Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10382


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Full Text
y
AMO XL. NUMERO 126.
Pnr tres mties adiautads 5{O00
Pw tres mezes vencidos 6S000
Porte m eerreie per tres mezes. 750
"iwiiii i---------
?
Jfipft> ** c?
SEXTA FEIRA 3 DE JUMO DE 1864
Per a bis Jfciantad. ; ivjuuv
Perte a eerre per um anno 3)000
DIARIO DE PERNAM
NCARIIEADOS DA SUB3CRIPCA0 i\0 NORTE
PARTIDA DOS E3TAFETA3.
Olinda, Cabo e Escada todos os dias.
Ignarassu', oyanna e Parahyba as segundas 0
sextas-feiras.
Santo Antio, Gravat, Bezerros, Bonito, Carnaru',
Altinho e Garanhuns as tergas feiras.
Pao d'AIho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pesqneira,
Ingazeira, Flores, Villa Bella, Tacaratu', Cabrob,
Boa Vista, Ouricury e Exu' as quartas feiras.
BNCARREGADOS DA SUBSCRITCAO NO SUL. Serinhem, Rio Formoso, Taraandar, Una, Barrei
"^ ros, Agua Preta e Piraenteiras as quintas feiras.
Alagoas, o Sr. Claadino Falcao Dias; Baha, o lllha de Fernando todas as vezes que para ali sabir
rr. Jos Martina Alves; Rio de Janeiro, os Srs. Pe-'
r'.en Martins Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracatv,
Sr.A. de Leraos Braga; Gear, o Sr. J. Jos de
Oliveira; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques Ro"
drigues; Para, os Srs. Manoel Pinheiro & C.; A"
mazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
V SPi-.SMiREDES DO MEZ DB JIMIO.
4 La nova as 9 h., 20 m. e 20 s. da m.
12 Quarto cresc. as 9 h., 27 m. e 26 s. da m.
19 La cheia as 8 h., 31 m. e 20 s. da t.
26 Quarto ming. as 11 h., 53 m. e 3 s. da m.
navio.
Todos os estafetas parten) ao 1/1 da.
PREAMAR DB HOJH.
Primeira as 2 horas a 6 minutos da tarde.
Segunda as i boras e 30 minutos da uunnaa.
i PARTIDA DOS VAPORES COSTEIR03.
[ Para o sul at AJagdas a 8 e 25; para o norte at
'* K a e M de cada mez Para Finando nos
|u*ias 14 dos mezes dejan, marc., maio, jal, set enov.
PARTIDA DOS MNIBUS.
f.ra o Recife : do Apipucos s 6 % 7, 7 /, 8 e
8 Vz o ">; de Olinda s 8 da m. e 6 da tarde; de
Jaboatao as 6 / da m.; do Caxang 9 Varzea s 7
da m.; de Bemfica s 8 da m.
Do Recife : para o Apipucos s 3 y,, 4, 4 y,, 4/*,
' Ji i'1 e 6 da ter(le 5 Para Olinda s 7 da
manhaa e 4'/, da tarde; para Jaboatao s 4 da tar-
AUDIENCIA bOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio: segundas e quintas.
Relacio: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda: quintas s 10 horas.
Jnizo do conuaercio: segundas s 11 horas.
Dito de orphos: *rgas sextas s 10 boras.
Primeira vara do civl (erCas e sextas ao meio
\
das da semana:
30. Segunda. S. Fernando re; S. Emiliav
31. Torga. S. Petronilla m.; S. Lupicino b.
1. Quarla. Ss. Firmo e Felino nuil.
2. Quinta. S-. Marcelino preso.; S. Fintaao b. \
ei"a' Ss' p,'r!eutino L-urenlino irs. mm.
t. Sabbado. S. Francisco de Caracciolo.
5. Domingo. S. Pacifico f.; S. Xicacio m.
ASSIGNA-SE
I J-f' "'* ua Klluoi liara v/uuua as / ua i j,
maabaa e 4 y, da tarde; para Jaboatao s 4 da tar- Rfl.iffl m .
de; para Cachang e Varzea s 4 A da tarde; para Segunda vara do civel: quartas e sabbados a 1 horal .i L praJ3 ** ,,B|!?l,eD.d
Bemflcaasadatarde. x tufe ns. 9 e8, do propneurios Manoel higuer
^
iFaria & Hlbo.
lencia
igueiroa de
PARTE OFFIGIAL
WWM DA PROVINCIA.
Ki|ifiliciiii" do dia 31 de mai de 18*i.
Ollicio ao brigadeiro commandante das armas.
Ao offlcio que V. Exc. me dirigi sob n. 971, res-
pulido dcclarando-llie que o recruta a que allude o
mea odlcio de 25 deste mez, de nome Manoel Ca-
mello da Silva, e nao Manoel Carneiro da Silva.
Dito ao mesmo.A' V. Exc. remeti iucluso por
copia para ter a devida execugo, o aviso do minis-
terio da guerra, de 12 do correnle, determinando
que ao soldado do extrnelo esquadro de cavallaria
Jos Mara de Jess se abra nova praga na compa-,
nhi.i de cavallaria desta provincia, e se proceda
conselho de disciplina afim de ser processado em
conselho de guerra, pelo crime de desercao que
coramelleu.
Dito ao mesmo.Remello V. Exc. por copia,
para ter execugo na parte que lhe diz respeito, o
aviso circular da repartigao da guerra, mandando
lar baixa s pragas de pret dos corpos cm guar-
mijJio nesta provincia, que concluirn) o seu lempo
de servieo no anno de 1861.
Dito ao mesmo.Remetto incluso treze proces-
sos de conselho de guerra, das pracas menciona
das na rela;o juuta, aftm de que V. Exc. se sirva
de mandar cumprir as sentencas proferidas pelo
consellio supremo militar de justifa nos mesmos
processos.
Dito ao vigario capitular desta diocese.Para
'imprmenlo do disposto no aviso da repartigao do
imperio de 21 do correnle, informe V. Exc. em
que dia levo lugar pelo cabido, nao so a eleiejio de
V. Exc. para a dignidade de vigario capitular, mas
Jamben) a das mais autoridades ecclesiasticas, bem
como em que datas tomaran) posse c entraran) em
exercicio.
Dito ao inspector da thesourari de fazenda.
Declaro V. S. para seu conhecimento e afim de
que o faca constar a quem competir, que o Exm.
Sr. ministro da fazenda participou-me em aviso de
17 do correnle, haver mandado servir, como addido
at segunda ordem, na recebedoria do Rio de Ja-
neiro, o 4o escripturario da alfandega desta proviu-
i.i, Antonio Pedro Vaz.
Dito ao mesmo.Com aviso de 7 do corrente
mez remetteu-me o Exm. Sr. ministro da fazenda,
o decreto pelo qual foi nomeade 3" escripturario da
alfandega desta capital, o Io dito Joiio dos Santos
Porto : o que communico V. S. para seu conhe-
cimento e Mm conveniente.
Dito ao mesmo.(iniciando nesta data aos des-
embargadores Firmino Antonio de Souza e Ansel-
mo Francisco Perelli para, independenlemente da
apresentacao de seus ttulos, entraren) no exercicio,
o primeiro de presidente da relacao, e o segundo 1
le presidente do tribunal do comierco, para que
oram nomeados por decreto de 23, segundo mo
constoude partiripaciio da repartigao da justiea de
21, ludo do mez corrente : ficando, porm, obriga-
dos a exhibirem os referidos ttulos no prazo de 3
mezes, contados de hoje : assim o communico V.
S. para seu conhecimenlo. Fizeram-se as necessa-
rias communicagoes.
Dito ao mesmo.Expega V. S. as suas ordens
para que sejam arrecadadas na recebedoria de ren-
hs internas, as quantias que segundo a nota jun-
ta, estao a dever de emolumentos secretaria de
estado dos negocios da justiga, os desembargadores
D. Francisco Baltliazar da Silvera c Francisco Do-
mingues da Silva, porterem sido removidos, o pri-
meiro da relagiio desta provincia para a do Rio de
Janeiro, e o segundo desia para aquella relagiio.
Fizeram-se a este respeito as necessarias commu-
nicagoes e ofliciou-se ao desembargador Domin-
gues da Silva para que entre em exercicio inde-
pendonteinente de (lulo.
Dito ao mesmo.O Exm. Sr. ministro do impe-
rio em aviso de 20 do corrente, recommeodou-me
que declarasse V. S. em solugao ao seu offlcio n.
9 de 27 de abril ultimo, no qual requisitou aug-
mento de crdito na verba Presidencias de pro-
vincias do actual exercicio, afim de occorrer ao
pagamento do ordenado vencido pelo Dr. Joao Sil-
vera de Souza, como presidente da provincia, Jes-
]e o dia em que deixou o exercicio al o em que
tomou assento na cmara dos deputados, que
desnecessario o augmento requintado, por isso que
o dito empregado j foi pago desse ordenado pelo
thesouro nacional, em virtude do aviso daquelle
ministerio, de 13 de fevereiro do corrente anno : o
que Ih'o communico para seu conhecimenlo.
Dito ao inspector da ihesouraria provincial.
Accuso recebido o offlcio de hontem, sob n. 198,
em que V. S. me parlicipou haver Jos Francisco
Jo Reg Barros, dando por fiador o barodo I.i-
vramento, declaiado que acpia a factura da casa
da barreira da estrada da Victoria em terrenos do
engenho Morenos, mediante as condigoes constan-
tes do seu citado offlcio, e em resposta lenho a di-
zer que podo V. S. eflectuar o respectivo con-
trato.
Dito ao commandante superior da guarda nacio-
nal do Recife.Communico V. S. para seu co-
nhecimenlo e afim de que faga constar ao agracia-
do, que S. M. o Imperador por decreto de 20 de
abril prximo Ando, liouve por bem nomear o ca-
pilio Manoel Jos da Silva Guimaraes para o posto
de major commaudanle do 1 esquadro de caval-
laria da guarda nacional deste municipio.
Dito ao mesmo.Nao sendo a prolisso de pe-
drero isengo legal para o recrutamento, e nao
apresenlando commandante do batalhao n. 1 de
infamara da guarda nacional deste municipio ou-
tra razao em favor do recruta Carlos Francisco
Xavier, nao convm que seja esto posto em lber-
dade, o que V. S. declaro em resposla ao seu ofli-
cio n. C5, de 23 deste mez.
Dito ao commandante superior da guarda nacio-
nal de Olinda e Iguarass.S. M. o Imperador por
decreto de 30 de abril prximo findo, liouve por
bem nomear o tenente-coronel Manoel Antonio dos
Passos e Silva para chele do estado-maior do com-
inando superior da guarda nacional cargo de V.
S. : o que communico V. S. para seu conheci-
menlo e para que faca constar ao agraciado, afim
de que aprsente a respectiva patente para ser
apostilada.
Dito ao director das obras militares.Mande V.
S. com urgencia retelhar e caiar a casa em que
reside na fortaleza do Brura o respeclivo ajudanic
como selicilou o brigadeiro commandante das
armas em offlcio n. 973 de 30 do corrente.Fize-
ram-se as necessarias commuuicagSes.
Dito ao capito do porto.Fago apresentar V.
S. o recruta de mannha Manoel Ferreira de Brito
pitra que Ine d o conveniente destino depos de
inspeccionado.Communicou-se ao Dr. chefe de
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
V. S. recolher a um dos armazens desse arsenal
seis cornetas de toque do corpo de guarnigo, as
quaej foram dadas, em consumo segundo declarou-
me o brisadeiro commandante das armas em offl-
cio n. 967, de 28 do corrente.Communicou-se ao
brigadeiro' commandante das armas.
Dito ao mesmo.Em cumpriraento do disposto
no aviso da repartigao da guerra de 16 do corren-
te recomraendo V. S. que forneca ao 2- batalhao
de infamara o fardamento constante da nota por
<:pia inclusa para pagamento dos vencimentos do
corrente anno e ajuste de contas at o flm do pr-
ximo passado, na conformidade do relatono tam-
ben) por copia junto.Commauicou-se ao brigadei-
ro commandante das armas.
Dito ao mesmo.-Empreg^ie V. S. toda activida-
de na remes dos artigos de fardameoto que em
virtude do aviso da repartigao da guerra de 16 &
fevereiro ultimo mandei apresentar para o deposi
to de artigos bellicos da provincia do Cear. 1
Dito ao mesmo.Disigoe V. S. um dos empre-
ados desse arsenal para assistir a medicaode
quarenta e quatro alqueires de farinha de mandio-
ca qne o conselho administravo compren para o
almoxarifado do presidio de Fernando os quaes de-
ven) ser enviados no primeiro vapor qne para alli
seguir .Communicou-se ao presidente do conse-
lho administrativo.
Dito ao presidente do Novo Banco de Pernambu-
co.Transmiti a V. S. para seu conhecimento e
fim conveniente copia do aviso de 9 docorrente.em
que o Exm. Sr. ministro da fazenda declara que o
governo imperial nao pode resolver a respeito da
reforma solicitada para os estatutos desse banco
sem que a respectiva directora a formule em at-
tigos e toni--mais intellgives.
Dito ao bacharel Jos Paulino Cmara.Cons-
tando de partiripagao da directora geral da secre-
taria de estado dos negocios da justiga de 29 de
abril prximo findo que S. M. o Imperador por de-
creto de 27 do mesmo mez houve por bem nomear
Vmc. para o lugar de juiz municipal de orphaos
do termo de Olinda, assim Ih'o communico para
seu conhecimenlo e afim de que apresenlando cer-
tidao do anno de pratica exigido pelo artigo 13 da
lei de 3 de duembro de 1811, preste o juramento
do estylo e entre em exercicio independente de ti-
tulo que apresentar no praso de 3 mezes contados
de hoje.Fizeram-se as necessarias communica-
goes.
Dito ao engenheiro fiscal da eslrada de ferro.
Em cumprimento do disposto no aviso circular
da repartigao da agricultura, commercio e obras
publicas datado de 21 do corrente recommendo
Vine, que faga observar fielmente as instruegoes
de 22 de agosto de 1861.
Dito cmara municipal de Cabrob.Remet-
to cmara municipal da villa de Cabrob para
seu conhecimenlo e devida execugao copia da lei
n. 580, do 30 de abril ultimo que eleva cathego-'
ria, de villa a povoagao de Salgueiro na comarca
de Cabrob o transiere para ella a sede da co-
marca.
Portara.O presidente da previncia, conforman-
do-se com a proposta do Dr. chefe de pelicia n. 619
de 27 do correnle resol ve exonerar a Luiz Cesar
Pinto de Farias do cargo de subdelega do distric-
to de Tabocas na freguezia de Santo Anlao e para
o substituir nomea Aristteles Carneiro da Cunha,
e Albuquerque.Communicou-se Dr. chefe de po-
lica.
Dita.O presidente da provincia, attendendo ao
que requoreu o juiz municipal o de orphaos do ter-
mo de Iguarass bacharel Joo Carlos e Augusto
Cavalcante Vellez, resolve conceder-lhe 15 dias de
licenga com vencimentos na forma da lei para tra-
tar do sua sadde.
Expediente do secretario do goveroo.
Offieio ao inspector da thesourari de fazenda. t
5. Exc. o Sr. presidente da provincia manda trans-
mi 11 ir V. S. as duas inclusas ordens do thesouro
nacional sob ns. 57 e 58 e um offlcio da directora i
geral das rendas publicas datado de 23 do corrente.
Dito ao mesmo.O Exm. Sr. presidente da pro-1
vincia manda transmitlir V. S. s seis* inclusas
ordens do thesouro nacional sob ns. 55, 59, 60,
61, 63 e 61 bem como um ofllcio da secretaria do
ministerio da fazenda communicando a remessa de
20:0005000.
Dito Emilio Canos Jordo Pela secretaria
do governo se commuoica ao Sr. Emilio Carlos
Jordiio que segundo constou de ollicio da secreta-
ria d'estado dos negocios do imperio datado de 20
do corrente, para se poder dar andamento ao in-
cluso requerimento documentado em que Vmc.
pode ser naturalsado cdado hrasileiro preciso
que decorridos 2 annos depois de sua declaraco
feita perante a cmara municipal, junte Vmc. "em
original, nao somente certidiio do respectivo termo
e a sentenga de habilitaco de que trata os artigos
6, e 7 da lei de 23 de outubro de 1832, mas tam-
ben) attestado do cnsul de sua n igo, com que
prove que maior de 21 annos de idade, e est no
gose dos seus direitos civs como cidadao do paiz
a que pertence.
Despachos do dia 31 de maio de 1861.
Requerimenlos.
Auslricliano Villarim.Em vista da informago
n3o tem lugarorequerqueo supplcante.
lente Francisco Augusto de Oliveira Barros.
Remetido ao commandante superior da guarda
nacional do Recife para mandar admttir o suppl-
cante provar o que allega, nos termos do art. 31
do decreto n. 1.351 de 6 de abril do 1851.
Maximiano Henriqnes da Silva Santiago.In-
forme o Sr. director das obras publicas.
Raymundo Nery Pereira.Como requer.
PERKAMBUCO.
ASSEMBLEA PROVINCIAL
Discurso proferido pelo Dr. Francisco de Araujo
barros, na sessao de 2 de abril, em resposta
aos que impuguavam o projeclo de tuario de
forra policial.
O Sr. Araujo Barros :Sr. presidente, quando
pelo que se passava nesta casa pude convencer-me
que varios de seus membros, alguns dos quaes meus
amigos especiaes mostravara-se anciosos para ex-
preinr as suas queixas contra a actualidade, eu,
que serapre tive prazer em reconhecer o criterio, e
illustragao desses meus amigos, quasi me persuad
que elles viriam denunciar na tribuna serios ag-
gravos contra as leis. perigos e atlentados de pri-
meira ordem contra as instituigoes, em urna pala-
vra, que esmorecida a industria, desanimado o
commercio, exhaurdas todas as fonles da riqueza
publica, o paiz e a provincia nao podiam dar mais
um passo nocaminho, emqueviam, semque sepre-
ciptassein em abysmos insondaveis. E taes, to
graves, e to flagrantes, senhores, eram as minhas
apprehenses, que cu nao raras vezes pensei que
os nossos vizinhos das duas fronteiras do imperio,
invadiam o territorio hrasileiro, ameagando a hon-
ra, a vida e a liberdade de nossos concidados.
Dir-se-hia mesmo vista dos clamores, que aqui
levantaran) os nobres collegas, a quem me dirijo,
que Alarico e Atlila devastavam os nossos campos
com as patas de seus indmitos cavallos.
Mas ragas a Dos, Sr. presidente, depois qne os
nobres deputados langaram sobre o tapete deste sa-
lo todos os seus queixumes e aggravos, vi com
bastante jubilo, que esse estado de cousas nao era
real ; que o cruciantc pesadelo que me comprima
o rorago se desvaneca rpidamente, e que as ap-
prehenses que absorviam o meu espirito e langa-
vam sobre elle o geloda descrenga se desfazim ao
embate e luz da verdad?.
De feito, senhores, todos os clamores que oavi-
mos por varios dias, todas as convulsoes da monta-
nha, nao exprimiram mais dj que desgostos pes-
soaes.
O Sr. Costa Ribriro : Pela mnha parte pro-
testo.
O Sr. Aiiai'jo Barros : Esqnecidos os princi-
pios, toda esta cmara navio apenas urna disrussao
abundante, vehemente e ruidosa sobre algomas
candidaturas, que naufragaram as diversas elei-
coes, por que passou a provincia.
(Reclamagoes na esquerda.)
O Sr. Costa Ribeiro :Pela minha parte pro-,
testo contra isto.
O Sr. Cunha Tsixeira :Eo tambem, que ma-
nifestei-me do mesmo modo antes da derrota das
candidaturas.
O Sr. Costa Ribkiro : Nem espera va que o no-
bre deputado se enunciasse desse modo em rela-
cao aos seus collegas.
O Sr. Araujo Barros :Os nobres deputados
usaram da palavra, como quizeram; eu desejo que
me concedam a mesma liberdade.
O Sr. Costa Ribeiro :Anda nao disse que o
nobre deputado era eco de candidaturas naufra-
gadas.
O Sr. Araujo Barros : Eu nao me exprim por
esse modo, at por que desejo nao seguir o exem-
plo daquelles que tem atirado contra nos as mais
pesadas recriminages, s com o intuito de ostenta-
rem-se agora mais liberaes que seus adversarios.
Emprego o mas especial cuidado em nao ofTen-
der o nobre deputado, e por isso espero qne me
ouga com a mesma calma e attengo, com que ou-
vi todo o seu discurso. Alm do que isto o que
exige o decoro desta casa. (Apoiados.)
O Sr. Silva Ramos :E' o que convm a nossa
propria dignidade.
O Sr. Araujo Barros :Em face do que expen-
da eu, quando fui interrompido por varios apartes,
persuado-me que o meu trabalho hoje nesta cma-
ra nao ser muito difllcil, apesar de ser eu o pri-
meiro a reconhecer a debilidad-; de minhas torgas.
Realmente, senhores, o meu nico trabalho ser
reproduzir um por um todos os tactos, que aqu fo-
ram invocados pelo nobre deputado, atn de exa-
minar o valor de cada um desses fados, e ver se
elles pdem autorisar a hostilidade, que se tem fei-
to situago.
Precederam-me na tribuna os Srs. Costa Ribeiro,
Sabino e Cunha Teixeira.
Responderei a cada um desses meus honrados
collegas, na ordem em que proferirn) os seus res-
pectivos discursos.
Abrindo o debate disse-nos o primeiro dos no-
bres deputados, a quem me refer, que elle havia
sido um daquelles que mais desejaram a formago
do partido da liga, hoje denominado progressi*ta, c
que para ver esse acontecimento realisado inspi-
rou-se nos passos, que deu, por motivos nobres e
elevados.
Nunca me persuad de outra cousa, Sr. presi-
dente.
O nobre deputado lutava, ba muitos annos, im-
proficuaraente contra aquellos qne estavam senho-
res das posigoes offlciaes do paiz ; sabia por expe-
riencia propria qne nao poderia por si s c pelos
nicos esforgos dos amigos, com que at entao es-
tava, que nao poderia chegar ao poder.
O Sn. Costa Kibeiro :Protesto, nao eslava con-
vencido disso.
O Sr. Araujo Brros .Eslou fallando com to-
da a franqueza, e hei de dizer a verdade toda in-
teira. Por isso digo, e repito, que tendo o nobre
deputado conhecido que para chegar ao poder, e
realisar nelle as suas ideas sobre as cousas publi-
cas, necessitava do auxilio dos conservadores mo-
derados, que dispunbam de grande torga aa pro-
vincia. ..
O Sr. JeXo Teixeira :Nos tinhamos a forga da
opinio, c elles tnhara o poder.
O Su. Araujo Barros .... nao duvidou aceitar
a liga.
Alm disso o que se hava passado no seio das
cmaras, as aspiragoes do paiz, os factos occorri-
dos na provincia nestes ltimos tempos, tudo acon-
selhava a formago de um novo partido, que tra-
tasse de satisfazer as necessidades da situago.
(Apoiados.)
O nobre deputado nao eslava fra da corrente
dessas ideas, e por isso acredito pamente que fez
os mais sinceros votos, e deu passos muito signifi-
cativos para a formago do que chamou partido da
liga. Era, com elfeito, esse o caminho mas proprio
para ver as suas aspiragoes realisadas.
Um Sr. Deputado :Nao fez isso por interesses
pessoaes, mas pelo interesse publico.
O Sr. Araujo Barros : Nem eu disse cou>a, de ;
que se podesse tirar conclusao. Estou resolvido a !
nao asedar a discussao, e por isso desde j declaro
que nao responderei a cortos apartes. (Apoiados da
direita.)
Depois de nos haver afogado o espirito com
aquellas palavras, o nobre deputado accrescenlou,
entranto que antes de aceitar a nova ordem de cou-
sas deva lembrar-se que a poltica de conciliago
tendo produzido beneficios por toda a parte, nao
fez cousa alguma em Pernambuco.
Nao reputo inteiramente justa esta queixa do no-
bre deputado. Essa poltica nao langou grandes
raizes nesta provincia ; podia, verdade, ter-se
desenvolvido nella de um modo mais expansivo ;
mas se isto nao aconteceu, foi nicamente por que
a conciliago nao foi abracada pelos nobres depu-
tados, como era de esperar.
Uma Voz :Foi.
O Sn. Araujo Barros :Os odios e rivalidades
de outr'ora anda tinham bastante forga, e poucos
foram aquelles, que aceitaran) aqui essa poltica
sem restrieges e vivas desconfiangas. Sem em-
bargo disso, senhores, a conciliago deixou nesta
provincia tragos luminosos, e entre elles procura-
rei mostrar os de que tenho lembranga.
Foi essa poltica que deu uma cadeira de lente
da escola de direito ao Sr. Dr. Jos Antonio de Fi-
gueiredo, dando igualmente a cadeira de direito
romano na mesma escola ao Ilustrado Sr. Dr. Ma-
noel Mendes da Cunha Azevedo, de honrosa me-
moria.
O Sr. Costa Ribeiro :Bons resultados poli-
ticos I
O Sr. Araujo Barros :V ouvindo, c tire de-
pois as concluses, que quizer.
Foi a poltica de conciliago, que levou ao seio da
representagao nacional o Sr. Dr. Vilt-lla Tavares,
um dos liberaes de 1818, e o Sr. Dr. Luiz Duarte,
outro liberal de crengas vivas, e dos ureos tempos
da praia.
Foi anda no reinado dessa poltica, que se offe-
receu ao Sr. Dr. Lopes Netto urna cadeira no par-
lamento.
O Su. Joo Teixeira :A conciliago ento era
de pessoas ?
O Sr. Araujo Barros :Todas as ideas sao re-
presentadas por pessoas.
No magisterio serve-se o paiz do modo o mais
proveitoso, e pode-se influir grandemente nos des-
tinos do paiz.
Na cmara cada um dos deputados apresenlaria
as suas ideas.
A lei dos circuios um dos fructos dessa poltica
nao leve por fim seno abrir lugar representagao
de todos os interesses sociaes. Nao pode o nobre
deputado, portanto, dizer, que a conciliago era so-
mente de pessoas. Os homens eram chamados
para servir s suas ideas, para discutir as suas
opinies, e prestar o concurso de suas forgas para
o bem commum.
O Sr. Costa Ribeiro :Nao queramos empre-
gos, queramos concessdes quanto aos princi-
pios.
O Sr. Araujo Barros :Comprehendo toda a
nobreza dessa linguagem, e persuado-me satisfazer
ao nobre deputado dizendo-lhe que a le dos crcu-
los nao foi urna concesso sobre pessoas.
O Sr. Costa Ribeiro : Isto sim, foi concesso
poltica.
O Sr. Araujo Barros :Continuarei, Sr. presi-
dente, a enumerar outros factos, que denotam que
a conciliago estendeu-se tambem a Pernam-
buco.
Em seus escriptos i*>r occasio das ultimas elei-
coes confessou o Sr. Dr. Urbano que os seus ami-
gos adversarios offereceram-lhe diversos lugares
de distioccao, como o de juiz do commercio dacr-
! te, o de lente de direito mercantil, a aposentadoria
de juiz de direito com honras
etc., etc.
Esses e outros fados provam
O Sr. Costa Ribeiro :Nao finge u\o compre-
be mler.
ese tornaran progressisias, quando viram que as-
sim facilitavam as sikh aspiragoes. Combat o do-
fessou
luz
em
10:
fra para desejar. (Nao apoiados da esquerda.) dos, historiounos a formago do
Essa e a verdade, Sr. presidente ; mas quando o sista, afim de mostrar-nos que a
ii> titnh<\ lan .- .T fka.. aW m .> :__a:*i_^_-----*- .._ ;__nar < %
certo d<*
i;U3 i* uin;iii- nnu ice. m. r------ ---- "----1
) partido progres- K? d^Sto*P,5rCa a mm ; raas dcsej0 em ""
_ sua conducta pre- o-nSm^H apa,,'-e'-qU ccr,amen,e *
que tenho dito nao fosse sufflciente para justificar sent era justinYavel pelo que se disse no da 22- 0 Si (Vnt* r L "VIic,0S0-
as minhas proposigoes, parecia-mc que o meu no- de margo de 186$ na ra da Praia, por occasio B0S noVentr- : Sera ; mas nenhum
bre amigo era seguramente um daquelles, que nao de inaugurar-se aquelle partido,
tnhaio muita razo para queixar-seda conciliago, O Sr. Costa Ilumino :Nao disse i
O Sn. Araujo B-ARiMt- >fo posso comprehen-
der o vajor desses apartes, e por isso continuarei
no-que 1a aseado.
Pareoe-me ler demonstrado, v. presidente, que
deputado.
Sim, os conservadores c os liberaes, os\^fes t
um e outro lado nao disseram uessa occaslk co-
mo infere-se das- palavras- do nobre deputade,!,,.
renunchvam o seu passado com desejo de faziF
reapparecer ; nenliuio dos lado* deu demonstragao
de que tinos em mente revivar os odios, e os re-
sentimentos de outr'ora, mas apgalos, esqueclos
completamente, para que ambos OS lados tratassem
harmnicamente dw adoptar os meios mais acerta-
dos para a promogo do interesses sociaes mais
imperiosos.
Se alguns dos que se ligaran) eonservavam de-
sejos de voltar ao passado, e decapitar, quando po-
isto; disse que
pois que essa poltica procurou aproveilar o seu era justificada por esse faci, epor lodos os outros,
merecimento. de que fiz raengo no meu discurso.
O Sr. Costa Ribeiro :Vamos ver isso. Ha de O Sr. Araujo Barros- :Nao posso desde j res- 0
ser ioteressante. ponder a todos os argumentos do nobre deputado. usf. fSSefc fX'^15 nao p?do
O Sn. Araujo Barros : Ougame o nobre depu- Tomei nota de todos, e tratarei de aprecia-los na deJJado eas;,^mou o nobre
tado, certo de que sinto-me feliz sempro que lhe ordem, em que foram enunciados. Tenha, pois, o
posso causar algum prazer. meu amigo alguma paciencia.
Era o nobre deputado hem moco, quando se for- Na ra da Praia, dissu o nobre deputado, tanto 0
moa; poucos mezes depois de deixar os bancos da chefe dos conservadores, como o chefe dos liberaes,
Academia de Olinda foi chamado ao cargo de dele- declararan) expressamente que nao renunciavam
gado supplente desta Ilustrada capital; em segu- j o sea passado, pelo que nao eonstituindo os lados
da foi nomeado subdelegado do districto de Santo que se uniram um todo homogneo, era livre a
Antonio da mesma capital. 1 qualquer delles separar-se, quando bem lhe con-
Um conservador contra o qual o meu Ilustre viesse.
collega, ha poucos mezes, so tem pronunciado, o Sr. presidente, com quanto nao tomasse parte ac-
nomeoa curador geral dos orphaos. Pelo mesmo tiva, nem directa no que se passou na reunio de
tempo, ou pouco depois, o nobre deputado foi no-. 22 de margo celebrada no salo do palacete da ra
meado promotor dos residuos e capellas. da Praia, todava assisii a essa reunio, > tenho vi-
Bem sei que tudo era pouco para o merecimento va lembranga de que as cousas alli se nao passa- dessem im aMadns
Jo nobre deputado, cujo talentos son o primeiro a ram do modo descr.p.o pelo nobre deputado. 2*5 ^^'^StSTSS-
reconhecer ; mas nesses lugares o nobre deputado; O que vi e observe, vou declara-lo a esta cama- dUcta nos orcupeinosiaaui largamente
se fes conhecer, e adquiri reputagao, que o hab- ra com a maior franqueza. K stuaro de ve manier-s, -"mas sr-'os novos ia-
iSesSl"! "a "0bre Carrera ^ adVOgad' qUe i di SS? fu2 ISr^rKSS Pra0fcrd PCn ^ndrnosTque aVCrn m, tem de Sr fSnUS.
actualmente exerce. distincto e illustrado Sr. Dr. Fetosa, discurso no sabero elles rnnu> m2m*mm falla ahisiori-i
Repito que eu teria muito regozjo se os talentos qual expoz elle os fundamentos, que davam lugar, da revolm^f~z) i^rrer e.obert! de loria
do nobre deputado fossem aprovelados em lugares e exigiam a unio dos liberaes com os conservado- (Apoiados > '
muito mais dstinctos ; mas sempre certo que to- res moderados, declarou alto e bom som depois de Qs seus deseios as suas aoiraces do bem nu-
das aquellas altenges foram guardadas para com' alguns discursos inconvenientes, proferidos por ho- b,ico ser5o "cn;Cldos em fJ0 0spaiz. e quanto
o nobre deputado nos tempos da conciliago. | mens, que nao tinham s.gn.hcagao poltica que nao hasla ,0(1os an|os ram s^ dedi.
_0 Sh. joarks Branoao :Havia boas inten-. renunciava o seu passado, nao vendo nelle cousa cam-a actua|idade mereCam as sympathias dos ho-
Cn a r ______ __________ IJ wrgoiiliasse. Depois dessa man.festagao men de bem de todoJ os> tem|)w;(MlfIO apoiados
Sn. Costa Ribeiro :Muito boas I Nomearam-; do br. Dr. Fetosa, manifestagao que vanos de seus da direila I
me curador de orphos. I ntimos amigos de ento, e inimigos de hoje, acha- Formado o
O Sn. Araujo Barros : Podiam ter aproveitado! ram inconveniente, e pouco delicada, como eu no da de abril foi publicado o orzo de suas
melhor os talentos do nobre deputado; mas como mesmo ouvi do alguns delles, o Sr. conselheiro jd(ias
outras provas de consideragao foram dadas ao meu \ Paes Barreto obtendo a palavra levantou-se e dis-
illustrado collega, creio que nao estranhar dema- ; se : -Nnguem veio aijui renegar o seu passado,
siadanjeote as minhas reflexoes. nem revolver as glorias c erros, que por ventura
Sane que nao as fago com o desejo de oflende-lo, existam nelle.
pois que o aprecio muito particularmente, nao ten-1 O estado do paiz exige a allianca dos Brasilei-
do, portanto, o desejo de molesta-lo, nem de ros de boa f para a realisaco de suas mais vitaos
leve. necessidades.
O Sr. Costa Ribeiro :Tudo isso verdade ; \ Esijuecido o passado dos partidos de outr'ora,
mas dou-lhe toda a franqueza para fallar, como en- \ vamos fundar um novo partido, que cuide das ne-
tender, porque tambem quero usar de toda a fran- cessidades do presente e das aspiragoes do futu-
queza.
O Sn Joao Teixki
desceu ao campo ele
O Sr. Araujo Barros:Pois j nao lhe fallei na tinelos Pernambucanos, que usaram dessa lingo*
novo partido no da 22 de margo,
__1 fi le ;"
deas.
Immediatamente esse orgo do partido convocou
uma reunio popular para o dia 26 do mesmo
mez.
Nessa reunio os directores provisorios do parti-
do tinham de dar contas de sua missao. De feito.
congregado o povo no lugar de sua primeira deli-
berago, o Sr. Dr. Fetosa relaten os acontecimen-
tos, que tiveram lagar no espaco deeorrido de 22
de margo a 2(> do citado mez de abril.
Nessa occasio, apenas o Sr. Dr. Fetosa lermi-
... T ro"\ ..... ,u. nu o seu relatofio, o nobre deputado pelo primpi-
EiRA:-Porque a conciliago ne Estas palavras foram acomidas com geral enthu- ro dislricto, o Sr. Dr. Joo Teixeira, propz que
ileitoralT siasmo. Assim ve o nobre deputado, quo os dis-. fossem |ouvados aque,|es ,,uo haviam dirigido o
rros :-Pois ja nao lhe fallei na lindos Pernambucanos, que usaram dessa liogua-, parIido provisoriamente. Todas as pessoas presen-
lei dos circuios ? Nao lhe Tallei na eleigao do Sr. gem, nao tinham restncrues maUaes na allianca, j Ies nelusive o nobre deputado a ruem respondo
V.lella Tavares ? que formaram ; ou em termos dilferentes; nenhum app|autliram a maneira acertada, pela qual os libe-
O b. Maranhao :O Sr. Vilella transigi. delles procurou unir-se com o seu adversario de rap, onmorviAnr^ ,^n^.icJ n Hrioirm n
sigio. delles procurou
memoria outros lempos para mais tarde hostilisa-lo. (Apoia
dos da direita.)
O Sr. Costa Ribeiro :Nem eu disse isto.
O Sr. Araujo Barros : Se o nao disse, tanto
todo li- melhor para uiiui, pois llcar fra de toda a ques
raes c conservadores nomeados para dirigirem o
partido interinamente, haviam desempenhado a sua
delicada e importante misso.(Apoiados da direila.)
O Sr Costa Ribeiro : Lembra-se de meouvir
applaudir '
0 Sn. Araujo Barros : Lembro-me de qne o
1 tao, que os adversarios que no aliar da patria de- nobre dp|,u,ado nao mpugll0u a mcao do Sr. Dr.
pozram os antigos odios e os velhos ressentimen-1 Joao Teixeira, de que votou por ella,
los para tratarem juntos de salvar o paiz, promo- /ii, m ,nar, \
para tratarem juntos de salvar o paiz, promo
vendo os seus legtimos interesses, tiveram sempre
o pensamento de lealdade, quando se uniram. (A-
poiados da direila); arvoraram uma s bandeira,
jurando a mesma f. (Apoiados repetidos.)
A poltica se faz pelas circumstaucias, e feliz
o homem di; estado que a sabe conhecer e apre-
ciar em tempo oppertuno.
A situago de qualquer paiz que deve determi-
nar a sua poltica.
Os perigos da sociedade nao sao sempre os mes-
mos. Assim aquello que quizer dingi-la por um
so caminho, arriscar-se-ha a ver sossobrar a nao
do estado no meio d; encontradas tormentas.
Muito bem.) Arruinar de urna vez o paiz, em vez
(Ha um aparte.)
O Sr. Ahaujo Barros : Por que razo o no-
bre deputado nao se prevalecen da occasio para
expor as suas apprehenses, e formar as censuras,
que por ventara tivesse de fazer aos directores do
partido, que alias foram eleitos com o seu voto l
O Su. Costa Ribeiro : Ento nao tinha as ap-
prehenses que tenho boje.
Q Sn. Araujo Barros : O que o nobre deputa-
do acabou de dizer era j urna grave apprehenso.
Porque a nao manifestou ento? Creio poder-lhe
asseverar que o nao fez, porque ella seria inme-
diatamente destruida, tornando injustitkavel a con-
ducta do nobre deputado aos olhos de todos quan-
tos procuraran saber com impareiadade a ori-
gen) de nossas dssenges.
Espero tornar isto cada vez mais patente no cor-
rer do meu discurso.
Na reunio de 20 de abril passou a idea de que
po conservador deve dominar, e que um poltico 0 partido progressista tivesse uma direcgo de iti
hbil deve dar todo o apoio a esse principio. Se membros, mas tambem passou nessa reunio que
O Sr, Araujo Barros :Nao trouxo
de todos a elego do Sr. Luiz Duarte ?
O Sr. Maranhao :O Sr. Vilella foi eleito sob
os auspicios do Sr. Camaragibe.
O Sn. Costa Ribeiro :Por um circulo
beral.
O Su. Maranhao :Qual foi o seu papel na c-
mara ? Por quem foi recommeodada a sua candi
datura ?
O Sr. Araujo Barros :Depois dos manifestos
do Sr. Dr. Urbano podem anda os nobres deputa-
dos dizer que a este senhor e ao Sr. Dr. Lopes
Netto nao foram feitas coucesses no campo elci-
toral ?
Sr. presidente, quando o nobre deputado, a quem
respondo, exhibi os motivos, que tinha para nu-
trir suspeitas contra a liga, declaron-nos que antes
de auxiliar a formago desse partido, devia lem-
brar-se tambem que por occasio da visita impe-
rial a esta provincia, sendo agraciados centenares
de cidados, nao o foram todava os liberaes.
Senhores, eu sou o primeiro que lamento que as
gragas, naquella quadra to profusas, nao recahis- I de salva-lo. (Apoiados da direita.)
sem igualmente sobre liberaes e conservadores. Se em certa e determinada poca as exagera-
O Sr. Costa Ribeiro :Sent isto hoje ou sentio goes da liberdade ameagarcm a sociedade de dis-
naquelle tempo 1 solugao pela anarchia, nao ha duvida que o princi-
0 Sr. Araujo Barros :Sent ento, e ainda
agora o sinto.
Algomas
ciam ser
que foram
menos mereciam ser agraciados.
O Sr. Costa Ribeiro:Reconhcgo-lhe muito me- dadeiro homem de estado. (Apoiados), pois quea $0 progresststa achva-se a resolugo lomada
recimento. | opinio publica que governa, ou deve governar nessa reUnio. Essa resoluco foi a segumte :
O Sr. Araujo Barros :Agradecido; mas per-. o paiz. (Apoiados numerosos da direila.) j. Que a commisso directora do partido pro-
mitta-me continu a pensar que o meu merecimen- f O Sn. Costa Ribeiro :Esta doutrina guarde-a; gressista fosse composta de 25 membros, ttevrmlo
lo era inferior distinego com que fui honrado.. para si; eu nao a quero. esta commissdo eleger de seu seio a de redacrao e
(Nao apoiados). Lamento, portante, com o nobre O Sn. Araujo Barros :Nao tenhopretengao de outras que jutgar contenientes.
deputado que nao s elle, como varios outros seas i doutrinar para ninguem, e muito menos para o no- quc a conviie da commisso directora os
amigos, que despertaran! ento o enthusiasmo po- bre deputado; entretanto a doutrina que tenho membros do partido de cada freguezia elegessem
pular, e prepararam com os bons e leaes Pernam- aprendido na vida dos homens de estado de todos commissoes para tratarem dos negocios especiaes
bucanos aquella sumptuosa ovago, com que foram os paizes, (apoiados), e creio que os publicistas a a cada uma das rregaoslaa.
aqui recebidos os nossos augustos visitantes, nao nao contrariam. 3.* Que a elego da commisso fosse feita por
fossem condecorados, como era para desejar. pur certo, senhores, quando em urna situago acclammago.
