Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10386


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Full Text
AMO XL. HOMERO 130.
Ptr tres muta adiantadts SfOOO
Pr tres Mes veicidos 6$0U
Prte m etrt'f pr tres eies. 0750
*4t ik ffflMV ai

4f*nvt 9 tl'f
i.
OARTA FEIRA 8 DE JUMO DE 1864.
191000
V
Prte cfrti i+r tres ces. 730 jjj tt" Parte cwrei pr 3J000
DIARIO DE PERNAMBG0.
BNCARRBGAD03 DA SUBSCRiPCAO NO NORTE
pirahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima'
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty,
Sr. A. de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de
Oliveira; Maranhao, o Sr. Joaquim Marque3 Ro"
drigues; Para, os Srs. Manoei Pinbeiro di C; A-
aoazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
NCARREGADOS DA SUBSCRD7CAO NO SUL.
Alagas, o Sr. Claudino Falco Dias; Babia, o
rr. Jos Martins Alves ; Rio de Janeiro, os Srs. Pe-
ricra Martins & Gasparino.
PARTIDA DOS ESTAFETAS.
Olinda, Cabo e Escada todos os dias.
Iguarassu', oyanna e Parahyba as segundas e
sextas-feiras.
Santo Anto, Gravat, Bexerros, Bonito, Carnarn',
Altinho e Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, firejo, Pesqueira,
Ingazeira, Flores, Villa Bella, Tacaratu', Cabrob,
Boa Vista, Ouricury e Exu' as quartas feiras.
Serinhaem, Rio Formoso, Tamandar, Una, Barrei-
ros, Agua Preta e Pimenteiras as quintas feiras.
Ilha de Fernando todas as vezes que para ali unir
navio.
Todos os estafetas partem ao /i dia.
BPBBMEBIDBS DO MEZ DI JIMIO.
4 La nova as 9 h., 20 m. e SO s. da m.
12 Quarto cresc. as 9 h., 27 m. e 26 s. da m.
19 Lna chela as8h.f34m.e20s.dat.
26 Quarto ming. as 11 a., 53 m. e 3 s. da m.
PRKAMAR DE HOJB.
Primeira as 6 horas e 54 minutos da oaanha.
Segunda as 7 horas e 18 minutos da larde.
PARTIDA DOS VAPORES COSTKWOS.
^l Alagas a 5 e W; para o norte at
a aalu a ** e cadl1 mei> P* ,'erDando nos
* we mezes de jan. marc., roaio, jal, set enov.
PARTIDA DOS MNIBUS.
JJf Reeife i do Apipucos as 6 >/,, 7, 7 /& S e
. u n- de 0linda s 8 da m. e 6 da Urde; de
Jaboatio as 8 y, da m.; do Caxang e Vanea s 7
d** Bemfla s 8 da m.
k a u to,; '"* ? AP'P03 3 Va. *. V* V*
' -iz* .' e ** Uird*5; Para 01iIMl as 7 d>
maaHa 4/da tarde; para Jaboatao as 4 da tar-
da; graCachang Vanea as 4 >/ da tarde: para
Beinfcaasidatarde.
AUDIENCIA DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas quintas.
Belacao: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda: quinta as 10 horas.
Juio do commercio: segundas as 11 horas.
Dito da orphaos: tercas e sextas s 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados a 1 hora
da tarde
DIAS DA SEMANA.
6. Segunda. S. Norberto b.: S. Easlergio b
7. Terca. S. Boberto ab.; S. Licario dtac. m.
8. Quarta. S. Maximiano ab.; S. Gildardo b.
9. Quinta. S. Pelagia v.; S. Primo ra.
10. Sexta. S. Margarida r.; S. Getolio m.
11. Sabbado. S. Barnabap.; S. Flix m.
[11. Domingo. S. Joao de S. Facundo; S. Guido.
ASSIGNA-3K
io Reeife, em a vraria da praca da Independencia
ns. 6 e 8, dos proprietarios Manoei Figueiroa de
rana 4 Filho.
PARTE OFFICIAL
GOYERM DA PROVINCIA.
Expediente do dia 4 de junho de 1861.
i Mido ao brigadeiro commandante das armas.
Em vista do offlcio junto por copia, que me di-
rigi o inspector da thesouraria de fazenda em 25
de maio ultimo, sob n. 268, sirva-se V. Exc. de
maudar estranhar o procedimento que tiveram o
capitao Aurelio Joaquim Piulo e o alferes Joaquim
Jos Neves de Seixas, este por haver entregado e
aquelle recebido a quantia de 8:000000 que o
mesmo alferes receben naquella thesourana, para
ser entregue ao col lector de Flores.
Dito ao mesmo. Deferindo o incluso requer-
menlo do 2o cadete 2 sargento do 9* batalho de
infamara Germano Antonio Machado que pretende
escusa do servico por meio de substituicao, auto-
riso V. Exr. a mandar dar-lhe baixa, aceitando em
seu lugar o paisano Pedro Antonio Chaves, que es-
t as condicoes do decreto de 28 de setembro de
1859, segundo V. Exc. declarou em sua informa-
gao n. 1001 de 3 do correte.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Pode V. S. de conformidade cora a sua ioformacao
de hontero, sob n. 211, mandar pagar a divida de
exercicios Dados na importancia de 171 547 rs.,
de que devedor Joo Crrela Brasil, e provenien-
te de vencimientos de urna escolta de guardas oa-
cionaes que veio de Garanhuns conduiindo presos
dejustig, visto haver a assembla legislativa pro-
vincial marcado quota para esse fim.
Dflo ao mesmo. Autoriso V. S., nos termos de
sua informarn de hontem, sob n. 209, a mandar
entregar ao capitao do corpo do polica Miguel da
Fsaca jsoares e Silva, por conla da consignacao
do art. 15 da le do orgamento vigente a quantia
de 60J000 rs., a que lem direito como ajudante de
ordens tiesta presidencia, para a compra de um
cavallo e dos competentes arreios.
Dito ao commandante superior da guarda nacio-
nal do Reeife. Mande V. S. postar em frente da
igreja de S. Pedro desta cidade urna guarda de
honra de um dos corpos da guarda nacional sob
sen commando superior, no dia 6 do crreme s 8
e meia horas da manhaa, al'nn de assistir ao offlcio
solemne que tem a irmandade do mesmo santo de
celebrar pelo repouso eterno do Exm. hispo dioce-
sano D. Joao da Purificacao Marques Perdigao. fl-
cando V. S. na intelligencia de que, o director do
arsenal de guerra tem ordem para fornecer o car-
tnxame de mosquetaria sem balas para as descar-
gas do eslylo.Offlciou-se neste sentido ao predito
direelor.
Dito ao commandante do corpo de polica.Con-
trate V. S. para o servido do corpo sob seu cora-
iv.uni o paisano Vctor Pereira, visto que foi con-
siderado apto para isso em inspeccao de sade,
segundo consta do seu offlcio n. 259* de 3 do cr-
reme, a que respondo.
Dito ao director geral interino da instruccao pu-
blica.Remeti por copia Vmc. para seu conhe-
cimento e exeracio na parte que Ihe toca a lei
provincial n. 598 de 13 de maio ultimo, creando
uesta cidade urna escola normal.
Ditoao mesmo. Designo para compor a com-
missio de exame de qoe trata o oOicio de Vmc. de
2 do corrente, sob n. lOi, os professores Miguel
Archanjo Mindello, Gemniano Joaquim de Miranda
c a professora Digna de Santa Rosa.
Dito ao juiz de paz mais votado da freguezia do
Poco da Panella.Declarando-me o governo impe-
rial em aviso de 19 de maio prximo (indo, que nao
sao procedentes as razoes pelas quaes resolv an-
nuliar os trabalhos da junta de qualilicacao dessa
freguezia; assim o communice Vmc. para seu
conhecimentn e execucao.
Dito ao capitao de engenheiros Domingos Jos
RodriguesTendo de conformidade com o aviso
da repartieie da guerra de 12 de maio ultimo, no-
meado una commisso composta de Vmc. e dos
engenheiros Gervasio Rodrigues Campelle, e Jos
Tiburrio Pereira de Migalhes, para examinar o
barrado onde funeciona o laboratorio pyrotechni
co se susceplivel de concert e se ha inconveni-
encia em permanecer no isthmo de Olinda; apre-
sentando-me no primero raso o orgamento da obra
a fazer-se e. no segundo a planta e orgamento da
nova rasa une ha de substituir o referido barra-
cas; assim o communicoVmc. alim de que enten-
dendose com aquelles engenheiros trate de dar
principio a esse trabalho.-OHiciouse aos demais
engenheiros.
Portara.-O presidente da provincia, confor-
mando-so com a proposta do Dr. chefe de polica
n. 658, de 3 do corrente, resolve nomear Joaquim
Marques da Costa Soares, para o lugar vago de
subddelegado da freguezia de Muribeca. Commu-
nicou-se ao Dr. chefe de polica.
Dita.O presidente da provincia attendendo ao
que expoz inspector da thesouraria provincial
em offlcio de 2 do corrente, sob n. 206, resolve
abrir um crdito complementar na importancia de
1 ">:'-:>. aflm de que se possa effectuar o pagamento
das rnensalidades dos alumnos gratuitos Je meios
pensionistas do Gymnasio Provincial relativas ao
trimestre de abril junho deste anno. visto nao ser
para isso sufllciente a quantia de 1775 que anda
resta da respectiva consignago.Reraetteu-se por
copia thesouraria provincial.
Dita.O Sr. gerente da companha Pernambu-
cana mande transportar al o Rio Grande do Norte
no vapor Persinunga, em lugar de r destinado a
passageire de estado a Mara Teixeira Machado e a
seu filho Germano Antonio Machado.
Expediente do secretario do governo.
Offlcio Emilio Carlos Jordao. -S. Exc. o Sr.
presidente da provincia manda declarar Vmc.
em resposta ao seu offlcio de 16 de maio ultimo
que a remuneragao que pretende por excess de
obra feita no muro do agude de Cimbres ser to-
mada em C'nsiderago qando houver opportuni-
dade para serem apreciadas por pessoa profissio-
nal as allegag5es constantes do citado offlcio.
Dito a Jos Piretti Seve.Pela secretara do go-
verno se declara ao Sr. Jos Piretti Seve que de
conformidade com as ordens do Exm. Sr. presi-
dente da provincia deve quanto antes apresentar-
se na thesauraria provincial alim de exercer o em-
prego de 2o escripturario para que foi ltimamente
nomeado.
PERWAMBDCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Distarse proferido pelo depulado Francisco de
Araojo Barros na sesso de de abril sobre a
diario e forra policial.
O Sa. Arauo Barros : Senhor presidente,
agradeco aos nobres deputados que e^tavam com a
palavra, o obsequio que me fizeram, desistindo dal-
la para que uu hoje continuasse o discurso, que na
sessao antecedente fui obligado a interromper por
serem qtiasi seis horas da tarde, e ler cu de res-
ponder anda a varios tpicos do discurso do nobre
depulado o Sr. Cola Ribero, cuja ausencia hoje
lamento sinceramente. Era necessario alm disso
oceupar a atieocao da cmara com os discursos dos
Srs. Drs. Sabino e Cunha Teixeira, os quaes tam-
bem exhibirara as causas, por que negavam os
sutis votos ao projecto de ixagao de forga policial.
O Sr. Cosa Ribeiro, depois dos argumentos qoe
j apreciei na sessao anterior, oecupou-se larga-
mente com a eleigao de senador, sendo dessa elei-
gao que parece ter nascido e seu maior aggravo
contra o partido de que elle era membro e director.
Tenho necessidade, pois, de oceupar-me com es-
te assumpto.
O partido progressista, disse o nobre deputado,
prometleu nao dar chapa, e entretanto bateu-se
urna chapa em norne do mesmo partido.
Senhores, para poder-se apreciar bera a censura
do nobre deputado, vejamos o que a esse respeito
resolveu o directorio do mesmo partido.
Eis o que consta dos jornaes a esse respeito :
Considerando que mais de tres candidatos se
apresentam ao lugar vago de senador por esta pro-
vincia ; que nem um delles pertence decahida
oligarchia; e pelos seus servigos sao dignos de In-
clusao na lista trplice, que seria alm de dlOlcil,
contraria aos interesses do partido, qualquer gra-
duago do mrito relativo dos candidatos estabele-
cida por este directorio;
Considerando que a formagao de urna chapa
para eleigao de deputados no intuito de impedir o
tnumpho ento possivel de algum candidato adver-
so ao partido progressista, por nao se achar anda
constituido o corpo eleitoral acarretou censuras
que pdem degenerar em opposigo, faciltando
oligarchia a reassum|ico de lal on qual influencia
na actualidade ou em fuluro prximo;
Considerando que o corpo eleitoral, que vai ser
nomeado, dever ser composto em sua quasi tota-
lidade pelos mesmos cidados que contribuirn!
para a eleigao de deputados ; e que estes cidados
j derara prova de rara intelligencia e dedicago;
Considerando que nao parece presentemente
conveniente que em nome do directorio se ponha
limites lberdade dos eleitores, quando a leatda-
de e o criterio do corpo eleitoral se acham ja pro-
vados ;
Considerando Analmente que, se as circums-
tancias do partido e da provincia levarara o direc-
torio a designar todos os candidatos para a deputa-
go geral.e se o demasiado numero de candidatos
a deputago provincial o obrigou a propor escolha
do corpo eleitoral listas daquelles d'entre os quaes
lhe pareceu convir que recahisse a sua escolha,
nem urna razao milita actualmente em favor de
anloga decisao;
Resolueu:
1 O directorio nao julga actualmente indis-
pensavel recommeudar ao corpo eleitoral a inclu-
soou exclusao de candidato algum na lista tr-
plice.
2 O directorio recommenda s commissoes
parochiaes que, Unto quanto for possivel, os elei-
tores nomeados sejara os mesmos da precedente
eleigao, visto ser fundada nessa hypothese princi-
palmente a decisao que tomou de nao indicar can-
didatos ao corpo eleitoral, e bem assim que pelos
meios a seu alcance obstem a inclusoaa lista tr-
plice dos nomes dos candidatos que nao tennam
adherido ao partido progressista ;
< 3* O directorio chama toda a altengo das
commissSes parochias sobre a necessoade de reu-
nir todos os esforcos do partido progressista para
obter urna victoria tao esplendida, como a passada
sobre os oligarebas aioda acamellados na influen-
cia abnsiva das mesas parocluaes. >
Pelo que Dea exposto v-se claramente quaes os
motivos que tinha o partido progressista para de-
clarar na poca, em que teve lugar a sua resolu-
go, que nojulgava conveniente apresentar urna
chapa ; mas v-se tambera de um modo claro, e
muito terminante que elle nao excluia a hypothe-
se de apresentago de chapa, se isso fosse necessa-
rio.
Outra cousa n3o se pode inferir das seguales
palavras :
Io O directorio nao se julga actualmente in-
dispensavel recommendar ao corpo eleitoral a in-
clusiio de candidato algum na lista trpliceetc.
etc.
Mas o que est fra de toda a duvida que o
partido progressista declarara muito formalmente
que nao deveriam ser voiados por esse partido
aquelles, que nao tivessem adherido s suas ideas.
E isto o que muito expresso e terminante as
seguintes palavras : ebem assim que peloe meios
a seu alcance obstem incluso na lista trplice
dos nomes dos candidatos que nao tenham adherido
ao partido progressista.
O partido que tinha incontestavelmcnte o direito
de manter-se em frente de qualquer adversario,
cumpria um dever acouselhando aos seus amigos
que nao votassem em quem nao tivesse adherido s
suas ideas. (Apoiados.)
Seria urna inepcia inqualiflcavul aconselhar o
partido que seus amigos volassem em qualquer in-
dividuo, sem atlender aos principios, que este pro-
fessasse. (Apoiados.)
Sendo isso exacto, ou admittitla cmo corrente
semelhante doutrina, que explicagao pode ter o pro-
cedimento do nobre deputado, que se manifestou
contra aquella idea, admiltindo a de poderem os
votos do partido recahir em pessoas que nao tives-
sem adherido s ideas do mesmo partido?
Sendo o nobre depulado membro e direelor
desse partido s poda, em minha humilde opinio,
adoptar um dos seguintes expedientes : ou retirar-
se do partido, declarndose contra elle, e podendo
dirigir ou orientar, se estivesse em estado d'isso, a
opinio, como bem lhe parecesse, ou manter-so no
partido, sustentando as suas ideas, e hostilisando a
quem fosse hostil s raesmas. (Apoiadosdadircita.)
Ser director do partido, e admiltir que fossera vo-
tados por esse partido aquellos que machinavam a
sua ruina, cousa, que a minha razao nao compre-
hende. (Apoiados.)
I Su. ComU Tkixrira : E' que atravez desses
manifestagoes, elle via j a guerra de exterminio
ao Sr. Urbano.
O Sr. Ahaujo Barros :Se o Sr. Urbano se ti-
nha manifestado em favor das ideas do partido pro-
gressista, a mogao, a que me tenho referido, se
nao poda entender com sua pessoa, mas se procu-
rava a dissolugo desse partido, o nico procedi-
mento leal e nobre de quem fosse director do
mesmo era hostihsar o Sr. Urbano, ou dar im-
mediatamentc a sua demisso de director. (Apoia-
dos repelidos da direitaj
O Sr. Urbano no theatro de Santa Isabel, na reu-
nio popular ali havida as vesperas do dia 9 de
agosto, den a entender que preparava urna sciso
no seio do partido. Fra preciso ser demasiada-
mente miope em poltica para nao ver isso. Se o
partido, por tanto, tomava as suas cautelas contra
as suas aggressoes, eslava em seu perfeito direito.
(Apoiados.)
Um Sr. Dkputado :O proprio bem desse parti-
do aconselba/a aos membros de seu directorio a
nao procedr dessa forma.
O Sr. Araujo Bahros :Tenho opinio muito
contraria, e diRo que a nobreza de carcter, a leal-
dade poltica, a firmeza dos principios, ludo acon-
selhava que o partido nao abrigasse era seu seio
quem quer que se preparasse para dividi-lo no seu
interesse individual, ou para arruina-lo. (Apoia-
dos.)
O directorio do partido representara o povo, que
o elegeu em nome das ideas progressistas.
O Sr. Josk Naria :O que acho muito preten-
cioso dizer-se que o directorio desse partido re-
presentava o povo.
O Sn. Aravjo Barros : Se o directorio foi elei-
to, como foi, pelo povo chamado a comido, repre-
sentava-o, e representa-o sem duvida alguma.
O Sr. Cinha Teixeira : -Diga o povo do partido
progressista, e nao o povo.
O Sr. Arahjo Barbos :Como melhor parecer
ao nobre deputado.
Se o Sr. Urbano era progressista, nada lhe era
mais fcil do que declara-lo pela imprensa ; se o
nao era, e desejava acabar com o partido daquelle
nome formado sem o menor concurso de sua par- dos, aioguem o tirarla da lista. (Apoiados da es-
e, nada mais legitimo do que embaragar o seu querda, e nao apoiados da direita. reclamacoes.)
tnumpho, o qual seria em ultima palavra um FlMttnente isto acba-se julgado.
tnumpho contra todo o partido. (Apoiades.; A provincia respondeu a luta.a que a impcHrm,
x>ao comprehendo, Sr. presidente, repito-o mais de un modo que bstanle honra ao seu bom senso,
urna vez, o procedimento do Sr. Costa Ribeiro; e i$m experiencia do passado. (Muito bem, muito
comprehendo entretanto a conducta do Sr. Joao bem.>
Teixeira que sendo igualmente director do partido, Senhores, disse o nobre deputado qne tal foi o
e ouvindo a mogao de que fallei, declaroo, segon- desgaste da popolacao, quando se procedeu elei-
do me consta, qoe se abstinha de votar ou tomar gao de Santo Antonio, qne muilos poneos votantes
I parte na qneslao, porque naoqoena hostilisarami- coaipateeeraro para tomar parte namesma eleigao,
gos, com quem sempre eslivera, nem ser infiel ao e qaa o contrario disso havia-se observado n clei-
pacto de uniao celebrado na ra da Praia. gao de agosto.
O Sr. Cunha Teixeira :Seria bom ouvir o Sr. i E* Verdade que em novembro a concurrencia dos
Joao teixeira a respeito do alcance das palavras do votantes foi menor; mas a causa nao foi o desgos-
nobre deputado, por que, quanto a mim, dessas pa- to, de que falln o nobre deputado; mas primei-
layras ressumbra que alguma cousa havia de in-, ro: o tacto de nao haver Iota.
fiel da parte de uns dos membros do directorio pa- i Oaconservadores se tinham abstido do pleito em
ra com outros. toda a parte, e os amigos do nobre depulado anda-
u &r. arauo Barros :Mas, Sr. presidente, ram de pona em porta a pedir que, visto nao haver
nao e isso so o que eu nao comprehendo no nobre luta, deixassem os votantes de comparecer,
deputado ; oque mais me sorprende o proced- Todos eomprehendem qoe nenhum pedido era
memo do nobre deputado na commisso parochial mais fcil de satisfazer-se, (apoiados), e por outro
da rreguezia de Santo Antonio, commisso da qual lado aenhum empenho havia em contraria-lo.
era elle membro muito distincto. O 8a. Chha Teixbira :-Os fados protestara
u directorio havia recommendado as suas com- contra isso.
missoes, que tanto quanto fosse possivel o eleitora- O Sa. Araujo Baruos : -A eleigao cansa sempre
do para senador fosse o mesmo, que elegerao de- um incommodo; nao havendo lula, muitos votan-
pulados geraes. tes deixaro de comparecer por commodo, e outros
nobre depulado, a quera respondo, unindo-se a pedidos e rogativos de bem fcil xito. (Apoia-
a ouiros membros da commisso. com os quaes dos.)
achava-se identificado, procurou organisar um cor-
po eleitoral todo novo com o Ora de favorecer o
candidato, a quem quera proteger.
(Trocam-se repetidos apartes.)
O Sn. Araujo Barros :O directorio de um par-
tido o representa completamente; as suas recom-
mendagoes, portanto, deviam ser attendidas, como
de interesse do mesmo partido. (Apoiados.)
Um Su. Deputado :J tinha havido aiterago
nos Afogados, e o directorio nao se queixou.
LsiSr. Dkputao :Na Boa-Vista compareceram
600 otantes.
O Ba. Araujo Barros : (com irona) Isto j ser-
! ve para provar, que o desgosto nao foi geral, como
aqu aa disse.
Vm Sa. Diputado : A razao outra.
O Sa. Araujo Barros : Seria bom que se decla-
rasse qual foi essa razao. (O orador faz urna pe-
quena pausa.)
Bem I Passarei adianto, j que se oceulta essa
O Sr. Araujo Barros :A aiterago fetanos Af- razio.
fogados nao tinha significagao poltica; ninguera Porque fazia-se unto empenho para que poucos
reagio contra ella; sabia-se que o novo eleitorado fossetaos votantes, que comparecessem matriz?
mantinha as ideas do partido, e nao tinha por fim Ah Senhores, dir-vos-hei ?
a desmoralisagao do respectivo directorio. i a razao foi para se dizer que toda a populagao
Em Santo Antonio era essa a intencao prmci- se cohrio de luto, porque nao se fez em Santo An-
pal; quena-se um eleitorade, que votasse era certo tonio um eleitorado da affeico exclusiva do Sr.
candidato do peito da maioria dos membros da Dr. Urbano I
commisso, e qne deixasse ao mesmo lempo de vo- Quaria-se desse facto tirar, (quera o dissera an-
tar em dous membros importantes do partido, os. teg I) qoeria-se desse faci tirar um argumento para
quaes nao podiam deixar de ser candidatos. I pedir-aa aos poderes competentes a nullidade da
tu Sr. Deputado : O directorio nao ordenou, eleigao senatorial era toda a provincia II
recommendou que fosse conservado o mesmo elei- u* Sr. Dkputado : -Mas isso foi smente em
torado, tanto quanto fosse possivel, e esse tanto ou Santo Antonio I
quanto devia flear ao criterio da commisso. o*a. Araujo Barros :Nunca ouvi dizer que o
bR. Araujo Barros: Mas tanto ou quanto nao desgoitt (irnicamente) se irradiasse pela pro-
. quer dizer mundanga radical; se a lealdade politi- vincia.
\ ca vale alguma cousa, cumpro que a respeilemos, (Ha um aparte)
, e nao andemos a improvisar pretextos para rom- o Sa. Araujo Barros :-E' essa a opinio do no-
, per alliangas fetas com a maior publicidade, e a Dre deputado ? Pois basta isso para que eu a res-
bem do interesse geral. (Apoiados da direita.) pete. (Riso.)
(Trocam-se alguns apartes.) f Qunrlam a decretacao da nullidade da eleicao de
O Sr. Araujo Barros :Beuniosj a commisso senador aquelles, que clamam contra o senado por
para organisar a chapa dos eleitores da freguezia;. ter en pocas remotas rasgado duas vetes a caria
i esse irabalho loi pela maioria da coaunissao com- imperta!, que eseolhera dous senadores por esla
memao a varios do ecu> raembroe que linnam as provincia t
ideas da mesma maioria. | Como nao foi eleito o candidato amino. o sena.1,
Procurou-se saber previamente quem votara no : oatr'ora castcllo da uligarcma. devia hoje annullar
candidato do peito, e excluira a taes e taes outros, a eleigao de senador por esta provincia, s oorque
e aquelle que nao estivesse por isso, nao sena J 0 desgosto da freguezia de Santo Antonio irradiou-se
contemplado. por todas as parochias da provincia.
Aquelles que achavam inconvenite a recommen
daco feita pelo directorio para que os eleitores do
Ento o senado nao respeitara a cora, procura-
PS5S=^^^SSS
de alta conveniencia saber como teriam de votar
certos individuos, para, conforme as suas opinioes,
contmplalos ou Do na tista dos candidatos ao:
eleitorado I
Era assim que procedan) os homens que forain:
encarregados de organisar o eleitorado da fregu-'
zia de Santo Antonio.
O Sr. Ci.nh.v Teixeia:Quanto a isso nao sei.
O Sr. Ahaujo Barros :Sei-o eu de fonte insus-
peita. Se o cidado convidado dizia, por exempo,!
que nao podia deixar de votar no Sr. Dr. Feitosa,
era reppellido immediatamente Esse nao servia.
Sinlo, Sr. presidente, que nao se ache na casa o
nobre deputado, a quem respondo, porque desejava
Hoje o mesmo senado procedera muito bem, seria
digno de louvores, e merecedor das bengos de to-
dos os pernambucanos, se, attendendo ao desgosto |
patente da freguezia de Santo Antonio, decretasse
a nullidade da eleigao senatorial de dezembro I
Nao comprehendo essa poltica, Sr. presidente,
! porque ella tudo denota, menos afferro a certos
principios, sinceridade as censuras, criterio as
! apreciagoes.
( Trocam-se muilos apartes.)
Um Sr. Deputado : Quando as circunstancias
mudam. as convegoes devem mudar.
O Sr. Araujo Barros : Meus senhores, seja-
mos justos antes de ludo.
O Sn. Comba Teixeira : Eu sou justo, mas
,'"ngr'.r;!heSe,,qU-m Proceiassim' Porlava-se emendo que a eleo'de senador nao representa a
Srio 6 JaVa U Da desnioral,sar dl- verdadei?a expressao da provincia. ( Apdados da
(Trocam-se muitos apartes.)
esquerda.)
O Sn. Araujo Barros :Depois das pesquizas e, Slt- Araujo Barros
Um Sr. Deputado Para deputados provln-
ciaes?
O Sr. Araujo Barros : Eu hei de oceupar-me
com isso.
Um Sr. Deputado : > V. Exc. fez as suas cha-
pinnas na mesa.
O Sr. Araujo Barros : E' verdade, que fiz al-
guraas chapas, a pedido de amigos, quando eslava
fazendo a minha chapa na sachnstia da matriz.
Pediram-me isso, repito.amigos intimos.que nao qui-
zeram dar-se a esse trabalho: e entre essas chapas
I fiz urna para o Sr. Dr. Abilio, que m'o pedio, di-
zendo-se expressamente que infallivelmente inclois-
; se na chapa os nomes dos Srs. Drs. Sabino Olegario
e Mnntarroyos, circumstancia que menciono aqui
muito de proposito para que saiba quem tiver in-
teresse em sabe-lo que o Sr. Dr. Urbaao Sabino
Pessoa de Mello nao foi exacto, quando aflSangou
; ter visto o Sr. Dr. Abilio cabalar e faxar chapas
as eleigoes provincial e geral.
O Sr. Cunha Teixeira : O Sr. AbRio ba de
; ler a resposta.
' OSr. Araujo Barros : Com que ftm, Sr. pre-
sdente, interviria o chefe de polica ua eleigao pro-
vincial ?
Se o corpo eleitoral exprima um s pensamento
poltico, e o partido havia apresentado escolha
. dos seus amigos os candidatos, que lhe parecan)
dignos de merecer os seus suffragios....
Um Sr, Deputado : Em numero superior ao*
que tinham de ser eleilos.
O Sn. Araujo Barros : .___que interesse ha-
veria em tomar parte em um pleito, cojo resultado
nunca seria desvantajoso ao partido ?
(Trocam-se outros apartes.)
0 Sr. Araujo Barros :Nenhnm dos nomes,
em que se fallava para deputados provinciaes,
symbollsava guerra ao partido ; a eleicao provin-
cial nao era cousa de grande alcance; seria mesmo
indifferente, e at mesmo seria til que o partido
decahido tivesse aqui mais alguns orgaos de suas
idasj para que fim, portanto, appareCia essa inler-
vengo do chefe de polica 1
Senhores, queris urna prova evidente da lber-
dade da eleigao provincial ?
Langai as vistas por todas estas cadeiras, e ve-
ris nellas os Srs. Sabino Olegario, Gaspar Drum-
mond, Paula Baptsta, e Cnnha Teixeira, que, nao
sendo apresentados pelo partido, comtudo forara
elei tos.
Qual de nos, senhores, deve a sua eleicao in-
fluencia da polica ?
O Sr. Aquino Fonskca :Eu nao fui recommen-
dado pelo governo.
O Sr. Araujo Barros :Nenhum membro desta
casa o foi.
O Su. Cunha Teixeira :-A minha eleicao devo-
a independencia do corpo eleitoral do primero
districto.
Vozes :Como nos todos.
Sn Araujo Bagros :Eu podera examinar as
forgas de cada deputado nos distnctos que repre-
senta, e demonstrara al evidencia, que mera
declamacio quanto se diz de intervengo da polica
na eleigao provincial.
Um Sr. Deputado : A polica nterveo.
O Sr. AR*'''" D.ni\oa Por ora ouo vojo pi'OVa
aixuina, se que me permittem os nobres deputa-
dos nao considerar como tal as allcgages que aqui
se tem feito neste sentido.
Mas se a polica erapregou esforgos para fazer a
eleigao provincial a seu sabor, e nao o conseguio,
claro deve ser que o mesmo acontecera na eleigao
de senador. (Apoiados e nao apoiados.)
Assim,escolham os nobres deputados; ou a elei-
gao foi livre e correu por conta do partido em am-
bas as hypothese?, ou a polica nao interveio na
eleigao provincial, como dizem os nobres deputados
do primero districto. (Apoiados da direita.)
Um Su. Deputado : Na eleigao de senador tra-
tava-se de cousa mais importante.
O Sr. Araujo Barros : Por isso mesmo os es-
forgos dos que diziam ter vencido a eleicao provin-
cial, a despeito da supposta intervengo da polica,
deviam ser duplicados. (Apoiados). Alm de que
os vencedores de novembro deveriam entrar
na eleigao de senador com o prestigio de sua vic-
toria. '(Muito bem, muito bem.)
Entre os deputados do quioto districto oo vejo
um s, que oo leona no districto vastas e podero-
sas relagoes. (Apoiados.) Ninguom dir que os
seus representantes foram fetura da polica, ou do
governo. (Repetidos apoiados )
fallou o muito digno e Ilustrado Sr. Dr. Silvera de
Souza, (repetidos e numerosos apoiados), peco
cmara licenga para ler urna parte do discurso,
que a 8 de margo ultimo proferio na cmara dos
Srs. deputados o mesmo Sr. Dr. Silvera. (L) :
O Sr. Silvera de Soua :Quer a casa saber
quaes os delegados, que existam na provincia e
que existirn) durante toda a minha administra-
gao, e nao na vespera da eleigao smente ? Vou
ciur os nomes.
O delegado da capital era o nobre deputado o
Sr. Dr. Seuza Bandeira, o de Olinda era um irmlo
do Sr. Dr. Silvino, o de Iguarassu' era um irmo
ou primo do nobre deputado, o Sr. Dr. Luiz Felp
pe, o do Cabo era o juiz municipal Dr. Barcellar.
de Pao d'Alho, o Dr. Sraigdio, juiz municipal ; de
Nazareth, o Dr. Oliveira Andrade, dem ; do Li-
moeiro, o Sr. Claudino Corroa de Mello, prente
do Sr. Dr. Urbano ; da Escada, o Dr. Sergio de
Mattos; de lpojuca, o Sr. Tbeothonio Veira ; de
Serinhaem, o Sr. Rgudra ; de Barreiros, o Sr.
Joo Carlos de Meodonga Vasconcellos ; de Agua
Preta, o Sr. Miguel Alfonso Ferreira ; do Brejo, o
Dr. Hisbello, prente do Sr. Dr. Urbano, juiz mu-
nicipal ; de Garanhuns, o Sr. Vasconcellos, paran-
te e amigo do nobre deputado, o Sr. Dr. Godov ;
da Ingazeira, o Sr. Laurentino Callaca ; de Villa-
Bella, o Sr. Moraas, e depois o Sr. Dr. Estevo
Franga ; do Exu', o Sr. Roque Alencar ; de Ca-
brobo, o Dr. Gonzaga, juiz municipal, a de Boa-
Vista o Sr. Manoei Jacorae Bezerra de Carvalbo.
Ah esto, pois, era 31 termos, que tem a provincia,
19 delegados paisanos ; restara apenas 12, que
sao os nicos militares, e acerca dos quaes tenho
anda de fazer as seguintes reflexdes : o do Bonito
nao foi nomeado por mira, j o ache; o de Goan-
na, dem ; nos de Rio Formoso, Caruaru', S. Rento.
Papacaga, Buique e Tacaratu', j ache-os tambera,
smente os substitu por outros offlciaes, assim
como substitu por paisanos o de Ingazeira. que
era militar; de modo que, nomeados de novo por
mim foram apenas 4, os de Santo Antao, Cimbres.
Ouricury e Flores, e dispensado um ; de tudo isto
tenho aqui o documento.
Era vista do exposto, veem os nobres deputados
3ne a provincia nao achava-se millarisada, como
isse o nobre deputado, e que se o Sr. Dr. Urbano
nao entrou oa lista trplice, nao foi isto devido
militarisago da provincia, como se tem querido
dar a entender.
Se dos delegados passarmos aos subdelegados,
senhores, anda menor numero de militares encon-
traremos nesses cargos.
De todos os distridos de polica da provincia s
existiam subdelegados militares nos seguintes :
Olinda, Alaga de Baixo, Aguas-Bellas, Una, Li-
moeiro, Taquarlinga e Cabrob ; ao todo 8 t
Sendo 90 ou mais os dislrictos de subdelegados,
poder-se-ha dizer razoavelraente que a provincia
eslava sob a pressao dos subdelegados militares ?
Nao, senhores ; a causa da exclusao do Sr. Dr.
Urbano da lista trplice foi outra, e eu passo desde
j a occupar-me com ella.
Apenas chegou a esta provincia, da qual esteve
ausente por muitos anuos, e da qual parecia-se
ter esquecido por ter cessado de manter relagoes
COm OS mu.' Ijuiiicii-i pultio^, o Or. Dr. Urbaao foi
procurado e festejado por todos ; mas as pessoas,
que fojmarara o circulo da sua inlimidade foram
principalmente aquellas, que mais ou menos tinham
passado por amarga decepgo na organisago da
lista para deputados, ou por amigos dos mesmos,
ou por homens que estavam cheios de apragoes,
e que entendan) poderem estas ser satisteitas pelo
amigo, que reputavam de grande presumo.
Os dous membros do directorio incumbidos de
organisar a chapa dos deputados, cercaram-no
de considerages, c sem terem obrigago de faze-
lo, visto que para isso nao haviam sido autorisa-
dos pelo mesmo directorio; ouviram-no acerca da
organisago daquella chapa, c deram lhe as razoes.
por que tinham assentido na que foi apresentada
ao corpo eleitoral.
O Sr. Dr. Urbano entendeu que a lista nao era
completamente boa, segundo elle disse depois ;
mas s fez questo da inclusao nella do nome do
Sr. Dr. Felippe Lopes Netlo.
Eu pens que seria urna boa candidatura a do
Sr. Dr. Lopes etto ; mas elle nao so nao tinha
adherido s ideas do partido progressista, seno
como o hostilisava, recusando cntender-se com os
seus directores pnneipaes.
Pensando eu, como j disse,que a candidatura do
me dizem terem-se dado nessa reunio; mas sei
| que alguns membros da maioria da commisso ah
compareceram, e que se fallou ah em un arranjo.
Das depois urna commisso de 3 pessoas, da
i qual fazia parte o nosso distincto collega, o Sr. Dr.
Silva Ramos, procurou entender-se com a maioria
da commis>o parochial, e pedio-lhe apenas a in-
clusao de oto nomes sobre urna lista de 38, que'
tantos sao os eleitores da freguezia f Essa proposta
foi recusada sem grande embaraco.
O Sr. Cunha Teixeira :isso teve lugar quando
os que eram designados para eleitores ja tinham
sido convidados, j tinham dado suas quotas.
1 O Sr. Araujo Barros .A' vista de um procedi-
mento tao ensolito houve urna reuniao da minora
da commisso era casa do Sr. Dr. Ramos, e ah re-
sol veu-se pleitear a eleigao. A attitude firme, que
tomaram os homens, qoe eslavara frente dessa
idea fez recuar a maioria da commisso, e levou-a
a aceitar aquillo, que devia ter aceitado antes
daquelle passo.
Um Sn. Deputado :Quiz evitar um derrama-
; ment de sangue.
O Sr. Araujo Brrros :Esta idea devia ter-lhe
: actuado no animo, ha mais lempo, para que nao se
podesse dizer depois que s o receio de perder a
eleigao, obrigou-a a ser menos caprichosa.
No eleitorado da Ba-Vista houve urna ou outra
atlengao, e se bem que deixassem de ser contem-
plados para olelores os Srs. Nabor, Porto Carnero,
e Henrique do Reg Barros, que o haviam sido de
deputados. todava nada houve all que sorprehen-
' desse, embora dissessem alguns individuos que a
; aiterago havida na Boa-Vista foi favoravel ao can-
didato, deque tenho fallado.
Na freguezia do Pogo da Panella, procurou-se
1 taimem organisar um corpo eleitoral de feigao, e
s depois de muitos conselhos por parte dos ho-
i mens mais influentes do partido progressista os
quaes queriam paz a todo o custo, os membros da
respectiva commisso chegaram a nm accordo.
Tudo isto indicava que Pedro, que nada tinha
feito para crear e manter a sitoagao desejava uu-
fru-la com preferencia a Paulo, e Sempromo, que
tudo haviam feito por amor della.
Um Sk. Deputrdo :Pedro eslava com o apoto
da provincia, e se nao fosem os meios emprega-
Assim ser na oppi-
' invesligacoes necessarias, organisou-se uma'chapa,' aio do nobre deputado. que certamente nao repre-
e os cidados indicados para o eleitorado da fre- senta a opinio da maioria do corpo eleitoral da
guezia eram todos manifestamente boslis ao partido provincia. Entretanto o nobre deputado sena
i progressista, e eleigao dos homens, que mais pro- is J,lsl. se censurando o que o senado praticou
pugnavam por suas ideas. *m Wt< annullando as eleigoes de senador por
A minora da commisso sorprehendida pela or- es,a provincia, nao entendesse que elle procedera I
ganisago de semelhante chapa, pedio 2i horas Dem' se fizesse a mesma cousa em 1864, visto como
para pensar sobre a conveniencia de sua respecti- em ambas as pocas elle inutilisaria a assignalura
ra aceitago. Isto lhe foi recusado peremploria- imperial, e nao guardara o dscoro devido a coroa. i
mente. (Oh! oh!) I (Apoiados da direita.)
( Ha um aparte. )
Pois a verdade, senhores. Assim procedan) os i .. ... ...
amigos do nobre depulado a quem respondo. Sn- Araujo Barros : O nobre deputado dis-
A minora da commisso, desejando louvavel- s?"n"s 1ue e" <8i7 senao havia respeitado a decl-
nenle manter a forga moral do directorio, reunio-se;sao da coroa. como se devia re?peitar, e para tor-
, era casa do Sr. Joao Teixeira, alim de resolver se, n"- aggravo mais sensivel acrescentou que o Sr.
em vista de semelhante procedimento, deva-se ou marquez de Olinda, a quem o nobre deputado, re-
nao appollar da opinio da maioria da commisso monundo-se ao espirito daquella poca, e inspi-
para o directorio, e para a urna. (Muito bem.) rando se na linguagem do tempo qualinVou ae
Nao me occorrem bem as circunstancias, que cnefe da oligarchia, dissera naquella occasiao em
acinle a cora, que era preciso resistir ao re para
melhor servir ao mesmo rei.
Senhores, pensei que ja tinha rajado a poca de
se fazer juslga ao mais venerando dos nossos ho-
mens de Estado. (Apoiados.)
Ainda ha pouco no senado fez-se referencia a
essas palavras do Sr. marquez de Olinda, e todos
devem lembrar-se do que disse esse distincto bra-
sileiro.
Fazendo alluso a urna das mais brilhantes pa-
ginas da historia desta heroica provincia, o Sr.
marquez disse apenas que era preciso que o sena-
do fizesse respeitar os direilos dos descendentes
daquelles, que haviam resistido ao rei para melhor
servirem ao mesmo re.
Um Sr. Deputado : Besponda-lhe o Sr. D. Ma-
noei.
O Sn. Araujo Barros : As palavras do Sr.
marquez de Olinda nao encerravam portanto acin-
te algum cora, nem isso podia um s momento
pairar no espirito daquelle pernambucano Ilustre,
que, sempre teve como timbre e como um dos
mais bellos fiordes da sua gloria o respeito o mais
profundo autoridade imperial. (Muitos apoia-
dos. )
(Ha um aparte. )
0 Sr. Ahaujo Barros : Est claro; referia-se
sua patria, a Pernambuco, cujos oteresses re-
fervem-lhe sempre a corago patritico. (Apoia-
dos.)
Disso o nobre deputado, a quem respondo, que
o chefe de polica havia intervindo na attitude e
resolugo tomada pela minora da commisso pa-
rochial. Nada ha menos exacto.
Os negocios da commisso parochial de banto
Antonio corrern) por ronta evclusiva dos amigos
do Ilustrado Sr. Dr. Feitosa, cuja exclusao se pre-
tenda, e se desejava tanto como a do Sr. conse-
Iheiro Paes Barrete. (Apoiados.)
(Trocam-se muitos apartes.)
O Sr. Araujo Barros : Tambem declarou o
nobre deputado que aquelle digno magistrado ha-
via intervindo na eleicao provincial.
Senhores, a eleicao provincial foi librrima;
nem o chefe de polica, nem o presidente da pro-
vincia tiveram interesse nella; nenhuma parte to-
maram nessa eleigao.
No mesmo caso se acham os deputados do quar- Sr. Dr. Lopes etto seria boa, pergunto entretanto
to districto. (Apoiados.) I ao nobre deputado, o Sr. Cunha Teixa, se em seu
A mesma cousa digo eu em relago ao terceiro joroal declarou ou oo que a caodidatnra desse
districto. (Apoiados e nao apoiados.)
A eleigao desse districto corre por conta das in-
fluencias locaes exclusivamente ; e sem lberdade
de voto, nao teria explicagao a eleigao do Sr. Gas-
par de Grummond, que e creio que era, adver-
sario da actualidade. (Apoiados da direita.)
Um Sr. Deputado : A razo dessa eleicao
outra.
O Sr. Araujo Barros : Do segundo districto
apenas foi contestada nesta casa a legitimidade de
duas candidaturas. Poder-se-hia |dizer que eu nao
tinha nome nem relagoes no districto; mas seja ou
nao falta de modestia", posso declarar ao nobre de-
putado com bastante ufana e reconhecimento que
a minha candidatura foi aceita por todas as in-
fluencias do districto, cujo auxilio invoquei.
O Sr. Cunha Teixeirv : E eu acredito, nem o
puz em duvida.
O Su. Araujo Barros : Tenho ainda desigu-
alas dessas influencias cartas, que ser-rae-ho em
lodo o tempo grata recompensa aos fracos servigos
que tenho em poltica.
Quasi lodos os deputados do primero districto
acham-se em opposigo actualidade ; esses de-
claran) dever a sua eleigao independencia do
corpo eleitoral respectivo. (Apoiados da es-
querda.)
Como se pode dizer, pois, que a polida interveio
na eleigao provincial ?
Admittamos, por hypothese, que o Sr. Dr. Abilio
recommendasse duas ou tres candidaturas. Isto
podera, quando fosse exacto, autorisar a proposi-
go de que a polica interveio na eleigao provin-
cial ?
Concluo, por tanto, do que tenho expendido que
a dissidencia do nobre deputado, a quem respondo,
nao se justifica com a allegago de que a polica
interveio no pleito eleitoral de 15 de novembro.
Outro motivo da dissidencia do nobre deputado
foi a proposigao de que a provincia achava-se mi-
litarisada, sendo essa urna das causas, que contri-
buiram para que o Sr. Dr. Urbano fosse excluido
das lista trplice. .
Antes de entrar no exame dessa these, julgo in
dispensavel fazer ver cmara que os destaca-1
mentos.que existam em varios pontos da provincia,
quando se procedeu eleigao de senador, eram os \
mesmos que ah estavam, quando teve lugar a
eleigao de 9 de agosto, e 9 de setembro
A lgica, por tanto, exige que aquelles que ac-
cusam o governo de intervengo na eleigao de se-
nador por meio dos referidos destacamentos, ac-
cuscmn'o de inlervengao na de deputados pelo
mesmo motivo. (Apoiados)
Aquelles que assim nao procedem do-nos o di-
reito de pensar, que a derrota do Sr. Dr. Urbano
que os leva a commelter a incoherencia, que aca-
bo de assignalar. (Apoiados e uo apoiados.)
Agora perguntarei, senhores : Ser exacto, que
estivesse a provincia millarisada ao tempo, a que
referio-seo nobre deputado ? Existiam pelos diver-
sos termos da mesma os delegados militares, de
que fallou o nobre deputado t
Nao ; e porque nesse panto eu nao podera fallar
com a e\ctidao e co&heciraenlo de causa, cora que
cidado nao era sympathica ao partido liberal mi-
litante.
O Sr. Cunha Teixeira d um aparte, que nao
ou vimos.
O Sn. Araujo Barros : Mas ou nao exac-
to que o nobre deputado pronunciou-se contra a
candidatura do Sr. Lopes etto ?
O Su. Cunha Teixeira: Nao; mas foi isso
publicado pelo jornal; foi urna correspoodeucia da
corte.
O Sr. Araujo Barros : Nao sei do segredo
dessas corresponde acias; mas o nobre deputado
nao publcou a correspondencia, de que trata, com
reflexoes, que dessem a entender que a repro-
vava.
(Ha outro aparte.)
O que verdade que quando o Sr. Dr. Lopes
etto apresentou-se candidato, o partido liberal,
e direi mesmo que as pessoas, que viviam na
maior inlimidade com o Sr. Dr. Urbano, nao a-
chavam accitavel a sua candidatura
Um Sr. Deputado : Era opinio geral.
O Sr. Araujo Babros : Nao venham dizer-
nos, por tanto, que os odios antgos, os ressenti-
mentos de outr'ora foram a causa da nao inclu-
sao do Sr. Dr. Nelto na lista dos deputados.
Se eram injustos para com o Sr. Lopes Netto,
carreguem com a responsabilidade do acto, e nao
o lancem a culpa dos seus adversarios.
(Trocam-se partes.)
Antes de apresentar, e erapenhar-se pela can-
didatura do Sr. Dr. Nelto, o Sr. Urbano eotendeu-
se com o Sr, major Bellarmino do Reg Barros,
filho de urna das influencias conservadoras de Goi-
anna, e s depois de ouvir as suas palavras sobre
a altitude dos nimos em Goianna, e que resolveu-
se a dar batalha era favor do Sr. Dr. etto.
O Sr. Diodoro : Quera vjo isto ?
O Sr. Araujo Barros : Nao ha nesta cidade
quem nao saiba deste facto, e creio que o proprio
nobre deputado nao o ignora
O Sr. Deodoro : Eu ignoro. O Sr. Urbano
fez questo para ser incluido o Sr. etto ; logo
que chegou aqui manifestou-se contra a chapa.
O Sit Silva Ramos : Aoude est o protesto f
O Sr. Diodoro : Mauifestou-se verbalmenle.
O Sr. Araujo Barros : Mas, quando se lhe
perguntou se reagia contra a chapa, de que fazia
parle, nada disse.
(Trocam-se diversos apartes.)
Senhores, eu nao discuto estas questdes seno
cora viva repugnancia: mas j que tocaram nella,
nao tenho remedio seno dizer a verdade toda in-
teira. Aprouvera a Dos, qoe eu podesse pres-
cindir de questes pessoaes, mas vejo que tona a
nossa divergencia motivada por interesses do Sr.
Urbaao. (Apoiados, e nao apoiados. Reclamacoes da
esquerda.)
O Sr. Cunha Teixeira : Pela miuha parte
protesto contra isto, porque antes delle Chegar
aqui, j me manilestava contra a situago.
(Trocam-se outros apartes.)
Meus amigos, nos nao estamos mais nos lempos,
em ma iao-se arrancar os ama Pamptlios da
'


