Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10352


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Full Text
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t
AHHO XL. HOMERO 96.
Por tres mezes adiantados 58000
Por tres mezes vencidos 68000
Porte ao correio por tres mezes. 0750

OARTA FE1RA 27 BE ABRIL DE 1864
Por asno adiantado.....i9$0
Porte ao correio por oh anuo
3J00I
BNCARREADOS DA SUBSCRIPCO NO NORTE
Paxahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracatv,
SrA.de Jarnos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de
Oliveira; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques Ro-
drigues; Para, os Srs. Manoel Pinheiro & C; A-
mazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
BNCARRKGADOS DA SUBSCRIPCO NO SL
Alagas, o Sr. Claudino Falco Dias; Baha, o
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, os Srs. Pe-
reira Martins i Gasparino.
inr PARTIDA DOS ESTAFETAS. EPHEMERIDES DO MEZ DE ABRIL.
Ulinda, Cabo e Escada todos os das.
Iguarassu', Govanna e Parahyba as segundas el .
sextas-feiras'. 6 nova as II h., 29 m. e 2 s. da m.
Santo Anto, Gravat, Bezerros, Bonito, Caruaru'J 13 Quarto cresc. as 9 h., 46 m. e 11 s. da t.
d-A'mS earannuns Pas tercas feiras 21 La cheia as 10 h., 59 m. e 2 s. da t.
Pao d Alho, Nazareth, Lnnoeiro, Brejo, Pesqneira,Lo r al ., ,
Ingazeira, Flores,Villa Bella,Tacaratu', Cabrob, 2J Uuart0 m,D&- as 2 h>14m- e 32 s. da m.
Boa Vista, Ouricury e Exu' as quartas eiras. I
Sennhem, Rio Formoso, Tamandar, Una, Barrei-I
ros, Agua Preta e Pimenteiras as quintas eiras. PREAMAR DE HOJB.
Ilha de Fernando todas as vezes que para ali sahir
navio. Primeira as 8 horas e 30 minutos da manhia.
Todos os estafetas partem ao Vj dia. |Segunda as 8 horas e 51 minutos da tarde.
PARTIDA DOS VAPORES COSTEIROS.
Para o sul at Alagas a 5 e 25; para o norte at
a Granja 7 e 22 de cada mez; para Fernando nos
dias 14 dos mezes dejan, marc., maio, jul, set enov.
PARTIDA DOS MNIBUS.
Para o Recife : do Apipucos s 6 'A, 7, 7 >/z, 8 e
8 >/i la m.; de Olinda s 8 da m. e 6 da tarde; de
Jaboatao as 6/, da m.; do Caxang e Varzea s 7
da m.; de Bemflca s 8 da m.
Do Recife : para o Apipucos s ? >/*, 4, 4 A, 4 Vi,
5, 5 "A, 5 Vi e 6 da tarde; para Olinda s 7 da
manhaa e 4 Vi da tarde; para Jaboatao s 4 da Ur-
de ; para Cachang e Varzea s 4 Vi da tarde; para
Bem&ca as 4 da tarde.
AUDIENCIA DOS 1RBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relacao: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda: quintas s 10 horas.
Juizo do commercio: segundas s li horas.
Dito de orphos: tercas e sextas s 10 horas.
Prmeira vara do civel: tercas e sextas ao meioj
dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados a 1 hora
da tarde.
DIAS Dk SFMANA.
23. Segunda. 8. Marco; ev.; termino m
2ti. Terca. S. Pedro de Hahs K:S. Ck-fnp. r,
27. Qua'rla. S. Tertulia lo b.: S. Tur; no arr.
28. Quinta. S. Vil.il m.; Ss. Agapo e Arar ntis
2. Bola. S. Pedro m. 9. Ttim r. m.
30. Sabbado. S. Caitari n da Sena .
1. Domingo. Ss. Felim I e Thi.ig<- apps-.
ASSI4.NA-SE
PARTE OFFIGIL.
Expediente do secretario do governo. lende dar aos coadjuctores, ir setn duvida fazer igreja passou a pertencer exclusivamente recei- porque se essa fosse a mente do legislador, o lena
OIicio ao commandante das armas.De ordem com que o governo geral se nao julgiic na obriga- tt provincial, dizimo que, como vos sabis, nao consignado no 2 do art. 11, visto que rraquelte em todos os logare-, roni diz imi eseriaier : %
me, que a verdade bel
GOVERNO D4 PROVINCIA.
Expediente do dia 23 de abril de 1864.
Oficio ao brigadeirocommandanle das armas.
Sirva-se V. Exc. de expedir as suas ordens, para
que no dia 28 do corrente, s 9 horas da manha,
esteja postada em frente da igreja matriz da fre-
guesa de Santo Antonio, urna diviso composta de
um parque de arlilharia e dos carpos para isso ne-
cessarios, aflm de assislir s honras funeraes que
all se tem de fazer ao finado senador ministro e
secretario de estado dos negocios ealraugeros, con-
selheiro Francisco Xavier Paes Brrelo, ficando V.
Exc. certo de que, o commandante superior da
guarda nacional deste municipio tem ordem para
por a sua disposico os cornos que forem requisi-
tados por V. Exc, para coadjuvar os de primeira
linha nesse servico, eodireclor do arsenal de guer-
ra est autorisado a fornecer o carluxamc preciso
para as descargas do esiylo.Expedio-se aquella
ordem.
Dito ao mesmo.Pede V. Exc. mandar alistar
em um dos corpos em guarnieao nesla provincia, i
o recruta Paulo Jos da Silva, visto que foi consi-,
dorado apto para isso, como V. Exc. declarou em
sea ofDcio n. 741, de 22 do corrente.
Dito ao mesmo.Respondendo ao offlcio de n.
'409 e data de 19 de marco ultimo, com que V.
Exc. trouxe ao meu conhecimento cyequeh ment
que devolvo, do arcediago Placido Antonio da Silva'
Sanios, e a informaco dada pelo major comman- ,
dante da fortaleza de llamarac, em 9 daquelle mez, i
tenho a dizer V. Exc, que me conformo com o
parecer da reparticao das obras militares, constan-
tes das copias inclusas, acerca da demarcacao que
pretende o upp.canle, por estar este parecer, a
de S. Exc. o Sr. presidente da provincia, commu
nico V. Exc. que por despacho desta data auto
risou-se o director do arsenal de guerra a satisfa-
zer o pedido de que trata o offlcio de V. Exc. n. 731
de 22 do cerrente.
Dito ao Io secretario da assembla legislativa
provincial.Transmiti V. S. de ordem de S.
Exc. o Sr. presi lente da provincia, para serem
presentes assembla legislativa provincial as in-
formaeSes prestadas pela reparticao das obras pu-
blicas, e exigidas noprimeiro quesilo do seu offl-
cio de 2 de marco ultimo, sob n. 6.
Despachos do dia 23 de abril de 1804.
Requerimentos.
Alexandre Mara Barboza da Silva.Daclare o
fiador do supplicanta que se obriga pelo agente
que lem de licar substhuindo o mesmo suppli-
cant
gao de tomar a si essa despeza que Ihe compete, e era de_ pequea importancia, e se dcslinava sus- paragrapho onde est claramente determinado
a provincia ter de sobrecarregar com urna avul- tentacao do culto. I que esta assembla (har a forca policial sobre
tada despeza, podendo alias applicar essa quantia j Eu peco mais a vossa attenejio para o que temos' proposta do presidente da provincia.
a necessidades muito urgentes da provincia. presenciado com relacao este objecto, e vem a pois, fra de duvida que pelo acto addicional
Depois, preciso advertir que se hoje sanecio- ser que esta assembla volava outr'ora quolas nao nos compete a discusso poltica, oque anda
narmos esse augmento de duzentos mil res reco- para as despezas de gusamento e fabrica das igre- j corroborado pelo que soacha consignado em o nos-
nhecido, como nao pode deixar de ser, que anda jas, despeza que fo supprimida, passando essa ne- so regiment em relacao s nossas altribuices :
assim os coadjuctores nao ficam bem remunerados, cessidade a ser satisfeita s expensas dos pa- nelle nao se acha disposico alguma em que se
dentro em poucos annos (eremos de decretar um renos. apoic esse nosso proredinieoto.
novo augmento, e este favor que a assembla pro- Creio, Sr. presidente, que estas consideracoes< Nao obstante a minhas rcflexes, Sr. presrden-
vncial quer prestar aos coadjuclores, far com que devem pesar em nosso espirito, para que por mais te. ellas nao passam de urna opiniao individual :
o governo geral jamis se lembre do dever que Ihe alguns annos carreguemos com a despeza do paga- pens deste modo, mas o mal antigo, o oso de
corre. i ment da congrua dos coadjutores. muito lempo, e eu outro remedio nao tenho seno
Eu entenda, Sr. presidente, que em lugar de ir-1 Sr. presidente, eu nao prescindo por outro lado ir com esse uso, com esse costume, o por isso nessa
mos sobrecarregar os cofres pblicos com essa des- da consideradlo de deficiencia dos cofres, e nao occasio cabendome a palavra, aventuraret algu-
peza, melhor seria que fixassemos nina poca na prescindo porque enlendo que nos devenios nesla mas considerares em relacao ao projecto em dis-
qual devera ser supprimida essa remunerando de casa regular todas as necessidades publicas por cussao, assegurando desde" j V. Exc., que vol
duzentos mil ris que hoje se paga aos coadjuclo- meiode urna batanea, na qual tendamos em urna por elle tal qual se acha, porque o acho de resulla-
res, aflm de que dentro destej>razo os propros concha essas necessidades, e na outra os meios de dos muilo benficos para a ordem publica de minha
no Recife, em a livraria la praca 4a iBdepMfiar'a
ns. 6 e 8, dos proprieu nos Manoel Fifoairoa *
Paria & Fiiho.
i em iodo* o (eaafo* i
bro-me que a verdade por mais replida iftt *r\
nunca pode desagradar ; pelo ronlrari.> .igradand-
cada viz mais, esclarece lelhor, e romxemeepen>
mente, e por ^so n.io d' arei de i
I'm Sn. Deimtao :S litas MM incomrNi>'ti
bastante.
OSn. Gon<;ai.vks m Si ,v\ -Nunca a verdade
pode IncHinmodar ; entao ao a v.-nUl.-
1'siSn. Dcnrr&M :M4s nein (odas a* ventje-
se dizem.
OSn. Gom'.ai.vks M Siva Nao i neste MMh
\n'iisto africano livreO sunnlicante anda Parochos Por intermedio de S. Exc. Rvma. traas- que podemos dspor para a sua satisfacao, e em
1 sem de representar ao governo imperial no senil- consideracao Islo que acabo de expor, que me
nao completou o tempo de servico segundo infor-
mou o inspector do arsenal de marnha em offlce
de 22 do corrente.
Beruardino Henrques Correa. Remedido ao
Sr. inspector do arsenal de marnha para admtlr
o menor de que se traa, se esliver as condcoes
da le.
Catharna Francolina Pessoa de Lacerda. Sa-
tisfaga a exigencia da Ihesouraria de fazenda, cons-
tante da informago por copia inclusa.
Eliziario dos Santos Leal. Informe o Sr. coro-
nel recrutador.
Felden Brothers.Dirija-se ihesouraria de
fazenda.
provincia.
Sr. presdeme, todos sabem
que a discusso po-
do que eu estou fallando.
la eu dizendo, Sr. pre*H
mais repelida que seja im
quanlo mais repelida, mai
para demonstrar que o p
verdadeiro partido, e nao
cipios heterogneos que
districto airni pintou-nos ci
rosas, dizendo al que nao
pensamento poltico, que el
todas as condieoes de um
mirndose que os eon-crv;
dos com os lberaes, e foi
enlendo, repito, que para
parece nao ser conveniente que em vez de 4005 litica absorve un lempo extraordinario, todos sa-
votemos urna verba um pouco inferior. (Nao apoia- ; bem que esta discusso as vezes arrastra a muitos
dos.) ; memoro* desta casa para um terreno menos con-
Por esla forma auxiliamos a essa classe, que veniente, e eu por isso desejaria ser o mais prc-
tanlos servcos presta no interior da provincia, aa vidente possiveljio modo de me exprimir em rea-' emittidas pelo nobre depul
passo que atiendemos a deficiencia das nossas ren- cao essa queslao ; quero ser muito cauteloso, para 0 qUe M pama na cmara d
das, consideraeo que jamis deve ser posta de que nenhum dos meus nobres collegas possa en- ali, senbores, v-se urna ni
parte, quando"tratamos da satisfagao de qualquer chergar em minhas palavras a mais leve offensa, a liberaos e conservadore
necessidade. mais insignificante insinnacao, porque, Sr. presi-j mais fraternal amplexo, tod
oue acompanba urna planta, de accordo com o aviso .
do ministerio da guerra de 21 de Janeiro desle
PERMMBCO
ASSENBLEV PROVINCIAL.
armo.
Dito ao chefe de polica.Em resposta ao offlcio
n. 483, que V. S. me dirigi em 20 do correnle, le-
nlio a declarar-lhe, que em 9 desle mez ofciei ao
brigadeiro commandante das armas, pura mandar
substituir por outras, as pravas de pret destacadas
no termo de Ipojuca.
SESSAO ORDINARIA EM 31 DE MARCO DE 1864.
PKKSIUENCU DO SR. C0.NSBLHEIR0 TRIGO DE
LOUREIRO.
fCoiicluso.)
O Sr. Gervasio Campello oppoe-se ao parecer,
por nao assenlar a sua conclusao disposigao algu
do de convncelo da necessidade de recorrer es-
ta despeza qne de sua competencia.
Um Sr. Depltado :Esta casa tem representado
mais de una vez.
O Sr. Silva Ramos :Por isso mesmo que o go-
verno geral v que essa necessidade mais ou
menos altendida pelas provincias, que despreza
nossas indica^oes.
(Trocam-se apartes.)
O Sr. Silva Ramos : -Mas, se cntendo que nao: Mas, Sr. presidente^ como nao seja esta a occa- dente, przo muito a minha dignidade e a desta as-; modo, e desejosos de hnraa
das altribuices das assemblas provinciaes o siao opportuna para oferecer urna emenda ao pro-! semidea (numerosos apoiados), e em tempo algum ;Sil. (Numerosos apoiados.) E
pagamento desses funcionarios, se semelbantes jecto debaixo deste ponto de visla, voto por elle quererei, que se me faca a menor Increpadlo, sideotc a maioria da cmara
altribuices competem exclusivamente aos poderes em primeira discusso, aguardando-me para na (Apoiados.) j dos ? Nao ser a maioria da
geraes, como bei de concordar no augmento, quan- segunda chamar a atteneao da casa para este pon- j Sr. presidente, V. Exc. se ha de lembrar, que | duvida, logo o partido progr
do eu vejo que esse augmento Irar como resulta- lo, e apresentar entilo a minha emenda. quando eu fallei pela primeira vez nesla casa, dis- ro partido, lem urna origem
Encerrada a discusso c o projecto posto votos se, que o fazia chpio de recek, porque via diante jo* apoiados, muito bem, inu
e approvado. yde mim muilas intelligencias, minias illustraces : r. presidenl>', |>or muilo i.
Segunda discusso do projecto n. 17. disse anda naquella occasio, que esse meu receio demoiisirar a origem e existei
Entra em discusso o artigo 1.a suba de ponto, porque tnha de tratar de lima! gressista, learia muilo a que
O Sr. Silva Ramos : (Nfio devolveu seu dis queslao que mertzia respeito.e entenda quejra j os meus collegas, e anda mai
curso.)
O Sr. S Pereira : (Nao devolveu seu dis-
curso.)
A discusso lie a adiada pela hora.
2a parte da ordem do da.
Continuar? da segunda discusso do projecto de
do infallivel a fazer com que o governo geral se
descuide dessa sua obrigacao f E' por isso, Sr.
presidente, que eu cstou persuadido de que as-
sembla provincial nao deve augmentar em nada
a congrua dos coadjuctores, afit de abrigar o go-
verno imperial toma-la seu cargo.
Sr. presidente, se nossa obrigacao zelar os n-
teresses pblicos, e economisar o quanto |iossvel
os dinheiros da provincia, cu entendo que nos cum-
primos os nossos deveres volando contra este pro-
jecto, nao porque eu delxe de reconhecer que os
coadjuctores se acham mal pagos, mas porque ve-
jo que sobearregamos nossos cofres com urna des-
peza que nao provincial.
Procedendo d'este modo sou coherente com os
Dito ao inspector da Ihesouraria de azenda. ma legislativa, e por ser contrario aos nloresses
Transmiti V. S. para os inconvenientes exames, da provincia que pode ser prejudicada com seme-
as inclusas copias das acias do conselho adniinis- 'hante adianlamento, dado o caso de morte do pro- meus priDc>pos, pois a casa est lembrada, de que
tralivo do arsenal de guerra, datadas de 8 e 11 do fossor a que mesmo o parecer se refere. ; nrl0 ha muitos dlas impune um parecer, que pro-
-correnle. O Sk. Soares Brandao : Sr. presidente, punha 0 pagamenlo de urna verba da despeza mu-
Dito ao mesmo.Em visla dos inclusos docu- signatario do parecer que se disculecomo membro mcipa| pelos cofres provinciaes, porque entendo
nicnlos em duplcala, e nao havendo inconvenien-; que sou da coinmssio denslrucco publica nao qUe.eS|a casa na0 po(je por consideraco alguma
te, mande V. S. pagar aos emprezaros da llum- Posso deixar de manifeslar casa, anda que em : istrahir os dinheiros provinciaes com despezas
naci publica desla capital, nao s a quanlia de poucas palavras as razoes que me levaram a assig-! qUe pertencem aos cofres muncipaes ou geraes :
3125000, em que imporlou o gaz consumido nos na-lo, urna vez que o nobre depulado acaba de sen- prooeder de oulro modo fazer mais do que pode-
quarles dos balalhoes i" e 9o de '
llxaeo de forca policial.
O Su. Cumia Tjixeira :(Nao devolveu seu dis-
curso.)
A discusso tica adiada pela hora.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a sessao.
ecessario por de parle modestia, que devemos
ler em iodos os nossos actos, modestia que deve
acompanhar-nos em loda a nossa vida. Se naquella
poca eu me via assim receioso, se enlao o temor
' se apoderou de meu espirito, hoje elle torna-se
maior, porque nesta discusso j me precederam
Ms, apa a ver** bk
luido ilcsajrad^r. un
convence; i Miada aja
tido protrewista i bm
amalgama de prin-
v tajaMI pe" ;
as cores mai* jom>-
xprimu urna idea, um
nm parfitli> fcira "V
rdaik'iro partid, al-
BBBI eslivesse ui-
sem um dirvifcifi".
efutir as propoie<"f-
bast.i olhar-s^* pan
seahores depfcl
orw ronsi.leael !
Miieradii* oadw <
pensaikl da> wttimt
; l.-li.-i.Ude A^TEri
o que srrn, 9r. pr--
.-.nhores desata-
So Lrasileiraf **ni
ta um verdades
Mito nobre. irrpvii
bem i
on dis#^c para
ia do partid pro
do ioe ja diMer>ni
do que lefli iliTo
seis oradores tao dislinctos, j pelos seus talentos e
illustracao, e j por trataran da materia com toda
a meslria e eloquencia.
Todos esses oradores, Sr. presidente, disseram o
os mais eminentes bomens qui esliv a lo*la da al-
ta administrarlo do paiz, e pdr i*m> permina V.
Exc. e a casa que eu me sirva daquelle pe*anMir
qne ha pouco emilti ; ito qu a verdade *tn
pre agradavel, citando varios t eclios dw* lscsaBaai
proferidos por estadistas do
muito dislinctos; por cidad.'u
os quaes em seus bellos disri sos Vthiirara per-
feilamenle o que era o partido
paria
pafasi por feMMM
muilo n"peit*ei-
prggressisla Bu im
unkanea*;
Discurso do Sr. depnlado Gonfalves da
sessao de 29 do passado.
O Sr. Gonijalves da Silva :Sr. presidente,
infantaria, corpo lar-se se manifestou contra este parecer. ; m0Sj e pr0Ceder de maneira a merecermos censu-
de guarnico e companhia de cavallaria, bem como professor Galdmo Eleuteno Teixeira de liar-, ras
no hospital militar, durante os mezes de novera- :.ros, ltimamente nomeado para a cadeira de Aguas | Assim, Sr. presidente eu nao posso deixar de
bro e dezembro do aono prximo passado, mas Bellas, allegando a sua falta de recursos, solicita votar conlra 0 pr0jecto.'
tambem de OiOOO, proveniente de apparelho for- desla assembla a graca de raandar-lhe adiantar I 0 Sr. Blarque Sr. presidente, cu considero
necido para o quarlel da predita companhia. cinco mezes de seu ordenado, am de poder fazer 0 cu|t0 pUD|ico como uma das primeras uecessida- P'_ efu"^
Dito ao mesmo.Transmiti V. S. para os de-' as despezas^jlf-sflu iraatporte para atvuplla locali- ,ie9 do Wpirt0, considero, portanto, a satlsfaro ,rel
vidos effeitos, copia do offlcio do supenlTfimTeTite'". aue.-
da estrada de ferro de 22 do correnle, acompanha- A com
que
: dessa necessidade no mesmo caso d'aquellas ,
missao de inslrucijao publica considerou tera re!aa0 pom a propra seguran5a do inividuo,
do de urna relacao de varios arligos, que sendo im- em primeiro lugar a conveniencia de entrar esse oom a suslenlaco da ordem social. (Apoiados.)
portados livres de direito para o servico da mesma professor desde logo em exercicio, afim de que a p0rianlo, Sr. presidente, com relacao a utilidade
estrada, foram vendidos para usos differeutes, du- populacao dessa localidade possa gozar dos beneh- e a necessidade da despeza que se discute, nada se
rante o mez de marco ultimo. ,CI0S 1ue 'he deve proporcionar a existencia de urna poder dizer em contrario; a questo se resume to
Dito ao mesmo.-Temise dado em anota, a que cadeira de mstruccao primaria. somenle s condieoes pralicas em que nos adiamos,
allude o meu oficio de 6 do corrente, um equivoco A commissao allendeu tambem a circumslancia sio se convem ou nao atienta as consideracoe-
acerca do tenenle-cpronel commandante nomeado allegada pelo peticionario de falla de recursos para
para o batalho n. 39 de infantaria da guarda na- poder fazer as despezas de seu transporte ; e ven-
conal do municipio do Cabo, o qual Joo Paulo do que nenhum prejuizo podia vir aos cofres pro-
Carneiro de Souza Bandeira, e nao Jos Paulo Car- viociaes desse adianlamento, uma vez que o peti-
neiro de Souza Bandeira. como est escripto em cionario se obriga a prestar lianca idnea pelo adi-
dita nota ; assim o declaro V. S. para que o faca.aulameuto que solicita, nao besitou em conceder-
conslar a reparticao, onde lem esse offlcial de rea- Ihe esle favor, que j tem sido concedido a ou-
tros.
E' verdade que nao expresso em lei que taes
adiantainentos possam ler lugar, mas, altendendo
a commissao a que o facto nao singular, que j
se eu nao o Hzer de modo a todos me perce
nm esforco, para elevar a vi
do a ser elarainent#uvido.
Sr. presidente, cstylo admitlido nesta casa tra-
tar-so da poltica tanto' geral, como provincial, por
occa
pol
creaco desla assembla, tendo atravessado todas
as suas sessoes at boje : elle por conseguinte
h conven, o nao, atienta as consio s %*"& **
que acabam de ser aposentadas na casa, cons.gnar %*2* *?
o augmento da congrua dos coadjuctores. j ""e" ?Z ?.
que sentiam em relacao a marcha poltica do nosso j i:M Su. Dei-itado : Declararan.
paiz, todos elles se confessaram progressislas, todos qUt era 0 partido liberal.
1 disseram que o partido progressista represenlva a o Sn. Gonqalves da Suva :l-lkarJavaraai i,
maioria do imperio, e que s elle pedera fazer a : p0r que nao se pede separar do par do progrewb-
Silva, na sua felicidade. ia a idea de liberal.
Por minha vez, Sr. presidente, segundo o exem- j |>or tanto, como ia dizendo, *e essos di*iiari->-
plo de meus nobres collegas, declaro francamente estadistas manifestaran! de um nudo bem igaaM-
I nesta casa, que sou progressista, porque ostou con-: cativo a existencia do nariido v iwre*!, e o f*
doente como me acho ha dousdi;^ bastante rouco,; vencdssi J U)! 0 partido progressista a maioria "," ,?Uer .ubindo ao er, a rfiara de ahjwi^
bate, que presentemente se agita, mas amsianca, sj, d fa sua f ,cdad numerosos apoiados, a0 nuure depulado pelo > disti co, qne i mesartt
fxc e aTn^?S cole^t oue m^descnV I mui, bem- m,,it0 '*") a sua opiniao, e falsas por co segn'nle .oda^ a,
H.f 3 k SSL m,. nerce j Sr Padente, as deas apresentadas por dous suas jdeas ,.m desabono do p nido profraaaaMa.
!1 : dos meus nobres collegas em relacao a marcha iw-
oz ue mu-1 y^ j0 nos;:.0 pa|Z foram (a0 b(jm e|al)0radas, tao
perTeifamenle desenvolvidas, que eu nao posso ja-
mis deixar de concordar com elles, nao me sendo
ir-se:m niilica lano geral, come Provini. por concedid0 accrescentar uma palavra, nem mesmo ^0
scas.ao da discusso do projecto que fixa a orea, g brilhantemente dis- resi
licial, estylo esse adimllido sem duvida desde a b H > ""
Na sessao de 28 de janeirb o Sr ronseltvira
Saraiva exprimio-se do modosfgunle Km-
ler mostrar anda uma rea ai paiz qne n pan*
progressista |ierlence a classe d partid grand-
e-forles que se dedicam patriticamente a* if
scram.
O nosso digno collega pelo 3 distrelo, com a lo-
hslonando
nossa
i .-ii.i
lsar o pagamento dos direilos e emolumentos, re-
lativos a sua patente.
Dito ao vice-presidente da caixa filial do banco
do Brasil nesla capital.Com o offlcio que V. S.
me dirigi em 21 do correnle, recebi a relacao das
notas emiltidas na circulaco por essa caixa filial
durante os mezes de Janeiro marco deste anuo,
e em resposta tenho a dizer que, para os fins con-
venientes, transmitli copia da mencionada relago
s thesourarias geral e provincial. -Fez-se a re-
messa supra.
Dito ao director do arsenal de guerra.Pode V.
S. applicar a factura de calcas e camisas para pro-
vmento do almoxarifado desse arsenal, como pro-
poz em seu offlcio de 21 do correnle s 398 fe va-
ras de algodozinlio, 320 ditas de brim branco e
598 )i covados de panno azul, proveniente de eco-
nomies feilas no corte do fardamento.
tem sido pralicado em idnticos casos, altendendo a
que os cofres da provincia licariam garantidos, an-
da mesmo no caso de morte figurado pelo nobre de-
putado que impugnou o parecer, altendendo a que
as vanlagens de defundr-se a instrueco sobrepu-
jam muito o pequeo inconveniente desse adianla-
mento, achou de equidade o que pedia o peticiona-
rio, nao hesitou um momento em aconselha-lo a
esta assembla.
Me pareco que as objeccoes apresentadas pelo
meu honrado collega de districto ficam assim res-
pondidas, e espero que a casa nao ter duvida em
adoptar o alvttre lembrado pela Ilustre commis-
r-SHtoS^3Sfe|^i^--=& este
concorram mais com essa despeza, mas embora s '' .
assim pense, nao posso deixar de tender cer-! 'jE&^E
las consideracoes de outra ordem que. foram tam- M^diE
bem apresentadas na casa, e que devem merecer !
lodo o peso na apreciaeo do
cute.
Sr. presidente, ha muilo que 01150 de viva voz,
que leio nos relatnos dos administradores desta
provincia, declarar-so que o paslo espiritual nao
todessimiiado como seria para desejar, pela falta
consideravel que ha de sacerdotes que auxiiiem os
resjiectivos parochos : lodo o mundo comprehen-
de que, pela exlenso que tem as freguezias da
nossa provincia, nao cabe as forcas humanas
que um parocho por muito virtuoso, por muito
activo que seja, possa occorrer todas as neces-
sidades espiriluaes de seus parochianos. Para que
os parochos possam sattsfazer este fun tao im-
sao.
Dilo a cmara municipal de Pao d,Alho.-Decla- JNao obstante, a commissao se sujeita a sabia de-1 por,an,c aUe nos lodos devemos ter em muita
ro a cmara municipal de Pao d'Alho, em resposta liberagao da assembla, visto como pode nao me-1.
aos seus offlcio de 29 de fevereiro e 28 de marco recer-lhe a mesma atteneao os -
de que muito simplesmente aclu
commissao.
Encerrada a discusso e posto a volos o parecer.{de onerar aj da inas os f s pUb,'C0S-
na cmara dos
talla do throno tem
do paiz : all sao so-
,L!!'jjr leiiines as manifostaces de cada um dosdepulados
projecto que se dis- em ^^ J marcna ^ MgodM imbliCS a
maioria que se gera em consequencia de tal dis-
cusso quem niDrime o cunho, o carador, que de-
ve ter a adminislraco publica, e essa maioria sem-
pre almejando o bem geral, decide-se pelas conve-
niencias, pelas vanlagens reaes.que encontra, para
que o paiz seja governado aiites por esle do que
por aquelle modo.
Segundo a opiniao da maioria da cmara dos
Srs. deputados que o governo se conserva, ou
cae, e anda por essa mesma maioria, que se do
as mudancas, ou subsliluicoes de presidentes. Por
consequencia digo, que, se na cmara geral, por
occasio da resposta ao discurso da cora, lem lu-
gar loda discusso jiolitica, ventilando-se as mais
era filho da occasio, do momento, era um partido
nascido da forca das circumslancias; era um par-
tido que linha a desempenhar principios de grande
alcance, que linha a realisar ideas momentosas
(repelidos apoiados); era un partido que represen-
lava a opiniao, as aspiracoes mui legitimas e sin-
ceras da maioria da naco brasileira (numerosos e
prolongados apoiados, muilo bem, muito bem.)
nobre depulado fazendo o histrico do partido
praieiro, que leve nascimento em o anno de 18W,
expondo todas as suas pitases, todas as suas aspi-
rar-des, lodos
resses permanentes e vitaes da
nao devem morrer em quanto
nao estiver concluida.
os boiiiens
faca,
ue u>
m de
A barinunia de vistas, a '
Sao as kflta,
a a*piracOe4 d:
jorsani-am, irande* b.-nen.'-
enlid.-Hle 'le li"-.
faz a sua vi-la
nao possoira eoiiiinunidade de esperaneas d 10 ao- pirtidn* cer
to carcter de uniforindade qu
sua forca o partido progresla
qualidadesf
1 Declaro cmara com a riaior aasaaMfl
o partido progressista corre.*|iui de a grai
cessidades publicas, a aspiraeaa "i" pwz <** aai
vadas, a intreresses muito le^ili mos. 1 que I aV
maioria da nai,o.
t Em honra do paiz direi qu as idva# lit-ra.--
mi--u rea-
sociedad.
alta mi'-Ki
ltimos, que em vista do que informa o director
da reparticao das obras publicas no oflieio incluso
por copia, s pode ser approvado o contrato feito
por essa cmara com Jeuiao Domingos Carneiro
para o calcamento da obra do novo acougue dessa
villa com as inodficacoes constantes da planta e
orcamento, tambem juntos por copia, apresentados
por aquella-reparticao.
approvado.
Contina a primeira discusso do projecto n. 13
que eleva a 400000 as congruas dos coadjuctores
da provincia.
O Sr. Silva Ramos : Sr. presidente, honlem
(Ha um aparte.)
O Su. Bi'arqi'e :Eu creio que nenhum dos
membros desta casa contestar que a actual con-
grua dos coadjutores por dentis insignificante,
mesmo para ocesrrer as suas necessidades de pr-.
Portara.O presidente da provincia conforman- ped a palavra para fundamentar o voto em con- |nejra ordem r
do-se com a proposta do Dr. chefe de polica n. Irario que tenciono dar ao projecto em dscus-j Um S|( de',.ut4d0 -A congrua dada como
473, de 18 do corrente, resolv* uomear para auto-, saa .... At A .! simples auxilio. '
ridades policiaes do districto de S. Benedicto, crea-; nobre sign alano do projecto defendeuo pelo o Sr.Bcaroue Mas dada como auxilio
lem deveres rigorosos a cun- i
ao pode afastar, nao pode dis-,
ridades poiiciaes no uisinctoae s. Heneaicio, crea-! w nunre signaiano 00 projeno ueieuueu-o peio 1 OSn. Bcvrque i
do por portara desla data na freguezia de Quipa- lado da juslica; disse que nada havia mais justo um fun'cconario que1
p, e desmembrado do districto desle noine os ci- do que remunerar-se melhor o servico prestado prjr das quaes se Vio
dados seguintes: pelos coadjuctores. trahir-se desses ama
dados seguintes
Subdelegado.
Francisco de Siqueira Passos.
! Miguel Felippe Ribeiro.
2 Joaquim Cordeiro Ribeiro Campos.
:t Manoel do Carino Paz.
4 Joo Severiauo de Siqueira.
5- Antonio Joaquim de Siqueira.
t1 Jos Lourenco de Souza Jnior.
1 trahir-se desses seus deveres para agenciar meios
Nao itossivel, Sr. presidente, sustentar-se a de vida outro )ado
; proitosicao de que duzentos mil res e quantia sutil- Sr ,(resjdente, eu nfio desconlieco que os cofres
; cente jtara remunerar o pesado servico que presta ub|icos se achem Consideravel'mente onerados
um coadjuctor, porque duzentos mil res annuaes am desp,,zas das quaes nao podemos prescindir,
nao e remuneracao que 110 Brasil se d por serv- nSo desconheco tambem que este accrescimo de
Co algum; mas esta consideraco so serve para; ^^ na congrua dos coadjutores va. elevar a ver-
1 corroborar em meu espirito a conviceao em que ba da de da provincia mas, senhores, deve-
nos negocios pblicos ; claro, que desnecessa
ra a discusso poltica que tem lugar nesla casa,
visto que ella nao tem um lim, um resultado, uma
razo de ser.
Por niaiores que sejamos esforcos dos nobres de-
putados, por mais bem elaborados que sejam os
seus discursos, por melhores que sejam as ideas
; aqu ventiladas, nenhuma mudanca, quer na admi-
j nistraco geral, quer na provincial podero conse-
guir, devendo-se nicamente lamentar a perda de
tempo, que devia ser mais bem empregado, tanto
mais quanlo a nossa provincia se ressente de gran-
des e verdadeiras necessidades, que deveriam ser
satisfeitas, sendo preferiveis as discusses, que a
ellas se refenssem.
Eis-aqui
los os seus movimenlo-, chegou at a re- i ,|Ue 0 panido progressista tiiajria pal mis
vofucao de 18i8, e fez sentir, que a revolucao se |isari tram as dea de lodoa e da nar*o.
allaslou das ideas apregoadas em 18'ii al aquelle; Conservadores e lberaes Ue onlro* leaapa.
lempo, i|ue o partido liberal ento se collocou fra; nos deixavamos amigos para carvarmo-ao* diaa*-
do terreno constitucional, tornou-se um partido de- da vontade nacional. Nao eramos vencido* < ii
magogico, quando arvorou a bandeira da consli- mos sollicitar a proteceo dos vencedores, n-m |a
tuinte, o que nao eslava na vontade dos Brasilei- ras 0 um partido que ia prou/ar lavor^ aa
ros. Alguns individuos pensando mal naqueMe outro
lempo, entenderam que a canstituicao poltica nao | Eramos todos Itomens consilera.los na* filer -
' era a que mais convinha ao imperio. Mas o parli- j ,.,n qUt linhamos coniltalidu. el que "
do liberal que se collocou nesse terreno falso.....
O Sn. Costa Hiiieiro :Houve provocado para
isso.
O Sr. Uon<;alves da Silva :Nio bou ve tal :
foi o resultado do nao pensar de alguns, foi a pre-
cipllacao de muitos que deu esse resultado. (Apoia-
dos, muito bem.) Mas o partido liberal do imperio,
que sempre arvorou a bandeira conslilucional, dan-
do esse passo errado, com pouco mais reflectio, e
vio. que por esse modo marchava em um falso ca-
minho. (Apoiados.)
Um Sr. Depltado : -Agora que me parece que 0 ,.U6 e o nobre depulado est collocando a queslao era ter-
reno inconveniente.
O Sr. GoNgALVKS da Silva :Enlendo que e
muilo conveniente, e cada um dos depulados pode
encarar a queslao pelo lado que mais Ihe approu-
ver, (apoiados, muito bu-m.)
O Sn. Paula Bptista :Assim inconveniente.
O Sr. Aracjo Barros :Assim nao inconve-
niente.
O Sr. (oncalves da Silva .Por consequencia
i porque eu me exprim do modo por que Q parU(j0 |Dera| enlendcu que devera enrolar essa
ouvio; (sto qne este recinto nao e o pro- i>andera) collocando-se no terreno constitucional,
Rcmetteu-se ao "chefe de polica os ttulos dos no- sabe
meados. dell,)0
Dita.O presidente da provincia conformando- termo-
se com a proposta do Dr. chefe de polica n. 473, nos pensadamente,
de 18 do corrente. resolve subdividir em dous o E' verdade que nao devemos argumentar com
districto de Qupap, 2" freguezia do mesmo nome, abusos, que um abuso nao autorisa outro, mas ve-
ficandoaquelle com a mesma denominago, e oque jo que, quando esta cisa pratica qualquer um ac-
agora se cria e d'ahi se desmembra com a denomi- to, constantemente se appella para os precedentes,
naco de S Benedicto, e limites seguintes : partir e exige-se a sua repetcao embora nao sejam elles
da freguezia de Panel las na estrada dos Campos, senao verdadein abusos.
passando pela encehhoca de Antonio Velho, e pelo A assembla nao sei em que anno contra o que
Calende, e atravessando a Barra do Re, seguir deber fazer, contra oque Ihe era permitlido esti-
uara a Louca, estrada direila a encontrar o dislnc- pulou uma remuneracao para os coadjuctores da
to da colonia de Pimenteiras. e o de Pinpen, ter- \ provincia, procedimento esle censuravel porque
minando no de Panellas onde comecou- : nos temos allrbuices determinadas, e toda a vez
Dita.-O presidente da provincia conformando- que saturnios da esphera dessas nossas altribuices,
se com a proposta do Dr. chefe de polica n. 484, seja por qualquer motivo que for, o nosso acto de
de 20 do corrente resolve exonerar Jos Goneal-
ves da Porciuncula e Francisco de Paula Reg
Barros dos cargos de 2* e 3 supplenles de subde-
legado da freguezia do P050 da Pancha, por assim
convir ao servido publico, e para os substituir no-
mea.
Supplenles.
Nicolao Machado Freir.
3 Jos Pacheco de Qoeiroga.
Reraetleu-se ao chefe de polica os ttulos dos
nomeados.

ve ser censurado.
Um Sn. Depitado : Enlo censurem-se todas
s assemblas do imperio, porque nao ha um s
bispado aonde se nao pague os coadjuctores pelos
cofres provinciaes. .
O Sn. Silva Ramos : Nao. contesto isso, mas
nem por tal sou privado do reconhecer a illegali-
dade do acto, e nem para isso deixo de ter intima
convccao que essas assemblas teem exorbtado,
porque, tendo expendido os dinheiros provinciaes
com despezas que nao sao da competencia das pro-
Dita.O presidente da provincia, attendendo ao vincias.
que requereu a sociedade Uniao dos Artistas Se- Todos sabem, Sr. presidente, que ao governo ge-
leiro instituida nesla cdade, e em vista do que ral compete s despezas do culto, e se o governo
dispSe 08 5 do art. 29 do decreto n. 2,711 de 19 geral tem tratado de resto essa classe de em prega-
de outubro de 1860, resolve nomear para o lugar dos da igreja. porque v que as provincias tem to-
do presidente da mesma sociedade a Auspicio An- mado a seu cargo semelhante despeza.
ionio de Abreu Gnimares. | Mas, Sr. presidente, osle augmento d,ue se pre-
prio para taes discussoes.
razo.
Ainda mais por outra
e o fez: comecou a escrever no sentido da liberda-
de, mas da lberdade dentro do terreno conslitueio-
Sr. presidente, e vejo que dous mezes e o praxo na comecou a fazer sentr) que era j chegado c
arcado pelo acto addicional para os nossos traba-, X ,ef,,rmas reclamadas
procurarem
os lugares de coadjutores no interior, e, portanto
a importancia da qnota votada nao lem sido des-
pendida nem mesmo na metade. Esta considera-
co por certo, de algum valor, porque nos vemos
que os sacordotes hoje oblem, como j se disse,
capellanas muito Dem remuneradas, e s um ou
outro, mais por dedicac/io do que por inleresse,
aceita ceadjutonas, mnnenle as freguezias do
alto serlo, aonde sem grande sacrificio nao pode-
ro bem administrar o pasto espiritual.
O Sr. Jos Mara :Os coadjutores nao pdem
tambem ser capelles ?
OSn. Burgos :E' preciso que as capellas se-
jam prximas matriz, o que se nao d no serto.
O Sr. Buarque :Eu entendo que os coadjuto-
res nao se pdem dislrahir de suas funceoes para
se encarregarem de capellanas distantes...
O Sn. Jos Mara :Pens que pdem.
O Sr. Buarooe : Mas nao pdem sem sacrifi-
cio de seus deveres, porque, desde que o coadju-
tor tem o dever de residir no lugar onde se acha
situada a matriz, ootendo que fcilmente elle nao
poder cumprr os seus deveres como capello
desde que se ausentar frequentemente.
O Sk. Jos Mara :Pensava que nao tinham o
dever de residir na sede.
O Sh. Burgos :Tem sim, senhor.
O Sn. Buarque :Uma outra conslderaoao, Sr.
presidente, que pesou em meu espirito nao obs-
lante reconhecer que o culto pnblco deve ser re-
munerado pelos cofres geraes, fui qne o ditimo da
m
Ihos : sabemos tambem que esto lapso de tempo e
as vezes muito pequeo, muito curto, para tratar-
se de lodos os negocios de alta importancia, e que
affectam as differentes classes da provincia, |ior
conseguinte para que o desperdicarmos em cousas
inuteis ?
A discusso poltica que se levanta na casa, con-
som de ordinario oito, dez, e mais das, e me pa-
rece, que ueste anno ira adiante; temos, pois, a
sexta parte dos dous mezes absorvida intilmente,
e por isso que quasi sempre ha prorogaces :
em quanlo a mim esle costume so devia abolir.
lempo de pr em pratica as reformas reclamada:
(repelidos apoiados.)
Um Sr. Deputado :Apoiado.
O Sn. Gonqalves da Silva :Folgo muito que o
nobre depulado me desse esse apoiado.
Caminhando desla maneira em um dia o partido
liberal veio a se encontrar com o partido conser-
vador moderado, o qual tendo tambem deixado os
seus excessos, o grande emperr de suas ideas,
achou-se com aquelle em um terreno eommoa.
Estes dous partidos, pois, posto do parte as exa-
geracoes de um e oulro, e dado aquelle feliz en
1 quanto a mim este costume so devia attonr. ; > iutram nascer um novo partido com o no-
Alguem,Sr. presidente, de muito criterio eillus-d'_ .e..istarlk)A que como disse,
tracjio ten dilo que a conveniente a discusso po-, com.irehtrnd* a maioria do imperio d Brasil, e que
linca nesta casa, por isso mesmo que delta resulte Qa de fazer a sua fu|eidade (muitos apoiados,
a moralidade publica, que ella educa a geracao muito bem )
presente e prepara a futura. Supponho que desta ... _. .. ,_.,
'..-..... : ...__ZZH1 J-.....J____1. u..in,i-i ictim n mnHiOeaejto nne ful teBUO
iaai-
nella* a*v-
mos'de apparecer dislintiameaie. na W_}?*
nos adiamos unidos, porque < s inier- >-- aaal
para nos valem mais do que as coniderari- p"-
soaes. Ainda deste modo o Sr. cnselheiro Zacaru-
presidenle do conselho, ei:i resposte as inserprlU
cues do Sr. Dr. Nello disse Kallou o BoaaXVpit-
tado, Sr. presideula, da pltv>ionpmia do """'^'^
que acha m, por que contpc-se de atjaaaajlai i
versos. .Nova prova de que o nobre 1l.-p^''*'
ve fra do salao e nao ouvio o progranuna : r*
que, se assim nao fosse, ler-mfe-hia oui*> mmr
a saber, ejov
as'duas opinioes que ha dous aa>no> "f*to rmm*
se congracaram para debellare* o iuiaajj caaa-
mum, formara Iwje uia s partido, embora a. pai-
xo e o despeilo, que nada coni|'rehendrm. |>efi-
lam em ver no individu A nnj conservador e
individuo B um liberal, em lupr de ver netl*
dous amigo i intimamenle vinculados por uaa pen-
samento eommum [
Alludio o nobre depulado ; qnalidade 0>
servador com rc*peilo a mim, e, pois, devo
Ihe com franqueza que apartando-mr d.t parlMii.
conservador quando a experiencia moslrU-H aja
por seu emperramento nao comprehendia a siiuv
cao do paiz, querendo manler-se sempr* no ftitr
como se ao lado opposto nunca fosse Imlo pover
nar, alliei-me aos lberaes no pensamenu de n
corrermos, como em nos couber. para a prosp^n
dadedopa.i
Por ultimo o Sr. consalheiro Jos BilarK> -
quella mesma sessao tratando da fea. assim ex
primio : o nobre depulado esqoeee-sc aind qu
a liga, nao significa seguraineale o rooluio de aa-
guns bomens, ou accordo de pessoas: mas sim a
iriufltpho, a victoria de urna idea jih* rheawu a
estodo de madrela, e que- em sua marcha pr
gressiva, por muito lempo manifeslot-* *j paiz
Mas o nobre- depulado fui mais aJianie. >
ao ministerio actual a signiticarao de uma td^a po-
ltica.
t Eu peco licenca a cmara para duer
opiniao o muito digno e Ilustrado deputado pelo
! districto o Sr. Dr. Sabino Olegario, mas eu en-
tendo, que se isto se pode considerar uma vanla-
gem, essa vanlagem secundaria, mediata, por-
que as vanlagens reaes, as immediatas e de inte-
resse palpitante, sao as que se tiram quando essa
discusso lem lugar na cmara dos Srs. deputados.
(Apoiados.)
E tanto verdade o que acabo de dizer, que o
acto addicional sendo muito minucioso a respeito
de nossas altribulofles, comtudo nao disse, que dc-
viamos discutir as questoes polticas. (Apoiados.)
O Sn. Costa Ribeiro :Manda-nos velar na guar-
da da constiluicao e das teis.
O Sr. Goncalvks da Silva :Mas quando o acto
addieional nos manda velar na guarda da consti-
tulco e das leis, nao diz, nao emprime por certa a
idea, de que devemos tratar das quesees pojteas.
Mostrada assim a raodfleacao que foi tendo o
partido liberal desde aquella poca at hoje, que
se acha congrassado eom o partido conservador
moderado, o nobre depulado peto 2* dislncto por
ua vez tambera demonsirou esse congrassamenlo,
comecando por analysar as dilTerenles mudancas
do gabinete al o de 24 de maio du 1862, onde se
manifeslou de um modo todo solemne e claro o
partido da ga, desse partido que se formando no
seia do parlamento, em consequencia de circums-
lancias de ha rruilo accumuladas se acha hoje tao
fortee compacto, que sem medo de errar, pdese
dizer que ha de ter uma longa durac/to, uma longa
vida (numerosos apoiados.)
Quando, senhores, se tem demonstrada de modo
to evidente o inconcusso a origem do partido pro-
gressista, eu entendo que nada mais poderei dizer,
de modo a trazer mais luz a questao i roas leadiro
S. Exc! uas palavras a lal respeilo. Os
sao ludo. Wem a soa eloquencia invencivet; a* pac-
lamentos texpressao sincera e verdadeira da ea-
nio a*k> paizes cwmprehendem a Mgnilicava aa
actos que praticam; se o ministerio actual na* ex-
primo uma idea poltica, eatao um soabo o que
a nobre deputado presencia nesle momento. Os lac-
ios, porm, do-lhe um desmeoco.
1 O nobre deputado fallou em liberan e 1
vadores unidos hoje. Esta questo de 1
peco licenca para declarar qne em minha 1
cia, uma queslao pequea. Que me laaporu.:
a idea for a mesma em seu desenveii
me ohamem liberal moderado ou conserva
rado t Que inleresse la en recordar paixe*c **
enterrar desgranas ? ._
Sr. presidente, quando bomens lio preeeaia*
estadistas tao dislinctos desenvolyeraaa tao r
maleria, quando dizem qne o partido 1.
rjm verdadeiro partido, leudo aswraed 1
MUTILADO