Se isto exacto, Sr. presidente, tambem incon-, dada, a anarchia levanta o seu eolio no meio das Feita a eleigo da commisso, foram acclamadoa
testavel que liberaes muito dstinctos foram con- pragas publicas; quando as instituigoes correm o 0s seguintes senhores :
" perigo de ser sacrificadas ao capricho das faegoes,; Conselheiro Francisco Xavier Pacs Brrelo,
parece-me que nao se poder contestar que nessa Dr. Antonio Vicente do Nascmento Fetosa.
quadra deve dominar o principio conservador;
quando, porm, a sociedade caminha regularmen-
te ; quando todos manim o imperio da lei, e de-
sejam evitar toda e qualquer innovago perigosa,
porque ha de predominar o principio conserva-
dor ?
Foi levado por estes principios, que ainda no
anno prximo passado, combatendo aqui o domi-
nio exclusivo do Sr. vsconde de Camaragibe, de-
clarei que o partido conservador j nao tinha razo
de ser ; parece-me que foi por esse motivo tambem : Dr." Antonio Epaminondas de Mello,
que esse partido, esquecendo o seu antigo nome, Dr. Lourengo Trigo de Loureiro.
passou a chamarse constitucional. I Dr. Antonio Rangel de Torres Bandeira.
Um Sr. Deputado : As ideas polticas nao sao: Dr. Aprigto Justlniano da Silva Guimares.
propriedade de partido algum. \ Dr. Luiz Felippe de S. Leo.
O Sr. Araujo Barros : As ideas polticas nao i Dr. Jos Liberato Barroso,
sao O apanagio de pessoa alguma ; as ideas sao Dr. Francisco de Paula Salles,
cousas abstractas; fazem seu curso na opinio al I Dr. Francisco de Paula Baptista.
que conseguem, quando geralmente aceitas, incar- Dr. Mancel Pereira de Moraes Pinheiro.
nar-se as instituigoes e as leis, nos coslumes,; Dr. Antonio Jos da Costa Ribeiro.
em tudo (Apoiados.) Assim uma idea que em um Dr. Jos Leandro Godoy de \ asconcellos.
tempo dado nao pode ser aceita, com o correr dos Dr. Inoocencio Serfico de Assis Carvalho.
temos nde vtr a ser abragada por aquolles raes-1 Dr. Joo Francisco Teixeira
mos que a principio a nao acharara opporluna, e I
at mesmo peios que a repularam errnea.
O Sr. Costa Ribeiro : Esta fazendo o elogio
dos Suissos.
O Sr. Araujo Barros : Nao ; esta parodiando
na casa o que tem dito os maiores homens de esta-
do do nosso proprio paiz (apoiados); estou fazendo
templados, nao recahindo as gragas somente nos
conservadores, como se poderia inferir das pala-
vras genricas do nobre deputado.
Mas, senhores, o facto da nao condecorago de
certos liberis podia ser motivo para a desconfian-
ga, de que nos fallou o nobre deputado ?
Uma condecorago nao augmenta o merecimen-
to de pessoa alguma, pois que a respectiva conces-
so faz suppor j esse merecimento. Ella pode li-
sonsear a vaidade de alguns espirites fracos, mas
o homem verdaderamente liberal, o patriota since-
ro esse a nao procura, e alguns ha to altivos, que
a regeitam. Em vista disso, Sr. presidente, como
podere eu deixar de estranhar que no animo I-
lustrado do nobre deputado estivesse a pairar por
esse motivo uma desconfianga conlra a liga?
O Sr. Costa Ribeiro : Os liberaes nao fazem
questo de gragas; quiz mostrar que isto revelava
a preveugao, que havia contra nos.
O Sn. Cunha Teixeira :Sempre attribue ms
ntencoes a seus collegas.
O Sr. .-iuarjo Barros : Nao ha tal o nobre de-
putado qaem parece querer dar novas cores ao
debate com osse seu aparte.
O Sr. Costa Ribeiro :Pode usar dessa lingua-
gem ; eu usarei da mesma.
O Sn. Araujo Barros : -Est claro. Desde que
o nobre deputado declara que antes de aceitar a
liga devia lembrar-se do facto de nao haverero si-
do contemplados os liberaes as gragas distribui-
das por occasio da visita imperial, abri margem
Dr. Jos Joaquim de Moraes Sarment.
Dr. Antonio lien-ulano de Souza Bandeira.
Baro de Guararapes.
Major Manoel do Nascmento da Costa Montero.
Commendador Antonio de Souza Leo.
Tenente-coronel Feliciano Joaquim dos Santos.
Dr. Francisco Carlos Brando.
Tenente-coronel Bernardo Jos da Cmara.
Dr. Silvino Cavaicante de Albuquerque.
CaptSo Luiz Cesario do Reg.
ca qae tem regeitado honras e mercs, de qne
mitos espirites se pagariam em extremo. Parece-
me que essa linha de conducta nao seria para des-
prezar... I"
O Sn. Costa Rireiro : Tambem acho que nao e
para desprezar; mas o nobre deputado nao com-
prehendeu, ou fez nao comprehender o que eu
disse
O Sr, Araujo Barros :.....por aquelles, qae fa-
zem ostentago de ultra-liberalismo.
Se nao comprehendi o qne disse o nobre deputa-
do, nao foi isso por falla de boa voarade, mas so-
mente por defeito de minha intelligencia.
da.Muito bem, muito bem.)
Direi agora que nao deixo de estranhar esse
aparte na bocea do nobre deputado, que ainda hon-
tem nos quiz fazer ver que eu lhe diriga sempre
apartes maliciosos.
Pego ao Sr. taehigrapho que tome o aparte do
nobre deputado, e selhcilo para elle a attengo da
cmara.
O Sr.. Costa Riueiro : Acbo que isto nao
offensivo.
O Sr. Araujo Barros : Nao o acho certamen
te, porque nao fui daquelles, que aceitara a liga,' soas.
Agora permitta-me a cmara que eu exponha as
censuras do nobre deputado, o as analyse.
A primeira censura foi quo no da anterior aa
da reunio em 26 de abril, ora casa do Sr. Dr. Fe-
tosa, assentou-se que o numero dos directores do
partido fosse 25, mas que no dia 26 sraentc a Sr.
Dr. Joio Teixeira sustentou esse accordo.
A segunda foi que na primeira reunio do di-
rectorio as.-im constituido sophismou-se completa-
mente a deliberago da reunio popular, llcaml
de fado reduzido o numero dos directores do par-
tido.
Senhores, na reunio do dia 15 de abril celebra-
da em casa do Ilustrado Sr. Dr. Fetosa houve
quem tivesse a opinio de qne o numero dos direc-
tores effeelivos do partido devesse ser o de 9 ; al-
guns saslentaram qae o de 15; mais aflnal venceu-
se qae fosse o de 25, ficando assim satisfeitas todas
as aspiragoes.
Na reunio popular do dia *6 aljamas pessoas
fallaram contra a idea de ama direcgo de S3 pes
-ilegJvelL


birt *e reHUlfcM* ... sexta fetr 3 ic Junto 4c i4.
_.
Todos quantos la estiveram sobera desse faci
pe rt i lamen le. Mas diga-mi: o nobre debutado :
Entro as pessoas que prouunclaram-so ein seme-
Ihante mentido esteva nlgma daqnellas, que tinham
assentdo no convenio oq deliberacao tomada an-
teriormente em casa do Sr. Dr. Feitosa ?
O Sr. Costa Kibeiho : Alguns da reuniao da
\espera nao su i se fallaram ; mas manifestaram-se
contra iso, ja em apartes, j na votacao.
O Su. Ahai jo Barros : Eu estiva nessa reu-
niao, e muito prximo ao meu nobre amigo, e lem-
bra-me at que Ihe disse nao achar muito valiosas
as consideracfs, cora que o Sr. Dr. Joao Teixeira
susteniava que o directorio do partido fosse com-
pusto de 2o pessoas.
OS. Costa Ribeiro : -E' exacto isso.
urna mocao para roe esse irabAlho fosse commetii-
do a dous marraros desse directorio. Nessa mocao
iuclaia-s. quaesquer caudidaluras seriam resolvidas pelo can-
didatos, sobrecoja inclusao na respectiva lista ja se
tivesse assentado. Ora os candidatos, que estavam
nestes circumstancia eram os dissolvidos, disse o
uobre deputado; esses achavam-sc em matara,
logo as duvidas, que houvesse, seriam sempre re-
solvidas contra os liberaes.
Parece-me que assim argumeotou o nobre depu-
tado.
O Sr. Costa Ribeiho :Sim, senhor.
O Su. Araujo Barros .Respondo ao nobre de-
putado, contestando antes de ludo a allegacao de
que a organisacao da chapa de deputados devesse
O Til A*moTa*ms :DevTaVessar-me em comecar necessariamente pelos depulados dissolv-
leclarar une eu nao assisti ao aue se passou na dos. O distincto Sr. Dr. reitosa.........
^mrlimZXsT.V^, sendo certo O Sr. Costa Ribeiro :-A respeito desse nao
senvoMroeoto pelos fados por elle praticados. tosa, repito, podia muilo bem, se o entender eon-
taora iierguntarei de novo ao nobre deputado: veniente oppor difliculdades a que a oreanisacao
Quaes foram aquelles que fallaram no sentido da chapa de que se trata, comecasse pe' aceitac.io
de reduzir-se o numero dos directores do partido ? dos deputados dissolvidos. O meso" tacto de nao
Se a memoria me nao falla, lembra-me que dis- haver duvida sobre a necessidade des^s.caa'^'
seriaram nesse sentido o meu nobre amigo, o Sr. turas o poderia levar a comeca' seu iraoaino so-
Dr. Ramos, o meu honrado collega, o Sr. Jaco- bre oulras candidaturas.
na.... Mas admittlndo que pe** depulados dissolvidos
O Su. Jacobina :... que nao s nao esleve na se comecasse a organismo da lista dos deputados
asa do Sr. Dr. Feilosa nessa reuniao, como antes futuros, ainda assim enhum perigo naveria.; pri-
disso jiouco la la, e nao teve sciencia do que se meiro, porque tudo-e.deya confiar da leaiaaae e
pasma, como ainda hoje nao tem. intelligencia dos ^ganisadores da chapa. (Apoia-
0 Su. Ahai jo Barros :Em favor da redaeco dos numerosos "a direita); segundo, porque o &r.
fallou lamben o Sr. Dr. Estevo Cavalcanti. Dr. Feilosa da sempre appellar parao directorio,
( Ha um,aparle ) ruja mair'a de origen liberal, do quaesquer
O Su. Araujo Barros :-Ora o que esses senho- decisoe? ou expedientes que nao fossem convenien-
res disseram, c queriam era urna cousa, que o bom. tes ^-s interesses do partido.
senso diteva. De feito em lodos os lempos e luga- Sr. Costa Ribeiro :-A proposta oppunha-se a
res sempre foi conselho de prudencia, e juio que *<>; dizia que as duvidas seriam resolvidas pelos
lo nao seja muito nmeros*- candidatos ? respeito das quaes nao houvesse qaes-
t o, sem appello.
O Sn. Arauo Barros : Isto agora idea nova.
O Su. Costa Ribeiro :Tanlo assim foi que o
Sr. Dr. Feilosa, depois de haver -votado, reclamou,
e nao queria aceitar o maudalo com esta coodicao.
O Sr. A-aujo Barros :Admitamos que fosse
assim; neste caso nao consentira o Sr. Dr. Feilosa,
que se resolvesse primeramente sobre candidatu-
ras, que o pozessem em apuros para resolver e
assenlar sobre as demais.
Alm de que sendo o partido um, tendo unida-
de de vistas, e desejando realisar ideas communs,
desconheco a necessidade de pr-se em jogo a
seU ..nados, e justificar a sua dissidencia. arithmetica para evitar a supposta divergencia, de
O Su. o? Teixeira :Eraobrigacodellcssus- que fallou o nobre deputado.
tentar a '",a-,ant0 ,n;us quanto nao era minha: eu O Sr. Costa Ribeiro :Entao o nobre deputado
commisso fe! a sua chapa de editores, e tudo in-
vidou para o respectivo triumptio.
Sem isso o partido poda ser derrotado, e, pois,
toda a disciplina altamente conveniente aos par-
tidos. Adoptar alguem a idea de deixar qae os
adversarios triumphem, embora isso s se possa
conseguir deixando de haver chapa T
O Sr. Benedicto Franca : O eorpo eleiloral
nao deve ser coagdo, mas deve ser esclarecido.
O Sr. Araljo Barros : Sei bem disso, no-
candidato assembla geral, gozava de immensas
ympaihias. A sua candidatura fui urna das mais
bem aceitas, e nao poderia ser retirado desse dis-
tricto sem grande violencia feita aos seas amigos.
Apezar de teda a guerra que lhe moveu o chefe
dos conservadores puritanos, apoado esse chefe na
forca offlcial, sombra da qual sempre dominou,
teve elle urna votacao brilhante em todo o dis-
tricto.
O Sr. G. Drummond :Com toda a proteecao
nhum. partidario escravo de outro, mas escra- perdeq; perdeu, apezar das bayonetas.
a direccao de um partido mi seja
S mediante essa condieao pede haver um e#*
forte, e essa unidade de pensainento, e de"C'io,
<]ue Inspirara confianca. ( Numerosos apo;'los- }
O Su. Jacobina :-Ainda hoje estou convencido
de minha douliina. .
O Su. Araujo Rarros :Neiihiji1* das Pessoas-
<]ue eliveramem casa do Sr. D- Feilosa, a excep-
rao do meu nobre amigo, o ? 9r Joao Teixeira,
sastentoa .iquilla em que navia as^n'a0 "essa
reuniao. l>to verdad* _
O Si. CoktaBuh'-Bajjta-me isto.
O Su Viiai jo R ,llls :"as d esse laclo nao
pode o nobre d*'atado lirar. argumento para ar-
vo da idea, que elle suppe poder fazer a fecida
de do seu partido.
O Sr. Sabino Olegario : Deve ser.
O Sr. Araujo Barros : Assim a apresentacao
de urna chapa nao pode importar jamis urna coa-
cao ; aquelle que a nao quizer seguir, livre era
faze-lo.
O "Su. Cu* ha Teixeira : Quando lhe deixama
liberdade, ou quando elle muito independunte.
O Sr. Araujo Barros : A disciplina nos par-
tidos cousa essencial; muilas vezes o hornera de
partido tem necessidade de sacrificar a sua opi-
niao individual ao interesse colleclivo patente e
! geralmento apreciado. A disciplina gera a unio e
a forca. Todo o partido sensato a deve, portento,
aceitar como dogma.
Outro facto, senhores, nao deve aqu ser esque-
cido.
Quando o Sr. Dr. Urbano atirou ao segundo dis-
tricto o nome do Sr. Dr. Lopes Netlo, o direclorio
do partido progressistajulgou acertado recoraraen-
dar a chapa, que tinha submctlido opinio dos
eleitores desse districto, e o nobre deputado a quem
respondo acompanhou o directorio nessa rcsolucao.
OSr. Sabino Olegario : Isso provaa oscilla-
ijo em que eslava a provincia,
OSr Araujo Barros : Nao comprehendi bem
o aparte.
O Sr. Sabino Olesario : Se os lempos fossem
normaes. se a provincia nao estivesse em oscilla-
cao, isso nao se dara, porque o eorpo eleitoral o
nico competente para escolher os seus candi-
datos.
0 Sr. Araujo Barros : Nao contesto a compe-
tencia do eorpo eleitoral para escolher os seus can-
didatos ; j se disse at que a chapa nao involve a
obrigacao de ser aceita irremissivelmente mas,
ninguem contestar a suprema conveniencia de
organisar-se urna chapa e de aconselhar aos ami-
gos que aceilemna.
Se o parlido nao estiver por isso, poder preci-
pitar os das de sua existencia e suicidar-se, pois
esse de ordinario o resultado dos partidos insu-
s sus*4'1'' P01' baldade.
quer suppr impossivel urna divergencia entre o
i'Sii. Dbtutado :De qu^ra foi entao a idea ? Sr. Dr. Feitosa e o Sr. Paes Brrelo?
Su. Joao Teixeira :Nio sei sei que nao O Su. Arauo Barros: Nao senhor; supponho
era minha ; mas entend que era um dever de smente que a lealdade de ambos, e o desejo que
lealdade sustentar o que se tinha passado naquella tinham de altender antes s conveniencias do par-
reuniao. tido. que sao geraes, do que aos interesses e aspi-
0 Su. Arauji Barros :Pens que se devia sus- races individuaes, eram garantas suficientes
tentar o que se havia ajustado em casa do Sr. Dr. contra as injustas suspeilas do nobre deputa
Feilosa ; mas nao tendo o nobre deputado sido com- do. Essas considerages deviam levar o nobre
balido, e havendo pascado o mesmo em que se ha- deputado a pensar que seria adoptado uraa combi-
via assenlido, nao vejo motivo para a censura. O nacao rasoavel.
nobre deputado fallou em nome de todos os seus | Su. Costa Ribeiro :Mas se houvesse diver-
ollegas ; o seu pensamento era o de todos; e, pois, I gene a 1
nao era mysier que lodos fallassem... O Sn. Araujo Barros-.-Seria resoMda pc'
( Cruzam-se diversos apartes.) directorio.
O Sn. Araujo Hamos :A palavra do nobre de-1 O Sr. Costa Ribeiro :Nao o poda ser viste
putado era ouvida com agrado as reuniecs popu-
lares, se o nobre deputado hava fallado, e coven-
cido, para que luviam de orar tambera os seus al-
liados ?
I'ma Voz :Vencen T
O Sr. Araujo Barros :O honrado collega fal-
lou, eonvenceu, e venceu.
Si'. Costa Ribeiro :Venceu por que foi urna
reuniao popular.
da proposla.
O Sn. Araujo Barros : -J lhe disse que essa
idea nova para utan; o nobre deputado, quando
fallou aqu, nao tocou nclla ; mas, dando-a como
exacta, ainda assim dlgo-lhe que no caso de ser
impessirel o accordo entre os Sis. Paes Barreto e
Feitosa, nada inhibira que qualquer delles convo-
casse o direclorio para resolver a duvida, e remo-
ver a impossibildade de organisar-se a chapa. Esse
O Sn Araujo Barros :O que o nobre deputa- passo s seria escusado, se elles acordassem enlre
do acaba de dizer nao passa de uraa simples con- [ si, depois de ligeiras conteslacoes; mas dado qual-
jectura, o qual esl bem longe de aulorisar o pen- quer impossibildade na continuacao do accordo,
smenlo de reserva, ou animo menos leal no? com- todos vem que ou o directorio havia de romper
panheiros, com quem eslava em communho. (Nu- esse obstculo, ou leria de darse a desorganisacao
mensos apoiados.) eve-se concluir, por tanlo, do parlido. (Apoiados.)
do que tenlio diio, que nao houve entre os que es- Ora o directorio cncerrava em seu seio maior
tveram em casa do Sr. Dr. Feitosa no dia 25 de numero de liberaes que de conservadores; por
abril quem no dia 2G se mostrasse hostil ao que ali consequencia a mocao do conservador, que causn
se passra. lauta especie ao obre deputado, nao encerrava
Ter o nobre deputado razao, quando diz que na nenhum presente de gregos (Apoiados.)
primeira reuniao do directorio de 25 membros fez- Ella nao pode ser considerada como motivo
se o contrario do que se havia deliberado na reu-. sufficiente para que o meu Ilustrado collega dis-
nio popular da ra da Praia 1 sentisse do partido progressiste.
Ns ja vimos, senhores, que entre as delibera- O Sr. Costa Ribeiro :Nao foi esse o motivo;
jes do que se passou na ra da Praia ronte-se o sso me causou apprehensoes.
seguinle : O Sn. Araujo Barros :Mas ha de convir que
Que a commisso directora do partido fosse por semelhante facto nao tinham cabimento essas
cranosla de 2o membros, e que *W cotnmisscw apprehensoes. Circunstancias posteriores a esse
ilrriu tUger de sen seio a de reaaofio e outrus que facto podiam convencer ao nobre deputado que as
julgasse conveniente. suas suspetas de entao eram fundadas; msate
Assentado isso, o que ha de censuravel no que ahi nada hava que despertasse na sua mente a
se fez depois na primeira reuniao do directorio ? idea de que os progressistas de origem conserva-
Em que fundamento se apoia o nobre deputado? dora nao estivessem resolvidos a fazer aos seus
O Su. Cima Teixeira : -Tem razo e muita ra- alliados as concessoes, que eram de honra, e
zo. ( Apoiados da esquerda. ) O que se fez l dever.
foi um sujitiisma daquillo que se resolver na ra' O Sr. Costa Ribeiro :Se nao acreditasse, entao
da Praia. tinha de separar-me delles.
O Sr. Araujo Barros :As commissoes eleitas O Sn. Araujo Barros:Aceito o aparte, e at
em casa do Sr. Dr. lloraos Sarment para a redac- parece-me que por esse mesmo motivo nao se op-
cao do orgo do parlido, e para a gerencia da ty- pz o nobre deputado a que a organisacao da chapa
pographia etc. ele. tinham a sua razao de ser na de deputados fosse commetlida aos dous cavalhei-
primeira i esoluco do que se passou na reuniao ros, cujas nomes tenho pronunciado por vezes.
popular da ra da Praia. Os membros directores Quem se oppz a essa deliberacao do partido foi
do iiartidn, que n.o enlraram nessas commissoes, smenle o Sr. Dr. Moraes Pinheiro. S elle,
podiam saber como ellas giriara as causas do par- portanto, poderia articulara queixa,que sobre esse
tido, quando bem o quizessem. Nao houve, por ponto hoje levanta o nobre deputado.
tanlo, o menor sophisma. ( Apoiados da direila.)- Outro poni, que servio de causa a dissidencia
Tenho (orado nos pontos, em que o nobre depu- do nobre deputado foi o ter o partido organisado
tado fallou com relaco ao que teve lugar antes e j urna chapa, que impz ao eorpo eleitoral, quando
depois da rennoja mencionada.
Proponho-me agora a diicr aquillo que o nobre
deputado nao disse, e que muilo convera que seja
por lolos conhecido.
Na reuniao havda em casa do Sr. Dr. Feitosa
um merabro do partido, que esse conservador ali-
lado, a quem por veies referise o nobre deputado,
depois de abundar no sentido de que a direccao do
partido fosse a mais limitada possivel, propoz que
os eleitos para essa direccao prestasen, antes de
entrar no exercirio de sua missao, juramento aos
Santos Evangelhos de nao aceitar emprego algum
de nonvaeo do governo, nem cargo de eleicao po-
pular.
O Su. Costa Bjbbiro :Onde foi isto ?
O Su. raujo Bar ros :Em casa do Sr. Dr. Fei-
tosa.
O Su. Costa Ribeiro :Eu nao esteva presente ;
isto para mim c novo.
O Sr. Araujo Barros :Mas nao devia s-lo, e
os que relataran) ao nobre deputado e que se pas-
sou na casa daquelle amigo, deviam l-lo inteira-
do desse facto, que bem importante.
Como dizia, Sr. presidente, esse conservador ar-
teiro, a quem o nobre deputado emprestou o papel
de arbitro supremo em todas as questoes magnas
do parlido, foi o primeiro que.....
O Sn. Costa Ribeiro:Perdao-, cu mencionei o
o partido liberal nunca deve dar chapa.
Antes de tudo observo a contradiccao que existe
entre as ideas do nobre deputado. Tendo consen-
tido em que os Srs. Feitosa e Paes Barreto orga-
nisassem urna chapa, nao pode dizer que dissen-
dio e separou-se do partido, porque este"deu chapa-
(Apoiados repelidos da direila).
O Sr. Costa Ribeiro : Nao toquei nisso.
O Sn. Araujo Barros : Tocou, e eu quando
tomei isso em minhas olas, liquei sorpreendido
vendo o nobre deputado discorrer por semelhanle
maneira.
(Ha outro aparte).
O Su. Araujo Barros : O nobre deputado nao
sabe que os nossos partidos costuraam bater cha-
pa ? Nao isso constantemente pralicado por
aquelles que acham-se com o noore deputado as
mesmas fileiras ?
O partido liberal, como todos os partidos, senho-
res, tem necessidade de organisar urna chapa, o
que nao oulra cousa mais do que o direito de
aconselhar aos amigos que tees e tees individuos
sao os mais competentes para representar as ideas
do parlido.
O Su. Sabino Olegario : Duvidando do cri-
| terio desses amigos, e de sua independencia.
(Ha outro aparte).
O Su. Araujo Barros : Pois nao hacerlos ho-
noine, nem mesmo alludindo a esse nome, me ex- mens, que esto mais em dia com os negocios pu-
primi de mode a ollender o seu carcter; nao o i blicos, que teem melhores servicos em uraa silua-
chamei arteir. cao, e que por isso devem ser allendides de pre-
O Su. Ahai jo Bar-os:Nao farci queslao da! ferencia nos cargos de representaco ?
palavra; mas a idea a mesma. Senhores, todo o partido tem o direito de viver ;
O tal conservador, Sr. presidente, disse que a' desse direito nasce o de escolher os homens, que
commisso directora do parlido devia ser muilo mais conhegara de suas necessidades e as repre-
pouco numerosa, mas propoz que nenhum de seus sentem.
membros podessem ser empregado pelo governo, Sem isso difflcil o triumpho de suas ideas,
nem exercer cargos de eleicao popular. Como se pode, pois, contestar o direito de organi-
Essa mocan, recebida glacialmente, foi icgeitada
sem discussao.
Esse conservador nao linha, portanto, vistas
pessoaes no partido; elle achava-se de boa fe no
seio do mesmo, como ainda se aeha; conhecia as
cousas, e os homens, verdade; e por isso as suas
mocoes eram sempre attendidas e respeitadas.
O Su. Costa Ribeiro: Agora me Iciubro que
na proposla para depulados havia urna clausula
idntica a essa, para que os membros do directorio
que nao podessem ser contemplados na chapa, o
fossem para outras cousas, o que indicava muila
avid*i de empregos; eu, porm, nao eslou aqui
fallando jior despinto.
O Sr. Ara i jj IIaic os:Peco ao nobre depulado
um favor. Quando entender que as minhas pala-
vra encerrara alguma olTensa sua pessoa, quei-
ra dize-lo, qce eu me apressarei em dar-lhe inleira
satisfacao. pois desejo sempre Irata-lo com a allen-
co e deferencia, que sempre me mereceu.
O Sr. Costa Ribeiro :Eu conheco as inlencoes
do nobre deputado, mas que nem sempre as suas
palavras correspondem s suas inienges.
OSr. ArauiBarros:-O meu discurso ser
publicado, e os homens mparciaes me faro a jus-
tica qne nSo me quer fazer o nobre deputado.
Disse o honrado merabro a quem respondo, Sr.
presidente, que na proposta para depulados havia
urna clausula, que indicava avidez de empregos.
Essa avidez de empregos nao dorainava o con-
servador, a quem o nobre depulado se referi; e
creio me bros do directorio. Nao darei, pois, resposte mais
larga a esse aparte.
Fui ainda esss conservador, acrescentoo o nobre
depurado, quem, quando se tratou da organisacao
da chapa de deputados apresenlou no directorio
sar-se urna chapa...
0 Sn, Cuniia Teixeira : Como simples re-
coramendaco, e nao como imposico.
O Sn. Sabino Olegario : Nem isso.
O Su. Araujo Barros : Era lodos os lempos e
lugares os partidos deram e dao chapas; aconse
Iharam e aconselham aos seus amigos que certos
nomes, que symbolisam as suas ideas, e as exigen-
cias do urna siluacao devem ser preferidos a ou-
tros. Era todos os pontos do imperio o partido
dominante organisou chapas e pedio aos seus ami-
gos, que as tizessem triumphar.
Em Franca o partido liberal s mandou para o
parlamento alguns de seus amigos, porque fez
chapa ; porque combinou previamente nos nomes
que deviam sahir victoriosos das urnas. (Apoiados).
Um Sr. Deputado : E porque ?
Outro Sr. Deputado : Pelo facto de ter o go-
verno tambera apresentedo candidatos seus.
O Sr. Araujo Barros : Fosse a causa qual
fosse ; o que eu digo e repilo que a idea liberal
nao exclue a de chapa O parlido, que tem esse
nome, e que professa as ideas liberaes, tem sem-
pre entre nos apresentedo chapa.
O Sr. Sabino Olegahio : Nao quando o eorpo
eleitoral lera um s credo.
OSr. Araujo Barros: Mesmo, dada este
circumstancia, porque inconteslavel que enlre os
membros de um partido uns ha que melhor conhe-
cem as suas necessidades, que outros. Alm de
que compre acautellar a desunio pelo jogo des-
enfreado das ambicoes individuaes, as quaes sao
sempro cegas.
0 honrado merabro, a quem respondo, tem adop-
tado na pralica idea difieren te da que expoz em
iheorla. Fazendo parte do commissio parochial de
Santo Antonio, sabe o nobre deputado que, essa
O Sr. Araujo Barros :Nao se ilkida o nobre
deputado. Se elle dispozesse dessa proteecao tena
vencido sem duvida alguma. (Apoiados.)
Os servicos do Sr. Souza Carvalho eram immen-
sos no partido ; o seu nome esteva na conscienica
e na bocea de todos, quando se fallava na organi-
sacao da liste para deputados.
OSn. Iaranhao :Tinha muilas sympalhias no
circulo.
O Sr. Araujo Barros :Tinha muilas sympa-
lhias no districto, como acaba de asseverar ao no-
bre deputado (para o Sr. Maranhao), que pessoa
influente era Nazareth, onde tem amigos e relacoes
muito importantes.
Creio que ninguem contestar o acert da candi-
datura do Sr. Carvalho.
O Sr. Amyntiias :Nao se pode contestar a sym-
pathia, que elle goza no 2 districto.
Um Sr. Deputado :Nao tinha sido delegado do
ministerio Caxias ?
O Sn. Araujo Barros :Sim, porque esle mi-
nisterio reconheceu as suas habilitecoes, e nao pude
deixar de aproveitar os seus talentos na admmis-
tracao. Os Drasileiros de merecimento devem ser
aproveitedos (apoiados), sempre que inspiram con-
fianca. Na provincia das Alagas servio o Sr. Car-
valho a causa publica, collocando-se superior aos
partidos, e tanto bastava para que seus servicos fos-
sera devidamente apreciados.
(Ha um aparte.)
O Sr. Araujo Barros :SeoSr. Carvalho fezou
nao servicos nova situaco, sabe-o o nobre depu-
tado tanto quanto eu. Entretanto sabe-se que o mi-
nisterio de 2 de marco era instigado para demitlir o
Sr. Souza Carvalbo, nao o tendo feito sem duvida,
porque nao tinha motivos, que juslificassem o seu
acto.
Os presidentes de provincia nao sao deraittidos
sem que se saibam as causas, porque elle nao pode
continuar a servir bem a causa publica.
O Sr. Costa Ribeiro :Isto novo para mira.
O Sr. Araujo Barros :Pois o nobre deputado
pensa que a deraissao dos presidentes, s porque
sua familia, nao poda o Sr. I'tinga deixar de fa-
zer concordata na Escada, e formar-se assim no
terceiro districto um ncleo de eleitores capaz de
difficultar a victoria de qualquer chapa que por
ahi fosse apresentada ?
Um Sr, Deputado :O Sr. visconde da Boa-vista
pedio para ser aceita a candidatura do Sr. Ignacio
de Barros.
O Sr. Araujo Barros : Tamben) so interessou
por ella um dos membros muito distinctosdo par-
tibo liberal, o qual hoje faz parte do directorio do
partido a que pertenee o nobre depulado.
O Sr. Costa Ribeiro :Merabro do directorio?
Eu pergunto isso, porque quero repellir ^a qualifi-
ca-;o que o nobre deputado deu de partidista do
Sr. Urbano.
O Sr. Araujo Barros :Nao me lembro de ha-
ver-me enunciado nesses termos. Se assim o fiz, e
o nobre deputado se julga offendido, nio me snto
constrangido em retirar a expressao. Repito ainda
que estou resolvido a tratar ao nobre deputado
com a maior delicadeza.
Sr. presidente, depois defeila a eleicao primaria,
as combinacoes podiam ser censuradas pelos des-
contentes, mas antes dessa eleigao todos a aceita-
ran) com rarissimas excepces.
Somente ouvi murmurarnos sobre a candidatura
do Sr. Ignacio de Barros; mas alm das circuras-
tncias que foram j apreciadas, essa candidatura
teve em seu apoio o pedido instante do Sr. Vera
Cruz, cujo liberalismo por ninguem pode ser con-
testado.
O Sr. CunhaTeIxeira :De modo que o pedido
do Sr. Vera Cruz para o Cabo valia ; n'outros ca-
sos um pedido de liberaes taiubem distinctos nada
valia.
O Sn. Araujo Barros : As circumstancias dos
outros dislrictos eram muito diversas. (Apoiados )
(Contimiar-sc-ha.J
bordinados, onde cada um se julga com direito de > sao elles empregados de confianca, se fazein s ce-
dirigir a opinio e de fazer uraa poltica especial, gas, sem que se apresentera para isso razes de
sem olhar para o centro.
Entre nos o facto de nao procurar o partido
praieiro a opinio do partido liberal as outras pro-
vincias do imperio, deu lugar ao movimento arma-
do de IHi8 e ao ostracismo de todo o partido.
Tudo isso mostra a necessidade de cohesao e de
attender aos interesses geraes.
Sr. presidente, ia-me desviando do ponto, a que
desejo chegar, e por isso permilla-me V. Exc.
que emitta sobre este tpico apenas mais duas pa-
lavras.
O partido que havia sido vencido as urnas, ma-
chlnava e procurava pela iniriga fazer lavrar a
scisao no seio do parlido progressiste.
Portento, quando por outros principios nao de-
vesse ser apresentada urna chapa, bastara esse s
para a justificar.
Oecupar-me-hei agora com a organisacao da
chapa.
Todos sabem que ella foi feitaantes de 9 de agos-
to, quando nao era previsto o resultado geral do
pleito.
O Sn. G. Drummond : Havia certeza do re-
sultado.
O Sr. Araujo Barros : O nobre deputado es-
t perfeitamente engaoado.
Sabia-se que o novo partido tinha immenso po-
der; que as novas ideas consiituindo a forca da si-
tuagao, eram em toda a parte abracadas cora cn-
tbusiasmo ; que essa circumstancia por si s j i
utilidade publica ?
OSr. Costa Ribeiro : Nao, mas creio que o
ministerio quem decide.
O Sr. Araujo Barros :Sera duvida ; mas as
demissoeS; ao que me parece, sao resolvidas era
conselho, e decretadas por motivos, cuja proce-
dencia seja reconhecida.
O Sn. Uista Ribeiro :Isto outra cousa.
O Su. Araujo Barros :Nao disse ainda cousa
difireme do que acabo de dizer.
Quanto ao Sr. S e Albuquerque j disse bastan-
te em outro lugar; mas nao quero deixar de acres-
centar aqui mais duas palavras.
Q Sr. S e Albuquerque foi um dos que mais
concorreram para formar-se a situaco actual. Foi
um dos que tendo dado alguns conselhos razoaveis
e prudentes aos conservadores, seus antigos allia-
dos, incorreu por isso as iras dos mesmos.
O Sr. S e Albuquerque foi um dos que em 1860
pugnaran) pela candidatura do Sr. Souza Carvalho,
epor isso foi hostilisado pelos dominadores de en-
tao, incorrendo em suas iras.
O Sr. Cunha Teixeira :Enlao incorreu as
ras por ter apresentedo a candidatura do Sr. Sou-
za Carvalho ?
O Sr. Araujo Barros :Essa foi urna das causas.
O Sr. Cunha Teixeira :Bem ; aceito, aceito.
O Sr. Araujo Barros -.Aceite, ou nao ; pouco
me importa isso.
Os aggravos contra o Sr. S e Albuquerque se
era um feliz auspicio de victoria (apoiados); mas foram accumulando, medida que elle ia mostran-
os nossos adversarios estavam ainda acastellados j0.se verdadeiro horaem de estado, adoptando urna
era formidaveis reductos ; tinham em varios luga- poltica mais larga, mais generosa, poltica que
res as mesas parochiaes, que podiam abusar do: alargasse o circulo dos habilitados (apoiados), e
seu poder descricionario e erabaracar o triumpho ,|Ue se mostrasse inclinada a abrir as portes do fu
legitimo da opinio.
Esta situaco aconselhava certas cautellas e cer-
tas attenges, que nao eram para desprezar
turo a todos os homens de merecimenlo e ser-
vicos.
' Pouco lempo de|>os o Sr. S e Albuquerque re:
Cumpria dispor as candidaturas de medo que cema nesta provincia o castigo de sua audacia. S
fossem aproveitadas todas as torcas locaes, vedan- j p0r qUe teve a veleidade de nao reconhecer a ju-
do que ellas, por qualquer modo, fossem augmen- j teia do Sr. Camaragibe, foi guerreado no terceiro
ter os recursos dos adversarios. : districto em urna eleicao em que ludo se empregou,
O terceiro districto, por exemplo, era um daquel- para o derrotar. A perseguieao da provincia foi
les que inspira va serios cuidados. levada ao seio do parlamento d'onde foi excluido
O Sr. baro de Uiinga dispunha de grande torca acetosamente,
no collegio da Escada, Se tinha perdido alguns; o g. g. Drummond :Cora muila razo.
eleitores amigos, poda compor um eorpo eleitoral I o Sr. Araujo Barros :Respeito muito a con-
compacto, tendo, como tinha, todos os elementos j vieco do nobre deputado ; mas sempre lhe digo
de victoria, a saber : os eleitores e supplentes e
dizem quetambem a qualificacao
Na Victoria as torcas do parlido progressiste eram
grandes ; mas a opinio contraria tinha lambem
all um ncleo respetavel. Poucos previrara que o
triumpho all fosse to fcilmente obtido.
(Ja Su. Deputado :A causa desse triumpho c
bem contienda, e nao certamente a que pensa o
nobre deputado.
O Su. Araujo Barros : -Tere snmmo prazer de
ouvir ao nobre deputado, se lhe approuver dizer-
nos qual a causa desse triumpho, se nao foi o re-
sultado da opinio.
No Cabo havia tres grupos; qualquer delles que
se ligasse ao terceiro derrotara o grupo, que o
nao acompanhasse. Todos esses grupos tinham
seus candidatos, e, sendo contrariado-, podiam op-
por graves difliculdades situaco, que apenas
surgia.
Em Serinhem as cousas pareciam turvadas, e,
apezar de se ler eilo a respectiva elego sem lula,
harmonisando-se todos os interesses locaes, como
foi possivel, todava o Sr. consellieiro Jos Beoto
obteve all boa votacao.
Um Sr. Deputado :Quem lhe deu essa vo-
tacao?
O Sr. Araujo Barros :Nao sei ; asumas teem
segredos, que nao se podem devassar.
(Ha um aparte.)
O Sr. Araujo Barros : Nao sei o que o nobre
depulado quer dizer como sen aparte.
O mesmo Su. Deputado :Quero dizer quev.
Exc. est muilo a par da poltica da provincia.
O Sr. Araujo Barros :Sei o que lodos sabem,
ou podiam saber se estudassem os factos da nossa
historia contempornea.
V o nobre deputado pelo que tenho dito que a
prudencia aconselhava que para o terceiro districto
se adoptasse uraa chapa, que em vez de contrariar
que esse fado estjulgado, e creio que de um mo-
do pouco favoravel ao tino de seus amigos.
Ora, sendo o Sr. Si e Albuquerque o symbolo da
nova era, que despontou na provincia, nao podia
elle deixar de ser bem aceito no districto pelo qual
se apresentou.
O Su. Soares Braxdao :-0 Sr. S e Albuquer-
que nao seria expeliido em nenhum dos dislrictos
da provincia. (Apoiados numerosos da direita.)
Um Sr. Deputado : -Porque nao o mandaran)
para o 3o districto?
O Sn. Araujo Barros:Por que outros desejavam
apresenlar-se por esse districto, onde tinham ele-
mentos, que lhe faltavam era oulra parte, e o Sr.
S e Albuquerque achava-se era condigoes de ser
aceito era qualquer parte da provincia.
A sua allianca com os liberaes, a parte que elle
tomou na lula iiarlamentar, que derrotou o gabine-
te Caxias, e a sua posiciio no gabinete Zacharias,
posico que o separou completamente dos conser-
vadores puritanos, lhe asseguravam um lugar em
qualquer districto. (Apoiados da direita.)
O que acabo de dizer comprova-o at cora a opi-
nio do nobre deputado, a quem estou respon-
dendo.
