Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10380


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Full Text
AflUO XL. HOMERO 12*.
Por tres uczes adantados 5$O00
Por l res nezes reocides 6)000
Porte aocerreio ior tres meies. 5750
DIARIO


OOARTi FE1RA 1 DE JDBD DE 1864.
Per aino aianUde. .... 190006
Porte a* corris per al amo 30600
CARREGAD03 DA SUBSCRIPCAO NO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima'
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty,
8r.A. deLemos Braga; Cear, o Sr. J. Josd6
Oliveira; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques Ro-
drigues; Para, os Srs. Manoel Pinheiro & C; A-
mazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
KNCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL.
Alagas, o Sr. Ciaudino Faloao Dias; Baha, o
W. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, os Srs. Pe-
ira Martins d Gasparino.
PARTIDA DOS ESTAFETAS.
Olinda, Cabo e Escada todos os dias.
Iguarassu', Goyanna e Parahyba as segundas e
sextas-feiras.
Santo Anto, Gravat, Bezerros, Bonito, Caruaru',
AJiinho e Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pesqueira,
ingazeira, Flores, Villa Bella, Tacaratu', Cabrob,
Boa Vista, Ouricury e Exu' as quartas feiras.
Sennhem, Rio Formoso, Tamandar, Una, Barra-
ros, Agua Preta e Pimenteiras as quintas feiras.
liba de Fernando todas as vezes que para ali sanir
navio.
Todos os estafetas partera ao Vi dia. .
EPi EMBRIDES DO MEZ DI JUNHO.
4 La nova as 9 h., 20 m. e 20 s. da ni.
12 Quarto cresc. as 9 b., 27 m. e 26 s. da m.
19 La cheia as 8 h., 34 m. e 20 s. da i.
26 Quarto ming. as 11 h., B va. e 3 s. da m.
PREAMAR DI JfOJK.
Primeira as 0 horas o 30- minlos da tarde.
Segunda as 0 toras e 54 minutos da manba.
Partida DOS VAfOR^COSTEIROS.
**5 ni at Alagas a 5 e Vi; para o norte at
5 t a 8 de cada mez; para Fernando nos
oas i aoi mezes dejan, marc., raaio, jul, set. enov.
PARTIDA DOS MNIBUS,
a u,? *eite: d0 Apipucos s 6 % 7, 7 Vi, 8 e
/' 7? ml' de "nd* s 8 da m. e 6 da tarde; da
Jaboataoj 6 V, da ra.; do Caxang e Vanea s 7
x^'i, Bpmfie s 8 da m.
?. S'/j, 5- Vi e 6 da urde; para Olinda as 7 da
manhaa e 4 Vi da tarde; para Jaboatao s 4 da tar-
de ; para Caehanga e Vanea s 4 Vi da tarde; para
Be moca as 4 da tarde.
AUDIENCIA DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio: segundas a quintas.
Relaco: tercas e sabbados s 10 horas.
Pazenda: quintas s 10 horas.
Juixo do oommercio: segundas s 11 horas.
Dito dg orphos: tercas e sexta s 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados a 1 hora
da tarde
DIAS DA SEMANA
-0. Segunda. S. Fernando-re; S. Emilia m.
' 1. Terca. S. Petrooillam. ;.S. Lupicino b.
1. Quarta. Ss. Firmo e Felino mm.
2. Quinta. S. Marrelino-presb.; S. Fmlano b.
3. Sexta. Ss. Pergeulinoe Laurenlino irs. mm.
4. Sabliado. S. Francisco de Caracciolo.
5. Domingo. S. Pacilico f!; & Nicaeio m.
ASSIGNA-SB
no Recite, em a livraria da praga da Independencia
ns. 6 e 8, dos proprietario Manoel Figueiroa de
iFaria & tuno.
PARTE QFFICIAL.
G0YERM DA PROVINCIA.
EtpeJienle do dia 28 de maio de 1861.
Offlcio ao Exm. Sr. Dr. Sinval Odorico de Mou-
sando recebido o offlcio de V. Exc. de 19 do cor-
rente, em que mecommunica haver prestado jura-
mento e tomado posse da administra^ o dessa pro-
vincia, para a qual foi Horneado por carta imperial
de 23 de Janeiro ultimo, tenho a satisfago de de-
clarar V. Exc. que fielmente sero cumpridas as
suas ordens, quer tendam ao servieo publico, quer
ao particular de V. Exc.
Dito ao brigadeiro coramandante das armas.
Informando o coramandante do corno de polica
em offlcio n. 247 desta dala que Jacinthode Barros
Correa e Ernesto Isidoro Casado Lima tem isengo
do recrutamenlo, deixam por isso de ser apresen-
tados a V. Exc. para servirem no exercito. O que
Ihe declaro era aditamento ao ineu offlcio de 23
leste mez.
Dito ao mesmo. Queira V. Exc. mandar assen-
tar praga nos corpos em guarnigo nesta provincia,
no caso que sejamjulgados aptos para isso em ins-
pecgo de saude, os 8 recrutas menrionadus na re-
lacao inclusa, os quaes acham-sc detidos no quar-
i( l do2 batalho de infamara.
Dito ao mesmo.-Em addilamento ao meu offl-
cio de 25 do corrente, declaro V. Exc. que a pra-
<;a de Francisco Martins da Silva deve ser effec-
tnada na companhia de artifices, no caso de estar
ella incompleta.
Dilo ao mesmo.Queira V. Exc. por em lber-
tlade, dando-lhe baixa, se estiver com praca, o re-
cruta Antonio Joaquim de Miranda Cavalc'anli que
tem isengao do recrutamenlo.
Dito ao mesmo.Attenta a falla que ha de cirur-
u'ioes militare para o servieo medico da guarnigo,
como declarou o delegado do rirurgio-mr do
exercito no offlcioa queallude o do V. Exc. n.965
de 27 do corrente, auioriso V. Exc. a contratar nos
termos do regulamento annexo ao decreto n. 1900
Je 7 de marco de 1837 dous mdicos civs para
semelhanle servieo, do qual devem ser dispensa-
dos apenas se apresentem os cirurges do corpo
de saude destinados a guarnigo desla provincia.
Communicou-se a ttiesouraria de fazenda.
Dilo ao cnsul de Portugal.Respondendo ao
offlcio de 24 do corrente, em que o Sr. Ciaudino de
Araujo Guiraares, cnsul de Portugal, pede solu-
co de oulro que me dirigir acerca do fado da
priso do m'idito porltiguez, Lourengo Fernandes
Chaves, ordenada pelo subdelegado de polica do
districto da Capunga, cabe-me dizer ao Sr cnsul
que com a informagao ministrada ao seu anteces-
sor em offlcio desta presidencia, firmado em 18 do
marco do anno prximo passado, fica salisfeito o
objecto dos offlcio?, a que se refero o mesmo Sr.
cnsul. Renov ao mesmo Sr. cnsul os protestos
de minha estima e considerago.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Nao constando na secretaria da presidencia que o
engenheiro Paulo Jos de Oliveira baja interrom-
pido o exercicio da commissao que pelo ministerio
da agricultura, commercio e obras publicas llie
fura commeltida, desde a data de sua uomeago at
30 de abril do corrente anno, e haveiido a pre-
sumpeo de que aquel le engenheiro cumprio com
os seus deveres, nao npparecendo prova em con-
trario, recommendo a V. S. que faga elleclivo o pa-
gamento dos seus vem imentos, pois que niio pare-
ce justo que fique Selles privado pela s possibili-
dade de urna liypothese, para cujo conhecimenlo
7i;lo se e.-tabelereu urna Oscalisaco immediata e
incessante omissio,que nao deve prejudicar o mes-
mo en-ienheiro. como nao tem prejudicado a outros
em idnticas circumslaneias.
Dito ao mesmo.Remello V. S. para os con-
venientes exames as contas docnnieniadas da re-
ceila e despeza da enfermarla militar do presidio
de Fernando, no trime-lre decorrido de Janeiro
margo do anno corrente, indo annexo o parecer da
junla de sade acerca das referidas comas.
Dito ao mesmoSe nao houver inconveniente,
mande V. S. pagar ao encarregado da gerencia da
companhia I'ernambucana, como sollicilou este em
olflcio de honlem, a prestadlo d; 7:000-3, relativa
a este mez, com que o gverno imperial auxilia
aquella companhia.
Dito ao. mesmo.Communico V. S. que o des-
embargador Anselmo Francisco l'erelti participou
em 24 do corrente, ler entrado no exercicio do
cargo de liscal do tribunal do commercio desta
provincia.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Para ser paga a Francisco Ludgero Nunes Vianna,
no caso de nao haver inconveniente, transmuto
V. S. a inclusa conla, na importancia de 19.'J200
.reis, despendida com o sustento dos presos pobres
da cadeia da ci Jade de Olinda, durante os mezes
de Janeiro a abril deste anno como se v da men-
nunada'conta, que, para esse lim me foi remedida
pelo chefe de polica com offlcio de 23 do corrente,
son n. 613.
Diio ao mesmo.Transmuto V. S. as 3 inclu-
sas contas, alim de que, nao havendo inconvenien-
te, mande pagar Manoel Jos da Silva Oliveira,
conforme solieitou o chefe do polica em offlcio de
honlem, sob n. 613, a quanlia de 86r3000 re?, pro-
veniente das despezas feitas com o sustento dos
jiresos pobres da cadeia do termo da Escada, du-
rante os mezes de fevereiro a abril deste anno.
Dilo ao mesmo.Respondendo ao ollcio que V.
S. me dirigi honlem, sob n. 196, tenho a dizer
que approvo os presos constantes da nota que
acompanhou osen citado offlcio, para servirem de
base a arrematarlo do pedagio das ponles e estra-
das c do dizimo do gado vaceum no triennio que
principia no 1 de julho prximo vindouro.
Dilo ao director do arsenal de guerra.Faca V.
S. rccolher aosarmazens desse arsenal, afim de te-
rem a conveniente applicacjlo, os objectos mencio-
nados no termo por copia incluso, os quaes foram
dados em consumo, no 4." batalho de artilharia a
p, como declarou o brigadeiro commandante das
armas em offlcio n. 964 de 27 do (torrente.
Dito ao capilo do porto.A' V. S. ser apresen-
tado o recruta de marinha Antonio Jos do Monte,
para que Ihe d o conveniente destino depois de
inspeccionado.Communicou-se ao Dr. chefe de
polica.
Dito ao commandante do corpo de polica.Pode
V. S. mandar alistar no corpo sob seu commando o
paisano Ernesto de Barros Los, visto que foi con-
siderado apto para isso em inspeegao de saude,
como V. S. declarou em seu offlcio' n. 248 desta
dala.
Dito ao mesmo.Pode V. S. fazer engajar para
o servieo So corpo sob seu commando o paisano
Antonio Porfirio Ferreira apresentado com o seu
offlcio n. 2 de 27 do corrente.
Dito ao commandante superior da guarda nacio-
nal de Goianna.Deferindo o requerimento do l-
ente cirurgiao do batalho n. 15 de infamara da
guarda nacional Joaquim Antonio da Franca C-
mara, sobre que versa a sua informacao e 9 do
corrente, aotoriso V. S. a mandar passar-lhe a
guia de que traa o artigo 45 do decreto n. 1130
de 12 de margo de 1853, visto que transferio a sua
residencia para o municipio de Iguarassu.
Dito a Joao Marinho Falcao de Albuquerque pre-
sidente da cmara municipal do Ouricury.-Res-
pondendo ao offlcio de 8 de 3bnl ultimo, em que
Vmc. expoeos motivos pelos quaes nao tdm podi-
do reunirse a cmara municipal da villa de Ou-
ricury, tenho a dizer que deve Vmc. como pres-
deme da mesma cmara cora o raspeclivo secreta-
rio convocar nos termos do aviso de 23 do junho
de 1834 os supplenles, deferindo juramento aos
que anda o nao prestaram, afim de completar o
numero preciso para qne possa haver sesso.
Aquelles porm que deixarem de comparecer
sem molivo justificado far Vmc. multar na forma
do anigo 28 da lei do 1 de outubro de 1828 e
aviso de 11 de oulubrode 1832, incorrendo tam-
bem na mesma pena, segundo declara o aviso de
2 de julho de 1833 aquelles dos vereadores que
deixarem de justificar a falta de comparecimenlo,
embora nao tenham prestado juramento, um vez
que esteja cumprda a disposigao do artigo 16, e o
eleito nao houver reclamado em lempo, e se Ihe
nao tenha dado a escusa na conformidade do artigo
20 da cilada lei.
Se estas providencias nao bastarem para com-
pellir os vereadores omissos ao cumprimento de
seus deveres, Vmc. transmitir ao juiz de direito
ouao promotor publico da comarca urna parle
circunstanciada acerca do procedimento dos mes-
mos vereadores, afim de ler lugar como determina
a portara de 28 de fevereiro de 1833 o procedi-
mento criminal pela infraegao do arl. 128 do c-
digo criminal.
Dilo a cmara municipal da villa da Boa-Vista.
Declaro a cmara municipal da villa da Boa-
Vista, em resposia ao sea offlcio de 26 de abril
ultimo, que approvo as arrematagoes dos imposlos
do sen municipio menrionados nos termos de con-
tratos, que por copia vieram annexos ao citado of-
flcio.
Dito a cmara municipal da villa do Granito,
Declaro a cmara municipal da villa do Granito,
em resposla ao seu oHcto de 4 do corrente, que
opportunamenle se providenciar, afim de que o
conselho municipal de recurso funecione em lem-
po e de conformidade com a lei para lomar conhe-
cimento das reclamagoes que forem desaltendidas
pela junta de qiialiflcagao dessa freguezia, que de-
ve comegar os seus Irbalbos no dia 3 de junho
prximo vindouro.
Dito ao gerente da companhia Pernambucana.
Pode Vmc. fazer seguir para os portos de seus
destinos os vapores Mamanjuape e Ps/nun.7i,nos
dias e horas indicados em seu offlcio de 27 do
corrente.
Despachos do dia 28 de maio de 1S6I.
Rei/uerimenlos.
Arehanja Michaella de Senna.Informe o Sr.
tcnenle-cnronel recrutador.
Anna Claudina de Aguiar e Silva.Reraettido ao
Sr. director geral interino da inslrucgo publica
para attender a supplicanle nos termos de sua in-
formacao de 27 do corrente, sob n. 97.
Padre Francisco Verissimo Bandera.Passe,
nao havendo inconveniente.
Praneiaoa Malaquias dos Sanios.Remedido ao
Sr. director geral interino da instrucgfio publica,
para attender a supphcante de confdrmidade com
a sua informagao de 27 do trrenle, sob n. 99.
Hormilla Lydla Guedes Alcoforado.Remedido
ao Sr. director geral interino da inslrucgo publi-
ca para attender a supplicante nos termos de sua
informagao de 27 do corrente, sob n. 96.
Joo Rodrigues da Silva Valle.Informe o Sr.
captao do porto, ouvindo a associagao dos prati-
COS.
Joaquim Francisco Borges Uchoa.Remedido
ao Sr. director geral interino da insirucco pu-
blica para adender o supplicante nos termos de
sua informagao de 27 do corrente, sob n. 93.
Frei Joo de Nossa Senhora do Rosario.Volle
ao supplicante para declarar se convin as con-
digoes proposlas nesla informacao.
Padre Manoel Ferreira da "Rocha.Remedido
ao Sr. director geral intorino da instruego pu-
blica para attender ao supplicanle nos termos de
sua loformag.j do 27 do corrente, sob n. 98.
A tropa relirou-se enlre apupos e assovios, cujo do camioho de ferro do norte e leste, Santa Ano-
sobrescripto era para as autoridades. ; lonia. v
As II da noite de abril, junto porta frrea da EstMO-M montando a cobertura de ferro da par-
da umversidade foi queimada um noneco de palha, te cenlral da estago. Este trabalho leito pr con-
representando o duque de Loul. la do empreiteiro o Sr. Opperman era dirigido por
i\o da 29, a pedido da autoridade administrativa um mestre inglez e operarios lambem inglezes, en-
de Loimbra, chegou do Porto aquella cidade um viados da fabrica de Glasgow pelo fabricanle bem
batalho de infantaria 5. Os esludanles foram es- conhecido Maclellan.
pera-lo, e a forga entrou no roeio dos mais caloro-1 Hariam quinze asnas j montadas, e estava-se
sos vivas ao exercilo e academia. Seriara uns 200 montando a decima-sexta,
soldados ao todo. o processo de montagem consista em armar
Us estudantes entao, em nova asserabla, resol- completamente as asnas sobro o terreno, e depois
veram mandar urna deputagao ao governador civil de fortHtead cora pegas de madeira eram eleva-
para que este sollicitasse do governador a saluda das por' duas torres de madeira montadas sobro
da tropa, como intil para rnanter o socego, fazen- fortes wagons que as pousavam nos pontos em que
do-Ihc ao mesmo tempo constar que no caso con- devant fkar. Cada asna anles de ser abandonada
trano, e para evitar conflictos desagradaveis se re- a si mesma era ligada s anteriores j postas e rec-
tiranam os estudantes da cidade. tificadas.
O governador civil, respondeu com arrogancia Nesse dia, porm, por descuido dos operarios inr
nos seus predios a apresentarem oertas declaracoe s vn w., ------.____ ... ,
no escriptorioda companhia. S terin" L fnnU' )a *'gUmaS 5ff5do
O goveroo fez ver aK companhia das aguas que, I .m^rmiu^m^T i3"00" f* Uma- eb"nee*>
o contrato de 30 de setembro de 1858, eiio em onVTS^1. h&n-lenS" p,*il,ft-Sae8 Ae
virtude da lei de 20 de julho de 1865, eve por lim SoS' cimlnlm >' fi& ^alacao. Os
Seguros deste resultado, os novos concessiona-
rios tratara, segundo consta, de levar cabo a
ao pedido,elle que na vespera levara tao longe
a condescendencia com a academia, em quanto nao
tinha o apoio militar, nem precisava ir dormir ao
quarlel da Graca, como tinha feito por cautela. Re-
ceblda a recusa, partiram no combyo para o Por-
to os 300 acadmicos, Gcando os restantes de os se-
guir no trem immediato.
A petigo foi apresentda s corles pelo poeta
deputado, o Sr. Thoraaz Rrbeiro, autor do D. Jay-
me.
( onvm advertir que no aclo da queima do ma-
nequim que diziam representar o presidente do
glezes que trabalhavam, antes que a asna ltima-
mente montada se achasse convenientemente ligada
anterior, relaxaram os apparelhos de suspensas
A asna Inflectindo-se, destacou-se dos apoios, e ca-
h]o ; o choque fez quebrar os mastros de suspen-
sao, e toda esta massa produzindo um arranque
inimenso sobre as asnas j montadas, arrastou tudo
na sua queda.
O sylema das asnas empregadas nesta obra
justamente copia do quo exisle montado na estago
de Brdeos, eaminho de Orleans.
O empreiteiro Sr. Opperman contratou o ferro e
secundariamente na sua destribuigo pelos dorai
eilios dos habitantes. Sendo tambera cerlo que a
companhia anda nao comegou o forneciroeoto pu-
blico das aguas, nem possue a quantidade a que se
ebriga no citado contrato.
O govenio mandou saber diroeeo polo flseal
do governo ; primeiro, que nao ple proceder
destribuigo das aguas pelos domicilios em quanto
nao comegar o seu forneciinento publico pelo modo
e nos termos do contrato de 30 de setembro de
1838; segundo, que, se alguns ajustes e conven-
gdes a companhia lizer para aquello lim, o gover-
no os nao aitender em quaesquer providencias'
constituigao de uma empreza de colonisago do
Alemlejo, com o capital de 500:600 libras.ejulga-se
que n'este empenho sero ajudados pela Real Asso-
ciagao de Agricultura, cuja sede em Lisboa. Creio
que na minba ultima Ihes dava esta importante no-
ticia.
No dia 28 pelas oito horas da noite foram
trasladadas da igreja do convento de Santo Anto-
nio da cidade de Leiria, para o carneiro perln-
cenle mitra, os restos merraes de D. Pedro Viei-
ra da Silva, bispo daquelia diocese, tendo antes
, rdinaras ou extraordinarias qu o abasteciraento si(j0 desembarcador ns relaWiesdo Porto"'dn
do na cmara dos pares abolmdo a escravido as
conselho do ministros, houve grande desenvoltura, a montagem com o fabricante Maclellan da Glas-
O noneco levou pauladas, tiros, apupos e vaias, e gow qne enviou mestre e operarios inglezes para
por lim ardeu ao ao sm dos morras, segundo esta opmgo. Uma coberta de ferro do genero da
contara as folhas daquelia cidade. Sao tambera as actual forma nm systeroa cuja solidez resulta da li-
mesmas rolhas que dizem lerem sido dados nao s gago mutua das diversas partes que o compoem,
| ao duque mas ao reitor, ao ministerio, e parece at" cada uma das quaes de si iraca. Um ligeirodes-
qne a el-rei. cuido durante a operagao da montagem pode pro-
Ueram-se gritos, segundo conla o Portugurz de duzir a queda de todo o systema.
3 do corrente e o repetea Narao, do dia 4, de Vi- Infelizmente houve victimas ; foram : um Ame-
va u. Miguel que e mais liberal que D. Luiz I rlcano, nm Prussiano, tres Inglezes, tres Portugue-
Foi nesla conjuncira que o governador civil re- zes, morios; um Portuguez ferido.
Foram mandados distribuir no arsenal de ma-
rinha oem dos cintos de salvag,- segundo o systc
quisitou a forga armada para por termo a taes dis-
lates.
D'ahi por diante, pertence aos chronistas do Por-
to, o prosegurem a narrago desle deploravel epi-
sodio da universidade.
| Segundo o Nacional do Porto do dia 2, e as mais
folhas locaes, uns 450 acadmicos se reuniram no
theatro Baquet. Houve all um diluvio de discur-
sos, sobresahindo os dos Srs. Valle, Vieira de Cas-
tro, Rocha, Elmano da Cunha, Natividade, Chaves.
ma Majard, na proporgao de seis para cada crve-
la, quatto para cada navio infeffc e dous em rada
navio menor. '
Tarahem pelo ministerio da marinha se deram
varias providencias tendentes a obter a maior som-
ma de esclarecimpntos estastiticos das nossas pro-
vincias ultra-marinas.
- Sahio no dia 27 do mez passado para Loo
e Dr. Mesquita. Urna commissao foi logo nomeada dres, no vapor Turtnr, o principe de Joinville, de-
b o assurapto, e destribuir-se pois de alguns dias de residencia nesta corte.
A esquadra austraca, que ha dias eslava fon-
deada ao Tejo, sahio no dia 28 do mez passado da
barra.
Publicaram-se os novos estatutos da compa-
nhia Ulilidade Publica, competentemente refor-
mados.
Na noite do 28 do passado meia noite appa-
recerant em rhammas dous predios, ambos de um
s andar, na ra das Janellas Verdes, contiguos ao
EXTERIOR.
CORRfr:SPO*l>EVCIAS > DIA
UIO DE PBBMA tIIII :o.
LIBOA.
13 de maio de 1S6I.
Ao mesmo tempo que os estudantes de Tarive
da vara que fazer polica e sobresaltavam o espiri-
to publico pelas demonstrages que lizcram poroc-
casiao de ser publicado um novo regulamento da
universidade, os estudantes da universidade de
Coiiiihra, por diversos motivos, tem ltimamente
oceupado a attengo do paiz por uma serie de fac-
tos que procurarei resumir Ihes. A importancia
delles nao tem o alcance que ao principio se Ihes
quiz attribuir, entretanto, se nao livesse bavido
prudencia, um conflicto serio poderia cobrir de lu-
to algumas familias.
E o caso que, em fins do mez ultimo uma com-
missao de estudantes da universidade, em nome
de todos on de grande parte delles, requercu ao
governo um perdo de acto, em commemoracao do
fausto nascimento do herdeiro da cor;: S. A. R. o
principe D. Carlos.
O governo, era portara de 25 de abril, posterior-
mente publicada no Diario ndeferiu a petigo, pre-
cedendo o indeferimento de cinco ou seis conside-
rados redigidos com certa aspereza que os esludan-
tes rereberam como offensa da sua dignidade aca-
dmica.
Estes considerados serviram de thema a um sem
numero de commeniarios, em jornaes, em pampble-
los etc. Omiilir-llies-hei, por brevidade, lano o
texlo desse documento offlcial como os argumentos
pelos quaes se provou a sua inconveniencia. O pe-
dido em summa era anachronico, injustifieavel j
hoje. A resposla, nao foi o que deria ser na for-
ma.
Diz-se que poroceasiao de lerem passado SS. MM.
por Coimbra, algumas esperanzas se tinham dado
aos acadmicos da isengao dos actos; o cerlo que
as demonstrages festivas aomonarcha e real fa-
niilia foram entao das mais enlhusiaslicas, o que
; ninguem dir spr urna consequencia das esperan-
gas que ali se alimentavam de um perdao de acto,
o reitor, o Sr. Vicente Ferrer de Nelto Paiva,
par do reino, e pessoa de muito valimenlo e in-
fluencia poltica, havia-se encarregado de entregar,
elle mesmo ao ministro a representagao dos acade-
I micos, e n'uma caria particular, a un dos da com-
missao peticionaria, carta que a imprensa, depois
fez muito publico, diza que : como bom procu-
| rador ponderara a favor da petigo ludo quanto a
j sua iutellgencia Ihe suggerira. U duque, (term-
i nava a carta do autor) promelteu decidir era pou-
] eos dias esta preiengo ; prova velmente ou vira o
, conselho de ministros. Veremos o que decidera.
E' claro que o indeferimento nu e cru estalou
sobre a lusa Alhenas como uma bomba.
| Chegada que foi a celebre portara a Coimbra,
reuniram-sc no llieatro para deliberaren!. Resolve-
rain os acadmicos requercra s cmaras e protes-
tar contra a maneira inslita por que Ihes fura ne-
gado o perdo de acto, e demonstrar a improceden-
1 ca dos considerados, concluindo toda a asscmbla
; por tomar como insulto aquelle documento do go-
I verno.
i Acabada a reuniao sahiram para o largo da
Freir em boa ordem. Apparece-llies um destaca-
mento de infantaria cora qualro soldados de caval-
laria que o governador civil havia chamado para
dispersar a reuniao acadmica. Indignados os es-
tudantes foram em massa ao governador civil,
a mandar retirar a tropa. Levaram mais longe a
exigencia, fazendo cora que os soldados desarmas-
sera as baionetas.
i uma proclaraago ao publico. Terminava eslo pa-
pel promellendo paz aos habitantes do Porto e fra-
I ternisando com os esludanles da cidade invicta.
! As aulas em Coimbra, como de crer, flearam
deserlas.
E este estado anormal durou por muitos dias. O
i conselho dos decanos reoniu se para deliberar se
era conveniente fecharem-se as aulas, ou pr-se j
I pimo aos trabadlos acadmicos. Resolveu-se e-pe-
rar por deciso do governo. i iargo de Chafariz do mesmo nome e prximos ao
I JNo Pono, o mais influente dos estudantes foi' palacio onde reside S. M. I. a Sra. duqueza de Bra-
chamado ao governador civil, onde ihe foi declara- ganga.
| do pela autoridade que o governo estava resolvido O fo'o coraecu no palheiro de uma das casas e
a fazer conservar em Coimbra, al concluso dos ; rpidamente se" commun/cou aos dous predios,
actos a brea militar, fazendo manler os regula- Era arabas as casas raoravam familias abastadas,
menlos acadmicos. Insinuou-se-lhe tambem acn-, que ti veram a mobilia destruida na sua quasi tola-:
vemencia de regressarem universidade os esto-; lidade. Nao consta haver desastres pessoaes.
dantes que se achavam no Porto. Em vez de volta- Consta que o Sr. Mendes Leal, ministro da
rem logo, todos os diasehegavam mais de Coimbra.! marinha, lendo recebido acerca da cultora da cin-
Entretanio as eooimissOM da cmara deram ura c*ona coininunicacao do Sr. Dr. Bernardino Anto-
parecer indefenndo a representagao acadmica; nio Gomes e notas do Dr. Welwitch expedir as'
eslo parecer foi approvado. susientando-se pois no ordens necessarias para Singapura ao cnsul por- i
parlamento o acto do executivo que indeferira a tuguez, para Timor e para Java onde es-e melho-
petigo dos acadmicos. ramento esi mais adianta lo, e que da parte do go-
Terminou a pendencia pois desle modo. O vice- verno escrevera o Sr. Alfonso de Castro ao director
reitor, o Sr. Jos Ernesto de Carvalho e Ileso, em da cultura para obter as plantas.
4 de maio publicou um edita] em que paiernalmen-1 Consta que dentro de seis mezes principiaro as
te suppheav aos estudantes que regressassem experiencias era S. Thoni e em Timor. E' nalu-
uniyersidade, para colberem os louros de suas ral que o governo cslabeleca premios para os res-
fadlgas acadmicas, etc. elc.i pectivos cultivadores, e procure dar grande incen-
Logo que uo Porto houve noticia deste edital, a tivo cultura da rnehona quedecerto ha de vira
commissao acadmica convidou os estudantes a > ser uma importante fonte de riqueza para a indus-
voltarom a Coimbra, por meio de uma proclama-; tria colonial.
O ultimo numero do Archivo Pittorneo Iraz
uma extensa carta do nosso primeiro escriptor, A.
F. de Castilhe, acerca da destribuigo de premios
animal na excedente escola-Casal-Ribeiro. E' um
escripto esle cheio de vida e de profundos pensa-
mentos. Figura nessa apreciago em lugar dis-
lincto a escola-normal primaria de Lisboa, cujos
alumnos e meslres continuara a prestar servigos
ilhas de S. Thom e Prncipe e regulando o traba-
lho dos libertos n'aquella feracissima porgo do ter-
ritorio porluguez na frica Oriental.
lilhos, e um dos ascendentes dos viscondes de
Modelos, e Tovar, de Coimbra. Era natural de Lei-
ria, e edifieou o seminario em cujo frontespicio
exisiem as suas armas, e o convento de Santo
Antonio, onde tinha o-scujazieo. Como, porm,
dim, afim de n ella se discutir o modo, como se ha o acto .a m i,i
de representar ao governo, pedindo-lhe as duas : ftiZ s6 t0m ,od
i->Ja a decencia, posto que
a r; i ^rssrsv jssiitfSt
ram ne caixao, alera de numeroso concurso de
povo.
Dentro em poucos das vo ser trasladados
duego dos portes para o Brasil, e uma convengo
de propriedade lilteraria com o mesmo imperio.
Foi conferido o titula de visconde de (.'asiel-'
SS mi Al"i0 Car,|Z,0 PCrera Sa?--SS d0 cemi,r'r l'raTe7es7ara''a"ridade"de A^
H0dpS.-feri'ltT to meSm ,,tUl0' Fl0nd0 ros os re;|os ,norlres d dorado orador o verda-
lioarigue; fereira Kerraz. eiro patriota Jos Estevo Coelho de Magalhes.
eh^.lfrnJ'L i OEfST. nova asfciaa,d.e ; Differenles associaces da capital e a mocidade
chapelleiros em Lisboa ; tem-se em vista constitu-: estudiosa de timan escolas resolvcram i rao-
r SbUfSf Cm- 3r-S de lrabalh ; emt-' reuQ'-se S5 dofpraze s ao^panhar
n^;5i?K>^nS!9doa*l)0. SeJld?1^ Pnme,ra osres,os d ffrande orador desde aquelle campo
Le ?nJ^ {$m' a%restanfles de 10 TI"' dos ,norlos a'e a estago do eaminho de ferro era
sae> Desta raane.ra se fara face as evenlualida- Santa Apolonia. E' de crer, pois, que nenhuns
oa 'n^'r'a- os amigos do Jos Esleves Co.ho de Magalhes
A empreza do Diario Commercial fez uma deixeni de '
reuniao no primeiro deste mez, no salao do theatro
de D. Maria II, a que foram convidados os assig-
nanies daquelia fulha, c os membros da imprensa.
Tem por tira esta reuniao o discutir aquella redac
gao o meio de avangar as nossas colonias ao aban-
dono em que ellas tem jazido. V. um pensamento
altamente patritico.
Foram agraciados com o titulo de visconde de
Borralho o Sr. Gongalo Caldeira Ciel Leito Pinto
de Albuquerque;
Visconde dos Olivaes, o Sr. Antonio Theophilo
d'Araujo;
Baro de Brissos, o Sr. Antonio Lopes de Gus-
mo Lobo.
No domingo Io de maio, em Fgueir dos Vi-
nbos, devia arrematar-se um novo imposto mumei-
r prestar esta derradeira horaenagem
aos seus restos mortaes.
Urna commissao nomeada pelos alumnos da es-
cola polyiechniea dislsibuio o seguinle aviso.
Tendo os alumnos da escola polyiechniea con-
cordado em irem acompanhar os restos mora, s
do finado lente da mesma escola, Jos Estevo
Coelho de Magalhes, desde o cemjterio dos Pra-
zeres al Santa Apolonia, quando se trasladaren!
para Aveiro, convidara per este meio lodos os seus
collegas das oulras escolas para se Ihes reunirem
no cemiterio dos Prazeros, e preslarem homena-
gem ao talento e illustragao de quem foi tao digno
memoro do corpo cathedratico da escola polyiech-
niea.
E' no da 22 do corrente por volta das qua-
lro horas da tarde, que se verifica a irasladago da
gao. O eslylo sentimental. Diz que era justo fu-
gir forga bruta, mas que um dever o dar ouvi-
dos voz do sacerdote de Christo que em nome
das familias |>ede, supplica, exhorta que voltem!
E a academia vollou para Coimbra. Os artistas
: de Coimbra lambem representaran! as cortes pe-
: dindo medidas de concilago para com os eslndan-
tes, e allegando os prejuizos em suas industrias.
Terminou porlanto esle conflicto em que a poli- aquella instiluieao.
tica, segundo se acredita geralmente, nada leve que : ....
ver. Houve menos circumspecco era muitos ac-1 ."" Had,a reuni-se a assemblea geral dos ac-
tos que procederam e acompanbaram este pronun- C10n,slas d? neo commercial do i'orlo para Sis-
ciamento, que alias poderia ter raui funestas con- cu,ire"1 fhn ''"M pareceres; entre elle* foi
sequencias. approvoda uma proposla de Sr. Manoel Mana da
Costa Leito para que se represente ao governo
i Sob o litlo deA unirrsidade, eoensmo supe- pedindo nma lei orgnica .que obslo aos abusos,
or em Portugal, romega o Jornal do Commercio que actualmente se eslj dando*na praga do Porto,
de houtem (12; a tirar as concluses desle vergo- e que a drecgo do banco coramcciaj de accordo
nhoso episodio. E' um escripto vigoroso em que com *s oulros" bancos adoptem prudencias que
abunda a ei udigo e cuja leitura Ihes recommendo. julguem conducentes ao referido lim.*
E' de crer que o espirito publico venha a pensar No da 3 do corrente foi solemnemente aber-
com muita seriedade as Iransformacoes e refor- ta a terceira exposigao da sociedade promotora das
mas que o emino superior carece em Portugal. Bellas-Arles.
' O projecto do tabaco ebegou sua ultima \ Suas magestades el-rei o Sr. D. Luiz, e el-rei o
phasc. A commissao de fazenda da cmara dos Sr. D. Fernando, e o infante o Sr. D. Augusto as-
deputados apresentou ha tres das o parecer sobre sistiram a este acto.
as modicages feilas ao projecto na cmara here- O Sr. marquez de Souza leu um discurso apro
ditaria. As cenclusoes eram favoraveis s decises
tomadas na cmara dos pares.
A opposigiio declarou-se hostil as cxpropragfies,
e depois de haver reproduzido a este respeito argu-
mentos mu sensatos, os quaes, porm, nao con-
vencern! a raaioria da cmara alia, achou que a
maioria ,.recipilava em querer fazer votar esse im-
portante projecto.
O deputado Pinto de Araujo combateu principal-
mente as expropriagoes, e o Sr. Fontes Pereira de
Mello, amigo ministro, agredi enrgicamente a
impaciencia da iriaioria.
Pela sua parte, o ministro da fazenda adribuio
toda a dureza das expropriagoes aos jurisconsultos
da cmara hereditaria, que s tinham approvado, e^
tratou de justificar a celeridade dos debates por .51
lerem j demorado muito as duas cmaras, e pela*
necessidale d'uina solugo rpida, visto que a nova
licitarn para a arremaiago devia verificarle an-
tes de terminado o prximo junho..
Esta discusso fqi rpida: A cmara approvou o-j
projecto por 68'vtos contra 42. Em breve, por-
tante, a liberdade limitada do commercio do taba-
co ter a sua consagraco legal para ser de fado
. realisada no Io de janeiro de 1863.
O Diario de Lisboa, (folha offlcial do governo
portuguez) trazia no dia 11 do corrente a seguinte
declarago :
t ministerio dos negocios estrangeiros :Dizen-
do-se n'tim artigo publicado na sexla-feira 6 do
corrente pelo Nacional do Porto, que corria no pu-
blico com todos os caractersticos de verdade, qu
o governo inglez expedir uraa nota ao governo de
Portugal, pedindo explicages a respeito da unio
ibrica, declarase, da maneira mais positiva, que
inleiramcnte destituida de fundamento a noticia
propalada, lano pelo quo toca a existencia da dita
nota, como ao assumplo a que o mesmo artigo al-
lude. >
Nao boato, porm, a nova prorogagao do
parlamento. As duas cmaras aioda teem objec-
tos de grande importancia a tratar, e a primeira
prorogagao termina a 14 do corrente, isto ama-
nlia. .
1 No dia 30 do mez passado pelas novo horas
e meia da manha a capital deplorou um grande
I desastre que leve lugar as obras da nova estacao
priado e depois suas magestades e alteza, detive-
ram-se a ver os quadros expostos.
Desde esse dia ticou a exposigao franca ao pu-
blico, excepto as quintas-feiras, era que a entrada
custa 100 reis.
Esto expostos bastantes quadros de merec-
mento.
As obras cxposlas sao 133 e apenas 7 ou 8 nao
sao de autores portuguezes, ou agora residentes era
Lisboa.
Do Porto esto trabadlos do Sr. Rezende, profes-
sor da academia d'aquella cidade, uns esbcelos de
um discpulo do Sr. Rezende e um quadro de ge-
nero do Sr. Pinto Ribeiro.
Sao 39 os expositores.
Ha tambera una collecgo de objectos adiados
as rumas de Cetobriga, em frente de Setubal.
Assevera-se que o decreto relativo oslitui-
go hypothecaria nao se far demorar muitos dias.
Crear-se-ha uma companhia geral de crdito pre-
dial Porluguez com o capital de 9,000 contos de
reis dividido em 100,000'aegoes 90$000 reis cada
uma.
A primeira emisso deste capital seria de 40,000
acedes, j divididas.
A segunda emisso veritlcar-se-ba quando a as-
semblea geral dos accionistas o resolver. A en-
trada que tem a realisar cada subscriptor das
40,000 acedes j subscriptas de 18e$000 res por
aego. Ora esta segunda emisso autorisada pelo de-
creto nao d margem a que se diga que se trata j
de emittir raais 60,000 aegoes.
Alguns presos do Limoeiro tentaran) no dia
29 do mez passado fugir, abrindo um buraco na;
parede de uma casa de trabalho.
Se conseguissera furar a parede, escapar-sehiam
pelo cano de despejo, que muito espagoso e vai
desembocar na praia do Terreiro do Trigo.
Tendo a companhia das aguas de Lisboa po-
dido licenga ao governo para a introdcelo d'agua
as casas particulares, antes do fornecimento das
aguas publicas na capital; o governo nao concedeu
tal licenga, fazendo-lhe retirar o annuncio que o
engenheiro fiscal junto companhia das aguas de
Lisboa participou ao governo te.r sido publicado
pela direeg > da mesma compan'.iia. convidando as
pessoas que pretenderen a. in^roduccao de aguas
lices e pexe, devendo ser cobrado dos vendedores.
Aberta a praga, o lango chegou 30&000 entilo
o povo, que eslava reunido, vendo alguem de fra
das Cinco-Villas, comecou a agitarse, e a clamar
contra as autoridades, s quaes dava morras.
Compareceu o administrador do concedi, ac panhado por algumas pessoas respeilaveis da villa,
e da forga do regimenlo 11, de 30 homens, eora-
mandados por um capilo.
O povo cresceu em numero, e responden com
um chuveiro de pedras algumas admoeslagoes do
administrador do concedi. As mulheres entravain
na acgo, e tiaziara no regago das saias as pedras
que fornecam aos homens.
Ou porque a tropa nao quizesse carregar a bayo-
neta por'fraternisar com o povo, ou porque, vendo
a allilude resoluta deste, entendesse nao dever cau-
sar victima, o caso que se rellrou.
Os amotinados, vendo-se senhores do campo,
continuavam a apedrejar os tediados e as janellas
da adminislrai-ao, quebrando ludo, e alinal arrom-
baram as portas, subiram e pelas janellas arreraes-
saram lodos os papis quo encontraram, e delles
lizcram una fogueira.
Foram queiinados papis importantes, cuja per-
da deve causar graves transtornos.
Calculase o deslrogo em oilocontos deris.
Falla-ge de um cerlo facinora de Figueir
.dos Vinhos, que o terror da>*jtslles pjvos. Esse
homem lera alcunha de Cotell, irnio do oulro,
em companhia do qual pralica vanos roubos. Em
agosto de 1863, foi um delles preso, e o outro esca-
pou-se ; o preso foi condemoado a 13 annos de de-
gredo.
O Colello, que fugio, j delou fogo casa de um
dos jurados, rednzindo-a einaas; deu um tiro
n'uma das lestemunhas e matou-a, e ha pouco dis-
parou um tiro sobre oulra lestemnnha varando-lhe
o peito, mas nao inorreu.
Eslo facinora percorre o concelho de arma ao
hombro, sendo o terror das povoages, sera que as
autoridades tenham forga para o domar o prender.
No dia Io do corrente lerminou uma grande
monlaria aos lobos que se fez era Almeirim e loga-
res circumvisnhos. O cerco abrangeu uma rea
de tres legoas, e assistiram a elle prximamente
3.000 cagadores. Foram moras tres lobas e dous
lobos.
No do dia 7 de abril na povoaeo de Monte-
Real, dislrclo de Leiria, qualro caboqueiros em-
pregavara-se em arrancar pedra n'um lugar raui
prximo desta povoagao. Depois de muito trabalho
descobriram uraa grande concavidade, na qual se
acharam al o dia 14 eincoenta e taas caveiras
inteiras, alm de muitos ossos de canellas, bragos,
etc. No referido lugar existem oulras concavida-
des, onde, no tempo da invaso dos Francezcs, se
refugiayam os habitantes desta, entao, villa de Mon-
te-Real ;"mas da que agora foi descoberta nao ha-
va noticia. 'Logo que este acontec me uto se divul-
gou, grande numero de pessoas, e entre ellas al-
gumas das que se haviam refugiado n'estas conca-
vidades, comparecerara no local. Do que elles dis
pal sobre vanos arligos, como treraogos curtidos, s pa,rarcha| para "a sua igreja. O presido sahe
leiloes, gallinhas, frangaos, cebollas, fruclas, horta- de s. Vicente em direcgo ao arco de Sanio An-
dr. D'alli segu Mouraria entrando na ra No-
va da Palma at S. Domingos, Roco, lado occiden-
tal, ra da Bilesga, na da Prala, ra d'Alfandega
al a igreja da Conceigo Velha.. D'ahi seguir o
presiito, levando o mesmo cardial patriarcha o SS.
da freguezia que se ach depositado nessa igrpja,
al ao campo das Cebollas, ra dos Bacalhoeiros,
ra da Magdalena e S. O prestito levar os ando-
res de i\ossa Senhora da Rocha, Santo Antonio o
mais dous. Os ossos do mariyr S. Vicente sero
couduzidos pela cleresia. A 'igreja estar linda-
nienie ornada, e turrara um saleme Te-Deum em
acgo de gragas. Deve de ser uma explendda so-
Icinnidade.
Celebrou-se no dia 30 de abril com os ac-
tnaes cacas do contrato o aecrdo para a proroga-
gao do mesmo contrato e venda do papel sellado
al ao dia 30 de juhho. As condiges sao as mes-
mas do conlrato que devia lindar naquelle dia. Os
termos foram assignados pelo mini-tro da (azenda,
procurador geral da fazenda e caixas geraes do
contrato.
O deputado Ayres de Gouva apresentou uma
proposta para se levantar um emprestimo de du-
zenlos contos destinado conslrucgo 2 leguas das
cidades de Lisboa e Porto de duas prises do sys-
tema cellular com celias de 500 presos.
O ministro das obras publicas reconheceu a ne-
cessidade que ha dos penitenciarios, fazendo assim
boa a proposta do deputado mencionado.
Constava que o commandante da guarda mu-
nicipal Cesar Vasconccllos, seria nomeado ajudan-
te de campo d'el-rei ; e qne para o substituir no
commando da guarda, iria o coronel Magalhes,
commandante do regiment de infanlaria n. 10.
Pessoas das mais bem informadas e o Portuguez,
jornal de Lisboa, desmentem positivamente o
boato.
No dia primeiro de maio bateu-se a cavilha
da caverna meslra da fragata que em poucos me-
zes vai possuir a nossa armada, com o nome de
Pedro V. J ha muitos anno- que nao se fabrica-
va nos nossos estaleiros ura navio daquelia lotago-
O regiment de infantaria n. 16 fez a guarda do
honra SS. MM. dentro do arsenal.
A mediago deste navio a seguinte :
Comprimento entre perpendiculares 77, 23 m.
Boca, na casa meslra 14,9 m.Fontal, de face
superior da quilha aoconvez, 10, 46 ra.E' da ca-
pacidaMe de 2,700 toneladas.A machina sera da
forga de 700 cavallos.
Dizem que o novo vaso deve cahir na agua antes
do lim do anno.
A quilha da canhoncira Rio ilinho est quasi
toda encavernada.
O arsenal pequeo para conslrucgoes como a
fragata que se est fazendo, e anda assim ella
de terceira classe. Falia-se era conquistar ao Tejo
o terreno su ilicin te para alargar o arsenal.
Est mesmo j feito, segundo dizem, o plano
para a execugao de trabalho to importante.
Os maslros'para a fragata D. Fernando, e para
a crvela Duque de Palmella eslao promptos. i
seram, e constando pelas pessoas mais autigas des- vapor Argos, que anda se acha no dique, lera all
ta freguezia, que algumas familias desappareceram \ poUca demora, por eslarem quasi completos os ar-
no tempo da invaso, sem se poder averiguar qual ranjos de qu precisayam
fosse o seu fim, conclue-se geralmente que morre-
ram asphixiadas na concavidade, que agora se des-
cobria.
Em seguida ao descobrimenlo dos esqueletos di-
rigio-so ao Exm. prelado'a representagao do acon-
tecido, pedindo-lhe licenga para serem trasladados
os ossos achados para o cemiterio de catr.ol.cos.
No da 24 procedeu-se trasladagao dos ossos
pelas tres horas da larde.
Nao foram menos de 3,000 pessoas, mo concor-
reram a este aclo. A philarmonica do. vieira torou
por esta occasio algumas pegas i msica apro-
priadas.
E' certo que Monte-Real foi altamente perseguido,
pela raiva dos Francezes de tal forma, que nem a
igreja escapou s chaminas; e para Ihe escapa-
ren! foram alguns dos habitantes refugiar-se oas
vernas da supradia pedreira, alguns dos quaes
anda exislem e afflrmam a verdade qive expende-
mos. O tmulo, que em si continua estas ossadas,
e uma completa caverna, para a (mal d entrada
estreita fenda com difflcil accesso para a sahida.
E' cerlissirao que mudas pessoas desappareceram
daquelia fruguezia sera ser possivel chogar-se ao
conhecimento do seu destino; o que leva a crer
que desle numero seriara aquelles.
O pequeo eaminho de ferro 4o Barreira &s
Ha verdadeira aclividade no arsenal de marinha
com relagos forgas do paiz e aos nossos usos.
Foram mandados collocar pra-raios em todos
os navios da armada.
No dia 30 de abril sahie para Tunes o vapor
MinJelto, tendo recebido a ordem de partida na
vespera noite, em virtude das noticias recebidas
daquelia regencia.
Alm das insirueges confidenciaes quo leva u
commandante do vaso porluguez, a sua misso
proteger os interesses da christandade residente
no estado berberesco, e particularmente dos sub-
ditos portuguezes, cooperando em tudo de accordo
com os cheles das forgas navaes estrangeiras all
estacionadas.
Na madrugada de 23 do mez de abril, seriam
duas para as tros horas, no local da Vanea-Negra,
cerca de meio kilmetro da cidade de Guiraares
na esinda de Santo Thyrso, deu-so uma lamenla-
vel desgraga, que consternou a todos.
Na occasio em qne perto de trinta carros, pu-
chados bou airavessa vara o looal alludido, a jun-
ta qne tirava o ultimo espantou^so e naturalmente
mal guiada, largou enfurecida, levando a confuso
e desordem tudo, que caminhava adianto de si,
Quasi todas as demais juntas acossadas e ira-
peludas, reciprocainenle, formaram. um (Jesordena-


