Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10332


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Full Text
A1U1U AL. lfUfflEttV /O.
Por tres aezes adianfodos 5JO00
Por (res mezes venados 6$00
Porte ao correio por tres mezes. 750
DIARIO
SAMAtU L fc AME, Dfc 1X64.
Por auno adiantad.....19$00O
Porte ao correio por um annor 3$00U

PERNAMBUCO.
i
EKCARRBGADOS DA SUBSCRIP^O NO NORTE
Parahvba, o Sr. Antonio Alexandrno de Lima'
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty,
Sr.A. de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de
Oliveira; Maranhao, o Sr. Joaqun) Marques Ro-
drigues; Para, os Srs. Manoel Pinheiro & C; A-
maxonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
BNCARREGADOS DA SUBSCRIPQAO NO SL.
Alagas, o Sr. Claudino Falco Das; Baha, o
6r. Jos Marlins Al ves; Rio de Janeiro, os Srs. Pe-
xera Marlins d: Gaspariuo.
PARTIDA DOS ESTAFETAS.
Olinda, Cabo e Escada todos os das.
Iguarassu', Goyanna e Parahyba as segundas e
sextas-feiras.
Santo Anto, Gravat, Beierros, Bonito, Cntaro',
Altinho e Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'AJbo, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pesqueira,
Ingazeira, Flores, Villa Bella, Tacaratu', Cabrob,
Boa Vista, Ouricury e Exu" as quartas feiras.
Sennhem, Rio Forraoso, Tamandar, Una, Barrei
ros, Agua Preta e Pimenteras as quintas feiras.
Ilha de Fernando todas as vezes que para al sahir
navio.
Todos os estafetas partern ao Vi da.
EPHEMERroES DO MEZ DE ABRIL.
& Loa nova as 11 h., 28 m. e 2 s. da m.
1.1 Quarto cresc. as 9 h., 46 m. e 14 s. da t.
21 Lua-cheia as 10 h., 59 m. e 2 s. da t.
29 Quarto ming. as ih., 14 ni. e 32 s. da m.
PRBAMAR DE HOJK.
Primeira as 11 horas e 42 minutos, da mantaa.
Segunda as 12 horas e 6 minutos da tarde.
PARTIDA DOS VAPORES COSTEIROJ.
Para o sul at Alagas a 5 e 25; para o norte at
a Grama a 7 e 22 decada mez; para Fernando nos
das 14dos mezes dejan, marc., maio;jul, sel enov.
PARTIDA DOS MNIBUS.
Para o Recife : do Apipucos s 6'/,, 7, 7 '/i, 8 e
8 /i da m.; de Olinda as 8 da m: e 6 da tarde; de
Jaboatao as 6/2 dam.; do Caxangie Varzea s 7
da m.; de Bemfica as 8 da m.
Do Recife: para o Apipucos as 31/.4, 4 V, 4 A,
5, 5 'A, 5 Vi e 6 da tarde; para Olinda as 7 da
manha e 4 Vi da tarde; para Jaboatao as 4 da tar-
de ; nara Cachang e Varzea as 4 Vi da tarde; para
Bemfica as 4 da tarde.
AUDrEN'ClA DOS TRBI'NAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio: segundas e quintas.
Relacao: tercas e sabbados as 10 horas.
Fazenda: quintas s 10 horas.
Juizo do commercio: segundas s 11 horas.
Dito de orphos: tercas e sextas s 10 horas.
Primeira vara do civel : tercas e sextas ao
da.
Segunda vara do eivel: quartas e-sabbados a 1
da tarde.
DAS DA Se MANA.
28. Segunda. Ss. Prisco^ Maleo e Pastor mm.
29. Terca. S: Bertholdo 8:; S. Joas m.
30. Quarto- S. Rndezinho I.; S. Joito Cmaco.
31. Quinta. S: Veremundo; S. Halliina v.
1. Sexta. S Macario b. ;.& Valerio ab.
2. Sabbado. S. Francisco de Paula f. das re.
3. Domingo.. S. Paneacrio b.; S. Itempn m.
ASSIGNA-SE
no Recife" em a livraria da praca da Independencia
horajns. 6 e 8-,, dos proprietanos Manoel Figueiroa d
Faria tu Fimo.
PARTE QFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Etpeaiente do da 30 de maree de 1814
Offkio ae Exm. bispo diocesano.Para satisfa-
cer a ileliberacao da assembla legislativa provin-
cial, faz-se necessario que V. Exc. Rvma. informe
acerca dos arligos substitutivos ao artigo nico do
projecto n. 11 do crreme anno junto por copia.
Ditoao mesmo. Para saiisfaco da exigencia
da assembla legislativa provincial faz-se necessa-
rio que V. Etc. Rvma. informe acerca do incluso
projecio n. -18 do crreme anno.
Diio ao brigadeiro
Jxnmunco V. Exi. .
conced a Francisco Antonio Camello, que se acha i segundo consta .logo no segu
preso, o prase de 15 dias para provar iscncao do calora para o prender neste
da provincia de Amasonas, e especialmente em
consequencia da ordein de prisao e basca expe-
didas conira o lente coronel Meirelles e padre
Mallos, viga rio de Villa Bella.
O Jornal do Ama>o-ias censura acremente 0
prudente Dr. Sinval por semellianle motivo) assim
como o Jornal do Par, em correspondencias es-
cripias de Manos, trata de deffender o gorerno
d'aquella provincia.
O facto real como Ihe noticiei, que a dili-
gencia mandada Villa-Bella por ordein das au-
toridades de Manos aboriou completamente, pois
que o lente coronel avisado lempo, pode oc-
cullar-se chegada do vapor Mandos, e em se-
guida embarcou no mesmo que tinha conduzido
a forca, ao mando do capio Bacellar, para o
prender,
commandanle das armas. Km resultado deslas evasivas e apparatos aqu
C-iii.munieo V. Exc. que por despacho desta data j chegou, como Ihe disse, o tal tenenle coronel; mas
uinte vapor veio pre-
provincia do Para,
recruiamento.
Dito ao mesmo.Expeca V. Exc. suas orden*,
afim de que urna escolla de 10 pracas e 1 inferior
se aprsenle amanha ao meio dia ao Dr. cliefe de
polica para conduzir 3 criminosos que vo respon-
der ao jury do termo de Ipojuca.
Dito ao conselhero presidente da relacao. lte-
metlo V. Etc. a collecco (em dous volumes) dos
decretos e decisoes do governo imperial promulga-
dos no anno de 1863.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Nao havendo inconveniente mande V. S. parar ao
eneairegado da gerencia da companhia Pernambu
o que se.nao tem effectuado por que alm de es-
tar occulto tem protecces que o acobertaro
at melhores lempos o opportunidade I
Segundo o mesmo Jornal do Para consta que
fra confirmada a multa de m cont do ris im-
posta pelo chefe de polica do Amasonas a- com-
inandante Catramby, da companhia de Amasonas,
por ler desembarcado do vapor Belm os eleitores
que conduiira antes que chegassem Manos,
para as eleices de deputados geraes.
Isto fot na verdade urna estrategia eleitoral, de
<|uem e-l no caso de a poder fazer, aQin de que
os eleiiores nao tivessem a mnima communica-
eana como solicito em oflkio de 28 do crreme a fao com pessoa alguma, at ao momento de da-
quania de 7:000000 correspondente ao mez ca- rem o seu vol, a nao ser com os chefes e gente
dente rom que o governo imperial auxilia aquella da opposico. Valle por cortseguinte a pena de
companhia mensalmenie, visto ler ella cumprido pagar a mulla quein ganliou as eleices !
com as suas obrigaces neste mez. Emfim a chegada do novo presidente, Dr. A-
Dilo ao mesmo.Transmiti V. S. o incluso i dolpho de Barros Cavalcante de Albuquerque, e
altestado em duplcala, alim de que conforme sol-' do secretario, Dr. Crespo, assim como a demis-
cilon o brigadeiro commandanle das armas em of-; sao annunciada do cliefe de polica, devem saciar
tirio de honlem, sob n. 585, e nao havendo incon- completainenle sementantes questes, urna vez
veniente mande pagar ao cabo de esquadra da ; que os Horneados se colloquem neuiraes s ques-
rompanhia xa do cavallaria desta provincia Joo .loes peq tenas, como sao as de provincias uun-
Pereira dos Sanios, a gratificacao a que ti ver di-1 hein pequeas t
reilo por haver apprehendido ao desertor da mes-
ifn;i companhia Manoel Candido dos Sanio.Com-
municou-se ao brigadeiro commandaote das ar-
mas.
Dito ao ins|>eclor da ihesouraria provincial.
Em vista dos inclusos documentos que me foram
As relaces internacionaes com o Per por em
quanto eslo no mesmo p, nao obstante as mu-
danzas polticas e policiaes ha vidas ltimamente
em alguns departamettlos d'aquella repblica.
A canhonheira Iguatemy linha detfliiitvamen-
te seguido para sua co.nmissao, e presume-se que
humildemente, assim como morrra, havia em seu
todo um coraco o urna alma de poeta.
Este moco talvez de familia ah conhecida ; se
com semelltante noticia vamos dar molivo urna
dor profunda, pela perda de um fllho, de um ir-
mo, einlini, de nm ente querido, sirvam ao me-
nos as linhas*que passainosa transcrever, de Uni-
tivo magoa que seus prenles soffrero, e sai-
bam que o genio anda que esquecido e descrtdo
do mando, nao fenece sem que se Ihe desfulh so-
bre a campa algumas flores que gloriflquem a sua
existencia e seu renome.
Do commercio nada ha de notavel ; vai um tan-
to anmalo comt nesta quadra.
Falla-se na nomeacao do juiz municipal e do
commercio Dr. Romualdo de Soma Paes de An-
drade para juiz de direito e chefe de polica do
Amazonas.
Quein vira para esta vara importante ?
Nao repare fallar em juslica e commercio ao
mesmo tempo, porgue a V3ra de juiz municipal
aqui assaz importante, por ter a si os interesses
do commercio. -
O commercio em geral eslava satisfeit com o
Dr. Romualdo pela sua honradez, iatelligencia o
actividade.
O nosso juiz de direito Dr. Antonio de Barros e
Vasconccllos, afina! passou desombargadur ; fot
um aclo de Justina do governo imperial.
S. Exc. j nao ter o desgosto de morrer em
juiz de direito I Ahi o ter em breve essa provin-
cia, para cuja relacao foi nom'eado, e reconhecer-
se-ha que um magistrado honesto e muito hon-
rado.
O rendimento da alfandega at boje, no pre-
sente incide 143:8238171.
Os navios no porto sao os seguimos :
Navios descarga.
Tamrga, brigue portuguez.
Hannak, barca ingleza.
Ame Williams, brigue portaguez.
Elisa, barca ingleza.
Navios carga.
Progresso, hiate brasileiro.
Fernand, brigue francez.
Regina, patacho inglez.
Alfredo, barca portugueza.
Livii Monck, brigue inglez.
Linda, barca porlugueza.
Amazonas, idem idem.
Tocanlms, barca franceza.
Reg em lerceiro lugar, o Sr. tenente-coronel Vaz
em qjiarlo, e o Sr. coronel Antonio-Oiofre Ribeiro
em sexto. Os nomeados sao pessoas dignas.
Continuam em grande escala os rendimentos
da alfandega e do thesouro provincial. O lltesouro
tem ho>e era caixa mais-de duzentos contso de
saldo>
ET prospero o nosso estado co o preco do al-
goda.
remen ido- pele director geral interino da nstruc- j deve achar-se em Lorelo sordens do nosso con-
cao publica com o offlcio de 28 do corrale sob n.! *ul. e mais tarde sabemos como licaram os neg-
J55, a nao havendo inconveniente mande V S. in-! eios e interesses do imperio que por al andam.
J.-.....i-.ii o regedor do Gymnasio Provincial da! Os peruanos lem ligado magna importancia as
quantia de 37^500, que despendeu com a compra | suas provincias banltadas pelo Solimoes e seus
de ibjecios necessarios ao museu daquelle eslabe-1 afluentes.
lecimenio os quaes conslam da relacao que veio: Alm dos vapores Morona e Pastazza construi-
annexa aos mencionados doruinentos.Communi-i dus para a carreira do Alio e Baixo Amasonas,
cou-se ao director geral da instrucco publica. de colono-,e gente mais ou menos industriosa que
Dito ao rapilao do porto.Faco presentar V. lem mandado vir para monlar estabelecimentos
5.o recruia de marinha Joiio Pacheco de Lira, nos portes accesserios e appropriados navegacao,,
para que Ihe d o conveniente destino depois de elao aclualineute reeouslruindo e apparelhado
inspcrcionado. 'dous pequeos vajtores que trouxeram de logia-
Dito ao director geral da instrucco publica. ierra na barca Elisa.
Respondiendo ao seu ofcio de 29 do correnle, Estes vaporsitos, pouco maiores do que urna
sol n. 57, lenho a diier-lhe, que ap>rovo de con- lancha e que demandara apenas dous palmos
formidade com o parecer d) conselho director, que d'agua, vo servir para a navegaco e exploraco
seja alopiada em todas s escolas primarias da dos pequeos rios, afluentes do Solimoes, "
provincia ataboala organisida por Viriatt Ser
gio de Moura Mallos.
Dito aos agentes da companhia Brasileira de
paquetes fap.tr. PoJem Vmes. fazer seguir
para os porlos do norle o vapor Oyapock, ama-
niiai a hra indicada era seu ofcio d hoje.
Portara.Os Srs.
sileira ile i> 11 i
porte para a capital das alago*, por conta do
ministerio da guerra no Io vapor que passar do
norte ao altaros Joaqun Jos Nevos de Seixas,
um inferior ou cano de esquadra e 4 soldados,
Coimiiunicou-se ao brigadeiro coiiiinandanle das
armas.
Dita.0 vice presidente da provincia, alien-
deudo ao que requeren Manoel Joaquini Banlei-
estar promplos para
e-em
seguir ao seu
uenos
breve ilevera
destino.
A' abertura franca do Amasonas, consagrou el-
les a maior allenco e todas as vezes que o Bra-
sil da um syinplomi de liberalidade e franqueza
em favor de-te rio, os peruanos desejara ir mais
agentes da companhia Bra-1 alm, e nao se deraoram por sua parle a iniciar
vapor, mandem dar trans- quaespier medidas ou ideas em proveito dos seus
interesses ; por que de corlo a abertura do Ama-
sonas franca e livre todas as nacoes, ha de ser
especialmente proveitosa ao Per.
,. Cumpre pois ao governo imperial nao retardar
o momento de abortara deste rio s nacoes com
quein est era paz e harmona ; islo urna ne-
; cessidade, e quando o Bra I Dio lucre directa-
mente e de prompio com semelhante passo, ao
ra de Mello, escrivo do jurv da comarca de Na- mesmo liar um desengao, do que na tealidade
zaretli, resolve conceder-llie 3 mezes de liceuca o Amasonas mu/los aventureiros e cubicse*
para tratar de sua sade fra da referHla co-
marca.
K\pi'i|fnti' do secretario d goveroo.
N.6.I. OiBeio ao Dr. Manoel Boarane da Ma-
cado, l" secretario di assembla leii-litiva pro-
vincial S. Exc. o Sr. vice pre-ideite la pro-
vincia m ni 11 devolver V. S. acompanhados de
informaedAi do director geral da hutraesid pu-
blica para serem prsenles asaenaoMa legisla
das grandes riquezas que presumein bao de au-;
; ferir fcil e espontneamente, pela exploraco e
navegaco desle iinuien-o vale.
Sobre u Amasonas (ico aqui e passo ao que vai
por esta capital. De poliliea nada ha que mereca
meneao ;. ludo carainha era perfaila paz do Se-
nitor. E' verdade que nesta provincia, passada a
crise eleitoral, ludo mais nao vale nada. Temos
lido este anuo a quaresma mais ou menos concor-
N. 70. Dilo ao mesmo.Devolvo V. S., de
ordem do Exm. Sr. vice pre-idente da provincia,
para ser prsenle assembla legislativa pro-
vincial, o ahaixo assignado, de alsttins proprie
tario- das frcguezias di^ Jalnalao, CabO, Eseada e
Santo Anto, que veio annexo ao seu offlcio de
17 do rorrete, ib n. 33. ao qnal acompallha a
informaco junta por copia, que acere delle deu
e eos-oilieiro li-cal da estrada de ferro.
N. 71.Dilo ao mesmo. S. Exc o Sr. vice pre
sobre estelado do mundo.
Em compensacao a Semana Santa nao parece
que, sera lo lacrimosa como ha sido os outros
; actos da' quaresma.
No sabbado 19 e honlem 22 do crreme, live-
mosprla primeira vez nesta ierra o celebre SLibat
Moler de U i-mu, grande coro corauoslo de
untas iriata vozes entre horaens, senhoras e mo-
i nios, e acompaiihadas piano pelo professor
Adolpho Ralfauso, que foi quera o iniciou e en-
sidenteda provincia, manda reraetter V. fc^*-^*A?^l3ff>S r-
para o flm conve, iente, dous exe.nplares das JJ "J fe," m^ azendo P"*"-89
iollcccoesde leis e decides do governo do anno [ WJM or T.run,, 0 ba.xo o su.sso de no.ne
; Aeller, e os dous sopranos as senhoras DD. Leo-
ni.-ia Miranda e Izabel Marreiros ; houve em am-
bas as noutes bastante concurrencia nos saldes do
de 1863.
N 72.Dito ao mesmo.S. Exc. o Sr. vicepre
sitente da provincia quem foi presente o offlcio
DIARIO DE PERHAMBUCO
Pelo vapor P'icaiMi, chegado lolem dos porlos
do norle do imperio, recebemos cartas e jornaes :
do Para al 24, do Maranhao at- 26, do Piauhy al
7, do (Jwr at 28, do Rio Granifc at 30 e da Pa-
rahyba at 31 do passado.
Amazonas e Pau. -Refe/imo-nos ao que diz a
caria de nosso correspondente nesta ultima pro-
vincia.
Maranhao. Alm do que diz a carta de nosso
correspondente, que vai em outro lugar, temos a
accrescentar o segrate de urna carta particular :
i O artista dramtico Duarie Coimbra deu no
dia 22 urna recita em b^nelkio da sociedade hu-
manitariaIo de Dezenthra, e da irmandade do
Nossa Senhora da Conceico, para concluso das
obras da respectiva igreja", para o que obteve per-
missao de S. Exc. o Sr. bispo, por estar esse dia
incluido na semana santa.
t O Sr. Coimbra segu nesle vapor cora parte
da companhia.
t No dia 30 do correnle lera lugar nos saines
do Club Maranhense um explendido baile, dado
pelos pwtuguezes aqu residentes ao distinelo ar-
tisla Arthur Napoleo.
Piauhv.Da Therezina nos escrevem em 7 do
passado.
O lermo do Principe Imperial que tantos cui-
dados causava ao governo pelas scenas horrorosas
que ha annos passados all se derara, goza hoje de
urna tranquillidade adrairavel; seus habitantes pa-
cficos julgam-se garantidos do punbal e do baca-
marte dos inimigos da Ituraanidade, j a le alli
urna realidade, e a auloridadeobra desassembra-
damente. Ao Sr. Dr. Gervasio muilo deve aquello
termo, j como juiz de direito, cujo cargo alli
exerceu por dous mezes, j como chefe de polica
da provincia, empregou e continua a empregar to-
do o cuidado para os negocios do Principe Impe- i
rial, cujos criminosos foram uns presos e procos-
adoa e outros se evadiram para a provincia do.
Cear.
Foram removidos : o promotor publico da
comarca da Parnahyba Dr. Jos Basson de Miran-
da Ozorio para a comarca de Peracuruca, Dr. Jos
Ildefonso de Souza Lima, desla para a da ca-
pital, que eslava vaga, sendo nomeado promotor
para a Parnahyba o advogado capito Francisco
Luiz Pereira de Carvalho.
Por c lem chovido muilo esles dias, e o Par-
nahyba conserva se muilo cheio ; j os lavradores
e creadores nao senlem a (alta de chuva que tanto
receiavam.
Foi creado um novo batalhao de guarda na-'
cional nesta capital, sendo nomeado tenente-coro-
nel e commandanle da mesmo o Sr. Firmino Al-1
ves dos Santos, liberal decidido e moco de excel-
fenles qualidades e rico.
O lermo da capital, podemos dizer, est pur-
gado de criminosos, porque a polica conseguio
prender o grande numero que nelle exista, anda
os de pronuncia muito antiga, assim como concluio
os processos dos que anda nao linham sido pro-
cessados.
< No dia 28 do mez passado sahio luz o pri- '
meiro numero do jornal Moderaco, orgo do par-
tido vermelho desta provincia.
No dia 27 do mez passado forom d'aqui re-,
mellidos para essa provincia mi > condemnados
afim de cuinprirem suas sehtencas na ilha de Fer- i
nando de Noronha ; ja ha tres mezes pouco mais
ou menos, foi remullido igual numero para o raes-
DM fim.
c Na noile de 15 do mez passado no termo do
Principe Imperial, distante da villa tres leguas, em
um batuque, Joo Lucindo ferio gravemente com
urna facada a Joo Baptista e evadio-se. O subde-
legado fura lugar, fez a visloria e instaurou o
processo.
t No dia 3 do crrente foi deraittido'n collector .
das rendas provinciaes da Parnahyba major Ma-
noel Antonio de Miranda Ozorio.
t A' pedido foi removido para a comarca de
Caut|io-Maor o promotor publico da do Principe
imperial Dr. Manoel Itnno Jorge de Souza.
c E>i quasi concluido o poco ou cacimba que o
Exm. Sr. Ur. Leao Velloso havia mandado faier no
lugarBarrocodesta cidade, e da agua delle
que a populaco llalli j se serve.
t A' requisico do Dr. chefe de polica foram
felos alguns concerios as cadeias de Campo-
Maior, Barras, Principe imperial, Oeiras c Inde-
pendencia, e consta que vo ser feilos oulros as
codeias de Jerominha e Peracuruca. >
Cear.A presidencia da provincia marcou
para 15 de maio prximo a eleico para deputados
provinciaes.
Le-se na i'onslituirao :
f De urna caria de Granja de 13 de marco cr-
reme traiisciv vemos o seguinte trecho :
Nos ltimos das do mez prximo passado
O Sit. Fluw^A :Eu ereio que a discussao deve
ser lo Uwe boje quanto foi honlain ; eu ouvi com
religioso-silencio as opittes emillidas na casa, abs-
tive-nto de inlerromper o. nobre oa'ador que oceu-
pou a tribuna, ouvi com cucolJniiieal profundo as
ideas (fie hoje cmbalo; rogo, porlaoto, aos nobres
deputados que me concedan! igual libri'dado.
O Sit Comba Teixeuu :hnioha ideas diver-
sas hojp-r'
O S. Franca :Muilo diversas sao as minhas
das que foram emiuklas lionlem ua casa, o que
moslrarei ao nobre depulado que rae d este aparte
mandar fazer obra alguma, por mais urgente e ne-
cessaria-que seja, por adminislraco.
Arr. 2. O presidente da provincia nao poder
contratar obra alguma, sem que primeiramenie
abra ai concurrencia por espaco devinte dias, lin-
dos os-quaes contratar com quera oflerecer mais
vanlagens e garantas, devendo preceder ao con-
trato, o-orcamento e planta da mesma obra, e tanto
aquello como esta na repartir competente se fa-
culiar aos exames dos concurrentes, durante o pe-
riodo, da concurrencia.
Art. 3." As obras, porm, que nao excederem
o valor de 4:0004000, precedendosempreorcamen- um lano malicioso!
lo, pwler mandar fazer por contrato, independen- o Sr. Cumu TctsEutv :Nao ba malicia ne-
te de concurrencia. nbuaia.
Art 4." As obras, que forem de urgente ne, o Sn. Franca :Devo crcr que assim quando
cessidade e nao previstas na le do orcamento, o se aprsenla associado cora o orador que honlem
presidente da provincia abrir a concurrencia s oceupou a atteueo da casa.
por dez das improrogaveis o contratar sua faat-- O Su. Cunha Tojiha : Nao eslou associado,
ra nos termos do art. 2. nio. disse que eslava as^ociailo ninguem.
Arl. 5." Todas as vezes que o empreileiro Sr. PaatMA :Provou que eslava. (Nao apoia-
moslrar malliematicamentc que o orcamento ou don),
foi nsufBcenle para a actura da obra respectiva, o n. Rochakv. :Associaram-se a urna senti-
o que leve prejuizo,o presidente o mandar indein- aella perdida.do partido eenurtho.
nisar immedialamenle e abaler quarenta por cenlo O Sn. Franqa :O partido praieiro quera o
dos ordenados do engenheiro que confeccionou o triumpho do nierecimento sobre o predominio da
orcamento ale real embolso da fazenda, salvo loda- ignorancia e jmmoralidado de cerlos privilegiados
va os casos de forca maior. | que dominados pelo egosmo, reagiara co n a forca
Art. b." Revogadas as disposicoes em coa- bruta conira a opinio publica, e contra os iittpul-
,rari- | sos da personahdade e o desenvolviutento gradual
Paco da assembla legislativa provincial de ; da independencia das massas. O partido praieiro,
Pernambuco, 18 de marco de 1864. Jos Bonifa- porlanlo, Sr. presidente, tinha interesses geraes ou
ci de S Pereira. > I nacionaes, e interesses locae* ou provinciaes, e
E tambem julgado objecto de debberaco e man- propunha-se a dous ftns, ura politice, que era a
dado imprimir o projecto dos Srs. Braulio e J. do queda do partido inamimni, e a ascenco do par-
Rego Barros, creando urna cadeira do ensino pri- tido liberal ao governo do |iaiz, e outro social, que
marip para o sexo masculino na povoaco de Ca- era libertar o povo pernaiiibucano do jugo ignomi-
poeira na comarca do Ronilo. | nioso de unta olygarchia, e a substituicao do pnvi-
A requeriinenlo do Sr. Jacobina o projecto re- legio e predominio de familia pelo reconhecimenlo
meltido coramisso de instrucco publica. e pratica do direilo exclusivo e inauferivel do me-
ORDEM DO DIA. rito aos encargos e dislincccs sociaes.
Continua a segunda discussao do arl. 1" do pro- Mas, sonhores, o partido liberal era ento defen-
sor das instituices juradas (tela naco ; e, ou por-
que anda nao se linha estudado suffleienteniente
a aossa consliiuico poliliea, ou por oulra causa,
se entendia que era ella ramio liberal, e que os
males e quoixas do paiz nao erara devidos s ins-
titujcoes, e sim aos honiens que subiam ao poder,
e nao queriam, ou nao |iodara por era praliea as
inesmas insliluicdes e realisar o tem nacional, em
virlude da ignorancia e inimoralidade da nossa so-
ciedade, ou pela incapacidad.' do seu governo. Mas
tencoes do Exm. diocesano, o producto deste con-
cert apphcado a factura de um altar novo,
para urna iinagera de N. S. que acaba de chegar
de Franca, para a igreja de Santo Alexandre.
Mas S. Exc. desejoso que seus diocesanos desta
capital ouvissem esta primorosa composico mu-
sical, obteve dos artistas e diletantes, que seja
de S. S. de 16 do correnle. sob n. 30. mande trans-1 P>raense onde foi o concert sacro tamo
miitir-lhe para ser presente assembla legislali- de h""ens c,,in0 d" choras, e segundo as ra-
va provincial o incluso mappa demonstrativo dos
propriet.irios que residem em suas casas, com de-
clarado de quuilo pagamde dcimas.
Despachos do dia 3 de marro de 1SHI.
Hequerimenlos.
Anna Jnaipiina da Conceico. Admitta-se quan- exec'uuda ila len-elra vez nacathedral, a nou
do bouver vaga. **_' dli quinla-fira sania, depois do sermo, e cujo
Alexandrno Marlins Crrela de Barros.l>e-se, ta,.tiu nu, ,aroee ser superior, nao s pela vas-
nao havendo inconveniente. ndo da igreja eolito por ser acompanhada pelo
Amia Monteiro de Lima Reg Valenca.Insirua excellenle orgo da S.
a siinolieaiile a sua petico cora os documentos (j dia ,0 ,|0 r.0rrente ia havendo um grave de
xigid.x |K>r lei. I sastre cutre varios navios fundeados no ancora-
Alexandre Marlins Correa Barros. Dse, nao; dol,ro jt>trt pr(0 as a(?uas este tempo enchera
hev.inl. iiieonvenieaite. I muilo, e e-te anuo atiingiram no equinocio a gran-
Fraini-co Ant nio Camello. Concedo. |,je altura, e assira a barca ingleza Elvira, sendo
Padre Jo* Pnvopio Pereira. Passe portara j,n(MJi|(i,, pea correnle, desgarrou e levou comsi-
coitce.bn.lo a licenca que requ>*r osupplicante. i 0 a barc* portugueza Linda e o brigue inglez
MARANHAO.
S. Luiz, 26 de marvo de 1S6 i.
Da interrupeo havida as minhas correspon-
dencias para o seu acreditado e importante Diario,
peco desculpa aos seus letores.
Desde lins de Janeiro que me ausentei desta ci-
dade, qual regressei no dia 13 do correnle. Ne-
gocios particulares levarain>me Caxias, onde
me deraorei cerca de quarenta dias.
De volla ao lugar do raeu domicilio, aqui estou
Orine no meu pesio, cumprindo o dever, que me
impoe o compromisso de ser seu correspondente
Receberain-rae cora grandes novidades neste
mu pacifico S. Luiz. To lo o mundo fallava do
pianista insigne, do prodigioso Arthur Napoleo,
que teve^ a excellenie lembranca de vir honrar
esie torro cora sua dislincta visita.
l'er outro lado a estada da corveta Biuana, em
no-so porlo fornecia largo assumpto de geral con- j
versaco.
Arthur Napoleo lia falto furore nos concerlos
que aqu tem dado. Ninguem se faria de ouvi-lo ;
ninguem se cansa de elogia-lo e applaudi-lo.
Por mira lite dig* que tiquel assombrado quan-
do Uve a fortuna de assislir aos seus concerlos,
nao sabendo o que era mais para admirar nelle,'
se o perfeito da execuco, se o extremo gosto e j
sublime ins;-n'raco de seu genio musical. Anda
nao ouvi Tnalbe'rg, nem Listz ; creio, porm, que .
nenhum del les superior em talento ao joven
pianista poriuguez.
Tocado por Arthur Napoleo o piauo um ios-;
(runenlo novo. Falla, gente, e cinta o teclado, j
urnas vezes com a suavidade do mais divinal sus-
piro de Eloah, oulras vezes cora a vehemencia e j
energa das paixes populares desencadenas e
sullas.
Na exerucao do Tarbilliao senle-se a harmona
lerrivel do ocano em colera -, 11a do Carnaval de .
Veneza -um coro inystico de vozes nunca ouvi- j
das; as variacoes doTrovadorum encanto
indisivel, que nos transforma e nos modifica, que
nos arrebata e nos eleva s superiores espheras. j
lvntim. o moco planista um verdadeiro pro-
digio.
No dia 30 deste mez os seus compatriotas aqu
residentes olferecerem-lhe um baile nos salees do
Club. Tem elle sido muito honrado e muito obse-
quiado pela nossa sociedade, que o acolheu do
modo mais disliocto, e como elle justamente
merece.
0 commandanle e offlciaes da corveta B /"' ui'i deixarara aqui muilas c militas recordacoes.
Conduzirara-se cora gaiitardia e com perfeito ca- \
valheirisino.
A corveta foi constantemente visitada por gran-
de numero de familias, e iodos que de l vinham
traziam as melhoresi lerabrancas do excedente i
acolhimento dispensado todos cora igualdade
pelos Srs. commandanle Secundino e seus offl-
ciaes. I
Tenho onvido dizer que os jovens guardas mae desappareceu desta capital o raarcuieiro Antonio
inhas partirara d'aqui cora o coraco partido de i Manoel do Nascunenlo. o qual licando muito un-:
pressionado com a predica do missionano, deter-
vida
jecto n. 20 deste anno (forca policial.)
O Sr. Franqa :Sr. presidente, com um cons-
Irangimento doloroso lomo a palavra para aveolu-
rar algumas coosideracoes relativamente ao pro-
jecto que se acha em discussao.
Tinha feito o proposito de nao tomar parle nos
debates deste genero; a minha posicao politiea rae'
aconselhava esta medida como acto de prudencia,
mas dous tpicos do discurso do nobre deputado, o
Sr. Dr. Gaspar de Drummond, que honlem orou,
me provocaran) directamente a tomar parte na dis- via-se que i ntinuavam em um coartante Va-vem
cussao. as cantaras e ministerios, e que o mal contuiuava,
Esses dous pontos, Sr. presidente, foram, priraei- nao c nao era extirpado, como mesmo nao se in-
ro dizer o nobre depulado que o parlido da liga ou terrouipia seu curso ; todas as opinioes o caete-
progressista nao tem principios, nao lem ideas po- ros polticos j haviain subido ao poder sem que
lilicas, que apenas um complexo de elementos conseguissem fazer a felicidade do paz, que soffria
contradictorios, um amalgamma de componentes serapre alravz dessa continua flucluago de ho-
heteroge teos; co segundo tpico, Sr. presidente, mens e de ideas; e enio rellecliose que alguem
dizer o nobre deputado que dnranle as eleices que apto para realisar o bem nacional quizra e nao
correrain no anno passado, o 5* districto tornou-se podra faze-lo, por falla de apoio t cooperaco da
um vasto acampamento militar, uina larga praca parte das mstiiuicoes \ ou depois de elevado ao po-
d'armas, ou cousa equivalente. der degenerara e abusara por falta do bices da
Sr. presdeme, eu nao poda deixar de ter em at-; parte das inesmas insiiiuicoes, que por consequen-
lenco essas duas proposiedes, porque eu que tiitio cia, por estas razeos deviam ser reformadas. Cuu-
adlterido a actual siluaco poliliea, nao poda con- cluio ento o parlido liberal, nao disculirei se rom
scniir que alguem dissesse que enirei em urna or-
dem de cousas que nao exprime urna idea poltica,
porque um complexo de ideas, de elementos con-
tradictorios ; e tambera, Sr. presidente, nao poda
tolerar que se dissesse queeu, como representante
(indigno) desta provincia (nao apoiados) sou filho
das bayonetas, nao sou express i genuina da von-
tade do districto que me conliou esse mandato.
Um Sr. Deput>i>o :E' digno c muilo digno.
O Sr Franca :Porlanlo, Sr. presidente, fui for-
jado a produzir algumas considerace*, e oernpar-
ine-hei em pnraeiro lugar daquestao da poliliea do
partido progressista.
Sr. presidente, eu devo crer que nenhum s dos
Pernambucauos que tem observado a minha enra
vida poltica, que lem condecido os fados da minha
historia, os ineus precedentes, ousar dizer que eu
entrei para urna ordem de cousas, que nao s nao
a liberal, mas al nao lem idea alguma politiea,
nada significa, nao rep'resenia principio algum.
Senliores, eu timbro em ser polilico de principios,
de conviccoes. (Apoiados.
razo, ou sem ella, que havam vicios radicaes as
nossas instituices, que aConstiluicodeva ser re-
formada
Avista disto, continuando a lavrar pelo povo o
desconleiitautenlo, que vieram excitar as noticias
da conflagraco da Europa era 1848, o parlido li-
beral vendo ilumnente no paiz uina grande revo-
luco popular, porque o espirito publico se achata
exaltado, para evitar-se que essa revoluco
parlindo do povo tivesse talvez de destruir as ins-
lituicoes fuudamentaes do paiz, aeonselbou ao nio-
narclia que por urna medida de prudencia, e na
qualidade de defensor perpetuo do Brasil, se collo-
casse frenio de um movjmeuta'pacilieo, para evi-
tar um armado, e salislizesse os desejos e a volita-
do manifestados.-por meio das reformas constitu-
cionaes. A voz dos arauosda revoluco se. perdeu
como o grito do naufrago no meio do fragor da tor-
menta, e a medida que a Europa mais se conflagra ,
va, e cresciam alli as victorias da libenladc, lam-
ben) entre nos ia crescendo a dilllculdade de con-
jurar a tempestada ; porque para mim ura facto
O periodo decorrido de 1817 1863, deve ter-nie real alguma influencia da revoluco europea sobre
bem dellnido, deve ler-rae apresenudo ao pajz a dePcriiainbticocn 1848. Nosa poca sobe ao po-
cpmo hornera de principios, como hoinem que nao agr o partido conservador, croiiioqur que este par-
segue individuos, mas sim ideas. As provas que tido livesse inleresse em sustentar as inslituici s,
dei disto, quer no cain|to eleitoral, quer as asso- pprdeu o partido liberal nteirameiile. as esperan,-
eiacOes polticas, e quer finalmente pela impren- jas da reforma. Alm di-io, o insensato gabinete
sa, onde redigi os jornaes- Esforro, Imprensa, (|t 29 de selerabro de 1818 coiilirmou 03 receto*
Diario-Novo, e oulras provas que eu poderia reme-: que havam, confiando muilas posi^es olflciaes
morar, creio que demonstram claramente o que i (ailenda-se bem, nao digo todas) a inimigos ram.-o-
esoireee que deixassem de
rriso de moco elegaote e co-
ura delles o fosse amavel-
rinha:
saudades. Codera n
Se nao houve bail
ir ; se nao houve
quetta com que ca
mente brindado
Parece que elljss acharam aqui urna nova ilha
dos amores, muito' difireme em genero, verda-
de ; daquella que os caucados navegantes pjrtu-
guezes encontraran! no canto non* do inmortal
poema de Luiz de/Caines.
Sob iniciativa eos Srs. coramaniaute Secundino
Magalhes Castro, foi soleran-
dia 14 do correnle o auniver-
S. M. a Iinperatriz.
na potica erinida de. Nossa So-
lios, olflciado por S. Exc. o Sr.
com grande concurso qfJFkial e
re janlar bordo da corveta, e
e tenente-coronel /
mente festejado
sano natalicio do
Houve Te-Deuh
nhora dos Reme)
bispo diocesano/
particular ; bou
Alfos i4u Barbosa (nd.'iro Feiloza. Subsiste
o dei Mara Alberima Ferreira Loiiee. Salisfaca as
Anna Willinm.
Os inglezcs foram parar arrojados pela corren-
teza sobre as peoras do caslello e muito custo
dis|M.sico>s dos arligos '4, 15e 17 da lei provincial s0 p,,deraui safar-se relio pie de vapores no da
n. 369 de 14 de marco de 1855.
^IflTERIOR.
10RHKMPO%ll.VriAS IM
RIO lK PIHWHHKO.
Plil.
seguinle; a Unda, porm, solTreudo algumas
avarias, safou com mais facilidade. O sinistro foi
regulado pela capitana do porto, sendo que a bar-
ca Eliza pagou as avahas.
Ha dias foi chamado juizo por unta petico de
queixa jior crirae de calumnia o Jornal do Grao-
i Para ; a queixa de um inspector de quarleir.0
'* por causa da ura artigo transcripto no mestm jor-
nal sobre urnas multas que o dito inspector impu-
niia e recebia de varios aarreiros e aguadeiros.
0 Jornal ilo GrUb-Par, temi sido chamado a
juizo. tuina dato as necossarias expli aces, cora
Beln, 23 de mareo de 1861.
Felizmente desta v.-z que cli^g.ra o Paran com > que se devia'comentar o inspector, porque o ne-
viageo regular m b >a occasio, |K>r que sa- gocio era equivoco acerca de nome
entretanto
no ite, deixi-uis livre o reslo da apparece agora a queixa contra o editor do jor-
Semana Santa, para pdennos assislir aos actos naj ; e veremos era que flear este processo acer-
an. a igreja cmmeiiora pela paixo e morle do ca le arlaos le liberdade de imprensa,
i'jsso Rederaptor. O mesmo jornal acaba de publicar a noticia do
Continuara os jornaes desla capital a entreter- fallociinenlo de Francisco Mallas Duartft, J'tvau
se cora publva<,es acerca dos negocios pblicos do>isa provincia, que nao obstante vi ver obsourae
muito grande le esplendida illuraraaco gaz ao
quarel inililarldo corio de Ourique. Foi bem fes-
tejado lo faustoso dia, e tamo como ha muito
tempo eu nio Via aqui. Dos prolongue a vida de
S. M. a Imperairiz.
Esto qltasi acabadas as festas da semana
sania. Tem tillas corrido como do costurae.
Ha dias [fallecern! o conego Caraillo Lellis
de Moraes litigo e o coronel Raimundo Jansen de
Castro lama, i Este ultimo era chefe de unta res-
peilavel familia e hornera que bons servicus pres-
toii a loealidajJe era que residi, o llapicuru'-rae-
rira.
O nosso esljado sanitario tem sido pessimo. Pou-
e essas muito irregulares Reinara
mu/las inoleJlias ; a coqueluche e a dyarrha tem
levado' cov mn grande numero de criaocas.
Ha po icos dias fundou-se aqui o Instituto
iranhense, soh iniciativa do Sr. Dr.
e de outros seus amigos. Dizera
Litleraria M
Antonio R
me que os e itatulos vo |tor este vapor rernettidos
a appruvaca i
titulo nao
nhera-se con
Pelo
meac.tK de
i
iiiinoii a ser santo, fazeudo para isso uina
loda frugal, e depois abandonando a casa foi visto
a oilo leguas dessa cidade no lugar Pesquero, su-
miudose dalli sem se saber seu destino. E pena
que assim teaha talvez suceurabido um ptimo
artista que aqui gozava a estima de todos, deixaa-
do nesta cidaie raulher, futios e numerosos ami-
gos.
Rio Grande.-Nada occorreu que mereca men-
co.
Parahvba.Comecou no dia 27 do passado a
eleigo para deputados provinciaes, sendo j co-
nheoHo o resultado dos coilegios da capital, Ma-
manguape e Taip.
A cantara municipal de Mamanguape no-
ineou urna commsso coiiiposia dos Exrns. Srs. se-
nadores Frederice de Alra.-ida e Albuquerque, pa-
dre Antonio da Cunta Vasconcellos, conselhero
Euzebio do Queiroz c.onselheiro Antonio Jos Henriques e Dr. Luiz
Francisco da Veiga para felicitarera ao conde de
Malipesbury, par de Inglaterra, pelos importantes
servie.is que prestou causa do Brasil, nos lti-
mos conflictos que se deram com a Inglaterra.
PERNAMBUCO
do governo imperial. O lira do Ins-
Uide ser mediar do que Faoo votos
para que os ron dadores nao esmoreoara o empe-
ile.licaouem lo til (arefa.
yapur do dia 21) chegarara-nos as no-
viQdS'presideates, fleand.o o Sr. Dr.
ASSEMBLE4 PRdVIM.IiL
SESO ORDINARIA EM 18 DE MARCO DE 1884
PllESIOKSm 00 SR. CONSSUiKinO TRIGO DE
Louruuno,
(Concluso.)
O Sa. S Perejra ;(Nao devolveu seu dis-
curso.) L ..
L-se, julgado objeclo de deliberacao e manaa-
do imprimir o seguinte projecto : _
. A asembl* legislativa provincial de Pernam-
bueo^resalve^ pres.d()Dte ^ prQVnca n50 peder
tenho sido, e hoje sou o hornera que serapre lu,
sou no parlamento o que fui na imprensa. (Apoia-
dos.)
Mas, senhores, dir alguem que quando se diz
que o partido progressista nao contera principios
polticos, se excepta a minha individualidade e
mais algumas. Mas mesmo assim, Sr. presidente,
eu nao devo consentir que passe a idea de que o
partido a que perlengo seja menos moral isado que
eu, seja um partido sem principios nem conviccoes,
que apenas reprsenla um bando de ambiciosos, de
pretenciosos, ou de dospeitados, ou como quizerera
qualificar. (Apoiados, muito bem.)
Sou, portento, obrigado a ura trabalho retrospec-
tivo, Itera que perfunriorio, para astral conio o
partido progressista representa una idea poliliea,
urna opinio, e que tem signilicaco no paiz.
Em 1842, Sr. presidente, poca a que tenho de
me remontar, fermou-se neste provincia um parti-
do denominado praeiro, que tinha por lira fazer
opposico admimslraco do Sr. baro da Boa-
Vista, e emancipar os Pernambucanos do jugo avil-
tante de uina familia, s distuicta ento por sua
supina ignorancia e ebronica pe-suua (fallo com
as devidas e raudas excepces.)
Um Sr. Deputado : Ser bom nao recordar fac-
tos lo tristes.
O Sr. Franqa :Eu sou toreado a remonlar-rae
a essa poca para mostrar como os factos se enea-
deiam, se siiccedcm, como os^facios se produzera
uns a oulros e como por uina consequrnela natu-
ral chegou o estado do paiz a esta siluaco que lv>j<*
vemos. Se na casa existe albura dos meus n-tores
collegas que perlenca a essa familia, Ihe peco des-
culpa desta minha liberdade oratoria, e declaro,
que eu nao posso deixar de o exceptuar, porgue
faco muilo bom conceito de qnalquer meiubro dessa
familia que esteja entre nos.
l\\i S. Uei'ctaoo :O nobre deputado. j fea as
exceitces.
Outro Sr. Deputado :E depois a poca de ho-
je nao a de ento.
0 Sr. Franqa :Mas, dizia eu, Sr. presidente,
que o parlido praieiro linha por ftra faier opposi-
' ao a adinini-lraQo do Sr. bario da ftta-Viste eao
gabinete que o suslentava na presidencia, e eman-
cipar o Pernambucanos da tutela aviltanl" de uina
familia, que al enio s so havia distinguido por
sua ignorancia e inimoralidade (guardadas as devi-
das excepces.)' .__
O Sn. Aquino Fonceca :Mas ama parte dessa
familia esteva em opposicfc) a oulra, eu sou libe-
ral desse lempo, sou de 1842. __
Outro Sr. DeV t.oo :-0 aparto nao tem lnr.
por.|ue o ..obre orador ja linha fe.lo as devidft. ex-
cepces
(Trocam-se outns apartes.)
O Sr. Aquiho Foi*.;bca :Se comecan cora oh-
servaces dessa ordera faco o queja quiz fazer,
que fui renunciar b lugar te leputaita
Q Sr. Presdate S peca aos nobres depu-
tados que a djsougsfio corra tan calina cuino corren
honlem, js?o ia<> bonito t
rosos, a liomens que linham de exercer terriveis
vingancas, a horaens cujas uomeaces iuiporuvain
designar o algez, e a|nniter a victima.
Foi nessa crise vertiginosa e de excitamente.que
o partido liberal entendeu bem ou mal, que ludo
esteva perdido, excepto o recurso extremo das .r-
raas, e enio appellou' para o juizo de Deus.eom.as
armas na nio, cora o lira de defender seu? djrei-
los seriaraenie ameacados por esses individuos ex-
altados, por esses inimigos irnplaraveis.;. e com o
lira de eleger-so urna assembla constunijle que
reformasse devidainente as nossas instiluicas tun-
da menlaes.
A revoluco, senhores, como se saJjp, foi sulfo-
cada ; os vencidos liveram a sorte que o.paiz in-
teiro sabe, o se a clemencia imperial no.esteu#les-'
se ainda a lempo sua mo bem fazeja. para sus-
pender o curso de tenias desgracas, peipr seria
anida o seu destino.
Eilincta a revoluco, senhores, o,partido, heral
que se achava enteo em um estado, dupluravel, por
que muitas de suas influencias se aciiayam des-
truidas% muilos de seus membros eslayam presos,
outros- toragidos, ntuitos linham. pereciduelc, ap-
pareceu quasi sem um^-ipigranuna, oa piovin-
cia, podia-se dizer que er,a.in lanta> as sen-
lencas quaulas as cabecas ^ iodos opinavain no
sentido liberal, mas as opinies.eram inleumenle
divergentes e varias. Este ptienoraem, Sr. presi-
dente, muito natural era..il.uaces. deste ordem,
e para autonsar este meulpensamento, eu pesso li-
cenca a casa para lr, algumas paiavras do ab-
itado Laraenais, liberal insuspeito. Fallando em
urna poca Itera seraolhante a essa luctuosa quadra
exprimi-! assim :
< O moviraento dg .pcnsameBto. na poca em que-
eslamos, poca de ipquite iiHlagaeao, de incerteza,
e de duvida, arrala os espuiis em mu diversas,
drecces. Dalii, essa cwdiisa multiplicidade de
doulnnas, as aaajs das vze^oppostesenire si, ciin>
acontece as pocas de Iraa^o e de innov.ca^.
quando a sociedade fluetiv wre ura pasado ).ra,
serapre exmelo c um tutVf* ""'a **"!
nao lia talvez em pumo, algum erM "J
Nao .lew, em meu euienAH, assus ar nuuto.i >>
rabalbp, necessario para o desenvolv.met.io. atn-
ro! o a que altas, noahuin iHtder coa,v:gur.a
Era virtude desse pltenomeno, Sr. pie*idenl, a
que suj'-ilo a espirito humano, nes>a-lernv.-
ojuadras, e anos es-es catachsm is e ajwloi sor',
appareceu na provincia urna muUi de ..pintos
polticas, snh-aivisfles das opnies, dp,parttdo lilie-
ral, na uarnd>> qne nessa poca' ro ; e enio senlio-se a necessio>tde. (te sabir dossa
stluagio anmala, desse caha
parecer os priineiros org.'vos d. opiulao liberal;
tratuu^e de formular nm, pxograrama que, arada.
apresontado sociedad-pie e^uo diriga e-^e par-
tido, foi 'plenamente apitro.rsida
O que epteria ose pnujrarama, senhores T
prograinma d,iwa : qiieremo's a in.iegwdaue
Brasil, queremos a refunda parla,raenta,r, a rewr-
O
do
> .. ,