Quando se iratou de substituir o Sr. conselheiro
Sebastio do Reg na vaga que deixou na cmara,
jos liberaes auxiliavain o Sr. S e Albuquerque,
e lembra-me bem que o proprio nobre deputado
que hoje se mostra dissidente, desejava comigo o
triumpho de semelhante pretenco.
O Sr. Costa Ribeiro :E' exacto. _
O Sr. Araujo Barros:Passarei agora ao 9 dis-
tricto.
Supponho que nao ser contestada a legitimida-
de da candidatura do Sr. Dr. Brando. (Apoiados
geraes.)
O Sr. Brando eleilo pelo 5o districto desde 18j6
creiou nelle razes profundas, sende muito eslimado
REVISTA DIARIA.
Sahio a luz o lorceiro numero da Revista do Ins-
tituto Arclieologtco Geographieo Pernambucano.
Nao funecionou na quarla-feira o jury por
falta de numero de juizes de facto, em consequen-
cia da chuva que cahio n'esse dia.
Na igreja do Amparo em Olinda, foram cele-
brados os exercicios do mez Mariano pelos devo-
; tOS.
O encerramenlo desses exercicios deve ter lugar
no domingo prximo, pregando na fesla o reveren-
do dicono Sebastin Tobas de Oliveira Lima e no
le-l)eum o reverendo dicono Valeriano d'Alleluia
Correia.
Na sesso do jury de hontem cntrou em jul-
gamenlo Luiz Gonzaga de Sena, pronunciado as
i penas do art. 193 do cdigo criminal, em conse-
quencia de haver castigado urna sua escrava que
I morrera consecutivamente
Produzdahbilmente a acetisaco pelo ministerio
I publico, e a defeza com igual desenvolvimentopelo
Sr. Dr. Justino de Souza e pelo Sr. Dr. Augusto da
! Silva Santos Carneiro Monteiro, n parte referente
' ao exame cadavrico, cujas conclusoes foram pro-
1 lissona! e magistralmente combatidas por elle, re-
lirou-se o conselho a sala das conferencias ; e d ahi
'. vollando com suas respostas, foi em seguida pro-
! nunciada pelo Sr. Dr. juiz de direito, de conformi-
dade com ellas, a sentenca absolutoria do aecusado,
da qual appellou para o superior tribunal da rela-
i cao por contraria a evidencia dos autos.
No dia 7 do passado foi ferido com quatro fa-
| cadas e duas cacetadas, Ignacio Paes de Vascon-
celos, sendo presos como autores Jos de Mendon-
ca, Manoel de Mendonca e Antonio de Mendonga;
todos menores de 21 annos.
Em a freguezia de Ingazeira foi ferido com
urna facada Antonio Pereira Diniz, por Jos Fran-
cisco do Nascimento, conhecido por Murlo.
No lugar Poco, dessa mesma freguezia, foi
assassinado com 7 facadas, o crioulo Antonio Ma-
theus Negro, por um escravo de nome Francisco,
que foi inmediatamente preso.
Informam-nos que diversas pessoas, que ex-
perimentaran) o methodo, cuja noticia demos em
' fim pouco de tudo para o tratemento da coquelu-
I che, tiraram bom resultado da respectiva applica-
cao.
Pela sagrada Congregaco da Propaganda Fi-
de foi nomeade prefeito do hospicio da Penha, o
Ilustrado Rvm. fre Seraphim de Catania; o qual
assumo o exerccio desse cargo no dia primeiro
do corrente.
Do balanco procedido na thesouraria provin-
cial no ultimo do mez prximo passado, resulten os
seguintes saldos as respectivas caixas.
Exerccio de 1863 lSiii.
Moeda corrente........ 89:8215238
Calcamento da cidade.
Moeda corrente......... i :o73<$510
Amortizaco das apolices
Moeda corrente......... 8545835
Depsitos.
Moeda corrente.......... C.2605^75
Accoes................ 63:91 lAbOO
Libras................ 333:393*160
REPARTICAO DA POLICA.
Extracto das partes do dia 2 de junho de
1864.
Foram recolhidos a casa de detenco no da Io
do crreme :
A' ordem do Dr. juiz municipal da primeira va-
ra, Jos Pereira Coelho, como pronuucado no art.
266 do cdigo criminal.
A' ordem do subdelegado de Sanio Antonio, Joo
Francisco da Silva, por disturbios.
A' ordem do da Capunga, Francisco Antonio Ta-
rares Nogueira, para correccao.
O chefe da 2* seceo,
/. G. de Mesquita.
Movimento da casa de delenc,3o, no da Io de
junho de 1864.
Existiam. ... 360 preses.
Entraram... 4
Sahiram .... 9 >
Incto. .
O Sr. Luiz Felippe dispunha tambera de grandes
elementos......
OSn. G. Drummond : Nao foi candidato em
1860.
O Sn. Araujo Barros :Sei bem disso ; mas
pleileou a eleicao de eleitores e cmaras munici-
paes nesse terapo, e formou um grupo de amigos
respeteves na villa do Cabo. Todos os supplentes
eram seus amigos. Alera disso gozava de sympa-
lhias geraes em outros pontos do districto, e havia
prestado valiosos servicos ao novo partido, quando
poucos acreditevam no futuro do mesmo.
O seu nome nao podia ser desatindalo sem jus-
tica.
O Sr. Ignacio de Barros pertencia a um dos tres
grupos, de que tenho fallado ; a familia Carneiro
Leo, que tormava outro grupo o apoiava, e cons-
la-me que o chefe dessa familia, o Sr. corainendador
Vera-Cruz, veio a esta cidade, e interessou-se viva-
mente com o Sr. Dr. Feitosa para que nao dexasse
de contemplar o nome doSr. Ignacio de Barros en-
tre os candidatos do terceiro districto.
Parece-me que a chapa do 3o districto foi, por-
tanto, bem combinada.
E' verdade que hava um candidato, cujo nome
era geralmente aceito em todo o districto ; mas
esse nome seria aceito em qualquer districto da
provincia, como aquelle, sobre cuja cabeca mais
linha pesado o odio dos amigos do Sr. Camaragibe.
favorecesse o desenvolviraento das torcas locaes, por todas as influencias benficas do alto serio.
aproveitendo-as em favor do partido. (Apoiados repetidos.)
Em 1860 o Sr. Souza Randeiraapresentou-se por | q gr_ serfico era liberal; linha servicos ao par-
esse districto, e perdeu a eleicao por poucos votos. uao. a sua e|eiCao foi, pois, muilo merecida.
Os seus amigos desejavam que elle fosse eieiio q^ |ueares aos Srs. conselheiro Paes Barreto, e
por esse districto. O seu no:nc, pois, nao poda dei-1 rjis. Feilosa e Urbano nao podem deixar de ser
xar de ser incluido na chapa do respectivo dis- considerados legtimos. (Apoiados.)
UmSr. Deputado :Se fr assim, nao ha duvi-
da a respeito de nenhum.
O Sr. Araujo Barros -.Tenho necessidade de
apreciar as candidaturas pelos servicos e impor-
tancia dos respectivos candidatos. A questo do
numero ser apreciada depois.
(Ha um aparte.)
O Sr. Araujo Barros :Estou respondendo ao
nobre deputado, que encarou a situaco tambera
debaixo dessa relaco.
O Sn. Costa Rireiro :Eu que nao aceito a
discussao neste terreno.
O Sr. Aruejo Barros -.Porque nao, se nao fa-
50 mais do que acompanhar os passos do nobre
deputado, que nos declarou ser um dos motivos
pelos quaes separou-se do partiado progressista, a
maneira por que se fez a destribuigao dos lugares
de representaco nacional?!
O Sr. Cunha Teixeira :-0 2o districto clamou
pela apresentacao de um candidato liberal.
(Trocam-se outros apartes.)
O Sr. Araujo Barros :-Mas quando se fez ver
a esse districto que havia necessidade de adoptar-
se urna chapa tal como havia sido organisada, o 2o
districto respondeu a sso, dando votacao cerrada
aos tres candidatos que o parlido apresentou
consideraco de seus respectivos eleitores. (Apoia-
dos.)
Fallarei agora do 4 districto, pedindo aos no-
bres deputados rae releven) ter reservado a eleicao
A saber
Existen). .
Nacionaes .
Estrangeiros
Muflieres .
Eslrangeira .
Escra vos .
Escravas .
355
247
37
5
1
60
8
355
Alimentados custe dos cofres pblicos.
Movimento da enfermara no dia 2 de
de 1864.
Teve baixa :
Jeronymo Ferreira de Albuquerque, defluxo
141
junho
Esse nome era o do Sr. conselheiro S e Albu- desse districto para ser apreciada em ultimo lugar,
querque, merabro do glorioso gabinete de 24 de: Por esse districto foram apresentados os Srs. Go-
maio, dsse gabinete que abri urna poca espe- doy, Eparainondas e Vilella Tavares.
rancosa na poltica do paiz. (Apoiados repelidos.) I Um Sr. Deputado : Por que nao nos fallou
O Sr. S e Albuquerque acostumado a nao fa- mais largamente do Sr. Ignacio de Barros?
zer questo de sua pessoa, e a conciliar o inters-1 O Sr. Araujo Barros :Por que suppuz o nobre
ses dos amigos com os do parlido nao receiou em' deputado salisfeito com o que eu lhe havia dito a
subinetter o seu nome prova das urnas em qual- j osse respeito; e por que evito as repelicoes, sem-
quer dos districtos da provincia. (Apoiados.) I pre que posso.
Foi isto o que se fez. Apresentedo ao 2* districto 1 Entretanto sempre pergunlare ao nobre depo-
toi eleto por quasi unanimdade de votos dos res- tado : nao tem o nobre deputado conhecimento do
pectivo eleitores. aue havia no terceiro districto ? Nao sabe que se
O Sr. Dr. Silvino foi eleito duas vezes por esse
districto ; e o Sr. Dr. Souza Carvalho, eleito por
varias vezes deputado provincial pelo mesmo dis-
tricto, tendo sido nelle vivamente guerreado pelo
Sr. Camaragibe, quando em 1860 apresen.ton-se.
que _
o Sr. Ignacio de Barros, por qualquer motivo, qui-
zesse seperar-se de ns, podia ser causa de nossa
derrote no Cabo, se podesse alliar-se com a familia
Carneiro Leo para baler-nos ?
Dada a hypoth,ese do nao accordo com elle e com
IIM POLCO DE TIDO.
L-sc no Jornal Ilustrado :
O sol depois de ter sido adorado como um Deus
por quasi todos os povos primitivos, depois de ter
tido aliares enlre os Gubros e Incas, depois de
ter sido parado |>or Josu, depois de ter servido de
divisa a urna companhia de seguros, tornou-se hu-
milde servo dos photographos, que o levam a fa-
zer, nao o que elles nao quercm fazer, mas o que
elles nao sabem fazer, retratos.
E' seguramente urna humlliaco.
Verdade queo sol degenerou, pois que os sa-
bios descobriram que elle tem manchas.
Manchas I
Ah meu Deus ; quem que as nao tem I
E ah temos o sol, que est j, como ministre
da luz encrregado por Deus de alumiar o mundo,
de fazer brotar os rebentoes em abril, as flores em
maio, os morangos e as cerejas em junho, os pece-
gose feijoes em julho, os cereaes em agosto, as
uvas em setembro, o amor em todo o tempo, en-
carregando-se as horas vagas, como se o sol li-
vesse horas vagas, de fazer o retrato de toda a es-
calla social, comprehendida entre o imperador da
China e a minha criada de sala I
O sol est furioso, e assim em vez de cmbelle-
zar os retratos como fazera os miniaturistas,
afeia-os.
Esl no seudireilo.
Vioga-se !
E deve convir-se que neste ponto o photographo
secunda o sol, em tudo o que pode.
A Naciio escreve o seguinle :
Acorte ingleza acha-se n'uma siluacao delicada
para com os litigantes na questo dano-germa-
nica.
O principe de Galles, como lodos sabem, est ca-
sado com a fllha do rei da Dinamarca, urna das
partes desta contenda.
Sua irma mais velha casada com o principe
real da Prussia, outra das partes
Sua segunda rraa, a princeza Alice, casada
cora o principe Luiz de Hesse-Darmsladl, cuja me
urna prineexa da Prussia, e cujo irmo offlcial
no excrcito prussiano.
Aqui temos parentescos directos, mas temos ou-
tros que nao sao menos.
O principe Frederco de Augustembnrgo, ou co-
mo aqui geralmente o chamam, o duque de Au-
gustembnrgo, embora este titulo pertenja propria.-
menle ao pae, um prente prximo da nossa fa-
milia real.
Quando a me da rainha Victoria casou com o
duque de Kent, j era viuva : linha casado pri-
meiramente em 1803 eom o principe Emich Car-
los de Leimingen, fallecido em 1814. ueste ma-
trimonio india a duquvza de Kent um filhe e urna
filha, que por conseguiote eram irraos uterinos
da rainha.
O meio irmao da rainha, Carlos, principe de Lei-
mingen, morreu em 1856, snccedendo-lhe sea fi-
lhe o principe Ernesto de Leimingen, sobrinho da
rainha e capitio na marrana real ingleza.
A raeia irma da rainha, a princeza Anna Feo-
dororna de Leimingen, casou em 1828 com Ernes-
to, principe de Hoheiriote. que morreu em 1860,
deixando uraa viuva e cinco filhos, sobrinhos e
soterraras da rainha. Oestes filhos o primeiro, o
principe Vctor de Hohenlote, que tomn o nome
de conde de Gleichen.ao casar coma fllha do al-
mirante Seymour, lambem capto da nossa roa-
rraha real. Sua irma, a princeza Adelaide Vic-
toria de Hohenlote, nascida em 1835, casou em
1856 com Frederco Christiano Augusto, principe
hereditario do SchlcsHig-Holsiein-Souderburgo-Au-
guslemburgo, o pretndeme soberana do estado
imaginario de Schleswig-Holstei, e vem a ser so-
brinho da rainha por aflinidade.
Alm destes relacoes da nossa familia real com
as partes contendedoras ha outras menos inme-
diatas.
O rei Leopoldo da Blgica to da raiuha.
Seu fillw mais velho herdeiro, o duque de Bra-
bante casado com urna archduqueza da Austria,
e sua filha a princeza Carlota casada com o ar-
chiduque Maximiliano, irmo do imperador d'Aus-
tria, outra parte na contenda.
Alm destes parentescos, a duqueza de Cam-
bridge, que foi princeza de Hessc-Cassel, ta da
rainha da Dinamarca, que foi princeza da mesma
casa.
Pdc-se, pois, dizer que neste questo dano-per-
manica nao ha parte que nao esteja mais ou me-
nos apparentada com a familia real da Gra-Bre-
tanha.
E' do Sr. J. A. d'Almeida Cunha este poesia :
CREPSCULO.
(Reiitativo.)
(Fragmento do V canto de urna phantasia em rano)
O co recama-se
De nuvens rridas
Formando floridas,
Grato arrebol.
Ergue-se explendido
Das plagas cerulas
Rebendo as perolas
Da floro sol,
O ro sofreg
Roja-se lepido ;
Corre alm trepido
Sem murmurar.
De azas precipites,
Suspensa, exttica,
A ave selvtica
Paira no ar.
Gorgeiam passa ros
No bosque umbrfero;
Ar odorfero
Derrama a flor;
A brisa em sculos
Vai ifliida e hmida,
Pende-la tmida,
Dar-lhe calor.
A onca, erguendo-se
Da cova frgida
Vem sacudir;
Pularelmpago
No sollo trrido,
E slta um hrrido,
Ledo rugir.
Aterra innunda-se
De luz asctica ;
Painel de esthetica
De ouro e de ail /
Nest'hora sente-se
Que em cada msculo
Deixa o crepsculo
Calor siibiil.
E o home'em xtasis,
Vate, romntico.
Rompe n'um cntico
Mandado aos cos;
E o infante era jbilos,
Co'o peito placido,
Insonte e nacido
Murmura :Dos I
O Commtrdo do Porto escreve o seguinle :
Foi encerrada em urna caixa de ouro, que Ga-
ribaldi receben no dia 20 de abril, era Guildholl,
a acta da sesso do conselho municipal era que
elle tora nomeado cidado de Londres.
Garibald recebendo a caixa de ouro, beijou-a,
e entregou-a depois a seu Clho Ricciotli, dizendo :
Entrego este rica lembranra a meus fillms,
para que elles a conservera como um precioso le-
gado na minha familia.
IIOMU .UMClUill <
TIIIIII \ V i DO OH i:ri 10.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 2 DE
JUNHO DE 1864.
presidencia do exm. sn. DESEMBARGAdor
PERETTI.
As, 10 horas da inanha, reunidos os Srs. depu-
tados Reg, Lomos, Alcoforado e Rosa, o Sr. pre-
sidente declarou aborta a sesso.
Lida, foi approvada a acta da ultima.
EXPEDIENTE.
l'ra oflicio da directora geral da secrelaria de
eslado dos negocios da justica, de 24 de maio pr-
ximo passado, participando a nomeaco, por decre-
to de 24 de maio, do Sr. desembargador Peretti
para presidente do tribunal.Regislre-se.
Outro do presidente da provincia, de 31 de maio
prximo passado, communicando haver Sua Ma-
gostada por bem nomear o Sr. desembargador Pe-
retti para presidente do tribunal.Registre-se.
Outro da conservatoria de Macei, juntando co-
pia da carta de registro dada pela conservatoria ao
cter Dous muios /.Accuse-se a recepcao e re-
gistre-sc.
Foi presente a cotacao offlcial dos precos cor-
rentes da praca, relativa ultima semana.
Archive-se.
DESPACHOS.
No requerimento de Brander a Brandis & C..
pedindo o registro de urna procuraco que apre-
sentam.Corno requeren).
No do jiorteiro do tribunal, pedindo o deferimen-
to da sua petico anteriormente apresentada.
Aprsente documento mostrando o numero de fal-
las que deu durante o tempo de seu exerccio.
No de Phipps Brothers & C, firma social que fa-
zem parte John Lews Phipps, de 60 annos, Charles
Pauls Phipps, de 40, e Charles Henry Lows de 34
todos naturaes de Inglaterra, aonde os dous primei-
ros residem, sendo o ultimo com moradia nesta ci-
dade com casa de comraercio em grosso neste pra-
ca, de importacao e exportaco de gneros nacio-
naes, estrangeiros e etc., pedindo matncular-se
Vista ao Sr. desembargador fiscal.
SESSO Jl'DICIARlA EM 2 DE JUNHO
DE 1864.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARCADOR
A. F. PERETTI.
Secretario, Julio Gumaraes.
_ Ao meio-dia, o Sr. presidente abri a ses-
so, estando reunidos o Sr. desembargador Sil-
va Guimares, e os Srs. deputados Reg, Le-
mos, Rosa, c C. Alcoforado.
Lida, foi approvada a acta da sesso antece-
dente.
Assignaram-se os accordos proferidos na ultima
sesso, entro partes :
Appellante, Manoel Jos de Squeira Pitanga
appellados, o presidente e directores da caxa filial
do banco do Brasil nesta cidade.
O Exm. Sr. desembargador Perelti apresentou os
fenxs recebidos na sesso de 27 do mez prximo
passado, e os que passou-lhe o Sr. desembargador
Silva Guimares em sesso de 30 do mesmo mez.
em que sao :
Recrreme, Jos Tiburcio dos Santos ; recorri-
do, Antonio de Souza Ribeiro.
Appellantes, Domingos Jos de Amorim e Victo-
rino Luiz dos Santos; appellados, os curadores fis-
caes de Guilherme Carvalho & C.
Appellantes, Christiani & IrraSo ; appellados, os
curadores da massa fallida de Joaquim da Costa
Maia, os da massa fallida de Jos Luiz Pereira e
Manoel Sebastio'da Rocha Lins.
Appellantes, Jos Goocalves Malveira e outros ;
appellados, James Crabtree & C.
Appellante, Manoel Alves Ferreira; appellados,
Manoel Antonio Soares da Fonseca e Belarmino
Antonio Soares da Fonseca.
11 Fftvn
,


Mftrtee
ftttta letra a de #nnh de IM4.
Appellaate, Vicente Al ves Machado ; appellado,
Prente Yianna & C ._
Appellante, Basilio Alves de Miranda Varejao;
appellado, Aalooio Goncalves de Oliveira.
AppeHwrte, Yicente Alves Machado ; appellado,
Jos Baplisia da Fonseca Jnior.
Appeaoles, Sam Mendel, de Maochester, e os
curadores scaes da mas fallida de Rostron Hoo-
ker & C.; apellados, Kalkman Irmaos.
Appellante, Francisco Jos da Silva Ralis ; ap-
pellado, Jos Rodrigues Ferrwra-
AppeMante, Jos Pautada Hseea, testamenteiro
de Manoel Joaquim Dias de Castro ; appellado,
Joaquim Ferreira da Costa. __
Appellante, Joo Pinto de Lemos Jnior ; appel-
lada, D. Anna de Souza e Silva.
Ioihioii ABi-aslllan Hank (lil-
nlted).
Caoilal do banco 15,000 accoes
l 100....... 13,333:3335330
Acces emittidas 13,000 a 100 il,555:5S3f,wO
Capital pago a 56 40 por accae. 4,622:222|220
BALANCO DA CAIXA FILIAL EM PF.RNAMBUCO,
EM 31 DE MAIO DE 1831.
ACTIVO.
Latras descontadas .... 1,516:130600
Crditos sobre diversos outros
bancos e caitas Qliaes, 1,731:667320
Em moeda corrente. 190:0105670
da alfandega do Rio, como iaeapaz de ser votado
para salador, o oscripior ataca esse mesmo corpo
a quem se dirige o seu irabalho, revolvendo cin-
xas que melhor seria respailar.
Se nao ha coherencia no seu escripto por falta
deeonexaode suas ideas, com insultos, ebestialida-
des que quer o communicante fazer-se acreditar ?
O que diz o communicante tem effeilo contra-
producente, anda para aquellos que noconhece-
rem de sua encapada maldade. O communicante
! quiz e ompregou toda a Corea de inieigencia para
mostrar defeitos no Dr. Saldanha Marinho ; porm
nada disse, nada achou em sua vida publica e pr-'
I vada qne desmerec nossos votos.
Nao moslrou que aquelle candidato incapaz de ;
ser senador por falla, da apiHao, e s admira a sua |
elevacao as alia posices polticas e sociaes que,
C0MMEKI8.
AjfMMaef
Rendimento do dia 1............ 13:819*183
Memdodia2................. :6*99l>
43:248182
Movlaaeato da alfandega
Volumes entrados com fazendas...
c com gneros...
Volumes sahidos
com
com
fazendas..
gneros..
i5i
1,76*
------ 1,9*8.
96
3SO
476
occupTsem ter unu prosapia Ilustre e poderosa. I peMarregwn no dia 4 de, janho.
O communicante anda daquelles que hgam ; P^cho nacional-Pa/wa-fannha de trigo.
.__,._ .71 o.-'j,.-:,!-a.. Barca maleza Maraarethmercadorias.
PASSIVO.
Capital fornecido pela caixa ma-
triz ........
Depsitos.......
Crditos diversos, outros ban-
cos e ca xas iliacs.
3,*57:808390
888:8885890
1,848:144*040
720:7735660
3,437:8085390
Recife. 2 de juulio de 1864.
W. J. llagues.
Accountanu
COMMNICADOS.
0 Sr. Deca As torpes allusoes comidas no communicado
com que o Sr. Decio de Aquino Fonceca pretendeu
fazer constar ao publico que tinha chegado a evi-
dencia de quem era o artigo publicado no Diario
Marinho, prcrsam ser mais claras para que nao
tiquem sem resposta conveniente.
A pessoa, por tanto, a quem parece que se diti-
gem taes allusoes, provoca mu solemnemente o
mesmo Sr. Decio a que se torne um pouco mais
positivo, indique ao menos a demisso que gerou
o despeito de que considera filha as apreciares
que sotTre o Sr. Saldanha.
1 de junliu de 1864.
4 memoria da asseiulila provincial il Pernambuco
e o Sr. depulado Luiz Felippe. (*)
No discurso proferido pelo Sr. Loii Felippe de
Soaza Leo, em sessao da cmara temporaria de 7
do pr.ssado, deparamos com o scguinte trecho :
c Desde os primeiros dias de trabalhos da
assembla provincial de Pernambuco, appareceu
t no seu seio um rerto grupo, que se mostrava sc-
t qnio.se de applausos das galeras e que os provo-
cava de todos os modos, j se mostrando llson-
geado com os que recebia, ja empregando ln-
guageni propria para desperla-los, e j aculando
a os mos nstinctos populares.
E no discurso do Exm. Sr. Dr. Urbano Sabino
Pessoa de Mello proferido em seguimento daquelle
encontra-se o seguinte:
O Sr. Urbano...........
t O nobre depulado que lia pouco fallou parecen
accusar os membros da minora da assembla
< provincial de terem promovido u animado ou
pelo menos aceitado essas manifestares das
c galeras. Declaro que isto nao exacto.
. O Sr. Luiz Felippe. E eu declaro que
Nao podemos deixar passar sem um protesto
aquellas prqposices tao olfensivas ao nosso carc-
ter as quaes o Sr. Dr. Luiz Felippe leve a lemer-
dade de emittir no recinto augusto e solemne da
representaba.) nacional. Do alto da imprensa o
provocamos formalmente a exhibir as provas de
suas alllrmacGes: cumpre que o paiz saiba se nos
somos os homens que aprouve ao Sr. Luiz Felippe
pintar, ou se foi esto senhor quem nao duvidou
constituir-se no seio da cmara echo das calumnias
o embustes com que cerlos especuladores no intui-
to de empalmaren a situaco no mero proveito de
seu engrandec meato pessoal tem procurado des-
vairar a opinio.
Recife, 1* de junho de 1864.
Dr. Joaquim de Aquino Fonseca
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
Antonio Jos da Costa Ribeiro.
Manoel Netto Carneiro de Souza Bandeira.
Diodoro Ulpiano Colho Catanho.
Jos da Cunha Teixeira.
Joao Francisco Teixeira.
CORRESPONDENCIAS.
Barca iagiemMargarethmercadorias.
Barcr inglez3Leigthon-----familia de trigo.
Barca por;ugueza Si/mpnMia sal.
Barca InglezaUnionfarinha de trigo.
Patacho dinamarqu z Economaidem. .
Importa^ao.
Vapor nglez Paran, entrado da Europa, mani-
festou o seguate :
1 caita pertences para relojoeiro ; a Denker &
Barroso.
1 dita chales de algodo, 1 dita fitas de seda, 1
dita vcllas, 4 ditas couros e fazendas de la, 1 dita
cambraia,2 ditas chapeos, 1 dita ditose toucados
para senhora, 1 dita objectos de confeitaria, 2 ditas
calcados, 6 ditas fazendas mixtas e de algodo, 1
dita ditas de seda, 2 ditas fazendas de lia e algo-
Srs. Redactores. No Liberal de 28 do mez lindo do, 1 dita velbntina de algodo, 1 dita e 3 embru-
appareceu o Sr. tenente Tiberio Capistrano com lhos amostras ; a Henrique & Azevedo.
urna estiraa publiracao, que tem tanto de invero-1 1 caixa cigarros; a Jbaquim Bernardo dos Res,
simel, quanto de ridicula,sobre a historia que esse 1 caixa meiis de seda, 2 ditas modas, 1 dita fa-
conta da morte de Calisto, para concluir pelo as- j zendas de seda, 1 dita ditas de algodo, 1 embrulho
sassinato que elle ainda me attribue. amostras ; a E. A Burle Sl C
Tarnbem n'esse mesmo peridico vm urna de-! 30 larris iiianteiga, Si eaisas queijos ; a Tasso
claracao de Miguel Pereira do Valle, na qual con- Irraos.
tirma'aqueila imputaco, e fa-me rcsponsavel per t caixa perfumara, 2ditas miuflezas e sabao, 1
toda a importancia s pivsapias t Ser devida s
boas gracas d'alguma prosapia a sua liberdade ?
Srs. redactores, estou mais (irme em volar no
Exm. Dr. Saldanha Marinho ; se Ihe falta a prosa-
pia poderosa, tem mrito, e tanto quanto foi preci-
so para se elevar s e nicamente por seus mere-
cimentos a alta cathegoria em que est. E um
Pernambucano distincto, patriota, e digno de ser
senador, e disto deu provas o corpo cleitoral de
Pernambuco as eleicoes passadas ; e dar mais
urna as prximas futuras eleieoes, pois muitos co-
migo protestamos que jamis deixaremos de votar
no Dr. Saldanha Marinho para senador.
Um etator do 3" districto.
28 de maio de 1864.
qualquer tentativa contra a sua pessoa.
Declaro que Miguel Pereira do Valle um in-
dividuo de quem, pela sua insignificante condicao
na sociedade, nao posso lembrar-me, anda mesmo
quando de parceria com o tenente Tiberio Capis-
trano procura ferir-me ; elle nao passar de um
verdadeiro cao a ladrar la.
O tenente Tiberio aquelle mesmo que, por seu
comportamento na ilha de Fernando, mereceu en-
trar em conselho, depois de preso, anda aquelle
que se acha para comigo em taes relacoes de sus-
pego que, admiltindo cu o testemunho dos em-
pregados da ilha qualquer que seja a sui cathego-
ria e classe, apenas o excluo.
Entretanto as duas publicaces do Liberal, so
nada merecein pelos individuos que as lirmaram,
exgem que dellas me oceupe, em satisfaeao ao pu-
blico, atiento o meu carcter; mas nao devendoeu
faze-lo antes que sejam concluidas as investigaroes
que provoquei, pedindo conselho, aguardo este ra-
sultado.
Eis apenas o que por agora entend dever dizer;
concluir! pois assegurando ao publico que pelos
meios legaes farei pagar caro aos meus gratuitos
inimigos e a todos esses vis instrumentos, que tao
fcilmente se Ihes tem prestado p*ra m fueran
desmerecer do bom conceito publico, que a des-
vam'co do possuir.
Recife, 2 de junho de 1864.
O coronel Antonio Gomes l.'.al.
PUBLICACES A PEDIDO.
Si*, redactores.Vejo no seu conceituado Diario
de 23 do corrente maio um communicado que tem
por ttulo O Sr. Joaquim de Saldanha Marinho
a quem ja tive a honra de dar o meu voto para se-
nador, como eleilor que sou do 3o circulo desta
provincia, e o mesmo pretendo lazer.agora na pr-
xima eleicao que se tem de proceder para preen-
chi ment da vaga que ficou no senado pela sentida
morte do Exm. conselheiro Franeisco Xavier Paes
Brrelo, de saudosa memoria.
Sempre desejoso de empregar bem o meu voto,
com muila attencao li o tal communicado, a ver se
me havia engaado no bomjuizo que formo do dis-
tincto Pernambucano Joaquim de Saldanha Mari-
nho.
Logo principio, vendo que o tal autor nao au-
nava com o titulo que d:viadar s circulares que
tem corrido impressas nest e em outros jornaes
da provincia a respeito desta candidatura, dei pou-
ca importancia peca, e espere ver que o tal es-
cripto partia de um adulador ou um malodicente : ,
foi no segundo caso que encontrei o tal Pernambu-
cano (os chiguaes tarnbem o s*). Devo conscien-.
ciosamente dizer, que depois que li a tal arenga,!
formo um juzo superior do nosso distincto compro-;
vnclano o Exm. Dr. Saldanha Marinho : digo que
mais ime fiquei na idea das boas qualidades que
ornam o ex-presidente da thesouraria do Cear,
jiorque vejo que, apezar da boa vontade do com-
municante e do esforco que empregou para detur-
par a honra do dishncto advojado da freguezia de
Vassouras, vendo que o communicante, depois de
acampanhar o redactor em chefe e administrador
io Diario do Rio, desde a academia de Otnda,
como umeo llel poda acompanhar a seu dono, s
comesainas, folias etc. etc. etc. em que o distincto
representante do municipio neutro compensava so-
bejamente generosa hospitahdade de seus amigos
e convivas que anda boje recordam com saudades...
o mais e muto se estendeudo o tal biographo sem
poder apresenUr no decurso de todo este tempo
um acto que possa anuviar a honr. de sua victi-
ma, anda mesmo com o emprego do dizem,
zanguinhat, dizem uuuilas particulares, arrufos,
tragedias, vontade reprimida, e outras ninharias
creadas por sua'.iusgne leviandade, vejo que so e
de tudo istoque'o insigne escriptor forma sua opi-
nio, de que os precedentes nao recommendam
muto o illustre candidato ao corpo eleiloral desta
provincia ao qual alcunha de feitura immediata do
Sr.lPaes Brrelo.
Aqu devia a peana falhar tinta ao atrevido que
a manejava tio ,'yrpuineute ; fallou 0 pudor ao es-
criptor para atacar una corporacao que, a qual-
quer dos partidos a que pertenca sempre di>tuc-
a e respeitavel. Nao sabe o insigne..., escriptor
do communicado que, atacar urna reputacao crea-
da, e sustentada com mercc'mien'io e distiuccao, e
ndesmentida pelo seupropro aranzcl.delle com-
manteante, e ataca! i sem solido fundamento, e
pjior anda sem f ni lamento algum, loueura T e
fazer de cao que ladra a la ? c mais, que atacar
urna corporacao inteira, ao ponto de considerada
feitura de ftm homern que se honrava de perien-
cer a ella ; prova de milita leviandade, pojs, ar-
roslar com o dospreso de to los quantos sao os
membros della, o resultado infallivel.
O tal oscri|>i>r do com mu meado. [ior certo liana
perdido a cabe*;, e se com ella peUaae taabam
i mao, ou a pena nao nos injuriara coiu o assig-
nar-e o Pernambncano-. Depois de apresen*
ar ao corpo eleiloral este ou aquello candidato,
guerreando a candidatura do denunciante do ronbo
(*) O Srs. diputados Gaspar dj MmezesVas-
ceaeellos de Drumonde Joao Braulio Correa e Silva
uao se arlum na capital.
Agradeclm^nto.
O 2 tenente do 4o batalho de arlilharia a p
abaixo assignado, tendo obtido do governo impe-
rial, tres na corte, para onde segu no da 2 de juuho, no
vapor Paran, fallara ao maor dosdeveres.se nao
procurasse por este nieio manifeslar seu reconhe-
cimento e graldao ao Illm. Sr. coronel comman-
danie Hvgino Jos Coelho e a todos os seus cama-
radas e'companheiros de batalho, pelas maneiras
delicadas e altencosas com que sempre o trata-
ram, mostrando serem todos de fina educaco e
dignos de considerarlo, estima e respeito ; ficando
certos todos estes senhores, que nao s na corte
como em qualquer lugar que esteja, podem contar
com um amigo, e disporem do pouco ou uenlium
prestimo que por acaso encontraran nelle.
O mesmo 2" tenente excepta ao Sr. major Car-
los Felippe da Silva Muniz e Abreu e 2 tenente
Manoel (encalves Rodrigues Franca, por nada
mais dever estes senhores do que urna leve in-
disposico gratuita e muita anlipatbia com que
sempre o mimosearam, do que muto se ufana, e
pedem desculpa das expresses francas de que
usa para com elles, por serem ellas filhas de igual
antipathia com que sempre os retrbuio.
Recife, Io de junho de 1864.
Olympio Aurelio da Silva Cmara.
Para justa apreela^o do corpo
conunerelal.
Recife, |31 de maio de 1864.
Gonfalo comprou ao prensado Jos Luiz 100
saccas por 265500 e vendeu ao mesmo por 275, o
comprou estas mesmas saccas por 275200. Hoje
comprou o Stepple para o logista Joao Fernandos
Lopes cerca de cenlo e tantas saccas a 275 poit-
cas, e 275200 o maior numero para este cumplir
o trato que fez de 250 saccas a preeo de 2 5 para
entregar nestes dias.
Do comprador de algodo Joaquim Silverio de
Souza.
Anacahuita peitoral de leuip.
Usa simples tossk pode chegar a ser mortal
se nao se aullar tempo; porm evitar-se-ha
completamente o perigo fazendo-se uso inmediato
da Anacahuita peitoral de Kemp, a qual mediante
a sua benfica influencia faz ceder rpidamente a
irntacao dos pulmOese garganta, e restabelece sua
acgo vigorosa, regular e saudavei. Os que dizem
que a asthma incuravel muto se enganam.
Essa fortificante composi;o vegetal subjuga es-
sa alHictiva molestia, anda mesmo quando debaixo
das formas as mais obstinadas e aggravantes. As
anginas nunca terminaro em bronchites a tos-
so em thysicanem a rouqudo em asthma, se
desde logo em seus principios forem atalhados com
este balsamo vegetal suavsador e sedativo, seus
benficos effeitos sao promptamenle executados as
enfermidades dos pulmdes, dos vasos bronchios e
da pleura.
Pde-se adiar venda em todas as boticas e lo-
jas de drogas.
0 palacio da Soledadc em conta corrate
com o padre Jos .Utt>uiu dos Santos
Lcssa.
DEVE.
1864 abril 30Importancia da divida
do seminario.................... 4:0685860
dem das prestacSes para acabamento
do sobrado da Misericordia, e Qua-
tro-Cantos...................... 1:4005000
dem do funeral do Exm. Sr. bipo
como consta de 17 recibos........
dem da mensalidade de maio para o
recolhimonto da Gloria...........
dem da divida do recolhimento da
Conceico de Olinda, como consta
dos 2 documentos............. 1:2805000
dem de duas conferencias ao Dr. Joao
Ferreira da Sil va................
dem de urna visita ao Dr. Dornellas..
Maio.dem da mensalidade mandada
dar por S. Exc. ne Ro de Janeiro,
Jos Manoel de Souza..........
dem Salviano Pinto Brando, por
ordem do vigario capitular........
dem da despeza neste mez como cons-
dita lvros ; a orderrr,
l caixa presuntos ; a Jos Franciseo' tima.
caixae chapeo* de sol, 3 ditas fazendhe de la,
2 ditas ditas de linho, 2 ditas camisas de algodo,
1 dita ditas de la e de seda, f dita madapoln, i
volntese 7 embrulhos amostras.: a Joao Keller
barris presuntos, 2 caixas queijos ; a Isidoro
Netto & C.
1 caixa tecido elstico de seda, 1 dita renda de
algodo, l embrulho amostras; a Manoel Ignacio
de Oliveira & Filho.
9* caitas chitas, 18 ditas e 64 fardos fazendas
do algodo, 2 embrulhos amostras ; a. Patn Xash
&C.
1 caixa fazendas de la ; a Ferreira & Araujo.
6 ditas e 8 fardos madapolo, 4 caixas chitas, 6
ditas fazendas mixtas, 1 dita queijos, 1 dila e 2 em-
brulhos amostras; a Southall Mllors & C.
1 caixa dinheiro; a A. B. Cuewo & C.
1 cexto bixas ; a Ramos e Silva & Genros.
18 caixas chitas, 1 dita roupa. 1 embrulho amos-
tras ; a Th Christiansen.
1 embrulho amostras ; a I. P. Wild.
I dito e 1 caixa ditas ; a Greenupe Schwind
4 a
1 embrulho ditas ; a Sompson A C.
1 caixa roupa ; a S. P. Johnston.
1 dita dita ; a H. G. Cannan.
1 caixa papis; a R. Kruckeuberg.
2 embrulhos amostras; a Monhard & C.
i caixa livros'. a A. M. C. Soares.
1 embrulho almanaks, 1 dito amostras ; a J. A.
de Araujo.
1 caixa objectos de escriptorio ; a H Forster
4C.
1 embrulho livrs: a A. B. Cuewo.
1 caixa objectos de modas ; a J. de Athayde.
I embrulho amostras; a Jos de V.
16 caixas chitas, 6 ditas e o fardos lencos de al*
godo e fazendas de dito, 1 embrulho amostras; a
Mills Latham.
II caixas queijos ; a V. Ferreira da Costa.
70 ditas ditos; a Brander a Brandis.
1 dita couro envernisado, 1 dita alpaca, 1 dita
fazendas de algodo, 1 dila perfumaras e pennas,
1 embrulho amostras ; a Linden Wild & C.
39 caixas chitas, 1 dita fumo e roupa, 1 embru-
lho conliecimentos, 2 ditos amostras ; a Adamson
Howie A C.
8 caixas chitas, 2 embrulhos amostras; a Rabe
Schamettau & C.
1 caixa circulares o envelopes ; a secretaria da
presidencia.
66 caixas fazendas de algodo, 9 ditas dita de
la e algodo, 1 caixa amostra ; a Ferreira &
Matheus.
1 caixa cigarros ; a Thom Burkingyoung & C
30 barris manteiga ; a Palmeira & Beltrao.
23 ditos dila; a Duarte \ C.
1 caixa medidas de calor de machinas de vapor
a J. Eagle.
1 embrulho amostras; a J. Gaeineby.
2 embrulhos amostras ; a Naef & Vadler.
1 caixa joias; a J. J. Abreu.
1 dita fazenda de seda; a Mello Lobo & C.
3 caixas calcado, 1 dita fazendas ; a Monteiro
Lopes.
3 caixas cha, 1 dita arreios para cavallo ; a L
A. Siqueira.
2 caixas chitas, 2 embrulhos amostras ; a Plnps
BroThers.
1 caixa dinheiro ; a Vaz & Leal.
1 caixa fazendas de la e de algodo, 1 embru-
lho amostras : a A. ('.. de Abreu.
2 embrulhos amorras ; a A. V. da Silva Bar-
roca.
39 caixas chitas, 30 barris manteiga, 22 embru-
lhos amostras ; a Saunders Brothers S C.