t
_ ____________, ,;
UA
Diario de Pernambnec Quarta lelra i de Juuho de t 1.

do remoinho, que o lavradores augmentayam,
com a gritara, de forte que alguns carro?, desta-
cando-se daquclle contuso Wtbil>ao, so. pajaram
nas barreiras daquella qidade. J
A estrada flcou juncada de destrejo*), e e*
entre
Mulheres ... I
Estrangeira .. i
Eseravoi > 4 62
Escravaa,,. 5
359
Alimentados custa dos cofres pblicos.
Mn^mtnto da enfermaria no dia 31 de
142
mato
estes sete homens perigosarnenle esmagados e fen-
dos, e um rapaz de 13 anuos roorlo, com s*j5are-
des craneanas partidas? ?Oos eriloa ns foram
conduzidos para o hospital era macas, outros para de 1864.
suas casa?. Tev baixa :
Alguns dos bois licaram tambera feridos e um Antonio P. Areo-Verde.brouchite.
touro com urna perna quebrada. Tiveram alta :
Tuda aquella pobre gente vinha rogada para a Joio Antonia Barbosa,
condurcao de urna madeira da freguezia de Ma- Bellarmino Aires Baptista Carvalho.
tham para a de Lordello, qual alguns d lies Vicente Alves Peitosa.
pcrtenciam e os mais a frguezias convisinhas. Sebastio Simo de Araojo.
Parece que anda desta vez andou aqu como
causa a rcpreUeosivel custurawra do lavradores
que ora douam camlnhar os bois soga soltn, ora
Ihes dad por guia inexpenemes creasen.
No ultimo paquete do Brasil regressra; Transcreviraos o que segu:
Lisboa varios cavalheiros portuguezes, cujas orlu-! hkceita para um romance com moi.ho de vilao.
nas soliera talvex a 5,000 contos de reis. Toma-se om here e urna herona, e pom-se ao
O coronel do estado-maior de artillara, | lume, havendo cuidado ein os nao deixar ferverdu-
Francisco Evaristo Lima, autor do Genio (la Un-1 rante o prmeiro volume.
UM POICO DE Tl'DO.
gua porlugueza, vai publicar um grande dicciona-
rio da lingoa portugueza, que ser edictorada pe-
los Srs. Melquades & C.
Deita-se na panella urna quantidade sufflciente
de duques, duquezas, condessas, janotas, tempera-
dos com S. Carlos, phlarmonicas, e bailes.
Podem-se accrescentar algumas illustracdes-Ili-
terarias, mas que nao sejain muito picantes.
Depois de ludo estar bem niexido, deita-se-llie
! meo arratel d'amor, urna onca de ciurae, quatro
I ou cinco pingos de moral (quando baste para dar
consistencia;) como este ultimo adubo. as MN
: desagradavel, para corrigir a sua ac^ao, rauilos co-
! sinlieiros costumam tambem deitar n'esle guizado
! urna mo cheia de palestra, e algumas pitadas de
Communicam-nos que no dia 23 do mez prximo maledicencia, algum espirito anda qoc tenha per-
passado flcou terminada a limpeza do rio Capiba- dido a torca, e tudo bem untado de citacSes fran-
ribe, no lugar em que se est construindo a pon- cezas, pensamentos de gente d'alm, quatro oitavas
te de ferro do Recfe ; Picando o rio nesse lugar a Je palavras italianas, e meia quarta de lord-byron
20 ps a montante r. 20 ps a jusante da mesma cm p.
pono, completamente limos no sentido horisonial Pdc-se aromatsar com algum sentmento, eoni-
e com a prfuadidade de 10 ps ju.lezes. tanto que nao seja muito romntico, porque pode
PERRAMBOCO
REVISTA DIARIA.
Este tralialho por deraais dilllc.il, e principal-
mente pela extraceao do material da antipa posto
de p'dra, desde que chegou o re a ter o ps de
profundidade, de ordem tal que a nao serem os re-
curso de que dispoem os einpreileiros quasi im-
caiisar fermentaeao.
Um ou dous crimes, ama esposa infiel, e mais
algumas caberas d'alhos, do ura sabor particular
a esta comidaf
Se isto para ficar claro e transparente como a
possivvl sena a sua concluso. As eousequeneas Lgela de md de varea, o melhor ser que o here
desto trabalho sao que esli defraititivamente ac- e a herona se encontrem no prmeiro volume,
nadas as difliculdades da navegaco do rio naquel- i brigucm no segundo, c casem no tercero; mas a
le lugar, nao s pela profundidade que ora alli se cosinha italiana manda casar no primeiro, amo
encomia, como pela diinnnicao da corrente das rar no secundo, e uo tercero fugir cora o
aguas que suiumamenle einbaracavam a dita nave- amante.
gaco. Anda, segundo me informa pessoacompe- Anna Badiliff, excellente cosinheira, costamava
tente de tal trabalho, muito melhoramento pode re- por os seus hroes em conserva dentro d'algum
sultar para o porto desta provincia. escuro subterrneo mas agora mais da moda
Comeeou honteni o servieo da collocacao das mata-Ios.
columnas para a illumnacao da ruado Crespo. I Depois de promptofo guizado, bezunta-se com o
Eutrou honlcm em iulgameuto na sesso do oleo de lisonja, e iiuando para mesas de luxo,
tribunal do j-
pronunciado nas
minal; o qual foi absolvido, sendo a defeza desen-. sao aquelles que
winicm em juigameuto na ses?ao uo 0leo de lisouja, e quando e para mesas de luxo,
ury Felippe Santiago de Carvalho,' infeitam-se as cabeeas dos captulos com tirinhas
nas ponas do art. 21 do cdigo cr-! d'autores francezes, ou allemes, e os melhores
foi absolvido, sendo a defeza desen- sao aquelles que o cosinheiro menos entende.
Se alguem queprza a honra te odeia,
E a natureza se horrorisa aat'os effdtos
Da la lingua mordaz;
Sao gloras que te dio, apsuw titulo
Que te far recommendavel at no inferno
Ao lado de Satans t.
Que importa*.. mato,*re, b\dra sedenta,
Tens na lingua o panltal; n'elle o veneno
Isa maledicencia atroz I
Melhor arma do que essa nao precisa,
Queta, como t, se (ez Degenerado,
De leus Albos algoz 1
Cortou-se receatemente na California urna arvo-
re veneral, que traba 90 ps de circamferencia, e
315 d'altura. Produzu 23,000 ps de madeira,
Sue eslava saa e solida em todas as suas partes,
alcula-se em 3,100 annos a idade d'aquelle Nstor
das florestas.
**
Pouco depois da sua olevacao ao tlirooo, o re
' actual da Bavera, convidou os ministros M.M. Neo-
maver e Mulzer, para I he apresentarem a lista de
, lodos os bavaros exilados, e submetter-ibe um
projecto d'amnistia geral.
Eu nao quero que um s bavaro seja forcado a
I estar ausente da sua patria, disse o re. At
I agora ninguem rae fez mal, e meu fallecido pai ro-
ga de certo ueste momento no co, por aquelles
que Ihe lizerara mal, porque o nao cocheciam. >

Cada tiro de peca raiada, segundo o systema
prussiano, custa pelo menos 1 libra st.
As bateras prussanas de Duppell estavam guar-
necidas com 120 pecas de grosso calibre, e foram
i precisas cerca de 300 para o ataque. Calcula-se
que cada urna dsparou 700 a 1:000 tiros.
Por consequencia o eusto do borabardeamento
foi, pelo menos, de 210:000 lio. st. N'estacifra nao
. entra nenlium dos oulros accessorios.
Publcou-se em Londres p prospecto de urna
[ companhia de vapores imjlezs e tul-americanos
para estabeler urna carretea meiisal de vapores
1 a hlice de 2.20U toneladas e500 cavallos, de L-
i verpool e Falmoulh para o Hio de Janeirote Mon-
j tevido (lomando carga e passageiros para Buenos-
Ayres), seguindo d all pelo estrello de Magalhaes
| Valparaizo e Lima.
O lempo da viagem calculou-se em 2o dias de
Falmouth para o Rio, tocando na Baha, 34 dias
at Montevideo, 50 a Valparaizo e 60 a Lima.
O corpo do general Duplat, que morreu heroica-
mente defendendo a posioo de Doppel, foi entre-
gue pelos prussianos aos dinamarquezes.
O corpo do general foi escoltado por urna guar-
de de honra, e sobre o seu atade haviam duas
coroas de louro all collodas, urna pelo prncipe
Frederico Carlos, ea outra pelomarechal Wrangel.
-v
volvda pelo Sr. Dr. Joio Juvcncio Ferreira de
Aginar com a inti-lligencia que Ihe reconhecida.
A sociedade dramtica Mdpumene Pernum-
bucann d no sabbado prximo a sua recita mental
O drama que leva a secna o Cynico, ao qual
seguir-se-hao as comedias o Conde Ae Paragar c de gallecismos,
prospecto, planta
borda dos pocos.
Assim preparado, mandase para a mesa ein um
prato lavado.
Quando esta iguaria vm em frascos, de Franca,
para se accommodar ao paladar da pennsula,
costume servi-la em latas delgadas, com molhos
cobcrlas com folhas seccas de
que cresce onde ha typos, e
de-
No Crrelo Paulislano l-se o segrale sol
nominarao de
POR CAUSA DE l'M NOVEtXO.
De urna carta do interior extrahimos o se-
grate :
Junto da janella de urna casa de modesta appa-
rencia, a menina Rosalinda dava-se por urna bella
tarde de abril aos misteres da costura gargantean-
Poesia e Msica ou os Xamprados (MR Ventura.
.\'u dia 31 do passadb prestou juramento e
tomn assento de um dos lugares de desembarga-
dor da relacao do di-triclo, para que foi nomeado
ultirnainenle, o Sr. Dr. Francisco Domingiies da
Silva.
De sabbado para domingo 29 do corrente, ar-
rombaram a caixinha de esraolas collocada porta
da igr<'ja da Madre de Deus, e subtrahiram o di-
xihcro existente na mesma, com applicaco s res-
pectivas obras.
E' admiravel que tal fado se desse quando mili; do urna ligera cancao.
prximo a localidade existe urna guarda! Ao momento cm qne se Ihe ia acabar a linha,
Iloje se exlrahir a ultima parte da 2a e 1* que entiio bisponlava cm pontos unidos c quasi
da 3J lotera da igreja do Carino. impcrcepfiveis, urna peca de alvissima bretanha,
Segundo cartas de Franca, acha-se nomeado > quiz retomar descuidosamente o novello que pousa-
consul dessa naco nesta provincia de Pernambuco : va sobre o balco da janella.
o Sr. Laporie, vicecnsul actualmente em Gijon,' Forera as cosas mimosas da mao da gentil dona,
na Hespanha. i tendo dado de encontr ao novello, este precipitou-
Da cadea de Ruique fugiram na noite de 27 e do balco e rolou no passeo.
do passado.os criminosos Eugenio Vellez de Mello, i Como de prever, Rosalinda leve um ligeiro
Emygdio alduno Teixeira de Mello e Manoel Pe- susto, ergueu-se rpida c ficou sobre duvidosa,
reia de Apuar, que se achavam na sala livre. meia curvada no parapeito.
Da maruja da barca ingleza Mnrgareth, fal-! Ha sempre um cavalheiro dedicado a prestar-se
leceu, na lat. N. 43-47' e long. O. 13--30', o man- ein soccorro de urna dama afllicta.
nhero James Malony. A' menina Rosalinda encontrou o seu anjo sal-
Teudo sido roubada, na noite de 7 do corren- vador.
te, a taberna de Joao Mariano da Silva, na ridade Casualmente vinha passando o Sr. Alfredo, ga-
de Goaiina, no valor de 2492b0, foram presos no Hiardo moceto, e cuja delicadeza proverbial, ao
dia seguinie os ladros, c tomada toda a quantia, ver toda rosada e cheia de perturbarlo a formosa
que anda liuliam intacta. dama, abaixou-se mais que rpido, "ergueu o no-
Terminaran] honlem os festejos do Mez de vello, c com nma corteza toda urbanidade, fez
Mana, com inissa solemne, sermo e Te-Deum, no delle entregue a bella Rosalinda.
hospicio da Penha, nos conventos do Carino c S. llouve entao um commerco mutuo de phrases
Francisco, e nasigrejas da Madre de Deus, S. Jos galenteadoras, ondeo coracao metteu-sede permeio
de Riba-Mar e S. (oncalo, tendo assistido um con- com sen joquele todo ntimo,
curso immeuso de povo em todos os templos, em Encunando a historia, dahi por diante Alfredo
osquaes hoiive muito crescido numero de conlis- passon repelidas vezes, e toaos os das, por causa
ses e eomniuohoas. de Rosalinda, esperando occasiao asada de apandar
A concurrencia nao diminuio nos dias chuvosos mais algum novello.
ijue iiouve no lim do mez. Rosalinda teniava s vezes prestsr-se ao prazer
Tambem completaram-se os actos na nafa de do obsequioso cavalheiro, mas as faces tingiam-se-
deteuco, noite com aquello recolhimenlo e rel-, Ihe de pejo quando em tal pensava, c substitua
giosidade, que presidiram-os. este anhelo por um olhar que dizia mais que todos
As 6 horas da manhaa de 29 do passado, o: os novellos da trra.
preto Francisco Borges, acerara do Sr. Jos Caeta-1 Xeste procurar de novellos, passou Alfredo um
no de Albuquerque, morador ra da Gamboa do
Carme, tentn suicidar-se dando um golpe nopes-
coco, com urna navalha, para evitar o castigo que
Ihe devia dar seu senhor mais tarde, nenlium peri-
go teudo.
byin par de inezes at que alinal sentindo o cora-
cao tornado ein brazeiro inrrivel, foi depo-lo aos
ps de Rosalinda, que senta quemar-se o seu na
mesma pyra. #
Dizem que duro com duro nao faz bom muro
Ainanhecendo aiierta una porta da taberna mas fbgo com fogo do-se ptimamente, a julgar
do Sr. Jesiiino Jos Rosa, na ra da Praia no mes-1 por Alfredo e Rosalinda, que no domingo passado
roo dia cima, procede o Sr. subdelegado as pes
quizas, por ter sido roubada urna gaveta com 115
ou 120 rs. ein dinlidro.
Tendo desapparecido o portuguez Manoel
Correa de Souza, dono do caf e buhar da ra es-
Ireltado Rosario n. 11, foram fechadas as portas
do estabeleciinenlo pelo Sr. subdelegado, que re-
mellen as chavea ao juiz dos ausentes.
Passagero do palhabotc nacional Santa Hila.
sahido para o Aracaty :
Eduardo Goncalves Valentc, Euclides Gurgel do
Amaral e Joaquim Goncalves doAmaral.
Passageiros do palhabote nacional Exhalacao,
sahido para o Aracaty :
Theodoro Jos de Aragao, D. Joanna Rosa de
Arago, D. Mara Joaquina de Aragao, Manoel Jos
uniram-se para s se apartarem, quando a niorte
chamar um delles I
Estao pos casados : julgue-se por sto da influ-
encia que nm novello de linha pode exercer sobre
dous coraroes.
O Cotumtrcio do Porto escreve o segrate :
Xas grandes celebridades tudo celebre.
Os nglezes, que a fina forea querem que tudo o
que pertence ou lem relac o com Garibaldi tenha
alta siguificacao, Unto lizeram que descobriram
para o seu appellido um significado, que Ihe ajusta
perfeitamente e que merece ser reproduzido.
Garibaldi urna palavra allema que significa
intrpido na guerra *.
A primeira parte da palavra denva-se do anti-
gar-, e no
Gomes Mariz, Gorgonio Jos da Rocha, Antonio 0 vocabulo Spear, que em anglo saxonio
Barbosa Carneiro, Joao Octavio Vieira.
nEPARTIQAO DA POLICA.
Extracto da parte do dia 31 de mao de
1864.
Foram, recolhidos casa de delencao no dia 30
do corrente :
A' ordem do Illm. Sr. D. chefe de polica, Adol-
pho Hembiez e Arnaud Chaves, ambos sem declara-
cao do motivo.
A' ordem do subdelegado do Rceife, Angela Ma-
ra da Conceicao, por bi iga, Domingos Barrei, para
averiguajes em crime de furto.
A' ordem do de Santo Antonio, Luiz Antonio do
Nascmento, por disturbio.
A' ordem do de S. Jos, Manoel Ignoco de Li-
ma, e Man el, escravo de Anna Machado de Luna
Freir, ambos sem declaracao do motivo.
A' ordem do da Capunga, Joo Jos Thomaz,
Lourenco Antonio de Oliveira,o primeiro para cor-
rerco, e o ultimo por uso de anuas de defeza.
O chefe da 2* secijao,
/. G. de Mesquita.
Movimento da casa de detencao no da 29 de
mao de 1864.
gar : nos amigo idiomas do norte
amigo saxonio ger>.
Desta raiz provem a palavra allemaa spear-
man (guerray, a palavra franceza guerre. A
ingleza War balde significa intrpido.
No seculo VI houve um duque de Baviera cha-
mado Garibaldi, cuja familia passou para a Lom-
bardia no seculo VIII, porm o nome conservou-se
na Allemanha, anda que corrompido c degenera-
do no de < Gerbel >.
Observemos a natureza e compleicao de Gari-
baldi, e acharemos um interessante commentario
sobre a orgera teutnica do seu appellido.
E' impossivel negar que a sua signiticaciio tal
como flca explicada corrobora aquella famosa m-
xima latina que diz: oonum nomin, bonum ornen.

E' do Sr. S. B. a seguinte poesa :
A saber
Existam .
Entraram. .
Sahiram .
Existem .
Nacionaes. .
Estranpeiros
Mulheres .
Estrangeira
Escravos .
Escravas .
337 presos
8
4
361
231 presos.
38 >
4
1
62
5
361
Alimentados custa dos cofres pblicos. 141
Movimento da enfermara no dia 30 de maio de
1864 :
Tiveram baixa :
Francisco Alves Feilosa, intermitiente.
Jesuino, escravo, sentenciado, bronchile.
Tiveram alta :
Dionisio Severino Gomes.
Manoel Francisco da Silva.
Movimento da casa de delencao, no da 30 de
maio de 1864.
Existiam. .
Entraram.
Sahiram .
A saber:
ExUlera.
Nacionaes .
Estrangeiros
361
10
13
359
249
38
preses.
>
I
0 DEGENERADO.
.....Correi se queris onvr atiento
Phrases terriveis que alli profre
Um pai desnaturado!
Arqucija, monstro informe, desenvolve
Essa bilis pestfera, esse veneno
Essa baba nojenta 1
Cobre de baldoes, d'injunas torpes
A innocencia, a vrlude, a caslidade,
Que lanto t'atormenta 1
Esquece que s pai I Sejam leus filhes
Priraeras victimas, que se prestemtristes.
As provas do teu ofjicio!
Lanca-lhe n'alma a peconha da calumnia,
Deixa elles gemeremagonizantes
Em to feio sacrificio I
Nao recues, maldito I Segu avante,
Expr'menta o punhal; levanta o braco,
Descarrega, villo,
Por sobre a honra de teus proprios filbos,
Os golpes da mentira e da calumnia
Da pessiraa detraccao I
Que importa que o mundo te maldiga,
Se ninguem ouza imitar-te na sciencia
Ifassassino moral?...
Deixa o mundo fallar, prepara a lingua,
Entorna por sobre a honra de leus nios
O veneno do mal I
Nasceste para ser ludibrio eterno,
Escoria despresivel dos que sabem
Teus vicios conhecert
Avante pois; na serie de tens crirnes
Nao recues; caminba, vai por diante,
Proscgue at morrer I
Appellante, Jos Maria da Silva Ferreira; ap-
pellado, Dominios Bcmardino da Cunha.
O Sr. desembargador Accioli ao Sr. desembar-
gador Ucha Cavaleanti
A appellarao civel.
AppeHant, a marqueza do Recife ; appellado,
Jos Carlos Paes Brrelo
O Sr. desembargador Ueha Cavaleanti ao Sr.
desembargador Assis
A appellacoes titas.
Appeante, a cmara municipal; appeUados,
Vicente Ferreira do Reg e oatros.
Appellante, D. Mara Felicia da Conceicao Leile;
appellado, Manoel Fernandes da Silva.
O Sr. desembargador Assis passou aoSr. desem-
bargador Doria
A arAsjidfM civeis.
AppeHante, Camrllo Augusto Ferreira da-Silva;
appellado, Bernardo Morat & Irmo.
Appellante, ojoizo ; appellado, Joao Chrysosto-
mode.Oliveira.
Appellante, Manoel Elias de Moura ; api*lla-
do, Francisco Cavaleanti de Albuquerque.
Appellantes e appellados conjanctamente, Anto-
nio Carlos Pereira de Burgos e Antonio de Siquei-
ra Gavalcanti.
Appellante, Antonio Torquato Felippe Maia ; ap
pellado, Vicente Rodrigues dos Santos.
A 1 hora da tarde encerrou-se a sessao.
Cmara Municipal do Recife.
Matadouro pxHco da cidade do Recife.
, Mataram-se para o consumo desta cidade no
mez de maio do corrente anuo 2,477 rezes, a
saber:
Herdeiros da Viuva Anacido & C 373
Lrbanio Candido Ribeiro 4 C........ 337
Virgilio Horacio de Fretas..... 301
Manoel Joaquim Duarte de Souza. 243
Joao Chrisostomo de Albuquerque. 183
Wenceslao Machado Freir Pereira
da Silva........... 167
Bellarmino Alves de Arocha .... 13
Manoel Francisco de Souza Lima 139
Francisco Candido da1az..... 135
Manoel Paulo de Albuquerque ... 109
Bellarmino Constantino Costa Medeiros 103
Simplicio Fortunato Ferreira ........ 63
Geminiano Jos de Altraquerque 51
Ernesto Celestino de Mendonga. ... 40
Manoel de Souza Menezes...... 27
Ignacio Adriano Monteiro..... 10
Antonio Augusto de .^raojo Guanta.. 6
Luiz de Franca Soares ...!.... 3
2,477
Cmara municipal do Recife 31 de maio de
1864.
O procurador,
Jorge Vctor Ferreira Lopes.
CIIROMCA JUDICIARIA
TKIIirV V L DA HELADIO.
SESSAO EM 31 DE MAIO.
PRES1DEXCIA 1.NTEUINA DO EXM. SR. DESEMBARUADOR
01TIRA.NA.
As 10 horas da manhaa, presentes os senhores
desembargadores Lourenco Santiago, Reis e Silva,
Almeidae Albuquerque, Molla, Accioli, UchaCa-
valcanli, Assis e Doria, faltando com pariicipaclo o
Sr. desembargador Caetano Santiago, abrio-se a
sessao.
O Sr. desembargador Guerra, procurador da co-
ra, nao comparecen.
Tomou assento de um dos lugares de desembar-
gador desta relacao e prestou juramento o Dr.
Francisco Domirtgues da Silva.
Passados os feitos e entregues os distribuidos,
deram-se os seguintes
JULGAMENTOS
Recurso commeraal.
Recorreote, o juizo ; recorrido, Fortunato Jos
Fernandes.
Relator o Sr. desembargador Ucha Cavaleanti.
Sorteados os Srs. (fejenibargadores Almeida e
Albuquerque, Lourenco Santiago e Accioli.
Nao Se tomou conhecimento por estar ausente o
reo.
Aggravo de instrumento.
Aggravante, Jos Rufino Bezerra Cavalcante ;
aggravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Accioli.
Sorteados os senhores desembargadores Assis,
e Almeida c Albuquerque.
Deram provimento.
Aggravos de peticao.
Aggravante, Columbo Pereira de Moraes; aggra-
vado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Accioli.
Sorteados os senhores desembargadores Doria,
e Ucha Cavaleanti.
Negou-so provimento.
Julgou-se improcedente o processo de responsa-
blidade contra o hachare! Jos lavares da Cunha
Mello, sendo relator o Sr. desembargador Accioli,
e sorteados os Srs. desembargadores Almeida e Al-
buquerque, Motta e Ucha Cavalcanli.
labeas-corpns.
Concedeu-se ordem de habeas-corpus pedida por
Manoel Ferreira de Brito para o dia 4 de junho,
s 10 horas da manhaa.
Appellaroes civeis.
Appellante, Jos Gomes dos Santos Pereira de
Bastos ; appellado, Dr. Francisco Elias do Reg
Dantas.
Confirmada a senlenca.
Appellante, Francisco Marinho de Albuquerque
Mello; appellado, Francisco Jos Vianua.
Confirmada a sentenca.
Appellante, bacharel Bernardo Duarte Brandao
appellado, Manoel Francisco Ribeiro.
A' avurbar a dizima.
DILIGENCIAS CHIMES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica
As appellaces crimes.
Appellante, o juizo ; appellados, Manoel Joaquim
da Silva e outros.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Joaquim de
Santa Anna.
Appellante, Theodoro Gomes da Silva ; appella-
lada, a justica.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Caetano dos
Santos.
Appellante, o juizo ; appellado, Lucas Antonio
Evangelista..
Appellante? Joao Francisco Mendes de Oliveira;
appellada, a justica.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Ferreira de
Sampaio Jnior.
Appellante, o juizo ; appellado, Theotonio da
Silva Vieira.
Appellante, Alexandre Marinho da Costa ; ap-
pellado, Antonio Rodrigues Alsioo.
Appellante, o juizo ; appellado, Luiz de Franca
de Carvalho.
DILIGENCIAS CIVEIS.
Com vista ao Sr. Dr. curador geral
As appellacoes civeis.
Appellante, Agostinho Lucas Correia -,
da, a escrava Luiza.
Appellante, Joao Marinho Paes Barreto
lado, Jos dos Santos Neves.
Com vista ao Sr. desembargador procurador da
cora
A appellaco civel.
Appellante, o juizo e Firmino Theotonio da Ca-
maraSantago; appellado, ojuizo e o major Joao do
Reg Barros Falco.
DESIGNACAO DE DIA.
Assignou-se dia para julgaraento dos seguintes
feitos :
Appellarao cioel.
Appellante, Jos Joaquim Carvalho -, appellado,
Vicente Ferreira Longuinho.
PASSAGENS.
O Sr. desembargador Lourenco Santiago ao Sr.
desembargador Keis e Silva
Appellacoes crimes.
Appellante, ojuizo ; appellado, Manoel Joaquim
Correia.
Appellante, Francisco Xavier de Araujo ; appel-
lado, Juliao Coelho da Silva Netto.
O Sr. desembargador Reis e Silva passou ao Sr.
desembargador Almeida e Albuquerque
A appellacoes civeis.
Appellantes, o iuizo e Jos Peres Campello ; ap-
pellados, Gaspar de Menezes Vasconcellos de Drum-
mond e o juizo.
Appeante, Luiz Antonio de Souza Bibeiro; ap-
Eellada, a viova do coronel Bento Jos Lemenha
ins.
Appellante, a cmara municipal; ajipellado, An-
tonio Jos de Oliveira Braga.
O Sr. desembargador Motta passou ao Sr. des-
embargador Accioli
As appellacoes ctveis.
Appellante, ojuizo ; apqellado, Jos Maximiano
Soares de Avellar.
Appellantes, Joio Tavares de Mello Junjor; ap-
pellada, a preta Thereza.
Appellante, Felippe Gomes da Frota Jnior; ap-
pellado, Domingos Gomes da Frota.
appella-
i appel-
Alocnco recitada por oeca-
siSo da nalssa do stimo ia
Junto ao i (nuil lu do Dr. Jo-
s II: y inundo da Costa Me-
nezes por seu amigo a Dr.
Alfonso de Albuquerque
ello.
Senhores.Nao venho dizer-vos a biographia
do Ilustre finado; venho dizer-vos que Deus,
se apedando do homem que tanto o amava
chamou para o seu seio sua alma j por de-
mais caneada e j abatida do tanto soffrer
que Ihe causavam as tantas miserias desta
trra.
Fiquem os que menos sentem, os mais for-
tes, os que tem a forea de poder tolerar as
prevaricacoes do tempo.
Mas o homem eminentemente catholico, sem
supersiieao, nem hypocrisia, t.lo usada nos
lempos de agora, e sera a minina sombra de
ostentaeao, o homem qne cm todos os seus
passos leve sempre em suas vistas a presen-
ta de Deus, a imagem do Christo, sem nun-
ca se apartar, ao menos em sua consciencia,
em toda a sua vida publica ou privada, de
um s preceilo da moral ou da lei, o Dr. Jo-
s Haymundo da Cosa Menezes era inees-
santemenle martyr de todas as continuas in-
justcas, de todas as praticasdo vicio, de todos
desrespeitos e despresos da moral e da lei, que
so patenteavam a seus olhos como um espec-
tculo continuado e aterrador.
Sua reprovacao particular a taes desregra-
mentos era a nica forea a seu alcance que
elle oppunha, mas como um protesto que
como remedio a essas chagas incuraveis de
nossa sociedade ; e era isto frac'o Unitivo a
seu martyrio; e se nisto havia de sua parte
peccado por excesso, nascia este do elevado
sentido de indignacao, o qual Ihe produzia
em seu animo a perda da f nas causas desta
vida ; mas nas causas da vida futura, sua f
fortificada, cada dia mais se robusteca, mui-
to ajudada por seu espirito intelligente, sem-
pre e principalmente cultivada pela leitura
e estudo dos autores mais sabios e orthodo-
xos.
Este homem nao poda estar comnosco : foi
chamado por Deus.
Com o seu passamento o quanto perderam
os seus mais prximos, elles o senlem ; o
quanto perderam seus amigos, elles o sabem,
e os seus collcgas, nem todos o comprehen-
dem o que perdeu a patria, ella o ignora,
que nos lempos em que se pervertem os cos-
tumes, os homens mais puros, os que mais
a poderiam servir cora seus servaos e seu
exemplo, vivera obscuros, ignorados da pa-
tria. Mas Jos Raymundo ganhou por que
tinha f robusta na bondade e misericordia
de Deus.
E' este o conceitc de ura de seus amigos
mais devotado que intimo ; e se estas pala-
vras, em honra a sua memoria, c que mal
exprimen) o que eu quizera commemorar,
traduzem verdades que vos indiquem o ho-
mem, cuja eterna separaco deploramos, con-
sole-nos de sua perda o" lembrar-mo-nos da
firmeza e constancia com que elle soube hon-
rar o nome que lega seus filhos, a satisfa-
co que disto resulta a todos os seus paren-
tes, s pessoas a quem elle mais ou menos
distingui com a sua amisade.
Console-nos anda a crenca de que a miseri-
cordia de Deus nao fallar sua robusta f,
nunca abalada por unto soffrer, at nos tran-
ses da agona, em presenca de sua presada
mi, de sua chara esposa e de seus to que-
ridos lilhinhos, vendo-os to prestes a (carera
orphos.
Oremos a Deus por sua alma.*
n^numrnmnmmmnrn
O reerutamento na fregnezla de
S. Lourenco da latta.
As reaeces polticas sao indicio de fraqueza nos
governos que as empregam. Desconfiando do xito
pacifico dos meios regulares, nicos que conciliam
respeto e amor a autoridade, que aspira largos
dias de existencia, appellam para a violencia, e o
terror, que sao os recursos desesperados dos go-
vernos, que tem pressa de transpor o terreno rno-
vidico das difliculdades da situagao, e mpolgar a
presa que Ihes foge.
Ha anda peior symptoma : se nas reaccoes po-
lticas entram como condimento as incitaeoes de
odio pessoal, ou de ambicoes mortificadas pelo
desdem dos que Ihes contestam os ttulos de legi-
timidade, neste caso j nao ha so indicio de fra-
queza, ha cousa anda mais funstanos governos
a demencia I
Este ultimo caracterstico parece ser o que mais
predomina na actual administracao da provincia.
O Sr. Souza Leo parece de feicao a consultar me-
nos aos interesses pblicos, que s suas desaffei-
coes e caprichos pessoaes. Aecreditava-se que S.
Exc, por seu proprio decoro e do lugar qne oc-
cupa, devia deixar nas portas de Policio todos os
resentmentos, qne Ihe gerara n'alma a sua phan-
tasia, que, dcil impress5es mal apreciadas, o
fez crer que havia urna causa externa de seus l-
timos revezes eleiloraes, qne bem podiam ser ex-
plicados pelas repugnancias invenciveis, que por
vi de regra suscitara no espirito popular as gra-
vedades classieas.
Presa destes preconceitos, S. Exe. nao lem du-
vidado, segundo se vai dedmindo de certos factos,
entrar em ajusta* de eontas rom todos aquelles
que phantasiou adversos as sitas anroic5es malo-
gradas.
Fiel a este emyenho, S. Exc. nao poda esque-
cer-se da pacifica freguezia de S. Lourenco, onde
considerava indispensavel crear um feudo' que Ihe
assegurasse mato ampias vassalageus. Para lograr
este intento, era preciso investir cora a delegacia
do polica o Sr. bacharel Angosto Leo, seu irmao,
e que, nao sendo capas de descobrir a plvora,
consta alias que bstanle hbil para a pequea
poltica dos mecheneose dos expedientes rpidos.
Nao afllrmaiBO* se este conceilo exacto ; mas,
acreditamos que a missao do Sr. Augusto vai st-.n-
do executada.
Na perspectiva de nma prxima eleicao muni-
pal, o Sr. Augusto sabe que o reerutamento torea-
do e a todo o panno, recurso indispensavel para
desmorallsar os soberaos o intimidar os humil-
des. E' assim que o |Sr. Augusto na noite de
28 armou de forea um tal Joao Ribeiro, offlcial da
guarda nacional commaudada pelo Sr. teneute-
coronol Luiz Francisco, e mandou por em cerco o
engenho Massiape, propredade do Exra. Sr. vis-
conde de Suassuana, e por volta de II horas da
mesma noite, Ihe fez prender quatro trabalhadores
bem_ procedidos, para recrutas, sendo por essa oc-
casiao espancado pelos invasores um pobre criou-
lo, inerme, casado e do melhor procedimenlo I Foi
preso mais um rapaz, que ha 12 annos viva no.
nesta e regularmente engajado pelo administrador
do referido engenho, e que tambem lavrador do
Sr. capitao Jos Francisco de Barros Reg, cunha-
do do Sr. Augusto delegado I
Tres dos individuos recrutados aehando-se dor-
mindo n'um soto do engenho, foram agarrados
no leilo, e l de cima baldeados u'um carretel, co-
mo so fossem saccas de la I
E porque todo este apparato selvagem ? A razio
clara. A eleicao est perlo; preciso escorra-
car dos engenhos do Sr. vsconde de Suasuna to-
dos os moradores, que podem ser infensos poli-
ca, que dos engenhos do dito Sr. viscoode passa-
r a visitar lodos os oulros, onde euconlra Iguaes
embarazos.
E nao v o Sr. presidente que actos destes re-
baixara a sua adiuinislracao e estabelecem prece-
dentes que podem ser funestos aos seus inventores,
que nem sempre podero dispor dos recursos da
autoridade ?
A imprevdeucia o grande erro dos governos
fracos I
Pouco nos importaramos que fossem cercados c
varejados os cugenhos do Sr. vsconde de Suassu-
na, urna vez que essas diligencias fossem l'eilas no
intuito de recrular peralvillios e prender crimino-
sos : mas, nao se dando nada disto, sendo antes
certo que naquelles engenhos s se acolite genle
morigerada e consagrada ao trabalho, como da
maior notoriedade, nao podemos deixar de indig-
nanno-nos ao ver arranear-se a agricultura, j
to detiriorada de recursos, a sua nica alavanca
os bracos I
E isto se pratra sob a administracao de um pre-
sidente agricultor, e por um delegado tambem
agricultor I
Muito pode a paxo no peito humano !
Um amigo do Exm. vsconde de Suassuna.
'lulas vegetaes assucaradas de
kemp.
Plalas vegetaes assucaradas de Kemp. Agrada-
veis vista, isentas de toda o sabor repugnante,
tao suaveisquo efllcazes, tnicas e purgativas es-
tas famosas punas possuem pois todas as inapre-
ciaveis qual-dades pertentes a um remedio cathas-
tico, alterativo c restaurante. Tal o juizo medico
confirmado pela experiencia de milhares de doen-
tes. Quando as funecoes do ligado e do ventre se
acham por qualquer forma desarranjadas devem
ser restituidas boa ordem e regularidade cora es-
tas pllulas irrisistiveis. Ellas sao tao infalliveis
quanlo sao agradaves e sem controversia alguma
o melhor aperitivo geral, o nico remedio anti-
bilioso que se pode conseguir, quer neste ou em
qualquer outro paiz. Em consequencia dellas se
acharem acondicionadas em frasqunhos de crystal
o tempo nao altera as suas propriedades : a venda
nos estabeleclmenlos pharmaceuticos de Caors &
Barbosa, roa da Cruz, J. da C Bravo 4 C, na ra
da Madre de Deus.
Aenco
Xarope alchoolco de veame, preparado pelo
pharmaceutico Jos da Rocha Prannos, estabele-
cido com botica na ra Direita n. 88 em Pernam-
buco.
Este xarope incontestavelmente superior a to-
dos os xaropes depurativos, de cuia eomposicSo 6
o seu maior elemento a salsa parrilha, pois que se
lem condecido ser o veame mais enrgico para a
prompta cura das molestias, cuja base essencial
- pende da purificac.ao do sangue : assim pois se
tem verificado por mutas pessoas que se achavam
desengaadas, as quacs acham-se boje restableci-
das com o referido xarope alchoolco de veame ; j
entretanto que alguns, tendo usado do xarope de:
Curinier, de Larrey, de salsa parrilha, de sapona-
ra, oleo de ligado de bacalho, e outros agentes
desta ordem nada conseguiram. elle de fcil
dyestao, agradavel ao paladar e ao olfato. Alguns
mdicos desta cidade e da de Macei o teem re-
eominendado para a cura das
Impigcns, linha, escrophulas,
Tumores, ulceras, escorbuto,
Cancros, sarna degenerada, tluxo alvo.
Todas estas affecc/ies provm de urna causa in-
terna ; nao ha pois razo alguma era crer que el-
las se podem curar cora remedios externos. Tam-
bera se prescreve o xarope alchoolco de veame
para o tratamento das all'eec.es do systema nervo-
so e fibroso, taes como :
Gotta, rheumatismo, paralvsia,
Dores, impotencia, esterilidade,
Marasmo, hypocondra, emmagrecmento.
O xarope alchoolco de veame sobretudo, da
maior utilidade para curar radicalmente, e em
pouco tempo o rheumatismo.
Adverte-se que o verdadeiro xarope s se vende
nesta cidade na botica cima indicada do abaixo
assignado ; e ein outra qualquer parteque se tem
annunciado nao da mesma composicao, e nem o
abaixo assignado se responsabilisa.
Jos da Rocha Paranhos.
COMMERCO.
NOVO UNCO DE PERNAMBUCO.
O nevo banco de Parnambuco paga o 12 div
dendo a razo de 9 por ac^o.
Allandega
Rendimento do dia 1 a 30........ 638:1115876
dem do dia 31................. 77:0755890
715:2175766
noviiiientc da allandega
Volumes entrados com fazendas...
c c com gneros...
Volumes saludos com fazendas...
c t com gneros...
233
274
301
5i6
507
817
trigo.
Descarregam no dia 1 de junho.
Brigue dinamarquezFortunafarinha de
Brigue raglezGmucusbacalho.
Barca ingleza -Margarethmercaduras.
Galera francezaSolferinomereadorias.
Barca Ingleza Unionfarinha de trigo.
linportacio.
Vapor nacional Oyapock, procedente dos portos
do Sul, manifestou o segolnte :
Do Rio de Janeiro.
Gneros estrangeiros j despachado para consu-
mo.
4 fardos fazendas; a Southall Mellors & C
1 caixa urna latrina ; a Forster & C.
1 dita mercaduras 5 a Manoel & C.
1 dila instrumentos; ao coronel Joo Guillar-
me Bruce.
1 dita chapeos do Chile ; a Joaquim Alves.
1 dita espadas ; Jos Joaquim da Costa Maia.
1 dita relogios e joias ; a Grandn.
10 barricas barrilha, i barril tinta, 2 caixoes
mereadorias, 10 volumes com passas, 99 caixas
cha, 2 ditas morins, 3 ditas algodoes, 1 dita chales
de cassa ; a ordem de diversos.
Gneros nacionaes.
1 caixao chapeos; a Joaquim Alves.
184 rollos fumo, 2 vqjumes mate, 1 caixote xa-
rope, 1 dito mereadorias, 3 canudos quejos; a or-
dem de diversos.
Da Baha.
Gneros estrangeiros j despachado para con-
sumo.
5 caixas fazendas 5 a Joao Keller & C.
8 ditas ditas; a Simpson & C.
4 dita ditas a Schapheillim.
1 dita livros; a Jos Mendes de Fretas.
Vapor nacional Mamangnape, entrado deMace,
manifestou o seguinte :
72 saceos com 375 arrobas e 30 libras de algo-
dio ; a ordem. ^^^^m
Brigue iagttz Gltmmt, enerado de Terra-Nova,
consignado a Saunders Brothers & C, manifestou o
seguinie :
2,400 barricas bacalho ; aas mesmos.
' Vapor francez Guiene, entrado do Bio de Janeiro,
manifestou o seguinte :
1 caixote bilhetes do banco ; a Augusto F. de
Ohveira.
3 caixas chapellarias e outros artigos; a Henn-
que & Azevedo.
i caixas chapellaria ; Lehmaim freres.
1 dito gravatas; a Monteiro Lopes & C.
13 volumes encommendas ; a ordem de diverso?.
Exportac3.
Patacho dnamarquez Adonis, carregou para Fal-
moot, 1,900 saceos com 9,500 arrobas de assucar
mascavado.
Escuna ingleza Zampa, carregou para Liver-
pool : 1,100 saceos com 5,500 arrobas de assucar
mascavado e 723 ditos com 3,804 arrobas e 27 li-
bras de algodo.
Recebedoria de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do da 1 a 30........ 28:320*106
dem do da 31................. 9595683
29:2795789
RENMMRNTO DA RECF.BEOORIA DK RENDAS
INTERNAS GERAES DE PEnNAMBUCO DO
MEZ DE MAIO, A SABER :
Rendada typographia nacional. 65000
Renda dos proprios nacionaes. 5905750
Siza dos bensde raiz............. 7:6135507
Dcima addicional das cerpora-
ftdes de mao mora............. 1365350
Direitos novos e vcihos e de
hancellaria.................... 1:3925067
Ditos ile patentes dos offlciaes da
guarda nacional................ 1:1225000
Dii.ima dn chancellara........... 32*5863
Matrculas da FacuhJade de Di-
reilo ....................... 1025400
Hulla por infraccocs do regula-
monto........'................. 1025089
Sello do papel lixo................ 5:1125540
Dito do proporcional............. 7:609538"
Premios dos depsitos pblicos... 1745228
Emolumentos................. 6635920
Imposto sobre lojus e casas de
descontos........... 744520(1
Taxa de escravos......... 1:7685000
Cobranca da divida activa .... 1:3005098
lndemnis,i..es........... 1095690
Deposito de diversas origens..... 1975500
29:2795789
Recebedoria de Pernambuco, 31 de maio
de 1864.
O escrivao,
Manoel Antonio Simes du Amaral.
Consulado provincial.
Rendimen.lo do dia 1 a 30......... 79:2245633
Idem;do dia 31................. 1:5725407
80:7975060
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO PRO-
VINCIAL EM O MEZ DE MAIO DE 1864,
A S.VUEK :
Direitos de 90 rs. por fffi do as-
ucar exportado ........ 25:3835030
Diio de 20 rs. por caada d'aguar-
dento, ele...................... I:6795'il0
Dito 3 01(j idem do algodo expor-
tado .............. 28:8335350
Dito de 7 Olodo mel....... 112
Dito de 8 por cenlo de couros
seceos, verdes e espichados... 1:3825335
dem idem de 5 idem dos mais
gneros exportados....... 8555083
20J) rs. por meia siza de es-
cravos............. 2:6005000
10 por cenlo de novos o velhos di-
reitos dos empregados provin-
ciaes............... 1845603
Escravos despachados........... 1:0865000
Rmolamenioi dH poiicia..... 155g00
Dcima dos predios urbanos 5:9125-"':1X
2001o Ju consumo d'aguardente. 1:0315000
Imposto Oe \i por c<*nio sobre
diverso estaoelecinienia* 3:3165000
8 0|0*"l'r- i'iiiisuttoiius mclicos
retcriptoiioi.............. 3465000
Imposto de 4 ihii rentii labre termis e>ibt"leeiaenios fr
4.U-U4*...................... 6165000
305 sobre chapos estrangeiros e
roupa etc.................... 7305000
liniio-to sobre carro, ouuuus,
tarrocas e vehculos........ 8345000
10 por Ceiilu sobre o ploiiiin do
cai.im............ 2485000
dem de 3005 sobre compaiihias
anonymas e agencias....... 1:8005000
Din de 4 0|0 sobie os premios
miinres das loteras .......... 1:3765000
Sello de herancasc legados.. 1:9125694
Imposto de corrector c agente de
Icilao............... 100^000
Restituces e reposiges...... ':3*('!.'
Multas d"a dcima e mais imposto. 205,458
80:7975060
Mesa do consulado provincial, 31 de maio
se 1864.
O 3o escripturario,
Joaquim de Gusmo Coelho.
MOVIMENTO DO PORTO.
Mimo entrado no da 31.
Trieste78 dias, brigue sueco Henriqtie, de 190 to-
neladas, capitao N. P. Hook, e<|Uipagem 10, car-
ga 1,542 barricas com farinha de trigo : a .\. O.
Rieber & C, seguio para o Rio de Janeiro.
Navios saludos ne mesmo da.
Rio Grande do Sul Rrigue nacional Imperador.
capitao Jos Rodrigues Prates, carga assucar e
oulros gneros
Rio Grande do SulPalhabote nacional Arroio
Malo, capitao Jos Joaquim Soares, carga assu-
car e outros gneros.
Aracaty Palhabote nacional Santa Rita, capitao
Antonio Joaquim de Figueiredo, carga varios g-
neros.
Aracaty Palhabote nacional Exhalacao, capitao
Trajano Antunes da Costa, carga dinerenles g-
neros.
BahaPolaca hespanhola Ermizinda, capitao Jos
Forras, carga a mesma que irouxe de Barce-
lona.
EDITAES.
No da 30 de junho deve ser arrematado pe-
rantea thesouraria provincial em curaprimento do
g 12 do art. 44 da lei provincial n. 596 o imposto
do dzmo do gado vaceum nas seguintes comar-
cas :
Bonito 3:2005000 por anno.
Brejo 2:0505000 dem.
Garanhuns 2:4005000 idem.
Flores 2:5005000 dem.
Ba-Vista,Tacarat e Cabrob 3:3005000 idem.
A arrematao ser por tres annos, a contar do
1 de junho do corrente anno.
Perante a thesouraria provincial tem de ser
arrem; tado no dia 16 de junho vindouro o impos-
to da taxa das barreiras das estradas e pontes se-
guintes :
Ponte dos Carvalhos 1:2065000 por anno.
Tapacur 2:2525000 idem.
Tacaruna 5005000 dem.
Motecolomb 1.6105000 idem.
Magdalena 7:7585000 idem.
Bujary 5545000 idem.
Caxang 4:4005000 dem.
Jaboatao 4:4055000 idem.
Gequi 7:4855000 dem.
As arrematacoes sero fetas por tempo de tres
annos a contar do 1 de julho do corrente anno.
BECLABAgSES.
Santa Casa da Misericordia do
Recife.
A Illm.* junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife manda fazer publico, qne
no dia 2 do prximo futuro mez de junho pelas 4



