a lata.
dem ceceas a IGo rs. a libra.
dem ja descascadas a 2oo rs. a libra.
Parraba de araruta verdadeira a 320 rs. a
libra.
Figos em caixinhas muito bem enfettadas a
t.ooo rs. cada urna.
dem em l?las crmiticamenle lacradas a
l,5oo e 2,5oo rs. cada urna.
Wem em caixas de '/* arroba a 2,;>oo rs.
cada urna, e 2oo rs. a libra.
Graixa muito nova a ioo rs. a lata e 1,000
rs. a duzia.
Cenebra de Hollanda em frasqueiras com f 2
frascos por 6,000 rs. e 560 rs. o frasco
dem de laranja a 1,000 rs. os frascos gran-
des e li,ooo rs. a caixa com 12 frascos.
dem de Hollanda em botijas a 4oo rs. cada
urna.
dem em garrafes de 16 garrafas a 4,8oo
rs. com o garrafo.
lados a 2o rs. a libra.
Licores francezes de todas as qualidades a
800 e I.000 rs. as garrafas grandes.
Manteiga ingleza perfeitamente flor a 800
e 96o rs. a libra.
Wem franceza nova j deste anno a 600 rs.
a libra, e 58o rs. em barris inteiros.
Marmelada especial dos melhores fabricaa-
tes de Lisboa a 600 e 64o rs. a libra, ha
latas de diferentes tamaitos.
Massa de tomate em latas de 1 libra a 56o
rs. cada urna.
dem para soda estrellinha, pevidee rodiuha
em caixinhas sortidasa 3,000 3,5oo rs. cada
urna e 5oo rs. a libra,
dem macarrao, talharim ealetria a 4oo rs. a
libra.
do Crespo n. 7.
lucas porta-jaias.
Cofre de mnito gosto por 165000
Cestinbas transparentes, forradas de madre-
perola por 185000
Lindas jardineiras 105000
RUM cotr* com camapheu 105000
Lindas caixinhas cora podras brancas 105000
Lindo ualao com calunga deulro tambera
para joias 165000
Tarabalier para ditas
Cestinbas dem idem
Cosmorama idem dem t5000
l'ruazinha o000
S no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Os precos na fabrica e deposito sao os se-
guintes:
Cigarros de papel pardo ibiofo milheiro.
Ditos do 2a qualidade 2000
Ditos Garibaldis 35800 >
Ditos brancos em ch timbo 3800
Ditos depalhaSanta Rosa 65QOO >
Ditos de dita Faceiros 60000
Ditos de dita Baependy 6#000
Ditos de dita Suspiros
(especiaes 8MXK)
Fumo de Minas picado
em chumbo 800 rs. a libra.
Os senhores que quizerem fazer algum
pedido podero ver as qualidades no Bazar
6^}99 Pernambucano na ra larga do Rosario n.
30, aonde ha a renda e poderSo obter as
informaces precisas.
Rices porta-botiquetes de diversos gostes e pre
ros : s ne Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Riros siutos
com b>lcinhas ao lado a 10. i i e l.'>3, ditos sem >
bolea, |rm do mesmo gosto. a 2*800, 3*, 35300 ,
c 1,5. ricas flvelas avulsas para sintos, o melbor
rs. a Mostarda franceza preparada era frasco a 4oo 'iap se i'de encontrar, a 14500. as, 25500 e 3S :
rs. cada um so no ^'8''anle- rns f' Crespo n. 7.
M0II10 inglez era garrafiohas com rolhas de Oabazes mi aaaata.
vidro a 64o rs. cada urna. At que ebegaram as desejadas cestinhas ou ca-
MaiTisnuinlio verdadeiro do Zara a l.ooo rs. bazes P"? ul^i.!,3? SS55"! no braco- mais
a nrrifi lo non r^ a cai mm 1 m r,co lM)Sslvel> a *****> {*^- i 3, 7 e IOS : s
agarraid, i 0,000 r.-. a caixa com \ du- 0 Vigilante, rna do Crespn. 7.
za- i Peales
Noses muito novas a 16o rs a libra.
s a too rs a
Prezuoto de fiambre superior a 600 e 800
rs.
dem do Porto para panel a 5oo rs. a libra.
Passas novas a 48o rs. a libra.
Peixo em latas de difiranles qualidades co-
1111. savel, corvina, govas, pescadinha e
outros a 1,000 rs. a latas.
Palitos para denles a 1 lo e a IGo rs. o mas
80 dos melhores.
Patuco o mais novo o limpo a IGo rs, a li-
bra, e a i,5oo rs. a arroba.
Palitos do gaz a 2,loo rs. a grosa, e2oo rs.
a duzia, e 2o rs. a caixinha.
Queijos llamengos chegados nesle ultimo
vapor, i3.2oo
dem prato muito fresco a 800 e 9oo rs. a
libra,
dem suisso a melhor qualidade que at ho-
Ncslc arligo tem 11111 grande sortimento, tanto
para alisar como para atar cabello, o mais lindo
que se pode desejar. assim como de arrejacar ca-
bello, tanto de borradla como de tartaruga, com
enfeite e sem elle para meninas: s no Vigilante,
ra do Crespo n. 7.
lentes
Tamlnmi ebegaram ofc riquissimos pentes de
concha de tartaruga e de massa tina, que se vende
g. por 2, 3 e : s no Vigilante, ra do Crespo
numero 7.
Lcqaes.
Riquissimos leques de raadreperola, tanto para
senbora como para mocinlias, pelo barato preco de
12 c 14S : s no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
M -is leques.
Cora pequeo defeito. leques de sndalo, por ba-
rato preco, a 8S e IOS, chineze*, muito bonitos,
tambera por baralo preco de 4 e 5S, foentarallas
1,000
muilo bonitas tambera por barato preco de 4 e S,
leques de cha rao tambera por 4S, tudo isto para
acabar, perdendo-se talrer 80 OO : s no Vigilas-
lora viudo ao nosso mercado a 800 rs. te,ruado Crespo n. 7.
a libra. Pu'seiras.
dem londrino a 9oo IS. Lindas pulseiras de contas e de missanga, cores
Sal refinado em potes de vidro a 5oo rs, muito lindase de muito gosto a IS e 1S20.
maio a 900 rs. a libra e da
850 rs. a libra.
Hantelga franceza
da safra nova a 600 rs. alibra.
Amendoas
confeitadas de lindissimas cores a 800 rs. a
libra.
Traques
de n. 1 os mais superiores do mercado a H-s
a caixa e 220 rs. a carta,
Ameixas
em frascos de vidro com 3 libras liquido a
2r>400, muito propios para mimos.
Cartes
com bolos francezes a 500 rs. cada um.
Latas
com bolacbinhas de soda de todas as qua-
lidades a I300.
Chocolates
de todas as qualidades a I.simhj a libra.
Presuntos inglezes
dos melliores fabricantes a 800 rs.. tambem
temos velbos para 500 rs.
bart81" finos nb0 de s'*e mtm ^^ Queijos flamengos
'Escovas finas dito dito dito e raadreperola para -"llegados neste ultimo \a\m a 3200.
limpar denles. dem prato
Ditas ditas dito de raadreperola para limpar o melhor que se pode desejar a 1 ->000.
Genios de marOra para alisar e tirar piolhos. CollSCrVaS illglCZOS
(D'"0 com cbaP de nietal Para i'n>P",as mais novas que se pode esperar a 760 rs.
\J) I I I "*11 l'J?. m
Facas de marfim para papel. ''"
Itaspadeiras com molla e cabo de marfim.
Pastas pretas e coloridas para papis.
Lindas pretas lustrosas, a melhor que se pode
encontrar para machinas, era carreteis de 200
jardas.
Papel para rolhas. c rosas, tendo algum ra-
fa do.
Folhas avelludadas e de panno para dita.
Botdes de cornalina
e outras qualidades para eoletes
A Aguia branca acaba, de receber um novo e
RIJA DO KHPERADOR >. 40
Jante ao srbrade em que mar Sr. 0>berne,
Para a festa de Santo Antonio, S. Joao e 8. Pedro.
Iluarle Alnaelda dk ., receber ana de ana pmnrla eneonaanen-
da o anals lindo e variado sortimento de molhados. nronrlos
da presente estaeSo.
Manteiga ingleza Macas brancas
da safra nova vmda nesle vapor de 28 de para sopa a melhor qae so pode desejar,
macarrao, talharim e aleiria a 100 rs.
A Agnla branca na na do Uiei-
mado n. A receben :
Talagarca, seda frouxa, e froco para bordar.
Linhas e agulbas para crochet.
As afamadas agulbas parisiense, imperial e
Vietena.
Carteiras com agulhas de igual superioridade.
Agulheiros e dedaes de marfim e raadreperola.
Itetroz era carriteis.
Alfinetes brancos e pretos em caixinhas.
Tesouras finas de ac pollido para unhas e cos-
tura.
Caivetes com lima, e folln pequea para lim-
par unhas.
Para seijurar iiiaiiifuilos.
Tambem ebegaram as liguinhas estreilinhas de
borracha que as seuhoras lanto precisam para se-
curar os man;iiilos por ser muito commodo e mui-
to barato, a 320 o par: so no Vigilante, ra do
Crespo ii. 7.
Sapaliiibns t meias de seda.
1 Hiquissimos sapalinhos de seda e de merino en-
feiados, assim como meiaszinhas de seda, gorra-
zinhas c touquinhas para as criancinhas se bapti-
sarem : s no Vigilante, na do Crespo o. 7.
Canelas.
' Riquissimas carretas de raadreperola propria
Toucinit novo de Liiba a 2o e 32o rs. a Praqoatoaerpresealf, pelo Laratissimo pre^ode
libia. iWBOelp.
Tijolu para limpar facas a 13o rs. cada um. i >0lliuhas.
Vinlio em pipa Porto, Lisboa e Fiffoei das '. L!ndas,v911,linhasd('Per'Jlas falsas com cnuinhas
melhoim mar.AS a 3 .-.r, rJ <.ia fi"g|ndo bnlhantes. assim como cruzinbas avulsas
memores mauas a j.uoo rs a canada, e e voitiaaas. pelo barato preco de e 14200, as
)Uo is ;i garran. | cruzes avulsas a 400 rs. : 80 no Vigilante, ra do
dem do Porto Lisboa e Figueira de marcas Crespo n. 7.
cada um.
Ceneja das raolhoros marcas a 6,000 rs. a
duzia, o. 56o rs, a garrafa.
SmiIiii de LisItOa e Itault em ipiailose
meias jalas a 38oc58o rs. cada urna.
Sag muito novo o alvo a 2io rs. a libra.
Sevadinha do Franca 18o rs. a libra.
fevada ,i loo rs. a libra, o 2,8oo rs. a ar-
roba.
Traques de I.1 qualidade a 9,5oo rs. a cai-
xa, o o rs. a carta.
Figos
em libras e caixinhas ricamente douradas,
proprias para mimos a 900 e 1200.
Cha uxini
o melhor que se pode desejar, que outro
qualquer nao pode vender por menos de
30 a 25600.
dem perola
Idcm h\sson
o mais aromtico que tem vindo ao nosso
mercado a 2->G00.
Massas amarellas
para sopa, macarrao, talharim o aletrra a
480 rs. a libia.
tOCiV%C
muito afamado cognac Pal Brandy a l,8oo
rs. a garrafa e de outras muas qualida-
des a l.ooo e 8oo rs. a garrafa.
coros
lapidados para agua a 4,5oo e 5,ooo rs. a
menos condecidas a 4oo rs. a garrafa, f
2,8oo rs. a canada.
dem Colares especial viuho a Goo rs. a gar-
rafa.
IdemLavradio muito fresco nao levando eom-
composifo a 5Go rs. a garrafa, e 4,ooo
rs a caada.
dem branco do uva pura a 56o rs. a garra-
fa, o 4,3oo rs. a canada,
dem mais baixo a 4oo rs. a garrafa, a 3,ooo
rs. a canada.