-,- ar.fc ~->i.fc*..
*,-1-r------------
feUHs Je ggg^wMwg fritrd fteWj ti *f Afcr sl> IMI.
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. I .l' I .-i
'\
legitimas, exprimindo urna idea muiiu importante.
dSo sei [lie eu Uncu orador por materos esforg.
queemprcgasse, por materos quefassoro o inca*
desejos, poderla acir.scinir m pnlara.ao qm
esses hornees ja disserain. Portento esla demons-
tiado. que o paitido progressista uui verdadeiro
partido, que a maioria da nagao, e que so anhela
a sua Micidade (numerosos apoiados.)
O S. Aiim jo Bamks:O nobre deputado poda
anda apresentar tima autoridade de muito peso o
Sr. Mariiiilio deCani(ios.
O Su. GoMCaVflH ha Silva : E' verdade c tam-
bera outros nimios, mas nio quero fatigar a casa. 1
O Su. Siimik- Bkandao :-E o ministro da fa
zenda.
O Su. QOMa Tbiuiha :Nao quer efer o dis-
curso do Sr. Dr. Feitosa I
(Trocam-se muito apartes.)
O Sn. G*ncalves da Silva :Eu estou espe-
ra que os nobres deputados me dtAxem continuar.
Sr. presidente, outra ordein de argumentos ap-
pareceu nesta casa. O nobre depulado pelo 1" dis-
tricto iksse que tanto o presidente da provincia,
como e chefo do polica, interviram as eleiges, c
assim pensando est mi intuir accordo rom o no-
bre d-.-pula.lo pelo districto, o qual tambera fez
igual aecusacao. ,
4Sr. Costa Ribeiro ;-Eu refen-me especial-,
mente a eleicao de senador. I
as ostras. _
O Su. Costa Riheiho :-Eu nao.
O Su. Go.vijALVKS da Silva :Perdoe-roe. o no-
bre deputado disse que o Sr. Jus da Cunta Tei-
xeira nao havia sido contemplados deputados pro-
vinciaes.
(Trocam-se muitos apenes.) .
OSh. Presidente : Attencao! E preciso dei-
xar o orador continuar. I
O Si. Goncalves da Silva : Mas, como ia di-
7endo, Sr. presidente, ein relacao aos fados apre-
sentados pelo nobre deputado pelo 3o districto con-j
tra o presidente da provincia e o cheje de polica
puf tere*) intervindo as eleiges esta de accordo
o nobre deputado pelo 1" districto.
O Su. Costa Riheiho :De senador.
O Su. GoMtAi.VEs da Silva :Agora que o no-
bre deputado diz, que s se referi a eleicao de se-'
mdor, quando eu ouvi perfeitamente tratar de to-;
das as oulras, e al de um modo bem violento.
O Su. Costa Ribeiio : Referi-me a eleicao para
senador, e a secundaria para deputados provinciaes
foi disto que me orcupei.
O Sh. Go.m;alves da Silva Me parece ter dito
o nobre deputado que as eleiges tinham sido o re-
sultado de urna partilha vergonhosa, se fallouem
geral, deelaro que nao o perceb.
O Su. Docta Husmo :Isso outra cousa...
O Sr. Sauino Olegaiiio :Disse-o eu.
O Su. Goncalves da Silva :Portanto, nestej
pontj es lao de accordo os nobres deputados. Aven-
turarei alguuias proposgoes em ordem a dentos-1
trar, jus tanto o presidenta da provincia, como o
chefe de iiulica, nao cornpi 'mirara a liberdade do
vol, que a eleigao correu muito regularmente na i
provincia de Pernamhuc >. que foi uina eleicao;
muito livre, e uina das mais livres que temos tido. j
(Agotados e nao apoiados.)
Sr. presidente, numeroso como o partido libe- (
ral desta provincia, tendo a seu lado una grande
parta do lado conservador moderado nao neoessi- ]
lava de auxilio de especie algurna.para vencer as i
elcices que liveram lugar no anuo prximo passa-|
do (apoiados.) Basta va-lhe smcnle que fosse ga- j
rantida a liberdade de voto, para que o triumpho;
se manifcslasse, garanta que elle nao havia tido
dorante os quatorze anuos em que esteva no ostra-1
cismo. (Sepelidos adiados)
A intervencao ikis do presidente e chefe do po-
lica urna p'ura invengao da parle dos nobres de-
putados. Os fact.'s nao podem ser esqueridos [Ao
depressa, e elles dizom claramente, que as eleiges
corn-ram rom a inaior calma e regularidade, sen-
do que a torca existente nesta, ou naquella locali-
zado nao tiuia por fim, senao a manutengan da or-
dem puljlica. (Muitos apoiados, muito benL) En po-
da, Sr. presidente, historiar o que se teni panado
cm a nossa provincia relalivamente eleiges des-.
de pocas multo remotas, e convencer aos nobres!
denotados, que as eleiges transadas uram as mais j
livres que temos tido, mas ab.-tenho-me de o fazer j
porque ira muito longe, e fatigara demasiadamen-
te a casa, leodo anda de me orcupar MMI outros
argumentos dos nobres deputados. Cootento-mel
com dizer, que as eleices passadas nao correu o
angue pe i iiainliucano. (Numerosos aiwiados.)
nobre deputado pelo 3o districto no desejo ar-
dente de aecusar a administragao putdica em rea-,
cao as eleices, disse que foram dados muitos em-
pregog em recompensa de trabamos eleiiorae s, e
que os cufies pblicos se aliriram para se pajarera '
servidos prestados na eleicao. Mas o ubre depu-
tado aveului.iiido (aes propOftyOea, Sr. prestdrtrtr-,H
nao nos apresentou um doromenlo, urna proVS de
especie alguina de liaver alguein sido pago, ou em-'
pregailo em consequencia de servaos eleitoraes,
disse apenas interpellado por esse lado em que me
assentonao ha necessidade de provar aquillo que
esta na consriencia de todosoh 1 scuhores, ser |
issu mudo d provar?
Sr. presidente, quando se trata de urna questiio
lio importante romo esta, quando se tein de faier
accus.icoe lao violentas e graves, como as que fo-
ram feilas pelo nobre deputado, era de seu rigoro-
so dever, vir para esta casa armado de provas, e
de provas niuito robustas. (Apoiados.)
Sr. presidente, principio seguido que qunnto
mais sjrave o facto, quanto mais seno elle lan-
o niainies emil* robustas devem sor as provas.
Sigo .-ia tbeoria de iodo o mea eorac&o, porque
niio quero, que se acense um uieiuliro qualquer
da sorieil.ide, sein que provas solemnes se apresen-
tem de i|ue elle praticou o facto, que se Ihe impu-
ta, e lano mais, se a aecusacao diz respeito oes-
soas iao altamente colloradas, como o presidenta
da provincia e o ein fe de polica.
O nobre deputado, devialer milito em considera-
cao o que deixo expendido.e proceder de modo con-
trario ao que leve, porque, senhores, desde que se
nao prava o que se diz, neohuma aecusacao pro-
cedente, e me parece, que para refutar ao nobre
deputado, basta negar oque elle ailegou,(muitos
apelados) i Hm incumbe destruir asaocusacSes
do nobie diputado,.-', rom a negativa, e nao '
smente no fio, que saonecessaias as provas, el-
las taiubem devem vlr para esta casa, porque ella
juli, ^ julga mu severamente. Em todas as as-
seinbli-as a allegado acompanliada da prova,
sein a ojnal nenbuma procedente, e assim qui-
se praiiea no Itio de Janeiro na cmara dos Sis.
depuiados. Aidda ha pooco, quando di-cutiac Sr.
Dr. Urbano as eleices de Pe nambuco, apresentou
doromeotos a cmara, para provar o que dizia, eo
niesmo fez o Sr. Dr. Suuza Carvallm, quando leve
de res|ionler ao Sr. Dr. Urbano, E e porque, Sr.
presdeme, all se pratica desta mam-ira? E' gem
envida, para que sejaui tillas por ventadeiras todas
as aJIegacjOM de um deputado, o qual uno obstante
a irre>poii suas opini'ies e nao obstante o seu cara-ter sizudo
e honesto; todava quando aecusa niio pode, e nem
deve ser acreditada, |>orijue a ser assim tolas as
aceusacSes seriara nrocedentes, e ficaria manchada
a repulacao do homem, e por ierra o mauestnso
principio i/uilibet presuimtur justas, doee prubclur
anjiffiff (Apoiados.)
Srihores, nos que temos por fim moralisar o
paiz, piando tivermos de censurar a administra-
rn publica para que ella trilhe o verdadeiro ca-
lumbo, devenios o fazer d'uin modo todo serio e
conveniente. A soeiedade nao se regenera com ac-
cus.t; es da ordem das pie fez o nobre deputado
as piimi'ias autoridades da provincia. (Muitos
apoiados, muito bem.)
Nao- rele nulo fartos sem documentos que levem
a convic.ro aos nimos, que o haveinos de conse-
guir. Nao sabemos nos de tudo i.-to ? Niio sabemos,
que os Tactos criminosos, eOMBOM os abusivos,
que se iittribuem a autondade exigein provas, e
provas rubu-tas para que pos>am ser aeredKados ?
Certainenle quo sim. E entilo |>ara que dizer-se,
sou deputado, os f.ielos esto na onscieneia de lo-
dos, e nenbuma necessidade tenlw de os provar ?
Nao, Sr. presidente, niio posso concordar com
essa tneoria, quero urna convici^o muilo robusta,
c d>'Siie que essa couvicyo nao pode apparecer,
nao se deve jidgar mal de pessoa algunia.
O Sr. Aqaujo Bahiios :O contrario ti urna ver-
dadera anarclna.
(Ha ouiro aparte.)
O Sn. Auai.'jo li.uiu'o :Anarchia de principios,
nao tome o negocio a in parte.
O Sn. Gosqalvb* baSlva :O nebre deputado
4we ainda, que eslava aeostumado a prolligar o
poder ha ouu annos que linha assvnto nesta casa.
Tenli aeompaiiuado as discusxjes desta assem-
blea : gosto de lr tudo quanto occorre aqu, e me
record prrfeitamente que o obre deputado a ex-
cepto do anno |>assado e deste, nunca profligou o
podt-s.
O Sn. DnuMMo.ND :Nao apoiado.
O Sn. Gof,ALVEs da Silva :O anno passado o
nobre deputaiio proflig u o poder, norque entao
comecava a se formar a liga, e o oobre deputado
nii concordando com ella, inauife-tou-se em oppo-
sico, este anno pela mesma razo contina ein
eu proposito ; mas nao me record, qae em os an-
uos amanlos j noure drputaio Hnosse o ftwiiiio ;
pelo cuolrario o nobro deputado entenda que o po-
der marchav muito reg'.iiarmili\ nao tendo pra-
tirado fc algum, que iMtTtsse a sua censura.
Como, pois, vein o nobre deputado dizer, que ha
orto annos profliga va o poder, que era um deputado
que nao dava o seu voto ao governo, sem Ihe fater
as devidas censuras ? Eu, pois, Sr. presidente, nao
pude deixar de estranhar, que o nobre deputado
aecusasse a admintstraco desta provincia, levado
nicamente por motivos futeis, sem que lossem
coherente com a sua anterior conducta.
Mas urna aecusacao e manifestou nesta asa, e
foi que os cofres da polica se haviam aerto para
a compra de voto.
Quaes Ibram esses votos comprados, quem os
comprou ? Nem ao menos se indigita ama pessoa
quem esses votos fossem comprados 1
Nenhoma p***rn me diz o nobre leputade-, eon-
serva-se silencioso, e eu entendo, que est comple-
tamente aniquilada essa sua aecusacao. (Muitos
a< miados.)
Se as eleiyoes que liveram legar no anno prxi-
mo passado, correram mullo regularmente...
Um Sii, Defutado :Segundo a sua opinio.
O Su. GoxgALVBS da Silva :Segundo a opiniao
geral.
ti nobre deputado quer saber porque assim me
exprimo ? Eu Ihe direi
II.i quatorze annos, que o partido liberal de Per-
nambueo naoexercia o direitode volar, essedreito
poltico da maior importancia, chegou a occasiao
delie subir ao poder unido rom o lado moderado
dos saquaremas, chegou a occasiao de exercer esse
direito, e o pvrtido liberal, que inquestiooavel-
niente a maioria da provincia, correu as urnas cer-
rado, compacto e clii-o do maior enthusasmo e
prazer, e nenhuma necessidade tinba de trafican-
cias, e de empregar meios menos legitimo?, me-
nos decentes, para depositar as urnas os seus vo-
tos, e triumpliar, (muitos e prolongados adiados,
muito bem, muito bem) era a nacao inteira que al-
mejava esse da, que tantas fadgas nos custou, que
tanto suor nos fez derramar, e que tanto cus-
tou a chegar, e por isso j v o nobre deputado,
que neuhunia necessidade ludamos que o poder
nos auxiliasse, para que a eleicao fosse livre, e o
tnuinpho completo. (Muitos apoiados.)
(Trocam-se diversos apartes.)
O Sk. Costa RiuEino (para o Sr. Araujo Barros) :
O nobre deputado era redactor do Diario do Re-
cife.
OSt.Ahaujo Barbos :Fui sim, para melhorar
a poltica, para desenvolver o pensamento da con-
ciliaban, quando nao se (juiz sso, quando se quiz
voliar aos amigos lempos. Sou filho da poltica de
conciliacao.
O Sr. Goncalves da Silva -.Portanto, como ia
duendo, nao linha o partido progressista necessi-
dade do auxilio do administrador da provincia, e
nem do chefe de polica, porque era um partido,
que ha muitos annos viva no ostracismo, que de-
sejava ardentemeute, que chegasse o da da sua
emancipaco, para depositar as urnas os seus vo-
tos, e deste modo intervir nos negocios pblicos de
seu paiz, (Repetidos apoiados, muito bem, muilo
bem.)
E quando se descobre n'um partido poltico tan-
ta avidez de exercer o seu mais sagrado dircito, o
direito de votar, nao vejo que se possa dizer com
vaiilagem, que as autoridades influirain, para quo
esse partido triuinphasse. Se o partido progressista
estivesse em minora, se nao estivesse ha tanto
tempo fura do povo por assim dizer, entao poderla
proceder o argumento do nobre deputado, mas o
contrario disso foi o que se deu, como tica demons-
trado. (Muitos apoiados.)
Ainda disse o nobre deputado que muitos em-
pregos se deram em recompensa de servicos elei-
toraes.
Mas, quaes sao esses empregos ? A quem se
deram, quaes os individuos para elles nomeados 1
O nobre deputado nao se diguou de mostrar ; e
de .de que o nobre denotado o nao fez, cabe por
trra tambera essa sua assercao.
Sr. presidente, tstou convencido, que taes empre-
gos se nao deram, que nao havia necessidade dis-
so, assim como nao houve de se gastar dinheiro
para a compra de votos.
Sr. presidente, o nobre deputado no grande em-
penho de aecusar ao Exin. presidente da provincia
apresentou outros fados, esses fados j foram po
mente refutados pelos nobres deputados que rae
precedern! na tribuna, mas nao obstante direi
sempre algunia cousa com relacao elles.
O uobre deputado trouxe o fado da gratificacao
dada ao padre Joo Jos de Araujo por haver com-
pleta lo doze annos de ensino em sua cadeira de
instruecio primaria. Este fado acha-se perwila-
mente explicado pelo nobre depulado do !! distric-
to, o |ual nos fez sentir d*uin modo tao inconcusso
pie elle nao (3ra ref-rido exactamente pelo nobre
lepuCado, quu esta Mlllllll'll com taes expUrardes, por|ue sendo a maioria da
assembla daqueile tempo ofensa ao referido pa-
dre por elle haver dado inforniaees, que nao Ihe
agradaran), entendeu que devia elle ser privado
daquella gratilieacao, e por isso ronsignou na le
do orcamento, i|ue ella Ihe fosse negada. Mas desde
que houve um tal procedimento, Sr. presidente,
desda que exista urna le permanente,determinan-
do que os piolessoies que tivessem mais de doze
anuos de serveo, percebessem uina graficacao,
|ue o presidente da provincia, valendo-se dessa
disposcao, o fez muito em regia,obmu de accordo
com a niesina lei, porque como tambera j se dis-
se, esta lei, que ti permanente nao poda ser revo-
cada por urna lei epheinera, transitoria, por urna
lei de orcaniinto.
O Su. AiiAuo Baaos :Da mesma maneira ti;
nlia-se dado gratiiieacao ao pi ofessor Simplicio Jos
le Mello e a outro. esta assembla liona appro-
vado.
O Su. C.om;alvks da Silva :Ainda mais por
esta razio.
O Su. Mauvnhao :Peco-lhe encarecidamente
qii.- faca sentir aos nobres deputados que no Li-
moeiro e Bjm Jardim sao os nossos amigos liberaos
que estao n:is iiosiqes.
O Su. Goxijalves da Silva :Anda mais, Sr.
presidente, porque profssores cm idnticas cir-
cuin.-iaucias tinham receido as graliucafdes, que
por le Ihe compeliaiii, por mandado da assembla
da|uelle tempo, de raolo que s a excepcao se es-
lendeu ao Sr. padre Joao Jos de Araujo, por ter
commettido raves neceados contra a maioria da
referida assembla.
Entendo, que nesta parte esl justificado o pro-
cedimento do presidente da provincia. (Muitos
apoiados.)
Emquanlo ao facto de ser empregado o Sr. Loyo-
la Jnior na thesouraria provincial, o mesmo no-
bre deputado pelo 2o districto mostrou, que os ser-
vicos deste ci ladao eram all indispensaveis, e que
o presidente devendo ronhecer as necessidades pu-
blicas, nao hesitou um momento em nomea-lo,
mandando todava pagar-lhc ditos servicos pela
verbaeventuaes, visto como na le do orea-1
ment nao havia quota para esse fim. e nnguein !
dir, que nesse procedimento do presidente nao se I
dso ninita regularidad!', qne elle nao esteja pie- i
mente justificado, porque elle tem todo apoio na
lei, e n'uraa necessidade publica.
Portanto, este faci trazido pelo nobre deputado;
iun.' capitule de aecusacao contra a administra- i
o do Sr. Silveira de Souza, fica plenamente refu-
tado.
Emquanto a adjudicacao de duas casas penen-!
eentes ao Sr. Antonio /os de Castro, se encarre-'
gou de sua justilicacao, e o fez d'um modo muito I"
lucido e bullante o nobre deputado secretario, i
o quai pedindo a palavra, para tratar especialmen-1
te leste ponto, o fez de modo convencer a cama-1
ra de que o acto da presidencia foi o mais legal, j
o mais justo, e at mostrou, que o nobre deputado \
pelo 3 dstrido j se adiava convencido de sua i
justica, mostrando-se satisfeito cora as explicai;des,!
que se havjam dado.
O Sr. Dbummond :Perf-itamentc ronvencido.
O 9a. Goncalves da Silva :Folgo muito com
isto.
O Sh. Drcsimond :Isto prova, que eu fajo ac-
eusafdes na melhor boa f, tanto que estou sempre
disposto a confessa-lo, quando me convencer.
O Sh. GoNgiLvos da Silva :Nem mais tncarei
n'ste ; e o nobre deputado que se mostrou tao d-
cil a respeito d'este facto, devia tambern s-lo a ,
respeito dos outros.
O Sr. Orummond : Nao ha dentidade.
O Sr. GosgALVBS oa Silva :Ha, pois nao I
Dtga-rae, nao se satisfez com as explicacoes, que
deu o nobre deputado pelo prmero districto o Sr.
Soares Brandao, quando tratou do contrate celebra-
do com o Sr. Paes de Mello Barrete ?
O Sa, Dhcmmond : Nao live a honra de o ou-
vlr, mas Ihe garanto que nao me convencera.
Sr. Gonc,alves da Silva : Se o nobre depu-
tado tivesse ouvido, havia de convencer-se.
O Sa. Dkuuuond :Ouvi as oulras explicacoes.
O Sr. Goncalves da Silva :Houverara novas e
mais con vi urentes razoes, que nao poderam deixar
de calar no esprito do nobre deputado.
O nobre deputado pelo primeiro districto pedio a
palavra para explicar esto facto,e o fez de ura rao-
do tao convincente, to satisfactorio, que nao del-
xoo sobre elle a menor sombra de duvida.
O sn. Uhij.mmond :raz-rae <> ousequiode fiipio-
duzir aargu.nentai;ao do nobre deputadi?
O Sr. GoMcalves da Silva :Fa-to-hei em re-
sumo.
O Sr Mello Barrete contraten a conservacao e
reparos de urna estrada por l:?005000, como sabe
o nebre deputado, o presidente pjde contratar", at
a quantia de COOOi&OOO, logo por esse lado o ron-
trato foi ramio legitimo. Depois o Sr. Mello Barre-
te contratou a conservadlo e reparos d'essa estra-
da por preep muito inferior ao que tinham sido
contratados outros leos em idnticas circunstan-
cias, custando a provincia maior dispendio, quasi o
duplo do qne custou o do referido Sr. Mello Bar-
reto.
D'onde se v, que o nobre deputado nao and muito em regra quando aecusou a presidencia pela
celebraro de semelhante contrato o qoal em vez
de merecer as censuras do nobre deputado, devia
antes fer elogiado ( muito apoiados.)
J est convencido ?
OSr Drcmmond :Ainda nao.
O Sr. Goncalvys da Silva : Eis-ah! por que
eu sinto, que o nobre deputado nao tivesse ouvido
as explicaos do nobre deputado pelo primeiro
districto, por que a sua a argumenlacao foi tao con-
cludente, a sua demonstragao tao lgica, tao clara,
que nenhuma idea se pode accrescentar mais essa
mesma argumentado.
O Sn. Francisx Pedbo :Elle foi precipitado
n'essa aecusacao, hoje conhece isso.
O Se,. DniMnoNu : Perdao, nao o autorisei para
tanto, nio Ihe dei procuracao.
O Sn Francisco Pedro :Confessou-n n'este mo-
mento, appeli. para a sua consciencia.
O Sr. Goscalves da Silva :Depois d'esse fac-
to, ainda o nobre deputado aecusou a presidencia
em relacao ao contrato do Sr. Manoel Goncalves
Nunes Machado, para a factura da estrada de'Buja-
ry cidade de Goianna, dzendo, que o presidente
nao linha autorisacao na lei para fazer esse con-
trato.
E' verdade, como j disse, que a lei marca, que
esses contrates se possam fazer, at a quantia de
0:000,5000, e o de que me oceupo excedeu muito
esta quantia. Mas, Sr. presidente, desde que se
conhece o que a estrada de Bujary as estac5es
invernosas, desde que se sabe, que o transito pu-
blico se torna quasi impossivel de Bujary cidade
de Goianna, nao se pode deixar de reconhecer a
conveniencia, a utilidade de uina seminante es-
trada.
O Sn. Ahaujo Barros :O contrato esl aqu,
reprovemo-lo I
Um Sn. Dec-itado :Nao ha contrato que se nao
defenda por esta forma.
O Sn. Goncalves da Silva :Esta estrada foi
praca por duas vezes, sem que apparccessem lici-
tantes, e o presidente da provincia tendo informa-
^5es muito exactas de sua urgencia, entendeu de
a contratar, estabelecendo no contrate cond;5es
muito favoraveis a fazenda publica, romo o nobre
deputado ver do niesmo termo do contrato, o qual
ha de ser presente esta assembla. 0 nobre de-
putado, que j foi Goianna, sabe perfeitamente,
que sem manifest Inconveniente nao se poda dei-
xar de contratar esta pequea parte da estrada,
que poe em eommunicacao constante a importante
cidade de Goianna cora esta capital. Durante o in-
vern sao extraordinarios os atoleiros, interceptara
completamente o transito, mormente as innunda-
c5es do rio Capibanbe. : raesmo no tempo de vero
ha varios lugares de dilcil passagein. como, pois,
em vista d'estas circunstancias, se ha de dizer,
que o presdeme nao poda contratar a factura
d'essa estrada ?
Depois, com que coedicoes foi feito esse contra-
to? Cora militas clausulas, e todas ellas era favor
dos cofres provinciaes, sendo a primeira e sem du-
vida a mais importante, que elle nao poder sub-
sistir, sem que esta assembla o approve : elle
est todo depeudente da approvajo Testa assem-
bla, a qual Ihe poder negar o assentimente, se o
conhecer lesivo aos interesses pblicos, e desde, Sr.
presidente, que semelhante clausula inserida no
contrato, que nao se pode dizer, que o presidente
quizesse desperdigar osdinheros pblicos, que elle
obrassse irrellectidamente, ou levado por motivos,
que nao fossem de utilidade publica. Nunca deve-
se suppor, que ura presidente de provincia que o
primeiro a zelar os interesses da provincia, que
administra, que o primeiro a querer o seu en-
grandeciinento moral e material, obre precipitada-
mente, quando contrata a factura de urna estrada,
cuja necessidade por t dos sentida. Elle tnfalli-
velinente tem de ouvir as pessoas mais habilitadas
e de sua maior confianza, antv i de dar aquello pas-
so, e urna vez o dando e na melhor boa f, e na
mais robusta conviccao de sua proficuidade ( nu-
merosos apoiados, muito hem, muilo bem.)
Um Sn. ei'iitaoo :Isto nao tem resposta.
O Su. Goncalves da Silva :Nao tem resposta,
-Ui bem o nobre .i.-|.molo. Bita rondieao que
existe no contrato, para raim nao condicao, cir-
cunstancia substancial, tanto que niio o approvan-
do esta assembla, elle deixa do existir.
Por tanto, Sr. presidente, nao se pode fazer in-
crepacoes ao presidente da provinca, por tal facto,
elle andou muilo bem, por que concliou perfeita-
mente urna necessidade publicado prmeraordein,
com o estado dos nossos cofres.
A circumstanca de ter o presidente contralado
com um fallido foi completamente destruida, por
que o nobre deputado pelo primeiro districto mos-
trou com documento extraliido docartoro do juizo
do conunercio, que nao havia tal fallencia na poca
do contrato, apresentou urna certidao authentica
n'este sentido, e por conseguinte esta circumstan-
cia foi tambern plenamente justificada
O Su. Drummond :Eutao nao houve a fallen-
cia ?
O Su. Goncalves da Silva : Foi julgada casual
e logo que urna quebra julgada casual, nao ha
mais crnne, para pie o individuo pie se diz fallido
nao possa contratar muito legtimamente.
Um Su. Deputado :Nem se pode chamar fal-
lido.
O Sr. Gon;alves da Silva :Nem se pode cha-
mar fallido, urna pura verdade.
O Su. Dhi m.mond:Entao nao precisa rehahilita-
cao no caso de fallencia casual ?
OSO. Goncalves da Silva :Perdao meu col-
lega, isto para o comniercio.
Evplicados os fados que serviram de captulos
de aecusacao, de modo a nada deixarem a desijar;
isto nao podendo elles fazer carga ao presidente
da provincia, o que^resta da aecusa^a feita pelo
nobre deputado? Cousaalguma.
Sr. presidente, pude conhecer, logo que o nobre
deputado comecou fallar, que elle nao estava
preparado, que Ihe falleciam os meios de chegar
ao lim que se propunha ; todava quiz dar ex-
pansoo sen genio ; quiz, satisfazer talvez algum
corapromisso( apoiados e nao apoiados. )
Agora duas patarras ao nobre deputado pelo pri-
meiro districto, que acompanhou tambern ao nobre
deputado pelo lerceiro em suas accusac5es ao pre-
sidente da provincia.
O nobre deputado fez sentir, |ue a eleicao de
deputado que leve lugar n.esta provincia, foi urna
partilha leonina, que nao houve lealdade, mostran-
do d'este modo que o partido progressista nao fora
sincero, nao era un verdadeiro partido.
O Su. Costa Kibeiro :Tratei d'isso nao em re-
lajo a administrarlo, mas com relacao ao procedi-
mento do directorio.
O Sh. Goncalves da Silva :Entao o nobre de-
putado nao fez a adininistracao re.-poiisavel por
esso facto?
O Sb. Costa Ribeiro :Nao tratei d'isso.
O Sn. Gorsr.ALVES da Silza :Pois bem aceito a
questo n'este terreno.
Sr. presidente, todos sabem que no dia 23 de
marco do anno passado, houve urna solemne reu-
niao n'esta cidade, composta de mais de seis centas
pessoas de ambos os lados polticos em que se di-
vide esta provincia, todos sabem que muitas d'essas
pessoas eram de alia posicao social e de grande im-
portancia. Feita esta reuniao, combnou-se em
nm directorio provisorio, o qual depois turnou-se
effectvo : este resolveu delegar os seus poderes a
dous individuos em os quaes descohria toda apti-
dao, para confeccionarem a chapa dos deputados.
E.-ses dous individuos foram os Srs. Pae Barre-
te e Feitosa : ora desde que o directorio reronhe-
ceu que estes individuos tinham as hahilitacoes
precisas, para reconhecer quaes as pessoas capa-
zes de representar esta provincia Da assembla,
qur geral, qur provincial, que devia ser respei-
tada a chapa por elles organizada, que de modo al-
gum ella devia ser impugnada, sob pena de se dar
una verJadeira contradiegao.
O Sr. Costa Ribeiro : Eu e os meus conipa-
nheiros a sustentamos.
O Sh. Goncalves da Silva : Logo que e veri-
flcou a eleicao dos deputados geraes, comecaram a
appareeer reclamares pela imprensa contra essa
eleicao. Mas eu au vejo que os nobres deputados
tivessem razio de se oppr a semelhante resul-
tado, poique este nao slgnificava urna partilha des-
igual ou leonina, como disse o nobre deputado,
dando o lado saquarema um numero maior do de-
putados do que aquello que deu o lado liberal. Eu
vejo que houve tuda igualdade.
O S. Costa Ribeiro : Mostr slo.
0 Sh. Gonijalves o\ Silvi : Mostrarei :
Os Srs. Drs. heiio.-a" Urbano, Serfico, Souza
1 Baudera, Godoy e Brandao o que sero ?
'.ruzam-se minios apartes.)
m Sr. Deputado : O St. Brandao nunca foi
J como liberal.
O Sa. Goncalves da Silva : O Sr. Dr. Bran-
dao ha dez annos que tem assento no parlamento,
e durante este tempo tem-ie mostrado liberal, tora
manifestado ideas multo liberaes, tem votado com
os liberaes, tem sido votado por lles, cjiao sei co-
mo um hornera nestas circumslancas nao deve ser
considerado membro do panido liberal.
J v o nobre deputado que, sendo eleitos seis li-
beraes, nao se pode dizer que a partilha fosse leo-
nina, ponsse, sendo impar o numero de deputwlos
que d esta provincia, um dos lados havia de rafal-
livelmente dar metade e mais nm, sem que isto
fosse jamis alterar a igualdade da diviso.
Um Sh. Drm'tabo : Demonstre.
O Sn. Goncalves da Silv : Nao sei como de-
monstrar d'oulro moilo. Entao nao ser liberal o
depulado que ha dez annos est no partido liberal,
que durante algum tempo tem propugnado com to-
do o e-foroo e dedicagAo pelo triumpho de ideas as
mais livres, querendo o bem-estar dos Braseiros,
romo se pode verificar, lenlo-se os seus luminosos
discursos ? Quem ser mais liberal do que esse
homem ? Eu nao vejo.
Um Sr- Deputado : Quando elle foi guerreado
pelo Sr. Sergio de Macedo em 1850. foi para a c-
mara pelos votos dos liberaes.
O Sn. Goncalves da Silva :Apoiado. J v
o sobre depulado que, quando os Srs. Feitosa e
Paes Barreto incluiram na chapa o nome do Sr.
Dr. Brandao, foi no sentido delle ser liberal.
0 Sa. Costa Riheiho : E' a prmera vez que
me explicara a cousa deste modo.
O Sr. Goncalves da Silva : Pois tenho-a ou-
vido explicar muitas vezes neste sentido.
( Ha um aparte.)
ii Su. Aqaujo Bahhos : E a queslao nao era
de authentica, era de servicos.
O Su. Costa RiBEino : Eu comprehend bem
que a queslao era de servicos.
O Sr, Ahaujo Barros : Por que nAo proles-
tou ? Era membro do directorio, poda protestar,
era de sua obrgacao.
O Su. Goncalves da Silva : Mas, Sr. presi-
dente, a eu dzendo, que nesta eleicao nao se deu
partilha leonina, o que tambera se verilicou as
eleices de deputados provinciaes, porque, se for-
raos a cor poltica de cada ura, vemos, quo mais
de dous tercos desta cmara de procedencia libe-
ral, e ainda por esse lado a partilha foi era favor do
partido liberal. Na eleigAo para senador, dous fo-
ram os liberaes que enlraram na lista triplico, e
n'essa eleigao tambern mais lucrou o partido libe-
ral.
Um Sr. Deputado : Nao se encare a queslao
por esse lado.
O Sn. Goncalves da Silva : Desde que se
trouxe isso para a discussao, estou no meu direito,
apreciando-o.
Um Sr. Deputado : Nao se disse isto com re-
lacao eleicao de senadores.
O Sr. Goncalves da Silva : Tratou-se, disse-
se at que se havia excluido ura homem do povo,
um hornera querido dos Pernambucanos.
Um Sh. Deputado : E nao verdade isto ?
O Sr. Goncalves da Silva : Pois eu direi que
os eleitos erara homens do povo.
Quera negar que o Sr. Dr. Feitosa era um ho-
mem prestimoso, que tinha prestado servicos rele-
vantes ao partido liberal, durante quatorze annos ?
Quem negar os trabalhos e encommodos, os sacri-
ficios feitos por esse patriota causa do partid* ?
( Apoiados e nao apoiados, trocam-se repetidos
apartes.)
O Sr. Costa Ribeiro : Todos eram dstinctos,
ninguem Ihes nega o direito de serem eleitos, to
dos eram liberaes, mas o Sr. Silveira de Souza nao
tinha o direito de intervir, para dizer qual era o
que devia ser eleilo.
O Sr. Goncalves da Silva : J o nobre depu-
tado ladea da questao, ella nao foi collocada n'este
terreno, mas sim no de ser excluido um homem
querido do povo. E pergunto, haveria n'aquelle
tempo um homem mais amado do povo do que o
Sr. Dr. Feitosa ? Um homem de intencoes mais
puras e mais liberaos, de coracao mais patritico,
e que mais Irabalhasse em prol desse partido a
que se diz perlencer o nobre deputado ? (Apoiados
e nAo apoiados.)
Sr. presidente, quando um homem trahalha (*>m
0 esforgo e dedicago, com que trabalhou o Sr. Dr.
Feitosa era prol dos interesses desta provincia por
tantos annos, quando ura homem tira de sua algi-
beira muitos conlos de res em favor d'um partido;
quando sacrifica os seus commodos, os seus inte-
r.-sses, arrostrando todas as difflciildades em prol
rt'uina idtia, pode se vir dizer n'esta casa, pie este
hornera nao >' um liberal disiincio, que preterio ao
hornera do povo ? ( Apoiados numerosos, muito
bem, muito bem.
Nao posso ouvir dizer, que a eleicao, que favore-
eeu a um lioinein n'aquellas condigoes, nao esco-
llieu a ura horaera do |Kvo, nao escolheu a um ho-
rnera querido dos Peruanibucanos. (Muilos apoia-
dos.)
O Sn. Costa Ribeiro : O Sr. Dr. Feitosa
muito dislindo.
O Su. Goncalves da Silva : Sr. presidente,
como se falsea a opinio publica deste modo !
(Cruzara-se muitos apartes.)
Se isto se di em relacao ao Sr. Dr. Feitosa, o que
diremos em relacao ao Sr. Saldanha Marinho ? Nao
sera o Sr. Saldanha Marinho um hnraem do poyo,
um Pi-rnambucano muito distincto? (Muilos apoia-
dos.) Quera poder negar os servicos prestados na
impiensa e na tribuna por este Ilustre. IVrnainbu-
cauo era favor da causa da liberdade ? (Estrondo-
sos apoiados, muito bem, muito bem.)
O Sr. Saldanha Marinho era tan querido do novo,
que, n'aquelle tempo, o partido divergente, os libe-
raes genuinos, que niio aconipanharain os progres-
sistas, o levarain era sua lista, votarara n'clle mui-
to espontneamente. (Apoiados.)
E quando, Sr. presidente, os fados se passan
! daquelle modo, como dizer-se que essa eleicao foi
leonina, que a pai lillia nao fui justa, conteinplan-
' do-se dous liberaes e um conservador ?
Me parece, |ue pelo lado das eleieSes, qur ge-
1 raes, quer provinciaes, c qur de senador, nao se
pte censurar ao partido progressista que andou
muilo em regra. (Muitos e repetidos apoiados-)
Sr. presidente, esl no conliecinieiito de todos
quaes os resultados lienelicos das eleigoes provin-
! ciaes. Todos vem os caracteres que ellas manda-
ran! para esta cmara, e ningoem jamis poder
por em duvida o patriotismo de cada um dos seus
membros, (Muito bem,)
Entendo que nao ha demonstrado mais significa-
tiva da sinceridade do partido progressista do que
serera eleitos para deputados provinciaes homens
tao condecidas pelo seu decidido aferr as instilui-
c5es que nos regem e s ideas de liberdade. (Mui-
tos apoiados.)
Sao essas eleices, senhores, que mostram d'um
modo irrespondi'vel que fui regular o procedinieu-
to das autoridades, e que Ivouve toda a liberdade
no processo eleiioral. Foi o partido progressisia,
foi o partido, quo os nobres deputados conibaterain
desabridamente, quem fez tudo isso, que seriamen-
te nao pode ser contestado. (Muilos apoiados.)
Se as autoridades iulerviessem na lula eleitoral,
vr-e-hia um semelhante resultado, nao se laii.un
os tactos de todos os tempos de todas as |iocas ?
_ Um Sh. Deputado : Logo todas as autoridades
sao boas.
0 Sr. Goncalves da Silva : A consequencia
do nobre deputado.
Quero que se apontem essas faltas, esses desvos
das autoridades, esse proceder reprovado, porque
s assim poder-se-ha dizer, que os nobres deputa-
dos teem razAo ?
Sr. presidente, o partido progressista quer o en-
grandecimenlo e a nioralidade do paiz (apoiadosi.
e o quer por meio de aetormas muito conveniente.
A nossa constilujcAo ferida mortalinente era mui-
tas de suas disposicoes pelas leis que nos regem,
sejam, pois, reformadas essas leis : venham, dis-
poidedes mais necessarias ao progresso e desen-
volvimento da nagAo brasileira (muilos apoiados).
Reforme-se a lei da guama nacional, alliviand>se
o mais que fr possivel o cidadao brasleiro desse
pesado e terrivel onns, a lei de 3 de dezembro de
4811, para que seja mais bem garantida a hherda-
de individual : de-se mais liberdade ao comnier-
cio e refrmese a nossa legislagAo hypolhocaria,
preteja-se a agricultura, alargando-se as nossas vias
do eommunicacao, fagamos tudo isto, senhores,
porque este o grande desidertum, o sonrio do
i partido progressista (Muito bem, mnito bemf.
Quando, Sr. presidente, um partido tem lo no-
1 eres aspirac<5es, quando o presidente do conselho
de ministros vem ao parlamento, e diz com a sin-
ceridade que tanto o caraetersa, que a bandeira
do partido progressista o desetivolvimento moral
e material do imperio do Brasil, por meio de re-
formas aconselhadas pela razao e experiencia :
quando elle nos aprsenla de um modo tao claro o
seu programma, nio sei que se posa com vania-
gem fazer seria opposgAo a esta ordem de cousas.
Eu quero que todo o governo tenba opposigo,
mesmo porque isto do nosso systema, mas nao
quero urna opposigo systemattca, caprichosa e a
lodo o transe acinlosa. Quero, que se espere pelos
actos du governo, quero que se espere pelo seu
procedimento : esleamos de sobre-aveo para ver
so ello cumpre todas as promessas, para entao o
podermos censurar con dados seguros e seria-
mente. (Muitos apoiados, muito bem, muito bem.
Senhores, desde qne o governo nos promutler
reabsar taes e taes reformas, desde que elle se
responsabili-a pela talicidade do paiz, aprestan tan-
do at os pontos capitaes sobre qu torio de versar
as reformas indispensaveis, que nos devenios er
prudentes, tendo toda a paciencia para esperar
por essas reformas, e toda e qualquer oppo>igao
feita desde j, inconveniente, por desnecessaria e
desrazoada. (Muites e repelidos apoiados>. Eu es-
pero que os nobres deputados dissidentes se com-
penetrar Ao dessas minhas reflexCes, sendo mais
moderados em suas aecusages actual ordein de
cousas ; espero raesmo, que elles doceis como sao,
e dolados de senliraentos muito livres, anda bao
de adherir a essa nova ordem de cousas, ainda ho
de ser progressistas.
0 Sr. Sabino Olegario : Ninguem aecusou o
governo geral.
O Sr. Goncalves da Silva : Desde que se
aecu-a o presdeme da provincia, aecusa-se o go-
verno geral que o conserva. (Apoiados e nAo apoia-
dos).
O Sr. Sabino Olegario : Ora esla I o presi-
dente nao pode ser um doudo, sendo o governo
geral muito bom ?
O Sr. Goncalves da Silva : Sendo o presi-
dente um doudo, o governo que o conserva nao
pode ser bom.
Um Sr. Deputado : Nos temos muita espe-
ra nga de melhoras.
O Su. Goncalves da Silva : Folgo muito que
o nobre deputado manifest esta esperanga : eu
tenho tambern esperanga de que com pouco mais
o nobre deputado ha de estar era minhas lileiras :
espero muilo breve v-lo as lileiras do partido
progressista ao meu lado.
O Sr. DwDono : Acredito que o nobre depu-
tado nao renegn seus principios passados.
O Sr. Goucalves da Silva : Nao ceriamente.
O nobre deputado mais do que ninguem me co-
nhece, sabe desde que tempo sou pinico : sabe de
meu carcter poltico e particular, o como rae hei
conduzdo era relagao a poltica do meu paiz.
Eu poda entrar agora em oulra ordem de con-
sderagoes, mas nao quero fallar de mira, nAo
quero por de parte essa modestia, da qual tantas
vezes tenho me oceupado no sentido de mostrar
que ella indispensavel em todos os nossos actos:
passarei adiante
Espero, perianto, que os nobres deputados ve-
nham ainda para as minhas lileiras, porque elles
no fundo de seus coracoes, estao convencidos de
que o partido progressista um verdadeiro parti-
do, nao o que dizem.
(Cruzam-se muilos apartes).
0 Sr. Goncalves da Silva : Nao se incom-
inodem os nobres deputados, porque eu j deixo
este terreno e passarei a outro muito diverso.
Sr. presidente, recordo-me, que o nobre deputa-
do pelo primeiro districto ainda aecusou o presi-
dente da provincia e o chefe de polica, dzendo
que a provincia eslava militarisada, que grande nu-
mero de delegados e subdelegados eram militares,
e que os roubos e assassiuatos se repetiam todos
os dias.
Sr. presidente, confesso que esla proposico me
sorprendeu por tal norte, que eu dira que ella se
nao havia manifestado uesla casa se a nAo tivesse
ouvido.
Senhores, todos sabem, que sao pomas as auto-
ridades militares existentes na provincia, e me es-
sas mesraas nao foram nomeadas por occasiao das
eleiges. Depois, lem-se reconhecido feralmente
que o systema de autoridades militares muito
proficuo, quando necessario neulralisar certas
influencias locaes, quasi sempre projudiciaes or-
dem e socego publico, sendo que sAo essas as que
produzera ou geram rixas e desavengas, sempre
desagradaveis e de ms consequencias.
Um Sr Depuuado : Foram nomeadas depois
da dissoltigao da cmara.
O Sr. Goncalves da Silva : Mas, meu collega,
nAo foram nomeadas pela adminislracAo passada, e
sim muito antes, sendo posterior eleigAo. Como
iafdizeno>, essa nonieagAo de militares para os
cargos policiaes as vezes una necessidade, pelas
circunstancias peculiares das localidades, e isso
nao se tem dado s em Pernambuco, mas sim ein
outras provincias do imperio com grande proveito
e vantagem para a tranquillidade publica, o estou
persuadido que o nobre deputado nAo desconhece-
r semelhante necessidade.
O |ue acabo de dizer se acha confirmado pelo
Sr. Souza Caivalho quando ora va na sesso de 4
le marco do correte anno na cmara dos Srs.
deputados ein resposta ao Sr. Dr. Urbano.
Um S-. Di-r-t'T.vDo SeWTb>i.4 S$9 aceiio
muito essa autoridade.
O Sr. Ahaujo Barros : Deve ser recebida,
porque autoridade mnito distineta.
(Cruzam-se outro* apartas).
r9t. Goscalves da Silva : Peco licenga a
V. Exc e a casa para ler a parte do' discurso
qne ha pouco me refer :
Disse o nobre deputado que a provincia cs'a-
va militarmente governda e era estado anormal,
porque existan) alguns delegados o subdelegados
de polica que eram militares. Entao no estado
anormal e governadas militarmente estao quasi
todas as provinrias do imperio, porque em quasi
todas ellas ha delegados e subdelegados militares.
Houve una presidencia que foi julga la por todos
como muito iinparcal em eleiges, a do Sr. consc-
Ibeiro Paranagn, na provincia do Marauhao ; o
entretanto foi uina das presidencias que noiweram
mais delegados e subdelegados militares. Se isto
legal ou nao, respoadam os precedentes c a prati-
ca de quasi todo o imperio.
Mas suppoe a cmara, que de ordinario urna
medida de forga e comprrssao a escollia de um de-
legado ou subdelegado militar ? Nao.
t Ordinariamente, quando as peqoenaa tecali,
dades lavra extensamente a Intriga, como cost-
me, o presidente da provincia, para nao prolongar
mais este estado, mela ura homem de fra da
localidad'', que possa ser impareial como delega-
do, c entao o Horneado um militar. As reieseste
empregado como transigao conveniente entre
; urna autoridade de um partido e outra ilo partido
i contrario.
t Quando o governo quer manter a liberdade
i do voto em una locahdade. s: ha de entregar o
poder um hornera que perteiua ura dos parti-
dos da trra, ral procurar a impareialidade sob a
a farda honrada de um militar, que sendo eslra-
nho localidade, nao tendo inleri-sses all, tendo
de rollar depois para o seu balalliao, esl mais no
caso de fazer justica, sem temer os potentados e
chefes de partido de aldeia.
f J v a cmara |ue essa aecusagao de ser a
provincia governada militarmente uina banali-
dade.
Delegados militares exstem no Maranhao, no
Piauhy e era quasi toda a parte,
Quando o Sr. Souza Carvalho dizia estas pata-
rras, o Sr. Dr. Urbano nenhoma reelamagao fazia,
tendo antes o Sr. Godoy dado ura apoiado, don-
de eu posso concluir que sao exactas as proposi-
ciVs daquelle deputado.
UmSh. Depuiado : Nao foi contestado ?
0 Sr. Goncalves da Silva : Nao senhor.
Entendo, pois, que vinba muito a proposito este
trecho do discurso do Ilustre Sr. Souza Carvalho,
em que elle justifica esta medida, que muitos pre-
1 sidentes tem adoptado.
Um S. Deputado :-Pode ser as vezes til, mas
; em regra nao
Outro Sr. Deputado :E contra a lei.
0 Sh. Goncalves da Silva : A le de 3 de dc-
j zembro manda que os delegados sejam pessoas re-
sidentes no lugar, isto verdade, mas as rudas de
conveniencia publica, as razoes da manutengao da
ordem (Ao necessaria a soi'iedade ohrigam muitas
vezes fazer-se unaexiepgao na lei, e o presiden-
te que procede de conforinidade com aquellas ra-
zoes, nao deve ser censurado, porque o seu proce-
dimento leve como fundamento a ordem e o soce-
go publico, sem os quaes a sociedjde impossivel.
(Muitos apoiados.) Sr. presidente, mais duas pa-
lavras, e tere concluido o meu discurso.
Eu nao vejo, que se tenham dado na provincia
esses roubo-, o esses assassnalos de que nos fal-
lou o nobre deputado.
0 Sr. Costa Bbeiro :Eu determinei.
O Sr. Goncalves da Silva :Naoubstante o no-
bre depulado determinar, como disse, eu ainda re-
pito, nao vejo, que se Icnham praticado em ta-
1 manha es-ala criraes lao graves,como os apontados
pelo nobre deputado; pelo contraro anda nAo vi
a minha provincia lao socegada : ha muito tempo
que nAo vejo tanta paz, tanta ordem. (Numerosos
apoiadosj
Vejo, Sr. presidente, que no relatorio da presi-
I dencia se faz sentir, que os erimes teem diminuido
| consideraveliuente, que nenhuma alleracao soffre
i a paz publica, e me parece, que sendo o presiden-
te da provincia o mais habilitado para conhecer de
todas as graves oceurrencias, que nellase dan, de-
vemos ai-reditar no seu relatorio, e termos a inaior
convicgAo do que lisongelro o estado da provincia.
(Apoiados.) Depois, senhores, em lodos os tempos
se deram roubos e assassnalos, e eu nao sei que
se possam Imputar ao governo (arlos deta mem,
a menos que se nao prove, que os cnmimiwM mm
teem sido punidos. Em todos os tempe*, rrpita, *.
teem dado roubos e assassnalos, deraaY-se e M
de se dar sempre, e s se leve censurar a
dade, quando ella negligente qnaaHe
pre os seus deveres, mas desde qae o l.
da provincia solemnemente reeomnvivta ,
gao dos delicio, e desde que se taz enVrtWa
punigao pelos meios lgaos, nio pede a pra*
desses actos ser altrihuida a nova ordem de
zas, porque sao (actos de lodos os das, a
dos.)
O partido progressista nao pe ser rr-anaoaiu I
pela pratica dos crimes, porque a sua mmm r
punir esses mesmos crimes, seta soein fr ose*
autor, ou autores : elle tem por rim r>t;i*iierar
paiz, e uao se pode regenerar o pata **m a r*m
cao dis delinqnentes, que o primeiroe o mais ri-
goroso dever do poder publico, i Muilos -r iilim
muilo bem, muito bem.)
Tenho pois tratado, ainda que perfuiM-toriam*-
te de todos os argumento dos nobres itmitu
que me precederam na tribuna, i* que prmMM-
ciarara contra a actuabdade, e me parece utu
res, que os tenho combat*, rom sjnsjajausj rRr-
gan.lo a conclusao de minhas ideas, e coavrer*
)Muilos apoiados,) ^^
Demonstra que sou progressista, qae o partas
progressista um partido nobre, e roe se masan
do da maioria da nagao s rile pode fazrr asea
febeidade. (Numerosos apoiados, moilo bem, ao,.
to bem.)
O orador cumprmenuidti pelos seus anMto*
REVISTA DIAIU.
A assembla provincial, na sesso de km**
ouvio, urna reelamagao do Sr. Nabur, por ttrrr
votado na sessao anterior dispeoM 4 mimn,
do projecto de forga policial, sem ter a rasa Mae-
ro legal de Srs. deputados. Fallaram sobre Ha .
Srs. Jacobina, Ruarque, Naeor e Araujo nWnw
sendo approvado um requerunenlo de Sr. Baor-
que para que fosse annulUda essa votarn.
Na i.* parle da ordem do dia appwsaa mb pa-
recer da cominissao de ordenados mdei'ruawfc a
pretengao do Dr. Jacobina, jurz de direito ajan n -
tado.
Itegeitoa um dito da rnmmissao de orame**
provincial negando ao coronel Jus Pedro VHfosv
da Silveira dispensa dos juros qae deve a ibr-
soui ai ia provincial, sendo mandado a tenfirisMr mb>
projecto como emenda concedendo o qae negava
parecer.
trabando em discussao o parecer de abras pu-
blicas acerca do contrato para a eoHucagie de an-
illo urbanos, fallaram a favor os srs. Amvi
Buarque, P. Baptista e contra o Sr. Jarebwa
do adiado pela hora.
Na t.* parte da ordem do dia aprecies) esa 1*
discussao o projecto de orramentu provnsrial q<-
approvou al o arl. 18 exclusive. Brando adiad)
os afta, l.'l sobre a repartgao de obras pobbra. e
1' que consigna verbas para diflVreMes obra
Fallaram sobre a materia 09 Srs. Sa Pemra, Aasva-
I thas, Ramos, J. do Reg Barros. Baptista. atonrifae
' e Araujo Barros.
Ao arl. II foram ollerecidas as segrales eesen-
. das :
t Ao 7. do art. 14 substituidlo pelo jrgiis>
j Mainzes sendo 604U0O para a de S. J** drMa
I cidade, e 1 OfUOU para cada orna das jigm.
: Goianna, Nazareth, Limoeirn, Inpazrio, Cabo
1 Buique, Papacaga, Jaboatao, Una, iHirieury, a-
ranhuns, S. Bento, Senhor Bom Jess da Igrep
Nova, druar, Serra Talluda, o um para a tfrryt
de S. Antonio de Pedras de Fogo n:tait|ML
Francisco Pedro. irixrira de Mello.5rri I
: do. (OHcalves da Silra. Andrade Um
, nto.Mur'anhao. RockaeL Rrgo Borro.i. *v
! llego Barros.
t O G." do arl. 1 i seja substituido pelo segas
. te : Obras novas, sendo 8:0U04UUu para tmaeerfci
' da ponte de Caxanga que devera ser contratad .
( :(I-.imh)-jIhhi para a de Motoodombo. i-lrn
j to ihki5inki para a de Pirapama, idea; 9 m#m
! para as constiuici'ies de casas para barreiras :
i 40.U00JUU0 para' rontinuacao das obras da casa aV
detengan que dt;verao igualmente ser nmiraiafes:
12:0\VJ000 para coiistruccao e reparos de raeVia-
aonde e como o governo achar mais najsjnjjajj Mi!
11I:(W0*U00. Araujo Barros. toares aVee-
dao. Af/rrs llama.
< Emenda ao cap. i.* art. Mi. 5 6.*: E 3:ttaa*
para eunstruccao de ura agude em Salgmwr.*/-
ca Huiros.Silra Burgos. Franca.
Emenda ao cap. 6." art. I4.': E t MOlun
para eunstruccao de ura agude ero Flores. W-
u Hitrijiii -piulen Burros.
Emenda ao art. I I 6.": Sendo nv-iade A
verba destinada a ronstiuccao da ratteia de Naza-
reth. nlirrira Lima. ,
1 Accrescente 6:0003000 para ranah-avao d'af na
potavul para a cidade da Victoria.S. R.Osrrt-
lliu Moma.
Ao art. |."> accres.ente-se o sefuinle J 2. SinV
vencao a actual empn-z dramtica isatSiaj.
S. H. Araujo Barros.
Enien.la ao anp. i.- arl. 14 3 6 4 (>-)
para dous agudes no lerino de Itoique cootarra !
Garaiibuiis. nos lucares' SH pie cmara 4esif-
uar. TeUcira de Mello. \ J. do Reg B-rr$.
Stlra Burgos,
1 Ao do art. 14 do lil, 4 acrresceole *:Ss*J>
para una ponte sokro Ojie Munda aa povoara
de Crlenle, comarca de (liranhuns. tnreirn 4r
Mello J. Reg Barro*.pitra Burgo*.
Supprinia-se o SS 8- li art. 14. -.*i Pereirm.
' Ao 5 7." diga-se sends I.OOO-50 i |..i
triz le Darreiros. S Peteira.
No liual do (i.- dii:a-H' sendo 6 iamK>f-ara
acabainenlo da casa da cmara pniMipi.i na
villa do Bonito aliui de servir pra .- -.---
cmara, jn \, easas das
aTiescenle-se 3:80 000 I
pie serve de cadeia da villk
de Mello. J. hijo Bono*.,
Emenda.Aeresceute-sl
tinuacao da obra do Gjins
SM Ramos. ,
Emenda ao ".' do art.j
paia a matriz de RL g. ,u
da. B. Franca. Fiainis,
rus.Sitca burgos.
No SO." do art. 14 em vi
a nova puOM do Cmousj reparos da mesma.Silra
Amijiillias.
No 5 4 o do art. 14 em Id
diga-Se 10:0005000. Camilli
A m dewi do dia para hop
anterior.
Enlrou hornera era julgaiiento pt-ranle o jar
o processo en >|ue aecusatin Leuorio Phm<> 4n
Mello como autor do assassinito eoinnu-ttHl esa a
noite de .'i de Janeiro de |8.V> lia pessia lie KnuHa
no Antonio Moreira, ha vendo w-cirrido o (ario no
lugarejodeiioniinadoTorrena freguezia dos Alo-
gados. I
llavendo coinegado o proc.-s'uperant- osoMeiV-
gado da Magilaleua por denubria interpola per
um lilho do olleiiilidn, ib'si-iio o autor dodireiiu ..
proseguir na aecusagao que em razio da naiureza
inalliancavel do debelo foi incumbida au miiiltru
publico.
Dando-se lugar ao debate entre as partes trp.H-
do interrogatorio feito ao reo e Irilura do nranii
rio, foram produ/idas a acrusarao peiu Dr. promu-
tor publico e a defeza pelo Dr. Jt- K.-b-rioilai'.u-
nlu Salles, sendo inquirida as teslemuiihas daar-
cusagao que comparecern! em numero OV quar
Ivu vista das respostas dada aos quiMlus p>-k,
conselho oe seutenga, o Dr. juiz de direito, jalan
do ao reo Leoncio Pinto de Mr lio ocurso au grao-
medio do art. 193 do col. crun. o e
solTrer a pena de 14 annos de priso si
payar as rustas do feito.
Pedindo e obteudo a palavra. derlarou o
do da defeza appellar da seutenga para o
da relacao re|uerendo que se lomasse por
apellago e protestando arrazoar na instancia sa-
perior.Teve deferiraente.
O conselho de sen tenga .compoz-se dos sefSMMV
Srs. jutzes de facto :
l)r. Augusto Freilerco de Oliveirx
Dr. Joao Pedro Maduro da Foosera.
Francisco Geraldo Moreira Temporal.
Major Claudino Benicio Mat ludo.
Luiz do Reg Barros.
Jos lliplisla de Castro Silva
Jos Thoraaz de Agniar.
Manuel Duarle Rodrigues.
Felisberte Ignacio de Uliveira.
llenrique de Miranda Hrnriqoes.
Jesuino Rodrigues Cardoso.
Anacleto Antonio de Moraes.
Levantou-se a sesso as 3 horas da
Em sessao do conselho director da i
publica, foram honlem apreciada* as pravas 1
candidatos s cadeiras vagas de MsIrnrgMi |
na do sexo masculino, sendo cosnVaaap r
da commissao de exame.
A vista do que foram tres jolgados ao 1
serem prvidos, sendo um rrgeiudo.
ludii-ni-ia- e rasWns; t
tra a cooipra da
de Bnipie. T
\ S0.000->01 SI para rtm-
sio IV-ruaiiibucauu.
14 : Servto I isini
|enlia ta S.-rra TaHw-
Ptdro. Silrm Bar-
r ,Je ."O m'^i p.
-,.. Ill l.L>..l ,
trios.S. bnimim.
ar de l*).inn3f**>-
Motea. .
a roulinuagao a
e a


