Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10383


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Full Text
'4
AUNO II. HOMERO 127.
Per trea mezes adiantados 51000
Pr tres wezes reicidos 6$000
Porte ao ctrreio por tres nezes. 5750
AMA & ***

i
SABBADO 4 DE JDBHO DE 1864.
Per amo adiaitads.....191000
Porte se csrreie per un mm. 3$00U
DIARIO DE PERNAMBUCO.
BNCARUEGADOS DA SUB3CRLPCAO NO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima'
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracatv,
Sr.A. de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos d
Oliveira; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques Ro"
drigues; Para, os Srs. Manoel Pinheiro & C; A-
mazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
BNCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Faleo Dias; Bahia, o
rr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, os Srs. Pe-
era Martins & Gasparino. ]
PARTIDA DOS ESTAFETAS.
Olinda, Cabo e Escada todos os das.
Iguarassu', Goyanna e Parahyba as segundas e
sextas-feiras.
Santo Amo, Gravat, Bezerros, Bonito, Carnaru',
Altinho e Garanhuns as tercas reiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pesqueira,
Ingazeira, Flores, Villa Bella, Tacaratu', Cabrob,
Boa Vista, Ouricury e Em' as quartas feiras.
Sennhem, Rio Formoso, Tamandar, Una, Barrei-
ros, Agua Preta e Pimenteiras as quintas feiras.
Una de Fernando todas as vezes que para ali sahir
navio.
Todos os estafetas partem ao >/i dia.
... KPBBMERroKS DO MEZ DE JINHO.
4 Lna nova as 9 h., 20 m. e 20 s. da m.
12 Quarto cresc. as 9 h., 27 m. e 26 s. da m.
19 La cheia as 8 h., 34 m. e 20 s. da t.
26 Quarto ming. as 11 h., 53 m. e 3 s. da m.
PREAMAR DE HOjrf
Primeira as 2 horas e 54 minutos da tarde.
Segunda as 3 horas a 18 minutos d'manha.
PARTIDA DOS VAPORES COSTEIROS.
Pm*o sol at Alagoas a 5 e 25; para o norte at
^ift 7 e 12 de cada mez; para Fernando nos
das 14 dos mezes de jan. marg., maio, jal, set enov.
PARTIDA DOS MNIBUS.
o ,,t Recife : do Apipucos s 6 '/,, 7, 7 >/,, 8 e
8 Vi da m.; de Olinda s 8 da m. e 6 da tarde; de
Jaboatao as 6 i/t da m.; do Caxang e Varzea s 7
da m.; de Bemfica s 8 da m.
k Si/ r1; paIa, Api!,ucos is 3 v* *%4 v
o. o Vj, 8 Vi e 6 da urde; para Olinda s 7da
mantoaa e 4 V, da tarde; para Jaboatao s 4 da tar-
b ^.^hang e Vanea s 4 V da tarde; para
I Re mocis 4 da tarde.
AUDIENCIA 1)03 TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relacao: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda: quintao s 10 horas.
Juizo do commercio: segundas s 11 horas.
Dito de orphaos: tercas e sextas s 10 horas.
Primeira vara do civel: tergas e sextas ao meio
dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados a 1 hora
da tarde
DAS DA SEMANA.
30. Segunda. S. Fernando re; S. Emilia m.
31. Terca. S. Petronilla m.; S. Lupicino b.
1. Quaria. Ss. Firmo e Felino mm.
1 Quinta. S. Marcelino preso.; S. Fintano b.
.1. Sexta. Ss. Pergeulino e Laurcntino irs. mm.
4. Sabbado. S. Francisco de Caraccic-lo.
o. Domingo. S. l'acico f.; S. Nicacio m.
ASSIGNA-SE
no Recife, em a livraria da praca da Independencia
ns. 6 e 8, dos propietarios Manoel Figueiroa de
Faria A Filho.
PARTE OFFIGIAL
GOVSRNO DA PROYOCIA.
Eipedicnle de dia i" de junlio de 1861.
Oflicio ao brigadeiro commandante das armas.
Qoelra V. Ene. mandar assentar praca, se fr con-
siderado apto para isso em inspecgo de sade, ao
cabo de esquadra do corpo de polica, Jos Joa-
quim Florencio que, no incluso requerimento se
olferece para servir no exercilo.OCQciou-se ao
commandante do corpo de polica.
Dito ao mesmo.Haja V. Exc. de mandar por
om liberdade dando-lhe baxa, se j esliver com
praca, ao recrula Francisco Vctor das Chagas, que
tem isengo do recrutamento.
Dito ao mesmo.Queira V. Exc. providenciar
no sentido de ser satisfeita a exigencia do inspec-
tor da Ihesourana de fazenda constante da inclusa
intormacao que me ser devolvida.
Dito ao mesmo.Queira V. Exc. mandar por em
liberdade, dando-lhes baixa se j estiver de praca,
os recrutas Marcolinn da Costa Calado e Jeronymo
Emiliano Ferreira de Mello, que teem Isencao do
recrutamento.
Dito ao baro do Livramento.Recommendo
V. Exc. que faga executar os canos de esgoto ne-
cessarios para continuar o calcamento da ra do
Imperador at o palacio do governo, segundo a
planta ministrada pela repartigo das obras publi-
cas.-Communicou-se ao director das obras pu-
blicas.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
nommunico a V. S. que o bacharel Antonio Fer-
Candes Trigo de Loureiro entrou no exercicio do
cargo de juiz municipal e de orphaos do termo do
Buique no dia 12 de maio prximo flndo.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Tomando em comiderago o que expoz o director
dasobras publicas no oflicio junto por copia, datado
pedico de suas ordens, para que um empregado
dessa thesouraria se aprsente naquella repartigo
para com a as.-istencia do predito director, proce-
der a tomada de contas dos pagamentos feilos pelo
respectivo thesoureiro pagador aos presos pobres,
que trabalharam as obras da casa de detengao.
Communicou-se ao director das obras publicas.
Dito ao director do arsenal de guerra.Respon-
do ao seu oflicio n. 327 de hontem datado, decla-
rando-lhe que, pode V. S. remetter para o presi-
dio de Fernando pelo hiate Sertjipane s pracas.
cujo transporte ja est contratado com o mestr
dessa embarcago, bem como os 44 1|2 alqueires
de farinlia de mandioca comprada ltimamente
pai a o mesmo presidio.
Dito ao inspector do arsenal de marinha. Ofll-
ciando nesta data ao engenheiro das obras do me-
lhoramenlo do porto para entender-se com V. S,
nao so examinar sem demora o islhmo de Olinda
que segundo me informara acha-se arrombado,
mas tambem indicar o que convm fazer, aim de
evitar que continu o estrago que all vo fazendo
as mares : assiin o commnnico a V. S. para seu
conhecimento e direceo. Offlciou-se ao enge-
nheiro encarregado das obras do melheramento do
porto.
Dito ao capito do porto.Mande V. S. por em
liberdade o recruta Antonio Jos Lepes, visto que
provou isencao do recrutamento.
Dito ao commandante do vapor Paraense. Ex-
peca V. S. as suas ordens para que sejam recebidos
a liordo do brigue escuna Fidelidade, e transporta-
dos para a corte os recrutas que o capitao do porto
tem de remetter ao quartel general de marinha,
como me declarou em oflicio de hontem.Commu-
cou-se ao capitao do porto.
Dito o Dr. juiz de direito de Nazarelh.Remet-
i V. S., para seu conhecimento e execucao, co-
pia da lei provincial n. 589 de 2 de maio ultimo,
que crea no termo dessa comarca mais um oflicio
de 2 tabellio do publico judicial c notas e escri-
vao do civel e enme.- Igual remessa fez-sc aojuiz
municipal.
Dito a cmara municipal de Pao d'Alho.Re-
mello a cmara municipal de Pao d'Alho, para seu
conhecimento c devida execucao, copia da lei n.
594 de 13 de maio ultimo, que dividi a freguezia
desse nome em dous districtos de paz.Igual re-
messa se fez a cmara municipal de Ipojuca.
Dito a cmara municipal de Tacaratu,Remet-
i a cmara municipal de Tacaratu, para seu co-
nhecimento, copia da lei n. 594 de 13 de maio ul-
timo, que desmembra da comarca desse nome e
retine ao termo de Villa-Bella as fazendas e mais
territorios comprehendidos no silo denominado
Lagoa do Marlinhoextremado pelos seus amigos
e primitivos limites, quando era propriedade do
referido Marlinho.Igual copia rcmetteu-se a c-
mara municipal de Villa-Bella.
Dito amesma cmara.Remeti a cmara mu-
nicipal de Tacaratu, para seu conhecimento e de-
vida execucao, copia da lei n. 579 de 30 de abril
uitimo, que restaura a villa da Floresta na povoa-
oao de Fazenda Grande.
Dito a cmara municipal de Goianna.Remello
a cmara municipal do Goianna, para seu conhe-
cimento, copia da lei n. 581 de 30 de abril ultimo,
determinando que a freguezia do Cruangy, creada
pela lei provincial n. 527 de 4 de junho de 1862.
lenha a denominaran de Ireguezia de S. Vicente,
cuja capella ser elevada catnegoria de matriz
e que a nova freguezia passar a perlencer ao
termo e comarca de Nazareth.Igual a cmara
municipal de Nazareth.
Dilo ao director das obras publicas.Nesta da-
ta recommendo ao empreiteiro do calcamento des-
ta cidade, que entendendo-se previamente com
Vine, mande fazer um cano que d esgoto s
aguas, que com a consirueco do caes da ra do
Sol, devem licar represadas na das Flores : o que
communico a Vmc. para seu conhecimento, cum-
prindo que me informe sobre a conveniencia de
um outro cano de esgoto no largo do Capim.Nes-
te sentido ofHciou-se ao predito empreiteiro.
Dito aos agentes da companhia Brasileira de pa-
quetes vapor.Pdem Vmcs. azer seguir para
os portos do sul o vapor Paran, araanhaa a hora
i ud i rada em seu oflicio de hoje.
Portara.O Sr. gerente da companhia Pernam-
Lucaaa mande dar transporte at Maco no vapor
Prrsinunga. em lugar de proa destinado passa-
geiro de estado Antonio Francisco de Souza.
Igual passagem a para o mesmo porto se man-
dn dar em favor de Einigdo Emiliano Pcreira de
Souza.
Dita.Os Srs. agentes da companhia Brasiieira
do paquetes mandem dar transporte para a corte
por cunta do ministerio da guerra no vapor Para-
n, ao desertor do 10 batalhao de infantaria, Joo
Severo Martins, Communicou-se ao brigadeiro
commandante das armas.
Dita.Os Sr. agentes da companhia Brasileira
de paquetes mandem dar transporte para a corte,
no vapor Paran, por conta do ministerio da guer-
ra, ao soldado veluntano destinado ao Io batalhao
de infantaria Lucio Jos Ferreira Gitahy. Com-
municou-se ao brigadeiro commandante das ar-
mas.
Dita.O presidente da provincia leudo em vista
a informacio do juiz de direito interino da comar-
ca d Palmares de 6 de maio proximo-flndo. eo
que dispSe o artigo 1" do decreto n 482 de 14 de
novembro de 1846, resoive designar o tabellio
Jos Norberto Casado Lima, para ter provisoria-
mente seu cargo o rejUtro gcral de hypolhecas
naquella comarca. Fizeram-se as uecessarias
communicaedes.
CouliniMro do Expediento do secretario do go-
verno do dia 30 de maio de 1864.
Oflicio ao Dr. Abilio Jos Tavares da Silva.
Acruso a recepeo do oflicio de 17 do corrente, era
que V. S. cumprindo o preceito do art. 24 do de-
creto n. 687, de 26 de julho de 1850, declarou
aceitar a designago feita da comarca de Olinda,
para nidia ter exercicio.
PERflAMBUCO
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
Discurso proferido pelo Dr. Francisco de Araujo
Barros, na sessio de 2 de abril, em resposta
aos que impugnaran! o projecto de lha<> de
forja policial.
(Concluso.)
O Sn. Araujo Barros :Voltarei agora ao que
se passou no 4o dislricio.
l'm dos motivos allegados pelo nobre depulado
para justificar a sua dissidencia foi que, sendo um
compromisso de honra a reeleicao dos deputados
dissolvidos, smente o Sr. Dr. Vilella deixou de
ser reeleito, sendo que para isso muito de proposi-
to fura elle mandado com dous outros candidatos
para um districto que s podia eleger dous depu-
tados.
Senhores ; semprc tive a opiniao de que o Sr.
Dr. Vilella, como um dos deputados dissolvidos,
deviaser reeleito; tiuhaelle concorrido para crear-
se a situacao que se acabou pela dissolucao da c-
mara ; era, por tanto, urna divida de honra a sua
reeleicao. |
Sabe o nobre depulado que tenho motivos para
njo apreciar a pessoa do Sr. Dr. Vilella ; mas isso
nao me levara nunca a dizer que a sua reeleicao
nao era negocio de consideracaopara o partido.
O Sr. Maranhao :Haviam outros com mais di-
re lo.
O Sn. Araujo Barros :Por que razao, porm, o
Sr. Vilella nao foi eleito por um dislricto que duas
vezes o elegera, e onde por isso devia ter affeicoes
protundas t
Dirao os nobres depulados que nesse districto
houve compresso do governo f
Eu responderei que nao houve tal compresso.
Queris saber por que, senhores ? Eu vo-lo di-
rei em poucas palavras.
Vos dizeis que o Sr. Dr. Urbano foi atrozmente
guerreado pelo governo em sua candidatura se-'
naloria, e que s por esse motivo deixou elle de
entrar na respectiva lista trplice. Mas o Sr. Dr.
Urbano, apesar disso, dentro do i dislricto entrou
: na lista trplice.
! Lqgo o governo foi ah impotente ; a opiniao do '
dislricto foi ah superior toda a compresso go-
veroativa. Por consequencia se o districto quizes- '
se, o Sr. Dr. Vilella teria feito parte da lista de seus i
deputados, apesar dos esforcos do governo.
Um Sr. Dsputado :Esse argumento rresoon-;
divel I
O Sr. Costa Rirkiro : Como a compresso nao
produzo resultados em lodos os pontos, segue-se
que nao houve compresso I
O Sr. Ahaujo Babros :Porque] procura esqui-
varle forca do argumento? Porque desvia o sen-
tido de minhas palavras ?
Se o Sr. Urbano entrou na lista trplice no 4o
districto, a despeno da guerra, que dizem osjnobres
deputados ter elle solfrido do governo, por que
alhgosavade sympathias ; se o Dr. Vilella nao
teve a mesraa fortuna na eleico de deputados, foi
certamenie por que Ihe faltaram essas sympathias.
O Sr. Joao Teixkira :E quando o Sr. Dr. Vi-
lella deixou de ser eleito, o partido liberal j esta-
va brigado com o governo ?
O Sn. Costa Riueiro :A poca nao foi a mesma ;
era preciso que as duas eleicdes se tivessem dado
ao mesmo tempo ; porm nao foi assim ; as posi-
ces estavam mudadas.
O Sn. Araujo Bareos : Essa distinecao feita
pelo nobre deputado s tem um alcance, que a
de lancar o desar de subserviencia aos eleilores do
4o districto. Entrelanto os eleitores, que elegeram '
os candidatos lista trplice, foram os mesmos,
que elegeram os deputados.
Um Sr. Dedutado :Tambem os eleitores de Qui-
papa foram os mesmos f ,
O Sr. Araujo Barros : A seu tempo tocarei
nesse facto.
Se o Sr. Vilella tivesse no districto sympathias'
profundas, haveria quem o derrotasse por all !
Para suppor-se isso, tora raisler que se admit-
tisse a hypolhese de que algum poder tinha a forca
de supplantar as sympathias, de que elle all gosas-
se. Mas essa hypolhese repellida pelos proprios
nobres depulados, quando dizem que, a despeito de
tudo, o 4" districto collocou o Sr. Urbano na lista
triplice.
i Para mim a questao nao de poca ; de me-
recimento de cada candidato; o valor dellas que
determina a opiniao do districto. Logo a excluso
; do Sr. Vilella foi devida a falta de seu valor, ao
pouco apreco em que all era tido o seu nome.
(Apoiados da direita.)
Pdem os nobres deputados admiltir que o cor-
po eleitoral, que era o mesmo, fosse livre em una
i eleicao e nao fosse em outra 1
Um Sr. Depltado :As condicoes nao eram as
mesmas.
O Sr. Araujo Barros :Se os eleitores do 4o dis-
tricto tiveram independencia na eleicao senatorial,
i sendo elles os mesmos que elegeram os deputados,
: deviam ser tarabem independentes na eleico dos
mesmos deputados. Assim digam os nobres de-
pulados o que quizerem, sempre ser certo que
nao poderao explicar a derrota do Sr. Vilella por
(pressao do governo. (Apoiados.)
Parece-rae at que bem se poderia dizer que elle
s seria eleito pelo 4 districto se em seu favor hou-
j vesse cousa mais grave, do que compresso gover-
naliva, se assim me posso exprimir. (Apoiados da
direita.)
{ sr. presidente, quando hontem orava o Sr. Cu-
nta Teixeira, ao fallar elle no nome do Sr. Epa-
minondas, disse eu que este senhor havia sido elei-
j to por ser conhecido no districto, e ter nelle vivas
sympathias. O nobre deputado conteslou as pala-
vras, que enlo eu profer, e o fez com tanto en-,
i thusiasmo, que a minha voz foi abafada m confi-
nen!/por parte de algn senhores das galeras.
. Retrahi-me inmediatamente, por que receiei que
apparecesse enlao alguma manfestaco ainda mais
incompativel com o decoro da casa."
(Ha um aparte.)
Eu quera que o nobre deputado fallasse com !
toda a liberdade, e que depois nao vesse dizer-nof
I que qualquer scena desagradavel, que apparecesse
as galeru^ tinha tido por causa qualquer pro- '
vocaco dFJinha parle.
Iloje pflBrallar mais desassombradamente do
Sr. Dr. EHInondas, sentindo que nao se ache na
casa o Sr. wpuiado Braulio. E sinto osla ausen-
cia, senhores, por que este nobre depulado, que
mora no 4 districto, e que all tem amigos que o
interamente de face; naquelle tempo havia muito
boa f.
| O Sr. Araujo Barros :Naquelle tempo o espi-
rito de discordia, e o interesse pessoal nao procu-
ravam ainda por todos os meios destruir o partido
pela desunio, certo isso; mas fosse essa ou nao
a causa, a verdade que a eleicao do Sr. Dr. Epa-
minondas foi devlda boa vontade das influencias
locaes...
Um Sr. Deputado :OSr. Vilella foi expedido
! do 4o dislricto sem duvida por antipalhias, mas por-
que o nao mandaram para outro districto?
i O Sr. Araujo Barros :Para que dislricto ira o
(Sr. Vilella ?
! OS. Cunha Teixeira :Assim como liraram do
3o districto o Sr. S e Albuquerque para dar lugar
ao Sr. Barros Brrelo.
O Sr. Araujo Barros :O Sr. Ignacio de Barros
tinha bases eleiloraes no 3o districto, e o nome do
Sr. S_e Albuquerque, como um dos creadores da
situacao, e por ter sido por essa causa objecto do
odio mais concentrado do Sr. Camaragibe era bem
acolhido em toda a parte.
O Sr. Arminio :Eu votei nelle com muito
prazer.
O Sr. Araujo Barros :As candidaturas se nao
impem, facilitam-se; esta a obrigaco des par-
tidos, e um partido popular nao deve apreseniar
um candidato para um districto, era que elle nao
tem base. O nico districto, por onde o Sr. Vilella
podia ser apresentado com maiores probabilidades
de triumpho, era o 4, que elle por vezes tinha re-
presentado, e onde lera prenles importantes.
A candidatura do Sr. Eparainondas nao foi auxi-
liada someote por homens influentes do 4 districto, j
ella o foi tambera por cidadaos muito importantes
de outras localidades da provincia.
A familia Dias, da Escada, que muito numero-
M, rica e importante por suas extensas relacoes,
loinou o mais vivo interesse pela eleico do Sr.
Epaminondas. Um dos membrosdessa familia, ir-
mao do nosso distracto amigo, o Sr. Dr. Jos Can-
dido Dias, foi ao 4o districto, e o percorreu em quasi
todas as direcces no sentido dessa candidatura, a
qual tambem foi grandemente auxiliada pelo hon-
rado Sr. Joo Flix, raembro dessa mesma familia,
e que cidado, que tem grande raerecimenlo po-
ltico.. .
Um Sr Deputado :E esses senhores sao libe-
raes de longa data.
O Sr. Cunha Teixeira :Tal era a sua boa f I
Duvido que elle hoje proceda da raesraa forma, e |
acredito at que elle hoje est muito arrependido.
0 Sr. Silva Ramos :Eu creio que nao.
0 Sr. Araujo Barros :Tenho bons fundamen-
tos para acreditar que o Sr. Joo Flix s anda il-
ludido ltimamente; e que conhecendo um dia que
a provincia nada lucra com a discordia entre os
amigos, discordia fomentada no interesse de pou-
cos, volte ao seio desses amigos, que muito o con-
siderara, e s desejara a harmona as llleiras do!
novo partido, que tem por urna de suas principaes;
condicoes de exigencia o esquecimento do passado.
(Apoiados da direita.)
Nao indago aqni entreunto se elle ainda far ou
nao esforcos em favor do Sr. Dr. Epaminondas.
Sei que este nao Ihe pode ter desmerecido, e o meu
proposito levar a evidencia que a sua eleico a
exprasso gennina e espontanea das urnas. (Apoia-
dos.)
O Sr. Francisco Pedro :E para que os liberaes
nao apresentam hoje o Sr. Vilella pelo Io districto ?
Eu estava na ra da Praia, quando elle foi vitupe-
rado. (Apoiados.)
(Trocam-se muitos outros apartes.)
O Sr. Araujo Barros :Nao me encarreguei
de apreciar e carcter do Sr. Vilella. Quem tiver
empenho nisso, que o faca. Eu nao entro era se-
melhante apreciaco. Outros poderao faze-la do
muito boa vontade.
O Sr. Cunha Teixeira :Tres annos e meio de
Fernando sao alguma cousa.
O Sn. Silva Ramos :Mas nao o quizeram para
ser director do partido.
O Su. Maranhao :Quando o Sr. Vilella servio
com o Sr. Camaragibe era liberal?
OSr. Araujo Barros :O Sr. Epaminondas
muitas vezes foi eleito deputado provincial, quando
as eleices eram feitas pelo anligo systema de pro-
vincia. Seu nome era conhecido em toda a parte,
ou podia s-lo, como um deputado intelligente, e
muito digno de merecer os sulfragios populares.
O Sr. Jos Mara :E em 1851 era eu promotor
em Garanhuns, e j elle tinha la raizes.
O Sr. Araujo Barros :Era 1861 como deputa-
do geral pelo 1 districto o Sr. Dr. Epaminondas
protegeu na cmara com o seu voto, e creio que
com a sua palavra, as eleicfies liberaes do 4 dis-
tricto ; e este facto nao podia ser desconhecido no!
mesmo dislricto. Elle nao tinha, porlanto, neces-
sidade de compresso governativa em seu favor
para ser eleito.
Dizem os nobres deputados que o Sr. Vilella li-
beral muito distincto; nao ponho embargos a se-
medanle apreciaco ; mas certo que os homens
que hoje apregoam as excedentes qualidades do Sr.
Vilella, sao aquelles mesmos, que o regeitaram acin-
losamente na ra da Praia.
separar-sa om certa e determinada poca, depois
i de iiaver tirado todo o proveito da allianca cora os
seus adversarios de outr'ora, a questao do numero
oevia ser suprema ; devia preferir a todas as ou-
tras.
i Se Joao Teixeira :Nao tinha tido lugar ain-
n c sobre os principios.
Araujo Barros: era era preciso essa
mitiam a livre expanso da opiniao publica. (Mui-
to bem, muito bem.) E" isto o que se deve inferir
ou deduzir de minhas palavras.
Quando a cmara foi dissolvida, ao saber-se aqu
dessa noticia, grande enthusiasmo se desenvolveu
na populacao. (Apoiados) A quem entao eram di-
rigidas principalmente as ovacoes populares?
Quaes os noraes que eram cobertos pelas heneaos
discussio ; todos se tinham adiado com vistas ge- dopovo entregue entao a toda a esponlaneidade de
raes e communs, sem determinaran de poca para seos sentimentos ?
a ^PfffP0: -.._ !. <)s vivas, as coras, os elogios, as ovacoes eram
ituacio.
O Sr. Sabino
Olegario : Ao partido liberal
_------------situacao.
u >r. Joao Teixeira : Disse-se que todos que
riam a felicidade do paii, que todos passavara urna tambera.
esponjai sobre o passado, e se disse mais que a O Sr. Araujo Barros: Sim, senhor; mas aopar-
discussao dos principios teria lugar no Rio de Ja- tido liberal identificado com os homens da situa-
ne'f0 W os quaes pelo seu prestigio vinham colloca-lo
Al'' BARn0S :Isso nao quer dizer que em condicoes de prosperidade. (Muito bem, muito
o partido nao fosse o mesmo. nao tivessem as mes- bem, na direita.)
mas vistas. Os principios de ambos os lados, que Dizonobre deputado, a quera respondo que o i ^ttt^i^ SS^m.
* locaram.
no umo rasfia cempleta em todas as localidades,
demittindo a torio e a direito ; o Sr. G. Drummomt
aecusa o mesmo governo por ter sido demasiada-
mente reactor ; este aecusa a presidencia por ex-
cesso as demisses, |ue fez ; aquelle por serem
esas demisses realisadas em pequea escala !
(Ha um aparte).
O Sil Araujo Barros : -Entre estas opinies
extremas, senhores, esla a verdade ; encontr euo
maior elogio da adminislraco muitos apoiados. >
UM Sr. Uepltao :O que nao queremos que
era certos lugares haja urna ordera de cousas, e
em outros a luz nao penetre.
O Sr. Araujo Barros :Todo o partido pruden-
te deve poupar demisses, ou procurra smente
as que sao iudispensaveis. Em relacao ao gover-
no, este tem obrigaco de nao avassallar-sc aos
partidos, e nao condemnar aquelles, que o apoiam,
favorecem o seu pensamento.
Ora aquelles individuos, a quem o nobre deputa-
do alludio, aceilaram o partido progressista, e
se unirte, eram conhecidos por todos, porque" os partido liberal acha-se descontente, e por i:
partidosjiao vivem as trevas. (Apoiados.) Todos parou-se dos progressistas.
os dias iiscutera as suas ideas. (Apoiados.) As re
servas de que hoje falla o nobre depntado, nao ti-
veram lugar. E tanto certo que estavamos co-
mo estamos ainoa de accordo sobre os principios,
que abertas as cmaras, e apresentado o program-
ina do gabinete, foi esse programma aceito por to-
dos.
O Sr. Costa Ribeiro : E cu ainda estou es-
pera das raes reformas.
O Sr. Araujo Barros :Roma nao se fez em um
dia smente, e as reformas se nao devem fazer de
afogadimo.
Toda devem ter o cunho da prudencia e da re-
llexo.
(Ha om aparte.)
O ministerio prepara-se, como lodos sabem, para j
apreseaUar um trabadlo quo aproveite, e as diver-.
sas interpellaces, e discussoes renhidas, que sobre |
varios assumptos tem havido as duas casas do
parlamento, deve isenta-lo da qualicaco de de-
morado e tardo.
Ora, sendo o partido um, como tenho mostrado.
De que partido falla-me o nobre deputado ? Por
ventura recebeu o nobre depulado procuraco dos
liberaes para em seu nome dizer o que nos disse ?
O Sr. Costa IIibeiro :Eu uao tenho essa pre-
tenco.
O Sr. Araujo Barros:Entretanto fallou em no-
me de todo o pariido liberal, como se para isso es-
tivesse autorisado.
Exprimir o nobre depulado a vontade desse
pariido?
Creio que nao, senhores. Lauco os odios por to-
do este recinto, vejo nelle liberaes de todas as lo-
calidades, todos elles muilo distinelos, e sinto que
as minhas palavras sao por elles apoiadas. (Muitos
apoiados da direita.)
O Sr. Sabino Olegario :Em certos pomos.
O Sr. Joao Teixeira :Eu digo que ainda ha es-
pera nca.
O Sr. Sabino Olegario :Logo haver caridade.
iRiso.)
OSr. Araujo Barros :Os liberaes sensatos e
experimentados, aquelles que desejam o bem pu
c nao se poder contestar de boa f, a questao do : antcs de tudo' a1ue,les I"8 "H0 sc acnam
numero era secundaria; a que devia prender a at- dominados por interesse pessoaes, esses apoiam
tenco dos organisadores da chapa era a dos ser-! enrgicamente a situacao. (Muitos apoiados.)
vicos nova ordem de cousas, e s forcas lcaos Jalla se muito no nome do povo!
de cada candidato. E esta ultima considerado de- Senhores, o povo entregue aos seus nobres ras-
via pesar tonto mais quanto ainda tmhamos em tinelos e digno de admiracao. (Muito bem, muito
frente ura inimigo forte, aguerrido e bem intrin- ,e,ra-) Por_isso mesmo sabe distinguir os bons dos
cheirado. (Apoiados) a'sos am|gos. 0 povo ama a liberdade ; por
Debano dessas relacoes a chapa foi o que devia l?150. ,nesmo sabe a (lue,n devo seguir. (Apoiados.)
ser, porquanto pondoso fra de questao a candida- Muilas veze se alla em seu nome, e elle n-sedos
tura dos deputados dissolvidos, ponto a respeilo do (lue. Pasara interpretar nvlhor os seus desejos e
qual estamos concordes, ninguem contesta a legili- a*P'raCoes. (Muilos apoiados; muito bem, muito
midade ou conveniencia das candidaturas dos Srs. bem.)
S e Albuquerque, Souza Carvalho, Luiz Felippe e
Ignacio de Barros.
(Ha um aparte.)
Bem t Toda a questao cifra-se na candidatura
do Sr. Ignacio de Barros, cuja necessidade expli-
que! I Nao insistirei mais nessa explicaco. Deixo
aos homens desapaixonades a melhor apreciaco
de semelhan'.e censura.
Dizem os nobres deputados que a situacao era
essencialmente liberal, e por isso o maior numero
de depulados devia ser dessa origem.
Senhore-, nao pensei que os nobres deputados
levassem o seu emperr at o ponto de dizer que
toda a forca da situacao era liberal, quando me pa
O partido progressista eminentemente popular,
(apoiados e nao apoiados.)
O Sr. Cunha Teixeira :Protesto.
O Sn. Araujo Barros :A maioria desta casa o
prova exhuberantemenle.
O Sn. Amtnthas :A maioria do imperio.
O Sr. Sabino Olegario :O nobre deputado diz
que o partido progressista eminentemente popu-
lar ; por que nao diz que eminentemente liberal ?
O Sr. Araujo Barros :Nao encontr salvago
publica na disiincco. (Riso.)
(Ha outro aparte.)
Nao conheco dous partidos liberaes na provincia;
ura distincto do outro. Os que dizem que ha um
partido liberal distincto do partido liberal progres-
^noWS^-SreTCtillo. pensara assim ; I' e P "nd. *>' W~
ese nao exprime a verdade, permiltam-me que es-
tranhe, que desde o comeco das cousas nao se ti-
vessem manifestado naquelle sentido.
O partido liberal tinha sem duvida grande forca;
mas por muitos annos entre nos lutava improficua-
mente contra o Sr. Camaragibe; em todos os pon-
tos da provincia achava-se elle em estado de abad-
ment, e era muitas partes nem se quer apparecia
para dar signal de si.
Apenas despontou a nova situagao, esse partido
comecou a levantar-se ; mas quem Ihe deu forca c
prestigio, quem o collocou principalmente em es-
tado de lutar e vencer o adversario, que por longo
tempo o trouxera supplantado, foram aquelles que
gozavam no paiz de bastante influencia por seus
longos sorvicos causa publica, por seu conceito
adquerido as posiedes sociaes, por suas extensas
alhancas na corte.
Os liberaes de boa f, os que nao aspiram ser
directores da sociedade, sacrificando a esse desejo
os interesses geraes do partido, quaes os que re-
sultam tambem da uniao de esforcos, e da combi- i
rem estragar a situacao mais esperanzosa que tem
havido no imperio. (Itepetidos apoiados na direita;
nao apoiados e reclamae/ies na esquerda. Trocam-
se outros muitos apartes.)
Hei de examinar urna por urna todas as queixas,
e hei de mostrar que nao ha dissidencia por amor
de principios. (Ucclainacoes na esipierda.)
Peco aas nobres deputados do 5 districto que
me respondam: O partido liberal nao se acha mon-
tado e satisleito no 5 districto? (Apoiados da di-
reita.)
I'm Su. Deputado :Em toda a parte.
OSr. Araujo Barros :Dirijo a mesma per-
gunta aos deputados dos domis districtos, e creio
queterei a mesma resposta. (Apoiados da direita
e nao apoiados da esquerda.)
Um Sr. Deputado :Nomeando o Sr. Joo The-
moleo.
O Sn. Araujo Barros :S vejo um motivo pa-
ra o desgosto que Irouxe e alimenta a dissidencia.
Esse motivo a consideraco de que a direcgo do
partido antes devia estar as mos de uns do que
as de outros, embora estes tenham estado na
ouvem, decbrou-me haver sido um daquelles quo
muito se eflpf-L
pondas.
muilo se er%enharam pela eleico do Sr. Epami-
s'
O Su. Cunha Teixeira :Se hoje se tivesse de
tratar da eleico do Sr. Epaminondas, o Sr. Brau-
lio trabalharia para ella ?
O Sr. Araujo Barros :Eu nao ando iniciado
nesgas cousas ; e o que quero mostrar que a elei-
gao do Sr. Epaminondas nao foi obra do governo, e
sim o resultado da legitima e espontanea opiniao
do dislricto.
O Sr. Cunha Teixeira :As coasas mudaram

O Sr. Cunha Teixeira :Eu nao estava pre-
sente.
O Sr. Araujo Barros :Mas aquelles que esto
com o nobre deputado, quasi todos elles levanta-
ram-se na ra da Praia para repellir o Sr. Vilella
da direcgo do partido. A' vista do que urna de
duas : ou esses que assim se manifestaram na ra
da Praia contra o Sr. Vilella Ihe faziam a maior in-
jusliga, ou nao reconheciam nelle o liberal de 1848,
o poltico de crengas vivas e de excedentes predi-
cados... s
(Ha um aparte.)
O Sr. Araujo Barros :O que verdade qne
o facto se deu; e, ou elle foi urna injustiga flagran-
te dos que hoje fazera coro com o nobre deputado,
ou os que vituperaran! entao o Sr. Vilella conside-
raram que elle nao tinha aquelle mrito, aquella
considerago, aquelle valor e prestigio, de que hoje
o querem rodeiar.
Uu Sr. Deputado :Nunca deixou do ter.
O Sr. Araujo Barros :Nao estou contestando
isso ; estou apreciando um facto, que se deu, c nao
contestado por pessoa alguma. Nao digo se o Sr.
Vilella bom ou mo...
O Sr. Sabino Olegario :Tem razao para dizer
que bom.
O Sr. Araujo Barros :Nao sou obrigado a te-
cer elogios a pessoa alguma. Deixo essa tarefa aos
que se julgarem mais competentes na materia.
Sr. presidente, nao insistirei mais sobre a eleico
do 4 districto, porque supponho que acamara est
inteiramente convencida de urna cousa, e que o
Sr. Vilella foi derrotado porque nao tinha no dis-
tricto as sympathias, de que precisava para ser
eleito. (Apoiados.) O Sr.conselheiro Paula Baptista
foi mais vetado, que elle, e o Sr. Epaminondas teve
a honra de ser eleito por esse districto, porque ti-
veram no animo dos eleitores do districto maior
merecimento, que elle. (Apoiados da direita.)
Agora procurarei entrar em outra ordem de
consideragdes quanto lista dos nossos depu-
tados.
Se o partido era um, e tinha as mesmas ideas e
principios que realisar, que importancia tinha, e
tem a questao do numero dos deputados? Essa
questao se devia reduzir a simples operaeao de
arithmetica, ou devia-se attender antes aos servi-
ros e forcas de cada candidato ?
O Sr. Costa Ribeiro :Nao se devia attender a
questao de arithmetica, Qcando os senhores com o
maior quinho.
O Sr. Araujo Barros : Para quem entrasse
no partido cheio de desconflangas, com o animo de
feita com os conservadores moderados, que dispu
nham de proveitosos recursos e immensa forga.
O Sn. Costa Ribeiro : A forga offlcial, sem
duvida.
O Sr. Araujo Barros : Nao foi s a forga of-
flcial ----
Um Sr. Deputado :Concluso ?
O Sr. Araujo Barros : A forga vale muito.
Basta que ella se conserve neutra, edeixequeos
partidos usem de seus recursos. Pode ainda re-
remover certos obstculos, sem sahir mesmo do
circulo das leis ; por exeraplo demittindo os em-
pregdos de confianga, que se constituem instru-
mento das faegoes, em vez de manter a justiga de-
vida a lodos.
A concluso a tirar dessas minhas palavras que
alin do concurso dos seus adiados naturaes e de
todos os lempos, os conservadores trouxeram para
o partido aquillo de que elle mais careca para se
por em condigoes de igualdade na lula cora os ad-
versarios.
O Sh. Joao Teixeira : A concluso que os
conservadores progressistas trouxeram grande con-
curso, mas tambem sem o partido liberal elles na-
da fariam.
O Sn. Araujo Barros : Presto rauila adheso
ao seu aparte ; mas enlo nao estejam a dizer a ca-
da passo que toda a forga da situagao proveio do
partido liberal.
Sejamos iustos, antcs de tado, se quizermos ser
acreditados.
Sem o concurso dos conservadores, que pelas
suas relacoes cora o poder, conseguiram que a luta
se estabelecesse em terreno igual, nada ou muito
pouco se teria feito.
Eu sou dos que pensam que a eleicao deve cor-
rer por eonta dos partidos ; mas por isso mesmo
nao deve o governo tolerar que os agentes da lei,
seus subordinados a proeurem hostilisar, contra-
riando o pensamento que elle representa, e a que
deve servir cora lealdade.
As autoridades que se acharera, pois em condi-
coes adversas ao pensamento do governo, e forem
demissiveis, o devem ser. (Apoiados.)
Um Sr. Deputado :Essa doutrina bastante
perniciosa.
O Sr. Araujo Barros : -Mas e corrente e tem
sido sustentada em todos os lempos por homens
muito compolentes.
Um Sn. Dbputado :O governo deve viver, em
quanto a opiniao publica quizer que elle viva.
(Apoiados.)
O Sr. Araujo Barros :Mas essa opiniao publi-
ca nao deve ser feita pelas autoridades e pelos
meios que ellas tem sua disposico. (Numerosos
apoiados.) Assim quando urna autoridade se cons-
tituir adversario das ideas, que o governo est ser-
vindo, deve este destituidas, embora eolloqae a au-
toridade na mo de homens imparciaes, que per-
forgos e sacrificios.
Meus senhores, os chefes de partido ssno im-
provisara ; sao as circunstancias que os fazem.
Chefes sao semprc aquelles, que mais trabalham
proveitosamente, que fazem a ruina dos adversa-
rios, e conduzem os seus amigos prosperidade.
(Apoiados,).
Nao fagamos, porlanto 'questao por causa de che-
fangas.
0"Sr. Sabino Olegario :Nao sao esles os nos-
sos principios.
O Sr. Araujo Barros : Entao vejo que nao ha
differenga entre nos.
O Sr. Cunha Teixeiiia :A drfferenga dos
fados.
OSr. Joao Teixeira :Eu creio mesmo que a
questao de pessoas muilo importante para a mar-
cha dos partidos.
O Sr. Costa Ribeiro : Era quanto elles forem
directores, nada de tocar as pessoas.
O Sr. Araujo Barros :Eogana-se o nobre de-
putado ; quando essas pessoas nao represenlarem
mais as ideas, e necessidades da situacao, serio na-
turalmente substituidas por outras. que pre-
ciso que os zangos nao venhara a salvo tirar o
niel das eolmeias. (Reclamages). (O orador faz
urna pausa.)
Sr. presidente, entre os motivos, que o nobre de-
putado apresentou para justificar a sua dissiden-
cia, lembrou o facto do serem apreciados pela si-
tuagao homens, a quem o nobre deputado chamou
gastos. Esses homens gastos eram, na opiniao do
nobre deputado, os que exercem influencia em
Pao d'Alho, Rio Formoso, S. Bento, Papacaga, Bom
Jardim, Buique, eno seiem qneoutras localidades.
O Sr. Costa Ribeiro : -S. Lourengo da Malta.
(Ha um aparte).
O Sr. Araujo Barros :Nao me importa esse
aparte, que tem resposta cabal, e peremptona.
O nobre depulado satie que nao est no espirito
da poca fazer reaeges impensadas.
OSr. Costa Ribeiro :O nobre deputado lem
rauila habilidade.
OS'. Araujo Barros :O governo, pois, devia
era sua marcha consultar o espirito da poca, e
nao causar urna inverso geral na provincia. Isto
mesmo era aconselhado pela natureza do pleito,
que sc ia travar, o qual era anles urna consulta
leal ao paiz, do que a victoria de um partido.
(Muito bem, muilo bem.)
Aproveitaria por ventura aos partidos urna reac-
gao vertiginosa ? Nao seria isto urna prova signi-
ficativa contra o criterio do governo ?
Ah I senhores, nao sei como me haver entre as
censuras oppostas que a esse respeilo tenho ouvido
na casa.
O Sr. Costa Ribeiro raostra-se dissidenle por va-
rios motivos, e um deltes o nao ter ferte o gover-
Parece que urna poltica sensata nao devia pro-
curar a ruina desses homens, e que o governo nao
liaba motivos para os demiltir.
Alm de que supponho que a boa politica ambi-
cioua fazer proselylismo (Apoiados). Como pois,
havia-se de fuer em toda a parte essa i'. por
que o nobre deputado se mostra lo apaixonado ?
l.vt Sr. Deputado :Por queahi nao foram con-
templados os liberaes ?
Sr Araujo Barros :J enlrarci nesse exame.
Por ora tenho necessidade de acresconlar mais al-
gumas palavras.
O partido progressista nao se compe smente
do liberaos, mas de liberaes e conservadores ; uns
e outros deviam ser atlendidos, e nao hostilisados
uns para serem atlendidos os outros exclusivamen-
te. (Apoiados).
Era certas localidades os conversadores, que de-
sejavam de boa f, nao o predominio de certos ho-
mens na provincia, mas o predominio dos bons
principios, e das boas ideas, inoslravam-se dispos-
tos a acompanhar os seus amigos adiados, que po-
zeram-so frente desses principios e dessas ideas.
Repellir o concurso desses homens seria ludo, me-
nos conselhe de boa politica.
OSr. Costa Ribeiro :Nao se devia repellir;
mas nao quera que se andasse procurando o Sr.
Luiz Maranhao para ser chefe dos liberaos, c que
s o nao foi, porque absolutamente nao quiz.
OSr. Araujo Barros :Nao lenha muila pres-
sa; hei de chegar la, pois tenho firme proposito de
analysar um por um lodos os argumentos do nobre
debutado.
J vos disse, senhores, como entenda que a po-
litica devia ser dirigida as diversas localidades.
S urna politica moderada, e nao reactora era
a mais conveniente. Deviam os directores dessa
politica aproveitar o concurso de todos quantos
quizessem sinceramente adherir a nova siluago ;
era prudente mesmo fazer conquista entre os ad-
versarios. Foi isto o que se fez, equedes fue
assim encaminharam as cousas sao ceriameute
credores de elogios. (Apoiados/
Costo de urna poltica vigorosa, mas nunca per-
tencerei a urna politica reactora, e vertiginosa.
(Muito bem, muito bem.)
Estabelecidos estes preliminares, pergunlarei
agora ao nobre depulado :
As cousas em Pao d'Alho nao se teriam modifi-
cado ?
Estar ahi tudo, como antes da dissolugao, como
algum tempo antes desse facto ?
Nao certamenie, e eu passo a demonslra-lo com
aestoUsUca.
O Su. Costa Ribeiro :Depois que o Sr. Liz
Maranhao nao quiz.
O Su. Araujo Kahros :O juiz municipal desse
lugar, cidado dedicado s ideas ultra conservado-
ras, amigo extremado do Sr. visconde de Camara-
gibe, deixou de ser reconduzido, sendo substituido
pelo Sr. Dr. Eraygdio Marques Santiago. O Sr. Dr.
Francisco Teixeira de Sa, que era quem exercia
aquelle lugar, oceupava tambera o de delegado.
Foi destituido desse cargo, o qual passou a ser
exercido pelo referido Dr. Emygdio.
O -' supplente do delegado era o Sr. Joo Anas-
Lacio Camello Pessoa, foi substituido pelo Sr. Ja-
cintho Borges Gomes Ucha, que liberal, e amigo
dos nobres deputados.
O 3o supplente era o cidado Manoel Thomaz de
Albuquerque Maranhao, e foi substituido por Luiz
Candido Carneiro da Cunha, que amigo da ac-
tual idade.
O subdelegado do lugar era o cidado Antonio
Barhosa da Silva Coutinho, e foi substituido pelo
Sr. capito Francisco Brasileiro de Albuquerque,
que proprietario abastado, perfeito hornera e
bem e liberal muito distincto.
O Sn. Cu ha Teixeira : E" conservador pro-
gressista.
O Sr. Araujo Barros :Al hoje o tive sempre
em ronla de liberal.
Um Sr. Depltado :E' liberal de longa dala.
OSr. Araujo Barros: Passemos aos supplen-
tes. Foram nomeados tres, sondo demittidos ou-
tros tantos, que hostilisavam a actualidade.
O subdelegado da Gloria foi demitido, sendo
substituido por ura liberal muito conhecido, o Sr.
Francisco Virginio Rodrigues Carapello, o qual
amigo dos nobres deputados.
Foi nomeado segundo supplente da mesma sub-
delegada o Sr Alvaro Ucha Vieira Brasil, que
tambem liberal, e muito liberal.
O subdelegado da Luz era o Sr. Dr. Joo Seve-
riano Carneiro da Cunha, que foi substituido pelo
Dr. Jos Antonio Beltro de Araujo Pereira, que
liberal.
O primeiro supplente desse subdelegado era o
Sr. Vicente de Araujo Pinheiro, que foi substituido
pelo Sr. Thom Leo de Castro, que liberal.
V o nobre deputado que em Pao d'Alho nao do-
minan) os homens gastos, que obrigaram o nobre
deputado a ser dissidenle.
O Sr. Costa Ribeiro : Nao licaram, porque o
Sr. Maranhao nao quiz ser progressista.
O Sr. raujo Barros : Espere mais um pouco;
nao se inquiete.
Os terceifo, quarto, qainto e sexto supplentes da
mesma subdelegacia acham-se oceupados por ho-
mens novos, nomeados por portara de 14 de mar-
go ultimo. Creio que essos homens nao sao gas-
tos.
O Sn. Soarbs Brandao .Estes sao os verdadei-
ros argumentos.
O Sr. Araujo Barros : E' verdade que os lu-
gares desses homens achavam-se vagos; mas como
s pretendo mostrar que os homens gastos nao es-
to exercendo autoridade em Pao d'Alho, creio que
a p ropos i cao tem procedencia.
Diz o nobre deputado que o Sr. Luiz Mara-
nhao nao est no partido progressista, porque nao
quiz.
O Sn. Costa Ribeiro :Est respondendo a urna
cousa, que nao disse.
O Sn. Araujo Barros : -Oh I pois o nobre depu-
tado ne nos fez ver que nao podia apoiar urna
situagao, que conservava a homens gastos em taes
e taes localidades, entre as quaes apontou Pao
d'Alho ?
O Sn. Costa Ribeiro : Nao me refer a Pao
d'Alho.
O Sr. Araujo Barbos : Pois deixemos Pao
d'Alho, e vamos s outras localidades, que indi-
cou.
O Sr. Cunha Teixeira :O qae se disse foi que
o Sr. Lu Ifcranho nao era director do partido
u