Ilem Bordeaux em caixas de 12 garrafas das
marcas mais acreditadas a 6,5oo e 7,ooo
rs. a caixa.
dem muito especial que raras vezes vem ao
nosso mercado a l,2oo rs a garrafa, ga-
rante-se que por este mesmo preco d
prejuizo e s se encontra n'este arma-
zem.
dem do Porto em 'caixas com 12 garrafas
das seguintos marcas Lagrimas do Dou-
ro, uque do Porto. Genuino, Velho Par-
ticular. Malvasio fino, D. Pedro V, D.
Luiz I, Nctar e outros a 9,ooo e lo,ooo
rs. a caixae 9oo e l,ooo rs. a garrafa.
dem Muscatel superior a 1 ,ooo rs. a garra-
fa, e lo.uoo a caixa com 1 duzia.
Vinagre puro de Lisboa a 2oo a garrafa e
2.4oo rs. a canada.
Idemem garrafes com 6 garrafas a l.ooo
rs. com o garrafo.
Vassouras do Porto de arcos de ferro a 32o
rs. cada urna.
dem de escova para esfregar casa a 36o rs.
cada urna.
Velas de espermacete superiores a 56o rs.
a libra, o 52o em caixa.
dem do carnauba refinada e de composic^o
a 36o rs. a libra, e de 10,000 a 11 ,ooe rs.
a arroba.
GRANGEIASantiblennorrhagicas oe DUNAND
Ex-INT.oo HOSP. dos VENREOSkPARIS M PREMIO i654
Superior** toja xt prepara;O**, eonkecid** al hi csnlra u soorrkaaa r BI*uiorrhatiaa H mal* in!naj r*b*l*M.
lleno sej uro eprampio, wiu iiuwa, iim clicas, nara tramar. P*cis a turnar m asurado em tMp*.
Injecgo curativa e preservativa
nfalll**!,cor* e*n rapidez .-r: dom i eMorrini-r.to* conagiovn it imi,. < ,.... Flor* ranea. AeUtrir.(*nt*
isamica un umaioit. I.irtili a c. t.upii.nlo. o. preserva de 'IMWUB lleriito. I'AIUS. 5. n,e ** Marcht-St-Raor.
Deposito geral em Pernambuco ra da Cruz n. 22 emeasa de Caros & Barboza
- Na ra do Vigario n. H, escriptorio .le M. i.. AlaTodo da Rahi-t
Hamos e Silva A Genro^, tem nara voniler o 3e- "V Danta
uiDie para saceos de a.ssucar e roupa de escravo; tem
Golinhas.
Riquissimas golinhas p manguitos, o melhor gos-
to possivel, a 25, 25500 e 3*: s no Vigilante,
ra do Crespo n. 7.
F.nffites para sfnhera.
Riquissimos enfuiles com laco e sem laco e de
outros muitos gostos a 1, loOO e 3 : s no Vi-
gialnte, ra do Crespo n. 7.
Tranceln*.
Lindos traneclios de cabello para relogio ou lu-
netas, pelo haratissimo preco de lt*S00, ditos de
relroi a 200 rs.
Bahdinhos ntremeles.
Riquissimos babadinbos ntremelos com lindos
desenhos taitados a transparentes, pelo haratissimo
preco de l00, 1,8500. i& e 35 : s no Vigilante,
ra do Crespo n. 7.
Oseai riluas.
Grande.sortimento de cascarrilhas de diversas
larguras, assim como galfiozintio c trancinhas pro-
prias para enfeites : s no Vigilante, roa do Cres-
po n. 7.
Fitas.
Grande sortimento de filas de diversas larguras
e qualidade, por procos que aflmiram aos compra-
dores, havendo fitas largas proprias para sinteiros
que *e pode vender a 300 rs. a vara, e peca de 3
raras a 2$ : s no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
'las de ISa.
Fitas delaa de todas as qualidades, proprias para
debrum de vestido a 700 rs. a peca : s no Vigi-
lante, roa do Crespo n. 7.
Ricos espelnos.
Hiquissimos espelnos com moldura dourada e
sem ella de 85,10, li e 145, assim como esa co-
lumnas de diflerente tamaahos a 25, 3, 4, 5 e 65:
s no Vigilante, roa do Crespo n. 7.
Lindos Jarras e ligaras.
Riquissimos jarros e Mauras de porcelana fina
para enfeite de sala, sendo o melhor gosto que aqu
tem apparecido : s ao Vigilante.
ara pos de arroz.
Riquissimos vasos com'boneca para pos de ar-
roz, cousa de muito gosto a 15500 e 25, assim co-
mo pacotes s com os pos a 320 rs. cada um : s
no Viglante, ra do Crespo n, 7.
Perfumarlas.
Grande sortimento de extractos e banhas, poma-
das, assim como os lindos copos en vasos com dis-
tinctivos e offorecimentos s sinhazinhas, dos me-
lhores e mais afamados autores de Paris e Ingla-
terra, assim como os grandes copos de banha japo-
neza a 25 e a 15 ; assim como outros objectos que
nao possivel por hoje annunciar, e vista dos
fregueses se far todo negocio : na loja do Gallo
Vigilante, ra do Crespo n. 7.
variado sortimento daquullcs apreciados botos de especial qualidade a 2:)700 re. a
cornalina brancos e encarnados, chatos e redon-
dos para coleles, cujas ahumaduras eontinuam a
ser vendidas pelo commodo o inalteravel preco de
25 cada urna.
Alm desses recebeu tambem outros de madre-
perla, massa e osso, com difTerenfes moldes para
o mesmo lim.
J se v, pois, que o pretndeme munido do di.
nheiro achara sortimento i vontade na ra do
(jueimado loja d'Aguia branca n. 8.
sirnos m K. 1.1,1 < ii t
a I0OOO, 105OO e 805OO o par
na ra do Qucimado loja d'Aguia-Branca n. 8.
BAISIMOS E CAIXINHAS
com perfumarlas. 'a|nuauos para aguaba 4,ooo e o.ooo rs. a, LICORES
Xa ra doQueimado n. 8 loja d'Agua-ISraoca, os ; (luzia. e ^ e i,0 [* ca(la Olios do todas as qualidades, a lo.OOO a Caivi
freguezes munidos de dinheiro encontrarao, boni- PAPEL com lima duzia e a 1,000 a garrafa
los bausmnos cobertos de couro e com C frasqui- almaco, greve, peso e de outras umitas iiua- paccac
nbos de extractos por 15500 cada um, e ouiros idades ,,e 2 2oo, a i,5oo a resma do Rtt-
depapelao com 9 frasquinbos por 25(X)0
velha a 800 e
libra e 4$500 a caixa.
Vinho
Figueira J A A e outras multas marcas acre-
ditadas a 500 rs. a garrafa.
Ide t Lisboa
e de outras marcas a 400 rs. a garrafa, e
2r>800 a canada.
dem do Porto
generosos engarrafado des melhores fabri-
cantes da cidade do Porto a 15 e 1200
a garrafa e de 10* a m a caixa, as mar-
cas so as seguintes: Chamisso A Filho,
F. & M., Nctar ou vinho dos Deuzes.
lagrimas do Douro e outros muitos.
Lates
com 10 libras de banha a 4f5000.
Bolackinha ingleza
a 15800 a barrica da mesma que por ahi
venden, a 25000 e 25400.
Alpista e PaiiiQo
o mais novo do mercado a 140 rs. a libra,
e 45400 a arroba.
Nozes
!as mais novas do mercado a 120 rs.a libra.
Cervejas
dos melhores fabricantesje do todas as mar-
cas de 45500 a OviOO a duzia.
CGARl'TOS
Charutos Thom Pinto,. Res e outros em
meias caixinhas a 15500.
Arroz
do Maranhao a 100 rs. a libra, e da India
a 80 rs. a libra, e 25500 a 35000 a ar-
roba desses que vendem por 35400.
CAFK
de I.* e 2.a sortc do Uio de Janeiro a 8*500
e 85800 a arroba, e 280 a :iOO rs. a libra.
Ciarrafes
com 4 i garrafas com vinagre a lsOOOcom
o garrafo.
GENEBRA DE LAltA.NJA
verdadeira a 15000 o frasco, o do 115000
a caixa.
dem
em frasqueiras de Hollanda a 5si)0 com
12 frascos.
GKNKItRV
de Hollanda verdadeira em trasqneira a 6oo
rs. cada urna.
PALITOS
os verdadeiros palitos do gaz a 2,2oo a groza
e 2o rs. cada caixinha.
Ihor.
cobertoj
um; caixinhas com 6 frasquinhos de iiuos por
15000 urna, outras com 12 ditos por 25000 una, PAPEL
",2mA05! dii"'i' C"J*.coberlil Parece tartaruga, azul e pardo para embrulho de l,4oo a 2,2oo
rs. a resma.
Superior vinho do Porto em barris de 10.
dem dem idem em caixas.
lera de Lisboa em velas.
Ricos e elegantes pianos.
Balanzas decimaes.
Algodao da Bahia para saceos e roupa ie escravoj.
para vender Antonio Luiz de Otiveira Azevedo
C, no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Moviniento.
Naste novo armazem vende-se o verdadeiro vi-
Vende-su fumo muilo bom, chegado de Gara-
nhuns : na camboa do Carmo n 10, por prejo de
15000 rs. a libra._______________ ^
&irirra(gD
Salitre refinado, superior qualidade, vinho Bor-
deaux, diferentes qualidades, mais barato que em
qualquer parte : no armazem de E. Burle &
C., ra da Cruz n. 48.
Vende-se doce de caj, mangaba e limotan-
to seco como de cajda, e de outra qualquer qua-
i nr.o verde da provincia do Minho a 35800 a cana- i lidade
! 12, as:
t ncommendas e se enfeitam bandeijas.
. i """ '"*<- |muiuui uv m iihu dittowu iaua-1 nuaue na ra de Mathias Ferreira em Otinda n
de caixa!imaMl": TKaa^Raort n9'pe!enle dga l^rrara ^ ".: 0a ra da Cadeia do Reci-! 12, assim como se preparara bonitos doct
para
a 15-">00 cada urna, e outras com pastilbas de chei-
ro a 500, 15000 e 2-5000.
Cauiveles fines de cabo de uiadrepero-
la e (iHas folhas.
Por estarem tocados de ferrugem vendem-se a
500 rs. caivetes tinos rom cabo de raadreperola e
duas folhas : ua ra do Queimado. loja da aguia
branca n. 8.
Eovclopcs bordados e carines com bei-
ras dituradas.
Xa loja da aguia branca, ra do Queimado n. 8,
achavam-se venda bonitos envulopes bordados e
cartoes com beiras douradas. tendo de uns e de
outros, maiores e menores, proprios para partici-
paroes de casamentos, bailes ele.
Completo sortimento de Otas
Anas, liana elavradas.
A aguia branca recebeu um grande e completo
sortimento de fitas de diversas larguras e qualida-
des, tanto lisas como lavradas, e em todas ellas co-
ntiece-se a superioridade da fazenda. noiando-se
as lavradas o bom gosto dos novos e lindos dese-
nhos, isso tanto as matisadas como as brancas,
e pela eommodidade dos precos o pretndeme que
se dirigir munido de dinheiro ra do Queimado
loja da aguia branca n. 8, ser bem servido.
Capachos Inglezes.
Na loja da aguia branca, ra du Queimado n. 8
vendem-se bons capachos inglezes, os quaes alm
de bonitos sao de immensa duracao. pelo que se
tornam baratos pelos precos de 5, 55, 65 e 75 :
cada um.
Cartas francezas.
A aguia.branca, na ruado Queimado n. 8, rece-
beu ura novo sortimento de tilias cartas francezas
com beiras douradas e brancas, e as est venden-
do baratamente a dinheiro vista.
Objectos de phantasia vanos
para a agnla branca.