./


y
Comegou honlem o concurso da thosoararia para fozar das delicias de urna corle onu'*' nada se
provincial para o lugar vago de escripturario da geza, aiada quando se sinla os calorosos elfefos de
niosma repartico, tendo assistido a parle do acto o ama epidemia de dinlieiro.
Sr. presidente da provincia.
Foram apreciadas as provas de grammatica na-
cional de escripturago commerciat. examinando
Na antmvespera de partir para sua provincia
natal, o Creso paulistano fui faier as suas desped-
das artista absoluta, e querendo signiflcar-lhe to-
Passados us toitos e entregues os distribuidos,
deram-se os seguales
Jl-LGAMENTOS
Agoraros de petirao.
Aggravant, Joaquim Manoel do Reg Brrelo ;
aggrarado, Domingos Francisco de Soasa Leo.
, Relator o Sr. desembargador Santiago,
ella dansava, dsseltic estas palavras repassadas Sorteados os senlxires desembargadores Gitirana.
de liberalidade : I e Accioli.
DepWs'd'amanhSa delio o Rio e sigo pareo, Negaram provimenlo.
Bananal. Deslava fazer-lhe um mimo, que me Aggravante, o curador geral ; aggravado, Froi
tornaste lembrado como o mais eutliusiasta dos seus Joo de Nossa Senhora do Rosario,
admiradores ; o que ser ? Relator o Sr. desembargador A-sis.
-Nao pudenda ser a sua presonea, nada quero. Sorteados os senhores desembargadores Almeida
J v que me pede o mpossivel: em S. Pau- Albuquerque e Accioli.
lo, como aqui, disponha de iniui. e as suas ordons Nao tomaram conhecimento.
soro cumpridas com a mesma ponlualidade; po-1 Aggravante, Antonio Joaquim de Mello; aggra-
rm nao exija o que nao posso salisfazer. Como vado, o juizo.
boje nao ha espectculo, |iodemos dar um passeio Relator o Sr. deserabargador Doria-
roa do Ouvidor ; ajoole esl lindissima, e me i Sorteados os Srs. deseuibaniadorcs Almeida e
inspirar um meio de mostrar-lhe quaoto Ihe sou Albuquerque e Assis.
atfeigoado. Nao se tomou conhecimento.
Ao Qm de nieia hora entravam o barao e a dan- Aggravo de instrumento.
Faz-se preciso que seja (obstruida a excava- sarinaem casa de um joalheiro (qual d'elles?) e' Aggravante, Jos Mendes Carneiro Leo; aggra-
go, que ha na ra do caes do Capibaribe ; |wis da aquelle lngara os olhos vidraca dos brilhantes.! vado, Joao de Souza Leo-
sua existencia podera provir cousequencias funes-: Quaoto cusa este par de bichas ? perguutou; Relator o Sr. desembargador Peretli.
tas, sendo ato para admirar como j se nao tonham S. Exc. ao negociante. Sorteados os Srs. desembargadores Almeida e
ellas dado com os carros que por all traosito. Dous contos e quinhenlos. Albuquerque e Dona.
Jo* Ignacio, morador no lugar Sacco do TV- Ajire t O prego am poueo salgado Dcram provimento.
are, do termo de G-aranhuns, suicidou-se cora um E no eatanto noposso abaixar am real que Prorogac&o de inventario.
tiro, suppondo-se estar elle em estado de alluci-, seja. Concederam a prorugago para inventario pedi-
nagie. Pois bem... veremos Isso em ontra occasio ;
Damas abaixo a leilura do publico a ordem o senhor comigo nao perde.
do dia com que o tenente-coronel Monteiro iniciou | Assim fallando, o baro dirigise porta para
a sua a.lminiMraco do presidio de Fernando, sen- retirar-se.
do esta pega um honroso documento dos servicos' A bailarina abaixou a cabera, como quera cura-
do nosso amigo o Sr. coronel A. Guies Leal, que primentava, e disse bai xinho ao joalheiro : j
fthrr t l>ratKrtw. ... gar,a Mrn >f *fe \hrt e Ift4.
livee aiiula teaho duvdas a este respeitu.
ratri; aCOtnetidb d
nesu materia o Sr. Dr. Antonio Witrnvio Pinto : da a sua idolatra pela graga e perfcico com qae (
Bandeara e Accioli de Vasconcoltos e naquella oSr.
iitguel Arehanjo Min lelo. .
S 'o concurrentes os Srs. JoSo Carneiro Monteiro
da Silva Santos, l'ivssesJustmanode Oliveira, Do-
mingos de Seuza Leo Reg Barros e Jos Piretti
Ser, lvenlo um desles por incommodos deixado
de conliuuar a concorrer por occasio da segunda
prora.
Iloje deve dar-se a ultima prova, examinando o
Sr. Antonio Egidio da Silva, e em seguida ter lu-
gar o julgamenlo.
O funeral qae mandam celebrar em suffragio
do conselheiro Paes B.rreto ser amanha, na ma-
triz desta freguezia de Santo Antonio.
Acha-se encarregado da oracao o padre mestre
t'r. Joaquim do Espirito Santo.
i competentes na materia" avallarlo nado por habei mdicos ..rulmu-.-e pina a Babia,
agora o mea preeedimenio
dito titulo 6 ou nao nullo. e
1 *']"'*, a agricultores mais ahaMad.*, em
Babia, m e ihhi,^ paca a ii'iiscr.irjf ik->st
eio fratamento. at qne ful pe- i,,,.,
da por
nlla apreciado devidamenle pelo sea digno ir- Pona de parte essas bichas ; amanha vol-
oio d'armas
Quartel do commando do presidio de Fernando de
Noronha. 17 de abril de 1864.
ORBEM DO I.V N. 1.
< Recebendo nesia dala e commando desie pre-
sidio, que me foi Miado pele governo imperial,
m aviso de 3 de marco ultimo, de um dos mais
beaemeriiuu ivffluiaiu de nos?o ^xercito o lllm. Sr.
coronel Antonio Gomes Leal, cujo carcter firme e
tarei.
No dia seguale ella appareceu mui cedo,ins-
tando para que se tfzesse algumabatiinentono pre-
go, vio que as suas rogativas correspondiam a ma-
Ihar em /erro fro.
O nuu compankeiro est resol vido a nSo dar
mais de dous contos ; e porque faeo grande empe-1
nho em posewr esses orirhantes aifoi Hw trago qui-1
nhentos mil ris : quando elle c voltar feche o
iieruardino Jos Monteiro.
A revinta cicel.
Recrreme, Jos Fernandos Guimares ; recor-
ridos, Jos Rodrigues Goucalves Valle e outros.
Relator o Sr. desembargador ssis.
Sorteados os Srs. desembargadores Reis e Silva,
e Gitirana.
Ficou adiado.
Appellacfio civrt.
elfos decidiro se o e all oonfinuou m hi , quando o seja, se me ganda vez desengaada pelos mdicos d'alli. che-1 r.minri, ,i,,.P ^ n ftliv
e*n pro inawlariaa nullidade por simples despa- ?ando eu a Macri. um amig.. pedio-me, no o' MbK-Si2f '
Cno, se:n diSCUSS'1 iLri .^. .. :...... r_____________.______<.. a- i-i._:..:_______" ___ "
11II.' lll
Eii
IIW uiti
descobr
rara, como a,n,U nv, faiiam, as lutes e proficiencia xarope -Iberio de veame ) se acl.ava elle no es- lhe totm "0< ,p' ,*JJ'' '^TV^' '">
illu^lradissimo Sr. Dr. Cy- tado de pasear em casa, desapparectda a ioape-, 1to WM dulJi, .^j^,' ,!.,lfc^I'" 1"
tencia, e os escarns de sangue ; e a tosse mi- ,rt,ilaniropia das a>seinbk;aV ac.ir,.-
"gv''\ i u- .a a i i <> ""^ro das eil.M-anas i i.^*.,
Ifo Hin da segunda ja achei em estado de faze-lo j
passear pelo sen sitio todas as inanbaas. Acabada
esta o aconselhei, que conlinuasse no uso do mes-
roo xarope ellierio alternado com p rharo|ie alnao-
lico de relame, e que usasse dos banhos salgados
Para preenchimenlo da raga que no senado ac- na pancada do mar. Sentio elle nos primeiros
deixar o fatlecimento do Sr. consolneiro banhos alguna choques, mas um o aconselhei que
quo superabundam no
priano Fenelon Gueites Alcoforado.
Recife, S6 de abril de 86i.
Francisco de .banjo Barros.
KlelfSo de Nenador.
Francisco Xavier Paes Brrelo,
.. tntrpm
ffU Boin-Con-eln.. de PaparaVa .! *,;
urna patf.i a ineusali.l.itl.' .! s",
Ahmenlai-r. qiiufidiaiM. tammmn parat
mogocceia: cune c le>i..|a.i jaMar, ri
diasde precitos qM ha ra, la.-..iiiM,e
)s exercicios religiov.-t ipi ti.li.m.^
de un nidrio c 11 mi hora je ufar*. rin>.
vai-se proceder continuaste, com o que se ten. dado muito bem, Vldj0 ,., Ir,.s ,,;ri,,s !iWMaJ ,n Wr,.
rSST iela,ff *" uma,UsU ,np,MeU a ^* tm' lenno.re-(:,'"'o rartas de Maceio, em que de l)r^K fa hris ^ ^L^ m,trn
leaoo lido a honra de azer parte da lista da se me communica qaal foj eseolhido o Sr. conselheiro Paes Brrelo, Nesta molestia mmaU .i,. mo.i,.n &. !i
da, ootro e meia
a os expositores de medicina nao (.in|,.
ZSSSS"uaPde .nV0 ei,ndidi,,0 fc Dr- JwMui,n !!!"*' ba"lK,s %?. ^mas quando delles, Aprenden, a lar, esrrerer omlar. r.slur3
aaiadnna Mannho. tratam, dizem ser apphcados contra as escrfulas, labiriniho bmii |HiraUu< e Usaa
Qnalquer cousa que dissessemos solire o carac- hypochondria, otherismo, amenorrhea, raclhis- ,j a,"\'t^^tnSTe*
ter, qua idades e servicos que tornam este Ilustre mo etc.; entretanto vi este bom resultado no tiibo faie, das dH^o a' asas i-^
Pernambucano digno da honra que solcita ao cor- do Sr. Christiano, e outros Tactos iSuaes tenho vis- '" ,e ,o"o h7niieni a7al w ie
po eleitoral. nos parece, seria por dentis. to as molestias siphvliras, e outras r":
Foi este niesnio corpo eleiloral
benigno pela primeira vez que se
reconbecendo os servicos, saber .
do Dr. Saldanha Marinho, o considerou
passada. o xarope ateoolico de veame, logo quo elle -
Urna vez, pois, sanecionadas estas qualdades |e- por em estado de largar as moletas, em que an-
la escolha dos dignos eleitores, nao tendo o Ilustre dava arrimado, o aconselhou que conlinuasse com
parlamentar em nada desmerecido do acolhiuiente o uso do ;ue.-mo xarope conjunctamente com os
muitas qae
f.izenda da Scrra d>
4 r.#r-
Appellante, o cnsul portuguez ; appellado, Ma-' que ha poneos mezes obteye, devemos presumir e banhos salgados, cora qoe se tem dado muito bem,
indepeiidenle reconhecido pelos nossos superio- negocio por aquelle preco.
res, leulio prazer e honra A frente daquelles, que '
do mesmo lilui. Sr. coronel receberam licoes de dis-
ciplina, moralidade, e justica. espero alcancar a
harmona, muila vontade, lealdade e zelo no'des-
empenho do servico publicc para o que me encon-1
Iranio sempre disposto a acompanha-los. Assim
Acabara a Sra. B... de sahir da loja, quando o Miguel, Evaristo, Qurino. Antonio e Roque.
baro entrou por sua vez, sem duvida disposto a Annullou-se o proeesso da formacao da culpa.
pagar a peso de dinheiro mais uma extravagancia designaqao de da.
de sua prodiga I idade. Assignou-se dia para julgamento dos seguintes
i Entiio, mea charo senhor, disse o nobre fa- feitos :
zendeiro arrastando uma cadeira e sentando-se,re-, Appellaroes civeis.
pois, contiuaro em vigor todas as ordens, e mar- flecho na nossa transaccao? Esl hoje mais razoa- Appellantes, os berdiros de Joao Henriques da
-cha do serrico do meu digno antecessor, at pie a vel ? Quer ou nao vender-mo as bichas pelos Silva ; appellado, oDr. Adolpho de Barros Caval-
necessidade permuta serem alteradas.Luis Jos dous cdntos ? I canti de Lacerda.
Monteiro, tenente-coronel cominandante. Que remedio tenho seno fazer-lhe a vonta- Appellantes. Dr. Joao Ferreira da Silva ; appel-
consta-nos queharendo a directora dasobras de, uma vez que o vejo delilieraJo a nao ceder I lado, Joaquim Jos Alves Luna,
.publicas, em attencao ao que dissemos em um dos Aqu as tem : por semelhante preco nngaem as Appellante, Jos Jacoine Tasso appellada, a
nmeros passados acerca da ponte da Magd dena, dara, e eu mesmo, se continuar a desfazer-me as- fazenda.
mandado proceder a um exame nos e presumimos por honra do Ilustrado corpo eteitoral e um dos mdicos, que all em Macei tem com-
que aera tao bem suecedido agora quanlo o foi na pleta confianca as preparacoes de veame por
i passada eleicao. mim feitas, pelos boos resultados, que tem obtido
A coherencia ama das primeiras qualidades em sua clnica.
I exigidas em poltica e o corpo oleitoraJ paruaiubu- Quando algaem se v ewn tosse vai ao medico,
; cano nao pode ser incoherente. .' este o examina e declara o senhor est affectado
Appellante, o promotor ; appellados, os escravos; O Dr. Saldanha Marinho o mesmo Pernambu- dos pulinoeso doente desanima, com esta senteii-
, cano que lia pouco anda foi to nobre e esponta- ca entende estar sem mais cura, quando os fados
neamente eleito; o mesmo carcter sisudo, o mes- e a ex|ieriencia teem demonstrado que mulos. ten-
mo liberal de principios sevoros e probidade incon- do procurado o lugar apropriado, se teem salva-
noel Jos Leite.
Receberam-se os embargos do appellante.
Api>ellacoes crimes.
Appellante, Joaquim Ignacio da Luz; appellada
a justica.
Confirmada a sentenca.
Brej..
no vil luis ; lem-sv i!, irlo |ar.i > ..n-ontii
gio 12 rezes ; a secra dr IHl :wal*i a mn t par-
le desse gado e existen* hoje 6\ ntwi..
A fazenda da Villa f... -iloada nuu' W ^fcni ;
lem-se nuu lo para o nawai ito i-.JU-jm 1 rraas
e existem aciuahm.-nte l."u raberas.
IVspendc-se annualinenle rom a (-la da drfllas-
ra M
Ga>tou-s' rom a aMgflMb tagua para n*tlr>-
gio lHli, alan dos nMMi lral.alh*ktrr.
lis paramentos don ;>r w4 *>
leinplo. o asseio. a flpgfl frnr|..s m
das de-validas do ButiMMisrihit, .-i..,
qualqui-r elogio.
ma ponte, verificou nao se acharem elles no estado
em que nos informarain; e coiiseguintemenle ne
nliutn receio ha de que as cheias do presente in
rerno possam deita-los abaixo.
Folfamos poder dar esta noticia, que servir
balero porta e vuu tomar-me conlas.
O baro pagou e lerou a joia eomsigo. Chegando
ca>a examnou de novo a compra que fizera, e
eutrou a scismar.
Que bellos brillantes pensouelle; sao nul-
para tianqullisar os habitantes daquelle pitloresco!' lindos paraeu da los a urna pilladora, que ape
arrabalde, que muito solTreriam, se. por qualquer ; nas conheco, e ja tem minado soffrivelmento a m-
ni|irevsto acrideute, licassera priradM da inencio- i nna fertuua. Nada de disperdicios ; o bom senso
nada poule, e assim interceptada a franca commu-
nicacu com osla cidado.
Depois d'amanba, se extrahir a 4* parte da
Ia lotera da matriz de Barreiros.
HBI'AltTICAO DA POLICA.
Extracto da parle do dia 26 de abril de 1864.
Foram recolbidos casa de detenco no dia -'>
do corrente.
A' ordem do lllm. Sr. Dr. chefode polica, Ma-
noel Rodrigues de Souza, vindo de Santo Anlao pa-
ra recrula.
A'ordem dosob-dclegalo do Recife, Benedicto,
escravo de Jos Gomes Ferreira. requerimenlo
do procurador do respectivo senhor.
A' ordem do de Sanio Antonio, Antonio Lonrenco
Francisco do Nasciracnlo,por embriaguez; Jacin-
tho Ferreira Gomes, por disturbios ; Juo, escravo
de um tal Ferreira Lopes, por nfr.arro de pos-
turas.
A' ordem do de S. Jos, Damio Goncalves Pa-
checo, para nveriguacoes policiaes; Luiz Antonio
Eloy Beiu-viiies, |or briga.
A ordem do da Boa-Vista, l'rbano Cyprano
Leoncio, sem declaragode motivo.
O chele da 2" seccao,
J. G. de desquita.
o -3 -I 3 K 3 3 3 I 3 5 > ce > ta m o 1 S a. o S c Vi s
2 . i 1 i Masculino. 2! > n o r z > m V.
i i i i 1 Feminino. i- | I li 1 l 1 Ci l
1 1 1 1 1 Masculino. SI -1 -1 mI 51 V
m Feminino. 2
* 1 1 - > 1 I Masculino, i V. n i \ > < o V3 e
1 1 * m Feminino. ' e s.
1 m 1 A \ Masculino. 1 SI si ( 1 > a.
i = 1 . i 1 . 1 Feminino. er a. ce 9>
- i j 21 i 1 8 Masculino. V. o >
.1- * 1 - ao Feminino.
so X . . * ~ ^A TOTAL.
ADVERTENCIA.
Na totalidade dos doenles existem 188, sendo
alienados 8 homens e 28 mulheres.
Foram visitadas as enfermaras estes dias :
Pelo Dr. R.imosas 6 1|2. 610,6 3|4, 6 Ii2, 6 lr2,
6 l|2,61|2.
Pelo Dr. Sarment s 7 1|4,7 li4, 7 3i4, 7 2o,
7 1|4, 8, 7 20
Fallecern) :
Mara Luiz da Conceico, a 22 ; interite chro-
nica.
Gaspar, dem idem ; febre intermitente oerni-
cioa.
Man ment da casa de detencSo, no da 25 de
abril de 1864.
Existiam. . 340 preses.
Entraran;. . 23 .
Sahiram. . 26 >
Existem. . 337
saber:
Nacionaes . 231
Estrangeiros 35 .
Mulheres . 4 >
Esfrange ira . 1 >
Escraros . 63
Escravas . 3 >
337
Alimentados i cusa dos cofres provincias 155
Movimeoto da enfermara do dia 7 de abril
de 1864.
Foi removido para a casa de sade do Dr. Ra-
mos, Jacintho, escravo do Dr. Christovo Xavier
Lopes.
Passageiros do hiate inglez Belle, vindo de
New York:
Aiiru*) Blandin e as Sras. A. fi. Willians e M
Ji. Wilaans.
UM POtiCO BE TUBO.
Da Revista Popular transcrevemos o seguinte :
Nos tons temto* em que o theatro lyrwo viven
e tinha escriidurado um arremedo de corpo de bai-
le, reio corte o baro de ,abastado faiendeiro
da provincia de S. Paulo.
Tendoeiaprehenldo essa viaeem mais para di-
vertir-se do que com nutro fim, julgoa o bario que
recriara-se largamente affronxando os cordeis
saa bolsa e satisfazendo um por um todos oscapri-
4tM de uma dansiiria.
Pesado fardo para quem nao tivesse s" suas or-
den* umadefteoa de contos de ris em disponibili-
dad* activa f porm, como elle era bastante rico,
a alm disso a sua bnndadt mostrava-se infatiga-
vel sempreque a sojeitavnn a qualquer prova, a
carga tnnavaso snpporfavrl o nao o razia adornar.
Infelizmente para a bailarina o baro era casailo,
A esta va a expirar o pr.i>o que lhe fora concedido"
diz-me que volte para a minha provincia, e os olTe-
reca a minha mullier. E o que vou fazer.
A bailarina voado que o presente se demorava,
foi ter com o joalheiro.
Eulo, nao vendeu as bichas 7
Vendi-as, minha senhora, e mesma pessoa
que hornern a acompanbava.
Obrigada ; desencontrei -me por certo delle.
Dando este pequeo cavaco. que j a incommo-
dava, a Sra. I!... drgio-se ao hotel Pharoux, onde
morava o te* companlieiro; ahi perguntoii por
elle, e segundo as inforinaces que lhe deram en-
caminhou-se para a sala oceupada pelo Ilustre
hospede.
Com efTeito l estava o pagem do baro atrapa-
lliado com o tochamente das malas, c em cima de
uma mesa brilhava o par de bichas na sua caixa
de velludo.
Onde est o senhor ?
Sabio agora mesmo.
Que lindos brillantes sao etes !
E' um presente que o patro vai fazer Sra.
baroneza, sua mullier. Tenha paciencia, minha se
nhora, d-me este peccado, que o quero fechar em
quauto tempo ; d'aqui a duas horas estaremos
muito longe do Ro, c o Sr. baro deve estar mi-
nha esjwra.
Nesse mesmo dia o baro de ... viajava pela
estrada de Sania Iruz e deixava Sra.B.. .a
consolacao, tri do com .5005000 rs. para a comprado uma joia
destinada a uma rica baroneza braslera.

