Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10351


This item is only available as the following downloads:


Full Text


AlfHO IL. HOMERO 95.
Por tres nezes adiantados ttgOOO
Por tres mezes vencidos 6$00
Porte aocorreio por tres mezes. 0750
*
TERCA FEIRA 26 DE ABRIL DE 1864.

Por uno adiantado. .... i9$00O
Porte ao correio por un auno. 3$00U
ENCARREGADO DA SUBSCRPgO NO NORTE
Parahvba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima'
Natal, O Sr. Antonio Marques da Silva; Aracatv,
Sr. A. de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de
Oliveira; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques Ro-
drigues; Para, os Srs. Manoel Pinheiro & C; A-
mazonas, o Sr. Jcronymo da Costa.
KNCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO NO BOL
Alagas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Baha, o"
Sr. Jos MartiDs Alves; Rio de Janeiro, os Srs. Pe-
r-ura Martins <& Gasparino.
PARTIDA DOS ESTAFETAS. EPHKMERIDKS DO MEZ DE ABRIL.
Olinda, Cabo e Escada todos os dias.
Iguarassu', Goyanna e Parahvba as segundas el
sextas-feiras. 6 Lna nova as 11 h., 29 m. e 2 s. da m.
Santo Anto, Gravat, Bezerros, Bonito, Caruaru'J 13 Quarto cresc. as 9 h., 46 m. e 14 s. da t.
Altinho e Garanhuns as ternas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro" Brejo, Pesqueira,
Ingazeira, Flores, Villa Bella, Tacaratu', Cabrob,
Boa Vista, Ouricury e Exu' as quartas feiras.
Serinhem, Rio Formoso, Tamandar, Una, Barrei-
ros, Agua Preta e Pimenteiras as quintas feiras.
Una de Fernando todas as vezes que para ali sahir
navio.
Todos os estafetas partem ao >/t dia.
21 La cheia as 10 h., 59 m. e 2 s. da t.
29 Quarto ming. as 2 h., 14 m. e 32 s. da ni.
PRBAMAR DE HOJB.
PTimeira as 7 horas e 42 minutos da manhaa.
Segunda as 8 horas e 6 minutos da urde.
PARTIDA DOS VAPORES COSTEIROS.
Para o sn1 at Alagas a 6 e 25; para o norte at
a ift a 7 e de cada raez Para Fernando nos
mas i* aos mezes dejan, marc., maio, jul, set. enov.
n PARTIDA DOS MNIBUS,
o ,,a Recife : do Apipucos s 6 /* 7, 7 >/,, 8 e
8 y, da m.; de Olinda s 8 da m. e 6 da tarde; de
Jaboatao as 6 y, dam.; do Caxang e Varzea s 7
da m.; de Bemflcas8 dam
Do Recife : para o Apipucos s 3 'A, 4, 4 /4,4 >/2,
5, 5'A, Si, e 6 da tarde; para Olinda s 7 da
manhaa e 4 y, da tarde; para Jaboatao s 4 da tar-
de ; gara Lachang e Vanea s 4 y, da tarde; para
Bemflca as 4 da tarde.
AUDIENCIA DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
I Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda: quintas s 10 horas.
Juizo do commercio: segundas s 11 horas.
Dito de orphaos: tercas e sextas s 10 horas.
Primeira vara do civel : tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados a i hora
da tarde.

DAS DA SEJ ANA.
2o. Segunda. S. Marcos ev.:
2G. Terca. S. Pedro de Itatis
27. Qtiarta. S. Tertuliano b.;j
28. Quinta. S. Vital m.; Su
M. Sexta. S. Pi-dro m.;S. T
30. Sabbado. S. Catharina d
1. Domingo. Ss. Felippe e
ASSIGNA
no Recife, em a livraria da pi ac da luden walaarli
ns. 6 e 8, dos proprieUrios Manoel Fifuairua d
Faria & Fimo.
Herminio m.
>.; S. I ".l.-to p. mi
S. Tur \ loo are.
tapio Aca-io mm.
tuba v. m.
Sena v.
liago apps.
PARTE QFFICAL.
GOTORM DA PROVINCIA.
i
Expedienle do dia 22 de abril de tsii. i
, i
Ofcio ao Exm. presidente da provincia da Pa-'
rahyba.-Passo s inos de V. Exc. por copia, pa-
ra resolver o que entender conveniente, as infor-
mares que ministraran) o Dr. chefe de polica e
o subdelegado do districto de Podras de Fugo acer-
ca do individuo de nome Veriano Alves Pereira da
Costa, a quem semandou prender para o m in-
dicado no oflcio dessa presidencia n. 4,601 de 6
de novembro ultimo.
Dito ao director das obras militares.Remello |
incuso |>or copia o ollicio dirigido pelo coniinan-
dante do forte do Buraco ao brigadeiro coniman-
danta dai armas em 21 do corrente, bem como o
memorial a que se elle refere para que V. S. apre-1
sent com a brevidade possivel o ornamento dos
concertos que lio absolutamente necessahos ao
mesmo forte.
Dito ao commandante do corpo de polica.Pode
V. S. mandar alistar no corpo sob seu commando
o paisano Adolino Pereira da Silva, que assim o
pedio, e foi considerado apio em inspecgo de sa-
de, como V. S. declarou em seu ollicio n. 188 doc-
ta dala a que respondo.
Dito ao director do arsenal de guerra,Ao seu
ollicio n. 273 de 28 de marco ultimo, res|oiido de-
larando-llio que, segundo o parecer do inspector
da Ihesouraria de fazenda datado de 7 do corren-
rente, s coinpetem V. S. pelo exercicio de d-
reetor do arsenal de guerra, alein do sold de sua
patente, a gratificaeSo mensal de o000 nos ter-
mos do respectivo regulamenlo, e a etapa mar-
cada na tabella que baixou com o decreto do
4- de maio de 18o8, sendo necessario autorisaco
do governo imperial, que V. S. pode solicitar para
ter lugar o abono de vencimenlos de commisso
de residencia, a que se julgar com direito, visto
orno nao eslabeleceu regra o aviso de 20 de dc-
tembro ultimo, que mandou abonar os de commis-
so acliva ao seu autecessor lenente-coronel Luiz
Jos Monleiio.
Ditoao mesmo. vista de sua nformago n.
291 de lo do corrente, autoriso V. S. a mandar
fornecer ao 1 batalhao de nilantaria da guarda
nacional deste municipio, duas caixas de guerra
completas c quatro pares de baquetas, bem como
concertar outras caixas do mesmo.batalhao, que
se ai li.i arruiuadas. Communicou-se ao com-
mandante superior da guarda nacional do Recife.
Dito ao inspector da Ihesouraria provincial.
De conformidade com o que soliciten, o chefe de
polica em officio de hontem, sob n. 491, recom-
rnendo V. S. que, em vista da coiila junta em
duplcala, e nao liavendo inconveniente, mande pa-
gar ao Dr. Manoel Buarque de Maccdo, smenle a
quantia de 45000, proveniente do aluguel vencido
desde 20 de fevereiro at 20 de marco ultimo, da
casa que serve de cadeia na villa do Granito, ter-
mo do Exu, pois que a de 2600 rs. contemplada
na predita conta e despendida com o furnecimen-
to de luz para a mencionada cadeia deve ser sa-
tisfeita pela respectiva cmara municipal.Com-
municou-se ao Dr. chefe de polica.
Dilo ao mesmo.Transmiti V. S. a inclusa
coma em duplcala na importancia de 16J000,
despendida com o sustento do presos pobres da
cadeia da cidade da Victoria durame o mez de
marco ultimo, ali ni de que, conforme indica o Dr.
chele de polica era ollicio de hontem, sob n. 183.
com referencia ao do juiz de direilo daquella co-
marca, mande pagar smente a melade da predita
coaU.Communicou-se ao Dr. chefe de polica.
Ditoao director das obras publicas.Concedo a
autorisaco que Vine, pedio em ollicio de boje, sob
n. 108, para lavrar o termo de recebimento defi-
nitivo da obra da reconslrucgo da bomba, que de-
saben na estrada do Pao d'Alho. prxima ao enge<
nbo Mocambique, a qual, segundo consta de seu
tilaJo ofllcio, j se acha concluida de conformida-
de com o respeclivo orcamenlo, Picando Vmc. na
intelligencia de que nesla dala recommendo a tlie-
souraria provincial, que vista do competente cer-
tificado, pague ao arrematante daquella obra, Vi-
cente Ferreira da Costa Miranda a importancia da
ultima preslagfio a que lem direito. Otlicou-se
oeste sentido Ihesouraria provincial.
Dito" ao mesmo.Respondendo ao ollicio que
Vmc. me dirigi, sob. n. 106, tenho a dizer que a
despeza a fazer-se com a obra necessaria para que
desappareeaa deprcsso do terreno em que so es-
taguam as aguas plnviaes na ra do caes de S.
Francisco, junio a entrada do passadico que liga o
bairro de Santo Antonio ao do Recife, deve correr
pela verba evenluaes do correte exercicio,
cumprindo que Vmc. sem demora me remeta o
orcamenlo dessa despeza.
Dito ao juiz de paz mais volado do Io districto
da freguezia de Aguas Bellas.Verificndose da
acia que acompanliou a lista dos cidadaos qualili-
cados volantes nessa (resuena no corrente anno,
junta ao olTicio yue me dirigi o 2o juiz de paz des-
sa parochia em 2 de margo ultimo, ter nicamen-
te comparecido dos cidadaos convocados para a or^
sanisagao da junta revisora de qualilicacao Jos
de Mello Cavalcanti, em consc<|uencia do que o re-
ferido juiz de paz convidara primeramente An-
tonio Jos Pereira dos Bentos e Malinas Pinheiro
da Costa para representaron] a turma de eleito-
res, c nomear, como lizeram os dous membrps da
referida junta ; e depois Francisco Celestino de
Barros, afim de que com o predito Jos de Mello
Cavalcanti, representando a turma dos supplenles,
elegesse os outros dous memlnos da menciona-
da juma, que assim Qrou organizada.
E porque semelbante modo de oryanisar a junta
irregular, c contrario disposicao dos arls. 8 e
10 do decreto n. 1812 de 23 deagoslo de 186, em
vista do qual doria Vmc. no caso de nao sereleilor
e sim supplente Jos de Mello Cavalcanti convidar
o seu immediato na lista dos juizes de paz, para
por parte doseleilores nomear os dous primeiros
memhros da junta, sendo os outros dous memoras
nomeados pelo referido Jos de Mello Cavalcanti,
tenho resolvido annullar os trabalhos da referida
junta, e determino Vmc.que, guardados os pra-
zos e mais formalidades da lei, convoque oulra pa-
ra reunirse no dia 5 de junho prximo vindouro,
que para isso tenho designado, cumprindo que se-
jam chamados os novos eleilores, que j so achara
approvados pela cmara dos deputados, segundo
conslou de aviso da repartigao do imperio de lo de
janeiro ultimo, c se observe na confeceo da lista
dos votantes o que dispe o decreto n. 2,86o de 21
<|edezembro de 1861, o que muito recommendo
Vmc.
Dito ao juiz municipal da vara, -Transmiti
Vmc. para os fins convenientes, a cerlidao de
obilo c auto de visioria procedido no sentenciado
desta provincia Amaro Peres, que falleceu no pre-
sidio de Fernando em 18 de margo ultimo, como
nie parlicipou o respectivo commandante em olli-
cio de 4 do corrente.
Dilo ao conselho administrativo.Recommendo
ao conselho administrativo que compre para o ser-
vico do laboratorio pyrothechnico os objectos men-
cionados no incluso pedido.-Communicou-se ao
inspector da Ihesouraria de fazenda.
Dilo ao director geral interino da insiruego pu-
blica.Sirva-se Vmc. de iaforraar-mc sobre a con-
veniencia de ser adoptado as escolas publicas da
provincia o opsculo, que a este acon.panha intitu-
lado o Litro dos Meninos.
Portara.- Sr. gerente da companhia Pernam-
bucana mande dar transporte at o Cear no va-
por Mamumjitapc em lugar de proa, destinado a
passageiro de estado Paulo Felippe Santiago.
Continuarn do expediente do secretario do gorer -
. no do dia 21 de abril de 186i.
Ofllcio cmara municipal do Recife.S. Exc.
o Sr. presidente da provincia manda remetter
cmara municipal do Recife para o lim convenien-
te, um exemplar da collecgo de leise decisOes do
governo do anno de 1860.Iguaes exemplares fo-
ram enviados as de mais cmaras municpaes da
provincia.
UOMMAIW0 DAS ARIAS.
Quarlcl general do commando das armas de Per-
namlmco, na cidade do Kecife, 2o de abril de
IMI.
Ordem do da n. 314.
O general commandante das armas faz certo
Ruamicao desta provincia, que os Srs. 2o tenente do
4 batalhao de artilhria a p Candido Jorge So-
nher Barboza, e tenente do 9 batalhao de infanta-
ra Joao Paulo de Miranda, que se achavam no go-
zo da licenga que obliveram do governo imperial,
terminaram-nas, aquello 6, e este 22 do cor-
rente, e nao se lendo apresentado como deviam,
declara-os ausentes nos termos da lei de 26 de
maio de 183o, e como laes sao nesla data chama-
dos por edial.
Assignado.Solidonio Jos Antonio Pereira do
Lago.
Conforme.Jos Ignacio de Medeiros Reg Mon-
tetro, capitao encarregadodo detalhe.
EDITAL.
Solidonio Jos Antonio Pereira do Lago, commen-
dador das ordens da Rosa e S. Rento de Aviz,
cavalheiro da imperial do Cruzeiro, condecora-
do com a cruz da guerra a favor da independen-
cia do imperio na provincia de Pernambuco, e
com a medalba de ouro de campanha do Estado
Oriental do Uruguay, brigadeiro do exercito im-
perial, commandante das armas da mesma pro-
vincia de Pernambuco, e nella inspector do ar-
senal de guerra, por Sua Magestade o Impera
dor, etc.
Fago saber aos Srs. 2o tenente do 4o batalhao de
artilhria a p Candido Jorge Sonher Barboza, e
tenente do 9 batalhao de infamara Joao Paulo de
Miranda, e a todos aquelles que podercm e quize-
rem fazer chegar ao conhecimento dos mesmos,
que n.o tendo aquel le comparecido no dia 6, e es-
te no dia 23, tudo do corrente mez, por terem fi-
nalsado nos dias anteriores as licencasque goza-
vam por determinagao do governo, o'primeira por
lempo de quatro mezes e o segundo pelo de seis,
como se fez publico as ordens do dia do exercito
de n. 270 e 377 de 6 de ontubro e o de dezembro
do anno passado, foram heje declarados auzentes
em ordem do dia desta guarnigao sobo n. 314, e
sio chamados pelo presente-, edital para que se
apresenlem dentro do praso tarda data-deste, sob pena de p; ~ '-.-.- |JB> *
peito de* sus fallas de compareciniraf Ros termos
da lei de 26 de maio de 1835. E para que "o re-
ferido conste, fiz lavrar o presente edital que as-
signei e fiz sellar com o sgnete das armas impe-
raes,oque ser publicado as gazetas desta ca-
pital.
Qnartel general do commando das armas de
Pernambuco. 25 de abril de 1864.
. Solidonio Jos Antonio Pereira do Lago.
t Com pouca demora acliava-se o sargento com
; urna forga de seis a dez pracas cercando pela fren-
te e pelo fundo a casa do inspector.
Este temendo talvez algttma violencia; negon-
se quando o sargento llie bateu porta que se diz
era para iniimar-lhe ordem de prisao no caso de
nao entregar a patente e a guia.
t Esta recusa do- inspector deu lugar a conser-
var-so a forga por alguin tempo em sua porta, em
cujo intenm correram casa delle o delegado de
polica e quasi todos os empregados da repart-
cao.
Apenas chegou esta noticia aos ouvidos da
presidencia, nnndou esta inmediatamente chamar
o chefe de polica o deu-lhe ordens acumprir;e
, quando o chefe ia sahir para esse fim e para fazer
eessar o llagrante abuso da forga militar; eis que
entra em palacio o tenente-coronel Bonifacio Frau-
cisco Pinheiro da Cmara, dzendo que tendo assu-
: mido o enramando do batalhao mandara inconti-
; nenie dispersar a forga, e que nesta conformidade
havia cessado todo o motivo de apprehensoes sins-
tras da permanencia della no lugar designado.
Nao tendo eu testemunhado este acontecimen-
to e nem havendo pessoa, o que acompanhasse pari
passum, apenas lhe cont aquillo que tenho sabido
das fontes as mais authenticas e de pessoas as mais
desapaixonadas; e foi para nao referir-lhe sob a
improssao, que causn este grave acontecimento
que deixei para dar-lhe agora esta noticia, que
alias pedera ter do pelo Ogapock, que passou
quando o caso ainda eslava quente.
Pelo que j v Vmcs., que nao posso aflancar
a exactido de cada una palavra que escrevo', e
talvez mesmo a de urna ou outra proposicao, que
aqu emiti; o como consta que presidencia
mandara pela pramoioria publica denunciar do su-
balterno que dirigir insultos a seu superior quan-
do no exercicio de suas funegoes; e responder a
conselho de disciplina o commandante que reunir
funja sem ordem do superior ou requisicao da au-
toridade civil, aguardemos portanto o'resultado
dessas decisSes, que nao podem ser seno o resul-
tado de averiguagoes minuciosas, para ento for-;
marmos o nossojuizo definitivo sobre o valor real
deste importante facto.
j t Desde o principio do mez que chove nesta ci-
dade, o do da 15 para c com urna abundancia tal
que felizmente j ningucm se queixa, e todos
confiara na continuagao e preficuidade do invern,
que gracas Deus entre os beneficios que nos traz i
j realisou o do excesso de alguns centos do ris '
na arrematagao. que se est fazendo dos dizimos
da provincia, cujo prego ocilla sempre entre a sec-
ca e o verde, pois que no primeira caso nada ren-
: dendo nada vale, e no segundo realisando a pri-
| meira das vantagens fcilmente e por via do regra
i consegue a segunda.
Vamos felizmente em muito boa paz, por
quanlo at mesmo s intrigas, que deixaram s
I eleigoes como que se vo arrefecendo; pelo me- '
| nos j nao se nota a furiosa animosidade, que ha-
I via at agora dos Amarislas para os progressstas.
At a propria estatistica criminal parece estar em
.' riss, pois que ha muito se nao recebe aqoi noti-
ca do commettmento de crimes de alta importan-;
ca.
Parahvba. Nada occorreu, quo mensa men-
go.
los, por isso que, pedio a palavra nessa occasiao cada um dos membros da commisso a encarecer
para explicar o seu pensamento exarado na emen- sua justa pretencao : elles que estao dominados
da. e nao para corrigi-la, como se l no jornal. dos mais louvaveis sentimentos, estavam soffrendo
(i t>. AQuim :(pela ordem.) Sr. presidente,' urna injustga.
mencionando o jornal da casa o occorrido na ses-1 Sr. Depct.vdo : Eu nunca ouvi fallar
sao de sabbado, onde trata do requerimento apre- nisso.
sentado aqui, pedindo a retirada da forga armada, O Sr. Paca Barrar* : Um hobre deputado,
vejo que omittio-se o meu nome como um dos sig- que esl presente, foi o que me faliou neste rao-
n.lanos desse requerimento, e como desejo que tivo.
elle figure nesse acto, faeo esta reclamagao, recia- j O Sr. Cin-ii.vTkixeirv : Eu tambera ouvi.
mago queja fiz em urna correspondencia que diri-' O Siv. Buarque : Os artisUs alfaates expoze-
g para o mesmo jornal. rain suas necessidades com a lioguagem mais
O Sn. Sabino Olegario e Drummond fazem igual conveniente, e com a maior consideragao, que se-
reclamagao. ria paradesejar.
Continua a discussao adiada dos requerimentos O Su. Paula-Bai-tista : Aceito o valioso juizo
para a retirada da tropa que se acha na asscm- e a valiosa couflrmacao do honrado deputado.
bla. oSn. Buarque : E sou reconhecido aos artis-
medida o que E'
commisso d
lomada.
O Sr. Paila Baptsta : Pois bem, assim co-
mo esla, sao outrs cousas.
O Su. Buarque : Eu espero que V. Exc, nao
se sentar sem apreciar outros faclos que foram
revelados na casa.
OSn. Paula Baista : Eu pens ter apre
Um Sr. Dktotam :Mas
requerimento, parecer, ou prbp-eto
O Sr. Buarque :E' um a (o d.i
polica, urna resolueao por el
O Sr. Coma Tburu : ntao lodos os aoktrcs
de resolucoes ou de actos le n o direito de fallar
duas vezes.
O Sr. Buarque :Eu desej^iva este ponto bn
[ esclarecido, porque, autor de3ta medida, <*e*tia*
fallar urna segunda vez, e coi su lio V. Exc. este
sentido.
O Sr. Presidente : O nob I deputado vutj l*
regiment nao pude fallar se; unda vez.
Tem a palavra o Sr. Silva amos.
O Sr. Silva Rvmos :Sr. presidente, era meu
mais intimo empenho, o meu mais firme proposito
nao tomar parle no presente Rebate, porque toan
vida particular. ii
d>,'mergo por par-
dar a qualquer tac-
(uar. presidente deixa a cadeira que e oceupada tas alfaates pela maneira porque se tem portado, por svsteina mesmo em rainl
pelo Sr. vice-presidente.)
O Sr. Paula Baptista (movmento de altengiio
na sala e as galeras) :Nao tive scencia da me-
dida que se havia tomado de cercar-se de tropa es-
ta assembla, se nao quando ao chegar ante-hon-
t;m fui sorprendido por esse acto, e participei da
tristeza de muitos homens sensatos e circumspec- ciado cada um de per si ; pois se nao fallei da car-
tos que se raurmuravam.
Minha posigao social, os constantes e irrecusaveis
precedentes de minha vida exigiam que eu fosse
ouvido a esse respeito como capaz de emittir um
juizo prudente e insuspeiio. (Muitos apoiados.)
Na prompta indagagao dos motivos soube que
um delles e o principal consista em prevencoes
que a maioria da illoslre commisso de polica jul
ta anonyma dirigida ao nosso Ilustrado e mu res>
peitavel presidente, porque, senhoros, isto por
si mesmo revela actos de espirtos baixos, humil-
des, que pensam achar fortuna no jogo de intrigas
o ameacas que o homem de criterio detesta t
O Sn, Presidente : Tendo chegado o Exm.
presidente da provincia, que vem prestar juramen-
to, convido o honrado orador a interromper seu
gir de qualquer discussao qus
te de alguem firme intenco l
lo una origem, que elle nao tdm. Mas, Sr. prest-
rido a discussao. a
se tem querido Jar
r parte da maior i i
a forga i|oe viaaw
me for'-a a sahir
rno nao. que aao
lio a expressio : em
kplicarei. Sr. pre*i-
ros da maioria ile^t >
gara prudente temar para a discussao do projecto, discurso.
que langa um imposto sobre os caixeros estran-' (O orador senta-se : a commisso de que elle faz
geiros. I parte, sahe a recebero Exm. presidente da provin-
Os Ilustres deputados, signatarios desse projecto, [ cia, o qual introdu/.do com as formalidades do
tambera me nao consultaram a esse respeito ; e se i estylo, e prestado por S. Exc, o juramento, depois
me tivessem ouvido eu Ihes leria dito em termos de retirarse acompanhado da commisso, prose-
amigaveis, doceis e talvez.conveuientes, que o nao j gue a discussao).
apresentassem. | 0 Sn. Palla Baptista : Senhores, ambiciono
O Sr. Silveira Lobo :O autor do projecto nao populardade, mas nao urna popularidade impru-
costuma fazer as cousas por convencoes : faz o dente e indiscreta. (Muitos apoiados).
qne entende, e a assembla que approve ou re-
geite.
OSn. Paila Baptista :E -nem o quero contra-
riar no exercicio desse direito. E com igual direi-
to estava no firme proposito de combater esse pro-
jeclo sem o menor receio de que me viesse por is-
so algum desacato das galeras. (Apoiados.)
Nao me basta, porm, dizer com fri egosmo ou
indiscreto orgulho, que nao hei lido a menor parte
nessas cousas, pois o meu mam rio existe.
Senhores, o laclo que testemunhamos original.
Fago urna nica observaco, dizendo, que a falta
de sabedoria e prudencia d um povo, dever ser
supprida pela sabedoria e prudencia de seu gover-
no. Querer o contraro o que ha de mais imiiossi-
vel em todos os lempos c em todos os lugares.
(Muito bem).
E com esta observaco apoiada por todos os
nobres deputados, que e espero que se mande re-
tirar a forca. Esses desordeiros de conducta r-
dente, o modo por que lem ce
variedade de interpretaces qt
nesta casa a requisicao feila
da commisso de polica, de un
collocar-se em torno desta casj
deste proposito.
a Sr. Dkuutado : Em t
estamos em estado de sitio.
O Sr. Ramos : Eu susteii
tomo desta casa, que logo a
dente, nao o diziam os memb
casa ; diza-o a opiuio publica etn toda a parte,
que era preciso que nesta atsembla se toanme
una providencia qualquer, para que o seu decoro,
e a sua dignidade fossem respeitados. (Apoia U.m Sr. Deputado : Com Maj '
O Sn. Silva Ramos Eu] appello para a opi-
nio publica, para os pi opriof jornaes da opaati-
0 Sr. Sabino Olcabio : Que opposic.ii '
O Sn. Silva Ramos : O jofnal da opposirit, o
do pan ido conservador.
O Sn. tx.NiiA Teixkiiia : J vai vateado al-
guma coua.
O Su. Silva Hamos : Vale {como prava de que
essa conviego estava no i'spirilo fli todo.
Um Sn- DEruTAiio : No espirito dos conserva-
dores, talvez.
O Sr. Silva Ramos : Estava no espirilo de_io-
[ dos, que esta casa devia lomar urna medida sera
para |M*>r termo ao desrespeiio da parte das gak-
prehensive nao nos viro perturbar. Elles bem sa- ras.
bem, que. para punir seus exeessos, todos os ho-1 O Sn. Cumia Tkixkira : Eu tambetn psdarei
Tempo houve em que os espirtos pacficos estre-! mens de bem, de qualquer lado poltico que se- j chamar em meu apoio alguma cdu.-j que eu
jam, lodos lem um s pensamento. (Aplausos).
E seguro nesla verdade, que eu nao s voto
para que se retire a forca, como desejo ser acom-
panhado no meu velo te se nao for acompanhado
pela maioria da casa, direi por.ultimo paciencia.
meciam anle. os impelos e verligens populares, e
neste mesmo recinto eu e outros deputados nunca
precisamos recorrer a superior medida, que agora
se empregou.
Como os lempos mudam I havia nessas outras
pocas turbulencia, exallagao e erras de doutrioa : (Muito bem, muito bem).
o mal de hoje, porm, diverso : o pessoalismo I O Sn. Gervasio Cahpello como autor do reque-
reagindo contra todos os principios. (Muito bem.), rmente olferocido casa, pedindo se mande retirar
D'ahi dever nascer, a invengao de perigos e a a forga que ajurnece o paco da assembla, diz que
>i a isso leva*] pela iolima convieco em que esl
que
Btvassidade do intil emprogo da forga publica. foi
O Sr. Citkha Teixeira :Eu creio que este pe-:
rigo a capa.
cripto junio a isso.
O Sr. Silva Ramos
apoio o que quizer.
Eu desejava guardar ne?ta d
ma, porque, tendo mullo calor
o Sr. Sitan Otaoaaai: E
lor se desenvolve, apparece O Sr. Silva Ramos___Se
continuam a inierromi>cr-iwr
tes.
KM chamar
em sea
PERNAMBUCO
isso levafR pela imiu conviegao em que
pe- de qoei8A'',ltivnL; futa desnecessaria, nada ha Uv Sn. Deputado : Ainda
a leraer-se da parte das-Valerias, a assembla tem- inoftensivos
O Sr. Ramos :Creio que est engaado. bastante forga moral para fazer-se respeitar sem o
O Sr. Presidente :Completamente engaado, auxilio da forga publica, que em lugar de ser forga
O Sn. Paula Baptista : Nao provoquemos preventiva, se pode considerar forga provocadora,
nem aceitemos provocages. O honrado membro declara, que faz intima jus-
Segundo as manifestacoes fetas um dos motivos ica s ntenges da maioria da commisso de poli
aaa toda a ral
discussors-----
ttpre que o ca-
nobres deput*L
os seus apar-
sroo que sejam
ASSEMBLA PROVINCIAL.
DIARIO DE PERNAMBUCO sessao ordwaria emis de abril de km!
Temos vista cartas e jornaes do Cear, Rio
Grande e Parahjba, dos quaes foi portador o vapor
Pcrsinunga, da companlua pernambucana, chegado acliando-se presente numero legal
lionlem. deputados.
: PRESIDENCIA DO SR. CO.NSBLHEIRO TRIGO DE LOUREIRO,
CONTINUADA PELO SU. PEREIRA DE BUHO.
As 11 i/i horas da manhaa, feila a chamada e
dos senhores
que justificam a presenca da forga o evitar que cia, mas que em seu conceto, os resultados do em-
se repitam os actos que das galeras lera partido prego de semelbante medida nao podero ser se-
contra o decoro desta assembla. Nao ha um s n5o o contrario daquelles que se tem em vista, isto
de nos por certo que tenha deixado do reprovar ^ qUe a forga em lugar de ser garantidora da or- lugar a que a maioria da commisso de aaH
esses exeessos. (Muitos apoiados.) dem, pode ser provocadora da desordem, pelo que gisse forca para se colloear em toril-- desto ti
Mas, ainda assim, sustento que nao era isto bas- f0 levado a olferecer consideragao da casa o seu Todos "os membros esta casa presenciaran
Cear.Falleceu no dia 14 o lonente-coronel Jo-
s Doininges Couto, commandante do corpo lixo,
de um ataque apopltico.
Igualmente falleceu no dia 13 o Rvm. Fran-
cisco de Paula Xavier, professor de canto-chao na
s, o qual, tendo vindo de Minas com o Exm. pre-
Abre-se a sessao.
Lida a acta da anterior approvada.
O Sr. PniMEino Secuetaiuo d conta do se-
guinte
EXPEDIENTE.
Urna petigo do padre Ignacio Alves da Cunha
lado acabava de ordenar-se e devia cantar sua pri- Soulo-Maior, vigario da freguezia da Luz, pedindo
meira missa dia de S. Jos. que se lhe marque quola na lei do orgamenlo para
Noticias do Calo diziam achar-se o cholera pagamento da quantia de trezentos e dezoito mil e
ah, sem ler ainda feilo victimas. j lanos ris, que lhe deve a fazenda provincial, do
llaviam noticias do Maranho, que nada a- adiantamenlo que fez para concluso de sua ma-
diautan ao (|ue nos trouxe o Oyapock. ', triz. A' commisso de orgamenfo provincial.
Rio Grande.Nosso correspondente diz-nos o S3- Outra dos tabellies desa cidade, pedindo a abo-!
guinte em 22 : ligo do imposto de 8 por cento, langado sobre o :
Tem feto especie nesla capital, e sem duvida aluguel das casas oceupadas por seus cartorios.
la por fra, o facto, que passo a referir. | A' commisso de orcamento provincial.
t Corra ha dias o boato surdo de que urna pro- j Outra de diversos moradores da povoago da
funda desintelligencia exislia entre o ins|iector da i Boa-Viagem, pedindo a creago de urna aula para o
Ihesouraria de fazenda, Manoel Duarte Bogia do' sexo femenino.A' commisso de instrueco pu-
Valle, e o primeira escripturario da dita thesoura-1 blica.
ria, Aleixo Barboza da Fonceca Tinoco, que, sendo i E' lido e vai commisso de negocios ecclesias-
capilo da guarda nacional, achava-so interinamen-, ticos o compromiso da irmandade de SS. Sacra-
tante para a medida a que lo fcilmente se recor-
rer.
Um Sn. Deputado :Para o que tem havido nao
era preciso mais que rcquisilar a preseuga do sub-
delegado c de Ires ou quatro pracas.
O Su. Paula Baptista :E menos anda do que
isto seria bastante.
Olhai, senhores, para as galeras : os espectado-
res que tem concorrido a ouvr nossos debates sao
pessoas condecidas por seus bons costumes e h-
bitos pacficos : esses soldados que aqu se achara
sao desnecessarios.
Os insultos que meu respeitavel collega o vene-
rando presidente dessa assembla solTrera na pon
requerimento que espera ser attendido.
O Sn. Paula Baptista :Peco a palavra.
O Su. Phksidentk declara que nao pode ser con-
cedida mais a palavra ao nobre deputado pois que
prohibido pelo regiment da casa tallar cada Sr.
deputado mais de urna vez.
O Su. Joao Teixeira :(pela ordem.) Vejo que
O Sr. Silva Rvmos-----eu t4rei de protoagar-
me, porque ver -me-hei forgado a recomeear m ar-
gumentos, pois j que me levaftei hei de dizer o
que pens : por consequencia pero que me deixeni
continuar.
Um Sn. Deputado : QumI ahnndat non mtmeel.
O Sr. Silva Ramos : O Ilustre 1* secretario y*
fez urna exposig.lo exacta dos fados, que dirn
" ia exi-
rasa
senriaram um
grande numero de vezes as vaia*J as pateadas. >-
sios___
O Sn. Cumia Teixeira : I>'o apoiado ; nii
houve semelhante cous.i, protesto.
O Sn. Silva Ramos : lVrdiu ; o nobre deao-
lado nao pode contestar me : quando avaaro aaa
proposigo nesla casa ou em qu:i|i|Uer parte, teako
agora se nega a palavra ao Sr. conselheirp Paula o dueilo de ser acreditado. Nestalcaaa se oVu mu
Baptista, mas na sessao passada o Sr. conselheiro
Trigo de Loureiro fallou duas vezes ; por conse-
grante, forca confessar que lia injustca manifes-
ta, em se conceder a uns o que se nega a outros.
OSn. Buarque :Era eu que estava na presi-
dencia, c confesso que proced irregularmente dan-
do a palavra pela segunda vez au Sr. conselheiro
Trigo de Loureiro, mas proced assim porque igno-
pateada ao Ilustre secretario k cu o asevero
o notare deputado nao pode roiiteSlar-mc.
O Su. Cl.mu Teixeira : Pateada f
O Sh. Silva Hamos : Sim, seiihor; eu me acfca
vaaili assenlado, presenriei o ficto. se qii.vs
autores da pateada. Por cautela nio o commoni-
quei ao Sr. secretario; mas fTa desU casa me
perguntaram se eu nao liaba ouvido essa aatrsda.
e me disaeram os nomes de seus autores. Por lan-
te no commando do respectivo batalhao, por impe-
dimento do chefe eflectivo, tenenle coronel Bonifa-
cio Francisco Pinheiro da Cmara.
Esta desintelligencia tomou um carcter to
serio e grave, que no dia 12 do corrente entendeu
ment de S. Gaelano da Raposa.
E' lido o segrale parecer que fica adiado para
entrar em discussao com o projecto a que elle se
refere :
A commisso de estatistica, examinando es-
te do Kecife, e emoulro lugar que aqui se disse,
esse facto prava ainda o quo desnecessario e re-
pugnante est sendo a presenga de tantas bayone-1 rava a djsposigo do regiment.
tas nesta casa como se estive'ssemos em crcums-, q g,, Phesidente leo rt. 1.10 do regiment que to, eu nao venho avancar aqui fados que ni pre-
tancias tristes e anormacs. prohibe fallar mais de una vez sobre requer- senciasse.
Esse mesmo procedimento havido fra destaca- tientos. O Su. Cumia Teixkiiia: Pois tomo ola, ax-
0 Sr. Palla Baptista :(pela ordem.) Sr. pro- que eu nao vi, nem ouvi.
sidente, eu sinto muito que em meu nome se fagam O Sr. Silva Hamos : Enl.o na> prole-le.
discussoes nesla casa. O Su. Sabino Olbbamo : Es Um Su. Deputado :Pelo cumprmento do regi- zer o discurso do Sr. Silveira de aouza que refr-r.
ment. cousas idnticas, sem que comtudo se nuada---*
O Sh. Paula Baptista :Eu saba que tnha as- para aqui tropa,
signado um requerimento, c pareca-me que podia
fallar duas vezes ; porm apenas tinha pedido a
sa em lugar distante, e para o qual todo o estigma
pouco, prava que esse petulante de mos instinc-
tos, quem quer que fra, conlieceu que as galeras
se nao atrevera a lano sem que all mesmo en-
contrasse da parte de todos os espectadores sensa-
tos prompta fulminago e repressao de seu atten-
tado. (Muito bem.
Eis-me fra do caminlo
Alem de que, para evitar a reproduego de iguaes
allentados que possam ser commeltidos as ras I |)a|avra, e o nobre presidente me disse que nao po-
da cidade e por um ou oulro insolente, o meio ser- jia fallar, convenci-me.
o inspector que, por bem do servigo publico e da! crupulosamente o projecto n. 33 que desmembra I
disciplina da repartigo, divia suspender, como de \ da freguezia da Boa-Vista desta cidade a parte de-!
faci suspendeu o seu escripturaro. > nominada Capunga, erigindo em matriz a capella!
Retirando-se o inspector para sua casa s tres ; de S. Jos do Manguinho, tendo em muta conside-
horas, depois de fechada a repartico, quando pas- i rago a informago do Exm.*prelado diocesano, e
saya pelo fundo da matriz, ah encontrou o dito es-; nao menos apreciando a representaco feita a esta
cripturario, que por acaso ou de proposito se acha-! assembla c assignada por cento e sessenta e tres
va conversando com outras pessoas; e ento diri-; individuos moradores do territorio que projecla-se
gira aquelles algumas palavras insultuosas, s: separar, ponderando a conveniencia da diviso, e
Apenas ebegava porla della foi alcancado por
un individuo vestido paisano, que lhe intimou
de ordem do capito Aleixo (dito primeira escrip-
turaro suspenso) para que elle inspector, como
guarda nacional, se aprcsenlasse servico em ca-
sa de sua residencia.
Pcrguntado pelo inspector quem era seu nter-
loctor, este respondeu-lhe que se chamava Autia-
clo Aprigio Acarrachal de Almeida e era sargento
da guarda nacional.
A' esta intimago responden o inspector com
a maior prudencia e screnidade o segrate :i di-
ga ao Sr. commandante que opportunamente lhe
hei de responder, porque, tendo chegado aqui ha
toda a fFeguczia, lornando-se diliclimo seno im-
possivel serem vencidas, por mais zelo e activdade
que desenvolva o respectivo parodio, de parecer
que se adopte o projeclo tal qual fra confeccio-
nado.
Sala das commisses, 13 de abril de 1864.
Francisco Pedro.Vigario Silva Burgos.
E' lido e vai imprimir o relalorio da commisso
encarregada de examinar os eslabelecimentos de
caridade, que j foi publicado.
,E' lido e approvado o segrate requerimento :
> t Requeiro que o relatorio que foi lido seja im-
presso no jornal da casa, e que a commisso espe-
cial proponha um projecto de lei no qual consigne
pouco tempo anda o Sr. presidente nao desgnou i as mais importantes das medidas que solicitou.
o corpo a que devo pertencer o que quera di-' Buarque.
zer que sendo elle inspector ofllcial da guarda na- E' lido e approvado o seguinte requerimento :
cional, tendo seis mezes paraapresentar sua paten- Requeiro que pelos canaes competentsse pega
te e guia respectiva, e nao havendo se passado os ao governo da provincia, que se obtendo das aut-
seis mezes que a lei concede para essa aprsenla-1 ridades policiaes os necessarios esclarecimentos,
gao, nao podia ser chamado pelo commandante pa- nos transmita informages sobre os motivos que
ra servigo; e tanto mais qoanto a sua qualidade deram lugar prisao de Francisco de Assis Cruz,
e tanto mais
de inspector o eximia de qualquer servigo ordina-
rio a guarda nacional.
< Retirando-se com esla resposta o sargento Au-
llado, em poucos minutos voltou casa do inspec-
tor, para dizer-lhc de parte de seu commandante
interino, que se era oflicial da guarda nacional lhe
enviasse por elle sargento a sua patente e respeclf-
va* guia.
A' isto responden ainda o inspector com toda
' a moderaco que convenientemente se entendera
com elle commandante; que quanto patente e
gua em tempo havia de apresenta-las presiden-
ca e commando superior.
Voltando o sargento (ainda a paisano) a pre-
'. songa do commandante,que so diz achra-se ainda
' a traz da matriz, teve ordem de se ir fardar e vol-
tar; o que fez promptamente.
hontem, na matriz de Santo Antonio, quando func-
conava o collegio eleitoral, se o preso esleve ou
nao incommunicavel, se hontem mesmo foi elle
posto em liberdade, e porque ficou assim de ne-
nhum elleito a prisao.
t Recife, 18 de abril de 186i.Cunha Tei-
xeira.
Para a commi>sao que tem de receber S. Exc. o
Sr. presdeme da provincia, que tom de vir prestar
o sen juramento, o Sr. presidente noma os Srs.
Paula Baptista, raujo Barros e Rochael.
O Sn. Soares Brando (pela ordem) reclama
conlra maneira por quo nos trabalhos da sessao
de 28, publicados no jornal do dia, vem manifestado
o que disse com relagao urna emenda que oflere-
ceu ao voto em separado offerecido pelo Sr. Lou-
reiro respeito da proposta de Jos de Vasconcot-
tamente seria outro e nao este que se empregou.
Um Sr.- Deputado : E o facto que se deu ao
sahir d'aqu algum dos nossos collegas ?
O Sr. Paula Baptista :Mesmo para isso que
aqui se referi o meo enipregado foi excessivo e
repugnante. Oapp'arato da grande forga que cer-
ca esle edificio indica serios perigos e islo o que
nao existe.
As exagerages se nao conciliam nessas occa-
sioes com a prudencia. E se louvavel toda a
energa e valor de medidas quando o imperio das
circumstancias as exigetn, nao louvavel ostenta-
las. (Apoiados.)
Muito aprecio o nobre carcter do Ilustrado pre-
sidente desta assembla.
O Sr. Loureiro :Obrigado.
O Sn. Paula Baptista : -Creio que os motivos
que o levaram a requisilar essa forca influirn) por
modo honroso em seu animo.
O Sr. Loureiro : Para manler o decoro as
discussoes e as votacoes: foi este o nico motivo
que houve, porque tinha de por em discussao e
projecto a respeito dos caixeros para manter a
dignidade desta casa e a plena liberdade as dis-
cussoes que requiste a forga.
O Sr. Presidente : Altengo : quem tem a
palavra o Sr. conselheiro Paula Baptistar
O Sr. Paula Baptista : Jura na sinceridade
das intengoes do meu respeitavel collega.
O Su. Loureiro :Agradeco.
O Sr. Paula Baptista : A questo, porm,
outra : das conveniencias ou inconveniencias
reaes da medida. As apprehensoes do meu mui
Um Sn. Deputado : -Mas pode fallar segunda
vez, segundo o regiment.
OltroSr. Deputado :E nao basta a vonlade,
preciso o cumprmento da lei.
0 Sn. Paula Baptista :Pego aos nobres depu-
tados que nao fagam questo do meu nome.
Um Sr. Deputado :Nao fazemos questo do no-
me de V. Exc, queremos a garanta para nos.
O Ss- Paula Baptista :Posso fallar ?
O Su. Presidente :Pela orlem pode, sobre o
requerimento tem a palavra o Sr. Silva Ramos.
O Sr. Paula Baptista :Ento nao fallarei.
O Sn. Buarque :(pela ordem.) Sr. presidente,
de sabbado o Sr. conse-
O Su. Silva Ramos
em que a.
Um Sh. Deputado : Fallava naj paleadas.
O Su. Silva Ramos : Sim; houve patear-
en o repilo, muilos Srs. deputados preseociaraai
essas paleadas, e posso dizer mais alguma eaosa.
que estn dentro desta casa alguns dos *naaaa.
que as deram e que eu os vi.
O Sr. Cunha Teixeira : Se estao dealro desta
casa, como deram pateadas das galenas *
O Sr. Silva Ramos : Perdo, Sr. desatado.
estao as galleras.
Um Sr. Deputado : Se conheceu esses
dos, devra ter evitado a viada da forra
aqui, denunciando-o- polica
O Sr. Silva Ramos : Eu nao estava frito po-
lica das galenas.
O Sr. Sabino Oleuario : Mas era amajada
verdade que na sessao de sabbado o_
llieiro Trigo de Loureiro fallou segunda vez sobro commisso de polica.
o requerimento, mas declarou logo, que era para j O Sh. STi.va Ramos : Proced
dar tima explicago. deracao devida, guardei reserva,
Um Sr. Deputado :O regiment expresso,
diz que nem mesmo para explicar-se.
O Sr. Bu-arque :Mas verdade que o regimen-
t diz que mesmo a titulo de explicago isto nao
podia ter lugar.
Um Sr. Deputado :Logo foi o regiment in-
fringido.
O Sn. Buarque : Euachava-me na presidencia,
e confesso que ignorava essa disposgo.
nbto rom a mo-
t so agora qaa
o nobre 1" secreario o soube pi>r miaba para.
O Sr. Joao Teixeira : E elle oceupava o si
assento e nao vio as pateadas.
O Sr. Cunha Teixeira : E por um fart or-
corrdo ha vinte dias, agora e que manda
forga I
Sr. Silva Ramos : Sr. preakleav. *amaa
todos os membros desta casa, e nwiia frate
presenciaran! as vaas, as paleadas, os sios, aa
ram dados a membros da mamna da casa
O
que
m
Um Su. Deputado :Basta a sua confisso.
O Sn. Buarque :-Estava na persuaso de que se casiaoque se discuta al.m. a J^TSw a&B
poda fallar duas vezes, foi o honrado deputado o quer occasiao em ta* de a tocar.
Sr. Costa Riberoque me advertio desse erro e eu : Inciden ,e erap. .n.os *^
convenci-me logo, e confesso que crre dando se-; O ->R- a* rmmmm
gunda vez a palavra ao Sr. conselheiro Trigo de I"*** ^*, Tudos + s*^^
distincto collega f#ram alera do que deveram ter Loureiro, mas espero qtie_a ^casa em vistai aesw ^ deputados salwm igtialroenie, qae mm par-
'III IPIIIIWi' <-* |~^-"------
eir : At de laaMaaao km qua-
ido.
Narrarei um fado em prava do que digo.
Quando, ao chegar ante-hontem,- dei-rae com a
forga e interroguei os motivos, um nobre deputado
que est presente disse-me que um dos motivos era
o haver-sc dilo que alguns alfaiates ameagavara
empregar desacatos contra os que fallassem e vo-
tassem contra o requerimento delles nesta assem-
Ibla.
Ento eu disse logo intriga ; pois que esses
1 artistas que haviam fundado urna sociedade, e me
I honraran) com a nomeago de membro e de seu
l presidente honorario : elles que rao haviam pro-
1 curado para dirigi-los nessa sua prelengao a qual
I consisto era pedirem um imposto sobre as bjas de
fazendas, que estao vendendo roupa nella fabnca-
I das vendendo igualmente roupa vinda d> estran-
geiro, furlando-se, por este modo ao imposto res-
pectivo : ellos ^ae respe(osamente se dirigiam a,
confisso me relevar dessa falta, nao a
por urna parcialidade de minha parte.
Agora desejo urna explicago. .
Cada autor de requerimento tem o direito de
fallar urna segunda vez ; o requerimento que se
discute tem por hm revogar urna deliberaran to-
mada por mim e pelo sr. presidente desta rasa^
podercl eu e o Sr conselheiro Trigo de Loureiro
como autores fallar urna segunda vez ?
Vozbs: Nao, nao.
Um Sr. Deputado : Autores de quo ?
O Sr. Buarque :Autores da medida cuja revo-
gago se pede.
O Sn. Cunha Teixeira :Pelo meu voto, os brs.
deputados podem fallar tres e quatro vezes, mas em
face do regiment, nao.
O Sr. Buarque :No caso verlente nao se rata,
somonte de d'.sculir o requerimento, tratase tam-
bora, a medid], e como autor da medida...
te das galeras dava applausos aos ilUttres i
res da opposigo.
O Su. Costa Ribeiho : E o nobre deaotado
molestava-se muito com islo r
O Sh. Silva Ramos : Ja manifeslei anata aaa
a importancia que se devia dar a isto.
nha repulago firmada em melhores bases.
O Sr. Cunha Teixeira : Kbe n ifw t frib
o anno passado, e esl escriplo no latira V Per-
nambuco.
O Sr. Silva Ramos : Se os nobre i
querem fallar, eu cedo a palavra e taMam >
nao tenho pressa.
O Sn. Sabino Oleoario : Qaeremoa aav I.,.
O Sr. Silva Ramos : Por*
Esta casa ouvio, Sr. presidea*}, e |
disto conhecimento. que, quando te <
litica, quando se iratava do procea i
kna
MUTILADO