1 caixa calcado ; a C Declere.
1 caixa amostras de fazendas ; a L. de M. G. Fer-
reira.
1 caixa chales, 1 dita alpaca, 2 ditas chapeos, 1
dita nrim de linho, 12 ditas chitas, 4 ditas fazendas
de la e de algodo, 12 ditas fazendas de algodo,
1 embrulho amostras ; a Ferreira & Araujo.
1 caixa fazenda mixta, i dita fazendas de algo-
do, 1 embrulho amostras ; a F. Sauvage.
1 caixa fazenda de seda e de la ; a F. Maes-
tral y.
2 caixas queijos, 7 barril presuntos; a M. J. G.
da Fon te.
1 caixa fitas ; a J. A. M. Dias.
1 embrulho livros ; a J. N. de Souza.
2 fardos madapolo, 1 dita mantas para cavallo,
33 ditos e 53 caixas fazendas de algodo, 1 embru-
lho amostras ; a J. Ryder & C
Hecebedoria de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1............ 1 1495094
dem do da 2................. 1:6975932
2:8475046
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1............. 2:7125335
IdenVdo dia 31................. 2:819533
5:5315711
5 5985640
2315000
MOIMENTQ DO PORTO.
Ponteaos Caminos 1:2065000 por anno.
ppaoanl|(M000dein.
TacarunaSpnWO Hieni.
MotocoioBb 1:0100000 dem.
a*da,, 7:7885000 dem.
Bujary 5940000 idem.
j Casanga 4:4005000 dem.
Jaboalao 4:4055000 dem.
Gequi 7:4855000 dem.
As arremataQoes sarao fetas por lempo de Ire
a""0* contar do de julho do corrente anno.
O Dr. Tnsto de Alencar Araripe, offlcial da im-
perial ordem da Rosa e iuiz de direito especial
do-commercio desta cidade do Recife, capital da
provincia de Pernambuco e seu termo, por Sua
Magesrade Imperial e Constitucional o Sr. D. Pe-
dro II, a quem Deus guaede, etc.
Fajo saber que por este juzo pendem uns autos
de execuco de sentenca de Saunders Brothers &
C. contra Joaquim Pereira da Silva Santos. E pro-
segurado seus devdos termos se flzera penhora em
dinheiro pertencente ao mesmo executado. E sen-
do em publica auditncia desle juizo, pelo procura-
dor dos exequentes rae foi feito o requeriraento
constante do seguinte termo :
Aos 13 dias do mez de fevereiro de 1864, em
audiencia do Dr. juiz especial docommercioTristo
de Alencar Araripe, pelo solicitador Rodolpho Joao
Barata de Almeida, procurador dos exequeBtes, foi
aecusada a penhora feita em dinheiro pertencente
ao executado, e requerido que ficassem assgnados
os 6 dias da lei e 10 aos eredores incertos, passan-
do-se os respectivos editaes, o que foi deferido, e
fiz o presente do protocollo das audiencia a que
junlei o mandado e termo de penhora que segu.
Eu Manoel Silvino de Barros Falco, escrevente
juramentado o escrevi.
Eu Manoel Mara Rodrigues do Nascimento, es-
crivo o subscrevi.
Nada mais se va em dito termo aqu transcrip-
to. E em cumprimento o referido escrivo fez pas-
sar o presente com. o prazo- de LO dias, para que
eorapareeam neste juizo munidos de seus respec-
tivos documentos, alim de aMegar o que tor justo.
E para que chegoe- ao conhecimento de lodos
sera publicado pela imprensa e alHxado nos luga-
res do costme.
Recife, 18 de fevereiro de 1864.
Declaro que vai ser assignado pelo Dr. juiz es-
pecial de direito do commercio Trislao de Alencar
Araripe.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, es-
crivo o declarei e subscrevi.
Trislao de Alencar Araripe.
O Dr. Joao Antonio de Araujo Freitas Henriques,
juiz de direito da primen a vara criminal e subs-
tituto da do espeeial do commercio, por sua ma-
gestade imperial, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem e
d'elle noticia tiverem, que i>or este juizo pendem
os autos de execuco de sentenca de Moreira &
Duarle contra a viuva de Joaquim Flix Machado
e seu marido
E prosegundo a mesma os seus devdos termos,
para sen pagamento fora penhorada a quantia de
liOO-OOO, cuja penhora foi aecusada na audiencia
deste juizo, e nella requerido que se passassem edi-
taes aos eredores incertos conforme se v do se
guinle termo.
Aos 23 demaiode 1864, em publica audiencia, que
aos feitos e partes dava o juiz de direito da prmei-
ra vara criminal e substituto do juiz do commer-
cio Joao Antonio de Araujo Fieitas Henriques, pelo
solicitador Antonio Pinto de Barros, por parte dos
exequentes Moreira & Duarte, requeren que ficas-
sem assignados 10 dias aos eredores incertos, visto
ter feito penhora em dinheiro pertencente aos exe-
cutados, e que se passassem editaes; o que ouvido
pelo juiz assim lhe defero precedido o prego do
estylo, do que lavre o presente do protocollo das
audiencias.
Fu Adolpho Liberato Pereira de Oliveira, escre-
vente juramentado o escrevi.
Eu Manoel Mara Rodrigues do Nascimento, es-
crivo o subscrevi.
E pelo presente hei por intimados os referidos
eredores dos mesmos executados, para que compa-
reeam neste juizo dentro do indicado prazo.
E liara quechegue ao conhecimento de todos man-
dei passar o presente que ser publicado pela ira-
prensa e alflxndo nos lugares do costume.
Recife, 24 de maio de 1864.
Eu Manoel Mara Rodrigues do Nascimento, es-
crivo o subscrevi.
Joo Antonio di! Araujo Freitas Henriques.
A inspectora da alfandega desta cidade-, em'
virtude da portara da thesouraria de fazeqda n.
67 de 28 de maio prximo passado, precisa contra-
lar para o expediente da mesma reparli^o no an-
no linanceiro de 18041863, os objectos declara-
do s na relaco que este segu.
Os pretendentes deverao apresentar suas propos-
tas em carta fechada at o dia 13 do corrente.
Alfandega de Pernambuco, 1 de junho de 1864.
O segundo escriplurario, Caetano Gomes de S.
Objectos para a guardamoria.
Lonas.
Brins.
Bandeiras para sgnaes de 2 e 3 pannos.
Oleo de lnhaca.
Tintas preparadas a oleo.
Ditas em p.
Ureu.
Alcatro.
Verniz.
Fio de algodo.
Tijolo para limpar ferrageds.
Piassaba.
Estoupa.
Cera em grumo \
Ha1* Paralacraco-
Taixas de bomba /
Caboi de dilferentes qualidades e grossuras.
Folhas de cobre ou metal.
Pregos de ferro e cobre de diu*tfrentes tamanhos.
Azeite de carrapato e do eoco.
Lanternas ou phares.
Ferquetas de ferro.
Correniesde difireme grossuras.
Ferros de difiranles tamanhos.
Remos de 12, 14 e 10 pac
Louca de mesa e cosinha.
Para o servco da capatasia.
Livros em branco para os armazens.
Azeite doce para os guindastes.
Tinta roxo-terra em p.
Brochas para pintura.
Verniz de carvo de pedra. '
Paia o expediente das seccees.
Cadernos em papel pautado para os extractos
dos mappas.
Papel greva paulado.
Dito dito liso, e de linho.
Dito mata-borro.
Pennas de ajo.
Ditas de aves.
Lapes preto.
Dito de cores.
Caetas.
Tinta preta para escrever, e tinta roxa.
Ditas carmisim.
Arda preta.
Obreias.
Reguas.
Cadarcos.
Caivetes e raspadeiras.
mata! amarelk) liso 4366, dito pannos 2608 eoixeles prettw pares 311.
Para a quartel dos menores,
Gaz gales 20.
Quem quizer vender taes objectos aprsente a
guintes
Dr. Jos Bento da Cuaba Flgueiredo.
Jos Joaquim Aires de Amorim fl).
Manoel Alves Guerra.
Conselho administrativo.
prximo vindouro.
Sala das sessSes do conselho administrativo para
fornecimento do arsenal de guerra 27 de maio
de 1864.
Antonio Pedro de S Rarretot
Coronel, presidente.
Sebasliae Jos Basilio Pyrrho.
- A thesouraria prorifctSS'no dia 9 de! UsS^T^^SV^lTS^^
junho prximo vndouro o fornecimenlo dos objec- gjfc,men do arsenal de gcrra de junho de
tos precisos para o expediente das diversas repar-!
liares provmciaes no exerccio de 1864 a 1863.
Para o 7 batalho de infaotara.
Panaoalvadio, covados 2,670
Queta quizer vender taes objectos, apresmtera
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, as 10 horas da manira do dia 8 do
corrente.
i sessdes do conselho administr:
ijunhoi
Correio sreral.
Antonio Pedro de S Brrelo,
Coronel presidente.
Sebastio Jos Basilio PyirH.
Vegal secretario.
Cl
Pela administrado do eorrelo desta cidade se
faz publico, para lins convenientes, que em virtude
do dhoostt no art. 138 do regulamento geral dos
correoi do 21 de dezembro de 1844, e art. 9 do
decreto n 185 de 15 de maio do 1851, se procede-
r o consume das cartas existentes na administra-
cao, pertcncenus ao mez de mau de 1863, no dia
4 de junho prximo, s 11 horas da manha, na
porta do mesmo con-o, e a respectiva lista se acha
desde j exposta aos iweressados.
Administraco do coritio de Pernambuco 23 de
maio de 1864.O administrar,
Domingos dos Passos Mranga.
Conselho adniiuiswativo.
O conselho administrativo para Urnecimento do
arsenal de guerra tem de comprat os objectos
seguintes:
Salsa de Tousende contendo cada vidro V libra e :
12 oncas, 50 ; magnesia de> Henry, contendo cada
vidro 10 oncas, 24; chocolate de musgo rlanttAg,!
8 libras ; carbonato de potassa, 4 libras : piulav
de Blancard, contendo cada vidro 50 Diluas, 501
vidros; agurdente de 32 graos, contendo cada
garrafa libra e meia, 40 ; extracto de belladona, 8 (
eneas : xarope do bosque, contendo cada garrafa
2 libras, 64 garrafas ; oxido negro de ferro, lli-; PERSONAGEJ8.
bra ; nitrato de potassa, 2 libras. Pedro Paulo, majs ,ar(jc co.
Quem quizer vender taes objectos apreseotem as nhecido po> sr Arthur
suas propostas era carta fechada na secretaria do Haverley.............. Coimbra.
conselho, s 10 horas da manha do da 6 de junho; Rodrigo, depois ir;0 de
prximo vndouro. i Santo Amaro......___
Sala das sesses do conselho administrativo para Manoel Fonjes, depois vn
fornecimento do arsenal de gaerra, 28 de maio
de 1864.
Antonio Pedro de S Brrelo,
Coronel presidente
Sebastiao Jos Basilio Pyrrho,
Vogal secretario.
Ancmatacao
Deixou de ir a arrematadlo* como se tinlia an-
nunciado, a propriedade denominada Bar bal no,
sita no Poco da Panella, por urna deciso do Sr.
Dr. juiz de orphos, o que se effectuar no dia 3
do corrente mez.
THEATRO
M
iniMu:/,A
(Eltjii.Ml iCOUiBRA.
12a Recita da asslgnalura.
Sabbado \ de junho.
Subir scena o interessante drama em quatr
actos, ornado de msica,
A SALOIA.
deFonte-Bella..
Porphino, velho artista...
Ward, propretario de um
hotel no Nigara........
l'in criado do hotel.......
Maria, saloia.............
1 Marqueza de Villa-Nova...
Carlota, sua liliia.........
; i" homem................
Mr dito..................
Germano.
Lisboa.
Thomaz.
>'.'o-
Teixv
rqnelou.
I). A.'9'
I). M.
I). Camitta:
Freitas.
Tetaeira.
N. N.
L'm galego...............
l'ovo ijue embarca para o Brasil.
O primeiro acto paaa-M no Porto; do primeiro
Adverte-se a quem quer que arrematar o ter- ao segundo ac|0 Je,.orrom 10 anuos. O sranndo,
no sito entre as duas pontes do Chora-menino e tercejro e |0 Mtos .S nS Es,;,doi.i;0j_
Magdalena, que no da 20 de junho vai a praea por d0J
exectiro de Fonseca A Marlins contra Jos Ribei- iime-> _
reno
ro de tirito e sua mulher, que o dito terreno nao
tem, como inculca o edital de 28 de maio do cor-
rente auno, 80 palmos de frente, nem 180 de fun-
do ; e sim 76 palmos de frente e 170 de fundo, o
qne de ve constar dos ttulos, pelos quaes possueo
executado. Faz-se o presente annuncio para que
no futuro nnguemfaca allegar ignorancia ou boa
t.Um interessado.
'Arrematacao.
poca actualidade.
Terminara o espectculo com a espirituosa- co-
media em um acto, ornada Je couplets, musiea do
Sr. Colas,
UMA CEIA N> CAMPO.
PERSONAGENS.
Tliemoteo, velho..........
Gaspar, amante de Elvira..
Alberto, amante de Amelia.
Pinto.
Gnimaraas.
Borges
Freitas.
Pente o Illm Sr, Dr. juiz municipal da Catla, criado de Themoteo
, i ... ,, ,i;., i ,! Canhoto, criado e amante
segunda vara devora ir a piafa no uta 4 de, i Juia............... Teieira.
junho prximo, depois da respectiva audien-1 Elvira, fu,a de Themoteo.. D. Camilla.
cia, o engenho Pintos sito na freguezia de Aawha, sua sobrnha..... D. Leopoldina.
Jauoato, o que um dos mellmres da pi o- >ia, criada de TnemoJ"- J J JJ'fJ
vincia, com grande exlensao de eacellentesj
Ierras demarcadas, rets quaes se compreben-
dem boas matas, duas boas casas de viven-
cia e oulras de moradores, casa de destilarlo
com um alambique de subido valor, cochei-! JA ^
ras, estribaras, grande senzala de pedra e! -^Jj 5* \^/ wiioiy \a/c,
cal e outras obras, tinto em muitu bom es- Mociedade dramtica Mei|>onie
tado. O engenbo me por agua e co-' ne Pernanibucanav
1,,'irii Sao convidados pelo presente o> senhores socio
Tem de servir de base a arrematacao a : a eomparecerem no da S do corrente nosalodo
TIIIMTKO
IM-eco de 45:O00-> tendo alias sido avallado
por 52:000d.
Conselho de compras navaes
Tendo o conselho de fazer os contratos abaixo
declarados convida aos pretendentes a apreseula-
rem suas propostas em cartas fechadas.no dia 6 de
junho prximamente vindouro, em que os mesmos
contratos teem lugar.
Contrato*.
Por tres mezes at setembro do corrente anno.
Navios entrados no da 2o.
Maranho24 dias, brigue escuna nacional Gra-
ciosa, de 218 toneladas, capito Jacintho Nunes
da Costa, equipagem 11, carga milho e outros
gneros; a Antonio de Almeida Gomes.
Baltimore38 dias, barca ingleza Leighton, de 217
toneladas, capito Henry Blachford, equipagem
14, carga 1670 barricas com farinha de trigo e
outros gneros; a Phipps Brothers 4 C.
Navios sahidos ne mesmo da.
inxnfto Rio Grande do Sulpatacho nacional Relmpago,
JU0UOU capito Luiz F. Rodngues,cargaassucar e aguar-
404000
105000
40*000,
(11*11 (
ta do livro respectivo............. 1:0375110: R0 ,je j'anero e partos intermedios vapor naci-
Bataneo, para saldo da presente, que nal Paran, commandante o capito de fragata
entrego nesta data.............. b:obOjHlo | S(ina tl-bar.
r ,. ^T.~^i; Rio de Janeiro -vapor inglezFleynj Fish, comman-
S. E 4 0. Res........ 80:418*7*) daute DuCan.
HAVEll.
1861 abril.importancia do saldo,
como consta do livro de receita e
despeza da casa.................. 13:0464480
dem idem da caixa Pia............ 7:0ol5720
dem do rendimento do sitio ate agora. 3I74o2(i
DECLE1C0ES.
COMPANHIA
EDITAES.
S. E. &0. Ris....... 20:4135720
Palacio da Soledade, 31 de maio de 1864.
I). Jos Antonio dos Santos Lessa.
Recebemos do Illm. Rvm. Sr. D. Jos Antonio
dos Santos Lessa, o saldo cima de seis contos o-
seiscoalos e oiienta mil cenlo e dez ri?, e de romo
fiVa quite? passamos o presente. Recife, 31 de maio
de 1864.
O conego, Marcellino Antonio Dornellas,
Ecnomo da mi tea.
O conego, Jos Joaquim Camello ie Awlrade,
Ecnomo da mitra.
No dia 30 de junho deve ser arrematado pe-
rantea thesouraria provincial em cumprimento do
Si 12 do art. 44 da lei provincial n. >% o imposto
do dizimo do gado vaceura uas seguales comar-
cas :
Bonito 3:2005000 por anno.
Brejo 2:0>05000 dem.
Garanhuns 1:4005000 idem.
Flores 2:5005000 idem.
Boa-Vista,Tacarat e Cabrobo 3:300*000 dem.
A arrematacao ser por tres anuos, a contar ao
Io de junho do corrente anno.
Peranic a thesouraria provincial tem de ser
arrematado no da 16 de junho v.ndouro o ropos-
io na laxa das barreirss das estradas e pontes se-
guintes :
.O
Qs wa K>zs <** ^zj? rzs vzn o
O caixa da companhia commendador Tilo-
ma/, de Aquino Fonseca aelia-se aulorisado
a pagar no seu escriplorio ra do Vigario
n. 10, das 10 horas em diante o 32 divi-
dendo desta companhia na proporgo de 3$
por cada apolice, adverle-se aos Srs. accio-
nistas que esie pagamento devo ser emmoe-
, da de cobre, visto ser na especje que o
; mesmo Sr. caixa tem tecebido dos arrema-
: tantea; dos cliafarizes ilesla companhia.
Kscriptorio da Companhia deBeberibe, 21
i de maio de 180,
O escriplurario,
Marcolino Jos Pupe,
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento do
arsenal de guerra, tem de comprar os objectos se-
guintes :
Para o corpo da guarnigao di provincia.
Bonets 373, manas de la, 368, bandas de la
13, panno azul covados 1360, panno azul para ca-
poles 396, casimira verde covados 39, casimira
amarella covados 19 1|2. Iiollanda de forro covados
H70, aniagem varas 150. brim branco varas 3422
1[2, algodosinho vai i 2502. botdes grandes de
theatro, para em assembla gsral lratar->e de na-
gocio* de grande importancia.
Secretaria da sociedade Mclpomene Fornambu-
cana, 2 de junho de 1864.
Joo N. A. Macil,
1" secretario.
O thesoureiro da sociedade dramtica UMpome-
ne. Permmducana, avisa aos senhores soeios qot?
estiverem quites com a caixa da sociedade que
desde j. podero procurar seus buhles em casa
Da" avagem de roupa dos estabelecimentos de ma- do Sr. Domont, a ra Xova n. 9.
rinha; e fornecimenlo aos mesmos estabelecinien-j Sociedade Melpomenc Pernambucana, 2'de junho
los e aos navios da aamada de agurdente branca i de 186V
de 20 graos, assucar branco grosso, azeite doce de
Lisboa, azeite inferior, araruta, aletria, bolacha,
baealho. bolachinha americana, cal preta e bran-
ca, carne secca do Rio Grande do Sul, caf em
grao, carne salgada, carnauba em velas, carne
verde, cangica ou milho pilado, cevadinha, cha,
farinha de mandioca da trra, feijo, galinhas, le-
nha, manteiga ingleza, dita franceza. matte, pao,
sal,sabo, tijolo de al venara grossa, toucinho de
Lisboa, tapioca, vinagre de Lisboa, velas stearinas
e vinho de Lisboa.
Por doze mezes lindos em junho do anno prxi-
mamente vndouro. Dos servbeos de barbeiro s
enfermaras de marinha e dos africanos livres.
SSo sujeitos os contratantes do fornecimento
multa de 10 0(0 no caso da demora na entrega
dos objectos, e de 20 0|0 na ftdta do supprimento,
ou forem de ni qualidade ; bem como os contra-
tantes dos serviros de barbeiro e da lavagem de
roupa primeir'a dessas muUas se nao os fizerem
no devido tempo, e segunda, feitos inconvenien-
temente ; acrescendo, para o contratante da lava-
gem de roupa, e ficar tarnbem sujeito ao pagamen-
to da importancia das pecas que se extraviarem.
Sala do conselho de compras navaes 28 de maio
de 1864.
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Secretario.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz publi-
co, que os trinta dias uteis para pagamento boca
cofre do segundo semestre do anno financeiro
vigente de 1863 1864 dos impostos da decima dos
predios urbanos das freguesas desta cidade, e da
dos Afogados, de 20 por cento do consumo de
agurdenle, e de 5 por cento sobre a renda dos bens-
de raz pertencentes a coporaeSes de mo mora,
se principian] a contar do i" de iunho vindouro.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco, 33,
de maio de 1864.
Antonio Carneiro Machado Rios.
Administrador.
O thesoureiro.
L. Frederico Gill.v
AVISOS MARTIMOS.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Xavegace costeira a vapor.
lllia de temando dr \oroaha.
No dia 14 de iunho prximo,
ao'meio dia, seguir um dos va-
pores da companhia para o pre-
sidio de Fernando, de Noro
nba.
Companhia Pcrnamhnoana
DE
!Vavefi;aco costeira a> vapor.
Parahiba, Natal, Macio, Aracaty, Cear e taran'.
No dia 7 de junlw prximo s-
5 horas da larde segu o vapoi
Persinungu, commandante Rales,.
para os portes cima indicados.
Recebe carga ateo dia 6. Encoin-
mondas, passageiros e dinheiro a froto at o dia.
la. sahida s 3 horas da tarde : escriptorio no
Forte do Mattos n. I
COMPANHIA PERNAUffiUCANA
DE
Navegaeo costeira vapor.
'Hacei e escalas, rene-do e Aracajj.
No da 4 de junho prximo as-
3 horas da tarde, segu o vapor
Vlamanguapi; commandant Mou-
ra. Recebo carga at o *!.-. 3;
encommenaas, passageiros e di-
frete at s 2 hsras da tarde do. dia da
nheiro a
Na primeira audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz ; saluda : escriptorio no Forte do Maltosn.il
de orphaos se ha de arrematar a propriedade de-1___________________________________________
nominada H.irbalho, sita na freguezia do Poco da COMPANHIA BRASILISA.
Panella, s 11 horas do dia w___
Inspecco do itrseoal de marinlia. /vT1?rfi_i_ % ir a dad
Faz-se publico qu a commisso de peritos esa- PAIJU J_ 1 Sh& A. V AVli
minando, na forma determinada no regulamento ',
annexo ao decreto a. 1244 de 5 de fevereiro de \
1834, o casco, machiaa, caldeiras, apparellko, mas- \
trcaeo, veame, amarras e ancoras do vapor Jft-
mauguape da Companhia Pernambucana de nave-
Dos porlos do norte -esperado
at o dia 2 de junho vapor
Paran, commandant o. capito
de fragata Santa Barbara, o qual
depois da demora da-easlume se-
gago costeira, achou tudo em regular estado. gr para os porlos do sul.
Inspecco do arsenal de marinha de Pernambu- Desde j recebea-se passageiros t aagaia-se a
co 1 de junho de 1864. carga que o vapor poder conduzr^.* qual aevera
O inspector, ser embarcada no da de sua chaeada encom-
H A Barbosa de Almeida. mendas e dinheiro a frote ate o da da sahida as
-Tendo o hospital militar de mandar impn- horas, agencia pa da Cruz n. i, escriptorio de
mir diversos papis do servco do expediente, pob- Antonio Luiz do Ouveira Azevedo & L.__________
vida o Sr.~Dr. cMrector interino s pessoas que.se -------------------------
quizerem encanegar desse trabalho a rom a-1 |jlnu
minar os respectivos modelos ^ra^ ^ segu em poucos dia. para o inlicado.norto em
suas WW**.?**!*^* direitur o vdeim hri.o, escuna GractoanC cap-
do corrente as. ?. nho de &Q Jac,ntho Xunp. d;l i;,, t |i:ira 0 rest0 | car.
ga que lhe falta trata-sc com o consigna! > An-
de
toni de Almeida Gomes, ni i da Cruz n. i, pri-
inciro andar.
Pa.
Ho'sprtai" militar de Pernambuco 2
1864.O escrivo,
Jos Marcelino Alves da Fonseca.
Relaco das carias seguras existentes
n admiuislraco d<> correio desta
cidade para os senhores abaixo de-1 vai seguir em poucas dias o paiacbo t hw,
Ull H h completo, (.ara o pouco qne .es falta tratase
Augusto Franklin Morera da Silva. ^ CSsgnatanos Palmeira & QnHrao, largo
Bra"faS" d0 Cll' Saino.n^^M'swifoa^P
Carlos Augusto de Paria Valga.
Daniel Guimares & C.
I Elias Jos dos Santos.
Francisco Luiz de Oliveira Azeved >.
Francisco Morena da Costa.
, Gnilherme Carvalho A C.
1 Henrique Pedro da Silva.
ParaofiibdeJaieJro
o novo e veloiro patacho Polycena, cdMio Cypna-
no ^otonio de Quadros, segu com hrtfWade ; re-
cebe carga a fete e escravos, para os quaes tem
oxcellentescommodos : tratase com Miguel Jos
Alves, ra da Cruz n. 10.
-


.
I
?Ule de f*er_A_tbue ae\ta letra S de Jiuiho de i4.
Para a Baha
Bsrwe s ssrrssa
cional Carlota, tem parle
ss_v ]___!__ t'&'rSiS
oVseUs~conslgnaiarios Antonio
Azevedo & C, no sea emiptorio
mero I.
ra da Crui rm-
de diVeWHS cores, una porcao d polliame, alcio-
do. de (erro puro e sem ac, una roda para leme,
eslames para chapeos de sol, mattos outros "artigos
uteis e diversos, velas para navios todas novas,
urna machina de engarrafar vinho, lado isto ser
ao correr do martello, no da 7 de junho s 10
horas da manhaa. _______________
"para o Rio Grande do Sal
pretende seguir com muit brevidade o patacho
nacional Carolina, tem parte do seu carregamento
prompto para o resto que Ihe falla, trata-se com
o capitao Beiarmino dos Santos Pinhelro a bordo,
ou na praca do commercio.__________________
Maranho.
O palhabote Garibaldl tem j parte da carga en-
gajada, e para o resume trata-se com Tasso ir-
inaos._________________
segu
HlliO
Miguel
Recebe carga
tratar no escrip
Para Lisboa pela i I ha de S.
com muita brevidade o brigue Porinaeifjoiinda
capitao Joaquim ugusto de Souza
a frele para ambos os porto* : a t
torio de Amorim Irmos, ra da Lruz n. -5.
Para Lisboa e Porto
Sahir com brevidade a barca nacional Marian-
na ; recebe carga a frete, e tem excellentes com-
modns para passageiros : tratase
de Manoel Ignacio de Oliveira
do Corpo Santo n. 19.
DE
Cademaes e moitoes RODOS,
Por conta de quem pertencer
Terca-feira 7 do crvente.
O agente Pestaa por despacho do Illm. Sr. Dr.
juiz do commercio levar a leilao por conta de
qnem pertencer 596 cadernaes, 661 moitoes, 1 ca-
dernal de cylindro e 33 moitoes tambem de cy-
lindro: terca-reira 7 do corrente pelas I horas
da manhaa no armazem naval da
rio o. 1.
Attencdo.
Alngam-se duas negra para ama de qualqnercasa:
quem pretender, dirija-se ra da Palma n. II.
Precisa-se de um moco que saiba perfeila-
mente escripturar por partidas dobradas : na ra
do Crespo loja n. 17.
GRANDE ARMAZEM
DA
VlfltM$M ^ AMARRA
60 Ra da Cadeia do Recife GO
no escriptorio
& Filho, no largo
LEILQES.
LEILAO
AVISOS DIVERSOS
DE
l'm Ierren com 37 palmos de frente
na ra do Sebo.
HO JE. 0 dos
O agente Pinto far leilao com autorisvL
Srs. Meuron & C, do seu terreno da r *_""
junto a casa que toi de Joanna dosP--90? n.?Je,_e
liartholomeu Lourenco, s 11 1$ do dw ci-
ma dito era seu escriptorio ra* wui **___;
de poderao os pretendenles ot"-r luaill"cl
macoa respeito. _____________
Associacao Typ^rapMca
Pernamb-cana.
De ordem do preside'* da mesma, aviso os Srs,
conselheiros para coeparecerera no da 1 do cr-
reme s 8 hor*da noi,e> Para a sessao or"
dinaria do conse-*10- ,__,;
Becife, 2 dej"1110, de 1864. D .
Jesuino Francisco Regs,
Io secretario.
infor-
lf^lao
DE
Prados e ac^oes.
Como sejam :
it_ cjrado de 3 andares e soio, com 3 janel-
,,. a. i'rente para a ra do Vigario n. 23, e fundos
'ai ra dos Burgos.
plJma casa terrea na ra do Cabuga n. 8, na qual
se acha urna loja de chapeos de sol.
Urna dita na mesma ra n. 10, em que se acha
urna loja de fazendas.
fina peouena parle do sitio que foi do Tinado
cirurgio Manoel Joaquim Pereira, em Parnamei-
rira.
1I04E
no meio da.
O agente Pinio aulorisado pelo procurador bas-
tante do Sr. Francisco Jos Teixeira Bastos, far
leilao a hora cima designada do dia 3 de junho
dos predios cima mencionados, os quaes se tor-
nam recommendaveispor serem edificados em
ras principaes, o leilao ser efTecluado em seu
escriptorio ra da Cruz n. 38, onde obtero os
pretendentes qualquer informaran a respeito.
Ufi.AO
DE
40 barricas de farinha de trigo.
ii o,11;
Mexta-feira 3 fie junho s lO
horas eiti ponto.
O agente Pinto competentemente aulorisado ven-
der em leilao, por conla e risco de quem perten-
cer, 40 barricas de farinha de Irigo, existentes no
armazem da Companhia Pcrnambucana, onde r-r
lugar o leilao no dia e hura cima indicados.
Principiar s 10 horas em ponto, visto que o
referido agente devera efecto um oulro leilao
as 11 horas do mesmo dia.
0 cirurgio Leal mudou
& sua residencia da ra do
Queimado para a ra das
Cruzes sobrado n. 36, pri-
meiro andar, por cima do
armazem Progresaste, aon-
de o acharao como sempre
prompto a qualquer hora pa-
ra o exercicio de sua pro-
fssfto, chamado por escripia.
Thomaz Teixeira Bastos, lendo de partir para a Europa no dia 30 de junho, afim de tratar de
ra do Viev sua saude>tein resolvido a vender barato e mais barato do que na Europa para liquidar todos os ar-
tigos inglezes, francezes e allemes existentes em seu armazem, como sejam : fazendas, miudezas, per-
fumarias dos mais acreditados fabricantes, relogios i nglezes, excellentes correntes e correntees para
relogio, aneis ebotoes para punhos com brilhantes, braceletes, oculos, face main emuilasoutras obras,
cutileria fina, como talheres para mesa e para sobre-mesa com cabos de metal fino, dilos do marrn e
de outras qualidades, tesouras finas e caivetes, tesouras modernas para alfaiates, navalhas finas, lan-
cetas e outros artigos, sortimento de bacas de metal para lavar o rosto e outros artigos, um rico cha-
fariz de crystal para jardirn on meio de mesa de jantar, ricos quadros para saldes, um excellente co-
fre de ferro bastante grande, crystaes finos como lustres, candelabros, lanternas com pingentes, copos,
garrafas e muias outras pecas de gosto para adorno de consolos, porcelanas finas, cerno ricos jai ros
para flores, .ipparelhos dourados para cha e caf, ditos para jantar, e muias pecas para enfeitar mesas,
grande sorlimento de estampas de santos e vistas de differentes cidades da Europa e oulros proprios
para sala de jantar. realejos grandes e pequeos, caixas com musiea, ricas pecas com machinismo
para salas, instrumentos de mgicas muilo bem feitos, machinas de pholographia para retratos de dif-
ferentes tamaitos, machinas para fazer caf, machinas para limpar tapetes e varrer o chao, bombas
para jardirn, pianos de trescordasdo afamado fabricante Peyel. camas de ferro com colchlo elstico,
grande sortimento de brinquedos finos para meninos, baldes de papel transparente e lanternas colori-
das para illuminacoes a moda de Pars, salva vidas para homens e senhoras feitas de borracha, pro-
pras para quem toma banho em lugares fundos e muitos outros arligos e tudo ser vendido muitissi-
mo barato afim de liquidar-se inteiramente.
Os abaixo assignados promoveram urna subs-
cripcao para Guiomar Luiza se retirar para Por-
tugal, e nao se effeituando a dita viagera pela sup-
plicanle tomar oulros destinos, os abaixo assigna-
dos concordaran] a offerecer a dita quantia ao Hos-
pital Portuguez; os senhores que concorreram com
o seu contingente, e nao concordar com o que fica
assim dito, queiram fazer o favor de irem receber
a quantia que deram na travessa do Queimado n.
9, no praso de 15 das. Recife 27 de maio de 1864.
Manoel Ribeiro Fernandos.
______Bernardo de Cerqueira Castro Montelro
Criado.
Precisa-se de um criado : na ra do Queimado
n. 28, primeiro andar.
Jardineiro.
O cemiierio publico precisa de um jardineiro :
a entender-se com o administrador do mesmo
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia, paracozinhar, lavar e engommar : na ra
larga do Bosario n. 33, segundo andar._________
Aluga-se a casa terrea da roa do Progresso
n. 21 (junto do Caminho Novo) tambem se vende,
ou permula-se por outra que seja situada as fre-
guezias de Santo Antonio ou S. Jos : na ra do
Queimado n. 77.
,1
IIOJE
Sev'a-feira 3 de junho s H horas
O agente Pinto levar novamente a leilao as di-
vidas activas da massa fallida de Antonio Pereira
da Silva na importancia de 3:368442 rs., servio-
do de base a maior ollera obtida no leilao do da
20 de maio, o leilao ser elfectuado s 11 horas do
dia cima dito no escriptorio do referido agente,
ra da Cruz n. 38.
DE
Dividas activas do espolio de Joao
Captista da tiorba.
Por ordem do consulado de Portugal o agente
Pestaa far leilao no dia 4 de junho prximo lin-
do, porta da Associaco Commereial das dividas
activas perlencentes ao espolio do finado snbdiio
portuguez JooBaptistada Rocha,na importanciade
>:36S.69t; sendo em conlas Be livro 4:074852 e
em letras 8:S85f84i rs., eutrando nestas duas
hypothecas eujos ttulos e relaco das dividas
acham-se em mo do agente, onde poderao ser
examinados. Na mesma occasiao vender-se-ha
urna casa na ponte dos Carvalhos avahada por
90$, pertencente ao mesmo expolio.
O Dr. Ernesto Feliciano da Silva Tavares
convida aos seus parentes e amigos, bem
como de seu pai o conselheiro Tburcio Va-
leriano da Silva Tavares para assislirem
urna missa, que manda resar no convenio
do Carmo s 7 horas da manhaa do dia 4 do
corrente pelo repouso eterno de sua presada
mi D. Guilhermina Bosa da Silva Tavares,
fallecida na corte do imperio ; de cujo favor,
proprio das almas bem formadas desde j
se confessa asss agradecido.
extraordinaria
Aos 10:000$00G c 3:000$OQO.
Sexta-fcira 10 do corrente mez se ex
traliir a primeira parte da primeira lotera
da igreja de S. Pedro, no consistorio da
igreja de N. S. do Rosario da freguezia de
Santo Antonio.
Os|bilhetes, meios e quartos acham-se
venda na respectiva thesouraria ra do
Crespo n. i5.
Os premios de 10:000)000 at 20000
serao pagos urna hora depois da extraccSo
at s 4 horas da tarde, e os outros no dia
seguinte depois da distribuicao das listas.
0 thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
IjEIIjAO
DE
UMA ESCRAVA.
Sabbado i do corrente.
Por ordem do consulado de Portugal o agente
Pestaa levar a leilao a escrava Luiza, de 30 no-
nos de idade, cosinha, engomma perfeitamente, do
casal da finada D. Anna Francisca da Cosa Gui-
m&rtts : sabbado 4 do corrente pelas 10 horas da
manhaa junto a Asseciacuo Commereial.
DE
lo caixas com queijos flamengo., 10 ditas
com cha da India, 3G ditas com passas
em caixas de meia e quarta, e 18 barris
com manteiga ingleza.
O agente Pestaa vender por conta e risco de
quem pertencer em lotes a vontade : i'i caixas
com queijos llamengos, 10 dilas com cha da India,
36 ditas cora passas sortidas e 18 barris com man-
teiga ingleza : segunda-feira 6 do corrente pelas
10 horas da manhaa no armazem do Annes de-
fronte da alfandega.
Grande leilao
TARA LIQUIDA.AO
do
Ann#zm naval da ra do Vigario n. 1.
Terca-feira 7 do corrente.
AOS ARMADORES DE NAVIOS.
Por ordem do administrador da massa fallida
de Urbano Mamede de Almeida e despacho do
lllm. Sr,_Dr. juiz do commercio. o agente Pestaa
far leilao de cabos e ferragens de navios, mastros
r>;aesde madeira do Brasil, mastaros de gavia,
paos de bojarrona, pao de culello, mastaros de
joanele, vergas grandes e de gavias para navios
de 800 a 900 toneladas, paos e amarras tudo no-
vo e muitos outros objectos que s vista ; e para
os funileiros um grande alimento de ebras defo-
lln. hmpiCes, candeeiros de metal, pharoes para
uuvios do novo regulamento; aos lerrageiros urna
porcao de pancllas de ferro e frigideiras, cassaro-
las, dincos para ferro de engommar e muitos ou-
tros objeclos que so com a vista, balanca?, pesos,
arraacao, alvaiade, loBa, fateichas, aneorelas, se-
bo, linha de prumo, deposito para oleo, dito para
azeile de pixe, tima branca ordinaria, barbanas
de baleia, bombas de metal para cacimba, dita de
chumbo, dita de madeira para navios, dita de fer-
ro superior, urna ou duas carteiras, urna poreo
de manilhas de corrente de ferro, ama grande
porcaode sapatilhos de ferro differentes tama-
itas, urna por.o de bronzes' ama porcao de es-
peques de pao, agulhas de mariar e urna agulha
fiara marear Ierra, u ar, regiment de sigaies, ama porcao de filele
CASA 1)4 FOKTIM
AOS 10:000,000
Bilhctes garantidos
A' ra do Crespo n. 23 e casas do costume
O abaixo assignado tendo vendido nos seus inui-
to felizes bilhetes garantidos o meio n. 1673 com
a sortede i:200 e o de n. 2013 com a de 600 e
n. 2672 com a de 3005, e outras sortes de 1005,
405 e 20, da lotera que se acabou de extrahir a
beneficio do convento do Carmo, convida aos pos-
suidores de ditos bilhetes a virem receber seus
respectivos premios sem os descontos das leis em
seu estabelecimenlo ra do Crespo n. 23.
O mesmo tem esposto venda os novos e felizes
bilhetes garantidos d primeira parle da primeira
lotera a beneficio da igreja de S. Pedro desta ci-
dade que se cxtralur no da 10 do corrente pelo
vantajoso plano das loteras extraordinarias.
Presos.
Bilhetes inteiros..... 12000
Meios......... 6000
Quartos........ 35000
Para as pessoas que comprarem
de 1005 para cima.
Bilhetes........ 115000
Meios......... 5*500
Quartos......, 2*750
Maneel Martins Fiuza
\\\)\ OI.I.O mi TK. Ah-)... li\(. \l.ll \(>
XAROPE DE RBANO IODADO
Segundo os attetiadoj dos mdicos dos bospitaes de Parit, consignados no Prospecto, e a approvacao
de t'arioi Acadmicos, este Xarope emprega-se com o maior successo, em lugar do OLEO DE FIGADO DE
BACALHAO, ao qual elle realmente superior. Cura as molestias de pelto, as escrfulas, o lympbatismo, a
paUidei e molleta das carnes, as perdas d' appetite, e regenera a constituicto purificando o sangue. Em
summa 4 o mais poderoso depurativo conhecido. Elle nunca canea o estmago ou os intestinos como o
loduro de potassium e o ioduro de ferro; e administra-se com a maior efilcacidade aos meninos su jeitos
aos humores ou ao entupimento das glndulas. O Dur Omhm. do hospital de San' l.uiz de Pars,
o recommenda d'um modo inteiramente particular as molestias da pelle, conjunctamente com u pilulas
^ue teem seu nome.
Depsito geral 1 em Parit, en cata de MM. Grlaistult e O, pharmaceuticos, 7, ra de la Feulade ;
m Litboa, en casa de R*dri(* 4m c*a(a-cr*alb; no Porto, en casa de Misad J de su*a-
rcrrelra; em o fio-df-Jatieiro, iiun pdxata e Dial*, ra do SabJo, II; em Baha, en casa de
a-Caetaaa Ferrelra-EaBlabclra) em Itt'o-Crond, en casa de Jaa|ala de Gaaay; em Maran-
Mo, enca*adeFerr*lraeC*;emPrnambueo, sfcM-tO, ra da Crus, 71; sansa, e as principaes
pharmacias do Braiil.