_______________
BltrUc
ftafcM* 4 ie Junho ic 1 S4.

progressi>la cm Pao d'Alho, porque nao linha que-
rido.
0 Sn. Araujo B.uiros -Sabores, sinto profun-
damente que o meu nobre amigo, venha hoje re-
producir insta casa o inesmo que nella foi dito no
auno prximo passado pelo Sr. bario de Muribeca,
quando descrevia aqu a firmeza de couviccdes de
seus adiadas, Dizia enlo aquelle senhor, do mes
mu modo, porque hoje o diz o nobre depatado, que
o Sr. Lu/. Maranhao havia sido convidado para fa-
zer pane do novo partido e que havia recusado es-
se convite rom toda altivez.
O Su. Cunha Teixeira :P#sso-lhe garantir que
os cheles liberaes de Pao d'Alho soubcram disso,
e desde logo prometieran) retirar-se, se Pao d'Alho
tivesse corno chefe do partido esse liomem.
O Su. Ahaujo Barros:Bem; admitamos para
argumentar que o Sr. Luir Maranhao tivesse sido
convidado para fazer parte da poltica actual.
O Sr. Luiz Maranhao era tenente-coronel da guar-
da nacional, primeiro juiz de paz, que linha de
presidir qoalquer eleicao, que se lizesse no lugar
durante o seu quadriennio. tinha amigos na turma
dos eleitores, e na dos sapplentes da freguezia. Se-
na mo expediente poltico procurar urna alliaoga
honrosa cora o Sr. Luiz Maranhao, e aceitar o con-
curso, que elle quiesse prestar lealmenle nova
si tuagd ?
(Trocam-se muitos apartes.)
O Sn. Abaujo Barros :A poltica da nobre de-
pulado toda especial; por isso raesmo nao foi
abracada pela grande maioria dos seus antigos al-
iiado's, os quaes nao entenderam conveniente cx-
pellir do partido ou evitar que para elle entrassem
os conservadores de boa f, que quizessem auxiliar
a situacao.
(Ha um aparte.)
O Su. Ahaujo Barsos :Essa poltica, pens cu,
que a do homeiu prudente, que encherga em
quaesquer violencias, em agitanos de qualquer or-
dem um grande mal para e paiz.
Assim se o Sr. Luiz Maranhao tivesse querido
auxiliar-nos con sincendade e boas inleocoes nao
devia ser repellido.
O Sr. Costa Hibeiro :Deixassem que elle por
si se apresentasse.
O Sn. Araujo Bar- os :-Isso oulra cousa; mas
lembro ao nobre depulado que cu s aceitei o facto
para argumentar.
OSn. Costa HiBEino :Acho que lodo o partido
deve fazer proseljtismo ; mas deve principalmente
procurar faz-lo pelos ineios suasorios.
O Sn. Cunha Teixeira : Pe!a manifestagao das
dootrinas.
O Sr. Araujo Barros :A doutrina manifesta-se
de rnuitos modos; na tribuna, na imprensa, e al
cm simples conversas.
O Su. Cima Teixeira : Com promessas e-
us pelo governo o melhor meo de fazer pros-
litos.
O Su. Arai jo Barros : O nobre deputado e
quem sabe disso; eu nunca soube que o governo
tivesse como boa nem seguisse essa doutrina.
Um Sn. Deputado : Quando assim fosse, isto
nao despretigiava lano o governo, como a quera
aceilasse as promessas.
O Sr. Costa Kibeiro :O corruptor e o corrom-
pido sao reos do mesmo crime.
O Sr. Benedicto Franqa : Convidar pessas
para aceitar um principio, que se lem por verda-
dero, nao corrupco.
O Su. Costa Hibeiro:Com promessas de em-
pregos .
O Sn. Ahaujo Barros :Diga o nobre deputado
o que quizer; levante todas as conjecturas, que
Ihe approuver, e as d como verdades puras, nun-
ca chegar a provar que o governo fizesse prosely-
tsmo, prometiendo empregos; nem to pouco po-
der fazer crer que um bom systema de polilica
fazer reaces.
O Su. Costa Hireiho :Nem eu quero isso.
O Sr. Abaujo Barros :linto para que d como
motivo da disidencia, em que est mettido, a falla
de razzia em certos lugares ?
O Sn. Costa Hibeiro d um aparte, que nao ou-
vjmoc.
O Sn. Araljo Barros : Onde os conservadores
tinham elementos naluraes de triumpho, esses ele-
mentos foram respeitados, e deviam s-lo. Desa-
fio, porm, o nobre deputado para que me mostr
qual o lugar em que os liberaes tivessem prepon-
derancia natural, e nao fossem largamente consi-
derados.
O Sn. Costa Hibeiro : Quipap ?
O Sr. A-al-jo Barros :Hei de fallar em Quipa-
p, e eslimo bem que o nobre deputado s me apre-
sentasse esse lugar para responder a minha provo-
cacao.
O Sn. Costa Ribeiro :Fallei em oulras locali-
dades.
O Sn. Araljo Barros :-No Bio Formoso os li-
beraes tecni elementos naluraes de triumpho T
!"m Su. Deputado :Ha all opinio liberal op-
primida.
O Su. Araljo Barbos :-Persuado-me que o no-
bre deputado nao esl na Russa, e sim em Per-
nambuco, onde sabe-se pereitamente quem depon-
ga data exerec legitima influencia em Rio For-
moso.
Vejamos enlretanto se nesse lugar os liberaes
foram ou nao apro\ citados.
O delegado desse lupar era o lente Joaquim
llerciilano Pereira Caldas, foi substituido pelo atie-
res Carlos Jos de Siqueira.
O Su. Benedicto Fkakca -.Muito liberal.
O Sn. Arai jo Barros :O nobre depulado est
ouvindo ?
Um S-. Deputado :Esse mappa (referindo-se
a um mappa, de que seivia-se o orador) da poli-
ca? E' mappa dado com precisao ?
O Su. Araljo Barros :Nao mappa dado pele
polica; mas organisado por mim, que procuro es-
tudar e saber o que vai eutre nos. A sua exacti-
do pode ser verificada pelo nobre depulado ofli-
cialmeute, quando Ihe parecer conveniente. Os no-
mes que eu aqui proferir serao transcriptos em
meu discurso. Requeira o nobre depulado o que
quizer, e ser-lhe-hao fornecidos dados sulTlcienles
para verificar a exactido de miulias palavras.
O Sr. G. Drummond :-Foi urna pergunta inno-
cente.
O Sr. Araljo Barros :A resposta nao o me-
nos, segundo me parece.
O subdelegado do lugar era o Sr. Thomaz Lins
Caldas, que conservador extremado. Foi demit-
tido, e para seu lugar nomeado o Dr. Joo Coimbra
que eminentemente liberal.
O Sr. G. Drummond :Que nem recebeu com-
municacao.
O Sr. Ahaujo Barros : A questo se foi ou
nao nomeado.
O Sr. G. Drummond : Foi nomeado, mas nao
aceitou o lugar, e parece-rnc que nem recebeu com-
municacao.
O Sr. Araujo Barros : Creio que o nobre de-
putado est engauado.
Um Sr. Deputado : Tenho cartas do Sr. Joao
Coimbra nesse sentido.
Outro Sr. Deputado : E eu esteu auterisado
a afriuar que elle e;t demitido.
O Su. Araljo Barros :Nao sei em que se fun-
da o nobre deputado para assim se exprimir ; pela
minha parte ignoro esse facto, se elle existe. Alm
de que se foi nomeado um liberal para substituir o
Sr. Thomaz Lins Caldas, nao lem razo o nobre de-
putado quando aecusa o governo por nao lor con-
templado liberaes no Rio Formoso. (Apoiados da
maioria.)
Para o districio de Manopla, novamente creado
foi nomeado o Sr. Leandro Jos da Silva San-
tiago.
O Sr. G. Drummond : Conservador progres-
sista.
O Sn. Costa Hibiiro :O que conliero muito.
OSn. Ahaujo Barros : Desde quando o co-
nhece ?
O Sr. Costa Ribeiro :Nao sei.
O Sn. Araljo Barros :Entilo como diz que elle
conservador de longa dala 1 Refere-se o nobre
deputado ao Sr. Leandro Santiago, que foi nosso
coliega nos esludos de preparatorios ?
O Sr. Costa Ribeiro :Nao, esse oulro.
O Sn. Abaujo Barros :Enlo eslou engaado ;
mas afanco ao nobre depulado que, segundo as
inforinagoes que me deram, o subdelegado de Ma-
nopla liberal.
No districto de Una era subdegado o Sr. Paulo
de Amorim Salgado, conservador puro; mas foi
substituido pelo Sr. Paulino Augusto da Silva Frei-
r, que liberal muito conhecido.
O Sb. G. Drummond : No Rio Formoso nao ha
questo de principios, a quesio de pessoas.
O Sr. Costa Ribeiro :NSo admiti isso.
O Sn. Abaujo Barros : Nao quero saber agora
sea questo do Rio Formoso s de pessoas,ou de
principios. O que quero saber se o Sr. Paulino
Freir ou nao liberal.
(Trocam-se apartes.)
Um Sn. Disputado : Esse nao o subdelegado,
que assislo a eleicao.
O Su. Ahaujo Barros :Assistisse ou a nao elei-
cao, a verdade que esse subdelegado liberal.
Um Sr. Deputado :Quem assistio eleigo foi
o Sr. Manuel Germano de Miranda.
O Sb. Abaujo Barbo* : Pelo amor de Deus I
Enlo a questo agora porque o subdelegado li-
beral foi nomeado depois, e nao antes da eleicao ?
(Ha um aparte )
O Sb. Ahaujo Baiuios : O nobre deputado de-
fende a eleicao conservadora de Una ?
O Sb Costa Ribei.o :Defendo.
O Sr. Abaujo Babbos : Bem ; esl era seu di-
reito, assim como eu estou em meu direito dedu-
ziodo desse facto identidade de vistas entre o nobre
deputado, que excesivamente liberal, e os auto-
res dessa eleigo, que sao excesivamente conser-
vadores.
O Sn. Costa Ribeiro :Est engaado.
O S. Ahaujo Babros :Ah I eniao justiga, que
Ihes faz o nobre deputado. Registre-se mais este
facto
O Sb. Costa Ribkibo .Nao os procure, quan-
do esiavam de cima, menos hoje. (Apoiados da
esquerda.)
(Trocam-se outros apartes.)
O Sr. Araljo Barros :Se eu quzesse apreciar
i ou 3 localidades Mas nos proprtos logares, que
indicou, mostrei que haviam sido contemplados
muitos liberaes ; que o pessoal de boje nao o
mesmo de outr'ora.
Un Sn. Deputado : Nao ha nenhura subdele-
gado?
O Sb. Abaujo Babros : Pois nao se baria de
consersar oera ama s das antigs autoridades ?
Ser e.-ta a poltica desojada pelos nobres debu-
tados ?
Ah senbores, que tristes apprehensoes nao as-
saltarao o espirito daquelles, que estudarem com
calma a marcha dos aconlecimentos na nossa pro-
vincia ?
Essa tendencia para a reaegao, ao raesmo lempo
que se {evanlam os odios e os ressentimcnlos de
1848, sao um aviso bem significativo para os ho-
mens reflectidos.
Nao locarei hoje, Sr. presidente, as censuras
pelas delegadas militares, nem em outros factos,
Joaquina da Coneeigo, e Mana Francisca da Con-
eeicao, ambas por furto.
A' erdem do da Caponga, Asna Joaquina Mara
d Carme-, por insultos.
O chefe da 2' seccao,
/. Q. de Mosquita.
Movimenio da casa de de4enc2o, no da i de
junho de 1864.
Existiam. ... 355 preses.
Entraram... 9
Sahiram_____ 5
A saber :
Existem. .
esses apartes, mostrara at a evidencia de quem de que tratou o nobre depulado, por que a hora
- aclia-se muita adiantada, e eu nao estou ainda na
8*. digo, na terca parte do meu discurso.
O Sr. Jos Mara :Folgo muito com islo, por
que lerei de o ouvir por oito dias.
O Sb. Abaujo Barkos:Alm disso alguns factos, I
que nao apreciei, foram tambera referidos nos dis-!
cursos de eulros depulados, a quem devo respon- j
Direi ento o que nao ver dito hoje.
Nacionaes. .
Estrangeiros
Mulheres .
Bstrgeira .
Escravos .
Escravas .
parlem Bosta casa vozes, que podem dar lugar as
susurros e scenas desagradaveis.
l'.v Sr. Deputado : A dscusso tem ido tao
bem, to placida.
O Sn. Araljo Barros: Pela minha parte te-
nho empregado todos os esforcos para mante-la
nesse terreno.
I'm Sr. Deputado : Ir com os venios offen-
sivo ?
OSh. Araljo Barros :-Os que se famlliarisam
com as mobilidades dessa ordem, nao achariam of- lavra, e cedendo-lhe o logar os depulados, que j
tensivo cousa peior do que isso. (Muito bem, muito estao inscriplos depoisdo nobre deputado.'
359
151
36
7
i
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359
der.
Poderei fallar em onlinuaco na segnda-fera?
O Sb. Presidente :Sim, pedindo de novo a pa-
0 Sr. Ahaujo Barbos :Pois bem I contiouare
em outra occasiao, se meas collegas assim o per-',
mittirem, e concluindo a parte do mea discurso, i
; direi que se o partido progressisla commetteu er-
bem.)
O Sn. Sabino Olegario : Mas nao com o no-
bre deputado, para que loma a carapuca 1
OSr. Abaujo Barros-Pelo que me diz respeto,
dou ampia faculdade aos nobres deputados para | ros, a nobre depulado que era director desse par
rae qualicarem, como quizerem Receio pouco tido cumpria cvita-los, ou denuncia-Ios. Se o nao
aprecia^oes dessa ordem, e por isso coutinuare, fez, reo confesso, e nao lem o direito de censurar'
sem deraorar-me por mais lempo era responder aos os seus alijados.
apartes, com que me honraram os nobres depu-1 Tenho concluido por hoje. (Muito bem, muito
lados. bem, o orador cumprimentado por diversos se-
O nico supplente de subdelegado que existe em nhores deputados.)
Una oSr. Leandro Cavalcanti da Silva Guima-
res. Sera este conservador progressisla ?
(Ha um aparte.)
O Sn. Ailvljo Barros : Como eu conbeco esse
cidado, desde longa dala, e sei que elle muito li-
beral, fiz a pergunta para ver se me conleslavam
tambera esse facto.
REVISTA DIARIA.
Hoje tem lugar o espectculo da sociedade
dramtica Melpomene Pernambucana.
Entrou em julgamento no tribunal do jury, em !
Era subdelegado de Ser'rahaem o Sr. Dr. Jos sua sessao de honlem, Alexandre Manoel do Es
Nicolao Alfonso Bigueira Pereira de Bastos, de
origem conservadora, e foi substituido pelo Sr. Pris-
ciano de Barros Accioli Lins.
Este cidadao ser liberal ?
O Sn. G. Drummond :Este e de coracSo.
O Sr. Araljo Barros : Nao conheco todos os
supplenles dessa subdelegada, mas conheco de
perto os Srs. Francisco Manoel de Souxa Oliveira
e Candido Manoel de Souxa Oliveira, e sei que am-
bos sao liberaes e de anliga data.
OSn. Cumia Teixeira :Eu creio que respeto
de subdelegacias e supplencias houte com effeito
muitas concessSes aos liberaes agora quanto
deputa^ao geral e a outros lugares, isso nao
pirito Samo, pronunciado as penas do art. 201 do
cdigo penal por ferimenlos leves em Cypaiano
Peres.
A aecusacao foi produzida pelo ministerio publi-
co com lucidez, concluindo por pedir a condemna-
cao do aecusado as penas daquelle artigo no grao
mximo, por concorrer a aggravante do 13 do
art. 16.
A defeza ao cargo dos Srs. acadmico Theodo-
relo Carlos de Parias Souto e Dr. Americo Mello de
Mendenca, foi tratada primeramente por aquelle
acadmico, que com desembarazo proniettedor
abnndou em consideracoes no sentido de declinar
a autora do facto attribuida ao aecusado, e ao de-
0 Sr Araljo Barros : De tudo quanto tenho, pois pelo Dr. Netto ; o qual adherindo aos funda-
expendido v o nobre depulado que na comarca do; menlos da primeira parte da defeza, addicionou
Rio Formoso nao se acham os homens gastos as que, admtlda nao obstante a auloria, nao deveria
posicoes ofliciaes e entre os homens, que foram ser imposta a pena no grao pedido pela promolo-
chamados ao poder, contamse liberaes muito dis- ria -, visto que sobre nao se dar a aggravante, oc-
tiuctos. corria que o acensado por ebrio naquella occasiao,
Em Papacaca era delegado o lenle Joaquim linha por si a atlenuante do 9 do art. 18.
Antonio de Moraes, que foi substituido pelo teen-1 Em seguida, recapituladas as forjas dos debates
te Flix Justiniano de Albuquerque. Nenhum del- pelo Sr. Dr. juiz de direito presidente, recoihe-sco
les era liomem gasto. conselho sala das conferencias; d'onde voitando
Os supplenles de delegado, que existiam nesse s 2 1|2 horascom as suas resposlas aos quesitos,
lugar foram substituidos, o primeiro por Manoel proferida, conforme aellas, a sentenca era que
Cavalcanti de Albuquerque eco, e o 4o por Luiz condemna ao aecusado no grao medio do referido
Carlos da Costa Vllella. rl- *01, islo 6 mezes e 13 dias de priso e
Na subdelegacia do mesmo nome o Sr. Joo Te mulla correspondente melade do lempo.
norio Villa Nova foi substituido pelo Sr. Amonio
Guedes Alcoforado Cavalcanti, e o respectivo 1"
supplente, nico que exista nomeado, Augusto
Justiniano Soares de Mello, foi substituido pelo
Sr. Lourenco Justiniano Guedes Alcotorado.
O delegado de S. Benlo era o alteres Francisco
Alimentados costa dos cofres pblicos. 136
rSS"* da enrermaria no dia 3 de Janno
Teve baixa :
Jos Luiz da Rocha, defluio.
Passageiros do vapor nacional Paran, sabi-
do para os portes do sal: Tenente Olympio Au-
reliode Lana Cmara, Pedro Goncalves Pereira
Cascao, Dr. Joo Antonio de Barros, sua senhora e
1 escrava, Jos Manoel Barbosa Correa, sua senho-
ra, e 1 filha menor, Jos Moreira das Virgens, Fran-
cisco Gil Castello Branco e 1 escravo, Josephina
Angalera, Rosa, Raimundo Jos de Souza Lobo, Jus-
tino da Silva Cardozo, saa senhora e 1 escrava,
soldado Lucio Jos Ferreira Gitaby, escravo Roque
de Jos Alves da Cruz, Tiburcio Alves de Carva-
,ho> Antonio Ferreira Pereira, Jos Maria Eugenio
de Oliveira. Ignacio Jos Pestaa Jnior, Galdino
Jos de Bessa, Dr. Jos Maria Carneiro de A. La-
cerda, Manoel Vasconceltos, Dr. Jos Manz Fer-
reira Pinto, Antonio Teixeira Pinto, Agostinho Go-
mes da Silva, Luiz Langlos, Victorino Jos da Ro-
sa, Jos Nones Trigaeiro, Galdino Rodr'igaes do
Nascimento, Carlos F. R. de Miranda, Joao Jos B.
de Menezes.
Passageiros do hiate nacional Sergtpatio, sa-
hido para a Ilha de Fernando : Manoel Jos da
Silva Nones, Migoel Pereira do Vale, Adelino Ce-
lestino de Mendonca, Amaro Leite de Oliveira, Mi-
guel dos Santos Guimaraes, M. Maria Souza, Mar-
teliana Francisca de Paula e 3 fimos.
Obituario do du 1" dk junho, no cemitebio
publico :
Izidoro de Tal, Pernambuco, 15 annos.solteiro, San-
tonio, ora ataque de pilepsia.
Gabriel, Pernambuco, 2 mezes, Sao Jos, varila.
Julia, Pernambuco, 15 mezes, Boa-Vista, denlicao.
Joanna, Pernambuco, 3 mezes, Boa-Viste, convul-
soes.
Se o perfume da rosa matutina
Parece, imagen) sua, embalsamar, .
Meu coracao mormwa : E lia I ella I
Que vejo e simo, hei de sempre amar I >
Mais nao posso soffrer I Vai, minb'alma i
Aos ps de Deas pousar, que te creoa ;
Tal vez a paz encontres n'outra vida,
Que ao teu socego a ierra recusou 1
Mas ai I espYanca via I... No eterno abrigo
Hei de o anjo adorado ir encontrar I
Meu coracao dir : E' ella t ella I
Que vejo e sinto, e hei de sempre amar I >
Da EstitltadoNortf extrahimos :
Amou paterno.
Era wn dia de Invern sombro e triste no anno
de 1863 ; nao se sabia a que horas se tinha escon-
dido o sol alm o dos Andes, por causa do inmen-
so nevoeiro que se estendia do lado do poente ; sa-
ba-se, porm, que a noite nao eslava muito longe
porque o terno sabia e os outros cantores da flo-
resta sollavam melodiosos cantos de despedida e
esvoacavam de ramo em ramo era procura de me-
lhor abrigo e repouso durante a noite.
Um pequeo barco, ajudado por urna viraco
fresca, suicava vagarosamente as aguas do rio So-
limoes, que ento transborda va por sobre suas mar-
geos ; nesse barco ia urna pobre familia de nossos
indgenas constando de pai, mi e dous pequeos
filhos. O mais velho, que contava apenas quatro
annos de idade, brinca va descuidado borda do
barco com ama pequea flexa com qac bata as
espumas das aguas que passavam ; neste brincar
innocente e arriscado o pobre menino perde o
equilibrio, cahe e desapparece n'um momento ar-
rebatado pela con ente impetuosa desse rio gigan-
te.
O pobre pai, apenas vio desapparecer seu filho,
d um grito de desesperadlo e precipitase como
um louco no redemoinho das agoas.
Pareca que a corrate liaba tragado para sem-
pre estes dous entes unidos pelo amor.
Nao tardou, porm, cinco minutos, la eslava a
alguraa disUnda do barco o pai extremoso sobre
a tona d'agoa rom o filho seguro por um braco,
e nadando corajosamente com a destreza de um
amphibio.
Urna canoa pequenfoi logo em sea auxilio e da-
hi a pouco esiavam ambos no barco, livres j do
perigo. __
Era entao enlerncedor verse como esse pai aca-
ridava e aqueda em seu peilo o innocente filhi-
nho, paludo e fro de susto.
O amor paternal capaz de tudo; nao raciocina
em occasioes taes; sempre o mesmo, capaz dos
maiores sacrificios tanto no corago dos incalas
selvagens, como dos homens polidos das classes
civilisadas.
Se o hornera tao cheio de imperfeiedes capaz
e tantos extremos de amor, o que nao far por
nos nosso Pai que est nos Cus, que a fonte e
o foco de todo o amor I
E nao sabemos por ventura o que tem elle feito
por nos.
Apenas nos vio arrebatados pela corrente devo-
radora de nossas paixoes, desceu do alto de seu
throno, despio-se dos expendores de sua gloria,
para se vir anivelar comnosco, viver de nossa vi-
da, sentir e chorar como nos sentimos e choramos,
e como nos visse lulando com as vagas encapella-
das do mar da culpa, esse Pai carraoso lanca-se
presssuroso no meio de nos e nos salva.
TABELLA DO RENDIMENTO DA ALFANDEGA DE PERNAMBUCO NO MEZ DE MAK) DO
CORRENTE ANNO FINANCEJRO, COMPARADO COM O DE IGCAES MEZES DOS DOUS ANNOS
LTIMOS.
Nojlugar competentevai publicado um annun
ci da sociedade bendceme Monte Pi Portuguez, i
installada pelo Sr. Dr. Jos Henriques Ferreira, ac-!
tual cnsul geral de Portugal no Rio de Janeiro,
antes da sua retirada para a corle.
E' de lao reconhecida vaniagem urna sociedade
Jesuino Simes, que foi substituido pelo capilao dessa ordem, que nao podemos bastante recom-
Francisco Borges Leal. menda-la ao favor publico, chamando particular-
Na subdelegacia do mesmo nome houve tambem mente a atteneao dos subditos portuguezes, a
mudanca. quem mais directamente interessa, para os fms
Eu nao conheco os homens, que se acham pro- que ella procura atlingir.
vaos nessus lugares ; mas admitiindo que sejam Indicamos em seguida, referindo-nos ao precito-
conservadores, allianco ao nobr depulado que de do annuncio, o que desde logo convm aos oleres-
outros nomes se nao podia laucar mao, pds que os sados saber :
homens mais nolaves e prestigiosos desse lugar 1 1. S serao sscios effeclivos os cidados per-
sao conservadores, e muitos delles adheriram s tuguezes.
deas do partido progressisla, quando espirites j t 2 A joia sera de dez mil|ris,ea mensalidade
muito fortes, e que podiam por sua illusiracao pro- de 300 rs.
ver bem os aconlecimenlos, vaciliavamem pronoo- 3.* Os socios tero direito aos beneficios da
ciar-se pela nova ordem de cousas, que surgia na sociedade quando (achando-se desprovidos de re-
provincia, pensando que a estrella do Sr. Cmara-; cursos) estiverem desempregados, doentes ou
gibe nao caminhava para o seu ocaso. presos.
O mesmo que se d em S. Beato, lem lugar no 4. Aquelles que por motivos graves ou mo-
Buique. Ah nao ha liberaes, que dsponham de lestia pengosa, tverem necessidade de se ausentar,
influencia, e em cujas maos se possa collocar a serao pagas as despezas de transporte cora cora-
auloridade com vaniagem para o servico publico, modidade e decencia, ou para oulras provincias do
Os homens influentes sao de origem conservado- imperio, ou para paiz estrangeiro.
ra, e creio que s por isso nao podiam ser consi- t 5." Fallecendo qualquer socio, faz-se-lhe-ha
derados gastos,%ncm deviam ser posios a margem, um enterro decente, se elle nao deixar meios para
urna vez que sinceramente se haviam dedicado a isso.
situacao. (Apoiados.) 6." A sociedade prestar igualmente soccorros
Farei agora um rpido exame do que ha por emquanto o necessitarem, s viuvas c filhos me-
Bom Jardim. ores dos socios que faltecerem em penuria.
O subdelegado de Bom Jardim era o Sr. Joao; Cometamos hoje a publicar, na nossa oitava
Barbosa da Silva. Em 13 de marco de 1863 foi pagina, a resposta do Rvm. Sr. Pinto de Campos
demitido, sendo nomeado para seu lugar o Sr. Fe-
liciano Joaquim de Aguiar, que sempre foi e li-
beral.
O subdelegado do districto de Queimadas, per-
tencente freguezia daquellejnome, era o Sr. Jos
Francisco de Arruda Jnior, que conservador, e
foi substituido 23 de juiho do referido anno pelo
Sr. Jos Antonio Pereira de Moraes, que um li-
beral muilo distinclo.
O Io supplente dessa subdelegacia era o Sr. Jos
Fehppe de Mello, que fui substituido pelo Sr. Vi-
cente Joaquim de Miranda, e tmbeme liberal.
O 2o supplente o Sr.Firmino Correia Pessoa de
Mello, liberal e prente do Sr. Dr. Urbano.
aos discursos da Sr. depulado Pedro Luiz, profer
dos na cmara dos depulados, proposito da pre-
tencao do reverendo padre Janrard, nos quaes in-
veciivou injustamente asirmasde caridade, os ca-
puchinhos, lazaristas, jesutas, e finalmente os ins-
titutos religiosos.
Nao precisamos encarecer o mrito do trabalho
do Rvm. Sr. Pinto de Lampos. Quem o ler com at-
tenjao, nelle encontrar eslylo, erudicao, dialcti-
ca e esmero na investigaejio dos factos.
O Sr. subdelegado da Capunga dirige-nos a se-
grate communicacao :
Sr. redactor da Revista. = O subdelegado da
Capunga recorrendo Vmc. com estas linlias, na-
Essas sao as "autoridades policiaes de Bom Jar-, da mais pretende do que fazer publico, que se acha
dim. Todas sao liberaes, e recenlemente no-; completamente rcsiabelecido da alienaco mental
meadas. 1uc solTrcra c pela qual fra recolhdoao hospital
Dir o nobre deputado que esses cidedos sao \ o urbano Jos de Parias, ern consequencia da sub-
tamhem homens gastos ? I traego da quanlia de 1085, de que j lhe dei no-
O Sr. Costa Ribeiro : Nao disse isto em rea- lica.
cao Bom Jardim. Disse que quando se tratou
de formar a liga, tratou-se todo custo de fazer
proselyllsmo as fileiras conservadoras, procurn-
dose os homens gastos de outros lempos mas a
respeto dessa localidade, disse que os liberaes fo-
ram chamados para as posicoes smente depois
que o Sr. Chacn desenganou de que jamis segui-
ra esse paitido.
O Sr. Ahaujo Barros :Eogana-se sobre o as-
sumpto.
O Sr. Chacn era pesssoa influente na localidade;
os seus amigos esiavam senhores da qualifica$ao
dos votantes e do eleilorado, tendo o Io juiz de paz
do divnelo. O chefe dos conservadores mantinha
relaces de anliga amizade com o Sr. Chacn, o
qual pela sua parle sempre o eslimou. Dirigio-lhe
por isso urna carta, pela qual lalvez procurasse
Devo, alm disto, addicionar que recahndo
indicios mui pronunciados da autorii da sublrac-
co em outro urbano de nome Jaciniho de Barros
Correa, nao ficou este sem urna punico ; por
quanto o mui digno commandanfe do corno de po-
lica solicitou do Exm. presidente e obteve a de-
inisso do mesmo Jaciolho.
i E assim, perantc varias testcmunlias fez esta
subdelegacia entrega da referida quantia a Farias,
que por urna feliz fataldade re :obrou tudo quanto
hava perdido.;
j Sou etc,
Francisco Antonio da Silva Cavalcanti.*
Na ultima sessao do jury do termo do Brejo, I
que findou no da 19 de feveriro prximo, foram j
julgados quatro processos com seis reos, lodos por'
offeosas physicas e ferimentos, sendo : absolvidos
ageitar as cousas para um triumpho incruento. ires e condemnados tres priso simples e multa
Essa carta nao chegou em tempo s raaos do Sr. correspondente.
Chacn, e quando elle a recebeu, j se haviam fel-! O prazo, marcado para o recolhiraento das
to diversas norneacoes para Bom-Jardim. olas do thesouro de 2005000; encerrase no dia 30
Um Sr. Deputado :O nobre deputado justifica, do corrente junho.
mas confessa o fado. Completando a noticia que demos acerca do
OSr. Ahaujo Barros :Digo o que se passou, sthrao de Olinda, diremos que, alm de pequeos
que cousa differente do gue disse o nobre depu-
tado.
Nao houve desengao algum por parte do Sr.
Chacn, e a sua obstinarlo da cleicjlo, sera que po-
desse ao menos, allegar violencia, ou eoacco de
genero algum, nao serve cerlamente para explicar
esse rudo desengao, de que fallou o nobre depu-
tado.
Censura o nobre depulado por se ter procurado
o Sr. Chacn. Oulros louvaram esse facto, e nesse
numero esiavam sem duvida lodos aquelles que nao
gostam de lulas violentas, das quaes pdem nascer
scenas bem desagradaveis. (Apoiados.)
(Ha um aparte.)
O Sr. Araujo Barros Esse desejo de que nao
procuraste allianca com certos conservadores, sen-
do o partido composto de antigos conservadores e
antigos liberaes, s teria urna explicado ;.e essa
seria que esses que assim discorrem aceitavam a
allianca dos adversarios, emquanto por si sos nada
podiam fazer, paraos decapitar depois, quando ti-
vessem chegado ao fim desojado.
O Sr. Sabino Olegario : Isso nao urna of-
fensa.
O Sr. Araujo Barros .Apenas igurei urna hy-
polhese, que se deve reputar gratuita ; mas se em
minhas palavras ha oflensa, reliro-as desde j.
0 Se, Cunha Teixeira : Os factos inoslram
quem leve esse amere pense.
O Sr. Araujo Barros :Depos dessa longa e fa-
tigante analyse, pergunlarei aos nobres deputados
disidentes: acham ainda que tem valor as suas
queixas e censuras ?
as 62 freguezias da provincia ha urna infinda-
de de rustrirlos. O uobre depulado nao fallou ni .
todos, nem pora faze-lo com vaniagem. S disse i gido.
que os liberaes n5o tinham sido contemplados em I A' ordem
damnoscausados navegacointerior, comas reas
trasidas-pela correnlesa das aguas que entram pe-
lo arrobamento, nenhum outro damno tem elle occa-
sionado, e mesmo no futuro apaas trar, se nao
for tapado, a diminuicao da profundidade do anco-
radouro da descarga.
Ter lugar amanhaa no convento do Carmo
desta cidade a festividade do glorioso S. Ivo Doctor
celebrada pela mocidade devola do mesmo sanio.
Remeitem nos o segrate :
t Agora que se est assentando a illuminacao
gaz da ruado Crespo, custa dos particulares, pa-
rece rasoavel que se relire a do governo, passan-
do-se dous dos larapeoes para as proximidades da
casa das audiencias, no caes de Pedro II, para ev-
| tar a obscuridade que ahi ha, proveniente da dis-
tancia que ha entre os lampeos de junio ao arco
de Santo Antonio e da esquina do passadico. >
BKPAnTlCAO DA POLICA.
Extracto das partes do dia 3 de junho de
1864.
Foram recolhdos a casa de detengo no da 3
do corrente : .,,..,
A' ordem do Illra. Sr. Dr. chefe de polica, Silv-
no Ricardo Amando, como suspeito de sentencia-
do evadido do presidio de Fernando.
A' ordem do subdelegado do Recife, Francisco
Romao da Silva, como suspeito, e Joao escravo de.
Alfonso de Albuquerque Maranhao, por fgido.
A' ordem do de Santo Antonio, Bellarmino de,
Souza, e Joo Francelino de Dos ambos por distur-
bios. !
a' ordem do de Sao Jos, Antonio, escravo de
Justino Antonio de Souza, por suspeito de eslar fu-
do da Boa-Vista, Leopoldina Maria
IM POUCO DE TIDO.
COBBECCAO.
Na poesa Crepsculo do Sr. J. A. de Aimeida
Cunha que hornera publicamos, a quarta oitava de-
ve ser lida deste modo :
A onea, erguendo-se
Da cora frgida,
Sahe: a mi rgida
Vem sacudir :
Pula relmpago
* No slo trrido,
E sola um hrrido,
Ledo rogir.
Da Semana Ilustrada irauscrevemos o que se-
gu :
Entao, Camilla, j resolveste que estado pre-
tendes tomar ?
Dos tres um, minha raa; e nao dou minha
palavra de honra para nao faltar : ou me caso com
o filho do commendador, ou entro para o theatro
Gymnasio, ou, em ultimo recurso, para o convento
da Ajuda, se S. Pedro Luiz o permiltir.

RESPOSTAS INGENUAS DE UM MENINO DE ESCOLA.
P.O que romaa, menino t
R.Roroa urna fructa, que, quando partida,
serve para se comer o se descrever os labios das
mocas.
P.O qoe sao perolas ?
R.Perolas sao os deoles das mocas, a quem se
quer bem.
P.Menino, de que conjugacao o verbo amar ?
R.O verbo amar da conjugacao regular.
P.Eu amei, tu amaste, elle mou; nos ama-
mos, etc., a qu tempo pertence ?
R.Ao lempo perdido.
PO qne sao as estrellas ?
R.Estrellas sao astros qoe, segundo mea primo
Antonio, servem de olhos sua namorada.

OS VARREDORES.
Nove foram as musas,
E cada qual mais sabida;
Nove tambem nos somos
Sempre em continua lida.
Ellas, alegres, contentes,
Passavam todas as horas,
E nos sempre disputando,
l'ns aos outros dando fura*.
J que somos varredores,
Justo que trabalhemos,
Qualro annos vo lindar,
Com o povo nos brinquemos.
Breve temos eleicoes,
Vamos as ras limpar ;
Acabado este servido,
Toca, toca acabalar.