I


.
h------nr-v
fehrl i> i-.^ *>*<>* fre t Abril <*> W4.

radores da oppselpio recebiat apoisdos e ap-
plaus os.
O Sn. Sauino Oleuaiiio : Entretanto elles nao
apoiavam isso, e cu lui o primclm a mu oppor, di-
ngiudo-me s galeras, o pedindo-lhes o eu si-
lencio.
O Su. Silva Hamos : Eu nao me retiro ao no-
bre collega. ....
O Su. Sabino Olei.ario : Mas bom azer sa-
Jienle este ponte.
O Su. Silva Ramos : Mas, Sr. [.residente, eu
nao poda detsar do notar que os Ilustres oradores
da opjiosican, reccbendo esses apiilausos das gale-
ras, c d ahi Da pouco ouvindo os sios, as apupa-
das dirigidas a seus collegas, nao cxigissem urna
s vez desse publico, dessa parte das galeras, que
se conlivesse, que nao continuasso a offender seus
collonas.
OSn. Cumia Tf.ixruu : -O regiment prohibe
que os debutados se dirijain as galeras.
O Si. Silva Ramos : Se em qualquer oeeasio
que eu eslivor fallando merecer applausos^ do pu-
blico, eu os agradecorei, c pedirei que nao con-
tinu.
0 Su. Sabino Oleuaiiio : Ento accresceute mais
um aparte no seu discurso, diga :eu agrade-
cera os applausos, e pralicara do mesmo modo por
que praticou o Sr. Sabino.
O Su. Silva Ramos : Eu estava disposto ate
boje a guiar-mu sempre por mim, mas d'aqui em
diante tomarei o nobre deputado por norma.
O Sn. Sauino Olecaiuo : Farei sempre a dili-
gencia para poder ser urna boa norma para o nobre
deputado.
O Sr. Silva Ramos : Apenas ronservar-mc-hci
na opi'osicao cni quanto as crencas medicas, fique
sendo homeopatlia, que eu sere sempre allopatha.
Mas, Sr. presidente, dizia euque, por minha par-
te, se algmna ?ei oceupando a tribuna, recebesse
apptansos das galenas...
O Su. Ctrnna Tiixeiha :Esta licodeve ser da-
da a mais alguem.
O Su. Silva Ramos :... eu agradecera os ap-
plansos, e pedira que nao continuassem.
O Sn. Gervasio Campello :-Nao se jiodia diri-
gir as galeras de maneira alguina.
O Su. r.NHA Teixeiua :Nao sei se est as
altribuicoes do deputado censurar o procedimenlo
dos outros.
( Trocam-se outros apartes. )
O Su. Silva Ramos :-*Sr. presidente, nao lenho
que fazer urn discurso, nao vinlia preparado para
isso, as circunstancia* me obrigaram a fallar, sem
que livesse as minia- ideas coordenadas, c nao ten-
do platica da tribuna, vejme toreado a pedir aos
nobres deputados que me presten) ajtencao, que
me oucam coni benevolencia, por que com esta de-
sorden!, eme difllcil continuar.
OSit. Presidente :Declaro que eslon disposto
a fazer manter a ordcin.
O Su. Silva Ramos :Sei disto, mas vejo que
ser um pouco diltieil.
Dizia eu, que. tendo oeeasio de receber applau-
sos dii igir-me-bia as galeras agradecendo-lhe. e |ie-
tndo-llio (pie nao eoulinuasse e que meus esforcos
redobranamquaiidovisscque essas galeras, depois
do ine applaudirem apnpavam, davam vaias aos
meus collegas, por que, Sr. presidente, de presu-
mir, que aquella parte das galera?, que apoiava
os nobres deputados da opposicSo, era aquella ines-
ma, que dava vaias aos Miembros da niaioria.
O Su. Cimia Teixeiua :Protesto.
O Su. Silva Ramos :uca o meu raciocinio.
O Su. Cimia Teixeiua :Prolcsto, nao se segu
que quem nos apoiou dsse vaias aos nobres depu-
tados.
O Su. Aoli.no Ponceca :Isso resulta to s-
niente da falta de loica moral ( apoiados da mino-
ra, muito bem.)
O Su. Silva Ramos :A torca moral nao tom po-
dido ser inantida, porque os nubres deputadostem
concorrido para que es a torca moral se nao sus-
tente, me callo para que o nobre deputado e o Sr.
Dr. Aquino fallem, e depois continuara.
O Su. Ci.nha Teixeiua :D licenca para dar-lhe
um aparte ?
O Su. Silva Ramos : Eu dou licenca para da-
rem quantosapartes quizerem, mas deixem-me fal-
lar.
O Sn. Joo Teixeiiu d um aparte que nao ou-
vimos.
O Su. Silva Ramos : Posso continuar t
Dizia eu, Sr. presideote, que redubrai ia meu cm-
penlio quaudo vissequo a parte das galeras que
tratara de me apoiar, ao mesmo lempo dava vaias
C apupadas aos meus collegas. E eu presumo, Sr.
prndente, creio inesino, que essa parte das gale-
nas, que apoiava os nobres deputados, doria ser a
mesma que reprovava > dava manlfetac5ea con-
trarias as deas oppoataa : parece-me que este meu
pens.uiii'iiti) lilfio de nal raccionlo rigoroso.
N*una reunioem que se debaten duas opinjes a
parte que auplaude certas ideas, nao ser a mesma
que reprova as ideas oppostas, as ideas contrarias ?
Creio, que sin, parece-me que Uto lgico. Logo
nao erro quando diyo que a parte das galeras qun
apoiava os nobres deputados, era aquella mesma
que apupava os mentiros deste lado.
O Su. Cr.MiA Teixeiua :D licenca que dlhe
um aparte ?
O Su. Silva Hamos :Pode dar quantos quizer.
O Su. Cumia Teixeiua :Quautas vezes eu eo
nobre deputado estamos en una reuni, damos
applausos por ouvir ideas que nos agradan, ao
paseo que ouvindo outros que nos pao agredan,
conservaino-no- silenciosos, nao damos apupadas.
ii Sa, AirrNTHAs : Islo nao vem nada ao caso.
O Su. Sauino Oi.i<;uno :-Nao vein nada ao
caso r Ora esta !
O Su. Silva Ramos :lslo pode ser o procedi-
nento de um homein, nao o procedimenlo de
una iiuillido, pelo menos nao commum, nao
geral.
O Su. Cunha Teixeiua : So quero que diga se
nos somos autores das vrriiniiiacoes.
Um Su. Deputado : Cimtiimc com aljcHo.
O Su. Silva Ramos :Nao sei. Nao dirig cen-
suras aos nobres deputados, digo so qual seria o
meu praeedimrnlo -. sstivesse as circomstancias
dos nobres deputados. E' um proceduneuto peiur:
mas rssi'scri.i o mi'ii procedimeto.
O Su. Costa I'iueiiio :Isto agora modestia.
O Su. Presidente :Eu peco aos nobres deputa-
dos que atiendan, que o regiment prohibe as dis-
cus-es fin dilogos.
O Su. Silva Ramos :Sr. presidente, eu costumo
ir para o terreno, para o qual me provocan; estou
dispo-tq a acompanhar os nobres collegas, sem re-
cuar.
Um Su. Deputado : -Pois deve ir para o terreno
da le."
O Sn. Silva Ramos :Mas os apartes sao tantos,
que eu n.o po O Sn. Puesidente : Mas a disenso nao pode
continuar em dilogos, Dmjo esta .dvertencia.
O Sn. Jos Mara :Peco licenca para dar urn
aparte.
OSn. Silva Ramos :Assim -me difficil con-
tinuar.
O Sn. Puesidente -.Attencao I
O Sn. Jos Mara : Mas eu tenho estado calla-
do, s quero dar um aparte.
Deyo declarar, que suu um dos membros da op-
posicao, mas queqnando tive oeeasio de fallar nes-
ta rasa nao sei, nao vi, quetivesse sido applaudido
pelas galeras,esc em alguma parte o fui, era tal
a confusao que ha va ueste recinto rom as Inter-
rupecs continuadas de que fui victima \ ( apoia-
dos da minora, i
O Su. Benedicto Franca : E tem sido outros.
O Sn. Jos Mara : ... ( continuando) que me
irrqiedia de ouvir o que. se pa Nao sei so fui applaudido, nein vi, que huvessem
pab-adas algnns eollegas, como se tem dito.
O Su. Sabino Oi.eoaimo : Tambero nao ouvi.
O Su. Ios Mara :Digo que anda quando as
galeras houvessem procedido mal para com qual-
quer dos nobres deputados, nao cumpria a mim
censura-las, a eonnissao de polica tem rigorosa
obrigarfio de faze-Io, e eu nao sou responsavel por
isso.
Dei este aparte para arredar de mim qualquer
censura.
O Sr. Su.va Ramos : Eu sei que nao cumpria
ao nobre deputado nem a nenhum oulro chamar
as galeras a orden, que o regiment o prohibe;
mas entendo que o deputado que est sendo ap-
plaudido, e v seus codegas seren apupado*, pode
deve mesmo intervir para que isto so nao d, e
pode faze-Io sem quebra do regiment.
O Sn. Cunha Teikeiua :Hontem quii dirigir-
me s gsleri:.s e nao me foi consentido.
OS. Silva Hamos :Eu nao ouvi isto.
la dizendo, 8r. presidente, que exista na eonsc-
encia de loos a necessidade de se t.nar qualquer
medida para obsur a continuacSo d um procedi-
menlo tao desagradavel, que tanto olTendia os bros
o a dignidade desta casa ; e quero menino pre-
sumir.quiMim dos Ilustresoradoresque no sabbado
occuimiu a tribuna e que tambem sianaiano do
requei icnen topara que. se consulto a casa acerca da
retirada da forga, tmha conherimentodequeaseou-
as se achavam em estado de meccer alguma me-
dida pronpta e sena, porque elle eomprehondia
pie da parte das galeras haviam intencoes muitos
especiaes, que de um momento para oulro se pode-
rijn dar scenas desagradaveis. Nao presenciamos
nos, Sr. presidente, que na oceasiSo em que ora va
o illii-ire diputado pelo 3' dlslrlcto o Sr. Jos Ma-
ria, e que era interrompidq |wr apartes do nosso
ilKastrailoollega o Sr. Benedicto Franca que esses
apartes eram reprovados altamente pelas galeras
com vaias o grande susurro ? Nao viu a casa que
o Sr. Benedicto Franca um pouco perturbado pedi-
r a palavra pela ordem, c que o nobre deputado
oSr. JoSoTeixeira___
O Sn. Jos Mara :Eu declaro que sube disto
depois do fado.
O Sr. Silva Ramos :Bem, o nobre deputado
eslava oceupado com o seu discurso, poda nao ter
prestado attencao, mas o farto deu-se.
Nao viu a casa que o Sr. Joo Teixoira se le-
vantou precipitadamente da sua cadeira o atra-
vessou a sala para pedir ao Sr. Benedicto Franca
que nao fallasse pela ordem para exigir o cumpri-
nietHo do requerimento t
E jiorque foi isto, Sr. presidente ? Se o Sr. Joiio
Teixeira nao receiasse algn excesso da parte das
galera*, que necessidado tinha de pedir ao Sr. Be-
nedicto Fi anca que nao fallasse pela ordem ?
( Su. Sabino Olboario :E pode o Sr.Joiio Tei-
xeira ser censurad por ter procedido de.-ta forma t
O Su. Silva Ramos : Eu nao o estou censuran-
do, estou referindo o ficto, e declaro que o Sr. Joao
Teixeira digno de louvores por esse procedimen-
lo por ter poupado esta asscmbla de urna scena
desagradavel. Mas em que se llrmou o Sr. Joao
Teixeira para proceder assim ? Se o Sr. Jofw Tei-
xeira eslava convencido de que as galeras nada
tinham com a maioria da assemblu, sejulgava que
o Sr. Benedicto Franca poda pedir, a palavra pela
ordem para que impozesse silencio as galeras,
sem temer urna scena desagradavel, nao se teria
levantado de seu lugar parafazer o pedido que fez.
Mas o Sr. Joo Teixeira parece que tinha recelo
de que urna scena desagradavel se poderia dar en-
tre as galeras e a maioria da casa, e por isto veio
pedir ao Sr. Beaediclo Franca que nao usasse da
palavra ?
l.M Sn. Deputado :O procedimento das gale-
ras para com o Sr. Benedicto Franca, nao demons-
Irava o proposita de offender, as galeras apenas
reclamavam silencio.
O Sr. Silva Ramos :Pouco depois foi encerra-
da a sessao e ao ret ramio-nos, alsumas pessoas
que se achavam as galeras nos foram esperar
na ante-sala, e ahi algnns dos nobres deputados
oiiviram essas pessoas dizer claramente ao Sr. Joiio
Teixeira, que elle havia salvado a asscmbla, que
alguus individuos estavam promplos para sallarem
na sala e haviam de esbandalhar* ludo.
Um Su. Dki'Utado : Na ante-sala, nao, foi na
ra.
O Sr. Silva Ramos :Ilojo isto um faci con-
sumado ; psse insulto se deu ; e foi observado por
muitos dosnossoscollegas.porlanlonose pude mais
duvidar das inteuces de parle dos frequeuiadores
das galeras.
L'm Su. Deputado :Nao neg que esse homem
dissesse isto, mas aonde, e quem foi elle 'l
O Su. Silva Ramos :-O fado deu-se quando
nao deulro desla casa, na porta, prximo a ella lo-
do o mundo ouviu dizer, que o Sr. Joao Teixeira
ti una salvado a assembla de um perigo. E devia
a eonnissao de polica crusar os bracos, deixar
correr as cousas desle modo quando va que o Sr.
presidente desUi casa, o venerando Sr. eouselheiro
T. de Loureiro. Iwmein respeilavel, nao tiulia po-
dido at ento por si s conter as galeras ?
O Su. Saulno Olegario :Depois tivemos dous
das de sesso, sem que viesse a forca, que s ap-
paroeeu com a cliegada do vapor.
O Su. Silaa Ramos : -Eu re l a chegada do
vapor, a esse phantasma medonho.
O Sr. Sabino Olkgakio :Porque nao veio a for-
ca no oulro dia t
O Su. T. de Louueiuo :Porque nao tinha an-
da deliberado prem discussoo projeclo caixeiros.
O Su. Silva Ramos :Desde esse dia existia em
cima da mesa o oflicio, anda que nao assignado,
pedindo ao presideiito a forca para garanta desta
casa, por conseguinle nao foi fado posterior che-
gada do vapor.
Sr. presidente desde que (em das dowz passado)
se discuti nesta casa o projedo.do Sr. SilveraLobo,
mandando fazer urna estrada do rodagem da esta-
V'o de Tronbetas para o Bonito, e que por um in.
cidente se locou no projeclo dos caixeiros, nao sei
como, leve o Sr. Sabino de dar um aparte, respon-
deudo, creio que, ao Sr. Cataubo, que o cominer-
cio j ia sendo bastante brasileiro ; e eu que esla-
va asseulado deste lado, dsse apoiando o aparte
do Sr. Sauino, que o commercio J a sendo bas-
tante brasileiro e quo se nao era mais, parte, da
culpa era dos Brasileiros. Nao expliquei ento os-
le aparte, mas eu o explico de maneira que mais
honra aos mocos brasileiros do que os dedionra._
t'.M Su. Dbpotado :Islo nao est em discusso.
O Su. Silva Ramos : -Perdi ; eu estou na ma-
teria.
Voces :Continu, continu.
O Su. Soaiies Iuandao :Esl expondo as cou-
sas para tirar a sua coucluso,
OSr.Sarino Oleuaiiio : Mas creio que ludo is-
to no ven nada para o caso.
O Su. Silva Kvmos :Esse. aparte que nada tem
de olfensivo aos nossos patricios, foi levado para
fora desta casa, nao direi que por meinbios delta,
mas tal vez por alguem que se acitara as galenas
e que me nao entendeii, de forma muito adultera-
do, dizeudo-se quo eu tuina avancado a proposicio
que nao haviam Brasileiros capaz.es de ser c.ii-
xeiros.
tMSn. Deputado :Isso sao cousas muito pe-
quenas.
(Ha outro aparte).
O Su. Silva Ramos :Nao tenho modo.esta enga-
ado; sesuppe que estou explicando este aparte pa-
ra arredar de mim eresponsabilidade cngana-siyio
tenho modo ; mas quero as cousas narradas como
ellas se derain.
O Su. Saui.no Olegario :Qual tnedo se a tropa
est ah!
O Sn. Silva Ramos :Nao a tropa quem me d
animo.antes da tropa estar aqu tinha a precisa co-
ragen para duer tudo quaato eoleudesse conveni-
ente, tenho bastante eoragein para isto, leuho bas-
tante independencia.
O Su. Sauino OLEGARIO :Vejo que tudo aqui
valente.
O Su. Amvmias : -Com o juiz de paz frente....
O Su. Silva Ramos :Desde euwo comecei a r-
ceberaviso de amigos infusque tintiam assisliJo a
discusso e queouvirain dizer, queeu seria apedre-
jado nesta casa, que seria euxovalhado as ras
desta eidade, se me atrevesse a fallar contra o
projeclo dos caixeiros.
O Su. Saiii.no Oleuaiiio : E acreditou disso
O Su. Silva Ramos : Eu acreditei que as a-
meacaserain verdadenas, mas anda mesmo que
eu tivesse certeza de que algnns destes casos me
havia de acontecer, amaneo a casa que nao pede-
ra tropa, nao pedera garanta para a minha pes-
soa, e havia de ciunprir o meu dever, porque te-
nho urna inportante niasao a desempenhar nesta
casa, e nao serian ameacas que me haviam de
fazer mudar de proposito, por mim nunca pede-
ra tropa para me garantir nesua casa. Mas desde
que as ameacas continuaran, o que comprehen-
deram varios membros da maioria, e entre elles
o no-so respeitavel presideute, que foi mesmo en-
chovalhado no meio da ra, por que um insulto
dingir-se a uina pessoa to respeitavel, as expres-
s8es que a casa hontem ouvio repetidas.desde esse
momento, eu nao poda deixar de dar o meu voto
para a viuda da forca.
O Sr. Cunha Teixeira : Vamos agora poli-
ciar a ra do Caiug.
O Sn. Silva Ramos : Desde esse momento,
disse eu, nao podia deixar de dar o meu voto
e nao posso anda deixar de apoiar a permanen-
cia da tropa para garanta da dignidade e decoro
desta casa, porque nao justo, senhores, que os
eeitos do novo a que os re.ire.-enlantes da provin-
cia sejam enchovalhados nesta casa, nem veuham
a ser enchovalhados fra deila, por que dignamen-
te saben desempenhar o seu mandato.
O Sn. Sabino Oleuaiiio: Eu entendo que cada
deputado tem a forca sufcieiite para repellir qnal-
quer insulto.
O Sr. Cunha Teixeira : Nao, eu entendo que
devenios policiar a ra do Cabug.
O Su. Silva Hamos : A commissiio de polica
en sua maioria julgou conveniente...
Um. Su. Deputado : V. Exc. e seus collegas
tiveram conliecimeoto de que a tropa vinha para
aqu .'
O Sr. Silva Ramos : Eu tive.
Outro Su. Deputado : E o Sr. presidente j
aqu consulten a algnns.
O Sn. Silva Hamos : Eu Uve, e expressei-me
parcularmente do modo poique estou fazeudo
agora.
O Sr. presidente eslava ameacado, tinha recebi-
do um pasquiui insultante, e entendeu que devia
pedir forca para manter a dignidade desta casa,
entendeu a.-sim de accordo com um 'dos seus col-
legas de commisso, e eu pens que obreu muito
em regra, e se ha alguma cousa a censurar, so-
monte a morosidade com que foi lomada essa me-
dida. (Muitos apoiados.)
Um Sr. Deputado : E eu digo que pela pre-
cipitarlo.
O Sn. giLYA. Ramos : Podiam-se ur dado sce-
.

as desagrada veta, e a commisso de polica era a
responsavel por Isso.
O Su. Sabino Olbsarm : E por nSo ter Blin-
dado vir tantos soldados quauto sao os espectado-
res que aqui se acha.
O Su, Costa Ribeiro : Como o nobre de-
putado amigo do arrocho I
Outro Sa. Deputado : E' do progresso.
O Sn Nabor : Protesto; eu estou no progres-
so, a nao combino com islo.
O Su. Silva Ramos: Veio a tropa, e os nobres
deputados da opposicao entraran nesta casa sur-
prehendidos por acharem essa torca, dizendo que
nao sabiam os motivos pelos quaes ella tinha viu-
do. Senhores, os nobres deputados sabiam per-
feilamente, que haviam motivos, e que se havia
pedido torca.
(Trocam-se diversos apartes.)
Nao me refrro a todos os nobres deputados.
Chegando a esta casa os nobres depulados, apre-
sentaram um requerimento assignado nao sei por |
quantos membros, pedindo que se consultasse a
casa acerca da retirada da tropa.
O Sr. Jacobina : Eu assignei o requerimen-
to e declaro quo j tinha pedido particularmente
ao Sr. conselheiro que raandasse retirar a forga.
O Sn. Silva Ramos : Agora, Sr. presidente,
apresentarei aos nobres deputados um simples dile-
ma : ou elles se convencern) de que havia neces-
sidade da tropa para garanta da dignidade desta
casa, e que ella tinha sido requisitada, nao por
vas suspeitas da parte da maioria da commissfio,
nc por vaos receios, e ento deviam respeitar a
medida, e procurar obter sua suspensao por meios
brandos, ou entao estavam persuadidos de que isto
tinha sido urna trama com fins sinistros, como se
tem dito nesta casa, um plano premeditado para
se fazer erar na corte do imperio, que a provin-
cia se acha va em estado de anarchia, e que o cha
mado partido lilieral era um partido desordeiro e
aoarebico, e ento o procedimenlo dos membros da
minora desta casa, e que occuparain a tribuna
pelo lado da opposicao, devia ser outro.
O Sr. Naboh : Da minora, nao.
O Su.Silva Ramos : Dos membros da oppo-
sicao
O S*. Nabor : Eu perlenco a maioria.
(Trocam se outros apartes.)
O Su. Costa Ribeiro : Nao se desgostem do
nome de minora.
O Sr. Silva Ramos : Os nobres deputados
que oceuparam a tribuna pelo lado da opposicao
no da de sabbado...
O Su. Cunha Teixeira : Nos tiohamos maio-
ria nesse dia.
O Sr. Silva Ramos : Creio que sei fallar a
lingua portuguesa, mas se os nobres depulados
nao me entendem, fallarei oulra.
O Sr. Coha Teixeira : E eu creio que as
minhas palavras nao ba oftena, dizendo que sab-
bado no- estavamos em maioria.
O Sr. Silva Ramos : Dizia eu. que se os
membros da opposicao, se o* signatarios do re-
querimento estavam convencidos de que da parle
de alguns membros desta casa, ou se no pensa-
ment de algum mesmo que nao pertenca a esta
casa, havia a idea de se querer fazer crer fra da
provincia, com vistas eleitoraes, que o partido li-
beral era desordeiro e anarchico, que nao podia
subir ao poder, entao meus senhores, o procedi-
menlo dos nobres depulados deveria ter sido
outro.
t'.M Su. Deputado : Porque ?
O Su. Silva Kamos : Porque como verdadei-
ros liberaes, como bons amigos do povo, deviam,
des oberto o trama, aconselhar ao povo para que
fugisse da citada, que nao concorresse mais
esta casa, ou que estivesse com toda a calma e
moderacjto, de modo que os planos dos adversa-
rios fossem frustrados; mas em vez desses oon-
selhos de ammos, pronunciou-se um discurso, por
parle de um liberal, que s tinha por fim exci-
tar a multido, e que foi urna verdadeira procla-
marn revolucionaria ao povo.
Lm Sil Deputado : E houve isto t
O Su. Silva Ramos : Eu repetir! as proprias
palavras do orador, e a casa avahar de que par-
te est o proposito de animal a desordera e a
anarchia/
Um Sm. Deputado : Se estas palavras sao
assim anarcliicas, bom nao rqieli-las.
O Sn. Silva Ramos : Nao me interrompam,
deixeui-ine continuar.
(Trocam-se muitos apartes.)
Eu vou repetir essas palavras Meus senhores,
disse o orador a quem me retiro, se hoje com 80
pravas iwdeis estar garantidos, amanha precisa-
reis o dobro, porque o povo estar cm numero
duplo, depois precisareis de mais forca, |>orquo a
povo lalvez esleja tres ou qualro vezes em maior
quantidade agglomerado ao redor desta casa.
O Su.CiNHA Teixeiua : (Juera disse isto foi
o Sr. P. Baptisui.
OSn. Silva Ramos : Perdao, deixe-me con-
tinuar, foi o Sr. Joo Teixeira.
O Su. Cunha Teixdiua : Nao me pede privar
de dar apartes, estou no meu direito.
O Sn. Francisco Pedro : Continu, nao res-
ponda.
O Su. Silva Ramos : Estou tamben) no meu
direitO nao Ihe dando attencao.
Amanliaa precisareis do dobro da forca. por
que o povo ser em dobro, depois d'amanha pre-
cisareis de muito mais tropa, por que o povo es-
tar agglomerado em torno desta casa, e bem
recordar o dito de Mirabeau, que um dia o solda-
do se pode esquecer de que soldado, para se
lenbrar de que cidado.
Ora, senhores, ser esta linguagem aquella que
se devia fallaren semelhanle oeeasio ?
O Su. Amvntes : Nao.
O Su. Cuma Tstxu a : Hasta que o nobre
deputado saiba ipial a linsuagein conveniente.
O Su. Silva Ramas : Sera ota a linguagem
que se devia fallar ao povo, quando se procura
restahelerer a calma, e evitar as desordens ?
O Su. Cunha Teixeira :Quem usou desla lin-
guagem nao se acha presente, se e.-tivesse poda
responder-llie.
O Sn. Silva Ramos :Elle est na ante-sala, e
est-ine ouvindo.
O Su. Cinha Teixeira:Devia repetir isto quan-
do elle estivesso proente.
(i Sn. Silva Hamos : -Aqui nao se falla em se-
gredo.
O Sn. Cunha Teixeiua : V. Exc. hoje qur
dar-me lices em tudo.
O Su. Silva Ramos :Nao vim dar lieoes, mas
peco-lheque compona um diccionario da lingua-
gemirle devo usar.
OSn. Ci niia Teixeiua : Apenas reclamei con-
tra a inlerpreaco que qur dar a essas palavras
empregadas por meu irmo, e que acho ser urna
injiMica. avista do seu procedimento nesta. casa.
O Sr. Jacobina d um aparte.
O Su. Silva Ramos :Eu j liz ao Ilustre colle-
ga devidos elogios em particular p>-la maneira con-
veniente porque fallou, pela calma que guardouna
discusso.
Depois disse-sc, Sr. presidente,a tropa que aqui
est, una provocacao. Aonde est a provocaco
senhores ? Tem reinado a maior calma na discus-
so, tem havido toda a liherdade para os nobres
deputados da opposicao, portante aonde est a pro-
vocaco ?
Um Su. Deputado :Esl na presenca da tropa
as galeras e as ante-salas desta casa, est neste
intil apparato bellico.
O Su. Silva Ramos :Todos os cidados tem en-
trado para as galeras muito livremeiite, eabi cstao
assistindo as discussoes.
Um Sn. Deputado :Depois de apalpados e cer-
cados de tropa.
O Su. T. de Louueiuo :Apalpadellas nao tem
havido.
O Su. Silva Ramos :E se tem havido abuso,
ha ordem para que lodos entrera livremeute; e ea
vejo bengalas as galeras.
Se se collocassem sentinellas as portas para
guardar as bengalas e chapeos de sol e apalpar a
quem entrasse como se disse que era bastante essa
medida teria tambem levantado na casa reclama-
edes nao menos,vehementes do que as que tem sido
feilas pelos nobres deputados, esta medida mere-
cera a reprovacao da opposicao, como qualquer
outr.
Diz-se que esla casa esl em cerco.
O que quer dizer cerco ? Cerco quer dizer
a dispusicao dcjropa em torno de qualquer edificio
para nao entrar nem sahir ninguem sera pernus-
s;ij : mas, quando o publico entra e sai livrcmcn-
te, sem ser era ao menos apalpado, como dizer-se
que estamos em cerco ?
O Sr. Jos Teixeira : -Ento s ha cerco quan-
do se apalpa T (RisadasJ
O Sr. Silva Ramos :Quando os argumentos sao
fortes, os apartes desta ordem sao a nica res-
posta.
O Sn. Amvntas :Muito bem !
O Sr. Silva Ramos :Senhores, eu nao estou
aqui improvisando.
O Sa. Costa Ribeiro :A questo de saber se ha
cerco ou nao mesmo por si muito importante.
O Sn. Silva Ramos :Os nobres deputados oque
fallaran nisso. Anda ha pouco quando orava oSr.
G. Campello fallou tambem em cerco, e dse que
esta oidade estava em alarma.
Mus qual o alarma nesta eidade ? Eu vim para
esta casa e vi tudo tranquillo, notei o maior socego,
a maior...................................
(Nuste momento o orador interrompido por
grande motim levantado as galeras. Os especta-
dores invadem o recinto das salas e escapam-Se por
todas as portas; alguns sonhores deputados aban-
donaran) os seus lugares; o Sr. presidente agita
continuadamente a campa, reclamando a or-
dem. Dea lugar a este tumulto o ter sido um dos
espectadores, que ocenpava urna das primeiras
bancadas da frente, accommettido de um deliquio,
facto que, nao podendo ser apreciado pelos que se
achavam maismstantcs, deu lugar ao pnico que
poz em fuga os espectadores.)
Pouco depois restabeleceu-se a ordem, dizendo-se
ao orador que continuasse.
Varios depulados inscriptos cederam da palavra;
c o orador proenrou encerrar seu discurso.
O Sr. Silvv Ramos:(Prosegnindo)
Em concluso direi: esses fados de que temos
cohecimento foi que levaran) a commisso depolicia
pedir a forca. Portante, meus senhores, conviccao
que deve existir plantada no espirito de todos nos,
que a torca nao foi pedida pela commisso para
coartar a liherdade de nenhum dos membros desta
casa nem to pouco para offender o povo, nem para
impedir que os cidados entren) e saiam com toda
a liherdade; a torca foi pedida to .rnente para
conter alguns insubordinados, alguns turbulentos,
que secollocavam as galeras eoflVndiam a nossa
dignidade quando subamos a tribuna. Portante, Sr.
presidente, neste sentido que todos nos devoraos
fallar, esta a doutrina que devenios pregar po-
pulacho desta cidade,que a torca em torno desta casa
nenhum mal pode produzr, pelo contrario fara com
que qualquer motn que possa haver por parte
desses turbulentos seja, immediatainente acalmado,
c a popnlaco desta eidade nao ser tida cm parte
alguma como desordeira e aoarchica. Foi este o
pensamento da commisso, o Densamente de todos
os monbros que pugnara pela conservaco da
forca.
Termino declarando anda pela ultima vez que
da jarte da commisso de polica, da parto dos
membros que apoiam a permanencia da torca s
houve e s ha o pensamento de garantir a digui-
dade, o decoro desla casa, e nao a idea de por esta
assembla em sitio de modo a coagir a liberdade
da discusso, nem impedir a livre entrada do povo
para assistir as nossas discussoes, que lodos nos
desejamos que sejam sempre com a maior publici-
dade, para que chegue ao conhecimenlo de lodos o
modo porque desempenhamos o mandato de que nos
adiamoseocarregados. (Apoiadosmuilo beraX/)'"
Dada a hora o Sr. presidente ada discusso.
O Sr. Joao Teixeiua requer urgencia para que a
materia continu em discusso, ao que a casa
accede.
Contina em discusso a materia.
O Su. Sabino Oleuaiiio :Sr. presidente, eu ha-
via pedido a palavra ni sesso anterior para fallar
acerca do requerimento, que se discute, em relaco
ao procedimento da commisso de polica: mas
acabando-se de dar o incidente, que todos nos te-
mos presenciado, e que tem urna explicaco muilo,
honrosa para esla assembla e para a populaco da
capital da provincia, cu taco uso da palavra Lio so-
monte para cotlocar o faci em seu verdadeiro p,
aiim de que se nao pense fra d'aqui que o motim
que acaba de apparocer as galeras, fui o resulta-
do de um sentimeute iudigno de un povo civili-
zado.
A imporLincla da questao, que uos oceupa tem,
feito concorrer s galeras urna quatidade extraor-
dinaria de espectadores; e a concorrencia subi
hoje a tal ponto que nao permitlia aos que estavam
na frente sahir logo que quizosem. Deste modo,
um espectador, que se achava junto gradara,
que separa as galeras do recinto da assembla,
soffreu um deliquio, uo sei se proyenieule do ex-
tremo calor, ou de outro qualquer motivo; nossa
oeeasio se pedia das galenas o soccorro de um
medico; ras como exislsse ahi a torca armada,
e nao se dissesse para quo era chamado o medico,
era muito natural que o povo espavorido procu-
raste sabir por onde mais facilmeute podse; e
ento que invade o recinto da assembla,no com o
desejo de maltratar aos deputados, nao com inten-
coes hoslis, nao com o designio de se tornar sodio-
so, mas smenle para se livrar de um conflicto
cora a tropa, suppoudo que um conflicto se dava.
On, diante de um incidente de urna orden) lo
natural, jierante um acontecimento, que tem sua
explicaco na agitac.o dos espirites occasionada
pela presenca desa forca, e pelo horrivel calor,
que faz neste edificio, que na verdade improprio
para nelle funecionar a assembla provincial, eu,
apegar de considerar-me um dos mais humildes
depulados, levaniei-mepara fazer ouvir minha ba-
ca voz em lodo o imperio com o ti n de declaiar
ao paiz que na assembla provincial de Pernam-
buco nao se do fados, que juslitiquem a presen-
ca da torca, que aqui se acha, c que a causa do
notim occorrido nesta sessao foi a syncope, de que
foi acommellido um dos espectadores, como j
refer.
Agora peco aos nobres deputados, que encerre-
mos esta discusso, e que vamos votar com toda a
calma de espirite atim de que facamos acreditar ao
paiz e s sociedades civilisadas que nos nao somos
deputados sediciosos (muitos ajioiados), que as
galeras nao sao perturbadoras da ordem, e que o
povo desta provincia amigo da ordem, e tem
bros, que sabe manter. (apoiados genes, muilo
bem.)
Encerra-se a discusso.
O Su. Cumia Teixeiua requer que a votacao seja
nominal, o que concedido pela casa.
Votaran em favor do requerimento para retirada
da tropa os Sis. Braulio, Cunha Teixeira, Joo Tei-
xeira, Costa Ribeiro, Jacobina, Aquino Fonseca,
Sabino Olegario, DioJoro, G. Campello, Jos Mana.
Nabor, Netto, G. Drummond, P. Baptista, Silveira
Lobo, e contra os Srs. Silva Barros, Benedicto Fran-
ca, Loureiro, Soares Brando, Araujo Barros, Sli-
to Lima, Arininio, Goncalves da Silva, Andrade
Lima, Maranho, S IVreira, Amyuthas, Ayres,
Hoctiael, Silva Ramos, Francisco Pedro, Silva Bur-
gos e Buarque.
Foi regcitado o requerimento por 18 votos con-
tra 11 e prejudicado o do Sr. G. Campello.
O Sn. Agui.NO Fonseca diz que em vista da deci-
so que acaba de tomar a assembla se retira, pro-
testando nao rollar cinquanto a forca permanecer.
(Applausos das galeras.)
O Su. Joao Teixeiua diz que igual declaracao fa-
zeui to los os deputados da minora.
OSn. Costa Ribeiro declara, que nao pode con-
tinuar a perteneer a una assembla que tem seme-
lliaute procedimento.
O Sr. Nauor :Pertenco a maioria, mas decla-
rando hontem que me retirara se se conservaste a
torea, tambem aconipanho aos meus collegas.
(Reina grande sussurro as galeras com a reti-
rada dos Srs. deputados da minora.)
OSn. P. Baptista (para as galeras):Pruden-
cia 1 brio honra !
Retlraram-se os Srs. Costa Ribeiro, Aquino Fon-
seca, Sabino Olegario, Joo Teixeira, Cunha Tei-
xeira Diodoro, G. Drummond, Braulio e Nabor.
O Sr. Jacobina (pela ordem) : A casa ouvio
a minha opiuio a respeito da questo que se aca-
ba de decidir ; sabe que me pronuncici contra a
permanencia da torca ; mas, com pezar ouco,
que meus collegas se retirara da casa, e jamis vol-
taro emquanto permanecer a torga
Eu nao os quero censurar ; mas, pensando que
de natureza do governo constitucional ser venci-
do pela maioria, e resignarme derrota; que esse
procedimento razoavel, e prudente ; que por esse
meio dou um exemplo de raoderaco, e por isso
nao os posso acompanhar, mesmo porque estou
aqui para defender nao meus interesses, mas os
de minha provincia. (Apoiados).
Declaro que fleo, fui vencido e protestei com
meu voto.
O Sr. Jos Mara : E elles com a sua reti-
rada.
OSn. Jacobna : Nao tenho razao para deixar
esta cmara s por esse fado. Aguardo o futuro ;
ohjectos maiores e de mais importancia podemap-
parecer ; fados mais graves podem darse, e entao
aquelles que me elegeram terao urna voz para de-
fender seus direltos, conhecerao minhas ideas.
Amanhaa, depois, quando vier a razao, esta casa
ha de conhecer que os que votaran) hoje pela reti-
rada da torca, nao eram exagerados ; ainanha,
quando o puve de Pernambuco der mais* urna pro-
va de seus sentimentos de ordem, ha de se nos fa-
zer justica ; est iu certo disto.ha de se reconhecer o
erro de boje, e ose mais um motivo para que
nao me retire.
O Su. Jos Mara : Eu assignei o requer-
mente e nao lenho justilicago a dar.
O Sr. Jacobina : Sin to a retirada de nossos
collegas ; e lastimo ter ouvido hontem a declara-
cao feita pelo meu Ilustre amigo, pelo meu vene-
rando mostr, o Sr. conselheiro Dr. Loureiro, que
se retirara, ou deixaraa presidencia da casa, se
por ventnra nao permanecesse a torca : pens, Sr.
presidente, que essas declarares, antes de qual-
() O incidente qne leve lugar, fez com que o
orador deixasse de proferir parte de seu discurso,
cuja falta torna o que elle disse um pouco Incom-
pleto.
quer decisao destacaba, sa) inconvenientes e inop-
portunas, ou reveladores de algum capricho, e eu
nao posso acompanhar eadmittirpartam donde par-
tir ; nao est isto de accordo com o meu carcter,
com o meu modo de proceder, porque nicamente
me guio nesta casa pela minha razao, minha cons-
ciencia, e por isso que me resignando com o ser
vencido, todava o me retiro.
OSr. PnBsiDENTE :Nao ha nada em discusso.
O Sr. G. Campello (pela ordem) diz, que apezar
da declaracao que acaba de ser feita pelo Sr. pre-
sidente, de que nao ha materia alguma em discus-
so, todava o incidente que acaba de dar-se de
ordem tal, que parece que deve tolerar que alguma
cousa possa dizer-se sobre elle, emhora nao esteja
isto de inlero accordo com o regiment.
O honrado merabro diz que foi o primeiro a apre-
sentar um requerimento pedindo a retirada da tor-
ca, que foi um dos que protestou contra ella, mas
que depois da decisao da casa, tendo protestado com
o seu voto, com a sua palavra, e com o seu reque-
rimento, entende dever sugeitar-se, respeitar a de- j
hberaco da maioria da casa, porque isto o que
esl de accordo com os principios do rgimen
constitucional, porque isto o que est de accordo
com a importante misso que Ihe foi confiada pelo
povo. O dever de defender os interesses da provin-
cia, o mandato honroso que recebeu do povo, en-
tende o honrado membro que o obriga a uo re-
nunciar a sua cadeira de deputado, ainda que seja
vencido era qualquer questo; e se os iilustres
membros da minora se retiraram da casa suppou-
do que a sua liberdade estava em perigo, enien-
dendo que nao podiam mais emitlir as suas opi-
nes em plena liberdade, se se julgaram coacto-,
e por isso se retiraran, elle nao julga assim, jul-
ga-se em plena liberdade, c declara quo emquanto
o nao arrancarcm da cadeira que por direito Ihe
pertence, ha de emttir a sua opinio com toda a
franqueza, com toda a liberdade sobre todas as
questes a respeito das quaes entender dever fa-
zo-lo.
OSn. Jos Mara (pela ordem) diz, que pensan-
do de alguma forma com os nobres deputados que
acabaram de retirarse, todava julga nao dever
abandonar a sua cadeira, apezar da decisao que a
casa acaba de proferir, apezar de continuar a |>cr-
manecer a forca ; mas entende ser de seu dever
dizer algumas palavras em abono do procedimento
que tiveram esses nobres deputados, entende ser
de seu dever responder algumas palavras que
foram pronunciadas na casa e que imporiam urna
censura esses Ilustres membros.
O honrado orador diz que nao julga necessario
dar o motivo porque deixa de retirarse apezar da
permanencia da torca, mas que tendo dado un
aparte, dizendo quo o eslava vencido, que a tor-
ca permanecesse, e que por conseguinle podia cen-
surar o acto de eslar a assembla cercada, julga
correr-lhe a obrigacau de explicar esse seu pensa-
mento.
O Ilustre orador observa, que o que est venci-
do, que a casa nao lome deliberaco acerca da
retirada da torca, por isso que o requerimento re-
geitado propunha simplesmente que a assembla
deliberasse sobre a retirada da terca, o que por
conseguinle a decisao da casa importa o mesmo
que dizer ella que nao quer deliberar sobre a re-
tirada da forera ; e lano assim, que amanlia ou
outro qualquer dia pode a commisso de polica
por seu livre arbitrio, ou indicago de algum de-
putado mandar que a torca se retire.
O honrado membro passando a fazer reflexes
em justilicago do procedimenlo qun tiveram os
Ilustres deputados da minora, advenido pelo
Sr. presidente de que nao pode entrar nessa de-
nionMracao pelo que diz simplesmente, que julga
que esses nobres membros tiveram razes muito
plausiveis para abandonar as suas cadeiras de de-
putados provinciaes.
OSr. Baptista :(Nao devulveu seu discurso.)
SECUNDA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Contina a im discus*o do projeclo de torca po-
licial.
Os Sus. G. Campello e Jos Mara fazem al-
gumas consideraeoes sobre a materia, e flea ella
ainda adiada.
Tendo dado a hora
O Sr. Puesidente marca a ordem do dia c le-
vanta a sesso.
Discurso do Sr. ilcpiilado Trijo de Loiireim, pr-
. niiiiriilii. na sesso de 28 do passailu.
OSr. Trigo de Louueiuo :Sr. presidente, res-
pondendo ao nobre Sr. 2- secretario, mu digno
membro da eonnissao de policia, e que de accor-
do com o Sr. 1" secretario assignou o parecer da
n i i- '*- da. mesma coininisso, farei inuito breves
renexoes.
Logo no principio da sessao de 17 de abril do
anuo passado foi [ida a peticao de Jos de Vascon-
eellos, e depois disso reineltida commisso de
polica, sendo que depois disso que leve lugar a
approvaco do contrato pela assembla, contrato que
ja tinha sido em 13 de abril deliuivainente acoida-
do e firmado comasassigualuias dos tres membros
da commisso depolicia e doenipre.-ario,entretanto
que a assembla, o tinha Miado dependente da
sua approvaco ulterior, como consta da acta do 1*
de abrir de 83. Foi perianto concluido acaba-
do iiidcpendeiilcmenlo de previa approvaco da as-
sembla, a cujo connecmento .- foi levado na ses-
sao en que foi lula e remettida eonnissao de
polica a pelieo de Jos VascooeeHos, e sem se es-
perar pelo parecer da coinmisso foi ento ajipro-
vado pela casa.
O Su. Jacobina :Podia nao ser approvado pela
casa ?
O Su. T. DI Louueiuo : Sim, senlior -, mas cu
trouxe esse facto para mostrar que tudo foi feito ir-
regularniente.
A commisso de policia no dia l" de abril foi
autorisada para confeccionar o contrato com de-
pendencia de approvaco ulterior. Contra isso dis-
se o meu nobre col lega que a petico de Jos de
Vasconcellos foi apresentada e lida no sesso do
dia 1(.
O Sn. Jacobina :Detente oque est na acta
0 Sr. T. de Loiueiuo :Foi lida na se.-so de 17.
remettida couiiiiisso de policia c depois di.-to e
que foi approvado o parecer.
1 II Su. Deputado : O parecer vinha no expe-
diente do mesmo da.
O Sn. T. di: Louueiuo : Mas que viesse .' Foi
por um acto postenorque foi approvado o contrate.
Vou ler a acta, vou mostrt-la ao nobre denotado,
por que eu nao quero que se lie unieamcute na mi-
nha palavra.
OSn. Jacobina:Acredito na palavra de V. F.xc.
O Sn. T. de Louueiuo : Pelo menos disse que
nao sabia se a leitura da petico fora posterior a
approvaco do contrato.
O Sr. Jacobina : O que digo que a petico foi
apresentada no dia 17, quando o par cer ja devia
estar na mesa.
O Sr. T. de Loureiro : Nao estava approvado,
quero que o nobre deputado veja.
(O honrado nombro dirige-se mesa com o livro
das actas, e mostra-o ao Sr. 2o secretario.)
Aqui esta, veja o nobre deputado, una petico
de Jos de Vasconcellos offen-cendo se a contratar
por 4:3005, c depois disso o parecer da coinmisso
approvaudo o con-rato com Manoel Figeira de
Faria.
O >n. Jacobina : Nao contestei isso, mas tam-
bem o nobre deputado v que a (petico tem esenp-
to 5:5005, que est emendado para 5:5005-
OSn. T. de Loureiro :Bu quero mostrar que
fallei a pura verdaoe com a acta, que o que me-
rece f publica, e nao a petico, |>or que essa
emenda poda ser f-ita nialieiosam -nte por oulra
mo que nao a de Jos de Vasconcellos ; portante,
nao se deve fallar nisso que uo vale m>da, c Millo,
e de nenhum efTeito : o que merece f c somonte
a acia, e da acta consta que a petico de Jo>6 de
Vasconcellos foi lida no dia 17, e que elle se com-
promettia |wr meto della ao apanhanvnto c publi-
ca fo dos debales pela quantia de 4:3005.
Foi nicamente nesse ponto em que fui contesta-
do, e por conseguinle euilicaria lido por mentiroso.
se porventara nao recorresse acta para provar
com ella o queafflinici.
O Sr. Jacobina :NJo, senhor, nos podemos en-
gaadnos, mas nao mentir, nem eu era capaz de
avancar semelhante cousa com relaco a qualquer
de meus collegas.
O Su. T. de Loureiro :Kslou muito corte disso,
creio que o meu nobre collega nokdisse isto cora
intengao de me chamar mentiroso, mas o publico
podia ler-me por tal.
Fique fK>is tido como cansa averiguada o certa,
que Jos de Vasconcellos offereceu-se a contratar por
4:5005, e a casa pretorio o proprietario do Diario
ilcPernambuco por 6:0005 depois de remettida a
petico daquelle commisso de policia, e antes dj;
haver esta emittido sobre ella o seu parecer.
O Sr. T. de Loureiro :Sr. presidente, eu con-
corde! com a emenda que foi offerecida conclu-
so do meu voto em separado. Entendo que de-
pois de encerrada qualquer discusso se deve votar
sobre aquillo que eflectivainente foi proposto con-
siderado da casa ; mas entendo que ao aulor de
qualquer emenda cabe o direito de, antes da vota-
cao, explicar o sentido de soa moco ; e, no caso
presente, o nobre 'autor da emenda eslava tanto
to
A
mais no caso de dar essa explics^Sou
isso provocado por um outro Dobr
explicaco que foi dada pelo mitre
no caso de ser admiUida ; por pal,
o sentido qne o nobre deputado sao
de ter era vista, urna vez que o sea I
do foi que se abrisso a livre coocurreoeia. Entra-
do portante que a explicaco do nutre i
nao pode deixar de ser admitida peta casa.
REVISTA MAMA.
A assembla provincial, hontem. depois de eiTir
urna reclamaco do Sr. Nabor pela nao paMitar.*
de um seu discurso, tollas que nud* no mrmr-
sos dos outros Srs. depulados aprecMi a mStracji
do Sr. G. Campello, no sentido de ser retirash *
forca do paco da assembla. segundo rnteSMfc. tot
prunetlido pela commisso de ..ohria, hfo qur -
concluisse a discusso d pnjWlJ que im pasen
sobre os caixeiros e-irangein*.
O Sr. Trigo de Lonrer>, re-r*>n terpellacao, dizendo nao ter feito tal proas, r
que a commisso de policia ainda joljmra
na a presenca da forca.
Entrando na ordem' do dia ai^rovoa.
te, em primeira discusso o pr>ijreto n. 91.
ta do imposto os e^Lihelecimculos que uve
dos os caixeiros brasileiro!, o de n. 79 :
miles da freguezia de iaranhun*. mas
ao Lv.ni. diocesano ; em srgnnda o ele n. 74 ejar
concede seis inezes de licenca ao serretari a
obras publicas Thomaz Zany ; e em tercetra e qnv
concede preferencia as loteras, falla** Sr. *
Pereira c o de n. 45, que crea urna fSrgnvzm eso
o titulo do Senlior Bom Jess da tgrejp Xm.
Entrando cm segunda l Ii e psiyi n. V*.
que extingue a reportirao das obras pasMre* .!
provincia fallaram os Srs. Jacobina e unmjiv-
sendo inieri ompida a discusso para votar-e pro-
jeclo da torra pdicial, que foi approvjj., dMfVa
sato do intersticio, i pedido do Sr. Knarqssr.
Continuando a discusso interrompidB, roa eSr
Sa Pereira, (cando ella adiada.
A ordem do da para hoje alm Jos miSrT i-
ja dadas, a terreira ueejii d.s projertos m. W.
O, 41, S6, 73, 74, segunda do de n. 91 e snssenu
do de n. 76.
No domingo, por oeeasio 1* Van
um bote de um para outro lado do brigw
ro Auielinno, cabio ao mar um preto i
morreu.
O capitn do brigue inglez 1/*%
que se acha carregando em nu*so purt>, !
uieril, tenlou suicidar-se con um uro de
s conneguindo fenr-se gravemente.
O vapor Persiaunga, em soa vianrm
demoiouse tres dias na Capitel d> iVafa, sim *
receber seu bordo o Dr. Antonio MaaWt sV-
deiros, medico que ia em toinmi-so ase tefare
atacados do cholera-norbus iiaqoella pswvwria.
_ Foi julgado pelo jury no penurtinw dia de ses-
so o subdito portiiguez Victorino da Silva lima
que pelo Ur. delegado do 1* distnrto naia **
pronuucado por incui so no art. 269 dwVcwHgn cri-
minal como co-ro no roulio da Liberna de J-o-pno
Simes dos Santos, sita no pateo do Tere.
Em falla de meios probatorios, determnoa-".
tribunal ab.-olver o aecusodo, reconnfresnte ta
uo participara do delicio.
llaveiido Domingos Alvaro Machad, raivtrv-
do cstabelerimenlo rommcrrial sV AItrS H.iml.or-
ger & C, eiTectuado varios recebimeninr rtn quan
lia superior I 0905000, deixando de a miniar a
seus commitientes e pondo-se em fuga. IU requeri-
da pelo Dr. promotor publico a instaurado do (um
plenle processo por rriine de eMdlionaio. qm* cor-
rer peanle o subdelegado da frrguena ne Sas*>
Antonio.
Quinla-feira prxima retine-se t. fnsfnbnV
Arclieologko e Grotjrapkico Pttummibmaim em es-
sao ordinaria.
No sabbado passado den a socirdbde dram-
tica Hrcrcio e Cuido Familiar a soa rejrrsentori
mensal.
O espectculo convu soffrivelinente, e a parle >
Abelnio leve relslivamenle um hnm aVcr
sendo bem Iraduzid.is as suas dihVrentes
pelo curioso, que della se enrarregoo.
A scena cmica que em >eguiia t* representa-
da, agrado-i > espectador"S pela compitura -
desemivnlio, o qual essjlal H protrw anter, qnv
um dos membros daquella >ortedade.
Na pubiiraco que fez o Sr. ssnsstette da re
l.ico, de ordem do Exm. ron.-elbero pre>nJsmv,
dos advocados S ssnMaasnVes que atnam r*m
proviso, por engao de composico ven rimn-m
piado o Sr. soliciador Flix Francisco > aemn
Magalhes, o qual se acha provisionad.
Por ter .-ido publicado asta ne\ariao. >-
tem, repelimos o segrate pnfeto :
t A assembla legislativa provincia!, resrdve
Art. nico. Ficam isenlos no pifciaiinSi *
imposto laucado sobre a renda as casa* eneV -
achara os olabeleciraentos romnvrriars,
destes estabeteetmeaaM que Sepfsal \o>i*<
caixeiros nacionaes. N'cla -^nci suiki
prehendem ns eslalielecimcntiw que livereni um
caixeiro, revogadas as di-|<0McV* cm naaeste)
Paco da a>semblea, :i de a .ril de %.
Uiiarqu de Macedo.--Araujo lliri.-.SiHa Ra-
mos.S IVreira.Nabi>r. -Maranhio.-
Lima. (Joncalv.-s d.i Silva.Silva Bamn.A. i
na.Arminio Tavares. Francisco fentixS
liaiiil."io.~Carv:i|ho Moura. Silva Iturgos.-
cliael.Teixeira de Mello.
Ileinellein-nos a anianBtesssnmanalraelo:
Sr. redactor da Rrrm* Bmrm. Ja es-to *
lerceira ve/que, por intermedi < 1>
da ll-iiM't cli.uuaiu.i- a aiieneio V ejmas
(ir para una grande pore-j d'ag'ia puir li tv*-
teule no lira da ra Bella tea h w ; 11 ras rtm-
vas de abril, ratas mhShMP. pal A iimh pesenapn*.
ameacamj.i os habitante- I i.- iinasettafie. ja
as pe-soas que por alo paSSMfc
' A me lida urgente qu- ii-v-i1, tal Infarten
sido despieza la |>or quem na-la. m
convidamos p..r u-; v./. .i \,i
[ s um descuido premeditado tem iteividV em ul
e-tado a.--u-lad"r da -alubn I i
REi'Mirii;\o u\ PaUBaL
Extracta das parles dos dias 24 e 25 de anrH *
1864.
Foram rccollii.la i M do det n.;".) no dia t
do correnle.
A' orden dolm. Sr. Dr. cese A Jen
Francisco Itameteris l'ortHa. nana criamasm r
niortc.
A' ordem dos:ibde|.va.|., t lle.-ife, Ninorl.es-
cravo de Itabbc Scliamctlau -V -. re>pnrrfcnenf.
deste.
A'otdem d > leSante Antonio. Pcrciliaste %aa-
cio dos Sanl is, por embriagoet.
A' ordem do da S. Jas, tsssto Ir* 4j Cesas.
por embriaguez ; linlielina Mari i do C>mr:in e>
Jess, por tu rio ; Antonio FelH-iAnne f-
res di Luz, ansnM |>r briga. Lama, tmam n>
Agostiillio Jos d>- Santos, I re pk-Tinrl nr*Se.
A'ordem do di II m V|-ia. ClsaSsnm sea! Ums,
por briga, e Anuncio Francisco Meudc-, por es-
pancaueulo.
- i\ -
A' ordem do lllm. Sr. Dr. enre 4* peek, IV
iningos Fianciso, porembriaguA,
A ordem do subdelegado do Itecfe. Cnarin
Staus Batiy, requi-ici docon-ul inglex. _____
A' ordem do de Sanio Antonio, Antenw, e*rram
de Albino da Silva Leal, a reqiieriinenio A' ordem do de S. Jos, Jasa Pedro Moreira e
lta> mundo, escravo do Dr. ilcrvasto Conratve an
Silva, amitos por di-turbios.
A'orderado Boa-Vi-ti, Antonio Manorl
tre, para correa-cao ; Apohnari > Antonio A
por lerimentos graves, Pakrtesn, escravo de 9.
Joanna Mana de Deus Mariuk, p->r de-owdem.
A' ordem do da Captinga, Antonio S. ta-t. r
Gertrudes .Mana da Conceico, ambos pata sr-
receo.
A' ordem do da Magdalena, Mao<>cl Jone Tava
res, para ave guacoes pulir taca.
O cb fe da srcear,
J G. a> JA'Sfaila.
Movimenlo da cas;: de detenro, no m S t
abril de IH6i.
Existiam. ;OH prese.
Entraran... 16
Sibiriui. ... 11
Falleceu...... 1 .
A saber:
Existen). . 331
Nacionaes Estrangeiros Mulberes Esirangcira Esrravos Escravas . i 31 4 1 >
Alimentados cusa dos cofres provmriaes HA
Movimente da enfermara do dia % de
de 1861.
Tiveram baixa :
Dionizio Gomes, febre.
Apoliuario Antonio deSoaza, ulceras.
.-*