Deposito geral em Pernambuco ra da Cruz n. 22 em casa de Caros & Barboza
Ama ou escrava.
Precisase de urna ama ou escrava que engom-
me bem : a tratar na ra da Imperalriz n. 47, se-
gundo andar.____________________________
Alugainse as casas terreas ns. 77 c 13i as
ras de Horlas e Cinco Ponas : as pessoas que as
pretenderem, dirjara-se ra da Penha n. o, pri-
meiro andar._____________________________
Aluga-se um moleqque com idade de 12 an-
nos: a tratar na Capunga Yelha, no sitio da viuva
Gouveia, ou no sobrado contiguo matriz de San-
to Antonio.
Aviso.
Na fabrica de sabao na ra do Itangel n. 3i se
contina a vender sabao amarelto massa, tanto em
caixas como a retalho a 200 rs. a libra.______
Preeisa-se alugar una escrava que saiba en-
gommar e cozinhar, ou mesmo urna ama forra :
na ra do Crespo n. 18, segundo andar.
Preesa-se de um trabalhador de padaria
entenda de massas : na ra Imperial n. 39.
que
Precisa se de urna ama para cozinhar e fazer
o mais servico de urna casa de pouca familia : na i
ra do Amorim n. H, segundo andar._________I
Aluga-se o tereciro andar da casa n. W na j
ra do Trapiche : a tratar no armazem da mesma
casa.___________________________________
Aluga-se urna preta escrava para casa de
pouca familia ou homem solteiro. lava, engomma
e cozinha : na ra das Flores n. 7.___________
Arrenda-se o engenho d'agua denominado
taar, sito na freguezia de Ipojuca, pouco mais
de urna legua das estacoes de Ipojuca e Escada,
com boas margens de massap para se safrejar
em grande escala : a tratar no paleo do Livra-
roento com o Dr. Ignacio Xery da Fonseca.
livre ou escrava
na ra de Santo
onde morn o Sr,
Saques sobre Portugal.
Antonio Luiz de Olm-in Azeveth & C.
Agentes do Banco I'niao do Porto.
Competentemente autorisados sacam por todos
os paqueles sobreo mesmo Banco para o Porto e
Lisboa e para as seguintes agencias:
Maria Hermina Jardirn dos Passos, compe-
tentemente habilitada pelo Eira. Sr. presidente
para o magisterio de primeiras letras e todos os'
objectos necessarios para edueaco de meninas,
offerece-se para ir exercitar sen ministerio em
qualquer engenho, ou fazenda fra desta cidade,
reside na ra do Padre Floriano n. 57, onde pode
ser procurada.____________________________
Quem annunciou no Diario de quarta-feira
querer comprar um sellim inglez cora os arreios,
dirija-se ra do Queimado n. 38, primeiro andar.
Offerece-se um rajiaz de boa conducta para
caixeiro, tendo pratica de partidas dobradas :
quem precisar, dirija-se ao solicitador Manoel Luiz
da Veiga, ra da Glora n. 6i, que dir as in-
formscoes.
l'recisa-se alugar um preto : qaera tiver,
pode-se dirigir padaria das Cinco Pomas n. 98,
para fazer lodo o servico de urna casa e mandados.
O moco cora pratica de molhados c de bans
costames se olTerece para caixeiro de qualquer
estabelccimcnto e daadora sua conducta : quem
quizer ulilisar-se de seu prestimo drija-se ra
do Imperador n. 83, taberna.
TINTURARA.
Tinge-se com perfeicSo para qualquer
cor, e o mais barato possivel: na ra do
Rango 1 u. 38, segundo andar.
COMPRAS.
Amanantes.
Arcos de Val de Vez.
Aveiro.
Barcellos.
Bastos.
Evora.
Fafe.
Faro.
Vianna do Castello.
Villa do Conde.
Villa Nova de Portmo.
Villa Beal.
Villa Nova de S. Antonio
Vizeu,
Beja.
Braga.
Bragan.a.
Caminha.
Castello Branco.
Figueira.
Guarda.
Lagoa.
Lagos.
Laraego.
Leilia.
Mon.ao.
Moncorva.
Oliveira de Azemeio.
Chaves.
Coimbra.
Covilha.
Elvas.
Extremos.
Penna Fiel.
Pinhal.
Porto Alegre.
Begoa.
Sctubal.
Taver.
Thomar.
Ilha Terceira.
Fayal.
Madeira.
S. Miguel.
Precisase de urna criada
que saiba cezinhar e comprar :
Amaro (Mundo .Novo), sobrado
Dr. Sabino.
Madama Ferro,
propretara do hotel italiano sito na ra do Trapi-
che n. 4i, tem a honra de participar ao respeitavel
publico desta capital, e em particular aos senhores
empregados do commercio que acharao todas as
segundas e quinias-feiras a afamada sopa de ra-
violc, como assira lodos os oulros das outras es-
cocidas sopas italianas ; isto estar prompto das
10 horas da manhaa s i da tarde, horas muito
proprias para lanche : afiancando-lhes que os pre-
cos serao os mais razoaveis possivels, e de que es-
pera toda a concurrencia.
Aluga-se a loja de urna porta s na
ra do Crespo d. 4 com armaco ou sem
ella, para tratar em casa de J. Falque na
mesma ra n. 4.____________________
Preeisa-se alugar um preto escravo para o
trabalho desta lypograhia, pagando-se diaria, sema-
nal ou mensalmente; d-se o sustento, se agradar
ao proprietario : na livraria ns. 6 e 8 da praca da
independencia. ___________________
lozinheiro.
Precsa-se de um coznheiro : na ra do Quei-
mado n. 28, primeiro andar.
fmmmm mmm m.
O bacharel Jos da Cunha Teixeira
^ transferio seu escriptorio de advocacia
JSt para o primeiro andar da casa n 28 da
2g ra do Queimado.
mmmmm-m mmm
Precisa-se de urna ama que tenha bom e
bastante leite : a tratar na ra Direila n. 10, se-
gundo andar. ______^^
DENTISTA DE PARS!
19Ra .Nova-19
Frederico Gautier, cirurgio dentista,
faz todas as operacSes de sua arte, e col-
loca dentes, artificiaes, tudo com superio-
ridade e perfeicao, que as pessoas enten-
didas lhe reconhecem.
Tem agua e pos denuncio.
AMA.
Precisa-se de una ama : na ra do Queimado
n. 28, primeiro andar.______________________
O Sr. Salusliano Ciraco,' que morou na ra
Dreita, e reside nos arrabaldes desta cit/ade, tenha
a bondade de declarar sua morada que se precisa
fallar-lhe.
Qualquer somma prazo ou vista, podendo
logo os saques prazo serem descontados no mes-
mo Banco a razao de 4 por ceuto ao auno i a
tratar na ra da Cruz n. 1.________________
Grande
fabrica
de fogos de artificio, da viuva Bufino, situada na
estrada de Joo de Barros; ncsla fabrica apromp-
ta-se toda e qualquer encommenda destes arligos
como maior esmero e presteza, seja para dentro
ou fra da provincia : recebem-se as encommen-
das no armazem da bola amarclla, no oito da se-
cretaria de polica.
Comprase efectiva-
mente
ouro e prata em obras velhas, pagande-ije bem
na ra larga do Rosario n. i, loja de otirives.
Compra-se um moxo para piano : na ra do
Cabug n. 11. botica.
Compra-se um sellim inglez com tolos os
pertences, em bom uso : quem tiver annuncie por
este Diario, ou entenda-se com o capello do cemi-
terio, residente no mesmo cemiierio, extra muros.
Comprase
urna mulatinha de 15 18 annos de idade, sendo
de bonita figura, cora habilidades ou sem ellas,
com lano que seja honesta, paga-se bem agradan-
do : na ra do Queimado n. 13, primeiro andar.
COMPRASE
ouro e prata era obras velbas, paga-se bem : na
loja de bilhetes da praca da Independencia n. 22.
Compram-se boas cabras leiteiras : no silio
denominado do Toque, ou na Boa-Vista, ra da Glo-
ria, casa n. S(i.
Compra-se una preta de lo 20 annos de
idade. que saiba bem coser : na ra da Impera-
triz n. 20, loja.___________________________
Compra-se ou aluga-se urna escrava que sir-
va para carregar fazendas : na ra do Hospicio
numero 62.
Aluga-se um sitio na estrada daPoniede
Uchoa e a margem do rio, pouco adiante do Illm.
Sr. commendador Nery Ferreira, lendo banheiro.
palanque, galinheiro e outras acommodacoes; c
outro dilo no Montero, em frente ao oitao da igre-
ja : a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Sou-
za, ra do Crespo n. lo, ou eslreita do Bosario nu-
mero 32.
"IIIIII
bscola
particular
Cruzes n.
a ra
21.
das
Companhia da estrada de Trro
DO
Recife Sao Francisco.
Pelo presente sao convidados os Sr.s. accionistas
desta companhia a virem receber o Io dividendo
provisorio de 2 1|_ por cenio ao auno correspon-
dente II mezes lindos em 31 de dezembro de
1863, no escriptorio das Cinco Pontas, das 10 ho-
ras da manhaa s 4 da tarde dos das uteis.
Escriptorio da superintendencia Villa do Cabo,
1 de junho de 1864.
B. Austin,
____________Superinlendenle interino._____
Revista do Instituto Archeota-
gieo e Geographico l'ernain-
bucano.
Acham-se venda os 3 primeiros nmeros, na
livraria Econmica de Jos Nogueira de Souz,
junto ao arco de Sanio Amonio, onde se subscre-
ve para esta Bevisla :
Por anno.....55000
Nmeros avulso .v 15500
Tendo a mesa regedora da irmandade do
apostlo S. Pedro desta cidade de celebrar um of-
licio solemne e caslrum dolores, no dia 6 do cr-
reme, pelo repou.-o eterno de Exm. prelado dio-
cesano, provedor e protector perpetuo, convida a
todos os seus irmos sacerdotes e seculares, para
que se dignem comparecer no dia cima mencio-
nado pelas 9 horas da manhaa.
Sebastiao Antonio Ce Albuquerque Me!- jM
lo, professor particular provbionado pela B
directora geral dos estudos, avisa aos ||
pas de seus alumnos que transferio a sua ia'
aula para ra das Cruzes n. 21, primei-
ro andar, onde contina a leccioner aos 2K
seus discpulos com zelo e dedieaco as ||
materias do ensino primario e secunda- 9
rio. Os senhores que quizerera utilisar-se W<
de seu presumo podem dirigirse a men- 9
cionada casa a qualquer hora; obser- H
vando mais que est disposto a ensinar H
noite alguns preparatorios aos que nao W
poderem frequentar de dia.
Prccisa-se alugar urna preta que saiba cozi-
nhar e engommar : quem a tiver, dirija-se ra
do Trapiche n. 4, que achara com quera tratar.
Pede-se a um Rvm. senhor que foi para a
Bahia, o qnal alugou urna casa no pateo de S. Jos,
e ficou devendo oito mezes de aluguel, que pague
o que deve, do contrario se publicar quem e
[iara quem foi a casa.______________________
Manoel Alves da Silva, subdito de S. L Fide-
lissima, retirase para Europa._______________
Manoel Jos Machado vai Europa tratar de
sua saude.
Preeisa-se de urna ama para cozinhar em ca-
sa de pouca familia : na ra da Cruz n. 29.
Precisa-se de um amassador de pao e bola-
cha : najrua do Bangel n. 9.________________
MUTA ATTE^IO
O abaixo assignado, hquidatario da extincta fir-
ma de Vidal & Bastos, pela ultima vez avisa aos
devedores da mesma firma, que venham pagar seus
dbitos at o dia lo de junho, depois desta data
tero de ser entregues os mesmos a um procura-
dor para os cobrar jud'cialmente. Becife 15 de
maio de 1864.
____________JoSo Carlos Bastos Oliveira.
Precisa-se de um caixeiro de 14 16 annos'
com pratica de taberna : na ra dos Pires n. 56"
Negocio de grande vantagem
Vende-se o muite anligo e acreditado ar-
mazem de molhados da esquina da ra da
Cadeia do Recife n. i. Os proprietarios
i deste estabelecimento precisando acabar com
Aluguel.
&
Aluga-se a casa da ra do Mbndego n. 71
tratar na ra da Cadeia do Becife n. 37.
A pessoa que deixou ha dous annos "uns pe
nhores de ouro por 105, na ra Formosa n. 10
queira vir buscar no praso de oito das, do contra-
rio serao vendidos para seu resgate". Becife 2 de
junho de 1864.___________________________
Moleque.
Precisase alugar um moleque de idade de lo
17 annos : na ra do Queimado n. 28, primeiro
andar._________________________________
Na ra estreita do liosario u. 34
Advogado Alfonso de Albu-
querque Mello,
pode ser procurado a qualquer hora; as sextas-
jeiras, porm, na villa do Cabo. _________
SIMIhh
Padre Guilhermino dos Santos Muniz Tavares,' elle para lerem oulro genero de negocio,
Escrivao merino. 'sujeitam-se a perder 40 por cento sobreo
O Sr. Jos Manoel da Silva nao pode vender 6ustO da arma.ao e bemfeitorias que na dita
a sua taberna sita no Caes 22 de Novembro n
que tem annuneiado para vender em qnanto nao
pagar ao abaixo assignado a quantia de 2001 que
he devedor proveniente de dinheiro de impres-
timo.
Ignacio Manoel de Sant'Anna.
Acha-se fgido o preto Jos que representa
ter 30 anuos, baixo, seeco, olhos grandes e verme-
llios, falla branda, suppoe-se andar ganhando as
ras : quem o pegar leveo ra do Imperador
n. 73, primeiro andar, que ser recompensado.
Precisa-se de una ama para casa de peque-
a familia : na ra da Senzala Velha n. 138, se-
gundo andar.
casa Gzeram.
Precisa-se fallar ao Sr. Joo Ferreira de La-
cerda, que morou na ra da Boda, nesla typogra-
phia:________________________________
Na praca da Independencia, loja de ourives
n. 33, compram-se obras de ouro, prala e pedras
preciosas, assim como se faz qualquer obra de en-
commenda, e todo e qualquer concert, e igual-
mente se dir quem d dinheiro a premio._____
Otferece-se urna mulher de meia idade para
ama de casa, sabe cosinhar e fazer todo o mais ser-
vico : quem precisar dirija-se ao becco do Aragio
primeira porta.
ARTISTAS MFXH4MC0S E LlitERAES
DE
PERNAMBUCO.
Por ordem do Sr. director aviso a todos os dig-
nos socios desta sociedade, para que domingo o do
correnle mez, queiram comparecer as 10 horas
do dia para a eleicao dos funecionarios; advertindo
que, em vista do nosso regulamcnlo, se devem pri-
meramente habilitar, para que nessa occasiao pos-
sam exercer os direitos que no mesmo regulamen-
to Ihes sae conferidos.
Secretaria da Sociedade dos Artistas Mchameos
e Liberaes de Pernambuco 31 de maio de 1864.
Flix de Valois Correia.
1." secretario interino.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e com-
prar em casa de homem solteiro: na ra do Quei-
mado n. 32, loja._______________.
Alcxandre Napoleo e seu filho Arthur se
guem para Europa no prximo paquete inglez.
Sabino Fnnato e Ginseppe Sacorte, suhdilos
(alanos, retiram-se para a Italia.
Sao convidados os amigos do fallecido
Fortnalo Cardoso de Gouveia para assisli-
rem a urna raissa por alma de seu eterno
repouso na igreja matriz do Corpo Santo,
s 7 horas da manhaa do dia 4 do corrente
anniversario de seu fallecimento
Precisa-se de una ama forra ou escrava, que
saiba cozinhar, para urna casa de familia na Tor-
ro : a fallar na na Augusta, sobrado n. 100.
Atteueo
Na ra Augusta n. o lava-sc e engomma-sc com
promptidao c asseio : por prego commodo._______
Antonio Cacaba retirase para Maco.
Massa fallida.
Pergunta-se aos administradores das massas fal-
lidas de Antonio Cezario Morena Dias e Francisco
Moreira Dias, qual o motivo de nao ler j feito os
dividendos, visto j estarem liquidadas ha muito
as referidas massas e os mesmos de posse do di-
nheiro. l'm josticeiro impaciente.
Joaquim Feliciano Gomos vai Europa.
abaixo assignado faz seienle ao respeitavel
publico, principalmenle ao corpo do commercio,
que venden sua loja de ferragens aos Srs. Ferrei-
ra Guimaraes & C, sendo assoeiado como com-
mandilado, ficando a cargo dus meamos o activo e
passivo. Becife Io demarco de 1864.
Joaquim Ferreira de Araujo Guimaraes.
Manoel dos Sanios Ferreira faz seienle que
de hoje em diante se assignar Manoel dos Santos
Ferreira Guimaraes.______________________
Aluga-se o segundo andar c slito do sobrado
n. 36 da ra da Imperatriz : a tratar na mesma
ra n. 40.______________________________
Santos & Filhos, commercianles da cidade
do Aracaty, fazem publico que j se acham exone-
rados da garanta ou lianca que tinham pan com
eredores de Sanios, Caminha & Irmos, e se por
ventura alguem anda se acha com direito sua
garanta ou flanea, por letra que tenham assigna-
do, queira cnlender-se com elles, que ser inme-
diatamente pago.
Joaquim Jos da Costa Pinheiro retirase pa-
ra Portugal, e julga nao dever a pessoa alguma
nesta praca ; mas se alguem se julgar seu credor,
dever exhibir sua conla no praso de oito dias. Be-
cife Io de junho de 1864,
Massa fallida de Mogo, Fillio k C.
Os senhores eredores podem receber o que lhes
tocar no dividendo da massa cima, em casa dos
administradores Flix, Sauvagc & C.
VENDAS.
Vondem-so caixoes proprios para se
encaixotar a cada um : na ra das Cru-
zes ti. 44.______________________________
GAZ GAZ GAZ
Vende-se gazda mellior qualidtde a 12#
a lata e em lotes de 10 latas para cima se
far abaliraento. no armazem do Caes do
Ramos n. 18 e ra do Trapiche Novo nu-
ineru 8.__________________________
Charutos de Havana
de superior qualidade vendem-se em casa
de Schafleillin A C, ruada Cruz n. 42.
Vende-se urna vacca lourina. ou troca-se por
outras da Ierra, paridas ha pouco tempo : a tratar
na Estrada .Nova, primeiro sitio a direita, depois
da primeira bomba._____________' ___^__
Vende-se papel picado para sortes de Santo
Antonio e S. Joo a 60 rs. a duzia : na ra da
Palma n. 41, taberna. __________
Vende-se o deposito n. 29 da ra do Vigario,
e se acha bem afreguezado, tanto para a trra co-
mo para fra. est muio bom para um principian-
te por haver poucos fundos, e tambem faz-se so-
ciedade com alguma pessoa qne tenha habilitteSes
para taberna : para tratar qualquer negocio, diri-
ja nvsemesniacasa._____________________
Vende-se um sobrado mei-agua sito no bec-
co da Bomba n. 2 : quem o pretender, pode decla-
rar o seu nome e residencia na loja n. 18 da ra
do Queimado para ser procurado.
Manteiga Ingleza
a 800 e640 rs., a libra, franceza a 610, sendo em
barris ou meio faz-se abatimento, todas as pessoas
que fazem bolos aproveitera, pois muito boa : no
armazem da estrella, largo do Paraizo n. 14.
Vende-so um cabriolet inglez de 4 assentos e
rodas altas, em parfeito estado, por commodo pro-
co : na cocheira do Penha, na ra do Arago.
Vende-se a propriedade Japarandubinha per-
tencente aos herdeiros de Francisca das Chagas
Cavalcanti, com ineialegoa em quadro, sendo todo
este terreno de Varzea e mu proprio para canna
ou mesmo algodo ; faz-se todo negocio, sendo a
dinheiro vista : a tratar no pateo do Terco n.
141, ou mesmo permuta-se por predio ncsla ci-
dade.
jbA, Vende-se um quarlo bom e ja es-
Cttj2t perimentado i ara viagem : na rua
_< \_iV?-(l"' Ouarteis m 22 junio a loja de
tnnueiro.
Precisa-se de um caixeiro de 12 14 annos
de idade, para o armazem de sal da ra Imperial
numero 221._____________________________
O Sr. A. J. L. F., esludanle da Faculdade de
Direito, tenha a bondade de apparecer na ra dos
Pires n. 24, para negocio que lhe nao eslranho.
Precisase de um moleque de 12 14 annos,
para fazer recados a um senhor particular : quem
quem se achar nestas circumstancias, dirjase ao
hotel Trovador, ra larga do Bosario n. 44.
Precisase de urna ama forra ou captiva para
casa de pouca familia : a tratar na ra da Cadeia
do Becife n. 19, primeiro andar.
Precisa-se de um forneiro e um amassador :
na ra larga do Bosario n. 16, padaria.
Precisa-se de urna ama para o servico de
duas pessoas; na ra estreila do Bosario n. 18, P
andar.
jaques sobre Portugal]***
MACHINAS UEPATENTE
de trabalhar a mo para
desearoear algodo
FABRICADAS
Por Plant Brothers & 0.
OLDAM
Estas machinas
podem desearoear
qualquer especie
de algodo sem
estragar o fio,
sendo bastante
duas pessoas para
o trabalho; pode
desearoear urna
arroba de algo-
do em caroco
em 40 minutos,
ou 18 arrobas
por dia ou 5 ar-
robas de algodo
limpo.
Esta machina
a nica que
possue as vantagens de nao destruir o fio do al-
I godao c de fazer render o dobrode qualquer ou-
tra com menos trabalho, a sua introduceo para
as provincias desle imperio ser de muito valor
para todos os interessados na lavoura do paiz.
Assim como machinas em ponto grande do mes-
mo systcma, para serem movidas por animaes,
agua ou vapor, as quaes podem desearoear 18 ar-
' robas de algodo limpo por dia.
O algodo descarocado por estas machinas tem
muilo mais cstimacao nos mercados de Eunpa e
i vende-se por maior preco.
As machinas se acham venda unicamenie em
Boga-se ao Sr. negociante desta praca que tiver
recebido para mm ordens vindas do Maranbao, da
casa viuva Lima & Filho, o favor de annunciar
ondeodevo procurar, sendo que resoonsabiliso-me
pela despeza da publicaco, ou entao o de procu-
rar-rae na ra da Aurora n. 46.
Menoel Bodrgues de Carvalho.
Aluga-se o quarto andar com sotao da casa
da ra do Trapiche n. 18 : a fallar no ercriptorio.
Thomaz Teixeira Bastos, cidado brasileiro,
vai para Europa tratar de sua sade.______
O abaixo assignado, autorsado pelo Banco Mer-
cantil Portuense. e na ausencia do Sr. Joaquim da
Silva Castro, saca effectivamente por todos os pa-!
queles sobre as pracas de Lisboa e Porto, e mais
lugares do reino, por qualquer somma vista, e a
praso ; podendo, os que tomarem saques a praso,
recpberera visla, no mesmo Banco, descontando
Saundcrs Rrolhers & C.
X. II, prava do Corpo Manto
BECIFE.
Au* nicos agentes nesle paiz. ____
Massa para ralo-,
Pereira & Martins com armazem na travessa da
4 0|0 ao anno : na loja de chapos da rna do Cres- Madre de Dos n. 16, tendo recebido avultada re-
Precis-se de urna ama para cosinlier ecom
prar: na ra Augusta n. 84.
po n. 6, ou na ra do Imperador n. 63,
andar.Joo Joaquim da Cesta Maia.
Jabouto.
Aluga-se urna grande casa em Santo Amaro de
Jaboato, com comraodos para grande familia : a
tratar cora Tasso Irraaos.____________________
Deseja-se fallar com o Sr. Joao Ca-
" valcanti de Holanda na ra do Hospicio n.
7, ou deseja-se saber su residencia.
segundo messa de massa phosphorica para destruir ratos e
baratas, cuja efllcacia ja bem conhecida, e dese-
-------- jando que esta excellente preparaco chimica es-
i teja ao alcance de todos, lem resolvido vender a
duzia de boioes a 25000 cada urna, e avulso 500
rs.. e com urna duzia cada casa fica livre desses
animaes damninhos. ______
Vende-se urna canoa grande e bem construi-
da, propria para carregar lenha, cal, etc.; quem
a pretender dirija-se ra do Cano n. 44 que
! achara com quem tratar.
ILEGIVEL
l


Diarlo de r
tonco Hextm felra s de Jtiuho de 184.
NEM COROAS
VEII MITRAS
SMENTE
RAMDE 1KHAZI-W
DE
MOLHADOS
NA
Ra do imperador n. 10
Junio ao s'brado em que mora o Sr.
Osborne,
Para a festa de Santo An-
tonio, S. Joao e S. Pedro.
imane Almeida & C.. recebe-
laiu de ana propria encouimcn-
da o mais lindo e variado sor ti-
men i ? de niolhados, proprios
da presente estaco.
Manteiga ingleza
da safra nova vinda neste vapor de 28 de
maio a 900 rs. a libra e da velha a 800 e
830 rs. a libra.
Mantenga franeeza
da safra nova a 600 rs. alibra.
ESPLENDIDO SORTIMENTO DE MOLHADOS
\. 9 RA DO CRESPO A. 9
Esquina que volta para a ra do Imperador
ARMAZEM
(\o se enganent com a mitra)
\ni4.os!
Nao leiam este annuncio com precipitacao.
Confronten) os precos dos oulros annnnciantes.
Venham ver os gneros que temos expostos a venda.
A vista faz f.
Nao temos palavras. bombsticas.
Nao nos encnlcamos o piimeiro recebedor de corita propria.
.Nao desacreditamos ao collega porque nao quiz ser nosso socio.
Tal a que ni toea.
Para abastecer a todos os habitantes desta bella provincia ainda nao sao suficien-
tes as casas que actualmente oxistem abenas com grandes proporcoes para terem um
magnifico sortimento de molhados; assim, pois, os proprietarios do Armazem Principal
nao invejam a sorte dos seus collegas.
Habitantes de Pernambnco.
Ns temos um excellente sortimento dos melhores gneros que se pode adiar
em nosso mercado. Vinde ao nosso estabelecimento, e se a vossa boa f fr illudida
urna s vez ao menos, castigai-nos nao voltando mais a nossa casa.
Amendoas
confeiladas de lindissimas cores a 800 rs. a
libra.
Traques
de n. 1 os mais superiores do mercado a 8?>
a caixa e 220 rs. a carta,
Ameixas
em frascos de vidro com 3 libras liquido a
2>i00, muito propios para mimos.
Cartoes
com bolos francezes a 500 rs. cada um.
Latas
com bolachinhas de soda de todas as qua-
lidades ,i I >:K)0.
Chocolates
de todas as qualidades a loOOO a libra.
Presuntos inglezes
dos melhores fabricantes a 800 rs., tambem
temos velbos para 500 rs.
Queijos flamengos
chegados neste ultimo vapor a 3$ e 3ji200.
dem prato
c mellior que se p>de desejar a i->000.
Conservas inglezas
as mais novas que se pude esperar a 7G0 rs.
o frasco.
Figos
em libias e caixinhas ricamente douradas,
proprias para mimos a 900 e 10200.
Cha uxim
o melhor (pie se pude desejar, que outro
qualquer nao pode vender por menos de
:o a S60O.
dem perola
especial qualidade a 2-S70O rs. a libra.
dem hysson
ii mais aromtico que tem viudo ao nosso
mercado a 200O.
Massas amarellas
para sopa, macarrao, talharim e aletria a
480 rs. alibra.
Macas brancas
para sopa a melhor que se pode desejar,
macarrao, talharim e aleiria a 400 rs. a
libra e 4^500 a caixa.
Vinho
Figueira J A A e outras muitas marcas acre-
ditadas a 590 rs. a garrafa.
dem de Lisboa
e de outras marcas a 400 rs. a garrafa, e
2->800 a caada.
dem do Porto
generosos engarrafado dos melhores fabri-
cantes da cidade do l'orto a 18 e 1)5200
a garrafa e de 10$ a 12$ a caixa, as mar-
cas sio as seguintcs: Chamisso & Filho,
F. & M., Nctar ou vinho dos Deuzes,
lagrimas do Douro e outros muitos.
Latas
com 10 libras de banha a^40000.
lMaclmiha ingleza
a 10800 a barrica da mesma que por ahi
vendem a 23000 e 2-H00.
Alpista e PainQo
o mais novo do mercado a 140 rs. a libra,
e 4)5400 a arroba.
Nozes
as mais novas do mercado a 120 rs.a libra.
Cervejas
dos melhores fabricantesje de todas as mar-
cas de 4 juOO a C;)500 a duzia.
CGARUTOS
Charutos Thom Pinto,. Reis e outros em
meias caixinhas a I#500.
Arroz
do Maranhao a 100 rs. a libra, e da India
a 80 rs. a libra, e 2500 a 3*000 a ar-
roba desses que vendem por 3)5400.
CAF
de 1 .a e 2.a sorte do Rio de Janeiro a 8*'00
e 80800 a arroba, e 280 a 300 rs. a libra.
Ciarrafes
com 4 '/i garrafas com vinagre a 1*000 com
o garrafao.
GENEBRA DE LARANJA
verdadeira a 1)51000 o frasco, e de 110000
a caixa.
DEM
em frasqueiras de Hollanda a 5*800 com
12 frascos.
Os proprietarios do grande armazem o
Verdadeiro Principal declarara aos seus fre-
guezes e amigos e ao publico em geral, que
para facilitar a commodidade de todos esti-
pularam os mesmos precos nos seguintes lu-
gares:
Progresso largo do Carmo d. 9.
Unio e Comraercio ra do Queimado
n. 9
0 Verdadeiro Principal roa do
Imperador n. 40
Amendoas confeitadas de bonitas cores a
l^ooo rs. a libra.
dem de casca muito novas a 3oo rs. a libra.
Avellas a 2oo rs. a libra.
Ameixas francezas em caixinhas com lindas
estampas a l,2oo, l,4oo e l,6oo rs. cada
urna.
dem em frasco de vidro com rolha do mes-
mo ou de metal, a l,2oo e 14oo rs. ca-
da um.
dem em frasco grandes 2,5oo rs. cada um.
dem em latas de 1 V* e 3 ''Dras a ^^oo c
2,ooo rs.
Arroz da India e Maranho o melhor que se
pic desojara loo e 12o rs. a libra e
2,8oo e 3,4oo rs. a arroba.
Azeite doce de Lisboa a 600 rs. a garrafa,
e 4,8oo rs. a caada.
dem franeez clarificado em garrafas bran-
cas a 9oo rs. cada urna, e 10,000.rs. a
caixa com 1 duzia.
Alfazeina muilo nova e limpa a 32o rs. a li-
bra.
Alpista a 16o a libra, e 4,6oo rs. a arroba.
Bolachinhas de Lisboa da fabrica do Beato
dem de Hollanda em garrafoes com 24
garrafas a 7,2oo rs. com o garrafao.
Lentilhas excellente legume para sopa e gui-
zados a 2oo rs. a libra.
Licores francezes de todas as qualidades a
800 e l.ooo rs. as garrafas grandes.
Manteiga ingleza perfeitamente flor a 800 e
96o rs. a libra,
dem franeeza nova j deste anno a 600 rs.
a libra, e 58o rs. em barris inteiros.
Marmelada especial dos melhores fabricantes
de Lisboa a 600 e C4o rs. a libra, ha latas
de differentes tamanbos.
Massa de tomate em latas de i libra 56o rs.
cada urna,
dem para soda estrelinha, pevide e rodinha
em caixinhas sortidas a 3,000 e 3,5oo rs.
cada urna e 5oo rs. a libra,
dem macarrao, lalerim e aletria a loo rs.
a libra.
Mostarda franeeza preparada em frasco a 4oo
rs. cada um.
Molho inglez em garrafinhas com rolhas de
vidro 64o rs. cada urna.
Marrasquino verdadeiro de Zara a l.ooo rs.
Antonio das seguintes qualidades: agua el a garrafa, lo,ooo rs. a caixa com 1 duzia.
sal doces, e imperiacs em latas de 6 li- INozes muito novas a 16o rs. a libra,
brasa 3,ooo rs. e de 3 l'* libras a l,5oo Prez unto de fiambre superior a 600 rs.
rs. e em bbra a 64ors., estas bolachinhas dem do Porto para panella a 5oo rs. a libra,
toma-se muito recommendavel com es-jPassas novas a 48o rs. a libra,
pecialidade para os doentes. Peixe em latas de differentes qualidades co-
mo, savel, cor?ina, govas, pescadinhae
Biscoilos e Bolachinhas de suda em latas, de
todas as qualidades e marcas que se pro-
curar a 1,35o rs. a lata.
Bollos francezes em cartoes e de diversas
qualidades a 64o rs. cada um.
Banha de porco verdadeira refinada a 4oo
rs. a libra e em barril a 38o rs.
Batatas novas a 160rs. a libra.
Bolachinhas inglezas ltimamente desembar-
cadas a 24o rs. a libra e 2,ooo rs. a bar-
rica.
Champagne das marcas mais superiores que
al boje tem vindo a nosso mercado a
18,ooo rs. o gigo, l,5oors. a garrafa in-
teira, e 800 rs. as meias.
Cb uxim o melhor que se pode desejar e
que outro qualquer nao vende por menos
de 3,ooo a 2,7oo rs. a libra
dem perola especial qualidade a 2,6oo e
2,8oo rs. a libra, garante-sc a qualidade
d'este cha
dem hysson o mellior que possivel en-
conlrar-se a 2.4oo e 2,6oo rs. a libra.
dem do Rio em latas de 2, 4, 6 e 8 libras
a l,2oo e l,4oo rs. a libra.
dem prelo muilo fino a l,6oo rs. a libra
Chocolate das melhores qualidades, franeez,
hespanhol e suisso a l.ooo, l,2oo e l,4oo
rs. a libra.
Charutos do acreditado fabricante Jos Fur-
tado de Simas em '/* caixas das seguin-
tes marcas Pariziences, Suspiros, Dili-
cias, Napoleese Guanabaras a 2,3oo rs.,
e em caixas inteiras Trovadores a 3,ooo
rs. cada urna.
dem de outros muitos fabricantes e de
differentes marcas para l,5oo rs. as mei-
as caixas de suspiros a l,6oo, 2,ooo e
3,ooo rs. as caixas inteiras.
Conservas inglezas a 800 rs. o frasco.
dem franeeza a 5oo rs.
Cognac inglez das melhores marcas a l.ooo
rs. a garrafa c lo.ooo rs. a duzia.
dem franeez suporior qualidade 800 rs. a
garrafa e 9,000 rs. a duzia.
Cominho e Erva-doce a 4oo rs. a libra.
Cravo da India a 600 rs. a libra.
Canella a l.ooo rs. a libra.
Copos finos para agua a 5,ooo rs. a duzia, e
5oo rs. cada um.
Caf do Rio superior a 28o e 32o rs. a li-
bra, e 8,800 e 9,5oo a arroba.
i Doce fino de goiaba a 600 rs. o caixio.
Ervilhasportuguezas ltimamente chegadas
a 7oo rs. a lata.
dem seccas a 16o rs. a libra.
j dem j descascadas a 2oo rs. a libra.
Farinha de araruta verdadeira a 32o rs. a
libra.
Figos em caixinhas muito bem enfeitadas a
a 1,000 rs. cada urna.
dem em latas ermiticamente lacradas a
1,5oo e 2,5 )0 rs. cada urna,
dem em caixas de /s arroba a 2,5oo rs. ca-
da .urna, e2oo rs. a libra.
Graixa muito nova a loo rs. a lata e l.ooo
rs. a duzia.
; Genebra de Hollanda em frasqueiras com 12
frascos por 6,000 rs. e 56o rs. o frasco.
dem de laranja a l,ooo rs. os frascos gran-
des e 41,ooo rs. a caixa com 12 frascos.
dem de Hollanda em botijas a 4oo rs. ca-
da urna.
I dem em garrafoes de 16 garrafas a 4,8oo
rs. com a garrafao.
w
PARA BEM DE TODOS
FAZEI FAVOR DE LR ESTE ANNUNCIO
da economia domestica que se vai tratar.
O assumpto importante.
DESCOBRIO-SE AFIV-tli
O verdadeiro e principal armazem de molhados o do
BAL
i
outros a l.ooo rs. a latas.
Palitos para dentes a 14o e 16o rs. o masso
dos melhores.
Painco o mais novo e limpo a 16o rs. a libra.
e 4,5oo rs. a arroba.
Palitos do gaz a 2,loo rs. a groza, 2oo rs. a
duzia, e 2o rs. a caixinhas.
Queijos amengos chegados neste ultimo va-
por, a
dem pralo muito fresco a 800 e 9oo rs.
a libra.
dem suisso a mellior qualidade que at bo-
je tem viudo ao nosso mercado a 800 rs.
a libra.
Sal refinado em potes de vidro a 5oo rs. ca-
da um.
Serveja das melhores marcas a 6,000 rs. a
duzia, e 56o rs. a garrafa.
Sardinha de Lisboa e Nantes em quartos e
meia latas a 38o 58o rs. cada nma.
Sag rnnito novo ealvo a 2lo rs. a libra.
Sevadinha de Franca 18o rs. a libra.
Sevadaa loo rs. a libra, e 2,8oors. a arroba.
Traques de 1.a qualidade a 8,3oo rs. a cai-
xa, e24o rs. a caita.
Toucinho novo de Lisboa a 24o e 32o rs. a
libra.
Tijollo para limpar facas a 15o rs. cada um.
Vinho cm pipa Porto, Lisboa e Figueira das
melhores marcas a 3,8oo rs. a caada, e
5oo rs. a garrafa.
dem"do Porto Lisboa e Figueira de marcas
menos conhecidas a 4oo rs. a garrafa, e
2,8oo rs. a caada.
dem Colares especial vinho a 600 rs. a gar-
rafa.
dem Lavradio muito fresco nao levando com-
posico a 56o rs. a garrafa, e 4,000 rs. a
caada.
dem branco de uva pura a 56o rs. a gar-
rafa, e 4,5oo rs. a caada.
dem mais baixo a 4oo rs. a garrafa, e 3,ooo
rs. a caada.
dem Bsrdeaux em caixas de 12 garrafas das
marcas mais acreditadas a 6,5oo e 7,ooo
rs* a caixa.
dem muito especial que raras vezes vem ao
nosso mercado a 1,2oo rs. a garrafa, ga-
rante-se que por este mesmo preco d pre-
juizo e s se encontra n'este armazem.
dem do Porto em caixas com 12 garrafas
das seguintes marcas Lagrimas do Douro,
Duque do Porto, Genuino, Velho Particu-
lar, malvasio fino, D. Pedro V, D. Luiz
I, Nctar e outros a 9,ooo e 10,000 rs.
a caixa e 9oo a 1,00o rs. a garrafa.
dem Muscalel superior a l.ooors. a garra-
fa, e lo,ooo rs. a caixa 'com 1 duzia.
Vinagre puro de Lisboa a 2oo rs. a garrafa
e 2,4oo rs. a caada.
dem em garrafoes com 5 garrafas a l,ooo
rs. com o garrafao.
Vassouras do Porto de arcos de ferro a 32o
rs. cada urna
dem de escova para esfregar casa 36o rs,
cada urna.
Vellas de espermacete superiores a 56o rs.
a libra, e 52o rs. em caixa.
dem de carnauba refinada e de composicSo a
36o rs. a libra, e de lo.ooo a ll.ooo rs. a
arroba.
\Iniieiu contestar esta verdade.
A fama far correr esta noticia.
A posterldade beindir o nome do Baliza.
Actualldade Batel palmas de contentamento!
Sem mitras nem corvas para ornar a fachada de seus annuncios, e as portas do edificio em que habita, o Baliza se
contenta em tomar o seu lugar de honra na vanguarda de todos os homens do progresso.
Sopre embora o maldito Clarim, o seu toque de retirada a marche-marche do desacredilndo Progresso; arme a tonda
dos falsos apostlos da sinceridade no tratro, da realidade na pratica dos negocios commerciaes. revele finalmente a sua
grande insobordinacao ingindo desconhecer os seus superiores, deixando-se licar sentado, em vez de pcililar-sc efazera
continencia doestylo, porque o incansavel Baliza sempre fiel ao seu juramento lera continuamente na melhor ordem todo o
seu trem de guerra e no mais complecto movimento, o seu presumo para bem servir, desde o mais simples camarada at
o mais alto general da primeira classe do exercito dos seus constantes freguezes.
Entremos na materia :
SENTIDO!
oitinn o da.
Desde a 1.a publicaco deste annuncio at segundo aviso Manoel Pedro de Mello, proprietario do grande armazem
do Baliza estabelecido ra do Livramento ns. 38 e 38 A vender a todos os seus freguezes.
Cinco por cento menos
que qualquer dos seus amaveis collegas que por menos annunciar. Qualquer objecto que nao chegue a contento dos se-
nhores compradores, pode ser devolvido ainda mesmo pelas pessoas que moraren! no centro da provincia.
O dinheiro recebido pelo gener0 que nao agradar ser restituido sem constrangimento algum.
Declaraco importante.
falso o boato que tem feito espaldar o soldado soprador da ra do Queimado de que se acha o Baliza associado
ao armazem Unio Mercantil aberto a ra da Cadeia do bairro do Recife.
A liga entre os collegas um crime de lesa-povo.
E entre-tanto o Baliza ligueiro.