A aguia branca recebeu novos e bonitos objec-
tos de pbantasia, alguns dos quaes nunca vistos
aqui, sendo :
Bonitos aderecos completos feitos de perolas"falsas
Ditos ditos de pedras, por cuja perteicao e bom
gosto quasi se na distinguen! das verdadeiras.
Lindas pnlseiras de mosaico.
Dita dita de perolas falsas tanto para senhoras
como para meninas.
Dita de chapa de crystal com listas douradas.
Dita de cornalina branca, azul etc., etc.
Bonitos alrioetes e anneis para grvalas.
Bonitos pentes de concha, obra de apurado gosto.
Outros travs-sos com pedras para meninas.
Bellas gnarniedes de pentes acurados, ornados
comeaixosde uvas, feitos dealjufar, obra su-
blime.
Outras igualmente bellas, todas de fino dourado e
com pedras.
Outras a tartarngadas, nada inferior a aquella.
Voltinhas de aljfar branco e de cores com cruzes
de pedras.
Esses e outros mnitos objectos acham-se a venda
a roa do Queimado, loja da aguia branca, n. 8
Cormthias
passas corinthias muito novas proprias para
podim a 8oo rs. a libra.
Fume
o verdadeiro fumo americano em chapa a
1,4oo rs. a libra
Vinagre
PRR em ancorelas do 9 caadas a 15,ooo rs.
cada urna.
Cebollas
as mais novas do mercado a 7,ooo rs. a caixa
e 1 ,ooo rs. o molho.
as mais novas do mercado a O.ooo i s. a cai-
xa e 5oo rs a libra.
Marmelada
dos melhores fabricantes de Lisboa, como se-
jam Abreu o outros muitos a Goo rs. a
libra.
Pregunto
o verdadeiro prezunto de Lamego a 52o rs.
a libra.
ARROZ
Maranhao, Java e India, a loo rs. a libia e
de 3,000, a 3,2oo rs. a arroba.
VELAS
de espermacete de diversas marcas a 5Go rs.
a libra e em caixa ter abatimonto
VELAS
de carnauba em caixas de arroba a >,3oo c
caixa e 34o rs. a libra.
Os proprietarios do grande armazem o Verdadeiro Principal declaram aos seus
freguezes e amigos e ao publico em geral, que para facilitar a commodidade de todos es-
tipularan os mesmos precos nos seguintes lugares:
Unio e Commercio ra do Queimado n. 7
O Verdadeiro Principal ra do Imperador u. 40
RA DO QUEIMADO NUMERO 11
Loja t fazendas Augusto Frederico dos Santos Porto.
chapeos para senhoras.
Chegaram de Pars as mais lindas cbapelinas e chapeos de palha da Italia para senhoras.
Bicas capas e soutembarques de seda preta e casemira de cor para senhoras.
Cortes de superior morentique branco para vestidos de noivas.
Camisas inglezas muito superiores para homens, peitos, punhos e colarinhos de iinho.
Chapeos de seda para cabeca e chapeos de sol de seda inglezes.
Lencos de labyrinlho framozes a 15 cada um.
Camisas de menino muito superiores.
Cortes de lia de barra para vestidos de senhoras de 135 a 185.
A mesma loja tem o maior c mais superior sortimento de
Estetras para salas.
Neste estabeleci ment encontrarao os senhores que precisarem forrar suas
Mda e qualquer quantidade que desejarem de 4, 5 e 6 palmos de largura, sendo
superior e por mdico preco.
salas com estetras
a qualidade muit*
Veude-se urna parte do engenho S. Joao na
freguezia de Seriohaem, distante duas legoas da
estacao da Gamelleira : os preteudenles dirijam-
se ra do Caldeireiro n. 42, ou na estacao da
Trombeta, a fallar com Francisco de Assis Vascon-
celos, que se explicar o negocio, e as vantagens
?ue se offerece, nao deixarao os pretendeotes de
azer negocio.
Queijus do vapor
chegados hootem a 35, vinho Figueira a 440 rs. a
garrafa, canada a 35200, dito Lisboa a 360 e 25600-
gaz liquido a 480 a garrafa : no arnjtera da Es,
trella, largo do Paraizo n. 14.
m
FAZENDAS BARATAS
FAZENDAS BARATAS
HM ACABAR U SM Qa Ulffftfi)
Ricos vestidos brancos bordados a 105 e 125.
Baldes inglezes de arcos e croch a 35, 45 e o.
Camisinhas e manguitos muito bem enlejiados a ;.
Grande sortimento de laazinhas muito boas a 360 e 400 rs.
Soutembarques e capas de seda, merino e cambraia bordada.
Bramante de Iinho muito largo a 25.
Organdys e cassas francezas finas a 480 rs.
Cambraias lisas, fil de Iinho liso, cambraia de saipicos.
Lindos cortes de la Maria l'ia de 85 a 1S5.
Mimosos vestidos japonezes a 145
Variado sortimento de chales em qualidades c precos.
Mussehnas brancas com pinta de cor.
Grosdeoaples pretos de 15600, 15800 e 25.
Lencos de cambraia bordados a capricho a 15.
Madapoln barato a &S Vende-se mada polio bom e perfeito a 85800 a peca com 20 varas.
Todos estes artigos e outros muitos ?e vendem por precos que adrairam na ra Ao Cresno
numero 1.
Defronte do arco de Santo Antonio.



1M4
CL4RI1I
COHMERCI
RA BO QUEOfADO W. 45,
Passando o becco da Congregado segunda casa.
NOV1DADE.
Pereira Rocha 4 C acabam de abrir na ra do Queimado n. 45 um armazem de molhados denominado Clartm Commercial,
onde o respeiUvel publico encontrar sempre um completo sortimento dos melhores gneros que vem ao nosso mercado, os quae
aerao vendidos por precos muito resumidos como o respeiUvel publico ver pela tabella abaixo mencionada ; garante-se obom peso
e boa qualidade dos gneros comprados ueste armazem.
Arroz do Maranhao, da India e Java a 60, 80 Chouricas e paios muito novos a 800 rs. a
e 100 rs. a libra e I 800 a 20600 e U libra. .
a arroba. Cevadinha de Franca muito superior a 22U
Ameixas francezas em latas e em frascos a rs. a libra.
I(500 e I600 emfrascr s grandes a Cevada a 80 rs. a libra.
2,5500. I Ervilhas portuguezas a 640 rs. a lata,
dem em caixinhas elegantemente enfeitadas dem seccas muito novas a 200 rs. a libra,
no interior das caixas
cem ricas estampas
a 12,5000,1^400, 10600 e 20.
Amendoas com casca muito novas a 280 rs.
a libra.
Alpista a 160 rs. a libra e a 40600 a arroba.
Azeite doce francez muito no em garrafas
grandes a 960 rs. a garrafa,
dem de Lisboa a 640 rs. a garrafa.
Araruta verdadeira de matarana a 320 rs. a
libra.
ATels muito grandes e novas a 180 rs. a
libra.
Biscoutos inglezes de diversas marcas a
10300 ris.
Bolachinlias de soda, latas grandes, a 20 rs.
a lata.
Ditas inglezas muito novas a 30000 a barri-
quinha e a 200 rs. a libra.
Banba de porcor efnada a 440 rs. a libra e
eembarrila 410 rs.
Cha hysson, huchin e perola a 10600, ,
20500, 20800 e 30000 a libra,
dem preto muito superior a 20000 a libra.
Cerveja preta e branca, das melhores marcas
que vem ao mercado, a 500 rs. a garrafa
e 50800 aduzia.
Cognac inglez fino a 900 rs. a garrafa.
Conservas a 720 rs. o frasco,
dem, s de pepino, a 720 rs.
dem, s de azeitonas, a 750 rs.
Charutos dos melhores fabricantes da Babia
e especialmente da fabrica imperial de
Candido Ferreira Jorge da Costa, a 10800,
20000, 20200, 20500, 20800, 30000 e
30500 a caixa.
Caf do Rio muito superior a 280 e 320
rs. a libra e 80500 e 80800 rs. a arroba,
dem londrino chegado no ultimo vapor a
900 rs. a libra.
Cartes de bolinhos francezes muito novos e
muito bem enfeitados a 700 e 600 rs.
Palitos do gaz a 20200 rs. a grosa.
Passas muito novas a 480 rs. a libra
Peras seccas muito novas a 600 rs. a libra.
Painco a 200 rs. a libra.
Polvo secco muito novojt 400 rs. a libra.
Presuntos de Lamego em calda de azeite e
muito novo a 640rs.
Queijos flamengos do ultimo vapor a 30100
dem prato.
Sal refinado em frascas de vidro a 600 rs.
cada um.
Sardinhas de Nantes a 360 rs.
Sag muito alvo e novo a 260 rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra.
Figos de comadre e do Douro em caixinhas
de oito libras e canastrinhas de 1 arroba a
10800, 50500 e 280 rs. a libra.
Fariuha do Maranhao a 160 rs. a libra.
Farinha de trigo a 120 rs. a libra.
Genebra de Hollanda verdadeira marca YD
a 560 rs. o frasco e 60200 a frasqueira.
dem em garrafes de 3 e 5 gales a 50500 Tolos de limpar facas a 140 rs.
e 70500 cada um com o garrafSo. Vellas de carnauba pura a 360 rs. a libra.
Graixa a 100 rs. a lata e 10100 rs. a duria. dem stearinas muito superiores a 600 rs. a
Licores muito finos a 700 rs. a garrafa. libra,
dem, qualidade especial e garrafas muito Figos em caixinbas emticamente lacradas
grandes, a 10800rs. agarrafa. a 10600.
dem garrafas mais pequeas a 800 rs. Vinho do Porto engarrafado o melhor que
dem, garrafa forma de pera e rolha de vi-1 ha neste genero e de varias marcas.como
dro, a 10000 rs., s a garrafa vale o di-
nheiro.
Manteiga ingleza perfeitamente flor, desem-
barcada de pouco a 960 rs. a libra, e da
de segunda qualidade a 800 rs.
dem franceza muito nova a 640 rs. a libra,
dem de tempero a 400 rs.
Massa de tomates em barril a 480 rs. a libra,
dem em lata a 640 rs.
Marmelada imperial dos melhores couservei-
ros de Lisboa a 600 rs. a lata.
Marrasquinho de Zara, frascos grandes, a
800 rs.
dem regular a 500 rs.
Massas finas para sopa : estrellinha, pevide,
rodinhas e letrianhas a 600 rs. a libra e a
40 a caixinha com 12 libras.
Nozes muito novas a 160 rs. a libra.
Peixe em latas preparado pela primeira arte
de cozinha a 10 rs. a lata.
Palitos de dentes a 160 rs. o masso.
Palitos de dentes a 120 rs.
dem de flor a 200 rs.
Amendoas confeitadas a 900 rs. a libra.
Doce de goiaba em latas o melhor possivel a
20 e em caixo a 640 rs.
sejam: Velho de 1815, Duque do Porto,
Madeira, D. Pedro, D. Luiz 1, Maria Pia,
Bocage, Chamisso e outros a 800, 900 e
10000 a garrafa, e em caixa com urna du-
zia a 90000 e 100000.
dem em pipa, Porto, Lisboa e Figueira a
480, 500 e 560 rs. a garrafa e 30, 30500
e 40 a caada.
dem branco de Lisboa muito fino a 500 rs.
a garrafa,
dem de Bordeaux, Medoc e S. Julien a 700
e 800 rs. a garrafa, e 70000 e 70500 rs.
a duzia.
dem Morgaux eChateauluminide 1854, a 40
a garrafa.
dem moscatel a 800 rs. a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 200 rs, a garrafa e
10200 rs. a caada.
Kirsk garrafas muito grandes a 10800 rs.
Alm dos gneros cima mencionados te-
mos grande porco de outros que deixamos
de mencionar, e que tudo ser vendido por
pecas e carnadas, tanto em porces como
retamo.
Quem comprar de 1000000 para cima te-
r o abate de 5 por cento.