lalarlo t PrrMHlmM Trrcn letra *fl r!> Abril ate ifl*.
'
Jacmtho,escravo do Dr. ClirUlovao Xavier Lopes,
intermitiente.
Tiveram afta :
lirjdo Gomes.
Leandro Jos de 01 i reir Torres.
Lmz Bapti-ta da Silva.
Ignacio, c-eravo sentencia lo.
Movi ment da casa du detenciio no da 2 de
abril do 1864.
Existiam 332 presos
Entraram. 19
Sahiram ''
A saber
Existem. .
Nacionaes. .
Estrangeiros
Mulheres. .
Estrangeira
Escravos .
Eseravas ,
340
234 presos.
36
4
1
62
3
340
187
Alimentados cusa dos cofres pblicos.
Movimenlo da enfermara do dia 26 :
Tiveram baixa :
Pedro Antonio Morer, anemia.
.Manuel Kiaehao Moror. idem.
Passageros do vapor nacional Persinunga
vindo do Aacrac e portos intermedios : Vctor
Jos de Medciros. Gregorio Jos Ferreira, Cypriano
Jos Velloso, Manoel deS. Ribeiro, Jeronymo Ca-
bral Pereira, Lourenco Jos Caminha, padre Jos
Ituymuudo Bautista .' 1 criado, Antonio Juliano
Peira, Luiz Mosquita de L. Moraes, vigario Jos
Alexandre Gome de Mello e 1 criado, Francisco
II C. Luna, Candido Marcellino Mnutelro, Manoel
Alexandre da Conceieao, Augusto Gomes da Silva,
Antonio Francisco Monteiro da Silva, Eugenia
Aeeinle do R-go Brillo, 1 flllio e 1 criada, Guilher-
me Pereira Azevedoe 1 escravo. Rosa Mara da
foncjiie), Manoel B. Monos, Manoel Francisco
da Silva, Jos Alvos Braneo, Jos Joa<]iiiin das No-
ves Camello, Jos F. Pereira do Lago, Sabino Jos
Vasconcellos, sua senhora e tres lilhos, Eulalio
Francisco Ferreira, AnnaSophia de Santo Ignacio,
M tria B. de Mello Lelo.
Obitlaiuo do da 24 M abril, no ckmitkrio
rniLico :
Jos, Atrca, 60 annos, solteiro, Boa-Vista dyar-
rha.
Antonia Mariada Conceieao, Pernambuco; 50 an-
nos, solteira, Santo Antonio; apoplexia-cerebral.
Mariana Ferreira da Costa. Atrica, 60 annos, viu-
va, Recife ; hydropesia.
Joao, eseravo. frica, 60 annos, soltt.iro, Santo An-
tonio ; gastro-mterite colile chronica.
2:>
Jos Rento Meira de Vasconccllos, Parabyba, 69
annos, csalo. Boa-Vista ; hepalite-ehronea.
H enviajas, escravo, Pernambuco, 35 annos, soltei-
ro, Recife ; ttano.
Emilia, Pernambuco, 3 mezes, S, Jos; abeesso-
pulmnnar,
Mura, Pernambuco, 6 mezes, S. Jos \ convulsoes.
DM l'OUCO N TID0.
Do Tintamarre tradujimos :
hf.vii.wjOes paiu os namoiiados.
Esteramos no ima de abril, sem que cu me ad-
-vertsse d'isto.
Pelas nove horas da noite tive necessidade de
lomar incontinente a diligencia de Fonlaneblcau,
aliui de ir tratar de nm negocio, que nao admittia
a menor espera.
O nevoi'io mais ospesso de todos os da prima-
vera caha, e se ia condensando de momento para
momento.
E assim, escalando aquello bemaventurado lu-
gar que estar desoecupado, como por urna per-
nns-ao do feo, apenas Uve lempo de distinguir ao
orars da ruin lantcina de l.ila, que dardejava no
paleo sua luz frouxa e paluda, o semblante de al-
gumas pessoas, as quaes miaba sbita presjnca
parecen contrariar.
Ellas eiKolveram-se em seus mantos.
Ahaixaram-se as coronas da sega, e o barulho
infernal do pesado vehculo Sobre o calcamenlo de
Parte obrigou-nos ao silencio at a baireira de S.
Jaques.
Todava, atrave da renque de clarOes ndistnc-
los, que as tojas flzeram luzir um a|ios oulro uas
irevas da nossa rellula rolante, descobn tanto i
direitacomo esquerda, sol) seus maules beni ajus-
ta !o>, duas altitudes de iiuillier.
Joellios delicados tocavam nos meus ; e, um
choque contra una pedia que sahira do calca-
inenlo do botiievard, escanarain tantos gritos agu-
dos e claros, de todos os lados e ao mesmo lempo,
que reconheci ser o nico cavalleiro desse cir-
culo.
Reconhece-se a idide da mullie: pela voz, pelo
grito, pelo ({esto : (odas eram mocas.
Esta v.-rHicica" npuolia-me deveres.
Puz-me era ordera de fazer de espirituoso, como
se e?ie fosse o meu offlcio, desde que a diligencia
coinecou a rodar eni torreas plano, fra das bar-
reiras.
O esseneial, en materia de seduccan, provocar
o sorrir : gosta-sc de prolongar os menores cuida-
dos de um galante melanclico, emquanio toma-se
como lilhos da occasiao os requebros de um ho-
mem de boa feieao. que parece coiihecer a fundo o
privilegia das circunstancias.
Assim, quando minha amante viaja, tenho mais
-recetas de um fazedor de calembours, do que um
rimador de madrigaes.
Este d-i m;jfs lempo que o preciso a etiqueta dos
preliminares, aquelle os empalma.
Mas por oiie principiar no meu scrralbo ?
Ao acaso !
Prineirame&te lome! a nao da minha vizinha da
diserto, atirando ao mesmo lempo extravagancias,
para que o sussurro geral das risadas encobrisse
o meu pequeo manejo.
Essa mao estava conort de urna fina percala ;
e eu comprim dedos de tal sorte delicados que, se
se houvesse de repente Iluminado a obscuridade,
poder-se-hia ver em meu rosto as eontorscVs luxu-
rtasas de Pierrot, |por occasiao de erguer o lenco
de Colombina adormecida.
Por infelicidade, porin, a maoznha fez resisten-
cia, e alii) il solt-m se da nimba.
Ora,eu son Ci altivo naturalmente, que se me
nao recusa una cousa duas vezes ; a perseveran-
ea, ueste caso, um desacert. As boas vontades
e que se deve se Juzir, as ms parecem-me mais
respeiteveis.
Procura a mao da minha vizinha da esquerda,
cncontrei o seu joellio.
Se a finada mulber de Genlis disse tanto bem de
seu nariz, o que se nao dira do joellio da minha
viziulia ?
Jira a nata dos joplhos, o joelho dos joelhos ; an-
da agora o revejo em mente.
Um pintor lena dado cem luies simples vista
desse joellio. porque eu teotio ollios na eslremUa-
dale dos dedos, e me lisongeio de ser juiz compe-
tente na materia.
Esse joelho nao me sabia da cabeca.
Ora, pois, como eu apreciava, julgava, analysa-
va, uinliin, ha tres bous minutos, e isloem urna in-
leneao de artista, lembrando-modo estatuario Foya-
tier e do creao de Johanuet. sent inesperado pi-
ar-ine um allinete o dedo pollegar, de sorte que
fui forcadoa retirar a mao mais precipitadameiite
do que desejava, achaudo mesmo essa protestacao
um pouco brutal.
A pantomima que responda a que fura pormim
representada, poda passar por urna recusa das
mais enrgicas : chupe o dedo com despeilo.
fosse lempo, miaba viziulia da direila, que ea
suipunha tao olleudida como a da esquerda, leve
a bondade de abandooar-me a mao.
A boa alma tioha-a retirado, para descalca-la da
luva.
Taes acontecimentos transtornavam-me as con-
jecturas.
Creio dever comraaaica-los aos lovelacios das es-
tradas, para que eiles nao se flem muilo as des
gratas e as boas vontades apparentes.
Em seduccao, como em poliiica, o justo raeio me
parece o im-lhor ; mas que diabo pode lisonjear-
se de ter a rewlaco d'elle, em occasiao dada ?
O... sem duvda I
Nao me aconteceu, mesraa noite, na raesma-
carroagem. no meto dese mesmo circulo, sorpren-
der urna confls.-ao de amor por minha conta ; e,
guando amanheceu, recoubecer que viajava em
ji.-nte de luiulia inulher, que me tomava pur
outro I
Novo Cephalo, lave a cabeca minha Pocris.
E' verdade que o nevoeiro tendo-me encatar-
rhoado, ella mui digna de perdao, assegurando
depois com o fim de explicar a razo de sua va-
gen durante minha ausencia, que me seguia a
Funlaiii'-bleau por ciumes to smentc.
Tive de acredita-la, ea minha vizinha da direita
calcen logo as suas luvas.
Conclusao :
N3o vos casis nunca.
Traduzimos do Nnin Jaime o que segu.
Um pbilosoplio dizia :
Para rio ser engaado pea mullior, deve-se ser
rimado por ella.
Ora, para ser amado da raaUpr sarta das inalhc-
res, importa que se toaba toa desle ires dons :
rioaso, eelebridade ou behx/
Mas estes dons sao cousas relativas.
Logo, eumpre escolhei una mullier de condijjiQ
inferior aquella que se iccupa, alim do se Iho pa-
recer rico ou celebre ; e sendo-se feio, buscar urna
ainda mais feia.
Esse philosopho, que raciocinava por tal forma,
casou com urna lavadeira ; e esta enganou-o tcodo
por socio um cabelleireiro I
Da Estrella do Norte extrabimos o seguinto :
AS SETB THIN'UHKIUAS 1)0 DEMONIO.
Pouea gente, ai I neete muudo
Dos peccados se acautclla:
T dos sete capitaes
Dizem os louros mortaes
Que sao puras brincadeirasl
Pois saibam que sao tnncheiras
Onde o Domo se acastella.
Gula.
Em esplendido salo
Retal cuslosa baixella,
Onda fumegam manjares
Qualagam os paladares
De mil diversas maneiras:
Pois saibam que sao triacbeiras
Onde o Demo se acastella.
Preguira.
Vos um lcito sumptueso
Vestido de tatela?
Que largo profundo somno
Nao desfruta o gordo dono
Entre as cortinas faceiras I
Pois urna das trincheiras
Onde o Demo se acastella.
duerna.
Aquelle vil miseravel
Junio ao cofre as noles vela
SorTro fome e adora o ouro;
Sem saber qu'esse thesouro
Onde esta sua alma inteira
ainda urna trincheira
Onde o Demo se acastella.
Sensualidade
Gil deu um sorriso um dia
joven casquilha e bella ;
Foi-se-lhe aps o sorriso,
A honra, o dinhtiro o siso,
E morreu com mil manqueiras;
Nao vio que as taes silo trincheiras.
Onde o Demo se acastella.
Ira.
Mas porque na ra o povo
Com sussurro se atrepella?
Que desorden) l na venda I
Qu'estalada I que contunda I
eixai acedes lito gresseiras;
Qu'estas rixas sao trincheiras
Onde o Demo se acastella.
Inteja.
Porque n'um mauto sombro
Teu coracao s'encapella,
Quando vs um bom caminho
Abrir-se p'ra teu vsinho I
paixo muito rasteira !
E alin dsso urna trincheira
Onde o Demo se acastella!
Sobaba
E tu, tyranno orgullioso,
A qiiem remorso ll.igella,
Lancas do palacio fra
A pobre mili que l fura
Dar-te a bencao derradeira !
Oh! peito cr! oh trincheira
Onde o Demo se acastella 1
Porlanto, aqu neste mundo
Bajamos multa camella
Com os peccados eapitaes:
Embora dignam nos taes
Que s> puras brncadeiras,
Pujamos dessas trincheiras
Oade o Demo se acastella.
*
Publica-se actualmente em Paris urna revista [to-
pular intitulada : Mensaeiro da Semana, para
eootrabalancar ojlT-jto de publieacSes pouco siias
e contrarias religto.
Esta revista Ilustrada com bellssimas gra-
suras que a tormam ainda mais attraclivas.
O Sr. bispo de Orleaus entrevea aos redactores
urna bella caria de felicitaco.
Da Semana Ilustrada extrahimos o que segu
sob valias d'M -: 1111.. 'i :
l'OR causa das ki.eicoks.
Dr. Semina.Meus senhores. vamos eleger s-
mente horneas que saibam o (|ue querem ; e que
tenham o coracao bem perto no >eu lado direito,
quero dizer, o'esqnerdo. Nada de contemplacoes.
In<|iireino-nos somante do nosso dever.
Moleqite.Apoiado, apoiado, muito bem!
(0 mador cumprimentado por seus uumerosos
collegas.)
Para que a eleicao seja a genaina expressao da
vontade do povo, voto livre nao deve ser violen-
tado, nem comprimido.
Os meios brandes sao mais persuasivos...
Senhor doulor, mea marid i manda-lhe pedir
encarecidamente o seu voto e o de seus amigos.
Oh! miaba senhora, quem pode resistir a tal
pedido...