Ligueiro sim das ideas liberaes dos progressistas de todo o universo aos sentimento mais ntimos de seu coraco.
Deste modo de pensar ser o Baliza eternamente conservador.

MOVIMENTO
BAIRRO DO RECIFE, RA DA CADEIA N. 50
O mais novo e o melhor
ARMAZEM HE MOCHADOS
Esquina defronte da ra da Madre de Dos
Antonio da Silva Campos, successor do amigo Nascimento defronte do beeco Largo, lera co-
nhecido j nesla prana, acaba de transferir o seu estabelecimento para a casa cima indiada, onde
os seus benvolos amigos e freguezes, bem como o respeitavcl publico em geral encontrarao o mais
variado, escolbido e melhor sortimento de molhados, a par do aceio, elegancia e bom rgimen do esta- j
belecimento. .
O annunciante, tendo feito urna completa reforma no tocante a casa e gneros, possuindo bons
correspondentes na Europa para remessas de conta propria, acha-se convencido que merecer a pro-
teccao de todos os amigos do bom e barato, a qual desde j.reclama, asseverando-lhes que jamis des-
merecer a confianca cora que se dignarem de o honrar. I
Em resumo visite o respcitavel publico o novo e superior armazem Movimento, compro-llie ai- i
guns gneros, e en'tao ficar convencido da realidade do presente aviso, verificando por si mesmo que ,
nenhum outro estabelecimento o serve melhor que este, seja em conimodidade de presos, agrado e
delicadeza, ou legalidade de pesos e medidas.
Finalmente, todas e quaesquer garantas que estabelecimentos idnticos teem oflereeido aos
concurrentes, sero mantidas neste em grao maior._____________________________
LIQUIDACAO
i,
filil alpaca preta a 500 rs. o corado.
Vende-se alpaca preta para vestidos a 500, 600,
ZOO e 800 rs., fina de cordo a 800 rs. para pale-
tot, princeza preta a 800 e 640 o covado, bombazi-
I na preta fina a I#400 o covado, laazinhas preta
' para senhora que est5o de luto a 720 o covado :
! na ra da Imperatrii n. 56. A loja est aberto at
1 s 9 horas da noite.
Para algodo.
Vende-se por "preco commodo urna excellente
machina americana que trabalba com um cavallo
para fazer mover qualquer machina pequea de
descaroc,ar algodo, tendo a vantogem de ser mui-
to simples e economisar muito o trabalho bragal:
a tratar na padarta da ra Direita n. 84.
Empreza daillnminacao
gaz.
Todas as vendas de apparelhos e reclamacSes
(por escripto dando o nome, morada, data, etc.),
devem ser feitas no armazem da ra do Imperador
n. 31. Os machinistas mandados para attender a
estas, apresentaro um livro que os reclamantes
devero assignar logo depois de prompto o servico
reclamado ; isto para que a empreza ugue sciente
de haverem os mesmos senhores sido flevidamen-
te attendidos.______ -_________
Terreno.
Vende-se um terreno com 30palmede frentee
116 de fundo, sito na ra da Eperanea a tratar
na ra Dlrelto n. 106.
ARMAZEM CONSERVATIVO
23Largo do Terco-23.
Joaquim Simao dos Santos tendo de se rerar est resolvido a liquidar e fazer urna grande
vantagem a quera seu armazem frequentar, e vender por menos do que outro qualquer annunciante,
oara isso tem um vantaioso sortimento unto neste armazem como fora e para melhor servir o publico
o annunciante scientifica aos seus freguezes que tem frequentado este estabelecimento que de
hora em diante terao a vautagem de 10 a 20 por cento menos que compraram em outra poca pelo
seu prompto pagamento.
Attenco.
Caf do Rio de primeira e segunda sorte a 270 e, Dito em caixa da Baha dos melhores fabricantes
Algodao da Baha
para saceos de asnear e roupa de escravo; lem
para vender Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
C, no seu escripturio ra da Cruz n. 1._________
Trinas e volantes.
Chegai'.iiu a teiupo proprio.
So para o Viyilantc.
Ate que chegou um grande ^orlimento de trinas
e volantes, guies, bicos e esprguilhas praliadas e
dourada-s c de todas as larguras, propriaincn'.e
para os ornamentos de igrejas e oratorios para
festejar o mez Mananto ; sous procos sao mui'.o
raroaveis : s no Gallo Vigilante, ra do Crcsfo
numero 7._______________________________
ciarraiucK vazios.
Compra-se garrafoes vazios bem acondicionados
c limpos grandes a 480 c pequeos a 320 rs. : no
grande armazem de molhados da Drilhantc Au-
rora ao largo da Santa Cruz n. 12 esquina da ict
do Sebn. II
Farinha, milito c farello.
Vende-se milho novo sacros grandes a 45, fari-
nha e farello saceos monslros a o^oOO : no arma-
zem da Brilhante Aurora ao largo da Santa Cruz
n. 12 esquina da ra do Sebo n. 12.
4|ueijos novos.
Chegaram ao grande armazem da Brilhante Au-
rora, (jiiL'ijus novos viudos neste vapor, ditos e
prato, dito suisso, assim como queijo do Serid de
coalha c de manteiga, o proprietario deste novo
armazem oITcrcce a seus freguezes e ao publico
urna wiedade de generas vindos nesle vapor I ;-
dos de primeira qualidade e por precos os nuvs
conimodos possivel : ao largo da Santa Cruz n. 12.
%'lnhoM superiores.
No novo armazem da llrilhaute Aurora cncon-
tra-se vinho do Porto a ('.'id. KflO e 1 a garrafa,
dito da Figueira a 480, 560 u a 400 e 480, dito branco Miiwrrar a 480,640 c 800,.
dito Xerez, Madeira e muitas outras qualidades li-
nas o encanadas se far aba lmenlo.
Cha c manteiga.
No grande armazem de molliados da Brilhar.:e
Aurora ao largo da Santa Cruz encontra-se cha li-
no de tudas as qualidades, assim como manteiga
ingleza e franeeza.________________________
ou fina a rontade do comprador
Arroz pilado a 80 e 100 rs. a libra e 24400 e 3*
a arroba.
Milho alpista limpo a 170 rs. a libra e 4*800 a
arroba.
Toucinho de Santos e Lisboa a 210 e 280 rs. a libra.
Passas de carnada a 500 rs. a libra e 105 a caixa.
Azeite doce de Lisboa lino a 640 rs. a garrafa e
45800 a caada.
Dito de carrapato a 320 rs. a garrafa e 25240 a
caada.
Massas para sopa aletria, maearrao e talharim a
480 rs. a libra e 105 a caixa.
Chouricas as mais novas a 800 rs. a libra.
Charutos cm macos de 50 a 65 o tnilheiro e a
640 rs. o cento.
de 15200, 25400 35 c 45.
Phosphoros do paz vindo de conta groza 25300.
Manteiga franeeza a 600 e 640rs. a libra.
Dito ingleza flor a 800 e 900 rs. a libra.
Biscoutos e bolachinhas de soda a 15300 e 25-
Vinho do Porto engarrafado a 800 rs., garante-se a
superior qualidade.
Dito cm pipa Figueira das marras mais bem co-
nhecidas a 500 rs. a garrafa e caada 35800
Dito de Lisboa especial para negocio a 360, 400 e
440 a garrafa e em caada faz-se abatimento.
Dito branco proprio para missa a 640 c 500 a gar-
rafa e em caada a 55 e 35500.
Bolachinha americana a 200 rs. a libra e em bar-
rica ha grande abatiraento._______________
RITA DO QUEMADO NUMERO 11
Lojadefazendas Augusto frcdericj dos Santos Porto
Chapeos para senhoras.
rh00aram de Paris as mais lindaTchapelinas e chapeos de nalha da Italia para senhoras.
S canas esoutembarques de seda preta e casemira de cor para senhoras.
Ks de superior morentique branco para vestidos de noivas.
SasInKlezIs muito superiores para homens, pellos,.punhos e colar.nhos de imbo.
Chapeos de seda para cabeca e chapeos de sol de seda inglezes.
Lencos de labyrintho francezes a 15 cada um.
Camisas de menino muito superiores.
Cortes de lia de barra para vestidos de senhoras de 135 a 1*.
A mesma loja tem o maior e mais superior sortimento de
Estelra para "salas.
Neste estabelecimento encontrarao os senhores que precisarem forrar suas salas com esleirs
Mda e qualquer quantidade que desejarem de 4, 5 e 6 palmos de largura, sendo a qualidade muijo
superior e por mdico preco.
Milho a 3#2n0.
Saccas com 26 cuias de milho : na roa da Ma-
dre de Deosns. 5 c 9.
l'arinlu de mandioca saperior
em saceos grandes : vende Antonio Luiz de Olivei-
ra Azevedo & C, no sen escriptorio ra da Cruz
numero 1. ^^^^^_
Vinho do Porto saperior
em caixas de urna e duas duzias : tem para ven-
der Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C., no sea
9scriptorio ra da Cruz n. 1. _____
l'orros para ouiives.
Na ra larga do llosarlo n. 24, loja de ouriwv,
vendem-se todos os ferres e ntcncilios de onnves.
Farinha de Mandioca
ensacada e da melhor que ha : vende Miguel Jo^
Alves no seu escriptorie, casa u. 19 da ra da
Cruz.__________________________________
Cognac.
Vende-se cognac franeez em caixas de duzia :
no escriptorie de Rothe & Bidoulac, ra do Trapi-
che n. 18.



y-r-
Dlarlo e
esta felra S de innho de t *.
Grande liquidadlo
Rila 4a Senzalla Kava 42.
, loi. ii H*, rw da In.per.trii .. j .J* estabelecimentovendem-se:tachask
, Mieanas tMr \ i,, ierro coado bbra a 410 rs., dem AcOa-se este cstabelecimeoto completamente sor-, Moor kbra a 420 rs._____________________
tido de fazcndas inglezas, francezas, ailemaes e ni II ai CrU C C P11II fl fl
sjissas, proprias tanto para a praca como para o j nllAL otlYI OtuUllUU
mato, prometiendo Teoder-se mais barato do que Rua do Queimado ns. 49 e 85, toja demiudezas
em outra qualquer parle principalmente sendo em de j0S4i de Azevedo Maia e Silva, est continuando
porcao e de todas as azendas dao-se as amostras no seu progresso de vender baratsimo : |
deixando icar penhor ou mandam-se levar era ca- raxas de superiores obreias de cola e massa a
s peles caixetros da loja do Pavo. 40 rs
Cordo bronco para vestido e espartilho, vara 2
ATTENCAO
C )n imim.ii no (linio >
As chitas do Pavao.
Vendem-se superiores chitas claras e escuras pe-
lo barato pre$o de 240 e 280 rs. sendo tintas srgu- Linhas de carretel (150 jardas) de superior quau-
res, ditas francezas finas a 320, 340, 360, 400 ej dadea60rs.
500 rs., o covado, ditas pretas largas e estrellas, Carmes de linha Pedro \ (200 jardas; ja muito
riscados escocezes finos a 240 rs. o covado, isto na conhecida a 40 rs. nnalidario* o
loja do Pavao rua da Imperatriz n. 60 de Gama & Crozas de pcnnas de ac de multas qualidades n
Silva superiores a 500 rs.
As rassas dn Pavana lO '80 300 e 320 rs.' Caivetes de duas foihas pormi finos a oOO rs.
*EttS^9^ *u-^com caluugas muito bonitas para rap a
inc o i> onrp nara mana- a lou.
120.
bonitos a
GRANDE SORTIMENTO
f%. fifi
* f
Ditos de barro com superior tinta a 100 rs.
oza de
160 rs.
As laziahas da eiposico do Pavao. Groza de botoes de loca pratiados, o melhor, a
Vendciu-se as mais modernas laazinbas moss-n-
bique chegadas peto ultime vapor fraaeei sendo TeSuras cosl o mais superior, a 400 rs.
d.- urna so cor ou de .' m,ua,n*s,-h^" Ditas para unhas muito tinas a 400 rs.
mos de largura, proprias para vestido deisenbora, Escoyas ,. dcn,es muit0 superiores a
rjupa para meniaos e capas, e peto baratissimo EJ '
O REAIi
Rua do Queimado n. 49 e 55 esta
acabando a pechiacha.
Pecas debieocom 10 varas
a 200 rs.
pautado
al.fl^^ta^triaT^r'Sna E2H& naadJwTS'nVrt- a 800
?j\tt*tt&f*tt Cenos ^ papel branco e de cores, pequeo, a
vnm
peroia proprias para vestidos, .^mbarquee e Cartas c taboada5 para menmos a 80 rs.
Kariba des a 720 rs. o covado, duas e>ooceaa a ^ superiores iseas de acender charutos
8')0 e 400 rs isto so na loja do-Pavao, rua da Im- g r< '
peratriz n. CO, de Gama & Silva.
Os chales do Pavo.
a 40 r:.
Carreteis de linha Alexandrc (200 jardas) de cores
a SO rs.
Vendem-se finos chales de crepon estampados Baralhos para voltrete muito finos a 240.
pMo barato proco de G5. 75, 85, ditos de ponta re- (;arias de allinetes francezes muito finos a 40 rs.
donda a 7,5 c 85, ditos pretos ricamente bordados Meadas de linha fxa para bordar a 20 rs.
a relroz com vidrilho a 125, ditos pretos lisos a pares de sapatos de jranca multo superiores a
55, dilos de cores a 45500 e 55, ditos de merino itfQ.
estampados a 25 e 35, ditos de laa a 15280 e 25, papes de agnlha com um pequeo toque a 10 rs.
ditos de relroz preto para luto a 65, isto na loja (roza de botos de madreperola muito finos a
da Pavao rua da Imperatriz n. 60, de Gama 4 5o rs.
Silva. Cartoes e caixas de 'celchetes francezes superiores
Fazendas pretas para a qnarrsma vende o Pava.' a 40 rs.
Vande-se grosdenaple preto muito superior a Bonots para meninos muito finos a 15500 e 25-
15601), dito a 15800, 25, 25500, 2580 > e 35, mo- Macos de grampos superiores e limpos a W.
reaatiqoe preto muito superior a 35 c 25800, sar- Groza de phosphoros do gaz muito novos a 25200.
j preta lo-spanhola muito encorpada a 25, isto na Areia pn la muito superior a 100 rs.
tija do Pavao rua da Imperatriz n. 60, de Gama Caixas de rap com espelho a 100 rs.
^ Silva. Realejos para enlreler meninos a 80 rs.
0 Pavo vende para luto. Pegas de lita de linbo muito boas a 40 rs
Yende-se superior setim da China fazenda toda MM de laco muito bonitos a 15-
de laa sem lustro tendo 6 palmos de largura pro- Enfeites de laco do todas as cores a 15300.
pr.o para vestidos, paleto*, capas etc., pelo bara- Rodas com allraetes francees a 20 rs
to preco de 25, 25200, 25500 o covado, cassas Caixas com quatro papis de agulhas impenaes a
pretas lisas, chitas pretas largas e estreitas, chales 240 rs. lfl.M
da merino lisos c bordados a vidrilho. manguitos Saboneles de familia a 80, 160^c 0-
comgoll.nhas eoutros muitos artigos que se ven- Umveies de ^^JSfZSS^Sn
Pares do sapatos de laa para meninos a 400 rs.
Sapatos do tranca para senhora e para homem, os
melhorcs que tem vindo, e por preee muito barato:
quem quizer vr, venha rua do Queimado ns.
40 e 55, e ver tudo como bom e barato.
DARTE & C. I
Participara aos seus nomerosos freguezes e ao publico em geral que acabam da
receber de sua propria encommenda, o mis lindo e completo sormento de molhados, o Vigilante esta alerta nao ihe era permotudo
os quaes vendem por grosso e a retalho por menos 40 por cento do que outro qualquer KJKW2S5 aTreStevcl publico
annunciante, como vero pelaseguinte tabella que abaixo notamos, garantindo os mes- 0 grande sortimento degaiantarias do melhor gosto
moa proprietarios nao s o peso como a quajidade de seus gneros. propiamente para qualquer mimo, que acaba de
_ mrwciA chegar nesle ultimo paquete, assim como muitos
A w JB.291 r outros objectos que recebo por diversos navios,
Todos os senhores que comprarem para negocio ou casa particular de 1005 para tanto de sua coma como de consignacao, que est
cima tero mais 5 a 40 por cento de abatimento, os proprietarios scientieam mais que ^^EtiL'BSo.Tto SS2
odos es seus gneros sorecebidos de sua propria encommenda, razio esta para pode grande deposito que tem, que espera merecer
vender por muito menos do que outro qualquer estabelecimento. proteccao do respeitavel publico, empregando para
Manteiga ingleza flor a 8oo e 15 rs. a ibra.! Vellas de carnauba e composic3o de 32o a isso todas e as meihores diligencias para que fi-
dem franceza a mais nova do mercado a ooo I
rs. a libra, e 58o rs. em barril.
36o rs. a libra e de 4o,ooo a 4 4 ,ooo rs. a ^r"1 ?: i?t S n ta"- Vigilan'e' rua
arroba.
do Crespo n. 7.
, forradas do madre-
165000
Lindo balan com calunga dculro tambem
para joias
Tambalicr para ditas
185000
105000
105000
105000
l ni Descobrimento Espanioso!
0 iilumlo SriraUffM aaioimuMak o approva.
goiii
dem por procos razoaveis : na loja do Pavao rua
da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
Os cnrpiuhos do Pavo
Vende-se os mais modernos corpinhos de cam-
braia ricamente bordados e enfeitados a 7 e 85 :
na loja do Pavo, rua da lm|>eratriz n. 60, de Ga-
ma i Silva.
Os vestidos do Paio
Vende-se ricos vestidos de grosdenaple preto ri-
camente bordados a veludo pelo barato proco de
405, sendo fazenda que sempre se vendeu a 1005
e 105 ; ditos do rambrai* brancos ricamente bor-
dados a croch, sendo proprios para baile e casa-
mento a 10, 15, 20 e 305; ditos de laa com lindas
barras a 18 e 155 ; isto na loja do Pavao rua
di Emperatriz n. 60, de Gama & Silva.
Os pannos do Pavo.
Vende-se panno preto muito superior polo !>arato
preco de i$, 25500,35 e35500. ditos muito tinosa
45, 55 e 65, cortes de casemira preta enfestada a
45, 45500 o 65, easemira preta tina de urna s
largura muito lina a 15800,25. 25500 e 35, cor-:
tes de casemira de cor a 55, 55500 e 65, casemi-
rs enfestadas de urna s cor proprias para calca,
paletots, cullctes, capas para senhora, roupas para
meninos a 35 e 39500 o covado, isto na loja do
Pavao, rua da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva. I
A ronpa do Pavo.
Vendem-se paletots de panno preto obreca-a-
co- fazenda muito boa a 125, ditos muito finos a
l)5. 20?, 255 e 305, caigas de casemira preta boa ;
fizenda a 45500,55, 65, 75 e C5, paletots saceos
de panno preto a 75, ditos de casemira de cor a
65 e 75, ditos de alpaca preta. ditos de merino
proto, ditos de brim de cores, caifas de casemira
Escossia a 35, ditos de brim pardo a 2550:), ditos
d; cor a 25 e 2-5500, dilos brancos muito finos,
sto na loja do Pavo, rua da Imperatriz n. 60, de
Gama A Silva.
O cortinados do pavo.
Vendem-se ricos cortinados proprios para janel-
la e camas pelo barato prego de 95 o par, sendo o
m 'lhor que lia no mercado : na rua da Imperatriz |
u. 60, do Gama & Silva.
As colchas de Pavo.
Vendem-se colchas de linho alcochoadas pro-
prias para cama pelo liaralo prego de 55 cada urna
ni rua da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva
As |> reca as do Pavo.
Vendem-se as mais lindas precalas que tem vin-
do ao mercado chegadas pelo ultimo vapor fran-
cez, pelo barato prego de 600 rs. o covado, ditas
d* listrinha muito miudinhas proprias para vestidos
e roupas de meninos e meninas pelo birato prego
de 500 rs. ; s o Pavo rua da Imperatriz n. 60,
loja de Gama & Silva.
Os soueanbarqucs do Pavo
10# e f 8 so o Pavo.
Vendem-se os mais lindos souteanbarques que
tem vindo ltimamente de lazinha c caxemira ri-
camente bordados e enfeitados, cores muito delica-
das pelo barato prego de 105 e 155 ; fazenda esta
que em outras tojas so vendem por 205 e 255,
so para liquidar : na loja armazem do Pavo
rua da Imperatriz n. 60 de Gama & Silva.
As chitas do Pavo 9400 e
#*<< o corte.
Vendem-se cortos de chita com doze covados
r ida corte, ditos com dor. covados a 25400, fazen-
da muito boa, e que nao desnota, s na loja do Pa-
vjo tem esta pediinolia ; a rua da Imperatriz n.
60 de Gama A Siiv,,.
i..;ias de nina s cor.
Vendem-se lazinbas de urna s cor, sendo en-
ramada, azul, cinzenta, cor de caf, lirio claro, li-
rio roxo cor de porola pelo baratissimo prego de
640 o covado, fazenda muito fina s o Pavao. rua
il i Imperatriz n. 60 loja e armazem de Gama &
.iva.
Panno de IM*
Vende-se panno de linho- u 4 palmes de lar-
gura proprio para lemjoes. toathas e cereta pelo
barato preco do 640 rs. a- vanas bramante dn linho
con 10 palmos de larna> a *J500. atgodaorinho
monstro com 8 palmos de- larnura a-14. peca6 de
Hamburgo com 20 varas a 9, 10* e 115, pecas-de
madapollo fino a 75500, 8, 9* e 105. ditas de
atgodaozinho a 65, 65500 e- 75, e outras multas
f.zendas brancas que se-vendem muito baratas
a.'im de apurar dinheiro : na leja do Pavo rua da
r-iperatriz n. 60, de Gama 4 Silva.
O bramante do Pavo com doze
palmos de largnra. Vendem-se estatos para surtes de Santo Antonio
Vende-se bramante de linho puro, muito fino com e S. Joo a 60 rs. a duzia : na livraria universal,
doze palmos de largura o melhor e mais largo que rua do Imperador n. 54. __________________
i ni vindo ao mercado pelo barato prego de 25800 Xi..iwl/\ wnnVWrol.i
r a vara \ s i.a loja do Pavao de Gama & Silva, VJ1 tlUU pcUIJllll'lUl.
nua da Imperatriz n. 60. ^ 2QQ pt o ovjllll).
As precalas do PayaoV Cambraias escuras finas a 200 rs. o covado para
\endem-se as mais lindas Pcalas qus tem vm- aca|)ar nio se acabom
d)ao mercado chegadaspe'',,,'D^a8"r.{'2?c.^.logo : quem quizer, venha comprar no armazem
peloi barato prep de 600 rs. o covada dis f;' rt7 azendas de Custodio, Carvalho & C, rua do
umha muito miudinhas proprias para \e.-tldos e 0lleiinado n 97
o roupas de meninos e meninas pelo barato prego -------^LIL.:---------------------------------------
de 800 rs.: s o Pavo rua da Imperatriz a. 60; Plvora.
loje de Gama & Silva. Vende-so plvora ingleza fina, em barra de 25
Os bales do Pavo. libras c. h. em lotos a vonlade dos compradores e
_ ,. ,. i.-iaqs Ho'in irc<\ tan. l'Or prego mdico : a fallar no escriptorio de Ro-
Vendem-se crinolinas ou balees ^-rto.,ton- do Trapiche n. 18. aonde as
brancos como de cores, sendo americanos que .'.....- '
slo os melhorcs por se nao cebran-m a 35/10 e amostras sao patente^-----------------------
,; 35 arcos a 45, ditos de muselina com bajados
ditos para menina a 25 e 35 : na loja do Pa-
va. rua da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
0 Pavo vende 8*.
Vendem-se os mais lindos cortes de vestidos a
'.'.aria Pia, com lindas barpas desuda, sendo che-
Iticas porta-joias.
dem de porco refinada muito a Iva 46o rs. Genebra de Mollanda em botijas de conta a cofre de muito gosto por
a libra. 440 rs. a botija, e em duzia ou em barrica Cestinhas transparentes, fe
Prezuato para fianbre a 800 rs. a libra. ter abatimento. i SfLw.
Cha uxim miudinho vindo de conta propria, Massas para sopa macarro, talharira e aletria ^cos cJofres ^ camaphlU
o melhor do mercado a 2,800 rs. a libra, a 48o rs. a libra o em caixa ter abati- j Lindas camnhas com pedias brancas
dem hyson de superior qualidade a 2,600 rs. meDto.
a libra. | dem estrellinha, rodinha e pevide em caixi-
Idem perola o melhor que se pode desejar a
2,7oo rs. a libra,
dem preto muito fino a 2,5oo rs. a libra.
dem mais baixo pouco a 2,000 rs. a libra,
dem mais baixo a 1,800 rs. a libra.
Castanhas muito novas a 2,000 rs. a caixa,
a 46o rs. a libra.
Bolinho francez e em caixinhas de 7oo
4,5oo rs. cada urna.
Vinho do Alto Douro vindo do Porto engar-' preparada de escabeche 2. a arte de cos- j no Vigilante, rua do Cres
rafado garante-sea superioridade deste vi-' nha de 4,2oo a 4,800 rs. a lata.
nho, das seguintes marcas : Duque, Ge-;Figos em caixas de 4 arroba, Vi e 8 libras
nuino, velho secco, especial lagrimas do-' a 8,000 4,ooo e 2,ooo rs. a caixinha.
ees de 4849, vinho especial D. Pedro V., 'Barris de vinho branco de quinto, marca B
vinho velho, Nctar superior de 4833, Du-' & Filho a 60,ooo rs. o barril.
que do Porto de 4834, vinho do Porto ve- Marmelada imperial dos m-lhores conservei-
Iho superior, madeira secca de superior' ros de Lisboa a 64o rs. a lutinhade 4 libra,
qualidade, vinho do Porto superior D. Lu-' ha latas de 4 l/i e 2 libras.
.i 7atm 1 j v i, An ., ~i4 a__j j, 1 r.K- lQU(! se pode desojar, assun como de arregacar ra-
z I."de 4847. lagrimas do Douro espe- Massa de tomate emlatas douradas de 4 libra gei|0 la'n|0 de rracha (,
165000
nhas de 8 libras, muito bem enfeitadas de I ^XT K .'dem eS
2,5oo a 3,5oo rs. a caixinha e a 600 rs. a : cosmorama idem den 65000
libra. Urnazinha 65000
Doce de goiaba em caixas de diversos tama- no Vigilante, rna do Crespo n. 7.
ww u^ ijv owo w vui.iuo tou-v. R|C0S porta.ijouqueius de diversos gostos e pre-
nhos de 600 a 4,000 rs. O caixSo. ^ ^o Vigilante, rua do Crespo n. 7.
e, Erva dooe a 64o rs. a libra. Ricos siotos
I Traques a 2io rs. a carta e 85 a caixo. com bolciohas ao lado a 10, 12 e 155, ditos sera
a Peixe em latas muito novo ; savel, pescada, boiga, porm do mesmo gosto, a 25300,35, 35300
corvina, salmiSo e outras muitas qualidades, J*35SSLJ^J% TA0!!
po n. 7.
a.
cial, vinho do Porto de 4,000a 4,2oo rs.
a garrafa e de 4o,ooo a 44,ooo rs. a caixa
com urna duzia.
Bolachinha de soda especial encommenda e a
mais nova que ha no mercado a 2,2oo rs. a
lata.
a 64o rs. a lata.
Ameixas francezas em caixinhas elegante- rua do Crespo n. 7.
mente enfeitadas de 4,5oo a 3,000 rs. a
caixinha, tambem ha latas de 4 l% a 6 li-
bras de 4,2oo a 4,5oo rs. a lata.
dem em frascos com tampa de rosca a 1,600
A (oHiposioao Aiiaealiiiita
IVhoral de Kemp.
l'or C*pC,0 de limito teuipo so ha uzsulo ex-
tensamente em Tumpico (wra a cura Jo
TSICA PLXONAS,
GATARRHO, ASTHMA,
BROHCfflTE, TOSSE CONVULSA,
CSPO OU GAREOTUHO, e
Inflamma9oes da Garganta e do Pelto,
e isto com um resultado t'o feliz o verihuki-
nmeute luisouibroao o pao 011 madeira d*hma
aoro w que eliain-io Anacahiita, c que s
so encontra no Mosico.
A Composi9o Anacahuita Peito-
ral de Kemp 6 mn Xarop* delMotta, intei-
nmentc diSerente na sua composio.To de
txlos os mais l'oitoraos o Expectorantes ma-
nnfaotiirado* d.u fructos astringentos, cascas
e nes, Acido Prumeo ou outros quaesquer ingre-
dientes venenosos.
Todas as molestias c nffecces da garganta
c dos pulmes desapparecem como por um
mgico encanto, mediante a aceo deste in
-ompawael c irresstivel remedio.
A venda as boticas de Caors de Barboza,
rua da Cruz, e Joo da C. Bravo & C, rua
I da Madre de Dos.
0 0 p-0 a p-c ce O P-gg P< P- t So GO Machina Moendas
td p- > O
0 0 A* rfe (^ 0 p-
^3 w s p O
H Hj p
P B p 2. 1 * -i GO ^3
p O O O
GO GO o-S3 B 9 0
?-t- ^. e-K P
5 1-. P-O P-GO
1 a>
Biscoito* inglezes das meihores marcas em rs. o frasco.
Iatinhasde2 libras a 4,3oo rs. a lata. Chocolate portuguez, hespanhol, francez
dem inglezes craknel em latas de 5 e 7 libras suisso a 4,2oo rs. a libra.
de 5,000 a 6.000 rs. a lata, e em libra a Conservas inglezas das seguintfs marcase 12 c 1
800 rs. Mixde-Picles e cebollas simples a 75o rs
Queijos do reino chegados pelo ultimo vapor! o frasco.
a 3.000 rs. cada um. I Ancoretas de vinho colares a 5o,ooo rs., e
dem prato a Ooo rs. a libra. a 72o rs. a garrif
Vinho em pipa das mais acreditadas marcas Sardinhas de Nantes a 32o rs. a latinha.
como sejam B 4 F., PRR, JAA, outras Charutos das mais acreditadas marcas de
muitas marcas. Porto, Lisboa e Figueira ; a I600,2,ooo, 2,5oo e 3,5oo rs. a caixa.
de 48o, 5oo, 56o, 64o e 800, rs., e o do dem suspiros de Jos G. P. a 2,4oo a meia
Porto fino em garrafa, e em caada a caixa.
3,000, 3,5oo, 4,oeo e 6,5oo rs. o melhor Champagnhe a melhor do mercado de 12.0001
do Porto,
dem Bordoaux das mais acreditadas marcas
a 7oo rs. a garrafa, e a 8,000 rs. a caixa.
Garrafoes com 5 garrafas de superior vinho
do Porto a 2,2oo rs. com o garrafo.
dem com 5 garrafa de vinho da Figueira mais
proprio para a nossa estaclo por ser mais
fresco a 2,4oo rs. com o garrafo.
dem cora 5 garrafas de vinagre
com o garrafo.
Vinho branco o mais superior que vem ao
nosso mercado a 56o rs. a garrafa, e a
4,3.>o rs. a caada.
Velas de esparmacate as meihores neste ge-
nero de 56o a 64o rs. o maco, e em cai-
xa ter grande abatimento por ha ver
grande porco.
Azeile doce em barril muito fino a 64o rs.
a garrafa e 4,800 a caada.
dem francez refinado a 800 rs. a garrafa.
Enrilhas francezas e purtuguezas a 64o rs. a
lata.
Bocetas eom doces seceos de Lisboa le 3oo Genebra
a 3,5oors. cada urna. 4,2oo
a 24,ooo rs. o gigo, e de 4,2oo a 2,ooo rs. a
garrafa.
Papel greve pautado ou liso a 3,5oo rs. a res-
ma.
dem de peso pautado ou lizo de 3,5oo a
4,000 rs-. a resma.
Matarana a 32o rs. a libra.
I Milho alpista e painso de 46o a 20o rs. a li-
a4,2oors.! bra.
I Palitos do gaz a 2,2oo rs. a grosa e 2oo rs. a
duzia.
Vasos inglezes de 4 a 46 libras vasios, muito
proprio para deposito de doce manteiga
ou outro qualquer liquido de 4,000 a
3,ooo rs. cada um.
Licores das meihores marcas e mais finos
a 1,00o rs. a garrafa e em caixa ter abati-
mento.
Cognac verdadeiro inglez a 9oo rs. a garrafa
e 4o,5oo rs. a caixa.
Chouricas as mais frescas do mercado a 800
rs. a libra.
de laranja em frascos grandes a
rs. o frasco.
Toucmno deLisboa a 3oo rs. a libra, e a
9,ooo js. a arroba.
BotijOes com 40 garrafas de azeite doce a
555oo.
Caf de 4.\ 2.a e 3.a qualidade de 26o, 3oo
e 36o rs. alibra, doCear de8,5oo, 8,7oo,
e 9.000 rs. a arroba do melhor.
Arroz da India, Java eMaranho de 2,8oo a
3,000 a arroba, e de 80 a 4oo rs. a libra.
Passas muito novas a 8,5oo a caixa e 5oo
a libra, ha caixas meias e quartos.
Sevadinha de Franca a 24o rs. a libra.
Sag muito novo a 28o rs. a libra.
Mestarda ingleza em p a 4# o frasco.
Cebollas a 8 a caixa e 4,2oo rs. o molho. I
Serveja das mais acreditadas marcas a
6,5oo a duzia e de mais a 5oo rs a garrafa
dem em botijas e meias, sendo preta da
muito creditada marca T de 6,5oo a 7,8oo
rs. a duzia.
Pimenta do reino a 34o rs. a libra.
Farinha do Maranho a 44o rs. a libra.
Tijolo para 1 impar facas a 46o rs. cada um.
Cominho a 4oo rs. a libra.
Erva doce a libra.
Canella a 4,000 rs. a libra.
Vassouras de piassaba de dous arcos de fer-
ro a 32o rs. cada urna.
Latas com banha refinada cora 40 libras a
455oo.
irados pelo ultimo vapor francez pelo bartto preco
~, cada um : s na loja do Pavao rua da Impe-
I n. 60, de Gama & Silva.
Terreno.
Vendem-se K>7 palmos de terreno na rua Impe-
rial, com fundos ati' a estrada do ferro, e Junta-
mente una canoa do carga de 1.800 lijlos, em
mmto bum estado : a tratar na Compauliia Per-
iianibucaa. ______________________
Vendem-se sortes para Santo Antonio e S.
Joo a 25200 o cento, e 320 rs. a duzia : na rua
da Palma n. 41, taberna. L
FAZENDAS BARATAS
FAZENItAS BARATAS
PARA mM& M HOJA 0 0 LMM?fl6)
Ricos vestidos brancos bordados a 105 e 126-
Ba!5es inprlezes de anos e erodio, a 35, 45 e o5-
Camisionas e manguitos muito bem enfeitados a 35-
Grande sortimento de laazinlias muito boas a 360 e 400 rs.
Soutembarques e capas de seda, merino e cambraia "bordada
Bramante de linho muito largo a 25.
Oreandvs e cassas francezas finas a 480 rs.
Cambraias lisas, fil de linho liso, cambraia de salpicos.
Lindos cortes de la Mara Pia de 85 a 1S5-
Mimosos vestidos japonezes a 145-
Variado sortimento de chales em qnalidades e procos.
Musolinas brancas com pinta do cor.
Gro^deuaples pretos de 15600, 15800 e 25-
Lencos de cambraki bordados a capricho a 14.
nndapolo barato a 5#80.
Vonde-se madapolao bom e perfcito a 55800 a pega com 20 varas. ,...,.. r.-gnfl
Todos estes artigos e outros muilos se vendem por preoos que admirar.. tn 1 u o ue.-po
numero 1.
Defronte do arco de Santo Antonio.
0 preco convida.
Grvalas de seda preta e de cores a 320 res: na
loja d rna dMadrt de Dos n. 16.___________
A tgMia branca na rna do |uel-
mado 8 receben :
Talagarca, seda rouxa, e froco para bordar.
Linhas agulhas para crochet
as ajamadas agulhas parisiense, imperial e
Victoria.
Cartciras cora agulhas de ifual superioridad*
Agulbeito e dedaes de marim o madreperota.
Retroi em carriteis.
Alfinetes brancos e pretos em caixinhas.
Tesourae finas de ac poli i do para unhas ecos-
tura.
Caivetes com lima, e folha pequea para lira-
liar unhas.
Pinceis fios cabo de ac e marfim para
barba.
Escovas finas dito dito dito e madreperola para
I impar deoles.
Ditas ditas dito de madreperola para limpar
penles.
Peines de marfim para alisar e tirar piolhos.
Ditos de dito cora chapa de metal para limpar
os mesraos.
Facas de marfim para papel.
Haspadeiras com molla e cabo de marQm.
Pastas pretas e coloridas para papis.
Linhas pretas lustrosas, a melhor que se pode
encontrar para machinas, em carreteis de 200
jardas.
Papel para foihas. e rosas, tendo algum ra-
jado.
Foihas avelludadas e de panno para dita.
Boldes de cornalina
e outras qualidades para coletos
A Agnia branca acaba de receber um novo e
variado sortimento daijuelles apreciados botoes de
cornalina brancos e encarnados, chatos e redon-
dos para coleles, cujas abotuaduras continuara a
ser vendidas pelo commodo e ioalteravel preco de
25 cada urna.
Alm desses recebeu tambem outros de madre-
perola, massa e osso, com differenfes moldes para
o mesmo lira.
J se v, pois, que o pretendento munido do di.
nheiro achara sortimento vonlade na rua do
Queimado loja d'Aguia branca n. 8.
SAPATOS DE 111 HijAl.ll V
a i #000.1 #.oo e *.00 o par
na rua do Queimado loja d'Aguia Branca n. 8.
li.U SIMIOS fcCAIXIMUS
coni perfumarlas.
Na rua do Queimado n. 8 loja ifAgua-Branca, os
freguezes munidos de dinheiro encontrarao, boni-
tos bausinhos cobertos do conro e com G frasqui-
nhos de extractos por 15-tOO cada um, e outros
cobertoj de papolo com 9 frasquinhos por 25000
um; caixinhas com 6 frasquinhos de ditos por
15000 urna, outras com 12 ditos por 25000 urna,
outras com 3 ditos, cuja coberta parece tartaruga,
a 15o00 cada urna, e outras com pastillas de chei-
ro a 500, 15000 e 25HOO.
Caivetes linos de cabo de madrepero-
la e i1 nas foihas.
Por estarem tocados de ferrugem vendem-se a
500 rs. caivetes finos com cabo de madreperola e
duas foihas : na rua do Queimado, loja da aguia
branca n. 8.
Envelopes bordados e carles coiu bei-
ras ilom-aila?.
Na loja da aguia branca, rua do Queimado 11. 8,
Cabaies on cestinhas. achavam-se venda bonitos envolope bordados e
At que chegaram as desejadas cestinhas ou ca- cartoes com boiras douradas, tendo de uns e de
bazes para as meninas trazerem no braco, o mais outros, maiores e menores, proprios para parlici-
rico possivel, a 25o00, 35500, i, o, 7 e 105 : s f pacoes de casamenlos, bailes etc.
no Vigilante, rna do Crespn. 7. 'Completo sortimento de fitas
Penles. fina. Usase labradas.
Nesle artigo tem um. grande sortimento, tanto a aguia branca recebeu um grande e completo
para alisar como para atar cabello, o mais lindo sortimento de fitas de diversas* larguras o qualida-
des, tanto lisas como lavradas, e em todas ellas co-
omo de tartaruga, cora nhece-se a superioridade da fazenda, nolando-se
enfeite e sem elle para meninas: s no Vigilante, as lavradas o bom gosto dos nevos e lindos dese-
nhos, isso tanto as matisadas como as brancas,
e pea commodidade dos procos o pretndeme que
se dirigir munido de dinheiro rua do Queimado
loja da aguia branca n. 8, sor bem servido.
Capachos inglezes.
Na loja da aguia branca, rua do Queimado n. 8
vendem-se bons capachos inglezes, os quaes alm
de bonitos sao de immensa duraeao, pelo que se
tornara baratos pelos procos de 45, 53, >5 e 75
cada um.
Cartas francezas.
A aguia branca, na rua do Queimado n. 8, rece-
beu um novo sortimento d finas cartas francezas
com beiras douradas e brancas, e as est venden-
do baratamente a dinheiro a vista.
Objectos de phantasla viudos
para a aguia branca.
A aguia branca recebeu novos e bonitos objec-
tos de phantasla, alguns dos quaes nunca vistos
aqui, sendo:
Bonitos aderecos completos feitos de perolas falsas.
Ditos ditos de pedras, por cuja perfeifo e bom
gosto qnasi se nao distioguem das verdadeiras.
Lindas pulseiras de mosaico.
Dita dita de perolas falsas tanto para senhoras
como para meninas.
Natas
Tambem chegaram os riquissimos pentes de
concha de tartaruga e de massa fina, que se vende
por 25, 3 e 53 : s no Vigilante, rua do Crespo
numero 7.
Leques.
Riquissimos leques de madreperola, tanto para
senhora como para mocinhas, pelo barato preco de
s no Vigilante, rua do Crespo o. 7.
Mais leques.