E
UNIO MERCANTIL
RA l)U %IIKIA DO IlIX 1 FE >. 53.
NOVO E
DE AEUAZmU DE MOLHADOS
RA DA CADEIA 1IO R.K1 IFE Y. 3.
Francisco Fernandes Doarte acaba de abrir na ra da Cadeia do Recifen. 53, um grande esortido armazem de molhados de-
nominado l'nie Mercantil. Neste grande armazem encontrar sempre o respeitavel publico um completo sortimeDto dos melhore.
ceneros que vem ao mercado, tanto esiraogeiros, como nacionaes, os quaes sero vendidos em porces ou a retalho por precos assi
gommodos.
Manteiga ingleza especialmente escolbida Vinagre de Lisboa a 200 rs. a garrafa e
de primeira qualidade a 800 rs. a libra, 10200 a caada.
em barril se faz abatimento. Azeite doce refinado em garrafas brancas a
Manteiga franceza a mais superior do mer- 800 rs.
cado a 560 rs. a libra, e 520 rs. embarril Azeite doce de Lisboa a 640 rs. a garrafa e
ou meio. 40800 a caada.
Prezuntes inglezes para fiambre, de superior Geneora de Hollanda a 500 rs. o frasco e
quaiidade, chegados neste ultimo vapor, a 50800 a frasqueira.
720 rs. a libra. Caixinhas com ameixas francezas, ornadas
Queijos flamengos chegados neste ultimo COm ricas eslampas na caixa exterior,
vapor a 20800. muito proprias para mimo, a 1020o, 10500
Queijo prato muito fresco e novo a 640 rs. | e 20.
a libra. j Frasco de vidro com tampa do mesmo, con-
Castanhas muito novas a 120 rs. a libra e tendo meia libra de ameixas francezas, a
e 30000 a arroba. 10200.
Sardinhas de Nantes a 340 rs. oquartoe 5611
rs. meia lata.
Latas com peixe em posta : savel, corvina,
vezogo, cherne, linguado, lagosinba, i
10300 rs.
SalmSo em latas, preparado pela nova arte
de cozinba, a 800 rs.
Macaa de tomtes em latas de 1 libra a 600
ris.
Chouricas e paios em Jalas de 8 e meia librs
por 70.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra t
80600 a arroba.
Bolaxinha ingleza a 320 rs a libra e 40 >
barrica.
veiros de Lisboa, em latas de 1 e meia a Cevadinha de Franca a 200 rs. a libra.
2 libras a 600 rs a libra. Far,nha do Maranhao a 120 rs. a libra.
Cha uxin o melhor que ha neste genero, Marmeiada imperial, dos melhores conser- ?a8I.m"it0, nvo a.24 a libr.a:
mandado vir de conta propria a 20800
rs. a libra.
Cha hvson muito superior a 20560 rs. a li-
bra ; cha hyson proprio para negocio a
10500 rs. a libra.
Cha preto muito superior a 20 a libra.
Biscoutos inglezes em latas com differentes
qualidades, como sejam craknel, victoria,
piquelez, soda, captain, seed, bornez e
outras muitas marcas a 10350.
Bolachinha de soda em latas grandes a 20.
Figos em caixinbas hermticamente lacra-
das, muito proprias para mimo a 10500.
Caixinhas de 4 e 8 libras de figos de coma-
dre a 10 e 20 cada urna.
Passas muito novas, chegadas neste ultimo
vapor a 50:> rs. a libra e 30 um quarto ;
e em caixa se faz abatimento.
Ameixas francezas em latas de meia a 3 li-
bras a 800 rs.
Champagne da marca mais superior que
Fructas em calda das melhores qualidades
que ha em Portugal em latas hermtica-
mente lacradas a 500 rs.
Peras seecas muito novas a 640 rs. a libra.
Nozes muito novas a 160 rs. a libra.
Amendoas de casa molle a 400 rs. a libra.
Avelas muito novas a 200 rs- a libra.
Amendoas confeitadas de diversas cores a
800 rs. a libra.
Macas e peras chegadas neste ultimo vapor,
muito perfeitas, s vista se faz o preco.
Conservas inglezas em frascos grandes a 750
rs. cada om.
Ervilhas francesas e portuguezas em latas de
{ libra a 640 rs.
Ervilhas seccas muito novas a 160 rs. a
libra.
Chocolate francez, oque ha de melhor neste
genero, a 10200 a libra.
tem vindo ao nosso mercado, a 180 o W choco|ate Wnbol a 10200 a libra,
carante-se a superior qualidade. ~ r \ __T._ .-
Vinho Bordeaux das melhores qualidades genebra de laranja em frascos grandes al,
que se pode desejar de 70500 a 80000 a Cerveja branca e prett dasmelbores marcas
aixaeWOaSOOrs.agarrafa. que ha no mercado a 500 ra. a garrafa e
Caixas com vinho do Porto superior de 90 sms{i. a ai'zia; _:L1. finA
a lOaduzia,el9OOal0agarrafii;deste Cognac infiel dosuperior qualidade a800
genero ha grande porco e de differentes | a garrafa.
marcas acreditadas que j se venderam Licores francezes das segomtes qualidades:
por 149 e 150 a caixa, como sejam: Duque
do Porto, Lagrimas do Douro, D. Luiz,
Cames, Madeira secco, Carcavellos, Nc-
tar de 1833, Duque Genuino.
Vinho de pipa: Porto, Figueira e Lisboa, a
400,480 e 560 rs. a garrafa, e 30, 302QO
e 30500 a caada.
Anizete de Bordeaux, Pfaisir des Dames
e de outras muitas marcas a 10 a garrafa
e 100 a caixa.
Marrasquino de Zara a 800 rs. a garrafa e
90 a duzia.
Mostarda ingleza em potes j preparada a
460 rs.
VdIkT branco de superior qualidade, vindo Mestarda ingiezt epo, em frascos grandes,
j engarrafado a 640 rs. a garrafa e a 500 i A rada i
rs. de barril.
a 10 cada um.
refinado a 500 rs. o pote.
Araruta verdadeira a 320 rs. a libra.
Cevada a 120 rs. a libra e 30 a arroba.
Alpista a 160 rs. a libra e 40800 a arroba-
Batatas muito novas em gigos com 40 libra
por 10500.
Cebollas a 10 o molbo com mais de 100 ca-
da um.
Caf lavado de primeira qualidade a 300 ra.
a libra e 90 a arroba.
Caf do Cear muito superior a 280 rs. a li-
bra e 80400 a arroba.
Caf do Rio, proprio para negocio, a 80.
Arroz do Maranhao a 100 rs. a libra e 20800
a arroba.
Arroz de Java a 80 rs.a libra e 29400 a
arroba.
Vellas de spermaceti a 560 rs. a libra e
540 rs. se for em caixa.
Vellas de carnauba refinada a 320 rs. o mas-
so e a 90 a arroba.
Doce de goiaba a 640 rs. o caixo.
MacarrSo, talharim e aletria a 480 rs. a li-
bra ; em caixa se faz abatimento.
EstreHinha*, pevide e arroz demassa para sop
a 600 rs. a libra e 30 a caixa com 6 libras.
Palitos de dente lixados com flor a 200 rs.
o masso, ditos lixados sem flor a 160 r
o masso com 20 massinbos.
Gomma de engommar muito fina a 80rs. a.
libra.
Banha de porco refinada a 480 rs. a libra e
400 rs. em barril pequeo.
Charutos dos melhores fabricantes de S. F-
lix, em caixas inleiras ou em meias, de
10600, 20 e 30.
Presuntos do reino, viudos de conta popru
de casa particular, a 400 rs. a libra; intei-
rosefazabatimeoto.
BJ .


wKh-
TARA BEM DE TODOS
FAZEI FAVOR DE LR ESTE ANNUNCIO
da economa domestica que se vai tratar.
O assumpto importante.
fiSCOBRIO-SE AFIVII,
O verdadeiro e principal armazem de molhados o do
BAL
IZA.
aUnguem eoutestara esta verdade.
A fama far correr esta noticia.
A poaterldade bemdlr o aome do Baliza.
Actualldade Batel palmas de contenta monto!
Sem mitras nem coreas para ornar fechada de seus annuncios, e as portas do edificio em que habita, o Baliza se
contenta em tomar o seu lugar de honra na vanguarda de todos os homens do progresso.
Sopre embora o maldito Clarn, oseo toque de retirada ;i marcho-mar che do desacreditado Progresso; arme a tenda
dos falsos apostlos da sincerdade m trato, da realidade na pratica dos negocios commerciaes. revele finalmente a sua
grande insobordinacio fingind tnlBsBHi os seus superiores, deixando-se ficar sentado, em vez de perfilar-se c fazera
continencia do estylo, porque o incanwwel Baliza sempre fiel ao sen juramento ter continuamente na melhor ordem lodo o
seutrem de guerra e no mais eonplecto movimento, o seu preslimo para bem servir, desde o mais simples camarada at
o mais alto general da primeira ctassedo exercito dos seus constantes freguezes.
Entremos na materia :
SENTIDO!
OKHEJI DO DA.
Desde a I.* publicado deste annuncio at segundo aviso Manoel Pedro de Mello, proprietario do grande armazem
do Baliza establecido ra do Lh-ramento ns. 38 e 38 A vender a todos os seus freguezes.
Cinco por cento menos
que qualquer dos seus amaveis collegas que por menos annunciar. Qualquer objecto que n3o chegue a contento dos se-
nhores compradores, pode ser devolvido ainda mesmo pelas pessoas que morarem no centro da provincia.
O dinheiro recebido pelo gener0 que nao agradar ser restituido sem consangimento algum.
Ilcclaraco importante.
falso o boato que tem feito espalhar o soldado soprador da ra do Queimado de que se acha o Baliza associado
ao armazem Unie Mercantil aberto a ra da Cadeia do bairro do Becife.
A liga entre os collegas um crime de lesa-povo.
E entre-tanto o Baliza ligueiro.
Ligueiro sim das ideas liberaes dos progresistas de todo o universo aos sentimento mais ntimos de seu coraco.
Deste modo de pensar ser Baliza eternamente conservador. i
caeo
MOVIMENTO
BAIRRO DO RECIFE, RA DA CADEIA N. 50
O mais novo e o melhor
AAM a/i:u DE n O li 11A nos
Esquina defronte da ra da Madre de Dos
Antonio da Silva Campos, successor do anligoNascimento defronte do becco Largo, bem co-
nhecido j nesta (iraca, araba de transferir o seu estabelecimento para a rasa cima indicada, onde
os sens benvolos amigos e fregoezes, bem como o respeiUvel publico em geral encontrarlo o mais
variado, escolhido e melhor soiiiniento de molhados, a par do aceio, elegancia e bom rgimen do esta-
belecimento.
O annuncianle, tendo feito urna completa reforma no tocante a rasa e gneros, possoindo bons
correspondentes na Europa para remessas de conta propria, acha-se convencido que merecer a pro-
teceo de todos os amigos do bom e barato, a qual desde j reclama, asseverando-lhes que jamis des-
merecer a confianca com que se dignarem de o honrar.
Em resumo, visite o respeiUvel publico o novo e superior armazem Movimento, compre-lhe al-
guns gneros, e entao Acara convencido da realidade do presente aviso, verificando por si mesmo que
nenhum outro estabelecimento o serve melhor que este, seja em cooimodidade de precos, agrado e
delicadeza, ou legalidade de pesos e medidas.
Finalmente, todas e quaesquer garantas que esubclecimentos idnticos teem offerecido aos
concurrentes, sero manlidas neste em grao maior.
__________________
Ossenbore que compraren de 400*000 para cima, terio o deacooto da 6 por cento, pelo proopto pagamento.
LIQUIDACO
ARMAZEM CONSERVATIVO
23Largo do Trco23.