_i_
taa govcrnamental, refirma la eeauaeleeei*i mi jwocia^ao-dos facas, muiros espiritas que mi- les guerreando a situacao, guerream seus proprios
irincipios. (Apoiados, muito bem.)
O Su Dkuouro : Por ora au est deamastrado
due queiram a realisaco dos principios jtlaVaea.
_ i Outro Sr. Deputado : Nos guerreamos por.
monarcliia com iitstituices populares, e o rao te do, que o principio da autoridade tenda a absorver ( ue queremos factos claros,
accao mais clevadn do primiipie>aomocratico. So- tudo; que seo paiz am temaos amwiores nao eslava O Sr. Fha*ca : toSt- presidente, eu quero sup-
ino a i .'furnia parlamentar, quera a manutencie pieparadb para receber o matar grao da liberda- I r que esiea que Tatcm opposicao a situacao pe-
do senado, menos romo uro eleamnio, como um de, j harta dada as paisas neeessarios para isso ; Itiea actual sejaaa sectarios dos principies politieos
sustentculo do principio conservador qua existe e que prtanlo, era lempo de ir abrindo as portas < a 18(8.
em todas as sociedades, do qoe come um corpa po- e dar larga espltera ao principio liberal. Esses! Ua Sn. Depctado : Nem elle* se lembram
lilico rico de experiencia, de calma e de pruden- homens. senhores,bem intencionados, esses hmeos i Mis disso.
cia : mas com reformas taesqite nao llie seja dado cujo procedimento eu teobo louvado muito cordial- 0 Sr. I'iianca : Permitta-me que discorra as-
col locar-se cima dos poderes do estado, a tyrannl- mente, isseciaram-so aos liberaes de oulr'ora e i im para estabeleeer a miaba argumeniaco. para
sar a nacao. Acerca da reforma da centrausaco, com elles constituiram um partido qoe denomina- 1 aer sobresaMr a seta-razio desses senure.
o partido liberal i pieria um governo unitario, porra' ram progressista; e nao liberal, porque no partido '
com franquezas provinciaes e municipaes, um cen- liberal existiam anda algiins homens exaltados,
tro que sustente a unidade nacional, mas que ao alguns partidarios de principios navidos por exa-
gerados com quem elles se nao vinham ligar.
(Muito bem.)
O Su. Sawmo :Os exagerados morreram em
1848.
O Sn. NABon :Ainda hoje os ha.
O Sr. Franca :-Perdoe-me, eusliam algons.
O Sn. Sabino :Eu nao adher a liga, e declaro
mesmo tem|io nao possa obrar com tal efcacia so
hre as diversas localidades, que Ibes possa dar a
vida e a morte, como acontece coma cenlralisaco
administrativa que presentemente temos. Acerca
da reforma eleitoral, quera a eleicao directa, por-
que s por ella poderao as eleicdes ser aexpresso
germina da voniade do paiz, e a escolha do m-
rito.
Sobre a reforma commercial, quera naconali-
acao do cominerco retalho, pedia urna lei que
fizesse o commercio muido privativo do cidado
tirasileiro. Sobre a reforma militar,queria a refor-
que nao son exaltado. das ideas liberaes, e sustentadores do principio da quer corpo cellectivo, a qualquer partido, e essa
O Sb. Deooouo :O netos deputado deve fazer autoridade, entre liberaes e conservadores. (Apoia- direccao ha de recahir em um ou muitos indivi-
justica aos nossos principios, que forain sempre eos.) E os polticos que sustenlaram os principios dos ; mas em todos os casos a direccao nao pode
justos. de 1848, antes desse tempo, eram liberaes, e toda- deixar de existir, sob pena de seguir desordenada
O Sr. Franca :Mas, Sr. presidente, para que lia o eram menos do que foram nessa poca. : a marcha desse partido, porque nada se pode con-
ma da le do recrutamenlo, tirando ao poder o ar- os nobres depulados eotitestam um facto lo sabi-; Portanto, ainda quando esses senhores queiram seguir sem unidade de accao e de vistas, sem urna
Uno que ha a esse respeito; e quera que a guar- do ? Por ventura nao exstiro espirlos nesta pro-, (s principios hoje qualifleados de exagerados, mes-; direccao limitada. Portanto, se os partidos nao'
nao poderao guerrear o partido proijrcs- podem subsistir sem que haja unidade de pensa-
revolucao de s la, porque o partido progressista liberal como ment que d impulso e direccao ao corpo eollccti-
da nacional fos-e urna milicia verdaderamente ci- vincia que anda-querem a realisaco dos princi-' rho assim, nao podero guerrear
dada, defensora das liberdades, independencia, pos polticos que determinaram a revolucao de sisla, p
dignidade e honra nacionaes, e nao um instrumen- 1848 ? Para que fechar osolhos a luz meridiana? tiles, existmdo smente dffferenca de graos. Mas vo, se nao possivel que partido alcum deixe de
todo poder. Sobre a reforma ju-liciaria, quera Nao era esse o espirito qiiedominava o partido li-
a independencia do poder judiciario quanto ao beral da provincia; mas havlam homens, que as-
l>essoal e quanto s funcedes, liraiido-lhe certas al- sim pensavam e queriam, que eram animados
trihuiedes e pondo os juizes a abrigo da accao ma- desse espirito ; e creio que um carcter muito ds-
lcflra do governo ; c a ampliaco das attribucfies tmeto, o Sr. Antonio Borges da Fonceca, nao ha
do jury, que Ihe tem sido usurpadas. muito pregava estas ideas na provincia pela im-
Alem disto, Sr. presidente, qurria-seo que todos prensa ; e como elle pensavam outros. E por ven-
os partidos dizem querer :progresso iniellectoal, tura nao sao esses homens liberaes ? (Jomo, por
moral e material; incremento da agricultura, do tanto, contestar que ainda ha pouco, na poca cm
commercio e da industria, desenvolv ment da Ins- que se formou o partido progressista, existiam ho-
truccao, da moralidade do paiz, etc. j mensquequeriamarealisacaodosprincipiosdc 1848*
Mas ao mesmo lempo que o partido liberal pug- Un Sr. Defctado :Isso era um ou outro.
nava |ior essu reformas, entenda (pie nao podiam O Sn. Franca :E' justamente o que eu digo, e
ellas ser realisadas senao por meio de urna assem- nao que era o partido liberal que os queria.
Mea constiiuinte ; porque essas reformas smente Mas os novos liberaes vendo que esses emperra-
; dos, que esses homens que tnham por exage-
rados em suas dautrinas, todava eram chama-
==
ao altar da patria, rctinam-se todos os liberaos em
un al corpa para debellar essa bydra feroz, em
0,Sr. Franca :^r*&JhF, presidento, se acaso es-
sa iropaSJbi mandada pitra a comarca de Pj
oua^r*^PT*'COn'TrOOS es">ecUcu|os>Por-
co|*4 Sarra.>meu j esu provincia por Untos an-1 para em Um ifensWU Mdadaldo''voto" pa"r coa- L*aV WafcsfcPfclr j'TC^E ta**T'
gr os vountes, para violar as urnas, eu desafio os timo* de V. SaiMtoo. "wmo e 8 '-
que a bydra ca-
nos. (Asolados, muito bem.)
O Sr. Cunha Teixeira :Acho
da vea est njals forte.
O Sa. Franca : A pala isa ayranio
aos RMasaros da casa, dirigica a um partid* que
eu tenboodireito de qualiflcar como bem enten-
der.
* (Troeam-se apartes.)
Tetu-se dito, senhores, cabio ama oKgarrhia e
ergueo-se ouira. Mas qua 1 a oligarchia que su-
nobres depulados para que apresentem os aelos de
coarco pratcadosppr esta tropa durante as elei- publicado d'uma serie de arlicos S Fm sS*
8S?V,2*: eouKlIfciro ^AianmlllE*^*;,^
- Damos hoje, em nossa oitava pagina, comee
CO
>o Raoo Bakkos : Isso bo passa de emi rososla ao segundo discano- do"Sr"To7iiadu
nj^ Pedro Luiz, na eamaratemporart acerca r
O Sn. Praeca ^Pofo. Sr. presidente, era mas de caridad*, miitmSttoMtoL!? 11'
exacto que o Sr. Dr. Silveira de Souza flzesse do dres lazaristas. pucoiunos e pa-
5. districto urna vasta praca d'armas-, e nem fio Essa publicacio mato der 'interessar n,.eiiJ
P?".00,/6..^6 *'I^nst.?-rJue-'equeiu_for9a foe Ia* sabeB1 qullaur os servieos presutlos
0 Sr. 1.
um sonbo.
Ibi0 ? direccao de um ou oMro homen, de para l subi, foi euipregada para e comprimir a sscorpora.^r'i'iorfl^aoto '**sa'Ti^It U8 |K)r
>um ou eolrr, membro que di impulso ao partido liberdade de voto e conquistar as urna*. i pendidVoekTE-eS-aY-12L lr'?* ex-
Supponhamos que esses senhores querem a rea- nrogressisla ? Oh I senhores I Enlao os nobres. la Sn. Depltabo : Porque a opposicao teve I um aposok, daherisia cdo wH^rpf^* ""*
acao_dos prlnripios polticos de 1848, que esses depulados querem que os partido? nao tenbam di- o bomenso de retrar-se a Uuapo. Chamamos, wruato aLtoZSfSi !1
O Sit Prait^ : Mas como pode o ttobre de-; esse escripto. ""rot-para
snhores querem urna llberdide mats ampia do recreo? s nobres ol^uiaV ja vira pri4e-ou
(; ue querem os progressistos ; mas isto nHo prova outra associacao regular sem director ? e j viram
(| ue uns e outros nao querem a liberdade, fica director sem mais ou menos forja moral, sem mas
s >mpre certo que, qur uns, qur outros, sio libe- ou menos autoridade, sem ser mais ou menos obe-
r tes; smente. uns o serio como dez, e outros co- decido t Come se qoalifica isto entao de ligar-
rw oito ; mas, entre liberaes como 10 e liberaes chia ?.....
c orno oito, a questo so de grao?, e a dilTerenca j (Trocam-se apartes.)
* erfi a ser entre liberaes1, e nao entre sustentadores I Nao, a direccao de absoluta necessidade a qual-
;to mesmo, senhares,
c uencia do syslema representativo ; e os nobres
oepulados que sustentam a causa dos dissdentes,!
ssndo Ilustrados, tendo teem lico da historia, hao
< e conhecer que em todos os paizes os partidos
i tais uniformes, os paftidoe de urna s cor so os
1 artidos da mmoblidade, os partidos conservado-
podiam ser realisadas por dous meios, ou pelos tra-
mites marcados na constituidlo, ou por meios in-
constlticonaes ; pelos tramites marcados na cons-
titucicos nao poda ter lugar essa reforma, |>or-
qui- a lei que declarasse a necessidade da reforma,
tin ha de passar pelo senado,e alli achava-se entao
eneastellado o partido conservador, que por conse-
quencia nao consentira que tal lei por all passas-
se, e em tal caso o senado se negara obstinada-
mente a Cusan.
Alm disso, a reforma que se desejava, tinha
necessariamente de atTectar o senado ; c por con-
sequencia o senado nao dara essa arma conira s.
Portanto, pareeia inqtossivel que se podesse obler a
reforma pelos tramites consttucionaes. Resta-
vam, pois, os meios nconstitucionaesou revolucio-
narios. Mas anda aqu se pode considerar diver-
sas hypotheses ; porque ou poda a reforma fazer-
se por meio de urna assembla ordinaria, mas as-
sumindo poderes extraordinarios, dz.ndo urna re-
volucao parlamentar, ou por meio de urna assem-
bla constituinte. Sendo fcita a reforma por meio
de urna assembla ordinaria, ainda havia duas hy-
potheses a conceber-se, isto ou a iniciativa dessa
reforma t.ra lugar no seio do parlamento e ah se
fazia a reforma, que depos poderia ser subinetlida
sanrcao imperial, e em seguida oTcrecida na-
5o, ou essa reforma teria de ser proposta ao par-
amento pelo poder geral, e depois de ser approva-
da polos depulados, ser depois s^bmettido von-
tade c opimao do paiz, representado pelas as-
semblas provinciaes ou pelas municipalidades,
caso em que a iniciativa da reforma pertenceria
ao principio monarchuo. Portanto, seria admissi-
vel esse meio de reformar-sc a constituigao. Mas
ao mesmo tempo reconheciam os liberaes ijue esse
meio nao era legitimo, porque o meio de reformar
una eonstitucao, sobre tudo quando essa reforma
alfeetacertos pontos inulto importantes, urna as-
sembla constituinte, eleta legtimamente pela
n:u;ao. Alm disso, o parlamento de entao era coin-
posto dos homens que mais se haviam pronunciado
contra a reforma, pelos homens estacionarles,
pelos homens da mmoblidade, e at. do regresso,
pelos ultra-conservadores. Portanto nao poda ha-
ver espersnea le ter logara cefornt por essa ma-
'ira. Entendeu, pojs, o partido liberal que a
reforma meio de urna constituinte.
A assembla constituate ou poda naseer de
urna sablevacio popular; ou de-cerdoalto do thro-
iio, semlo proposta a nacao pelo monarcha. O pn-
mero dictes meios nao'agradava ao partido libe-
ral ; au s por ser pernicioso; mas tambem como
iiijustilicavel, e n.esmo impossivel. Portanto, en-
tenda o partido liberal, e pedia por meio de seus
org.ios na impren>a que o imperador se collocasse
a testa da opiafiio ileniocra'ica do paiz, que se tor-
nasse um monarcha popular, que satisfizesse os
votos do seii povoconvocandoLnnia assembla cons-
tituinte, para ser reformada a constituicao no sen-
tido da opioiao libt-ral, ronservando-se poicm a mo-
na rebia.
Eram estes, Sr. presidente, os principios susten-
tados pelo panilla liberal ou praieiro, nascido em
1853, depois da n-voloco de 1848.
Ests ideas Ozcram echo em algumas provincias.
Mas que aconteccu depois ? Esse eciio se foi enfra-
miecendo e ectinguio-se de todo; essas ideas eram
apenas advegadas em Pernambuco; e poucos annos
depois da revolucao, o partido liberal nao Ulan
mais em orna so dessas reformas constilucionaes,
cm om s desses principios; nao me record se
allava de eleicao directa, porque eu i'stava duran-
te esse lempo distante desta capital, e nao acompa-
nhei toda a marcha da imprensa liberal; mas me
parece que nem mesmo pela eleicao directa sepug-
nava mais.
I'm -Su. Bepi'tado :Pugno-se.
O Sr Fuam; : Pois liem, esrapou isso ao di-
Jnvio que afligdu as ideas inconstitueonaes.
Ma-, Sr. presidente, deixou o partido liberal de
:pu,'iiar por essa reforma que eu rhamare poltica
ou governamenl.il.ipie tenda a d.ir ao ulemento
do governo urna esfera menos ampia, e esten-
der a esfera de accao do principio democrati-
zo, n.o se 'tratoo mas dessa reforma; n:o se
tratou mais' da reforma partainerttat; nao se
tratou mesmo da reforma ijo systcma de cen-
tralisacao que temos; abandonou-se a questao
o commercio a retalho; e apenas um ou ou-
iro poltico pregava como opino individual a ron-
"Vi-nieneia de se mudar o proeesm eleitoral faz.n-
4 senhores, foram abdicados os principios que troti-
Xfain a revolucao de 1848, e <|ue essa revolucao
pmtendia faz.r reatisar.
Wesai.parecendo essas ideas, voltou o partido li-
lieial entao a orbita.coii^titucional; comessou a re-
petir com o conservador que a constuuicao brasi-
leira era minto liberal, muito democrtica, e nao
nei e hilava de reformaalguma ; que oque convi-
nba era pola ero prati-a e desenvolver o elemento
demoiTatco netli contido por meio da les-i-laeao
para <|Ue se.conseguisse- a felieidade do pajz.
O Sa. Sabino.:E essa a rniuha opiniao.-
0 Sn Fcanca : Voltou, p- ral ao terreno constitucional, e foi solire e.te pon-
to accorde^om o.conservador.
De -riiao por djante queria o jiartido liberal .ni-
camente que e reforinassem erlas leis regula-
mentares; autx respeitando-se' a le fundamental .do
estado; dizia o partnlo Idieral que o neces.-ario era
realisar o >-y>ma ,re(resentatvo consagrado na
ti' s>a coostitOMo, e que se achava falseado pelos
Aomens que Hiam dirigido o |uiit; que era s
tiUiigo, repito, ra .emiiieuteinente democrtica,
A-ra umo das mais hberaes, urna das mais perfei-
4a., e\e., e que para desconhweer os bellos princ-
j,ios do liberdade que ella coatnha, era preciso
ferrar o>- olhos as basen democrticas que em sua
compO'tfcao tnham enado. (Adiados.)
Sr-.pRe-iilente, foram estas ideas ruio purloda a paite ; Mea* repetntas pelo partido
muito coinmui, conse- ler director, isto, senhores, nao se pode chamar
oligarchia.
O Sb, Costa Ribeiro :Esse impulse deve ser
para o bem geral.
O Sr. Franca :Tem bavido erros, dizem os
nobres depulados.
Hi"uuj u,i iiiuiKiuiim.uie, f> paniuu mm Mas, senhores, silo os erros os caractersticos de
i ss, os partidos estacionarios; mas os partidosrefor- urna oligarchia ? llavera nesle mundo direccao
i listas, os partidos pregressistas, bem que procu- que nao commetta erros? A direccao do partido li-
li a realisaco das mesma ideas fundamentaos, beral a que pertenecaos, eu u os nobres de-
npre aprestjniam esses matzes, essas divergen- putados, porventura nao commetteu erros e erros
as de opinMes em seu seio (apeiado), e todava bem deploraveis ? (Adiados). Pois porque um par-
Inguem ainda se lembrou de considerar essas dif- tido commette erros deve ser aniquila Jo ? Aonde
ftjrencas como partidos opposlos entre si. Portan- vamos parar, seohores, com semelbante iloulriua
to, Sr. presidente, anda por esse lado os nobres poltica ?
diputados que fazem opposicao situacao nao teem i O Sr. Cunha Teixeira :A verdade falla mas
razo aitendivel. alto que tudo.
|Tem-se dito, Sr. presidente, que o partido pro-; O Sr. Franca :Portanto, Sr. presidente, disse
gresssta nao quer a liberdade, embora a pregue, eu bem que a opposicao era injusta u iuqualiQca-
" por consequencia nao liberal. vel, e que era inconveniente, pelas razes que
Primeramente, Sr. presidente, eu farei ver apresentei; direi agora que a opposicao inefflcaz;
chamo a attencao dos nobres depulados porque o partido progressista tem-se eslendido, ra-
milicado, e consolidado por lodo o imperio ; o par
dos, e elTeclivamente eram liberaes, 'entenderam I
que'no deviam qualitlcar o novo partido de li-,
beral, mas sim de progressista, por que pala- e
vraprogressista, dizem elles que exprime o legi-
timo consorcio do principio da autoridade com o casa, e
principio da liberdade, e nao as tendencias exage- p< ra esta circunstancia, que o partido progressista
radas de principio liberal, entenderam que estavam n; o tem s pregado a liberdade e a sua sincera tdo progressista est se'apresando de^poscses-
assim bem'definidos, e denominados. a< besao aos principios liberaes, elle tem pugnado trategicas no paiz, est lina luiente assumiudo urna
O Sn. Xetto :-Eram meios liberaes e meios pe r esses principios, e tem pugnado a favor dos li- atttude tal, que nao ser fcil derriba-lo; e assim
conservadores. I raes. Pergunto aos nobres deputados, acaso nao no ser meladuzia de liberaes, que eu eniendo que
( Trocam-se outros apartes. ) te m sido os liberaes escolhidos para deputados vao a mo caminho, que ho de derribar esse co-
O Sr. Franca :Repito, tendo os novos liberaes ge aes, para deputados provinciaes; nao teem sido losso que cada vez se robustece mais. Portanto os
entendido que no seio do partido liberal ainda ha- notneados para cargos pblicos, nao teem rerebi- meus nobres collegas nao podem deixar de reco-
via individualidades que tnham certas tenden- doldistinec5es socaes e empregos dados pela sita- nherer que a sua dissdencia alm de injusta e
cias exageradas, e aTnda queriam a realisaco de ciia actual ? Como, pois, pde-se dizer que a si- inconveniente, inefllcaz.
cerlos principios inadmissiveis, em cuja legitmt- tuafo actual nao quer de coracao a liberdade, nio Um Sr. Depctado : futuro
dade acreditavam, entenderam que elles, que for- qu considerar os liberaes T mostrar.
mavam a maioria, que queriam a liberdade n'umai J i Sr. Dbodoro : Porque a situacao do par- O Sr. Frasca :O que pode mostrar o futuro 1
putado avancar que, se a opposicao se nao retiras-
se, seria violentada durante o processo eleiloral ?
Como pode argumentar a priori em materia desta
ordem t
(Trocam-se muitos apartes.)
O Sr. Franca : O ineu oobre amigo, o Sr. Dr.,
Sabino, disse i|ue a opposicao relirou-se diante do '
aspecto militar.
O Sr. Sabino : Nao disse isto, disse que teve
o bom senso de retirar-se a lempo.
O Sn. Jacobina : Porque nao tinha forca para
hilar.
O Sr. Francisco Pedro : A forca foi Para
previnir que noeorresse sangoe, e nao para in-
lervr as eleies. (Apoiados.)
O Sr, Nabor :Muito bem, Sr. vigario.
O Sr. Franqa : Sr. presidente aeho-me mui-
to fatigado; eu tinha ainda muilas consideraces
que apresentar a casa, mas sei que outros collegas
mais habilitados do que eu, (nao apoiados) tem de
tomar a palavra, fallar sobro este assumpto, e
creio mesmo que elles tero muito dizer, vista
do muito que deixei por dizer.
Paro, portanto aqu.
O Sn. Deodoiio : Sobre o Sr. Silveira do Seuza
acho prudente que deixe isso outros.
O Sn. Fanca : Como dizia, paro aqu, e pe-
co a casa me releve o ter abusado de sua attenyo.
(Nao apoiados.)
(Muito bem, muito bem.)
O Sb, Auai-jo Bauios :(Nao devolveu seu dis-
cursa)
Dada a hora fica a dscussao adiada.
O Sb, Presidente designa a ordem do dia e
levanta a sesso.
OMrrcmld das Alagoas diz o seguate sobre
o hvro de poesas, queest imprimindo oSr. A. de S.
Dediquemos duas palavras ao volme de Poe-
A^q-eaprc,en(le publicar ODOSSt> amigo, o Sr.
Antonio de Souta Pinlo.
que nos ha de
Admira que o nobre deputado sendo lo liberal
hoje .uiiiii.i a isso.
O Sr. Franca : E o nobre deputado ser capaz
de contestar que sou liberal?!
( Trocam-se apartes.)
O Sr. Franca :Se os nobres deputados me
convenceren de erro, nao terei duvida em modifi-
car as iniuhas ideas, em renunciar os principios
que estouemiltindo.
(Trocam-se apartes.)
O Sr. Presidente :Em quanto fallou o Sr.
Drummoad boare um silencio perpetuo, apezar de provim isto.
oceupar a attencao da casa por muito tempo, nao | O Sr. Franca : Sr. presidente, ja aponte! a
appareceu um s aparte, entre tanto que agora es- casa quaes os servieos que teem feito os amigos
tou vendo tantos apartes que nao podem produzir -constirvadores perlencenles hoje ao partido pro-
outro lacto se nao desviar o nobre orador do 0o de
' P'fs, que pode o futuro mostrar ao nobre deputa-
sr. Ueputaoo : So os nobres deputados e do ? O nobre diputado deseja que mostr o tnum-
podferao botar fora do poder.- pho de seus principios, mas os seus principios sao
uta* gama : Isto e muito espirituoso os do partido progressista ; o nobre deputado nao
u|&r. t-RANijA : Sr. presidente, disse eu que sabe mesmo com quem briga, est quebrando lan-
allegado que o partido progressista nao cas contra o ar.
tem
queil sinceramente a liberdade, e nao esta unido
cord almente aos liberaes amigos.
O Sh. Sabino : Mais cedo ou mais larde lere-
mos a prova disto.
Sr. Costa Ribeiro : Apoado ; os factos
(Trocam-se apartes.)
O Sr Franca :-Se a questao nao
- e puramente
pessoal, como eu faco justica aos nobres depulados
de acreditar, se essa questao de principios ; e se
os principios cujo triumpho o nobre deputado am-
biciona sao os principios liberaes, isto os prin-
cipios do partido progressista, eu nao sei que pa-
pel representam o* autores- depulados.
Eu desejava que os nobres deputados dfinissem
greseisla, aos liberaes que pertencem a esse part- bem claramente a sua poicao. e nos dfesessem
seu discurso e prolongar a dscussao por tempo im- do ; Jlles os teem elevado a cargos e a dislinccoes sao estes os nossos principios ; os pr.ncpios pro-
dado assento no parla- gressistas nao sao estes; logo nao podemos querer
menso. Eu peco, por tanto, aos nobres deputados publicas, elles Ihes teem
tomem os seus apontamentos como hontem v to- monti, elles Ihes teem prodigalisado outras provas
maram-se deste lado, mas guardando o silencio. de cAnlanea c sincera adlicso. Mas dir-se-ha,
comolse t m dito por ah. que houve desigualdade
na repartiejo, que se fez urna partilha leonina.
completo. Islo lo bonito, tao airoso.
Usi Su. Deputado :Eu quero ver se o discurso
do Sr. Gaspar nao sahe com os apartes que eu dei, |
por que me. parece que V. Exc. nao est dzendo o.
que exactamente aqu se passou, por que o Sr. Gas-1
par foi por vezes nlerrompido.
O Sr. Presidente :S no fim que houve al-:
guns apartes.
O Sr. Aoi ixo :O que eu quero que o Sr. ta- j
cbigrapho teme o que se passou, para justificar o,
que acabo de dizer.
O Sn. Franca :Sr. presidente, a vista do que
lenho dito al este momento, est evidente que
partido progressista tem um flm, tem principio?,
tem ideas polticas, e que est bem longe de ser
um complexo de elementos contradilorios ou, hetero-
gneos.
Sr. presidente a causa principal de se dizer que
o partido progressista urna cembinacao de ele-
mentos heterogneos, o erro que anda predomina
em alguns espirites, de que o partido progressista
conten dous elementos dislinrtos, ( milito bem ) o
elemento liberal que se destacou de suas (lleiras, c
o elemento conservador que se apartou tambem das i
acompanha-lo.
(Trocam-se apartes.)
OSr, Franca :Ainda, Sr. presidente, voltarei
aos pretendidos erros da situacao apresentnndo
mais urna razao para contestar que os amigos con-
servadores se achara cordialmenle ligados com os
amigos liberaes.
Sr. presidente, os conservadores destacados do seu
na- grupo e que so consttiiram liberaes, foram os que
lal, erearam esta situacao; isto ineontestavel; foi a
iao scisao, foi a diviso entre elles que deu lugar a ap-
snas. Senhores, isto urna idea errnea ; no par-' homensl e os homens erram.
tilo progressista nao exstem diversos elementos,
s existe dualdade nos homens, as individualida-
des que o compe; mas os principios estSo fundidos
em rada um desses partidarios, no partido.
Cm Su. Deputado :Appello para o Sr. Ftjitoza.
O Sp. Rabos :E eu para o Sr. Sarava. i
O Su. Franija : (l Sr. Feileza, como quaqner
ouiro, por mais que eu o respeite, no orpculo
para mm ; respeito o Sr. Dr. Feitoza, mas na qua-
lidade de sectario
quero conceder, Sr. presidente, que tenha
alguma injustica. Mas, senhores, o partido
rosponsavel por erros de um ou ouiro de
embros; se urna pessoa a quem se incum-
esto de um dos negocios pblicos da sima
pnmir na sua marcha urna direccao lal
urna injustica ou erro se d, o partido nao
nsavei por isso, porque, seuhores, o partido parecer esta ordem dTcousaT'
nsiste em um ou ouiro membro delle, os Um Sr. Depctado :Foi a'forca da opino
conststem as ideas, e na maioria dos O Sn. Franca :-Perde o nobre deputado ; por
, memblos que os const.tucm. (Apo.ados.) que razo a opino que desde nao sei que dala se
hit. Costa Ribeiro : Mas desde que a direc- tem pronunciado conira cerlos principios do part-
cao ei na. ... do. a(lv"so, porque razo tendo se combatido esses
.lo P? "1 ^itSf" "2 l n0bre depU a" l"l1'V'l,l0S Pela "pi invorando-se a oninio
snbroe C"S!^2Sg du,'.,soes..a.<|0?.s? -a l'"1'1":3' nun,:a is?0 l-roduzio elTeito notavel ? Foi a
menos prole
O no ir depotado parece que quer um partido
formad) de anjos, de maneu-a que exista a perfei-
Co em tudo, do modo que nunca se d um erro,
um deleito.
Nao, pana collega; os partidos sao compostos de
, sen terreaeido contra ellas nem ao forcada opinio, sim, que trouxe o ainplexo fra-
*8tt? (AaoUdos, mattorbea.)___^ ternal, porque foi a modificaeo de opnies poli-
Foi a razao que actuou nos novos hberaes por
coinprebenderem que era tempo de nao contrariar
mais a opimao publica que desde muito oxistia.
E so assim nao foi, ento o nobre deputado ha de
confessar que anteriormente o (nido liberal nao
Mas, Uizia eu, que o partido nao sendo respon- falla va em nume da opinio publica
save ppr algum erro deste ou daquelle membro Mas, Sr. presidente esses hornen
SU' n^ deTt sofrer tambem em consequencia ram os que erearam esta situacao t
SESSAO ORDINARIA EM li) DE MARI. DE 18*4.
l'ltKMOENCIA DO SR. CONSELHEIRO TRIGO.DE
I.0UREIR0.
As 1 i c \% horas da manha, feila a chamada e
achando-se presente numero legal dos senhores
depulados.
Abre-se a sessao.
Presta juramento e toma assento o Sr. padre Jos
Teixeira do Mello deputado pelo 4 districto.
Lida a acta da sesso anterior approvada.
L-se oseguinte parecer sobre a indieaeao do Sr.
Jacobina que pede dispensa do servico da guarda
nacional para os caixeiros o artistas donos de tejas
e olUcinas.
A commisso de eonstitucao e poderes examinan-
do a presente indieaeao e entendendo que nao se
oppoem a nossa consttiuieo poltica; de parecer
que a mesma seja submetlida a deliberaeo desu
illuslrada assembla.
Sala das commissoes, 19 de marco de 1864.Cor-
aaMa Sloura.Silva uniros. Rochad.
(Continuar-u-ha.)
REVISTA DIARIA.
desse eifro; eque portento o quo ajusloa e a equi- sirn, naturalmente nos prmeros
uade re^larnam em tal caso, nao ~
tido, nt
a situaci
cursos
pelo contelho, a persuaso, etc., corrgi-la, para
dizia eu, fo-
tendo sidoas-
lemoea elles ho
liem nestes.
do dtretto de exame, da liberda- 'le se mw reprodiuam esses erros, mu-alisar esses O Sb. Deodoro :- Desejo que esses novos libe-
de do pensamento, as materias racionaes, so ad-1 desvos, .procurar remediar o mal; mas querer raes declarom nasa mas sao iheraeT
mulo a tutella queja tenho, que a das leis da romper dom um |rtido porque ap,,areceu este ou O Sr. Araujo Barbos Eu exnicirei
intelligencia, nao admitto autoridade nesta especie; aquetle e to, porque ha esto ou a melle defeito, me Outro Sr. Dbputido' A nes ao creio ,
por III ice. A &. nimtl-tk,!* Ja .,.!..___
UC i ...
seria oecasiao
adiiiinistra-
noividuos que os praticavan nao se- ma defezaTe'.bgVfazeV-llie" uim dVza/purque
principios hberaes I ) esto convencido de_ que se pode muito bem de-
0 Sr. I'iiksikn 11: ;P.co aos senhores especta-
dores, fundado no regiment desta casa, que nao
'lem signal de approvaco nem de desapprovacao,
do contrario recorrerei ao remedio da lei.
Sh. Franca :Por tanto, Sr. presidente, o par-
tida progressista tem principios, tem ideas, tem
conwircoes, e essas couvcees, essas ideas, e esses
priecipios, sao as ideas, as'eonviecoes e os princi-
pios liberaes. ( Apoiados. )
O iiartido progressista homogneo, an diado
de mu s espirito, obedece a um s impulso, [tem
um entro, una unidade de principios e opines,
e comiiesto de homens cujos principios, e opimoes
se fumbrain em um s principio, em urna s opi-
nio, e eu nao posso admittr a idea da diflerenca
de elementes, de partes componentes, da combina-
cao, do elemento de liberdade, e do elemento de
autoridade, ,e outros erros que se tem dito a este
respei.
Agora, Sr. presidente, eu, cujos principios polti-
cos, de certaaiaaeira foram aqu postes em duvida
sou obrigadoa mterpellar os meus nobws collegas
tio prtelo iilieraU^ue se acbam disidentes rom a
actual situacao, pedindo-llies que me re*ooiidam a
certas objeccoes aaepasso a Ibes dirigir.
Sr. pres.leote. a opposicao que fazem cortos ca-
racteres que so diz-in liberaes, o que eu crio que
o.sw, ao partido domaiante nao justa; nao con-
teniente ; e nem pode ser eflii-aa.
Sr. presidente, o |ue cousttue os partidos sao
as ideas, sao os prHepws, e desde que se afc* de-
ado que i priucipios e as ideas do partido
11 e OS
guiam si nceramenie
partido li
os
institu
publica
em tudo
exercer
i li >eral euarto a realisaco da liberdade as fender a admini.-tracao do Sr. Silveira de
cofc, as leis nos costuu.es, na moralidade Mas, Sr. presidente, eu nao me incumbir
i, ha conducta dos funecionaros pblicos, trabalho.
de Souza.
ei desse
tm que a liberdade se pode manifestar e
as quantas vezes funecionaros do uoder
praucava i actos.do verdadeiro
O Sb. Cosca Ribeiro : Acho bom que o nobre
deputado deixe para outros esse trabalho.
despotismo ? E O Sa Franca : Eu o deixarei; nao pelo con-
por isso que o partido liberal selho do nobre deputado, mas porque j eslava re-
n Jn V e S"" 0.'l,,!iP,,s,n". Por,l"e solvido a lampista aomoo estado da minbasaude nao
**" "* durante o seu dominio, tinha appareci- eoinpnrta esforcos oratorios ; e mesmo Mraae sei
facte de-potico? Poder-se-ha, que ha outros mais habilitados do que eu (nao
poder-se-
do-um
ia dizer
pois, suste tar hoje que, por ter o partido progres- apoiados) que se encarregaram disso.
oje dirige os destinos do paiz, praticado Entretanto, Sr. presidente, aecudrei s
) erro, o partido nao liberal? um ponto do discurso do nobre deputado que hon-
este modo de argumentar absur- tem fallou, o Sr. Gaspar Drurnmond.
que
los.)
Sr. presidente,
toda a evidencia que injusta a oppo-
izem certas caracteres que se dizem h-
ue eu creio que o sao, situaeo ac-
siata que I
este ou
Me parece
do. (Apoi
Portan ti
Irado com
sco rnie
beraes, e
luai.
OSn. CobTA Ribeiro :Presamo-nos de ser li
beraes, mais do que muitos que dizem s-lo.
O Su. Fbjca :Eu nao entro no numero desses
a quem V. Exc. allude.
O 8n. Ccmn Teixeira :Nao ; faco muita jus-
tfea ao nobe deputado.
O Sr. Debooao t Todos nos o reconhecemos
CmS umItra,'1r 'ifal e muito more.
fn. FBjtNca: Eu disse e demonstre i que
essa opposidau era injusta, que era absurda ; mas
Mista e absurda inconveniente : por
pruer essista sao as ideas* os principios do partido' que meus sinhores-, qual deve ser o resultado ha-
librt-al, nao pode um liberal dizer-eu nao porteo- tu ral de unb seiso no partido
co ao partido progressista (apoiados); ainda que
essas jjes.Mias ((ueirain nao perteucer a esse parti-
do, f.***a e nece.-sariamente pertencem.
Ua Su. Deputado : Nao, a partido progressistjt
liberal de ludas as provincias, pete da Rio de Ja- i que ha de ser sempre liberal
Jieiro; nste--priiicipipi eram aconsejhalos pelosdi-| O Sr. F*ani;a.....rxirque o que constitue a
tara esta pro- commuuho do partido a communhao de princi^
vincia e foram estes os senlimeutos, as tendencias pios, a identidade de opinio. Se, pois, as ideas
na iloiwrtido liberal da eikte
, as tendencia^
d" partido liberal de ento para ea. (Apeados.) g os principios don dissdentes sio 'os da situacao ;
nie mais V. %*.:., a eu creio hm j casa, que quando (ti apre^'oaram os principios libe- pertencer situadlo,
ratts de 18*8, o> qoe levarama proviuiiaao iveciir-
es.11.ni., (ja> was, esses principios fizeram
arbo em uo.a ou outra localidad-, -m urna peque-
*a p-reao da espiros ^maii a maioria lllieral do
nup-rio quena reformas diberat
mawnanrioaaj.
O contrario justamente
i* Sr. Deputado
que d-ve dediizir-se.
O Sn. Franca : Eu julgava no ser tm dos
hornees mais Ilgicos.
1 Sr. Ara' jo H.unos : Va muito bem.
(Trocam-se apartes)
O Sr. Fiu.m;a : Portante, Sr. presidente, ou es-
w pria- sos senhores queiram, ou nao queram, pertencem
..adamte na SbS <,u" I******* sru.^acteal; e o que se segu mlao' que, fa-
1S!1S&ZSSS!^Z3^ &'l"1"iho ze"-,-*e oppoaio srtuasJb actual, azem'oppo-
iiw.ioiMrM,.mipji.r.rutarinaisgirniitiaemaisam- sea. a s proprfos e a seus pronrios interes^es
ort.Ki.te. Ma.> ilepois 1I0 um certa lampo, que nao essas pessoas querem a realisaco de seus princi.
f-ze-io, t obr isso so tenho obudo conjecluras e dade quer a realisaco dos nrin.-iuio
_.aes dentro do mbito
iJecnrreriui os-lempos e coiHiunou
! .fi.f'T |,arl,'U **- assi^uencio ldi
ponido d.'>u> Crencas, pugnando ,M.r estes prin-
cipio-
- que hoje domina
se essa scisle se estea.ier e profundar ? Natural-
mente a queda desta situacao, e como um corolario
aecessano, tambem a aseeocao do partido e nser-
rador ao |wter, partido rjue retirando-se das.posi-
coes amda t rte, erjuipado,armado alaos denles, e
dispondo.de mn inmenso trem e machinas de guer-
ra, e oceup; ndo posujes estratgicas no paiz, es-
preiiaau|i(Jtrtunidade par*dar a acnao decisiva
ou tomar de a-salto o poder.
a Sa. De 'utado : Em Pernambuco o partido
conservador sta no poder.
O Sr. Paea juHsse partida espi os nossos mo-
vimentos obi erva-nos de perto e nao |ierde meio
algum de en ar rabaracos a actualidade para per-
d-la.
E, pois, Sr presidente, os nobres deputados que
me impugnai 1 aqu, e flwtes os liberaes que fazem
opposicao a tualniade, esto prestando um servico
directa ao pa tdo conservador, ao partido chama-
do na lingua {em do dia verme I ho e promo-
rendo a ruini da situacao.
E' necessar o, portanto, meus senhores, haver
mais prudeiic a (apoiados), mais tino poltico nes-
tascousas. (Apoiados.) Deponhamos nossos odios
pessoaes, nos >s despeitos, se elles exisiem
em al-
reali>ai;o dos principios liberaes, ellea guem, dponhiimos ulrasquaesquercuniderayes
Oisse o nobre deputado que durante as eleicdes
me parece ter demons-, do anno passado o 5." circulo constiiuiose um vas-
to acampamenin militar, ou cuu.-a semelbante.
O Sn. Drummond : Urna praca d'armas.
O Sr. Franca: Sr. presidente, urna impu-
taran fatsa que se faz ao Sr. Dr. Silveira de Souza,
(apoiados.)
Foram mandadas fpara a vastissma e popu-
losa comarca de Paj- eem pracas, segundo ouvi
dizer; mas porque, Sr. presidente? A comarca
de Pajed conten tr-s termos muito extensos, tero
mais de setenta leguas de longitud-, tem intuios
povoados, tem diversas fregnezias; e portante
essa tropa teria de dividir se em destacamentos.
Mas anda assim,Sr. presidente, porque foi manda-
da es tropa ? Porque corriam noticias muita ve-
roshneis de que se pretenda alli alterar a ordem e
fraquitidade publica; da imipria capital do impe-
rio vinham avisesdeque alli atguem ameacava com
elfusode sangue as eleicdes de Pernambuco; d-
vwsos peireehos de go-rra, municSes e armamen-
to tnham sido aprehendidos no caminho d'-sta
ektede para o interior da proviueia. Em Pajed,
homens, entre os quaes se apontam alguns de chro-
niea pessim, ameacavam publica e ostensivamen-
te nao s as autoridades, conib a pe-soaa do par-
tido adverso, de pizar sobre seus intestinas, de ala-
bar as ras.das villas em sangue, e outras cosas>
sementantes.
E pergunto agora, senhores, a autoridade pu-
blica, a quem corre o dever de mant-r a ordem
A assembla provincial, na sessao de hontem,
depos de approvar em lerceira dscussao o pro-
jecto n, 19; em segunda o de n. 22 e em primeira o
de n. 41, passou a oceupar-se do de n. 32 (primei-
ra dscussao) estabelecendo diversas providencias
para prevenir ocrime de furto de cavallos, o rpial
foi rejeilado, depois de orarem os Srs. J. do Reg
Barros, Soulo Lima e Maranho.
Prosegiindo a dscussao adiada sobre oprojecto
n.... que crea a nspecc,o do algodo, orou o JSr.
Sonto Lima, tica ndo a discusso adiada pela hora.
Na segunda parte da ordem do da, orou o Sr.
Cunha Teixeira, llcando a materia ainda adiada.
A discusso prulongoo-se at s 6 horas da
tarde.
A ordem do dia de hoje a conlinuaco da an-
terior.
Reonio-se hnntem o Instituto Archeologico
Grographico PiTnHmbitrimo em sessao ordinaria,
com assisteoca to Exm. monsenbor Munie Tava-
res, e dos Srs. Drs. Aprgo, Soares de Azevedo, F-
gueira e Witruvio Pinto Bandeira, major Salvador
llenrquoe padre-mestre Lino.
O-Sr. secretario perpetuo, depois de lida e ap-
provada a acta da sesso anterior, d conla do se-
guinte expediente :
l"m oflicio do Exm. ministro do imperto, conse-
Iheiro Jo.~ Bonifacio de Andrada o Silva, partici-
pando haver S. M. o Imperador se dignado de acei-
tar o titulo de" presidente honorario do Instituto.
E' recebida esta communicacao com profundo re-
conbecimento.
Outro do 1 secretario da Associaaio Typogra-
phka Pevntimbucana, dando em nume da mesma
associacao os motivos que orcorreram, e lizeram
com que nao coniparecesse a coinunsso nomeada
sesso anniversaria do Instituto.Inteirado.
Outro finalmente do consocio Dr. Joaquim Por-
lella participando nao Ihe ser possivel comparecer
a sesso |ior motivos ponderosos.Inteirado.
Foi apresentada em seguida a provso, em vr-
tude da qual fora pela presidencia approvada le-
galmente a existencia do Instituto, com sanecao
dos respectivos estatutos.
Passando-se s materias da ordem do da, pro-
seguio-se na eleicao das coimmsses, cujo resulla-
do o sejfuinte :
Trabalho* histricos e archeologicos.Padre Li-
no, Drs. Epaminondas e Jos dos Anjos.
Subsidiaria.Drs. Cicero, Amaro e Eduardo de
Barros.
Trubiilhos neographicos.Tlr?. Herculano Ban-
deira, Torjes Bandeira c Figueira.
Subsidiaria Drs. Souza Res, Seraphico e Wi-
truvio Pinto Bandeira.
AUmissao de socios.Commendador Figueira e
coronis Leal e Jacoine da Veiga Possoa.
Pesijmzas de mannscriptos e monumentos hist-
ricos. rs. Jos Liberato, Mena Callado e Fran-
cisco de Barros.
Concluida a eleicao, o Sr. Dr. Figueira declaron,
pedido do Sr. I)r. Gervasio Campello, que dexa-
va este senhor de comparecer por estar oceupado
na assemhtea provincial. E por isso, nao tratou se
da discusso do orcamenlo, (cando adiada para a
prxima sessao, levantando-so aprsente.
Amanha pela manhaa tem lugar, na matriz
da Boa-Vista, a sagraco dos santas leos por S.
Exc. Kvina.
A reumo que o Sr. Eusebio Raphael Rabello
faz em sua residencia, no Caldeireiro, em obsequio
ao seu hospede o Sr. con.-ul portuguez, Dr. Clau-
dinode Oliveira Gumares, tiTa lugar hoje ; e as-
sim liea rectificado o engao da noticia hontem
dada sobre esta materia.
Manoel Joaquim que fra preso pelo subdele-
gado do Exti para recrula, entendeu dever cortar
o dedo pollegar, atim de isentar-se desta sorte do
servico- do exercio ; o que efectivamente logrou,
sendo |sto em liberdade.
E' um novo Scevoia, que se levanta em nossos
das.
Tanta a repugnancia de se ser soldado, diffun-
dida em nosso povo I
Falleceu hontem o Sr. Dr. Jos ,ourenco de
Meira Vascoucellos, lente de latlm do curso de pre-
paratorios, annexo a Facuidade de Direito desta
cidade.
Consta-nos que o Sr. Dr. Jos Henn |ue Fcr-
ra embarca hoje s i horas da tarde no vapor Pa-
ran com deslino ao Rio de Janeiro. Consta-nos
tambem inie muitos- dos seus amigos pretendem ir
busra-lo Ponte de Ucha, onde elle resille e
acompanha-lo at o lugar do embarque.
Desejamos ao digno cnsul geral de Portugal
neste imperio urna prospera viagem, e que na
corte, aonde se dirige, encontr ludo a feicao dos
seus desejos.
A commisso provisoria nomeada pelo Sr.
Dr. Ilenrique Ferrera para formar a fundacao da
soci-dsde de soecorros ou monte-po portuguez,
convoca os seus compatriotas para segunda-feira,
aUm de reunidos tratarem deste m|K>riante nego-
Confeesando que nosso amigo, nao queremos
dizer que vamos render cultos a a misado que Ihe
consagramosnao; osentmentoque nos guia mais
sublimo : pagamos um tributo ao talento, para nao
dtzermosgenio.
c As palavras que tencionamos cscrvver sao B-
Ibas de um coracao sincero, nao sao dictadas pelo
interesse. Com ergulho fallamos, desde o nosso
berco, nunca nos embalou a lisonja, sempre des-
prezamosos aduladores. O nosso phraeado ru-
de, sem duvida; mas nao deam de manifestar a
grandeza da inteiicao que uos domina.
t A poesa um dom natural; o homem nasce
poeta, escreve o que Ihe dicta a imagnacao. Quan-
do, porem, por meio do estudo, He consegue o des-
envolvimento das suas faculdades. quando tem ro-
bustecide o dorn que Ihe concedeu o Eterno, quan-
do pode escrever com consciencia de si, o poeta so
eleva as regies do pensamento, deixando, em sua
cari eir, mil espinbos que Ihe mpediam a mar-
cha.
t Com a fronte erguida, parece desaliar o zoilis-
ino, parece zombar da critica mordaz que preten-
dendo faze-lo despenhar-se do .-ipogeu de sua "teria-
anda mais o eleva, ainda mais o affasta do globo-
terrqueo, anda mais gloriosa torna a sua posi -
cao I K
Souza Pinto poeta, mas um poeta que tem
a inveja, que reeeia o naufragio do prmrerro froetc
das suas uoites de vigilias. E' verdade, nao pode
ilisiior da sominadecoiihecimenios que o deveriam
ornar altivo, nunca se enlregou ao esludo serio da
litteratura; mas escreve com a nalurera porque a
nalureza nao Ihe negou os seos quadros t
.Nao se encontra no seu-volume de poesas urna
prova nica de estudos profundos: v-sea fertiii-
dade da sua musa, contempra-se x naturalMade
com que escreve; ad nira-se a facilidade com quo
manifesta os sentimenlos diversos riue formam a.
grandeza de sua alma 1
E' poeta I Chora a ausencia dos seres que Ihe-
sao mais caros do que a apearla vida, deita-se do-
minar pela saudade que Ihe causa o amorque con-
sagra ao seu Portugal, sada as plagas onde for
lanrado pelo braco |K>deroso do destino 1
E' poeta, verdadeiro poeta!
1 Harpejos da mocidude, ps ttulo do livro que
ello pretende doar trra hospitaleira, que nao o
repellio do seu seio.
< E' um titulo humilde
autor.
Quizera que o poete dispozesse de mais forca
de vontade, de mais orgulho.
Meus versos, devera chamar-se o seu trabalho,
mas elle leve receto de si mesmo, desconliou d-
mente natural de que pode ufanar-se e disse :
Nao, Harpejos da moddade mais profiri.
Fez mal.........................:....._
Aguardemos aoccasio mas proprapara ana-
lysar o seu trabalho. Esperemos o dia que nos ha
de dar direito de critica.!
Movmento clnico do Hospital Porlnguez do
Beneficem ia em Pernambuco, no mez de marco do
I86i, aos cuidados do Or. Pttanga :
Existiam em tratamento no mez de
fevereiro..................... 31 doentes.
bntraram no mez de fevereiro.....
como e receloso o seut
Sahram curados........
Falleceu................
Ficam em tratamento____
31
i i
-45
17
t
27
45
7l:547*Mrt
3117: "til J556
I:91l5e0ij
lijmtsn
W4MO
8o4-58:i;;
e1 a tranqu.hdade publica, a liberdade do voio,.e o co. A reunio uo Gabinete Portuguez de Lei-
rrT10 ,nr?6e8 M mF?\ l'to"". Wra "" refer.lo dia s 10 horas da manha.
?V? r S*. ^ em *sPon',,,l",ad T A' b-rd do vapor Pram, chegou hontem
k L L v- h d0 Akranho o Sr. Antonio Jos Duarte Cimbra,
O SR Franca-Sao, nao houve tal conquista, emprezario do nosso theatro, traz-odo comsigo al-
nem eu, neni pete S.'dt.tricto. (fallo por mim e por todos,) so- os quaes, reunidos aos que vieram da corte, ter*
mn* (linos de urna c-nqnista den urnas. ma,n 0 Bucle0 da roin|iaflhia qoe deve trabalhar
Ua Sr. Deputado : O Sr. Silveira Lobo en- duran o presente anno scenico.
ri-eaoo-se na assemtrfa eral de defender o Sr. Depois d urna solemne despedida no Maranho,
Silveira d- Souza acerca dessas aecusaefles. pelos seus amigos e afeicoados, foi o Sr. Coimhra
v sr. samao: Aprsente a prova. aqoi recebido com verdadeiro enthusiasmo pelo
v sr. araujo barros: Lea-sea dlscuwao so- ereseido numero dos seos admiradores, que o ta-
bre a eleicao de Sergtpe. rm Ducar bordo com msica e foguetes.
O fallecido foi do mieh'te.
Do balanco procedido na tbesotiraria provin-
cial no mez ultime resultou a existencia dos se-
gmntes saldos as ditTerentes caixas :
Meten corrente de 1803 18tii
dinheiro.................
(Letras..............
Deposito/ Acedes.............
f Dinheiro............
Calcametito dinheiro___......
Apolicesdinheiro............
RKI'ARTH,:.\0 DA POLICA.
(Extracto das partes do da Io de abril do
loirt.)
Foram recolhidos casa de detencao no dia :tl
do passado :
A' ordem do Dr. delegado da capital, os pardo*
Manoel Antonio Bastos da Silva, Jos Luiz da Sil-
va, ambos para averiuacdes policlaes, Manoel Ma-
theus dos Anjos e Eugenio Francisco das Chagasr
crioulo, sem deelaraco do motivo.
A' ordem do subdelegado do Becife, Luzia. par-
da, esciava de Anua Anglica dos Santos, reque-
riinenlo desta.
A' ordem do de Santo Antonio, Francisco Can-
dido, branco, para correccao ; llosa, africana, es-
erava de Paulina Mara de Bastos, a rcqueriniento
desta; os croulos Antonio, escravo de Jos Mara
Placido Magalhes, para averiguaQoes ; Vicente e
Pedro, escravos de Manoel de Carvalho Moura, e
Simplicia, escrava do Felsmina Mara Bella, a re-
quer mente desta.
A' ordem do de S. Jote, Honorato Alvos do .Xas-
cimente, pardo/por disturbios.
A' ordem do da Itoa-Vsta, Manoel, crioulo, es-
cravo de Jos Ferrera Bastes, por crme de furto-
A' ordem do da Capunga, Bebiano Gomes Andr
Avelino, preto. por crime de estupro.
O chf fe da 2* sercao.
J. G. de Mcsquita.
Passageiros do vapor nacional Paran, vindo-
do Para e portes intermedios :
.Antonio Jos Uuarte Coimbra, Joo Berna rd i no
Correa de Barros, Thomaz Antonio, Antonio l'ei-
xolo t.uunaraes, sua seniora e um lilho menor
Jos Libanio Hibeiro, A. Jos Furtado e um escra-
vo, SebasiKo Antonio de Albuquerque e Mello
Francisca Mariana da Silva, Antonio Teixeira de
Carvalho Lisboa, sua MMetan o um IHho menor
Antonio T. da Fonseca Leo. sua senhora e um li-
bo menor, Jos Marcos Neves Belfort; Amonio-
Baptista Hodrigues, sua senhora o 1 criado, Seve-
rino Jos Hamos, Leonardo Augusto da Silva f)
Virgina Amancia Bruce da Silva, 2 criados'e i
escravos, Manool Joaquim Pessoa, Antonio Frede"
rico Beutemuller, Ernesto A.lolpho de Vasconcel-
os Chaves, baro do Marau' e 3 escravos, Jos do
Porto, Enaas Arroxelas Galvao, Victorino P.reira
Maia, padre Francisco Joo de Azevedo, Claudmo
do llego Barros, Manoel M. Camache, Jos Luiz
Pere.ra Luna, fre David da iNativdade de .Nossa
Senhora, Jacome Clarot
Seguern para o sul :
n*M ^>a da .Anm,nciacao e sua til ha menor,
\sir Arrafil"'"r.e" lS,enU! F* Xavier de
Usa, Dr, Jos Urlos Ernesto Val I y e um criado
Ignaco Pedro da Silva. Jos Joaquim de rT
..mor, Eleuieno Frazo Varella. Maranne Go?
Calves da Silva, Senhorinha Mara Fram-i^ea d
lStar';"aT M,r*,."eS THxeira- Antonio Uqs
de L. tilho Antonio lgna,c.o uardoso, Jos do S,-
cramento, Malhildes Umbelina do GataM 7 aueu
para o exercito e 12 escravos a entregar'
puhTicoB,TUAB, MWi M DB MAKg' "
Bente, Pernambuco, 8 das, Boa-Vista; teteno
Pedro, escravo, frica, 58 annos, solteiro. Boa-Vis-
la ; anemia.
Mara, escrava Pernambuco, urna hora, Santo An-
tonio ; apoplexia.
Suzana, escrava, Pernambuco 25 annos, solleira
.imperar.
Pe-rnaineeca, 2-Borae, foa-Visu ;
San Amonto ; eclampsia pnrperaf.
Mana, escrava, Pernambuco, 2 horas
asphixia per cengeste. .
Mana Matteldes Passos de FlgueiredO, Portugal. 5
i.inrS ITata5I **-** ; Pblhysica pulmonar
Jeaqaan Jos deSaofAnna, e#naialmcel amwL
casado, Samo Aruooio; ajarntroplaa aucjacd
vttd,rnaU S' Sai" AaUHi? ^:
Marcolina, Thereza de Jess, Pernambaco 40 an
nos, solteiro, Santo Antonio ; gola coraL
30
Rosa, Pernambuco, 2 mezes, S. Jos ; escrobuto
Mar.a, Pernambuco, 2 annos, Boa-Vista ; espasmo
Joaquina de SanfAnna de Jess, Pernambuco fifi
annos, solteira Boa-Vista ; phthysica pulmonar.
Anna Mana de Ajuda, Pernambuco, 20 annos sol-
te.ra ; Boa-Vista; interite chronica. '
Luiza Marlins de Oliveira, Piauhy, 50 anuos sol-
leira, S. Jos ; urna miclite.
-y
t
.