Com pequeo defeito, leques de sndalo, por ba-
rato preco, a 85 e 105, chineze, muito bonitos,
tambem por barato preco de i e 55, bontarallas
muito bonitas tambem por barato pre^o de 4 e 55,
leques de chao tambem por 45. ludo isto para
acabar, perdendo-se talvez 80 0|0 : s no Vigilan-
te, rua do Crespo n. 7.
Pulseiras.
Lindas pulseiras de contas e de missanga, cores
muito lindas e de muito gosto a 15 e 15200.
Para segurar manguitos.
Tambem chegaram as liguinhas estreitinhas de
borracha que as senhoras tanto precisam para se
gurar os manguitos por ser muito commodo e mui-! nila de chapa de crystal com listas douradas.
to barato, a 320 o par: s no Vigilante, rua do
Crespo n. 7.
Sapaliiilms e meias de seda.
Riquissimos sapatinhos de seda e de merino en-
feitados, assim como ineiaszinhas de seda, gorra-
zinhas e touquinhas para as criancinhas se bapti-
sarem : s no Vigilante, rna do Crespo a. 7.
Canelas.
Riquissimas carretas de madreperola proprias
para qualquer presente, pelo baratissimo preco de
15500 e 25.
Vol I i 11 lias.
Lindas voltinhas de perolas falsas com cruzinhas
tingindo brilhantes, assim como cruzinhas avulsas
e voltinhas, pelo barato preco de t e 15200, as
cruzes avulsas a 400 rs. : so no Vigilante, rua do
Crespo d. 7.
Golinhas.
Riquissimas goiinhas c manguitos, o melhor gos-
to possivel, a 25, 25500 <: :-J: .- no Vigilante,
rua do Crespo n. 7.
Rnfeites para senhora.
( Riquissimos enfeites com laco e sem laco e de
outros muitos gostos a 15, 15500 e 35 : s no Vi-
gialnte, rua do Crespo n. 7.
Trancelins.
Lindos trancelins de cabello para relogio ou lu-
nems, pelo baratissimo preco de 15500, ditos de
relroz a 200 rs.
Babadinlios entremeios.
Riquissimos babadinhos eutremeios com lindos
desenhos tapados e transparentes, pelo barat ssinio
preco de 15200, 15500, 25 e 35: s no Vigilante,
rua do Crespo 11. 7.
Cascarrilhas.
Grande sortimento de cascarrilhas de diversas
Dita de cornalina branca, azul etc., etc.
Bonitos alfinetes o aoueis para grvalas.
Bonitos pentes de concha, obra de apurado gosto.
Outros traversos com podras para meninas.
Bellas guarnicoes de pontos dourados, ornados,
com caixos "de uvas, feitos de aljfar, obra su-
blime.
Outras igualmente bellas, todas de fino dourado e
com pedras.
Outras a tartarugadas, nada inferior a aquella.
Voltinhas de aljfar branco e de cores com cruzes
de pedras.
Esses e outros muitos objectos acham-se a venda
na rua do Queimado, loja da asuia branca, n. 8
JAB ROS
de porcelana e escarra*
deiras de v/ro
A aguia branca tambem mandou vir bonitos jar-
ros de porcellana dourada e de differentestama-
nhos ; assim como escarradeiras de vidro, objectos
esses sempre necessanos para o bom accio das sa-
las ; resta somente que o comprador dirija-se com
dinheiro loja d*aguia branca, na rua do Queima-
do n. 8, onde ser servido com agrado e sinceri-
dades________________________.
.\o armazem de tazendas baratas de
Santos 1 ot'lli, rua d Queimado, n.
19, vende-seo seguate*
Allenrao.
Pee hie ha
Pecas de algodao com urna pequea avaria pelo
pelo baratissimo prec/>
larguras, assim como galaozlnho e trancinhas pro- baratissimo preco de 55.
prias nara enfeites : so no Vigilante, rua do Cros- Cobertas de chita da India
po n. 7. de 25 e 25500.
Fitas. I Lencoes de linho pelo baratissimo preco do 25.
Grande sortimento de fitas de diversas larguras Lencoes de bramante de linho fino pelo baratissimo
e qualidade, por procos que admirara aos compra- prego de 35200.
dores, havendo fitas largas proprias para sinteiros Lencos de cambraia brancos proprio para algiberf-
que se pode vender a 300 rs. a vara, e peca de 9 ra pe* baratissimo preco de 25 a duzia.
varas a 25: s no Vigilante, rua do Crespo n. 7. Algodao enfestado com 8 palmes de largura pelo
- ._ baratissimo preco de 15 a vara.
Fitas He laa Bramante de linho fino com 10 palmos de largura
Fitas de laa de todas as qualidades, proprias pa- a 25500 a vara,
ra debrum de vestido a 700 rs. a peca : s uo Vi- Atoalhado adamascado proprio para toalhade isesa
guante, rua do Crespo u. 7.
Ricos espelhos.
Riquissimos espedios com moldura dourada e
sem ella de 85,10.12 e 145, assim como cora co-
lumnas de differentes tamanhos a 25, 3, 4. 5 e 65:
s no Vigilante, rua do Crespo n. 7.
Lindos jarros e figuras.
Riquissimos jarros e figuras de porcelana fina
para enfeite de sala, sendo o melhor gosto que aqui
tem apparecido : s no Vigilante.
Para pos de arroz.
Riquissimos vasos com lionera para pos de ar-
roz, cousa de muito gosto a 15500 e 25, assim co-
mo pacotes s com os pos a 320 rs. cada um : s
no Vigilante, rua do Crespo n. 7.
Perfumarlas.
Grande sortimento de extractos e banhas. poma-
das, assim como os lindos copos eu vasos com dis-
tinctivos e offerecimentos as sinhazinhas, dos me-
ihores e mais afamados autores de Paris o Ingla-
terra, assim como os grandes copos de banha japo-
neza a 25 e a 15 ; assim como outros objectos que
nio possivel por hoje annunciar, e vista dos
freguezes se far todo negocio : na loja do
I Vigilante, rua do Crespo n. 7.
proprias para
para forro de sala,
pelo baratissimo preco de 25000 a vara.
Pecas de cambraia de forro a 25600 c 35200.
Tolhas alcochoadas proprias para mos a 55
duzia.
Esleirs da ludia, proprias
de 4,5 e 6 palmos de largura.
Cortes d calca d ganga amarella dr UstMs a
de quadros, polo baratissimo preco de 1*00 o
corle.
Cambraia adamascada cora 20 varas, propria
para cortinado, pelo baratissimo precn de lOjOOO
a pega.
Ricas laazinhas para vestido, fazenda a melhor
que tem vindo ao mercado, tanto em gosto como
om qualidade da fazenda, pelo baratissimo prego
de 5G0 rs. o covado.
Ricos cortes de laa do barra Mana Pia a 1(5.
Pecas de cambraia de salpicos pelo baratissimo
preco do 45-
PLVORA.
Vende-se em barril por menos do qae em ontra
Sualquer parte, para fechar conta : no a/matem
e J. A. Moreira Dias, rua da Cfuz n. 26. onde en,-
' contrario as amosfra?


Diaria de
esta felra S de JiiBhe de i 8*4
NIO MERCANTIL
RUA DACABEI V DO UECTFE IV. &3.
NOVO E
GEAWDE 312Stf DE MOLHADOS
UVA DA CADEIA DO Et ICE IV. AS.
Francisco Fernandes Duarte acaba de abrir na ra da Cadeia do Recifen. 53, um grande e surtido armazem de moldados de-
nominado Unido Mercantil. Neste grande armazem encontrar sempre o respeitavel publico um completo sor-lmenlo dos melbore
ceneros que vem ao mercado, tanto estrangeiros, como nacionaes, os quaes-serio vendidos em porges ou a retalbo por precos ass
gommodos.
Manteiga ingleza especialmente escolhida
de primeira qualidade a 800 rs. a libra,
em barril se faz abatimento.
Manteiga franceza a mais superior do mer-
cado a 560 rs. a libra, e 520 rs. em barril
oo meio.
Prezunlos inglezes para fiambre, de superior
qualidade, ebegados neste ultimo vapor, a
720 rs. a libra.
Queijos flamengos ebegados neste ultimo
vapor a 2*800.
Queijo prato muito fresco e novo a 640 rs.
a libra.
Castanhas muito novas a 120 rs. a libra e
e 30000 a arroba.
Cha uxin o melhor que ha neste genero,
mandado vir de conta propria a 2*800
rs, a libra.
Cha hyson muito superior a 2*560 rs. a li-
bra ; cha hyson proprio para negocio a
1*500 rs. a libra.
Cha pelo muito superior a 25 a libra.
Biscoutos inglezes em latas com differentes
qoalidades, como sejam craknel, victoria,
piquelez, soda, captain, seed, bornez e
outras muitas marcas a 1*350.
Bolachinha de soda em latas grandes a 2*.
Figos era caixinbas hermticamente lacra-
das, muito proprias para mimo a 1*500.
Caixinhas de 4 e 8 libras de figos de coma-
dre a I* e 2* cada urna.
Passas muito novas, chegadas neste ultimo
vapor a 500 rs. a libra e 3* um quarto;
e em caixa se faz abatimento.
Ameixas francezas em latas de meia a 3 li-
bras a 800 rs.
Champagne da marca mais superior que
tem vindo ao oosso mercado a <8*o gigo,
garante-se a superior qualidade.
Vinagre de Lisboa a 200 rs. a garrafa e
1*200 a caada.
Azeite doce refinado em garrafas brancas a
860 rs.
Azeite doce de Lisboa a 640 rs. a garrafa e
4*800 a caada.
Geneora de Hollanda a 500 rs. o frasco e
5*800 a frasqueira.
Caixinhas com ameixas francezas, ornadas
com ricas estampas na caixa exterior,
muito proprias para mimo, a 1*200,1*500
e2*.
Frasco de vidro com lampa do raesmo, con-
tendo meia libra de ameixas francezas, a
1*200.
Sardinhas de Nantesa 340 rs. o quarto e 56<
rs. meia lata.
Latas com peise em posta : sa?el, corvina.
vezugo, cherne, iinguado, lagosinba, a
1*300 rs.
Salmo em latas, preparado pela nova arte
de cozinha, a 800 rs.
Macaa de tomtes em latas de 1 libra a 60t
ris.
Cbouricase paios em latas de 8 e meia libra
por 7*.
Toocinho de Lisboa a 320 rs. a libra
8*600 a arroba.
Bolaxinba ingleza a 320 rs a libra e 4* a
barrica.
Marmelada imperial, dos melhores conser- S""^ D2V0 a *'a Ubl?:
de 1 e meia a: CevadlDDa de Franca a 200 rs. a libra.
v-eiros de Lisboa, em latas
2 libras a 600 rs a libra.
Fructas em calda das melhores qualidades
que ha em Portugal em latas hermtica-
mente lacradas a 500 rs.
Peras seecas muito novas a 640 rs. a libra.
Nozes muito novas a 160 rs. a libra.
Amendoas de casca molle a 400 rs. a libra.
Avelias muito novas a 200 rs a libra.
Amendoas confeitadas de diversas cores a
800 rs. a libra.
Macas e peras chegadas neste ultimo vapor,
muito perfeitas, s vista se faz o proco.
Conservas inglezas em frascos grandes a 750
rs. cada um.
Ervilhas francezas e portuguezas em latas de
1 libra a 640 rs. .
Ervilhas seecas muito novas a 160 rs. a
libra.
Chocolate francez, o que ha de melhor neste
genero, a 1*200 a libra.
Chocolate hespanhol a 1*200 a libra.
Vinho Bordeaux'das melhores qualidades Genebra de laranja em frascos grandes a 1.
que se pode desejar de 7*300 a 8*000 a Cerveja brama e preta das melhores marcas
caixa e 720 a 800 rs. a garrafa. qne ha do mercado a 500 rs. a garrafa e
Caixas com vinho do Porto superior de 9* |
5*800 a duzia.
Farinba do Maranho a 120 rs. a libra.
Araruta verdadeira a 320 rs. a libra.
Cevada a 120 rs. a libra e 3* a arroba.
Alpistaa 160 rs. a libra e 4*800 a arroba-
Batatas muito novas em gigos com 40 iibrai
por 1*500.
Cebollas a 1* o molbo com mais de 100 ca-
da um.
Caf lavado de primeira qualidade a 300 rs.
a libra e 9* a arroba.
Caf do Cear muito superior a 280 rs. a li-
bra e 8*400 a arroba.
Caf do Rio, propriepara negocio, a 8*.
Arroz do Maranhioa 100 rs. a libra e 2*80f
a arroba.
Arroz de Java a 80 rs. a libra e 2*400 a
arroba.
Vellas de spermaceti a 560 rs. a libra e
540 re. se for em caixa.
Vellas de carnauba refinada a 320 rs. ornas-
so e a 9* a arroba.
Doce de goiaba a 640 rs. o caixao.
Macarrio, talliarim e aletria a 480 rs. a li-
bra ; em caixa se faz abatimento.
Eslrellinha.pevide e arroz demassa para sopa
a 600 rs. a libra e 3* a caixa com 6 libras
a 10* a duzia, e 900 al* a garrafa; deste! Cognac inglez de superior qualidade a 800 pa)tos de dente lixados com flora 200 rs
genero ha grande porcio e de differentes e 1*200 a garrafa.
marcas acreditadas que j se venderam! Licores francezes das seguintes qualidades:
por 14*e 155 a caixa, como sejam: Duque. Anizete de Bordeaux, Plaisir des Dames
do Porto, Lagrimas do Douro, D. Luiz,
Camoes, Madeira secco, Carcavellos, Nc-
tar de 1833, Duque Genuino.
Vinho de pipa: Porto, Figneira e Lisboa, a
400,480 e 560 rs. a garrafa, e 3*, 3*200
e 3*500 a caada.
Vinho branco de superior qualidade, vindo
e de outras muitas marcas a
e 10* a caixa.
Marrasquino de Zara a 800 rs. a garrafa e
9* a duzia.
j engarrafado a 640 rs. a garrafa e a
rs. de barril.
00
Mostarda ingleza em potes j preparada a'
400 rs.
Mestarda ingleza em p, em frascos grandes,
a lacada um.
Sal refinado a 500 rs. o pote.
omasso, ditos lixados sem flor a 160 n
o masso com 20 massinbos.
Gomma de engommar muito fina a 80rs. a
1* a garrafal libra.
i Han ha de porro refinada a 480 rs. a libra t
400 rs. em barril pequeo.
Charutos dos melhores fabricantes de S. F-
lix, em caixas inteiras ou em meias, d(
1*600, 2* e 3*.
Presuntos do reino, vindos de conta propria
de casa particular, a 400 rs. a libra; intei-
ro se faz abatimento.
k
Ossenbore que comprarem de 100*000 para cima, terio o descont de 5 por cento, pelo prompto pagamento.
CLARN
KMMERC
L
mm
RUA DO QUEOIA1IO I. 45,
Passando o becco da Congregarlo segunda casa.
P'i.'.
NO VID ABE.
Pereira Rocha A C. acabam de abrir na ra do Queimado n. 45 um armazem de molhados denominado Clarim Comtnercial,
onde o respeitavel publico encontrar sempre um completo sortimento dos melhores gneros que vem ao nosso mercado, os quaes
aero vendidos por precos muito resumidos como o respeitavel publico ver pela tabella abaixo mencionada ; garante-se obom peso
e boa qualidade .dos gneros comprados neste armazem.
Arroz do Maranho, da India e Java a60, 80 Chouricas e paios muito novos a 800 rs. a
e 100 rs. a libra e 1*800 a 2*(00 e 3* libra.
a arroba.
Ameixas francezas em latas e em frascos a
1*200 e H000 e-nf rseos grandes a
2*500.
dem em caixinhas elegantemente enfeitadas
com ricas estampas no interior das caixas
a 12*000,1*400, l,SC0Oe2*.
Amendoas com casca muito novas a 280 rs.
a libra.
Alpisla a 160 rs. a libra e a 4*600 a arroba.
Azeite doce francez muito fino em garrafas
grandes a 960 rs. a garrafa,
dem de Lisboa a 610 rs. a garrafa.
Araruta verdadeira de matarana a 320 rs. a
libra.
Avelaas muito grandes e novas a 180 re. a
libra.
Biscoutos inglezes de diversas marcas a
1*300 ris.
Bolacinhas de soda, latas grandes, a 2* rs.
a lata.
Ditas inglezas muito novas a 3*000 a barri-
. quinlia e a 200 rs. a libra.
Banha de porcor efinada a 440 rs. a libra e
eem barril a 400 rs.
Cha hysson, huchin e perola a 1*600, ,
2*500, 2*800 e 3*000 a libra,
dem preto muito superior a 2*000 a libra.
Cerveja preta e branca, das melhores marcas
que vem ao mercado, a
e 5*800 a duzia.
Cognac inglez fino a 900 rs. a garrafa.
Conservas a 720 re. o frasco,
dem, s de pepino, a 720 re.
dem, s de azeitonas, a 750 rs.
Charutos dos melhores fabricantes da Babia
Cevadinha de Franca muito superior a 220
rs. a libra.
Cevada a 80 rs. a libra.
Ervilhas portuguezas a 640 rs. a lata.
dem seecas muito novas a 200 re. a libra.
Figos de comadre e do Douro em caixinbas
de oito libras e canastrinhas de 1 arroba a
1*800, 5*500 e 280 rs. a libra.
Farinba do Maranho a 160 rs. a libra.
Farinha de trigo a 120 rs. a libra.
Genebra de Hollanda verdadeira marca VD
a 560 rs. o frasco e 65200 a frasqueira.
dem em garrafoes de 3 e 5 gales a 5*500
e 7*500 cada um com o garrafo.
Graixa a 100 rs. a lata e 1*100 rs. a duzia.
Licores muito finos a 700 rs. a garrafa.
dem, qualidade especial e garrafas muito
grandes, a 1*800 rs. a garrafa.
dem garrafas mais pequeas a 800 rs.
dem, garrafa forma de pera e rolha de vi-
dro, a 1*000 rs., s a garrafa vale o di-
nheiro.
Manteiga ingleza perfeitamente flor, desem-
barcada de pouco a 960 rs. a libra, e da
de segunda qualidade a 800 rs.
dem franceza muito nova a 640 rs. a libra.
dem de tempero a 400 rs.
Massa de tomates em barril a 480 rs. a libra.
dem em lata a 640 rs.
O rs. a garrafa Marmelada imperial dos melhores consenti-
ros de Lisboa a 600 rs. a lata.
Marrasquinho de Zara, frascos grandes a
800 rs.
dem regular a 500 rs.
Massas finas para sopa : estrellinha, pevide,
rodinhas e letrianbas a 600 rs. a libra e a
e especialmente da fabrica imperial de 4* a caixinha com 12 libras.
Candido Ferreira Jorge da Costa, a 1*800, Nozes muito novas a 160 rs. a libra.
2*000, 2*200, 2*500, 2*800, 3*000 e Peixe em latas preparado pela primeira arte
34500 a caixa. j de cozinba a 14 rs. a lata.
Caf do Rio muito superior a 280 e 320 Palitos de denles a 160 rs. o masso.
rs. a libra e 8*80 e 8*800 re. a arroba. Palitos de dentes a 120 rs.
Idom londrino chegido no ultimo vapor a dem de flor a 200 rs.
900 rs. a libra. i Amendoas confeitadas a 900 rs. a libra.
Carles de bolinhos francezes muito novos e Doce de goiaba em latas o melhor possivel a
jnuito bera enfeiados a 700 e 600rs. | 2* e em caixSo a 640 rs.
Palitos do gaz a 2*200 rs. a grosa.
Passas muito novas a 480 rs. a libra.
Peras seecas muito novas a 600 rs. a libra.
Painco a 200 rs. a libra.
Polvo secco muito novo_a 400 rs. a libra.
Presuntos de Lamego "em calda de azeite e
muito novo a 640re.
Queijos flamengos do ultimo vapor a 3*100
dem prato.
Sal refinado em frascas de vidro a 600 rs.
cada um.
Sardinhas de Nantes a 360 rs.
Sag muito alvo e novo a 260 rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra.
lijlos de limpar facas a 140 rs.
Vellas de carnauba pura a 360 rs. a libra.
dem stearinas muito superiores a 600 rs. a
libra.
Figos em caixinhas ermeticamente lacradas
a 1^600.
Vinho do Porto engarrafado o melhor que
ha neste genero e de varias marcas, como
sejam: Velho de 1815, Duque do Porto,
Madeira, D.Pedro, D. Luiz I, MaraPia,
Bocage, Chamisso e outros a 800, 900 e
1*000 a garrafa, e em caixa com urna du-
zia a 9*000 e10*000.
dem em pipa, Porto, Lisboa e Figueira a
480, 500 e 560 re. a garrafa e 3*, 3*500
e 4* a caada.
dem branco de Lisboa muito fino a 500 rs.
a garrafa.
dem de Bordeaux, Medoc e S. Julien a 700
e 800 rs. a garrafa, e 7*000 e 7*500 rs.
a duzia.
dem Morgaux eChateauluminide 1854, a Ifi
a garrafa,
dem moscatel a 800 rs. a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 200 rs, a garrafa e
1*200 rs. a caada.
Kirsk garrafas muite grandes a 1*800 rs.
Alm dos gneros cima mencionados te-
mos grande porcio de outros que deixamos
de mencionar, e que tudo ser vendido por
pecas e carnadas, unto em porqus como 4
retalbo.
Quera comprar de 100*000 para cima te-
r o abate de 5 por cento.
Acaba de receber de sua propria encommenda um grande e variado sortimento
de molhados todos primorosamente escolhidos, por isso apressa-se o proprietario em
offerecer aos seus freguezes e ao publico em geral a seguinte tabella dos seus gneros e
resumidos precos, afiancando todo e qualquer genero vendido neste bem conhecido ar-
mazem.
Pede-se toda attencfto.
O proprietario pede a todos os senbores chefes de familia e ao publico em geral
que nao deixem passar desapercebida a seguinte tabella:
AVINO,
Neste armazem e no largo do Carmo n. 9, armazem Progressivo, recebem-se
libras que vulgarmente correm no commerek por 8*890 a 9$, o proprietario em seu
armazens dar-lhee este valo sendo em pagamento, e isto para evitar confuses em troco s
Manteiga ingleza perfeitamente flor, a 8oo rs, I rs. a duzia 1 ,ooo rs. a garrafa, garante-se
e 1* a libra. J que os memores que temos tido no mer-
Idem franceza a 64o rs. a libra, 58ors.J cado.
sendo em barril. Passas em caixas de 1 arroba'/e '/i a 7,5oo,
Cha uxim a 2,7oo rs. a libra, e de 8 libras 3,6oo e l,9oo rs. a caixa, e ioo rs. a libra
para cima a 2,6oo. ,garante-se serem muito novas, e graudas.
dem perola a 2,8oo rs. e de 8 libras para dem corinthias proprias para podim a 8oo
cima a 2,7oo, I rs. a libra,
dem hysson o mais superior que se pode Marmeladas dos mais afamados fabricantes de
desejar a 2,6oo e de 8 libras para cima' Lisboa a 6oo rs. a libra.
a2,5oo rs. | Ervilhas secas muito novas a 16o rs. a libra,
dem menos superior a 2,4oo e de 8 libras Grao de bico muito novo a 16o rs. a libra.
para cima.a 2,3oo rs. Ervilhas francezas em latas a 6oo rs.
dem proprio para negocio a 2,3oo, de 8 li- Potes com sal refinado a 48o rs.
bras para cima a 2,2oo.. Fumo de chapa americano a l,ioo rs. a libra
dem do Rio em latas de 2, 4,6 e 8 libras! azenda especial.
cada urna a 2, 3, 3,5oo e 4,8oo rs. a lata. Presunto para fiambre inglezes a 7oo e 8oo
dem preto o melhor que se pode desejar'' re. a libra.
neste genero a 2,8oo rs.
dem menos superior a esse que se vende
por, 2 e 2.-ioo. a V.Hou rs. a libra',
dem mais baixo bom para negocio a l.ooo
rs. a libra,
dem miudinho proprio para negocio a l,5oo
rs. a libra.
Queijos do reino chegados neste ultimo va-
por a 3,loo.
dem mais seceos vindos por navio a l,7oo.
-dem, prato es melhores e mais frescos do
ulereado a 76o rs. a libra.
Jdem londrino a (ioo rs., e sendo inteiro a
5oo rs. a libra, vende-se por este preco |
pela porcao que temos em ser.
Biscoitos em latas de 2 libras das seguintes I roba e 28o rs. a libra.
marcas : Osborne, Craknel, Mixed, Victo- dem de segunda qualidade a 8,2oo rs.
ria, Pec-nic, Fance, Machine e outras mui-
tas a l,3ooe 1 ioo rs.
LOJA 00 BEIJA FLOR.
Ra de Queimjule numero 63.
Cratitiobas para Minara.
Veudejn-se gravatiuhas de diversos gostos mr.is
moderos a 720 e 800 rs. : na ra do Queimado,
toja do beija-or n. 63.
Fitas para debrua de vestidos.
VeBdem-se fitas para debrum de vestido de linno
com 12 varas a 400 rs. a peca : na ra do Quei-
mado, loja do beija-Oor n. 63.
Peales travesses.
Vendem-se pentes travessos de caracol na
frentt de borracha a 500 rs.: na ra do Queima-
do, loja do beija-flor.il..63.
Papel beira tarada.
Vende-se papel beira dourada a t200 e IfMO
dito de cor de beira dourada a 1*100 : na ra do
Queimado, loja do beija-flor n. 63.
.Invelepes.
Vendem-se anvelopes de diversas qualidade?
branco a 800 rs. e de cor a 640 rs., para carta? de
visita a 400 rs., preto a 720 rs. : na loja do be.ja-
Qor na ra do Queimado n. 63.
Voltas de aljfar.
Tende recebido voltas de aljfar com cruzes de
pedra imitando a brilhante vende-se a i* cada
urna : na ra do Queimado loja do beija-flor n. I :.
Camisas de meias.
Vendem-se camisas de meias muito fin? a
1*200 e 13300 : na ra do Queimado. loja do 11 i-
ja-flor n. 63.
Enfeites de fu.
Tendo recebido enfeites de fita pretas e de co-
res mais modernas que se esto usando a l i ua
um : na ra do Queimado, loja do beija-flor n. 63.
Fita de lia preta para debrum.
Vende-se fita de a preta para debrum com i O
varas a 900 rs. a peca : na loja do beija-flor r^a
do Queimado n 63.
Filas de linbo para bordar vestido
Vendem-se fitas de linho para bordar vesdo
ou roupinho de meninas com 10 varas a 640 e
800 rs. a pece s quem tem loja do beija-fk r
ra do Queimado numero 63.
Bolees de madreperola.
Vendem-se botes 4e madreperola mais moder-
nos que tem vindo para puuhos de senhora a ?0
rs. o par : s quem vende por este preco na
ra do Queimado, loja do beija-flor numero 63.
Fita de velludo para bordar vestido.
Vende-se fita de velludo prete com 10 vara? a
900 rs. a peca : s quem tem por este preco a
loja do beija-flor da ra do Queimado n. 63.
Fita de velludo bordada.
Vende-se fita de velludo preto bordada de di-
versos gostos e mais modernos proprios para gua-
ran : s quem tem a loja do beija-flor ru do
Queimado n. 63.
Franja preta.
Vende-se franja preta de diversas larguras pira
enfeitar capas ou manteletes os mais lindos ges-
tos que se pode encontrar : na loja do beija-flor
ra do Queimado n. 63.
Faras e garfos.
Vendem-se facas e garfos de halanco de 1 bo-
llo a :>m a duzia, ditas de 2 botos a 6UX):
na ra do Queimado, loja do beija-flor n. 63.
Visporas.
Vendem-se visporas muito finas a 800 rs. : ta
ra do Queimado, loja do beija-flor n. 63.
Dminos.
Vendem-se dminos mimo finos a 15200 e
I UN): na loja do beija-flor da ra do Queimado
n.63.__________________________________
iairirii^c)
Salitre refinado, superior qualidade, vinho Dor-
Chouncas e paios mnito novos a 64o a libra. I deaux, differentes qualidades, mais barato que cm
Caixas de traque n. 1 a 8&500 cada urna.
Massas para sopa macarro, talliarim aletria
a 4oo rs. a libra.
Cognac verdadeiro inglez a 8,5oo rs. a caixa
e8oors. a garrafa,
dem francez a 7,ooo rs. a duzia e 7oo rs. a
garrafa.
Charutos em grande quantidade e de todos os
fabricantes mais a creditados a l,5oo,
2,ooo, 2,5oo, 3,ooo e 4,ooo rs. a caixa,
os mais baixos s3o dos que por ahi se ven
dema 2,ooo e 2,5oo rs.
ualquer parte : no armazem
ra da Cruz n. 48.
5
de E. A. Burle i
Vende-se
a loja de calcados da ra da Cruz n. 'ti, senc
' esta bem afreguezada e em bom local : a tratar
na mesma oja com o proprio dono pois este tem
I de retirar-se a tratar de sua sade.
Aliene o
No armazem de molhados, ra do Imperador n.
14, esquina da travessa doOuvidor, vende-se man-
!_. __ ... a teiga ingleza muito boa a 800 rs. a libra, dita um
| Cafe de premeira qualidade a 8,ooo rs. a ar-1 pouco mais baixa a 700 rs arr07 ^ Java a ,00
c 120 rs. a libra, dito da India a 80 rs., vela de
a ar- espermacete a .i60 a libra, massas para sopa a 40h
rs. a libra, e outros vveres por presos muito com-
' modos.
Polvos chegados ltimamente do Porto a 32o
rs. a libra.
dem em latas grandes a 2,ooo rs. a lata.
Balachinha de Craknel cm latas de 5 libras
bruto a 4,ooo rs.
dem inglezas em barricas a mais nova do
mercado a 2,5oo rs. a barrica e 24o rs. a
libra.
Cartees com bolas francezas proprios para
mimos ou para anjos que vo as procis-
ses a 6oo rs. cada um.
Peras seecas as mais novas do mercado a 4oo
rs. a libra.
Figos de comadre em htas de 4 e 8 libras
lacradas hermticamente a l,4oo e 2,2oo
rs. a lata.
dem em caixinhas de 8 libras a 1,8oo, e
24o rs. a libra.
Nozes muito novas a 140 rs. a libra, e 4,ooo
rs. a arroba.
Amendoas confeitadas a 9oo rs. a libra.
dem de casca mole a 32o rs.
Vinhos engarrafados no Porto e Lisboa das
seguintes marcas: duque, genuino, velho
secco especial, lagrimas doces, vinho es-
pecial D. Pedro V, nctar superior de
1833, duque do Porto de 1834, vinho do
Porto, velho superior, madeira secca. Por-
to superior D. Luiz I, e outras muitas
marcas, em caixa de urna duzia a lo,ooo e
9oo rs. a garrafa.
dem branco de uva pura a 64o rs. a garra-
fa e 4,ooo a caada.
dem superior a ooo rs, a garrafa e 3,2oors.
a caada.
dem em pipa Porto, Lisboa e Figueira das
marcas mais acreditadas a 3,8oo a caada
e 5oo rs, a garrafa.
dem de marcas pouco conhecidas a 4oo rs.
a garrafa e 3,ooo rs. a caada.
Especial vinho Lavradio sem a mais pequea
composico a 560 a garrafa e 4,ooo rs. a
caada.
Pomada a 200 rs. a duzia, sevada muito no-
va a 80 rs. a libra, e 2,5oo a arroba.
Garrafoes com 4 '/ garrafas de vinho supe-
rior a 2,5oo rs. com o garrafo.
dem com 4 4/s ditas de venagre a 1 ,ooo rs. o
garrafo.
Vinagre PRR em ancoretas de 9 caadas a
15,ooo rs. com a ancore ta
dem em pipa puro sem o batismo a 2oo rs.
a garrafa e l,4oo rs. a caada.
Caixas com 1 duzia da garrafas de vinho Bor-
deaux fazenda muito especial a 6,8oo rs.
a caixa e Too rs. a garrafa.
Licores francezes e portoguezes das seguin-
tes marcas creme de violetas, gerofles, ro-
sa, absinto vespeiro, amor perfeito, amen-
dua amarga, percicot. de Turin, Botefim,
morangos, lim5o, caf, laranja, cidra, gin-
ja, canella, cravo, ortel pimenta a l.ooo
roba e26o rs. a iibra.
Arroz do Maranho a loors. a libra, 3,ooo rs.
a arroba.
dem da India muito superior a 2,9oo rs. a
arroba, e loo rs. a-libra.
dem mais baixo redondo a 2,6oo rs. a libra.
dem da India comprido a 2,4oo rs. a arro-
ba, e 8o rs. a libra.
Vellas de carnauba do Aracaty a 9,5oo rs. ar- i
roba, e 36o rs. a libra.
dem de sebo muito dura fingindo esparmace-; am ^^^ sortimento de moendas e mei<-.B
rs> a ra- 'moendas para engenho, machinas de vapor
Vendem-se os terrenos de marinhas ns. 40 e
40 A do caes do Capibaribe : a tratar na ra da
Imperatriz n. 63, 2o andar.
AGENCIA
M
FNDIGO DE LQW-MOOB.
Ra da Seuulla nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a haver
e tachas de ferro batido e coado, de todos ci
tamanhos para ditos.
dem de esparmacete a 54o rs. a libra, e em
caixa a 52o rs.
Papel o melhor que se pode desejar para os.
Srs.-empregados pblicos a 5,ooo rs. ares- -Arados americanos e machinas para
ma, j se venden por 7.ooo rs. lavar roupa: em casa de S. P. Johnston 4.C.,
Wemalmaco pautadoelisoa3,ooors. a resma.' ra da Senzalla Nova n. 42.____________
dem de peso pautada e liso a3,ooors. al KHa da Senzalla n. 42.
resma. Vende-se, em casa de S. P. Johnston A C,
dem a zul de botica ou fugueteiroa 2,2oo rs. ^ sellins e silhes inglezes, candieiros e cas-
a resma. : $aes bronzeados, lonas inglezas, fio de vela,
dem embrulho de l,2oo a l,4oo rs. a resma, chicotes para carros e montara, arreios para
Ameixas francezas em latas de 1 '/ libra a! carros de um e dous cavallos, e relogios de
1,2oo e 8oo rs. a libra. 0nro patente inglez.
dem em frascos de 3 libras a 2,5oo rs., s o
frasco valle I,ooo rs. tambem temos em
frascos para 1,4oo rs.
Conservas inglezas a 7oo rs. o frasco.
Molhos inglezes a 8oo e l,ooo rs. o frasco.
Mostarda preparada em potes muito nova a
2oo rs.
Latas com 2 a 4 libras de caj secco o mais
bem arranjado possivel a l,8oo e 2,8oo
rs. a lata.
Serveja Bon. Tenente verdadeira a6,8oo rs.
a duzia.
Vinho verde de Bastos.
O melhor que tem vindo a este mercado, em cai-
xas de duzia : no armazem de Jos Joaquim Lima
Bairao, a ra da Cruz n. 18.
Pechincha.dinheiro vista, algodao com pequeo
toque de avaria, a \5. 4>00, 5300 e (oOO a pe-
ca, formas de folha para bolos de varios tamanhos
por commodo prego ; na ra do Queimado n. 14.
Feijo a 10$
Vendem-se saceos cora 22cuias de fcijao mulaii-
o Mii/.i.i. __i nj)0 e rajaj0 na rua da Madre de Dos ns. 5 e 9.
dem de outras marcas preta e branca a 5,5oo _^^^^^^^__^___^______
e 6ooo rs. a duzia inteiras. g?"""*"""M"^""""^!gMMg
Vassouras de piassava com 2 arcos de ferro ESCRAYOS FGIDOS.
vindas do Porto a 32o rs. j------------------------------------------------
Cebollas muito novas a 8oors. O molho e 500 i Fugio o escravo Pedro, crioulo, que se acha.
rs. O cento. ; va depositado pelo Dr. juiz municipal do Rio For-
Chocolate portuguez hespanhol e francez de moso ao abaixo assignado, mto^ **!"
000 a 1,000 rs. a UDra. ou menos, olhos grandes e pardos, baixo, grosso,
Genebra de Hollondaem frasqueiras a 6,000 cabeca pequea, orelha pequeua, dentes unidos
e 56o rs. o frasco,
dem em botijas a 4oo rs.
dem em garrafoes de 14 garrafas a 5,2oo rs.
Palitos do gaz a 2,2oo rs. a groza e 2o rs. a
caixa.
dem de dentes lixados em macos grandes
com 2o rs. o macinhos a 12o rs. o masso.
Cominhos muito novos a32ors. a libra e
lo.ooo a arroba.
Sag muito nove a 24o rs. a libra.
Cevadinha de Franca a 18o rs. a libra.
Milho alpista a 14o rs. a libra e 4,5oo rs. a
arroba.
Gomma a 2oo rs. a libra e 2,4oo a arroba.
Peixes em latas al,000 rs. a lata j prompto
a comer-se.
Farello de Lisboa marca N. e Biato saceos
grandes a 4,000 rs.
beics grossos, nariz um pouco chato, pernas gros-
sas, dedos compridos e seceos, sem barba, no p
esquerdo urna cicatriz em cima do malelo cemi-
nencia do tornozello) no p dlreito outra cicatriz
na parte interna, tem algons pannos pardos pelo
pescoco, um pouco gago ou tataro. A fuga teve
lugar no dia 20 de maio, levando coroula do esto-
pa, camisa de algodaozinho com tiras de ganga
parda e chapeo do palha : quem o apprehender,
queira lvalo ao Sr. ttanoel Domingos da Silva
Jnior, rua do Hospicio n. 38,00 recolhe-lo a casa
de detencao e communicar ao Sr Manoel Domin-
gos, ou ao roesmo ahaixo assignado. em Beberibe,
que ser generosamente recompensado.
Menoel Elias de Moura.
ATIENDO
cal de iAhho e potaras da
Rraia.
Vende-se na roa da Cadeia do Recite n. 26, para
onde se mudou o antigo e acreditado deposito da
mesma rua n. 12, ambos os gneros sao novos e
legtimos, e se veodem a preco mais barato do cnat
ara tqualqnerlparte.
A ttengdo.
Vendem-se estalos para sortes de Santo Antonio
e S. Joao a SO rs. a duzia : na rua da Palma n. 41,
taberna.
Vende-se a tatema sita no caes de 22 de
Novembro, com gneros ou s a armacao : a tra-
tar na mesma.
Acha-se fgido o escravo de nome Faustino, de
idade 40 annos, pouco mais ou menos, cor fula, at-
ura regular, grosso do corpo, bem espadando, bar-
bado, e j com algons cabellos brancos na barba,
bracos e pernas grasas e bastante cabelludas, ten-
do as pernas arqueadas, porm nao muito, costu-
ma andar em sambas, e as vezes embriaga-se bas-
tante por gostar muito de beber : portante roga-
se as autoridades policiaes desta e das provincias
limitrophes, que o facam apprehender e leva-lo a
seu senhor o major Antonio da Silva Gusmo, na
rua Impacial, assim como roga-se aos capitaes de
campo a apprehensao do dito escravo, que serio
i bem gratificados.



Diarlo de PrraaBtaM ftexta letra t de Jaaho de 1 1.
LITTERATRA.
A II LH A DO DOI TOIl NEGRO
Itomanee original de Gamillo Gaslfllo Branco.
(Continuado.)
VHI
Hereiava o doutor que Joao Chrysostomo, posto
em liberdade, no dia scguinte ao da transferencia |
d Albertina para o Alto Minho, tvesse Ijgo aviso
em Braga, c lhcs fossc no encalco. Com um espe-
cioso pretexto na contagem do lempo da senteoca,
proiogou-liie a soltura para oito dias depois. O
moco paclentissimo esperou que se acugulasse a
vinganga, duendo : por to pouco, nao vale a
I na contrariar o prazerdo Sr. Alpcdrinha.i
Fiualmeute.a mesma hora em que apresentava
Penst em me livrar : en Taco a tua vontade : es-
perareique o cu se coramova. Rodeiam-me aqui
desventuras novas ; intil dizer-t'as ; afHigir-le,
sem poder remedia-las de prompto, seria croelda-
de. Nao me escrevas, que seguranga nenlmma ve-
jo de virem mea poder as tuas cartas.
t Medita na execugao segura de algum passo
que nos salve de urna vez para sempre. Prepara-
do tudo, vera, que eu aqui estou, ou onde a tyran-
nia quizer que eu esteja.
| Adeus. Se ha amor mais constante e inque-
brantavel que o meu s tuas virtudes e ao teu
grande corago, nao sei, meu querido amigo. Des-
grana semelhante isso creio eu que nao pa.
i t Fortaleza egual perseguiro que nos faz o
mundo !...
Adeus. Tua A.
No dia seguintc, a dama, detotada ao remedio
destes desamparados, apresentou Joao Chrysosto-
mo um falo completo de mendigo. A lividex de
ao carcereiro alvar de soltura, reccbia.Joo Chry-
s ,-tomo noticia de ter sido improvisamente arre- m$)mM'9 meiordeWrcere7ras0barbas"in'ren"saT,
balada Albertina do convento.
As alegras da liberdade, depois de tres an-
nos e meio de carcere I disse entre si o pobre mo-
ro, ao atravessar sem deslino, o campo da Cor-
icaria.
Caminhou de ra em ra. Encontrou pessoas,
que o haviam estimado. Ninguem Ihedisse: Deus
16 salve 1 ; ninguem Ihe apertou a mao, dando-
Iba os emboras de sahir vivo dos ferros.