Joaquim Simo dos Santos tendo de se retirar esl resolvido a liquidar e fazer urna grande
vantagem a quem seu armazem requenUr, e vender por menos do que outro qualquer annuncianle,
para isso tem um vanUjoso sortimento Unto neste armazem como fra e para melhor servir o publico
o annnnciante scienn'flca aos seus freguezes que tem frecuentado este estabelecimento que de
hora em diante terao a vantgem de K) a 10 por eento menos que comprarara era outra poca pelo
seu prompto pagamento.
Atteneao.
Caf do Rio de primeira e segunda sorte a 270 e' Dito em caixa da Baha dos melhores fabricantes
300 n. | de IJ500,2iO0 35 e 4$.
Arroz pilado a 80 e 100 rs. a libra e *400 e 351 Phosphoros do gaz vindo de conta groza 25300.
a arroba. [Manteiga franceza a 600 e640rs. a libra.
Milho alpista limpo a 170 rs. a libra e 15800 a DiU ingleza flor a 800 e 900 rs. a libra.
arroba. Biscoutos e bolachinhas de soda a 15300 e 25-
Toncinho de Santos e Lisboa a i&O e 280 rs. a libra. Vinheflo Porto agarrafado a 800 rs., garante-se a
Passas de carnada a 300 rs. a libra e 105 a caixa. [ suponer qualidade.
Azeite doce de Lisboa liao a 6iO rs. a garrafa e Dito em pipa Figueira das marcas mais bem co-
45800 a ranada.
Dito de carrapato a 320 rs. a garrafa e 35240 a
caada.
Massas para sopa aletria, macarrao e Ulbarim a
480 rs. a libra e 105 a caixa.
Chouricas as mais novas a 800 rs: a libra.
Charutos em macos e 30 a 65 'o milheiro e a
640 rs. o cento.
PLVORA.
Vndese em barrij por menos do que em outra ,
aaalnoer narte para fechar eonu : no armazem 1 qoartos, grande estribara, cochcira para 4 carros.
nhecidas'a 500 rs. a carrafa e caada 35800
e 35900. M
Dito le Lisboa especiaJ para tiegocio a SCO, 400 e
440 a garrafa e era caada faz-se abatimento.
Dito braneo proprio para missa a 640 e BOO a gar-
rafa e em caada a 65 e 35300.
Bolachinha americana a 200 rs. a libra e em bar-
rica ha grande abatimento._________
Sitio venda
Venda-s ou permutase por predios nesta cida-
de um dos melhores sitios dos Afflictos com excel-
tente casa de vivenda, constando de 7 salas.
1
Hhji ib Queimado n. 49 e 35 est
acabando a pechincha.
Pegas de bico cora 10 varas
a 200 rs,_______________-
At qne chegon
um grande sortimento de bico e renda preta de
novo modelo chamado (guipii) o melhor que se
pode desejar neste arligo e que se vende muito ba-
rato : na luja do gallo vigilante ra do Crespo
n. 7.
Cola da Baha.
Vndese no cscriptorio de Antonio de Almeida
Gomes, roa da Cruz n. 23, primeiro andar.
ESCBAVOS FGIDOS.
Fugio no dia Io do crreme o escravo Marli-
nho. com os signaes seguintes: altura regalar,
bastante fulo, rosto comprido, poura barba, e so-
mente na ponta do queixo, falla brando, levou ves-
tido palelot velho de alpaca de cordo preta, cha-
peo de palha, levou urna pequea trouxa de roopa,
natural da matriz da Varzea, porm ha tempos
que tinha sido vendido para um engenho da co-
marca de Santo Antao, o a pouco mais de tres me-
zes foi vendido nesta cidade pelo Sr. Jos Pairicio
de Moura Cazel da mesma comarca: roga-se a
quem o pegar, de o levar ra do Queimado n..
77, que ser bem recompensado.______________
F ugio
hontem 6 do corrente, da casa de seu senhor, o
cabra de nome Paulino, marcado de besfgas, bai-
xo, corpo regular, vistas baixas, sanio de manhaa.
levando comsigo camisa de riscado e caiga escura :
pede-se aos senhores capitaes de campo ou qual-
quer pessoa que o pegar, leva-lo ra do Crespo
n. 8, roja de Marcelino & C, que se gratificar.
ATTEN(A0
Acha-se fgido o escravo de nome Faustino, de
idade 40 annos, pouco mais ou menos, cor fula, at-
ura regular, grosso do corpo, bem espadando, bar-
bado, e j com alguns cabellos brancos na barba,
bracos e pernas grossas e basunte cabelladas, lan-
do as pernas arqueadas, porm nao muilo, enstu-
ma andar em sambas, e as vezes erobriaga-se bas-
unte por gosur muito de beber : portante roga
se as autoridades polieiaes desU e das provincias
limitrophes, que o facam apprebender e leva-lo a
Lgen senhor o major Antonio da Silva Gusmo, na
ra Imperial, assim como roga-se aos capitaes de
campo a apprehensao do dito escravo, que serao
bem gratificados.
AffssmA
da J. A. Moreira Dias, ma da Crux i.
roBH-ar as amostras.
16. onde en-
deas cacimbas de agna potavel, duas baixas de
eapim, innmeros arvoredos da fructo, e pasto
para 8 vaccas : quem o pretender, dirija-se a roa
do Queimado, loj de ferragens n. 33, que achara,
com qutm trator.
Borzeguins para senhoras a meninas a 15500,
sapato de marroquim com salto a 15 obras, fran-
cezas, sapatos de borracha a 640, Umancos a 400
rs., tanto para homem cmo para senhora: na roa
dos Quarteis n. 22 junto a loja de funileiro.
F&ijdo a 1
Vendem-se saceos com 22 cuias da feijao mulati
nbo e rajado
!fo dia 8 do corrente fugio do abalxo assignado
o preto de nome Antenio, com os signaes seguin-
tes : crioulo, de idade de 40 annos, altara regular,
desdenudo, barba feiu, nariz chato, pescoco cur-
to, um tanto inclinado para a frente, urna marca de
ferida no estomago, ps grossos, e as cosUs mar-
cas de chicote, tem cicatrizas as canelUs, em urna
das maos dos dedos nao os pode abrir, levou ves-
tido caiga parda, paletot preto j velho, camisa
branca, sendo urna de abertura bordada, e 2 pares
de caigas, urna branca e outra parda, 1 cobertor. -
I sendo meUde de estopa e a outra da algodao fei ,
na ra da Madre de Dos ns. i> e 9- encontrado na estrada do Pe es : roga-se as auto-
ridades polieiaes ou capitSes de campo de o appre-
bender e levar i rna da Imperatriz n. 80, que se-
ro recompensados.
Francisco Jos Goncalves da Silva.
ffW9 para orives.
Na ra larga do Rosario n. 24, leja de ourives,
vendem-se todos oa ferros e utencilios de oorives.


*
Diarlo ele P
Qnaria Mn 1* le Jaaho m !*.
LITTERATORA.
i o I morir.
Onero na fehre de amoroso enlevo
V leus ps d'alma as llores expargir ;
l'raa a urna reler-te as folhas brancas
1>o meu litro de amor epoi morir.
I:ber laogores nos leus olhos negros ;
A voz de un anjo em tua voz ouvir ;
I.' r u'um sorriso que o pudor collore
Wysterios da tua alma e poi morir.
D.zerte : Eu quero n'um momento doce
De teu amor a viia resumir ;
Presentir nesse instante a eternidade
Do sonhada ventura e poi morir.
Aonde estou o teu olhar me busca ;
De longe embora envias-mo um sorrir;
Se teu riso de amor um puro verbo,
0;i I deixa-me gzalo e poi" morir.
A vida sem amor fatiga o peito
A' alma entorpece estupido dormir.
Quero no anceio de gostosa angustia
SuTocar-me de amor e >oi mortr.
ViirroniANO Palhares.
Que o direito de ensinar a verdadeira rdigio
pertena ao papa e aos bispos, com exciusao do
poder leigo, um artigo de t, um dos pontos fun-
damenta** do dogma catholico. Nao M com ef-
feto aos leigos, mas aos apostlos e a seus sue-
cessores que Jess Christo dlsse : Omnis potettas
mihi data est... Euntes ergo docele... Qui non
creiident condemnabitur. Se aos bispos por direi-
to compete o ensino religioso, tem ellcs por isto o
mesmo direito exclusivo de escolber, ncinear, di-
rigir e demittir os catequistas, os pregadores e pro-
fesores de que elles se servem para ensinar a re-
ligio e as sciencias sagradas. Os theologos or-
thodoxos de todos os tempos e paizes a urna voz
proclamam este dogma, todos o eslabelecem ou o
presuppoem como um artigo de f.
De feito, desde o berco da egreja ale nossos das
as escolas clericaes e o ensino da scicncia sagrada
estveram constantemente sob a direcgo da auto-
ridade ccclesiastica, isto dos bispos e da Santa
S. Antes da creago das universidades a casa
dos bispos era o seminario onde os jovens levitas
formavam-se na sciencia sagrada, e preparavam-
se para as santas ordens.
Quando no seclo XII a universidade de Pars
se organisou foi em virtude e sob a dependencia
da autoridado e da santa s ; e todas as outras
universidades foram establecidas por aquelle mo-
delio e baseadas no mesmo principio fundamen-
tal. Verdade que para animar e obler funda-
piriio de nossas leis fundamntaos, eu contino a
sustentar Arme eonvccao de que, nos actos do
poder executivo, responde o ministerio, e, nos ac-
tos do poder moderador, ne- sponde, ninguem
perante a lei penal: de sorte que, ficando esta
vontade e aego irresponsavel perante os homens>
e s rcsponsavel perante Deus e perante a posteri-
dade, temos aqui tima porcao de monarclua pura
que, se casando com os outros dous elementos
(aristocracia e democracia), vem completar, no seio
de nossa constituigao, o systema exacto do gover-
nomixto no sentido proprio e genuino da pala-
vra. E nem podra ser deoutro modo; porque
desde o momento era que fosse riscado do nosso
evangelho poltico esse dogma consagrador de urna
dose de monarclua pura, poderiamos ter, e leria-
mos de fado, mais democracia, mais aristocracia,
Deixando, porm, de parte a pequea digresso mas deplorando sempre a revogagao do art. 143 da
que j se ia alongando ao correr da penoa, procu-
remos, de reflexao em reflexao, ir terminando a dadeiramente salvador; pois nao s tentava preve-
resposta provocada pela pergunta complexa delle-
nada no programma.
Em vista do que ftca dito, j se v que, por nos-
sa lei vigente, responde o conselho de estado s-
mente pelos mus conselhos dados ao poder mode-
rador ; mas hto tinha eu dito e repito -infeliz-
mente. Vejamos e argumentemos.
Em primeiro lugar os conselheiros de estado, d. ou ",onos rinclieirado, que fosse qualquer
saboreando a espectativa da impunidad), podem del""luenIe. oma que fosse prorada sna qoo-
sobrecarregar o chefe do poder execuiivo com '
urna chusma de conselhos eminentemente perigo- ,
sos, quer em relago aos negocios internos, quer ;'
em relago a negocios interoacionaes. Supponha- ,
constituicao, nico principio, em meu pensar, rar-
nir o da m no de todos os mus conselhos, como
puna este damno muito mais proporcionadamente,
quando elle ousasse dispertar no seio da soberana
nacional, fazendo desta proporcionalidade nmarede
impenelravel, onde nenhom delinqoente fosse
licito o mais brando verniz de impnnidade, por
mais ostensivo ou menos ostensivo, mais intrinchei-
mais responsabilidade, se quizerem ; finalmente moj mesm qB.e Cra m 8ua alta sabedona n5
tudo. menos u* mirlo, como quer nossa cons- ,pe.de,X* tmec"AMr "'^ por estas sinuosas per-
...-i._____.*. ... ..-?.,-. o!" fidias, eque todos os maus conselhos dados ao
tituicao essa irada iiiiia legitima do verdadeiro di- ,_ .,
mZTZ+tt-. p .;. 4eruaueir"' chefe supremo do poder execut vo ficaro perpe-
reito publico. E, assim convicto, nem me pode- .. .
ram abalar, talvez por fraqueza d minhacompre- ST? ^ SSSf"! T* Che'a"
hensao, as vastas Vxplicajoes expendidas Testa '" ""T pra,,camen, ^upponhamos isto.
questo-pelo dis.incto publicista olmSr pri- qUYV '-^ Cm f Pien,issim0 e
SZ. I IZ-b *. J5 1 ...-"?," -. prudentiss.mo principe, que, mercde Deus, rege
dente do conselho de ministros da actualidade, na
sua refutado immortal obra do profundo Sr.
visconde de Uruguay.
i os destinos do Brasil de hoje, alias urna realida-
1 questao dos seminarios no
Brasil.