Em Paris descobrio-se um novo meio de fazer
casamentes.
fcil e commodo.
P.rgnnta-se a Mhea se quer casar; se diz que
sim, casa-SO ; se diz que nao vai o apaxouado pro-
curar outra noiva.
CillDMCV JUDICI\RU
TltllUWI. no COW5IERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 25 DE
AltlilL DE 1864.
l-UESIDENCIA DO EXM. SU. CONSEUIKIRO
SOUZA.
s 10 horas da manh.ia, reunidos os Srs. depu-
tados Lomos, e Alcoferado, o Senhor presi-
dente declaren aborta a sessao para mero expe-
diente, o designen o depatado Lomos para servir
de secretario.
DISPACHOS.
No requerimento de Jos Antonio Moreira Dias.
por seu bastante procurador, pedindo o registro
de ua procuracaoRegistre-se.
No de Augusto Hygino de Almeida, pedindo o
registro de urna escriptura de arrendamento O
mesmo despacho.
NodeD Antonia Mara Jesuina Braga, pedindo
por reriidao se no Ci)ntrato social de Firmiano Jo-
s Rodrigues Ferreira e Bento Alves da Cruz exis-
te eondico de somonte nm dos socios poder, como
gerente, usar da firmaCertifl lue-se.
No de Campos & Lim, juntando varios docu-
mentos em satsfac.ao do despacho deste tribunal
no processo de reliabilita^oJunte se aos autos e
venham conclusos.
COMMNICABOS.
O Mr. Bnnrqne de Macedo.
Em seu Diario de hoje, Srs. cedactores, *em pu-
blicada urna carta do Sr. Buarque de Macedo em
respostaaque Ihe/irigi a proposito de um discurso
do mesmo senhor.
O Sr. Buarque abandona a questlo da legitimi-
dade dotiluloulc Ca.-troe a da prioridade ooda fa-
z^-nda, nao diz palavra sobre as nullidades argi-
das e insiste smente na irregulandade da peoho-
ra, avaliaeao e mais terrenos da execueao
Urna vez- que o Sr. Buarque de Macedo, nao se
defende de haver exposto com inexactidao perante
a assembla, a questo de Castro, quando asseve-
rou que este era proprietario do sitio, que estava
na sua posee ao tempo em que se fez a penhora;
flca convencido de a haver commettido.
E assim fica sabido : I, qua Castro nao sofTreu
violeocia oem esbulho algum; 2", que Castro nao
tinlia titulo legitimo sobre a propriedade; 3o, que
o seu titulo era nullo per ser de hypotheca de bens
j hypnthecados a fazenda; 4 finalmente, que era
nullo pleno jure esse mesmo titulo pela convenci
ah tratada, expressamente prohibida pela Ord.
do livro 4* lit. 36, e, perianto, tambem nenhuma a
pos*e que por elle Iho foi dada.
A divida e a iiypotlicca para com a fazenda data
de 1857. A penhora de 1860. O titulo nullo de
Castro de 1861; e a posse que tetnou de 1862.
Picando bem precisado isto, igualmente fra
de duvda, porque tambein ueste ponto nao fui con-
testado; que i astro nao podiaoppor legtimos em-
bargos a penhera, c que os nao oppoz; que a exe-
cueao corrnu seus termos at o gr de adjudicacao,
sem que Castro appareeesse em juizo, que quando
appareceu, pedindo vista fra de tempo opportuno
e conveniente, esta Ihe foi concedida em auto apar-
tado, que aggravou desse despacho, expondo
seus suppostos direitos na minuta do aggravo, e
que o tribunal da relagao lhe r.egou provimeuto,
que iko aprescailiu os referios emUaigos, que pe-
dindo vis!a segunda e, e aggravando do despacho
'que a negoii, desisti desse secundo aggravo. D'abi
a legitima concluso : que Castro nada tinha que
vir eom essa execueao que lh nao dizia respeito,
e na qual nao se habilitara como legitimo contra-
dkiar.
Qoante ao deleito ou irnr-gulai idado na execu-
eao que o Sr. Buarque uetalha agora por modo
mais xplicito, do que o fez em seu discurso, refe-
rindo-se a urna allet;aoao de Castro nos autosiqiie
reproduz textualmente, j demonstrei que O Sr.
Buarque dissera sem querer a verdade, quando
dsso quo a propriedade penhorada coniinha tres
predios, e argumeutei cora suas proprias pala-
vras.
Com effeito, o que foi penhorado foi o sitio com
300 palmos de frente e 630 de fundo ; e nesta
ara, neste espaco que se acham edificadas as tres
casas sobre as quaes correu a execueao; esta me-
dico est expressada no termo, e a scnleiitja de
adjudicacao diz Os'tiocomascasas.'
Quando, porm, titease havido alguma confuso j
entre o termo de penhora, eos da a val ao, es-!
cripto, etc., ludo isto era do fcil correccao. sem
que podesse por forma alguma aproveitar a (lastro
que fez todas as diligencias, para confundir tildo,!
e dessa confuso tirar prevali em favor do paga-1
meato de sua divida.
O Sr. Buarque insisto dizendo. quo,apezardu
minha rocommendaeao, foram penhorados bens de
une fiadores e de otaros nao, o que tambera nao o
exarlo, porque alm dos bens de Joao Carneiro, fo-
ram penhorados bens de Chagas, de llemeterio, de
laudio e de Joaquim Cavalcante, como consta dos
autos; o que iz por equidade, porque me era lici-
to proceder contra aquelles, cujos bens foesem de
mais fcil execueao, deixando outros.
OSr. Buarque nao qur enchergar, que poda,
no que se fez, haver excesso de zelo pelos inters-
ses da fazenda, mas nunca relaxacao nem protec-
gao terceiro, contra os interesses daquella; mas
o que levo dito sera sufficiente para convencer ao
pubhco imparcial; o que me basta.
Nao digo que oSr. Buarque fez mal como depli-
tado provincial, antes Iouvo o seu zelo, e se o nao
procurei para lhe dar as explicacues a que altade,
foi porque estando o seu discurso mpresso e ha-
vendo-se pronunciado o Sr. Buarque por modo que
me desaraiva, s a iinprensa e nao S. S. poda cu
entao recorrer.
Outro tanto nao aconteceu com S. S., que antes
de fallar no assumpto, poda obter de mira quantas
informales qnizesse, sem recorrer ao interessado
ou as suas allegacSes. .
Nio pretendo eontiuar esta discussiio, que fra
deste terreno perder o carcter que deve ter en-
tre pessoas que mutuamente se presam.
Recie, 25 de abril de 1864.
Cypriano Fenelon G. Alcoforado.
do outras novas' tjaem tem foilo lautos reparos e
eommodidades as casas de habitaco dos Srs.
erapregados? Quem senhores gue'alm deslas
obras tem feto outras muitas e nao menos dignas
de encomios e de grande importancia para esta
locahdade, com bem pouco dispendio do overno ?
Tolas estas obras, senhores. sai lilhas daactivida-
de, do zlo, do nter esse e da lotetligencla dolllm.
Sr. coronel Antonio Gomes Leal que sempre tem
manifestado era seus diver.-os commandos neste
presidio. Sejam assim todos os Brasileros Ilus-
trados, sejam lodos aosiduos no deMnvoivinvmto
dos dilTercntes ramos do trbalo, da vida social;
desenvoivan a forra c empreguem a actividade, e
tero descoberto a grande pedra philosophal, a
feote inexaurivcl das riquezas e felicidades : en-
tao, senhores, o Brasil, que por sua natureza
vasto e nquissmo, tornar-se-ha algum da ainda
mais florescente e poderoso, do que todos os outros
paites, que encontramos no grande mappa do
mundo!...
Trabalhai, pois trabalhai,
Brasileros, filhos e pais ;
No trabalho sede constantes,
No coracao s-fe leaes.
CORRESPONDENCIAS.
Sis. redactores. Tendo testemunhado com mili-
to prazer a inauguraco solemne do edificio, que
nesta ilha passou a ser urna especie de arsenal de
guerranecessidade ha muito reclamada pela boa
ordem, e regulardade dos trabalhos dos sentencia-
dos,e como quer que por essa occasiao houves-
se m apparecido alnumas allocucot-s anlogas ao
objecto, que na verdade foi de grande prazer para
este presidio, tomo a deliheracao de faz-las publi-
car no seu conceiluado Diari-i, e aproveilar este.
ensejo para ecboar com aquellos que reconhecem
o zelo extremado, com que o digno Sr. coronel
Antonio Gomes Leal desempenhou a execueao des-
la obra por elle emprehendida, sem grande sacri-
ficio para o thesouro publico, que pouco despen-
den, e de grandissima utildade para o livre da-
senvolvimento das ollicnas, que at o presente
funecionavam em lugares pouco apropriados.
E pois. despedin lo-se hoje o Sr. coronel Leal do
commando desta ilha, (pie anda urna vez fura
confiada a seus cuidado4, e disvelos, faco votes
para que b seu suc.cessor preencha como elle suas
obrigacies. e que o governo do paiz encontr sem-
pre funeeionarios da honradez, actividade. e zelo
do Sr.'coronel Antonio Gomes Leal, a quera, sem
pretender elogiar, nao cessarci d*' tributar a esti-
ma e veneraeo de que suas qualidades se l'azem
c redoras.
Ilha de Fernando, 18 de abril de 1864.
O amigo do mrito e da verdade.
Breve atktCVfo proferida pelo niferes Eslevao Jos
Aeras, ajii'l'tnte 4o prestito de Fernando de
ffnronh'i. por occasiilo iCtiherttira do arsvial do
mesmo presidio, 'ios sentenciados militares e di'
jiislien.
Camaradas.Pobre que son de intellgenca, mas
rico em vontades, onso erguer minha fraca voz
para manifestar-vos aquillo que por sem dnvida
vos rnesmos sents.
Odia 21 de marco de 1864 veio augmentar o
numero d'aqnelles eom que o Illm. Sr. coronel An-
tonio Gomes Leal tem dourado as paginas de sua
historia militar!
Nio camaradas, porcerlo, s no campo de
batalha que se ganham louros; elle* tambera se
rolhem com o irabatho ibtaNeetual e material. O
Illm. Sr. coronel Leal, dolado de intellgenca,
milita dbpnsieao e superior tino; soube niver-se
na direceao da obra d'isto edificio, com a qual a
fazenda nacin il pouco dispend-m ; o que seus an-
tecessores nao o Bouberam comprehendeu ; e vs
Infelizes homens, cujas vidas lio penozas, e algu-
mas dolas sem futuro, nao trepidastes um s mo-
mento, e at com prazer vos prestas-tes a coadju-
va-lo em to ardua empresa.
E ns outros discpulos militares, que t'Stemii-
nhanios este leto itnporlanle dura de nossos dis-
tinstos superiores, que a todo rusto procura satis-
fazer a cs|>ectatva do governo imperial, procure-
mos, quando nns for contada qualquer coramisso,
mia-to.
Assim pois. camaradas. o que fazer a visla de
um exemplo de tanta forca de vontade para 0 en-
itrandecimento desta fraceo do nosso paiz? so-
InasalIWWHW o presente dia, rogando a Dos pela
conservayo da vida deste que hoje noscommanda.
Estecao Jos Ferrnz,
Alferes ajudante interino.
Senhores IAconstrneeSo de um edificio em
ruja amiditudo se reunsse'm convenentemenle to-
das as offieinas existentes aipii neste presidio, que
teetn vivido al hoje separadas e mal col locadas;
em cuja amputado xecutassem commodamente os
seus trahalbos, eoadjnvanS maor publicidade e proraptido, a conslrucco de
ura edific-o, senhores, onde o seu commadante
podesse d'entro em pouco, lancar sobre elle suas
enrgicas vistas,cooperando para a existencia e 80-
senv.ilvimento de seus trabalhos; a eonstruccao
filialmente de um edificio esparoso e hygenico,
era urna necassidade bem palpitante e ao mesmo
lempo reconhecida por aquelb-s, cojo maor inte-
resse ver a ordem e a boa adininislracao tarea
mantidas em proveito do estado. Mas, senhores,
sentir a necessidade, empregar toda a actividade
afira de satsfaze-la e applicar incessantemenle as-
siduos e enrgicos cuidados, removendo por meio
de um inimilavel zelo todos os obstculos para a
sua nao existencia, isto um dom, um legado es-
pecial, que nao foi dado ao commum dos homens.
Era esta urna gloria, que estava reservada para
alguma activa e forle columna do estado.
De frito, a cora de glora foi laucada sobre a
fronte 'aquello, cujo ardente interesse pelo bem
geral mais de nina vez o tem manifestado. Que-
ris saber, quem foi este carcter distincto e para
quem eslava reservado este jubilo? Perguntai aos
coragoes sensatos e desinteressados aqu existen-
tes; interrogai ao dia 21 de mareo de 1864, dia
da abertura deste gigantesco edificio, e eiles vos
respondero reconheeidos : foi o Illm. Sr. coronel
Antonio Gomes Lo.il, actual commadante deste
pres.dio, cuja intelligencia, amor ao bem geral,
Intrepidez, e intimo interesse ao engrandecimento
e prosperidade do estado, nao podera soffrer a rae
or duvda. O espirito elevado deste honrado mi"
litar, comprehende bom, que o trabalho e a activi"
dade, sao o principio de vida dos povos, e o ger'
nem regulador das na$6es e seu animo se engran-
dece e se rigosija, no meio da lide dos trabalhos.
Analysemos todo este presidio, interroguemos a
cada um de seus mais palpitantes servicos e em
cada um delles acharis o nome deste denodado
militar gravado em letlras d'ouro, attestando o seu
ardor e interesse. Quem reparou o reducto de S.
Antonio e seu quartol que se acnavam em comple-
to estrago e abandono ? Quem fez no forte de S.
Antonio urna grande rampa tao necessaria o til
aos embarques e desembarques? Quem alargou
76 pabilos para o lado do mar a praca da fortaleza
dos Remedios o d'entro delta fez nm esparoso
aquartelamento? Qual foi a alma pia aqu exis-
tente que mandnu construir na mentor localidade
um cemiterio lodo murado e no meio urna capel la
dedicada imagem da Senhora da Conceieao e
consagrada ao seu culto ? Quem fez construir per-
to da villa tim grandioso acude dereconhecid.i uti-
lidadc? Quera lanjou os alicerces desta grande
casa chamada aldeia, que accommoda para mais
de 300 homens ? Quem levoii etfeito a Ilumina-
cao desta villa mandando calcar estradas e abnn-
Joff Lope* Dias de Carvalho.
Capello.
Seolioree!gual a causa desla reunlo 1 qual
o motivo de tanto jubilo, de tanta salisfacao quo
diviso em vossos semblantes? O resultado do tra-
balho. Sun senhores, o fruelo do trabalho o
uiaier prazer quo qualquer pode sentir, mormente
ijiiandt tende ao bem geral, e quando depois de
dilDouidades inauditos se consegue o fim desejado.
,'.. .caso. Cln (lUf! nos adiamos ao encrennos o
edificio em cuja periphezia oslamos, para este ar-
senal como bem denominou o muito digno Exm.
Sr. general commadante das armas na accepcao
etymologica de ser urna casa de obras, ou ofllcios.
Qual do vos, senhores, dexareis de reconhecer
a utildade do ura tal estabelecimento, onde alm
da se accommodarem as diversas olcinas de ope-
rarios podem ellas cumulativamente funecionar
com a maior regularidade, e com grande econo-
ma da fazenda publica, pela fiscalisaco c ordem
com que tem de ser dirigido.
A falta de um edificio como o actual era assaz
seusivel e embra nao aprsenle inteirameote a
elegancia que exigem as regras de una bella ar-
clutectura, com ludo pela sua solidez, e repart-
mentes preeoche perfeitaraente o fim de sua insli-
loifao: e quem, a nao ser algum discpulo da
seita de Zeno, ou zoilo despeilado deixar de lou-
var o autbor, o fundador de urna obra semelhan-
te, cuja execueao jamis foi projectada pelos seus
antecessores, nao obstante ser de vital necessida-
de ? Sim, ao actual commadante do presidio, o
Illm. Sr. coronel Antonio Gomes Leal devenios es-
te grahde beneficio, este ingente melhoraniento
para este lugar, tornando se ainda credor de malo-
roa iucoini is, por isso que nao vacillou em reali-
zar o seu projecto ante as dilflculdades que encon-
Irou no proseguimento dos trabalhos do edificio,
como fosse extirpar grandes rochas, que existiam
na aia em que o mesmo tinha de ser edificado, e
outros muitos erabaracos que te-temunhamos;
mas ao hornera einprehendedor tudo superavel,
o por isso elle tudo conseguio, deendo ufanar-se
de se ter dedicado com o nnior interesse, durante
o curio espaco de sua adminisiraeo, ao melhora-
inenlo aa s moral, como material deste lugar, o
que evidentemente se ada demonstrado pelo so-
reg, tranquillidade e mongeracao dos infelizes
de que pela mor parle se compile a populaco
desla ilha, e pela editieaeao e reronstruciio de di-
versas obras, tendo como alvo a economa dos co-
fres pblicos.
0,ieranos, vos, que at entao excrcieis as vos-
sas prolissoos em um acanhad), e mal divnli lo
edificio deveis regozijar-vos pela mudanca que
acabis do paiuar, aferadeeendo eordiafinenle
'pielle que tanto proearou bOMilciar-vos, e em-
bora estejaes pagando caro tributo sociedade
que ofTondestos. eom loo ddveis coa so lar-vos. fa-
zendo com que o eome eomuorl imonto seja i al que
sirva de lenitivo aos fosase malo-, lerabrando-vos
que algum dia volutreii ao gremio social, e ah se
hoiiverdes de antemao aperfeicoado as vossas pro-
li--oes podis ser ulil ao vos-o paiz e a vossas fa-
milias.
Senhores, desnecessano dzer-vos, que nao
foi por corto a lisonja que me levou a proferir esta
breve, e mil elaborada allocucao, pois deveis co-
nhecer o nii.'U carcter e espero que in i fat;aes
ju-iiea, foi a lieanagem amatan da verdade, o
senilmente (Taqaelle que como vos exulla de satis-
f'cao pelo da 21 de marco de 1804, da cuja re-
cordaean deve ser immorredoura que a isso me
moven.
Recife, 21 de marco de 1864.
Jos de Cergneira Lima,
Capito.
Senhores. Todas as vezes que me vejo no meio
do vs exulto de satisfaco, e nao menos agora,
que vcnlio cumplir um dever, imposto pelo lugar
que orcopo, e qne ajudado por todos consegu
realisar o fim que me propOZ.
Esta satisfaco duplica ao .'i'radecer-vos to fiel
coo|icraco.
Pela ma accommodaco em que se achavam os
operarios das deferentes offlciaas, alguraas collo-
caaa em nm eeanjiado ataendre, sem a seguranca
que devia ter, e urna d'ellas em casa separada,
cuj divisan era contraria a marcha regular do
servico, e sem que podessem comportar o numero
de seus operarios; emprehenili fazer levantar um
edificio com poseo despendi fazenda nacional,
alim de que todos all reunidos exercessem as suas
profesos.
_ Este meu projecto tendo sido apprnvado pelo
Evm. Rr. presidente da provincia, merecen igual
approv.ico do Exm. Sr. general commadante das
armas, que em seu rotatorio ao governo lhe deu o
Dome de Arsenal do Presidio.
Se o operario tem satisfaco quando exerce o
seu trabalho com a comino lidade que requer, nao
menos este commando enche-se de prazer de Ib'o
proporcionar.
Seja pois esta satisfaco completa, e a que reine
era todos os vossos coracoes, cabendo-me recoin-
mendar a todos os operarios, que sejam protnptos
no cumplimento de seus d -veres, com oque mere-
cerlo jJo seus superiores toda a estima.
Bstao abenas as offieinas.
Fernando, 21 de marco de 1864.
Antonio domes Leal,
Coronel commandaiile interino.
Srs. redactores.Nao posso deixar pasear sem
a devida resposta a correspondencia que o Sr. Odi-
| Ion Austricliauo Brayuer se dignou mandar pa>
i blicar contra mira, era o n. 24 do Liberal, de lo
i do correte, e que * da. Na minlii qualilade de hoinc.u e de cidado
! pacifico, simo profundamente que o mesmo Sr.
!OJilon, quo eoobeco perfeitiinente desde sua in-
fancia, quem nunca olTtmdi, e com cuja familia
at nutr por muito tempo as mais eslreitu rea-
ces, venlia, sem molivo algum ponderoso, trazer-
me como ura criminan, como un rh de polica
ante o tribunal da opiniao publica, e procure cora
o maior saugue fro e impavidez, aviltar-me e en-
xovalbar-rae no conceito dos tiomeiis de bem. A
nao ser o modo desabrido e descominuual por que
esse senhor me maltrata na sua referida corres-
pen lencia, por certo nao lhe dara em troco urna
s palavra : a minha consciencia me poe salvo de
qual |uer responsabilidade, e felizmente o publico
do Bonito, que nos couhece ambos, sabe fazer-
nos completa justiga e aquilatar do que lado esto
a razao e a moralidade. Motis'o de sobra tinha eu
para chamar presenca dos tribunaes esse meu
adversario gratuito, que se quiz converter em meu
atroz calumniador ; mas, recouhecendo que ello
um mogo sem o previo seuso, e que uo passa de
instrumento vingaugis alheias, conteuto-me com
formular desde ja a minha resposta, em attenco
smente ao publico, a quem devo expor a causa
originaria do procedimeuto iusolito do meu de-
tractor.
Desde muitos annos resido na povoagao de Ca-
poeiras, distrieto do Bonito, onde, era razo do
cumuoriamente regular que tenlio constantemente
mamido, gozo dtf sinceras affeico s e de geral con-
ceito. O meu systema de vida, limitado ao trabalho
e a industria decente, mediante a qual sustento a
minha familia, c exactamente conliecido por lodos
daqaella comarca; e posso ter o desvanecimeuto
do allirmar que em wnsequenciii do meu proce-
dimeiito lego.ar que Umho conseguido ae-ses tu-
gares certa preponderancia e mlTu-ncii, que muilo
desagrada e raortillca iniungos gratuitos (que
ninguein deixa de os-ter), mas que serapre me hao
considerado e respeitad-. A' esta tal ou qual im-
portancia com que all sou honrado, devo o haver
sido por vezes iacumbiJD de cargos pblicos, em
cujo exenicio tenho procurado pautar sempre os
meus actos pi los principios da digmdade que so-
bretudo preso ; e por isio ni -.sino que a oveja e
o despello de inunigos pe pienioos se ha desperta-
do tencoeia e prfida contra rtii.-n. A poltica que
em ludo infelizmente e intromeite a arma cotn
que mais jogain em toda parte, e muito especial-
mente as localidades do centro, "-ses espirites
mosqulnhos e al.jeetos que vtvem da Intriga o se
alimenlam no constante cununerciu da dillainacAo
e da calumnia. Eu, em tees rirrumlaacia< o
poda escapar aos manejos e golpes dos meus des-
affectos : essa preponderancia que tenho exereido
sempre em Capoeiras nao deixa de incommoda-ios ;
e esta a razo por que cites tudo onvfdain, no
intuito de Intrigar-me, de cnxovalhar-me e per-
der-me no conceito publico.
Data principalmente do anno de 1860 o maior
empenho dos rneus desaffeetos nesse aegregado
plano que hao concebido. Ao approximarem- elecoes naquella poca, procuraram elle- empre-
gar contra mim todos os recursos, alim dn luuiili-
sr-rae e destruir essa influencia, de que gozo era
Capoeiras, obtida e sustentada em razo da regu-
laridade e da digmdade rom que tenho sabido
poriar-me ; e, nao encontrando meios atados para
levar effeito esses reprovados intentos, lanearam
mao de um expediento que Ihos pareceu mais ap-
propriado. Letnbraram-se de apresentar-me cooio
uraa autoridade de mos precedentes, tal vea como
um inoiiftiv, ao Dr. Jesuino Claro dos Sanios e
Silva, que era entao o promotor publico da comar-
ca do Bonito ; pi itarjm-me eom as mais oarroga-
das e lerriveis cores peratito aquelle funecionario,
llzeram ebegar ao seu conhecimento declarages e
aiteslados contra mira, inleiramente mentirosos,
machinavam [wr esse lado e as Irevas a minha
completa ruina, e tiveram a habilidade de Iludir
ao Dr. Jesuino, que denunciou de mm, por crime
de responsabilidade ao juiz do dueilo da comarca.
Fiindava-se essa denuncia em que eu, como juiz
d paz. o alferes Joao Francisco da Cosa Estrella,
como subdelegado do distrieto de Capoeiras, e o
respectivo escrivo, de combinaeao haviamos sol-
tado, mediante a paga de 70-5, o criminoso Ven-
ceslao Bispo de Araujo. O digno juiz municipal do
Bonito, Dr. Loorenco Jos de Figueir lo, que entao
exercia all o caigo de juiz do direito interino,
mandou-rae ouvr sobre essa denuncia em 1861 ;
e eu, que felizmente nao tinha de que receiar-me,
como nao tenho presentemente, respond com a
maior tranqullidadc de consciencia, faz-ndo ver ao
Dr. juiz de direito, do modo mais claro e conve-
niente, que eu nada tinha cra semelhante fado, e
que, se era verdadeiro, corra nicamente por
conta do sobredito subdelegad o Estrella e do es-
crivo. Provei-llie exuberantemente que naquelle
lempo nao exercia eu cargo algum publico, visto
haver sido exonerlo da subdelegada de Capoei-
ras em data de20 (Fabril de 1839 ; e que nem
mesmo estova no exerccio do juizado de paz, por
quanto j havia lindado o mino de minha jurisdi-
cao, na poca que se alludia, o era juiz de paz
enUio o cidado Joaqnim Pinto Tei.ceira. Desta
maneira, e com a maior facilidade, confund os
meus adversarios, entre os quaes tigurava asagra-
cadamenio ura humera queOdilon muito conhecii,
que lhe era mu proximamenic conjunto, e do
qual nunca deveria eu esperar seniio muita ijrali-
do e estima. Al asi nada mais se fez, com rela-
co tal denuncia, pela qual nunca se me incotn-
uiodou desde entilo at bem poneos das.
Pensava eu que os meus gratuitos nimigos ha-
rtan cessado o seu tenebroso plano de aleivosa
perseguico contra mira : estava, porm, engaa-
do : urna circumsianca veio ltimamente con-
vencer-mc de que se tenlava renovar e*sa trama
da mais desfogada picarda ; e a eleicao, que se
proceden para senador por esta provincia, olfere-
r>>t4 ailBJ aerflwm de nova especie um ensejo
f.jvoravel para por em pratica os seus damaados
intentos.
Intimamente ligado, pela mais cordial amisade,
com o muito digno teneule-coronel Jos Joaquim
Be/.erra de M- lio, quera desde muito sou dedic i-
do, com elle Irab.ilhei, e de aecrdo com varios ou-
tros amigos, em prol do pensamonlo do goveruo,
em a referida eleicao ; n i que puece-me que
obrava com lauto direito, como qualquer outro em
sentido diverso. Es-e meu proceder desafra toa
aos meus adversarios ; e para logo, pouco depois
da eleicao, correu no Bonito o tremen lo boato de
que eu e os meus amigos, que haviamos votado
de aecrdo Den o pensamento do enverno, liave-
riainos de solfrer, por isso mesmo, profundas
amargores. Nao doi crdito, preciso confessa-
lo. a lies rumores, porque nao se me ligaron cen-
sa verosmil, entretanto, a circumsianca de ser
pouco depois trazido baila o meu obscuro nome
no discurso de um dos nebros ineuibros da as-
sembla provincial, coiisiderando-me, na minha
qnalidade de erapregado pido governo, com i nm
ejemplo de mai-, talvez, para comprovar a ma
direeeo dos negocios puoiicos da provincia, e
ainda a coinciden.-i;i de ser logo em seguida pulili-
cada a correspondencia supramenconada, de lon, deiiiou-traram-me a veraci la le do que se di-
zia no Bonito, e palenlearam-me a consiiuiaco
do plano contra mira urdido. Accresce ludo i-lo
que, poUCOS das depois. recebia eu ioliinaeo do
escrivo do jury do Bonito, para iraUi ver jurar
testemimlius em processo contra niiin instaurado.
1 qur saber o publico, para quem escrevo, qual
o fado pelo qual respondo ? E' o mesmo que se
refere a denuncia, que lia Ires para qualro aunes
me foi injustamente forjada : o mesmo decanta-
do crine de responsabilidade, que se me all ibiie,
de recebar, como autoridade, cusas aieeaeivst
esse mesmo imaginario delicio que de novo sur-
ge, a|js lodo esse lapso de tempo !
Eis o gravissimo crime, por mira commettido,
como qur o estonteailo Odilon, e que serve de
fundamento as proposiedsa insultuosas e nausea-
blindas, cura que me brindou em sua correspon-
dencia. E' a isso que se refere esse moco leviauo,
sem criterio, sem educacSo, que. ao passo que me
chama de almoenve, pintando, como Iho apraz, os
principios da minha vida, nao tem peje de expri-
mir-se, |>eranle o publico, om phrases do mais bal-
vo e vil arrieiro. Se eu fosse esse homem, que
Odilon dcscreve. perverso, rapiador e trnmpo-
linctro : se lioiivesse pralirado as ladroeiras que
esse pasquineiro imbcil me as-ac ; seria um
ente lito despresivel como o proprio Olilon,
quem nao_ posso, de maneira alguma agradar,
porque nao me curvo aos seus accenos, porque
nao lhe presto homenagem, porque sei respailar-
me e respeitar os dictames da moralidade e da
dignidade no mundo social. Gracas Dos, nao
peco nem tenho pedido etnpregos ao governo, por-
que tenho de que viver :se por mais de urna
vez o governo rae ha honrado cora cargos de con-
fianza, porque felizmente sei proceder na socie-
dade e granjear a con-ideraco e o cjnceiip pu-
blico. Comprehendo perfeitaraente que muilo se
deve molestar o joven OJilon com esse concito a
influencia de que gozo em Capoeiras e em toda a
comarca do Bonito ; mas tenha paciencia, nao
m'os ha de arrancar, |ior mais que se esforc,
porque nao sao baseadas em ttulos Ilegtimos.
nem con |ui-tadas em tiocode bandallieiras e tro-
pelas. Nao sou instrumento de eleico.>s, esse pa-
pel importante c decoro-o deixoo de bom grado
ao Sr. Odilon, que tem muito mais habililacoes
para isso do que eu : um sabio, bem que feito
pressa. como S. S-, nunca po lera ser equiparado
a nsito que. na sua parase bordalenga, mal escre-
ve o seu nome. (Juanto ao posto de major, que
espero, segundodizOdilon, nada posso responder
seno-que isto mais um indiscreto expediente
de quose serve, no intuito de ridicularisar-me :
porm perde s seu tem.
Em attenco ao publico repito-o ainda, trago
estas linhas : em tempo opportuno, que n.io estar
longe, terei a satisfaco de apresentar a pro va
convincente da minha plena innocencia, propo-
sito do que aventura Odilon contra mim, e de
mostrar com os documentos authenticos e cora
depoiraentos das testeraunhas do processo, que
respondo, que o meu proceder est muito cima
das mentiras e dos embustes de um intrigante
miseravel e abjeclo. Knto confunlirei o meu
adversario principalmente com os ditos das duas
leslemunhas, cujas declarages ultim iraeule as-
sist no dia 14 do crrente, das quaes uraa o
proprio Joaquim Pinto Teixeira, juiz de paz ao
lempo do tocto qne ronstitue o onjecto da denun-
cia ; e Terso todos que essas testeraunhas me fa-
zera a mais completa justiga.
Concluindo. cabe-me declarar que o mawr de-
sejo que hoje me preocenpa o de ver terminado
esse clebre processo : tenho o mais vivo inte-
resse em que se cunhega a verdade, e seja a le
desaagravada; e, do alto da unprensa, rogo enca-
recidamente ao digno juiz de direito da comarca
do Benito, que, ainda mais do qu,! costuma, se
possive!, apresse a marcha e o desenvolvimeulo da
denuncia contra mim aprusentada.
Recife, 23 do abril de i864.
Galdinc Alces Barbosa.
doo ltimos adjuncios dexaeV a \emriu.mu
IT de m.irc> -or lar >id> n>rM-a.fc>
SUpreOM ti-'ibun.il de ju-i.;.i, lk. >
nal do rnmnuTcio absutut.imcnte
de fuuroioitar. haveoeVi par i-*- rvssas a
nistraro da tastiea roinmercial sV segarM
tancia, desde aquelle dia ale leij-, rma a
gura espera nca de que es i grande Icfrm
continuar |Mir algom leaam.
Acreditado hei-. vindouros ? '. '.
22 de abril de 1864.
Pastllli Trratolfuf-a rlr
Criancas atormentadas p.* erro*-. ** mr
aliviadas com amas tm d> anaantaai vi^*-
gas de Kemp que sao inrilanle nn apr-arratrn e
deliciosas de mai- no mju f-..rttm rrpnta-
da. E-las paslilhas sao mim prnraratas mne
quitro motivos ; rilas nocnim mmrtir*. *
precisam depois de purgante, iterioMi tp*
desoja son causar aor, as rria*ca **n
tas a lomar mais do q ie marra a reri^ia.
N. nhuina in-.jii-11 a- I^Hhi 'xr*''1
urna vez quer outro rermitas na s-iaeatnt
A' venda por led.xos primeirns oVi^S-m-
ui.-erioi' eui l'criiaiubueo p<-r I'.kh* k lurt.i
J. da C. Bravo A C.
OMMEBCIO.
NOVO B\\fi lifi Kri*\IMi.
O novo banco de P.irnanibuco p..ga 1 iltvr
dendo a razo de \> aaff aci.io.
Ailamdeg,*
Bendimenlo do dia 1 a ti........ U2.yH2Mt
dem do dia 2-'i..... .......... |H.45ttM
UI:7JM
.Hoviuaeni da alfanalr-a
Volumes entrados com fazendas. 1*2
com genere*... rt
m
Voluntessahidos com fazendas...
com genero.
.*aH
%..)
Bescarregam ao dia 2S de abril.
Patacho nacional Capnnn diverso genera.
Barca inglezaEnctuinHim -rarv-
Patacho in^lez Saqillaearvio.
Bigui) inulez -John Mtithr** fariab.i o> Uta**.
Brigue iagtosMarmitn fazendas.
Brigne inlez Otra <>f tke Pi^mr idea*).
Barca InglezaTnicelerhnn** de iriga.
Importars.
Vapor nacional IwsfaMBja, aaSMB dn pastas
do noile manifestoii o seyuinte :
I* Acarar .
3M meios de sola; a toad Rintrine- Ferreira.
:t:ll ditos de dita a Antonio Aire* de furas*.
138 ditos de dita ; a l.uiz Antonio Sw|n-r.
80 ditas de dita: a Antonio di M*a PuBi"S-
nor.
M ditos dita : a viuva de Mau. I Gani.iliii d
Silva.
1288 ditos de dita ; a 1 ni i "" Jmiar.
740 ditos de dita : aJeisJof de *M va Un Ma-
raes.
De Natal.
700 lacees eom .'I..".c0 rrol.as d acorar, ft.1 da-
los com 3210 arrobas de atgudo en idonu;*
Saonden Brollwra A '.
I)., Ceari
Genero estrangeiro j despachado para i-nnnisn.
Hl) Irasqueiras asa lea. 2.10 Barrara farinttt e
trigo, 2'i ditas peixe, I aef >- com 13 ar d>i- e W
libras (le ini.-lar.l.i, 1 r.i I. ir.. du. I rae-
i xa ptalas, I eaita fazendas, t dito i J*as
chitos, I dita morras, l dito e I parte, nuda cotas;
a ordem.
Ganen l narionacs.
o eaixas charuto.- a arsVsa.
De M ican.
37 eaixas vela- de rarnanss, 11 nrins de seto.
18 mol es eom 180 eoBrtatos ; i aataa aaasm da
Oma : a Sebastian Jos da Silva.
t saeeas com 28 arndni a 24 nasas ss al
147 conros sainados, t>4-acres rom r'ra SV e
naiiba; a Luiz Antonio Vieirs.
Ifi couros esjiichad ; a Cunha Ira ** V l~
2 aarejasassn 12 arrasas a l Masa ib-eai
secca. :i barricas coin 12 arr.\> i- e l titira de
cera de carnauba : a Maiund de S'ii/a Orners
Pioipao.
34 muros salgado-, 20 meios ib- so:a, |i> libras
de pansas de ena, aaaaas aan Wt asvatai d*
altadas; a erdem.
Barca ingleza Trarell.r. entrada de N'. 4->rV
consignada a Phipps Bioib.r- .'> i.nifc--loss
sesntato:
21122 barrica- l.'iO antas dm- f irinha as tng.
1 e 300 barrilinlios de buha d i awsaeaa.
Kecel>rilrl lie reail 11 latrrnas
gerae tle Fe roa m hura.
Rendiraento do dia 1 :. 2.1...,----- 2i) ."i"7J4M
dem do da 2"................. I
C on*iil;>ilo prnsSnrlal.
Rendiraento do dia 1 a 2!.....
Idem.do dia 2o................. 2!*2!'l*
I^.MltiHI*
1 MOYIMENTO 20 POETO.
Vil ios roiiad".- as ia 14.
, Acarac o porl >- Interne ti >s. var4)r na-
cional rVrataaaaB, d* 441 tosansstaa, r imnnav
dante l-'rancico Jos da Sova Hall;.-, equii-ajc*
20.
New-York30 dias, barca atiesa riacrlttr, de
215 toneladas, Caattia iianille. rquipafNI 14,
I carga 2.1)22 barricas com familia de tngo ; a
Phipps Biothers c\ ('..
Nao bou ve sabidas.
DECLA1CS.
PUBLUACES i PEDIDO.
Para a historia.
No anno da graca IH64. no remado do Sr. D.
Pedro II, sendo presidente d con-elho e ministro
dos negocios da Justina o sen dor Zachanas de
Gi-s e Vasconccllos, presidente de Pernambuco o
Commendador Domnaos de Souza Lefio, c sob o
imperio das ideas polticas do partido___(anida
na j sabemos a sua verdadoira denominacu);
achaudo se, ja ha muito, incompleto o tribunal do
cemmercic daquella provincia, e havettdo um dos
I JtlIM \ 11, n\ RELilit.
Apprllacoes citis paradas na sen ciara da reta-
rn, por falta dr pagamento de reapeclite pre-
paro.
AlliiR.WO.
Aggravo de instrumento do tuto dt ; 0
IJmortro.
Agaravante. Joao Leaiuro Barbosa | atgreeads.
o juizo.
Carta, testrmnhhal de Penrio.
Agaravaste, o l>r. Manuel Vieira de Mello ag-
gravados, Candido Mi reir Len.>. -eu ftRio e ca>-
trns.
Appellacao erre/ dojmzoios ^ito da fmumia.
A|ipeiianle>, Jos Kabeilo P.iddh e oolrna ; as-
pellada, a fazenda provincial.
ApatUacAo citet do jmzo dos feU da [nenAa
Appellante, Jos Itabello Padilm I oulrw* ; jg-
pellada, a fazenda provincial.
Appellacao cicel do juizo nasSOgri Puto Garre
Appellante, o Dr. Ja-ilitao hu-s Pinto >u Silva ;
apin liado, Alexandre Ib-rnardino de .Helio.
Appellacao civrl do jmzo municipal irtln n 1*4e.
Appellante, Mouica liinez da Silva e eatru ; as-
imilad 1, Thereza Cathariua da Cceeici).
Appellacao civel du juizo munu-ipil sV S. Mtwtt.
Appellante, o lenenh-ruronel > Correa Se
Araujo ; api>ellados. Jos Hygino de BanJJi ata-
reira e outros
Appeltaco areldv juizo mnnicipiletfaamt.
Appellante, Dominos Joj Mar-mes ; appelhde,
Theolonio Flix de Mello.
App.ll.hdo cicel do juizo municipal do Caa
Appellanle, Manoel Iviucm rtr Jjsu*; ippi liadas,
Antero Vieira da Canha. sua inutoer e ouirs.
Appellacao cicel do juizo munieiptiie Marmnmnmr.
Appeiiaale, Kan-lina Tnnreza |e Je** ; a>pj|
lado, PaUtino Francisco ftnm e ooiros.
Appellacao cicel do jaizo municipal de H.nnnei-os.
Appetlantes, Jos Barro-o de larvallw e tras;
appe.llado, Maooel Januarm Bezeira iltvaleaxii.
Appellacao civrl do juizo munkip-il if' tliiyau tma
Appellante, o l-acharel Maxiunann liOtr Markav
do ; apiwllado. o teneule-coru..1 i'.itinio J^tKrei-
re Mariz.
AppeUacao dice, d., jmzo nsMcasf da Limaeim.
Appellanle, Manuel d; S \ o, <>> UiN-r .
appellado, o con- go Joao Beiaanurea Martci.
Appellacao tita do juizo dos filos da fturnea.
Appellante, o juizo ; appcllad >, Guiibersasn Aa-
gelica do Sacramento.
Re i'ia avd
Recrreme, Rosalina Fcrnaedes de AtaMdaa
seus lithos menores: riecorrilu> Pdra Jas sV AJ-
meida e nutres.
Recife, K de abrij de 1M4.
O st-creuns da retaota,
ffi'iataast A fono rerrer*.
' ._ ...


PUrto de rtrawafcno l^reo leira *I Abril de t ft4.
Santa Casa de Misericordia do Recife.
A liltn junta adminisirativa da Sanu Casa de
Misericordia do Recife manda fazer publico, que
precisa comprar para a aula de primeiras letras
do collegio de orphos os objectos aiaixo declara-
dos. As pessoas que quizerem vender ditos objec-
tos, comparecam com suas respectivas proposlas
em cartas fecnadas, na sala das sessoes da mesma
junta, pelas 4 horas da larde do dia 28 do crreme. !
AYISOS MAJUTIMQS.
7 resmas de papel almaco greve.
2 caixasde pennasde bic de lanca (Blanzy Pou
re&C)
i caixa de ditas calygraphicas.
1 dita de litas ditas n. 28.
2 duzias de lapis finos.
30 credos de lapis superiores,
39 caetas para pennas de ac.
80 pautas de n. 1 a 4.
0 mappas impressos para mais de 50 alumnos.
1 caderno impresso para o ponto diario.
20 tinteiios de chumbo com lampas de folhas.
2o cartas de abe.
O taboadas.
10 ruguas de madeira.
10 Iris classico.
10 ejemplares do Methodo facilimo.
10 ditos dos everes do homem.
20 ditos do opsculo de Ambrozio Rend.
2 libras de giz em pedra.
1 bandeija e 2 copos de vidro.
1 moringuo.
1 bacia de metal para lavar as mos.
Secretaria da Sanu Casa de Misericordia do Re-
cife 25 de abril de 1864.
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
Escrivo.
Arsenal de guerra.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR-
E' esperado des portos do sal
at o da 30 do corrente o vapor
Apa, commandante o primeiro
lente Alcanforado, o qual de-
|M)is da demora do costume se-
guir para os portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada, encommen-
das e dinheiro a frete at o dia da sahida as 2 ho-
ras : agencia, ra da Cruz n. 1, escriptorio de An-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo & C.__________
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Dos portos do norte esperado
at o dia 1 de maio, o vapor
Cruzeiro do Sul, commandante o
capitao de mar e guerra Gervasio
Mancebo, o qual depois da demo-
ra do costume seguir para os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual devera
ser embarrada no dia de sua chegada: encom-
mendas e dinheiro a frete at o dia da sahida as 2
horas, agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C.________
Para Baha vai sabir em |>oucos das com a
carga que tiver o veleiro patacho D. Luiz, capi-
I Jera procurar as bares no escriptorio do dito
agente, pois que aa^nefe da, das 9 as 3 da tarde
elle estar cxposlo aos concurrentes.
O mesmo agente por conta de urna pessoa que
se retira para Tora, vender em leilao os escravos
seguimos : Marianna, naco, 40 anuos, perfeita
quintandeira; Antonio, naco, idade 30 annos, e
Sebastio, crioulo, 30 annos : todos sadios.
Sexta-eira, 29 do corrente, as 10 1|2 horas da
manhaa, porta do armazn) dos Srs. Pal metra &
Beltrao, largo do Corpo Santo.
AVISOS DIVERSOS.
GRANDE FABRICA
CHAPEOS DE SOL
De J. Falque.
4-RA IIO CRESPO-4
Esta fabrica,_a mais amiga c
acreditada d'esta capital, acha-se de novo montada com um
francezes, assim como de tudo quanto diz respeito
acas e panno de todas as cores e qualidades. ar-
macoes e mais prepares para apromptar chapeos de sol vontade dos freguezes que se dignaren) da
honrar este estabelecimento.
i quinta-feira 28 Cobre-se c concerta-se toda c qualquer qualidade d'estes arligos com a maior perfeicao e pres-
1" ... l -i i-, """lwi mus anilla c aemiiiaua (
instituto Arckeolorico e Geo- sor'imndo de chAP^s ^ s> >ngw e frar
, t. VV1V61W c ^"w a sua profissao, como seja superiores sedas, alpj
grapluco Peniambucano.
Por ordem do Sr. major, director do arsenal de to Jos Teixcira de Azevedo, quem no inesmo
quizer carregar pode dirig-r-se aos consignatarios
Palmeira & Beltrao, largo do Corpo Santo n. 4,
primeiro andar.
guerra.se faz publico a quem convicr, que nos ter
mos do aviso do ministerio da guerra de 17 de
marco de 1860, se tem de mandar manufacturar
SCSQDte : Para diversos cornos. COMPANHIA PEKNAMBUCANA
380 mochilas de brim da Russia. -^______.. _.^5.^__ ... .
Para a oompanhia de bombeiros. I*avegaeao costeira a vapor.
4i jaquetas de brim pardo. Macei e escalas.
44 calcas de dito brim. No dia 27 do corrente seguir
As pessoas que quizerem arrematar o fabrico de dBw*aN. para os portos cima indicados,
ditos artigos, comparecam na .sala da directora do 2Pfi?|^\. ;4< noras da urde vaPr -"""
mesmo arsenal, pelas 'l I horas da manhaa '- ijfl."^tLim '""".''""/"' commandante Moura.
29 do corrente, munidos de suas propostas, em fc^jagjflHd" l!'"-"1"1 carga smente at o dia
que declare o menor preco e qual seu fiador. 26. Encommeiidas, passageiros e dinheiro a Irete
Tamben) aceitam-se proposlas para compra das at as 2 horas da tarde do dia da sahida : escrp-
fazendas abaixo declaradas, para a companhia de torio no Forte do Mallos n. 1.
aprendizes menores do mesmo arsenal, a saber :
360 covados de algodo azul.
360 ditos de riscado de algodo.
36 varas de panno da Costa.
40 ditas de brim hranco liso.
Arsenal de guerra de Pernambuco 2o de abril
de 1864.O amanuense,
Jlo Ricardo da Silva.
Pela delegacia do 8* dislriclo do termo do Re-
cife se faz publico que foram apprehendidos dous
cavallos furtadot que se acham em deposito: seus
do corrente ao meio dia.
Secretoria do Instituto, 25 de abril de
1864.
J. Soares d'Azevedo,
______________Secretario perpetutfr
0 cirurgiao Leal mudou;
a sua residencia da ra do
Queimado para a ra das
\ teza, c tudo por precos omito rasoaveis.
Bonito sortimento de bengalas precos cemmodos.
_______" -i Rua do Crespo -- 4
Dinheiro vista.
Cruzes sobrado n. 36, pri-Algodaozinho com pequeo
meiro andar, por cima doj toque de avariaa 4$500
armazem Progressist, aon-| e 5$000 a peca.
An n f."U.^x^_____ ~ Vende-se na rua do Queimado n. 14, superior
(le 0 aCnaraO COmO Sempre algodoznho com pequeo toque de avaria Io.e
prompto a qualquer hora pa-
ra o exercicio de sua pro-j
fissao, chamado por escripia.
05 a pega, a elle que est se acabando.
Jara o Rio de Janeiro
O patacho Beberibe pretende seguir com muita
brevidade, tem parte de seu carregamento promp-
to : para o resto e escravos a frete, para os quaes
tem excedentes commodos : trata-se com os seus
consignatarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
& C. no seu escriptorio rua da Cruz n. 1.
11 ha de W. Miguel.
Sal'' com a maior brevidade o patacho portu-
donos apresentem-se na mesma delegacia munidos, gU(;z Solt:a ana rece|)e a|guma carga : a tratar
das provas neeessarias para Ibes seren entregues.
Crrelo geral.
Pela administrado do correio desta cidade se
faz publico que em virtude da convenci postal,
celebrada pelos governos brasileiro e francez, se-
ro expedidas malas para Europa no dia 30 do cor-
rente pelo vapor francez Extremadure. As cartas
sero recebidas al 2 horas antes da que for mar-
rada para a sahida do vapor, e os jornaes at 4 ho-
ras antes.
Administracao do correio de Pernambuco 16 de
abril de 1864.O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Consulado de Portugal
Por este consulado faz-se publico para conheci-
mento de quem interessar, que no dia 2 de maio
prximo futuro ser posto em Draga publica, na
porta da assoeiarao commercial, o escravo Tho-
m, crioulo, de 12 annos de idade, pertencentc ao
espolio do tinado subdito portuguez Joo Bautis-
ta da Rocha, hypothecado por escriptura publica
Antonio Alberto de Souza Actuar, para ser arrema-
tado por quem mais der, sobre o preco de 1:1005
por que foi araliado.
Correio geral,
Pela administracao do correio desta cidade se
faz publico, para os linsconvenientes, que emvirtu-
de do disposto no arl. 138 do rrgulamento geral
dos correios de 21 de dezembro de 1844, e art. 9
do decreto n. 18'i de lo de maio de 1831, se pro-
ceder o consumlo das cartas existentes na adini-
Tnsiiacao, pertencentes ao mez de abril de 1863, no
dia 3 le maio prximo s 11 horas do dia na por-
ta do mesmo correio, e as respectivas listas se
acham desde j expostas aos interessados.
Administracao do correio de Pernambuco, 23 de
abril de 1864!
O administrador,
Diiiiijos dos Pussos Miranda.
Quarta-leira 27 do corrente, datis da au-
diencia do juiz de, paz do 2o dislriclo da freguezia
da Boa-Vista, s 3 horas da tarde, se ha de arre-
malar diversos trastes pertencentes Joo Cancio
Perreira da Silva, por execucao de Jos Goncalves
Ferreira Costa.
ORREfOGRKAL.
Itelarito das carias seguras viudas do norte pelo
>a|ior Persimiiiija. para os seultores abaho
declarados :
Krnesto Dias Montciro.
Francisco Moreira da Costa.
Francisco de Paula Albuquerque Maranhac.
Dr. Fabio Alexandrino de i arvalho Reis.
Joo Baptista Soares.
Jos Joaquim Alves de Aroorim (2).
Lino Jos do Reg Praga.
I). Mara do Rosario Perera da Silva.
Mauricio Francisco Ferreira da Silva.
Maooel Jos do Nas-.mento.
Mauoei da Silva Mendonca Vanna.
Vianna s Guimares.
com o seu consguatario, na rua de Apollo n. 4.
THEATRO
DE
S. ISAB
ii'iu;/.\
GERS\N0 i COIMBRA.
"> Recita da
Quarla-feira 20 de abril
Rcpresentar-se o apparatoso e excellente drama
em cinco actos,
Para o Rio (irande do Sol.
llana nacional Aguia.
Segoe com a maior brevidade para aquelle por-
to, para onde recebe carga preco commodo : tra-
ta-se com os consignatarios Hallar & Oliveira n.
26, rua da Cadcia do Recife.
Para o Kio Grande do Sul.
Ilrigne nacional Tvgre.
Segu com a maior brevidade, recebe carga por
preco commodo para aquelle porlo : trata-se com
os consignatarios Bailar & Oliveira, na roa da Ca-
deia n. 26._______________________________
PARA LISBOA
Vai sahir com brevidade o patacho portuguez
Maris da Gloria, capitao A. de Barros Valente :
para carga e passageiros, trata-se com E. R. Ra-
bello, rua da Cadeia u. 53.
LEILQES.
LEILAO
DE
Dous ricos eslojos de mathemalica, ferramentas
para ourives. marciiieiros e torueiros, fechadu-
ras Tinas, cadeados, ganchos de parafusos, le-
souras, caivetes, seringas e um completo e
variado sortimento de brinquedos.
MOJE
\ rua da Iniperatriz numero 9a
J. J. Keller tendo de retirar-se para Europa far
leil-o para liquidadlo por intervencao do agente
Pinto em lotes vontade dos compradores de to-
dos os objectos cima declarados existentes em
sua loja sita na rua da Imperatriz n. 9, devendo
ter principio o referido leilao s 11 horas em pon-
to do dia supradilo. Desde j previne que das de-
pois vender tambem a armario e movis da refe-
rida loja, a qual offerece bons commodos para
quem quizer estabelecer-se.
LMLAO
DE
Predios e sitio.
A commisso que o partido progressista
nesta provincia encarregou a direccao do|fu-
neral que deve celebrar-se na matriz de San-
to Antonio desta cidade, em o dia 28 do cr-
reme, as 9 horas da manhaa, pele finado se-
nador Francisco Xavier Paes Brrelo, ha pro-
videnciado afim de que sejam convidados pa-
ra assistirem a aquelle acto lodos os alijados,
amigos e apreciadores do dislincto fallecido ;
mas, como pode acontecer que, isto nao obs-
tante e por circumslancias independemos de
sua vontade, deixe o convite de chepar to-
dos os que se acham comprehendidos em
qualquer das tres classes figuradas, roga-lhes
a mesma commisso que, dando-o como rece-
bido, dignem-se de comparecer a taes exe-
quias, significativas da veneraco, respeito e
saudade que o referido partido sabe votar a
seus membros, aiuda mesmo aps o passa-
mento delles.
Advocada.
O bacharel Lourenro Avellino de
Albuquerque Mello, antigo advoga-
do desla cidade, leudo regressado
ella, tem aberto o seu escriptorio
rua do Imperador n. 40, onde pode
ser procurado para os misteres de
sua profissao todos os dias uteis
das 9 da manhaa s 3 horas da
tarde, e offerece como garante a
seus constituintes a'DSo interrompi-
da pratica de 25 annos de advoca-
da. O mesmo aceita partidos e
tambem causas nos termos do in-
terior onde tocar a estrada de ferro.
mamwmmm
! DENTISTA DE PARS
49Rna Nova-19
Frederico Gautier, cirurgiao dentista,
faz todas as operaedes de sua arle, e col-
loca dentes artificiaes, tudo com superio-
ridade e perfeicao, que as pessoas enten-
didas Ihe reconhecem.
Tem agua e pos denuncio.
Aenco
Quem livere quizer vender qiiatm rasaa Irrrta*
com tanto que stjam noras, en K^m roa, mm
tenham commodos para familia, dirija-** 'abafa
da praca da llna-Yisia n. -12, que ato te % m
pretende.
Kocledadc de secaros nawli
de vida installada pelo Ra
rui5o na ridade do Porto.
Os agentes nesta cidade e provincia A*
I.uiz de Oliveira Azevedo A C, isvriftmi i
da Crnz do Recife n. I. esto auloraOW OJMt ,
a tomar assignattiras e prestar Io4m o ryhrrri
menius que forem nn.. ssaffcm as ptMJm$ sejarem concorrer para lao til e b-artira epn
tas.egurando um futuro I i i ion iiiiiimi
Mez de Marta
Vende-se este livro conforme o uso
hospicio da Penba a \$ cada livrinho:
livraria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Aluga-se a loja de urna porta s na
rua do Crespo n. 4 com armaco ou sem
ella, para tratar em casa de J. Falque na
mesma rua n. 4.
h
Precisa de urna ama para casa de
pouca familia com tanto que cosinhe
bem e seja bm limpa e faga as
compras: na rua da Cadeia do Re-
cite n. 38, primeiro andar.
D. Julia Mara de Vasconcelos,
portugueza, retira-se para
Portugal.
0 bacharel A. R. de torres Bandeira,
professor de geographia e historia no
Gymnasio desta provincia, contina no
ensino particular destas mesmas disci-
plinas, e bem assim de rhelorica, phlloso-
phia, inglez e francez : na rua estreita
do Rosario n. 31, tercero andar.
-tttt
O barharel Jos.- Robrrlo da Cimba S^
les coatinua coin o sea MTiiHnr ftj ad-
vocado a rua esireita d.. Koario m II
1 andar. ..nde pule mt prornra*>*w 9
horas da manhaa as 3 da Urde : **
na mesma casa.
No caf nslanrand do rommrrrm
Trapiche .Novo n. 22, alugam-se iiuaruis '
dos por mez.
PilMMlllil
O Dr. Cosme de Sa Perpira rnoti-
na a residir na rua da Cruz n. 53,
i e 2o andar, onde poiJe ser pniru-
rado para o exercirio de sua \-
so meilica, e com espei;iiiilade
sobre o Hptaft
t molestias de oibos;
2* depeito:
3o dos nrftht* geni
urinarios.
Em seu escriptorio os doftilr* *p-
rao examinados na onlrm le Mm
entradas cometando o trabalho pHos
doentes de efen.
Dar consultas todos os dias d
6 as 10 da manhaa, menos rms do-
mingos.
Praticar tuda.e qualquer opvra-
c3o que julgar conveniente para u
prompto restabelerimento ihis seos
doentes.