Ifcrti
Trmtxo, Pernambuco, 7 annos, Kodfe; urna
queda.
aMasoel, Pernambuco, i hora, Recite ; asphxin
"Hanoel, Peruanibuce, netas, Reeife ; colile
aguda.
loiio, Pernambuco, H mezes, S. Jos; atante
aguda.
__31 __,
Uoo Bapts, frica, 50 annos, solteiro, Reeife ;
tubrculos pulmn.ires.
Elena Maria Joaquina, Pernambuco, 23 annos, ca-
,-. sada, Boa-Vista ; pbthysea.
Cosme, escravo, .jeroambuco, 4 meaos, Reeife;
{astro intente.
Pedro, Pernambuco, 4 niezes, S. Jos ; eonvulsocs.
Si I vosiro escravo, Pernambuco, 15 mezes, Reeife ;
bexlgas.
DI POUCO DE TLO.
De jornaes europeus colhenios o seguate :
A'u dia 22 de fevereiro leve lugar em Lon-
dres a execucd dos cinco marinheiros, eondem-
nados a morte por pirataria e assassinato noalio
mar, do que j demos noticia.
As execuces em Inglaterra, tem ordinariamen-
te lugar s 8 horas da manhaa ; os espectadores
cornetn a tomar lugares na vespera noite. Pa-
ra honra das classes operaras, cumpre advenir,
que principalmente a escoria da populaeao de
Londres, quciii assiste a taes espectculos.
Uuando, ha seis semanas, Wright foi condeni-
nao, muitos roiltiar.es de operarios laboriosos, in-
telligenles e honestos se reunirn) por tres vezes,
para fazer urna demonstracao popular a favor do
infeliz, quo ia a morrer no cadafalso. Depois de
terem enviado diversas deputagoes rainha, setn
resultado algum, lormarara commissoes que per-
corriain os bairros mais populosos de Londres,
coiii o lim de atestar os seus habitantes de um es-
pectculo io liorrivel. A execngo leve lugar em
Horsemower Lae, em Southwarh, na margem
direila do Tamisa. Todas as lojas e casos proxi-
jnas deste sitio fecharan) as portas e janellas.
Wright fui en/orcado na presenga nicamente
de alguns vadios, de gaiatos, de frequenladores
de tabernas e condemuados queja cumpriram sen-
tenca. E estes mesmos espectadores acolherairi
M sherif e o carrasco coin assobios e improperios.
Tal foi a influencia dos operarios na opioio pu-
Llical
Wright, linlia assassinado a sua concubina,
(oufessou o crime. A prisao, o julgamento e a
condemnacao levaran) poneos das; o ru nem
mesmo teve defensor.
Os cinco marinheiros nao suscitaram a menor
>ympathia. Assis:iram ao julgamento rom a niaior
ndiflcreitra ; utas depois da decisao do jury mos-
traram-se niais impressonados, e escutaram com
toda a deferencia as exhorlacoes de dous padres
atliolicos, incumbidos de os prepararein para a
niorlc.
O processo coroegou em Montevideo em outubro
uliiinu, e acabou em Londres no principio deste
inez.
t) navio inglez Flowerij lxind commandado polo
capitao John Smith, tripulado por 20 liomens, sa-
bio de Londres para Siugupura a 28 de julho. Em {
setembro alguns marinheiros, descontentes pr
ausa da comida, resolveram matar o capitao, o
segundo e o dispenseirn, contra os quaes diziam
que tiuliam graves razes de queixa. Liin dos ma-
rinheiros, chamado Caudereau, natural de Bor-
deVtf, ijttein fui cominiinirado o sogredo da cons-
j.iacao 12 dias antes da perpelrago do crime, I
avisou o commandanle Smilli, que nao fez caso do
aviso. .Na noite de 4 de outubro Caudereau
chamado para o lema e v o capuo Smith banha-
il'i em saiigue e estendido morto na sua cmara.
A Iripulacao tinha-so revoliado e assassinado o ca- '
pito, e bem assiin seu irmo Jorge Smilh, que
era |>assageiro, e o dispeoseiro, que baviam deita-;
do ao mar.
Tres hoinens da equipagem linliam morrido no
ul 111IC tu. i
O navio sem capitao, e geni segundo foi entre-
gue ao coutra-meslre Jafir e a Caudereau, nicos
|ue aran eapazes de o governar. A caixa do ca-
pitn foi arrumbada e o diuheiro, que coutinlia,
desiribudo pela Iripulacao. No dia seguinle o na-
vio cheguu a fuz Un Bio da Prata. Besolveu-se
melle-lo a pique c demandar a costa em duas lan-
chas. Antes de deixarem a embarcacao, tres ma-
rinheiros dcilaram ao mar o corpo do capitao
Smith.
Caudereau, logo que desembarcou, separou-se
dos seus companheiros e participou as autoridades
o acontecido. Os assassinns torain presos, inter-
rogados pelo tribunal de mariuha de Montevideo e
nvjalos para Inglaterra, onde foram julgados no
tribunal central de Londres.
Sete acensado, l.yons, Blanco, Durando, Basi-
lio dos Santos, W'aUo, Marcellino Santa Cruz, e
Lapes, furain considerados reos de tres chines,
assassinato, pirataria e destruigo de navio, e por
i-so coiidcmuados pena capital. Carlos fui ab-
aoJvido. O julgamento foi bastante complicado,
havia quairu interpretes, purque os necusados e as
teslemunhas pertenciam a cinco differcutes uagoes
e in-nlium fallava inglez
Marcellino e Basilio dos Santos tiveram commu-
taco de pena.
cadafalso armou-se de noite.
Coinpunha-sede urna viga horisotal de oito me-
tros de comprmeme c sele pollegadas de espessu-
ra apoiada sobre ir.- estacas verticaes. O algapo,
que form iva o chao, prolonsava-se em toda a ex-
tenso da viga, para poder funecionar por urna s
vez e iisUnlaneamenle.
A forca eslava tapada com um panno preto na
apura de dous ps. Os espectadores da ra recla-
iniram contra esla medida, julgando-se lesados
por nao eren as extremidades Nueriotoa dos rop-
plniados.e Hearen assim privados da vista de algu-
4ii.is convulsoes dos agonisantes!
As ."i horas havia quarenta cincuenta mil es-
pectadores em frente de Newgate : nao se va en-
tre ellas nem um marnheiro, dizendo-se ser este
i;n i'Xi'iiiplo para a populago maritima !
Diz-se que se alugaram tres janellas por 72 li-
bras !
A's 6 horas a mullidao, cada vez mais compacta,
vociferara, pragueJjara, proferia os mais grossei-
ros motejes, e cauava cantigas obscenas.
A"s 7 horas appareceu Clcrafl. carrasco de Lon-
dres, com um molho de cordas, eexammeu a terri-
vel machina. Os espectadores mais prximos sau-
laram-o familiarmente, o que elle retribuio com
tima corlezia acompanhada de um sorriso.
A nev comee.iva a cahir ; mais de 30 ratonei-
tiM foram presos em flagrante delirio pela polica,
com grandes applausos do auditorio que preson-
-cenva a prisao :
As 8 horas exactas, appareceram no terraco os
{.naidas de Newgate e os condemnados com os
bracos alados.
O'carrasco, depois de Ihes deitar pela cabera o
< .ii.iiz branco, p-los em linha.
Blanco desfalleceu e foi preciso senta-lo n'uma
Watter e Duranno tomaram agurdente, e Wat-
r (M'dio para abracar o guarda Thomaz, favor que
He declinou.
L|ies collocou-se com firmeza no seu lugar, sen-
dep da Lvons.
Qaleraft retirou-se, um segundo depois abaixou-
*e o alca|o. Cahio a cadeira de Blanco, e s cinco
Issgracados eslrcbucharam alguns, segundos em
linba.
Emquanto estes infelizes lulavam com a morte,
reinou profundo silencio.
A muiiidao nao se tirou depois da execucao, mat
conlinuou a agitar-se diante da prisao.
Quando o carrasco veio desatar os cadveres fui
recehidu com assobios, misturados com alguns ap-
plausos, com o que se nao inquietou, alirando bru-
talmente com os eorpOS para os caixoes que esia-
\am no cliao.
u povo retirou-se cantands alegremente, como
e viesse de urna fesla, indo grande numero dos
espectadores passar o resto do dia para a taberna.
0 bairro de Newgate conservou por todo o da a
fucsina agitacao que leve na occasio da entrad
solemne da princeza de Galles ; e calcula-se que
oncorreram aos diversos sitios d'onde se ipodia
ver a execucao quatro a cinco mil pessoas, e toda
a polica d.- Londres esleve eui servifo, para con-
servar a or.leui.
as visiimauras de Newgate as janellas alnga-
Vam-se por 16 a O libras.
1 m logar nolelhad cuslava urna libra.
Diz-se que nm magistrado da City receben nm
r.'queriinento, assiguadu por um ministro estran-
}eiro pedindo liecuca para oVirmir na prisao na
ve-pera da execucu, para ver toda a ceremotiia fu-
ticlire. Por ordeni da.iiuuistrodo reino, foi iode-
fci ida tal prctencSo.
No hospital de S Barlhelemy prximo da prisao,
toaran ordem os cirurgioes de eslarein a disposi-
m dos rhefes doservicJi da polica.
Por urna coincidencia notavel, no mesmo dia 22
de fevereiro de 1807 foram execulados no mesmo
.sitn. os assassinos de M'. Steele, foi lauta a gente
(lUC assistio execucao. que 30 pessoas morrerain
esmagadas na ra Od Bayley. defronte da prisao.
Oeiam entrada no hospital de S. Barlhelemy al-
guns doentes com ferimenlose fracturas, nao cons-
tando porm que honvesse morte alguma.
L-se no Jornal do Havre:
Um livro encadernado em pelle humana que
fazia parte da colleccao de M. de L... foi vendido>ibeafiaf por 226 francos a m liiteiro de Pars. A enea
dernacio imita o bezerro louro, mas com urna cor
mais paluda.
O facto de urna encadcrnaco em pelle humana
nao novo, pois que amigamente bou ve em Meu-
don fabricas de cortume deste genero.
Um aviso de 1793, do jornalista Galletti, que
acompanha o livro em queslao, diz textualmente Achava-me em m
de Per.bnca abla* 9 e Abril ate i*4.
Nao tendo eu recorrid* a imprensa quando foi
pracadu aqueV aero da adiuniistracao deS. Exc.
irratt minos" o Tar a boje si nao Ora o modo por-
que acafca, crie *5-4>f uinilaaHJa- Agor, pois, que
publica e solemner iente da S. Exc. semelhanle ex-
6 t>verdetaafbM>ptlMia e
inslruecao pubbc
deixasse por mi
o scguinle:
Miiitos jomaos fallaram antes de nos das fabri-
cas de cortumes de Meudon... 0 faci da fabrica
de cortumes de pelle humana se nao exisliu em
Meudon, existiu seguramente em outra parte, pois
que um dos nossos asslgnantes conserva urna
constituigao de 1793... encadernada em pelle hu-
mana, que nos offorecemos a mostrar.
E este mesmo livro o quehontem se venden.
No GoMHurcio do Porto l-se o que segne :
Um geotl-bomem francez, jogando com umeon-
de estrangeiro perdeu 10,000 francos que o francez
pagoufem notas.
O estrangeiro, metiendo as notas na sua car-
teira, vollou tranquiluimente para sua casa.
Na manhaa seguidle, um individuo distincta-
mente trajado e com urna condecoragao foi a casa
do conde estrangeiro e disse a este com voz aba-
lada :
Senlior, tendes em vossas miios a honra de
urna familia!
Eu?
Dignaivas responder-me : jogasteis hontem
com Mr. X ...?
Sim.
Ganhasteis 10,000 francos?
verdadeu
E foram pagos em notas do banco ?
Exactamente.
Pois essas notas sao falsas. E, desgragada-
mente, verdade I Hontem nolle descobrimos a
terrivel e criminosa industria do nosso prente.
Esta manhaa apressei-me a procurar-vos para vos
pedir cm nome do cu, que me troquis essas no-
tas falsas por dez verdadeiras que aqu trago.
O nobre estrangeiro respeitou a dr, que tao
justa Ihe pareca, e deu as notas que na vespera
ganhara, recebendo as que o desconhecido Ihe
apresenlou, ledindo-lhe solemnemente segreo.
A' noite, voltando ao circulo, o estrangeiro ad-
mirou-se de encontrar o seu adversario da vespe-
ra e anda mais quando elle Ihe propozdesforra.
O estrangeiro recusou com tom secco, e, como o
outro insisti, disse-lhc:
Se eu perdesse, nao vos poderia restituir as
notas de hontem noite, pois mas trocaram por
outras melhores.
E, duendo sto tirou das algiberas as notas que
Ihe liiiham dado de manhaa.
O gentil homem francez, estupefacto, examinou
as notas e vio que eram falsas.
O tal senhor condecorado era um destro ladrao,
quo achou meio de trocar dez notas falsas por dez
que tinham curso legal!
Calculase que os corpos de baile dos diversos
thcatros de Londres, ferinam um todo de 8,000 bai-
larinas.
Um jornal inglez diz que se trata seriamente de
reunir todas estas bailarinas no palacio de crys-
tal, n'uui galope descabellado.
Distrbuir-se-ha um premio mais bella. Qual
ser o Pars encarregado de conferir o pomo ?
Nito se sabe; porm no emtanto fazem-se sobre
esle ponto apostas as mais extravagantes.
sent na assembl
otuiuli* de aprese
COMMUNICALOS.
solemnemente apmseular a emteslaaao, drzendo
que aquel le nao loi, nem poda ser o motivo da
demissao.
Nao loi :
Porque nao real que eu como director da
sabisso por veaa da capital, e
s di tu o oxcrcicio do einprego.
rgo do anno.passado com s-
provincial quandotiveapunit'?/
ar-me candidato a eleigo |ue ;
ia proreder-se dejum dapniado geral polo 3.* cir-
culo. Euto, valendu-me da coiumodida la da es-
trada de ferro, fuil alguns pontos do mesmo cir-
culo. Mas, com issp nada tinha que ver S. Exc; eu
era deputado provincial, e o presidente da provin-
cia nao tem inger nra alguma sobre a assiduida-
de do deputado.
Porm desde < ue eoeM-ralos es irabalhos da
abril, eu no dia immedialo re-!
assumi o exerciei de direalor geral da nstru'gao
publica, at o da 14 de malo em qde teve lu-
gar a minia eleicio, comparec diariamente na
repartco, nao ojfazontlo ainmas nos das 11, 12 e
13, rom o iw* n soflrau de modo algum o ser-
vico ; pois que eu tinha dado prompto expediente
aos irabalhos que lia va, presidir a um concurso
que durou tres dihs, e tive,correspondencia quo-
tidiana com S, Exc. e com outros funecionarios.
Uo que acabo de dizer aos que me eonheceni
dou como garanta ininha palav a. e aos que nao
me conhecem oflVreco como piova a certido abai-
xo transa pa.
Nem poda ser :
Porquanio, anda que, em vez de tres, honvesse
eu faltado mais dias, e estivesse Ara da capital,
nao commetlia in racc.iu alguma de le. O director
da inslruecao pul liea nao empregado de escrip-
ia, que seja obrgBdo a ir diariamtmte reparligao,
e a estar nelia das 9 horas da manhaa s 3 da
tarde: nem a natureza do emprego o exige, nem a
lei ou regulameno em artigo alum tal cousa de
D. Marja da, ConreinVSilva Miehado.
I). Senfiarinha PttMl{i>-%lfoso Pjnto.
D. Anna de Jess Azevodo Guimaraes.
Escrivacspyr devocao.
As JUYir. e Exm". Srv ;
I). Mara Iaiiza de Figueredo liranda.
Cousortedo Exm. Sr. Dj-. laoocencio Seraplico de
Assis Lar valu.
Consone do Illcn. Sr. Dr. Jos Sorianno
eos desvanece em breve e deixa apos de si um
clieiro por corto hioi .pouro agradtwel, porm
aquello que obtido mediante a destidacio de
frescas e odorferas fiares, se apura e aperfeigOa
pelo contacto do ar, e.pos.conseguinte a sua dura-
cao de luajor 4spac<| de lempo. Eis por isso yie
a aguaflorraa de Sturray V Laoman, formando
nma coneelrada produegao das mais raras flores-
da na Sores-
de Souza.jatosul apanhatMs'durante otanith
Souza Li- cenca c maior fragrancia, nao s
Consorte do Uhn. Sr. Jos Jernimo de Souza I. i- cenca c maior fragrancia, no s possue a res-
ntoeiro. itiuido d'um fresco ramalhelc, mas tambero in-
Mordoaias. desiruetlvel e inexiigulvel, a nao ser a excepcao
Todas as de volas de Nossa Senaora da ^oacei- da lavagem do lenco anteriormente humedecido na
aaesma. i de laa, de lindo, mixta, roopa
A' venda em toJas as boticas e lojas de perfu- J. Keller & C.
gao. Consistorio da irmandade de Nossa Senhora
da Conceicao dos Miliiares de Pernambuco8 de de-
zembro de 1863.O couego vigario, Venancio Hen-
riques de Rezende.
Couforme.-Secretaria da incsna.irmandade 10
de fevereiro do 1864.-0 secretario, J. Kerreira
Vilella.
8 volumcs randieros, vdnn, strom; a
L. Delouclie.
1 barril viniio, eaixas livro, droga* e cidos;
a Caors .V Barbosa.
10 eaixas lazendas de algodo, snalos de panno,
chales de lia. chapos ; a Mnitard A C.
3 eaixas vallas ; a E. da Conha ftMeiros.
1 dita chapeas ; a J. de Sonta Maia.
i ditas jogo de bagatclla ; a A. de Oliveira.
1 dia medicamento*; a J. B. da Foncera.
4 diUs papel, cachimbos o roiudezas ; a Joaquim
B. dos Res.
400 gigos baiala, 27 eaixas fazenda de algodao,
1 vokime amostrai;
A einpreza Mantede e o director
das obras publicas.
No Diario de Pernambuco de hontem l-se um
arligo lirmadu pelo Sr. Jos Mainede Al ves Ferre-
ra, empreiteiro das estradas do norte e Pod'Alhu,
en que son violentamente aggiedido, por causa do
que no meu relaluno deste auno, disse com rela-
go aos trabalhos da empreza Mamede.
Sabendo que o Sr. Jos Mamede Alves Ferrera
tem por habito nao escrever o que appareceem pu-
blico com o seu neme, nao o fara respensavel pe-
las indignas allusoes e Iraigoeiras insinuagdes que
me sao dirigidas uaquelle artigo, e que bem pode-
riam ser parlo do excesso de zeto do fervoroso ami-
go, que o servio nesta occasio, so nao visse ah
um plano astuciosamente combinado, (nao astu-
cia o que falla a aquello empreiU'iiu) paca uhabili-
lar-me para com a sua empreza, e turnar suspeitas
as inlurinagoes que de futuro eu possa porventu a
dar acerca dos seus trab'ilhos.
Feriodo-me gravemente, persudese o Sr. em-
preileiro Jos Mamede, que me arrastar a urna
discussao dcstommedida, em que a paixSo ocru-
pando o lugar da razan, Ihe d argumeuiu para
coinprovar a proposigao que avancou, de que leva-
do por iit'dir,i< que nao convem in tugar, teuho-m
tomado de lempo para c adverso a sua empreza.
Andou, iKirin, errado o Sr. empreitejro Jos Ma-
mede no seu rahulo; nao irei at ah, mesmo por
que sendo o governo o jttiz que tem de decidir nas
questes que se suscitarem entre o einpreileiro
das estradas do norte e Fao-d'Alho e agentes da re-
partigao das obras publicas, nenbuina vantagem lia
em maiiter-se urna polmica pela impreiisa que
ser sem resultado para o caso.
Isto seja dito pelo que luca a boa ou m execu-
go dos traballTus, e a iu.>pergo que sobre elles
exerca ou tenha de exercur os engeuherus do go-
verno, dentro dos limites tragados [ielo .contrato.
Quanio s allusoes pessoaes e inslnuagoes que
me lio dirigidas, o negocio muda de lisura : ah
nao devo maiiler as reservas, que as conveniencias
do cargo exigcm all. Antes, pelo contrario, aceito
e deseju tuda a discussauque, cun relago aos meus
actos con.ofunccionario publico, queira estabelecer
o Sr. Mamede.
Provoco-o, pois, a que seja franco e explcito, e
evitando os equvocos e trocadilhos inpropnoa de
cavalleirus, que se prc-am, especique os faetos,
aponte e moralise os mos actos que tenho prati-
gadw-ajn daino dos nleresses da f..zenda, que me
cofire zelar, declare quaes as emprezas, ou os
eiiipTCileiros com quein teiibodspensado bondades
e parcialidades, a par das exigencias injustas e cen-
suras arteiras que uso para com a sua empreza.
O Sr. Jos Mamede, que, pela sua posigo social,
pelos cargos pblicos que joecuiiou.iaescoinoode
director das obras publicas e engenheiro das obras
do porto, nao pode querer cuiifuudir-.-e com esees
difamadores cobardes, que nos eslerquiliuus das
pragas publias vo lamber o escarro da calumnia,
': para cuspi-lo s costas dos seus desaffeclos; nu se
i recusar por certo ao convite, que Ihe fago.tornan-
\ do clara a sigiiilicagao dos seguiutes trechos do
seu artigo:
Nestas crcumslancias, pois, convencido de que
a queslao se prolongara por inuito lempo, recorr
ao meio de faicr recabir em um lerceiro lodo o
prejuizo, que dahi me rosultasse. e enlu feliz idea..
desappareceram todas as dilliculdades, e o lango
fot logo recebido. *
t Se fosse possivel estender (o director) essa
mesma sevoridade e extremoso zelo a todos os ne-
gocius, que correm por essa directora, que sor-
presa nao seria para os maldizeutes, e quanto nao
lucrara a pruvineia ?
O Sr. Jos Mamede, que mafs do que ninguem
nesla Ierra tem servido de pasto aos dizeres da ma-
lediceacia, era certamen o menos jiroprio para
iiisi-revei-sc no numero daquellcs de que leni sido
victima, e servr-se das aruias, coi que to ferido
tem sido contra quem cm teufpbs, que talvez esle-
jam esquecidos, presiou-lhe generoso e fraco con-
curso de sua |ienna eiiipre que a sua repulago
era atacada pelos maldizentes... Paro aqu, e em
conclu-ao dire, que com quanto nao queira discu-
tir os negocios puramente da empreza Mamede,
nao me julgo dispensado de dar publicidade, com
lerminou. Dentis, o director geral tem jursdic-
go na provincia toda, e pode, pois, estar em qual-
quer ponto della sem dcixar o exercicio do em-
prego, e isto mismo as vezes para bora desempe-
nho delle, e nempara saliir da capital precisa pe-
dir licenca. Asiiii sempre proced sob a ad-
ininisiracao de illustrados e zelosos presiden-
tes, e mesmo Jurante a adminstrago do Exm.
Sr. Silveira deSpuza, antes da lula eleitoral; e nem
por isso parece- ne que desmerec como emprega-
do publieo no coneeito de S. Exc, em vista do mo-
do porque em seu relatorio assembla provincial
no l. de marco do auno passado se exprimi a meu
respeilo.
Mas anda quando nao fosse legal o meu proce-
dimenfo, deyerin dem'.tir-se um chefe de repart-
cao por dar 3 filias ? contando 13 annos de serv-:
en publico, e ttmdo sempre sido bem considerado
por seus superiores ? I
Nao fui, portante, nem podia ser aquelle o mo-
tivo da deuiissio.
O que sei, e exaelo que, declarada a mi-
nba candidatura, e quando ainda me achara com
assento na assembla, correram boatos de que se-
ria eu deinitlido, e de que al csiivera lavrada a
portara de-demissao, que nao fdra assignada por-
que alguem ponderara a S. Exc. que esse aclo pro-
duzii ia effelo contrario que em vez de fazer-me
perder votos, au<;mentar-me-hia a volaco.
O que tambem sei, e exaelo que logo que,
apesar da influencia offlcal, trtumpttei na eleigo,
eessaram taes boatos, e s reapiareceram depois
que aqui chegou urna barca hespanhola com a no-
ticia da dessolugao da cmara dos depulados, reali-
sando-se depois a miuha demissao.
E cabe aqui pergunlar : se S. Exc. teve em vista
punir o empregado que abandonara o lugar para
ir caballar, porque nao cuinpriologo esse dever? a
eleigao fei a 14 de maio, e ininha demissao a 11
de juiho : um mez depois I
Nao meu proposito discutir o acto da minha
demasi: fazendo ipenas o reparo que ahi lica,
nao meu intento senao manter o direito que le-
nho a ser considerado como empregado publico que
nu falln aos seus leveres, e que rnente por ou-
tra razio que nao a exhibida, foi victima de urna
demissao.
Nao terminare!, porm, sem agradecor S. Exc.
as expressoos com que se dignou iratar-me no seio
da represeniacao nacional.
E fallara un dever si nao me valesse da presen-
te occasio para render aos Exms Srs. Dr. Felippe
Lipes Nette, e depulados que o apoaram,
o tributo do meu reconhccinjento e o testeraunho
de minha gratidao pelo modo porque em seus
apartes ao Sr. Dr. Silveira de Sjuza foi considera-
da a minha pessoa.
Becife, 31 de margo de 1864.
Joaquim Pires Machado Portetla.
Certido
Illm. Sr. director geral da ir.strurgo publica,'
Joaquim Pires Maeli.ulo Porlella roga V. S. d|g-
ne-se de mandar que o secretario desia repartigao,
revendo o livro de registro da correspondencia
ollieial, de despachos, de termos, de exaine, ou
outros quaesquer, ccriifiqnequaes os dias em que o
supplicanle desde que se encerraram o< trabalhos
da assembla provincial o anno passado at 14 de
maio inclusive, deixon de comparecer nesta re-
parligao e nella funecioiiar como director geral da
insirucgopublica, salvo os dias sanliflcados.
Pede a V. S. deferimento, e recebar merc.
Becife, 30 de margo de d86i.Joaquim Pires
Machado Porlella
Cerllique. Kecifo, 31 de margo de 1864.Soares
de Azevcdo.
Cerlilico em virtude do despacho supra, que en--
cerrndose os trabalhos da assembla legislativa
provincial no dia 31) de abril do anno passado.^ o
peticionario reasstunio o exercicio das fun^coes
de director geral da inslrucgo publica, no da i*
de maio; que assiguoii oflici-. al odia 8; despa-
chos e vistos al o dia 6, e presidio o concurso s
cadeiras de Petrobna e Oureury, que leve lugar
nos dias 1, 2 e 4', por ser o dia 3 domingo; o que
ludo consta do I. 4* do registro da correspondencia
ollieial, c dos despachos, vistos e termos de con-
cursos desta reiariigo; nao constando por tanto
o seu comparecimenio nos das II, 12 e 13, sendo
que foram domingos os dias 3 e 10, e santilicado o
da 14 do referido mez de maio.
Secretaria da instruego publica de Pernambu-
co, 31 margo de 1864. O secretario, Salvador
Henriques deAlbuquerque.
Sleieo dos juizes, esermes e urdamos que ten
de festejar \MSa Senhora da Csncaita dos Mi-
litares na Tullir anne de 1861.
Os Illof. e Exm-. Sr. ; -/
General Soldoai*Jos Antn* Pern* do Lago
Dr. Jos Leandro de Gedoy de Vasconcellos.
Os lllnr-. Sr-.:
(>>ronel Agostinho Bezerra da Silva Cavalcanti.
Tenente coronel Justino Pereira d Fara.
Juizes por devocao.
Os Illm- Sr*. : ^^
Deseinbargador Jo- Pereira da Costa Molla.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinbo.
Tenento coronel Domingos Alves Matheus.
Coininandavie Manoel Rodrigues dos Santos Moura.
Eserives por eleicio.
Os Illm~. Sr-. :
Tencnle coronel Joao Vabsntini Vilella.
Capitao Manoel Jos daSdva Guimares.
Horacio de Gusmo Coelho.
Luz de Oliveira Lima Filho.
Eserives por devocao.
Os Illm-. Srs.- :
Dr. Hermogenes Scrates TaVares e Vasconcellos.
Dr. Francisco de Paula Salles.
Dr. LuizSalazaT Moscoso da Veiga' Pessoa.
Dr. Alcebiades de Azevedo Pedra.
Mordomos.
Todos ce devotos de Nossa Senhora da Concei-
go. Consistorio da irmandade de Nossa Senhora
da Conceigao dos Militares de Pernambuco 8 de de-
zembro de 1863.0 conego vigario, Venancio Hen-
riques de Rezende. /
Conforme.Secretaria da mesma irmandade 10
do fevereiro de 1864.O secretario J. Ferrera
Vilella.
V
NBVLA
offerecida ao Mr. Uanoel l.uiz
de .Mello, lilhos e geitros, pela
occasio da missa do stimo dia
daExn/Sr.1 D. Antonia Apo-
llaaria de lie i lo.
Na morada dos morios se plantam cyprestes
E na frente dos tmulos so colhem saudades.
No dia 21 do passado pelas 4 horas da manhaa,
mais urna vida preciosa foi riscada do livro do
destines.
A virluosa Sr." D. Antonia Apolinaria de Mello
deixou de existir ; a sua morto veio derramar a
dr e a saudade no 9eio de toda a sua familia, a
quem deixou na mais viva e pungente conster-
narn.
Durante o perodo de seus to prolongados sof-
frimentos, no Ihe fallaram os disvelos da familia,
nem os soccorros e.-pirluaes que pedio e Ihe fo-
ram solemnemente ministrados, recebendoos com
aquella verdadeira e edilicante contrieco, de urna
alma puramente justa.
Sun I foi mais uina alma anglica que subi
mansio celesie, para recebor do Altissimo o lugar
resplandecente que Ihe eslava reservado para a
fruic.io dos g-izos supremos.
Anida ha pouco ouvia um orador do alto da
tribuna sagrada :
Nao s aos ps da Cruz se ajoelha, tambem se
ajoelba sobre a campa do justo e ajoelhando as
pes da campa do justo vertendo urna lagrima, co-
heiiios urna saudade neste amargo sentir de to
pungente dr...
E vos meus bonS amigos resigna-vos.
Na religio encontrareis o balsamo que serve
de lenitivo aos que soffiem.
E em quanto a vossa es|osa e mi croada pela
gloria de suas virtudes, rogar ao Eterno pela
ventura d'aquelles que tanto a idolatiffram em
sua vida.
Recite, 2 de abril de 1864.
A. C P.
manas.
CCMMERCIO.
3 eaixasfa inda para carro, insimlenlos de
msica, cachimbos, etc. \ a II. Domont.
10 ditas coberteras, nantarn, chapeos, pannos
e joupa ; a Ferrera A Matlieus.
3 barricas queijos, 34 eaixas fazendas de algo-
dao, de la, de seda, mixla, es|dbos, meias de al-
godao, perfumara, porcellana, vidros, couros, cal-
0 nova banco de Parnambuco pasa o 12" idivi- gado, carias de jegar, 1 volume amostras; a Linden
Wild a C.
1 ca xa fumo; a F. Maetraly.
20 barris e 40 meios manlega, 7 eaixas panno,
24:OIO7T mercearia, chapeos, roopa, I volume amostras ; a
====== Heillique 4 Azevedo.
3 eaixas vellos. Linternas e couros ; a E. Bour-
NOVO BIWO IIK rettRAIMJCI.
O nova banco de Parnainhin
dendv a razo de H-3 por aegao.
Alfaudega
HeDdimento do da i...........
Movimento da alfandega
Voluntes entrados com fazendas...
t com gneros.
Volumes sahidos
com
com
fazendas...
gneros...
325
1,254
95
160
1.579
25a
Descarregam no da 2 de abril.
Barca franrezaJaiii Baptistamercaduras.
Patacho inglezArtaxerxesidem,
Brigue inglez IfUiam- idem.
mportaco.
Vapor nacional Ptrsi;mnoa entrado das portos do
norte manifestou o seguinie :
De M.ieau.
16 molhos couriulios, 20 meios de sola, e 43 sac-
eos com 47 arrobas de cera de carnauba ; a L. A.
Siqueira.
15 saceos com 52 arrobas de cera de carnauba, 1
cumele 2 ditas de velas de dita e 25 meios de sola ; j
a Vianna A Gomes.
16 molhos com 1,000 cournhos, 16 saceos com !
64 arrobas e 30 libras de cera de carnauba -, a ,
Mendos & Coelho
26 saceos com 90 arrobas de cera de carnauba,
22 molhos 550 cournhos, 28 couros salgados, 1 pa-
cote 2 arrobas de penins de ema ; 40 molhos 973
esleirs, de palha; a Manoel Gongalves da Silva.
7 saceos com 31 arrobas e 16 libras de la; a !
.internas e couros ; a E
geois.
15 larris manteiga, 7 eaixas vermoulh, 15 ditas
perfumara, obras de ferro, camisas, liiseoMtt,
couros, papel, capsulas, porcellana, chapeos; Den-
1 kor A Barroso.
1 caixa modas, 1 dita mercearia e seda*, 5 ditas
, perfumara, porcellana, calgado, chapeos e miuih-
zas, 1 dita agulhas, 2 ditas couros, I dila ignorase,
6 ditas louca, 2 ditas fazenda de algodao, 1 dita
I m'IIiiis e caieado, 9 dilas riqutfes, pafiel, ohras de
ferro, miudezas e fazendas ; a ordeni.
2 eaixas fazeudas de linho e outras; a Luiz A.
Sffn*ra>
3 eaixas chapeos, vestidos e roupa ; a A. A. de
Al incida.
o eaixas liuha e miudezas; a Prente Vianna
:sc.
3 eaixas fazendas de algodao e la ; a Manoel 1.
de Oliveira.
30 barris e 40 meios manteiga ; a Antonio de
Alenla Gomes.
1 caixa penles e bcos; a J. C. Duartc Rbeiro.
28 barris tinta, 1 caixa eseovas, 23 ditas e 7 far-
dos fazendas de algodao, chapeos, roupa, rouros,
calgado, fazenda de la, de liuho e mixta, 200 gi-
gos btalas ; a E. A. Hurle ic C.
2 eaixas couros, 100 barris e 100 meios mantei-
ga ; a liamos e Silva & Genro.
4 barris tinta, 4 eaixas carios e medicamentos.
Marcolino & C. 4 dilas |inla|(ia ()e fl.rro e de a?0. a B. Fraucisco
18 saceos com 82 arrobas de cera de carnauba .,.. c........
a Palmeira di Beliro.
de cera de carnal
de carnauba
Aos Srs. Portugiiezes residen-
es ni'nlii provincia.
Hojeas 3 1|2 horas da larde *que para o Rio
de Janeiro bordo do vapor Paran o Illm. Sr.
Dr. Jos Henriques Ferrera, na qualidade de cn-
sul geral de S. M. F. o rei de Portugal, aeompa-
Mundo S. Exc. o seu digno chanceller, o Sr. Dr.
Daniel da Silva Ribeiro.
Se grata aos Porluguezes a lembranga dos ac-
tos nobres e dislinctos pralicados pelo Sr. Dr. Jos
Heeriques Ferreira no decurso de suas funegoes;
nao s como magistrado, mas como amigo dedica-
do e sincero, por cerlo digno tambem, que, na
occasio em que elle se retira, todos os seus com-
patriotas Ibes d nina prora desse coneeito que elle
souhe obler, por meio de seus incansaveis exforgos,
a bem de seus direilos e garantas t
Prest-imbuios de tratar aqui acerca dos elevados
sentimeulos que caractersam o Sr. Dr. Daniel,
qaer no cumprimento de seus deveres de empre-
gado integerriino, quer como amigo Ihano, affa-
vel, altencioso e delicado : a continuago de sen*
servigos junto pessoa do Sr. Henrique Ferreira,
suppre >udo que por ventura podesseinjs dizer em
seu ahupo.
L. B.
Abusos e violencias.
Os conserv.nleres da villa do lp da provincia
do Cear, ganan debaix.. do jugo das espantosas
arbitrariedades de um un de direito liberal fren-
tico, que emprega a sua autoridade em aniquilar
a seas adversarios, con vertendo em instrumentos
de seus caprichos os pusillamines, que oceupam
einpregos inferiores; e assiin, por meio do ler
ror, dos processos clandeslinos por crimes ima-
ginarios tem assumido a autoridade de um pa-
cha! Osjornaes conservadores do Cear, nem
li!- pitarra (lizem em faver desle infeliz povo
opprmdo! ndifferenga esta que parece hem de-
sairla para aquelles, que deviam, na adversidade,
tomar a licito a defesa dos perseguidos por amor
da causa, ouilos principio! compart I hados.
Pede-se encarecidamente ao Sr. engenheiro fis-
cal se digne nlhar com vistas lienevolas para os
i wagons de 3.* classe, que sao os mais frequentados,
| por isso que as gelozias destinadas a impedir (pie
os passageiros fica^sem expostos as abatas duran-
te o trajelo do trem, foram por tal forma pregadas
que os passageiros nao gosam do bonelicio que
d'ella devia resultar.
Em outro paz, o fado de se pregarem as gelo-
I zias, iraria sem duvida nenhuma grande reparo
| e outras conseqmiinias, mas enlre nos onde o po-
i vo est acostumado a receber a albarda, como se
; i'o-m- bosta le carga, os empregxdos da estrada de
ferro, que deviam ppor-se a essa medida, foram
os propnos que u'ella consentiram; entrelanlo que
agora que vamos entrar na estaeao invernosa os
1 passageiros do 3.* classe enlram cora o seu conln
genie |iara a estrada de ferro sem que lenham o
menor nouunodo.
Um estabelecmento nas condicoes da estrada de
ferro deve formu-er commodos aos passageiros por
' isso que recebe d*elles a paga de transport.
Temos como cerlo que o Sr. engenheiro fiscal
nao deixar de tomar em considerago estas nossas
1 reflexes.
11 saceos com 41 arrobas de cera
a ordeni.
16 saceos cora 70 arrobas e 7 libras de la ; a
Alfredo & Matheus.
14 saceos com 38 arrobas c 2fi libras de cera de
carnauba, 16 ditos 80 arrobas de algodao, 2 ditos
i arrobas de peonas de ema e 50 cournhos curli-'
dos; a Bernardino Jos Monleiro & Irmo.
De Natal.
6 saceos com 36 arrobas e 4 libras algodao ; a
Monleiro-& Soares.
1 caixo 92 libras de cha de S. Paulo ; a J. J. de
Sutua i ampos.
114 saceos com 538 arrobas de algodao ; a F. B.
Cavalcante Bocha.
19 saceos coml07 arrobas e2i libras de algodao;
a Joaquim da Silva Costro.
27 saceos com W 1|2 alqueires de milho ; a
ordeiu.
Do Granja.
16 saceos e 6 barricas com cera de carnauba;
a Antonio Carvalho de Almeida.
Do Acarac.
300 meias de sola ; a Jos Joaquim da Silva Go-
mes.
128 meios de sola, 12 magos cournhos ; a Fer-
nandes & Irmo.
32 saccas algodao; a Jos Bodriguos Ferreira.
3 saceos cera de carnauba, 11 magos cournhos ;
a Guedes & Gongalves. i
1,603 meios de sola, 9 couros salgados ; a Jos
da S Leilo Jnior.
447 meios de sela ; a Antonio da Silva Falho
Jnior.
47 meios de sola ; a Viuva Mauoel Gongalves da i
Silva.
1,426 meios de sola, 13 allanados e 20 saceos i
com algodao ; a Joo Jos de C. Moraes.
1,010 ni. is de sola; a ordem.
Barca franceza fian Baptisle, entrada do Havre
consignada ; a Tissel-freres, manfesiou o se-
guinte : |
200 barris e 200 meios manteiga, 500 barricas ci- j
ment, 20 eaixas sardmhas, 50 ditas e 4 barris ti-
nao, 200 gigos hlalas, 2i eaixas e 100 fardos pa-
pel, 1 caixa medicamentos, 1 dita caries, 4 ditos
ervilhas, 1 volume amosrras ; aos consignatarios.
rl volumes fazendas, dilas de algodao, dila de
laa, linha de cor, 2 volumes amostras; a Beta-
fiicitlm & C.
50 eaixas 17 fardos c 4 barricas fazendas de laa, !
de seda, de algodao, mixtas, pannos, chales, roupa :
cryslaes, porcelaua, petes para fumo, litros, arges, I
chapeos, couros, ele. 4 volumes amostras ; a Flix,;
Sauvage & C.
75 barris e 75 meios manteiga, 2 eaixas fazenda,
de linho, 1 volumes amostras; a Rabe Schainet-1
tau C &.
10 fardos papel; a Glcnisson i Flhos:
2 eaixas chapeos e pannos; a Augusto C. de
Abreu.
10 barris c 40 meios manteiga ; a Brender a
Brandis.
30 eaixas champanhc; a Schaftcr & C.
31 volumes mercearia, perfumara, obras ferro,
allinetes, eslampas. Coi
nho ; a Alves Hambu _
60 barris e 60 mwos manteiga ; a F. da Costa bradas.
& C.
25 barris e 25 meios manteiga ; a C. A. Sodre
da Motta.
15 eaixas e 1 fardo pannos, casimira, fazenda
de algodao c chapeos, 1 volume amostras; a Car-
valho & Nogueira.
de Souza.
1 caixa fumo -, a Manuel & C.
1 dita iguora-se ; a J. Almeida Piolo.
60 barris e 60 meios manteiga ; a Jos Maria da
Rosa.
2 eaixas couros ; a Bastos Irmos.
1 dila marroquins ; a Cb. L-rleiv.
3 dilas fumo, 2 dilas cac.liimbos; a Jos L.
Bourgard. |
6 dilas drogas, vidros, tintas; a Joo da Silva
Fara.
1 Itarril cognac, 4 dlos vinho, 1 caixa fazendas ;
l a 11. B. Uisserre.
i caixa ca toes vasios ; a Antonio Jos da Costa
e Silva
50 volumes panel, litros, obras de couro, pannos,
fazendas de la, setins, lilas de seda, perfumara,
chapeos,luvas, meias, vestidos, pr.igos, cornos,
penles. malas, saceos de viagem, peonas de ago ; a
{ Monleiro Lopes.
i caixa litros e obras de ferro ; a Paulo Cohn.
2 ditas medicamentos e vidros; a P. Maurer.
2 ditas fazendas; a D. P. Wild A C.
4 volumes papel, lvros e tinta ; a J. Nogueira
I de Souza.
i 21 ditos calgado, porcelana, miudezas, chapeos,
! caries, quadros, tarops, carias de jogar; a Vaz
; 4 Leal.
Hecebedorla de rendas Interna*
geraes de Peruambitco.
Rendimento do dia i............ MSIB69
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1............. f-.505,5987
M3VIME1ST0 DO PORTO.
Narios entrados no dia I.
Para e portes intermedios 7 dias e 6 horas, e
do uliiiuo porto 6 oras, vapor nacional Paran,
de 840 toneladas, commandanle o capilo de
fragata Antonio Joaquim de Santa Barbara,
equipagem 55
Cork por Vu'o, Lisboa e TenerilT17 dias do ulti-
mo porto, vapor inglez Fotny, de 145 toneladas,
commandanle Itolierlo G. CalMH, equipagem 5,
em lastro,; Adamson llowie & C.
Observago.
Suspendeu do lamaro para Landres o bnigue
porluguez Lata III, capuo Jos Jannario da tos-
a, com a motan carga que trouxe de Monte-
vdeo.
Nao houveram sahidas.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector dalhesoiiiaria provincial
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 17 do enfrente, manda fazer pu-
blico que o concurso para preencbnienlo da vaga
de 2o escripiurario da mesma ilio.outana ter lu-
gar no dia 18 de abril prximo vindouro, devengo
lores, chapeos e 50 eaixas vi- os prelndenles ser examinados na grammatica da
rger & C. i lingiia nacional, escnpluraco |mr partidas do-
" bradas, aiilluivlca e suas siq.lieaces, com es-
pecalidade redueco de mix-da, pesos e medi-
das, ao calculo de desconlos e juros simples e rnin-
po>tos, sendo preferidos os que nvereni boa ledra-
e souberem linguas estrangMres.
Os prelndenles deve fio apre>enlar seus requo-
riroento nesta nnanraria, enn doninentas nn
19 caixasfazendas de algodao, de linho, chales,! proven que sao nanoyas de 20 anuos, e toen non.
pannos, calcado, meias de algodao, chapeos, cou- comportan! ato.
Y.
mais vagar, a parle do meu relatorio e annexos, a Elrir das juizas, eseriraes e madonnas qne tfra
que no seu artigo se refere o Sr. empreiteiro Jos
Mamede Alves Ferreira, visto que o offlco deste
hoie conherido dos leilores do Diario.
Reeife, 1* de abril de 1864.
francisco Ituphael de Mello Reg.
O r. deptiiodo Silveira de Sou-
za e o ex-dlreetor da Instrnc-
co Punllea desta provincia.
O Sr. Dr. Joo-Silveira de Souza em seu discur-
so profrrdo na cmara dos Srs depulados em 8
desle nn-z, e publicado no Jornal do Comm-rcm de
14, julgou'dever dar a razo porque na qualidade
oV prenVnt desla provincia demiltio-me de di-
rortor geral da instruego publica.
Nao poileendo S. Exc. cinfi^sar qual o verda-
deiro nvuivo, pretestou u-r eu $ahidn por veirs da
capital sei* pedir liirnga, deixando durante mtutot
das o extracto dasfunecoes do emprego.
de festejar Xassa Senhora da Couceifo dos Mili-
tares no futuro anno de 1861.
Juizas poreieieSo
. As Illm-. e Exm". Sr".:
Baroneza de Uimga
I. Maria Ignacia de Gnsno Vilella.
I). Mara Francisca de "Miranda.
D. Maria Isabel Ferreira.
Juizas imr flevogao.
As Illm". e Exm". Sr". :
i D. Maria Severma Lins Miranda.
D. Porcia, fllha do Illm. Sr. coronel Francisco Joa-
quim Pereira Lobo.
Consorte do Illm. Sr. Dr.- Ernesto de Aquino Fon-
ceca.
Consorte do Illm. Sr. capitao de engenheiros Do-
mingos Jos Rodrigues.
Kscrives por eleigao.
As Illm". e Exm". Srs". :
D. Joaquina Francisca de Oliveira, consorte do Illm.
Sr. Jos Estevo de Oliveira.
Su. Dr. Jos
GON'SUL-GERAL
ros; 2 volumes amostras; Th. A. Dainraayer
&C.
i volume amostras; a Gerardo & Bastos.
3 eaixas porcelana e cr>>taes; a A. S. Leo.
30 barris e 30 meios manteiga, 17 eaixas cha-
peos, ohjectos de tiagem, -papel, |iorcelana, relogios, |
marmores, ago de Vit-hy, pennos, vidros ele.; a
Isidoro Nello A C.
50 barros e 60 meios manteiga; a Miguel Jos
Alves.
3 caisas pianos; a J. P. Vogely.
* 1 caixa trastes ; a L. Chapelim.
17 eaixas calcado ; a J. P. Arantes.
25 barris e 50 meios manteiga, 20 barris cimen-
to ; a Tasan Irmos.
5 eaixas apjiarelhos; a A. B. Cuerro.
4 volumes tiutaemedicamentos; a J. M. da Cruz
Correa.
11 eaixas chapeos, bons e pertences; a Chris-
liani Irmo.
8 eaixas Illas de soda, calgado, papel, cartees ;
a Mello Lobo & C
50 barris e 70 meios manteiga, 1 caixa calgado;
a Jobnston Paler S C.
60 barris e 60 meios manteiga ; a Vicente Fer-
reira da Costa.
Vapor inglez Fairy, entrado de Gosk, consigna-
do a Adamson Howie 4C-: manifestou o sotante:
50 toneladas de carvo de pedra ; a ordem.
Vapor nacional Paran, entrado dos portos do
noria manifestou o seguiute :
Do Para, gneros estrangeirosj despachados para
consummo.
2 eaixas com 114 Utas e tabaco americano, 1
caita panno de la para trepa ; a ordem.
Gneros importados do Per pelas mutuas frontei-
rasdns ros.
i caixa com 861 chapeos do Chile ; a ordem.
Gneros nacionaes.
1 caixa com 2 arrobas e 8 libras de borracha fi-
na, 2 barris.com 245 libras de oleo de copabiba ;
a ordem.
Do Mamullan.
2 eaixas com 8 duzias de vuiros com charope es-
iraiiReiro ; a Ferreira \ Mariins.
50 saceos arroz nacional; a ordem.
Bneommendas.
1 pacoic aran ; a Manoel Luiz dos Rei.
50 saceos : a ofdem.
1 caixoie ; a^oJin Pranc*co rW Silva Tovaes.
2 ditos; a Ferreira ^ Mariins.
i dito ; a AhiKo Jos Tavares da Silva.
Escuna dinamarquesa Atice, entrada de New-
Ynrk consignada a Wilson 4 Hotie, manifestou o
seguiute :
loi toneladas e carvo d iiedra ; a os mesmos.
10 barris e 20 meios manteiga, 18 volumes vel-
qualquer nm perfume ttrahido das llurr consiste las stearinas, vidros, lanternas, lloros, cuuros, por-
na sua duradoura existencia quando exposta in- j ccllana, livros, cidos, iierfumana, medicaiueuto,
fluencia do ar. O aroma derivado de leos cliimi- lilas de seda ; a Roberto \ Filho?.
SONETO
Pon OCCASIXO DO EMBARQUE DO Il.l.M.
TlENniQUES Ferreira, dignissimo
Di IV.BTGAL N'-fiSTfi ImcKHIO.
E' no instante infeliz do apartamenle.
Por entre o praote da saudate triste,
<)ne met peito se expande, e nao resiste,
Da gratidao ao puro sentimento ;
De mil almas, aqu, no ajunlamenlo,
Esse mesmo sentir inda persiste ;
Eno assrm nao ser, se dilundste
Sobre nos tantos bens, bere portento ?
Aquipae carnhosoaqui. .amatas
Os Porluguezes, que leus filhos eram,
E de cuidados mil os crcumdavas.
As virtuoVs d'avs em ti se geram,
Em ti d'sniigos Lusos nos mostravas
Heroicos feitosqne no mundo imperan) 1
A. de Souza Pmio.
Pernambuco, 2 de abril de 1864.
0 perfume hem splierio occi-
dental
lana florida de Burra) k Lanman.
(Extbahiim) do Daili Times)
A verdadeira prova da genudade e pureza de
E para eonsUT se maniou publicar o presento
pelo jornal.
Secretaria da Iheeonrtrin provincial do Pernam-
buco, 18 de margo de 1864.O secrelanio, Ai F.
d'AnnuncHirao.
Por ordem do IHm. Sr. Dr. cliefe de polica,
fago publico para conliecimenlo de quem possa in-
teressar, que Wndo-s<^ ultiuiado a obra do calca-
nienoda ra da Aurora, lica. nopnizo de Iros das.
contados depois da publicaco desle edilal, em seu
inlfiro vigor o que foi delcriiiiiKdo por edilal de
28 de "margo do anno prximo passado, relalbn-
menle ao tian-ito de carros, oinnibo* e outros t;-
hiculos de coaduego pela ponte da Bua-vstae de
Sanulsabd, os quaes devero siwiite sabir pela
primeira e entrar e sabir livremeiCn pida ultima
aiim de exitaro encontr dos uiesiaos vibiculos pe-
la referida ponte da Boa-vista.
Secretaria do polica de Pornambuco, 3i de
margo de 1864.
No impedieienlo dof secrelanio Jos X/nier
Faustino Humos. ,
O Dr. Manuel Antonio ees Pa-sns e Silva Jnior,
juiz municipal supplente eiaiuaercieio do leruio
de Oliuda, em viriude da lo*, etc.
Pago saber pie pelo Dr. juiz de diteito da co-
marca. Jos Nicolao Rigneia Costa, ise foi rom-
inunicado haver designado o dia II du prximo,
vindouro mez de abril, pek* 10 horas da inanha.
I>ara abrir a primeira t**aao ordioaria dojury
doste termo, que trabalIvir em diatseonsecutivos.
e que tendo pnacedide sorteio d>* 4# jurados qio
tem de servir na mesn sesso, d coiiforinidado
com os arligos 326 e 3d8 do i-eguluinento n. 120 do
31 de Janeiro de 18, foram sorteados e desig-
nados os cidados sectalas:
Freguezia.de S. Boina Mariyr.
Francisco Xavier do Coulo.
Jeronyino Vilella de Castro Tavares.
Joo Pereira GaVtas.
Major Thoinai de Ahneida Aotone*.. -.
I'ed ro Buarju de M aoedo. .
Alexandre la Siheira Luna Veneno.
Dr. Domii/'is Suriano Ei-rnaiides Snaro-.
(".a|iitoPraeiMi> Luis Viifc*.
Dr. aianoel Autouio dos l'assose Silva, Jnior.
Ab-xtndie Jos Mariins. ,
Jos Mara da Lapa.
Alferes Fraiui.sco kudgero Ntutra Viaona.
Jos Francisco do NhwiikmiIo
Cralo da S.
Thomaz Jos das News.
Francisco S'raphtc> Gomes doBego.
Jos Antonio do N'ascimento.
Manoel du Sacramenio da Silva.
Manoel Antonio Bezeera.
Mano I load de Miranda.
Eleuurlo da Boclia Wanderley.
Dr. Joo Um Cavalcanti de Aibuqtierque.
Major Jos Joaquim Anluno.