_
fJa
2*4.



Diarto de lc*-__- <*rla lelrt i fe Jnnho t IMl.
/
horas da tarde na sala de anas sessSes contina
a praca do arrcndaraeftto das casas abaua decla-
rada pertencentes ao patrimonio de orphos por
lempo de 1 i 3 annos. Os pretendentes derem
comparecer acoroaanhados de seus fiadores ou
munidos de cartas destes.
Ra do Imperador.
N. 2 particular e 81 publico, dous au-
dares.........1:202:000
Largo do Paraizo
N. i dito e 19 dito, dous andares .. 902*000
Ra das Larangeiras.
N. 3 dito e 17 dito, casa terrea .. 203J000'
Ra Velha. I
N. 8 dito c 32 dito, casa terrea-. .. 204,5000
Ra de S. Gonzalo.
N. 10 dito e 22 dito, casa terrea .. 183JOOO
Ra do Pires.
N. 13 dito e 39 dito, casa terrea .. 10i*000
Ra do Vigario.
N. 72 dito e 27 dito, dous andares .. 603*000
Ra da Sonzala Velha.
N. 78 dito e 136 dito, dous andares.. 651*000
X. 80 dito e 132 dito, dous andares., 410*090
N. 82 dito e 16 dito, casa terrea.. .. 201*000
Ra da Guia.
N. 84 dito e 19 dito, casa terrea.. .. 125*000
Roa do Pilar.
N. 91 dito e 105 dito, casa terrea.. .. 163*000
N. 92ditoe 104 dito, casa terrea.. .. 163*000
N. 94 dito e 99 dito, casa terrea.. .. 234*000
N. 105 dito e 94 dito, casa terrea.. .. 173*000
Rosarinho.
N. 3 particular, casa e sitio...... 322*000
Mirueira.
N. 4dito, sitio.. ...... 213*000
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do Re-
cife, 30 de maio de 1864.
O escrlvo,
F. A. Cavaicanti Gousseiro.
COMPANHIA
EHi
Arremataco.
Perarrte o film Sr, Dr. juta municipal da
segunda vara deveri ir praga no dia 4 de
juoho prximo, depois da respectiva audien-
cia, o ngenlie Pintos sito na fregi^ia de
Jaboato, o que um dos memores da pro-
vincia, com grande extensao de excellentes
trras demarcadas, as quaes se comprehen-
dem boas matas, duas boas casas de viven-
da e outras de moradores, casa de destilado
com um alambique de subido valor, coche-i-
ras, estribaras, grande senzala de pedra e
cal e outras obras, ludo em mu i lo bom es-
tado. O engenbo me por agua e co-
peiro.
Tem de servir de base a arrematado a
preco de 4o.000-> temi alias sido avallado
por 52:0005.
THEATRO
DE
S. ISABEL.
ENPREIA
GERMINO &C0MBRA.
IIa Recita da asslgnatnra.
Quarta-feira 1 de junlio
Representar-se-ha omuito apparatoso drama, em
cinco actos,
O caixa da companhia commendadorTho-
maz de Aquino Fonscca aelta-se autorisado
a pagar no seu escriptorio ra do Vigario
n. t), das 10 horas em diante- o 32 divi-
dendo dusta companhia na pioporcao de 3$
por cada apolice, adverte-se aos Srs. accio-
nistas que este pagamento deve ser em moe-
da de cobre, visto ser na especie que o
mesmo Sr. caixa tem recebido dos arrema-
tantes dos cliafarizes desla companhia.
Escriptorio da Companhia de Beberibe, 21
de maio de 4864,
- O escripturario,
Marcolino Jos Pupe,
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz publi-
co, que os trinta dias ntei para pagamento boca
di cutre do segundo semestre do anuo linanceiro
vigente de 1863 I8C4 dos impostos da decima dos
predios urbanos das freguezias desla cidade, e da
dos Afoliados, de 20 por renlo do consumo de
.agurdente, e de S por cento sobre a renda dos bcos
de rab pertenceoies a corpotacocs de mo mona,
se principiam a contar do Io de junlio vindouro.
esa do consolado provincial de Pernambuco, 25
de maio de 1864.
Amonio Carneiro Machado Rios.
Administrador.
r.onsi'lhit administraiivo.
Oconsellio administrativo, para fornecimento do
arsenal de guerra, tem de comprar os objectos se-
guintes :
Para o corpo da guarnico da provincia.
Ronets 373, maulas de la, 368. bandas de la
13, panno azul covades 1500, panno azul fiara ca-
potes 396, casimira verde covados 39, casimira
amarella covados 19 1|2, bollanda de forro covados
lt70, aniagem varas 150, brim branco varas 3422
4|2, algodosinho varas 2502. bol oes grandes de
metal amarello liso 4368, ditos pequeos de dito
2808, foleles pretos pares 312.
Para o quartel dos menores,
Gaz galota 20.
Quem quizer vender taes objectos aprsente a
sua proposta era carta techada na secretaria do
conselho as 10 horas da manhaa do dia 3.de junho
prximo vindouro.
Sala das sesses do conselho administrativo para
fornecimento do arsenal de guerra 27 de maio
de 1864.
Antonio Pedro de S Barreto,
Coronel, presidente.
SKUlifo Jos Busilto Pyrrlw.
Vogal secretario.
COBsellio administran*-.
O conselho administrativo para fornecimento do
arsenal de guerra leo de comprar os objectos se-
guintes :
Para o arsenal de guerra.
Brim branco 3,000 varas, brim da Russia 1,000
varas, amarello francez 3 arrobas, secante 1 arro-
ba, pennas cjlygraphiras SO caitas, fio de vela fino
o arrobas, rame de lato grosso 2 arrobas, ferro
sueco em barra de 2 polegadas de largura 4 quin-
taos.
Para o presidio de Fernando.
Paliaba de mandioca 44 l|3 alqueires.
Quem quizer vender taes objectos, apresentem
ai mus propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, as 10 horas da manhaa do dia Io do
junho prximo vindouro.
Sala das nssdei do conselho administrativo para
fornecimento do arsenal de guerra 25 de maio de
1864.
Antonio Pedro de S Barreto,
Coronel presidente.
Sebatti&Q Jos Basilio Pyrrlio.
Vogal secretario.
Relegada de polica do i" dislrielo do termo da
cidade do Recite, 21 de maio de 1861.
De ordem do delegado do Io districto acha-se re-
colindo a casa de delenco, o escravo de nome Joao,
que representa ter 14 annos pouro mais ou menos,
o qual diz ser escravo de Alexandrino de tal, e
adiase fgido, sendo preso em trras da provin-
cia das Alagoas. e irasido para ser entregue a seu
senhor, por dous homens de dita provincia, os
quaes nao encontrando o senlior do dito escravo o
apresentaram a dita autoridade.
A thesouraria provincial contrata no dia 9 de
junho prximo vindouro n fornecimenlo dos objec-
tos precisos para o expediente das diversas repar-
tieses provinciaes no exercicio de 1864 1865.
Correio gem.
Pela administracao do crrelo desta cidade se
faz publico, para lias convenientes, que em virtude
Jo disposto no arl. 138 do regulamento geral dos
correios de 21 de d.zembro de 1844, e art. 9 do
decreto n. 185 de 15 de maio de 1851, se procede-
r o consumo das cartas existentes na administra-
cao, pertencentes ao mez de maio de 1863, no dia
'i de junho prximo, s 11 horas da manhaa, Da
porta do mesmo correio, e a respectiva lista se acha
desde j ex posta aos interessados.
Administrado do correio de Pernambuco 23 de
maio de 1864.O administrador,
Domingos dos PasSM Miranga.
Correio geral.
Pula administracao do correio desta cidade se
faz publico, que era virtude da convenco postal,
celebrada pelos governos brasileiro e francez, se-
rao expedidas malas para a Europa no dia 30 do
torrente mez pelo vapor francez Guyennr. As rar-
os serao recebidas at 3 horas antes da que for
marcada para a sahida do vapor, e os jornaes at
4 horas antes.
Administracao do correio de Pernambuco 2o de
maio de 1864.O adininittrador,
Domingo; dosPassos Mir anda.
Conselho adminislralivo.
O conselho administrativa para fornecimento do
arsenal de guerra tem de comprar os objectos
seguntes:
Salsa de Tonsende contendo cada vidro 1 libra e
12 oncas, 50 ; magnesia de Henry, contendo cada
vidro'10 oncas, 24; chocolate de musgo irlandies,
8 libras; carbonato de potassa, 4 libras; pimas
dfl Rlancard, conteni onrh vidro 50 pillas, 50
vidro* ; agurdente de 32 grao, contendo cada
"arrala libra e mcia. 40 ; extracto de belladona. 8
meas : xarope do bosque, contendo cada garrafa
2 libras. 64 garrafas ; oxido negro de ferro, 1 li-
bra i nitral.) de potassa, 2 libras.
Quera quizar vender tas objectos apresentem as
stras imposta em carta fechada na secretaria lo
conselho, as 10 '.liras da manhaa do da 6 de junho
prximo vindouro. .....' -
Bal da* fornecimonto do arsenal de guerra, 28 de mato
d0 186' Antonio Pedro d S Barreto,
Coronel .residente-
Sebastiao Jos Basilio Pyrrho,
Vogal secretario.
J I
LKIJLA
DE
IJmi escrava.
IIOIH
Por ordem do consulado de Portugal, o agente
Pestaa far leilo no da f de junho prximo fu-
turo ao p da AssociaQao Coromerelal, de oma es-
crava d nome Luiza, a qual engorama perfeita-
raente, cosinha bem e lava, tem *0 annos de ida-
de e pertencente ao casal da fallecida D. Ann?
Francisca da Costa Guimaraes, os pretendentes
podem a examinar em mao do mesmo agente.
Principiar s lo horas em ponto, vis tai o
referido agen* overa affeemar um ato leilao
s 11 horas da mesmo dia.
LEILIO
i -

LEILIO
DE
um escravo
iioji;
4|iiar(a-flra ao nelo da.
O agente Miranda vender em leilo, no dia e
hora cima indicados, um escravo perito coznhei-
ro, no seu armazera da ra da Cruz n. 57.
Dar fim ao espectculo com a comedia em um
acto,
A esposa deve acompaahar
seu marido.
Tomam parte o? Srs. Pinto, Guimaraes e Victo-
rino, e as Sras. DD. Camilla e Virginia.
Comecar s 8 horas.
THEATRO DE APOLLO.
ftocledade dramtica Melpome-
ne Pernainbncana.
O Sr. director manda avisar aos Srs. socios que
sabbado (4 de junho) subir ascena acomeda dra-
ma em tres actos intitulado o Cyniro, e as come-
dias Conde de Parayar e poesa e msica, ouos
Namorados sem rentnra.
Secretaria da sociedade Melpomene Pernatnbu-
rana, 31 de mato de 1864.
Joao X. A. Macicl.
1" secretario.
AVISOS MAIITIMOS.
COMPANHIA PERNAMBUGANA
DE
Vavcgaco costeira a vapor.
Ilha de Fernando de \oronha.
No dia 14 de junio prximo,
ao meio dia, seguir um dos va-
pores da companhia para o pre-
sidio de Fernando de Noro-
nha.
t'omp nihia Pernaiubucana
DE
Xavcgaco costeira a vapor.
Paralaba, \alal, Mario, Ararah, Cear e Acaracu'.
Xo dia 7 de junho prximo s
5 horas da tarde segu o vapor
Persinunga, commandante Rales,
para os portos cima indicados.
Recebe carga al odia 6. Encom-
mendas, passagoiros e dinheiro a frete al o dia
da sabida s 3 horas da tarde : escriptorio no
Forte do Mattos n. !
COMPANHIA PERNAMBUGANA
DE
Navegaco costeira vapor.
Maeei e escalas, i cueili e Aracaj.
! No dia 4 de junho prximo s
o horas da tarde, segu o vapor
Wamanguape, commandante Mou-
ra. Recebe carga al o dia 3;
__r encommendas, passageiros e di-
nbeiro a frete at s 2 horas da larde do dia da
sabida : escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
COMPANHIA BKASQ2XBA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Dos porlos do norte esperado
at o dia 2 de junho e vapor
Paran, commandante <* capito
de fragata Sania Barbara, o qual
depois da demora do costume se-
guir para os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada: encom-
mendas e dinheiro a frete at o dia da sabida s 2
horas, agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C.________
Para o Rio Cirande do Snl
pretende seguir com muila brevidade o patacho
nacional Carotina, tem parte do seu carregamento
prompto : para o resto que Ihe falta, Irata-se com
o capito Beiarmino dos Santos Pinhelro a bordo,
ou na praca do commercio.
Petra a linhia
pretende seguir com muila brevidade a escuna na-
cional Carlota, tem parte de seu carregamento
prompto : para o resto que Ihe falla, trata-se com
os seus consignatarios Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C, no seu escriptorio ra da Cruz nu-
mero 1.
predios na povoaciio do Montei-
i-. todos em chaos proprios.
O agento Simdes far leilo requcrimcnlo dos
administradores da massa fallida de Joaquim Viei-
ra Caellio & C, e por mandado do lllni. Sr. Dr.
juiz de direito especial do commercio dos predios
seguintes situados na povoacao do Mottteiro. como
sejam :
Urna casa terrea sem numero.com 29 palmos de
frente e 71 de fundo, com duas salas, 4 quarlos,
cosinha, 1 quarlo externo, quintal em aberto, ter-
raco na frente com grade do ferro.
Tres ditas na mesma conformidadecima, e jun-
to s mesmas.
Urna dita a margem do rio Capiharibe na ms-
ma povoacao com 55 palmos de frente e 42 de
fundo, 2 salas, 4 quarlos, cosinha externa, quintal
em .-iberio, pequea baixa para capim, com caes e
| escadade ti jo lo e cal, margem do rio.
Urna dita com frente para a margem cima,
com 20 palmos de frente e 24 de fundo, 2 salas, 1
'quarto e e cosinha externa, com oitao do taipa,e
quintal em aberto.
Urna dita em tudo igual ultima c junto
! mesma.
Casas terreas de taipa.
lina dita com 25 palmos de frente e 44 de
fundo.
l*ma dita com 26 palmos de frente e 31 de fun-
do, com 2 salas e 2 quarlos, cosinha extern, quin-
tal em aberto.
Urna dila com 19 palmos de frente e 31 de fun-
do, 1 sala, 1 quarto, cosinha externa, quintal em
aberto.
t'ma dita com 22 palmos di) frente e 42 de fun-
do, 1 sala, 2 qnartos, cosinha e 1 quarto externo,
quintal em aberto.
t'ma dila com 19 palmos de frente e 42 de fun-
do, 2 salas, 2 quarlos, quintal em aberto, cosinha
externa.
Os preicndenles desde j podero examinar os
referidos predios, e querendo qualquer informacao
poderao cnlender-sc com o referido agente em sen
escriptorio ra da Cadeia n. 3, Io andar, aonde
ser effectuadoo leilo.
Quinta-feira 2 de junho s 10 e meia horas da
manhaa. _____________^_______
LEILAO
<|ninta-feira i de jmiliosll ho-
ras, na da Cadeia n. 53.
armazem.
DE
Lina casa terrea n G4 ra Augus-
ta, ebt foreir.
Uutra dita n. 4 ra de Aguas-Ver-
des, dem
Outra dita n.o ma do Arago, fo-
reira, tem soto.
Pelo agente Euzebio se vender em leilao as
duas casas terreas n. 64 ra Augusta, boa pro-
priedade, quasi nova, tem 4 quarlos, cosinha fora,
quintal, cacimba, e port'topara a ra do Alecrn],
rende 3605 por auno cujoaluguel biratissimo, e
a ontra de n. 4 sita ra de Aguas-Verdes tem 2
salas, alrova fra, cacimba e quintal, sotao com re-
partimentos e mais um mirante, rende 2403 an-
nual; os pretendentes queiram ter a bondade de
examinar com antecedencia atim de que naquellc
dia cima aproveite a pechincha._____________
Sexia-feira 3 de inaho s i I htras
O agente Piulo levar novamenle a loilao as di-:
vidas activas da massa fallida de Antonio Perelra l
da Silva na importancia de 5:368*442 rs servin-
do de base a maior offerla obtida no leilao do da 1
20 de maio, o leilao ser effeclaado s 11 horas do
dia cima dito no escriptorio do referido agente,
ra da Crm n. 38.
Dividas .cliTas do espolio de Joao
Captista da Kocha.
Por ordem do consulado de Portugal o agente
Pestaa far leilo no dia 4 de junho prximo fin-
do, a porta da Associacao Commercial das dividas
activas pertencentes ao espolio do finado subdito
K3KmS Jo5 IJaP''stada Rocha.na importanciade
9:3603696 ; sendo em contas de livro 4:0743852 e
em letras 5:2853841 rs., eutrando nestas duas
hypothecas eujos ttulos e relaco das dividas
acham-so em mao do agente, onde poderao ser
examinados. Na mesma occasio vender-so-ha
urna casa na ponte dos Carvalhos avahada per
903, pertencente ao mesmo expolio.
GRANDE ARMAZEM
DA
60 Ra da Cadeia do lecife 60
AVISOS DIVERSOS.
Tbomaz Teixeira Bastos, lendo de partir para a Europa no dia 30 de junho, aflu de tratar de
sita saude, tem resolvido a vender barato e mais barato do que na Europa para liquidar todos os ar-
tigos ingletes, franceies c allemes existentes em seu armazem, como sejam : fazendaf, in(l<7.a<, per-
fumaras dos mais acreditados fabricantes, relogios inglezes, excellentes torrentes e rorrentos'para
relogio, aneis eboldVs para punhos com brilhanles, braceletes, oculos, face raain e umitas outras obras,
cutileria fina, como talheres para mesa e para sobre-mesa com cabos de metal lino, ditas do m.irlra e
de outras Dualidades, tesouras linas e caniveles, tesouras modernas para alfaiaies, navaftias lina-, lan-
cetas e outrds arUgo, sortimento de barias de metal para lavar o rosto e ontros artigo?, um ri.-. cha-
fariz de crystal para jardim ou meio de mesa dejanlar, ricos quadros para saloes, um xceileula co-
fre de ferro bastante grande, rrystaes finos como lustres, candelabros, lanternas eoui pingeates, '-rmns.
garraTas e muitas oulras pefas de gosto para adorno de consolos, porcelanas linas, romo ricos un ros
para flores, apparelhos dourados para cha e raT, ditos para jantar, e muilas pecas para esMiar mesas,
grande sortimento de estampas de santos e vistas de diUerenles cidades da Europa o oulros proprios
para sala de jantar, realejos grandes e pequeos, caitas com msica, ricas peas com machinismo
para salas, instrumentos de mgicas muito bem fcllas, machinas de pbolograpbia para retrato* de di-
forentes lmannos, machinas para fazer caf, machinas para lun|-ar tapetes o varrer o chao, tumbas
para jardun, pianos de tres cordas do afamado fabricante IVyel, camas de ferro com colchao elstico
grande sortimento de brinquedos finos para meninos, baloes de papel transparente e ianlernas colori-
das para illuminacSes a moda de Part, salva vidas para homens e senhoras follas de borracha pro-
pnas para quem toma banho em lugares fundos e muilos outros arligos o tudo ser vendido muitissi-
mo barato aran de liquidar-se inteiramente.
LGIL40
DE
7 calvas com cha da India.
OUINTA-FEIIU 2 DK JUNHO.
Samuel P. Johnslon & C. faro leilo porconla
e risco de quem pertencer. e por intervenco do
agente Pestaa, de 7 caixas com cha da India ava-
riada a bordo do brigue brasileiro Trovador capi-
to Jos Casemiro de Gouveia, em sua recente via-
gem do Rio de Janeiro e entrado nesie porto em
j 19 de maio prximo passado, o leilo ter lugar
I i|uinla-feira 2 de junho s 10 horas da manhaa em
jionto no armazem do Anncs.
LEILAtl
DE
124 meios de sola,
Quiota-feira 2 do correte.
O agente AlmeiJa far leilo de 124 meios de
sola de superior qualidade. No armazem do Sr.
Avila no Forte do Mattos, s 11 horas do dia cima.
LESLIO
Para.
Vai seguir em poucas dias o patacho Thereza,
capito Joao Correia Lima, tem o earregaineuto
quasi completo, para o pouco que Ihes falta trata-se
com os consignatarios Palmeira t Beliro, largo
do Corpo Santo n. 4, primeiro andar. _________
Maraaho.
O palhabote Garibaldi tem j parte da carga en-
gajada, e para o restante Irata-se com Tasso Ir-
mos.______________________________
Para Lisboa pela ilha de S. Miguel segu
com mnita brevidade o brigue porluguez Florinda,
rapilo Joaquim ugusto de Souza. Recebe carga
a frete para ambos os porlos : a tratar no escrip
torio de Amorim Irmaos, ra da Cruz n. 3._____
Para-o Rio de Janeiro
o novo e veleiro patacho Polycena, capito Cypria-
no ntonio de Quadros, segu com brevidade ; re-
cebe carga a frete e escravos, para os quaes tem
excellentes commodos-: tratase com Miguel Jos
Alves, ra da Cruz n. 19.
DE
lo barris com manlma ingleza.
Quinta-feira 2 do corhknte.
O agente Pestaa vender, por coma e risco de
quem pertencer, 15 barris com oxcellente mantei-
ga inglezaem um ou mais lotes a vontade : quin-
ta-feira 2 do corrente pelas 10 horas em ponto no
armazem do Annes.
km o.OOOSOOO.
Corre hoje.
Quarta-feira Io de junho prximo se ex
traliir a ultima parte da segunda e pri-
meira da tercena lotera da gruja de N. S.
do Carmu, no consistorio da reja de N.
S. do Rosario da fregueaa de Santo Amo-
nio.
Osjbilhetes, meios e qnartos acham-so
tenda na respectiva thesouraria ra do
Crespo n. 15.
Os premios de 5:OO0f)O00 at 100000
sero pagos urna hora depois da extraccao
at s 4 horas da tarde, e os ontros no dia
seguinte depois da distribuicSo das listas.
0 thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
0 cirurgiao Leal mudou
a sua residencia da na do
Queiinado para a ra das
Cruzes sobrado n. 36, pri-
meiro andar, por cima do
armazem Progresista, aon-
de o acharo como sempre
prompto a qualquer ora pa-
ra o exercicio de sna pro-
fisso, chamado por escripia.
C.4S.4 114 FOKTtRV
AOS 5:000.000
Biihete garantidos
A' ra do Crespo n. 23 e casas do costume
O abatxo assignado tendo vendido nos seos mui
to felizes bilbete> garantidos o meio n. 572 com
a sorte de 1:2005 e o de n. 2793 com a de 6005 e
outras sortes de 3005, 1005, i05 e 205, da lotera
que se cabou de extrahir a henelicio da igreja
da Capunga, convida aos nossuidores de ditos bi-
Iheles a virom receber M respectivos premios
sernos descontosJ|das leis em seu estabelecimenlo
ra do Crespo n. 23.
O mesmo tem exposto venda os novos c felizes
bilhetes. meios e quarlos garantidos da lotera a
beneficio do convento do Carmo que se cxtrahir
quarta-feira Io de junho,
Preco.
Bilhetes inteiros..... 63000
Meios......... 35000
Quartos........ 15500
Para as pessoas que romprarem
de 1005 para cima.
Bilhetes........ 55500
Meios......... 25750
Quarlos......, 15375
_______________Mantel Martins Finza______
A>St.
Ka fabrica de sabio na ra do Rangel n. 31 se
contina a vender sabao amarello massa, tanto em
caixas como a retalbo a 200 rs. a libra.________
Madama Ferro,
proprietaria do hotel italiano sito na ra do Trapi-
che ii. i'i, tem a honra de participar ao respeilavel
publico desta capital, e em particular aos senhores
empregados do commprcio que arhiro todas as
segundas e quintas-feiras a afamada sopa de ra-
viole, como assim todos os outros das outras es-
colindas sopas italianas ; i.-to estar prompto das
10 horas da manhaa s 4 da tarde, horas muito
proprias para lanche ; atiancandolles que os pre-
sos serSo os mais razoaves possivels, e de que es-
pera toda a concurrencia.
O administrador da massa fallida do finado Jo
Luiz Pereira, convida aos credores do mesmo lina-
do, para que, dentro de oito dias, a contar da data
deste, apresentem ao mesmo administrador, em a
sua loja n. 5, na ra do Cabug, os seus litlos de
divida,aflm de serum competentemente verilicados,
sob pena de, lindo aquelle praso, nao serem atlen-
didos na classificacao dos credores, quelles que
deixarem de apresenlar taes titules. Recife 2i de
maio de 1864._________________
O abaixo assignado declara em lempo, que
tendo lugido os escravos Paulo e Emiliano para o
engenbo do Sr. Pedro Francisco de Albuquerque,
all se acham, e bem assim os escravos Gerraauoe
Joao fgidos tambem desde c anno passado, procu-
raran! o Sr. Policiano Joaquim dos Santos, em cu-
ja casa esli, sendo depositario delles o Sr. Anto-
nio Maria de Araujo, que j deve ter sciencia dis-
to, sem duvida, porque omito para crer que esses
senhores Ihe tenham communicado Estes escra-
vos fazem parle da fabrica do engenho Frescondm.
______________Manoel Barbosa da Silva._____
abaixo assignado avisa ao Sr. Feliciano
Joaquim dos Santos que pode ir lomar conta at o
fim do corrente, das hestas e bois que tem o mes-
mo abaixo assignado obrigaco de entregar, con-
forme recebeu na occasio do arrendamento do en-
genho Frescodim, e se o nao fizer declara que se-
ro depositados em juizo, astilD como j o fez o,
anno passado com a fabrica, e o mesmo engenho
por se ter negado Smc. a receber tudo calculada-
mente, e com o fim de receber renda ampia.
Manoel Barbosa da Silva.
HOSPITAL
Portngiicz de Beneflcencla em
PernamVmco.
Movimento cumien do mez de malo de 1S61,
aos cuidados do Or. Bitanga.
Ficaram em trataraento do mez de abril,
doenles ........................ |ff
F.ntraram no mez de maio,doenles.... 23
- 49
Sahiram curados, doenles.......... 16
Fallecern), doenles............... :t
Existem em Iralamenlo, doenles..... 30
49
Dos fallecidos foram : 1 de emphesima pulmo-
nar, 1 de tubrculos, e 1 de colite.
Alnga-se nm escravo para todo o >. rvieo,
tanto de casa como de ra, e aliamja-se pelo s-
cravo : na ra dosQuarteis n. 21, segundo andar.
Precisa-se ib* urna ama forra ou escrava.que
alha cozinhar, para nrpa casa de familia na Tor-
re : a fallar na ra Augusta, sobrado n. 100.
Ittenvo
Na ra Augusta n. 5 lava-se e engomma se com
promptidao e asseio : por preco commodo.
DE
l*m terreno com 37 palmos de frente
na i na ito Sebo.
Sexta-feira 3 de junho.
O agente Pinto far leilao com autorisaco dos
Srs. Meuron & C, do seu terreno da ra do Sebo
junto a casa que foi de Joanna dos Passos hoje de
Barlholoraeu Lourengo, s 11 1|2 horas do dia ci-
ma dito em seu escriptorio ra da Cruz n. 38, on-
de poderao os pretendentes obter qualquer infor-
mado a respeito.
LEILAO
DE
Predios e accoes.
LEUDES.
C\
_-h
,Y
DE
de movis e outros artigos.
Fm ronlinuacao.
4.11 arta feira ao naci dia.
O agenle Miranda, por nao ter em seu armazem
proporcoes sullbientes para arcommodar todos os
objectos de que e.->tava encarrpgado pelos seus
cominiienles de expr venda, contina o mesmo'
leilao expondo leilo um sem numero de objec-
tos anda nao apresentadoj, taes com > movis, |
quinquilharias, arligos de luxo, ele, ele.______
A. C de Abreu tendo de mudar o seu esta-
belecimenlo para oulro armazem, far leilo por
intervenco do agento Peslana, de poreaode fazen-
das inglezas e francezas, quarta-feira Io de junho
s 10 horas da manhaa em ponto, era seu armazem
da na da Cadeia H. 36.
Como sejam :
Um sobrado de 3 andares e sotao, com 3janel-
las de frente para a ra do Vigario n. 23, e fundos
para a ra dos Burgos.
Urna casa terrea na ra do Cabug n. 8, na qual
se acha urna loja de chapeos de sol.
Urna dila na mesma ra n. 10, em que se acha
urna loja de fazendas.
Urna peuuena parte do sitio que foi do finado
cirurgiao Manoel Joaquim Pereira, em Parnamei-
rim.
Scxta-feira 3 de junho
ao uieio dia.
O agente Pinto autorisado pelo procurador bas-
tante do Sr. Francisco Jos Teixeira Bastos, far
leilo a hora cima designada do dia 3 de junho
dos predios cima mencionados, os quaes se tor-
nam recommendaves por serem eduleados em
ras principaes, o leilo ser effectuado em seu
escriptorio ra da Cruz n. 38, ondo obterao o>
pretendentes qualquer informa<;o a respeito.
DE
40 harneas de farinhn Scila-fclra 3 de jsiaho s I
horas em ponto.
O agente Pinto competentemente autorisado ven-
der em teiflo, por eouta t risco de quera perten-
cer, 40 barricas de farnha de trigo, existentes no
armazem da Companhia PernambucaDa, onde ter
lugar o leilo no dia e '.ora. scima. indicados.
Sao convidados os amigos do fallecido
Fortunato Cantoso de Gouveia para asslstl-
rem a urna missa por alma de seu eterno
reponso na igreja matriz do Corpo Santo,
s 7 horas da manhaa do dia 4 do crreme
anniversario de seu fallecmenlo
Noticias!
(Noticias!
Noticias!
Noticias!
noticias!
Novos airamos.
Novos arranjos.
Novos arranjos.
Novos arranjos.
Novos arranjos.
Retratos do 35 por 15500.
Retratos de 35 por 15300.
Retratos de 35 por 15500.
1 ir tratos de 35 por 15500.
Retratos de 35 por 15300.
Retratos do 35 por 15300.
Retratos de 35 por 15500.
Retratos de 35 por 15300.
Retratos de 35 por 15500.
Retratos de 35 por 15500.
200 retratos tirados por dia.
200 retratos tirados por da.
200 retratos lirados por dia.
200 retratos tirados por da.
200 retratos tirados por dia.
Retratos de 55 por 45.
Retratos de 55 por 45.
Retratos de 55 por 'i-3.
Retratos de 55 por 45-
Retratos de 55 por 45.
Retralos de 55 por 45.
Retratos de 55 por 45-
Retratos de 55 por 45.
Retratos de 55 por 45.
Retratos de 55 por 45-
Na galena americana.
Na galera americana.
Na galera americana.
Na geleria americana.
Na galera americana.
Ra do Imperador n. 38.
Ra do Imperador n. 38.
Ra do Imperador n. 38.
Ra do Imperador n. 38.
Ra do Imperador n. 38.
Destes presos s nos dias uteis.
Destes precos s nos dias uleis.
Precisase de um amassadnr e um forneiro
que saibam bem desempenhar os seus lugares : a
tratar na roa larga do Rosario n. 16, nadara.
Precisa-se de nina ama liara cozinhar i com-
prar em casa de hornera solteiro: na ra do Quei-
inado n. 32, loja.
Alexandre Napoleo e seu filho Arthur se-
pilen) para Europa no prximo paquete nsilez.
Sabino Funatoe Ciinseppe Sacorle, subditos
italianos, reliram-se para a Italia.
Massa fallida.
Pergunta-se aos administradores das massas fal-
lidas de Antonio Cezario Moreira Das e Francisco
Moreira Dias. qual o motivo de nao ter j feto os
dividendos, visto j cstarem liquidadas ha muito
as referida.* massas e os mesmos de posse do di-
nheiro. rrajusliceiroirnpaciern^___________
Joaquim Feliciano (lomes vai Europa.____
Offerere-se urna pessoa competentemente ha-
bilitada para feilor de qualquer silio : quem pre-
tender, dirija-se ra de Apollo, tanoeiria d) Sr.
Antonio Pinto, ou annuncio para se procurar.
O abaixo a-signado faz sriente ao respeilavel
publico, principalmente ao corpo do commercio,
que vendeu sua loja de ferragens aos Srs. Ferrei-
ra Guimaraes & ('.. sendo associado como com-
mandiario, fleando a cargo dos mesmos o activo e
passvo. Recife 1" de marco de I8G4.
Joaquim Ferreira de Araujo Guimaraes.
Manoel dos Santos Ferreira faz sciente que
de hoje em iiiante se assignar Manoel dos Santos
Ferreira Guimaraes.
Pede-se a um Rvm. senior que foi para a
Babia, o qual alugou urna rasa no paleo de S. Jos,
e ficou devendo oilo niezes de aluimel. que pague
o que deve. do contrario se publicar quem e
para quem foi a casa. ___________
O Sr. Jos da Silva, de Pegarinhos, tem tima
carta de Portugal, na ra da Senzala Nova n. 26.
Manoel .vives da Silva, subdito de S. M. Fide-
lssima, rctira-se para Europa.___________
Manoel Jos Machado vai Europa tratar de
sua saude.
S0-IE()\t)
DOS
4RT1STASMBCHAMC0SE UIKI4IS
DR
PERNAMBUCO.
Por ordem do Sr. director aviso a lodos os di*-'
nos socios desta sociedade, para que domingo 5 do
correnle mez, queiram comparecer as 10 horas
do dia para a eleicaodos fu accionarios; adveriindo
que, em vista do nosso regulamento, se devem pri-
meiramenle habilitar, para que nessa occasio pos-
sam exercer os direitos que no mesmo rgulamen-
U Ihes sao conferidos.
Secretaria da Sociedade dos Artistas Mchameos
e Liberaes de Pernambuco 31 de maio de 1864.
Flix de Valois Correia.
1. secretario interino.
"M c barharel Jos da Cunna Teixeira
^ traasferio s^u escriptorio do advocaaia
|H para o primeiro andar da casa n 28 da
'j ra do Queiinado.
Pede-se ao Sr. Frederico Velloso Koop, autor
do annuncio nuhlicado no Diario de hontem contra
seu irmo Adolplu H. Koop, que faca patente o
negocio que ameaea publicar, se n:io Ih'firen-
iregue a vacca e cria qu diz ser sua propriedade;
o Sr. Adolpho c ba wuhecido _sta praca, e nao
tem fados em sua vi la me o faca corar. O homem
ingrato sempre rornra ferir a rmo que o beneptta.
I o amigo do olfe.idido.
" Joaquim Jos da Co-ta Pinheiro retira-se pa-
ra Portugal, e julga niodorer a pessoa alguma
nesta praga ; mas se aigaem se jalear seu credor,
dever exhibir sua coma no praso de tito das. Re-
cife 1 de juuho de 1S64,
e*s \ja Y ~5
%_>
O
fJ___I
saz
o
O
Ama ou eseram.
Precsase de urna ama ou escrava que engom-
me liem : a tratar na roa da Irnperalriz n. 47, se-
gundo andar.___________
Aluga-se urna escrava para comprar, cozi-
nhar e engommar alguma cousa : na ra do Ca-
bug n. 3, segundo andar.__________________
Alugam-se as rasas terreas ns. 77 c 134 as
mas de Hortas e Cinco Ponas: as pessoas que as
pretenderem, dirijam-sc ra da Penha n. 5, pri-
raeiro andar._____________________________
Aluga-se um moleqque enn idade de 12 an-
nos : a tratar na Capunga Velha, no sitio da rima
Gouveia. ou no sobrado contiguo matriz de San-
to Antonio._______________________
Precisa se de urna ama para cozinhar e. fazer
o mais servico de urna casa de potica familia : na
ra do Amorim n. 41, segundo andar.__________
Precisa-se de urna ama para cozinhar em ca-
sa de pouca familia : na ra da Cruz n. 20._____
Aluga-se urna [.reta escrava para ca-a de
pouca familia ou hornera solteiro. lava, engomma
e coznba : na ra das Flores n. 7.___________
Aluga-se um preto liel para criado : a tratar
na ra do Aragao n. 43.___________________
Aluga-se a loja de tima porta s na
ra do Crespo o. 4 com nrmagao ou sera
ella, para tratar em casa de J. Falque na
mesma ra n. 4._______________
Precisase de um catxeiro com pralica de
molhados, ou que lenha sido raixeiro de alguma
. taberna, sendo Porluguez, com idade, pouco mais
l;ou nienos.de 16 18 annos,: a tratar na ruada
I Senzala Nova n. 4. ______
Precisa-se de um caixeiio : na nadara airas
! da fundico do Sr. Starr.
m
3 -RA ESTRITA DO ROSARI0--3
Francisco Pinto Ozorio contina a col- i
locar denles artinciaes tanto por meto de $!_
molas como pela presso do ar, nao re-gg
cebe paga alguma sem que as obras nao
fiqueni a vontade de seus donos, tem pos
e outras proparacoes as mais acreditadas
para conservago da bocea.
Mll\ ATTE^O
O abaixo assignado, liquidalario da tela fir-
ma de Vidal de Bastos, pela ultima vez arlsa aos
devedores da mesma Orina, que veiiham pagar seus
dbitos at o dia 15 de juihe, depois desla data
terao de ser tnlregues os mesmos a nm procura-
dor para os cobrar judicialmente. Recife 13 de
maio de 1864.
JoSo Carlos Bastos Oliveira.
ap^ mmmmwm m&m
5s OaragMa Eduardo s Barros pode i
ser procurado tiara os misleres de sua
pjew proflssao, das 7 s 0 horas da manhaa e
9 das 3 da larde em diante na casa de sua
H residencia ra da Saudade n. 15.
Precisase de urna ama de leito sem filho a
tratar na loja de livrosao p do arco de Santo An-
tonio._____________
Precisa-se de urna ama onu leona bom e
bastante leile : a tratar na ra Direila n. 10, se-
gundo andar.________________________
Nos abaixo r.s-ign*los declaramos nada de-
ver nesta praca nem fra; no entanto, quem M
julgar credor. aprsenle anas contas no praso de
oitodias. Recife 30.do maio de 1S64.
Jos di Coulo Guimaraes A C.____
Precisa-? de um caiseiro de 14 16 annos.
1 rom pralica O?.- tabectu : na ra dos Pires u. 50,
MI
l^Mml
1
O hacharel Jos Roberto da Cimba Sal-
les muudouo seu escriptorio de advogaoa <
paa a ra do Quelmad.) n. 32, l. anda:-. {
onde pode ser procurada das 9 horas da
manhaa s 3 da tarde.
TINTURARA.
Tinge-se cora perfeico para qualquer
cor, e o mais barato possivel: na ra do
R-ragel u. 38, segundo amlar.


Uferto *e rcftyc ~ Largo da
Santa Cruz
numero
12 e 84.
Esquina da-
ma do
Sebo n. 12
e84.
iiRiiiiwn; vi horv
m-z
AUKOKA ItICi- H4NTE
GRANDES ABMAZENS DE MOLHADOS.
Francisco Jos Feraandes Pires proprielario dos armazens de molhados denomina-
dos Brilhanle Aurora e AuroraSrilhante, ao largo da Santa Cruz n. -li e 81 (esquina
da ra do Sebo), faz sriente aoirespeitavel publico desla eidade e do interior que nos
seus importantes estabeleeimenios vender sempre gneros novos e de primeira quali-
dade e vender a todos pele niesmo preco.
O completo sortimento de todos os gneros finos e grossos que costumam 4er outros
estabelecimentos desta ordem se .enconlraro sempre nos armazens da Brilhanle Aurora
e Aurora Brilhanle e sempre om grande escala a vontade dos Srs. compradores.
O proprielario dos armaeens Brilhante Aurora e Aurora Brilhanle pede a odos os
senhores e seuhoras que quande tiverem de mandar suas relacoes a estes estabelecimen-
tos por seus criados seja em caria fechada ou com grande recommendacSoa estes arma-
zeos, certos de que sero to bem servidos como se viessem pessoalmente.
A Brilhanle Aurora e Aurora BriHunte troca qualqaer ara genero que por acaco
nao agrade e recebe as libras esterlinas a 95,sendo por compra: a tabella de seus gneros
ser mudada todas as semanas.
Amendoas confeiudas para sortes a libra t$.
Manteiga ingleza flor a 800, e 960 rs. i
Dita mais abaixo a 640 e 720 rs.
Dita franceza nova libra 040 en barril a
600 rs
Chocolate sam muilo novo a!5200 a libra.
Cha perola o melhorqnc ha ( redondo) a
libra 35200.
Dito dito mais abaixo a 25500 e 25800.
Dito uxim muilo fino a 25800 e 35.
Dito hysson superior a 25600 e 25800.
Dito mais abaixo a 25 e 25500.
Dito preto muilo fino a 25500.
Dito em massos a 25.
Dilo do Rio em latas de 4, 2 e i libra a
15500.
Caf de moca superior arroba 105500 e li-
bra 400 rs.
Dito do Kiu e do Cear arroba 95500 e libra
320 rs.
Dito mais abaixo arroba 85500 e libra 280.
Vinlio branco de muilo boa qualidade cana-
da 45 e garrafa 480 rs.
Dito Xerez lino a caada 75500 e garrafa a
15200.
Dito Madeira seca caada 105 e garrafa 25.
Dito em caixas de urna duzia do Porto dos
melhores autores a 125, 145 e ll5-
tarrafas com licor fino francez e portuguez
a 15-
Diuis com vinho de caj multo claro a 15-
Ditas com mel de abeUia puro a 15-
Fra6cos com genebra de Hol lauda de 2 gar-
rafas a 15.
Dito de unta garrafa a 560 rs.
Dilo de laranja verdadeira a 15200.
Duzia de graxa latas grandes a 15.
Caixas com 25 massos de velas de sperma-
cete a 560 rs. a libra.
Ditas maiores a 600, 640 e 720 rs. a libra.
Caixas com urna arroba de velas do Araca-
iy 105500 e libra 400 rs.
Barricas com bolachina ingleza ingleza nova Ditas de composico arroba 105e libra 360
a 35. Saceos grandes com farinha de Goianna mui-
Latas com bolachinha de soda de 5 libras f to boa a 55500.
a 25500. 1 Dito de Porto Alegre melhor que de Muri-
Ditas com ditas sorlidas de 2 libras a 15400. beca a 65.
Frascos com ameixas francezas s o frasco Ditos com milhonovo com 24cuias a 45000
val o dinheiro a 25800 e 35. Dito com farello de Lisboa 120 libras a
Latas com dilas a 15400, 25200 e 45. I 55500.
Ditas com figos de comadre a 15500. Dilo com arroz de casca a 55500.
Caixinhas hermticamente lacradas eproprias Duzia de garrafas de serveja branca e prela
para mimo a 25 e 25800. a 55800 e em barricas a 55500.
Caixinhas com ditas a 15,25500 e 55 de Arroz do Maranho em sacecs arroba 25600
arroba. 1 e libra 100 rs.
Presunto de Lamego muito novo a libra i:0 Dito da India e Java arroba 35 e libra 120.
rs. inteiro e a retalho 600 rs. Ararula verdadeira arroba 85 e libra 320
Chouriras e paios novos a libra 800 rs. 1 rs., matarana.
Latas com chouricas e linguicas novas vin- Gomma do Aracaty para engommar arroba
das nesle vapor com 9 libras por 65500. 55 e libra 160 rs.
Ditas com pcixe ensopado de muias quali- Tapioca ou farinha do Maranho nova
dades a 15-
Ditas com ervilhas francezas e portuguezas
a 880 rs.
Ditas com fejao verde francez a 800 rs.
Ditas com massa de tomate novo libra
560 rs.
Dilas com ostras a 720 rs.
Lilas com marmelada dos melhores autores
de Lisboa a libra 640 rs.
libra
160 rs,
Ervilhas seccas muito novas libra 200 rs.
Sag e sevadinha a 240 rs.
Sevada arroba 352t;0 e libra 120 rs.
Graxa de boio 97 a 280 rs.
Sabo massa a 200, 240 e 280 rs. a libra.
Dilo hespanhol verdadeiro a 400 rs. a libra.
Balaios do Porto diversos tamaitos de 320
a 25.
Potes com mustarda franceza preparada a Capachos para portas de varias cores a 600,
libra 480 rs. 700 e 800 rs.
Frascos com conservas de pepinos, mexides
e azfitonas verde a 15.
Dila dita franceza a 800 rs.
Cipos com trinta e tantas libras de batatas
novas a 35500.
Queijos novos do vapor a 35200 e 35500.
Ditos de prato eoplicdo a 15-
Dilo suisso a 800 rs.
Dito de manteiga do Sendo a 800 rs.
Caixas com pansas novas de 1 arroba 75,
meia.'! JSOO c quarto 2-5 e libra 480 e
640 rs.
.^mendoas com casca a libra 240 rs. e arro-
ba 0-5.
Nozes libra 160 e arroba 55.
Charutos finos de Simas e dos melhores fa-
bricantes da Babia de 25 a 85 caixas de
100 e 50.
Grozas de caixinhas de palitos do gaz a
252OO e 200 rs. a duzia.
Barris com azeilons novas a 3, e 45 bar-
ris grandes.
Vassouras du Porto piassava muito seguras
a '.00 rs.
izeile doce francez dos melhores fabrican-
tes caixa 105e agarrafa 15.
Caixas com vinho Bordeaux branco c tinto
_ S. fallen, S. Estile e outros a 75500 e85.
Vinho do Porto fino em barris de 5" que ra-
ras vezas apparece por 805 e em caada a
55500 e garrafa a 800 rs.
Dito da Figneira puro caada 45 e 45500 e
garrafa a 480 e 560 rs.
Dito de Lisboa de boas marcas a 35500 e
45 e a garrafa a 440 e 480 rs.
Dilo branco proprio de Lisboa caada 45800
e garrafa 640 rs.
Cognac, verdadeiro a garrafa 15 e 15280.
Vinho muscalel duzia 105 e garrafa 15-
Grao de bico arroba 45500 e libra 160 rs.
l'ainco arroba 65500 e libra 200 rs.
HillM alpista arroba 45800 e libra 160 rs.
Azeite doce de Lisboa garrafa a 640 rs.
Vinagre de Lisboa caada 15500 e garrafa
200, 240 e 320 rs.
Masaos de palitos de denles com 20 massi-
nhosa 100 rs.
Tijolos de limpar facas a 160 e 120 rs.
Caixas com 40 cartas de traques a 95500 e
a carta 280 rs.
Resmas de papel almaro pautado a 55.
Ditogreve liso o melhor que ha a 45500.
Dito de peso e pautado a 25500 e 25800.
Garrafes com 25 garrafas de verdadeira
genebra de Hollanda por 85500.
Azeite de coco garrafa 560 rs. e carrapato
360 e caada 25560.
Caixoes com doce de goiaba a 640,800 e 15,
Toucinho de Lisboa arroba 85500 e libra
320 rs.
Dito de Santos arroba 75 e libra 280 rs.
Molb03 com grandes ceblas a 15600.
Cento de dita solta a 15500.
Mauncos de albos a 240, 320 e 400 rs.
i Esleirs de varias qualidades.
Gordas de postar e de andaime.
Pavas da ilha de S. Miguel arroba 35200 e
libra 120 rs.
Copos lapidados para agua e vinho a 35500,
55800, 65 e "5-
Ditos lisos para varios preros.
Calix lapidados grandes e" pequeos duzia
3,4 e'55 ; e 400 e 50:1 rs. cada um.
Massas para sopa macarrao, lalharim e ale-
l i.i a 480 rs.
Eslrellnha e nevide libra 560 rs.
Xaropes de fruclas nacionacs a garrafa
! 500 rs.
^E muitos outros gneros que no possivel rnen-
ciona-los todos de primeira qualidade.
A satisfarn da Brilhante Aurora e Aurora Brilhante vender muilo embora bara-
to, mas a DINHEIRO.
j%3 ag.
GRANGEIASANTIBLENNORRHAGICAS DE DUNAND
INT. do HOSP.os VENREOS de PARS 4 PREMIO 1854
Superiores alodas u preperaeOes conhe> idasathiijconiraas Gonorrhtas e Ble norrhasla. i mais intensase rebelde.
Eileito seguro pn n.pio, sem nauseas, Dea clicas, ncra Iremor. Facis a lomar scgreiii sera lisama.
Injecco curativa e preservativa
InfeUIvel, cuta com rpida kalsamua em ,auMaadr, tortuca os ti-vumonw e os preserva de qoau.|aei iheraclo. PARS. 5. rae Marcht Sl-W..r..
Deposito geral em Pemambuco ra da Cruz n. 22 em casa de Caros & Barboza
18
Maques sobre Portugal
O abaixo assignado, agente do banco
mercantil Portuense nesta eidade, saca ef-
fectivamente por todos os paquetes sobre
o mesmo banco para o Porto e Lisboa, por
qualquer -omina, vista e a prazo, po-
dendo logo os saques a prazo serem des-
contados no mesmo banco, na razao de 4
por cento ao anno aos portadores que as-
si m I he convier : as ras do Crespo n.
8 ou do Imperador n. 51.
Joaqnim da Silva Castro.
Precisase de urna ama para casa de pouca
familia, paracozinhar, lavar e engommar : na ra
Jarga do Rosario n. 33, primeiro andar._________
Precisa-se de urna ama, para cozinliar e en-
gommar : na na do Rangcl n. 9._________
Rrecisa-se de lima ama que saiba cosihhar e
-ngomiiiar : na ra do Imperador d. 4t>, primeiro
andar.
Precisa-se de um eaixeiro dos ltimos rho-
gados do Porto : na ra de Aguas-Verdes n. 48,
taberna.
Alnga-se a casa terrea da ra do Progresso
n. 21 (junio do Caminho Novo) tambem se vende,
ou permutase por outraque seja simada as fre-
guezias de Santo Anlonio ou S. Jos : na ra do
Queimado n. 77.
ATTENQAO.
Quem precisar de urna ama para todo o servico
de urna casa de pouca familia : diria-se a ra do
Bom Jess das Crioulas n. 3 achara com quem
tratar._______________________________
- Aluga-sco terceiro andar do sobrado n. 37
na ra do Amorim: a tratar na ra da Cadeia do
Recife n. 62, segundo andar.
Aluga-se a casa terrea n. 77 na ra Imperial,
caiada e pintada de novo, com bastantes commo-
dos para familia : a iratar na ra do Queimado
numero 14. _______________
Consta-me que a Sra Locinda Alaria do Espi-
rito Santo, fillia de Pedro Alendes da Cunha, natu-
ral da freguezia de S. Jos de Bezerres, tendo esta
sahido dessa Ierra para a eidade do Recife, rogase
| aos senhores que por acaso souberem aonde possa
existir dita senhora, de Ihe encaminhar para a ra
i do Fogo n. 26, casa da Sra Antonia Maria do Espi-
I rito Santo.
I Quem precisar duma amaseccadirija-6eao
; Boceo dos Burgos n. I.
Quem precisar comprar urna linda mulali-
nha de idade de 13 annos jH-ouria para se educar,;
por nao ter vicios ncm achaques, . motivo da venda ter rocebido em pagamento :
dirjase ra da Cruz n. 30, 1andar.
Roupa engomraada com a per/eicao que se
pode desejar, lano de hornera como de scnboras : |
na ra dos Pires n. 39.
CIGARROS
PARDOS.
DA
Fabrica de Ciilinarrs 4ft em
W. Domingos de villar rofcy.
Este* cigarros com um consumo immen-
so no Rio de Janeiro e provincia, lem -sido
muilo preferidos pela primazia do papel e
superioridade e pureza do fumo, e qual
preparado por meio de urna machina
a vapor de forca apropriada e livre dessas
composices nocivas que tanto lera celebri-
sado outrosilabricantes, assim pois o eosso
proposito manter a reputaco que, de ha
dous aonos .concenciosamente temos gran-
geado.
nico deposito em casa de M. J. de Arau-
jjoSouza, largo do Paco n. 12, Rio de Ja-
neiro.
CUJtSO PRATICO
PEDAUOCIA
BUSTINADO
Aos llMMM-MMMI das escolas nor-
maes primarias e aos instituidores
em exercicio.
MR. uAMGAULT
Traduiido e tiumla por J. P. H. P.
Esle exeellenie Curt de Pedagoga, alm do pre-
facio, e de dous capitulo preliminares, est divi-
dido em tres parles, relativas educarlo physica,
intellectual c moral
No primeiro capitulo preliminar trata da digni-
dade das funecoes de iMtituidur primario ; no se-
gundo das qualidades qoelhe sao neressarias, quer
tenliam direcu relneao ecm as soas funcQes, taes
como bondade, firmeza, paciencia, regularidade,
zelo, pureza de costutues, piedade christaa, quer a
ellas se retiran) indirectamente, como a polid.'z, a
modestia, a prudencia, o desinteresse, o amor de
retiro.
A primeira parte consta de dous captulos. No
primeiro trata dos meios indirectos da educaco
physica, ou precau^oes hygieaicas ; taes como ; as-
seio dos meninos, lunpeza da escola, o outros. No
segundo, dos meios directosou exercicios, como
Os precos Da fabrica e deposito Sao OS S6- andar- --orrer, saltar, trepar, <*. elc._
guinles:
Cigarros de papel pardo 2#700 o milheife.
Ditos de 2 rpjalidade 2^000
Ditos Garibaldis 34800
Ditosbrancosemcihumho 3(5800
Ditos depalhaSanta Rosa 6S000 *
Ditos de dita Faceta 6,5000 >
Ditos de dita Baependy 6/1000 .
Ditos de dita Suspiros
(especiaes 8-5000 >
Fumo de Minas pkado
em chumbo 800 rs. a libra.
A' venda nesta eidade no Bazar Pernam-
bucano ra larga do Itesario n* 30.
Imupji
das
Escola
particular
Ouzes
A segunda parte relativa educaco intellectual,
ou instrueco propriamente dKa, contem cinco ca-
ptulos. No primeiro trata da escolhado local para
a escola, occopando-se tanto do que diz respeito ao
seo exterior, como pateo, alpeadre, latrinas etc.
como do seu interior, isto rea da classe, pare-
des, janellas etc.
No segundo capitulo trata da mobilia da escola :
strados, meses, campainha, peras, differentes
uadros, cabide, estante, relogio, rucilixo etc. etc.
ote.
No terceiro oceupa-se dos meios disciplinares,
eai seis artigos, alguns dos qoaes com sobdivisSes,
relativo; boa desiribuico do tempo e do traba-
IhOi s differentes manclras de transmittir o pro-
fesser as suas ordens ; aos livros de matricula, de
memas, de notas etc. etc.; aos vigas ou repetido-
res ; s recompensas, como elogio do mestre, boas
notas, lugares de distinecao, medalhas, quadro de
honra, premios etc.; s puniedes, tratando dos seus
caracteres geraes, e indicando quaes os castigos, e
modos de infligi-los.
No quarto trata de classifcaeao dos alumnos, dos
melhores meios de effectua-la, e dos exames indi-
vid uaes e geraes.
No quinto oceupa-se dos methodos de ensino, em
duas seccoes ; na primeira dos methodos geraes,
isto do methodo individual, do simultaneo, do
mutuo, e do myxto, fazendo ver circunstanciada-
mente quaes as vantagens, e inconveniente de cada
um : na segunda dos methodos particulares, divi-
dida em cinco artigos, no primeiro dos quaes trata
da inslruccao moral e religiosa, dos principios a
seguir nesle ensino, do carcter que Ihe convem,
dos meios de gravar as verdades religiosas na
memoria dos alumnos, fazendo-os comprehender o
seu sentido e belleza; no segundo da leitura, e seus
differentes processos : no terceiro da escripia, dos
i seus processos, dos objectos que Ihe sao necessa-
nos, como cadernos, pennas, paulas, reguas, lapis,
i traslados, ardozias ect. ; no quarte do cacillo dos
principios geraes da arithmelica, dasoperacoes fun-
' damenlaes etc. : no quinto do estudo da gramma-
lica.
A terceira parte, da educaco moral c religiosa,
O abaixo assignado, desejando evitar quanlo pos- compoe-se de quatro captulos. No primeiro dos
sivel o contacto do Sr. Feliciano Joaqun, dos San- quaes irala do carcter dos alumnos. No segundo
tos, acdese pela ultima vez a imprensa para pro-! uosdefetios, que devem ser combatidos, como asen-
Grande
fabrica
de fugos de artificio, da viuva Rufino, situada na
estrada de Joao de Barros-, nesta fabrica apromp-
ta s toda e qualquer encommenda desles artigos
com o naior esmero e presteza, seja para dentro
ou fra da provincia : receoem-se as encommen-
das no armazem da bola amarella, no oiulo da se-
creUria de polica.________________________
Precisa-sealugar urna escrava que nao lenha
vicio, e que saiba cozinhar o diario de tima casa,
e que engomme soflrivelmente, para urna casa de
pequea familia : quera tiver e quizer alugar, di-
rija-se ra da Imperatriz n. 4, segundo andar.
Alugam-se duas casas terreas pintadas de no-
vo, no hecco do Lima, bairro de S. Jos, cada urna
com 2 salas, 2 quartos e armarm, cozinha fra e
um pequeo quintal, serve para urna pequea fa-
milia : quem pretender, dinja-se ra da Impe-
ratriz n. 4, segundo andar.
Thomaz Pereira Bastos, Brasileiro, val Eu-
ropa tratar de sua saude.
Preeisa-se de um menino dos chegados lti-
mamente do Porto para eaixeiro: no pateo do Ter-
qo n. 141._________________
Dase 1:000,11 a juros sobre hypotheca em
i'ma propriodade : quem quizer dirija-se ra do
CJueimado n. 5fl.
Saques sobre Portugal.
Antonio Luiz de Oliveir Azeved & C.
Aorntes no Bango Ckio do Poiito.
Competentemente auiorisr.dos sacam por todos
os paquetes sobre o mesmo Banco para o Porto e
.Lisboa e para as seguinles agencias:
a ra
2..
Sebastiao Antonio de Albuquerque Mel-
lo, professor particular pruvHonado pela
directora geral dos estudos, avisa aos
pais de seus alumnos que iransferio a sua
aula para ra das Ouzes n. 21, primei-
ro andar, onde contina a leeeioner aos
seus discpulos com zelo e dedicado as
materias do ensino primario e secunda-
ro. Os senhores que quizerem utilisar-se
2 cionada casa a qualquer hora; obser-
vando mais que est disposto a ensinar
noite alguns preparatorios aos que nao
poderem [requemar de dia.
ACTSMBAD
testar em nome de seus direitos contra as narra
g5es inexactas e engaosas que se conlm em um
nnunco do mesmo senhor, ltimamente publica-
do as paginas do Diario de Pemambuco.
Sem descer a discutir pelos jornaes as pequeas
e numerosas questoes, a que tem dado lugar o seu
contendor, que poe sem duvida a mira era expor
a reputacao do abaixo assignado ao odio e despre-
zo pblicos, jalea conveniente o abaixo assignado J,incl moral- ee sentimenlo religioso : ues como
f,,!... k. s pi.;. ., a.,m o;,., i bons exemplos do mestre, historias edificantes, can-
sualdade, a preguica, a mentira, a inveja ele. No
terceiro das virtudes que se devem implantar no
coracao dos meninos, quer manea propriamente
dilas, como pureza decostumes, piedade filial, amor
fraternal, probidade, benevolencia e polidez, res-
peito aos superiores, aos velhos, e s leis ele, quer
religiosas, como a piedade, a caridade, a humani-
dade etc. No quarto, dos meios de fortificar o ins-
sentimento religioso
fazer saber ao Sr. Feliciano ou a quem convier:
Que o escravo Paulo fuglo ltimamente da guar-
da do depositario Antonio Maria de Aranjo, que o
poda ter confiado sob sua responsabilidade, a
quem Ihe aprouvesse, levando caminho do engenho
Crassuipe, e conduzindo em sua companhia urna
escrava do abaixo assignado ; que Paulo deixando
essa escrava em Frescondm, seguio a seu destino,
e quando mais tarde voltou este engenho, j
aquella liavia sitio capturada e levada aprsenla
do abaixo assignado por tres moradores do mesmo
engenho que foram devidamente gratificados com
l-'iiS sob promessa de generosa gratiicarao, se ap-
prchendessem Paulo, de quem infonnaram que to-
mara a direccao de Crassuipe com Emiliano.
Que falsa e inexacta a tal respeito a armacao
do annuncioem queslo, que perfeitamenle revela
em seu autor genio inventivo e pouco escrupuloso
na exposieao dos factos.
Que, quanto aos escravos Germano e Joao que
se sabe publicamente estarem em poder do Sr. Fe-
liciano a preslar-lhe servicos, protesta o annun-
ciante fazer valer os seus direitos em tempo oppor-
tuno, deslruindo as machnacoes desleaes de seu
contendor.
Que prompto como est o abaixo assignado afa-
zer-lhe entrega dos animaes, para o que j convi-
dou pela mpronsa o Sr. Feliciano, nao est em
suas intenciies recusar-lhe a
ticos moraes, exercicios religiosos, e oulros.
A obra .em 1 volunte por o^OOOO pagos na en-
trega do exemplar.
Est aberta a assignatura em todas as livrarias
desla capital. __________
O Mr. Ponce de i.ron.
O Sr. Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponce
de Len insiste em fazer persuadir ao publico, que
eu me separei de sua companhia e Ihe propuz ac-
cao de divorcio, sem que para isso tivesse motivo
algum fundado, mas arraslada tao smenie por
movimento estranho, chegando sua velleidade ao
ponto de inculcar, que eu vivo sob a pressaq da
vontade de meas pais, e que s pelo invencivcl
temor que estes me inspiram que anda nao me
reconciliei ostensivamente com elle, quando alias,
em particular, vivemos na melhor ntelligencia.
E de ludo isto tira elle motivo para me incommo-
dar.de novo, propondo-me urna aecao rescisoria do
divorcio, na qual allegou as mais revollantes falsi-
dades.
Pedia o decoro que eu me abstivesse de trazer
luz publica esta desgranada questo, que o Sr.
Burgos lem procurado dar urna triste celebridade.
Entrelanlo, forrada pelo indigno e insidioso pro-
cedimenlo do Sr. Burgos, venho, bem meu pe-
zar, fazer perante o publico as seguimos solemnes
entrega do engenho, declaragoes, que serao repetidas emquanlo o Sr.
com os instrumentos, utencis e fabrica ao mesmo! Burgos "nao se' con vencer de que devo deixar-me
pertenecntes, do que ludo fez, haum anno, deposi- sem in orruprao,vvr tranquilla e soregada. N.o
(o judicial. | quero, rom meu silencio, dar urna apparencia de
Que finalmente preza o abaixo assignado em verdade ao romance que o Sr. Burgos invenlou e
preco inestmavel o seu nome e a sua reputacao,; espalha, e favorecer assim os seus tenebrosos pla-
e tem ronsciencia de nao haver em tempo algum nos.
dado lugar a juizos desfavoraveis que a outros tem
votado o mais formal desprezo dos caracteres ho-
nestos.
O abaixo assignado no inveja a experimentada
e reconltecida boa f do Sr. Feliciano, com quem
nao se quer enconlrar em comparago de senli-
mentos honestos, deixando a terceiros que julguem
a ambos. O abaixo assignado respeita c acata o
juizo do publico, e julga-se collocado muita dis-
tancia desses que com seus hbitos insultara mo-
ralidade, affrontandoo por urna vida mil vozes ma-
culada.Manoel Barbosa da Silva.
ATTEIVCO.
Precsa-se comprar urna escrava que seja sadia
e que saiba cozinhar, de meia idade : quem tiver,
falle na ra estreita do Rosario n. 4, loja
A ttenco
D-se dinheiro a juros sobre garanta eui prala
e ouro ; na rua eslreila do Rosario n. 4, loja.
Joaqnim Ferreira da Silva muda seu uome
para Joaquim Ferreira Mattozinhos por haver ou-
tro de nome igual.
Precisase fallar ao Sr. Joao Ferreira de La
cerda, que morou na rua da Roda, nesta typogra
phia.
O Sr. Salustiano Ciraco, que morou na rua
Oireita, e reside nos arrabaldes desta enfade, tenha
a bondade de declarar sua morada que se precisa
fallar-lhe.
Precisa-se de um eaixeiro de 16 20 annos,
que tenha alguma pratica de taberna : a tratar na
rua da Cadeia do Rerife n. 53.
Ama.
Na rua da Cideia do Recife n. 13, 3o andar pre-
cisa-se de urna ama que saiba cozinhar.
miin-iiiiiL
DENTISTA DE PARS
19Rua Nova19
Frederico Gautier, cirurgio dentista,
faz todas as operaedes de sua arte, e col-
loca dentes artifkiaes, tudo com superio-
ridade e perfeicao, qne as pessoas enten-
didas Ihe reconnecem.
Tem agua e pos dentificio.
Na prara da Independencia, loja de ourives
n. 33, compram-se obras de ouro, prala e pedras
preciosas, assim como se faz qualquer obra de en-
commenda, e todo e qualquer concert, e igual-
mente se dir quem d dinheiro a premio.
Aluga-se um silio na estrada d Ponte de
Uchoa e a marg-'m do ro, pouco adame do Illm.
Sr. commendadnr Xery Ferreira, tendo banheiro,
palanque, galinheiro e outras acommodaedes; e
oulro dito no Monteiro, em frente ao oitiio da igre-
ja : a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Son-
za, rua do Crespo n. 15, ou estreita do Rosario nu-
mero 32.
Eis aqu as nimba- deelaracoes :
Sah da companhia do Sr. Burgos e jefugiei-me
na casa paterna para Ihe propor a accao de divor-
cio, nao porque fosse isso movida por vontade
eslranha, mas sim em razao dos incomportaveis
martyrios por que me fez passaro Sr. Burgos, du-
rante dez longos annos que vivemos juntos. Sabi
de sua companhia por causa de suas repelidas e
escandalosas infidelidades; sabi porque j eslava
caneada de solTrer toda a sorte de mos iratamen-
los; sahi porque a minha vida corria imminenle
perigo ; sahi porque nem o meu corpo, nemo
meu espirito tinham mais forcas para supportar tao
longo e insoffrivei tormento'; sahi, finalmente,
porque j tinha pago rom usura o passo impru-
dentsimo, que dra, e de que muito me tenho ar-
rependdo, em casar-me, rontra a vontade de meus
prenles, com o homem mais refalsado que o cu
cobre.
Em tudo quanto tenho feito este respeito, meus
pais nao liguraram senao como meus naturaes pro-
tectores. Quem sabe que tive firmeza e rcsoluc.no
bastante, para casar-me. ainda menor, contra a
vonlade de meus pais, nao acreditar cortamente,
que boje, vinte annos depois de meu casamento,
seja constrangida, por vontade de meus pais, a vi-
ver separada do Sr. Burgos. Ellcs, pois, nao exer-
ccrain e nem exercem a menor violencia sobre a
minha vontade, a qual nunca foi mais livre do
que na resolucao que tomei e conservo de viver
completa e perpetuamente separada do Sr. Burgos
Vivo to salisfeila e feliz em companhia delles,
quanlo possivel urna pessoa, que tem muitos
e grandes motivos de desgosto, e em lodo o caso
infinitamente mais satisfeita e feliz do que viva na
companhia do Sr. Burgos.
Faca, portanto, o Sr. Burgos, o que Ihe suggerir
a sua at boje nao igualada malicia. Finja a minha
letra e assignatura, para inculcar que Ihe escrevo
cartas ; diga que vivo opprimda por meus pais,
mas que entretanto o estimo e almejo pela nossa
rcconciliacao ; compre testemunhas para irem de-
por aquillo que lhes d a estudar por escripto ;
prive-me da doce satisfaeao de ver meus filhos e
de os ter em minha companhia; invente finalmen-
te quanto sua frtil imaginacao parecer conve-
niente para altingir o lima quese propoe. Com
tudo isso, e concedendo mesmo que n5o houvesse
justica na trra, s poderia lograr o seu fim prin-
cipal, que annullar a sentenra de divorcio, e res-
tabelecer a communhao de bons, para ler o direi-
to de participar da pequea heranra, que me ha
de vir por morte de meus pais, quem Oeos, por
isso mesmo, para marlyrio do Sr. Burgos, ha de
conservar a vida por muitos annos.
E nao conseguira seno isso, pois que nao pa-
rala poder algum sobre a trra que me obrigasse
a viver mais com um ente, quem, por tantos e
tao justos motivos, do fundo d'almaaborrero e des-
preso.
Tkereza Adelaide de Siquira Cavakanli.
Arrendase o engenho d'agua denominado
Jussar, silo na freguezia de Ipnjura, pouco mais
de urna legua das estacoes de Ipojuca e Escada,
com boas margens de massape para se safrejar
em grande escala : a tratar no pateo do Livra-
mento com o Dr. Ignacio Nery da Fonseca.
Precea-se alugar urna prela que saiba cozi-
nhar e engommar : quem a tiver, dirija-se rua
do Trapiche n. \, jjie achara com que iratar.
Xa ni i estreita do Rosario u. 34
Advogado Alfonso de Albu-
querque Mello.
pode ser procurado a qualquer hora ; as sextas-
feiras, porm, na villa do Caboi .________
Os abaixo assignados promoveram nmasubs-
cripeo para Guiomar Luiza se retirar para Por-
tugal, e nao se effeiluando a dila viagem pela.sup-
plicante lomar outros deslinos, os abaixo asslgna-
I dos concordaran) a offerecer a dita quantia ao Hos-
pital Portuguez; os senhores que concorreram com
o seu contingente, e nao concordar com o que (lea
assim dito, queiram fazer o favor da irem receber
a quantia que deram na Iravessa do Queimado n.
9, no praso de 13 dia*. Recife 27 de maio de 1864.
Manuel Riheiro Fernandes.
|_______Bernardo de Cergueira Castro Monteiro
Jardineiro.
O cemilerio publico precisa de um jardineiro-:
a entender se com o administrador do mesmo.
OlTerece-se (tara ama de homem solteiro nma
I mulher de maior idade, para cozinhar, e da fiador
! sua conducta : na rua Bella n. 2(i.
s
CICERO PEREGRINO 1
Rua do 1 imm iikmiIo n. 19
Primeiro andar.
Amarante?
Arcos de Val de Vez.
Aveiro.
Barcellos.
Bastos.
Evora.
Fafe.
Faro.
Vianna do Castello.
Villa do Conde.
Villa Nova de Portimo.
Villa Real.
Villa Nova de S. Antonio
Vizeu.
Beja.
Braga.
Braganfa.
Caminha.
Castello Branco.
Figueira.
Guarda.
Lagoa.
Lagos.
Lam-'go.
Leilia.
Moncao.
Moncorva.
Oliveira de Azemeio.
Chaves.
Goimbra.
Covilha.
Elvas.
Extremos.
Penna Fiel.
Pinhal.
Porto Alegre.
Regoa.
Setubal.
Tira-.
Thomar.
Ilha Terceira.
Fayal.
Madeira.
COMPRAS.
'S. Miguel.
Qualquer somma prazo ou vista, podendo
logo os saques prazo serem descontados no mes-
mo Banco a razao de 4 por cento ao anno'. a
tratar na rua da Cruz n. 1.
Precisa-se de um moco que saiba perfeita-
menle escripturar por partidas dobradas : na rua
do Crespo loja iu 17.
mmwmm mnm mmmmm
Fabrica Concei#io da
Babia,
Andrade 4 Reg, recebem constante- 9
mente e tem venda no seu armazem n. ^H
34 da rua do Imperador, algodo d'aquel- jj
la fabrica, proprio para saceos de assu- 35
car, embalar algodo empluma etc., etc.,
pelo preco mais razoavel.
i ompra-se efectiva-
mente
ouro e prata em obras velhas, pagande-se benr
na rua larga do Rosario n. 4, loja de ourives.
Compra-se
constantemente ouro e prata em obras velhas : na
antiga c feliz loja de bilhetes de lotera da praca
da Independencia n 22.
Comprase urna escrava que seja mulata01
preta, com 30 annos de idade, pouco mais ou me-
nos, que saiba vender na rua e cozinhar, sem vi-
cio nenhum : quem a tiver,dirija-se; Capunga No-
va, b entrada da mesma, passando o primeiro
portao, no segundo, que achara com quem tratar
Compra-se urna escrava que nao tenha vicio
nem achaque : a tratar na rua do Livramento nu-
mero 29.
Comprase urna escrava que saiba cosinhar
e engommar, que seja bonita figura e moca, de
cor preta; na rua do Imperador n. 6, primeiro
andar.
Compra-se um mxo para piano : na rua do
Cabuga n. II, botica.___________
Compra-se um sellim inglez rom tolos os
perlences, em bom uso : quem tiver annuncie por
este Diario, ou cntenda-se com o rapellao do cemi-
terio, residente no mesmo cemilerio, extra muros.
YENDAS.
mmmi
Atteoco
O abaixo assignado faz ver ao Sr. Manoel Barbo-
sa da Silva que para o engenho Barra de Cacuipe,
do Sr. Pedro Francisco de Albuquerque somenle
fugio o escravo Emiliano, e nao o escravo Paulo ;
e que quanto ao escravo Emiliano nenhum cuidado
tinha, por quanto depois de sua fuga requereu o
abaixo assignado que Ihe fosse dado outro deposi-
tario, visto declarar dito escravo que s morto vol-
taria para o poder de S. S", sendo que nomeou o
juiz respectivo para depositario do dito escravo ao
mesmo Sr. Pedro Francisco de Albuquerque, que
hoje consenhor do escravo em questo por ser
herdeiro do meu casal, sendo que disto mesmo leve
sciencia o primeiro depositario Antonio Maria de
Araujo por Ihe ser intimado o despacho do juiz;
quanlo porm ao escravo Pauio. S. S- por elle rea-
ponsavel, urna vez que havendo esse escravo fgi-
do para Frescondim, conduzindo urna escrava de
S. S' ; foram ambos presos pelos moradores desse
engenho, queconduziram taes escravos presenta
de S. SJ, e Ihe zeram entrega delles pelo que pa-
gou-lhes S. S* a quantia de 105-
Quanto aos escravos Germano e Joo julga con-
veniente o abaixo assignado recordar ao Sr. Ma-
noel Barbosa da Silva o seguinte :
Que havendo o escravo Germano fgido e pro-
curado a casa do abaixo assignado. esle inconti-
nente parhnpou o orcorri.lo ao Sr. Manoel Ilarbosa
da Silva, por meio de urna carta entregue ao eai-
xeiro de seu correspondente Reiende, no pateo do
Livramento, e nao obtendo logo resposla dessa car-
ta, o mesmo abaixo assignado de novo esrreveu I
outra carta ao Sr. Manoel Barbosa, parlicipando-
Ihe o fado, sendo que na orcasio de entregar dita
carta ao eaixeiro de Rczende, por rautela, leu-a
na presenca de duas testemunhas, e pergunteu ao
mesmo eaixeiro, ainda na presenca das referidas
testemunhas se a primeira carta havia seguido o
seu destino, o que Ihe loi respondido affirmaliva-
mente.
Ainda a respeilo desse mesmo escravo deve re-
cordar-se o Sr. Barbosa que, fallando-lhe o abaixo
assignado a semelhante respeito, Ihe dissera o mes-
mo Sr. Barbosa que Ihe nao devolvesse dito escra- ]
vo, porque Ihe viva fugindo e por doenle Ihe nao
prestava serviros, sendo verdade que dito escravo
eslava enlo doenle, e que fra tratado por ordem
do abaixo assignado, feito o que fugio e ainda se
acha fgido.
Para provar a boa f do abaixo assignado a se-
melhante respeilo, juiga o mesmo abaixo assigna-
d) recordar ao Sr. Barbosa que por occasio de
fugirem os escravos Estevao e sua mulher, o mes-
mo abaixo assignado inmediatamente deu di-so
sciencia ao Sr. Manoel Barbosa, que os mandou
buscar, lano assim que estando a preta doenle de
um pe, mandou o mesmo Sr. Barbosa um cayallo
para a sua condcelo : quem assim procede nao
homem de m f enem ao menos pode ser compara-
do ao Sr. Manoel Barbosa da Silva.
Aiuda recorda o abaixo assignado que por espa-
co de um mez fez ver pelos jornaes ao Sr. Manoel
Barbosa da Silva e ao depositario Antonio Maria
de raujo, que o escravo Joao eslava em seu po-
der com urna grande ferida em um p. provenicn-!
te de urna estrepada, e ue aecudindo Araujo
casa do abaixo assignado em virtude da publica-;
cao cima alludida, o abaixo assignado Ihe apre-
sentn dito escravo para que visse o estado de sau-
de em que se achava, e enlo Araujo perante duas;
pessoas que o acompanharam pedio ao abaixo as-1
signado que nao entregasse dito escravo ao Sr. Ma-
noel Barbosa, visto como era elle Araujo respon-
savel pela sua entrega.
A respeilo dos escravos diz em conclusaoo abai-
xo assignado ao Sr. Barbosa (Ja Silva, que a excep-
ao'de um escravo que est em poder do deposita-
rio Pedro Francisco de Albuquerque e dos dous
que esto em seu poder, todos os outros em nume-
ro de 17 esto em poder do Sr. Manoel Barbosa, c
nao do respectivo depositario, como ern occasio
opportuna provar o abaixo assignado com docu- '
mentos existentes em seu poder, como por prova
testemunhavel.
Avisa o Sr. Manoel Barbosa ao abaixo assigna-
do para que mande receber al o fim do correntc
os bois e as bestas que confessa ter obrgaeo de.
entregar ao abaixo assignado, sem que todava de-
clare o lugar em que far entrega dos mesmos bois
e besias : a isto responde o mesmo abaixo assig-
nado, que quando receber os bois e as bestas deve
lambem, na forma da escriplura celebrada entre o
abaixo assignado e o Sr. Manoel Barbosi da Silva,
receber o engenho com suas trras, moenda hori-;
sonlal de ferro, cora 3 vasos de correr assucar,
24,000 cotas de mandioca, com carros de canna
para sement, o carros, formas, e todos os mais;
utencis pertencentes ao engenho, como consta do
inventario assignado pelo Sr. Barbosa ; e se S. S' I
nao est preparado para entregar lodos estes ob-1
nenhum delles deve receber o abaixo
Atten?o
Pechincha,dinhero a vista, algodo com pequeo
loque de avaria, a 45, 4o(X), 5o00 e CJoOO a pe-
ca, formas de folha para bolos de varios tamanhos
por commodo prego ; na rua do Queimado n. 14.
Vende-se urna vacca tourina. ou troca-se por
outras da trra, paridas ha pouco lempo : a tratar
na Estrada Nova, primeiro sitio a direita, depois
da primeira bomba.
Vende-sc papel pirado para sortes de Santo
Antonio e S. Joao a 60 rs. a duzia : na rua da
Palma n. 41, taberna.
Vendem-se sortes para Santo Antonio c S.
Joao a 252OO o cento, e 3*) rs. a duzia : na rua
da Palma n. 41, taberna.
Kencno
No armazem de molhados, rua do Imperador n.
14, esquina da Iravessa doOuvidor, vende-se man-
teiga ingleza muito boa a 800 rs. a libra, dila um
pouco mais baixa a 700 rs., arroz de Java a 100
e 120 rs. a libra, tilo da India a 80 rs., vela de
espermacele a 560 a libra, massas para sopa a 40h
rs. a libra, e outros vveres por precos muito com-
modos. ^_^^^_
Vende-se o deposito n. 211 da rua do Vigario,
e se arlia bem afreguezado, tanto para a lena co-
mo para fra, est muito bom para um principian-
te por haver poneos fundos, e tambera faz-se so-
riedade rom alguma pessoa qne tenha habilitaroes
para taberna : para tratar qualquer negocio, diri-
jam-sc mesma casa.
Vende-se a taberna sita no raes de 22 de
Novembro, com gneros ou b a annacao : a tra-
tar na mesma.
Negocio de grande vantagem
Vende-se o milito antigb e acreditado ar-
mazem de molliados da esquina da rua da
Cadeia do Recit n. I. Os proprictarios
deste estabelecimento precisando acabar com
elle para terem oulro genero de negocio,
sujeitaovse a perder 40 por cenio sobre o
euslo da armarfio e benil'eitorias que na dita
casa fizerani.
A-ttencdo.
Vendem-se estalos para sortes de Santo Antonio
e S. Joao a 50 rs. a duzia : na rua da Palma n. 41,
taberna.
Fariuha de luaudioca
ensacada e da melhor que ha : vende Miguel Jos
Alves no seu escriploric, casa n. 19 da rua da
Cruz.
Vendem-se os terrenos de inarinhas ns. 40 e
10 A do raes do Capibaribe : a tratar na rua da
lraperatrii|n. 63, 2" andar.
Vinho verde de Bastos.
O melhor que lem vindo a esie mercado, rm cai-
xas de duzia : no armazem de Jos Joaqnim Lima
llairo, a rua da Cruz 11. 18.
I-------:--------------------------------------------------
Vende-se muilo em eonla os solos dos so-
brados ns. i e 6, e os das rasas terreas ns. 8, 16,
18,26. 28, 34 e 36 sitos todos na rua dos Marty-
rios : a tratar na rua do Arago n. 43.
" Vende-se urna taberna na rua Direita dos
Afogados, cora poucos fundos, e no melhor lugar;
vende tanto para o malo romo para a ierra, e tem
muitos commodos para familia, o esl propria para
principiante : quem a quizer comprar, dirija-se
mesma rua, padaria n. 66, que se fara todo o ne-
hocio a dinheiro, e alguns pagamentos com firmas
boas nesta praca.__________________
Na rua do Livramento n. 19, rompra-se urna
escrava engommadeira e costureira, que seja moca
e sem deteiios.
Ultimo gosto.
Cortes de colletes de quadros, ultimo gosto, a
45o00 : na rua do Queimado n. 2t>'.
V-vMIfi SE
jecus, nenhum delles deve receDer o aoaixo assig-
Precisa-se de urna criada livre ou escrava, nado, urna vez que por semelhante proeedimento
que saiba cozinhar e comprar: na roa de Santo incorre oSr Barbosa as penas convencionadas
Amaro (Mundo Novo), sobrado onde morou o Sr. na escriplura cima mencionada.
Dr. Sabino. i Feliciano Joanuim dos Santos.
urna pequea taberna em um dos arrabaldes da
freguezia da Boa-Vista : qiirm pretender, dirija-se
rua da Imperalriz n. "i, que ah indicar o lugar
da dita taberna.
Vende-se um sobrado mei-agua sito no bec-
co da Bomba n. 2 : quem o pretender, pode decla-
rar o sen nome c residencia na loja n. 18 da rua
do Queimado para ser procurado.
Vende-se a taberna atraz da matriz de Santo
Antonio n. 18, com poucos fundos, e d-se 10 0|O
de abale.____________________^_^_____
Hua da Scnzalla n. 42.
Vende-se, em casa de S. P.JohnstonC,
sellins e silhes inglezes, candieiros e casti-
ces bronzeados, lonas inglezas, fio de vela,
chicotes para carros e montara, arreios para
carros de um e dous cavallos, e relogios de
ouro patente inglez.


Itlxrlo de rernamlmeo
felM l ate Imhe ate IVM.
Nova expsito de fazendas
baratissimas.
Loja da Arara-Una da Imperatriz n. 56.
Oproprietario dctte grande esiabelecinaento, Lou-
renfo Pereira Mendes Guimaraes, promette sem-
pre Tender barato para apurar diuheiro.
Cira o de pe chin cha, cortes de cas-
sa t4000.
Vende-se corles de cassa franceza para vestidos
a 2*, ditos a 2*500, corles de cambraia de palmas
solas com 1 vara de largura a 2*, ditos com ba-
ados a 3* : na ra da Imperatriz n. 56, loja da
Arara.
Bramante de llaho a t#00.
Vende-se bramanle de linbo de 10 palmos de
largura, proprio para lences, a 2*200 a vara,
panno de linho de 4 palmos de largura a 640 a va-
ra, bamburgo de linho a 4,40, 540 e 600 rs. a va-
ra, bretanha de liuho flno a 640 e 800 rs. a vara,
brim de linho branco a 141200, 1-5400, 15600 e 2*
a vara : na loja da Arara, ra da imperatriz n. 56.
Fil de liuho a noo rs.
Vende-se ril de linho muito fino a 800 rs. a va-
ra, dito de cor e hranco a 160 rs. o covado, tarla-
tana de cor a 640 a vara : na ra da Imperatriz
n. 56.
Cortes de casemira a '9
Vende-se cortes de casemira de cor a 4, di los
finos a 3*, cortes de ganga franceza a 1*600, dito
de hrim pardo a 1,5800 a 25 : ra da Imperatriz
n. 56, loja da Arara, de Mondes Guimaraes.
chitas da Arara at40 rs. o co-
vado.
i Vende-se chitas escuras e claras a 240 e 280
rs. o covado, ditas francezas a 320,360, 400 e 440
rs., rscados francezes a 180 rs. o covado, gorgu-
riio de linho para vestidos a 280 rs. o covado, ras-
lio de cores a 500 rs gangas para calcas e pali-
tots 440 e 500 rs. o covado : na ra da Impera-
n-i* n. 56.
A Arara vende balos a 3#.
Vende-se baloes de 1, 20, 25 e 30 arcos, dos
melhores que lem viudo ao mercado, a 35, 3*300
e 45, e ditos de brilhanlina a 45, meias para se-
nhoras muito finas a 500, 400 e 320 rs. o par, di-
tos para meninos a !$280, para acabar, na loja da
ra da Imperatriz .56.
A Arara recebes novos soulembarqucs pretos
de grosdenaple ricamente enfeilados, e os vende
por 225 e 255, capas pretas muito bem eaeiladas
e manteletes de $rosdenaple de superior qualida-
de : na loja da ra da Imperatriz n. 56.
Cassa rgandjs a 210 o corad.
Vende-se cassa organdys para vestido a 240.
280 e 320 ris o covado, cortes de dito cem 1*4 co-
vados a 55, ditos de raa com barra a 85 : na ra
da Imperatriz n. 56 de Mendes Guimames.
A Arara veade madapolo francez e afosflado a i :>.
Vende-se pecas de madapolo francez enfeslado
a 45, dito inglez com 24 jardas a 65390, 7*, 85,
95 e 105, pecas de algodao encorpade a 55, e6*
75 : na ra da Imperatriz n. 56, luja-da Arara.
rmale sortimento le roupa
felta.
. Vende-se palitots de panno preto a 125. 105, 85
e 65, ditos de meia casemira a 3*390, 45500 e 55,
ditos de brim lino a 65, 25500 e 35,alc> de brim
a 25566 a 25, ditas finas de brim pardo a 35, di-
tas de brim branco a 35500 e 45, eroulas de li-
nho a 1*800 e 25, camisas francems finas a 25200
e 25508, ditas de linho a 35, |iares-de meias a 200
240 e 32 rs.. grvalas linas pretas e escuras bor-
dadas ncs pomas a 15, ditas nara-raenos a 800 e
500 rs., colarinhos de linho a 400-rs.; s na loja
da Arara, ra da Imperatriz n. 56, loja de Mendes
Guimaraes.
ruede pechincha le lazinhas
a S 1 rs.
Vende.?* lazinhas para ves-lides a 240, 320,
4"0 e &0d rs. o covado, ditas tnuito finas de cores
lizas, preprias para capas e vestidos de senhoras a
650 rs. o covado, ditas escuras minio finas a 640
rs. o covado, ditas de 4 palmos de largura com
palmas de seda a 720 o covado, popelina muito ti-
na de rires palma? a 15200 o covado : na ra da
Iraperairiz 56, loja da Arara n. 36.
Faxcndas para senhoras. golli-
nhas a "O e S*.
Vende-sc golinhas para senhora a 200,320 e 500
rs. cada e 25, das muito finas com gollinhas a 45500 : na
na da 'Imperatriz n. 56, loja da Arara.
A Altara vende fazendas para
tafo, cassas a :i rs.
Vende-se cassa preta fina a 320 rs. o covado,
15a preta para luto a 640 rs. o cevado, alpaka
preta a"50, 640 e 800 rs., bonibazina a 15400 o
covado: na ruada Imperatriz -n.o6, toja e arma-
zeii; da Arara, de Lourenoo Pereira Mendes Gui-
maraes.
Corales de chita a JMOO.
Vende-se cortes de chitas de cores lizas com 10
eovados a -5400, dilos litios a 25800, dilos de ris-
cado francezes com 14 covados a 3* : na ra da
|Hperauk ESPLENDIDO SORTIMENTO DE MOLHADOS
IV. 9 RA 1IO CRESPO S, 9
Esqiiiii que volta'para a roa do Imperador
(\o se engaen com a mitra)
AMIGOS!
N leiam este annuncio com precipitado.
Confrontem os prec/ts dos oulros annanciantes.
VeDliam ver os gneros que temos expostos a venda.
A vista faz f.
Nao temos palavras bombsticas.
Nao nos enculcamos o primeiro recebedor de conta propria.
Nao desacreditamos ao collega porque nao quiz ser nosso socio.
Val a quem toca.
Para abastecer a todos os habitantes desta bella provincia ainda nao slo sufficien-
tes as casas que actualmente oxistem abertas com grandes proporcoes para terem un
magnifico sortimento de molhados; assim, pois, os proprietarios do Armazem Principal
nao invejam a sorle dos seus collegas.
Habitantes de Pernambuco.
Nos temos um excedente sortimento dos melhores gneros que se pode adiar
em nosso mercado. Vinde ao nosso eslabelecimento, e se a vossa boa f f'r illudida
urna s vez ao menos, casligai-nos nao vollando mais a nossa easa.
Amendoas confeitadas de bonitas cores a dem de Hollanda em garrafoes com 24
i.ooo rs. a libra. | garrafas a 7,2oo rs. com o garrafao.
Wein de casca muito novas a 3oo rs. a libra. Lentilhas excellente legume para sopa e gui-
zados a 2oo rs. a libra.
$M$&
PARA BEM DE TODOS
FAZEI FAVOR DE LR ESTE ANNUNCIO
da economa domestica que se vai tratar.
0 assumpto 6 importante.
IIESC OltitIO-Si: AFIY4L
0 verdadeiro e principal armazem de molhados o do
t&m*
Avellas a 2oo rs. a libra.
Ameixas francezas em caixinhas com lindas
estampas a 1,200, i,4oo el,6oors. cada
urna.
dem em frasco de vidro com rolha do mes-
mo oti de metal, a i,2oo e i4oo rs. ca-
da tim.
dem em frasco grandes 2,5oors. cada um.
dem em latas de I 2 e 3 libras a l,2oo e
2,ooo rs.
Arroz da India e Maranhao o melhor que se
p te desejar a loo e 12o rs. a libra e
2,8oo e 3,too rs. a arroba.
Azeite doce de Lisboa a 60 rs. a garrafa,
e 4,8oo rs. a caada.
dem francez clarificado em garrafas bran-
cas a 9oo rs. cada urna, & 10,000 rs. a
caiga com 1 duzia.
Alfazeina muito nova e lina.pa a 32o rs. a li-
bra.
Alpista a 16o a libra, e 4.,t5oo rs. a arroba.
Bolachinhas de Lisboa da fabrica do Beato
Antonio das seguidles Qualidades: aguae
sal doces, e imperiaes -em latas de 6 li-
bras a 3,ooo rs. e de 3 :i, libras a 1,5oo' Prezunk*le fiambre superior a Goo rs.
rs. e em libra a G4ors., estas bolachinhas!"
4orna-se muito recommendavel com es-
pecialidade para os doeotes.
Biscoitos e Bolachinhas de soda em latas, de
todas as qualidades e marcas que se pro-
curar a 1,35o rs. a lata.
Bollos francezes em cartoes e de diversas
qualidades a 64o rs. cada um.
Baaba de porco verdadeira refinada a 4oe \
Licores francezes de todas as qualidades a
8oe c l.ooo rs. as garrafas grandes.
Manteiga ingleza perfeitamente flor a 800 e
96o rs. a libra,
dem franceza nova j deste auno a 600 rs.
a libra, e 080 rs. em barris inteiros.
Marmelada especial dos melhores fabricantes
de Lisboa a 600 e 64o rs. a libra, lia latas
de diflerentes tamanhos.
Massa de tomate em latas de i libra 56o rs.
cada urna,
dem para soda esUrel'mha, pevide e rodinha
em caixinhas sorlidas a 3,ooo e 3,5oo rs.
cada urna e 5oo rs. a libra.
Mem macarrao, talerim e aletria a 4oo rs.
a libra.
Mostarda franceza preparada em frasco a too
rs. cada um.
Mollio inglez em garnifinhas com rolhas -de
vidro 64o rs. cada urna.
Marrasquino verdadeiro de Zara a l,ooors.
a garrafa, 10,000 rs. a caixa com 1 dnzia.
Nozes muito novi-s a 16o rs. a libra.
BAL
IZA.
4 G ENCA
M
FMBIClG DELOW-MOOB.
Ra da Senulla bm a. 42.
Neste eotabelecimento contina a haver
um cootpleo sortimento de moendas e meias
moendas p2ra engenho, machinas de vapor
e tachas de ferro balido e coado, de todos os
tamanhos para ditos.
Arados americanos e machinas para
lavar roupa: cm casa de S. P. Johnston C.
ra da Senzaa Nova n. 42.
ou lina a vonade do comprador
LO l/Bil lISJl
irabalhar mo para
descaroear algodSe
FABRICADAS
Per Plant Brothers & C.
OLDAN
E$t.i6maeiiinas
podemdcscaroi^r
oualquer espic
de algodao sera
eslragar o fio,
'sendo bstanle
duaspessoaspara
o trakilho; pode
descarocar urna
arroba de alpo-
do em caroco
era 40 a ionio*,
ou 18 arrobas
por da ou 3 ar
robas de algodao
limpo.
E-ia machina
a nica qoe
po?ue a* vaniagens de niio destruir o lio do al-
sodo e do fazer render o dobro de qualguer ou-
tra com menos trabalho, a sua introduccao para
as proviflcias desie impeno ser de niuilo valor
para todos os intres?ado< na lavoura do paiz.
Asaim como machinas em ponto grande do mes-
mo systema, para terem movidas por animaes,
agua ou vapor, as fjuae* podem descansar 18 ar-
r"obas de algodao limpo por dia.
6 algodao descarocado por estas machinas tem
mnito mais estimaeo nos mercados de Europa e
vonde-se por raaior prefQ.
M machinas se acbam renda unicamenie em
casa de
Saonder* Broliiers & G.
X. II, praca do Corpo Hunto
RECIPE.
Osm tnico acontes neste paiz.
rs. a libra e em barril a 38o rs.
fta'atas novas a 160rs. a.libra.
Bolachinhas ingieras ltimamente desembar-
-cadas a 24o rs. a libra.e 2,ooo rs. a bar-
inca.
Champagne das marcas mais superiores que
al boje tcm vindo a nosso mercado a
48,000 rs. o gigo, l,5oors. a garrafa in-
leira, e 800 rs. as meias.
Cha uxim o mellwr (}ue^se pode desejar c
que outro qualquer nao vende por menos
de 3,ooo a 2,7oo rs. a libra
dem perola especial qualidadc a 2,6oo e
2,8oo rs. a libra, garanle-sc a qualidade
d'este cha
dem hysson o meior que i possivel en-
contrar-se a 2.4oq e 2,6oo rs. a libra,
dem do Rio em latas de 2, 4, 6 e 8 libras
a .1,200 e l,4oo rs. a Ultra.
dem.preto muilo fino a ,600 rs. a libra.
Cfkocoiate das melhores qualidades, francez,
liesiianhnl esuissoa l,ooo, l,2oo e l,4oo
rs.. libra.
Cloratos do acreditada fabricante Jos Fur-
ladfl de Simas em 1 caixas das segtiin-
les marcas Pariziences, Suspu-os, Uili-
cias, Napoleoese Guauabaras a2,3oo rs.,
e em caixas nteiras Trovadores a. 3,ooo
rs. cada nina,
dem di" oulros muitos fabricantes e de
diflerentes marcas para l,5ooirs.as mei-
as caix&s de suspirosa l,6oo, 2,ooo e
3,000 rs. as caixas inteiras.
Conservas mglezas a 800 rs. o frasco.,
dem franceza a 5oo rs.
Cognac inglez das melhores marcas a 1/too
rs. a garrafa e 10,000 rs. a duzia.
dem francez suporior qualidade 800 rs, a
garrafa e 9,ooo rs. a duzia.
Cominho e Erva-doce a 4oo rs. a libra.
Cravo da India a 600 rs. a libra.
Canella a l.ooo rs. a libra.
Copos finos para agua a 5,000 rs. a duzia, e
Soo rs. cada um.
Caf do Rio superior a 28o c 32o rs. a li-
bra, e 8,800 e fl,.voo a arroba.
Doce lino de goiaba a 600 rs. o caixao.
Ervifaat portuguezas ltimamente chegadas
a 7oo rs. a lata,
dem seecas a 16o rs. a libra,
dem j descascadas a 2oo rs. a libra.
Farinha de araruta verdadeira a 32o rs. a
libra.
Figos em caismlias muito bem enfeiladas a
a 1,000 rs. cada urna,
dem em latas ermiticamente lacradas a
1,5oo e 2,5 )o re. cada urna,
dem em caixas de i arroba a 2,5oo rs. ca-
da urna, e 2oo rs. a libra.
Graixa muito nova a loo rs. a lata c l.ooo
rs. a duzia.
Genebra de Hollanda em frasqueiras com 12
irascos por 6,000 rs. e 56o rs. o frasco.
dem de laranjaa l.ooo rs. os frascos gran-
des e 11,000 rs. a caixa com 12 frascos.
dem de Hollanda em botijas a 4oo rs. ca-
da urna.
dem em garrafoes de. 16 garrafas a 4,800
rs. com a garrafao.
dem do Porlo para panella a 5oo rs. altbra.
Passas novas a 48e rs. a libra.
Peixe em latas de diflerentes qualidades co-
mo, savel, cortina, govas, pescadinbae
oulros a l.ooo ts. a latas.
Palitos para denlas a 14o e 16o rs. o :masso
dos melhores.
Painco o mais novo e limpo a 16o rs. a libra,
e 4,5oo rs. a arroba.
Palitos do gaz a 2,4oo rs. a groza, 2oo rs. a
duzia, e 2o rs..a caixinhas.
chegados neste ultimo va-
fresco a 800 e floo rs.
Queijos flamengos
por. a
dem pralo muito
a libra.
dem suisso a awUnr qualidade que-al bo-
je tem rindo ao nosso mercado a 600 rs.
a libra.
Sal refinado em po:es de vidro a 5oo .rs. ca-
da um.
Sorreja das mellioi es marcas a 6,000 -rs. a
duzia, e 3 Sardinha de Lisboae Mants em quar.'os e
meia latas a 38o "58o rs. cada nma.
Sag mnito novo eaivo a 24o rs. a libra.
fievadinha de Franca 18o rs. a libra.
Sevadaa loo rs. a libra, e 2,8oo rs. a arroba.
Traques de 1." qualidade a 8,000 rs. a cai-
xa, e 24o rs. a carta.
Teacinho novo de Ldboa a 24o e 32o rs. a
libra.
Tijfcllo para limpar facas a 15o rs. cada um.
Vona em pipa Porto, Lisboa e Figueira das
melhores marcas a S,-8oo rs. a caada, .e
000 rs. a garrafa.
Idenvdo Porto Lisboa e Figueira de marcas
meos conhecidas a fcoo rs. a garrafa, e
2,8oo rs. a caada.
dem Celares especial vinbo a 600 rs. a gar-
rafa.
dem Lavodio muito fresco ao levando com-
posicSo a 5Go rs. a garrafa, e 4,000 rs. a
caada.
dem branco de uva pura a 56o rs. a gar-
rafa, e 4,5oo rs. a caada.
dem mais baixo a 4oo rs. a garrafa, e 3,ooo
rs. a caada.
dem Rsrdeaux em caixas de 12 garrafas das
marcas mais acreditadas a 6,5oo e 7,ooo
rs. a caixa.
Iitem muito especial que raras vezes vem ao
nosso mercado a 1,2oo rs. a garrafa, ga-
raafe-ae que por este mesmo preco d pre-
juizo e s se cncontra n'este armazem
dem do Porto em caixas com 12 garrafas
das seguales marcas Lagrimas do Douro,
Duque do Porto, Genuino, Velho Particu-
lar, malvasio fino, D'r Pedro V, D. Luiz
I, Nctar e oulros a 9,ooo e 10,000 rs.
a caixa c Doo a l.ooo rs. a garrafa.
dem Muscatel superior a 1,000 rs. a garra-
fa, e lo,ooo rs. a caixa com 1 duzia.
Vinagre puro de LsbaToo rs. a garrafa
e 2,4oo rs. a caada,
dem em garrafoes com 5 garrafas a l,ooo
rs. com o garrafao.
Vassouras (\a Porto de arcos de ferro a 32o
rs. cada urna
dem de escova para esfregar casa 36o rs.
cada urna.
Vellas de espermacete superiores a 56o rs.
a libra, e 52o rs. em caixa.
dem de carnauba refinada e de composico a
36o rs. a libra, e de 10,000 a 11,000 rs. a
arroba.
Mnfuem contestar esta verdade.
A fama far correr esta noticia.
A. posterldade hcmdir o nonte do Baliza.
Actualidade I Batel palmas de contentamento!
Sem mitras nem eoras para oroar a fachada de seus annuncios, e as portas do edificio em que habita, o Baliza se
contenta -en tomar o seu lugar de honra na vanguarda de todos os homens do progresso.
Sqpre embora o maldito Clarn, o seu loque de retirada a marche-marebe do desacreditado Progresso; arme a tenda
dos falsos apostlos da sroceridade no traftro, da realidade na pratica dos negocios commerciaes. revele finalmente a sua
grande insobordinacJo fmgindo desconbecer os seus superiores, deixando-se fcar sentado, em vez de perilar-se e fazer a
continencia do estylo, porque o incansavelBaliza sempre fiel ao seu juramento ter continuamente na melhor ordem todo o
seu trem de guerra e no mais complecto wovimento, o seu presumo para bem servir, desde o mais simples camarada at
o mais alto general da primeira classe do xercito dos seus constantes freguezes.
Entremos na materia :
SENTIDO!
ORIIIU DO SHA.
Desde a 1.a pnblicacao deste annoncio at segundo aviso Manoel Pedro de Melle, proprietario do grande armazem
delara eslabelecido ra doLivramento ns. 38e38 A vender a todos os seus freguezes.
Cinco por cento menos
qoe .qualquer dos seus amaveis collegas que por menos annunciar. Qualquer objecto que nao chegue a contento dos sc-
iibores compradores, pode ser devolvida ainda mesmo pelas pessoas que morarem no centro da provincia.
O dinheiro necebido pelogenec que nao agradar ser restituido sem constrangimento algum.
Beclaraco importante.
falso o beato que tem feito espalhaf o soldado soprador da ra do Queimado de que se acha o Baliza associado
*o annazem Unie Mercantil aberto .a ra da Cadeia do bairrodo Recife.
Aliga entre-os collegas um orime de lesa-povo.
E entre-tanto o Baliza ligueiro.
Ligueiro sim das ideas liberaes dos progresistas de todo < universo aos sentimento mais ntimos de seu corarlo.
Deste modo de pensar ser o .Baliza eternamente conservador.

MOVIMEWTO
BAIRRO DO RECIFE, RA DA CADEIA N 50
O mais novo e o melhor
ARMAZESlfl 1>E MOLHADOS
Espina defronte da na da Madre de Dos
4!


Algodao da flahia
para saceos de assnear c roupa de eseravo: tem
para vender Antonio Luiz de Oliveira Azevcdo &
C, no seu escriplorio ra da Cruz n. 1.
Trinas e volantes.
Chegaram a lempo proprio,
S6 para o Vigilante.
Ate que chegou um grande sortimento de Irmas
e volantes, galoes, bicos e espeguilhas praliadas o
douradas, e de toas as larguras, propriamente
para os ornamentos de igrejas e oratorios para
festejar o mez Marianno ; sous procos s5o muito
raeoaveis : s no Gallo Vigilante, ra do Crespo
numero 7.
Cheguem ao barato.
co-
Na loja do Passeio Pubjico n. 11, vendem-se pe-
cas de madapoloes a 53 com 20 aras.
(arrafes va/ios.
Compra-se garrafoes razios bem acondicionados
e limpos grandes a 480 e pequeos a 320 rs. : no
graude armazem de mol.'iados da Drilhante A'.i-
Antonio nhecidoj nestaj>raea, acaba de transferir o seu eslabel&'imenlo para a casa cima indicada, onde
os seus benvolos amigos e fregueres, bem como o respeUavel publico cm geral encuntrarao o mais
variado, escolliido-e melhor sortimento de molliados, a par belecimenlo.
O annunWan;.'. tendo fcilo urna completa reforma no locante a casa e gneros, possuindo bons
correspondentes na Europa para remessas do eonla propria, aeba-se convencido que merecer a pro- ; ora ao largo da Sania Cruz n. 12 esana' i
leccao de todos os amigos do bom e barato, a qual desde ja redama, asseverando-llies que jamis des- do Sebn. 12 '
merecer a coLfianca com que se. dignarem de o honrar. Farinlii mlllin t t* ll
Em resumo, "Wsilo o respeitavcl publico o novo c superior armazem Movimento, compre-lhe al- v.,n,i..! ,1'n n,l,,, c 'areilo.
gma gneros, e entao flear convencido da realidade do presente aviso, verificando por si mesmo que halT; .?i Sa>CC0S grAn-Sn a 45' fari'
nealium oulro eslabelbeimenlo o serve melhor que este, seja em eo/nmodidade de piceos, agrado e
delicadeza, ou legalidadede pesse medidas.
Finalmente, todas e quaesquer garantas que estabelecimentos idnticos tcem offerecido s
eonearrentes, scrao manlidas neste cm grao maior.
LIOUIDACAO
raa<
EHVATIV
23-Largo do Terco-23.
Joaquim Simo dos Sanios lendo de se retirar est resolvido a liquidar e fazer urna grande
vanlagem a quem seu armazem frcquenlar, e vender por menos do que outro qualquer annunciante,
para isso tem um vantajoso snrtimento tanto neste arrnazem como fra e para melhor servir o publico
o annunciante scientiflea aos seus freguezes que tem frequentado este cstabelecimento que de
hora em diante te rao a vautagem de 10 a 20 por cento menos que compraram em outra poca pelo
seu prompto pagamento.
Attenclo.
Caf do Rio de primeira c segunda sorte a 270 e Dito em caixa da Babia dos melhores fabricante*
300 rs. de 1*200, 2*400 3* e 4*.
Arroz pilado a 80 e 100 rs. a libra e 2*400 e 3* Phosphoros do gaz viudo de roma groza 2*300.
a arroba I Manteiga franceza a 600 e.640rs. a libra
Milho alpista limpo a 170 rs. a libra e 4*800 a Dita ingleza flor a 800 e 900 rs. a libra,
arroba. : Biscoutos e bolachinhas de soda a 1*300 e 2*.
Toucinho de Sanios e Lisboa a 210 e 280 rs. a libra. Yinho do Porto engarrafado a 800 rs., garanie-se a
Passas de carnada a.OO rs. a libra e 10* a caixa. | superior qualidade.
Azeite doce de Lisboa lino a CO rs. a garrafa e Dito em pipa Kigueira das marras mais bem co-
zem da Jlrillianle Aurora ao largo da Saula Cruz
n. 12 esquina da ra do Sebo n. 12.
tlncijos novos.
Chegaram ao grande armazem da Briunle n-
rora, queijos novos viudos neste vapor, dil^ de
prato, dilo suisso, assim como queijo do Seridi de
coalba e de manteiga, o proprietario deste mvo
armazem oOerece a seus freguezes e ao i>. .
urna variedado de generes vimbM net4 ra
dos de primeira qualidade e por precoa o> uiaic
commodos possivel : ao largo da Sania Cruz :.. 15
% inhoK sti|>crO!'es.
No BOVO armazem da linlliante Aurora er. <:-
lra-se vinho do Puno a 640, 800 o 1 a garrafa
dno da Pigueira a Wd, B00 a 040, dito de Li.-boa
a 40o c 180, dito branco superior a 48U, CiO e ..
dito JCcrez, Madeira e muitas outras qualidad li-
nas c 'neanadas se far almlimeiilo.
Cha e mauteiga.
No grande armazem de molhados da Brilhanlo
Aun.ra ao largo da Sania Cruz encoulra-se rh li-
no de toaas as qualidades, assim como nanteiga
ingleza c franceza.
Vende-se alpaca preta a OO rs. o covado.
Vende-se alpaca prcla para vestidos a 500, 600,
700 e 800 rs., fina de rordo a 800 rs para pale-
tot, princeza preta a 800 e 640 o covado, Iwmbazi-
na preta fina a 1*400 o covado, lazinhas preta
para senhora que estao do lulo a 720 o covado :
na ruada Imperatriz n. 56. A loja est abertaat
s 9 horas da noiie.
rara algodao.
Vende-se por 'prego commodo urna excellente
machina americana que trabalha com um cavallo
para fazer mover qualquer machina pequea de
descarocar algodao, tendo a vanlagem de ser mui-
to simples e economisar muilo o trabalho bracal:
i tratar na padaria da raa Direila n. 84.
Empreza da iUumina$o

Todas as vendas de apparelhos e reclamacoes
(poi; escripia dando o nome, morada, data, etc.),
devein ser feilas no armazem da ra do Imperador
n. 31. Os marhinistas mandados para atlender a
estas, apresenlaro um livro que os reclamantes
deverao assignar logo depois de prompto o servico
reclamado ; isto para que a empreza fique sciente
de haverem os mesmos senhores sido devidaraen-
te attendidos.
4*800 a ranada.
Dito de carrapato a 320 rs. a garra'a e 2*240 a
caada.
Massas para sopa aletria, macarrao e talharim a
480 rs. a libra e 10* a caixa.
Chouricasas mais novas a 800 rs. a libra.
Charutos em macos de 50 a 6* o milheiro e a
040 rs. o cento.
nhecidas a 500 rs. a garrafa e caada 3800
e 3*500.
Dio de Lisboa especial para negocio a 360, 400 e
440.a garrafa e em caada faz-se abalimenlo.
Dilo branco proprio para mista a 640 c 500 a gar-
rafa o em ranada a 5* e 3*500.
Dolachinha americana a 200 rs. a libra e cm bar-
rica ha grande abalimenlo.
Vafeas.
Na Piranga, defronte do sitio do Sr. Millo!, em
qualro vareas com crias para vender.
Milho a 3p O.
Saetas com 26 cuias de milho : na ra da .uV
dre de Deosns.5 e 9.________________
Karioba de mandioca superior
em saceos grandes: vende Antonio Luiz de Olivei*
ra Azevedo & C, no seu escriplorio ra da Crue
numero 1.
Fardo a 3,800 rs.
a sacca : no armazem da Estrella, largo do Pa-
raizo n. 14.
RA DO QUEIMADO NUMERO 11
Lja de fazendas d- A ugusto Frederic > dos Santos Porto .
Chapeos para senhoras.
Chegaram de Paris as mais lindas chapelinas c chapeos de palha da Italia para senhoras.
licaWapas e soutembarques do seda preta e casemira de cor para senhoras.
Cortes de superior morenlique branco para vestidos de noivas. ....
Camisas inglezas muito superiores para homens, peitos, punhos e colarinhos de nnlio.
Chapeos de seda para cabeca e chapos de sol de seda inglczes.
Lencos de labyriniho francezes a I* cada um.
Camisas de menino muilo superiores.
Corles de la de barra para vestidos de senhoras de 13* a 18*.
A mesma loja tem o maior e mais superior sortimento de
Estelras para salas.
Neste estabelecimento encontrarao os senhores que precisarem forrar soas salas com esteiras
otda e qualquer quantidado que desejarem de 4, 3 e 6 palmos de largura, sendo a qualidade muio
superior e por mdico preco.
o o ce o P-P p- 8 p p- o p p m
te & P o p
o c ps p u B x
3 5* F3 O pj
i 3 - a> 3. p CE Bf
rr o g p S0
e po P- m ts
P Ci o o
o ~ a -s
ce 00 trt-P S5 P
es P P ij. o P-P 'f-
c- e-t-
1 .S t>
ATTENOAO.
Vendem-sc slalos para sortes de Santo Antonio
o S. Jota a 60 rs. a duzia : na livnria miversal,
roa do Imperador n. o.



rio dz
i-.
felra r *tanti 4 1 .
Raa da Seazalla Kva a. 42.
Ne9te estabelecimento vendem-se: tachas de
ferro coado bra a 110 rs., idemdeLo
Moor libra a lOrs.
Ura confeito e especifico para
expellir os Vermes,
ATTENCAO
9 I, % IU.O IIO CAMBIO 9
GRANDE SORTIMENTO
J
DE
Pastilhas Vermfugas
BE KEMP.
(> :. ?:i!ios 'spexlcm -ritos, porque
ellas Plr do cliciro, sabor c cor agrada-
A vK'gaiK'iii.
ie ac-
PAR A FESTA.
Grande liquidado
de '.ufadas na loja do Pavio, roa da Inperatrii b. '
60, de Gana & Silva.
AcOa-se este cstabelecJnieato completamente sor-
ttdo de fazendas inglezas, francesas, allenes e!
sossas, proprias tanta para a praca como para o I
mato, prometiendo veoder-se raais barato do que '
em outra qualquer parte principalmente sendo em
porjao e de todas as fazendas dao-se as amos tras
delxando ficar penhor ou mandam-se levar era ca-
sa peles caixeiros da loja do Pavo.
As chitas do Pavo.
Vendem-se superiores chitas claras e escuras pe-
lo barato preco de 2i0 e 280 rs. sendo tintas segu-
res, ditas francezas finas a 320, 340, 300, 400 e
500 rs., o covado, ditas pretas largas e estreitas,
riscados escocezes finos a 240 rs. o covado, islo na
loja do Pavao ra da linpcratriz n. de Gama &
Sfiva.
Ascassas do Pavoa 20, 280, 300 e 3!0 rs.
Vendem-se linissimas cassas persianas cores li-
sas a 320 rs. o covado, ditas francezas muito finas
a 240 e 280 rs., ditas iugzezas a 240 e 280 rs. o
ovado, Dnissimo rgano y niatisado cora desenhos
miudinhos a 320 rs. o covado, cassas garibaldinas
muito finas a 320 rs., isto na loja do Pavao ra da
Imperatriz n. 60, de (Jama & Silva.
As lazinhas da ciposirao do Pavao.
Vendom-se as mais modernas lazinhas mossan-
biqoe chegadas pelo ultimo vapor francez sendo
do urna so cor ou de listas miudinhas com 4 pal
rn de largura, proprias para vestido de senhora,
i para meninos e capas, e pelo baratsimo
p -.;o do 500 rs. o covado, ditas entestadas traus-
p. sntes de qundrinhos a 500, 400 e 360 rs. o co-
vado, ditas matisadas moito linas a 500 e 400 rs.,
ditas mais baratas do quechua lambeta matisadas
a 3J0 rs. o covado, ditas a Mara Pa com palma
di! seda e 4 palmos de largura a 800 rs. o covado, |
e ditas de urna s cor parda, azul, cor de lyrio e
perola proprias para vestidos, sautembarques e.
garibaldes a 720 rs. o covado, ditas escocezas a
900 e 400 rs., isto s na loja do Pavao, ra da lm-
p?ratriz n. 60, de Gama & Silva.
Os chales do Pavo.
Vendem-se finos chales de crepon estampados
Solo barato preco de 65, 75, 85. ditos de ponta re-
onda a 75 e 85, ditos pretos ricamente bordados
a retroz com vidrilho a 125, ditos pretos lisos a
55, ditos de euros a 45500 e 55, ditos de merm
estampados a 25 c 35, ditos de- la a 15280 c 25,
ditos de relroz preto para luto a 65, islo na loja
do Pavo ra da Imperatriz n. 60, de Gama &
Si iva.
Fjzendas pelas para a quarosnia vrnilt* o Pavo.
Vande-se grosdenaple preto muito superior a I
15600. dito a 1-3800, 25, 25500, 2580 e 35, mo-
reantique preto muito >uperior a 35 c 25800, sar-
ja piola hespanhola muito cncorpada a 25, isto na ]
laja do Pavao ra da Imperatriz n. 60, de Gama
& Silva.
0 Pavo vende para lulo.
Vende-se superior setim da China fazenda toda
di la sen lustro tendo 6 palmos de largura pro-
prio para vestidos, paletols, capas etc., (icio bara-
to preco de 25, 25200, 25500 o covado, cassas Ra do Quejando ns. 49 e 55, loja de miudezas
pretas lisas, chitas pretas largas e estreitas, chales de Jos de Azevedo Mala e Silva, est continuando fIem Inais baixo pouCO a 2,000 rs. a libra,
de merino lisos e bordados a vidrilho, manguitos no seu progresso de vender baratissimo : dem mais baixo a l,8oo rs. a libra
omgoll.nhas eoutrus muitos artigos que se ven- Cato* de superiores obreias de cola e massaa Caslanhas muito novas a 2,000 rs. a'caixa, 6' Erva dooe a Ci rs. a libra.
dem por procos razoaveis : na loja do Pavao a ra 40 ts.
da Impcratrz n. 60, de Gama & Silva. Corda o naneo para vestido c esparlilho, vara 20
Os corninhos do Pavo JS** .
Vende-se os mais modernos corplnhos do eam- "*" dccarretel (loO jardas) de superior quali-
braia ricamente bordados e enfoitados a 7 o 85 ;',.-?- a. "y _. ,r ..
na loja do Pavao, ra da Imperatriz u.GO, de Ga-. <** deluda Pedro V (200 jardas) ja muilo
n>slv. conhecida a 40 rs.
brozas d peonas de ac de muitas qualidades o
superiores a 500 rs.
Kua da Queinado n. 49 e 55 esla
acallando a pechiicha.
Pe$as de blco com 10 varas
!a200rs.
gfio, <> iiioffenivo das
Pastilhas Vermfugas do Xemp
A I'AK DA SCA
(oiupoMcS exclusivamente Vegeta!,
6o estas i>o3 as suas mollinees e ums
completas iio todas as rccoinmendaces
que se jmss.i fazur c cnu justa razio > se
colloc > na categora d'uin iuvorito uni-
versal.
A euperiorinde das
Pastilhas de Kemp
sobre todas as preparacos destinadas
para o mosmo fin devido ana sim-
ples eomposico o sen aroma agnida-
vel e rapidez e infallibilidade com
que alcauoa a el
dcstruico total das
LOMBRIGAS.
venda as boticas deCaors A Barboza,
ra da Cruz, e Joao da C. Bravo 4 C, ra
da Madre de Dos.____________________
RIVAL SEM SEGUNDO
DARTE & C.
Participam aos seus Bamerosos freguezes e ao publico em geral que acabam da
receber de sua propria encommenda, o mis lindo e completo sortimento de molhados,
os quaes vendem por grosso e a retalho por menos 10 por cento do que outro qualquer
anaunciante, como vero pela seguinte tabella que abaixo notamos, garantindo os mes-
los pruprietarn ao s u pesoxomo a qualidade de seus gneros.
AVISO.
Todos os senliores que comprarem para negocio ou casa particular de 1005 para
cima terao mais 5 a 10 por cento de abatimento, os proprietarios scientificam mais que
odos s seus gneros sao recebidos de sua propria encommenda, razo esta para pode
vender por muito menos do que outro qualquer estabelecimento.
Manteiga iugieza flor a 8o. > e l i rs. a libra. Vel las de carnauba e eomposico de 32o a
ldemfranceza a mais nova do mercado a 6oo 36o rs. a libra e de lo.ooo a 11,000 rs. a
rs. a libra, e 58o rs. era barril. arroba.
dem de porco relinada muito alva 46o rs. Genebra de Mollanda em botijas de conta a
a libra. 440 rs. a botija, e em duzia ou em barrica
Prezunto para anbre a 8oo rs. a libra. ter abatimento.
Cb uxim miudinbo vindo de conta propria, Massas para sopa macarro, talharim e aletria
o melhor do mercado a 2,8oo rs. a libra. | a 48o rs. a libra e em caixa ter abati-
Idera hyson de superior qualidade a 2,6oo rs. i ment.
Gravatas de-seda preta e de cores a 320 reis: na
loja da ra dM adre de Dos d. 16.
O Vigilante est alerta, nao Ihe era permettido
0 prego convida.
de seda preta e de cores a 3
i dM adre de Dos o. 16.______
TTTELAS
de oco c com pedrus.
Nao eslava bem a agina branca deixar flear lio
grande parte de sua boa freguezia sem essas
apreciadas flvelas de ac e com pedras, e por isso
apressou-se em mandar buscar o bello sonimento
ane acaba de receber ; e bem assim as necessarias
tas.cujos novos e bonitos padroes as tornam agra-
daveis aos olhos de todos ; resta, poi?, que os pre-
tendentes, munidos de dinheiro, dirjam-se rea
do Queimado, loja d'aguia branca n. 8, onde tam-
bem ha bonitos cintos bordados com borlas, He.
Extraordinario sortimento
de perfumaras.
A superioridade das perfumaras qne a aguia
branca vende est incontestavelmenle reesnhecida,
e isto confirma a grande exiraccao que ln vo
dando os apreciadores do bom. A aguia branca,
porm, tendo sempre em vistas o bem servir a sua
boa freguezia, tanlo da cidade como do interior,
mandou ver o extraordinario sortimento que aca-
ba de receber, vindo conforme suas recommenda-
c5es, sempre da melhor qualidade, sendo :
Agua de Colonia em garrafas de diversos tamanhos
e moldes.
Dita dita em frascos redondos e qnadrados.
Dita dita ambreada em frascos verdes.
Agua ambreada para banhos.
Dita balsmica e dentrifice para conservaco das
gengivase denles e bom hlito da bocea."
Dita de flor de laranja.
Dita de rosa e dita do Florida.
a libra,
dem perola o melhor que se pode drsejar a
2,7oo rs. a libra,
dem preto muito fino a 2,5oo rs. a libra.
dem estrellinha, rodinha epevideem caixi-
nhas de 8 libras, muito bem enfeitadas de
2,5oo a 3,5oo rs. a caixinha e a 6oo rs. a
libra.
Boce de goiaba em caixas de diversos tama-
nhos de 6oo a l,ooo rs. o caixo
ma i Silva.
Os veslidos do Pavo
Aonde-se ricos vestidos de ?rosdenanle proto ri- r.anivek.s (i int folhas m m
camente bordados veludo pelo barato preco>ie Caixas ,.om (.a|llllgas muil0 ljooi| a f ^
405. sondo fazenda que sempre se vendeu a 100J 10lj r '"^ "
e 141; ditos do oamhraia l ancos ricamente bor- Franj;, branra e (]p ron,s m][a m
'1''_'; *.*!?*!$ SP^JKWS? P?rtha!l0_e.,cafa: Pares do botos para piu.ho multo honilos a 120.
a
_,,, A i- a,\ i, r V, ir ., i;,,i r"K' u 'wlul> fflra imitnu n uno on os a z
h r .^ % ,,S.d!l 1 C?Z m Caix:,s BomsoWa* e chumbo muito bonitos
- a 1S e lo* ; islo na loja do Pavao ra jj,, r-
da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva. j TntoiroV do vidro com superior tinta a 160.
Os pannos do Pavao. Ditos .!. barro com superior tinta a 100 rs.-
\ende-se panno proto muito supprior polo barato (roza de botoes de loura pratiados, o melhor, a
preco de ti, =5-j00,35 e 3*300, ditos muito finos a 160 .-.
O e 65, corles de casemira preta enfostada a Tesouras .ara costura, o mais superior, a 400 rs.
45. fcJtfOO o 6.3. rasemira preta fina de una s Ditas para iinhas muilo linas a 400 rs.
ra muilo lina a 15800, 25. 3*500 e 35, cor- Escovas para limpar denles muito superiores a
i -de casemira de cor a S, 55500 e 65, casomi- 00 rs.
a 16o rs. a libra. jTraques a 2io rs. a carta e85 a caixo.
Bolinho francez e em caixinhas de 7oo a Peixe em latas muito novo ; savel, pescada,
1,5oo rs. cada urna. corvina, salmo e outras muitas qualidades
Vinho do Alto Douro vindo do Porto engar- preparada de escabeche 2.a arte de cosi-
rafado garante-sea superioridadedeste vi- nha de l,2oo a l,8oo rs. a lata,
nho, das seguintes marcas : Duque, Ge- Figos em caixas de 1 arroba, '/* e 8 libras
ntiino, velho secco, especial lagrimas do- a 8,ooo 1,000 e 2,ooo rs. a caixinha.
ees de 1819, vinho especial D. Pedro V., Barris de vinho branco de quinto, marca B
vinho velho, Nctar superior de 1833, Du- & Filho a 60,ooo rs. o barril,
que do Porto de 1834, vinho do Pono ve- Marmelada imperial dos me Ihores conservei-
Itio superior, madeira secca de superior ros de Lisboa a 64o rs. a litinhade i libra,
qualidade, vinho do Porto superior D. Lu- ha latas de 1 '/ e 2 libras.
i/. 1 de 1847. lagrimas do Douro espe- Massa de tomate em latas douradas de 1 libra
cial, vinho do Porto de l.ooo a l,2oo rs. a 64o rs. a lata.
raa entestadas de urna s cor proprias para calca,. Libras de 13a de todas as cores (posada) a "5.
paletots, eolletcs, capas para senhora, roopas para Calzas de phosphoros de seguranca a 160.
i minos a :t-5 o :?;>00 o covado,- isto na loja do Ditas de papel amizado pautado e liso a (00 rs.
Pavao., ra da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva. Ditas com 100 anvelopes muilo superiores a
a garrafa e de lo.ooo a 14,ooo rs. a caixa
com urna duzia.
Bolachinha de soda especial encommenda e a
mais nova que lia no mercado a 2,2oo rs. a
lata.
Biscoitos inglezes das melhores marcas em
i latinhasde 2 libras a l,3oo rs. a lata.
Vi a 6 li-
raSfreSSoOO, ditos blancos muito finos, :**,uc '""" -i'- '
.. na loja do Pavao, ra da Imperatriz n. 60, de a[cs '< > sapatos de tranca
Gama* Silva. m ''
ft e.io .i cortinados do pavo.
Vendem-se ricos cortinados proprios para janel- qq rs
mas polo barato preco de 95 o par, sendo o CartoVs ecajxas de C6|ci,etos francezos superiores
ii. ,hor ijtio ha no mercado : na ra da Imperatriz a jq r;
n JO, de Gama & Silva Bonete para meninos mnito nos a U580-e?
As colchas do Pavao. Magos de ampos superiores e I i nipos a 30 rs.
Vendem-se colchas de linho alcochoadas pro- i Gro'za do pnospooros do tai mnito novos a 25200.
pt i- para cama pelo barato proco de 55 cada nma Areia preta muito superior a 100 rs.
na ra da Imperatriz n.CO, de Gama & Silva
As orccalas do Pavo.
Vendem-se as mais lindas preealas que tem rin-
do ao mercado ebegadas polo ultimo vapor fran-
.':. polo barato preco de 600 rs. o covado, ditas
de listrinba muito miudinhas proprias para vestidos
apta de meninos e meninas pelo birato preco
de oUO rs.; so Pavao ra da Imperatriz n. 60,
I de Gama & Silva.
Os souteanbarqties do l'avo
i&8 c 15j$ s o Pavo.
Vendem-se os mais lindos souteanbarques que
tem vindo ltimamente de laazinha e caxomira ri-
camente bordad >- o enfeitados, coros muito delica-
das pelo barato \u>'ty de 105 o 155 j fazenda esta
queem outras loj.is'so venden) por'205 o 255.
s para liquidar : na lja o arreasen! do Parlo i
ra da Imperatriz 11. 60 de Gama & Silva.
As chita do Pavo #400 e
'#$Ot> o corte.
Vendem-so cortos de chita com doze covados
: !a corte, ditos com doz covados a 25400, fazen-
da muito boa, e que nao desbola, sna loja do Pa-Queim
rao tem esta pechincha ; a ra da Imperatriz n.
60 de Gama (\ Silva.
A Ameixas francezas em caixinhas elegante-
mente enfeitadas de l,5oo a 3,ooo rs. a
caixinha, tambem ha latas de 1
bras de l,2oo a 4,oo rs. a lata,
dem em Irascos com tampa de rosca a l,6oo
rs. o frasco.
Chocolate portuguez, hespanbol, francez e
suisso a l,2oo rs. a libra,
de 5,ooo a 6.000 rs. a lat, e em bra a Conservas Inglezas das seguinbs marcase
800 rs. Mixde-Picles e cebollas simples a 75o rs
taboadas para meninos a 80 rs. i Queijos de reino chegados pelo ultimo vapor I o frasco.
m .-uperiores iscas de acondor charutos | a 3,ooo rs. cada um. Ancoretas de vinho colares a 5o,ooo rs., e
dem prato a 9oo rs. a libra. a 72o rs. a garrf
Vinho em pipa das mais acreditadas marcas Sardinhas de Nantes a 32o rs. a latinha.
como sejamB F., PBB, JAA, outras Charutos das mais acreditadas marcas de
muitas marcas. Porto, Lisboa e Figueira ; a 16oo, 2,ooo, 2,5oo e 3,Soo rs. a caixa.
de 48o, 5oo, 56o, 64o e 800, rs., e o do dem suspiros de Jos G. P. a 2,4oo a meia
Porto fino em garrafa, e em cinada a caixa.
3,ooo, 3,5oo, 4,000 e 6,000 rs. o melhor Champagnhea melhor do mercado de 12,ooo
do Porto. a 2 4,000 rs. o gigo, e de 1,2oo a 2,ooo rs. a
dem Bordoaux das mais acreditadas marcas garrafa.
a 7oo rs. a garrafa, e a 8,000 rs. a caixa. Papel greve pautado ou liso a 3,5oo rs. a res-
Garrafoes com 5 garrafas de superior vinho ma.
do Porto a 2,2oo rs. com o garrafo. dem de peso pautado ou lizo de 3,5oo a
dem com 5 garrafa de vinho da Figueira mais 4,000 rs. a resma.
propre para a nossa estago por ser mais Matarana a 3o rs. a libra.
deixar passar desapercibido sem que nao dsse o Dita de lavander e loilet.
seu canlo aflm de annunciar ao respeitavel publico' Dita de alheniense para alisar e segurar os ca-
0 grande sortimento degalantarias do melhor gosto I bellos depois de atado.
proprianienle para qualquer mimo, que acaba de' Dila de Mallabar e Hoide para tingir o cabellos
chegar ueste ultimo paquete, assim como muitos I Banha transparente e lafornesa.
outros objectos que recebe por diversos navios,; Ditas finas em frascos de diversos moldes.
tanto de sua conta como de consignacao, que est Dita dita em bonitos vasos de porcelana.
rcsolvido a vender por procos mnito baratos para Dita dila em latas.
vender muilo e ganhar poco, e dar extracro ao Dita dita em copinhos, sendo creme, duqueza e po-
grande deposite que lem, que espera merecer a mada imperial.
proteecjio do respeitavel publico, empregando para Bahuzinhos de vidro com perfumaras.
isso todas e as melhores diligencias para que Caixinhas rom 6 frasquinhos de cheiros.
quem satisfeitos : isto s no Gallo Vigilante, ra Cosmetique (ou pomada) superfina.
do Crespo n. 7. Extractos finos e de agradaveis cheiros em bonitos
Iticas porta-joias. frascos.
Cofre de muito gosto por 165000 D!t0 frangipane, cheiro novo e mui agradavcl.
Cestinhas transparentes, forradas de madre- 1 J?il e. sandal-
perola por 185000 k^enms concentradas, com differentes e (imssi-
Lindas jardineiras 105000 mos cheiros.
Ricos cofres com camapheu 105000 Le,te vir8inal Para lirar '
Dito de cacao para amaoiar a cutis e conservar-
Lindas caixinhas com pedras brancas
Lindo balito com caliinga deutro tambem
105(100
Ihe o lustre.
. parajoias
Tambalier para ditas
Cestinhas dem dem
Cosmorama dem dem
l'rnazinha
S no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Hicos porta-bouqueles de diversos gostos e pre
eos : s no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Ricos sin tos
165000 JJ" Perola- .
MQAn Oleo philoeome superfino.
ii5iK)0 Di, de ual)osa-
65iKK)Pia,a mB'eia n francozn.
65000 '>os ^e cora' e ('(! '-umn Para denlas.
Saboneles finos quadrados e redondos.
Ditos finos em caixinhas de tres.
Ditos muito finos para barba.
Ditos creme de amendoa em vasos de vidro e por-
com hjlcinhas ao lado a 10, 12 o 155, ditos sem ToSco'orienlal de Komn
bolea, porre do mesmo gosto, a 25-500, 35, 35500 vmTre aronmo 'P"
e 45, ricas Bretes avul-as para sintos, o melhor
que se |)de encontrar, a 15500, 25, 25500 e 35 :
s no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Dito ou leite d'ires para-acabar as espinhas do
rosto.
E assim muitos outros objectos de gosto que na
compra dos quaes o pretndeme ser sansfeito
por deixar os cobres na loja d'aguia branra, ra
do Queimado 11 8.
Objectos de phantasla vitados
para a auia branca.
A aguia branca receben novos e bonitos objec-
tos de phantasia, alguns dos quaes nunca vistos
aqui, sendo :
Bonitos aderemos completos feitos de perolas falsas.
Ditos'ditos de pedras, por cuja perfeieao e l>om
gosto quasi se nao distinguem das vrdadeiras.
tanto para senhoras
veopes muito superiores a 800 dem inglezes craknel em latas de 5 e 7 libras
A roi|ia do Patrie. res-
Vendem-se paletols de panno prelo sobrecasa- ^?03 J" I>a)el branro de cores' lqneno,
fazenda mnito boa a 125, ditos muito finos a r [*
l'5- 20, 255 o 305. caifas de casemira preta boa JfPf* e
fazenda a 45500,55,65, 75 e 85, paletots saceos '..
de panno preto a 75, ilos de casemira de cor a ,. a *; '".
"5, ditos de alpaca preta, ditos de.merino Carretcis do linha Aloxandre (200jardas) decores
preto, dilos de brim de cores, calcas de casemira ,. a ., ,.
. a'i-5, 54,65,7^ dilos de caxomira da Bwmllioj rara rllame moito linos alM.
a $, ditos do brim pardo a 2550,), ditos "* ':'; a !ln1',,,' rrranPez B"J 40 rs-
i r a 25 e 28500, ditos blancos muito finos, SL'ai,de "ul,a f "xa l,ara l,"rdar a 20
" muilo superiores a
. equeno toque a 10 rs.
botoes do madroperola muito finos a
Caixas do rap com espolho a 100 rs.
Realejos para enlretor meninos a 80 rs.
Pecas do lila de linho muilo boas a 40 rs
Pentes do lago muilo bonitos a 15-
Enfeitos do laeo de todas as cores a 15300.
Rodas com allinetes francezos a 20 rs.
Caixas com quatro papis de agulhas imperiaes a
240 rs.
Sabonetos do familia a 80, 160 e 320.
Caivetes de duas folhas muito finos a 320.
Pares do sapatos de laa para meninos a 400 rs.
Sapatos do tranca para senhora e para homem, os
melhores que tem vindo, e por prego muito barato:
quem qaiter ver, venha ra do Queimado ns.
4'J e 55. o ver tudo como bom e barato.
Grande pechincka.
A 200 rs. o covado.
Cambraias oscuras finas a 200 rs. o covado para
acabar : nao so dio amostras para que se acabem
logo : quem quizer, venha comprar no armazem
do telendas de Custodio, Carvalho & C, ra do
ado n. 27.
Gabazrs on cestinhas.
At que chegaram as desejadas cestinhas ou ca-
femos para as meninas trazerem no braco, o mais
rico possirel, a 255U0. 35500, 4, 5, 7 c 105 : s
no Vigilante, rna do Crespo n. 7.
Penles.
Nesle artigo tem um grande sortimento, tanlo
para alisar como para atar cabello, o mais lindo
que se pode desojar, assim como de arregacar ca-
bello, tanto de borracha como de tartaruga, com
ro'S 'tJSLffr"mcn,nas: s no ViRilan,e' u^ssra.r=s:
iua do Cre>po n. 7. Dj(a d| J |)er|as falas
I tllCS como para meninas.
Tambem chegaram os riquissimos penles de Dila de chapa de cryslal com lisias douradas.
concha de tartaruga o do massa fina, que se vende Dita de cornalina branca, azul etc., ole.
por 25, 3 e 5-5 : ) no Vigilante, ra do Crespo Bonitos alfiootes o anneis para gravata
numero 7.
Lcques.
Riquissimos toques de madreperola. tanto para
senhora como pata mocinlias, polo barato prego de
12 e 145 : s no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Mais leques.
Com pequeo dofoito, loques de sndalo, por ba-
rato preco, a 85 e 105, chinezes muito bonitos,
lambem por barato preco de 4 e 55, bentarallas
muito bonitas tambem por barato proco de 4 e 55,
lequos de charao tambem por 15. tudo isto para
acabar, perdondo-se lalre 80 0|0 : s no Vigilan-
te, ra do Crespo n. 7.
Pulseras.
Lindas pulseiras de contas e de missanga, cores
muilo lindas e de muilo gosto a 15 e 15200.
fresco a 2,4oo rs. com o garrafo.
dem com o garrafas de viuagre a l,2oo rs.
com o garrafo.
Vinho bran.-o o mais superior que vem ao
nosso mercado a 50o rs. a garrafa, e a
4,3.)o rs. a caada.
Velas de esparmacate as melhores neste ge-
nero de 660 a 84o rs. o maco, eem cai-
xa ter grande abatimento por
grande porcao.
li-
Milho alpista e painso de IGo a 2oo rs. a
bra.
Palitos do gaz a 2,2oo rs. a grosa e 2oo rs. a
duzia.
Vasos inglezes de 4 a 10 libras vasios, muito
proprio para deposito de doce manteiga
ou outro qualquer liquido de t.ooo a
3,ooo rs. cada um.
haver Licores das melhores marcas e mais finos
a l.ooo rs. a garrafa e em caixa ter abati-
V, ndetn-se laazinbas de urna s cor, sendo en-
.arriada, azul, cinzenla, cor de caf, lirio claro, li-
no roxo cor de perola pelo baratissimo preco de
640 o covado, fazenda muito fina s o Pavao, ra
d imperatriz n. 60 loja e armazem de Gama &
Silva.
Paono de linho.
Vende-se panno de linho com 4 palmos de lar-
gura proprio para lonees.toalhas e ceroulas pelo
tto proco de 640 rs. a vara, bramante do. linho
. :.i 10 palmos de largura a 25500, algodozinho
m .:,-tro com 8 palmos de largura a 15, pecas do
Itamburgo com 20 varas a t*5, 105 e 115, pocas de
midapolao fino a 7,5500, 85, 95 e 105, ditas do
laozinbo a 65, 65500 e 75, c outras muitas
das brancas que se venden! muito baratas
aflm de apurar dinheiro : na loja do Pavao ra da
ji.-poratriz n. 60, de Cama & Silva,
0 bramante do Pavo com doze
palmos de largura.
Vendes.; bramante do linho puro, niun fino rom
d palmos de largura o melhor e mais largo que
tem vindo ao merca.o pelo barato pwco di 28O0
r?.a vara; s na loja do Pavao de Gama A Silva,
aua da Imperatriz n. 60.
.%s preealas do lav.
Vendem-se as mais lindas preealas bus tem vin-
do ao merend checada* pelo ultimo vapor francez,
; arate preco do 600 r?. o covado, ditas de lis-
1 muito miudinhas proprias para vestidos e
mas d meninos e meninas polo barata preco]
500 rs. : s o Pavao ra da Imperatriz 11. 60,'
(!; Cama .\ Silva.
Os bales do Pavo.
Voivlem-se crinolinas ou baloes do 30 arcos tan-
Urlicos como de cores, sendo americanos que
>s melhores por se wr> ,,: rarfui a 3S00 o
arcos a '1 ">, ditos de mnsselina com balido.-
' 5. ditos para moni,w a 25 e 3,3 : na luja do I'a-
\ ra da Imperatriz n. 60, de Cama c Silva.
O Pavo ven1 le 85
idem-Se os mais lindos cortes e vestidos a
1 1 Pia, coro indas harpas do soda, sendo, cho-
polo ultimo vapor franco?, pelo barato proco
I cada 11ra sd na loja do Pavao ra da fmpe-
n. f ;' .; 1 : Iva.
JlBiKGL
Ai
Salino refinado, superior qualidade, vinho Bor-
deaux, diferentes qualidades, mais barato que em
qualquer parlo : no armazem do E. A. Burle|A
C, ra da Cruz n. 48.
Machinas para algodao.
Vende-se orna machina para descarocar algodo
e um motor com todos os pertcnees para trabalhar
Bom on 4 cavallos; a qnal descaroca 10 arro-
bas do algodao por dia, sendo Manilo maneira no
trabalho e de mui fcil transpone para o centro :
ella acha-.-o montada e o comprador pode ver o
son trabalho, cojo resultado se garante.
Tambem vendem-se machinas para descarocar
algodao movidas a braco, de diversos lmannos
tanlo americanas como inglezas, as quaes descaro-
cam de 20 60 arrobas de algodao por dia con-
forme 0 ir.oianlio da machina, garaniindo-sc tam-
bem o resultado de cada urna. Todas ellas seacham
montadas ni fabrica da travessa do Carioca n. 2,
caes do Ramos, onde os compradores podem se
dirigir pira ver o seu trabalho e tratar sobre.seu
prego. ___^_^^_____
liaba do Por lo superior
em caixas de urna e duas duzias : tem para ten-
dar Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C, no seu
aaeriptoro ra da Cruz n. I.
Azeite doce em harnl mnito fino a 64o rs. ment.
a garrafa o a,8oo a caada. Cognac verdadeiro inglez a 9oo rs. a garrafa
dem francez reunido a 800 rs. a arrafa. e lo,5oo rs. a caixa.
Ervtlhas francezas e piirtugiiczns a 6io rs. a Chouricas as mais frescas do mercado a 800
lata. rs. a libra.
Bocetas eom doces seceos de Lisboa de 3oe Genebra de laranja em frascos grandes 2
a 3,boo rs. cada urna. i ,2oo rs. o frasco.
Toucinho deLisboa a 3oo rs. a libra, e a Serveja da? mais acreditadas marcas a
9,ooo js. a arroba. 6,5oo a duzia e de mais a 5oo rs a garrafa
Botijoes com 10 garrafas de azeite doce a dem embotijas e meia, sendo preta da
5#5oo. muito creditada marca T de 6,000 a 7,8oo
Caf de 1., 2.1 e 3.a qualidade de 26o, 3oo rs. a duzia.
e 36o rs. a libra, doCear de 8,500,8,7oo, ] Pimenta do reino a 34o rs. a libra.
e 9.ooo rs. a arroba do melhor. j Farinha do Maranho a 14o rs. a libra.
Vrroz da India, Java eMaranbSo de 2,8oo aTijo!o para limpar facas a 16o rs. cada um.
3,ooo a arroba, e de 80 a loo rs. a libra. | Cominho a 4oo rs. a libra.
Passas muito novas a 8,5oo a caixa e 5oo Erva doce a libra.
Bonitos penles de concha, obra de apurado gosto.
Outros traversos com pedias para meninas.
Bellas guarnicoes de pontos dourados, ornados
com caixos de uvas, feitos'de aljfar, (bra su-
blime.
Outras igualmente bellas, todas do fino dourado e
com pedras.
Outras a tartarugadas, nada inferior a aquella.
Vollinhas de aljfar branco e de coros com cruzes
de pedras.
Esses e outros muitos objectos acbam-so a venda
na ra do Queimado, loja da aguia branra. n. 8.
GRANDES I BONITOS:
espellios dourados
A aguia branca em continuacao de suas encom-
mondas mandou vir, e acaba de receber grandes
espelhos dourados com mui bonitas e modernas
Tambem chegaram as liguinhas estreilinhas de molduras, e vidros de primoira qualidade, i vista
borracha que as senhoras Unto precisan) para se- do que o pretndeme que sabir de casa munido de
gurar os man zoilos por ser muito commodo e mui- dinheiro e com disposic.ao de o gastar na compra
lo barato, a 320 o par: s no Vigilante, ra do de um desses bonitos espelhos, dirigir-so ra
Crespn. 7. do Queimado. loja d'aguia branca n. 8, quesera
Sapalinhos cmcias de seda. | bem servido. Tambem ha espelhos quadrad's sor-
Biquissimos sapalinhos de seda e de merino en- liios em lmannos, e com molduras douradas.
foitados, assim como meiaszinhas de seda, gorra-
zinhas e touquinhas para as criancinbas se bapli-
sareni : s no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Canelas.
Itiquissimas carretas do madreperola proprias
para qualquer presento, polo baratissimo preco de
15500 e 25-
Vollinhas.
Lindas vollinhas de perolas falsas com cruzinhas
fingindo brilhantos, assim como cruzinhas avulsas
Para segurar manguitos.
de porcelana e escaria*
deiras de vidro
A aguia branca tambem mandou vir bonitos jar-
ros de porcellana dourada e de differentes tama-
nhos ; assim como escarradoiras de vidro, objectos
e vollinhas, pelo barato proco de 15 e 15*00, as esses sempro necessarios para o bom aceio das sa-
cruzes avulsas a 400 rs. : so no Vigilante, ra do las ; resla somonte que o comprador dirija-se com
a libra, ha caixas meias e guarios.
Sevadinha de Franca a 24o rs. a libra.
Sag muito novo a 28o rs. a libra.
Mostarda ingleza em p aljo frasco.
Cebollas a 8# a caixa e l,2oo rs. o molhe.
Canella a i .000 rs. a libra.
j Vassouras de piassaba de dous arcos de fer-
ro a 32o rs. cada urna.
Latas com banha refinada com 10 libras a
i 405oo.
mm BaB-TAS

Vende-se em barril por monos do que em outra
qualquer parte, 1 ara fechar conta : no armazem
de J. A. Moreira Pias, ra da Cruz n. 26, onde en-
contrar.Vj as amostras.
I'eijo u IOS
Vend -accos com 22 cuias do fwjao malati-
nhoc rajado : na ra da Madre do Dos ns. ; efl
INJCClO BROW.
Remedio infallivcl con-a as gnorrheas
antigs e recentes, nico deposito na bo-
tica frai v|. ra da Cruz n. 22. pre-
FAZEIDA BARATAN
FAZEUIIAS BARATAS
nm mmft m mu m mmntm
Ricos vestidos brancos bor.Iatlos a 105 e 1^5-
Balees inslezos de arcos e croch a 35, 45 e >3.
Camiinhas e manguitos muito bem enfoitados a 35.
Grande sortimento de laazinbas muilo boas a 3i50 o 400 rs.
Soutombarques e capas de seda, merino ecambiaia bordada.
Bramante de linho muilo largo a 2-3.
Organdvs e cassas francezas finas a 480 rs.
Cambraias lisas, fil de linho liso, cambraia de salpicos.
Lindos coi los de laa Mara Pia de ^$ a 1SJ.
Mimosos vestidos japoneses a 145-
Variado sortimento de chales em qualidades c procos.
Husselinat brancas com pinta do cor.
Grosdenaples pretos de 15C00. 15800 c 25-
Lencos de cambraia bordados a capricho a 15-
Sladapolo barato a 5$SOO.
Ve:ide-se madapolao bom e porfolio a 55800 a poca com 20 varas.
Todos eslos arligos e outros muitos se vendem por precos que admiram na ra do Crespo
numero 1. ,
Defroiite do arco de Santo Antonio.
Crespo 11. 7.
(olinht's.
Itiquissimas goiinhas e manguitos, oniolhor gos-
to possivel, a 25, 25500 e 35 : s no Vigilante,
ra do Crespo n. 7.
Enfeiles para senhora.
Riquissimos enfoites com laco e sem lac.o e de
outros muitos gostos a 15. 15500 e 35 : so no VI-
gialnte, ra do Crespo n. 7.
iancelins.
Lindos trancelins de cabello para relogio ou lu-
netas, pelo baratissimo prego de 15500. ditos de
relroz a 200 rs.
Habadinlios enfremeios.
Riquissimos babadinbos eutremeios com lindos
desenhos tapados o transparentes, pelo barat ssinio
proco do 15200, 15500, 25 c 35: s no Vigilante,
ra do Crespo n. 7.
Lasca ri'ilh.'is.
Grande sortimento de easearrilhas de diversas
larguras, assim como galaozuiho e traucinhas pro-
prias para enfeitos : s no Vigilante, ra do Cres-
po n. 7.
Fllas
Grande sortimento de fitas de diversas larguras
e qualidade, por procos que admiram aos compra-
dores, havendo fitas largas proprias para sinleiros
que se pode vender a 300 rs. a vara, e peca de 9
varas a 25: s no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Fitas de la
Fitas de la de tolas as qualidades, proprias pa-
ra debrum de vestido a 700 rs. a peca : s no Vi-
gilante, ra do Crespo n. 7.
llicos espellaos.
Riquissimos espelhos com moldura domada o
sem olla do 85, 10, 12 o |i# assim como com co-
lumnas do dilTorenles lmannos a 25, 3, t, 5e65:
s 110 Vigilante, rna do Crcs|>o n. 7.
dinheiro loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 8, onde ser servido rom agrado e sinceri-
dade.
de la pura hornera c stnlmra.
A aguia branca, na ma do Queimado n. I, ven-
de mui boas meias de laa para homem e senhera,
e pretas de laia e de seda para padres.
\o M-mnzem *)e f;tzend; Sanios 1 orMio, .na do Queimado, n.
19, veidc-se scgiiinle*
Allcnco.
''echinclia
Lindos jarros e figuras.
Riquissimos jarros o figuras de porcelana fina
para onfeite de sala, sendo o melhor goslo que aqui
tem apparecido : s no Vigilante.
IPara |os de arroz.
Riquissimos vasos com tonara para pos de ar-
roz, cousa do muito gosto a 15500 o 25. assim co-
mo pacoies s com os pos a 320 rs. cada um : s
no Vigilante, ra do Crespo o. 7.
Perfumarlas.
Grande sortimento de extractos e banhas. poma-
das, assim como os lindos copos ou vasos com dis-
linctivos e otferecimeirtos is sinhazlnhas, dos me-
lhores e mais afamados autores do Paris e Ingla-
terra, assim como os grandes copos de banha japo-
neza a 25 e a 15 ; assim como outros objectos que
nao possivel por boje annunciar, e avistados
freguezes se far toio negocio : na loja do Gallo
Vigilante,, ra do Crespa n. 7.
Pocas de algodao com urna pequea avaria pelo
baratissimo proco de 55-
Cobcrtas de chita da India pelo baralissinio preco
de 25 e 25500.
Leneoes de linho pelo baratissimo preco de 25.
Lenfoes de bramante de linho lino pelo baratissimo
preco de 35200.
Lencos de cambraia brancos proprio para algibei-
ra pelo baralissimo proco de 25 a duzia.
Algodao enfestado com 8 palmos do largura pelo
baralissimo preco de 15 a vara.
Bramante de linho fino com 10 palmos do largura
a 255OO a vara.
Atoalhado adamascado proprio para toa I ha de mesa
pelo baralissimo proco de 25000 a vara.
Po^as de cambraia do forre a 25600 e 3JIC0.
Toalhas alcochoadas proprias para mae> a 55 a
duzia.
Esleirs da tniia. proprias para forro do sala,
de 4, 5 e 6 palmos de largura.
Cortes de calca de .-anga amarella de lisiras e
de quadros, pelo baralissimo preco de 15200 s
corte.
Cambraia adamascada com 20 varas, propria
para cortinado, polo baratissimo preco do lozOO*
a peca.
Ricas laazinhas para vestido, fazenda a melhor
que tom vindo ao mercado, lanto em eosio con
em qualidade da fazenda, pelo baratissimo precio
de 360 rs. o covado.
Ricos cortes de la de barra Mana Pia a 195.
Peras do cambraia de salpicos pelo barai.saiino
proco' do 45-_________________________
GAZ GAZ GAZ
por preco rednzldo.
Vende-se gaz da melhor qualid de pelo
pre,o de 10$ por lata de 5 -gales: no ar-
mazem do Caes do Ramos u. 18 e ra do
Trapiche Novo a. 8.
I
ILEGVFL


tao ir tnmt
f

-
Domn
ceneros que vem ao mercado, tanto estrangeiros, como nacionaes, os quaes sero vendidos em porcoes ou a retalbo cor Drecos asi
gommodos. r r v
Manteiga ngleza especialmente escolbida Vinagre de Lisboa a 200 rs. a garrafa e
de primeira qualidade a 800 rs. a libra, 1200 a caada.
em barril se faz abatimento. Azeite doce refinado em garrafas brancas a
Manteiga franceza a mais superior do mer-1 800 rs.
cado a 560 rs. a libra, e 520 rs. em barril Azeite doce de Lisboa a 640 rs. a garrafa e
ou meio. 4,5800 a caada.
Prezuntos inglezesparafiambre.de superior Geneora de Hollanda a 500 rs. o frasco e
qualidade, chegados neste ultimo vapor,
720 rs. a libra.
Queijos flamengos cbegados neste ultimo
vapor a 20800.
Queijo prato muito fresco e novo a 640 rs.
a libra.
Castanbas muito novas a 120 rs. a libra e
e 35000 a arroba.
Cb uxin o melhor que ba neste genero,
mandado vir de conta propria a 20800
rs. a libra.
Cha byson muito superior a 20560 rs. a li-
bra ; cb byson proprio para negocio a
^ 10500 rs. a libra.
Cha preto muito superior a 20 a libra.
Biscoutos ingiezes em latas com differenles
qualiilades, como sejam crakiiel, victoria,
piquelez, soda, captain, seed, bornez e
ondas militas marcas a 10350.
Bolachinha de soda em latas grandes a 20.
Figos em caixinhas hermticamente lacra-
das, muito proprias para mimo a 10500.
Caixinhas de 4 e 8 libras de figos de coma-
dre a 10 e 25 cada orna.
Passas muito novas, chegadas neste ultimo
vapor a 50o rs. a libra e 30 um quarto ;
e em caixa se faz abatimento.
Ameixas francezas em latas de meia a 3 li-
bras a 800 rs.
50800 a frasqueira.
Caixinhas com ameixas francezas, ornadas
com ricas estampas na caixa exterior,
muiloproprias para raimo,a 1020', 10500
e 20.
Frasco de vidro com tampa do mesmo, con-
tendo meia libra de ameixas francezas, a
10200.
Marmelada imperial, dos melhores conser-
vemos de Lisboa, em latas de 1 e meia a
2 libras a 600 rs a libra.
Fructas em calda das melhores qualidades
que ha em Portugal em latas hermtica-
mente lacradas a 500 rs.
Peras seccas muito novas a 640 rs. a libra.
Nozes muito novas a 160 rs. a libra.
Amendoas de casca molle a 400 rs. a libra.
Avelas muito novas a 200 rs. a libra.
Amendoas confeitadas de diversas cores a
800 rs. a libra.
Macas e peras chegadas neste ultimo vapor,
muito perfeitas, so vista se faz o prego.
Conservas inglezas em frascos grandes a 750
rs. cada um.
Ervilhas francezas e portuguezas em latas de
1 libra a 640 rs.
Ervilhas seccas muito novas a 160 rs. a
libra.
Sardinhas de Naptes a 340 rs. o quarto e 56t'
rs. meia lata.
Latas com peixe em posta : savel, corvina,
vezugo, cherne, linguado, lagostinha,
10300 rs.
SalmSo em Jalas, preparado pela aova un
de cozinha, a 800 rs.
Macaa de tomtes em latas de 1 libra a 6(K
ris.
Chouricase paios em latas de 8 e meia libra
por 70.
Touciuho de Lisboa a 320 rs. a libra t
80600 a arroba.
Bolaxinba ngleza a 320 rs a libra e 40 >
barrica.
Sag muito novo a 240 rs. a libra. .
Cevadinha de Franca a 200 rs. a libra.
Farinha do Maranho a 120 rs. a libra.
Araruta verdadeira a 320 rs. a libra.
Cevada a 120 rs. a libra e 30 a arroba.
UNIAO MERCANTIL
RITA DACADEIA DO RECIPE X. S3.
NOVO E
G5ANDS E1Z22 DS BOLEADOS
RA DA V ADEI V DO RECIPE W. 53.
Francisco Fernandes Duarte acaba de abrir na ra da Cadeia do Reciten. 53, um grande esonido armazem de molhados dt
ado Intao Mercantil Neste grande armazem encontrar sempre o respeitavel publico um completo sortimento dos melbore*
Pede-se toda attencfio.
Champagne da marca mais superior que i Chocolate francez, o que ha de melhor neste
tem vindo aonosso mercado a I80ogigo, LJ*ei,ero'.a ^200 a libra.
garante-se a superior qualidade. i Cno'ate hespanhol a 10200 a libra.
Vinho Bordeaux das melhores qualidades Genebra de laranja em frascos grandes a 19.
que se pode desejar de 70500 a 80000 a Cerveja branca e preta das melhores marcas
caixa e 720 a 800 rs. a garrafa. que ha no mercado a 500 rs. a garrafa e
Caixas com vinho do Porto superior de 90; 5*800 a dtizia.
a 109 a duzia, e 900 a 10 a garrafa ;deste. Cognac inglez de superior qualidade a 800
genero ha grande porcao e de differentes o 10200 a garrafa.
marcas acreditadas que j se venderam Licores francezes das seguintes qualidades:
por 14 e 150 a caixa, como sejam: Duque Ani/ete de Bordeaux, Plaisir des Dames Gomma de engommar muito fina a 80rs. .
do Porto, Lagrimas do Douro, D. Luiz, e de outras muilas marcas a 10 a garrafa! libra
Camoes Madeira secco, Carcavellos, Nec- e 100 a caixa. Banha de porco refinada a 480 rs. a libra e
tar de 1833, Duque Genuino.- Marrasquino de Zara a 800 rs. a garrafa e| 400 rs. em barril pequeo.
, nn dLCoJ?,paI0rt0' F,gnerra e,ys', 2 *. 9* a.du?ia- i Charutos dos melhores fabricantes de S. Fe
/mS? e /s'a garrafa' e U' 3(5l2O IMoslan,a m8|eza em potes j preparada a' lix, em caixas inteiras ou em meias, dt
e 30oOO a caada. 400 rs. 10600, 20 e 30
Vinho branco de superior qualidade, vindo' Mostarda ingleza em p, em frascos grandes, Presuntos do reino, viudos de conta propria
ja engarrafado a 640 rs. a garrafa e a 500; a 10 cada um. I de casa particular, a 4O0 rs. a libra; intei-
rs. de barril. Sal refinado a 500 rs. o pote. ro se faz abatimento.
Acaba de receber de sua propria encommenda um grande e variado sortimento
de molhados todos primorosamente escolhidos, por isso apressa-se o propietario cm
offerecer aos seos freguezes e ao publico em geral a segiiinte tabella dos seus gneros e
resumidos precos, afianzando todo e qualquer genero vendido neste bem condecido ar-
Alpistaa 160 rs. a libra e 40800 a arroba- mazem.
Batatas muito novas em gigos com 40 libra*:
por 10500.
Cebollas a 10 o molho com mais de 100 ca-
da um.
Caf lavado de primeira qualidade a 300 rs.
a libra e 90 a arroba.
i Caf do Cear muito superior a 280 rs. a li-
bra e 80400 a arroba.
Caf do Rio, proprie para negocio, a 80.
Arroz do Maranhoa 100 rs. a libra e 20800
a arroba.
Arroz de Java a 80 rs. a libra e 29400 a
arroba.
Vellas de spermaceti a 560 rs. a libra e
540 rs. se for em caixa.
Vellas de carnauba refinada a 320 rs. o ma-
so e a 90 a arroba.
Doce de goiaba a 640 rs. o caixo.
Macarr5o, talharim e aletria a 480 rs. a li-
bra ; em caixa se faz abatimento.
Eslrellinha.pevide e arroz demassapara sopa
a 600 rs. a libra e 30 a caixa com 6 libras.
Palitos de dente lixados com flor a 200 rs.
omasso, ditos lixados sem flor a 160 rs.
o masso com 20 massinlios.
O proprietario pede a todos os senbores chefes de familia e ao publico em eral
que nao deixem passar desapercebida a seguinte tabella:
AVISO.
Neste armazem e no largo do Carmo n. 9, armazem Progressivo, reeebem-se
libras que vulgarmente correm no commercio por 80890 a 90, o proprietario em seu
armazens dar-lhee este valo sendo em pagamento, e isto para evitar confusoes em trocos,
Manteiga ingleza perfeitamente flor, a 8oo rs, rs. a duzia l.ooo rs. a garrafa, garante-se
e 10 a libra.
dem franceza a 64o rs.
sendo em barril.
a libra, e 58o rs.
que os melhores que temos tido no mer-
cado.
Ossenhore que comprarem de 1000000 para cima, tero o descont de 5 por cento, pelo prompto pagamento.
Passas em caixas de 1 arroba '/s e !A a 7,5oo,
Cha uxim a 2,7oo rs. a libra, e de 8 libras 3,6oo e l,9oo rs. a caixa, e 4oo rs. a libra
para cima a 2,6oo. garante-se serem muito novas, e graudas.
dem perola a 2,8oo rs. e de 8 libras para dem eorintuias proprias para podim a 8oo
cima a 2,7oo, rs. a libra,
dem hysson o mais superior que se pode Marmeladas dos mais afamados fabricantes de
desejar a 2,6oo e de 8 libras para cima Lisboa a 6o rs. a libra.
a 2,5oo rs. Ervilhas secas muito novas a I6o rs. a libra.
dem menos superior a 2,4oo ede 8 libras Grao debico muito novo a 16o rs. a libra.
para cima a 2,3oors. i Ervilhas francezas em latas a 6oo rs.
dem proprio para negocio a 2,3oo, de 8 li-' Potes com sal refinado a 48o rs.
bras para cima a 2,2oo. Fumo de chapa americano a 1, loo rs. a libra
dem do Rio em latas de 2, 4,6 e 8 libras fazenda especial.
cada urna a 2, 3, 3,5oo e 4,8oo rs. a lata. Presunto para fiambre ingiezes a 7oo e 8oo
dem preto o melhor que se pode desejar rs. a libra.
neste genero a 2,8oo rs. Chouricas e paios mnito novos a 64o a libra,
dem menos superior a esse que se vende Caixas de traque n. 1 a 80500 cada urna.
por, 2 e 2,4oo, a 4,8oo rs. a libra. <.., r .. ...
dem mais baixo bom para negocio a 1,5oo "??*? ?$? macai, lhanm aletria
rs a libra a"
dem miudin'ho proprio para negocio a 1,5oo C^v^deiro iuglez 8'3 W" CaM
rs a libra eooo rs. a garraia.
Queijos do 'rein chegados neste ultimo va- "**- a 7'000 rs- a duzia e 7o rs- a
por a 3,loo. garraia.
dem mais seceos vindos por navio a l,7oo. Charutos em grande quantidade e de todos os
RA DO QUEIjfllDO I. 45*
Passando o becco da Congregado segunda casa.
m
liil
tu
NO V1DADE.
Pereira Rocha & C. acabara de abrir na rua do Queimado n. 45 um armazem de molhados denominado Carim Commercial
onde o respeitavel publico encontrar sempre um completo sortimento dos melhores gneros que vem ao nosso mercado os quaes
aerao vendidos por precos muito resumidos como o respeitavel publico ver pela tabella abaixo mencionada ; garante-se o bom neso
e boa qualidade dos gneros comprados neste armazem. .
Arroz do Maranho,da India e Java a60, 80 Chouricas e paios muito novos a 800 rs. a Palitos do gaz a 20200 rs a croa
e 100 rs. a libra e 10800 a 20600 e 30 libra. Passas muito novas a 480 rs. a libra.
a arroba. Cevadinha de Franca muito superior a 220 Peras seccas muito novas a 600 rs. a libra.
Ameixas francezas em latas e em frascos a rs. a libra. Painco a 200 rs a libra
10200 e 10600 eaaf rseos grandes a Cevada a 80 rs. a libra.
20300. i Ervilhas portuguezas a 640 rs. a lata,
dem era caixinhas elegantemente enfeitadas dem seccas muito novas a 200 rs. a libra.
com ricas estampas no interior das caixas' Figos de comadre e do Douro em caixinhas
a 120000,10400, 106OOe. 20.
Amendoas com casca muito novas a 280 rs.
Polvo secco muito novo_a 400 rs. a libra.
Presuntos de Lamego em calda- de azeite e
muito novo a 640rs.
Queijos flamengos do ultimo vapor a 30100
a libra. Farinha do Maranho a 160 rs. a libra.
Alpista a 160 rs. a libra e a 40600 a arroba. Farinha de trigo a 120 rs. a libra.
Azeite doce francez muito fino em garrafas Genebra de Hollanda verdadeira marca VD
de oito libras e canastrinhas de 1 arroba a dem prato.
10800, 50500 e 280 rs. a libra. Sal refinado em frascas de vidro a 600 r.
grandes a 960 rs. a garrafa,
dem de Lisboa a 640 rs. a garrafa.
Araruta verdadeira de matarana a 320 rs. a
libra.
Avelas muito grandes e novas a 180 rs. a
libra.
Biscoutos ingiezes de diversas marcas a
10300 ris.
Bolachinhas de soda, latas grandes, a 20 rs.
a lata.
Dras inglezas muito novas a 30000 a barri-
quinha e a 200 rs. a libra.
Banha de porcor efinada a 440 rs. a libra e
e em barril a 410 rs.
Cha hysson, huchin e perola a 10600, ,
20500, 2^800 e 30000 a libra,
dem preto muito superior a 20000 a libra.
Cerveja preta e branca, das melhores marcas
que vem ao mercado, a 500 rs. a garrafa
e 50800 a duzia.
Cognac inglez fino a 900 rs. a garrafa.
Conservas a -720 rs. o frasco,
dem, s de pepino, a 720 rs.
dem, s de azeitonas, a 750 rs.
Charutos dos melhores fabricantes da Babia
e especialmente da fabrica imperial de
a 560 rs. o frasco e 60200 a frasqueira.
cada um.
Sardinhas de Nantes a 360 rs.
Sag muito alvo e novo a 260 rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra.
dem emgarrafoes de 3 e 5 gales a 50500 Tijolos de limpar facas a 140 rs.
e 70500 cada um com o garrafao. Vellas de caruaba pura a 360 rs. a libra.
Grana a 100 rs. a lata e 10100 rs. a duzia. dem stearinas muito superiores a 600 rs. a
Licores muito finos a 700 rs. a garrafa. i libra,
dem, qualidade especial e garrafas muito Figos em caixinhas ermeticamente lacradas
grandes, a 10800rs. agarrafa. j a 10600.
dem garrafas mais pequeas a 800 rs. Vinho do Porto engarrafado o melhor que
dem, garrafa forma de pera e rolha de vi-
dro, a 10000 rs., s a garrafa vale o di-
nheiro.
Manteiga ingleza perfeitamente .flor, desem-
barcada de pouco a 960 rs. a libra, e da
de segunda qualidade a 800 rs.
ha neste genero e de varias marcas, como
sejam: Velbo de 1815, Duque do Porto,
Madeira, D. Pedro, D. Luiz I, Maria Pa,
Bocage, Chamisso e outros a 800, 900 e
10000 a garrafa, e em caixa com urna du-
zia a 90000 e100000.
dem franceza muito nova a 640 rs. a libra. dem em pipa, Porto, Lisboa e Figueira a
dem de tempero a 400 rs. 480, 500 e 560 rs. a garrafa e 30, 30500
caada.
Massa de tomates em barril a 480 rs. a libra.
dem em lata a 640 rs.
Marmelada imperial dos melhores conservei-
ros de Lisboa a 600 rs. a lata.
Marrasquinho de Zara, frascos grandes, a
800 rs.
dem regular a 500 rs.
Massas finas para sopa : estrellinha, pevide,
rodiuhas e letrianhas a 600 rs. a libra e a
40 a caixinha com 12-libras.
Candido Ferreira Jorge da Costa, a 10800,l Nozes muito novas a 160 rs. a libra.
20000,20200, 20500, 20800, 30000 e Perxe em latas preparado pela primeira arte
30500 a caixa. de cozinha a 10 rs. a lata.
Caf do Rio muito superior a 280 e 320 Palitos de dentes a 160 rs. o masso.
rs. a libra e 80500 e 80800 rs. a arroba. | Palitos de deates a 120 rs.
dem londrino chegado no ultimo vapor a' dem de flor a 200 rs.
900 rs. a libra. Amendoas confeitadas a 900 rs. a libra.
Cartoes de bolrahos francezes muitono vos e. Doce de goiaba em latas o melhor possiTel a
mnito bem enfeitadas a 700 e 600|rs. J 20 e em calxSo a 640 rs
e 40 a
dem branco de Lisboa muito fino a 500 rs.
a garrafa,
dem de Bordeaux, Medoc e S. Juliena 700
e 800 rs. a garrafa, e 70000 e 70500 rs.
a duzia.
IdemMergaux eChateauluminide 1854, a 10
a garrafa,
dem moscatel a 800 rs. a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 200 rs, a garrafa e
10200 rs. a caada.
Kirsk garrafas muite grandes a 10800 re.
Alm dos gneros cima mencionados te-
mos grande porc3o de outros que deixamos
de mencionar, e que tudo ser vendido por
pecas e carnadas, tanto em porcoes como i
retamo.
Quena compra'' ** 1000000 para cima te-
r o abate de 5 por cento.
dem prato es melhores e mais frescos do
mercado a 76o rs. a libra.
dem Tondrino a 6oo rs., e sendo inteiro a
5oo rs. a libra, vende-se por este preco
pela porco que temos em ser.
Biscoitos em latas de 2 libras das seguintes
marcas : Osborne, Crakntl, Mixed, Victo-
ria, Pec-nic, Fance, Machineeoutras mui-
tas a 1,3oo e 1 4oo rs.
Polvos chegados ltimamente do Porto a 32o
rs. a libra.
dem em latas grandes a 2,ooo rs. a lata.
Balachinha de Craknel era latas de 5 libras
bruto a 4,ooo rs.
dem inglezas em barricas a mais nova do
mercado a 2,ooo rs. a barrica e 24o rs. a
libra.
Cartoes com bolas francezas proprios para
mimos ou para anjos que vo as procis-
ses a 6oo rs. cada um.
Peras seccas as mais novas do mercado a 4oo
rs. a libra.
Figos de comadre em htas de 4 e 8 libras
lacradas hermticamente a l,4oo e 2,2oo
rs. a lata.
dem em caixinhas de 8 libras a l,8oo, e
24o rs. a libra.
Nozes muito novas a 140 rs. a libra, e 4,ooo
rs. a arroba.
Amendoas confeitadas a 9oo rs. a libra,
dem de casca mole a 32o rs.
Vinhos engarrafados no Porto e Lisboa das
seguintes marcas: duque, genuino, velho
secco especial, lagrimas doces, vinho es-
pecial D. Pedro V, nctar superior de
1833, duque do Porto de 1834, vinho do
Porto, velho superior, madeira secca. Por-
to superior D. Luiz I, e outras muitas
marcas, em caixa de urna duzia a 10,000 e
9oo rs. a garrafa.
dem branco de uva pura a 64o rs. a garra-
fa e 4,ooo a caada.
dem superior a 5oo rs, a garrafa e 3,2oors.
a caada.
dem em pipa Porto, Lisboa e Figueira das
marcas mais acreditadas a 3,8oo a caada
e 5oo rs, a garrafa.
dem de marcas pouco conhecidas a 4oo rs.
a garrafa e 3,oeo rs. a caada.
Especial vinho Lavradio sem a mais pequea
composicao a 560 a garrafa e 4,000 rs. a
caada.
Pomada a 200 rs. a duzia, sevada muito no-
va a 80 rs. a libra, e 2,5oo a arroba.
Garrafoes com 4 '/a garrafas de vinho supe-
rior a 2,5oo rs. com o garrafao.
dem com 4 '/s ditas de venagre al,ooo rs.o
garrafao.
Vinagre PRR em ancoretas de 9 caadas a
15,ooo rs. com a ancoreta
dem empipa puro sem o batismo a 2oo rs.
a garrafa e l,4oo rs. a caada.
Cakas com 1 duzia da garrafas de vinho Bor-
deaux fazenda muito especial a 6,800 rs.
a caixa e 7oo rs. a garrafa.
Licores francezes e portuguezes das seguin-
tes marcas creme de violetas, gerofles, ro-
sa, absinto vespeiro, amor perfeito, amen-
dua amarga, percicot. de Turin, Botefim,
morangos, limao, caf, laranja, cidra, gin-
ja, canella, cravo, ortet pimenta a l.ooo
fabricantes mais a creditados a l,5oo,
2,ooo, 2,5oo, 3,ooo e 4,000 rs. a caixa,
os mais baixos sao dos que por ah se ven
dema 2,ooo e2,5oo rs.
Caf de preraeira qualidade a 8,000 rs. a ar-
roba e 28o rs. a libra.
dem de segunda qualidade a 8,2oo rs. a ar-
roba e 26o rs. a iibra.
Arroz do Maranho a loors. a libra, 3,ooo rs.
a arroba.
dem da India muito superior a 2,9oo rs. a
arroba, e loo rs. a libra.
dem mais baixo redondo a 2,6oo rs. a libra.
dem da India comprido a 2,4oo rs. a arro-
ba, c 80 rs. a libra.
Vellas de carnauba do Aracaty a 9,5oo rs. ar-
roba, e 3(5o rs. a libra.
dem de sebo muito dura fingindo esparmace-
te 36o rs. a libra.
dem de esparmacete a 54o rs. a libra, e era
caixa a 52e rs.
Papel o melhor que se pode desejar para os
Srs. empregados pblicos a 5,000 rs. a res-
ma, j se vendeu por 7.000 rs.
dem almaco pautado e liso a 3.000 rs. a resma.
dem de peso pautada e liso a 3,000 rs. a
resma.
dem a zul de botica ou fugueteiroa 2,2oo rs.
a resma.
dem erabrulho de 1,2oo a l,4oo rs. a resma.
Vi libra a
LOJA DO BEIJA FLOR-
lua do Qneimalo numero 63.
Cravalkkas para soahora.
Vendem-sc gravalinhasde.divcrsus (.-:> mais
moderaos a 790 e 800 rs. : na rna do Queiiuadu.
luja do beija-flor a. 63.
Fitas para debrua de vestidos.
Vendero-se fitas para debrutn de vestido de linho
com 12 varas a 400 rs. a peca : na rua do Quei-
mado, loja do beija-Oor n. 63.
Peales travessos.
Vendem-se pentes travessos de caracof na
frente de borracha a 00 rs.: na rua do Qoeima-
do, loja do beija-Oor n..63.
Papel beira dourada.
Vende-se papel beira dourada a 1J1200 e 300
dito de cor de beira dourada a 15100: naru.di<
Queimado, loja do beija-flor n. 63.
Anvelopes.
Vendem-se anvelopes de diversas qualidades
branco a 800 rs. e de cfir a 640 rs., para car-....; de
visita a 400 rs., preto a 70r?. : na loja rio beija-
flor na rua do Queimado n. 63.
VslUs de aljfar.
Tendo recebido voltas de aljfar com cruif di
pedra imitando a brilhanto vende-se a i5 cada
urna : na rua do Queimado loja do beija-flor v. G3.
Camisas de meias.
Vendem-se camisas de meias muilr> Unas <
1*200 e 15300 : na rua do Queimado, loja de bei-
ja-flor n. 63.
Enfeites de fila.
Tendo recebido enfeites de fita pretas e t)* co-
res mais modernas que se esto usando a J ada
um : na rua do Queimado, loja do beija-flor d. 63.
Fila de lia preta para drbrum.
Vende-se fita de laa preta para debrnm n a 10
varas a 900 rs. apera : na loja do i eija-l ru:
do Queimado n 63.
Filas de liabo para bordar Tejido
Vendem-se fitas de linho para bordar vfslid
ou roupinho de meninas com 40 varas a 640 .
800 rs. a pece s quem tom loja do bei flor
rua do Queimado numero 63.
Bolees de madreperola.
Vendem-se botes de madreperola mais mod 1
nos tjue tem vindo para punhos de senbor; ,. 321)
rs. o par : s quem vende por este preco na
rua do Queimado, loja do boija-flor Romero i I-
Fila de velludo para bordar vestido.
Vende-se fila de velludo preto com 10 varas. ;t
900 rs. a pega : s quem tem por este preco a
loja do beija-flor da rua do Queimado n. 63.
Fita de velludo bordada.
Vende-se fita de velludo preto bordada de di-
versos gostos e mais modernos proprio* para qaa-
resma : s quem tem a loja do beija-flor rua do
Queimado n. 63.
Franja prela.
Vende-so franja preta de diversas largaras para
enfei tar capas ou manteletes os mais uodosgps-
tos que se pode encontrar : na loja do beija-flor
rua do Queimado n. 63.
Facas e garios.
Vendem-se facas e narros de bataneo de 1 bo-
lo a S*a00 a duzia, ditos de 2 botoes' a 65400 :
aa rua do Queimado, loja do beija-flor n. 3.
Vsperas.
Vendem-se visporas muito finas a 800 rs. : na
rua do Queimado, loja do beija-flor n. 63.
Domines.
Vendem-se dminos muito finos a 15200 <
I54OO : na loja da beija-flor da rua do Queimadi,
n. 63.
sova"
FABRICA
DE
LICORES PERFUMARAS
A' rua do Amorim, 11. 12.
Por varojo c atacado.
N'este novo estabelccimento encontrarao sempru
os freguezes todas as qualidades de bebidas espiri-
tuosas, fabricadas com todas as regras darle, e
por isso livres de ser nocivas ; o que nao aconiece
com as que sao fabricadas sem methodo e pelas
receitas que os rharlataes annunriam vender, pois,
como j temos tido oerasiiio de ver, vendem lico-
res coloridos com substancias venenosas, como se-
ja o licor de rosa colorido com vermelhao ( bi-oxi-
do de chumbo) e o de amendoas colorido com una-
relio francez (bi-ehromalo de chumbo) Encontra-
rao algumas perumarias de superior qualidade 1
commodas em preco. Tudo se vender por precos
muito razoaveis, trazendo os freguezes os me os
que a todos habilitam a comprarem barato.
.tpromptam-se encommendas com brevidade e
rigorosamente bem acondicionadas, tanto para den-
tro da provincia, como para fra di lia.
Bebidas kspihiti:os.\s.
Licores de todas as qualidades em garrafas pretas.
Dito, dito, em garrafas brancas.
Genebra igual a hollandeza.
Dita de laranja superior.
Agurdente d'aniz.
Dita de hortelaa pimenta.
Dita do reino superior.
Dia de flor de laranja, recoonnendavel por ser es-
tomachica.
Dita de canella.
Alcool de 3' a 38oCartier.
Perfumaras.
Agua de Colonia commum.
Dita ambreada.
Dita almiscarada.
Dita das Nymphas.
Banha em' lalinhas de quatro oacas proprias para
as familias econmicas.
Banha para tingir de preto os cabellos, o que nao
suja os lencos branco?.
Leite virginal em garr.Hnhas, proprio para os Srs.
barbeiros e cabellereiros e uso domestico, be-
neficia a cutis e tira as manchas da pello.
Extractos variados ; banha em vasos dourados, e
extractos linos em frasquinhos ricos.
de
Ameixas francezas em latas de 1
l,2oo e8oors. a libra.
dem em frascos de 3 libras a 2,5oo rs., s o
frasco valle l,ooo rs. tambem temos em
frascos para l,4oo rs.
Conservas inglezas a Too rs. o frasco.
Molhos ingiezes a 800 e l.ooo rs. o frasco.
Mostarda preparada em potes muito nova a
2oo rs.
Botica
e armazem
drogas
Rua do Cabug u. II.
DE
Joaqnim Martinho da Cruz Correia.
Vende-se o seguinte :
Salsa parrilla de Bristol.
I'astiIhas assucaradas de Kemp.
Pastilhas vermfugas de Kemp.
Elixir de citro lactato de ferro do Dr. Thermes.
Bob do Lafecteur.
Xarope depurativo d'odoreto de ferro de Guy.
Xarope peitoral sedativo de Guy.
Latas com 2 a 4 libras de caj secco o mais
bem arranjado possivel a l,8oo e 2,8oo!Pastfharperae^ Guy.
rs. a lata. 1 Pilulas da vida.
Serveja Bon. Tenente verdadeira a 6,800 ri. ISEUPKS?"0 (mesclad) pa magtms.
a duzia.
dem de outras marcas preta e branca a 5,5oo
e 6,000 rs. a duzia inteiras.
Vassouras de piassava com 2 arcos de ferro
vindas do Porto a 32o rs.
I Injeccao Brow.
Xarope de citrato de ferro de Chable.
Pilulas contra sesees.
Salsa parrilha de Sands.
Extracto finido de salsa parrilha de Bailys.
Xarope alcoollco de vellame.
Alm destas drogas ha constantemente um com-
Cebollas miuto novas a 800rs. O molho e 5oo pelo sortimento de tintas, verniz, ouro para don-
rar, preparados rhimicos e pharmaceuticos que se
vendem por commodos precos.
rs. o cento.
Chocolate portoguez hespanhol e francez de
800 a l,ooo rs. a libra.
Genebra de Hollonda em frasqueiras a 6,000
e 56o rs. o frasco,
dem em botijas a 4oo rs.
Yende-se
a loja de calcados da roa da Cruz n. 41, sendo
esta bem afreguezada e em bom local : a tratar
, na mesma loja com o proprio dono pdls este tem
dem em garrafoes de 14 garrafas a 5,200 rs.: de retirar-se a tratar de sua sadde.__________
Palitos do gaz a 2,200 rs. a groza e 2o rs. a \ Vende-se no armazem da rua do Trapie&e
,",-3 d. 48, de Monhard 4 C, vinho superior de Bor-
., ,' ,. 'deaux chegado ltimamente.
dem de dentes luades em macos grandes uc "*______________________________
com 2o rs. O macinhos a 12o rs. O masso.! Vendem-se sepos para acougue, para ferre-
Corainhos rauito novos a32ors. a libra e; g ~j -J- i.l.co do B,spo, pr.me.ro ,i-
Cal de Lisboa e potassa da
Rsala.
Veade-se na roa, da Cadeia do Recife n. 26, para
onde se radon o amigo e acreditado deposito da
mesma rua n. 12, ambos os gneros sao novos
legtimos, e se vendem a preco mais barato do que
ara tqualqueriperte.
lo.ooo a arroba.
Sag muito nova a 24o rs. a libra.
Cevadinha de Franca a 18o rs. a libra.
Milho alpista a 14o rs. a libra e 4,5oo rs. a
arroba.
Gomma a 2oo rs. a libra e 2,4oo a arroba.
Peixes em latas al,000 rs. a lata'j prompto
p -p J r I Acha-se fagido o escravo de nome Faustino, de
.1 ujmer-se. ^^e 40 ann0S) p0uco mais ou menos, cor fula, al-
Farelio de Lisboa marca N. e Btat saceos, ura regular, grosso do corpo, bem espadado, bar-
grandes a 4,000 rs. bado, e j com alguns cbenos brancos na barba,
____________________________________ bracos e peraas grossas e bastante cabelludas, ten-
" do as pernas arqueadas, porm nao muito, costu-
1 ma andar cm sambas, e as vezes embriaga-so bas-
tante por gostar mnito de beber : portanto roga-
ESCRAYOS FU6ID0S.
ATTENCiO
Terreno.
Veade-se um terreno com 30 palmos de frente e,
115 de fundo, sito na rua da Eperanca : a tratar se ** autoridades policraes desta e das provincias
na roa Direita n. 106. | limitropbes, que o facam apprebender e leva-lo a
sea senbor o major Antonio da Silva Gusmao, aa
Vendem-se arcos de pao para uso de pipas roa Imperial, assim cerno roga-se aos capules de
ltimamente ehegados do Porto : a tratar na ma campo a apprehensao do dito escravo, que serac
da Senzala Nova n. 4. bem gratificados.
*


Dlarl* e
ftnarta felra f de Jnk e 1 S4
LITTERAIRA.
CHROMCA THIATRAL.
O -clotlqueiro.
Oovinios annunciar o Pelotiqueiro, e suspiramos
cutio por v-lo era scena, afim de julgarmos se a
..ornposigio e o enredo se approximavam rnais ou
m.-aos da idea anlecipada quo scu respeito ra-
ziamos.
Quando um drama, pela cxquisitice de seu titu-
lo ou renome de seu autor, nos occupa bem seria-
ra -nte a atlenro, de certo nunca se nos satisfaz o
de OJO immoderado de conhece-lo, senio quando
apreciamos o seu desempenho.
Fol justamente o que nos aconteceu.
Finalmeoto chegou o dia de vormos preenchi-
da a nossa ambigao, e cora quanlo pretendesse a
DOtite fiustar-nos o intento, cora tanto chover, isso
uo obstante, linbamos proposito feito, deviamo s
realisa-lo ; encaminhamo-nos para l, e afinal che-
gamos a apreciar o deseinpcnho dessa feliz concep-
to dramtica.
O.primeiro acto deste drama, que serviu de pro-
logo, aununciava que, pnmeira vista, nao podia
.ipproximar-se e muito menos satisfazer a expecta-
;iva publica.
Se devemos respeito e admiracao ao seu autor,
palo seu grande engenho, atienta a sublimidade e
coordenagio dos facise circumstancias nessa peca
Je talento, essa obrigagao com ludo nao nos pri-
var que digamos que, se au fosse o primeiro acto
una necessidade para o desenvolvimenlo do enre-
do do drama, certo seria elle antes a conclusio de
urna amiga tragedia, que lauto sabe desagradar, do
quo o comeco de urna pega, que tanto soube capli-
var o espirito, e encher o coragio, como sejao Pe-
lotiqueiro.
Esse primeiro acto, o conde de Varennes, que
.mora a morte de sua lilhinha infante, e a loucura
de ;ua consorte; a restitugio da razio esta
pelo apparecimento do conde, quo ella suppunha
morto na balalha ; finalmente o passamento de
Joanna Vidal, era casa de Remigio, Joanna cuja fi-
lil o conde de Varennes aprese ata sua esposa
em lugar de sua lilha que Ihes havia morndo.
Nesse aclo o Sr. Thoraaz desempenhou seu pa
pe tio soberbamente, e cora tanta pericia, quanto
fftra possivel desejar-se. Os tormentos de ura pae,
que chora a Glha, seus primeiros amores, as tortu-
ras do esposo, que se estorce nos estyletes da dor,
produzida pela loucura da osposa, em sua ausen-
cia, e a salisfagio de cnconlra-la com a razao res-
umida, par do desprazer de apresenlar-lhe como
sua a fillia alheia, ludo, ludo se pintava com as co-
res mais vivas e auimadas no semblante do Sr.
Tiiomaz.
Seus gestos acompanbavara sempre com a maior
naturalidade e elegancia todas as suas eraocoes.
Paneta que as lagrimas innundavam-lhe os ollios,
partidas do coracao, ao examinar elle os despojos
da sua pobre lilha. O Sr. Tliomaz brilhou, confes-
samo-lc de coracao I
O Sr. Pinto, no seu papel de Remigio, nao podia
desempenha-lo com maior naturalidade. Rustico,
elle manifestava a ingenuidade de seu coracao,
creado sob as Influencias de urna pura alhmosphe-
ra; a maneira franca c presiimosa com que elle se
apresenlava para soccorrer infeliz Joanna Vidal,
que ja agonisava no leito da morte, e ao raesmo
lempo cuidar da filha desta, que j Ihc nao podia
prestar os scus cariuhos matarnos; tudo isso dei-
xou-nos bastante penhorados, para podermos dar
nossos parabens ao Sr. Pinto.
Quanto ao Sr. Porto, podemos dizer com toda a
franqueza, que naquelle genero nao se pode encon-
trar inelhor desempenho. 'orno doutor, medico e
inleressado na sorle do conde de Varennes, elle
souuc-se haver cora a prudencia, resignaeio e sen-
timento, que em taes circumstancias deixaram en-
Vcver muila naturalidade I...
Fallemos agora da Sra. D. Mara Pontos, no seu
papel de condessa de Varennes.
Louca, ella era a muliicr que sonhava com o fu-
mo das batalhas, em meio do qual ouvi ella anda
os ltimos gemidos do marido que expirava ; lou-
ca, ella era a ine extremosa, que sentia alada pal-
pitarem-lbc no coragio as saudades gemedras da
lilha que morrra Ihe crcanca ; louca, ella era He-
lena, que reconhecia como sua a filha de Joanna,
e ao mesmo tempo recuava diar.te desse engao,
porque os sentimenlos maternos nao pdem se en-
gaar.
Se nesses trances em que se estorcia o coracao
materno, a Sra. D. Mara Pontes soube mostrar tan-
ta naturalidade as contorcoes do seu rosto, no des-
vairar infrenne das ideas, na inquietaran subiado
espirito, que traduzia no doudejar dos olhos, nao
menos naturalidade, pericia e elegancia juntou ao
seu talento a Sra. D. Maria Pontos no derramar em
jubilo o coracao ao abragar o esposo, por cuja sup-
posto morte vagava em trevas o seu espirito.
Foi um bello desempenho ; e o esmero e cuida-
do com que tomou a si o cumprimeutode seu man-
dato, devem inspirar bastante o desejo de que a
apreciemos sempre.
jota, pensando em Luciano, seus amore?,e aa con-1 Desdonros f bradou elladesdouros, por
dessa sua mi; Ral trahindo Joanna, occul-, que?! Por amar um hornera plebeu e honrado ?
taodo as cartas que ella dirige 4 condessa; e pro- Um bomem, que me tera tio para no coracao co-
curando trahir Beaujolais, aflm de poderse apo- mo na consciencia?...
derar de Joanna finalmente Beaujolais que se j No disse u)> SrL D A^.nini .^hou
reconhece o verdadeiro pae de Joanna, pela Mure Sjlvera com umsorriso dede,cada bmM
de urna caria que sua muluer deixara ao morrer *T man. U"'""*HK'' H
, ____. a aiiucinada menina poz logo a conta de eioressao
para ser abena por Joanna, quando estivesse para _.. n ^ *v, ,
* sardnica.Desdonros digo eu que o sao as falsas
apreciacoes da sociedade; o modo como fisto
Oqumto finalmente Ral d'Arraant.eres que um CODdemnado sera amigos que o salven nenio
sorprende a Beaujolais, as soledades que habita- onro qae resgata a iCnten(3 dos maioreg de|clos.
vaeoforga i entregar-lhe Joanna ou a ir preso ; rjesdouro de amar um hornero plebeu!~ No me
v o conde de Varennes que inesperadamente sor-' faltara va|or para |he dizer que o era, se o pie-
O conselho sao tres palavras : Obedeca a seu, Minha fllha ha de ser muito desgranada, ain- M hornera til a si e a sociedade. Vamos, pois,
da mesmo que o homem, qne m'a roubou, vooha gr. j0 a pensar no modo de sahirmos deste's apu-
a ser seu marido, e a felieldade mentirosa Ihes de" ns >stes sujos becos estrada real, limpa e hon-
a ephemora embriagues do crine satisfeilo. Eu'^da. Est Vmc. poristo, Sr. Joao?
morrerei, sera a ter visto no ultimo degru da ni-1 q pres0 respondeu :
V. S. vivera para lembrar-se das der-
cia.
pae ; escreva-lhe constrangida se o nio pode fa-
zer espontneamente ; arranque-lhe o perdi de
Joio Chrysostono; deixe-o ir morrer ao Brasil, se
entend que inevitavel a norte delle no Brasil:
antes a morte l, que a vida n'um carcere, tres
airaos de exclusao da sociedade, ao fin dos quaes
naoter amigos, se tiver vida, vida que depois Ihe
ha de ir sempre de rojo por entre os homens, ad"
miradores da coragem, mas despresadores dos que
a tiveramonde maior prova de nobreza dealma
o suecumbir. Se Joio Chrysostomo morrer na ca-
deia, o mundo dir : afinal o honrado mogo ca-
prpude a Ral, que frga a Beaujolais ;. noal- beismo tosse'a e7plicacio "de algom rocedine'nto niu sob Pes0 da sua aDUslia 5 M elle resislir
mente a quebra do orgulho de Ral pela apresen- v| | gra. D. Albertina, se ha desgraca sem des- aos lres annos de Pris5. esahir livre de rosto er-
tacao do val de 40 mil francos, que elle assignra honra, desgraga que todo homem de bem acceita-
Beaujolais. (ra das mios da falsa justiga, a de Joio Chrysos-
0 Sr Thomaz no correr do drama nem por de- tono. Por isso mesmo que en, se podesse, conv
mais bem soube desmerecer o brilho e elegancia vencera a senhora, que anda pode orgulhar-se
com que j no primeiro se havia apresentado no ua pureza de sua consciencia, a parar quem dos
desempenho do seu papel de conde de Varennes. limites da dignidade para si, e da dignidade para
O Sr. Lisboa trabalhoo perfeitamente. Era o preso. A posigio de ambos, at aqu, foi urna
um coragan que lutava cora o amor e com a ambi-; 'uta nobre: a paixao justifica-os, porque sahirara
gio ; era o primo que oslentava favores e servigos 'encidos; mas sera mancha da luta. Porm, de
em auxilio do casamento de Luciano com Joanna,, nJe avante, o seu padecimento um herosmo,
e que procurava com todas as forgas embaracar que a sociedade reprova. As lagrimas de ambos
esse consorcio, afim de que Joanna podesse ser so- commovem menos que as tribulages por que est
mente delle ; era o sobrinho que sabia-se portar passando seu pae, minha senhora. O velho chora,
com todo o indiferentismo diante de seu to. o con- e o mundo respeita muito a dr do homem que
de de Varennes, mas que experimenta no coragio, diz : lima fllha que en araava at ao extremo,
o desespero.
Como o Sr. Thomaz, o Sr. Lisboa soube tambem
altrahir a attengao dos circunstantes, pela manei-
ra porque se soube portar com esmero e natural-
da Je no desempenho de sea papel.
A Sr." D. A. Marquelou, no seu papel de Joanna com. nm sorriso de colrico motejo.
Vfdal, e ao mesmo tempo Helena de Varennes, sou-, hendo...
be trabalhar bellissimaraente, como do seu eos- j Que sabe, minha senhora 1 1 perguntou An-
turae, e como ella a Sr." U. Maria Pontes no demais Ionio da Sil veira, magoado da desconfianza quo
arrancou-seme dos Dragos, e foi pedir as leis que
esmagassem os direilos que eu traba ao seu amor
e obediencia. Eu pensoi vinte annos na sua feli-
cidade, e ella...
Bem sei I bem sei I interrompeu Albertina
Compre-
desempenho do seu papel.
Quanto ao Sr. Germano nao encontramos expres-
sdes cora que possaraos traduzir a grandeza de seu
talento, no desempenho do papel j de Francisco
Beaujolais, j de Vidal.
Era iuteressante e soube agradar sobremaneira
o aperfeigoaraento cora que o Sr. Germano, como
Beaujolais, sabia attralur em praga publica, a at-
tengao do povo com as suas peludeas.
Era tambem interessante e sabia captivar a na-
turalidade cora que elle, mediante dinheiro, sup-
punha salva a sua consciencia, arrogando-se a pa-
ternidade de Joanna Vidal, afim de que Ral d'Ar-
mantires, que o havia comprado, no perdesse na
heranga de seu to o conde de Varennes, em con-
sequencia do casamento de Joanna com Luciano
de Merens.
sbitamente Ihe feria a nobre alma.
Meu pae pensava em me dar urna felicidade,
qae nio podia ser senio desventura para mim c
para V. S., respondeu ella.
A que vem o meu nome neste conflicto ? re-
plicn o mogo. Sr.* D. Albertina, por quem nao
rae faga to cedo arrepender de entrar n'um nego-
cio de familia, tao de vontade quanto um seu ir-
mao poderla faze-lo, minha senhora. Pois cn-
vel que a menina me julgue tao vil, qae ea venha
aqu hypocrilamente desatar uns vnculos que eu
tenho na conta de indissoluveis ? Eatio, impra-
ticavel nenhura accordo entre nos : a m f, cora
que me est ouvindo, infama todos os meus argu-
mentos, ou pelo menos inutilisa-os.
Pois que hei de eu suppor ? tornou Alber-
Era tambem interessanle, e do urna naluralidade lina- Hei de eu consentir, que um infeliz, preso
e perfeigao admiraveis, a maneira porque elle que- Pr araor de mim> seJa P05t0 em liberdade, com a
rendo conduzir Jeanna, lutava com a idea dos 40 condicao deir morrer ao Brasil d'onde veiu, por-
nul francos, promettidos por d'Armantires, e as que no poda l viver ?... Cuida V. S. quo elle
caricias de Joanna, a franqueza e docldade da con- aceitara a liberdade com tal condigao ?
dessa e do conde de Varennes. Aceitara.
Era finalmente interessante, e soube arrebatar Como ? Ja saDe ? vo|veu Albertina preci-
todos de enlhusiasmo, a maneira inexplicavel por piladamente. E' elle que a pede ?
que, reconhecendo-se elle verdadeiro pae de Joan-
na, reconheceu-se outro homem, e collocou-se dian-
No, minha senhora, fui eu que Ihe lembrei
a conveniencia de tal passo. Joio Chrysostomo
te della, como o mais vigilante atalaia de sua fel-! respondeu quo aria o que a Sr." D. Albertina qui-
cidade. | sesse.
O Sr. Germano brilhou como se nao pode des-; EsU,r4 e||e cansad0 de soffrer ? redarguiu
crever, e s diante de um lio magnifico quio so- eua com azedume.
berbo espectculo, se poder fazer juizo respeito NIo m-0 d|iSe> nem |evemerUe m-0 deu a
do drama e dos actores. I perceber ; mas possivel que esteja descontente
OSr. Teixera, cuja presenca em scena nunca da saa ^^ respondea Silveira.
cessa de nos agradar, e que tanto tem sabido pren- E a minna aforlunada |
der a attengao popular, e encher de jubilo o cora- E3|amos n0 principio do D0SS0 dialog0) mi.
gao dos que o apreciara, tendo sido soberbamente nna senhora A sorte fc ambos desgracadissi-
applaudido, como costuma ser, no Medico pao, ma CUrapria remedia-la com aesperanga; por
onde mostrou o mais subido talento para odesem- mm% U(n go^imenio que nao offerecenenhuma.
penho de papis que Ihe sao particulares, ainda no E a morte uma esperanga ?
Pelotiqueiro mostrou a pericia, naturalidade e ele- E. sinii mjnha senhora> quando se morre
ganda cora que se sabe haver sempre em seus Com uma consciencia tranquilla.
Pal,eis- E'oque rao c dizera as freirs... tornou
Saltanuvens o criado que pretende imitar seu Albertina'' sorrindo.
amo era peloticas, e que as v sempre frustradas, ge M fferas ', diem ^sim> n5o s5o isl0
e oSr. Texcira representa com tanta graga palavras que devam ser motejadas, minha senho-
essas imitagoes, ostentanto uma admiragio lio
ualural quando as ve burladas, que nio podemos
deixar de dar de abundancia de coragio nossos pa-
rabens ao Sr. Teixera.
ra ; porm, falla V. Exc. na morte, como se o
morrer fosse cousa muito fcil, quando as doengas
sio do espirito...
Albertina fez um gesto de enfado e cansago. An-
0 Sr. Victorino, no seu papel de Luciano de Me- tonio da Silveira, com tamanha alma e paciencia,
rens, representou satisfactoriamente ; assim como sentiu ueste momento o fastio que nos causam os
os demais que tomaram parte no drama.
Duas palavras sobre a Viuva das Camelias.
Tiveraos occasiao do aprecia-la, sendo feita a em aegao de despedir-so, fallou assim
despropsitos, ainda mesmo quaudo a compaixio
nos pede a favor do animo conturbado. J em pe,
parte do Dr. Coqueron pelo Sr. Lisbea, apreciamos
agora feita essa parte pelo Sr. Frcitas. Collocados
ambos diante desse papel, parece que o Sr. Lisboa
satisfaz mais a expectativa publica pelo seu desem-
barago e gesticulago, que muito devera concorrer
e sabem interessar em papis dessa ordem ; porm
apreciados devidamente, entendemos que o Sr. Lis-
boa em nada excede ao Sr. Freitas, devendo-se at-
jender que anda se deve achar este tomado de cer-
to acanharaento pela pouca familiaridade com o
nosso publico.
Notamos apenas que o Sr. Freitas falla mais bai-
xo ; mas nem por isso essa falta, que Ihe extra-
nha, e toda extranha sua vontade, pode influen
Minha senhora, o homem proprio para este
lugar, e com esta missao, devia de ter cabellos
brances, nome autorisado, e palavras mais tocan-
tes. Eu vim aqui, forte de uma rectidao de inten-
' goes, que se nio preoecuparara a considerar o que
I a Sr." D. Albertina julgaria de mim. Aqui me con-
fesso, minha senhora. Est Deus entre nos: se
; eu minto, permita elle que V. Exc. veja em cada
expressio de minha bocea um refalsameuto do co-
ragio. Araei-a com todo o peito, e hemquerenga
que se pode. Fui V. Exc. a primeira mulher que
os olhos de minha alma viram. Levei-a era espi-
rito s suaves solidoes da aldea onde nasci, e ima-
fiinei quadros de uma felicidade to ingenua, e
Agora, emfim, a Sra. D. Marquelou.
Se no primeiro acto do Pelotiqueiro nio pode a
Sra. D. Marquelou derramar em scena, com a pro-
fuso que a tem sabido destinguir o elegante e o
bello do desempenho do seu papel, porque longe
de agradar, muito ao contrario enterneca e des-
pertava tristeza ao coragio, com tudo ainda assim
a Sr. Marquelou ostentou com vantagem, talento e
pcrfeicao, par da naturalidade e pericia com que
ella apresenlava os symptomas distinctvos de uma
verdadeira phthysica, se bem que nioseja isto toda
justiga que se pode fazer ao talento da Sra. D. Mar-
quelou.
Em verdade, quanto ao primeiro acto, o que
podemos dizer respeito da grandeza do drama, e
da pericia dos actores no desempenho de seus
papis.
Do segundo acto por diante o drama novo.
Este acto Ral d'Arraantires confessando em
praga publica Adlmar, e Seligny seus amores por
Helena, entr'ora filha de Joanna Vidal, e hoje sup-
posta filha da condessa Varennes ; Francisco
Beaugolais, a Ier na mesma praga as buenadichas
por meio de cartas, e por ellas descobrindo os amo-
res de Ral, e todo trama infernal que elle conce-
be para poder casar-se com Joanna Vidal, promet-
tida em casamento Luciano Merens, sobrinho do
conde de Varennes; finalmente Ral d'Arraanti-
res comprando a consciencia de Francisco Beau-
jolais para se apresentar diante do conde de Varen-
nes como Vidal, pae de Joanna, que o conde tinba
adoptado como sua filha, afim de que podesse
frustrar o casamento de Joanna com Luciano de
Merens.
O lerceiro acto Francisco Beaujolais, que se
aprsenla ao conde de Varennes, manido de docu-
mentos, para que este Ibe entregue sua filha ; o
conde de Varenne confessando condessa sua es-
posa, que Helena nio sua filha, porm sim de
Francisco Beaujolais, que se aprsenla coro o no-
me de Vidal, emfim, a retirada de Joanna com
Boanjolais, depois de haver esta promettido flear
morando com o conde de Varennes.
O quarto acto 6 Joanna Vidal, em casa de Bau-
ciar para deslustrar o talento e facilidade cora que aben?oave, em Deus, que cheguei a crer na impos-
sabe jogar com o seu papel, assim como nao pode siDilidade de renascer para mim um amor seme-
de maneira alguma diminuir o conhecimento que |nanle
tem da scena o Sr. Freitas. Ejlej que via 0 meu Uico ggniifo e viver, quan-
Tarabem lisongero o modo porque no papel do me cumpria guardar a vida das balas, est bo-
da viuva se sabe haver a Sr.1 D. Maria- Pontes ; as- je morto, s mios da honra. Se elle sobrevvesse
sim como nio desempenha mal o scu papel, e o faz a esperanga, de certo nio eslava eu aqui. E' na-
com muita ingenuidade e graga a menina que Ihe tural, que eu Ihe fugisse para esquece-la...
odia-la, porque o mea odio seria um vilissimo
seotimento. Do que eu de todo era todo, minha
senhora, me julgo incapaz de vir sellicitar, por
cavilosas artes, o seu coragio. Se o absurdo da
alma humana fizesse a maravilha de propender ho-
je o espirito de V. Exc. para mim, aqu Ihe dou
i minha fe e palavra que o regeilaria, nio por so-
A 111.11% DO DOI'TOR MECRO berba) mas por decoro de mnna consciencia, de
serve de criada.
Se bem que seja fcil e de nenhuma cirenmstan-
cia o enredo dessa comedia, todava a simplicidade
do seu jogo sabe bastante agradar.
C. S.
Romance original de Canillo Castillo Bruce.
IV
(Continuagao.)
baixo da qual farei que expirem abafadas as pai-
xoes, que quizerem triumphar della. Contino a
confessar-rae, Sr." D. Albertina, que o seu sorriso
de incredulidade nao me enleia, era me desper-
Na minha alma nasceram junios dous sentimen-
los : o da amisade e o do amor. Ficou o primei-
ro, que era o mais desinteressado, o que mais de
sua vida propria se nutria. Pens que o amor,
sem a estima, se converte em odio, quando o ciu-
me o degenera.
Immudeceu o moco por algum tempo, o bastan- m#|f do cjnvencjmento de uma virtude.
te para ella ajuizar do diplomata o mais acerba-
mente que podia ser. Entrou-lhe no animo a sus-
peita, convertida logo em evidencia, de que elle,
ferido todo da sempgio com que vira encontradas
as suas tentativas amorosas, guardara o despeito
no escuro da alma vingativa. Aberta a occasiao
para o desforgo, tramarla elle, segundo a ruira es-
perteza de Albertina, matar a possibilidade de lor- a estima sent com grandissima angustia o per-
narem a vr-se os dous amantes. Sera tal estimu- dimenlo do araor, mas subsiste e permanece. A
lo, por que andara Antonio da Silveira da casa mulher amada perdeuse : ficou a irmia. O cora-
do doutor para a cadea, e da cadeia para o coa- gio que eu amara nio podia ser meu ? erabora :
vento? De mais a mais, pensava ella comsigo, a' fique-me o espirito da mulher, que precisa de uma
coragem e affouleza com que eu Ihe respond, per- voz amiga, de um braco affecluoso para descami-
lurbou-o de tal modo, que nao tove mais que me nba-la do miu alallio, por onde ella quiz ir ao en-
dissesse! Tem vergonha de ser lio de prompto oontro da boa fortuna, que soraenle vera para nos
surprehendido nos seus ignobeis clculos.
Acabava ella de formar esta serie de ioducgSes
at certo ponto naturaes de um espirito desvaria-
do, quando o alferes, tirando pelo animo da dor
que o aturvava, redarga :
A morte poaco minha senhora, quando,
vida cortada de desgragas e desdouros...
Uesdouros I m palavra em lio m occasiao I
Era confirmar a suspeita, se Albertina carecesse
disso.
por estrada cha e desassombrada. E' o que eu
quiz ser para a Sr." D. Albertina : a vinginga,
que eu quiz tirar da sua lealdade ao hornera que
Ihe dorainava o coragio. Ser isto amor, e nio
amisade? Eslare eu cobrindo cora um vu dia-
phano a alma para qae V. Exc. ra'a veja, ou sima
curiosidade de v la t Por minha honra, Ihe asse-
vero que nao. Dito isto, tempo de concluir com
nm conselho. Cumpria dar torga admoestagio,
rasgando era boceados a cortina cora que V. Exc.
cuidara esconder-se a mais ridicula o baixa astu-
guido com ares de victorioso, o mundo dir : se
elle tivesse vergonha, linha morrido na cadeia. >
De maneira, que o herosmo de duas pessoas que
se amara, na siluacao de V. Exc. e do condemna-
do, uma pertinacia douda, que perde no contras-,
teda opiniao publica o seu fino quilate moral, e
corre com o nome de desatino, quando se no cha-
ma desmoralisagao ou despejo. Pego, por nltimo,
i V. Exc. perdi da prolixidade destas razoes, e
recebo as suas orden s.
Albertina, que j lambem se havia erguido, fez
uma silenciosa mesura de cabera.
Antonio da Silveira, violentando-se, tornou :
Nio tem que me diga, minha senhora ?
Quasi nada, respondeu Alberliua, V. S. fal-
lou-me ahi muilo em mundo, e sociedade e opi-
niao publica. Eu nao devo nada ao mundo. Es-
to u desragada bastante para que a sociedade se
lembre de mim. Eu nio desisto de ser esposa de
Joio Chrysostomo. Jureio-o a Deus...
A Deus I atalhou Silveira, Deus nao aceita
juramentos taes, nem impo responsabilidade a
quem os jura.
Assim ser : jurei-o a mira propria. Sahirei
d'aquiinorta, se nao posso ser esposado desgra-
gado, que o mundo ha de despresar. Elle nio tem
mais ninguera no mundo : sou eu quem o ampa-
ra; e a nos ambos, tao desamparados, quem nos
sustenta a esperanga, e o tempo.'
No entanto, voltou Antonio da Silveira, se a
Sr.* D Albertina mudar alguma vez de sentimen-
los, iembre-se de mira, que eu re onde as suas
ordens me mandarem. D'aqui volto minha al-
dea com alguns mezes de licenga ; c provavelmen-
le l licarei, se conseguir a minha desligagao do
exercito.
Albertina embebeu as lagrimas no lengo, e mur-
murou solagando :
Parece-me que nos nao veremos mais...
Silveira deteve-se a responder, abalado pelas la-
grimas inesperadas. Quando ia a balbucar res-
posta, Albelina sahiu da grade.
Parece que o mal comprehensivel mogo anda
tinha recanto de coragio em que as lagrimas de
Albertina cahiram !
Esta observagio fiz eu ao velho Antonio da Sil-
veira, e elle respondeu-rae :
Se tinha recanlo de coragao 1... Nao tinha...
O coragio inteiro eslava cheio das minhas la-
grimas.
Quera dizer o mesmo, em quanto a mim, e ao
que pens da linguagem figurativa dos que amara.
V
Antonio da Silveira procurou o Dr. Negro, e dis-
se-lhe :
A Sra D. Albertina um coragio extraordi-
nario : espera triumphar pela morte, e contra Ca-
tas victorias nao ha forgas humanas.
Pois morrer 1 disse o doutor, batendo com
ambos os punhos sobre a sonora capa de um Di-
gesto.
E nio seria melhor que ella vivesse, meu
bom amigo?tornou Silveira.Eu acho duro de
mais o seu rancor I
E eu acho incivil de mais a sua reprimenda,
Sr. Silveira bradou Francisco Simoes assa-
nhado.
Pega perdi : excedi-rae; desculpe-m'o
tristeza cora que sahi da grade do convento.
E no o entristece a minha desgraga, a mi-
nha vergonha, o perdimento da minha intelligen-
cia, a pobreza imminente, a morte prxima ? Nio
v que eu deixo ah uma viuva despresada dos
seus prenles, porque rnioha mulher, e uma...
uma filha amaldigoada, sem proteegilo de nnguem,
repellida talvez desse mesmo villio, que ah est
preso ? Islo no o compadece, Sr. Silveira ?
Compunge-me devrasrespondeu o mogo,
com os olhos afogados em lagrimas.E, na inten-
gio de salvar-se a vida preciosa de V. S., que
eu...
Me aconselhava a dar minha filha ao misera-
vel... atalhou concentrado iradamente o doutor.
Aconselhar, nio ouso tanto. ..Pedia-o em
nome da sua Ulna querida e nica; ella que de
joelhos lh'o est rogando...
E' falso!-bradou elle falso! Essa mu-
lher no ajoelha, nem supplica. E' a mais sober-
ba malvadez que eu tenho visto Depois que vol-
tou para casa, encerrou-se no seu quarto, e cinco
dias aquellos denles cerrados nio receberam ali-
mento, nem deixaram sabir uma nica palavra em
resposta aos meus queixumes, quo terminavara
em rogos. Desistu da ideia do morrer fume,
quando se resolveu a despenhar-se em mais negra
voragem de opprobrio Quando a fiz capturar as
escadas da rlagio, sabe o Sr. o que ella disse aos
raeirinhos ? Ouga isto : Se me levam a casa, bao
de entrar cora um cadver presenga de meu
pae Fui avisado e tive de po-la a carainho im-
mediatamente para Braga, e mandar adiante pre-
parar-lhe uma celia no convento. Nunca me es-
creveu i apenas responde s cartas da me n'uns
termos to seceos e altaneiros que parece cscrever
d'entre as regalas de uma opulencia sobranceira
baixeza de sua familia Como vem V. S. dizer-
me que minha fllha me pede de joelhos ?. ..O Sr.
Silveira tem o sestro de ser inexacto, porque ex-
tremamente piedoso!.. .Urna hora, condemna-se
para a salvar; outra hora.. .E' um bom mogo, Sr.
Silveira!.. o senhor ura coragio admiravel 1
disse affectuosamente o doutor, apertando-lhe a
mi.Meu amigo, est innocente de mais para li-
dar com este mundo. Fuja destas ulceras. V
para a sua aldeia, e esquega-se de que sahiu de l.
Guarde esse optjmo thesouro para uma mulher,
que Ihe ha de l ir ter guiada pela mo do seu ao-
jo hora. Se tiver filhas, nao,passe cora ellas os li-
mites da sua pequea rea. Nio Ihes diga mesmo
que conheceu uma desgranada desobediente a seu
pae. Nio as eduque. Ignorancia, que a virtu-
de ; estupidez, que a felicidade.Trovas, trovas meu
amigo; que toda a luz de entendimento uma fals-
ea do inferno. A perversidade nasceu com a scien-
cia da primeira mulher. Acreditemos a biblia,
que esta verdade uma grande verdade, porque
atroz, porque a historia, porque o exomplo de
todos os dias, a serpenle hedionda, que envolve
todos os seclos com as suas roscas, e revessa gol-
phos de peconha no seio de cada familia, onde ap-
parece ama mulher mais allumiada que o vulgo.
Quiz Antonio da Silveira induzir deste arrazoa-
do uns longes de turvamento intellectual. Nao
contrariou a torrente, que rebentava do peito ar-
quejante do velho. Deixou-o declamar longo tem-
po phrases desatadas e assim mesmo eloqnentes.
O final da expansiva declamagao fechou nestas pa-
lavras :
zena; mas
radeiras palavras proferidas pelo velho, qae chora
em sas mios.
Antonio da Silveira, antes de sahir do Porto
para Ti az-os-montes, foi cadeia: era a ultima
tentativa.
Cnntou a Joio Chrysostomo o que devia contar,
tendo em vista movlo a ser elle quem propria-
mente desvanecesse Albertina de esperangas irrea-
lisaveis. O preso escutou-o, sem interromp-lo, e
disse socegadaraente :
Se rae eu visse a bracos cora a temario de
dizer Sra. D. Albertina qne me deixasse ser fe-
liz, lastunar-me-ia de ter bastantes crengas religio-
sas para nao tentar contra a sua vida ; mas, com
todo o fervor da oragio de um desgragado, em
risco de ser infame, pedira a Deus que me matas-
se. E' o que posso responder a V. S., agradecen
do-lhe infinitamente o zlo e candado com que tem
procurado melhorar a minha situago, e asseve
rando-lhe que ella menos dolorosa do que se au-
gura s pessoas a quem affligo o meu padeci-
mento.
Antonio da Silveira ao despedir-se, inclinou a
caneca dante do condemnado, e disse entre si:
Elle digno della.
Part u para a sua trra, com promessa de ser
informado da successo dos acontecimentos, por
um cavalheiro, amigo de Francisco Simoes de Al-
pedrinha.
Poucos das depois, algumas pessoas, obrigadas
ao Dr. Negro, planearam, a oceultas delle, remo-
ver de Portugal o preso, offerecendo-lhe avultosa
quantia de dinheiro, com que elle podesse eslabe-
lecer-se no Brasil. A condescendencia do con-
demnado davamna j como certa, e contavam
com o perdi do Dr. Negro essencial ao projecto.
O encarregado de propor o negocio ao preso era
um pae de meninas galantes, e bem casadas, o
qual, no prefacio que fez ao offereccr-se para se-
raelhante missao, disse isto, entre outras cousas
comprovativas da saa esperteza :
Duas de minhas filhas tiveram tendencia pa-
ra petimetres que tafulavam miraculosamente, e
vestiara de bom lemisle. Ura tinha o av a balcr
sola, e o pae era (rede burra. O da outra era mes-
tre de dansa e tocava flautim n'uma msica de ca-
pella. Vejam V. V. S. S. a qne est sujeito um ho-
mem de bem que tem duas filhas sem jnizo! Cui-
dam, porm, V. V. S. S. que eu tranquei as janel-
Ias, ou proveni as justicas contra a annunciada
tentativa de rapto ? Nio, senhores. A grande la-
bilidade, nesto covil de ladroes, chamado mundo,
conforme o dizer de Thom Pinheiro da Veiga, na
dedicatoria da sua Arle de (urlar, a grande habili-
dade, repilo, no ganhar : saber perder a tem-
po. Que fiz eu, pois 1 V. V. S. S. vio ficar espan-
tados Perd o amor a quatro mil cruzados, que
repart pelos dous mariolas. Um foi receber os
seus dous a Madrid; e o outro a quota parte a
Barceloua, onde eu tinha correspondentes. Assim
que elle partirara, chainei as raparigas, e dsse-
lhes, textuaes palavras, o seguiute: < Meninas,
antes de hontem cada uma de vossas mcrcz tinha
doze mil cruzados de dote para se casarem com
pessoas da minha eleigio. Ora, hontem, como eu
soubesse que vossas meree*z se decidiram a amar
dous sevandija*, um que vi via do convento onde o
pa frade Ihe arrebanhava o boceado, e outro, que
viva de ensiuar o minuete e de flautear as egre-
jas, tomei a meu encargo paternal livrar a vossas
raercz destes canalhas, mediante a quautia de
quatro mil cruzados, com que elles se accommoda-
ram e desutiram das suas pessoas de vossas raer-
cz, indo-se era boa paz e muito contentes da ve-
niaga por esse mundo alm. Saibam agora as mi-
nhas lilhas que o dote de cada urna tica sendo de
dez rail cruzados, porque justo que paguera da
sua algibeira o muito que lucraran cora verem-se
livres de taes patifes. Saibam agora mais as mi-
nhas filhas que eu, como bora pae e bora adminis-
trador dos seus dotes, estou resolvido a continuar
nestas negociagoes, todas as vezes que vossas raer-
cz de seu motu proprio escolherem maridos. O
resultado disto ser as meninas lcarem, neste an-
dar, to pobres, que a final nao possam escolhe-
rem nnguem. Pehsera, e fagara o que for de sua
vontade. Disse, e deixei-as a pensar. Ora, se-
nhores, facam V. V. S. S. idea que passaram tres
annos sem que me soasse a mais leve descouflan-
ga de que minhas filhas doudejassem na janelia ou
na missa! Quando entend em casa-las convenien-
temente, achei-as macias como uma luva. L es-
to casadas, cada urna com o scu dote de dez mil
cruzados. Os dous ainda estao a render juizo pa-
ra as minhas netas, o juro do juizo que trezen-
tos por um, porque minhas filhas j sabem como
se faz ou refaz o milo que no existe, ou o milo
que requer reformago.
Foi muito festejado dos auditores o cont, que
at aquella hora fura um segredo, segredo que de-
nota ainda a exemplar esperteza do narrador; que
o divulga-lo antes de se casarem as meninas, se-
ria desaire dellas, e estorvos a mandos superci-
liOSGS.
Havia muito a esperar deste ladino engenho. Os
amigos do doutor (clientes delle, temerosos da per-
da de to bom patrono.....) fintaramse em
quantias, que sommavam bons seis mil cruza-
dos.
Com esta quantia, exclamava o sujeito astuto
em compras de coragoes amantes, dou desde j
como feito o negocio. Cada real effigie de cada pe-
ga de 6400 tem uma bocea eloquente a advogar a
causa da justiga.
Isto dito, com muito jubilo exterior dos ouvotes
e com secreto pezar de se sacrificaren! tio liberal-
partiu para a
mente ao doutor, o comraissionado
cadeia.
Foi Joio Chrysostomo chamado sala do carce-
reiro, onde era esperado de pessoa grave.
Achou-se o preso em presenga do seu j contie-
ndo amigo do doutor, o Sr. Costa Silva, o qual co-
mer.ju assim :
Venha c, sente-se ao p de mira, Sr. Joio....
Rapaziadas, rapazadas I... cootinuou', accenluan-
o silbicamente as palavras com ridente aspecto,
e batendo Ihe palmadas na perna. O coragio o
demonio Sr. Joio I... Se a gente, quando chega
aos dezoito annos, podesse tirar isto do peito como
quem tira ura lobinho doespinhago, outro gallo nos
cantara I... Eu, na sua edade, Sr. Joio, o que me
valeu foi ter um pae que me trazia com cabegoes;
senio as asneiras haviam de ser tantas como os ga-
fanholos da praga. As muflieres, as mulheres, Sr.
Joio I Esta cruel metade do homem dispensava-se
bem, se o Creador tivesse feito de uma assentada o
homem inteiro. Por causa dellas diz a historia que
se tera perdido nagoes. Que admira que se perca
ura homem por maior que seja o seu tino e por
mais chrislios que sejam os seas costumos At
os santos tem estado a piquo de se perderem, e eu
creio at que alguns se perderam por araor dellas.
O proprio S. Joio Chrysostomo (que etemplo este t
de mais a mais o santo do scu nome!) viu-se em
apertos no dezerto com saudades dellas, e contessa
que foi o que mais Ibe custou a deixar 1 0 Sr. Joao
perdeu-se por causa de ama; est ainda em tempo
de se recobrar, de voltar ao bom carainho, e fjzer-
Onvi-lo-hei, Sr. Costa Silva, com respetosa
altencio, pedindo, primeiro, licenca para Ihe emen-
dar a phrase dosbecos sujos.Eu nio me consi-
dero tio enlameado quanto V. S. tem a caridade de
me julgar.
Isto um modo de fallar por Ogura, repli-
cou o Sr. Costa. Sabe que ha uns modos de fal-
lar...
Sim, senhor: agora entend a intengio de V.
S., queira perdoar a interrupgio.
O negociador sentiu-se algum tanto embotado do
engenho, por causa destas pacificas a serenas re-
flexoes do preso. Parece que o Sr. Costa nio tinha
cabal conhecimento da pessoa sobre quem ia exer-
cer a pressio do-seu talento, coadjuvddo pela com-
pressio dos seis mil cruzados. Nio obstante, refez-
se de eonfianga em si c no dinheiro, e proseguiu,
mareando n'outro rumo.
Sr. Joio Chrysosto, en sempre ouvi dizer que
Vmc. tinha habilidade e estudos; agora vejo que a
opiniio publica Ihe nio fazia favor nenhnra.
Muito obrigado; a bondade de V. S. que de-
vo essa graga, di3se o preso, rebucando hbilmente
a irona. .
Eu costumo dizer o que sinto se vocemec
fosse um patela, dizia-lh'o lambem. Amicus Plato,
sed... O Sr. Joio sabe lalim ?
Nio, senhor, nio sei lalim. Fui lavrador.de-
pois mugo de carregar n'uma laja de molhados no
Rio de Janeiro, depois vollei a lavoura; melhorei
na vida de amanuense, onde aprend um pouquinho
de francez, e pouco mais.
Pois aproveitou muito, e esta em tempo de
aprovetar o que Ihe falta. O latm a lingua de
Cicero, e Cicero o meu bomem. Eu queria ser
Cicero, palavra de honra, com a condicio mesma-
mente de perder a cabega O Sr. Joio sabe o seu
boceado de historia.... Ha de eslar certo da pas-
sagem em que o preclaro orador foi degolado....
Sim, senhor, recordo-rao...
Pois Cicero dizia em lalim : Negligne quid de
se quisque sentiat; non solum airogantis est, sed
ctiam omnino dissoluti ; o que em portuguez qur
dizer : Smente o homem despejado e dissoluto des-
presa o conceito que a sociedane faz delle. O dis-
curro, que eu venho fazer ao Sr. Joio, bem agou-
rado vae comegando pelas citadas palavras do divi-
no Cicero. J vocemec sabe onde eu quero chc-
gar.
Ainda nio, disse o preso.
Pois ento ahi vou direito materia. Ura pae
, abaixo do Deus, o que ha mais venerando e sa-
cratissimo para um lho. A ura pae devenios a
via, os bens, e a liberdade: rita, patrimonium,
libertas, como diz Cicero. Este mesmo insigne
philosopho diz mais: que toda a paciencia em sof-
fre'rmos o alvidrio dos paes, ainda mesmo as inja*
tas, parentum injurias, Ihes devida : arquo ani-
mo ferr oportel; e, se me d attengao, dir-lhe-hei
mais, como Cicero, que mximo crime fallar com
a obediencia aos paes : Peccatum est prenles vio-
lare.

Joao Chrysostomo sorriu do tom emphalco e pe-
daggico do Sr. Januario Costa Silva, que antes de
casar com uma herdera rica, havia exercitado as
dignas funegoes do proessor de rhetorica em Bra-
ga d'onde natural.
Eulevado da propria msica do seu dizer, quai
esquecido da rhetorica dos seis mil cruzados, o ex-
professor fez praga de outras cilagSes, e concluiu
desle theor :
E' preciso sahir d'aqui, Sr. Joio. O corpo
humano no tolera uma tal cstaguagio, deixe-me
assim dizer. O movimento a vida. Exercendum
est corpus, como diz Cicero no I de Ofliciis. Veulio
aqui dizer-lho com a consolago de uma alma que
se condoe dos infurlunios alheios, que estes fcrro-
Ihos se Ihe abrem, e que o mundo est prompto a
recebe-lo.comtanto que o Sr. Joao queira ir residir
por algum lempo no novo mundo.
No novo, ou no outro? atalhou Joio Chrysos-
tomo soffreando mal o tom dagalhofa.
Pergunta-me isso a rir ?! interrogou o aman-
te de Cicero, avincando a fronte.
Respondo com seriedade para desislirmos, V.
S. da sua latinidad', e eu dos meus sorrisos, acu-
diu prestemenle Joao Chrysostomo. Vem V.'S.
tratar uma questio estafada. E' o quarto amigo
do Sr. Dr. Alpedrinha a quem respondo que a mi-
nha sentenga de priso. e nio de degredo. Se o
Sr. Dr. Alpedrinha me queria na frica, na India,
ou no Brasil, empregasse um pouco mais de sua
influencia : quem me deu tres annos de prisio po-
deria com egual consciencia darme degredo per-
petuo. Eu nao emendo agora os descuidos do Sr.
doutor. Estou aqui : d'aqui sahirei cumprida a
sentenga.
Mas se morrer antes ? I atalhou o rheto-
rico.
Se morrer antes... volveu o preso, sorrindo,
parece Ihe V. S. que licarei na cadeia, cumprida
a sentenga? Que diz Cicero a este respeito?
Vocemec zomba de mim ? perguntou rubro
de lacre at orelhas, o Sr. Costa Silva. .
Nio, senhor : de mira que zombo; e rece-
bo as suas ordens, para me retirar, que as minhas
horas estio todas hypothecadas minha subsis-
tencia.
Espere, e atienda tornou o desamorado ne-
gociador.
Queira dizer V. S.
Olhequc tem a liberdade, e... ouga bem...
e... chogue-se mais perto que as paredes tera ou-
vdos.
Joi aproximou-se, eo Sr. Costa continuou com
voz cavernosa e um tanto assustada :
Tem a liberdade e seis mil cruzados era moe-
das de ouro I
Joio mediu dos ps cabega o sugeito, fez-se l-
vido, mordeu obeigo inferior e disse :
A sua cabega esta branca, Sr. Costa. E' for-
goso respeitar um hornera que pae, por que eu
ha dias que choro com pesar de nio ter obedecido
ao meu. Se eu vivesse no trabalho dos campos
onde nasci, nnguem me faria tio aviltanle propos-
ta. Sou menos infame, senhor.
E sahiu logo da sala para entrar no seu quarto.
O interlocutor sahiu tambem timpando as ca-
marinhas do suor.
A esperteza, e a rethonca, e Cicero soffreram
uma derrota na pessoa do Sr. Januario Costa Sil-
va. O soldado escapadigo das Thermopilas, ao an-
nunciar a morte de Lenidas e dos (rtenlos bra-
vos, ia mpnos amanillo que o interprete de Qun-
liliano, quando foi dar conta da sua missao aos
amigos do Dr. Negro reunidos uo Passeio das Vir-
tudes. D'estes houve tal que tambem perdeu a
cor, abalado pelo jubilo de ser desnecessario a sa-
crificio do dinheiro. No emtanto, a um lempo pro-
romperam todos era injurias desbragadas contra o
preso, cuja infamia os pozera em assombro gran-
de, a infamia de resistir a seis mil cruaados!
(CoHfitiKar-w-Aa)
iKRNAMBUCO.-. TTP. B M. P. ? 4 rUHO


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