Fabrica Oonceicfio da
Babia.
Aluga-se o primeiro e
casa n. 193 da rua Imperial
numero 36.
segundo
na rua
Aos o:000#0G0
Sexta-feira 29 do .corrente mez se ex-
trahir a quarta parte da primeira lotera
da matriz de Barreiros, no consistorio da
igreja de N. S. do Rosario da freguezia
de Santo Antonio.
Os bilhetes e meios acham-se venda na
respectiva thesouraria rua doCrespo n. I
15 e as casas commissionadas.
Os premios de 5:0OO;000 at 1000001
sero pagos urna hora depois da extraeco
at s 4 horas da tarde, e os outros no dia
seguinte depois da distribuicao das listas.
O thesoureiro,
_______Antonio Jos Rodrigues de Souza.
CICERO PEREGRINO
Rua do livraniculo n. 19
Primeiro andar.
g Andrade & Reg, recebem constante-
I h mente e tem venda no seu armazem n.
I yAf 3 da rua do Imperador, algodo d'aquel-
^ la fabrica, proprio para saceos de assu-
andares da jfe car, embalar algodo empluma etc., etc., J
da Aurora | f pelo prego mais razoavel. c
Agencia de passapurtc.
Claudino do Reg Lima, despachante de passa-
porle, tira-os para dentro e fra do imperio por
commodo preco e com presteza : na rua da Praia,
primeiro andar, n. 47.
achan-
e au-
assigaatura.
Terminar o espectculo com a graciosa come-
dia em um acto,
A filba mais velha que o pai.
Comecar as 8 horas.
Grande galera de vistas mo-
dernas, a mais elegante
(pintas se tem visto atopre-
sente ueste imperio.
Rna da Impratriz n. 53.
Hoje eslaro patenies as scgoinles
> islas:
1.Um grande enterro no imperio da China.
i. Batalha de Smops na Crimea.
3.Cidade de Boston nos Estados-Unidos.
4.Cidade de Hamburgo.
fl'~S'nler'or do Palacio da industria na Italia.
*>.Os defensores da Turqua.
7.Hotel dla Villeem Paris.
8.Cidade do Aure de Graca.
Grande batalha de l'Alma.
Por ordem da direccao da Caixa Filial e por con-
ta c risco de quem pertencer, iro leilao as duas
tercas partes do terreno e casa do sobrado n. i
na rua de Henifica junto ao Sr. Barroca, outr'ora
pertencentes ao Sr. Sebastio Jos da Silva ; os
Srs. pretendentes podem examinar, e para qual-
quer informacao o agente Pestaa acha-se autori-
sado, o leilao teri lugar quarta-feira 27 do cor-
rente pelas 12 horas da manhaa na porta da Asso-
ciaco Commercial.___________
LEIliAO
DE
urna mobilia de mogno, 1 dita de amarello, t sof,
i cadeiras de bracos e 20 de guarnico, tudo de
Jacaranda, 1 commoda de Jacaranda com tampo
de marmore, 1 guajda-louc.a de mogno, 1 guarda-
vestido de amarello, 13 cadeiras americanas, 1
marque/a larga, 2 carteiras, 1 relogio, 1 candieiro
de gaz, 1 lavatorio, t apparelbo de porcelana, di-
versos quadros e muitos outros objectos que esta-
rao patentes,
Quiota-fcira 28 do corrale
O agente Pinto far leilao por conta de diversos
e sem reserva de preco, de todos os objectos supra
mencionados, existentes no armazom da rua da
Cruz n. 9. Principiar as 10 horas.
LEILAO
DE
30 duzias de frascos com agua de Colonia e 7 car-
loes com pe?as de frocos de diferentes cores
Quinla-eira 28 do corrente
a t hora em ponto.
O agente Pinto far leilao por conta e risco de
quem portencer, de 1 caixa com 30 duzias do fras-
cos de agua de Colonia e 7 cartoes com frocos, a
1 hora em ponto do dia cima dito, no armazem
do sobrado da rua da Cruz n. 9.
CASA DA FOBimi
AOS 5:000.000
Bilhetes garantidos
A' rua do Crespo n. 23 e casas do eosturae
O abaixo assignadolendo vendido nos seus mu-
lo felizes bilhetes garantidos os de n. 2030 com a
sorte de 10:0005,^n. 2973 com 5005 e outras mui- Ricas sa'ias de fustao a 55,"camisa IngiezaTpara
tas sones de 2005, 1005,405 e 205 da lotera senhora a 25, 25500, 35 e45, cohortes de fustao
ahir a beneficio da matriz brancas a 55, chitas com lustro para coberta com
Mara da Natividade Ferreira
do-se competentemente habilitada v
torisada ha aberto aula particular de en- flfe
sino primario para o sexo feminino na Xjt
rua da Soledade n. 31, cujo edificio tem B
todos os commodos e asseio necessario !fe
para as alumnas, sendo as materias do p
ensino lr, escrever, contar, resar, gram-
matica portugueza analisada e franceza, gR
coser, bordar, trabalhar em laa e tlores, S;
arte de msica applicada a piano. Nesta H
parte da educacao do sexo feminino pre- 3R
tende corresponder a espectacao dos pais tij&.
de familia que Ihe confiarem suas lillias ^
e parentes. #|
i'"".' #5 4- ; ;
Ao d. 29.
Nova loja dos liarateiros na rua do Queimado.
0 mesmo tem exposto a venda os novos e afor-
tunados bilhetes garantidos da quarta parte da
prmeira lotera da matriz de Barreiros que se ex-
trahir sexta-feira 29 do corrente.
Os premios sero pagos como de costume.
Preeos.
Bilhetes inteiros..... C5000
Meios......... 30OQQ
Para as pessoas que comprarem
de 1005 para cima.
Bilhetes........ 55500
Meics......... 25750
________________Manoel Martins Fiuza
Precisase tomar a juros sobre peuhores de
ouro urna pequea quantia de dinheiro : quem
quizer presta-la annuncie.
Xe.-la typographia achara o que pretende.
-- Flix Francisco de Souza Magalhes
declara que s por engao de composico
se acha contemplado no numero dos solici-
tadores que se acham sem provisao, por'
isso que se acha provisionado pelo Exm.
Sr. conselheiro presidente da relaco.
Ao n. 29.
Nova loja dos barateiros na rua do Queimado.
Tarlatanas de todas as cores, fazenda muito fina
a 720 a vara, cambraia para cortinado, peca de 22
I varas, por 105, chales de laa por 35, 45, >5 e 85,
camisas inglezas para homem a 385,505 e 605.
Ao o. 29.
Nova luja dos barateiros na rua do Queimado.
Bicos pretos, franjas de todas as qualidades,
trancas de seda, de algodo e de laa, manguitos e
camisinhas bordadas, collarinhos e punhos, folhos
bordados, botoes de velludo, de seda e de fustao,
bandos de cabello, meias de seda,*leques ; cujos
ertigos se vendem por metade do seu valor por ser
para acabar.
r-
O abaixo assignado participa aos seus deve-
dores que vendeu seu estabelecimento de calcado
sito na travesa do Corpo Santo ao Sr. Jos Mar-
ques de Airosa Braga desde o dia 30 de jaueiro do
corrente anno, mas que o activo e passivo do mes-
mo at aquella data ticou a cargo do abaixo assig-
nado, o qual pede a seus devedores que tenham a
bondade de virem pagar seus dbitos no mesmo
estabelecimento, ou na rua de Apollo n. 19, no
praso de 30 dias, pois o abaixo assignado tambem
quer pagar a quem deve, e nao deseja encommo-
dar a nenhum em o chamar a juizo, e precisa mui-
to de ir tratar de sua saude, mas nao o pode fazer
sem liquidar suas comas. Recife 19 de abril de
1864.F. J. Regallo Braga._________________
Quem precisar alugar um moleque crioulo,
de 22 annos de Idade, muito fiel e diligente : diri-
ja-seao pateo do Livramento n. 31, segundo andar.
Pergunta-se ao Sr. 1). Moreira F., caixeiro de
certa loja de ferragens no bairro do Becife, se nao
julga ser tempo de pagar um riquissimo mantele-
te preto que comprou liado em certa loja na rua
do Crespo n.... em 2 de novembro de 1801 l!l
____^_________O inimigo dos velhacos.
L. E. R. Vianna contina com sua aula de
latim na rua da Matriz da Boa-Vista n. 28, primei-
andar.
N
O bacharel
Francisco Augusto da
advogado
Rua do Imperador n. 69.
Na praca da Independencia, loja de ourives
Ama. i n. 33, comprm-se obras de ouro, prata e pedras
Precisase de urna ama escrava que saibaen- P^ciosas assim como se faz qualquer obra de en-
gommar c cozinhar : na rua da Cruz n. 9, tercei- ^S^^I^J ^^SLJ^' -6 lgQal"
ro andar.
LEILAO
das fortalezas de Sebas-
9.
10.Bombardeamcnto
topool.
II.O largo do Roci e theatro de D. Mara II
Iluminado de noite por occaiao dos festejos do
casamento de O. Luiz.
Estaro presentes mais diversas vistas que na
occasio deixam de ser mencionadas por oceupar
muito espaco.
O salo estar aberto aos sabbados, domingos,
tercas e quintas-fe i ras.
Entrada 500 ris.
x dia 29 do correte.
Aurcliano Augusto de Oliveira far leilao por
autorisacao do Illm. Sr. inspector da alfandega e
por ordem do capilo da barca ingleza Moui Ver-
no.i, e na presenga do Sr. cnsul de S. M. Britan-
nica e dos Srs. Saunders Brothers & C. agentes
de Londres, do casco e mais objectos salvados da
dita barca, encalhada em Pona de Pedras.
O leilao do casco ter lugar na porta da asso-
ciacao Commercial Beneficente, e o dos objectos
salvados no armazem do Sr. baro do Livramento,
no caes d'Apollo.
Principiar s 11 horas da manhaa.
"mi-
DE
Um sitio aa Capnnga Velhe e
tres escravos.
O agente Simoes far leilao de nm sitio no lu-
gar cima iudicado, na rua da Ventura, n. 16, em
direccao ao porto Lasserrc, tendo 60 palmos de
frente e 100 de fundo, com casa terrea assobrada-
da de 30 palmos de frente e 75 de vo com 2 sa-
las, 4 quartoso cozinha ; fazendo a mesma casa
11 frentes com terracos, como tambem no interior
do sitio tem 3 quartos para pretos, inclusive um
que serve de cocheira, e algumas arvores fruc-
tferas : os pretendentes que quizerem examinar o
referido sitio anles do to, vespera do l&o, po-
niente se dir qoem d dinheiro a premio.
- Precisare fe lar ao Sr. Jote Martins fea de coiunussao de escravos na rua
Goncalves, vtndo ha potteo da cidade do, dfl |iniu>Pa,iftI. tirMuri imhr
Porto : na rua do Crespo loja de iazendas 0 llttpeiauoi 11. 4o, lerceiro ditai
7 r J u Nesta casa recebem-se escravos por commisso
________________________ t para serem vendidos por conta de seus senhores,
D-se 10:0005 a premio sobre hypotheca em D0 se poupando exforcos para que os mesmos se-
predios nesta cidade : a fallar na rua do Crespo, Jara vendidos com promplido afim de seus senho-
loja n, 17. i res nao soffrerem empate com a venda delles. A
I casa tem todas as cominodidades precisas, e segu-
ranza, assim como afianca-se o bom tratamento.
Ainda est para se vender um carro com vi-
dragas, proprio para particular, e com arreios no-
vos de metal principe ; e tambera se vende urna
bella parelha de cavallos rucos, gordos e gran-
des, muito trotadores, e na sella andam de baixo
ate meio, e bons no cabriolel: ver e tratar, na
rua do Cotovello, padaria n. 31.
Faz-se comida, al moco e jamar, para casas
particulares, e caixeiros, com aceio e perfeicao
por barato preco : a tratar na rua da Florentina
numero 36.
Precisa-se comprar ou alugar urna escrava
que sirva para carregar fazendas: na rua do Hos-
picio n. 62.
Joo Leliy, socio gerente da casa de Soulhal
Mellors & C, avisa o corpo do commercio, que du-
jante a sua ausencia o Sr. W. G. Tonnellv ica em
primeiro lugar na gerencia da meama casa, e em
segundo lugar o Sr. Manoel Jos dos Santos.
Ha sempre para vender escravos de ambos os se-
xos, velhos e novos
mimniii
asaques sobre Portugal.
O abaixo assignado, agente do banco
mercantil Portuense nesta cidade, saca ef-
fecvamente por todos os paquetes sobre
o mesmo banco para o Porto e Lisboa, por
qualquer somma, vista e a prazo, po-
dendo logo os saques a prazo serem des-
contados no mesmo banco, na razo de 4
por cento ao anno aos portadores que as-
sim Ihe convier : as ras do Crespo n.
8 ou do Imperador n. 51.
Joaquim da Silva Castro.
Fugio nodia20do corrente o preto Leurenco>
crioulo, alto, secco, cabellos brancos, sem barba,
denles arangulados eabalando, ps cambados, com
urna ferida em urna perna, bem conhecide por
vender ha muitos annos verdura e fructas do an-
tigo jardim botnico na rua da Soledade n. 27 : as
pessoas que o pegar, levem mesma casa, que se-
ro recompensadas. __________
Arrenda-sem vende-se somente a metade de
um sitio com casa de vivenda com bastante com-
modo para nma familia, com muitas fracteiras e
baixa com capim, acimba, etc., etc. : a pessooa
que pretender, dirija-se ao mesmo sitio, o qual Dea
na encruzilhada de Hullero, que faz esquina para
a estrada de Santo Amaro.
Aluga-se urna excellente escrava moca e de boa
conducta a qual tem todas as' habilidades precisas
para servir em urna casa de familia : quem da
mesma precisar dirija-se a rua dos Pires n. M.
ittm rio ron FMio
Por ordem do Illm. Sr. presidente convido todos
os membros da directora para urna reunio, que
ter lugar no Gabinete Portuguez de Leitura. ter-
ca-feira 2C do corrente, s 6 horas da tarde, afim
de se tratar de assumptos de malta importancia.
Recife 21 de abril de 1861.
Joaquim Gerardo de Bastos.
2o secretario.
) advogado Eduardo de Barros pode Mj
ser.procurado para os misleres de sua ***
profissao, das 7 as 9 horas da manhaa e fiftg
das 3 da tarde em diante na rasa de sua 2
residencia rua da Saudade n. 15.
0 advogado Alfonso deAlbu-,
querque Mello,
com escriptorio na rua estreita do Itosario n. 34,!
encarrega-se de quaesquer causas crimes, civei.
militares e ecclesiasticas. Compromette-se a en-'
caminhar com a maior brevidade as appellacoes
Paulo Jos (1 .mes dissolven amigat,-IhwXi
a sociedade que linha com MacoH fe-iirin* 4c
Souza no armazem n. 13. silo na roa ntx 4e San-
la Rita, desde o dia 13 do corrente. roja ifitiiiiii
g\rava sobre a firma de Paulo J..se Gome* A Me-
deiros, tirando o activo cpassivo d<> eMaMrrra-
to a cargo do dito Gomes. A moma lirma ja4ya.
nada dever. mas se alguem julgar-se rrnfrr apr-
sente seu titulo para ser pagu. Recite Si de al nt
de 1861.
Precisa-se comprar urna rasa terrea.
ou menor, igualmente a MM localidad* ronfomw n
preco : a ness.ia que a ver para vender, dinj-e
casa de Lopes & S. na roa do Ijvraweo* nn-
mero i.
mmwmmm
C'ompaahia Bdcli
seguros marltinos e ter-
restres cstabelecMa
lio de Janeiro.
AGENTES EM PEPNAJ! CO
Antonio Luiz de Oliwira tzrtrd* 4 C,
competentemente au
toria da companhia
de, lomam seguros
rias e predios no sen
Cruz n .1.
orisados pela direc-
wgnro FidMHav
e navios, mrrado-
mTiptorio roa da
s
s
mmm Mnann
OfTerecc-sc urna ama para casa de rapaa otI-
teiro : no becco Lirgo n. 2.1.
Caixeiro
Precisa-se de um menino de II i 16 a&ns para
ir para o matto : uem se arhar nesta* rirruaH
tancias. dirija-se rua do l.ivramenlo n. \.
Precisase alugar um preto que seja robarto:
na rua Wreila n. 72.
Descja-M fallar aoi Srs. Alfredo d- Mora*
Pigueirodo e Antonio Perttmo l'^ivalranti de Al
buquerque do eng<-nho Timl>-ass : na roa eret-
ta do Bosaiio, taberna n. I
Olferece-se um homem de ni.ia idade [Mrai-.i-
xeiro de qualquer casa de n-'g,.cii, oijual tem pra-
tica e dar iiifurmaeoes de >ua ronducu : a fallar
na rua da Lingueta n. I.
Aluga-se uina sala com dous quartos 'lo se-
pilo! > anw da rua da Cruz n. 13 : a tratar
aruia/.eiii.
J. J. Kelli-r, rua da Imperatriz n. 9, MI venden-
do baratissimo para acabar depressa. rom tnd>
que existe na sua
sua loja.
loja, e faz qualquer n.-goci en
3ue Ihe forem confiadas ou a relaco e ao tribunal
e commercio do districto, ou a relaco ecelesias- j
tica. Encarrega-se de defezas perante o jury
desta cidade, ou dos termos prximos, dando a par-1
te conduro ; assim como de quaesquer outras cau-
sas por ter em alguns delles piocuradores de con-
fianza.
D consultas verbaes e por cscripto; nromette
todo o zello, seguranca e actividade, garantidos por!
urna pratica e experiencia de quasi 20 annos.
Pode ser procurado a toda a hora, menos as sex-
tas-feiras, por se adiar das 9 horas s 4 desses i
dias na villa do Cabo.
II lili ir na m linca 110
Na noite do dia 27 do corrente
a minino familiar.
O abaixo assipnado previne ao respeto?*-!
publico que ninguer.i contra!-- neg<-io c>oinM>
ciana de Torres Lima, viava do faeridn.
Mendes da i'.unha Azevedo, rom a |ni u 1
Marianna, naco Angola, visto n.V> ;,r o dito
tido lili ios do casal, como tambem a muUfca deja-
caranda, constando de 12 cadeiras. 2 lianqmnluv
mesa quadrada de meio de sala, wrfa, lanh-rna-.
casliraes c outros objectos. e para roe na naja,
duvida faz-se o presente, proie-tamlo o abis* a#-
.-iirnado por si e mais heideiros pur <|>i.a|>|u.-r <
da que por acaso pos-a apcwrer (Mi data aMe-
rior. Becife 19 de abril tte |Sii.
Caetano Mendes da Conha Azeved*.
HA\lO I \Ilo
ESTABEI.ECIOO NA CIDADE IK) KKtTO
Agentes en l'rrnamknr
Antonio i.uiz de Oliveira
Azevedo c.
Saeam por todos os paquetes sobre o
mesino baeo prazo ou a vista. >..|,re a
caixa filial en Lisboa, e agencias em Pi-
gueira, Coimbia, Avciro. Vizeu. Villa-
Hcal, llegoa. Vianna de Castello, Guima-
res, Barcelios, l^imcgo. Cnvillia, Braga,
Penahel, Brajianca. Amarante, Anpra,
liba da Tercena, Hha de Paias. Mu da
Madeira, Villa do Conde. Valenea. Basle,
Oliveira de Azemeis, Chaves e Palp, a
oito dias vista ou ao prazo que se ronve
cionar.no seu escriptorio rua da
n. 1.
I
ter lugar
Quem levoa nm chapeo alto, aurn. traca
; na partida do Club Commercial, no sahtn ! do corrente, queira ter a bondade de leva-I r
da lirperatriz n. 13, ou rna da Crnz a. .W
quem perdeu o seu, pode ir proeora-lo.
Empreza dailluminacao
; gaz.
Todas as vendas de apparelhos e reclamacoes
Ipor escripto dando o nome, morada, data, etc.),
devera ser feitas no armazem da rua do Imperador
n. 31. Os machinistas mandados para atlender a
estas, apresentaro um livro que os reclamantes
devero assignar logo depois de prompto o servico vantagem os credores. offerecendo
reclamado : isio nara (ine a pinnmii Bniu c.-i.>n.>. Ihe for entregue : dirij.im-se ro_
72. Xo fin do mez tem de partir
Precisa-se le
reclamado ; isto para que a empreza fique sciente 1 'nc fr entregue : dirijam-sc
de haverem os mesmos senhores sido devidamen- n- "
te attendidos.
DO COMMERCIO4"
Offerece-se um homem para cohrancas esa faai-
quer parte que sejam as ditas, fazendo tratas de
fiador di *>M
a da laperalru
AUIUj rbnlllilih
idade, que seja fiel, para comprar e fazer o mais Da Ponte de Ucha, em direccao Soledade, Fa- sera recompensado,
servico de ama casa de [>ouca familia ; na rua da culdade de ireito at a ponto nova de ferro, per-
Cadsia n. fi2, armazem. deu-se no dia 22 do corrente ao meio dia uns autos:
- Aluga-se a casa terrea n. 36, na rua da Ma- >ucm os Mn.ar e trouxcr esta ypographia ser
triz da Boa-Vista, o segundo andas do sobrado n. 9 recompensado.
Joo Simoes Euzebio, subdito portuguez, se-
guc para a Europa. _________
Perdeu-se da rua do Trapiche at a
piara do commercio a carta de registro do
navio inglez Ilarmston: (|uem a tiver
adiadoe entregar anta do Trapiche n. 10,
na rua lrejta com fundos para a rua da Peoha, e i Precisa-se de um criado forro ou escravo :
a loja : a vawr uo mesmo. na rua da Cadeia do Recife n iit, tercero andar.
--- Precisa-se fallar ao Sr. Antonio Jos
Teixeira de Mendonca Bttm, nesta tvpo-
graphia-.____________________
Joao Ignacio Coelho e sua mulher Marianna
Augusta Coelho retiratn-se para a Europa.
urna ama para wbsmc es
casa de pouca familia : a tratar na Iota da rua do
Cabug n. 11-
Aluga-se o sitio da Pedra aWle em Apinnro*.
com excellenle casa de vivenda. de 2 salas d> (rea-
te, forradas, c 6 quartos, todas promfHas, terraro.
estribara, fructeiras. bella vista, magnifico saat:
a tratar na rua das Crnzes n. 39. segundo andar.
D. Faancisca Elizia da Seas, Brasilein, re-
tira-se para o Rio da Prata._________________
TINTURARA.
Tinge-se com perfeicao para qoaiqorr
cor, e o mais barato possivel: na rua do
Rangel n. 38, segando aRdar.

1



X
!t
#


I
Mario 4c BcwMiMw Tcre clra *U le Ai>ril 4c SJ
Guarda-vros.
Urna pessoa do cooimercio, que lein exercido o
lugar de guarda-livros era algumas casas, aconten-
to dos respectivos donos, podendo dis|tor de alga-
roas horas no dia^e offerece para fazer a escripia
de algum estabelecimento comraercial, quer Pr
partidas simples, quer por dobradas. Garante a
exactidao e aceio do trabalho, pelo que nao dnvida
indicar as casas onde tcm escripturado, atn oe
que os interessados se possam informar a seu res-
peito. Aquellas pessoas que de seus servicos se
quizerem utihsar, podem deixar a ra e numero de
suas moradas em carta fechada com as mciaes
F. J. ra da Palma n. 23.
Precisa-se de urna ama que seja escrava para
casa de pouca familia : na ra das Cruzes nume-
ro^_____________________________________
O abaixo assignado, testameoteiro dD finado
Patricio lac Borges de Freilas, convida os senho-
res credores do dito finado, a vir receber suas cou-
tas. Recife 22 de abril de 1861.
____________Jos Maria da Silva.________
.No engeiiho Sacco da freguezia de Ipojuca,
vndese urna distilacao completa e muito bem,
montada, por prego commodo : a entender-se com
o rendeiro no mesmo engenho. ____
A o publico.
Sflvino Guilherme de Barros, sendo hoje o por-
tador de quasi todas as letras aceitas por Francis-
co Antonio de Oliveira pela importancia da compra
do engengO Guerra, silo no termo de Ipojuca, pro-
movendo j execucao contra o mesmo Oliveira por
algumas dessas letras de qoantia superior a vinte
sete contos de res, e que a respeito de algumas
outras que se vencerao, de importancia maior de
48:0005000, trata de promover a sua cobranca
pelos meios judiciacs, para o que j foi citado, pre-
vine que ninguem faca negocio ou outra qualquer
traosaeco com o sobedito engenho Guerra, escra-
vos, animaos, utencis para o fabrico de assucar,
safra, auc ludo est hypothecado para garanta do
pagamento das letras aceitas pelo dito Oliveira pela
compra do referido engenho na importancia de
245:5005, afim de que qualquer fique logo certo
.que algum negocio ou transaccao que lizer, ser
nullo. Recife 25 de abril de 1804.
Largo da
..Santa Cruz
n. 12.
Esquina da<
Kua da Scnzalia Kou n. 42.
Neste eslabclecidlento vendem-se: tachas de
ferro coado libra -a WO rs., dem do Lo*
Moor libra a 420 rs.
ou fina a vontade do comprador
,-.*'
Precisa-se de urna ana para dar leite : na
ra da Santa Cruz n. 10.
COMPRAS.
JknEBQAto i
Compra-se um moleque de idade de 10 12
annos, e urna negra que saiba bem cozinhar e en-
! geminar: na ra da Cruz n. 1.________________
andar.
Brande armazem
tintas.
Rua do Imperador n. 99.j
Vende-se as seguintcs essencias.
Essencia de rosa do Oriente.
de Franca.
> de Jasmim fino (espirito.)
> I i inao fino.
Nerolylino.
> > alfazema.
> > aspic fino n. 1.
> > > ordinario.
mbar (espirito.)
patchouly
> mil flores
alcoraiva.
Portugal.
> lima.
> > cravo da India.
> > bergamota superfino.
> > bagos de jumpiro.
bouquot superfino (espirito.)
> > aniz superfino.
Quem precisar de um boleeiro para
particular, dirija-se cocheira da ra do Sol n. 3o
Precisa-se de urna ama secca para tratar de
urna chanca de um anno : na ra do Trapiche
Xovo n. 42*._________________________________
O abaixo assignado, tendo vendido o seu es-
tabelecimento de moldados da ra do Imperador
n. 13 ao Sr. Joiio llapti.-ta Gomes Penna, pede
seus credores Ihe apresentem suas contas para se-
rem conferidas e pagas. Aproveila a occasiao para
pedir seus devedores mandem saldar suas con-
tas, visto que tem milito breve de ir Europa tra-
tar de sua sadc, e quer deixar seus dbitos liqui-
dados, do contrario se ver na necessidade de dei-
xar ordens muito positivas seus procuradores.
Francisco Jos Leite.
Compra-se urna negra moca e com habilida-
Maria Hermina dos Passos ach^do-se habilitoda^i larga do Rosario n. li, primeiro
para ensinar as primeiras letras ao sexo femenino,
faz o presente annuncio para que as pessoas inte-
resadas dirijam-se ra do Padre Floriano n. ."il,
tratar com a annunciante.
Comprase ellectivamente ouro e prata em
obras velhas : na praca da Independencia n. 22
loa de Slbeles.
^mmmmmmmmmm.
Comprase um sobradinho ou mesmo J^T;
urna casa terrea em tioa ra que tenha J
bons roramodos, com quintal e cacimba :
quem tiver dirija-se luja dos Srs. Oli-
veira, Saropaio & C, ra Nova n. 38.
m
Comprase e/fectiva-
mente
ouro e prata em obras velhas, pagande-se bem
na ra larga do Rosario n. 4, luja de ourives.
Conipram-se frascos de genebra vasias : na
ra Direita n. 72.
VENDAS.
ra do
Sebn. 12.
BRIUIWTE ALROKV
.v vo E
GRANDE ARMAZEM DE MOLHADOS.
Francisco Jos Fernandes Pires lem a honra de participar ao respeitatel publico
que hoje abri um novo estabelecimento de molhados denominado UriUnmU Aurora, ao
largo da Santa Croz n. 12 esquina da ra do Sebo n. 12.
O proprietano deste novo estabelecimento pede a todosos seusamgos-e freguezes e .
ao benevulo publico desta cidade e do interior, a sua proteceao para este aciado estabele- Vj
cimento, certos de que em tempo algum abusar da conhauca que ale hoje lhes tem de- 5g
positado.
No novo armazem encontrar-se-hasempreumgrandesoriimentodosmelboresgeneros
que vem ao nosso mercado c por precos os mais mdicos possiveis, certo de que em parte
alguma se vender mais barato e melhores gneros tanto em porcao como a retalho, do
que no armazem da Rrilhante Aurora. j
A satisfacao da Urilhaote Aurora Tender muito e muito barato, mais a dinheiro ;
a tabella do preco de seus geueros sero mudados todas as semanas :
Amcixas francezas novas cin latas a 15400, C|, de mu Has mal dudes.
25 e 35500. rs. C[ ro|a a u e 3i5200
Ditas em caixinhas muito enfeitadas com r,t0 uxim muito superior a 35-
bonitas estampas a 15400 15600 e 2$. Dil0 miudinho a 2*300 e 25800.
Chocolate fraucez hespanhol suisso e por- ,)it hv88on miudinho a 3.
tuguez a 13200 e 5 a libra. D10 m-ais graud a S800.
Man",lad/ TCiaL fK ro10reA'5oaser- Dito redondo muito bom a 25, 23500 e 23800
i Inde<1.L,sboa f Ub,n m e,6W Prel em raasss envolto a 13600 e 23.
Latas com diversas fructas em calda a 500 rs. Espermacete fino o masso a oiO, 600 e 840.
n CJZ milaLa.iW ,rS- ,-. Velas de carnauba arroba 103c libra 360.
Ritas com massa de tomate a 600 rs a libra. Dila dc composico arroba!5o00e libra320.
MPi il|"fufrmeI,Camente fechadas a Charutos nao ha quem tenha melhor sorti-
JflWJU e z*oU. ment0 cm caixas de ioo e SO todos dos
Di as com peixe de posta ensopado a 13- melhores furaos de S. Flix de 23 a 83
Ditas com ostras para fngideiras a 720 rs. a cjilxa de m
Ditas com linguicas fininhas vindas neste! Cafc do Rio arroba 83500 e 93 e libra a
vapor a 63->u0. 320 e 280 r
Dilas com sardinhasdoNantes a 360e 600 rs.Arror de Java arroba 33200 e libra a 100
e 120 rs.
s ^ . - - a
l T K
e I e
* c

~ A\ il! m
V vl i W
5
J R9 ^t- m
RIA DO BR1M MI 34, H
fI itii v U
. L._______________ ____m &
Vende-se para mais de 180 milheiros de te-
Iha e lijlo de al venara batida, ladrilho e tapamen-
to da malhorqualidade que pode apparecer : quem
quizer comprar, pode tratar com o socio e admi-
nistrador Zacaras dos Santos Rarros, no liecco
das Rarreiras, olaria n. 15, ou com Jos Maria
Goncalves Vieira Guimsraes, na ra Nova n. 49.
Um confeito e especifico para
expelir os Vermes.
I tv
i
Dr. Fernando de S e Albuqnerquc, 1(H
Flix Pereira de Araujo tenbam a honda- Cg
de de se dirlgirem ra da Imperatriz jfe
n. 40, o mais breve possivel, emende- ^
rem-sc com o solicitador Leopoldo Fer- B
reir Martina Ribeiro, negocio de seus j^
interesses que os mesmos senhores nao
ignoram.
m
comprar urna escrava de meia
uem
de
**
Precisa-se
idade, que cozinhc o diario do urna casa : aa
tiver dirija-se ra larga do Rosario n. 21, loja
calcado.
Acha-se justo e contratado por venda o so-
brado da ra das Cruzes n. 83 da freguezia de San-
to Antonio; se alguem se julgar com direito a em-
baracar dila venda, baja de apresenUlo no pra-
so de" tres dias, defronte do dito sobrado, taberna
numero 42.
Precisa-se deum amassador de masseira que
entenda perleramente do fabrico de pa^ e bolacha:
a tratar na ra larga do Rosario n.. 10. padaria.
Precisa-se de urna ama livre ou escrava, e
esta que engomme : na ra estreita do Rosario n.
18, primeiro andar. _____________________
Precisa-se dc urna ama que cozinhe e engom-
me : na ra larga do Rosario n. 38, primeiro
andar.__________________________
Precisa-se de nina ama para moeo solteiro :
na na do Imperador n. 13._________________
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia : na praca do Corpo Santo n. 17, terceiro
andar.
Fcilor.
Precisa-se de um hornero nacional ou portu-
guez que seja casado para feitor em um engenho
perto desta praca. aiuda mesmo sera pratica com
tanto que d conhecimento de sua conducta : na
praca da Roa-Vista botica n. 32, se dir.
Aluga-se una preta robusta para o servico
interno c externo de urna casa de pouea familia, e
um preto para padaria : na ra do Hospicio n. i i,
primeiro andar. _____________________^___
Precisa-se alagar um preto de meia idade
para todo o servico : na esc.idinha da alfandega.
armazem n. 63, defronte do arco da Conceicao.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia : na ra da Senzala Nova n. 38._________
Faco sciente ao publico e a todas as autori-
dades que do lugar Fundi, freguezia do Bom-Jar-
dim, comarca do Llmoeiro, foi raptada urna mulata
denomeGuilhermina, com idade de lo 16 an-
nos, a qual pertence a orphos, e o publicante sabe
quem a raptou ; c por isso roga a todas as autori-
dades, qae saliendo, que se quer negociar dita mu-
lata, baja de embargar, e mandar mmediatamente
ao dito lugar, que ser bem pago o portador.
Felippe Jos de Miranda.
Precisase a lugar um escravo para trabalhar
nesta typ>grahia, diaria, semanal ou mensalmen-
te, conforme agradar : na livrana ns. 6 e 8 da
praca da Independencia._____________________
__Acha-se justa e contratada a taberna da ra
do Rangel n. 17 : quem se achar com direito a
ella, dirija-se mesma, dentro ao praso de tres
dias. ___________^_
Queijos novos
No novo armazem da Rrilhante Aurora ao largo
da Santa Cruz n. 12, esquina da ra do Sebo, che-
garam queijos do sertao, novos, ditos dc prato e do
reino, da melhor qnalidade.___________________
NOVO RIVAL
Leja demiuilezas
M; itiin do (Inclinado -i<:
Tndo objectos de primeira qnalidade e barato, i
Sabonetes de bola, windsor e ovaes a 400 rs.
Ditos diversos a 100, 200 e 400 rs.
Pacotcs com pos de arroz a CU) rs.
Caixinhas com ditos com boneca a 13660.
Fiascos com pos para denles (sociedadehvgienica)
a 800 rs.
Ditos com banba franceza (idem) a 800 rs.
Ditos com oleo philocome (dem) a 800 rs.
Ditos com oleo de Rabosa do Rio a OO rs.
Ditos com agua de Colonia a 400, 800,13 c 13500.
Ditos com extractos finos a 100, 600, 800 e 1.
Ditos com patcholy a 500, 700 e 13-
Ditos com banha franceza a 500,800 e 15-
Ditos com banba fina transparente a 720 rs.
Garrafas de legitima agua tlorida 13400.
Garrafas de agua de lavando a 13-
Cosmetique a 100, 200, 300,500 c 13-
Luvas brancas de jouvin muito frescas a 25500.
Ditas brancas e pretas nao frescas a 1>.
Ditas de seda e de Eseossia muito finas a 13-
Ditas dc montara a 500 rs.
Chinelas de couro do Porto proprias para silio a
13500.
Conservadores pretos e de cores a 15-
Ditos ditos com taco a 15500.
Peotes dourados para marrafa a 13-
Ditos de borracha para regacoa OiO, 800 e 13-
Ditos doorados para regaco a 13-
Dilos domados com pedrinbas para regaco a 23-
Ditos de concha e de laco imitando tartaruga a
13280 rs.
Ditos com diadema a imperatriz a l-j280.
Dilos lapidados com pedrinhas a 13606.
Dilos esmaltados a 800 rs.
Ditos e marrafas esmaltados a bailo 45.
Aneis de vidro de todas as cores a 40 rs.
Douilos ulereos de ouro falso alfinetes e rosetas
com pedrinbas, aljfar ou coral a 43.
Fivelas com pedrinhas para cintos a 25-
Ditas esmaltadas para ditos a 13500.
Puntes de Tes faces para desembarazar a 800 rs.
Ditos de borracha urna e duas ordens a 15-
Pulceiras de missangae contas grande* a SOO rs.
Ditas de contas grandes eoin pedrinhas a 15
Voltas brancas, pretas e encarnadas a 15-
Ditas de toral a 500, 15280 e 25-
Ronilas gravatinhas de laco e com passador a
800 rs.
Bonitas toucas de blonde de seda para baptisado
a 15600.
Ronitos sapatnhos dc merino matisado dem a
15600.
Ronitos sapatnhos de lia com lagos c frocos a 15-
Sapatnhos de lia diversos a 400, 600 c 800 rs.
Ronitos boloes para punho a 200 e 600 rs.
Fitas e cordoes para espartilho a 80 rs.
Oilavas de retroz preto a 140 rs.
Brincos pretos e de cores a bailo a 400 rs.
Rosetas pretas e de ouro falso a 240 rs.
Escrivaninhas com tinteiro e arieiro a 15200 e
15000.
Oculos de armarlo de ac a 15 e 15280.
Mcias pelas para senhora a 320 rs.
Finissimas tesouras para unhas a 15-
Ditas ditas para costura a 900 e 15-
Ditas grandes a 500 e 640 rs.
Ditas ordinarias-differentes a 00 rs.
C.arteiras com agulhas sorlidas a 500 rs.
Calxinhas com 100 agulhas francezas a 2i0 rs.
Ditas com 100 agulhas Victoria a 320 rs.
Resmas dc papel almaco pautado a 35 e 45-
Resmas de papel almajo greve a 35600 e 45400.
Pacotes de papel amisade branco e de cores a
600 rs.
Caixinhas de papel amisade pautado a 800 rs.
Caixinhas de papel de cores adamascado a 1-5.
Pacotes com 100 envelopes brancos e de cores a
800 rs.
Vernicas de vidro de todos os santos e santas a
40 e 80 rs.
Estampas de todos os santos e santas a 240 rs,
Escovas para denles a 160, 320 e 480 rs.
Escovas para cabello a 640, 15 e 15500.
Escovas para roupa a 640 e 15-
Pecas de tranca preta lisa a 100 rs.
Pecas de tranca de caracol preta e branca a 80 rs.
Peas de fita de lia e seda para debrum de ves-
Ditas com bolachinha de soda nova a
Ditas com biscoutos inglezes varios ttulos
a 15400 rs.
Frascos com mustarda prepprada a 400 rs.
Ditos com a verdadeira genebra de laranja
a 15120.
Ditos grandes duas garrafas de bollanda 1-5.
Ditos com urna garrafa 5ti0 rs.
Ditos com conservas de pepinos a 800 rs.
Ditos com ditos dc mexides e outras a 700
800 e 15-'
Ditos com azeitonas e ervas a 15-
Capachos para portas pintados de varias co
res a 600, 700 e 800 rs.
Manteiga ingleza tlor a 800, 900 c 15.
Dita segunda sorte a 640 e 720 rs.
Dila terceira sorte a 400 rs.
Dila franceza nova de 64 a libra 600 e 640.
Dila dila de 63 a 540 e 560 rs.
Dita ingleza cm barril a 600, 720 e 800
; Dito do Maranhlo arroba 25300 e libra a
80 e 100 rs.
' Grao de bico a libra 160 rs.
Ervilbas secas mnito novas a libra 200 rs.
1 Nozes arroba 45 e libra 160 rs.
Amendoas libra 240 rs.
Alpista arroba 45800 e libra 160 rs.
1 Painco arroba 55 c libra 200 rs.
, Sevada arroba 25500 e libra 100 rs.
1 Sevadinha e sag novo a libra 240 rs,
Passas novas caixinhas de 16 e 8 libras a
255OO e 13500 e libra a 360 rs.
Doce da casca da gaioba caixoes grandes a
152OO e 640 rs.
Saceos com gomma, arroba 55500 muito
boa e libra 180 e 200 rs.
, Dila de aramia verdadeira arroba 85 e li-
bra 400 e 480 rs.
If-: Aletria e macarrao a libra a 400 rs.
Paslias Vermiftips
DE KEMP.
Os moninos s palein 1 itog, porqne
ellas 6&0 do clieiro, Babor e cor agrada*
veis. A elegancia, a eegnridado co, o inoffensivo las
Pastilhas Vermfugas de Kemp
A PAR 1A BCA
Conposicfio cxclnsivaicnlc Vesteta!,
as suas nc-iliores v tatu
odas as reconiniendaces
insta razao as
.la franceza em Larris e meios a 530 e 540. Estrelinha muito nova a libra 480 rs.
Banba de porco rel.nada propria parai ba-; PresUnto novo de lamego para panella
Uta de cabello a 440 e em barril a 400 rs. | 560 rs. inteiro e libra 640 rs.
1 \Julios linos ha o melhor a Chouricas e paios novos a libra 800 rs.
melhores au
65 e 75
dc.sc.jai-.
Vinho do Porto em caixa dos
lores a 12-5,145 e 165.
Dito cm pipa a caada 5-5500,
garrafa a 720, 800 e 15.
Dito xerez muito fino a 15280 a garrafa.
Dito Madcira a 15400 a garrafa.
Dio da Figueira puro a 45500 a caada e
garrafa a C50, 560 e 500 rs.
Dito de Lisboa a 35200 e 35o00 a caada e
garrafa a 400 e 480 rs.
Dito branco puro de uva a 640 rs.
Dito mais baixo a 480 e 50 rs.
Dito Rordeaux branco e tinto a 75 e 85 a
calza e garrafa a OiO, 8j0 e 15.
Dito muscatel a 95 a duzia e 15 a garrafa.
Dito de caj clarificado a 15 a garrafa.
Cognac verdadeiro a garrafa 15 e 15280.
Licores linos cm garrafas brancas a 15 c
15280 rs.
Azeite refinado a garrafa a 15-
Capils de varias fructas do paiz a
500 rs.
Garrafoes com 25 garrafas de genebra
hol la nda 85500.
Copos lapidados para vinho c agua a duzia
35500,45500 e 55500.
Ditos de cores a 65500 e 7"
garrafa
del
Cerveja" branca e preta a duzia a 55500 e 65
Vinagre de Lisboa puro a 15600 a caada e
240 rs. a garrafa.
| Cartas com fogo da China a 220 e 240 rs.
! Toucinho de Lisboa arroba 85800 e libra
280 rs.
Dito de Santos muito novo igual ao de Lis-
boa arroba 75 e libra 240 rs.
Figos de comadrea libra 280 rs.
Queijos do reino muito novos a 35200.
Bolachina ingleza nova a barriquinha 35.
lijlos de limpar faoas a 160 rs.
Massos com palitos para denles a 160 rs,
Grozas com palitos do gaz a 23200 e 200 rs.
a duzia de caixinhas.
Latas com graxa duzia 15 e 100 rs. a lata.
Boioes com dita 97 a 280 rs.
Vassouras do Porto de piassava grossa a
400 rs.
Molhos com sebolas novas a 15-
Saccos grandes eom farinha nova a 55-
Ditos com farello de Lisboa a 35800.
Comiuhos, crva doce, pimenta e folhas dc
louro a libra 400 rs.
Ralaios para costuras de meninas para di-
versos precos.
Caixoes vasta para plantacoes de muita
qualidade.
sao estas jiois
completas do t
que se posa fazer c coni
OollocSo na categora (Pum favorito uni-
versal. .
A snpcrordade das
Pastilhas e Kemp
Bobrc todas as prep&racca destinadas
para o menino (Sin devido sua sim-
ples composico o sen aroma agrada-
libilidade com
llco t'ilal das
vel e rapidez e
que alcanca a destr
LOMBRIGAS.
venda as boticas de Caors A Barboza,
ra da Cruz,.e Joo da C. Bravo 4 C, ra
da Madre de Dos.
Extraordinario lortinieuto
de perfunmria**.
A superiuridade das perfunwrias que a sania
branca vende est incontestarclrneirte rrcejrnita
' e isso confirma a grande c\ira';ao que ll>* 'a
dando os apreciadores do bem. A aaia fcmau
porm temlii sempre em vistas o bem ?< rvir a na
boa freguezia tanto da idade rwnn do iaterwr
mandou vero extraordinario sortini<*nio
ba de raeeber, riada couform.' mh
coes, temara da melhor qualidad>- ret
Agua de colonia cm garrafas de diversos l
e molde?.
Dila dita em frascos redondos e qu.idraos.
Dita dita ainbrcada um kmtM Wti
Agua ainbreada para hMfcna
Dita baNamica e drnirilice pan ronserraein dn>
gengi*ase dcites e bom liaiiluda liocrn.
Dita de llor de laranja.
Dita de rosa c dita florida.
i Dita de lavander e tinl-t.
i Dita de atlicniense para alisar MJMi c< -a-
bellos ili'i'ius de atado.
Dita de Mallabar e Hoide para tngir os eaUUos.
Banha transparente e laforina.
Ditas linas em fra.-co.- de div-1
Dita dita em bonitos vaso? de porcelana.
Dila dita t m latas.
Dila dita em copinhos sendo creme, diiquea
mada imperial.
Ilahuziiilios de vidro com |ierfunai ia.
Cixiobas com 6 frasquinlws de rlietoak
Cosinetique (ou pomada) >urfine.
Kxtractos finos e dc agradareis eh.
frascos.
Hilo fraugipane, cheiro novo e mni
Dito de sndalo.
Essencias concentradas, com dlffervDtt* e
mos cheiros.
Leile virginal para tirar sar Dito de cacao para amaciar a culi e r<>**r f
Ihe o lustre.
Marassa pcrola.
Oleo |ih locme e surtino.
Dito de babosa.
Opiata ingleza e franceza.
Fus de coral e de Lubm para d Saboneles finos quadrados e reilond
Ditos finos emeaixinhas dc tres.
Ditos muito finos para barita.
Ditos creme dc amendoa em vasos d- vidro r ir
nlana.
Tnico oriental de Kemp.
Vinagre aromtico.
Dito d'ou leile d'irts para aeaLar as espinas*
rosto.
E assim mutos ootros oltjecios dV go^ta qw na
compra dos quacs o prclendenle ra *a*t*.u>
por deixar os cobres na loja da apuia branca ra
do Qneimado n 8.
Objectos de |hamn*l *lmn
para a agiila lrane.i.
A aguia branca recebeu novos e fraila* efcj'"-
tos de phaulasia, alguns dos quaes nui .
aqui, sendo :
llonitos aderceos completos 'eitos V t'.
Ditos ditos de pedia por cuja pcr(ei.;;"n f i
gosto quasi se nao di.-linguem da- vrl.nl
Lindas pulseiras de mosaico.
Dita dita de parata falsas tanto para --aliaras
como para menina.-.
Dila de chapa de crystal com listos
Dita de cornalina branca, azul M.. Mr.
Ronitos allineles e annci para grvalas.
Bonitos pentes de conxa obra de aflorado goslc.
Outros travs sos com pedias para menina*.
Bellas guaruices de pentes doorado* "ft
comcaixosde uvas, IVilos d
Mime. ,
Outras igualmente bellas, todas de fino dotirann a
com pedras.
Outras a tartarugadas, nada infefi
Vollinhas de aljfar bramo e de 11
de |>edras.
Esses e outros mnilos olijeetor nrn..m-sc a t na ra do Qneimado loja dala^m t
Assim como muitos outros objectos que deixa-se de mencionar, mais ludo de pri-
meira qualidade por precos baratissimos.
'-^^
"!S^
All
Precisa-se de urna ama para o servico de u
peipiena familia : na ra da Santa Cruz b, 64.
Desappareccu no dia 20 de abril, da casa de
sua madrinha, no pateo do Paraizo n. 19, um me-
nino de idade de 12 a, 13 annos, crioulo, livre, de
nome Misael, sanio vestido de paletot preto e sem
camisa, e calca azul com um remend, discpulo
da mesma casa, e se acha desapparorido at hoje :
quem o vir ou liver noticia, leve-o mesma casa,
qjie ser bem agradecido : faz pouco tempo que
tve bexiga e tem urna cicatriz no beigo de cima, e
est aprendendo o ofcio de empalhador na mesma
casa. _____
Roubaram no dia 23 do correte, noite, no
lagar do Zumb, a urna lavadeira de nome Josepha
Mara da Conceicao, na propria casa de sua resi-
dencia, as pecas seguintes : o ceroulas de brm
fino, 1 calca de brim de lona, embrulhadas em um
vestido velho, a qual eslava reunida alguma roupa
de menino, alem de outras pecas de roupa que niio
se recorda : roga-se a quem tiver noticia deste
roubo ou a quem for offerec.ido algumas dcstas
nacas de roupa, queira dar noticia dita lavadeira,
buao inspector ie quarteirao do lugar, que ser
gratificado.__________________________________
Aviso.
Todas as pessoas que se julgarem devedoras de
medicamentosa botica do fallecido Manoci Antonio
Na rua do Qneimado u. 40.
CSapos de sol de seda a G, o^OO e..... adOOO
Camisas francezas urna........ 15300
Toalhas de fustao dc algodao urna...... 500
Lia de qnadros escoceza para vestidos covado 240
Ricos chales de merino preto bordados e com vidrilho. 5
COMPLETO SORTIMENTO.
NO
em n-
Peoas de fita de laa e seda pars
tido a lf5.
Pecas de fita de sarja e setim de cores a 320 rs
Pecas de, cascarrilha cor de cinza e outras cores a
-3'tOO rs.
Pecas de franja de seda preta e de cores a 25800.
Varas de gal.o lavrado branco e de cores a 80 rs.
Varas de arcos dilTerentes larguras para balao a
100 rs.
Varas de bicos de seda brancos e pretos 240 rs.
Varas de bico de liuho branca a 160 rs.
Varas de babadtnho tramoia a 80 e loO rs.
Varas de bicos e rendas a 80, 120 e 160 rs.
Varas de bico preto largo com mtame a loo rs.
Varas de bicos pretos desde um dedo ate um pal-
Tno de largura a 120, 160,200, 240, 320, 400,
6i0e800rs. '
Varas de labyrinto (grade) desde um dedo> ate um
palmo de largura a 120, !M), 200, 2W, J20, 400,
640 e 800 rs. ,
Varas de fitas de grosdenaples lavradas de 4 e 5
dedos de largura a mais rica lita que tem vindo
a esta praca para sinlos e lacos a 15600 e 25.
Varas de lila de velludo preto de seda desde a
mais estretinha at a mais larga a 120, 160,
200, 240, 320,400, SOO, 600 e 800 ,rs., de todos
estes objectos ha livros de amostras que se dei-
xam ir a casa dos freguezes com garanta, nao
sendo conhecidos.e todos os objectos sao depn-
meira qualidade como so pode observar a vista
das fazendas, vende mais barato do que em ou-
tra qualquer parte, vista faz f.____________
barba
ARMAZEJfl
CONSERVATIV
23Largo do Tereo-23.
Joaquim Simao dos Santos, dono deste armazem de molhados, scicntifica ao respeitavel publi-
co que leem um completo sortment dos mesmos os quaes offerecem mais vantagom aos brs. compra-
dores, do que em outra qualquer parte, garanlndo-se a superior qualidade.
Vellas de carnauba a 360 e 400 rs. a libra.
dem de spermacete a 560 e 600 rs. a libra.
Phosphoros do gaz a 25300 a grosa.
Biscoutos e bolachinhas de "soda a 15400 e 25000
a lata.
Chouricas novas a 720 rs. a libra.
Batatas a 25 o gigo.
Bolachinha ingleza nova a 240 rs. a libra.
Charutos das melhores marcas de 15200, 15o00,
25OOO, 35OOO e 45000 a caixa, cm porcao se
far abat ment.
Vinho Figueira de SAA a 300 a garrafa, e a cana-
da 35300.
dem de Lisboa a 400 a garrafa, e a caada
35000.
dem de outras marcas a 25700 a caada.
dem branco de Lisboa a 500 a garrafa,
e qualquer comprador que comprar de 505000 para cima, ter o descont de
Manteiga ingleza flor la 800 rs.- a libra.
dem franceza muito nova a 500 a libra,
liras 540.
, Caf do Rio, de e 2" sorle 320 e 280 a libra, e
! arroba 95 e 85500.
! Arroz pilado do Maranhao de 90 rs. 100 a libra.
1 Mi'.ho alpista a 160 rs. a libra, e arroba 45800 rs.
, Ser*eja das melhores marcas a 500 a garrafa.
: Genebra verdadeira de laranja a 15100 o frasco,
i dem do Hol latida a 400 rs. a botija de contra.
; Toucinho de Lisboa a 320 a libra, e arroba 85*>00
Passas muito novas a 480 rs. a libra, e caixa 95
: Azeite doce de Lisboa o gallito 35 e a garrafa 640.
; dem de carrapato a 280 a garrafa, e a caada 25
i Aletria M, T, a -180 rs. a libra.
Gomma de engommar muito al va a 100 rs. a libra.
I Sardinhas de Xantes novas a 320 e 360 rs. a lata
e em porcao se far abalimento.
Todo
por cento.
A 4.
m
Tintura ingleza para Ungir a barba e
T^rSTd^ instantneamente com a particula-
na^ar no praso de oito dias, da publicaco deste, rja naruaDireiun. 6, ou ,pessoa 9"BPnta;,s pnr Desnous, ac!ia-se a venda na botica da
documentos, e as^0.naj1 cumpr.rem, serao cha- I 'radorn.
rnadas a juizo sem excepcao. 1
6
Vendem-se saceos com dous alqueres de farinha
] de mandioca, pelo barato preco de 45300 : na rua
da Madre de Dos ns. 5 e 9.
Attengo do publico
Madapolao superior a 75 a peca de 24 jardas por
ter um pequeo deleito : na loja da rua da Madre
de Dos n. 16, defrontc da guarda da alfandega.
VINHO PURO.
Chcgou nova remessa de ancoretas com supe-
1 rior vinho puro : vndese no escriptorio de E. R.
RabeJIo, rua da Cadeia n. 55._________________
Vende-se por 855 um cavallo caxito com
excellentes andares o bonita ficura : para ver, na
I rua do Ouvidor, primeira cocheira, e tratar, na do
; Imperador n. 40, das 3 s 6 da tarde.__________
I Vende-se a canoa denominada Estrada de
I Ferro, concertada de novo, propria para nndacr-a
I de capim ou barro: a tratar na rua da Concordia
'numero 73.
No armazem de fazendas baratas de
Sanios (oelho, rua do Qneimado, n.
V9r vende-se o scguinlc*
Cobcrtas de chita da India pelo baratssimo preco
de 25 e 25500.
Lencoes de linha-pelo baratissimo preco de 25-
Lengoes de bramante dc linho fino de um so panno
pelo baratssimo prece de 35200.
Lengos decambraia brancos proprio para algibei-
ra pelo baratissimo preco dc 25 a duzia.
Toalhas alcochoadas para niaos pelo baratissimo
preco de 55 a duzia.
Guard'anapos adamascados, fazenda superior, a
35800 a duzia.
Algodozinho com 8 palmos de largura pelo bara-
tssimo preco de 15 a vara.
Atoalhado adamascado do algodao proprio para
toalha de mesa pelo baratssimo preco dc z^uou
a vara
Bramante de linho fino com 10 palmos de largura
a 25500 a vara. ....
Esleir da India, propria para forro de sala de 4
at 6 palmos de largura, por menos prego de que
em ouira qualquer parte.
Cortes de calca de ganga amarella de listras e qua-
dros pelo baratissimo preco de 15200 o corte.
Ricos cortes de laa com barra Maria Pa.
0 uauual do plantador do algo-
dao, por Tm-nor. coutendo os
seguintcs captulos :
! Methodos ordinarios da cultura do algodao.
2o Systcma aperfeicoado da cultura do algodao
pelo Dr N. B. Cloud.'
."Io Historia natural do algodao, suas especies, e
' variedades. /
4 Molestia e insectos destruidores do algodao.
5o Analysc da planta de algodao com relacao a
applicacao dos estrumes, etc.
6o Consumo do algodao e trafico do algodao.
7o Historia do algodao e do engenho dc algo-
: dao.
esto obra urna complalo dos arligos de jor-
' nacs de agricultura, e em g'cral dos melhores es-
. criptos que nestes ltimos annos tem sabido luz
1 nos Estados do Sol da t'niiio Americana acerca da
cultura, produccao, coinmercio, historia natural.
! analyse rhimca, e ludo mais quanto diz respeito
i este importante genero de produccao agrcola.
\ Pode-se dizer que e este Manual a obra m.iis com-
! pleta que existe sobre a materia, sendo ao mesmo
' tempo iheorico e prtlco.e encerrando todas as no-
ticias relativas scmelhante assumpto.
Vende-se a G5 o exemplar, na livraria de II. F.
de Faria i Filho, praca da Independencia nme-
ros 6 c 8.
O iJvco do Povo,
obra adoptada para o uso das escolas primarias da
provincia, contendo vida dc N'osso benhor Jess
Quisto, o vigario, fbulas, o b >:n homem Ricardo,
quadrupedes ules, moral pratica, o professor pri-
mario, Simao de Nanlua, mximas e pensamentos,
da hygiene. receitas necessarias, o Brasil: vende-
se no Recife, na livraria do M.-Figueiroa de Faria
& Filho, praca da Independencia ns. 6 e 8.
Vende-se um cxccllenle sitk) na estrada do
Rosarinho, comprehendendo 600 palmos de lenle
mais de 2,000 de extonco, alargando muito para
o fundo, onde confina com o alagadico, e o sitio
Cacunda, que hoje do Sr. Tasso.
Conten o sitio abundantes arvores, como sejam:
mangueiras, jaqueiras, mangabeiras, sapolseiros,
lmeras, limes doces, figueiras, pinheiras, um
grande e ptimo pomar de excellentes laranjas,
oitis, abacate, grande profusao de caneleiras, que
pode suppir todas essas boticas e casas de drogas,
cajueiros, dends, coqueiros, catles, jambeiros,
goiabeiras, frucla-pao, aracaes e bananeiras.
No fundo do silio existe urna malta de grande
extenco e abundante de madeira de diversas qua-
lidades, e d'onde se pode tirar lenba para vender
todo o anno, urna rica e exccllente baixa para ca-
pim existente nos fundos do sitio capaz de susten-
tar muitos cavallos de verao a invern, e outra
mais para cima que est plantada, pasto para 12
15 vaccas dc leite.
Alem de outras commodidades que offerece o si-
tio, accresce a de urna bella, grande e moderna
casa, construida logo na entrada, com 80 palmo-
de trente e 90 de fundo, contendo tres grandes sa-
las na frente e diversos quartos espacosos c fres-
cos, assim como grande estribara e grande cozi-
nha fura.
Os productos do silio o constituem urna ptima
propriedade, cujos rcmlimentos sao sufflcientes pa-
ra a sustentacao de urna numerosa familia, c s a
prxima retirada do proprietario para outra pro-
vincia o obrigaria a vender urna tao til proprieda-
de, que muito adequada para algum senhor de
engenho que queira vir morar na praca, e que
tendo alguns escravos, pode fazer della um grande
patrimonio : quem quizer, pois, fazer urna bella
acquisicao, dirjase a esta typographa, ou loja
doSr. Ramos na rua do Crespo, fazendo quina pa-
ra a do Queimado, que dir com quem se deve en-
tender- __________
FIVE'LJS
de oro e com />< rnx.
Nao estova bem a aguia! ranea d> lar ir-
grande pardo de sna boa fregiK-t a -. :.i ----
preciadas Atetas de aeo com ped is, e pof tos a-
ressou-se cm mandar buscar o k-l'o .oruner
que acaba de receber ; c b'-m asi m
lilas.ciijos novos e bonito padrOe a
datis aos olhos tendentes, munidos de Jinheirojdi;
do Queimado, loja d'aguia branca n s. .!.!
bem ha bonitos cintos bordara tasaba "
mmu ibqcitq's
espelhns dowradas.
A aguia branca ero contiansni ew--
mendas maodou vir, e acaba de 1
cspelhos dourados cora mni bonita- n-
molduras, e vid ros de primein qu..
do que o prelendente que sabir d rasa moatfc a
dinheiro e com disposi<;ao de gastar na
de um desses bonitos espetaos din-
do Queimado, loja d'aguia br. i
bem servido. Tambem ha eprlbos -r-
tdos em tainanhos. c com moblui..-