S
*


m
Joao da Silva Santos.
Joh Pereira Brando.
Joaquim Jeronymo Serpa.
Antonia Ribeiro de Atbuquerqne.
Joaquim Corroa Lima Wanderley.
Anin 10 Ksteves da Porr inocula.
Caetano Goncalves Pereira da Cunha.
Frcderico Augusto Velloso da Silveira.
Jarinlho Alfonso Bolotho.
Joo Fehx Machado. .
Manoel Alves, de Santa A8na.
Domingos Jos Oas de Wliveira.
Freguezia de Nossa Senhora doiO';e
Maraoguape.
Francisco de Paula Albuuuerquc.
Cela no Tellos de Menezes.
Luciano Jos Mooletro.
Joan Marques acalho.
Mauool Joaquim dos Santos Leal.
Jos Victoriano Delgado de Mello.
Flix Marinbo Falco.
Boavontura dos Santos Torres.
Manuel Ignacio dos Prazeres.
Maior Joaquim de S Cavalcanti de Albunuerque.
Jos Antonio da Silva Accioli.
Francisco Camello Pessoa Cavalcanti.
Francisco de Paula Cavalcanti :Lins.
Jos Vicente de Barros Jnior.
A todos os quaes, e a cada um de, per-si, bem
como a lodos o interessados em feral, se-cenvida
para comparecerem em quanlo durar a sessao na I
casa das sesses do jury, a hora designada, -sob as |
penas da le.
E fiara que chegue a noticia de todos, mandei
passar o presente, que ser.Kdoe aQixado no .lugar
do costume, como remetler jguaes aos subdelega-
dos do termo na forma da loi.
Dado e passado tiesta cidade de Olinda, sobmeu
signal e sollo deste juizo, 011 valha sein ele ex.cau-
sa, os 18 de marco de 186.4.
Eu Francisco das Chagns.Cavalcanti ,Pessoa, es-
crivo interino do jury o subserevi.
Manoel Antonio dos Patsose Silva Jnior..
reiro, ra do Cabu'g n.% ara receberem sens
bilnetes.
. Secretaria da sociedade Melpomene Pemambu-
cana, 1 de abril de 1861.O primoiro secretario,
Joao N. A. Macil.
Grande e variado espectculo
da cona|anhla d curiosos ua-
elonaes gynuiastf I eos e aer-
batas.
Domingo, 3 de abril.
Os menores cuwoso&sperara a protecee ora
a concurrencia de seus Ilustres comprovincianos
neste da.
Precos j annunciados no escriptorio dolteeatro,
desde boje estao venda os bilbetes, alem de lu-
do levarao o homcm voador.
Comeeari s 8 horas.
Grandes e (extraordinarios
bailes nos aloes do Caes
de Apollo.
He mascaras t sem mascaras.
Iloje e amanha.
Sabbado e domingo da paschoella.
Entradas para homem fij. Senhras gratis.'
Sercumpridoo reguteraento doSr. Dr. chefe
de polica.
'
qtf.'wpi*^ --fcioiiJ.^^rti a*****-
L'm piano forte^em perfeito estad', urna mobitia
de jacaraaoVcotn lampos de pedra, 1 uete, i
candieirode -gaz, 6 castcaes coni mangas, 2
jarros dounados, 1 mesa elstica, i apparelb de
metal principe, 1 dito do porcelana branca, 1
dito de cor, garrafas para vinhos, copos, cato-
poteiras, 1 tcrilete de mogno, 1 apparadof, I
guarda launa, l guarda Ijvros, 18 cadeiras de
amarello, 2 camas, 1 qaartinheira, mesa de
pinho e mullos outros objectos pertenceates a
urna casa de (familia.
Um palileiro, 1-salva, 24 colheresde sepa. 21 di-
tas para cha I para assucar ludo de prata do
Porto.
Qnarta-feira tt de abril.
O agente Pinto far leiliio s 10 horas do dia
quarta-feira 6 .do corrente, de todos os objectos
cima descriptes existentes no armazem da ra da
Cadeia n. 38, onde se effectuar o leilo, devendo
os compradores retiraren! seus lotes era 24 hsras.
rxlraordinana.
AOS :UO#4 e 400#000
Sexta-foira; 8 do corrente se extrahir
a primara parte da primara lotera da
igreja de N. S. do Amparo da cidade de
Goianna pelo plano ltimamente adoptado
para as loteras extraordinarias.
Os bilhetes, "meios e guarios estarao
venda na respectiva thesouraria ra do
Crespo n. 1$ e as casas coiwnissionadas.
Os preaos de 10:0694000 at 204000
|serlo pagos.urna hora depois. da extraerlo
at s 4 horas da tarde, e os outros no dia
seguinte depois da distribuicao das listas.
O tbesounairo,
_______Anionio Jos Rodrigqes de Soaza.
CASA A FORTUNA.
DK
AVISOS MARTIMOS.
DECLARARES.
Csnselho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento do
arsenal do guerra lea de comprar os objectos
seguintes:
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR
Dos portos do norte esperado
at o dia 3 -de abril o vapor Pa- i J!
rana, commandante o capitn
de fragata Santa Barbara, o qual
depois da demora do costume so-
pnos do sul.
Desd j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conducir, a qual devora
ser embarcada no dia de sua chegada, encommen-
' das e dinheiro a frete at o dia da sahda as 2 ho-
Um graide biblioteca de txcellcates
obras le direilo e lili era tora.
QiQta-faica 7 de abril i roa da Cadeia a. 38.
O "gente Pinto ar leilo por conta e risea de
alieno pertencer e sem reserva de preco de una
! grande porcia de differenles obras de direta e
literatura como sejacn : Lobo, Legislaco Portu-
a, Cbaveau, Troplong, Chateaubriand, Car-
net,jSilva Lisboa, Pelletan, Tullier, Voltaire, Bio-
graphia Universal, Guisot, Dupin Ain.Ahrens, Oo-
noii Cortex, V. lugo, Pellat, Eugenia Sue, Vattel
Souia Pinto, Loareiro, Pimenta Bueno, Bernat
Saint Priz e ranitos outros que estarao patentes ao
exame dos concurrentes no dia 7 de abril na ra
adoia n. 38, onde se etTectuar o leilo.
gira para
tamarindo |30 a 100 ps, palmeira mamonacu'go 1!ton, Lu,zde 0live,ra Azevedo & C-
100 i>s, ditas carnauba 50a 100 ps.jaquoiras 30 a*|
100 i>s, baan -iras inicia 50 a 100 pos manguei-
ras 50a 100 pos, limeira's 50 a 100 ps, limao do-
ce 50 a 10 ps, larangeiras diverSas 20 ps, se- r
mentes de algodo 2 arrobas, ditas de dito amarel- >' "J'. >W. Mo, Aracaly, Cf ara e Aearacn
lo 1 arroba, ditas do inhame I carga, ditas on mu-! i i .dia 7 de abril corrente, se
COMPANHIA FERNAMBUCANA
DE
Mavegapo costeira vapor.
das de madoiras de construccao ou outras arvores
fruciiferas, como macarandulia, angico, embiriba,
pao Careo, genipapo, pao amarello, castanhas, ri-
cupira, batinja : toJos estes objectos acondiciona-
d'is em vasilhas que possain ser transportados ao
mesino presidio.
Qucm quizer vender taos objectos apresentem as
suas propostas em carta fechada na secretaria do
conselho, s 10 horas da manhaa do dia 8 do cr-
reme.
Sala das sessoesdo conselho adminislrativo para
f ornocimonlo do arsenal de guerra, 1 de abril
de 1864.
Antonio Pedro de S Brrelo,
Coronel presidente
Sebastio Jos Busilio Pyrrlio.
Major vogal.
Conselho administrativo.
O conselho adminislrativo para fornecimento do
arsenal de guerra tom de comprar os objectos se-
guimos :
Para o arsenal de guerra.
Lences de zinco com 9 palmos do compriment
e i ilitos do largura ijue facam 1,600 palmos (pa-1
drado, cabo do buho branco de 1 l|2 pollegada 2j
peca?, linhas do barra para callas de guerra 20
prcas, cabo do linbo velho 20 arrobas, rame de
ferro proprio para amarrar 2 arrobas.
Para a companhia de cavallaria.
Luvas 10 pares, cordade linho 150 bracas.
Para o laboratorio.
Poneira de cabello 1, ditas de seda 2, facas finas
0, encerados com 8 palmos de compri ment e5
de largura 6, ktsoora grande para corlar papel 1,
ditas pequeas 3, gral de pedra com nio 1, pedra
gira para os portos cima indi-
cados s 4 horas da tarde o vapor
Persinunga, commandante Rales.
Recebe carga at o dia 6. Encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at o dia
da sanida s 2 horas da tarde : escriptorio no
Forte do Mattos n. t. __________
COMPANHIA PERNAMBUCANA
M
Mavegaeo costeira a vapor.
Fernando de Noronha.
No dia 13 de abril prximo,
ao meio dia, seguir para o pre-
sidio de Femando, o vapor Ma-
munguape, commandante Mou-
ra. ______________
Para o k Grande d> iVorls e Assu.
Segu com brevldade a barcaca nacional Gra-
ciosa, a qual tem parte de seu carregamento justo:
para Iraiar do reslante, na fabrica da travessa do
Carioca n. 2, caes do Ramos.__________
^ara o llio de Janeiro
Segu com muila brevidade para o dito porto o
patacho nacional Uous Amigos, de primeira mar-
! cha, tendo a maior parte de seu carregamento
i proinplo, e para o resto e escravos a frete, se en-
I tendarn com seus consignatarios Amerim Irmaos,
! ra da Cruz n. 3.
AVISOS DIVERSOS.
Lssocia^o Typographica
Pernambucana,
Sabbado, 2 de abril, s 7 horas da larde e
nc lugar do costume, haver sessao ordinaria do
co iselho director.
ocretria da Associacao Typographica Pernam-
bucaua, 30 de marco de 1864.
Carlos Dias, l' secretario interino.
Aluga-se urna grande casa terrea com bom
quintal todo murado, cacimba e alguns arvoredos
de fruclo, sit na ra da Soledade n. 32 : quem a
pretender dirjase padaria do Sr. Joaquim Jorge
Fortuna : no largo da Soledade n. 14, que all encontrar
I as chvese pode ajustar ou na ra do Crespo loja
do Sr. Ramos n. 25.
qu
AOS 10:000,000
Bilhetes garaaidos
A' ra dt Creep* n. 23 e casas do cosame
O abaixo assignado tendo vendido nos seas mui
afortunados bilhetes garantidos os de o. "1775 com
asortede5:0004, n. 2486 com a de 1:200,5, e ou-
tras muitas de 1003, 405 e 20 da lotera que
se acabou de extrahir a beneficio do Gvmnasio,
convida aos possuidores de ditos bHhetes a virem
receber seus respectivos premios sem descont
alguin em seu estabelecimento Casa d
ra do Crespo n. 23.
O mesmo tem exposto venda em seu dito esta-
belecimento e as outras casas do costume os no-
vos e afortunados bilhetes garantidos a beneficio
da igreja de N. S. do Amparo de Goianna, que se 9 imerno e eAxleLn?A^ u
dever extrahir no dia 8 de abril pelo rantajoso i !i:"a rua do Galde,rei
plano das loteras extraordinarias.
Precos.
Bilhetes inteiros..... 123000
Meios......... 63000
Quartos........ 3"3O00
Para as pessoas que comprarem
de 1003 para cima.
Bilhetes........ 113000
Meios......... 53500
Quartos........ 23750
Manorl Martins Fiuza
O abaixo assignado, vista do seu mo esta-.
do de saude, e sem esperanzas de flear bom tSo
cedo, resol ve-se a vender os seos dus engenhos
Limeirinha e PiudobaJ para pagar aos seus genero-
sas redores, porque nao^uer passar por ingrato,
e aesmo porque pode rrer de repente e deixar
inrommodos elrabalhos para sua mulher e fUhos :
os pretendentes podett nformar-se o que sao os
engenhos, e depois dirjam-se ao engenhoPindobal,
14W hi acharo com quem tratar.
Joaquim Cavalcanti de Albuquerque Mello.
D-se de 2 6:0i3 a premio sobre hypothe- :
ca de predios livre e dosembaragados-.______I
f'recisa-se para casa de um moco solteiro de
urna ama forra ou captiva, que saiba cozinhar e
engommar : para tratar, na ra da Cadeia n. 55,
primeiro andar. ___________
Urna pessoa que se retira do imperio quer
transferir urna hypolheca que tem em um predio
nos arrabaldes do Reci/e no valor de 7:0003, va-
lendo o predio mais que essa quantia : a fallar
com Joaquim Antonio Pereira, ra larga do Rosa-
rio, loja de louca n. 26. _________.
O abaixo assignado propoe-se a vender escra-
vos de commisso mediante a paga que s cen-
vencionar, como tambem despacha escravos, tira
passaporte para dentro e fra do imperio mais em
conla do que outra qualquer pessoa, podendo ser
procurado na ra Nova n. 56, fabrica de charutos,
a na Boa-Vista, ra Velha n. 58, das 6 s 10 horas
da manha. e Sanio Antonio, ra Nova, das 10 s!
3 horas- da tarde.
Caotano Mendes da Cunha Azevedo.
JoaodaSTlvTRamos, medico pe JnT
Pfersidade Goimbra, d eonsnlts em
'suacasadasgsllhorasdamanh^
das 4 as 6 da tarde. Visita os doeites
era snas casas regularmente as horas
para isso designadas, salvo os casos ur-
gentes, qne sro soccorridos em aual
quer occasio. D consullas aos pobre*
que o procurarem no hospital Pedro i
aonde encontrado diariamente das 6
s 8 horas da manha.
Tem sua casa de sale regularmente
montada para receber qualquer doente
ainda mesmo os alienados, para o que*
tem commodos apropriados e nella pra-
lica quatquer operacao cirurgica.
Para a casa de sade.
Primeira classe 33000 diarios.
Segunda dita.... 23500 >
Terceira dita.... 23000
liste estabelecimento j bem aeredi-
tao pelos bons servijos que ten pres-
0 propretaro espera que elle conti-
nu a merecer a conanca de que sem-
pre tem gozado.
Precisa-se alugar urna escrava para 6 serv- r ',
50 interno e externo de urna casa de pouca fami- '
5 dir quem
i preci >a.
a uimtimir: PO BAISIL
SEU NASCI.MENTO, VIDA MORTE
E SEPULTURA
Por Aflonso de Alliuqucrmie Xrlle.
Est a imprimirse e (ara um volume de 400-
paginas.
Ja foi publicado no Diario de Permnbucoo prin-
cipio em tres artigos communicados, e nao pode
ser continuada a sua publicacao assim, em conse-
quencia da abundancia de materia que tem este
Precisa-se de urna ama para casa do
solteiro : na ra do Queimado n. 47.
rapaz
Precisa-se fallar na loja ra do Cres-
po n. 17, com os senhores Firmino Mon-
teiro da Silva Carneiro, Pedro Barbosa
da Silva, Jos Antonio Lopes Jnior a
negocio de interesse.
Jos Soare d'Azevedo, professor de
lirguae litteratura nacional no Gymnasio
Pt jvincial de Pernmbuco, tem aberto em
su \ casa, ra Bella n. 37, um curso de geo-
gnphiae historia, e ouiro de rhetorica e
poitica. As pessoas que desejarem fre-
quentaruma ou outra destas disciplioas
jwlem dirigir-se indicada residencia, de noT;D,- Ali?a Frant't'l,na.u'a Cunha isa ao r.
* ,- Tt. Ul'0,a'uc peitavel publico que autonsou para seu procurador
t as horas e de tarde a qual- o Dr. Demosthenes da Silveira Lobo desde o dia 2o
I de fevereiro prximo passado, ficando desonerado
o Sr. Claudino do Reg Lima de procurador da
mesma.
Fazem-se bolos de todas as qoalidades e por
muito commodo preco, com lodo o aceio e perfei-
cao; assim como preparam-se bandejas para casa-'
mentos: na ra Augusta n. 61.
Dr. Vilela Tavares tem o seu escrip- J
rio de advocada ra do Crespo n. I, \
onde ser encontrado todos os dias uteis 2
das 10 horas da manha s 3 da tarde.
er hora.
Eio de Janeiro.
nacional Al.
marinare r-olida i, patoja demarf.m 1, oop gra- -"' "'^Sn^S?.
duadodovMrnide la 16 ticas, funil grande do a"S afret narcos ai
vidro I. jarra do barro 1. crayos a ireit, para os qi
,. :J v w. ni. 1. modos, tratase enm os sf
(iioin quizer vender taes objectos, apresentem
as suas propostas en carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 8 do
cnnvnle.
Sala das sessoes do conselho administrativo para
fornecimento do arsenal do guerra 1 de abr de
1864.
Antonio Pedro de S Brrelo,
Coronel presidente.
Sebastio Jos Basilio Pynlto.
Major vogal.
Crrelo geral.
Pele a.lmini-traoao do correio desia cidade se
faz publico que smalas que tem de conduzir o
vapor nacional Paran paraos portos do sul, sero
fechadas boje (2) as 3 horas da tarde ; os jornaes
al 11M0 dia, as carias admettidas a seguro at 2
horas da larde.
OrtuMO GEKAL
Rebela das carias seguras viudas do norte c das
existentes na admiiiislraco do correio desta
cidade para os senhores abajxo declarados :
I). Auna llosa Leal dus Keis.
Augusto Cesar do Azevedo.
Dr. Antonio da Costa Figueiredo.
Antonio Luiz I). Xunes.
Amonio de Paula e Mello.
Ernesto Dias Moaleiro.
I'ianklin do Azevedo Maia.
Francisco Uoreira da Costa.
Francisco Simoes da Silva Mara.
Hermenegildo Fernandos do Souza Lobo.
Joaquim da Bocha.
Jo- Joaquim Alvos de Amorirn (i).
Mara do Rosario Pereira da Silva.
Mendos & Coelho.
Manoel Ignacio da Silva Braga.
Mmoel Ignacio de Oliveira & Filho.
Manuel Jos Dantas ^ Filho.
Manoel Jos do Nascimento.
r. Manoel liodrigues de Arruda Cmara.
O brigne nacional Almirante pretende seguir
com muit brevidade, tem parte do seu carroga-
festo que Ihc falt, e es-
quaes tem excellentes com-
niodos, tratase com os seus consignatarios Anto-
nio Luiz de Oliveira Azevedo & C, no seu cscrip-
orio. na da Cruz n. 1._______________
llio de Janeiro.
Segu em poucos dias o brigue escuna Jovem
Artlinr, tem parte do seu carregamento engajado,
para o resto que Ihe falta e escravos a frete para
os quaes tem excellentes commodos trata-se com
os seus consignatarios Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C, no seu escriptorio ra da Cruz nn-
mero 1.
Baha
O palhabntc Garibaldi sahe
tratar com Tasso Irmaos.
oestes oito dias: a
illia de 9. Allguel.
Sahe com a maior brevidade o patacho portu-
guez Souza, anda recebe alguma carga: a tratar
com o seu con.-ignatario, na ra de Apollo n. 4.
0 cirurgiao Leal mudou
sua residencia da ra do
[leimado para a ra das
uzes sobrado n. 36, pri-
mjeiro andar, por cima do
aimazem Progressista, aon-
de o acharao como sempre
piompto a qualquer ora pa-
ra o exercicio de sua pro-
fisao, chamado por escripta.
Photographias.
"ao tendo sido possivel todas as pes-
so; s, que concorreram ao largo do Forte do
Ma tos, ver u corpo encontrado na parede
da casa queimada, um curioso pode fazer
un a jphotographia, e hoje expor venda
algtns exemplares 500 rs. cada um, num
do armazens das proximidades dessa casa.
Na noite do sexta-reir da paixo.
Precisa-se alugar um preto, preferindo-se
que seja escravo, paga-se bom ordenado : na pa-
daria das Cinco Ponas n. 98, para mandados de
entregar pao e bolacha._______
Precisase de urna ama para casa de homem
sol lo i ro : na ra da Imperatriz, taberna n. 34.
LEILQES.
TIIEATRO
DE
S. ISABEL
Emprcza (erman & i oimbra.
Tendo chetfado.do Maranhao no vapor Paran,
o #mprezario Antonio /ose Duarte Coimbra,
acotnuanhado dos artistas Rhomaz, Lisboa, Teixei-
ra, fiuimaraes e sua senhora D. Leopoldina, Leo-
nardo j Jos ponto da companhia. a empreza jul-
ga teu dever annunciar ao publico que se acha
cuinpieta a companhia dramalie^ que tem de func-
eonar no corrente anno. Brevemente publicar
o seu programla, bem como dete j convida aos
seus amigos e ao paJ)lico em geratf para que Ihes
prostem sua valiosa roadjuva^o .nm de poder
propon"ionar-ihes agra/Javeis noiles .de escolhidos
espectculos.
Do illustraito governo da provincia e da escla-
recida assembla provnoial tambem soera ella
- anule e proteccao, tiem o qoe baldados sarao seus
boas desejos e"exforeos para nter como .convra
seiu compromissos.
O emprezario Germano acha.se encarregado dos
trabalhos da scena, eo emprezario Coimbra d io-
dos os trabalhos externos.
THElTKO
N
Sociedade dramtica Melpo-
mene Pernambucana.
O Sr. director menda avisar pelo presente aos
Sis. socios, que amanha 2 do corrente d a so-
eiffjad* MetnoMM Pernambucana o seu espect-
culo, levando a scena o drama em tres actos -
Andr o Fabricantee a comediaPoesa e Mu.
sica,ouos Namorados sem ventura-original
do Sr. Firmino Candido de Figueirede. Os Sr*.
socios, que ostivercm quites com a caixa da so-
ciedade, poderao dirigir-se i casa do 8r. Ihesoa-
LEILilO
DE
Algodo.
iio.ii:
O agente Pinto far leilao s 11 horas do dia 2
do corrente de urna porcao de algodo salvo do
incendio da prensa do Sr. Manoel Antonio Kibeiro
e existente em duas alvarengas ancoradas em
frente do trapiche de descarga do armazem dos
Srs. Jos la Silva Loyo & ., no Forte do Mallos,
onde seefTectuaro leilo por conta e risco de
quem pertencer, requerimento de diversos ne-
gociantes desta praca inleressados e per despacho
do Iilm. Sr. Dr. juiz especial do commercio.
O hachare! A. H. de Torres Bandeir,
professor de geographa e historia no
Gymnasio desta provincia, contina no
ensfno particular desfas mesmas disci-
plinas, e bem assim de rhetorica, phlloso-
phia, inglez e francez : na na estreila
do Rosario n. 31, terceiro andar.
Quem precisar de urna mulher para ama de
casa de pouca familia para cosinhare engommar ,
dinja-se ra das Cinco Pontas n. lli, que acha- na- ia, '0'^3 n-1<*6- fara m,e conv"la aos
r com quem tratar. Pais de 'arn,lia 1"e quizerem confiar seus lilhos
------tt-----------------------------------=------^ aoseu cuidado como tambem a dar liccoes porca-
T/ g.a".le aouue d0 ,Rateo da Santa Craz sas particulares nao s das materias
com dous tainos e seus utencilios, na loja do sobra- como de preparatorios
do que faz quina para a ra Velha : quem o pre-
tender, dirija-se ra Direita n. 91, primeiro an-
dar, ou na taberna que tica ao p.
AOS PllRTlfilKZES.
. A commissao provisoria, Horneada pelo Illm. Sr.
cnsul geral Dr. Jos Henriques Ferreira, para o
fim de proseguir na generosa idea da insliluioo
do Monte Po Porluguez nesla cidade, convida a ;
todes os seus compatriotas aqu residentes, para
de novo se reuoirem no salo do Gabinete Porlu-
guez de Leitura, segunda-feira 4 de abril, s 10
horas do dia.
Por aquelle principio o publico tora podido ver
se a materia dever ser ou nao inleressante.
Para imprimir um volume o autor pede assigna-
tnras e smente quanlo baslem para as despeza*
. da impressao e brochura.
Perdeu-sc urna perot grande na quinta ou E' a summa da obra mostrar romo a liberdade
sext-feira santa, da ra do Imperador para a igre- no Brasil tem sido sempre sophysmada pelas tran-
ja de b. francisco : a pessoa que achou leve ra saecdes que lem feito o partido liberal com os cor-
do Imperador, armazem de louca n. 41. quesera cundas, governando quasi sempre os corciindas
gratihcado.______________________________j anda mesmo com os liberaes no poder; mostrar
0 administrador da inassa fallida de'co,nopara es,eflm' n50 lendo os corcundasapoio-
Rostron Rooker rr <: moa arw miinrA ha ,.')?vo> ,e,n corrompido o paiz para vencers
^,""3 5 ^"i0168 na eleicoes, e ler as cmaras suas ; tem corrompido
jam de apresentarem dentro de 8 das seus as cmaras para destruir todos os actos legfehiros
ttulos a ra do Trapiche n, 46, para serem do partido liberal, todas as garantas coustitucio-
verificados. ai*s-
---------------------------------------------------como, por estes meios, os corcundas tem rdn-
!< eltor. i'do e paiz ao pauperismo e miseria, fallando
Ainda se precisa que enlenda muito do plaa- cada um toda a garanta do direito, o portanto to-
cao e de capim e hortalice, preferindo-se casado: idos os meios de vida, porque onde nao ha garan-
em Parnameirim sitio do Pombal. t' s ha exterso, qur dos governanios, qur dos
mais fortes, e nao ha. industria licita que d para
; viver.
E' como urna historia, desdo a independencia ate
boje, fazendo-se apanhado smente dos factos im-
poi lantes, donde comecou a nascer a liberdade no^
i Brasil, e como ella tem sido espancada, ssassinada
e enterrada, analysando-se todos esses factos, e de-
, monstrado-se todas as consequencias das artima-
nhas do partido corcunda, e da imbecilidade, fra-
queza e corrupeo do partido liberal no Brasil, roe-
nos em Pernmbuco at a raloeira da revoluco
de 48, em que o fizeram cahir.
Analysa-se todos es ramos da adminsiracao, e
tudo feito em defraudacao da
interesses da communho, e em
dos protegidos ; romo lodas as
melhoramentos s tem de bem publi-
co o pretexto, e de real a locupletco dos ali-
gados.
Conclue-se pela analyse da situacao, e mostrase
como Pernmbuco com as quatro provincias suas
irmaai do norte, as primeiras na manifostacao dos
sentimentos livres, tem chegado maior abjeccao.
A assignatura de 25 por volume, pagos adian-
tado, obrigando-se o autor a restitui-los se as assig-
naturas nao chegarem para a publicacao. Depois
de impresso rustara o volume 3$. Assigna-se na
livraria ns. ti e 8 da praca da Independencia.
Engomma-se com perfeico, sendo camisas
de homem a 80 rs., caifas a 120 rs. : quem preci-
sar, dirija-se a Iravessa da Baixa Verde, na quaria
casa defronte do sitio do Sr. Arantes, que achara
com quem tratar.
PERGIMV SE
Aos benvolos Srs. devedores dos herdeiros do
fallecido Manoel Antonio da Silva Antunes se nao
mos senhores que, se nao se dignarem compare-
cer roa dos Pires n. 33, no prazo de 30 dias,
dar-se-hao as providencias necessarias.
Aluga-se urna preta ou um moleque que seja
fiel : quem liver dirija-se a ra do Hortas nume-
ro 10l>.
T. E. de Moraes Carvalho autorisado pelo
governo tem aberlo aula de instruccao primaria
primarias
Precisase da quantia de 60& com hvpothe-
ca em urna casa, sendo o premio de 1 0|0 .'o mez,
pelo lempo que se conveucionar : a pessoa que
quizer, dirjase travessa da ra da Imperatriz,
' quina do becco dos Ferreiros u. 42. que dir quem
precisa.
- Acha-se justa e contratada a casa da ra do
Jardim n. 20 : quem se julgar com direito al-
guma reclamacao, declare dentro do prazo de tres
dias.
Na travessa do Veras, casa n. 724, ha boje
noi e a exposico de um rico cosmorama de lindas
vis as, pelo preco de 40 re. cada pessoa, e gratis
paia os meninos. Na mesma casa ha para vender
lu: s vistas.
Precisa-se de urna ama s para cozmhar
no largo do Paraso n. 6.
- Perdeu-se na quinla-feira santa, por occasio
de lisitar santo sepulchro da igreja do Paraizo
S.! tanciseo, urna pulselra de ouro com esmaltes
azi es e brancos: roga-se encarecidamente a quem:
a t ver achado o favor de a levar ra do Torres
n. 18, segundo andar, que se lhe gratificar gene-1
ros ente alem de se ficar bastante agradecido.
LEILAO
Sem reserva de preco.
Pelo agente Miranda.
Terra-feira 5 do corrente, s 11 horas do di,
sero levados leilo na ra da Cruz n. 37, os ob-
jectos seguintes:
Urna commoda.
Camas francezas.
Apparadores.
Cadeiras.
Consolos.
Sofs.
Quadros.
Alm de outros muitos objectosde gosto" entre
os quaes nSo podemos deixar de mencionar "um
rico aderecode ouro crivado de pedras preciosas
e um relogio para cima de mesa, com manga e
mostrador de crystal, que d horas e meias horas
em campanhia/e coja corda dura 13 dias,! sendo
iovisivel a eommunicacao da machi na com bs pon-
teiros que o torna de subido valor.
Repetimos: os objectos levados a leilo1 sero
vendidos sem limites ao correr do marteltp.-
Sociedade Dramtica e leerefi leio
Familiar.
Albenes..
Loucas.
Vidros.
Lanternas.
Facas.
Bandeijas.
Trens de cosinha.
gen-
acto
Manoel Luiz de Mello, seus lilhos e
ros, tomaram a resoluco de mudar o .
do stimo dia do fallecimento de sua presada
mulher, mai e sogra, Antonia Apolinaria de
Mello, para a capella do cemiterio publico,
|K>r sso convidam seus amigos para assisti-
rem a csse acto de caridade, amanha 2 de
abril pelas 6 horas da manha, pelo que ca-
da vez mais se mostram gratos.
Prceisa-se de 7005 a 2 por cento por 8 me-
zes dndose seguranca em um predio : quem ti-
ESTRADA DE FERRO
DO
Recife a Sao Francisco.
ti tm nt \
A compooha da estrada de fono recebe
propostas para fornecimento de 10,000 ro-
los de madeira ou qualquer porcao desta
quantidade postos as estarDes. Os rolos
devem ter as dimenscs seguintes : 9 ps
inglezes de cominido c i,p inglez de di-
metro no milo e das qualidades seguintes:
oiticica, sicupira, sapucaia de pilio, maca-
ramluha fireta, a tratar por carta ou pes-
soalmenle com o engenheirp da companhia
o Sr. G. O. Mann, na villa do Galio onde
quaesquer outras informaces se daro.
Preco de cada rolo ifloOOrs. e pagamentos
no lim de cada mez.
R.i Austin,
_____ Superintendente interino.
Companhia fhlelidadc d
seguros mai iiirnos e ter-
restres estabelecida no
Kio de tlanelro.
AGENTES EM PEPNAMBUC.0
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo k C,
competentemente autorisados pela direc-
tora da companhia de seguros Fidelida-
de, tomam seguros de navios, mercado-
rias e predios no seu escriptorio ra da
Cruz n .1.
3} >S3vf Joo Jos da SiKa Guinares vai a Lisboa
I )e ordem do Sr. director desta sociedade, con- i ver annuncie. Nesta typographia achara quem d tratar de sua saude._______
vid 9 todos os Srs. socios a. reunirem-se na casa [ O abaxq assignado, administrador da reoe- Domingo 3 de abril em
da sede d*4a associacao, pelas 4 horas da- tarde ; bedoria de rendas internas geraes, conslando-lhe puro na ra dos Quarteis n. 1
) jroceder a eleieao dos membros da nova di- matricula e eliminaco de seus escravos, exigem
anle vende-sQ Jeite
a doze vintens
rectora que tem de funccionarde abril junho do
cotaente anno.
Secretaria do Sociedade Dramtica Recreio e
Un ao Familiar, 31 de marco de 1864.Jos Mar-
tiui Monteiro, primeiro secretario.
--O abaixo assignado faz sciente ao publice em
geni, e muito principalmente ao respeitavel cor-
po le commercio, queda data do presente annun-
cio lem contrahido sociedade com Jos Fernandes
Ranos de Oliveira, em seu armazem de carne
sec ;a sito na ra da Praa desta cidade n. 24,
cuj sociedade vai gyrar debaixo da firma Maia &
Ramos, c para a todo o tempo constar faz o pre-
sente annuncio.
Ib-rife. 30 de marco de 1864.Dionizio Gon-
calves Maia.
i- Manoel Jos de Lima, subdito porluguez, vai
a Europa._______
Offerece-se urna ama para casa de pouca fa-
mili;
delles5jl para pagamento do certificado da matri
cula que a recebedona obrigada a dar; apres-
sa-se a declarar que taes certificados sao dados sem
nenhuma despeza de quem os matricula, e que os
referidos agentes commetiem urna extorco.
Recebedoria de Pernmbuco 31 de marco de
1864..-Manoel Carneiro de Souza Lacerda.
Fugio no dia .30 de margo lindo, as o horas
da manha, da casa de seu senhor, urna mulata de
nome Guilhermina, cora os signaes seguintes :
olhos grandes c opados, cor alatoada, tem falta de
denles na frente, tem costura de
coi.-'i, levando vestido de cassa azul
azul ferrete, e um filho de idade de 2 mezes, de
nome Tito, bastante claro, cuja escrava foi compra-
da a coronel Jos Peres Campello, leudo sido essa
escrava seduzida por sua mi, de nome Doroceia,
que se achava residindo quasi sempre em compa-
nhia da til ha em casa dos seus senhores na ra
ra Direita n. 139, a qual crioula, baixa, gorda,
- Precisa-se de urna ama {jara o servigj de
urna casa de pouca familia : a tratar na ra das
Cruzes n. 3a.______________} ______
Casa de campo.
Aluga-se urna casa com bons commodos para
jamilia. sit no pogo da Panella, tendo 4 salas, 7
quartos, cozmha, despensa, quarto para criados,
coeheira, estribara, cacimba, terraco, jardim e
horla, sendo a casa mui fresca e sadia : quem a
pretender pode-se dirigir ra da Imperatriz n.
19, a tratar com Fredorico Chaves.
,a,p0.rhca,no.pe-s" Conjraria de S. Jos d''Agona
ne .?.!:. O secretario convida a todos os seus irmaos
comparecerem domingo 3 de abril pelas 10 horas
da manha, no respectivo consistorio, para em me-
sa geral elegerem a nova mesa que tem de func-
cionar no futuro anno de 1864 1865.'
Manoel Francisco dos Santos e Silva.
Secretario interino.
LEIL10 j
Pelo agente Miranda,
O agente cima, competentemente autorisado, fa-
r leilo de quatro terrenos, juntos, separados ou
mesmo vendidos em poreSas, conforme a vontade
dos pretendentes.s 11 horas do dia terca-feira 5 do
icorrente, no seu armazem da ra da Cruz i\. 37 :
antes de proceder-se ao leilo o mesmo agente esta
prometo a dar a todos os. pretendentes a$ mais
ampias informaces.
DE
k para cozinhar e engommar alguma eoosa, SSlStinJ*&^^^so^uun:
e paKa fazer o serv.co de dentro de clsa, afiauca- ridade?iX ^cao?ura da inulat ou a a?^
se a konducta da ama : quem quizer alugar din- ?? p?"ciaesJa^apu!ra ,da.,l"ulata_ ?u a V"**0
jase ra do Imperador, no terceiro
mera 16.
andar, nu-
lJ^,Csa^;Uuar ^ mez uma cana le car-
ia dej500 a 600 lijlos : na ra da Roda n.54.
la ra da Roda n. 6 conlinua-se a mandar
para fora, e incumbe-se de tudo por preco
comii
razoa
suriarain na madrugada do dia 30 do mez
de mai-co prximo passado do casa da ra das
Aguas-tVerdes n, 6, em que mora a Sra. D.< Marian-
da mi, alim de dar conta da filha e neto, levando
a dita crioula em casa do mesmo senhor, na ra
Direita n. 139, ou recolhe-la casa de delenco a
dita negra.
Edouards
Para.
Braun, subdito allemo, vai ao
ESTRADA DE FERRO
no
Eecife Sao Francisco.
Trens especlaes
l'ABA A
FESTA DS PRAZERES.
No domingo 3 e segunda-feira 4 do c
.< barrls eoiu mantetga lugeza.
Tcrca-feira 5 de abril.
Mills Laiham & C. faro leilo por intervenco! 3-'ma dcdlarada, para ser generosamente recom-
do agente Pinto, em lotes a vontade dos compra-1 pensado^ _
dores, de 50 barris com manteiga ingleza ultima-! JZ sie JoSo de Carvallio Pinto tem (r-
mente desea rregadoa, os quaes sero deiparhados LnT fIl I n a
e vendidos s H horas do dia cima dito no ar-1Us de su farajUa ru? do Queimado DU-
mazem do Sr, Annes em renio a alfandega. mero 25.
ou annuncie sua morada ; paga-se bem.
botocs de ouro para puohos ; 1 dedal de ouro com iacnara com 1uem tratar-________
o peso de 2 l|2 oitvas, com as letras iniciaesM.
T. P. Al; 1 volta de trancellim chato com tran-
quenitafe 1 raedalha de ouro com dous diamantes
2 moedaks de ouro de 20fll.; 1 dita de 104 ; 1 nota
de 1004 da caixa filial e 114 mil ris em sedulas,
sendo 1 pe 104 e a outra de 44, ambas do gover-
no ; 1 meda brasileira de 200 rs,e 1 dita de 60
rsestralngeira ; 1 frasco d'agua de Colonia e 1
dito d'agua Florida : quem souber ou for ofTere-
cdo alguiu destes objectos para comprar, quera
apprehenoe Jos e levar na casa da mesma seuhora
Quem tiver para vender uma negra da Cos-
ta, boa quitandeira, dirija-se ao Hotel da Barra, no'
segundo andar, que ahi achara com quem tratar, alm dos ordinarios, haver trens especiaes para
a estacao de Prazeres que circularo pela forma
seguinte:
Partida de Cinco Pontas 11 horas da manha.
Volta dos Prazeres 11 horas da noite.
Os bilhetes sero vendidos de cooformidade com
as tabellas e com a lolaco dos carros, os corapra-
ds paraos trens especiaes daro direito a trans-
porte smente nos mesmos trens.
R. Austin,
. Superintendente interino.
/ienco
s
Na noite do da lo de julho do anno passado fur-
trara da estacao de Una um cavallo alaso puxan-
do a tosudo, novo, grande, tres ps brancas, a
frente aberta at as venus, marcas de sarna, cho-
to, lerdo, cora uro ferro no queixo esquerdo, e na que nnguem faca negocio com a padaria da cda-
pa direita outro e pertenqcnte ao abaixo assigna-1 de de Olihda, ra do Varadouro n. 33, sem que
oo, que espera he seja entregue, e ser gratificada "l~ <-"
a pessoa que o fizer.
A
,i
Pedro Antonio de Barros Malta.
Precisa-se de um rapazinho para ajudar a
trabajtjar na fabrica de sabio da ra do Rangel:
a tratar n mesma.
primeiro falle com Joaquim (Jongalvcs Salgado,
pois a mesma lhe est hypotbecada pela quantia
de 1:0004 para a fuodaeo e ulencilios da mesma.
Quem precisar de uma excellente escrava
moca e de boa conducta, para fazer todo o servico
d casa de familia, dirija-se ra dos Pires n. 04,
O Sr. Mathias Jos de Carvalho tem uma car-
ta na livraria da praca da Independencia ns. 6 e 8,
a qual s se lhe pode entregar pessoalmcnte, c co-
mo se ignora sua morada roga-se-lhe que an-
nuncie.
Joaquim Jos Gomes de'Souza vai a Europa,
e deixa por seus procuradores durante a sua au-
sencia, em Io lugar ao seu socio o Sr. Paulo Fer-
reira da Silva, em 2" ao Sr. Francisco Fernandes
Duarte, i: na :l" ao Sr. Joaquim Pacheco da Silva
Precisa-se de um boa eoxiotieiro torro ou
captivo, poiin que seja pessoa capaz de tornar
conta de uma cas.i de pasto, nao se import de dar
bom ordenado, com lano que seja capaz : a tra-
tar na rna da Cruz n. 68.
Custodio Antonio Soares vai a Borona e dei-
xa por seus bastantes procuradores, em 1 lugar
Joaquim (encalves Salgado, e Bernardo de Siquei-
ra.Castro Monteiro e Joo Tcixeira da Hucha.
Thomaz de Faria regressaudo ao Rio de Ja-
neiro, declara, que com acrisolada gralidao se lem-
brar sempre e dar publico lestemunbo que o su-
perior tribunal da relaco desta cidade verdadei-
ramente simbolisa a justica, nico palladio do ci-
dado, que como eu, a despeito de sua boa le e
innocencia se vio arrastado tela judiciaria por
quem j nao est ao alcance de lhe reparar lo gra-
ves males. A todos os meus particulares amigos
e mais cavalleiros que me obsequiaran! com suas
visitas e finezas, coidealmeute agradec!, assegu-
rando-lhes que por factos procurarei demonstrar-
Ibes mmha gcatido e reconheciment. De todos
me despeco, offerecendo-lhes meus seivicos e dedi-
caeao, pedindo desculpa se pela inesperada eneoda
do vapor tenha deixado de pessoalmenle cuinprir
com este dever. Contina a nimba nrocuraco
as pessoas dos meus amigos Srs. Dr. Cosme de'S
Pereira e Ricardo Pereira de Faria, que lao gene-
rosa e dignamente me tem prestado seus servieos,
e attendero a qualquer just preteneo que ca-
sualmcnte me diga respailo.
Antonio dos Santos Guimares, cidadu bra-
sileiro, vai Europa.___________
Precisa-se" de um pequeo de idade de 12 an-
nos, com pratica de taberna : quem pretender di-
rija-se ra do Palacio do Bispo n. 40.
Declaro que comprei por cont do Sr. Joa-
quim do Prado Araujo Leile um bilhete inteiro
(garantido) de n. li'il da 1' parle da 1* lotera
concedida beneficio da igreja de N. S. do Ampa-
ro da cidade de Goianna, que deve correr no dia
8 do corrente.
Dr. Americo Alvares Guimares.
No dia 4 do corrente mez celebtar-se-ha a
muito concorrida festa da Mi Senhora dos Praze-
res na sua igreja dos montes Guararapes, com ves-
pera, festa com pontifical pelo mesmo D. Abbade
Fr. Antonio do Patrocinio, sendo pregador o Rvm.
pregador da capella imperial padre-mestre Lino;
noite haver um magnifico fogo artificial : espera
portanto, a concurrencia dos fiis para nm acto lo
tocante da nossa regeneraco.
Aluga-se o 1 andar da casa n. 33 da ra da
Matriz da Boa-Vista, junto com o corredor da esta-
da, quintal e cacimba : a tratar com o Sr. Anto-
nio Joaquim Ferreira Porto na taberna da Ponte.
Velha
Offerece-se um moco com habltacdcs necessa-
rias paraensino primario, para ensinar em cuge-
nho : quem quizer utilisar-se do seu pouco pros-
^m*
Precisa-sede uma ama jiara uma casa de pouca
familia : na praca do Corpo Santo n. 17.
I


1

IB rTtflif WtM flfBB
I 0 Ta3
Francisco Augusto 4a Cesto
adpogado
Rca do Imhiuoob f. 69.
Na praca da Independencia, loja de ounves
n. 33, compram-sc obras de ouro, praia e |>edras
preciosas, assim como se fae qualquer obra de en-
commcnda, e todo e qualquer concert, e igual-
mente se diva quem da dinheiro a premia_____
AluK'a-se o sobrado de um andar na ra Di-
reita n. 81 : a fallar pa ra da Penha n. 5.
O abaixo assignado perdeu do engc-
nho Genipapo ao engenho Sania Rosa, da
freguezia de Ipojuca.umembrulho contendo
4255000 em libras esterlinas era ouro, em-
brujadas em papel pardo, e atado com li-
nha branca, por isso roga a qnm o achou
se digno levar ao mesidu. engenho Genipapo,
a Exma. Sra. D. Mariann Francisca de
Paula Cavalcanti, proprielaria do mesmo
engenho, que gratificar. Os males que
acarreta ao abai\o assignado, que pobre e
carregado de familia, esta perda, pode cal-
cular quera o achou para que se mova res-
tiUiicSb.
_________Bento Gonfalves.
Alusa-se um moleque de 17 annos para qual-
quer servico : a tratar na ra do Queiniado n. 6.
Na ra estreila do Rosario n. 31, segundo
andar, precisase de urna ama de teite que seja
livre e nao tenha fllho.
^tisitslrH
A' rna do Rosario Larga n. 37.
kVancisco-iprridorHendo negociado o seu antigo
hotel denominado fncador, abri urna nova hos-
pedara em a casa ti. :(7 da ra larga do Rosario,
cojos commoilos o habilitan! a annunciar ao publi-
co <|c nella lera sempre todas as iguarias prepa-
rlas por un hbil culinario. Outro sim, na mes-
illa casa llavera todo o genero de bebidas necessa-
rio, noite sorvete muilo bem teito, e dous buha-
res de mogoo competentemente preparados. Esta-
r aborta desde as 6 horas da man hita at as 12
da noite; e tudo islo ser feito por procos tao ra-
zoaveis que os fregones necessariameate flearo
satisfeits. Para melhor conhecimenlo do publico o
propnetario declara que a casa o a em que func-
cionou a muilo ronhecidasoctedade Corybantina.
- Aluga-se a loja do sobrado n. 52 da ra do
Rangel : a tratar na raa do Se I n. 13.__________
Precisa-sa lugar urna sala de um sobrado
no bairro de Santo Antonio: qnem liver annnncie.
J***
fenWV%lllftfl&*H^A4*A|>dJi fMrW*'
45 Kua Dirdte
Oir,,am! oi';am?f!
45
Bom e odio, cjjr'primeir neoissidadijjwra a uai
de o aformoseamento do individuo I
Meu Dfeos I... ae.p\ paWo se lobrigam per
essais ruafe I que Agina Ifcrrenda e nauseante a
de. um paletol bem\taiTiado sobranceiro a um
gueies raido em* dua's solas I um balo- bem tor-
neado e UambaiftiiMe desoobrindo urna ponta de
botina sallara ^.carcomida I I
Santa BprUara! I Corran ra Direita, bellas e
rapazesl kawdam na praia esses malditos gurdes,
e compret : .
Borzeguinr*e Nantes 85000. i) /, \
Ditos fran :ezes de bezerro 75. ^-. ,.
Ditos fran :eze$ de lustre para bometn o$.
Ditos para senhor,'do.lustre, enfeitados, 5$500.
Ditos para seubera, gaspia alta, 45800.
Botinas de menin*25500.
Os senhores abaixo declarados queiram fazer Ditas de edrepara menina 25000. ^
o favor de virem oa mandarem seus correspon-! Sapatoes d Nao/es de fluas solas 5fi.
denles ra da Praia n. 44 a negocio que lhe diz Ditos de sdla e vira 5300.
respeto.
Juviniano IriBeu Pacs Brrelo .(engenho Barra),
Manuel Ignacio de Luna (.engenho Irmandade).
Ignacio Jos da Penha (engenho Firmeza).
Sapatos de borracha para senhoras 15500
Ditos para meninoslOO. <
Sapatos de lustre para seuhora'15.
Ditos de ta lete para homem e senliota 900 rs.
Francisco Rodrigues da Silva (Gamella d Barra Ditos da li| a constitucional 500 rs.
Grande).
Jos Goncalves Ferreira Costa, tem ca-
sas terreas para alugar na travessa do
Costa junto a fundido ao preco de 95 e
105, com porto para a mar : a fallar
na misma travessa na taberna do lim da
mesma.
E um so tmenlo comple.o em sola, vaquetas,
coaros, be ;erro francez como nenhum, couro de
lustre mui!
j de S. Chrispim.
i'iuno novo
Vende-se o ultimo piano mandado fabricar em
Paris, especialmente para este clima, ecom todo o
cuidado possivel, pelo bem conhecido Joao Lau-
monnier que leve armazem de pianos na ra da
Imperan ir.; e por ser o ultimo, vende-se muito em
corita, s pare salvar o dinheiro que se tinha adian-
tado ao fallecido : na ra Nova n. 19, primeiro
andar.
D-se 100 rs. sobre cadSt pataca de venda-
gem de bolos e sequilhos : na botica do pateo do
Carmo.
Aloga-se o segundo andar e sotao do sobra-
do da ru* da Senzala Velha n. 22 : quem o pre-
tender entenda-se com Jos Anlunes GuimarSes e
as chaves esl na mesma ra no deposito a. 48.
Rabe Schmeltau & C. participa a feus fre-
guezesque mudou o seu armazem de fazendas da
ra da Cadeia n. 37 para a mesma ra n. 18.
Jos Jeronyino da Silva ya i fazer urna via-
gem X Europa levaiido*em sua companhia sua se-
nhora, e deixa como seus procuradores em pri-
meiro lugar a seu cunhado o Sr. Joaquim Lopes
Machado, seu irmao e socio Jeaquim Theodoro da
Silva e os Srs. Alberto Forster Damomo c Joao
Quirino de Aguilar.________________________
Aluga-se o segundo andar do sobrado na ra
Direita n. 9, com fundos para a ra da Penha, e a
loja, e a casa n. 36 na ra da matriz da Roa-Vista,
pintada e caiada, com 4 quartos, 2 salas, cozinha
fra, cacimba propria e quintal murado: a tratar
na mesma casa. __________________^_
Precisa-se de urna ama para o servico de
urna casa de pouca familia a tratar na ra das
Cruzes n. >.
Aluga-se a casa terrea da ra do Mondego
n. 75, na freguezia da Boa-Vista, caiada e concer-
tada de novo : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cife n. 49, sobrado.
Ama de hite.
Precisa-se do urna, sendo forra, em S. Jos do
Mangninho, sitio do Jorge Tasso.______________
Precisa-se de um menino de 12 14 annos
de idade para caixeiro de taberna : no paleo do
Carmo n. 39, preferindo-se portuguez._________
Precisase alugar urna ama forra ou escrava
que saiba cozinhar e engommar : a tratar na ra
do Crespo n. 18, no segundo andar.___________
Aluga-se o primeiro o segundo andares da
casa n. 193 da ra Imperial : na ra da Aurora
numero 36._____________________________
De ordem do lllm. Sr. provedor convido aos
senhores membros da junta administrativa e mais
socios do Hospital Portuguez de Beneficencia
comparecerem pelas 7 horas do dia 3 do corrente
para assistirem a sagrada communlio dos enfer-
mos existentes no mesmo Hospital. Recife Io de
abril de 18G4.
Joaquim Ferreira Mendes GuimarSes.
____________________Io secretario.________
Um moco brasileiro chegado ha pouco de
fora offerece-se para caixeiro de qualquer
casa commercial ou mesmo para escripta ipor ter
bom lallio de letra : quem precisar dirija-se a ra
de Sania Rita n. '">'.
Precisase alugar urna preta boa cosinheira :
do Queimado n. 16, loja.
Amonio da Cruz
vai a Europa.
Ledo, subdito poittoguez,
'"
A dentista kra?ileira, Rosa Jame, avisa ao res-
peitavel publico, e especialmente a seus freguezes,
que mudou a sua residencia para a ra da Peo lia
n. 17, segundo andar, onde poiler ser procurada
para qualquer servico de sua prolisso.
tasa.
Aluga-se a casa a. 8, da ra do Principe, fregue-
zia da Boa-Vista, com 3 quartos, 2 salas, cosinha
fra, cacimba c quintal grande, a tratar na roa No-
va n. 3.
mm uiiok aiijia
DE
Vistas moderaa* uuuca vistas ueste
imperio.
Rna da Iiuperatrfz n. 53.
(Grande galera de \isias extraordinarias
ao publico nos das tercas, quarlas, quin-
tas., sabbados e domingos. O salo estar
boje aborto das 7 horas.da noite c"m diante.
Entrada 800 rs.
tf^sfe^a aa wm mmm
Maques sobre Portugal. ||j
O abaixo assignado, agente do banco filos-cantil Portuense nesta eidade, saca ef- 9
Cautivamente por todos 06 paquetes sobre i
o me&mo iianco para o Porto e Lisboa, por _
qualquer somma, vista e a prazo, po- |
Aeiidu iogo os saques a prazo seren des- i
cotados no mesmo banco, na razao de 4
por eooto ao anno aos portadores que as-
sim be xonvier : as ras do Crespo n.
8 ou do Imperador n. 51.
Joaquim da Silva Castro.
Casa de commisso de escraves na roa
do Imperador n. 45, terceire andar
Nesta casa recebem-se escravos por commissao
jit'a seren vendidos por conta de seus senhores,
5a se poupando exforeos para que os mesmos se-
jam vendidos com promptidaoarim de seus senho-
res o soffrerem empate com a venda delles. A
casa tem todas as commodidades precisas, e segu
canea., assim como afianca-se o bom traiamento.
Ha sewpre para vender escravos de ambos os se
xos, xejios e novos
DENTISTA DE PARS
19Ra NoTa-lff
Prederieo (antier, cirurgio dentista,
faz todas u operaces de sua arte, e col-
loca denles artiflciaes, tudo com superio-
ridade e perfejcao, que as pessoas eoten-
didas lhe reconnecem.
Tem agua e pos dentificio.
Precisa-se de una pessoa que tenha muita
praliea de organisar escripias em partidas delira-
das : trata-se na ra do Queimado n. 46, loja de
GuimarSes & Bastos.
Credores.
Os credores doSr. Francisco Virissimo do Reg
Barros queiram entenderse com Tasso Iriuaos, ra
do Amorim n. 35, segundo andar.
.Itteu^o
.tiiruyau
Na ra estreiu do Rosario n. 16, precisa-se de
um menino de 10 12 annos destes vlndos ha pou-
cosi-
Hor-
co, para caixeiro
__ Precisare de urna ama que compre e
nhe para casa de pouca familia : na ra de
tas d. 30, sobrado.________
Atteic*.
Precisa-se de urna ama ou escrava para casa de
pouca familia : a tratar na ra da Roda n. 28.
Precisase de urna ama que compre e cosi-
nhe para casa de pouca familia : ra da Gula
n.20.___________________________________
Azas para nJo de proclsso.
Vendem-se na ra do Queimado loja da aguia
branoa 0.8.
A Inga-s
um preto para qualquer servico : quem precisar,
pode dirigir se ra larga do Rosario n. 10. que
achara com quem tratar._______________i
Pela ultima vez se avisa ao Sr. M. C. ?\ que
at o fim de abril, ou alguem pdr elle, mande, sa-
tisfacer o vale de 1085910 rs. e juros da lei} que
em 31 de marco de 1860 assignou na eidade de
< 'linda, o qual foi pago ao principal credor tpelo
abaixo assignado como garante do dito vale.i nao
o fazendo se publicar o seu nome por extenso e
a irianeira porque foi contrahido este debito.
Manoel P. de Azevedo Amori
Quem precisar comprar urna mulata moca
com todas as habilidades, por pouco dinheiro : |di-
rija-se ra do Mondego n. 7, prximo ao bepco
das Itarrcir,
____________________________-------\
Alwjucl de escrava I
Aluga-se una eserva que cozinha, ensaboa e en-
genimii alguma couxa, e faz todo o servico inter-
no e externo de urna casa : quem quizer, dirija-tee
ra dos Pires n. 34. -
0
grande, e indo quaoto pertonce arta
i AI W\
----------
U
Fiifuiiic da Moda.
UNAO
MERCANTIL
IMV HA CA'DKI % 1IO RECIFE IX. 53,
NOVO E
GSA1TDE AEMASEM
DE
MOLEADOS
-.-HA lA C \ IKIX DO IIECIFE \. *.
* Francisco Fernandas Duarte 'acaba de -abrir na ra da Cadeia do liecifen. 53, um grande e sorliJo armazem de molhados de-
nominado Unio Mfrcanht: Neste grande armazem encontrar sempre o respeilavel fuLlico um complelo sorlimento des meltores
gneros que Tem ao mercado, tanto esirangeiros, como nacionaes, os quaes serio vendidos em porpes ou relallio por preces aseas
commodos. \S '
Manteiga ingfeza especialmente eacolhida Vinagre de Lisboa a 200 rs. a garrafa e Sardinhas de Nantes a 340 re. oquartoeoCO
de primeira qualidade a 800 rs. a libra, iffiOO a caada. rs. meia lata.
em barril se faz abamento. j Azeite doce refinado em garrafas brancas a Latas com peixe em posla : saveL corvina.
Manteiga franceza a mais superior do naer-' 800 rs.
cado a 560 rs. a libra, e 520 rs. em barril Azeite doce de Lisboa a 640 rs. a garrafa e
oa meQ. m \ 45800 a caada.
Prezuittos inglezes para fiambre, de superior Geneora de Hollanda a 500 rs. o frasco e
qualidade, ebegados neste ultimo vapor, a 51800 a frasqueira.
720 rs. a libra. Caixinbas com ameixas francezas,
AGUA FLORIDA
De! Miurav & Lanman.
Este raro qusio delicado perfume
quasi que inextinguivel e to ebeio de
mimosa fragrancia e frescura como o
delicado clieiro das propinas verdecen-
tes flores. Durante os inezes caloren-
tos do verlo o seu nzo torna-se iniinen-
temeiite aprazivel e desejavel em con-
secuencia da influencia refrigirunte c
suave que ella produz sobre a pe le:
cin quanto que uzada no banho ella
imparte o corpo lnguido c caneado
una certa elasticidade de vigor a torca.
Ella imparte iransparencia as feiqes,
e remove pannos, sardas e hertoejas di
sobre apelle.
Queijos flamengos chegados neste ultimo
vapor a 2(5800.
Queijo prato muito fresco e novo a 640 rs.
a libra.
Castanbas muito novas a 120 rs. a libra e
e 3^000 a arroba.
Cha uxin o melhor que ha neste genero,
mandado vir de conta propria a 2(J800
rs. a libra.
Cha byson muito superior a 20560 rs. a li-
bra ; cha byson proprio para negocio a
I i$5O0 rs. a libra. .
"Cha preto muito superior a 25 a libra.
Bisooolos ingleses em latas com dUFerentes
cualidades, como sejam craknel, victoria,
piquelez, soda, captain, seed, boroez e
outras minias marcas a i350,
Solachinha de soda en latas grandes a 25.
Figos em caixmhas hermticamente lacra-
das, mnito proprias para mio a 15500.
Caixmhas de 4 e 8 libras de frgos de coma-
dre a 15 e 25 cada orna.
Passas mmto novas, chegadas neste oHhno
vapor a 500 rs. libra e 35 umquarto ;
e em -caita se 'faz abatimerrto.
Ameixas francezas em latas de meia a 3 li-
bras* 800 rs.
Champagne da arca mais superior que
tem vmdo ao nesso mercadea 185 o figo,
garante-se a superior qualidade.
ornadas
com ricas estampas na caixa exterior,
muitopropriasparamimo,a 1520", 15500
e25-
Frasco de vidro com tampa do mesmo, con-
tendd meia libra de ameixas francezas, a
15200.
Marmelada imperial, dos melhores conser-
veiros de Lisboa, em latas de 1 e meia a
2 libras a 600 rs a libra.
vezngo, eberne, linguado, lagosiinha, a
15300 rs.
SalmSo em latas, preparado pela nova arte
de cezinha, a 800 rs.
Maga de tomates em latas de 1 libra a 6G0
ris.
Chouricase paios em latas de 8 e meia libra
por 75.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra e
85G00 a arroba.
Bolaxinba ingleza a 320 rs a libra e 45 a
barrica.
Sag muilo novo a 240 rs. a libra.
Cevadinha de Franga-a 200 rs. a libra.
Farinha do Maranbo a 120 rs. a libra.

Fructas em calda das melhores qualidades Araruta verdadeira a 320 rs a libra.
Cevada a 120 rs. a libra e H a arroba.
que ha em Portugal em latas hermtica-
mente lacradas a 500 rs.
Peras seccas muito novas a 640 rs. a libra.
Notes muito novas a 160 rs. a libra.
Amendoas de casca molle a 400 rs. a libra.
Avelas muito novas a 200 rs a libra.
Amendoas con feitadas de diversas cores a
800 rs. a libra.
Macas e peras chegadas neste ultimo vapor,
muito perfeitas, s vista se faz o prego.
Conservas inglezas em frascos grandes a 750
rs. cada um.
Ervifhas francezas e portuguesas em latas de
1.libra a 640 rs.
Ervilhas seccas muito novas a 160 rs. a
libra.
Chocolate francez, o que ha de melhor neste
genero, a 15200 a libra.
Chocolate hespanhol a 15200 a libra.
0 TOXICO ORIENTAL DE KEMP
PARA OS CABELLOS,
una preparaco admiravel para lim-
par, atbrmosear, conservar e restabele-
cer os cabellos.
venda as boticas de Caors 4 Barboza'
ra da Cruz, e Joo da C. Bravo 4 C, ra
da Madre de Dos.
Vinho ordeaux das melhores qualidades Genebra de laranja em frascos grandes al.
queso pode desojar de 7|500 a85000 a.Cerveja branca e preta das melhores marcas
caixa o 7904*00 rs. a garrafa. Caixascetn vinho do Porto superior de 35! 5*800 a duzia.
a 10aduzia, o 900a15a garrafa; deste Cognac mglez de superior qualidade a 800
genero ha grande porcoe de differentesj 15200 a garrafa.
marcas acreditadas que ja se venderam Licores francezes das seguinles qualidades:
Engomma-se com perfeico roupa de horaer,
e garntele a seguranca delta : a tratr na ra roca toda madura : quem o pretender, dirija-6C ao
Vende-se o engento S. Paulo, sito na fregue-
zia dos Afogados, cujas trras dao boas cannas
(sonas e resocas) rocas, e tem muitas outras vanta-
gens i vende-se com a safra e 20,000 covas de
por 1 Vi e 135 caixa, como sejam: Duque
do Porto, Lagrimas do Oooro, B. Luiz,
Cambes, Madeira secco, Carcavellos, Nc-
tar de 1833, Duque Genuino.
Vinho de pipa: Porto, Figoeira e Lisboa, a
, 400,40 e 60 s. a garrafa, e 35,35200
e 35500 a caada.
Vinho braoco de uperior qualidade, vindo
j engarrafado a 440 rs. a garrafa e a 500
rs. de barril.
Anizete de Bordeaux, Plaisir des Dames
e de outras muitas marcas a 15 a garrafa
e 105 a caixa.
Marrasquino de Zara a 800 rs. a garrafa e
95 a duzia.
Mostarda ingleza em potes j preparada a!
400 rs.
Mostarda ingleza em p, em frascos grandes,'
a 15 cada um.
Sal refinado a 500 rs. o pote.
Alpislaa 160 rs. a libra e 45800 a arroba-
Batatas muito novas em gigos com 40 libras
por 15500.
Cebolla a 15 o molho com mais de 100 ca-
da um.
Caf lavado de primeira qualidade a 300 rs,
a libra e 95 a arroba.
Caf do. Cear muito superior a 280 rs. a li-
bra 85400 a arroba.
Caf do Rio, proprio para negocio, a 85-
Arroz do Maranlioa 100 rs. a libra e2800
a arroba.
Arroz de Java a 80 rs. a libra e 2*400 a
arroba.
Vellas d spermaceti a 560 rs. a libra e
540 rs. se for em caixa.
Vellas de carnauba refinada a 320 rs. o ms-
so e a 95 a arroba.
Doce de goiaba a 640 rs. o caixo.
Macarro, tailiarim e aletria a 480 rs. a li-
bra ; em caixa se faz abatimento.
Eslrellinha.pevide earroz demassa para sopa
a 600 rs. a libra e 35 a caixa com 6 libras.
Palitos de dente lixados com flor a 200 rs.
omasso, ditos lixados sem flor a 160 rs;
o masso com 20 massinhos.
Gomma de engommar muito fina a 80rs. a.
libra.
Banha de porcorefinada a 480 rs. a libras
400 rs. em barril pequeo.
Charutos dos melhores fabricantes de S. F-
lix, m caixas inteiras ou em meias, de
15600, 25 e 35.
Presuntos do reino, vindos de conta propria
de casa particular,a 400 rs/a libra; intei-
ro se faz abatimento.
dos Pires u 54.
Precisa-se de um forneiro que saiba bem desem-j
penliar o sou lugar: a tratar no ra larga do Ro4
sario i). 16.
COMPEAS.
Compra-se effectivamente ouro e prata em
obras veihas : na praca da Independencia n. 22
loa de bilhetea. _________________
Comprase effecUva-%
mente
ouro e prata em obras velhas, pajtand-se bem
na ra larga do Rosario n. -i, oja de ourives.
Na ra das Cruzes n. 43,
compra-se una negra moca que
engommar.
primeiro andar,
saiba cozinhar e
(tvmpram-se -
dous cavallos quartos para carga : no sitio do vi-
veiro do Muniz.
Comprase
urna escrava crioula, moca, com cria ou sem ella :
na ra do Hospicio n. 27.___________________
Compra-se ou aluga-se urna escrava que sir-
va para rda, paga-se bem: na ra do Hospicio
n. 62.
Compra-se na ra do Pilar n. 143, primeiro
andar, tres ou quatro escravos de meia idade, for-
tes e sem vicio algum: para tratar de manhaa
at s 10 horas e de tarde das 3 s 6 horas.
Comprase urna escrava moca e sadia. que
enlenda de engommado : a tratar na ra MtreHa
do Kosario n, 24, primeiro andar.___________
Compram-se accoes do novo banco de Per-
nanbuco eda companhia de Beberibe: na ra da
Senzala Xova n. 11 se dir quem pretende.
Comprase Cheauveaux, direito criminal
quem tiver annuncie.
VENDAS.
Vende-se ama negra moca com urna cria de
4 mezes, a qual tem muito bom le te e perita
engommadeira ecozinheira : quem pretender, di-
rija-se ra do Livramento n. 5, eu ra do Im-
perador n. 45, terceiro andar, com Agoslinho Fer-
reira Jnior.
Vende-se um terreno de quina, tendo em urna
frente 420 palmos e na outra 126, na ra denomi-
nada do Principe, -sitio que foi da extincta socie-
dade de liacao e lecidos, muilo bom para edificar
por ser terreno muito solido : a tratar na Soledade
numero 14.
Meias de seda branca de peso para seuhora.
Vendem-se superiores meias de seda de peso
muito alvas para senhora : na ra do Queimado
n. 2, loja do Preguica.
Viuho muilo bom a '9 a caada, era garrafa a 360 rs., queijos frescos a
35100, manteiga ingleza a 7*1 francesa a 5*0. cha
miudinlio a 2*560, caf a 2), ama a 100 rs.,
toucinho a 210, carne do mesmo a 160, velas de
carnauba a 320, espermacete a 510, sabio a 180 e
Sr. Manoel Eleuterio do Reg Barros, ou ao mes-
mo engenho a entender-se com o seu proprielario,
0 engenho tem bastantes maltas.
BOTIflUmHIHJMtU.K
I tu a larga do Rosario n. 31.
Vende:
Todos os remedios do Dr. Chable.
Capsulas e injeccao ao matico.
Injeccao Paugs "
Pfiulas do r. Alian.
Pillas do Dr. Lavillc.
Pilulas do pobre-homem, excellentes contra rheu-
matismo.
1 Pilulas para sezoes.
Pilulas e ungento Hollovay.
Phosphato ferro de Lerrs.
Todos os remedios de Kemp : pastilhas, pilulas,
anacahuita, salsa de Bristol, etc. etc.
E muilo- outros medicamentos e especialidades
que sempre se encontraro em dita botica.
B0TIC4 E DROGARA
BaRTHOLOMEU & c
Ra Larga do Rosarlo u. 34.
Vende:
Ventosas de gomma elstica.
Esmaltes para ourives.
Fundas inglezas.
Vldros de bocea larga com rolha.
Tinta branca em massa para'pintura fina a 200 rs.
a libra.
Os senhores que compraren) de 1005000 para cima, teo o descont de 5 por cento, pelo prompto pagamento.
' CL4RIM
COMMERCI
ra do yi i;niuo N. 45,
Passando o becco da Congregarlo segunda casa.
17
m ai
NOVIDADE.
Pereira Rocha dr C. acabam de abrir na ra do Queimado n. 45 um armazem de molhados denominado Clarim Commercial,
onde o respeitavel publico encontrar sempre um completo sorlimento dos melhores gneros que vem ao nosso mercado, os quaes
eero vendidos por precos muito resumidos como o respeitavel publico ver pela tabella abaixo mencionada ; garante-se o bom peso
boa qualidade dos gneros comprados neste armazem.
Ameixas francezas em latas e em frascos a
15200 e 15600 i n frascos grandes a
25500.
.Uez de Alaria.
Q afamado mez de Mara que se venda a 3$,
2-5, e 1.&500, com estampas c ntidamente impres- pipff,nfpmAntP Pnfeit
so, acha-se venda por acabar a 15000 o volme, ..e..:.'V Ai_-- "
apjiroveitem-se da occasiao, que mui poucos res-
lam : na ra do Imperador n. 15.
Cartas de abe.
Urna nova edicao de carias de abe, consideravel-
mepte augmentada; acha-se venda na ra do Im
perador n. 15.
Cateeismos da doutriua gjg^^lA doce francez muito fino em garrafas
Una nova edicao mui correcta
Arroz do Maranbo, da India e Java a 80 e Chourifas e paios muito novos a 800 rs. a Palitos do gaz a 25200 rs. a grosa.
100 rs. a libra e 25400 a 25800 rs. a ar-1 libra. Passas muito novas a 480 rs. a libra,
roba. Cevadinha de Franca muito superior a 220 Peras seccas muito novas a 000 rs. a libra.
rs. a libra. Painco a 200 is. a libra.
Cevada a 80 rs. a libra. ; Polvo secco muito novla 400 rs. a libra.
Ervilhas portuguezas a 640 rs. a lata. Presuntos de Lamego em calda de azeite e
dem seccas muito novas a 200 rs.' a libra, i muito novo a 640 rs.
Figos de comadre e do Douro em caixinbas Queijos flamengos do ultimo vapor a 25400
de oito libras e canastrinhas de 1 arroba a ris.
15800, 55500 e 280 rs. a libra. dem prato a 640 rs. a libra.
Farinha do Maranbo a 120 rs. a libra. Sal refinado em frascas de vidro a 600 rs.
Farinha de trigo a 120 rs. a libra. I cada um.
Genebra de Hollanda verdadeira marca VD Sardinhas de Nantes a 320 rs.
a 560 rs. o frasco e 65200 rs. a frasquei- Sag muito alvo e novo a 200 rs. a libra.
com ricas estampas no interior das caixas
a 125000,15400, 15600 e 25.
Amendoas com casca muito novas a 280 rs.
a libra.
AI pista a 160 rs. a libra e a 45600 rs. a ar-
roba.
douirina chrisla
perador n. 15.
acha-se venda na ra do Im-
Os precisos fallieres pa-
va crian cas
Chegaram eacham-se venda ua'rua do Quei-1 Batatas muito novas a 40 rs.
grandes a 960 rs. a garrafa,
dem de Lisboa a 640 rs. a garrafa.
Araruta verdadeira de matarana a 320 rs. a
libra.
Avelas muito grandes e novas a 180 rs. a
libra.
mado, loja d'aguiabranca n. 8.
Biscoutos inglezes
15300 ris.
de diversas -marcas a
Vendem-se as seguinles obras de direilo :
Ventura-poder publico; B. Constantcurso de Bolachinhasde soda, latas grandes, a 25 rs.
__i:.*________.....H;n..Kl II.,M.. .i.nimAn tn..|ilnon. J.i.
poltica constitucional; Heliorgimen constitucio-
nal ; Montesquieu-espirito das lels, e Colombel-
Instituices da Franca. A pessoa que quizer com-
^ira-las, dirija-se ra do Socego n. 21.
a lata.
Ditas inglezas muito novas a 35000 a barr-
quinha e a 200 rs. a libra.
Banha de porco refinada a 440 rs. a libra e
e em barril a 4i 0 rs.
Vende-se um escravo mulato de muito boa
figura ptimo para pagem, bolieiro ou criado, sen- fh Tv^on"' hnrhn'p nprnla a 1 AfiOO
do alm disto carreiro e apto para qualquer ser- unf ,S? "' US .? '
vico : a entender-se com o Sr. Caetano Mendes da
Cunha Azevedo na ra Nova o. 56, fabrica de cha-
rutos.
Para todos.
Pepas de madapolo com poucos salpicos de
mofo 45500. 55500 e 65, ditas de dito entesta-
do muito lino 75. Algodozinho superior cem
-1 pequeo toque de mofo por 45 45500 a peca :
220, gaz a 440 a garrafa, azeite de carrapato a 260, na ra do Oueimado n. 17.
alpista a 140_a libra,_ espanadores de palha a 800
no armazem da Es-
rs., banha refinada a 400 rs.
trelia, largo do Paraizo n. 11
Vende-se um bom escravo de-30 annos, pou-
co mais ou menos : a tratar na ra estreila do Ro-
sario, taberna ao voltar para o paleo do Carmo nu-
mero 47.
Cavallo.
Vende se um bonica vallo, novo, grande,e forte e
muilo proprio para vagem : para ver, na coebei-
ra do Sr. Paulino no Mondo Novo. r
Vendem-se 72 covados do tapete avelludado
da melhor qualidade, preco muito barato, assim
Vende-se urna taberna no melhor local do como aluga-se urna escrava de 12 14 annos para
Campo Verde, muito propria para um principian- J andar com crianeas : a tratar na casa terrea aon-
te por ter poucos fundos : a tratar na ra do Ro- de morou o Sr. Guimaraes, na esquina da ra do
sario da Boa-Vista n. 51. I Carainho Novo na Soledade.
ra.
dem em garrafes de 3 e 5 galoes a 55500
e 75500 cada um com o garrafo.
Gomma do Accaty a 80 rs. a libra.
Graixa a 100 rs. a lata e 15100 rs, a duzia.
Gr5o de bico a 150 rs. a libra.
Licores muilo finos a 700 rs. a garrafa.
dem, qualidade especial e garrafas muito
grandes, a 15800 rs. a garrafa.
dem garrafas mais pequeas a 800 rs.
dem, garrafa forma de pera e rolha de vi
dro, a 15000 rs., s a garrafa vate o di-
nheiro.
Manteiga ingleza perfeitamente flor, desem-
barcada de pouco a 800 rs. a libra, e de 8
libras para cima se far urna difterenfa.
dem franceza muito nova a 560 rs. a libra,
e em barril ter abatimento-
Massa de tomates em barril a 480 rs. a li-
bra.
dem em lata a 640 rs.
Marmelada imperial dos melhores consenti-
ros de Lisboa a 600 rs. a lata.
Marrasqunho de Zara, frascos grandes, a
800 rs.
dem regular a 500 rs.
Massas para sopa : macarro, tailiarim e ale-
tria a 480 rs.
Candido Ferreira Jorge da Costa,"a 15800, j Nozes muito novas a 160 rs. a libra.
25000, 25200, 25500, 25800, 35000 e Peixe em latas preparado pela primeira arte
35500 a caixa. de cozinha a 15 rs. a lata.
Caf do Rio muito superior a 260, 280 e Palitos de dentes a 160 rs. o masso.
300 rs. a libra e 75500, 85 e 85500 rs. a! Palitos de dentes a 120 rs.
arroba. 1 dem de flor a 200 rs.
25500, 25800 e 35000 a libra.
dem preto muito superior a 25000 rs. a li-
bra.
Cerveja preta e branca, das melhores marcas
que vem ao mercado, a 500 rs. a garrafa
e 55800 a duzia.
Cognac inglez fino a 900 rs. a garrafa.
Conservas a 720 rs. o frasco.
dem, s de pepino, a 720 rs.
dem, s de azeitonas, a 750 rs.
Charutos dos melhores fabricantes da Baha
e especialmente da fabrica imperial de
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra.
Tijolos de limpar facas a 140 rs.
Vellas de carnauba pura a 360 rs. a li-
bra,
dem stearinas muito superiores a 600 rs. a
libra.
Vinho do Porto engarrafado o melhor que
ha neste genero e de varias marcas, como
sejam: Velho de 1815, Duque do Porto,
Madeira, l). Pedro, D. Luiz I, Maria Pia,
Bocage, Chamisso e outros a 800, 900 e
15000 a garrafa, e em caixa com urna du-
zia a 95000 e 105000.
dem em pipa, Porto, Lisboa e Figueira a
480, 500 e 560 rs. a garrafa e 35, 35500
e 45 a caada,
dem branco de Lisboa muito fino a 500 rs.
a garrafa,
dem de Bordeaux, Medoc e S. Julien a 700
e 800 rs. a garrafa, e 750OO e 75500 rs.
a duzia.
dem Morgaux eChateauluminide 1854, a 15
a garrafa,
dem moscatel a 800 rs. a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 200 rs, a garrafa e
15200 rs. a caada.
Kirsk garrafas muito grandes a 15800 rs.
Alm dos gneros cima mencionados te-
mos grande porco de outros que debanos
de mencionar, e que tudo ser vendido por
pecas e carnadas, tanto em porroes como
retalho.
Quem comprar de 1005000 para cima te-
r o abate de 5 por cento.