O attentado inaudito e descommunal que o gover- g5es, doacoes e a proteccao do brago secular algu-
no transacto pretendeu realsar contra os sagrados mas vezes a santa s concedeu j aos principes, e
e inalienaveis direitos dos bispos do Brasil, concer- ja outras autoridades leigas urna certa intervengo
tientes aos seminarios, nao passou desapercebido na mesmo no que respeiuva ao rgimen dessas coc-
culta e civilizada Franga. Nao foi s aqui que o' poracoes encarregadas do ensine religioso ; mas o
decreto n. 3,073 de 22 de abril causou triste e do- jfoi somonte a titulo de prevtlegw, de delegaco, do
torosa iapresaie : a Franca, a catbolica Franga concesso livre, e nunca reconheceodo em ne-
acntiu comnosco o terrivel golpe que aquelle de- nhura leiK direito de introduzir-se por sua pro-
creto desfechou contra o> direitos do episcopado pria autoridade na direccao do ensino theologico,
de nao interrompida deste reinado bemdito; amda
assim. Em primeiro logar, este argumento prova
Lma vez, perm, que so de psssagem cabe aqni de mais. ^^ tambem sio facultIivos os mas
a discnssao da responsabilidade sobre os actos do conselhos dados ao poder moderador,- e nem por
augusto soberano brasileiro, cheguemos ao fundo iss9 a lei de 23 de novembro considerou que o ser
da questao presente, isto tratemos da raspn- facultativo fosse para estes mus conselhos um
bilidade inherente aos conselhos dirigidos ao mo- bMde ndemnidade, pois que, com razo, responsa-
brasileiro.
Varios bispos da Franca e de outros paizes feli-
citaran! aos do Brasil pela justa e digna resistencia
nem to pouco na escolha, instituido e demisso
dos professores.
Mais tarde o Concilio de Trento vendo a insuf-
que estes, firmados era seus direitos, oppozeram a ficiencia e os inconvenientes das universidades, se
exntela ja decrepito em corpo e em alma, pretendeu tornar \ cetou a ereccio, ou antes o restabetecimento dos
03 seminarios feitorias regalistas. Esse apoio cor- seminarios diocesanos. Mas nao ha nesses decre-
tal e fraternal dos bispos da Europa nao sem ,os netn nma>yllaba que n5o exprima, ou nao
sioificacao para as lulas futuras da egreja do Bra- suPPnha o poder dos bispos deorganisar e gover-
.!; e sem duvida seria um poderoso motivo para nar esses cstabelecimentos com plena independen-
os nossos bispos permanecerem firmes em suas m do Poder le'8- E sempre que o poder civil
pjsicoes, so elles para isto precisassem delle i,em 1uer'd metter a maonelles os bispos e a san-
Os luminosos e profundos escrip.os do sabio e Ia ^ra opposto suas reclamacoes, e feito ouvir
...... K o seunon possumus.
v,rtuoso bispo do Para sobre o mencionado decre-
10, e a adhesao publica de outros bispos s mesmas Para exeraPto disto citaremos Jos II, que por
1 las comidas naquelles escriptos habilitou a im. 5uas Pretencoes s cousas sagradas foi appellidado
urensa franceza a poder tratar da mesma questao. w sacm,So- Tentou o referido Jos II suppri-
K foi em consequencia distoque no primeiro jornal mir na Blgica os diversos seminarios diocesanos,
calholico da Franga Le Monde o erudito e profundo
canonista P. Bouix publicou um magnifico e longo
artigo com aquelle titulo supra inscripto.
NllB artigo a doutrina do mencionado decreto
Je ti de abril completamente tratada debaixo do
ponto de vista do direito e do justo, e d'ahi eviden-
temente resulla que aquelle decreto despoja os bis-
pos do direito que elles tem sobre os seminarios
que contraria ao dogma calholico, que os bispos
nao pedem reconhecer a competencia do poder lei-
go em taes materias, sera sabir da orthodoxia, e
que elles sao obrigados em consciencia a recusa-
rera o seu assenliraento a semelhante usurpagao.
Traduzindo e publicando esse doutrinal artigo,
para que nao fique desconhecido aos catholicos fiis
do Brasil, nao precisamos encarecer as habihtagoes
e autoridades do sabio P. Bouix em materias de
direito cannico, porque o seu nome conhecido na
Europa por seus vastos e profundos trabalnos so-
bre aquella sciencia, nao desconhecido no Brasil,
onde as suas obras sao muito apreciadas pelas pes-
oas que estudam as sciencias ccclesiasticas.
Recife, 14 dejunhode 1864.
J. S. S.
O imperio do Brasil tao importante e cheio de fu-
turo, um imperio catholico. Nascido do catholi-
cismo, sua infancia sob a forma colonial at 1808,
cresceu e desenvolreu-se pela influencia d > catho-
licismo ; e desde que oceupa um lugar entre as
mais bellas monarchias, a sua f catholica ficou
sendo de facto o principal elemento de sua vida
social.
Deus nos livre de asaignaiando um erro do go-
verno que actualmente dirige os destinos desse
paiz, pr em duvida a honradez de suas ntencScs,
a elevagao de suas vistas, e nem tao pouco os me-
Ihoramentos reaes, e os progressos verdaderamen-
te dignos deste nome que se tem realisado no Bra-
sil, ha meio seculo. Mas aps este justo tributo de
homenagem, ao qual tomaram parte de corago os
catholicos de todos os paizes, como podero deixar
de assustar-se chegando ae seu conhecimento ten-
tativas cuja rcalisagao trar para aquelle bello paiz
o flagello devastador das perseguigoes e do schis-
e substitui-los por um seminario geral organisado
de modo que a sua direccao quanto ao pessoal e ao
ensino dependesse mais de sua magestade e de
seus ministros, do que da autoridade dos bispos.
Estes, porm, declararam que nao podiam sem cri-
me obedecer, nem prestar-se a semelhantes pre-
tengoes de seu soberano, e o projecto do seminario
geral foi abandonado. (Vide os documentos no
Synodicon belgicvm t. 2, 3 e 4.)
Debalde se allegariam aqui alguns fados con
trarios de que nos dae exemplos Portugal e alguns
outros paizes, pelos;quaes se v o poder civil exer-
citando sobre os seminarios e ensino sagrado a
parte que nos lhe contestamos. Cumpre notar que
esses factos se tem dado sempre em pocas de per-
tubagwes e desavengas entre o poder leigo e a san-
ta s. E de que enlo os bispos e os soberanos
pontfices callaram-se, que concluir d'ahi seno a
impotencia de resistir ? A oppressao e a violencia
nao foram, nem jamis serao um direito. O silen-
cio do opprimido prova que elle soffre, e tolera,
mas nao prova sua adhesao. Se preteodem ter ti-
do nesse genero verdadeiros adherentes no episco-
pado, nomem-nos : augmentaran! as listas dos
traidores e nada mais.
Queira o Sr. ministro brasileiro reflectir, e ver
que se acha em presenga de um dogma inflexivel.
Nao depende dos bispos do Brasil abandonar seus
direitos sobre a direccao exclusiva dos semina-
rios ; estes direitos elles receberam-nos de Jess
Christo, e o acto pelo qual reconhecem a compe-
tencia do poder leigo Desta materia os constituira
fra da orthodoxia. A consciencia obriga-os a de-
sobedecer nisto, e a se deixarem antes immolar no
non possumus.
Por outro lado evidente que as supra mencio-
nadas pretengoes do governo brasileiro implicam
a absorpgao daquella inalicnavcl prerogativa dos
bispos, e tiram na dos mesmos bispos para da-la
ao poder civil. Bpgular o que respeita a escolha
e admisso dos professores, demitti-los independun-
temente dos bispos, examinar os textos das lices,
as.im como os regulamentos (sera duvida com a
fculdade de por o veto onde bem lhe parecer,) II-
xar o tempo e genero de estudos necessarios para
a recepgao das santas ordens, nao ser arrogar-se
ma 1 E com effeito traiam-se de medidas, como'um verdadeiro direito de direegao sobre os semi-
adiante veremos, a que os bispos do Brasil nao po- narios e sobre o ensino sagrado ? Nao ser atacar
dem adherir sem fallar aos seus mais sagrados de- O direito exclusivo dos bispos, usurpando-lhes a
maior parte do mesmo direito ? Debalde para en-
cubrir o vicio radical de seu projecto recorrer o
ministro brasileiro aos palliativos, as razftes de es-
tado, e a alguns tristes antecedentes da antiga me-
tropole, nada impedir que o projecto seja eviden-
temente inconciliavel com o dogma catholico. Per-
sistir nelle seria abrir no imperio do Brasil a era
das perseguigoes.
(Continuar-se-ha.)
veres.
Se sao exactas as informagoes que nos dao, alle-
ga-so ali para autorisar as mesmas medidas o exem-
plo da Franca, onde pretendem que a mesma legis-
lago se acha em vigor, com o assenliraento de
nosso episcopado. Como semelhante afflrmagao
pode illudir a populagao catholica do Brasil, cum-
pre demonstrar a sua falsidade ; e basta isto para
saber-se qual o motivo que nos fez pegar da
penna.
A mana das nsurpagoes sobre a autoridade ec-
clesjastica nao nova, anda por todas as partes, e
l(or isto nao nos admiramos de que no Brasil espi-
ritos elevados e de reconhecida probidade tenJiara
por sua vez sido affectados delta. Elles, porm,
tem assaz rectido e sagacidade para reconhecerem
a irregularidad de seu proceder desde que se en-
contraren) com os prmeiros obstculos : caso
para lembrar aquella advertencia dos litros santos :
Prudentis est mutare eoncilium.
Eis qnaes os direitos que o governo brasileiro,
segundo nos dizem, pretende arrogar-se sobre os
seminarios :
I. De regular a maneira de escolher os profes-
sores, o de impor para este flm aos bispos o con-
curso ;
2." De demittir os mesmos professores quando
Julgar conveniente, por um simples aviso ministe-
rial, e sem o consent ment do hispo ;
3.* De examinar os autores que servem de texto
s ligoes do seminario, assim como os regulamen-
tos, e obrigaraos bispos a apresentarem na secre-
taria do ministerio a hita dos autores admittidos e
urna copia do mesmo regula ment ;
4. Finalmente o governo annuncla nma prxi-
ma circular, pela qual regular quanto tempo de-
vem os estndantes passar no seminario, e que estu-
dos se devem exigir delles para a promogao s
santas ordens ; e para este fim elle pedin que os
kispos mandassem informagoes.
Confrontemos essas resolugoes do ministro bra-
sileiro, 1' com as exigencias do dogma catholico,
2a com a condico actnal dos seminarios de Fran-
ja, no qoe respeita ao direito de governa-los.
bilisou seus actores.
naveta.
Depois de ler e analysar pausadamente os arti
gos 142 e 143 de nossa constituigao, ninguem dei- Nao sera Por V6nlura uraa fon,e perennal irrita-
xar de afflrmar que o legislador consttuinte res- dora de susceptibilidades esirangeiras a repetgo
ponsabiiisou o conselho de estado, nao pelos constan|e d<> mntos conselhos dirigidos ao monar-
- seu animo para quo
paiz, provocando do
ra facilimo, vislo que o mu conselho de taes ou
verificado,
pelas actas existentes, no archivo da respectiva
seceo do conselho de estado.
Tenho concluido.
Recite, junhe de 184.
Clao Guerreiro de Castro.
Direito administrativo.
Em virtude do artigo 143 da constituicao,
combinado com o artigo 4. da lei de. 23
de novembro de 1841, sero o* conselhei-
ros de estado responsuveis, smente pelos
conselhos, que derem ao Imperador, nos
negocios relativos ao exercicio do poder
moderador, ou tambem no tocante ao po-
der executivo ?
A questao que surge no programma supra vem
provocar directa e terminantemente urna interpre-
tago exacta e definitiva do pensamento de nossas
leis em relagao responsabilidade que pesa sobre
o conselho de estado pelos conselhos perniciosos
que derem os seus membros ao soberano do Bra-
sil : e trata-se de saber, em ultima analyse, se o
conselho de estado tambem rcsponsavel quando
aconselhano Imperadorao chefe do poder exe
cutivo, ou se o smente quando, na pessoa do
monarcha, expde suas deliberagoes do orgao do
poder moderador.
A pergunta exarada no programma bastante
transparente para tazer coraprehender toda a ex-
tenso e limites do seu pensamento, lornando-se,
por consegrante, subentendida a declaracio de
qnena questio presente-n3o se trata de extre-
mar e esclarecer a responsabilidade qne sobreve-
nha dos actos -, por quanto, encerrada a questao
na zona das deliberagoes, nao se quer aqni respon-
sabelisar nem os actos do poder executivo nem os
actos do poder moderador. Trata-s, pois nica-
mente da responsabilidade inherente aos conselhos
dados pelo conselho do estado. Entretanto n5o se-
r, talvez, inconveniente observar, de passagem,
que, reflectindo maduramente sobre a letra e es-
conselho, relativos ao exercicio do poder modera-1 *an0 ,n,u" de ''
dor, como tambem por aquelles que tendera aodeclare auerraa ,al ou ,al
exercicio do poder executivo ; porque, tragando o 8overno desse m "raa specutiva ant.path.ca em
artigo 142 o quadro geral de todas aquellas fue- rJe,aao a nos V *ao ser4 Pr ventu,ra ama P"
goes, em que o conselho de estado aera aconselhar derosa caasa de desgd3,t0 ,a,er9 h saber nosso
*n imun^r i^ r Paiz 1ue n03so augusto monarcha e continua-
ao imperador, e indurado nestas fuaccoes nao so ...;.., .
as attribnigSes consagradas no artigo 101, isto men,e a*'adMfallo serapre por hypothese,
as attribuigdes do poder moderador, como tambem Para ar~ ar! enselhado digo, para suppri-
as funegoes de todos os negocios graves, e chegan-1 *"" ** al "*,,,t d,e ,'benWe1 pab,,ca/ "*"
,io An ,; ,,-, a pnmiodo tal ou tal mola da machina adrainis-
do, de mais a mais, a designar especialmente as ,-ativa 7
funegoes de medidas geraes da publica administra- i
gao, a deelaragao de guerra, os tratados de paz,! simP|es ,acl de cnear aos ouvidos populares
as transacgdes com os paizes estrangeros, func-! a noticia continua de que o rei vive respirando
coes estas que correm todas por coma do poder;nesla Perigosa athmosphera de mus conselhos tan-
execotivo; e, depois de todas estas funegoes do ,0 em reiaa0 ao 8overno Interno como para com
poder executivo franqueadas audiencia do con-;os Paizes ex,ernos> ao ser por certo a causa pe-
selho de estado pelo artigo 142, declarando logo o Irenne de ura sust0 continuo? Nao ser urna pedra
artigo 143, sem fazer excepcao alguma, declaran
do que o conselho de estado responsavel pelos
conselhos perigosos dados ao Imperador: de-
pois de todo o exposto, manifestamente claro, mes-
mo olhos ns, que a constituigao responsabilisou
ao conselho de estado, nao s pelos conselhos da-
dos ao poder moderador, como pelos que forem
dirigidos ao chefe do poder executivo.
Assim pens firmemente, a despeito de encon-
trar no Sr. conselheiro Pimenta Bueno uraa opi-
nio contraria minha. Na sua immortal obra de
direito constitucional este insigne publicista, di-
zendo que os conselheiros de estado respondem
smente pelos mus conselhos dados ao Impera-
dor, nos negocios relativos ao poder moderador,
cita cm apoio de sua assergo o artigo 4.* da lei
de 23 de novembro de 1841, e o artigo 143 da
constituigao, Ora, se elle citasse smente a lei de
23 du novembro, eu concordara plenamente com
essa base de sua opinio; mas a constituigao, essa
de modo nenhum pode se prestar ao seu pensa-
mento, isto ao limite da responsabilidade s-
mente quanto aos conselhos dados ao poder mode-
rador ; pois o silencio da constituigao em excep-
tuar da responsabilidade as funegoes do poder exe-
cutivo, isto os conselhos relativos a ellas, o
mesmo silencio em restringir a responsabilidade
applicando-a smente aos conselhos dados ao po-
der moderador, a redaegao do artigo respensabili-
sador (143) logo depois de ter fallado promiscua-
mente nos conselhos dirigidos aos dous poderes,
conselhos estes estabelecidos precisamenteno
artigo 142, sem que haja urna s virgula que des-
pene a idea de restringir a responsabilidade; tu-
do, tudo est mostrando, luz da evidencia, que
a nossa constituigao no seu artigo 143 abrange os
mus conselhos em relago a qualquer dos dous
poderes, moderador e executivo.
entretanto, se assim pens analysando estes dous
artigos constitucionaes, sou forgado a confessar
qne esta salutar disposigo j nao vigora entre nos
infelizmente. J nao vigora ; porque a sabia e
salvadora inslituigo do conselho de estado foi en-
tre nos abolida pelo vertiginoso acto addicional, e
s a lei de 23 de novembro de 1841, reconslruin-
do-a, deu-nos os seus benficos resultados, e fez
reapparecer a madureza das deliberagoes em todas
as questoes momentosas, que se prendera aos nos-
sos interesses mais vitaes, onde a cada Instante se
reconhece as immensas vantagens das prudeutes
refiexes, das quaes c o conselho de eslado o mais
luminoso foco.
A lei de 23 de novembro, porm, reparando os
estragos do acto addicional, nao fez resurgir toda
a doutrina da constituigao no que diz respeito ao
conselho de eslado; e, ento, sem fallar da audien-
cia obrigatoria pela constituigao, audiencia que fo
transformada era facultativa, ento, digo, estabele-
ceu positiva e claramente a lei de 23 de no-
vembro, que os conselheiros de estado s respon-
deran! pelos mus couselhos dados ao Imperador,
nos negocios relativos ao exercicio do poder mode-
rador (palavras do art. 4 da lei de 23 da no-
vembro.) De sorte que a constituigao, em todo ca-
so, foi modificada nesla parte, e, vista do direito
constituido, nao ha outro remedio seno aceitar a
lei de novembro como um mal, porm um mal me-
nor ; porque, se lhe negarmos, como lei ordinaria,
o poder de modificar a constituigao, e cora olla, a
responsabilidade do conselho de estado, teremos en-
to, de calir na vertigera do acto addicional, que
aboli todo o conselho do estado, e, por consegua-
te, toda a sua responsabilidade, quer executiva,
quer moderadora. Nao temos, pois, outro remedio
seno aceitar a lei de novembro, a qual, nao que-
rendo, ou antes, nao podendo destruir o mal intei-
ro, deu-lhe, com ludo, um corretivo bastante con-
solador. E, ames de mudar de rumo, seja-me per-
mittido lastimar aqui a mortfera brecha, que no
texu de nossa constituigao, fez a lei de 12 de agos-
to de 1834, chamada geralmente acto addicional ;
mortfera brecha, digo, porque, se, promovendo a
descentralisago administrativa, o acto addicional
foi to til e vanlajoso, que mereceu, as sabias
Memoria* do veneravel marquez de Santa Cruz o
insuspeito elogio de urna medida salvadora ; nem
por isso elle foi to impecavel, que, abolindo brus-
camente o conselho de estado, deixasse de aspirar
de escndalo sempre ameagando rolar no despenha-
deiro ? Nao far produzr continuamente um alar-
ma no seio do povo, creando no seu espirito previ-
soes sinistras, apprehensoes de terror pela idea do
recrutamento forgado, pelos estreraecimentos com-
merciaes, pelo receio de perder direitos adquiridos,
etc., etc., etc. ?!
Anda mais.
UM POUCO DE TUDO.
Traduzimos da Patrie :
Na manha de domingo, diz a jombardia de 2,
Mr. Carlos B... passeando no campo com o seu
cao de caga, ouviu uns gemidos, que partiam de
um canal que corre a pouca disiancia de Porta Vil-
lora.
Aproximando se do sitio de onde partiam os ge-
midos e guiado pelo seu cao, um triste espectculo
se offereceu aos seus olhos.
Urna graciosa e encantadora rapariga e um man-
cebo debatiam-se as aguas do canal: o mancebo
tentava salvar-se, querendo tambem salvar a joven,
que pareca decidida a morrer.
Mr. B... conseguiu, nao sem cusi, tirar d'agua>
primeiro o mancebo e depois a joven: estavam
atados pelos ps, ura ao outro, com um lengo de
seda.
A joven recuperou pouco a pouco os sentidos e
foi transportada para uraa casa prxima, onde se
lhe prodigalisarara soccorros.
O mancebo perlence a uraa familia distincta da
provincia de Brescia e a joven urna encantadora
modista de Milo.
Confessaram que tinham resolvido suicidar-se,
porque se oppunham ao seu casamento os paes do
mancebo.
Lord Brougham, n'um discurso sobre os impos-
tos da Inglaterra, proferido antes de ser noraeado
chanceller, enunciava da seguinte maneira os di-
versos imposlos inglezes.
Pagamos direitos de tudo quanto nos entra na
bocea, nos cobre o corpo, ou temos debaixo dos
ps.
Dir-se-ha que o maior perigo, que podem produ-
zr os mus conselhos, vem da execugo delles, e
que este perigo contrabalancado pela responsa-
bilidade ministerial que segu sempre a rcalisagao
do mu conselho ? Concordo pamente com a res-1 tacto, ao olphato, e ao paladar,
ponsabilidade ministerial, que sem duvida j um
grande obstculo aos perigos dos mus conselhos
realisaveis; mas, anda neste caso, se ha dous de-
linquentes ambos distinctos e visiveis (mu conse-
lheiro e mu ministro) porque nao haverao tam-
bem dous castigo?, cada um delles proporcional ao
respectivo delnqueme ? Se de plena justiga im-
pr um castigo ao brago executanle, porque se ha
de deixar impune a cabega planejadora?
Na esphera do direito penal corre at como
axioma scientifico a punigao severa de todos os
agentes, directos ou indirectos, que concorreram
para a existencia de um crime.
Alguns criminalistas, alias insuspeitos de qual-
quer tacha de exagerados, parecem mesmo, quan-
do comparara a criminalidade dos dous agentes,
carregar ura pouco a severidade mais contra o
conselheiro do crime do que contra o seu execu-
tor. Assim, por exemplo, Chauveau, na sua graude
obra, diz, com a madureza que lhe propria o se-
guinte : como estabelecer uraa regra absoluta para
punir sempre o homem que coocebeu ou combinou
o crime com urna pena inferior do agente que o
executou ? Nao ha tantas hypotheses, contina o
profundo criminalista, nao ha tantas hypotheses,
onde o inslingador mais culpado que o execu-
tor? Imaginae, z elle, um homem que manda
um menino armar-se com ura archote incendia-
rio; ouqueseduz cora dinheiro a um assassino
fgido das prisoes, para que faga um novo assassi-
nato; um pae que induz seu filho ao crime; um
velho, prosegue anda Chauveau, (e eis aqui o pon-
to de sua doutrina que muito refere* minha con-
viegao) tim velho que estimula as paixoes de um
moijo e o dirige como um instrumento dcil para o
crime. Basta, pois, conclue o grande escrlptor,
basta, pois, que urna e outra participando possa ser
alternativamente considerada mais grave para que
nao deva existir um diverso gru particular na
escola penal. E' nestes termos que o citado juris-
consulto repelle enrgicamente a doutrina daquelles
que pedem para os mus conselheiros, nao a impu-
nidade, como quiz o art. i1 da lei de 23 de setem-
bro em relago aos mus conselhos dirigidos ao
chefe supremo do poder executivo, nao a impnni-
dade, mas urna peua menor do que a pena imposta
ao executor 1
A r.'solugao e o facto material, diz anda Pere-
grino Rossi, sao os dous elementos constitutivos do
delicio. Porlanto, contina elle, todo o individuo
que d nascimento um ou outro destes dous ele-
mentos, contribu de urna man ira principle directa
para a existencia do deltcto, i a causa delle. Eis
aqui, pois, o pensamento de outro grande crimina-
lista em relago condemnago dos conselheiros
planeadores de qualquer delicio.
Ser-rae-hia bem fcil ir de autoridade em auto-
ridade mostrando a umformidade de todos os cri-
minalistas, que conhego, om relago a esta doutri-
na ; porm um tal estylo, alm de dar a este artigo
proporges excessivamente vastas, me transporta-
ra talvez (nsensivelmente da questao administrati-
vo, para a questao criminal, em que s de passa-
gem loco. Basta-me, pois, lembrar, o que bem
sabido por todos, que as tres grandes escolas cri-
minalistas (Kantista, Bentbamista e Eccletica) do
as maos em reclamar para o mu conselheiro urna
punigao, pelo menos egoal, punigao do mu
agente.
Concillamos.
Se nm conselho immoral e criminoso sempre
ama acgo culpara!, anda mesmo dirigido a qual-
quer pessoa, essa cnlpabilidade merece incontesta-
^ ramente, as honras de urna punigao, quando este
s honras de um cdigo da anarchia, nome com conselho dado a primeira persogem de om povo,
que foi chrismado pelo profundo jurisconsulto se- < ^ Ente qae tem nas raos a govemagio do paiz
nador Vasconcellos ento deputado ; e seu digno ntero; porque esse desrespeito e esse escndalo
relator, que teria mais urna rosa em sua grinalda tomam> neste caso> as grandes proporges de nma
poltica, sno art. 32 (successor do conselho de es- es5ogera, e collectiva feita ao paiz inteiro, na
tado) se irasse assignado vendi I pessoa do raonarcha.
Nao ha de nega-lo Nosso aeto addicional, per ,.,,..
mais saltador, por mais liberal, por mais sensato Por tado que se e considere, rto se lavar nunca, perante a ,ionavel historia-patria, do imperdoaral sacrilegio Jpolitico va deixar impune a maldadoso conselho de esta-
do haver degolado o conselho de estado, esse de- do 1e Procurasse impellir o chefe do poder exe-
cano pensador, esse luminoso gula nos vendavaes culiv0 PraUca de 1ual(>uer act0 malL
1 polticos. I E termino, finalmente, obedcenos lei vigente
Direitos de quanto agrada a vista, ao cuvido, ao
Direitos do que est na superficie da trra, den-
tro d'agua, ou debaixo da trra.
Direitos de tudo que nos vem de fra ou pro-
ducto do nosso paiz.
Direitos das materias brutas e do valor que lhes
d a industria do hornera.
Direitos dos mlhos que provocam o apetite do
homem, das drogas que lhe restituem a sade.
Direitos do arminho qne cobre o juz, e da corda
que estrangula o criminoso.
Direitos da prenda
do esquife.
do casamento, e dos pregOs
Na cama, a bordo d'ura navio, no nascente e no
poentc, temos de pagar direitos.
O rapaz de escola agoita a sua boneca tasada
com um chicote taxado.
O homem adulto dirige o seu cavallo taxado com
urna redea laxada, por urna estrada laxada.
Finalmente, o inglez agonisante, tomando ura re-
medio porque pagou 7 por 100, n'uma colher por
que pagou 15 por 100, torna-se a deilar n"uma ca
ma coberla com chita porque pagou 22 por 100:
faz o testamento cujo sello custa 8 libras sterlinas
e expira nos bracos de um boticario a quem pagou
100 libras para conferir-lhe o direito de o fazer
morrer.
As suas propiedades pagara o imposto de 20 a
10 por 100; exigem tambem direitos enormes para
enterra-lo no cemiterio; ura marraorelaxado trans
mitte a posteridade as suas virtudes, e s final
mente quando chega a reunir-se com os seus ante-
passados, deixa de pagar impostes.
Transcrevemos do Doze de Agosto a seguinte
poesa do Sr. F. Sorra.
visa o.
Sentada triste janella
Encostando a fronte mo,
Apenas vejo o seu vulto
Atravs da escurido :
E a mim mesmo entilo pergunto
Que pena ali n'essc instante
Essa encantada viso
De lio mgico semblante !
Ideas vagas ajunto,
E os segredos e mysterios
Procuro ancioso, anhelante,
Em vagos sonhos etherios
Saber nos magos imperios
D'quelle olhar penetrante!
Perdida a mente, delira,
Falta-lhe a luz da razo ;
Nem a brisa que suspira,
Nem a estrella qne fulgura
No cu, nesla noute escura.
Vem aliarme ao corago ;
Ao meigo brilho luzente
Os segredos pego em vao I
Subtil, a brisa, indolente,
Corre em mudez na amplido,
E ao brado que lhe arremesso
Em grata contemplacao,
Nem da noute solido
Deixa os chos repetir !
Ninguem ouve o que em vao pego
No meu discreto sentir,
Quando de tudo me esquego
Sem me esquecer de pedir 1
Vejo a viso entre sombras,
E de seus olhos a luz,
Nao deixa lr na sua alma
Se este amor que n'ella puz
Lhe accorda ardente desejo,
Que a sede do amor acalma
as impressoes de um s beijo !
Nem se o seu peito aquectdo
Da chamma q vivo larapejo
Que ha todo o meu ser nutrido I
.Nem voz intima, corlada,
N'esta anciedde opprimido,
Vem dizer-me o pensamento
Que a visan neste momento
Traz n'um xtasis enleada
N'aquella medilago I
De mim talvez qae a lembranca
No grato anceio da esp'ranca
Nem tenba no corago ?
Suas ideas d'agora,
Oh I quem m'as dra saber !
Dava tudo quem n'esfhora
Aqni m'as viesse di zar.
Veste empenho dominante.
N'aquella graga singela.
Padego e goso de a ver,
Sentada triste janella
Tendo entre as maos o semblante
Vae beijando a brisa a flor,
No cu vae fugindo a estrella,
E o que pensa n'este instante
Aquelle ser que revella
l'ra anjo do Creador
Ninguem m'o diz, era dir ;
E o seu alio pensamento.
Perfume de casta flor.
Sobe aos cus neste momento
E em Deus se concentrar.
Se lhe ardesse a fogo lento
O corago, como eu sinto
Na febre de intensa dr...
Pagar-me-hia em dogura
Os tragos do azdo absinlho /
Pelas ancias do amargor
Um sorriso, um s, nao mais...
Lina falla de ternura,
Por mil prantos, por mil ais 1
Se assim fosse, inteira a vida,
Do cu a gloria mais pura,
Por esse instante trocada,
Eu trocara promettida
Gloria de amor sonhada
E to d'alma apetecida *
Dar ura beijo nos seus labios
Onde tem o mel da flor,
Sorver n'elles a ventura
E perdido de loucura
A seus ps morrer d'araor.

Lc-se no Commero do Porto o que segu :
Calcula-se, diz um correspondente do Pharol de
la Loire, que um hornera falla, termo medio, tres
horas por da, o que da 100 palavras por minuto, 19
paginas em oitavopor hora,e 25voluraes por anno.
Este calculo nao se applica era s mulheres
nem aos advogados. que geralmente excedem o
terrao medio.

A galera real de armas de Turin recebeu lti-
mamente um vestuario completamente novo que
perteucia a um chefe de bandidos, que por mui-
to lempo infestou as provincias napolitanas.
Este vestuario muito plttoresco e adornado com
800 botes foi mandado para a galera das armas
pelo ministro da guerra.
Fallecen em Bruxellas, com 84 annos de edade,
Mad. Garca, viuva do famoso tenor Garca, e me
das celebres cantoras Malibran e Viardat.
Contava tambem entre os membros de sua fa-
milia os celebres violinistas Beriots, pae e filbo.
E' urna familia de illuslraces artsticas.
A ponte provisoria de Blackfriard, em Londres,
foi construida de madeira, mas de urna solidez
excessiva.
O que ha de nolavel nesta construego atrevida,
ter dous andares sobreposlos para as carruageos
e para a gente de p.
A nova ponte tem 900 ps de extenso, e os pas-
seos 9 de largura. A primeira pilla foi collocada a
11 de agosto de 1863, e a ponte concluiu-se em 8
mezes.

L-se n'uma correspondencia da cidade de Fiu-
rae, ao Wanderer de Vienna :
Representou-se a 23 de abril, no nosso theatro,
urna scena singular. O emprezario nao tinha di-
nheiro para pagar aos cantores, e estes nao que-
riam cantar sera que se lhes dsse uraa garanta
positiva de que seriara pagos.
A autoridade tomou o partido do emprezario, e
fez saber aos actores que se nao cediam de bom
grado, os mandara levar a forga para o palco. E'
o que effectivameute leve lugar em presenga de
urna grande multido.
A orchestra tocou a s\ mphonia, levaolou-se o
panno, e appareceu o tenor na scena mas noabriu
bocea.
O publico fez barulho, e cahu o panno, que logo
se tornou a levantar, apparecendo ento todo o pes-
soal da opera sobre a scena.
Um dos artistas expoz ao publico a injusliga de
que os actores eram victimas, e invocou o seu
apoio.
O publico pronunciou-se enrgicamente contra
o emprezario.
Os actores foram conduzidos para a cadeia, e sol-
tos algumas horas depois.
Annuncia-se urna nova exposigo de caes em
Londres. Ter lugar em Agricultural Hall, Isling-
ton de 28 de maie ao 1 de junho.
Ha mais de 1,000 de reserva que serlo distri-
buidas em grande numero de premios.
Os premiados podero escolher dinheiro ou pe-
gas de baixella de prata.

Pelo ministerio das Indias foi communcado ao-.
jornaes inglezes o seguinte despacho oIBcial :
O coronel Steward encarrega-me de participar
a sir Charles Wood, que o cabo desemuarcou em
Fooa 29 de margo, a sua junego linha turca foi
effectuada a 8 de abril. A linha telegraphica entre
Irak e a India est agora completa e funeciona per-
feitamente. As communicagoes entre Bussorak e
Kurrachee, fazem-se em cinco minutos. Dous va-
pores inglezes funecionam no rio Tigre, e espera-
se um terceiro de Kurrachee, para transportar a
correspondencia at ao acabamento da linha de
Irak. A linha ficar terminada em julho. >

A cidade de Georgetown, na Guyana iogleza, foi
no dia 3 de abril quasi destruida por nm incendio.
Mais de 300 casas, numerosos armazens e as
mercadonas que continham foram prezas das cham-
mas.
A valia-so a perda era nm milho de libras.
Nio se sabe anda o numero das victimas.
S a casa de Samuel Barbe cv C' perdeu 29,000
saccas de arroz, e urna casa americana 1,000 bar-
ricas de farinba.
No dia 7 do mesmo mez honra tambem um in-
cendio na cidade de Gonaves (Hait), que destruiu
cente e qnarenta e quatro estabelecimentos de eom-
mercio.
?
Calrulava-se a perda em 3 milhoes de duros.
BaNAMBUGO ti?, ti* M. F. F. FILHO


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