de porcelana e escarra-
deiras de vidro
A aguia branca lamben) mainWu vir Ih 1 1
ros de porcellana dourada e de di
nints : assim comoeseaiad.'ias d.
esses sempre 111 i'essarios pan 0 b "
las ; resta sement que f
dinheiro loja d'aguia brane;
do n. 8, onde ser servido
dade.
n@a
de la para homenur spnbr.i.
A aguia branca, na rua do ( orii.
de mu boas metas de 15a par I homem e smnan.
e pretas de lata de seda para 1 dre>.____________
radar dirij-
ua rua do
agrad
Carnauba do [Araraip.
Vende-se constantemente 11 rna da Curfeta n
57, armazem de Prente, Vian a A C
Algodao da Baha
para saceos de assucar e roupa de escravo; tem
para vender Antonio Luiz de Oliveira Azevedo <$
C., no seu escriptorio rua da Cruz n. 1._________
VENDE-SE
um sitio no lugar Baixa das Areas, estrada do
Rarro, o qual tem casa de vvenda, rancho muito
afrezuezado, e proporcoes para negocio dc taber-
na grande baixa com capim. alguns coqueiros e
mais arvores dc fructo : quem pretender, dirja-
se ao mesmo sitio, que achara com quem tratar.
Esleirs do Aracaty
Vende-se urna esleir propria para forro de sala
rauilo bem feita, tendo 26 palmos de comprimento
e 22 de largura : no Forte do Mattos, rua do Co-
dorniz n. o, taberna._________________________
Vende-se urna mu ata cotinbeira e engom-
madera : na rua dos Pescadores n. 43.
Vende-se um escravo bom carreiro e proprio
para o servico de campo : no caes da alfandega n.
3, se dir quem vende.
Vende-se um taino cum t o* o* seas perte ri-
ces, tudo em bom estado, besa alrefcaexada, silo aa
rua Formosan. II, fregnezia da Itv. Yi-'i
tar na rua da Imperatriz n. "8.________________
Vende-se urna bureara nova > i
gens, bem construida, de 19 raisas, boa v I. ira a
dinheiro ou mesmo a praso, as-,, ur..i!. -
firmas: a entenderse na rna Dir.ita 1001 u
Rento de Rarros Fcij.
Xa ruada Cadeia do Radia, aVfroaSe U
co Largo n. 2-'i, vende-se nina pnrcie dc a^taaa
de derreter prato e onro, de diftVn-n
por preco barato, a.-s'uu como tounari~ wcras
foguctei'ros, de todas as grossiira*, I.
ram de graxa, caixoes fnsbni #> todo Issna-
nhos, at de meia caixa de a~>u>- ir. raruab
quenas que foram de cha, mtiil" i-r
plantar flores |>or ainda terem o chumbo mr> ; v
foram forradas, varias ferramento.- |*ne.;ceai* ..o
labrico de sitio, como scja.enxadas castadsresyli
ees, machados, escadas e ferro ib- boipar b*f-
ras, e nm bom caivete le |f^ar. pofrs que vieram com uvas, urna |**C*" e raaw* ..a
amarello, angicoe Jacaranda, que [nt .I- t,
cumas |iecas se vende barato, Rfsaj nana.
muito proprias para casa de pasto. IH ra*i
marquezas quasi novas, nma mesa m saanferfan
tem 8 1|2 palmos de comprido 1 6 de lar|p ana ea-
becas c :l no meio |wr ser recortada ao Unrar ajea
se escreve. tendo duas -avilas, alpin* qaadrt* r.i
prncipaes batalhas dadas por .Napoleo I aa (
pa, c muitos eaixilhos para estampa, gr.ii. I
pequeos, muito bem dmr.fl -. : .
lados de cores, frascos c botijas nebra, d-se nm cento por < urna roda graae
como de guindaste com os seus appareta**, f. e
servia de moer marfim, e pode servir li.j. |
moer milbo, cu para outra qua! de sola e vira muilo fortes a Ci'i rs. o par. m ...
propnos para meninos do treui mi orpbios par a.
serem muito grandes, um fraqn-*iro A- aaanroBn
bem arqueado de ferro com boa fecaadoni '
gredo, leva 12 irascos, em cima de d.tus rabukbm,
para isso repartidos, peJra jaspe u> 2 srri>la. pira,
cima vende-se a 400 rs. a libra, chesabo aa 1-3-
50I para derreter, doas grandes Cenadoras para
porto dc loja, um apparelho para eh de pirrem
douradj. e varias pec;is de prata, sendo
facas e garfos, e mais algumas pecas J
contrastado.
de ralrr. m*


Ptafrh de **+nm*m+* *-. Terra felra da A*rll de t I.
ATTENCAO
9 1. Etl-O DO CAKIHO 9
GRANDE SORTIMENTO
DUARTE & C.
Participam aos seus numerosos freguezes e ao publico em geral que acabam da
reeeber de sua propria encommenda, o mais lindo e completo sortimento de molhados,
os quaes vender por grosso e a retalho por menos 10 por cento do que outro qualquer
annunciante, como verao pela seguinte tabella que abaixo notamos, garantindo os mes-
los propietarios nao s o peso como a qualidade de seus gneros.
AVISO.
Todos os senhores que comprarera para negocio ou casa particular de 100/? para
cima tero raais 5 a 10 por cento de abatimento, os proprietarios scientificam mais que
odo s as seus gneros sao recebidos de sua propria encommenda, raz3o esta para pode
vender por muito menos do que outro qualquer estabelecimento.
de carnauba e composico de 32o a
rs. a libra e de lo.ooo a H,ooo rs. a
Vellas
36o
arroba.
Genebra de Hollanda em botijas de conta a
440 rs. a botija, e em duzia ou era barrica
ter abatimento. .
Massas para sopa macarro, talharim e aletria
a 48o rs. a libra e em caixa ter abati-
mento.
pmteiga ingleca flor a 8oo rs. a /ibra.
Sstanhas muito novas a 2,ooo rs. a caixa, e;
a i 6o rs. a libra.
Boiinho francez e em caixinhas de 7oo aj
l,5oo rs. cada urna,
dem franceza a mais nova do mercado a 56o
rs. a libra, e 54o rs. em barril.
dem de porcs refinada muito aira 46o rs.
a libra.
Presunto para fianbre a 8oo rs. a libra. dem estrellinha, rodinha e pevide em caixi-
Ch oxim miudinho vindo de conta propria,; nhas de 8 libras, muito bem enfeitadas de
o mehor do mercado a 2,8oo rs. a libra. 2,5ooa 3,5oo rs. a caixinha e a 6oo rs. a
dem hjson de superior qualidade a 2,6oo rs. libra.
a libra. Boce de goiaba em caixas de diversos tama-
Idera pcrola o melhor que se podedesejar a nbos de 6oo a l,ooo rs. o caixo
2,7oo rs. a libra. Sahiio massa de 2oo a 24o rs. o melhor, em
Mera preto muito fino a 2,5oo rs. a libra. > caixa ter abatimento.
dem mais baixo pouco a 2,ooo rs. a libra. dem hespanhol a 28o rs. a libra,
dem mais baixo a i,8oo rs. a libra. i Peixe em latas muito novo ; savel. pescada,
Vinho do Alto Douro vindodo Porto engar-! ^ffiffit
rafado garante-fie a superioridade deste vi- i J3'V00 ff^J' *? de C0SI_
nho. das segrales marcas : Duque. Ge-; p",'in 7 arto\ ~S" vi ara.
que do Porto fe I8J4, vinho do Porto ve- M,* ,' d, ^r dnsmT res *
Iho superior,, madeira secca de superior rn, .., u,', .. ,, \'\*,' ,i k,n
qual,d,!e vi.,,,0do Porto superior D Lu-1 ZtmSt ftXt**' *'
^nho^ STS t^,^.^T?^*^ ** lib"
:!.?,rr:!a. ^i0,000 3 li,00ors- acaixa Ameixas francezas em caixinhas
RAADE REVOLUTA
NO
ARMAZEM
DO
Acaba de reeeber de sua propria encommenda um grande e variado sortimento
de molhados todos primorosamente escollados, por isso apressa-se o propietario em
offereeer aos seus freguezes e ao publico em geral a seguinte tabella dos seus gneros e
resumidos precos, afianzando todo e qualquer genero vendido neste bem conhecido ar-
mazem.
Pede-se toda atten$io.
O proprietario pede a todos os senhores chefes de familia e ao publico em geral
que no deixem passar dcsapercebida a seguinte tabella:
AVISO.
O homem do niovimento nao estaciona.
AVANTE E SENPRE
GUERRA AOS INIMIGOS
Ko se admilte a hii.o commercal.
Nao seqaer a (liaba da alliaiic.
iNao se t*me a furia dos corsarios.
Este anuo lia de ser feJssextfa.
Os caahes este> preparados.
FOGO! BOM FOGO!! MELHOR F060! I!
Abaiio a lisia 4'agia ao liaatre
Viva a liga do genuin. Cheres coa o lasare ?
Viva o ronservad.r das roiservas ia*lrza!!
Vivam os liberaos freguezc* do BtLlZ.l!!!
Vivam todos que. lerera esle anuncie.
mm
SENUOHES E SBNUOHAS.
O proprietario do grande Armazem do Baliza establecido I roa do Li.ranwi.i.,.
38 e 38 A, defronte da grade da igreja, acaba de reduzir os precos de ms Mal ,j
gneros do seu magnifico deposito.
A tarifa abaixo publicada attesta bem esta verdade.
A guerra aos inimigos, est portanto, assim declarada.
As pessoas, ainda as mais exigentes, que se dignarem vir a este estah'lecinvt*o
ficaro por certa muito satisfeitas, nao s quanto s qualidades des gneros con*, caoa
s tratamento todo attenciose que se Ihes dar.
Neste armazem o no largo do Carmo n. 9, armazem Progressivo, recebem-se a" i lo, H^v^res i inmi
i que vulgarmente correm no commercio por 889 a M, o proprietario em seus maior ^^^^i^T^^^^!'*%en ^ *** **
armazens da-lhee este valor, sendo em pagamento, e isto para evitar confuses em trocos.
Vlanteiga ingleza peritamente flor, a 8oo rs,
e em barril a 78o rs.
dem franceza a 54o rs.
sendo em barril.
Cha uxim a 2, Too rs. a libra,
para cima a 2,6oo.
a libra, e 500 rs.
e de 8 libras
rs. a duzia I.ooo rs. a garrafa, garante-se
que os melhores que temos tido no mer-
cado.
Passas em caixas do t arroba'[% e \\ a 7,8do,
3,6oo e l,9oo rs. a caixa, e 4oo rs. a libra
garante-se serem muito novas, e graudas.
com urna
Bolachinha de soda especial encommenda e a
mais nova que ha no mercado a 2,2oo rs. a
lata.
Biscoitos inglezes das melhores marcas em
latinhasde 2 libras a I,3no rs. a lata,
dem inglezes craknel em latas de 5 e 7 libras
de .ooo a 6.000 rs. a lat, e em libra a
800 rs.
Queijos do reino chegados pelo ultimo vapor
a 2,5oors. cada um.
l'lem prato a 7oo rs. a libra.
V a 1-
elegante-
mente enfeitadas de 1,000 a 3,000 rs. a
caixinha, tamliem ha latas de 1
brasde I,2oo a 4,5oors. a lata.
dem em frascos com tampa de rosca a l,Goo
rs. o frasco.
Chocolate portuguez, hespanhol, francez e
suisso a l,2(.o rs. a libra.
Conservas inglezas das seguintfs marcase
Mixilc-Picles e cebollas simples a 75o rs
o frasco.
Ancorlas de vinho colares
a 72o rs. a garraf
\mho em pipa das mais acreditadas marcas Sardinhas de Nantes a 32o rs. a latinha
como sejamRd: F., PRR, JAA, oatras Charutos das mais acreditadas marcas de
a 5o,ooo rs., e
dem perola a 2,8oo rs. e de 8 libras para dem corinthias proprias para podim a 800
cima a 2,7oo, 1 rs. a libra,
dem hysson o mais superior que se pode Marmeladas dos mais afamados fabricantes de
desejar a 2,600 e de 8 libras para cima; Lisboa a (5oo rs. a libra
a i.Soo rs. 1 Ervilhas secas muito novas a 16o rs. a libra,
dem menos superior a 2,4oo e de 8 libras Grao de bico muito novo a 16o rs. a libra.
para cima a 2,3oo rs. Ervilhas francezas em latas a 600 rs.
dem proprio para negocio a 2,3oo, de 8 li-; Potes com sal refinado a 48o rs.
bi as para cima a 2.2oo. Fumo de chapa americano a i,4oo rs. a libra
dem doltio em latas de 2, 4, 6 e 8libras: fazenda especial.
cada urna a 2, 3, 3,5oo e *,8oo rs. a lata.! Presunto para hambre inglezes a 7o0 e 800
dem preto o melhor que se* pode desejar rs. a libra.
neste genero a 2,8oo rs. Chouricas e paios mnito BOTOS a 64o a libra,
dem menos superior a esse que se vende Batatas muito novas em gigos de 34 libra a
por, 2 e 2.4oo, a 4,800 rs. a libra. 4,000 rs. e 60 rs. a iibra. '
dem mais baixo bom para negocio a l,5oo Massas para sopa macarro, talharim aletria
K. a libra. a 4oo rs. a libra.
dem miudinho proprio para negocio a l,5oo Cognac verdadeirQ inglez a 8,5oo rs. a caixa
re. a libra. e 800 rs. a garrafa.
Queijos do reino chegados neste ultimo va- dem francez a 7,ooo rs. a duzia e 7oo rs. a
por a 3,loo. garrafa,
dem mais seceos viudos por navio a l,7oo. Charutos em grande quanlidade c de todos os
dem prato es inellfores e mais frescos do
mercado a 76o rs. a libra,
dem londrrao aGoois., e sendo inteiro a
5oo rs. a libra, vende-se por este preco
pela porco que temos em ser.
Biscoitos em latas de 2 libras das seguinles
1 que I
Os gneros pelas qualidades e precos annunciados, sero oflerecidos
dos Srs. compradores. Nao receiee publico que se pratique o amlrario, como en
casas, que ate annunciam o que nao tem____O Baliza nao 1 ilude____
Ameixas francezas em caixinhas eem frascos Licores inglezes e frarrrs em va** A* *-
de diversos tamanhos a l,2oo, l,6oo, 1 versos tamanhos a l.noo, \'^t\*
2,000,2,5oo e2,8oo rs. e a libra a 800 rs.[ rs. a duzia.
Amendoas novas a 32o rs. a libra. Manteiga ingleza llor a 800rs a libra edea
Azeite doce refinado a 800 rs. a garrafa. libras para cima ser aberio um barril aa
dem de Lisboa a 64o rs. a garrafa e 4,8oo presenta do comprador.
rs. a caada. dem de 2.a e 3.' qnalidade a 7rto. fioo e W
Alpiste a 160 rs. a libra, e 4.800 rs. a arroba. > rs. a libra.
Arroz do Maranho, da India, e Java a 8c e dem franceza a 560 rs. a libra, eem barril
loo rs. a libra. por menos.
Aletria branca e amareUa a 4oo rs. a libra. ilemem latas -*000 <*"'00 ,af:-
Araruta verdadeia a 3o rs. a libra. J')assa '^'/^ateem barril a 480 rs. I libra.
Batatas novas em gigos de 36 a 4o libras por ',len? T ,a 1,00o rs. e a 4o rs. a libra. Mostarda ingleza 400 MI reis i 00%.
Biscoitos inglezes Lunch a 18oo rs. a lata de Manne ada .mper.al dos mHhmvs Mnm-
5 bras. tcs de L,sbta a WW rs. a libra.
dem de diversas nanas era latas menores Maquino de zara a los rs. o Ira*-, o a
a 1.3oo rs. 8* a duzia.
dem de Lisboa de qnalidade especial em la-I Par'1 ."J*" m*'arro a
tas grandese pequeas a 3,oooel.5oors.L, 'S,< '",' .- .
Bolachinhas americanas, a 3,ooo rs. a barrica ,dem a? eslrf" e xhW- r ,;v
e 2oo rs a '''-> com 8 binas a I5W0.
militas marcas. Porto, Lisha e Figueira
de 48o, 500, 56o, 64o c 800, rs., e o do
Porto fino em garrafa, e em cenada a
3,roo, 3,5oo, 4,ooo e 6,5oo rs. o melhor
do Porto.
3,ooo rs. cada um.
5 de esparmacate as melhores neste ge- Licorles das melhores marcas e mais finos
:ro de 060 a 64o rs. o maco, e em cai- a '00 rs- a ^arrafa e e caixa ter abati-
marcas
2.5oo a 4,000 rs. a caixa.
Champagr.he a melhor do mercado de 12.000
a 24,ooo rs. ogigo, ede l,2oo a 2,000 rs. a
garrafa.
I Papel greve pautado ou liso a 3,uoo rs. a res-
Idem Bordoaux das mais acreditadas marcas ,, ma\ ,
a 7oo rs. a garrafa, e a 8,000 rs. a caixa. I,lef (, peso pautado ou lizo de 3,5oo a
Garrafes com 5 garrafas de superior vinho *000 rs-.a resma.
do Porto a 2,2oo rs. com o garratao. fr,mma, muit0 fina G a,va a 8o rs- a libra-
dem ajm 5 garrafa de vinho da Figueira mais m alPlsta e PaiBS0 de 1Go a 2o a Im-
proprio para a nossa estacan por str mais ,. ,.,ra' ,
fresco a 2, loo rs. com o garrafao. ,Pa,llos do Saz a 2.2oo rs. a grosa e 2oo rs. a
dem com 3 garrafas de vinagre a l,2oo rs. d,wia- ,
com o garraRo. Vasos ng'ezes de 4 a 16 libras vasios, muito
Vinho branco o mais superior que vem ao ProPno Para deposito de doce manteiga
nosso mercado a 56ors. agarrafa, e a 2.a wtro qualcl"er liquido de l.ooo a
4.3.x rs. a caada.
Velas
ner-
xa ter grande abatimento por ha ver m ,. ,
grande poreao. ^ Cognac verdadeiro mglez a 9oo rs. a garrafa
. ., e lo.Soo rs. a caixa.
Azeite doce em barril muito fino a 64o rs. Chouricas asmis frescas do mercado a 800
a garrafa e 4,800 a caada. rs a libra.
dem francez refinado a 800 rs. a garrafa. Genebra de 'laranja em frascos grandes a
Ervilhas francezas e purluguezas a 64o rs. a l.ooo rs. o frasco.
_ lata- Serveja das mais acreditadas marcas de
Bocetos eom doces seceos de Lisboa de 3oo 5,5oo a 6,5oo a duzia e de mais a 5oo rs
a 3,5oors. cada urna. agarrafa.
Toucinho deLisboa a 3oo rs. a libra, e a dem embotijas e meias, sendo preta da
9,000 as. a arroba. muito creditada marca T de 6,5oo a 7,8oo
Nozes muilo novas a 16o rs. a libra e 4,8oo rs a duzia.
n F'a* arr0a' o a a a Ceblas emmolhos grandes a 8000 molho
Cafe de 1 2.* e 3 qualidade de 2bo, 3oo 640 o cento, e a 6,5oo rs. a caixa
e 36o rs. a libra, do Loara de7,8oo, 8,600, Pimenta do reino a 34o rs. a libra
e 9.200 rs. a arroba do melhor. Farinha do Maranhao a 14o rs. a libra
Arroz da India, Java eMaranhao de 2,8oo a Tijolo para limpar facas a 16o rs. cada um
3,ooo a arroba, e de 80 a loo rs. a libra. Comiaho a 4oo rs. a libra.
Passas muito novas a 8,5oo a caixa e 5oo Erva doce a libra.
Canella a l,ooors. a libra.
I Batatas a l.ooo rs. o gigo com 32 libras liqui-
1 das e 3,ooo rs. a caixa de duas arrobas,
fabricantes mais a creditados a l,5oo,
2,000, 2.800, 3,ooo e 4,000 rs. a caixa,
os mais baixos so dos que por ah se ven
dema 2,000 e2,5oo rs.
Caf de premetra qualidade a 8,5oo rs. a ar-
roba e 28o rs. a libra,
marcas : Osborne, Craknel, Mixed, Victo- dem de segunda qnalidade a 8,2oo rs. a ar-
roba e 20o rs. a i ibra.
Arroz do Maranhao a loors. a libra, 3,000 rs.
a arroba*
dem da India muito superior a 2,9oo rs. a
arroba, e loo rs. a libra.
dem mais baixo redondo a 2.600 rs. a libra.
dem da India comprido a 2,4oo rs. a arro-
ba, c 80 rs. a libra.
Vellas de carnauba do Aracaty a 9,5oo rs. ar-
roba, e 3o rs. a libra.
dem de sebo muito dura fingindo esparmace-
te 36o rs. a libra.
dem de esparmacete a 54o rs. a libra, e em
caixa a 5o rs.
Papel o melhor que se pode desejar para os
Srs. empregados pblicos a 5,ooo rs. a res-
ma, j se venden por 7.000 rs.
Idemalmaco pautado e liso a 3.000 rs. a resma.
dem de peso paulada e liso a 3,ooo rs. a
resma.
dem a zul de botica ou fuguelciroa 2,2oo rs.
a resma.
Idemembrulho de 1,2oo a l,4no rs. a resma
a libra, ha caixas meias e quartos.
Sevadinha de Franca a 24o rs. a libra.
Sag muito novo a 28o rs. a libra.
XAROPE TNICO REGENERADOR
DE QUINA E DE FERRO
Preparado por CUIM ti i.t e O, pharmaceuticos deS. A. I. o Principe NapoleSo, laureados
da Escola de pharmacia de Pars, ra de la Feuillade, 7.
Efta nova rombinacSo rene debaixo de um pequeo volume urna forma aoradavel e um gesto delicise
lia minie, que os mdicos dnejavo ardcntemcnle a rcuniSo dcstes dous medicamentos, e todava, aptzar
dos mau.res esforens, ncm a scienrla medir, nrm os qumicos os mais dislinctos o poderao conseu'r
ale aqu; ai.ica porcm i persf;veranca humana aclio-se hoje associadas estas duat poderosas lubsian-
cias a quina, o twiico, rcsiaurador por txcelicocla, o ferio, a barc de nosso sangue, e conaeguinte-
iiicn.e u reparador oos forgas e da saudc aliercda ou perdida.
n. 1 !!, I'f rn"r!1 as quaes o Xnrope inico regenerador se tem mostrado muito efflcaz tilo: as ame-
. L r?.',;? ?fm .""""""^ao, dores d'elomaso, fastio, digestoes penosas e tardas, flftrcs brancas,
pela;1 n'oipsi'isJ1 svphiUticarir,l*tSm0' tml,ob^eclm",lo do ngue, ascR-rofuIas, os estragos produzidos
hoj!",B^ca!!!maisemv.f'"^J?.<"ina e de ferro foi PP"" n08 hospilaes de Paris, e e elle
O p. os e. t,! em, rS non Ir kub,11l"u''"10- PW "'"> w. medicamentoe ferruginosos enhecidos.
da uieoUade qUl, ati^,? ,T^e"''"i"103 de n,u'" membros da Academia de Medicina e professores
o reconftituii.te, da ecowmi. nTrn^ "5" medicamenlo conservador da saude por excellfocia, e
preservativo das epidemias m"1, ",dlPMvd s pessSas que habito os pai,e8 quenles, como
Aclia-se venda no deposito sern! em ,-.__t
em l.tTboo, em ean do .sflr no4riK. T* c.M;^,Pr.ac'a ?_r,"u!* e_cVua de Feuillade. 7;
- "! e c| no Porto, na phnrmacla do
[--/niiiro.emcaM da Mna Pcls.to e nn.ir., ra do
nrMIgurl-Joa de Soasa Ferrcln
SaWo, li; na Ba/im. eui casa do NV joe-caiuM^VeriiTi'rM'
Mir Joaqun do Shl liarlholomru-Franrluro fie .tumi em casa do. ,. J? c"i *m ^""ambuco, em casa
*^a aui snrs Shoum e o, e bem assim us prin-
*-i pinhi-lra; no Rio Grande, em casa do
cipaes pharmaclas do Brasil e de Portugal.
Deposito geral em Pernambuco ra da Cru, n. 22 em casa de CarosBar 4 boza
na, Pec-nic, Fance, Machine eoutras mui-
las a 1,3oo e 1 4oo rs.
Polvos chegados ltimamente do Porto a 32o
rs. a libra,
dem em latas grandes a 2,ooo rs. a lata.
Balacliinha de Craknel em latas de 5 libras
bruto a 4,ooo rs.
dem ingle/as em barricas a mais nova do
mercado a 2,5oo rs, a barrica e 24o rs. a
libra.
Ca loes com bolas francezas proprios para
minios ou para anjos que vito as procis-
soes a Goo rs. cada um.
Peras seccas as mais novas do mercado a 4oo
rs. a libra.
Figos de comadre em htas de 4 e 8 libras
lacradas hermticamente a l,4oo e 2,2oo
rs. a lata,
dem em caixinhas de 8 libras a l,8oo, e
24o rs. a libra.
Nozes muito novas a 140 rs. a libra, e 4,ooo
rs. a arroba.
Amendoas confeadas a 9oo rs. a libra,
dem do casca mole a 32o rs.
Vinhos engarrafados no Porte e Lisboa das
segundes marcas: duque, genuino, velho
secco especial, lagrimas doces, vinho es-
pecial L). Pedro Y, nctar superior de
1833, duque do Porto de 1834, vinho do
Porto, velho superior, madeira secca. Por-
to superior I). Luiz I. e outras muitas
marcas, em caixa de urna duzia a lo,ooo e
9oo rs. a garrafa,
dem branco de uva pura a 64o rs. a garra-
fa e 4,ooo a caada,
dem superior a 5oo rs, a garrafa e 3,2oors.
a caada,
dem em pipa Porto, Lisboa e Figueira das
marcas mais acreditadas a 3,8oo a caada
e 5oo rs, a garrafa,
dem de marcas pouco conhecidas a 4oo rs.
a garrafa e 3,oeo rs. a caada.
Especial vinho Lavradio sem a mais pequea
composico a 560 a garrafa e 4,ooo rs. a
caada.
Pomada a 200 rs. a duzia, sevada muilo no-
va a 80 rs. a libra, e 2,5oo a arroba.
Garrafes com 4 / garrafas de vinho supe-
rior a 2,5oo rs. com o garrafao.
dem cm 4 /, ditas de veoagre a 1 ,ooo rs. o
garrafao.
Vinagre PRR em ancoretas de 9 caadas a
lo,ooo rs. com a ancoreta
dem em pipa puro sem o batisme a 2oo rs.
a garrafa e l,4oo rs. a caada.
Cakai com 1 duzia da garrafas de vinho Bor-
deaux fazenda muito especial a 6,8oo rs.
a caixa e 7oo rs. a garrafa.
Licores francezes e pnrtuguezes das seguin-
tes marcas creme de violetas, gerofles, ro-
sa, absinto vespeiro, amor perfeito, amen-
dua amarga, percicot. de Turin, Botefim,
morangos, limo, caf. laranja, cidra, gui-
ja, canella, cravo, rlela pimenta a 1 ,ooo
Ameixas francezas em latas de 1 '/ libra a
l,2oo e8oors. a libra,
dem em frascos de 3 libras a 2,5oo rs., s o
frasco valle l,ooo rs. tambem temos em
frascos para l,4oo rs.
Conservas inglezas a Too rs. o frasco.
Molhos inglezes a 8oo e l.ooo rs. o frasco.
Mostarda preparada em potes muito nova a
2oo rs.
Latas com 2 a 4 libras de caj secco o mais
bem arranjado possivel a l,8oo e 2,8oo
rs. a lata.
Serveja Bon. Tenente verdadeira aG,8oo rs.
a duzia.
dem de outras marcas preta e branca a 5,5oo
c 6,ooo rs. a duzia inteiras.
Vassouras de piassava com 2 arcos de ferro
vindas do Porto a 32o rs.
Cebollas muito novas a 8oors. o molho e 5oo
rs. o cento.
Chocolate portuguez hespanhol e francez de
8oo a l,ooo rs. a libra.
Genebra de Hollonda em frasqueiras a 6,ooo
e 56o rs. o frasco,
dem cm botijas a 4oo rs.
dem em garrafes de 14 garrafas a 5,2oo rs.
Palitos do gaz a 2,2oo rs. a groza e 2o rs. a
caixa.
dem de dentes lixades em macos grandes
com 2o rs o macinhos a 12o rs. o masso.
Cominhos muito novos a 32o rs. a libra e
1 o,ooo a arroba.
Sag muito nove a 24o rs. a libra.
Cevadinha de Franca a 18o rs. a libra.
Milho alpista a 14o rs. a libra e 4.5oo rs. a
arroba.
Gomma a 8o rs a libra e 2,4oo a arroba.
Peixcs em latas al.ooo rs. a lata j prompto
a comer-se.
Farello de Lisboa marca N. e Biato saceos
grandes a 4,ooo rs.
libra.
Banhade poreo a 44o rs. a libra, e em barril
a 4oo rs.
lialdes americanos muito proprios para com-
pras a l.ooo rs.
Cha huxym, hysson e perola a 3,000, 2,8oo,
2,5oo, 2,ooo e l,6oo rs.
dem preto a 2,ooo, 1,6oo e 1 ,ooo rs. alibra.
Chanpagne a melhor do mercado a 12,oooo
gigo e a l,2oo rs. a gamita.
Chocolate francez primeira qualidade a l.loo
rs. a libra,
dem hespanhol a l,2oo rs. a libra.
dem suisso a l.ooo rs. a libra.
Cerveja branca marca Allsopps a 4,5oors. a
duzia, e a 4oo rs. a garrafa.
Cognac inglez a 64o rs. a garrafa a 8oo e a
l.ooo rs.
Concervas inglezas em frascos grandes a 75o
rs. o frasco,
dem francezas de muitas qualidades a 5oo
rs. o frasco e a 5,5oo rs. a duzia.
roa a
Nozes a 16o rs. a libia.
Peixe preparado de esrabeih.-, ,h m.-bor
qualidade que tem rindo ao nwrrJ<>, a
i&a 'ala.
Presunto de lamego muito suprior 480
rs. a libra,
dem para fiambre inglez) a 34o
libra,
dem americano a 400 rs. a libn.
Papel atongo a 3000 a resma,
dem de peso a 2;> a resma.
Palitos para denles l M rs. o n>7..
Dito dito de Bar W r.
Ditos do gaz a 23200 a grota
Passas novas a 480 rs. a librI c
caixa.
Queijos flamengos do ultima vapofl:
Dito butrino a :i00 rs. a An.
Dito prato a 640 rs. a libra.
Sardinhas de Nantes a 320 rs. a l.il
Dita de Lisbtia a 640 rs. emlatai
Sag muito superior a 240 rs. a IM
WO&i
Charutos neste genero temos grande sortir Sal relina lo, em pules de vidro, :>
ment tanto da Uahia como do Rio de Ja-, o pote.
neiro a 1,6oo, 2,2oo, 2.5oo, 3,ooo e 4,ooo Sabao massa a 12C, 160, 200 e 2
rs. a caixa. libra.
Caf do Cear muito superior a 28o rs. a libra Sflft (l<:
e a 8,000 rs. a arroba. iSSI-St
Tqolo para h
dem do Rio a 3oo e 28o rs. a libra.
Ceblas a 9oo rs. o molho com mais de
ceblas.
Chouricas e paios a 72o rs. a libra.
Cevadinha de Franca a 2oo rs. a libra.
Cevada muito nova a 8o rs. a libra.
Copos lapidados a 5 e 6,ooors. a duzia.
Doce de goiaba em latas a 4oo rs. a libra,
dem de caj em latas a 320 rs. a libra.
Ervilhas francezas e portuguezas a 5oo e 64o
rs. a lata.
dem seccas a 16o rs. a libra.
Figos de comadre em caixinhas com 8 libras
por 16oo rs.
Farinha do Maranhao a 12o rs. a libra.
Farinha de trigo muito superior a 12o rs. a
libra.
Farelo em saceos grandes a 4.ooo rs. o sacco
Genebra ingleza marca gato a l.ooo rs. a gar-
rafa.
dem verdadeira de Hollanda em frascos muito
grandes a 1,2oo rs. o frasco,
dem de Hollanda em frascos pequeos a 5oo
rs. o frasco.
dem de laranja a l.ooo o frasco.
Gomma do Aracaty a 8o rs. a libra.
Graxa a loo rs. a lata e l.loo a duzia.
Linguas americanas de grande tamanho a
1,000 cada urna.
Lisboa a 320 rs. a libra
os e 3011 rs. a 1:1.
impar facas a 110 rs. j.i
rs. o
Vassouras americanas a 6 lo rs. cad
dem do Porto a 400 rs, cada urna.
I Adas de carnauha i eflapnifla i H > r.
libra e a 10 a arroba.
Mein ste.irinas superiores a 5f*J
maco, e em caixa por menos.
Vinho do Porto, neste geneno temoi o me-
Ihor sortimento possivH, que vct Iodos
por precos muito haixos a i a gavafi
a 10/ e I2 a duzia.
dem Cherry, e da Madeira em bar.-is |e em
caixa, a 125 a caixa c o barril conff-i
tamanho
dem de Figueira e Lisboa, em ancor]
8 a 9 caadas, por 286000.
Dito cm pipa a 35000, 35500 e4fJrioo|
nada
dem do Porto, denomiuado Baliza, a
caada,
dem idem em garrafes a 25500,
garrafao.
dem de Burdeaux. das melhores mar:
vem ao mercado, a 65 a caixa e a 6(0 rs.
a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 15600.158oe e SJDOOa
caada,
dem idem.em garrafes cora," girra/ai, por
15 com o garrafao.
ca-
Vinho de caj a 15 a garrafa,
tem dez annos.
Este
inW
Os precisos tal Iteres pa
ra enancas.
Cal de Lisboa e potaasa da
Rnssla.
Vende-se na ra da Cadeia do Recite n. 86, para
i onde se mudou o antigo e acreditado deposito da
! mesma roa n. 12, ambos es gneros sao novos e
Chegaram o aeham-se venda na rna do Quei- legitimo, e se vender a pro?) mais barato do que
raado, loja d'agulabranra n. 8. i aru tqua'ujuer.narte.
Lnva de Jonvb.
Kerobeu-se luvas de Joavin branras
proprias para a quaresma : na ra 4o
loja do lii'ija flor n. 63.
Traneiabas de lia lisa para rnfrilr ir
de sfnhwa.
um completo sortimento de moendas e meias! JSKu 1 m fe tS"m
moendas para engenho, machinas de vapor
e tachas de ferro batido e coado, de todos os
tamanhos para ditos.
AGENCIA
DA.
FUNMCiO DE LOW-MOOfi.
Uua da Senulla aera a. 42.
Neste estabelecimento contina a haver!
Arados americanos e machinas para
lavar roupa: em casa de S. P. Johnston dt C,
ra da Senzalla Nova n. 42.
Arilhmeca e gr.- co do Sr. profesaer lastro .\unes
Primeira e segunda parles reunidas da arilhme-
liea, priun'ira e segunda separadas, e a gramma-
tica, acham-se venda por proco mui coramodo :
na ra do Imperador n. 15.
ATTENQAO. '
Algodao avariado.
Pecas de algodio com um pequeo loque de
avaha pelo baratissimo preco de iWOO.
co r>i
- r.
na rua do Queimado loja do bpija flor 61
Enfciles de redinhas con lato m fren k
Recebeu-se, variado sortimento de enf. le* i
diversas cires a 15400 e 2: na roa do I
loja do be ja flor n. 63.
Haeaina Inglesa*
para descarocar algodao a* nwir
tem vindo a este mercado : rua da
Nova n. 42, em casa de S. P. *
AC,
FJREL
Vendem-se saceos com 00 libra de
35800 : na rua da Madre de Deo n*. S e
Vende-se um sobrado de um andar l
,da Trineheiras a tratar na rua \m do R* krt,
loja n. 32.