; ..


*t*trf*
1ftaMMWi*'W*f>f* te T*4
DO
PROGRESISTA
RITA II %S Hl/ES T. 3S
E
RA DO CRESPO V. 9
! balrra le Santo Antonio.
foaqnlan los ornes le ttonza tem a honra de participar aorespei-
lavel publico, que lem resolvido vender os seus gneros de prrmeira qualidade por enos
10 a 20 por ccnto do que outro qHalquer annunciar, como se v do prsenle annuncio,
asseverando o proprietario d'estes armazens a aquellas pessoas que frequentarem tes
estabelecimentos, que nunca terao occasiao de reclamar qoalqner genero, visto ter-se
adoptado n'estas casas o ptimo systema de s se negociar cora gneros especialmente es-
e hidcs.
cha
hysson, uxim e perola a 2400, 2,600 o
2,800 rs. a libra.
CAFE
muito superior, do Rio e do Cear a 8,000
e 8,400 a araoba e 300 rs. a libra.
YINHO
de Lisboa e da Figueira a 3,500 e 4,000 a
a caada,
do Porto engarrafado de diversas marcas a
1.000 rs. a garrafa.
Dordeaux dfi diversas qualidades a 7,000,
8,000, 9,000 e 100 a duzia.
CHAMPANIIE
a melhor que temos neste mercado a 20,000
rs. o gigo.
CERVEJA
nwito superior a 5,000, 5,500 e 6,000 rs.a
duzia.
GENEBRA
de Hollanda em frasqueiras a 5,500 e 500
rs. o frasco.
BOLACHINHA
de soda em latas grandes a 2.000 rs. cada
urna,
inglezas em barricas a 4,000 e 240 rs. a
libra.
BISCOTOS
em Litas de todas as qualidades, a {,300 rs.
cada lata.
ARROZ
da India e do Maranhao a 2,600 e 8,000 a
arroba e 100 rs. a libra.
CONSERVAS
inglezas a 8,500 a duzia e 760 rs. o frasco.
SAL REFINADO
em frascos de vidro com tres libras a 600 rs.
PEIXE
em latas ermeticamente lacradas a IjDOO
rs. cada urna.
PORVOS
do Porto muito bem conservados a 500 rs.
a libra.
MUSTARDA
preparada muito nova a 400 rs. o frasco.
MARMFXADA
dos melhores conserveiros a 640 rs. a libra.
ESPERMACETE
muito superior a 560 rs. a libra, e em caixa
a 550 rs.
CHARUTOS
da Bahia a 1,600. 2,200, 3,000 e 4,-000 rs.
a caixa.
TOUC1NHO
muito novo a 9,000 rs. a arroba e 300 rs. a
libra.
ERVILHAS SECCAS
! as mais novas do mercado a 120 rs. a libra.
PALITOS PARA MESA
muito bem feitos a 160 rs. o maco.
ARMAZEM
DO
CEVADA
2,500 a arroba
e 100 rs. a
muito nova
libra.
GOMMA.
muito superior em saceos com qnatro arro-
bas a 2,000 e 100 rs.a libra.
CASTANHAS
piladas muito novas a 320 rs. a libra.
PASSAS
as mais novas do mercado a 8,000 a caixa e
e 500 rs. a libra.
AMEIXAS
francezas em latas de 1 e 1|2 libra a 1,000
rs. a libra.
SARDINIIAS
de Nantes muito novas a 300 rs. a lata.
VINAGRE
de Lisboa PRR a 240 rs. a garrafa e 1.600
rs. a caada.
AMENDOAS DE CASCA
a mais novas do mercado a 240 rs. a.libra.
FARINIIA DE ARARUTA
verdadeira e muito nova a 400 rs. a libra e
10,000 rs. a arroba.
ERVA DOCE
muito nova a 300 rs. a libra e 9,000 rs. a.
arroba.
COMINHOS
os mais novos c mais superiores a 400 rs. a
libra.
NOZES.
muito novas a 160 a libra e 5,000 rs. a ar-
roba.
SAG
o melhor que pode haver neste genero a
2*0 rs. a libra.
MASSA DE TOMATE
em latinhas de 1 libra por 600 rs. a lata.
SABO MASSA
neste genero lia sempre um grande sorti-
mento variando o preco de 120 a 240 rs.
por libra.
Acaba de receber de sua propria encommenda ura grande e variado sortimento
de moldados todos primorosamente escclbidos, por isso apressa-se o proprietario em
offerecer aos-seus fregueses e ao pblico em geral a seguinte tabella dos seus gneros e
resumidos preces, afianzando iodo e qualquer genero vendido neste bem couhecido ar-
mazem.
Pede-se toda atteii$a<>.
O proprietario pede a todos os semiores chefes de familia e ao publico em geral
que nao d cuera passar desapercebida a seguinte tabella:
ATINO.
Neste armazem c no largo do Carmo n. 9, armazem Progressivo, recebem-se as
libras que vulgarmente correm no commercio por 80890 a 95, o proprietario em seus
armazens da-lbee este valor, sendo em pagamento, e isto para evitar confuses em trocos.
Manteiga ingleza perfeitamenteflor, a 8oors, rs. a duzia l.ooo rs. a garrafa, garante-se
e em liarril a 78o rs. que os melhores que temos tido no mer-
Idem franceza a 54o rs. a libra, e 500 rs. cado.
sendo em barril. Passas em caixasde 1 arroba *J$ e \' a 7,5oo,
Cha uxim a 2,7oo rs. a libra, e de 8 libras 3,6oo e l,9oo rs. a caixa, e 4oo rs. a libra
para cima a 2,6oo. | garante-se serem muito novas, e graudas.
dem perola a 2,8oo rs. e de 8 libras para dem corinthias proprias para podim a 8oo
cima a 2,7oo, rs. a libra.
dem hysson o mais superior que se pode Marmeladas dos mais afamados fabricantes de
desejar a 2,6oo e de 8 libras para cima Lisboa a 6oo rs. a libra
a2,5oo rs. Ervilhas secas muito novas a 16o rs. a libra.
dem menos superior a 2,4oo e de 8 libras Grao de bico muito novo a 16o rs. a libra.
0 homem do moyirnento ta estaciona.
AVANTE E SEMPfiE
GUERRA AOS INIMIGOS
Nao se admitte a uio coDiiut*rrtal.
Nao se ner a liaba da a I Manca.
l\at se teme a furia los corsarios.
Este antu lia de ser bissexlo.
Os eanhSes esto preparadas.
FOGO! BOM FOGO!!~- MELHOR FOGO!II
Abiiixo a lina d'agaa so vinagre
Viva a Jtga o genuino dieres con fiambre!
Viva o conservador das conservas inglesas!!
Vivam os libernes fregnezes do B \LIZA !!!
Vivam Unas tne lerem esle annonett.
igAi

SENHOHES E SEISHORAS.
O proprietario do grande Armazem do Baliza estabelecido ra do Livramento ns.
38 e 38 A, defronte da grade da igreja, acaba de reduzir os precos de quasi todos os
gneros do seu magnifico deposito.
A tarifa abaixo publicada attesta bem esta verdade.
A guerra aos inimigos, est portanl, assim declarada.
As pessoas, anda as mais exigentes, que se dignarn vir este estabelecimento,
(carao por certa muito satisfeilas, nao s quanto s qualidades dos gneros, como com o
tratamento todo atteucioso que se Ibes dar.
Alm do cumprimento dos deveres da boa educaco, haver d'ora em diante ainda
maior capricho em satisfazer todos que honrarem esta casa.
Os gneros pelas qualidades e precos annunciados, sero offerecidos ao exarae
dos Srs. compradores. Noreceieo publico que se pratiqueo contrario, como em outras
casas, que at annunciam o que n3o tem.... O Baliza nao illude.., .
Ameixas francezas em caixinhas eem frascos Licores inglezes e francezesemvasos de di-
de diversos tamanhos a l,2oo, l,6oo,i versos tamanhos a l.ooo, l,5oo e 4,8oo
2,ooo, 2,5ooe2,8oo rs. e a libra a 8oo rs.' rs. a duzia.
Amendoas novas a 32o rs. a libra. Manteiga ingleza flor a 8oo rs. a libra e de 8
Azeite doce refinado a 8oo rs. a garrafa. libras para cima ser aberto um barril na
dem de Lisboa a 61o rs. a garrafa e 4,8oo presenca do comprador.
rs. a caada. dem de 2.1 e 3.a qnalidade a 7oo, 6oo e 4oq
Alpiste a 16o rs. a libra, e 4,8oo rs. a arroba, rs. a libra.
Arroz do Maranhao, da India, e Java a 8c e dem franceza a 560 rs. a libra, eembarril
loo rs..a libra. por menos.
para cima a 2,3oors.
dem proprio para negocio a 2,3oo, de 8 li-
bras para cima a 2,2oo.
dem do Rio em latas de 2, 4, 6 e 8 libras
cada urna a 2, 3, 3,5oo e 4,8oo rs. a lata.
dem preto o melhor que se pode desejar
neste genero a 2.8oo rs.
MAIS ATTKffiO !
Existe alm d'estes gneros, um explendido sortimento de phosphoros, fumo, al-
pista. peras ein calda e seccas. figos, copos finos para ajrua, massas para sopa, azeite, ca-
nella, pimenta, velas de carnauba, banha de porco, papel, e outros muitos gneros, de es-
uva, que lodos sero vendidos por mdicos precos.
Tem") o proprietario dos aflnizeaa do progressista deliberado nao concorda
com a h,'3 .l.i fjnifo Comm.rcial, Ciarim. Alanca, etc., etc., et.;.,-dc;lara que s con
corda em alliar-se aos seus fregue/.es, fazendo eom estes un, liga de interesses recprocos'
ten I) os seas adiados a faculdade de comprarem por precos muito em conta o bom fiam-
bre, o formidavel qneijo c a siborosa bolachinha de so la, que fazem um i b>a alanca
coma Superior champanhe e o porto fino, nicos que sabem imitar a unio destes ar-
miz ns com os seus concurrentes. Vinde, senhores, a >s armazens, aonde poleis den-
Ire um muito explendido so limito desaborosos alimentos, escolherdes os quemis
ros apetecer, cortos de que nunca tereis oocjsio de arrepender-vos de gastar o tosso
dmbeiro uestes estabelecimentos.
COMPLETO SftRTIMENrO.
NO
K.U.tXK.VI
CONSERVATIVO
23Largo do Terco-23. '
Joaquim Simao dos Sanios, (J.-no dcsie jrraaz^m de motilados, identifica ao respeilavel pabK-
co que u*m um ironiplt>lu sprliraenlo dos mesuios os quaes oflereem mais vautagem aos Srs,cwnpraJ
lores, do que em oulra qualauer parto, garauUido-se a superiur qualidade.
Manteiga ingleza flor fa 800 rs.
Ervilias francezas em latas a 600 rs.
Potes com sal refinado a 48o rs.
Fumo de chapa americano a l,4oo rs. a libra
fazenda especial.
Presunto para fiambre inglezes a 7oo e 800
rs. a libra.
Chouricas e paios mnito novos a 64o a libra,
dem menos superior a esse que se vende Batatas muito novas em gigos de 34 libra a
por, 2 e 2,4oo, a 4,800 rs. a libra. l.ooo rs. e 60 rs. a iibra.
dem mais baixo bom para negocio a l,5oo Massas para sopa macarrao, talharim aletria
rs. a libra. a 4oo rs. a libra,
dem miudinho proprio, para negocio a l,5oo Cognac verdadeiro inglez a 8,*5oo rs. a caixa
rs. a libra. e 800 rs. a garrafa.
Queijos do reino chegados neste ultimo va- dem francez a 7,ooo rs. a duzia e 7oo rs. a
por a 2,1)00. garrafa,
dem mais seceos vindos por navio a 1,7oo. Charutos em grande quanlidade e de todos os
dem prato s melhores e mais frescos do fabricantes mais a creditados a I,5oo,
mercado a 76o rs. a libra. 2,ooo, 2.5oo, 3,ooo e 4,ooo rs. a caixa,
dem londrino a 600 rs., e sendo inteiro a os mais baixos sao dos que por ah se ven
floo rs. libra, vende-se por este preco dema2,ooo e2,5oo rs.
pela porco.que temos em ser. ;Caf de premeira qualidade a 8,000 rs. a ar-
Biscoitos em latas de 2 libras das seguintes roba e 28o rs. a libra,
marcas : Osborne, Craknel, Mixed, Victo- dem de segunda qnalidade a 8,2oo rs. a ar-
ria, Pec-nic, Fance, Machineeoutras mu-' roba e26o rs. a iibra.
a libra.
J.iem franeeza muito aova a 560 a libia, em li-
bras 540.
Caf do Hio. de o 2' sorle .'120 e 280 a libra, e
arroba 9 c 80OO.
Arror. |iilailo do Maraoho de 90 rs. 108 a lilwa
BI-io tlpftla a 100 rs. a libra, e arroba 45800 rs
Seroja das melhores marcas a 500 a garrafa.
<;-m.l.ra verdadera do toronja a 15100 o fraseo.
1 li-m dit H.illaii'la a 400 rs. a botija de contra.
Tour.inho de Lisboa a 320 a libra, e arroba MSB0
Passas muito novas a 480 rs. a libra, e eaixa 95
A/eile doce de Lisboa o eallao 35 e a garrafa 640
Mmii de carra(iato a 280 a garrafa, e a caada 25
Aklria M, T, a 480 rs. a libra.
Gomtna de engotnmar imnio alva a 100 rs. a libra.
Sardinbas de Nantes novas a 320 e 360 rs. a lata
e em pircao se far batimento.
Todo e qualqner comprador que
jior ccnto.
'A
Vellas de carnauba a 360 o 400 rs. a libra.
dem de spennacete a 560 o 600 rs. a libra.
Phosphoros do gaz a 25300 a grosa.
Biscontos e holachinhas de soda a 15400.eUOOO
a lata.
Chouricas novas a 720 rs. a libra.
Batatas a 25 o gigo.
Botorhinhaingleza nova a 240 rs. a libra.
Charutos, das mediares marcas de 15200, 15500
25000, :1500o e 45000 a caixa, em porcao s
faraabatiinento. '.
Vinho Fi-jiieira de 8AA a 300 a garrafa, e -na-
da 35500.
dem de Lisboa a 400 a garrafa, e a eanarfa
35000. |
dem de outras marcas a 25700 a caada.
I dem branro de Lisboa a 500 a garrafa,
comprar de 505000 para cima, tera o descont de
tas a 1,3oo e 1 4oo rs.
Polvos chegados ltimamente do Porto a 32o
rs. a libra.
dem em latas grandes a 2,000 rs. a lata.
Balacliinha de Craknel em latas de 5 libras
bruto a 4,ooo rs. .
dem ingle/as em barricas a mais nova do
mercado a 2,5oo rs. a barrica e 24o rs. a
libra.
Cartes com bolas francezas proprios para
mimos oti para anjos que vo as procis-
ses a 600 rs. cada um.
I'eras seccas as mais novas do mercado a 4oo
rs. a libra.
Fijaos de comadre em Utas de 4 e 8 libras
lacradas hermticamente a l,4oo e 2,2oo
rs. a lata.
dem em caixinhas de 8 libras a 1,800, e
2io rs. a libra.
Nozes muito novas a 140 rs. a libra, e 4,000
rs. a arrolia.
Amendoas confeitadas a 9oo rs. a libra.
dem de casca mole a 32o rs.
Vinhos eiifarrafados no Porto e Lisl>oa dos
seguintes marcas: duijue, genuino, velho
secco especial, lagrimas doces, vinho es-
pecial D. Pedro V, nctar superior do
1833, duque do Porto de 1834, vinho do
Porto, velho superior, madeirasecca, Por-
to superior 1). Luiz I. e outras marcas, em caixa de urna duzia a lOjOooe
9oo rs. a garrafa.
Idem fa e 4,ooo a caada,
dem superior a aoo rs, a garrafa o 3,2oors.
a caada.
Mein eia pipa Porto, Lisboa e Figueira das
marcas mais acreditadas a 3,8oo a caada
e 5oo rs", a garrafa,
dem de marcas pouco conhecidas a 4oo rs.
a garrafa e 3.ooo rs. a caada.
EspecialAinlio Lavradio sem 1 mait petfuena
pnmnftcicn -i "'.'J\ <> .......... \, ____. ^-
Arroz do Maranhao a loors. a libra, 3,000 rs.
a arroba.
dem da India muito superior a 2,9oo rs. a
arroba, e loo rs. a libra.
dem mais baixo redondo a 2,6oo rs. a libra.
dem da India comprido a 2,4oo rs. a arro-
ba, e 80 rs. a libra.
Vellas de carnauba do Aracaty a 9,5oo rs. av-
roba, e3>iors. a libra.
dem de sebo muito dura ingindo esparmace-
te 36o rs. a libra.
dem de esparmacete a 54o rs. a libra, e em
caixa a 52o rs.
Papel o melhor que se pode desejar para os
Srs. empregados pblicos a 5,000 rs. a res-
ma, ja se vendeu por 7.ooo rs.
Iilenrainiaro pautadoe liso a 3.ooofs. a resma.
Idnve peso pautada e liso a3,ooors. a
resma.
dem a zul de botica ou fugueteiroa 2,2oo rs.
a resma.
dem embrulho de 1,2oo a l,4oo rs. a resma.
libra a
Aletria branca e amarella a 4oo rs. a libra.
Araruta verdadeira a 3o rs. a libra.
Batatas novas em gigos de 36 a 4o libras por
1,000 rs. e a 4o rs. a libra.
Biscoitos inglezes Lunch a I800 rs. a lata de
5 libras.
dem de diversas marcas em latas menores
a l,3oo rs.
dem de Lisboa de qnalidade especial em la-
tas grandese pequeas a 3,000 e l,5oo rs.
Bolachinhas americanas, a 3,ooo rs. a barrica
e 2oo rs. a libra.
Banha de poreo a 44o rs. a libra, e em barril
a 4oo rs.
Baldes americanos muito proprifls para com-
pras a 1,00o rs.
Cha huxym, hysson e perola a 3,000, 2,8oo,
2,5oo, 2,000 e l,6oo rs.
dem preto a 2,ooo, l,6oo e l,ooo rs. alibra.
Chanpagne a melhor do mercado a 12,000 o
gigo e a l,2oo rs. a garrafa.
Chocolate francez primeira qualidade a 1,100
rs. a libra,
demhespanhol a l,2oo rs. a libra,
dem suisso a l.ooo rs. a libra.
Cerveja branca marca Allsopps a 4,5oo rs. a
duzia, e a 4oo rs. a garrafa.
dem em latas a 20000 e a USGO a lala.
Massa de tomate em barril a 480 rs. a libra,
dem em lata a 640 rs. a lata.
Mostarda ingleza 400 e 600 ris o pote.
Marmelada imperial dos melhores fabrican-
tes de Lisboa a 600 rs. a libra.
Marrasquino de zara a 800 rs. o frasco e a
8 a duzia.
Massas para sopa, talharim e macarrao a
480 rs. a libra,
dem finas, eslielinha e pevide, caixinha
com 8 libras a 10600.
Nozes a 16o rs. a libra.
Peixe preparado de escabeche, da melhor
qualidade que tem viudo ao mercado, a
10 a lata.
Presunto de lamego muito superior a 480
rs. a libra,
dem para fiambre (inglez) a 640 ris a
libra,
dem americano a 400 rs. a libra.
Papel almaco a 30UOO a resma,
dem de peso a 20 a resma.
Palitos para dentes a 160 rs. o maco.
Dito dito de flor a 200 rs.
Ditos do gaz a 20PO a groza
Passas novas a 480 rs. a libra e a 10800 a
caixa.
i
^s
fo
CUSTODIO, CARVALHO & C.
27 Ra do Queimado 27
Para meninas.
.
Lcncinbos de cassapelo btrato preco 100 rs. cada um.
, C'ambraia
rgandys finissimas a 240 rs. o corado.
#emtremeios finos bordado a 15 a peca. P*?*
etmbraia branca com flors a 3# a peca. C*rteS de
bordadas de muito gos.o. *,CM C"89as Ppetas
entestado francez muito fino a 500 rs. a vara. *
I e cassa broncos c de cores a 15200 e 25 a dmi.i.
Coberlas
Khita chinea a preco de 25 cada urna.
Tiras bordadas peca 25.
Catnbraia de tinto a 35, 45 e 55 a vara.
Hicos corles de laa dus mais modernos a prepo de 205 o corlo.
composico a 560 a garrafa c 4,oo~rs. a
caada.
Pomada a.200 rs. *a duzia, sevada muito no-
va a 80 rs. a libra, e 2,5oo a arroba.
Garrafoes com 4 /* garrafas de vinho supe-
rior a 2,5oo rs. com o garrafao.
dem c*>m 4 Vi ditas de veaagre a 1 ,ooo rs. o
garrafao.
i Vinagre PUB em ancorelas de 9 caadas a
15,ooo rs. com aancoreta
dem empipa puro sem o batisms a 2oo re.
a garrafa e l,4oo rs. a caada.
Caixas com 1 duzia da garrafas de vinho Bor-
deaux fazenda muito especial a 6,8oo rs.
a caixa e7oo rs. agarrafa.
jrLieores francezes e portiiKueaes das seguin-
tes marcas creme de violetas, gerofles. ro-
sa, abshito vespeiro, amor perfeito, amen-
dua amarga, percicot. de "urin, Botefim,
morangos, limo, caf, laranja, cidra, gui-
ja, canella, cravo, rlela pimenta a 1 ,ooo
i i<

Ameixas francezas em latas de 1
1,2oo e 8oo rs. a libra,
dem em frascos de.3 libras a 2,5oo rs., s o
frasco valle l.ooo rs. tambem temos em
frascos para 1 ,-4oo rs.
Conservas inglezas a 7oo rs. o frasco.
Molhos inglezes a 8oo e l.ooo rs. o frasco.
Mostarda preparada em potes muito nova a
2oo re.
Latas com 2 a 4 libras de caj secco o mais
bem ananjado possivel a l,8oo e 2,8oo
rs. a lata.
Seiveja Bon. Tenente verdadeira a6,8oo rs.
a duzia.
dem de outras marcas preta e branca a 5,5oo
c 6,ooo rs. a duzia inteiras.
Vassouras de piassava com 2 arcos de ferro
-vindas do Porto a 32o rs.
CetMbs muito novas a 8oors. o molboe 5oo
rs. o cento.
Chocolate portiiguez hespanhol e francez de
8oo a l.oooVs. a libra.
Genebra de Hollonda em frasqueiras a 6,ooo
e 56o rs. o frasco,
dem em botijas a 4oo rs.
dem em garrafoes de 14 garrafas a 5,2oo rs.
Palitos do gaz a 2,2oo rs. a groza 2o rs. a
caixa.
dem de denles lixados em macos grandes
com 2o rs o macinhos a 12o rs. o masso.
Comuhos muito novos a 32o rs. a libra e
i o.ooo a arroba.
Sag muito novo a 24o rs. a libra.
Cevadinha de Franca a 18o rs. a libra.
Mitho alpista a tto rs. a libra e t,T5oo rs. a'
arroba.
Gomma a 8o rs a libra e 2,4oo a arroba.
vPeixes em latas al.ooo rs. a lata ja prompto
a comer-se.
'arello de Lisboa marca N. e Biale saceos
grandes a 4,ooo rs.
Cognac inglez a 64o rs. a garrafa a 8oo e a Queijos flamengos do ultimo vapor a 20500.
l.ooo rs. I Dito londrino a 900 rs. a libra.
Concervas inglezas em frascos grandes a 75o' Dito prato a 640 rs. a libra.
rs. o frasco. i Sardinhas de Nantes a 320 rs. a lata,
dem francezas de militas qualidades a 5oo Dita de Lisboa a 640 rs. em lata grande.
rs. o frasco e a 5,5oo rs. a duzia. \ Sag muito superior a 240 rs. a libra.
Charutos neste genero temos grande sorti-.Sal relina lo, em potes de vidro, a 600 rs.
ment tanto da Bahia como do Rio de Ja- o pote.
neiroa l,6oo, 2,2oo, 2,5oo, 3,ooo e4,ooo Sabao massa a 120, 160, 200 e240 rs. a
libra.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra.
Dito de Santos e 300 rs. a libra.
Tijolo para limpar facas a 140 rs. cada um.
Vassouras americanas a 64o rs, cada urna.
dem do Porto a 400 rs, cada urna.
\e\s de carnauba e composi^ao a 320 rs. ?a
libra e a 100 a arroba,
dem stearinas superiores a 560 rs. o
maco, e em caixa por menos.
Vinho do Porto, neste g-neno temos o me-
lhor sortimento possivel, que vendemos
por precos muito liaos a 10 a garrafa e
a 10/e 12aduzia.
dem Cherry, e da Madeira em barris e em
caixa, a 120 a caixa e o barril conforme o
tama n lio
dem de Figueira e Lisboa, em ancoras de
8 a 9 caadas, por 280000.
Dito em pipa a 30000, 30500 e40ooo a ca-
ada
dem do Porto, denomruado Baliza, a 50 a
caada,
dem idem em garrafoes a. 20500, com o
garrafao.
dem de Sordenuxj das melhores marcas que
vem ao mercado, a 60 a caixa e a4540 rs.
a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 10600,108oo e 20000 a
caada,
dem idem.em garrames com 5 garrafas, por
10 com o garrafao. ,
Vinho de caj a 10 a garrafa. Este vinbo
tera de anuos.
rs. a caixa.
Caf do Cear muito superior a 28o rs. a libra
e a 8,000. rs. a arroba,
dem do Rio a 3oo e 2Ho rs. a libra.
Ceblas a 9oo rs. o moldo com mais de loo
ceblas.
Chouricas e paios a 72o rs. a* libra.
Cevadinha de Franca a 2oo rs. a libra.
Cevada muito nova a 8o rs. a libra.
Copos lapidados a 5 e 6,ooo rs. a duzia.
Doce de goiaba em latas a 4oo rs. a libra,
dem de caj em latas a 320 rs. a libra.
Ervilhas francezas e portuguezas a 5oo e 64o
rs. a lata.
dem seccas a 16o rs. a libra.
Figos de comadre em caixinhas com 8 libras
por 16oo rs.
Farinha do Maranhao a 12o rs. a libra.
Farinha de trigo muito superior a 12o rs. a
libra.
Farelo em saceos grandes a 4,ooo rs. o sacco
Genebra ingleza marca gato a 1 ,ooo rs. a gar-
rafa.
dem verdadeira de Hollanda em frascos muito
grandes a 1 ,?oo rs. o frasco.
dem de Hollanda n frascos pequeos a 5oo
rs. o frasco. .
dem de laranja a l.ooo o frasco.
Gomma do Aracaty a 8o rs. a libra.
Graxa a loo rs. a lata e i,loo a duzia.
Linguas americanas de grande tamanho a
l.ooo cada urna.
Enfeltes de eascarrllha e ii-au a OO rs. cada un.
Aaguia brnnra est vendendotmns enfeites de
cascarrilha e tranca, pret"s e de cures todos ao
baratissimo preco de SOOrs., servindo elles tanto
para senhoras como para meninas, a vi da commodidade do preco ninpnem deixar de os
Hicos enfeiles pvra se-
nhora
Cal de Lisboa e p*asa da
Rassia.
S para assenkaraa.
' 6 ailinhas e punbes.
Chegaram as riquissimas gollinhas com pnnhos Vende-se na ra daCadeia do Recife n. 26, para
de lindo bordada* e.linho puro guarnecidos com onde se mudou o antigo e acreditado deposito da
bonitos botaozinuns ionio para sentara como para mesma ra n. 12, ambos os gneros sao ovos e
menina, ims a vista faz f : s no vigilante ra do legtimos, e se vendem a preco mais barato do que
Crespn. 7. |arU tauabrae^part.
Chegaram nnicamente para o Vigilante os ricos
endites a ramha deEscossfa, far.nda inteiramen-
fe moderna e muito barata olhando a sua uiuii.i*
comprar na ra do Queimado toja da agula branca fle e gosto : s na loja do Gallo Vigilante, roa da
n. 8.
AGENCIA
PA
FUNDICO DE L0W-M00R.
Bm da Seantia aova a. 42.
Neste estabelecimento contina a haver
um completo sortimento de moendas e meias
moendas para engenho, machinas de vapor
e tachas de ferro balido e coado, de todos oa
tamanhos para-ditos.
Arados americanos e machinas para
lavar roupa: em casa de S. P. Johnston & C.
ra da Senzalla Nova n. 42.
Crespo n. 7.
Ra da Senzalla \qm\ n. 42.
Neste estabelecimento vendem-se: tachas da
ferro coado libra a 110 rs., idem de Low
Moor libra a 120 rs.
IKI.I 0
Vendeni-se caf&es
ucsla typographla.
asios
Vende-se feijSn mulatinho muito novo a 175500
o alqueire, e a 560 a ma. dito mais trigueiro a
145 o alqueire, e a 440 rs. a cuia : na ra Oirtia
auiiiero 8.
FK\0
Vendem-se sarcos rom 20 cuias de feijao mnla-
tinho muilo nnvo a H500, dito mais trlgaeifra,
t>5 : na ra Direita n. 8.


I

'
57-RA DO IMPERADOR-57
DE
Paulo Ferrelra da Silva.
0 proprietario tleste grande estabelecimento de molhados, recebe por todos os vapores e navios os raelbores gneros que
vera ao mercado, os quaes vende em seu armazem pelos mais resumidos precos.
Tenda chegado pouco da Europa, aonde deixou pessoas encarregadas para a esGolha de seus gneros, tem a honra de annuu-
ciar o respeitavel publico, que ninguem como elle pode vendar to barato e por o resumidos precos; serviado como costuma aos
seus freguezes com os melhores gneros que se pode desejar.
ATTEM^AO.
Grande liquidado
de lateadas aa loja do Pavao, ra .da Imperatrii a.
60, de fiama A Silva.
AeOa-ee este estabeleciniento completamente sor-
tide suissas, proprias tanto para a praga como pata]
mato, prometiendo vender-se mais barata do que
em outra qualquer parte principalmente sendo em
porrSo e de todas as fazendas dao-se as amostras
deiaando ficar penhor ou mandam-se levar em ea*
sa pelos caiieiros da loja- do Pavo.
As ehUat de Pavo.
Vendem-se superiores chitas claras e escuras pe-
lo barato preco de 8*0 e 280 rs. sendo tintas stgu-
rea, ditas trncelas linas a 320, 340, 360, 400 e