Marte ie
Qnarte felra 9 t junho ie isa.

3
locura e tranquilidtidc do lar domestico para se
llics etitregar a gvsio das cousas publica*.
A sociedade de hoje una ; os costumes, as
ideas sao differentes ; as que trabalho, e collo-
cam-se i frente dos perlgos san as qiM devem ser
attendidas, e procuradas.
O Sn. Jos Mara : E alguus filhotes.
o Su. Aiiaujo Bunios : -Oque, como Bpinie-
Bids, se deiun a dorr, quando a socledado
marcha, que se queheom de si, quando nao sao
contemplados.
A epiniao rcvolta-se quando v que os horneas
activos e dedicados sao preteridos para seren at-
tendidos e approveitados os que, na hora do peri-
go se collocam em observaran, e apparecam nos
lempos de babanca, reclamando todos os sjosos
reunidos.
O Sr. Dr. Figueiredo homem reronhecido como
Ilustrado, 0 no remanco do seu gabinete tem feito
serios estudos sobre as nossas cousas, sendo urna
deltas a regenerarlo da nossa agricultura por neto
de cotonas de capucbinbos (riso); mas pes-
soas bera informadas disseram-me que elle, sen-
do convidado, recusou-se a faxer parle do partido
progressista.
("Ha ura aparte).
O Sa. Silva Ramo : Posso afflancar que o Sr.
Figueiredo foi convidado para a reuniao do par-
tido.
O Sr. A" ai jo Barros :Sendo isso exacto pare-
ce-me que o partido nao tinha obrigacao de ir ar-
rancar o mesmo Sr. Figueiredo de seus estudos
para o fazer depulado, anda quando elle tivesse
habilitagoes para bem exercer esse cargo.
Voltarei agora ao ponto, de que me desviaran) os
apartes do nobre depulado.
O Sr. Dr. Urbano, apresentando a candidatura
do Sr. Lopes Netto pelo districto, nao consultou
o espirito da poca, nem os interesses da provin-
cia, que nada tinha a locrar com a recordagao das
scenas luctuosas, porque tem passado. Pe con-
trario procurou revolver com esforc e perseveran-
ca todo esse passado, e avivando os odios, e as
choleras abrasadoras de out'ora eras, apresentou
a candtdatnra do Sr. Lopes Netto em nome das
ideas de 1818.
I'm Sn. Dkk-tado :Nao foi em nome das ideas
de 1848.
O Sr.. Araujo Barros : Isto prova-se cora do-
cumentos irrecusaveis.
O Sr Coma Tsixeuia :De sorte qne os ho-
mens de 1848 deviam ipso-facto ficar condemnados
pela opinio publica.
O Sr. Araujo Bahros :Os homens de 1848
nao foram, nem podiam ser condemnados por te-
rem militado nessa poca. Muitos dos que zeram
parle do movimento armado dessa quadra achara-
se hje rmpregados, e prestando relevante serrines
causa publica. No directorio do partido progres-
sista existen) muitos dos homens, qne zeram nm
papel importante nesse tempo. O Sr. Dr. Urbano
mesmo homem de 1848, e foi aceito pelo direc
torio do partido com a maior espontaneidade. O
que ninguem desejava, nem deseja que se eto-
quem os odios daquelle lempo, e se recommendem
candidaturas em premio de um erro, que todos bo
Je condemnam, inclusive o proprio Sr. Dr. Urbano
Alm de queoSr.Dr. Lopes Netto hoslilisa\a aber-
tamente a situarlo.
Uji Sr. Deputado :Elle nao foi deputado geral
porque nao quiz entender-se com o Sr. Paes Bar-
reto.
O Sn. Araujo Barros :Mas quem o informo
disso ?
(Ha um aparte).
O Sr. Araujo Barros :Entao o nobre depula-
do assevera que Sr. Dr. Lopes Netto fot enten-
derle rom o Sr. Dr. Silveira de Soma sobre sua
eteigo f
0 Su. Cunha Tiixkuu :Teve occasiio de con-
versar com o Sr. Silveira, este Ihe disse que fosse
entender-se com o Sr. Paes Brrelo ao que elle
recusou-se por julga-lo indigno de seu carcter.
0 Sn. Araujo Barros : Entao a cVta, que elle
trotne era para o presidente ?
OSa. Cunha Teixeiha :O Sr. Netto, chegando
do Rio de Janeiro, entendeu-se com o Sr. Silveira
de Souza a respeito de sua pretencao a um logar
de deputado geral ; sua Exc. disse-lhe que se en-
tenderse com o Sr. Paes Brrelo, ao que elle nao
se quiz prestar por offender isso sua dignidade.
O Sn. Araujo Barros :Muito bem ; creio que
ninguem deixara de ver nessa revelaco que o Sr.
Dr. Silveira nao quera tomar a si a eeicao do Sr.
Lopes Netto.
UmSr. Deputado :Nesta parte obedeca as or-
dens do Sr. Paes Brrelo.
O Sn. Araujo Barros :Isto pensa o nobre de-
futado, que se raostra versado em toda a nossa po-
itica ; os homens que nao sabem de tanta, e, quo
pertencem a escola dos qne mterpretam os actos
alheios do modo mais cons.entanfo com a dgn de pessoal de cada um, dirao que o Sr. Silveira de
Souza apenas fazia ver que a eleicao devia correr
por coma dos portidos. (Appoiados).
I'm Sa. Deputado :Isto pro va que o Sr. Silvei-
ra de Souza julgava que o Sr. Paes Brrelo era o
distribuidor dos lugares de deputados em Pernam-
bnro.
O Sn. Araujo Barros :Pois era desconhecido
nesta provincia que os Srs. conselheiroPaes Brrelo
c o Sr. Dr. Feitosa eram os que estavam imcumbi-
dos pelo partido progressista de organisar a chapa
dos deputados ? E o que era sabido por todos, po-
da ser desconhecido pelo presidente da provincia ?
Se o Sr. Dr. Lopes Netto entenda que Ihe era
licito (altar com o Sr. Silveira de Souza sobre sua,
pretencao ao lugar de deputado ; o Sr. Silveira de
Souza, que era delegado de um gabinete, que eri-
gir em linha de conducta a maior neutralidadena
eleicao, nao poda adherir e proteger essa pretcn-
co. O que elle disse ao Sr. Lopes Netle, nada,
pois, tem de censnravel. As suas palavras provam
antes que elle nada queria com os candidatos;
deixava. como Ihe enmpria, (que a eleicao corres-
se, como corren, por conta do partido.
O Sr. Cumia Teixeiha :Nao 6 a consequencia
Mandava que elle fosse entender-se com oSr. Paes
Brrelo, para depos cumprir as suas ordens.
O Sn. Ahaujo Bar .os : Nao quero responder
a este aparte do nobre deputado, pense e falle a
este respeto, como melhor Ihe parecer.
Como dizia, Sr. presidente, o Sr. Urbano, apoian-
do a candidatura do Sr. Lopes Netto, pedia una
recompensa para o martyr de 1848. Como meio
de conviceao fallava as paixoes e aos odios do pas-
sado, cujo esquecimento foi a primeira condieao de
existencia do novo partido ; dizia aos sens amigos,
que nao sacrlicassem a victima de 1848 ao seu
algoz.
Accresccntava a todo esse tecido de inconvenien-
cias, para Ihe nao dar o nomo de intrigas, que o
partido progressista nao tinha o dlreito de dar cha-
pa, que a que havia sido apresentada nao era obri-
galena ; era apenas um simples consellio ; que a
candidatura do Sr. Lopes Netto era protegida pelo
governo ; para cada freguezia inculcava que o seu
candidato tinha immensa votacao as demais, e
que Ihe faltavam apenas os votos dossa fregnezia
para ser eleito, tctica sedica, mas repelida anda
essa vez ; declarava mais que os dous membros do
directorio, encarregados de organtsar a chapa de
deputados, estavam abusando dos poderes que re-
ceberain que elles haviam sido smente encarre-
gados de organisar a chapa do partido que a isso
se limita va a sua missao; que nao haviam recebido
ordens, nem poderes para guerrear a nm homem
liberal; que se o contrario faziam, era por conta
propria.
A's pessoas, a quem elle se diriga naquelle sen-
tido, acresecntava anda o seguinte :
Saiba mais que pretenderam envolver todo o
directorio nessa guerra detesta vel, e apresentaram
em sessao doprimeiro docorrente um grande mas-
so de circulares para serem assignadas por todos
os membros do directorio, o que suscilou a mais
viva opjiosicao e renhida discussao, pelo que vendo
que nao tinham inaioria retiraran! as circulares.
Entretanto as mandaram sempre espalhar, etc.
etc.
Un Su. Deputado:Onde loi isso ?
O Sn. Araujo Barros :Trago comigo os docu-
mentos, e, sendo conveniente, apresenta-los-hei.
O Sr. Deodoko :Ser bom apresenta-los logo.
<> Sr. Araujo Barros : Nao usarei delles sem
muia exigencia, visto que nao sao documentos p-
blicos
(Trocam-se muitos apartes.)
Agora, Sr. presidente, vou moralisar o procedi-
mento do Sr. Urbano.
Quando tratava da eleigao do Sr. Lopes, nada
vaha a chapa do directorio ; era ella um simples
conselho : todos podiam recusar-lhe o seu apoio
para salvacao da patria. A sua auloridade indivi-
dual vaha, ou devia pesar mais do que a aulorida-
de collectiva do directorio.
passado pelas duas horas da m
go commum nos escreve do le* am d dat
i ami-
. _5 a
seguinte carta, que hontem recateaos .
< Em fins de outubro do anno passado sanio para
a capital onde esteve alguns mezee, e aabarcando
no vapor para o Aracaty, molhou-se no embarque, calo,
e por doente demorou-se all 8 dias, enegando aqu
muito mcomnodado d'nw tairrvel dor na cabeca,
que poueos dias depnia o levoa eepotora, nao
obstante ser tratad com a matar solicitade pelo
Dr. Antonio Manoet de Med tiros.
E geralmente r.cootaaaiaa a extraordinaria
falta e eterna saudade qua Ma esse medico Ilus-
trado e bemfazejo, esse homem honrado e benem-
rito; pois todos eonhecem que tempre incansavel
e generoso procurou o memoramenio nao s desta
cidade; como desta provincia.
< Nao deixou fortuna ; mas ao manas no cora-
cao da maior parte dos Icoenses est gravada a sua
memoria
cao da autora dos feriraentos graves, atiribuda
ao aecusado Thom, e a inexistencia da tentativa
de niorte imputada ao outro na pratica dos feri-
mentos feitos em Domingos Gomes de Souza,
porquanto de ludo resulta va a ausencia de pre-
meditadlo, sobresahindo pelo contrario qne a
nao consummago do homicidio depender mera-
mente da vontade livre do proprio aecusado, e nao
de circunstancias alheias a ella ; a assini conclue
pela innoceotacao de Thom, e pela altejacao da
classilicacao do delicio auanto a Manoel do Reg
Barros, pedindo no primeiro caso a absorvicao tn
Omine, e no segundo a cendeinnacao ao grao m-
nimo do art. 01, visto ter sido leve o farimento
e conesrrer a attenuaute do | 4 do art 18.
Terminados os debates, recolne-se o conselho
para responder aos quesitos, que ihe sao submet
em norae do fnesnio i^riido, e como sed delegado
e representante 1 E una trairao indigna um es-
WiW <4 dignidade do partido.
Neests palavras o-Sr. Dr. Urbano qualiflea o seu
Srocedimento quando apresentou o Sr. Dr. Lopes
etto, oppondo-se chapa do directorio, e com-
batendo-a polos meios que a casa te pooco ouvio.
Disse o Sr. Dr. Urbano que o directorio do par-
tido havia recasado assignar a ctrcalar, em qua se
condemnava a candidatura do Sr. Lopes Netto por
ser homem de 1848, oppondo-se assirn i guerra que
se faiia a esse cavalbeiro.
Nao essa a tradueco Del do que se passoo na
sessao do directorio, quando aquella circular foi
presentada.
Nao fui, nem sou memoro do directorio, nem
quiz s-lo ; mas sei de fonte ususpeita, que os
membros do directorio entendern) que se devia
recommendar a observancia da cbapa, sem care-
cer de entrar na demonstrado das conveniencias-
que aconselhavam esse ,paseo. Mas a recommen,
dacao da chapa impartava a exciusao do Sr. Lopes
Netto, que della nao havia feito parte. Logo im-
porta va urna hostilidade ao mesmo cavalheiro. Lo-
go o Sr. Dr. Urbano nao era Qel quando declarava
em suas cartas que os membros do directorio op-
pozeram-se guerra feita ao Sr. Lopes Netto.
O directorio tinha bastante torca moral, como
devia ter o centro do partido ; nao era preciso nem
conveniente, que entrasse em largas consideracfcs
para recommendar a sua cbapa. Kis a causa por-
que nao foi assignada a circular de que se trata.
Disse o Sr. Dr. Urbano que essa circular con-
alemnava a eleicao do Sr. Lo.es Netto por ser este
liberal de 1848.
A iulriga politice tem procurado tirar proveilo da
nao publleac.au desse escripto, emprestanuo-se ao
Sr. Dr. Feitosa intencoes, e pensamentos odiosos.
Desejo quebrar essa arma, com que tanto se tem
jogado, e por isso passaret a ler e apreciar a men-
cionada circular.
Ei-la :
Um Su. Deputado :A tal regeitada ?
O Sr. Araujo Barros : Sim, senhor. Ella mes-
mi, na qual, segundo disse o Sr. Dr. Urbano o Si".
Dr. FcUosa fazia guerra vd t deshonesta ao Sr. Lo-
pes Netto por ser liberal de 1848. (Le.)
Ulms. Srs. :O directorio do partido progres-
sista nesta provincia nao pode deixar de dar seria
attencao aos negocios polticos desse 2 districto,
onde se procura falsear a opinio relativamente aos
candidatos representacao nacional, indicados na.
chapa organisada pelo mesmo directorio, e recoin-
mondados ao eleitorado respectivo. O directorio
sentir profundamente, se urna divergencia em ne-
gocio tao trauscendente vier a agorentar na opinio
do imperio os elleitos do triumpho to explendido
que alcancamos em toda a provincia.
t Esperando que os dignos Progressutas do 2o
districto reconbecam os veruadeiros interesses do
partido a que perlancom, o directorio submetle ao
seu esclarecido criterio as seguintes reflexoes :
t 1.*Na actualidade nao basta que se tenha si-
do liberal, preciso ainda que quem tenha sido li-
beral, seja tambem proyressista ; preciso que o
liberal nao queira que o paiz lique estacionario, mas
sim que marche para diante, aOm de quepossainos
arranca-lo da situaco diOicit e critica, em que se
acha. Se, portanto, apparece hoje algum liberal,
que estacionou, que nao se importou com o inelho-
ramento do paiz, com que direito pretende substi-
tuir e preterir os progressistas, que tem continuado
a pleitear pelo bem do paiz, e que hoje se esfor-
cam pelo seu desenvolvimento moral e material ?
I'm liberal que estacionou nao liberal verdadeiro
antes conservador \ por que do carcter do ver-
dadeiro liberal nao parar, nao tratar somante de si,
mas didicar-se sempre c constantemente pelo bem
do paiz.
< Dcst'arte o progressista exprime mais do que
o liberal quo licou estacionario ; por que o progres-
so, que alias nao pode existir sem Oberdade, u essa
mesilla liberdade em aceo e caminhando ao maior
desenvolvimento pratico.
< 2.*A situaco, actual, que representa o Oes-
moronamento de urna olygarc.lia funesta a liberda-
de e ao progresso da provincia e do imperio, o
resultado de urna alliaiica das antigs parcialida-
des que lutavam de boa f ; essas antigs parciali-
dades, tendo feito no altar da patria o sacrificio de
suas divergencias, e havendo-se ligado para o tira
commum do desmoronamento da olygarchia, hoje
acham-se confundidos, constituindo um s partido,
cujo pendo o p>opgresso e cuja condieao essen-
ca I a liberdade.
e J havemos realisado esse desidertum com-
mum, que o escopo dos homens de sentimentos
patriticos f NSo : e comprehende-se que os oly-
garchas nada devem poupar para que a divergen-
cia c a dissenso lavrem no seio daquelles, que
juoins combateram contra pilas no pleito eleitoral.
Como entao consentiremos que a ur8 o o
ambiges pessoaes rctalhem o nosso seio ; que os
amigos de hontem se divdam; e que demos ao paiz
o triste espectculo de urna deslealdade sem nome,
que seria urna vergonha para os liberaes de Per-
nambuco, que alias at hoje nao se mancharan) com
a pecha de traidores ?
At aqui, Sr. presidente, nenhuma palavra ha,
que seja a manifestacao de guerra ao Sr. Lopes
.Netto or ser liberal ie 1848 ; ha sim o pensamen-
lo capital de que os que abandonaran) o partido nos
scus dias nefastos nao devem preterir aquelles
que militaran) sempre at v-loem estado de pros-
peridade.
Continuemos a leilura da circular, e veremos,
esse pensamento ainda mais desenliado. (L) :
3"A vida de um partido nao se cifra neste
ou naquelle representante, nesta ou naquella pre-
tencao individual; nm partido para sustentar-se
precisa de um centro forte, que Ihe mantenha a ac-
go e o fogo sagrado ; precisa de urna imprensa,
pela qual manifest as suas ideas, as suas aspira-
coes, e defenda os seus legi irnos interesses ; preci-
sa de escriptores dedicados e serios, que discutan)
suas ideas e seus principios na imprensa ; precisa
de homens que estejam em contacto com os ele-
mentos homogneos de todo o imperio. Em taes
condieoes, um directorio, que representa esse cen- i de b'liveira Lima, do 'Evangelio, e Valeriano de Al-
necessidade imperiosa, e qualquer; leluia Correa, da Epstola, e por mestre de cere-
monia o dicono Sesostre Abdcn Freir de Carva-
DamiSo,
lite.
banal, Pernambuco, 14
zarca.
Honono, escravo, 2 annos,
onrnambuco, 8 mezes, S. Jos; cc-
mazes, Bea-vista; ana-
S. Jos; tuber-
30 annos,
48 an-
Severno Carvalho, Pernambuco,
viuvo, Boa-vista; alienado.
Aleandre Rodrigues da Costa, frica
nos, casado, Recife; retencao de urinas.
I'M POLCO DE TODO.
E' do Sr. Cyrillo de Leraos este romncelo.
a mangubira da LOUCA. .
1
Muitas vetes o povo conserva no archivo da sua
memoria certas denominacoes, que primeira vis-
ta nos parecem destituidas de sentido, mas que en
Deus, que o chamou para a etemidada o te- ][etin\ fecordam fados quasi sempre interessan-
nna a par de seus escolhidos, cooooK merece e I tAS* fo ^l^ ^ 1s'llreTes,e,D-. v-
queira consolar-nos era to pungente^e acerba ,hQA""n'13ae,D'segU,n dor. e u" theroy a Marica, a pequea distancia d'essa villa,
Na sessao de hontem do tribunal do iorv en- lanar os oln*i P"a sua diniU> *er ao lado de
traram em julgamento Manoel do Reg Barros e uma ca!a> cmas Pa"des neras e carcomidas mos-
Thom do Reg Barros, pronunciado este as pe- tram P*"P*"* d9 empos, nma grande man-
nas do art. 193 do cod. criminal e aqudle as do gue,ra' (>ue a 0lce roar da idade ***<** nao pode
art. 205 do mesmo cod., por haverem udTura C0^U.^LM ,
matar, e outro fer.do a Domingos Gomes de Souza *i.SSM*? "? abr.ga-se muita vei
em desaTronta da propria honra visTo lar o of- ?snalfi?Ld? ^ "T ,!u,doso o passado;
fendido tentado violar a mulher do primeiro accu- *,*"* do luar. "-epetem-lhe o nome d'essa ar-
sado, occasionando at por suas violenciasS abor- vore; mas ao *ir-mangneira da louca-prose-
te da parte della ; gue no seucaminhar, sera sequer lembrar-se de
Aaccusacao desenvolvida pelo ministerio pu- i '^^ motivo porque Ihe deram esse ame.
blico,foi agitada era seus diferentes pontos coin | ni^i^r^Porventura ma.s curioso das remi-
proficiencia e lucidez em ordem a previ? a pedido i n'shc* ** do .temPs 9ue va^K. apenando
bello ; e depois de demorar-se no desenvolvimen-1 f^2ml2S?&& siogela uma historia qual-
to jusucativo della, concluio solicitando a laposi- ^ner' *' nde n",! d '"" soubeen-
cao ao 1- aecusado das penas no grao mximo do |lao Ia* t0Q Pr mha wi narrar.
arL 193 combinado com o art 34 do cod. pela
existencia dos j 6 e 8 do art. 16 do mesmo cod- S
e ao 2 as do art. 205 ao grao mximo oer con-
correr a aggravante do mesmo art. 16 no < ti.
Segue-se-Ilie na palavra o Sr. Dr. Americo Net-
Esle processo expnditivo que suaprime o appa-
rato e a anciedade to supphcto, mais terriveis cem
vezes que a mora, nao sem valor ao ponto de
humanidade.
CHROMCA JUDIC1AII4
ii
Harer cincoenta annos passados, exisliam no
municipio de Marica duas familias ligadas por la-
gos de intima amisade; uma rica at opulencia,
outra apenas abastada, ambas porm honestas co-
mo sera ser as pessoas.uue vvendo no campo, nao
to de Meadonca, a quem cabe a defeza dos accu- ^~!? ^.f6?80*-*^0?
sados, na qual se houve bem e corauridamente no esUo.m conato "mediato com a corrupgao das
estudo das pegas dos autos, tirando dabi a nega-
cidades.
Era cada urna desjas familias havia uma moga.
Anugas de infancia no campo, de mocidade no col-
legio, continuavam a s-lo na juventude em casa
de seus paes.
Leonor, a rica herdeira, era morena, com olhos
e cabellos negros, porte altivo e olliar sobranceiro
a desdenbose; as suas feigoes lia-se o desejo de
dominar, nao era feia, mas tambem nao era bella.
Laura, sua companbeira, era clara, tinha olhos
pardos c cabellos castanlios, emmeldurando um
I rosto do mais puro oval, e todos os seus gestos e
movmentos ressumbravam urna candura anglica.
, Dir-se-ma que Deus, para compensa-la da falta de
riqueza, dotara-a com um thesouro de ineavel
. meiguice e seductora belleza.
Como as mais casas nao distavam urna da outra
, mais de quarto de legua, as duas amigas estavam
IZS'MIII|ir,jails;el0lias as tardes de braco dado,
Dresidente lidaY* *=-*: ^- ** -SsWkS^&Ss^aS?S cele- L *", .com sua "^ de aojo, chamara to-
brara era suSa,"SS%^do co^Mqunia-'te-"**** P i nunca seu co-
fcira) um
sempre saudoso
gel era sequer sabia que era mais f
vincia.
Incumbio-se da oragao fnebre o padre-mestre
pregador imperial Lino do Monte Carmelo Lona.
A funeco religiosa, que leve lugar ante-hon-
tem na igreja de S. Pedro em suffragio do Exm.
finado diocesano, foi ura officio solemne com cas-
trum doloris e mais ceremonias que Ibe sao inhe-
rentes.
Em uma arvore existente no quintal do pre-
dio a. SI da ra da Imperatriz, foi encontrado pen-
durado por um braco, o cadver do preto Jos, es-
cravo de Joaquim de Souza Leao, que se havia sui-
cidado, enforcando-se.
O subdelegado compareceu ao lugar e com peri-
tos procedeu a vestoria, da qual se verifica nao ter |
sido encontrado signal algum de sevicias em dito
cadver, que tinha um lenco alado aos olhos, no
qual eslava marcada com cabellos o nome Malina.
Do quarto da superiora, regente do hospital
Pedro 11, tendo sido a entrada eflectuada pela aber
tura de uma arcada, que deita para dito quarto,
liraram, depois de procedido o arrumba ni cito de
gavetas, dinheiro c objeclos pertencentes a mes-
ma ; sendo que furam encontradas no chaguo as
mesas em cujas gavetas estavam taes dinheiros e
objeetos. Suppoe-se ler sido a retirada dos ladrees
pela porta do quarto, visto como foi esta enconira-
'' abena e na lechad ura a respectiva chave.
O subdelegado proceaeu a competente vestoria e
procura descobrir os autores desse crime.
Depois d'amanha se extrahir a 1* parte da
1* lotera da igreja de S. Pedro, pelo plano das lo-
teras extraordinarias, sendo 10:000OO o maior
premio.
Os seminaristas, o seus respectivos directo-
res, levados pelas proras de respeito e veneragao,
que consagravam ao nosso virtuoso prelado, de
saudosa memoria, e nao querendo licar quem as
demonsiragoes de sentimento, que outras corpora-
goe respeitaveis lem dado, celebraram na segun-
dafeira (6) era sua capella ura offlcio solemne por
sua alma.
Neste acto, a que presidiram a simplicidade e de
cencia, cantaran) as ligdes de matinas os estudan-
tes Augusto Franklin Moreira da Silva, Fraucisco
Aniano de Souza Araujo. c Jos Joaquim Fernan-
des, do primeiro noturno ; Manoel Vieira da Cos-
ta e S, IdalianoFernandes de Souza, e Jos Virgo-
lino Correa de Queiroz, do segundo, o dicono Se-
bastiao Fabio de Oliveira Luna, o conego Jos
Marques de Castilha, vice-reilor, e o conego Jos
Joaquim Camello de Andrade, reitor, do terceiro.
que Leonor, pois os seus olhos de amiga achavam
na outra todas as perfeicoes i magma veis.
Leonor porm apezar do seu orgulho, reconhecia
em segredo a superioridad^ da belleza de Laura, e,
ou fosse ciume, ou previso do futuro, buscava de
prira-la sempre fallando da propria riqueza e exal-
tando a prodigalidade com que a natureza a dotara
desde a bergo para fazer sentir sua amiga a sua
io suficiencia para lutar com ella.
Laura ouvia com alegra essas mortificagoes, que
s seriara taes para ontra que nao ella, que n'essas
cousas nada mais viam do que aquillo que o pro-
prio pensamento Ihe diz. Bella sem ter conscien-
eia de que o era, nao se animando a desejar para
si, desejava para sua amiga. Era o verdadeiro ty-
po de urna abnegacao sem par.
(Prosegue.)
Extrahimos o seguinte:
Bnoto.
Depois de cantada a raissa pelo conego vice-rei-
tor, que teve por diconos os Srs. Sebastio Fabiao
Quando se tratou da eleigao de senador, a chapa
do directorio era iegitima; as suas deliberacoes
deviam obngar ; todo o acto contrario a essas de-
liberacoes era uma traicao indigna, um escarneo
ao directorio, urna affronia dignidade do parti-
do I (NSo apoiados da minora)
Eis-aqui as proprias palavras do Sr. Urbano em
seu primeiro manifest. (L.)
Quem deu polica o direito de organisar cha-
na r E quando o directorio do partido deliberou
nao dar chapa, quem a pode organisar, e espalhar
lio forte e tuna
abalo forea moral do directorio redunda em ura
perigo terrivel para a propria vida do partido.
t Comprehenda-se que os cermellios de Pernam-
buco nada mais anciosamenle desejam do que ve-
rem o directorio desprestigiado ; e qne maior des-
prestigio do que serem os seus recommendados
para a reprcseniago nacional repellidos pelo cor-
po eleitoral, a quem essa reeommendacao se dirige?
Dcst'arte, o directorio que foi tlei'to pelo parti-
do devidamenle convocado ; que ergueu a impren-
sa, e nella crcou um orgao; que uniformisoua ac-
gao do partido ; que derramou essa accao por toda
a provincia ; que emfim presidio ao triumpho im-
menso das ideas progressistas; ha de er boje des-
prestigiado, nao sendo aceito pelo corpo eleitoral
algum dos candidatos que olTereceu recommen-
dagao do mesmo corpo eleitoral I
4.*E quaes sao os candidatos offerecidos a
considerago do 2o districto ? Os Srs. conselheiro
Antonio Colho de S o Albuquerque, Dr. Silvno
Cavalcanti de Albuquerque c Dr. Antonio Alves de
Souza Carvalho :tres cidads respeitaveis a im-
portantes, que eoncorrerara com seus esforgos para
o triumpho das noves ideas, que sao progressistas
decididos e que ajudaram a provincia a derrubar o
colosso da olygarchia, que a osmagava. Nao pode
o directorio aceitar a idea tristissima de que os
dignos eleitores do segundo districto concorram
para que utns destes tres illustres e recommen-
daveis ciddos seja menospresado aos olhos dessa
olygarchia em desespero, que foi desmoronada com
o auxilio poderoso de tao estimaveis cavalheiros.
Assim, o directorio do partido progressista es-
pera, que os dignos eleitores do 2 districto, fe-
chando os ouvidos a toda a especie de intrigas e de
mos conselhos, e manlendo-se deis ao pensamento
que presidio ao pleito eleitoral, e em nome do qual cpitao Antonio Cabral de Mello Leoncio, sua se-
se alcancou o explendido triumpho, que poz em nhora, 1 filho e 2 criados, Antonio Lacaba, Antonio
desespero os olygarchas, sustentem unnimes os Alves de Carvalho Veras, E. E^ Moreira de Men-
candidalos que Ihe foram apresentados pelo direc-
torio.
Sala das sessoes do directorio, 1 de seterabro
de 1863. >
Eis ah, Sr. presidente, tudo qnanto disse o Sr.
Dr. Feitosa nessa circular, tao calumniada.
iTrocam-se diversos apartes.)
O Sr. Araujo Barros : O que desejo tirar a
limpo o seguinte: que a mocao apresentada pelo
Sr. Dr. Feitosa no Io de setembro do anno prximo
passado nao condemnava a liberal algum por ser de!
1848. !
Um Sn. Deputado :Disse qne todos os que se
tinham retirado eram mais conservadores do que
liberae?.
(Continuar-se-ha.)
Iho, terminou o acto por uiu memento cantado.
Foi assim que aquella corporagao provou, que o
mais justo de todos os sentimentos moraesa gra-
tidao, na phrase do immortal Monte Alverne, nao
foi olvidada memoria aquelle, que para com
ella em sua vida prodigalisou desvelos paternacs.
REPART1QA0 DA POLICA.
Extracto das parles do dia 7 dejunho de 1864.
Forara recolhdos casa de detengan no dia 6
do rorrente :
A' ordem do Dr. delegado da capital, Bertholdo,
escravo de Jos Francisco Bastos, para coi reegao.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Francisco de Borges, e Benedicta Maria dos Pra-
zeres, por disturbios.
A' ordem do de S. Jos, Antonio Manoel Sil-
vestre, por embriaguez; Jaciutho Ferreira Go-
mes, Amaro de Souza Barboza, Francisco Mendes
de Almeida, e Maria Ttereza da Paz, todos por
brisa.
A' ordem do da Boa-vista, Jacob, escravo de
Manoel Ignacio de Souza, por infraegao de pos-
turas.
O chefe da 2 secgao,
J. G. de Mesguita.
Passageros do vaporPersinunga, sahido para
os portos do norte : Dr. Francisco Ignacio de
Souza Gouveia, fre Benlo de Santa Florencia, frei
Manoel de Santa Ludovina, Antonio Francisco de
Souza, Emigdio Pereira de Souza, Joo Jos de Al-
buquerque, Dr. Miguel Joaquim de Castro Mascare-
nhas, sua senhora, 3 filhos e 8 escravos, Jos Mar-
tins Hernandos Nogueira, Domingos Jos Pereira,
Cypriano Jos Velloso, Jos Fernandes Magalhaes,
RfiYISTA DIARIA.
Hoje lem lugar, na igreja do Espirito Sanio, a
missa em suffragio da alma do Dr. Pedro Theber-
ge, sendo a sua celebragao s 6 horas da manhaa
em ponto.
i inicia o Rvm. Sr. padre Ignacio Antonio do
Reg.
Sobre o seu pasamento, que teve lugar a 8 do
donga, Juan Luere, Francisco Gomes Marques Fon-
ceca, Amaro Brrelo de Albuquerque Maranhao
Antonia Idalino Vasconcellos, Jos Paulino Castr
Medeiros.Firmino Dias Machado, DavinoA. Tava-
res Franco, Maria Pelagia.
Passageros do patacho Camian, sahido para
o Rio de Janeiro: Eduardo Daniel do Espirito
Santo e Raimundo Francisco da Silva, sua senhora
e 2 filhos.
Ohtuabio do da 5 do correntb.
Maria Conga, frica, 59 auno s, selteira, Boa-
vista ; interile ulcerosa.
Jos, escravo, 17 annos, Boa-vista ; espasmo.
Manoel, 8 dias, Pernambuco, Boa-vista ; ttano.
Felismioa, Pernambuco, 4 mezes, Recife ; um
antraz.
Dia 6
Caetano, escravo, frica, 30 annos, solleiro,
Santo Antonio; ascite.
Mara Linda de Lacerda, Pernambuco, 19 an-
nos, solleira, Recife ; congeslao cerebral.
Maria Ignacia Pereira da Silva, Pernambuco,
43 annos, sotteira, Jaboatao ; epelprea.
Florencio Jos do Vale, Pernambuco, 25 annos,
solleiro, Boa-vista ; phtysica pulmonar.
Libana, Pernambuco, 14 mezes, S. Jos; escro-
phula?.
fememos altos mysterios
Dl^se Corpo glorioso
E dosangue precioso,
Que em tavor do mundo insano
Derramou por nosso amor
uas naces o Soberano.
iVoow datus, obis natas etc.
De uma Virgem fructo excelso,
Como fura promettido
Entre nos vimos nascido
O Verbo Eterno humanado
Doce penhor de allianga
Doce co a trra enviado.
n suprema nocte aena etc.
Na solemne ultima cea,
Com seus doze convidados
Guarda os ritos consagrados
Nesse banquete legal,
E por suas maos se offerece
Alimente divinal.
Verbum caro, panem verum etc.
Com o poder da palavra
Do pao o seu Corpo forma
E em sangue o vinho torna,
Segredo oceulto a razo 1...
Mas se os sentidos o ignoran)
Basta a f e o corago.
Tanlum rgo Genitogue etc.
Prostrados pois adoremos
To Augusto Sacramento.
Ao antigo documento
Suppram cultos mais subidos,
Preste a f robusto auxilio
A' fraqueza dos sentidos.
Gemtori Genttoque etc.
Ao Pai e seu Unignito
Hosannas, louvores, gloria.
Bengaos, hymnos de victoria
Enloe de Christo a gente.
E ao Paraclyto Divino
Honra igual eternamente.
O Commercio do Porto escreve o seguinte :
Dizem de Coblentz Gazela das Postas de
Francfort, que na noute de 17 para 18 de abril fora
roubada do palacio real de Stolzenfels, por meio
de arrombamento, a espada que em 1811. por oc-
casiao do nascmento do re de Roma, a cidade de
Pars olTereceu a Napoleo I.
Esta espada, foi no Warteloo, encontrada pelos
prussianos na carruagem imperial.
Foi igualmente roubada a espada que perteuceu
a Mural, re de aples.
Os copos e bainhas destas armas erara de ouro
cora pedras preciosas.
Appareceram as duas folhas, o que parece indi-
car que os ladroes nao tiveram em vista seno o
valor intrnseco desles objeetos tao Importantes
como preciosidades histricas.
Uma correspondencia de Berln, de 6 de abril,
diz que fura remeltido ao ministro da guerra para
ter vendido, em proveito dos feridos prussianos da
guerra actual, um prato de prata, que pertencia a
baixella de Napoleo I, apanhada em 1815' na cal-
gada de Genape (cidade belga perto de Waterloo).
O prato tem gravadas as armas de Napoleo e
pesa 16 o ocas.
E' um objecto de grande interesse histrico, que
o ministro da guerra poz em hasta publica.
As propostas deviam ser feitas em carta fechada
e abenas no dia 30 de abril s 11 horas da ma-
nba.