E' da historia contempornea a successo de
fados e triumphos lyricos alcanzados pelas prima-
donas Augusta Candiani e Ida Edelvva, no palco
fluminense.
Nao menos sabido, que os diletlanli suavam ca-
misas, uns para darem primasia primeira, oulras
para anteporem-llie a segunda.
Neste debate caloroso, tomou muita parte urna
senhora de alta sociedade, nossa conhecida.
Mitrada, e nao querendo comproraetter-se com
os discutidores, depois de algumas alambicadas
prcleccoes acerca de vocalisaco, deu remate s
suas observa'coes de competencia mimoseando os
ouviotes com o segrale pedacinho de ouro de
le :
A Ida tem bom instrumento, vocalisa agrada-
velmeote ; mas a Candiani sabe mais clnmica, joga
melhor scenas.
No Courrier da Pas Calais l-se a seguinte no-
ticia :
O Dr. Colln, medico inspector das aguas de
Sainl-Honor, fez urna communicacao academia
de medicina de Paris, sessao, de 12 do correle
moz de abril, que excilou viva sorpreza e d3o pe-
queoa emoco.
OSr. Collio observou tres casos de doencas mui
graves, que elle atlribue innoculacao do oidium
da vinha, que teria determinado um verdade i ro en-
venenamenlo.
Nos tres casos deram-se as mesmas circumstan-
cias, e observaram-se os mesmos phenomenos.
Tres individuos podando a soa vinha, infecciona-
da pelo oidium, zeram.um lgero golpe na pello.
Passados alguns dias manifestaram-se calefrios,
prostrago, anorexia, symptomas de remitencia e
de intermttencia, e phenomenos geraes. que fizc-
ram hesitar sobre o diagnostico.
A ferida, que no principio pareca insignificante,
tomou logo mo carcter ; o merabro ademaciou-
se, sobreveio a gangrena, desenvolveram-se symp-
tomas de urna inferoao geral, e, circunstancia ca-
pital e digna de notar-se, a bocea cobrio-se de sapi-
nhos.
Ora, os irabalhos modernos mostram que os sa-
pinhos sao urna cryptogamica, urna mucedinea, e
o Sr. Gubler at os denominou o oidium da bocea.
A cousa sera.
O Sr. Colln comecou j a fazer experiencias as
animaes, inculcando-Ibes o oidium.
Veremos o resultado.
Do Jornal das Familias transcrevemos a segua-
te poesia :
DEVO FUGin-LUE I
(Traducco de A. E. Zaluar.)
Tentei fugir-lhe, que minb'alma afilela
Sonra ao lado della acerba dr I
O seu pensar d'onlros raais felizes,
Nem lera branca j lem do meo amor I
Tudo na solido della me falla;
E quando as aves ouco gorgear,
Meu coracao murmura : E' ella I ella f
Que vejo e sinto, e hei de sempre amar I
Quando a brisa a palmeira balancea,
Eu cuido a frroa.sua ver surgir I
Se por acaso ao co levante a vista,
Ponso ver de seus olhos o fulgir I
bnporta>fio.
Dircilos de importadlo para consuma .
Ditos addiciouaes de 3 /o......
Ditos addicionaes de S % _.
Ditos de baldcaco e reexportadlo
Ditos de ditos e reexportadlo para a Costa
d'Africa...........
I Expediente dos gneros estrangeiros nave-
gados por cabotagem.......
Ditos dos gneros do paiz......
Ditos dos gneros livres.......
Armazenagens..........
Premio dos assignados ..'..,.
Despache martimo.
Ancorageni...........
Ditos de 13 % das einbarcacoes estrangeiras
que passan a nacionaes......
Ditos de 5 % ua compra e venda das einbar-
cacoes ............
Exportadlo.
Dircilos de 15 / do pao Brasil ....
Diicitosde 5 % de exportadlo ....
Ditos de 2 % addicionaes^......
Ditos de 2 % de exportadlo.....
Ditos de 1 % de ouro em barra ....
Ditos de V2 /o dos diamantes.....
Expediente das capatazias......
Interior.
Mullas.............
Sello do pajiel lixo........
Dito do pa|iel proporcional......
Emolumentos..........
Imposto dos despachantes......
"xrraoyiiwfi'/a.
Reccita eventual.........
Dizimos da provincia das Alagas. .
Ditos da provincia da Paraliv ba .
Ditos da provincia do Rio Grande do Norte.
Contribuidlo de caridade.......
Alfaudega de Pernambuco, 31 de maio de I8(.
1863 a 1864 1862 1863 18611862
497:875*760 66:3628 * * *
1:537*069 1:734*017 125*940 1:226*932 * 546*552 897*317 173*193 4:438*526 * 482*995 942*172 754*549 1:435*279 158*033
2:147*400 2:013*900 2:219*850
135*000 1
1:351*000 13*000 57*000
* 99:416*977 39:766*7 48 14*392 1:407*710 * 45:863*8% 18:343*503 *720 902*760 * 37:825*414 15:130*229 24*576 1:003*810
587*195 499*260 135*540 30*000 218*750 377*797 580*400 168*200 62*000 125*000 1:036*243 600*260 129*780 37*000 23*000
80*000 56*000 2*500
715.217*766 3:967*812 4:0034762 392*460 1:168*870 398:314*875 2:542*950 2:2874872 457*476 206*817 489:9085769 2:1725600 6055260 169*33:1 930*622
74:750*670 403:8095990 493:806*584
O 3o escripturaro,
Joo Bernardo Diniz Pessoa.
COMUNICADOS.
0 e\-prcsidcnte do Ccar,
Li no Diario de Pernambuco o discurso do Sr. Dr.
Jos Antonio de Figueiredo acerca de um thema
debatido na cmara e na imprensa. O Ilustre ora-
dor tomou por ponto de peroraco urnas questes-
ziuhas polticas da provincia de que representan-
te. De suas doutrinas orthodoxas sobre um grave
assumpto fez elle trasiccao para um juizo inexacto
cora referencia negocios de interesse local. Isso
me imporlava pouco si eu nao visse a minha hu-
milde pessoa involvda no debate.
Todos nos sabemos (disse o Sr. Dr. Figueiredo)
que o Cear ha qnalorze annos jazia debaixo do
dominio conservador; todos nos sabemos (!) que a
deputacao daquella provincia veio aqui contra a
vonlade, contra os delegados militares do Sr. Dr.
Jos Denlo; que muito pois que aps quatorze
annos, quando nao se trata de eleicoes, um presi-
dente de provincia (o Sr. Vicente Alves) faca raeia
duzia de substituicoes ? >
Minha administradlo no Cear ficou all vantajo-
samente explicada edisculida. Creio que o espirito
mais exigente devia confessar-sc saiisl'eito com as
manifestaces da imprensa a meu respeto. Con-
servadores e liberaos, como at consta de cartas e
pecas-fficiaes, mesmo acerca de eleicoes, fize-
ram-me justiga, e espero que alguns, bem poucos,
desaffectos que dcixei (sabe Deus porque I) hao de
faz-la tambem para o futuro. Nao faltara exemplos
de jusliga posthuma nesla nossa ierra.
Infelizmente as folhas da provincia sao pouco
lidas fra della, e esta consideradlo snggerio-me a
idea de fazer urna resenha para responder a Iguus
dicholes de forca equivalente das proposicoes
craillidas pelo Sr. Dr. Figueiredo. O meu nome fra
citado por diversas vezes na cmara dos deputados,
e os Srs. Jos Liberato, Pamplona c Saldanha Ma-
rrano, sem se animarem a entrar em seria demons-
trscao de minha interferencia na eleicao para hos-
tilisar candidatos, contenlaram-se em affirmar que
os liberaes foram contra minlia contade para a
cmara.
Do intento porm de responder me haviam de-
movido as seguintes razoes: Ia o constrangimento
de oceupar o publico com a minha pessoa, e com
quesles extemporneas, que haviam perdido todo
seu interesse de actualidade : 2a a fraqueza das in-
crepacoes que me faziam sem prova, e que de s
mesmas dispensavam a menor conteslacao : 3* o
fastio de tratar de cousas j ditas e repetidas, quan-
do eu desejava gozar do indulto com que fui hon-
rado, para descansar e cuidar dos mcus negocios
particulares; escusando-me ao pesado onus de oc-
cupar-me ainda com urna administrado passada e
difllcilma, que, alm do mais, ia-ine cuslando o
grande sacrificio da sade : 4* o desejo de nao en-
fadar os senhores da situacao, reservndome ape-
nas o direito de contempla-la em silencio, emquan-
to isto me aprouvesse : 5a a certeza de que as pes-
soas que me conhecem de perto, e cujo conceito
principalmenteaprecio, fazem-me justiga sem
dependencia de demonstragoes, queosindifferentes
dspensaro de bom grado, e que os desalTectos,
por seu turno, ho de contestar sempre por nega-
go, fazendo quando muito o favor especial de pou-
par-me insultos e calumnias.
Nao obstante estas modestas disposigoes do meu
espirito, o meu nome contina a ser trazido bai-
la por aquelles que se lembrara tanto de mim como
eu desejo esquecer-rae delles. Os dominadores da
actual idade no Cear contara seis deputados, (*) dous
senadores, e um vice-presidente que deixou quasi
completa ao seu successor a obra da reaegao : e
apezar da generosidade que Ihes imposta por
um triumpho lo estrondoso, nao querem deixar
era santa paz a quera ha muito que nao os incom-
moda com a sua presenga; nem tem ao menos a
mais leve prelengo de entrar em concurrencia
para obler favores da situago.
Vendo-rae agora associado a jesutas, lazaristas,
e irmas de caridade, n'um discurso que se refere
a cousas da igreja, e que por isso mesmo ha de ser
lido com muita avidez nos jornaes de maior circu-
lago, nao tenho outro remedio senao responder
succintamenle s proposigoes do Sr. Dr. Figueire-
do, e adduzir alguraas consderag5es para contra-
dizer os taes dichotes a que alludi a principio. Evi-
tarei uraa narracao mais longa qoe seria compro-
(*) Nao ioeluo neste numero os Srs. Dr. Bernar-
do Duarte Hrandio e vigario Raymundo Ribeiro. O
primeiro foi eleito com votos de conservadores e
liberaes, contra a vontado dos directores liberaes. O
segundo foi sempro conservador, e s por motivos
especiaes teve de entrar era convenio com liberaes
para sua eleicao.
vada por documentos valiosos, e que tal vez me re
solva a produzlr raais larde, si fr constrangido a
esse fim. Senlirei vr-me na rigorosa necessidade
de fazer revelagoes que ho de incommodar..... Nao
contino na disposig o de consentir que prevaleca
contra mim o systema de certos individuos que pre-
tenden! fazer acreditar urna assergo forga de.
repeli-la muitas vezes, sera darem-se ao trabalho
de prova-la. Nao provoco aggressoes : mas tenho
o habito de nao contenlar-me com meias palavras
acerca de injusiicas que por ventura me fagam.
Ha quatorze annos jaz o Cear debaixo do
dominio conservador. 'ocarei ligeiramente nes-
te ponto que nao me diz respeto particularmen-
te. Na provincia nao fallar quem d cabal res-
posta. O que posso afflrmar que no quadro do
funecionalismo dos quatorze anoos (antes da ultima
reaegao) era difllcil saber a qual dos partidos per-
lencia o maior numero dos funccionarios. O syste-
ma das conccsses ao lado liberal vinha das admi-
nislragoes transadas conservadoras, e principal-
mente das ultimas. Pela minha parte conservei e
ampliei o systema de tolerancia seguido por meus
predecessores. Urna resenha incompleta que lenho
em meu poder mostra. bem quanto foi suave o
ostracismo dos quatorze annos. Pelo que toca es-
pecialmente minha adminislracao, bastara, para
nao alongar-me, trazer lembranga do lelor ben-
volo as palavras do proprio chefe dos liberaes, que.
vendo seu nome incluido cm segundo lugar o'uma
lista para senador, a par de dous conservadores,
agradeceu a fineza dos dous tercos (conservadores/
do corpo eleitoral, c na expresso de seu jubilo
declaren que brado o circulo de ferro que por algu-
mas vezes o afaslra das urnas. E nesla occasiao
releva ainda ponderar que esse individuo, parecen-
do esquecer semclhante manifest de sua gratidao.
foi o primeiro que apenas vio a situago mais bem
desenhada, levanlou o grito de guerra contra os
conservadores generosos.........
Depois da minha sabida da provincia passou-se
a ra-onra na quasi totalidade dos conservadores
que eierciam cargos pblicos sojeitos presiden-
cia. Os dados estatislicos podiam fcilmente com-
provar que o ostracismo de alguns dias, que o Sr.
Dr. Figueiredo quahfica de me.ia duzia (\) de de-
missdes, fui peior para os conservadores do que o
ostracismo dos quatorze annos para os liberaes.
Est muito em moda faUar-se do tal ostracismo
de quatorze annos. Nao faltam individuos que se
apregem marlyrcs desse calamitoso periodo, tao
amaldigoado principalmente por alguns que duran-
te elle tiraram quinhes avanlado, e continuaran!
a tirar por conta da nova propaganda, a que adhe-
riram. Um bacharel de fresca data, nomeado para
certo emprego logo depois da formatura, decla-
rou-se pelo prelo urna das victimas dos quatorze
annos, contando o tempo em que MNM non
erat.
t Todos nos sabemos que a deputacao do Cea-
r foi para a cmara contra a vonlade do presi-
dente.
Esta proposicao pode ser tomada em doas ac-
cepges differentes. Si o Sr. Dr. Figueiredo qu-
zesse dizer que a minha vontade, embora contra-
ria, linha sido inactiva, eu deixaria de redamar
sobre isso. Faltavam-me razoes para morrer de
amores pelos actuaos deputados do Cear, embora
eu tivesse a respeto de alguns empenhos e solio-
lages que conservo para rectificar opportunamen-
te algum descuido... Quasi lodos esses candida-
tos moravam fra da capital, e s com algons eu
entrelinha poucas rclares, e eram essas de mera
cortezia. Nao me refiro ao Sr. Dr. Liberato que
fez-me o favor de procarar-mc com alguraa fre-
quencia at retirar-se para Pernambuco antes da
eleicao.
.as circumslancias expostas eu nao podia ter a
vontade condemnavel de ver os actuaes deputados
excluirem totalmente oulras pessoas de provado
mrito, e algumas a quem eu votava urna amisade
tradicional.
Mas o que verdade que eu nao qoiz fazer ac-
tuar minha vontade sobre a eleicao. Manlive a
mais perfeita oeutralidade. Nem o menos apro-
veitei-me do offerecimente expresso e espontaneo
queme foi dirigido por parte de influencias que dis-
punham de votos em dous districtos eleitorac=.
Tive tambem de recasar proposigo idntica do
chefe do partido liberal, o Sr. padre Pompeo.
Levei os meus escrpulos ao ponto de evitar a
coaegao cmara ria que eu poda em pregar para
que os directores dos dous partidos dividissera en-
tre si a eleigo de eleitores e depulados, come a
principio querlam, chegando a entrar n'um conve-
nio que nao foi ultimado por cansa de nma diver-
gencia superveniente. Achei que a liberdade da
eleigo (Icaria desvirtuada por essa coacgSo moral,
que entretanto podia ser-rae pessoalmente vanta-
josa, porque me pooparia o grande trabalho quo
tive para manler a paz, e me dara a honra e opro-
k


Ha rio e rer**mhuea Sabbado 4 4e 4nnho de ISm*.
yeito do fic.ir bem COffl s partiJoa n'unu guaira
de tanta agia$opra lodo o imperio.
Lembrei-me porra que urna especie de impos-
w| de minha parte, para elfeituar-se o convenio,
iiodu trazer inconvenientes facis de prever.
Era exccssivo o numero dos candidatos. Alguns
delles ou qualquer influencia local podiam reagir
contra o convenio. Desde que eu houvesse usado
da coacco, anda que ella toase mullo paternal,
ver-me-bia sein duvida obrigado a garantir e sus-
tentai esse convenio. Dah provavelmente a ne-
ecssidade da ntervcnco mais ou menos directa na
eleicao primaria e secundaria. E no m de contas
PS pretndeme* infeliies, embora nao tivessem sido
preie.'ldos petos directorios das respectivas parcia-
lidades, Jevantariam reclamacdes contra o gover-
*io, qua'si seare culpado pelo que fez e pelo que
dexou de fazer. Cumpre dizer que quando aven-
tou-se a idea do conven'0- eu declarei immediata-
meato que o cstimava inuu? como 8aranlia de PaI>
tanto assira que para mostrar desinleresse neste
ponto eu abslinha-me de interfeiir a escolha de
nomes, a qual sera obra exclusiva dos partidos,
cada um dos quaes vinha assim a dispor de quatro
lugares, uisulicicntes para o numero dos aspiran-
tes dignos de contemplaco.
Creio que a minha abstengo no pleito eleitoral
cas* julgado para os homens justos. Basta sa-
ber-s que nao foram eleitos os Srs. Bandeira e Fi-
gueira de Mello. O que resta indagar si proce-
d bem ou mal. A minha consciencia me dizquo
tive o procedimento dictado pela minha posi<;ao, e
nao me affastei das recommendaces ofBciaes do
governo. Nem devia porem contar com os agra-
deeimentos dos vencidos, porque estes provavel-
mente, como de costume om casos taes, dariam
explicagao de sua derrota minha custa, ora lao
jpouco esperar os amcns dos vencedores, que por
espirito <<* partido, interesse o vangloria, haviam
de querer inculcar, como de factu inculcaram, que
ao seu triumplio se oppoz minha tontade, como si
nao fosse al ridiculo alTirniar que as circumstan-
cias ein que se achava o Cear, e com os recursos
de que eu dispuola, podesse alguem. sabir eleito
deputado apezar da hostilidade do governo. A ex-
cluso dos chefes conservadores e do chefe liberal,
substituidos as urnas por correligionarios de se-
gunda plaina, prova quanto podiam valer as in-
fluencias partidarias contra a afluencia do gover-
no, si este em vez de guardar, como guardou neu-
tradade na lula eleitoral, se decidiste por qual-
qoer dos lados.
Si eu nem ao menos devia contar com justica
plena, porque muitas vetes neste paiz o incentivo
ao recto proceder ncm ao menos vem de quem
est na obrigafo mui rigorosa de acorocoar as ac-
cSea boas, cm vez de olvida-las por considerares
transitorias, extinguindo o senlimento de verda-
deiro patriotismo, e gerando um desengao bem
fatal, que serve de estimulo a certas aventuras po
Juicas, e traz o escarment para os homens
bem intencionados que anda tem a smplicdade
de querer pospa-los ao bem publico 6 corto toda-
va que eu eslava longe de acrediiar que a ininha
neutralidad!' na etoicao, e o facto de ser esta a
mais Hvt e pacilica do Ccara, onde sederam sein-
pre tantas seenas de horror em qnadm semelhan-
fes. bajan motivos para Unto esse emperramento
em a negar com vagas declamares a pequea glo-j
ra que me coube no resultado da lula eleitoral, i
que fu mais renbida lalvez no Cear, onde os par-
dos punham em jago todos os seus recursos con- j
and.i na imparcialidade do governo.
E os vencedores sao os que mais fallam Per-;
do-Ibes iste de todo o coracao ; e si acaso errei
om nao arrancar as armas dos que |iodiam empre-
sa-las contra mim, e em vio ir depostalas as
roaos daqaeiles que com ellas podiam defender-
me, nem por isso tenho remoraos, nem nutro a
ambicio d ver-uie algnm da em crcnmsiancias
de aproveitar a hco edificante que cortos homens
Mbem dar da grtido, generosidade |e tolerancia
poltica.
Ao menos me sirva de descont ao grande pee-
cado de minha neutralidade um dos motivos louva-
veis que tive para adopta-la, acreditando pamente
que a liberdade eleitoral, garantida pela abstengo
da autoridade, era um pensamento do alto...
Nao satNfeito de descolirr a minha m vontade
aos candidatos liberaos, o Sr. Dr. Figueiredo foi
encontra-la-tambern nos meus delegados militares.
.lntes da eleicao. e como garanta de ordem, no-
meei quairo delegados e dous subdelegados mili-
tares. Aproveitei os que podia distrahir do servico
da ruarnicao. sendo o numero delles pequeo, o nao
permittiado por isso mui apurada escolha. Dos no-
meados eram dous conservadores, homens modera-
dos a cap.izes ; dona liberaos, e dous que nao mos-
travam tendencias polticas. Bu conlhva que a
vista do miniiis recoraraendagoei benefleas, tanto
olliciaes como verbaes, todos elles saberiam cum-
prir os seus deveres. Contra um delegado militar
e contra dons.commandantes de destacamentos que
nao serviam de agentes de polica, sendo um delles
pertencente ao partido liberal, appareceram por par-
te deste reclamacoes improcedentes que licaram
destruidas luz da imprensa. Os conservadores
por seu turno queixaram-se e com muita razo
contra o procedimento de dous delegados militares,
alias muito elogiados pelos liberaes. Das outros
oflici.ies cima indicados, e de alguns que ja se
achavam destacados antes da dissolucao sem exer-
eerem cargos peUeiaes, nao ouvi ao menos um
queixume Proced, com riimpria a_respeito dos
dous qne nao corresponderam confianca do go-
verno. Inde ira''...
O Sr. Dr. Figueiredo. que nao filho da provin-
cia di Cear, e nella nao reside nem presteu ser-
vicos, ha de ter a franqueza de confessar no seio
da' intimidado que o xito de sua candidatura (pou-
co aceita) seria mais que duvidoso, se eu a ella me
oppotesee. Deve S. S. saber que foi um candidato
1> oceasiio, admiliido por influencia do seu sogro,
o Sr. senador Paula Pessoa, que j tinha apresen-
tado, pelo mesmo distrcto, outro genro, o Sr. Dr.
Antonio Jiaquim Itodrignes, que est na cmara.
Vnda as.-jm. essa apresentaco se decidi depois
qne eu declarei ao Sr. padre Pompcu (prente do
Sr. Paula Pessoa) que dispensava o lugar que elle
o padre me olterecia por parle dos liberaes
para um candidato no 2- distrcto, por onde (not-
se anda) eu nao havia aceitado um lugar offereci-
do pelas influencias conservadoras, c deixei de ba-
fejar, como era mui fcil, um liberal provecto e
mui distincto, o Sr. Dr. Jos Lourenco de Castro e
Silva, met amigo, residente na provincia, dondo
iilho, e onde tem prestado servicos relevantes. Esse
Ilustre cidadao, cujo desoteresse e iealdade tive
de apreciar, era at solicitado, por urna influencia
local muito importante, para apresentar-se candi-
dato. Desde que en o animasse e ajudasse honesta-
mente, sua victoria seria incontestavel. Estoa certo
(iue os directores liberaes nao se opporiam a isso,
porque, alm de outras razoes, estao acostumados
a rrspeitar essa pessoa a quem alindo.
V o Sr. Dr. Figueiredo que em ver de apregoar
minha m vontade. devia ser-mo at agradecido,
pois que com a minha abstencao deixei-lhe o cam-
po livre. ,
S. S. tamhem nao tem razao alguma para estar
prevenido contra os meus delegados militares, tan-
to mais quanto dos nomeados para o districto
(por onde sahio eleito S. S.) foi o major Rocha, sub-
delegado de polica da freguezia de Sant Auna, o
nico contra quem a imprensa liberal se declarou,
mas sem fundamento algnm ; elogiandj entretanto
o delegado militar do Ipd (2" distrcto) contra quem
pronunciaram-se os conservadores.
Devo neste momento confessar urna verdade, e
cjue pode ser manifestada por quem j nao tem
obrigacao de guardar certas reservas. Houve al-
guns abusos durante a oleicao : nem eu poda pre-
vi-los em urna provincia to extensa e populosa,
nem obstar aos actos de alguns agentes inflis. J
muitofiz evitndoos em maior escala. Mas forca
dizer que esses abusos foram pralcados pelos libe-
raes. A este respeito possuo documentos preciosos,
0 entre elles um escripto particular de certo juz,
que declarava ter ser pao nem pedra expellido da
iqrtja os conservadores.
Vencedores e vencidos devera queixar-sc de si, e
nao de mim, cuja culpa s poderia consistir em ter
no estado das cousas feito urna excepfao majpima
de queo governo deve sempre melter-se em elei
-ci para hostilisar um lado e proteger o outro de-
cididamente, sobpena.de nao ficar bem com ambos.
O partido conservador lutava com algumas con-
dices desfavoraveis. A ausencia, enfermidade e
morte do seu chefe, o senador Miguel Fernandes
Viera haviam delxado esse partido sem dirrecao
bastante prestigiosa : as rivalidades c imprudon-
s'ias domesticas, principalmente em assumplos elei-
toraes, crearam embarazos na elei^o de deputa-
dos comojlinham produzido na de senador, en-
trando na lista trplice o chefe do* liberaes, favo-
recido pela generosidade dos adversarios o pela
tolerancia do governo. O pomro acert na oirecrao
poltica comprova se ainda pelo facto de nao ter
sabio eleito deputado nenhum dos memtiros mais'
nroeminentes do partido. Entretanto tres conser-
vadores pelo 2- distrcto obtiveram os suffragios
eitoraes e foram com diploma cmara dos de-
notade*, que resol ven exclni-los. No 1 distrcto
1 isarain de vencer os conservadores, porque, ape-
vir decontarem com um triumpho certo, deliliera-
ram p..ra evitar lulas, dividir o numero de edito-
res com seus adversarios, como aconleceu na ca-
pital, e as (Utfochis de Mara PWM "' lliach*
do Sangue, para onde nomandet um soldado, nem
exonerei ou nomeei um supplente sequer de sub-
delegado. Convm noar que os liberaes recusaran!
a partilba era qualquer das parocbas onde conu-
vam sabir victoriosos.
No tercero districlo houve duplcala. Urna parte
dos liberaos colligou-se com os conservadores e deu
vicioriA ao Dr. Bernardo Duarte Brando, com ex-
cluso do Dr. Pompeu, chefe dos liberaes. O se-
gundo lugar de deputado foi pleiteado pelos Srs.
Dr. Raymundo de Araujo Lima, conservador, e
Ratisbona, liberal. A cmara prefeno este, como
era natural, approvando a duplcala liberal de al-
guns collegios.
Ao passo que os conservadores tinham contra si
as condifdes desvantajosos que notei, os directores
liberaes prevaleciam-sc da forca moral que Ibes
dava a siluacao poltica do imperio ; e apoiando a
adininislracao geral, e tambem a provincial, ale a
poca da eleicao, tiravam assim as vantagens estra-
tgicas da cooflanca que inspira aos homens do
interior o facto de nao ser o governo infenso a urna
das parcialidades que disputara eleicoes. Alm dis-
to ninguem ignora como certos homens sabein os-
tentar ura certo desembarazo de solicitacjdcs e de
dama^oes, alm de outros meios, que muitas vezes
asseguram o triumpho ao menor numero, afuyen-
tando contendores que nao teem a mesma impavi-
dez, nem os recursos que sabem arrastar os nex-
i pertos.
Explicando o resultado da eleicao, reflro-me aos
directores della, e aas seus adeptos, cujo procedi-
mento mereca a applicafao do julio que expend. Do
partido liberal do Cear, com excepcao de alguns
de seus membros, nao posso dizer mal, e antes con-
fesso, anda esla vez, que elle guardou-me sempre
toda deferencia, e auxiliou-me efflcazmente duran-
rante a crise epidmica. Si para o pronuncia-
ment das urnas seguioasinspiracoesde seus che-
' fes, nao leve que contrariar a mais (igeira manifes-
| tcito de minha parle.
Pela leitura da discusso as duas cmaras te-
nho visto que alguns citam a conservacao dos pre-
sidentes da Parahyba c Cear como urna prova da
moderaco e tolerancia do gabinete de 3U de maio.
Por isso" compulam em 13 para aquellas duas pro-
vincias os annos de ostracismo que foram apenas
1 i para as outras.
Considerme obrgado a dizer algumas palavras
acerca deste assumpto.
Poneos dias depois de haver en tomado conta
da administraco, foi substituido o gabinete de 2
do marco por outro de que fizeram parte os senho-
res Zacharias, Jos Bonifacio, Dias de Carvalho e
S e Albuquerqne. Entend que devia solicitar a
minha demisso, e neste sentido assignei para o
Sr. presidente do conselho um ofUcio e carta que
ainda conservo em meu poder. Appello para o tes-
temunho do actual presidente da Parahyba, o Sr.
Dr. Sinval, que era enlo meu secretario. A feeao
do novo gabinete fez-me receiar o que posterior-
mente observou-se. O alvoroco com que esse
ministerio foi saudado, dava o symptoma das fu-
turas exigencias dos homens da actual siluai;o.
Antes de passar o vapor do norte, que devia con-
duzir o iiieu pedido motivado de exoneracao. che-
gou o do sul com a noticia de haver durado s tres
dias o gabinete Zacharias, sendo substituido pelo
de 'AO de maio, que obteve o apoio dos dous parti-
dos na cmara. A esse tempo recebi de S. Exc. o
Sr. marquez de Caxias, ex-presidente do ministerio ,
que me nomeara, urna carta na qual S. Exc. com
a .-ua |ialavraautorisada e sincera dava a senha
mais signiicativade apoio ao gabinete do Sr. mar-
quez de Olinda. Escuso repetir o contedo dessa
carta,em ludo idntica que oSr. senador Penna
recebera na presidencia de Matto-Grosso, e que .
leu no senado, fazendo publica-la no jornal que
imprime os debates daquella cmara. Alentavam-
me ainda a bnevolencia do Sr. marquez de Olin-
da, que ontr'ora referendara a carta imperial de
minha noraeaco para secretario de Pernambuco, e
as expressoes do Sr. marquez de Abrantes quando
me desped de S. Esc. na corte em minha viagem
para o Cear. O gabinete de 30 do maio, dndo-
me sempre toda considerago e forja moral as
circum.-tancias mais graves, sem deixar de appro-
var um s de meus actos (tive igual fortuna na
presidencia do Rio Grande do Norte), deixou-mo
sempre governar com toda a possivel liberdade.
Escrevendo numaoccasio ao Sr. ministro do im-
perio, e tambem ao dajustica, o Sr. Cansanso do
Sinimbii, em resposla a ui juizo mui lisonjeiro
com que me honrou S. Exc, tive a franquea de
declarar as razos porque continuava a servir, e
como a principal aileguei a conviecio em q.ie me
achava do ser a mais favoravel ao bem publico a
atlitude do gabinete com reanlo ao Cear.
O que fli na juella provincia devo smeute aos
impulsos de ininha consciencia, sein a tutela dos ;
partidos, nem imposicoes do governo, que cu nao
aceitara desde que as reputasse contrarias ao meu
pundonor e ao bemjpublico. Nao recebi favores pes-
soaes ; mas como administrador sou contentavel
com a ju-tica que me fazem nesta qualidade, e at
tenho a extrema faclldade de mostrarme agra-
decido s por isso.
A minha correspondencia confidencial, que eu
estimara ver publicada, moslra evidentemente que
eu nao propuz nem acetei compromissos acerca de
poltica. E se bem que conhecesse as tendencias da
poca, nao resignei o meu posto ; sendo porm
ceno que mais de urna vez declarei espontaneamen-
la ao Sr. marquez de Olinda, que apezar das pro-'
vas de conlianga do gabinete, eu deixara a pre-;
sidenca lojto que o meu procedimento se julgasse
contrariar de qualquer modo a marcha do govor- \
no. Por um excesso de escrpulo me expressava
assim, com quanto nunca entendosseque um presi- [
denle fica imposibilitado de governar, desde que,
embira convencido da boa direccao dos negocios
na provincia, sem o menor embarazo por parte j
do governo central, nem offensa do timbre pes-1
soal bem entendido, nao tenha com este a mesma
homogencidade de opinies, com referencia a cor-
tos factos estranhosao interesse provincial. O admi-
nistrador s tem quo ver com aquillo que se acna
sob sua immediata resiwnsabildade. Assim enten-
deram sempre funecionaros liberaes, que serviram
com ministerios conservadores, sem o sacrificio de
seus principios polticos. A confianca ou descon-
flanea administrativa nao consiste na camarada^em
ou desaifeico individual. O que mais vale sao as
consideracoes do uera publico. Deve-se ter era vis-
ta a aptidao do individuo e o modo porque elle ser-
ve o seu cargo, allendendo a cerias circunstancias
peculiares. Aparlo-me da opnoseguida pelos que
exageram muito o principio de confianca : e en-
tendo que a administraco nao coma de to
peuca monta que deva estar inleiramenle sujeita
aos vaivens das ondas polticas, e at ao capricho
de qualquer feliz aventnreiro que da noito para o
dia arvora-se em tuba da opno e procura mono-
polsa-la para derrotar por capricho ou interesse o
servidor leal e dedicada. Factos destes, que se re-
petem com frequencia, vo creando no espirito dos
homens experimentados e pouco vaidosos ura cer-
to horror presidencias, que assira se tornam es-
colas de mera aprendizagem, quebrando-se todos
os dias o nexo que deve ligar os actos das admi-
nistradles por bem das provincias, sujeitas s vi-
cisitudes de governos epheraeros, que nem tempo
teem de conhecer os homens e as cousas.
Nao fallo por interesse proprio, pois que nunca
fascinou-ine a vida errante e espinhosa de um
presidente de provincia. Os que do perto conhe-
cem minha ndole, sabem que para mira ura cargo
desses um onus mui pesado que nao d proveito.
Dcixando a digressoa que levou-meo curso das
ideas, continuare no ponto era que me achava :
a minha estada na presidencia durante o gabi-
nete Olinda.
Os Srs. conselheiro Penna, desembargador Ol-
veira Bello, Araujo Lima e outros cidadaos nota-
veis, continuaram a servir at que foram destitui-
dos, depois da dissoluco. Nao se julgou um dcta-
me de boa poltica o iiedidode exoneracao por par-
te dos conservadores, que continuarara a exercer
alguns empregos de confianza.
Quanti a mim, nenhuma palavra aulorisada con-
trariou a resolacao que tomei de continuar a servir
o meu paiz al a aseencao do ministerio de 19 de
Janeiro que veio definir melhor a stuaco. Tanto
contava com a minha incompatibilidade, que nao
escrevi particularmente a nenhum dos ministros
aotuaes. A exoneracao nao sorprendeu-me, nem
poda mortificarnie ; e no momento de recebe-la
eslava promplo eem da para passar, como pa*se
na mesmaibora, o governo da provincia ao 4o vice-
presidente (conservador; jiorque os primeiros es-
tavam fra da capital, assim como os dous que o
ministerio acabava de nomear. A incongruencia
decahircm as redeas da administraco em raaos de
adversario desagradou muito os aciuaes dominado-
res da sifaacao, que preferam vr-mo continuar
por alguns dias (embora fosso partidario) at a
bagada do vice-presdenle do peito. Desde aquello
momento comi-carain fazer-iue juslica, que ha de
ser mais completa no futuro.
Felizmente sahi da provincia cm santa paz : o
que j nao potice nesta quadra, em que enfoge-
les e pasquins, alm de outros acintes, esto em
moda como demonstrado pouco hospitaleira e ge-
nerosa ao alto funccionario que se retira desarma-
do. Na Parahyba doi parabns minha sorte por
ter escapado ao ultimo pstarddo com que as pi-
cas venigino.-as cabe ao ex-delegado de S. M. o na proviocia, fleando na direccao da foifat "">* en-
Imperador, tal voz eomo um ensaio do apregoado tidade que nao podia esperar contestadlo.
i consorcio a& liberdade como principie da autoridade. \ Esquecia-me tratar de um peridico intitulado
A' consolaco que tive pea minlutylespedida pa- Liberdaat. S para nao omittir circunstancia al'
clflca, a que assistram pessoas de ambos os credos guraa acerca da imprensa ceireoso, venco a re-
polticos do Cear, accresceu-rae urna compensa-; pugnancia de fallar no Sr. padre Verdeia, cujo no-
cao valiosa com o facto haver declarado o Sr. Jos me e tao condecido que dispensa commentarios.
Bonifacio que o governo me allvira do onus do Essa folha, que louvava alguns acios de miaba ad-
poder por suppor-me evidentemente infenso sita-! mlnistracao, e que pouco antes declarara que a mi-
rao, e tambem porque S. Exc. e seus collegas conducta como komem ira moejavel. rompeu
rcSpeitavam meu carcter individual, de que se, em taes excessos que at causa nojo recorda-los.
mostram zeladores generosos, quando eu nao me \ Muitos ffaractores recoahecidaineiite honestos fo-
apercebia de que eslava com o meu pundonor rara atados ao pelonrinho da diffamacao, c um del-
prova. Ss. Excs. salvaram-me, conciliando as con- les, apexar de sua extrema tolerancia, levou ca-
| veniencias da occasio com a minha dignidade pes- deia por crme de injurias o padre Verdeia, que
soal. C do meu retiro tributo-Ibes o meu profun- ora seguida sofreu outro processo por Crme do
do agradecimento pelas suas intenedes benvolas.' morte. (Esse padre, especie de Oial. era tambem
Como j disse, fui conservado pelo gabinete de correspondente da Actaalidadt da corto, o por con-
30 de maio, sem compromisso, nem solicitacao al- seguiote um dos orgos da opinido.)
guma. A marcha por mim seguida sem islruc- Trago estes factos para notar a injusiiga com que
coes at a dissolucao foi implcitamente approvada se quiz fazer delles um thema de aecusaco pre-
pelo fado da minha conservacao quando eram des- sidencia, e para indicar a filiagao que teem esses
tmidos o removidos tantos presidentes. Mas de- | desmandos da imprensa com os successos que de-
1 pois da d'ssolucao eu nao variei de systema de go- fiuiam a stuagao.
verno, nem recebi mposicjlo do gabinete, que at A poltica pessoal custa mullo caro a este mala-
ao fim nao quiz relirar-me sua confianca sendo venturado paiz!... A provincia do Cear era lal-
que pela generalidade das declararles dos relato- vez a nica que pareca ter escapado ao revira-
i nos apresentados pelos ministros do imperio e jus- mcnlo geral. Sua industria cresci a olhos vistos,
tic.a estou comprehendido no numero dos presiden- \ e duas exposices a que assisl davam testemunho
: tes que cumpriram seus deveres. | disso. As rendas augmentavam de um modo con-
Se houve akusos eerla ordem na ultima elei-
cao, o governo cumprio odever mui rigoroso de
pssynicar e reprimir, aulhanio as .*nse?uen
cas pernwiosas que podiam ter. Mas torea wn-
fessar qae sU ponto o escrpulo em evitar
SO barris azeite; a Luiz Jes* da Costa Amorim.
20 pipas e meias ditas vnho; a Palmeira \-
Beltrjlo.
ti ditas c 2ti barris vnho, iS ditos azeite, if
preciplucao e injustifa, nao foi menor do oue o ?'*?' r2p' ^ dUas cra em velas a rt>^ le
^PMlw^enpregnr alga., medidas deW ^S*?* J:......
, ridade que servissem da exempteo escarmeniT"" ...* ^xas ervilha< 2 ditas sardinhas
Antes da eleicao se reconhecia geralmente a a%A1oino Fon|fa iani0T-
tendencia dos espiritos para a moderaco o lele 4 r pipas e S5 [arriJ VIDho > Cu oh a
i rancla. A exageraco dos iiartidos jornra-se ape-'
as urna Iradicao !.'?!!,nente j>em triste. Os ad-' yv1farr!*.toucinho:
versarios polticos tratavam-se com tima polidez e
deferencia que quasi confundiara-sc com a cordia-'
lidade mais pronunciada. Se un ou outro espiri-
to mais vertiginoso alimentava aspiracoes menos
razoavei?, via-se furcado a reprim-las dianto do
um pronnnciamento geral.
a Thomaz
Irmos
a Jos Marcelino da Rosa".
!l?i!iD,,0.i ao Pad-e Jos A. dos Sanias Lessa.
em velas; a Thomaz Fernandes
*i caxas cra
da Cunda.
daMv?"05 fare"0i V'UVa Je Manoel encalves
ifftlf 8'4S; M,*ue' *1im da Costa.
Da flanea desta verdade a benevolencia que me-' ,!mm ., 5"e!as e 9 (luar,os P**1*. *
red das pessas sensatas de arabas as parcial.da- ?Zf rT f dt t0ma,csi 10 dilas eitoas.
des^polticas. t-nmama o surroes coniinhos a Custodio Jos Alves Guima-
E' certo que os sentimentos calmos e benficos "S >__. i i t i~. ..
a que tenho alludido, soffreram mod.licacao profun- (, 221 ia ??*'* *\/2.d,,0l "ei,e' l ,0
da era consequencia da ultima eleicao. S Nutro po- 5?.^** { d,tos ft ditos choor.cas, 30
rm a mais firme convieco de que um governo P ,a!-a\n*\> l0 s?c,"* -'rello oO ca.xas cebo-
justo, prudente e creador pode afinal, sem grande ffiJSl'EiKL* gedo; a Manoel l?a:kao de
cusi, restabelecer as condices favoravcis qne no- ra a piX" '
chouricas, I
geropiga, 2o
Molla.
odiosa, conservando em diias provincias admiis-1 urgiam as cmprezas,e alm do encanamento das
tradores infensos sitaago hypothese esta inad- aguas e illuminaco a gaz, projectavam-sc outras.
missivel para aquelles que sempre apoiaram esse Os partidos mostravam a feeao mais pacifica, e
gabinefo sem restriegesj e que, ao menos ostensi- seus chefes manfestavam disposigocs rasoaveis,
vamente, como cavallelros Icaes, nao fizeram op- fallanao muito
no esquecimemo dos odios passa-
portunamente questao do martijno em que se dos. Adversarlos polticos tratavam-se com a maior
achavam os cbrreUgionarios de duas provincias; urbanidade. Algum espirito mais exigente ouver-
parecendo assim que os moralistas do hoje esta- tiginoso recuava ante a disposico geral dos ani-
vara enlo contentes porque tinham seguro o
nho de sua causa pessoal, e nao haviam de provo-
car crises perigosas por amor dos outros.
Vejamis agora omi a i npre.ua di Ciar ma
nifestou-se meu respeito.
O Pedro II, jornal conservador, de propredadi
posicao
mos, e o proposito lirme do governo cm ser justo
c tolerante. O mrito era considerado e aprovei-
i tado sem distinecao de cor poltica. Ninguem po-
dia ter a prelenco de ver, em seu proveito ou por
.-eu capricho, privado das funecoes publicas o em-
pregado honrado e zeloso. Ja estava arrefecda
da familia Viera, teceu-me elogios no cometo de urna certa ganancia que se notava pelos dinheiros
minha administrago, e era ento redigido por um pblicos. Tenho consciencia de que procure ac-
membro dessa familia, o qual, nao obstante exer- bar com o patronato, e com o systema das transac-
cer um cargo de confianca, e apezar de nao Ihe coes em desproveito publico,
fajtarem admoestacoes amgaveis e opportunas, A dissolucao e os factos que se Ihe seguiram fo-
nao duvidou, por motivos j devidamente aprecia- rain transtornando a face da provincia, e Dos
dos, dirigir censuras mui acres e injustas ao go- permita quo a inverso nao seja total / o5 espri-
verno por causa das providencias relativas ao cho- tos agilaram-se de urna maneira descommunal;
lera, n'uma quadra em que a publica administra- referveram as ambices ; acendoram-se amigos
o, lutando com serios embaracos, careca de toda odios ; os proprios correligionarios e amigos divi-
iirca moral, principalmente por parle dos agentes diram-se; a imprensa tornou-se descomedida ; os
que eram de sua confianza immediata, e quem melhoramentos pblicos serviram de machina de
elle prestava a devida considerago. Demttido
esse empregado, instituido na sua repartieo um
exame que justiflcou o acto do governo, e rescindi-
do legalmente o contracto que tinha o Pedro II para
publicar os actos ofliciaes, rompeu esse jornal em
rancorosa hostilidade. A respectiva redaccao foi
solemnemente contrariada pelas manifestaces do
governo imperial, de cmaras municpaes, "da de-
guerra ; funecionaros exautorados por factos abu-
sivos foram reintegrados nos mesmos cargos que
exerceram;o funcionalismo solTreu mutaco qua-
si completa; servidores amigse dedicados viram-
se condemnados proscripQao c privados dos
ineios de subsistencia. E ludo isto, meu Deus I
lelo simples interesse de conseguir-se a derrota de
uns c a elevarn de outros. alguns dos quaes, nos
putaco conservadora do Cear em publico mani- bellos sonhos de sua vida, talvez nunca nutrissem
festo, das folhas da provincia, e analmente dos ho-
mens sensatos de ambos os partidos. O Pedro II
emmudeceu a meu respeito, c antes da eleicao dis-
se-me cousas lisongeiras. Depois della, o desgosto
do respectivo proprietario, infeliz no pleito eleito-
ral, deu origem pequennas aggressoes que ees-
saram depois.
a mais fugitiva esperanca de serum os vulios de
una situaciio qualquer.
J que falle nos partidos, nao quero deixar de
trazer um facto que concorre tambem para provar
que as parcialidades polticas nao tiveram nunca
serios motivos para gueiiear-ine. A assembla
que funecionou nos dous auuos do minha adini-
A Constitualo, folha conservadora, creada de- nistrago era conservadora e contava em seu seo
pois da eleicao, e dirigida por um candidato
quera as unas nao fe rain propicias, abonou actos
de minha administraco, e estando eu j ausente,
fez meneo honrosa de meu nome como adminis-
trador econmico e um dos que mais cuidaram de
obras publicas.
O Jornal do Cariry, peridico tambem conserva-
alguns membros da familia Viera o muitos depu-
tados que com ella se achavam na maior inlimida-
il.>, eon*tiuindo urna grande maioria. Com a de-
misso do inspector da thesouraria provincial, e
com a resrisao do contracto de Pedro II, alm do
outros motivos, dizia-sc que aquella corporacao
me seria manfestameuto hostil. Entretanto lin-
dor, ahundou em manifestaces da maior benevo- dou-se a legislatura sem que se levantasse urna
lencia. j voz de opposico, era mesmo daquellesjcujas vis-
Mencionando, as folhos d; um partido, nao es- tas c interesseeram por mim contrariados. Tiv'e
quecerei um peridico ephemero, redigido por sem.irc as leis annuas, e medidas de confianca,
pessoa que suppoz-se contrariada por mim em cer- sendo que algumas deslas nem foram por mim in-
ta preteueao licita, mas que depois, na assembla dicadas. E entretanto conserve-me sempre no
provincial, nao proferio urna s palavra hostil, c meu posto de expectativa, dcixando at de fazer
antes concorreu para medidas de conlianca ao go- esses obsequios e concesscs que sao mui com-
verno por parte daquella corporacao. muns, e alguns dos quaes, apesar de innocentes,
Tocarei agora as folhas liberaes. podein ser olhados como transacc/ies.
A Gazeta Oficial, proprieJade de um liberal an- Em circumsiancias mais favoraveis que
ligo, e que pissou a ser escripia no sentido liberal
depois de minha sahida da provincia, eontmuou
ain la assim a exprimir-se a meu respeito nos ter-
iiios mais lisongeiros.
O Sol, redigido porum liberal provecto, que ha-
via hoslilisado tenazmente a administraco do Sr.
Silveira de Souza e oulras no Cear, e'que nunca
as ini-
nha-. o Sr. Silveira de Souza terminou a sua ad-
ministraco ho^tilisalopor amigos, e pela maioria
compacta* que oapoira na assembla.
Digo isto para mostrar qae si houvesse motivos
serifji para histilidade, ella no^ deixaria de appa-
recer no seio de urna corporacao que contava tan-
tos homens independentcs, qu nao tinham obriga-
(el.
Neste Intento era um dos meas constantes esfor-
cos dar o maior Impulso possivej aos melhoramen-
tos da provincia. .
Euconlrei exdausto o cofre provincial, que ape-'
as encerrava a quanta de 11:000 rs. em dindei-
ro. Acdava-se cm atrazo o pagamento de ordena-
dos. Cora excepcao do cano do etgoto e calcaraen-
to, tinliam parausado as obras publicas.
Felizmente, ao deixar a administraco, licava no
cafre da tdesouraria um saldo de a9:6i9f35( em
dindero, alm das leltras; e entretanto os melno-
ramentos materiaes tiveram o progresso que deixo
relatado, e que aqui nunca foi vislo. As causas
que para isso concorrerao, nao poderam escapar
perspicacia de V. Exc
Convm porm que nao se emprebendam outras
obras no corrente exercicio, alm das que esto
planejadas, e de alguns reparos, melhoramentos e
conservacao das obras existentes. Acredito que
para o anuo se poder cuidar da conclus de al-
guns melhoramentos do interior, preferindo-os os'
mais urgentes, e sobre tudo evitando-se a parali-
saco das obras que corram perigo de ruma. N
nao licarem terminadas ou ao menos cm bom es-
tado de resistir ao invern.
dita doce, 5 barris azeifu, l dito
I dito queijos, 1 dito ervilhas, 1 dito
ancoretas azeilonas: a Andrade &
Srs. redactores.Quciram declarar se foi man-
dado publicar por mira o apedido que hoje foi
transcripto no seu Diario, com o tituloPara jus-
ta apreciarao do Carpo do rommercio.
Recite, 3 de jando de l8Gi.
Joaqulm Silcerio de Souza.
OSr. Jiaipim Silveno de Souza, nao leva parte
2 caixas vnho, 88 pedras de lagedo, 22 fachas
de pedras; a Luiz de Obvera Lima Jnior.
30 barris vi nho, 8 pipas vinagre, 60 ancoretas
azi-lionas ; a Joo Macedo do Amaral.
i volumes drogas e medicamentos; a Joo da
Silva Paria.
15 barris carne ensacada ; a Luiz Pereira Lima
."> volumes drogas a Caors & Barbota.
4 ditos ditas; a Joaquim Maitwiho da Cruz Cor-
rea.
o ditos ditas; a Ignacio Jos do Couto.
13 ditos ditas; a ordem.
3 ditos dilas e vidros; a J. de C. Bravo & C.
20 barris chouricas, 13 eaisas ligos; a Manoel
C llamos e Silva & Genros.
30 saceos semeas; a Luiz Amonio deSequeira.
10 barris vnho; a Joo Licio Marques.
u caixas ervlhas, 2 ditas Cavas, I dita o 7 bar-
ris carne ensacada; a Marques Barros ic C.
Barca ingleza Isighton, entrada de Ballmore.
consignada a Pbipps Brothers ti C, manifestou o
seguate:
2,'wO barricas o 150 mcas dilas farnha de tri-
go, 300 barris braba de |iorco; aos mesmos.
Patacho nacional Palma, entrado de New-York.
, consignado a Henry Forsler A; C., manilestou o
seguate:
1,439 barricas farinha de trigo, [00 meias ditas
dem, 2,000 resmas de papel de embrulho, I por-
c.o de madeira, ani lavatorio, I meza pequea, i
baca o jarros, e I bomba; aos mesmos.
2 barris pregos; a Itamond c\ .
Brigoe nacional Liberal, entrado de Rueos Av-
alguma na piiblicaco qae menciona, mas ella, \ res. consignado a Antonio Luiz de Oiiveira Azevedo
como tudo que publicamos, est revestida da res-1 p-j maBlfestoa o seguate
ponsabilidade legal.
Os redactores.
P'OBLISialS A PEDIDO.
recebeu de mira favores, foi constante era abonar- alo de serme gratos, e cujo amor proprio poderia
me ainda depois de haver eu entregue as redeas do enxcrgar motivos para susceptibilidades que s ve-
governo zes se movem por causas peqoeninas.
O Artista, propriedade do padre Verdexa, e ns- Estou bem certo de que no fim do toda esta mi-
pirado pelo padre Pompen, desappareceu da are- nha justificaco, os verdadeiros patriotas, esses qae
na sem maldizer-me, e antes louvando a presiden- cuidam principalmente de si, tomando por pretex-
cia muitas vezes lo a patria e a liberdade,o de rir-se pela mi-
O Araripe e o Aracatg nao me censuraram, sen- nha falta de pratica ou pelo natural desaso com
do certo que o primero nemdisse nao poucas ve-
zes a administraco provincial.
O Cearense, orgp principal do partido, e dirigi-
do pelo Sr. padre Pompeu, foi umi das folhas que
maisdistingtiiram-s em deimnstrac-s amistosas.
At depois da eleicao primaria era eu um presi-
dente imparcial, Mostrado e talentoso. As corres-
pondencias do Mercantil, attribuidas penna do
mesmo paire, nao desdiziam dos seniimenlos ma-
que tenho andado na carreira publica sem o pro-
veito individual que podra tirar da lico de gran-
des mestres em poltica. Confesso quo sou ueste
ponto um desastrado; mas o peor de tudo que
nao so pode reformar a ndole.
Nao me rclullo contra a sem-ccremonia com que
me despediram depois de alguns annos de servicos
relevantes prestados com a maior dedteaeSo. BU
me resigno sorte de outros cidadaos de muito
nifestados pelo Cearense. Ainda passada a eleicao mais valia, e alguns at qae pertencem oa porten
primaria o'directorio liberal foi agradecerme a ceram sitnacao... Nao fcil medrar sem ter I
imparciahdade com que eu havia procedido. patronos que se encarreguem nao s de formar
Depois de urna conferencia que leve contigo ama opinido em favor do protegido, como de ampa-
em palacio as vesperas da eleiijo secundaria, o ra-lo a troco de urna cega e prestimosa devoco...
Sr. padre Pompeu flcou descontenie por Ihe haver Enlo sim : nao ha culpas que se nao absolvam,
eu declarado que nao escreveria cm sou favor nem revezes que nao sejam seguidos de compensa-
para o tercero distrcto, nem nlervira pelos coes sobejas. Mas para isso condieao indispensa-
candidatos liberaes do segundo, como estava dis- vel que o pupillo seja dcil, evitando vellcidades
posto a nao interferir pro ou contra qualquer ou-. de independencia prematura. Mais tarde, quando
tro pretndeme. elle esteja em posigo de ter votado, p Je eolio
Jd-anlesconservava o Sr. Pompeu seus des-! fazer 'mpos.coes por sua vez, liben
gostos, meo latentes, por nao ter eu empregado
medidas exclusivas em prol dos liberaes. seguado
as exigencias da siluacao. O Ilustre chefe quera
fazer os oito deputados, como havia afflrmado a
corto persouagem ; mas sem gastar dinheiro, e sem
(OH outro trabalho que escrever carltnhas, devendo
porm o governo procurar com os recursos da au-
toridade garantir a liberdade. do voto cm favor dos! ^YlnTI^S^r ZJZZmL'm.
toral, so nao a querem contra si. | ^.J na'par da cons(.iencia... E ai dci|e) si
Se o Sr. padre Pompeu nao contasse tanto com nj0 ,iver fora moraj para evlar desidias, ou a
a sitnacao, como oao contava antes da dissolucao, ft.|jZ e5trp||a jde cerios |10mens que por mais que
no longo periodo em qae se coofessava meu amigo, facanli nao se _lslam nanca... o caso terem
e dizia a certa pessoa msuspeita que eu era um dos bom ens,,j0 e bom |)atrono... s vezes aproveitam
presidentes mais honestos que tinha tido o Ceara, e com a(|UI,|0 mesmo f|Ue devia nutilisa-los...
provavel que soflresse resignado as ultimas con- '<
trariedades de minba parte, como sollrra tantas
mente da tutela, julgar-se nocessario, regeitarUxro
res, e at com asperezas obler oulros, ou coagir o
bemfclor a novos beneficios. Nao tem isso o preco
em que se compulam a ingratido e os arrufes
nos nimos vulgares : ha smente assomos da dig-
nidade pessoal que se acaricia cora outras compla-
cencias...
Entre nos o presidente que nao fr disposto a fa-
V
1114 1 Villllll
pelo fttllecimento de D. 4-iii-j
Ihermina Rosa da Silva Ta-j
vares, consorte do i:\in.
Hv, eonselheiro Tibiireiol
Valeriano da silva Tavaresj
c Planta enim era Deo ani-
ma Mus : propter lioc prope-
rarit edurere Uluiii de medio
iiiiquititiim.
Sai-. 14.
Quando o anjo da morte paira sobre nos
as suas horriveis azas, forcoso segui-lo.
Para exbaunr a areia da anipulhela da vida,
o Creador nao consulta os homens. Desig-
na o ente ; e ei-lo derribado I E feliz d'aquel-
lo que pode no leito d'agonia exhalar o ulti-
mo suspiro, cercado de lodos os entes, que
Ihe sao charos e transpr os umbraes da
campa com a fronte adormecida no seio da
virlude !
Depois de longos c angustiados soffrimen-.
tos, e ausente de dous llhos, D. Gulhermina
Rosa da Silva Tavares, no dia 18 de maio,
deixon este mundo Ilusorio c desceu re-
go dos morios no meo de um orvalho de
lagrimas, entre os solucos da dr, que dila-
cerava o coracao de un idolatrado esposo e
dos otros seus filln; que vi rain desappare-
cer para sempre a sua querida esposa e ma.
Enxuguemos as lagrimas e abafemos no
peto a dr pungente que nos marlyrisa o
coracao, certos de quel). Guilhermin exis-
te aile o aspecto de Dos, do quem foi re-
ceber a cora de gloria que pelas suas vir-
tudes conquistau ueste mundo.
A nossa saudade immensa, mas a mor-
te passa entre nos e s nos separa na appa-
rencia para nos reunir na eternidade.
Curvemo-nos ante os insondaveis decretos
da Providencia e consolmonos com a lem-
branca de que a imagem do ente querido
sempre jaz gravada n'alma.
Io de junho de 1864.
C. /,.
0 perfume do hemispherio occidental
Extrahido da Gazeta Mensal das Modas.
Existe por certo urna qualidade altamente sani-
taria, suave e deleitavel na deliciosa fragrancia des-
ta agua popular que de tao grande ornamento ser-
ve ao loucador.
Ella como por encanto nos faz lembrar o dulcs-
simo incens florido do verao ou imitaco de um '
favorito tom de msica antigo, o qual por ventura
nos faz recordar aquellas scenas j passadas, du-
rante os quaes ouvimo-Ia pela vez primeira.
3,5(10 quintaos hespanhdes de carne de charque,
e '!> COUros vaccaos seceos; a Joo Fras.
Brigoe dinainarqnez Esmona, entrado de Phi-
| ladelphia, consignado a llenrique Forster & C,
manifestou o seguiote:
300 barricas bolaxinlia, I,'5 barricas farinha
1 de trigo.
Brigoe escuna Graciola, entrado do Maranho-,
! manifestou o segrate :
100 pipas viudo hespanbol, 70 peeaa de cabos de
linln e inanilha, !) barris pregos diversos, 1 caixo
baudeiras nacionaes, caixes tinta, 515 saceos
milho; ao consignatario.
15 cunbetes mactiados, 1 caixo medicamentos
homeopticos (deteriorados) 2 barris oleo de cupa-
hiba ; a ordem de diversos.
Recebcdoria de rendas internas
geraes de Pernainbneo.
Reudimento do da 1 a 2 ........ 2:8'w,50i6
Id'm do da J ................. 1:001 JIM
3.8515106
Consulado provincial.
Rendmenlodo da 1 a 3 ......... 5:67I5'S6
dem do dia 3 ................. 2:0075801
7:6790317
MOYIMENTO BO POSTO.
Navios ntralos no da 3.
Liverpool i2 dias, barca ingleza C.etg of Ihe Sal-
Ion, de 285 toneladas, capili F. Arnold. equipa-
uem 12, carga raleadas ; a Siuthal Mellors
& C-
Lisboa35 das, brigoe portuguez Contante. de
258 toneladas, capitn Silverk) Manoel dos Res,
equipagem IV, carga vnho e ootros gneros; a
Manoel Ignacio de Oliveira cv Fildo.
Rio de Janeiro15 dias, escuna hespanhola Prisco,
de 108 toneladas, capito D. llenrique Millef.
equipagem 12, carga 753 barricas com farinha
de trigo; a Aranaga Hijo & C.
Navio sahido]no mesmo da.
Ilha de Fernando Hiate nacional Sergipano, capi-
to llenrique Jos Viera da Silva, carga difie-
re lies gneros.
EDITIS.
outras, queitando-se de que eu nao altendia aos
seus pedidos, nos tempos em que a temperatura po-
ltica se mostrava incerta e varavel.
Mas no estado em que as cousas j se iam dese-
nliando, o Sr. Pompeu arrscou-se em hostilidades,
qne augmentaran! em consequencia de certas me-
didas qae empreguei para reprimir fraudes e abu-
sos, principalmente os que em grande escala tive-
ram lugar no distrcto por onde elle afinal apresen-
Infelizmente nao existe ao menos um tribunal
severo, mas justceiro, ondea vida do alto funecio-
| nario fosse devidamente aquilatada... A opno
publica...... verdade..... mas a opinio pu-
blica, que collectiva, abrange elementos contra-
dictorios, e seus orgos sao inflis e parciaes, mu-
tas vezes.
Restara os domens sensatos: mas em tal caso
necessario que o aegredido, ainda aluciado do car-
go, aecumole ao desproveito pessoal o trabaido in-
sano de defender-se com provas tantas vezes quan-1
No dia 30 de junho deve ser arrematado pe-
nante a thesouraria provincial em eumprimento do
12 do art. \\ da lei provincial n. 5% o imposto
do dizimo do gado vaceum as seguinles comar-
cas :
Bonito 3:2005000 por anno.
Brcjo 2:0505000 dem.
Garanhuns 2:4005000 idem.
Flores 2:5005000 idem.
Boa-Vista,Taearatii c Cabrob 3:3005000 idem.
A arrematadlo ser por tres annos, a contar do
de junho do corrente anno.
Perantc a thesouraria provincial tem de ser
arrematado no dia 16 de jundo vmdouro o impos-
to da laxa das barreiras das estradas e ponles se-
guinles:
Ponle dos Carvalho* 1:2005000 por anno.
Tapacur 2:2525000 idem.
Taearuna 5005000 idem.
Molocolomb 1:6105000 idem.
Magdalena 7:7585000 idem.
Bujary 5515000 dem.
Caxang 4:4005000 idem.
Jaboalo 4:4055000 idem.
Cequia 7.4855000 dem.
As arrematacoes sero tedas por tempo de tres
tou-se candidato, contando com dous tercos dos tos" form oras7aJts desaVrasoados da maled'icen-
oleitores liberaes, ao passo que va mais que dnvi- ca g' um lrsle |ega(jo!
dosa a sua eleicao projectada a principio pelo se- ecife, 20 de maio de 1864.
gtMido distrcto. jos b,0 da Cunha FiqueiredoJunior.
Nao poda ser mais flagrante a contradiccao em Trecho do relatorio com que o bacharel Jos
que caba o redactor do Cearense em suas aprecia- Benl0 ua cunha Figueirdo Jnior passou a adrai-
coes comparadas cora outras em.ttidas na rosnen, nstracao da provincia do Cear ao quarlo vice-
e textualmente colligidas e publicadas como padrao presjdenle em 24 de fevereiro Ultimo,
de coherencia.
To documentada e victoriosa foi a discusso da
Gaarfa contradictando o Cearense, que os proprios
correligionarios do Sr. padre Pompeu reconheciam
e confessavam esta verdade com mais ou menos
pnmeira
\^!l^JlSSa^So0o ^pfoS I '* arrematacoes serao lei.aspor tem
mais Jrofundo e duradouro e a sua fragrancia!anuos a con,ar ** ae Jo d" corr,nte a-
nunca muda era enfraquece, como acontece cora
os mais perfumes extrahidos e compostos de olos
volatis.
As sendoras as quaes geralmente soffrem de do-
res nervosas da cabeca Ihe do a preferencia a to-
da e qualquer urna outra applicaco local, como
ura excellente meio de allivar as dores; e em
qualidade de um perfume para o quarto de um
doente ella por sem duvida eminentemente re
fngerante e agradavel.
DECURACOES.
Pela subdelegacia da freguezia de S. Fr. Pe-
dro Goncalves do Recifese faz puhlico, qne se aeda
depositado um eavallo meio rodado, com pintas de
pedrez, e magro, com as ponas das oreldas corla-
Referimonos totraeme I das e nafrco do quarto esquerdo, o qual foi enron-
quanto a agua florida de Murray & Lanman.
Quanto as mitag5es sao ellas desprezveis c nao
merecem a mais leve menso.
Acda-se era todas as lojas de perfumaras.
COMMEBCIO.
audiencia do
I Taca
Tomando contada administrago a o de maio
de 1862, aedei-me a bracos com a calamidade do
cholera morbus. A V. Exc. que tem sido testemu-1
nhi occular dos acontecimentos, c a quem coube a '
pesada tarefa de eocetar as providencias necessa-
Alfandega
Rendimento do da 1 a 2 ........ 4.):*MjM
dem do dia 3................. 47:2265261)
reserva, lamentando que elle fosse tao desastrado ras antes da minha vinda, escuso memorar a longa
no seu rompmento impoltico, como na sustenta- serie de difflculdades que pude vencer durante um
cao da lula em que se involvra, apezar de j ter' anno e pouco mais de nove mezes Alm da epi-
dit tantas vezes que me volava estima e conside-' demia tive de assstir a eleicoes disputadas c peri-
raco. j gosas. A de vereadores e juizes de. paz do Crato,
0 certo que o Sr. padre Pompeu manifestou adiada por duas administrac.as, exigi de mmha
deseis de urna reconciliago e retirada honrosa, i parte muito esforco e cuidado para evitar, como
espalhando-se al o boato de que elle pretenda ir: felizmente evitei algum acontecimento deplqravel.
para o Rio de Janeiro ou fazer urna tiaq-in Eu- A eleicao de eb>itene e*peeiae em S. Joao do
ropa. Principe nao foi sempta de perigo. Seguio-se a de
Balido pela imprensa, derrotado pela eleicao do senadores, c po-teriormente as de eleitores e depu-
3o districlo, apezar da maioria dos dous tercos de lados em consequencia di dissolneai da cmara.
eleitores liberaes ; envorgonhado com as faWilica- Tamliem clegeram-se em diversos i os ve
90:471-5451
Hovlmenfo da aifandega
Volames entrados com fazendas.
. c cora gneros...
Volumessahidos com fazendas...
( c com gneros...
123
284
138
957
407
1.095
senador.
Foi ura dos maiores milagros que temfeito ogat-
vanismo poltico..... _
Logo quo chegou a noticia da oscolha, o Sr. pa-
dre Pompeu fez constar que nao escreveria mais
urna palavra em desabono da administrado, ecum-
prio 1*0 espontaneo protesto durante a sua estada
foi urna verdadera sorpreu para os q;i
gistrados na lembran;a os successos tao frecuen-
tes e lamentaveis do pocas recentes.
Rendo mil gracas Divina PnovidcncU, e folgo
de manifestar ainda nesta o:csio os meus since-
ros agradecraentos a tolos quintos me auxiliaran
com desinteresse e Iealdade.
Descarregam no dia 4 do junho.
Barcr inglezaLeijtlion farinha de trigo.
Patacho 'dinamarquez/Shwohmidem.
Barca ingleza -Margnrethfazendas.
Barca inglezaCilz ofllie Saltanidem.
Patacho nacional -Ptimafarinha do trigo.
Barca ingleza('n/oii banda de porco.
Brgue portugnezCon. neros.
Importaeo.
0 brgue portuguez Constante, ontrado hontem
de Lisboa, manifeslon o segninte :
1 pipa viudo, 10 da; o 6 meos barris vinagre,
12 caixas e 28 quari >:- cha, 50 caixas ceblas. VJ
barris toueinbo: a Ensebio Raphael Rabello.
trado vagando peo Forte do Mattos : quem se jul-
gar com direito ao mesmo, compareca nesta sub-
delegacia, que provando Ihe ser entregue.
Arrematado
No dia 7 do corrente depois da
Dr. juiz municipal da primera vara vai a praca
de venda por execuco da veneravcl ordem tereei-
ra de S. Franci-co, um eavallo caslanho com seus
cempetentes arrcios pendorado a Francisco Jos
Silveira como fiador e principal pagador de Olin-
dina Libertina dos Reis.
Conselho administrativo.
O conseldo administrativo para fornecimento do
arsenal de guerra tem de comprar os objectos
seguintes:
Salsa de Tousende confendo cada vidro 1 libra e
12 oncas, 50 ; magnesia de Henry, contendo cada
vidro "10 oncas, 24; chocolate de musgo irlanme-,
8 libras ; carbonato de potassa. 4 libras; plalas
de Blancard, contendo cada vidro 50 pihil, 50
vidros ; agurdente de 32 graos, coulendo cada
garrafa libra e meia, 40 : extracto do belladona. 8
oncas: xarope do bosque, contendo cada garrafa
2 libras, 64 garrafas ; oxido negro de ferro. 1 li-
bra ; nitrato de potassa, 2 libras.
Quera quizer vender taes objectos apresentem as
suas propostas em carta fechada M secretaria do
conselho, s 10 horas da manba do da 6 de junho
prximo vindouro.
Sala das sessoes Jo conselho administrativo para
fornecimento do arsenal de guerra, 28 de maio
de 1864.
Antonio Pedro de S Bairel i.
Coronel presidente
Sebastiao Jos Basilio Pgrrho,
Vogal secretario.

JMUTILADO


>*?*!*
- Sabbado
uno de 184.
Arrematare I
Por aao ler havido audiencia da 2- vara w
cipal, sabbado 28 dopassado, lera lugar a ma.
taco do engenho Pintos j annuocia'' .
Diario, quarlafeira 8 do corrente PJf e
o escripto abano:
*itlS? de's- ^ MB0 vai pra-
fa para ser arrem^^ ven(k Q 8(Sgainte .
denominado Pintos, silo na fregu-
alo Amaro de Jaboato, em tkfoos pro-
^.".igs, moente e correnle, com casa *e caldeiras,
viii estado de precisao de concertos, sendo a de
purgar ea distilaco de laipa em estado de ruina,
casa de vivenda de pedra e cal, tambem a senzala j r o consumo das- cartas existentes na administra
estribara, urna casa de taipa denominada da 1 cao, pertencentes ao mez de maio de 1863, no dia
cuberas de 4 de junho prximo, s 11 horas da manha, na
Lm engenb
zla de S"
.lospial militar de Pernambuco S de junho de
1861.O escrivo, a.!
Jos Marcelino Alves da Fonseca.
A thesouraria provincial contrata no dia 9 de
junho prximo viudouro o fornecimento dos objec-
tos precisos para o expediente das diversas repar-
tieres provinciaes no exercicio de 1864 1865'.
oorreio gerai. -
Pela administrado do crrelo desta cidade se ^Bfl| WP Recebe carga at odia 6. Encom-
faz publico, para Iras convenientes, que em virlude mendas, passageiros e dinheiro a frete at o dia
do disposte no art. 138 do regalamento geral dos da sahida s 3 horas da tarde : escriptorio no
correios de 21 de dezembro de 1814, e art. 9 do Porte do Mattos n. 1
decreto n. 183 de 13 de maio de-1831, se procede-,
Companhia Peruambacana
L..t. DE
TVavegacie costeira a vapor.
Paralaba, Natal, Haca, Aracaty, Cear e Acaraeu'.
No dia 7 de janhe prximo s
5 horas da Urde segu o vapor
Persinunga, commandante Rales,
SfaLt
LEIHO
DE
Urna exeellente armacao de amarcilo
covidracada, e em prfeit esUdo
Terca-feira, ao meio dia.
??Dte .Mi,-anda por ordem *> Sr. J. FaJjue
vender cm leilao uraa excellente armacao de ama-
relio, envidracada e em perfeito estado, sem a me-
por reserva de preco, no dia e hora cima indica-
nos; ra do Crespo n. 4.
Para.
hurla, e oito pequeas casas de taipa
telhas, oceupadas por moradoros, divide pelo nas-
cente com o engenho Tapera, Pereiras, Jarunda c
Quiaombo, pelo poente e sul com os engenhas Ja-
boalao, Jussra, Larangeiras, Fumas, Gurja e
Contra-Assude, pelo norte com o engenho Tapera,
sendo dito engenho d'agua, um alambique com to-
dos os seus perlences, tudo avahado em 52:0005,
servindo de base para esta arrematado a quantia
olTerecida de 45:000L Cuja arremataco ser fei-
ta com as clausulas seguimes : que no acto da ar-
remataco sero pagos os credores que tiverem
hypotheca em dito engenho, e que o arrematante
lloara tambem constituido cessionarie na acc,o de
demarcaco, pela qual vieram a pertencer Pintos
o terreno em que est situado o engenho Ruscah,
se atinal vier prevalecer aquella demarcaco, que
por ora est letigiosa. Cujo engenho vai a praca
requerimeoto de D. Joanna Maria das Dores, in-
ventariante e teslamenteira dos bens do finado seu
lilho Jos Fernando da Cruz. Recife 27 de maio de
1864.O escrivo do civel,
Manoel Jos da Molla.
lorreio.
Pela administrago do crrelo se faz publico,
que as malas que deve conduzir o vapor costeiro
Mainanguape, com destino aos portos do sul al ,
Sergipe, fecbam-se hoje 4 do corrente, s 3 horas;
da larde em ponto.
A inspectora da alfandega desla cidade, em |
virtude da portara da thesouraria de fazenda n.
67 de 28 de maio prximo passado, precisa contra-
tar para o expediente da mesma reparticao no an-
no tinanceiro de 18641863, os objectos declara-
dos na relacao quo este segu.
Os pretendentes devero apresentar suas propos-
ta- era carta fechada at o dia 15 do correnle.
Alfandega de Pernambuco, 1 de junho de 1864.
O segundo escripiurario, Caetano Gomes de S.
Objectos para a guardamoria.
Lonas.
UriHS.
Bandeiras para signaes de 2 c 3 pannos.
Oieo de linhaca.
Tintas preparadas a oleo.
Ditas em p.
Rreu.
Alcairo.
Verniz.
Fio de algodao.
Tijolo para limpar ferrageds.
Piassaba.
Estoupa.
Cera em grume
Cadarco eslreito
Cadarco estreito ^Para a lacraco.
Azarcao
Taixas de bomba
Cabos de differentes qualidades e grossuras.
Folhas de cobre ou metal.
Pregos de ferro e cobre de differentes lmannos.
Azeite de carrapaio e de coco.
Linternas ou phares.
Porquetas de ferro.
Correntes de dilTerontes grossuras.
Ferros de differenles tamanhos.
Remos de 12, 14 c 16 ps.
Loara de mesa e cosinba.
Para o servico da capatasia.
Livros em branco para os armazens.
Azeite doce para os guindastes,
'finia roxo-lerra em p.
Brochas para pintura.
Verniz de ca vao de pedra.
Paia o expediente das seceoes.
Cadernos em papel paulado para os extraclos
dos mappas.
Papel prev paulado.
Hilo dito liso, e do linho.
Dito mata-borro.
Pennas de ac.
Ditas de aves.
Lapes preto.
Dito de cores.
1'.anelas.
Tinta preta para escrever, e tinta rosa.
Ditas earmisim.
Arda prea.
brelas,
Roanas.
Cadarcos.
Caivetes e raspadeiras.
Adverte-se a quem quer que arrematar o ter-
reno sito entre as duas pontos do Chora-menino e
Magdalena, que no dia 20 de juuho vai piara por
cxecuoo de Fonseca & Martins contra Jos Ribei-
ro de Brilo e sna mulher, que o dito terreno nao
lem, como inculca o edital de 28 de maio do cor-
rente auno, 80 palmos de frente, nem 180 de fun-
do; e sin 76 palmos de frente e 170 de fundo, o
qne deve constar dos ttulos, pelos quaes possueo
executado. Faz-se o presente annuncio para que
no futuro ninguem faca allegar ignorancia ou boa
f.l'm interessado.
Conselho de compras uavacs
Tendo o conselho de fazer os contratos abaixo
declarados convida aos pretendentes apresenla-
rem suas propostas em cartas feehadas.no dia 6 de
junho prximamente vindouro, em que os mesmos
conlratos teem lugar.
Contralos.
Por tres mezes at setembro do corrente anno.
Da lavagem de roupa dos estabelecimenlos de ma-
rinha; e fornecimento aos mesmos esiabelecmen-
tos e aos navios da aamada de agurdente branca
de 20 graos, assucar branco grosso, azeite doce de
Lisboa, azeite inferior, araruta, aletria, bolacha,
bacalho. bolacbinba americana, cal preta e bran-
ca, carne secca do Rio Grande do Sul, caf em
grao, carne salgada, carnauba em velas, carne
verde, cangica ou milho pilado, cevadinha, cha,
farinha de mandioca da trra, feijao, galinhas, le-
nha, manteiga ingleza, dita franceza. malte, pao,
sal, sabo, lijlo de alvenaria grossa, toucinho de
Lisboa, tapioca, vinagre de Lisboa, velas stearnas
e vinho de Lisboa.
Por doze mezes findos em junho do anno prxi-
mamente vindouro. Dos servicos de barbeiro s
enfermaras de marinha e dos africanos livres.
Sao sujeitos os contratantes do fornecimento
mulla de 10 0(0 no caso da demora na entrega
dos objectos, e de 20 0|0 na falta do supprimento,
ou forem de m qualidade ; bem como os contra-
tantes dos servidos de barbeiro e da lavagem de
roupa primeira dessas multas se nao os fizerem
no devido tempo, e segunda, feitos inconvenien-
temente ; acrescendo, para o contratante da lava-
gem de roupa, e tic.ir tambem sujeilo ao pagamen-
to da importancia das pecas que se extraviaren).
Sala do consolho de compras navaes 28 de maio
de 1864.
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Secretario.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz publi-
co, que os trinla das uteis para pagamento boca
do cofre do segundo semestre do anno financeiro
vigente de 1863 1864 os impostos da decima dos
predios urbanos das freguezias desta cidade, e da
ilos Alegados, de 20 por cento do consumo de
agurdente, e de 3 por cento sobre a renda dos bens
de raiz pertencentes a corporacoes de mo mona,
se priacipiam a conlar do Io de junho vindouro.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco, 23
de maio de 1864.
Antonio Carneiro Machado Ros.
Administrador.
Xa primeira audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz
de orphaos se ha de arrematar a propriedide de-
nominada Bnriialuo, s.ta na freguezia do Poco da
Panella, s 11 horas do dia
liispeccao do arsenal de marinha.
Faz-so publico que a eommisso de peritos exa-
minando, na forma determinada no r.-^ulamenlo
anneio ao decreto n. 1324 de 3 de fevereiro de
1834, o casco, machina, caldeiras, apparelho, mas-
treacao, veame, amarras e ancoras do vapor Per-
sinunga da Companhia Pernambucana de nave-
gaeo cosleira, achou tudo em regular estado.
uspeccao do arsenal de marinha de Pernambu-
co 3 de junho de 1861.
O inspector,
H. A.JBarbosa de Almeida.
Tendo o hospital militar de mandar impri-
mir diversos papis do servico do expediente, con-
vida o Sr. Dr. director interino s pessoas que se
quizerera encarregar desse trabaiho virera exa-
minar os respectivos modelos, alim de organisarem
suas propostas, que devero apresentar no dia 7
do corrate s 11 horas da manha.
LEIO
GRANDE ARMAZEM
DA
porta do mesmo correio, e a respectiva lista se acha
desde j exposta aos nteressados.
Administrago do correio de Pernambuco 23 de
maio de 1864.O administrador,
Domingos dos Passos Miranga.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento do
arsenal de guerra tem de comprar os objectos se-
grales :
Para o 7 batalho de infamara.
Panno alvado, covados 2,670.
Quem quizer vender taes objectos, apresentem
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 8 do'
corrente.
Sala das sessoes do conselho administrativo para
fornecimento do arsenal de guerra Io de junho de
1861.
Antonio Pedro de S Barreto,
Coronel presidente.
Sebastiao Jos Basilio Pyrrho.
Vegal secretario.
CORREIO GERAL.
Relacao das carias seguras existentes
na administraco do correio desta
cidade para ossenhores abaiio de-
clarados
Alexandre Luande.
Antonio de Almeida Gomes.
Dr. Antonio Jos Lopes Filho.
Braga & Anlunes.
Carlos Augusto de Fara Veiga.
Dr. Francisco Amntas de Carvalho Moura.
Francisco Morcia da Costa.
Guilherme Carvalho & C.
Henrique Pedro da Silva.
Joaquim Francisco Santiago.
Joaquim do Reg Barros Pessoa.
Jos Elias de Moura.
Jos Joaquim Alves de Araorim (2)..
Jos Maria de Azevedo.
Jos Mendes Vieira.
Miguel da Silva Daltro.
D. Maria da Conceicao dos Santos.
Manoel Alves Guerra.
Presidente da Relacao.
Tliomaz Lins Soriano.
Segu era poucos dias para o indicado porto em A
direitura o veleiro brigue escuna Graciosa, capi- QUarla-lCira OflCJUnlloas H OMS
to Jacintho Nunes da Costa, para o resto da car- na da ffafria *i1 .,,.,.,,,
ga que Ihe falla trata-se cora o consignatario An- A rUd 0d LaUe,a U* )J armazem.
ionio de Almeida Gomes, ra da Cruz n. 23. or- k__%. DE
meiro andar. ?om sobrado de um andar e sotao n. 7, sito
ra do padre Floriano, chao proprio, rende 5002:
1 sitio coa casa era caixao at raspaldo defronte
da igreja dos Alictos, chao proprio, tem 300 nal-
OMvoeveleir^^^em^ caprtao Cypr.a- mos de frentee 1000 de fundo, permuta-se por ca-
sa na praca, faz-se qualquer negocio rasoavel ; 1
60 Ra da Cadeia do Ile/ife 60
Para o Eio de Janeiro
no ntonio de Quadros, segu com brevdade ; re-
Thomaz Telxeira Bastos, tendo de partir para a Europa no dia
sua saude, tem resolvido a vender barato e raais barato do que na Ec
tigos inglezes, francezes e alleniaes
THEATRO
DE
i:u!'iti:/\
GERMANO A COIMBIIA.
19a Recita da assignatura.
Sabbado 4 de junho.
Subir scena o inleressante drama em qualro
actos, ornado de msica,
A SALOIA
PERSONAGEHS.
Pedro Paulo, mais tarde co-
nhecido por sir Arthur
Uaveiley...............
Rodrigo, depois barao de
Santo Amaro...........
Manoel Fonles, depois con-
de Pontc-Bella..........
Pnrphino, velbo artista....
Ward, proprietario de um
hotel no Nigara........
Un) criado do hotel.......
Maria, saloia.............
Marqueza de Villa-Nova...
Carlota, sua lilla.........
Io homem................
2 dito..................
Um galego...............
Povo que embarca para o Brasil.
O primeiro acto passa-se no Porto; do primeiro
ao segundo acto decorrem 10 annos. O segundo,
terceiro e quarlo actos passa-se nos Estados-Uni-
dos.
poca actualidade.
Terminara o espectculo com a espirituosa co-
media cm um acto, ornada de couplets, msica do
Sr. Colas,
UMA CEIA NO CAMPO.
cebe carga a frete e escravos, para os qaaes tem
excellentes commodos : tratase com Miguel Jos
Alves, ra da Cruz n. 19.
Rio de Janeiro.
O brigue Trovador segu com brevidade, rece-
be carga e escravos a frete : trata-se con os con-
signatarios Marques, Barros & C, largo do Corpo
Santo n.^______________________________
Para o Rio de Janeiro
O brigue Belizario segu precisamente pera o
indicado porto, sabbado 11 do correte, anda re-
cebe carga e escravos a frete : trata-se cora os con-
signatarios Marques, Barros & C, largo do Corpo
Santo n. 6.
30 do junho, afim de tratar de
"opa para liquidar todos os ar-
....naes existentes em sou armazem, como sejam : fazendas miudezas ner-
rumanas dosmais acreditados fabricantes, relogos inglezes, excellentes correntes e correntSespara
relogio, aneis e boies para punhos com brilhantes, braceletes, oculos, face main emuilasoutras obras
cutiiena fina, como talheres para mesa e para sobre-mesa com cabos de metal fino, ditos do marfim
v*\*t lu-sc quaiquer negocio rasoavel ; 1 -----, ', 7 ", **"""" va,a c (un / e-musa mu i.nm- uu mciai uno, unos uo mariim e
ierreno de marinha na ra da ponte Velha iunto e,outras qualidades, tesouras finas e caivetes, tesouras modernas para alfaiates, navalbas finas, lan-
as casas novas do Exm. baro do Lvramento'con- 5 as outros lartis> sortimento de bacas de metal para lavar o rosto e oulros artigos, i rico cha-
tendo 57 e meio palmos de frenle e 150 ditos de S?5 crystal para jardim ou meio de mesa de jamar, ricos quadros para saldes, um excellente co-
fundo. '"= oe ierro bastante grande, crystaes finos como lustres, candelabros. Linternas cora pingentes, copos
Por intervencao do agente Euzebio se vender 5? e muitas ?^lras W- de Posto Para -idorno de consolos, porcelanas finas, como ricos jai ros
em leilao os predios cima mencionados naquclle J .'1PParelJ0s dourados para cha e caf, ditos para jantar, e muitas pecas para enfeitar mesas
dia e hora ; sao convidados os pretendentes, ao sortimento de estampas de santos e vistas de differenles cidades da Earopa e outros proprios
previo exame, e para informacoes o referido agen- f,"3 5a. Jantar> realejos grandes e pequeos, caixas com msica, ricas ps com machioismo
te satisfar. {,ar* sa,as> instrumentos de mgicas muito bem feitos, machinas de photographia pan retratos de dif-
____^______^==^^^^^^^^^ | lerentts tamanhos, machinas para fazer caf, machinas para limpar tapetes e varraV o chao, bombas
para jarauu, pianos de trescordasdo afamado fabricante Pevel, camas de ferro com folcho elstico
granue sor tmenlo de brinquedos finos para meninos, baldes de papel transparente 'anlernas color-
nas para iiiuminacoes a moda de Pars, salva vidas para homens e senhoras feitas de borracha, pro-
pnas para quem loma banho em lugares fundos e muitos outros artigos e tudo ser vendido rauitissi-
mo barato alim de liquidar-se inleiramente. '
AVISOS DIVERSOS.
Para o Penedo.
O hiate Amelia, segu por estes das
com o capillo na ra do Vigario n. 5.
Associa$o Typographica
Pernambucana.
De ordem do presidente da mesma, aviso os Srs,
a tratar conselheiros para coraparecerera no dia 4 do cor-
r,enle'. s 8 horas da noite, para a sesso or-
dinanar do conselho.
Recife, 2 de junho de 1864.
Jesuino Francisco Regis,
Io secretario.
Para a Baha
pretende seguir com muita brevidade a escuna na-
cional Carlota, tera parte de seu carregamento
prompto : para o resto que Ihe falta, trata-se com
os seus consignatarios Antonio Lniz de Oliveira
Azevedo & C, no seu escriptorio ra da Cruz nu- <
mero 1.
Para o Rio Grande do Mol
pretende seguir com muita brevidade o patacho
nacional Carolina, tem parte do seu carregamento
prorapto : para o resto que Ihe falta, trata-se com
o capito Beiarmino dos Santos Pinhelro a bordo,
ou na praca do coraraercio.___________
Maranho.
O palhabote Garibaldi tem j parte da carga en-'
gajada, e para o restante trata-se com Tasso Ir-.
mos.
Para Lisboa pela illia de S. Miguel segu
com muita brevidade o brigue portuguez Florinda,
capilao Joaquim augusto de Souza. Recebe carga
a SS!?escrip i nssa chamado por escripia.
0 cirurgiao Leal mudou
a sua residencia da ra do
Queimado para a ra das
Cruzes sobrado n. 36, pri-
meiro andar, por cima do
armazem Progressista, aon-
de o acharao como sempre
prompto a qualquer hora pa-
ra o exercicio de sna pro-
torio de Araorim Irraaos, ra da Cruz
Para Lisboa e Porto
Coimbra.
Germano.
Lisboa.
Thoraaz.
Pono.
Texcira.
D. A. Marquclou.
D. M. Pontes.
I). Camilla.
Freitas.
Teixera.
N. N.
Saliir com brevidade a barca nacional Manan-
ta ; recebe carga a frete, e tem excellentes com-
modos para passageiros : trata-se no escriptorio
de Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, no largo
do Corpo Santn. 19.
LEILOES.
DE
Dividas activas do espolio
Captisla da Mocha.
1IOJE
Por ordem do consulado de Portugal
Pestaa far leilao no dia 4 de junho prximo
do, porta da Associacao Commercial das dividas
activas pertencentes ao espolio do finado subdito
portuguez JoaoBaptislada Rocha.na importancia de
9:3605696 ; sendo em contas de livro 4:074852 e
era letras 5:285^84 i rs., eutrando nestas duas
hypotbecas eujqs ttulos e relacao das dividas
acham-se em mo do agente, onde poderao ser
examinados. Na mesma occasio vender-se-ha
urna casa na ponte dos Carvalhos avahada por
pertencente ao mesmo expolio.
T
extraordinaria
Aos 10:0008000 c 3:0O0$O00.
Sexta-feira 10 do corrente mez se ex
trahir a primeira parte da primeira lotera
da igreja de S. Pedro, no consistorio da
igreja de N. S. do Rosario da freguezia de
Santo Antonio.
Os|bilhetes, meios e quartos. acham-sc
venda na respectiva thesouraria ra do
de Joo Crespo n. 15.
Os premios de 10:000K)00 at 200000
sero pagos urna hora depois da extraccao
o agente; at s 4 horas da tarde, e os outros no dia
fin- seguinte depois da distribuico das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
MOVIMIENTO
\
BAIRRO DO RECIFE, RA DA CADEIA N. 50
0 mais novo e o melhor
AIUI.% % H.H HE M O lili 1IIOS
Esquina defronte da ra da Madre de Dos
Aplomo da Silva Campos, successor do amigo Nascmento defronte do becco Largo, bem co-
nhecido j nesla praca, acaba de transferir o sen estabelecimento para a casa cima indicada, onde
os seus benvolos amigos e freguezes, bem como o respeitavel publico em geral encontraro o mais
vanado, escolhido e melhor sortimento de molhados, a par do aceio, elegancia e bom rgimen do esta-
belecimento.
O annunciante, tendo feto urna completa reforma no locante a casa e gneros, possuindo bons
correspondentes na Europa para remessas de conta propria, acha-se convencido que merecer a pro-
teccao de lodos os amigos do bom e barato, a qual desde ja reclama, asseverando-lhes que jamis des-
merecer a confianca com que se dignaren) de o honrar.
Em resumo, visle o respeilavel publico o novo e superior armazem Movimenlo, compre-lhe al-
guns gneros, e entao car convencido da realidade do presente aviso, verificando por si mesmo que
nenhum oulro estabelecimento o serve melhor que este, seja em commodidade de precos, agrado e
delicadeza, ou legalidade de pesos e medidas.
Finalmente, todas c quaesquer garantas que eslabelecimentos idnticos leem offerecido aos
concorrentes, serao manlidas nesle em grao maior.
Saques sobre Portugal.
\nlomo Luiz de Olheira Azeved!
&C.
Acextes do Banco Uniao do Porto.
Competentemente autorisados sacam
por lodosos paquetes sobre o mesmo Ban-
Lisboa e para as se-
LEIIiAO
PERSONAGEiNS.
Themoteo, velho.
Gaspar, amante de Elvira..
Alberto, amante de Amelia.
Olisto, criado de Themoteo
Canhoto, criado e amante
de Julia...............
Elvira, filha de Themoteo..
Amelia, sua sobrinha.....
Luiza, criada de Themoteo.
Pinto.
Guimares.
Borges
Freitas.
Teixera.
D. Camilla.
D. Leopoldina,
. Jesuina.
DE
UMA ESCRAVA.
HOJE
Por ordem do consulado de Portugal o agente
Pestaa levar a leilao a escrava Luiza, de 30 an-
nos de idade, cosinha, engomma perfeitamente, do
casa] da finada D. Anna Francisca da Costa Gui-
mares : sabbado 4 do corrente pelas 10 horas da
manha junto a Associacao Commercial.
Comecar s 8 horas.
Amanhfta
Domingo, o de junho de 1864.
Recita extraordinaria
Livre da assignatura.
Representar-se-ha o muito apparatoso drama em
cinco actos,
comedia em ura
Urna
ceia no campo.
Comecar s 8 horas.
Grande galera de vistas mo-
dernas.
Un.) (la Irnpe atriz n. 53
O salo contina a estar aberto disposicao do
respeitavpi publico at a ultima occasio no dia 13
de junho, por ter o director desta galera abaixo
assignado de retirar-se desta provincia e julga
nada dever a esta praca nem fra della, mas se
aiguein se julgar credor com direito legal desde
j pode apresentar suas contas. Recife, 4 de ju-
nho de 1864.
MaHoel Antonio Das.
AVISOS MARTIMOS.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DR
Navcgace costeira a vapor.
liba de Femando de .Vinuilia.
No dia 14 de junho prximo,
ao meio dia, seguir um dos va-
pores da companhia para o pre-
sidio de Fernando de Noro-
nha.
DE
15 caixas com queijos flamengos, 10 ditas
com cha da India, 36 ditas com passas
em caixas de meia e quarta, e 18 barris
com manteiga ingleza.
O agente Pestaa vender por conta e risco de
quem pertencer em lotes a vontade : 15 caixas
cora queijos flamengos, 10 ditas com cha da India,
36 ditas com passas sorlidas e 18 barris com man-
teiga ingleza : segunda-feira 6 do corrente pelas
10 horas da manha no armazem do Aunes de-
fronte da alfandega.
Grande leillo
PARA LIQIilDAgAO
do
Ariuazm naval da roa do Vigario n. 1'
Terca-feira 7 do torrente.
AOS ARMADORES DE NAVIOS.
Por ordem do administrador da massa fallida
de Urbano Mamede de Almeida e despacho do
Illm. Sr, Dr.juiz docommercio, o agente Pestaa
far leilao de cabos e ferragens de navios, mastros
reaes de madeira do Brasil, mastaros de gavia,
paos de bujarrona, pao do cutello, mastaros de
joanete, vergas grandes e de gavias para navios
de 800 a 900 toneladas, paos e amarras tudo no-
vo e muitos oulros objectos que s vista ; e para
os funileiros um grande sortimonlode obras de fo-
Iha, lampioes, candeeiros de metal, pharoes para
navios do novo regulamento; aos ferrageiros urna
porejio de panellas de ferro e frigideras, cassaro-
las, di neos para ferro de engommar e muitos ou-
tros objectos que s com a vista, balanzas, pesos,
armacao, alvaiade, lona, fateichas, ancoretas, se-
bo, linha de prumo, deposito para oleo, dito para
azeite de pixe, tinta branca ordinaria, barbanas
de baleia, bombas de metal para cacimba, dita de
chumbo, dita de madeira para navios, dita de fer-
ro superior, urna ou duas carteiras, urna porco
ie manilhas de corrente de ferro, urna grande
porco de sapatilhos de ferro differentes taa-
nnos, urna porco de bronzes'urna porco de es-
peques de pao, agulhas de mariar e urna agulha
para marcar trra, um carretel para fazer mia-
Ihar, regiment de signaes, urna porco de filele
de diversas cores, ama porco de polliame, alcio-
do de ferro puro e sem ac, urna roda para leme,
estantes para chapos de sol, muitos oulros artigos
uteis e diversos, velas para navios todas novas,
urna machina de engarrafar vnho, todo isto ser
ao correr do martello, no dia 7 de junh s 10
horas da manha.
CASA DA FORTUNA
AOS 10:000.000
Bilhetes garantidos
A' rita de Crespo n. 23 e casas do costume
O abaixo assignado tendo vendido nos seus mui-
to felizes bilhetes garantidos o meio n. 1673 com
a sortede 1:200,5 e o de n. 2013 com a de 6005 e
n. 2672 com a de 3005, e outras sortes de 1005,
405'e 205, da lotera que se acabou de extrahir a
I beneficio do convento do Carmo, convida aos pos-
suidores de ditos bilhetes a virem receber seus
respectivos premios sem os desceios das leis em
seu estabelecimento ra do Crespo n. 23.
O mesmo tem exposto venda os novos e felizes
bilhetes garantidos d primeira parte da primeira
lotera a beneficio da igreja de S. Pedro desta ci-
dade que se extrahir no dia 10 do corrente pelo
vatajoso plano das loteras extraordinarias.
Precos.
Bilhetes inteiros..... 125000
Meios......... C5000
Quartos........ 35000
Para as pessoas que comprarem
de 1005 para cima.
Bilhetes........ U5000
Meios......... 55500
Quartos......, 25730
Maneel Martins Fiuza
co para o Porto e
guintes agencias:
lAmaranies.
Arcos de Val de Vez.
BAveiro.
|Barcellos.
'/Ha.-tos.
uEvora.
fFafe.
Faro.
Vianna do Castello.
{Villa do Conde.
Villa Nova de Porti-
mo.
Villa Real.
ffVilla Nova de S. An-
tonio
iVizeu,
Beja.
[Braga.
sBraganca.
jCaminha.
hCastello Branco.
'Figueira.
[Guarda.
Qualquer somina
Lagoa.
Lagos.
Lamego.
Leilia.
Monco.
Moncorva.
Oliveira de Azemeio.1
Chaves.
Coimbra.
Covilha.
El vas.
Extremos.
Penna Fiel.
Pinhal.'
Porto Alegre.
Regoa.
Setubal.
Taver.
Thomar.
Ilha Terceira.
Fayal.
Madeira.
S. Miguel.
prazo ou vista,
Ama ou escrava.
Precisase de urna ama ou escrava que engom-
me bem : a tratar na ra da Imperatriz n. 47, se-
gundo andar.
Aluga-se um inoleqque com dade de 12 an-
nos : a tratar na Capunga Velha, no sitio da viuva
Gouvea, ou no sobrado contiguo matriz de San-
to Antonio. ________
Precisa se de urna ama para cozinhar e fazer
o mais servico de urna casa de pouca familia : na
ra do Amorim 11. 41, segundo andar.
Aluga-se o lerceiro andar da casa n. 48 na
ra do Trapiche : a tratar no armazem da mesma
casa.
Arrendase o engenho d'agua denominado
Jussar, silo na freguezia de Ipojnca, pouco mais
de urna legua das estacoes de Ipojuca e Escada,
com boas margens de massap para se safrejar
em grande escala : a tratar no pateo do Livra-
nionto com o Dr. Iguacio Nery da Fonseca.
Precisase de urna criada
que sabacezinhar e comprar :
Amaro (Mundo Novo), sobrado
Dr. Sabino.
livre ou escrava
na ra de Santo-
onde" inorou o Sr,
a
podendo logo os saques prazo serem
descontados no mesmo Banco a razo de
4 por cento ao anno ; a tratar na ra da
Cruz n. 1.
^satf
Companhia da estrada de Ierro
DO
llecife Sao Francisco.
Pelo presente sao convidados os Srs. accionistas
desta companhia a virem receber o 1 dividendo
provisorio de 2 1[2 por cenlo ao anno correspon-
dente 11 mezes findos cm 31 de dezembro de
1863, no escriptorio das Cinco Ponas, das 10 ho-
ras da manha s 4 da tarde dos dias uteis.
Escriplono da superintendencia Villa do Cabo,
Io de junho de 1864.
R. Auslin,
Superintendente interino.
Tendo a mesa regedora da irmandade do
apostlo S. redro Jesta cidade de celebrar um of-
ficio solemne e castrum dolores, no da 6 do cor-
rente, pelo repouso eterno do Exm. prelado dio-
cesano, provedor e protector perpetuo, convida a
todos os seus irmos sacerdotes e seculares, para
que se disnem comparecer no dia cima mencio-
nado pelas 9 horas da manha.
Padre Guilhermrao dos Santos Muniz Tavares,
Escrivo interino.
O Sr. Jos Manoel da Silva nao pode vender
a sua taberna sita no Caes 22 de Novembro n...
que tera annunciado para vender cm quanto nao
Madama Ferro,
propietaria do hotel italiano sito na ra do Trapi-
che n. 44, tem a honra de participar ao respeilavel
I publico desta capital, e em particular aos senhores
j empregados do conimercio que acharo todas as
j segundas e qunlas-feiras a afamada sopa de ra-
| viole, como assim lodos os oulros dias outras es-
cojudas sopas italianas; i.-to estar prompto das
10 horas da manha s 4 da tarde, horas muito
I proprias para lanche ; afiancando-llies que os pre-
I eos sero os mais razoaveis possiveis, e de que es-
j pera toda a concurrencia.____________
Aluga-se a toja de urna purta s na
, ra do Crespo n. 4 com armagao ou sem
ella, para tratar em casa de J. Falque na
mesma ra n. 4.
Preclsa-se alugar um preto escravo para o
trabaiho desta tvpograha,pagando-se diaria, sema-
Hal ou mensaliiD>nle; d.i-se o sustento, se agradar
ao proprietario : na livraria ns. 6 e 8 da praca da
Independencia.
toliiilieiro.
Precisa-se de un cozinheiro :
mado n. 28, primeiro andar.
_29xi...
O bacharrl Jos da
transferio seu escriptorio de
para o primeiro andar da casa
ra do Queimado.
na ra do Quei-
advocaca
n 28 da
35
Precisa-se alugar urna preta que saiba cozi-
nhar e engommar : quem a liver, dirjase ra
do Trapiche n. 4, que achara com quem tratar.
Manoel Alves da Silva, subdito de S. M. Fide-
llssima, retirase para Europa.
Manoel Jos Machado vai Europa tratar do
sua saude.
Illm ATTE^ClO
O abaixo assignado,
ma de Vidal & Bastos,
iquldalario da exlincta fir-
pela ultima vez avisa aos
pagar ao abaixo assignado a quantia de 2005 que 1 devedores da mesma firma, que venham pagar seus
uniente de dinheiro de impres- dbitos ate o da lo de junho, depois desta data
COMPANHIA PERNAMBUCANA
M
Xavegaco costeira vapor.
Macei e escalas, Penedo e Aracaj.
No dia 4 de junho prximo s
3 horas da tarde, 6egne o vapor
Mamanguape, commandante Mou-
ra. Recebe carga at o dia 3;
encommendas, passageiros e d-
ate s 2 horas da larde do dia da
LEIO
nheiro
saluda
escriptorio no Forte do Matlos n. I.
DE
Cadeniaes e moittts novos,
Por conta de quem pertencer
Terca-feira 7 do corrente.
O agente Pestaa por despacho do Illm. Sr. Dr.
juiz do commercio levar a leilao por conta de
qnem pertencer 396 cadernaes, 661 moiloes. 1 ca-
dernal de cylindro e 33 moitoes tambem de cy-
lindro: terca-feira 7 do corrente pelas 11 horas
da manha "no armazem naval da roa do Viga-
rio n. 1.
Precisa-se de urna ama para casa de peque-
a familia: na ra da Senzala Velha n. 138, se-
I gundo andar.____________________________
O Sr. A. J. L. F., estudante da Faculdade de
I Direito, tenha a bondade de apparecer na ra dos
Pires n. 24, para negocio que Ihe nao 6 cstranho
Tendo ido um menino crioulo de idade de
8 annos, de nome Joo, a mandado de sua mi na
ribelra de S. los comprar pelxe, desappareceu,
indo descaigo e em camisa : rogase encarecida-
mente a qualquer pessoa que dellc saiba, d? o le-
var ra da Praa n. 24.
O abaixo assignado querendo retirar-
se para Portugal, e nao podendo fazer sem
que liquide suas contas com seus credores
e devedores, pede a estes lenliam a bondade
de virem satisfazer seus dbitos, do contra-
rio o obrigarao a lancar mao dos meios
judiciaes para este lim.|
Lniz Moreira da Silva.
Recife, 3 de junho de 1864.
INJECCAO BROW.
Remedio infallivel contra as gnorrheas
antigs e recentes, nico deposito na bo-
tica franceza, ra da Cruz n. 22, pre-
C0]3
Ihe devedor proven
timo.
__________Ignacio Manoel de Sant'Anna.
Maria Hermina Jardim dos Pa-sos, compe-
tentemente habilitada polo Exm. Sr. presidente,
para o magisterio de primeiras letras e todos os
objectos necessarios para educacao de meninas,
offerecese para ir exercitar seu ministerio em
qualquer engenho, ou fazenda fra desta cidade,
reside na ra do Padre Floriano n. 57, onde pode
ser procurada. ______________
Quem annunciou no Diario de quarta-feira
querer comprar um scllira inglez com os arrelos,
dirija-se ra do Queimado n. 38, primeiro andar.
Offerece-se um rapaz de boa conduela para
caixeiro, tendo pralica de partidas dobradas :
quem precisar, dinja-se ao solicitador Manoel Lui
da Veiga, ra da Gloria n. 64, que dir as in-
formecoes.
l'recisa-se alugar um preto : quem tiver,
pode-se dirigir padaria das Cinco Ponas n. 98,
para fazer lodo o servico de urna casa e mandados.
ArcUivo Pitoresco.
Chegaram pouco de Lisboa, as cadernetas 11*
e 12* do 6 volurae; e a 1* do 7 do dito archivo :
roga-se aos Ulnas. Srs. assignintes que arada nao
receberam ditas cadernetas de mandaren) procu-
ra-las livraria econmica defronte do arco de
Santo Antonio.
Precisase de urna mulher de meia idade e
de bom comporlamento para ama de urna casa de
familia : quem pretender, dirija-se ra da Sama
Cruz n. 9.
Precisa-se deum preto para todo servico
sendo fiel : na ra do Trapiche n. lo.
Na ra da Roda n. 6, contina-se a mandar
comidas para fra por prego razoavel, encumbe-se
de tudo.
tero de ser entregues os mesmos a um procura-
dor para os cobrar jud;cialmente. Recife 15 de
maio de 1864.
____________Joo Carlos Bastos Oliveira.
Negocio de grande vantagem
Vende-se o muito anligo e acreditado ar-
mazem de moldados da esquina da ra da
Cadeia do Recife n. I. Os propietarios
deste estabelecimeato precisando acabar com
elle para terem oulro genero de negocio,
sujeitam-sc a perder 40 por cento sobre o
euslo da armacao e bemleitorias que na dita
casa fizeram.
Precisa-se fallar ao Sr. Joo Ferreira de La-
cerda, que morou na ra da Roda, nesla tvpogra-
phia.
Na praca da Independencia, loja de onrives
n. 33, compram-se obras de ouro, prata e pedras
preciosas, assim como se faz qualquer obra de en-
commenda, e lodo e qualquer concert, e igual-
mente se dir quera d dinheiro a premio.
Itevista do Instituto trrheolo-
gleo e Cieographlco Pernam-
bucano.
Acham-se venda os 3 primeiros namerou, na
livraria Econmica de Jos Nogueira de Souz,
junto ao arco de Santo Antonio, onde se subscre-
ve para esta Revista :
Por anno......550OO
_____Nmeros avulso 15500
L'm moco com pratica de molhados c de bons
costumes se offerece para caixeiro do qualquer
estabelecimento e d fiador a sua conducta : quem
quizer utilisar-se de sen presumo dirija-se ra
do Imperador n. 83, taberna.
m
.


D tari* de
- abitado 4 c limito de 184.
Attenco.
Alugam se duas negra para ama de qualquer casa:
quem pretender, dirija-so roa da Palma d. H.
Precisa-se de um moco que saiba perfeita-
mente escripturar por partida,* dobradas : na roa
do Crespo loja n. 17._________________________
Criado.
Precisa-se de um criado : na ra do Queimado
n. 28, primeiro andar.
Jardiueiro.
O cemilerio publico precisa de um jardineiro :
a entender-se com o administrador do mesmo
Aluga-se a casa terrea da ra do Progresso
n. 21 (junto do Caminho Novo) tamben se vende,
ou permuta-se por oulra que seja situada nal fre-
guezias de Santo Antonio ou S. Jos : na ra do
Queimado n. 77._____________________________
Grande
fabrica
'de fogos de artificio, da viuva Rufino, situada na
estrada de Joao de Barros; nesta fabrica apromp-
ta-se toda e qualquer encommenda destes artigo?
com o maior esmero e presteza, seja para dentro
ou fra da provincia : recebem-se as encommen-
das no armazem da bola araarella, no oitao da se-
cretaria de polica.___________________________
Aluga-se o segundo andar e sotio do sobrado
n. 36 da ra da Imperatriz : a tratar na mesma
ra n. 40.__________________________________
Santos & Filhos, commerriantes da cidade
do Aracatv, fazem publico que j se acham exone-
rados da aramia ou fianca que tinham para com
credores de Santos, Caminha & Ii-maos, e se por
ventura alguem ainda se acha com direito a sua
garanta ou fianca, por letra que tenham signa-
do, queira entenderse com eles, que sera inme-
diatamente pago.__________________________
WiiffKA fallida de Diogo Fllho
A C.
Os senhores credores podem receber o que Ibes
tecou no dividendo da massa cima, em casa dos
administradores Flix, Sauvagc & C.__________
Precisa-se de um caixeiro de 12 14 annos
de idade, para o armazem de sal da ra Imperial
numero 221._________________________________
Precisase de um molequc de 12 14 annos,
para fazer recados a um senhor particular : quem
quem M achar nestas circunstancias, dirjase ao
hotel Trovador, ra larga do Hosario n. 44.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
casa de pouca familia : a tratar na ra da Gadeia
do Recife n. 19, primeiro andar. ____________.
Precisa-se de um forneiro e um amassador :
na ra larga do Rosario n. 16, padaria.
__Precisa-so de urna ama para o servico de
duas pessoas; na ra estrella do Rosario n. 18, Io
andar.
m Maques sobre~Pbriugl.
O abaixo assigoado, autorisado pelo
Banco Mercantil Portuense, e na ausencia
do Sr. Joaquim da Silva Castro, saca ef-
foctivamente por todos os paquetes sobre
as pracas de Lisboa e Porto, e mais luga-
res do reino, por qualquer somma vis-
ta, c a praso ; podendo, os que tomarem
saques a praso.receberem avista, no mes-
ai mo Banco, descontando 4 0|0 ao anno: na
j__ loja do chapos da ra do Crespo n. 6, ou
91 na ra do Imperador n. 03. segundo an-
j__ dar.Jos Joaquim da Costa Maia.
Jaboato.
Aluga-se urna grande casa em Santo Amaro de
Jaboauo, com commodos para grande familia : a
tratar com Tasso Irmiios. _________
Deseja-sc fallar com o Sr. Joo Ca-
valcanti de Holanda na rita do Hospicio n.
7, ou deseja-sc saber sua residencia.______
Aviso.
Na fabrica de sabio na ra do Rangel n. 34 se
contina a vender sabao a:narolto massa, tanto em
caixas como a retalho a 200 rs. a libra.________
Precisa-se alngar urna cscrava que saiba en
gommar e cozinliar, ou mesmo urna ama forra :
na ra do Crespo n. 18, segundo andar._________
Precisa-se de um trabalhador de padaria que
untenda de massas : na ra Imperial n. 39.
DENTISTA DE PARS
49Ra Nova19
Frederico Gautier, cirurgio dentista,
faz todas as operares de sua arte, e col-
loca denles artificiaos, tudo com superio-
riade e perfeicso, que as pessoas enten-
Sdidas lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentificio.
de 105 e a mensalidade de
da
de
so-
re-
ou
Monte Pi Portuguez:
A directora provisoria, tendo j confiado a urna
commissao o trabalho da drganisaco dos estatutos
jalgatodava conveniente identificar desde logo a
lodos os seos compatriotas o segulnte :
i. So sero socios effectivos os cidadaos portu-
guezes.
2." A joia ser
500 rs.
3.* s socios tero direilo aos beneficios
ciedade quando (achando-sc desprovidos
cursos) estiverem desempregado, ooentes
presos. ,
4. Aquelles que, por motivos graves ou mo es-
la perigosa, verem necessidade de se" ausentar,
serio pagas as despezas de transporte com cwn-
modidade e decencia, ou para ootras provincias uo
imperio, ou para paiz estrangeiro.
5. Fallecendo qualquer socio, far-se-lhe-na um
enterro decente, se elle nao deixar meis para
isso.
6. A socedade prestar Igualmento soccorros,
em quanlo o necesstarem, s viuvas e lilhos me-
nores dos socios que fallecerem em penuria.
Apresentando esta idea geral dos flns que a so-
cedade tem em vista, e havendo offlciado s coin-
missoes nomeadas nos diversos bairros desta cida-
de para lhes pedir o seu valioso auxilio na acqui-
eico de socios, a directora tudo espera da leal
co'adjuvacao e doacrisolado patriotismo dos Ilus-
tres cavalheiros a quem se dirigi, e de todos os
seus compatriotas em geral.
Alm das pessoas nomeadas, qualquer cidadao
portuguez que pretender contribuir para o de-
senvolvimentode tao til associagao angariando
assignaturas e demonstrando assim o interesse
que lhe merecem as cousas da nossa chara patria,
poder para esse fim obter listas impressas, diri-
gtndo-se ao Gabinete Portugnez de Leitura, ou a
casa da secretario, ra da Cruz n. 23, primeiro
andar.
A todos, em geral, que receberem listas, roga a
directora o especial obsequie de as devolverem
opportunamente, ou acompanhadas de officio, ou
simplesmente assignadas, para a directora ter
sciencia dos cavalheiros a quem lhe cumpre tribu-
lar os seus agradecimentos.
Recife, 3 de junho de 1864.
Jos da Silva Loyo,
Presidente.
Joaquim Gerardo de Bastes,
2o secretario.
VENDE SE
do Queimado, loja de ferragens n. 33, que achara
com quem tratar._________________________^_
Meias do Porto.
Vendem-se na loja di ferragens na ra da Ca-
deia n. 44, de Thoraaz Fernandes da Cunha, supe-
riores meias de linho e de algodao, por preco fa-
voravel. __________________________
GAZ GAZ GAZ
Vende-se gaz da melhor qualidde a i 20
a lata e em lotes de 10 latas para cima se
far abatimento. no armazem do Caes do
Ramos n. 18 e ra do Trapiche Novo nu-
mero 8.
Charutos de Havana
de superior qualidade vendem-se em casa
de Schafleitlin. & C, ra da Cruz n. 42.
Offerece-se um pequeo de 13 para 14 annos,! Vende-se urna vacca touriua, ou troca-se por
prximamente chegado de Portugal, para caixeiro outras da trra, paridas ha pouco lempo : a tratar
GRANDE
sortimenU de fazendas aovas viadas
pelo vapor inglez par-a o proprieta-
rio do grande armazem e luja de fa-
zendas a Arare, roa da 'mperatriz
n. 56, de Loureuco Pcreira Mendes
Gnimres
Pee-lacha, a 34(200.
Vende-se baralissimo para apurar dinheiro, a
saber : cortes de chitas francezas de cores escuras
e claras com 10 covados por 35200, ditos de chitas
iuglezas a 24400, ditos de cassas francezas a 25 c
25300, ditos de cambraia de salpicos a 2*300 e 3*:
s na Arara, ra da Imperatriz n. 36.
A Arara vende a 210 rs.
Vende-se organdys lino para vestido a 240, 280
e 320 rs. o covado, cassa franceza fina a 320 o co-
vado, gorguro de linho para vestido a sSO o cova-
do : loja da Arara, ra da Imperatriz n. 56.
A Arara vende lazinhas de nina s cor
aCIOrs.
Vendem-se ricas lazinhas lisas propras para l
ramas e vestidos, os melhores gostos possiveis, a
640 o covado, ditas Mara Piajnuito lina com pal-.
caplm, innmeros arvoredos de fruclo, e pasto mas a 640 o covado: ra da nperairiz n. 56, loja'
para 8 vaccas : quem o pretender, dirija-se a ra da Arara.
portadas de cantara de Lisboa, algum lagedo para
calcadas : no escriptorio de Manoel Ignacio de Oii-
veira & Filho, no largo do Corpo Santo n. 19.
iNa ra do Vigario n. 11, escriptorio de M. J.
Ramos e Silva & Genros, tem para vender o se-
fuinte i
uperior vinho do Porto em barris de 10.
dem idem idem em caixas.
Cera de Lisboa em velas.
Ricos e elegantes pianos.
Bataneas decimaes.
Algodao da Babia para saceos c roupa de escravos.
Vende-se urna urna de Jacaranda para depo-
sito de ossos : na ra da Imperatriz, loja de mar-
cineiro n. 23.
Na ra do Imperador n. 12, ha para vender-
se ferramentas para relojoeiro, as quaes sao por
muito diminuto preco.
Sitio venda*
Vende-se ou permutase por predios nesta cida-
de um dos melhores sitios dos All icios com excel-
lente casa de vivenda, constando de 7 salas, 8
quartos, grande estribara, cocheira para 4 carros,
duas cacimbas de agua potavel, duas baixas de
Largo da /
Santa Cruz
numero
12 e 84.
Esquina da*
ra do
Sebo n. 12*
e84.
BRILHANTE AURORA
AURORA
de taberna : quem"precisar, dirija-se rua do Vi
gario n. 11, primeiro andar, escriptorio.________
Emigdio Pereira Martins vai Portugal,
Quem precisar alugar umaescraua para com-
prar, cozinliar e engommar, dirija-se ra do Ca-
bug n. 3.
Previne-se ao publico que ninguem faca ne-
gocio en transaeco alguma sobre a parle da casa
terrea da ra das Calcadas n. 47, pertencenle
Ludgero Balorindo Soares de Carvalho, e por este
vendida a Antonio Soares de Carvalho, seu irmao,
quando ella jestava sujeitaao pagamento de urna
execucao pendente contra o vendeior, pelo juizo
municipal da Ia vara, e cartorio do escrvao Bap-
lista. por alugueis de casas, divida privilegiada.
QUE DEVORA.
na Estrada Nova, primeiro
da primeira bomba.
sitio a direita, depois
Vende-se um quarlo bom e j es-
perimentado para viagem : na ra
dos Quarteis n. 22, junto a loja de
unileiro.
Massa para ratos
Pereira & Martins com armazem na travessa da
Madre de Dos n. 16, tendo recebido avultada re-
messa de massa phosphorca para destruir ratos e
baratas, cuja efficacia ja bem conhecida, e dese-
jando que esta excellente preparadlo chimica es-
teja ao alcance de todos, tem resolvido vender a
duzia de boioes a 25000 cada urna, e avolso a 300
rs.. e com urna duzia cada casa fica livre desses
animaes damninhos.
Algodao
para saceos de assucar
Nao tem apparecido a escrava Justina que fugio ;.'ender Anton0 Luiz de |iveira
i janeiro do corrente anno, levando seis vestidos no peu ^^5 rua da Cruz n. 1.
chita e dous cha es. sendo nm nreto : a escrava ------------------------------------------------
em
de chita e dous chales, sendo um prelo ; a escrava
tem os signaes que se segu : parda escura, falla
humilde, anda de vagar, e costuma pentear o ca-
bello e abrir estrada : pede-se a toda e qualquer
pessoa do povo, capites de campo c aos pedestres
a apprehenso da dita escrava, e leva-la rua da !
Esperanca n. 71, que alem de se ficar agradecido
recompensa-se muito bem.
Desappareceu no dia 1" de junho corrente,
da casa de que propretario o Sr. Brito, na Mag-
dalena, um relogio de ouro, patente, descoberto,
teudo no mostrador o nomc do fabricante Golay ,
Lereche Geneve.preso por urna pequea e fina cor- j
rente com chave, tudo de ouro; bem como urna
caixinha de jogo fcita de madeira chineza, c pre-
parada com go>to, contendo interiormente seis oai-
xinhas e um copo no centro, com ixas de madre-1
perola com desenhos esqusitos : rogase a quem
souber ou encontrar estes objectos, dirija-se casa
cima, ou na ruado Trapiche n. 17, que ser ge-
nerosamente gratificado.
da laliia
e roupa de escravo; tem
Azevedo &
Trinas e volantes.
t'licgiraiii a lempo proprlo.
Sii para o Viijilanlc.
Ate que chegou um grande sorlimento de trinas
e volantes, galoes, bicos e espeguilhas pratiadas e
douradas, o de todas as larguras, propriamente
para os ornamentos de igrejas e oratorios para
festejar o mez Marianno ; sous precos sao muilo
racoaveis : s no Gallo Vigilante, rua do Crespo
numero 7.______________________^^^^^^
Milho a Ipi*
Saccas com 26 cuias de milho : na rua da Ma-
die de Ueos ns.5 e ''.______________________
Parllla de mandioca superior
em saceos grandes: vende Antonio Luiz de Olivei-
ra Azevedo c C, no seu escriptorio rua da Cruz
numero 1.
:
Aluga-se por preco commodo o 1 e 2 andar j AttCUCUO
do sobrado da rua da Senzala Velha n. 48 : a ira- Pecliincha.dinheiro a vfeB, algolao com pequeo
tar na loja do mesmo. toque de avaria, a 'i, 4-5300, 3,-5-jOO e 65300 a pe-
- ca, formas de folha para bolos de varios tamaitos
por commodo preco ; na rua do Queimado n. 14.
Quem precisar de um mestre de piano e pri-
meiras letras para qualquer lugar, procure na rua
larga do Rosario n. 37.________________________
Precisa-se de dous amassadores : a tratar na
ruada Senzala' Velha, padaria n. 96.
- A
para
pessoa que quizer entregar urna enanca
i ser criada, dirija se rua do Dique n. 20, por i>
commodo preco; alianga-sc a boa qualidade do IjUllCll
le te.
Vende-se urna canoa grande e bem construi-
da, propria para carregar lenha, cal, etc. ; quem
a pretender dirija-se rua do Cano n. 41 que
achara com quem tralar.
Lavadeira.
AMA.
I'rccisa-se de ama ama : na rua do Queimado
u. 28, primeiro andar._________________________
O Sr. Salustiano Ciraco, que morou na rua
Direita, e reside nos arrabaldes desta cidade, tenha
a boudade de declarar sua morada que se precisa
fallar-lhe.___________________________________,
Aluga-se nm sitio na estrada da Ponte de
l'choa e a margem do rio, pouco adiante do [Jim.
Sr. commendador Nery Ferreira, tendo banheiro,
palanque, galinheiro e outras acommodacoes; e
outro dito no Monleiro, cm frente ao oitao daigre-
ji : a tralar com Antonio Jos Bodrigues de Sou-
za, rua do Crespo n. 13, ou cstreita do Rosario nu-
mero 32. _______
.4 lugnel.
Alug'a-fe a casa da rua do Mondego n. 71
tratar na rua da Cadeia do Recife n. 57. ____
A pessoa que deixou ha dous annos uns pe-
nhores de ouro por 105, na rua Pormosa n. 10,
qoelra vir bnsear no praso de oito das, do contra-
rio serio vendidos para seu resgate. Recife 2 de
junho de 1804.
Precisa-se alu
llolcque.
;ar um moleque
de idade de 15
17 annos
andar.
na rua do Queimado n. 28, primeiro
\a rua estreila do Itosario u. 34
Advogado Affonso de Albu-
querque Mello,
pode ser procurado a qualquer hora ; as sextas-
jeiras, porm, na villa do Cabo._______________
Necessila-:e de urna lavadeira para rasa de bas-
tante familia, que d multa roupa a lavar, porm
quer-se pessoa que d fiama e que lave com brevi-
dadfl : a tratar na rua da Cruz n. 33, no Recife.
Precisa-se de una criada livre ou cscrava,
para cozinliar: na rua de Apollo n. 8.
A pessoa que aanunciou vender um escravo
pedreiro, tenha a bondade procurar na livraria ns.
6 e 8, que se dir quem precisa.
O abaixo assignado vende urna divida de
5:578,54! bem amparada, porm o dono delta nao
paga a ninguem sem ser obrigado principalmente
com excaixeiros e cx-socios : na rua da Lingoela
n. 6, primeiro andar.
Joaquim Mximo de Olivcira.
~ Oferoce-se para caixeiro de qualquer casa
de negocio, principalmente de molhados, que tem
bastante pratica, um homem de meia idade, e dar
informacoes de sua conducta : na rua da Lingoeta
n. 8, primeiro andar.
e armazem
drogas
Rua do Cabiis n. II.
de
COMPRAS.
Compra-se um sellim inglez com todos os
perlences, em bom uso : quem tiver, annuncie
por este Diario, ou entenda-se com o capel lio do
cemilerio, residente no mesmo cemiterio, exlra-'
antro.
Comprase e Afectiva-
mente
ouro e prata em obras velhas, pagande-se bem
na rua larga do Rosario n. -24, loja de ourives.
Compra-se um mxo para piano : na rua do
Cabug n. 11, botica.
Calinga
DE
Joaquim Mariinho da Cruz Correia.
Vende-se o seguinte :
Salsa parrillia de Bristol.
Pastilhas assucaradas de Kemp.
Pastilbas vermfugas de Kemp.
Elixir de citro lactato de ferro do Dr. Thermes.
Rob da Lafecteur.
Xarope depurativo d'odoreto de ferro de Guy.
Xarope pcitoral sedativo de Guy.
Pastilhas pcitoraes balsmicas de Guy.
Pilulas da vida.
Burel franciscano (mesclado) para imagens.
Injecco Brow.
Xarope de citrato de ferro de Chable.
Pilulas contra scs5cs.
Salsa parrilha de Sands.
Extracto fluido de salsa parrilha de Bailys.
Xarope alcoolico de vcllame.
Alm dcstas drogas ha constantemente um com-
pleto sorlimento de tintas, verniz, ouro para dou-
rar, preparados chimicos e pharmaceuticos que se
vendem por commodos presos.
"A V S0A0S~SRS71EDOST
Cura ca'arrhos, tottet
coqueluches, rritace
nervosas sos dos bron-
chios e todas as doen-
I fas do peito; basta ao
doente urna colhe rchdea deste xarope D' Fobget.
Dr. CHABLE, em Pariz, roa Yi> ienne, M.
Pars, 36,RuaVivienne, D"
Sipop du
DrFORGET
CHABLE MDECIN
SOCIEIE
DOS
ARTISTAS HECHAMCOSE LIRERAES
DE
PERNAMBUCO.
Por ordem do Sr. director aviso a todos os dig-
nos socios desta sociedade, para que domingo 5 do
corrente mez, queiram comparecer as 10 horas
do dia para a eleicao dos funcionarios; advertindo
que, em vista do nosso regulamento, se devem pri-
meramente habilitar, para que nessa occasio pos-
sam exercer os direitos que no mesmo regulamen-
to lhes se conferidos.
Secretaria da Sociedade dos Artistas Mchameos
e Liberaos de Pernambuco 31 de maio de 1864.
Flix de Valois Correia.
1." secretario interino.
Roga-se ao Sr. negociante desUi praca que ti ver
recebido para mim ordens vindas do Maranhao. da
casa viuva Lima & Filho, o favor de annuncar
ondeodevo procurar, sondo que responsabiliso-me
pela despezada publicagao, ou entao o de procu-
rar-rae na rna da Aurora n. 46.
Menocl Rodrigues de Carvalho.
Aluga-se o quarto andar com sotao da casa
da rua do Trapiche n. 18 : a fallar no ercriptono.
Comprase
urna mulatinha de 15 18 annos de idade, sendo
de bonita tigura, rom habilidades ou sem ellas,
com tanto que seja honesta, paga-se bem agradan-
do : na rua do Queimado n. 13, primeiro andar.
COMPRA -SE
ouro o prata em obras velhas, paga-se bem : na
loja de bilhetes da praca da Independencia n. 22.
Compram-se boas cabras leiteiras : no sitio
denominado do Toque, ou na Boa-Vista, rua da Glo-
ria, casa n. 86._____________
Compra-se urna preta
idade. que saiba bem coser
lriz n. 20, loja._______________________________
Compra-se ou alujja-se urna escrava que sir-
va para carregar fazendas : na rua do Hospicio
numero 62.
DEPURATIF
du SAIVG
PLUS DE
COPAHU
de 15 20 annos de
: na rua da Impera-
Cores de casemira a #.
Vende-se cqrtes de meia casemira para calca a i
2, ditos melhores a 2,8500 e 3, ganga para calca |
a 440 o covade, brim de linho preto a 500 rs. o
covado : rua da Imperatriz n. 30.
Fil de linho a SO rs. a vara
Vende-se fil de linho branco proprio para forro
de vestido a 320 rs. a vara, tarlatana de cores
a 640 a vara, fil de linho lino a 800 rs. a vara :
na rua da Imperatriz n. 56.
Veos para senhoras a 1,000 rs.
Vendem-se os mais modernos veos para chapeos
de senhoras a 15 um, de todas as cores, manguitos
de fil e bordados a 500 rs., manguitos e gola a'
1^, golinhas para senhoras e meninas a 240 e 320
cada urna, camisinhas finas para senhoras a ~2 o
4500 : s na Arara, rua da Imperatriz n. 56.
Arara vende os caries de la Hara Pia a
Vendem-se ricos cortes de la de barra os me-
lhores que tem vindo, pelo preco de 18$ o corte,
ditos a 8, vende lazinhas em covado a 240, 280,
320, 400, 500 e 640 o covado, das lisas de cores a
640, casemiras para capas de senhoras a 25 o co-
vado : rua da Imperatriz n 56, loja e armazem da
Arara, de Mendes Guimares.
Bramante da Arara a 2)9200 a vara.
Vende-se bramante de linho de 10 palmos a
25200 a vara, panno de linho para saceos e cerou-
las a 640 a vara, bamburgo de linho a 440, 560 e
600 rs. a vara, brim de linho branco fino a 15-00,
15100 e 15600 a vara, dito pardo a 800, 640,15 e
I52OO a vara: rua da Imperatriz n. 56.
('.hilas da Arara a 210 rs.
Vendem-se chitas finas a 240 c 2S0, ditas largas
a 320, 360 e 400 rs. o covado, de cores (xas : rua
da Imperatriz n. 56, loja da .vrara, de Mendes Gui
maraes.
Chales da Arara a 2,>i00.
Vendem-se chales da merino estampados a 25,:
25500, 455OO e 55, ditos de la e seda a 15 : rua
da Imperatriz n. 56, loja da Arara.
Oh! que pecbineha, a I#000.
Vendern se lencos de seda grandes a 15, ditos
pequeos a 800 rs., grvalas de seda de cores a 300
rs., ditas pretas de la e largas a 800 rs., collari-
nho para homem a 400 rs., meias cruas a 200, 240,
300 e 500 rs. o par : rua da Imperatriz n. 56, loja
da Arara.
Fazendas pretas para lulo, cassas, a 320 rs.
Vendem-se cassas pretas para luto a 320 o cova-
do, veos pretos para chapeos dd senhoras a 15,
luvas de seda pretas a 15, princeza prcla enfesta- \
da a 640, 800 e 15 o covado, alpaca preta a 500,
640 e 800 rs. o covado, lazinha preta a 640, mo-1
rim e bombazina : rua da Imperatriz, loja da Ara- i
ran. 56.
Grande soriluiento de roupa
Celta.
Vende-se palelots de panno preto a 165, 145,
125. 105, 85 e 65, ditos de brim de cor a 35500,
35e 253OO, ditos de meia casemira a 45300 e 35300
calcas de brim a 35 e 25300, ditas de brim bran-
co a 453OO e 353OO, ceroulas de linho a 25000 e
15800, camisas francezas de linho a 35, ditas de
algodao a 25500 e 25300 : na rua da Imperatriz,
loja Arara n- 56.
\o esquerain os balees da Arara.
Vendem-se balSes do 13, 20, 30 e 40 arcos a 35,
35500, 45 e 455OO, ditos de brilhantina a 45, ro-
beras de chita a 25, ditas de damasco a 45, ditas
de fusto a 35 : rua da Imperatriz n. 56, loja da
Arara.
Corles de cassa da Arara a 2#000
Vendem-se cortes de cassa a 25, ditos de dila a
2540O, cortes de babados a 35 : rua da Impera-
triz n. 36, loa da Arara.
Soutamharquc da Arara a 20 c Zi^.
Veude-se soutambarque muito bem enfeitadoa20
e 235 cada um, veos pretos e de cores para senho-
ras a 15 cada um, riscados franeczes a 280 o co-
vado. Todas as fazendas existentes neste estabe-
lecimento vendem-se por preco baralissimo, e do-
se amostras com penhor, ou manda-se levar as fa-
zendas casadas familias pelo caixeiro da loja da
Arara, rua da Imperatriz n. 56.
GRANDES ARMAZENS DE MOLHADOS.
Francisco Jos Fernandes Pires proprietario dos armazens de molhados dem
dos Brrlhante Aurora e Aurora Brilhante, ao largo da Santa Cruz ns. 12 e 81 (esquina
da rua do Sebo), faz sciente ao respeitavel publico desta eidade e do interior qne nos
seus importantes estabelecimentos vender sempre gneros novos c de primeira quali-
dade e vender a todos pelo mesmo preco.
O completo sorlimento de todos os gneros finos e grossos que costumam ter onlros
estabelecimentos desta ordem se cncontrarao sempre nos armazens da Brilhante Aurora
e Aurora Brilhante e sempre em grande escala a vontade dos Srs. compradores.
O proprietario dos armazens Brilhante Aurora e Aurora Brilhante pede a lodosos
senhores e senhoras que quando tiverem de mandar suas relacoes a estes estabei: cimen-
to! por seus criados seja em carta fechada ou com grande recbmmendaco a esies arma-
zens, certos de que sero tao Lera servidos como se viessem pessoalmcnte.
A Brilhante Aurora e Aurora Brilhante troca qualquer um genero que per acaso
nao agrade erece.be as libras esterlinas a l'5,sendo por compra: a tabella de Ms gneros
ser mudada todas as semanas.
Amendoas confeitadas para sones a libra 15.
Manteiga ingleza (lor a 800, e 960 rs.
Dita mais abaixo a 640 e 720 rs.
Dita franceza nova libra 640 e en barril a
600 rs
Viobo branco de muito boa qualidade aa-
da 45 e garrafa 480 rs.
Dito Xe.ez lino a caada 75300 e garran .1
15*00.
Dito Madeira seca caada 105 c garrafa 3&
Chocolate sant muilo novo a!5200 a libra. Dito em caixas de urna duzia do- Porto dos
Cha perola o melhor que ha i redondo) a! melhores autores a 125, 145 c 165.
libra 352OO.
Dito dito mais abaixo a 25500 e 25WX).
Dito uxim muito lino a 25800 e 35.
Dito hysson superior a 25600 e 25800.
Dito mais abaixo a 25 e 25500.
Dito preto muito fino a 25500.
Dito em massos a 25-
Dito do Rio era latas de 4, 2 e 1 I
15500.
Caf de moca superior arroba 101500
bra 400 rs.
Garrafas com licor fino frasee* e portuguez
a 15-
Dilas com vinho de caj muito claro '.o-
Ditas com mei de abellia puro a \-!j.
Frascos com genebra dellollanda de 2 g..
rafas a 15.
Dito de una garrafa a 360 rs.
ibra a: Dito de laranja verdadeira a 15200.
Duzia de graxa latas grandes a 15-
e 11- Caixas com 25 massos de velas de aperma-
cele a 560 rs. a libra.
Dito do Rio e do Cear arroba 95500 e libra Ditas maiores a 600, 640 c 720 rs. a libra.
320 rs. ; Caixas com urna arroba de velas doAraca-
Dito mais abaixo arroba 85300 e libra 280.1 V 105300 e libra 400 rs.
Barricas com bolacliina ingleza ingleza uovaj Ditas de composico arroba 105 c libra
a 35- Saceos grandes com farnha deGoiannami.:-
Latas com bolachinha de soda de 5 libras' lo boa a 55500.
YENDAS.
Vendcm-se caixoes
encuixotar a 2$ cada um :
zes n. 44.
DASENFF.RM1DADAS DESSEXUAES, AS AFFEO
QOES CUTNEAS, E ALTERAgOESDO SANGUE.
I0000curasdasimpingn
\puslulas, herpes, sama
:omixoes,acrimonia,eaL
fercoes, uicioa do tan-
__jue; virus, e alteracoes
do san'jue. (Xarope vegetal sem mercurio).Depu-
rad > trgei-ea BA1VHOS MlVIHili
tomao-se dous por semana, seguindo o tractamento
Demiraliro_.-jf empregado as mesmas molestias.
Este Xarope Ci tracto da
ferro de CHABLE. cura
immediatamente qualquer
purgacao, relaarafao,
debilidade, e igual-
mente os /lujos e flores brancas das mulheres.
Esta injecco benigna emprega-se com o Xarope da
Citracto de Ferro.
Hemorroida*. Pomada que as cura em tres das.
POMADA ANTIHERPETICA
Contra: as afeccots cutnea* e comixoes-
PILULAS VEGETAES DEPURATIVAS
do Chable, cada frasco vai accempahado da
um folheto.
Vcndc-so na rua do Imperador botica
franceza n. 38._______________________
Cal de Lisboa e potassa da
Rnssta.
Vende-se na rua da Cadeia do Recife n. 26, para
onde se mudou o antigo e acreditado deposito da
propriOS para se mesma rua n. 12, ambos os gneros sao novos e
na rua das Cru-
Veudena-sc tesoaras de CUiinia-
res
de superior ijualidade.para aso dos senhores ca-
belleireiros e barbeiros, assim como para costura
c unhas : na loja de ferragens da rua da Cadeia
n. 44, de Thomaz Fernandes da Cunha, preep fa-
voravel.
Thomaz Teiiera Bastos, cidado brasileiro,
vai para Europa tratar de si
y
prar
Vende-se um piano em bom estado e por
commodo preco : a entender-se com o guardiao do
Precisa-se de orna ama para cosinher e com- i convento de Santo Antonio do Recife no seu con-
na rua Augusta n. 84. lTen,<>-
legtimos, e se vendem a preco mais barato do qne
aru tnualquer^parte.
Vende-se a propriedade Japarandubinha per-
tencenle aos herdeiros de Francisca das Chagas
Cavalcanti, com meia legoa cm quadro, sendo lodo
este terreno de Varzea e mui proprio para canna
ou mesmo algodao ; faz-se todo negocio, sendo a
dinheiro vista : a tratar no pateo do Terco n.
141, ou mesmo permuta-se por predio nesta ei-
dade.
Vende-se urna escrava de naci,
de 42 anuos, muito boa engommadeira,
e lavadeira : na rua da Imperatriz n. A,
andar.
com idade
cozinheira
primeiro
de trabalhar a mo para
descarla? algodao
FABRICADAS
Por Plant Brothers & C.
OLDAI
Estas machinas
podcmdcscaroear
de algodao sem |
eslragar o fio,
sendo bastante
duas pessoas para
o trabalho; pode
d&carocar urna
arroba de algo-:
do em caroco
em 40 minutos, |
on 18 arrobas
por dia ou 5 ar-
robas de algodao
limpo.
Esta machina |
a nica que
possue as vantagens de nao destruir o fo do al-
godao e de fazer render o debro de qualquer ou-
tra com menos trabalho, a sua introdcelo para
as provincias deste imperio ser de muito valor
para todos os interessados na lavoura do paiz.
Assim como machinas em ponto grande do mes-
mo systema, para -erern movidas por animaes,
agua ou vapor, as quaes podem descarcar 18 ar-
robas de algodao limpo por dia.
O algodo descarncado por estas machinas tem
muito mais estimacao nos mercados de Europa e
vende-se por maior preco.
As machinas se acham venda unicamenie em
casa de
Sauaders Brolhers & C.
X. II, praca do Corpo Santo
RECIFE.
sm nicos agentes nesie paiz.
ou fina a vontade do comprador
ce
1
1
I
k
B
a255O0.
Ditas com ditas sortidas de i libra? a 15100.
Frascos com amtixas francezas s o frasco
val o dinheiro a 25800 e 35.
Latas com di las a 15400, 25200 e i5.
Ditas com figos de comadre a 15300.
Caxinhas hermticamente lacradas e propras
para mimo a 25 e 25800.
Caixinha? com ditas a 1-j. 25300 c 55 de
arroba.
Presunto de Lamego muilo novo a libra 30
rs. intero e a retalho 600 rs.
Chouricas e paios novos a libra 800 r?.
Latas cm chourigase linguieas novas vin-
das neste vapor com 9 libras por 05300.
Ditas com peixe ensopado de mutas qual-
dades a 15.
Ditas com ervilhas francezas c portuguezas
a 880 rs.
Ditas com feijao verde francez a SuO rs.
Ditas com massa de tomate novo a libra
560 rs.
Ditas com ostras a 720 rs.
uilas com marmelada dos melhores autores
de Lisboa a libra 640 rs.
Potes com muslarda franceza preparada a
libra 480 rs.
Frascos com conservas de pepinos, mexides
e azeitonas verde a 1.
Dila dita franceza a 800 re.
Gigos com trinta e tantas libras de batatas
novas a 35300.
Queijos novos do vapor a 35200 e 35300.
Ditos de prato enplicado a 1=5.
Dito suisso a 800 rs.
Dito de manteiga do Serid aSoO is.
Caixas com passas novas de 1 ar oba 75,
meia 30500 c quarto 2o e libra icO e
640 rs.
^imendoas com casca a libra 240 rs. o arro-
ba 65.
Nozes libra 160 e arroba 55-
Charutos finos de Simas e dos melhores fa-
bricantes da Rabia de 25 a S5 caisas de
100" e 50.
Grozas de caixinhas de palitos do gal a
25200 e 200 rs. a duzia.
Barris com azeitouas novas a 3, e 45 bar-
ris grandes.
Vassouras do Porto piassava muito seguras
a 400 rs.
izeite doce francez dos melhores fabrican-
tes caixa 105e agarrafa 15.
Caixas com vinho Itordeaux branco c tinto
S. Julien, S. Eslife o outros a 75500 e 85-
Vinho do Porto finoem barris de -"i0 que ra-
Dilo de Porto Alegre melhor que de >".i-
beca a 65.
Ditos com milho novo com 24 cuias a \'.
Dilo com farello de Lisboa 120 h^ras .
55300.
Dilo com arroz de casca a 35300.
Duzia de garrafas de serveja branca e pl : 1
a 35800 e em barricas a 3550 Arroz do Maranhao em sacecs arroba 2500 1
e libra 100 rs.
Dito da India e Java arroba 35 e libra
Aramia verdadeira arroba 85 c libra 320
rs., malarana.
Gomma do Aracaty para engommar arroba
55 e libra 160 rs.
Tapioca ou familia do Maranhao now. !,bra
160 rs,
Ervilhas seccas muito novas libra -200 rs.
Sag e sevadinha a 240 rs.
Seva'da arroba 352C0 c libra 120 r?.
Graxa de boiao 97 a 280 r?.
Sabao massa a 20, 240 e 280 rs. a 1
Dito hespanhol verdadeiro a 400 rs. a libra.
s Balaios do Porto diversos tamaitos de
a 2
[00,
Capachos para porlas de varias cores a
700 e 81)0 rs.
Grao de bco arroba 45300 e libra 160 rs.
Painco arroba 55500 e libra 200 rs.
Milh alpista arroba 45800 e libra ItK -
Azeitc doce de Lisboa garrafa a 610 1?.
Vinagre de Lisboa caada 15300 c g...
1 200, 240 e 320 rs.
Massos de palitos de denles com SO :...---
! nhosa 160 rs.
Tijolos de limpar facas a 160 e 120 1-
Caixas com 40 carias de traques .:'. :
a carta 280 rs.
Resmas de papel almaco pautado a 55.
togrevc liso o melhor que ha a 45300.
Dito de peso e paulado a 25500 e 25800.
, Garrafoes com 25 garrafas de verdad*
genebra de llullanda por 85500.
Azeite de coco garrafa 560 rs. e carr,\p'.''
360 e caada 25560.
Caixoes com doce de goiaba a 640,800 2 15,
Toucinho de Lisboa arroba 85500 e libra
320 rs.
Dito d Santos arroba 75 c libra 280 rs.
Molho.; com grandes ceblas a 15600.
Cento de dita solta a 15300.
Mauncos de albos a 240, 320 e 400 rs.
Esteirasde varias qualidades.
Gordas de postar e de andaime.
, Favas da ilha de S. Miguel arroba :1500 e
libra 120 rs.
1500,
ras vezes apparecc por 805 e em caada a Copos lapidados para agua c vinho a
55300 e garrafa a 800 rs.
Dito da Fgueira puro caada 1t3 e 45500 e
garrafa a 480 e 360 rs.
Dito de Lisboa de boas marcas a 35300 e
45 e a garrafa a 440 e 480 rs.
Dito branco proprio de Lisboa caada 45800
e garrafa 640 rs.
Cognac verdadeiro a garrafa 15 e 15280.
Vinho muscatel duzia 105 e garrafa 15-
35800, 65 e
Ditos lisos para varios precos.
Calix lapidados grandes e pequeos dozia
3,4 e 35 ; e 400 c 300 rs. cada nm.
Massas para sopa macanao, talharim e
tria a 480 rs.
Estrelinha e pevide libra 560 rs.
Xaropes de fructas nacionaes a ,,.
500 rs. %"
E muitos outros gneros que nao possivel men-X
ciona-los todos de primeira qualidade,
A satisfacao da Brilhante Aurora e Aurora Brilhante vender muito cmbor.i
to, mas a DINHEIRO.

LIQUIDACAO
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e

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es
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sflHHH HsW Mal
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'i 1. "fi
%
R! RKI M
AZKM CONSERVATIVO
23Largo do Terco23.
Joaquim Simao dos Santos tendo de se retirar est resolvido a liquidar e fazer orna simimio
vanlagem a quem seu armazem frequentar, e vender por menos do que outro qualquei aniiuuu.mci,
para isso tem um vanlajoso sorlimento tanto neste armazem como fra e para ^rJ*"';, ,?,'"';.''
o anunciante scientifica aos seus freguezes que tem frequenlado es e^eslabelec med.j que ,
hora em diante terao a vantagem de 10 a 20 por cento menos que compraram em outra epoea pelo
seu promplo pagamento.
Attenco.
Caf do Rio de primeira e segunda serte a 270 e j toe$**j%ae $ mlboni "rili";'^
ArSpiiadoa80e 100 rs. a libra e 25400 e ^^^^^S^^-
MiulS.a.mpoat70r, a libra e 45800 a D^mgleza^a-!) ^
Toucinho de Santos e Lisboa a 240 e 280 rs. a ibra. Vinho do Porto ei-.garrafado a 800 rs., garante-tse a
Passas de carnada a 500 rs. a libra e 105 a caixa. I superior qualidade.
Rea da Scnzalla n. 42.
Vende-se, em casa de S. P.JohnstontC,
sellns e silh5es inglezes, candieiros e casti-
paes bronzeados, lonas inglezas, fio de vela,
chicotes para carros e montara, arreios para
carros de un e dous cavallos, e relogios de
ouro patente iDgkz.
640 rs. a garrafa e
e 540 a
Azeite doce de Lisboa fino a
45800 a caada.
Dito de carrapato a 320 rs. a garrafa
caada.
Massas para sopa aletria, macarrao e talharim a
480 rs. a libra e 105 a caixa.
Chourifasas mais novas a 800 rs. a libra.
Charutos em macos de 50 a 65 o uiilheiro e a
640 rs. o rento.
Dito em pipa Figneira das marcas mais bem co-
ndecidas a 300 rs. a garrafa e caada 3^JS00
e 35500.
D lo de Lisboa especial para negocio 160, MO a
440 a garrafa e em caada faz-se abatimento.
Dito branco proprio para mssa a 640 e 800 a .gar-
rafa e em caada a 55 e 35300.
Bolachinha americana a 200 rs. a liLra c em bar-
rica ha grande abatimento.
Ferros para ourives.
Na rua larga do Rosarlo n. 24, loja de ourives, 3o*o a 25200 o cento, e
vendem-se todos os ferros e ulencilios de ourives. j da Palma n. 41, taberna.
Vendem-se sortes para Santo Antonio e S.
e 320 rs. a du:i : na rua
Vende-se um cabriole! inglez de 4 assento? e Vendem-se os terrenos de marinhas ns. 40
rodas altas em parfeito estado, por commodo prc- 40 A do caes do Capibarile a tratarla ruada
co: na cocheira do Penha, na rua do Aragiio. \ Imperatriz n. 63, 2' ardar.
w


Diarla de fitBWifcim feabbadn d- de fuabo it i ai

Grande liquida$o
de faisodas na loja d Pavie, roa da Iaeeratriz i.
60, de fiaaa & Silva.
AeOa-so este cstabelecimeoto completamente sor-
udo de azendas inglexas, francezas, allemaes e
suissas. proprias tanto para a praca como para o
mato, proraettendo vender-se mais barato do que
ifin outra qualquer parte principalmente sendo em
porgo e de todas as fazcodas do-se as amostras
deiando ficar penhor ou roaudam-se levar em ca-
sa pelos caixeiros da loja do Pavo.
As chitas de Pava.
Vendem-se superiores chitas claras e escuras pe-
lo barato prego de 210 e 280 rs. sendo tintas segu-
res, ditas francezas finas a 320, 340, 360, 400 e
300 rs., o covado, ditas pretas largas e estreitas,
riscados escocezcs finos a 240 rs. o covado, isto na
loja do Pavao ra da Imperatriz n. 00 de Gama &
Silva.
Ra da Senzalla Kova n. 42.
Neste estabeledmentr/vendem-se: tachas de
(erro coado libra a 110 rs., idem de Lo*
Moor libra a 120 rs.________________
RIVAL SEM SEGUNDO'
Ra do Queimado ns. 49 e 53, loja de miudeas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, est continuando
no sen progresso de vender baratissimo :
Caixas de superiores obreias de cola e massa a
40 rs. ,_ ^
Cordo brando para vestido c espartilho, vara SO
rdi.
Linhas de carretel (150 jardas) de superior quah-
dade a 60 rs.
Cartes de linha Pedro V (200 jardas) j muilo
conhecida a 40 rs.
Grozas de peonas de ac de muitas qualidades e
| superiores a 500 rs.
Ascassas do Pavioa 140, 280, 300 e 320 rs. Caivetes de duas folhas porcm finos a 500 rs.
Vendom-se linissiinas cassas persianas cores fi-, Caixas com calungas muilo bonitas para rap a
xas a 320 rs. o covado, ditas francezas muito finas 100 rs.
a 240 e 280 rs., ditas ingzezas a 240 e 280 rs. o Franja branca e de cores para toalhas a 160.
covado, tinissimo organdy matisado com desenhos Pares de botoes para punho muito bonitos a 120.
miudinhos a 320 rs. o covado, cassas garibaldinas Caixas cora soldados de chumbo muito bonitos a
muilo finas a J20 rs., isto na loja do Pavao ra da 120 rs.
Imperalriz n. 60, de Gama & Silva. Tinteiros di vidro com superior tinta a 160.
As laiinhas da eiposiro do Pavo. Di's de barro com superior tinta a 100 rs.
Vendem-se as tnais modernas laazinhas mossan- Croza do botoes de louca pratiados, o melhor, a
bkiue chegadas pelo ultime vapor francez sendo i0" r~- lnn
de urna s cor ou de listas miudinhas com 4 pal" Tesouras para costura, o mais superior, a 400 rs.
IBM de largura, proprias para vestido de senhora, g'tas para unhas muilo finas a 400 rs.
nnpa para meninos e capas, e pelo baratissimo Escovas para limpar denles muito superiores a
pioco de5U0 rs. o covadov ditas enfesladas trans- ,., r.~-,- _.
jrente., de quadrinhos a 500, 400 e 360 rs. o co- >',br:is ** de todas as cores (pesada) a /*.
i (as matisadas muito tinas a 500 e 400 rs., CaiMs de phosphoros de seguranga a 160
.i tas maia baratas do que cinta tambem matisadas Ditas d; papel amizade pautado c liso a 000 rs.
a 320 rs. o covado. dita; a Mara Pia com palma Ditas com l anvelopes muilo superiores
'! da e i palmos de largura a 800 rs. o covado, r,ei- ,
a I is de urna su cor parda, azul, cor de ljrio e Cadernos de papel fcfWMO c de cores, pequeo, a
peroia proprias para vestidos, sautembarques e _,2U rtfl"- __
aribalde., a 720 rs. o covado, ditas escocesas a Carlas a taboadas para meninos a 80 rs.
800 e 40) rs isto s na loja do Pavao, ra da Im-1 Caixas com superiores isca<
peratriz n. GO,"e Gama & Silva.
Os chales do Pavo.
toada a 75 e 85, ditos pretos ricamente bordados
a retro* romvidrilho a 125, ditos pretos lisos a
i&, dilos de cores a 45500 e 55, ditos de merm
estampados a 25 c 35, ditos de laa a 1280 e 25,
d i el'reiroz prclo para luto a 65, isto na loja
S
lias pretal para a quaresma vende o Pavo.
V rade-se grosdenaple prelo muilo superior aBonels para meninos muito finos a 15500 e 25.
1$G00, dito a 15800, 25, 25500, 25801 e 35, mo- Macos de grampos superiores e liuipos a 30 rs.
reanliquipielo muito superior a 35 e 25800, sar
eta hcspanhola muilo encorpada a 25, isto na
foja dj Pavo ra da Imperatriz n. GO, de Gama
& Silva.
0 Pavo vende para lulo.
Vende-so superior setim da China fazenda toda
pno para vestidos, paletols, rapas etc., pelo bara-
to preco de 25, 25200, 25500 o covado, cassas
pr .. as, chitas pretas largas e estreitas, chales
de taerino lisos e bordados a vidrilho, manguitos
Groza do phosphoros do gaz muito novos a 25200.
Arela preta muito superior a 100 rs.
Caixas do rap com espellio a 100 rs.
Realojos para enlreter meninos a 80 rs.
Pecas de Illa de lindo muilo boas a 40 rs.
Peles do I ac muito bonitos a 15-
Enfeites de laco de todas as cores a 15300.
Rodas com altinotes francezes a 20 rs.
Caixas com quatro papis de agallas imperiaes a
240 rs.
Sabonetos de familia a 80,160 c 320r
c migoliiuhas e outros muitos anigos (|iie se ven- Caivetes de duas folhas muilo linos a 320.
detn 4 precos razoaveis : na loja do l'avo ra Pares do sapatos de laa para meninos a 400 rs.
i uperatru n. 00, de Gama & Silva. Sapalos de ranea para scnliora e para homem, os
(ls corninhos do Pavo melhore- que ten vindo, e por prego muito barato:
Vonde-se os mais modernos rorpinhos de cam- quenijiiuror vor, venha na do Queimado ns.
braia rii ament bordados e enfeitados a 7 e85 ; *9 e &, e wra tudo como e bora c bara,-
D a do Pavo, ra da Imperatriz n. 60, deGa-j -
ma & Silva.
Os vestidos do Pavo
Vende-se ricos vestidos de grosdenaple preto r-
camente bordados a velado polo barato preco de
4i5. sendo fazenda que sempre se vendeu a 1004
o t-05 : ditos de cambraia brancos ricamente bor-1
i i roche, sondo proprios para baile e casa-
mento a 10, 15, 20 e 305; dilos de laa com lindas
PvrHiae ala lhihi.
: I
;:-
fl" -.
Ch'
i
9
i,'
as a 18 e 155; isto na loja do Pavo ra
ai [mperatril n. 60, de Gama 4 Silva.
Os pannos do Pavo.
Vende-se panno prrto muilo superior pelo barato
pr i de -5, 25500,35 e3j|500, ditos muilo tinosa |
3 e 65, cortes de casemira prela cnfeslada a
45 iSvi'li (1-3. casemira prela fina fe urna s
. til o lina a 15800, 25. 25500 e 35, cor-!
i emira de cor a 55, 55500 e 65, casemi-
enfestadas de orna s cor proprias para caifa.
1 tote, e jilotes, capas para senhora, roupas para
m tainos a 35 c 3#500 o covado, isto na loja d>
. ia da Imperatriz n. 60, do Gama & Silva.
i ronpa do l'avo.
i Ddei -se paletols de panno jireto sobrecasa-
M Cazenda muito boa a 125, dilos muilo finos a
! i. i:t-.:. 255 e 305, calcas de casemira prela boa
i; i 15500,55, G5/75 e 85, paletols saceos
oe panno preto a 75- ditos do. casemira de cor a
65 8 75, ditos de alpaca prela, ditos de merino
pretc, ditos debrlm de cores, calcas do casemira
de coi a 15, 55.65. 75, ditos de caxemira da.
^ issia a ';>. tinos de brim pardo a 2550, ditos
1 25 e 255OO, dilos brancos muito finos.:
.10 nj loja do Pavao, ra da Imperatriz n. 60, de
i \ Silva.
O.** cortinados do pavo.
\ indem-se ricos cortinados proprios para janel-
i 1 amas pelo barato preco de 95 o par, sendo o
m ir que ha no mercado': na ra da Imperatriz
n 60, lo Gama A Silva.
As colchas do Pavo.
Veadem-se colchas de linho alcochoadas pro-
pna ara cama pelo barato prego de 55 cada nma
na ra da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva
As pi-ccalas do Pavo.
Vendem-se as mais lindas precalas que tem vin-
do ao mercado chegadas pelo ultimo vapor fran-
cee, pelo barato preco de 600 rs. o covado, ditas
de l u:iha muito miudinhas proprias para vestidos
; pono de meninos e meninas polo birato preco
de 500 rs. ; s o Pavo ra da Imperatriz n. 60.
loja de Gama & Silva.
Os soiiteanbarques do Pavo
lO^ e f & s o Pavo.
Vendem-se os mais lindos sonleanbarqnes que
tem viudo ultimameiiie de liaiinha e caxemira n-
eamente bordados enfeitados, coros muito delica-
das pelo barato preco de 105 e 155 ; fazenda esla
queem outras !! >< se vend'-m por 205 e 255,
so para liquidar : na loja e armazem do Pavo
rea da Imperad i/, n. 60 de Gama & Silva.
As chitas do Pavo *-fOO e
2,YsOocrtr. \+
Vendem-e. corles de chita com dOM covados 3M
'id* corte, dilos rom dez covados a 25400, fazen- \ O
da muilo boa, e que nao desbota, s na loja do Pa-1 f^,
v.io tem usa pceliinelia ; a na da Imperatriz n.
'JO do Gama A Silva.
Las de uma s cor.
Vendem-se laazinhas de uma s cor, sendo en-,
carnada, azul, cinzenla, cor de caf, lirio claro, li-
no roxo cor de perola pelo baratissimo preco de
tiit) o covado, fazenda muito fina s o Pavo. ra
da Imperatriz n. 60 loja e armazem de Gama &
Silva.
Panno de linho.
\ inde-se panno de linho com 4 palmos de lar-
gura proprio para lonces, toalhas e ceroulas pelo
barato preco de 640 rs. a vara, bramante de linho
cola 10 palmos de largura a 25500, algodozinho
moastro com 8 palmos de largura a 15, pecas de
Mamburgo com 20 varas a 95. 105 e 115, pecas de
madapolo lino a 75500, 85, 95 e 105, ditas de
aigodaozinbo a 65, 65500 e 75, c outras muitas
fazsadas brancas qnc se vendem muito baratas
ana de apurar dinheiro : na loja do Pavao ra da
imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
O bramante do Pavo com doze
palmos de largnra.
Vende-se bramante de linho pui o, muilo fino com
doxe palmos de largura o melhor e mais largo que
tem vindo ao mercado pelo barato preco de 25800
rs a vara ; na loja do Pavao de Gama & Silva,
aua da Imperatriz n. 60.
As precalas do Pavo.
V p.domse as mais lindas precalas qus tem vin-
do ao mercado chegadas pelo ultimo vapor francez.
mo barato preco de 600 rs. o covado, ditas de lis-
trinha muito miudinhas proprias para vestidos o ; amostra" ^ Paicnie*-
e roupas de meninos o menina*; pelo barato preco
de 500 r.-. s o Pavao ra da Imperatriz n. 60.
loto de Gama & Silva.
Os bal5cs do Pavn.
Y nom-se crinolinas ou baloes de 30 arcos tan-
neos como de creSj^ sendo americanos que
- melhorcs por se nao quobrarem a 35500 o
de 35 arcos a 45, ditos de musselina com babados
liara menina a 25 e 35 : na loja do Pa-
vo ra da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
O Pavo vende d 8#.
Vi ndem-se os mais lindos cortes de vestidos a
llana Pia, com lindas harpas desoja, sendo che-
1 ultimo vapor francez pelo barato preco
I '. 11 am ?6na loja do Pavo ra da mpe-
. .. 4- Silva.
'* t
m -c
M
AGUA FLORIDA
I Murrav k I/.iiiman.
qun delictido porfumo
i:icxtii)giiivcl c lili) clicio- rancH c frescura como o
1 iin das proprias vcrdcccn-
Diiranc inezca cnlorcii-
" o seu nzo torn;i-sc ininoii-
aprazivel o dcscjavel cm eoa-
inttuci'cia rcfrsiratttio o
o*
I
'.}; produ Bobra a pello:
e: mto qao uaada no banlio ella
1 :\ corpo lai):
IIO
ruido c caneado
..:. oiasticidado do vigor c fbrea.
".'u parte Uvmtpareneia un feigk*,
e >vu pannot, sarda* c lertoeja* di
ORIENTAL 1KEIF
PARA OS CABELLOS.
nepaiaefio admiravel para lim-
]>.<:-. 1, r: 1 i.-ear, coutservar c restabelte*
i-er s uabeUaa,
ven-la as boticas de Caors & Barbosa,
na da Cruz, e Jo3o da C. Bravo A C, roa
da Madre de Dos.
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Grande pechincha.
A 200 rs. o covado.
Cambraia- escuras finas a 200 rs. o covado para
acabar ; nao se dao amostras para que se acabem
logo : quera quizer, venha comprar no armazem
de fanndas de Custodio, Carvalho & C, ra do
Queimado n. 17.
Plvora.
Vendes? plvora ingleza fina, em barris de 25
libras c. h. em lotes a vonladc dos compradores e
por precr mdico : a fallar no escriptorio de Ro-
the 4 Bidoulaa, ra do Trapiche n. 18, aonde as
Terreno.
Vendem-se 107 palmos de terreno na ra Impe-
rial, com fundos al a estrada dn forro, e junta-
mente uma canoa de carga de 1,800 lijlos, cm
muito boni e.-tado : a tratar na Companhia Per-
oambucana.
Si:ilto do Porto superior
om caixas Jo una e duas duzias : tem para von-
der Antonic Luiz de Olivcira Azevedodi C., no sou
Q'Criptorio ra da Cruz n. 1.
Viuio rerde de Bastos.
Omellicr que tem viudo a este mercado, em cai-
xas de dazla : uo armazem de Jos Joaquira Lima
Diir.V. a ra da Cruz n. 18.
FAZEIDAS BARATAS
FAZENDAS BARATAS
PARA kU&m M liQJA DQ giSif|r(
Ricos vestidos brancos bordados a 105 e 125.
Baloes ingieres de arcos e croch a 35, 45 e 55.
Camifinhas e manguitos muito bem enfeilados a 35.
Grande sortimento de laazinhas muito boas a 360 e 400 rs.
Soutemharquos e capas de seda, merino e cambraia bordada
Bramante de linho moito largo a 25-
Organdys e cassas francezas finas a 480 rs.
Cambraias lisas, fil de linho liso, cambraia de salpicos.
Lindos corles de laa a Mara Pia de 85 a 1S5.
Mimosos vestidos japonezes a 145.
Variado sortimento de chales cm qualidades e precos.
Musselraas brancas com pinta de cor.
Grosdenaples pretos de 15600, 15800 e 25.
Lencos de cambraia bordados a capricho a 15.
Madapolo barato a 5#soo.
Vende-se madapolo bom e perfeito a 55800 a peca com 20 varas.
Todos estes artigos e ontros muilos se vendem por precos que admiram na ra d> Cresoo
numero 1. r
Defronte do arco de Santo Antonio.
O BIVAIi
a800
a 40 rs.
Carretois de linha Alcxandrc (200 jardas) de cores
7oadem.se finos diales doterepon estampados Baaho?para voltarete muito finos a 240.
[><, barajo proco de 05, 75, 85, ditos de pontaje- Cartas do allinetes francezes muito finos a 40 rs.
Meadas de linha Txa para bordar a 20 rs.
Paros do sapalos de tranca muito superiores a
15600.
Papis de agulha com um pequeo toque a 10 rs.
Groza de botoes do madreperola muito finos a
560 rs.
Carios e caixas de celchetcs francezes superiores
a 40 r.-.
INJECTION BROU
JARABE DE CORTEZAS DE NARANJAS AMARGAS
k *-* IjAROS, Qumico, Firaaclieo de la Escoria soprrior de Pars
Este Jarabe, al regularizar las funciones del estmago 6 intestinos, destruye esas
indisposiciones protciormes, y hace abortar las enfermedades de que son signos precur-
sores. Mdicos y enfermos han reconocido que restablece la digestin, haciendo desa-
parecer las pesadeces de estmago; que calma las jaquecas, pasmos, y calambres, que
son el resultado de digestiones penosas. 9n gusto agradable, y la facilidad con que se
soporta, lo han hecho adoptar como el especlfieco infalible de las enfermedades nervio-
sas, gastritis, gastralgias, clicos de estmago y entraas, palpitaciones, males de co-
razn vmitos nerviosos. Su accin sobre las funciones asimiladoras es tal, que los
mdicos mas ilustres lo han adoptado por escipiente real de los dos primeros agentes
teraputicos : el Ioduro de potasio y el Proto-Ioduro de hierro, habiendo
observado que bajo su influjo, el primero pierde su accin irritante, y el segundo
su efecto astringente.
JARABE FERRUGINOSO
DE 1 ORT.ZIS DE mraijis AMARGAS
con PROTO-IODURO de HIERRO
La asociacin de la sal frrea con el Jarabe
de corteza de naranjas es tanlo mas racional
cuanto que este Jarat>c, empicado solo para
estimular el apetito, activar la secrecin del
jugo gslrico, y por consiguiente, regularizar
las funciones alKlominak-s, neutralizolostrlstes
efectos de los ferruginosos y de los ioiluros (pe-
sadez do calicza, constipacin, dolores epigs-
tricos), al paso que facilita su absorcin. Di-
suelto en el Jarabe, se toma y soporta fcil-
mente por lialhrsc en el eMado puro mas
asimilable; y aslpuede seguirle la cura de los
colores plidos, perdidas blancas, anemia,
afecciones escrofulosas v raquitismo. El frasco 1
4 fr. 50.
JARABE DEPURATIVO
DE C0nTEZAS DE NARANJAS AMARGAS
CON IODURO DE POTASIO
Kl Ioduro de polasio, administrado en solu-
cin bajo forma slida, cansa al enfermo una
titn repugnancia, determina accidentes que
lo obligan renunciar esle dicaz remedio.
Unido al Jar.iin' de cotteziis tic naranjas, no
caii.-n ni M.-tiai-tla ni desarreglo del estmago
intestino*,)* gracias este salro-conducfo,
las ctiias depuradas pueden seguirse sin inter-
rupcin en las afecciones escrofulosas, tuber-
cnl'isas, eanciTiisas, y en la segundarias ter-
cianas, inclusas las reumticas, da que en su
uta* segur* especulen. 1.a dosis est d-'-liuida de
tal manera que el mdico la varia como quiere,
hl fiasco : 4 fr. 50
Los Jarabes de J.-P.LAROZE estn siempre en frascos especiales (jamas en medias
botellas ni frascos redondos1. F.x]wdicioncs: en casa J.-P. LAROZE, ru de la Fontaine-
Hoticre, 39o/s. Deposito general: farmacia I.arozc, ru Nenvc-des-Pctits-Cliamps, 26,
y en casa de todos los farmacuticos antiguos de Francia y del Eslrangero.
Desgnese en que lengua deben estar las instrucciones que acompaan cada producto.
PERFUMERA mdico-hyginica
De J.-P. LAROZE, Qumico. Fanuciulico de la Escuela especial de Pars
Estos productos so el resultado de la aplicacin de las leyes de la higiene la per-
fumera,que se eleva y convierte en farmacia de la belleza, encargada de atender la hi-
giene del culis, cabellos y dientes, que todosson rganos tan importantes; sirven para evi-
tar y destruir las causas de las enfermedades que su hermana primognita, la farmacia
propiamente dicho, est llamada4 curar.
elixir dentfrico psra curar inmediatamente
los dolnos de 111 ucla> ; el frasco 1 fr. 25
POLVOS DENTIFIUCOS ROSADOS, ion base de
magnesia, para emblanquecer y conservar los
dienl'-s ; el frasco........1 fr. 50
OPIATA dentfrica para fortificar las encas y
eritai la* nctr.ilgias dentales S fr. M
curativo dental, para curar los diente ca-
riados antes d<- la einploinadurs, y evitar los atice-
sos y dolores; el frasco con el instrumento. 0 fr.
AOCA leocodermina para conservar la her-
mosura de la tez y las funciones de la piel; el
frasco.............S fr.
spinrru na ans rectificado complemento
del tocador de la boca despus de cada comida;
el frasco...........i fr. 25
jabn lenitivo medicinal, para el tocador ;
la violeta, almendras amargas, ramillete, etc.,
el jabn............1 fr. 51
jabn lemttvo medicinal, con yemas de
huevo, para evitar las grietas en el cutis, hendiduras
v enfermedades de la piel; i la violeta, ramil-
lete, etc.; el jabn.........2 fr.
CREMA Kl JABN LENITIVO MEDICINAL en
polvos. Es especial para la barba, como tambin
para el tocador de las mOgeres y nidos; el
frasco............ 2 fr.
AODA LCSTRAL, para conservar y embellecer los
cabellos, fortifleando sus rafees ; el frasco S fr.
ACEITE DE AVELLANAS PERFUMADO, para re-
mediar i la sequedad y atonia de los cabellos; el
frasco.............2 fr.
VINAGRE DE TOCADOR SUPERFINO, renom-
tiraiio por su suavidad y accin refrescante; el
frasco.............I fr.
COLD CREAM SUPERIOR, para conservar el cutis
blanco, fresco, difano, y evitar las consecuencias
de! uso de los afeites; el bote. ... 1 fr. 50
aca de COLONIA SUPERIOR, con mbar 6 sin
l. La estabilidad de su perfume la hace buscar
para el tocador, baos locales y generales; el
frasco..............i fr.
PASTILLAS ORIENTALES del doctor Paul Clment,
para quitar el olor del tabaco y neutralisar los hli-
tos fuertes; al caja........1 y 2 fr.
AODA DE FLORES DE ALHUCEMA. Cosmtico
muy buscado par destiuir las comezones, fortale-
cer y reftescar ciertos rganos ; el frasco, i fr. 5S
espritu de MENTA Superfino. Es el mas
perfecto e indispensable complemento del toca-
dor de la boca despus de la comida; el
frasco............1 fr. 25
POMADA CONSERVADORA con quii na pura, para
fortificar los cabellos, hermosearlos y evitar que
se pongan canos antes de tiempo; el bote. S fr.
Depsito en todas las ciudades en casa de los farmacuticos, perfumistas, peluqueros,
mercaderes de modas y novedades. Venta por menor : En la Farmacia Larose, ru
Neuve-des-Petils-Champs, 26.
Expediciones: en casa de J.-P. LAROZE, rae de la Fontaine-Molire, 1? fti.enParis.
Desgnese en que lengua deben estar las instrucciones que acompaan cada producto.
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Vende-se na rita do Imperador botica franceza n. 38.
INJECCAO E CAPSULAS
GRIMAULT E C',A PHARMACEUTICDS EM PARS
Novo iratnmenlo preparado com as falhaa de Malleo, rvore Pera, para a cura rpida c infa Itrel
da Gnnnrrhra sem recelo almim da contracto do caital ou da InfJanimacao dos intestinos. O clebre
iloutor nicord, de Pars, ter rcnonciatlo, desde sua apparicao, ao emprgo de qualquer otitio tratamento.
Emorefiarfe n injeccao no corneo do uxo. as capsulas em todos os casos chronicos e invetoradoa, que
resiitirhn s prenarac6es do copahu, cubeba c s it)jccc.es com base metallica. Bb,.h.
Deposito eral: em raris. em casa de MM. Grlualt e C, pharrnareutlcos 7 ra de la Feuillade;
em Jtboa.o.-Ae,tiho d. r.o.t.-crT.ih. Jnior; no Porir. mam nt *mmm-Vmf-
rer; eoi o lio-di-Janeiro, Goaln., 102, roa S. Pedro; em Bdhta, Jo.e-Caet-o rerrelr.-E.ilD.
helr.; em to-Crande, Joqal. de G.d.y; em JTaranhdo. Ferrelr. e C-; em Pernambuco,
shonni e c, ra da Crut, SJ; lu, e as principaes pbarmaclas do Bi aiil.
Ra do Queimado n. 49 e 55 esta
acabaido a pechincha.
Pe#ts de bico com 10 varas
a 200 rs.
A %guia hrmmtk m* na 1 4|nel-
m. H reerlbeii
O Vigilante esta alerta, nao Ihc era permetlido
deixar passar desapercebido sem que nao dsse o
seu canlo aim de annunciar ao respeitavel publico
o grande sortimento degalantarias do melhor gosto
propriamenle para qualquer mimo, que acaba de
chegar nesie ultimo paquete, assim como muitos
outros objectos que recebo por diversos navios,
tanto de sua conta como de consignacao, que est
resolvido a vender por precos muito baratos para
vender muilo o ganhar pouco, e dar extraerlo ao
grande deposito que tem, que espera merecer a
proteccao do respeitavel publico, empregando para
isso todas e as melhores diligencias para que h-
quem satisfeitos : isto s no Gallo Vigilante, ra
do Crespo n. 7.
Itiras porta-joias.
Cofre de muito gosto por 165000
Ccstinhas transparentes, forradas de madre-
perola por 18,5000
Lindas jardineiras 105000
Ricos cofres com camapheu 105000
Lindas cajxinhas com pedras brancas 105000
Lindo talle com calunga dentro tambem
165000
94000
6-5000
65000
65000
Deposito gcral em Pernambuco ra da-Cruz n. 22 emeasa de Caros A- Barbn
para joias
Tambalier para ditas
Cestinhas idem idem
Cosmorama idem idem
L'rnazinlia
S no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Ricos porta-bouqtieles de diversos gostos e pro-
cos : s no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Ricos sin!-.
com bolcinlias ao lado a 10, ii e 155, ditos sern
bolea, porm do mesmo goslo, a 25o00, 35, 35300
c 45, ricas llvelas avulsas para sintos, o melhor
que se pode encontrar, a 15300, 25, 25-500 e 35 :
s no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Calmes on restinhas.
At que chegaram as desejadas cestinhas ou ca-
bazes para as meninas traz.erem no lirado, o mais
rico possivel, a 25*>00, 35300, i, o, 7 'e 105 : s
no Vigilante, rna do Crespo n. 7.
Pcntes.
Neste artigo tem um grande sortimento. tanto
para alisar como para atar cabello, o mais lindo
que se pode desejar, assim como de arregacar ca-
bello, tanto de borracha como de tartaruga, com
j enfeite e sem elle para meninas : s no Vigilante,
1 ra do Crespo n. 7.
Penles
Tambem chegaram os riquissimos pentes de
i concha de tartaruga c de massa fina, que se vende
por 25, 3 c 3-5 : s no Vigilante, ra do Crespo
! numero 7.
l.equcs.
Riquissimos leques de madreperola, lano para
senhora como para mocinhas, pelo barato preco de
12 c 145 : s no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Mais lepes.
Com pequeo defeito, leques de sndalo, por ba-
rato prego, a 85 e 105, chiqezcs muito bonitos,
j tambem por barato preco de 4 e 55, bentarallas
muito bonitas tambem por barato preco de 4 e 55,
I leques de charao lambem por 45, ludo isto para
acabar, prrdendo-se taivez 80 0(0 : s no Vigilan-
te, ra do Crespo n. 7.
Pu'sciras.
Lindas pulseiras de conlas e de missanga, cores
muilo lindas e de muito goslo i 15 e 15-00.
Para segurar manyiiilos.
Tambem chegaram as liguinbas estreitinhas de
borracha que as senhoras tanto precisan para se-
gurar os manguitos por ser muito commodo e mui-
lo barato, a 320 o par: s no Vigilante, ra do
Crespo n. 7.
Sapatinhos enieias tic seda.
Riquissimos sapatinhos de seda e de merino en-
feitados, assim como meiaszinlias de seda, gorra-
zinhas e touquinhas para as criancinlias se bapli-
sarcm : s no Vigilante, rna do Crespo n. 7.
Carretas.
Riquissimas carretas de madreperola proprias
para qualquer presente, pelo baratissimo preco de
15500 e 25-
Yollinlias.
Lindas voltinhas de perolas falsas com cruzinhas
fingindo brilhantes, assim como cruzinhas avulsas
e voltinhas, pelo barato preco de 1-5 e 15200, as
cruzes avulsas a 400 rs. : so no Vigilante, ra do
Crespo n. 7.
Golinhas.
Riquissimas goiinhas e mancuilos, o melhor gos-
to possivel, a 25, 25500 e 35: s no Vigilante,
ra do Crespo n. 7.
KnlVilrs para senhora.
Riquissimos enfeiles com laco e sem laco c de
outros muitos gostos a 15, 15500 e 35 : s' no Vi-
gialnte, ra do Crespo n. 7.
Trancelins.
Lindos trancelins de cabello para relogio ou lu-
netas, pelo baratissimo preco de 15500, ditos de
retroz a 200 rs.
Baoadinhos entremeios.
Riquissimos babadinbos eulremeios com lindos
desenhos tapados e transparentes, pelo barat ssimo
preco de 15200, 15500, 25 e 35: s no Vigilante,
ra do Crespo n. 7.
Cascarrilhas.
Grande sortimento de cascarrilhas de diversas
larguras, assim como galoznho e trancinhas pro-
prias oara enfeites : so no Vigilante, ra do Cres-
po n. 7.
Fitas.
Grande sortimento de fitas de diversas larguras
e qualidade, por precos que admiram aos compra-
dores, havendo filas largas proprias para sinteiros
que se pode vender a 300 rs. a vara, e peca de 9
varas a 25 : s no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Pitas de la
Filas de lita de todas as qualidades, proprias pa-
ra debrum de vestido a 700 rs. a peca : s no Vi-
gilante, ra do Crespo n. 7.
Ricos espellios.
Riquissimos espedios com moldura dourada e
sem ella de 85,10,12 e 145, assim como con co-
lumnas de differentes lmannos a 25, 3, 4. 5 e 65:
s no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
l.indos jarros e fignras.
Riquissimos jarros e figuras de porcelana fina
para cnfcite de sala, sendo o melhor gosto que aqu
tem apparecido : s no Vigilante.
lara pos de arroz.
Riquissimos va-os com bonera para pos de ar-
roz, cousa de muito gosto a 15300 o 25. assim co-
mo pacotes s com os pos a 320 rs. cada um : s
no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Perfumarlas.
Grande sortimento de extractos o bajjhas. poma-
das, assim como os lindos ropos eu vasos com dis-
tinctivos e offerecimentos s sinhazinha*. dos me-
lhores e mais afamados autores de Paris e Ingla-
terra, assim como os grandes copos de L.iulu japo-
neza a 25 e a 15 ; assim como ontros objectos que
nao possivel por boje annunciar, e vi>u dos
frepuezes se far lodo negocio : na loja do Gallo
V ante, ra do Crespo n. 7.
Talaf arca, seda fraoxa, e froco para bordar.
Liabas e agulbas para crochet.
As afamadas agulhas parisiense, Imperial e
virteria.
Carleira* cor agulbas de I goal superioridad*.
Agulheiros e dedaes de marflm e madreperola.
Retroz em carrileis.
Alfinetes brancos e pretos em caixinhas.
T-esonras finas de ac pollfdo para unbas e cos-
tura.
Caivetes eom lima, e folna pequea para lim-
par unhas.
Pinceis finos cabo de wso e marfim para
barba.
Eseovas Anas dito dito dito e madreperola para
limpar dentes.
Ditas ditas dito de madreperola para limpar
pentes.
Pentes de marfim para alisar e tirar piolhos.
Ditos de dito eom chapa de metal para limpar
os mesmos.
Facas de marfim para papel.
Raspadeiras com molla e cabo de marfim.
Pastas pretas e coloridas para papis.
Linhas pretas lustrosa?, a melhor que so pdu ,
encontrar para machinas, em carreteis de 200
jardas.
Papel para folhas. e rosas, tendo algum ra-
jado.
Folhas avelludadas e de panno para dita.
Botoes de cornalina
e outras qualidades para coletes
A Aguia branca acaba de recebar um novo e
variado sortimento daquelles apreciados botoes de
cornalina brancos e encarnados, chatos e redon-
dos para coletes, cujas abotuaduras conlinuam a
ser vendidas pelo commodo e inalteravel preco de
25 cada uma.
Alm desses recebeu tambem outros de madre-
perola, massa e osso, com differenes molde? para
o mesmo fim.
J se v, pois, que o pretendente munido do di.
nheiro achara sortimento vontadu na ra do
Queimado loja d'Aguia branca n. 8.
SAPATOS DE Kl I.KAIT1 \
a 10OOO, i .*\oo e SJ,&oo o par
na ra do Queimado loja d'Aguia-Branca n. 8.
II \\ SIMIOS E CAIMMIAS
eom perfHmarlas.
Na ra do Queimado n. 8 loja d"Agua-Branca, os
freguezes munidos de dinheiro encontraran, boni-
tos bausinhos cobertos de couro e com 6 frasqui-
nhos de extractos por 15500 cada um, e ontros
cobertor de papelao com 9 frasquinhos por 25000
um; caixinhas com 6 frasquinhos do ditos por
1.5000 uma, outras com 12 dilos por 25000 urna,
outras com 3 ditos, cuja coberta parece tartaruga,
a 15500 cada urna, e outras com paslilbas de chei-
ro a 500, 15000 e 25000.
Caivetes linos de cabo de madrepero-
la e duas folhas.
Por estarem tocados de ferrugem vendem-se a
500 rs. caivetes finos com cabo de madreperola e
duas folhas : na ra do Queimado, loja da amiia
branca n. 8.
Hnvelopes bordados e carles coiu bei-
ras il ou im il;is.
Xa loja da aguia branca, ra do Queimado n. 8,
achavam-se venda bonitos envolopes bordados e
carles com beiras douradas, tendo de uns e de
outros, maiorea e menores, proprios para partici-
pacoes de casamentos, bailes etc.
Completo sortimento de filas
finas, lisas e tarradas.
A aguia branca recebeu um grande e completo
sortimento de fitas de diversas larguras e qualida-
des, lanto lisas como lavradas, c em todas ellas co-
nhece-se a superioridade da fazenda. noiando-se
as lavradas o bom gosto dos novos e lindos dese-
nhos, isso tanlo as matisadas como as brancas,
e pela commodidade dos precos o pretndeme que
so dirigir munido de dinheiro rita do Quemado
loja da aguia branca n. 8, ser bem servido.
Capachos inglezes.
Xa loja da aguia branca, ra do Queimado n. 8
vendem-se bons capachos inglezes, os qtiaes alm
de bonitos sao de inmensa duraco, (telo que se
tornam baratos pelos precos de 45, 35, 6 5 o 75
cada um.
Cartiis francezas.
A aguia branca, na ra do Queimado n. 8. rece-
beu um novo sortimento de linas cartas francezas
com beiras douradas e brancas, e as est venden-
do baratamente a dinheiro vista.
Objectos de phantasia viudos
para a aguia branca.
A aguia branca recebeu novos e bonitos objec-
tos de phantasia, alguns dos quaes nunca vistos
aqu, sendo :
Bonitos aderecos completos feitos de perolas falsas.
Ditos ditos de pedras, por cuja pereicao e bom
goslo quasi se ne distingucm das vrdadeiras.
Lindas pulseiras de mosaico.
Dita dita de perolas falsas tanto para senhoras
como para meninas.
Dita de chapa de crysial com listas douradas.
Dita de cornalina branca, azul ele., ele.
Bonitos alfinetes c anneis para grvalas.
Bonitos pentes de concha, obra de apurado gosto.
Outros travessos com pedras para meninas.
Bellas gaarnicoes de pentes dourados, ornados
com caixos de uvas, feitos de aljfar, obra su-
blime.
Outras igualmente bellas, todas de fino dourado e
com pedras.
Outras a tarlarugadas, nada inferior a aquella.
Voltinhas de aljfar branco e de cores com cruzes
de pedras.
Esses e outros muitos objectos acbam-se a venda
na ra do Queimado, loja da aguia branca, n. 8
'i
de porcelana e escarra*
deiras de vidro
A aguia branca tambem mandou vir bonil >s jar-
ros de porcellana dourada e de differentes tama-
nhos ; assim como escarradeiras de vidro, objectos
esses sempre necessarios para o bom aceio das sa-
las ; resta somente que o comprador di rija-so com
dinheiro loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 8, onde ser servido com agrado e sinceri-
dades___________________________________
No armazem de fazendas baratas de
Santos i oelho, ra do Queimado, n.
19, vende-se e seguinte*
Attcnco.
Pechincha
Pecas de algodao com uma pequea ava a pelo
baratissimo preco de 55-
Cobertas de chita da. India pelo baratissimo preco
de 25 e 25500.
Lencoes de linho polo baratissimo preco de 25.
I.i'iicoes de bramante de linho tino pelo baratissimo
preco de 35200.
Lencos de cambraia brancos proprio para algibei-
ra pelo baratissimo preco de 25 a duzia.
Algodao enfestado com 8 palmos de largura pelo
baratissimo preco de 15 a vara.
Bramante de linho fino com 10 palmos de largura
a 25500 a vara.
Amainado adamascado proprio para toalhademesa
pelo baratissimo preco de 25000 a vara.
Pegas de cambraia de forro a 25600 a 352C0.
Toalhas alcochoadas proprias para mao; a 35 a
duzia.
Esleirs da India, proprias para forro de sala,
de 4,5 o 6 palmos de largara.
Cortes de calca de ganga amarella de Hstras e
de quadros, pelo baratissimo preco de 15200 o
corte.
Cambraia adamascada com 20 varas, propria
para cortinado, pelo baratissimo preco de OjOOO
a pega.
Ricas laazinhas para vestido, fazenda a melhor
que tem vindo ao mercado, tanto em gosto como
em qualidade da fazenda, pelo'baratsimo preco
de 500 rs. o covado.
Bicos cortes de laa de barra Mara Pia a 195.
Pegas de cambraia de salpicos pelo baratissimo
prego de 45-
Vonde-se em barril por menos do que em onlra
qualquer parte, para fechar conta : no armazem
de J. A. Moreira Dias, ra da Cruz n. 26, onde en-
contrarao as amostras.
i
Cognac.
Vende-se cognac francez em caixas de duzia :
no escriptorio de Rothe & Bidoulac. ra do Trapi-
che n. 18.
ILEGVEU


_. T

o uorfis'f
NIAO MERCANTIL
RUI DACADBIA DO KECIFE M. *3.
NOVO E
GEA1TDE ASMZBU DE MOLHADOS
RA DA CADEIA DO KECIFE M. 53.
Francisco Fernandes Duarte acaba de abrir na roa da Cadeia do Recifen. 33, um grande e sortido armazem de molbados de-
nominado Urnas Mercantil. Neste grande armarem encontrar sempre o respeitavel publico um completo soriimento dos melhore
ceneros que vem ao mercado, tanto estrangeiros, como nacionaes, os quaes serio vendidos em porctes ou a retalbo por preces asst
gommodos.
Manleiga ingleza especialmente escolbida
de primeira qualidade a 800 rs. a libra,
em barril se faz abatimento.
Manteiga franceza a mais superior do mer-
cado a 560 rs. a libra, e 520 rs. em barril
od meio.
Prezuntos inglezespara fiambre, de superior
qualidade, ebegados neste ultimo vapor, a
720 rs. a libra.
Queijos flamengos ebegados neste ultimo
vapor a 2,5800.
Queijo prato muito fresco e novo a 640 rs.
a libra.
Castanbas muito novas a 120 rs. a libra e
e 3,0000 a arroba.
Cha uxin o melhor que ha neste genero,
mandado vir de conta propria a 2^800
rs. a libra.
Cha hyson muito superior a 24560 rs. a li-
bra ; cb hyson proprio para negocio a
10500 rs. a libra.
Cb preto muito superior a 23 a libra.
Biscoulos inglezes em latas com differentes
qualidades, como sejam craknel, victoria,
piquelez, soda, captara, seed, bornez e
cu tras militas marcas a 1(5350.
Bolachinha de soda em latas grandes a 2,5.
Figos em caixinhas hermticamente lacra-
das, muito proprias para mimo a 1)5500.
Caixinhas de 4 e 8 libras de figos de coma-
dre a 1(5 e 2(5 cada urna.
Passas muito novas, chegadas neste ultimo
vapor a 500 rs. a libra e 3(5 um quartb ;
e em caixa se faz abatimento.
Ameixas francezas em latas de meia a 3 li-
bras a 800 rs.
Champagne da marca mais superior que
tem vindo ao nosso mercado a 18)5 o gigo,
gnrante-se a superior qualidade.
Vinagre de Lisboa a 200 rs. a garrafa e
10200 a caada.
Azeite doce refinado em garrafas brancas a
860 rs.
Azeite doce de Lisboa a 640 rs. a garrafa e
40800 a caada.
Geneora de Hollauda a 500 rs. o frasco e
50800 a frasqueira.
Caixinhas com ameixas francezas, ornadas
com ricas eslampas na caixa exterior,
muito proprias para mimo, a 10200,10500
e20.
Frasco de vidro com tampa do mesmo, con-
tendo meia libra de ameixas francezas, a
10200.
Marmelada imperial, dos melhores conser-
veiros de Lisboa, em latas de 1 e meia a
2 libras a 600 rs. a libra.
Fructas em calda das melbores qualidades
que ba em Portugal em latas hermtica-
mente lacradas a 500 rs.
Peras seccas muito novas a 640 rs. a libra.
Nozes muito novas a 160 rs. a libra.
Amendoasde casca mulle a 400 rs. a libra.
Avelaas muito novas a 200 rs- a libra.
Amendoas confeitadas de diversas cores a
800 rs. a libra.
Sardinhas de Nantes a 340 rs. oquartoe 56<
rs. meia lata.
Latas com peixe em posta : savel, corvina,
vezugo, eberne, linguado, lagoslinba. a
10300 rs.
Salmo em latas, preparado pela nova arte
de cozinba, a 800 rs.
Macaa de tomtes em latas de 1 libra a 60(
ris.
Chourigas e paios em latas de 8 e meia libra
por 70.
Toocinho de Lisboa a 320 rs. a libra c
80600 a arroba.
Bolaxinba ingleza a 320 rs a libra e 40 a
barrica.
Sag muito novo a 240 rs. a libra.
| Cevadinha de Franca a 200 rs. a libra.
Farinha do Maranhao a 120 rs. a libra.
Aramia verdadeira a 320 rs. a libra.
Cevada a 120 rs. a libra e 30 a arroba.
Alpistaa 160 rs. a libra e 40800 a arroba-
Batatas muito novas em gigos com 40 libra
por 10500.
Cebollas a 10 o molho com mais de 100 ca-
da um.
Caf lavado de primeira qualidade a 300 rs.
a libra e 90 a arroba.
ESPLEMDIOO SORTIIHEHTO DE MOLHADOS
M. 9 RIJA IIO CRESPO W. 9
Esqiiaa qie vtlta para a ra do Imperador
*W*%a fc
(Vio se engaen roan Mitra)
i
i, AMIGOS!
i>ao leiam este annuncio com precipitaba.
Confrontem os precos dos outros anuonciautes.
Venham ver os gneros que temos expostos a venda.
-__ A vista faz f.
Nao temos palavras bombsticas.
Nao nos encuitamos o primeiro recebedor de conta propria.
Nao desacreditamos ao collega porque nao quiz ser nosso socio.
D Val a quem toca.
i ara abastecer a todos os habitantes desta bella provincia anda nao sao sufficieu-
tes as casas que actualmente oxistem ateras com grandes proporcoes para terem um
magnifico sortimenlo de moldados; assim, pois, os preprietarios do Armazem Principal
nao invejam a sorte dos seus collegas. w
Macaas e peras ebegadas neste ultimo vapor, &* do ^fflimuUo suPerior a 280 rs- a *
muito perfeitas, s vista se faz o preco.
Conservas inglezas em frascos grandes a 750
rs. cada um.
Ervilhas francezas e portoguezas em latas de
1 libra a 640 rs.
Ervilhas seccas muito novas a 160 rs. a
libra.
Chocolate francez, o que ha de melbor neste
genero, a 10200 a libra.
Chocolate hespanhol a 10200 a libra.
Vinho Bordeaux das melhores qualidades Genebra de laranja em frascos grandes a 1#.
que se pode desejar de 70500 a 80000 a \ Cerveja branca e preta das melhores marcas
caixa e 720 a 800'rs. a garrafa.
Caixas com vinho do Porto superior de 90
a 109 a iluzia, e 900 a 10 a garrafa; deste
genero ha grande porc5o e de differentes
marcas acreditadas que j se venderam
por 149 e 150 a caixa, como sejam: Duque
do Porto, Lagrimas do Douro, D. Lniz,
Cames, Madeira secco, Carca vellos, Nc-
tar de 1833, Duque Genuino.
Vinho de pipa: Porto, Figueira e Lisboa, a
400,480 e 560 rs. a garrafa, e 30, 30200
e 30500 a caada.
Vinho branco de superior qualidade, vindo
j engarrafado a 640 rs. a garrafa e a 500
rs. de barril.
que ha no mercado a 500 rs. a garrafa e
5800 a duzia.
Cognac inglez de superior qualidade a 800
el 0200 a garrafa.
Licores francezes das seguintes qualidades:
bra e 80400 a arroba.
Caf do Rio, proprio para negocio, a 80.
Arroz do Maranhao a 100 rs. a libra e208OC
a arroba.
Arroz de Java a 80 rs. a libra e 294001
arroba.
Vellas de spermaceli a 560 rs. a libra e
540 rs. se for em caixa.
Vellas de carnauba refinada a 320 rs. o mas-
so e a 90 a arroba.
Doce de goiaba a 640 rs. o caixo.
Macarro, talharim e aletria a 480 rs. a li-
bra ; em caixa se faz abatimento.
Estrellinha, pevide e arroz demassapara sopa
a 600 rs. a libra e 30 a caixa com 6 libras.
Palitos de dente lixados com flor a 200 rs.
omasso, ditos lixados sem flor a 160 rs
o masso com 20 massinhos.
Anizete de Bordeaux, Plaisir des Dames. Gomma de engommar muito fina a 80rs.
e de outras muilas marcas a 10 a garrafa! libra.
e 100 a caixa. ,Banha de porco refinada a 480 rs. a libra t
Marrasquino de Zara a 800 rs. a garrafa e j 400 rs. em barril pequeo.
90 a duzia. j Charutos dos melhores fabricantes de S. Fe-
Mostarda ingleza em potes j preparada a lix, em caixas inteiras ou em meias, de
400 rs. | 10600, 20 e 30.
Mostarda ingleza em p, em frascos grandes, Presuntos do reino, vindos de conta proprh
a 10 cada um.
Sal refinado a 500 rs. o pote.
de casa particular, a 400 rs. a libra; inte-
ro se faz abatimento.
Ossenhore que comprarem de 1000000 para cima, ter5o o descont de 5 por cerno, pelo prompto pagamento.
CLIRIll
C11MERCI
RA DO < LE O VI O W. 15.
Passando o becco da Congregado segunda casa.
NOV1DADE.
Pereira Bocha C. acabam de abrir na ra do Queimado n. 45 um armazem de molhados denominado Clarim Convmercial,
onde o respeitavel publico encontrar sempre um completo sortimento dos melhores gneros que vem ao nosso mercado, os quaes
aero vendidos por precos muito resumidos como o respeitavel publico ver pela tabella abaixo mencionada ; garante-se obom peso
e boa qualidade dos gneros comprados neste armazem.
Arroz do Maranhao, da India e Java a 60, 80 Chouricas e paios muito novos
e 100 rs. a libra e 10800 a 20600 e 301 libra.
a arroba. Cevadinha de Franca
Ameixas francezas em latas e em frascos
220
a
1.-5200 e 1.5600 eaaf rseos grandes a
20500.
Jdem em caixinhas elegantemente enfeitadas
com ricas estampas no interior das caixas
a 120000,10400, 10600 e 20.
Amendoas com casca muito novas a 280 rs.
a libra.
Alpista a 160 rs. a libra e a 40600 a arroba.
Azeite doce francez muito fino em garrafas
grandes a 960 rs. a garrafa,
dem de Lisboa a 640 rs. a garrafa.
Araruta verdadeira de malarana a 320 rs
libra.
Avelaas muito grandes e novas a 180 rs. a
libra.
Biscoutos inglezes de diversas marcas a
10300 ris.
Bolachinhas de soda, latas grandes, a 20 rs.
a lata.
Ditas inglezas muito novas a 30000 a barri-;
muito superior a
rs. a libra.
Cevada a 80 rs. a libra.
Ervilhas portuguezas a 640 rs. a lata.
dem seccas muito novas a 200 rs. a libra.
Figos de comadre e do Douro em caixinhas
de oito libras e canastrinhas de 1 arroba a
10800, 50500 e 280 rs. a libra.
Farinba do Maranhao a 160 rs. a libra.
Farinha de trigo a 120 rs. a lihra.
Genebra de Hollanda verdadeira marca VD
a 800 rs. a, Palitos do gaz a 20200 rs. a grosa.
Passas muito novas a 480 rs. a libra.
Peras seccas muito novas a 600 rs. a libra.
Painco a 200 rs. a libra.
Polvo secco muito novo_a 400 rs. a libra.
Presuntos de Lamego "em calda de azeite e
muito novo a 640rs.
Queijos flamengos do ultimo vapor a 30OO
dem prato.
Sal retinarlo em frascas de vidro a 600 rs.
cada um.
Sardinhas de Nantes a 360 rs.
Sag muito alvo e novo a 260 rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra.
a 560 rs. o frasco e 60200 a frasqueira.
dem em garrafes de 3 e 5 gales a 50500 Tijolos de limpar facas a 140 rs
. a e 70500 cada um com o garrafo. Vellas de carnauba pura a 360 rs. a libra.
Graixa a 100 rs. a lata e 10100 rs. a duzia. dem stearinas muito superiores a 600 rs. a
Licores muito tinosa 700rs. a garrafa.
dem, qualidade especial e garrafas muito
grandes, a 10800 rs. a garrafa.
dem garrafas mais pequeas a 800 rs.
dem, garrafa forma*'de pera e rolha de vi-
dro, a 10000 rs., s a garrafa vale o di-
nheiro.
quinba e a 200 rs. a libra.
Manteiga ingleza perfeitamente flor, desem-
barcada de pouco a 960 rs. a libra,
de segunda qualidade a 800 rs.
dem
e da
Banba de porcor einada a 440 rs. a libra e
e em barril a 410 rs.
Cha hysson, huchin e perola a 10600,
20500, 20800 e 30000 a libra. j dem de tempero a 400 rs.
dem preto muito superior a 20000 a libra. Massa de tomates em barril a 480 rs. alibra.
Cerveja preta e branca, das melhores marcas dem em lata a 640 rs.
que vem ao mercado, a 500 rs. a garrafa Marmelada imperial dos melbores conservei-
e 50800 a duzia.
Cognac inglez fino a 900 rs. a garrafa.
Conservas a 720 rs. o frasco,
dem, s de pepino, a 720 rs.
dem, s de azeitonas, a 750 rs.
Charutos dos melbores fabricantes da Babia
e especialmente da fabrica imperial de
Candido Ferreira Jorge da Costa, a 10800,
20000, 20200, 2,5500, 20800, 30000 e
30500 a caixa.
Caf do Rio muito superior a 280 e 320
rs. a libra e 80800 e 80800 rs. a arroba,
dem londrino coegado no ultimo vapor a dem de flor a 200 rs.
900 rs. a libra. j Amendoas confeitadas a 900 rs. a libra.
Cart de boimhos francezes muito novos e Doce de goiaba em latas o melhor possivel. a
BHiik) bem nfeitado* a 700 c 660frs. J 20 e em caixSo a 640 rs.
ros de Lisboa a 600 rs. a lata.
Marrasquinho de Zara, frascos grandes, a
800 rs.
dem regular a 500 rs.
Massas finas para sopa : estrellinha, pevide,
rodinhas e letrianhas a 600 rs. alibra e a
40 a caixinha com 12 libras.
Nozes muito novas a 160 rs. a libra.
Peixe em latas preparado pela primeira arte
de cozinha a 10 rs. a lata.
Palitos de den tes a 160 rs. o masso.
Palitos de denles a 120 rs.
libra.
Figos em caixinhas emticamente lacradas
a 10600.
Vinho do Porto engarrafado o melhor que
ha neste genero e de varias marcas, como
sejam : Velho de 1815, Duque do Porto,
Madeira, D.Pedro, D. Luiz I, MariaPia,
Bcage, Chamisso e outros a 800, 900 e
10000 a garrafa, e em caixa com urna du-
zia a 90000 e 100000.
franceza muito nova a 640 rs. a libra. dem em pipa, Porto, Lisboa e Figueira a
480, 500 e 560 rs. a garrafa e 30, 30500
e 40 a caada,
dem branco de Lisboa muito fino a 500 rs.
a garrafa,
dem de Bordeaux, Medoc e S. Julien a 700
e 800 rs. a garrafa, e 70000 e 70500 rs.
a duzia.
dem Morgaux eChateaulumini de 1854, a 10
a garrafa,
dem moscatel a 800 rs. a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 200 rs, a garrafa e
10200 rs. a caada.
Kirsk garrafas muito grandes a 10800 rs.
Alm dos gneros cima mencionados te-
mos grande porcSo de outros que deixamot
de mencionar, e que tudo ser vendido por
pecas e carnadas, tanto em porces como
retamo.
Quem comprar de 1000000 para cima to-
ra o abate de 5 por cento.
Habitantes de Pernambuco.
Nos temos um excellente soriimento dos melhores gneros que se
em nosso mercado. Vinde ao nosso estabelecimento, e se a vossa boa f
urna s vez ao menos, castigai-nos nao voHando mais a nossa casa.
pode acbar
fr illudida
Amendoas confeitadas de bonitas cores a
l.ooo rs. a libra,
dem de casca muito novas a 3oo rs. a libra.
Avellas a 2oo rs. a libra.
Ameixas francezas em caixinhas com lindas
estampas a l,2oo, l,4oo el,6oors. cada
urna.
dem em frasco de vidro com rolha do mes-
mo ou de metal, a l,2oo e 14oo rs. ca-
da um.
dem em frasco grandes 2,5oo rs. cada wn.
dem em latas de 1 e 3 libras a l,2o e
2,ooo rs.
Arroz da India e Maranhao o melbor qae se
pie desejar a loo e 12o rs. a libra e
2,8oo e 3,4oo rs. a arroba.
Azeite doce de Lisboa a 6oo rs. a garrafa,
e 4,8oo rs. a caada.
dem francez clarificado em garrafas bran-
cas a 9oo rs. cada urna, e lo,ooo rs. a
dem de Hollanda em garrafes com 24
garrafas a 7,2oo rs. cora o garrafo.
Lentilhas excellente legume para sepa e gui-
zados a 2oo rs. a libra.
Licores francezes de todas as qualidades a
e l,ooo rs. as garrafas grandes.
Manteiga ingleza perfeitamente flor a 8co c
96o rs. a libra.
Wem franceza nova j deste anno a 6oo rs.
a libra, e 58o rs. em barris inteiros.
Marmelada especial dos melhores fabricantes
de Lisboa a 6oo e 64o rs. a libra, ba latas
de differentes tamanhos.
Massa de tomate em latas de 1 libra 56o rs.
cada urna.
dem para soda eslrelinha, pevide e rodinha
en caixinhas surtidas a 3,ooo e 3,5oo rs.
cada urna e 5oo rs. a libra.
dem macarro, lalerim e aletria a loa rs.
a libra.
caixa cora 1 duzia. Mostarda franceza preparada em frasco a 4oo
Alfazema muito nova e limpa a 32o rs. a li- rs. cada um.
,, D.ra* Momo inglez em garrafinhas com rolhas de
Alpista a 16o a libra, e 4,6oo rs. a arroba. ridro 64o rs. cada urna.
Bolachinhas de Lisboa da fabrica do Beato Marrasquino verdadeiro de Zara a l.ooors.
Antonio das seguintes qualidades: aguae
sal doces, e imperiacs em latas de 6 li-
bras a 3,ooo rs. e de 3 / libras a l,5oo
rs. eem libra a 64ors., estas bolachinhas
torna-se muito recommendavel com es-
pecia lidade para os doentes.
Biscoilos e Bolachinhas de soda em latas, de
todas as qualidades e marcas que se pro-
curar a 1,35o rs. a lata.
Bollos francezes em cartes e de diversas
qualidades a 64o rs. cada um.
Banba de porco verdadeira refinada a 4oo I
rs. a libra e em barril a 38o rs.
Batatas novas a 160 rs. a libra.
Bolachinhas inglezas ltimamente desembar-
cadas a 4o rs. a libra e 2,ooo rs. a bar-
rica.
Champagne das marcas mais superiores que
at hoje tem vindo a nosso mercado a
i8,ooo rs. o grgo, l,5oo rs. a garrafa in-
teira, e 8oo rs. as meias
Cha uxim o melhor que se pode desejar e
que outro qualquer nao vende por menos
de 3,ooo a 2,7oo rs. a libra
dem perola especial qualidade a 2,6oo e
2,8oo rs. a libra, garanle-se a qualidade
d'este cha
dem hysson o melhor que possivel en-
contrar-se a 2,4oo e 2,6oo rs. a libra.
dem do Rio em latas de 2, 4, 6 e 8 libras
a l,2oo e l,4oo rs. a libra.
dem preto muito tino a l,6oo rs. a libra.
Chocolate das melhores qualidades, francez,
hespanhol e suisso a l.oop, l,2oo e l,4oo
rs. a lihra.
Charutos do acreditado fabricante Jos Fur-
tado de Simas em i caixas das seguin-
tes marcas Pariziences, Suspiros, Dili-
cias, NapoleQes e Guanabaras a 2,3oo rs.,
e em caixas inteiras Trovadores a 3,ooo
rs. cada urna.
dem de outros muitos fabricantes e de
differentes marcas para l,5oo rs. as mei-
as caixas de suspiros a l,6oo, 2,ooo e
3,ooo rs. as caixas .inteiras.
Conservas inglezas a 8oo rs. o frasco.
dem franceza a 5oo rs.
Cognac inglez das melhores marcas a l.ooo
rs. a garrafa e lo,ooo rs. a duzia.
dem francez suporior qualidade 8oo rs. a
garrafa e 9,ooo rs. a duzia.
Cominho e Erva-doce a 4oo rs. a libra.
Cravo da India a 6oo rs. a libra.
Canella a l.ooo rs. a"libra.
Copos finos para agua a 5,ooo rs. a duzia, e
5oo rs. cada um.
Caf do Bio superior a 28o e 32o rs. a li-
bra, e 8,8oo e 9,5oo a arroba.
Doce fino de goiaba a 6o rs. o caixo.
Ervilhas portuguezas ltimamente chegadas
a 7oo rs. a lata.
dem seccas a 16o rs. a libra.
dem j descascadas a 2oo rs. a libra.
Farinha de araruta verdadeira a 32o rs. a
libra.
Figos em caimhas muito bem enfeitadas a
a l,ooo rs. cada urna.
dem em latas ermiticamente lacradas a
l,5oo e 2,5)0 rs. cada nma,
dem em caixas de 'j arroba a 2,5oo rs. ca-
da urna, e 2oo rs. a libra.
Graixa muito nova a loo rs. a lata e 1 ,ooo
rs. a duzia.
Genebra de Hollanda em frasqueiras com 12
frascos por 6,ooo rs. e 56o rs. o frasco.
dem de laranja a l,ooo rs. os frascos gran-
des e ll,ooo rs. a caixa com 12 frascos.
dem de Hollanda em botijas a 4oo rs. ca-
da urna.
dem em garrafes de 16 garrafas a 4,8oo
rs. com a garrafo.
a garrafa, lo.ooo-rs. a caixa com 1 duzia.
Nozes muito novas a 16o rs. a libra.
Preztmto de fiambre superior a 6oo rs.
Mwn do Porto para panella a 5oo rs. a libra.
Passas novas a 48o rs. a libra.
Peixe em latas de differentes qualidades co-
mo, savel, corvina, govas, pescadinhac
outros a l,ooo rs. a latas.
Palitos para denles a 14o e 16o rs. o masso
dos melhores.
Painco o mais novo e limpo a 16o rs. a libra.
e 4,5oo rs. a arroba.
Palitos do gaz a 2,loo rs. a groza, 2oo rs. a
duzia, e 2o rs. a caixinhas.
Qoeijos flamengos chegados neste ultimo va- j
por. a
dem prato muito fresco a 8oo e 9oo rs.
a libra.
dem suisso a melhor qualidade que at ho-
je tem viudo ao nosso mercado a 8oo rs.!
-a libra.
Sal refinado em potes de vidro a 3oo rs. ca-
da um.
Serveja das melhores marcas a 6,ooo rs. a,
duzia, e 56o rs. a garrafa.
Sardinha de Lisboa c Nantes em quartos e
meia latas a 38o 58o rs. cada nma.
Sag mnito novo e alvo a 2io rs. a libra.
Sevadinha de Franca 18o rs. a libra.
Scvadaa loo rs. a libra, e 2,8oo rs. a arroba.'
Traques de l." qualidade a 8,ooo rs. a cai-
xa, e24o rs. a carta. i
Toucinho novo de Lisboa a 24o e 32o rs. a
libra. |
Tijollo para limpar facas a 15o rs. cada um.
Vinho em pipa Porto, Lisboa c Figueira das
melhores marcas a 3,8oo rs. a caada, e
6oo rs. a garrafa.
Idem"do Porto Lisboa e Figueira de marcas
menos conhecidas a ioo rs. a garrafa, e
2,8oo rs. a caada.
dem Colares especial vinho a Ooo rs. a gar-
rafa.
dem Lavradio muito fresco nao levando com-
posicao a 36o rs. a garrafa, e 4,ooo rs. a;
caada.
dem branco de uva pura a 56o rs. a gar- J
rafa, e 4,5oo rs. a caada.
dem mais baixo a 4oo rs. a garrafa, e 3,ooo
rs. a caada.
dem Bsrdeaux em caixas de 12 garrafas das
marcas mais acreditadas a 6,800 e 7,ooo
H. a caixa.
dem muito especial que raras vezes vem ao!
nosso mercado a 1,2oo rs. a garrafa, ga-
rante-se que por este mesmo preco d pre-
juizo e s se encontra n'este armazem.
dem do Porto em caixas com 12 garrafas
das seguintes marcas Lagrimas do Douro,
Duque do Porto, Genuino, Velho Particu-
lar, malvasio fino, D. Pedro V, D. Luiz
1, Nctar e outros a 9,ooo e 10,000 rs.
a caixa e 9oo a l.ooo rs. a garrafa.
dem Muscatel superior a l.ooors. a garra-j
fa, e lo.ooo rs. a caixa com 1 duzia. ,
Vinagre puro de Lisboa a 2oo rs. a garrafa
e 2,4oo rs. a caada,
dem em garrafes com 5 garrafas a 1,000
rs. com o garrafo.
Vassouras do Porto de arcos de ferro a 32o'
rs. cada urna
dem de escova para esfregar casa 36o rs.
cada urna.
Vellas de espermacete superiores a 56o rs.'
a libra, e 52o rs. em caixa.
dem de carnauba refinada e de composicao a
36o rs. a libra, e de lo,ooo a 11,000 rs. a
arroba.
LOMA DO BEIJ FLOR.
Ra do Queimado numero 63.
Craulnhas tara seniora.
Vendem-so gravalinlias de;dersos gosto.s mais
modernos a 720 e 80 rs. : na roa do Queimado,
lojadobeija-flora.63.
Illa* para debroa de Tesdec.
Vendem-se fitas para debrum de vestido de aot
%%n 1 T5 t ^rs- PC : na ra do Quei-
mado, toja do beija-Oor n. 63.
Peales travessos.
Vendem-se pentes travessos de caracol na
frente de borracha a 500 rs.: na ra do Qn.Mo.a-
do, toja de beija-flor n..63.
Papel aeira denrada.
Vende-se papel beira dourada a 1200 e !.*)0
dito de cor de beira donrada a 1*100 : na ra d
Queimado, loja do beija-flor n. 63.
Aarelopes.
Vendem-se anvelopes de diversas quam
branco a 800 rs. e de cor a C40 rs., para cartas e
visito a 400 rs., preto a 720rs. : na loja do Deja-
flor na ra do Queimado n. 63.
Voltas de aljfar.
Tendo recebido voltas de aljfar com cru? *
pedra imitando a brilhanto vende-se a ij cada
urna : na ra do Queimado loja do beija-flor n. 63.
Camisas de meias.
Vendem-se camisas de meias .muito ies a
1*200 e 1*300 : na ra do Queimado, loja ito tu-
ja-flor n. 63.
Eufeites de lita.
Tendo recebido enfeites de fita pretas e de co-
res mais modernas qae se esli osando a i* cada
um : na ra do Queimado, loja do beija-flor u. G3.
Fila de la arela para debrum.
Vende-se fita de la preto para debrum com Id
varas a 900 rs. a peca : na loja do beija-flor ra
do Queimado n 63.
litas de lina* para berdar vestido
Vendem-se filas de linho para bordar vestido
ou roupinho de meninas com 40 varas a 6vO ?.
800 rs. a pece s quem tem loja do Leija flor
ra do Queimado numero 63.
Boles de madreperola.
Vendem-se botes de madreperola mais moder-
nos que tem vindo para pnnbos de ^enhora a 310
rs. o par : s quem vende por este preco na
ra do Queimado, loja do beija-flor numero f3.
Fila de velludo para berdar vestido.
Vende-se fita de velludo prete com 10 varas a
900 rs. a pega : s quem tem por este preco 1
loja do beija-flor da ra do Queimado n. 63.
Fita de velludo bordada.
Vende-se fita de velludo preto bordada de in-
versos gostos e mais modernos proprios para qna-
resma : s quem tem a loja do beija-Cor ra de
Queimado n. 63.
Franja preta.
Vende-se franja preta de diversas larguras para
enfeitor capas ou manteletes os mais lindos gos-
tos que se pode encontrar : na loja to beiia-tior
ra do Queimado n. 63.
Facas e jarlos.
Vendem-se facas e garfas de balanco de 1 be-
tao a 5*500 a duzia, ditas de 2 botes a 6*400 :
na ra do Queimado, loja do beija f?or d. 63.
Visporas.
Vendem-se visporas muito finas a 800 1 : 'n;:
ra do Queimado, loja do beija-flor n. 18.
Dowius.
Vendem-se dminos muito finos a 1*200 e
1*400: na loja da beija-flor da ra du Queimado
n.63.______________________________________
wEmm
Salitre refinado, superior qualidade, vinho Bor-
deaux, differentes qualidades, mais barato nuu em
qualquer parte : no armazem de E. A. Burle A
u, ra da Cruz n. 48.
Farinha de mandioca
ensacada e da melhor que ha : vende Miguel Jost-
Alves no seu escriptorie, casa n. 19 da ra da
Cruz.______________________________________
AGENCIA
DA
FUNDICAO DE LOW-MOOR.
Ra da Senxalla nova n. 12.
Neste estabelecimento contina a haver
um completo sortimento de moendas e meias
moendas para engenho, machinas de vapor
e tachas de ferro batido e coado, de todos os
tamanhos para ditos.
- Arados americanos e machinas para
lavar roupa: em casa de S. P. Johnston & C,
na da Senzalla Nova n. 42._____________
Garrafes vazios.
Compra-se garrafes vazios bem acondk'ion;.i"'
e limpos grandes a 480 e pequeos a 320 rs. : no
grande armazem de molhados da lirilhante Au-
rora ao largo da Santa Cruz n. 12 esquina da rur
do Sebo n. 12.
Farinha, milho e larri lo.
Vende-se milho novo sacros grandes a 4*, bu 1-
nha e farello saceos monstros a 5*500 : no arma-
zem da Brilhante Aurora ao largo da Santa Cruz
n. 12 esquina da ra do Sebo n. 12.
d|ueijos novos.
Chegaram ao grande armazem da Brilhanje Au-
rora, queijos novos vindos neste vapor, ditos di
prato, dito suisso, assim como queijo do Serid de
coalha e de manteiga, o proprietorio deste novo
armazem offerece a seus freguezes e ao publico
urna variedade de generes vindos neste vapor to-
dos de primeira qualidade e por precos os mais
commodos possivel : ao largo da Santa' Cruz n. 12.
\ intos superiores.
No novo armazem da Brilhante Aurora enuon-
tra-se vinho do Porto a 640, 800 e 1* a garrata.
dito da Figueira a 480, 560 e 640, dito de Lisboa
a 400 e 480, dito branco superior a 480,640 e 8C0
dito Xerez, Madeira c militas outras qualidades li-
nas o encanadas se far abatimento.
Cha e manteiga.
No grande armazem de molhados da Brilhante
Aurora ao largo da Santa Cruz encontra-se cha fi-
no de todas as qualidades, assim como manteiga
ingleza e franceza.
Feijo a 10$
Vendem-se saceos com 22 cnias de feijao mulati-
nho e rajado : na ra da Madre de Dos ns. o e 9-
Vende-se alpaca preta a 500 rs. eera*.
Vende-se alpaca preto para vestidos a 800, 600,
700 e 800 rs., fina de cordao a 800 rs. par pale-
tot, princeza preta a 800 e 640 o covado, boaabazi-
na preto fina a 1*400 o covado, lajtnnas preto
para senhora que eslo de Julo a 728 o covado :
na ra da Imperatriz n. 56. A loja esto abecto al
as 9 borasda noile.
tara algod*.
Vende-se por 'preco commodo urna excellente
machina americana que trabalha cora um cavallo
para fazer mover qualquer machina pequea *
descarocir algodSo, tendo a vantagem de ser mul-
to simples e economisar muito o trabalbo bracal:
I a tratar & padaria da ra Direita n. 64.
Emprezalda illumina$o
ga&
Todas as vendas de apparelhos e reclamacoes
(por escripto dando o nome, morada, data, etc.),
devem ser feitas no armazem da ra do Imperador
n. '1. -Os machinistas mandados para atlender a
estos, apresentarao um livro que os reclamantes
devero assignar logo depois de prompto o servico
reclamado ; isto para que a empreza fique sciente
de haverem os mesmos senbores sido devidamen-
te atlend i dos.
Terreno.
Vende-se um terreno com 30 palmos de frente e
115 de fundo, sito na ra da Eperanca : a tratar
na ra Direita n. 106.
ESCBAYOS FGIDOS.
Acha-se fgido o preto Jos que represento
ter 30 annos, baixo, secco, olhos grandes e verme-
lhos, falla branda, suppe-se andar ganhando as
ras : quem o pegar leve-o ra do Imperador
n. 73, primeiro andar, que ser recompensado.
Fugio o escravo Pedro, crioulo, que se aeha.
va depositado pelo Dr. juiz municipal do Hio For-
moso ao abaixo assignado, com os signaes seguin-
tes : cor fula, de 18 annos de idade, pouco mars
ou menos, olhos grandes e pardos, baixo, grosso.
cabeca pequea, orelha pequeua, dentes unidos,
beicos grossos, nariz um pouco chato, pernas gros-
sas, dedos compridos e seceos, sem barba, no pe
esquerdo urna cicatriz em cima do malelo cemi-
nencia do tornozello) no p direito outra cicatriz
na parte interna, tem alguns pannos pardos pelo
Coco, umpouco gago ou tatoro. A fuga teve
r no dia 20 de maio, levando ceroula do esto-
pa, camisa de algodozinho com tiras de ganga
parda e chapeo do palha : quem o apprehendcr.
queira leva-lo ao Sr. Manoel Domingos da Silva
Jnior, ra do Hospicio n. 38, ou recolhe-lo casa
de detencao e communicar ao Sr Manoel Domin-
gos, ou ao mesmo abaixo assignado. em Beberibe,
que ser generosamente recompensado.
Menoel Elias de Moura.
\m%u
Acha-se fgido o escravo lie nome Faustino, de
idade 40 annos, pouco mais ou menos, cor fula, al-
iara regular, grosso do corpo, bem espadado, bar-
bado, e j com alguns cabellos brancos na barba,
bracos e pernas grossas e bastaste cabelludas, ten-
do as pernas arqueadas, porm nao muito, costn-
ma andar em sambas, e as vezes embriaga-se bas-
tante por gostar muito de beber : nortanto roga-
se as autoridades pollciaes desto e das provincias
limitropnes, que o tagam apprehender e leva-lo a
seu senhor o major Antonio da Silva Gusmao, na
ra Imperial, assim como roga-se aos capitaes de
campo a anprehensJo do dito escravo, que sero
bem gratulados.
i


Diarl* de Pernaaibne* Sabbado 4 de Jaaho de i MI.
LiTTERTRA.
POLMICA RELIGIOSA.
E para que se nos conceda a precisa liberdade
de apreciaoao, importa desle j reconhecer que
se o esplendor da palavra, o talento da argumenta-
gao, a elegancia das formas, o brllho das iraagens.
0 calor do discurso, em summa, todas as bellezas
seductoras do estylo, bastassem para a victoria de
urna causa, todas essas condicdes se reuniriam na
estra do illustre depntdo, cujqs dotes oratorios
1 fie aSiancam distincto lugar em nosso parlamento.
Os discursos do Sr. diputado Pedro Luiz Pereira de
j i. na tmara dos diputados.Pretenrio
ard.Instlalos religiosos.Jesutas.
La/arislas IrrnSas de Caridade. Capuelii-
Bh,s Nocessidade das ordens religiosas no Tambero respetarnos suas intencoes : eremos que> | crnnontes dos Santos Padres, nao podem, nao de-
! onde o seu talento se desvairou, onde insensivel! Vem ter outro desenlace senao o que ah so esta-
s fez instrumento de ms dontrinas, lima
do at a ordem dosJKemptoristas, ( qual, mor-
mente desde 1830, se devem Umanhos beneficios)
considerada como ligada dos Jesutas. E a egreja
poderia tolerar, que urna ordem por ella approva-
da assoalhasse erros, sem que immediatamente
fossem condemoados ? Consta isto ? D'onde ?
Aponlam-se como mmoraes as soluces dadas
pelo casuista Mallet hypotheses que, seriamente
estudadas, c de accorda com a doutrlna dos mais
Mas-atalhou o moconi ser raelhor que da sorriem no pobre torno do desgracado qne li
mente
cm lirio rio operario Voltaire, foi porque o nobre
Supe)- muros lot, Jerusalem, maQcebo. despenliando-se n'um riocaudaloso.se
constitu eustodes, totadte,et to-\ '
ta nocte in perpetuum non lace-,de,xou arraslar pela sua corrente. Quanto disser-
bunt. Ri'Minisciinini Dominini, mos, pois, de seus assertos, om que tudo sao bri
m tacealis d ne detis ei silen-, lliantes repetieoes ( como os nossos sero tambem,
rs;;'S rss *5 t* ****nada dever *
terpretado como allusao pessoal, mas somente ava-
liagao de doutrina em si mesma e em sens resul-
tados. -
Se certo que o nosso obscuro nome foi por
S. S. trazido ao debate, acompanhado de ironas,
nem reciprocaremos, nem desejamos repelli-las.
Aquellas provocaeoes a um ausente assemelham-se
(Iasaias, L. XII, 6, 7.)
INTR0DLCCA0.
Continan!, para este imperio, os das das pro-
vaccs. Dar-se-ha caso que o desmoronamenlo po-
llino mais nao fosseque o prdromo do desnioro-
MMBM religioso f que as ondas da Encyclopedia,
que ha tres quartos de seculo conspurcaram as.
pratas da franca vcnliam tentar boje no Brasil, in- alum ,tant0 ao br';ir de Phautasmas de qne nos
1 falla o Milln. A consciencia da nossa dignidade
segreda-nos que, se mo parlamento brasileiro dei-
xramos recordaroes, essas nao podem ser senao
consentaneas com os deveres do deputado e do
padre.
a que proposito viria o nosso insignificante
volver-nos entre o rolo c a ressaca ? que, a despei-
to do anachrouismo, o admiravel, e infernal espi-
rito de Voltaire resurja, c triumphe ? que os lle-
nan. se raultipliqucn 1 que soem do novo os cla-
rins da mpiedade contra a egreja, figurada nos li-
vros sagrados pela cidade santa de Jerusalem ; (l)
pelo remo doscus; (2) pelo corpo de Chrsto, (3) 'nome, elevado s honras de signatario nico do
pota c&sa de Deus, (4; pela immaculada, (o) pela projecto em questao ? Em pomo de acto era esta
esposa de Senlior, (6) fundada sobre Chrisw (7) asserejio inexacta, pois relatorio e projecto foram
obra commum de todos os membros da commsso
ecclesiastica, todos ali assignados I
universal, (8; e eternamente invencivel 1 (9)
S;.';.: embora I Podem os All las, os Flageltos de
L) n limar as Aquileas, marchar sobre as Ro-
Isto prora que os mais improprios meios se con"
in lorm la est cm cima o ollio que tudo v, j sideravam admissiveis, al mesmo o da excilarao
o braco grande que se abaixa sobre a Ierra, no de hilaridades! Ora, como nao suspeitamos que* no
inslant
croque trasborda o vaso da nequicia, espirito do talenloso deputado actuasse impulso de
Aguarda aos que aiacam a egreja a sorte dos re- m vontade contra nos pessoalmente, que suppo-
voltosos operarios da Torre de Babel : 6 tudo vai- mos nao Ih'a merecer, afigura-se-nos que essa dis'
d:ide, devnelo, impotencia, delirio I I posifao hostil sobe muito mais alto, dirigindose
belece.
Invectivam-se o.i oradores sagrados que /era
comsi'jo toda a ferramenta do inferno, e aceres- J
centa-se ser um maleficio egreja, em que se leva
o povo pelo mido de ter um dia as carnes assadas
no inferno. Aqni o erro vae longe; e todava
impossivel que to Ilustrada intelligencia ignore
que a atlricco (mrmente encerrando um comeco
de amor de Dos, como origem de toda a jastiga)
salva o peccador. Dave pos o orador sagrado,
sempre que nisso vir conveniencia, despertar esse
terror salutar das penas infernaos, tremenda pu-
niro do peccado (13).
IV
Resumo, e improcedencia dos argumentos adduzidos
contra o projecto de lei, na generalidade dos
discursos do Sr. Di: Pedro Luiz.
h' materia para assombros.a habilidade com que,
que anno ?perguntou Joo Chrvsos-
o Sr. Chaves a conserve em qnanto precisar delta ?
Provavelmente, o tabellio nao tero qne trasladar
da nota por estes quinze dias; e eolio, quando a
dispensar, o senhor far favor de a trazar.
Como vocemec quirer, Sr. Joaotornou
Agostinho.Nesse caso, levo-a, e, passados qua-
tro dias, aqui estou.
Dous dias depois, estando o amanuense do tabel-
lao mesa-do trabalho no escrptorio, entraran)
uns lavradores pedindo a copia de urna escriptura
de venda de bens a retro-aberto. lavrada na ola
do antecessor.
Em
tomo.
Em 1790.
- Exquisita coincidencia 1dsse enjre si o
amanuense.Felizmente que estou ssinholE
respondeu aos lavradores:
Nao se pode fazer j esse servico : venhara,
passados seis dias, procurar o traslado da escrip-
tura. Digam l os nomes de compradores e ven-
dedores.
O comprador foi Gervasio Alves da Quintam
-respondeu um dos lavradores.Os vendedores a
retro-aberto, com praso marcado de vinte e cinco
annos, que acabam em dezembro, foram Sebastio
Franja e sua mulher Mara Gomes, naturaes de
de um thema to siogelo como o do projecto, se Franzcres. A compra foi por quarenta mil cruza-
foi saccar pretexto para excursoes longinquas dos- E vae agoracontinuou o lavradoro filho
pelos terrenos da moral, e dos institutos religiosos,' do sujeito, que comprou, diz que...
irrupcoes n'uma especie de paz inimigo, estrate- Nao tenho nada com o que diz o (Uno do com-
gicamente tonudas, como convm, com grande prador-interrompeu Joao Chrysoslorao.-Venham
proraptidao, com a grande act.vidade de movimen- vocemecs procurar a escriptura, lindos seis dias.
tos, de que na hab.t guerra muitas vezes pende o QlIando Agostinho Jos Chaves voltea com a no-
successo. t^ 0 amanueQse COutou-lho o notavet caso de ser
Quem lro projecto, e seguidamente os discursos pedido traslado d'uma escriptura da mesma nota. | direil rn'e 'rapa, e comprou o commandante
do Sr. Pedro Luiz, perguntar boqm-aberto que li
gagao existe entre a materia do debate, e as disser
Bateen I
O coracao doeu-se d'este petar de espirito. O
moco cuidou que estava assira, com estas medita-
ces, offendendo o amor da mulher, que tudo aban-
donava por elle. Deu de esporas ao cavallo,
e nunca mais voliou o rosto para os sitios da sua
trra.
Deteve-se em Braga poucas horas, contando
os seus designios dama e ao cavalheiro protec-
tores.
- Eu vou sem radoobservon Albertinamas
lera perito elle?
Nenhum. Mea irmo nao se atreve...
Nisto, oaviram. um grande brado ; e logo a voz
de Simio ehamando os criados pelos seus nomes
e os caes de fila arremetiendo ao portal.
Depressa. depressa Imurmurou Fernando,
tirando com desnecessaria forja pelo braco de Al-
bertina.
Os caes accommetteram contra o dono, e susti-
veram-se farejando-o, assm qne Ihes elle fallou.
Seguu jornada de dous dias e meio, e espern a Simao bata s portas das lojas e palheiros no
noute para entrar em Valenca. O arrieiro, indus-
triado por Agostinho Chaves, sahiu a dispr o bar-
co da passagem do Minho.
Aqui se Ihes antepoz um estorvo que affligiu
Joao Chrysostomo. As ordens na, fronteira eram
aperladas.
iVenhum viajante passava o Minho n'aquelle pon-
'o, sem passaporte limpo de toda a suspeita. Este
mpco esperara previdencia do sollicito amigo
Chaves.
A' falta de passaporte, suppriria o abono de
pessoas idnea. Joao Chrysostomo lembrou-se de
Fernando Valladares; mas n'aquella mesma noute
o esperava Albertina : havia incompatbilidade de
tempo, e desconcert no plano. Lastimou-se o
perturbado moco ao arrieiro, como quem nao ti-
nha mais intelligente espiritb que o aconse-
lhasse.
tro
i ou-
0 arrieiro sabia mais que ello dos processos
summarios em removimento de difliculdades. Pe-
diu autorisagao para appellar da le para o tribu-
nal do dinheiro. Munido de poderes, cm vez de
comprar um barqueiro, que recebesse os fugitivos
n'um ponto do rio desguarnecido de sentinella, fui
Chaves deu ares de affligido com o dissabor do seu da guarda, e comprara o proprio governador da
amigo ; este, porm, tranquillsou-o, asseverando-! P"?. comprara a propria regencia, diza elle,
taces do nobre parlamentar ?
Compoem-se estes discursos dos seguintes pon-
tos :
t Invectivas contra os Jesutas, Lazaristas,
r -. j -"-- u o J i a a ......* pedida. Joao deu-lhe as poucas ideas i tou ransversao de juizo.
, Irmuas de caridade. Mas o padre Janrard nao ano iinh* h .-___. ,. ,
Guerrear a egreja de Jess Chrisio I Bcm diz IT1L??S q',e 'Dal,e"-avelmente manifestamos I pertence a nenhuma dessas corpora55es, e o seu escnpto n seu hvro de apon- coenla e ,anlos annos a dar provas de uma sensa-
| lhe que nao livera a menor inquielaco, visto que
o tabellio ignorava ainda o pedido do traslado.
Agostinho perguntou ainda sobre que versan a
se estivesse de tempo e pachorra.
Entretanto, vamos ver o que vae em Barbeita.
Simao de Valladares, n'estes ltimos dias, deno-
Ninguem se fez. Cin-
uro santo doutor : Hoc habet proprium ecclesia, D0 ParIamen,. de firmeza em principios polticos
.)' >nsequilur,floret ;dum opprimitur crescit ;
/.-. conteinnitur, proficit; dum a-litur, vincit ;
-f'" arguitur. intelligit. Tune tiat, quum supera-
ra tetur. 10)
i .'.e: so estranhe que voz, tao desautorisada
como a nossa, venha, aps a de tantos ornamentos
da patria, dissertar sobre assumpto j exhausto, e
vest de andrajos de estylo oque esseshaviam co-
herle com a tnica plmala de seu iriumpho ; fo-
ii. J porm. nominalmenlc chamado autora, e
jir.ndo a religiao est em causa, o silencio de um
ministro a deserto do soldado, com cir-
vjir.sncia aggravante, por ser santa a sua mili-
cia. Soma-so embora a nossa voz no coro das que
se erg::em. mas surja I
II
Bjcposirao J'i prclcnro do Red. padre Janrard. -
Porque raztto se nos chama nomtnalmente au-
tora 'Silencio parlamentar.
Coubc-nos a honra, na passada legislatura, co-
mo nombro, e relator da commsso ecclesiastica
da rimara dos deputados, de examinar, com os
nossos doulos collegas, a pretencao do Rvd padre
Janrard, opellao da marinha franceza, residente
n i Jrle. e lomos unanimmente de opinio que,
sem dcsignar-se especialmente a localidade (o que
Mus naturalmente pertencia ao peder executivo,
como habilitado para l contrapesar essas conve-
niencias publicas) se concedesse na cidade ao sup-
pUcaole, a titulo gratuito, e mediante as condi-
ooes que o governo julgasse convenientes, o terre-
no Becessario para a edilicaco de um templo ca-
iolico.
Para que bem se avaliem, tanto as circumstan-
cias deste negocio, como os fundamentos da nossa
convjccae, e a disposico que, no respectivo pro-
jecto de lei aconselhamos ao poder legislativo, abai-
xo transcrevemos o relatorio da commissao de ne-
gocios eeclesiasticoF. (H)
Entrando em discussao este projecto'na actual
camata" dos Srs. deputados, conlra elle se ergueu,
por meios violentos, opportunos e inopportunos,
perlilliandoo para sua estra parlamentar, o novo
representante da naci, o Sr. Dr. Pedro Luiz Pe-
reira de Souza.
(I) Apoc. 21. i.
(2, Math. 13. 1,-2:;. i.
(3) Rom. 12. 1 -Cor. 10. 17 12. 27.
ti) 1. Tim. 3. loEph. 2. 1. I.
i Cant. fc. 7.
(O, Psalm. 45 v. II. l.Esech 16. 8.
i" Esa. 28. 16. I.uc. 20. 17. Cerinlh. 3. 11.
(8) Joao. 10. 16.
(9) Math. 16. 18.-Rom. 8. 17.
(10; llil. de Tnn.
(II) O padre Janrard, capellao da marinha fran-
ceza, empregado no asylo de orphaos desta curte,
pede a concesso, a titulo gratuito, ou por afora-
mento, de um terreno, marcado na plant, que
junlou a sua peticao, no morro de Santo Antonio,
desia cidade. para edilicaco de um templo, onde
a populaco franceza possa assistir celebraco
dos oflicios divinos, es predicas na mesma lingua.
C governo, a quem o supplicante anteriormente
se dirigir, reconheceu pelo ministerio dos nego-
cios da agricultura, commercio e obras publicas,
a9 1er por cmquanto applicaco que dar aes ter-
renos pedidos.'e nao ver inconveniente para a con-
cesso pelo corpo legislativo, uma vez que ella nao
teuha de contrariar qualquer projecto de ra ou
prara que se liaja de adoptar para o futuro. Idn-
tica foi a opinio do ministerio dos negocios da fa-
wmda. que apenas addicionou, come esclarecimen-
to, ter a acquisico dos terrenos que conslituem o
morro de Santo Antonio, custado nacao quatro-
centos eontos de res.
Finalmente importa relatar que j antes destes
procedunentos, o thesouro autorsara o arrenda-
mcnio do terreno pedido, forma de posse, que o
supplicante nao aceitou, por ephemera, e que nao
se compadece com o intuito da edificaco projec-
tada.
C que tudo visto, a commissao dos negocios ec-
clesiasiicos, nao poda deixar de applaudir e ani-
mar o honroso pensamento do supplicante.
A populaco da corte, crescendo muito larga-
mente neste quarlo de seculo, e estendendo-se por
muito mais ampios limites, nao tem visto edifica-
rem-se templos, em proporco dessas necessidades
religiosas diariamente renascentes; pelo contrario,
o aformoseamento, ou melhoramento material da
cidade tem visto condemnar a oulros usos, pbli-
cos ou particulares, edificios anteriormente consa-
grados ao culto do Senhor.
So a religiao o primeiro sustentculo da or-
dem publica e da sociedade, fura desejavel que a
piedade collectiva, a nacional, erguesse as egrejas
que vio escasseando, mas se difflculdades liuan-
ceiras estorvam to justo desidertum, suppra-o,
no possivel, a piedade individual. Accresce, que
um imperio que timbra de hospilaleiro, nao pode
ao estrangeiro que lhe pede um lugar para orar ao
Deus de nossos paes, responder com uma recusa.
A commissao emende portante que se conceda o
pedido, e do nico modo consenlaneo com a digni-
dade nacional.
Arrendamentos, aforamentos, ou onus qualquer,
desvirtuanara o acto. Nao se trat de um Inte-
resse privado, mesquinho, pessoal.mas de um ser-
vico publico, largo, religioso.
k concesso s pode ser a ttulo gratuito.
Prestes termos, pois, a commissao dos negocios
eclesisticos pensa que todas as indicacoes sero
preenchidas, approvando-se o seguinte :
Projecto de lei.
A assembl geral resol ve:
Artigo nico. Pica o governo autorisado a con-
ceder ao padre Janrard, medante as condicSes que
julgar convenientes, porm a titulo gratuito e per-
petuo, dentro desta cidade o terreno que fr ne-
cessario para a edifleacao de um templo catholi-
co ; revogadas para esse fin as disposiefes em
contrario.Pinto de Campos.Siqueira Menes.
Figvnredo.
e religiosos, nunca sacrificada a conveniencias par-
tidarias, ou a transaccoes interesseras.
Treguas, porm, de questoes indivduaes. Para
que presta um individu, quando se trat da reli
gio ? que vale a gotta de agua, quando se con-
templa o ocano ?___
Mas infelizmente estas palavras imprudentes fo-
ram proferidas no recinto de uma assembl ca-
ttiolica, no seio de legisladores catholcos t
A alguem que nos exprima o assombro de que
n'uma corporaco onde ha sacerdotes, nem um s
arudisse pelos altos interesses que lhe sao confia-
dos, deixando esse encargo boceas eloquentes,
mas profanas, retorquimos sem detenca, que cer-
tamente alguns delles nao levantaram a luva, por
entenderem que axiomas nao precisam demonstra-
Cao, ou finalmente porque mister mais grave os
preoecupe.
E todava essas doutrinas erreneas retumbaram
no parlamento da trra que foi dado o nome da
santa cruz, nome que ainda se nao lembraram de
lhe arrancar! Mereceram apoiados, muito bem, e
pedido nada tem cora ellas.
Perigos de notos conventos. Mas a con-
cesso nao se refere a mosteiros, e sim ao terreno
estrictamente necessario para edicaejio de uma
egreja catholica.
t Inconvenientes de submissao ecclesiastica a
prelados extranhos. Mas ao contrario esta
egreja ficaria sob a jurisdiegao ecclesiastica do pre-
lado diocesano.
f Impedimento para os embellezamentos projec-
tados no terreno onde se acha o morro de S. An-
tonio. Mas o projecto deixou intacta a ques-
tao de localidade, entregando ao governo a esco-
Iha da que mais appropriada considerasse, pois
tes designacoes sao antes de ordem administrativa
que legislativa.
Probabehdades de ulteriores requisicoes. -
Nada as annuncia, e se appareceram injustas, re-
pellissem-se, o que nao seria razo para, desde j
se rejeitar o justo.
Riscos para a propria moral. Nao imagi-
namos em que elles consistam ; mas se ha olhos to
perspicases que os dvizem, tudo isso permittia
o projecto que se acautelasse, quando conferiu ao
lamentos, cousa era que o interlocutor fez nenhum tez exemplar para, a final, sahir ao mundo com as
reparo apparentemente. caas cnxovalhadas pela irrisao I Que pena faz
E agora 'perguntou Chaves.Quando a ver em an5 D0UC0 esta a for5a> a dignidade, e o
partida ? ; juizo do homem!
Passados oito das.
Que faz vocemec agora aqu ? I Parece que
pode bem com a saudade I., .redarguiu Agostinho.
Eu, no seu lugar, ia j. Est l a pobre moni-
Improbe amor, quid non mortalia pectora
cogis ? (1)
Assim que o morgado de Barbeita deu tent da
cumplimentes dos representantes de uma naco li-,
delissima. e descendente da fidelissima, e cujos di-1 *
reitos ao solo lhe foram nicamente outorgados pe-
la voz do catholicismo I Soaram pelos mesroos dias
em que o monarcha, humildemente prosternado,
aforara a toalha santa ao ser levada aos labios
anhelantes de um frade moribundo a hostia do Cal-
vario !
Cusa a err I... Quam digna de lastima nao
a sociedade, onde a f emmudece ante as mais ar-
rojadas doutrinas I ... onde tremem os crentes
perante o triumpho atrabiliario do ridculo reli-
gioso ... E nao sera o movel do mais inspirado
orador egual ao
numero dos ouvmtes ?
Oh sm ousariamos afllrmar
gasse convenientes.
Joaqi'im Pinto de Campos.
(.Continuar-se-ha.)
A VI MI A DO IHM I Ol M <- HO
Romance original de Camillo ('.asidlo Uranio.
(Continuaco.)
XI
Agostinho limpou os oculos, e continuou :
- Eu tenho desejo de ver uma escriptura de
na opprimida, Deus sabe quanto, e vocemec aqui
espera de nao sei que I
E' que eu consultei o meu amigo de Braga,
e espero a resposta.
Que resposta ? perdoe a minha confianca.
Nestes casos, Sr. Joo, o raelhor amigo o dinhei-
ro. Conselhos, os melhores,
d. Sabe que mais ? Parta d'aqu manhaa. Vo-
cemec vae alugar duas boas cavalgaduras al Va-
lonea. De noute, vae Monco, e de madrugada
est na tal aldea. A menina poe o p fra da por-
ta, e salt para cima do cavallo. Em Valenca,
deixa vocemec o barco tratado, e assim que che-
gam embarcam para alm. Depois que saltarem
em Tuy, fajam para c uma figa ao preto. Est
por isto ? As cavalgaduras quem vae arranja-las
sou eu, que eu sou homem para tudo. Est deci-
dido ?
Mas necessario avisar a senhora de Braga
para ella prevenir Albertina.
Pos parta para Bragaretorquiu Agostinho
e espere um dia para dar tempo ida do aviso.
Saia do Porto, meu amigo.
Estou decidido 1 -exclamou Joo Chrysosto-
mo.Mas vou ao correio procurar carta de Braga.
Vamos juntos, e l resolveremos, se devo ir
alugar os cavados.
Sahiram para o correio. Agostinho levou Joo
pelas travessas e bceos menos concorridos. Ao
desembocaren! de uma viela n'uma ra de passa-
que motivava o silencio do grao compra de uma fazendoria, que meu pae, Deus 8em> am camnheiro. ao perpassar por elles, en-
que
lhe falle n'alma, comprou ha cousa de vinte e cin-
em lo- co annos. Acho que foi em 1790. A nota, ondo
das as almas daquelles cm que repercuta a voz I* escr'P,ura W lavrada, est no cartorio do tabel-
do illustre orador eslava protestando baixinho a lia9 Pcrrein- meu amigo, nao lhe custando
religiao de nossas maes ? Mas assim como o elo-!iss0- poder trazer-me a nota por um ou dous dias,
quente parlamentar, surdo s proprias conviccoes, faz-rae mulo favor.
saccava sobre urna ephemera popularidade, assim Isso mait0 fac''. Sr- Chavesdisse o ama-
tambem os tibios onvintes temam o ridiculo da de-'nuensc_e nao Pde ctemar-se favor grande nem
fesa dos humildes frades temiam a alcunha de ^7 Hoje mesmo se o senhor quizer.
beateiros a saniimnnin. t n^. ""..7?! Quando lhe lembrar, meu amigo. Anot,
e santimonios Que degradacao moral I
Para que os ldadores da poltica saibam resistir
ao despotismo dos ministros, bom que saibam
tambem defender o seu proprio Deus! Mas como
poder esperar-se que fulminem contra as inva-
sdes do poder aquelles que, al receam se Ihes di-
vise ao longe em mos a furaaca do thuribulo
santo ?
III
A linguagem em que, neste discurso, se falla das
cousas mais venerandas.
Phrases ha, nesses deslembrantes improvisos,
que erricam os cabelles!
Falla-se de Chrsto Senhor Nosso, na linguagem
de um nosso egual, de um collega, de um amigo
de infancia : tAppareceu um homem:... Esse
homem s uma vez foi possuido de clera.' <0 re-
volucionario etc. etc. Comprehendemos que o ta-
lento da palavra possa descobnr tangentes para at-
tenuara impressao de desrespeito, que tes phra-
ses geram no animo do leitor mas qual poder
conter o sentmento de oppressao infinitiva, ao ver
assim qualificado o Cordeiro sem mancha, Aquelle
que disse : iE" o cu o meu assento, a trra esca-
bello de meus ps ?
Fujaraos de assumpto que escndese* os la-
bios.
Ao monge virtuoso, que sobe os degrus da ca-
derada verdade, chama-se *charlatOo, decorado
com as vestes de apostlo subtndo um pulpito, co-
mo um arlequim sobe para um palanque.
E os typos nao estremeceram, ao inventaren
um muito bemem seguimento phrase tao desas-
trada !
Lancam-se ironas pungentes, nao s sobre o sabio
e virtuoso cardeal Antonelli, mas sobre o proprio
Pae commum dos fiis, o varo forte, e santo, que
oecupa a cadeira de S. Pedro, S. S. Po IX, ironas
que j tornara in veja veis os aliados sarcasmos de
que nos mesmos fomos victima I
[ acrimonia do irmo e cunhada, a flamma da ira
rebentou competencia de intensidade com a do
amor. Repellido delicadamente por Albertina,
vingou-se na familia, bradando que era d'elle a
casa, que por esmola estava sustentando e vestin-
do uma familia de ingratos, e, como ingratos, se
fossenr sua ida, e o deixassem senhor de suas
o dinheiro que os \ accoes o bens.
Albertina, testemunha d'este destempero, acu-
diu dizendo que ia fugir de uma casa, onde ella
entrara com a discordia, e d'onde sahia coberta de
vergonha. A me impunha-lhe silencio, e parti-
cularmente lhe observava que seno intromettesse
na vida alheia.
Esta perdoavel mulher tirava sua baixa ori-
gem e educaco. Nascida entre as trouxas da far-
rapagera de seus paes, adeleiros na ra Cha, dcs-
juabroua o aspecto nobiliario da casa de Barbei-
ta, e o ante-goslo de ouvir chamar morgada sua
filha, e morgadioho ao seu primeiro neto. Afora
Uto, acrescia o receto da pobreza na vuvez. To-
das as mulheres, dos quarenta annos para alm,
se teem maridos pobres e adoentados, por muito
que os amem, cogitam e reflecten) na viuvez pobre,
e fallara n'isso, como as viuvas indostancas devem
fallar na fogueira, a lado do leito dos maridos
agonisantes. A pobreza uma verdadeira lavare-
da, que as est queimando, antecipadamente, s
viuvas d'esta nossa parte do mundo civilisado.
De mais a mais, a consorte do Dr. Negro j ti-
nha visto a vanguarda da paluda necessidade,
quando o marido, desvairado pela paxo, fechou o
escrptorio, e disse mulher : Esto as portas
fechadas, menos fome, que nao tarda a entrar. >
carou em Agostinho, e disse-lhe :
Adeus, Sr. Alves I
Agostinho passou como quem nao ouviu, e o
transente cumprimentador parou de admirado do Po7es7as'e outras, que ella muito quera ver sua
seu engao ou da grossona do seu conhecido. filha casada com Sjma0 de valladares, ainda que
- Aquelle homem-disse Joao Chrysostomo,- para isse 0 irmo, cunhada e Gibas tivessem de
! ser expulsas e reduzdas a comerem o caldo que
os criados regetavam. A este feio sentmento cha-
como lhe disse, de 1790. Ora agora, se l vae
hoje, cu volto por aqu ao fim da tarde ; e depois
de manhaa, c estou com ella. E' p'rmrde uma
teima de agua de rega, que me lera dado zangas ;
mas nao quero entrar em demanda, sem ver como
a escriptura est lavrada.
Pois tenha a bondade de vir por aqui s cin-
co horas, meu bom amigo.
Joao Chrysostomo, a oceultas do tabellio, levou
para casa a nota, que entregou a Agostinho Jos
Chaves.
Volvidos os dous dias marcados, appareceu o
proprietano da Povoa de Varzim a restituir a nota,
dizendo :
Aqui est com mil agradecimentos. Como
vocemec arada c se demora no Porto, eu hei de
aqui voltar com o meu letlrado para elle examinar
a escriptura, se o Sr. Joao tiver a bondade de a
trazer outra vez.
gar onde estad oceultas as minas inflammadas, ou
Agostinho poz a trompa na orelha, e disse :
Oque? Chamou-me Alves?
Sim, senhor.
Enganou-se, que eu, desdo que o dei a criar,
nunca mais o vi.
E riu-se da sua graca.
O incidente passou, sem deixar no animo do mo-
co a mais leve impressao de suspeita. O engaar-
se com o sujeito o outro, que ia passando, era cou-
sa de nenhuma advertencia.
Tnha Joo Chrysostomo carta da senhora de
Braga, com a incluida de Albertina. Era um af-
flictivo aviso de que o pae escrevra a Simao Val-
ladares, annunciando-lhe a ida Barbeita ; e tam-
mava ella amor maternal. Deus l sabe o que ;
e o almotacel das trevas eternas tambera me pare-
ce que sabe alguma cousa d'isto.
Assim que Simao ouviu a anteara de Albertina,
licou passado; e, assim que o ensejo lhe deu uma
aberta, ajoelliou-se-lhe aos ps, exclamando :
Mate-me por piedade, antes de fugir 1
E, dizendo, offereceu-lhe um luzente punhal, que
Albertina repelliu, partiudo a fugir da sala, com as
raaos na cabeca.
O morgado ergueu-sc, encarou na ponta aliada
do ferro, e no lado esquerdo; ergueu ainda o bra-
resolvdo a ir pessoalmente obriga la a ser feliz
com o excedente marido, que a fortuna lhe offere-
cia a ella, tao indigna de tal esposo. Conclua Al-
bertina apressando o desfecho, para se nao com-
plicarem os obstculos fuga. Era ella quera tra-
ca va o plano. Ao dar da meia noute, quando a
me dormsse, havia de saltar da jauella ao po-
mar, e, auxiliada por Fernando Valladares, sahi-
thesouros subterrneos da ira de Deus. Ignesar- ria pe|0 portal, ondo Joo a estara esperando com
thesaurum. Ahai______,. *
bem escrevra mulher, azedado conlra a filha, e *>> e"'' Acadiu a esPeraDca. nierpondo ao pu-
os cavallos.
canos, subterraneum ad po?nam
ninguera veremos seno os nossos consocios no
eterno padecer.. Neminem viebimus proter con-1 Que lhe disse eu I ?-exclamou Agostinho
demnatus nobiscum. (S. Lhns) cO eoudemnado' pk..,, n____ a-
padece, e nao se xtingue; morre, e jun- Chaves ~Parecc Qe adivinhava I Meu amigo,
tmente vive; desfallece, e persiste ; acaba, e nun- va preparar a sua bagagem, se tem que levar, que
ca tem fim. Cructatur, el non extinguitur, mor- o melhor ir escoteiro e leve. A's dez horas da
r,V;='V ^f^rt subsista ;fiitHr, et sine noute estao as bestas no largo da Agurdente.
pne esl (s. ureg). tOs impos no inferno sao tao ... ., .. .
opprimidos, e subjugados com o peso de seus tor-1 ^a daremos ull,m0 abra5- Adeus ate as nove
mentos, que nao podem bolir com p, nem mo, horas.
a tfI,JaA 'per "lerabro nem tem forcas Joo chrysostomo avisou Albertina da noute e
para altaslar des olhos alguns dos mudos btxos, J ,,
que Ih'os esto roendo. Impie in inferno tanto pee- nora da sna chegada. e foi collocar a nota na es-
norum pondere premuhtur, ut nec peem, vet ma- tnte do escrptorio, e despedirse do tabellio Fer-
nata, /mi corpons membrum possunt mover : reir, dissimulando uma ida Vairo na tentativa
#?53Zlre% Ans)""""1 ^"^ & W'de reconciliar-se com o pae. O tbe.lio elogiou-
S. Agostinho, fallando dos condemnados, excla- jlhe 0 seus bons servicos, recommendandolhe que
ma : oGritaram mas que diro gritando ? Fere, fosse sempre honrado, que alguma hora deixara
ami.h?'de?oll5* ma.la sem malar' lraze braias''de ser infeliz- Por ultimo adePs> brindou-o com
apparema o pez, derrele os metaes nara o calduar-i -, ,V.
- >--- uma graticacao, devida a zeladora energa com
Attribuem-se ordem dos Lazaristas
uma redempeo por dous modos, que exactamen
te a de que tratm as sagradas paginas (12); sen-
nhal e seio a sua aza branca. Simo embainhou
a lamina, reraessou-a cora horror, e disse : Que
loucura eu ia fazer I Meu irmo ficava senhor da
casa, e a ingrata faria da minha raorle um tro-
pheu das suas victorias I
Que o irmo ficava senhor da casa, isso era de
lei; mas que Albertina se desvanecesse de seme-
Ihante victoria, quer-me parecer que nao. Como
quer que fosse ou viesse a acontecer, Simo de
Valladares deu ordem aosservos que vigiassem os
passos da hospeda: iodiscreta recommendacao,
que revelou aos criados o desarranjo intelectual
de seu amo 1
XII
A' meia noute d'aquelle da, Albertina espreitou
pelo resquicio das portas da alcva (era que sua
me dorma, e viu-a sopitada no primeiro somno,
claridade da laraparina. Escutou o ruido do in-
terior da casa : era completo o silencio, apenas
quebrado pela pndula de um relogio de parede.
A vidraca licra intencionalmente aberta. Puchou
a si brandamente as portadas interiores, e esprei-
tou. Entreviu um vulto : devia ser Fernando, que
a esperava, segundo soubemos do plano communi-
cado a Joo Chrysostomo. De feito, era. Alberti-
na encontrou uma escada de mo, arvorada ao
peitoril da jauella : desceu com firmeza, sem os
saltos de coracao, proprios do lance. Era a ter-
cera vez que fuga : as impressSes repetidas gas-
tara a sensibilidade.
Fernando de Valladares avisinhou-se mu de
mos neste banho.. Clamabunt, sed quid clama-
bunt r nisi percute, dilacera, interfice, sine mort 1ue amaufeDse curara dos interesses da sua es-
occide, fer prunas picem para, aurum, et argn- cnvannha, trabalhando por noute fra, alm do
^^T^J^bridT/lo^^ era Preciso dar vazaoaosen-
ros erros dogmticos, impuiando-se-lhes a opinio; hoje do que depois ho de chorar, e primeiro che- carS0S-
de duas redempces, quando elles s fallara de am a experimentar estas verdades, do que a per- Confessava Joo Chrysostomo aue urna crande "T. "T~.V
suadir-scdellas I. Voqui use lugenia mvosterum tristeza lhe Mtairan Lnmn\ Li, a mans0- e disse-|he ao ou,rido ;
ridenia nun: deputant] Vae qZus htec^rus ex-' "1V?lTZZ>r\ P 1 """'"H ~ Muit0 Pouca bulha' ^ meu irma0 es,a fra
perienda sunt, quam credenda) V mo respa.sado de mcomprel.ens.vel remorso, ao de casa Reccio a approximacao dos cavallos
Encher-sebiam resmas e Tesmas de papel s com aesPedir-se do tabellio.
a indcacao dos oradores sagrados, que tomaram a' hora rnnvpnnnm,
este asVumpto para seus discursos; e quanto ao! u ""- 4
horror causado ao Sr. Pedro Luiz pela descripcao \ AKuaraen,e os cavallos, e um arrieiro. AgosHnho te por mim. Aqui a felicidade chegarmos ao
material com que, por analoga, se tornara aos Jos Chaves agourou-lhe prosperidade sem cont portal sem elle dar f.
nossos sentidos comprehensiveis as penas infer- era medida, e viu-o partir, com semblante me- Joo Chrysostomo j l estar ?perguntou
naes, a censura deve remontar ale os tempos, |ancolico. ni.ii..
apostlicos, at Jess Chrsto em summa, que por ,-rkmu .. A"enina.
muitas vezes alludiu esse logar de torturas, e de Joao Lbrysostomo, quando chegou a Terra-Ne- Chega neste momento-respondeu Fernando
eternos soffrimentes I Igra, e viu o caminho da casa de sens paes, re- pondo o ouvido vagarosa andadura dos cavallos'
E pois em concluslo oocamos o grande ligo (que puchou a redea, parou, e disse no secreto de sua cujas patas o sagaz arrieiro envolver em pannos,
(12) Math. 20-28.1 Timot. 256.1 Petr. 1-
18 v.
(13) Desde os primeiros padres da egreja, que
o inferno, como lugar de formidando castigo, as-
sumpto de eloquentissimas praticas, de conformida-
de com mais de 30 logares bblicos, onde apparece
escripto. Sem trazermos para aqui todos os passos
do Evangelbo, referentes s trevas exteriores, apre-
sentaremos as palavras do apostlo S. Joo, e de
S. Matheus. -O primeiro diz : O inferno aquelle
abysmo de tormentos, cujo fumo sobe por seculos
de seculos. Fumus tormentorum eorum ascendet
in saculorum. O sogundo diz : tL (no inferno)
haver pranto, e ranger de dentes.i Ibi erit etus,
et strtdor dentium.
Pelo que respeita aos padres da egreja, vejamos
o que se segu. O inferno, diz Tertuliano, 6 o lu-
levante alguin estrondo. Nao se assuste a menina,
A' hora convencionada, encontrou no largo da que os criados, prevenidos por elle, tambem o es-
de crlo nao era capuchinho I) na pintura medo- .
nha que faz do stygio lago : Infernus lacus est,
sine mensura; profundas, sine fundo ; plenus ar- Nunca mais! Nunca mais te verei, meu
dore tnnenarrabili vlenus fatore%inloteralli; ple-> N a aoelnare a sepultura de
us dolore innubirablli : jh miseria ; ibi tenahrcr v .
ibiorusnullus; ibi horror osternus ; ibi nulla minha mae. Sei que se acabou para mim a
spes, nulla desperatio mali I Ug. I. e anima.). | patria, a trra da infancia, as flores que ain-
que Ihes abafavam a estropeada.Vamos Iconti-
nuou elle.Nada de susto I
(1) Maldito amor, a que extremos forcas a hu-
maniiade f
VIRC.
lado da rasa, chamando os criados, que res-
pondan a grandes orados, sem atinarem. ou fla-
grado que nao atinavam cora as portas.
Fernando abriu sublilmenle o portal, tornou nos
bracos Albertina, e assentou-a na andilha. Aper-
lou-lhe a mao, e disse :
Sejam felizes, e vo sem mdo.
Simo Valladares vira-os passar desfilada, e
enrouquerra de sbito como se as vlvulas da
laringe se lhe grudassem com o ultimo brado de
soccorro. A criadagem sahiu de roldio por todas
as portas, apavorando com tiros a passarinhada,
que dormia as ramarias das carvalheiras. Simo
ordenava que lhe apparelhassem o Relmpago. Re-
lmpago era a graca do cavallo, que, sem conheci-
mento do dono, eslava encravado. Mandou appa-
relhar o Juno!, graca de outro cavallo, assim cha-
mado em aUrent ao general francez. O Junot ti-
nha o cerro ferido, e escouceava o eguarco. Rai-
vava o morgado como energmeno. As senhoras
ja estavam a p. Fernando sahia tambera espavo-
rido do leito conjugal, com uma davina aperrada,
perguntando ao irrao se eram salteadores. A
me de Albertina, que nao achava a filha, nao sa-
bia se havia de gritar, se morrer. Era um dia,
ou, mais exactamente, uma noute de juizo n'a-
quolla casa, e na aldeia toda, que se levantara a
dar gritos e espingardadas, uns cuidando que o
Maneta assaltra as fronteiras de sbito, ouiro
que uma malta de salteadores cercava a casa dos
tidalgos.
Simo esvaiu-se de forcas, e ficou spasmodico
por lira. A mulher do Dr. Negro passou o restan-
te da noute em desraaio interpollado de con'vui-
soes. Fernando de Valladares ollereca-se ao ir-
mo para tudo que fosse necessario. A senhora e
as meninas choravam clamorosamente pela sua
perdida amiga. Que clamores 1 o que tazem se-
nhoras I que engenhosas tramoias t E ha quem
diga que a iraaginaco para a comedia e para o
romance urna prerogativa dos homens! A mai
velha das meninas acercou-se do lio Simo, que
estava proslrado n'um canap. Tomou-lne a ca-
beca nos bracos, encostou-a ao seio, e murmu-
rou :
Aqueila infeliz nao era digna do amor de
meu lio !...
Simo litou-a com os olhos carregados de lagri-
mas, e suspirou. A menina limpou-lhe as lagri-
mas com o lenco, e continuou :
Que mal empregado coracao I... Se, ao me-
nos, o mundo nao tivesse que dizer da virtude del-
la I... Quantas meninas puras como o sol deseja-
riam o amor de meu tio I..
Simo abri outra vez os olhos, alisou a fronte
com a mo, sentou-se de salto, e disse :
Maldita seja ella, que me roubou a paz, a dig.
nidade e a vida!
Nem a dignidade, nem a vida, meu to, acu-
di meigaraente a menina. A paz ella vira, quando
outro coracao mais digno Ih'a dr. Nao o amamos
nos todas com lanto extremo ?
Simo nao respondeu porm estas caricias fize-
ram-lhe bem.
Quem estava inconsolavel era a me da fugitiva.
Grave e funda agona era a da chorosa creatura !
Anteviaos transes, a lencura, e pode ser que a
morte do marido. Como lhe havia de annunciar a
nova e irreraediavel desgraca 1 Resolveu ir ella
mesma encontra-lo, talvez no caminho. A senho-
ra da casa instigava-lhe a tenco, para evitar a ce-
leuma do doutor furioso, quando chegasse. Simo
era indifferente sanida da hospeda. A pungida
mulher nem j recebia palavra consolativa de nin-
guem. Aborreciam-na as senhoras e Fernando
disse mnlher :
Faz diligencias para que ella v para o Por-
to. Emquantoistonai esqueeer e socegar, a nos-
sa casa ha de estar sempre m desordem. Nunca
o preto se lembrasse de Barbeita.
Arrenego eu o preto I disse a descendente dos
Mellos de Pontes. Tomara eu impontar d'ahi esta
adeleira de nao sei que diga I Cuidou a trapalho-
na que nos vinha por fra de nossa casa E' o qu
eu estava a ver, que me nao ia sem lhe por a cara
da cor da do marido I
No da seguinte, pela tarde, a lastimavel me sa-
hiu para Valenca, e all tomou liteira para o Por-
to. A meia legua de Vianna encontrou o esposo.
Assim que elle a reconheceu, saltou da liteira, bra-
dando :
Onde vens tu ?! Que de Albertina ? I
A senhora rorapeu em alto pranto, e perdeu os
sentidos. O doutor sacudiu-a brutalmente, bra-
dando :
D-rae cont de minha filha I
Os gritos do hornera eram um anti-spasmodico'
ao qual nao resistira o hysterismo de senhora
nenhuma.
Que de minha filha ? ululava o pae aflliclo.
Fugiu, murmurou ella com um gemido.
Com quem ?
Com quem havia de ser ? Eu nao a vi fugir,
que estava no primeiro somno ; mas havia de ser
com o malvado-
O Dr. Negro cerrou os punhos, reraessou-os tur-
tos com o vigor de duas catapultas contra o cu e
rugiu:
Nao ha Deus :
Disse, e atirou-se para a ribanceira da estrada,
arrepellando os cabellos crespos, que nao eram
dos que se ageitam mais aos repelles.
Saho a esposa da liteira, e foi sentar-se a par
delle. O doutor ergueu-se impetuosamente, e bra-
deu:
Eu te amaldico em nome de Deus, filha per-
dida i
Nao ha Deus, ti nha elle dito momentos antes.
Agora j o reconhecia para o effeito da maldico
vingativa.
Sao assim as nossas paxoes. Quando pagamos
por ellas, se a forra nos desampara, decretamos a
inutilidadede Deus, visto que elle ss nao honra em
nos auxiliar; porm, se carecemos de cevar o nos-
so odio com o infortunio das victimas que nos fo-
gm, concedemos ao Creador o favor de existir, e
em i me delle sentenciamos a condemnaco do
quem se esquiva s nossas garras.
Excepluemos este infeliz pae do numero |dos
blasphemos a quem o Altisssimo ha de pedir con-
tas. Estas angustias, que bramara a impiedade,
devem ter algum descont na balanca do supremo
jniz. O homem f-lo Deus. A maldade congnere
do homem. A responsabilidade do mal, se 6 inteira-
raente delle, mal me emendo com a justica divina.
Nao pode ser.
O Dr. Negro entrou na liteira, e mandou desan-
dar na estrada do Porto.
Denegou-se a ir na companhia da mulher. as
estalagens, fechava-se na seuanarto, e resists, s
instancias della, que se deshila em lagrimas. A
creatnra que elle amava tanto, era como se nao
exis-isse para a sna dr. Nao tinba ella a oxpres-
sao suavsadora, qne lhe faltavam dons do espirito.
O que a pebre senhora dssesse seria Indo coracao;
mas este mesmo, na mulher idosa, surdo-mudo,
que nao emende nem exprime.
{Contrnuar-se-hi)
PSRNAUBUCO. TTP. I>H M..F. F. hLHJ


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