i
R(]A DO 0UADO N. 11.
Leja de fazendas de Augusto Frederico des Saatoa Porto.
Fazendas prelas para a quaresma.
Bicas capas de seda preta bordadas e enfeiudas para senhora.
Seutembarques manteletes de seda preto milito superiores..
Zuavos de seda pretos richiente enfeiados a 175.
Lina* de peillra de Jouvin para homeni o senhora.
Cliapt'-os pretos para hoinem e chapeos de sol de superior quattdade.
Sortimenlo de grosdenaple preto, pannos finos, casemiras prelas, merino, sehslria e bora-
basina preU tudo por commodos- precos.
Camisinhas de cambraia aGaribaldi e ramisinhas e manguitos brancos e de cor.
Vende-se para acabar organdvs da India a 320 rs. o covado, lasinhas a 3C0 rs. o covado
500 rs., o covado, ditas prelas largas e estrellas, cambraias de cor a 240 e 320 o covado e militas outras fazendas por commodos prego?.
riseados escocezes finos a 240 rs. o covado, sto na
Querendo o proprietario deste tao til estabelecimento a concorrencia da boa freguezia, tem-deliberado vender sempre por gjadoPavao ruadaimperatrizn.60 de Gama &,
menos do que outro qualquer, garanndo aos seus fFeguezes todo e qualquer'genero sabido de seu acreditado armazem.
Manteiga ingleza a mais nova e fina chegada
neste ultimo vapor a 8oo rs. a libra e de 8
libras para cima ter abatimento.
dem francesa, a melhor e mais superior do
nosso mercado a 56o rs. a libra e 52o em
barril ou meio.
Bauha de porco refinada e milito alva a 44o
rs. a libia, cem liarril a 4oo rs.
Cha hysson, o melhor neste genero especial
ehcommenda do proprietario a 2,7oo a Ib.
dem idem menos superior e que em outras
casas se vende a 2,6oo rs., custa neste ar- Idemem garrafes com 25 garrafas a 8,ooo rs.
niazem 2,2oo rs. a libra. Cerveja das melhores marcas de 5,ooo a
dem iixim, o melhor que pode haver neste i 5,5oo a duzia e 5oo rs. a garrafa,
genero.a 2,6oo alb. garante- se a qualidade. Cognac superior a 8oo e l,ooq rs. a garrafa.,
dem preto milito especial a 2,ooo rs. a li- e em caixa tora abatimento.
bra, e mais haixo, porem muito soffrivel a Marmellada imperial dos melhores c
1,2oo a Ib.. vende-se por estes precos em afamados conserveiros de Lisboa em
razo de nestes ltimos navios ter-se rece- de libra, fibra e meia e 2 libras a 6oo rs.
Vinho do Porto em barril muito especial a Farinha de araruta verdadeira. a32ors. alb.
G4o rs. a garrafa, e 5,ooo rs. a caada. | Phosphoros do gaz a 2oo rs. a* duzia e
Vinagre puro de Lisboa a 2oo rs. a garrafa e 2,2oo rs. a groza*
l,4oo rs. caada.
dem em garrafes com 5 garrafas.
Azeite doce de Lisboa superior qualidade a Tijolo para limpar facas
64o rs. a garrafa e 4,8oo rs. a caada.
Batatas em gigos de trinta a ti i uta e tantas li-
bra a 2,5oo rs. o gig e 8o rs. a libra.
Genebra de Hollanda a mais superior a 6,000
rs. a frasqueira e 56o rs. o frasco.
Botechinha americana em barrica a 3,ooo
rs., e em libra a 2oo rs.
a t2o rs. cada um.
As cseas da Pava* a O, 280, 300 e 320 rs.
Veadem-sc ttnistimas cassas persianas cores li-
sas a 320 rs. o covado, dilas franrezas ni ni lo finas
a 240 e 280 rs., ditas ingzezas a 240 e 280 rs. o
covado, nissimo organdy matisado cora desenos
miixlinhosa 320 rs. o covado, cassas garibaidinas
muilo finas a 320 rs., isto na luja do Pavo ra da
Imperatrii n. 60, de Gama & Silva.
Vassouras de piassava com dous arcos de *s laazinhas da eiposico do Pavie.
farm nri>nili-nili> n cnhn a 32fl r* rada' Vendem-se as mais modernas laazinhas mossan-
ferro prenoenao o cano a jzo rs. taiw biue ^^^ ^ ul|(mo vapor frame sem|o
una. dfe urna s- cor ou de listas miudinhas com 4 pat-
ECOvas de piassav proprias para estregar mos de largura, proprias para vestido- de senhora,
casa a 32o rs* roupa para meninos e capas, e pelo baratsimo
J-irdinhia do Miniiw mnitn novan Mfi rs Pre de 500 rs. o covado, ditas enfcstadas trans-
sardinnas de antes muito novas a o rs. p3r^m de ouadnnho9 ^ e aeo-n. o m-
a lala' vado, ditas malisadas muito finas a 500 e 440 is.,
Peixe em lata muito bem preparado: savel, ditas mais baratas do que chiia tambem malisadas
corvina, pescada e outros a t.ooo rs. a a 380 rs. o covado, ditas a Marta. Pia eom palma
Chegaram as muilo superiores
EKTEIKAS PARA SAEAS.
lata,
mais Ervilhas portuguesas
latas
bido grande porgao deste genero, a diffe-
enca de prego de 6oo a 8oo rs. a libra
do que se vende em outra qualquer parte.
Mein do lUo em lata de 1 at 6 Ib. a 1,4oo rs.
a Ib., neste genero o melhor possivel.
Biscoulos inglezes em latas com diflcrentes
qualidades como sejam craknel, victoria
pic-nic, soda, captain. seed, osborne e ou*
tras muitas marcas a i ,35o rs. a lata.
Bolachinha de soda em latas grandes a 2,ooo
rs. cada urna.
Figos em caixinhas hermticamente lacradas
e muito proprias para mimo a l,6oo e
2,6oo rs. cada urna.
Mein em caixinlm.s de 8 Ib. a 2$ rs. cada urna
Passas novas a l.ooo rs. a caixa e 48o a Ib.
Ameixas francezas em latas de libra e meia e
3 libras a l,2oo, 2,ooo e 8oo rs. a libra.
Caixinhas com ricas estampas a 4,4oo rs.
cada urna, frascos de vidro com rolha do
mesmo, conferido libra e meia de ameixas.
Champagne da marca mais superior que tem
vindo ao nosso mercatlo a 18.000 rs. o gi-
go, e l,8oo rs. a garrafa; garante-sc a su-
perior qualidade.
e francezas j prepa-
radas a 64a e 72o rs. a lata.
Cafe lavado de primeira sorte a 32o rs. a
Conservas ingtezas em frascos grandes a libra, e 9,ooo a arroba.
75o rs. cada um. ; dem do Rio muito bom a 28o a Obra e
dem franceza de todas as qualidades de 8,5oo rs. a arroba.
legumes e fructas a 5oo rs. l Arroz do MaranhBo a leo e 120 rs. a libra.
Mostarda francea em pote preparada a 4oors dem de Java a loo rs. a libra.
Palitos para dentes 12ors. o mago
dem lixados muito finos a 14o rs.
Velas stearinas a 56o rs. a libra e em caixa
a 54o rs.
dem de carnauba pura e refinada a 360 rs.
a libra e 10,000 a arroba.
Amendoas de casca mole a 4oo rs. a libra.
Avelas muito novas a 2oo rs. a bra.
Nozes muito novas a 2o rs. a libra.
Chouricas e paios a 7oo rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra ou a
8,5oo rs. a arroba.
dem de composico emmacadas a 32o rs. Presuntos de Lamego de superior qualidade
o maco e 9,ooo rs. a arroba.
Massa de tomates em latas a 600 rs. a libra.
Doce em calda das mais especiaes fructas da
Europa a 600 rs. a lata.
Ostras em latas muito bem preparadas a
l.ooo rs.
Massa para sopa estrellinha muito nova em
caixas de 8 libras a 3,oooe 5oors. a bra.
dem talharim, macarr3o e aletria a 4oo rs.
dem macarrao maisbaixoa 24o rs. a libra.
Cevadinha muito nova de Franca a 2oo rs. a
libra.
Sag o melhor que possivel a 24o rs. alb.
Vinho Bordeara das melhores qualidades que Farinha. de Maranho a melhor que presen-
temente tem vindo ao nosso mercado a
14o rs. a libra.
Gomma do Aracaty muito alva a 80 rs. alb.
Licores muilo finos de Bordeaux e tedas as
raareas-que ha neste genero a 8oo# l.ooo
e ,2oo rs. a garrafa.
Genebra de laranja em frascos grandes a
1.2oo rs. cada um.
Tmaras do Egypto a 8oe rs. a libra e em
caixinhas de 5 libras a 3,5oo rs.
Papel almaco pautado o melhor que ha nes-
te genero a 4,5oo rs. a resma.
se pode desejar a 7,000 e 7,5oo rs. a cai-
xa e 64o rs. a garrafa.
Caixas com Vinho do Porto superior de 9,ooo
e to.ooo rs. a duzia, e 9oo e 1,00o rs. a
garrafa; neste genero ha grande porcaoedc
diITcrentes maros muito acreditadas que
j se venderam por 14,000 e lo.ooo a cai-
xa como sejain: Duque do Porto, Lagrimas
do Douro, D. Luiz, Camoes, Madeira sec-
ta, Nctar, Genuino e Malvasia fino e ou-
tros como Cherry e Madeira para 12,ooo e
13,ooo rs. a caixa.
Vinho de pipa: Porto, Lisboa, Figueira a 4oo,
48o e 56o rs. a garrafa, 3,ooo, 3,2oo e
:;..">nu rs. a caada.
dem branco o melhor neste genero vindo de
encommenda a 600 rs. a garrafa, c 4,5oo
r s. a Canad.
chegados neste ultimo vapor a 56o rs.alb.
Alpista muito novo e limpo a 16o rs. a li-
bra e 4,6oo a arroba.
Painco novo a 18o alb. e 8,000rs. a arroba.
Sabo massa, amarello e castanho a 22o e
24o rs. a libra.
dem mais baixoura pouco a 16o, 480e2oo
rs. a libra.
Castanhas pelladas a 24o rs. a libra.
Chocolate francez de primeira qualidade a
l,2oo es. a libra.
dem de Sant muito superior e medicinal a
l,3oo rs.
Copos lapidados proprios para agua a 5>ooo
rs. a duzia, que em outra qualquer pacte
7 e 8,000 rs.
Charutos dos melhores e mais afamados fa-
bricantes de S. Flix e do Kio de Janeiro,
de l,5oo a ?>,ooo a caixa.
Cebollas novas a l.ooo rs. os molbos gran-
des e 800 rs. o cento.
Doce de go'iaba a 64o rs. o caixo.
Lentilhas, excellente legume para sopa e gui-
sado, a 24o rs. a libra.
Ervilhas seccas j descascadas a 2oo rs. a
libra.
Sal retinado em lindos poles de vidro a ^00 Pimenta do reino muito nova a 36o rs. a libra.
rs. cada um.
Mlhos inglezes em garrafinhas com rolha de
vidro a 64o rs. cada urna.
Queijos flainengos chegados no ultimo va-
por e mintn frescos.
de seda 4 palmos de largura a 800 rs. o covado,
e ditas de orna s cor parda, azul, cor de lyrio e
perola proprias para vestidos, saulembarqes e
garibaldes a 720 rs. o aovado, ditas escoeezas a
800 e 400 rs isto s na loja do Pavao, ra da Im-
peratriz n. 60, de Gama & Silva.
Os chales do Pava.
Vendem-se finos chales de crepon estampados
pelo barato preco do 6J, 7, 84. ditos de pona re-
donda a "5 e 8*5, ditos pretos ricamente bordados
a reros com vidrilho a rj, ditos pretos lisos a
55, ditos de cores a 44500 e 5*, ditos de merino
eslampados a 25 c 35, ditos de laa a 15280 e 25,
ditos de relroz preto para loto a 65, islo na loja
do Pavao ra daIraparatriz n. 6, de Gama &
Silva.
Fazendas prelas para a qiaresna vende o Pavao.
Vande-se grosdenaple preto muilo superior a
15600, dito a 15800, 25, 25500,2580 e 35, mo-
reantiqae preto muito superior a 35 e 25800, sar-
ja preta bespanhola muito encorpada a 25, islo na
luja do Pavo ra da Imperan iz n. 60, de Gama
& Silva.
O Paviu vende para luto.
Vende-se superior setim da China fazenda toda
de laa sem lustro toado 6 palmos de largura pro-
prio para vestidos, palotols, capas etc., pelo bara-
to prego de 25, 25200. 25500 o covado, cassas
pretas'lisas, chitas prelas largas e estrellas, chales
de merino lisos e bordados a vidrilho, mangnitos
comgolhnnas e outros muitos artigos qnese ven-
dem por precos razoaveis : na loja do Pavao ra
da Imperairrz n. 60, de Gama & Silva.
Os rorpinins de Pavao
Vende-se os mais modernos corpinhos de cam-
braia ricamente bordados e enfeiados a 7 e 85
na loja do Payo, ra da Imperatriz n. 60, de Ga-
ma <& Silva.
Os vestidos do Pavo
Vende-se ricos vestidos de grosdenaple preto ri-
camente bordados a vellido pelo barato prego de
405, sendo fazenda que sempre se vendeu a 1005
e lv05 ; ditos de cambraia brancos ricamente bor-
dados a croch, sendo nroprios para baile e casa-
mento a 10, 15, 20 e 305; ditos de laa com lindas
barras a 18 e 155 ; -"to na loja do Pavao ra
da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
Os pannos do Pavao.
Vende-se panno preto muito superior pelo barato
prego de 25, 25500,35 e 33500, ditos muilo tinos a
45, 55 e 65,corles de casemira pela enfestada a
45, 4500 e 65, ca.-emira preta fina de urna so
largura muito lina a 14800, 25, 25300 e 35, cor-
tes de casemira de cor a o5, 55500 e 65, casemi-
ras entestadas de urna s cor proprias para caiga,
Grande pechincha
eaa (oque de a va ra aa loja e
armazem da Arara rna da Im-
peratriz u. 56 de l.oiireiieo I.
M. CUiimarr*.
Vende-se com toqne de avaria.
Vende-se raadapolo inplez com pequeo to-
que de avaria por 65500 75 e 85. algodozinho a
455OO e 54, cambraias lisas finas a 35 e 35500 :
na roa da Imperatriz loja da Arara n. 56.
Vende-se fatendas limpas haratissimas.
Vende-se chitas finas cores escuras a 240 e 280
rs. o covado, ditas francezas linas cores fixas a
320, 360 e 100 rs. o covado, gorgurao do linho pa
ra vestidos de senhora a 280 o covado,
franeei para vestido a 280 o covado : na
Arara ruada Imperatriz n. 56.
Fazendas proprias para seukoras e meninas.
Vende-se gollinhas com botaozinho para senhora
e meninas a 200 e 320 rs., manguitos do fil e
cambraia enfeiados a 500 rs., manguitos e gollas
para senhora a 15 e 15280, camisiuhas bordadas
para senhora a 25, ditas bordadas no colarinho e
pnnhos e grvalas muito finas a 44500 e 54 : s
a Aiara ra da Imperatriz n. 56.
Principia a Arar* vender as colchas.
Vende-se colchas avelludadas para cama a
Milho novo a 2$5'0
Vendm-se saceos com milho muilo novo a
25500 : na ra Direita, taberna a, 4, e na escadt-
nlia da alfandega, armazem da esquina n. 7, con-
fronte ao guindaste. _________________
Vende-se urna taberna propria para princi-
piante, na ra do Hoi-picio u. 28: a tratar na
niesma._________________________________
Vendem-se : V. Hugo, Coniemplations 2 vola;
Le Bretn, Pompea 1 vo.; Padre Ventura, Fcm-
mes de l'Evangile 1 vol.; Mr-e de uien 1 vot.;
Eeole des miracles 3 vols. ; Guisol, Kevolutiou
d'Angleterre 1 vol. ; Chlele!, de la prosiituiion 2
vols.; Magalhaes, Tamoyos 1 volume; llendes,
, Eneida Brasileira 1 vot. ; Heitor Pinto, Imagem da
riscado Vida Clirislau 2 \ols.; Le Sage, Diabo Cu_o 2 vols.;
loja da ; V. de branles, Missal Especial 1 vol. : na ra
estrella do Rosario n. 12.
Botica e armazem de
drogas
Ra do Cabug 11. II.
DK
Joaqun Martiaho da rai Corris.
Vende-se o seguinte :
, > Salsa parrilha de Bristol.
dilas de linho alcochoadas a 55, ditas de fustao a. I'astillias assucaradas de Kemp.
55, dilas de damasco a 45, ditas de chita a' 2,5 : Pastilhas vermfugas de Kemp.
a toja da Arara ra da Imperatriz n. 56. t Elixir de citro I acuito de ferro do Dr. Thermes.
Arara veade cassas a M r. Rob da Lafecteur.
LOJA DO BEIJA FLOR. | A ,\(l)l\ BR4NC\
iiii;i do Qucima>1o numero 63.
Cravaliulias para senhora.
Vendem-su gravaiiuuas de diversos jostos mais
modernos a 720 e 800 rs. : na ra do Queimado,
luja do beija-llor n. 63.
Filas para iMinini de veslidos.
Vendem-se litas para debrum de vestido de linho
com 12 varas a 400 rs. a pega : na ra do Quei-
mado, loja do beija-llor n. 63.
Peutes travessos.
Vendem-se pentes travessos de caracol na
frente, de borracha a 500 rs.: na ra do Queima-
do, loja do beija-llor n. 63.
Papel beira delirada.
Vende-se papel beira dourada a 15200 e 15300,
dimde cor de beira dourada a 15100: na ra do
Queimado, loja do beija-flor n. 63.
Anvclopes.
Vendem-se anvclopes de diversas qualidades
braneo a 800 rs. e de cor a 640 rs., para cartas de
visita a 400 rs., preto a 720 rs. : na loja do beija-
llor na ra do Queimado n. 63.
tullas de aljfar. .
Tendo recebido vollas de aljfar eom cruzes de
pedra imitando a briihante vende-se a 15 cada
urna : na ra do Queimado loja do beija-llor n. 63.
Camisas de neias.
Vendem-se camisas de meias muito finas a
15200 e 15300 : na ra do Queimado, loja do bei-
ja-llor n. 63.
L ii fe tes de lila.
Tendo re.cebido enfeites de lita prelas e de co-
res mais modernas que se esto usando a 15 cada
um : na ra do Queimado, loja do beija-flor n. 63.
Fila de lita pela para delirum.
Vende-se fita de laa preta para debrum com 10
varas a 900 rs. a pega : na loja do beija-flor ra
do Queimado n 63.
Fitas de linho para bordar vestido.
Vendem-se filas de linho para bordar rvestido
ou roupiobo de meninas com 40 varas a 640 e
800 rs. a peca s uuem tem loja do beija-flor
ra do Queimado numero 63.
Bolees de madreperola.
Vendem-se boies de madreperola mais moder-
nos que tem vindo para punhos de senhora a 320
rs. o par : s quem vende por este prego na
ra do Queimado, loja do beija-flor numero 63.
Fila de velludo para bordar vestido.
Vende-se fila de velludo preto com 10 varas a
900 rs. a pega : s quem tem por este prego a
loja do beija-flor da ra do Queimado n. 63.
Fita de velludo bordada.
Vende-se fita de velludo preto bordada de di-
versos gostos e mais modernos proprios para qua-
resma : s quem tem a loja do beija-flor ra do
Queimado n. 63.
Franja preto.
Vende-se franja preta de diversas larguras para
enfeilar capas ou manteletes os mais lindos Ros-
tes que se pode encontrar : na nja do beija-flor
ra do Queimado n. 63.
Facas e arfw.
Vendem-se facas e gacfos de balango de 1 bo-
tio a 54500 a duzia. dilas de 2 boies a 64*00 :
na ra do Queimado, loja do beija-flor n. 63.
Domines.
Vendem-se dminos muito finos a 14200 r
14400: na loja du beija-flor da ra do Queimado
a. 63.
Vsperas.
Vendem-se visooras muito finas a 800 rs. : na
ra do Queimado, luja do beija-flor n. 63.
__ Vende-se para mais le 180 railheiros de te-
Iha e lijlo de al venara Patilla, ladrilho e lapamen-
lo da malherquaNdaoV que pode apparecer : quem
uuizer coprar, pode tratar com o socio e admi-
nistrador Zacaras dos Santos Barros no becco
das Barreiras, olaria n. 15, eu com Jos Maria
flnnealves Vieira Guimaraes, na na Nova n. 49.
recebeu as verdadeiras
LhV;- s de Joiiviii
prelas c de outras cores.
Papel de cores.
Folhas grandes para enfeites de bandeijas : ven-
dem-se na ra do Queimado, leja d'aguia branca
numero 8.
Cominhos e erva doce a 32o e 4oo rs. a Ib.
Cravo da India a 6oo rs. a libra.
Canella muito nova a 1 ,ooo rs. a libra.
Alfazema a oo rs. a libra e <,ooo a arroba, moninos a 35 e 3500 o covado, isto na loja do
Graixa a loo rs. a lato e l,loo rs.a duzia. | pav> ra da Imperatriz n.^M, da Gama* Silva.
______________ i A rottpa do ravao.
. aft Vendem-se palotols de panno preto sobrerasa-
A 0 II. .!. eos fazenda muito boa a 125, ditos muito Unos a
Nova loja des barateiros na rna do Queimado. 164, 20, 254 e 305, caigas de casemira prea boa
Bicas saias de fusloa 54, camisas inglezas para ; fazenda a 44500,55, 64, 74 e 84, paletols saceos
senhora a 25, 25500, 35 e 44, cobertas de fustao Je panno preto a 74, ditos de casemira de cor a
brancas a 55, chitas com lustro para coberta com ; 65 e 75, ditos de alpaca preta ditos de merino
6 palmos de largura a 640 o covado, umbrala de Preto, ditos de brin.de cores, caigas i
: cores |iara vestido a 320 e covado, lias para vesti- de cor a 44, 55,65, ?5,
Vende-se cassas francezas finas a 240 e 280 o
covado, organdvs finos a 240, 280 e 220 o covado:
na ra da Imperatriz n. 56 loja da Arara.
Roupa frito da Arara.
Vende-se palelots de brim de cor a 25500 e 35'
irlos de meia casemira a 35500, ditos melhores a
4450U 64, ditos pretos de panno a 5J, 64 e 85,
ditos de casemira lina c debrunbados a 84 e 104,
ditos pretos de alpaca a 35500 e 45, caigas pretas
de casemira a 45500, 55, 65 e 85, ditos de meia
asemira, ganga e brim a 25 e 25500, ditos finos
a 34500, ditos de brim branco a 35 e 34500, ca-
misas francezas a 24, 24500 e 34, seroulas a
14600, dnas de linho a 24 e 24500, cuteles a 25
e 253O : na ra da Imperatriz n. 50.
Balees da Arara a 34.
Vende-se bales crinolinas de 20, 30 e 40 arcos
a 35,3550O, 45 e 44500, dilos de madapolao a|
.15500, ditos de musselna a i.j : s na Arara ra 1
da Imperatriz n. 56.
Arara vende escories de riscados francrz.es a 3;i
Vend -se corles de r i >ead os francezes com 14
covados a 35 o corte : na ra da Imperatriz n. 56.
Arara vende corles de casemira preto a 3$.
Vende-se cortes de casemira preta para caigas a
35, 35500, 44 e 54 : na loja da Arara n. 56.
Arara vende os soulembarques.
Vende-se soulembarques pelos muito ricos, ca-
pas compridas e manteletes de superior qualidade
a 224 e 254 : s a Arara ra da Imperatriz nu-
mero 56.
Sedinlias a 300 rs.
Arara vende sedinha* de lislrnhas para veslidos
a 500 rs. o covado, ditas finas a 800 rs., laa Ma-
ria Pia com 4 palmos de largo e palmas de seda a
800 rs. o covado : na ra da Imperatriz n. 06.
Arara vende cambraias de carocinbos a 2->."iO0.
Vende-se cambraias de carocinhos para veslidos
Xarope depurativo d'odoreto de ferro de Guy.
Xarope peitoral sedativo de Guy.
Pastilhas peitoraes balsmicas de Guy.
Pilulas da vida.
Burel franciscano (mesclado) para imagens.
Injecgao Brow.
Xarope de citrato de ferro de Chable.
Pi lulas contra seses.
Salsa parrilha de Sands.
Extracto fluido de.salsa parrilha de Bailys.
Xarope alcoolico de veHenie.
Alem destas drogas ba constantemente um cem-
plelo sortmento de tintas, verniz, ouro para ('ou-
rar, preparados chimicos e pharmaceuticos que se
vendem por commodes pregos.
com laco e outras qualidades.
A agua branca acaba de receber um bello e
completo sortmento de enfeites com lagos, ditos
sem lagos, etc.; tambem recebeu outros mui. bo-
nitos, e segundo siias recommendaces vieram dos
que ha de mais moderno c apurado' gosto : assim
do a 480, 560 e 640 o covado.
Ao a. 29.
Nova loja dos barateiros na ra de Queimado.
Tarlatanas de todas as cores, fazenda muito fina
a 720 a vara, cambraia para cortinado, pega dr 22
varas, por 165, chales de la por 35, 45, 55 e 85,
camisas inglezas para homem a 385, 505 e 605-
Ao n. 29.
Nova loja dos barateiros na ra do Queimado.
Bicos pretos, franjas de todas as qualidades, |
paletols, colletes, capas para senhora, roupas para a 54500 a peca, cortes de cassa franceza a 25, co
' bertores de pellos a 15 e 15600 : na ra da Im-
pera inz n. 56.
Grande sortmento de fazendas pretos para a qua-
resma.
Sedas, grosdenaple, pannos finos e casemiras.
Vende-se grosdenaple preto para veslidos boa
fazenda a 15400, 15600, 25, 25400, 25&00 e 35 o
covado, sarja hespanhola de seda, panno fino preto
a 14600, 24,25500, 35 e 45 o covado, muito su-
perior casemiras prelas finas a 25 e 25400 o cova-
do. merino fino a 25500 e 35, dito de cordao a
25500 o covado : na ra da Imperatriz n. 56.
Arara vende madapolao francez a i>.
Vende-se madapolao francez entestado a 45 e
455OO, bretahna de linho, hamburgo de linho para
ditos de caxemira da
Escossia a :i5. ditos'de"brim pardo a 2550, ditos
de cor a 24 e 25500, dilos brancos muito finos,
sto na loja do Pavao, ra da Imperatriz n. 60, de
Gama & Silva.
Os eorilnados do pavo
..,.> u "--"" |encoos e gerooiag a 440, 500 e 640
rimados pn.pi.os para janel-. d),.. h d de
2 viri tiri-
Vendem-se ricos cortinados prop ios.para janel- ^^rte'ae"nnh7d7l"oVa"lmoV de"'argura a 24 a
la e camas pelo barato preco de 9* o par, sei.de o brim pardo de linho a 800 e 15, dito braneo
melhor que ha no mercado: na ra da Imperatriz a {& {tm e 1#WQ a yara na rua da ,mpera.
n. 60, de Gama & Silva.
As colchas
Vendeui-se colchas de
do Pavo.
linho alcochoadas
pro
eapurauo gosio^ isnm ^m^,,,,,, bordadas, collarnhos e ponhos, folhos
os prelendentes munidos de dinheiro serao bem ^^ botoes ^ vo||uqo de seda e de fustao,
servidos : na rua do Queimado, loja d aguia bran Lands de cabe|,0f meias de set]a) |e(|Ues cujos
1 ertigos se vendem por metade do seu valor por ser
(rangas de seda, de algodao e de laa, manguitos e I pnas para cama pelo barato prego de o5 cada nma
1 na rua da Imperatriz n.60, de Gama k Silva
As calciiihas do Pavo.
Vendem-se ralcinhas de cambraia bordadas
Frascos
com gomma arbica dssolvida : vendem-se na
rua do Queimado, loja d'aguia branca n. 8.
tirelas a un pedrasno-
vo sortmento.
A aguia branca recebeu por esse ultimo vapor
um novo e bello sortmento das procuradas fivelas
com pedras, pudendo assim satsfazer a todos que
dellas precsarem, urna vez que apparega dinhei-
ro : na rua do Queimado, loja d'aguia branca nu-
mero 8.
PAPEL INGLEZ
alaaaeo e de peso.
Alem do grande sortmento de papel greve e ou-
tras muitas qualidades, que constantemente se
acham na loja d'aguia branca, fai-se notavel pela
suoenoridade de qualidade o papel nglez almasso
e de peso, que acaba de chegar para a dita loja ;
um o outro sao mu encorpados e de um assetina-
do lustroso e maco, que na verdade a; odos agra-
dam. As resmas daqueile tem 480 folhas, e as
deste 500, e custa cada urna 85. Tambem veio da
mesma qualidade e de tamanho pequeo, em cai-
xinhas de 100 folhas, tanto liso como beira doura-
da, cuslando este 25, e aquelle 15200 a caixinha.
Ja vem pois os apreciadores do bom papel que
dirgindo-se munidos dedinhero serao bem servi-
dos : na rua do Queimado, loja d'aguia branca
numero 8.
COPOS COM BA-
!%!.%
A aguia branca acaba de receber os bem conhe-
cidos e apreciados copos com banha, os quaes es-
lao sendo distribuidos eom aquelles pretandenles
que contribuirem com 25500 vista : isso na rua
do Queimado, loj* d'aguia branca o. 8.
.MI lid II0\S *EI.\S
para sen horas e meninas.
* A aguia branca recebeu mui boas meias france-
zas, de fino lecido e fio redondo, o que as tornam
de immensa duraeo, porque muito convm, anda
mesmo cuslando 7 e 85, como se estao vendendo a
diuhi'iro vista, na loja d'aguia branca, rua do
Queimado n. 8.
para acabar.
L.uvas de pellica.
Chegaram para a loja d'aguia branca,
Queimado n. 8.
rua do
rCVl7tdW*4#S''i
Vendem-se saceos grandes eom farinha de man-
dioca a metfcnr do mercado, por barato prego : na
rua da Madre de Dos ns. 5 e 9.
pa-
ra meninas pelo barato prego de 500 e 640 rs.,
mlanguilos para senhora e meninas a 500, 640 e
80O rs., camisinhas com manguitos a 15280 : na
oja de Pavo rua da Imperan 1/. n. 60.
Os bordados do ParSo.
Vendem-se camisinhae de cambraia muito finas
I com manguitos e golas muito bem bordadas pelo
barato prego de 15280. ditas de fil a 15, ricas
pelerinas ou romeiras bordadas a 15600 e 25, su-;
tria n. 56.
Arara vende laziuhas para vestido a 2-40 rs. o
covado.
Vende-se laazinhas para vestidos de senhora a
240, 280, 320, 400 e 500 rs. o covado, casemiras
lisas proprias para capas de senhora a J4800 o
covado : na Arara rua da Imperatriz n. 56.
Arara veudc fustn a OO rs.
Vende-se fustao de cores para roupa de meninos
caigas e palelots a 500 rs. o covado, gan^a france-
za escura e clara para calcas e paletots a 440 rs.
o covado: na rua da Imperatriz n. 56,lojada Arara.
* tuda de urna liyrwlhtca.
Os liquidularios da massa fallida de
Jos AntOltIO (tasto VCndem a vnothe- penores manguitos com/golla e a balao a 35 e 44,
u m V- -, sendo milito bem bordados e os mais modernos
ca qiie tem BOS engenhOS MaitO faruSSO ;(,ue |iano mercado, manguitos e camisinhas a 35
e CajabuSS lin lermO de Sernbem U* e 35500, gollinhas lnissimas de cambraia
l:iOHii
valor de 31:835$9i1 rs.; tratar Das
casas a rna dn Trapichen. 34.
Farinia,
No armazem deJoaquim Francisco de^Alm,
Forte do Mattos, vende-se farinha de mandioca de
superior qualidade a 45500 o sarco: porianto aIMuZ^uTS^Klienu r^-fmmm
ditas de fil a 240 e 32(i rs., pegas de ntremelos
com 3 varas a 640 rs., liras "bordadas a 15, e ou- i
tros muilos artigos nesle genero que se vendem !
mais barato do que em outra qualquer parte : s '
na loja do Pavo, rua da Imperatriz n. 60, de Ga-
ma & Silva.
A6 capas do Pavo.
Vendem-se ricas capas de*seda prela ricamente I
quem liver precisao aprovelte a pechincha.
Rua da Seazalla n. 42.
Vende-se, em casa de S. P.JohnstondrC., \
sellins e silhes inglezes, candieiros e casi-
caes bronzeados, lonas inglezas, fio de vela,
chicotes para carros e montara, arreios para
carros de um e dous cavarlos, e relogios de |
ouro patente inglez^_________________
Optim*
farinha de milho a oito patacas a arroba : na
do Hrum n. 32, fabrica de costura vapor.
prego de 205, 254, 304 e 404, saulembarqes de i
seda prela sendo ricamente enfeiados a 20& 255
e 30 : na loja do Pavao rua da Imperatriz n. bO,:
de Gama & Silva.
As cambraias d Pavo.
Vendem-se pega- de cambraia muilo Una com
salpicos tend. 81|2 varas cada pega a 3 00, ditas
a 35 e 35500, ditas adamascadas muilo finas pro-
prias para cortinados a 35, ditas a 45, pegas de
cambraia branca lisas fa?enda muilo lina cem 8
1(2 varas a 35500, 45,44500, 54, ditas de qua-
os proprias para forree babados por pregns mut-
lo razoaveis : na loja do Pavo rua da lwperalrs.
Panno de linbe.
Vende-se alpaca preto a 500 rs. covado. Vende-se panno de linho com 4 palmos de lar-
Vende-se alpaca preta para veslidos a 500, 600, gura propro para lenges.twlhM e ceroulas pelo
700 e 800 rs.' fina de cordao a 800 rs para pal- barato prego de 640 rs. a vara, bramante de-liuho
tot, princeza prela a 800 e 640 o covado, bombazi- com 10 palnws de largura a 25o00, aigoda*inho
na preta fina a 15400 o covado, laazinhas prela monstro com 8 palmos de largura
rua
as\.
Vende-se urna pequea casa de pedra e cal sita
na cidade de Otinda, rua da Bica des Quairo Can-
tos n. 17 : a tratar no Varadouro com o Sr. Jos
Nones de Paula, ou aqu na rua da Senta Vefha
n. 96, padaria.
Bolas para bilhar.
Francisco Garrido tem para vender no seu esta
belecimento, rua larga do Rosario n. 37, eaeellen
para senhora que estao de lulo a 720 o covado :
na ruada Imperatriz n. 56. A loja est abertoat
s 9 horas da noite. ______
Algodao da Balita
para saceos de assucar e rouna de eocravo; tem
para vender Antonio Luiz de Oliveira Azevedo &
C-, no seu escriptorio rua da Cruz n. t._________
pretah para u quiiresma
Superiores monreantiqties preos lar-
gos a 25200, 25500, 35, 35500 e 45 o
covado, bous grosdenaples pretos lar-
gos a 15500, 15600, 15800, 25000,
25300, 35 e 35500 o covado, ricos ves-
.ti.los de moureatinque preto com barra,
dilos de gorgurao prelo bordados e ada-
mascados com barra, o mais moderno
qoe tem vindo Pernambuco, e outras
miiiis fazendas de bom gosto, pretas
proprias para vestido, superiores capas
de seda preta a 165, 205, 255, 305,
355, 40 e 505, mantos pretas de fil,
lindos chapeos de palha de Italia, o que
pode haver de mais gosto Canotier :
na loja das columnas na rua do Cres-
po n. 13, de Antonio Correia de Vas-
concellos & C.
Novos soutambarques.
Sao chegados os lindos soutamhar-
ques e basquinas de seda prelas, rica-
mente enfeiladas, as mais modernas
qne leem vindo Pernambuco, vindas
o ultimo vapor francez, por pregos
mais commodos do que em outra qual-
quer parte : loja das columnas na
rua do Crespo n. 13, de Antonio Cor-
reia de Vasconceilos & C
XAROPE
deLABELONYE
fhariuaceulico da primeira ciasse
i:m parla.
Este medicamento empregado ha mais de
20 annos, com successos constantes, pelos
melbores mdicos em todos os pai/.es, conr
tra as molestias do coraco, as hydropisias
e as affccces do peito, acaba de receber
umlnovo suffragio por niio ter por ora ap-
parecido outro igual para curar infallivel-
mente lodas as doengas do cor.ii.ao orgni-
cas ou inorgnicas, palpilages, hydropisias
geraes ou parciaes. hydrolhorax, asllmas
clironicas, bronchites nervosas, e ltixos
clironicos, aplionia (extinego da voz), etc.
As'gazelas medicas fallam calorosamente
sobre os effeitos preciosos do Xatope de
Labelonye, que tem hoje adquirido um dos
primeiros lugares no quadro dos medica-
mentos os mais afamados c da tlicrnpeulica
universal, como o declaram os celebres m-
dicos francezes: Andral pai e (illio, Roull-
aud, Cottereau, Desruelles, Fouquier, Le-
maire. Marjolin. Pasquier, Boslan, Rous-
seau, Delaberge, Parmantier, Puche, Ther-
rim, Vidat (de Poiliers), etc., e ouirns (a-
cultaticos dos mais celebres.
Vende-se em garrafinhas de vidro verde,
trazendo um rolulo, fundo cor de violeta
clara, jaspeado, no qual sobresane o nome
Labelonye, o gargalo da garrafa traz una
lira azul jaspeada, com a lii na de Labe-
lonye, e a rolha coberla com urna capala
de metal branco com a-inscripgno Strop
le Digilitalc de Labelonye, pharmacien,
Pars.
Deposito geral: em Paris, rua Bourbon-
Villeneuve, 19.
Em Pernambuco, na casa de Caors A Har-
boaus a rua da Cruz n. 22-_____________
l.uvas de Jouvin.
Recebeu-se luvas de Jouvin brancas e pretas
proprias para a quaresma : na rua do Queimado
loja do beija flor n. 63.
iranriiiliasile la lisa para enfeites de cauisinha
de senhora.
Recebeu-se, trancnhas de diversas cores pe-
ga de 30 varas a 640 rs., e de 120 rs. pequeas :
na rua do Queimado loja do beija flor n. 63.
Enfeites de redinhas com laco na frente.
Recebeu-se, variado sortmento de enfeites de
diversas cores a 15400e 25: na rua do Queimado
loja do beija flor n. 63.
GAZ GAZ GAZ
por preco redtizlilo.
Vende-se gaz "da melhor qualidade pelo
pre o de 10:$ por lata de S gales: no ar-
mazem do Caes do Ramos n. 18 roa do
Trapiche Nove n. 8.
Vende-se urna barcaga nova de 4 viagens,
bem construida, de 45 caixas, boa wleira. a di-
nhero ou mesmo a prazo assim nfftga boas fir-
mas : a entenderse na rua Direita com o Sr.
Be nto de Barros Feij.
Vende-se um carro com vidragas^proprio pa-
ra particular e com arreios de metal principe :
quem o comprar nao far a menor despeia. Tam-
bem se vende a parvlha.de ca vallo* rogos, gordos
tes bolas para bilhar; sendo nmjogo de 4 bolas por e grandes e muito trotadores no carro e ns sella, de 35 arcos a TJT., .
505, panno para o mesmo605, giz, a groza 125,, andam baito al mein: a ver e Iraiar na roa do d"?J?^ B dG
urna duzia !50O, solas .para o tacos 25 o cento. Colovello padaria n. 31. pvao rua '"P^"'1"' w' ua
a 15. pegas de
Hamburgo com 20 varas a 95, 105 "* peras de
madapolao fino a 75500, 85, 95 e 105, ditas de
algodozinho a 65, 65500 e 75, e outras muitas
fazendas brancas que se vendem muito baratas
\ afim de apurar dinheiro : na loja do Pavo. rua da
imperatriz n. 60, de.Gama & Silva,
Corles de cassa a ";>.'i()0.
Vendem-se cortes de cambraia com babados a
35500: na loja do Pavao ruada imperatriz n..60,
de Gama & Silva.
0. Pavao vende laazinhas pretas.
Vendem-se laazinhas prelas a 200 rs. o covado:
na loja do Pavo rua da Imperatriz n. 60, de Ga-
ma A Maria Pia.
(t Pavo vend* a 8$
Vendem-se os mais lindos cortes de vestidos a
Maria Pia com Hadas barras de seda, sendo ene-
gados pelo ultimo vapor Irancez pelo
de 85 cada um : s na bija do Pavo rua da lia
perairiz n. 60, de Gama & Silva.
Os bales do Pav5o.
Vendem-se crinolinas eu baBVa de 30aco tan* 9yqk
to brancos como de ceres sendo americanos que ------^-----------
sao os melhores por se rao *>ehrarem a 35500 Vandem-se os tres tomadas
rt^l arcrw a 44 ditos d# mwselina com babados algn? poetas e outros homens mu.
"I : na k.ja do ca de Pernambuco, obra rica de. novrdades e mol-
Gama & Silva, to interesse
11'L HE LISBOt
Vendem-se barra eom cal es-
ta proeedeueia. em pedra, ebega-
da hoje, e nica nova, que ha no
mercado, na rua do Trapiche n.
I, armazem de Hanoel TeUel-
ra Basto.________________
FARINHA FONTANA.
Farinha ib moto acreiit a marca
. Fontana esfrobarca-ia boje, veodc-se
barato prego- per STCCO mais CuliniOtl do 006
Mber sutra parte : ma *a Crui
. 4 rasa e N. 0. Bieber A C. saefes-
biographias de
algn? pwtsVouTros''homens lliuslres da provin
'"nbuco, ob'a rira de novrdad-
na rua do Imperador n. 14.
ESCRITOS FGIDOS.
Quarta-fera de trevas fugio de casa do seu,
senhor o escravo crioulo Jos, de 21 annos de ida-
do, bem preto, cutis mareada de bexiyas, estatura
regular, espadado, cabega redonda, tem una l.c-
lidc no olho esquerdo, e falta de denles na frente,
levou caiga e camisa de riscado azul, foi ultima-
mente comprado pelo bacharel Demosthenes da Sil-
veira Lobo ao senhor do engenho Brocado : pode
ser levado rua do Queimado n. 50, primeiro
andar.__________________________________
- Ausentou-se no dia26 do crrente, da rasa,
do abaixo assignado, a escrava Genoveva, preta,
criooia, idade de 36 annes, penco mais, eom ost
signaes seguimos : alia, olhar sombro, lendo nav
face direita um golpe, e em urna das mies um dos
dedos corlados : roga-se s autoridades loliciaes e
capites de campo a apprehenso da dita eserava,'
levando-a rua Velha n. 40, onde ser generosa-'
mente recompensado.
Manoel do Nascmento Silva Bastos.
mKtylAO
Acha-se fogido o escravo de neme Fau'iino, idade 40 annos, pouco mais eo memis, re fui, ap-
ura regular, gross do cwrpo, bem epdudi>, .ar-
lado, e j c.m alguns cabellos bramos na barba,
bracos e pernas grossas e Bstanle cat! ..das, tetf
do as nemas arqneadas, perm na-, muilo, calu-
ma andar em sambas, e asveies embriagase bs-
tanle por gestar muito de beber: portante roga-
se autoridades polinaes desta e das pn.vmcia
iimiirophes, qe* o mgam apprehewtw o lvalo a
seu senhor o >* AoUmio da Sla Gusmao, na
rua Imperial, assim come roga-se aos capues d
campo a apprehenso do dito escravo, que seratj
bem gralilcados.
~ Fugio no da 24do torrente mez um negra
crioulo, de nome Felii, que represi na ter 40 aa*
nos, eom a barba j piutaodo, foi e.-rravo d>< Sr
Augusto Coolho Leitrk u de pes.-oa da familia
sua mulfaer, o qual tem o Braco osquo.do um peur
co mais fino qoe o outro, e dons ou tns dedos da
mo sao interieadoa e sea movimento, gusta mmtp
de fumar, sabio eom alea au*. palotot preto
chapeo do palha fina : qnem o pegar, leve a tray
vessa da matriz de Santo Antonio, sobrado n. 14
que ser recompensado.
1
r
MUTILADO


TTTI'FDITTTDJ IoorleWo da um anno> no ,al Jesuita se emPre- ^",'wk, 9"* AM rmo ai
Ll lili A UU A. lgT M pedfc^' no ca*eds'"o e no ensno, sen fazieis. Ao que respondu o sanio : /rodo, se
- delntnefito da contemplaco, do estudo das consli- peus m-mlc que este menino tenha taidade, tal-
Cuita dirigida, helo exm. sr. r.orSELHEino It.dro luiees da ordem e da pedrea de diversas virtu- tez me d em recompensa a humildade; t quando
aitran a iiim k "&***, .?R'J|!! }M- R W. ste noviciado, e passadas as provas, tota fin* todo. pooV* d-ta depois aeste menino.
ItSSS S7u iE^NM i"S Tnaosvo,os; e eram clevados ao m ^^ ""'m fazfr "*" inte *-
Ifeiau ue (toafljucorpi, oa de professos, os que lia- quVemndo; mas haverm multo perigo, se nao ti-
llustrissimo Senhor Pedro Lu;. Propondo-me, viam sido julgados dignos delle.
defender com alguma parlicularidade a cas n,__. '," .
O membros da sociedade dividiam-se, segundo
sua sciencia ou piedade, em tres
d jesutas, dos capucliinhos, dos lazaristas e das
Dinas da caridade, centra (jueni V. S. se ha mos-
ii;. lo iSo intenso, como su v do seu segundo dis-
curso publicado so Jornal do Commercio de 21 do
conenle mez, asseotei de expender minhas ideas
n'uma serie de cartas a V. S. dirigidas, para o cha
o seu talento,
classes :
1.' Os professos, que tinliam, alm dos res votos
monsticos, o quarto voto de obdiencia absoluta ao
papa, relativamente as misses, e nao podiam por
mar a una discussao franca. Quando osla nao le- consegrante ser dispensados del les, senao pelo mes-
nl:a o feliz resultado do reduzir V. S. a reconhe- mtf PaPa:
(;t i e confessar a verdade, lera pelo menos a van- Eram poucos os professos ou jesutas do quarto
tagen de esclarecer c prevenir o publico, para se voto,eso d'entre elles se podiara escolher o geral,
nao deixar embar de asserres falsas mui. preju- os provinclaes, os professores de theologia eos
diciaesao catholicismo. Purouanlo, sea critica que chefes dos institutos da ordem. EstesInstitutos
y.s.,.. ^ m miim ZT ^mmmmimmmm,, ......,; fZZ'ffZXm'-
de is e corporacoes religiosas, fosse bem fundada, Os -collegios, que comprebendiam pelo menos trese ? 0 ,(rocedimen,0 p0is dos princi
a culpa reverteria a Santa S, que os approva, e 0 "*". um re"or os llegios **, resi- .% nrnva 0llftm i _. ho- u
pyotrstantismo teria razao.
Se V. S. julga-sc autorisado a repetir tudo quanto
disseratn e ainda dizem contra as corporacoes re-
ligiosas os ligadaes inimigos do catholicismo, me
ha de lambem permittir que em defeza dellas re-
produza o que disseram e dizem os verdadeiros ca-
tlulicus. Nao direi pois nada de novo ncm to
paucoodisse, nem dir V. S. iNesla parte creio
que na) teremos as alvioaras da novidade, salvse
V. S. as quizer (o que duvido) por liaver resusei-
tado as argueoes sedicas coutra as ordens religio-
sa;. Djclaro alto e bom som que na discussao, em
que me vou empenhar, nao pretendo a gloria de
Iliterato, mas dar um testemunho irrecusavel da
dencias, com um superior, onde os padres idosos
achavam asylo para o descanco, ou para corrigir
seus escriptos; em fnn as casas de missao, que
auxiliaran) as curas da cainpanha. Todos os car-
gos duravam tres annos, menos o de geral, que era
vitalicio.
2.* Os coadjuctores, que abrangiam a maioria
dos membros da sociedade, e eram encarregados
do cnsino nos collegios c do ministerio pastoral; e
d'entre estes os escholasticos eram destinados aos
mais altos empregos do ensino.
3." Os coadjuctores temporaes, irmos leigos,
destinados aos servicos manuaes.
Cada provincia era governadapor um provincial,
nimba adhesao firme ao catholicismo, que feliz- e toda a ordra por um Offti/, que resida em Ro-
mete herdei de meus paes e que muilo preso, o ma> e ,inna poder absoluto, em quanto observara
na qual espero morrer com o favor de eus. Re- as 'e's da ordem, as quaes nao se podiam modificar
conheco que mui fraca a minlia voz, muito infe- seDao nas assemblas geraes. Para prevenir de-
rur o meu talento ao de V. S.; mas Dos saber sordens e in-.rigas entre os subordinados com-
dar forcas as minhas palavras para que ellas ca- Petia ao 8era' a nomeacao dos superiores, deven-
]ein no animo dos que me lerem.
Confiado pois no divino auxilio vou dar principio
iniiha tarefa, comecando por mostrar primeira-
menle a origem da ordem dos jesutas, sua consti-
do porm consultar o provincial e tres oulros je-
! suitas. Aquellos eram obrigados a dar conta an-
nualmente ao geral da conducta, e dos talentos dos
seus subordinados. O geral tinha seis assistmtes*
homens provados e experimentados, sendo um
lu:cao e missao. >arrarei depois seus importantes u,- r.- t 71
) ., v allemao, outro francez, outro hespanhol, oulro por-
irabalhos e servicos, as causas da sua ext.uccao, e QUtro Q ^ ^
PDr ultimo o seu restabelec.ment. assemb)a geral> com iasp6C^0 ^ Q gf^ e
Nao sendo conveniente cemprehender este as- podendo dep-lo em casos urgentes, porque nos
Himplo n'uma s carta : tratare) pois de o destri- ordinarios s o podiam fazer a assembla geral. O
b'jir em partes ; evitando, quanto me for possvel, geral tinha por adjunto um admonitor, cuja missao
a pi olixidade, para nao enfastiar a V. S., nem ao era servir-lhe de amigo, de pae, e confessor.
publico. Peco a atlen?ao de V. S. o que seja be-
nvolo verdade.
I
Qsigem dos jesutas, sua constttuicao e missao.
Q ando os membros das antigs ordens religio-
sa sehaviam tornado, por assim dzer, inuteis i
egreja, no meio das graves lulas que ella sustenta-
ra, conse-vando-se uns espectadores impassiveis
d> combale, e abracando oulros o Lutheranismo,
Daos <|se vell incessantemente sobre sua egreja,
sjscitou urna nova r -dem, filha das circunstancias,
A sociedade de Jess apresentava pois o modelo
de urna monarchia constitucional, fortemente orga-
nizada e de urna legislagao sabia e perfeita. Essa
organisafao devia-lhe por certo conciliar grande
autoridade, e urna iufluencia immensa no mundo.
No meio da mais viva actividade intelectual, a
constitui^ao man tinha a mais rigorosa unidade no
ensino; ordenava a repressao de tudo o que osse
contrario doutrina da egreja; mas quanto aoque
era puramente opinatico conceda a mais ampia
liberdade. da qual forca confessar que abusaram
e propria para satisfazer as necesidades do tempo. al mmbfos com hja de ^
l', pesa ao protestantismo, e ser-lhe por isso mesmo; Para bem aquilatar o quarto roto dos jesutas e
tensivo! e odiosa. oulras particularidades de roa constituido e do
I seu modo de obrar, mister nao esquecer que
elles se propuzeram formar urna sociedade absolu-
Iguacio, que a fundou, descendente de urna no-
bre familia biscainha, seguio a principio a carreira
das armas, onde muito se distingui; e harendo
sido feriJo no cerco de Pamplona, estove morte
da qual a Providencia o livrou, por que o deslina-
va para seus lins.
Ivnquanto convalescia, leu, em falla de roman-
ce*, a Santa Escriptura e a vida dos Sanios, que
Un nspirou o ardente desejo de conquistar a gloria
tmente contraria ao protestantismo. Ora, este
atacava o centro da unidade e quera destruir o
papado; logo deviam os jesutas professar a mais
tirme adhesao Santa S. O protestantismo levara
a liberdade at a Tcenla; logo os jesutas se de-
riam inpr a mais absoluta obediencia em tudo
o que nao fosse contrario s leis de Deus e da
egreja. Era mister, para embargar os progressos
conseguir. Tudo isto se
; dena adiar, como de facto se acliou, na ordem dos
jesutas.
Por quanto, so Ignacio, possuido de um enlhusi-
do protestantismo, urna grande energa, urna ver-
do cu pelos solfrimentos e miserias deste mundo, j dadejra d(.d -0> uma Jencja C0Dsnmma(J
Rosolveu, logo que estircsse curado, abracar a vi-, uma j(J ..a c|ara ^ |m
da mais austera, e fazer uma peregrinagao a Jeru-
BOlem com o fnn de trabalhar na conversiio dos in-
fiiis. De feito realisou-a ; mas dissuadido pelo
provneiel dos franciscanos do sen pi c impruden-
te pr ijecto, regressoo Europa, e concebeu a idea asmo nohre c paro, ardia de zelo por Jess Chris-
una nova ordem religiosa. Para levar a effeito, to, c sua egreja, e nao conhecia senao-a egreja, e
o sea intento naoduvidou sentar-se nos bancos dos Jess Chrsto, Lainez, homem dotado de razao desa-
mnos ato de aprender a lingua latina, e con- paxonada fl penelran|e de e 0 positivoc
el,,,-sua educacao-.,,.erana nas tn.vers.dade* nisador> |)arefa nabCdo a ^ ^
da Abala, de Salamanca e de Pars, onde pode imcrios. AQnelfciitataM. AMMi^.Z* -.
mperios. Aquelle estabeleceu o principio da vida
intima da Sociedade, que fundou; este deu-lhe a
forma e organisacjio necessaria para que ella se
podesse manifestar e conseguir seu fin.
Communicar seu fervor, e seu modo austero de vi-
da a alguns companheiros de estudo, que a seu
torno llie transmittiram seus conhecmentos e o
iiabilitaram a receber o grao do doutor. Foram
seas principaes associados Pedro Fabro de Saboia,! As nualidades destes dous varoes, que desde o
o N ivarrez Francisco Xavier, Jacob Lainez, Alfonso principio se identificaram, seconservaram sempre
Salinerao, Nicolao Babadilha, llespanhes, e o Por- de uma maneira notvel na sociedade, por elles
tagnes Rodrigues. Associaram-se-lhesdepois Jay, tndada, e que fol tao activa, tao vigorosa, que se
natural da Saboia, Joao Codura, natural do Delphi- nao P"de l,'r a sua historia sem o mais vivo inte-
iiado, e Pascal Bro, Picardo. Decididos todos WM**
a se consagrarem salvacao das almas, e renun-', O voto de obediencia, commum a todas as or-
ciando Ignacio ao projecto de ir ao Oriente, foram dens e corporacoes religiosas, no que mais em-
Roma, ende Azeram vou de pobreza, castidade e bicam e o que mais reprehendemos phlosophantes.
obediencia absoluta, e se olfereceram a ir para on- querendo mostrarse defensores zelosos da liber-
de os quizesse mandar o pae da ehristandade A dade humana. Mas releva notar que essa obedien-
esse firme e sincero proposito nao pode resistir cia nao destre a liberdade, porque nenhum supe-
Paulo III, que entilo oceupava a cadeira pontificia, rior de um instituto religioso tem direito de exigi-
o qual approvou a sociedade de Jess, reslringndo la do inferior para o que contrario moral, ou
porta a 60 o numero de seus membros. Comtu-! s constituices da ordem ; que oestes casos ne-
do tes foram os resultados dos trabalhos destes nhum inferior obrigado a obedecer, e que assim
priraeiros jesnits, que o mesmo papa levantou a um religioso mais livre no claustro do que se
(pstriego. A ordem propagou-se pois rpidamente pensa, e do que sao os seculares ; porque aquelle
pc'a Europa : Francisco Xavier a transplantou
para alm-mar.
A constituicao da ordem dos jesutas foi certa-
mente a mais clara e a mais forte de quantas exis-
tirn). Seu fin principal era trabalharem seus
membros para a salvacao do prximo e de si mes-
mos: trabalharem para a salvacao doproximo pela
predica, pelas misses, pelo caihecismo, pela con-
troversia contra os hereges, pela consso, e so-
bretudo pela instruccao da mocidade ; e para a
propria, pela oracao mental, pelo exame de con-
scienria, pela leitura dos livros ascticos, e pela
communhao frequente. Ninguem poda ser mem-
bro, se nao era sao do corpo e dotado de talento.
Os que tinham ingresso passavam por um novicia-
do rgro rompiam os estudos, empregando-se os novicos
principalmente nos exercicios espirituaes, como
meio de purificar o coraco e o espirito, e de des
pertar a humildade, que o fundamento mais soli-
do da verdadeira sciencia.
Concluido o noviciado, faziam-se os primeiros
votos de pobreza, castidade, e obdiencia. accrescen-
do a promessa de permanecer na ordem.
Consista a pobreza dos membros em nao pode-
rem elles pos>uir individualmente rendimentos
Dem pmpriedades, devendo con tentar-se com oque
se Ihes dsse para as suas necessidades. Os colle-
gios porm, eram dotados, para que os que ensina-
wam e os que estudavam nao perdessem lempo em
grangear o sustento.
Coin^cavam os estodos depos do noviciado, e
duravam rioro annos, consistilo principalmente
lio embeeimento das linguas, da poesa, da rheto-
rica, da philosophia,, das mathematu-as, e da physi-
ca. Dadas as proras de pertoia nestas maurias,
toassara-se ao estudo da theologia, eujo curso dura-
Va quatro annos, e algumas mes seis, quando se
Ihe aerresrentara o esludo dos santos padres. Ter-
minado o curso thenlogiro, e depos de um rigoroso
exame, era o jesuta ordenado padie.
Recebido o presbylerato, seguia-se-lhe o segundo
trisemos a peito esta palarra tao celebre de Nosto
Senhor : Em quanfo vos niio tornardes como me-
uipos, nao lereis parle no reino dos cus. Pondo
temo as clacoes porque alias seriam infindas.
Paroce-nie, senhor, ler justificado o voto de obe-
diencia que prestam lodos os religiosos. Appello
agora para V. S., e diga-me : seria possirel que se
majilivessem as ordens religiosas sem esse voto ?
Nao, por certo. Logo nao querc-lo nao querer
ordens religiosas ; mas o protestantismo lambem
nio as qur, e tanto que as destruio. Dir-me-ha
V. S. que principes catnoticos as tem extincto. In-
felizmente verdade. Mas quera ha ah que igno-
re a tendencia do poder temporal a enfraquecer o
meihor mili-
pes catholicos
nada prova. Quera que hoje erara o punhal no
seioda santa egreja ? um seu filho, o filho de
Carlos Alberto, que inspirado por Pi IX ergura.
o grito da independencia da Italia contra o jugo es-
trangeiro, e foi vencido gloriosamente em Novara,
mas acabou sua vida santamente n'um convento
do Porto.
Por agora bast, senbor : proseguir! a materia
n'oulras cartas que irei publicando, se Deus rae
ajudar.
Recife, 31 de margo de 1864.
Conselheiro Pedro Autran da Malta Albuquerque.
0 SEGREDU DO ABBADE.
POR
Aroaldo Gana.
(Continuacao do n. 76./
Segundo me disse o mordomo, Anna vollou bem
outra do que fra. Nao era j aquella rapariga to
alegre e tao dgazaa, que arreraetlia denodada-
mente a chistes e risadas, com todos os rapazes da
aldea; agora era uma molher encanecida por re-
lite precocissima, triste e melanclica, fugindode
luda a gente, e sabindo potras rezes para tora da
solido deste seu ralle. Morreu ha tres annos, dei-
xando orpha a tillia, que herdou. como se- v, a
alegria que a me leve em oofro tempo, e a can-
cetra pelo trabalbe-, que, segundo dizem, a acom-
panhon sempre at aos derradeives das da vidn.
Rosa do VaHe-f respond eu com intengao
derassa. Famosa facanha ven adiar appareihada
para leu uso, Fernao Barba I Recebe os meus pora-
oens, homem mil vezvs- feliz.
Eu t replicou-me tea pe, carregando o
sobr'otho com aquella aobilissima austeridade, que
Ihe illuminava o rostoy todas as vezes que os senti-
raentos generosos da siui grande dina- se supraexi-
lavara olfenddos.Eu t Ests louco^ D. Lopo. Cres-
me por ventura capaz de fazer emmurchecer
frescura e a alegria daxpiella alma innocente com.
os toq>es resultados de um cortejo, eujo nico fin
possvel seria a perdicao-da;|uella pobre rapariga*
Faz-me mais justig, D. Lopo de Baio-; eu nao seu
fidalgo s pelo nascimento, sou-o- lambem pelo*
meus actos e pelos espir*que os mspiram.
Teu pae era o unko. homem, a quem a minha
soberba se acurvava: e esta uifluei-ia, que me
nao pesava no espirito, era resultado nao s da ex-
tremosa amisade que mis ligava desde creancas,
mas, e sobretudo, da austeridade nobilsima do
seu carcter, e de um cerlo modo que tinha de di-
zer as eousas, de forma que poueos erara aquelle
que deixavain de receber os seus atril res comode-
cises definitivas. Feliz eu se atpiella influeaciay
que elle exercia sobre mira com a presenca, duras-
se com as mesmas forras de|H>is que rae separav
delle t Mas quando elle voltava as costas, pareen
que o meu anjo da guarda se arreda va lambem de
junto de mim, e o demonio da soberba, que diau.v
delle nao se atreva a perseguir-me, ergua se en-
tilo feroz e arrogante, e, fazendo-me- meditar sobre
o quo Ihe ouvia, arrastavaine sempre a praticar o
contrario.
Assim acontecen nessa occasio. Aquella
resposta tao nobre e to generosa de ten eae aba-
iou-me profundamente, e de forma que mudei ab
o assumpto da converso; mas lugo, quando cumi-
goa sos em Cerzrdello, revoltou-me aquella sen-
tenga de vilania, que elle passara contra uuem
teniasse alguma cousa contra a pureza e contra a
a felicidade daquella villas do valle; edecrete, na
minha arrogante soberba, i)ue era necessario des-
foi ear-mc da paciencia com que a ourira prati-
cando precisamente aquillo que ella fulmina va.
. Frei Lopo parou aqui novamente -. depois, levan-
tando os bracos para o cu, exelamou cora fervor
verdadeiramente religioso:
Alma generosa e nobre, t amigo verdadei-
ro, que sempre me empuxaste pelo carainho da vir-
lude.e que na hora da desgrana me abriste frater-
nalmente os bracos, sem receio de que a ira de
Deus te fulminasse por ousares consolar o presci-
ta; oh I Deus nao le puniu de certo por i-so, por
que a candado -lhe sempre bem acceita, ainda
mesmo que aprovsiie s s fras Maiou-te Dous
nao |iara te castigar, mas para apertar mais os ri-
gores da minha medonha expiaco. A tua morle
privou-me da nica consolac/ra quo sabia abran-
dar a ferocidade da minha tortura; privou-me da-
quellas palavras to elisias de verdadeiro alfecto,
que cahiam sobre a minha alma como orvalho ce-
lestial, que acalmava o ardor do fono (leste infer-
no, que ha tantos annos ni'a atormenta. Alina san-
ta, alma de um justo... Frno, amigo, roga a
Deus que se araercie por lint do leu desgranado
Lopo I
Assim dizendo, o frade deixou-se cahir de rojos
por trra, chorando e solucaudo tristemente. Ao
ouvir recordar com tanto alecto o pae que elle es-
tremecer, e cuja memoria venerava, Duarte co-
briu o rosto com as raaos, e desaf >gou era lagrimas
e solutos a viva saudade que aquellas palavras Ihe
despe tavam no coracao.
De repente o frade levantou a cabega, com as
faces aiuda hmidas das lagrlrnas, mas rom os
olhos rutilantes de audacia e ferocidade, que fa-
por uma
ao menos tem a certeza de nao ser expulso, era v
apeado dos cargos, quando resisto com razio, ao z'a,n relembrar o D. Lopo 3e outro tempo.
passo que estes sao desauthorados das honras e i Maldita seja a horaexelamou entao em voz
dignidade, quando desobedecen) s ordens illegaes' lerrivel -em que a minha alma ousou revoltar-se
docoverno. contra a pobreza das palavras d'aquelle justo I
Maldita seja a soberba que me. persuadiu que,
qufin nao possne um vo titulo de nobreza, deve
soffrer sem se queixar, e pode calear-se *em re-
morsos! Deus, Deus, para qne, Senhor, rae fi-
zeste nascer sera um anjo da guarda ?
Assim dizendo, fre Lopo sollou um grito pavo-
roso, e arremecou se d golpe com a face contra a
trra. Passados alguns minutos, Duarte, vendo
que elle se nao mexia, ergtieu-se, e quiz levnta-
lo pelos bracos. Mas o frade saeudiu-se-lhe vio-
lentamente da presa, e, pondo nelle o> olhos en-
funados, bradou-lhe em voz terrivel:
Senta-te ali, e escuta-rae. Nao queiras ten-
tar a eus. Eu j te disse que de rojos romo
um reptil, humilde e derribado como um escravn
que o snberbo D. Lopo do Baiao deve contar a his-
toria do Seu erime.
E depois de o litar silencioso alguns momentos,
No que porm indifferente a obediencia do re-
ligioso santa ; porque tende a aperfeicoa-lo. Nao
ha davina que a aboegacao da propria vontade nas
cousas, que nao offeudem a lei divina, t- uma per-
feico, recommendada por Jess Chrislo, e pratica-
da pelos maiores santos; pelo qpe nao para ad-
mirar que os santos fundadores das ordens e cor-
porales religiosas a eslabelccessem em seus esta-
tutos sob a forma do voto de obediencia. Quo a
abenegacaoda propria vontade foi- recommendada
por Jess Christo, provo com o seguinte texto do
Evangelho: Emquanto vos nao Utrnnrdes como
Mutuos, nao tereis parte no reino dos cus. Ora os
meninos nao se dirigem por sua vontade, mas pela
de seus paes, que Ibes sao seus superiores. Logo continuou em voz dura, e com rosto severo" e car-
t religioso devfe deixar-se guiar nao pela sua von- j regado :
tde, mas pela do seu superior, qu indo ella nao fr ~ ^ ""Wfi^ Para muit0 lDn8e a realsaciio do
contraria aos mandamentos de Deus onda foa ^J^Ia^^^S^^^mJ:
i nha incendiado no espirito Em rasos taes a piel-
santa efrreja, ouas regras de instituto. 11 anj ,mli qiIrt in ooHnava, nao me ainsentia
Que a abenegac.o da propria vontade foi sempre um momento de paz ne o predicado dos maiores santos, basta lr a vida de tZTTSSXJA VSU ata
todos elles. Citrei porm com epecialdadeom arrastava-me em tudas as cousas para a violencia,
santo Anselmo, que era mui condeseendente n5o como caminh mais curto; mas aqui senti-se aca-
so rom a vontade dos seus religiosos, se nao tam- njuda pea recordacao das n.*res palavras de Por-
, ,._ .....c n.~.~. -... nao Barba, que se me allgurava ourir troar sobro
bem com a dos seculares ; um S. Pacomra, que a nMm ^ |odus ^ (|(, in sendo mestreem fazer esleirs, rendeu-se todava reroci-lalH comecara a acachoar dentro de mira
a vontade de um menino, que Ihe disse : Meu pa- Resolv, pois, emprogar meio mais brandos, is-
dre, nao as sabis fazer ; f*zei-ascomo eu vos von to com resolueo unto mais fcil qu, eslava per-
. ^..^._^,,i suadido que vencera de relance a vontade da Ro-
entmar t o grande santo ibi-se proinutaineute dg Va|',H B ||(,s,a ,nanejr.i a,.hllnil ^ e(impllcl.
sentr junto do menino, que Ihe moslrou como as dade je||a razos de ilesculpa para dame do meu
deva fazer. e as fez como o menino Ihe ensinra, austero amigo. Oh 1 omno na inpiraco da mi-
merecendo com isso o reparo de uin dos seus reli- "ha sonerha satnica en julgava aquella alma t.
.. aiiehra e tao pura 0 esplendor da nihreza her-
giusos, que Ihe disse : Meu padre, fazeis dous ma- % ^Ji q(k.in MM.a Mll, espritus elera-
les, coniescendendo com a vontade deste menino ; ^ eom aima verdailnirainenle lidaiga; e a vir-
porqueoexpondesaoperigodavai'Uide,etstrs yaida^es
do mundo, nem intimidas,- pelos tenores do mar-
tyrio. Eu nao o asteditava entao, Jolgav a hu-
manidade tao baiis^ to vil, tao raslira e o or-
gulho subia-rae ams^antemenle a lio Alto pedestal,
que eu suppunha nto a vaidade de ser amante do
D. Lopo de Bailo, e nm ponco de enroiwberl)-
raente despendido, eram rtes mas que suf8eien-,i
tes para qualquer mulher se perder por minbn
causa. Eu nao acreditava na virtude : Satanaz s
acredita no vicie.
tt Foi, convencido de tes pensamentos, que
meapreseotei dante d'aquella purissima e angel
ca virgem., Deus de misericordia, pederis vos
perdoar-me algum da o pavor ineffavel que cau-
sou aquelle vosso anjo o fero e arrogante desatine,
com que Ihe romp de rhofre as minhas torpes of-
fertas ?
Sou D. Lopo de Baiao ;disse-lha eudeves
ufanar-le dest affeicao que te olfereeo. O meu
iiome e o meu ouro faro de- ti a inveja das mu-
lheres desta provincia.
Deus meu, Deus meu, que terror nao relu-
ziu de sbito n'aqnelles olhos formosissimos...
n'aquelles olhos onde pareca que a innocencia dos
anjos rulilava chea de meiguce I. ..Oh que
olhar...que olhar aquelle que ella poz entao em
mim!...
E fre Lopo cobriu de sbito os olhos com as
mos, e solioit um gemido to dilacerante, que
pareca vindo da alma a rasgar-se dolorosamente
em pedagos.
Uin mez...dous mezesde esforgos, tudo foi
intil-continuou frei Lopo.Aquillo j nao era
um capricho; era o rancor, a raiva, o amor...o
amor que despedaca, o amor que dilacera o corpa
e condemna a alma, o amor como Satanaz o cos-
luma sentir. Podes bem imaginar, Duarte, as
tempestades que durante dous mezes a soberba me
revolveu em lurbilhao no espirito. A violencia...
eu ja despresava a violencia. A minha soberba
j a acbava baixa de mais para mira. O meu em-
penho era dominar o affecto d'aquella mulher, era
vence-la, era calca-la, cuspi-la, despresa-la, e ella
sujeitar-se a lude por amor de mim. A minha so-
berba chegra a exceder a que foi causa da eter-
na condemnaeo do genio do mal. Se em qual-
quer dos imtelos d'aquella clera eu despedac^sse
Maria, a raiva de nao ler conseguido vencer-lhe a
vontade far-me-ia depois despedacar a raim pro-
prio u D. Lopo de Baiao escarnecido
fraca mulher, por urna villa I...
Urna manhaa, ao caminhar a coberto"da pa-
rede da chousa, pareceu-me ourir Maria a conver-
sar com alguem. Esculei ; conversava com um
homem. Arreraetti enfurecido para a frente, mas
no desatino da minha clera, escorreguei e cahi.
Fogeoori dizer Rosa do Valle.
O homem hesitou um momento.
Fogerepetiu Marra em roz supplicante.
Era lito raariosa e lao doce a voz em que era
feita esta supplica, que aquelle hornera que hesita-
ra de impvido, sentiu enaileado o- orgulho brio-
so, e laneou-se a correr pelo valle adi3nte, e de-
sapparecen rinm relance affarez das eampinas.
Tudo isto loi obra de um moraentot do tem-
po apenas necessario para en resralar, rahir e le-
ranlar-rae.
-Quem acuelle homem?bradet, ao sentir
embaracado o passo pela Rosa do Valte, que de
repente se pozera diante de mira;
E o meu noivoreplicou-rae com angli-
ca resignacao dos martyres.
O que eu sentir nao t'o posso dizer, Jhwrte. A
soberba e a raiva licaram-me a forgas, e por al-
guns minutos nao me deixaram mover nen fallar.
Mas o meu rosto eslava de cerlc-lao medonho, que
a pobresmha tremia como a folha- de lamo tang-
di pelo fueaco, os olhos rutilavam-lhe apaverados,
e os labios- moviam-sedhe tremulc*corao a implorar
a prolecco do divine poder.
Depoie- que eonsegui-desatar-me- d'aquella me-
donha synrope, retirevme sem Ibe dizer palavra.
Mas o olhar,. cora que a medi, e o sorriso que senli
me me encrespava os labios deviam- de ser terri-
veis, porque terrivel era lambem aresolucao que
tomara durante aquella iramobilidade,. em que me
Uvera a colera.
Ha va dias que en linha ouvido dizer que Ma-
ria amav o liltti- de um lavradoe de Nespereira,
tirmuso mancebo dotado de nobre e generosos
pensamenOM e valente comoos que o-so.o qual fra
soldado, e rollara com baixa, havia-apenas uin aii-
ue. No pritneiro impelo esta noticia tornou-me
peior que- urna fra; mas a miulia arrogaute so-
berba acudiu logo, e, repcesenlaudo-me a balsean
d'aquelle hornera, nao SO- rae levoa a dissimula de
todo a notiia de ler um- tal competidor-, mas, o quo
mais, encadeou-ine do- modo que acor me eonseti'
liu a mais smenos diligencia para cuconbecer dis-
ttrcadameoie a verdade. Coraludo o. anjo rau es-
Ireouxava ferozmente enli>e-as cadeas que a sobar-
ba Ihe laucara, e viva .-uniente dn. esperanca de
que a valenta d'a |uelle moco me dara, mais larde
ou mais cedo, ensejo de o esmagar com lodo o peso
do meu rancor e da miha lidaJguia allaneira.
Mas o facto de o ter encontrado cora Maria
demeniou-me de forma que a taiva chegou eminii
a tai punto, que arrebeulou as fortes pnses com
que a uuuha soberba a ligava, e callou totalmente
aquella veueraco iuslinutiva com que eu acatava
as upiies de leu pae. Ao deixar Maria, o iuaba-
lavel da resoluco, que lomara, era j bstanle
para me eundemoar diante da justea de Deus ;. e
cumludo uaquelle momelo nem a certeza da pro-
pria condeiiiuago da mi o lia alma seria capaz de
deuior.er-ine do meu satnico proposito. E elle era
tal mandar as>assinar aquelle homem, purquo as-
sa>siiia-loeu, sena sujar-rae cora o saugue de un
villo ; e a eila irala-Ia como torpe multier de par-
tido, e arrebatar pola forca o que nao pudra con-
seguir do alfecto tem da vaidade.
Tinha eu trazido contigo para Cerzedello um
moco aleiitejaiio, feroz e soberbo lalrez mais do que
eu, o qual era soldado da coiupauliia que eu i'.uui-
iiiaudava. o carcter ferino e o genio irntavel de
que era dulado, tiubam-no levado a praticar taesac-
lus, que para fugir ao castig, viu-sfl obrigado a de-
sertar. A egualdade de coudices, ou tlvez a jus-
tica de Deus que nos quera punir uu pelo oulro,
fez cora que cite se me alfeiyoasse, e reverenciasse
com a submbsau cum que o rao de fila se huiiilba
ao caimceiro, e que en sympathisasse'com elle to
iiaiuiaiineiiie como o ouvido syiupatliisacon) a mu-
sica ea vista com a matiz avelludado da relva, que
na primavera decora as campias. Quando elle
soube que eu vmha para Cerzedello, veio l do seu
escondrijo prucurar-me una nuute, e pediu-uie
que o irouicssc comigo. Conce n-tu' > lacitmente,
nao s por |,ie lile era instiuetivaineute alTeicoado,
mas, e .-obretudo, porque aquella prolecco era um
como desalio as justicas do el-re, e isso apavonava
a uiinlia arrogancia.
Foi, pois, a Ttioinaz, que assim havia elle no-
me, que eu del ordem para que essa mesma nuute,
assassiuasse o amante da Rusa do Valle ; ao mes-
rao lempo que eu levara a effeito o final aviltameu-
to d'aqueile inuoeuute anjo. Misericordia I Mise-
coi iiia, Deus de piedade I bradou aqu frei Lopo
com um grito inedonlio ; e laucou-se de novo com
a face de rojos por ierra, sonando gemido dilace-
rantes.
Estere assim alguns minutos, durante os quaes
Duarte titou com iudizive horror apielle mousiro
de mal vades e de remorsos penitentes. Frei Lopo
ergueu se por tim, e continuou d'e.-U forma :
A's oilo horas d'essa nouie fatal arrombi-i a fra-
ca port di casuiha solitaria, ou e realiseT o meu medonho e satnico proposito. On I
que smto desde entao queimar-se-ine a alma ao fu-
go da recordacao do inimio regosijo, com que em
seguida me revi nos depluraveis destrocos na mi
una reausada viuganca Com que prazer, coiu que
profundo goo nao saboreei eu o ver despedazada
Oante de rain) a alegra e a felictdxde daquella
mulher 1 Satuaz nao seulu maior salisfacu
quando con.-eguiu despcuiiar pela desobediencia
lioinem na morte. Tudo me prazia ali ; |recia
que irao poda desapegar-ine d'aquelle horroroso
quadro. Mas n'isto ouvi aqui, no alto douioiile.o
truar de um liiu, e loijocomo que o .-om |oiiginqu de um grito ue afOiecu, do guio, meio insulto meio
dese.s|n;r,i, do tiuinci ralete que Se v aCOUimelli-
do a traicao pola mu te. De sbito operuuse em
mim uma esirauha trausfonnaeo. A <|ueba voz
estremec, senti correr -me pelo corpo um como
calafno de m^lo, rol. ei os olnos pela casi, o
ao verine ali. a mim... a mi n... naquella ca-
simia to primorosamente cui ia.la e que |tarocia
rescender com a fragancia da imxicxnea dosao-
jo>... e aqdella d.-sracada ali d^smiuda. .^illida,
como.murta, e defroue uma nnag-m -le Nos-a Se-
ntioi a, adornada de bomii.is, que ella coibera an-
da con) alegria naquella iMblM Urde... sent os
Cabellos a ergue'ieiii--e-me p.kiuo e p iuro na cabr-
ea, senti eres-er-me pr -gr.s ivamenie o pavor, ro-
dea os olho desvairadus p .r tud > aquill demeu
lei, e eiiio arremeceimie pela porta fra, o fiui
como loucu, sem esiremir ca muiio nem carreira.
Corr asi.ii mais de uu ipiarUi de ora E n U
a,-ueanoreoiue Duari-, D.iarta, aqqoi|e pa-ur
era nada se pareca com o que .-.-1,11001 os hn)Heui]
aqueita pavor so sende comparar com o que so-. ou t
frem as almas, quanfc, na presooea do sdpremo e de hirto e como w^itoad
terrivel juiz,tuvea| a sentenca ^u* *s condemoir1
s penas eternos.
Aqu frei Lopo parou um momento eom acbela
peniji^a para, o peito e as injos conrlsiraraente
pirula oto-a odtr*Tn
'<
apparleio; flHSax&Ari,
da e com a morle a rolilardhe
simos.
- Ao vcHa assTrn, senfl-me
indizivel
lava o abba-
inba subida
d, desfigura-
dos formosis-
- assenhoreado por
urna agsia indizivel ; e ao fogo intenso daquel-
' h supremH agona fundiram-se os restos da mi-
Tomei finalmente o eaminho do paco de Cer- nlia satnica soberba.
zedello-^t)*iliflueumittnasdepois-inai60(gado, a verdade dos sentimentos da minha alma flrou
mais calmo, mas sem que de lodo podesse abafar 0tito inteiramenle a n... e ou senli quo a ama-
aquelle sentimento de pavor indefimdo, aps de va,-contmuou o frade em voz trmula, ao passo
mim, que me segua, que ine rodeava mysteriosa que as lagrimas Ihe saltavam aos pa-es pelos olhos
monte, como se eu caminhasse envolvido n urna fra-senti que eslava aquelle anjo com amor de
atmospliera preternatural, como seo anjo da vin- coraco, cora amor puro, amor santo, com amor
ganca divina me levasse sobracado nas suas lerri- )m lMl.{, *
veisazas. 1 Mim Deus... meu Deus...balhuriei cor-
Ao chegar estrada qne/odea as abas da en- la(]0 pela agona-salvae Maria... Dae vida me
cost, onde jaz a casa de meus paes, pareceu-me de minha filha I
sentir do lado esquerdo como que o som de passos Aqu o frade mterrompeu-se, abafado pelas la-
apressados de quem atravesava pelos1 campos Re- grimas e pelos solaros, que Ihe Inatilisnram por
dobrou-se-me aqu o pavor ja quasi de ledo sopit- alguns minutos os esforcos, me fazia para cou-
do. Apresse o passo; mas por mais que andasse, nuar a sua narracao. Por Hm conseguiu vencer-
0 som crescla sempre cada vez mais audivel, ,e mais, e seguiu assim, ainda em voz trmula e
adiantando-sc velozmente para mim. for nm um fundamente commovida :
hornera saltou dos campos para a estrada. | Ao pavor de me condemnar succedeu o pa-
Era Thomaz, sem chapu, com uma davina vor de perder a ella para sempre- ao terror da
debaixo do braeo, fallando e gesticulando como al- minha condemnaeo eterna seguiu-se o sentimenlo
lucinado. No desatino com que caminhava, estove sublime, que me 'inspirava a reparaco da huera
quasi a topar en cheio comigo. Parou entao um da mulher queamava, e coragem sobrenatural pa-
momento, e reconhecendo-me, disse-rae em voz mo-
douharacnto entoada : -
t Sr. D. Lopo, as suas ordens esto curapri-
das. Esperei o amante da Kosa do Valle... espe-
rei-o, e matei-o. L tica estendido ao pe do muro
da bonos do Picoto... bem raorto... bem mono...
Aqui bateu rija palmada na frente, e, voltan-
do-se de golpo, saltou de novo para os campos, e
desappareceu atravez delles com tal vdocidade que
alHgurava vis.io Ilusoria, que o vento a trouxera
e levara comsigo. Vi-o ir assim luz de um luar
como este, era medonho cora aquelle seu resmonear
continuado e inintolligivel, com aquellos gelos du-
ros e alfucinados, e com aquelles cabello a fluc-
tuaren) ao grado do norte, que principia va a soprar
njamente. Foi o pavor, qMie visla d'aqueWe ho-
mem me renovou, que nao curei do ir aps elle,
que nem mesmo me lembrei de o fazer. Arreme-
cei-me a correr como se a ira de Deus me nesse
trorejar, no alcance, e corri -.. corri assim, e as-
sim me arroje! para dentro da portas da casa, en-
de meu pae tinha nascido emorrido.
Passe uma noule de medonha insomnia. A
soberba e o remorso, o paror e arrogancia, a ira
de Deus e a altivez provocadora de Satanaz, lula-
rain durante ella no meu espirito, e trouxeram-ine
como que revolvido no seio de pavoroso turbilho.
Amanieceu por fin; e luz do dSar que me liber-
tara da influencia misteriosa das treras, a minha
seherb repontou coi sua natural audacia, e eu
ergu de novo a fronle com altivez, e sorri cora ar-
rogante despreso aos terrores com que a noule me
linha avexado. Mas o meu espirito" niio chegou de
todo a arairaar-se; baria nelle um eerto desassoce-
go, uma mquetcao, que me nao deitavam asse-
nhorear totalmente. Por mais que fie, nao pude
voltar a allaneira plarnles de outro tempo. Debal-
de espureei a soberba satnnica queaninrava at ali
D. LopodeBhio; debaldb ella luloucom ferocida-
do'para ergoer .1 cabeca eom a sobranedra coslu-
mada. Deus mo Ih'o pcrmilliu.O moiiJ*o fra por
lim^encadeauV
iNo desespero daquelSa turbacao invencivel,
que me agitara ao de leve o-espirilo, inaesem ces-
sarr indefinida, e como se .-.Igueui ra'o estivesse a
picar- com a pnta de um alilnele, tomei a resolu-
cao de fugir nesse mesmo dia daquelles lugares.
Maiidei apparelnar o cavallo,. e sem me-despedir
de meu irmiio. sera nada deixar dito aos criados,
caralguei, aindao sol nao era bem nado, e- laneei-
me a toda a1 brida pela estrada de Lisboa lora O
meu relmenlo estar entao l de quartel.
Durante os primeiros ijjiinze dias depois da
minha chegada, a minha inqMi.-taco redobroude
hora para liora. Aquello espieacamento aode leve
tornou^se doloros pungir. Nao tinlia recoriaces
liem definidas de cousa alguma. DO que se passa-
ra, via ludo como que indistmeto no indo de es-
pessa noblina e revolvendo-se- em massa confusa
e era rudemoinho. Ms eu niio pura va, nao soce-
gava, de da nem de noute, s. acompanhado------
Oh aquillo era verdeiraments-o inferno.
Cbegou-me entao a primeira- carta de D. Gon-
calo. Q>.ii*ava-se dn minha inesperada desappari-
cn, que-classiflrava de extravagante e de pouco
allectuosa, e rematan, parlecipando-me que logo
no da da minha partida, o meu.criado Thomaz li-
nha apfMirecido eran visiveis symplomas de aliona-
cao mental, a qual desfechca n'uma monomana
religiosa, que o persegua con* pavorosas e terri-
veis visees, as quae o atormenlavam twr tai for-
ma, mente, e sem. poder parar en* oasa, nem de- dia
nem do noule.
Esta noticia prodzio no- meu espirito singu-
lar mpresso. A causa da agona, que agita va Tho-
maz, era precisamente-a d'aquella que tambera me
trazia da mesma forma atormentado. Parece, pois,
que aquella noticia me di-ria redobrar a tortura.
Mas, |>asinosa influvncia da miaba diablica sober
bal tudoaconteceu mteirameiito ao re vez -V Moa
de suceuinbir ao peso du mesmo remorso, mo fa
zia acurvar a almo apoucada de um villo, reyol-
lou-me, poz-me de p e desde essa hora em dian-
te o aojo rau que-me alentara respondeu ao pun-
gir da agona coi que a ira de Deus me avexara,
roin o eslonteametttw. pfodunido pmo redemoinhar
c um inilno de aventuras, cada qual mais ruido-
sa mais fra, em qu* do proposito, para rae ator-
doar, me laucara.
Assim viv ue meas. Ao cabo oYUes tuna
caria do abbade de Nespereira veio impelJir tor
novo eaminho a minlu atsribulada existencia. An-
dar com os orno* no sobrescripto daquella carta^
cuja lettra reconheci ao prmeiro relance-, estreme-
c porque o abhauV era prente chegado. de M;iri;,
e o escrever-uie nao po-lia ser por nutre, motive.
Abr, pois, a caria com mao trmula, e limi-a cora
a aneiedaile aparorada, mas soffrega, cum. que
criminoso relanceia^a sua duridosa sentenea linal.
O abbade parlecitava-me, em \muns- palavras, e
essas duras suecas que Maria eslava a morrer,
mas que antes d entrar na eteniJauV, me mgava
que Ihe assogurasse o futuro da Jha, que Ihe Ti-
rara do meu erime.
Comprdienders tu bem, Duarte, o senli-
inentoque assalta o homem, qu>sabe de sbito que
para acudir salraco da felicidad* do t>-da a ri
da, precisa de luctar com o quasi iinpossivel por
meio le prodigios de actiridsuVe de audacia 1
Foi o que eu senli, subrinho; pnrm mil rezes
multiplicado, miiltiulicado lanto. quinto dista a fe-
lcidade desta rida de transc4i>,desia vida de dias,
de annos apenas, da felicidad* da outra, da Segn
da vida, da vida que apox esta havemos de vivur
para sempre, por toda a oiernidade, alravs do
infinito dos lempos...
E aqui frei Lopo parou com os olho; espanta-
dos e os bracos estendidos para a frente, como
homem que livesso endoudecido no empenho ires-
loitcado de querer coraprehnder ovacuo.
Por fin estremeceu, passou as mos minias ve
zes por cima dos olhos, e entao, cruzando os bra
eos sobre o peito, curvou-se, e balbuciou em voz
angustiada :
Senhor... Senhor, apiedae-vos de mim
Passado tempo. coniinti"U desta maneira :
Nao perd um s momento. Aquella ancie-
dade nao me consenta assomos se qur de des-
canso. Corri ao meu quarto, ring um cinto cboio
de dinheiro, e depois dsri cavailence, appare-
Ihei en mesmo o cavallo mais ligeiro, e laueei-me
a redi-a sulla pelo caniinlio do Porto fra, sem un
recordar se qur das serias cousequeneias que
aquella minha verdadeira deserco me |>odia car-
rear, cuino militar que era. Mas que poduin os
mi-M|iiinlios interesses desle mundo no animo da-
quellc, que se sent agiiiihoado pelo pavor da con-
demnaeo eterna no oulro ? Corri, corri dia e non
le, sem |>arar senao i>ara tom ir os oa vatios mais
robustos, que, cusa de dinheiro, ia mudando nas
torras mais iiopulosas, |>or Onde passava. soito
horas da nouto do lerceiro dacounuou frd Lo-
po, a|Hintaiiilo para a ladcira pela qual o valle m
proloogiva ataocimo do in-mie ebeguei ali, ao
alto daquella enco-ia. Duscavalguei de mu salto
o laneei-me a correr tor ali abaixo.
Ao ch eipre-aiieita, e ouvi rumorejar uma voz qm- (ab
lava, mas to fraca, tao cansada, quo atiesar do -
l.-n-ioda n-nle das.lido, uo se apensMa. Ar-
reniecei-me entao por aquelKi Mla dentro... o
feroz e arrogante O|l>df IVuo i>eroruo fra-
ile coi vo/. soleiiuecahiu de fijos uaquelle |iavi-
uieiilo, bradaildo eql voz supplmaiite, ;
Mara... Maria, por tua mae, perda-
me I >
Ao meu lirado respondern) dous gritos,
ii'uui dos quaes pareca que una alma se despreu.
da du corpo, cheia de assuiiibra lo pavor, tirito
modonu, iion-eudo, terrivel, que Vspertou no
111 -ii espirito o ectot le. nutro grito, a.-snn laubeui
.pavorado, que eu ili o.ivira. n'uma m-loiiha oe-
CasiVi... grito tremen.iu que me fez uiaehuiil-
intiit-' I -rautar a ritbc.ua, o me lint cp.no autoua-.
lo le p.
rida
coragem
dellj at propria
pa-
omnipo-
Diri-
ra disputar a
tencia.
Senli-me entao maior do que nunca,
gi-me ao abbade, e disse-lhe solemnemente :
Padre, requeiro-lhe em nome de Deus, que
me ajnde a reparar o erime que cmntnetti, unindo-
111 para sempre Maria.
O abbade ttubeou assombrado; porm ella
acudiu em voz cansada, mas prompfa :
Eu Ihe perdo ; mas nao quero morrer mu-
lher de um assassino... Minha tllha... ah Ihe fi-
ca... rel por ella... Repare com o amor de
pae... o erime...
Callou-se de sbito... a cabeca... desca-
hiu-lhe para traz... os labios... etilre-abriram-
se-lhe... e ella...
Aqui fre Lopo, que j apenas" balbuciava. parou
de repente, estremeceu, osoMoo um momento, e
cahiu por leTra, birlo e come fulminado.
Duarte Pinheiro, que o eseuiava, profundamen-
te commovida, correu a elle, e levantou- ero
cheio nos bracos. Pareca morto. imane senfra
os cabellos levantados pelo lesror. Tateoa-lhe o
coraco,,,o reconheceu que anda pulsava. Reani-
mou-se com isso e Iratou ento- de Ihe prestar o
poucos soccorro, que em tal lugar Ihe podia dar.
Mas o organismo- robusto daqueHe homem, endu>-
recido pela m vida a qu3 voluntariamente se con-
demnara, nao precisa va de auxilio eslranho parai
revi ver. Em si liona as torcas mais que precisas
para isso. Ao vwTento choque da lerrivel paixo,
que Ihe retrahira vida at ao mais intimo do pei-
to; succedeu-se de- prorapto o resaltar impetuoso
di-qnella dura natureza. Assim quando Duarte
mais apavorado se -acbava, por ver a pertinacia da-
qitKlle desfallecimenlo mortal, sentimo de sbito
esfremecer, e logo pr-se de um salto em p.
Aid reaniraar-se, frei Lopo rodeou etnvolta de si
os dhos como atordoado ; mas assenhoreando-se
n'um momento, lancou-se de novo de jwelbos, e ex-
elamou :
Senhor... Senhor, como que a agona ter-
rivel daquella dr nao-foi sufflciente para applacar
a ira da vnsto tremenda Justina ?
E dbpois de estar alguns minutos silencioso, con-
linuoui:
Ao ver morrer aquelle anjo, ao \ da e smmurchecida a graciosissima Rosa daquelle
valle, tiquei hirto, immovel e como se a alame
liresse desamparado o corpo, e se lieuvesse arre-
meyadn-aps a delta ao>espaco, para asuster autes
de clvgar presenta de Deus, e traze-laa aviven-
tar de novo aquello cerpo, ainda fonnozissimo ape-
sar dc-oadaver. Eu nao via nada naqpdla occa-
sio nas depois conbeci que preseneiei ludo, por
que de ludo me reeordei depois. Keoordei-me de
ver o abbade litla com verdadeira agona, e em
seguida curvar o rodo sobre a me.ddla, e co-
bn-la de beijos e de lagrimas. Recordei-me de que
elle Ihe cerrara os olhos e a pequenina bocea en-
tre-alwrta, e que se pozera a abeucoa-la.e a rezar
sobre ella palavras unlreoorladas por gemidos e
so|iici>ti Depois sent pousar no meu. hiombro a
mo daquelle hornera,, que se me auguren pesada
eom a mo do anjo viogador. Ente ouvilhe dizer
eslas palavras:
c Sr. Lopo de Baiao, veja que anjo matou
com a sua soberba r A sua dr nao sumeiente
para ahrandar a colera do Senhor, por. que resul-
tado, nao da sua cenneco, mas do-egoisrao do sol
alfecto-puramente mundano. Sua lillia est ali.
Uues tomar conla oVIla t
Quero adora-la come, sem o.saber, adorei a
mae rcpliquei automticamente,, o era voz to
arraneada uu intimo d'alina, que o-abbade me dis-
se depois que Ihe parecer sabida de dentro de
quabiuer dos tmulos de jiedra uos-vdhos senhores
de Cerzedello.
A esta resposta o abbade ueplicou, d.mdo-me
ao. mesmo tempo uma carta sellada, que lirou do
peito da batina :
* Quando chegou, Maria acabara de confiar-
me esta carta, para Ih'a entrcain no caso de V. S--
s llie a ella entregue pela me a, hora da mnrte, or-
ili'iiando-lhe que o -nao abnsse se nao no caso de-
casar e de ter lillios ; e se niio- easasse que o que;
masse e reduzisse onzas, s^ra nunca procurar
saber o segredo que elle ooniin. Keeeba, t>cis,
este deposito hatalrez selle um futuro para sua.
Riba.
Eu tomei machinalmente a carta e machinal-
monle Ihe romp os sellos. O abbade mal leve-lem-
po para temar embaraear-m*. Quando podairear
b/.ar o intuito, j us sellos eslaram quebrados, e-
eui parte desdolirado o papd. Ao moviinenOi(|ue
elle fez, para me estoevar aquelle acto patamento
inachmal, a carta OMdUnoMM na mo, e d..- doutro
resralou uma lamina do marfim, que me caliiu SO
bre os ps. Bainei-me... lerantei-a.. olhek.
Kra o tetrato de 1). Esi.-vo de Baio barbuda I...
Lance, en lao andoro os olhos a carta... La de
Dous,bradou aipu o frade iuteirameiite alluciaa-
dn pur que me nao fulminaste logo ali? M,hi. .
Marta... era filha de meu pae!
Aqui fre Lupo ealluu-se, e tirou cornos olhos
filos em Duarte, aitn-adu- e chispando allucnaco
e insania. Depois a ralieca pendeu-llu' desanimada
4>ara o peito, e assim licou p-r muilo- leinixv
. Esgote-se o calixe at as lezes. Deus as-
sim o querbalbuciou | E pa-sando as raaos por sobre a tronte, ergueu
de novo o rosto asserenado, e centHiuou assim a
sua historia :
Ao receber aquella medonha rovelacao, pare-
ceu-me que ouvia truar a vos terrivel de meu pae-,
amaldicoando-me ; pareceu-wf que a casa arda
(ola em vivas lavaredas de togo :' sultei euto sun.
brado temeroso, n arremocoMut como lonco |eta
poila fra. Fugi, fugi. sera, saber |>or onde, uem
como fuifia. Tal era a eegueira daquelle pavur.
que (repei al aqui, em lviwi recta, por esta ludei-
ra cima. Ao chpgar a oslo lugar, de* lao uiedo-
nhas reeor^acj'xs para mim...
Aqui o frade foi interrumpido por um grito pa-
voroso, que partiu de junto da cruz do ssa-sinado.
Ao ouvi-lo fr.-i Lopn oallmi-.-e desubuo, vwolbeua
cabeca como se inosperailamenle ouvissn s.ibre ella
estilar nm trovo, eassiui leon, com os bracos um
penco levantaiton para o alto, como quera se quena
almiarar do i-w igo quo Ihe eslava elinente.
Duarte, a|kavorai|u, ergueu-se, c ulho na direc-.
cao do lugar il'onde partir n grit.
A' luz inysieriosaraeuto melaucutica da la, va-
se um vulto de hornera, de i- e em frente di cruz.
De repente, por entre o silencio da nuute e da soli-
dan, soarain do l distinetraenle estas .patarras,
ern roz solemnemente entoada :
Sr. D. Lopo de Baio, as suas ordens esto
ctimpriiUs. Fui OUpTaf 1 amante da Rusa do Val-
le, o matei-o Elle l ft-ou inorto-----bem mol lo.
Mas nos ionios condemnados por D>iis .s penas
eternas; e fleamossem redeini>ca ueste e no ou-
tro mundo.
Ao fin lar deslan palavras, ouviu-se troar n/ivo
grito, e ao inesrai leuipo n vulto do lioin.-m, que
eslava junto da cruz, lancou-sa de iol|ie por ierra, e
fl<-i>ii de i-ijivs |mr alguns minutos, gemeudoe cbo-
rand 1 itarur'ksamento. Por fin ergiieu>e, e Duar-
te vii- i-ammbar birlo c..niu uin pliaiita-ina au
longo da pareiie, e era senuida desatiitareci-r por
traz de onia v.|in, que ella falta a distancia.
Durante tudu ete lempo frei Lopo nao misara
fallar nem mecher-se. por ftm disse o ni voz su-
raidae.cuino a medo :
fContinuar-te-ka.J
PKU.NAlitlIUJ. IVP. t>g M. ?. F. *"U.Hfi

- :


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