Se o commendador V. tem alguin defeito, nao
seguramente o da sovinaria ; o ouro que lhe en-
tra em casa parece estar sempre liquido, e corre-
Ihe por entre os dedos com summa facilidade.
Os seus hbitos de generosidade attingem muitas
vezes proporcoes extravagantes, c internam-se
pelos act-s mais smplices da vida. Quando d
esmolas, faz garbo de proceder como um principa :
nunca estende a mo para offerecer urna moeda
de cobre, e os mendigos que povoam opasseio Car-
celler o conhecem pelo seu mellior fregnez..
Uma destas tardes segua o commendador pela
ra Di rei ta e encamnhava- go ; ao chegar em frente da confeitana sahe-lhe
ao encontr ura individuo e supplica-lhe o bolo da
caridade.
O magnnimo esmolher sonda as algibeiras, en-
contra uma moeda de dous vintens e a entrega ao
mendigo.
Proseguindo no seu caminho, j tinha dado tres
ou quatro pateos, quando loi detido por esta sim-
ples exclainaeo de dolorosa sorpreza :
Oh I Sr. commendador !...
Elle volla-se, u v o meniligo immovel, tendo a
mo aberta e apresentando-lhe os d ms vintens com
um gesto cmico de pasmo e desconteniamenio,
que podia ser assim tradirzido :
Ora, pelo am.ir de Dous I onde tem a cabe-
ga ? Pois de veras o senhor nao se envergonha de
dar-me semelhante miseria ?'
Ah I lem razio, meu amigo, desculpe-me.
Dous vintens I...
Realmente uma ridcularia, porm, nao trago
mais comigo. Entretanto guarde-os e os de ao pn-
meiro pobre que encontrar.
0 Sr. desembargador Gitirana passou ao Sr.
desembargador Lourengo Santiago
A* apvelluces civeis.
Appellante, Domingos Jos da Costa Guimares;
appellada, D. Isabel das Chagas Guimares.
Appellante, Antonio Gongalves Ferreira Casco ;
.appellado, Joaquim de Souza Leo.
(reversa ; a mesma illustrago, desinteresa e pa-
triotismo 1
Teiniis pois o direito de esperar do nobre corpo
eleiloral desta heroica piovincia a eleicao do Dr.
Saldanha Marinho, romo um acto digno de sua in-
dependencia e illuslrago.
Um elettor..
lllm. Sr.Tendo solicitado do corpo eleiloral d
nossa heroica prorinria a admsso de meu obscu-
ro nome na lista trplice, que foi otlerecida co-
ra na ultima eleigao, consegu isto, e do modo o
mais nobre e luongeiro mim, que por to grande
considerago me confesso eternamente agradecido.
Da tribuna parlamemar eu me dirig aos eleitores
de minha provincia, e Ibes trbutei a homenagein
devida pelo titulo de suprema houraque me haviam
concedido.
O Sr. desembargador Lourengo Santiago ao Sr. Pela lamentavel morte do Sr. conselheiro Fran
desembargador Molla
A appellnco civel.
Appellante, Jos Joaquim Carneiro ; appellado,
Vicente Ferreira Loiiguinho.
O Sr. desembargador Reis e Silva passou .ao Sr.
desembargador Molla
A appellaciio civel.
cisco Xavier Paes Barreto d-se ora vaga no se-
nado, e nova eleigao vai proceder Purnam-
buco.
Apresento-me novamente, reputando de miuba
digmdade consultar ao mesmo coi po eleiloral se
nos poucos mezes decorridos da eleicao em -jue fui
! considerado tenho em alguma cousa destnerocido
Da Si mana Ilustrada extraliimos
A UM CANDIDAO QUE
NAO TIMBA
COADO.
DCT RKIS DK MEI.
Appellante, o visconde deSuassuna; appellados, do conceilo em .jai- se diguaram ter-me os eleito
a viuva e llardeiros de Sebastio Autonio Paes res pernambucanos.
Barreto. E porque tenho cousciencia de mim, como tenho
Ao Sr. desembargador Almeida e Albuquerque intima convicgo da dignidade, independencia e
A appellarao civel. firmeza do carcter de V. S., nao duvido contar
Appellante, Jos Gabriel de Mello ; appellado, com a sua valiosa coadjuvagao em prol de minha
Francisco Jos Pinto. candidatura na eleigao que se vai agora progje-
O Sr. desembargador Almeida e Albuquerque ao der.
Sr. desembargador Mutta Ausente do campo onde a eleigao vai ser despu-
Ai appellaroes civeis. tada eu nao cont seno com a Iwndade, e honra
. Appellante, Felippe Gomes da Frota Jnior; ap- de V. S., em cujas qualidades confio plenamente.
pellado, Francisco Ferreira de Mello. Sempre firme nos principios liberaes, paratriuni-
Appellanle, Francisco Marinho de Albuquerque pho dos quaes nenlium esforgo a sacrificio tenho
Mello; appellado, Francisco Jos Vianna. poupado me reputo no caso de merecer a rouli-
Appellante, Gabriel Antonio; appellado, Fran- nuago de seu apnio.
cisco Santiago.
O Sr. desembargador Peretti passou ao Sr. des-
embargador Accioli
A appellarao civel,
Appellante. Rila Joaquina de lloara ; appellado,
Vicente Antonio do Espirito Santo.
O Sr. fciillilisalilil Accioli ao Sr. desembur-,
gador Assis
.1 aiii'ejlacao civel.
Appellante, Dr. Deodoro Uipiano Coelho Cata-
nho ; pppellado, Jos Paulo do Reg Barreto.
0 Sr. desembargador Assis passou ao Sr. desem-
bargador Doria
4 appellaciio civel.
Appellante, Jos Joaquim das Neves Canella : ap-
pellado, Manoel ones Boosoa.
DlSTIUBUig0K>.
Appellacoes civeis.
Ao Sr. desembargador Reis e Silva
Appellante, Joo da Cruz e Silva
Manoel Joaquim da Silva Leo.
Ao Sr. desembargador Almeida e Albuquerque
Appellante; Felippe Gomes da Frota Jnior; ap-
pellado, Domingos Gomes na Frota.
Ao Sr. desembargador Motta
Appellante, a nava de Manoel de Almeida Cala-
Fico as suas ordens.
De V. S. amigo, patricio, criado e ohrigado.
Joaquini SaUinnha Marinho.
Rio de Janeiro, 7 de abril de 1804.
PSJBLHAGOES 1 PEDIDO.
l*htyslea.
I O xarope etherio de veame por mim preparado,
muito tem aproveitado aos qoe soffrem desta mo-
lestia, e de lamenlai se, que, no obtuario desta
cidade a maiora dos que sucumben) de tubrcu-
los pulmonares, sem procuraren) o recurso do pra-
tico e do experiente, que Ibes podem eticaininliar o
in.-io de sua salvago.
] O Sr. Braga Com toja de ferragens na ra
annellado 1>'re'la' fui desengaado por dous habis me-
ii otros, acha-se bom com o tratamenlo por mim
' prescrpto.
; A Sr.* Jeronyma Marta da Conceigo, moradora
na Iraressa do Monteiro n. 10, acbando-se desen-
gaada, tambera mim recorreu e acha-se resta-
belecida.
Vm sobrinho do senhor professor de X.v.ereth do
Cabo, acna-se bom. como se v de sua carta abaixo
nho ; appellada, a f izenda.
;Sia!tXdJFeS Liraa; appellado, '^7;^.al... de outros fac.os,que pedera aqui
' 11' U(_ 11.1 Id I .
A phtysica a deslruico e a magreza de todo
Manoel Gomes da Cunha Lima.
A' 1 hora da tarde encerrou-se a sesso.
COMMyCABOS.
0 Sr. Br. Cipriano VeMIon Cuedes Alcoforado, r
juiz iiuiiiiripal da seuuoda vara.
Em um dos tpicos da qnesto havida entre o Sr.
deputado Buarque de Macedo e o Sr. Dr. PenWon,
a proposito da venda feita a Antonio Jos de Castro
de um sitio o casas adjudicados fazenda provin-1 fresca.
cial em execucao desta contra Joo Carneiro Hios i Todo o seu alimento se ha de dirigir a moderar
e outros, sitio e casas de que Castro se considerara a acrimonia dos humores, c a nutrir, e susler o
preciso redozi-lo ao uso de
t Do J#>< mtlil dr W*n-i.
L
Aeommi>s<> eiii-aiTegada s bt-ral K*nm.
senador Francisco \avi,r Vm-* Itirr.+i. nmviJ
aos llvins. senhoio mmmi pasa r+*ras
missa do Irigessimo da purf aba-t do mmw
culo, na igreja matriz di- Santo Alo, a In *
do corrente.
PHiTms vpe.taes
do; e assim explicara inuilos expositores de me-
dicina.
Ora, nesta provincia temos facilidade boje a re-
curso do ar ; por que a na frrea nos proporcio-
na, pois que era pomo lempo ama pessoa que axis-
la ousta cidado fcilmente se transporta para as
ultimas estacos de Gametoira o Una, lugares pel-
lo do Bonito e de outros pontos que sao considera<
dos serian, quauto mais que os niesmos asgares
j nao sao maos, segundo, pens, principalmente no
vero.
Mas dir-se-hauma pessoa pobre niiotem mais
de se transportar e d'all e.-tar sao se respou-
de, que, naquelles lugares existem casas vasas e
allugam-se por prego commodo, e mesmo mullos!
gneros de primeira ueressidade, alli se venden !
pelos niesmos precos que aqui.
Aquolles, pois, que cstiverem nestas crcums-
tancas, eu Ihes facilito explicar os meios pelos
quaes se devem reger, e Ibes fornecere os me.li-1
cntenlos gratuitamente.
Nao deixare de advertir ao publico, Jque as mi-
nias pre|iaragoes de veame sao reunidas com ou-
tros ingredientes, e com elles tenho obtido ptimos
resultados; nao se engae o mesmo publico eom
outros, que por ah se anniinciam. cujas prepara-
eoes ignoro, assim com o aproveitaaaenlo del le?
aos enfermos, a quem por ventura lenham sido ap-
plicados ; cada um responde por si, e eu allii 1110
com verdade e que aqu tenho relatado, cujos me-
dicamentos nesta provincia s vendo em minha bo-
tica na ra Direitan. 88.
Jos <7n Rocha Parantes.
Nazareth do Cabo, 7 de setembre de 1863. -
lllm. Sr. Jos da Rocha Prannos.' 0111 o niaior
prazer levo ao conhecimento de V. S.. que o (len-
te que V. S. acha-se administraado-lhe remedios,
acha-se no todo reslaheleeido, poriauto, nada senl>',
tendo desapparecido no lodo a losse, lem muila O novo banco de PanaiUico
disiHisco comida c acha-se nutrido. Deixou de: dendo a razo le ''5 |*r arro.
tomaros ltimos remedios que V. S. receitou no; ____
dia 30 do pasaado, resta agora V. S. mandar- EM 2l>1iE ABRIL DE l*
me dizer qual a dieta que o doenle deve conser- O banco d.scoiila na provine *n,irii
var e por quanlos tempos, mencinnando as com- ceuto ao auno alo o i i.i-. do qu.iti
,.,..,^ a surara! > 4r Wrmf.
Entre as nnumerartt* rbutm dr pilnli qae
conliiliiailaiiienlo >e annunci.-im, a pinhut VvejBtBBSI
assucaradas de Komp mi r '|oo >i-|ms^hi r .n-iVrar
eosM e preMypa dw apenlva omsIsbb, rnpii-
tamenle enVatrs o *hmtoBmtr** noff-n-iv,.. \x
sua coni|Misiro nao entra um > iimri. < 6e
nenliuina substancia mineral. Om-iitii>- s. e>
uiiiivi remedio iti^mtbpara w dwsvaegane^
n^omafo, irregnlarblasV da nssaw r.^-nyraw.
I habitual, alTeci-iM-- i.iti..-;^. .ii-i*- an
eiifermidiHlos ilos .-ni -tin*i~. prctominanbr SMft
climas t-aliilns.
Tomadas lem|Nt evitara nfallirHmmlf
fileros tligolns epiilenoio> | m,l mi. < lii
nlorlro|iica-.. 9*0 ;i noio..- BSMM i|n^ fr
em frasquinluK dr ii\.i;.i 1 a rapa a-ninraodejan
os i-ubro annsai va soai > ino.t-- ,>~ ku msv
ajirailaveis ao paladar. Aoltam-.....i balas i-bMU-
cas do iniuiilo eem IVrn 0110 i< m- l.^< .V- UraA*
A; C.. e de Caors i\ Barbo*!
COMMtaClO.
p..ra \:
las que devora usar daqui em diante.
Rosta-me agora agradecer V. S. o cuidado que
tomou notratanjento > 4|nieu sobrinho. abaixo dr
DeuS .1. v-i. 1 1 o so r.-slaliele<-iin.nl<> p*-' lv
V. S.. e par isso pode V, S. sempre contar eom 08
raeus diminutos prestimos, e desejarei em todo 0
lempo dar uma prova do inca rccooliecinionto.
_ Desejo V. S. todas as venturas, por ser de
V. S. muito respeitador e obrigadissimn criado.,-
Francisco lieringuc Cesar de Mearse.
: Pa lacho
ira deiioninago) ; i Hiato inglez KW/r-larinliartelrig"
Barca ingleza Travelert.irtnlu d
l*ira a historia.
No anno da graca 1864. no reinado do Sr. D.
Pedro II, sendo presidente d^ eoasctho o mini.-iro
dos negocios da jusliga o sen .dor Zacharas de
Ges e Vasconcellos, presiilente de Peruambuco o
commendador Dominaos de Souza Leo, c sota o
imperio das ideas polticas departido____(arada
nao sabemos
achando-se, ja ha muito, incompleto o tribunal do
commercio daquella provincia, e haveadn um dos
dous ullmos adjnnctos deixado o exercicio. no dia
17 de marco, |>or ter sido nomeado membro do
supremo tribunal de jnstiga. ficou aquelle tribu-
nal do commercio absolutamente impossibihlado
de futiccionar, havendo por sso cessado a admi-
nistrago da justiga comniercial de segunila ins-
tancia, desde aquelle dia ate hoje, eom a mais se-
gara esperanra de que esse grande beneficio ainda
continuar por algum tempo.
Acredita lo-hes. vindouros ? II I
ti de abril de 1864.
por cont at o do sais BMas, s fu rssqwesaai
sobre lilulus comnvrcai -
praeas d 1 Rio se haetro a Baia
Alfaatilt**;)
lloiidimonlo do dia I a tt.......
id.11 do dia 21).................
Movlineali da .ilfai
Voioino; enlradns com fazemtas. ..
coiii geu**r<>->.
Volume? sabidos
f
' SJB
cajas.
azenou-.
gneros..
- Vff
MI
neacampai aa saa i~ i
inglez Ht-jillucar\ 1.
9
senhor |ior titulo de compra, fundado no qual diz o duente, para o que e
mesmo Sr. Buarque poder o referido Castro ter-se ( regetaes e hsite.
opposto aquella adju-licacao, expressa-se o Sr. Fe-! Toda comida e bebida, que se tomar
nelon pela seguinte raaneira : em poucas/porgoes, para evitar que o
Se a Fortuna tem nos odos
Uma venda de selim,
Deve ter um deputado
Pelo menos boteqoim.
A I'M CANDIDATO
MUITO ICO,
PIDO.
I'ORBM MUITO ESTU
Amedeu, p'ra ter dinheiro,
Seus talentos wnpeubou.
tjuer ag.-ra resgala-los,
Mas o prego os penhoreu.
A UM CAtiDmATOI LLUSTHADO, PORKM POLCO SEGl'KO
NA BUSCA.
De que serr esse talento,
E>sa grande erudiccao,
Se, calado, no Calvario,
Nao podas ter perdo 7
A UM CANDIDATO, CUJA POUTICA NINCVEM PODA CO-
NHCBR.
Se a luz esclarece 0 mnndo,
Deve a cam'ra tur p ha rol,
Era'"ira aprsente o prisma
As sete cores do sol.
A UM CANDIDATO SINCBRO K PATRIOTA.
Representar neste palco
E' diiTicil tal papel,
Porque, em ve de theatrinho
Elle torre de Babel.
E tantos outros versos dignos de serem lidos
pelos nossos le lores, mas que a progurga do tro-
cador de linguas nao con&ente qae reproduzamos
oeste jornal.
O Sr. (-astro nunca apresentou titulo legitimo
de proprieda.le deste sitio, embora o Juiz municipal
da segunda vara lhe ra.anilasse dar n sen requeri-
menlo pos como o que para esse fim apresentou era millo por
ha de ser
excesso do
chylo fresco opphma os bofes, e accelere muito
circulago do sangue.
Muilos doenles desla molestia se teem entregue
ao uso do olee de ligado de bacallao, e outras pre
paragoes de resinas e blsamos, sem que dellas
LIKOMCA J1JD1CI4RU
THIHIVAI I \ HELV^iD.
SESSAO EM 46 DE ABRIL.
I'llKSIDHNCfA DO EXM. SR. CONSKLH8IB0
Sil.VKIRA.
As 10 horas da roaiitta, presentes os sennores
desembargadores Santiago, Gitirana, Lourengo.
Santiago, Reis e Silva, Almeida e Albuquerque,
Mota, Peretti, Accioli, Assis e Doria, abrio-se a
seasao.
O Sr. desemhargaaor Guerra, procurador da eo-
roa, nao compareceu.
conter tima'onrenriio expresaimente prohibida pe- lenham tirado proveito; e alguns expositores de
la Ord. Liv. 4 tit. 56, cun pena de nnllidade : o que medecina combaten) com muila razao esse trata-
e corrente em direito. I ment.
As palavras que 'leixo sBjblinhadas envolrem cen- E" costume carregar o estomago do doenle com
sura ao meu pmcediineutn, da qiral, perianto, me medicamentos oleosos e balsmicos ; porm estes
cabe defender, risto como fui eu o juiz que maodou em rez de lirar a causa augmenlam-na, esqueo-
dar a Castro a posea por ello requerida. tando o sangue, ao mesmo tempo que tiram o
Sinio que o Sr. Dr. Panelea nao tivesse expoto, apetite, relaxara os solidos, e sao de toda sorte per-
ao menos, a substancia d 1 titulo de Castro, limitan- niciosos.
do-se a enunciar em tormos puremptorios e magis- Todo que se fizer para extinguir a tosse, alm
trws, que esse titulo era manifestaraente nullo por do exercicio e rgimen apropriado devem ser re-
s opi.r ao termos da Ord. liv. 4 tit. 86, amo era medios de oatureza acida, detergente e calmante.
corrente em direito. Os accidos possuem a rirlude de produzirem
Eu supprirei, tendo em vstaos autos, esta omis- bons effeitos nesta enfermidade, porque, nao s
""n 1 1 a r*ene,0- contribtiem a apagar a sede quando acometiera a
titulo de Castro entre oatras eondigoes enterra febre elhica, mas tambem a refrescar o sangue.
as duas seguintes : Aos doenles desta enfermidade, quando o seu
>eg(inila, que a nlo ser (Castro) embolsado inte- estado de gravidade tal que a febre ethica os
ramente no fim de de* mezes, elle endorsante acoraette, prescrevo-lhes o sueco de um limo
me entregara o sitio, que posso* no lugar do Man- dissolvido em ama Chicara d'agua com bastante
giinmo, e com outras casas e mah) bermVitorias assucar em um grande copo para misturar com
iR.4Sinnnmes' ,U io.*u#(juo, por cunta do pagamento da divida ou com que aliviam no acomettiinento da febre,e pela
para perraser a sua importancia integral, quando manha o xarope etherio de relame. Tenho aeon-
por ventura o mesmo deredor tenha dado no de- selhado, que fagain uso de regetaes de naturesa
curso desse tempo algum dinheiro, sendo nue neste acida, edmo laraujas, limoes, pitangas, uvas etc.,
_s?.)r?t^r*'_*'rfl,mr a elle indossante a differenga e appllcaces d plantas amargosas, que fortifican)
o estomago, e serrem ao mesmo tempo pora destruir,
e mitigar a sede.
A Sr.* D. Joaquina do S Barreto, tendo uma
sua escrava fallecida desta nuilc.-tia suhme.ltida ao
tratamenlo de seu medico, resolreu proenrar-mo
para tratar de um outro escravo, que solTria da
ntestna enfet-midade, prescrevi-ltie o xarope de v-
tame, tem memorado considera velmeflte.
A senhora do Sr. Antonio Francisco Honorato
foi desengaada por habis mdicos desta cidade,
esleve prestada, e nos ltimos paroxismos da morte,
foi cora o tacoe de veame salva, romo se v da
carta impressa no /orna! do Recife o 9 de fere-
reiro de 1863.
O cscnrvotlmtlio do Sr. tenente-coronel Rodol-
pho Joo Barata de Almeida. foi tambem di-.sen-
ganado por habis mdicos, e com o xarope de
ti.*.o.
Visita episcopal.
magreza
corpo, em consequencia de chagas, tubrculos, e
concrecgo dos bofes e de enipyema, atropina ner-
vosa, a outras molestias que viciara os humores,
como escorbuto, alporcas. gallico, asthma, bexigas,
sarampo, ele.
Na phtysica, chegando ao estado de gravidade, o
que muito pode concorrer para a salvago do
doenle e ajudar os medicamentos o ar do campo,
exercicio couveuiente e dieta, a qual nao deve ser
de nenhuma cousa quente, ou de difflcil digeslo ;
e a bebida cuiupre que seja de nalureza branda e
Retirou-se o Bvm. Sr. visitador, depois de ter
feito a visita do Penedo, Piassabuss, S. Braz Col-
legio e Traip, para Papacaga, na provincia de
Pernambuco. onde S. Rvm. tem igualineule juris-
diego.
Por todos os lugares onde S. Rrm. transitou o
novo contente affluia a receber a Santa Confirma-
gao, notando-se por essas estradas, algunas das
quaes i.nprat.caveis e difficeis de fcil transito, on
das de povo, que corriam ao recubimento do pre-
lado, que nao encarando os incommodos que olfe-
receni os caminhos, na actual estacan a lodos re-
cebia satisfelto, e spndo ainda por todos, sem ds
tinreo, honrosa e dignamente rerebido.
Os serviros, que religio e ao estado ha presta-
do esse distincto sacerdote, de alguna sorte com-
pensa as fadigas e contrariedades de sua to nobre
quo apostlica misso, e sem duvida, que lhe mi-
tigar alguns dissaboros, que por ventura tenha
experimentado no cumprimento de sua afanosa ta-
rea.
Dizer-se o contrario, escurecer-se o valor de to
importantes servicos seria o mesmo que negar a
luz meridiana. E' certo porm que na ordem natu
radas cousas nao ha quem judiciosa e imparcial-
mente possa avahar servicos de ouirem, quando o
coraco est iachado de orirulho, despeito, odio, ou
emulago ; a posiendade quem tem de ser a ine-
xorarel julgadora, quando os contemporneos nao
queiram ver a luz da evidencia.
Nada temos que ver com a sua administragao,
ha parte relativa disciplina, que elle estabelece
da ordem superior.
Desde o Porto Calvo at esta data, na villa do
Bom-Conselho, o Rvm. visitador tem chrismado
!,020 pessoas, havendo em Jacuipe casado grande
numero de indios, que alli permanecan) em con-
cubinato.
Providencias de grande alcance ha elle dado para
o rgimen das parodias nao ser atropellado ; e
ainda menos as jurisdigoes parodiaos e episcopaes
que d'antes se confundirn) sem utilidade do serri-
go publico ecclesiastico, contra as disposigdes ca-
nnicas; e por muito minucioso que tenha sido em
seu expediente nao lhe sera eom bstame facilida-
de possivel prevenir todas as hypwtheses, que a
pratica vai fazendo apparerer na administragao.
Cora ludo, muito ha elle feito, umita activiade e
ntelligencia ha desenvolvido, 41ara que os negocios
erclesiasticos desta provincia marchen) sem mira-
res ao fim que deve almajar : o esplendor e a 110-
breza do digno-clero alagoano.
XII
Ta villa do Bom-Gonsellio em IVrnamburo, S. |
Rvm. com demasiado tino c prudencia, pode con-jo C.
. ciliar antigs discordias entre cortos propriotarins.' 1 caixa barras de ferro; I |. da Gasta.
A pusse, que niandei-dsr, foi pedida em simples veame achase completamente re reqnertmento, sem contradiego de partes nao po- se ve" tambem da carta impressa do me,mo Sr. te-j para esto flra o concurso das pessoas mais gradas, I 1 caixa I".zonda-, de la, t| barrica
dendo eu, por ramo saber se a prnprietade deque nente-coroiil hn mesmo Jornal do tw&fe. I no somento do lugar, como das freguezias vizi- ferro; a Henriiae a Ku\r4oi
tratava o titulo de Castro catara ou nao hypothe- O Sr. Antonio Christiano Fo:t, tllho do Sr. Chris- nlias; e alguma cousa ha conseguido, em ordem a 1 caixa tecido dt algoiiaii; a K.
cada fazenda, 011 a qualquer ontra pe>soa.' tiann Fogt. proprietario e estabel^cido na cidade esperar eolher sazonados fruclos do sou trabalho. i 7 ca xas terid-* de aiirul.to de dstn e
Do exame, que jutguei ne-essaro fiznr para des- de Maeem, o primeira bem contiendo r.tfsta cifla- Pretende elle inaugurar a irmandade de Jess tas e ditos de linho c algodap; a Perreari i
giacharo requerimenlo de Castro, nao coil.gi que o de, pois que foi empregadn na casa do Sr. Len Mara Jos, padroeirus da matriz ; e para tal fim
titulo que elle me apresentou era noMi vptojwn, ,Cha|ellin retratista, tsiahelecido na ni? da Impe- tem fonvocado odas c-sproprietar.es da freguezia.
ou saldo que houver em relagao aquelle Meco.
Quiata, que passado aqnelto praio de-dez me-
zes a presente eseriptarn se converter em perfei-
ta dagao in solutum para o rredor peder harer a
si os mencionados lieos, na forma d > artigo sa-
hsfazeddo entao a srza. e o mais qne por direito for
levido, independente de nova escriptnra, visto co-
mo em rirtude da presente ficar cora todo o do-
minio directo e posse nos meamos bens, etc. .
Comparando os tormos d. titulo de Castro com
os da Ord. citada peto Sr. Dr. Fenelon. e penando
ou que pase nao d ommio a ninguem, entend
que, sem infrnecn de ki. podia mandar dar aCaslro
a posse que me elle n qu ai, a qual nli.is lhe p-.-
derta ser dada por qualquer tabellitio iniepemlente
ae dispnclw de juiz, como e.qrresxo em In, Ord.
In. 4 tit. .W SS 3 e4, Digest. P. In: t n. 610.
Escuna ingleza aVeana fntmn
Brigue inglez Harmston aaerraii. r.a-
I sai portars.
Brisue inglez llarmsttm. eiilrad- V l.ivi-rsrof.
consignado a Patou LfeafJI A ".. mamC-.h.-u
seguinte :
NOeaixas folbas de Flaii-lros. :u*> .vn mw,
i eaiaOaa lu.nlo-. de eabsa, i aiaai i->iao ev **>,
17 barricas hrragaas, M haaaa *i fc-i\e dr
ferro, 53 far.tos e Si raix a> culos algi-la. < e>
linho; aos consignarios.
25 barris salitre, i g.,rraf.is accidr. '4 aMvisaa
dragas; a Caen a 11 .ri-.^a
2! caixa-; c 24 ferdos le id.* ib-ale-; a J
Ryder.
4 caixas o 4 farde tecido ito alg.^lo; a Wot-
reira & Araujo.
i barrica presuntos; a Pahneira A l-lu
H barias nianleiga : a Ferreira di \*
1 caixa fazenda de al>odae la : a E. A. Kr.rV
& C:
50 ggos louca; aTln.m Iturkmi; *in* A B<.l..-n-
1 caixa chapeos de sol de algodo; a L W Ara-
wirghl A C.
50 gigos louga, 25 toirris maatoiga; a F. G. sV
Oliveira.
5 caixas bismutos, 3 ditas conservas, I sta pre-
suntos : a J. F. Lina.
5 caixas tecido de algod cnllerin.ir* e Ir
camisas dealgo.lo; L. A Siqurna.
2 barricas rerreja; a Wilson A IMlr.
i caixa roupa, 1 dita ralraos; aorapilao.
8 fardos e 7 asnas leeVa de algudi, de U
de algodo, a ib; la; II Lighlboom A C.
15 fardos e 12 caixas. tondo de al-.'.idV. de 15a,
de dita e de algodo, cobertores; a I jnJcit. WMt
&C.
1 fardo Do. 2 ditos tecido cY linho; a J. A H.
Dias.
3 caixis conlas; a Prenle Vianna A C.
5 ditas biscoulinhos, 3 duas conserva, I *a
presuntos; a Jos Franci-^o Lima.
2 barricas e 1 caixa ferragens; a Mantv! Jen-
quim H e Silva 6> (ienros.
1 caixa chapeos de sol de sr la, 19 dita- a H
fardas lecidos de liaho e de alguki; a Sseabsi
Mellors C
3 caixas lecidos de algodo. a Braga Sea A C
6 carias e i fardo tecido- e bo*o e> dia e
la e algodo, tapetes da ditos e dr sin. para safa
etc.; a Juo KcMvr & C
3 caixas lecidos de algodo; a Pbipp>
&ft
4 caixas e 1 fardo lecidos de algoae; a J.
&C.
48 caixoes e 19 (apios sacros de u
dito e de algodo; a Adam-toa Howie A C
16 caixas e 16 fardos lecidos r alnesn, e li-
nho, mixtos, ves .idos, longo*, ras
punhos para ditas etc.; a A. C e al
23 fardos e II caixas L-cid-is sV
etc., 13 caixas miu 20 ditas conserva, 2 dita> Rurama larra, SB i
reros, 2 caixas instrument de agrciiMara. I cas-
xa e 5 barricas torragens, 6 has ptiutpar r*> a
1,-idoro NeMo 61 C
7 rardos leo,dos de algode; a Rabo chaseBaa
A C.
3 fardos tendes de aigofo; a \j*4** W
4t
1 caixa tecido de laa e algev; a Jen I
ti ".!.
8 barricas ferragens, 7 c|xas r^siiw de sia-

IbW.




Diario de V*nk*mhmtm fcuarta felra 99 de vfcrll de 184.
dao e la, ditos de leda crua e palha de Java, o i
e ditos de rassa; a Urender a Rrandis.
6/> toneladas de pedra de lastro, 19 caixas c 2
fardos teeidos de algodao, tapetes de la, teeidos
de linlio, e ferrngens; aSaundcrs Brothers & C.
i barricas ramos de chumbo, 1 caixa espelho
para quarto, "> fardos teeidos de linho, 33 barricas
eerveja, lo barris manteiga, 10 caixas o 13 fardos
teeidos de algodao, 8 barricas, 1 caixa e 1 volume
ferrngens enxadas, i caixas camisas de algodao, 1 gira
dita correiaine .'I barricas cimento; a ordem.
Recebeiiorla de rendas Internas
de Pernanihuco.
geracs
Rendimenlo do dia 1
dem do da 20.....
21:873*4:11
Z9M8M
22:632fi0'i7
Consulado provincial.
Kendimento do dia 1 a 2o......... 68:8165676
Idem.do dia 26................. 1:392*092
70:208*GC8
MOYIMENTO DO PORTO.
Navios entrados uo dia 2(i.
New-Yoi k40 dias, hiate ingles Belle, de 101 to-
neladas, capillo Walker, equipago 6. carga
027 barricas cen farinha de trigo, c outros g-
neros ; Johnston Pater & C.
Londres31 dias, escuna ingleza Boadice, de 100
toneladas, capitao Andrew Hawke, equipagem
6, carga plvora e fazendas; Rothe Uidou-
lac.
Lisboa-45 dias, brigue portuguez Carimba, de
190 toneladas, capitiio llinrique dos Santos
Fernandes, equipagem 13, carca vinho e outros
gneros; a ordem.
.Virios saltillos no mesmo dia.
llio Grande do,Sul-brigue nacional Pedro V, ca-
pitao Lomba, carga assucar e agurdente.
Talcuhano barca americana Mofle, capitiio Ga-
ritte, carga a niesma que trouxe de New-
York.
COMPANHIA BELASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
E' esperada des porto do tal
at o dta 30 do torrente o va|ior
Apa, commandante o primeiro
lente Alcanforado, o qual de-
pois da demora do costume se-
para os portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada, encommen-
das e dinheiro a frete at o dia da sabida as 2 ho-
ras : agencia, na da Crui n. 1, escriptorio de Au-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo & C____________
COMPANHIA BRASILEIRA.
DE
PAQUETES A VAPOR.
Dos portos do norte esperado
at o dia 1 de maio, o vapor
Cruzeiro to Sul, commandante o
capitao do mar e guerra Gervasio
Mancebo, o qual depois da demo-
ra do costume seguir para os portos do snl.
Desde j recebem-sc passagoiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual devera
ser embarcada no dia de sua chegada: encom-
mendas e dinheiro a frete at o dia da sahida as 2
horas, agencia ra da Cruz n. i, escriptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo C
Un
DE
sitio ua Capaiuga Yelhe e
tres eseravos.
O agente Simoes far leiSo de um sitio no lu-
gar cima indicado, na roa da Ventura n 16 em
direccaoao porto Usserre, tendo 60 palmos de
rrente e 700 de fundo, eem casa terrea assobrada-
da de 30 nalmos Ap frente u 7.x Aa .,% .__ .._
da de 30 palmos de frente e 75 de vio com i sa-
las, 4 quarlos e coznha; fazendo a mesma casa 5
2 frentes com terraeos, orno tambem no interior W
do sitio tem 3 quarlos para pretos, inclusive um SK
que serve de cocheira, c algumas arvores fruc-1 jf
tileras : os pretndeme* que quizerem examinar o ~J
referido sitio antes do dia, vespera do leilo, po- \ l
dem procurar as chaves no escriptorio ddito
agente, pois que aaquelle dia, das 9 as 3 da tarde
elle estar exposto aos concurrentes.
O mesmo agente por conta de urna pessoa que
se retira parafra, vender em leilo os escravos
seguintes : Marianna, nacao, 40 annos, perfeita
quintandeira; Antonio, naco, idade 30 annos, e
Sebastio, crioulo, 30 annos : todos sadios.
Sexta-feira, 29 do corrente, as 101|2 horas da j Teixeira de Mendonca
manha, porta do armazem dos Srs. Palmetra & graphia.
Reltro, largo do Corpo Santo.
ATTEJtf^AO
Adncicii.
O hachare! Lourenco Avellino de
, Albuquerque Mello, antigo advoga-
do desla cidade, tendo regressado
ella, tem aberto o seu escriptorio
ra do Imperador n. 40, onde pode
ser procurado para os misteres de
sua profissao todos os dias uteis
das 9 da manliaa as 3 horas da
tarde, e offerece como garante a
seus conslituintes a nao interrumpi-
da pratica de 25 annos de advoca-
ca. O mesmo aceita partidos e
tambem causas nos termos do in-
terior onde tocar a estrada de ferro.
Precisa-se fallar ao Sr. Antonio Jos
Belm, nesta lypo-
DAS
MESSAGERIES
IMPERIALES
No dia 30 do
corrente espera-
se dos portos do
sul o vapor fran-
cez Estremadu-
re, commandante
Favier, o qual
depois da demora
do costume se-
em S. Vicente e
LEIL40
Xo dia f 9 do corrente.
Aureliano Augusto de Oliveira far leilo por
autorisagodo Illm. Sr. inspector da alfandega e
Joo Ignacio Coelho e sua mulher .Marianna
Augusta Coelho retiram-se para a Europa.
No caf restaurand do commercie, ra do
Trapiche Novo n. 22, alugam-se quarlos mobilha-
dos por mez.
Precisa-se comprar ou alugar urna escrava
por orden do capitiio da'barca ngezalMn *K" Iq?* sirvaPara arregar fazendas : na ra do Hos-
non, e na presenca do Sr. cnsul de S. M. untan- i P.',c' "2-_________________________________
nica e dos Srs. Sauoders Brothers & C. agentes Joo Lelly, socio gerente da casa de Southall
de Londres, do casco e mais objectos salvados da Mellors & C., avisa o corpo do commercio, que du-
guir para Berdeaux tocando
Lisboa.
Para as condicoes, fretes e passagens trata-se
na agencia ra do Trapiche n. 9.
Para Bahia vai sabir em MOCOS dias com a
Sa.Ua Casa de Misericordia do liedle. SSTfiSi TlSS^L^nSt
DECLAR1C0ES.
dita barca, encalhada em Ponta de Pedras.
O leilo do casco ter lugar na porta da asso-
ciacao Commercial Benecente, c o dos objectos
salvados no armazem do Sr. bario do Livramento,
no caes d'ApolIo.
Principiar s 11 horas da manha.
AVISOS DIVEBSOS.
A Illm' junta administrativa da Santa Gasa de
Misericordia do Becife manda fazer publico, que
precisa comprar para a aula de p.imeiras letras
do collegiode orphos os objectos abaixo declara-
dos. As pessoas que quizerem vender ditos objec-
tos, comparceam com suas respectivas proposlas
em cartas fechadas, na sala das sessoes da mesma
junta, pelas 4 horas da tarde do dia 28 do corrente.
7 resmas de papel almaco greve.
2 caixas de peunas de bic de lanca (Blanzv Pou-
re & C) *
1 caixa de ditas calygraphicas.
1 dita de ditas ditas" n. 28.
2 duzias de lapis linos.
50 credos de lapis superiores,
30 caetas para pennas de ajo.
80 paulas de n. I a 4.
a mappas impressos para mais de 50 alumnos.
1 caderno impresso para o ponto diario.
20 tntenos de chumbo com tampas de folhas.
2o cartas de abe.
"0 laboadas.
10 reguas de madeira.
10 Iris classico.
10 exemplares do Methodo facilimo.
10 ditos dos Deveres doliomem.
20 ditos do opsculo de Ambrozio Rend.
2 libras de giz em pedra.
1 bandeija e 2 copos de vidro.
1 moringue.
1 hacia de metal para lavar as rnos.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do Be-
cife 2o de abril de 1864.
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
Escrivao.
Arsenal de guerra.
Por ordem do Sr. major, director do arsenal de
guerra.se faz publico aquem convicr, que nos ter-
mos do aviso do ministerio da guerra de 17 de
marco de 1800, se lem de mandar manufacturar
o seguinte :
Para diversos cor|ios.
380 mochilas de briol da Bussia.
Para a coinpanbia de bombeiros.
'ii j.i(/iiclas de liriin pardo.
44 cadas de dito brim.
As pessoas que quizerem arrematar o fabrico de
ditos artigos, comparecam na sala da directora do
mesmo arsenal, |ielas II limas da manha do dia
29 do corrente, munidos de suas proposlas, em
que declare o menor proco c qual seu liador.
Tambem aceilam-se propostas para compra das
tazendas abaixo declaradas, para a compauhia de
apivndizes menores do mesino arsenal, a saber :
3G0covados de algodu azul.
360 ditos de riscado de algodao.
36 varas de panno da Costa.
40 ditas de brim hranco liso.
Arsenal de guerra de Periianibuco 2o de abril
de 18C4.o amanuense,
Joo Ricardo da Silva.
Crrelo gcral.
Pela admfnistracao do correio desta cidade se
faz publieo que em virlude da eooveneio postal,
celebrada pelos governos brasileiro e l'rancez, se-
rao expedidas malas para Kuropa no dia 30 do cor-
rete [ielo vapor francez Extremadmre. As cartas
sero recebidas at 2 horas antes da que for mar-
cada para a sahida do vapor, e os jornaes at 4 ho-
ras antes.
AdministracSo do correio de Pernambuco 16 de
abril de 1864.O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Consulado de Portugal
Por esle consulado faz-se publico para conlieci-
mento de quem inten ssar, que no dia 2 de maio
prximo futuro ser posto em praca publica, na
porta da associaru coinniercial, o escravo Tho-
m, crioulo. de 12 annos de idade, pertencente ao
espolio do finado subdito portuguez Joo Baptis-
ta da Bocha, hypothecado por escriptura publica a
Antonio Alberto de Souza Aguiar, para ser arrema-
tado por quem mais der, sobre o preco de 1:100,5
por que fui avahado.
Correio gcral,
Pela administraco do correio desta cidade se
faz publico, para os lins convenientes, que emvirlu-
ile do disposlo no art. 138 do regulamenlo geral
dos correios de 21 de dezembro de 1844, e art. 9
do decreto n. I8* de lo de maio de 1831, se pro-
ceder o consummo das carias existentes na admi-
nistraco, pertencentes ao mez di; abril de 1863, no
lia 3 de maio prximo s 11 horas do dia na por-
ta do mesmo correio, e as respectivas listas se
acham desde j expostas aos inleressados.
Administraco do correio de Pernambuco, 2o de
abril de 1864.
O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Quarta-leira 27 do corrente, depois da au-
diencia do jmz de paz do 2" districto da freguezia
da Boa-Vista, s 3 horas da tarde, se ha de arre-
matar diversos trastes pertencentes Joao Cancio
Ferrcira da Silva, por exccueiio de Jos Goncalves
Ferreira Costa.
quem no
quizer carregar pode dirig-r-se aos consignatarios
Palmeira & Bellro, largo do Corpo Santo n. 4,
primeiro andar._______________________^^
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegaeo costeira a vapor.
Macci f escalas. .
No dia 27 do corrente seguir I
para os portos cima indicados,!
s 5 horas da tarde o vapor Ha-
manguape, commandante Moura.
Becclie carga smente at o dia
26. Encominendas, passageiros e dinheiro a Irete
at as'2 horas da larde do dia da sahida : escrip-
torio no Forte do Mattos n. i.
Instituto Archeologico e Geo-
graphico Peruambucano.
llavera sessao ordinaria
do corrente ao meio dia.
Secretaria do Instituto, 2i de abril
I8Ci.
J. Soares d'Azevedo,
______________Secretario perpetuo.
jante a sua ausencia o Sr. \V. G. Tonnelly fica em
primeiro lugar na gerencia da meama casa, e em
segundo lugar o Sr. Manoel Jos dos Santos.
Precisa-se alugar um moleque ou preto de
idade, que seja fiel, para comprar e fazer o mais
servicodeuma casa de pouca familia ; na ra da
Cadeia n. 62, armazem.___________________
Alaga-se a casa terrea n. 36, na ra da Ma-
triz da Boa-Vista, o segundo andar do sobrado n. 9
na ra Direita com fundos para a ra da Penha, e
a loja : a tratar no mesmo.
Faz-se comida, almoco e jantar, para casas
particulares, e caixeiros, com aceio e perfeicao,
por barato preco : a tratar na ra da Florentina
quinta-feira 28 numero 36.
Para o Rio de Janeiro
0 cirurgio Leal mudou
a sua residencia da ra do
Queimado para a ra das
Cruzes sobrado n.
meiro andar, por
armazem Progressista, aon-
de o acharo como sempre
D-se 10:0005 a premio sobre hypothcca em
de predios nesta cidade : a fallar na ra do Crespo,
loja_n, 1_7.___________'_______________________
Precisa-se comprar urna escrava de mtia
idade, que cozinhe o diario de urna casa : quem
liver dirija-se ra larga do Rosario n. 21, loja de
calcado.
36, pn-
cima do
ra o exercicio de sua pro-
fissao, chamado por escripia.
LEILQES.
O patacho Beber he pretende seguir com muita
brevidade, tem parte de seu carregamento promp-
to : para o resto c escravos a frete, para os quaes
tem escolenles commodos : trata-se com os seus _MnwliA n rw.-.l.- n V.
consignatarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo prOmpiO a qUulQUer Ora P&"
& C. no sen escriptorio roa da Cruz n. 1.
I'ara o wo tirande do Sul.
Barca nacional Aguia.
Segu com a maior brevidade para aquelle por-
to, para onde recebe carga preco commodo : tra-
ta-se com os consignatarios Bailar & Oliveira n.;
26, ra da Cadeia do Becife. ______________ j
Para o Rio ( rail de. do Sul.
Ilrigiic nacional T\grc.
Segu com a maior brevidade, recebe carga por
preco commodo para aquelle porto : trata-se cora !
os consignatarios Bailar & Oliveira, na ra da Ca-
deia n. 26;^__________________________________!
t\ i t\ i f Tnn A i A conuniss50 que o partido progressista
r a K A I \ Kl i a nesla ProvDC'1 encarregou a direccao do iu-
M. Alia JU JLUSJyjn. neral que deve celebrar-se na matriz de San-
Vai sabir com brevidade o patacho portuguez to Antonio desta cidade, em o dia 28 do cor-
Varia da Gloria, capitao A. de Barros Valente : I rente, as 9 horas da manha, pele finado se-
iiara ?arga e passaceiros irala-se com E. 11. Ba-, nador Franciseo Xavier l'aes Brrelo, ha pro-
Cello, ra da Cadeia n. o. videnciado alim de qne sejam convidados pa-
ra assistirem a aquelle acto todos os alijados,
amigos e apreciadores do distincto fallecido ;
mas, como pode acontecer que, isio nao obs-
tante e por circumstancias independenles de
sua vontade, deixe o convite de chegar to-
dos os que se acham comprehendidos em
qualquer das tres classes figuradas, roga-lhes
a mesma commisso que, dando-o como rece-
ido, dignem-se de comparecer a taes exe-
quias, significativas da veneraco, respelto e
saudade que o referido partido sabe votar a
seus membros, anda mesmo aps o passa-
mento delles.

THEATRO
DE
S. ISABEL.
EHPREZ
liKKMIMI & COIHItRA.
A empreza previne ao respeitavel publico que
est preparando para
. BARRADO, 30 DE ABRIL,
o magnifico e interessanle drama em qualro actos,
do Exm, oftselheiro Alencar, intitulado,
A MAL
O programma sera putilleado na sexta-feira.
LEILO
DE
Predios e sitio.
Por ordem da direccao da Caixa Filial e por con-
ta e risco de quem petencer, irao leilo as duas
tercas parres do terreno e casa do sobrado n. 42
na ra de Bemfica junto ao Sr. Barroca, outr'ora
pertencentes ao Sr. Sebaslio Jos da Silva ; os
Srs. pretendemos podein examinar, e para qual-
quer informaco o agente Pestaa acha-se autori-
sado, o leilo ter lugar quarta-feira 27 do cor-
rente pelas 12 horas da manha na porta da Asso-
ciaco Commercial.
LEILAfT
DE
urna mobilia de mogno, 1 dila de amarello, 1 sof,
2 cadeiras de bracos e 20 de guamicao, tudo de
Jacaranda, 1 commoda de Jacaranda com tampo
de marmore, 1 guarda-louc;a de mogno, 1 guarda-
vestido de amarello, 13 cadeiras americanas, 1
marqueza larga, 2caileiras, 1 relogio, i candieiro
de gaz, l lavatorio, 1 apparelho de porcelana, di-
versos qnadros e muitos outros objectos que esta-
ro latentes,
Quinla-feira 28 do correRlc
O agente Pinto far leilo por conta de diversos
e sen reserva de precio, de todos os objectos supra seguinte depois da distribuicao das listas,
mencionados, existentes no armazom da ra Ja
Cruz n. 9. Principiar as 10 horas.
Precisa-se de urna ama
na ra do Imperador n. 13.
para moco solteiro
GRANDE FABRICA
CHAPEOS DE SOL
De J. Falque.
4-RIJA RO CRESPO-4
Esta fabrica, a mais amiga e acreditada d'esta capital, acha-se de novo montada rom i
variado sortimendo de chapeos de sol inglezes e francezes, assim como de todo qtuatu diz resai
a- sua profissao, como seja superiores sedas, alpacas e panno de todas as cores e qmlidrj >r-
macoes e mais preparos para apromptar chapeos de sol vontade dos fregones ue se di-iareai 4*
honrar este esiabelecimento. H ^
Cobre-se e concerta-se toda e qualquer qualidade d'estes artigos com a maior perft-ro e pres-
teza, e tudo por precos muito rasoaveis. *
Bonito sortimento de bengalas preces cemmodos.
4 -- Ra do Crespo 4
MADA.,1 OLEOdr-FI VDOi.. I:\r.\l.ll
XAROPE DE RBANO IODADO
Segundo o> attestados doa mdicos dos hotpiuesde Pariz, comigaadM no l'r'ii-,io. e a i) I
de varioi Acadmicos, este Xarope emprega-se com o maior succesto, em lugar du OLEO DE naNW
BACALHA0, ao qual elle realmente superior. Cura as molestias de peito, as escrfula*, o Ijnnhitari a
pallidet e molleza das carnes, as perdas d' appetite, e regenera a constiluicao purificando o mgai im
summa o mais poderoso depurativo conhecido. Elle nunca can^a o estomago ou os
ioduro de potassium e o ioduro de ferro; e admhiistra-se com a maior eflicacidade aos
aos humores ou ao entu pimentadas glndulas. O Daaiar Caaaar, do hospital deSaa'Uaa
o recoinmcnda d'um modo inteiramente particular as molestias da pelle, conjurM-tameaU ca* a* i
que teem seu nome.
Depsito geral i em Parit, en casa de MM. Grima*!t e O, pharmaceuticos, 7, roa de to ""lili,
esn hsboa, en casa de riaarlga aa (. -Carvalha; no Porto, en cata de Misari i
Ferreira; em o Rio-de-Janeiro, vlava Pelzasa Dala, ra do Sabio, II; em Masa, ea
J"--(: Ferrelra-Eaalabelra; em Uw-Grande, en casa de Jaa^ala
Mo, en casa de FerreiraeO; em Pernambuco, sboubi e c, ra da Crui, 22; (x
phannacias do llrazil.
Deposito geral em Pernambuco ra da Cruz n. 22 em casa de Caros d Barbosa
s
Armazem de fazendas
DE
1
Custodio, Carvalho & Compauhia.
RA RO O II VI % MO
*1
m
Aos 5:0O0d000
Corre depois Sexta-feira 29 do correnle mez se ex-
trabir a quarta parte da primeira lotera
da matriz de Barreiros, no consistorio da
greja de N. S. do Rosario da freguezia
de Santo Antonio.
Os bilhetes e meios acbam-se venda na
respectiva thesouraria ra doCrespo n.
15 e as casas commissionadas.
Os premies de 5:0003000 at 100000
, serao pagos urna hora depois da extraeco
at s 4 horas da tarde, e os outros no dia
LEILO
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
DE
30 duzias de frascos com agua de Colonia e 7 car-
loes com pecas de frocos de differentes cores
(jiiinla-feira 28 do corrente
a 1 hora em ponto.
O agente Pinto far leilo por conta e risco de
quem portencer, de 1 caixa com .10 duzias de fras-
cos de agua de Colonia e 7 cartoes com frocos, a
1 hora em ponto do dia cima dito, no armazem
do sobrado da ra da Cruz n. 0.
CASA i FORTUNA
VtNUtA
DO
Armazem le cabos da na Jo \gario
numero 1.
Quinla-feira 28 do corrente.
A requerimento de Andr de Abreu Porto,e por
despacho do Illm. Sr. Dr. juiz especial do com-
mercio, irao a leilo todas as mercadorias exis-
tentes no armazem, consistindo em cabos de linho,
ganxo e fisco, cabo de coco, mialbar, aruhem, li-
nho, georens, fio de vela e de mais qualidades,
butes. correntes, ancoras, ps de cabra, alcatro,
| pixe, tintas de diversas cores e qualidades, pre-
gos de cobre e francezes,
aos 5:000,000
Bilhetes garantido
A' ra do Crespo n. 23 e casas do costume
O abaixo assignado tendo vendido nos seus mui-
to felizes bilhetes garantidos os de n. 2030 com a
sorte de 10:0005, n. 2973 com 3003 e outras mui-
! Us sortes de 2003, 1003, 403 c 203 da lotera
. que se acabou de extrahir a beneficio da matriz
de S. Lourenco da Malta, convida aos possuidores
' de ditos bilhetes a vircm receber seus respectivos
premios sem descont em seu estabeleciment
ra do Crespo n. 23.
O mesmo tem exposto a venda os novos e afor-
tunados bithetes garantidos da quarta parte da
prmeira lotera da matriz de Barreiros que se
trahir sexta-feira 29 do corrente.
Os premios sero pagos como de costume.
*reco.
Bilhetes inteiros..... (3000
Meios......... ;t,jooo
Para as pessoas que comprarem
de 1003 para cima.
Bilhetes........ sj.-joo
Meios......... 750
_________ Manoei Martins Fiuza
ex
AVISOS MARTIMOS.
liba de *. Mlgael.
^_ahe com a maior brevidade o patacho portu-
guw /i^-a, ainda recebe alguma carga : a tratar
cjro o setj (onsiguatario, na ra de Apollo n. 4,
e francezes, estopares, guarnido
i taixas, machados, moitoes, cadernaes, fardes, pias-
| saba. panellas de ferro, sreos de ferro, ganchos --felix rranciSCO de Souza Magalhaes
de ferro, vertidores, pinceis, tanques para oleo e declara que s por engao de composicao
verniz, tinas, sapatilhos, bombas, aulhas, mas-; se acha contemplado no numero dos solici-
tros, biUculas ele, e muitos outros objectos que se udores eme se acham *em nimnaln nnr
torna impossivel enumera-los e que tudo se acha L k Provis,d0' Pr
patente ao exame, devendo tudo ser vendido ao l_fe0 correr domartello : quinta-feira 28 do corrente,Sr- conselheiro presidente da relaco.
pelas 10 horas da manha no mesmo armazem da
Ao publico.
Silvino Guilhcrme de Barros, sendo hoje o por-
tador de quasi (odas as letras aceitas por Francis-
co Antonio de Oliveira pela importancia da compra
do engengo Guerra, sito no termo de Ipojuca, pro-
movendo j execucao contra o mesmo Oliveira por
algumas dessas letras deqnantia superior a vinte
sete conlos de ris, e que a respeito de algumas
outras que se vencero, de importancia maior de
i8:0003OO0, trata de promover a sua cobranca
pelos meios judiciaes, para o que j foi citado, pre-
vine queninguem faca negocio ou outra qualquer
transaeco com o sobedito engenho Guerra, escra-
vos, animaes, ulencis para o fabrico de assucar,
safra, que tudo est hypothecado para garanta.do
pagamento das letras aceitas pelo dito Oliveira pela
compra do referido engenho na importancia de
245:3003, alim de que qualquer fique logo certo
que algara negocio ou transaeco que fizer, ser'
pullo. Becife 23 de abril de ggi______________'
Precisa-se de urna ama para dar leite : na
ra da Santa Cruz n. 10._________________ _
Preeisa-M de urna ama secca para tratar de
urna crianca de um anno : na ra do Trapiche
Novo n. 42. ______________
O abaixo assignado declara, que, tendo no dia
12 do corrente annunciado se adiar a dever aos
! seus doze credores, e a estes pedia a mere e pro-
| teceo de Ihe darem um abate de 23 0/0 em suas
1 dividas, e alem disto o praso de um anno sem pa-
, gar dinheiro alg.'.is, c depois d-anno pagar -> U/0
; em cada anno at acabar de pagar a todos sem pa-
: gar nenhuin juro em suas dividas, scientifica que
at esta data tem obtdo do maior numero de seus
credores a maioria do capital que se acha a dever,
cujos honrados credores (seus bemfeitores c ami-
gos) sao os seguinles senhores : capitao Manoel
Joaquini ferreira Esteves, Antonio Moreira E.Cos-
ta Cunlia, Manoel de Souza Tavares, Francisco Jos
da Costa Germano, Antonio Goncalves da Silva,
Manoel Candido de Parias Lete, commandante su-
perior Joo Dantas de Oliveira, tendo este senho-
res, vista do que annunciei, em minha propria
presenca, aceitado de boa vontade tudo quanto pe-
d em meu annuncio; assignaram-se com suas pro-
prias firmas em um abaixo assignado, que me ser-
vir de documento, junto ao annuncio de 12 do
corrente, e este que agora publieo.
Declara mais que enconlrou dous de seus credo-
res que nao quizeram assignar, apezar de respon-
derem que nao seoppunnam ao que Ihe pedia, sen-
do estes senhores seus patricios, os quaes sao:
Juu Manoel de Araujo Costa, a quem deve 1:0005,
e Antonio Paes Brrelo 3003000.
Aceitaram, porm ainda noassignaram por mo-
raren) longe, os Srs. Feliciano de tal, morador no
serto de Paje, eodeo Clementino de Souza Le-
te, como credor na quanlia de C003, e o portuguez
Estrella, morador no serto do Rio do Peixe, como
credor na quanlia de S( 03; estes lugo que tenhama
bondade de aceitarem, annuindo ao que peco, an-
nunciarei em outra occasiao.
Publica o presente annuncio com a maioria de
seus credores para qualquer direito que Ihe for
concedido por lei. Becife 23 de abril de 1861.
_______________Luiz Jos Lucas de Mello.
O abaixo assignado, tendo muito breve de se
retirar para fra do imperio, faz scienle aos pro-
pretarios que tenham cartas de fianza de inqtili-
nos por elle passadas, hajam de exigir outras no
praso de 13 dias. a contar do prsenle; dessa data
em diante nao se responsabilisa por semelhantes
cartas.Francisco Alves da Veiga.
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Laran-
geras n. 13, propria para qualquer estabelecimen-
to : a tratar na ra da Cadieia Velha do Recife n.
1, 1 c 3" audar. __________
Cirande perhineha.
Carabraia branca lavrada propria para vestidos e eortteadoa
rada peca.
Toalhas de linho adamascada para mesas a 33300 e 43 cada una.
Guardamanos de linho franjados a 33 a duzia.
Toalhas de linho para rosto a preco de 43, 43300 e 123 a duzia e una 3UO, ico .
Outra peehineha.
f arabraia escura verdadeira organdys a preco de 240 rs. o rovad.p.
Baldee para senhoras e meninas a piejo de 23300 a 35 cada um.
Filo de linho liso vara 300 rs.
Panno de linho do Porto cora 10 palmos de largo proprio para aaMal vara 23.
|M-k> barato pr.-n> ,U
14.
J--S
A VEIHA ENCICLOPDICA
Kespeltavel
cstabelcciuiento de fazendas a rna 4*
Crespo niimor 19.
DI
JOS GOMES VILLAR.
Tendo merecido a prolcrrao das
EXCELLENTISSIMAS SENHORAS,
e do publico em geral.
Oproprietario nao descanca ura s momento para liem servir aos seu> |MHk| fa-
zendo encommendas para
luglateira, Vrania, Suissa e Allenianlia
das melhores fazendas para
Sen horas e para liomens
,
c vende-as'por precos que admira-.n.
Importante estalielceimento
DE
Fazendas
DE
Seda. ISa, linho e algodao.
de
MU MtUia T02KM1
itn.t do Crespo numero I?.
RECIFE.
Vende liatalissiiiio.
Importante cstabeifiimenl
l'K
Fazendas
DE
Seda. la. linho e alsodo
de
J1 WuiT 7XU2,
lina du> Crespo numero 19
iu:i:ii i:.
Vende haraliii.
/ttteocan
?k
i
Mu (I anca
ra do Vigario n. 1.
Sexta-feira, 29 de abril, as II
horas.ua ra da Cadeian. 53
\;i ra Direita n. 88
de uo) snbrado de 3 andares, e sotao em chao
foreiro ; outro na mesma ra, n. 63, de um andar,
foreiro, e a eaea terrea n. 37, sita na ruado A-
rago, forera.
Pelo agente Euzebio se vender em
maior preco os predios adma descriplos, por con
la e ordem, para esle Jim autfisado pelos res-
pectivos proprieUrios; sao convidaos s preten-
aentes ao previo exame. pelo que dev'v,n aPr-
yeilaraopportunidade.
Ama.
Precisase de ama ama escrava que saiba en-
gomrnar e cozinhar : na ra da Cruz n. 9, tercei-
ro andar.
Precisa-se fallar ;io Sr. Joao Martins
Goncalves, vindo ha pouco da cidade do
Porto : na ra do Crespo loja de fazendas
n. 7._______________
Anda est para se vender um carro com vi-
dracas, proprio para particular, e com arreios no-
vos de metal principo ; e tambem so rende urna
, bella parelha de cavallos rucos, gordos o gran-
8 or con- des' rauil ,rota(lores e na se"* andam de bajxo
at meio, e bons no cabriolet: ver o Iratar, na
ra do Cotovello, padaria n. 31.
Precisa.se de urna ama para cozinhar e com-
prar : na ra de S, Francisco n. 7.
ATTE\CA0.
O abaixo assignado, administrador da massa fal-
lida de M. M. de Almeda, e liquidatario da firma
Mamede & Martins, pede aos devedores destas duas
tirinas de pagaremos seus dbitos uo praso de olio
olas, e nao fazendo proceder a cobranca judicial-
mente. Recife 26 de abril de 180*.
Andr de Abren Porto.________
- Quem precisar de urna mulher de idade pa-
ra ama de ma casa de pouca familia, dirija-se
travessa dos Expostos n. 14.
Na ra Nova n. 63, segundo andar, precsa-
se contratar urna pessoa raoralisada para vigiar
sobre uns meninos, das 6 horas da manha at as
81/2 da noite, a qual tenha a sufficienle habilitaca
para ensinar as primeiras letras poucos delles,
inclusive graramatica poriugueza e anthmetica.
Os abaixo assignados, establecidos na loja
de calcado da ra do Livramento n. 13, de baixo
da firma social de Ferreira & Gouveia, acabam
amigavelmente de dissolver a dita sociedade cima,
os quaes pedem a seus credores para apresenlar
suas contas at 30 de abril de 1864 para serem
examinadas, que do 1" de malo em diante fica gy-
rando a dita loja debaixo da firma de Ferreira &
C., os quaes nao se responsabilisain por debito al-
gnm da extincta firma de Ferreira & Gouveia.
Ferreira & Gouveia.
Ensina-se a receita de fazer licores de todas
as qualidades. agurdente do reino, genehra de
laranja, dita de hortela pimenta, dita de Hollanda,
vinho de caj, um processo muito fcil, por mdi-
co preco : a fallar com Firmo Antonio de Figuei-
redo, na praca da farinha.
Aluga-se um moleque copero e que cozinha
o diario de urna casa, e tambem urna mulata boa
engommadeira, e urna negrinha de 12 annos para
o servico interno de ama casa: na ra da Concor-
dia defronte ao n. 44. Na mesma lava-se e engom-
ma se.
Precisa-sc alugar urna casa nos Apipucos, que
seja do lado do rio : quem a tiver siestas circums-
tancias, e quizdr alugar, annuucie ou dirija-se a
praca da Independencia n. '2._________________
AMA
Precisa-se de nina ama para o servico interno e
externo de urna casa de pouca familia : a tratar
na ra da Senzala n. 2, segundo andar._________
Fugio na madrugada do dia 14 de marco do
corrente anno da casa do seu senhor na capital
da cidade da Parahiba, a escrava Josepba que lem
os seguintes signaos : estatura alta, cabellos ca-
rapinhos que se prestain a amarrar.eara bexigosa,
bocea regular, cor parda, idade de 30 annos, pou-
co mais ou menos, andava com chales encarnado,
levou comsigo toda roupa te possuc, pelas infor-
inaeoos seguio para a cidade de Goianna cora des-
tino' a cidade do Recite : roga-se as autoridades
policiaes, aos capites de campo e a todas aquellas
pessoas que da referida escrava tiverem conbeci-
mento, queirainter a bondade de, faze-laappreheti-
der e mandar leva-la na capital da l'arahba do
Norte na casa de Antonio Vicente de Magalhaes
no Varadouro ns. I e 23, certos de que alm do
agradecimento que recebero serao generosamente
recompensados. _________^_
Bunker A- Barrozo raml.-ti .mi
/.em da ra da Cru/. u. l. pai .,
roa n. 62.
Aviso aos utrresftadfi*.
Nnilia 9 tli nirrciile mez. U't lus
minian dos nvilort's da massa f.illi.'i .[.
Manoel Alves Guerra, para .l.-lili.u-.- ~ ?-
bre mili uiiir.i iiiiiionlala |ir.q.i-t.i r-
maio du contrato iiiiio.
No dia 23 de abril de 1804 furlaram do en-
genho Maranho dous cavallos com os slgnaes se-
guidles : um cavallo alaso tostado, com a cabeca
.um tanto pelada, com as cabecas dos quadris pela-
das, tem um cabellinho hranco no p, sendo cas-
trado, cavallo de meio, aoda de baixo a meio, nao
bem ardigo, ignora-se de que forma o ferro, de
idade 7 8 annos, pouco mais ou menos ; o outro
rugo, bem grande, anca larga, bastante sendeiro,
castrado, idade de 8 annos, tem um espravo de
papo queimado em nina perna, lem um signal
hranco, e tambera ignora-se o ferro: quem appre-
hender estes dous cavallos, ter de gratificado
50-S000.
Precisa-se de um caixeiio de 12 a 14 airaos
de idade que teuha pratica de taberna e que M
conhecimento de sua conducta: no pateo da ri-
beira n. 1.
CHARLES LAHiENT
ALFAIATB FHANCKZ. JM i M Aa tmj anorw
dirige os trabalhos de alfaiale dos Srs. B.\STrs a
REG.
Nessa nova easa lia de o empreh'-nJcr ipwl.puT
trabalho, tmto para o civil como para m imlrtarea,
cora toda a iierfeico e proinptido pOMvm. Ea-
carregar-se-ha tamiiem de olira-i pan nlmr<<
taes como AMAZONAS. PALMA, MANTELETES E
MANTOS, ele. etc.
Roga-se ao Sr. Francisco Firmno Monteiro,
caixero do armazem do gaz, o favor apparecer no
pateo do Carmo, esquina da ra de lionas n. 2,
para se Ihe entregar urna caria._______________
Precisa-sede um araassadbr ; na padaria em
Santo Amaro, atraz da tundico do Sr. Starr,
Sociedade dramtica Melpo-
meue Periianibucaua.
Pelo presente sao convidados todos os senhores
socios, que nao estiverem quites com a caixa da
sociedade, a comparecerem ra Nova n. 9, casa
do Sr. Dumont, alim de pagaren) suas mensalida-
des; outro sim, declara que o socio que nao sa-
tisfizer o qne se acha a dever at o dia 30 do cor-
rente, nao ter direito a distribuicao de bilhetes
para o espectculo do Io de maio. Recife, 27 de
abril do 1804.
O thesoureiro,
Luiz Frederico Gilly.
Aluga-se a casa n. 17 ra do Mondego
com 3 quarlos e 2 salas, canno de esgoto para a
eamhoa, dando-selicenca para o despejo pelo por-
tan da olaria junto a da casa e a tomar banhos
salgados: os (retendentes dirijam se a dita ra
olaria n.-l3.
Precisa-se de uraa ama jura ulo o servir*
de casa de pouca familia : na travessa aa mMiu
de Santo Antonio n. 8.
Aluga-se nina casa nova milito hvs.M, fc-i'j,
moderna, no lugar da (jpunga, quinal iimral ;
outra na travessa da omba, e um sobrad tu tra-
vessa ds Quarteis n. :'.'>: a tratar no pateo aa-
triz de Santo Antonio n. 8.
Para evitar duvidas e pleitos jndhi*^s bi-x
publieo que a escrava Mara, rrioula, perlmrcat*
fallecida Mara Zeferina da Cunha Alirtetaa, ate
est hypothecada pelo cartmio do tabelli Puvtav
carreiro. Recife 26 de abril de 1864.
A rogo de Hiplito Antonio 4a Sra,
Alexandre do> Santos Rama.
Aluga-se um escravo perfeito -nlaarim : a
tratar na ra da Cadeia do Recife n. 48, iran,u.
andar._______________________________
MANOEL JOAQUIM IM NASf.lMETn
tem a honra de informar ao respeiuvel pnhl-n,
que segnnda-feira 2 d maio prximo vi ~
vai abrir urna tenda de alfaiate na rna da
triz n. 17. Os trabalhos da tenda seria i
pelo senhor
Querubino ilandeira,
Macelo,
subdito ii.diaao. ra a
Jos llebul.', suhiliii- juliano, vai ILtlaa.
Dinheirt vista.
Algodilozino eom peqneno
toque de avaria a 4#000
e 4^500 a peca
Vende-se na roa do Queitaado a. 14, aytrior
algodozinho cora pequeo toipie de araa a e
65 a peca, a olte que est se acabama.
MJT


litarlo ale Pl
ileaeo maria fclra 3 4c Abril de !<
I
Calxclro
Precisase de um menino de 11 16 annos para
ir para o mallo : quem so achar neslas circuns-
tancias, dirija-sc ra do Livramento n. 4.
Deseja-se fallar nos Sr*. Alfredo de Moraes
Figueireio e Antonio Peregrino Cavaleauli d Aj-
buquerque do engenho Timb-ass : na ra eiret-
la do Bosarto, taberna n. 1_____________
OJTerecfrse um hornera de meia idade paracai-
xeiro de qualquer casa de negocio, o qual tem pra-
tfca e dar informacoes de sua conduca : a rallar
na ra da Lingueta n. 1.
AJIA.
Precisa de urna ama para ca
milla: na praca do ()orpo Saato n.
andar.
de pode* fa-
17, terceiro
- Aluga-se urna sala cora dous uart* do
gando andar da ra da Cruz n. 13 a tratar no
armazem._____________
- O abaixo assignado previne ao respeitevel
publico que ninguem contrate negocio com Feli-
ciana de Torres Lima, viuva do fallecido Joaqumi
Mendes da Cunba Azevedo, com a prete de nome
Marianna, nacao Angola, visto nao ter o dito finado
tido Albos do casal, como tanibem a mobilia de ja-
caranda, constando de 12 cadeiras, 2 banquinlias,
mes quadrada de meio de sala, sof, lanternas,
casticaes e outros objectos, e para que nao haja
duvida faz-se o presente, proiestando o abaixo as-
signado por si e mais herdeiros por qualquer ven-
da que por acaso possa apparecer com data ante-
rior. Becife 19 de abril de 1861.
______Caoteno Mendes da Cunha Azevedo.
- O abaixo assignado, testamenteiro dD finado
Patricio Jos Borges de Freitas, convida os senho-
res credores do dito tinado, a virreceber suas ra-
tas. Recite ti de abril de 186.
Jos Moreira da Silva.
Precisarse alugar ura preto de meia idade
para lodo o servico : na escadinha da alfandega,
armazem n. 63, defronte do arco da Conceicao.
Precisa-se alugar um escravo para trabalhar
nesla typograhia, diaria, semanal ou mensalmen-
te, conforme agradar : na liviana ns. 6 e 8 da
praca da Independencia.____________________
Acha-se justa e contratada a taberna da ra
do Rangel n. 17 : quem se achar com direito a
ella, dirija-se mesma, dentro ao praso de tres
das.
Precisa-se de urna ama para o servico de urna
pequea familia : na ra da Santa Cruz h, 61.
No engenho Sacco da freguezia de Ipojuca,
vndese urna distilacao completa e muito bem
montada, por prego commodo : a entenderse com
o rendeiro no mesmo engenho. ________^_
&ir
Mari Hermina dos Passos acbando-se habilitada
para eesinar as primeiras letras ao sexo femenino,
faz o presente annuncio para que as pessoas nte-
res; adas dirijam-se ra do Padre Floriano n. 31,
tratar com a aununciante.
Desappareceu no da 20 de abril, da casa de
sua raadrinha, no pateo do Paraizo n. 19, um me-
nino de idade de 12 13 annos, crioulo, livre, de
nome Misael, sabio vestido de palotot preto e sem
camisa, e calca azul com um remend, discpulo
da mesma casa, e se acha desapparecido at boje :
quem o vir ou tiver noticia, leveo mesma casa,
que ser bem agradecido : faz pouco tempo que
leve bexiga e tem urna cicatriz no beico de cima, e
est aprendendo o offlcio de empalhador na mesma
casa.__________________________________
Boubaram no dia 23 do corrente, noite, no
lugar do Zumb, a urna lavadeira de nome Josepha
Maria da Conceicao, na propria casa de sua resi-
dencia, as pegas seguintcs : o ceroulas de bnm
fino, 1 caiga de brim de lona, embrulhadas em um
vestido velho, a qual eslava reunida alguma roupa
de menino, alem de oulras pecas de roupa que nao
se recorda : roga-se a quera tiver noticia dcste
roubo, ou a quem for offerecido algumas dcstas
pegas de roupa, queira dar noticia dita lavadeira,
ou ao inspector de quarteirao do lugar, que ser
gratificado._______^^ ______________
Aviso.
Mi
IDENTISTft DE PARS
19Roa Nova-19
Frederico Gautier, cirurgiao dentista,
| "faz todas as operacoes de sua arle, e col-
loca dentcs artificiaes, ludo com superio-
ridade e perfeicao, que as pessoas enten-
didas lhe reconnoeem.
Tem agua e pos dentificio.
mMmmwmm-mwMm-mmm
Mez de Maria
"Vcnde-se este Ivro conforme o uso do
hospicio da Pentra a 1)5 cada livrinho: na
tivraria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Aluga-se aloja de urna porta s na
ra do Crespo n. i com armago ou sem
f^la. para tratar m casa de J. Fal mesma roa n. 4.
Todas as pessoas que se julgarem devedoras de
medicamentos botica do fallecido Manoel Antonio
Torres at o dia 31 de dezembro de 1861, queiram
pagar no praso de oitu dias, da publicacao deste,
na ra Direitan. 6, ou pessoa que apresentar os
documentos, e as que nao cumprirero, serao cha-
madas juizo sera excepeo.
%
IOVO RIVAL
* Loja de lindezas
I<--Etua do Qneinaado--ia
Tudo bbjectos de piimeira qualidade e barato.
Sabonetes de bola, windsor c ovaes a 400 rs.
Ditos diversos a 100, 200 e 400 rs.
Pocotes com |s de arroi a 640 rs. '
Caixinhas com ditos com boneca a 13600.
Frascos com pos paradentes (sociedade Irygienica)
a 800 rs.
Ditos cora baiiha franceza (idem) a 800 rs.
Ditos com oleo philocomc (idem) a 800 rs.
Ditos com olode Babosa do Rio a 500 rs.
Ditos com agua de Colonia a 400, 800,15 c 13300.
Dilos cora extractos linos a iOO, 600, 800 e 13.
Dilos cora palcholy a 500, 700 e 15.
Ditos com banha franceza a 500,800 c 15.
Ditos com banha fina transparente a "20 rs.
Garrafas de legitima agua florida 15400.
Garrafas de agua de lavandea 15-
Cosmetique a 100, 200, 300,500 e 15-
Lnvas brancas de jouvin muito frescas a 25300.
Ditas brancas e pretas nao frescas a la.
Ditas de seda e de Escossia muito finas a 15-
Ditas de montara a 300 rs.
! Chinelas de couro do Porto proprias para sitio a
15300.
I Conservadores pretos c de cores a 15-
' Ditos ditos cora lago a 15500.
Pentes domados para marrafa a 15.
i Ditos de borracha para regacea 640, 800 e 13-
Ditos dourados para regago a 13-
, Ditos dourados com pedrinhas para regago a 25.
Ditos de concha e de laco imitando tartaruga a
I 15280 rs.
Ditos com diadema a imperatriz a 15280.
; Ditos lapidados com pedrinhas a 15604.
Ditos esmaltados a800rs.
1 Ditos e marrafas esmaltados a balo 45-
! Aneis de vidro de todas as cores a 40 rs.
j Bonitos aderecos de ouro falso alfraetes e
com pedrinhas, aljfar ou coral a 45.
1 Fivelas com pedrinhas para cintos a 23-
Ditas esmaltadas para ditos a 15500.
Pentes de res faces para desembaragar
Ditos de borracha urna e duas ordens a i>.
Pulceiras de missangae contas grandes a S00
Ditas de contas grandes com pedrinhas a 15
Voltas brancas, pretas c encarnadas
Extaordinario sortimento RIVAL SEM SEGUNDO.
!a nl*fiTttOTiiQ llua do Queimado ns. 49 e 33, loja de mindezas
vj yci I U11I ti 1 UlO. 1 je jos de Azevedo Mata e Sjlva, est continuando
A superioridad* das perfumaras que a aguia no seu progresso de vender baralissimo :
branca vende est incontestavelmente recenhecida Caixas do superiores obreias de cola e massa a
e isso confirma a grande extracao que lhe* vo \ 40 rs.
dando os apreciadores do boro. A aguia branca' Cordao branco para vestido o cspartilho, vara 20
porem tendo sempreem vistas o bem servir a sua rs.
boa freguezia unto da cidade como do interior, Linhas de carretel (150 jarda.-} de superior quali-
mandou ver o extraordinario sortimento que ac- j dado a 60 rs.
ba de receber, vindo conforme suas recommenda-! Cailoes de liaba Pedro V (200 jurdas) j muilo
roes, sempre da melhor qualidade sendo : couhecida a 10 rs.
Agua ae colonia em garrafas de diversos temanhos Grozas de peonas de ac de militas qiialidades e
superiores a 500 1 s. '
Dita dita em frascos redondos e quadrados.
Dita dita ambreada em frascos verdes.
Agua ambreada para banhos.
Dita balsmica e dentrifice para conservagio das
geogivase dentes u boin hlito da bocea."
Dita de flor de laranja.
Dita de rosa e dita florida.
Dita de lavander e tolet.
Dita de atheniense para alisar e segurar os ca-
bellos depois de atado.
Dita de Mallabar e Hode para tngir os cabollos.
Ranha transparente e lafornesa.
Ditas finas em frascos de diversos moldes.
i Dita dita em bonitos vasos de porcelana.
Dita dita em latas.
i Dita dita em copinhos sendo creme, duqueza e po-
| mada imperial.
Rahuzinhos de vidro com perfumaras.
Caixinhas com 6 frasquinhos de cheiros.
Cosmetique (ou pomada) surfine.
Extractos finos e de agradaveis cheiros em bonitos
frascos.
Dito frangipane, cheiro novo e mui agradavel.
Dito de sndalo.
Essencias concentradas, com dilferentes e flmssi-
mos cheiros.
Leite virginal para tirar sardas.
rosetas rjt0 de cacao para amanar a cuts e conservar-
lbe o lustre.
1 Macassa perola.
Oleo philocome e surfino.
Dito de babosa.
Opiata ingleza e franceza.
Pos de coral e de Lubio para dentes.
Sabonetes finos quadrados e redondos.
Ditos finos em caixinhas de tres.
Dilos muilo finos para barba.
Grande quicw
de fazcudas na luja do Pava, ra da lami;. a.
GO, de liaaa Sil >.
AcOa-se esta estabelecimento o nulefai
tido de fazendas inglezas, fr.inc .
suissas, proprias Ululo para a (ra 1 con
mato, prometiendo veadT-sC mal > q^-
em uutra qualquer parte princii.! im
pon.ao e de todas as fazendas d.'.-'
deixando Rcar peuhor ou nundaii -
sa petos caxciros da loj; do Pava .
\s titilas do Pa"ii.
Veodem-scsuperl.....(chtasela ;. \*-
lo barato prego de 2i0 2NO rs. m trio UVas Mft*-
rts, duas framezas linas a M>, i o. M*>. 409 r
500 rs., o covadn, ditas pretts bu
riscado.- cscucezus linos a 2iu 1-.
Caivetes de duas fulbas porm tinosa 500 rs.
Caixas com calungas muito bonitas para rap a
100 rs.
Franja branca e de cores para toalhas a 160. ,oja do ,,av.-u lli;i ., |nip..ialllZ n
Pares de botoes para punlio muito bonitos a 120. o'i...
Caixas com soldados de chumbo muito bonitos a
126 rs.
Tinteiros de vidro com superior tinta a 160.
Dilos de barro com superior liuta a 100 rs.
Groza de botoes de louca pratiados, o melhor, a
160 rs.
Tesouras para costura, o mais superior, a 100 rs.
Ditas para unhas muilo linas a 100 rs.
Escovas para limpar dentes muito superiores a
200 re.
Libras de laa de todas as cores (pesada) a 75-
Caixas de phosphoros de segurauga a 160.
Ditas de papel amizade paulado cliso a 600 rs.
Ditas com 100 anvelopes muito superiores a 800
ris.
Cadernos de papel branco e de cores, pequeo, a' prego de 500 rs. o covado, ditaa m
20 ris. : pareutes de quadrinhos a 500. HM
1. :m.
Mutilar,
.o aa.

Silva.
Ascassas de l'a>iea 210, 2M).
Vendem-se linissiinas cascas j>''r
xas a 320 rs. o covado, ditas frailea]
a 210 e 280 rs., ditas ingzezas a 2i
covado. linissimo orgaady n;ai
mindinhosa 320 rs. o covado, ra
muilo linas a J90 rs.. i.-to na kjp m
Imperatriz n. 61, de Gama i Silva.j
As laziulias da ci|isif d
Vendem-se a mais moderaas lja)i
bque ebegadas pelo ultimo vapor traarrz scsm
de urna s cor ou de listas miodinli.it nm 4 pat-
inos de largura, proprias para vrap !
roupa para meninos e rapas, e pel li.ir.tfhtiaa(>
las trar -
Carlas e taboadas para meninos a 80 rs.
Caixas com superiores iscas de acender charutos
a 40 rs.
Carreteis de linha Alexandrc (200 jardas) de cores de seda e 4 palmos de largura 1 M
vado, ditas matisadas muilo linas a ."ti e UM
ilias mais baratas do que 1 hila lau.lini nutissuu?
a 320 rs. o covado, ditas a Mam Pi.i ci r
a 800 rs.
rs.
Precisa de urna ama para casa de
pouca familia com tanto que cosinhe
bem e soja bem limpa e faca as
compras: na ra da adeta do He-
cife n. 38. pnmeiro andar.
D. Julia Mara de Vasconcellos,
i portugueza, rera-M para Portugal. ^
mmKm-mmmmmm-mm
m Fib'icii Oonccca 3a
Baliia
^5 Andrade & llego, reeebem conrtanle-
inenle c tem venda no sen arraacem n.
.34 da ruado Imperador, algodao dTaquel-
ta fabrica, proprio para saeeos de assu-
car, embalar algodafl em pluma ele, etc., felo preco mais ra&oavel. *#?
mmmmn wmmmm
L. E. B. Vianna contina com sua aula de
latim d. ra da Matriz da Boa-Vista n. 28, primei-
andar. _______
Aluga-se urna excellente escrava mora e de boa
conducta a qual tem todas as habilidades precisas
para servir em urna casa de familia : quem da
mesma precisar dirija-se a na dos Pires n. 54.
Club i Na noite do dia -2~ do crtenle ter lugar
a vmiiao familiar. _________^^^____
Empreza da illumiuacao
gaz.
Todas as vendas de apparelhos e reclamacoes
(par escripto dando o nome, inorada,"data, etc.),
,'Jevem ser feilas no armazem da ra do Imperador
n. 31. Os machinistas mandados para atlender a
estes, apresentaro um litro que os reclamantes
devero assgnar logo depois de prompto o servco
reclamado ; isto para que a empreza fique seiente
de averem os raesmos genitores sido devidarnen-
te attendidos.
Joao Simoes Euzebio, subdito portuguez, se-
gu para a Europa.__________________^_
Aluga-se o priuieiro e segundo andares da
casa n. 193 da ra Imperial : na ra da Aurora
numero 36.
wm*.. m wm ip*ft
M Maria da Natividade Ferreira achan-
n do-se competentemente habilitada e au-
Jg| torisada ha aberto aula particular de en-
ims, sino primario para o sexo feminino na
^ ra da Soledade n. 31, cujb edificio tem
"l todos os commodos e asseio ncces*ario
m para as alumine, sendo as materias do
^g ensino lr, escrever, contar, resar, gram-
W matica poi lugueza analisada e franceza,
fig coser, lx;idar, trabalhar era laa e Unes,
i?* arte de msica applicada a piano. Ncste
WB parte da educagao do sexo feminino pre-
S tende corresponder a espectagao dos pais
* de familia que lhe confiarem suas filhas
IR c prenles.
Xa praga da Independencia, loja de onrives
n. 33, compram-se obras de ouro, prala e pedras
preciosas, assira como se faz qualquer obra de en-
commenda, e todo e qualquer concert, e igual-
mente se dir quem d dinhero a premio.
Quem levou um chapeo alto, novo, trocado
na partida do Club Commercial, no sabbado 23
do correle, queira ter a bondade de leva-lo ra
da Imperatriz n. 13, ou ra da Cruz n. 38, e
quem perdeuo seu, pode ir procralo,
DO COMMEBCH..
Offerece-sc um homem para cobrangas em qual
quer parte que sejam as ditas, fazedo tratos de
vantagem os credores, offerecendo Dador do que
lhe for entregue : dirijam-se ra da imperatriz
n. 72. o fim do mez tera de partir.__________
__Precisa-se de urna ama para cosnhar em
casa de pouca familia : a tratar na loja da ra do
Cabug o. 11-
__Aluga-se o sitio da Pedra Mulle em Apipucos,
com excellente casa de vvenda, de 2 salas de fren-
te forradas, e 6 quartos, todas promplas, terraco,
cribaria, fructeiras, bella vista, magnifico banho:
a tratar na ra das Cruzes n. 39, segundo andar.
D. Faaneisca Elizia da Coste, Brasileira, re-
lira-se para o Bio da Prata. _______________
Perik'ti-se da ra do Trapiche at a
praca do eommercin a carta de registro do
navio nglez Harmston: quem a tiver
adiado e entregar ra do Trapiche d. 10,
ser recompensado.
Grande armazem de
tintas.
lina do Imperador n. 99.
Vende-se as seguintes essencias.
Esseacia de rosa do Oriente.
de Franca.
> de Jasmkn fino (espirito.)
c > limad lino.
Nerolylino.
> alfazema.
> a>iic fino n. 1.
> > > ordinario.
> mbar (espirito.)
> patchouly
> rail flores
alcoraiva.
Portugal.
> lima.
cravo da India.
bergamota superfino.
> bagos de jump'iro.
bouquet superfino (espirito.)
> aniz superfino.
Quera precisar de ura boleeiro para casa
particular, dirija-se i cocheira da ra do Sol n. 35.
O abaixo assignado, tendo vendido o seu es-
tabelecimento de molhados da ra do Imperador
D. 45 ao Sr. Joao Baptista Gomes Penna, pede
seus credores lhe apresentem suas contas para se-
ren conferidas e pagas. Aproveite a occasio para
pedir seus devedores mandein saldar suas con-
tas, visto que tem muilo breve de ir Europa tra-
tar de sua saiide, e quer deixar seus dbitos liqui-
dados, do contrario se ver na neeessidade de dei-
xar ordens muito positivas seus procuradores.
Francisco Jos Leite.
mmmmmmmmmmm
|K Dr. Fernando de S e Albuquerquc,
^Q Flix Pereira de Araujo tenham a boada-
3R de de se dirigirem ra da Imperatriz
"Z n. 40, o mais breve possivel, entende-
^ rem-se cora o solicitador Leopoldo Fer-
H reir Martins Bibeiro, negocio de seus
h interesses que os mesmos senhores nao
S ignoram.
rs.
a
Hilas de coral 300,15280 e 25-
Bonitas gravatinhas de lago e com passador a qjios creme de amendoa em vasos de vidro e por-
800 rs. celana.
Bonitas toucas de blonde de seda para bapusado {Tnico oriental de Kemp.
a 15600. Vinagre aromtico.
Bonitos sapatnhos de merino matisado idem a Dito d'ou leite d'ires para acabar as espumas do
15600. rosto.
Bonitos sapatnhos de laa com lagos e frocos a 15- E assim muitos outros objectos de gosto que na
compra dos quaes o pretndeme ser satisfeito
por deixar os cobres na loja da aguia branca ra
do Queimado n. 8.
Objectos de phantasiat vitados
para a aguia branca.
A agnia branca recebeu novos e bonitos objec-
| tos de phaatesia, alguns dos quaes nunca vistos
aqu, sendo :
Bonitos aderecos completos 'eitos de perolas falsas.
Ditos ditos de'pedras por cuja perfeigo e bom
gosto quasi se nao distinguen das verdadeiras.
Lindas puiseiras de mosaico.
Dita dita de perolas falsas tanto para senuoras
como para meninas.
Dita de chapa de crystel com lisias douradas.
Dita de cornalina branca, azul etc., etc.
rs.
Sapatnhos' de laa diversos a 400j 600 e 800
Bonitos botoes para punho a 200 e 600 rs.
Filas e cordoes para esparlilho a 80 rs.
Oitavas de retroz preto a 140 rs.
Brincos pretos e de cores a balo a 400 rs.
Bosetas pretas e de ouro falso a 240 rs.
Eserivaninhas com tinteiro e arieiro a 15200
15600.
Oculos de armago de ago a 15 c 15280.
Meias pretas para senhora a 320 rs.
Finissiraas tesouras para unhas a 15-
Ditas ditas para costura a 900 e 15-
Ditas grandes a 300 e 640 rs.
Ditas ordinarias differentes a 60 rs.
Carteiras com agulhas sortidasaSOO rs.
Caixinhas eom 100 agulhas francezas a 240
Ditas com 100 agulhas Victoria a 320 rs.
Besmas de papel al maco pautado a 35 e 4
Besmas de papel almac greve a 35600 e
Pacotes de pape
600 rs.
Caixinhas de papel anisada pautado a 800 rs.
Caixinhas de papel de cores adamascado a 1-5.
Pacotes com 100 envelopes brancos e de cores a
800 rs.
Vernicas de vidro de todos os santos e saata9a
40 e 80 rs.
Estampas de todos os sautos e santas a 240 rs,
Escovas para dentes a 160, 320 e 480 rs.
Escovas para cabello a 640, 15 e 15500.
Escovas para roupa a 640 e 15.
Pecas de tranga preta lisa a 100 rs.
Pegas de tranca de caracol preta e branca a 80 rs.
Pegas de lila de laa e seda para debrura de ves-
tido a 15.
Pegas de lita de sarja e selim de cores a 320 rs.
Pecas de casearriltia cor de cioza c outras cores a grande parde de sua boa freguezia sera csas a-
preciadas fivelas de ago com pedras, e por isso a
Bonitos alfioetes e anneis para grvalas.
45400. Bonitos pentes de conxa obra de apurado gosto.
isade branco e de cores a Outros travessos com pedras para meninas.
Bellas guarnigoes de pentes domados ornad
com caixos de uvas, feitos de aljfar, obra
blime.
a 60 rs.
Baralhos para voltarete muito finos a 240.
Cartas de alfraetes franceses muito finos a 40 rs.
Meadas de linha f xa para bordar a 20 rs. .
Pares de sapalos de tranca muilo superiores a
15600.
Papis de agulha cora um pequeo toque a 10 rs.
Groza de bolees de madreperola muito finos a
560 rs.
Cartoes e caixas de celchetes francezes superiores
a 40 rs.
Baen para meninos muito finos a 15300 e 25-
Magos de grampos superiores e limpos a 30 rs.
Groza de phosphoros do gaz muito novos a 25200.
Areia preta muito superior a 100 rs.
Caixas de rap com espelho a 100 rs.
Realejos para entreter meninos a 80 rs.
Pegas de fita de linho muito boas a 40 rs.
Peutes de lago muito bonitos a 15-
Enfeiles de laco de todas as cores a 15300.
Bodas com a I teles francezes a 20 rs.
Gaixas com quatro papis de agulhas iraperiaes a
240 rs.
Sabonetes de familia a 80, 160 e 320.
Caivetes de duas folhas muilo finos a 320.
Pares de sapalos de laa para meninos a 400 rs.
Sapatos de tranga para senhora e para homem, os
melhores que tem vindo, e por prego muito barato,:
men quizer ver, venlia ra d Queimado ns.
49 e 55, e vera tudo como bom e barato.
Hivalsem segando.
Na ra do Queimado ns. 49 c 53. loja de mude-
zas de tres portas, esta resolvido a vender ludo
quanto tem no seu eslalieleeinieiito por precos que
a lodos admirara, assim vejara e admiren).
Frascos com superior banha para acabar a 200 rs.
su. i Banha transparente a melhor que ha a 600 rs.
! Banha japoneza superior e garantida a 800 rs.
le largura a **< r- o < *:..
r | arda, azu'. rd
a vestidos, sai:w>!. i >
aaam i
I .':
.'.; :
Oulras igualmente bellas, todas de fino
com pedras.
Outras a tertarugadas, nada interior a aquella.
Voltinhas de aljfar branco e de ores com cruses
de pedras.
Esscs e outros muitos objectos acham-se a venda
na ra do Queimado loja da aguia branca n. 8
FIVELAS
de ac e com pedras.
Nao esteva bem a aguia branca deixar icar lo
ISkss
mam--.
?<&&.;
COMPRAS.
Compra-s efectivamente ouro e prata cm
obras velUs : na praca da Independencia n. 22
loa de bUbeies.
mmmmm mmwM wmwm
-jl" Compra-se um sobradinho ou mesmo .;.
C^5 urna casa terrea cm boa na que tenha *j
| bous commodos, com quintal e cacimba : ?!&
S quera tiver dirjase loja dos Srs. Oli- jfi|
veira, Sampaio & C, ra Nova n. 38. ^
1400 rs. [
Pegas de franja de seda preta e de cores a 25800.
Varas de galo lavrado branco e de cores a 80 rs.!
Varas de arcos dilferentes larguras para balo ad
100 rs.
Varas de bicos de seda braneos e pretos 240 rs.
Varas de bico de linho branca a 160 rs.
Varas de babadinho tramoia a 80 e 160 rs.
Varas de bicos e rendas a 80, 120 e 160 rs.
Varas de bico preto largo com mtame a 160 r*. i
Varas de bicos pretos desde un dedo at ura pal- !
rao de largura a 120, 160,200, 240, 320, 400,
640e800rs.
ressou-se em mandar "buscar o bello sortimento
que acaba de receber ; e bem assim as necessarias
Iita,ciijos novos e bonitos padroes as tornam agra-
daveis aos olhos de todos ; resta, pois, que os pre-
tendeotes, munidos de dinhero, dirijam-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 8, onde tam-
bem ha bonitos ciatos bordados com borlas, etc.
GB4 H D ES I BQfilTQS
espelhos dourados.
A aguia branca em continuagao de suas encom-
dourado e Frascos de oleo verdadero babosa a 500 rs.
Ditos de oleo verdadero que tem urna maozinha a
500 rs.
Ditos de oleo superior Philocome a 800 rs,
Sabonetes pequeos e muito finos a 60 rs.
Ditos inglezes, superior qualidade, a 160 e 320.
Ditos de bola muilo finos a 240 o 400.rs.
Vinagre aromtico ecbeirose, garantido, a 15-
Frascos de agua de colonia multo finos a 400 rs.
Ditos de dita verdadera e que se garante a 600
ris.
Ditos grandes tambera verdadeira a 15200.
Frascos de cheiros muito linos a 200, 320e 500 rs.
Ditos de agua de colonia grandes a 640.
Pares de ligas muito linas para senhora aSOOrs.
Pecas de fita branca de linhj, superior qualidade,
a 100 rs.
Grvalas de seda muilo bonitas e superiores quali-
dades a50is.
Caetas de osso lisas e torneadas muito finas a
40 rs.
Duza de lapis muito linos e fortes a 240.
Tranca preta lisa o melhor que ha a 8u rs.
Escovas para limpar dentes muito linas a 200 e
400 rs.
Pentes de volta para meninas regaar cabello a
500 rs.
Ditos domados para meninas retacar cabello a 15-
e ditas de urna so cor
perola proprias para
liar i baldes a 720 rs. o covado. dii..-
, 800 e 400 rs., isto s na loja do l'.iv .
peratriz n. 60, de Gama & Silva.
Os chales de Pate.
Vendem-se finos chales de crr|':i OHpiMn
pelo barato prego de 6i, 75, ^5. dito J.
donda a 75 e 85, ditos pretos riera r '
a retroz cora vidrilho a 125, dito prnw !Mai a
35, dilos de cures a 45500 e 55. diM d .<
estampados a 25 e 35. ditos de laa a I5-'V J.
dilos de retroz preto para luto a 65. iMo a
do Pavao na da llmperatriz n. 10, Silva.
' Fazrmlas prrlas para a aaarrsna trmif na
Vande-se grosdenaple preto mora ~uix rior a
15600, dilo a 15800, 25, 255W. I|M :-5, an-
reanlique preto muilo superior a ;5*!"
ja preta hespanhola muito eaa
loja do Pavao ra da Imperatriz n. k>.
& Silva.
0 Pava* veade para Iota.
Vende-se superior selim da ('.bina fazerul* a
de la sera Instro tendo 6 peina* de kacaava pi"~
pno para vestidos, paletols, rapas etc.. (*;- i*r*-
to prego de 25, 25200, 25500 o ...i,!u. aaw
pretas lisa?, chitas pretas largas f.-irritas. .aafca
de merino lisos e bordados a vidrilho tpi'.ncafca
comgollinhas e outros muitos artigo* aata -e .
dem por precos razoavei* : na loja do Pav.~"
da Imperatriz n. 60, de Gama a Silva.
Os carpinlHts da Patia
Vende-se os mais modernos r.ir-
hraia ricamente bordados e enfeiladws
na loja do Pavo, ra da ImiR-rati iz n.
ma t\ Silva.
Os vestidas t Pavita
Vende-se ricos vestidos de grosdenaple |
caraente bordados a vahdo pelo I
405, sendo fazenda que sempre
c 105 ; ditos de rambraia braaois. icamn'
dados a croch, -indo pp-prios para baib
ment a 10. 15, 20 e 305; dito* le I 11 I
barras a 18 e 155 ; isto na I., do I.
a esta praca para sintos e lagos a
Varas de litad.; velludo preto de
15600 e 25.
seda desde
de um desses besitos espelhos, dirigir-se a na Asulherc de iacar
a do Queimado, loja d'aguia branca n. 8, que ser, g 200 ?s-
mais eslreilnha at a mais larga a 120, 160, bem servido. Tambem ha espelhos quadrados sor- Fs,|lll7hn Scinm)-i p
200, 240, 320,41X1,500,600 e 800 rs., de todos tdos em tamanhos, e com molduras domadas. VjOO
'J0!'.1?! 5?.l&?!L.an^r:^:!e tt ^ Ar.|)|\^ Duza de facas e ga. los
xam 11 a casa dos fregueses cora garanta, nao
sendo conhecidos.e lodosa objectos sao depri- j
meira qualidade como se node observar a vista
das fazendas, vende mais barato de que em ou-'
tra qualquer parte, vista faz l.
Tintara ingleza para Ungir a barba e
abellos instantneamente com a partictila-
(. ompra-se infectiva-
mente
ouro e prata em obras velhas, pagande-se bem
na ra larga do Bosario n. 4, loja de onrives.
Compram-se frascos de genebia vastas : na
ra Dreita n. 72.
de porcelana e escarra-
deiras de vidro
A aguia branca tambem mandou vir bonitos jar-
ndade de au manchar a pello preparada ros de porcellana dourada e de dilferentes lama-
! por Ucsnous, ac!ia-se a venda na botica da nhos; assim como escarraderas de vidro, objectos
' ra do Imperador n. 44. iesses 6errPre necessarios para o bom aceio das sa-
VENDAS.
Bren
a 280 rs. a libra e 85500 a arroba : no pateo da
Santa Cruz n. 4.
Maceos de Cariaba
com 22 cuias a 55 : no pateo da Santa Cruz o. 4.
1OO0OOO
Vende-se por este prego a armago com gaz e
todos os mais perlences a quera comprar alguns
gneros que existe na mesma casa : a tratar na
ra Imperial n. 139.
Vende-se a taberna sita na ra de lionas n.
106 : a tratar na mesma.____________________
Aenco
Inope
Vende-se um escravo bom carreiroe proprio
para o servigo de campo : no caes da alfandega n.
3, se dir quem vende._____________________
Esleirs do Aracaty
Vende-se umaesteira propria para forro de sala
muito bem feita, tendo 26 palmos de comprimento
e 22 de largura : no Forle do Mallos, ra do Co-
dorniz n. 3, taberna.
las; reste somente que o comprador dirija-se com
dinhero loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 8, onde ser servido com agrado e sinceri-
dade.
Presuntos inglezes chegados no ultimo vapor a
680 rs. a libra, salpcoes e chourigas do melhor fa-
bricante deste genero a 720 a libra, chourigas era
latas de oito libras, mui superiores a 65300 a lata,
ameixas em potes grandes a 35, menores a 25500,
idem em latas ricamente enfeitadas, proprias pa-
ra miraos a 15300, 15400, 15600 e 25800, doce de
goiaba era caixoes, o melhor que ha a 15800, quei-
jos llamcngos vindas no ultimo vapor a 35, licores
rnui finos, garrafa, a 15600,15800 e 25, conservas
mui novas a 800 rs. o frasco, vinho do Porto o
mais delicioso possivel, engarrafado, a 85 a duza!!!
sem exageracao, manteiga ingleza tor a 15 a libra,
nao sebo de 800 rs.: vende-se a dinheiro vista
no antigo e mui acreditado armazem de molhados
de Joao Baptista Gomes Pereira, successor de Fran-
cisco Jos Leite, na ra do Imperador n. 46.
Vende-se o engenho Mussaiba, era Santo A-
maro de Jaboatao, moente e corrente, cuja casa de
vi venda assobradada, e conlm sutlicienies com-
modos para grande familia, d'agua, o bastante
grande, con tendo; alera de um excellente cercado
onde se pode criar e refazer gados, militas matas
vrgens ; vende-se conjunctamente a propriedade
Pco-preto, onde se pode levantar um oulro enge-
nho d'agua : quera pretender fazer negocio., loma-
r o incommodo de primeiro examinar dito enge-
nho. cerlo que se fara todo negocio com dinheiro
vi\ta, ou mesmo a praso, com garanta que con-
venha a seu proprieterio: na ra das uruzes n. 2,
segundo andar, se encontrar a pessoa competen-
te para effecluar qualquer ajuste.
Carne do serto
Chegou aos grandes armazens da Brlhante Au-
rora e Aurora Bnlhante.no largo da Santa Crut ns.
12 e 8i, esquina da ra do Sebo, a verdadeira car-
ne do sol a 400 rs. a libra.
I-nvas de fonvin.
Bccebeu-se luvas de Jouvin brancas e pretas
proprias para a quaresma : na ra do Queimado
loja do beija flor n. 63.
Tranrinlias de la lisa para enfeiles de camisinba
de senhora.
Bccebeu-se, trancinhas de diversas cores pe-
ga de 30 varas a 640 rs., e de 120 rs. pequeas :
na ra do Queimado loja do beija flor n. 63.
Enfeiles de mirabas com lago na frente.
Becebeu-se, variado sortimento de enfeites de
j diversas cores a 15400 e 25: na roa do Queimado
loja do beija flor n. 63.
Machinas inglezas
para descarocar algodo as melhores que
! tem vindo a este mercado : ra da Senzala
Novan. 42, em casa de S. P. Johnston
&C,________________________________
Vendem-se saceos com farinha a mais nova
que lia no mercado, e muito fina : no armazem do
! Aune.- defronte da alfandega.
muito bons para agulha
brancos de columnas a
com dous botoes, muito
clavadas, a
finas a 65-
Duzia de facas c garios, cabo branco,
25800.
Pecas de ntremelos muilo bonitos a "00 rs.
AVISO AOS SRSTlEDICOST
Cura ca'arrhos, tost
coqueluches, irritacei
nervosas sos dos bron-
chios e todas as doen-
cas do peito; basta ao
ioente urna colhe rehelea deste xarope D' F0R6R.
Dr. CHABJLE, em Pariz, rn* vi>ienne, a.
Pars, 36,RuaVivienne, D*
Sirop du
DfFORGET
CHABLEmdecin
cal de Lisboa e potassa da
Rnssia.
Vende-se na ra da Cadeia do Becife n. 26, para
onde se rnudou o antigo e acreditado deposito
de laa para riomcm c snhora.
A aguia branca, na ra do Queimado n. 8, ven-
de mui boas meias de laa para homem e senhora,
c pretas de laia de seda para padres._____________
Carnauba do Aracaty.
Vende-se constantemente na ra da Cadeia n.
57, armazem de Prente, Vianna & C.____________
Vende-se urna barcaca nova de quatro via-
geus, bem construida, de 45 caixas, boa veleira, al
dinheiro ou mesmo a praso, assim offereca boas!
firmas : a entenderse na ra Direita com o Sr.
liento de Barros Feij.
Xa ra da Cadeia do Becife, defronte do bec-
co Largo n. 2o, vende-se urna porco de cadilhos
de derreter prata e ouro, de differentes temanhos.!
por preco barato, assim como taquaris seceos para
fogueteiros, do todas as grossuras, boioes que fo-
ram de graixa, caixoes vasios de todos os tama-,
nhos, al de meia caixa de assucar, caixinhas pe-
quenas que foram de cha, muito proprias para
plantar flores por anda terera o chumbo com que
foram forradas, varias ferranientas perteucente ao
fabrico de sitio, como seja.enxadas, ciscadores*, fou-
ces. machados, escadas e ferro de limpar larangei-
ras, e um bom caivete de podar, potes de barro
que vierara com uvas, urna porco de camas de
amarello, angico e Jacaranda, que por lhe fallar al-
gumas pegas se vende barato, mesas compridas,
muito proprias para casa de pasto, 18 cadeiras e 3
da
DASENFKilMIDADAS BESSEXLAES, AS APFEO
COES CUTNEAS. F. AI.TERACOESDO SANGUE.
10 000 curas das impingeos
tiuslutas, herpes, sarna
omixoes,acrimonia.eaU
l'ercocs, viciosas do san-
__igiie; virus, e alleracoes
do sangue. (Xaropc vegetal sem mercurio). Depu-
rativa* vegetaew BAIVUOS vii\i iiai.m
tomao-se dous por semana, seguindo o Iractameolo
Demiraiivn .- empregado as mesmas molestias.
Esle Xarope Citracto de
ferro de CIIABLE, cura
immediatamenlequalquer
purgacao, relaxacao,
e acbidade, e igual-
mente os fluxos e flores brancas das mulheres.
Esta injeccao benigna emprega-se com o Xarope d
Citracto de Ferro.
Heatarraida*. Pomada que as cura em tres dias.
POMADA ANTIHERPETICA
Contra: as affecQoes cutneas e comixoes.
PILULAS VEGETAES DEPURATIVAS
do o1 Chable, cada frasco vai accompahado de
um folhelo.
Vende-se na ra i!o Imperador botica
franceza n. :t8.
DEPURATIF
dn SAIVG
PLUS OE
COPAHU
AGENCIA
K
FUNBICAO DE L0W-M00R.
Roa da Senzalla nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a haver
no~vos"e I S^AtSffffSi S SSSS um f^ cimento de moendas e meias
^^iS^j^^b^Til becue'atittBiopor? recor.ada no tugar que moendas para engenj.o, machinas de vapor
se escreve, tendo duas gavetas, alguns quadros das e tachas de ferr batido e coado, de todos os
principaes batalhas dadas por Napoleao I na Euro- tanianhos para ditos.
pa, e muilos caxilhos para estampas, grandes e; -------------------------1^------------------------------
pequeos, muito bem dourados, e os pequeos pin- Arados americanos e machinas para
aru tqualqnerlparte.
Os precisos tal/teres pa-
ra criancas.
Chegaram e acham-se a venda na ra do Quei-
mado, loja d'aguiahranca n. 8.______________
Queijos novos
No novo armazem da Brlhante Aurora ao largo
1 da Santa Cruz n. l, esquina da ra do Sebo, che-
garam queijos do sertao, novos, ditos de prato e do
reino, da melhor qualidade.
Farinha de milito
Na padaria de A. F. da Silva Beirz ra dos Pi-
res n. 42, vende-se farinha de milho a mais fina
que ha no mercado, propria para bolo de dito, e
vende-se a muito acreditada bolacha de familia.
era
tedos de cores, frascos c botijas que foram de ge-; java_ rouDa. em ^53 fje S. P. Johnston & C,
nebra, d-seura cento por '5, urna roda grande, r
como de guindaste com os seus apparelhos, que ra ua sen^diid .wd n.- ^_____
! Vende-se ura
, muito b >m estado ;
numero 38.
cabriolet inglez (Degcarl)
para tratar, na ra da Cruz
Anlliiiieticit 5 stftiumatica, ultiiin edi-
co do Sf. professor Castro iXuncs
Prmeira c segunda parios reunidas da ariihme-
tica, acham-se a venda por preco mu
na ra do Imperador 11. 1<>.
commodo
guindaste
servia de moer marfim, e pode servir boje para
moer milho, cu paraoulra qualquer consa, sapatos
de sola c vira muito fortes a 6i0 rs. o par, muito
proprios para meninos do trem ou orphaos por nao
serem muito grandes, um frasqueiro de amarello |)rIB(!r;, o'segiiiida separadas, e a gramma
bem arqueado de ferro cora boa fechadura de se-
gredo, leva 12 frasco?, em cima de dous taboleiros,
para isso repartidos, pedra jaspe de 2 arrobas para
cima vende-se a WK/rs. a libra, chumbo em len-
col para derreter, duas grandes fechaduras para
porta de loja, um apparelho para cha de porcelana
dourada, e varias pecas de prata, sendo colheres,
facas egarfos, e mais algumas pefas de valor, tudo
contraslado. _____________________"______
Alindao da Baha
para saceos de assucar e roupa de escravo; tem
para vender Antonio Luiz de Olveira Azevedo &
C-, no seu escriptorio ra da Cruz n. i.
ATTENQAO.
Algodao avariado.
Pecas de algodao com um pequeo toque de
avaha pelo baralissimo prego de i&XH).___________
FARELO
Vendem-so saceos com 90 libras de farelo a
3^800 : na ra da Madre de Dos ns. 5 e 9.
ra
da Imperatriz n. 00, de Gasea \
Os paauos do Ma
Vende-se panno preto muilo
orejo de 23, 2ot>o,33 e3900, d
i.5. .5 e li-V cortes de casemira pr I
M. ii'ioo e G, ca>einira pr-ta 1.1
largura muito lina a I800. 2-5. :'".
tes de casemira de cor a ', ">.'>"ii e j
ras entestadas de uina s cor propria* para 1
paletols, colletes, rapas para senhora, raaajM
meninos a 3A e :lcoOO o eox .>l
Pavao, ra da lraperatri/ a. 60, de .. -
I roupa i!.i Pa.
Vendem-se palclots de panno r !:
eos fazenda muilo Iwa .* 12-J. dilos iniiil
103, 20?, 2o-5 e 3t>5, calcas de rasi 1...... 1
fazenda a 4.'>0,53, ,'7 e 8, pak I
de panno preto a 7, ditos de casemira <
65 e li, ditos de alpaca preta. dii<>- '
preto, ditos de brim de ccres. raleas d v
decora^, 33,04,73, ditos ii'- .1 \- -. rr
Escossia a 33, ditos de brim pardo
de car a S3 e 33300, ditos brancos nm:'* :... .
sto na loja do Pavie, ra da iajacrati a :
(Jama c< Silva.
Os cor!Inadow do |..v.'.o.
Vendem-se ricos rortBados aro| 1
la c camas pelo barato preco de '.' J
melhor que ha no BMrcado : na ra da loif
n. 00, de Cama & Silva.
As riilckas de Pavie.
Vendem-se colchas de linho al
prias para cama pelo barato un ral *
na ra da Imperatriz n. 00, le liama ,"v
As calcinlias d< PSfSo.
Vendcm-se caleinhas de canil''
ra meninas pelo barato preco de OT tM'* 1
mlanguitos para senhora e "meninas a .vk
800 rs., catnisinhas com hmI -
oja do Pavao ra da Impcratrb. n. M.
A Maria l'ia.
0 Pavo vende a S.s
Vendem-se os mais lindos corles de v...i.,
Mara Pia com lindas barras ih i
gados pelo ultimo vaporfraaca ai lo baraa 1
de 83 cada um : s na loja do Pavao roa ...
peratriz n. 60. de Gama A Silva.
Os balos doP*vi
Vendem-se crinolinas en baldes de :m irfc
to brancos como de cores sendo aaameat
s;io os melhures por se nao quebi.irem a
de33 arcos a 43, ditos de niiis.-elin.i 11
a 43, dilos para menina a 23 e ->-j : na
Pavao ra da Imperadz n. 60, Je liara
O bramante do Pavo *
|aluios de largura.
Vende-se bramante de linho pin.', muito i
doze palmos de largura o melhor e nai, brk
tem viudo ao mercado pelo barato pi. co : t
rs. a vara ; s na loja do Pavao de -ma So.a.
ra da Imperatriz n. 60.
As nrccalas do P:-.v..
Vendem-se as mais lindas preraku i|M 1 ..
do ao mercado chesadus p-do ultimo vrf(jf
cez, pelo barato preco de 600 1-. o <*.<' .
de lisliinlia muito iniudinlias pnpriai aara v M
e roupas de meninos e meninas ik.-o U .r.
ile .'iiMI i~. ; neo l'.ivao a ra da lraperatri^ r
loja de Gama & Silva.
Os souleaubartfies do Pava a
lO$ e 15Jf s o Pavo.
Vendem-se os mais lindos sonleanharejH o
tem vindo ultimameole de laazinha 1- caxria.r
camente bordados e enfeitados, cores rn
das pelo liaralo preco de 103 e 133 fazeni ana
queem oulras lojas'se vendera por *"3 Jf**
s para liquidar : na loja e armatem d) m* Jt a
ra da Imperatriz n. 60 de (Jama & Sirva.
As chitas do Pavo a 2#4 *#MOO oeorte.
Vendem-se cortes de chita cohi doze cd\ ljr
cada corte, dilos com dez covados .1 2iO> f / o
da muito boa, o que nao desbota, so 11.1 laja i
vio tem esta pechincha ; a ra da linpcratt.i a.
60 de Gama A Silva.
Las de nma so cor
Vendem-se lazinhas de urna t er, *tv.
carnada, azul, cintel, eflr de cafe, lii ie c!
rio roxo cor de perola pelo baratissmi n
640 o covado, fazenda muito fina aa a Pav
da Imperatriz 11. 60 loja e armazem de
Silva.
Panno de liaba.
Vende-se panno de linho com 4 palnx
gura proprio para lence, loalhas e chtou
barato preco de 640 rs. a vara, brainante d
com 10 palmos de largura a 33300, algna^cial
monstro com 8 palmos de largura a 13.
Hamburgo com JO varas a 93.103 e HA
madapolao Uno a 73500. 83, 03 e 103,
algodaoznho a 63. 63300 e 73. e entra
fazendas brancas que se vendern mnilo
afim de apurar dinheiro : na loja do Paran
imperatriz n. 60, de Gama & Silva.

.Jw


PUrW e rernm ... naria lelro 19 e Abril 4e f *4

5*
Largo da
* Santa Cruz
n.
12.
Esquina da:
ra do
Sebn. 12.
BKILIIWTE AURORA
IfOVO E
GRANDE ARMAZEM DE MOLHADOS.
Francisco Jos Fernandes Pires tcm a honra de participar ao respeita\el publico
que hoje abri ura novo esiabeleciment de molhadus denominado Brlhante Aurora, ao
largo da Sania Cruz n. 12 esquina da ra do Sebo n. 13.
O propnetano deste novo estabeleciment pede a todos os seus amigos e freguer.es e
ao benevulo publico desta cidade e do interior, a sua protccco para este aciado estele-
Mtenlo, certos de que em tein; positado.
No novo armazcm encontrar-se-ba sempre umgrande sortimento dos melhoresgeneros
que vem ao nosso mercado e por precos os mais mdicos possiveis, certo de que em parte
alguma se vender mais barato e melhoresgeneros tanto em porcao como a rctalho, do
que no armazem da RnHianle Aurora.
A satisfacao da Brilhante Aurora vender muito e muito barato, mais a dinheiro ;
a tabella do prego de sens gneros sero mudados todas as semanas :
Araeias franceras novas em latas a 1*400, i u j_ wnti.0 .hj i
Ue3#oo re. _.*:"* f molas qnaIidades.
DiU8 em caixinhas muito enfeitadas com ?,a I**"*0'3 a 3* e 35200.
bouilas estampas a 1*400, 1*600 e 2*. i Ri ux."n, T" Kor i.3*
Chocolate francs, hespanho, fu.sso e por-! J*10 m,ud,nh.a ** e 2*800.
tuguei a 1*200 e 1* a libra. i j** **?** m,ud,nh :l-
Mannelada imperial dos melbores conser- j! ma,is raudo..a l2*800. .
ve.ros de Lisboa a libra 600 e 640 rs J red?nil mu" bma 2 *** e _.
Latas com diversas finetas em calda a 500 rs. ')it0 >mo emmassos envolto a 1*600 e 2*.
Ditas com arrufen a 700 rs i Espermacete fino o masso a 540, 600 e 640.
i Velas de carnauba arroba 103 e libra 360.
Dita de coinposicao arroba9*500e Iibra320.
Charutos nao ha quem tenha melhor sorti-
Kua Direit* 45
Oigamt oitaml!!
CALCADO
Bom e novo, e a primeira necessidade para a sau-
i de o aforiuoseainenlo do individuo!
Mcu Dos I... que ps de pavo se lobrigam por
cssas ras I que figura horrenda e nauseante a
de um paletot bem talhado wbranceiro a nm
quedes roido em duas sola 1 um balo bem tor-
; neado e bambaleante dcsenbrindo urna pona de
: botina safara e carcomida I
Santa Barbara!! Corram ra Direita, bellas e
rapazes! sacudain na praia esses malditos quedes
, e romprem :
Borzeguins de Xantes 8*000.
Ditos franmes de bezerro 7*.
, Ditos francezes de lustre para homem 5*.
Ditos para senhora, de lustre, eni-iados .'i*500.
; Ditos para senhora. gaspia alta, 4*800.
i Botinas de menina 2*500.
Ditas de cores para menina 2*000.
Sapatdes de KaasM de duas solas 5*.
Ditos de sola e vira 4*500.
Sapatos de borracha para senhoras 1*500
Ditos para meninos I 000.
Sapatos de lustre para scuhora 1*.
Ditos de pete para hornera e senlwra 800 rs.
Ditos da liga constitucional 500 rs.
Chineloes rasos do Porto a 1*600.
E um sortimento cnmple.o em sola, vaquetas,
couros, bezerro francez como nenhnm, couro de
lustre muito grande, e ludoqoanto pertence arta
de S. Chrispim.
Roa da Senzala !\va n. 42.
Neste estabeleciment vendem-se: tachas de
ferro coado libra a 110 rs., idemdeLov
Moor libra a 120 rs.
oh lln;i a vootade do comprador
CL. Alt 111
COMMERC4L
Ditas com massa de tomate a 600 rs. a libra.
Dilas com ligos ermeticameute fechadas a
1*600 e 2*500.
Dilas com peixe de posta ensopado a 1.
Dilas com ostras para frigideiras a 720 rs.
Ditas com linguicas fininhas viudas neste
vapor a 6*5n0.
Dilas com sardinhas doNanles a 360e 600 rs.
Hilas com bolachinlia de soda nova a 2*.
Oitas rom biscoutos inglezes varios ttulos
a 1*400 rs.
Frascos com mustarda prepprada a 400 rs.
ment um caixas de 100 e 50 todos dos
melhores Tumos de S. Flix de 2* a 8*
a caixa de cem.
Caf do Rio arroba 8*500 e 9* e libra a
320 e 280 rs.
Arroz de Java arroba 3*200 e libra a 100
e 120 rs.
Dito do Maranhao arroba 2*500 e libra a
80 e 100 rs.
Ditos eoea a verdadera genebra de urania Sra11de bleo a lilira 160 rs" .... aM
a 1*120 J Ervilhas secas muito novas a libra 200 rs.
Ditos grandes duas garrafas de hollanda 1*. ?La"ob1-14^,!|bra i60 rs-
Ditos com urna garrafa 5*0 rs. Amendoas libra 240 rs.
Ditos com conservas de pepinos a 800 rs. ; lpis,a arro,,,a *f 800..e llb ,6
Dito, com ditos de mexwles e ouiras a 700 -am,; a,Tul)a *?.-l,br 200rs-
800 e 1*.
BBM1
RA DO QllEOIAIIO \. 45.
Passando o becco da Congregado segunda casa.
mmim m
NOF1DADE.
wmmm
Pereira Rocha 4 C. acabam de abrir na ma do Queimado n. 45 um armazem de molhados denominado Clarm Commnmi
onde o respeitavel publico encontrar sempre um completo sortimento dos melhores gneros que vem ao nosso mercado. <* (
aerao vendidos porprecos muito resumidos como o respeitavel publico ver pela tabella abaixo mencionada ; garanle-se bm
e boa qualidade dos gneros comprados neste armazem.
Arroz do Maranhao, da India e Java a 80 e Chouricas e paios muito novos a 800 rs. a
100 rs. a libra e 25400 a 25800 rs. a ar- libra.
rba. Cevadinha de Franca muito superior a 220
Ameixas francezas em latas e em frascos a rs. a libra.
10200 .e 1*600 cu frascos grandes a Cevada a 80 rs. a libra.
2*500. Ervilbas portuguezas a 640 rs. a lata.
Idom em caixinhas elegantemente enfeitadas dem seccas muito novas a 200 rs. a libra.
com ricas estampas no interior das caixas Figos de comadre e do Douro em caixinhas
a 125000,10400, litOO e 2#. I de oito libras e canastrinhas de 1 arroba a
Amendoas com casca muito novas a 280 rs.! 10800, 50500 e 280 rs a libra.
a libra. Farinha do Maranhao a 120 rs. a libra.
Alpista a 160 rs. a libra e a 40600 rs. a ar- Farinha de trigo a 120 rs. a libra.
roba.
Azeite doce francez muito fino em garrafas
grandes a 960 rs. a garrafa,
dem de Lisboa a 640 rs. a garrafa.
Araruta verdadeira de malarana a 320 rs. a
libra.
Avelas muito grandes e novas a 180 rs. a
libra.
Batatas muito novas a 40 rs.
Biscoutos inglezes de diversas marcas a
10300 ris.
Genebra de Hollanda verdadeira marca VD
a 560 rs. o frasco e 60200 rs. a frasquei-
ra.
Palitos do gaz a 20200 rs. a grosa.
Passas muito novas a 480 rs. a Mm.
Peras seccas muito novan a fUO rs. a
Painco a 200 rs. a libra.
Polvo secco muito novoj 400 rs. a libo
Presuntos de Lamego*m rabia hraattec
muito novo a 640 rs.
Que i jos fia mongos do ultimo vapor a 2*M
ris.
dem pratoa 640 rs. a libra.
Sal retinado em frascas de vidro a Aw rs.
cada um.
Sardinhas de Naiites a 32* rs.
Sag muito alvo e novo a 260 rs. a IB*a.
Toucinho de Lisboa a 320rs. a libra.
dem em garrafoes de 3 e 5 galoes a 50500 Tijolos de limpar facas a 140 rs.
e 70500 cada um com o garraRo.
Gomma do Ancaty a 80 rs. a libra.
Graixa a 100 rs. a lata e 10100 rs. a duzia.
Grrw de bico a 150 rs. a libra.
Licores muito finos a 700 rs. a garrafa,
dem, qualidade especial e garrafas muito
grandes, a 10800 rs. a garrafa.
Iiiios com azeilonas e ervas a i&.
Capachos para portas pintados de varia co
res a 600, 700 e 800 rs.
Manleiga inglesa lk*r a 800, 900 e 1*.
Olla segunda sortea 640 e 720 rs.
Dita terceira sorle a 400 rs.
Dita franceza nova d 64 a libra 600 e 640.
. Hila dita ) Dita iugleza em barril a 600, 720 e 800 rs
Dita francesa em Larris e meios a 530 e 540.
llanda il poico refinada prnpria para ba-
( nha de cabello a 440 e em barril a 400 rs.
'Vinhos finos ha o mellior
desejar.
Vinho do Porto em caixa dos
tores a 12*, 14* e 165.
Di lo cm pipa a caada 5A500, (
garrafa a 720, 800 e 15.
Dilo xer.'z muito fino a 1*280 a
Dito fadoira a 15400 a garrafa.
Dilo da Figueira puro a 45500 a
garrafa a 40, 560 e 500 rs.
Dilo de Lisboa a 35200 e 35500 a caada
garrafa .i 400 o 480 rs.
Dito liranco puro de uva a 640 rs.
Dito mais baiin a 480 e 8 0 rs.
Dito Bordeaai bronco e tinto a 75 e
carea e garrafa a 640. 8u0 e 1*.
a
melhores au-
6* e 7* e
garrafa.
caada
Dilo moscatel a 95 a duzia c 15 a
Dito de caj clarificada a 15 a gnala.
Cognac verdadeira a garrafa 15 e 15280.
Licores finos em garrafas braucas a 15 e
152K0 is.
Azeite refinado a garrafa a I*.
Capils de varias frucias do paiz a garrafa
500 rs.
Garrafoes com 25 garrafas de genebra de
hollanda 85500.
Copos lapidados para vinho e agua a duzia
3*500,4*500 e 5*500.
Ditos de cores a 6*300 e 75.
Sevada arroba 2*500 e libra 100 rs.
Sevadinha c sag novo a libra 240 rs,
Passas novas caixinhas de 16 e 8 libras a
2*500 e 1*5. 0 e libra a 360 rs.
Doce da casca da gaioba caixoes grandes a
1*200 c 640 rs.
Saceos com gomma, arroba 5*500 muito
boa o libra 180 e 200 rs.
Dita de araruta verdadeira arroba 8* e li-
bra 400 e 480 rs.
Alelria e macarrao a libra a 400 rs.
K.-trelinha muito nova a libra 480 rs.
Presunto novo de lamego para panella a
560 rs. inleiro e libra 640 rs.
Chouricas e paios novos a libra 800 rs.
Cerveja brama e prcla a duzia a 5*500 e 6*
Vinaurc de Lisboa puro a 15600 a caada e
240 rs. a garrafa.
Cartas com foso da China a 220 o 240 rs.
Toucinho de Lisboa arroba 8*800 e libra
280 rs.
Dito de Santos muito novo igual ao de Lis-
boa arroba 7* e libra 240 rs.
Figos d comadrea libra 280 rs.
Queijos do reino muito novos a 35200.
Bolachina ingleza nova a barriquinha 3*.
, Tijolo de limpar faoas a 160 rs.
Msaos com palitos para denles a 160 rs,
gf a i Grozas com palitos do gaz a 2*200 e 200 rs.
a duzia de caixinhas.
Vende-se para mais de 188 mheiros de te-
Iha e lijlo de alvenaria batida, ladrilhoe tapamen-
to da malhor qualidade qnepde apparecer : quem
quizer comprar, pode tratar com o socio e admi-
nistrador Zacaras dos Santos Barros, no becco
das Barreiras, olaria n. 15, ou com Jos Maria
Goncalves Vieira Guimaraes, na ra Nova n. 49.
Bolachinhas de soda, latas grandes, a 20 rs. dem garrafas mais pequeas a 800 rs.
A GRANDE GURA
IMK'.t TUDAS AS NOLKSTI.1S DO
i as mam

carrafa ''a,a!; com Rraxa duzia 15 e 100 rs. a lata.
' BoiSes com dita 97 a 280 rs.
Vassouras do Porto do piass&va crossa a
m rs.
Molhos cun sebolas novas a 15.
Sarcos grandes com farinha nova a 5*.
Dilos com farello de Lisboa a 3*800.
Cominhos, crva doce, pimenla e folhas de
Ion roa libra 400 rs.
Balaios para costaras de meninas para di-
versos precos.
Caixoes vastos para plautacoes de muita
qualidade.
de pri-
eh*M-
intoira-
Assim como muitos outros oljectos quedeixa-su de mencionar, mais ludo
nieira qualidade por piceos baralissimos.
wms^
ra do Queimado u. 40.
C8apos de sol de seda a 6* 5*500 e.....5000
Camisas francezas urna........1*508
TV.-lh<. An f.*r.tZ~ A*, .iJ?. nin1 flA
240
Toatbas de fustao de algodao
Lia de quadros escoeeza para vestidos corado
Ricos chales de merino preto bordados e com vidrilho.
COMPLETO SORTli.
NO
Alt.H.tXKJI
CONSERVATIVO
23-Largo do Terco~23.
Joaquim Simio dos Santos, dono desle armazem de molfrados, srientifica ao respeitavel pabii-
co que teem am completo sortimento dos mesmos os quaes offerecem mais vantagem aos Srs. compra-
dores, do qoe em outra qualquer parte, garantindo-se a. superior qualidade,
Hanteiga ingleza flor a 800 rs. a libra.
dem franceza muito nova a 560 a libra, em li-
bras 540.
Caf do Rio. de |* e 2" sorte 320 e 280
arroba 9* e 85500.
a libra, e
Arroz pilado do Maranhao de 90 rs. 100 a libra.
Milho alpista a 160 rs. a libra, e arroba 4*800 rs.
Ser/eja das melbores marcas a 500 a garrafa.
Genebra verdadeira de laranja a 15100 o frasco.
dem do Hollanda a 400 rs. a botija de contra.
Toucinho de Lisboa a 320 a libra, e arroba 85500
Passas muito novas a 480 rs. a libra, e caixa 9*
Azeite doce de Lisboa o gallan 35 e a garrafa 640.
dem de carrapato a 280 a garrafa, e a caada 2*
Alelria M, T, a 480 rs. a libra.
Gomma de pngommar muito alva a 100 rs. a libra.
Sardinhas de Nantes novas a 320 e 360 rs. a lata
e em porcao se far abatimento.
Ve|las de carnauba a 360 e 400 rs. a libra,
dem de spermacete a 560 e 600 rs. a liara.
Phos|#horos do gas a 2*300 a grosa,
Biscoutos e bolachinhas de soda a 1*400 e 2*090
a lata.
Chouricas novas a 720 rs. a libra.
Batatas a 2* o pipo.
Bolachmha togleza nova a 240 rs. a libra.
Charutos das melhores marcas de 1*200, 1*000,
2*000,0*000 e 4*000 a caita, en porcao ae
far abatimento.
Vinho FiKueira de SAA a 500 a garrafa, e a cana-
da 3*500.
dem de Lisboa a 400 a garrafa, e a caada
3*000.
dem de oulras marcas a 25700 a caada,
dem luanco de Lisboa a 500 a garrafa.
0 por cento.
lo e qualquer comprador que comprar de 005000 para cima, ter o descont de
A 4.
Vendem-se saceos com dons alqueires de farinha
de mandioca, pelo barato preco de 4*500 : na ra
da Madre de Dos ns. 5 o 9.
A tiendan do publico
Madapnlao superior a 7* a jie^a de 24 jardas por
ter om pequeo defeito : na foja da ra da Madre
ae Oeos n. 16, defronte da guarda da alfandega.
VINHO PURO.
Cnegou nova remessa de anciretas rom supe-
rior vinho poro : vndese no escriplorio de E R
Tabello, ra da Cadeia n. 55.
VNDESE
om sitio no lugar Baixa das Areias, estrada do
B irro, o qual (em casa de vi vend, rancho muito
afreguezado, e proporeftes para negocio de taber-
na, grande baixa com capun. aiguus eoqueiros e
mais arvores rfe fruclo : quem pretender, dirtja-
c ao raesmo sitio, que achara com quem Katar.
Ni rniazem de fazendas baratas de
Sontos oelho, roa to Queimado, i.
19, vendc-se o segninte*
Coberlas de chita da India pelo baratissimo preco
de 2* e 2*500.
Lencoes de liulio pelo baratissimo preco de 2*.
Iencoes de bramante de linho fino de nui s panno
pelo baratsimo prece de 3*200.
Lencos de cambraia brancos proprio para algibei-
ra pelo barati.-simo prego de 2* a duzia.
Toalbas aleochoadas para mios pelo baratissimo
preco de 5* a duzia.
Guardanapos adamascados, fazeoda superior, a
AlSintoeSn 8 palmos de largura pelo bara- BSSlS"0 (me?clado) Paraimaens-
AS
Pilnlas Yfgctnps Assiira nulas
De Kemp
GomjMfttM ilos 'lc..< Poiiopnn.isA o I.Ki'i iMUiix \, c
mente livres ilo Iforoor! ou outros venenos
tninoraM ou metsUioois uo de gfknde utU
dado nos pnixea o&ldw en cazos Ao
DISPEPSIA, SHCHAQECA,
'oii-Mpac^o wi Prizao do Ventre.
PADECIKENTOS DO FIGADO,
AffecPes BiliiKsas,
HEMOREHOIDAS. COUCA.
Ictericia,
FEBfiE GASXEO-HEPATICA,
E o:ilr.'is rfi-rmiiladM anlugi.
Bllu vmo nipidamentc substituindo-os ant'gos
pulpantes drsticos.
venda as boticas de Caors & Barboza,
ra da Cruz, e Joao da C. Bravo & C, na
da Madre de Dos.
o manual do plantador do algo-
dao, por Tiirner, costeado os
seguintes capitulo :
! Methodos ordinarias da cultura do algodao.
2* System aoerf.-icoado da cultura do algodao
pelo Dr N. B. Cloud.
3 Historia natural do algodao, suas especies, e
variedades.
4o Molestia e insectos destruidores do al?odao.
5 Anaiyse da planta de algodao com rea cao a
applicacao dos entrames, etc.
6 Consumo do algodao e trafico do algodao.
7" Historia do algodao e do engenho de algo-
dao.
esta obra urna compilado dos artigos de jor-
naes de agricultura, e cm geral dos melbores es-
criptos que oestes ltimos annos tem sabido luz
nos Estados do Sol da Utiiao Americana acerca da
cultura, produegao, commercio, historia natural,
anaiyse chimica. e ludo mais quanto diz respeilo
este importante genero de produecao agrcola.
Pode-se dizer que e-te Manual a obra mais com-
pleta que existe sobre a materia, sondo ao mesmo
lempo Iheorico e pratico, e encerrando todas as no-
ticias relativas semelhante assumpto.
Vetide-se a 6* o exemplar, na livraria de M. F.
de Faria 4 Filho, praca da Independencia nme-
ros 6 e 8.
O 1.1 ro do lo o.
obra adoptada para o uso das escolas primarias da
Sovincia, contendo : \ida de Nosso Senhor Jess
irisio, o vigario, fbulas, o b' quadrupedes alis, moral pratira, o professor pri-
mario, Simao de Nantua, mximas e pensamentos,
da hyeiene. receitas necessarias, o Brasil: vnde-
se no Recife, na livraria de M. Figueiroa de Faria
iV Filho, praca da Independencia ns. 6 e 8.
a lata.
Ditas inglezas mtiito novas a 3i$000 a barri-
quinha e a 200 rs. a libra.
Banha de porco refinada a 440 rs. a libra e
e em barril a 4t 0 rs.
Cha hyssop, huchin e perola a 1600, ,
2,5500, 2580(1 e 35000 a libra.
dem preto muito superior a 2#000 rs a li-
bra.
Cerveja preta e branca, das melhores marcas
que vem ao mercado, a 500 rs. a garrafa
e 55800 a duzia.
Cognac inglez fino a 900 rs. a garrafa.
Conservas a 720 rs. o frasco.
dem, so de pepino, a 720 rs.
dem, s de azeitonas, a 750 rs.
Charutos dos melhores fabricantes da Bahia
e especialmente da fabrica imperial de
Candido Ferreira Jorge da Costa, a 15800,
25000, 25200, 25500, 25800, 35000 e
35500 a caixa.
Caf do Bio muito superior a 260, 280 e
300 rs. a libra e 75500, 85 e 85500 rs. a
arroba.
dem, garrafa forma de pera e rolh? de w
dro, a 15000 rs., s a garrafa vale o di-
nheiro.
Manteiga ingleza perfeitamenle flor, desem-
barrada de pouco a 800 rs a libra, e de 8
libras para cima se far urna differenca.
dem franceza muito nova a 560 rs. a libra,
e em barril lera abatimento
I Massa de tomates em barril a 480 rs. a li-
bra.
dem em lata a 640 rs.
Marmelada imperial dos melhores consenti-
ros de Lisboa a 60 rs. a lata.
Marrasquinho de Zara, frascos grandes, a
800 rs.
dem regular a 500 rs.
Massas para sopa : macarrao, talharim e ale-
tra a 480 rs.
Nozes muito novas a 160 rs. a libra.
Peixe em latas prepararlo pela primeira arte
de co/.inha a 15 rs. a lata.
Palitos de (lentes a 160 rs. o masso.
Palitos de dentes a 120 rs.
dem de flor a 200 rs.
Vellas de carnauba pura a 910 rs. a fi-
bra,
dem stearinas muito superiores a 600 rs. a
libra.
Vinho do Porto engarrafado o nritor ajo
ha neste genero e de varias narras, ewmo
sejam : Velbo de 1815, Duque do hirfc ,
Madeira, D.Pedro, b. Luiz I. Mam ha.
Bocage, Chamisso e ootms a 8. SO e
15000 a garrafa, e em caixa coa un dn-
zia a 95000 e 10*000.
dem em pipa, Porto, Lisl>*a e Fgtra a
480, 500 e 560 rs. a garrafa o 3*, 3*500
e 45 a caada,
dem branco de Lisboa muito fino a 500 rs.
a garrafa.
dem de Bordeaux. Medoc e S. Jolien a 700
e 800 rs. a garrafa, e 75000 e 7*600 rs.
a duzia.
dem Morgaux eChateanlnminide 1851, a I*
a garrafa,
dem moscatel a 800 rs. a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 200 rs, a garra o
15200 rs. a caada.
Kirsk garrafas muito grandes a l*NfW) rs.
Alm dos gneros cima mer*on.'Hl>-s to-
mos grande pon-rio de outros que ilmaax
de mencionar, e que ludo seri vendido por
pecas e carnadas, tanto em porres etmm i
rctalbo.
Quem comprar de 100*000 para rm to-
ra o abate de 5 por cento.
UNIAO MERCANTIL
RITA U IDFJA 1IO RECIFE N. 5.1.
NOVO E
GEITD3 *EUZ?U DJ*1CLE/.DCS
RA RA CAREIA RO RECIFE I. 53.
Francisco Fernandes Duarte acaba de abrir na ra da Cadeia do liecifen. 53, um grande e surtido armazem de moload- de-
nominado Unioo Mercantil. Neste grande armazem encomiar sempre o respeitavel publico um completo soriimenio dos n.e!l*roo
gneros que vem ao mercado, tanto esirangeiros, como nacionaes, os quaes sero vendidos em porrees ou a itlaiLo pw pito* asss
commodos.
Manteiga ingleza especialmente escolhida Vinagre de Lisboa a 200 rs. a garrafa e
de primeira qualidade a 800 rs. a libra, I 15200 a caada.
em barril se faz abatimento. I Azeite doce retinado em garrafas brancas a
Manteiga franceza a mais superior do mer- j 800 rs.
cado a 560 rs. a libra, e 520 rs. em barril Azeite doce de Lisboa a 640 rs. a garrafa e
ou meio.
Prezuntos inglezes para fiambre, de superior
qualidade, ebegados nesle ultimo vapor, a
70 rs. a libra.
Queijos flamengos chegados neste ultimo
vapor a 25800.
Queijo prato muito fresco e novo a 640 rs.
a libra.
Cstanbas muito novas a 120 rs. a libra e
e 35000 a arroba.
Cha uxin o melhor que ba neste genero,
mandado vir de cunta propria a 25800
rs. a libra.
Cha hyson muito superior a 25560 rs. a li-
bra ; cha hyson proprio para negocio a
15500 rs. a 'ibra.
Cha preto muito superior a 25 a libra.
Biscoutos inglezes em latas com differentes
45800 a caada.
Genenra de Hollanda a 500 rs. o frasco e
55800 a frasqtieira.
Caixinhas com ameixas francezas, ornadas
com ricas estampas na caua exterior, i Chouricas e paios em latas de 8 e me:- I
muitoproprias para mimo, a 1520", 15500' Pr 7i5-
Sardinhas de Nantes a 340 rs. cquarloe
rs. meia lata.
Latas com peixe em posta : savti. (. ru
vezugo. Chora, iinguado, lapi..sii.i,a.
15:11't i rs.
Salmoem latas, preparado pela nova
de cozinba, a 800 rs.
Maca de tomates em latas de I 1:1 ra a 600
ris.
e25.
Frasco de vidro com tampa do mesmo, con-
tendo meia libra de ameixas francezas, a
15200.
Marmelada imperial, dos melbores conser-
vemos de Lisboa, em latas de 1 e meia a
2 libras a 600 rs a libra.
Fructas em calda das melhores qoalidades
que ha em Portugal em latas hermtica-
mente lacradas a 500 rs.
Peras seccas muito novas a 640 rs. a libra.
Nozes muito novas a 160 rs. a libra.
de
Botica e armazem
drogas
Ra do Cabng n. 11.
DE
Joaquim Harlinho da Cruz Correia.
Vende-se o seguinte :
Salsa parrilla de Bristol.
Pastilhas assucaradas de Kemp.
Pastilhas vermifupas de Kemp.
Elixir de citro lactato de ferro do Dr. Thermes.
Rob do Lafecteur.
Xarope depurativo "odoreto de ferro de Gny.
Xarope peitoral sedativo de Guy.
Pastillas poitoracs balsmicas de Guy.
Pillas da vida.
qttoUo>ie,ooinooe|>tocrakDel, victoria, I Araendoas de ^ molle a m r8. a ,ibra
Avelas muito novas a 200 rs a libra.
Amendoas confeitadas de diversas
piquelez, soda, capiain, seed, bornez e
mitras muitas marcas a 15350.
Bolachinha de soda em latas grandes a 25.
Figos em caixinhas hermticamente lacra-
das, muito proprias para mimo a 15500.
Caixinhas de 4 e 8 libras de figos de coma-
dre a 15 e 25 cada urna.
Passas muito novas, chegadas neste ultimo
vapor a 50 rs. a libra e 35 um quarto ;
e em caixa se faz abatimento.
Ameixas francezas em latas de meia a 3 li-
bras a 800 rs.
Champagne da marca mais superior qne
tem viudo ao nosso mercado a 185 o gigo,
cores a
800 rs. a libra.
.Mar-fias e peras chepadas neste ultimo vapor,
muito perfeitas, s vista se faz o preco.
Conservas inglezas em frascos grandes a 750
rs. cada um.
Ervilbas francezas e portuguezas em latas de
1 libra a 640 rs.
Ervilhas seccas muito novas a 160 rs. a
libra.
Chocolate francez, o que ha de melhor neste
genero, a 15200 a libra.
Chocolate bespanbola 15200 a libra.
tissimo preco de a vara.
Atoalhado adamascado de algodao proprio para
toalha de mesa pelo hurati&imo preco de 2000
a vara.
Bramante de linho fino com 10 palmos de largura
a *WO0 a vara.
Esleir da India, propria para forro de sala, de 4
at 6 palmos de largura, por menos pro^o deque
em nutra qualiiuer parte.
Cortes de calca de ganga amareHa de. lisiras e qua-
dros ptdu haratissimo preco de IJtfi'O o corle.
Ricos cortes de la com barra Maria Pa.
Injeecao Rrov.
Xarope de oitrato de ferro de "Challe.
Piltrtas contra sesoes.
Salsa-parrilha de Sands.
Extracto fluido de salsa parrlha de Bailys.
Xarope alcoolico de vellame.
Alem destas drogas ha constantemente um com-'
pleto sortimento de tintas, verniz, ouro para dou-
rar, preparados chimieos e pharmaceaticos que se
vendem por commodos prrgos.________________
Vende-se urna mulata coznlieira e engom-
madeira : na ra dos Pescadores n. 43.
garaole-se a superior qualidade.
Vinho Bordeaux das melhores qoalidades Genebra de laranja em frascos grandes a 1.
que se pode desejar de 7J500 a 85000 a Cerveja branca e preta das melbores marcas
caixa e 720 a 800 rs a garrafa. J w metcado a 500 rs. a garrafa e
Caixas com vinho do Porto superior de M 5t*O0 a duzia.
a 10 a duzia, e 900 a 15 a garrafa; deste Cognac ,nglez de superior qualidade a 800
genero ha grande porcSo e de differentes! WW a garrafa.
marcas acreditadas que j se venderam Licores francezes das segnintes qualidades:
por 149 e 155 a caixa, como sejam: Duque
do Porto, Lagrimas do Oouro, D. Ltriz,
Cambes, Madeira secco. Carca vellos, Nc-
tar de 1883, Duque Genuino.
Vinho de pipa: Porto, Figneira e Lisboa, a
400,480 e 5H0 ts. a garrafe, e 35, 3#200
e 35J500 a caada.
Vinho branco de superior qualidade, vindo
j engarrafado a 640 rs. a garrafa e a 500
ts. de barril.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra
85600 a arroba.
Bolaxinha ingleza a 320 rs a libra e 44 o
barrica.
Sag muito novo a 240 rs. a libra.
Cevadinha de Franca-a 24>0 rs. a bhra
Farinha do Maranhao a 120 rs. a libra **
Araruta verdadeira a 32o rs. a libra.
Cevada a 120 rs.. a libra e ?5 a arrobo.
Alpista a 160 rs! a libra e 44800 a arrea
Batatas muito novas em gigos com 40 libras
por 14500.
Cebollas a 14 o molho com mais de 1(0 ca-
da um.
Caf lavado de primeira qualidade a 3"Oio,
a libra e 94 a arroba.
Caf do Cear muito superior a 280 rs 2 li-
bra e 84400 a arroba.
Caf do Rio, proprio para negocio. > 8#.
Arroz do Maranhao a 100 rs. a librar 14806
a arroba.
Arroz de Java a 80 rs. a labra e 2940 o
arroba.
Vellas de spermaceti a 66 rs. a libra
540 rs. se for em raixa.
Vellas de carnauba refinada a 320 rs. o ohb-
so e a 94 a arroba.
Doce de goiaba a 640 rs. o caalo.
Macarrao, talharim e alelria a 480 r>. a aV
bra ; em caixa se faz abatnenlo.
Estrellinha, pevide e arroz de massa para oopo
a 600 rs. a libra e 34 a caixa cm 6 libras.
Palitos de dente lixados com flor a 200 rs.
o masso, ditos lixados sem 66r a 16f ro.
o masso com 20 massinhos.
Anizete de Bordeaux, Plaistr des Dames Gomma de engommar muito fina a 80r*.
e de outras muitas marcas a 15 a garrafa
e 105 a caixa.
Marrasquino de Zara a 800 rs. a garrafa e
95 a duzia.
Mostarda ingleza em potes j preparada a
400 rs.
Mestarda ingleza emp, em frascos grandes, Presuntos do rein, vindos de ennta p?
a 15 cada um. de casa particular, a 400 rs. a
Sal refinado a 500 rs. o pote. I rose faz abatimento.
libra.
Banha de porco refinada a 480 rs. a libra*
400 rs. em barril pequeo.
Charutos dos me I hores fabricante rte S. Fo-
fo, em caixas inteiras ou em metas, do
15600, 24 e 34-
Os senhores que compraren! de 1005000 para cima, terao o descont de 5 por cont, pelo prompto pgame
j


birle de r
ibmw Qmurta fclr 3 rfe Abril Je fl*4.
O PRINCIPAL
DE
SILVA & SOUZA
Ra do Crespo n. 9, esquina da ra do Imperador.
Tendo-se o propietario d'este armazem associado com o Sr. Paulo Ferreira da Silva, resolver dar-lhe o titulo de principal,
por ser o mais bem localisado desta cidade, e como um dos socios tenha de partir para a Europa, afim de lli escollier os melhores
gneros, desde j se pede ao respeitavel publico toda a attenciio, nao s para este armazem, mas tambem para o grande armazem Alian-
L da roa do Imperador n. 57 e para o bem sortido armazem Progrcssista da ra das Cruzes n. 36, seitas todas as pessoas que fre-
qoenlaraB estas casas de que farao urna economa de 10 a 20 por cento do preco que*possam comprar em outra parte, porque nin-
rinin melhor do que nos pode offerecer tantas vanlagens como as que se observam nos armazens:
ALL ANCA! rna do Imperador n. 59.
PROGRESSISTA" rua da Cruies .. 3S
PRINCIPAL!
'" rua do Crespo n. O.
Hanteigaiogleza a mais nova e lina chegada
oeste ultimo vapor a 8oo rs. a libra e de 8
libras para cima teri abatimento.
tm franceza, a melhor e mais superior do
ni -so mercado a 56o rs. a libra e 52o" em
barril ou meio.
Bauha de [muco refinada e muito alva a 44o
rs. a libra, eembarrile 4oors.
Cha byssoo,o melhor ueste genero especial
eocommenda do proprietario a 2,7oo a Ib.
Moni idem menos superior e que em outras
caaes se vende a 2,6oo rs., custa neste ar-.
mecem ,2oe rs. a libra.
dem ua, o melhor que pode haver neste
genero 2,6oo a Ib. garante- sea qualidade,
dem piolo muito especial a 2,ooo rs. a li-
|.i,i. e mais baixo, porem muito soffrivel a
|,2oo a II).. vonde-se por estes procos em
razSo de oestes ltimos navios ter-se rece-
llo grande porfo deste genero, a diffc-
reoca de proco de 6oo a 8oo rs. a libra
tlu que se vende em outra qualquer parte.
dem do Ro emlata de i at 6 Ib. a l,4oors.
a II., ueste genero o melhor possvel.
Biscoutos inglezes em latas com differentes
qualidades como sejam craknel, victoria
pk-nc, soda, vnitatn. seed, osborne e ou-
tras militas marcas a 1,35o rs. a lata.
Bolachinhadesjdaem latas grandes a 2,ooo
rs. cada una.
Figos em caixinhas hermticamente lacradas
milito proprias para mimo a l,6oo e
2,6oe rs. cada una.
dem em caixinhas de S Ib. a 26 rs. cada urna
Passas ni ivas a 8,ooo rs. a caixa e 48o a Ib.
Ameixas francezas em latas de libra e meia e
:\ libras a l,2oo, 2,ooo c 8oo rs. a libra.
Caixinhas com ricas estampas a l,4oo rs.
cada orna, frascos de vidro com rolha do
un sino, contendo libraemeia de ameixas.
Champagne da marca mais superior que tem
vndo ao nosso morcado a i8.000 rs. o gi-
go, e l,8oo rs. a garrafa: garante-se a su-
perior qualidade.
Vinho Bordeaos das melhores qualidades quei
se pode desejar a 7,000 e 7,5oo rs. a cai-
xa o 64o rs. a garrafa.
Caixas com Vinho do Porto superior de 9,000
e 10,000 rs. a duzia, e 9oo e l.ooo rs. a
garrafa; neste generoha grande porcSoede
differentes marcas muito acreditadas que
.1 se venderam por 14,oAo e 15,000 a ad-
uno sejam: baque do Porto, Lagrimas
do Doure, D. Luiz, Gamoes, Madeira sec-
1. Nctar, Genuino e Mnlvasia fmoe 011-
tros come Cherry e Madeira para 12,ooo e
13,000 rs. ;i caixa.
Vinho de pipa: Porto, Lisboa, Figuoira a leo,
i8o e 56o rs. a gairafa, 3,ooo, 3,2oo e
'.'Dii rs. a caada.
dem branco o melhor ueste genero vinde de
encommendaa 600 rs. a garrafa; e 4,5oo
r eJi cariada.
^y*-----------_------------------:------------1--------------
Vinho do Porto em barril muito especial a
64o rs. a garrafa, e 5,ooo rs. a caada.
Vinagre puro de Lisboa a 2oo rs. a garrafa e
l,4oo rs. a caada.
dem em garrafoes com 5 garrafas.
Azeite doce de Lisboa superior qualidade a
64o rs. a garrafa e 4,8oo rs. a caada.
Batatas em gigos de trinta a trinta e tantas li-
bra a 2,ooo rs. o gigo c 80 rs. a libra.
Genebra de Hollanda a mais superior a 6,000
rs. a frasqueira e 56o rs. o frasco.
dem em garrafoes com 25 garrafas a 8,00ars.
Ceneja das melhores marcas do,5,ooo a
5,5oo a duzia e 5oo rs. a garrafa,
Cognac superior a 800 e l.ooo rs. a garrafa,
e em caixa ter abatimento.
Marmellada imperial dos melhores e mais
afamados conserveiros de Lisboa em latas
delibra, libra e meia e 2 libras a 600 rs.
Conservas inglezas em frascos grandes a
75o rs. cada um.
dem franceza de todas as qualidades de
legumes e fructas a 5oors.
Mostarda franceza em pote preparada a 4oo rs
Palitos para denles 12o rs. o maco.
dem lixados muito tinos a 14o rs.
Velas stearinas a 56o rs. a libra e em caixa
a 54o rs.
dem de carnauba pura e refinada a 360 rs.
a libra e 10,000 a arroba.
dem de composico emmacadas a "32o rs.
o maco e 9,ooo rs. a arroba.
Massa de tomates em latas a 600 rs. a libra.
Doce em calda das mais especiaes fructas da
Europa a 600 rs. a lata.
Ostras em latas muito bem preparadas a
l,ooo rs.
Massa para sepa estrellinha muito nova em
caixas de 8 libras a 3,oooe 5oors a libra.
dem talharim, macarro e aletria a 4oo rs.
dem macarro mais baixo a 24o rs. a libra.
Cevadinlia muito nova de Franca a2oo rs. a
libra.
Sag o melhor que 6 possrvel a 24o rs. alb.
Farinha de Maranhao a melhor que presen-
temente tem viudo ao nosso mercado a
14o rs. a libra.
Gomma do Aracaty muito alva a 80 rs. alb.
Licores muito linos de Bordeaux e todas as
marcas que ha neste genero a 800, l.ooo
e l,2oo rs. a garrafa.
Genebra de laranja em frascos grandes a
.2oo rs. cada um.
Tmaras do Egyptn a 80 rs. a libra e em
caixinhas de 5 libras a 3.5oo rs.
Papel almaco pautado o melhor que ha nes-
te genero a 4,5oo rs. a resma.
Sal refinado em lindos potes de vidro a 5oo
rs. cada um.
Mullios inglezes em garrafinhas com rolha de
vidro a 64o rs. cada urna.
Queijos llamengos chegados no ultimo va-
por e muito frescos.
Farinha de ararnta verdadeira a 32o rs. a Ib.
Phosphoros do gaz a 2oo rs. a duzia e
2,2oo rs. a groza*
Bolachinha americana em barrica a 3,000
rs., e em libra a 2oo rs.
Tijolo para limpar facas a i 2o rs. cada um.
Vassouras de piassava com dous arcos de
ferro prendendo o cabo a 32o rs. cada
urna.
Escovas de piassava proprias para esfregar
casa a 32o rs.
Sardinhas de Nantes muito novas a 32o rs.
a lata.
Peixe em lata muito bcra preparado: savel,
corvina, pescada e outros a l.ooe rs. a
lata.
Ervilhas portuguezas e francezas j prepa-
radas a 6io e 72o rs. a lata.
Caf lavado de primeira sorte a 32o rs. a
libra, e 9,ooo a arroba.
dem do Rio muito bom a 28o a libra e
8,5oo rs. a arroba.
Arroz do Maranho a loo e 120 rs. a libra.
dem de Java a loo rs. a libra.
Amendoas de casca mole a 4oo rs. a libra.
Avelaas muito novas a 2oo rs. a libra.
Nozes muito novas a 2oo rs. a libra.
Chourieas e paios a 7oo rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra ou a
8,5oo rs. a arroba.
Presuntos de Lamego de superior qualidade
chegados neste ultimo vapor a 56o rs.alb.
Alpista muito novo e limpo a 16o rs. a li-
bra e 4,6oo a arroba.
Painco novo a 18o alb. e 5,ooors. a arroba.
Sabo massa, amarello e castanho a 22o e
24o rs. a libra.
dem mais baixo umpouco a 16o, 180e2oo
rs. a libra.
Castanhas pelladas a 24o rs. a libra.
Chocolate francez de primeira qualidade a
l,2oo rs. a libra.
dem de Sant muito superior e medicinal a
l,3oo rs.
Copos lapidados proprios para agua a 5,ooo
rs. a duzia, que em outra qualquer parte
7 e 8,000 rs.
Charutos dos melhores e mais afamados fa-
bricantes de S. Flix e do Rio de Janeiro,
de l,5oo a 0,00*0 a caixa.
Cebollas novas a l.ooo rs. os molhos gran-
des e 800 rs. o cento.
Doce de goiaba a 64o rs. o caixo.
Lentilhas, excedente legume para sopa e gui-
sado, a 24o rs. a libra.
Ervilhas seccas j descascadas a 2oo rs. a
libra.
Pimenta do reino muito nova a 36o rs. a libra.
Cominhos e erva doce a 32o e 4oo rs. a Ib.
Gravo da India a 600 rs. a libra.
Canella muito nova a 1.000 rs. a libra. .
Alfazema a2oo rs. a libra e H,ooo a arroba.
Graixa a loo rs. a lata e 1,1go rs.a duzia.
O TEBDADCIUO
PRINCIPAL
CllillC'lil
E
GRANDE ARMAZEfl
DE
o o o o.2"o>
r.h.t -- .h
IX t 1 CJ 2 'u u
MOLHADOS
RIJA DO IMPERADOR
Oiitr'ora rua do CoIIeglo
DE
DUARTE ALMEID C.

yK s a tu a*
en
LOJA DO BEIJA FLOR.
Roa do Quciuiailo numero (3.
f.ravatinlias para senhora.
Vendm-se gravallnhas de diversos ^ostos mais
a 720 B 800 rs. : na rua do Queimadu,
ja-flor n. 63.
ritas pan ilelinim de vestidos.
' in litas para debram de vestido de linho
aras a 'iOO rs. a peca : na rua do Quci-
! b ja-flor n. 6:).
lYnles travessos.
idem-se pentes travessos de caracol na
I rracl .1 500 rs.: na na do Queiina-
.. do beija-flor n. -t-
Papel lieira domada.
V< n I papel belra dourada a 15200 e 15300,!
cor debeiraoorada a i$fU0 : na rua do
Q iado, loja do beija-flor n. 63.
\llVflll|lfS.
Vcndcm-se anvelopes de diversas qualidades
00 rs. e de cor a 640 rs., para cartas de
iOU rs., [ireto B 720 rs. : na loja do beija-
fi'ji na rua do Qurimado n. 63.
lullas de aljfar.
'bulo rollas de aljfar com cruzes de
untando a briihaote vende-se a l cada
nnu : 11,1 rua do Qu<-miado loja do beija-flor n. 63.
tamisas de meias.
Vendem-se camisas de meias milito finas a
U*W 1^300 : na na do Queimado, loja do bei-
ta-Oor n. 63.
Eiifi-iics de, lila.
Tendo recebido enfeites de fila pretas e de co-
r>,! mais modernas que se eslo usando a 15 cada
um 111 na do Queimado, loja do beija-flor n. 63.
Pila de laa preta para drbruni.
Vi nde-se lila de laa preta para debrum com 10
vara? a 900 rs. a peca : na loja do beija-flor rua
do Queimado n 63.*
lilas de linlio para bordar vestido
Ventan-se litas de linlio para bordar vestido
upinho de meninas com 40 varas a 640 e
WOrs.a pece s juern tem loja do beija-flor
rua d j Qminado numero 63.
Boloes de madreperola.
Vndem-se botos de madreperola mais moder-
ns iue tem vindo para punhos de seuhora a 320
11 o par : s (|uem vende por este pre$o na
"M do Queimado, loja do beija-flor numero 63.
Fila de velludo para bordar vestido.
v>nde-se fita de velludo prete com 10 varas
UEUSBK
Vcndem-sc barriscoi cal des-
ta procedencia, em pedra, chega-
da boje, e iinIra nova, que ha no
mercado, na rua do Trapiche n.
13, armazem de Hanoel Teiiei-
ra Basto.
(XI fi o
?J 3
0 2 % I
!**
w C
o 5 -;
TODA ATTEl\(AO A VIGILANTE.
Cnslodio Jos AI ves Guimaiaes avisa ao respei-1
tavel publico e aos seus freguezes, as obras da loja do Vigilante concluidas, e acban-
do-se as |>orias abenas a concorrcncia do res-
peilavel publico, para assim apreciar o novo gallo
que se aclia no i-spacoso e abgre campo, guarne-
cido das lindas flores e muilos.oiilros objeelos de
bom gusto, que tanto sastisfeito se acha, aprsenla
o novo canto, chamando pelos seus fregueres que !
venliam ver para crr, que s assim poderao apre-
ciar, e acharao um grande sortimeoto de fazendas
tendentes miudezas, tanto para grosso como para
retalho, que todos serao sonidos a vontade, mesmo
qualquer freguez de fra que nao possa vir a esta
(traca e queiram dirigir-se a este estabelecimento
fazendo seus pedidos por meio de cartas, e pode-
rao fazer que ser tudo comprido fielmente, poden-
do-se fazer pre;os muito razoaveis, nao s pelas
boas compras feitas nesta pra^a, como dos que |
recebe de sua propria conta, como dos que recebe
de consignacdes.
CHEGADO PELO VAPOR.
S (tara o vigilante.
Grande sortimento de fivelas (tretas e com pe-
drinhas de muito lindo gosto assim como Olas lia-
ra sintos pretas e de cores para as mesmas five-
las que se vende pelo barato preco de 15500 e 25:
sno vigilante rua do Crespo n. 7.
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Antonio Fernandes Duarte Almeida, clono dos acreditados arinazens l'rogressivo
e Unio e Commercio, e ex-socio do Ptogresso Progresista acaba de abrir boje um ou-
tro na rua do Imperador n. 40, junto ao sobrado em que mora o retratista o Sr. Osborn.
O proprietario deste importante estabelecimento, conhecendo que o mais rico e espacoso
armazem que presentemente se temaberto nesia praca, delibcrou denomina-lo VEHDAEI-
RO PRINCIPAL ; sera do vida pikie dizer, j pela pratica e conheimento que tem destas
casas, que este um estabelecimento que na quenelle preside, como no completo sortimento que emotivamente recebe de sua propria
emeommenda.
O proprietario do grande armazem VERDADEIRO PRINCIPAL gloria-se em ser o
primeiro a acabar com o grande segredo e abuso que reinava nos precos dos gneros de
estiva, adoptando desde a sua primeira casa, em publicar todos os precos de seus gene-
ros, por onde via e v o publico que nunca mais pode ser Iludido como dizem esses. .
que, mordidos e queimados pela inveja, dizem nao vaol!... Illudet... desenganem-se
esses maldizentes, que emquanto andar no trilho qae pisa, nunca mais consentir que sej
venda um objecto de 50 por 10l. O systema do Verdadeiro Principal vender muito
dinheiro e ganhar pouco, com elle que sem medo diz, que bailas de papel o vento as
carrega.
Pede-se a maior attencSo.
OJproprietario pede aos seus amigos e fregoezes, e ao publico em geral protec-
co para o novo estabelecimento, garantindo aos mesmos que ninguem mais pode olterecer
I as vantagens que se presta a offerecer este importante estabelecimento. O PRINCIPAL tam-
bem pede a tod( s os Exms. Srs. o favor de mandaron? seus pedidos ao novo estabeleci-
mento, certos de nao terem occasio de se arrepeoderem.
.11 a I attenco.
O VERDADEIRO PRINCIPAL pede, em particular lodos os Srs. de ngenbo e
mais Srs. do centro, queiram mandar suas encommendas este estabelecimento, garatin-
do'lhes o proprietario que tanto elle como os seus fmulos nao pouparo esbrcos para
fielmente cumprirem os pedidos que vierem inderessados.
Ao publico.
Oincansavel proprietario pede a todos os Srs. eSras. que, quando tenham de man-
dar seu pedidos seja em carta fechada ou com grande recommendacao ao YERDADEI-
! RO PRINCIPAL na rua do Imperador n. 40, junto ao sobrado em que mora o retratista
americano o Sr. Osborn, c para mais certeza los portadores tem este sobrado urna botica
franceza, no pavimento terreo. O VERDADEIRO PRINCIPAL, tem 5 portas de frente pin-
tadas de verde, as hombreiras Duarte Almekla & C. e por cima o VERDADEIRo
PH1NCIPAL.
Amendoas confeitadas com bonitas cores
a 1,5000.
I Mantega ingleza propiamente flor a 800 rs.
e sendo em bar il ter abatimento.
Dita franceza muito nova a 560 a libra e
"sjndo em barril 520 rs.
Cha uctiim o melhor que se pode despjar, e
que (Nitro qualquer 11S0 vende por menos
de 3$ a 2$: 00 rs.
Dito perola especial qualidade a 2#600
e 20800 rs.
Dito hjvsson o melhor que se pode desejar
a 2&400 e 2.-MJO0 a libra.
Dito hysson a da India muito superior a
202iiO e 2/400.
Dito do Rio em latas de 2, 4, 6 e 8, libras
a I50OO e 10200 a libra.
Dito preto muito especial a 20800 a libra.
Dito mais baixo a 10300 e 10600 a libra.
Queijos chegados no ultimo vapor a 30000.
Queijo prato chegado neste ultimo vapor a
800 rs. a libra.
Dito suisso "Parmezo o melhor e mais
fresco que se pode desejar a 800 rs. a li-
bra, sendo de 4 libras para cima a 780 rs.
Dito londrino um ponen duro por virem
em navio a 500 a libra, e sendo inteiro
400 rs.
Rolachinhas em latas de 2 libras de todas as
qualidades que se procura a 10300 rs.
Ditas em bitas grandes a 20000 rs.
Ditas em latas de 5 libras de Craknel a
Grande pechi
com toque de avarla na loja
aruiazeaa da Arara rua da
peratrlz u. 56 de l.tirruco I.
M. Cinf maraes.
Yeude-Mcaa taque de atara.
Vende-se madapotao iaptet era tolueno lo-
T?ja-a.r,a ^ 6^5t0 7*e ** ''"
*oOO e o*, cambraias lisa unas a U e M
na rua da Imperatriz loja da Arara n. ."Hi.
Vende-se fazendas Impax baratusiaas.
Vende-so chitas Unas cores escuras a 140 e Mi
rs. o covado, ditas frauceas tinas ftm Him
, 320, 360 e 400 rs. o covado, gm^urao ,- liutioi
I ra vestidos de seuhora a 280 o eotaia, r^nv
, francez para ve.-lido a 280 o covado : ua lt.]a j Arara rua da Intperatrii n. 56.
Fazendas proprias para settoras e ateiius.
Vende-se gollinnascom botoiinho p?ra>-n' -ra
e meninas a 200 e.120 rs., manguitos te no e
cambraia enfeitailos a 500 rs., mangutio-i > |.-oila<
; (tara senhora a 14 e 1280, mmmmm lx r.iada?
; para senhora a ti, ditas bordadas no rofarinlw e
punhos e grvalas muito tinas a l00 e S# : s
a Arara rua da linperatnz n. 56.
Principia a Arara eider as calchas.
Vende-se colchas avelludadas para rama a 8&
ditas de linho alcochoadas a 54, ditas de fustn a
5i, ditas de damasco a 44, lilas de chita a 2J
na loja da Arara rua da Imperatriz n. 36.
Arara vende cassas a 2 W rs.
Vende-se cassas francezas finas a i'. e tHO <
covado, organdys liaos a 240, 280 e 220 o rotado
na rua da Imperatriz n. 56 loja da Arara.
Koupa feila da Arara.
Vende-se paletots de brim de cor a 5001 JJ-
ditos de meia casemira a 3,8500. ditos melhor* a
4,5.">00 e 6, ditos prrtos de panno a 5, 6 t 8J,
ditos de casemira lina e drhrunhados 1 Kir tnj.
ditos prelos de al|taca a 34500 e 44. etapa. pr< us
de casemira a 4A50O, 54, 64 e84. tfilw de 11 <-a
casemira, ganga e brim a 24 e S4500, *jg Bn<*
a 34500, ditos de brim branm a :t4 e .14*00. ca-
misas francezas a 24, 245M e :4. sen*ula* a
UOO, datas de Imito a 4 e 2500. aaUsM a 24
e 2450O : na rua da Imperatriz n. tk\
Raides da Arara a 30.
Vende-se baloes crinolinas de 20, : a ?> arci
a 34,34500, 44 e 44900, ditos de madapolo a
34500, ditos de raussetina a 44 : s na Arara rua
da Imperatriz n. 56.
Arara vende os caries de riseadas franmes a 30.
Vende-se cortes de ricados fr.imvzts rom 14
covados a 34 o corte : na rua da Imperatriz n. 56.
Arara vende corles de caseanra preta a 30.
Vende-se cortes decasemua prea para calcas a
34, 34500, 44 e 54 : na loja da Arara n. 56.
Arara vende as soulcaaaranrs.
Vende-se soutembarqnes prelos miiit* rin, ca-
pas compridas e manteletes de superior ipiafoiaib
a 224 e 254 : s a Arara roa da lin|terairiz iaav
mero 56.
Sediiias a 00 r.
Arara vende sedinhas de lislrinhas ara wshdos
a 500 rs. o covado, ditas finas a 800 js., laa i Ma-
ra Pia com 4 palmos de largoe palulas de seda a
800 rs. o covado : na rua da Imperatriz n. 56.
Arara vende carahraias de caracinns a 30M9.
Vende-se rambraias de rarocinhos para v*sitdw
a 20500 a peca, cortes de cassa franifv-i a 24, co-
bertores de pellos a 14 e 14600 n.i rna da taa-
peratriz n. 56.
Grande sortimento de fazendas pretaj par a ajsa-
resaa.
Sedas, grosdenaple, pannos finos >> raawHtna.
Vende-se {rrosdenaple preto para vestidos h*
fazenda a 4400, 14609, 24, 24400, 24600 e 34 o
covado, sarja hespanhoia de seda, panno lino preto
a 14600, 24,24500, 34 e 44 o ma, muito s
perior (-asentirs pretas linas a 24 epiWOo rova-
do, merino fino a 24500 e 34, dito de <-nrdo a
24500 o covado : na rua da Imperairiz n. 56.
Arara vende madapotao frawjri a 14.
Vende-se madapolo francez enfeptado .1 44 e
44500, bretanha de linho, h;.mburef da linho para
lences e seroulas a UO, 500 e 640 a v.ira, bra-
manle de linho de 10 palmos de largura a 24 a
vara, brim pardo de hnho a 800 e i4. dito hrar.ro
a 44, 14280 e 14400 a vara : na rua da Impera-
triz n. 56.
Arara vende laa/iuhas para vestido a 210 rs.
covado.
Vende-se lazinhas para vestidos de senhora a
240, 280, 320, 400 c 500 rs. o covado, rasemiras
lisas proprias para capas de senliora a 14800 c
covado : na Arara roa da Imperairiz n. 56.
Arara vende fusto a 0O0 rs.
Vende-se fustn de cores para Nppa Af memo
' calcas e palt-Ms a 500 rs. o Mriaia aaafeO franre-
za escura e clara |-;ira calcas e |taleii^s a 440 rs
1 o covado: na rua da Imperatriz n.86Joja a
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900
rs. a peca : s quem tem por este preco
l0Ja do buija-flor da rua do Queimado n. 63.
Fita de velludo bordada.
Vende-se Ota de velludo preto bordada de di-
- ciis modernos proprios para qua-
/''Ha: s qUem tem a loja do beija-flor rua do
UUeimado n. 63.
x Fraija preta.
vndese franja preta de diversas largnraspara
-nieiur capas ou manteletes os mais lindos gos-
t* (iue se pode encontrar : na loja do beija-flor
^ du Queimado b. 63.
4.venrlem-s
Facas e ijarfos.
kfin en!,Prn-se facas e garios de bataneo de I bo-
?jw a 04300 a duzia. ditas de 2 botos a 64400:
* r"a do Qceimado, loja do beija-flor n. 63.
v Dminos.
li'iv! m"se domin muo finos a 14200 o
n?c) : na lo^a H ^'Ji-flur da rua do Queimado
v Vsperas.
'enuem-sevisporas muito.finasa 800 rs. : na
ru do taimado, loja do beija-flor b. 3.
Bk*.* -
Hon da Seuzalla n. 42.
Vende-se, em casa de S. P. Johnston & C,
seilins e silhoes inglezes, candieiros e casti-
caes bronzeados, lonas inglezas, fio de vela,
chicotes para carros e montaria, arreios para
carros de ana e dous cavtlloi, erelogiosde
ouro patente inglez.
z
5
c
s
>
i-sooOa lata.
J BolachinFa ingloza dosomharcada ltimamen-
te murto nova a 2^0 a barrica e 1(50
a libra.'
Cartoes com bolacliinhas francezas de diver-
sas qualidades a (K), 800 e 1,5-200 cada
um.
Peras seccas 1 em caixinhas do 4 libras as
mais delicadas que se pode desejar a
-vOO.
Bocetascom doces de Portugal ricamente
eufeiladas a .->50u, contendo: peras, pe-
cegos, rainhas Claudia, ameixas, alpercb
e outras muitas fructas.
'assas muito novas a 480 a libra e 7#o00 a
caixa; tambem tem meias e quartos.
Amendoas de casca molle i 2H0 a libra e
240 de casca dura, nozes 140 a libra e
440OO a arroba.
Figos em caixinhas e latas hermticamente la-
cradas a 1^500 e 2^500, de 4 e 8 libras.
Vinbos em caixas de duzia vindos do Porto
e das seguintes marcas: Duque do Porto,
Duque Genuino, Madeira secca, Chamisso,
Massas para sopa muito novas, foi desembar
cada ltimamente pevide: rodinha e es-
trellinha a 500 rs. a libra e 3?? a caixa com
8 libras.
Macarro, Metria e Talharim a 400 rs. a libra
Vinagre fresco a 200 rs. a garrafa e i#400
a caada.
Dito em garrafoes a 1 r>000 cada um.
Botijoes com 8 a 9 garrafas de azeite, o me-
lhor que se pode desejar, a 5# cada um.
Palitos de (lentes em macos com 20 maci-
nhosa 120 rs. cada um.
Palitos do gaz a 2,3200 a groza, 20 rs. a j
caixinlia e 200 rs. a duzia.
Graixa em latas muito novas a 100 rs. a lata
el#0OO a duzia.
Ceblas muito novas a 540 rs. o cento e
800 o moltio.
Traques de 1 rimeira qualidade a 8i500 a
caixa e 240rs a carta.
Charutos Ipjrangas em meias caixinhas a
2,5000.
Ditos Suspiros de Thom Pinto a 15600.
Ditos Avaneiros do mesmo a 15000.
Ditos Regala Imperial a l^tOO, garante-se
que sao charutos que j se venderam por
2.-JG00 e 2.S.80, alm destas marcas tem de
todas as mais que costumam vir oossu
mercado.
Genebra de Hollanda em frasqueiras a 6000^ m e 40rs e uulras muiUs nmsas
C u60 rs. O frasco. _IQsnnA| "Vede-se lim cahriolet nmi-ricano ,! r|nairo
Dita de laranja a l#200 0 frasco e 12;>OO a I,.()(,.1S e de(.oherla> p^rfeiamenle novo: na ruado
Vende-se alpaca preta a 500 rs. e covado.
Vende-se alpaca preta para vestidos a 500, 600,
700 e 800 rs., fina de cordao a 800 rs para pale-
tot, prim-eza preta a 800 e 640 o covado, bombazi-
na preta fina a 44400 o covado, lazinhas preta
para senhora que estao de luto a 720 o covado :
na rua da Imiteratrtz n. 56. A loja est abena at
s 9 horas da noite.
*3*AS\**.*B* *S**^t^+*&S *&**&**
E>pecial rap
Princeza de Petropolis j tem conhe-
cido em toda a provincia do Rio de Ja-
neiro e com pn-ferencia ao Paulo Cor-
deiro e ara preta de Meuron : vende-se
em seu nico deposito rua do Crespo n.
16 armazem de loucas de Duarte, Peri-
reira & C. ou na rua larga do Rosario n.
38, loja da Aurora.
FKIJAO
Vende-se feijiio branco c amarello. de uperi"r
qualidade, a 104 a larca de cinco alijo. r> <. >lc
Porto : no trapiche alfandcgado do Haro do L-
vmmento no Forte d-< Maitos._____________________
Vende-se cailiros de muito boa- qualidades :
na senaria de Jos UyiOno de Niada.
Na rua licilan. 90, vende- raraa a> pav-
eo cm salmoura, toucinho em arrotas
linenicas c morcelhas, todo isso ffaD di ilba (le
S. Mipuel, caixoes de doce de fatata) ut\\\\". lino a
caixa.
Dita embotijas de Hollanda a 440rs.
Cominhos muito novos a 400 rs. a libra e;
sendo em arroba ter abatimento.
Erva-doce iniiilo nova a 400 rs. a libra.
Canella muito nova a l'dUOO a libra.
Pimenta muito nova e limpa a 340 rs. a libra.
Gravo muito novo a 640rs. a libra.
Alfazema nova a 400 rs. a libra.
Toucinho muito novo de Lisboa a 280 rs. a
libra e 8,5000' a arroba.
Chouricas e paios a 640 rs. a libra.
Banhaa mais nova e alva que se pode dese-
jar em latas de 10 libras a 45000 a lata.
Dita propria para banlia de cabello por ser
alva e dura a 400 rs. a libra.
Copos lapidados a 4*800 a duzia e 5500.
Ameixas em frascos grandes a f?500.
Ditas em frascos mais pequeos a 1#400.
Ditas em latas de urna e meia libra a 6 libras
a l#260 e 4?*000 a lata.
Mlho inglez rolha de vidro a 800 rs.
Prezuntos inglezes para hambres muito no-
vos a 800 rs. a libra.
Aragao, coeheira de pintura.
Velho secco, Vctor Emmanuel, D. Pedro /Mostarda preparada a 200 rs. o pote.
V, D Luiz, especial vinho velho do Porto Conservas inglezas a 640 e 800 rs. o frasco.
GAZ GAZ GAZ
per preco rcdnzido.
Vende-se gai da melhor qualid. de pelo
pre.o de 104 por lata de 5 galSes: no ar-
mazem do Caes do Ramos o. 18 e rua do
Trapiche Novo n- 8.__________________
Hez de Harta.
0 afamado mez de Mara que se venda a 34,
24 e 14500, com estampas e ntidamente impres-
so, acha-se venda por acabar a 14000 o vulume,
approveilem-se da occasio, qun mui poneos res.
taro : na roa do Imperador n. 1S.
e outros muitos a 9$, 10,5, 124 e 14$ a
duzia e 1S a 1(5200 a garrafa.
Vinhosem pipaPorto, Lisboa e Figueba
das melhores marcas a 358O0 a caada e
00 a garrafa.
Ditos do Porto, Lisboa e Figueira de marcas
menos conhecidas a 400 a garrafa e 24800
a caada.
Dito Colares especial vinho a 800 a garrafa.
Dito Lavradio muito fresco, nao levando com-
posico, a 560 a garrafa e 44000 a caada.
Vinho branco de uva fiua a 600 a garrafa e
44300 a caada.
Dito mais baixo a 400 a garrafa e 24800 a
caada.
Vinho Bordeaux em caixas de 12 garrafas das
marcas mais acreditadas a 64o00 e 75O0O
a caixa.
Dito muito especial que raras vezes vem ao
nosso mercado a 141200 a gairafa, garan-
te-se que por este mesmo preco d pre-
juizo, e s se encontra nicamente neste
armazem.
Licores francezes e portugueses dos melho-
res autores a 800, 10000 e 4u00 a gar-
rafa.
Cervejas das melhores marcas a 541300 e
0;5 rs. a duzia; tambem temos ordinaria
fw muito menos.
Marmelada de todos os fabricantes de Lisboa
em latas de 1 libra a 600 e 640.
Cognac inglez a 10#OO0 a duzia e 1,5000 a
garrafa.
Dito francez a 83900 a duzia e 800 rs. a
garrafa.
Palle Brandy a 25000 a garrafa e 32*000 a
duzia.
Sab3o massa a 140 e 240 rs. a libra o melhor.
Polvo a 320 rs. a libra e 94000 a arroba.
Vassouras do Porto com arcos de ferro a
320 cada urna.
Ditas americanas a 640 rs.
Papel almaco pautado e lizo a2fl400 a resma.
Dito de peso pautado e lizo a 34 a resma.
Dito aznl proprio para botica a 23 a resma.
Velas de spermacete a 560 rs. a libra,e sendo
em caixa a 520.
Ditas de carnauba do Aracaty a.95000 a arro-
ba e 320 rs. a libra.
Farelto de Lisboa marca N a 4000 a sacra.
Tijollos para limpar facas a 160 rs. cada um.
Peixe em latas j preparado a 14000 a lata.
Chocolate hespanhol e francez a' 14000 a libra.
Gaf do Rio primeira sorte a 840O a arroba
e 'H)0 rs a libra
Dito de segunda a 84-400 e 280 rs. a libra.
Arroz do Maranh5o, Java e India de 24600 a
34 a arroba e 100 rs. a libra.
Alpista muito novo e limpo a 1*0 rs. a li-
bra e 44500 a arroba.
Cevada muito nova a 24500 a arroba e 100
rs. a libra.
ESCRAVQS FGIDOS.
Deaappareeen de novo, do enstnli" P-dr*fii-
Iho, o escravo Benedicto, motilo, alto, ana o
corpo, descarnado de rosio, pes e n',< rande e
seceos, oom pouca barba, ropresent;i tof 25 a
.'!0annos, levou calca de brim, cami-i d- ma polSo, chapeo do Otile j usado : fneai 0 appre-
hender e lvalo a seu senhor lord ajina na Paitan
Torres no referido engeuho, sera pi;iiilk-ao roa*
o0,5000._______________________
Ausontou-se da casado seu senhor ha li das
a preta Thcreza, com os seguintes ss:naes : bata.
com falla de um dente na frente |-s grosso, c
tem marcas de ecrophulas no pesc.-co, toraando-
se por isso contienda, anda nesia cidade : jomii a
pegar, leve-a casa do Dr. Sainado, rua do Quri-
mado, que agradecer. O mesmo souhor proteU
contra quem a tiver oceulta._____________^_^___
ATTKIMIAO
Acha-se fujiido o escravo de m-me Fau-lino, V
idade 40 annos, pouco mais 011 menos, cor foja, al-
ura regular, grosso do corno, bem c-|iadaudo, bar-
bado, e j com alguns cabellos avaaraa na naibo,
bracos e |*rnas grossas e bastante cabelludas, lea-
do as pernas arqueadas, porm oo iiiinio, cosio-
ma andar em sambas, e as vezes embriagase tos-
taute por gostar muito de beber : portanlo roga-
se s autoridades poliriaes desta e da-i provincias
limitrophes, que o facam apprehender leva-h a
seu senhor o major Antonio da Silva tiusmao, aa
rua imperial, assim como rogase aos capitaes da
campo a apprehensao do dito escravo, que serie
bem gratificados.
EStRWO ni.iiio.
Gralilii'M'io t U\%.
Em dias do mez de marco prximo nassado fa-
gio o em-ravo Vieente, de idade de 40 anuos, pouco
mais ou menos, altura regular, serr do eur|w, ror
fula, barbado, com nm ou dous denles de meaos
na frente, um ponro gago, com um alejan na
mo direita, antes de ser comprado pelo seo actual
senhor, passava por (orra, aob o norne de Vkeale
amitello fugH para o sal em dirwcao ao eaaw-
nho Firmeza do Sr. rapitao Franrisro de Barrtts,
na freguezia da Esrada, anda pelas bandas do rio
Ipojura, procurando orna lia por rumie Felicia, mo-
radora na trras daqnello engenho : qotta o pa-
gar, leve-oao Sr. Jos Francisco Correa de Arra-
da, no engenho Melancia. freguezia de Bom-Jar-
dim, comarca do Limomro, 00 nesta rMae, aa
esrriptorio do agente Oliwra, roa da Cadea da
Becifen. 6t, primeiro andar._____________^__
Futi nodia SOdo crreme o preto Lanreaeo>
cnoulo, alto, secco, cabellos brancos, arai baraa,
denles ni angulados e abalando, pes cambado*, coa
rima ferida em urna nema, bem rnheHdo pnr
vender ha muitos annos Verdor e fructas o aa-
tigo jardim botnico na roa da Soledad* n. i7 : fs
pessoas que o pegar, levem njesma casa, joa sa-
rao recompensadas.
MOTILADO


Dhrto dr Pernanbno Qnartfa lelra ti de Abril le i ai.
LITTERATURA.
' Chronica Iheatral.
(Carla a Orestes.)
IV
Summano: dlas pal.vvhas a Ohestes. Ui.tk.v-
c.e, drama em cinco actos. Estive no club,comedia
n'um acto.
Era verdado, meu querido Orestes, zombastes do
teu pobro amigo, desmentindo mythologia. Creio
e creio pamente que nao podes sacrificar a tua vi-
da para salvares a miuha humilde existencia. Exi-
gir dC ti semelhante sacrificio, seria pretender a
satisfagan de um capricho revoltante e indigno de
mim. Entretanto, cumpre que te observe, a posico
critica em que me collocou a minha m estrella
nao te deve ser indifferente. Se hoje a fortuna te
sorri, amanha ella ser-te-ha ingrata. Nao te dei- [
xcs dominar pela pretendida ventura que te pro-
porciona a immensidade das tuas riquezas. A vai-
dade perder-te-ha, meu amigo, senao desprezares
esse punhado de modas que fazem esquecer-te os
deveres que te impe a amisade sincera e leal que
le consagro.
Nao peusas bem, se, por ventura, imaginas que
n i. ha no mundo quem resista ao poder do ou-
ro Longe de ti semelhante pensamento que traduz
urna blasphemia imperdoavel I Esquece as ideas
que se onginam do sentimento vil que procura
abrigar-se no teu joven coraco.
Nos teus instantes de mu humor, lanca os teus
olhares sobre a historia verdadeira dos tempes fa-!
hulosos para que, destrahindo o teu espirito, encon-
tres, por tua vez. um solemne desmentido ao que,
tal vez, julgues urna verdade. Nao te enfades nem:
me queiras mal por te fallar com tanta franque-'
za. Bem sabes, nao tenho por costume alimentar s'
paixoes que corrompen? o coraco humano. Ou-
ve-me com paciencia. Nesto momento sou o humil-'
deorgao da razao, que falla pela minha bocea.
Creso, o ultimo re da Lydia, julgava-se muito'
feli.-, vivendo no fausto e na grandeza que o cerca-
vam. Os seus immensos thesouros o tornavam in-
differente a tudo que ha de mais sagrado. O amor,
a honra e a modestia eram senlimentos que elle
desconhecia. O ouro era o nico elemento que Ihe
dava vida. O seu reino era, posso dizer, o rendez- \
vous dos philosophos e dos homens da sciencia,
Soln, sabio da Grecia, dignou-se fazer-lhc urna'
visita. Creso mostrou-lhe as suas riquezas, o seu
palacio, esperando que o seu luxo asitico captl-
vasse o coracao de Soln. S podemos conhecer que
o homem i feliz depois da sua morte, Ihe disse o!
phosopho, referindo-se vjrtudu de Clbis e
Byton, fllnos de urna sacerdotisa de Cres. Esta
sublime verdade offendeu o amor proprio do rei,
j urna punhalada que o ferio no amago do co'
rago.
Entretanto, pouco terapo depois, Cyro, rei da
Persia, der(plou-o na batalha de Thyrbra, obri-
gando- a refugiar-se em Saraes, capital do seu
reino. Em 548, esta cidade foi tomada de assalto e
a fronte de Creso foi abatida por Cyro. Condemna-
do a servir de pasto s charamas, elle invocou o
nome de Soln, obedecendo os brados da sua cons-
ciencia.
Assim, como o poder do talento baria sido abati-
do pelo poder da virtude, o poder da forca calcou
aos ps o poder do ouro. Por tante, meu amigo, a
forca, a intelligencia e a virtude sao barreiras que
nao podem ser transpostas pelo poder do ouro!
Nao sem razo, conseguintemente, que censuro
o teu procedimento para comigo. Nao sejas vai-
doso nem egoista: ajuda-me a carregar a cruz que
me pesa sobre os hombros. Nao queiras que s cu
seja victima do trabalho insano que me acho
obrigado pela promessa que te fiz.
Guarda o teu ouro e cumpre a tua palavra,
escrevendo sobre o theatro.
Proeurarei sanar o mal que me fizeste, dizendo
alguma cousa sobre o espectculo de 23 do cor-
rente.
O Ultrage um drama de grande effeito sceni-
co. Tem dereitos muito sensiveis, porm, defeitos
que muito concorrem para o seu bello desfecho.
Jacques d'Albert um personagem, cujo carcter
varia, segundo a vontade do autor. Possuidor de
grande fortuna, vem em auxilio de Latrade, nego-
ciante, cujaquebra e deshonra sae inffalliveis. De-
pois de haver franqueado a sua bolsa ao commer-
ciante, Jacques admira a sua infelicidade, contem-
plando a formosura de sua tilha que victima da
loucura. Casndose com Helena, conhece que ella
se acha maculada e jura suffocar o seu affecto at
o dia em que conseguir vingar sua esposa. Cum-
pre a sua palavra, assassinando, em combate sin-
gular, o seu proprio cunhado.
Este papel foi deserapenhado pelo Sr. Germa-
no. Este actor vantajosamente conhecido pelo
publico que o tem applaudido muitas vezes. Occu-
par-me do seu trabalho no Ultrage seria nao ligar
importancia sua intelligencuw- O publico sensato
tem sabido fazer-lhe justicasemtisongea-lo.
Helena urna victima sacrificada pelos desvarios
de um libertino.
Esta parte foi deslribuida Sra. D. Marque-
lou Em verdade, meu Orestes, estou plenamente
convencido que a Sra. D. Marquelou urna artista
de ment sera ser urna actriz perfeita e impossivel
de ser rivalisada. Com tudo, de,vo notar, se seguir
as lces do Sr. Germano, se nao esquecer que a
sua intelligencia necessita de mais desenvolvimen-
to, ser urna artista modelo. Deve ter sempre em
memoria que foi o Sr. Germano quem facilitou o ca-
minho que hoje trilha a actriz Manoelta Lucci. Esse
ornamento da scena brasileira a obra-prima do
seu mestre. Dernais, a Sra. D. Marquelou nunca
deve olvidar que possue dados que a tornam supe-
rior Sra. D. Manoela.
Quizera mencionar todas as. scenas que tiveram
magnifico desempenho, mas nao me possivel
faze-lo pela pressa com que escrevo, entretanto,
nao devo deixar de notar as scenas Gnaes do I.",
2., 4." e 5. actos, cujo esforco artstico, empre-
gado pela Sra. D. Marquelou, prendeu a attencao
do publico.
Raoul e Raymundo sao dous irmos que se esti-
mam. Um, tendo-se introdazdo furtivamente no
quarto de Helena, rouba-lhe a sua cora de virgem,
deixando a loucura como recompensa. A sua ra-
zao perturbada pelos vapores dos espiritos que ha-
via bebido no hotel Grande Adga, como um mi-
seravel salteador, vence todos os obstculos que
Ibc irapedam a salsfacao dos seus desejos lasci-
vos. Dominado pela sensualidade, deshonra as
cans do seus velho pae. Casado com a irma de
Jaeqius, emprega todos os meios para esquecer o
seu crime, engolfa-se no rumor das orgias, pros-
ta-se aos ps da sua victima para implorar-I he o
sea perdi quando o dedo da Providencia fazia
pezar sobre a sua fronte toda a grandeza da sua
usta colera. Jacques encontra-o junto de Helena.
Recebendo nma bofetada, elle, tem a baneza de
unir o despreso ao insulto. O outro, alma gene-
rosa, carcter nobre, procara salvar sea irmo,
attribuindo-se a hediondez ao crime que havia sido
platicado.
O Sr. Lisboa desempenbon perfeitamente o sea
papel, sustentando o carcter cynico do persona-
gem que representava.
O Sr. Victorino, encarregado da parte de Ray-
mundo, consegaiu mostrar que um moco intelli-
gente. No dialogo qu sustentou com Jacques teve
a felicidade de empregar acenos que desmentiam
as palavras que pronunciara. Dizeodo-se crimi-
noso, afilrmando que havia deshonrado Helena,
deu bem a conhecer, pela sua mmica, que eslava
innocente.
As phrases que sahiam dos seus labios o
condemnavam; os seus gestos e a expressSo an-
gustiada do seu semblante diziam :
Lejour nest pas plus pur que le fond Je mon caur.
Assin, do meu dever louva-lo pelo feliz re-
sultado dos seus esludos, felicitando-o, especiar.
mente, pelo bom desempenho que deu ao seu
papel.
O theatro um campo de batalha. Os louros da
victoria immortalisam o vencedor. Trabalhe, Sr.
Victorino, trabalhe para que a sua gloria seja
completa, para que os seus triumphos concorram
para o progresso da arte que Ihe domina o espiri-
to, que Ihe prende a alma. Nao siga o exemplo
dos espiritos fracos, deposite inteira confianca no
seu mrito e, ufano, percorra immensidade que
o separa do zenith da sua gloria. Oxal que algum
dia, me seja possivel rivalisa-Io com o nosso Joa-
quim Augusto, que, no meu entender, o primei-
ro artista dramtico do Brasil.
O Sr. de Brices, um typo que symbolisa Bruto,
o primeiro cnsul de Roma. E' um pae que, con-
vencido do crime do seu filho, o condemna morte.
E' um magistrado que, esquecendo os lacos de
sangue, faz cahir sobre a fronte do criminoso todo
o rigor da justica.
Dizendo que o Sr. Espica o sustentculo, da
empreza Germano & Coimbra, fallo com o coraco,
manifest o que me dicta a consciencia. desem-
penho da ultima scena do terceiro acto urna pro-
va fortissima do que digo. Fallando assim, nao
desejo dar origem rivalidades, nao! Cumpro o
meu dever, rendendo homenagem ao mrito.
Finalmente, todos os actores que tomarara parte
activa na representacao do drama desempenharam
perfeitamente os seus papis. Entre os que deixo
do mencionar figuram duas senhoras que traba-
lharam magnficamente, a Sra. D. Camilla ea
Sra. D. Mara Pontes. O tempo limitado de que
disponho me obriga a nao analysar os typos que
ellas representaram. E' urna falla que merece
desculpa.
Cumpre observar que nao sympathisei muito
com o procedimento de dous comparsas___ Sabes
tu, meu querido Orestes, o que significa esta pa-
lavra comparsa? Ethymologicamente fallando,
comparsa figurante de theatro que representa
personagem de comitiva.
Mas, segundo pens, comparsa urna dama que jo-
ga, rindo-se sem que o seu cavalleiro Ihe renda fine-
zas ; um cavalleiro que, n'uma sala de baile,
passeia, dando o braco esquerdo sua dama. En-
tretanto, provavel que a dama tivesse motivo
para rir-se e o cavalleiro razao bastante para
esquecer que nunca se oferece o braco esquerdo
urna senhora.
*
Estire no Club urna comedia chistosa e de
muito espirito. Como em quasi todas as comedias,
no Estive no Club ha equvocos, engaos, jogos de
scenas interessantes, dilogos divertidos, etc., etc.
Trabalharam com vantagem o Sr. Lisboa e D.
Camilla, nicos actores que entram na comedia.
Ha um terceiro que falla sem ser visto que, pela
voz, seno me iliudera as apparencias, era a Sr.
Guimares, succedendo ao Sr. Henrique Pontes
Filho.
A comedia agradou e os actores foram applau-
didos.
Teu, como sempre,
Pylades.
As ditas casadas.
(Conclusao.)
< Minha boa Suzana.
Se ha mais tempo nao respond a tua carta,
foi porque sempre esperei ver satisfeito am meu
desejo ; infelizmente, porm, vejo-me abrigada a
renunciar a cousa nica, que eu anhelava, que en
desejava com todas as minhas torgas.
f Como bem o disseste, uso, mesmo um de-
ver para urna Parisiense viajar cada esto; e assim
bem tencao fazia eu de ir Bade, Hombourg,
Vchy, ou Biarritz; mas ah minha amiga! ima-
gina qual a minha magoa vendme obrigada a re-
nunciar tal idea. Porm por certo nao ficarei em
Paris mais tempo, embora teoha de refugiar-me
em alguma aldeia deshabitada, porquanto agora
todas as senhoras parlem para os banhos.
Comprehendes, minha chara Suzana, que fica-
rei muito contente quando te vir, e bem sabes se
te amo assaz para preferir a viagem de Thibuville
a qualquer outra.
Coma, pois, comigo; com a condicao porm
de ne pores a tua casa em revolucao pretexto
de hospedares urna Parisiense. Me acommodarei
com o que tiverdes. No campo e muito necessario a
genteconformar-secomo em todas as cousas. Ah
algum da pensei cu ver-me obrigada a renunciar
esse passeie aos banhos! Como triste e bem amar-
ga as vezes a vida! Quando somos solteiras nao
pensamos assim. Por ti tambem devers saber que
o casamento nao sempre alegre e risonho.
t Que invern deves tu passar, minha pobre
Suzana I tremo : nao pensemos nisso. Talvez qae
o estio te seja menos triste se estiveres com Hele-
na junto a ti. Entretanto, se contavas comigo
para alegrar-te e ajudar-te a supporlar o isola-
mento, passars por grande decepeo, por quan-
to j nao sou alegre, e para isso tenho rail ra-
z6es. Coratudo, visto que aclio-me decidida a dei-
xar Paris, nao ser melhor que te v abracar ?
Portante, terca-feira ahi chegarei no trem da
manhaa.
< Tua amiga,
* Helena de Emmery.
Chegando pequea estacao de Thibuville, ficou
Helena bem admirada ao ver pela portinbola do
wagn que nao haviam smente duas casas junto
a modesta rea; e apenas desceu, viu Suzana cor-
rer a abraca-la, e conduzi-la para fra da cancella.
Luiz! ezclamou a joven senhora; aqui est
Helena a minha amiga.
Helena saudou a Luiz Rivire, que apresentan-
do-lhe a mao, f-la subir a urna caleche coberta,
puchada por urna soberba parelha de cavallos, que
impacientes escarvavam a trra.
Um criado sem libr carregava as malas e car-
loes atraz do carro, e o cocheiro deu nma leve
chicotada nos cavallos que partiram trote largo.
Helena contemplava a Suzana com sorpreza,
tanto a achava embellecida e moga.
Na verdade disse Suzana rindo-se, cu passo
bem como vez, engordo mesmo.. .o ar do campo
te dar um appettte ridiculo...tu o vers. J
vejo que nao tens tido fri. Meu Deas I estaos
paluda I Serao a cansa os saraos de Invern TAqui
nao deitamo-nss tarde, previno-te : farte-hei pas-
seiar tanto que has de dormir cedo.
Depois entr%iveram-se em fallar em diversa
cousas.
Quando me escreveste, nao disseste que li-
nhas ama caleche I >
Gomo s boa em chamar caleche a esse car- Porm os nossos mais bellos productos esto as
ro, disse Suzana com ar de riso : na verdade ella estribaras, que podes-te entrever ao chegar ao
, .._____n, ,.. ,, pateo da entrada. Veras os cavallos: Luiz tem
e muito commoda, e nella esta-se a gwio, pelo ^ujt0 ciamo* delleSj e advirto-te que elle nos
menos mea mando o afflrma. acompanhar, e qae te explicar toda a genealo-
Mas estes cavallos sao magnficos. ..e como gia'destes nobres aaimaes. Nao acabaste anda:
vao de pressa I disse Helena suspirando. co1? 8S0 n5. te faremos faor. depressa I
no ,; k__i !. t A manhaa passou rpidamente, como bem se
Ora muito bem isto um cumprimento a po(Ie maginar, e Helena ficou surprchendida; ao
habilidade de '
Luiz : sabes que elle criador..
Vers outros mutos; e se fazes gosto, elle te offe-
recer urna parelha.
Se meu marido ouvisse isto, pegara pela pa-
lavra, tao desregrada a paixo, que tem por ca-
vallos e jockeys : a este respeito certamente in-
supporlavel. Demais, em Pars esses senhores
sao sempre os mesmos: s desejam o que nao ivenaa ainda mais vantajosa de que eu esperava;
teem, ouque nao podem ter. Nao comprehendo \ 2LemnV,qe"COa e,l<| de traie.rin,! ajn>hia um
' ,. v de seus amigos, que tem precisao de dous bons
que se deva ter cavallos em Pars senao com cm-1 cavallos de tiro.
coenta ou cem mil francos de renda. > E de novo abracou sua mulher.
. i Urna nuvem acabava de passar sobre a fronte
Disse isto aprosadamente, mas com mostras de e Helena, e um triste pensamento transluzio era
seu desanimado olfi.tr.
A' mesa disse Suzana: Helena deve estar
ouvir tocar o signai para o jantar.
As duas jovens senhoras achavam-se mesa,
foi servida a soupa, e Mr. Rivire nao chegava.
Urna criada vella veo prevenir que elle eslava
a tratar negocio as estribaras com Mr. Morand.
Ao cabo de um quarto de hora chegou todo
contento, e correu a abracar sua mulher.
Boa nova, minha Suzana; esse diabo de Mr.
Morand decidiu-se afinal, e acabo de effectuar una
pesar e de inveja, c a boa Suzana mudou delicada-
mente a conversacao.
A,8MS mm dpls carro ? *X5 ^Ciu
vasto pateo, a cujo fundo extendia-se urna grande f0 Suster as"
casa, mais espacosa que alta : aos dous lados do
edificio levantavam-se, em forma de torres, dous
pombaes, sobre os quaes se agglomeravam nuvens
de pombos. Em toda a volta do pateo havia urna
verdadeira linlia de estribaras, muitas de cujas
Jgrimas at ao fim do jantar.
Luiz, nos te deixamos, meu amigo, disse Su-
zana ; Helena estar esta tarde muito melhor em
seu quarto do que em outra qualquer parte.
Quando se acharam sos, Helena lancou-se, cho-
rando, nos bracos de sua amiga.
t E' certamente horroroso disse ella banhada
grandes portas estavam abortas deixando entrever em ^grimas : nao posso ver a tua felicidade sem
criados oceupados em pensar, e fazer sahir e en- iSVJT pensar na minha desSraa- Ah '
minha cara Suzana, para que casei-me eu com
Eduardo ?
Vejamos, disse Suzana, (sentada junto della,
trar cavallos.
Mr. Rivire saltou
da caleche, e effereceu a
mao a Helena, e depois Suzana, que conduzio a I ? Wg*" delicadamente as mos) que ha nis-
so T Conta-me toda esta tua grande magoa
sua corapanheira por urna das grandes portas en-
vidracadas da casa.
Duas raulheres, urna velha, e outra moga, ves-
idas camponeza, foram-lhe logo ao encontr.
Eis aqui a tua criada, disse Suzana Hele-
na, apresentando Ihe a joven aldeiaa: fui eu quem
a adextrou durante este invern; eu t'a cedo em que eu nao Ihe poda mais dizer urna palavra. Jul-
exageras um pouco.
Nao exagero nada, Suzana ; s fui feliz dous
mezes, quaudo muito; pois Eduardo tornou-se lo-
go de mu humor, e irritavel ao ultimo ponto.
Fiz-lhe ver isso, e elle respondeu-me bruscamen-
te que eu nao sabia quanto o affligiam seus nego-
cios ; que eu nao me oceupava seno de enfeites
e prazeres ; emftm tornou-se violento, arrebatado,
quanto aqui estiveres, com o que ella se aperfei-
coar, e nao se desgostar de haver servido urna
bella Parisiense. Nao assim, Joannita!
Oh i sim, senhora, disse a rapariga, co-
rando.
Muito bonito este salao, disse Helena en-
trando na casa.
-- Salo ? disse Suzana; quanto s indulgente!
Espeto que gostars mais do teu quarto; deixa-
me levar-te l : pens que estimars tirar o cha-
pu, e ver-te livre do p da viagem.
E atravessaram ambas urna enriada de reparti-
mentos alegres e claros guarnecidos de uteis mo-
vis : grandes cortinas de riscado penduradas as
janellas amorteciam os raios do sol.
Suzana fez entrar sua amiga em um lindo quar-
to forrado de papel semelhante ao trancado azul e
branco, que guarneca o leito e as janellas. A jo-
ven camponeza que as acompanhava, abnu as ja-
nellas cerradas desde a manhaa, e o sol veio alu-
miar urna antiga commoda Luiz XV, guarnecida
de botoes de vidro branco e de cristal azul; um
grande toucador do mesmo estylo, ornado de mag-
nficos bronzes lavrados, e em um ngulo urna
prateleira com mil teteias objectosinhos indispen-
saveis aos hbitos de ama joven elegante. Urna
antiga alcatifa dos Gobelinos cobria todo o soalho,
um pequeo relogio rococ sobre o fogao fazia ou-
vir o som de sua pndula, e dous casticaes lavra-
dos estavam acompanhados de dous grandes vasos
de louca vidrada do tempo de nossos avs. A vis.
tavam-se pelas janellas as bellas arvores do jar-
dim, e respirava-se o suave cheiro de urna madre-
silva, que trepava pela parede.
Eis um pequeo quarto de toucador, e urna
campa junto do teu leito para quando quizeres
chamar Joanninha: deixo-te s, e j vollarei a
levar-te para o al moco. Mas nao te vas vestir de
novo; iremos percorrer o bosque, e ver os ani-
maes.
Quando Helena viu-se s nosse quarto tao ale-
gre, lo cheio de luz, e de sol, inclinou-se curio-
samente para ajanella, e viu um bello jardim
cheio de flores e de fructos, onde trabalhavam di-
versos jardineiros, e ouviu ao longe vagos balidos,
confusos murmurios, e os mil diversos rumores do
campo. Essa calma, essa doce serenidade da vi-
da campestre fazia um tal contraste com os pen-
sameulos que oceupavam o coraco da joven Pari-
siense que ella recolheu-se ao quarto, e deixando-
se cahir em urna cadeira, com os olhos fitos no
chao, e com as miios pendentes, poz-se a chorar.
Ao cabo de alguns instantes veio Suzana basca-
la, e notou immediatamente que a sua amiga ha-
va chorado.
t Minha cara Helena, disse ella abragando-a, tu
solfres algum pezar; nao s mais alegre como d'an-
tes.. .Oh 1 s nao te consolare! se nao quizeres...
Por ora nao quero senao distrahir-te ; te consola-
rei depois. Vamos al mocar, e nao aprsenles
semblante pesaroso, que poder meu marido pen-
sar que achas a casa triste.
O alraoco foi servido em urna grande sala de
jantar, cuja raobilia era tojla de carvalho : a mesa
estava prxima janella, que deitava para o jar-
dim, e o canto dos passaros, e o perfum das flo-
res chegavam at aos convivas. Mr. Rivire raos-
trou-se alegre, e obsequioso, e Suzana fez tudo o
que Ihe era possivel para comraunicar o seu con"
tentaraento Helena. Depois do almoco buscou
logo um avental, que Ih'o atou garbosamente, e
um par de pequeas gallochas de saltos altos, o
obrigou-a a caira-las.
Olha que aqui nao estamos em Paris : vaes
ver cousas novas : talvez te nao divirtam muito;
mas a sua novidade eu te garanto.
Depois levou-a para urna pequea porta, que
abrid, e entao viu Helena um grande pateo, em
que havia os armazens de forragens e de provi-
ses. Das criados joeiravam os graos, outros es-
colhiam as sementes ; emfim estavam todos oceu-
pados. Suzana tomou alguns punhados de graos,
e deitou outros tantos no avental da sua compa-
Oheira; depois abriu urna grande porta de clare-
voie para entrar em outro pateo mais vasto, e mais
povoado. No meio havia um enorme monturo
d'onde gallinhas, perds, capotes, patos gneos corre-
ram todos voz de Suzana. Helena nao pode suster
o riso, vendo esse immenso batalho alado, que es-
voacava, grilava, cacarejao, empurrando-se
porfia.
Visitaram depois os vastos estabulos, limos, e
arejados, em numero de l, e Suzana mostrou-lhe
quasi rom vaidade as bellas vaccas, que amamen-
tavam os bezerrinhos, os gordos carneiros, ove-
Ihas, e cordeirinhos, porcos magnficos em gordu-
ra e em tamanho, e afinal urna repblica de ce-
Ihos.
No mesmo instante soou urna enorme sineta, e
de todos os lados acudiram os trabajadores da
herdade.
Quanta gente 1 exclamoa Helena. D'onde
vem?
De seus trabalhos. Em um instante estarao
todos mesa, e nos iremos ve-Ios: Luiz assiste ab
jantar urna ve* por outra, para ver que uada Ihes
falle, e elles mostram-se contentes quando eu
acmpanno a meu marido.
Agora, repliceu ella, entremos aqui: eis,
minha cara Helena, dous carneiros de urna espe-
cie rara; olha este* dous magnficos bois. V
agora estes animaes, que vio breve fazer urna pe-
quea viagem Paris,
ga do meu penar I Minha me percebeu-o ; e era |
natural contar-ihe eu tudo : nao ha segredos para
urna me : quem poisdeveria eu confiar minhas
penas ?----Entao meu pae censurou a Eduardo;
este recebeu-o muito mal___ Meu pae agastou-
se, e nao quiz mais vir ver-me. Eduardo fez-me
victima de tudo isto ; e durante um mez apenas eu
o veria duas vezes. Comprou um cavallo, e todas
as manhas dava longos passeios ; noute era
visto no baile, no theatro sem mim. Por meu la-
do, tambem eu ia a toda a parte sem elle, acompa-
nhada de minha mae. Emfim, previni-o de que
desejava passar o estio aosbanhos.e de que elle de-
via dar-mi! a quantia necessaria.... Entao, mi-
nha chara Suzana ficou todo cholenco, e expro-
bou-me urna immensidade de cousas de que nao
tenho consciencia___meu desperdicio, minha fal-
la de ordem, que sei eu ? um horrendo cahos de
mus pretextos, para privar-me, sem duvida de
um prazer, que eu ha muito desejava.
Emfim, para encher a medida, disse-me que
acabava de perder quarenta e tantos mil francos
em urna falsa especulaco que tentara na bolsa, o
que cu devia abstar-me de todas essas viagens
inuleis, que accarretavam grandes despezas. Eu
chorei como bem podes imaginar ; pedi-lhe, sup-
pliquei-lhe que me dexa-se ir com minha me,
pois a despeza assim seria muito menor.
Vejo-me obrigado a ficar em Paris por causa
dos meus negocios respondeu-me elle ; e emendo
que de veis licar comigo... Quanto a vossa me,
pois que ella pode viajar, boa viagem !
Minha me j tinha partido, infelizmente ; quan-
Jo eu estava bem decidida a atirantar semelhante
tyrannia, e partir cera ella. Entao, minha chara
Suzana, lembrei-me da tua boa carta, e part para
c sem preveni-lo___
_ Como I exclamou Suzana interrompendo-a,
nao pediste o parecer de teu marido?----- Eutao,
elle nao sabe que ests aqu ?___
Que importa 7 disse Helena amargamente :
importa-se elle comigo ? ama-me a mim somente?
Ah I Helena deves ter /esentimento d'ello ;
mas de modo nenhum este o meio de faze-Io vol-
tar si. Sabes por ventura se elle nao se tornar
aiada rasoavel, se tu o fores Umbem ? V l :
quero que amanha escrevas teu marido que es-
ts aqui que obraste mal em partir sera preve-
ni-lo. ... emfim, arrancaremos urna carta
Oh I nao Ihe farei a menor concesso : elle
tem procedido mal, que peca-me perdo I
Minha pobre amiga, disse Suzana toda grave
e triste ; se es infeliz a culpa tua ; e se fallas des-
te modo, prevejo que ters urna longa serie de sof-
frimentos. Teu marido obra mal; mas com toda
a certeza nao tens razao. Dizia-me Luiz esta ma-
nhaa que esperava que teu marido viesse procurar-
te, .e que ficaria muito satisfeito em conhece-lo.
Meu marido vae frequentemente Paris, e de ca-
da vez elle te levar lembrancas da tua amiga Su-
zana. Anda l ; promette-me escrever a Mr. de
Emmery urna boa carimba, que o faca vir aqui es-
tar uns 8 das. Espero que os seus'negocios nem
por isso soffrero, o affirmo-te que quando Luiz
for Paris, muito interesse tomar por elles.
Como s Boa e amavel, disse Helena choran-
do e abracando-a : vamos, escrever-lhe-hei...:
Ah I minha Suzana, escolhetes melhor do que, eu,
e s bem feliz.
Suzana desceu a ir ter com seu marido, e encon-
trou-o no jardim no seu passeio habitual.
Mr. Rivire deu o braco sua mulher, fallou-lhe
da bella tarde que goza va, da boa manhaa que ha-
viam passado, das vendas vantajosas que tinha ef-
fectuado ; mas percebeu logo que ella estava triste
e silenciosa.
Suzana exclamou elle, que tens tu ? Ah
advinho-----acabas de conversar com a tua queri-
da Parisiense, e fallaran, em bailes, concertos,
thealros---- isto te poe pensativa. Pois bem I
minha Suzana t te levare em minha prxima via-
gem, e ficars 3 ou 4 mezes em Paris, si for do teu
agrado. >
No mesmo instante um pequeo grillo, oceulto
na herva, entoou a sua lamentosa cancao da
tarde.
Ouve, meu amigo, disse Suzana, escuta este
grillo que se encarrega de responder por mim ;
recorda-te da bella licao do fabulista :
Caro paga, infeliz vive
< Quem no mundo quer brilhar :
S ha ventura tranquilla
< Na vida particular. >
Mauricio Babk.
(Jornal des Demoiselles.)
As origens da nobreza ingle/a.
i
V1SS1CITUDES DAS GRANDES FAMILIAS.
Os nomes das familias Ilustres formam parte da
gloria nacional e com justica oceupam o primeiro
lugar as pagiuas da historia. Toda a honra de-
vida ao filho que dignamente sustenta o titulo que
Ihe legramos seus antepassados ennobrecidos por
servcos prestados ao seu paiz, ou ao principe re-
presentante do paiz. O respeilo aos antepassados
fortifica o sentimento do respeito a si mesmo, e
nesse sentido que se deve entender o adagio fran-
cez : t A nobreza impe obrigaedes. >
Quando na historia acompanhamos a carreiradas
celebridades nacionaes, ou quando pesquixamos as
diversas origens das mudaveis fortunas das fami-
lias nobres, nao podemos deixar de reflectir na in-
fluencia moral, social e poltica que tem a nobreza
O prestigio de um nobre nascimento vai diminuin-
do ou augmenta ? E' um bem ou um mal para a
humanidade ? Convir sustentar esse prestigio as
naces antigs, ou destrai-lo nos paizes novos ? Se-
r esse um dos essenciaes elementos da monarchia
constitucional ? Que deveres tem a civihsaco, a
litleratura e as artes para com as dsiinccoes here-
ditarias e a nobreza de nascimento ?
Admittindo (o que difJBcil contestar), que as
classes privilegiadas prestassem em algum tempo
servicos ao estado, ser necessario tambem decla-
rar que essas classes, assim como as ordeos mo-
nsticas da idade media, j fizeram a sua poca, e
que nao sao mais do que um obstculo ao progres-
so das luzes depois que temos assemblas represen-
tativas e a liberdade da imprena ? Finalmente,
quando foi que o orgulho do nascimento chegou ao
mais alto ponto, e qual foi a sua base mais real ?
Eis urna serie de questoes sobre as quaes os phi-
losophos e os polticos nem sempre estao de accor-
do. Responderemos a algumas dellas.
Agora mesmo no nosso secute, as tradigoes do
familia sao ainda objecto de tantas averiguacoes
como em outras eras, e Isso, nao s no velho mun-
do como tambem no novo. Nos Estados-Unidos at
esto em moda os estudos genealgicos. Por mais
fastidiosos e ridos que sejam esses estudos tem
certo attractivo, por que dao a conhecer os senli-
mentos, as oplnles e os prejnizos inseparavels da
natureza humana, E' urna fraqqexa de espirito,
diro alguns. Al de nos IflUtos espiritos emi-
nentes e muitos espiritos folies tivwam ess fra-
queta e essa supersticio.
Lord Bvron tinha mais orgulho da soa descen-
dencia dos Stuarls do que das seus poemas. Wal-
ter Scott gastou tudo quanto ganhou com os seus
romances, era edificar um castello e plantar um
dominio, e sejitia-se feliz quando se lembrava que
os seus descendentes seriam senhores feadaes e se
cbamariam os Scotts d'Abbot-ford. Esperanzas
muitas vezes chimericas, orgalhosa ambicio mul-
tas vezes frustrada.Os contemporneos de Byron
viram tres vezes Newstead Abbey mudar de pro-
pnetarios, e os Scolts d'Alibotsford extinguiram se
no sentido feudal da palavra. Quanlos nomes il-
luslrcs da Inglaterra pertencem hoje aos repn-en-
lantes hereditariosdaquelles que osennobrecerara?
Xesta lisia de Ilustrares sem posteridade directa,
acham-se Chancer Shakspeare, Spenser, Raleigh,
Baeon, Dryden, Pope, Addison, Lock e Newton,
Hume e Gldsmith, Clareodon, Hampden, Blake,
Marlborough e Nelson, Burke, Pili, Fox e Macau-
lak
Na nossa opinio, a nobreza, fundada em um
systema social, deixa de existir logo que nao est
circunscripta em estreitos limites. Ou por outra,
ella assemolha-se a esses circuios produzidos por
una pedra atirada dentro d'agua, que desappare-
cem medida que se vio estendendo.
E' o que acontece (piando a nobreza se transmit-
i pelas mulhercs. Para dar urna idea da rpida
extenso dessa nobreza femenina, basta citar o
grande numero de familias ioglezas que tem as
veas algumas gotas do sangue real da Inglaterra.
Sir Bernard Burke, o genealogisla, diz que entre
os descendentes de Edmund Woodstoch, conde de
Kenl e sexto filho de Eduardo VI, que por sua
morte nao deixou so nao lilhas, contavam-se um
certo Joseph Sraart, carniceiro da aldeia de Hales-
Green.e um tal M. Wilmot, recebedorde urna bar-
reira, perto de Dudley. Jacob Penny, sacristao da
igreja de S. Paulo era landres, descende pelo lado
fem mino de Thomaz Plantagenet, duque de Glo-
cester, quinto filho de Eduardo, e quando baptlsou
seu filho mais velho. deu-lhe o nome de Plantage-
net. Um casamento desegual bastante para fa-
zer baixar rpidamente urna familia. Em 1637,
um filho do neto de Margarida Plantagenet, fillu
e herdeira do duque de Clarence, trabalhava como
olficial em Urna fabrica de sabio. Se esse deseen
denle dos res tivesse casado, e deixasse filhos, le-
ria semeado na Inglaterra urna familia de peque-
nos Plantageneles descalcos e esfarrapados. O du-
que Bernardo de Norfolk lembron-se um dia de
convidar para um jantar todos os descendentes do
Norfolk que fra amigo de Ricardo III, mas teve
de renunciar a isso quando viu que a lista incom-
pleta dos seus convivas j exceda de seiscentos. >
Todos os Hewards legtimos tem o direlto de quar- j
tear as armas reaes, por causa de Margarida Mow- j
bray que casou com o chefe dessa familia. Em |
1854, organisou-se urna lista geneologica de todos
os que tem o direito de quartear os brasdes das di-
versas dynastias que reinaram na Inglaterra: qual-
quer novico na arle herldica sabe quanto fcil
provar descendencia na lnha femenina de Eduar-
do I, de Eduardo III e de Henrique III.
Os ffeneralistas americanos querem que Was-
hington descendesse tambem dos res de Inglaterra.
A geologa sempre tem santos, e a sciencia he-
rldica tem illustracoes profanas s ordens de qual-
quer familia que precise de antepassados, pois como
dizia Deaumarchais, sempre se filho de alguem.
Na Corsega descobriu-se no calendario um santo
do nome de Napoleo para a familia de Bonaparte,
e nos archivos da Italia encontrou-se um Bonaparte
que existiu no XII secute. E' certo que qualquer
homem que queira remontar at decima-sexta
geraco tem 6.1,536 antepassados paternos ou ma-
ternos. Ora, em tal numero, pode-se contar ao
mesmo tempo os mais honrosos e os mais indignos
prenles.
Os duques de Northumberland sao altivos como
se descendessem cm linha masculina directa dos
Percy da bailada, com quanto se saiba muito bem
que esse ramo extinguiu-se no reinado de Henri-
que I, quando Ignez Percy, tilha do terceiro Udalgo
desse nome, casou com o filho do duque de Bra-
bante, Jocelin de Souvain, que tomou o nome e as
armas dos Percy.
Nao ha familia feudal que representasse mais
importante papel nos annaes da Inglaterra, nao ha
nenhuma que tivesse mais chefes influentes nos
acontecmentos polticos e religiosos. Com o seu
natural instincto de revolta, poucos desses duques
morreram em suas camas; uns perecern no cam-
po da batalha, outros no cadafalso, e outros s
maos de um assassino... at o dcimo primeiro
que s deixou urna ftlha cujas aventures nao fo-
ram menos celebres que as de seu pae.
Na edade de dezesseis annos, ella j era vi uva
duas vezes, sendo aos treze annos noiva do duque
de Newcastle, que morrea d'ahi a poucos mezes ;
seu segundo marido foi Thynne de Songleat, que
foi escolhido por seu pae, mas que morreu assas-
sinado antes da consummacao do matrimonio.
O celebre conde de Konigsmark, aecusado des-
se homicidio, quiz casar com ella, mas a rica her-
deira conseguiu escapar-lhe, e desposoo o duque
de Somerset, que Ihe sobreviveu, pois, desse mes-
mo duque diz a chronica aristocrtica, que a sua
segunda esposa, una tilha dos Finch, batendo-lhe
um dia no hombro, ou segundo outra verso da
anedocta, sentando-se nos seus joelhos, o duque
Ihe dissera : Senhora, a minha primeira mulher
era una Percy, e entretanto nunca seria capaz de
tomar tal liberdade I
A primeira duqueza de Somerset, urna das favo-
ritas da rainha Anna, impediu que Swilt fosse his-
po, pois conservava-Ihe rancor por elle ter dito que
ella fra cumplice no assassinato do seu segundo
mando, ou talvez nicamente, como d a entender
Walter Scatt, por ter elle mettido a ridiculo a cor
dos seus cabellos que eram vermelhos.
Os dominios e o titulo do duque de Norlhumber-
land acabaran) em um simples baronete, sir Hugn
Smithson. que esposou a nica herdeira. Seu fi-
lho queixava-se amargamente Jorge III de ser o
primeiro duque de Northumberland a quem se re-
cusou a ordem da Jarreteira : E' verdade, res-
pondeu o rei, mas tambem foi sir Hugh Sinithson
o primeiro que a solicitou. Diz a chronica qne
nesse dia, Jorge III proferiu o seu primeiro e ulti-
mo dito agudo.
O mais notavel exemplo da decadencia de urna
grande casa, talvez o que se observa na historia
dos Nevilles, onde vemos o celebre conde de War-
wick, que fazia os res, possuindo um rendimento
de 300,000 libras esterlinas, tendo mesa franca em
todos os seus castellos, e o seu ultimo descendente
cm 1572, vivendo nicamente de urna pequea
pensaoque Ihe dava o rei da Hespanha. Lord Se-
ton, em urna carta.a Maria Stuart, falla da sua ex-
trema indigencia.
Os duques de Buckingham forneceram histo-
ria anecdtica personagens que competirn! com
os duques de Northumberland em episodios trgi-
cos e romanescos.
O primeiro desse titulo, Humphrey, de Stafford,
morreu com seu filho mais velho na guerra das
duas rosas, seu segundo filho e seu herdeiro foi
amigo e depois victima de Ricardo III.
O terceiro duque de Buckingham foi decapitado
na torre de Londres. Villers a quem depois foi
dado esse titulo, morreu apunhalado por Felton,
triste fim para um lord que se atreven a fazer
urna declaracfio de amor a rainha de Franca. Um
verso satyrico de Pope contra um outro duque de
Buckingham, citado as vezes com urna nota bio-
graphica que Ihe contesta a exaclido : nao foi so-
bre urna pobre enxerga, mas sim na cama do seu
intendente que elle exptrou.
O nome de Sheffleld, duqne de Buckingham,
um nome Iliterario ; esse teve um filho cora quem
acabaram as suas honras quando elle morreu em
Roma de urna adeceno pulmonar.
O destino dos Cromwell ainda pertence mais ao
dominio da grande historia. 6 lord protector Oh-
ver tinha quatro filhos e quatro fllhas. Seu filho
Ricardo que Ihe succedeu, governou a repblica
ingleza s oito mezes, e passou vinte annos no exi-
lio. Quando regressou Inglaterra, depois da res-
tauracao, teve de substituir o seu nome pelo de
Mr. Clarke.
Um processo o obrigou a comparecer peranle o
tribunal da chancellara, e ahi teve de declarar o
sou verdadeira nome. advogado da parte con-
traria coraecara bradando contra a usurpacao do
lord prolector, contra a sua tyrannia e os seus
crimes.
A sua facundia anti-republicana ia manifestar
se nao menos cloquentemenle ceir o filbo do
usurpador c do lyranno, qnand o lord chancellen
um dc.s avos do poeta Cowper, perguntou se Mr.
Ricardo Cromwell eslava presente, e vendo que Ri-
cardo se levanuva do banco em que eslava senta-
do, o lord chanceller disse-lhe :
t Convido-o a vir sentar-se a meu lado ; o lu-
gar mais elevado qne posso offerecer aqui ao ho-
mem que governou a Inglaterra.
OadvogadonSose atreveu mais a invocar per-
sonalidades em favor da sua causa, comquanto ge-
ralmenle e difflcil que um advogado se abslenha
desse recurso oratorio, sobretudo quando a causa
e ma. Ricardo Cromwell fallecen em 1673, dei-
xando somente fllhas e ara sobrinho, filho de seo
iraaio Henrique, ruto _
tia-avd, lady Aaeterf,
A!nossa fcmilia le*
quem diga qiw joMtea :
te que de-ceiMtoBos 4e mu etfirf* M
do qu muitas omru. Sea nts rife ^2
a Thomaz Crmawril,cMe eEmrt. -n iri"
O mattrllo 4os mtteiro*.
Esse era apenas MJw da vm fcmia e Un m
dado i i lempo do coatesttvri 4e BnrtMa. f^ a
tomada de Roma que o MNt t Iiwjm
pegnJem armas pela priweira vet rnr a TT
ja cathblica.
O fimo de Henrique CroanreU. Mkrialw t k.
cardo,!teve ama lija de drope, Vi
um lilao chamado ORtar, qaealrv
ra frnpnina, rojos repre-^aSHla
cesteirp em Cork. mulher > an
mulliet de um carniceiro.
Um jornal nos revelou iillinuacMe ai aatw
rendente de Simao de Montfurt srMeir tm Lm
dres, em Tooley-Slreet, o? herVir '
conde de Mar (ruja origem perde- m
lomposh ja fui encontrad m trajea d
Um ofljial de pedreiro, leria podido
quinze anuos, on outro Ululo. M> an
de conde Hugh MiIIt ; e o litlrralo
coinerara tambem por mancar a
muitasvezes um dos .eu* raanradh
srvenles : ttH ronde de t^awfcjrd.
pouco de cal -. ronde de Crowfrird.
nivel. O pae do anual ruar de
aprendiz eai casa de um pal.ir..
nunciaijam que elle era rbaaudo
nato da Escossia.
Entre as familias que tem
mudancas de fortuna, os Drumnnd
pela coijagem, talento e liniK-za d*
sempre os di.-lingum. Tiver-n a
encontrar um chronisU especial ase
annaes : Jessa familia com um nro
A genealoga dos DruiiHitund ronvr* por
gotea da casa real da Hungra (pri
giim desenle de AtiiUi rhiwii
commandava o navio no qn .1 EdpjafaV 1
suis irmas atravessaram os num
Escossia.
Margarida Atbeling, uiaa aaa
pe Mauricio, casou com o rei
qne conceden a seu cunhado os
meu e dq Drummond no eroaad
Sem fallar as alliancas direrus e
sa familia com os Borboos, <* Braee, m lana,
e outras pasas de res ou de prutnae, dea a ,
Escossia juma rainha, e iL'ura ea toda m mam
do paralo.
A sua parcial decadencia data 1688, em que o rlieto dos Draaaaad kfn>* ,
dynastia decaliida. sem tunar a haaaal aaa>
co das familias eseossexas, de dnx.ir aaaaaa
membros n<> partido coatrar. tea m aa
sultado o banimenlo dos
11a cmara dos pares fui
foi urna liem iraca ruaajaaap m aesna a>
elles receheram na exilada dina aeSaat-G
onde a historia nos apona um 9r\
conde de Melforl e primeiro atni.-m
II O descendente desse coaaraava
nos o conlieceiiios onVial do
no tempo de Napoteu I,
ra, official das guardas de
Luiz XVIII; e Carlos X. O
habilitado > tora o lutode
Um Drut depois da ubio da Esrossi
um hajil linamviro; enleadia aipaftetaa
queiro, e fndou urna rasa oae
liositavam de preferenria sea
A casa banraria Drunuaad
das mais solidas cm Ladres : sw
dador protestara sempre eaaaa a
o obrigara a fazer-se bnaaar;
descia da sua dignkbde, e caaw
burguez fidalgo, elle se vbse hrida a
cador de pannos, dira qor
para obsequiar os seos aaajjaa.
A proposito dos Draaaaad,
seja propria para exaai
(dalgo .se rebata
Na Allemanha e na Heaoaln a ca
dava a nobreza : ea Veaeza a tm
era assim. Na Franca da
jni/os contra o eos
ruinado a de por a
quando quera tratar de raapaa a aa
por meio de umiwoaoa aeratrn. aar
aquelle que iospiroa .
tes captulos da sua i,
Na Inglaterra existia
nao em to alto grao, mas
todo imbuido dos prrjoos alaan, aaaa> V
l'itt, que (entre paralas*.) apear Iraai
do conde de Chalara, quiz etaaar-se saaa M
l'itt, propoz-lle que fosse aoaaaa
Ierra o chefe da casa banraria
exigi que M [ Smilli deiaa*
ser lord Car ring ion. Mas
seu inoiu-propTio que a rxempto de
ton, lord Asbauriiliam e lord fK*>
ciaram ao rofnmerrio; aao se ihe a
como condiroi
Ninguem arredile qae iu freaie aV
arvores genealgicas da Gr-BreSaaaa se
baro cujos antepassados
nonuaiKla ; assim romo seria
derar-se todos o rompanheira da tai
Bartardo como fiJalgos bea aalaaaaa.
eram filbos segtndes de casas aeore da I
dia, verdade, mas qiti.-i loitos eraa ai
de classe baixa, enlre os qoaes aanaao*,
tutu c os Boalevillains e os Troassttoots. o l
e os Testa de Qo, ronherido peto *a> apar
lidos.
As proezas, as a reo turas fe-rotras, m dafrv
cas a talvez crimes extraordinarios.
mais geraimente de que as paeilka.
distinguir urna famila da roassa co__
de tira lord e mais de una baroaete a*t--7
os seus ttulos de grandeza a rt>naare p
alia traicao ou pi I bajera dos aw^iro o> P-
l'bam, os Horner. os Thvanes earit|Beearaai *-
se modo no temoo dos Tadors e
neis.
Um dos avs de sir Fraaria 1
nado morte por ler eoaapirada
IV. Os Furfonds nao (urai
leiiiaraui no seu castello
ral republicano Fairfai.
Ihologicos. l'rn menino
foi engeitado no alto de aaa aoataaha. \m 1
guia criou-o, e as armas m an c
vam urna aguia alinvnlando urna .
do os Stanley s liaram a ac.juiic:io a uili
Knowsley, apntpriaram-se aaa do
LaUam
A devisa dos Leslee, Segn f tu ***
te meu Leslee pela rainha
Malcolm Can mure, que cateo da ea<
a ponto de afogar-se ao aaio de _
rente, quando esse ravalbetro afjrra a pri na-
tura e a irouxe para ierra. Por
de Weston Casta] radearu
nos anata um komem io>k
urna s perna, e deveria
braco, para mais ei
Ricardo de PercdraJ tina ao lado de Bicar.to Coraea dr ian
bala levou-lhe urna das pe
deixou de perseglur os -
cortou-lhe un braco coa o
val segurou nos denles as rodea d sea 1
nao cessou de cottbaier seaaa dapaa de aar a>
nha a batalha.
Os Kirkpairick da Escosca,
imperatnz dos Franceze. dataa m anaad 4
toberto Bruce. Hofenn IfcrfcpMrirk
Bruce sahiado da egreja eade ar
lar um traidor snspeito de ler
lo aos Ingleaes. Creio qae aatei
Bruce ao seu compaaaetro de
crt, responden Kogmo. oa
lo, e entrando na -greta, dra o aaa
Coinyn sobre os degraas do altor. E-a-:
explica a razao piir qae os kvipaaml ata p*
bi asi um puultal coa esu ana: I wtm ari
ticker! Nem todas as anaa a
da Escossia sao tan
pairick, pois ha ootra aja
como elles primos dos rea>
cessores de Roberto Brae%
descendem desses (abotosas
retratos ainda oraaa o paUete
elles o de Cerrops. ra de
citar as geneatofus da E
casa semelhanca de Crov, ca
testada por na quadra do ddaaa,aate a r
ndalgo aniideiuTiaao fncaato a
recbelo na rea.
Salve ao asnos as
Crov!
m i
PBRNAUttJa- TT?. A a. #. t


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