Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10363


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Full Text
AUNO XL. HMESO 107.
Por tres nexes adiantados 5$O00
Por tve* mcies vencidos 68000
Porte ao correio por tres mezes. 750
* >
"fcX^ A
ENCARRKGAD03 DA SURSCRIPQO NO NORTE
Parahyba, o Sr. JAntonk) Alexandrino de Lima'
Nata!, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araraty,
Sr. A. de Lemos lirada; Cear, o Sr. J. Jos de
Oliveira; Maranhq, o Sr. Joaquim Marques Ro-
drigues; Para, es Srs. Manoel Pinheiro & ; A-
mazonas, o Sr. Jero&ymn da Costa.
ENCARREGADOS DA Sl'BSCRIPCAO NO SUL
Alagdas, o Sr. (jlaudino Falco Dias; Babia, o
Sr. Jos Marlins Alvcs; Rio de Janeiro, os Srs. Pe-
rejra martina & Gitparino.
PARTIDA DOS ESTAFETAS.
Olinda, Cabo e Escada todos os dias.
Iguarassu', Goyanna o Parahyba as segundas e
sextas-feiras.
Santo Antao, Gravat, Bezerros, Bonito, Caruaru',
Altinho e Garanhuns as tercas eiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pesqueira
Ingazeira, Flores, Villa Bella, Tacaratu', Cabrob^
Boa Vista, Ouricury e Exu' as quartas feiras.
Serinhcm, Rio Formoso, Tamandar, Una, Barrei-
ros, Agua Preta e Pimenteiras as quintas eiras.
Ilha de Fernando todas as vezes que para ali sahir
navio.
Todos os estafetas partem ao Vi dia.
OARTA FEIRA 11 DE MAIO DE 1S64
--------
Por sino adiaotado......9$000
Porte ai>eerreioporam auno. 3$00U
EPHEMERIDES DO MEZ DE MAKJ.
5 La nova as 9 h., 54 m. e 2 s. da t.
13 Quarto cresc. as 4 h. c 61 m. da t.
21 La cheia as 11 h., 4 m. e 20 s. da m.
28 Quarto raing. as 7 h. e 56 m. da m.
PREAMAR DE HOJH.
Primeira as 7 horas e 42 minutos da manhaa.
I Ssgunda as 8 horas e 6 minutos da tarde.
PARTIDA DOS VAPORES COSTE/ROS.
Para o solI at Alag5as a 5 e 25; para o norte at
a Granja a 7 e 22 de cada mez; para Fernando nos
das 14 (los mezes dejan, marc., maio, jal, set. enov.
PARTIDA DOS MNIBUS.
Para o Recite : do Apipncos as 6 >/* 7, 7 /j, 8 e
8 /z d*-m.; de Olinda s 8 da m. e 6 da tarde; de
Jaboatao as 6 '/i da m.; do Caxang e Varzea s 7
da m.; de Bemiica s 8 da m
2i /ReCKfe.; **?2 Apipucos s 3 V, 4, 41/4,4/,,
' J-*' l.2 6 da tarde' Para 0linda as 7da
raanhaa e 4 '/j da tarde; paja Jaboatao s 4 da tar-
AL'DIEXCIA DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco: tercas e abbados s 10 horas.
Fatenda: quintas la 10 horas.
Juizo do eommercio: segundas s 11 horas.
Dito de orphos: tercas e sextas s 10 horas.
Primeira vara do eivel: tercas e sextas ao meio
dia.
DLVS DA St\ ,Na.
Segonftu S*. Gregario N
Terca. .*. Manda c Ptiita
PABTE QFFiCIAL.
GOTCR.ty DA PROVINCIA.
Continuarn do e\|*<*(lien|p do governo to dia 6 de
maio de 180 i.
Portara.O presidente da provincia, c^nforman-
do-sc cun a proposla do r. chefe de polica n. 521
ile iit do mez prximo lindo, re-olve nomear o tc-
mmi-coi onel Joaquim Goncalves Guerra para sub-
delegado do prinein) dislrclo de Tracunhem, pri-
ineiro da freguezia| do mesmo nome, em substitui-
- i.i de Francisco Xavier da Cunlia Coulinlio por
ter esle fallecido.j-Conimuuicou-se ao Dr. chefe de
polica.
Dita.O presidente da provincia, conformndo-
se coin a propost do r. chele de polica, n. 521,
de 29 do mez lindo, resol ve conceder ao bacharel
Joaquim Jos de Jlivera Andrade a exoncracao
que pedio do cargo de delegado do termo de Na-
zareth, e para o substituir n omeia o bacharel Joa-
quim Francisco de Mello Cavalcanli. Coramuni-
C0Q 7
Officio ao brigadero commandante das armas.
Sirva-se V. Exc. d mandar por em liberdade, dan-
do-lhe baixa se j estiver alistado, o recruta Vita-
liuo Jos de Souza, visto ter provado isencao legal.
Communicou-se ao coronel recrutador.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
i'ando nesta data, e a requisico do bacharel Pa-
blo Alexandrino de Carvallio Res, inspector remo-
vido da alandega desu capital para a do Rio de
Janeiro, expedido as convenientes ordens para que
so iliii d transpone para a corte e a sua familia
comnoato de seto h'iho, sendo quatro maores de
10 annos e os oulros menores de 3, bem como a
un criado, nos lugares destinados passageiros de
estado, no vapor que se espera do uorte. e na falla
destes por cunta do ministerio da fazenda, nos ter-
mos das iostruccoes de 10 de Janeiro de 1860, 1
de marco de 1861, c24 dejulho do anno prximo
passada, assim o communico V. S. para seu co-
nhecimento, recommendando-lho ao mesmo tempo
que mande pagar ao predito bacharel a ajuda de
custo que lhe competir na forma da le.Officieu-
se ueste sentido aos agentes da companhia brasi-
leira de paquetes vapor.
Dito ao mesmo^-Recommendo V. S. que, se
nao houver inconveniente, mande pagar aos em-
pr.-zarios da illuminacao desta capital a quantia de
10'.ii40, proveniente do gaz consumido durante o
mez de marco ultimo, com a illuminacao do arse-
nal de marinha e da casa da inspeccao, como se v
das duas contas juntas em duplcata, que para esse
lui acompanharam ao officio do inspector daquelle
arsenal, datado de 4 do corrente, e sob n. 676.
Ommunicou-se ao inspector do arsenal de ma-
rinha.
Dito ao mesmo.Transmiti V. S. os inclusos
documentos, alim de que, nao havendo inconve-
niente, mande pagar os vencimentos relativos ao
mez de abril ultimo, dos officiaes do primeira linha,
tambores, corneta e clarn*, empregados nos cor-
pos da guarda nacional desta capital, visto assim
o liaver solicitado o respeclivo commandante supe-
rior em oflicio de hontem, sob n. 58.Communi-
eou se ao commandante superior da guarda nacio-
nal do Recite.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Constando de oflicio do director da reparticao das
nliras publicas, datado de hontem, sob n. 122, que
o arrematante da conservado do terceiro termo da
estrada da Victoria concluio os reparos compre-
Iiendidos cutre os marcos de 15 a 16 mil bracas na
importancia de 900*000, mas 39 bracas de einpe-
drainento na de S37JH00, o bem assim a conser-
vacio da primeira inillia no valor de 2oi000, o que
tu lo importa na quaatia de l:19S,50iW, da qual se
ilove deduzir em dcimo de conformidade coin o
artigo 7 do respectivo orcamento : assim o com-
munico V. S. pira seu conhecimento e alim de
que, em vista do competente certificado, mande pa-
yar a aquella arremtame a quantia de 1:0785200
a que lem elle direito, feita a mencionada dedu-
jo.Coonnunicou-se ao director das obras publi-
cas.
Uiio ao mesmo. Em vista da inclusa conta, e
nao bivendo inconveniente, mande V. S. pagar a
Jos Nogueira de Souza a quantia de 54000 prove-
niente de um livro que forneceu secretaria do
governo.
Dito ao mesmo. Tendo a assembla legislativa
provincial, secundo consta de offloio do respectivo
primeiro secretario, de 4 do corrente, sob n. 99,
deliberado que fossem pagos dos seus subsidios at
o ultimo do mez prximo lido, os senhores depu-
tados que della^ se retiraram no dia 18 do mesmo
mez : asiim o communico V. S. para seu conhe-
mento.
Dito ao mesmo.Conformando-mi coin o pare-
cer do procurador fiscal desea thesouraria, dado
acerca do rciuerimonto sobre que versa a informa-
caode V. S., datada de hontem e sob 171, no qual
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C. recorrem
dadecisao da junta dessa thesouraria quejulga
procedente a apprehensao feita pelo consulado pro-
vincial em 50 saceos cmn assucar exlslentes na
barcaca Santo Antonio de Barraros, tenho resolvi-
do considerar sem elfeito a mencionada apprehen-
sao em vista das razoes expendidas no parecer. O
yue declaro a V. S. para seu conhecimento efins
convenientes.
Dito ao capitao do porto.Faco apresentar V.
S. os reerulas de marinha Joao Ferreira de Arau-
jo, Quiatihano Antonio da Costa, Joao Pereira Gue-
des, Manoel Francisco dos Santos e Krancisro Al-
ves de BnlO. alim de que lites d o conveniente
destino depois de inspeccionados. Cominunicou-se
ao Dr. chefe de polica.
Dito ao director do arscrtal de guerra.Trans- -
Uto V. S., para o fim conveniente, a inclusa
guia da qul consta terem sido embarcados no hia-
to Sergipano.com destino esse arsenal, 850 pares
de sapatoes manufacturados na ofllcina do presidio
4e Fernando.
Dito ao mesmo.Forneca V. S. os gneros men-
cionados no incluso pedido, os quaes sao precisos
para soccorrimeitto dos doentes da enfermara mi-
litar do presidio de Fernando.Communicou-se ao
commandante do presidio.
Dito ao mesmo.Mando V. S. satisfazer o inclu-
so pedido de diversos artigos de que precisa a o-
licina de sapateiros do presidio de Fernando.
Dito ao mesmo.-Transmuto V. S. para os fins
convenientes, as tres inclusas priraeiras vas do co-,
nhecimento em forma dos obiectos remettidos para
esse arenal do presidio de Fernando pelos vapor ,
Mnmangvape, hyato Sergipam o oalhabote Artista.
Ditoao mesmo. -Mande V. S. ferropiar com ca-
.lea delgada presa da perna a cintura, o soldado
sentenciado do 7# batalho de infantaria Anacleto
Al ves Ribeiro que para esse fim lhe ser apresen-
tado por parte do brgadero commandante das ar-!
ma-.-^Communicou-so ao bngadeiro cominandan-
te das armas.
Dito ao mesmo.Mande V. S. satisfazer o n- i
cluso pedido de objedos prcrisos para o servico do
escripturajo do almoxanfado do presidio do Fer- i
liando.
Dito ao director das obras militares.Recia-;
mando o delegado do cirurgiao mor do exercto no
oflicio incluso por copia, que me foi remettido pe- i
lo brigadeiro commandante das armas, contra a ,
mancira irregular porque se est fazendo a caladu-
ra do qtiartel do 4" batalho de artilfaaria a p, i
ciiropre que V. S. |>rovidencie de modo a serem .
-atisfeilas as exigencias contidas no citado officio.
Dito ao mesmo.Approvando o contrato que,
segundo o sen officio de 16 de marco ultimo, sob,
n. 20 celebrou V. S. com Antonio Ferreira Gue-!
des para a execucao do concert da capella da for-
taleza de Itamaraca, e de um compartimento do !
quartel contiguo a dita capella, tudo pela quantia
de; para Cachang e Varzea s 4'/da tarde; para Segunda vara do civel: quartas e sabbados a 1 hora
Bemfica s 4 da tarde. | da tarde.
9.
10.
il. Qu&ittt S>. ,''.!!...... \l :
12. Qointa. V Jimina prior..'.
i..ii WfM 'Ir. d i
l|'l: > mni.
v. S leu
13. Sexta. 3; Pedro Regalado S S-rvanj m
14. Sabbado. S. AHuwwki b 5 Gil
|S. Doaringo do Espirito Sanl .
ASlG.NA-SE
no Recife, em a lirraria da pra a da ladepwdwfta
ns. 6 e 8, dos proprietanos anoel Ficueiroa 1
Faria 4 Fino.
INTERIOR.
JIO UE J 1 M IHO.
Para se votar, cedo da
de 9905, assim o communico a V. S. para seu co-' njc.nr.. .r-.- l. i .. .",,
nhecimento e direccao recommcndando-lhe que re- i rf proremlo pelo Sr. Dr. Felippe Lopes
metta thesouraria de fazenda o termo de seme- ^el,0> na scsso de 17 de nurfo de 186 i.
Ihante contrato, depois que o respectivo arrema-! Sr. Lopes Netio : Sr. presidente, se a ca-
tante houver pago o competente sello.Communi- i mara est desejosa de por termo a esta discussao,
con-se a thesouraria de fazenda. | cederei da palavra para se votar ; nao quero con-
Dto ao mesmo.DA V. S. as necessarias provi- lraria-la de maneira alguma.
dencias para que sejam tirados os apparelhos de j Algu.ns Sus. Dkwtados : Falle I falle
limpeza que existem na latrina do quartel das Cin-' O Sr. Loteo Netto :
co Ponas, e se acham estragados, fazendo-os subs-; palavra.
tituir por urna taboa do comprimento da mesma la-1 O Su. Presidente : Segue-sc com a palavra o
trina, contendo tantas aberturas quantos eram osj Sr. Nery.
referidos apparelhos, munidos de urna tampa que ) O Sr. Nery ; E eu nao posso ced-la.
os cubra perfeilamente, conforme propoe o delega- O Sr. Lopes Netto : Entao devo fallar c-m pri-
do do cirurgiao mor do exercto no officio junto meiro lugar.
por copia de 4 do corrente, sob n. 131 Commu-1 Sr. presidente, nao sem acanhainento que to-
nicou-se ao brigadeiro commandante das armas. > n' a palavra na hora adantada em que nos acha-
Dito ao commandante superior da guarda naci- mos. quando a cmara mostra desejos de encerrar
nal do Recife.Nesta dala expeco ordem para ser,esla discusso, quando mesmo varios oradores e
posto em liberdade como requisita V. S. em seu oradores eminentes, tm (raudo profissionalmente,;
officio^ de hontem, sob n. 56, o 2 sargento do Io e outros com muila proiiciencia, as materias con- i
batalho de artlhana da guarda nacional que fora [ nexas com o projecto que se discute ; sem duvi-
recrutado para o servico do exercilo. i da muito vexatorio para mim, que nao sou da pro-
Deve, porra, declarar que a lei n. 602 de 19'de Ossao> oceupar agora a attencao da cmara; mas
setembrq de 1850, a invocada como isencao para o espero que ella me desculpe, visto como estava
referido inferior, nao procede como entende V. S., prompto a ceder da palavra, se por ventura se po-
plo, os Srs. Manoel Pedro dos Res e Joaquim
ci de Araujo.
Lu- dos-?' SO porque o medico que o examinou da
suaparcialidade!
Naojulgo, Sr. president
v, que o parecer da enm-
missao medica seja tao obrigatoro para o?overno;
uit>) menos o devn ser, desde que resultam
Estes embaracos podem se dar no futuro, e como
a le nao oiha para o passado...
O Sr. Ministro da Marinha :As leis nao po-
dem ser casusticas, niio podem abranger todas as j d'ahi abuses dessa especie,
hypotheses. Mais urna observacao cumpre aqu fazer.
OhR. LOPt> .>ettO' :S. Exc. comprebende este; Ate corto tempo o chefe do corpo de sade era
caso apenas, mas nao outros que elle mesmo reco- obrigado a dar urna informacao secreta sobre essas
nhece serem pelo menos realisaveis. Chamo a at-' inspecces presididas por elle; mas cssa obriga-
tcneao de S. Exc. para esta iacuna, e desejra mu-1 cao foi" supprimida por um decreto, que dispenso
to que Bssc reparada. Nao me atrevo porm a aquelle digno funcrionarin de prestar ns infe
Iiorquanto o art. 47 da citada lei, manda preferir
para officiaes inferiores os guardas que estiverem
legalmentc sentos do recrutamento, d'onde se v
que a isencao nao resulta do facto de ser offical
inferior, e que por conseguinte se este nao estiver
as condieoes determinadas na lei do recrutamen-
to para nao servir no exercito, pode ser recrutado,
como qualquer outro cidado.Ofticiou-se ao bri-
gadeiro commandante das armas para mandar por
em liberdade o recruta de que se trata.
Dito ao conselho administrativo.Informe o con-
selho administrativo se j folm fornecidosao pre-
sidio de Fernando os objectos mencionados no pe-
dido que acompanhou o officio do raeu antecessor
de 9 de novembro do anno prximo passado.
Dito ao director geral interino da instrueco pu-
blica.-Nos termos de sua informacao de 3 do cor-
rente, sob n. 82, mande Vine, admiitir no Gymna-
sio Provincial como alumno interno Jos 'Bran-
dan da Rocha Jnior, sobrinho do Dr. Joao da Sil-
va Ramos, a que se refere o|incluso requenmento.
Dito ao juiz municipal da 1 vara desta cidade.
D Vmc. as necessarias providencias para que
sejam remettidos para o presidio de Fernando as
guias dos sentenciados de justica constantes da re-
laco junta, os quaes para all tana remettidos
sem ellas, conforme declara o commandante da-
quelle presidio em officio de 23 de abril ultimo,
sob n. 10.
Dito ao mesmo.Communico a Vmc. para seu
conhecimento e direccao que o sentenciado Agos-
tlnlio Moreira da Silva, regressara para esta capi-
tal por ter lindado a sentenca que estava cumprin-
do io presidio do Fernando, conforme parlicipou
o respectivo commandante em officio de 22 de
abril ultimo, sob n. 6.
Dito ao mesmo.Transmiti Vmc. para o fim
conveniente o incluso auto de vestoria e de iden-
tidad de pessa do sentenciado de justica da pro-
vincia do Rio Grande do Norte Manoel Alberto de
Moraes, que fallecer na enfermara militar do
presidio de Fernando.
Dito ao delegado de Flores.Remetto-lhe seis
laminas com o puz vaccinieo solicitado em seu of-
ficio de 16 do mez prximo findo para ser conve-
nientemente applicado.
Portara.Em os lugares de estado de que dis-
poe esta presidencia, mande Vmc. dar passagem
para o porto de Macei no vapor Mamanguape
Tliereza Mara de Jess, cujas comederias sero
pagas por ella.
Dita.-O presidenle da provincia conformndo-
se com a proposta do r. chefe de polica n. 407
bis de 2 .I- mez prximo findo, resolve considerar
vagos os lugares de 1- e 2 supplentes do districto
de Nazareth, 1 da fregueza do mesmo nome |wr
se terem mudado Feliciano Jos de Mello e Joa-
quim Zeirino da Silva Cabral e para clles no-
mea :
1. supplente Joaquim Theotonio de Albuquer-
que Maranhao.
2. dito Francisco de Araujo Cesar.Communi-
cou-se ao Dr. chefe de polica.
Dita.O presidente da provincia tomando em
consideradlo o que exooz o inspector da thesoura-
ria provincial em offleto de 4 do corrente, sob n.
169, resolve abrir um crdito supplementar n a
importancia de 757332 rs. para pagamento da
ajuda de custo aos deputados provinciaes no cr-
reme exercicio, visto achar-se extincta a consigna-
cao votada para esse.Om pelo 2o do art. 2o da lei
do orcamento vigente, segundo consta do predito
officio Communicou-se ao inspector da thesou-
raria provincial, remettendo-se copia desta por-
tara.
Dita.O presidente da provincia conformndo-
se com a proposta do Dr. chefe de polica n. 407
bis de 2 de abril prximo findo, resolve considerar
vagos os lugares do Io. 4* e 5* supplentes do sub-
delegado do districto de Tracunhem, Io da fre-
gnezia do mesmo nome por terem o Io mudado
de domicilio, e o 4* e 5 sido nomeadot, este sub-
delegado em Janeiro de 1863 e quelle 2 supplen-
te em agosto de 1859, e para o exercer noma :
Supplentes.
!.Tenente-coronel Joaquim Goncalves Guerra.
4.Joaquim Dias Rfbeiro Borba.
5.Luiz Francisco Xavier Gaio. Communi-
cou-se .ao Dr. chefe de polica,
Conlinuaeo do expedicute do secretario do gover-
no, do dia C de maio de 1804.
Officio ao Dr juiz de direilo de Goianna.De
ordem de S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
decuso recebido o oflicio de 21 do mez Ando, em
que V. S. communicou ter reassnmdo nesse da o
exerrico do cargo de juiz de direito dessa comar-
ca.Communicou-se a thesouraria de fazenda.
Despachos do dia 7 de maio de 1864i
Requer intentos.
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & CDefe-
rido com o officio desta data dirigido ao inspector
da thesouraria provincial.
Alexandre Correa da Fonseca.Remettido ao
Sr inspector da thesouraria de fazenda para man-
dar passar o titulo de que se trata.
Bacharel Fabio Alexandrino de Carvalho Reis.
Nesta data se expediram as convenientes ordens
no sentido em que requer o supplicante.
Fielden Broihers.Dirija-se a thesouraria de
fazenda. I
Bacharel Jos Bernardo Galvo -Alcoforado.
Satisfaca o supplicante a exigencia da contadoria
da thesouraria de fazenda constante do parecer es-
cupi no verso deste requenmento.
Jos Mendes Vieira.Dsse-lbe.
Tenentc Jos de Mello de Albuqucrque Monte-
negro.Informe o Sr. commandante snperior in-
terine do municipio do Recife.
Tiburcio Valeriano Daptista. Remettido ao Sr.
inspector da thesouraria de fazenda, paja, mandar
passar o titulo de que se trata,
desse votar. Urna vez, porm, que o desejo da ca
mar nao salisfeito mmediatamente, e a discus- \
sao tem de prolongar-se, peco-lhe licenca para fa-
zer algumas observacoes, limitaudo-me nicamente i
quillo que me parecer indispensavel.
Sr. presidente, antes de tudo noto que o nobre
ministro da marinha recuasse quanto as emendas
relativas ao castigo da chbala. Desculpe-tne S.
Exc. a express-lorecuasse.
Quando estas emendas foram apresentadas ca-
sa, S. Exc. declarou muito formalmente, e cuido
mesmo que antes delle tambem outro ministro que
teve tambem a palavra, que acceitava como um ;
ensaio ; mas agora acabo de ouvr S. Exc. dizer
que era-lhe ndifferente que a cmara approvasse',
ou rejeitasse essas emendas.
O Sn. Tavares Bastos : Disse que nao fazia
disto questao de gabinete.
O Sr. Lopes Netto : Isso mesmo : que lhe
era ndifferente, visto, como disse S. Exc, as tinha
acivilado nicamente como cnsaio ; que a cmara |
fizesse a esse respeito o que julgasse mais conve-
Bieate ao servico publico.
O Su. Tavares Bastos : Continuando elle na
conviecao da importancia da medida.
0_Sh. Lopes Netto : Eu desejava estas expli-
cacoes do propro Sr. ministro, porque me parece
que elle pede comprehender melhor o seu pensa-
mento do que o nobre deputado.
O Su. Ministro da Marisiia : Nao insisto
nessa emenda.
O Sr. Tavaes Bastos : Mas julga-a til.
O Sn. Lopes Netto": Me parece que o assump-
to sobre que versa a emenda de urna necessida-
de tao palpiante, que nao podia ser repellida pelo
Dobre ministro nem por esta cmara. Digo por
esta cmara, porque a consttoicao determina mui-
to formalmente que ficam prohibidos ne Brasil os,
castigos aviltantes.
O governo j declarou em dfferentes avisos, co-
mo foi demonstrado nesta casa, que o castigo da
chbala era aviltante; por conseguinte o nobre mi-
nistro nao pode ser indifferente applicaco de
um castigo que avilta o cidadao brasileiro. Folgo
comtudo, Sr. presidente, de saber que o nobre mi-
nistro coutna a achar til a suppressfio desse
castigo, e declaro S. Exc. que hei de dar-lhe o
meu voto nesta parte, comquanto nao tenha muila
razo para marrar de amores pelo ministerio ac-
tual.
Mas, Sr. presidente, nao posso deixar de fazer
um reparo, o V. Exc. me perdoar se elle nao for
mu bem cabido.
A emenda de que'se trata faz urna excepcao, que
me parece nao s odiosa, mas tambem muito noci-
va disciplina da armada. (Apoiados.)
Nao posso comprehender que individuos da mes-
ma classe, que commetlem o mesmo delicio, sejam
sujeitos a castigos diversos.
Na emenda se diz que os voluntarios e engajados
nao sao sujeitos ao castigo. Ora, nos sabemos que
todos os estrangeiros que entram para o servico da
nossa armada, sao voluntarios ou engajados; ne-
nhum delles por conseguinte est sujeito a esse
castigo aviltante; entretanto que os Brasileiros,
que entram para esse servico, em sua quasi totali- i
dade, sao recrutados, e entao ficam ellcs sujeitos \
ao castigo da chibata. f
Digoem sua quasi totalidade apoado at em!
um facto rcenle occorrido n'csta corte, que prova
a repugnancia que o Brasileiro lem para o servico
militar, principalmente da armada. Um individuo
que acabava de cumprr a pena de 13* deserco,
no dia inmediato desertou novamente.
Ora, se o Brasileiros repugnam assim este ser-
vico, pergunto ao Sr. ministro : nao lia perigo para
a disciplina nesta distinecao diosa e emiuente-
menle injusta ? (Apoiados.) Se todos commetlem a
mesma falta, todos merecem o mesmo castigo. Isto
tambem da constituicao, que eatabelece a igual-
dade de direito para todos os Brasileiros, tanto no
premio, como na punicao. Desejava, pois, urna
emenda neste sentido.
Tambem, Sr. presidente, farei reparo a respeito
de outras emendas que esto em discusso com o
projecto. Em pma dcllas se declara que os offi-
ciaes de marinha empregados em companhias o
navios mercantes passem para a segunda classe.
Perguntarei S. Exc. se nao acha que o offical
de marinha empregado no commando de algum na-
vio mercante, proprio ou alheio, nao esl as cir-
cunstancias dos outros, que cominandam navios
pertencenles a companhias ?
Se lia identidade de razoes para uns e outros,
per que nao ha de haver tambem identdade dedis-
posicao ? (Apoiados.)
Supponha o nobre ministro que um offlcial de
marinha pede licenca para servir, nao em navio
de companhia, mas em um navio particular.....
O Sr. Ministro da Marinha :Est em condi-
cao menos favoravel.
O Sr. Lopes Netto :Entre tanto fica na pri-
meira classe.
Sn. Ministro da Marinha : Nao, senhor.
Sn. Lopes Netto :Vejo que nao me soube
explicar.
O Sn. Ministro da Marinha :Ou eu eompre-
hendi mal.
O Sr. Lopes Netto :A emenda declara que o
offlcial de marinha. empregado em navio de com-
panhia, seja passado para a segunda classe. K
contra esta especificacao que eu protesto, por que
o offlcial que estiver empregado em vapores ou ou-
tros navios mercantes de particulares, que nao fo-
rem de companhia, tica na primeira classe.
O Sn. Ministro da Marinhr : -Nie se segu.
O Sb. Lorts Netto :A excepcao ahi como
odiosa deve ser entendida restrictivamente ; n3o
pode ser ampliada.
O Sr. Ministro da Marinha :Para os casos-]
idnticos.
O Sl. Lopes Netto : Se S. E,xc. entende que
esses officiaes, assim empregados em navios mer-
cantes, esto em condieoes menos favoraveis do que
os outros, por que nao se ha de fazer urna emenda,
que os ponha.tambem ,na segunda classe t
O Sn. Ministro da Marinha :Nao ha um s
facto de offlcial do marinha que pedisse licenca
para isso.
O Sr.Lopes Nktto ;Eu conheci alguns que
navegaram em navios seus, e citare', para exem-
apresentar emenda neste sentido, por que nao me
julgo com direito. a isto
O Sr. Silva Pekeira : -E' deputado, logo ten
esse direito.
I'ma Voz :E* deputado
O Sn. Lopes Netto :Mas nao basta isso, pre-
ciso tambem apoio do governo, e eu nao posso con-
| tar com elle.
Oitra Voz :Cumpra o seu dever.
O Sr. Lopes Netto :Agora, Sr. presidente, per-
mitta-me V. Exc. tratar de urna providencia que
tomou o nobre ministro a respeito dos ollieiaes em-
pregado cm serviros estranho armada, passan-
do-os para a segunda classe.
Era, com effeito, intoleravel que, havendo urna
le determinado que os officiaes que se achasem
em taes circunstancias passassem para a segunda
classe, nao smente estivessem esses que S. Exc.
comprehendeu na medida a que me refer, alada
perteneendo primeira classe, mas tambem que
um delles, que e estrangeiro, fosse promovido entao
a posto a qual nenhum brasileiro ainda chegou.
.Vnhnm dos antecessores de V. Exc. Sr. mi-
nistro teve a coragem de cortar por esse abuso.
Honra seja feita a V. Exc. por ter affrontado esses
interesses, fazendo cumprr essa disposicao da "
ca conlianc.i. Fui coniiinnjjanie --> ilu, r,i
ao ministro, ii fficinas .te p- ir qn. e- ':. i
boa lona, poU receiava que a que enlrava | ,
arsenal era pessima. Pez-* o | MM, e no nrfiinoV
dia de vi.igeui, com urna bri-, fr
rasgando, de >orte que viiw o oiiim.in.1 liti-
gado a comprar em IVrnamt ihm lona c a ritrr
panno bordo para nao se v. a rmtr.xv .iar-
casao de mi lempo, pois na tinlu paon pai j
aguentar o navio.
Nao (icariamos s ilisd>i.;V do mar, m i.
u d>- eiicri
mentar o panno novo, leriamos d* im.rrcr a tjmr
pois toda a earne salgada ojw reeabasm n PU>
loi parte deada ao mar e par i entregu- 'i ^r-
nambuco por podre, tendo por do o cuiuikmI'
comprado em l'Tn imbuc rarn pm i viagra
Avahe V. o que acontecei :\ M n.io sv i
Irasse loco barris de carne pd r>'. a av.iiaado >
i i. quando i--'
tn-js iu- n.lo tm
KrLP'Y,Ct"ar? Xl en ",:'S l""a '"! "luc,'""'" Foram'perto'de 400 arroba! de carn*, i
ajudana o governo a descobnr a verdade r perderam
n^TlTM 'le si:?-reiluA- Ja N v V. Exc. sjm n.lo M ma gavea vea
?..?.^y. !HTO:-NB.era o parecer de que se rasgou, o muito deplorkvel-pv" so em(Te-
r, ^ Aln r'''"e ,,0der'a e,"iUm9 0U Cm tf" 8;lS3t em u,n navil>- lie vai h. -r u-.i. conmSm*
tra occasiao ser ut.l ao servico puW.co ? | qualquer, lona desta quahdad, HWMi
para nao andar matroc no o m rtaxM n: mr-
cessidade de comprar em l*i-n wlmw nova hm*
ifornin-
coes secretas, que pareeiam incommodavam o go-
verno, o qual quera ve-se em inteira liberdade
p ra servir a quem lhe aprouvesse.
Porque^ razo, Sr. presidente, se prohibi una
informacao tao ull, que, quando mais nao fosse,
poderia servir para occasioes importantes ? Que
mal faza ao governo que o chefe do corpo de ,
B !,!? ''10 r"w,m.m""'1av'-',1'1- !?*" os T"' resto pelos poneos Iwns ene h
peitos, que tinha examinado o doente, conjuncta- sini0i sem |)ann( T,c,)nl'wc^,,
mente com seus collegas, interviesse com o seu mos ,nmbem o que comer I
que
voz: N.lo : tenho muito modo dos reser-
Uma
vados.
O Sn. Lopes Netto : Ainda outra razo tenho,
Sr. presidente, para responsabilisar o governo pelos' Senhores
abusos das reformas; cuido que nao ser combat- nm;l m:irjnha em que se d.'spenaV dimViro por'ta
para fazer novo panno.
qual o orcam-njt' stultrieale par
---. u,. .une tu, qw> ..au ^u..../a.- m;l m;mnna em que se dspfii. e dinhf ro r-'r .-I
ida pelos nobres deputados que se acabam de pro- forma Elll qUt ', navu, J |ado ,, ,^|hr
lao aben .menle contra os reservados. seua, do uajz> no ar a ru a,|. |lf.
Retiro-me facilidade com que os antecessores do
nobre ministro empregavam em rommlsses muito
vanlajosas e muito laboriosas a esses officiaes,
apenas eram reformados contra a lettra dos regu-
Ula,i "w ." a i>so os seus esiorcos, e iaea ai-; se o governo os nvesse i
guma cousa mais para merecer, neste assumpto, os sold mesquinho das suas re
louvores da cmara. V. Exc. ainda tem muito que haveria tanta sofreguidao en
fazer. A cmara e o paiz exigem e esperamde V. muito bom que um offical
el.
Nesta parle desejo que nao arrefeea o zelo de V.
Etc., que continu a altender s necessidades pu-1 lamentos e contra a lei expressa.
blicas, nao limite a isso os seus esforcos, e faca al-1 Se o governo os tvesse deixado reduzidos no
formas, crco que n.lo
em solicitadas. Mas
...ial de marinha tenha as
Exc. providencias mais enrgicas e efficazes em honras de seu |iosto oa do inmediato, se j com-
bcnehcio da armada. j pletou o tempo competente, mas deixe as fadigas
ISa verdade para lastimar que mogos dotados do servico de bordo para vir para o arsenal da
de tantos bros, de tanta intelligenna, que do tan- corte, onde gose de ordenados muito, avantajados.
tas esperanzas ao paiz, estejam na flor da idade de- (Apoiados.)
.animados no servico do estado. ( Apoiados. ) E Por tanto o governo < a principal causa desse
tem sobeja razao para isso ; pois se vm preteridos desgosto que tem lavrado na offlcialidade de ma-
por amor de outros officiaes, que sombra do pa- rinha, e da consequente retirada de officiaes muito
tronato vivem ou em canhoneiras nos ros ou em ntelligentes e muito praticos,que n.lo se reformam
bailes na corte, c vao entre Unto obtendo promo-: da noite para odia.
eoes por merecimento, ao passo que elles estao em | Se o nobre ministro quizer um exemplo do que
constante servico activo, apartados de suas fami-' acabo de dizer eu o citarei.
las, lutando com tempestades, expostos a todas as j Na reparticao de marinha ha um regulamento,
fadigas, a todos os perigos da vida martima. (Apoia-' que determina que o intendente da marinha seja
dos. )
Espera a cmara, espera o paiz que o nobre mi-
nistro d cabo desses abusos, que leve a esperanca
ao coraco desses mocos tao briosos como dedica-
dos, e que os colloque na situacao de prestarem
servico relevantes na honrosa carreira a que se
dedicara m.
No "esfe, Sr. presidente, o nico motivo de
desgosto para a nossa oflicialidade. Nao tenho lem-
po jiara enumerar todos os que chegaram ao meu
conhecimento ; mas nao posso terminar este tpico
da meu discurso sem chamar a attencao para a fa-
cilidade com que o governo tem barateado as hon-
ras militares, a nobre farda de offlcial de marinha.
Para prova dessa facilidade permitta-se-me citar
um tacto aqu occorrido, ha pouco tempo.
Um particular requereu ao governo o uso da
farda de primeiro tenente. O ministro que entilo
regia a reparticao de marinha mandou euvir o
quartel-mcstre-general, que era o Sr. vicealmiran-
te barao de Tamandar. O Sr. barao de Taman-
dar informou que esse individuo era indigno do
titulo de cidadao brasileiro, quanto mais da farda
ae offical de marinha. Apezar da informacao, o
ministro concedeu ao peticionario o uso da farda
que supplicava 11
Sr. presidente, o governo niio baratea a toga do
magistrado, nem a farda de offlcial do exercito ;
por que razao lia de ser lio prodigo de um unifor-
me que symbolisa a dedicacao intelligente ao thro-
no e ao paiz, dedicacao nunca desmentida as cri-
ses numerosas que" temos atravessado. f Muitos | da marinha, que regulamento a que me refer
apoiados.) | exige seja preenehido |>or um capit.lo de fragata.
Nao vejo razao para isso, principalmente obser- Ora, senhores, se mesmo na reparticao do nobre
vando que esses individuos, assim galardoados pelo ministro, vista do governo, se praticam abusos
governo, commetlem toda a sorte de indignidades, desta ordem, o que devenios esperar da marinha,
sob a larda de offlcial de marinha. Praticam os se o uobre ministro actual nao empenhar todos os
actos mais vergonhosos; e entao o que se diz ? esforcos para combater o patronato, d'onde proce-
Quem os commetteu foi um offlcial de marinha. : dem esses mesmos abusos ?
Ainda ha pouco, nesta corte, eu tire de lastimar' O Su. Urbano : Os regulamento de nada ser-
um facto snielhante, attribuido a um offlcial de vein.
marinha. Soube, porm, depois que fora pratica- O Sn. LorES Netto :De que serve fazer o go-
do por um desses agraciados com e distinctivo de verno regulamcntos com tanta profusao para elle
lao nobre corporacao. | mesmo revoga-los de urna maneira tao duscommu-
Protesto, Sr. presidente, contra este abuso. De- nal 1 De que serve vir pedir aqui medidas para
sejo que o governo se cohiba de concesses taes sustentar a armada, se elle mesmo conspira desta
pelo menos, um capillo de mar e guerra. Era esse
lugar oceupado por um offical general, to zeloso
e to honrado como os mais honrados e mais zelo-
sos officiaes de sua corporacao, o Sr. Wandenkolk.
Este offlcial general foi mandado para o Para, in-
cumbido do commando da estaco do norte.
Nao censuro a medida : o governo eslava em seu
direilo, einpregando-o nessa commisso emquanto
seus servicos podiam ser mais necessarios do que
no arsenal da corle. Mas rensuro-o por laucar mo
de um offlcial reformado para um cargo "em que
se exige um offical em servico activo, e que de
mais a mais nao capo de mar e guerra, mas
capitao de fragata, tendo apenas a graduaco des-
te posto.
E' o Sr. Possolo, homem muito honrado, a cujo
carcter faco a devida justica : estou persuadi-
do que os interesses pblicos nao correm perigo
as suas mos; mas nem por islodeixo de pensar
queogoverno obrou contra regulameuto expresso,
e podia acautelar esses inleresses, sem acoroeoar
assim ao desejo immoderado de reforma, que a
lepra da nossa armada, o que importa verdadeiro
desservico.
Un Su. Deput ido : O Sr. ministra j respon-
deu a isto.
O Sn. Lopes Netto : QuerV. Exc. outro exem-
plo i Eu o acharei na secretaria mesmo da inten-
dencia da marinha da corte. O Sr. Augusto Cesar
de Catro Menezes apenas Io tenente reformado,
mas oceupa o lugar de secretario na intendencia
que trazem comsigo graves inconvenientes. Os
officiaes do corpo de saude da armada e os offi -
ciaes de fazenda usara tambem dos distinctivos da
marinha; mas tem um signal particular que indi-
ca a classe a que pertenrem e nao deixa confun-
d-tos com os officiaes combatentes. Porque razao
esses patres-mres, esses machinistas, esses pilo-
tos, esses homens enitim, como os que acabei de
indicar, ho de usar de urna farda em tudo igual
que compete a um verdadeiro offlcial de ma-
rinha ?
Recordo-me, Sr. presidente, de que amigamente
os officiaes de segunda linha tinham os distinctivos
e as honras dos officiaes de primeira, mas usavam
de galoes brancos, e assim mostravan a differenca
da respectiva classe.
Acha o nobre ministro inconveniente cm adop-
maneira, para
trua mais ?
to
E
e clamores muito nelaveis,
arsenal de marinha da corte.
pnos ministros no fim de 18 h> ras mtk qua-i sem
o panno que receben na antev pan, obrigado
a comprar outro no primeiro | wlo em qu- loca *
Se porrentura esse navio tivev ; seguido direrfa
mente daqui para a Europa, o q le terii aront*ri a sua guarnico P E' assim que arrisca as vifc<
do Brasileiros que andam em ervini do paiz f K
assim que se dispendem os dinh -inspublir. *
Mas direi ao nobre depotado < ue me honroa com
seu aparte, <|ue nao este o i MM nico de ojot
tenho a prova aqui. Nesse ni sino navio, meu
mesma occasio, embarcou ui ia |hmv.*o d>- carne
salgada que devia servir de alin eot < guarirao
durante a campanhaque ia ene tar; sabe V E\r
Sr. presidente, o que acontece i cora a carne sal-
gada ? Quando se abri a primeira barrica arhou
se a carne podre ; abrio-se a scfunCa podre tam-
bem Quando chegou a corveta a Pernamboro,
commandante fez desembarcar todos o* larri* e
carne (eram mais de 80) para o arsenal u> mari-
nha, onde foi examinada : sabe V. Ev. o renlta-
do deste cxaiuu Toda ella fqi declara !
toda ella foi mandada lancar o lamar.lo, que >-
mora a urna legua da cidade.
Un Sn. Uepi'taimi : fi' doloroso ouvir a ''^posi
cao de tanta miseria 1
O Sn. Lopes Netto : Sao metal verdadeiro.
tenho aqu i prova escripia aritos ; lere d* de-
nunciar outro, tolva! mais escandaloso, fjB e dea
neste arsenal. Se porvenlura colu a iifirroac3w par
tenho, houvesse recebido a prova, eu xlnlnria ta-
bem aqui; falta-me essa prora, mas cuido
posso nioralmente affirmar a S Exc., avista dac
corrido com a Uahiana, que, no locante a t.irarri-
mentos, os cofres pblicos, no ar?eu.il d<- mariaha
da corle, levam lerrive- saptnm E' p
ministro, laucar os olhos sobre iaes abuos : e pre-
ciso corlar por todas essas ottversngiei ; i>i
trario debalde V. Exc. protestara nesla rasa ira-
deseja levar a marinha de gnprra ao aug a uor
ella deve chegar, e a rjM i |ireCiso que chegue n
interesse do proprio paiz.
Quer V. Exc. outra prova da eststanr desees
abusos ? Acha-la-ha com poucaldidknMaO, imte-
gue V. Exc. e ha de saber que, algn da* empre-
gado do arsenal de marinha mpram em cas** aV
propiedades do foriieeidures.foh!". Quero rrrr
que elle paguem os alugu.-i, n--pel-tivus ; bki
forcose reconhecer que a prwnsnmjia i em I
trario ; seria melhor que ettal nao de-
suspeita, que ete facto despena no meo siiinii,
no espirito de todos aquellos quei se intercs-m pHi
inoratidadu das reparticoes puUkas. (AmjindH i
Quer Y. Exc. ainda outro arto Eu a apon
Ha uina casa velha, muito me^quinlia, na ilhr* da-
Cobras, em que dizem-me que tem parle ura dos
empregados do arsenal de marinha, caa que fci
arrecadada |tor 9 annos a 6:OO0A por anno
O S. Ministro di Maiii.mi\ : -7.9104.
OSn. Lopes Nihto : Apnitrito o apartu de V.
Exc. Dizeni que se essa casa loase deaprcpru&>.
nao Valeria esta quantia ; entretanto ha !;> ou
porto disto que esta arrendada; accrescen'-a-e que
ha pouco lempo se tratou de fazer novo arremia
ment, e, o que mais por uia aluguel superior
Uma Voz :Quem o proprietano
O Sr. Ministro da Marinha :Nao t delle.
O Sn. Lopes Netto : -Pode ser; as ioformacjaaf
nem sempre sao exactas; ellas reaaai lAmbem ejoc
se nao delle, pertence a parate* seus inno prp-
ximos. Tenlio feito projiosilo de trazer toila- a in -
as ouca
contrariar
anana de paman
contra o que vai XJtO a(W(m devo attenf5es. mais att.i.co.- lan
eu ao paiz : cmiciis Pial setf
que essa armada cada vez se des-
Ora, se o governo da estes exemplos, nao t mu- j^mj^, a Irbuna, para que o governo ai
0 quo seus subalternos pratiquem cousas peiores. Iambein enibora nie Cx,H)nha as^ro a cont
1 de facto, Sr. presidente, tenho ouvido clamores, inleresjes U olfender susceptibilidades dep
Nao me torna rei
echo de todos, mas pedire licenca a V. Excjara pj^SJS vm,s
citar alguns factos que indicam quoesses clamores QUer V. Exc. ainda outro e^nu.lo CiUrri c
nao sao infundados, que ha moUvos para elles. ^ ;l, a|muxarifcs (jjg0 |,UI; iui|0 de pre-
Ha muito que officiaes de marinha muito resiiei- d eMepeae* honrosa), ali*
tenho.encontrado aqu_e foca. ^J d(j sM 5o."j^ v. Exc. q
taveis, comquem metouiiucuvuuuauvoH'" ~-" xarites de sua reparticao. Note v. txc. ojnaw
d aqu, queixam-se dos maos gneros ornecMtos vencjmenl0s qUfi esses emprngad.* temsiomaf-
pelo arsenal de marinha da corte aos navios da ar- quinhos. mas na dc no,.ir_ 2 ,,uiZt.r in^tt imr
,3a- (uasi todos elles morara m.claearas e boa* nwm
Um Sr. Deputado : Este negocio dc foraeci-
inentos materia vasta.
Afflrinam-mc que um dalles entrando ha tonco
tar-se uma medida nesde sentido, em determi-! b Sr. Lvpes Netto :Queixam-se ha oitni^StP ?' -TmT !." i.r.'ve livro-ie de
nar que taes individuos, a quem se tem conce-1 disto ; mas estas queixas, apezar de reproduzidas ?
taes
dldo farda de marinha, usem de galoes brancos,
de dragonas de prata?
Desta maneira Sr. presidente, se v qual tem
sido o desgosto dos officiaes de marinha, que se
acham confundidos com pessoas que o Sr. barao
de Tamandar achava indignas do foro de cidado
brasileiro. Uma providencia nesse sentido aca-
bara com esse desgosto, e faria com que os Srs.
ministros nao fossem importunados com pedidos
de semelhante nalureza. Desfeita a illuso, o uso.
da farda seria menos apetecido.
Outro abuso, Sr. presidente, quero estigmatisar.
E' a facilidade com que o governo tem concedido
reforma officiaes que se acham em estado de
continuaren! a prestar servicos na marinha de
guerra.
Qualquer desgosto que occorra a um efficial de
bro occasio para elle pedir a sua reforma.
Nao sei como isso se faz, nao sei como se entende
com a commisso de inspeccao de sade : o certo
que nunca lhe falta a reforma.
A responsabilidade disto, senhores. parece que
deve recahir sobre o governo. Com quanto o no-
bre ministro dissesse cmara qne toda da com-
misso de inspeccao de sade e emendo que deve
lancar-se inteiramente A conta do governo porque
o governo nao constrangldo a estar sempre pelo
que informa essa commisso.
O Sr. Ministro da Marinha : Nisto se rege
pela lei de 1832
O Sr. Lopes Netto : Ento permuta que lhe
diga que se a iuota ou commisso de sade quizer
acabar com a marinha reformando-lhe os officiaes,
o governo julga-se obrigado a concordar com ella.
Os abasos tem sido vislveis. NSo sabem tods que
indlvidnos que gosam de perfeita sade, que esto
era circumstancias de servirem muito bem ao Es-
todo, sao declarados invlidos e como tae3 reforma-
sempre, nao tem provocado as providencias que
deviam provocar em um paiz governado constku-
cionalmente, como o nosso.
Diro rio queixas infundadas. Nao creio
que, sendo infundadas, fossem partilhadas por tan-
tas pessoas respeitaveis, como essas a quem me
retiro.
Citarei ao Sr. ministro um exemplo pralieado ha
poucos dias nosta corte : a corveta KoAnuta foi
mandada em viagem de instruccou para a Europa;
felizmente para a sua guarnico o para o paiz nao
seguio directamente do Rio do Janeiro para a Eu-
ropa ; teve de tocar nos portas do norte, onde ain-
da se acha.
Antes de partir, o Sr. Secundioo Gomensore,
digno ceraraandante dessa corveta, foi ao arsenal,
reclamou das autoridades competentes que, care-
cendo ella de panno aovo, Ih'o fornecessem de
muito boa lona. Reclamacao intil, se por ventura
do arsenal de marinha nao sabisse lona ruim para j
o. servico da armada
Proinelleu-selhe tudo, fez-se um panno novo.ea-
vergaram-o na corveta ; mas sabe o sr. minislio o
que aconteceu ? No segundo dia de viagem sera
que houvesse temporal, tendo apenas refrescada o
vento, rasgou-se o panno...
Um Sr. Dbputado : Foi uma gavea volba.
0 Sr. Lopbs Nktto :Diz o nobre deputado que
fm uma gavea velha, cu peco licenca para ler uma
carta dc offlcir.l de marinha ; do meu irmo, que
pertence guarnico da Bahimna ; cito-llie o no-
me para evitar suspeitas temerarias em prejuizo
de outros officiaes seus companheiros. (L o se-
gu ule tpico de uma carta).
i Para V. fnzer idea approximada vou contar o
que se deu com esla corveta. Tendo de fazer uma
longa viagem, tratou o commandante de prover-se
de panno novo, porque c que. b.avia inspirara pou-
futuros embaracos dsssa ualureza, di-pc*uade
apolices suas, que provavclioente ja as tinha ganhc,
se as nao herdou, peta garantir sua conservar*
no emprego.
Estes factos, se sao exactos, depoem oik) con-
tra a moralidade de quem ojie: pratHaw .
devera attrahir a attencao d? Sr. nnisitu toillu
trado, to zeloso, como Mansa ser e espero emt
seja, pelo servico puhlico...
Uma Voz :Elles infelizmente Jo muim fre
quentes aqui, em Pernambaco em moitas pri
vincias.
O Sk. Aracvo e Mello :D Pernambuco fx-
excepcao. .
Um S. Depctado :Mesmo aqu no Rio *-
neiro ha empregados muito honrados.
O Sr, Lopks Netto : &> dizer a ^ tic
quinto, ao arsenal de Pernambuco (ja que fa
nelle) repito com multa salisfacao o aparte que ei
hontem : o arsenal de Pernambuco mn entrene
a ura offlcial da armada qu nao cede a nenhair.
de sens collegas nem em intelligeneia nem em
zelo pelo servido (/oblico. nem probidade (A| dos.)
Masdizia en qpe uo era unicameote c :.r-.nai
da corte que cmanquejava de ura clho ; mamp>
java tambem o da Baha, onde o Sr. Amaz.mae
tambera offical de muito roereciroenio, raudo hon-
rado e miyto intelligente (apoiados.) descubri la
droeiras horrornsas. Disse-me pesson rnato cani-
netente que faziam pedido de objectos ajac aia
eram necessarios, ao menos na qoaniidade pedata,
por exemplo, 10o pecas de lona; manda ae m-
tisfazer ; compravam-se, mais eotravam 30, 40 pa-
gas, nada mais. Se o chefe da reparticao ia aiv
hr i entrada, ella se effectuava integralmenta; amt
depois na sabida dos objectos repayntnaaaaw; ic
conveniente ; em lugar de sahirem naos nue
so havia pedido e mandada sahir, sahiam 30 ce V>,


c ass
tiolia
casio
niarla> ie Pewwifcie Qwarta fctra 1 i Te Malo matesepoFTora o numero das pecas que
n Mitrad* e excediam i necessidade que .._ lar o primeiro podido.
Cohj su arranjava a csertpturaeo nao posso al",
firmal, mas o caso que esses abusos deram-se, e
deram-se por nnito lempo; foram ltimamente
averiroados. e deploro qoe, leudo couliecimcnto de
abuso lio pravos anda nao me constas>o que um
so d.sses autores tivesso sido severamente casti-
gado, como rumpria.
Citare! anda oulro abuso, ja que tenho amoj
no ar: enal de marnha da Baha. I'crmltta-me o
Sr. ministro que eu chame toda a sua attencao pa-'
ra umleaso de summa gravidade, que se den all I
ltimamente. Opatro-mr rebellou*Se e rebellou-
se contra o seu chefe, e de urna mane ira escanda-
losa (anotados); suscitou um metim no arsenal;
fez con que trabalhadores, qne estavam sob sua
inlluoiiiTia, desohedeeesscm aos ofllciaes que os
commahdavam ; los em postar-se no porto do ar-
senal e (cousa inaudita entre nos) ameacassem l
coui bengaladas o proprio rapilao de mar e guerra
Amazonas, o inspector do arsenal o o Sr. capitn
de mar
Babia.
Disto
c guerra Silva Lisboa, capillo do porto da
j Sr. Amazona* deu, como era do seu de-
ver, par e formal ao quartel-general; mas dizem,
nao sei e com fundamento, que esses papis nao
existem pa secretaria! Um facto destes, urna in- i
subnrdiupro t;io earaelerisada, como esta, chega
ao conlietimenio do governo, mas nao processa-
de corpo fcle debeto!
Cbainol pota, a attencao do Sr. ministro para es-
te fado; kieco Ihe que mande investiga-lo a bem da
disciplina) da armada, qoe o nao tolera de modo;
algum. Consta-mu que o Sr. Amazonas tem solici-1
tado isto do governo niais de urna vez. Gimi que
o nobre, ministro o satisfar, tirandoa Homo o pro-
cedimento delle no arsenal de marnha da Bahia,
por certo |tao nobre e to honroso como nobre e
honrosa tem sido toda a sua tonga vida militar.
Tornan lo, Sr. presidente, materia das dolapi-
dacoes no arsenal de marinha da corte, peco licen-
ca para C lar um (acto minio recente, sobre o qual
tambera chamo muito especialmeute a aitencodo|
Sr. ministro.
Teve de entrar nestes ltimos das a corveta
Imperial Murinheiro no dique da ilha das Cobras
para concertar ; o commandante, querendo des-
obstruir s patees, mandou recolher ao arsenal
da marinlm se.-senta arrobas de bolacha que nelles
havia ('.litigada essa bolacha ao arsenal, mandou-
se um oliicfial do-erpo desade cxamina-la, oqUal
duelai ou que a bolacha eslava toda podre.
Mas na occasio em que se ia mandar vender
cssa bolacha, nao sei por conta de quem, e creio
que no larglo do Capim, ou em outro lugar, em que
se cflccfuavam vendas semelhanles, emproveitode
particulares, chegou a noticia ao commandante da
Imperial M> rinkirt desse abuso escandaloso : di-
rigio-se elle ao arsenal, proeurou fallar ao Sr. in-
tendente Poslo, a quem expoz a enormidade da-
qiielle abusilie declarou que a bolacha eslava boa,
e tao boa qt.eos ofllciaes do corveta comiam delta.
Mandou-se urna amostra intendencia, onde es-
tavam enlo di versas pessoas, e entre ellas alguna
ofllciaes (cuido que generaes tambemj da armada:
todos a provaram, acharara a boa, e al gostaram
dHla (risad;); mandou-se proceder a novo exame,
c a bolacha que se ia consumir por podre, foi jul-
gada em pe feto estado, gracas ao zelo do Sr. ca-
iilo ile fragata Costa, comniidante da Imperial
Alariiiliriro. ConsUiu-me o facto, con todas as suas
circunstancias, mas anda nao me constou i|ue es-
se olticial di corpo le sade, que procedeu com
tanta leviamtade, pelo meuos, em prejuize da fa-
zeiula nacional, fosse respousabilisado de maoeira
alguma.
Chamo tainbem attencao do nobre ministro
para um celebre armazem de inuteis, ou cousa
que o valha,| existente no arsenal de marinha desta
corte. Instrumentos nuticos e outros objeetqs im-
portantes da armada, por qtialqucr motivo sao de-
clarados inu eis. Esses instrumentos tambetn teem
fregueses, arrematam-nsem certas pocas, sempre
por preco vil, veltando depois de concertados para
arsenal, qie ospaga por alio preco, como se fo-
ram novos e comprados ora primara mi. (Apoa-
dos.)
feto um abuso muito conhecido e queneeessa-
i'ianiente de re ser platicado por mnis de um indi-
viduo. Procuro S. Exc. saber quem sao esses pres-
tigitadores, t ver qne, se os pacer fura do arsenal,
prestara um grande servico ao paiz.
0 Su. Sai. lAMi.v Marinho :Estes abusos j tem
tantas railes que preciso muita forca para extir-
pa-los.
0 S*. Min stiiij da Marinha :Facam-se ebegar
ao ronhecim snto do governo que elle, tomar as
di'V delicias.
O Su. Loria Xetto :Crea V. Exc. que se pu-
desse provar outras delapidacSes de que tenho no-
ticia, eu as p uenteara desta tribuna, anda com o
proprio con prometimiento de V. Exc. Estou na
materia da cunara, que apota 0 ministerio actual,
nas previno-1 de que nao deve contar sempre com
lias Ihe pode faltar, quando elle me-
subalterno
tanibcm o?
de diversa n;
facto do forn
com eabre d<
este faci, a
outr'i.ra l'rag.
quem foi rei s
muito qne n<
ferro d frag.
Mas eu citt
S iiary e f
oapoio, qoe
nos esperar.
Os abusos han partera smente dos empregados
parece que as smnmidados do arsenal
raticam, e de honi calibre, embora
lorexa. Ha pouco tempo cilei aqui o
da corveta Baliiuna, que foi feilo '
forro de nao. Procurou-se desculpar
lagando-se que a corveta tinha sido
la, e, como diz o proverbio, que
mpre conserva magestade, nao era |
torro della se einpregasse cobro de
la. (Risadas.)
i igualmente o facto dos vapores Ara-
fe, de proporcoes mnilo acanbadas,
que, som ten n sido fragatas, foram tambera forra-
dos esses nav os com o cobre de 28 ou 32 linhas,
isto, cobre ile nao. Salte. V. Exc, como por ahi se
explica uso ? Pode ser muito bem que a explca-
co nao seja exacta; mas dizem que era preciso
consumir una grande quanlidade de cobre para
ferro de navips, que nao possuinios, comprada a
um foniecedir feliz, que a havia arrematado em
leilo. Seja o nao assuii, peco ao nobre ministro
que (adagua k-in do que houve a este respeito, e
naocousinia i ue para outra vez, seja tao completa
a feicidade dt-sse frnecedor.
Reparo o nobre ministro que para se praticarem
abusos destS natureza preciso que as cousas es-
tejam bem o'ganisadas nesse sentido, c tiio bem
erganisadas islao que ate me dizem que ha no ar-
senal um eni| regado cujas pensao de :t botes de
rap por mez. (Bisadas.) Indague V. Exc. se ha
por ahi algui i tabaquista desta ordem, e no caso
de ha ver, de-llie V. Exc. tabaco de outra qualida-
de. iCoutinuam as risadas.)
Desejo smiute que o Sr. ministro examine bem
estes fados; -Confio muito na sua perspicacia, e so-
bre ludo no lesejo que mostra de bem servir ao
paiz. (Api iados.)
Sr. presidet te, ha nesle porto um pequeo bri-
gue que servik para a ostraccSo pratiea dos aspi-
rantes da eseela de tn irinba. "Este navio ha muito
tempo, como os outros anteriormente empregados
nesle servico, era governado ou dirigido por um
simples mostr, e eslava cargo do professor de
apparelho da escola de marinha: mas foi elevado
categora te transporte, e deu-selhe por cora-
mandante o nesino professor de apparelho, que
um capitiio dn fragata. Creio que nao se consullou,
pelo menos, a economa, nesla promo^ao, porquan-
to ao capito Ja fragata, pelo trabalhoque tiuha na
escola como professor de apparelho eslavara mar-
cados na lei v encmenlos espenaes.
Dando-se-lt e uuia eommisso destas, creio que
excedeuse o |ue o legislador leve em vistas; aug-
menlou-se a cespeza publica, e este augmento me
parece que nao necessario era legitimo. Mas
isto nao tudo: elevou-se o navio categora de
transporte. Slenhores, nao sei seo nobre ministro
est atitorisat o para mudar o nome s cousas, para
alterar o diccionario porluguez.
Pois se o bi'igue Capibaribe, cuido spr este o seu
nome, una casca de noz que nao pode transpor-
tar nada e apenas serve para o exercicio de crian-
cas, se nao sae barra fra, aera mesmo pode sa-
tiir, corno que se ihe da olDcialraente a qualili-
eacao de transporte .' Parece que se Ihe deu esta
Oenoinjiiaco para se Ihe Jar com ella um com-
aiandante" do patente superior. Assim modifica-se
a lei, onerani-se os cofres pblicos, coraraetle-se
em mimma um abuso. Contra este abuso peco li-
cenea ao nobife ministro para reclamar, e mesmo
pergiuiur S- Exc. te acha inconveniente em que
0 T"'^t ei^ navi" coatiaue a SBr feto como foi
al enuo, coro tanta vanugem para os cofres po-
Tamljem, Sr. presidente.meeonsto que se creou o
lugar de ajudanie de poa, preenctudo hoje pelo
,r r..IlnfM,*LVVe,i> 'oso. enlretaaton. decreto
n. 2,o.lb de 5 de feverero de igfto mz que 0 aiu-
dante do ministro oelWe do quarieUgeii-ral Te-
mos pois um emt>rego creado *em autoris^icau leual
e contra a liUeral dispostcao da um decreto, ui
cuja execueo parece nao tw-se dascoberte desvaa-
Ugem alguma.
Peco permifiio ao nobre ministro para pergun-
'ar-llie, se o governo est disposlo a consentir na
eontinuaco desta facto, que me parece tao abusi-
yo? Se S.Exc. ontende que ha inconvenljite era
continuar o chefe do qnartrl-general a ser seu
sijuilanto; e no caso contrario, um ajudante, nao julga mais acertado pedir ao par-
lamento autonsaeao para crear-lhe o emprego ? Por
que se ha do augmentar assim a despeza publica
serh que o parlamento ao menos saibaarazaodeste
augmento f
X.o trago tribuna estes factos para molestar a
pessoa alguma, estou muito longe disto; trago-os
nicamente para que o nobre ministro os corrija
em tempo,e se previna contra as tendencias que
para commette-los mostrara quasi todos os Srs. mi-
nistros de estado.
O Sn. Ministiio da Maiuniia:O offlcial a que
o nobre deputado se refere est embarcado.
O Sn. Lopks Netto :Mas eslava euuo como
ajudante do miuistro.
O Sn. Ministro da Marinha :Meu, nunca.
O Su Lopes Netto :Bem.
Pedirei anda licenca S. Exc. para citaroutro
facto que mais escandaloso, na minha opiniao. Ha
um empregado do conseiho naval que ha mais de
um anno nao ra sua repartico.
Dizem que est encarregado de urna commissao,
o que venlade que elle tem sido visto em ser-
vido activo de empreza particular.
O Sn. Ministro ba Marinha :Qual o nome
desse empregado ?
O Sn. Lopes Xetto :Pcrmitta V. Exc. que eu
o nao decline agora; nao sou denunciante, nem
desejo aqui citar nomes : acho que isto eslaria
muito asaixo da alta misso que me confiaram
meus compatriotas. Indague V. Exc. este facto no
arsenal, e saber quem o empregado.
Agora, Sr. presidente, fallare de oulro abuso que
me parece lambem inulto revollante.
De certo tempo a esla parte, havemos annual-
raente mandado Europa um navio de guerra.
Nao censuro o facto; ao contrario desejra que
podessemos mandar todos; mas parece que o
governo a este respeito, como a muilos outros, nao
tem procedido sempre conforme as conveniencias
do servico publico, porque d ao commandante do
navio que vai Europa urna graiilicacao, quo at
certo ponto justilicavel, mas que o nao quan-
do essa gratilicacao matar para uns e menor para
ontros, e anda meaos piando algum de.sses com-
mandantes nao se d ao menos ao incommodo de
levar esse dinheiro para a Europa, deixa-o logo
era casa de algum banqueiro a vencer juros, ha-
vendo sido semelhantc gratificacao destinada a
retribuir obsequios que receba nos portos estran-
geiros a que chegarem os respectivos navios.
Houve ollicial a quem se deu 6:000*. de gratili-
cacao. Xo sei de que verba sabiram essa e ou-
tras gratilicaeoes ; o que sei que uos ornamentos
nao tem sido autorisadas semelhantes despezas.
Taes abusos nao devem ser repelidos.
Ainda mais direi V. Exc. : um desses ofll-
ciaes, o que recebeu a quanlia de 6:0004, se-
guudo rae infoi marain, foi encarregado de ir
Tnger para oflerecer um jaular a Muley-Abbas,
irmao do imperador de Marrocos, em reconheci-
inento da ctlicaz proteceao que dispensou aos nu-
fragos da corveta U. Isabel. Quando a corveta,
commandada por esse oflicial, chegou Gibraltar,
para onde fra de Lisboa, sabia se que Muley-Ab-
bas eslava em Hespanha como embaixador de seu
paiz.
Portanto, nao se gastn urna garrafa de cerveja
com o principe turco. Mas pergunto : essa quan-
tia nao devia ser restituida ao thesouro 1 Porque
nao se lomou conta a esse oflicial, que, recebendo
ai|uellc liinheiro para um flm determinado, nao
leve occasio de despender um real ?
J que fallo em coinmissoes das nossas crvelas
Europa, chamo a attencao do nobre ministro
para um facto de que fui tstemunha, e que ainda
hoje deploro amargamente.
Temos um regulamento que designa os dias em
que se deve dar salvas a bordo dos nossos navios
de guerra. Um desses dias com (oda a razo o
anniversario da nossa independencia. Xa tardede
o de selembro de 1861 chegou ao Tejo a corveta
Haitiana. Xo nutro dia pela manha mandou o
commandante prevenir aos navios de guerra, sur-
tos no porto, que devia embandeirar a corveta e
salvHr em eommemoraco ao anniversario da inde-
pendencia do Brasil.
Com elfeito no dia 7 ao romper da aurora, a
Haitiana embandeirou e salvou na forma do est\ -
lo; mas nenhum dos navios da esqnadra portugue-
za embandeirou nem salven com ella.
O Su. Silva I'eueuu .Sao sempre assim com-
noseo.
O Sn. Lopes Netto :I'erde-me o nobre depu-
tado : este procedimento nao censuravel; darei
a razan que tenho para assim pensar.
o dia seguinte o Sr. infante I). I.uiz, que com-
mandava eolio as torcas estacionadas no Tejo,
mandou declarar ao nuwo offlcial que nao o tmha
acompanhado no seu festejo, porque o regulamen-
to porluguez s permute esse acompanhamento
por occasio do anniversario de pessoas de
familia real : e que impede que em outras
eircumstancias, como aquella, se corresponda no
Tejo a somelhantes festejos.
Parece, Sr. presidente, que o quarlel-gencral de-
via ter dado mstruccoes ao commandante que o li-
rraase do desgosto que levo enlao, nao vendo os
navios da esquadra portugueza acompanharem o
seu. como esperava.
Ha outra cousideracao importante. Informaram-
me que nao costume que as nacoes que liraram
independentes solcmnisem a sua independencia
as metropoles a que pertcnceram (Reclama-
c5es.)
E' um facto contrario boa cortezia ; porque
semelhante proceder recorda dpsgoslos s metro-
poles. fContinuam os apartes.) Ha sempre essas
attenc.ies entre amigos. Di7.em que os Estados-
Unidos teem esta delicadeza com a Inglaterra. Pa-
rece-me que a deviamos ter tambem com Portu-
gal ; niiiguem vai casa alheia para fazer insulto
a quem nella habita, quanto mais ao proprio do-
no. Cansentiram que salvassemos, soleinnisando o
anuiversario da nossa independencia, mas nao nos
aeompanharam na salva. Isto mais triste do que
se deixassemos de salvar por deferencia Por-
lugal.
O Sr. Martim Francisco :Xao apoiado.
O Sn. Lopes Xetto :Se o nobre deputado es-
livesse como eu em Lisboa, quando este facto e
deu, liavia de deplora-lo como eu ainda o de
ploro.
O que peior, que uo anno seguinte, tambem
A 6 de selembro, -chegou a corveta Imperial Mari-
nkeiro ao Tejo. Pareca que era de proposito para
se tirar um uesfereo do faci occerrido no anno
anterior.
No dia seguinte repelio-se o convite, e houve
embandeiramento e salva no navio brasileiro'
tambera deixou de haver correspondencia dos na-
vios poituguezes. Apenas a crvela S. Lviz, da
marinha norte-americana, surta entilo no porto
de Lisboa, acompanhou o festejo do nosso navio.
Eu, se tivesse de providenciar esse respeito,
ou alterarja a tabella dos festejos nesta parte, ou
recommendaria aos nossos ofllciaes que nao pas-
sassem com navios da armada o da 7 de setcm-
bfo no Tejo, e que se all estivessem a servico se
retirassem na vespera e voltassem no da suase-
quente. Assim procederamos com mais pruden-
cia, e em todo o caso nos mostraramos cortezes
com a nossa antiga metropole, deixando de solem-
nisar um fado que nao pode deixar de despertar-
Ule dolorosas recordaedes.
O Sn. Mnistro da Marinha diz algumas pala-
vras que nao ouvimos.
O Sr. Lopes Netto : Sr. presidente, tenho ou-
tras considera^es a apresentar, mas como o Sr.
ministro da marinha se mostra impaciento com as
minlias observacfcs, concluir! perguntando ape-
nas S. exc por um facto que chegou ao meu
conhecimento, e qne provocou-me serias reflexdes.
Alrmam que ha contratos para forneeimontos de
madeira e carvo de pedra ao arsenal da corte,
feitos na secretaria de estado da mariuba. S. Exc.
pode dar-me alguma informacao este respeito
Se nao poder faze-lo agora, esuero que examinara
este assumpto, e me dar, se f> exacta a informa-
cao, copia destes contratos tambem, visto como es
laj comprehendidos no pedido que z n'uma das
sesses anteriores.
Termino aqui as observacoes que tinha de faier
pedindo S. Eie. o Sr. ministro da marinha e
cmara que desculpem a massada que Ihes dei,
oceupando a sua attencao por unto tempo e em
hora tao adiantada. (Muito bem, muito bem. O
orador cumpriraentado por diversos Srs. depu-
tados.)
PERHAMBOCO
ASSEIILEA PROVINCIAL.
SE8SAO OBDINARIA EM 7 DE ABRIL DE 1864-
PRESIDENCIA DO SR. CONSELHEIRO TRKO DE
L00RB1RO
(Concuao.)
O Sn. Benedicto Frasca :Sr. presidente, tendo
pronunciado nesta casa ura discurso em resposta a
dous tpico iw discurso uo nobre deputado pelopdis-
tricto oSr. G. Drummond, disse o demonstra em
urna parte delle que a epposiCJO que fazem hoje
cortos tiberaes ao partido domiiiante c injusta e
absurda. (Apoiados e nao apoiados.)
Contra esta minha assercao responderam dous
dos nobres deputados pelo 1 districto, procurando
anda ustiflcar essa opposicao. Infelizmente, po-
rm nao fui convencido pelas razoes produzidas pe-
los nobres deputados; nem poda s-lo, como passo
a demonstrar.
O nobre deputado o Sr. Sabino proeurou tirar do
nome dado ao novo partido um argumento contra
a legitimidade da fusjio que o conslitue e disse
que sendo o elemento pessoal liberal o predominante
nessa combinaco poltica, o sendo o progresso e a
liberdade cousas idnticas, nenhuma outra razo
podia haver para essa mudanca de nome de libe-
ral para progressista, seno que os novos tiberaes
nao se haviani ligado sinceramente com os antigos,
ou por oulra, que nao erara liberaes.
Sr. presidente, se a palavra progressista appca-
da ao novo partido tem urna significacao poltica,
como se deve crer, e er o nobre deputado, havia
na poca da fermacao desse partido differentes ra-
zos para se fazer essa mudanga de nornes, e eu
indicarei algumas.
Primeramente convinha salvar de certo desar
injusto com esse nome novo a dignidade desses ho-
mens que se tinham modificado em poltica e en-
tra vam para a nova ordem de cousas. Senhores,
ha muitas circunstancias em que nao s nao de-
sairse, mas at muito louvavel um hornera mo-
dificar suas opinioes polticas, para que possa rea-
lisar-se o bem dos estado; porque a opiniao de um
poltico acerca do bem do seu paiz resulta da idea
que eile tem do estado e eircumstancias do mesmo
paiz, e esse estado e eircumstancias sao mudaveis,
e nao podero deixar de variar com os tem pos, de
soffrer modilicacoes. (Apoiados.)
E' assim, Sr. presidente, que os proprios partidos
polticos muitas vezescessam de existir, cessando a
sua razao de ser. (Apoiados, muito bem.)
Sr. presidente, se a existencia dos partidos urna
necessidade reconhecida pela sciencia do publicista
e um facto atteslado pela pratiea e tradigo cons-
umes, deve-se tambem reconhecer que muitas vc-
zes em panidos oppostos apparecem espintos que
lendendo para um ponto commum, que se avisi-
nhando igualmente do marco divisorio que separa
esses partidos, aproximam-se e at confundem-se
afinal em suas opinioes e enlao surgera urna nova
ordem de ideas, e urna nova ordem de cousas. En-
tretanto, ba homens acanhados que querem que os
partidos sejam hojeo que foram hontera fiquem es-
tacionarios, nunca possam tnodificar-sc quando os
tempos e as eircumstancias se modificara constan-
temente 1
Sr. presidente, esse supremo esforc de perseve-
ranea e obstiaacao seria urna confuso deploravel
da lirmeza.com a immobilidade, e s pedera adiar
base na doutrioa da inercia e do repouso social.
Eu pens, como um dos humeas mais eminentes da
aclual situaeo poltica, que o principio de que os
partidos nao se devem modificar atentatorio dos
progressos humanos; e que se essa modificacao se
da nos paizes em que el les se distinguem pelo ra-
dicalismo das ideas, onde vigorara os privilegios
de velhas aristocracias, nos paizes de civilissQo
secular nao admiravel que esse mesmo pheno-
raeno appareca no Brasil. (Apoiados, muito bem.)
Assim, porm nao pensara certos espritus su-
perliciaes, assim nao querem pensar espritus mali-
ciosos, que querem sempre ver em urna profunda
mudanca de opiniao poltica urna aposthasia con-
demnavel, um procedimonlo reprovado.
O Sr. Sabino Olegario :Creio que as palavras
do nobre deputado nao existe urna insinuac/to con-
tra nos.
O Sn. Benedicto Franca : Por forma ne-
nhuma
Dizia eu que assim nao pensam certos espirtos
superficiaes, que assim nao querem pensar certos
espirites maliciosos, os quaes querem sempre ver
' na mudanca de opinioes polticas, urna aposthasia
condemnavel.
Para evitar-so isto,Sr. presidente,~convinha que se
nao dsse ao novo partido, nem o nome de conser-
vador, nem o nome de liberal. Dizia-se enlao que
os antigos conservadores que tinham entrado para
a nova ordem de censas liaban lano crate a que
se dsse a esse novo partido o nome de conserva-
dor, quanto tinham os liberaes que Delle baviam
entrado para que se Ihe dsse o nome de liberal.
(Apoiados e nao apoiados.)
O Su. Ciiniia Teixeih.v (com irona):Creio
que os conservadores tinham mais direito. (Nao
apoiados.)
(I Su. Costa Niheiro :De maneira que nos li-
beraes tinhamus retrogradado I
O Su. Benedicto Franca :E por outro lado
esse novo nome devia contentar a uns e outros,
porque leadla a salvar lodos do perigo de um injusto
desar
OSu. Xetto:Para malar o partido liberal.
O Sn. Araujo Barros :Xo creio que um par-
tido morra por to pouco ; isso pbaiila.-ia.
U Su. Presidente :Pego aos nobres deputados
que deixem o orador continuar, nao o interrompam
com tantos apartes.
OSr. Benedicto Franca :E eu supplico aos
nobres depulados.que rae deixem fallar, o que de-
pois me respondam, mas nao em apartes.
0 Sr. Sabino Oleoario :As vezes uo ha re-
medio seno dar alguna apartes para provocar a
explicaco de certos lacios.
O Sr. Benedicto Franca :Eu julgava ser isto
dispensavel, porque os nobres deputados nesta casa,
conhecem o meu earacler.tein observado o meu pro-
cedimento as discusses, eu nunca os aggrodi,
nunca niolestei alguem, teiiho me portado com a
pulidez, com a urbanidade que mutuamente se de-
vem homens de educaco, que se presara, e que
estimara a sua posico e dignidade.
O Sr. Sabino Oi.eahio :Mas V. Exc. fallou de
espiraos superticiaes e maliciosos 1
O Su. Benedicto Franca :E V. Exc. conside-
rase espirito superficial, ou malicioso?
0Sr.Saiu.no Oi.ecario :Xao, mas pelo modo
porque as suas palavras foram diUs, davam a en-
tender que a nos se diriga.
O Sr. Presidente :Mas una vez dada a expli-
caco, deviam cessar os apartes.
Sr. Beneoicto Franca : Havia anda urna
oulra razo para adopiar-se o nome de progressis-
ta com preferencia ao de liberal para denominar o
novo partido, e que na poca em que se furmou
esse pariido anda exsliam no partido liberal cer-
tos espirilos exaltados, partidarios de principios ex-
tremos de pocas anteriores, e bavidos hoja por
exaggerados e noera a esses liberaes exaltados, e
sim aos moderados que vinliam uuir-se os antigos
conservadores...
O Sn. Cunha Teixeira :Eu pela minha parte,
nunca fui exagerado.
(Trocam-se outros apartes.)
O Sr. Amyntas : Continu que vai muito bem.
O Su. Benedicto Fran;a :-Os nobres deputa-
dos parecem que nao querer ouvir as minhas opi-
nioes, porque antes de concluir um argumento me
coriam a palavra em meio.
i 0 S- Jos Ma ia :Eu nao me oliendo, porque
sempre fui e sou liberal exaltado.
O Sn. Benedicto Fiahca :Ora, a palavra pro-
gresso sigmfu-ava bem o pensamento e inslincto
do novo partido ; porque exprime a liberdade re-
grada e legitima, a liberdade em consorcio com a
a autoridadedous principiosque temperados dev-
damenle, podem coexistir as erencas de ura mes-
rao individuo e de um mesmo partido, porque nao
s nao se repeliera c hoslisara, mas anda se aju-
dam, sendo cada um aulles sustentculo e garanta
do outro, de sorle qoe nao ha liberdade regrada
sem autoridade, nem autoridade regrada sem li-
berdade.
Parece at, Sr. presidente, que a mudanca de
nome devia altrahir mais os dous antigos partidos
que tinham contribuido para essa combinaco po-
ltica, devia tornar o novo pariido accessivel a
novos alliados, parece que devia produzir sobre
certos conservadores e sobre certos liberaes o mes-
mo elfeito que produzio sobre os navegadores do
secuto XV, a mudanga do nome deCabe das
tormentas, paraCabo da Boa Esperanga.
Ainda havia porm, Sr. presidente, urna oulra
razo para essa mudanca de nome, que para mim
a mais importante e a que actuou no meu espiri-
to, e que um pariido progressista superior a um
partido simplesmente liberal. (Beclamagoes da
esquerda.)
O Sr. Sabino Olegario :Ougamos a demons-
Iracao.
Sr. B. Franca :Sempre que ha o progresso
ba liberdade, mas era sempre que ha liberdade ha
o progresso : progresso e liberdade nao sao cousas
idnticas, como muita gente di;.
Un Sr. Deputado :Logo o partido progressista
nao liberal. (Apoiados da esquerda, trocam-se
outros apartes.)
0 Sn. B. Fhanca :Deixera-me fallar, pelo amor
de Deus.
Progresso o liberdade nao sao cousas idnticas,
en vou prova-lo, e desdo j provoco aos nobres de-
putados para me demonstraren) com o principios
de direito publico o contrario do que vou provar.
(Trocam-se apartes.)
I 0 Sr, B. Franca :Assim nao pesso continuar.
O Sh. Presidente :Attencao.
O Su. Costa Bireiro : Xo podemos deixar
[ias~ar sem protesto certas proposices.
O Su. Presidente :Eu chamo os nobres depu-
tados ordem para que deixem continuar o Ilustre
orador.
0 Sr. CfNHA Teixeira : Os apartes nao sao
prohibidos, nao mostra urna disposicao do regimen-
t que os prohiba.
O Sr. B. Franca : -Primeiramente, Sr. presiden-
te, ha duas especies de liberdade, a liberdade no
senlido natural ou como simples poder, que d-se
quando nem a natureza, e nem a sociedade apre-
sentam obslaeulo algum invencivel, physlco ou
moral, ao desenvolvimento das nossas faculdades,
quer materiaes, e quer espirituaes, assim sob o pon-1
to de vista individual, como sob o ponto de vista
social, e enlao a liberdade nao outra cousa mais
do que o poder de obrar; e a nberdade em sentido
jurdico ou como um direito, o qual consiste na fa-
culdade moral de querer e obrar, o poder de j
exercer as nossas torgas, mas smente conforme a |
lei, esta liberdade existe quando a lei nao oppoe
obstculo algum ao desenvolvimento de nossas fa-
culdades, quando os diflerenles ramos e modos de
nossa actividade podem obrar, mas smente quan-
do, quanto, e como o quer a lei moral.
Ha pois duas especies de liberdade, urna que o
poder de obrar bem, e outra que simplesmente o
poder de obrar, urna legitima, outra Ilegitima,
urna regrada e dirigida e usada sempre para o i
bem, outra desregrada e que pode muitas vezes
ser abusada e conduzir ao mal. E nesle sentido
disse bem Thiers que sempre que se ouve a pala-
vra liberdade, uos tremera sem motivo, e outros
pedem sem lmite. Assim porm nao o progresso,
porque progredir, sendo o caminhar para o nosso
destino, o aproximar-nos do bem, sendo o cumpri-
mento de deveres, s comprebende i parte boa ou
legitima da liberdade.
Em segundo lugar, a liberdade, considerada dc-
baixojJe qualquer desses seus dous pontos de vis-
la, nao outra cousa mais do que faculdade de
obrar; mas nao basta poder obrar, c preciso obrar
como se deve; a liberdade um meio, resta porm
assignar-lhe o im, e fazer realisa-lo, obligada a
desenvolver-se do modo porque ella leude a diri-
gir-nos para o iim da humauidade, mister fazer
convergir a liberdade para o seu escopo supremo;
a liberdade pode ser um direito, cumpre porm
reconhecer nesse direito um dever, e fazer cum-
pri-lo. E o homem, meus senhores, nao tem s-
mente direitos e deveres para com seus semelhan
tes, e nao tem a respeito da sociedade smente os
direitos e os deveres da justica, tem tambem direi-
tos e deveres de beneficencia, e estes ltimos nao
s fazem parte da rbita dos seus deveres e direi-
tos, mas anda sao a parte maior e mais importan-
te dejles. E tudo isto incumbe larga e complexa
misso do poder social, o qual portanto nao se de-
ve limitar simplesmente a fazer que os associados
se respeitem, se nao offendam, que os seus direitos
jurdicos sejam garantidos; e portanto um syste-
ma, ou um partido que quer a liberdade ou segu-
ranca em tudo e para todos como o nico fim do
individuo, da sociedade, e do governo exclusivo,
incompleto e truncado.
Nao acontece porm assim com as qoe assig-
nam o progresso como o tira individual, social, ou
poltico; porque progredir caminhar, adiantar-se,
a vanear para o termo que devemos atlingir, o pro-
gresso conlm o respeito e exercicio de todos os
direitos e o cumprimento de todos os deveres, todo
o bem, todo o aperfeigoamento do individuo e da
sociedade; verihcandoselassim que os partidos que
querem a liberdade nao querem po / gresso ; entretanto que os partidos que querem o
progresso, fatalmente querem a liberdade.
Agora, Sr. presidente, passemos da liberdade
considerada as relaces dos individuos entre si,
para a liberdade considerada as relaces dos go-
vernados para com os governantes.
Liberaes tera dito que um povo tanto mais li-
vre, quanto menos governado, isto quando o
poder social por meio das Icis e dos seus funcio-
narios cncarregados de executa-las iniervem em
puncas espheras do desenvolvimento da actividade
individual, em cada urna destas especialidades
em poucos actos, e quando a lei criminal unida a
estas outras leis para a garanta deltas fraca, isto
, a sua penalidade moderada. Segundo, porm,
os principios progressistas, o peder social deve in-
tervir era muitas especies de actividade individual
e em cada urna deltas em muilos actos, e a lei pe-
nal que saneciona estas outras leis deve, por sua
penalidade, ter taa forca quanta necessaiia para
tornar essas leis efflcazes; |>qrque s assim pro-
mover o bem e a felicidade dos associados.
Passemos agora liherdade mais propramente
pojitica, isto liberdade relativa as "formas de
governo.
Tem dito liberaes que um povo tanto mais li-
vre, quanto mais se governa, de sorle que a demo-
cracia pura seriaanielhor forma de governo; mas
segundo a opiniao progressista a democracia pura
o mais grosseiro absurdo, e sera a aberracao
mais lamentavel.
Tem dito os liberaes que um povo tanto mais
livre, quanto mais electivo o seu governo; mas
segundo os partidarios do progresso em poltica,
este principio deve soffrer restriegues, porque se
certos funcionarios devem ser de eleigo, outros
devem ser de nomaaeBft
Tem dito ainda os liberaes que nos paizes regidos
por urna forma de governo mixta ou composta deum
elemtnto uno e de um elemento mltiplo, como as
monarehias representativas, o povo tanto mais
livre, quanto mais ampia a aeco do elemento
democrtico, e mais estreita a esphera de aegao do
poder monarchco. Mas, para o verdadeiro pro
groase poltico, ainda este principio Boffire restrie-
gues e limilaces, nao pode ser admittido de urna
maneira absoluta, mas smente em relaco aos di-
versos tempos e circunstancias dos differentes
paizes, para que esla forma de governo possa pro-
duzir o bem e a felicidade de urna nacao.
Portanto, meus senhores, j se v que um partido
progressista superior um partido simplesmente
liberal. O progresso contm a liDerdade, mas s-
mente aparte legitima da liberdade, econtm mui-
los oulros bens, ao passo que a liberdade, anda
quando legitima, um bem nico; e por conse-
cuencia um partido progressista tem aspiragoe
mais alias, vistas mais largas, e flns melhores do
que om partido tnicamente liberal,
O Sr. Cl'.nha Teixeira : V. Exc. hoje est se
pronunciando cora mais franqueza do que oulro
dia.
O Sr. B. Franca :Eu sempre sou franco. Se
algumas vezes nao chego a dizer quanto pens,
porque nao occasio opportuna. E se o nobre
deputado com isto, quer dar a entender, que nao sou
liberal, convjdo-o para demonstrar que um pro-
gramla progressista nao liberal, que justamen-
te um dos priucipios que estou combatendo.
0 Sr. Clnha Teixeiha :Apenas digo que tem
sido mais franco hoje.
O Su. B. Franca ; Xo ser o que quer dizer essa
sua expressao.
O Su. Araujo Barros :Pode continuar: a dis-
cussau que faz a luz.
( Trocam-se alguus outros apartes.)
O Sr. B.Franca :Sr. presidente,um dos erros
que eu noto nos liberaes do Brasil e mesmo em
certos polticos de outros paizes, a defmicao que
elles dao do partido liberal quando dizem que o
combate que esse partido sustenta nao outra
cousa mais do que urna I uta entre-o principio da
liberdade e o principio da autoridade, definlco que
estreita excesivamente o partido liberal, por que
sendo essa questao relativa mais propramente s
relages enlre os governados e os governantes. en-
tre os subditos e a soberana ou os poderes do esta-
do em geral, nao o litigio de attnbuices
entre o re e a nagao, que qnando fnneciona
no governo tambem autoridade, e assim essa lula
pouco ou nada affecta as formas rigorosamente po-
lticas.
Concebe-se, Sr. presidente, qne ha momentos na
vida de urna nacao, em que a sua grande these a
discutir-se, a sua mais palpitante necessidade, sa-
ber se se deve dar maior elasterio ao principio da
liberdade, ou maior forca ao principio da aotorida
de, e ento dentro desse estreito terreno se tbrmam
dous partidos; mas hoje nao nos achamos nestas
eircumstancias, precisamos de reformas para esse
genero de liberdade, mas precisamos tambem e
muito de muitas outras cousas. E, por tanto, em
vez de dizermos simplesmente que queremos a li-
berdade, que apenas um bem, digamos que que-
remos o progresso, que coraprehende a liberdade, e
muitos outros bens. ( Anotados e nao apoiados.)
A' vista destas considcrages, parece estar de-
monstrado, que na poca em que se formn o part
do progressista havia diversas razoes para se
adoptar essa denominaago em vez da de liberal; e
que nao existi a que enchergou o nobre deputado
pelo priraetro districto, o Sr Sabino, que disse, que
devido isto a m f dos novos alliados.
O Sr Sabino Olegario :Nao prestei bem ai-
teogao; disse que......
OSr. B. FrANCA:Deroonstrei. que na poca
era que se formou o partido progressista, bavjam
outras razoes para se dar ao novo partido esse no-
me, rom preferencia ao de liberal, que nao a razo
por V. Exc. dada, de que isso devido insin-
rcriilade dos novos alliados, isto que elles se nao
alliaram sinceramente.
0 Sr. Sabino Olegario :Xo disse Isto.
0 Sr. B. Franqa :Est as minhas notas.
0 Sn. Sabino Olegario:Disse que se devera dar
denominagao de liberal e nao de progressista, lauto
por que o partido liberal tinha concorrido em sua
maior parte, para a formago do partido progres-
sista, como por i'ne nao comprehendendo o que fos-
se progresso sem liberdade, a denominacao de pro-
gressista dada a esse partido, cncerrava lo smen-
te um pensamento; e era nao se ter querido otfen-
lar o melindre daqelles que em outros tempes nos
tinham guerreado, mas nao fallei em m f.
O Sn. B. Fhanca : -Passarei a outros pontos.
Disse o nobrp deputado pelo primeiro districto o'
Sr. Costa Bibeiro, que o partido progressista ain- j
da nao apresentra os seus principios.
Me parece, Sr. presidente, que para dizer-se isto
necessario querer cerrar os olhos luz.
O Sn. Costa Bibeiro : Pode ser.
O Sn. B. Franca :Pois o pariido progressista!
ainda nao apresenlou principios pela mprensa, es-
pecialmente pelo Progressista, escriplo nesta pro-
vincia, e pelo parlamento, especialmente as ses-'
soes deste anno ?
Senhores, o principio capital do pariido progres-
sista, sob o ponto de vista poltico o liberalismo,!
bem entendido, a liberdade legitima ou regrada I
pela razo, e a lei fundamental do estado, o de-'
senvolvimente regular do elemente democrtico, c
das bases liberaes comidas na Constjluigo do es-
tado, por meio das leis para isso necessarias. E
urna vez conhecido isto, e reconhecido que quem
quer o principio quer todas as suas dedurcoes, quer
os seus corollarios naturaes e conseqoencias lgi-
cas que quem quer os flns quer os meios condu-
centes a elles, lica sabido que o partido progressis-
ta, assim como o partido liberal que o precedru,
quer tambem todas as ideas e leis que sao confor
mes e tendentes a essa liberdade assim moderada,
e de que ella pode resultar, que nascem d'ella, e
nella se contm e pode reduzir-se; e ambos regei-
tam todas as que tem o carcter contrario, e por
ellas nao respondem; pela enunciagao de principio
geral da poltica se tem dito implcitamente ludo
quanto se quer, sem ser necessario apresentar um
longo apontoado de todos os arligos que se quer
realisar uo presente, e do futuro ; quer-se as boas
reformas liberaes.
O Sn. Jos Mara :Mesmo a revogaco da In-
lerpretago do acto addicional ?
O Sr. B. Franca :Eu opportunamente .respon-
der! a este aparte do nobre deputado.
Xo necessario que eu indivklualise todas essas
leis.
( Ha um aparte.)
O Sa. B. Franca :O que se pretende o de-
senvolvimento da liberdade racional e constitucio-
nal por meio de reformas; mas essas reformas
nem sempre se pode indicar de urna s vez ; nao
s por que muitas vezes necessario um trabalho
gradual e progressivo da razo social para conhe-
cer quando ellas sao necessarias, mas tambem por
que muitas dess.-.s necessidades resultara da rea-
gao e comparacao entre o principio cardeal da po-
ltica eosvariaveis facios e eircumstancias occor-
rentes de ura paiz, que nao podem ser previstos; e
por consequencia nao se pode antecipadamenle
determinar tudo quanto quer e querer fazer um
pariido qualquer ; as eventualidades possiveismu-
dando as necessidades, devem mudar as opinioes e
os dogmas recebidos, e assim se torna impossivel
um cathalogo vasto e complicado de quanto se preten-
do e se pretender, de todos os principios de um par-
tido, por consequencia as reformas nao podem ser
antecipadamente postas em programma, e sim as
pocas opportunas.
Mas, Sr. presidente, o partido progressista nao se
limitou a fazer promessas vagas de reformas : elle
tem apontado muitas dessas reformas, como no-
lorio no paiz.
O nobre deputado a quem agora respondo disse,
por exemplo, que o partido progressista tem apre-
guado que quer a reforma da lei de 'i de dezembro
do 1841, mas que elle nao tem dito emque senlido
a quer. Pois o partido progressista nao tem dito
]ue essa lei urna lei compressora, urna lei reacio
ra, urna lei de occasio, e para a qual j nao ha
boje lugar ; e que por tanto essa lei deve ser refor-
mada i m sentido liberal 1
O Sr. Cuma Teixeira:Vive al hoje por cansa
do partido progressista, se nao o Sr. Sayo Lobato
tinha acabado com ella.
OSr.G. Urummon :Apoiado.
( Trocam-se outros apartes.)
O Su. B. Franca :Ouea o nobre deputado urna
parle do discurso pronunciado na cmara dos se-
nhores deputados sobre esta materia por um dos
cheles da actual situaeo poltica, o Sr. Saraiva.
De todos os poutos de nossa sociedade se quera
e se pedia..........que se collocasse o poder jn-
dciario, abrigo do povo contra o governo, e do go-
verno contra os excessos do povo, em sua altura
constitucional, lirando-se le de 3 de_ doembro
toda a sua feieo partidaria e de* occasio.
Mas, Sr. presidente, eu quero suppor que alada
haja alguma cousa de vago na exposco de princi-
pios do partido progressista ; e digo que esla cir-
cum.-tancia nao pode servir de argumento emita
o partido progressista ; por que nessa vaguidao ca-
bera todos os partidos: mesmo por que, como j
cu fiz ver, os partidos nao podendo prevenir todas
as eventualidades possveis, nao podem tambem
antecipadamente dizer tudo quanto querem ; e cu
direi mais, que, se devesse prevalecer esto argu-
mento, seria urna concluso d'elle que o partido li-
beral nunca foi um verdadeiro partido, nunca teie
principios, por que at arevoluco de WWo partido
liberal de Prenambuco, que a fez, nao havia apre-
sentado todos os seus principios, mas smente al-
guus ; e osses poucos mesmos foram apresentados
em differentes pocas e nao em um s lempo, foi o
qne aconteceu a respeito da revogaco da le da
intepretrago do aclo addicional, e da lei do con-
seiho de estado, pregada por alguus liberaes, da
reforma da lei de 3 de dezembro de 181!, da des-
centralisago por meio de. franquezas proviciaes, da
Baeonalisacio do comnweto retamo ce. Direi
mais que se esse argumento prarede, tambem o
partido conservador ou vermelke nunca teve o ca-
rcter de partido poltico. E direi anda que ex n
desse argumento, tambem o nobre deputado.
A quem respondo, e os liberaes intitulados hoje
genuinos nao tem principios polticos; porque nao
apresentam um programma articulado, e ainda ha
poucos dias o nobre deputado o Sr. Sabino dada-
rou nesta casa que o seu partido era nicamente o
da constituico: eo r.obre deputado o Sr. Rosta
Ribeiro, sendo inierpellado por miro, disse que nao
sabe quaes sao os principios do partido liberal, e
apenas sabe que elle qui1 o desenvolvimento do
elemento democrtico comido na constitoico do
estado; e que s os chefes desse partido saben)
quaes sao as reformas por elle pedidas
O Su. Costa Ribeiro : Protesto contra isto. nao
o disse.
O Sr. B. Franca :... que smente. os chefes desse
partido sao os competentes para declarar esses prin-
cipios.
O Su. Araujo Barros:Apoiado, disse islo.
O Sr. B. Franca :Porm Sr. presidente, sendo
assim, a conclu.-o que o nobre deputado como
partidario trabalha, mas sera saber para que, sem
principios, vae, mas sem saber para onde, sem uor-
te e sem bussola, ino adiados da esquerda); e
assim tica autorisada urna das tres onclusoes que
tirei em meu primeiro discurso, isto que aquel-
es que fazem opposicao a actual ordem de cousas,
ou tambem sao progressistas, e a sua opposi>;ao e
absurda e sem motivo, ou sao conservadores, ou
nao tem principios polticos. (Iteclamagoe na es-
querda, nao apoiados)
O Sr. Sabino Olegario :Eu quando disse. e de-
clara e declaro alto e bom qoe nao tenho par-
iido poltico que nao seja o da realisago da cons-
tituicao, por que achc-a a melhor de todas as cous
lilugoes, disse que todas as reformas que desejo se
achavara encarnadas cm cada um de seus princi-
pios, que eu, quera ver realisados, e quando disse
isto accrescentei que emquanto este partido nao es-
lava no poder, iria militando nasiileiras daquelle
partido, que julgava com doulrinas mais aproxi-
madas s minhas, e conseguiulemente cora os li-
beraes.
O Sr. Costa Bibeiro : E eu nao disse que
nao sabia quaes erara os principios do partido li-
beral; protesto contra essa proposicao que o nobre
deputado me atlribue.
O Sr. B. Franca : Pois posso provar essa pro-
posigo com o discurso do nobre deputado publi-
cado hoje.
(Ha um aparte).
0 Sr. B. Franca : O nobre deputado disse
que os que eram competentes para definir o* prin-
cipios do pariido liberal, eram os chefes e nao o
nobre deputado, e tanto foi assim, que o nobre de-
putado accrescentou que o que sabia era que o
principio liberal consista no desenvolvimento do
elemento democrtico comido na constituicao.
O Sr. Costa Ribeiro : Isto mesmo j indica
para onde eu vou, j urna norma.
O Sn. B. Franca : Se reconhece que isto indi-
ca urna norma, reconbeca tambera que quando o
partido progressista aprsente certos principios ou
pontos geraes, nao pode ser aecusado de falto de
principios, sob pena do confossar-se tambem o no-
bre ileputad. destituido de principio- MfcfciM
e osto fui o i icu arcumeiiio ultimo.
Disse o no re deputado. Sr. prrsideate, ipt
tem adherido ao pariido iluminante, |
a realJsacao los seus principio,
e fiadores de sua futura morabdade.'
Sr. presid nte,q"and< un partido fc* *>|
e declara qu suas fhl sao taes < tv*. >fK
prope a rea isar certas ideas, saa eabvna 4
vera ser aen ditadas. eiiHju.inlo *r. u. pr*r ^m-
as promessa feit.is .ao fallaze*; e fui pm tm qw
em urna das sessdes da cmara dos Sr*. davala-
dos deste an io o Sr. SaManba Mariano, trate**.
se de opposi o ao ministerio artaai, 4km ym m
devia a|M>iar o gabinete eiuipnaan rito je
vasse por ac o< que failava a essa promesaa, qmr
nao mereca a contianca nrlle depo-ilada.
E, Sr. pre idala, se" devesse pnsvalurer o ram-
trario disto, -nlo nunca se |*>deria formar part
do algum ; t irque para um partido rirtir i ter
membros se ia necessario obrar, e para obrar pe-
rla noeessar j existir ou ter membro. S#*nL.r
circulo vicio o singular absurdo I I Brt*'
que i urna i diviiliialiade ..i- ral rima afxrcf :
cao de home is, e como um individuo,
ser sincero fidedigno era quanto km se
que falla/, i iusinsera em suas pr
seus princii o>.
Disse o m tire deputado que o partido iran -
mente duini lanlt tem provadu pur seus actos qtos
nao tem fin: liberaes.
Sr. presii -nte, anda con. < lido que toahaaa fta-
vido esses I dos, nao se pude roacloir eoaara >
espirito llx al desse partid, porque i fura d *m
vida que to os os partidos moteta em
nemoral q e wat*a na-iucll* tacto c
dos Iras e i incipios desse pariido: e i-se Bao
bstanle pa a concluirse que partido ao iorr
sincrame! a realisaco das suas doMnaas
(i Sh. Ci ha Teixeira : Mas inundo e o m>
verno que e alfasta dos seus principam, t ai* mm
ou outra m rubro? (apoiados da minorw.i
O Sr. B Franca :O gorerno kV> partidu
V. Exc. qu ; vive no mundo poltico sabe perlrif.
meato isto,
Direi m; s. Sr. prc-ident. i| ie >e es.a Joatrm v
fosse proa Jent.-. dever-sr-hia arredilar qae o aa
tigo pariido chamado liberal miara o fot; mwmw
muitas vezes teve membros que pratu-aram
actos conli arios ao pereammio domiaaaie di |'r
lido : e po consegrante o nobre depotulo tu aun
ca pertenc m a esse partido, (>u rali, aw r li-
beral.
O Sn. om Rihfiro :-Eu ao Cal Ir. de fce-
tos praticakto-. |>r um ou outro meintiro do parti-
do, fallei los factos prarados prlos mra*rix peor
mineles Mo directorio do prtelo. pelo presidis-
te da prowra ia, o que muito diverso do me o ao-
bre depurado est dizendo.
OSr.Bl Franca :En temV seienria *- tm*
esses cheles, esses membros proemioeMe* a -i-
tuaeio, nato tem platicado esses artos qae o
deputado jhes atlribue, e rom os quaes
provar que a situaeo rito | Wmtm.
O Sn. Arm'm Barros :Com os quaes f.ii sm-
daiio na fiialidaoe de membio do directora? de-
partido. I
O Sn. Costa Himeiro :Esla engaado ; Mdjav
dia rompdr com o primeiro farlo, devia esperar
0 Su. Bi Franca :Disserant os aobres deaala-
dos que oldirectorio do partido profTeiia e o Sr
Silveira d Souza, digoo presidente nWa provav
cia, pratii aram actos reprovados, e qoe era e*
una das i izocs da opposigo que boj! faiea*, a
proposito isto apresenlaram na rasa um romtM
libello.
Sr. pres denle, anda quando livessem raisiol-
esses erro esses abusos, en j dsse em atea ari
meiro disi irso, que o partido nao era repoaavr
por elles, urque um pariido, senhores, afta a*>
ser respot avel |ielo que faz om oo outro dos sni-
membrus, icui pode evitar esse oo aquello devio
ura partid mais propramente um phnrqxo.qne
nao respoi de pelo que fazem h*nnrn: purtaai.
oque ju to e raznavel procurar---- |>rl.i~
prios recu sos que se aclia no -: i.
rigir esse- desvos, nao se (xlemln -empre
que um o oulro membro prnreda rm rondo r..n
Irario ao | ensamenlo do partido. nao rn
inteiramei e o partido, urna vez que seus arw
sao aceita' r*.
E se na possivel corrfir a Miuaa aeh
pria situai, o, devemos soffrer resi^oaAimealr
poucos d. ritos, edmo inherentes as obras 4 ao-
meiii, imp rfeilas como elle, e aio romper em a-
tilidadesc uliaella ; deviiiios |ierdi>ar e>-as "U-
cas aberra oes. era attencao a-- iiuui-s
a situaeo ha preoaaMa; porque, mea*
rfeeeai rmaeeilar-tttotoarnaa "' 'ti
em |jolitir:) a questo se deve ayriaT, ob
um parlidi nao se elle tem ou n
erros, poi pie todas os pai lulos os trm, e -im -
esses erro: pesara, luqiori.'im mato oa av-a-j
que os hei que ba feilo. Se iteve*s viforar a
trina cont ana. nao poderia exi-lir lirtelo alfam
porque d atan itottoi peda aar aaraaa; 4en
ainda que is nobres deputados non. a prrteaeeraai,
perteni-em nem periencero i pirti-lo ilxurn. .
portanto n o sei o que representara m -
ihos (Hililii na. Com semelhante p--s.iiit|.m<- MmU
os nobres i -pillados vi vendo na r-putei-'i I
ou mesmo loiiijinp- d< amin
colisas pul ticas nao iriaui i i
Mas, Si-, presidente, ludo i-t-> altegatl- n
posigo d( teieiii havido na .lirereo do p.u
profjressisl e na administraran aoSr. >-
Souza esse erres que sao arra-ado-*. Porm, >r
presidente eu tenho tido a .saii.-arao de rr *r-
iruidas loo is essas aecu-.n;--- i t um bh1"
cludenii' i satisfatorio; os arru-ad->r baa
completara nte bat ios e ilermta.lo-, irntei roalnii
piado a m is brilbaute vi. loria
veira de Si nza, c de directorio poiitie n..- .
dos seus d fensores no pariaumt i ^i n -ir
cial ; .-, Si presidente, se depoi-- de mn iriuman.
to cabal,: inda os lireito a a gredi-los, se e a coes, enia
cia de par
I'm Su.
eesso
0 Sn. llJ
se diga i|u
s-.-r hostiiii
aparte -p-.i
do que o
vras muil
eu digo, mmo M-ommli, qne a im^m-
dos op|Hiieioni-ia.-- ii"- pai
pelo s\.-iei a ron-tiliicional e reprernlra aau
urna necei idade real.
ehctado Enlao nfw quer qu-
ii een-uia-lo- '
Fi;am;\ -Ijurro, mas ar -pvro qnr
llin partida nao d.-ve -\i?lir. que rv
id s porque ifin este ou a-pieto errt.
I'm Sh. IIei'i i'ado : -Nem se dir i-la.
O Sn S MWoOUaUBW : -M brear
0 nao p.le olTen.ler I l'-la ia
Mfen de|nita.lo -sia aceuu atoa I
bellas, muito Ih-hi
tas, veid de, emprestando-aasi
moa, para ter o aoato da (ir-nos
'i Sn II Franca :Nao apoiado.
O Sn. SlniNO Olec.vrio : Se m i
posicoes qpe nao sabiram de nosso lado !
O Sis. BJFiuma :As pr.>poroes a qae ea kr-
nbo respo dido, como sendo ennriaata* petos e
bres depu ados, ultereco-me para arova-lascom
seus pro;, ios discursos.
Tenho i otado anda, Sr. prejidrate, tm* es lar
raes que I zeui oppo-ico ao paridlo aMamaSe e*-
to em un a completa b-l-cl, nao ralradnw, a..t
que ao pa so que uns dizem que ao .afana
partido a Mal porque ainda ao eoatVn ai .
seus pnn ipios, porque elle ainaa aa tem ama
baudeira astra.la, anda nao tU-u rmiaaa o ma t
que se di ige, outros dizem que se opadeaa a atoa-
cao por fi ctos praticados por ella.
P Sr. S bino Olegario : Aoae foi isto Da mi
nha parto proteato.
0 Sr. ( hta Bibeiro :O nobre lpala do aarr
da disse iim o partido douunaaie >-ra o aanma par-
iido Hber I, hoje e que diiroua aova.
O Sr. I Pataca : O nobre druuiado o Sr
la Biber nao disse ha dias aesta ca>a -pin aato ibi
opposica penjue ainda nao salda on inmiatoa <
partido d mante, aiu.la nao vira a profraav
dessa uo a entnlade, e por toso aau amia artar -
seu apon a situar f
OSr. i osta Kibeino: Sim, iraaor.
O Sr. L Franca :Mo se disse. ae-ta
bem, qu se f.izia optiosicia, a
de proi aailta, ma- a alguns tac
los feus nerabros T
O Sr. SibiioOleuxhi ,-H
progr.ur na do mrai-terio ser eiiratadi tal i
fui apre: enladopelo ministro dajtaajB; arlar,
o acredi araos como lioeral.
OS.. Costa Ribciro :Mesa ao
nao vejt principios.
0 Sr. Araujo Barros :Aai est Sr.
em oppt >ieo ao Sr. C. -su Hiboiro.
OSh. B. Fr^ca O* nobres
antes gi ardar a espertan va, ponpw atoaa aa
rain os ictos do novo governo. aua saaapi.
ara-la i o virara que seus priacatos eetiiram de
ser rea isados.
JuIki me ainda cora direilode i
da pan ; dos nobres .leiniiado,.
dito qu a opposi(o ituaca
admi isiracao do Sr. Silveara aa soasa, c
ajioi ni o governo geral. _. .
0 Sr Sibwo Oleoabio :.liagaem'*
OSr B. KlUICA:-l>Pd,,,-*Sr0,*l'
beiro.
S-nt jres, para ser fraaco, ** artarar pe 9
m


;
Piarte d PeAtebnlA --| ^
discurso do Sr. Costa Riheiro contera al contra-
dictes.
OSu. Costa Ribkiho :Sorbom deraonsira-las.
O Su. Hamos :Eu consolo-me cora isto; ate
qoando ti ve oecasio da fallar interpellei ao Sr.
Costa Kbciro, porque disw que nao combada os
I aaejHos du pirtido progressista, apenas censura-
va alguna tactos por so opporem a esses principios,
donde se concille que o partido progresista tem
principios.
(lia outro aparte.) ,
O Sr. Costa Ilumino :-Sera bom mostrar as
coulradicScs. .
O Su. t. Franca :Se esta proposito magoou a
V. Esc, cu a retiro.
O Sk. Costa Uibeiro .-Nao, senhor, nao 6 of-
fensiva.
(Trocam-se apartes.) .
OSn. Costa Riiieibo :esejana quo o Dobre
deputado me mbstrasse a contradigo.
OSn. Pbbsimmte :Para nao procrastinat a
coniradie.aoB oscusado continuar.
O Su. H.VnA.NyA : Eu entrarei nessa demons-
traeau smcnle para satisfazer o nubre deputado.
O Sr. Presidente :Mas se j retirou a expres-
ivo, lempo perdido, e nos j temos perdido mui-
to lempo.
OSr. II. Fuanqa : la eu dizendo, Sr. presiden-
te, que da parte dos liberaes que fazem opposicao
a situacao actual, nao s os nobres deputados, como
todos os mais, porque eu creio que nao existam
sos nesta casa, lia divergencia, elles nao se enlen-
dem bem, esto em urna confusiio; porque ao
mesmo lempo que uns dizem que aceitam o parti-
do dominante e apenas censuram actos de ceos
funecionarios, outros dizem .que nao podera adherir
a usse partido, porque anda ignorara quaes sao os
seus principios, e qual ser a sua moralidade, e
querem fiadores do seu procedimento futuro ; ao
niesino lempo que uns dizem fazer opposic5o em geral
a situacao, outros dizem que s fazem opposicao
ao Sr. Silvoira de Souza, de forma que ne se pode
Lera saber se esse protestantismo surgido do seio
do partido liberal se encaminha apenas contra su-
premacas, ou se ataca at pontos do' dogma e dis-
ciplina do partido dominante.
Por estas coosideracoes, creio ter demonstrado
anda urna voz que a opposicao que fazem cortos
liberaes ao partido dominante, injusta, e mesmo
absurda; c concluo declarando casa que voto pelo
proieclo de ixacao de forca policial.
(Muilo bem, mallo bem da dreita.)
O Su. Naboh I{io devolveu seu discurso.)
O Su. Presidente designa a oidera do dia e le-
vanta a sessao s 3 horas da tarde.
REVISTA DIARIA.
Damos boje, no lujar competente, o discurso pro-
nunciado na cmara temporaria pelo nosso amigo
Dr. Felippe Lopei Netto, por oecasio da discusso
das forras de Ierra, accedendo assim aos pedidos de
alguns amigos.
-- Rcune-se amanha o Instituto Archeolvgico e
Gcotjrapltku Pernambucano em sessao ordinaria.
O concert da menina Angelina Bottini tem
lagar Boje, no thcatro de Apollo.
Por portara da presidencia forara nomeados :
Subdelegado do Io dislriclo de Tracunliem, Joa-
<|uiiu Gongalves Guerra, por haver fallecido o effec-
tivo Francisco Xavier da Cunha Coulinho ;
Delegado de Nalzareth, Dr. Joaquim Francisco
de Mello Cavalca ti, |tor haver obddo demissao o
Dr. Joai|iiiin Jos Ue Oliveira Andrade ;
Supplentus do subdelegado de .N'azarelh, i" Joa-
4jiiiui Cavalcand de Albuqiierqui) Maranho e 2o
Francisco de Anuyo Cesar, por se baverem mudado
do lugar os que servan ; .
Supplcnlcs de subdelegado do 1" districto de Tra-
cunliem, luJoaquim (oneilves Guerra, 4o Joa-
quim Uias Ribeiru Borba e o" Francisco Xavier
Gaiao, por se achareai ira|)ossibilitados os que os
exerciaiu.
Ilecoinuiendmos leitura o Appeivlicc s li-
c8h sobre u infaMbilidade. do poder temporal dos
papas, do no-so Ilustrado collega e lente da Farul-
dade de Direilo desla cidade, Dr. Aprigio Jusliniano
da Silva Guimaraes; o i|ual Appeiidice inserimos
boje em Masa oitaVa pagina.
Nao emilliromos juio alguin acerca desse Ira-
balho, mas sera BflJbargo registraremos pora e sira-
plesmeate, que elle mais ama copia ortica da
illustiacao e orthodoxia do seu autor, que nao sane
transigir em quesillos religiosas cora detrimento do
ensino da groja rhristiia, de que un lillio sub-
mlsso, e cujas verdades nao cessa de inocular no
espirito de seas discpulos, premunin-Jo-os assim
da cootagiao desse liberalismo falso qoe ahi se le-
vanta rom preteofp a avadar al as consciencias.
Bem najan) srmelhantes evangelistas, cuja apos-
tolisarao nao aera em baile, porque verdade nao
prevalecer o erro, e menos a mentira.
Foi nomeado b Sr. Antonio Conrado Sabino
para praticanlc da fiesourarla provincial.
O Sr. Joaqun) Cavalcaoti de Albuquerque
Mello acalia de obltr do Exm. conselheiro pres-
deme da lelac-io dodisircto nova provisto de soli-
cilador peanle os auditorios desla cidade.
O Rvra. Sr. Dr. deio o. vigario capitular d
expediente e audiencia, por em qnanto, todos Os
dias uleis, no seminario de Oliuda, das s 2 ho-
ras da larde. Fora dcs'.as horas, podera em casos
urgentes ser procurado em sua residencia alm da
ra d Romsoecessa.
Foram mandados por em liberdade os recru-
las Jos Ricardo Lima e Joaquim Jos de Sania
Anua.
leudo fallecido um escravo do Sr. Pedro Bou-
letreaa de ama quena de urna arvore, foi o cad-
ver vestoriado pela polica do Cabo.
Ao promotor | ublico do Bonito foi concedido
um mez de brenca.
Boje (llj elle tuar-se-ha o leilo de movis e
obras de prata annutnciado por inu-rvrncjio do agen-
de Piulo, no sobrado da ra do Rangel n. ;>3.
ItEl'AMMCAO DA POLICA.
lAiracto das partes dos dias 8 e 9 de maio de
1864.
Foram recolhid >s casa de detenrao no dia 7
de maio.
ordem do Dr. delegado da capital, Wenceslao
de Castro Madura, para correccao.
ordem do subdelegado do Recife, Mannel Luiz
da Silva, por insultos; Francisco Pires e George
Pires, arabos por briga.
A ordem do de S. Jos, Elias Joaquim dos San-
tos, para rorreccfio; Joaquim Jos Ferreira, para
avenguacoes policiaes; Bernardino de Senna, Jo-
iepha America da Silva e Theodora Maria da An-
nuncia^o, todos por disturbios.
O chefe da 2a seccao,
J. G. de liaquita.
Movimenlo da casa de detenrao no dia 7 de
maio de 1804.
Urbana, Pernambuco, 9 mezes, Afogados, bexiga.
Innocencln Francisco de Oliveira, Pernambuco, 20
annos, Santo Antonio, intermitiente perniciosa.
Mana Joaquina da Conceico. Pernambuco, 64 an-
nos, viuva Roa-Vista, collte chronica.
Raimundo, Pernambuco, 6 minutos, Santo Antonio
apoplexia.-
Leocadia escrava, 9 anuos, Recife, tobercolos pul-
monar.
Jos, Pernambuco, 3 mezes Soafos, menegile.
Victorino Bezerra, 38 annos, casado, Recife, indo-
cardite.
Rosa Maria.da Conceico, Pernambuco, 61 annos
sidteira, Santo Antonio, cancro.
Renedito, escravo, frica, 45 annos, solteiro, Sao
Jos, interile chronica.
Loba, Pernambuco, 1 anno, Sao Jos, dentcao.
DI POVCO DE TUD.
Continuamos do Sr. Cyrillo de Leraos as
PAGINAS INTIMAS.

E baldado o esforco .que faro para esque-
cer-te !
Iloje anda, cavallo, percorri todos os lugares
em que estive comtigo, e achava acerbo em recor-
dar as scenas de innocente ventura, que se deram
entre nos.
A's vezes transportava-rae tao inteiramenle para
o passado, que esperava vr-te sahir de repente de
alguma porla, ou surgir como urna viso vaporosa
delraz de alguma arvore.
Soohos vaos, que se esvaeciam ao loque da rea-
lidade!
Sombras fugidias e irrisorias, queex acerbavam
a dor que me consom 1
, Oh Quao penoso este meu viver 1
Tudo em que toco faz-me lembrar-me de ti, e os
chos destes lugares repetera anda as tuas pa-
lavras.
Quando passo por urna roseira digo : aqui co-
, Iheu ella urna rosa mais adiante ; aqui disse-me
j que me amava ; alera : aqui admiramos junios
I dous passarinhos que se beijavara, e nao invej-
I mos a sua felicidade I...
Como triste este meu viver I -
As reminiscencias crueis retratam-rac sempre
. o que mais desejo esquecer ; o cicio da bafagera
lembra-me o teu segredar; e nao posso ver o luar
! sem rememorar-me daquella noite em que, senta-
dos na oseada do terraeo, tnhas a cabeca reclina-
, da sobre os meus joelhos, e os leai olhos lnguidos
j se erabebiam nos meus, que trescalavam todo o
amor que havia-me dentro d'alma Parecas urna
; madona de Raphael; Unta candura ressurabrava
do teu rosto, tornado anda mais paludo pelo pallor
da la I
Nessa noile eu anda me considerava feliz, e no
meu louco contcnlamento nem sequr dava um
instante de meditacao aj porvir.
A ambirao de posicao social ; aspiragoes de
gloria, tudo deiapparecia aa contemplar-te, porque
todas as miaas foreas ainda nao me bastavam
para admirar a tua formosura iniraitavel mesrao
ao Creador 1...
Entretanto de tudo isso o que rae resta
boje ?
Um sonho dourado no passado ; urna recorda-
cio acerba no presente ; um amor sem cura no
futuro T um desejo nunca satisfeito al ao t-
mulo I...
Oh I nao fazes idea do quanto hei soffrido I
A' ti que vives na felicidade, cercada de adora-'
roes, nao amando talvez ninguem ; ti, que
tens certeza de ser sempre correspondida, ira-
possivel bem aquilatar o supplicio, que mina-rae |
a existencia, e conduz-rae passos largos pelo ca-
minho da sepultura.
E possas nunca saber o que este soffrer in-1
ressante, esta prelibacao do fel das penas do in-'
fem; possas nunca, ao locares o calix do prazer j
encentra-lo travado de absynlhio I
Vive feliz, ditosa e requcslada, que eu toraarei
a ininha e a tua parles de padocimentos
N. B. No verso 2o da poesaA verdadeira bel- i
lezapublicada ha das, em vez delivroslea-
se licores.
Xas Paginas intimas publicadas hontem, na
liaba 2" em vez de anguslias-leia-scangus-
tia; na linha 3J era vez deencantolea-se
inmuto ; na linha 45 em vez denao o tremor
convulsoleia-seno Ihe respond, o tremor con-
vulso etc.
O nosso collega e amigo Dr. Franklin Tavora
Oflenea-oos a poesa americana, que damos em"
seguida.
Ileeommenda-se pola originalidado do pensa-
mento, que se foi inspirar as selvas primitivas do
nosso paiz, cujas bellezas se retraiam nesse mes-
mo pensaraento que abraca o'homem ea natureza
Jaqucllcs lempos era sua descripeo.
DEVAXE10S DE IM INDIO.
paasadaineule Feneloo, mis relogio se fez a si
mesmo.
< si mesmo replicorj o menino olhando seu
mestre com um sorriso.
3m, a si mesmo. Foi nm viajante.que o
achoo nao sei em que deserto. E certo que se fez juslica
a si mesmo.
E' lm|)Ossivel I disse o joven Luiz; meu mes-
tre est zumbando de mi ni f
Nao, meu fllho. nao zorabo de ti. Que achas
de impossi vel no que eu disse ?
Mas, senhor, nunca um relogio pode fazerse
a si mesmo
E porque entao T
A tippettaruo civel.
Appellaotes, os berdeiros de D. Jacinlha Mara
de Abreu ; appelladff, Jos Peres da Cruz.
IMMGCIICIA CHIMES.
Com vista ao Sr. descrotorgador promotor da
A appeltariies trinta.
Appellanie, Candido Alves Bartiosa i appellada,
ajustica.
Appellante, Francisco Antonio Perera Buxo ;
appellada, a justica.
Appellante, ojuizo ; appellado, Manoel Ignacio
Correa.
, APP^ljnle. o juizo ; appellado, Francisco Bap-
Porque preciso tanta exactidao no arranjo lista da Silva,
destas mil rodinhas, que formam o movimento e Appellantes, I.eandro Jos de Oliveira e outro ;
fazem andar igualmente os ponteiros, que nao s appellada, a jusiira.
preciso intelligencia para organisar ludo isto, dbsionacao de da.
mas poucos horneas ha que o executem, apezar de Assgnou-se dia para' julgamento dos seguintes
seus esorcos. E' absolutamente impossivel que isto feitos :
se faca a si mesmo; nunca crere tal. Enganaram-. A appelluco crime.
vos, senhor. Appellante, o juizo ; appellado, Bernardino de
fenelon abracou o menino, c mostrando-lbe o Sena Wanderley.
bello co que brilliava cima de suas cabecas, A appellarao cicel.
disse : Appellanie, bacharel Bernardo Duarte Brando ;
Que pensar, meu charo Luiz, dos que qur- appellado, Antonio Ferreira Antero.
rem que todas essas maravillas se tenhara feto passagens.
por si e se conservem a si proprias ; e que nao ha O Sr. desembargador Gitirana passou ao Sr.
Deus t desembargador Res e Silva
Ha bomens to estpidos e to mos que di- A appellarao cicel.
gam isto ? perguntou Luiz. AppeHante, a cmara municipal; appellado, An-
Sim, charo menino. Ha quem diga semelhan- tomo Jos de Alraeida Braea.
te absurdo j em pouco numero racas a Deus; mas O Sr. desembargador Motta passou ao Sr. des-
ha quem o creia ? Isto o que ea nao posso aBr- embargador Peretti
mar, tanto preciso violentar sua razo, seu cora- A appellarao cicel.
cao, insumios o bom senso para fallar de tal mo- Appellante, Domingos Jos da Costa Guimaraes ;
do. Se evidente que um relogio nao pode se fa- appellada, D. Isabel Mara das Cliagas Guimaraes.
rer a si mesmo, quanto mais o hornera que faz os O Sr. desembargador Lourenco Santiago ao Sr.
relogios I Houvc um primeiro homem ; porque tu- desembargador Reis e Silva
do tem principioe a historia da humanidade altes- A appeUariio crime.
la umversalmente este principio. E' muito preciso Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Jeronymo
que alguem fizesse o primeiro homem. a*J*'va-
E' o Ser que fez lodos os seres e que nao foi O Sr. desembargador Peretti passou ao Sr. des-
feilo por ninguem, que chamamos Deus. Elle In- embargador Accioli
finito, porque nada limita seu ser; Eterno, isto A appellamo civel.
infinito era durac-ao, sem principio nem fim; Todo Appellante, Manoel Francisco das Neves; ap-
pellado, Jos Manoel da Silva.
Poderoso, justo, bom, santo, perfoito e infinito em
todas as suas perfeicoes. Est invisivelmente em
toda a parte, e ninguem pode sondar suas maravi-
llas. E'nelle que nos vivemos, que nos movemos
e que existimos. Elle nosso primeiro principio e
nosso ultimo fim ; e a felicidade Heste mundo e no
outro, consiste em o coahecer, -servir e amar.
Tal foi foi a bella licaoqtie o illustrc arcebispo
Ao Sr. desembargador Gitirana
A appcllaciio civet.
Appellante, Jos Joaquim Carnciro ; appellado,
Vicente Ferreira Longuinho.
DISTRlHflCOES.
Ao Sr. desembargador Peretti
A appellacao crime.
Appellante, o promotor ; appellado, Alvaro Er-
.
de Cambraia deua seu pequeo companheiro. Eli*
tambem no-la d, charos leilores. E podemos apro- nesto de Carvalho Granja,
veitar-nos della para reconhecer, mais urna vez, As 11 horas e meia levantou-se a sessao, e nao
quao ridiculos sao os desgracados que ousam ne- se julgaram mais feitos pela falta dos tres senho-
A saber
Exstiara .
Entraran i. .
Sahram .
Exisiem.. .
Narionae.s. .
Estrangeiros
Mulheres .
Est ran ge ira
Escravos .
Escravas .
34"i presos
33 >
21
357
243 presos.
3*
7
1
64
4 .
"357
Alimentados costa dos cofres provnciaes 139
Movimento da casa de delencae, no dia 8 da
-maio de 1864.
Existiam...... 367 presos
Entraram..... 15 >
Sahiraui...... 7
Fallecern).-.. 3
Exisiem....... 363
A saber:
Naconaes......
Estrangeiros...
Mulheres......
Estrangeiras...
Escravas......
Escravat......
248 >
37 .
7
i
66 >
5 1
363
Alimentados a casta dos cofres pblicos---- 146
Movimento da enfermara no da 10 de maio
de 1864.
Tiveram baixa :
Guilhermc Antonio de Siqueira; intermitente.
J'edro Antonio Calfez de S. Pedro; conslipacao de
ven I re.
Obituario 00 da 8 de maio, no cemiteiuo
publico :
Amonio, Pernambuco, 19 mezes, Rocifo, bronchile.
-Claudio Jos da Costal PernarabdQo, *" aunas, sol-
teiro, Sao Jos, diarrha,
Manoel, l'ernainLicn. \ mezosr Boa-Vista, cathar-
rho pafnyj^ar.
Pawla limntiJra 'da Silva, Pernsmbnco, 80 annos,
wtfteira, Recife, diarrha.
Manoel, Pernambuco, 1 mez, Roa-Vista, convulsSes.
9
Mara Gomes de Oliveira, Pernambaco. 60 annos,
viuva, Recife, apoplesia.
A sombra do arvoredo nos asyla,
E" nossa patria a selva braslelra ;
0 indio vive c ama em paz tranquilla
Dcbaixe da palmeira.
A sombra o co do mato : as devezas
Ha brisa, aromas, harmonas, flores,
Risos e cautos, juvenis bellezas
E frvidos amores.
Os relentos, que descem, sao contrallas.
Cabidas do collar, qu tem Tupan :
1 Jia urna transformam-se em florinhas,
Quando surge a manha.
O manac perfuma as ingazeiras,
O vento beija as folhas e o luar,
O ro eslira-se entre as ribanceiras :
Tudo isto amar.
Cayru, que lindo co quantosaromas !
Que orch estra lora a brisa em seu memby I
Que sons do catle as longas comas !
Que amor, minha tupy I
Teu pai canta na oca abandonada,
Teu irmao foi cacar os urucs ;
Vamos trocar deleites, minha amada.
A' sombra dos imbs.
Enroscam-se os cipos, de galho em galho.
No jatob, que ormo habita sos ;
Se o jatob tu' fores, meu orvalho,
Eu serej os cipos.
Meu orvalho de nieldoce neblina,
Que fertilisa os campos de manha,
Alvorada do norte peregrina,
Rubra flor de romaa.
A vida esta : noile, pelo estio
Hangar, cantar, fumar,-adormecer
Adormecer no fogo, se faz fri,
Do ura eolio de mulher.
N'um eolio de mulher beber perfumes,
N'um eolio de tupy fruir amores :
Assim fazem de noite os vagalumes
as corollas das flores
A breoha um mundo de visoes forraosas, .
As oiticicas genios bemfazejos,
As chas habtaedes deliciosas,
As viraces sao beijos.
Sao beijos dos pags sobre a ramagem,
Sao toadas de amores que o mato exaia,
Sao* historias e lendas que a folhagem.
Por deshoras, nos falla.
Nestes gratos retiros tao rsonhos.
A vida um favo bem suave e doce
Onde ouvistes dizer flor dos meus sonhos,
Que a trra melhor fosse ?
Tu', Cayru', meu prazer, minha ventara,
Tu' fosle urna esirelliaha, que desceu
Das-alturas do ar e na espessura
Em mulher se inveiteu.
Que amor 1 que amor I que amor I india do norte,
A natureza flor que vai a abrir ;
Tudo aqu sao endientes de transporte :
Cayru', vamos dormir.
Na Estrella do Norte l-se o seguinte :
A existencia de deus.
Fenelon, o grande e amavel arcebispo de Cam-
braia, cuja nomo os proprios impos respeitam,
passeava ura dia com um menino confiado seus
cuidados paternaes.
O co recamado do estrellas scintillava mil fo-
gos. O '.'.orisonle ainda eslava dourado pelos ulti-
i mos reflexos do sol em seu occaso. Tudo na na-
tureza respirava paz, grandeza e magestade.
O menino perguntou a Fenelon que hora era.
Este rou seu relogio, que marcava o+to horas.
I Bonito relpeio, -senhor;.! disse o joves disci-
pnlo. Me consenli que o mire ?
I Q bom arcebispq fjeu o relogio ao menino, e co-
mo esle o examinasse em lodos os sentidos :
1 Cops \xm singular ( tnoo charo Luiz, disse
. i*1*
gar a existencia de Deus.
O homem que diz : Nio ha Deus, obri-
gado a.dizer : Todos os bomens de todos os lem-
pos, de lodosos paizes erraram, eeu s tenho mais
intelligencia que todos elles. > Era outros termos
Eu nao tentio o senso commum ; porque o ten-
ia commum nao outra cousa seuo o sentimento
commum o universal de todo o mundo. Por conse-
quencia o homem que duvida da existencia de
Deus nao tem se"nso commum.
Rom prove lo 1 Eu nao aceito este elogio. E fes ?
O alheo, o hornera que nega a Deus, evidente-
mente ura hornera a quem falta o bom tent. Que
responder, com elfeito, ao pensamenlo lo simples,
to ingenuo de Fenelon ?
O que estes impos tem doentena i o espirito
o coraoo. Ordinariamente sao libertinos, de
costumes derrancados ; ou horaens injustas e des-
honestos ; ou ignorantes orgnlhosos que leram al-
gumas paginas de mos livros, que engolera quan-
ta parvoicti ahi Ihes irapingera, c que julgara-se
espiritos fortes. Sao siinplesinente dignos de las-
tima.
O atheisrao verdadero, calmo, mpertnrbavcl,
nao se acha seno nos brulos. O hornera dotado da
faculdade de pensar, nao deile susceptivo] ; s
quando quer viver como os brutos, pode fingir a
falta de reUgiao que propria delles.
Qnanlos atbeOE s era palavras lera mudado de
relenle de lora na hora da inorte Por isso um
celebre anatomista dizia: Ua-nie a lingua de
um cao morto, e eu a farei latir contra os adieos.
t Dai-me, poderi elle ajunlar, a lingua de ura
atheo, e eu farei ver seu possuidor, pela analyse
das maravilhas que-olla aprsenla, que ou ura
ioseasato, ou um..impudente, mentiroso.
O hora meio de crerem Deus. viver de raa-
neira a nao temer seus justos juizos. E a maneira
de \jver assim pratcar pontualmente o que en-
silla a religio 6 ser um catholico bom e fiel.
Pedom-nos osla publicauo :
AON DE VAIS t
(A' Cyrillo de Lemvsi.
- I
onde vais, gentil morena f
Aonde vais, bella acucena,
Sem temor ?
Aonde tens o pensamenlo ?...
Vais dizer teu soffriinento
Ao leu amor t
Tens as trancas desatadas,
As faces to descoradas
Como a la,
Quando em noite de tormenta
A nuvem cobre-a opulenta,
E bSo recua I
Tens no seio urna saudade,
A' qual beijas cera anciedade,
Como o lyrio
Beija em manha da existencia
A briza, que d-lhc a essencia
Do empyreo!
Esla saudade te anima,
Mas oulra te desanima,
Nao m'o negues t
J li em tua face ura dia
Amor e melancola....
E t prosegu'? !

Vai serena, linda fada I...
Vem raiande a madrugada
Dos sonhos leus;
as tuas faces amores
Vo abrindo as lindas flores,
Que creou Deus.
De mini nao tenhas recro.
Porque ame e temo enleio
Que te prende...
Faze-me o teu confidente,
Que minh'alma inexp'riente
A ti se rende.
J que tu me nao confessas
Quaes foram as tuas promessas
Ao ten amor,
Sigo sempre os passos teus
A guardar-te, anjo de Deus
Eneantador I
III
Aonde vais ? Para onde eu te sigo ?...
Ah morena, vou comtigo.
Entregue sorte !
Hei de scjrnr-te.... seguir-te....
E s deixar-te. e fugir-te
Com a mortc t
res desembargadores cima mencionados.
CIIRMCA JUDIGURU
TRIRl;Y.VI. IA HELADIO.
SESSAO EM 10 DE MAIO.
PRESIDENCIA 0 EXM. SR. CONSELHErRO
SO.VEIRA.
s 9,', horas da manha, presentes os sentares
desembargadores Caelaao Santiago, Gitirana, Leu-
renco Santiago, Aimeida e Albuquerque, Motta,
Peretti, Accioli, Doria, e Guerra, procurador da
corda, faltando com parlicipaco os Srs. desembar-
gadores Reis e Silva, cha Cavalcanfc e Assis,
abrio-se a sessao.
CQMMNICADQS.
Ntilta faluitas sine patrono,
Veio-me ao pensamenlo esta sentenea, quando li
no Liberal n. 24 um communicado do Sr. Alcibia-
des Pereira da Silva em resposta ao Sr. Guennes,
tomando, por assim drzer, a responsablidade hito-
lidum de ludo, quanto na cmara dos deputados
dissera o Sr. Pedro Luiz sobre capochinhos, laza-
ristas, irmas de cardade e jesutas. Boa cama,
com elfto, arranja pira si o Sr. Aleibides O
Sr. Pedro Luiz nao s mostreo ignorancia supina
dos principios mais comesinhos de direilo natural
e.de moral crreme, mas at fin profkslo publica
de erros de f caiholica, que nem ao menos Ihe
grangeara a honra d.i ser collocado na lnba dos
protestantes, antes adrara com elle para,a imple-1
dado e falla de crencas t principios religiosos.
Mostra ignorancia de direilo natural e de moral'
corrente, quando levaola escarceos contra a Jou-
trina de que um liomein aperlado pela fome, qiie
ameaca mata-lo, lirn de alguem quanto baste para
malar essa fome, nao tem que restituir, porquanto
' hada furtou usando de um direitoi igual para lodos
eifl rircumsianrias lies.
Manifestou erros de f eatholica, quando disse
que os capuchiulios sahindo do templo deixara ahi
um aliar, e sobre esso altar ura Dos falso, ura Dos
vingador 1 Nos os catholics reconhecemos em
Dos os aurbutos da misericordia e da justica com
quC elle pune os mos, como premia os bous. Po-
n'iii esse senhor. ou nao er 11a mmortaiidade d'al- ]
ma, e em ama vida futura que nao lera fin, ou, se
I o er, crea para si e para seus amigos n'um Dos I
! manco, ura Dos aleljado, manco, um Dos sera mo-
1 ral Para o impo qut diz em seu CoEacaoNao lia |
' Dos muilo acceitavel um Dos, a quem falte
1101 do^auribnllK da m iierleirao, um Dos sem
jusca, um Dos, a aojos olhos o justo e crpecca-
dor sejara apen-s dous horaens, diante do quai a
virtude e o vicio sejara duas flores igualinenle bel-
las, m Dos (fue nao deite aos (pie n'esle mundo
kitam contra as paixoes e cofitradicedes do vicio,
' nem um arartivo, que os udiua pratica da vir-
tude. e ao solfrmento das iiijusdras da sociedade e
peraeguicSea da praliea dos mos, visto como no
tribunal'divino nem urna dileienca haveria ende
bons o mos. E r> Sr. Alribiadi>s professa seme-
lhante doutrma Permita Dos que nestes dous
annos, que Ihe fallara para bacbarelar-se, possa
elle aprender cousa melhor.
Eu, ao contrario do Sr. Alcibiades, estou_perfe-
lamente de aecrdo com o Sr. Guennes, e digo que
il-lermnando a consliluico do Imperio que os de-
putados devem ser catholics romanos, e lendo o
Sr. Pedio Luiz jurado defender esla religio, que
.1 da naro brasilera, e leudo elle Iludido os
seus constituimos, c perjurada de um modo lo
exeeravel, nao pode continuar a ler assenlo na c-
mara dos deputados, porque corre o perigo de se-
ren viciadas algumas desas deliberaces. Emen-
do, pois que o Sr. Pedro'Luiz nao mais deputado,
e sera neeessidade de que-Ihe sejarn cassados os
poderes, a cmara o dever ex|iellir.
Nao creio que a religio calholica dependa des-
sas nstituicws para a ana -existencia inunda, mas
creio firme e inabataveimente que o Sr. Pedro Luiz
e seus meslres do serillo XVIll fazem como os ma-
deireiros qoe, querendo derrabar urna grande ar-
vore secular, primeiro hmpam o terreno, procu-
rando iso>a-la, desembaracando-a Jas enredadei-
ras, ligamos que a possam amparar em sua que-
da. E" por isso que oSr. Pedro Luir, tao laboriosa-
mente procura desviar, e abater os capuchinhos,
lazaristas, irmas de cardade, c o phantasma do
jesuitismo para elle to pavoroso : esses sao solda-
dos denados e fortes que defendem a f, e comba-
ten) as heresias e philosophsmo do seculo VIH :
oulros sao urnas senhoras vrluosas c robustecidas
pelas suliiimos virtudes da f, esperanca e carida-
de, que, posto que fracas pelo seu sexo,, deixando
as cominodidades Ai seu paiz, correra a todas as
parles do mundo, onde as vozes do soffrimenlo as
chamara sem disiincco do Grego ou Judeu, esfor-
Cos, perde.-ine o Sr. Alcibiaes, esforcos de que nao
me parocera capazes, nem elle, era o Sr. Pedro
Luiz.
E' seguramenle de pessimo gosto, e mesmo in-
decoroso e horrivel assim tratar instituicoes, que o
paiz todo e o seu g-iverno pedem e rogam, o que
tao bem lera correspondido ao voto publico. Se
fosse nicamente o Sr. Pedro luiiz que assim se
mosirasse, j isso era pessimo : mas nao : mnia
Jahiitas tine patrono, e ah est o Sr. Alcibiades
quebrando langas era pro dos devaoeios do Sr. Pe-
dro Luiz.
O que nos dis a historia, pergunla o Sr. Alcibia-
des ? A historia, meu senhor, dn umita cousa ;
entre estas militas cousas, nos dte que os Albigen-
ses, arrastados aqu por V. S., os Atbigenes, assim
chamados da cidade de Albi eram, diz a historia,
urna agglomeraco de multas heresias, entre as
quaes a dos leonodastas (quebfa-sanlos) que guer-
reavam a igreja, seu culto externes seus minislros,
a qnem mutto procuravam desacreditar. Se elles
fo-sein meramente iheoricos, bastariam as prena-
grs de S. Domingos, de S. Bernardo, e de ontros
mlssionarios, para os converter e acabar. Mas el-
les passavam a vas de facto, Invadiam as gro-
jas, deinoliam altares, quebravam as sagradas ima-
gens, faziam grandes fogneiras das cruzes liradas
dos templos. At onde seria possivel levar o sol-
frtmento ? Poderla nem nm espirito recto invocar
a tolerancia T Tornaranir-se somiBamente andazes
las, alias acrlain elles Os que arniarara 0 braco de
Carila Coi d para matar o benemrito A/aral.
Finalmente solidarlo com o Sr. Pedro Luiz clama
, contra a onda clerical que vai crescendo da dia em
dia ; e pede a Deus rjoeno pfrmiliaque. essa onda
; assoberbesobre o BraH / Ora j-.ik; vio escarneo
I maior ao censo publico 1 \ Donde veio essa oml-1
(nosa onda clerical ? Onde esla essa medonha po-
1 reroca. Pelo contraro o Brasil lamenta esse de-1
( sapparecimento do vulto clerical, que de dia em
dia vai indoem decadencia, para o qual inbalha
; nao so a falsa philosophia, mas o proprio governo
jevado talvez desses falsos principies.
No congresso ralholico de Malones, Monlalembcrl
I fez acre censura a Porlugal pelos seus desvos reli-
giosos : um poriuguez no momento clisado como
deputado a esse congresso interrorapeu o interlo-
cutor dizendonao a lldelissima na?; porlu-
gueza, mas os seus minislros, quo grandes digna-
tarios as sociedades secretas Irazera para admi-
nistrago a pratica de deutrinas errenoas: estas
palavras pouco mais ou menos.
Finalmente para coroborar essa ogerisa contra o
[ nosso clero arrasta o Sr. Alrebiades o Mxico pa-
ra o Brasil, e diz que o clero mexicano vendeu o
seu paiz. Calumnia atrozmente atroz Nem um
culpa leve o clero mexicano de que o seu gover-
no a perto de quarenta Mimmn revoluco perma-
nente, nao s tyrannisasse e atormenlasse a naco,
mas at por seus desatinos provocasse a Franca,
a Hespanba e a Inglaterra ir por-lhe pomhos na
cabeca. Que algum elemento monarchico exisdsse
no Mxico, era isso natural, porm esse elemento
estara inactivo e tranquillo, se o governo fosse
prudente, e nao preteadesse acabar as ideas aca-
bando os bomens, e procurasse contentara iodos
com umapolitica de discrea tolerancia. Pode ser
que o cle'ro mexicano tvesse justos motivos para
> arrepender-se de ter dado as primeiras victimas
em pro da independencia do seu paiz s pode ser
que tantos eclesisticos Ilustres foragidiH do seu
paiz desejassem voltar a elle, vendo alralkfos seus
perseguidores ; pode ser mesmo que vendo o paiz
soffrer a Irinla e tantos annos sobapressao dos ge-'
nuinos de l. desejassem um governo, que ua
garantas a que tem direito todas as classes de ci-1
dados. Mas a culpa tem esses governos, que nao
I podiain viver seno sentados sobre ruinas. No
I Mxico havia quasi lana grandeza como em Fran-
ca e Hespanha, mas os governantes nao podendo
chegar a essa altura s cuidavam era rebaixar 11*-
do ao nivel de suas microscpicas individualida-
des. Ura paiz no feliz com com deas abstra-1
tas, mascn) realidadedos bens, que desoja, e a
ferina que parece melhor em theoria, as vetea
a peior na pratica. Por. formas^ de governo comlm-
tam os tolos, diz ura poeta inglzo melhor admi-
nistrado, sempre melhor.
O clero brasileiro tambem den as priineiras vic-
timas a independencia e liberdade do seu paiz, 8 ,
se apesar do governo constitucional, que felizmen-
te nos rege soffre elle ingraddes, o que nao seria
se um governo como o do Mxico dsse largas ao
Sr. Pedro Luiz, e conipanhia para levar a effeilo a
sua boa voutade contra o nosso clero.
OMfro catholico-
69 toneladas, rapilo Janea P.-rtv*.
ge n i em lastro ; .1 ordem.
Mario sahilo no mema ti>-<.
Rio Aran de do Sul Hrgw rx-hki .1 i;*rm
il o Manoel Jacinlbo ftnm, rargn mb
EDITAES.
oaq ii
PUBLICARES A PEDIDO.
Estando nos paroxismos da morte e vendme ea -
lumniada, vou rogar aos-Srs. redactores do Diario.
o favor de inserir em seu couceituado Diana estas
minhas palavras. afim de pugnar pelos direitos de
meas seis filbos.
Declaro que sou fllha nica do conselbeiro Ate-
xandre Jos Pitaluira, l>era conhecido no Rio de
Janeiro, como podem provar ailas pessoas que
all existen), aminos delle, e algiimas aqui era Per- :
nambuco. E como ando um 1 calumniadora dizen-
do que neta desto honrado hornera, eu venho de- i
clarar peranle Deus, qoe s sao netos do ronselbei-;
ro A. J. Pilaluga meas cinco lillios e urna fllha por |
uome Bita de Cassia, casada, e meas cinco lilhos
Manoel, Luiz, Jos, Amaro o Sebaslio, nica des-
cendencia desto honrado vario, que lao estimado
foi na corte do Rio de Janeiro" por todos, desde o
Imperador Pedro I e seus anlepassados al ao mais
pequeo. Declaro mai que esla calumniadora
nao -muilia fllha, como a intitulan) pessoas que me
querem desacreditar... Case, por procurar", rom
o liliio do Sr. libas Coelho Cintra, esie fllho eolio sol-
teiro, por isso nao posso tambem ser madrasta de
ningero, porque quando me casei cora elle nao ti-
nha enlium lilbo, nem ara flavo ; e para reapei-
lar as cintas de meu pai a punir pelos direitos dos
seis descendentes desto lloarado varSo, me po-'
rei sempre pm campo at com documentos irrefra-1
gaveis se preciso for...
Mafalda Augusta 'Halaga Cintra.
Pilulas vegfttaes mumih^m iift Kemp.
Quab|uer urna pessoa que se tinta atacada bu
bilis e que fara uso tiestas admiraveis pilulas. por
ecle meio tem" tomado a mellior das pi eraures
eoMn todas as molestias epidmicas. Urna sdo-
se pode salvar una pessoa da febre amarclla, do j
cholera 011 das febres inl Produzem um eff-ito verdadclramente maravi-'
Dioso era todos os desarranjos do figado e'do ven-
tre.
Ellas se com|ioem exclusivamente de substan-
cias vegetaes e ser una medicina fortificante que ,
nunca debilila.podem por isso seren administradas
com a mesma seguranza, tanlo as criancas as mais
toaros como aos horneas mais robustos. Sao as,
unirs pilulas desla nalureza que se achara acon-
dicionadas era frasquinhos de crystal e sao inap-
preefaveis como o melhor dos remedios para as
pessoas de ambos os sexos, seja qual-or a sua
idaile.
Enronlrar-sr-hb em todas as lojas de. drogas e
as Boticas de.ltravo & C, e Caors & Barbosa.
Ao Sr. -Ina o Alfredo.
Nunca disse a pessoa alguma que o Sr. Dr. Joo
Alfredo Correa de Oliveira nutri o projecto de j
mandar assassinar-me. Se tvesse razes para pro-
Matar isto, teria empregado os meios, que em laes ;
circuiiistancias as leis me farultam.
No exerncio das funecoes de secretario da mesa |
parochlial da freguezia de ltainb, era que me acha-
va por occasii das elec.oes primarias de 1860,
nao poda, e nem posso ainda boje affirmar que a
minha exislencia. dei'xasse de correr perigo : esse
perigo, porm eu nao atlribuiria seno a parciali-
dade poltica, que aos raeus amigos dispulava aquel-
las eleices.
Becife, i de maio de 186i.
Jos Joaquim de Souto Lima.
Joaqfcim Jos iiveira. lenente-coroorl _
da He Oo batallin de artrlharh. ib giaaNH 1
cu nal do municipio d.. Iterife, por i M In*.
n lor, a quem Dn guarde. Mr.
a ,' ??" ;l ,,IK>I" P'*^* '"i'-rossar inae da le, fonlxi ronrorado para odia 15 ew-
renl mez o consHho* -t<> .i.d- ,:--, ,h Ui
de S Fr. Pedro 6uea{alve db Mb, pai
pror ilerem a revtale da inrsn qualiHVar.M,.
E para constir mandei fazer pre
publ irado p.la iruprensa e M\*s+\,
mal z da referida freguezia. nn ruj-i r .n
lera ugar a reumo do rfariaa rMHelhu
Qi artel do enramando do I* balathj de anWm>
ra 11 guarda nacional d iiiiiiih"*jw dn rWdV, 8
de n ireo dr l*ti\.
JiKHfKim Mu M'rtr.t.
Teneiile -1T..11 I rowawdile.
O lira. Sr. nspectur da lhesuraria provtiiritt
eme imprunenlda ordem de rxm. Sr. prcuta
da p ovinjia de ."? d abril prximo fletdkr mimla
fazo publico que no dia 16 ti ciirreartc *rr tapar
nove concurso para precnchiiurafo da vapa r. t-
ter xurario da mesma thesooraris, erm*
pre ndentes ser examinados na graaamalio da
ling a nacional, csi ri(liiraco p.T partida* dtahra-
dadi a rtducco ile BBOMH, pesos e medida?. 10
cale lo dV descont e juros simples e 1fu H,
sem i preferido 01 qoe wercm boa h-ftr r Mte-
rem liognas esrraaceirat>.
O pretendentes wverle a presentar sr- r^pnr-
rim nids nesia ttONenrii n>m doriinvnt. eae
que proven) que sao menores ile vinin imm >
bou romporrameiito.
K para constar se mand.*i publir
pele jornal.
S rretaria da tbesoiiraria provincial de I
buc i de inait/de fJfJJML
O ^rrreiario
A F. -*< .hinumcirr*.
- Pela tbesoiM'ara provincial M laz puWio,
que is arremai.iri>'? das obras da cimervar da
estr da do sul enlre o marco de limm braraed
t-i) nbo Mas-angina e r.|.arn da i.->rte.fc> ca-< da
ra la Aurora, era vnle iU> liMiiiia-fr pr-vinrul.
fura 11 transferidas ara o dia i 3 do cor iva**.
S rretaria da Ihescurara pm^inctal de Pnaaav
buc O de maio de I8 A. F. d Anniinriaco.
Serrelarii.
- Dr ordem do Sr. la.mqrlat da MUn>-r m
faz iidliro. ipii- dea transl.-iid.-i para dia : d
con inte a arremalaro anmineiada mr itlii'tl i
do 1 esrqo, relativo a IS sarros ii>m semenSw dr
ale l.
\ tercio da alfandega de I'eru.irabiM'n Tur atara
de 8'lt, *' escripraraara
CaelanCom. d. Si
O E '. Trislo de Menear .Auraripc. oWrMl da m
ri il ordem da llosa e jniz de direilo espfi-ial 1
Ci mmercio desia cidade d Recii .- -11 1^
capital da proviaew de rVrmkaalwn it >. .
1 o 9T. I. Pedro II. a quera Deus gni
I
t
F
ojeara
co saber pelo prsenle que no dia W dn
de 1 uno do rnneiile anuo M R natar
ven a a qoem mais diT. deiHu* da ..
per va e na sala dos auditorio, te sscrarai e ara-
inai 1 seguintes : 1.111/ angola. reaee*eMi wttt^
ann -s, avadado em smi-iiNHi -. Mana rr-
pre sota ter (Sabaos, avadada em >MMDWi;T
b ii- inan.-iis ,1c carraca, avahad rada nni rajK
310 l; 1 qu;.Flao cor alaz avallad era 'JJIM1;
pre izendo ludo a ojoanlia de l:.-iHA; iwi|iut-^Me>
per Mrenles a Manijad Joed da Iras
ea 1 or exocudte que contra o ntesmi raramn
joi do Medeiios llaposo. e na kMa .! Uc-faii
ser; o arrematados Bate arras da adjudicar* cerne
aba niieniu respeetvo da le.
I- para que ehegae a n>-in-i.i ,-**
sar piblaes que se rao afinados c pafeBrai* ara
Iuj res de eoraraw.
I ido e passado atesta cidasV !. !;< Per-
nal buco, aos 7 de rao 1 m*|
de larvalho Ptes de Andrade. e- -aba-
ere i,
TnsUv < .'.'.
BECLAHCOIS.
Passados os feitos e entregues os dielribuidos, i e prolongaran) essa guerra do seclo XII coma
I *> fifi Dm-milAllA \l\ AnnilA ntX TjlL^f'l mtnf
deram-se os seguintes
JULGAMENTOS
Aggravanie. Manoel Pereira Caldas t aggra-vadb.
o juizo.
Kelator e Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadoses- Lourenco
Santiago e Accioli.
Deram provimento.
Hftcds-corpiis.
Necaram ordem de habeas-cospos pedida, por
Corduliua Maria da Conceico.
WI.IGKNCIAS CIVBB,
proteceo de Raymundo Vi, conde de Tolosa, guer-
ra que pro%'Ocou grandes airociaades, como na-
tural, quando as represalias- se.poca em campo.
E' muito possivel (pie no meio de todo isto os m-
-leresses mundanos tomassem a capa da religlo,
como de ordinario aconlecia nesse lempos cala-
mitosos. Ninguem applaude esses dismandos.nin-
guem louva as caJaoiiiades dessas guerras desses
crnes atrozes e malditos os primeros que lira-
rain a espada, ou deram justos motivos para isso.
Falla-se era iachues Clemente, om Mavaillac,
, para hoslidisarem os jesoilas lazarislas, capuchi-
Cora vista ao"s77eseiira^7eior preeoeaitoc da nhos o irmas da caridadel Pentonto : nao sabis
n-,a a historia oontorapoMiiej ? Vistes alguns dos Hiem-
eoroa
lis apteacde%ie.
bros u>%tas insliWiofies mandar giiilhotina Luiz
Appellante, o juizo V appellado, o tljprfero Gas-; X.V1, Mara Anlometa, prinwza Lmbale, e tantos,
par de Menezes Vaar.-onceUra> de Dramuwnd. otros inclusive o vouerando velliu proclamador da
Annellante, a faz.nda ? appellada, Dv Anna Del-! Jogo da Bella, que plnlosopliisma do.seculo \\III
iibioa Paes Barre, fe* carregar as costas a gnilnoiina para ser oxe.eu-
Cm vista aoS'.. Dr.carador ^raJ. Itade no caes t Felizraeuie nao havia cnlo jesut-
CQMMERCIO.
mu lum l)E KKNAIBtCO.l
O nevo banco de Parnambueo paga o 12* divP;
dendo a razo de 9,f por aeco.
EM 10 DR MAIO DE 864.
O banco descoma na presente semana aoito por
cento ao anno at o praso de quatro mezes.e a nove
por cento at o de seis raezes, e faz emprestimos
sobre titotoa comraerciaes, e toma saques sobre as
pracas do Rio de Janeiro e Babia.
caupwjiu
lio loiiviilailiis 08 Sis. acctoMatei il.sia
cu ipatih;i a reuiiir.-ui
ral nu dia I do curmile mi mi il a
pa a cm coii.>rmiil;ule dos setj* etiluiix
de Iterar sobre a9 conlas du rararasjn tralo
e I roceder a eleic da nu\j iJir.rrr>i **
de e servir akltO-de abril d> anno [>n>\nm>
fui raro.
vsciiptorioda-Kompanlii.i >!- ib-UrilM-, f>
lie maiu de 1W4,
O pscr^lnrar'.
Marculino b-.- I'nrn-.
K; nf;t l'-hi da niserU m-4i ekV
Brt-ifr.
Illni.*junta>administraliva da Sania (hM da.
Mi ci irordia dn l'.eeife manda lazer put-lm. tfme
no lia li do corran!* pelas \ horas- da lard aa.
sal de suas SSOSisa lera de ir i praoa as r*-r^Saa
da: casas ahtiso declarada.-. perlinrtNaj a* as-
n ionio de orphaos. os dcianii- ileveai c. .apa-
ree ;r acompantuidi. de seus fiadores mi mnaidn
de arlas destes.
Ruado ImiMTwlur.
N. particular e-8i puldicc dmis aa-
1 iros.........
Largo do Panera
a. dito e 29- dito, dous andar
Ra das Laraageiras
dito e Tdiio, eara terrea
Ra Veina.
dito o '!- dilo, casa terrea .
Ra de S. < incalo.
N. I dilo e dito, casa torrea .
Ra do I'ir. -
dito e 30 dito, casa terrea
Rua da. Lapa,
dito e 14.dilo, casa terrea.. .
Rua do Vigario.
dim e 27" dito, dous andar .
Rua da BsraM Vell.
N. 7$ dito o 136 dilo. dous radst.
i-ji t: !tftaa IKtJ>*a
k601ll
m*..
Alf:inga
Rendimento do dia 1 a 9.......
dem do dia 19...................
316:956 JMI
39:4838D3
256:4UW>38
MTlmeaio d alfasidega
139
267
191
559
iOC
730
Volones entrados com fazendas..
com gneros...
Votamessabidos com fazendas...
a c com geoeros...
Descartegam no dia 11 de maio.
Escuna ingleza -Hoserarvo e pedra.
Escuna ingleza -Zampefazandas.
Brigue inglezZoiw-raierradorias.
Britiue inglezOffteMo-bacalhao.
Brigue honoverianoUramafarinlia de trigo. ,
ReeebesJsirla de readas lateraa
geraes de Peraambnes.
Rendimeoo do dia 1 a 9........ (S-iOSSi'i.')
dem do du *0................. l:32573i
7:6I6|>180
N.W dito e 132 dito, dous antares.
N. 8 dito e 18 dilo. casa terrea.. .
N. 8 dito e 16 dito, ea.-a terrea.. .
Kan da l'.ua.
N. 8' dilo-e 21 dito casa Ierre.. .
Una do Pilar,
dilo e 10*> iVito, casa- tesii-a.. .
dilo e 10* dito, casa terrea.. .
dilo c 99 dilo, casa, tocara.. .
dilo e 10 dito, casa tarrea.. .
dito e Iwi dilo, casa, terrea .
dito e 94 dilo. rasa ierre* .
Rosar uno.
N. .'! particular, casa e >u>.....
I Mrueira.'
li 4 dito, sitio
MI*
4IU4UHO
IM**
raijraj
1
ir.t.v*a>
ikuvsh
t-VJJM
temara
u.v>
17:UJ00
.-WaJjHta
*i:(JfBM>
Sec -otaria da Sania Casa d:> Miserkoril a Re-
M0T1MBMTQ BO POMO.
Navios entrados no iUa 10.
Penado-4 ibas, biale pacjnnal Sania Rita, de SU
toneladas, capilo Joaquim Antonio de Figueiro-
do, equipagem 7, carga arroz, oiilho epedra de
amolar ; a Tsso & lrtuo.
Rio de Janwro-lC Uias, galera ioglcza Sakllile, de
cifo. : de maio de 1864.
O escrtvo,
F. A. Cavalr_uMi Cuub
Ctiselfw araiwiMraiivr
O ci nselho administrativo para
arsem de gu-rra tero de comprar c*
seguin es:
Para o corpo de gnarnici.
i re imas de papel almaco, i caitas sV
' de ac > imanas 0*1 ave, t arralat de rara'
dua: s a hsds de pao. 2 libras da aseda
para e cripta, 12 canas dv a b r, 12 labiada,
gramil ilwas purtogueza \* HoAie-Yrrdr att
edi\o .'1 ahllnneiicas por Avib. : wedk*, ti
traslad 2 pedras para escripia 6 rrrie*.
Para o arsenal d arasr.
10 c xas folhas de fl .ndre fitas da ^'^a
das de ompriinento e l'.i di,- i.dclarawra. cav
xas de 14 ditas de dilo .- 14 d. ditas rf-ia. ^ r>-
xas de ollias pequeas lina-
Para o 7" balalliao de infratiria.
SO bneles redondos para reci unw
Quei quizor vender la.'s objerlos
rente.
*ww>. liun.vi w**'* "* "-jr* r~
suas pr postas om carta biha-la aa **nelana
conselh s 10 horas da manh dadaa ti ra mm-




Sala das sessjcs de forneeimeuto do arsenal do guerra, 4 de maic Val seguir com hrevdede a barca nacional AuU-
de 1864. -zade, outr'ora Mecife, recebe carga a frete eommo-
Aaionio Pedro de Si Barreto, do, para 0 qUe tratase eorn Dalthar & Oliveira, ra
Coronel presidenta Stbastifw Jos Busto Pyvrlw,
- vogal secreurw. I*"" Marenhao c Para.
__N0 djt ii de andante mez vito i praca -do O patacho Bebmbe.a-seguir cora muila brevida-
venda deoois da audiencia do Dr. juit municipal de recebe carga e fretes para Maranho 30 rs.
da 2* 'vara as casas da testamentaria Teixeira Leite, todas em Afogados, ra 4)iroUa-Ji. ta-se cornos seus.consignatarios Antonio Luis de
84 rua do Maxiae a. A, ruado Motoeolomb ns. Oliveira Azevedo 4rC..ne seu escriptorio ra das
23'e 59 A, un ueqaeQO sitio no porto de Motoco Cruzes n i._____________________________________
Rio de Janeiro.
O brigue Imperial Uarinlieiro segu cem brevi-
dade, e pode receber alguma carga : trau-se com
os consignatarios Mames, Barros & C, lar* do
Corpo Sanio n. 6.
qnein^oneneer de urna mobilia do amanillo, guar- 4* Hv. Pouce le l.i'OB).
da loure, commoda, marque/a, lavatorios, cande-! o Sr. Antonio Carlos Perelra de Burgos Ponce
labros, mesas etc. : sexU-foira II >lo corrento pe- de Len iaskte em fazer persuadir ao publico, que
las 10 iwras da manhaa na ra da Cadeia n. 63, eu me separe da sua companhia e Iho propu'z ac-
primairo andar, confronte ao arco da Conceicao cao de dbroreio, sem que para isso Hvesse motivo
por cima do armazem do Sr. Teixoipa. algum fundado, mas arrastada tao somonte por
y iiwir m r\ movimealo estranlio, chegando sua vellcidade ao
Ju til\j\\y H ponto de inculcar, que eu vivo sob a pressaoda
" D*ft dividas activas de PraiH'krA f.n mes V0D,ade Ae meus pas, e que s pelo invencivel
8 temor que estes me insplram que ainda nao me
Castellao-
.Sabbado 141 ilororreote.
louib.
Sexta-feira, na audiencia do jun de orplaos,
vai novaniente praca a casa terrea n. 2 da Ma
doTambi : quem-na mesma quizer Janear, cora-
pareca as 11 horas que urna boa caso, e por 1:4005 c baratissimo.
O Illm. e Bvm; Sr. Deo vigario calillar da
diocese manda fazer publico para coaheoimento
das partes inleressadas, que por ora dar expe-
diente e audiencia ludas os dias uteis na seminario
episcopal da cidade de Olinda, das !> horas da -na-
nha ate as 2 da tarde; c ra dessas horas, c nos
casos urgentes, em seu sitio pouco alem da .ra
do Bom Successo da mesma cidade.( padre Joa-
quim d'^ssumpcao, centio da cmara ecclesias-
tica. -
QuiuU-feira, IS. do correte, depois da au-
diencia do Illm- Sr. r. juiz dos feitos da faztmla,
as 10 horas do dia, c..a piara o segrale :
A cssa terrea em filtres, sita na ra do Pro-
gresso, n. 6, freguezia da Boa-visUt, em chaos pro-
prios, avahada por i00, para pagamento do que
deve fazeuda provincial, Candido de Albuquer-
que Maranho, por Antonio Ferreira de Oliveira.
A' renda animal da -caca terrea em Olinda, na
ruada Boa-hora, n. 21, cora 2 salas, 2 quartos pe-
queos, quintal em aborto, em Dio estado, ava-
llada em 24,5, para pagamento do que devo a ir-
mandade de S. Benedicto.
dem da casa urna na -Casa-forte, n. 80, com
23 palmos de frente, e 4S de fundo, 2 salas, 1
quarto, em mo estado, avahada em 36$, para
pagamento do que deve Jos Francisco Carneiro,
pela massa fallida de Nuno Mara de Seixas.
dem da casa terrea na travessa do Marisco,
n. 30, com 1 sala, 1 quarto e cosinha, em mo
estado, avahada em 365, para pagamento do que
deve Marcellino Jos FranciscoiGalvao.
dem da casa terrea de tai pana ra do Cabral,
n. 17, em Olinda, com 68 palmos de fundo e 18 de
largura, com 2 quartos, 2 salas, quintal em abor-
to, cm mo estado, avahada cm 45, para pagar
ment do que devo o convento de X. S. do'Carmo
do Heeife.
dem da casa terrea na ra daj?eeira, fregue-
zia do Poco, com 2 salas, 2 quartos, cosinha e
quintal, avahada em 965, para pagamento do que
deve Joo daCunha liis.
dem da olaria, sita na ra de S. Miguel nos
Aflojados, a qual km 2 graudes tclbeiros, e 2
ionios, com todos os seus pertenees, em bom es-
tado, avahada era 2005, para pagamento do que
deve Manoel Uo Amparo Caj.
dem da rasa terrea em Olinda, na.ru* do Al-
jube, comsalas, 3 quartos, c quintal euiaberto.
era bom estado, avahada em 605, para paga-
mento do que deveD. Fortunata Coelho da Silva,
pot Florinda Coelho da Silva.
dem da casa terrea nos Arronibados, a. 23,
com 30 palmos de frente, e 80 de fundo, i quar-
tos, 2 salas, cosinha fura, avahada em %.*>, para
pagamento do que deve Joo Thomaz Perei a,
pela viuvade Antonio da Costa llego Monteiro.
Recife, 9 deniiode 186i.
O solicitador da fazenda provincial
Joao Firmino Correta ilv Araujo.
THEATKO
DE
S. ISABEL.
E.HPREZ.I
GERMttO uonutm.
s Recita da assigaaura.
Quiuta-fcira 12 de mao.
Subir seena o interessanle drama era cinco
actos, ornado de msica,
Terminar o espectculo com a chistosa seena
cmica, representada pelo actor Guimaraes, inti-
lulada,
A guerra da Italia.
Comecar s 8 horas.
THE1TRO
grapkico Pernambucaiio.
llavera sessao ordinaria quinta-feira,
mpio : para o resto que Ihe falta, trau-se com ,\n ParrpntA a 11 hnrio .Ja nv.ri,;-i
.cus consignatarios Antonio Lu.z de Oliveira lfrrente, ds 11 01 as (la fflauuaa.
vedo cm seu escriptorio ra da Cruz n. 1. Secretariado Instituto, 9 de mai
Para o Bio de Janeiro, a frete barato, et
carregando o brigue -bra^Jeiro Imperador, de boa
marca e com commodos para escravos : a tratar
uo escriptorio Amorim .Irmos, ra da Cruz n. 3,
ou com o capito Jos Bodrigues Prats, na praea
do commercio.
Para o Maraaihao e Para
pretende seguir cora muita brevtfade o patacho
nacional Beberibe, ten parto de seu carregamento
prompto
os seus
Azevedo em seu escriptorio
Para Bahia vai sabir em [mucos das com a
carga que tiyer o veleiro,patacho D. Luis, capi-
laa Jos Teixeira de Asevedo, quem no mesmo
qm'zcr carregar pode dirig?r-se aos consignatarios
BMmeira & Beltrao, Urge do Corpo Santo n. 4,
primeiro andar.
Para o filo de Janeiro
o brigue Bvlisario segu cem brevidade, e pode
reeeber alguma carga : irala-se com os consigna-
tarios Marques Barros & C, -U-igo do Corpo Santo
bu moro 6.
IIttKOA
O hurgue portuguez Corumb egue oom brevida-
de, pode receber alguma carga a rete e passagei-
ros: trata-se com os consignatarios Marques, Bar-
ros & C largo do Corpo Santo n. ou com o ca-
pitao Hcnrique dos Santos Fernandes._____________
Vara o icio Ciraude do Hu
pretende seguir com muita brevidade o patacho
nacional Carolina, tem parte do seu arregamento
prompto : para o resto que Ihe falu, trata-se com
o capito Etiarmino dos Santos Pinieiro a bordo,
ou na praea do commercio.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
reconcilie; ostensivamente com "elle, quando alias,
cmi partioeUr, vivemos na melhor inlelligencia.
O agente Pesua por conu dos.administradores %Ae "toJ' *,' !ivo Para-me ncommo-
dMBUM fallida de Francisco Gomes Castellao e %Z5?'TmT% ^ f c,,sora1do
de.-pacbo do Illm. Sr. Dr. juiz especial do com-;( allegu mais revenantes falsi-
morcJo expor de novo cm leilo as dividas acti
vas do mesmo Castellao na importancia conforme
a relacao do 6;208446 : sabbado .14 do
pelas 10 horas da manhaa na porte la
c.iwaereial.
AVISOS DIVEBSOS.
dados.
Pedia o decoro que eu me abstivesse de trazer
co rente ^,z "u associaeao iTP.' tem Procurado dar urna triste celebridade.
* bntreunlo, forcada pelo indigno e insidioso pro-
, cedimento do Sr. Burgos, venho, bem raeu pe-
zar, nzer.perante o publico as seguintes solemnes
declaracues, que serao repetidas emquanto o 6r.
Hurgos nao se convencer de que deve deixar-me
"; sera in errupcao.vivjr tranquilla e socegada. 5o
instituto Arckeok^eo e Geo-; Sf&r SS.nS'lfn X^StgffiSLI
! espalha, e.favorecer assim os seus tenebrosos pla-
nos. r
12 i Eis aqui.as minhas declaracoes :
Sahi da companhia do Sr. Burgos e refugiei-me
, na casa paterna para Ihe propor a accao de divor-
cio, nao porque fosse isso movida por vontade
; estranha, mas sim cm razo dos incomportaveis
martyrios per que me fez passaro Sr. Burgos, du-
rante dez longos annos que vivemos juntos. Sahi
de sua companhia por causa de suas repelidas e
escandalosas infidelidades; sahi porque j estava
caneada de-soffrer toda a sorte de mos tratamen-
tos; sahi porque a minha vida corria inminente
perigo ; sahi porque nem o meu corpo, nem o
maio
186-i-
J. Soares d'Azevedo,
Secretario perpetuo.
0 cirurgiao Leal mudou
a sua residencia da na do
OnAlTOflfln nira O lU Jqq meu espirito nham maisforcas para supportar tao
UU.clllltlU.U ytUjM, a i 11 UaO longo e insoffr*vel tormento; sahi, finalmente,
Cruzes sobrado n. 36., pri-
meiro andar, por cima do
armazem Progressista, aon-
de o acharo como sempre
prompto a qualquer hora pa-
ra o exercicio de sua pro-
fiooSn pliflTnQfln r\dV faOAavmfa verseParada"do Sr.Burgos. Elles, pois/ni
Ili5i3iu, ^uaiuttiiif pvi coivIjpi'Ot ceram e nem exercera a menor violencia
T~~..............
As 5.000$0O0.
porque j tirrii.i pago com usura o passo impru-
dentsimo, que dra, e de que mnito me tenho ar-
rependido, em casar-me, contra a vontade de meas
prenles, com o fcomcm mais refalsado que o cu
cobre.
Era judo quante tenho feito este respeito, meus
pais nao figuraran senao como meus naturaes pro-
tectores. Quem sate que tive firmeza e resoluco
bastante, para casar-me, ainda menor, contra a
vontade de meus pais, nao acrediUr cerUmente,
que hoje, vinte annos depois de meu casamento,
seja coostrangida, por vontade de meus pais, a fi-
lo exer-
._ sobre a
minha vontade, a qual nunca foi mais livre do
que na resoluco que tomei e conservo de viver
compleu e perpetuamente separada do Sr. Burgos
, Vivo tao satisfeita e feliz em companhia delles,
| quanto iwssivel urna pessoa, que tem muitos
mez ter e grandes motivos de desgosto, e era todo o caso
Segunda-feira i 6 do corren te
lugar a extraern da terceira parte da quar- '"finitamente mais satisfeita e feliz do que viva na
Dos portos do sol esperado; la lotera do bymiiasio. no consistorio da
at o dia 16 do crreme o vapor greja de N. S. do Rosario da fretiuezia
m wmmmm
PROGRAMA *
- O advocado Miguel ?_
hu i Futi pile ser procurad* para
sua iroli-sao, no sea encriptork., ra
n. I i, das il oras da manhaa as i
i: U a di-tas horas, na rasa de
pal o tt S. Pedro.
- W. Cope e sua familia
rop _________
(loncalo Ferreira Nuaes, Porfguei, rrtrv
se pfcra ra do imp.-n...
/.a
mil
* *rm*r
Arrendase o' engento <>arra, >Mu m*ktjv
la Escada, tem pn>porr>Vs para w a-irrt
ies, e excellentc d'afua : a tratar a* na;-
DDO iambiii ral na mesma fiegoetia.
Thomaz Teixeira Ba>r< 4r*pe4m
Batata sen caixeiro o Sr. l/fOfwddn .
Oescriv.io da irmandade do SS.
ilriz da loa-Vista cootmU a todn
-siiiiiis irin.'u)* para no dia i5 do
as do dia se reunirem no con>i-t ri>)
mandad.; para em raesa seral
mesa que tem de reger a atawaa
no a no de |ft(l a I8w na forma do
Cons storio da matriz da Hua-Vta W dr
1864
Paran, commandante o capito
di; fragata Santa Barbara, o qual
depois da demora do costume se-
guir para os portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros eengaja-sea
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada: encom-
mendas e dinheiro a ir. e at o dia da sabida s 2
horas, agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo C.
LEILQES.
companhia doSr. Burgos.
Faca, porUnto, o Sr. Burgos, o que Ihe suggerir
a sua at hoje nao igualada malicia. Finja a minha
letra e assignatura, para inculcar que Ihe escrevo
carUs : diga que vivo opprimida por meus pais,
mas que entreunto-o estimo e almejo pela nossa pesqnitas, afim de doscobrr oantor deste crime.
reconcilaco ; compre testemunhas para irem de
por aquillo que Ihes d a estudar por escripto ;
prive-me da doce satisfacao de ver meus filhos e
fea
no.) i:
Quiita-foii-i, li do corrcnle
s 11 horas.
O agente Miranda, em *eu armazem da ra da
Cruz n.o7, no dia e hora cima indicados, far lei-
lo de diversas obras de marcineria, taes como :
una commoda, um guarda-i oupa, camas francezas,
aparadores, mesas, cadeiras, sofs, cabidos, quarti-
nheiras, assim como tambera vasos de mannorc e
porcelana, lanlernas, candieirQS, etc., etc.
ATllllllPl IfA P^tflhplPPllTlPTltrt ,0 de Participar da pequea heranca. que me
JILUUdllVd UC C&UtUClrJUIUrJUlU. ;de vir por ,nor,(.de ;eus Jy. jy Dt;0!! p
LEILAO
DE
Movis c obras de prata como sejaui:
I na mobilia de Jacaranda. 1 cama para rasa-
dos, I guarda louc, 1 mesa para jantar, 1 rclogm
de parede, 1 dito de algiboira, 1 carleira, 1 com-
moda. 2 cabidos, 1 mesa, 1 espelbo, 2 casticaes e
mangas, 2 jarros, 1 lavatorio, louca, vidros e ou-
tros ohjectos.
2'ieolheres, 2 salvas, 2 pares de castigaos, 1 pa-
liteiroouma colher grande ludo de prat do Porto.
HO. E
Quarla-fcira II de maio no sobrado
da ra do Range! n. i>3.
de Santo Antonio.
Os bilhetes, meios e quintos acliam-se
venda na respectiva tbesouraria ra do
Crespo n. lii e as casas commissionadas.
Os premios de 5:000,)000 at i0 serao pagos urna hora depois da extraeco de os Uem m,nha companhia invente linaimen-
at s 4 horas da tar.lp p os nutrns no dia ,c qu.aD, a sua.ertl1 "nag'nacao parecer conve-
aieas oras ua tarae, e osouiros no aia niente para aitmgir o lima quese propoe. Com
seguinte depois da distribuicao das listas. tudo isso, e concedendo mesmo que nao houvesse
0 thesoureiro, juslica na trra, s poderia lograr o seu fim prin-
Antonio Jos Rodrigues de Souza. "W n"" annullar a sentenca de divorcio, e res-
tabelecer a communhao de bens, para ter o direi-
ha
, or
O agente de leiles Olimpio transferio isso mesmo, para martyrio do Sr. Burgos, ha de
soa agencia paro a ra da Cadeia do Recite conservar a vida por mui'tos annos.
.. >t E nao conseguira senao isso, pois que nao ha-
________,_________________1 veria |ioder algum sobre a Ierra que me obrigasse
James Kvder A C, administra()ores a viver "Mis com um ente, quem, por tantos e
da massa fallida de Joaquim Vieira Coelho laog5tos motivs, do fundo d'alma aborreco c des-
de C, tendo de cumprir o disposto no art. ,preso
839 do cdigo commercial, convidam aos1_____
Srs. credores da mesma firma a Ihes entre- V minha mullier Tlicreza Adelaidc de Siqucira Ca-
garem OS seus ttulos no improrogavel prazol valcanli, diyua llha do Sr. conuuendadr Auto-
de 8 dias, que designado no referido arti-, no de Siqueira Cavalcanl, seulior de Marta-
go, atlendendo os mesraos senhores que os; iiaijipe.
annunciantes sem esses ttulos esto impos-| f' com verdadeira indignacaoquedcparei no
sibilitados de rever a relaco de que trata '("'0 **prnambueo de ;io com ama historia to-
.... ^ ; da romntica e lgubre a meu respeito ; mas cer-
.iqueiie :u ligo._________________________________ tamente de muito raau gosio, para todos aquellas
Aluga-se iim >iiio na Mirada (M Ponir, de ITebea e a mareen) do rio, punco adianto do Ilhn.. que seguiram a separacao de minha inulhcr, effei-
Sr. comniendador Rery Ferreira, tendo banheiro, luada traicoeiramente no engenho de meu sogro,
palanque, galinhero o oulras acommodagoes; e onde cora ella e meus filhos, na mais perfeiU har-
oulro dito no Monteiro, em frente ao oito daigre- monia passavamos a fesu de natal ; nella. o niari-
ja : a-tratar com Antonio Jos Bodrigues de Sou- *lo des di toso, regeitado com despreso, figurado
za, ra do Crespo n. 15, ou estreu do Bosario nu- como um hornera cheio de vicios e de crimes, e a
mero 32. _________ mulher que diz o ter abandonado, figura como urna
A Ivs Monteiro Jnmor rienosiiarin csposa vir,uosa e listlncta, que somcnte por nao
?&TJtitotoi$l '^POd.domais^supporta.lo cora razio e sem ser
alguma. o aborreca o
DA
jFesta e procissao do Di-
vino Espirito &vnto
erecto no convento de^'
S: Fmncisco. g
No dia II ao meio da ter lugar a boa- B
{ao solemne do apostolado, que no dia se- H
guinte dever ser conduzido e exposto mk
vista dos fiis. Nesta occasio serao exe-
culadas bellas e interessantes pecas mar- j
ciaes, pela musicado 9" batallio de la- J^,
fanUria do exercito.
A' noite haver malinas.
A alvorada o dia l-'i ser saudada pe- ggg
la msica marcial acompanhada do entre- *.'
pito dos fogueles, depois da ceiebraco ^
do sacrificio incruento. g^
As 10 horas em nonio principiar a xm
missa, orando ao Evangelho o profundo e >tj
eloquente pregador da capel la imperial 3p
Fre Joaquim do Espirito Santo e execu- 2c
lando a orchestra o Bvm. padre mevtre g
Fre Candido. K
Depois da festa far-se-ha distribuico >Jtc
deesniolas pelos necesstadosqueseacha- ^
rem presentes. ^
As 4 horas da Urde sahir o Divino H
Parclito era solemne procissao, que per- H
correr as seguintes ras : ra do Impe- H
rador, praca de Pedro II, parte da ra do H
Queimado, I.ivramenlo, Bireita, pateo do H
Terco, travessa de S. Jaio, ra Augusta, H
Martyrios, Hortas, pateo do Carmo. ra >jg
da Caiuboa, Flores, Nova, Cabug. larga ^
do Bosario, parle do Queimado, Cruzes,
travessa de S. Francisco recolher. A H
mesa regedora pede aos moradores das S
referidas ras o obsequio de lmparem as H
testadas de suas casas, mesmo pori|ue dei- ?jg
xar de passar por aquellas que nao se ^
acharem preparadas para isso. $M>
A noite haver Te-Ucum, orando o eii- 2SC
mi pregador e Bvd. padre mestre Anto- H
^ nio de Albuquerque Mi.-llo. Depois se- 0k
?^ gur-se-ha o acto da tirada da bandeira. "4/
O secretario, 5^
Mano-d Cardozo de Souza. jjfc
^M-*e(^ }mm mmmmK
Hontem urna hora da tarde entraram no pri-
meiro andar do sobrado n. .*>;! da ra da Cruz, re-
sidencia do Dr. S Pereira, onde se achava hospe-
dado o reverendo padre Jos Pinto, que ha pouco C"""1 Md* w pwpfc
checara da Bahia, abriram um bah do dito padre *"
e Ihe furUram .17 pecas de ouro de 16-5000, 12-3 do ei
em sedulas, e .'!-3o00 em prata c duas lunetas, ten-
do j no sabbado passado desapparecido um relo-
gio de prata, fabrica coberta, do mesmo padre, e
urna luneta de prau do Dr. S Pereira. O r. S
Pereira por si e em nome do reverendo padre Jos Cocido.
Pinto, roga s autoridades policiaes que facam suas
relira*-w para Ea-
0111 i.iulila fldrlfrla
se uros mar-muta c ter-
restres estabeleeldla m*
Rio ele laaeir*.
AOESTES EN PKPXAMBTO
Aiii.nii.i Laiz de Olivera Aarvedo & f..
impelcntemente aut.>r rla da companhia de seguros PidfMa
e, tnmam seguros de navi.w. mercad
as e [iredios no seu escriptxrio raa dia
Cruz n .1.
Joaquim Pereira de Souza lera
tratai o de compra ao Sr. Jos Caadid 1
a sua taberna na ra da Soledadc, ra
agua livre e desembaracada : qm-m julfar r-m
direit >, n<> praso de tres dia* |oeira aaaaarur
por e te Unti o. Uccif.- l de maio .le l*i.
A Uff nei.
Iig.i-se 0 segando ainlar do fA**k> ila
Veilia n. O : a litar na nu !> SW.
onde
Francisco Teixeira ltarl>osa aTisa
fregu m ipie mudou a tm oili.nu e
ra I ireiu n. 2 para a roa laraa do Rommo a J,
se acha prompto a satisfazer qiul>|ner rav
loao Minios de Barros ra Karapa, ttnm-
sua companhia seu lillto tirios, naeaar de *
e dei xa por s.>us procuradores .Jurar. m
I" lugar a seu sori o V. Aataa*
ilva do Brasil, em 2" aos Srs. l-nix hm da
Amorim & C, e em 3- aos Srs. Meados *
' ei
anuo
ausencia, em
Jos
Costal
Tliereza Adelaule de Siqueira Caialanli.
Francisco
da massa fallida de Jos Antonio Soares de Aze-
vedo' convida aos credores da niesiua para rece- E25al
bercm a importancia que Ihe compete em segundo / -"esu0 niie i,niIV(,- realUado
O agente Pinto far leilao" com au.orsacao de *, no praso de lo dias, e lindo esto, qualquer
, rr_:n. ___..:... ..___ r-____ v i__ nuantia me deixe de ncar :
sa t ^y/ ^ v^a ^y o
Concert de Angelina Kottiui.
Km eoaaeqaencia da morte do Exm. e Bvmd.
Sr. hispo diocesano, fica transferido o concert
para qua la-feira 11 do corrente.
Grande galera de vistas mo-
dernas.
Una da Impratr!z n. 53.
Hoje cslai-ito p lcnes as seguiutes
>isias:
iIb-ai santuaiodo Bom Jess do Monte nos
suburbios de Jirafa.
2 Cidade de Brasa.
:tCidade do Porto.
4tjjaadede Coimbra.
3Ciliado de I.i>boa.
-E
tata eqnestre de D. Pedro I no largo do
Bocio m Bio de Janeiro.
7O largo do paco apinhado de povo vendo-se
a nao linioo da Gama. Barca do registo e toda a
praca do commercio toda illumnada pela occasio
dos festejos do casamento do re D. Lufa.
Hoje mudain-se novas vistas s 8, 1|2 e 9
horas. ,
O saltio estar aberto at o dia lo do corrente.
Entrada 300 ris.
urna familia que relira se para a Europa, de todos
os objectos cima mencionados existentes uo so-
brado da ra do Bangel n. ."i.'J. onde se effecluar
o leilao s 10 horas do dia cima dito.
Quinta-feir, 12 do corrente
;i s 11, horas.
O agente Miranda, requerimento do Sr. Andr
de Abren Porto, e por despacho doSr. Dr. jui/. mu-
nicipal da Ia vara, far leilao das mercadorias e
mais objectos perlencenles a Carlos Antonio Von-
der Linden ; a saber : So harris com alvaiade, I
dito com |jotass.n,-o pipas com vinagro
quantia que deixe de pagar ser recolhda
psito geral. Becife 27 de abril de 1804._________
Inuaii lude do Divino Esjiritl
Santo.
De ordem dncnnselho fiscal convocada a mesa
geral para-o da 11 do sorrente, as 3 horas da lar-
de, no respectivo consistorio, afim de proceder a
eleigfio de escrivao, e do o" e 7o definidores directos.
Consistorio da irmandade 8 de maio de 1864.
Manoel Goncalves Agr.
Secretario do conselho.
Cosiuheiro.
Offereee-se um perito cosinheiro che-
gado ha pouco da Europa, mulo apto pa-
ra qualquer urna casa rstrangeira ou
qualquer Outra, prometle nao deixar de
agradar : quem precisar dirija carta fe-
chada a esta typographia com as inicaes
A. P. al o dia 12.
tidade de garrafoes e botijas com hebillas espiri-
tuosas, o caixas com phosphoros, urna machina
para aperUr rolhas, urna estante com livros, um re-
gistro de gaz e seus pertenees, patelas, cardenaes,
teiros, rolhas de eortica, etiquetas e tampos de
chumbo para garrafas, canteiros para pipas, fras-
cos, garrafas, botijas, barris, pipas e outros muitos
objectos.
O leilao ser cffectuado no largo do arsenal de
marinha n. C, defronte da torre de Malacofe.
Aluga-se urna casa na ra Imperial
propria para nadara por ser muito grande
um (orno tambem rauilo grande e novo : a
randeqna'n* na ra eireila do Hosario n. 2 A, deposito.
muito
e ter
tratar
LEU 40
[AVISOS MARTIMOS.
C09IP4IHIA
DAS
MESSAGERIES IMPERIALES
At o dia li
do corrente espe-
ra-se da Europa
o vapor francez
(uienne, com-
mandante Eooul,
o qual depois da
demora do cos-
tume seguir pa-
ra o Rio de Janeiro tocando na Bahia, para passa-
gens el|c.: a tratar na agencia ra do Trapiche
n..
O pjissageiros de Pernambuco para os portos
a bordij dos paquetes desta compaubia nos inezes
de maicir afUuencia tem a facu.'dade de as tomar no
dia em que os vapores passam para o sul, pagando
porem como se fossem do Bio de Janeiro.
DE
l'ma casa de campo e silio rom arvoredos, com 720
palmos de frente e G70 de'fundo, lieira da
estrada de Joao de barros,
t|uinta-feira 1 de malo.
O agente Pinto, legalmente antorisado far leilao
por conu de quera pertencer de urna casa com 2
salas, 4 quartos, 1 gabinete, dispensa, cozinha, 3
quartos fra,- terraco na frente; edificada bera
da estrada de Joao de Barros com gran le silio (ter-
ceiro do ladw direto dopois do sitio da Cscala)
com mangueras, jaqueiras, coqueiros e larangei-
ras ; o lelo ser cffectuado s 11 horas do dia
cima dito, na ra da Cruz n. 38, escriptorio do
mesmo agente, aonde se dar desde j quaesquer
informacoes a respeito.
LEILAO
do corrente.
Quiil.i-feira 12
DE
28jacazes com batatas e 80
caixas com ceblas.
O agente Pestaa vender jior conu de quem
pertencer 28 jacazes de bauus muito novas :
quinu-fera 12 do corrente pelas 10 horas da ma-
nhaa no armazem do Annes, assim como 80 caixas
eom ceblas na mesma hora e armazem.
Xa raa Direita n. 135
offerece-se nma pessoa para caixeiro de pharma-
cia bastantemente habilitado._____________________
Alauma pessoa que tenha de fzer cobran-
cas em Mamanguape e queira se encarregar de
mais urna, pode procurar na padaria da ra Di-
reita n. 84.
aovogado Jacintho Pereira do 'Bogo
; contina a exercer sua profissao em o
[ eserplorio de seu pai o Dr. Vicente Pe-
I reir do Bego, ra do Queimado n. 46,
. primeiro andar, podendo lambemser pro-
[ curado em casa de sua nova residencia
[ ra estreita do Bosario n. 41,- segundo
andar, das 4 horas da larde em diante.
A pessoa que annunriou querer comprar urna
casa na povoaco do Beberibe dirija-se taberna
n. 2 da ra da Camboa do Carino, que dir quem
vende.__________________________________________
Aluga-se por proco conimodo a casa da ra
Imperial n. 213 com 7 quartos, 2 salas, cosinha
fra e quinUl com cacimba : a tratar na padaria
da ra DireiU n. 84.
Precisa-se de una ama que entenda de cosi-
nha e seja boa engommadeira : na ra da Impe-
ratriz sobrado n. 47, segundo andar. ^___^_
annos
Impe-
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR
E esperado dos portos do norte
ate o da 17 do corrente o vapor
Apa, commandante o
l-'nente Alcanforado,
pois da demora do
gira para os portos do *ul.
Desde j receliem-se passageiros e engaia-sa a
carga que o vapor poder conduzir, a qnal dever
ser embarcada no da de sua chegada, enc.ommen-
das e dmhciro a frete at o dia da sabida as 2 ho-
ras : agencia, ra da Crux n. 1, escriptorio de An-
Wpio Lqiz de OliYeira A/ovedo & Q.
primeiro
o qual de-
cosiume se-
LEIiiAO
De
20 barricas rom .v-lilrr
luinta-feira 12 de maio.
Babe SrbmetUn & C. faro leilao por interven-
cao do agente Pinto c por eonla c risco de quem
pertencer de 20 barricas com salitre, existentes em
seu armazem da ra da Senzala Vellia n. 100, on-
de so effecluar o leilao a l.hora asa potito do dia
cima di lo. '
"Precisa-se de um caixeiro de 15 16
para um armazem de sal: a traUr na ra
rial n. 221.
o seu casa-
, ment por amor e somente por amor, nao abando-
narse algumas vetes o seu marido, sem (pie este
-------- dsse causa,enio jamis feriamos de lamentar
Janlas desgranas que se dao quasi todos os dias 1
Enlntanto,grabas a providencia, souumdesscs
homens bem conhecido na ocedade por meu eom-
portamento, c assim pode-se melhor ajuizar das
declaniacoes sempre vagas, que partem no intuito
de me ferir cruelmente do lado dessa senhora, que
cotada, j nao sabe de que meos pode soccorrer-
se para agora justificar a sua separacao, para
cohonestar as perseguicoes inauditas exercidas
por seu pai protector f
Nao quero, eu o protesto, entrar n'uma discus-
sao vergonhosa pela imprensa, que deve ser sobre-
maaoira inconveniente a minha propria mulher,
cerca'das justas razos que actuara em meu es- i
pirito, para pretender annullar a celebre sentenca 1
que me condemnou, decretando o divorcio ; lano |
mais hoje, que muito confio na boa organisaco da
justica ecclesiastica, de cujos tribunaes s podem i
presenlemente partir decisoes juslas e eminente-
mente jurdicas em favor de quem liveY de seu la-1
do o direilo e a justica.
Para os tribunaes que devenios appellar de
BOSSas questoes, elles sao os nicos competeutes
para as decedir.
Assim posto, os fingidos protectores de minha
mulher, devem-se convencer, que nao sao as suas
falsas e calumniosas imputacoes, e nem mesmo as
lamurias ou a vontade suprema de urna mulher,
que do o dreito de se obter tuna sentenca de di-
vorcio.
O direto firma-se na le, e pois nenhum magis-
trado que se preza, pode a seu Ulante exorblar-se,
offendendo de frente a lei expressa em these, dan-
do como Ihe apraz por provado, allegacoes nao pro-
vadas, e em sua sentenca falsamente fundando-se
cm provas que nao existem nos autos etc.
Esta minha questao de accao rescisoria da sen-
lenca de divorcio, que tanto ha incommodado aos
protectores de minha mulher est affecla aojuizo
ecclesiaslco, nao devenios, portanlo, prevenir o
seu juizo com Ues publcaces insidiosas, oulras
quejandas patranhas proprias para lludirem aos'
espintos superficiaes.
E |ior isto que declaro solemnemente, que por
minha parte me recolhendoa} silencio, podero el-
les e minha mulher dizer tudo uuanto Ihes sugge-
rir contra a minha honra e repuiaco, porque na-
da direi, aguardando-me para as ulteriores deci-
soes de nossa causa.Antonio Carlos Pereira de
tfurgos P. de Len.___________________* _____
Precisa-se de urna ama de bom comporta-
monto para urna s pessoa, que saiba coser e en-
gommar : a tratar na ra do Imperador armazem
de louca n. 41.
a-s 10:0005 a premio sob hypotheca jjg
em predios nesta praca : a tratar na ra 5
do Crespo n. 17, luja.
AMA HE LE1TE
Precisase de urna ama de leite que seja parida
de 2 3 mezes, sem lilho : na ra da Concordia n.
:i t, sobrado do ariiiazeni do sol.__________________
Lembranca aos esquecidos.
s senhores que teein conta na loja de charutos
da ra da Iniperatriz n. 43, facam o favor de quan-
to antes irem papar, pois nao possivel esperar
toda vida, do contrario lerao de ser postas em nina
relaco publica cm dita loja seus nomes c inora-
dlas.
Mkmk m.mmm.mm m.
Attencao.
H| Alugam-se casas terreas limpas e fres-
cas na ra dos Prazeres, Boa-Vista: a
tratar do lado dreito quarta casa, ao en-
trar.
D-se dinheiro a juros em grandes e
pequeas quanlias : a fallar na botica do
Sr. (amero.

]|jX l'recisa-se fallar, rom urgencia.
is baixo declarados, na nu de SaMa TW-
3R eza, junto casa n. 2U :
>. ligucl Pinto da Cmara.
^ os Kerreira de Mallo;.
T*; lanoel Jos Pina.
3^5 iao Amonio de Paula Ibidripue*.
S elarmino Alves de Carralho CeMr.
,?< (iguel Pinto da Cnnlu.
} hW Antonio de Motira.
^ .ntoiiio Matoso do Andrade Caomaa.
0fi nlonio de Moura.
"S oaquini Jo-.- Pacheco.
^5 o.ionim de llollanda ('^raleante.
3R II'cife. i de maio de lN4.
m i*h-;*.:^: >::*+* ?:'
i viso aos Srs. de 'iiimiho
e cheles de familia.
n-M ao- HBBom cima e a napsflaari pm-
de-i.i cidade, que na fabrica 4e alia 4a na
34 vendes.- o n-;.ini-lanNe *aaa
a de su|H*ri..i qii.ili.lad.-, Uaki^m
caixas. como a retalho. a 200 r*. a libra. E romprareiii no lias (alternas a 2JW e 3Jrs ,
*
' do 1! ngcl n.
ama ello ma
do i
0,1131 lo na fabrica o paiaal ataai ir nmnit
prec ; portanlo o propri.-lan>> ra i ) ii'-|i.'il.iv.l pulilicii l.r.l.i .i r.a4j*var.i>> f ale aaateio ajao ihe fax, reduzndo o prer afta
gene o de pi nocir necesidad.'.
m
..
We Sr. (amero. *H
mmmm wmm mmmm
Precisa-se de una ama que saiba co>inhar
e lavar: na ra do Imperador n. 46, primeiro
andar.
Precisase de um caixeiro nacional ou por-
tuguez que nao tenha mais do que 10 13 annos:
na ra do Imperador n. 46, armazem.
nesta
te, ci|
prac
de coniiiiissito de fsrra>as na
liii|it>i-ailor n. li, Ierre!ra aaaiar
Cas
l
Ni ta casa receucm-sc e.-r,ivtr. |nit r.iwiMn
para seren vendido- p..r onta d<- *e. m mtmi ,
nao ; poapando exforcos para que ..-
lididi.s eom proinplida.
10 soffrerem .mpale na a veada Je>. A
em ludas as rommodidad.'- i r
, assim como alianza-so o bom lraum>-m>>.
Ha slmpre para vender escravw 4e aatbea > se-
xos, relhos e novo-
Quem precisar da quanlia d<
dand i por segnranca urna prea escrav.a ifw -ka
eogo uar, podo pmrorar na afi Sr. swi.
prac .la Independencia i \ para iraur
das ( mdices e aju>i<'. pois ah se dn j a a*Moa
que retende fazer ata asaaam
Precisa-as alugar um nerava para irafcalar
typograhia, diana, semanal ou mcit-aloww-
afonaa agiaaar : na liviana m*.t t 4a
da Independencia.
l^fM 188 SUS!'"?'-!
lllnlieiro a juros.
No sobrado da ra Imperial n. 64, se
dir quem d dinheiro a juros sob garan-
tas a contento, em quantia- pequeas
al a de 10:000^000.
Coiilraria de S. Jos d'Agoni;.
O secretario da confiara convida os irmos da
mesma comparecerem quinta-feii a 12 do corren-
te, pelas 9 horas do dia, no respectivo eunsistorio,
para assistir as exequias que o reverendo prelado
do convento manda fazer pelo repouso eterno de
S. Exma. Bvnia. ; assim como larabem convidaos
mesraos irmaos comparecerem domingo lo do
corrente, pelas 2 1|2 horas da tarde, para encoco-
rados, acompanbar a procissao do Divino Espirito
Santo de S. Francisco.
O secretarlo,
Manoel Francisco dos Santos e Silva.
- OITerece-se una mulher idosa par.i~ama de
hornera solteiro, sendo para cozinhar : quem pre-
cisar, dirija-se travessa da ra do Sol n. 33, que
achara rom quem tratar.
A ttenco.
CICERO PEREGRINO I
Una do l.iii'iinientu i. II)
l'riiueiro andar.
Na roa de S. Kranc
siile 'ia do escrivao Silva Rege
criat i.
anea n. *. 4%tr-
: i- i-
l'r
milla
aml.'i
6'Jc
lase
n. ,">!
Aluga-se a- asai ili raa >li M ne~. as.
Pl; paia ver esto as charas no o. "., .. tra-
com Prenle Vianna & C, ra 4a tarfeu.
_________-I Precisa-se de um bom cozinheiro, e de urna
Vende-se a uberna do caes d'Apollo n. 57, ama para eugommar e lavar : no sobrado n. 32,
que faz soffrvel negocio de bebidas, alm
gum mais de cqmstiveis, boa para um
de al- ra da Aurora,
princi-;
piante por ser do poucos fundos:" quera pretender ._. 1^?'^
dirija-sc a mesma.
JLEIli40
DE

Pesappareceu hontem noite da ra larga,
do Rosario um escravo de nomo Raymundo, per-
tenceule Manoel Gomes de Mallos, de 18 20 i
annos de idade, mulato de cor plida, beicos des-
corarlos, olhos agaUdos, cabellos arruvados e ca-
chudos, (que conserva va quasi sempre penteado o
repartido), de baixa estatura e cheio, porm mal-
fe i to do corpo, sabio vestido de calca de algod >
de quadrnhos pretos c brancos, e camisa de algo-
daoazul, nao levando comsigo nenhuma outra rou-
pa : quem o pegar ou delle tiver informacoes ex-
actas, dirija-se mesma ra n. 24, primeiro an-
dar, que ser bem recompensado.
Aluga-so urna casa na freguezia do Poco da
Panella, travessa da Casa Forte, com 2 quartos. 2
salas, cozinha e quintal soffrvel, por 8,5 mensal :
a tratar com o escrivao do commercio Manoel
Mana.
segundo andar.
que precsarem sobre hypo-
na ra de SanU Rita n. 27.
Wtto
Aluga-se urna casa nova defronle do caes do Sr.
Gomes do Correio, a qual tem 3 quartos, 2 salas e
cozinha : quem a pretender, dirija-se praca da
Independencia n. 22, ou defronte da mesma.
ENGENHO.
Arrcnda-se o engenho d'agua, denominado Jus-
sara, sito a freguezia de Ipojuca, disUnte legoa e
meia das esUces da Escada e l|K)juea, com Ierras
massap para safrejar sem grande marcha : a tra-
Ur-se na ra do Livramenlo cem o Dr. Ignacio
Nerv da Fonseca.
A ir.1T ra$
Antonio Alves Vilella faz scente ao respeitavcl
publico, que tendo comprado a uberna sita no lar-
go da ribeira de S. Jos n. lo, que perlenceu ou-
tr'ora ao Sr. Bento Carpinteiro da Silva, abri de
novo esse esubelecimento sonido dos melhores g-
neros que ha no mercado, c por isso roga aos an-
ngos freguezes do Sr. Carpinteiro, e ao publico em
geral, que o honrem com a sua confianza, certos
de que todos quantos se qnizerem prover dos me-
lliores gneros serao muito bem servidos, e encon-
traro toda a franqueza e boa f, e se compromet-
Precisa-se de orna ama forra ou escrava que
saiba engommar, cozinhar e tenha bom compoi la-
mento. : na ra das Cruzes n. 36,' primeiro andar.
Pagase bem.
Joaquim de Souza Silva Cunha vai a Europa
cora sua senhora e um lilho menor, deixando na
villa do Paco de Camaragibe, provincia, das Ala- l0 novo proprieUrio a attender a qualquer re-
goas, onde reside, por seus procuradores, a seu clama.C;l(> JusU, visto como o desojo que lem de
primo Manoel de Souza Cunha o Manoel do Almei- acreditar seu esubelecimento faz com que se con-
da fogueira ; e n^su praca aos senhores Thomaz lenle com ponco lacro para vender muito, e nao
Fernandes da Cunha e Jos Joaquim de Castro Mou- Papar exforcos para bem servir e agradar a to-
ra, ficando tambem o Sr. Manoel Ignacio de Ol- dos em geral.___________________
veira e Filho cora urna procuraco especial ; de- Aluga-se urna escrava boa cotinlieira, levan-
clara que nada deve a pessoa alguma, e se alguem do urna cra, para acabar de criar por estes tres
Casa |iara alujpr.
AjAga-Se a ea-a da rua do M.>n,|e-
quar os e 2 salas, cozinha lora, quin'.il
trata se na rua da Cadeia '* Rarifc i
Mez de Maria
V nde-se este livro .oiifonnc o nsn ao
liosj icio da l'enlia a i& raila livrinhn: na
livr; -ia n. 6 c 8 da prara la liHlfi^nofina.
n. 3:
e de
rua i
anda
tern<
Glori
llolcque ou ama.
Precsase de um raoleque ou ama forra para o
: ervico de pequea familia, e que faca as compras:
se julgar com direto algum, pode,no praso de oito
das, procurar na rua da Cadeia do Recite, loja de
ferragens n. 44. ______
. 3 />l=a i3 'iR*Jy ervico de pequea familia, e que faca as compras: Precisase de nnt caixeiro para taberna e que
exta-felra 13 do correte. na rua da Palma, quarta casa sera numero, das do d fia-far a sua conducta : na rua do Pilar nuntc-
u a?en, PesUua far leilao por conta e risco de 8r..A. Roberto. ro 138.
mezes, o aluga-se
Concordia n. 61.
mais barato: na travessa da
A pedido de sua familia precisa-se saber no-
ticias de Joo Evangelista Pires, natural de Portu-
gal : na rua do Queimado, lujado Manoel Ribeiro
do Carvalho.
AMA.
ci-a-.-ede una ama para casa |mea ta-
na iraca do Corpn Sant" n 17. vrcata
l 7. Itin 4
nriBsi
Na praca da Independencia, loja de >
compram-so obras de ouro. prau
prec isas, assim como se faz qualquer obra V ea-
comi enda, e loilo e qualquer eoneerl. n i^ual
menl se dir qoem d dinheiro a premio.
Precisa-se de um cralo que saib.t n.zinlur,
una ama para engoinma lo > r -tura : na
Cruz do Uecife, sobrad) u. 6\, primea
Ama
Pr risa se de urna ama para lodo o .errir m-
K- nina casa de poiica launlu : na
n. 8S.
raa da
Precisa a alagar um tama para rasa de p*-
co se vico : na rua da Gloria n. ."M.
0 I r. Femando de Si e .VJ-
buqner(|iie
tenha h bondade do mais breve que p>ler. *rifir-
se ao oHcitador Leopoldo Ferreira Manas MaV
ro, na ua da Iniperatriz n. 40, tratar de oti< i
gocio e seu interesse. e que o mesn> nao ignora
Ifred Thomaz Cok retirase tora IngU-
terra.
bvidio Ferreira da Silva vende a
do est belecimento de gneros da prmeira
sdade que ltimamente leve na nvoaeaoaa!l>>n
leiro : quem quizer comprar, pode procurar
mesan freguezia d* Poco da Panella, rua da
ra, na ea de sua residencia.
SSITEado]



Diaria de Fcriaaiufcue Ruarla eira i t de Malo de 184.
Dinheiro
Na loja do arco da Couceico n. 4 se dir quem
prasocom boas firmas.
Na fundicao da Aurora, em Santo Amaro,
precisase de dous moldadores, paga-se bcm.
Jos Antonio dos Santos Fontes, subdito de
S. M. F., retira se para fra do imperio, delxando
por seus pioeuradores, em primeiro lugar ao Sr.
Domingos Bernardino da Cunha, em segundo ao
Sr. Joaquim Francisco da Silva Jnior, e em ter-
ceiro ao Sr. Manoel Soares Pinheiro.
ILM PERNiMBlCANO
BAXCO l \ I AO
fSTABELECIDO NACIDADE DO PORTO
.Agentes em Pernambueo
Antonio Liilz de Ol i reir
A zc vedo C.
Sacam por todos os paquetes sobre o
mesmo banco prazo ou vista, sobre a
caixa filial em Lisboa, e agencias em Fi-
gueira, Coimbra, Aveiro, Vizeu, Villa-
Real, llegoa, Vianna de Castello, Guima-
raes, Barcellos, Lamcgo, Covilha, Braga,
Penafiel, Braganca, Amarante, Angra,
llha da Terceira, Ilha de Faias, liba da
Madcira, Villa do Conde, Valcnea, Bastos,
Oliveira de Azemeis, Chaves e Fafe, a
oito dias vista ou ao prazo que se conven-
conar, no-seu escriptorio ra da Cruz
u. i.
SOCIEDADE
i DOS
ARTISTAS ALFAIATES
EM
Pernambueo.
A directora da sociedade Beneficeote dos Artis-
tas Ulfaiates em Pernambueo (az constar a todos
os seas irmaos que transfera o irabalho de suas
sessoes para a casa da ra da Penha n. o, primei-
ro andar, pelo que espera que todos os senhores
que allegavam a longitude do palacete do caes de
Apollo, como causa de suas faltas, se apressem
agora em comparecer as sessoes que continuam
a ser nos mesmos dias.
A directora confia no zele e dedieaeao de todos
os socios, c por isso espera que se digne ajuda-la
oos seus trabalhos.
Secretaria da sociedade Panifcente dos Artistas
Aif&iates 7 de maio de 1864.
Manoel Rodrigues do O'
_______________________1" secretario. '
Alngam-se dous sobrados coiu bastantes coro-
modos,-sendo o 2" andar setao na ra dos Mar-
tynos n. ir, e Io andar da ra de Aguas Verdes n.
48, assim como a loja con armacao para taberna,
na esquina da ra de Rertas n. 39, bem loenlisada
e livre dos impostos qnc seachava a dever, de ma-
neira que o pretndeme nao tem mais de oue en-
trar rom os gneros para negociar : tender, dirija-se ruado Imperador n. V4, tercei-
ro andar, antiga ra de Collegio. ou no mesmo so-
brado da ra de Aguas Verdes, terceko andar.
"Dito de cacao para amaciar a
Ihe o lustre.
. Jllacassar perola.
A reuolao familiar do corrento mez ter lugar Oleo philocome superfino,
na noite do dia 19. .P'1" de ba,bosa- f
A direccao do Club Pernambucano pede aos Opiata ingleza e trance.
Srs. socios que tecm por costume infringir e art.
10 dos estatutos que prohibe a entrada de meninas
menores de 12 anoos, para que nao continen) as-
sim praticar para nao colicuar a mesma direccao na
necessidade de fozer respeitar as disposicoes dos
mesmos estatutos com medidas enrgicas.
Club Pernambucano, 9 de maio de 1864.
R. J. Barata de Almeida,
Presidente.
cutis e conserva r-
" Cfbcharel Jacntho Pereira do llego
tem aberto em sna casa de residencia a
m ra estreita do Rosario n. 41, segundo
ft andar, um curso das linguas franceza e
^ ingleza. As horas sao distribuidas do
g| mado seguinte : pela manhaa das 8 as J,
igea tarde das 5 s 8.
m
Pos de coral e de Lubin para denles.
Saboneles Unos qaadrados e redondos.
Ditos Anos em caisiulias de tres.
Ditos muito finos para barba. .
Ditos creme de amendoa ciu vasos de vidro e por-
celana.
Tnico oriental de Kemp.
Vinagre acomatico.
ito ou leite d'ires para acabar as espinhas di
rosto.
E assim muitos outros objectos de gosto que Di
compra dos quaes o pretndeme ser satisfeid
por deinar os cobres na loja d'aguia branca, ru<
do Queimado n 8.
Objectos de diantasia vindos
para a aguia branca.
A aguia branca recebeu novos e bonitos objec-
tos de phantasia, alguns dos quaes nunca visto*
aqui, sendo :
Bonitos aderecos completos feitos de perolas falsas.
Ditos ditos de pedras, por cuja perfeicao e bom
i gosto quasi se nao distinguen! das verdadeiras.
Lindas pulseiras de mosaico.
' Dita dita de perolas falsas tanto para senhoras
competentemente | como para meninas.
Jos'joaquira Gomes Teixeira deixou de ser
caixeiro do abaixo assignado desde o da 9 de maio
del864'__________Luiz P- de Andrade.
Offerece-se urna pessoa
' habilitada para ensiuar primeiras lellras ou gram- Dita de chapa de crystal com listas douradas.
matica latina em algum engenho ou lugar fora Dita de cornalina branca, azul etc., etc.
desta cidade : na ra estreita do Rosario n. 4. [ Bonitos aldnetes e anneis para grvalas.
Aluga-se a casa terrea na ra Imperial n. Bonitos pentes de concha obra de apurado gosto.
66: quem pretender dirija-se caixa filial. u ,rs *** C0"i pedra.S pa,a T"*8, -.a
Bellas guarnicdes de pentcs dourados, ornados
com caixos de uvas, feitos de aljfar, obra su-
blime.
Outras igualmente bellas, todas de fino dourado e
com pedras.
Outras a tartarugadas, nada inferior a aquella.
Vollinhas de aljfar branco e de cores com cruzes
de pedras.
Esses e outros muitos objectos acham-se a venda
na ra do Queimado, loja da aguia branca, n. 8.
gilAN.D i 80Hit0S
espelhos dourados.
--."sS
PARA BEM DE
FAZEI FAVOR DE LR ESTE ANNUNCIO
da economa domestica que se vni tratar.
0 assumpto importante.
DESCOBKIO-SE 111
0 verdadeiro e principal arniazem de niolliados
COMPRAS.
Compra-se um sobrado de um ou mais anda-
res, em boa ra, e que esteja em bom estado : a
tratar na ra do Crespo, loja n. 20 B.__________
Comprase effectiva-
mente
ouro e prata em obras velhas, pagande-se bem
na ra larga do Rosario n. 4, loja de ourives.
Compra-se efectivamente ouro e prata em
obras : na praca da Independencia n. 22.______
Fabrica de licores c perfumaras.
Neste estabelecimento compra-se ellectivamcnte
garrafas, botijas e frascos de genebra vasias, assim
toda a especie de frascos de perfumaras : na ra
[ do Amorim n. 12._________________________
! Compra-se mobilia usada de toda a qualida-
' de : na ra Nova, armazem de mobilias do Pinto
CllPKASE
urna canoa para conduzr familia: a tratar na ra
da Auroran. 70, segundo andar._____________
COMPRA-SE
uin cofre ern toom uso : na ra da Crespo n. I&
Compram-se moedas de ouro nacionaes com
1|2 0|0 de premio : na ra da Cdeia n. 33, ar-
mazem.
BAL
'Quem tiver unir, osa na povoacio de Bebe-
ribe, que queira vcnGor, annuncie sua morada
pira se tratar do negocio.
Dx-se 3005 por hypotneca de oa escrava,
sendo o servico pelo juro, ou compra-se urna escra-
va : quem tiver, dirija-se loja da tira, ra do
Queimado n 39.
^
. Precisa-se de um caixeiro para taberna, de
1% a 14 annos. de idade : na ra do Sebo n. 34, la-
erna.__________________________________
- Atnga-se a casa n. 17, ii.i| ra do Mondego,
>m3 quartos e 2 salas, eano de esgoto no quintal
ara a camboa. daudo-se licenca fazer-sc o des-
ojo pelo portao da oiaria junto a dit?. casa, e a to-
ar banhos salgados : a tratar na ru;-. do Mondego,
oiaria n. 13.
O padre Francisco Virissnno Kandeia, pro-
fessor publico de primeiras letras da-eidade de Na-
zareth, oV cumprimeirto ao que manden dizer em
sua oaru, dirigida ra do .Mondego, oiaria nu-
mero 13.
Perderam-se no dia 'i do correnlc tuas capas
e duas tarjas da irnicndade de S. Jos d'Agonia,
na volia de 01 inda paia o Heeife, levanto Amaro
al a ra do Imperador : quem as tiver achado e
quizer entrega-las, dirija-se ra estrella do Ro-
sario n. 43, que ser recompensada.___________
Loja pt.i-a alujar
Aluga-se^ loja do-soiirado sito no largo o Car-
mon. 18: tratar no aiesmo sobrado no segundo
andar.
Hotel iUtliano de madama Ferro, ra
do Trapiche n. '4i, segundo e lercei-
ro andaros.
Neste hotel es senhores que o quizere,m fre u-nn-
;ar acharao sen|ire por-menos preeo que em ou-
tra qualquer parte, ahnoco, jantar e lunch:; ser
vindo-se durante a semana diversas sopas italia-
nas, como sejam,ra.vioie,lhaim, curset, lasagne
0 gnoceaki, feito^stocoin todo o aceio c esmero
possivel.
Os senhores ass^nanlos mensaes pagarito muito
menos<|ue os avuhos, pagando tambein uus e ou-
tros mu4to menos de que em outra qualquer parte.
E os enhores provincianos neste hotel acharao
tsdos os melhores eammodos para assistirem du-
rante o lempo que. eoiverem esta cidade.
Proeisa-se para na ew>a eslrangeira depre-
tas niiuodeiras, 1 pre de encada, e 1 maleque
de 14 annos, maisou wenus, ,para entregar capim,
regulando c preco un com o outro 135 mentaes,
pago* semaB.ilmente, com sustento ; no hotel ita-
liano, ra do Trapiche n. 4i, se dir quem precisa
1 Para uaia casa esfrangpira precisa-se de
Sma ama de um comportamento. aceiada, sabeu-
o lavar, coziuhar e engoinmar lieni. para una
pequea familia : dirija-se ao hotel italiano, ra
lo Trapiche n. !>t.______________________
YENDAS.
Grande pechincjia.
A 200 rs. o covado.
Cambraias escuras finas a 200 rs. o covado para
acabar ; nao se do amostras para que se acabem
logo : que quizer, venha comprar no arncazem
de fazendas de Custodio, Carvalho & C, ra do
Queimado n. 27.____________ ____________
Vcnde-se urna bwcaca de 30 saceos, em
perfeito estado, com tod.s os aparelhos novos, e
muito boa de vela, por prego commodo : a tratar
na ra de Apollo n. 30. _____________
Vende-- e urna cabra de leite com duas crias:
quem a pretender, dirija-se ao pateo do Panuco n.
16, taberna, que ah se dir quem vende._______
Paramover machina de des-
carocar algodao ou de qual-
A aguia branca em continuacao de snas encom-1
mendas mandou vir, e acaba de receber grandes
espetan dourados com mui bonitas e modernas:
molduras, e vidros de primeira qualidade, vista
do que o prctendente que sahir de casa munido de
dinheiro e com disposicao de o gastar na compra j
de um desses bonitos espelhos, dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 8, que ser
esa servido. Tambem ha espelbos quadrados sor-
tidos em tamaitos, e com molduras douradas.
JARROS
de porcelana e escarra
deiras de vidro
A aguia branca tambem mandou vir bonitos jar-
ros de porccllana dourada e de dilfercntes tama-
itos 4 assim como escarradeiras de vidre, objectos
esses sempre necessarios para o bom aoeio das sa-
las ; resta somente que o comprador dirija-se com
dinheiro loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 8, onde ser ser ido con agrado e sincert-
dade.

de la para horaem e genitor*.
A aguia brr.nca, na ra do Queimado n. 8, ven-
de mui boas meias de laa (Mira hometn c senliora,
e pretas de laia-e de seda para padres.
Nva expsito de fazeadas'
baratissimas.
Loja da Arara-Hia da Impcralriz n. S6.
' Oproprielai iudeste grandeeslabelecimento, Lou-
renco Pereira Mendes Cuimares. pr-omette sem-
pre vender barato para apurar dinheir.
Ciraudc pcchiuclia, cortes dea-
sa a 9OUO.
Vende-se cortes de cassafranceza para vestidos
a 2, ditos a -2$oQ0, cortes de cambraia de palmaf
soltas-coni 1 vara de largura a 2$, di tos com ba-
liad.is.a .'la : na ra da linperatriz ja- 's loJa ''a
QUOr ^SpeCie. I Arara.
Vende-se um excellente e novo raicao para Ira- HrJMUaBe ele lioho a 8|*00.
baldar com cavallo, servindo de motor para uia- Vende-se bramante de Imho de 10 palmos de
duna de descaroca r a Igodoou para qualquer ou-! largura, jiroprio para lencoes, ; vara.
\Io?uem contestar esta verdade.
A fama far correr esta noticia.
A |Msterldade bciudir o nouie do Baliza.
Actualidadc Ratci palmas de ontentamei
Se mitras nam coras paro ornar a Tachada de seus annuncio?, e as portas do cdifijio em que habita, o Balua
contenta em tomar seu lugar tic honra tw vanguarda tic lodos os honieus do prognato.
"Sopre embora o maldito darim, o seu toque de retirada a marehe-marche do desacreditado Progresso; arme a tentia
dos felsos apostlos grande insobordinafao fingindo descotmecer os seus superiores, deixando-se licar sentado, em vez de pe tilar-sc i tm
continoncia do estylo, porque o incansavel Baliza semi>re fiel ao son juramento ter continuara ente na melhor ordem I :
seutrem de guerra e no mais compleoto movimento, osen presumo para bcm servir, desdi o mais simples cmara 11 >
o nw'is alto general da primeira classe ido exercito dos seus constantes fregueses.
Entremos na materia :
SENTIDO!
ORDE9I IIO lil.%
Desde a A ? publicacjto deste annuncio al segundo aviso Manoel Pedro de Mello, pro rietario do grande aruuiti
dcQalizaestabtHecido ruadoLivrameiitons.3838 A vender a todos os seus froguezes.
Cinco por cento menos
qoa qualquer dos seus ama-veis collcgas que por menos ai inunciar. Uual(|uerobjecto que np chegue a contento d
Dksres compradores,-pode ser devolvido anida mesmo pelas pessoas que morarem no centro la prorinda.
0 dinheiro recebido pelo genece que u" agradar ser restituido sem cofistrangimento algum.
Ueclaraco iiuportautc.
falso o'boato que ton feito es,palhar o soldado soprador da roa do Queimado de qu
ao armazem niao Mercantil berto a ra daCadeia dobaiiro doRecifi
A liga entre os collegas um crime de lesa-povo.
E entre-tanto oUaliza ligueiro. ,
Ligueiro sim das ideas beraea ds progressistns de todo o universo aos senliini'iilo ma
Deste modo de pensar -9er o Bafiza eternamente conservador.
n
-^m?'
tro mister : a traiar
barato e muito econmico
Rea da SenzaMa Xova ii. 42.
Nesteetabelecimento veodem-se: tachas de
ierro coado libra a t tO rs., idem de Low
na ra Direita u. 8i, mtuto panno de Imho de I palmos d., largura a GiO a va-
>ico pela simpli. idade. ra, hamburgo de lioho a M, 540 c 000 rs. a va- M(>or &- 12"
- ra, bretanha de linlio lino a (4H e 800 rs. a vara,
Alugam-se duas pequeas casas na ra da
Soledade : a tratar ua ra do Sebo u. "i\, taberna
Aluga-se aloja de urna porta s na
va do Crespo a. 4 com annaco ou sem
.alia, para tratar OH casa de J. Falque na
me&niaruu n. 4.
mmmmmm mmmmmmmm
Fabrica Conceicao da
Baha.
Audrade & Rogo, recebem conslante-
meate c tem venda no seu.armazem n.
ai da ua do Imperador, agodao d'auucl-
la fatirica, proprio para saceos de assu-
car. embalar algodao.em pluma etc., etc.,
pelo prego mais razoavel.
Aluga-se o primeiro e segundo andares da
asa. n. 193 da ra imperial : na ra da Aurora
somero 36.
mmmmwM^mmmmL
' J)r. Fernando de S c Albuquerque,
FeK Pereira de Araujo tenham a bonda-
de de se dirigirem ra da Imperatriz
n. io, o mais breve possivel, entende-
rera-se com o solicitador Leopoldo Fer-
reira Maitins Kibeiro, negocio de seus
interesaes que os mesmos mnhores nao
ignorara.
Forefa de Lisboa .
da marca N, chegado ltimamente ; na fu do Vk-
garicn. 19, primeiro andar.______________'
Soleras de cantara
vindae de Lisboa : na ra do Vigario n. 19, pri-
meiro idar. _______^_^_^___^_
. Vende-se urna escrava de 29 annos de idade,
para engenho ou fra da provincia : na r-tia da
Matriz da Boa-Vista, sobrado d.33.
.\a roa das Laisiigeiras n. -21, vende-se un
ptimo burro, grande, muito manso, novoe gordo,
excellente desella,^ jguahiiLiile para carga, ren-
de-sc barato.
TeiTeiiivs parase edificar.
Vendem-se iions terrenos em Santo Amaro, as-
sim como faz-se outros negocios; tamiiem anen-
da-se um sitio com urna pequea casa, e com este
corlas condicoes no seu melhoramento,ticando as-
int independen^ de pagar alguma, conforme o
ajmte : a tratar na ra da Aurora n. 86, terceiro
and&r, at o dia Ji do correte.______________
Vendase a bareaea Paraguusi, nova
e muito bem construida, de lotagao ik 20
caixa: quem a pretender pode ve-la no
Caes do Ramos, aonde est Tundeada e.a
raiar na ra do Crespo loja de fazendas
W1VELAS
de ac ecom pedras.
Nao estava hem a aguia branca deixar licar tao
grande parte do sua boa freguezia sem essas
apreciadas fveia6 de ac e com pedras, e por isso
apressou-se em mandar buscar o bello soriimento
que acaba de receber ; e bem assim as necessarias
fitas, cujos novos e Iwnitos padroes as tornam agra-
daveis aos olhos de todos -, resta, pois, que os pre-
tendemos, munidos de dinheiro, dirijam-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 8, onde tam-
bem ha bonitos cintos bordados com borlas, etc.
brim de buho branco a 15200, 1.5400, 15O0 e 25
a vara : na loja da Arara, ra da lmperatnz n.S.
Filo de 11 o lio a HOO rs.
Vende-se tilo de liulio muito lino a 800 rs. a va- i
ra, dito decir e branco a 100 rs. covado, tarta- ;
tana de cor a ti a vara ; na ra da Imperatriz:
n. j'6.
Corles le caseoiira a '#.
Vende-se cortos de etsemira de cor a 25. ditos
finos a 35, cortef d' ganga fianceza a 15G00, dito
de hrini pardo a 1^600a 2 : ra da hnperatriz
n.'ili. loja da Arara, de Mendes Guimaraes.
Cltitas da .traa a IO rs. o co-
rado.
Vcnde-se chitas eseuras e claras \a 240 e 280 (
rs. o covado, ditas fraucezas a 320, 360, 400 e iiO |
rs., Rucados fraoeezec a 180 r. o covado, gorgu-
rao de lioho para vrslid.'s a 280 rs. o covado, fus- \
tao lie <~<>rc> a 900 rs.. gangas para caleas e pali-
lots a ii'.'e 500 i. o covado : na ra da Impera-'
triz u. 'ti.
i Arara vende bales a 3jl.
Vende-se baloes de 15, 20, 25 e 30 arcos, do '
mellwros que tem viudo ao mercado, a 35, 35500
e 45, e ditos de brilhantina a 45, meias para se- j
Dhoras muito tinas a 500, 400 e 320 rs. o par, di-
tos para meninos a l.^SSO, para acabar, na loja da ;
ra da impcralriz n. 56.
A Arara recebeu novos soutendiarques pretos
de grosdenaple ricamente enfeitados, e os vend?j
por 225 e 255. capas pretas muito bem enfeiadas i
e manteletes de grosdenaple de superior qualida-
de : na loja da ra da Imperatriz n. 5G.
Cassa Mftatrjsa 2i0 o covado.
Vende-se cassa organdys para vestido a 240.!
280 e 320 ris o cova vados a 55, ditos de la com barra a 85 : na ra
da Imperatriz n. 56 de Mendes Guimaraes.
A Arara vende madanolo fraucez cufostado a i&.
Vende-se pecas de madapolao francez enfestado
a 45, dito iirglez com 2i jardas a 65500, 75, 85,
95 e 105, pecas de lgodao encorpado a 55, 65 e
75 : na ra da Imperatriz n. 56, luja da Arara.
Oraude sortinicutodc rouia
fclta. i
Vende-se palitots de panno preto a 125, 105, 85
A GRANDE DIEA
PARA J l)lAS AS AIOLUSTIAS IIO
Btm 3 FGADD E 6 ITBiMS.
ten cao
se ada o Bali/a .i-^. i..*.
r <
s bIhmm le seu corar*
%
j.

Presaatos inglezes chegados no ultimo vapor a

RIVL SEIW SEGUDu
ltua do ( ut imado ns. 49 e 53, toja do .Ti',
de Jos de zevedo Maia e Silva, 11 rnfi >>
no seu pro( esso de vender baratissM
taixas de uperiores obreias de cola tata* a
40 rs.
Cordo bra co para ve.-lido e esparlilh. MH
ris.
Lindas dec, rretel (IJOjuiw) de -,, ,
dade a 6C rs.
Candes de I
condecida
nha Poilro V
a 40 rs.
AK
Extraordinario sortimento S&i,gfS,eM
de perfumaras.
lino a 65, 25500 e 35, calca de brim
! a 25500 e 25, ditas inas de brim pardo a 35, di-
tas de brim branco a 35500 e 45. seroulas de li-
A superioridade das perfumaras que a aguia nho a 15800 e 25, camisas francezas finas a 25200
branca vende est ioconteslavelmente rccenhecida, e 25500, ditas de Mnho a 35, pares de meias a 200
e islo conflrraa a grande exlraccao que Ihe* vo 240 e 320 rs., grvalas linas pretas e escuras bor-
dando os apreciadores do bom. A aguia branca, dadas as ponas a 15, ditas para menos a 800 c
DENTISTA DE PARS
i 9Rui Nota -19
Prederico Gautier, cirurgiao dentista,
faz todas as operaces de sua arte, e col-
loca dente artificiaes, tudo com superio-
ridade e perfeicao, que as pessoas enten-
didas Ihe reconnecem.
' Tem agua e pos dentificio.
Precisa-se fallar ao S.r. Antonio Jos
Teixeira de Mendonca Belm, oesta typo-
graphia.______________________
Precisase de um canoeiro e que saiba .,n-
dar com um boi : qnem quizer, dirija-se em San-
jo Amaro, ntio de t. L. Carabronne. I
porm, tendo sempre em vistas o bem servir a sua
boa freguezia, unto da cidade como do interior,
mandou ver o extraordinario sortimento que aca-
ba de receber, viudo conforme suas recommenda-
Qdes, sempre da melhor dUalidade, sendo :
Agua de Colonia em prrafas de diversos tamanhos
e moldes.
Olla dita em fraseos redondos e quadrados.
Dita dita ambreada em frateos verdes.
Agua ambreada para bandos.
Dita balsmica e dentrifleo para conservaeio das
gengivas e denles e btm balito da bocea.
Dita de flor de laranja.
Dita de rosa e dita de Florida.
Dita de lavander e toilet
Dita de athenieuse para alisar e segurar os ca-
bellos depois de atado.
Dita de Mallabar c Hoide para tiogir os cabellos.
Banda transparente e lafornesa.
Ditas finas em frascos de diversos moldes.
Dita dita em bonitos vasos de porcelana.
Dita dita em latas.
Dita dita em copinhos, sendo creme, duqueza e po-
mada imperial.
Bahuzinhos de vidro com perfumaras.
Carnudas com 6 frasquinhos de cheiros.
Cosmetique (ou pomada) superfina.
Extractos finos e de agradaveis cheiros em bonitos
frascos.
Dito frangipane, cheiro novo e mui agradavel.
Dito de sndalo.
Essencias concentradas, com differentes e fimssi-
mos cheiros.
Lee virgiual para tirar sardas.
Pihilas Vegetas Asshc aradas
De Kemp
Oompostas Jos Joi novos resinoides chama-
dos PoDOPHUJNA e Lkph.n'DRUa, e inteira-
meiite ivres de Mereorio ou outros venenos
minoraos on netallicoe, s:To de grande uti-
ddo noa pases clidos in cazos de
DISPEPSIA, ENCHAQECA,
Constipadlo ou PrizJo do Ventre,
PADECIMEUTOS DO FIGADO,
AffeccfJes Biliosas,
HEMORRHOIDAS. CLICA,
Ictericia,
FEBRE GASTBO-HEPATICA,
E iititnts riifcnniliidrs nnlnfat.
EUs vao rpidamente substitunidoos ant'gos
purgantes drsticos.
A venda as boticas de Caors & Barboza,
roa da Cruz, e Joo da G. Bravo A C, roa
da Madre de Dos.
Salpicoes e chonrieas do melbor fabricante dcste
genero a 70 a libra.
Chonrieas em latas de oito libras, mui superiores a
JBfWa lata.
Ameixas em potes grandes a :i, e menores a25'>00
dem em latas ricamente enfeitadas, proprias pa-
ra mimos a 14300, i#400, 1*600 e 1*860.
Doce de goiaba em caixSes, u melbor que ha a
1*800,
Quejjosflameiiges vindos no ultimo vapor a -IJ.
Licores mui tinos, parr-fa. a 1*600, ls:00 e I*. ^ '
Conservas mui novas a 800 rs. o Irasco. u-t- ," i
Vinito do Porto o mais delicioso possivel, engarra- p'fJ'1 ";,"1(,':'' l, 'orOJ f* ''""^
lado, ha oito aaiioslll sem exageraco.
Manteiga ingleza Hor a 1-3 a libra, bio 6 sebo de
. 800 rs.
Vende-se a dinheiro ir vista no antipo e mui
acreditado armaszem de moldados de Joo Baptista
Gomes I'enna, successor do Francisco Jas Lehe,
na rua do Imperador n. 16.
Crozas de p nnas de .ico de omitas :. .
superiores a CiO rs.
Caivetes de duas fallas |.>r.;m linos I I
cahuigas miiUu l,. ou fn:i :i vootae lo comprador
Calzas com
120 rs.
Tinteiros de
Ditos do 1 ..ii i
Croza de bu! es
160 rs.
Tesouras par
a !<".
para pun: lliu:k> bnmlw ..0
okladus de chumbo mosto bu toan a
idro rom uperior tinta a IM.
com superior tmU a W
de louca pratiados, o metoir.
Escovas para
200 rs.
I.linas de laa
Caixas de pho
costina, o oais >up-:
Ditas para un las muio unas a Vil) i .
limpar denles mu:
Vende-se urna Careara nova de quatro via-
gen?, bem construida, de t caixas, boa velcira, a
dinheiro ou mesmo a praso, assim ofienca boas
firmas : a entenderse na rua Direita com' o Sr.
Bento de Barros Feij.
Yeiidem-se linguas seccas muito superioirs.
e'por preco em cinta : a burdo do palbabote Ar-
roto Malln, fundeado ao p da escadinha do Col-
legio.
M todas as OtoM fpaas
pboroa de -'u/ar.-a a
Ditas de papellaniizade pactado e ii i
Ditas com iOOjanvelupes mui! i
ris.
Cadernos de pipel branco o de co.
20 ris.
Cartas e taboalas para meninos a 0 r-
Caixas com sujciiorcs isra; de aei
a 40 rs.
Carreteis de linria Alixandre (O jai.I.-, i
a 50 rs.
Banlbos para inliante muito tinos a .
arlas de allineles francezts muito linos .
Meadas de linda f oxa para bordar a SI ,
Pares de sapaufc de tranca muito -wk,.
15600.
Papis de agnlli rom um pequeo U-fmt a 10 r
de nadreperola ntuito
de clcheles francezes >ue/x.-e*
TABOCAS
Vcnde-se sal do Ass, a bordo da escuna
Ernestina : a tratar com Palmeira & Beltrao, lar-
500 rs., colannbos de linbo a 400 rs.; s na loja
da Arara, rua da Imperatriz n. 56, loja de Mendes
Guimaraes.
Grande pechlnclia le lazinlias go do Corpo Santo n. 4, primeiro andar.
K40 rs. Farinha de mandioca
Vende.se laazinhas para vestidos a 240, 320, de Santa Catharina, e da mais nova que ha, em
4' 0 e 300 rs. o covado, ditas muito Tinas de cores! muitos bons saceos e a preco
lrzas, proprias para capas e vestidos de senhoras a
030 rs. o covado, ditas escuras muito finas a 640
rs. o covado, ditas de 4 palmos de largura com
palmas de seda a 720 o covado, popelina muito li-
na de ricas palmas a 15200 o covado : na rua da
Imperatriz n. 36, loja da Arara n. 56.
Fazendas para senhoras, golli-
nhas a 'OO e 30.
Vende-sc golinhas para senhora a 200,320 eSOO
rs. cada urna, camisinhas para senhoras a 15,15280
e 2*, dilas muito unas com gollinhas a 4*300 : na
rua da" Imperatriz n. 30, loja da Arara.
A Arara vende' fazeudas para
luto, cassas a SOO rs.
Vende-se cassa prcta fina a 320 rs. o covado,
laa prcta para luto a 640 rs. o covado, ahpaka
preta a 500, 640 e 800 rs., bomhazina a 15400 o
covado : na rua da Imperatriz n. 56, loja e arma-
zem da Arara, de Lourenco Pereira Mendes Gui-
maraes.
Cortes de chita a 804OO.
Vende-se cortes de chitas de cores fizas com 10
covados a 25400, ditos finos a 2*800, ditos de ris-
cado francezes cm 14 covados a 3* ; na rua da
Ipiperatriz D, 36, loja da Arara.
commodo : no ar-
mazem do Annes defronte da alfandega.
GAZ A 10:000 RS.
a lata com 5 galoes : na roa do Crespo d. 16, ar-
mazem de louca de Duarte Pereira & C.
Vende-so um clarineto em sib, 1 violao, 1
atlas de Baynaud, 1 arithmetica de Bezout, tudo
em bom estado e por proco commodo : na rua do
Santa Isabel n. lo, desde as 10 horas al as 2, e
das 7 s 9 da noite.________________________
2,5H0 rs.
Continua-se a vender saceos de milito a 2*300 :
na rua Direita n. 4.
Vendem-se tabocas : no armazem da bola ama-
rcllano oitao da secretaria da polica._________
Veude-se alpaca preta a oOU rs. o covado.
Vende-se alpaca preta para vestidos a 500, 600,
700 e 800 rs., fina de cordo a 800 rs para pale-
tot, princeza preta a 800 0 640 o covado, bomhazi-
na preta fina a 1540'! o covado, laazinhas preta
para senhora que esto de luto a 720 o covado :
na rua da Imperatriz n. 56. A loja est aborta at
s 9 horas da noite.__________
Vende-se um sobrado de dous andares, sito
na praca da boa-Vista : quemo pretender, dirija-
se aocartorio do labelllao Porlocarreiro, na ruado
Imperador. _________ _
Na rua largado Rosario n. ".:),vende-se nina
pren.-a de copiar caitas, e quatro litciros proprios
para iniudezas. indo em muito bom estado.______
Vende-sc muito barato u carro com vidra-
cas, em bom estado, e arreos novos chipiados de
metal principe : na rua do Imperador, cocheira
numero 23.___________________\______
CIIKGADO PECO VAPOR.
" S para o vigilante.
Grande sortimento ne Arelas pretas o com pc-
drinhas de muito lindo gosto assim como litas pa- i
Groza de bole
360 rs.
Caritiese caixas
a 40 rs.
Donis para meninos muito linos a l*Of e i*
Hacas de gramp >npa tere* e lieatos a 30 r
Groza de phosplu m- do gaz muito oto* a ~.Xb
Arela preta muil >upenor a 100 r.
Caixas de rap c m e.-pelbo a IDO r>.
Realejos para enl ter ni. nios a *o rs.
Pecas de fita de ni.o inuilo boas a I
Peulcs de laca m no bonitos a 1*.
Enfeites de laco ( | todas as cores a 1*300.
Rodas com allinet franevaesa 2U r-
Caixas com quatri papis de asuilia^ impci ..3 a
240 rs.
Saboneles de famlia a 80, 160 e 320.
Caivetes de duaslfalhas moilo finos a 3*>.
Pares de sapatos le Bs para meninos a mOi
Sapatos de tranca baia senhora e para bou
melhores i|ue tem rindo, e por KT** sjwsto bar.:;
quem quizer ver, rvcnha rna lo oneinw m
49 e 33, e vei tudo como Lotn e baraio.
FUNDICAO
Neste
uro completo sort
kGKNCIA
BA
DE L0W-M00B.
Rua da tnzalla nova o. 42.
estabelet imento cuiitina a haver
lento e mneikbs eBLttas
moendas para entenho, machinas le
e tachas de ferro batido c coado, de lo o'
tamanhos para dit
sno vigilante rua do Crespo n.
Arados ame;
- Vende-se a metade do sobrado de douTandi- ra sintos pretas ede.cores parai asnjesmas five-; iavar roupa: em ca
res n. 21 da rua do Padre Floriano : a tratar com 1***%^^^*!** 1d0U ** na da Seuzalla N
Fredenco Chaves, rua da Imperatriz n. 19.
Farinha de mandioca para
animaes.
Vende-se por barato preco no Forte do Mallo n.
15, trapiche barao do Livramento.
"icarios e mnimas pira
de S. P. Johnstoft C.
ra n. 42.
Vende-sc a taberna da rua Imperial n. 139
por qualquer preco, a dinheiro on a praso, por o
dono ter de retirar-se._____________________
Vende-sc a armacao da taberna da rua da
Senzala Velha n. 52 : a tratar no primeiro andar
por cima da mesma.
Cai-
ie de fcjol.
Chegou aos grandes armazens de t^olhaj *i
Brilhanle Aurora e Aurora Rrilhai.;, no lxr
Santa Crnz ns. 12 e 3 ., a verdadeii ::
rid a 320 a libra.


i

Diario 4c Fe
bar ... Ruarla felra 11 de Mal* 4e Ht4.

'M'O
ila
feSaata Cruz
n.
12.
Esquina da
ra do
Sebn. 12
!
IHULII.WrK UBOIW
'WOVO E
GRANDE ARMAZEM DE MOLHADOS.
Francisco los Fernandos Pires tem a honra de parlicipar ao respeitavel publico
q M hoie abri um uovo eslabelecimento de molhados denominado Brilhante Aurora, ao
largo da Sania Cruz n. 12 esquina da na do Sebo n. 12.
O proprietario deste novo estabelecimento pede a todos os seus amigos e freguezes e
ao benuvulo publico desta cidade c do interior, a sua proteccao para este aciado estabele-
cimcr.to, certos de que em lestf o algum abusar da confianza que at boje Ins, tem de-
positado.
No novo armazcm encontrar-se-hasernpreumgrandesortiraentodosmelhoresgeneros
que vem ao nosso mercado e por precos os mais mdicos possiveis, certode que em parte
nlguma se vender mais barato e memores gneros tanto em porco como a retalho, do
que no armaran da Itnlhante Aurora.
A satisfacao da lirilitante Aurora vender muito e milito barato, mais a dinheiro ;
a tabella do preco de seus gneros sero mudados todas as semanas :
Cha le militas qualldades.
Cha pcrola a 45 e 45200.
Dito uxim muito superior a 3.
Dito miudiuho a 25500 e 2,5800.
Dito bvsson miudinho a 3.
Dito mais graudo a 25800.
Dito redondo muito boma25,25500 e 25800
Dito preto em massos envolto a 15600 e 25.
Espermacete fino o masso a 540, 600 e 640.
Velas de carnauba arroba 105 e libra 360.
Dita de composico arroba9500e libra320.
Charutos nao ha quem tenha melbor sorti-
mento em canas de 100 e 50 todos dos
melbores fumos de S. Flix de 25 a 85
a caixa de cem.
Caf do Rio arroba 85500 e 95 e libra a
320 e 280 rs.
Arroz de Java arroba 35200 e libra a 100
e 120 rs.
Dito do Maranhao arroba 25500 e libra a
80 e 100 rs.
Grao de bico a libra 160 rs.
Ervilhas secas muito novas a libra 200 rs.
Nozes arroba 45 e libra 160 rs.
Amendoas libra 240 rs.
Alpista arroba 45800 c libra 160 rs.
Punco arroba o5 e libra 200 rs.
Sevada arroba 25500 e libra 100 rs.
Sevadinba e sag novo a libra 240 rs,
Passas novas camuas de 16 e 8 lili
25500 e 155u0 e libra a 360 rs.
Doce da casca da caioba caixoes grandes a
15200 e 640 rs.
Saceos eotn gomma, arroba 55500 muito
boa c libra 180 e 200 rs.
Dita de amula verdadeira arroba 85 e li-
bra 400 e 480 rs.
Aletria e macarro a libra a 400 rs.
Kstrelinha muito nova a libra 480 rs.
Presunto novo de lamego para panella a
560 rs. inteiro e libra 640 rs. ,
Chouricas e palos novos a libra 800 rs.
Cerveja branca e preia a duzia a 55500 c 65
Vinagre de Lisboa puro a 15600 a caada e
240 rs. a garrafa.
Cartas rom foso da China a 220 e 240 rs.
Tounnho de Lisboa arroba SJSOO e libra'
280 rs.
Dito de Sanios muito novo igual to de Lis-
bu;! arroba "5 e libra 240 rs.
Figos d comadre a libra 280 rs.
Quoijos do reino muito novos a .'15200.
Bolachioa ingleza nova a barriquinha 3J5.
Tijolos de liinpar faoas a 160 rs.
sos rom palitos para denles a 160 rs,
Grozas coni palitos do gaz a 25200 e 200 rs.
aduza de eareinhas.
Latas rom graxa duzia 15 e 100 rs. a lata.
BoiSes cora dita 07 a 280 rs.
Vassooras do Porto do piassava grossa a
400 rs. '
! Molltns com soblas novas a 1.5.
i Saceos grandes norn farinha nova a b$.
\ Kilos com farello de Lisboa a 35800.
Cotninbos, em doce, pimenta e folhas de
lomo a libra 400 rs.
Balaios para costaras de meninas para di-
versos procos.
Caixoes vasios "para plantacoes de muila
quaiidado.
Ameixas francezas novas em latas a 15400,
25 e 35500 rs.
Ditas em caixinbas muito enfeitadas com
} bonitas estampas a 15400, 15600 e 25.
'fin Chocolate trancez, hespanhol, suisso e por-
tuguez a 15200 c 15 a libra.
S Maruitlada imperial dos melhores conser-
vemos de Lisboa a libra 600 c 640 rs.
Latas com diversas fructas em calda a 500 rs.
I Ditas com ervilhas a 700 rs".
Kj Ditas com massa de tmale a 600 rs. a libra.
"L Ditas com figos ermeticamente fechadas a
f 15600 e 25500.
Dilas com poixe de posta ensopado a 15.
* Ditas com ostras para frigideiras a 720 rs.
Ditas com lingnicas fminhas viudas neste
vapor a 655o0.
Dilas com sardinhas do.Nantes a 360e 600 rs.
. Bitas com bolacbinha de soda ora a 25-
Qf) Ditas com Macalos ingleses varios ttulos
a 15400 rs.
Frascos com mustarda prepprada a 400 rs.
Ditos com a verdadeira geuebra de larania
a 15120.
Ditos grandes doas garrafas de hollanda 15.
Ditos com una garrafa &(0rs.
Ditos com conservas do pepinos a 800 rs.
Diio- com ditos de mexides e outras a 700
800 o 15.
Ditos com azei tonas c ervas a 15.
Capachos para portas pintados de varias co
ros a 600, 700 e 800 rs.
Manteiga ingleza flor a 800, 900 e 15.
Dita segunda sortea 6i0 e 720 rs.
Dita lerceira sorle a 400 rs.
Dita fiancoza nova de 64 a libra 600 e 640.'
Dila dila do 63 a 540 e 560 rs.
Dita ingleza em barril a 600, 720 c 800 rs. I
Dila franceza em barris e meios a 530 e 540.1
li.inha do poico refinada propria para ba-
lda do cabello a 440 c em barril a 400 rs.
Mvluhos Unos ha o mellior a
desfijar.
Vlnl o do Porto em caixa dos
toro, a 125, 145 o I6.
Dito empipa a caada .'.500, 65 e
garrafa a 710,8006 15.
Dito xere malte lino a 1-J280 a garrafa.
Diio Madeira a 15400 a garrafa.
Diio da Figueira puro a 45500 a caada
garrafa a C40, 560 e 500 rs.
Dito de Lisboa a 35200 e 45500 a caada o
garr!., a 100 i 180 rs.
Dito branco paro d uva a 640 rs.
Dito mais baixo a 180 o 50 rs.
Dito Bordeaos branco e tinto a 75 e 85 a
Ka e garrafa a GO, 8 0 e 15.
Dito moscatel a 95 a duzia o 15 a garrafa.
Diio do caj clarificado a 15 a garrafa.
Cognac verdadeiro a garrafa 15 e 15280.
Licores linos em garrafas brancas a 15 e
iOrs.
Azeiti: retinado carrafa n i
Caniles oo varias fructas de paiz a garrafa
500 rs.
Garrao 15' garrafas do senebra de
'10.
Conos lapidados pai i vinho e agua a duzia
0, 45500 e 55500.
o i:it> un uto
PRINCIPAL
GRANDE ARMAZEM
DE
MOLHADOS
N. 40
miim
a.* a
' re rt n rt >\f-
5 T3 T3 T3 T3 P T3 t
i *- *- t- u. ^fl
O .o o cg ,1^
OOCO
Onlrora ma do Collrgio
DE
DUARTE ALMEIDA $ C.
,'qj 0} O _
re re re = re
s
libras a
melhores au-
75 e
e
socoo
Antonio l-ernandBS Duarte Almeida, dono dos acreditados armazens l'rogressivo
e Urtio e Commeicio, e ex-socio do ProgressoProgressista acaba de abrir boje um ou-
itro na ra do Imperador n. 40, junio ao sobrado em que mora o retratista o Sr. Osborn.
O proprietario deste importante estabelecimento, conhecendo que -o mais rico e.espacoso
armazem que presentemente se temaberto nesta praea, deliberou denomina-lo VEHADEI-
HO PRINCIPAL ; sem duvida pode dizer, j pela pratica e conlicimento que tem .destas
casas, que este um estabelecimento que nada deixa a desejar, j pelo esmerado aceio
que nelle preside, como no completo sortimento que effetivamente recebe de sua propria
emeommenda.
O proprietario do grande armazcm VERDADEIRO PRINCIPAL gloria-s em ser o
pnmeiro a acabar com o grande segredo e abuso que reinava nos precos dos gneros de
esti\;i, adoptando desde a sua primeira casa, em publicar' todos os precos de seus gene-
Iros, por onde va e v o publico que nunca mais pode ser Iludido como dizem csses. .
que, mordidos e queimados pela inveja, (lizem nao vaoll... Illude!... desen"nem-se
esses maldizentes, que emquanto andar no trilito que pisa, nunca mais consentir que se
venda um objecto de 5(5 por I0. O systema do Verdadeiro Principal vender muito
dinheiro e ganhar pouco, com elle que sem medo diz, que bailas de papel o vento as
carrega.
Pede-se a maior attrn^ao.
O proprielario pede aos seus amigos e freguezes, e ao publico em geral protec-
cao para o novo estabelecimento garantindo aos mesmos que ninguem mais pode oflerecer
as vantagens que se presta a offerecer este importante estabelecimento. O PRINCIPAL tam-
bero pede a todcs os Exms. Srs. o favor de mandarcm seus pedidos ao novo estabeleci-
mento, certos de nao terem occasio de se arrependerem.
Mais alemelo.
O VERDADEIRO PRINCIPAL pede, em particular lodos os Sis. de engento e
mais Srs. do centro, queiram mandar suas encommendas este estabelecimento, garatin-
JF do-lhes o proprietario que tanto elle como os seus fmulos nao pouparo esfoneos para
cj|b fielmente cumprircm os pedidos que vierem inderessados. ;
Ao publico, ^
Oincansavel proprietario pede a lodos os Srs. eSias. que, quandotenliam de man-
dar seus pedidos soja em carta fechada ou com grande recommendaco ao VERDADEI-
RO PRINCIPAL na ra do Imperador n. 40, junto ao sobrado em que mora o retratista
americano o Sr. Osborn, c para mais certeza dos portadores tem esto sobrado urna botica
franceza, no pavimento terreo. O VERDADEIRO PRINCIPAL, tem 5 portas de frente pin-
tadas de verde, as hombreiras Duarte Almeida & C. e por cima o VERDADEIRm
PRINCIPAL.
Amendoas confeitadas com bonitas co res !.Massas para sopa muito novas, foi desembar-
a \5000. cada ltimamente pevide: rodinha e es-
Manteiga ingleza propiamente llr a 800 rs. trellinlia a 300 rs. a libra e U a caixa com
! e id a libra. 8 libras.
Dila 4'ranceza muilo nova a 6oo rs a libra Macarro. Alelria eTatbariin a 400 rs. a libra.
sendo em barril ,'80 rs. j Vinagre fresco a 200 rs. a garrafa e I400
Cha iicbim o melbor que se pode desejar, e a caada.
que outro ijualquer nao vende por menos
de M a 2"/00 rs.
Dito perola especial qualidade a SMiOO
i e 2,5800 rs.
Dito bysson (r-nirlliomjuc se pile desejar
ATTENCAO
? LARGO IIO C AltitlO
GRANDE SORTIMENTO
DE
PARA A FESTA.
DUARTE & C.
Participara aos seus numerosos freguezes e ao publico em gen! que ara*M
receber de sua propria encommenda, o mis lindo e completo sortimento de .ftiii
os quaes vendem por grosso e a retalho por menos 10 jM>r cen o do que omn. nuabn**
annunctante, como verlo pelaseguinte tabella que abaixo nta ios. mM m
naos proprtetanos nao s o peso como a qualidade de seus geni ros.
AVINO.
Todos os senhores que comprarem para negocio ou cas, particular n> HH i
cima terao mais 5 a 10 por cento de abatimento, os proprietariis scientiAran mais
odos es seus gneros sao recebides de sua propria encommemb, razo esta para
vender por muito menos do que outro qualquer estabelecimeni'
Manteiga ingleza flor a 8oo e \f> rs. a libra. | Vellas de carnauh
dem franceza a mais nova do mercado a 6oo 36o rs. a libra
rs. a libra, e 58o rs. em barril. arroba,
dem de poro retinada muito alva 46o rs. Genebra de Mollanjla em botijas oV ci>oU a
a libra. 440 rs. a botija, e em duzia ou em barrica
Prezunto para fianbre a 8oo rs. a libra. ter abatimento
Cha uxim miudinho vindo de conta propria, Massaspara sopamja.arro,talharime diirm
o melhor do mercado a 2,8oo rs. a libra.
Idemhyson de superior qualidade a 2,6oo rs.
a libra.
dem perola o melhor que se pode desejar a
2,7oo rs. a libra,
dem preto muito fino a 2,5oo rs. a libra,
dem mais baixo pouco a 2,ooo rs. a libra.
e cemposcu fe H a
de lo.ooo a ll.ooors. a
a lib
dem mais baixo a l,8oo rs. a libra.
Castanhas muito novas a 2,ooo rs. a caixa, e Erva dooe a 64o ri. a lilira.
a 16o rs. a libra. Traques a 2 lo rs. carta t mv>.
Bolinho francez e em caixinbas de 7oo a Peixe em latas muito novo wm, |"^rab.
l,5oo rs. cada urna. corvina, salmao mitras muit.ts qinli
Vinbo do Alto Douro vindo do Porto engar- preparada de es abeche t. a ai
rafado^arante-se a superioridade deste vi-' nha de I ,oo a I .Ao rs. a Uu
Hilos do euros a 65300 e 7,
Assim como maitos bntros objeetos que deiza-sc de mencionar, mais tudo do pri-
neira quaiidado por procos haratissimos.
#&\
WOVA 8* %1KIC .4
Diio em garrafes a l#000cada um.
Botijoes com 8a9 garrafos de aaeite, o me-
lbor que se pode desejar, a 5.-S cada um.
Palitos de denles cm macos com 20 maci-
nhos a t^O rs. cada um.
Palitos d. i gaz a 24200 a groza, 20 rs. a
caixinba e 200 rs. a duzia.
Graixa em lat^s muito novas a 100 is.a lata
CligOOO a duzia.
Ceblas muito novas a 540 rs. o cento e
800 o inolno.
Traques de primeira qualidade a 8>:oo a
caixa e 240rs a carta.
> - ^E:QSK!^.Sad0ll0Sl,!Uliimo va,K"' aicl?!2f2 lpyran8as em moia caixil,,,as a

a 2-ViOO e 2;i00 a libra.
Diio bvsson e da India ato superior a
| 22'0 e 2/400.
Diio da Rio em latas de 2, 4, 6 e 8, libras
a 1^600 e 1(J200 a libra.
Dito preto muilo especial a 2-5800 a libra.
Dito mais baixo a 1^300 e I600 a libra.
Queijos chegados no ultimo vapor a 3J(KK).
IC0SSS E PERFUMARAS
A' ra do .Amorim, n. 12.
Por rarejo c atacado.
M o-d? doto estabel cimento eneootrario sempre
os f Oj oo;:c- todas as cualidades do bebidas espiri-
mosas] fabricadas com todas as repras d'arte,
l>o: i,jo livros de sor nooivns; o que no acontece
< >i i s quo sao fabricadas sem methodo e pela
reneit s que os rhaiiatSea annunciam vender, pois, I
oiiio j lomos Udo occasiao de ver, venden) lico-
res c.i .nidos orn substancias venenosas, come se-
js o. do rosa colorido com vermelhao (Bi-oxi-
reii j I rancez fb-ehronm\o r-J a gomas perfumaras do superior qualidade o
cornil Mas em prego. Tudo so vender por precos
multe razoavels, irazendo os freguezes os meios
0)uj a lodos habilitara a comprarem barato.
..lomplam-se encommendas com brevidade a
n- m lamente bcra acondicionadas, tanto para den-
tro d? provincia, como para fra dola.
UKHIDAS KSl'IIUTCOSAS.
U'is de todas as cualidades em garrafas pretas.
Dii.j, jlilo, em garrafas hrancas.
Omdra igual a hollandeza.
Dita (o laranja superior
Atua dente d'ani/..
Dita ce hortelaa pioMnta
Dili o reino superior.
Oa defldr de laranja. t^~ inmendavel p' Str es-
fita te canell'a.
hM de 35" aCartie
Friihjm^^ia.
Agua de Colonia cominotu.
Uita anibreada.
Dila : Imisrarada.
Dita t as fiympha.-.
Banli i em latinhas do ijuairo oncas proprias para
as imilias econmicas.
Usnlia para tingir do preto w cabellos, e que nao
uj: os loncos braucos.
Lcite jirginal em garr tinhas, proprio para os Srs.
b irnros e cabelloreiros e uso domestico. Be-
neficia a cutis e lira as manchas da pello.
Butraitos variados ; banha em vasos dourados, c
extrlactos finos em frasquinhos ricos.
IVo a ruasen tic fazendas
Sanios
i
AUcnco.
Pec/iincha.
libra. 2000.
Dito suisso Parmezao o melhor e mais Ditos Suspiros de Thom Pinto a 15800.
baratas de fresco que se pode desejar a800rs.ali- Ditos Avaueirosdo mesmo a ijuoo
aillos t oelho, ru do Qlieimado, n. *>ra, sendo de 4 libras para cuna a 780 rs. Ditos Regaba Imperial a 1000, garante*
), vende-seo sesointe- l, lon(,ri" um PllC0 duro l)nr virom! quo sito charutos queja se vendern por
.... em navio a 500 a libia, e sendo inteiro 2-15600 e 2*800, alm destas marcas tem de
400 rs.
Bolachinhas em latas de 2 libras de todas asi
qualidade que se procura a lf>300 rs.
e Pecas.de algodao com urna pequea avaria pelo Ditas em latas grandes a 2o000 rs.
S SKTeKSdia pelo baratissimo preco "ft- ,alas 5 "*" <* C"^ *
de 2-5 e 5300.
4*000 a lata.
Lencoes de linho jielo baratissimo prego de 2fi. : Rulacbinba ingleza desembarcada ultimamen-
l.enrors de l.ramanto de linhofino pelo baratissimo te muito nova a 2*200 a barrica e 100
preco de 3^200. |.
Lencos de camLraia braucos nroprio para algibei-, .1 ..... ...
ra mo baratsimo PVeCo de 25 a duzia. Cartocs com bolachinhas francezas de diver-
Algodao enfestado com 8 palmos de largura pelo sas (pialidades a 600, 800 e 1*200 cada
baratissimo prego de i& a vara,
liramanie de linho fino com 10 palmos de largura
a 250O a vara.
Atoalhado adamascado proprio'para toalha de mesa
pelo baratissimo prego de 2$000 a vara.
Peet de camhiaia de forro a 2*600 e'3*200.
Toalhas alcochoadas proprias para maos a 5* a
duzia.
Esteiras da India, proprias para forro de sala,
f 4,5 e 6 palmos de largura.
Cortes de caiga de panga amarella de listras e
de quadros, pelo baratissimo prego de ijBSOO o
corte.
Camhraia adamascada com 20 varas, propria
para cortinado, pelo baratissimo prego de MtfMO
a pega.
Ricas Ilutabas para vestido, fazenda a melhor
que tem vindo ao mercado, tanto em gosto como
Cal de Lisboa e potaasa da
Rnssia.
\'.ode-se na ra da Cadeia do Recife n. 26, para
onde se mudou o antigo o acreditado deposito da
iiwsmal ra n. 12, ambos os gneros slo novse
legtimos, e se vendem a preco mais barato do que
aru t piaiquor, parte.
Manteiga ingleza
muito boa a M)0 e 720 r?., nnceza a 580, banha
reriuadi a .100 rs., cha miudo a 2*600, caf primei-
ra sort i a 320 e segunda a 280 rs., arroz alvo e
raudo a 100 rs., toucinho aUo*e alvo a 280, bola-
chmha ingleu nova a 200 rs., estearinas al vas a
UW rs. velas do rompoaigao e carnauba a 320, al-
pista a 140 rs., sabao i.iassa dur<) a 200 rs. maca
<1M .mu a 040 a libro, queijo- frescos a 3*00>,
.tl,s SLin t"scoutosa t400, cutas de traques for-
tes S!0 rs., vinho puro de. Figueira a 480 a gar-
rafa, d lo de Lisboa a 300, dito branco a 480 rs. a
nr'm\,r;?rdeau.^0 ?.6'10' cer![e' bne pre-
la n bCO r>., azeite do Lisboa a 600 rs vinagre a
*W rs a garrafa, azoite do carrapato'a 260 gaz
liquido a f\0 rs. Iodo; estes gneros indo eni
(i ircao faz-sc um abatimento : no armazem da Ej-
Irttla, argo do Paraizo n. 14.
preQo
cm qualidade da fazenda, 'pelo baratissimo
de 560 rs. o covadu.
Rices corles de hia de barra Maria Pia a 19*.
Pegas de camhraia de salpicos pelo baratissimo
prego de 4*.
- Yendc-se a dinheiro urna parte no
predio ila ra da Aurora r,. 8, contiguo ao
palacete do Sr. visconde da Doa-Yista; a
tr.star na toja da ra do O'jeiawdo n. 31.
Botica e armazem de
drogas
Rua do Cantiga u. 11 .
DE
Joaipiiiu Marlinbo da Gruz Correia.
Vende-sro seguinte :
Salsa parrilla do liristol.
Pasttlnas asspcaradaa de Kcmp.
Paslilhas vermfugas de Kemp.
Elixir de citro lactato de ferro do Dr. T4>ermes.
Rob da I.afecteur.
Xarope depurativo d'odoreto de ferro de Guy.
Xa rujie fiei (oral sedalivo de Guv.
l'astilhas iK'itoracs balsmicas e Guy.
Pilulas da vida.
Burel franciscano (mesclado) para imagens.
Injecgao Brow.
Xropc de citrato de ferro de Chable.
Pilulas contra sesoes.
Salsa parrilha de Sands.
Extracto fluido de salsa parrilha de Bailys.
Xarope alcoolico de vellanic.
Alm destas drogas ha constantemente um com-
pleto sortimento de tintas, verniz, ouro para dou-
rar, preparados chimicos e pharmaceuticos que se
vendem ;H>r commodos pregos.________________
Vendem-sc saceos com farinha a mais nova
que ha no mercado, c muito fina : no armazem do
Annes defronte da alfandega.
GAZ GAZ GAZ
por prcr/o reduzldo.
Vende-se gaz da melbor qualidede pelo
pro.o de 10,51 por lata de 5 gales : no ar-
mazem do Caes do Hamos n. 18e rua do
Trapiche Novo n. 8.
um.
Peras seccas em caixinhas de 4 libras as
mais delicadas' que se pode desejar a
2*500.
Bocetascom doces de Portugal ricamente
enfeitadas a 2,*500, contendor peras, pe-
cegos, rainhas Claudia, ameixas, alpercb
e outras muitas fructas.
Passas muito novas a 480 a libra e 7*?>00 a
caixa: tambem tem mcias e quartos.
Amendoas de casca molle a 260 a libra e
240 de casca dura, nozes 140 a libra e
4#000 a arroba.
Figos em caixinhas e latas hermticamente la-
cradas a 4500 e 21500, de 4 e 8 libras.
Vinhos ern caixas de duzia viudos do Porto
e das seguintes marcas: Duque do Porto,
Duque Genuino, Madeira secca, Chamisso.
todas as mais que costumam vir a nosso
mercado.
Genebra de Hollanda em fiasqueiras a 6*000
c 560 rs. o frasco.
Dila de laranja a 1*200 o frasco c 12*000 a
caixa.
Dila embotijas de Hollanda a 440rs.
Cominbos muilo novos a 400 rs. a libra e
sendo em arroba ter abatimenlo.
Erra-doce muito nova a 400 rs. a libra.
Canella muilo nova a IdOOO a libra.
Pimenta muito nova e limpa a 340 rs. a libra.
Cravo muito novo a 640 rs. a libra.
Alfa/.ema nova a 400 rs. a libra.
Toucinho muito novo de Lisboa a 280 rs. a
libra e 8*000 a arroba.
Chouricas e paios a 640 rs. a libra.
Banha a mais nova e alva que se pode dese-
jar em latas de 10 libras a 4000 a lata.
Dita propria para banha de cabello por ser
alva e dura a 400 rs. a libra.
Copos lapidados a 4*800 a duzia e 50500.
Ameixas em frascos grandes a 2*500. -
Ditas em frascos mais pequeos a 1*400.
Ditas em latas de urna e meia libra a 6 libras
a 1*200 e 4*000 a lata.
Mlho inglez rolha de vidro a 800 rs.
Prezuntos inglezes para fiambres muito no-
vos a 800 rs. a libra.
nho, das seguintes marcas : Duque, Ge- Figos em caixas di
nuino, velho secco, especial lagrimas do- a 8,ooo i.ooo e
I em cana l^t
a 48o rs.
ment,
dem estrellinha, rhdinha e pevide ca
nhas de 8 libras, muito Imto nfeM.t.lj* de
2,5oo a 3,5oo r. a caixinha e a .*> rs. a
libra.
Boce de goiaba em caixas V diverso*
nhos de 6oo a 1 ,ooo rs. o caix>
I arroba, -. e a
h.i^Hi rs. a .
rt;. a li
das MgaioUs aunase
Mixdc-Picles c ciio;ias sim i. rs
0 frasco.
a 'vi,!,.,., rs., e
ees de 1819, vinho especial D. Pedro V., Barris de vinho br neo de quin!--. roana B
vinho velho, Nctar superior de 1833, Du- A Filho a BO,OM r>. o barril.
que do Porto de 183i, vinho do Porto ve- iMarmelada impori: il*>s m- llmn ; ",-r%n-
Iho superior, madeira secca de superior ros de Lisboa 11 if r. a I lud wt. i libra.
qualidade, vinho do Porto superior D. Lti-' ha latas de 1 '/i 2 libi m.
izi.*de 1847, lagrimas do Douro espe- Massa de tomate enlatwdwwi i l libra
cial, vinho do Porto de l,oooa l,2oo rs. a 64o rs. a lata.
a garrafa e de lo.ooo a 14,ooo rs. a caixa Ameixas francezas em i
com urna duzia. mente enfeitada de 1,2 i*.a
Bolacbinha de soda especial encommenda e a caixinha, tambei i ha htH da '/ a 6 fe-
mis nova que ha no mercado a 2,2oo_rs. a brea da 1.2oo a 4,5o<> ra, i
lata. | dem em frasco.; c< m lamn de r
Biscoitos inglezes das melbores marcas cm rs. o frase-.,
latinhas de 2 libras a l,3oo rs.' a lata. Chaacaato poriugm i, hespanlml. franela a
dem inglezes craknel em latas de 5 e 7 libras suisso a I ,lno
de 5,ooo a 6,ooo rs. a lata, e em libra a Conservas inglesas
Soo rs.
Queijos do reino chegados*pelo ultimo vapor
a 3.000 rs. cada um. Ancoretas da vinbik casaras
dem prato a 9oo rs. a libra. a 72o rs. a parral
Vinho era pipa das mais acreditadas marcas Sardinhas de NaMa i a 38o rs. a Uiolw.
como sejamB: F., PHH, JAA, outras Charutos das mai laraatsaBaa mar. as .1*
muitas marcas, Porto, Lisboa e Figueira ; a 16oo, 2.ooo. 2 ion e 3,5o ra. ai >i*a.
de 48o, 5oo, 56o, 64o e 8oo, rs., e o do dem suspiros de J w (.. I', a Moa a aoa
Porto fino em garrafa, e em wnada a caixa.
3,ooo, 3,5oo, 4,000 e 6,Soo rs. o melhor,'Champagnhe a mellior do mercado de !2.noo
do Porto. a 24,ooo rs. o gig >, a de !,2m a Ma rs. a
dem Bordoaux das mais acreditadas marcas garrafa.
;a 7oo rs. a garrafa, e a 8,ooo rs. a caixa. Papel greve pauladr ou liso a3.5w> rs. a rea-
Garrafes com 5 garrafas de superior vinho ma.
do Porto a 2,2oo rs. com o garralao. dem de peso pautido ou \v d. :i.r4> a
dem com 5 garrafa de vinho da Figueira mais 4,000 rs. a resma*,
proprio para a nossaestaco por ser mais Matarana a 32o ra, i libia
fresco a 2,4oo rs. com o garrafo. Milbo alpista e painlo de Ma>a 24M> r*. a b-
Idem com 5 garrafas de vinagre a l,2oo rs. bra.
cora o garrafo. Palitos do gaz a 2,2uo rs. a gnea e 2oo ra. a
Vinho branco o mais superior que vem ao duzia.
Vasos inglezes de l i 16 filtras vasios,
proprio .para deposito de doce
ou outro quabpt-r liquido de f.ono
3,ooo rs. cada ui.
por haver Licores das melbores marcas c mais
a 1 ,ooo rs. a garrafa e em caixa tera
Velho secco, Vctor Lmmanuel, D. Pedro; Mostarda preparada a 200 rs. o pote.
V, D- Luiz, especial vinho velho do Porto conservas inglezas a 640 e 800 rs. o frasco,
e outros mudos a 9*. 10, 42 e 14* a,Cognac nglez a l(W000 a duzia c 1;*000 a
duzia e 4* a 40200 a garrafa. garrafa
Vinhos ern pipaPorto, Lisboa e Figueira,Dit0'francez a g.$m) a duzia e 800 rs. a
das melhores marcas a 3*800 a caada e I ffarrafa
500 a garrafa.
Ditos do Porto, Lisboa e Figueira de marcas
menos conheddas a 400 a garrafa c 2*800
a caada. ^
Dito Colares especial vinho a 800 a garrafa.
Dito Lavradio muito fresco. n5o levando com-
posico, a 560 a garrafa e 40000 a caada.
Vinho branco de uva fina a 600 a garrafa e
4*500 a caada.
Dito mais baixo a 400 a garrafa e 2*800 a
caada.
Vinho Bordeaux em caixas de 12 garrafas das
marcas mais acreditadas a 6*500 e 7*000
a caixa.
Dito muito especial que raras vezes yeta ao
nosso mercado a 10200 a garrafa,' garan-
te-se que por este mesmo preco d pre-
nosso mercado a 56o rs. a garrafa, e a
4,3oo rs. a.caada.
Velas de esparmacate as melhores neste ge-
nero de 56o a 64o rs. o maco, e em cai-
xa ter grande abatimento
grande potlo.
Azeite doce em barril muito fino a 64o rs. ment.
a garrafa e 4,8oo a caada. Cognac verdadeiro ieglez a 9oo rs. a garrafa
dem francez refinado a 8oo rs. a garrafa. e lo,5oo rs. a caita.
Ervilhas francezas e purtuguezas a 64o rs. a Chouricas'as mais frjescas do mercado a 800
lata. rs. a libra.
Bocetas eom doces seceos de Lisboa de 3oo Genebra de laranja em frascos graodes a
a 3,5oors. cada una. l,2oo rs. o fraseb.
Toucinho deLisboa a 3oo rs. a libra, e a Serveja das mais [ acreditadas marras a
9,000 js. a arroba. 6,Soo a duzia e de mais a Soo rs a garrasa
Botijoes com 10 garrafas de azeite doce a dem em botijas t meias, sendo preia da
5*5oo. 1 muito creditada arca T de 6,5oo a 74a
Caf de 1., 2.* e 3.* qualidade de 26o, 3oo rs. a duzia.
e 36o rs. alibra, doCear de8,5oo, 8,7oo, Pimenta do reino al 34o rs. a abra.
e 9.000 rs. a arroba do melbor. I Farinha do Maranhao a 14o rs. a libra.
Arroz da India, Java eMaranhao de 2,8oo a Tijolo para limpar lacas a 46o rs. cada asa.
3,000 a arroba, e de 80 a 4oo rs. a libra. Cominho a 4oo rs.a libra.
Passas muito novas a 8,5oo a caixa e Soo Erva doce a libra.
Palle Brandy a 2$000 a garrafa e 32*000 a
duzia.
Sabo massa a 140 e 240 rs. a libra o melhor.
Polvo a 320 rs. a libra e 9*000 a arroba.
Vassouras do Porto com arcos de ferro a
320 cada urna.
Dilas americanas a 640 rs.
Papel aimaro paulado e lizo a 2*400 a resma.
Dito de peso pautado e lizo a 3* a resma.
Diio azul proprio para botica a 2* a resma.
Velas de spermacete aS60rs. a libra.e sendo
em caixa a 520.
Ditas de carnauba do Aracaty a 9*000 a arro-
ba e 320 rs. a libra.
Farello de Lisboa marca N a 4*000 a sacca.
Tijollos para limpar facas a 460 rs. cada um.
Peix'e em latas j preparado a 1*000 a lata.
a libra, ha caixas meias e quartos.
Sevadinha de Franca a 24o rs. a libra.
Sag muito novo a 28o rs. a libra.
Mostarda ingleza em p a 10 o frasee.
Cebollas a 80 a caixa e l,2oo rs. o nolho.
Canella a l.ooo rsja libra.
j Vassouras de piassiba de dous arcos dr frr-
ro a 32o rs. cada urna.
Latas com banha refinada rom 10 libras a
1 4*000.
juizo, esse encentra nicamente neste Chocolate hespanhol efrancez a 1*000 a libra.
armazem.
Licores francezes e portuguezes dos melho-
res autores a 800, 1*000 e 4*500 a gar-
rafa.
Cervejasdas melhores marcas a 5*300 e
6* rs. a duzia; tambem temos ordinaria
por muito menos. *
Marmelada de todos os fabricantes de Lisboa
em latas de l libra a 600 e 640.
Caf do Bio primeira sorte a 8*700 a arroba
e 300 rs.a libra.
Dito de segunda a 8*400 e 280 rs. a libra.
Arroz do Maranhao, Java e India de 2*600 a
3* a arroba e 100 rs. a libra.
Alpista muito novo e limpo a 140 rs. a li-
bra e 4*500 a arroba^
Cev^da muito nova a 2^00 a arroba e 100
rs. a libra.
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doutor nicrJ, de Pars, ter renunciado, desde tua apparicao. ao emprg mt yakfiit t
Kmprega-se a injocc* no comeco do fluxo.as capaulas em todoi o>jetoiMri e
resislirao s preparacoes do ropahu, culleba e as Injec^oes com base mHamra. ^^^
Depsito geral: em Part, em casa de MM. Grlmai.il e C, pharn.acanlk-o 7 roa t a> Pella If;
llaa* m Caaa-Caela Jualar; no I/orlo, Mlael Ma **MM-f*>
em Lisboa, Jor A|mII_.
i-elra; em o /lto-d*-Joneiro, Geataa. 102, rua t,. Pedro; em "">".*
helra em 0-Crnle, Jaaaal e ****} ""
Shaa
; em mo-oronuf, i*h> -j. ---_: -.-a-r
ai o C, rua da Cru. JJ; Bausa, e naa prlnclpaes pharmncias no Watii.
Ca I ra 11 la a pal
e c; em Ftrmm
Deposito geral em Pernambuco rua da Cruz n. 22 em casa de Caros dt Barbota
VINHO PIRO.
Chepou nova rcmessa de anc cretas com supe-
rior vinho puro : vende-se no escriptorio de E. R.
Habello, rua da Cadfeia n. 55.
Veode-so b compendio di pt.ilofm^iu por
ruzez : na rua do Otieioudc n. t.
Vende-e tira boni ritk rom toa *r>
da e cal para ', casa, o prndenla vcltanito o reto d. *" a
a dil_ va||1Bt n,)fi otares sepiiinles : Cafunje*
para saceos de assucar e roupa de escravo; tem i "a'inho ou Uoa-Vistk : os |.rctfidcnlf* |i" *-
para vender Antonio Lu: de Olivei?^ Azevedo \ i gr.w a Cnpnnpa i ora pan tralar cw *kv *
Aigodao da Baha
C. no ??u escriptorio na da Cn
i uiiveira
Ora % t
1 sr. Jo o Evangelist i da >ta t Silva


Diarlo 4e
(fliarta lfIra i i de 9Balo 4e 19*4.


Grande liquidadlo
de fazendas na toja do Pari, roa da Imperatriz .
60, de Gana k Silva.
AcOa-sc este estabeleciniento completamente sor-
tillo de (aleadas inylozas, francezas, allemes e
suissas, proprias tanto para a praga como para o
mato, prometiendo vender-se mals barato do que
em outra qualquer parte principalmente sendo em
poreao e de todas as fazendas dao-se as amostras
deixando ficar penhor ou maodam-se levar em ca-
sa pelos caixeiros da loja do Pavao.
As chitas do Pavao.
Vendem-se superiores chitas claras e escoras pe-
lo barato preco de 240 e 280 rs. sendo tintas sega-
ra, ditas francezas tinas a 320, 340, 360, 400 e
500 rs., o covado, ditas pretas largas e estrellas,
riscados escocezes finos a 240 rs, o covado, isto na
loja do Pavao ra da Imperatriz n. 60 de Gama &
Silva.
As cassas do Pavao a 240, 280, 300 e 320 rs.
Vendem-se fmissimas cassas persianas cores 11-
xas a 320 rs. o covado, ditas francezas muito Anas
a 240 e 280 rs., ditas ingzezas a 240 e 280 rs. o
covado, llnissimo organdy matisado com desenhos
miudinhosa 320 rs. o covado, cassas garibaldinas
muito linas a 320 rs., isto na loja do Pavao ra da
Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
As laazinlias da exposico do Pavio.
Vcndem-sc as mais modernas laazinhas mossan-
bique chrgadas pelo ultime vapor francez sendo
de urna s cor ou de listas miudinhas com 4 pal-
mos de largura, proprias para vestido de senhora,
roupa para meninos e capas, e pelo baratissimo
prego Se 500 rs. o covado, ditas enfestadas trans-
parentes de quadrinhos a 500, 400 e 360 rs. o co-
vado, ditas matisadas muito linas a 500 e 400 rs.,
ditas mais baratas do que chita tambem matisadas
a 320 rs. o covado, ditas a Maria Pia com palma
de seda e 4 palmos de largura a 800 rs. o covado,
e ditas de una s cor parda, azul, cor de lyrio e
perula proprias para vestidos, sautembarques e
earitialdes a 720 rs. o covado. ditas escocezas a
800 e 100 rs., isto s na loja do Pavao, ra da Im- Banha de porco refinada e muito alva a 44o
peratrix o. 60, de Gama & Silva. rs. a libra, eem barril a 4oo rs.
Os diales do Pavao. Cha hysson, o melhor neste genero especial
Vendem-se tinos chales de crepon estampados | cncommenda do proprietario a 2,7oo a Ib.
O PRINCIPAL
DE
SILVA & SOUZA
Ra do Crespo n. 9, esquina da ra do Imperador.
Tendo-se o proprietario d'este armazem associado com o Sr. Paulo Ferreira da Silva, resolver dar-lhe o titulo de principal,
por ser o mais bem localisado desta cidade, e como um dos socios tenha de partir pan a Europa, afim de all escolher os melhores
gneros, desde j se pede ao respeitavel publico toda a attencao, nao s para este armazem, mas tambem para o grande armazem Alian-
ca, da ra do Imperador n. 57 e para o bem sortido armazem Progressista da ra das Cruzes n. 36, sertas todas as pessoas que fre-
quenlarem estas casas de que farao urna economa de 10 a 20 por cento do preco que possam comprar em outra parte, porque nin-
guem melhor do que nos pode offerecer tantas vantagens como as que se observam nos aitnazens:
ALLIANCA! m do imperador n. s.
PROGRESSISTA I ra da cruces .. 3.
PRINCIPAL!!! rna Crespe *'
Manteiga ingleza a mais nova e fina chegada
neste ultimo vapor a 8oo rs. a libra e de 8
libras para cima ter abatimento.
dem franceza, a melhor e mais superior do
nosso mercado a 56o rs. a libra e 52o em
barril ou meio.
^Z%lV&^&!& Cados"! M*a dem menos superior e que em outras
a retroi com vidriiho a 123, ditos pelos lisos a
5& dilos de cores a 4500e 55, ditos de merino
eslampados a -5 ; 3*, ditos de 13a a 15280 e 25,
ditos de reiroz prcto para luto a 65, isto na loja
do Pavao ra da Imperatriz n. 60, de Gama &
Silva.
Faieodas pretas para a qaaresma veade o Pavio.
Vande-se grosoVnaple preto muito superior a
1*600, dito a 15800, 25, 25500, 25801 e 35, mo-
reantique |tceto muito superior a 35 e 25800, sar-
ja preta hespanhola muito encorpada a 25, isto na
leja do Pj.vo ra da Imperatriz n. 60, de Gama
! Silva.
0 Patn vende para lu.
Vndese superier setim da China fazenda toda
de laa sem lustra tendo 6 palmos de largura pro-
prio para vestidos, paletois, capas etc., pelo bara-
to h'ero pretas Usas, chitas pretas largas e estreitas, chales
di marin lisos e bordados a vidriiho, manguitos
conifmtanhas eontros muitns artgos que se ven-
dem jwr precos razoaveis : na loja do Pavao i ra
da Imperatriz u. 60, de Gama & Silva.
Os corpiulios do Pavo
Ver. braia acmenle bordados e enfeitados a 7 c 85 ;
na laja do Pavao, ra da Imperatriz n.60, de Ga-
ma & Silva.
Os vestidos do Pavao
Vaada ao ricos vestidos de grosdenaple preto ri-
cameute bordados a veludo pelo barato $reco de
40*, sendo fazenda que sempre se venden a 1005
e I*ft3> ; ditos de cambraia bu neos ricamente bor-
dados a croehe. asado proprios para baile e casa-
inenu: a 10, 15, 30 e 305 ; ditos de laa com lindas
barra* a 18 e da Imperairiz n.<0, de Gama & Silva.
Os finnns do Pavo.
Vene-se panno preto muito superior pco barato j
preco 4e 25, 25500,35 e 35500. ditos muri linos a
45, > e 65, corles de casemira prea entestada a
45, 45300 e 65, easemra preta lina de urna s
largura muito Una a 15800. 25. 25300 e S*, cor-
tes decasemira de cor a 55, 55500 e 65, casemk-
ras eofotiadas de urna s cor proprias para calca,
paletola, colletes, capas para enhora, roupas para
menlnoc a ''-"> e 9J90 o covarta, isio na loja do
Vinho do Porto em barril muito especial a Farinha de araruta verdadeira a 32o rs. a Ib.
6io rs. a garrafa, e 5,ooo rs. a caada. I Phosphoros do gaz a 2oo rs. i duzia e
Vinagre puro de Lisboa a 2oo rs. a garrafa e i 2,2oo rs. a groza'
1,loo rs. a caada. 'Bolachinha americana em barrica a 3,eoo
dem em garrafoes com 5 garrafas. rs., e em libra a 2oo rs.
Azeite doce de Lisboa superior qualidade a Tijolopara limpar facas a i2o rs. cada um.
6lo rs. a garrafa e 4,8oo rs. a caada. Vassouras de piassata com dous arcos de
Batatas emgigos de trinta a trintae tantas li-j ferro prendendo o cabo a 32o rs. eada
bra a 2,5oo rs. o gigo e 80 rs. a libra. urna.
Genebra de Hollanda a mais superior a 6,000 Escovas de piassava proprias para esfregar
rs. a frasqueira e 56o rs. o frasco. casa a 32o rs.
casas se vende a 2,600 rs., custa neste ar- dem em garrafoes com 25 garrafas a 8,000 rs.; Sardinhas de Nantes muito novas a 32o rs.
mazem 2,2oe rs. a libra. ,Cerveja das melhores marcas de 5,ooo a a lata,
dem uxim, o melhor que pode haver neste i 5,5oo a duzia e 5oo rs. a garrafa, Peixe em lata muit bem preparado: savel,
genero a2,6oo a Ib. garante-se a qualidade. Cognac superior a 800 e i,000 rs. a garrafa, j corvina, pescada e outros a l.oo rs. a
dem preto muito especial a 2,000 f s. a li-1 e em caixa ter abatimento. | lata-
Marmellada imperial dos melhores e mais Ervilhas portuguezas e francezas j prepa-
afamados conserveiros de Lisboa em latas radas a 6io e 72o rs. a lata,
de libra, libra emeiae 2 libras a 600 rs. Caf lavado de primeira sorte a 32o rs. a
Conservas inglezas em frascos grandes a
75o rs. cada um.
dem franceza de todas as qualidades de
legumes e fructas a 5oo rs.
Mostarda franceza em pote preparada a 4oo rs
Velas stearinas a 060 rs. a libra eem caixa
a 54o rs.
dem de carnauba pura e refinada a 360 rs.
a libra e 10,000 a arroba.
Paviao, -tua da Imperatriz n. 08, de Gama 4 Silva.
A roapa do Pao.
Vendesj-sc paletos de panno prelo solirccasa-
cos fazenda muito Un a 125. dhv.ts muito linos a
165, ttfc S55 e 305, fazenda a 45500,55,65,'75 e 85, paletots saceos
de panno arelo a 75, titos de casennra de cor a
65 e 75, itoB de aljiaca preta, ditos de merino
preto, ditos4ebrini decores, caleas de seniira
de cor a 45, 55,65, 75, ditos de caxemira da
Escossia a -'i, ditos de brim pardo 2550o, dios
de cir a 25 e 25300, ditos broncos muito finos,
sto na loja do Pavao, ra da Imperatrsz n. 60, As
Gama & Silva.
Os cortinados do pavo.
Vendem-se ricos cortinados proprios para janel-
la e amas pelo barato preco de 95 o par, sendo o
melhor me lia no mercado: na ra da Imperatriz
n. 60. de Gama iv Silva.
Isnilrlias de Pavo.
Veodem-se colchas de linho alcochoadas pro-
prias para cama pelo barato preeo de 55 cada nma
aa ruja da Imperatriz n.60, de (.ama & Silva
*s |recalas do Pavo.
Vei idem-so.as mais lindas precalas que tcm vin-
do ao mercado chegadas pelo ultimo vapor fran-
cez, pelo barato preco de 600 rs. o covado, ditas
de lisliinha muito miudinhas proprias para vestidos
c roupas de meninos o meninas pelo biralo pre?o
de 500 rs. ; s o Pavio ra da Imperatriz n. 60,
loja de Gama & Silva.
Os sonteanharques do Pavo
IO e f .# s o Pavo.
Vei dem-86 os mais lindos souleanbarques que
tem v ii.lo ltimamente de lazinha e eaxenlra ri-
camente bordados e enfeitados, cores muito delica-
das pilo barato preco de 105 e 155 ; fazenda esta
que ei i outras lujas"se vendem por 2t>5 e 255, '
s pan liquidar : na loja e armazem do Pavao
ra da faaperalrix n. 60 de Gama & Silva.
As cltias do Pavo %400 e
208OO o corte.
Vndanse corles de chita com diize covados
ca-ia. c,vvc, &iu com >\ex cavado a i$WQ, ai^n-
da muilo boa, e que nao desliota, s na loja do Pa-
vo ton 0$ta peenmeha ; a ra da Imperatriz d.
60 de fiama .\ Silva.
i-as de unta s er.
\ew\em-se \i>az\nVas de urna s cor, *enno en-
carnada, azul, cinzenta, cor de caf, lirio claro, li-
rio roca cor tle peroia pelo baiaiss/mo preco de
640 o covado, fazenda muito fina s o Pavao, ra
da Imperalnz n. 60 loja e armazem de Gama &
Silva.
Pinna de linlio.
Vende-sc panno de linho com i palmos de lar- j
gara \>rour\o pava lcne,es, toalhas e cerowias pelo 1
barato preco de 6W rs. a vara, bramante de linho
com 10 palmo* Je largura a 2&500, algoozinho
monstro com 8 palmos de largura a 1$, pecas de
Hamhurgo com 20 varas a 95, IOS e US, peqasde
madapolo fino a 75300, 5, 95 e IOS, ditas de
algodaozinho a 65, 05300 e 75, o oulras muitas
fazendas brancas que se vendem muito baratas
afim de apurar dinheiro : na loja do Pavo ra da
imperatriz n. 60, de Gama & Silva,
O braman palmes de largura.
Vende-se bramante de linho puro, muito fino com
doze palmos de largara o melhor e mals largo que
tem vindo ao mercado pe lo barato preco do 25800
rs.a vara ; s na teja do Pavo de Gama & Silva,
aua da Imperatriz n. 60.
\s precalas do Pavo.
Vendem-se as mais lindas precalas qus tem vin -
do ao mercado chegadas pelo ultimo vapor francez,
pelo barato preco de 600 rs. o covado, ditas do lis-
trinha muito miudinhas proprias para vestidos e
e roupas de meninos e meninas pelo barato preco
de 300 rs. : s o Pavo ra da Imperalrii n. 60,
lojo de Gama A Silva.
Os bales do PavSo.
Vendem-se crinolinas ou baldes de 30 arcos tan-
to brancas como de cores, sendo americanos que
sao os melhores cor se nao quebraren a 35500 e
de 35 arcos a i5, ditos de musselina com babados
a 45, ditos para menina a 15 e 35 : na luja do Pa-
vo ra da Imperatriz n. 60, do Gama 4 Silva.
O Pavo ven'ie d 80
Vendem-se os mais lindos cortes de vestidos a
Maria Pia, com lindas barpas de seda, sendo che-
ados pelo ultimo vapor francez pelo barato preco
do 85 cada um s na toja do Pavo roa da Impe-
ralriz n. 60, de Gama di Silva.
bra, e mais baixe, porem muito soffnvel a
l,2oo a Ib., vende-se por estes precos em
razo de nestes ltimos navios ter-se rece-
bido grande porcao deste genero, a diffe-
renca de preco de 600 a 800 rs. a libra
do que se vende em outra qualquer parte,
dem do Rio emlata de i al 6 Ib. a l,4oors.
a Ib., neste genero o melhor possivel.
Biscoutos ingleses em latas com diferentes Palitos para dentes 12o rs. o maco.
qualidades como sejam craknel, vorcitia I dem lixados muito finos a 14o rs.
pic-nic, soda, captain. seed, esborne e ou-
tras muitas marcas a 1,35o rs. a lata.
Bolachinha de soda em latas grandes a 2,ooo
rs. cada urna.
Figos em caixinhas hermticamente lacradas
e muito proprias para mimo a 1,600 c
2,Goo rs. cada urna,
dem em caixinhas de 8 Ib. a 2$ rs. cada urna
Passas novas a 8,000 rs. a caixa e 48o a Ib.
Amcixasfrancezas em latas de libra e meia e
3 libras a l,2oo, 2,000 e 800 rs. a tra.
Caixinhas com ricas estampas a l,4oo rs.
cada urna, frascos de vidro com votha do
mesmo, contendo libra e meia do Mtts.
Champagne da marca mais superior .que tem
vindo ao nosso mercado a I8.ooo rs. o gi-
go, e 1,800 rs. a garrafa; garante-sea su-
perior qualidade.
vinho Bordeaux daswelhoresqualidades que
se pode desojar a 7,000 e 7,5oo rs. a cai-
xa e 64o rs. a garrafa.
Caixas com Vinho do Porto superior de 9,000
e i0,000 rs. a duzia, e 9oo e 1,000 rs. a
garrafa; neste genero ha grande- porcao e de
dilerenles marcas murto acreditadas que
j se venderam por 14,000 e IS.oooa cai-
xa como sejam: Duque lo Porto, Lagrimas
do Douro, l). Luiz, *:amoes, Madera sec-
ca, Nctar, Genuino e Malvara finoe ou-
feNfi como Cherry e Madeira para I2,ooo e
13^ooo rs. a caixa.
Vinliode pipa: Porto, Lisboa, Figueira a 4oo,
48o o 0G0 rs. a garata, 3*680, 3,2oo e
3,3oo rs. acauada.
dem bronco o mdhor nesl; geneto vindo do
o maco e 9,ooo rs. a arroba.
Massa de tomates em latas a 600 rs. a libra.
Doce em calda das mais especiaes fructas da
Europa a Coo rs. a lata.
Ostras cm latas muito bem preparadas a
1,000 rs.
Massa para sopa estrellinha muito nova em
caixas de8 libras a 3,oooe Soors. a libra.
libra, e 9,ooo a arroba,
dem do Rio muito bom a 28o a libra e
8,5oo rs. a arroba.
Arroz do MaranhSo a loo e 120 rs. a libra,
dem de Java a loo rs. a libra.
Amendoas de casca mole a 4oo rs. a libra.
Avelas muito novas a 2oo rs. a libra.
Nozes muito novas a 2oo rs. a libra.
Chouricas e paios a 7oo rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra ou a
8,5oo rs. a arroba.
dem de composico emmacadas a 32o rs. Presuntos de Lamego de superior qualidade
chegados neste ultimo vapor a 56o rs.a Ib.
Alpiste muito novo e limpo a 16o rs. a li-
bra e 4,6oo a arroba.
Painco novo a 18o a Ib. e 5,ooors. a arroba.
Sabo massa, amarello e castanho a 22o e
24o rs. a libra.
dem mais baixoumpouco a 16o, 180e2oo
rs. a libra.
MOVIMENTO
BAIRRO DO RECIFE, RA DA CADEIA \ 50
0 mais novo e o mehoi*
A KHl ZEII HE MOIIIAIIOS
Esquina defronte da ra da ladre le Pkj
Antonio da Silva Campos, suecessor do amigo Xascimento, di ronte do 1
nhecido j nesta praea, acaba de transferir o seu estabelerinienio p Tu .1 ia.a arina 11 I
os seus benvolos amigos e fieguezes, bem como o respeiuvel pnbl m en geral nronlrankt 1 .r-
variado, escolhido e melhor sortimento de molhado*, a par do aceio, ;legancia c bom rejj:a*B,
belecimento.
O annunciante, lendo fcito nma completa reforma no locante 1 ca.-a e gneros, po-
correspondentes na Europa para remessas do conta propria, acha-secur..mido cpi .
teccao de todos os amigos do bom e barato, a qual desde ja reclama, assewaodo-lbes iiu^
merecer a cet flanea com que se dignarem de o honrar.
Ero resumo, visiie o respeitavel publico o novo e uperiorarfnazim MDvim.nlr
gnns gneros, e enlao ficar convencido da realidade do prsenle afri.-o, rrnflraad* |- r -1 ** ,
nenhiim outro eslabelecinienlo o serve melhor que este, seja em ctmoiudidade de prc-os, ac' *
delicadeza, on legalidade de pesos e medidas.
Finalmente, todas e quaesqner garantas qoe eslabelecimenlos idnticos (eem i oncorrentes, serao mantidas neste em grao maior.
.-
dem tittiarim, macarrao e aletria a 4oo rs., Castanhas pelladas a 24o rs. a libra,
dem macarrao maisbaxoa24ors. a libra. Chocolate francez de primeira qualidade a
Cevadinfoa muito nova de Franca a 2oo rs. a
libra.
Sag o melhor que possivel a 24o rs. alb.
Farinha de MaranhSo a melltor que presen-
temente tem vindo ao nosso mercado a
14o rs. a libra.
Gomma do Aracaty muito alva a 80 rs. alb.
Licores muito finos de Bordeaux e tedas as
marcas que ha neste genero a 800, l.ooo
c 1,2oo rs. a garrafa.
Genebra de laranja em frascos grandes a
1.2oo rs. cada um.
l,2oo rs. a libra.
dem de Sant muit superior e medicinal a
l,3oo rs.
Copos lapidados proprios para agua a 5,ooo
rs. a duzia, que em outra qualquer parte
7 e 8,000 rs.
Charutos dos melhores e mais afamados fa-
bricantes de S. Flix e do Rio de Janeiro,
de l,5oo a 5,000 a caixa.
CAollas novas a l.ooo r's. os montos gran-
des e 800 rs. o cento.
Doce de goiaba a 64o rs. o caixao.
Tmaras do Egypto s 800 rs. a libra e em Lentilhas.exoellentelegumc pata sopaegui-
caixinhas de 5 libras a 3,5oo rs.
Papel almaco pautado o melhor que ha nes-
te genero a 4,000 rs. a resma.
Sal refinado em lindos potes de vidro a 000
rs. cada um.
Mlhos inglezes emgarrafinhasomrolhade'
gado, a 24o rs. a libra.
Ervilhas seccas j descascadas
libra.
Ptmenta do reino muito nova a 36ors. a libra.
Cominhos eerva doce a 32o e 4oo rs. a Ib.
Cravo da India a 600 rs. a libra.
nidra a Oio rs. cada urna,
encornmenda a ft?o rs. a garrafa, e 4,.'}o^ I Queijoe Ibmengos chegados no
rs. a /'.aliada. por e muito frescos.
I Canella muito nova a 1,00o rs. a libra,
ultimo va-! Alfazema a 2oo rs. a libra e 6,000 a arroba.
LOJA DO BEIJA FLOR.
Ra do Queimaiio numero 63.
Cravatinhas para seihora.
Vendem-se gravatinhas dediversos gostos mais
modernos a 720 c 800 rs. : na ra do Queimado,
loja do beija-flor n. 63.
Filas para debrom de vestidos.
Vendem-se fitas para debrum de vestido de linho
com 12 varas a 400 rs. a peca : na ra do Quei-
mado, loja do beija-flor n. 63.
Peales Iravessos.
Vendem-se pentes iravessos de caracol na
frente de borracha a 500 rs.: na ra do Queima-
do, loja do beija-flor n. 63.
Papel beira donrada.
Vende-se papel beira dourada a I200 e 1300,
dito de edr de beira donrada a 14100 : na ra do
Qaeimado, loja do beija-flor n. 63.
Antlopes.
Vendem-se anvelopes de diversas qualidades
branco a 800 rs. e de cor a 640 rs., para cartas de
visita a.400 rs., preto a 720 rs. : na loja do beija-
flor na ra do Queimado n. 63.
V olais de aljfar.
Tendo recebido voltas de aljfar com cruzes de
pedra imitando a brilhante vende-se a i cada
urna: na ra do Queimado loja do beija-flor n. 63.
Camisas de meias.
Vendem-se camisas de meias mnito finas a
14200 e 15300 : na ra do Queimado, loja do bei-
ja-flor n. 63.
Enfeites de fila.
Tendo recebido enfeites de fita pretas e de co-
res mais modernas que se esto usando a Ificada
um : na ra do Queimado, loja do beija-flor n. 63.
Fila de lila preta para debrum.
Vende-se fita de la preta para debrum rom 10
varas a 900 rs. a peca : na loja do beija-flor ra
do Queimado n. 63.
Pitas de linho para bordar vestid*
Vendem-se fitas de linho para bordar vestido
ou roupinho de meninas com 40 varas a 640 e
800 rs. a pe^e s quem tem loja do beija-flor
ra do Queimado numero 63.
Boloes de madreperola.
Vendem-se botes de madreperola mais moder-
nos que tem vindo para punhos de senhora a 320
rs. o par : s quem vende por esle preco na
ra do Queimado, loja do beija-flor numero 63.
Fila de velludo para bordar vestido.
Vende-se fita de velludo pieto com 10 varas a
900-ts. a peca : s quem tem por este preco a
loja do beija-Oor da ra do Queimado n. 63.
Fita de velludo bordada.
Vende-se tita de velludo preto bordada de di-
versos gostos e mais modernos proprios para qua-
resma : s quem tem a loja do beija-flor ra do
Queimado n. 63.
Franja preta.
Vende-se franja preta de diversas larguras para
enfeitar capas ou manteletes os mais lindos gos-
a 200 rs, a ios que se pode encontrar : na loja do beija-flor
ra do Queimado n. 63.
Facas e garfos.
Vendem-se facas e garfos de balanco de 1 bo-
tio a 5*500 a duzia, ditas de 2 botoes a 6*400:
na ra do Queimado, loja do beija-flor n. 63.
Visporas.
Vendem-se visporas muito finas a 800 rs. : na
Vendem-se
1*400: na loj
n.63.
Otmiiitis.
| dminos moio laos a ti,.
d beija flor da rea ile '
a da Sencilla i. 42.
Venderse, em casa de S. P.J<~>hnstpn (..,
sellins e silhoes ingleies, candieiroa e rafc-
caes bro izeados, lonas ingleza?, fio le 4fc
chicotes tara carros e montara, arrcios pm
carros r s um e dous cavallos. c reiogios *
ouro pat ;nte inplea.
Machinas lagleza
para destarocar algodao as iii.-lr.Oi" yin
tcm vim o a este mercado : na da Serzaii
Novan. -2, em casa de S. P. oi>t.H
4C,
- Na
ua Imperial n. 1, vendem fre a.-rt
muito boj s leiteiras, com crias.
SCBAVOS FUGEOS.
Giaixa a loo rs. a lata e I,loo rs.a duzia.; ra do Queimado, loja det beija-flor n. 63.
- Aufenton-se ha 20 dias. nea terfufw
nhor, a p eta Theroza, com 0 tamUkn hb *
baisa, co n falta de um denle na lialr f>
sos, e tei i marcas de e>rrophnl i
nesia ck ule, e diz ler brenca Al l pl"-
subscrip 9o para lbertar-se : fHH I ir
ao Dr. S Igado, na ra do Qneima.1. :) a-.tstr*
Or. agr ecera quem a pegar. pro!-rir"i) -.-r
dos recn sos legaes contra quem a or cuitar .
Acha
idade 401
e fgido o escravo "*! n me fstmtk, >
annos, pouco mais on menos, .i* fcv- !
LISTA
ura reg llar, grosso doeorpo. bfm epii'-mf.' : r.
hado, 0 j com .lpuns cabello- I n i
bracos c pernas grossas e hastant> cal 'IHri^ '" '
do as pe nas arqueadas por^m n<> MriM\ v
ma anda em Mnbas, e a- mr* cmhr'-i- h*i
tante po goiar muito de brher : 'tjra.
se s au oridades poliriaes desta e
limitrop es, que o i.if'im rtpp-h.r.br tfvr>
en sen! oro major Antcnio la Sil vi "u-m"
ra Imp rial, ama c< no rogn-se aos aafco *
campo a apprehraso 1"
bem gra ifleado.
DOS PREMIOS DA LOTERA EXTRAORDINARIA,
I
PARTE DA
I
CONCEDIDA POR
EXTRAHIDA
LE PROVINCIAL N. 557
EM 10 DE ABRIL DE 1864.
DE 1863, PARA AS OBRAS DA IGRRIA
IS. PREMS. NS.
8 10 170
| 72
11 73
13 74
21 88
24 90
25 100* 97
26 10-.000* 98
27. )iooa \ 200
) m 3
u 7
40 8
45 m 11
$2 m 1 22 23
63 -
IB 20 30
67 10* 31
68 32
7 35
81 38
83 39
87 42
94 44
100 45
i 47
8 51
11 52
14 53
K 54
18 58
82 61
7 67
28 69
30 73
33 74
35 86
36 93
38 94
39 _ 95
43 %
45 97
49 Hl 99
84 301
55 5
56 _ 17
<}* 11
69 p
PREMS.
10*

20*
NS. PREMS.NS. PREMS.
331 10* Ms 10#
34 91 -
38 92
39 501
40 i _
41 15
18 -
49 40*1 li _
51 10* 23
53 37
32
M -\ m -
69* 38 -
78 -I U -
80 -j 44 -
89 l 46
92 52 -
99 55
400 \ 61
4 70
7 -/ 71 -
9 20* 72
15 10* 75
1* 79 -
19 80 -.
*> 83 -
21 86 -
22 88 -
24 80 -
28 90
37 91
42 93 -
4b 200* 603 -
46 10* 7 -
47 14 -
49 15
50 -24 20*
54 27 10*
3 28
64 31
6 -32 -
68 100* 33
73 10* 34
74 37
76 41
80 43
84 44
650 10* 819
51 21
59 23
61 32
62 33
66 37
70 44
73 47
^ 50
83 36
87 58
89 66
700 40* 67
3 100* 68
6 10* 69
ti 40* 70
12 m 73
19 75
27 lio* 79 1 85
28 3:000fi 86
29 140* ^10* 87 97
33 901
36 3
4 4
47 10
51 20* 11
54 10* 12
57 120* 13
61 10* 14
65 16
72 19
74 20
76 22
80 27
82 ^^. 32
84 _ 33
85 __ 36
87 _ 56
89 __ ftf
95 _ 71
801 _. 72
3 _ 79
8 _ 81
82
18 _*. 91
NS. PREMS.
W
40ft
10*
NS. PREMS.
992
95
99
100o
6
7
9
12
23
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29
32
35
37-
39
47
51
31
54
56
63
71
72
81
87
89
92
95
1100
2
6
10
11
17
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26
28
29
30
41
42
43
44
45
48
50
10$
NS. PREMS.
10*
200*
10*
ll'l
58
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62
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24
29
32
41
46
48
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54
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56
57
59
66
69
73
79
80
84
85
91
95
99
1309
13
II
16
24
34
20*
105
-i
20*
10*
I
(10*
'(20,8
500*
20*
10*
1344 10* 1528
M 33
58 ' 35
64 36
68 37
69 43
70 44
71 52
73 20* 56
80 m 59
81 66
8o 72
90 74
92 __ 76
93 _ 77
99 79
1400 80
'3 __ 82
9 _' 86
10 _ 87
12 __ 90
19 _ 91
21 93
27 94
30 95
31 97
M 1604
37 9
42 U
50 13
51 18
53 19
59 23
62 28
63 33
67 42
70 43
7! 48
81 51
83 82
87 53
91 54
95 - 87
1819 58
17 40* 62
18 10* 4
23 . 9
NS. PREMS.
10*
NS. PREMS.
1670 10
71
78
79
94 -
m
10*
200*
10*
99
-1,1713
26
31
32
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44
46
48
58
60
73
75
77
18
85
89
1800
3
8
16
17
19
20
23
25
27
31
32
34
49
61
70
71
72
76
78
85
9H
"
10*
vo*
100*
10*
1902 -
NS. PREMS.
1904
15
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31
36
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68
69
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89
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92
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62
64
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73
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80
81
88
2100
O escrivao, Sevtriano Jote de Moura.
8*
GONCALO RRCI
NS
26(8 m ?-*- '
*
27 :> .-
* 98
N 2800 _
33 5 mm
34 6 O),
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40 ! 1 ,
II m 1 90 0|
m 3 m
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58 :.
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75 m
7* 19 !
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86 48
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98 51
2700 ** 60 __
1 10* 1 _
4
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12 74
15 *o* 81
19 - 86
20 87 -
24 96
25 2900 .^
27 7
33 3
37 19 .
38 24 -y
39 32
48 28
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M 72
57 80
58 83 m
62 88 -
3 19 ^^ 87 88 .
71 m ff __
7* 97 _
96 - r
Pem.=BTyp. de SfonoelFigueiroa te fwa *
IWI



Mario 4e Pcmilwoo QwarU felra 11 de Malo de I *<.
TTERATRA.
1?-pnelo internacional defLoa-
Ires cm tHtt.
li" I orto di> Si: consclluiro Caroalho Morara'
prefjente da commissao brasileira.
BU \: DK> lil'iJAO DO METHODO 1)10 UITHUMINACAO
DA LOKOI i DE PELAS OBSERVADOS* DAS PASSACKNS
DE UMA i:.-Tlllil.l.\ PELA MESMA ALTUBA,
: 17 1
> l" I1 IS.
(('.onliiiuneo.)
Para oiter-se a correccao que se deve appl
ra este ngulo horario 6 preciso differenci&r a
.1 i forraola, considerando z o 1 como eoostan-
sentcosD-cos-lsep Dcos P
t(--.i^fsiml()remosd.l,=
luar-se era qualquer poca do anno, una vez qne na qualidade do producto, economa no combus- de canoa apresenlam formas e dimensoes mui va-
a neeessidade o exija, e que a localidade se ache tivel.
as condijCes de irrigajo. Donde
que a poca da plantajo mui
versos lugares em que so cultiva ;. .
Varavel tambem a poca da colhci(a,a qual se melhores resultados que o de apparclhos actual- ras cylindrcas com um ou dous tubos interiores.-
effeeta 11 ou 13 mezes depois. monte empregados para a crystalisaco. Consiste As primeiros ou as caldeiras eylindrieas sem tu-
Em Venezuela, debaixo de urna temperatura de este apparelho cni um cylindro de bronze, tendo bos interiores apresentam as dimensSes seguintes :
zl" 3, amadurece a canoa H inezes depois de sua inteiramente um vaso cujas paredes sao formadas i eomprimento das caldeiras variando entre O, 450
plantado. de urna rede inetallica. O movimcoto giratorio [ e 1, 030 ; os dimetros entre 43 e 180 centime-
dl) Subst
fli^TCDcite
a i ra t
P,
o P
o ( cak
sen I
cos eos Dsen P
tuindo-se lienta formula cm lugar das
as correrroes que sao para d 1', P,
D,4- L. para o ngulo P o scu valor
i OC-
nlo, esta equajao tornase na seguinte
eos D-cos I sen I) eos !', 1)
------ L.
pos D sen P, 600.*
ario terse em vista o signal do an-
que ('. considerado como positivo do
eos I
t J?' necei
gu'o horario
ln' i d'oestc negativo de leste, e em consequencia
|)" o scu signal.
Pondo-so nesta formula cada quantidade com
a -'" rcspect|vo signal, e resolvendo-se, fazendo-se
sen I ros D-cos I sen l) eos P, D
i, oirameate----------------------------------------------
eos I eos sen P, 000 s.
., vii IV ni. L, Mas como o L, expres-
wi cm arco, [
d! lo for 15,
ara telo em tempo necessano divi-
d P,-=m
e assim tei einos em lempo,----------
lo
d? longitude,
a variajo do
".J.'as teni se em peral, AR-H sideral\ ho-
tt' i i. A noria sideral independente da hypolhese
P,=-
conseguintemente Alt s varia com
ngulo horario. Tem-se pois AR,
ni
o L,.
15
Soja aporla n a \ariajo da AR da la em urna
hoi a, dada pe as ephomoridea, ou o numero de se-
gundos de ten-pode que a Alt da la cresce por
*.,>
A hora dtji 1- meridiano deduzida da AR da
tfiOO
Ion dever pois ser augmentada de------ AR,.
n
3 Pondo-sc por AR, o seu valor adiado tem-se
qu* ? hora sumosla do l" meridiano deve ser aug-
:i600m
j r.tada de--------o L,.
15 n
t Formula na qual n semprc positivo, e m e
r
4,, '.jndo os signaos que resultam do calculo. A
ii ra do 1 meridiano que se obteve pelo calculo e
que chamamos H' deve pois ser augmentada da
3600 m
qirntidade procedente ou ser H'------------b L,.
15 n
( A hora supposta era Hi-L, e ja por hypolhese,
ilnhamos chamado L, sua correrjo, de sorte que
i Si l hora tambem egual a II + L, + L,. Egua-
1 ido estes dous valores teem-se a equajao H'
3609 a
-------- L,=H-! L, -i- L, D onde H-(H + L)=
i" n
,'!G00m
N ; -
15 n
r Mas H'(fl -i-1,,) a hora do 1" meridiano,
Ir nocida pelo raleulo, menos a hora que se tinha
sopposto ; 6 una quantidade conhecida, ou o re-
soltado do calculo que se trata de corriair.
t Chamndose c esta quantidade com o seu sg-
c
L,=-------------Frmula que expri-
lt3600 ni
"i
-0 L,.
bu?, tem-se :
15 n
c os prejos
Nos onlros paizes em que tambem cultivada, transmiltido a cise cylindro por seu eixo, em cuja j tros; a forja em cavallos entre 6 e 36
o onde a leraperatur i vae successivaroeote diini- extremidade superior existe urna roda dentada, que j correspondentes entre 42 e 210.
auindo, o amadureeimento da planta se efforla recebe o movimento de oulra a ella unida; estaem Quanto s segundas ou caldeiras cvlindricas com "*"**ttluma miuha exagerajao.
ead i vez mais tarde. seu turno movida por urna correa sem fim. Basta um s tubo interior; as suas dimensoes variam en- c\iQ\0 l)OI,:m ,i.. P,h,,smmn ndo nadre Venin-
Ouanto nalureza e preparajao das trras, o a forca de um cavallo para por ein movimento e;te tre 300 e 7oO centmetros para o comprmeme das bhhiuswmo peio patn, uitu
agricultor tem sempre em vista, que os_ terrenos apparelho. caldeiras; enlre 90 o 160 centmetros para dame- ra' aoeranw encheram-me do duvidas as li-
baixos e hmidos sao nocivos pantacSo? pois Descripeio do filtro de Tuytor 'tros: entre 370 e 825 millimetros para dimetro nhas que acabo de transcrevor, s quaes respond
sao esses os terrenos cm que a plaa se apropria Compocsc este ap|iarclho de urna caixa redan- dos tubos interiores; entre I e 36 para forca em nos seguintes termos :
de materias nuirilaginosas e azotadas c de pouca guiar cujo fundo crivado de pequeos oriQcios, i cavallos ; e finalmente entre S6 60 e 250 para
quantidade de materia saecbarina. que se communicam s bolsas alongadas em nume- pree/is correspondentes.
Nesses terrenos a canna vegeta admiravclmcnte, ro egual ao dos orificios, as quaes se ligam ao fun-1 As ultimas ou as caldeiras com dous tubos inte-
o autor humildemente so sujeitasse ao juizo de {cert0 do que esina; ningaem tem o rfiretf 4 te
merecmento, clamar a f paja oqoe ensina, se nao Bbilivt!
longe de mere- ...i
Em aues diieenca entre a certeza e a inlamw-
.toes tao seras, como a que V. tratou, me parece j,idade : <",.*.TM "* rm J-__
necessario todo o escrpulo quanto exactidao n um caso dado; e""uan, 1u-' a ntMM^aOe
dos termos. Nao duvdo acreditar, que em outra 'f ns,s|e tm >ir< ais, p,5der mer- A unmx
edico v. trocar i termo.. I a lA**i0 ma 'le uma ,nlM>*ear<* f^ "
verdade ; a m liibilidade a retorno perpefa
Em 1801, peranteos estuiaiiies de Dtreilo Eccte-' da inidligencia om a verdade. A certeza faz par-
le dos meios e d vilo do hornera racional, porajat
sem a certeza a i itelligencia seria apenas un ju-
ta duvida ; mas infallibiliJ.iuV nao perlear* ao
mas o seu sueco conten pouca quantidade de as- do da caixa por outros tantos cones melallicos,
socar. onde existem anneis que conservam as bolsas em
Nos terrenos seceos e ridos a planta pouco so estado de poderem receber o lquido que se vac
desenvolve. Para a canna escolhe-se o meio ter- filtrar. Abaixo dellas existe outra caixa rectangu-
mo entre esses terrenos. Sao rejeitados todava lar, que deixa escapar o liquido por torneirascollo-
quando argilosos, por encerraiem grande quanli- cadas em suas faces,
dadu de principios azotados e materias alcalinas,
de que a canna se apropria, e que sendo contra- j nao permiltir uma operado continua; porm, a in-
dos sua essenca, produzem urna influencia per- troducQo de um a esse anlogo que satisfaca a
niciosa sobre o assucar. i essa condicao, ser de grande utilidade para o'pro-
Egual phenomeno se observa nos terrenos nova- cesso de filtracao.
mente preparados, em que as substancias animaes Os assucares brutos uma vez preparados, deve-se
ah comidas, pela sua decomposicao exlialam certa dar lodo o cuidado sua conservadlo. Por mas
quantidade de azoto o ammoniaco. Esses Ierre-' seceos e bem preparados que sejam, em contrato
nos, que a principio sao nocivos cultura da can- do ar hmido alteram-se, e dao lugar a uma vepe-
na, tornam-se, quando velhos, mu favoraveis taco, e presenta de larvas e insectos. Algumas
liara grande prodcelo de assucar na planta. j vezes acontece, que, pela m fabricaco principal-
A imperfeico dos instrumentos aratonos entre i mente ou pela insufflcencia de defeccao, a uma
os usados na agricultura, faz com que muito temperatura de 20 30 elles se reduiem
numero de bracos ah seja necessano. car liquido; e outras vezes,
dores apresentam egualmente variacSes em certas
dimensoes e por consegumte nos presos.
as caldeiras que acabamos de desrrever, as di-
mcnsSes e forja podem variar uma vez que vare
a fornalha feta correspondentemenle as caldei-
ras porm ditas Cornish boilers a forca nao varia
O inconveniente que aprsenla este fillro c o de com a diminuidlo do eomprimento, salvo o caso
de grande reducciio ; o que devdo abertura li-
mitada da fornalha; smente a introduceao de uma
no-
maior
Quando, porm, novos "instrumentos forem in-' produz se o phenomeno de efOorescenca. Julga-
trnduzdos, desapparecero os grandes incenve- se isto devdo ao excessodecal empregada. Para
nientes, fadiga, morosidade no servijo, e pre^o | evitar os inconvenientes que possam sohrevir,
elevado, inherentes aos proeessos actuaes da cul- aconselha-se o uso de armazens seceos e bem
lura. I arejados. _
Alm desses inconvenienles, accresce a pouca A questao relativa determinaQao da nalureza e
ou duas poder augmentar sua forja. As dimensoes <
gcralmente admittidas para esse genero de caldei- ,
ras sao, para uma s fornalha, as seguintes: eom-
primento entre 330 e 420 centmetros ; dimetro *
entre 120 e 145 centmetros ; dimetro da forna- '
Iha entre 550 e 700 millimetros; forca em caval-
los entre 8 13 ; precos correspondentes entre 75
e 113.
Para as de fornalha dupla, as dimensoes sao as
zem a assu- seguintes : eomprimento dos cylindros entre 420 e ,
como em certos saes, 1690 centmetros; dimetro entre 187 e 240 cent-
metros; dimetro das fornallias entre 430 c 900
... Beijo as maos de V. Exc. Rvd. por sua
advet tencia. Tomado, como me confesso, de
grande cnthusiasmo pelo R. P. Ventura, deixe
passar a desajustada expressao, que V. Exc. Rvm.
notou. Nao posso dizer com verdade V. Exc.
Rvm., que tenho pleno conhecimento das desap-
provacoes da S. S a escrptos do P. Ventura ; e
V. Exc. Rvm. far-me-ba uma grande caridade,
se me instruisse a respeito. Caridade tanto maior
quanto, repito, o enthusiasmo que sinto pelo P.
Ventura podo levar-rae mas de uma vez a in-
volver-me na onda que involve-lo. O P. Ventura
para mim d'esses, cujos erros os espiritos me-
diocres nao tem lcenca de commetter, como de
Vico disse Balines.
A illanco V. Exc. Rvm. que retirarei por to-
dos os meios a expreasio censurada.!
Nao tive a fortuna de obtjr a resposta solicitada
millimetros; forca cm cavallos de 15 e 40; e pre- Mas, a prolixidade com que sobre a minha admira-
^AfSa^S&^^t9^^^ fPe'o Padre Ventura me escreveu outra digni-
sulla grande economa de combustvel tem uma dade, que na occasiao viva em contacto com aquel-
forca que depende da intensidade da correnle la, e a quem nao havia eu feilo provocacoa'guma
atteneao que nos tem merecido a determinacao da quantidade de assucar coudo em uma dissoluc.ao principal que alravessa os diversos tubos e do nu- a respeito deu-me a entender uue um encarregou-
quantidade d'agua neressaria para o completo de- qualquer nao deixa de apresentar algum inieresse mero e dimensSes das caldeiras de assucar. Os ... .. ,.
senvolvmento do vegetal; apezar de conhecer- \ ao industrial, o com elidi, qual o fabricante de precos correspondentes s diversas caldeiras se- ' mos os grandes inconvenientes produzdos pela | assucar que poder prescindir, senao da aprecia-
sua superabundancia, ou falla, e os meios de com-'. cao exacta, ao menos approximada, da proporjo
bate-Ios, temo-nos entretanto eccupado muito pou-' real do assucar cuntido no ealdo da planta sobre
co de tao importante ohjeclo. i Que trabalha ?
Quanto a estrumes, o nico que nos parece mais: A ignorancia em que a tal respeito se acha, po-
aproprado a esse genero de cultura o entre nos: der acarretar-lhe prejuizos enormes, por quanto.
empregado, e que se rompe essencialmente de pela simples vista, urna planta perfectamente desen-
restos da propria planta. Com effeito, sendo o as-, volvida, apresentando mesmo algumas vezes d-
sucar um producto hydrocarbonado, inimigo de, inensoes superiores s ordinarias, poder indu-
alcalis, cidos e azoto, 'nao poder encontrar senao zi-lo a erros prejudiciaes sua industria, suppon-
nessa especie de estrume o elemento necessario : do que essa planta aprsenla grande quantidade
4fr- ,1 rorreceo que se de ve applicar iongitude
sopposta.
c Oiservaccs feitas dos dous lados do cu eli-
winam, emaiiuras quasi equivalentes, os erros ta-
fciilarea da parallaxe. Quanto ao dimetro lunar.
Sfjuelle (pie dao os inslrunienlos, sao sempre um
4 -o ditrereutes dos das taboas. E' til conhecer
f. differenca por nido da observadlo das passagens
pla mesma altura dos dous bordos da la, quer
quando ella se mostr anda ohservavel pela sua
4 cimenta, ou eolio quando ella for exactamente
el ia. Esto ultima condicao mais difficil de se
* 'isar do que a primeira. A correccao do da-
ir 'iro de sen instrumento sendo assim conhecida, e
<' ?. enreira alm disso os erros pessoaes da dilfe-
! ;a das passagens dos dous bordos, tem-se em
.ceta quando se faz as correccoes do dimetro. A
I itodo para estes clculos* deve ser conhecida
cot a exactidao de um segundo, pouco mais ou
Bieno.
Fitri do pritneiro methodo.
O segundo nielliodo indito, por mim empre-
o, tem milita analoga com o precedente. E'
I ;dado este methodo na observadlo, com o theo-
d illto repetidor, das differencas da altura da la e
e uma estrella pouco mas ou menos da mesma
altura, observadas pelo methodo das visadas que
cqcpoz ao instituto de Franja (Comples RttU 1859.)
O., clculos sao pmco mais ou menos como os pre-
cedcnles.
c O terceiro methodo indito a observajao da
di tancia zenilhal da la exactainente no meridiano,
mando ella se acha cm sua maior variajo de de-
i' sc5o. Este terceiro methodo de um empre-
g-i mais raro, e o$ clculos e as observacoes sao de-
I 'Jas.
e Elle entra as condcoes das culminares lu-
nares,porm haBobstituicao de uma medida de
arco por tima de tempo.
Todava elle um pouco menos exacto do que
0 ,-rimeiro que expuz com delalhes, assim s o em-
1 r guei como venficajo e nunca isolado, somente
I r.ra utilisar o tempo de espera entre as visadas de
I e as do oeste pelo primeiro methodo.
Fim do si'ipmdo methodo.
i1, odurtos agrcolas e industriaes ; cultura da
canna e fabrico do assucar, pelo bacharel An-
tonio Paulo de Mello Brrelo, 2* lente do cor-
ro de engenheiros.
/. rpida vcgeiayo da canna, a abundancia dos
producios elaborados, e os resultados que della se
i lemobter, como um dos elementos de prospe-
de nacional, o base de fortuna para os parti-
culares que disso teem feto sua especialidade, ha
pir tal forma attrahido a atteneao publica, e tal
s;;; inlenaae para o nosso paiz* que nao poderia
esa industria ser esquecida no programma das
r -.lerias de que a presente commissao tem de
t. :ar.
O cstudo que me foi incumbido sobre a parte
KC'ativa cultura da canna e fabrico do assucar,
ser dirigido, quanto me fr possivel, para as
" fi:odiiicayocs nos methodos e apparelhos apresen-
dos exposico internacional.
A pequea quantidade de assucar extrahida da
C?nna, comparativamente que possue a planta,
pelos proeessos at hoje seguidos em sua cultura,
a morosidade noservico, e Analmente a qualidade
producto, nos induiem a crer, que mais que ao
agricultor compete ao industrial o aperfeijoar os
r clhodos e apparelhos empregados. Com effeito,
p los proeessos actuaes de cultura, a canna con
!' : 18 0/0 de assucar crystalsavel, sendo apenas
lyj tirado pelo systema at hoje empregado no fa-
t:i",o do assucar. Comparada a canna com a be
4 aba, v-se qne na parte relativa cultura, a
superoridade da primeira segunda incontcs-
4 vcl.
Na parle industrial, porm, o estado quasi pn-
ritivo em que se teem conservado em geral os
r>parelhos de fabrico do assucar de canna, faz
cm que incompleta e difficilmente se obtenha o
producto desejavel. O contrario se observa na
iadustria do assucar de beterraba ; em que os ap-
parelhos sao combinados de modo muito mais
completo e satisfactorio.
No intnito de obter da canna o mximo de ma-
'Acria saerharina, teem os agrcul>ores*applicade a
r r.ior atteiijo nalureza mais ou menos queote
( clima, circumstanca esta que influe sobre o
systema de plantac/o e poca da colheita ; e ao
solo mais n menos produciiv,), fazendo tambem
artar a repulacao das trras com o emprego dos
Convenientes estrumes. Quanto ao systema da
p'anlacao, esse varia segundo o emprego, para a
I* ; roiluccao de sementes ou gomos.
Este uliiino o systema geralmente seguido.
Os gomos sao dispostos n.> terreno em linhas
t."; ..'iradas entre si de 4 7 palmos, com o fim de
C ir entrada ao ar e luz.
Os gomos ligeiramenle enterrados, com inch-
cac3 de 43*, distam entre si de 5 a 6 palmos. A
f ;rra da piantacao geralmente as proximidades
fas chuvas moderadas, podeodo at mesrao effec-
para a formaeo da quantidade de assucar na
planta.
O emprego de estrumes animaes, c a presenea
de certas combinacoes salinas, nao s produzem
difficuldade c algumas vezes mesmo impossibili-
dade, na crystalisadio do assucar contido na plan-
ta, mas tambem decomposicao do assucar, ou com-
binacoes incrystalsaveis, o que sem duvida prc-
judiea industria.
as colonias francezas, onde o estrume animal
era em grande parte empregado na cultura da
canna, alm dos effetos produzdos por essa qua-
lidade de estrume que contm principios contra-
rios plan-a, tveram anda de lutar com os pro-
duzdos pelos ratos e outros roedores que ah en-
contrarao um pasto bem apropriado a seu gosto.
Para afugenta-los foi preciso ajuntar ao estrume
carvao moido e sebo. Outros cultivadores final-
mente aconselham o estrume mixto. Qual ser a
vantagem desse estrume animal e vegetal para a
cultura da canna ? Se na poca em que a planta
corneja a effectuar sua produejao saecbarina as
partes ammoncaes anda existissem, c claro que
essa mistura de estrume animal e vegetal seria
prejudicial; como porm na poca precisa as par-
tes ammoncaes do estrnme animal j nao exis-
tem, e s os restos vegelaes fornecein os princi-
pios favoraveis canna, resulla que tal mistura
nntil.
O agricultor, pois, tendo empregado todos os
cuidados cima mencionados as di versas partesque
consttuem propriamente. a cultura da canna, a-
presenta ao industrial a sua materia prima, e en-
tao corneja o trabalho deste, cuja allenjao nunca
se dirigi para a pouca quantidade de assucar*quc
tira de tao rica planta.
Pela primeira das operajes as moendas obtein
elle 6 % da materia sacchariua da planta, quaudo
ella conten o Iripio.
Um terjo, pois, de substancia saecbarina solidifi-
cada, comida no bagajo, sem piedade lanjada ao
fogo : porquanto o bagajo reputado como quasi
exclusivamente o nico combustvel; ousamos ar-
riscar essa idea por ter presente a crtica feila a
um processo de extraejo de maior quantidade de
assucar pela mtroducjo do mais dous cylindros,
bumedecendo-se a canna ao passar entre eles, com
o fim de reduzir ao estado lquido o assucar que
dcsta sorte fosse solidificado em consequencia das
quatro pressSes provenientes dos cinco cylindros;
desta sorte poder-se-bia obter maior quaniidade de
assucar,como provaramasexpe encas feilas. Uma
das objerjoes apreseniadas a esse processo foi, a de
tornar-so o bagajo menos propINo a servir de com-
bostivel; verifieando-se assim asupposjao da par
te desses, de que o bagajo o nico combust-
vel. Quando essa idea lv'er inteiramente desap-
parecido, e se tratar de extrahir todo o assucar
contido na canna, o processo de macerajao de Ma-
thicu de Dombaafe poder ser applicado com gran-
de vantagem cm toda asna plenitude.
Pelo processo de Matbeu de Dombasle, depois
de 10 macerajes nagua, a materia sacchariua
extrahida seguramente a um millesimo. As experi-
encias feitas por esse Musir agrnomo provam,
que depois da 3= maceracao, o lquido eslava caire-
gado de uma quantidade de materias solives, egual
a 0,124 da que era encerrada na substancia desti-
nada macerajo, de sorte que o bagajo que se
retira contm menos essa quantidade. D'abi con-
ciue-se, que a perda da substancia ser de 0,876 ou-|
87,6 para 100 de materias soluveis que ella conti-
nha. Para eflectuar-se a passagem de uma para
outra cuba, adoptou-se a seguinte disposijao : A
cuba de amorteciinenlo aehava-se enllocada mais
Ijaixo que as outras chamadas de macerajo, dis-
postas mesma altura. A primeira dessas cubas
toma o nome de testa, e a ultima de cauda.
Na cuba de arnortedmento se lanja a substancia
saccharina e agua na proporjo de 20 % de menos
de peso da substancia, aquece-sc at que a massa
entre em ebulljo, e deixa-se operar a macerajo
durante mcia hora. Essa substancia ento d'abi
transportada para a cuba de macerajo prxima,
lanjando-se agua quente e outra porjo de subs-
tancia nova; efectuada que seja ah a macerajo
por espaco de 25 minutos, passa-se para a 3" cuba
essa substancia com uma nova quantidade de agua
quente e materia nova. A macerajo desta tercei-
ra quantidade faz com que o liquido marque na
cuba de amortecimuito, por exemplo, 7 %; a pri-
meira cuba que eslava a 2 > sobe a 4 i pela
maeerajo; a cuba seguinte que marca va & c
agua pura, alii a massa ser de 1" X- O processo
contina do mesmo modo at a cauda.
Quando a cuba de arnortedmento contiver um
licor j bem carregado de assucar, pode-se ah
mesmo defecar com a cal.
O nico inconveniente desse processo nao apre-
sentar muita rapidez, o que nao constituc s por
s razao para ser rejeitado.
A concentradlo, o cozmento e a extraejo da
escuma, quando as caldeiras se acham submettidas
areno do fogo e dirigidas por trabalhadores ge-
ralmente pouco inteiligentes, dao umitas vezes em
resultado deteriorajao no assucar e. queima de se-
guramente me.tade del le; por esta razao que os
fabricantes de assucar aconselham o uso de um
caldeirao de cobre munido de um manmetro, dan-
do vapor a quatro athmospheras, forja mais que
sufficientc para fazer funccionar um defecador, duas
caldeiras de concentrajo e urna de cozmento.
O emprego lessc apparelho produzna grandes
vmtagcns, e de installacao simples e econmica,
permittindo vantajosameute aproveilar mais de me
tade do bagajo destinado queima.
Obtdo que seja o liquido em consistencia de xa-
rope proveniente da 4a caldeira, tendo previamente
passado pelas operajes de introduejao da cal, ex-
traccao das espumas, sujeta a uma elevada tempe-
ratura, lancadoem grandes vasilhas,<)qde a crys-
ulisajo se manifesta com o abaixamento de tem-
peratura por uma crosta que apparece na superficie
do xrope.
Quando oxarope tem perdido sua transparencia
pela formaeo dos crystaes, lanjado em formas
do trra ou tole, ou ento em vasos rectangulares
de grande caparidade, apresentando as suas pare-
des uma serie de. orificios tapados por cavilhas.que
se retiram 24 lloras depois, para dar sabida ao x-
rope, tendo tirado o assucar crystalisado. Este
liquido, contendo anda grande quantidade de assu-
car, de novo cosido e crystalisado.
Na Europa o emprego de apparelhos aperfecoa-
dos permilte effectuar as operajes do fabrico do
assucarao vacuo.oque d em resitadosnpertoridade
de assucar.
A chimica e a ptica fornecem meios para ana-
lyse da planta. Nao encontrare nos diversos me-
thodos baseados sobre as reaejees chimicas e leis
pticas, por quanto a sua discussao importara o
afastar-me inteiramente do assumpto de que me
oceupo ; apresentare todava o que me mereceu
alguma attenjao pela summa importancia que tem
para os fabricantes de assucar.
A um decilitro de caldo de canna, depois de sub'
medido ebulljo de um minuto, e ter-se-lhe ad-
donado um pouco de er em p, ajunta-se urna pe-
quea quantidade de acetato neutro de chumbo dis-
solvido n'agua, depois de ter sido filtrado. Se a
addijo do acetato neutro de chumbo turvar o li-
cor, dever-se-ha filtrar segunda vez. A este liqui-
do ateta preparado lance-se uma quantidade de
ammoniaco, e lvese a um filtro tarado. Tendo
lavado o deposito em duas ou tres aguas, e expos-
to ao vapor de agua fervenle, e tomado o peso de-
pois da desecajo, e suppondo que o peso do fillro
com o deposito precipitado pelo ammemaco; a
quantidade de assucar prismtico fcilmente se-
ra determinada pela segunte proporco : 100:
45,22X20,50
45,22: :22-l, 50 : x, donde x=----------------= 9
100
gr., 27 por decilitro, ou 92 gr., 7 por litro. Na
proposijo cima, 43, 22 representam a quantida-
de por cento de assucar contido no assuca alo de
chumbo.
Este processo, que alias tem sido com grande
prejos correspond
gundo a sua forja variam entre 160 e 423.
As dimensoes dos cylindros horisontaos lamina-
dores de pedra ou ferro sao as seguintes: o di-
metro varia entre 300 e 900 millimetros, em pro- .
gresso crescendo de 2; o eomprimento entre 0,45 | me* "vr0 ,endtDC,a P" '""'<"' dogma?...-
e 1" 50 commummente, podendo todava, em casos: Tal nao foi, nem sera jamis o meu miento. Qutz,
de neeessidade, ser levado a 5 10 ; os precos des-; sm, e quererei semprc, tambem raciocinar, para
se a, eis a carta de que fallo. Involvc ella uma de
jicada lijao sobre a maneira pela qual deve ser
ratada a queslo da infallbilidade. Ilaveria no
homeni, nem ao
bfgrefade dos humen-i. porqor a
ignorancia e as
terpor-se entre i
que segue-se, qu
relajo perpetua
laixes vem inressant'mecta aa-
intelligcncia e a ventada : do
os hoinens nao podem tirar em
l universal com a verdade. Tn-
teza ; e pois nao
sino, isto uma
jo a de espirito
90
e
ses moinhos completos variam entre
1,200.
Taes sao as dimensoes geralmente adoptadas nos
moinhos movidos vapor. Quanto aos que o sao
pela agua, a sua disposijao inteiramente anloga
aos movidos pelo vapor ; as dimensoes porm, ins-
tallajo e prejos dependem em grande parte das
circumstanr.ias da localidade.
Os que sao movidos pelo vento, bem como os que
o sao por animaes, sao geralmente de menores di-
mensoes.
Para os primeiros as dimensoes variam quanto
ao dimetro dos cylindros laminadores, entre 550
e 750 millimetros; quanto ao eomprimento, entre
90 c 150 centimetros ; c os prejos corespondentes
entre 400 e < 850.
Para os ltimos as dimensoes variam quanto ao
dimetro dos cylindros laminadores, entre 40 e 95
centimetros ; e os prejos correspondentes entre Si
65 e 310.
Entre os apparelhos de evaporajao c clareamen-
to do caldo da canna temos a considerar os de De-
ne e Cail, em Paris ; os de Forester & Comp, em
Liverpool; o de Hcckmann, em Berlin ; e final-
mente o de Aspinal, em Liverpool
Os dous primeiros de evaporajao no vacuo com-
postos de tres caldeiras ; o terceiro de evaporajao
tambem no vacuo, porm de uma s caldeira : o
quarto finalmente de evaporajao ao ar livre.
(Continuar-se-ha.)
bater a impiedadc com as
Eis a carta :
suas proprias armas.
do o que elles po em, quando ensinam, ter er
odem nasr a para o seo eo-
dheso pura a .imples 4a eora-
sua palavra : porquanto, ai
sendo esta infallii resta sempre a ventear, se
elles nao se enga aram, ou nao querem eagaaw-
io, quando urna autorhtooe m-
fallivel, basta recinhecer o que ella diz, pora ifov
naja direilo e dev r de prestar-Uto k. Ora, a pi-
ja catholica inslii ida por l>etis para eovaor a*
genero humano, ao mesmo tempo certa e mfal-
livel : Certa da ;rdade de soa in.-tituirfio por
Deus ; infallivel i > deposito da l, af* prnpoga
jao e interpretaj o I he foram confiada*. E" a*
mesmo tempo cert | e infallivel : pn|UK se feo
smente infallivel sua autoridad desaojara eaa
um circulo vicios i, isto invocara rito cao fa-
vor da sua infallil ilidade a mesma infallit
ao passo que apoi da na certeza racional e i
de sua instiiiiiju divina, ella ve da I ai para a
luz, da luz nalur I para a luz
certeza para a in nlhbilidade, al
pois, reflectindo re si mesma, da iirf ti
para a certeza. ( .acoadaibe. Conf-:r.)
A sabedoria do; estadistas verdadeir
nos deste nome, U z-lhes sentir,que teda ;
puramente civil, tornara-so r
ivel nao em realiJade, ma pee
Appendice s Lirdes sabr a iufallibilidade e
poder temporal dos papas,
O curso dos rios parecera
absurdo a quem nao conhe-
cesse o ocano.
(C. Cantu.)
ADVERTENCIA.
vantagem empregado as ndagajes a que s&Jem Pelo Di: Aprigio Justimano da Siha GuimarSes.
procedido sobre uma dissolujo saccharina, pode
todava induzir a erros nos casos da presenja da
glycosc, pela propriedade que tem esta de precipi-
tar o acelato de chumbo arnmoniacal.
Moinhos de canna.
Entre os diversos apparelhos para a extraejao
do caldo da caima apresenlados naexposijo inter-
nacional pelos fabricantes inglezes, francezes e
prussianos, temos a considerar os de Derosne e
Cail, de Pars; de Wilson A; Comp., em I/ondres ;
de Forresie c\ Comp., em Liverpool ; e de Mirrlus
& Tait, cm Glasgow. Bem pouca differenja apre-
sentam esses apparc'hos entre si c os que existem
actualmente em exercicio, compostos de cylindros
laminadores em numero de tres, de ferro ou pedra,
movidos por vapor ou animaes. Pelo que (ka di-
to parece, que a descrpjo de um desses appare-
lhos bastara para dar urna idea do que a esse
respeito existe no compartimento das machinas na
parte destinada aos apparelhos de extraejo do
caldo da canna. Tomaremos, pois, para exemplo
um dos que maior numero de vantagens poder
apresentar, isto o da casa Wilson t Comp., em
Londres, 14 A, Cannon Street, que mereceu uma
medalha dos jurados, pela boa disposijao, utilidade
pratca e ino de obra.
Para inslallajo do monho de Wilson & Comp.,
nao se fazem precisas- grandes despezas, ou com
plicada fundajo de tijolos ; basta simplcsmente
algum cuiado da parte do machnista.
As diversas pejas sao to perfeitmente ajusta-
das e distinctas, que nao poder haver possibili-
dade e engao na sua col loca cao.
A machina de vapor de coustruejo horizontal
tem o eixo de seu volante sutBciente baixo para
evitar vibrajoes no apparelho. O movnento dos
cylindros dado por meio do poderoso auxilio das
rodas* dentadas.
O moinbo propriamente dito compoe-se de tres
cylindros de ferro forjado, sendo o movimento dos
lateraes como que dirigido pelo laminador central.
A caldeira do vapor de una construejao tubular
porttil e da disposijao dos tubos dependem a se-
guranza, economa, e excesso de vapor, sendo mu-
nida de um quadrante para marcar apresso do va-
por em qualquer tempo, vlvula de seguranja, e
assobo de alarme para indicar o estado do nivel
da agua.
As vantagens deste monho, sao installajo pou-
co dispendiosa simples e fcil transporte, forja suf-
fieieute para nao separarem-se as partes, que sao
perfeita e slidamente unidas pelo ferro da funda-
jo, grande estabilidade, e finalmente grande eco-
noma de combustvel, e simplicidade no arranjo
das partes.
Dimensoes e precos.
A questao relativa s dimensoes e prejos se-
nao impiissivel ao menos mui dittlcil de resolver-
se ; todava apresen!." re o que me foi possivel oh
Pobres c mesqunhas como feram as minhas
Lires, mereceram-me animajoes c ledras de va-
ros Ilustres ; e para logoassentei amplia-las, nao
s em proveto dos alumnos da Faculdade, mas
anda em prava de gratidao polas benvolas mani-
festajoes que me valcram.
Em principios de 1862 estavam escrptas as li-
nhas que ora dou s columnas do Ilustrado Diario
de Pernambuco. Deveriam ter sido publicadas em
folheto no formato das Liciies, e nao o foram por
motivos muito sabidos de todos que em nossa trra
lidam na imprensa. Perdendo cada vez mais o in-
teresse d'actualidade, dormia este Appendice em a
minha gaveta, na companhia de mudos outros pa-
pis rabscados, que provavelmente, dormiro soin-
no eterno ; mas, um amigo a quem o confiei, ins-
to u tanto pela publicajao, que ah vae o meu traba-
lho, tal como eslava concluido em principios de
1862.
Allendam os lcitores do Diario, a que se trata de
um Appendice, de uma collecjo de notas em sus-
tentajao do texto; e quanto qutsto romana, nao
esqueja que depuz a penna ha mais de dous
annos.
as transcripjoes, de que consta quasi exclusi-
vamente este opsculo, usei d'alguma liberdade,
por bem da brcvidaiie.
Pejo a indulgencia dos homens competentes
nestas materias ; e agora, como sempre, protesto
inteira submisso ao cnsino da egreja.
Hoje, que a poeira da mpiedade levauta-se no
seio da representajo nacional (e, das considera-
joes do meu amigo, esta acabou de vencer-me)
ufano-me de fazer os meus protestos de pobreza de
espirito, de submssao sem limites a*o ensno dos
pastores da egreja do Cbristo.
J que crcumstancas independenles na minha
vontade inhibem-me de entrar na questao, que
to bnlhantemeste ha sido tratada neste Diario,
10i. sirvam estas linhas de protesto indirecto contra
nhos de canna vapor, sao geralmente movidos por esse liberalismo bastardo e pagamco, que se ergue
machinas horisontaes de alta presso simplesmen- anVo e mofador perante os capuchinhos e as irmaas
te, ou de condensacao e por machioas de alta dc car,daaCi e submisso e rasteiro perante as som-
bras das fardas dos ministros...
presso c balaiicini simplcsmente, ou de conden-
sao.
as dimensoes das machinas horisontaes de alta
presso para os moinhos de canna sao geralmente
o mnimo do dimetro aos cvlindros de 125 mili- .
metros fe para o mximo, de 223; o espaco percor- j do Sr. Pedro Luiz, e fleo na escravidao dos capu-
rido pelo embolo 30 centmetros pelo mnimo : e chinos.
Para mim nao ha transaejo possivel as ques-
t5es religiosas : rcjeito positivamente a liberdade
45 pelo mximo; o numero de revolujes por mi
uto sera de 80 a 60, e a forja em cavallos para o
mnimo de 1 >', o para o mximo de 5 J ; final-
mente os prejos correspondentes variam entre 50
e Izo.
Para as machinas horisontaes de condensacao e
alta presso, e dimetro dos cylindros vara entre
325 e 500 millimetros ; o espaco percorrido pdo
embolo varia 0- 60 e 1- 20 ; a forja em cavallos
entre 6 e 40; e os prejos correspondentes enlre
145 a S 700.
Para as machina de alta presso e balancim, os
dimetros dos cylindros variam eulro 250 e 375
millimetros; espajo percorido pelo embolo enlre
60 e 90 centmetros; o peso do volante entre 203,
128 e 507, 820 kilogrammas; o numero de revolu-
coes do Volante entre 50 e 36; a forja em cavallos
entre 8 e 36; os precos correspondentes variam
enlre 235 e 500.
Para as machinas de alta presslo, balancim e
condensador os dimetros dos cylindros variam en-
lre 400 e 600 nHimetros: o espajo percorrido pelo
embolo vara entre 36 e 38 centmetros; a forja
em cavallos entre 23 e 60 ,eos procos corrospon-1
denles entre 840 .e 1,2 0.
Finalmente, as machinas de vapor de balancim
e condensador tem os dimetros dos cylindros en- f
tre 350 e 930 millimetros; o espaco percorrido pe- t
lo embolo entre 75 e 135 centimetros, o numero de ,
revolujes por minute de vidante entre 40 o 28; %
a forja era cavallos enlre 6 e 40; e prejos corres-
pondentes entre 410 e 1,540. *
As caldeiras de vapor empreadas nos moinhos,
Recife, 20 de abril de 1864.
Dr. Apiugio Gumakabs.
infallbilidade.
Recti/icacao.Como.se deve
tratar a questao da infnlhbilt-
dade. O padre Ventura.
Recebi a seguinte carta :
t Li com prazer as Lcs, corn que V. leve a
bondade, de prasentear-me. Grande prazer foi
para mim ver oceupar-se...... com esta ques-
tao um secular, a exemplo de outros tao Ilustres
e xelosos da Franja. Deus queira, que contra
tantos erros, que neste tempo se va espalhando
por toda a parte, com grande applauso dos
t incrdulos e dos impos, surjam valentes cam-
e pedes com o ensno das sas doutrinas e verda-
< deiros principios religiosos...
t Permitta-me agora, Sr. professor, ama ligeira
t observadlo. Lendo o seu. trabalho, deparei na
i nofa reUitita pag. 34, com uma expressao que
t nao rae parece muito exacta. O chamar evange-
c //casas lices do padre Ventura poderia laive
i offender alguns ouvidos .delicados pois que,
como V. bem sabe, alemas de suas obras me-
recern} desapprovacac da S. S; e se bem que
... Nao rreio, que. cahisse na falta de De Ma-
istre, naturalisando demasiado a infallbilidade.
O guia que tomn, seguro ; nao podia extra-
viarse O meu amigo, scguindo-lhe as pizadas-
Tem Muzzarelli Aieuar- genio que De Maistre,
porm talvez tenha mais exactidao Ideolgica :
dolado de menos clara intu jo, porm de mais
; segura deduccao; e n'estas arduas materias o
i prindpal. Que importa ver muito? A primei-
i ra cousa ver justoem thcologia sobretudo.
i Ora, me parece que V., aproveitanto o que ha
i de bom em ambos, v muito e justo. Nao cae
i no escoiho, infelizmente to commum, do de-
gradar a nojo do dogma, de desfigurado, sob
. pretexto de torna-lo rasoavel. E' o defeilo, que
alguns exprobam a De Maistre. Podeui-se adiar
analogas na ordem natural, que expliquem de
> alguma sorte o dogna; mas, preciso sempre
ter cuidado de fazer sobresahir o lado defeituoso
d ellas, reslabelecendo na mas aecurada oxaccao
< o enunciado do mesmo dogma, tal como no-lo
revela a egreja, mperscrutavel razao; ao con-
< trario corre-se risco de diminuir as verdades
reveladas por Deus, abaxando-as ao nivel d'es-
s'oulras, que sao o fundo natural da nossa in-
c tellgcncia; e quando julgaoios comprehender o
c mystero, coinprehendemos outra cousa muito
c differente. Felicto-o de haver encarado a nfalli
i bilidade no seu verdadeiro ponto de vista, como
um privilegio sobrenatural conferido pelo Filho
de Deus sua egreja.Sinto, porm, nao estar
c no mesmo aocordo com V., quanto admira-
< jo sem limites, que vota ao padre Ventura.
Permita, que eu faja uma simples observa-
i jo sobre este hornera por tantos ttulos celebre.
O padre Ventura sobresahe e avalla no meio dos
contemporneos como orador e como erudito,
t Sabe, do cor e argumentado, a escritura sagra
c da, os padres, sobretudo a summa theologica de
S. Thomaz; compoe livros com uma facilidade
prodigiosa : estes foros e mritos nnguem nun-
i ca Ihe contestou. Mas, o padre Ventura theo
t logo exaeto, e sobretudo profundo philosopho?
Me perdoe o meu amigo, nao. Em Franja e na
< Europa nao tido em tal conta. Suas doutrinas
t tradcionalislas nao resistem a uma analyse cui-
t dadosa, c sao geralmente reprovadas. Seu livro
c sobre a tradijo uma especie de Babel na
sciencia, confunde e atrapadla tudo, ideas e lin-
guagem. Sob cor de exaltar a revelaco destroe
< a razao, que o fundamente d'clla; e fingndo
absorver a ordem natural na sobrenatural, para
dar toda a importancia a esta, em verdade aca-
t ba com ambas: pois, romo pode subsistir a ordem
sobrenatural, sem a natural em que se basa ?
Uma est sobre a outra; pois preciso admit-
tir ambas. Ora, o celebre thealino parece nao
i admittir outra razo senao a razao informada
pela revelajo, a razao catholica, a qne elle op-
poe constantemente a razao pagua: uma luz,
outra tre vas; uma verdade, oulra erro,
t Mas, isto uma pura exagerajao. Uma cousa
t dizer, que a razao natural precisa, depois da qu-
f da do homem, do auxilio da revelajo sobrena-
i tural para descobrir algumas verdades mesmo
c da ordem natural, oulra cousa affirmar, que
t ella nada pode absolutamente conhecer na ordem
t moral e methaphysica sem aquelle auxilio. Uma
t cousa dizer que, grajas luz que derramen no
i mundo a revelajo chrstaa, as nojdes, mesmo
t naturaes, tomaram nova individua jao, novo es
i plendor e consistencia; oulra cousa dizer, que,
fra da rbita do dogma catholico a ntelligencia
: humana delinha n'uma absoluta impotencia,
i A razao sem a revelajo nao pode tudo na or-
i dem natural, mas podo alguma cousa : sua luz
i depois do peccado embaciou-se, mas nao exlin-
i guiu-sc. E' ponto de f definido pelo concilio
[ de Trento ; e a Santa S fixou anda mais estas
i noces condemnando ltimamente as quatro
i proposijoes tradcionalislas do -adre Bautain, das
i quaes uo parece affastarem-se bastante as que
i sustenta o padre Ventura. Nao; nem se deve
i dizer com o racionalismo a razo tudo, aera
dizer cora o tradicionalismo a razo nada. A
i verdade est entre estes dous exiremos egual-
mente funestos e perigosos.Mas... releve o
meu amigo estas dvagacoes enfadonaas. Meu
e intento foi smente mostrar-lhe, que muito inte-
t resso, que marche sempre pelos caminhos da
c verdadera doutrina, abjurando as exageraeSes
c dos systemas. Os destinos do mundo dependem
t das boas ou ms doutrinas; Oxemo-nos irrevoga-
t velmentc as da egreja catholica, qne a grande
t niestra da verdade. Em summa, publicando o
seu livro... fea V. uma boa obra, al no sentido
< moral do termo. Felicito-o...
Denois destas palavras, depois de to terminante
desapprovacao do tradicionalismo, assentei remet-
ler-me a um rigoroso silencio, no proposito de re-
comejar os meus estudos sobre a questao, beben-
do as fontes que pelo meu sabio amigo foram in-
dicadas em. putra earta com que honrou-me.
|1
Determinaco do que seja. in-
fallbilidade.Ficcao no esta
do, realidade na egreja.
Niogoem tem o direito de ensinar, se nao est
soberana, mesmo
alguma sorte infal
neeessidade da exdcuco c da pratiea.
no final de eontas, o hornea*, ser otrlIifMBtt aV
vre, c certameute brigado, como aoeaooro do car-
po social, a obeder c submetter-ie ao podar so-
berano e legal; i parece repugnara otrpea
de submetter-se ao erro e ajoslira.
D'aqui esse arn no adagio em voga entre ovo
povo vizinho, que- -o poder nao I sosreptivci do
enganar-se. Ficj poltica, verdade. mas encerra ura sentid) profundo, c contm o prwev
pio vital das societ ides.
Nao ; o poder co to poder nao pode eogaoar-M :
em poltica ficji na egreja realidad.
nesla s a reahdad coovm. Xa egreja
lidade c poder sobe ano sao uma s e a
oder, por sua eoodirui
regula a crearas e a f ;
a f ser infairel.
idea. Na egreja o
cial de poder social
regular as creneas
Resumo :
E' mister a soriedpde civil, mi-:-r
regiosa ;
E" mister o poderUoberaoo dvil.
der soberano repi *>
A sociedade retg Mea sociedad* da a
dade de f :
A sociedade, a u dade de f pede uma aaaovt-
dade, um poder tai rano na
Auloridade sobsi a na i
(UwifiNAN. Confr.
A infallibili4m4t rrtdt rm
Pedro.
|oi collorado frente doeoaV
que foi chamndo Pedra, Jr-
sus Christo o fez filndaracnto da sua >traja pato
f, devia elle annon a-la em nom<" de lede*. D~
de ento estabeleceu se ou^dcsjgnou m om proa-
do na egreja na pos a de S. Pedro. Dizeodv ao>
seus apostlos- Eft u ronirtuiro al 0 pm m te-
culos. Christo mo rou, que a forma e*tat>eterid
entre elles passari; posteridade. Urna eterna
successo foi destn; da a S. Pedro, romo o fni aos
outros apostlos. I p-via haver sempre osa IVdre
na egreja para confi mar sens irmos na fe : era
Desde que Sirao
gio apostlico, desda
o meio mais propru
sentimentos, que o
aos sureessoros dos
da era a f nesses
a
(D muita luz
redi.e infallibilil^le pontificum.)
8 4
para estabelerrr a unida de aV
ilvador desejara mais do sao;
tudo ; e tal aulorida le era lano mais nere-Marr.
ipostolos. quanto menos fama
s ccessores. /Bosm ft, MUK.t
questao o opsculo dr Mazza-
E' forjoso aceitar
a soberana do maior)
o que ser ella ?
O seu principio <
pelo facto de s lo.
tram dous elementos
4 sjnptaoJai ac* da mmerim
ma triste *rcets4*de m *-
eldales humanalA efrcjn d
ie. us Christo una. no r o sr-
g da infaUtbitidmlt.
\ soberana de povo, redozida
numero. Nesta* proporrde-
Icgitima. Como opi
Sabe quer sempre
que a maioru leu direik-, a<
las, na idea de maioria so-
mui diversos : a i.h-a de uoa
opinio que acredit da, e a de uma frra, i^ac
preponderante. Coir y forja a maioria nao Hads-
reito algum, que n< seja o da me*im forra, a
qual, nao pode ser, | or este titulo s a soberana
o a maioria afaKvof t
razao e a jusiira, qoe sao fe
verdadera le, e uu< cxclu>ivaiueule coaderea* s,
soberana legitima,
rio. A maioria, em
quanto numero nao
i experiencia depoe o 1
quanto maioria, isto .
possue pois a st.ber.aiua,:
cm virtud* da forja uc jamis a naii-re, nono so
virtude da infallibil lade qne n'^. Mfe, .imiz'--
Gonr. refr.)
Oadc est o direilolda maioria. para trer-*e 1
autorisada do que a 1 linoria ? O nnmer, r
material, nao pode er criterio
que I devemos cnlr garca at
dreceo da vida 1 I se por ventara urna aamno
se formasse prohibi le. ao filho respeitar soa ana,
a piedade filial de ;ia desapparecer ? (Onaof.
Dev.)
O papa infalhrel em
A t de coitumes
therana, de que ai
t Christo.
Diz S. Paulo :iba
sunt apru Deum, m\
(Rom. H, 13.)
S. Joo manda guardar
e 24); e S. Thiago
de certeza,
numero quanto a
I
L ci* i
eoio- a
Em as nossas
nota :
Crer e realisar
< ac jo o ensino; alias a depravada dnoinoa fo-
a crenja. aprooder por tm
boas ohrfc. desbonram a Jaso
enim auditores tffitfMf
factores lepijuttifkMlmntnr.
o jMfarro (*> MV. i
muito explcito a este re^pei
to, (Ep. I. 26 e 271 10 a 26.)
IContmm-iehm.)
BRKAMBUC.-1 P. >I M- F *- "


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