*
i
Atarla fe PrrflamfwM Terra felra le Abril de t4.
PRINCIPAL
SILVA & SOUZA
Ra do Crespo 11. 9, esquina da ra do Imperador.
Tendere o proprieUirio d'este arraazem associado com o Sr. I'aulp Ferreira da Silva, resolver dar-lhe o titulo de principal,
por ser o mais'bem localisado dcsla cidade, e como um dos socios tenha de partir para a Europa, aim de all escolher os melhores
Roneros dede j se pede ao respeitavel publico toda a attenco, nao s para este armazem, mas tambem para o grande aimazem Alian-
ca da ra do Imperador n. 57 e para o bem sortido armazem Progrcssista da ra das Cruzes n. 36, sotas tedas as pessoas que re-
quentarem estas casas de que farao urna economa de 10 a 20 por cento do preco que possam comprar em outra parte, porque nin-
guom melhor do que nos pode olTerecer Untas vantagens como as que se observam nos armazens:
ALL ANCA! ra do imperador n. 59.
PROGRESSISTA'I mintMHi .
PRINCIPAL!:!
m na do Crespo n. .
Mnteiga ingleza a mais nova e fina ebegada
Darte ultimo vapor a 8oo rs. a libra e de 8
libras para cima ter abatimento.
dem franceza, a melhor e mais superior do
nosso mercado a 56o rs. a libra e 52o em
barril ou meio.
BaM de poico refinada e muito alva a 44o
rs. a libra, eem barril a 4oo rs.
Cha hysson, o melhor ueste genero especial
encoinmenda do proprietario a 2,7oo a ib.
dem idem menos superior e que em outras
Vinho do Porto em barril muito especial a Farinha de araruta verdadeira a 32o rs. a Ib.
64o rs. a garrafa, e 5,ooe rs. a caada. Phosphoros do gaz a 2od* rs. a duzia e
Vinagre puro de Lisboa a 2oo rs. a garrafa e 2,2oo rs. a groza-
l,4oo rs. a caada. Bolachinha americana em barrica a 3,ooo
dem em garrames com 5 garrafas. rs., e em libia a 2oo rs.
Azeile doce de Lisboa superior qualidade a Tijolo para limpar facas a 12o rs. cada um.
64o rs. a garrafa e 4,8oo rs. a caada. Vassouras de piassava com dous arcos de
Batatas emgigos de trinta a trintae tantas li- ferro prendendo o cabo a 32o rs. cada
bra a 2,5oors. o gigo c 8o rs. a libra. urna.
Gencbra de Hollanda a mais superior a 6,ooo Escovas de piassava proprias para esfregar
rs. a frasqueira e 56o rs. o frasco. casa a 32o rs.
casas se vende a 2,6oo rs., custa ueste ar- dem em garrames com 25 garrafas a 8,ooors. Sardinhas de Nantes muito novas a 32o rs.
mazem 2,2oo rs. a libra.
dem uxim, o melhor que pode haver nesle
genero a2,6oo a Ib. garante-se a qualidade.
dem preto muito especial a 2,ooo rs. a li-
bra, e mais baixo, porem muito soffrivcl a
4,2oo a Ib., veinle-se por estes presos em
razao de nestes ltimos navios ter-se rece-
bido grande porc3o deste genere, a diffe-
renca de preco de 6oo a 8oo. rs. a libra
do que se vende em outra qualquer parte.
dem do Kio en lata de 1 at 6 Ib. a l,4oors.
a Ib., ueste genero 6 o melhor possivel.
Discoutos ngiezes em latas com dilTerentes
qualiilades como sejam craknel, victoria
Ceneja das melhores marcas de 5,ooo a
5,5oo a duzia e 5oo rs. a garrafa,
Cognac superior a 8oo e l,ooo rs. a garrafa,
e em caixa ter abatimento.
a lata.
Peixe em lata muito bem preparado: savel,
corvina, pescada e outros a l,ooe rs. a
lata.
Marmellada imperial dos melhores e mais Entibas portuguezas e francezas j prepa-
afamados conserveiros de Lisboa em latas
delibra, libra emeiae 2 libras a 6oo rs.
Conservas inglezas em frascos grandes a
75o rs. cada um.
dem franceza de todas as qualidades de
legumes e fructas a 5oors.
Mostarda franceza em pote preparada a 4oo rs dem de Java a loo rs. a libra.
Palitos para denles 12ors. o maco,
dem lixados muito finos a 14o rs.
radas a 6lo e 72o rs. a lata.
Caf lavado de primeira sorte a 32o rs. a
libra, e 9,ooo a arroba,
dem do Rio muito bom a 28o a libra e
8,5o rs. a arroba.
Arroz do Maranho a Ion e 120 rs. a libra.
O VJEKDAUDIltO
PRINCIPAL
E
GRANDE ARJHAZEU
PE
MOLHADOS
RIJA DO IMPERADOR
Outr'ora ra do Colleglo
DE
Soioo o,
m
cSidarte almeim *
Antonio Fernandes Duarte Almeida, dono dos acreditadosarmazens l'rngieisivo
e Vntao e Commercio, e ex-soeio do l'rogre^so Progr essista acaba de abrir hoje um nu-
tro na ra do Imperador n. 40, junto ao sobrado em que mora o retratista o Sr. Osborn.
O proprietario deste importante estabelecimento, conhecendo que o mais rico e espacosn
armazem que presentemente se temaberto nesta praca, deliberan denominado VEUDADEI-
RO PRINCIPAL ; sem duvida pode dizer, j pela pratica e conheimento que lem deslas
casas, que este um estabelecimento que nada deixa a desejar, j pelo esmerado aceio
quenelle preside, como no completo sortimento que elletivamcnte recebe de sua propria
emeommenda.
i Graiide pechiueha
con toque de ararla ata laja e
armazem da Arara rna datlna-
peratriz a. 56 de Lourme]* .
.11. Unlmares.
Vende-se cen toque de auria.
Vende-se madapolao inglez rooi fvqudao lo-
me de a varia por 61300 7J a 8#\ aig*lo inho a
il.'>00 e 5, cambraias lisa finas a 'i e S00 .
na ra da imperatriz luja da Arara n. ."fi. T
Vcude-se fazendas liaeas karalisMaa .
Vende-se chitas Uoas cores escoras a i40 e 180
rs. o covado, ditas francezas linas ritas I a a
320, 360 e 400 rs. o covado, yurguro de ii aopa-
ra vestidos de senhura a 280 o covado. L-i *(
francez para vestido a 80 o i-ovado : La oyi b
Arara ruada Imperatriz d. !k'.
r'azendas proprias para senkaras t
Vndese gollinhas com bolaoiinho para
e meninas a 200 e 30 rs., manguito* do u
cainbraia enfeilados a 300 rs., manpinu gnas
para sen hora a l e l*2K0, caiiiisiiilus l r para senhora a 4, ditas bordadas nocid
punhos e 1:1 aval..> muito linas a t300 e
a Arara ra da Imperatriz n. 06.
Principia a Arara veader as ndeba.
Vende-se colchas avelludadas para ram;
ditas de linho alcochoada a .'3. ditas do
'3, ditas de damasco a M, ditas de rfem
ua luja da Arara ra da ImpenUriz n. 06.
Arara vende cassas a 210 rs.
Vende-se cassas francezas liins .1 Mf
covado, organdys linos a 240, xo e 20 o d)v^io
na ra da imperatriz n. 56 loja da avara,
Kuupa rila da Arara.
Yemle-se paletots de brisa de er .1 .'^j 3gV
ditos de meia taseinia a IflMt, nm uw-l or a
4oOO e 63, ditos prt-los de paono a >. iij e ^3.
ditos de casemira lina e dt-l.runhad. i Jr 1UJL
ditos prcios de alpaca a :t3.">oo e 43. e!cas Lrtos
de casemira a 43-100, 53, 63 e3. Hilo 1 ; 1: u.
casemira, ganga e brim a 3 e 23-'Mi, dib li
pic-nic, soda, eaptaia. seed, osborne e ou- Velas stearinas a 56o rs. a libra e em caixa Nozes muito novas a 2oo rs. a libra.
tras muitas marcas a i ,3o rs. a lata.
Bolachinha de soda em latas grandes a 2,ooo
rs. cada urna.
Figos em caixinhas hermelicamenle lacradas
e muito proprias para mimo a l,Goo e
2,(ioo rs. cada lima.
dem em caixinhas de 8 Ib. a 2(5 rs. cada urna
Passas novas a 8,000 rs. a caixa e 48o a Ib.
Ameixas francezas em latas de libra e meia e
3 libras a l,2oo, 2,ooo e 800 rs. a libra.
Caixinhas com ricas estampas a I,4oo rs.
cada urna, frascos de vidro com rotea do
mesmo, contendo libra emola de ameixas.
Champagne da marca mais superior que lem
viudo ao nosso mercado a 18.000 rs. o gi-
go, e l,8oo rs. a garrafa; garante-se a su-
perior qualidade.
Vinho Horile.tHX das melliores qualidades que
se pode desejar a 7,000 e 7,Soo rs. a cai-
xa e 6io rs. a garrafa.
Caixas com Vinho do Porto superior de fl.000
e lo.ooo rs. a duzia, e oo e l.ooo rs. a
garrafa; uestegreoerahagrande poreaoede
deferentes marcas muito acreditadas que
j se venderam por 14,000 e 15,000 a cai-
xa como sejam: Duque do Porto, Lagrimas
1I0 Domo, I). Luiz, Cames, Madeira sec-
ca, Nctar, Genuino e Ulalvasia fino e ou-
tros como Cberry e Hadeira para 12,ooo e
13,000 rs. a caixa.
Vinho de pipa:Porto, Lisboa, Figueira a 4oo,
48o e olio rs. a garrafa, 3,ooo, 3,2oo e
3,*ioo rs. a caada.
dem bramo o melhor ueste genero viudo de
eocommeadaa oo rs. a garrafa, e 4,5oo
r s. a ranada.
LOJA DO BEIJA FLOR.
|u;t do Qiie/uuailo numero G3.
Cravalinhas pira srnhora.
Yendem-M gravalintus de diversos gostos mais
modernos a 720 e 800 rs. : na ra do Queimado,
loja do beija-llor n. 63.
Filas para delnr.m di'\esldo.
Veadeffl-se litas para debrum de vestido de linho"
com 1 .Mas a 400 rs. a peca : na ra do Quei-
mado, loja do beija-llor B. 63.
I'eulcs iravessos.
Vendcin-se pentes travessos de caracol na
frente do borracha a 300 rs.: na ra do Queima-
do, loja dobeija-flor n. 63.
l'a|n'l baira dourada.
Venle-se papel beira dourada a 13200 e 13:100,
dilo de cor de beira dourada a 13100 : na ra do
Queinido, loja do beija-flur n. 63.
Aim'l Veodem-se anvelopes de diversas qualidades
branco a 800 rs. e de cor a 640 rs., para carias de
visita a 400 rs., preto a 720 r?. : na loja do beija-
llor na ra do Queimado n. 63.
tollas de aljfar.
Taad receb.do voltas de aljufar com cruzes de pedraimitando a bri.hantc vende-se a 13 cada ^ urna na ra do Queimado loja do beija-flor n. 63. novo c""> hdo ',clo.s pe4s freguezes que
CamiK* aV meias venbam ver para crer, que s ass.m poderao apre-
ciar, e acharao um grande sortimento de fazendas [
tendentes miudezas, tanto para grosso como para
0 proprietario do grande armazem VERDADEIRO PRINCIPAL gloria-se em ser o
primeiro a acabar com o grande segredo e abuso que reinara nos preeos dos gneros de
estiva, adoptando desde a sua primeira casa, em publicar lodos os preeos de. scus gene-
ros, por onde ra e v o publico que nunca mais pode ser Iludido como dizem csses. .
que, mordidos e queimados pela inveja, dizem nao vaol!... Illude!... desenganem-se
esses maldizentes, que emquanto andar no trilho que pisa, nunca mais consentir que se
venda um objecto de 5l por 10(. O systema do Verdadeiro Principal vender muito i
dinheiro e ganhar pouco, com elle que sem medo diz, que bailas de papel o vento as
carrega.
Pede-se a mafor attrn^So.
O"proprielario pede aos seus amigos e hvguezes, e ao publico em geral protec-
; Amcndoas de casca mole a 4oo rs. a libra. co para o novo estabelecimento, garantiudo aos mesmos que ninguem mais pode olTerecer
Avelaas muito novas a 2oo rs. a libra. | as vantagens que se presta a olTerecer este importante estabelecimento. O PRINCIPAL tam-
bem pede a todcs os Exms. Srs. o favor de mandarem seus pedidos ao novo estabeleci-
pouparo esforcos para
a 54o rs. Chouricas e paios a 7oo rs. a libra. ment, certos de nao taran occasio de se an^ependerem.
dem de carnauba pura e refinada a 360 rs.! Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra ou a aU aiteneao.
a libra e I0,ooo a arroba. 8,5oo rs. a arroba. O VERDADEIRO PRLNCIPAL pede, em particular lodos os Srs. de ngenho e
dem de composic3o emmaradas a 32o rs. Presuntos de Lamego de superior qualidade mais Srs. do centro, queiram mandar suas eiicommendas este estabelecimento, garatin-
chegados neste ultimo vapor a 56o rs.alb. do'lhes o proprietario que tanto elle como os seus fmulos nao 1
Alpista muito novo e limpo a 16o rs. a li- fielmente cumprirem os pedidos que vieron inderessados.
bra e 4,6oo a arroba. Ao pnblleo,
Painco novo a 18o a Ib. e 5,ooors. a arroba.
Sabo massa, amarello e caslanho a 22o e
24o rs. a libra.
dem mais baixo um pouco a 16o, 180e2oo
o maco c 9,ooo rs. a arroba.
Massa de tomates em latas a 600 rs. a libra.
Doce em calda das mais especiaes fructas da
Europa a 600 rs. a lata.
Ostros em latas muito bem preparadas a
l.ooo rs.
Massa para sopa estrellinha muito nova em
caixas de 8 libras a 3,oooe 5oors a libra,
dem talharim, macarrao e aletria a 4oo rs.
dem macaran mais baixo a 24o rs. a libra.
Cevadinha muito nova de Franca a 2oo rs. a
libra.
Sag o melhor que possivel a 24o rs. alb.
Farinha de Maranho a melhor que presen-
temente lem viudo ao nosso mercado a
14o rs. a libra.
Gommado Aracaty muito alva a 8o rs.alb.
Licores miiilo linos de Bordeaux e todas as
marcas que ha neste genero a 800, l.ooo
e l,2oo rs. a garrafa.
Gencbra de laranja em frascos grandes a
1,200 rs. cada um.
Tmaras do Egypto a 800 rs. a libra e em
caixinhas de 5 libras a 3.5oo rs.
Papel almaco pautado o melhor que ha nes-
te genero a 4,5oo rs. a resma.
Sal refinado em lindos poles de vidro a 5oo Pimenta do reino muito nova a 36o rs. a libra.
rs. cada mu.
Mlhos ingle/.es cmgarrafiihascom rolhade
I I:
B>st*-) a
23
;w> |
a 33300, ditos de brim branco a 33 > 33 I, ca-
misas francezas a 23, 2330o a :i. u> -
13<>00. ditas de bulto a 13 e 3o. cullel a 3
e 23300 : na rna da Imperatriz n.
Ilahies da Arara a 3-5.
Vende-se baldes crinolinas de 20. ) t$ >r< .
a 33. :i3o00, 43 e 43300, Jilos de maHa otao a
33300, ditos de musselina a 43 : A na Ar: ra rna
da Imperaniz n. 56.
Arara vende os caries de rucadas fraai */< a 3\
Vende-se cortes deri>cados frantizes cdn 14
novados a 33 o corte : na ra da Imperar ri| a. 58.
Arara vende caries de case aira prria a 3.
Vende-se cortes de casemira parta para latjBl a
33, .13S00, 43 e 53 : na loja da Arara n 3.
Arara veade as aavteaaar^afs.
Vende-se soulembar^Ufs pretos nniitx r-.'-, ra-
pas i.ompridase manteletes de su|*rn.r .^.alitinir
a 23 e 253 : s a Arara ra da liiij' rauu na-
mero56.
Sediahas a MM rs.
Arara vende sedinhas de listriohas para
a 300 rs. o covado, ditas finas a Wi r-. :1a a
ria Pia com 4 palmos de largue [palmas " 800 rs. o covado : aa rna da Imperatriz n. 53.
Arara vende catanraias de earanaftas a 2taa.
Vende-se rambraias de carncinl
a 23300 a pera, cortes de caga fraaceza al 23,
bertores de pellos a 13 e 13600 : n:\ raa da lav
rs. a libra.
Castanhas pelladas a 24o rs. a libra.
Chocolate francez de primeira qualidade
l,2oo rs. a libra. Amendoas confeitadas com bonitas cores
dem de Sant muito superior e medicinal a a 15000.
l,3oo rs. Mnteiga ingleza propiamente flor a 800 rs.
Copos lapidados proprios para agua a3,ooo c sendo em barril ter abatimento.
rs. a duzia, que em outra qualquer parte Dita francera muito nova a 560 a libra e
7 e 8,ooo rs. | stade em barril 520 rs.
Charatas dos melhores e mais afamados fa- (jh uchim o melhor que se pode desejar, e
bricantes de S. Flix e do Rio de Janeiro,
de l,5oo a 0,000 a caixa. de -iS a twOO rs.
Cebollas novas a l.ooo rs. os mollios gran- Dilo perola especial qualidade a
des e 800 rs. o cento. e 20800 rs.
Doce de goiaba a 64o rs. o caixao. Dilo hysson o melhor que se pode desejar
Lentilhas, excellente legume para sopa egui- a 2V1OO e 2<>600 a libra.
Oincansavel proprietario pede a todos os Srs. eSras. que,quandotenhamdeman- perainz n. 56.
dar seu pedidos soja em carta fechada ou com grande recominendaco ao VERDADEI-! Grande soriimeiitu de fazendas preas pa
RO PRINCIPAL na ra do Imperador n. 40, junto ao sobrado em que mora o retratista 1 resma,
americano o Sr. Osborn, e para mais cerleza dos portadores tem este sobrado urna botica Seo"!;, grosdenaple, paanos finos a r.
para
franceza, no pavimento terreo.
. O VERDADEIRO PRINCIPAL, tem 5 portas de frente pin-
tadas de verde, as hombreiras Duarte Almeida & C. e por cima o VERDADEIRo
PRINCIPAL.
Massas para sopa muito novas, foi desembar-
cada ltimamente pevide: rodinha e es-
trellinha a OO rs. a libra e 3 a caixa com
8 libras.
Macarrao, Aletria e Talharim a 400 rs. a libra
a garrafa e l;?400
aaaaajaaa
Vende-se grosdeaapk preto para fisalias l*a
fazenda a 13400, 13600, 23, 23-400. tiM 13*
covado, sarja hespanhola de seda, lainxi lino ^rctu
a 1-5600, 23, 23300, 33 e 43 o aaada, (aila sa-
perior casemirasprelas linas a 23 t340fo cara-
do, merino tino a 23500 e 33, atan >aa a
23500 o covado : na roa da Imperan 11 .'->.
Arara veade madaaalM fraarria Ir}.
Vende-se mada|iolo francez rafcslado *3 *
43500, bretanha de linho, h.-imburi a lirhn para
lences e seroolas a V40, 500 e 640 1 1 ir.i hrv
manie de linho de 10 palmos de largura .ii3
vara, brim pardo da linho a 800 r l-S. dild arar.r
a 13, 13280 e 13400 a vara : na rna
k p f>
Vinagre fresco a 200 rs
a caada.
|ue outra qualquer nao vende por menos | Dito em garrames a 1>000 cada um.
Bottjoes com 8 a!) garrafas de azeite, o me-1 tnz n. 56.
Ilior (iue se pode desejar, a H Cada um. Arara veHde lazinhas aara vestida a iVt n. a
Palitos de de'ntes em macos com 20 maci-. cavado.
nhos a 1-20 rs. cada um. ^mt^^JS^aaT! ""'"'"' t C2 *
Palitos do gaz a 2*200 a groza, 20 rs. a *m***% a
241600
1 lisas proprias para capas de scaaWa a Imji>
sado, a 24o rs. a libra. Dito hysson e da India muito superior a! carnuda e 200 rs. a duzia. covado : na Arara ra daimperairi* n. te-.
Ervilhas seccas j descascadas a 2oo rs. a 2*2' O e 2/400. Graixa em latas muito novas a 100 rs. a lata I Arara vende fustn a 500 rs.
libra.
Dilo do Rio em latas de 2, 4, 6 e 8, libras
a |000 c 1*200 a libra.
vidro a 64o rs. cada urna.
Queijos llamengos chegados no ultimo va-
por e muito. frescos.
e 1*000 a duzia.
Ceblas muito novas a 540 rs. o
Com nhos eerva doce a 32o e loo rs. a Ib. Dito preto muito especial a 2*800 a libra. 800 o molho.
Cravo da India a 600 rs. a libra. Dito mais baixo a 1*300 e 1*600 a libra. ;Traques de primeira qualidade a
Canda muito nova a l,ooo rs. a libra. Queijos chegados no ultimo vapor a 3*000. | caixa e 240rs a caita.
Alfazema a2oo rs. a libra e li.ooo a arroba. Queijo prato chegado ueste ultimo vapor a Charutos Ipvrangas em meias caixinhas a
Graixa a loo rs. a lata e l.loo rs.a duzia.1 800 rs. a libra. j 2*000.
Ditosuisso Parmezo o melhor e mais Ditos Suspiros de Tliom Pinto a 1*600.
Vende-se fustn de cores para rnuao dbajpaiaat
cento e ea''.'as e pabMs a 500 rs. o covado
za e.-cura e clara aara saleas a patrlatJ a 444 r?.
, o covado: na roa da Imperatriz n. 56.I..J. da Ar-ra
o*.j00 a I -------------
FKIJ\t
C4L HE LISBOi
Veudeui-c barris eoni cal des
in procedencia, em pedia, ebega-
da hoje, e iinlca nova, que ha no
mercado, na rna do Trapichen.
13, armazem de Ilanoel Tei\ei-
ra Itasto.
fresco que se pode desejar a 800 rs.a li- Ditos Avaneiros do mesmo a 1*600.
bra, sendo (le 4 libras para cima a 780 rs. Ditos Regala Imperial a 1*600,
londrino um pouco duro por
Vcnde-se feijo branco a anni-lln. aV :erif
jtraalidadr, a 10-5 a nata de dar a '". I
i Porto : no trapichi' alfandt-^ailo do Itar.i > An l>
vramento no Korle dn Mallos.
garante-se
Z 3
t V. M
< n 35 za ?* > n a
as c o o -i rr'- o
O _
tf5 ^ CT t
B 3 31
3 si
S 2 o
D
C
3 SS"S

C.iioOcrc.-i/,
o. s
TODA ATTEA^O A VIGILANTE.
2 = == ^
.\ 3 3 ^
= -. C;
CD ->
CD
< o err
I
O C6
O
U CD
_ oi
3-=^_
J.
-- "?
CT3
CD 03
a. o
T 3 5. o.
-
-1;
i
-i "' 2. =r. W S
Custodio Jos Alves Guimaiiies avisa ao respei-
tavel publico e aos seus freguezes, (pie achando-se
as obras da loja do Vigilante concluidas, e achan- xs as
do-se as ponas abenas a concorrencia do res-1 r
ti
&clis-I-ffs
o a. os o t o
2 o
3-5-
SI _.
O CD
ponas
peitavel publico, para assini apreciar o novo pallo
que se acha no espacoso e alrgre campo, pnarne-
cido das lindas llores "e muilos outros objectos de
> o
TC! l t
O O t-
? G. o as
2
c
a
CD

S "S
Vendem-se camisas de meias muito finas a
1*200 e I;yi00 : na ra do Queimado, loja do bei-
ja-flor n. 03.
Eiifeiles de fila.
Temi reeebido enfeiles de fita pretas e de co-
res mais modernas que se esto usando a lacada
um
relalho, que todos serio sonidos a vontade, mesmo
qoalquer frejutez de fra (|ue nao possa vir a esta
prac;a e queiram dirigir-se a este estabelecimento
fazendo seus pedidos por meio de cartas, e pode-
rao fazer que ser tudo comprido fielmente, poden-
ca rita do Queimado, loja do beija-tbr n. (3. do-se fazer preeos muito razoaveis, nao s pelas
Fila de la arela para debrum. | boas compras relias nesta praea, como dos que
Vende-se fila de laa preta para debrum com 10 recebe de sna propria conta, como dos que recebe
varas a 800 rs. a pega : na loja do beija-flor ra. de consignado,-s.
do Queimado n 63. CHEGADO PELO VAPOR.
Filas de linho para bordar vestid So ra a o vigilante.
Vendem-se litas de linho para bordar vestido! Grande sortimento de velas pretas e com pe-
ou ruupinho de meninas com 40 varas a 640 e dnnhas de muito lindo goslo assim como filas pa- 700 e 800 rs., fina de cordao a 800 rs para'pale-
5*8
23 _
! Fe
<
OS
3
X!
a
-i
Os
os'
9
&
B
a." -*
-o w
05 os T3 2,
2SS?
c
os
I
os
N
CD
OS 1
es 3
o>i"
f
O"
Os
H
e

i
cp_
CD
OXJ

Dilo londrino um pouco duro por virem
em navio aOO a libia, e sendo inteiro
400 rs.
Bolacbinbaa em latas de libras de todas as
i qualidades que se procura a I#300 pg.
, Ditas em latas grandes a 25000 rs.
Ditas em latas de libras de Craknel a
4-S0O0alata.
Rolachinha ingleza desembarcada ltimamen-
te muito nova a 2/>00 a barrica e 160
a libra.
Ca toes com bolachinhas francezas de diver-
sas qualidades a 600, 800 e 1,5200 cada
um.
! Peras seccas em caixinhas de 4 libras as
mais delicadas que se pode desejar a
20800.
iRocetascom doces de Portugal ricamente
enlejiadas a 2>500, contendo: peras, pe-
cegns, rainhas Claudia, ameixas, alperch
e outras muitas fructas.
Passas muito novas a 480 a libra e 75OO a
caixa; tambem tem meias e quartos.
Amendoas de casca molle a 2H0 a libra e
240 de casca dura, nozes 140 a libra t
|#000 a arroba.
Figos em caixinhas e latas hermticamente la-
cradas a l#5t0 e 2500, de 4 e 8 libras.
Vinhos em caixas de duzia vindos do Porto
e das seguintes marcas : Duque do Porto,
Duque Genuino, Madeira sea-a, Chamisso,
Vende-se raihraa da uuni.i Ik*- ejeaMan
que sao charutos me j se venderam por na Mirara de Jo.-- Ilypino de Mraad .
2)(i00 e 2 S8U0, alero destas marcas tem de
toilas as mais que coslumam vir nosso
mercado. |
Gencbra de Hollanda em frasqueiras a 64000
e 60 rs. o frasco.
MU de laranja a 1-^200 o frasco e 12*000 a
caixa.
Dita embotijas de Hollanda a 440rs.
Cominlios muito novos a 400 rs. a libra c
sendo em arroba ter abatimento.
Krva-duce muito nova a 400 rs. a libra.
Canda muito nova a 1-3000 a libra.
huicnia muito nova e limpa a 340 rs. a libra. ^ ,, n
Cravo mullo novo a 6401*3. a hura. 'gartos n 4i naito aflramatada, cim., ad
Alfazema nova a 400 rs. a libra. pertences inclu-ivecylindro : a traljr r.a ,-i, ;.
Toucinho muito novo de Lisboa a 280 rs. a ----------,.-,-
libra c 8U00 a arroba. ESCRaVVOS FGIBOS.
Chouricas e paios a 640 rs. a libra.
Banba a mais nov
jar em latas de
Na roa Direilan. V.), vende sr iani 1- i co na salnioura. toucinho em arml>a< -,ip
linjiiieas e morivlii.is, ludo i^-.i tate iti .ha da
S. Mi| 800 e OVOis., c oulras muitas enasai.
Vende-se um cabrinlet anv aaaa
rodas e de eoharta. aafMaaaaal na rna 4
Aragao, cocheira de pintura.____________
Vaaaa>aa saceos com familia .. nata n-.va
que ha no mercado, e muito iua i
Anoes defronte da alfandeia.
Vaada-se um carro americano .! aaaa > ro-
das e com qualro assentos, iara um l'i- ra*a*-
los : na ra do Hospicio, Cocheira <> ijnrtutfcu.
IS a uiu i a. i iiiji a. ^
ra e alva que se pode dse-: Desappareceu d
i 10 libras a 4^000 a lata. ,ho- efr:iy" ,','n,l
, .ii corpo. descarnado de
Dita propria para banda de cabello por ser
alva e dura a 400 rs. a libra.
Copos lapidados a 14800 a duzia c ooo.
Ameixas em frascos grandes a *|S08*
Ditas em frascos mais pequeos a lf>400.
Ditas em latas de una e meia libra a 6 libras
a I 200 c iAOOOalata.
Mlho inglez rolha de vidro a 800 rs.
Prezuiitosin^lezes para fiambres muito
vos a 800 rs. a libra.
Velho secco, Victor Emmanuel, D. Pedro;Mostarda preparada a 200 rs. o pote.
V, D Luiz, especial vinho velho do Porto Conservas inglezas a 640 e 800 rs. o frasco, contra qucm"a ti ver ocenha.
e outros muitos a Qfi, 10fJ, 12(5 e 14^ a' cognac inglez a 105000 a duzia e 1^000 a; ,,, duzia e 1.9 a 1,51200 a garrafa. garrafa. \ | ft\\[j \(|
Acha-se frgido o esrravo de neme Kau-tiao, t
de novo, do enpcnho Pedret-
icto, criooli'. alio, serr o
corpo. descarnarto Ue rosto, |h'~ r niwis $ranO r
seceos, com potica barba. repr.-senU ler de ii a
'10 annos, levou calca de lirun, eami-a il- wa4a-
polao, ch.ipo do Chile j usailo : qnein > apre-
hender e lvalo a seu senhor mrt faana Perrira
Torres no referido engenlw, sera .o 'lineado roa)
aajgoft___________________________
Ausentou-se da casade seu senhor I li dtas
[a pretaThereza, com os seguintes -iti.i-- : hina
com falta de um dente aa ftaaia, as
DO- 'em marcas de ecrophula< ao iraaaaa-
i se por isso condecida, anda nesla cidade tih^b a
pegar, leve-a a casa lo c. Salgado, rna .11 (Jun-
mado, que agradecer. O mesmo senhr probMa
Vende-se alpaca prea a 500 rs. o eevado.
Vende-se alpaca preta para vesiidos a 500, 600,! Vinlios em pipaPorto, Lisboa e rigueiraiDito francez a 85300
r\t\ iiiii <* a i* 11' i/i I a .11. ^ mn o l.- i > ,. Baal Al I m .moni U .\ aL
a duzia e 800 rs. a
800 rs.a pece s quern tem loja do beija-flor ra sintos pretas e de cores para as mesmas five-
rua do (Jueimado numero 63. las sno vigilante ra do Crespo n. 7.
liiiies de madreperula.
Vendem-se botoes de madreperola mais moder-
nos que tem vindo para punnos de senhora a 320
rs. o par : s quern vende por este preco ua
ra do Queimado, loja do beija-flor numero 63.
tila de velludo para bordar vestido.
Vende-se fita de velludo preto com 10 varas a
900 rs. a peca : s quern tem por este preco a
loja do beija-flor da roa do Queimado n. 63.
Fita de velludo bordada.
Vende-se fita de velludo preto bordada de di-
versos gostos e mais modernos proprios para qua-
resma : s quern tem a loja do beija-flor ra do
Queimado n. 63.
Fraaja preta.
Vende-se franja preta de diversas larguras para
enfeitar capas ou manteletes os mais lindos gos-
tos que se pode encontrar : na loja do beija-flor
ra do Queimado n. 63.
Facas e garlos.
Vendem-se facas e garios de balanco de 1 bo-
tao a 5o00 a duzia, dius de 2 botoes a 6t00 :
na ra do Queimado, loja do beija-flor n. 63.
Doiuus.
Vendem-se dminos muiXo finos a 1200 e
1 400: na loja beija-flor da ra do Queimado
n.63.
Visporas.
Vendern-so visporas muito finas a 800 rs. : na
rna do Queimado, loja do beija-flor n. 63.
das melhores marcas
800 a garrafa.
a M800 a caada e
Hiia da Senzalla n. 42.
Vende-se, em casa de S. P. Johnston & C,
sellins e sillies ngiezes, candieiros e casti- .liea de Hara.
caes bronzeados, lonas inglezas, fio devela, 0afamado mez de Mara que se vendia a 3,
chicntp nara carro p mnntaria arrpins nara ** e #***. rum eslampas e ntidamente impres-
emeotes para carros e monwna, arreos para ^g ym^ acabgr a 1J0Ofl 0 (j|ume
carros de um e dous cavallos, e relogios de approveitem-se da occasio, que mui poueos res
ouro patente inglez. tam : na ra do Imperador n. 15.
tot, princeza prea a 800 e 640 o covado, bombazi-1
na preta fina a 15400 o covado, lazinhas preta'
para senhora que estao de luto a 720 o covado :! DitOS do Porto, Lisboa e FlgUCira de marcas
na ra da Imperatriz n. 56. A loja est aberta at menos conbecidas a 400 a garrafa e 25800
a caada.
Dito Colares especial vinho a 800 a garrafa.
Dito Lavradio muito fresco, nao levando com-
posigao, a 560 a garrafa e 45000 a caada.
Vinho brancode uva fina a 600 a garrafa e
45500 a caada.
Dito mais baixo a 400 a garrafa e 25800 a
caada.
Vinho Bordeaux em caixas de 12 garrafas das
marcas mais acreditadas a 65l>00 e 7#O00
a caixa.
Dito muito especial que raras vezes vem ao
nosso mercado a 15200 a gairafa, garan-
te-se que por este mesmo preco d pre-
juizo, e s se encentra nicamente neste
armazem.
Licores francezes e portuguezes dos melho-
res autores a 800, 15000 e 15500 a gar-
rot'd*
Cenejas das melhores marcas a 55500 e
65 rs. a duzia; tambem temos ordinaria
aor muito menos.
'' Marmelada de todos os fabricantes de Lisboa
em latas de 1 libra a 600 e 640.
s 9 horas da noite.
E f pecio I, rap
Princeza de Petropols j bem conne-
cido em toda a provincia do Kio de Ja-
neiro e com preferencia ao Paulo Cor-
dero e rea preta de Meuron : vende-se
W em seu nico deposito ra do Crespo o.
g 16 armazem de loucas de Duarte, Perei-
aT* reir & C. ou ua ru larga do Rosario n.
ga| 38, loja da Aurora.
GAZ GAZ GAZ
per preeo reduzldo.
Vende-se gaz da melhor qualid. de pelo
preo de 105 por lata de 5 gales: no ar-
mazem do Caes do Ramos o. 18 e ru do
Trapiche Novo n. 8.
garrafa. idade 40 anuos, pouco mais ou menos, cor ula, al-
Palle Brandy a 2 JOOO a garrafa e 325000 a ura regular, grosso do corpo, aaai apanaataa, Ur-
(ju.ia liado, e j ci.m alguns cabellos branco- na baria,
., ... ___i,___ bracos e peinas grossase bastante cabelluda, I
Sabao massa a 140 c 240 rs. a hora o meinor. ^ a8 ^nas arqueadas, porm nu aaaaa
Polvo a 320 rs. a libia e 95000 a arroba. < m andar em sambas, e as ve/es embriaga-
Vassouras do Porto COm arcos de ferro a tante por gustar muito de tnber : rwa;
190 ea,la urna i as autoridades po'"1'^ *** pfovuv
ozu cdurt uuid. limitrophes, que o facam appreh^nder a l.-va a
Ditas americanas a 640 rs. seu senhor o majur Antonio da Silva Gii^nwo, aa
Papel almaco pautado c li/.o a 25400 a resma.' rua imperial, aanj como rogase aos "j***'
Dito de peso pautado C ZO a 35 a resma, campo a aoprehensao doduo escravo, que .erao
Dito aztl proprio para b-.tica a 25 a resma, bem gratificados.------------- -------------
^t&SS**mn'm*m*\ EStRtVO FIWIB.
Ditas de carnauba do Aracaty a.95O0O a arro-; firolifiw ra de 80|.
ba e 320 rs. a libra. Em dias do mez de narco protimo passado fn-
Farello de Lisboa marca N a 40O0 a sacca. g0 o esrravo Vicente, do iiadede 40anana, paara
Tnilna naralimnar facas a 160 rs. cada um. mais ou menos, altura regular, secco do crpo, rar
TijOllOS para ompar ana ; ^^^ barbado, com um ou dous denles de mn
Peixe em latas j preparado a 15000 a m. ^ jj^ ^ fmm ^ rom om
Chocolate hespannolelrancez a ijjuuuduuid. mio djrejtjl) anles de ser comprado pelo seo actnal
Caf do Rio primeira sorte a 8500 a arroba senhor, passava por forro, sob o moaw de VieraV
e 300 rs.a libra. Campello ; fugio para o sul em direrro ao eaja-
n; ,i. aamimlu i'ft\1.00 p 280 rs a libra, nho Firmeaa do Sr. rapitao Francisco de Bm?.
Dito de ^unlaa 8*400 eaw re. aiuot a. ^ f iia da Escada' and> toMs|, ^ rio
Arroz do Maranho, Java e India de 20ooo a lpnjupa prorurando aaa ,ia ^ llome rrbri*,m+
35 a amiba e 100 rs. a libra. radora as trras daqnelle engeaho : qoem o pe-
AlpiSta muito novo e limpo a 140 rs. a li- gar, leve-oao Sr. Jos Francisco Correu le Arrn-
bra e 45500 a arroba. j?. no engeaho Melar^ frppM-^de ra.jar.
Cevada muito nova a 25500 a arroba e 100 feffg^^^rSu^St Z
rs. a libra. ; Recit n. 62, primeiro andar.