As pessoas que o reconheciam, voltavam o rosto ;
urnas porque o haviam esquecido ou despresado
na cadeia ; outras por que se pejavam de apertar a
mao ao desvalijo que nao vencer o pleito com o
doutor ; emtim, outras, porque o licaram odiando
pelo crirae de rapto.
Joao Chrysostomo, ao escurecer deste primeiro
dia de liberdade, entrou na estrada de Braga, sem
saber dar-se conta do atento, que o levava, im-
pellido pelo coracao. Era febre, precursora de lou-
cura ; phrcnezim como elle, raras horas, o experi-
mentara no afogado recinto do carcere.
Alm da Carnea, no caminho de Braga, reconhe- i
ceu o caminho transversal, que por entre pinhei-
raes, o levara sua aldeia. Sentou-se ali n'um
combro da devosa do pinhal, e recordou-se da sua
infancia.
A la era cheia e prefulgente. Canta va os rouxi-
ns as carvalheiras prximas. Bumorejavain mi-1
litares de vozes de insectos consolados do frescor
da noule.
O acre das boucas aromatisava o ar. Mais de
mil c duzenta
ajudavam transfigurago. Vestiu-se o moco, e in-
velheceu vinto annos dcbaixo dos andrajos. Era
escusado correr tantas ieguas naquelle penoso dis-
farce.
O cavalleiro protector de Albertina, mandn um
creado acompanha-lo Valenca. D'ahi em diantc
que Joao Chrysostomo, involto n'um alcochoado
de remendos, se abordoou a um cajado, e foi dar
a Barbeita, na madrugada em que o deixamos com
Albertina, no adro da egreja.
Poucas palavras haviam tocado, b logo Albertina
descobriu Simo do Valladares, que a seguia, en-
brindo-se com as carvalheiras marginaes do ca-
minho.
O morgado segue-me.. disse ella alvorogada.
Eu deixo-te, e tu nao te affastes para longe.
Entrou Albertina na egreja. Simao de Vallada-
res passou pelo mendigo, e disse :
Aquella senhora deu-te esmola ?
Saber V. S. que sim.
Deixa ver o que te deu.
Joao tirou da algibeira interior da jaqueta occul-
ta urna moeda de dez reis. O morgado pegou del-1
D'ahi a podos minutos, abriu-se ama janella, *
mais prxima de Joao,- e logo Albertina Ihe fex
signal de aproximarse, c disse com assuslada pre-
cipitadlo :
Qual o teu intento ? Vens para fugirmos ?
Anda nao.
Pols a que vieste ?
Vr-te... saber que me seguirs.
ra, ou mais negro, se possivel...
da menina T est com elle ?
Nao, senhor.
den Joao Chrysostomo com desagrado, e coat-
nuon : Dero desde j dizer V. S. que a Sra.
D. AlbertiBa nao deu motivo algum a que o mun-
do a considere desacreditada.
Assim ser, meu caro Sr. Joao replcou
Nao t'o disse eu na minha carta ? Que espe- ionelinhn ''
s tu agora ? I ^hnho mas quem pode tapar as boceas do
Quem as abriu foi o preto, o selvagem !
Cuida em casar, ou
mundo?
ras tu agora
Recursos indispensaveis para a fuga. E 0 senhor agora que f
Onde iras tu busca-Ios, meu desgragado desistc ?
amigo? ,,
Espero respjndeu Joao.
Se o cu m'os nao der, irei busca-Ios ao n- Tenho verdadeira pena do senhor! voltou
ferno. Dentro de trinta dias, estarc mono ou Agostinho, abanando a cabeca.- O meu gosto era
comtigo. 1 ve-lo casado e vingado.
Meu Deus I...exclamou Albertinaeu | Mas atalhou o copista, desconfiado da sin-
Que feilo mais do que os pnlmdes Ihe oatorgavam. Agosti-
nho Chaves abracoo-o, e disse-lhe :
1 Porto -resPn- Escreva-me, qnandoqnizer para a Povoa de
Varzim, que eu parto Jioje. Ali estou s ordens.
E' um anjo que Deus envin ao antro das do-
res! exclamou Joao. Saiba agora, Sr. Chaves, que
deixa nesta casa um corceo a trasbordar de feli-
cidade e gratido.
E' o que se quer.
Albertina lia de abengoar o seu nome.
Coitada da pobre menina Adeus, adeus.
Contem ambos comigo.
Sahiu Agostinho Jos Chavas limpando os olhos;
e Joao poz as mos sobre o peito, os olhos no cu,
e orou. Depois, sentou-se a escrever urna carta
que principiava assim :
posso esperar muitos trinta dias Nao te espero ceridade do sojeto, e suspeitando-o o enviado do
eu ha tres annos entre ferros? O' Joao, querido Dr. Negro-queconheciment tem V. S. do mim
da minha alma, que a tua desesperarlo nao venha para tamanha compaixo dos meus infortunios ?
completar a minha desgraca Nao preciso conhece-lo para me compadecer
Nao vira. Tu s urna forte alma, Albertina, Basta que eu Ihe diga que son inimigo ha dez an-
pois nao s, martyr ? nos do Dr. Negro. Foi contra mim n'uma causa
Que maiores provas te darei, meu amigo ? em que perdi quarenta mil cruzados.
Ento espera-me, e adeus I Volto Braga; j Seriam as leis e nao elle atalhou Joao
a nossa amiga te enviar as minhas cartas... Chrysostomo, avahando com menospreco a inmi-
Esconde-te Idisse Albertina, vendo Simo sade do homem ao advogado adverso,
de Valladares despontar entre as cilindras do Foi elle, nao foram as leis; foi o preto que
portal. fez o branco da sua cor ; foram os sophismas, as
Joao recolheu-se ao coberto, e Albertina ao seu trapagas, as ladras tramoyas da sua habilidape,
quarto. Enganou a estupidez ou a boa f dos desembarga-
Minutos depois, o mendigo sabia de Barbeita a dores do Porto, e dos desembargados da suppli- morSdo comecava a desatinar.
passo lento, e estugava depois o passo na estrada cacao. Fez a maroteira, e gabou-se de a fazer. I''
de Valenca. Homens assim nao sao sacerdotes da le; sao la-
Smo mandou dar de jantar ao pobre de D. Al- dres que sahem estrada de beca. Eu perdi
berlina. A creada, que conduzira o prato, voltou bens no valor de quarenta mil cruzados; pague.
dizendo que em lugar do pobre, achara doze vin- as custas da demanda; e seno fosse muito ricoi
tens em prata, dentro da tijella vazia do almoco. ticava pobre.
Simao reconheceu o dinheiro que dra ao mendi- Quando elle disse muito rico, os olhos de Joao
go. Contou-se com grande espanto a historia, tor- Chrysostomo lltaram Agostinho Jos Chaves com
nada mais mysteriosa pelo desapparecimento do certo brilho e penctrago. Era o olhar faminto do
pobre. Fizeram-se juizos extravagantes a tal res- ouro, que nao tem nos humanos olhos outros que o
Porm, Simio de Valladares, com as fa
Que arrebatadora alegra te leva esta carta,
Albertina! Comoeu me sinto feliz! Abencoada se-
ja a desgraca que taes contentamentos me d Es-
cuta, e no fim me dirs se as tuas lagrimas nao as
viu Deus! Oh como este mundo se transfigurou
aos meus olhos! O coracao pode mata-lo !... Es-
cuta.......
Seguia-se o minudencioso dialogo com o en"
viado da Providencia.
X
Peorava do hora a hora a situago de Albertina
em Barbeita.
na egreja. O mendigo seguiu o morgado, ajoe-
Ihou-se a distancia de Albertina.
Dita a missa, o morgado sahiu, e esperou a hos-
da eternidad* sem elle as er visto. d ** CMU8 d U'" r0San0 de bom taraanho> **'
peito. Porm, Simao de Valladares, com as fa- assemelhe.
, culdades intuitivas que d o amor, como que adi- j Ora aqui tem o senhor, prosegua o surdo,
. ,V B vinhou o hornvel segredo que Ihe alanceava a al- porque eu quera ver aauelle cafre bem esmairado
^JTvZSZJ^^tt ^!^i^*W^P^JU honrado. ena
va do cavalheiro bracarense, que o nao tnha, a
meu ver, para sua devocao especial. Simao apro-
ximou-se de Albertina, e declarou-se admirado de
mundos desconliecidos. E to desgragado na sua to inslita madrugada. Respondeu a menina, ti-
A la parecia-lhe urna maravilha sorprendente ;
o? cantares das avesinhas uns accordes sons de
primeira notite de liberdade
Nao ter pac i|ue Ihe desse gasalhado naquella
lubiando, que a bonita manha a convidara a sa-
hir, e gesticulou urna mesura para retirar-se; mas
noute.nem irmo que liberalisasse urna tijella de o morgado caminhou de par com ella. Joo Chry-
caldo em sua mesa, na mesa onde ambos haviam '< sostomo sorriu ao relance de olhos de Albertina,
comido, com a mi commum entre ellos, a me que | Era o sorriso da confianca que d soberba ao cora-
os amava por egual j cao da mulher que o merece bem que, neste nos-
Chorava o desamparado lagrimas de travor acer- s0 caso> um araai>te, menos confiado na isempco
Ik, otilando por alm fura no caminho do sua casa, de sua da,na> Poda sorrir tambem. Os rapazes
aHrejado pela claridade da la, e dizia : i de trinta annos nao sabem o que sao rivaes de cin-
Maldita seja a hora em <|ue a ambicao de meu!coenta e cinco : e as veze cumpria que o soubes-
da cadeia.
Que estreitissima porta a fortuna Ihe ofTerecia !
que comeos de vida para quem careca de al-
guns punhades de ouro! O pobre copista des-
maiava n'aquelle trabalho inproductvo alm do
pao quotidiano : cahia-lhe a fronte escaldante
pac me mandou sahir de casa, a procurar riquezas
onde eu doria enriquecer ou morrer I
a Tao coherto de lagrimas enlrei nesta estrada,
quando me levaram ao Porto para em barcar !...
t Aqui mesmo se despediu minha mae de mim,
e os gemidos della aiuda os our;) no coracao. Bem
IV dizia o presagio.que me nao verla mis... Se
viveatea, quando eu voltei doente do Brasil a pedir
na casa de meus pacs abrigo c compaixo de mi-
nha fraqueza, tu me abriras os bracos, e me de-
fenderas do meu atroz destino, minha me I
l'assados minutos, quehrou-lhc a mcdta;o a es-
tridula guizalhada de lite iras. Conservou-se no
mesmo sitio al as avistar.
A distancia de cincoenta passos os liteiroirop, | caridade da mao direita; mas, se alguem acera
como entrevissem um vulto naquella serra chama- j de nos ver esmolando, nao sei para que havemos
sem porque nem sempre sao despecendos.
Simao de Valladares proseguiu :
fhvejei, pouce ha, a sorte d'aquelle pobre.
Albertina impallideceu, c tarlamudeon :
Porque T.. .nao sei que'...
Porque elleacudiu o morgado ao embara-
50 da senhorarecebeu da mao de D. Albertina
urna esmola.
Est engaado V. S...Eu...balbuciou
ella.
Pois repugna-lhe saber-se que deu urna es-
mola a um mendigo ? !...
Nao... mas...
O Evangelho manda esconder da esquerda a
da Tena-Negra, por aquelles lempos, suja de sal-
teadores, pararam, exclamando :
Quem est ahi ?
O doutor lancou a sua cabeca escura fra da por-
tinhola, e bradou :
Que temos ? Somos roubados?
Ladros pela frente, palro I responderam
os pavidos lileireiros.
Gritem, gritem de el-rei I exclamou o dou-
tor. figurando um ladro em cada tronco de ar-
vore.
Joao Chrysostomo havia j conhecido a voz do
pae de Albertina: imaginou que ella vinha em urna
das liteiras ; trema, sem dar lento da sua situa-
rlo, ja quando os mocos bradavam, em grita des-
enloada, por soccorro.
Joo permaneca sentado e immovel sobre o
combro, quando os liteireiros cobraram animo, por
vercm a quietago do vulto, c a immobilidade das
arvores suspeilas.
Oiha que nao seja algum calho disse um
delles.
Qual calho nem qual diabo homem !...
Se fr s um... tornou o mais animoso. Va-
mo-nos a elle, Sr. doulor ?
Vejara l no que se mettem, que isto serio
e perigoso I observou Francisco Simoes. Eu tenho
aqu meia duzia de moedas ; se esses senhores se
accommodarem com isto, dou-lh'as, e que me dei-
xem passar salvo.
Isto disse elle em alia voz para que a malta dos
salteadores o ouvisse.
Joao Chrysostomo, sem mudar de postura, res-
pondeu proposta :
Passem, que nao ha ladroes aqui.
Diz que podemos passar, ajuntou um liteirei-
ro, nio sao ladroes, meu amo.
O doutor Negro cuidououvir a voz de Joao Chry-
sostomo, e tremeu pela vida. Era natural o terror
a quem premeditara tira-la ao inimigo por mao do
sicario.
Cuidado tornou elle abaixando a voz. Va-
mos l ; mas vosss ponham-se do lado das porti-
nholas, que a minha vida est em risco.
A sua vida est segura, Sr. Dr. Alpedrinha.
tornou Joao Chrysostomo que apurava o ouvido,
A sua vida to sagrada para mim como a de meu
pae.
As liteiras passaram. Joo Chrysostomo com o
rosto entre as maos, e os cotovellos apoia dos as
pernas, observou a passagem das liteiras, e conhe
ceu que o doutor ia sozinho.
de negar uuia ac^ao boa, minha senhora .
Pois V. S. viu me dar esmola ? I...
Quer que eu Ihe prove evidentemente que
vi?...Aqui tem!
E, dizendo, mostrou a moeda de dez ris na pal-
ma da mao.
Albertina ficou suspensa e atalhada, mrmente
quando viu Simao levar aos labios a moeda de co-
bre.
Consente D. Albertina
thesouro?continuou elle.
Se consinto...
Sim, minha senhora : se
que eu possua este
A lanzada do
onde est como
pendente o orgo do juizo. Dissera elle, no prin-
cipio, me da sua hospeda que, violentada, nao
aceitara Albertina. Estes briosos sentimentos iam
j declinando em consenso violencia, desde que
a mysteriosa apparicao e fuga do mendigo Ihe rou-
bou o somno e as esperancas.
A familia, a quem Simao de Valladares mostra-
ra a sua paixo, entrou a receiar seriamente que
Albertina, voluntaria ou coagida, se ligasse ao se-
nhor da casa. Fernando tentou despersuadir o ir-
mo com razoes offensivas do amor propno d'elle,
lembrando-lhe a edade ; a incompatibilidade dos
cincoenta e cinco d'elle com os vinte e quatro an-
nos da hospeda ; as consequencias a receiar de
1 pecto. Nao obstante, sufocou o despeito e a des- J que seja pobre j'p^r^^fllar-lhT^erdad^do ium enlace cora mulner 1ue Jaas vezes fu8'ra da
conlianga. 1 modo que est este mundo/nao se pode ser pobre. casa Palerna Pr amor de outro homem; iinalmen-
IX A virlude ninguem d por ella, se o dinheiro nao te> desconceito em que o mundo devia te-la. A
Quinze dias depois, Joao Chrysostomo eslava no ,ine no lur onde ella est. A gente admira se '. ainada, menos discreta, ajuntou urna outra razo
Porto, empregado na escrivaninha de um tabellio, 1uando vt5um *** *"<>*> 5 mas ninguem per- | *_f ferBW^*! ""* *&*"?" ^.bre,ves,'.er;
que o tivera a seu servico a maior parte do lempo 8unla com 'lue linnas e"e se alinhava. Se elle des-
camba um p na estrada torta da honra, tona, di-
go eu, porque o piso muito ruim ; e, primeiro
que um homem chegue ao caminho chao, quebra-
se a cabeca um cento de vezes, se acorta de escor-
regar, l vae quante Martha fiou; todos vem a es
corregadella, e esquecem as virtudes passadas; H-
sobre o papel, onde s vezes encontrava o refrige-1 cara todos desconfiados delle, e o que foi, j o nao
rio de snas lagrimas derivadas da face. abona para o que ha de ser.
BAs cartas, que escrevia a Albertina, revelavam, n
apezar d'elle, a profunda desanimaco. Nem elle mundo assim' meQ charo ami8 e Sr- Joao-
saberia dizer em que se fundava a esperanca de ra d'ga'me vocemec : vis'louo mui,a eote nos
haver dinheiro para a fuga. |lres aQnos 1ue eilevo Preso ? y*> Precisa resPon-
der que eu bem sei que mo. Pois ah tem. Muito
Algum romance Ihe sahira da phantasia aqueci- honrado, mas l te avenhas como poderes. Traba-
da pelo Cortea*. \ |naj se qUizeres vver; seno, dei xa-te raorrer, que
Teria ldo alguns em que, nos maiores apertos eu mais Que posso fazer-te dizer que lu eras
dos personagens, o dinheiro apparece mais de- um mogo muito honradinho. E' o que diz o mun-
pressa que o engenhodos autores, dinheiro a rudo, do. Est-mea parecer que o Sr. Joo, se fosso um
quando c necessario. Cuidara elle que o seu amor, pouquinho alratantado, por exemplo, se, quando
sublilisando-lhc o espirito at ao requinte da in- \ entrou na cadeia, levasse uns cincoenta mil cruza-
dustria, lho ensinaria o segredo da pedra philoso- dos, roubados ao orpho oa viuva, com o auxilio
phal. I da jurisprudencia do Dr. Francisco Simoes de Al-
Pobre moco, t nao foste o primeiro, nem se- pedrinha, est-mea parecer, repito, que vocemec,
ras o ultimo a pensar na conversao das pedras aPesar de ladro, havia de ter muito quem o visi-
em ouro. Poucos sao os amantes, as tuas cir-,tasse e Pozesse ao seu servgo dinheiro, por sabe-
cumstancas, que nao tenhara desejado possuir, rem 1ue senhor o dspensava! E' o mundo : nao
condicionalmente, as orelhas de Midas, urna hora ha dar-lhe volta. Quem nao estiver bem, mude-se.
pelo menos, eom a clausula de poder, como elle, Agora, acrescentou Chaves, alimpando os oculos,
transformar em ouro os objectos tocados. Em pergunia-rae vocemec porque nao fui eu melhor
quanto s orelhas, aiada que ellas flcassem para que o resto do mundo, se tanto me admiro da sua
todo o sempre como o irritado Apollo lh'as dra ao honradez. Tem razo; mas eu vou responder. Em
rei da Phrygia, isso paciencia : todas as orelhas' primeiro lugar, eu eslava em Lisboa, cuidando das I preparo de'phra7es\ond"uce"nle"apd"r perdilo
sao eguaes perante o dinheiro : e toda a mulher, minhas demandas, quando vocemec foi condem- seu atrevimento :
que deveras ama, desculpa o fetio e comprinjento nado; em segundo lugar, quando cheguei ao Por-
das orelhas do homem amado. to, recebi a triste nova de que eslava a dar a alma
A Joo Chrysostomo succedeu este vulgar con- a Deus minha mulher, e part logo para a Povoa de
tralempo que innubla e carrega de tormentas os Varzim de onde sou natural. Depois, quando lor-
mais serenos cus da imaginacao de um amante : nei ao Porto, quiz procurar o Sr. Joao para Ihe of-
a falta de dinheiro palavras rosase plebeas, que ferecer a minha bolsa ; mas nessa occasio apa-
nunca deveriam entrar na contextura de um ro- nhei urna catharral, e sobreveiu-me logo urna dor
mance- de ouvidos de que fique surdo a ponto de precisar
E, todava, certo que da falta de dinheiro pro- desta corneta para ouvir alguma cousa ; e, como
cedan tanto grandes beneficios sociedade como urna desgraca nunca vera sozinha, quando eslava
mos : Que muito Ihe custaria a ella, filha dos Mel-
los de Ponte do Lima, aparentarse com a filha de
um preto.
Tantos rastilhos mina fizeram urna exploso
pavorosa !
Simao de Valladares bateu rijo o p no pavi-
mento, e disse que havia de casar quando quizes-
se, e com quem quizesse, sem altender a que sua
aniada era filha dos Mellos de Ponte do Lima, pa-
rentesco com que elle se nao ufanava cousa ne-
nhuma. Fernando ordenou silencio mulher, que
1 razia a arvore genealgica dos Mellos na pontada
lingua, nico dote que levara para Barbeita.
Requintou o odio das Sras. Valladares pobre
Albertina, e velha com umita razo.
Nao cessava esta, instigada pelo marido, de es-
timular a filha a abracar a fortuna caprichosa, que
Ihe ollerecia um marido ldalgo, rico e bem apes-
soado, apesar dos annos. Albertina ou Ihe nao res-
ponda, ou replicava desabridamente, que assim a
havia educado a mie. O quo mais a magoava era
o ar despresador das meninas com quem ella qui-
zera dcsabafar chorando.
lua dellas, como risonho semblante, Ihe disse
um dia que o pae eslava morto por Ihe fallar par-
ticularmente, quando se dsse occasio. Alberti-
na respondeu que a occasio a dara ella, sahindo
a sos com urna das meninas para o sitio onde o
Sr. Fernando Valladares a esperasse. Assim se fez.
Fernando disse o seguinte, depois de um longo
que me perda a audacia de o possuir um ta- Sra"des malfeitorias; porm, no mximo dos ca-' resignado com asurdez, atacou-me una infiamma-
lisman, que traz comsigo o pensamento virtuoso i SS' a """ba esUl,sl,ca dos cnmes Por ar, d- cao de olhos que me poz em risco de cegar. Man-
que inspirava formosa Albertina a beneficencia 'me e'n resullado ('ue muilas Paixi5ei 'era sido aba-! daram-ine para a minha trra, e s agora que pu-
ao dosgracado, cuja mo se estendeu sua carida-'h^ red"Z'da* a bous termos, por mingua do de tornar ao Porto. Ora aqu tem.
de. Ficarei eu com a esmola ; que dos dous ho-
mens o mais desgranado nao aquelle ; sou eu,
minha senhora.
Mas quem.. .eu nao sei como.. .custa-me a
comprehender.. .Pois se...
Albertina mal sabia que dizer. Todava, sendo
tamanha a sua confuso e a enchente de sua amar-
gura, custou-lhe a soffrear o riso, quando Simo
de Valladares levou segunda vez aos beicos o pe-
dacinho de cobre, e dos beicos ao corago.
Rematou o dialogo porta de casa. Ao abrir-
se o porlo, o morgado olhou em direitura da egre-
ja e viu o mendigo. Acenou-lhe, e disse a Alber-
tina:
Este mendigo est debaixo da sua egde, mi-
nha senhora. Ficar sendo conhecido pelo pobre
da Sra. D. Albertina. Ha de elle abencoar a hora
em que a viu.
Joo Chrysostomo aproximou-se, carabaleando o
passo o mais doenliamente que pode.
Vem c, homem,disse o morgado de Bar
! dinheiro, principal incentivo das affoiiezas e ar-
rojos.
Supponho que os ardores do corago esfriam
se a temperatura da algibeira glacial. Isto
dizer em termos chaos o pbenomeno como ello
me parece que se d.
A cousa floreada com loucaoias e recamos
Muito obrigado, Sr. Chaves, disse Joo Chry-
sostomo bem intencionado. Escusava V. S. de dar
to minuciosas explicacoes do que nao nem leve-
mente urna falla.
Vou-lhe fazer urna observacao, atalhou Agos-
tinho. Faga favor de me nao dar senhoria que eu
de linguagem sahria mais com ares de philo-: a tenn0 nem quero. Tenho algum dinheiro e algu-
sophja. mas trras : c me vou arranjando com isto sem
E' provavel que Joo Chrysostomo meditasse Do 'sennoria- Vamos ao 9ae importa : vocemec quer
seu infortunio e pobreza em palavras assim cor- al&uma cousa de mim ? Bas,a de P^vmdo. Aqui
reotas. A desgraga smente deixa pentear pala-j es,a umnhoraeni' df. "** nas occasi5f de
.ras e aceplhar o estyloaquelles que por sua con- "S"**!?, 5 dmhT? Quer Cmei:a' RUm
ta escrevem, bem prosperados, bem ao resguardo! modo de J* "J reDd0S0 T ^ ?! 2,
"ll r bU*,uu:queoSr. Joao esta escrevendo em casa do tabelhao
Ferreira : trabalha para r vivendo ; mas deve
Nem mesmo as cartas, escripias a Albertina,' trabalhar para mais alguma cousa. Se, com dinhe-
iam muito de transportes. A ave do ideal cania ro pode casar-se, pondo outra vez demanda contra
desasada. o preto, ou fugindo com a moga por esse mundo
Eram mal disimulados pranlos, odios e voci- fra, e casar com ella no Brasil.. E' verdade !
ferages contra a frrea organisago da socie-' que feliz dea I porque nao vae o senhor para o
dade, apllos Divina Providencia misturados Brasil e mais ella ? Aquillo que trra para ga-1 do animo de meu irmo.
Meu irmo est doudo por V. Exc. Todos
i sabemos que a Sra.|l). Albertina regeila a propos-
ta do absurdo casamento, que seria a desgraga do
ambos, c a desordem irremediavel desta casa. Po-
rm, a cabega de meu pobre irmo est desnor-
teada, e nao ha (irar-lhe della a esperanga de que
V. Exc. se ha de deixar levar da ambigao de ser
senhora desta casa.embora se faga escrava de um
velho. Todos fazemos justiga Sra. D. Albertina,
excepto meu irmo. Pennitta-me agora V. Exc.
urna pergunla : Esta situago -lhe custosa ?
Muito! respondeu Albertina. Pego continua-
mente a Deus e a minha imaginago um remedio
prompto a isto, que para mira, ao mesmo tempo,
vergonha e supplicio. Mas nao sei que fazer-lhe :
tudo contra mim. Meu pae impoe-me a sua
maldigo ; minha me esl sempre a mortificar-
me ; o Sr. Simo a minha sombra ; e, por sobre
tudo isto, o desagrado deslas senhoras que deviara
ser mais justas e piedosas comigo.
Perde-lhes V. Exc, atalhou Fernando com-
movido, que ellas receiam a pobreza, e desconhe-
cem o melhor do carcter da Sra. D. Albertina.
Como sabe, eu sou filho segundo, tenho um peque-
no patrimonio, que me nao rende o necessario pa-
ra o pao de rninha familia Se meu irmo casar,
serei expulso d'aqui. O futuro destas meninas
qual ser ? Tristissimo, minha senhora !
Pois bem acndiu Albertina, cu ihe juro pe-
lo santissimo nome de Deus e da Virgem que nun-
ca hei de casar cora o Sr. Simo de Valladares.
Aceito o seu juramento redarguiu Fernan-
do, mas necessario que esta idea se desvanega
beitaespera no pateo que te deem de almogar;! com a blasfemia de quem grita Divindade nhar dinheiro. Eu j l estiveuns cinco annos, e, Que posso eu fazer? desengana-lo ? Todos
e, se nao tiveres de ir hoje tua vida, janta, o' sorda, como ella sempre aos clamores da in- se nao ficasse herdeiro de um irmo, a esta hora jos meus moos l9das as mn|ia palavras sao um
agasalha-te ah. Quando por aqu voltares, man-
da-me sempre dizer que s o pobre da Sra. D. Al-
bertina. Emendes ?
Sim, senhor,respondeu Joo, lancando os
olhos a Albertina, que mordia o leogo para abafar
o riso.
D'onde s ? tornou Valladares.
De longe, meu senhor.
Nanea andas te por estas trras ?
E' a primeira vez.
Pois em hora ditosa c vieste.
justiga. ,tinhaganhado cera coatos de ris, com uraapernadesengano Ja |he disse que amava outro no_
Albertina consolava-o em palavras que tambem s costas. V para o Brasil, leve comsigo a menina,; _-
denunciavam a sua desesperago. Ao mesmo tem-! e l case ou nao case que ninguem Ihe pergunta I
po se abonava com a sua coragem para esperar, 'quantos annos tem. Pense nisto, Sr. Joo. Dinhei-
lastimava-se de que a perseguigao do morgado, da ro ha; falta a sua resolucao. Que me diz?
mae, e j das cartas do pae, a levassem ao extremo! Joo Chrysostomo ouvia-o com alvoroco, e um
da tortura. desafogo de espirito semelhante s largas que da
N'esle conflicto de rauitas dores irritantes, foi inesperada felicidade recebe o corago. O tom do
Joo Chrysostomo procurado, no sea pobre quarto dizer de Agostinho Jos Chaves tinha urna cordea-
de um terceiro andar da ra dos Pellames, por um ,dade que o leilor, j prevenido talvez, Ihe nao
sujeito desconhecido, mas de limpa e insinuante encontra Era nrepkn amar e ser nobre c andar
Seguiram a alea de cilindras, que conduzia ao preseoga. encontra. Era preciso amar e ser pobre e
dinheiro como Joao Chrysostomo para
receber
Corrido o Incidente, o mogo proseguiu na estra- palacete. Joo Chrysostomo parou no pateo; e,| Disse elle, chamar-se Agostinho Jos Chaves.' aquello homem como enviado da Providencia,
da de Braga.
Sabia elle o nome da senhora, amiga da reclusa
A nao ser a bemfeitora dama, quem poderia infor-
ma-lo do destino de Albertina ?
Chegou Braga, e foi logo admittldo presenga
da senhora, a qual na raesma hora, recebia a prl-
em quanto Simo de Valladares subia, Albertina, Tcria quareD[a annos> usava oca|os escuros de t tf ^ ,orada
cora o disfarce de encaar uns alporques de era- grande veueio de ouro, vesta de briche, e era
vos, avisnltou-se delle, e disse Ihe : ; Dastan,e surdo, por amor do que empunhava urna
Cuidado que minha me te nao conhega...
Se eu nao poder fallar-te, escrevote.
D'ahi a pouco, recebeu Joo Chrysostomo urna
meira carta de Albertina, com outra para Joo tijella de leite e ara pedago de pao duro. Almo-
Chrysostomo, escripia a lapis. I m debaixo do um coberto, sentado na rodeira de
Conhecia-se que a primeira fra feita em pre- um carro. Depois aconchegou-se de um recanto
qne pareca ser o ninho dos rafeiros, e fez qne dor-
ma.
Era dia santificado. Ao toque da missa princi-
pal, sahiram as senhoras Valladares, e a mae de
Albertina, acompanhadas de Fernando e Simo.
A mulher do Dr. Negro ia dizendo ao perpassar
pelo abrigo de Joo Chrysostomo :
Watta filha, com a sua madrugada, arran-
jou urna forte enxaquca, e l flcou na cama. Se
conseguir dormir, passa-lhe.
senga da me, porque nem de leve alludia ao pre-
so. A eoderessada Joo dizia assim :
Deves estar livre; mas onde estars tu ? Pro-
curas-me, com desesperada agona, e eu nao pu-
de anda dizer-te aonde estou. Que importa que
o saibas?...
Esta desgraga invencivel ; mas j agora a mi-
nha victoria acabar lulando.
Nao desanimemos, nao. Vae Braga. A nos-
sa amiga te dir aonde estou, aonde me arrastaram.
corneta acstica, ajustada quasi sempre ao ouvido
esquerdo.
Principiou assim Agostinho Jos Chaves:
Estimo muito que os seus trabalhos acabas-
sem, Sr. Joo Chrysostomo. Era j tempo.
Multo agradecido.
Como ? perguntou o sujeitapondo ao ouvi-
do a corneta. O mogo conhecen que era delica-
deza aproximar-se do hospede e gritar-lhe.
Proseguiu o Sr. Chaves :
Fizeram-lhe urna grande iniquidade, Sr. Joo!
Patifes I Pozeram as leis ao servigo da deshonra I
Antes quizeram deixar desacreditada ama menina
que remediar um desvario com o casamento. Que
pae aquelle preto! Tem o corago da cor da ca- sua nobre alegra, porque Ihe era necessario gritar
Ainda assim, a vehemencia do desejo nao subor-
nou de prompto os dictames da razo. A' repetida
pergunta de Agostinho, sobre se quera dinheiro, o
mogo respondeu :
O que eu desde j quero e preciso beijar-
Ihe as mos, Sr. Chaves.
Alto l! nao consinto, clamou o hospede ge-
neroso, retirando as mos. Diga o que quer de mim
com franqueza.
Eu responderei no espago de oito dias : pre-
ciso consultar a minha infeliz amiga. O sea pensa-
mento do Brasil, encanta-me, Sr. Chaves I Traba-
lhar ao lado da mulher que amo toda a vida I Mor-1
rer abengoado della e da sociedade!...
Joo Chrysostomo susleve aqui o enlhasiasmo da
thegamos ao ponto esscncial. Sei que V. Exc.
ama outro homem ; e pelo amor que Ihe tem, Ihe
pego que me consinta urna outra pergunta, tenden-
te a felicidade de ambos : Porque motivo se nao
une a esse homem que ama ?
Bem sabe que m'o impede meu pae.
Sei; mas, se de outra vez se desembaragou
da vontade caprichosa de seu pae, porque nao len-
ta urna segunda fuga ? Porque se nao mettem em
Hespanha, e l se casam opportuna e sosegada-
mente ?
O homem que eu amo pobre, respondeu Al-
bertina, vencendo nesta confisso a resistencia da
natural vaidade.
Tambem sei que pobre ; mas ao mesmo
tempo, tenho noticia de que honrado. Porven-
tura, se elle quizer dinheiro, faltar um amigo de
V. Exc. ou delle que Ufo empreste ?
Naosei... disse Albertina. Elle cada em
obter meios para a nossa fuga ; mas V. S., pela
boa sorte desuas filbas, nao no descubra.
Oh I minha senhora por quem nao me
desdoure assim no seu conceito I Pois nio sou en
mesmo quem est aconselhando a fuga, porque a
julgo ama necessidade extrema, embora eu seja
pae, e como lal deva aconselhar a obediencia a
urna fiiha I ? Mas especialissimas sao as circums-
tanefas de V. Exc. Os dictames da submissio fi-
lial, nesto caso, seriam empegonhar-lne a existen-
cia para sempre, minha senhora. Seu pae esl
ceg de orgulho, e nao v o abysmo em que des-
penha a sua querida fllha. O lempo foge-nos, e eu
receio que Simo a ande procurando. Em resu-
mo, Sra. D. Albertina, en offerego V. Exc. e ao
cavalheiro, que a ama, um cont de ris que te-
nho das minhas economas. Este dinheiro pagai -
m'o-ho, quando poderom, e se nunca podereni,
esquegam o credor, e lembrem-se do amigo. Ago-
ra peco mil perdes da affouteza com que fallei
neste assumplo grosseiro de recursos a urna se-
nhora, que ignora o valor das miserias reaes da
vida. Alm do dinheiro, offerego-lhes ama carta,
que entregaro em Tuy a um amigo. Este os con-
duzira onde quizerem ir, e Ihes desempeceri al-
guns obstculos contra-postos sua unio. E' o
mais que posso e o menos do que desejo fazer-
Ihes.
E' muito! exclamou Albertina com summo
jubilo, e lagrimas de reconhecimento. Eu vou es-
crever, e espero que o meu infeliz amigo aceitara
o emprestimo.
- Deus o permita 1 concluiu Fernando de Val-
ladares, contentissimo do xito da sua traga gene-
rosa, perdoada a intengo da generoaidade.
Aqui est, porlanto, outro enviado da Providen-
cia, quando os dous contrariados amantes se jul-
gavara em completo desabrigo.
Deu-se pressa a filha do Dr. Negro em escrever
Joo Chrysostomo, medanle a disvelada amiga
de Braga. Encontraram-se no caminho as duas
carias consoladoras. A do Porto vnha contando
o dialogo cora Agostinho Jos Chaves, e remalava
pedindo o applauso de Albertina para haver o di-
nheiro.
Porm, no mesmo dia em que Joo Chrysostomo
escrevera, recebeu elle de Albertina urna dolorosa
exposigo das amarguras que a fariam sossobrar
na casa de Barbeita, coraprovadas por urna carta
do Dr. Negro, que ella inclua na sua. Pedia e
implorava Albertina que a salvasse, ou a deixasse
morrer ssuas proprias mos, que j nao poda
com to aturada desgraca !
Nem um ntervallo de socego I escrevia ello
Deitar-me e ergner-me a chorar I Saber que me
levanto para lr no roslo de minha me urna im-
piedosa ambigao, no rosto destas mulheres um re-
falsado sorriso com que mascaram o rancor, e nos
olhos deste perseguidor urna meiguice estpida
que mo enoja, um ultrage permanente ao meu co-
rago, que todos qnerem metter debaixo dos ps,
porque sabem que amo um homem pobre I A mi-
seria a miseria e a morte com o teu amor, longe
de ludo isto, meu charo amigo Salva-me, sal-
va-me, que eu nao sei se poderei contar com a mi-
nha coragem para vi ver amanha...
Lido slo, Joo Chrysostomo dispensou resposta
sua carta, e escreveu immedialamente a Agosti-
nho Jos Chaves, pedindo-lhe oemprestimo de cen-
to e cincoenta moedas com hypotheca da sua
honra.
Que hypotheca dir o meu leitor se tabel-
lio, que nunca lavrou escriptura com tal especie
de hypotheca. Muita outra gente exclamar com
o tabellio, e desde este ponto, duvidar da vero-
similhanga de um romance em que se trata da
honra como consa hypolhecavel.
A resposta de Agostinho Jos Chaves foi promp-
ta e simples : A'manha, ou mais tardar depois,
ahi estou com o dinheiro que vocemec me pe-
de, e muita vontade de o servir no mais que
for do seu gosto. De vocemec, etc.
Que homem I que homem liaba Portugal em
1815!
No segundo da em que Joo Chrysostomo espe-
rava o bemfeitor da Povoa de Varzim chegou a
carta de Albertina com a proposta do Fernando de
Valladares. O morador do terceiro andar da ra
dos Pelames maravilhou-se da superabundancia
de conleuiameuto, que Ihe chovia a Divina Provi-
dencia, e escreveu logo a Albertina, acceitaudo
simplesmente a carta de recommendago para
Tuy.
Chegou Agostinho Jos Chaves, e disse :
Gragas a Deus! Eu estava a receiar que o
diabo protector do preto me contrariasse os meus
bons intentos Vamos ao srro do cafre : desta
vez ha de Ihe suar a carapiulia, falla de tolete.
Vamos a saber, que eu inleresso-me as menores
cousas da sua fortuna. J combinuu com a pe-
quena a ida para o Brasil I
Joo Chrysostomo mostrou a sua corresponden-
cia, e disse :
Como j sabe, regeitei o offerecimento do
cont de ris...
Se o accetasse tinha em mira ura inimigo de-
clarado por toda a vidaatalhou o Chaves.
Mascontinuou o mogoresolv ir primeiro
a Hespanha receber minha esposa, e depois em-
barcaremos de l para o Brasil.
Faz muito bem : bem pensado o plano. Pu-
dendo ir ligado com a menina face da egreja
levam as suas consciencias mai tranquillas, e em
toda a parle sero lidos em melhor conta. A vir-
lude, quaudo ha dinheiro, o azul sobre o ouro,
ou o ouro sobre o azul, que leva tudo as mesraas
voltas. Aqui tem vocemec proseguiu Agostinho
Jos Chaves tirando rolos de pegas e prata das am-
pias algibeiras da casara de saragoga-duzentas
moedas. Cento e cincoenta sao as que pediu para
pagar quando ihe nao lizerera falla. As cincoenta
moedas, que veem a maior, offerego eu Sra. D.
Albertina como prenda de casamento.
Mil gragas Iclamou Joo Chrysostomo.
Mil gragas sua bondade, quo excede a medida
da bemquereuga humana! Veja estas lagrima-;
Sr. Chaves I
Nao posso-alalhou elle sorrindoque sou
muito curto de vista. Nada de lagrimas Alegra,
e mais alegra I Quando vae o seohor tirar a po-
bre menina desse inferno ?
Poderei demorarme quinze dias era arran-
jos e combnages. Tenho de me eutender com
um cavalheiro de Braga, a quera devo grandes fi-
nezas. Nao sei se ella poder fugir sem estrondo,
ou se me ser preciso recorrer violencia. Con-
vra ir preparado para tudo, visto que o tal Simo
esl suspeitoso.
Faga a cousa de modo que nao desloque al-
guma pernareflectiu Chaves.O melhor que
ella foja sem estrondo, nem deseonfiancas do pi e-
to...Cuidado com o numero um, Sr. Joo Esta
gente l da serra anda alleita a atirar aos lobos, e
matam um homem com urna sem ceremonia que
nao Ihe digo nada. Olhe c, Sr. Joo Chrysosto-
mo, vocemec agora, nestes dias que por c se
demora, nao torna a casa do tabellio Ferreira ?
Hei de tornar todos os dias respondeu Joo
Chrysostomoporque nao posso estar ocioso, nem
quero suscitar deseonfiancas. Eu sei que o Dr.
Alpedrinha pergunta por mim ao tabellio Fer-
reira.
Faz moito bem; acho isso muito acertado, e
boa occasio de vocemec me fazer um favorito.
Pois posso ser-lhe til em alguma cousa ?
D-me a felicidade de o servir, Sr. Cnaves.
E' urna cousita, que Ihe nao casta nada, meu
amigo. Ora ouga l.
(Contmuar-se-ha.)
ERNAMBUCO. TTP. UB M. F. F. 4 FILHO
i


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