A lei do territorio do Utah {Estados-Unidos) con-
cede aos condemnados a pena capital, a escolha
entre tres alternativas : ser enforcado, fuzilado ou
decapitado.
No dia 12 de marco teve lugar uma execugo
na cidade do Lago Salgada.
O condemnado John R. Luce, culpado de homi-
cidio, recusou dizer o modo como Ihe seria agra-
davel morrer, chegando o dia fatal sem que elle
tivesse feito conhecer a sua preferencia. O presi-
dente do tribunal tirou-o do embaraco, decidindo
que seria passado pelas armas.
Em consequencia desta decisao, Luce loi condu-
duzdo para o paleo da priso, e no momento em
que nieuos o espera va. sem signal e sem que elle
soubesse que estava chegada a sua ultima hora,
uma descarga de cinco tiros disparada a queima-
roupa de uma janella do rez do chao, o estendeu
morto.
As cinco balas penetrando no peito produziram
a morte expontanea.
TRIRIVIL DA RKLAV*C
SESSAO EM 7 DE JUNHO.
PRESIDENCIA do bxu. sr. cokselheiro
SOUZA.
As 10 horas da manha, presentes os senhores
desembargadores Gttirana, Looxengo Santiago, Reis
e Silva, Almeida e Albuquerque, Molla, Accioli,
Ucha Cavalcanti, Assis, Doria, Domingues daSil-
-ra, Vasconcellos, e Guerra, procurador da cora,
abrio-se a sessao.
Passados os feitos e entregues os distribuidos,
deram-se os seguintes
JULGAMENTOS
Aggravos de petiedo.
Aggravante, Joo dos Santos Colho; aggrava-
do, o juizo.
Relator e Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os senhores desembargadores Accioli,
e Reis e Silva.
Negou-se provimento.
Aggravante, Joo Paes Brrelo de Lacerda ; ag-
gravado, o juizo.
Delator o Sr. desembargador Lourenco Santiago.
Sorteados os senhores desembargadores Motta,
e Reis e Silva.
Negou-se provimento.
Aggravante, Joaquim Luiz Viraos; aggravado, o
juizo.
Relator o Sr. desembargador Ucha Cavalcanti.
Sorteados os Srs. desembargadores Almeida e
Albuquerque e Gitirana.
Deram provimento.
Aggravante, Guilherme Augusto Rodrigues Setc;
aggravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Assis.
Sorteados os senhores desembargadores Gitirana,
e Almeida e Albuquerque.
Deram provimento.
Aggravante, Manoel Mendes Ribero; aggra-
vado, o juizo.
Relator o Sr desembargador Doria.
Sorteados os senhores desembargadores Gitirana.
e Lourenco Santiago.
Deu-se provimento.
Aggravante, Manoel da Costa Soare's ; aggrava-
do, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Domingues da
Sorteados os senhores desembargadores Gitirana,
e Assis.
Negaran) provimento.
Aggravante. a Santa Casa da Misericordia ;
aggravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Barros.
Sorteados os senhores desembargadores Assis,
e Almeida e Albuquerque,
Julgou-se nao ser caso de aggrave.
Appellaroes civeis.
Appellante, a cmara municipal; appellado, An-
tonio Jos de Oliveira Braga.
Desprezaram-se os embargos do appellante.
Appellante, bacharel Bernardo Duarle Brando ;
appellado, Manoel Francisco Ribero.
Confirmada a senlenga.
Appellacao crime.
Appellante, o juizo ; appellado, Bernardino de
Sena Wanderley.
Confirmada a sentenga de absolvigo.
Habeas-corpus.
Concedeuse ordem de habeas-corpus pedida
por Manoel Antonio de Oliveira Manguaba, para o
dia 11 do corrente.
Pediram-se novos esclarecimentos por intermedio
do chefe de polica que devero estar aqui at o
dia 21 do corrente, para o habeas-corpus de Albino
Jos de Souza.
DILIGENCIAS CRIMES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica
As nppellacdes crimes.
. Appellante. o juizo; appellado, Pedro Celestino
de Albuquerque Almeida.
Appellante, o juizo ; appellado, Aprigio Arnaud
Souto-Maior.
Appellante, o juizo ; appellado, Belmiro, es-
cravo.
Appellante, Joaquim da Silveira Borges; appel-
lado, Franm'sco de Assis Cordeiro de Oliveira.
Appellante, o juizo ; appellado, Ignacio Fran-
cisco da Silva.
DILIGENCIAS CIVEIS.
Com vista ao Exm. Sr. desembargador procura-
dor da cora
A appellacao cieel.
Appellante. o juizo ; appellado, Joo Chrysosto-
mode Oliveira
PASSAGENS.
O Sr. desembargador Reis e Silva ao Sr. desem-
bargador Almeida e Albuquerque
As appetlacoes crimes.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Ignacio
Correia.
Appellante, Francisco Xavier de Araujo Morga-
do ; appellado, Juliao Colho da Silva Netto.
O Sr. desembargador Molla passou ao Sr. des-
embargador Accioli
.4 appellacao civel.
Appellante, a mesa do ordem terceira de S. Fran-
cisco ; appellado, o Juiz de capellas.
0 Sr. desembargador Accioli ao Sr. desembar-
gador Ucha Cavalcanti
Appellacao civel.
Appellante, Dr. Deodro Ulpiano Colho Cata-
nho ; appellado, Jos Paulo do Reg Brrelo.
.4 appellaro crime.
Appellante, Joaquim, escravo \ appellada, a jns-
tiga.
O Sr. desembargador Assis passou ao Sr. desem-
bargador Doria
As appellacoes civeis.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Tenorio de
Albuquerque.
Appellante. o juizo ; appellada, Luiza Thomazia
Correia.
O Sr. desembargador Doria ao Sr. desembarga-
dor Domingues da Silva
Appellacoes crimes.
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco An-
tonio Lins.
Appellante, o juizo; appellado, Armindo Jos
da Silva.
Do Sr. desembargador Domingues da Silva ao
Sr. desembargador Barros Vasconcellos
As appellaces civeis.
Appellante, D. Joanna Neves Quaresraa Duarle ;
appellado, Joaquim Francisco Uuarte.
Appellante, Francisco Ribero de Andrade ; ap-
pellado, Joo Lobo de Macedo.
.4 appellacao crime.
Appellante, Joao Francisco Mendes de Oliveira;
appellada, a justica.
A' 2 horas da larde encerrou-se a sessao.
so dos* pode salvar uma pes^oa da febre amarella,
do cholera ou das febres intermitentes beliosas.
Produzem nm effeito verdaderamente maravi-
Ihoso em todos os desarranjos do ligado e do
ventre
Ellas se compoem exclusivamente de substan-
cias vegetaes a ser uma medicina fortificante que
nunca debilita, podem por isso ser administrada,
com a mesma seguranza tanto s criangas as mais
tenras como aos homens atis robustos. Sao as
nicas pilulas desta natureza que se acbam acon-
dicionadas em frasquinhos de cryslal e sao ina-
preciaveis como o melhor dos remedios, para as
pessoas de ambos os sexos soja qual fr a sua ida-
de. Encontrar -se -hao em todas as lojas de drogas
e as boticas de Bravo A C. e de Caors & Barbosa.
COMMERCIO.
CAIW FILIAL
DO
1! 1 \< O DO BRASIL
E.M PERNAMBUCO.
A directora da caixa filial do banco do Brasil
nesta cidade, administradora da massa fallida de
Joaquim Francisco de Mello Santos, convida es ere-
dores da mesma massa para apresentarem seus t-
tulos at o fim do corrente mez, afim de serem
convenientemente examinados e proceder-se-ha ao
primeiro dividendo da referida massa.
Recife 4 de junho de 1864.
Jos Mamede Alves Ferreira.
Secretario
NOVOBAJVCO
DE
PKKVIJIBIX'O
EM 7 DE JUNHO DE 1861.
O banco desconta na presente semana a oito por
cento ao anno at o praso de quatro mezes,e a nove
por cento at o de seis mezes, e faz emprestimos
sobre ttulos commerciaes, e toma saques sobre as
pragas do Rio de Janeiro e Bahia.
Alfandega
Rendiraentodo dia 1 a 6........ 13':063l)82
NM do dia 7................. 36:289Jli(.
171:352*231
Hovlmento da alfandega
126
561
-----690
Volumes entrados com fazendas...
< com gneros..
Volumes saludos
com
com
fazendas..
gneros..
106
1,037
i,it;:
Oescarregam no dia 8 de junho.
Patacho dinamarquezExmoniafarinha de trigo.
Escuna hespanholPnscn-idem.
Barca inglezaCily of the Sultn- ferro em cha-
pa e outras mercadorias.
Barca portuguezaLaura -diversos gneros.
Brigue porluguez Constanteidem.
Recebedorla de rendas Interna
geraes de Pernambuco.
Rendimento do da la6........ 6:174J4(>u
dem do da 7................. I:lo087
7:625*278
Consulado provincial.
Rendimento do dial a 6 ......... 19:733*101
Idem.do dia 7................. 5:205*0'i
24:938*1 it
MOYIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no da 6.
Trieste70 das, barca hollandeza Sehurenga, de
236 toneladas, capitao H. O. Eugclomann, equi-
pagem 11, carga 2700 barricas com farinha de
trigo ; a N. O. Bieber & C.
Navios saludos no mesmo da.
Rio de Janeiro=patacho nacional Capuan, capitao
Theotonio J. da Silva Rosa, carga carvo de pe-
dra.
Portos do nortevapor nacional Persinunga, com-
mandantc Rates.
EDIT1ES.
> Para a lacrago.
PUBLICARES A PEDIDO.
Illm. Sr.A direegao da Associagao Commercial
Beneficcnte lendo em vista o officio de V. S. datado
de 19 do raez passado, encarregou-me de Ihe com-
municar, que aceita com reconhecimento a dedi-
cagao qne V. S. entendeu dever fazer-lhe da sua
obraNocoes de partidas dobradas e conceden-
do-lhe a 'faculdade nelle pedida, agradece muito
sinceramente to grande prova de aprego e estima
pela classe, que ella representa.
Cabendo-me a honra de fazer V. S. esta com-
municacao, srvo-me do ensejo para apresentar-lbe
os meus profundos respeitos.
Deus guarde V. S.Associagao Commercial Be-
neficente de Pernambuco, em 6 de dezembro de
1863.Illm. Sr. Manoel Fonseca de Medeiros.
Jos de Vasconcellos,
1 secretario.
Acha-se vago o lugar de guarda da matriz de
Santo Antonio, por ter sido nomeado offlcial do cor-
po de polica o que l se achava neste lugar; e por
que motivo ainda nao se convidou pelo jornal os
irmos que pretenderen) o lugar ? Ser para se fa-
zer uma nomeagao debaixe de capote ? Ser para
se nomear quem nao irmao f Jolgamos que este
lugar nao de heranga de familia.
Pedimos ao muito digno juiz desta irmandade
que mande dar cumpriraento a letra do compro-
misso, pois S. S. digno de toda attencao, e nao
se deve ir por ootros; S. S. tem carcter, tem po-
sigo, e recoohecemos nao partir de S. S., pois da-
mos os devidos apregos.
Uns irmos do mallo.
Plalas vegetaes assaearadas
de Mena.
Qualquer uma pessoa que se sinta atacada da
bilis etc. que faga uso destas admiraveis pillas,
por este meio tem tomado a menor das preeau-
edes contra todas as molestias epidmicas. Uma
A inspectora da alfandega desta cidade, em-
virtud'- da portara da thesouraria de fazenda n.
67 de 28 de maio prximo passado, precisa contra-
tar para o expediente da mesma reparligo no an-
no tinanceiro de 18641865, os objeetos declara-
dos na relago que este segu.
Os prelendentes devero apresentar suas propos-
tas em carta fechada al o dia lo do corrente.
Alfandega de Pernambuco, 1 dejunho de 1864.
O segundo escriptiirario, Caetano Gomes de S.
Objeetos para a guardamoria.
Lonas.
BriHs.
Bandeiras para signaes de 2 e 3 pannos.
Oleo de linhaga.
Tintas preparadas a oleo.
Ditas em p.
Breu.
Alcatro.
Verniz.
Fio de algodo.
Tijolo para limpar ferrageds.
Piassaba.
Estoupa.
Cera em grume
Graxa ou sebo
Cadario eslreito
Cadarco largo
Azarco
Taixas de bomba
Cabos de diJerentes qtialidades e grossuras.
Folhas de cobre ou metal.
Prcgos de ferro e cobre de differentes lmannos-
Azeite de carrapato e de coco.
Lanternas ou phares.
Porquetas de ferro.
Correntes de differentes grossuras.
Ferros de differentes tamauhos.
Remos de 12, 14 e 16 pus.
Louca de mesa e cosinha.
Para o servigo da capatasia.
Liaros em branco para os armazeiis.
Azeite doce para os guindastes.
Tinta roxo-trra em p.
Brochas para pintura.
Verniz de carvo de pedra.
Pata o expediente das secgoes.
Cadernos em papel pautado para o extraed
dos mappas.
Papel greve pautado.
Dito dllo liso, e de linho.
Dito mata-borro.
Pennas de ac.
Ditas de aves.
Lapes preto.
Dito de cores.
Canelas.
Tintaprcta para es-rever, e tinta roxa.
Ditas carmisim.
Aiva preta.
Obreias.
Reguas.
Cadarcos.
Caivetes e raspadeiras.
O Dr. Hermogenes Scrates lavares de Vasconcel-
los, juiz municipal de 1 vara do civel, nesta ci-
dade do Recife de Pernambuco, por S. M. Im-
perial e constitucional o Senhor D. Pedro II,
que Dos guarde) etc., etc.
Fago saber aos que o presente edital virem, que
D. Ignacia Maria de Frailas me dirigi a petigo
do theor seguinte : Illm. Sr. Dr. juiz municipal
da primeira varaDiz D. Ignacia Maria de Frei-
tas, que para proseguir nos ulteriores termos do
inventario que requeren por este juiso, escrivo
Saraiva, por fallecimenlo de seu marido Lniz An-
tonio de Freitas, se Ibe faz preciso provar a ausen-
cia da coherdeira filha do primeiro matrimonio do
predito seu marido, afim de que nao comparecen-
do, se Ihe d o necessario curador; e por isso re-
puer V. S. se digne admilti-k) a justificar o se-
quinte:
Que a coherdeira Francisca Lobo, filha do pri-
meiro matrimonio do inventariado com Rosa A-
guiar Lobo, se acha ausente em lugar nao sabido,
tanto que tendo duas Albas atoraos estas igno-
ran) completamente o logar onde a mencionada
sua mi se acha : nestes termos, a sopplicante
pede a V. S. que provado quanto baste se mande
passar carta de editos na forma da lei. E recebe-
r aserr.O procarador, Hermenegildo Eduardo
do Reg Monteiro.


Esta petizo seolo-m aprsenla nella dei o
despacho da theor seguinte : .
Justifique. 13 de maio 4c 186V- Tavares do
Vasconcellos.
+marin letra 8 4e *!> i> 184.
Cerrck icral ** BM 4 l
Pela adminislr.^ do cVeio dest cidade se pretende seguir eommuita "^^J*
ai publico que deonformidade carn decreto n. nacional Carolmi, tem P"! *Z ^S?1"*
187 de 13 de aiia de 1861 e reseecliw inslruc- prompto : para o resto.queIhefaUa, tratMcom
Era virtude deste meu despacho produzio a pe- C5es, leve boje logar o processo de abertura das o eapilao Be.armioo dos Santos rinnetro a bordo,
ticionaria duas testimunbas, as quaes juraram ser cartas atrasadas pertenceotos ao mez de maio de os na prega do coran*
verdad* adiarse a justificada Francisca Joaquina i863, condemnadas a eonsutno peto art. 138 do re-
Lobo ausente era lugar nao sabido ; pelo que sen- gulamento dos corraos de 21 de deierabro de 1844,
do-rae os autos conclusos nelles profer a seuten- assistindo a esse processo o eoramerciante Jos Joa-
ca de theor seguale : | quim Gomes de Abreu. Desta abertnra i
Julgo provada a ausencia de francisca Joaqui- achar-se urna carta de Joaqun
Para Lisboa e Porto
na Logo,'pelo que se passe carta de edito* por 30
das e pague a justificante as cusas.
Recite, 24 de maio 1864.Hermogenes Scra-
tes Tavares de Vasconcellos.
Era conseqoencia desta sentenca o escrivao fes
passar o presente por bem do qual intimo e hei
pon intimada a supplicda Francisca Joaquina
Lolw para que comprela neste juiz dentro do
niazo de 30 dias de que falla a sentenca acuna
- o inventario de
Jos de Oliveira
Falco do Porto, para Jos Joaquim Loureiro cora _
um recibo da quaetia de 983*324, que flca descnp- ^ cw-po Santo n. 19.
ta em livro para esse flm destinado. Por u
Sahir com brevidade a barca nacional Haran-
na ; recebe carga a frete, e tem eicelleates cora-
modos para passageiros : tratase no escriptorio
de Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, no largo
procedeu-se ao queinia de todas as raais cartas, de
que se lavrou o respectivo termo que o que se
segu. Correio do Peroarabuco 4 de junlio de
1864.O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Termo de consumo das cartas pertencentes ao
mez de maio de 1863.
Aos 4 dias do mez de junho de 1864, as 11 horas
da inanhSa, na sala da administraco do correio,
transcripta, para vir proceder-se
que trata a peticionaria.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar o presente que ser publicado e estando presentes os Srs. administrador e thesou-
alixado no lugar publico do costme. | reiro Domingos dos Passos Miranda e mais empre-
ado e passedo nesta cidade do Recite de Per-, gados, procedeu-se em virtude do ar.. 138 do re-
nambuco, cm 27 de maio de 1864. gulamento dos crrelos de 21 de dezembro de 1544,
Eu, Joao Saraiva de Araojo Gamo, escrivao o 0 consumo de 190 cartas e 69 jornaes, sendo 75
subscrevi j cartas selladas e 315 e69 jornaes nao sellados, na;
Hennques Socralet Tavares de Vasconcellos. importancia de 20*094 que nesta data flca desear-
0 cidado Joaquim Antonio Carneiro, juiz de paz reada ao raesmo Sr. administrador e thesoureiro,
segundo votado do districto da fre*nena de e consta da factura. E para constar se lavrou este
Santo Antonio do Recife, presidente interino do ,erme em qUe assjgnou o raesmo Sr. administrador
collegio eleitoral desta cidade, em virtude da le, e thesoureiro, e empregados abaixo declarados. n
Para o Rio de Janeiro
pretende seguir com muita brevidade o veleiro e
bem conhecito palhabote nacional Piedade, tem
parte do seu carregamento engajado : para o res-
to que Ihe falla e escravos a frete, para os quaes
tem excellentes comraodos, trata-se com os seus
consignatarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo,
ra da Cruz n. 1.
SexU-feira 10 i% crrente
a porta dos Srs. Palmeira & Bel trio, na praca
Corpo Simo s 11 horas do da.
do
Joias,
LEILOES.
liElliAO
DE
na
etc.
Faco saber que pelo Exm. Sr- presidente da pro-
vincia rae foi communicado em offlcio de 3 do cr-
reme, haver o mesmo Eim. Sr. naquella data offl-
ciado' cmara municipal desta cidade, para que
expedisse as ordens e providencias necessarias,
para reunir-se o collegio eleitoral deste municipio
no dia 10 de julho prximo vindouro, aflm de pro-
eeder-se a eleicao de um senador, que preencha a
vaga deixada na cmara vitalicia pelo fallecimento
do Exra. conselheiro Francisco Xavier Paes Barre-
to, de conformidade com o que foi determinado pelo
governo iniiien.il. Em consecuencia do que con-
voco os oleitores de parochia, para senadores, que.
compem o collegio do Recife, que sao os de S. Fr.
Pedro Goncalves, Santo Antonio, S. Jos, Roa-Vis-
la, Afogados, Varzea, Santo Amaro de Jaboatao,
Muribeca, S. Lourenco da Malta e Poco da Panella I
para comparecerem no indicado dia 10 de julho I
prximo vindouro pelas 9 horas da manha, na
igreja matriz desta freguezia de Santo Antonio, aflm
de se proceder a predita eleicao.
E para constar mandei affixar este nos lugares
mais pblicos desta freguezia, e publicar pela un-
prense.
Recife, 7 de junho de 1864. Subscrevo e assigno '
Eu Joaquim da Silva Reg, escrivao do juizo.
Joaquim Antonio Carneiro.
E
eu Eduardo Firrain da Silva, ajudante contador o
escrevi.
O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Os offlciaes papelistas,
Ismael Amavel Gomes da Silva.
Luiz Franja de Oliveira Lima.
Vicente Ferreira da Porciuncula.
O praticante,
Agnello Heraclio Araujo Pernambuco.
O porteiro,
Manoel Marinho Soma Pimentel.
Lili LIO
DE
eserms e terree
A saber:
Um rico aderece de oaro com brlbantes, 2 di-
tos com palas, 2 puleeiras de oaro, 1 dita de co-
ral. 1 allineie, 1 par de brincos, 2 aneis, 2 pares
de bot5es, 1 habito, 1 relogio e correnta de ouro,
urna salva, 1 paiiteiro, 1 espeviladera cora bao-
deija e 1 meio adereco de prata.
Urna escrava crioula por norae Guilherraina, 42
annos.
lima cria idem por nome Luiza, 3 annes.
Um terreno na rna do Seve outr'ora rna da
L'uiao, com 57 palmos de frente, 750 de fondo,
com urna pequea casa, junto a casa que foi do
fallecido tenente-coronel Gomes Leal pelo nortee
pelo sul junto a casa da vinva do Dr. Navarro.
Sexta-feira 10 de ju ti lio a* 101f2 horas
O agente Pinto autorisado petos administradores
da massa failida de Joaquina Jos da Silveira, far
leilo dosobjectos cima mencionados pertencen-
tes a mesma massa, s 10 1|2 horas do dia 10 de
junho no armazem da roa da Cadeia do Recife n.
24, junto ao Becco Larga
m m um
Precisa-se de ama ama de leite sem fl no: a
tratar na loja de livros ao p do arco de Santo An-
tonio^________________________________
Club eommereia.
A reunid famil iar do correte mez de junho tera
ugar na noite do dia 11 do mesmo.
Um terreno chaos proprins
Capunga casan. 18
iioji:
O agente Olimpio far leilo de um bom terreno
com parte amurado, cora urna meta agua com 2
salas, 3 quarlos ecosinha fra, cacimba core agua
potavel, baia de capim e alguas arvoredos fruc-
liferos, lando 81 palmos de frente mais de 300
de fundo fazendo extrema com o sitio do Sr. Aran-
, tes. Ser effectuado o leilo no armazem ra
da Cadeia n. 48, s 12 horas em ponto._________
LEIUO
THEATRO
DE
DCLAIUSES.
do
S;mt:i Casa da Misericordia
Recife.
A Illm.* junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife manda fazer publico, que
no dia 9 do crreme mez pelas 4 horas da tarde
na sala de suas sesses contina praca do ar-
rendamento das casas abaixs declaradas perten-
centes ao patrimonio de orphaos por lempo de 1
3 annos. Os pretendentes devem comparecer
acompaobados de seus fiadores ou munidos de
cartas destes.
Ra do Imperador.
N. 2 particular e 81 publico, dous an-
dares......... 1:202:000
Largo do Paraizo
N. 4 dito e 29 dito, dous andares .. 902-5000
Ra das l.araugeiras.
N. 5 dito e 17 dito, casa terrea .. 20i'5000
ltua Velha.
N. 8 dito e 32 dito, casa terrea.. .. 2045000
Ra de S. Gonzalo.
N. 10 dito e 22 dito, casa terrea .. 183.5000
Ra do Pires.
N. 13 dito e 39 dito, casa terrea .. 1015000
Ra do Vigario.
lf. 72 dito e 27 dito, dous andares .. 6035000
Ra da Senzala Velha.
If. 78 dito e 136 dito, dous andares.. 6315000
5.80 dito e 132 dito, dous ailares. 410.3000
>'. 82 dito e 16 dito, casa terrea.. .. 201*000
Ra da Guia.
N. 84 dite c 19 dito, casa terrea.. 1255000
Ra do Pilar.
N. 91 dito e 10.") dito, casa terrea..
N. 91 dito e 99 dito, casa terrea..
N. 105 dito c 94 dito, casa terrea..
1035000
2545000
1735000
S. ISABEL.
EHPREZA
GEKN4N0 & COIHBRi
13a Recita da asignatura.
Quarla-fcira Subir scena o magnifico mysteno em quatro
actos, ornado de msica e machinismo,
OS MILAGRES
i.i-:
sa^to mnm
HOslK
Quarta-feira 8 de junh as H hars,
ra da Cadeia u. 53, armazem.
DK
1 1 bom sobrado de um andar e solio n. 7, sito a
ra do padre Floriano, chao proprio, rende 5005
1 sitio com casa em caixao al raspaldo defronte
da igreja dos Affliclos, chao proprio, tem 300 pal-
mos de frente e 1000 de fundo, permuta-se por ca-
sa na praca, faz-se qualquer negocio rasoavel ; i
terreno de marinha oa ra da ponte Velha, junto
as casas novas do Exm. barao do Livramenlo, con-
tendo 57 e meio palmos de frente e 150 ditos de
fundo.
Por intervencao do agente Euzebio se vender
em leilo os predios cima mencionados naquelle
dia e hora sao convidados os pretendentes, ao
previo exame, c para informacoes o referido agen-
te satisfar.
1YIS0S PITUSOS.
Instituto Archeologico e Geo-
graphico Pernambucano.
Haver sesso ordinaria (juinta-feira 9 do
corrente, s i i horas da manhSa.
Secretaria do Instituto, 6 de junho de
1864-
J. Soares d'Azevedo,
Secretario perpetuo.
Novos arranjos.
Novos arranjos.
Novos arranjos.
Novos arranios.
Novos arranjos.
Noticias!
noticias!
Koticias!
Noticias!
\oticias!
Retratos de 35 por 15500.
Retratos de 35 por 15500.
Retratos de 35 por 15500.
Retratos de 35 por 15500.
Retratos de 35 por 15500.
Retratos de 35 por 15500
Retratos de 35 por 15500.
Retratos de 35 por 15500.
Retratos de 3 por I500.
Retratos de 35 t>or 15500.
a sua residencia da ra do retrato* tirado* por da.
3 200 retratos tirados por dia.
0 cirurgio Leal mudou
200 retratos lirados por dia.
200 retratos tirados por dia.
200 retratos tirados por dia.
PERSONAGENS.
Fre Antonio de Padua---- Germano.
Anjo Gabriel.............
Lusbel|..................
Fr. Elias, geral do convento.
Fr. Pedro...............
Sacristo do convento de
Santa Maria............ Porto.
Marco Aurelio, fornecedor
decomestiveis do conven-
to de Sania Mara.......
Leonardo................
Fr. Ignacio, leigo.........
Ezelino, general dos exer-
citos do imperador [Fre-
derico da Allemanha-----
Cardeal. enviado de Grego-
rio IX.................
Primeiro horaem..........
Primeira mulher.......... D. Mara Pontes.
Segunda dita............. D. Leopoldina.
Bertha................... D. Jesoina.
Clementina............... l>. Camilla.
Squito do cardeal, meninos do coro, donzellas,
soldados, etc., etc.
Comecar s 8 horas.
D. Marquelou.
Lisboa.
Thomaz.
Freitas.
Santa Rosa.
Guimares.
Teixeira.
Borges.
Leonardo.
Guimares.
Quinta feira 9 de junho sil horas
rna da Cadeia armazem I. 53
DE
tima escrava de nome Thereza, idade 35
annos ou menos, lava bem de varrela e
sabo e cosinha, engomma pouco.
Urna mobilia de amarello e outra de jaca-
randa novas.
Pele agente EuzpIio se vender em leilo pelo
maior prego que se adiar urna escrava com Habi-
lidades e bem sadia, o< pretendentes aproveitem a
occasio que conveniente.________________
U
DE
3225000
2135000
de
AYISOS MARTIMOS.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR
Dos portos do norte espera-
do al o dia 17 do corrente o va-
por Oyapock, commandante Pe-
dro Hypolito Duarte.o qual depois que se retira para Europa, fara leilo de todos os
da demora do coslume seguir movis cima mencionados, existentes no arm-
ronos do sol. zem da ra da Cadeia n. 2i, esquina do Becco
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a Largo, onde se effectuar o leilo no dia quinta-
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever feira 9 de junho.__________________________
ser embarcada no dia de sua chegada, encommen-
das e dinheiro a frete at o dia da saluda as 2 ho-
ras : agencia, ra da Cruz n. 1, escriptorio de An-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo & C-
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
E' esperado dos portos do sul
at odia 14 do corrente o vapor
pois da demora
guir para os portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada: encom-
mendas e dinheiro a frete at o dia da sahida s 2
Rosarinho.
N. 3 particular, casa e sitio .
Mirueira.
N. idito, sitio..
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do Re-
cife. i de junho de 186'*.
O escrivao,
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
administrador da recebedoria de rendas
internas geraes, declara que 6 neste corrente mez
de junho que os devedoies dos imposlos de 20
por cenlo sjbre lujas, casas de descont, etc., so-
bre casas de movis, roupas, etc fibrieadas em
pan estraogeiro e da decima das corporacoes de
mao murta,' teem de pagar as respectivas quotas,
sem multa, relativas ao 2" semestre do corrente
ejercicio, e que (indo o referido mez ficam su-
jeitos multa de 3 por cento.
It.cebedoria de Pernambuco, 6 de junho
1801.
Manoel Carneiro de Souza Lacerda.
Cousiilado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz publi-
co, que os trinla dias uteis para pagamento boca
do cofre do segundo semestre do anno fraanceiro
vigente de 18C3 1864 dos imposlos da decima dos
predios urbanos das treguezias desta cidade, e da
dos Afogados, de 20 por cento do consumo de
agurdente, e de 5 por cento sobre a renda dos bens
de raiz pertencentes a corporacoes de mo mora,
se principiara a contar do Io de junho vindouro.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco, 2o
de maio de 1864.
Antonio Carneiro Machado Ros.
Administrador.
Ajrematac&o
Por nao ler havido audiencia da 2' vara muni-
cipal, sabbado 28 do passado, lera lugar a arrema-
taco do engenho Pintos j annunciada por este
Diario, quarta-feira 8 do corrente mez, conforme
o escripto abaixo : .
No dia 8 de junho deste corrente anno vai a pra-
ca para ser arrematado por venda o seguinte :
Um engenho denominado Pintos, sito na fregue-
zia de Santo Amaro de Jaboatao, era chaos pro-
prios, moente e corrente, com casa de caldeiras,
em estado de preriso de concertos, sendo a de
purgar e a distilaco de taipa em estado de ruina,
casa de vivenda de pedra c cal, tambem a senzala
e estribara, urna casa de taipa denominada da
horta, e oito pequeas casas de taipa cobertas de
tenas, oceupadas por moradores, divide pelo nas-
cente com o engenho Tapera, Pereiras, Jarunda e
Ouiaombo, pelo poente e sul cora os engenhas Ja-
boatao, Jussra, Larangeiras, Fumas, Gurjau e
Contra-Assude, pelo norte cora o engenho Tapera,
sendo dito engenho (Tagua, um alambique com to-
dos os seus pertences. tudo avallado em 52:0005,
servindo d base para esla arrematago a quantia
offerecida de i5:0005. Cuja arrematago ser fe-
ta com as clausulas seguintes : que no acto da ar-
rematado serao pagos os credores que tiverem
hypotheca em dito engenho, e que o arrematante
tlcar tambem constituido cessionane na accao de
demarcaco, pela qual vieram apertencer a Pintos
o terreno em que est situado o engenho Buscahu,
se aflnal vier prevalecer aqueHa demarcaco, que
sor ora est letigiosa. Cujo engenho vai a praga
arequerimento de D. Joanna Maria das Dores, in-
ventarame dos bens do llnadc seu lllho Jos Fer-
nn do da Cruz. Recife 27 de maio de 1864. O
escrivao do civel,
Mand Jos da Motta. Harnha
_ A thesouraria P^m^}ne^^J^2^. o palhabote Garibaldi tem j parte da carga en-
ffSra^ ** COm T-0,r'
sof, I mesa redonda, 2 bancas, 1 mesa
para junto de sof e 14 cadeiras de Ja-
caranda, i sof, 10 cadeiras de amarel-
lo, 12 cadeiras de angico, 2 cadeiras da
balanco, 2 ditas de descanco, 1 sof e
18 cadeiras de mogno, 1 mesa elasiic3.
1 apparelho de iouca para notar, 1 can-
dieiro de gaz, I appai ador, i guarda-
loui;a envidrando, 2 gnarda-vestidos, 2
conimodas, 2 camas de ferro, i cabide,
cama franceza de Jacaranda, 1 berco, i
estante, i toucador de jacanand. 1 ba-
rmetro, 4 qoadros com gravaras, 1 se-
lim, 1 sillio e muitos ouiros objectos.
Quinla-feira!) de junde.
O agente Pinto autorisado por um estrangeiro
Queimado para a ra
Cruzes sobrado n. 36, pri-
meiro andar, por cima do
armazem Progressista, aon-
de o acharao como semprej
prompto a qualquer hora pa-
ra o exercicio de sua pr-
n i i Na galena americana.
USSaO. CliamadO pOr eSCripta.! Na galera americana.
[ Na galera americana.
I Na geleria americana.
Na galera americana.
Retratos de 55 por 45.
Retratos de 55 por \&.
Retratos de 55 por 45-
Retratos de 55 por 45.
Retratos de 55 por 45.
Retratos do 55 por ''*
Retratos de 55 por 45.
Retratos de 55 por 45-
Retratos de 55 |>or 45-
Retratos de 55 |'" i-:">
tmjtxto.
Joao Cazemiro di Silva Machado, faz pobftror"^
que se desencanarnhou- de sen poder duas letras,
sendo urna aceita" pelos Sfs. Joaquim Aarellano de
Gosmio l'cltdj, e Pralfcfsco Ifcnoel Marirmc Pai-
co da quaotia de 1:3325987, cuja letra nao to\
paga em seu venc ment, pornt como rvrwe sido
protestada, lirei por eerttdao o dito protesto qoe
se acha em meu poder; ouira aceita per Antonia
Jos de Athaide Alvim, da quantia de 4705275 j
vencida, todos moradores no passo de Camaragibe,
provincia das Alagoa*, por isei te.-to e previno aos ditos meus devedoresj>ara que
nao as paguem a outrem, e sini ao annunciante
por ser dellas e sacrador e propeirtano, ansim
como rogo a alguem que as tenha acnado o favor
de as trazer em casa de minha resideaota, rae. da
Gamboa do Carino a. 17; que uta recompen-
sa:______________. .
Dourador galvanoplastico,
ra do Araglo u. 38.
Doura-se a fro pela pilha eletnca de correntes
consumes, novo sistema de Dueirl, pete ai dou-
ra tolo e qualquer metal huco ou pofido, inriasive
o ferro e a^o, de qualquer que seja a tairtanno, as-
segurando-se por lempo" cerfo a consiWicia do
dourado ou galvanismo, e aliaura-ss set e*te siste-
ma o melhor at hoje desroberto, e que maiores
v^tntagens offerece ao dourados. Previne-so os
senhores mdicos que quizerem ter os seus Instru-
mentos de operacoes cirurgicas doarados ou pra-
liados, (cando somente o fl > descoberlo, e as-im li-
vres da osidacao do ar, a dingirem-se casa ci-
ma mencionada._______ _
Msica vocal e instrumen-
tal.
Angelo Rosal, professor de msica competente-
mente habilitado, leudo exercido dita arle as ca-
ptaos das principies provincias do imperio do Bra-
sil, Montevideo e Uuenos-Ayres, offerece-se nesta
provincia para leccionar msica vocal e n>ru-
mental por casas particulares, bem como offerece-
se aos senhores pas de familias que queiram man-
dar ensin.ir esta sublime arte a seos lllho*, alon-
gando bom ni.-.'h i.> de ensino, adiantament i de
seus alumnos, moralidade e bous eoMames, |>ara
cujo flm dar suas Iic5es na rna do .^ragao n. 38,
casa em que resille coi a familia de seu mano Ma-
noel Zeferino Dias Carreto.'________________
Escripturaoao.
Urna pessoa que escreve por partidas deliradas,
offerece-se para alguma loja de faiendas : n ra
do Rangel n. 9.
extraordinaria
Ra do Imperador n. 38.
Ra do Imperador n. 38.
Ra do Imperador n. 38.
Aos 10:000$00D e 3:000$OQ0. KJSS n.S.
Corre depois d ,tm:iuha. Destes presos s nos dias uteis.
Sexta-feira 10 do corrente mez se ex Destes pregas s nos dias uteis.
traliir a primeira parte da primeira lotera
Pedro, no consistorio da
do Rosario da freguezia de
da igreja de S.
igreja de N. S.
Santo Antonio. |
Osjbilhetes, metos e quarlos acham-se
venda na respectiva thesouraria ra do:|
Crespo n. 15.
Os premios de 10:000;?000 at 200000
serao pagos urna hora depois da extraccSo
at s 4 horas da tarde, e os outros no dia
seguinte depois da distribuirlo das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Saques sobre Portugal.
O abaixo assignado, autorisado pelo
Banco Mercantil Portuense. e na ausencia
do Sr. Joaquim da Silva Castro, saca ef-
fectivamente por todos os paquetes sobre
as pracas de Lisboa e Porto, e mais luga-
res do reino, por qualquer somma a vis-
ta, e a praso ; poiendo, os que tomarem
saques a praso.receberera avista, no mes-
mo Banco, descontando 4 OjO ao anno: na
loja de chapos da rna do Crespo n. 6, ou
na ra do Imperador n. 63, segundo an-
dar.Jos Joaquim da Costa Maia.
m\ 1)4 FOKTIM
f'JafljJAF
Na ra do Imperador n. i i, esquina da
! sa do Ouvidor, precisa-se de um menino
! gue7. com alguma pratica de molhados.
DE
Um predio.
Qointa-feira 9 do corrente.
O agente Pestaa legalmente autorisadi vende-
r por conlae risco de quera pertencer urna casa
de taipa coberta de telha sita na povoaco da
Apa, commandante o prime'ro Varzea, tendo 2 salas 2 quarlos, cosinha fra e
lente Alcanforado, o qual de- um Teo cora 18 palmos de largura e 280 de
do costume se- fundo inclusive a casa, com alguns arvoredos de
fructo, foreiro a irmandade do Santlssimo Sacra-
mento da referida freguezia : quinta-feira 9 do
corrente pelas 11 horas junto da associaco com-
mercial; os Srs. pretendentes que quierem qual-
quer esclarecimento podera dirigirse ao agente.
horas, agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo A C.________
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DR
.Vvea;a<*o costeira a vapor.
Illia de Fernando de Noronha.
No dia 14 de junho prximo,
ao meio dia, seguir um dos va-
pores da companhia para o pre-
sidio de Fernando de Nero-
nha.
LELA0
SO
Para.
Segu em poucos dias para o indicado porto em
direitur o veleiro brigue escuna Graciosa, capi-
to Jacintho Nunes da Costa, para o resto da car-
ga que Ihe falt tratase com o consignatario An- Urna escrava crioula de nome Marta,
tonio de Almeida Gomes, ra da Cruz n. 23, pri
meiro andar.
Para o Rio de Janeiro
o novo e veleiro patacho Polycena, capito Cypria-
no ntonio de Quadros, segu com brevidade ; re-
cebe carga a frete e escravos, para os quaes tem
excellentes commodos : tratase com Miguel Jos
Alves, rna da Cruz n. 19.
Rio de Janeiro.
O brigue Trotador segu cora brevidade, rece-
be carga e escravos a frete : trata-se com os con-
signatarios Marques, Barros & C, largo do Corpo
Santo n..G._______________ .
^ara o ftio de Janeiro
O brigue Belizarto segu precisamente pera o
indicado porto, sabbado 11 do corrente, ainda re-
cebe carga e escravos a frete : trata-se com os con-
signatarios Marques, Barros k C, largo do Corpo
Santo n. 6. ^^__
DE
eal\as eoni ceblas.
Qninla-fcira 9 de jiiob.
O agente Pestaa vender por cent a do qnem
pertencer 50 caixas com ceblas : quinta-feira 9
do corrente pelas 10 horas da manha no arraa-
zem do Annes.__________________^^___^_
Quinta-feira 9 de juuho s 11 horas do
dia na rna da Cadeia u. 53.
DE
idade
35 aunos, sabe cosinhar, propria para
todo servico.
Si if*
AOS 10:000,000
Bllhctes garantidos
A' rna do Crespe n. 23 t casas do costume
r ... J.IIMMI 'i, \_llll l.williliwuiy,-
O abaixo assignado tendo vendido nos seus mu- lra|ar com Tajs0 lrm0?
to felizes bilhetes garantidos o meio n. Ib73 com
a surte de 1:2005 e o de n. 2013 com a de 6005 e
n. 2672 com a de 3005, e outras sortes de 1005,
405 B 205. da lotera que se acabou de extrahir a
nenellcio do convento do Carino, convida aos pos-
suidores de ditos bilhetes a vrem receber seus
respectivos premios sem os descontos das leis em
seu estabelecimento rna do Crespo n. 23.
O mesmo tem exposto venda os novos e felizes
bilhetes garantidos d primeira parle da primeira
Mara a beneficio da reja de S. Pedro desta ci-
dade que se extralnr no da 10 do corrente pelo
vatitajoso planudas loteras extraordinarias.
Precos.
Bilhetes inteiros..... 125000
Me.os......... 65000
Quartos........ 35000
Para as pessoas que comprarem
de 1005 para cima.
Bilhetes........ H5O00
Meios.........
Quarto
traves-
portu-
Jaboato.
Aluga-se urna grande casa em Santo Amaro de
Jaboatao, com comraodos para grande familia : a
DENTISTA DE PARS
19 Rna Nora -19
Frederico Gautier, cirurgio dentista,
faz todas as operacoes de sua arte, e col-
loca denles artiliciaes, tudo com superio-
ridade e perfuicao, que as pessoas enten-
didas Ihe reconhecem.
Tem agua e pos dentiflcio.
.o 1 i --i i r- n a % 1 H
c C -1 -1 O B V '/. o -i $ a a. a m --> i i. i . ^ i n p o p a 1 > I O i o i O 2"
= O O o B B 9 -i a. a a a B -i -9 i a I s l -1 A -1 m S m - 1 -i o VI
o v> -i 9 i
Quem precisar de um menino para recados
e servicos leve* de casa, dirija se prac i da Inde-
pendencia n<. -17 e :I9.______________________
Da-se 3005 a 6005 por urna eserari de meia
idade, que seja sadia : na ra do Livramenlo n.
29 se dir quem quer. _________
..... 25730
Manoel Martins Fiuza
Aluga-se um silio na estrada da Ponte de
Uchoa e a margem do rio, pouco adianto do Illm.
Sr. commendador N'ery Ferreira, tendo banheiro,
palanque, galnhciro e outras aeommodacSes; e
oulro dito no Monteiro, em frente ao oitao da igre-
1 ja : a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Sou-
i za, ra do Crespo n. 15, ou eslreita do Rosario nu-
I mero 32.________
Precsa-se alugar um sobrado de um andar
i ou o primeiro andar de um sobrado as seguintes
mas : Aragao, praca da Boa-Vista, Imperatriz,
, Aurora, Nova, Crespo, Queimado e Imperador, pa-
A directora provisoria, tendo ja confiado a urna, *ai^enpa'dJ peLena familia : quem tiver an-
commissao o trabalho da organ.sacao dos estatutos : dirja-se ra da Praia n. 43, segundo
julga todava conveniente scientiflcar desde logo a ; ^ f^ cQm Q Dr Ernest0 Feliciano da
Monte Pi Portuguez:
O abaivo anifuado tem justo e contratado
rom o Sr. nenio Cord Rodrigues a compra de sua
cocheira na ruado Calabozo n. 20, livre e desem-
barazada : quera se julgar com direito mesma
cocheira, dirija-se a ra da Roda n. 45, no praso
de tres das, a contar da data deste. Recife 6 de
junho de 1864.
Antonio Duarte Pereira.
nuil mmmtmmmm
i Fabrica Conceicao da
Baha.
v^* Andrade A Reg, recebem constante-
|K mente e tem venda no seu armazem n.
M 34 da ruado Imperador, algodao d'aquel-
^ la fabrica, proprio para saceos de assu-
S5 car, embalar algodao empluma etc., etc.,
^S pelo prego mais razoavel.
lilIilHIHi .
Aluga-se um preto proprio prra todo o servi-
co, e tambem sabe cozinhar : quem pretender, di-
rija-se ra do Crespo n. 18. 2" andar.________
Domingos Jos Pereira vai ao Aracaty tratar
de sua saude.
Precisa-se de um caixeiro que enlenda de ta-
berna, de idade de 20 2o annos, dando fiador a
sua conducta : na ra do Pilar n. 135._________
Roga-se ao Sr. Manoel Jos Krancisco Pradi-
nho natural da Ilha de S. Miguel o favor de vir
roa do Brum n. 47, para recetor urna carta e
juntamente urnas encommendas que Ihe mandou
sua familia._____________________________
0 Dr. Miguel Joaquim de Castro Mascare-
nhas segu hoje para a provincia do Piauhy. aon-
de offerece os seus servicos a todos os seus ami-
gos clhes pede desculpa de nao ter por falla de
lempo despedido-se de cada um de per si c pelo
presente declara a todas as pessoas com quem
tem negocios, que fica nesta cidade constituido
seu procurador o Dr. paire Antonio da Cunta Fi-
gueredo com quem se podero entender e conven-
conar como se com elle proprio fura._________
Na ra do Aragao numero 43. exislem
exposlas a devocao dos devotos de Santo Antonio
e S. Joao, duas imagens destes dous santos de
pedra jaspe, reamente acabadas, para quem as
qnizer possuir.________________
de 105 o a
portu-
mensalidade de
da
de
"todos os seus compatriotas o seguinte :
!. S serao socios effectivos os cidados
guezes.
2." A joia ser
500 rs.
3. Os socios terao direito aos beneficios
ciedade quando (achando-se desprovidos
cursos) estiverem desempregados, doentes
presos.
4 Aquelles qne. por motivos graves ou
ta perigosa, tiverem necessidade de se ausentar,
serao pagas as despezas de transporte com cora-
modidade e decencia, on paraontras provincias do
imperio, ou para paiz estrangeiro.
so-
re-
ou
moles-
Silva Tavares.
Precisa-se de urna ama para comprar e cozi-
nhar em casa de homem solteiro : na ra do Quei-
mado n. 32, loja.______________________
Na praca da Independencia, loja de ourives
n. 33, compram-se obras de ouro, prata e pedras
preciosas, assim como se faz qualquer obra de en-
commenda, e todo e qualquer concert, e igual-
mente se dir quem d dinheiro a premio.
O abaixo assignado querendo retirar-
se para Portugal, e nao podendo fazer sera
que liquide suas contas com seus credores
5. Faiieeeodo qualquer *^?* e devedores, pede a estes tenham a bondade
t ir-r-. .l.^n.ml.i ..1 Olla Tl'llk tlfr*IY
  • enterro decente, se elle nao deixar meios para
    isso.
    6.' A sociedade prestar igualmente soccorros,
    em quanto o necessitarem, s viuvas e filhos me-
    nores dos socios que fallecerem em penuria.
    Apresenlando esta idea geral dos tins que a so-
    ciedade tem em vista, e havendo ofllciado as com-
    icOes proviniaeo no exercicio de 1864 1865.
    __No dia 10 do corrente em audienc
    maos.
    neta
    Para o
    Penedo.
    .ln iitizode orphoS desta capital, ser ar- O hiateAme/io, segu por estes das: a tratar
    rematad) o arrendamento do engenho Brum com o capito na ra do \.gano n. o.--------------
    uertencente aos herdeiro* do casal do falle.' Para a Baha
    :udu Jua.iuim Jo de Miranda. Os pre-
    bndenles quo se tiver-Mii habilitarlo como
    ^ se aniiiim-iou ser pienso, poderao con-
    Por intervencao do aganto Euzebio se vender mSSoes nomeadas nos diversos bairros desta cida-
    em leilo urna escrava crioula de nome Maria, ,je para |nes pejir 0 seu valioso auxilio na acqui-
    bouita figura.___________________eCao de socios, a directora tudo espera da leal
    coadjuvaeao e doacrisolado patriotismo dos lus-
    tres cavalheiros a quem se dirigi, e de todos os
    seus compatriotas em geral.
    Alm das pessoas nomeadas, qualquer cidadao
    de tiran satisfazer seus dbitos, do contra-
    rio o obrigaro a lancar nwo dos meios
    judiciaes para este fim.
    Luiz Moreira da Silva.
    Recife, 3 de junlio de 1864._________
    LEILO
    DE
    Um rico collar de ouro com 30 brilhantes
    (obra prima), 1 apparelho para cha, i
    bandeija, 1 paiiteiro tudo de prata do
    Porto e um relogio suisso patente pelo
    portuguez que pretender contribuir para o de-
    senvovimento de tae til associaco angariando
    assignaturas e demonstrando assim o ioteresse
    que Ihe merecem as cousas da nossa chara patria^
    novo svstema de martello e descoberto poder para esse fim obior listas impressas, din-,
    nnr arnhns ns lados gtndo-se ao Gabinete Portugnez de Leitura, eu a'
    por amos os laaos.^ ^ ^ asa da secretari0) ru4 a Cruz a. 23, prili
    andar.
    A todos, em geral, que receberem listas, roga a
    directora o especial obsequie de as devorverem
    opportunamente, ou acompanhadas de offino, ou
    siraplesmente assignadas, para a directora ter
    scienca dos cavalheiros a quera Ihe cumpee tribu-
    tar os seus agradecimentos.
    Recife, 3 de junho de 186.
    Maria Hermina Jardim dos Passos, compe-
    tentemente habilitada pelo Exm. Sr. presidente,
    para o magisterio de primeiras letras e todos os
    objectos necessarios para eduracao de meninas,
    offerece-se para ir exereitar seu ministerio em
    qualquer engenho, ou fazenda fra desta cidade,
    i reside oa ra do Padre Floriano n. 57, onde pode
    Aluga-se um acougue com dous lalhos am-
    bos por 14000, com seus utencilos, na h>ja do
    sobrado do pateo da Santa Cruz, que Oca na es-
    quina da ra Velha ; quem o pretender, dirija-se
    o travessa da Madre de Deus, 1. 15.
    Saques sobre Portugal.
    !\titonio Luiz de Oliveira Azeved<>(
    C.
    AGBTTKS DO BANCO UlUAO DO PWCTCK
    Competentemente autorisado* sacara
    por lodos os paquetes sobre 0 mesmo. Ban-
    co pana o Porto e Lisboa e para as se-
    guales agencias".
    ser procurada.
    Sexta-feira 10 de junh o.
    O agente Pinto fara lollo por coni de diversos,
    dos objectos.aelma deserlptos, s 10 horas do dia
    supradito no armatedl da rut- d* Cadeia o. 2i,
    esquina do Becco Lergft
    BE
    Urna emrmm
    Hexta-fetr le jmfro ao
    Jos da Silva Loyo,
    Presidente.
    Joaquim Gerardo de Bastes,
    2* secretario. __
    correr a essa p/aca
    e\ecu5o Silva lem de sere;n arrematada;
    - Por esecuco do .cirurgio Francisco Jo? da
    ..... ..., .... ,.X;n arre;uatda; por venda las
    tera lug;
    ijieucia.
    pretende seguir com muita brevidade a escuna na-
    cional Carlota, tem parte de seu carregamento
    prompto : para o resto que Ihe falta, trata-se com
    os seus consignatarios Antonio Lniz de Oliveira
    Azevedo & C, no seu escriptorio ra da Cruz nu-
    mero 1. _______^________
    Pura Lisboa pela ilha de S. Miguel segu
    com muita brevidade o brigne portuguez Flonnda,
    e-auitio Joaquim utfusto de Souza. Recebe carga
    - i a frete para rabos os poos : a tratar no escrlp
    torio de Amorim irmao?. ra da cruz n. 3.
    O agente Pinto Jfer leilo requerimento de
    Antonio Jos de Ostro o por despacho do Illm. Sr.
    Dr. joiz espeetal do comtnerclo de urna eserava
    pelo mesmo embargada ao su devedor JoaoCir-
    neiro Machado Ros, as 12 horas do dia cima di-
    to no armazem da rna da Cadeia do Recife n. 3,
    esquina do Buceo Largo.____________-______m
    IiBIL.O"
    DE
    Rscravo.
    O agente Alraeida far ieilode diversas escra-
    vos de arabos os setos cjiu habilidades.
    (iriinraatica insslea e porti^ueza
    D. AppIeM Sr C. livreiros.ejltor^ e PorWO-
    Estados Unido* da
    Alinea,
    os in-
    . F.
    r'ltora thStr um novo metlwdo para
    lezes aprenderos a lingua portusueza por
    Granert, 1 voi. 12 mo. ,_ ... A
    Este livro, o melhor at hoje. publica* e es-
    pressaraente irapresso para sopprtr a i'oniansa fal-
    ta que ha de ura* grammatic* mgUxa e porlu-
    Precisa-se de urna criada lvre ou escrava,
    para cozinhar: na ra de Apollo n. 8.
    Precisa-se de um caixetro que tenha prati-
    ca de- casa de pasto ; no largo da assembla,
    n. Ifx _________ .______________
    J. .K Manuel subdito francex vai a Europa e-
    lev seu ilho menor e deia por seu procurador
    bastante o seu rraao J. Francisco Manuoi. ____
    Precisa-se de um caixeiro que tenha pratica
    de taberna ed fiador a sua conducta : na tra.ves-
    :tt de S. Jos n. 22._______ .-----------------
    Furrio
    honln 6 dn corrente. da casa de seu senhor, o
    cabra de nome Paulino, marcado de benifes. I>a>-
    xo. corpo" resilar. vistas baiitas, sabio de manira,
    levando com'sigo camisa de riscado ec*lca escora :
    pede-se aos senhores capites de campo en qual-
    quer pessoa que o pegar, leva-lo a ra do Crespo
    n. 5, loja de Marcelino & C, que se gratihcara.
    [Amaraules.
    i Arcos de Val de Vez.
    SAveiro.
    [Barcelio.-.
    7Bastos.
    Evora.
    Fafe.
    Faro.
    Vianna do Castollo.
    [Villa do Conde-.
    iVilla. Nova da Porti-
    mo.
    Villa Real,
    /illa Nova de S. An-
    tonio
    (Vizeu.
    Beja.
    Braga.
    lUraganc.
    UCaminha-
    ICastelte Branco.
    J'Figueia.
    (Guarda.
    Qualquer sonuua
    Lagoa.
    Lagos.
    Lamego.
    Leilia.
    Monco.
    Moncorva.
    Oliveira de Aierart*>.
    Chaves.
    Coimbra.
    Covilha.
    El vas.
    Extremos.
    Penna FieL
    Pin bal.''
    Porto Alegre-.
    Regoa.
    Setubai.
    Taver.
    Thomar.
    Una Terceira.
    Fayal.
    Madeira.
    S. Miguel.
    a prazo ou vista,
    podundo logo os saques prazo seren
    descontados no raesmo Banco a razan de
    4 por cenlo ao anuo ; a tratar na ra da
    Cruz n. 1.
    O abaleo assignado previne ao Illm. Sr. the-
    soureiro da lotera que nao pague o meio billiete
    wezT parraqelles'iue fillam o ig* e que de-: n. 931 e os quartos ns. 1001 e 1011 da lotera de
    En aprender a lingua potftirfl C IS. Pedro que se devera extrahir no da 10 do cor-
    D AoDleton &C sao o> editores las obras em rente, pois que foram pedidos, e o abaixo assig-
    hesoanhol para edneacS muitissimo usadas no nado prote.ta iiistirtcar. '
    sul da America. Tambera puWiearo os melhores dos pelo Sr.
    albun? para cartoes de visita.
    visto serem ellos garant
    Manoel Martins Fiuza. Recife 7 de
    i [unh de 1864.Manoel Francisco de Oliveira.
    Revista do Insittiio Arcbeolo-
    gloo e UeosiMphiro Peroani-
    biicano.
    Acham-se venda os 3 primeiros Bumero'. na
    livraria Econmica de Jos Nogneira de Souz,
    junto ao arco de Santo Antonio, onde se subsrre-
    ve para esta Revista : .
    Por anno.....3B000
    ______Nmeros avulso ^^a^-*
    Joaquim Moreira de BrroB|f>a6 t.a scien-
    te que se retira para fra do mpedk a ilga nada
    de\*er a pessoa alguma ; purm <|omu si- julgar
    seu ereilor, quetra apresentar-so m praso de tres
    dias da data deste ; fiados os quaes nio se rospon-
    sabllisa por quantia alguma. Recife 8 de juabo
    de 1864.


    Diario .c reiBWBhiW* ... anuaria letra h c Juuh 4c is*4.
    At chcgou Offerece-se um pequeo de i -, it mn,,,
    m granda sortimento de blco e reada preU de proximamenie ehfl*ado de ^'.aSil, pir caiieiro
    novo modelo chamado (guipu) o melhor que se *" pode desejar oeste artigo e que se vende muito ba- rro n. t
    rato : na loja do gallo vigilante ra lo Crespo
    n. 7. ___'
    C 0 M PE AS.
    annos
    tratar
    Precisase de um caixeiro de 16 a 20
    que tenba alguma ortica de taberna : a
    na ra da Cadeia do Recite n. 53.
    Antonio Lacaba retira-se para Macan.
    Aaaoetacao Ejercicio Jwriflo.
    Hoje quarta-feira 8 do corrente, s 3 !|2 horas
    da Urde, em a sala n. 3 da Pacnldade de Direito,
    haver sessao extraordinaria. Os novos funccio-
    narios da Associacao tomaro posse dos seos res-
    pectivos cargos.
    Sala das sessdes da Associacao Exercicio Jnridico
    8 de junho de 1864.
    Floriano Jos de Miranda.
    ^________________2o secretario._____________
    irtrei-e-se para criado um rapaz moco, de
    boa conducta : no becco do Lobato, casa da esqui-
    na sem numerado._____________________________
    Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
    engommar, para urna casa de tres pessoas de fa-
    milia : na roa de Santa Thereza n. U._________
    Precisa-se de urna ama para todo o servigo
    de urna casa de pouca familia : na ra das Laran-
    geiras n. 3, primeiro andar._____________________
    Precisa-se alugar urna mulher de bons cos-
    tumes e acetada, estrangeira ou da trra, e pode
    ser escrava, para tratar de enancas em urna fami-
    lia estrangeira, morando na Casa Porte, para coser
    e tratar do vestuario das mesmas crianzas e tudo
    quanto for concernente a ellas, agradando paga-se
    bem : procure no escriptorio n. 17, primeira casa
    no trapiche do Angelo junto da praca do com-
    mercio. _______________
    Fazem-se bolos de bacia de todas as qualida-
    des, e armam-se bandeijas com a maior prompti-
    dao o aceio a contento das encommendas, por pre-
    gos muitoem conta : na ra de Santa Rita n. 10.
    Compra-se um mxo para plano : na ra do
    Cabug n. 11, botica.
    pendencia n. 22.
    1, primeiro 'l.idar, escriptorio-
    Madama Ferro,
    propri^rij do hole| \\iiao g\t0 M roa 0 Trapi- Compra-se ouro e prata em obras velhas,
    cuo n. 44, tem a honra de participar ao respeitavel paga-se bem: na luja de bilbetes da praca da Inde-
    publico desta capiul, e em particular aos senhores r
    empregados do commercio que acharao todas as
    segundas e quintas-feiras a afamada sopa de ra-
    viole, como assim todos os oulros dias ontras es-
    colhidas sopas italianas ; isto estar prorapto das
    10 horas da manhaa s 4 da Urde, horas muito
    propras para lanche ; atiaocando llies qne os pro-
    cos sero os irais razoaveis possivels, e de qne es-
    pera toda a concurrencia._______________________
    Precisase alugar um preto escravo para o
    trabalho desta tvpograhia, pagando-se diaria, sema-
    nal ou mensalmente; d-se o sustento, se agradar
    ao proprietario : na livraria ns. 6 e 8 da praca da
    Independencia.
    Precisa-se alugar urna preta que saiba cozi-
    nhar e engommar : quera a tiver, dirija-se ra
    do Trapiche n. 4, que achara com quem tratar.
    Una criada franecza.
    Na ra do Livramento n. 19, precisa-se de urna
    criada franceza, fazeudo-se ordnalo vantajoso,
    bem como se promelle servico leve e bom trata-
    ment.
    Ao Sr. Jos da Co-ta Mathias, ou a quem
    suas vezes flzer, se deseja fallar : na praca da In-
    dependencia n.22.___________________________
    Aluga-se um inoleque com idade de 17 an-
    nos, e urna negrinha de 14, arabos para servico de
    casa : quem pretender, dirjase ra dos Marty-
    rios n. 2._____________________________"
    Perdeu-se urna letra da quantia de lli^O'.t:),
    sacada ao dia 23 de maio de 186't 6 mezes de
    praso pela abaixo assigoado, e aceita pelo Sr. Joa-
    quim de S Cavalcanli de Albuquerque : pede-se
    a quem a tiver adiado o favor dea restituir; e ao
    dito Sr. Joaquim de S o favor de a nao pagar a
    pessoa alguma sera a minlia autorisaco. c certo
    de ser meu devedor como se eu possuisse dita le-
    tra at o meu real embolco.
    ____________________Jos Gomes Villar._________
    - Antonio Francisco Paes de Mello Brrelo ten-
    do de seguir para Lisboa no paquete que deve
    partir no meada do corrente, e nao podendo, at-
    iento a precipiuco de sua viagem e os incommo-
    dos de sua saude, despedir-se pessaalmenle como
    desejava, de todos os seus amigos, fa-lo por este
    meio, pedindollies dislo desculpa, e offerecendo-
    lhes os seus fracos servicos no lugar para onde
    segu.___________________________
    - Autouio Francisco Paes de Mello Brrelo ten-
    do de seguir para Lisboa no paquete que deve por
    aqu passar no meado do corrente, deixa nesta ci-
    dade encarregados de todos os seus negocios, co-
    mo seus bastantes procuradores os Srs. Drs. Luiz
    de Carvalho Paes de Andrade, Henrique do Reg
    Barros e Francisco de Carvalho Soares Brando.
    drada.
    Precisa-se de urna criada porlugueza ou das
    Unas, para o servico de duas pessoas : no caes 22
    de Novembro n. 30, primeiro andar junto ao bilhar.
    PARA ALIGAR.
    Aluga-se o sobrado de um s andar na na Im-
    perial 11. 160, com commodos para grande familia,
    grande quintal murado e portao : a tratar na pa-
    daria da ra Direita n. 84.
    Aluga-se um secundo
    um andar na ra da Palma
    Hygino de Miranda.
    A quera fallar um chapeo, procure no arma-
    zem da ra nova de Santa Hita n. 19._________
    = Emilio Koliler vai para a Babia.
    O Dr. Cosme de S Pereira conti-
    na a residir na ra da Cruz n. 53,
    Io e 2o andar, onde pode ser procu-
    rado para o exercicio de sua profis-
    sao medica, e com especialidade
    sobre e seguinte
    Io molestias de olhos;
    2o de peito :
    3o dos orgos geniti
    urinarios.
    Em seu escriptorio os doentes se-
    rSo examinados na ordem de suas
    entradas comecando o trabalho pelos
    doentes de olhos.
    Dar consultas todos os dias d si
    6 as 40 da manha, menos nos do-
    mingos.
    Praticar toda e qualquer opera-
    co que julgar conveniente para o
    prompto restabelecimento dos seus
    doentes.
    Jardineiro.
    O cemiterio publico precisa de um jardineiro :
    a entenderse cora o administrador do mesrao
    Aluga-se a casa terrea da ra do Progresso
    Q. 21 (junto do Cammho Novo) tambem se vende,
    gu permula-se por outra que seja situada as fre-
    ouezias de Santo Antonio ou S. Jos : na ra do
    n uelmado n. 77.
    andar na ra Velha>
    : a tratar com Jos1,
    Joao da Silva Ramos, medico pela Unf
    versidade de Coimbra, d consultas em
    sua casa das 9 s 11 horas da manhaa, o
    das 4 s 6 da larde. Visita os doentes
    em suas casas regularmente as horas
    para isse designadas, salvo os casos ur-
    gentes, que sero soccorridos era qual-
    quer occasio. D consultas aos pobres
    que o procuraren) no hospital Pedro II,
    aonde encontrado diariamente das 6
    s 8 horas da manha.
    T-ni sua casa de sade regularmente
    montada para receber qualquer doente,
    ainda mesmo os alienados, para o que
    tem commodos apropriados e nella pra-
    tica qualquer operacao cirurgica.
    Para a casa de sade.
    Primeira classe 350O0diarios.
    Segunda dita.... 25300
    Terceira dita.... 25000 >
    Este estabelecimento j bem acredi-
    tado pelos bons servicos que tem pres-
    tado.
    O proprietario espera que elle conti-
    nu a merecer a conanca de que sera-
    pre tem gozado.
    Compram-se boas cabras leiteiras : no silio
    denominado do Toque, ou na Boa-Vista, roa da Glo-
    ria, casa n. 86.
    Na ra da Imperatriz, casa n. 9, segundo an-
    dar, compram-se duas escravas pretas on pardas,
    mogas, sem vicios ou molestia, e qne saibam en-
    gommar e cozinhar.
    Compra-se ama casa terrea nesia cidade :
    trata-se na ra Imperial, sobrad? n. 64, ou com o
    solicitador Burgos.
    YENDAS.
    Vendem-se caixes proprios para se
    encaixotar a 20 cada um: na ra das Cru-
    zes n. 44.
    Vende-se carvo a 600 rs. a barrica : no pri-
    meiro armazem na ra da Concordia com a frente
    para a ra do Cano.____________________________
    lucilos, linguicas e carne do
    serto.
    Vende-se na taberna de B S. Costa, pateo do
    Paraizo n. 16, oito para a ra da Florentina.
    Selllas navas.
    Vendem-se sebolas muito novas chegadas de
    Lisboa no brigue Constante > : no armazem de
    Jos Rodrigues de Carvalho, travessa da Madre de
    Dos n. 9.
    Na cocheira do pateo do Paraizo n. 26 existe
    um cabriolet venda.___________________
    Vende-se milho muito novo chegado ltima-
    mente, por menos do que cm outra qualquer par-
    te : na roa da Moeda n. 47, armazem de Urbano
    Jos de Souza.
    . Vende-se diariamente leile puro sem agua,
    no lazereto do Pina ; assim como vendem-se uns
    garrotes e vitellos por prego commodo : quem pre-
    tender, dirija-se ao mesmo lazareto a qualquer
    hora do dia.
    Vende-se a taberna sita
    106 : a tratar na mesma.
    na roa de Horlas n.
    QueIJos ao Serid.
    Vendem-se queijos do Sendo muito frescaes
    600 rs. a libra : no largo do Carino, esquina da
    ra do Hortas, armazem n. 2.
    Estopa larga.
    A melhor que (em apparecido no mercado, em
    pecas de 82 jardas : vende-se na roa do Crespo n.
    19, a 400 rs.___________________________________
    Vendem-se tesonras de Guima-
    res
    de superior qualidade para uso dos senhores ca-
    belleireiros e barbeiros, assim como para costura
    e unhas : na loja de ferragens da roa da Cadeia
    n. 44, de Thomaz Fernandes da Cunha, prego fa-
    voravel.
    Vendem-se sortes para Sanio Antonio e S.
    Joo a 252OO o cento, e 320 rs. a duzia : na ra
    da Palma n. 41, taberna.
    Vende-se urna urna de Jacaranda para depo-
    silo de ossos: na ra da Imperatriz, loja de mar-
    cineiro n. 2o.
    CIGARROS
    PARDOS.
    GRANDE
    sortimeBto de fazendas tovas viadas
    pelo vapor ingles para o proprieta-
    rio do grande armazem e luja de fa-
    zendas da Arar, roa da imperatriz
    t. 56, de Loorenco Pereira Mendes
    Guimares
    Pechioeha, a 35200.
    Vndese baratissimo para apnrar dinheiro, a
    saber: cortes de chitas francezas de cores escuras
    e claras com 10 covados por 3*200, dijos de chitas
    IRSS?8^ 2*400' ditos de c"8" francezas a 25 e
    25300, ditos de cambraia de salpicos a 2*300 e 3*:
    so na Arara, roa da Imperatriz n. 36.
    A Arara vende a 210 rs.
    Vende-se organdys lino para vestido a 240, 280
    e 320 rs. o covado, casta franceza lina a 320 o co-
    vado, gorgnro de linho para vestido a sSO o cova-
    do : loja da Arara, ra da Imperatriz n. 56.
    A Arara veide laiinhu de urna s cer
    a 610 rs.
    Vendem-se ricas lazinhas lisas proprias para
    mi
    O Vigilante est alerta, nao Ihe era permettido
    deixar passar desapercebido sem que nao dsse o
    5ft72KMiE!"X !M"^H!"5?2L* MW^.ao.lltwlpoblko
    45 Ra Direit 45
    OicamI oicam!!!
    CALCADO
    i Bom e novo, a primeira necessidade para a sau-
    de e aformoseamento do individuo I
    Meu Dos I... que ps de pa'vo se lobrigam por
    | essas roas I que figura horrenda e nauseante a
    de um paletol bem talhado sobranceiro a um
    guedes rodo em duas solas I um balo bem tor-
    neado e bambaleante descubrindo urna ponta de
    botina safara e carcomida 11
    Santa Barbara! I Currara roa Direita, bellas e
    rapazes I sacudam na praia esses malditos guedes
    e compren) :
    Borzeguins de Nantes 8*000.
    : Ditos francezes de bezerro 7*.
    Ditos francezes de lustre para homem 5*.
    Ditos para senhora, de lustre, enfeitados, 3*500.
    I Ditos para senhora, gaspia alta, 4*800.
    Botinas de menina 2*300.
    ; Ditas de cores para menina 2*000.
    Sapa i oes de Nantes de duas solas 3*.
    Ditos de sola e vira 45300.
    Sapatos de borracha para senhoras 1*300
    m,CA*nd'd'Uj Maria Pia muit0 flnacom P*1" I"i"***""" &tt^aSuStu!MStlnS Pios para meninosliOOO.
    *_._. ^"do: ra da Imperatriz n. 56, loja propriamente para qualquer mimo, que acaba de saPat0:s dc luslre Para scuhora 1*.
    da Arara.
    Cortes de caseinira a .
    mimo, HU^. uu, u
    chegar nesleultimo paquete, assim como muitos Rllos de ^te Para n0 esenhora 800 rs.
    outros objectos que recebe por diversos navios 5".os da "8a constitucional 500 rs.
    Vende-se cortes de meia casemira para calca a! tanto de sua conta como de consignacao, que est Cn'neloes rasos d<> Prto a 1*600.
    2*, ditos melhores a 2*500 e 3*, ganga para caiga! resolvido a vender por procos muito baratos para fc ura sor"mento comple.o em sola, vaqueas,
    a 440 o covado, brim de linho preto a 300 rs. o vender muito e ganhar poco, e dar extraccao ao couro?' bezerro francez como nenhnm, couro de
    covado: ra da Imperatriz n. 56. grande deposito que lera, que espera merecer a 'ustre muito grande, e tudo quanto pertence arta
    Fil de linho a 320 rs. a Tara ProtecCao do respeitavel publico, empregando para de s- Chrispim.
    Vende-se fil de linho branco proprio para forro ,sso ,oda* e, ff "Mores diligencias para que Q-
    devestide a 320 rs. avara, tarlaiana de cores *lue(m sa,,sr,,"os : >^o so no Gallo Vigilante, roa
    a 640 a vara, fil de linho uno a 800 rs. a vara : do Cre?P .
    na ra da Imperatriz n. 56. Kicas porta-jotas.
    16*000
    de madre-
    u- uo ua iniperainz n. oo. l pi mi-jwis
    Veo para senhoras a I.OOO rs. ofr.ede nluil 8s' m
    Vendem-se os mais modernos veos para chapeos Le?,inh1as transparentes, forradas
    ---------------._ .*, para chapeo-
    de senhoras a 1* um, de todas as cores, manguitos
    de fil e bordados a 500 rs., manguitos e gola a
    15, golinhas para senhoras e meninas a 240 e 320
    cada urna, caraisinhas finas para senhoras a 2* o
    4*500 : s na Arara, ra da Imperatriz n. 56.
    Arara vende os caries de iaa Maria Pia a 180.
    Vendem-se ricos cortes de lia de barra os me-
    lhores que tem vindo, pelo prego de 18* o corte,
    ditos a 8*, vende lazinhas em covado a 240, 280,
    320, 400, 500 e 640 o covado, dtas lisas de cores a
    640, casemiras para capas de senhoras a 2* o co-1
    vado : ra da Imperatriz n 56,
    Arara, de Mendes Guimares.
    perola por 1&5000
    Lindas jardineiras 10*000
    Ricos cofres com camaphcu 10*000
    Lindas eansinhas com pedras brancas 10*000
    Lindo balo com calunga dentro tambem
    A GRANDE CORA
    PARA TODAS AS MOLESTIAS DO
    Eira, o n e is eiuus.
    para joias
    Tambalicr para ditas
    Cestinhas dem dem
    Cosmorama dem dem
    16,5000
    9*000
    6*000
    6*000
    OOOO
    l'rnazinha
    S no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
    Ricos porta-bouquetes de diversos gostos e pre-
    loja e armazem da 0os so no vigilante, ra do Crespo n 7.
    Bramante d, Arara t|M a vara. ^ bolcinnas ao J?* e 13*. ditos sem
    >iZZ~vL I"* dr Jinh0 de I0 palmSa bolga, porm do mesmo gosto, a 2*500 3*, 3*300
    2*200 a vara, panno de linho para saceos e cerou- e 4*, ricas fivelas avulsas para sintos, o melhor
    que se pode encontrar, a 1*500, 2*, 2*300 e 3* :
    -p, ra d '
    Cahazes 011 cestinhas.
    At que chegaram as desejadas cestinhas ou ca-
    bazes para as meninas trazerem no braco, o mais
    wii*t\ B\/oc*nl #i fff/lA "ll-Art t m lili
    5, 7 e
    las a 640 a vara, hamburgo de linho a 4i0, 560 e
    S.'S11 de i?h0 branr0i!5? Ai*??0' s" no Vigilante, ra do Crespo 7.'
    1*400 e 1*600 a vara, dito pardo a 800, 040,1* e
    1J200 a vara : ra da Imperatriz n. 56.
    Chites da Arara a 210 rs.
    Vendem-se chitas finas a 240 e 280, ditas largas
    a 320, 360 e 400 rs. o covado, de cores Hxas : ra rico possivel, a 2*300, 3*300, 4.
    da Imperatriz n. 06, loja da .irara, de Mendes Gui- "o Vigilante, rna do Crespo n. 7.
    maraes. Ppn|<
    Chales da Arara a 2500.
    Vendem-se chales da merino estampados a 2*,
    2*o00, 4*500 e 5*. dilos de la e seda a 1* : ra
    da Imperatriz n. 56, loja da Arara.
    Oh! que pechincha, a I-'miiio.
    Vendem se lengos de seda grandes a 1*, ditos
    pequeos a 800 rs., grvalas de seda de cores a 500
    rs., ditas pretas de Iaa e largas a 800 rs., rollari-
    nho para hornera a 400 rs., raeias croas a 200, 240,
    300 e 500 rs. o par : ra da Imperatriz n. 36, loja
    da Arara.
    Fazendas pretas para lulo, cassas, a 320 rs.
    Vendem-se cassas pretas para lulo a 320 o cova-
    do, veos pretos para chapeos da senhoras a 1*, .
    luvas de seda pretas a 1*. princeza prea enfesta- senhora como para mocinhas, pelo barato
    da a 640. 800 e l*o covado, alpaca preta a 500, 12 e li& : S no ^Jg'Jante, ra do Crespo
    .-o
    Nesle artigo tem um grande sorlimento, tanto
    para alisar como para atar cabello, o mais lindo
    que se pode desejar, assim como de arregacar ca-
    bello, tanto de borracha como de tartaruga, com
    enfeite e sem elle para meninas: s no Vigilante,
    ra do Crespo n. 7.
    Pentes
    Tambera chegaram os riqusimos pentes de
    concha de tartaruga e de massa lina, que se vende
    por 2*, 3 e 5* : s no Vigilante, ra do Crespo
    numero 7.
    Leques.
    Riquissiraos leques de madrepcrola, tanto para
    prego de
    n. 7.
    DA
    ttociedade de seguros mutuos
    de vida insiallada pelo Banco
    Unio na cidade do Porto.
    Os agentes ncsia cidade e provincia Antonio muito preferidos pela
    Luiz de Oliveira Azevede &
    Fabrica de CinimarSes & C. em
    s. Domingos de Mltherohy.
    Estes cigarros com um consumo
    provincia,
    . so no Rio de Janeiro e
    imraen-
    lem sido
    OSr. Ponce de i.eou.
    O Sr. Antonio ("arlos Pereira de Burgos Ponce
    de Len insiste em fazer persuadir ao publico, que
    eu nv separei de sua companhia e Ihe propuz ac-
    co de divorcio, sera que para isso tivesse motivo
    algum fundado, mas arrastada lao smenle por
    moviniento eslranho, chegando sua velleidade ao
    ponto de inculcar, que eu vivo sob a presso da
    vontade de raeus pas, e que s pelo invencivel
    temor que estes me inspiram que ainda ne me
    reconciliei ostensivamente com elle, quando alias,
    em particular, vivemos na melhor intelligencia.
    E de tudo isto tira elle motivo para me incommo-
    dar de novo, propondo-me urna acgo rescisoria do
    divorcio, na qual allegou as mais revoltantes falsi-
    dades.
    Pedia o decoro que eu me abstivesse de trazer
    luz publica esta desbragada questo, que o Sr.
    Burgos lem procurado dar urna triste eelebridade.
    Entretanto, breada pelo indigno e insidioso pro-
    cediinento do Sr. Burgos, venho, bem meu pe-
    zar, fazer perante o publico as seguintes solemnes
    declarages, que serao repetidas sem in errupgo,
    emquanto o Sr. Burgos nao se convencer de que
    deve deixar-me vitar tranquilla e socegada. Nao
    quero, com meu silencio, dar urna apparencia de
    verdade ao romance que o Sr. Burgos inventou e
    espalha, e favorecer assim os seus tenebrosos pla-
    nos.
    Eis aqui as minhas declarages :
    Sahi da companhia do Sr. Burgos e refugiei-me
    na casa paterna para Ihe propor a acgo de divor-
    cio, nao porque fosse isso movida por vontade
    estranha, mas sirn em razo dos incomportaveis
    marlyrios por que me fez passar o Sr. Burgos, du-
    rante dez longos annos que vivemos juntos. Sahi
    de sua companhia por causa de suas repetidas e
    escandalosas infidelidades ; sahi porque j estava
    caneada de soffrer toda a sorte de mos tratamen-
    tos; sahi porque a minha vida corra i inminente
    perigo ; sahi porque nem o meo corpo, nem o
    meu espirito tinham mais forgas para supporlar to
    longo e nsolfrive! tormento ; sahi, finalmente,
    porque j tinha pago cora usura o passo impru-
    dentsimo, que dra, c de que muito me tenho ar-
    rependido, em casar-mc, contra a vontade de meus
    prenles, com o homem mais refalsado que o cu
    cobre.
    Era tudo quanto tenho feito este respeito, meus
    pas nao liguraram seno como meus naturaes pro-
    tectores. Quem sabe que Uve firmeza e resolucao
    bastante, para casarme, ainda menor, contra a
    vontade de meus pais, nao acreditar cerlamente,
    que hoje, vinte annos depois de meu casamento,
    seja constrangida, por vontade de meus pais, a vi-
    ver separada do Sr. Burgos. Ellos, pois, nao exer-
    ceram c nem exercem a menor violencia sobre a
    minha vontade, a qual nunca foi mais livre do
    que na resolucao que tomei e conservo de viver
    completa e perpetuamente separada do Sr. Burgos
    Vivo to satisfeita e feliz em companhia delles,
    quanto |ossivel urna pessoa, que tem muitos
    e grandes motivos de desgosto, e em todo o raso
    infinitamente mais satisfeita e feliz do que viva na
    companhia do Sr. Burgos.
    Faca, portante, o Sr. Burgos, o que Ihe suggerir
    a sua at hoje nao igualada malicia. Pinja a minha
    letra e assignatura, para inculcar que Ihe escrevo
    cartas ; diga que vivo opprimida por meus pais,
    as que entretanto o estimo e almejo pela nossa
    reconciliagao ; compre teslemunhas para irem de-
    por aquillo que Ihes d a estudar por escrpto ;
    prveme da doce satisfagao de ver meus fllhos e
    de os ter em minha companhia; invente finalmen-
    te quanto sua fenil imaginacao parecer conve-
    niente para attingir o Orn que se propoe. Com
    Uido isso, e concedendo Mesmo que nao houvesse
    C escriptorio na ra
    da Cruz doRecifc n. 1, estiio autorisados desde j
    a tomar assignaturas e prestar todos os esclarec
    montos que forera necessarios, as pessoas que de
    sejarera concorrer para to til e benfica empre
    as, egurando um futuro lisongeiro aos associado-
    mmm mmwsm mm mmmw*
    I Companhia fldelidade de |
    seguros martimos e ter-
    restres estabelecida no
    Rio de Janeiro.
    AGENTES EM PEPNAMBUCO
    Antonio Luiz de Oliveira Azevedo i C,
    competentemente autorisados pela direc-
    tora da companhia de seguros Fidelida-
    de, tomam seguros de navios, mercado-
    rias e predios no seu escriptorio ra da
    Cruz n .1.
    Desappareceu no dia Io de junho corrente,
    da casa de que proprietario o Sr. Brito, na Mag-
    dalena-, um relogio de ouro, patente, descoberto,
    lendo no mostrador o nome do fabricante Golay
    Lereche Geneve.preso por urna pequea e fina cr-
    reme com chave, tudo de ouro; bem como urna
    caixinha de jogo feita de madeira chineza, e pre-
    parada com gosto, contendo interiormenle seis cai-
    xinhas e um copo no centro, com fixas de madre-
    perola com desenhos esquisitos : rogase a quem
    souber ou encontrar estes objectos, dirija-se casa
    cima, ou na ra do Trapiche n. 17, que ser ge-
    nerosamente gratificado.
    Aluga-se por preco commodo o Io e 2o andar
    do sobrado da ra da Senzala Velha n. 48 : a tra-
    tar na loja do mesmo.
    Quem precisar de ura mestre de piano e pri-
    meras letras para qualquer lugar, procure na ra
    larga do Rosario n. 37.
    Aviso at lo de junho.
    O abaixo assignado faz sciente a todos os seus
    devedores que, os que at a data accima Ihe nao
    pagarem, sero suas contas e ttulos entregues a
    seu procurador, afim de o fazer judicialmente
    sem excesso de pessoa.
    Desesperado de esperar,
    Quero receber
    Para pagar a quem dever.
    ________________Joo Cazerairo da Silva Machado.
    Precisa-se de ura feitor para tomar conta
    de um sitio para plantar : a tratar na ra Nova n.
    23, loja de chapeos de sol.
    Grande
    primazia do papel o
    stiperioridade e pureza do fumo, o qual
    preparado por meio de urna machina
    a vapor de forra apropriada e livre dessas
    composicoes nocivas que tanto tem celebri-
    sado outros fabricantes, assim pois o nosso
    proposito manter a reputaco que, de ha
    dous annos concenciosamente temos gran-
    geado.
    nico deposito em casa de M. J. de Arau-
    joSouz3, largo do Paco n. 12, Rio de Ja-
    neiro.
    Os precos na fabrica e deposito sao os se-
    guinles:
    Cigarros de papel pardo 2#70O o milheiro.
    Ditos de 2 qualidade 2,$000
    Ditos Garibaldis 3d800
    Ditosbrancos em chumbo 3)5800
    Ditos depalhaSanta Rosa 6#000 >
    Ditos de dita Faceiros 65000
    Ditos de dita Baependy 6^000
    Ditos de dita Suspiros
    (especiaes 8*000
    Fumo de Minas picado
    em chumbo 800 rs. a libra.
    Os senhores que quizerem fazer algum
    pedido poderao ver as qualidades no Bazar
    Pernambucano na ra larga do Rosario n.
    30, aonde ha a venda e podero obter as
    informacoes precisas.
    Vende-se um escravo bom cosinheiro ; a tra-
    tar no cartorio do tabellio Porto Carreiro, roa
    do Imperador n. 42.
    640 e 800 rs. o covado, laazinha preta a 640, mo-
    rim e bombazina : ra da Imperatriz. loja da Ara-
    ra n. 06.
    Cirande sortlmentode roupa
    feita.
    Vende-se paletots de panno preto a 16*, 14*,
    12*. 10*, 8* e 6*, ditos de brim de cor a 3*300,
    3*o2*500, ditos de meia casemira a 4*300 e3*300
    calcas de brim a 3* e 2*300, ditas de brim bran-
    co a 4*300 e 3*500. ceroulas de linho a 2*000 e
    1*800, camisas francezas de linho a 35, ditas de
    algodao a 2*300 e 2*300 : na ra da Imperatriz,
    loja Arara n. 36.
    \n csqiiecain os baldes da Arara.
    Vendem-se baldes do 13, 20, 30 e 40 arcos a 3*,
    3*500, 4* e 4*300, ditos de brlhantna a 45, co-
    bertas de chita a 25, ditas de damasco a 4*. ditas
    de fustao a 3* : ra da Imperatriz n. 56, loja da
    Arara.
    Cortes de cassa da Arara a 2)5000
    Vendem-se cortes de cassa a 2*, ditos de dita a
    2*400, cortes de babados .a 3* : ra da Impera-
    triz n. 06, lo a da Arara.
    Soutamlarque da Arara a 20 e gf.
    Mis leques.
    Com pequeo defeito, leques de sndalo, por ba-
    rato prego, a 8* e 10*. chnezes, muito bonitos,
    tambem por barato prego de 4 e 5*, bentarallas
    muito bonitas tambem por barato preco de 4 e 5*,
    leques de charo tambem por 4*, tudo isto para
    acabar, perdendo-se talvez 80 0|0 : s no Vigilan-
    te, ra do Crespo n. 7.
    Pulseiras.
    Lindas pulseiras de contas e de missanga, cores
    muito lindas e dc muito gosto a I* e 1*200.
    Para segurar manguitos.
    Tambem chegaram as liguinhas estreitinhas de
    borracha que as senhoras tanto precisam para se-
    gurar os manguitos por ser muito commodo e mui-
    to barato, a 320 o par : s no Vigilante, ra do
    Crespo n. 7.
    Sapaliuluis e meias de seda.
    Rqussimos sapatinhos de seda e de merino en-
    feitados, assim como meiaszinhas de seda, gorra-
    zinhas e touquinhas para as criancinhas se bapti-
    sarem : s no Vigilante, na do Crespo n. 7.
    Carretas.
    Riqussimas carretas de madrcperola proprias
    Botica
    de
    fabrica
    de fogos de artificio, da viava Rufino, situada na
    estrada de Joo de Barros; nesta fabrica apromp-
    ta se toda e qualquer encommenda destes artigos
    com o maior esmero e presteza, seja para dentro
    ou fra da provincia : recebem-se as encommen-
    das no armazem da bola amarella, no oito da se-
    cretaria depolicia.______________________________
    Ama ou escrava.
    Precisase de urna ama ou escrava que engor-
    me bem : a tratar na ra da Imperatriz n. 47, se-
    gundo andar____________________________
    Aluga-se o terceiro andar da casa n. 48 na
    ra do Trapiche : a tratar no armazem da mesma
    casa.___________________________________________
    Arrenda-se o engenho d'agua denominado
    Jussar, sito na freguezia de Ipojuca, pouco mais
    de urna legua das estagdes de Ipojuca e Escada,
    ju.-tiga na trra, so podena iorar o seu fim prn- COm boas margens de raassap para se safrejar
    cinal, que u annullara sentenga de divorcio, e res- em grande escala : a tratar no pateo do Livra-
    tabelecer a communhao de bens, para ter o dire- iento com o Dr. Ignacio Nery da Fonseca.
    to de participar da pequea heranga, que me ha ------^-.-------3-----------r-r.------------------
    de vr por mortede raeus pas, quera Dos, por ~ Precisa-se de urna criada livre ou escrava
    isso mesmo, para martyrio do Sr. Burgos, hade 1ae saiba,cez!D,!ar e comprar : na roa de Santo
    conservar a vida por muitos annos.
    E nao conseguira senao isso, pois que nao ha-
    veria poder algnra sobro a trra que me obrigasse
    a viver mala eom um ente, quem, por tantos e
    to justos motivos, do fondo d'aima aborreco e des-
    preso.
    Thtreza AdeUude de Siqueira Cavalcanli.
    onde morou o Sr,
    Amaro (Mundo Aovo), sobrado
    Dr. Sabino._____________________________________
    Offerece-se um rapaz de boa conducta para
    caixeiro, tendo pratica de partidas dobradas :
    3uem precisar, dirija-se ao solicitador Manoel Luiz
    a Vega, ra da Gloria n. 94, que dir as in-
    formtcdes.
    e armazem
    drogas
    Ra do Cabug n. II.
    DE
    Joaquim Martinho da Cruz Correia.
    Vende-se o segointe :
    Salsa parrilha de Bristol.
    Pastilhas assucaradas de Kemp.
    Pastilhas vermfugas de Kemp.
    Elixir de citro lactato de ferro do Dr. Thermes.
    Rob do Lafecteur.
    Xarope depurativo d'odoreto de ferro de Guy.
    Xarope peitoral sedativo de Guy.
    Pastilhas peitoraes balsmicas de Gny.
    Pillas da vida.
    Burel franciscano (mesclado) para imagens.
    Injecgo Brow.
    Xarope de citrato de ferro de Chable.
    Plalas contra sesdes.
    Salsa parrilha de Sands.
    Extracto fluido de salsa parrilha de Bailys.
    Xarope alcoolico de vellaroe.
    Alm destas drogas ha constantemente um com-
    pleto sortimento de tintas, verniz, ouro para don-
    rar, preparados chi micos e pharmaceuticos que se
    vendem por commodos pregos.
    Ferros para ourlves.
    Na roa larga do Rosarlo n. 24, loja de ourives,
    vendem-se todos os ferros e utencilios de onnves.
    Vendem-se por barato preco duas casas no-
    vas e um grande telheiro onde tem urna padaria,
    tudo na entrada do Cacbang e por menos do seu
    valor, 300*, e vista do pretndeme se dir o mo-
    tivo da venda : a tratar no Chora-menino, padaria.
    Vende-se um escravo bom cozinheiro : na
    ra do Imperador, escriptorio do tabellio Porto-
    carreiro.
    GAZ GAZ GAZ
    Vende-se gaz da melhor qualid- de a i
    a lata e em lotes de 10 latas para cima se
    far abatimento. no armazem do Caes do
    Ramos n. 18 e ra do Trapiche Novo nu-
    mero 8^_____________________________
    Vende-se urna escrava peca, crioula, de ida-
    de 18 annos, com habilidades, duas ditas de idade
    de 22 25 annos, nm preto de idade 30 annos, sem
    vicios, a parte de ura sobrado de um andar, em
    boa ra do bairro do Recife : na travessa do Car-
    ino n. 1.
    e lt mn'^^ri";5 m",) l,em enfeilada,2 P* nq'e7 preste, ^elolaraTissono preT de
    e zo cada nm, veos pretos e de cores para senlio- 1*300 e ^5
    rasa 1* cada um, riscados francezes a 280 o co- ~tg-i__
    vado. Todas as fazendas existentes neste estabe- lOilllindS.
    lecimento vendem-se por prego baratissimo, e do- Lindas voltinhas deperolas falsas com cruzinhas
    se amostras com penhor, ou manda-se levar as fa- Qng'ido brilhantes, assim como cruzinhas avulsas
    zendas casadas familias pelo caixeiro da loja da e voltinhas, pelo haralo preco de 13 e 1*200,
    Arara, na da Imperatriz n. 36. cruzes avulsas a 400 rs. : s 110 Vigilante, ru
    MACHINAS UEPATENTE
    Crespo n.
    (olillbs.
    Rlquissimas golinhas e niancnitos, o melhor gos-
    to possivel, a 2*, 2*500 e 3* : s no Vigilante,
    roa do Crespo n. 7.
    Enfcites para senhora.
    Riquissimos enfeites com lago e sem laco o de
    outros muitos gostos a 1*. 1*500 e 3* : so no Vi-
    gialnte, ra do Crespo n. 7.
    Traiicclins.
    Lindos trancelins de cabello para relogio ou lu-
    netas, pelo baratissimo prego de 1*300, ditos de
    retroz a 200 rs.
    Babadinlios ntremelos.
    Riquissimos babadinhos eutremeios com lindos
    desenhos tapados e transparentes, pelo barat ssimo
    prego de 1*200, 1*300, 2*e 3*: so no Vigilante,
    ra do Crespo n. 7.
    Cascarrilhas.
    Grande sortimento de cascarrilhas de diversas
    larguras, assim como galozmho e trancinhas pro-
    prias para enfeites : s no Vigilante, roa do Cres-
    po n. 7.
    Fitas.
    Grande sortimento de fitas de diversas larguras
    e qualidade, por pregos que admirara aos compra-
    dores, havendo fitas largas proprias para sinteiros
    que se pode vender a 300 rs. a vara, e pega de 9
    varas a 2*: s no Vigilante, roa do Crespo n. 7.
    Fitas de la
    Fitas de la de todas as qualidades, propras pa-
    ra debrum de vestido a 700 rs. a pega : s no Vi-
    gilante, ra do Crespo n. 7.
    Ricos espelhos,
    Riquissimos espelhos com moldura dourada e
    sem ella de 8*, 10,12 e 14*, assim como con co-
    lumnas de diuerentes tamanhos a 2*, 3, 4, 5 e 6*:
    s no Vigilante, roa do Crespo n. 7.
    Lindos jarros e figuras.
    Riquissimos jarros e figuras de porcelana fina
    para enfeite de sala, sendo o melhor gosto que aqui
    tem apparecido : s no Vigilante.
    Para pos de arroz.
    Riquissimos vasos cora boneca para pos de ar-
    roz, cousa de muito gosto a 1*300 e 2*, assim co-
    mo pacotes s com os pos a 320 rs. cada um : s
    no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
    Perfumarlas.
    Grande sortimento de extractos e banhas, poma-
    das, assim como os lindos ropos eu vasos com dis-
    tinctivos e offereciments s sinhazinhas, dos me-
    lhores e mais afamados autores de Paris o Ingla-
    terra, assim como os grandes copos de banha japo-
    niza a 2* e a 1* ; assim como outros objectos que
    nao possivel por hoje annunciar, e vista dos
    freguezes se far todo negocio : na loja do Gallo
    Vigilante, ra do Crespo n. 7._________________
    Trinas e volantes.
    Chegaram a tempo proprio.
    S para o Vigilante.
    Ate qne chegou um grande sorlimento de trinas
    ; e volantes, galoes, bicos e espeguilhas pratiadas e
    douradas, e de todas as larguras, propriamente
    para os ornamentos de igrejas e oratorios para
    festejar o mez Harianno ; seus precos sao muito
    racoaveis : s no Gallo Vigilante, ra do Crespo
    selhns e silhoes ingiezes, candieiros e casti- numero 7.
    caes bronceados, lonas inglezas, fio de vela,! Alsdo da Babia
    chicotes para carros e montarla, arreios para ^a gaccos de Jggucw e de e ^
    carros de um e doos cavallos, e relogios de para vender Antonio Luiz de oliveira Azevedo &
    onro patente inglez. i C, no seu escriptorio roa da Cruz n. 1.
    AS
    Pitillas Vegetas Assircaradas
    De Kemp
    Compostas dos dois novos resinoidos chama-
    dos PoDopiiiLiNA e Leptaiduuu, o inteira-
    mente arras de Mercurio ou outros venenos
    niincracs 011 inctallicos, s:To de grande utili-
    dado nos puizes clidos em cazos de
    DISPEPSIA, ERCHAQECA,
    Coibnarao ou Prizo do Ventre,
    FADECIKENTOS DO FIGADO,
    Aftogfes Biliosas,
    HEMOERHOIDAS, CLICA,
    Ictericia,
    FEBRE GASTRO-HEPATICA,
    E outras ciiffrmidiide anlogas.
    Ellas vio rpidamente substituindo os ant'gos
    purgantes drsticos.
    venda as boticas de Caors 4 Barboza,
    ra da Cruz, e Joo da C. Bravo & C, roa
    da Madre de Dos.
    Vinlio do Porto superior
    em caixas de urna e duas duzias : tem para ven-
    der Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C, no seu
    oscriptorio ra da Cruz n. I.
    No armazem de fazendas baratas de
    Sanios ( oelho, na do Qneimado, n.
    19, vende-se o seguinte*
    Attcnce.
    Lazinha.
    Ricas lazinhas para vestido, fazenda a melhor
    que tem vindo ao mercado, tanto em gosto como
    en qualidade da fazenda, pelo baratissimo preco
    de oO rs. o covado.
    Lazinhas niiudinhas carmezins, proprias para
    vestidos de nu-ninas, e camisinhas a 640 o covado.
    Cortes de la cora 19 covados pelo baratissimo
    prego de 65.
    Cobertas de chita da India pelo baratissimo preco
    de25o00. F *
    Lencoes de panno de linho a 25.
    ~ Lengoes de bramante de linho lino pelo baratissimo
    ra do' preco de_35.2O0.
    de fia bal liar a mo para
    descarocar algodo
    FABRICADAS
    Por Plant Brothers & C.
    OLDAM
    Estas machinas
    podem descarocar
    qualquer especie
    de algodao sem
    estragar o fio,
    sendo bastante
    duas pessoas para
    o trabalho; pode
    descarocar urna
    arroba de algo-
    dao em caroco
    em 40 minutos,
    ou 18 arrobas
    por dia ou 5 ar-
    robas de algodao
    limpo.
    Esta machina
    a nica que
    possue as vantagens de nao destruir o fio do al-
    godo e de fazer render o dobro de qualquer ou-
    tra com menos trabalho, a sua introduccao para
    as provincias desle imperio ser de muito valor
    para todos os interessados na lavoura do paiz.
    Assim com machinas em ponto grande do mes-
    mo systema.oraql serem movidas por animaes,
    agua ou vapor, pas uae* podem descarocar 18 ar-
    robas de algodo ampo por dia.
    O algodao descarocado por estas machinas tem
    muito mais estimacao nos mercados de Europa e
    vende-se por maior preco.
    As machinas se acham venda nicamente em
    casa de
    Saanders Brothers & G.
    V II, praca do Corpo Santo
    RECIFE.
    O.-111 nicos agentes neste paiz.
    ou flna a vontade do comprador
    ce
    khh da Senzalla n. 42.
    Vende-se, em casa de S. P. Johnston & C.,
    {Bramante de linho fino com 10 palmos de largura
    1 pelo baratissimo preco de 25300 a vara.
    Atoalhado adamascado proprio para toalhademesa
    a 25000 a vara.
    Cambraia de forro a 25600 o 35200.
    Guardanapos adamascados a 35800 a duzia.
    Toalhas alcochoadas proprias para mos a 55 a
    duzia.
    Cortes de caiga de ganga amarella de listras e
    de quadros, pelo baratissimo prego de 15200 o
    corte.
    Cambraia adamascada com 20 varas, propria
    para cortinado, pelo baratissimo prego de lOjOOO
    a pega.
    Ricos cortes de la Maria Pia pelo baratissimo
    prego de 185.
    Pecas de cambraia de salpicos com 8 1|2 varas
    pelo baratissimo prego de 45-
    Pegas de platilha de algodo com 10 varas, pro-
    pria para saia a 45200.
    Esleirs da India, proprias para forro de sala,
    de 4,5 e 6 palmos de largura, por menos prego do
    que em outra qualquer parte.
    Nesle armazem tambera se encontrar um gran-
    de sortimento de roupas leilas, e por medida.
    Vende-se o engenho Crasto, sito margenY
    do rio Manguaba, que Ihe serve de porto de em-
    barque, urna legua distante do Porto de Pedras,
    onde toca o vapor costeiro, tem urna legoa de tor-
    ras com grandesjvarzeas e matas suficientes, as
    obras sao de tijolo e muito solidas, o cercado qua-
    si todo de valado e nativo, tem orna capella edifica-
    da com gosto, e est decentemente tratada ; o ne-
    gocio pode ser tambem a prasos razoaveis, e lem
    o rendeiro actual toda preferencia : a tratarse no
    escriptorio do Dr. Alcoforado, ou em Sant'Anna,
    estrada do Monteiro, casa de Lourengo Bezerra Car-
    neiro da Cunha._____________________________
    Sitio venda-
    Vende-se ou permuta-se por predios nesta cida-
    do um dos melhores sitios dos Afilelos com excel-
    lente casa de vivenda, constando de 7 salas, 8
    3uartos, grande estribara, cocheira para 4 carros,
    uas cacimbas de agua potavcl, duas baixas de
    caplm, innmeros arvoredos de fructo, e pasto
    para 8 vaccas: quem o pretender, dirjase a ra
    do Queimado, loja de ferragens n. 33, que achara
    com quem tratar.
    Charutos de Havana
    de superior qualidade vendem-se em casa
    de Schafleitlin & C., ra da Cruz n. 42.
    GAZ ii'Z GiZ
    Superior qualidade
    Latas de um, dous e cinco galoes
    _ Na roa do Apollo n. 2.
    \ ende-se urna mulata de 22 annos com uraa
    cria de 4 mezes, cosinha, lava, coze, engomma e
    faz labyrinto tudo com perfeigo : na ra da Guia
    Massa pata ratas,
    Pereira & Mariins cora armazem na travessa da
    Madre de Dos n. 16, tendo recebido avultada re-
    messa de massa phosphorica para destruir ratos e
    baratas, cuja efflcacia ja bem eonhecida, e deso-
    jando que esta ezcellente preparacao chimica es-
    teja ao alcance de todos, tem resolvido vender a
    duzia do boies a 25000 cada urna, e avulso a 500
    rs.. e com urna duzia cada casa fica livre desses
    animaes damninhos.


    varia felra H de unlto 4c is4.


    a
    A Aguia branca na ra da Que I
    atado a. 9 receben :
    Talagarca, seda rouxa, e froco para bordar.
    I.inhas e agulhas para crochet.
    As afamadas agulhas parisiense, impenal e
    Vioieria.
    Carteiras com agulhas de Igual superiondade.
    Agulheiros e dedaes de marflm e madreperola.
    Retro* em carriteis. .
    Alfinetes braocos e prelos em caixinhas.
    Tesoaras finas de aeo pollido para unhas e cos-
    tura.
    Caivetes com lima, e olba pequea para lim-
    par nnhas.
    Pinceis finos cabo de osso e marflm para
    barba.
    Escovas Anas dito dito dito e madreperola para
    linipar denles.
    Ditas ditas dito de madreperola para limpar
    pentes.
    Pentes de marflm para alisar e tirar piolhos.
    Ditos de dito com chapa de metal para limpar
    os mesmos.
    Facas de marflm para papel.
    Raspadeiras com molla e cabo de marflm.
    Pastas pretas e coloridas para papis.
    Linhas pretas lustrosas, a melhor que se pude
    encontrar para machinas, em car retis de 200
    jardas.
    Papel para folhas. e rosas, tendo algum ra-
    jado.
    Folhas avelludadas e de panno para dita.
    Botdes de cornalina
    e outras qualidades para coletes
    A Aguia branca acaba de receber um novo e
    variado sortimento daquelles apreciados botdes de
    cornalina brancos e encarnados, chatos e redon-
    dos para coletes, cujas abotuaduras cootinuam a
    ser vendidas pelo commodo e inalteravel prego de
    25 cada urna.
    Alm desses recebeu tambem outros de madre-
    perola, massae osso, com differentes moldes para
    o mesmo flm.
    Ja se v, pois, que o pretndeme munido do di.
    nheiro achara sortimento vontade na ra do
    Queimado loja d'Aguia branca n. 8.
    SAPATOS DE KIRKAUIA
    a 10OOO. 105OO e *0&OO o par
    na ra do Queimado loja d'Aguia-Branca n. 8.
    BAVSINHOS B CAlMMIAS
    com perfumarlas.
    Na ra do Queimado n. 8 loja d'Agua-Branca, os
    freguezes munidos de dinheiro encontraro, boni-
    tos bausiohos rbenos de couro e com 6 frasqui-
    nlms de extractos por i500 cada um, e outros
    cobertor de papelo com 9 frasquinhos por 25000
    um; caixinhas com 6 frasquinhos de ditos por
    15000 urna, outras com 12 ditos por 25000 urna,
    outras com 3 ditos, cuja coberta parece tartaruga,
    a 15300 cada urna, e outras com pastilhas de chei-
    ro a 500, 15000 e 25000.
    Caivetes fines de cabo de madrepero-
    la e las folhas.
    Por estarem tocados de ferrugem vendem-se
    500 rs. caivetes finos com cabo de madreperola e
    duas folhas : na ra do Queimado, loja da aguia
    branca n. 8.
    Emelopes bordados e car loes com boi-
    ras do ii radas,
    Na loja da aguia branca, roa do Queimado n. 8,
    achavam-se venda bonitos envolopes bordados e
    cartoes com beiras douradas, tendo de uns e de
    outros, maiores e menores, proprios para partici-
    pares de rasamentos, bailes etc.
    Completo sortimento de
    Unas, lisas e lavradas.
    A aguia branca recebeu um grande e completo
    sortimento de fitas de diversas larguras e qualida-
    des, tanto lisas como lavradas, e em todas ellas co-
    nhece-se a superioridade da fazenda, nolando-se
    as lavradas o bom gosto dos novos e lindos dese-
    nhos, isso tanto as matisadas como as brancas,
    c pea commodidade dos precos o pretndeme que
    se dirigir munido de dinheiro ra do Queimado
    loja da aguia branca n. 8, ser bem servido.
    Capachos inglezes.
    Na loja da aguia branca, ra do Queimado n. 8
    vendem-se bons capachos inglezes, os quaes alm
    de bonitos sao de immensa duracao, pelo que se
    tornam baratos pelos precos de 45, 55, 65 e 75
    cada um.
    Cartas francesas.
    A apnia branca, na ruado Queimado n. 8. rece-
    beu um novo sortimento de linas carias francezas
    com beiras douradas e brancas, e as est venden-
    do baratamente a dinheiro vista.
    Objectos de phantasla viudo*
    para a agula branca.
    A aguia branca recebeu novos e bonitos objec-
    tos de phantasia, alguns dos quaes nunca vistos
    aqui, sendo :
    Bonitos aderccos completos feitos de perolas falsas.
    Ditos ditos de pedras, por cuja perfeicao e bom
    gosto quasi se nao distinguem das verdadeiras.
    Lindas pulseiras de mosaico.
    Dita dita de perolas falsas unto para senhoras
    como para meninas.
    Dita de chapa de crystal com listas douradas.
    Dita de cornalina branca, azul etc., etc.
    Bonitos alfinetes e anneis para grvalas.
    Bonitos pentes de concha, obra de apurado gosto.
    Outros trave.'sos com pedras para meninas.
    Bellas guarnicoes de pentes dourados, ornados
    cora caixos de uvas, feitos de aljfar, obra su-
    blime.
    Outras igualmente bellas, todas de fino dourado e
    com pedras.
    Outras a tarta rugadas, nada inferior a aquella.
    Voltinhas de aljfar branco e de cores com cruzes
    de pedras.
    Esses e outros muitos objectos acham-se a venda
    na ra do Queimado, loja da aguia branca, n
    JARRO!
    de porcelana e escarra-
    deiras de vidro
    A aguia branca tambem mandou vir bonitos jar-
    ros de porcellana dourada e de differentes taa-
    nnos j assim como escarradeiras de vidro, objectos
    esses sempre necessarios .para o bom aceio das sa-
    las ; resta somente que o comprador dinja-se com
    dinheiro loja d'aguia branca, na ra do Queima-
    do n. 8, onde ser servido com agrado e sinceri-
    dade. _____. ______
    Largo da
    'Santa Cruz ^
    numero
    12 e 84.
    Esquina da*
    ra do
    Sebo n. 12^
    e84.
    BRILHANTE AURORA
    AURORA BRILHANTE
    GRANDES ARMAZENS DE MOLHADOS.
    Francisco Jos Fernandes Pires proprietario dos armazens de molhados denomina-
    dos Brilliante Aurora e Aurora Brilhante, ao largo da Santa Cruz ns. 12 e 84 (esquina
    da ra do Sebo), faz sciente ao respeitavel publico desta eidade e do interior que nos
    seus importantes estabelecimentos vender sempre gneros novos e de primeira quali-
    dade e vender a todos pelo mesmo preco.
    O completo sortimento de todos os gneros finos e grossos que costumam ter outros
    estabelecimentos desta ordem se encontraro sempre nos armazens da Brilhante Aurora
    e Aurora Brilhante e sempre em grande escala a vontade dos Srs. compradores.
    O proprietario dos armazens Brilhante Aurora e Aurora Brilhante pede a todos os
    senhores e senhoras que quando tiverem de mandar suas relacSes a estes estabelecimen-
    tos por seus criados seja em carta fechada ou com grande recommendacao a estes arma-
    zens, certos de que sero tao bem servidos como se viessem pessoalmente.
    A Brilhante Aurora e Aurora Brilhante troca qualquer um genero que por acaso
    nao agrade crecebe as libras esterlinas a 95,scndo por compra: a tabella de seos gneros
    ser mudada todas as semanas.
    Amendoas confeiudas para sortes a libra 15-
    Manteiga ingleza flor a 800, e 960 rs.
    Dita maisabaixoa 610 e 720 rs.
    Dita rranceza nova libra 640 e e u barril a
    600 rs
    Chocolate sam muito novo al5200 a libra.
    Cha perola o melhor que ba ( redondo) a
    libra 35200.
    Dito dito mais abaixo a 25500 e 25800.
    Dito uxim muito fino a 25800 e 35.
    Dito hysson superior a 25600 e 25800.
    Dito mais abaixo a 25 e 25500.
    Dito preto muito fino a 25500.
    Dito em massos a 25.
    Dito do Rio em latas de 4, 2 e 1 libra a
    15500.
    Caf de moca superior arroba 105500 e li-
    bra 400 rs.
    Dito do Rio e do Cear arroba 95500 e libra
    320 rs.
    Dito mais abaixo arroba 85500 e libra 280.
    Barricas com bolachina ingleza ingleza nova
    a 35.
    Latas com bolachinha de soda de 5 libras
    a 25500.
    Ditas com ditas sortidas de 2 libras a 15400.
    Frascos com ameixas francezas s o frasco
    val o dinheiro a 25800 e 35-
    Latas com ditas a 15400, 25200 e 45.
    Ditas com figos de comadre a 15500.
    Vinho branco de muito boa qualidade cana-
    da 45 e garrafa 480 rs.
    Dito Xerez fino a caada 75500 e garrafa a
    15200.
    Dito Madeira seca caada 105 e garrafa 25-
    Dito em caixas de urna duzia do Porto dos
    melhores autores a 125, 145 o 165-
    Garrafas com licor fino francez e porluguez
    X 15
    Ditas com vinho de caj muito claro a 15-
    \ Ditas com mel de abelha puro a 15-
    Frascos cpm genebra de Hollanda de 2 gar-
    rafas a 15.
    Dito de urna garrafa a 560 rs.
    Dito de laranja verdadeira a 15200.
    Duzia de graxa latas grandes a 15.
    Caixas com 25 massos de velas de sperma-
    cete a 560 rs. a libra.
    Ditas maiores a 600, 640 e 720 rs. a libra.
    Caixas com urna arroba de velas do Araca-
    ty 105500 e libra 400 rs.
    Ditas de eomposicao arroba 105 e libra 360
    Saceos grandes com farinha de Goiannamui-
    to boa a 555OO.
    Dito de Porto Alegre melhor que de Muri-
    beca a 65-
    Ditos com milho novo com 24cuias a 45000
    Dito com farello de Lisboa 120 libras a
    55500.
    Dito com arroz de casca a 55500.
    Caixinhas hermticamente lacradas eproprias Duzia de garrafas de serveja branca e preta
    para mimo a 2^ e 25800.
    Caixinhas com ditas a 15. 25500 e 55 de
    arroba.
    Presunto de Lamego muito novo a libra 50
    rs. inteiro e a retalho 600 rs.
    Chourigas e paios novos a libra 800 rs.
    Latas com chouricase linguicas novas viu-
    das nesle vapor com 9 libras por 65500.
    Ditas com peixe ensopado de militas quali-
    dades a I -y
    Ditas com ervllhas francezas e portuguezas
    a 880 rs.
    Ditas com feijao verde francez a 800 rs.
    Ditas com massa de (ornato novo libra
    560 rs.
    Ditas com ostras a 720 rs.
    uitas com marmelada dos melhores autores
    de Lisboa a libra 640 rs.
    Potes com mustarda franceza preparada a
    libra 480 rs.
    Frascos com conservas de pepinos, mexides
    e azeilonas verde a 15.
    Dita dita franceza a 800 rs.
    Gigos com triota e tantas libras de batatas Azeite doce de Lisboa garrafa a 6*0 rs.
    novas a 35500 Vinagre de Lisboa caada 15o00 e garrafi
    Queijos novos do vapor a 35200 e 35500. 200, 240 c 320 rs.
    Massos de palitos de denles com
    a 55800 e em barricas a 55500.
    Arroz do Maranhao em sacecs arroba 25600
    e libra 100 rs.
    Dito da India e Java arroba 35 e libra 120.
    Ararula verdadeira arroba 85 e libra 320
    rs., matarana.
    Gommado Aracaiy para engommar arroba
    55 e libra 160 rs.
    Tapioca ou farinha do Maranhao nova libra
    160 rs,
    Ervilhas seccas muito novas libra 200 rs.
    Sag e sevadinha a 240 rs.
    Sevada arroba 35210 e libra 120 rs.
    Graxa de boio 97 a 280 rs.
    Sabo massa a 200, 240 e 280 rs. a libra.
    Dito hespanhol verdadeiro a 400 rs. a libra.
    Balaios do Porto diversos tamanhos de 320
    a 25-
    Capachos para portas de varias cores a 600,
    700 c 800 rs.
    Grao de bieo arroba 45500 e libra ICO rs.
    Painco arroba 55500 e libra 200 rs.
    ! Milh alpisla arroba 45800 c libra 160 rs.
    Ditos depralo enplicado a 15-
    Dito suisso a 800 rs.
    Dito de manteiga do Serid a 800 rs.
    Caixas com passas novas da 1 arroba 75,
    meia 3-5500 c quarlo 25 e libra 480 e
    640 rs.
    amendoas com casca a libra 240 rs. e arro-
    ba 65-
    Nozes libra 160 e arroba 55-
    Charutos finos de Simas e dos melhores fa-
    bricantes da Babia de 25 a 85 caixas de
    100 e 50.
    Crozas de caixinhas de palitos do gaz a
    25200 e 200 rs. a duzia.
    Barris com azeilonas novas a 3, e 45 bar-
    ra grandes.
    Vassouras do Porto piassava muito seguras
    a 400 rs.
    izeile rtoce francez dos melhores fabrican-
    tes caixa I05e agarrafa 15.
    Caixas com vinho Bordeaux branco e tinto
    S. Julien, S. Eslife e outros a 75500 e 85.
    Vinho do Porto lino em barris de 5o que ra
    20 massi-
    nhosa 160 rs.
    Tijolos de limpar facas a 160 e 120 rs.
    Caixas com 40 carias de traques a 95500 e
    a carta 280 rs.
    Resmas de papel almaro paulado a 55.
    Dtogreve liso o melhor que ha a 45500.
    Dito de peso e paulado a 25500 e 25800.
    GarrafOcs com 25 garrafas de verdadeira
    genebra de Hollanda por 85500.
    Azeite de coco garrafa 560 rs. e carrapato
    360 e caada 25560.
    Caixocs com doce de goiaba a 640,800 e 15,
    Toucinho de Lisboa arroba 85500 e libra
    320 rs.
    Dito de Santos arroba 75 e libra 280 rs.
    Molhos com grandes ceblas a 15600.
    Cento de dita sola a 15500.
    Mauncos de alhos a 240, 320 e 400 rs.
    Esteirasde varias qualidades.
    Cordas de postar e de andairae.
    Favas da ilha de S. Miguel arroba 35200 e
    libra 120 rs.
    & _----------------------------------------
    Vndese em barril por menos do que em outra
    qaalquer parte, para fechar conta : no armazem
    de J. A. Moreira Dias, ra da Cruz 11. 26, onde en-
    contraro as amostras.
    t"3 S S
    o g- w w
    S B g g-
    P, u tt* t
    g1 m
    3 g
    O
    o-
    I
    i
    i
    t
    ras vezes apparecc por 805 e em caada a Copos lapidados para agua e vinho a 35500,
    55500 e garrafa a 800 rs. I 3*800, 65 e 75-
    Dito da Figueira puro caada 45 e 45500 e Ditos lisos para varios precos.
    garrafa a 480 e 560 rs. Calix lapidados grandes e pequeos duzia
    Dito de Lisboa de boas marcas a 35500 el 3,4 e55 ; e 400 e oOO rs. cada um.
    45 e a garrafa a 440 e 480 rs. | Massas para sopa macarrao, talhanm e ale-
    Dito branco proprio de Lisboa caada 45800, tria a 480 rs.
    e garrafa 640 rs. i Eslrelinha e pevide libra 5oO rs.
    Cognac verdadeiro a garrafa 15 e 15280. IXaropes de fructas nacionaes a garrafa
    Vinho muscatel duzia 105 e garrafa 15- 500 rs.
    E muitos outros gneros que nao possivel men-$
    ciona-los todos de primeira qualidade.
    A satisfacao da Brilhante Aurora e Aurora Brilhante vender muito embora bara-
    to, mas a DINHEIRO.
    PARA BEM DE TODOS
    %;; FAZEI FAVOR DE LR ESTE ANNUNCIO
    da economa domestica que se vai tratar.
    0 assumpto importante.
    IIJESCOIIIIIO-KK IFIVUi
    0 verdadeiro e principal armazem de molhados o do
    BAL
    IZA.
    Xlnguem contestar esta rerdade.
    A fama fara correr esta noticia.
    A posterldade bemdlr o nonio do Baliza.
    Actnalidade Batel palmas de contentamento!
    Sem mitras ncm coreas para ornar a fachada de seus annuncios, e as portas do edificio em que habita, o Baliza se
    contenta em tomar o seu lugar de honra na vanguarda de todos os homens do progresso.
    Sopre embora o maldito Clarim, o sen toque de retirada a marche-marche do desacreditado Progresso; arme a lenoa
    dos falsos apostlos da sinceridade no tratro, da realidade na pratica dos negocios commeroaes. revele finalmente a sua
    grande insobordinacio fingindo desconhecer os seus superiores, deixando-se ficar sentado, em vez de pertilar-se e fazer a
    continencia do estylo, porque o incansavel Baliza sempre fiel ao seu juramento ter continuamente na melhor ordem todo o
    seutrem de guerra e no mais complecto movimento, o seu prestimo para bem servir, desde o mais simples camarada ate
    o mais alto general da primeira classe do exercito dos seus constantes freguezes.
    Entremos na materia :
    SENTIDO!
    ORDEH DO DA*
    Desde a 1a publicaco desle annuncio at segundo aviso Manoel Pedro de Mello, proprietario do grande armazem
    do Baliza estabelecido ra do Livramento ns. 38 e 38 A vender a todos os seus freguezes.
    Cinco por cento menos
    noe qualquer dos seus amaveis coUegas que por menos annunciar. Qualquer objecto que nao chegue a contento dos se-
    nhores compradores, pode ser devolvido ainda mesmo pelas pessoas que moraran no centro da provincia.
    O dinheiro recebido pelo gener0 que nao agradar ser restituido sem constrangimento algum.
    Declaraco importante.
    falso o boato que tem feito espalhar o soldado soprador da ra do Queimado de que se acha o Baliza associado
    ao armazem Unie Mercantil aberto a ra da Cadeia do bairro do Recife.
    A liga entre os collegas um crime de lesa-povo.
    LiSSrom dasloas libera dos progresistas de todo o universo aos sentimento mais ntimos de seu coraco.
    Deste modo de pensar ser o Baliza eternamente conservador.
    LIQUIDACAO
    TSEKVATI
    23Largo do Terco-23.
    Joanuim Simao dos Santo; tendo de se retirar est resolvido a liquidar e fazer urna grande
    vantagem a quem seu armazem frequenlar, e vender por menos do que ratro ">
    para fsso te um vantajoso sortimento tanto neste armazem como lora e para m*ro publico
    o annunciante scienliiica aos seus freguezes que tem frequentado este estabelec men o que de
    hora em diante terao a vantagem de 10 a 20 por cento menos que compraran) em outra poca pelo
    seu prompto pagamento.
    Attencfio.
    Caf do Rio de primeira e segunda sorle a 270 e Dito em caixa daBaha dos melhores fabricantes
    BOTMiBlRTIlOLOME K
    lina larga do Rosario 11. 3i
    % ende:
    Todos os remedios do Dr. Chable.
    Capsulas c injeccao ao maliro.
    Injeccao Faug3
    Pilulas do Dr. Alian.
    Pilulas do Dr. Lavillc.
    Pilulas do pobre-homem, execllentes contra rhea-
    matismo.
    Pilulas para sezoes.
    Pilulas e ungento Hollovay.
    Phosphato ferro de Lerrs.
    Todos os remedios de Kemp: padillas, pilulas,
    anacahuita, salsa de Bristol, etc. etc.
    E muitos oulros medicamentos e especialidades
    que sempre se encontraro em dita botica.
    de 15200, 25400 35 e 45.
    Arroz pilado a 80 e 100 rs. a libra e 25400 e i^P^tog^
    a arroba
    Milho alpista limpo a 170 rs. a libra e 15800 a
    arroba.
    Toucinho de Santos e Lisboa a 240 c 280 rs. a libra.
    Passas de carnada a 300 rs. a libra e 105 a caixa.
    Azeile doce de Lisboa lino a 640 rs. a garrafa e
    458OO a caada.
    Dito de carrapato a 320 rs. a garrafa e 25240 a
    caada.
    Massas para sopa alelria, macarrao e talharim a
    480 rs. a libra e 105 a caixa.
    Chouricas as mais novas a 800 rs. a libra.
    Charutos em macos de 50 a 65 o milheiro e a
    640 rs. o cento.
    A YELHA ENCYCLOPEDICA
    Respeitavel estaneleclmento de fazendas ra do
    Crespo nnmero 19.
    Manteiga franceza a 600 e 640rs. a libra.
    Dita ingleza flor a 800 c 900 rs. a libra.
    Biscoulos e bolachinhas de soda a 15300 e 25-
    Vinho do Porto engarrafado a 800 rs., garante-se a
    superior qualidade.
    Dito em pipa Figueira das marcas mais bem co-
    nhecidas a 300 rs. a garrafa e caada 35800
    Dito de Lisboa especial para negocio a 360, 400 e
    440 a garrafa e em caada faz-se abaljmento.
    Dito branco proprio para mista a 640 e 500 a gar-
    rafa e em caada a 55 e 35300.
    Bolachinha americana a 200 rs. a libra e em bar-
    rica ha grande abatimenlo.
    DE

    S
    Grande pechincha.
    A 200 rs. o eovado.
    Cambraias escuras finas a 200 rs. o eovado para
    acabar ; nao se dio amostras para que se acabem
    lose1 quem quizer, venha comprar no armazem
    duendas de Custodio, Carvalho & C, roa do
    Queimado n. 27._________^_________________
    -------" 'plvora.
    Vende-se plvora iogleza fina em barris de 23
    libras c. h. em lotes a vontade dos compradores e
    Z nreco mdico : a fallar no esenptono de Ro-
    Sef Bfdoulac,rna do Trapiche n. 18, aonde as
    amostras sao patentes._______------------- ------
    ~ CaldeLUboa e potasa da
    Vende- na ma d*Ca*i* *> Bacrf n. *. P"
    ondesemndOToaDtifO e acreditado deposito da
    SSnroa n. 12, ambos os gneros1 aac novos e
    SEc* e m Tendera a pree* mais barato do qnt
    aru ^uaiqueriparie.
    JOS GOMES VILLAR.
    Tendo merecido a proteeco das
    EXCELLENTISSIMAS SENHORAS,
    e do publico em geral.
    Oproprietario nao descanca um s momento para bem servir aos seus freguezes, fa-
    zendo encommendas para
    Inglaterra, Franca, Saissa e Allemanlia
    Idas melhores fazendas para
    Senhoras e para homens
    Leende-as por precos que admirara.
    Importante eslabelecimento
    DE
    Fazendas Fazendas
    DE
    Seda, lia, Ilnho e algodo.
    de
    ae
    [lina do Crespo numero 19,
    RECD7E.
    Veade baratissim.
    Importante estabeleciment
    DE
    DE
    Seda, la, Ilnho e algodo
    de
    Ra do Crespo numero IV
    RECIFE.
    Veade baratissimo.
    FAZENDAS BARATAS
    FAZENI'AS BARATAS
    UM LUUK M Q)M 0)0) IIRATIRQ
    Ricos vestidos brancos bordados a 105 e 125-
    Baloes inglezes de arcos e croch a 35, 45 e 55-
    Camisinhas e manguitos muito bem enfeilados a 35-
    Grande sortimento de lazinbas muito boas a 360 e 400 rs.
    Soutembarques e capas de seda, merino e carabraia bordada.
    Bramante de linho muito largo a 25.
    Organdys e cassas francezas finas a 486 rs.
    Cambraias lisas, fil de linho liso, cambraia de salpicos.
    Lindes cortes de lia Maria Pia de 85 a 1S5.
    Mimosos vestidos japonezes a 145-
    Variado sortimento de chales em qualidades e precos.
    Musselmas brancas com pinta de cor.
    Grosdenaples pretos de 15600, 15800 e 25-
    Lencos de cambraia bordados a capricho a 15-
    Madapolo barato a 5SOO.
    Vende-se madapolao bom e perfeito a 55800 a peca com 20 varas. ,>
    Todos estes arligos e outros muitos se vendera por precos que admiram l na ra uo ,1^.^
    1.
    o manual do plantador do algo-
    do, por Tumor, coutendo os
    scgiilntes captulos :
    1 Methodos ordinarios da cultura do algodao.
    2o Systcma aperfei^oado da cultura do algodao
    pelo Dr N. B. Cloud.
    3 Historia natural do algodao, suas especies, c
    variedades. ,.
    4o Molestia e insectos deslruidores do algodao.
    o Analyse da planta de algodao com relacilo a
    applicacao dos eslrumes, ele.
    6o Consumo do algodao e trafico do algodao.
    7o Historia do algodao e do engenho de algo-
    dao.
    esta obra urna compilacao dos arligos de ;r-
    naes de agricultura, e em geral dos melhores es-
    criptos que nesles ullimos anuos tem sbulo a lu
    nos Estados do Sul da l'niao Americana acerca da
    cultura, prodcelo, commercio, historia natural,
    analyse chimica, e ludo mais quanln diz respeito
    este importante genero de produccao agnco.a.
    Pode-se dizer que cite Manual a obra nuis com-
    pleta que exisie sobre a materia, siiulo au mesmo
    lempo Ihcorico e pratiro.e encerrando todas as no-
    ticias relativas seineihante assumpto.
    Vende-se a 65 o exi'inplar, na livrai ia de N.. F.
    de Paria & Filho, praca da Independencia nme-
    ros 6 e 8.
    O E.Ivro do l"ovo.
    obra adoptada para o uso das escolas primarias da
    provincia, contendo : vida de Nosso Senhor Jess
    Christo, o vigario, fbulas, o bom horacm Ricardo,
    quadrupedes uteis, moral pwtica, o professor pri-
    mario, Simao de Nanlua, mximas e pensamenios,
    da hygiene. receilas necessarias, o Brasil: vende-
    se noRecife, na livraria de M. Figueiroa de hara
    & Filho, praca da Independencia ns. 6 e 8.
    numero
    Defronte do arco de Santo Antonio.
    o niVAii
    Roa ds Queimado n. 49 e 35 est
    acabando a pechincha.
    Pecas debico com 10 varas
    a 200 rs.
    Feijao a 1
    Vendem-se saceos com 22 cuias de feijao mulali-
    nho e rajado : na ra da Madre de Dos ns. 5 e 9-
    Vende-se a taberna da estrada dos Quatro Lefles
    que vai para o Mangoinho, bem afreguezada e com
    poucos fundos, e se dir o motivo por que se ven-
    de : a tratar na mesma n, 26.
    Botica de Moars A. Borges.
    Praca da Boa-Vista,
    Vende-se o seguinte:
    Salsa par Iba deSands.
    Pastilhas de Kemps.
    Agua de colonia de Pivcr.
    Salsa parrilha de Bristol.
    Prompto alivio.
    Pastilhrs de Santonina.
    BOTICV EIIR0i;\RI.\
    BaRTHOIjOME d c.
    Ra L.arga do osario n. #.
    Vende:
    Ventosas de gomma elstica.
    Esmaltes para ourives.
    Fundas iuglezas.
    Vidros de bocea larga rom rolna.
    Tinta branca em massa para pintura fina a 200 rs.
    a libra.
    Meias do Porto.
    Vendem-se na loja de ferragens na ra da Ca-
    deia n. 44, de Thomaz Fernandos da Cunha, supe-
    riores meias de linho e de algodo, por pre^o fa-
    voravel.____________
    VE^iftE SE
    portadas de cantara de Lisboa, algum lagedo para
    calcadas : no escriptorio de Manoel Ignacio de Oh-
    veira Filho, no largo do Corpo Santo n. 19.__
    Na ra do Vigario n. 11, escriptorio de M. J.
    ! Ramos e Silva & Genros, tem para vender o se-
    guinte |
    ' Superior vinho do Porto em barris de 10.
    dem idem idem em caixas.
    Cera de Lisboa em velas.
    Ricos e elegantes pianos.
    Balancas decimaes.
    Algodao da Babia para saceos e roupa de escravos.
    Farinha de mandioca snperior
    em saceos grandes: vende Antonio Luiz de Olivei-
    ra Aievedo & C, no seu escriptorio ra da Croa
    numero 1.


    4e
    la felra de Jirtt 4 i 4.
    ATTENCAO
    9 IAHQO DO 1R1H0 9
    GRANDE SORTIMENTO
    DE
    NEM COROAS NEM MITRAS

    (-iu\im; armazem
    DE
    PARA A FESTA
    PARA A FESTA.
    DARTE & C.
    Participara aos seas numerosos freguezes e ao publico em geral que acabam da
    receber de sua propria encommenda, o mais lindo e completo sortimento de molhados,
    os quaes vendem por grosso e a retalho por menos 10 por cento do que outro qualquer
    annunciante, como verao pela seguinte tabella que abaixo notamos, garantindo os mes-
    mos proprietarios nao s o peso como a qualidade de seus gneros.
    * "W"WSiO Acaba de receber de sua propria encommenda um grande e varjado sortimento
    _ JM.W M.&%Wm ___ de molhados todos primorosamente escolhidos, por isso apressa-se o proprietario em
    Todos os senhores que compraran para negocio ou asa particu ar de 100,5 para off8recer aos seus fregUezes e ao publico em geral a seguinte tabella dos seus gneros e
    ama tero mais 5 a 10 por cento de abatimento, os proprietarios scientificam mais que resumidos pre,os afianCando todo e qualquer genero vendido neste bem conhecido ar-
    odos s seus gneros sao recebidos de sua propria encommenda, razio esta para pode mazem
    vender por muito menos do que outro qualquer estabelecimento.
    Manteiga ingleza flor a 8oo e t rs. a fibra.
    dem franceza a mais nova do mercado a 6oo
    rs. a libra, e 58o rs. em barril.
    dem de porco refinada muito al va 46o rs.
    a libra.
    Prezunto para fianbre a 8oo rs. a libra.
    Cha uxim miudinho vindo de conta propria,
    o melhor do mercado a 2,8oo rs. a libra.
    dem hyson de superior qualidade a 2,6oo rs.
    a libra.
    dem perola o melhor que se pode desejar a
    2,Too rs. a libra.
    dem preto muito fino a 2,5oo rs. a libra,
    dem mais baixo pouco a 2,ooo rs. a libra,
    dem mais baixo a l,8oo rs. a libra.
    Gastaonas muito novas a 2,ooo rs. a caixa, ejErva dooe a (iio rs. a libra.
    a IGo rs. a libra. i Traques a 24o rs. a carta e8# a caixo.
    Dolinho francez e era caixinhas de 7oo a' Peixe em latas muito novo ; savel, pescada,
    1,500 rs. cada urna. corvina, salmo e outras muitas qualidades
    Vinho do Alto Douro vindo do Porto engar- preparada de escabeche 2. a arte de cosi-
    RIJA DO IMPERADOR \. 40
    Junio ao srbrado em que mora o Sr. 0>borne,
    Para a festa de Santo Antonio, S. Jo&o e S. Pedro.
    Hilarle AI me I da tfc C, recehrrant de *ua propria fooorapiro
    da o mal liado e variado sorlimenlo de molhados. proprio
    da presente estaeao.
    Manteiga ingleza Macas brancas
    da safra nova vmda neste vapor de 28 de para sopa a melhor que se pode deseiar
    maio a 900 rs. a libra e da velha a 800 e ---------- *---
    DE
    S. ANTONIO, S. JOAO E S. PEDRO
    rafado garante-sea superioridadedeste vi- nha de l.oo a l,8oo rs. a
    nho, das seguintes marcas : Duque, Ge-; Figos em caixas de 1 arroba,
    Vellas de carnauba e composico de 32o a
    36o rs. a libra e de lo,ooo a U ,00o rs. a
    arroba. 1
    Genebra de Wollanda em botijas de conta a '
    440 rs. a botija, e em duzia ou em barrica
    ter abatimento. Amcndoas confeitadas de 800 rs. a libra.
    Massas para sopa macarro, talharim e aletria Manteiga ingleza perfeitamente flor, a 9oo rs,
    a 48o rs. a libra e em caixa ter abati-1 e 1$ a libra.
    ment. dem franceza a 04o rs. a libra, e Goo rs.
    dem estrellinha, rodinha e pevide em caixi- sendo em barril,
    nhas de8 libras, muito bemenfeitadas de Cha uxim a 2,Too rs. a libra, e de 8 libras'
    2.5oo a 3,5oo rs. a caixinha e a 600 rs. a para cima a 2,6oo. garante-se sercm muito novas, e graudas.
    libra. dem perola a2,8oors. e de 8 libras para dem corinthias proprias para podim a 9oo
    Boce de goiaba em caixas de diversos tama-1 cima a 2,7oo, rs. a libra,
    nhos de 600 a l.ooo rs. o caixo dem hysson o mais superior que se pode Marmeladas dos mais afamados fabricantes de
    desejar a 2,6oo c de 8 libras para cima Lisboa a 64o rs. a libra
    a ,5oo rs. Ervilhas secas muito novas a 16o rs. a libra,
    dem menos superior a 2,4oo ede 8 libras Grao debico muito novo a 16o rs. a libra.
    para cima a 2,3oo rs. Ervilhas francezas em latas a 600 rs.
    dem proprio para negocio a 2,3oo, de 8 li- Potes com sal refinado a 48o rs.
    ja, canella, cravo, ortela pimenta a 1,00o
    rs. a duzia l,ooo rs. a garrafa, garante-se
    que os melhores que temos tido'no mer-
    cado.
    Passas em caixas de 1 arroba '/* e \\ a 8,5oo,
    l,5oo e 2,5oo rs. a caixa, e 5oo rs. a libra
    lata,
    '/te
    8 libras
    nuino, velho secco, especial lagrimas do-' a 8,000 4,000 e 2,ooo rs. a caixinha.
    bras para cima a 2,2oo.
    dem do Rio em latas de 2, 4, 6 e 8 libras
    cada urna a 2, 3, 3,5oo e 4,8oo rs. a lata.
    Fumo de chapa americano a l,4oo rs. a libra
    fazenda especial.
    Presunto para fiambre inglezes a Too e 800
    ees de 1819, vinho especial D. Pedro V., Barris de vinho branco de quinto, marca B dem preto o melhor que se pode desejar rs. a libra.
    vinho velho, Nctar superior de 1833, Du- A Filho a 60,ooo rs. o barril. neste genero a 2,800 rs. Chouricas e paios mnito novos a 64o a libra.
    que do Porto de 1834, vinho do Porto ve- Marmelada imperial dos nulhores conservei- dem menos superior a esse que se vende Caixas de traque n. I a 8500 cada urna.
    lho superior, madeira secca de superior
    qualidade, vinho do Porto superior D. L11-
    iz l.de 1847, lagrimas do Douro espe-
    cial, vinho do Porto de l.oooa l,2oo rs
    a garrafa e de lo,ooo a 14,000 rs. a caixa
    com urna duzia.
    binha de soda especial encommenda e a i
    mais nova que ha no mercado a 2,2oo rs. a
    lita. I
    Bis oitos inglezes das melhores marcas emi
    h'.inhasde 2 libras a l,3oo rs. a lata.
    Idea: inglezes craknel em latas de 5 e 7 libras
    de 3,000 a 6.000 rs. a lata, e em libra a
    800 rs.
    Quoijos do reino chegados pelo ultimo vapor!
    a 3.000 rs. cada um.
    dem prato a 9oo rs. a libra.
    ros de Lisboa a 64o rs. a ldtinhade 1 libra,
    ha latas de 1 '/s e 2 libras.
    Massa de tomate em latas domadas de 1 libra
    a 64o rs. a lata.
    Ameixas francezas em caixinhas elegante-
    mente enfeitadas de 1,5oo a 3,ooo rs. a
    V a 6 li-
    caixinha, tambem ha latas de 1
    bras de l,2oo a 4,5oo rs. a lata,
    dem em frascos com tampa de rosca a 1,60o
    rs. o frasco.
    Chocolate portuguez, hespanhol, francez e
    snisso a l,2oo rs. a libra.
    Conservas inglezas das seguintes marcase
    Mixde-Picles e cebollas simples a 75o rs
    o frasco.
    Ancoretas de vinho colares a 5o,ooo rs., e
    a 72o rs. a garr''
    i por, 2 e 2,4oo, a 4.800 rs. a libra,
    dem mais baixo bom para negocio a l,5oo
    rs. a libra,
    dem miudinho proprio para negocio a I,5oo
    rs. a libra.
    Queijos do reino chegados neste ultimo va-;
    Massas para sopa macarro, talharim aletria
    a 4oo rs. a libra.
    Cognac verdadeiro inglez a 8,5oo rs. a caixa
    e8oors. a garrafa,
    dem francez a 7,000 rs. a duzia e 7oo rs. a
    garrafa.
    Vinho era pipa das mais acreditadas marcas iSardinhas de Nantes a 32o rs. a latinha.
    como sejamBd F-, PRR, JA A, outras' Charutos das mais acreditadas marcas de
    muitas marcas. Porto, Lisboa e Figueira ; a I600, 2,ooo, 2,5oo c 3,5oo rs. a caixa.
    de 48o, 5oo, 680, 64o e 800, rs., e o do dem suspiros de Jos G. P. a2,4oo a meia
    Porto fino em garrafa, e em c*nada a caixa.
    3,000, 3,8oo, 4,000 e 6,5oo rs. o melhor Ghampagnhea melhor do mercado de 12,ooo
    ii) Porto. a 2 i,000 rs. o gigo, e de 1,2oo a 2,ooo rs. a
    dem Bordoaux das mais acreditadas marcas' garrafa.
    a 7oo rs. a garrafa, e a 8,000 rs. a caixa. Papel greve pautado ouliso a 3,5oo rs. a res-
    Garrafes com 5 garrafas de superior vinho! ma.
    ! dem de
    por a 3,3oo. j Charutos em grande quantidade e de todos os
    dem prato ps melhores emais frescas do; fabricantes mais a creditados a l.Soo,
    mercado a 76o rs. a libra sendo inteiro. 2,000. 2,5oo, 3,ooo e 4,000 rs. a caixa,
    dem londrino aOoors., e sendo inteiro a osmaisbaixos sao dos que por ah se ven
    ioo rs. a libra, vende-se por este preco dem a 2,ooo e 2,5oo rs.
    pela porco que temos em ser. Caf de premeira qualidade a 9,o00 rs. a ar-
    Biscoitos em latas de 2 libras das seguintes roba e 32o rs. a libra.
    marcas: Osborne. Craknel, Mixed, Victo-, dem de segunda qualidade a 8,000 rs. a ar-
    do Porto a 2,2oo rs. com o garrafao.
    dem com 5 garrafa de vinho da Figueira mais
    proprio para a nossaestaco por ser mais
    fresco a 2,4oo rs. com o garrafao.
    dem com 5 garrafas de vinagre a l,2oo rs.
    com o garrafao.
    Vinho branco o mais superior qne vem ao
    nosso mercado a 56o rs. a garrafa,
    4,3oo rs. a caada.
    Veas de esparmacate as melhores neste ge-
    nero de 56o a 64o rs. o maco, e em cai-
    xa ter grande abatimento por ha ver
    grande porco.
    Azeite doce em barril muito fino a 64o rs.
    a garrafa e 4,8oo a caada.
    dem francez refinado a 800 rs. a garrafa.
    Ervilhas francezas e purtuguezas a 64o rs. a
    lata.
    Rocelas eom doces seceos de Lisboa de 3o
    a 3,000 rs. cada urna.
    Toucinho deLisboa a 3oo rs. a libra, e a
    9,ooo js. a arroba.
    Rotijes com 10 garrafas de azeite doce a
    .fi55oo.
    Caf de 1., 2.a e 3. qualidade de 26o, 3oo
    e 36o rs. a libra, doCear de8,5oo, 8,7oo,
    e 9.000 rs. a arroba do melhor.
    Arroz da India, Java eMaranhao de 2,800 a
    3,ooo a arroba, e de 80 a loo rs. a libra.
    Passas muito novas a 8,5oo a caixa e 5oo
    a libra, ha caixas meias e quartos.
    Sevadinha de Franca a 24o rs. a libra.
    Sag muito novo a 28o rs. a libra.
    Mestarda ingleza em p a 10 o frasco.
    Geboliasja 8s a caixa e l,2oo rs. o molhe.
    peso pautado ou lizo de 3,5oo a
    4,000 rs. a resma.
    Matarana a 32o rs. a libra.
    Milho alpista e painso de 16o a 2oo rs. a li-
    bra
    Palitos do gaz a 2,2oo rs. a grosa e 2oo rs. a
    duzia.
    e aj Vasos inglezes de 4 a 16 libras vasios, muito
    proprio para deposito de doce manteiga
    ou outro qualquer liquido de l.ooo a
    3,ooo rs. cada um.
    Licores das melhores marcas e mais finos
    a 1 ,00o rs. a garrafa e em caixa ter abati-
    mento.
    I Cognac verdadeiro inglez a 9oo rs. a garrafa
    e lo,5oo rs. a caixa.
    Chouricas as mais frescas do mercado a 800
    rs. a libra.
    Genebra de laranja em frascos grandes a
    l,2oo rs. o frasco.
    Serveja das mais acreditadas marcas a
    6,5oo a duzia e de mais a 5oo rs a garrafa
    dem em botijas e meias, sendo preta da
    muito creditada marca T de 6,5oo a 7,8o
    rs. a duzia.
    Pimenta do reino a 34o rs. a bra.
    Farinha do Maranhio a 14o rs. a libra.
    Tijolo para limpar facas a 16o rs. cada um.
    Comiaho a 4oo rs. a libra.
    Erva doce a libra.
    Canella a l.ooo rs. a libra.
    Vassouras de piassaba de dous arcos de fer-
    ro a 32o rs. cada urna.
    Latas com banha refinada com 10 libras a
    IISoo.
    Acaba de chegar casa de J. Falque, um completo sortimento dos melhores albuns para retra-
    tos que se possa encontrar, e por precos commodos, sendo par 30 100 retratos.
    Assim como albuns para desenho, escripia e msica, muito ricos e por isto muito proprios para
    presentes.
    4RA DO CRESPO- 4
    rmazem de fazendas
    DE
    Custodio, Carvalho & Companhia,
    * RIJA 1IO 0 99
    Pecas de panno dj linho fino com 20 varas pelo baratsimo prego de lOj a peca.
    Cambraia adamascada branca peca 35.
    Lencinhos para meninos e meninas a 100 rs.
    Lencos brmeo- para algibeira a i& a duzia.
    Toalhas de fustao de linho duzia t.
    Toalhas adamascadas de linho pelo barato pre$n -i. 3fOh30e 45 cada urna.
    . pa rjo aupa d cieran''- c seoara.
    ria, Pec-nic, Fance, Machine c outras mui-
    tas a 1,3oo e 1 4oo rs.
    Polvos chegados ltimamente do Porto a 32o
    rs. a libra.
    Balachinha de Craknel em latas de 5 libras
    bruto a 4,000 rs.
    dem inglezas em barricas a mais nova do
    mercado a 2,5oo rs. a barrica e 24o rs. a
    libra.
    Cartes com bolas francezas proprios para
    mimos ou para anjos que vio as procis-
    ses a 600 rs. cada um.
    Peras seccas as mais novas do mercado a 4oo
    rs. a libra.
    Figos de comadre em latas de 4 e 8 libras
    lacradas hermticamente a l,4oo e 2,2oo
    rs. a lata,
    dem em caixinhas de 8 libras a l,8oo, e
    24o rs. a libra.
    Nozes muito novas a 120 rs. a libra, e 4,ooo
    rs. a arroba.
    Amendoas confeitadas a 800 rs. a libra,
    dem de casca mole a 32o rs.
    Vinhos engarrafados no Porto e Lisboa das
    seguintes marcas: duque, genuino, velho
    secco especial, lagrimas doces, vinho es-
    pecial D. Pedro V, nctar superior de
    1833, duque do Porto de 1834, vinho do
    Porto, velho superior, madeira secca. Por-
    to superior D. Luiz I. e outras muitas
    marcas, em caixa de urna duzia a lo,oooe
    l.ooo rs. a garrafa,
    dem branco de uva pura a 64o rs. a garra-
    fa e 4,ooo a caada.
    dem superior a 5oo rs, a garrafa e 3,2oors.
    a caada,
    dem em pipa Porto, Lisboa e Figueira das
    marcas mais acreditadas a 3,8oo a caada
    e 5oo rs, a garrafa,
    dem de marcas pouco conhecidas a 4oo rs.
    a garrafa e 3,ooo rs. a Canad.
    Especial vinho Lavradio sem a mais pequea
    composico a 560 a garrafa e 4,000 rs. a
    caada.
    Ricas caixas com figos a 1,000 rs. cada urna.
    Ricos livros com figos 1,000 rs.
    Pomada a 200 rs. a duzia, sevada muito no-
    va a 80 rs. a libra, e 2,5oo a arroba.
    Garrafoes com 4 4/j garrafas de vinho supe-
    rior a 2,5oo rs. com o garrafao.
    dem com 4 /* ditas de venagre a 1,00o rs. o
    gar rallo.
    Vinagre PRR em ancoretas de 9 caadas a
    15,000 rs. com a ancoreta
    dem em pipa puro sem o batismo a 2oo rs.
    a garrafa e l,4oo rs. a caada.
    Caixas com 1 duzia da garrafas de vinho Bor-
    deaux fazenda muito especial a 6,800 rs.
    a caixa e 7oo rs. a garrafa.
    Licores francezes e portuguezes das seguin-
    tes marcas creme de violetas, gerofles, ro-
    sa, absinto vespeiro. amor perfeito, amen-
    dua amarga, pereicut. de Turin, Botefim,
    morangos, limo, caf, laranja, cidra, gin-
    roba e 26o rs. a bra.
    Arroz do Maranhao a 12ors. a libra, 3,ooo rs.
    . a arroba.
    dem da India muito superior a 2,9oo rs. a
    arroba, e loo rs. a libra,
    dem mais baixo redondo a 2,600 rs. a libra,
    dem da India comprido a 2,4oo rs. a arro-
    ba, e 80 rs. a libra.
    Vellas de carnauba do Aracaty a 9,000 rs. ar-
    roba, e 32o rs. a libra,
    dem de sebo muito dura lingindo esparmace-
    te 36o rs. a libra,
    dem de esparmacete a 54o rs. a libra, e em
    caixa a 52e rs.
    Papel o melhor que se pode desejar para os
    Srs. empregados pblicos a 5,ooo rs. a res-
    ma, j se vendeu por 7.000 rs.
    dem almaco pautado e liso a 3,ooors. a resma,
    dem de peso pautada e liso a 2,5oo rs. a
    resma,
    dem a zul de botica ou fugueleiro a 2,2oo rs.
    a resma,
    dem embrulho de 1,2oo a 1, 4oo rs. a resma.
    Ameixas francezas em latas de 1 V* libra a
    l,2oo e 800rs. a libra,
    dem em frascos de 3 libras a 2,5oo rs., s o
    frasco valle 1,00o rs. tambem temos em
    frascos para l,4oo rs.
    Conservas inglezas a 800 rs. o frasco.
    Molhos inglezes a 800 e l.ooo rs. o frasco.
    Mostarda preparada em potes muito nova a
    2oo rs.
    Latas com 2 a 4 libras de caj secco o mais
    bem arranjado possivel a l,8oo e 2,8oo
    rs. a lata.
    Cerveja Tenente verdadeira a 6,800 rs. a
    duzia.
    dem de outras marcas preta e branca a 5,5oo
    e 6,000 rs. a duzia inteiras.
    Vassouras de piassava com 2 arcos de ferro
    vindas do Porto a 32o rs.
    Cebollas muito novas a l,ooo rs. o molhoe
    800 rs. o cento.
    Chocolate portogoez hespanhol e francez de
    l.ooo al,2oo rs. a libra.
    Genebra de Hollonda em frasqueiras a 6,000
    e 56o rs. o frasco,
    dem em botijas a 4oo rs.
    Idemem garrafoes de 14 garrafas a 5,2oo rs.
    Palitos do gaz a 2,2oo rs. a groza e 2o rs. a
    caixa.
    dem de dentes lixades em macos grandes
    com 2o rs. o macinhos a 12o rs. o masso.
    Corainhos muito novos a 32o rs. a libra e
    lo,000 a arroba.
    Sag muito nove a 24o rs. a libra.
    Cevadinha de Franca a 18o rs. a libra.
    Milho alpista a 14o rs. a libra e 4,5oo rs. a
    arroba.
    Gomma a 2oo rs. a libra e 5,4oo a arroba.
    Peixes em latas al,000 rs. a lata j prompto
    a comer-se.
    Farello de Lisboa marca N. e Biato saceos
    grandes a 4,000 rs.
    macarro, talharim e aleiria a 400 rs. a
    libra e |#M0 a caixa.
    Vinho
    Figueira J A A e outras muitas marcas acre-
    ditadas a 500 rs. a garrafa.
    Mein de Lisboa
    e de outras marcas a 400 rs. a garrafa, e
    2d800 a caada.
    Idea* do Porto
    generosos engarrafado des melhores fabri-
    cantes da cidade do Porto a 10 e 10200
    a garrafa e de 100 a 12l a caixa, as mar-
    cas sao as seguintes: Chamisso A Filho,
    F. & M., Nctar ou vinho dos Deuzes,
    lagrimas do Douro e outros muito.
    Latas
    com 10 libras de banha a 40000.
    Bolaehinha ingleza
    a 10800 a barrica da mesma que por ah
    vendem a 20000 e 20400.
    Alpista e PainQo
    o mais novo do mercado a 140 rs. a libra,
    e 40400 a arroba.
    Nozes
    as mais novas do mercado a 120 rs.a libra.
    Cervejas
    dos melhores fabricantesje de todas as mar-
    cas de 4.->50O a 6f)300 a duzia.
    CGAROTOS
    Charutos Thom Pinto,. Res e outros em
    meias caixinhas a 10500.
    Arroz
    do Maranhao a 100 rs. a libra," e da India
    a 80 rs. a libra, e 2S500'a 3*000 a ar-
    roba desses que vendem por 30100.
    CAF
    de 1.a e 2.1 sorte do Rio de Janeiro a 8*300
    e 80800 a arroba, e 280 a 300 rs. a libra.
    Garrafoes
    com 4 li garrafas com vinagre a l->000com
    o garrafao.
    GENEBRA DE LARANJA
    verdadeira a 10000 o frasco, e de 110000
    a caixa.
    DEM
    em frasqueiras de lollanda a o->800 com
    12 frascos.
    Os proprietarios do grande armazem o Verdadeiro Principal declaram aos seus
    freguezes e amigos e ao publico em geral, que para facilitar a commodidade de todos es-
    tipularan! os mesmos precos nos seguintes lugares:
    Progressivo largo do Carmo n. 9.
    I nio c Commercio ra do Qaeima O Verdadeiro Principal ra do Imperador 11. 40
    850 rs. a libra.
    Manteiga franeeza
    da safra nova a 600 rs. alibra.
    Amendoas
    confeitadas de lindissimas cores a 800 rs. a
    libra.
    Traques
    de n. 1 os mais superiores do mercado a 80
    a caixa e 220 rs. a carta,
    Ameixas
    em frascos de viro com 3 libras liquido a
    20400, muito propios para mimos.
    Cartoes
    com bolos francezes a 500 rs. cada um.
    Latas
    com bolachinhas de soda de todas as qua-
    lidades a 10300.
    Chocolates
    de todas as qualidades a 10000 a libra.
    Presuntos inglezes
    dos melhores fabricantes a 800 rs., tambem;
    temos velbos para 500 rs.
    Queijos flamengos
    chegados neste ultimo vapor a 30 e 30200.
    dem prato
    o melhor que se pode desejar a 16000.
    Conservas inglezas
    as mais novas que se pode esperar a 760 rs.
    o frasco.
    Figos
    em libras e caixinhas ricamente douradas,
    proprias para mimos a 900 e 10200.
    Cha uxim
    o melhor que se pode desejar, que outro
    qualquer nao pode vender por menos de
    30 a 20600.
    dem perola
    especial qualidade a 2*700 rs. a libra.
    dem hysson
    o mais aromtico que tem vindo ao nosso
    mercado a 20600.
    Massas amarellas
    para sopa, macarro, talharim e aletria a
    480 rs. a libia.
    ROPA FEITA
    NO
    ABHAZEII
    DE
    %VlftS& %t TO&t
    J>
    A
    K.ETREXBO VERDE,
    Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de j
    todas as qualidades, tambem se manda fazer por medida, vontade dos concor-'
    rentes, para o que tem um dos melhores professores, assim como tambem tem um
    grande e variado sortimento de fazendas de todas as qualidades, para senhoras,
    homens e meninos.
    Casacas de panno preto, 350 e 3000001Ditos de setim preto. .
    Sobrecasacas idem, 300 e 250000; Ditos de ditos e seda branco,
    50OOO
    Paletos idem e de cores, 250,
    200, 150 e......100000
    Ditos de casemira, 200, 150,
    120, 100 e...... 70000
    Ditos de alpaca, 50, 40 e 30500
    Ditos ditos pretos, 90, 70,
    50, 40 e......30500
    Ditos de brim e ganga de co-
    res, 40500, 40, 30500 e. 30000
    Ditos branco de linho, 60,50 e 40000
    Ditos de merino preto de cor-
    d3o, 100, 70 e..... 50000
    Calcas de casemira preta, 120,
    1*0, 80 e......70000
    Ditas de cores, 90, 80 e. .
    Ditas de meia casemira de c-
    e
    60
    Ditos de gorguro de seda
    pretos e de cores, 60, 50 e
    Golletes de fusto e brim bran-
    co, 30500, 30 e .
    Seroulas de brim de linho,
    24*00 e ......
    Ditas de algodo, 10600 e. .
    Camisas de peitos de linho,
    40, 30 e......
    Ditas de madapolo, 20500,
    20e........
    Chapeos de massa, pretos fran-
    cezes, 100, 90 e. .
    70000. Ditos defltro, 50, 40,30500 e
    ! Ditos de sol, de seda, 120,
    50OOO
    40000?
    20500
    20000
    10400
    20500
    10600
    80500
    20000
    res, 50000 e. ..... 40000 110, 70 e......60000
    i Collarinhos de linho fino, ulti-
    40000 ma moda....... 6o
    I Sortimento completo de grava-
    20500 tas. fi
    20500 Toalhas para rosto, duzia, 110,
    e........60000
    cores, 90 e......70000 Chapeos deso, de alpaca, pre-
    Ditos de casemira preta, 50 e 40000 tos e de cores.....40000
    Ditos de ditas de cores 50 Lences de bramante de linho. 30000
    40 e........30500 Cobertas de chita chineza.. 20500
    Ditas de princeza e merino pre-
    to de cord5o, 40500 e. ,
    Ditas de brim branco e de c6-
    res, 50, 40500, 40 e .
    Ditas de ganga de cores, 30 e
    CoHetes de velludo preto e de
    A
    Salitre Minado, snperior qualidade. vinlio Bor-
    deaux, Uilli'ientes qualidades, mais barato que em
    qualquer parle : no armazem de E. A. Burle 4
    C.. ra da Cruz n. 48.________________________
    llua da Seazalla \eva u. 42.
    Neste estabelecimento vendem-se: tachas de
    ferro coado libra a 110 rs-.. idem de Loy
    Moor libra a 120 rs.
    PARA AFESTA
    DE
    S. ANTONIO E S. JOAO.
    Manteiga inclea mnito boa a 800. 790 a 640 r>., |
    1 franceza a OiO. em porco Uz-se abatimeiitc. vinho
    I de Lisboa a 2GO0 a caada, e 360 a garrafa, Fi-1
    i gueira a 3^200 a caada e 440 a garrafa, cartas de
    ! traques a 240, e outros mnitos gneros bons e ba-
    rato* : no armazem da Estrella, largo do Paraizo
    'numero li.
    INJECCAO E CAPSULAS
    GRIMAULT E C'.A PHARMACEUTICOS EM PARS
    Novo tratamento preparado com as folhaa de Mutlco, errare d* Pera,para a cura rpida l infallivel
    da Gonorrbea sem recelo algum da rontncc&o do canal ou da inflammacao do lnteatinot. O clebre
    doutor Rie*rd, de Pars, ter renonclado, desde sua apparlcao, ao emprgo de qualquer outro tratamento.
    Emprega-ee a ioJere.ao do comco do Quxo, as capnlas em todos os casos chronicos e inveterados, que
    resistirlo U preparaedes do copahu, cubaba e s injecedes com base melaUlca.
    Depsito geral: em Pars, em casa de UM. rlaaaalt e o, pharmareuttroa, 7, ra de la PeulMade;
    em Lisboa, Jaa-AaaatlMh* da Conta-Carvalaa Jaalor; no Porto, Mlaael 1 da ftonaa Fer-
    relra; em o Rio-de-Janeiro, Geataa, 102, ra S. Pedro; em B*hia, 1mt raolaiTulitoa !
    kelra-, em Rio-Grande, Jaaaata de Goday; em Maranhao, Ferretra a C; em Ptrrumbuco,
    snonm e c, ra da Crui, 22; Moma, e as principara pharmacias do Braxil.
    Deposito geral em Pernambuco ra da Cruz n. 22 eracasa de Caros 4 Barbo**


    V
    tarto de
    ra fcta de lnh 4c tC4.

    NIAO MERCANTIL
    RIJA DACAIMEIA DO RECIFE W. 5S.
    NOVO E
    GEA1TI3 E1CAZSM DE MOLHDOS
    RA DA AD'ETA DO RECIFE W. 53.
    Francisco Fernandos Duarte acaba de abrir na roa da Cadeia do liecifen. 53, nm grande e sortido armazem de molhados de-
    Dominado Vnio Mercantil. Neste grande armazem encontrar sempre o respeitavel publico um completo sortmento dos melboret
    ceneros que vem ao mercado, tanto esirangeiros, como nacionaes, os quaes sero vendidos em porgues ou a retalbo por precos ass
    gommodos.
    Manteiga ingieza especialmente escolhida Vinagre de Lisboa a 200 rs. a garrafa e
    de primeira qualidade a 800 rs. a libra,' 1(5200 a caada.
    em barril se faz abalimento.
    Manteiga franceza a mais superior
    Azeite doce refinado em garrafas brancas a
    860 rs.
    a garrafa e
    do mer-
    cado^ 560 rs. a libra, e 520 rs. em barril Azeite doce de Lisboa a 640 rs.
    oo meio. i 44800 a caada.
    Prezuntos inglezes para fiambre, de superior Geneora de Hollanda a 500 rs. o frasco e
    qualidade, chegados neste ultimo vapor, a 54860 a frasqueira.
    720 rs. a libra.
    Queijos flamengos chegados neste ultimo
    vapor a 2*800.
    Queijo prato muito fresco e novo 640 rs.
    a libra.
    Cas tan has muito novas a 120 rs. a libra e
    e 34000 a arroba.
    Cha uxin o melhor que ha neste genero,
    mandado vir de conla propria a 24800
    rs. a libra.
    Cha hyson muito superior a 24560 rs. a li-
    bra ; cha hyson proprio para negocio a
    1*500 rs. a libra.
    Cha preto muito superior a 25 a libra.
    Biscoutos inglezes em latas com differentes
    qualidades, como sejam craknel, victoria,
    piquelez, soda, captain, seed, bornez e
    oulras muitas marcas a 14350.
    Bolacliinha 'de soda em latas grandes a 24.
    Figos em caixinhas hermticamente lacra-
    das, muito proprias para mimo a 1*500.
    Caixinhas de 4 e 8 libras de figos de coma-
    dre a 14 e 24 cada urna.
    Passas muito novas, chegadas neste ultimo
    vapor a 50') rs. a libra e 34 um quarto;
    e em caixa se faz abatimento.
    Ameixas francezas era latas de meia a 3 li-
    bras a 800 rs.
    Champagne da marca mais superior que
    tem vindo ao nosso mercado a 18* o gigo,
    garanle-se a superior qualidade.
    Vinrio Bordeaux das melhores qualidades
    que se pode desejar de 7*500 a 8*000 a
    caixa e 720 a 800 rs. a garrafa.
    Caixas com vinho do Porto superior de 9*
    Caixinhas com ameixas francezas, ornadas
    com ricas estampas na caixa exterior,
    moito proprias para mimo, a 1*200,1*500
    e24.
    Frasco de vidro com tampa do mesmo, con-
    tend) meia libra de ameixas francezas, a
    1*200.
    Marmelada imperial, dos melhores conser-; 5^J2l!\L
    veiros de Lisboa, em latas de 1 e meia a Cevad,nha de FraD^ a 200 rs" a l,bra-
    Sardinhas de Nantesa 340 rs. o quarto e 56*
    rs. meia lata.
    Latas com peixe em posta : savel, corvina,
    vezugo, cherne, linguado, lagostinba, i
    1*300 rs.
    Salmao em latas, preparado pela nova arte
    de cozinha, a 800 rs.
    Macaa de tomtes em latas de 1 libra a 60t
    ris.
    Chouricase paios em latas de 8 e meia libra
    por 74. .
    Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra e
    8*600 a arroba.
    Bolaxinba ingieza a 320 rs a libra e 4* i
    barrica.
    novo a 240 rs. a libra.
    2 libras a 600 rs a libra.
    Fructas em calda das melhores qualidades
    que ha em Portugal em latas hermtica-
    mente lacradas a 500 rs.
    Peras seccas muito novas a 640 rs. a libra.
    Nozes muito novas a 160 rs. a libra.
    Amendoasde casca molle a 400 rs. a libra.
    Avelas muito novas a 200 rs- a libra.
    Amendoas confeitadas de diversas cores a
    800 rs. a libra.
    MacSas e peras chegadas neste ultimo vapor,
    muito perfeitas, so vista se faz o prego.
    Conservas inglezas em frascos grandes a 750
    rs. cada um.
    Ervilhas francezas e portaguezas em latas de
    4 libra a 640 rs.
    Ervilhas seccas muito novas a 160 rs. a
    libra.
    Chocolate francez, o que ha de melhor neste
    genero, a 14200 a libra.
    Chocolate bespanhol a 1*200 a libra.
    Genebra de laranja em frascos grandes a 19.
    Cerveja branca epreta das melhores marcas
    que ha no mercado a 500 rs. a garrafa e
    Farinba do Maranho a 120 rs. a libra.
    Araruta verdadeira a 320 rs. a libra.
    Cevada a 120 rs. a libra e 3* a arroba.
    Alpista a f60 rs. a libra e 4*800 a arroba-
    Batatas muito novas em gigos com 40 libra*
    por 1*500.
    Cebollas a 1* o molho com mais de 100 ca-
    da nm. ^
    Caf lavado de primeira quanaade a 300 n
    a libra e 9* a arroba.
    Caf do Cear muito superior a 280 rs. a li-
    bra e 8*400 a arroba.
    Caf do Bio, proprie para negocio, a 8*.
    Arroi do MaranhSoa 100rs. a librae 2*80(
    a arroba.
    Arroz de Java a 80 rs. a libra e 2*400
    arroba.
    Vellas de spermaceti a 560 rs. a libra e
    540 rs. se for em caixa.
    Vellas de carnauba refinada a 320 rs. o mas-
    so e a 9* a arroba.
    Doce de goiaba a 640 rs. o caixao.
    Macarrao, talbarim e aletril a 480 rs. a li-
    bra ; em caixa se faz abatimento.
    Estrellinha,pevide earroz demassa para sopa
    a 600 rs. a libra e 3* a caixa com 6 libras
    5*800 a duzia.
    aTo a duza, e 900 al* a garrafa ;deste CoD?j!^,ez de superior qaalidade a 8001 palitos de dente lixados com flora 200 rs
    omasso, ditos lixados sem flor a 160 ra
    genero ha grande porc5o e de differentes! e 1*200 a garrafa.
    marcas acreditadas que j se venderam Licores francezes das seguintes qualidades:
    o masso com 20 massinbos.
    Anizete de Bordeaox, Plaisir des Dames Gomma de engommar muito fina a 80rs.
    e de outras muitas marcas a I* a garrafa
    e 10* a caixa.
    Marrasquino de Zara a 800 rs. a garrafa e
    9* a duzia.
    Moslarda ingieza em potes j preparada a
    400 rs.
    libra.
    Banha de porco refinada a 480 rs. a libra t
    400 rs. em barril pequeo.
    Charutos dos melhores fabricantes de S. F-
    lix, em caixas inteiras ou em meias, de
    1*600, 2* e 3*.
    por 149 e 15* a caixa, como sejam: Duque
    do Porto, Lagrimas do Dooro, D. Luiz,
    CaraSes, Madeira secco, Carcavellos, Nc-
    tar de 1833, Duque Genuino.
    Vinho de pipa: Porto, Figueira e Lisboa, a
    400,480 e 560 rs. a garrafa, e 3*. 3*200
    e 35300 a caada.
    Vinho branco de superior qualidade, vindo
    j engarrafado a 640 rs. a garrafa e a 500
    rs. de barril.
    Ossenhore que comprarem de 100*000 para cima, tero o descont de 5 per cento, pelo prompto pagamento.
    Mostarda ingieza em p, em frascos grandes, Presuntos do reino, vindos de con ta propn;
    a 1* cada um. de casa particular, a 400 rs. a libra; inte-
    Sal refinado a 500 rs. o pote. ro se faz abatimento.
    C LAR 111
    GOMMERG
    L
    RUA DO VUEIJff ADO V. 4&,
    Passando o becco da Congregado segunda casa.
    &IUJ
    Dfti
    NOV1DADE.
    Pereira Bocha 4 C. acabam de abrir na ra do Queimado n. 45 um armazem de molhados denominado Clarim Commercial,
    onde o respeitavel publico encontrar sempre um completo sortimento dos melhores gneros que vem ao nosso mercado, os quaes
    aero vendidos por precos muito resumidos como o respeitavel publico ver pela tabella abaixo mencionada ; garante-se o bom peso
    e boa qoalidade dos gneros comprados neste armazem.
    Arroz do Maranho, da India e Java a 60, 80
    e 100 rs. a libra e i 800 a 2*600 e 3*
    a arroba.
    Ameixas francezas em latas e em frascos a
    I200 e 13600 cufaseos grandes a
    2*500.
    dem em caixinhas elegantemente enfeitadas
    com ricas estampas no interior das caixas
    a 12*000,15400, 1*600e 2*.
    Amendoas com casca muito novas a 280 rs.
    a libra.
    Alpista a 160 rs. a libra e a 4*600 a arroba.
    Azeite doce francez muito fino em garrafas
    grandes a 960 rs. a garrafa,
    dem de Lisboa a 640 rs. a garrafa.
    Araruta verdadeira de matarana a 320 rs. a
    libra.
    Avelas muito grandes e novas a 180 rs. a
    libra.
    Biscoufos inglezes de diversas marcas a
    1*300 ris.
    Bolachinhas de soda, latas grandes, a 2* rs.
    a lata.
    Ditas inglezas muito novas a 3*000 a barri-
    quinlia e a 200 rs. a libra.
    Banha de porcor efinada a 440 rs. a libra e
    e em barril a 410 rs.
    Cha hysson, huchine perola a 1*600, ,
    2*500, 2*800 e 3*000 a libra,
    dem preto muito superior a 2*000 a libra.
    Cerveja preta e branca, das melhores marcas
    que vem ao mercado, a 500 rs. a garrafa
    e 5*800 a duzia.
    Cognac inglez fino a 900 rs. a garrafa.
    Conservas a 720 rs. o frasco,
    dem, so de pepino, a 720 rs.
    dem, s6 de azertonas, a 750 rs.
    Charutos dos melhores fabricantes da Babia
    e especialmente da fabrica imperial de
    Candido flerair* Jorge da Costa, a 1*800,
    2*000, 2*200, 2*500, 2*800, 30000 e
    3*500 a caixa.
    Caf da Rio muito superior a 280 e 320
    rs. a libra ed80 e 84800 rs. a arroba,
    dem londrwo ebegado no ultimo vapor a
    900 rs. a libra.
    Car toes de Loiinhos franceaet o nvese
    muito bem enfeitados a 700 OOOJrs.
    Chourifas e paios muito novos
    libra.
    Cevadinha de Franca muito superior a 220
    rs. a libra.
    Cevada a 80 rs. a libra.
    Ervilhas portuguezas a 640 rs. a lata.
    dem seccas muito novas a 200 rs. a libra.
    Figos de comadre e do Douro em caixinhas
    de oito libras e canastrinbas de 1 arroba a
    1*800, 5*500 e 280 rs. a libra.
    Farinha do Maranho a 160 rs. a libra.
    Farinha de trigo a 120 rs. a libra.
    Genebra de Hollanda verdadeira marca VD
    a 560 rs. o frasco e 6*200 a frasqueira.
    dem em garrafoes de 3 e 5 gates a 5*500
    e 7*500 cada um com o garrafao.
    Graixa a 100 rs. a lata e 1*100 rs. a duzia.
    Licores muito finos a 700 rs. a garrafa.
    dem, qualidade especial e garrafas muito
    grandes, a 1*800 rs. a garrafa.
    dem garrafas mais pequeas a 800 rs.
    dem, garrafa forma de pera e rolha de vi-
    dro, a 1*000 rs., so a garrafa vale o di-
    nheiro.
    Manteiga ingieza perfeitamente flor, desem-
    barcada de pouco a 960 rs. a libra, e da
    de segunda qualidade a 800 rs.
    dem franceza muito nova a 640 rs. a libra.
    dem de tempero a 400 rs.
    Massa de tomates em barril a 480 rs. a libra.
    dem em lata a 640 rs.
    Marmelada imperial dos melhores conservei-
    ros de Lisboa a 600 rs. a lata.
    Marrasquinho de Zara, irascos grandes, a
    800 rs.
    dem regular a 500. rs.
    Massas finas para sopa : estrellinha, pevide,
    rodinhas e letrianbas a 600 rs. a libra e a
    4* a caixinha com 12 libras.
    Nozes muito novas a 160 rs. a libra.
    Peixe em latas preparado pela primeira arte
    de cozinha a 1* rs. a lata.
    Palitos de denles a 160 rs. o masso.
    Palitos de deates a 120 rs.
    dem de flora 200 rs.
    Amendoas confeitadas a 900 rs. a libra.
    Doce de goiaba em latas o melhor possivel a
    2* e em caixSo a 64U rs.
    a 800 rs. a Palitos do gaz a 2*200 rs. a grosa.
    Passas muito novas a 480 rs. a libra.
    Peras seccas muito novas a 600 rs. a libra.
    Paingo a 200 rs. a libra.
    Polvo secco muito novo_a 400 rs. a libra.
    Presuntos de Lamego em calda de azeite e
    muito novo a 640rs.
    Queijos flamengos do ultimo vapor a 3*100
    dem prato.
    Sal refinado em frascas de vidro a 600 rs.
    cada um.
    Sardinhas de Nantes a 360 rs.
    Sag muito alvo e novo a 260 rs. a libra.
    Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra.
    Tijolos de limpar facas a 140 rs.
    Vellas de carnauba pura a 360 rs. a libra,
    dem stearinas muito superiores a 600 rs. a
    libra.
    Figos em caixinhas ermeticamente lacradas
    a 1*600.
    Vinho do Porto engarrafado o melhor que
    ha neste genero e de varias marcas, como
    sejam: Velbo de 1815, Duque do Porto,
    Madeira, D. Pedro, D. Luiz I, Maria Pia,
    Bocage, Chamisso e outros a 800, 900 e
    1*000 a garrafa, e em caixa com urna du-
    zia a 9*000 e10*000.
    dem em pipa, Porto, Lisba e Figueira a
    480, 500 e 560 rs. a garrafa e 3*. 3*500
    e 4* a caada,
    dem branco de Lisboa muito fino a 500 rs.
    a garrafa,
    dem de Bordeaux, Medoc e S. Julien a 700
    e 800 rs. a garrafa, e 7*000 e 7*500 rs.
    a duzia.
    dem Mergaux eChateauluminide 1854, a 1*
    a garrafa,
    dem moscatel a 800 rs. a garrafa.
    Vinagre de Lisboa a 200 rs, a garrafa t
    1*200 rs. a caada.
    Kirsk garrafas muite grandes a 1*800 rs.
    Alm dos gneros cima meneionados te-
    mos grande porco de outros que deixanos
    de mencionar, e que tudo ser vendido por
    pecas e carnadas, tanto em porces como a
    retalho.
    Quem comprar de 1004000 para cima te-
    r o abate de 5 por cento.
    ESPLENDIDO SORTIMENTO DE MOLHADOS
    M. RUA DO CRESPO 3. 9
    Esquita que volt* para a na do Imperador
    PRIIVCIPAL
    DE
    (lio se engaen com mitra)
    v. 1MM.OS
    ISao leiam este annuocio com precipita?).
    Confrontem os precos dos outros anouAcianles.
    Ven ham ver os gneros que teos expostos a venda.
    A vista faz fe.
    Nao temos palavras bombsticas.
    Nao nos enculcamos o primeiro recebedor de conta propria.
    Nao desacreditamos ao collega porque nao quiz ser nosso socio.
    Val a qwena toea.
    Para abastecer a todos os habitantes desta bella provincia aluda nao sao suficien-
    tes as casas que actualmente oxistem abenas com grandes proporcoes para terem um
    magnifico sortimento de molhados; assim, pois, os preprietarios do Armazem Principal
    nao invejam a sorte dos seus collegas.
    Habitantes de Pernambuco.
    Nos temos um excellente sortimento dos melhores gneros que se pode acbar
    em nosso mercado. Vinde ao nosso estabelecimento, e se a vossa boa f fr Iludida
    urna s vez ao menos, casligai-nos nao voltando mais a nossa casa.
    Amendoas confeitadas de bonitas eres a dem de Hollanda em garrafoes com 24
    l,ooo rs. a libra. ) garrafas a 7,2oo rs. com o garrafao.
    dem de casca muito novas a 3oo rs. a libra, j Lentilhas excellente legume para sopa e gui-
    Avellaas a 2oo rs. a libra. zados a 2oors. a libra.
    Ameixas francezas em caixinhas com lindas Licores francezes de todas as qualidades a
    800 e 1,000 rs. as garrafas grandes.
    Manteiga ingieza perfeitamente flor a 800 e
    96o rs. a libra,
    dem franceza nova j deste anno a 600 rs.
    a libra, e 58o rs. em barris inteiros.
    Marmelada especial dos melhores fabricantes
    de Lisboa a 600 e 64o rs. a libra,ha latas
    de differentes tamanhos.
    Massa de tomate em latas de 1 libra 56o rs.
    cada urna,
    dem para soda estrelinha, pevide e rodinha
    em caixinhas sortidas a 3,00o e 3,5oo rs.
    cada urna e 5oo rs. a libra.
    dem macarrao, talerim e aletria a 4oo rs.
    a libra.
    Mostarda franceza preparada em frasco a 4oo
    rs. cada um.
    Molho inglez em garrafinhas com rolhas de
    estampas a l,2oo, l,4oo el,6oors. cada
    urna.
    dem em frasco de vidro com rolha do mes-
    mo ou de metal, a l,2oo e 14oo rs. ea-
    da um.
    dem em frasco grandes 2,5oors. cada um.
    dem em latas de 1 j e 3 libras a l,2oo e
    2,ooo rs.
    Arroz da India e Maraoho o melhor que se
    ple desejar a loo e 12o rs. a libra e
    2,8oo e 3,4oo rs. a arroba.
    Azeite doce de Lisbea a 600 rs. a garrafa,
    e 4,8oo rs. a caada.
    dem francez clarificado em garrafas bran-
    cas a 9oo rs. cada urna, e 10,000 rs. a
    caixa com 1 duzia.
    Alfazeina muito nova e limpa a 32o rs. a li-
    bra.
    Alpista a 16o a libra, e 4,6oo rs. a arroba, i vidro 64o rs. cada urna.
    Bolachinhas de Lisboa da fabrica do Beato Marrasquino verdadeiro de Zaia a l,ooors.
    Antonio das seguintes qualidades: aguae! a garrafa. lo,ooo rs. a caixa com 1 duzia.
    sal doces, e imperiacs em latas de 6 li- Nozes muito novas a 16o rs. a libra,
    brasa 3,ooo rs. e de 3 *]% libras a l,5oo Prezunto de fiambre superior a 600 rs.
    rs. e em libra a 04ors., estas bolachinhas dem do Porto para panella a 5oo rs. a libra,
    torna-se muilo recommendavel com es- Passas novas a 48o rs. a libra.
    pecialidade para os doentes.
    Biscoitos e Bolachinhas de soda em talas, de
    todas as qualidades e marcas que se pro-
    curar a 1,35o rs. a lata.
    Bollos francezes em cartoes e de diversas
    qualidades a Oio rs. cada um.
    Peixe em latas de differentes qualidades co-
    mo, savel, corvina, govas, pescadinhae
    outros a 1,000 rs. a latas.
    Palitos para dentes a 14o e 16o rs. o masso
    dos melhores.
    iPainco o mais novo e limpo a 16o rs. a libra.
    Banha de porco verdadeira refinada a 4ooj e 4,5oo rs. a arroba.
    rs. a libra e em barril a 38o rs.
    Batatas novas a 160 rs. a libra.
    Bolachinhas inglezas ltimamente desembar-
    cadas a 2lo rs. a libra e 2,ooo rs. a bar-
    rica.
    Champagne das marcas mais superiores que
    at boje tem vindo a nosso mercado a
    18,ooo rs. o gigo, l,5oo rs. a garrafa in-
    teira, e 800 rs. as meias
    Cha uxim o melhor que se pode desejar e
    que outro qualquer nao vende por menos
    de 3,ooo a 2,7oo rs. a libra
    dem perola especial qualidade a 2,6oo e
    2,8oo rs. a libra, garante-se a qualidade
    d'este cha
    dem hysson o melhor que possivel en-
    contrar-se a 2,loo e 2,6oo rs. a libra.
    Palitos do gaz a 2,loo rs. a groza, 2oo rs. a,
    duzia, e 2o rs. a caixinhas.
    Queijos flamengos chegados neste ultimo va-
    per, a
    dem prato muilo fresco a 800 e 9oo rs.
    a libra.
    dem suisso a melhor qualidade que at bo-
    je tem vindo ao nosso mercado a 800 rs.
    a libra.
    Sal refinado em potes de vidro a 000 rs. ca-1
    da um.
    Serveja das melhores marcas a 6.000 rs. a
    duzia, e 56o rs. a garrafa.
    Sardinha de Lisboa e Nantes em quartos e
    meia latas a 38o 58o rs. cada nma.
    Sag mnito novo e alvo a 2lo rs. a libra.
    Aencio
    O doao da loja do Beija-flor, na ra do Quemado
    n. 63, acaba de abrir na outro espacoso estabele-
    cimento de miudezas na mesma rna 11. 69, per isso
    avisa aos seus fregonas e aaigos, que oestes dous
    estabelecimeuius encoBtrarao sempre grande sorti-
    mento de miudeas, perfumaras e objectos de gos-
    tos; e vender sempre mais barato que outro qual-
    quer, como abaixo se ver.
    Peales duuradasde Iravessa.
    Delicados pentes doarados de travessa para me-
    ninas a 1*500 cada um, ditos sem ser dourado; a
    500 rs. cada om : as tojas de Beija-flor. roa do
    Queimado ns. 63 e 6.
    Vollinbas de aljofares.
    Lindas voltiobas de aljofares com cruzes de pe-
    drinhas imitando a brilhaotes a i cada urna : oas
    tojas do Beija-flor, roa do Queimado ns. 63 e <9.
    Uvas de Jearia
    Chegarampelo ultimo vapor as dfsejada- luvas
    de Jouvio de todas as cores, tanto para horneas
    como para seonoras ; as tojas do Beija-Oor, ra
    do Queimado as. 63 e 69.
    Talheres para meninos.
    Vendem-se talberes de cabo de balaceo para me-
    ninos a 80 rs. o talher : as lujas do Beija Uor,
    ra do Queimado os. 63 e ti1..
    Cullieres de acial principe
    Vendem-se colheres de metal principe muito ti-
    nas para sopa a 35600 e 4*400 a duzia, ditas para
    cha a 24 e 2*100 a duzia, ditas para assurar a
    500 rs. cada urna, ditas para terriua a 2 cade,
    urna, e s quem vende por estes presos e as Ioj-as
    do Beija-flor, ra do Queimado us. 63 e 69.
    Facas e rfts.
    Vendem-se facas e garios oitavados 1 2*860 a
    duzia, ditas cravadas, cabo preto e branco a 3* a
    dozia, ditas de balanco de 1 boiao fiuas a 3*200
    ditas de i botoes muito finas a 6*500 a dnzia. dita?
    de 1 botao para flores e fructas a 5* a duzia. ditas
    de 2 botdes a 5*200 a duxia : as loja 9 do Beija-
    flor, ra do Queimado os. 63 e 69.
    Tiras bardadas.
    Vendem-se tiras bordadas, a pega a 1*100, 1*200
    e 1*300 : as tojas do Beija-flor, ra do Queimado
    ns. 63 e 69.
    Babados bordados.
    Vendem-se babados bordados de varias larguras
    a peca a 1*600, 1*800, 2*, 2*200 e 2*40G ; oas
    tojas do Beija-flor, ra do Queimado ns. 63 e 69.
    Lindos sapalinhts.
    Vendem-se lindos sapaiinhos para baptisadds de
    enancas a 1*500 e 2* o par: as lojas do Beija-
    flor, ra do Queimado ns. 63 e t>9.
    Bolees para luibos.
    Vendem-se botoeiinbos demadreperolaedcmar-
    lim para punhos a 320 rs. o par, ditos encarnadi-
    nhos a 120 rs. o par : as lojas do Beija-fler, ra
    do Queimado ns. 63 e %9.
    Vitas para debrum de vestidos.
    Vendem-se fitas de lia de todas as cores para
    debrum de vestido a 900 rs. apega, ditas prelas
    de seda a 1*100 a peca : as lojas do Beija-flor,
    ra do Qneimado ns. 63 e 69.
    Fitas brancas para debrum.
    Vendem-se pegas de tila branca de linlio para
    debruma 400 rs. a peca : as lojas do Bcija-Hor
    na ra do Queimado ns. 63 e 69.
    Ricas fitas hvradas.
    Vendem-se muito ricas fitas lavradas para simo
    de senbora e meninas : as lojas do Beija-flor, tul
    do Queimado ns. 63 e 69.
    Espelhos de Jacaranda.
    Vendem-se espelhos de columnas, de Jacaranda,
    a 3* e 4*500 cada um, ditos de madeira ainareta
    a 2iO0 e 2*800: as lojas do Beija-flor, na ra
    do Queimado ns. 63 e 69.
    Filas de velludo estreitas.
    Vendem-se fitinhas estreitas de velludo para -n-
    feite de vestido a 900, 1* e 1*200 a pega: as lo-
    jas do Beija-flor, ra do Queimado ns. 63 e 69. (
    Trancas de lia para bordar.
    Vendem-se trancinhas de la pretas para bor-
    dar camisinhas e vestidos a80 e 160 rs. a pecinha,
    ditas brancas com 40 varas a 600 rs. a pega, e oo-
    tras muitas cousas quesetornarao enfadonho men-
    ciona-las, pois s com a vista se poder ver o grao-
    de sortimento das lojas do Beija-flor, na ra 4o
    Queimado ns. 63 e 69._____________________
    4GENCIA
    DA
    dem do Rio era latas de 2, 4, 6 e 8 libras sevadinha de Franca 18o rs. a libra.
    a l,2oo c I,loo rs. a libra,
    dem prelo muito tino a i,6oo rs. a libra.
    Chocolate das melhores qualidades, francez,
    bespanhol e suisso a l,ooo, I,2oo e l.ioo
    rs. a libra.
    Charutos do acreditado fabricante Jos Fur-
    i
    Sevadaa too rs. a libra, e 2,8oors. a arroba.
    FUNDICAO DE LOW-MOOB.
    Ra da Senzalla nova n. 12.
    Neste estabelecimento contina a hayer
    um completo sortimento de moendas e metas
    moendas para engenho, machinas de vapor
    e tachas de ferro batido e coado, de todos os
    tamanhos para ditos.__________________
    Arados americanos e machinas pata
    lavar roupa: em casa de S. P. Johnston & C,
    ra da Senzalla Nova n. 42.
    Traques de 1.a qualidade a 8,5oo rs. a cai-,
    xa, e24o rs. a carta.
    Toucinho novo de Lisboa a 24o o 32o rs. a
    libra,
    lado de Simas em caixas das seguin-, Tijollo para limpar facas a I5o rs. cada um.
    tes marcas Pariziences, Suspiros, I>'''-1 vinho empipa Porto, Lisboa e Figueira das
    melhores marcas a 3,8oo rs. a caada, e
    ooo rs. a garrafa,
    dem do Porto Lisboa e Figueira de marcas
    menos coohecidas a 4oo rs. a garrafa, e
    2,8oo rs. a caada,
    dem Colares especial vinho a Coo rs. a gar-
    cas, Napoleoes e Gnanabaras a 2,3oo rs., i
    eera caixas inteiras Trovadores a 3,ooo,
    rs. cada urna.
    dem de outros muitos fabricantes e de
    differentes marcas para l,5oo rs. as mei-
    as caixas de suspiros a i,6oo, 2,ooo e.
    3,ooo rs. as caixas inteiras.
    Conservas inglezas a 8oo rs. o frasco.
    dem franceza a ooo rs.
    Cognac inglez das melhores marcas a l,ooo
    rs. a garrafa e lo,ooo rs. a duzia.
    dem francez suporior qualidade 8oo rs. a
    garrafa e 9,ooo rs. a duzia.
    Cominho e Erva-doce a 4oo rs. a libra.
    Cravo da India a 6oo rs. a libra.
    Canella a I,ooo rs. a libra.
    Copos finos para agua a 5,ooo rs. a duzia, e
    5oo rs. cada um.
    Caf do Rio superior a 28o e 32o rs. a li-
    bra, e 8,8oo e 9,ooo a arroba.
    Doce tino de goiaba a 6oo rs. o caixao.
    Ervilhas portuguezas ltimamente chegadas
    a Too rs. a lata.
    dem seccas a 16o rs. a libra.
    dem j descascadas a 2oo rs. a libra.
    Farinha de araruta verdadeira a 32o rs. a
    libra.
    Figos em caixinhas muito bem enfeitadas a
    a l/ooo rs. cada urna.
    dem em latas ermi ticamente lacradas a
    1,5oo e 2,5 w rs. cada urna,
    dem em caixas de '/ arroba a 2,k o rs. ca-
    da urna, e2oo rs. a libra.
    Graixa muito nova a loo rs. a lata e I^ooo
    rs. a duzia.
    Genebra de Hollanda em frasqueiras com 12
    frascos por 6,ooo rs. e 56o rs. o frasco.
    dem de laranja a l,ooo rs. os frascos gran-
    des e 1l,ooo rs. a caixa com 12 frascos.
    dem de Hollanda em botijas a 4oo rs. ca-
    da urna.
    dem em garrafoes de 16 garrafas a 4,8oo
    rs. com a garrafao.
    rafa.
    dem Lavradio muito fresco nao levando com-
    posiro a 56o rs. a garrafa, e 4.ooo rs. a
    cariada.
    dem branco de uva pura a 5Go rs. a gar-
    rafa, e 4,b*oo rs. a caada.
    dem mais baixo a 4oo rs. a garrafa, e 3,ooo
    rs. a caada.
    dem Rsrdeaux em caixas de 12 garrafas das
    marcas mais acreditadas a 6,8oo e 7.ooo
    rs. a caixa.
    dem muito especial que raras vezes vem ao
    nosso mercado a 1,2oo rs. a garrafa, ga-
    rante-se que por este mesmo preco d pre-
    juizo e s se encontra n'este armazem.
    dem do Porto em caixas com 12 garrafas
    das seguintes marcas Lagrimas do Dooro,
    Duque do Porto, Genuino, Velho Particu-
    lar, malvasio fino, D. Pedro V, D. Luiz
    I, Nctar e outros a 9,ooo e 10,000 rs.
    a caixa e 9oo a 1,000 rs. a garrafa.
    dem Muscatel superior a 1,ooors. a garra-
    fa, e 10,000 rs. a caixa com 1 duzia.
    Vinagre puro de Lisboa a 2oo rs. a garrafa
    e 2,4oo rs. a caada.
    dem em garrafoes com 5 garrafas a 1,000
    rs. com o garrafao.
    Vassouras do Porto de arcos de ferro a 32o
    rs. cada urna
    dem de escova para esfregar casa 36o rs.
    cada urna.
    Vellas de espermacete superiores a 56o rs.
    a libra, e 52o rs. em caixa.
    dem de carnauba refinada e de composic5o a
    36o rs. a libra, e de lo,ooo a ,00o rs. a
    arroba.
    ESCBAYOS FGIDOS.
    No dia 4 do mez de Janeiro do corrente an-
    no desappareceu do engenho Conceigao das Flo-
    res, comarca de Pao d Alho, o escravo Galdino
    com os signaes seguintes. representa 25 annos de
    idade, pardo claro, tem barba que faz urna peque-
    a separagao junto a bocea, cabellos meio carapi-
    nhados, olhos pardos, de boa figura, altura e eor-
    po, sobrancelhas e naldebras salientes, orelhas pe-
    quenas, as quaes findam sem volla, ps e maos
    grandes, tem no lado da cabega urna peauena ci-
    catriz, oulra sobre um quarto, esta com tres pol-
    legadas e aquella com urna, provenienter de queda
    e pona de pao, lem as costas algumas marcas oo
    cicatrizes de reinadas ou chicote, tem em cada
    brago um signo de Salomo, sendo um delles mal
    feit, e sobre este urna cruz com o pe da mesma
    para o lado do hombro, foi soldado do corpo de
    polica ou da companhia urbana da cidade do Re-
    cife, teve baixa antes de Andar o tempo com o no-
    me de Antonio Caetano de tal, e talvez leve comsi-
    go a escusa da mesma baixa, tem principios de
    carpina e carreiro, falla despachado e toca viola,
    foi escravo do capillo Joao de Deus Barros, mora-
    dor que foi na comarca do Brejo da Madre de
    Dos, e hoje morador em Campia Grande da
    Parahiba do Norte, e vendido em dias do mez de
    novembro prximo ao tenente-coronel Jos Maria
    dos Santos Cavalcanti, por andar o mesmo escravo
    fgido ha mais de anno a titulo de forro, descon-
    fia-se ter sahido para fra da provincia, e asenta-
    do pr^ga em algum dos corpos de polica ou do
    exercito ; pelo que roga-se as autoridades civis e
    militares, capiaes de campo e pessoas do novo a
    apprehenso do dito escravo, e leva-lo ao sen se-
    nhor no referido engenho Conceigao, ou nesla ct-
    dade ao capitao Mauricio Francisco de Lima, ra
    do Brum n. 56, que ser gratificado com 100*
    alm das despezas.
    Fugio no dia 2 do corrente, do engenho '-
    calradinho, da comarca de Nazaretb, o escravo
    l.uiz, mulato, de idade de 22 24 annos, baixo,
    grosso, ps grossos, cabellos crespos, rosto redon-
    do, bracos e pernas cabelludas, testa estreita, falla
    grossa, corado : quem o pegar e leva-lo ao mesmo
    engenho, sera bem gratificado.
    Veude-se alpaca preta a 500 rs. o errad*.
    Vende-se alpaca preta para vestidos a 500, 000,
    700 e 800 rs., fina de cordSo a 800 rs. para iie-
    tot, prineeza preta a 800 e 640 o coyado, bombazi-
    na preta fina a 1*400 o covado, J&***J&*.
    para senhora que esli de luto a 720 o covado .
    na rna da Imperatriz n. 56. A toja est aberta at
    as 9 borasda noite.__________.
    Para algodo.
    Vende-se por 'prego commodo ama excellente
    machina americana que trabalba com um ca vallo
    para fazer mover qualquer machina pequea de
    descarogar algodao, tendo a ntagem de ser mili-
    to simples e economizar muilo o trabalho bracal:
    a tratar na padaria da ra Direita n. 84.
    Empreza'da iUiimina$o
    gaz.
    Todas as vendas de apparelhos e reclamagSes
    (por escripto dando o nome, morada, data, etc.),
    devem ser feitas no armazem da ra do Imperador
    n. 31. Os macuinistas mandados para atteoder a
    estas, apresentaro um livro que os reclamantes
    devero assignar logo depois de prompto o servico
    reclamado ; isto para que a empreza fique scieate
    de haverera os meamos senhores sido oevidamen-
    te attendidos.
    Farinha de mandioca
    easaeada e da melhor aue ha : vende Miguel Jos
    Alves no sea escriptorio, casa n. 19 da ra da
    JUZ.
    Ol; DEM0R4.
    Nao tetn apparecido a escrava Jnstina que fugio
    em Janeiro do corrente anno, levando seis vestida
    de chita e dous chales, sendo um preto; a escrava
    tem os signaes que se segoe : parda escura, falla
    humilde, anda de vagar, e costnma pontear o ca-
    bello e abrir estrada : pede-se a toda e qualquer
    pessoa do povo, capitaes de campo e aos pedestres
    i a apprehenso da dita escrava, e leva-la ra da
    Esperaoca n. 74, que atem de se ficar agradec*
    recompensa-se mnito bem.
    ATTENCO
    Acha-se fgido o escravo dej nome Faustino, de
    idade 40 annos, pouco mais ou menos, cor fula, at-
    ura regalar, grosso do corpo,bem espadado, bar-
    bado, e j com algias cabellos brancos na barba,
    bracos e pernas grossas e bastante cabelludas, ten-
    do as pernas arqueadas, porm nio muilo, costu-
    ma andar em sambas, e as vezes embriagase bas-
    tante por gostar mnito de beber : portanto roga-
    se s autoridades policiaes desta e das provincias
    limilropb.es, que o facam ppreheader e leva-lo a
    sea senhor o major Antonio da Silva Gosoio, na
    roa Imperial, assim como roga-se aos capitaes de
    campo a apprehenso do dito escravo. que sera*
    bem gratificados.
    ILEGVEL


    - *
    Mario de Peraanbaeo Quart.i lelra 8 4e Jnnho de l .
    LTTERATRA.
    POLMICA RELIGIOSA.
    Treguas de disparates, senhores Acaso que-
    reres, s outras iraputagSes contra a famosa Or-
    den), accumullar tambem a de idiota ?
    Nao. Os Padres da Corapanhia, mas que nin-
    de
    ,-. i n.j..i..u ----- j 8uem' lamentaran a morte do seu amigo.
    Os discursos do Sr. dfputado Pedro Luu Perra de
    Souza na cmara dos diputados.Pretenfie *'* rfOran^.-Esta accusagao agora
    Jaarard Institutos religiosos.Jesutas. lal modo fundamentada, que nem sabemos a quem
    Laziristas Irmaas de Caridade. Capuchi- o diserto orador queira alludir I Ser ao prin-
    nhos Necessidade das ordens religiosas no cipe d Orange, Philiberu de Challn, .que estando
    Brasil.
    (Con/nnro.)
    Vil
    Knox, o famoso puritano esrossez, sahido da es-
    cola de Genebra, diz :- Ter-se-hia devido levar
    a sitiar Florenca foi assassinado ? mas parece que
    para esse a Ordem nondum nata eral, visto que ella
    foi concebida era 15:11, e havia quatro annos que
    o tal capillo j nao era deste mundo 1
    Referir-se-ha Guilherme de Nassau, o Ta-
    an 1584?
    fez-se pro-
    t .!, Aa PiPAssi-i m. turno, tambem assassinado, em Delft,
    \a cadafalso com a rain lia Mana de iiscossia, io .... ... .
    .o cauaiaiso, tora i* Mas essa historia sabida : o rebelde
    r7.liKi^Zl 1 jaranos de seu engrandeciente. Creou,
    iCsuT(:bS"oToutor calvinista Joao Arthusio, com P'ra'as> a marraba temivsl, que muito pre-
    jUdicou aos Hespanhes. Foi eleito pelos insurgen-
    5er Tos^eTobstarTe "outra"frraa s suas es '^ qoatro provincias, e depois Conde
    ,""" I""-" ........_____ !de lln lamia A 7i.pin,1 I-i qIii., m,.,; n.i.dA
    exprimase a ira : Deve-se matar o tyranno, j"
    violencias.. Estevao Junio Bruto (stat nominis um- de Hollanda Zelandia. J eslava qaasi anindo
    t,ra mas autor protestante) declarara :Se al-;as Provincias meridionaes s do norte, quando a
    . gura grande do estado lenta sacudir o jugo de 0*1$. fo. posta a prego. Cahio sob o punhal
    . urna tvrannia raanifesta, -lhe licito, se nao tem do fanatlC0 Wft"" Grard, que nunca j mais
    . outro meio, matar o ivranno. pertenceu a Ordem dos Jesutas, e at declarou sem-
    Eguaes opinies emiltiram Jorge Buchanan, lu- Pre> en,re 0 tormentos, nao ter cumplices, nem ou-
    Paulo Sarpi Mil- ,ro roovel Que nao fosse o interesse catholico, e
    | hespanhol. A historia acolheu com suspeita o fac-
    to de haver Philippe 11, de Castella, depois que esse
    fantico foi esquarlejado, conferido familia
    d'elle cartas de nobreza; mas nada tem de com-
    mum com os Padres da Companhia.
    Repetimos, por tanto : nem sabemos a que suc
    miar do prolestantismo cscossez
    ton etc.
    V-se, portanto, que a detostavel doutrina do re-
    gicidio era ento (e desde muto antes da existen-
    cia dos Jesuilas) proclamada por theologos protes-
    tantes, jurisconsultos, e philosophos, sendo alias
    impugnada por outros. O mesmo antagonismo se
    levantou no seio dos escriptores da Companhia de
    Jess : alguns, com mais ou menos casusticas res-
    triegues, advogaram tambem a doutrina do tyran-
    nicidio, taes como S, Marianna, Soares, Escobar.
    Outros muitos, porro, rebateram tal opinio. As-
    sim, por esses lempos, escrevia o Jesuta Bellarmi-
    o :t E* inaudito que alguem approvasse jamis
    t o assassinato do principe nenhum (fosse este he-
    reje, pagao e perseguidor) ainda que appareces-
    t sem monstros capazes de cxercitar tal crime.
    Finalmente, para desviar da ordem, como ordem,
    lal imputagio, bast dizer que, por esse tempo, o
    geral delta, Aquaviva, punha termo, por um decre-
    to explcito, a polmicas escolsticas, que, mal
    comprehendidas, mais mal applicadas, podiam ori-
    ginar atlentados. Eis como elle se exprime :
    c Em virtude da santa obediencia, determina-
    t mos, sob pena de excommunho, inhabilidade
    para todos os cargos, suspensao dirim, e ou-
    < iras penas arbitrarias,que nenhum religioso
    da uossa Companhia, seja em publico ou era par-
    < licular, lendo ou aconsejando, ou dando luz,
    ouse sustentar ser licito, seja a quem (r, e sob
    qualquer pretexto de tyrannia, matar os ras on
    < os principes, ou attentar contra suas pessoas etc.
    Se pois Ravaillac nao ponencia Ordem; se na-
    da contra esta appareceu no curso do processo;
    se as controversias sobre direito de regicidio esta-
    vam era vga; se a tal respeito os jurisconsultos,
    e protestantes dufenderam as doutrinas mais cruas,
    se os Jesutas tambem se dividirn! em dous can;
    pos ; so anal o geral da ordem fulminou a opi-
    nio reprehensivel; como ha quem se arroje a im-
    putar o assassinato virtuosa associaglo ?
    Nao Jiouve muita gente, c orno serapre acontece
    nestas estrepitosas calamidades, que o altribuiu a
    diversos bracas? Nao ousou a maledicencia pol-
    luir o nome da propria rainha? Nao se citou lar-
    gamente o seu favorito Concira 1 Mo foi aboca-
    nhado o duque de Espernon ? Nao se imputou o
    crime marqueza de Vermenil f Nao foi macula-
    da com suspeitas a propria corte de Hespanha ?
    Nada! Atoardas dessas nunca chegaram aos
    verdicos ouvidos dos anti-Jesuitas 1 Pois havia de
    embotar-se urna lao bella espada, tao bem aliada ?
    Pouco importa que a raputacao seja simplesmente
    absurda; os nossos antagonistas sabem a que cas-
    ia de gente se dinjem; conhecem bem a materia
    prima do credo quia absurdum!
    Absurda imputagio, dizemos nos, porque todas
    as circunstancias convergem para a proclamaren)
    tal!
    Absurda, porque depois da abj uracao de Henri-
    que IV, nao podiam ser mais csncludentes as pro-
    vas de reciproco affecto enlre o soberano, e a Com-
    panhia de Jess I
    Absurda, porque esta Companhia, desde entlo,
    Jhe pre>tou osmaiores serv eos (4). Foi o Padre
    Bellarmino quem decidi, que, sem perigo de ex-
    communho, podiam os Parisienses render-se ao
    Bearnez. O Cardeal Jesuta Tolet tomou a si a
    defeza da sua causa, triumphando dos derradeiros
    escrpulos de Clemente VIII, e reconciliando Hen-
    rique IV com aegreja. O Padre Cammolet occu-
    pou-se da absolvico do re. E portanto a protec-
    plo dos Padres da Companhia cemecou ainda antes
    de Henrique se sentar no throno I
    Absurda finalmente, por que, se as calumnias
    haviam eclypsado por alguns dias a justica, que o re1
    devia Companhia, certissimo que, desde bas-
    tantes annos antes do regicidio, nada ha compara-
    ve! affeigao, que Henrique manifestava essa Or-
    dem. Foi elle pessoalmenle quem mandou chamar o
    Padre Cotn, que logo fez seu pregador, confessor,
    amigo ; ( seriam tambem os Jesutas que em 1604
    tpunhalaram esse Jesuta, que milagrosamente es-
    capou ? ) Elle ( Henrique ) quem Ihes deu a pro-
    pria casa de seus paes, em La Fleche, para estebe-
    lecerem um collegio : Elle quem determinou, por
    disposiglo testamentaria, que o seu coracao fosse
    arrancado, e entregue aos Padres da Companhia :
    Elle quem promoveu o seu desenvolvimento. Pou-
    cos annos antes do regicidio, Henrique impetrava
    do Santissimo Padre a canonisaco de Santo Igna-
    cio de I.oyla, e Francisco Xavier, concluindo os
    argumentos de sua carta com os seguintes :
    f Considere vossa santidade a consolagb que,
    t com tal acto, recebero as almas pias, e bem as-
    sim a utilidade que tem promovido, e diariamen-
    < te promovem christandade os que professam a
    t Ordera, de que aquelles santos foram funda-
    dores.
    Que diz a isto, o Sr. Pedro Luiz ?
    Haja ao meos habilidade as invencoes; nao
    aspiren tramas victoria, atacando o senso com-
    mum. Quando convm ao seu proposito, pintam
    os Jesutas como ambiciosos, e come procurando
    ingerirse no animo dos principes. Mas logo, con-
    quistado esse animo, descrevem-os como matando
    eses mesmos principes 1 anniquillando por suas
    naos, e sem utilidade alguma, o instrumento que a
    tanto cusi se haviam affeicoado 1
    (4) Observei, diz o proprio Henrique IV, diri-
    jindo-se ao parlamento (e estas palavras sao para
    sempre memoraveis) observei, quando comecei a
    al.ir em restabelecer o Jesutas, que s duas qua-
    liiiades de gente se oppunham sua volt a : os
    protestantes, e os clrigos devassos; o que me fez
    amar ainda mais os Jesutas. Se a Sorbona os
    Condemnon foi porque os nao conhecia. A univer-
    tldade tem tido occasio de sentir saudades delles
    (de les regrrtter.) visto como por sua ausencia se
    lera ella achado como deserta; e os estudantes, a
    despeito de todos os embargos da Universidade,
    f.-ino. >
    O historiador, de quem copiamos este importante
    trecho, forcado a render a mesma homenagem
    aos Jesutas, quando diz: Os mancebos correm era
    Cardume para as suas escolas, deixando desertas
    ts da Univtrtidade. O qae esta perde, gaoha a
    -ligioeatholira, segundo a unnime confuido dos
    maiores mmift da Companhia ( Du Boulav.
    Ilist de nJaiversitc, I. VI, p. 916.)
    cesso pretenda attingir o nosso sabio antagonista.
    D. Jos.Ser pois eerto que, a despeito de to-
    das as evidencias, nunca para a calumnia haja pres-
    cripc.au I (5) Aqui reapparecem os Jesutas, como
    tendo disparado um tiro sobre o rei de Portugal I
    Parece imposslvel que, em 1864, se seja obrgado
    a recordar successos j tao conhecdos ejnlgados |
    O marquez de Pombal, orgulho, e ambicio per
    sonifleados, ( Odalgo, mas nao da priraeira linha]
    gera ) odiava por inveja a suprema aristocracia ;
    talvez pretenc5es matrimoniaes repellidas o arrai-
    gassem mais em lal odio. Repulslo anda mais
    funda o animava contra os Padres da Companhia, e
    ougamos, em breve resumo, o que a esle respeito
    escreve o elegante, e erudito Sr. conselheiro A. J.
    Vale, no seu recente Epitome da Historia de Por-
    tugal, approvado pelo conselho geral de instruccao
    publica, e adoptado para uso dos alumnos das traes
    escolas de Mafras, e das Necessidades, edigao de
    1861, pagina 174:
    c o valido, e inexoravel ministro, desde os
    t primeiros temos da sua subida ao poder, se ti-
    nha mostrado pouco inclinado classe alta da
    nobreza, se bem que, (dalgo elle mesmo por as.
    cimento, se achava enlajado com ella por seus dous
    c pasamentos, julgava necessario abater-lhe a ex-
    i cessiva altivez, e isso em proveito das classes
    I c menos elevadas. Contra os Jesutas nutria elle
    a um odio figad.il. Quera dominar exclusivamen-
    t te o animo do monarcha. Receava que algum
    < resto de influencia daquella Ordem, outr'ora tao
    i poderosa, pozesse tropecos realisacao de seus
    t planos innovadores. Tendo conseguido persuadir
    c a el-rei que os conspiradores de setembro tinham
    i sido instigados pelos Jesutas, deu solas ao seu
    furor contra a Companhia. Todos os religiosos
    i do instituto por elle aborrecido, foram expulsos de
    c Portugal, e de todos os dominios portuguezes.
    Nao contente com tal expulsao, o novo Conde de
    c Oeiras sollcitou junto do Papa Clemente XIII,
    f da parte do Sr. rei D. Jos a total exlinccao da
    t Ordem.
    Pombal entendeu seren contra Jesuilas todos os
    meios lcitos.Por si, e outros fez publicar nlo s
    libellos incendiarios, mas tambem urna obra de vas.
    tas dimensoes, cujo veneno encoberto pelo sen t-
    tulo -Diligenciou de Benedicto XIV um Breve para
    ser reformada a Ordem, naturalmente por elle
    mesmo, e seos apaniguados.Ha quem Ihe suppo-
    nha ter concebido planos do destruir na pennsula
    a rcligiao catholica, e mudar talvez a ordem de
    successao na monarchia, considerando para isso os
    Jesutas obstculo.J desde 19 de novembro 1759
    expellira elle do pace os Padres Moreira, Costa e
    Oliveira.De accordo com o Cardeal Saldanha, fo-
    ram os Jesutas inculpados ( sem ser ouvidos ); de
    operarem transacc5es commerciaes, e infringirem
    os caones.Desterrava elle os Jesuilas que tema:
    Fonceca, Ferreira, Malagrida, e Torres etc. etc.
    Estaram pois as cousas neste pe de perseguicao.
    quando, na noile de 3 4 de setembro 1758, o rei
    voltando a dez horas ao paco, recebeu no braco
    um tiro disparado, no lugar onde depois se elevou
    um monumento denominado A Memoria. Segundo
    o velho systema dos anti-jesuitas, eis-ahi logo mina
    a explorar contra elles, por mais completa que fos-
    se a certeza da sua innocencia t
    De quem foi o alternado ? Nao o sabemos. Diz-
    se que geralmenle se attrbuu ao marquez de Ta-
    vora, em vinganca da sua honra sobre o real se-
    ductor de sua esposa, D. Thereza ; e isso mesmo,
    quem sabe ? Creou-se um tribunal de inconfidencia i
    applicaram-se tratos aos inculpados; fez-se um
    processo oceultas, e com juizes suspeilos; lan-
    cou-se em ferros o Fiscal Costa Freir, que opioou
    pela innocencia dos aecusados; mas o cerlo que
    a sentenca de morte foi proferida a 12 de Janeiro
    de 1759, e executada a 131 A presa era grande.
    Cumpria cerrar logo e logo todas aquellas boceas,
    mpedir que a verdade prorompesse I
    Por essa terrivel sentenga foram execulados, em
    Belra, aps os mais atrozes supplicioso duque
    de Aveiromarquez e marqueza de TavoraLuiz
    Bernardo de TavoraJes Mara de TavoraD.
    Jeronymo de Alhaydeconde d'Autoguia-Braz
    Jos RoneiroJoao MiguelManoel AlvesAnto-
    nio Alves.
    Esta sentenca, porm, foi revista, por outra, de
    7 de ahril de 1781, na qual se declarou, por maio
    ra de 15 contra 3 votos que as pessoas, tanto vivas
    como moras, que foram jusligadas, desterradas ou
    presas, em virtude da sentenca de 1759, estavam
    todas innocentes do crime que se Ihes havia impu-
    tado.
    Se pois, tambem quizeram involver Jesutas na
    accusacao, para aproveitar tao ba opportunidade
    considerando-os instigadores dos padecentes, quo
    valor lera semelbante arguicao, quando os pro-
    prios suppliciados foram autnticamente conside-
    rados innocentes?
    Note-se mais : O sentimento do omnipotente mi
    nistro para com os Jesuilas era de odie fiyadal; lu-
    do quaoto o cercava eram instrumentos de sua
    vontade; fcil Ihe seria por meio de provas, e tes-
    temunhas falsas, levar tambem ao patbulo todos
    os Padres; e todava l nao subi nem um, e nes-
    sa sentenca de 1759 nao apparece o nome de um
    nico. At onde chega, al no crime, o imperio da
    evidoncia I______________________^^^^
    (5) Bayle, grande inimigo da Companhia, divir-
    tio-se no artigo Marianna em reunir os louvores
    dados aos Jesutas sobre a sua castidade, mais para
    zombar, do que para negar. Elle diz ne artigo
    Loyula, que logo que se espalho urna accusacao
    contra elles, por maii enorme que seja, a despeito
    de lodos os testemunhos, em contrario, e por mais
    refutada rielo hom senso, sera arredilada pelo po-
    vo. Basta publicar o que se quizer contra os Je-
    sutas, para se ter a certeza de que urna infinida-
    de de pessoa Ihe dar a-edito. (Nota de Cantu.
    P- 37.)
    i Verdade seja que depois proclamaran! varios Je-
    sutas cumplices do attentado, por excellentes ra-
    z5es : por exemplo, de terem nns viajado no mes-
    mo navio que osTavorasontros.de serem confesa-
    I resoutros de frequentarem a casa dos inculpa-
    dos, etc.: ludo miserias, a que mesmo essa gente
    deu importancia tal, qoe nao teve de ser-lhes appli-
    cada a fcil actividade do carrasco I
    O Padre Malagrida foi, sim, mais tarde queimado
    em auto de fe, por decisao do Santo Oficio, mas
    sobre fundamento mui diverso, nao como regicida,
    mas como falso propheta, e de devota immoralida-
    . de. Imputarara-lhe a autora de dous folhetos :
    | Reinado do Anti-Chrto, e Vida da Gloriosa San-
    ta Anna dictada por Jess e sua Santa Mae. Em
    i virtude desles escriptos, o velho Padre Malagrida
    t foi declarado heiisiarcha, impdico, blasphemo, e
    ; entregue ao braco secular, suecumbindo em 21 se-
    j lembro 1761, isto dous annos depois dos Tavo-
    j ras, e por motivo diversissimo.
    E j que Voltaire voz tao autorisada, oucamos
    como elle qualiflea este acto (Seculo de Luiz XV, t.
    XXII, pag. 351.)
    Junctou-se o excesso do ridiculo, e do ab-
    surdo ao excesso do horror. O culpado nao fo
    < posto em causa seno como um propheta e nao foi
    queimado seno por ter sido louco, e nao parri-
    i cida.
    Nada ha pois comraum entre os Jesutas e o tiro
    no rei D. Jos. E' patranba j desfeita, e gasta no
    cerebro de seus inventores.
    O fumo de suas fogueiras, obscurecem o
    cu, mataram sempre em nome de Deas. Affeitos
    j a gira, linguagem particular da escola, (lea-
    mos certos de que isto se refere a inquisicao. Mui-
    to longe nos poda levar este objecto; mas para nao
    eternisar, e complicar questdes, basta dizer que es-
    te outro incomprehensivel erro histrico: os Je-
    sutas nada tm, e nunca tiveram com a Inquisi-
    cao I (6)
    Ao contrario, urna das assercoes mais repetidas,
    com ou sem razo, que, enlre a Ordem de Jess
    e a de S. Domingos, reinou sempre rivalidade. O
    proprio S. Ignacio de Loyola teve de sofTrer da In-
    quisicas. Alm de mil exemplos, daremos entre
    nos o do Padre Antonio Vi eir. Leiam-se a sua
    cario escripta a el-rei, e datada do Maranhao, a 11
    de feveraro de 1670, em que Ihe d conta do estado
    dasmissoesna provincia do Brasil; assuasnoti.
    as recnditas do modo de proceder da Inquisicao
    de Portugal com os seus presos ; infonnacao que
    ao pontfice Clemente X deu o mesmo Padre Viara,
    obra, em consequencia da qual estece suspensa a
    Inquisicao por 7 annos, desde 1674 at 1781, etc.
    Se pois se nao equivocou o eloquente parlamen-
    tar, se o moderno Ixion nao tomou urna Ordem por
    outra, em que serie de factos poderla elle jamis ir
    achar esse morticinio em nome de Dens, esse fumo
    de foguetra obscurecendo o cul
    Ah I sim I poda. Com o nome de Deus nos la-
    bios, milhares de Jesutas baquearam victimas, s
    raaos dos inimigos da f. Cahiram elles mesmos,
    sim, e s a inexactidao consiste em que nem todas
    estas humanas hecatombes foram por meio das
    chammas : muitos expiraram.tambera afogados.
    maior numero pelo ferro, outros a Jogo lento, in-
    numeraveis sob os mais atrozes supplicios. Quao.
    tos destes santos martyres nao pertenceram a tr-
    ra de nossos avs! Quem pedera colligir os no-
    mes dessa legio infinita de bemaventurados Pa-
    dres, que da vida transitoria ascenderam logo, as-
    sim escoltados por mynades de anjos, corte celes-
    tial (7)
    Os Padres Luiz Mendes, e Paulo Valles suecum-
    bem, na costa da Pescara aos golpes dos barbaros.
    E' feito em pedacos o Padre Alfonso de Castro, che-
    fe da missoda ilha de Ceylo. Na de Ormuz cae
    o Padre Mesquita crlvado peias frechas des in-
    flis.
    Os Bonzos, no reino de Firando lancam fogo,
    que tudo devora egreja, e residenciados Jesutas.
    | Villela c espancado no seu navio. Andr Gualda-
    mes, ainda mais feliz que o Padre Oviedo, alvo dos
    mais horriveis tratos, morto na Abyssinia. No
    Monoraotapa, o Padre Silveira estrangulado por
    selvagens, langado no rio, preso um calhu, e
    (.oin raais 50 companheiros. E' degolado o Padre
    Joao Machado era Nangasabi, onde tambem o Padre
    Leonardo de Moura queimado vico, com todos os
    seus confrades. Egual sorte cabe aos Padres Bar-
    reto, Fonseca e 5 outros Jesutas. Vinte e quatro
    religiosos encerrados noscarceres de Ormuera, sao
    quemados vicos. E Soeiro, em Ceylo. E Espi-
    nla. E Matheus de Couros. E Borghse. E Costa.
    E Rubini. E Ferreira. E Martins. E Schall. E An-
    dr. E Mo.-eira. E Joques. E Brbeuf. E Lalle-
    mand. E Garnier. E Espinos. E Mendonca. E Arias.
    E Romeiro E Retraamos a penna, que o sim.
    pies catalogo dos nomes dara um Ftos Sancto.
    rum I
    Esses inspirados martyres corriam alegres s
    pyras, e aos cadafalsos. Quando, aos batalh5es,
    se encontravam em frente, prximos a receber a
    palma, entoavam o fervoroso Ladate, pueri, Do-
    minum ; e para logo espadaando o sangue desles
    hroes da f, regava, fertihsava a trra !
    Sao essas as nicas fogueiras humanas mencio-
    nadas na historia imparcial dos religiosos da Com-
    panhia de Jess, a respeito da qual diz Roberlson,
    ! seu implaran1! inimigo, o seguinte : i Observar-
    | se-ha, que lodos os autores, mais ou menos se-
    veros para com a vida depravada dos frades hes-
    i panhes, loucam unnimemente o proceder dos
    Jesutas, que, educados debaixo de urna disci-
    plin.i maisperfeita, que os outros, e zelosos da
    honra de sua corporago, viceram sempre de ma-
    tiira irrepreltenscel. (Roberlson, Historia da
    America, livro MU.)
    7.
    Justa appreciacao da importancia da Ordem de
    Jess.
    Assim appreciadas as injusticas da denominada
    philosophia moderna contra a veneranda Ordem,
    repousemos o espirito em mais placida manso.
    Oucamos, com a alinelo ajoelhada, urna voz pu-
    rissima enlre as puras, autorisadissiraa entre as
    autorisadas, eloquentissima entre as eloquentes :
    t Feneloo, Fenelon I que nome, povos 1
    c Quem se nao internece, a ouvir tal nome > (8)
    Eis alguns trechos do admiravel discurso sobre
    a Epiphania, que o santo arcebispo de Cambrai
    proferiu, 6 de Janeiro de 1685 :
    Mas que vejo eu, desde dous seculos 1 re-
    giOes immensas, que repentinamente se escan-
    t caram; um novo mundo ignoto ao antigo, e
    maior que elle. Nem julgueis que s audacia ;
    < dos horaens sejara devidos tao prodigiosos des-:
    < cubrimenlos. Nao outorga Deus s paixdes hu- i
    < manas, ainda quando parece decidrem de tudo,
    seno quanto baste para serem instrumentos dos !
    c seus designios. Agita-se o bomem, mas Deus
    (6) Temos em maos um trabalho sobre a Inqui-
    sicao. Esperamos deixar bem liquido, que tudo o
    3ue ha de repugnante, e horroroso nesse celebre
    rama, nao pertence a egreja. E' outra calumnia
    nao menos atroz, que curapre desfazer.
    (7) E' occioso perRuniar se o slo foi fecundado
    pelo sangue. Os Jesuilas contam treientos marty-
    res, entre seus irraaos, no XV seculo; e os que vi-
    sitarem seus collegios encontram os longos corre-
    dores juncados de ima.ens, nao dos que se insi-
    nuara! junto aos thronos, masdaquelles qua mor-
    reram propagando a civilisacao empunhando a
    cruz I (Cantu, cap. XI. MissSes.)
    (8) Mimosjssimos versos de Castilho Antonio.,
    (Medilacao. Ese. poet.) |
    qnem o guia. A f, implantada na America, a
    despeito de lmannos vendavaes, nao cessa de
    produzir frnctos.
    t Que mais falt, povos do extremo Oriente ?
    Tost, vossa obra soari. Alexandre, o veloz
    conquistador, pintado por Daniel como nem com
    os ps tocando a trra, esse que tanto ambicio-
    nou subjugar e mundo inteiro, parou bem lon-
    ge alm de vos ; porm mais longe do que o or-
    gulho vae a caridade. Areias ardentes, deser-
    tes, raonlanhas, distancias, tempestades, escolhos
    de tantos mares, intemperies, o fatal meio da
    lioha onde se descobre novo cu, frotas inmi-
    migas, costas barbaras, nada, nada pode suspen-
    der aquelles a quem Deus envia.
    E quera sao esses, que voam como as nuvens ?
    Pvos, transportae-ves sobre vossas azas I Que
    o Meio Dia, o Oriente, que as ilhas desconheci-
    das os aguarden), e em silencio os encarem vin-
    grandes dobras, enormes pannos, prodigiosas cor-
    tinas que parecem de velludo ou brocado branca
    O tocto de onde cahem esees Immoveis adornos,
    eleya-se s vezee lab alto que a vista nao o alcan-
    za ; as nossas tochas atadas i extremldade de
    grandes varas, nem assim podiam projectar a sua
    enfumacada luz em distancia sufflciente para nos
    deixar ver o fin das salas por onde erravamos,
    cora o coracSo oppresso pela angustia secret que
    sempre experiment o hornera quando se v as
    entranhas da trra, longe dos raios do sol, e dessa
    luz < tao agradavel aos olhos > que invocara cheias
    de saudade na hora da morto as heronas da tra-
    gedia grega.
    As histerias dos Gregos e Melidhooios, que du
    rante esse longo passeio nos contavam os nossos
    guias, contribuiam para entristecer c preoecupar
    : a nossa imaginadlo.
    No verlo de 1822, mais de trezentos christaos
    do de longe. Como sao formosos os ps desses St tinham refugiado nessa gruta ; eram especial-
    homens, que l chegam docume das montanhas,! niente mulheres, criangas e velhos. Haviam com-
    a trazer a paz, annunciar eternos bens, pregar
    a salvagao, e dizer : O' Siao I O leu Deus rei-
    nar sobre ti I Ei-los esses novos conquista-
    dores, que avangam sem armas, excepto a cruz
    t do Salvador. Ei-los vem, nao para arrebatar ri-
    quezas, e derramar sangue de vencidos, mas pa-
    ra offerecer seu proprio sangue, e communicar
    o thesourorfelesle.
    Pvos, que os vistes chegar, qual foi, a subi-
    tas, vossa admiragao, e quem a pode represen-
    tar T Homens, que vem a vos, sem serem attra-
    hidos por motivo algum, de commercio, de am-
    bigo, nem de curiosidade : homens que, sem j-
    t mais vos terem visto, sem saberem mesmo onde
    vos estaes, ternamente vos araam, tudo deixara
    por vos, e vos procurara atravs de todos os ma-
    < res, cora tantas fadigas e perigos, para vos torna-
    i rem co-participes da vida eterna, que elles des-
    cobriram I Nagdes sepultadas na sombra da
    morte, que luz sobre vossas cabegas I
    t E a (|uemju deve, irm.ios, esta gloria, e esta
    bengao de nrMos dias ?* A' Companhia de Je-
    ss, a que, desde seu nasciraenio, abriu, pelo
    tudo entre elles bastantes homens resolutos para
    defenderem contra um exercito a estreila entrada
    por onde ninguem se pode introduzir senlo de
    rastos.
    Os fugitivos tinham provisoes, e os Turcos se-
    dentes de vinganga, nao queran limitar-se a um
    bloqueio esperando os effeitos da tome. Aprovei-
    tando pois um dia era que o vento soprava com
    violencia entrando pela bocea da caverna, os Mu-
    sulraanos amontoaramao p do rochedo tudo quan-
    to foi materia combustivel, e pegaran fogo. Im-
    pellida pela brisa, urna espessa fumaga precipitou-
    se logo para o interior da gruta. Os desgragados
    christaos fugiam para os mais recnditos escon-
    drijos, para as ultimas profundezas do subterrneo,
    mas l mesmo os alcaogava a fatal nuvem. To-
    dos, sen excepgao, morreram suffocados. Os Tur-
    cos, ainda duvidosos do bom xito da sua horrivel
    invengan, esperaran) dez dias diante da gruta. Fi-
    nalmente, nlo ouvindo sahir rumor algum de den-
    tro desse tmulo, lizeram penetrar ahi um prisio-
    nero que com muita diflkuldade os convenceu de
    que l nlo havia nem um ente vivo, e que nao
    podiam receiar emboscadas. Apesar de Ihes ter o
    soccorro dos Portuguezes, um novo caminho explorador Irazido provas irrecusaveis do que af-
    ao Evangelho as Indias. Nao foi ella que ac- flecara, esliveram ainda tres dias sem porp na
    cendeu as primeras faiscas do fogo do aposto-
    < lado, no seio desses homens convertidos gra-
    t ga?
    Parabens veneranda Ordem I
    Quem milita com escudos deslos pode, sorrindo,
    aparar as frechadas da impiedade I
    Joaqcim Pinto de Campos.
    4Continuar-se-ha.)
    A ILHA DE CRETA.
    Reeordages de viagem.
    II
    O patz: caracteres physicos e produccSes naturaes.
    As ruinas.
    (Conlinuaglo.)
    Se os Montes Brancos formam como que urna
    muralha que corre de leste oeste, o Ida ergue-se
    bem no centro de Creta, como urna grande pyra-
    mide que tem 2,500 metros de altura. Grande nu-
    mero de ramiQcagoes partem da base da montanha
    e estendem-se em todos os sentidos como para me-
    lhor sustentar o gigantesco cabego que nellas se
    apoia e que as domina. O desenvolvimento dessas
    cadas accessorias e dos valles que ellas circundam
    que faz com que a ilha seja mais larga nesse
    ponto.
    O territorio por onde correm as aguas que des-
    een do Ida possue dous lugares importantes, Rhe-
    timo e Canda. Rhetimo, a amiga Rhytimnos,
    residencia de um pacha, e capital de urna provin-
    cia que coraprehende todos os cantoes intermedia-
    rios entre os Montes Brancos e o Ida. Entretanto
    urna cidade bem pequea com um forte e mura-
    Ihas arruinadas, e urna populagio de 7 8,000 al-
    mas. Seu porto seguro, porm muito estreito.
    O commercio l vae buscar, alm do azeite que se
    encontra era toda a Creta, a casca de carvalho que
    s produz na provincia de Rhetimo. A cidade na-
    da conservou de amigo senlo o nome, e nao mere-
    ce que o viajante se demore nella nem um da :
    caverna. Depois disso que se arriscaram a en-
    trar para despojar os cadveres.
    Pouco tempo depois, quando anda os beys tur-
    cos estavam acampados em Melidhoni, seis chris-
    taos foram visitar a gruta. Tres licaram desenti-
    nella entrada, emquanto os outros penetravam
    no subterrneo. Desses tres, dous tinham um
    mez antes depositado suas mulheres e seus filhos
    nesse asylo, pensando que assim estavam acober-
    to de qualquer perigo ou injuria. Imagine-se o
    que experimentaran elles quando viram estendi-
    dos no chao, mis e profanados, os cadveres j qua-
    si rreconhecveis desses entes queridos, a quem
    nao suppunham ter dito um eterno adeus I Foi tal
    o choque, que nenhum dos dous teve mais torgas
    para sahir d*ali, e morreram ambos, um depois de
    nove dias, e o outro depois de vinte. Quando os
    Gregos em fins desse anno de 1822, tornaram a
    apoderar-se da provincia, mandaram celebrar um
    oflicio fnebre mesmo dentio da gruta, e para me-
    Ihor perpetuar a barbaridade dos Turcos, licaram
    os ossos dos morios no mesmo lugar onde repou-
    savam. Ainda se v muitos, j agarrados ao chlo
    pela pedra que se forma roda delles, e que em
    pouco os occultar inteiramente.
    Ainda bastante irapressionados com essas histo-
    rias que ouviamos aos Olhos e prenles das victi
    mas, sahiraos de Melidhoni para ir por um curto
    caminho at s ruinas de Axos, cujo lugar ainda
    indicado por urna pequea aldea que tem o mes-
    mo nome. Essas ruinas inspirara pouco interes-
    se ; mais proveitoso visiiar-se, no mesmo dis-
    Iricto, as de Eleutherna. A antiga cidade, assim
    como a maior parte das cidades da Grecia, eslava
    collocada longe do mar, cima da planicie, ao p
    das grandes monlanhas. Occupava urna especie
    de promontorio'entre o confluente dos dons valles.
    Em urna estreila esplanada sustentada por altos
    rochedos havia una fortaleza. Mais abaixo, no
    terreno que descia (ara o desfiladeiro, eslendia-se
    a cidade. Aqui, como em Polyrrhenia, comoem
    ptera, o que mais d nos olhos e oceupa a ima-
    mas o distnclo vizlnho Mylopolamo possue una
    curiosidade natural, que nao podemos esquecer : ginaglo, sao as obras feitas pelos amigos afim de
    fallo da gruta de Melidhoni, cojos stalactites e ex-' se prevenirem contra o calor do clima e contra a
    quisto aspecto nada tem a invejar a celebre gruta' sede. Por baixo da cidadella, estendem-se duas
    de Antiparos. O interesse que essa caverna e suas grandes cisternas cavadas na rocha; o ledo que
    formagoes calcreas podem inspirar ao sabio e ao as cobre sustentado por enormes pilastras qua-
    curoso, avivado pelas tristes e sanguinolentas' dradas, tlhadas tambera na pedra viva. Cada um
    recordages que deixou nesse sitio um dos mais desses reservatorios tem vinte metros de compri-
    dolorosos episodios da guerra da independencia. mento, dez de largura e oito de altura ; podiam
    brese a entrada da gruta no meio de um ro- dar a8ua durantc ura mez l)ara uraa cidade si"
    chedo Iavrada pela ralo do homem na antiguidade, ,iada-
    as pedras que se achara amontoadas e cobertas de Era ludo disposto de maneira que urna chuva
    trra, dislinguem-se ainda os primeires versos de
    de tempestade podesse era poucas horas encher
    urna inscripgao mtrica da poca romana, que con- essas espagosas cavidades; nao se contentaramem
    seguimos 1er quas toda, e transcrever. Essa ins- fazer com que se precipitassem para ali por meio
    cripgb prova que no tempo do imperio adorava-se de aberturas verticaes, todas as asmas que cahiam
    nesse lugar Hormes cora o nome de Talleano, mas (sobre os edificios da cidade alta ; para quo nada
    nao parece esse culto muito antigo, e provavel se perdesse cavaran) na pedra goteiras que cor-
    que a gruta fosse outr'ora consagrada a esse ho- ram obliquamente roda do escarpado monte on-
    mem de bronze, a esse Talos, velha diviudade que de se apoiava a cidadella. A'ii se reuniam, para
    representou tao importante papel no temp de Mi- depois serem conduzidas ci-terna, todas as aguas
    nos. Parece que, era urna poca muito remota, o (JUe corriam dos rochedos.
    sacrificios humanos esliveram em uso na ilha de As ruinas de Axos, as de Eleutherna e as de
    Creta como era outras partes da Grecia, e alguns Sybrlh vimos per,0 da pequea aldeia de
    trechos da legenda de Talos dao lugar a suppr-se Veni acha,n.se no centro de uma caueia de mor-
    que era particularmente esse deus que recebia taes ros ue mtdiana aura> cnaraada noje Kendros. e
    olfrendas. Porta..>, posstvel que essa caverna que ligeos Montes-Brancos ao Ida. E" tambera
    tosse, em poca autiquissima. o theatro desses uesse mesmo canto que o viajante encorara o con-
    sanguinolentos e mysleriosos ritos. A hecatombe vento de Arkadia, que talvez o maior de toda a
    humana que os Turcos immolaram ahi durante a' ||la. Aegreja que do seculo XVII, tem uma
    recente guerra, talvez nao fosse a priraeira que | radiada toda do ordem corinthia ; mas o convento,
    oceultou essa sombra caverna quem sabe se nlo! assj, COrao os outros de Creta, perdeu tudo com a
    repousam ossos de outras victimas sob a dura e revo|ugat). dip|omaS( raanuscrptos. livros, ima-
    bnlhante mortalha com que ella cobre e esconde gens anligas, tudo foi saqueado, queimado e des-
    tudo quanto Ihe lngara dentro ?
    E' muito funda a gruta. Passamos l mais de
    duas horas em companhia de uns camponezes que
    nos servirn) de guias, cada um dos quaes ia mu-
    nido de uma grande tocha de cera que nos vende-
    r o papas. Entramos sempre em novas salas,
    em novas galeras, e qualquer que fosse a direc-
    go que tomasseraos, retrocederamos sempre an-
    tes de chegarmos a algum lugar que nao tivesse
    sabida. Para caininhar sem receto nesse chlo de-
    sigual e per entre esses precipicios subterrneos,
    seria preciso cordas e escadas. A forma da ca-
    verna deve ser muito irregular e muito difflcil
    fazer idea delta, ainda mesmo depois de te-la per-
    corrido era todos os sentidos. Creio que na sua
    truido. Um grande valle conhecido pelo nome de
    Amari-Castell, separa a cadeia de Kendros da mas-
    sa central do Ida. Esse valle muito menos bonito
    que as campias de Mylopotamo ; aqui muitas ve-
    zes a nev estraga as oliveiras, e o vento que vem
    das montanhas quebra-lhes os galhos. Entretanto,
    ha grande numero de povoagoes nesses declives
    occidentaes do monte Ida ; e ve-se por toda a par-
    te christaos e mulsumaoos todos juntos. O Ida nlo
    inspira aos turcos o mesmo temor que os Montes-
    Brancos ; nesses valles muito mais espagosos e ac-
    cessiveis do que os de Sfakia, a populadlo est
    mais misturada e as torgas mais equilibradas.
    Depois de transpor as ramificagoes do Ida que
    I se esteodem para o sudoeste, desce-se para a Mes
    origem, eram vastos espagos vazios onde a agua, I sara> cuja f0SSB outr'ora dividiam enlre si Phestos
    gotejando do alto tecto da rocha durante milbeiros e Gortvnia. A Messara a maior, ou para melhor
    de annos, foi pouco pouco construindo paredes e
    pilare, levantando separagoes e formando repart-
    mentes de formas e aspectos muito diversos.
    Em Melidhoni, como em toda a pane onde vi
    stalactites, ellas nao tem essa transparencia, essas
    brilhantes facetas que Ihes attribuem em certas
    descripges que tm mais de poticas que de exac-
    tas ; pelo contrario, sao de uma cor baga e nao
    muito clara. O effeito que produzem, antes de-
    vido s formas variadas, extravagantes e exquisi-
    tas que ellas tomam; aqu, sb Qleras de colum-
    nas e flores como os das nossas cathedraes gothi-
    cas; ali, delgados pilares, encostados uns aos ou-
    dizer, a nica planicie de Creta. Limitada entre a
    cadeia que a separa do mar e as altas collinas que
    formara ao sul o grande pedestal do Ida, corre de
    leste ao oeste, tendo nlo menos de quinze legua*
    de extensloe duas ou tres de largura. E' dividida
    em duas planicies, uma alta e outra baixa, por
    um estreito desfllladeiro que se abre ao p da col-
    lina que ontr'ora era coreada por Phestos. No fun-
    do corre o leropotamo, o amigo Electras, que tem
    sempre um pouco d'agua, mesmo no verao. Quasi
    todo o terreno cultivado. Produz teda a qualida-
    de de cereaes, atalgodo e fumo; ro a dasal-
    deias, na base das montanhas, ha laranjeiras e li-
    tros imitando tubos de orgaos; mais adiante, se-: moeiros, assim como amoreiras onde se enlacam
    parando duas salas uma da outra, pendem em' as vinhas. As oliveiras abrigam-se de preferencia
    as abenas dos pre/ipicos por onde se sobe ao
    Ida.
    Gortynia, cujos restos existen junto da aldea
    -grega chamada Hagnious Deka, era orna das tres
    cidades mais poderosas da Creta independente ;
    sob o imperio romano, assumlu uma incontestvel
    supremaca, e a sua prosperidade foi a que durou
    mais tempo. Para aniqulala, foi preciso a con-
    quista rabe. Suas ruinas, entre as quaes achamos
    uma inscripgao archaica das mais curiosas, oceu-
    pam grande extenso de terreno ; a mais conside-
    ravel, a que primeira vista attrahe a attengao, e
    a baslica outr'ora consagrada a S. Tito, corapa-
    nheiro de S. Paulo, e padroeiro de Creta. Nao
    existe seno o fundo do coro da egreja ; de uraa
    bella construcglo e de estylo puramente romano.
    Nao poda ter sido edificada antes do IV ou V se-
    culo da nossa era, pois nao se Ihe nota a influencia
    dessa arte bysantina de que Santa Sophia nos offe-
    rece o raais perfeito modele.
    Apezar de estar abandonada e toda arruinada
    essa cathedral, anda as populagoes christaas da-
    quelles arredores l concorrem uma vez por anno,
    no da da festa do santo ; diz-se rassa em un altar
    improvisado, e, ao p dessas paredes douradas pelo
    sol de tantos seculos de captivero e de humilhagao,
    celebra-se ura panegyrico ou festa religiosa, que,
    segundo nos disseram, attrahe mais de dez mil
    pessoai. E' urna piedosa recordagao do passado, e
    como presente e um testemunho de indestruclivel espe-
    ranga, um appello a melhor futuro.
    O que ha mais digno de ser visto pelo viajante
    as vizinhangas de Gortynia, slo as vastas excava-
    ges abertas em uma montanha ali prxima, junto
    a uraa aldea turca chamada Routo, que situada
    uma hora de marcha de Haghious-Deka, no-
    roeste das ruinas.
    A imaginagao dos Gregos do paiz, talvez bem ce-
    do, ligou a essas excavages o nome e as tradigoes
    do celebre labyrintho, que amigamente collocavam>
    ora perto de Gortynia, ora as cercanas de Cnossa ;
    era mesmo essa ultima cidade quo. o fazia figurar
    as suas moedas. E' escusado dizer que nlo se
    deve dar o menor valor a essa designarlo, que en-
    tretanto os primeiros viajantes modernos tomaram
    tanto ao serio. O pretendido labyrintho nlo raais
    do que um vasto caminho d'onde foram tiradas to-
    das as pedras que servirn) para a construcglo dos
    edificios e das casas de Gortynia (t). A entrada
    est quasi completamente obstruida; para penetrar
    no interior tem-sede percorrer uns 30 40 metro s
    a rastos pelo chlo ; depois, o terreno baixa ura
    pouco, mas apezar disso anda em muitos lugares
    impossivel por-se de p um homem, e necessario
    andar sempre curvado, o que torna muito fatigante
    essa excurso.
    As galeras, que slo todas em linha recta e sus-
    tentadas por pilastras quadradas, raostram que ti-
    veram alguns metros de altura ; mas, sem fallar
    nos depsitos formados pela agua que em diversos
    lugares goteja da abobada, a grande quantidade de
    morcegos que habitan esse hmido e quente escon-
    drijo, pouco pouco (era amontoado no chlo uma
    espessa carnada de guano; essas passagens hlo de
    vir a tirar completamente obstruidas por essa por-
    ga o de estrume que os lavradores do paiz, se Ios-
    sera menos rotineiros e ignorantes, podiam arrojar
    d'ali e aproveitar com vantagem.
    Nos poucos lugares em que por excepgao o ro-
    chedo nao se acha coberto por esse negro e escor-
    regadigo tpete, distinguem-se ainda os sulcos fri-
    tos na pedra calcrea pelas rodas das carrogasque
    servirn para a exploragb. As pedras de al ve-
    nara, de tamaito regular, esto em alguns luga-
    res arrumadas em ordem, dos dous lados da gale-
    ra, encostadas parede, promplas para serem car-
    regadas d'ali.
    Esse lugar nada lem de medonho e de myste-
    rioso j pde-se entrar afoulamente no labyrintho
    sem o fio de Ariadne, tendo apenas por guia un
    camponez que j l tenha entrado mais vezes, e
    que nossa indicar os caminhos mais coramodos e
    menos obstruidos. Qualquer que seja, porm, a
    direegao que se tome, fcilmente se vae ter ao fin
    das galeras, e sempre se acha a porta para sahir.
    A nica precaugo necessaria nlo esquecer de
    levar phosphoros; os morcegos, despertando ao ru-
    mor das nossas votes, esvoagavam vagarosamente,
    e, batendo-nos no rosto com as azas frias e visco-
    sas, duas vezes nos apagaran as tochas. Logo que
    se evite o perigo de se andar perdido as trevas,
    nao ha outro risco. Qualquer mina de certa im-
    portancia tem muito raaiores proporges do que
    essa excavago, que s pode ser admirada pelos
    ingenuos camponezes que subslituen nessa trra
    as poderosas geragoes da antiguidade.
    Por occasio da guerra da independencia, urnas
    quinhentas familias viveram cerca de tres annos no
    labyrintho, e apezar da sua sinistra reputagio, pro-
    tegeu-as melhor do que aos outros fugitivos a gru-
    ta de Mellidhoni.
    De da, sainara, tomavam fresco, levavam a pas-
    tar naquelles arredores o gado e os animaes de
    carga ; de noute, gente e animaes, recolha-se tudo
    na gruta, e, em quanto uns dorman, haviam sen-
    linellas que velavam junto entrada. as gale-
    ras, havia constantemente lampadas acecsas, cele-
    bravam o oflicio divino, e at dansavam, servindo
    de sala de baile uma larga encruzilhada onde vae
    ter diversas galeras. Bandos de Turcos levavam
    s vezes alguns carneros, ou mesmo homens, que
    se aftaslavam muito da gruta ; mas nunca ousaram
    ataca-la.
    A' respeito desse apocrypho labyrintho, correm
    no paiz muitos contos maravilhosos. Eis aqui ura
    que ouvi lano aos Turcos como aos Gregos. Na
    extremidade de uraa das galeras, ha, muto bem
    disfargada, uma porta de marmore, que olhos indif
    ferentes nao poden descobrir, e quo, alera disso,
    nao se abre seno ao som de certas palavras mgi-
    cas. Ha cerca de cera annos, uns viajantes euro-
    peus, Francos, como elles dizem, tomaram para con-
    ductor um camponez da aldea raais prxima. En-
    traram na caverna e foram at o fundo : chegando
    ahi, os viajantes pararam e declararan! ao campo-
    nez que elle seria generosamente pago, mas que ha-
    via de jurar que nao revelara o que ia presenciar.
    e que nada tinha que temer, porque nenhum peri-
    go o ameacava se elle fosse obediente e mudo.
    (Continuar-se-ha.)
    (1) Em quanto TourneforI e Savary, que visita-
    ran a ilha, um no comego e o outro no din do se-
    culo passado, persistem em procurar as galeras o
    monumento lependanco, cujo nome passou para to-
    das as linguas modernas, Dadro Beloo e Ricardo
    Pocorke reconheceram o perfeltmente e indicaran
    o seu verdadeiro carcter. No fundo do subterr-
    neo, lemos distinctamente, gravado na pedra com a
    punta de uma faca, o nome de Pocorke, que per-
    correu o Oriente de 1737 1742. Belon, que hoje
    quasi ninguem l, um dos mais judiciosos e ver-
    dicos viajantes, um dos espirites mais livres e mais
    penetrantes que tem produzdo o nosso grande se-
    culo XVI. Foi mandado por Francisco I para o
    Levante. Incumbido disso que chamamos hoje uma
    misso sentifica ; ahi passou quatro annos met-
    ros, e foi em 1553 que publico a narragao da sua
    viagem, com este titulo: Analpse de diversas sin-
    gularidades e objectos memoraveis ochados na Gre-
    cia, Asia, Egyplo, Juda, Arabia e outros panes
    estrangetros, em 3 volumes por P. Belon, de Mans.
    Esse livro, onde ba ainda muito que aprender, tuve
    em poucos annos grande numero de edices.
    PIIRNAIIBOO. TTP. OE M. F. F. & F1LHO


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