Diarlo de Per maga bmern ... Tere fclra tu de Abril de 14411.
AGRICULTURA.
na lavoura esses requi-
Lavonra.
I
Por falla de habito de escrevermos para o pu-
blico nao temos essa linguagem flueute a que elle
c>ta acostumado ; mas nao sirva isso de obstculo
para deixarmos de ocenpar sua attrtiro com as-
sumpto da importancia daquclle de que vamos
tratar.
I'.' nosso fim chamar a alteQO para a lavoura.
A. lavoura como todos sabem e recouhecem, a
principal fontc das rendas publicas, o sustentculo
do pall; entretanto essa mesma classe a mais
sobrecarregadade imposto?, a que nao tcm privile-
gio?, nem isenres !
Todas ou quasi todas as elasses da sociedade do
nosso paz lm mais ou menos scus privilegios, suas
issncfts, a lavoura s tem onus lv no nosso paz
a Elasse iaquestioaavelmenle mais onerada de tri-
butes ; entretanto que della eme sahem os incios
de renda para acudir as despezas do estado I
So a lavoura pois, como dizemos, o sustenta-
culo di paiz, se to sobrecarregada de impostos e
mais onus, se della que o estado tira rendas para
as suas despezas, parece-nos, pensando com jusli-
c i e imparcialidade, que devia tamben) gozar ao
menos de alguns previlegios e isenres, em vez de
tanto indilTerentismo !
E qual ser a razo de tudo isso ? Talvez por
nao ter a lavoura um procurador propiamente seu,
pjr nao ter no parlamento um representante sabi-
do do seu seio.
De todas as elasses, ao menos das mais impor-
tantes, sahem representantes para o parlamento ;
da lavoura nao Seno vejamos.
A lista dos actuaes deputados com as duplcalas
que houve, consta do 131. Desses 131 deputados
nao se cncontra um que seja meramente lavrador :
custa a crer, mas assim t Nao hatera nessa gran-
de clasae alguem capaz de cumprir tal mandato ?
Pertencemos classe e somos os primeiros a reco-
nhecer que nella nao abundam as intclligencias e
iltustraroes, mas reconhecemos que as ha ; reco-
nocemos que ha individuos meramente lavrado-
res, dotados de habilitacoes necessarias para bem
desempenhar semelhante cargo, estamos disso con-
vencidos e ninguem nos contestar ; e, demais,
nao so com longos e brillantes discursos que so
presta servicos.
Se ha, pois, na classe pessoas cujas habilitacoes
a fazem dignas de oceupar um assento no parla-
mento, para sentir-se que ao menos algumas des-
sas nao sejam consideradas, nao vio representa-la.
Sabemos que ha alguns deputados que sao tambem
lavradores, mas nao meramente lavradores, e esto
na cmara mais como representantes de outras
fllWW do que da lavoura.
Desejanamos que as cadeiras da cmara dos
deputados ao menos se sentassem tambem os me-
ramente lavradores. Conven) que saibamos que o
parlamento deve ser composto de homens de todas
a> elasses, e nao exclusivamente dos desta ou da-
quella.
Estamos convencidos que, se os lavradores fizes-
sem parte da asamblea geral, bote d'onde ema-
nam as leis yanlajosas e onerosas, a classe seria
mais attendida e mais favorecida.
Nao se contente, pois, a lavoura smente com o
cleitorado ou a vereanca, porquanto nao com
esses cargos s que ella pude pugnar pelos seus in-
teresses.
Talvez pareja poder-se bem salisfazer ao que re-
clamamos delegando a lavoura seus poderes a pos-
soa de classe diversa mas fura de duvida que
melhor satisfar um dos seus, um profissional que
conhece todas as suas necessiades. Um procura-
dor nao se interessa e nao est tao ao facto dos ne-
gocios como seu proprio Joo.
Couvem, portanto, que nos lavradores adeuda-
mos a isso, unamo-nos; baja entre nos o que ha
cm outra qualquer prolisso, o espirito de classe.
Conten que conhecantos que nos quoque gens
sumus.
II
Muito se tem escriplo sob a lavoura, mas nada
ha feito, nada conseguido, e nadase far e se con-
seguir se ella mesma nao fizer por si.
At boje a lavoura nao tem obtido proteccao al-
guina dos pdeles do estado, posto que seja, como
diz um celebre escriptor, < o manancial de tudo o
que alimenta a iudustria, as artes e o commercio,
e a foule original de todas as riquezas mais solidas
e seguras.
E' preciso mudar-se de systema : experimnte-
se um outro diverso, visto como esse at hoje adop-
tado uo tem produzido vantagem nenhuma la-
voura.
At hoje os lavradores nao tem feito parte do
parlamento do nosso paiz; vejase se, sendo elle
composto tambem de lavradores, censegue-se h-
viar a lavoura dessa decadencia, contra a qual ha
tantos annos se clama, e que nao obstante ainda
sao se oncontrou um meio de evita-la.
Para a lavoura prosperar depende, no nosso mo-
do de pensar, dos proprios lavradores a elles per-
tence tazar desapparecer a causa de sua decaden-
cia, e delles que se deve esperar.
A causa c, como j dissemos no artigo anterior,
nao ter a lavoura representantes propriamentc seus
no parlamento.
Descnganem-se os lavradores, e o lempo j de
sebejo para isso, que, emquanto a lavoura nao tiver
como representante gente sua, nada obter ; cla-
mar, mas no deserto, como tem sido at aqu, e
ctunuire m deserto est arare litas.
Nao de cerlo, conveniente para laes misteres
preterir-se homens proissionaes e especiaes por
jovens que comquanto de muio talento e Ilustr-
is v. sabidos apenas dos bancos das academias, nem
ao menos conhecem a vida pratica nas necessida-
des da sociedade positiva e de seus respectivos re-
cursos.
Em outros paizes o parlamento composto de
todas as elasses : na Inglaterra, por exemplo, a
cmara dos comraunscompoe-se, alm de commer-
ciantes, industriaes, etc., tambem de lavradores;
no nosso, que meramente agrcola, nem se qur
a vigsima parte do seu parlamento de lavra-
dores I
Qual a razo de semelhante excluso f
Quem mais se interessar pela lavoura, quem
mais no caso de legislar sobre assumptos que ten-
dam sua prosperdade, que o proprio lavrador ?
No nosso paiz parece suppor-se privilegio exclu-
sivo de. certas e determinadas elasses o direito de
ser deputado : parece caminhar-se para o exclusi-
vismo, e, caminhando-se para o exclusivismo,adop-
tndose a preponderancia urna certa e determina-
da classe, caminhar-se para o feudalismo, e... Deus
nos lis-re do feudalismo I
A nossa constituido bem explcita quando diz
no seu artigo 179 14 que t todo o cidado pode
ser admittido aos cargos pblicos, cvls^ polticos
ou militares, sem outra differenca que nao seja a
dos seus talentos e virtudes.
O nosso pacto fundamental da, pois a todo e
qualquer cidado o direito de ser admittido a qual-
quer dos cargos pblicos, com tanto que tenha os
requisitos exigidos talenloi e virtudes.
nao se encontrarao
' sitos ?
Encontram-se nao sos requisitos exigaos peta
constituirn, mas inda algumas Ilustrarnos, posto
; que a instrucQio no nosso paiz nao esteja imito es-
1 palhada.
Facam, pois, os lavradores a sua influencia pe-
sar na balanra eleitoral, mandem ao parlamento
um numero suffkienle de lavradores dos mais in-
"telligentes e Ilustrados, cunamos seus esforcos
para conseguir um fim tao just qual til, que vc-
: remos correr de novo essa fonte perenne que pa-
! rece querer estancar !
III
A nossa lavoura vao caminhando para um esta-
do tal, que a continuar, v-la-hemos para o futaro
entregue a espiraos pequeninos, cuja nica aspira-
rao cousistir em plantar c colher o necessario pa-
ra a subsistencia 1
Da maneira que vai a lavoura por certo que nao
se encontrar ninguem espontneamente abrace
tal genero de vida.
A lavoura, comquanto merece, nao tem proteccao
alguma.
Em algum tempo ella pode existir independente
de proteccao; mas hoje que Ihe faltan) os bracos,
hoje que as trras vao ficando cansadas e nao pro-
duzem por isso como outrora, hoje que apparecem
essas pragas nos cafeeiros, hoje, emlim, que depois
do urna safra regular succedem tres e }juatro insig-
nificantes, cujo resultado d apenas para as despe-
zas, hoje dizemos, nao pode persistir sem protec-
cao ; ou ha de ser protegida ou tem de acabar-se.
A lavoura resentc-se de necessidades capitaes e
sao :
Crdito, vas de communicaco e nstrucao.
A mais importante e que pode soccorrla mais
de prompto o crdito. Com o crdito, suas pro-
piedades virio a ter mais valor, ella' sabir dessa
dependencia immediata do commercio, que, como
sabemos, -lhe um peso.
O crdito agrcola tem sido em todos ou quasi
todos os paizes questo de alta importancia. Em
Franca, onde a principal fontc de suas rendas pu-
blicas nao a agricultura, ha urna insttuico de
crdito agrcola c garantida pelo estado. Essa ins-
ttuico tem correspondentes em diversos pontos,
nos departamentos, dstrictos, cantoes e at nas po-
voaces importantes, como se v do trecho que ci-
tamos do relatorio de Mr. Fremy, governador da
caxa do crdito agrcola, apresentado ao conselho
administrativo: Para facilitar aos cultivadores a
negociago de suas assignaturas era necessario por
o cstabelecimento de crdito a seu alcance, e esse
fim se alcancou pela escolha dos correspondentes
domiciliados nos lugares mais proprios do departa-
mento, do distrcto, dos cantoes e mesmo das po-
voaces importantes onde se fazem feiras ou exis-
tem mercados.
A lavoura participando das instituicoes de ere-
dito tem o lavrador onde obter capitaes a longos
prazos e com juros mdicos para augmento de seu
material e melhoramento de suas culturas.
lavoura nao pude convir como ao commercio
essas transac^oes de pequeo folego, porquanto o
commercio vende seus gneros pelo prazo de seis
mezes, e lindado este tem seu capital embolsado, e
a lavoura tem suas eolhetas de anno em anno, s
pode convir-lhe por conseguinte as operaces de
longo folego, de dous tres e mais annos, e s pode
fazer isso um banco instituido de proposito para
auxilia-la, um banco agrcola.
Mas, para a lavoura obter essas proteccoes de
que tanto necessita preciso ter gente sua nos po-
deres pblicos que se interesse mais de perto pela
sua sorte para assim ser mais ouvida e attendida.
E para se conseguir esse desidertum, que repu-
lamos de necessidade, preciso unio entre os la-
vradores (l'union fait la forc,) que elles se unam
pondo tudo de parte e altendendo sement ao inte-
resse commuma prosperidade agrcola.Con-
vm que elles se reunam de certo em cerlo tempo,
e para isso creem-se reunies agrcolas, onde pos-
sam discutir sobre qnalquer assumpto que diga
respeto ao beneficio da lavoura.
Adiamos muita ullidade em reunies agrcolas,
onde as ideas aproveitaveis possam ser aprsenla-
das, discutidas, c por conseguinte esclarecidas,
porquanto a discusso Iraz o esclarecimento. Nes-
gas reunies o lavrador que tiver urna idea qual-
quer, cuja utilidade tenda prosperidade da lavou-
ra, a apresentar, ser discutida e aproveitada.
Creem-se, pois, reunies agrcolas, e para mais
commodidade baja em cada municipio um ou dous
pontos de reunio ; e para se conseguir essas reu-
nies os lavradores mais influentes do municipio,
j pelas suas habilitacoes, j pelas relacas e sym-
palhas, interponham sua influencia convidando os
seus companheiros a reunirem-se.
i'aramos aqu : e teremos muita satisfago se
virmos em algum lempo essa idea realisada, por-
quanto somos lavradores, desejamos sinceramente
a prosperidade da lavoura, desejamos que ella as-
sim como participa dos onus, participe tambem das
vantagens, desejamos emfim que seja mais conside-
rada c attendida, c que ao lado das demais profis-
ses antoja a altura de que digna.
M. R. Mirandas Silva.
(Crrelo Mercantil, do Itio.)
LITTERATURA.
A EXPOSIQO INTERNACIONAL DE LONDRES EM
1862.
Relalorio do Sr. consclheiro Carvallio Moreira,
presidente da coinniisso brasileira.
(Conclusao.J
Se ha paiz, para quem devam prevalecer os mo-
tivos que recommendam a livre entrada das ma-
chinas de todo o genero e applicaco, ncontesta-
velmente o Brasil; nenhum mais do que elle re-
clama com instancia o favor dessa medida cm toda
a sua plenitude.
O estado da nossa industria meiallurgicado ferro,
como fui verificado pela exposicao nacional, pde-
se resumir nesta substancia, Todas as provin-
cias diz no seu relatorio geral o Ilustre secretario
da exposicao, expozeram amostras do mineral de
ferro; as nicas porm onde se exerco a industria
metallurgica com mineraes extrahidos da (erra sao
as de Minas c Itio Grande do Sul. Nesta ultima
provincia, a exlraego do ferro de recente data,
e ainda se acha no estado de ensat A diffl-
culdade dos transportes, e o alto prego porque o
ferro chega provincia de Minas, deram origem
ao estabelecimento de muitas forjas. Existem nel-
la nao menos de 8 i, onde se fundem e se forjam
anuualmente cerca de 250,000 arrobas de ferro,
pelos methodos mais primitivos. Em Goyaz, onde
militam mais fortes razes do que em Minas, tam-
bem existem algumas fuodijes-forjas.
Nao faco mencao de S. Joo de Ipanema, porque
essa fabrica cessou de traballiar.
Quando um elemento to necessaric via das
industrias de todo genero, em todos os paizes, e
cuja quantidade actualmente para a naci que o
produz o indicador de seu poder fabril, c at certo
ponto de sua grandeza poltica, as condices em
que al hoje nos achamos, om referencia sua ex-
traccao, deviam aconselhar como urna animaco im-
portanle a todos os ramos industriaes do paiz, a Apparecem alguns; mas Helena ainda mui-
reduccao do imposto que a nossa tarifa faz pezar to__moca,e met marido diffleil de contentar. Ainda
sobre o ferro bruto de procedencia estraoaeira 1no ra..dissst quem o feliz marido de 8tzana f
.?. i Maman, disse Helena, d licenca que eu leve
ObeneBcio quo lia proporelonoo s nossas fa- Suzana para o meuquarto: quero raostrarlhe omeu
bricas, e A navegado por vapor, dando mirada li- J?s!'do Para baile desta noute, e ella mesmo me
vn ao srvln iIp npdra mi ..i... aira com Quem vae casar-se.
vre ao nao de pedra, cuja exploracf no se E letn sua eempanheira.
acha anda entro nos em circunstancias favoraveis O vestido do annuncado baile achava-se todo
pareca dever estender-se, com egual razao ao me- es'endido sobre a cama de Helena; um leque de
nos, impjitacao de ferro brutomateria nrima gra1de PreC. um bellissimo lenco guarnecido de
por excellencia, de todas as industrias [Sf L?^8 ,,e Tlas braBC,s eslavam
""""'> poslos com muito esmero sobre urna pequea me-
Em outro paiz que o no produzisse has oronor- s ., Iaca no meio do Quarto. Um magnifico
efies de suas npri>i.lsriv nri^',,. n ramatiiete de rosas o de camelias repousava em '
vts ut suas necessiuaaes, o rigor das normas eco- um vaso do Japo.
nomicas teria exigido a suppresso desso imposto. Bis o mea vestuario desta noute. Est boni- |
No nosso caso porm, visto sahirem das alfandegas, l01 aisse Helena. Eu arranje tudo isto esta ma-
pde-se dizer, os nossos recursos financeiros bem '?.*'. Praue> send hoje o da em que recebemos
que.no seja o producto dessa verba de um'vu.to 1^S^^^&SS^\
tao imponente, que prove que seriamente a hesita- convidadas para o baile, e que a bella Elliana de
5S0 era supprimi-la sem contrariar as previses do Sinty nao ir, porque acha se em casa com urna
thesouro, nao exagerado o reclamo de reduzir es- ^resm-.r0''^'!'11?6. da Provincia- e ^veno-la
,____, ___... ,. ,cuu'" apresentar hoje. Julgas que o meu vestuario vae
se Imposto a propones as mais diminutas, ao me- admira-la, ella que traja sempre tao mesquinha-
nos emquanto o governo, na falta do emprezas par- mente I Mas, eu nao te trouxe para aqui, minha
liculares, nao tomar a si,por bem do futuro de to- cara Suzana,_para fazer-te admirar isto; alera de
das industrias, a exp.oracao VWtn^ffi^^l^"*10- lemS d
deste artigo, que alias offerece entre nos os mais 1 Pap e maman dizem que sm.
abundantes elementos e cuja penuria, cm casos' Qual a sua occupac.ao? como se chama?
excepconaes, poderia trazer mu graves consequen- .," ra vam?s. Ia> di.sse Suzana nndo-se, j que
:. ; ando agora sujeita a mdagages, po>s estou a ca-
j sar-me, acho-mc preparada para responder todas
Mais de urna consideracao seria, e de alcance su- as luas Perguntas, "O Sr. Luiz Riviere agricultor
pertor aos clculos duanuaros, se eorolve uauT -AgricultorI exclamou Helena oceupa-se da
simples enunciado, e nao pode escapar a illus- trra ; mas creador o que ?
trajo do governo de Vossa Magestade Impe Nao te recordas daqnelles soberbos animaes
rial. i domosticos, que tanto nos divertirn) o anno passa-
j do na exposicao dos Campos Elisos ?
Na linha das anma^es que se podem dar a um j Ah! meu Deus! disse Helena estupefacta;
objecte de no somenos importancia, e cujo adian-! entao vaes tu casar-te com um camponez?
tamento marca o gru de civilismo na esphera do ^^ T^^^^tSZ
bello e do gosto, figuram todas essas facilidades, estaremos inteiramente no campo.
todos os estmulos directos e indirectos, sem os Tlubouville ? nunca ouvi fallar em tal paz.....
quaesnao dado esperar progresso nas bellas-1 Afgr"c^ ?desert0........... E'muito longe? Ser na
arles- Tambem nao tanto assim ; na Norman-
Se na industria cm geral, considerada quanto ao ^iam :Sr- nivire ,tm lfuma Pro|Jrat'-1i!Ln
" ..' m"' commoda, e mesmo confortavel, segnndo diz meu
jogo intrnseco c systematico da produccao, podem pae> e cuj0 lado ha uma be,|a lieruade, (jue elle
os dictames da economa social excluir como inef- faz cultivar.
ficazes, e s vezes como funestos, certos favores e Helena guardou silencio uro instante, e olhou
protecces, as bellas artes, pelo contrario, resumin-1 ^i'S^SKfiXKSSSt dito
do por excellencia as faculdades intellectuaes do que ia esposar o Sr. Luiz Ritiere, que fazende-
artista, e suas disposicoes inventivas e de imitaro,! roporque afinal dizes que elle faz render a sua
em um circulo onde no km os interesses com- herdade.
pilcados da creacao da riqueza, exigem por isso \ ^S^SVS^^&^^SSS,
mesmo para o seu desenvolvimento cuidados pecu- e tambem porros........ e tem nada menos que
quarent a tantos trabajadores.
Singular estado I disse Helena desdenhosa-
mente. Confesso que no te comprehendo. No
collegio no fazias nada como as outras; mas isto
o cumulo da originalidade I Ser possivel ? ir
ridade.
Sem esses incentivos generosos mu desegual
tas e mais vantajosas carreiras se abrem s voca-
cesda mocidade, ainda mais ah se acanha o fu-
turo das bellas-artes. < Se verdade, diz uma au-
toridade da poca, que o genio vive por si mesmo
e va com as suas propras azas, egualraente cer-
to que o talento precisa do conselho dos mestres e
do exemplo das suas obras.
Tudo quanto fosse, pois, generalisar entre nos o
gosto pelas bellas-artes, facilitando aaequisieodas
creaces dos grandes artistas e despertando por es-
se modo a apreciarlo das elasses abastadas, que
nunca podem por seu lado formar essas galeras de
pintura e de escultura, verdadeiros auxiliares, em
outros paizes, dos institutos do estado e academias
publicas, seria, no meu fraco entender, natural-
mente indicado e conducente a animar e desenvol-
ver entre nos o cstudo das bellas-artes.
Os esforgos combinados nesta direcgo proficua,
onde compete ao oslado o lugar de honra, nao po-
dem sem perigo ser contrariados, limitndole ou
empeceudo-se os meios da propagacao do gosto e
da cultura e cnsino privado das bellas-artes, em
virlude de laxaces que recahem directamente so-
bre ellas, com destinaco apparente ao iuxo e ao
fausto das elasses opulentas. Assim bem poderia
ser mitigado o imposto de importarao, a que esto
sujeitos os quadros e pinturas a oleo, aquarella ou
a fumo, estampas impressas e lithographadas, bem
como as estatuas de marmore, alabastro, prfido,
jaspe e al do gesso.
E' o tributo pesando sobre a pintura e a escul-
tura, desde as suas produccoes as mais elevadas
at os scus modelos.
Vossa Magestade Imperial, sempre tao solicito
em proteger este poderoso elemento de illuslracao
e gloria para os pjvos que o possuem, submelto mu'
respetosamente estas resumidas ideas em favor das
nossas bellas-artes, as quaes nenhuma causa in-
venc.ivel se oppe a que venham um dia figurar
com brilho e renome entre as dos outros paizes.
Eis, Scnhor, em decorada phrase e paludo rene-
xo, alguma das observaces, que ressumbram do
quadro magestoso da maior exposicao internacio-
nal batida al hoje, c a que ti ve de assislir por or-
den) de V. M. Imperial.
A um espirito mais elevado, a um observador
mais competente, seria dado fazer apreciaces pra-
tica-. mais proveitosas e de maior alcance, sobre
os resultados benficos que essas comparares pe-
ridicas sao chamadas a produzir em favor dos
paizes, que nellas vem tomar parte, animados do
desejo sincere de utilisar-se da experiencia, a qual,
como para os individuos, para as nages o grande
pharol da vida.
Se tamaita vantagem, porm, me nao foi possi-
vel atlingir, os meus anhelos e esforcos buscaram
ao menos corresponder honra, que me coube em
haver-se dignado V. M. I. empregar-me por esta
occasio no servido do Brasil.
Profundamente reconhecido por esta graca, ou-
torgada pela alta confianca de Vossa Magestade Im-
perial, sou, Senhor, de Vossa Magestade Imperial, o
mais humilde e reverente subdito.Francisco Igna-
cio de Carvulho Moreira.
liares de outra natureza, e um ambiente todo satu-
rado de patrocinio.
Fura da influencia tutelar dos governos, c sem
que sejam bafejadas pelas anlmacoes da lilteralura
e do gosto diffundido nas elasses capazes de bem enterrar-se em Thibouville ; no meio de campone-
anrftria-la* itin nndem as hella<-artHs rtPihrnrhir zes' e Vls ammaes S o teu Mr. Luiz Riviere nao
aprecia-las, nao poem as Del tas-artes desabrochar ; deTC 9Ccupar.se seno disl0 e se lornara um agra.
e florecer : definham em face da indifferenca, ou ; davel marido. Ah pobre Suzana !......
no passara jamis da condicao lastimosa da vulga-; Affiancote que Mr. Luiz Rvire muito
amavel, e tem bastante espirito; julga que dar-me-
hei muito bem em Thibouville. Pap apreciou tudo
isto de perto; conhece Mr. Ri viere, e os pobres
a luta entre o industrial e o artista no campo util- j 'amnem asss o conheem, accrescentou ella com a
tao da produccao : e nos paizes novos, onde tan- ^X? m'inha filha, disse Helena em tom de
commiseracao, tambem se pode dar esmolas em
Paris, e has de confessar que isso um pouco mais
agradavel. Ah I grande Deus t Se me olTereces-
sem um semelhante casamento, regeitava-o de
olhos fechados. Antes de tudo, devo dizer-te que
no amo, no comprehendo a vida seno em Pa-
rs. Eu sou como maman, parisiense de puro san-
gue, e hei de me casar com algum corrector de
cambios, banqueiro ou proprietario. Cada pessa
tem seu gosto... Pensa, pois, minha potare Suza-
na, que no vers um parisiense em Thibouville,
no irs nunca ao baile, no sabers.mais o que
theatro. Em Thibouville ha uma loja s ?
Tudo o que sei que l ha uma egreja com
um bom velho cura, qne gosta muito de msica.
Anda l, minha pobre Suzana, que estou
vendo que te faro engulir a pilula suavemente.^
Minha ba Helena, meu pae e minha rniie
lanto me bao dilo que serei feliz que eu o creio.
Agora que importa que eu o seja cm Thibouville
ou em Paris ? A feheidade como o bom Deus;
vs, elle est em toda a parte.
Helena sungou ligeiramente os hombros.
t Como achas o meu ramalhcte para o baile ?
disse ella lomando-o para fazer admira-lo. Quem
m'o enviou bem quizera ser meu marido... Olha
estas camelias ; um ramalhete de vinte francos,
veio da casa Prevost. Se t'o mostr porque sei
que gostas muito de llores e Mr. Luiz Rivre deve
mandar-te muitas.
Oh I elle nunca falta : todas as vezes que
vem, traz-me seu ramalhete de violetas.
Vamos, disse Helena com certo tom do mo-
fa : elle tao modesto como lu : j vejo que vos
entenderis perfeitamenle.
Ambas voltaram para a sala, e a conversarlo
tornou-se geral.
Bem I disse Suzana, cont comtigo, minha
chara Helena; sabes que ficarei muito contrariada
se no te vir assistindo a benco do meu casa-.
mento.
Meu Deus I disse madama Ducrcst ; taremos
todo o possivel ; mas bem vedes que se Helena cs-
tiver oceupada com o seu casamento, isso ser dif-
ficil.
Adeus I minha chara Helena, disse Suzana
commagoa, lovantando-se para' despcdir-se : j
vejo que no se pode contar comtigo ; mas ao
menos te veremos d aqu a alguns dias.
Certamente, minha chara : sem duvida nos
tambem havemos de ter alguma cousa a annun-
ciar-te. Al logo.
Eis o queeu chamo um casamento asnatico,
disse madama Ducrcst, logo que suas amigas par-
tirn).
Esse Mr. Luiz Ritiere deve ser filho de al-
gum rustico, disse desdenhosamente Helena : na
verdade no comprehendo Suzana, que bem edu-
cada, e que com o seu dote e sua belleza pode ter
pretenco a um brilhanle casamento.
Vs, disse madama Ducrest, deve-se escolher
sempre que se pode. Assim, minha filha, lembra-
le que tambem tens umdote brilhanle, agradayeis
prendas, e que com isto podes pretender uma m -
portante unio.
Mr. o. Madama Ducrest, antigos commerciantes da
raridade cm grosso, embuidos da idea hoje muito
commum de que o ouro tudo neste mundo, e que
brilhar na sociedade ser feliz, deram sua filha a
um joven de boa familia, espirituoso, amavel, de
posicao, e que eslava espera de um dote para pa-
gar o seu quarto de corrector, que havia comprado
ha nm anno. Mr. Eduardo Enimery rontava prin-
cipalmente com o dote da moca para alirar-se s
especulaccs da Bolsa e nas quaes no havia ira-
balhado seno por conta dos seus clientes.
Madama Ducrest c sua filha, com o cora cao cheio
de orgulho e de prazer, foram, pois, visilar a Mada-
ma Berthier para dar-lhe parte do casamento de He-
lena com Mr. Eduardo de mmery, corrector em
Paris.
Helena no pode conter-se em deixar de notar
sua me quanto um d pequeo antes do seu tuluro
nome lisongearia agradavelmente o ouvido, e prin-
cipalmente quanto elle faria pasmar a pobre Suza-
na e a sua me.
Suzana teve s um senimento, e foi no ver no
bello dia de seu casamento a agradavel figura da
sua amiga de collegio, a quem amava de todo o
coraQ, a pezar... dos seus pequeos defeitos, no-
me com que a amavel menina qualilicava a exage-
rada vaidade de Helena.
Ella foi fazer-lhe sua visita de parabens, arom-
panhada de seu marido. Todas as riquezas do eu-
xoval de Henena achavam-se esparsas no salo, e I
muilas pessoas se extasiavam diante de to esplen-
dida exposicao. Helena muio entrelida em respon-
der aos cumprimentos de cada uma de suas ami- j
gas, apenas pode fallar recem-casada, a qual en-1
iretanto achou meio de chama-la parte, abraca-;
la, e fazer com que promellcsse escrever-lhe, ao
menos para dar-lhe parte do sea casamento.
Eu quero associarme la feheidade, chara
Helena, e orar por ti n'esse dia; no te esqueras
de escrever-mo ; Hca sabendo que desta vez no
te perdoarei, e que Suzana no ser mais tua ami-
ga.
Helena um pouco confusa de ser oceupada to
pouco do casamento de Suzana. e alm disso pres-
surosa em voltar para junto de suas admiradoras,
promelteu-lhe tudo quanto ella quiz. Suzana des-
pedirse com o coraco um pouco magoado ; mas
il'aln dous dias seu marido levon-a para Thibou-
ville, e ella no pensou mais na amiga do collegio.
Algum tempo depois recebeu a seguinte carta :
c Chara Suzana.
Eslou certa de que j me acensars de indine-
As luis casadas.
Certo dia madama Ducrest rerebia em seu
elegante salo na ruaTronchet. Helena, sua filha,
eslava ao piano havia apenas uma hora, quando
veio un criado annuncar-lhe a Sra. Berthiere sua
filha.
Suzana que felicdade! exclamou madama
Ducrest, abracando a recem-chegada.
Que amavel visita I disse a dona da casa. Co-
mo de cerlo tempo para c to poucas vezes aqui
appa recis I
Vlemos cedo, minha querida senhora, para no
I vos encontrar cercada. de visitas, e podermos
; dar-vos parte do casamento de Suzana, e pedir-vos
nos concedaos Helena como dama de honor nessa
occasio.
Susana vai casar-se? exclamou Sra. Du-
crest ; dou-vos meus parabens.
Ah disse Helena, rindo-se; peor essa I
Quando andavamos no collegio, prometiemo-nos
casar no mesmo da. Quando te casas tu 1
Mas, 1 respondeu Susana, corando um pouco)
o casamento est marcado para d'aqui a um mez;
no assim, minha me?
Sem duvida ser mais cedo..... Poderemos
contar com Helena, minha querida senhora?
Certamente; vede-a como j est lo conten-
te......a menos entretanto que o seu casamento
no se tenha decidido d'aqui al l.
Ande l, que por ahi j se est tramando al-
gum, disse alegremente a Sra. Berthier.
renga ; e entretanto v se le amo, e se pens om ti;
pois que tres dias antes do meu casamento, rcu-
pada, por qMlquer lado qne me ir, com convi-
tes, preparativos, fornecedores, descubro meio de
escrevor-te.
Caso-me quinta feira s 11 horas: o almoco e o
jantar em nossa casa ser muito simples; mas
acha-se tudo encommendado i casa Cnavet. Se
visses o met vestido de setim todo guarnecido de
rendas, te extasiaras; no te fallo do meu enxo-
val, pois j o admiraste.
Mas o que no visto a deliciosa habitarlo que
Mr. Eduardo de Emmery fez apromptar na ra
Taitbout; sem fallar no seu esrriptorio que uma
maravilha do bom MSto, desojara de$crover-le o
meu quarto forrado de azul celeste, e o meu salo
de damasco de seda cor de cereja, e tudo realeado
por uma multido de movis desnecessarios, que
entretanto Mr. Eduardo de Emmery tem a galan-
tera de julgar indispensaveis.
To fallara de todas as felicidades que me es-
peran), se de certo nao receiasse fazer-te commet-
ter o peccado de inveja, a ti, minha pobre e triste
companheira, que no deves lembrar-te mais deste
bello Paris, que to cedo deixaste.
Fica tambem sabendo que para coroar tudo
isto, Mr. Eduardo de Emmery prommetteu-me ca-
da semana dous soirs da Opera ou dos Italianos,
minha escolha. Eu filo escrever e assignar esta
promessa em um lindo livro de bano esculpido.
Que me dizes isto, minha pobre amiga, tu
que sem duvida no tens outro prazer sen3o o da
msica com o velho cura de Thibouville ?
A' proposito de musir, tenho um magnifico
piano ornado de incrustarles ededourados. Quan-
do o vi, pensei em ti, que' talvez empregues tuas
horas vagas em loe.ir orgo na velha egreja de
Thibouville. Quanto te lastimo I
Portanto, quinta-feira s II horas, fecha os
olhos, e figura na imaginaco a tua amiga Helena
com um Vestido de setim branco feito por Victo-
rina.
Adeus minha querida, cu te abraco, e amo-te
muilo, apezar da grande loucura que fizeste.
Helena---- Ducrest (at quinta-feira.)
Na quinta-feira de manha a carreta de carga da
estrada de ferro de oeste desembarcava, na ra
Tronchet n. 12, para madamoisella Helena Ducrest
uma grande caixa de madeira branca, que os
criados abriram com o maior cuidado possivel por
causa dos enormes tres fragile, que viam-se eserip-
tos por todos os lados da caixa. Desencaixotou-se
uma grande cesta de vimes de mu elegante forma
e com engenhosa semelria completamente cheia de
flores magnficas, c dos mais bellos fructos do ou-
tomno.
A propria Helena, comquanto muito oceupado
com o seu toucador, deu um grilo de jubilosa
admirajo, e determinou que antes do jantar ex-
pozessem a cesta no salo, onde os convidados co-
meeavam j a chegar.
E' uma gentileza de Suzana, disse madama
Ducrest; preciso escrever-lhe.
Quando chegou Emmery, ella foi mostrar-lhe a
cesta, edisse-lhe:
Vede o que minha filha acaba de receber de
uma de suas boas amigas do campo.
E' admiravel, respondeu elle: no ha dnhei-
ro que fizesse adiar agora cm Paris lio bellas
flores, e fructos to magnficos ; porm o que mais
admiro o como est to bem arranjada esta
cesta.
Que bom gosto que graca exclamaran) os
convidados.
Madama Ducrest foi logo contar isto Helena,
que achava-se rodeada de tres modistas.
Suzana fieou muito contente quando alguns dias
depois recebeu um amavel agradecimento de He-
lena.
Ella respondeu-lhe ; depois cessaram de escrc-
ver-se, e assim passoutodoo invern.
Na primavera madama de Emmery recebeu de
Thibouville a seguinte carta :
< Minha chara Helena.
t No me respondeste a carta que escrevi-te no
principio do invern.
1 Desculpei-le, porque bem conheco o teu gosto
pelos bailes, concertos e theatros, e sei que uma
joven senhora parisiense deseja gozar de lodos
esses prazeres nos primeiros lempos do seu casa-
mento, mas agora o invern est acabado ; come
ca o mez de maio, os filases esto em flores, os
pilriteiros vao enflorar, o sol brlha, e quasi no
chove mais, e as fructas j vo se formando.
No dcixars por um pouco o teu charo Pa-
ris para respirar os saudaveis ares do campo ? Sei
que as Parisienses costumam, e mesmo devem via-
jar cada esli. Se Thibouville no te inspira muito
medo, a la amiga Suzana dar-se-ha com isto por
muito satisfeita.
Vers que no commetti uma loucura, se vie-
res passar smente um mez comigo. No somos l
lo camponezes que tenhamos os modos delles, e
encontrars em Thibouville tudo o que eu souber
que te deve ser agradavel.
1 Vem, pois, minha chara Helena : todos aqui
ficaro muito contentes por te verem.
Aguardo tua resposta, e espero que ella ser
faveravel aos votos da tua amiga
Suzawi Ritiere.
Esta carta estevo quasi Ires mezes sem resposla,
mas pelos lins do julho Helena decidiu-se a es-
crever.
(Continuar-se-ha.)
cmza grossa, e ostras de pedras atan om bm-
noa graiiuas; na dinecai do vrtice pico sua
Desse ponto da Ermda ha muilo me r
piar uma extensa visl sobre Nap,ie,
os campos e povoacoe* rtrcumvizinfea -
do, aquello inimenso manto de estira arela aja*
por loda a paite robre a montanh4. k v
dioso e lgubre espectculo para ipj mit tt\.
lvel; as ida.f, os seiitinenlos que Hk* fprre*
uma mistura de espanto.'de terrtH", > _
de melancola, de coatragSo, que mhJw a,
e arabrunham o pensain nlo. E' pr. i-1 ti
natureza mora para f irniar della una Mi.: >-
patatru nao a poden) 1 epresentar. Kigurata-M-
me ver um mar de unta tafia, na, de** Je hr-
jemente agit-ido pr l'uri -a leiupe.-tadc,
lara em um instante, de xando aqui 'JoHifc >b-
altas e enrapellada> om as, ali outras >w Un-
as, adianto abysmos m is ou me** profundes ;
e os planos mais reg lares, monstruoso rana,
dispostos de todas as ma Mira* possivt-is, ora fo-
zendo urna inmensa r >ia com elevar ceara.
ora estendidos paralldui leule, ora em .^euii-circu-
lo, em curvas, etc., ele.
Em algumas partes a pedra se mostra oauerta
de enxofre amarello; 1 n outra* loma um oir
avermelhada; em ouii- 1 deixa tanto por eaanMw
fendas um vapor quenli sulfuroso.
Mas vamos i aseenn > do piro.
Aj 4 l| horas da' larde 1 heguei a sua *-..
nao podendo sul.r-lc a p. iMUti urna raVira
com qualro carrrgadoret, w que sempre ali *e eu
contra.
Amontado nella, dots liomens % su*pfU*>rani
pela frente e dous por I az, serviuitee para *>
devalos, e |>ozerain- 1 de mareta. Airaz tne
cicerone que eu levara la ridade, e na -...
ser convidado, collo-ou se um offtVio.-o ron.loror
de um resto, contendo t ma meia duzia di garrafa
de lacritua christi, pe e maras. De 10 em H>
minutos, os meus cond iclores rreavam araJriri
despejavam alguns cop s de roxo, nviuiaiu paa
macas, instando con igo para que o* atinar.
.No cabo de uns tres qi arlos de hora, ao* aruaean-
no cume do monte, ten lo feito a subida pela scc-
;o pedregosa, que o Terer ;ios ,'# Bttis aau*
lo que a cinza. l>s mrus tximens ahi Ikaraes <
caneando a bebendo
caro paguei; e ou
crtera.
O pico do Vesuvio
perior forma um pi
dimetro talvez de 1
da circumferencia
r, por exemplo ,*i
45 ou mais; e restar
mego do declive do
VARIEDADES.
Impresses de viasem.
Pars, 2.1 de fevereiro de 1864.
Agora vou cumprir a promessa de fazer-te a
descripejio de algumas das cousas que mais me
impressionaram na minha vagem pela Suissa e
Italia.
Se eu uvera lempo e pachorra, leria de es-
crever-te muitas cartas sobre esse assumpto,
tantas sao as cousas admiraves que observei;
mas, faltando-me aquelle. porque pouco me resla
para estar em Paris, e esta, por andar pouco vi-
goroso e contente, talvez me limite ao Vesuvio, a
esse vuleo to celebre, to visitado e que tantas
j-ruinas tem causado. Em toda a minha viagem
nada vi de mais maravilhoso- c extraordinario,
nem uma trra de tantas maravilhas como ap-
les, onde quasi todos os grandes romanos tinham
suas casas de campo, onde tantas scenas ale-
gres ou tristes se passaram naquellas eras re-
motas.
Nao mais de quatro cinco horas sao precisas
para ir de aples ver a crtera fumegante e
medonha do Vesuvio: a primeira hora em carro
at Resina, arrahaide ligado a aples por uma
continuaco de ras, que no permuten) ao es-
trangeiro precisar o ponto em que a acaba a cida-
de e comeca o arrabalde. D'ahi se conlinuava a
viagem ainda em carro, e por uma bella estrada
que subia a monlanha at a Ermida; depois, po-
rm, da erupcaode 1861, essa estrada foi tomada
pelas lavas e hoje impraticavel.
Tomam-se pois em Kesina animaes para subir,
os quaes sao sempro, e como de roslume em lo-
dos os lugares onde o viandante tem de fazer uma
ascenco, os mais ordinarios do mundo; no ha-
vendo nada de mais indigno e incommodo do que
elles seno os accessorios necessarios mon-
tara.
Dentro em poucos minutos comera-sc a as-
cengo da montanha por um suave declive, cc-
berto de vinhas e de raras habitares, que no fim
de uma hora de marcha cessam para deixarem a
monlanha exclusivamente entregue s lavas do
vuleo, que a domina.
Desde enlo a natureza parece completamente
morta, e coberta de um negro manto pedregoso,
formado pelas lavas do vuleo : um vegetal, um
passarinho, um insecto difficilmente se encontrar
d'ahi at o cimo do monte.
Dir-se-hia que lodos os vvenles, dominados
pelo instincto da vida, se acrordaram em con-
sagrar estes lgubres lugares ao dominio da
morte.
O homem, porm, no annuio a essa ennsa-
grago, e, temerario ou descuidoso. foi fixar sua
residencia, anda a nina hora de marcha, l onde
chamam Ermida, distante do pico do vtilcao.
Chegando Ermida, perto da qual existe tam-
bem um observatorio meteorolgico, fazse o res-
to do caminho at raiz do pico ainda a cavado;
mas, subi-lo'assim, no possivel, tendo elle um
declive de 50 por cento.
Forcoso pois, subir a p, o que extrema-
mente' fatigante, principalmente para quem no
est habituado, no so por aquelle rpido decli-
ve, como pela altura que demanda cerca de tres
quartos de hora para vence-la, e ainda pela natu-
reza do terreno, que todo dividido em secces
mais ou menos parallelas, compostas urnas de
resto do vinln.
o guia seguimos para a
um roe ruja parV Mi-
mo quasi circular, com mm
bracas. De um dos Utkn
ri'rrulo rratrra bar.-
aras; ella t.ra de duwt-lr.
da outra borda delta an ro-
'iile 5 bracas, o em .ilno-
lugares, talvez, menos de duas.
Fiz o gyro em (orno BM crtera, t qmnttn
cheguei ao ponto em que o terreo entre cita a >
declive do pico no lera nem lalvex i bracas, sen-
li-me verdaderamente alerrad-i. As granar al
turas me assiislam. me alacam Itornrelm ma a*
ervos ; e eu me arhva entre ilmu prmiri.i.
entre dous abysmos iiledonhos. sendo o derkve *
monte e desse lado extremamente rpido.
Outras ideas me vierain logo ao peasamrai
eu eslava entregue a um homem descowvri*'
cicerone: se elle, curioso de ver o fM eo puJeru
ter nos bolsos, se lembrasse de precipitar-tur. r*t
me cuslari i a curiosidade; no entreunto qur rile.
senhor do meu relogio e da minha bolsa, (arilmrn-
le se salvara, ou com allegaro d* alguma inmru
dencia minha, ou reunindo-se aos gnrrrMMtaua
que infeslam as moatanhas viandas. OrrupoW
desles pavoroso, senliawntos, lomei a arrurdu *
filar os olhos no choJ e sem ollur para om urm
para outro lado do precipicio, lran*|V-lo o mat>
depressa possivel.
A crtera pareceu-me menos profuivU do que
eu esperava ; mais de notar que a riita .*e eu-
gana sempre enormemente no ratrulo das alturas.
e esta foi pela minha apreciada em eerra )*-
renta bracas. Suas (aredes interiore eatauam
roberas de enxofre, aqui amarello, ali avermdha-
do, e n'outros pontos denegrido; e de mnumero-
pontos subia uma fumara quenle e sulfurosa
mesmo phenomeno sel observa f.n muit->s nutre"
lugares da exlremidad su|terior do momv, Aaml
algumas p quente e carregado de i-nxofi que dinVilmrmr
Ihes pude approximaii Em uma dril** ciMtetm
um lazzaroni, que adoplou essa rommoda UtAts-
tria como meio talvei; exclusivo de vida, atguns
ovos que, em dous ou ves minuto*, eslavam nti-
dos e me eram olTereridoS com io>laaria para {-
eu os comesse ; mas cdfitentc-me de quebrar ma
e conduz os outro-,
O sol se approximavp do oriente. a kura
que se gosa da mais bella vista l'm rru rosad,
um mar sem lim, uma baha extensa, semtadu V
pequeas ilhas e rochados, urna praia rtwam
sinuosa que a limita, flanqueada de muMaa uro-
monlorios estendendo-se em todas a* direrriVs. n
forma de planicies, coliertas & riiladr*, de ym*
dos maiores ou menores, de casas de ramp. :
I a vou ras, etc.; ou na de monta nha mais ou me-
nos elevadas e extensas ; urnas nua*. pr*rf>:*
e moras; oulras viva e risontias tal sum-
tuoso e magnifico panorama que se aftarunt
observador collocado no cume M Vrsutin.
Desse vuleo constalemenle ami-arador |Je--e
contar as victimas do seu poder Irrim-ndu : eVJrar-
cupa quasi o centro entre apte e r*ompra. e ta-
ire estas ficam Siabia c llerrulanuin. li
destruidas na erup-o de 7"J. Poi rm Stabia pee p.-
receu Plinto, o naturalista, pagando com a vida a
curiosidade de ir esludar de perto os Hteanoarat*
da erupro, c a dedicaco do seuainijpi Paanaai.
no, e aos babilanles daijuella ridade amearatia, une
pretenda salvar em nm navio que o prrkro r i
morte o conduziu do rabo de Minerva, uale arta-
cionava a frota romana commarxlada por eHe.
Apezar, porm, desses e de outros imums tmtr-
munhos do poder destruidor do V)-*uvn>. ruja* la-
vas em 472 se estenderam al l>m*lantiam!m, *
homens parecen) escarnecer B*na |W, e levas-
la ni cidades, povnados e rasas dr rampo na ana-
ximidades dos cemilerios mprovia>t<^ prln r..lrV-
e ainda mais, nos proprios lugares que murta* ta-
zes tem sido rbenos por aun tetas, mam Tr
re del Creco, Torre del Annunriala. onde alr exi-
te uma grande fabrica de plvora '
Mas esses lugares sao de nina ulierda-b >.qwu
tosa, e a avidez do ganho ega os mortar*. a i
rasta as emprezas as mais temeraria*, aos prigi-
mais eminentes.
Comeca va a noute, quando cu romecei adesriili
da monlanha. da mesma forma |n>r or a linha n-
bido, com a dilferenca. H>r>-m, que dr*ta xn kv>
nos servia de guia o'hornera da resta viaka, aa
e maras, e que o* rarregadorc ai arrearam a
cadeira uma s vez para drsranrar, mas 4e urna
s corila aaaamni o ingreme piro, mi am> *r
deixaram escornrgar por rima la* rn** nuia*
Assim, em no mais de um piarlo r. hora, mr
achei montado, e, rom o nvo cicerone, sefai >
Iho da ermida, o qual smenle o -avallo puma m>
conhecer por entre a pedraria e rorhe**. K*-
pois, me guiava sua vonlade, va o mea re-
nme mais alraz, em conversa cora os malr ho-
mens da cadeira.
A escurido da male, o n;rum>' e di*p>*irV
bizarras das lavas, a solido funrea dos mgare.
a completa ignorancia delles, cham ir.im o aura a
pirilo sobre esses cinro tiouien* b-Mnitmer!"* t t
intima classe dos to celebres lazzaroni. Naa ma
va en entregue, sem remisso, a barclulo* fo-
diam de mini dis|K>r sua ronladV Ca
elles algum plano de assalio ?
Estas considera<;es me lizeram pirar
damente o ca vallo, n'iosem manta de alguma i
da sobre as escabrosidades &n raminho. Ckq
Ermida, j l no enronlrei a Umiii.i losa,a|>pressou-se em fazer a sua votta,i
de lodo o.io escureria.
No entretanto os meas cuidados aogmeut
dei-me, pois, pressa em seguir o caimiih...
confiado no conhecimenio que de*le Imba o
que eu espuria va para andasse lia bgeiro rom
possivel em lo escabroso terreno. Fdixmrule rnr-
guei sao e salvo Resina, pocio da partida, piuri.
minutos depois da familia, que tambem mra
transito sem accidente, apezar de alguma leve*
quedas pie soffreram as menina. Eakio rr*mrei
alegres e sent dilaiar-sc-me o ruracio a vista i>
objectos lo querida que considerara em eca.
Meltemo-nos no nosso carro que nos e*pera*a, aa
10 horas da noute estatame no bolrl Wastiintsw.
um dos melhores que enronlrei em toda a mmna
peregrinaco pela Suissa a Italia, paizes em ju
elles abundam e sobresahem pelo aceto, legaana
c bom mmenlo.
Eta, meu amigo, ludo o que le posso dizer sobre
o Vesuvio.
(Diarit do Hit de Juurir >
PBRNAMBU).- TTP. Ug M. F. F. 4 PUMO


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EVIB3CLAO_FWKC0S INGEST_TIME 2013-08-27T21:32:39Z PACKAGE AA00011611_10351
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES