Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10318


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Full Text
flflO XL WUMESQ 62.
Per tres nezes diantituos 5$O00
Per fre niezes eneldos 6S
Perle ae correio por Ires mezes. 0750
-f I'?' J t1 .'"*
MARTA FEIRA 16 DE MARCO DE 1864.
Por anuo adjuntado.....19,8000
Porte ao corrcio por um auno 3$00 .
DIARIO
ENCAJIREGADOS DA SUBSCBIPCO NO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima-
Natal, a Sr. Antonio Marques da Silva; Aracatv,
Sr. A. de Lemos Braga; Cear. o Sr. J. Jos de
Oliveira; Maranho, o Sr. Joaquim Marques Ro-
drigues; Para, os Srs. Manoel Pinheiro & C; A-
mazonas, o Sr. Jeronymo da Cos*.
SNGAH REGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL
Aiagfas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Bahia, o
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, os Srs. Pe-
roira Martins A Gaspariuo.
PARTIDA DOS ESTAFETAS.
Olinda, Cabo e Escada todos os dias.
Igu irassu', Goyanna e Parahyba as segundas e
s xtas-eiras.
Santo Anido, Grvate, Bezerros, Bonito, Cmara',
Altinho e Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, l.irnoeiro, Brejo, Pesqueira,
Iigazeira, Plores, Villa Bella, Tacaratu', Cabrob,
Boa \ ista, Ouricury o Exu' as quartas feiras.
Son ihaem, Rio Formoso, Tamandar, Una, Barrei-
rcs. Ara Preta e Pimenteiras as quintas feiras.
Ilha de Fernando todas as vezes que para- ali sabir
navio.
Todos os estafetas partem ao Vj dia.
EPflEMERIDES DO MEZ DE MAIUX).
1 Quarto ming. as 10 h., 51 m. e 44 s. da m.
8 La nova a 1 h., :i9 m. e 20 s. da ni.
13 Quarto cresc. as 3 h., 47 m. e 32 s. da m.
23 La cheia as 8 h., 27 m. e 3 s. da m.
30 Quarto ming. as 8 h. e 2 s. da t.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 10 horas e 6 minutos da manhaa.
Segunda as 10 horas e 30 minutos da tarde.
PARTIDA DOS VAPORES COS"
Parao su I at Alabas a 5 e 25; pa.
a Granja 7 e 22 de cada mn; para I
dias 14 dos mezes de jan. marr, maio,
PARTIDA DOS MN1BCS
Para o Reoife : do Apipucos s 6 '/z
8 /i da m.; de Olinda s 8 da m. e 6
Jaboatan as6i/j da m.; do Caxange
da m.; de Remflra s 8 da m.
Do Rerife : para o Apipucos s 3 '/i,'
5, 5 '/*- 5 Vi e 6 da tarde; para Ol
manhaa e 4 '/i da tarde; para Ja boa tao
de; para Cachang e Vanea s 4 'A da
BemJca s 4 da tarde.
EJROS.
a o norte at
rnando nos
ni, set. euov.
7, 7 "/2, 8 e
la tarde; de
Vanea s 7
; Vi, *V
ii s 7 da
as 4 da tar-
arde; para
AUDIENCIA DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do coramercio: segundas e quintas.
Relacao: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda: quintaa s 10 horas.
Juizo do commercio: segundas s 11 horas.
Dito de rphos: tercas e sextas s 10 horas.
Primeira vara do civel : tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados a 1 hora
da tarde.
DIAS DA SEMANA.
14. Segunda. S. Mathildor. de Allcmanha.
15. ira. s. Zacharja* p.; S. Louguinh soldado.
16. Quaita. Ss. Cyriaco e Tac i ano diar. mm.
17. Quinta. 9. Palpario b. ap. da Irlanda.
18. Sexta. S. Gabriel arcbanjo; S. Narciso are. m.
19. Saldado. S. lote esporo de iY, Senhora.
20. Doming de llamos; S. Faustir m.
ASSIGNA-SE
no Recife, em a lirraria da praca da Independencia
ns. 6 e 8, dos proprietanos Manoel Figueiroa d
Faria & Fimo.
PARTE QFFICIAI.
GOTERW DA PROVINCIA.
Despachos do dia 12 de marco de 18ftl.
quantiaaque tiver direilo. Offlciou-se ao inspec-
tor di thesouraria provincial.
Di o ao inspector do arsenal de marinha. In-
achava-se evacuado completamente pelos seus de-
rensores.
Na noile do dia 6 aqui so receberam as prime-
teira.lo pelo sen oflieio n. 641 de 22.de fevereiro ras noticias directas dessa ooeurrencia. Maguera
ultimo, de haver V. S. nomeado o' cscrvao da quiz dar-Ibes crdito. Com as mesmas duvidas fo-
companhia de apreodizes artfices Augusto Jos rain aeolhidas na manhaa do dia seguinte as dc-
Gonculves Lesea, para occopar interinamente o lu- mais noticias confirmantes, o s quando licou co-
KL? profc*S0' do pruneras letras deste arsenal, nhecido o primeiro relalorio offlcial do marechal
F-'/fdade'que isso com uma l,tfrda le Per, de
lo homens entre morios, fondos e prisioneiros ;
mas tami-em os Austracos pasaram a ma victoria
com muito sangue, tendo de deplorar nos comba-
tes de ldstedla dtOeversee nao menos ie 765 mor-
ios e feriaos, isla a sexta parte de toda a sua
forca.
Offlcio ao brigadeiro commandante das armas.
Sirva-se V. Exc. de mandar apresentar ao
ebefe de polica, no dia 22 do corrente, 4 pracas
de pret para escoltarem dous criminosos que tem
de ser enviados para a capital do Ceara, no vapor que liz constar thesouraria de fazenda seine- to conta de" dever sacrificar i
MamajwapcCoromunicou-seaoDr. chefe depo- Ihanto oceurrenra.Communicou-se ao inspector do exercito austro-prussiano no Dannewirke, para
ca. da th'souraria de fazenda. lloma.lo 9nn m nunumun t;i.,., ..,...,
Dito ao mesmo.Respondo ao oflieio de V. Exc. Dit i ao Dr. juiz de direito da comarca do Ca-
li. 462 le 9 do crreme, declarando-lhe que pode bo. Tendo o 2 sargento do corpo de guarnicao,
contratar para servir na companlua de artfices, o *OO Evangelista Leal, de responder conselho de
Umbor do 7* balalhao de infamara Antonio Jacin- guerra pelo criminoso procedimento com que se
Ifco, que tendo linalisado o lompo de praca requer houve na diligencia de que foi incumbido nessa
novo engajamento. villa |la polica, para captura dos criminosos Jo-
Dito ;o mesmo.Respundendo ao offlcio de V. s da Costa Araujo. 4 filhos deste e 1 escravo, naja
Eic. n. 437 de 8 do crreme, lenlio a declarar-lhe Vme. de dar as providencias necessarias, para que
que nao lavondo urgencia na viuda do sargento venham quanio antes a esta capital de lies cin- disposicao para defedla.
que pela via frrea rosiuma mandar a esta capitel co tes emunhas, afim de deporem no respectivo Eslendondo-se de Kappeln embocadura do
o commandante do destacamento existente na villa proceso, como requisitou o brigadeiro conimau- Schlei no Bltico, arriba esse rio sobre Missund at
do Cabo, afim de cooduzr os vencimentos das res- dante das armas em offlcio de 4 do eorrente. Schleswig, e dessa ullima cidade sobre urna eleva-
pectivas pracas, e comprimi evitar, como jadisse Communicou-se ao brigadeiro commandante das cao da largura de uma legua o mcia a sudoeste pa-
Exc. em raeu offlcio de 25 de fevereiro ulli- armas I ra o Eider e a fortaleza de Friedrichstadt na em-
-------------- __.._, ^, IBM "" ' toma-lo, e agora os Dinamarquezes tinhain evacua-
do e mesmo, sem golpe de espada, sem esperar o
ataque do inimigo.
Apezar disso ludo, o negocio pareca mais es-
pantoso do que realmente era. Tao forte que esta
o Dannewirke, e tao lerrivel que seria essa postado
em maes de um exercito de 100 120 mil homens,
ella era demasiadamente estendida para os cerca
de 45 mil homens, que a Dinamarca tinlia sua
1111S...10 civil ausiro-pnissian.i, apenas completa-
mente estabelecida, lora a prohibicao da proclama-
cao do duque e a conlinnacao dos empivgados
dinamarquezes. Mas isso nao fez effeito. Excepto
na cidade de Schleswig, onde os commissarios civis
Jinnaiam provisoriamente sua residencia, a popu-
laeao em nunhuma ouira parte se deixou impedir
m,'?'h. ,.? ,dee-^.""econhecer, que o com- de reconhecer o duque e expulsar os embregados
mandante em chefe dos Dinamarquezes Izera a sua dinamarquezes.
grande habilidade. Nem uma nica Nada restou Analmente aos commissarios do qne
.ercito fora separada, t na matar deixar andar os negocios o seu caminho, e de sae-
cionar a remogo dos empregados, e effectoada pelo
iliviso do seu
ui'dein o un-mo conlinuou a sua narcha de
Heusburgo para Sundewiit, |ao mesmo tempo que
uma pane, nomeadamente a cavallaria u mou o ca-
miiilio do norte para a fortaleza de'Vriedirtaia,
ja situada na Jutlaudia.
povo.
-Mas o seu procedimento fuera nascer nova des-
da l'russa, successos que nao tem por fim a am-
bicio eu a conquista, mas sim um lim de jostica
conhecido por toda a Europa. Esses successos se-
gururam, ouso dz-lo, aos paizes losados desde
muito tempo nos seus direitos e para os quaes as
nossas eombina^oes com a Prussia, um futuro fe-
liz, sem compromettiT a pardo mundo e da nossa
querida patria.
Cercado da reprasentacao' de meu imperio,
regosijo-me duplamente do snecesso pelo qual a
ceo abencooi as armas da Austria, e as victorias
gloriosas s quaes levon suas baodeiras. perqu
sei, que os meus povos fiis sao unidos comigo
n um sentimirjto d'alegria para apreciar digna-
conianca contra os esforeos das grandes potencias, mente os bravos, queVrdru
e a conseqoencia fra a rontintiacao da dissensao' -. h" ...\.,J.. \Pl-5. .T1. ".san8.ue P*a
nossa honra: unidos sempre i|uaitdo serrata de
sustentar o nome da Austria. Por vossa bocea vos
f.,MwfC!ar,aU.Slr2;prU^ano reun-$e em 7 d -me desde 14 de Janeiro reina entre as'mesmas *
(^ToXi:Z^0cias^ pelas mar- iV d08 eV da "**"** ^ I OTSK S-SSS.1TSS
chas e combates dos lias anteriores receberam No da 11 de fevereiro foi finalmente anresenta- Jj,".'^688* "ma vos conser,),;ire'r">!1- como um
han,;jfr,aaTuso' i s.ndia 9 c,nerou a mar- dna die,a ZS!^fS^S^z^. saESrporque n reponsR Bma po"
i,? :\. "^/^ndeocorpod-ex.rciloprus- missao sobre a questao de successao Mleswig
siano, debaixo do principe Frederico Carlos a dis- Holsteincza. |
??!.??."? 0l.er;rcontra Duppel, e emaichando os A mesma refere-se ao traladodelxwdres.epropoe
V.
mo, despezas que nao so fundadas em necessida- Dito ao promotor publico desta capital.Eviden- bocadura desse rio no mar do norte, sem ella un
de inronicslavel, conten que V. Etc. signifique ao ciando-se da certldao junta ao incluso requer- eomprimento de nove leguas allemas, e nao sendo
tencnle commandante do mesmo destacamento, que meato assignado por Goncalo Francisco Xavier de forca igual em todos os pontos dessa linlia
si inelhanie conduccao deve ser feta sem despen- Cavalcanle Iclwa, rogo de Candida das Virgens | quer em diversos desses urna forra de tropas mais
dio dos cofres pblicos. Luis, o em que esta pede para ser seu fillio, me- ou menos grande para impedir' o rompimento do
uno aodesembargador provedor da Santa Casa or da nome Joao admittido no arsenal de niari-; inimigo.
de Misericordia do Recite. Em vista de sua infor- nha. arhar-se visvelmente viciada as palavras! O exercito dinamarquez era fraco de mais para
niafao d< 11 do corrente dada com referencia ao cinooenta e tres indicativas do auno em que oceupar todos os pontos ameacados, e vira-se obri-
requerinhnto de rareza de Jess Grangero, au- foi dito menor baplisado, haja Vmc. de proceder; gado a concentrar teda a sua forca sobre a linha
tonso V. S. a mandar inscrever no respectivo como :6r de dreto contra queni se adiar em cul- de Missunde, Schleswig e Friedriclistadt-, deixan-
quadro, aflm de ser opporlunamente admittido no pa por seinelbante v;cio. do entretanto descoberto o espaco de Missunde pa-
collepio dos orpmios, o lilho da supplicanle de no- Dito ao mesmo. Evidencindose da pertidao I ra Kappeln, pnde o Schlei torna-se "
nn-Antonio. junta .'o incluso reqiieriinent >, as.-ignado por Joa-, lo em diversos lugares oacilitaa
Dito au mesmo.Mande V. S. entregar a There- qaim Eduvirges Correa, rogo de Mara da Boa- pontaos.|
za Joaquina de Jess a sna neta de nome Thereza reatar I, e em que esta pede a soltura do recrula Dous balalhoes e 2 bateras na margem esqu
Mlaquias dos Santos, educanda do collegio das sen fi ho Ilypolito Francisco do Monte, achar-se da do Schlei, formaram todos os meios de defensa,
rphaas a quem so refere a sua inlormacao de 11 visivel nenie viciada as palavras quarenta e
oito indicativas di auno em que foi baplisado
aquelle recrula, baja Vmc. de proceder como fr
de lei contra quem se adiar em culpa por seme-
ntante /icio.
Dito cmara municipal de Pao d'Alho. Para
poder esolver acerca da obra do novo acougue
dessa villa, de que trata o termo de contrato, que
4., i...,., ., .i --t-i- .------.......;------. -. 'v icicic->r ,iu iidiauoiiui/'iiuie.-.i-1110
tT^, es,rada de APenrauo e Haders- declarar o mesmo nao ol>rigatorio e nao validx
Z- E^SfKT,!! norte-. Ko dia -S de crreme, ter lugar a votacao a
ue>ue entao nao tiveram lugar novos combates, esse respeito.
?v-?i ^ i^TrV ordi,laras d-iN, guardas Entreanto os ministros da Baviera, Saxonia,
V,'^o lado d* norteo Ducado de bchles- Wurtemberg, Bade, llesse-Darmstadi, Coburgo,
vigacha-se completamente evacuado pelos Dina- Menngeo, Nassau, Oldemburgo, e Boanswik, reu-
p n! u'T'in0.0* Aus,r,a'os oceuparam todos os niram-se no da 18 em Wurzburgo para uma con-
- Prueipaes lugares,sem golpe de espada. No Sunde- ferencia, acerca da futura atufada commum dos
wmporuii,osprussianosestao pelo momento ainda ditos estados para com as aranaes potencias na
oceupados com os preparativos para o ataque so-
bre as alturas de Duppel.
Se no primeiro momento fora extraorlinaria a
surpreza em toda a Allemanha por causa da mu-
danca inesperada das cousas no Sebleswi r, a cons-
ternando em Copenhague fra semexempk. .A im-
queslao do Schlswig-llolstein.
Hontem foi concluida essa conferencia, e natural-
mente s nos prximos das ter-se-ha esclarecnnen-
cimenlo acerca do seu resultado.
Em Vienua e em Berln eslao sobremodo indig-
nados |>or causa desse procedimento independente
do corrente.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Ei i vista da conta joma em duplcala, e nao ha-
vendo inconveniente mande V. S. pagar a Manoel
Figueiroa de Faria & Filho, conforme soliritou o
director das obras militares em oflfioio de hontem
sob n. 19, a quantia de 6A800, proveniente de an-
nuncios mandados publicar por aquella directora acoinpsnhu ao'offlcio que me dirigi a cmara
no Dir'io de Pernambuco. Communicou-se ao di- muniei >al de Pao d'Alho, em 29 de fevereiro ulti-
rector das obras militares. mo, nister que a mesma cmara me remeta o
Dito ao mesmo.Nao determinando o aviso da orcame lio feito para a mencionada obra,
reparticao da marinha de 15 de selembro de 1862, Dito i cmara municipal do Recife.Para satis-
a (ue allu le o relalorio do chefe da 2 seceo da fazer a resolucao da assembla legislativa provin-
respectiva contadoria, annexoao aviso de 30 deja- rial. pr te a cmara municipal do Recife urna re-
SIQ.IO.
neiro ultino, que fossem despedido- os dous guar-
da- do almixarifado de arsenal de marinha, Joa-
quim Leocadio Viegas. e Luiz Manoel Viegas, mas
sim que o inspector daquelle cstabelecimelo indi-
caste o deitino que deverlam ter tacs empregados,
e tendo j sido por meu antecessor submettida a
lafao tos estabelccimentos commercaes nesta ci-
dade pt rtencentes ronimerciantes brasileiros.
Portara. O vice-presidente da provincia, con-
form.uiclo-se com a proposta apresentada pelo le-
nente-coronel ciimniandante do bataMo n. 51 de in-
f.intaria da guarda nacional do municipio de l'ao-
deliberacao daquelle ministerio em offlcio n. 157 d'Alho, sobre que informou o respectivo comman-
de 17 de outubro do predib anno, a proposta que, dante superior em offlcio de 2 do corrente, resolve,
em cumpriinento do citado aviso Ihe foi apresen- de conformidade com o art. 48 da lei n. 602 de 19
tada pelo referido inspector, compre que V. S. con- de selembro de 1850, promover aos postos do mes-
tinue a pagar os vencimentos a que esses empre- mo balalhao, abaixo declarados, os cidadaos se-
gados tiverem direito, at que o governo imperial, guindes :
de quem nesta data solicito aoiacao daquella pro- Eslado-maior.
posta, resolva a respeito delles "o que entender Tenente quariel-mestre, Manoel Marcos de AI bu-
conveniente, querque Mello.
Dito ao riesnw.Communico V. S. que o juiz Alferes-i ecretario, Manoel Melquades Cavalcante
rau icipal : de orphaos do termo de Carnani, ha- de Albuquerque.
charol Miguel Bernardo Vieira de Ainorim, entrn Alferes-iiorta-esiandarte, Luiz de Franca Allemao
em 9 do crreme no gozo de 2 mezes de licenca Cisneiro.
que Ihe bras concedidos, { conipanhia.
Dito ao i lesmoRei'onimendo V. S. que -em Capitao Vicente de Araujo Pinheiro.
vista da foi lia junta em duplcala, e nao ha vendo Tenente Jos Geminiano de Araujo Pinheiro.
inconveniente, mande pagar a quantia a que tiver Alferes Manoel Xavier Carneiro Rodrigues Cam-
vencido nos mezes de Janeiro e fevereiro deste pello.
amo o conne! Francisco Joaquim Pereira Lobo, Alferes Joaquim de Araujo Pinheiro.
como chefe do eslado matar da guarda nacional da 2 eompannia.
comarca de Olinda, mesmo independente do-vis- Capitao Thom Ledo de Castro.
odo respectivo commandante superior, como j Tenente Jos da Costa Noguetra.
se praticou com os vencimentos dos mezes ante- Alferes Isidoro Jos da Silva.
rieres, Dilo Rajmuudo Nonnato Correa da Luz.
Dito ao mesmo.Devolvo a V. S. o offlcio e do- ;< companhia.
cunientosi ue acompanharam a sua informaran n. Capitao Jos Mendos Carneiro da Cunha Jnior.
115 de 8 do correte, para que mande acreditar Tenente Rufino Correa dos Prazeres.
ao alferes commandante oo c!> stacamento da villa Alferes Jesoino (iirneiro da Cunha.
do Esd Francisco de Freitas Moreno, pela qnantia Dito Coi rado Ferreira da Costa,
de 85100 Icgalinente despendida com o alnguel da 4 companhia.
casa que serve de quartel ao mesmo destacamento Capitao Manoel Amonio dos Santos Ferreira.
e com lates para este.Communicou-se ao briga- Tenente Itraz Carneiro da Cunha Albuquerque.
A desillusio foi lerrivel, e s um acto de tratado
que all se oppunham ao ataque do exercito austro-1 pareca poder explicar o que se julgara in possivel.
pr'!!Jan0' I nora era nora cresceu a irritaedo, e nas ras
..mf^' ffS' qUe Se Gaase temP Para collocar junlavam massas do povo ameacadoras laucando
uma animara superior sobre a margem direila, as mais horriveis tnaldices contra o rei o irover-
nao era mais de pensar em defender a passagem no e os generaos.
S v f ^.lf'" I O rei fel.zraeuto achava-se ausente de '}openha-
No quartel geral austro-prussiano conhecia-se gue. Elle tnl.a estado cora o exercito no Schles-
desde o principio esse tendao de Achules da posi- wig at o da 4, donde seguio no da 5 p;..ra Son-
sude nao poderla ser forcada sem inmensas per-1 a familia real achava-se na capitel, e apenas es-
das, as vistas dingiram-se inmediatamente sobre -
deiro commandante das armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.A
Estevio dos Anjos da Porciuncula, mande V. S.
lagar, se nao houver inconveniente, a quantia de
8:Oo despendida com o sustento dos presos po-
bres da cad mi da villa do Cabo, durante os mozos
de jineiro e fevereiro ultimo, como so v da cunta
junta, que, pata esse fim veioannexa ao offlcio do
Chele de [oficia, datado de hontem. e ob n. 310.
Communicou-se ao Dr. chefe de polica.
Dito ao mesmo.Transmiti V. S. as inclusas
colitis na importancia de 1545 despendida com o
sostento dos presos pobres da cadeia da eidade do
Nazarelh, nos mezes de juio a dezembro do anno
prximo pa-sado, e de Janeiro e evereiro ltimos,
afim deque, conforme soliritou o chefe de polica
em offlcio d lu-ntem sob n. 306, c estando ellas em
termos, mande levar essa qnantia em conta dos
200 abonados por essa thesouraria ao delegado
daquelle termo, para oceorrer a taes despezas,
Communicou-.se aoDr. chefe de polica.
Dito ao mesma.Com copia do contrato celebra-
do e n 13 de selembro de 1861. com iodo Falque e
Antonio Machad > Gomes da Silva, para fazerem o
Alferes Jos Nicolao Tolenlino de Lira.
Dito Gervasio de A*ss Correa.
Communicou-se ao respectivo commandante su-
perior.
Expediente do secretario do governo.
N. 99.--Oficio ao Dr. Manoel Buarqoe de afe-
cedo, 1 .secretario da assembla legislativa provin-
cial. i.. E*c. o Sr. vice-presidente da provincia,
i quem dei seiftncia da deliberando da assembla
legislativa provincial, constante do offlcio que V. S.
me dirigi cm 2 do corrente sob n. 6, manda trans-
mitlir-lhe, para serem presentes mesma assem-
bla, copias dos contratos, modifieacoes, e infor-
nuieoes indicadas no 2o e 3o periodo sdo seu citado
ollicio.
Despachos do dia 12 ilc marco de 1861.
Hi,iiierimfnlos.
Francisco Gomes de uliveira.Remettido ao Sr.
inspector da thesearara de fazenda para mandar
passar o litlo que se requer, urna vez que Ihe se-
ta apreseulado o que obtuvo Jos Joaquim da Silva
Maia.
Joaquim Leocadio Viegas e outros. Dirijam-se
servieo de carro? de praca nesta' cidade e seus a" Sr. inspector da thesouraria de fazenda, a quem
" no sentido em que requerem os
suburbios, de conformidade com a le provincial
n. 5li6 de 29 de maio daquelle anno remeti inclu-
so o requerim"nioem Antonio Jos de Castro pede
exonerar-se da ohngacao em que esl i como fiador
do 1' contratante a Din de que V. S. proceda acer-
ca du semeliiantc pretencao, como for de lei.
Dito ao mesmo.Para' sailsfazer a deliberacio
se expide ordem
supplicanle;.
Manoel dos Anjos Torres e outros. Informe o
Sr. rapitiio do parta
Manoel Marques Baoatho. Informe o Sr. ins-
peolor di thesouraria provincial
Theresi de Jess Grangeiro. Mandou-se inscre-
da assembla legislativa provincial, preste V. S. as ver lilll) da supplicanle para ser opportunainen-
informaces constantes do offlcio junto por copia le admittido.
riiercs.i Joaquina
do I' secretario da mesma assembla, datado de
10 lo corrate sob n. 27.
Dito ao capitn do porto. Faen apresentar
V. S o remita Manoel Praocsco de Salles, afim
de q.ie Ihe d o conveniente destino depois de ins-
pecc.onado.(kinimunicoo-se ao Dr. chefe de po-
lieia.
Dito ao direclor das obras publicas Inteirado
do cometido do seu offlcio de hontem sob n. 62. te-
nho a dlzer em n sposta, que pode Vmc. mandar
lavrar o termo de recebimento definitivo dos relia-
ros de 177 bracas de imoedrainento no lunar deno-
minado Bullidos, na estrada da Victoria que j se
achara concluidas de conformidade com o respectivo
ornamento, caito de que nesta data atttoriso a the-
souraria provincial, a pagar ao arrematante de taes
reparos em vista do competente certificado, a
de Jess. Dirija-se ao Sr.
ie-embargador provedor da Santa Casa de Mise-
ricordia.
EXTERIOR.
crhi;spomie\< I AS IM> un
hio ir. fiavuiiM.
Hamburgo, 20 de fevereire de 1861.
Qoaodd escreveraos a nossa ultima, em princi-
pios do n ez, o exercito austro-prussiano e o dina-
raarquez ichavam-se ainda um cm frente do oulro
perto do iHnnewirke, e eontava-se com um com-
quanlia a ip e tiver direiln, como Vine, solicitou bale sanguinolento aessa posicao.
em seu citado offlcio.Offlciou-se ao inspector da Tambera no dia 6, quando demos um pequeo
thesouraria provincial. posl-scriptom, nao parec i liaver occorrido iienbu-
Dilo ao mesmo.Achando-se concluidos, de con- ma modinca a esse respeito ; lmenle tinha subi-
formidade com o respectivo ornamento os concer- do a excitando acerca do combate que pareca in-
tos ii parle do caes da ra da Aurora, em frente dubitavelmenle eminente.
a fundicao lo Star, pode Vmc, conforme indica Entretanto tinha-se realisado uma mudanga to-
em seu offlcio de 10 do corrente sob n. 60, a que talmente inesperada.
respondo, mandar lavrar o termo de rerebiornto Debaxi do inaior silencio, no dia 5 d tarde, os
definitivo daqoeWa atatO, ficando na iMelligeneia Dinamarruezes tinbam comecado a sua retirada
de que nesta data se expede ordem a thesouraria da po-icao do Dannewirke, e na manhaa do dia 6,
prov ncial pira que em vista do competente cen- esse baluarte, que segundo as expressdes dos l>i-
licad i. pague ao arremtenlo de tees conc rtos a namarqurzei, se considerara como invencivel,
a passagem
Em
uma
de Missunde, o corpo de exercito prussiano come
ca seu mov monto na margem direila do Schlei,
rio abano, cora os ponidos necessarios, e at a noi-
le do dia 5 a sua posicio em frente de Arms e
Kappeln achava-se realisada.
No da immediato a passagem derla ser forcada
alarmando-se ao mesmo tempo toda a finita do
Dannewirke, afim de oceupar as tropas dinamar-
quezas.
Mas j no dia 5 de manhaa, comprehenderam
no quartel-general dinamarquez os planos doiniui-
go, e se nao baria duvida alguma da impossibidade
de impedir a passagem tencionada do mesmo perio
deArnse Kappeln, acresceu que as tropas dinamar-
quezas desde o dia 2 de fevereiro apenas tinbam
lido urnas pitucas horas de descanco, e se achavatn
completamente quebradas por fadiga. Alm disso
a nao luvia mais toda a conlianca naquelles bala-
lhoes, coinposios era numero inaior de Scbleswi-
guezes da parte do sul.
Nestas circumstancias e nesse estado das tropas,
a realisacao da passagem pelo inimigo tornava-se
um pengo duplo.
Em outro caso talvez podena-se ter tentado de
lancar-se sobre o inimigo na passagem, e repelli-lo
para dentro do Schlei. I
possivel de tenlar-se com
afrontadas, e por isso t
. brigada pru
cidades hplsteinezes, Aliona, Kiel, e Neumunster,
cm lugar das tropas federaos, enviadas peloHanover
e pela Saxonia, como se dizia para segurar a via
as ras de etapas para o exercito adiado no Schleswig.
Nao se tinha julgado necessario dirigir em tem-
po deyido uma pergunta a esse respeito dieta,
preferindo-se lomar posse de facto,inunediatanen
te, por sobresalto.
A vigilancia e a energa do commandanle das
tropas federaes, o general de Hacke impedio entre-
tanto a plena exeeucao desse plano, e o negocio
acha-se agora entregue dieta, para decisao.
No dia 16, foi encerrado cmVienna e Reichsrath
pelo imperador em pessoa.
Fazemos seguir lodo o. texto da falla do throno
Em poucas proferida nessa occasiao:
Honrados membros do Reirhsrath.Nas cir-
cunstancias significativas debaixo das quaes foi
que encerrada a segunda sessao do Reichsrath, era para
o re, e podo tranquillisar o povo, mostnuido-lhe, niim uma necessidade, antes de vossa separaedo,
ijue o rer nao trrera neohuma parte na resolucao de vr-vos reunidos ao redor da minha pessoa.
de retirada do eonselho de guerra, promettendo, t Archiduques, principes da minha veneravel
que tanto o general em chefe de Meza, com3 o che- casa, Ilustres e honrados senhores das duas cama-
re de estado rnaior o coronel Kaulfeuauu, seriam ras do Reichsrath.
chamados iniinediataiuente responsabilid; de. En- > E' com satisfacao especial que vejo entre vos
iui.'iieiliaia exeeucao.
A familia real acba
cajiou aos insultos do poro irritado.
isagem do Schlei, perto de Arms e Kappeln. horas en lie tamo foi supprimido o tumulto, em par-
i consequencia disso, no da 4, em quanu que | Ii: pela forca, era parte pelo ministro Monrad, que
brigada austraca lomara posicao em frente se apressara de vr de Sondersburgo antes do que
Senhores, voltares vossos lares com a con-
sciencia de naver curaprido vossos deveres com
um patriotismo ao qual presto homenagem reco-
nliecida.
A Austria mostrou, (pie em sua forma remo-
cada, ella reservou o liom espirito velho, e que
ganhnu nas novas vias liberaes da sua vida gover-
namcntal a heranca da sua forc;a e da sua gloria.
No dia 18 foi abena a dieta do Hanover, e no
dia 15 retmiram-se de novo em Carlrouhe-as c-
maras de Bade. Alm dessas acham-se actual-
mente tambera reunidas as cmaras de Wurtem-
berg, da Saxonia e de Hesse Darmstedt. Nao entra-
remos nos dealhes de suas discussoes, limitndo-
nos a observar que nellas se aproveita toda a oc-
casiao, para dar enrgicamente expressao ao di-
reito nacional dos ducados de Schleswig-Hofsteia
em frente da poltica obscura das grandes poten-
cias da Allemnuba.
PERNAMBUCO
ASSEMBLA PROVIMIAL
SESSAO ORDINARIA EM 7 DE MARCO DE 186fc.
PRESIDENCIA DO SR. CONSELHEIRO TRIGO DB
UXJRBIRO.
(Conclusao. )
ORDEM DO DIA.
r discusso do projecto n. 1 de 1862, que trans-
iere para a freguezia de Iguarass os engenhos-
Aguas, Mussupe e Iiapir, boje pertencentes fre-
guezia de S. Loureoeo da Malta.
O Sn. Jac.obi.na :(Nao devolved o seu discurso.)
O Sn. Gervasio Campello diz que nada mais jus-
to do que as observaeoes que acabam de ser eitas
pelo nobre 2o secretarlo, c que, querendo de sua
parte concorrer para satisfazer ao honrado mem-
oro, passa a dar-lhe as explicaces que estao ao
sen alcance.
Observa o illustre orador, que tendo sido era an-
uos anteriores desmembrados
gu:
derosos que delerminaram a resolucao do conselho I Aos ltimos chos da fesla, pela qnal a Trau-
de guerra. sylvania, esle baluarte solido sobre a fronleira oc-
u general de Meza e o coronel KaulTenaun foram cidental de meu imperio, celebrara o anniversa io
chamados para explicar o sen comporlamc nto, e o cinco vezes secular de sna reunido cora da
commando do exercito foi confiado provisoriamente Austria, vos senhores deputados da Transylvania,
ao general de Luitichan, o nico membro do con- sois vindos da fronteira do Oriente, para marchar
seibo de guerra, que votara contras auam.ouo da com confianza na via dessa accao commum, que
posi^ao do Dannewirke. Quandoos ditos el egarara
em Copenhague, o primeiro fure j tinha pastado,
e_sobretodo desde os ltimos dias houve uiia volta
tao completa no espirito do povo, que em geral se
approva o procedimento do general, clogiindo-se
o nwrito da sua hbil exeeucao da retirada.
Essa mudanca di opiniao publica, porn, nao
lera nada de commum cora uma inclinicao para a
paz, e pelo contrario todos instara na con! nuae/io
isleos
Isso, porem, nao era mais enrgica da guerra, e as resulaces do minisle
a tropas tao exaustas e tao aeham-se de aceordo cora isso.
( mesmo deu a esse respeilo as deelaraces as
vez
,Y ------ -------- -i------------o- y, IIHT3HIO uuu a e.>sc
Unn \TZJ,rlfm, ,a PassaS<"n,ncaya cortada a maJS francas ^^^ e em conformidade" dessas
ii& uln*t- .toJ) '''"">coll0L'ad'J na P-: deelaraces fora.n iniuiediala.nente emb irgados
F -.tinh?^- i n"10 sanenteos navios prussianos e au.-triacos,
io nw ?.ni r 'r' V'a de Plefbur8 Paa ; f I como tarabem todos os navios alle.ndes om por-
,1 i.r, \ n, i ,; a |k>sic^o forte, as chamadas |los dinamarquezes. a OS ases de guerra ecebe-
I e ur. e V}t ,a 'l?,M *cha em T' ""' I raln ore'" de capturar todos os navios a lemaos
m-Vr, e*,n? i* dt.Alsen c fUF.' deste ma-,que eneontrassei.i. Tambera, como diz um lele-
ma r.ifn nlrePsl0 l,r,nc,l,al Ua ,ua-! grama de Copenhague de 18 do corrente. fo. expe-
O ?n^Zen'agUp,- k Ididaaordem para bloqueio dos portesalleriaes1
to dn t". ?nPT Fleu^urS- I>orV",> ce g l)er-' Apenas tinha chegado era Londres a noticia da
rSSE qUC f Mll.ssunde' Schleswig c( evacuado do Dannewirke. os lordsPalimrston e
con- n r ei'LVVerC" d,namar,lu,,:t l,or ,'f Russel aproveitaram a occasiao para apr.sentar
con i.i o risco de ver o inimigo lomar-lhe a dtan- uma Ilova p,.0|H,s,a. v
P^'meiraJa para ,-''pi!l- ,. Esa v.aem primeiro lugar a proposta d-im ar-
ranS.l^lr'.SfT que delerminaram o, Illislicio er a ^ ^Utfc, Ut
eonseino de guerra dos Dinamarquezes, reunido na par
tolSSifke5, ^ deCd'r a ilumedialacvacuaao I A Dinamarca nao tinha dado nenhuma orarais
iTm ,m( ,.,' j____ At .a m. s-'w para isso, e taiiihein nenhuma das ponencias
mo ril af^r P*-''3 defeDSa d ,m "** convidadas mos.rou vontade de u.iii-se s-
mo, os outros 10 votos foram unnimemente de ria en,.r1(.impnf.. nrri,K1sn iiriera
^etia'dreWalVrcLTa^'^
a retirada devia ser elfecluada sem perda de lempo L%nte.
6 i!!!mf,eu.?..i f.~ j i .i u-..f Em Vienna talvez se teria aceito, mas em Berln
JgJgyqPftJSg" daiai .Pelo telegrapho as dtc|.,rou.S(! posuivamente, que nao se poda .ensar
ordens .para os differenles pontos da posicao de
Dannewirke e j ao meio-dia, era 5 de evereiro, as
trepas mais distantes ao oeste em Friedrichstadt
puzeram-se em movimento.
Perto da cidade de Schleswig a retirada princi-
piou s 4 horas da tarde, c enlre 7 e i) horas da
Hite os batalhes dinamarquezes de Missunde, Ar-
nis c Kappeln comegaram a sua marcha para
Fleusburgo. Conseguio-se illudir completamente o
inimigo. Em quante que ao romper da noile de 5
para 6 de fevereiro todo o exercito dinamarquez j
tinha abandonado o Dannewirke no campo austro-
prussiano estava-se anda linnemonte convencido
de achar-se elle em frente em plena forca. E mesmo
quando as 2 horas da noile alguns habtenles de
Schleswig trouxeram s guardas avaoeadas dos
Austracos a noticia da evacuando cumprida, ao
principio nao se quiz acreditar nisso, suppondo um
estratagema de parte dos Dinamarquezes. O mes-
mo aconteceu aos cidadd s de Kappeln, os quaes
passando Schlei chegaram no quartel-geral pruS-
sinno as 4 horas da manhaa cora a participaran do
occorrido.
Em breve porm ficaram convencidos da verda-
de, e agora traiou-scde perseguiros Dinamarquezes
sem perder um momento, afim de impedir a rotira-
da. Era bracas fornecidas rpidamente pela popu-
lando, a guarda avanzada do principe Frederico Car-
los passou o ro perto de Arnis, avancamlo a pres-
ta na estrada para Flensburgo. Do inesino modo,
os Austracos, entrando era Schleswig, naosedemo-
ravam um instante, continuando do mesmo modo
aprestada a sua marcha para Flensburgo. Mas o
exercito dinamarquez j se achara muilo avante, e
passara por Flensburgo na tarde do dia 6, em quan-
lo que os Prussianos s -ali chegaram pa madruga-
da do da 7. S os Austracos, avaaeados sobre
Schleswig, poderara allingir a retaguarda dma-
inarqneza no amigo campo de balallia de Idsledt, e
ali Ibes efflrecerain tira cmbale, que se arrastou
por duas leguas at Oeversce. De ambos os lados
combatleu-se com grande bravura ; os Dinamar-
quezes aproveilando mui hbilmente as circuras-
lancias do terreno.
A noile pnzera finalmente um lerno lula, e de-
baixo do abrigo da escuridade a retaguarda dina-
marqueza cortseguta passar Fleusbusgo, sem ser
mais molestada, e reunir-so ao resto do exercito.
forma para os meus povos uma nova liga, fortifi-
cando se de dia em dia.
Saudai estes fados com verdadero prazer,
como a expressao de un cnlendinienlo fecundo
com minhas titeneOes e o penhor de um Mil
futuro.
Em quanto que asitoaoao geral do imperio, os
progreesos de seu desenvolvimeuto intellectual e
material faziam nascer, durante a sessao. rellexes
consolantes, a miseria que accoinniellora alguui is
parles do reino da Hungra, por causa da mi co-
Iheila. devia encher-me de profunda tristeza.
* Vos auxiliaste! com urna syinpalhia fraternal
as tentativas do meu governo, para soccorrer tanto
que possivel essas populacoes infelizes.
" Tenho a esperanza consolante de ver reme-
d ada essa miseria.
Bem que a sessao, que acaba de fecbar-se.nao
tenha sido fecunda em fados legislativos, nao ha
razio para chama-la estril.
t Algumas disposic,dcs legaes importantes para
a organisacao interior da nionarchia e para a rea-
lisacao de principios governamentaes, foram appro-
vadas por vos, e receberam minha sanccjio.
A Galicia Oriental e a Bukowina viram appro-
ximar-se o dia da realisacao de seus desejos rela-
tivamente s vas frreas que as alravessara. A
proposta que vos foi submettida acerca da estrada
de ferro da Transylvania nao encontrou, verda-
de, a solucdo esperada : mas minha vontade, a
ser o cuidado do governo, que essa importante
linha seja executada com brevidade.
Differentes outros projectos, que vos foram
apresenlados por meu governo, e as propostas de
que tomastes a iniciativa foram o objecto de um
exame afondado, de sorte que na conlinuofao di
em negociacao de um armisticio, antes de baver o i vossos trabalhos, formavam materias importantes
ultimo soldado dinainarq jcz evacuado o Schleswig,! para a eleicao prxima futura. Vos tendea consa-
e assim lambem Duppel e Alsen. Dessa n aneira | grado uma soliiciiude toda particular ao regula-
malogrou-se a proposta ingleza, e o gabinete inglez j ment da nossa organisacao linanceira.
soffreu urna nova derrota diploni.itica. A lei das (naneas votada nas duas cmaras,
,, i i o 1.1 seguio a base constitucional para a administrar-do
Mas apesar de haver a guerra no Srhlosvig to-1 Ilani.eira d(|r;,nIe perioaoKda admnistracao.
mado senas pioporcoes, anda erara excess.v;.mente 0 vo(0 au[hsa a aM:ld.^io uas c
. das freguezias de
, 'guarass diversos engenhos para serem unidos d
iretanio a irniacao do primeiro momento fez lugar os representantes da Transvlvania, os quaes feliz- ."^urenco da Malta, a divisao que entao se
a ponderacao tranquilla, e tarabem em C>pcnha- mente enlraram na via de'uraa acedo constitucio- '0f a menos conveniente e regular, porquanto
" convenecram-se sempre mais dos mo vos po-1 nal commum. hcando os territorios desmembrados mais prximo
a sede da freguezia de Iguarass do que de S.
Lourenco, os pdvos conservaran os seus amigos
hbitos, continuaudo a prover-se do pasto espiri-
tual na sua anli^a parochia, e dando-se, de mais a
mais, a anomala de ser o parodio de S. Lourenco
obrigado a alravessar terrenos pertencentes a fre-
guezia exiranba, para poder ir deseinpenhar as
funceoes de seu ministerio em algumas localidades.
0 que se d quinto ao religioso, dase, diz o nobre
orador, na mesma e em maior escalla quanto ao
civil. Ncslas circunstancias, o honrado membro
entende que o projecto conlin um grande fundo-
de jostica, pelo que digno de apurovacao da
casa.
O Sn. S Peueiua :Quando pedi a palavra nao
linha reparado que o nobre deputedo, o Sr. Dr.
Campello, o liaba feito ja antes de mira, porque
era justamente para dar as explicaces que elle
acaba de dar a casa, que eu tinha pedido a pala-
va. A' vista, pois, do que o nobre deputedo avan-
cou, julgo-ine dispensado de dar mais esclareci-
menios d respeilo, e assim limito-mc a dizer que
um arto de suuiina justica restituir i Iguarass o
3ue outr'ora Ihe foi tirado para dar-se freguezia
e S. Lourenco.
i Sn. Maiia.nhao :Sr. presidente, fazendo par-
te do 2" dislriclo deste provincia, comquanto nao
tenha o devido couliecimeiilo do terreno, outr'ora
dividido, eu me vejo na rigorosa necessidade de
dizer, ao menos, duas palavras cm justificando ao
voto, que tenho de dar.
Muito conscienciosamente tenho de prestar nes-
ta casa o meu vol a favor do projecto em discus-
so, porquanto, sei que a diviso naquelle tempo
feta da freguezia de Iguarass, foi inicuamente
caprichosa, foi smenle por motivo de poltica.
(Apoiados).
Um Sit. Reputado :Nao apoiado; a assembla
nao tem caprichos em suas decises.
O Sr. Mauanhao :Foi smente por esto motivo
tanto que, Sr. presidente, leeni apparecido diver-
sas reclamaces dos habtenles daquellas locali-
dades.
(Trocam-se alguns apartes.)
Sn. Mauanhao :Pec^i aos nobres deputedos
me prestem sua aitencao, no que me fardo favor.
Sinto, Sr. presidente, manifestar a este casa, o
que realmente se deu.
Sr. presdeme, nenhum motivo reclaraou esta
medida, sendo o motivo poltico, para se dar in-
cremento e forca a freguezia de S. Lourenco com
manifest prejuizo da de Iguarass.
Sr. presdeme, essa parte injustamente desmem-
brada de Iguarass. foi sempre perlencente aquel-
la freguezia desde d sua creando ; os povos nunca
solTivram necessidade do pasto espiritual, que Ihe
foi sempre administrado convenientemente ; e tan-
to verdade que, pertencendo esse terreno des-
membrado a freguezia de S. Lourenco, ainda boje
o pasto espiritual administrado por sacerdotes de
iguarass, que all vio constantemente acudir as
necessidades dos povos.
O roubo dessa parte desmembrada, como digo,
s leve o lim poltico, o lira de dar forca a S. Lou^
renco, fazer daquelle lugar um feudo poltico ; e
conven) que hoje, muito justa e dignamente procti-.
remos fazer com que essa injustca seja reparada,
pela casa.
Sr. presidente, sinto profundamente fallar liaste
assumpto, revolver craza?, lacios passados que de-
vam ser esquecidos ; mas para provar a existen
cia desses fados, da injustca fela esses, povos,
i nao posso prescindir de chamar atteneao. da, casa.
| para esses mesinos fados.
Assevero d V. Exc. que os habitante desta par-
te desmembrada de Iguarass, recebem os Sacra-
mentos por via de Iguarass, ainda que, comju-
obscuros os fins das duas grandes potencias.
Em 16 de Janeiro, ellas tinham intimado i Dina-
marca de abrogar a sua constituido de 18 ie no-
venibro do anno passado, declarando que i o caso
de recusa, o ducado de Schleswig seria oci upado
como nenhor pelo cumpritnenlo final das (briga-
c5es da Dinamarca segundo asconvencoes d: 1851
o 1852.
A Dinamarca linha recusado a abrogarlo da
constituicao de 18 de novembro, e uma cola da
Prussia aos gabinetes allemaes declarou qui o fim
da oceupaedo do Schleswig nao era o resia lelec-
mento das convencoes de 1851 e 1852, porque
essas tinham-se lomado mpossives, e que pir isso
era preciso tratar de novas combina^oes, e no ceso
que iiiio fosse possivel realisar un Schlcsw;;-IIols-
lein independente debaixo de um soberano oa casa
de Augustemburgo, seria de recommendar a sim-
ples u n i fio pessoal entre os ducados e a Dinamarca,
segundo o modelo da suecanoruegueza. Finalmen-
te n'uma declarando commum de 31 de Janeiro, ao
gabinete de Londres, a Austria o a Prussia reser-
varam-se expressamenle a liherdade, no i aso de
'um combate serio cora a Dinamarca, ae por de
lado o principio de ntegridade da monarchi i dina-
marqueza, verdade que sob reserva, que as con-
vencoes a tomar cntiio deviam ser dependenies da
approvaco dos outros assignantes do tratado de
Londres de 1852.
De tul > isso porm, nao resulla va claramente o
que finalmente queriain em Vicua o era Berln, e
se do oulro lado se observava o procedimei to das
autor(jades de oceupaedo austro- prussianas no
Schleswig, ainda menos se sabia que idea fa;:er das
inteni;6es das duas grandes potencias. Assin, como
as tropas alliadas avancavara, segua em toda a par-
te a proclamando do duque Frederico pela |pula-
cao dos lugares do Schleswig, e ao mesmo tirapo a
remncao das pessoas do partido, dinanvarque:.
A primeira cousa entretanto, que llzera coiu-
que autorisa a arrecadacao das cou-
tribaieoes e da laxa do anno passado e o argu-
mento do crdito do estado permllirao cobrr as
despezas extraordinarias. Os trabalhos preparato-
rios j comecaram para resolver a grande questao
da reforma das conlribuijes na sessao prxima.
As graves oceurrencias dos ltimos tempes
desviain vossas vistas da sitnacao interior para a
posiedd exterior da Austria. Animado do desejo
de oousagrar-me interamente ao desenvolviraenio
parifico da prosperidde do meu imperio, nada
negligenciei para conservar monarcha a pal
duplicadamenle preciosa cm urna poca da rege-
neracio interior. E' do destino da Austria, estan-
do sempre prompta a resistir a lodo o ataque pos
sivel, de conservar urna liuguagem pacifica no
conselho das aaeSes.
O carcter amigavel das relaces de meu go
x'eruo com as grandes potencias da Europa, cor
responde de una maneira conipletamente satis
factora essa missao da Austria.
Urna crise que dura ja desde anno nas rea-
ces da Allemanlia com a Dinamarca, rebentou ,
entretanto, e apezar dos esforeos os mais conc-
banles de meu governo, resnltaram oceurrencia^.
bellico-as. Em minha qualida le de principe alle-
mao toraei parle nas medidas militares necessarias
para a exceueao federal no
midade da
a
din
lo
di
A bravura heroica o a conducta admiravel do
exercito alliado no Schleswig-Holstein, obieve uma
satisfacao prompta e brilhanle para os direitos e n
honra da Austria, da Prussia, e de toda a Alle-
manha.
Certifico rom contentamonto os successos glo-
riosos que ohtive de concert com meu real alliado
mi.llares necessarias "."". p ""v';. *V
Holstein em confor- ris,llC'10 do parodio de S. Lourenco, visto qiw oda
i Iguarass jamis o pode dar. E' portento, do maior
laiUemenie
casa loman-
ellos solieram
mus olan-
lo, do nosso dever revocar os actos, que era nos-
sa consciencia vfio do oncoutro aos nteresses dos.
povos, que vao fciir seos mais jusios direilos.
Eu, portento, monotes, concluo dizendo que,
muilo cooscienciosamente presto meu voto favor
do projecto, c- laco votos aos cos, para que a casa
compf'nelnwdo-se da verdade, de que cstou possui-
do, d um tolfl 'o-'!!"''. ie-iiluiii'lo esses lerrilij-

wmmmlim



Diarlo de Pernanbnc Quarta felra ltt de Marco de I 61.
ros, imje parteneentei a S. Lourenco,
Koezia de mu'' f.m ..ni injusta ecavillou
ijuclla frc
guezta oe que loram Injusu e cavillosaajianle t ra
dos ainenta por intercssts particulares.
Techo concluido.
encerrada a discussao, o o projecto posto a vo-
tos e approvado, Nado dispensado o intersticio a
requeriinenlo lo Sr. Nabor.
1' discussao do |H'oj.ctO e ,S,"'' 1l,e m .
risa o presidente da provincia a mandar eonsiruir
dous acudes, sendo nm Bpqvoa<^o
que su nao volcm aqui consignacoes untis, de
|ae -,' nao gaste as dinheiros da provincia sen ser
etn proveito cuto da mesma provincia ; me lovou
a pedir que fosse a materia eni discussao submet-
tida ao conhecimento da commissao de obras pu-
blicas, aflea de estuda la eonveoientemente, para
depois do seu parecer apreciarmos a medida com
maior franqueza, o mais rcllerlidatiicnte.
O Su. BiAiioru : Recata que isso retarde
muito.
O Su. Araujo Bunios :Ser melhor que se re-
0 Sn. Sorra Lima :Nao fui sm que cu disse, O an. o que tcm om vista determinar que. a gralificacao qno pela le n. 244 do 16 de jnnho de
disse quo se pode ser solicitad >. una eonsignacSo que nao tevo applicacao, porque. I8i'.l, fui determinada para o nico escrivao, que
O Su. Jacobina :bao somos nos a cada canto, a necessidade publica a que tinha atlendido a as- [ tinha entao seu cargo todo o carlorio : tendoem
(Trocam-se oulros apartes.) sembla anteriormente, nao exigia ser satisfeila na | vista o mo estado dos cofres proviuciaes, que nos
O Sn. Ramos:Apezar da ronvircao em que es. occasiao em que o presidenta leve de execular a obrigam a fazer as maiores economas ; porm
u de que pequeo o subsidio de cinco mil res, lei do orcamento seja distrahida para fim nao pre-1 tendo tamb-m como justa a pretencao do suppli-
tou
me op|K)iiho o augmento por que os cofres provin- visto em'lei. Esse'mesmo ai ligo se applica as so-1 cante, que tendo o insmo irabalt.o que seu com
eiaes nao comportam esta despeza, e. devenios ter bras; importa, pois, urna prohbicao dos extornos, panheiro, quer ser igualado em lucros: a commis-
vista cortar quanto fr possivel as despezas de nao consenie que qualquer obra da lei do orea-. sao propon o seguinte projecto de lei :
quanto antes
ilo Salgueiro, nutro na do Granito, fieando para
isso auiorisado despender at a quantia de res tarde do que-gasiannos dinheiro improflcaam nie.
100o0 I'm Sn. Deutado :-Masa commissao pode dar
O Sn. Suva Babros :Sr. presidente, depilado o seu parecer na segunda discusso.^
rjelo alta sei tao, bastante conhecedor das ootessi-
aades recese mais rilaos que soffrem os nal lian-
tes daquvllc ponto iesU briosa e Ilustrada pro-
vincia- pedi a palavra para dar algumas ranies e
alguns esclarecimentos acerca do projecto que se
acba em discussao.
Nao sou o autor desle projecto, senliores. (i sen
autor, como vos vedes, foi o Ais legislaturas pensadas, o Dr. Livmo Lopes de-
Bar ros e Silva, meu presado irmao. Mas cen
Mnimo prazer, Sr. presidente, vou tonara doteza
deste projecto, nao so jwrque desejo sosten ar a
O Sn. Ahai jo Bunios :Mas se fr em segun-
da discussao, V. Exc. saboperfeilamentequesc nao
pode uessa occasiao ventilar una discussao tao
vasta como poderia apparecer na primeira, que e
a occasiao de trat&r da utilidade do projecto; e
nessa oc-asio justamente em que se pode dizer
em
forma a evitarms o dficit consideravel que exis-
te, e urna divida tal que nao sei quando a Baga-
remos.
O Sn. Jacorin.v :(Nao devolveu seu discurso.
O Sn. Aminthas : (Nao devolveu seu discurso.)
O Sn.Aiuuio Barros : (Nao devolvqp seudis- nhas ideas,
curso) Nao sei se me terei feito compreliender bem,
Encerrase a discussao. mas parece me ter mostrado que oart. I" do pro-
consenle que qualquer obra da le do orea- sao propoe o seguinte projecto de le :
le possa ter applicacao a nitro ramo d > servi-1 Art. 1- .4 gralificacao de 300i5 marcada por lei
iiblico que nao teja previsto por esta casa. para o escrivao do juizo dos feitos da fazenda pro-
*ndo os artigos subsequmtes relacao intima '_ vincial seja igualmente dividida polos dous e--cri-
mente
co pu
Tendo
com oart. Io, so por occasiao da discussao
arligos poderei dar maior desenvolvmento
desses
as mi
vSes, a cujo cargo se acliam os respectivos car-
torios.
Art. 2" Ficam revogadas as disposicocs em con-
trario.
Paco da assemlila legislativa provincia, em 8
O Sn. Ayuxo Foxceca pude que a votaco seja jecto nao intil, que elle leude a regular materia j de marro de 1861.Silva Barros.Joo Francisco
nominal. muito importante, a que a casa deve approva-lo noi Teixeira.
Consultada casa, approvado o requeriinenlo Interesae da provincia.
Na segunda discus- do honrado inembro, votando contra a'emenda os O Sn. S Pereira- :Sr. presidente, prestei
i restrlnje-.se o dbale, e nao poderemos colher I Srs.Cosa Ribeiro, Amyntalis, Cunha Teix_eira,Ja- altencao ao distinelo orador que me preceden, e
os bons resultados, que o'bleremos dando com- .cobina, Avies,
bastante para cstudar o.
generosa idea do meu prelado nianu, como nv;smo
porque o projecto lem por IIm remediar .umine-
ce Mdade publica,* urna necessidade viul e indi-
rlinavel.
Coigralulo-me, pois, Sr. presidente,de acliai-me
boje no recinto desta casa, e ter occasiao de pres-
tar o meu voto neste projecto, que dorma na. pas-
tas da secretaria desta assemula, lalvez, sniores,
porque diz respeito a negocios do alto seriao.
Ha um aparte.)
i Sn. Silva Barbos : -Qucr o projerto, Sr pre-
sdeme, que esta illusirada assembla autanse ao
presidente da' provincia mandar construir dous
acudes, um no povoado de Salgueiro, e onlio na
villa do Gi-aaito, podendo o mesmo pnsidenle des-
pender com estas obras at a quantia de 10. JOo.
K', na verdade, senliores, urna necessidade pal-
pilante, que cumpre-nos remediar ; necesario
que esla ilkisirada assembla se compenetradas
immensas necewidadei que soffrem os sertarejos ;
ecesarki bn<;armos as nossas vistas para o alto
sirlao, que lem si Jo bastantemente esqn:cido.
Qeaa percorrer os nossos serios ver a prava
irrefnqravel do que acabo de iiier. Nao ba viso
oem elemento algiiin de progresso moral nei i ma-
terial ; a iastruccao publica existe em um i slado
deuloravel; algumas aulas de pruiiciras letiras oue
existem polos sei toes, sao mu diminuas em rala-
da a populacao ; e rnuitos povoados lu que as nao
existem.
Peelo lado material, nao lia urna so estrada na
qual tautia o governo despendido a mais pequea
quantia; nao existen! casas de cadea, te nplos,
ele feitos expensas do governo.
Nao tein, pois, o governo, nao tem este coi-po le-
gislativo lancado suas vistas para o alto sei tao;
Srece, senliores, que aquello ponto desta Ilustra-
provincia nao perlence a ella. Os ser anejos
pagam tributos, concorrem para augmentar as
rendas do estado, e nunca pdem gozar dos bene-
ficios do estado f Quando se pede urna quota para
a construccao deuinaobra publica no serlao, di-
rem logo os nobres deputados, nao bu dinhe: ro, te-
mos deiicit.
Mas nao comprehendo, senliores, nao esla a
razio, a razio principal desse esquecime ito a
alia do representantes tilhos do serlao, sabido das
Jocalidades, que nao s eonbec;am dos nossos ma-
les, como os soffra igualmente
Felizmente, porm, Sr. presidente, a lei los cjr
trios trooxe como consequencia a represintaco
local, que represur.t3B.de a provincia, nao deixa
de lanzar papada Htente suas vistas para o circulo
que o elegen.
Sr. presidente, deixando estas considerares ge-
raes, direlque a cooslruc^ao de acudes nos sertoes
desta |.rvincia olijeelo de primeira nece.-sjdade,
a falta d'agua pelos sertoes excessiva, e ao de-
vemos, H-utiores, negar agua quem tem sede,
pois um preceito do Evangelboo V de beber
qurii tem sede.
Nao | ratita, portanto, senliores, melhor iustifl-
racao, basla dizer-vos ipie os povoados de Sal-
gueiro e Granito, tundo alguns elementos te pros
peridade, falta-llie, todava, em alcumas estacSes,
agua de |oco pan a serveuiia publica -. ileut de
tas vanUigens, que os nobres deputados niio igno-
ram.
Limito-mc por ora esta* ligeiras consid iraeftes,
e confio no espirito de juslica dos ineus honrados
collegas, que nao deixar.io de prestar os seus vo-
tos esle projecto que tem por lim promover o bem
publico, e satisfacer una necessidade t;'o real e
tao palpitante.
Estou promplo a dar os eselarerinientos que me
forem pedidos, e aguardar-me-kel para di::er mais
algnma cousa em abono do projecto, se poi ventura
fr impugnado.
Tenho concluido.
" O Su. Araijo Barros :Sr. presidente, nao me
levanto para impugnar o projecto do illutre pro-
pinante, mas para requerer que a medida seja
mais geral do que a que por elle foi apn sentada.
O Sr. Sii.va Bahiios : Advirto sonobre deputa-
do que a medida nao foi apresentada p >r iiiiin,
apenas tomo a paternidad** do projecto.
Sr. Araijo Barros :Nao sao rameal os po-
voados de Salgueiro e Granito que precisam de
atildes, mas a villa do Limoeiro, a do Boui Jardim.
a de Cimbrea e OQtrM militas localidade;, que ja
tcm pedido igual medida, como se pode ver pela
synopse dos predecios de lei que nos foi apresen-
tda. Julgo que esla necessidade una daqucl-
las que reclamam prompta e imperiosa satisfaco,
e qualquer pessa que tenba viajado pelos nossos
sertoes, e mesmo por certos lugares prximos a
esla cidade, deve saber disto, e dar testemunho a
respeito do que acabo de dizer. Entretanto, Sr.
presidente, acho que de-vemos ser cautelosos, estu-
far convenientemente a materia, alim de que se
5o gastarn eem proveitos o< dinheiros pblicos,
como j tem acontecido, mnndando-se faier obras
idnticas em lugares inteiramente inconvenientes.
Assiin entetxlo que se deve reme!ter o projecto
commiss.io de obras publicas, alim de que ella es-
tucando o que existe sobre a materia, aprsenle
urna medida de conveniencia geral. Foi para fal-
lar neste sentido que ped a palavra. suhmettendo
eonsideracaoda casa o requeriinenlo, que yian-
do maaa.'
Vai a mesae apoia-seo seguinterequerimento:
Requeiroquc o projecto seja remetilo coin-
missao de obras publicas, alim de que estudando
os di Arenles projectos que sobre a ina.eria e\is-
lem na casa aprseme um projecto de onvenien-
cia geral.Araitjo Baos.
OSn. Coma Teikeuu :(Nodevoiv-u seu dis-
curso.)
O Sr. Buaroa'R :Sr. presidente, ei nada te-
nho a oppor a conveniencia da materia que se dis-
cute, nada tenho a oppor tambeii ao requerimen-
to offerecido pelo nobre Reputado pelo 51 distncto.
devo, porm, dizer algumas palavras con relacao
ao mesmo requeriaiento por ainorao ae iantamen-
jo dos nossos trabalhos, por amor a proiria conve-
niencia da materia.
Vi, Sr. presidente, que na casa nao 3 levantou
ama s voz para contestar a utilidade lo abjecto
4jue se discute, consegunlemenle nenhum incon-
veniente ha em que seja o projecto vobdo era pri-
laaeira discussao. (Apoiados.)
Aceito o requerimento do nobre dep itado, mas
tem prejuizo da primeira disousse, u na voz que
.a ptimeira discussao vr<>a sulre a utilidade da
nula
Fejo licenca para acerescentar aiuda algumac
.palavrs com relacao ao ^ue disse o sobre depu-
.lado pelo primeiro districta
Aprecio muilo as boas iatoncoes do-nobre depu-
tado, c seria o primeiro a dar o meu *.oto aoque
elle pede, seo nosso regimeslo assiin > permits-
,se. O nutre deputado apresenlju a su; rooc.io co-
mo emonda, ou antes, como artigo additivo : mas
,pde lia ser admitiida nesta diiieusso.
O S. Chh Tkixeira :En a tinha mandado
iinesa para ser lida em occasiao oiyortuna, e ni
vista das reflovJes do nobre de;julado pelo i* di-
tiicto,.eutendi que poda ella sei reuwJtida acora-
ajnipa.
O Sk. fir-AnjUC: Essa lembranc^a nao devia
.parttr da mesa.
Foi esta a razao porque nao l a moeaodo nobre
di-puudo, porque io tinha cabimentc ne u occa-
siao.
Concluo, <\r tanlo, jiedindo que o proje-cto seja
approvado em primeira discussao.
Vai mesa apoia-sea^egiiinte sub- .-menda :
Arcresrenle-sa .ao requerimento em discusslo
Aqx'is das palavrasque .oprojecto, as seuintes
- aem prejuizc da primeira .discuss >.Hitar que.
O Sr. Aravio Bauho :5r. presidente, nao me
ofiporia a que o projecto fosse approv.ido em pri-
meira discussao,
i um, uuigu, auva i).u ios, .iiuiiiiiu, u
JS Nos temos muilos acu-! Silva, Andrade Luna, Nabor, Maranha
sea'dos. mas nao concluidos, Campello, Sa l'ereira, Manoel Neto ;
ivrii,iiier.n em conseuueu- Srs. Soulo Lima e Reg Barros.
missao respectiva lempo
assiimpto devidamente.
(Trocam-se apartes.)
o Sn. Abacio Babbo
des que tem sido eOBM
em ronsequeneia da prleipiaijo, em consequen
ca do inao estada que se fea sobre a materia.
No Limoeiro por exemplo j se mandou fazer um
acude que se tornoii intil pela pessima escolha
do lugar, em que foi situado ; entretanto se se ti-
vesse procedido com reflexao, ter-se-hia escolhido
em melhor local, a leriamos aproveiiado o dinhei-
ro que se dispendeu sem proveuo com essa obra.
L'm Sn. Dei-ltaiio :USO erro administra-
tivo.
O Sn. AaAHJ0 Barros : Erro admimstrativo
que pode ser mais ou menos acautelado mediante
leis previdentes, e que facam picsumir-se no le-
gislador, conhecimenlo exacto da nateria, sobre
(|ue se propoz providenciar.
E' este o meu voto. A assembla far o que
mais acertado entender.
Vai mesa e apuia-se o seguinte requerimento
dos sentiuieiito de reliyio, que ora as devem do-
minar.
Honlem seguio para a provincia do Amazo-
nas, o Exm. Sr. Di. Adolpho de Barros Cavalcanti
de Albuquerque, afim de ir tomar coala da respec-
tiva presidencia.
5. Exc. foi acompanhado por seos amigos at ao
embarcadouro, fazendo-lhe ah as honras militares
urna guarda do 7 batalho de linha.
Com S. Exc. seguio igualmente o Sr. Dr. Luir
Augusto Crespo, seerelario uomeado para a mesma
provincia.
Nos julgamentos pronunciados em audiencia
do Sr. Dr. juiz de direito da 2* vara, no da 12 do
correle, e que publicamos nesta Revista, no da
14 na parte que se referia aos odiciaes do corpo
de polica, deu-se urna inexactido, cuja reclicaro
passamos a consignar para restabelecer o julgado
em seus termos.
Considerando este como crime previsto pelo
ar". 31 do regulamento de 31 de maio de 18V, as
falsilicacoes de prets e de relafoes de maslra. e
por elle devendo jiortanto serem julgados os reos,
derlinou da competencia para tomar conhecimenlo
de semelhante crime.
Pela delegada de Nazaretli, foram presas Ma-
ri i Jos da Coneeicao, e Mana Rita, como indicia-
das em crime de infanticidio; e foi tambera reco-
Ihido cadea o desertor do exercilo Antonio Perci-
ra da Silva.
Na freguezia do Bom-Jardim, termo do Li-
mieiro, foi ferido gravemente o tenente-coronel
Aitonio Matheus Rangel, de um tiro que Ihe deram
de emboscada as proximidades do engenlio 8eia
SmeroMBo, de que proprietario.
Nao foi contiendo o autor desse attentado.
No lugar Varjado, da freguezia do Limoeiro,
foi brbaramente assassinado de emboscada Pedro
Jos de Almeida, sendo os autores desse homicidio
Jos Ferreira do Carmo^ e Jos Alexandre. osqnaes
nao poderam ser anda capturados. Todava
ai ham-se presos como cmplices Manoel Francis-
co do Nascimento, Antonio Jos do Carmo, e Joa-
quim l'ereira de Mello.
Fundeou honlem no nosso porto a corveta do
guerra Paraense, vinda da Bahia.
\ No manifest do vapor Paran, onde se le
essa; necesidades e nesse deferida a pretencao u, suppi.canie. Joaquim da Silva ^^ deye ^.^ j da
n- caso podem os dinheiros p iblicos ser apphcados, Saia das comnussoes 8 de marc de 180*. ne-1 g,|va (;oS[a
Aquioo, Ramos, Soares Brando, presleitanto mais atiencao quuto me achara in-
Drummoid, Deodoro, J. do Reg Burros, A raujo cunado a votar pelo artigo em discussao, mas
Barras, Demoslhenas, Braulio, Brilo. Francisco Pe- vista das consideraces api esenladas pelo nobre
\ dro, Burgos, Silva Barros, Arminio, Gon^alves da deputado eu vaeillo, e vacilic muito em volar pelo
Maranhao, Gervasio Io artigo do projecto.
e a favor os, O Sn. Biaiiqie : -Fui infeliz I
Reg Barros. | O Su. S Pereira : Vou lar as razes em que
Segunda discussao do projecto n. 30 de 1862 que me fundo,
regula a maneira por que o presidente da provin- O nobre deputado disse, e apresentou isso como
cia poder abrir crditos supplomenlares e extra- argumento mais valioso, que quando o autor do
ordinarios. projecto o elaborou teve em vista urna quota que
< Art. i. 0 presidente da provincia nao poder tinha sido votada para cerli. despeza, que ao de-
applicar as consignacoes de urnas outras rubricas pois nao se adiando a provincia as mesmas con-
da lei do orfameuto provincial, nem servido nella di^oes, nao redamando es servico, nao teve a
nao designado. mesma applieacSo que devia ter.
Vai mesa e apoia-se a seguinte emenda : O Sr. Bcahoie :A appli-acao dada na lei.
Suppriuia-se o art. i.'Reao Barros. 0 Sn. S Pereira : Sr. p-esidente, entendo que
O Su. Gervasio Campeli.0 manifesta-se contra a esla casa deve apenas lirui!;,r-se a volar as verbas
emenda sobre fundamento de que ella tem por lim para este ou aquello ramo do servico publico, e
nico, inutilizar o projecto,.entretanto que a mate- deixar o desempenho desse trabalho. a direceao
ria que este pretende regular de summa iuipor- desse servico ao|ioder execi.livo. (Nao apoiados.)
tancia, nada menos importa do que sujeitar as re- (Trocam-'se apartes.)
gras lixas e invariaveis, o <|ue at boje nao tem Sn. S Pereira :Ente ido assiin, porque p-
passado de mero arbitrio administrativo. de a provincia n'uma poca apresenlar certas ne-' para dispensar de suas attribuico's aquella cama-
Veaesceiite'se'no requerimento enrdiscusso O honrado orador enlende que o projecto pode cessidades como palpitante, e de momento para ra municipal, e portanto de parecer que seja in-
devendo'a mesma commissao considerar a conve- talvez exigir modilicages, mas que, no seu euten- outro desapparecerem
nieoeia de acudes na Gloria e Luz Cunlta Tei- der, e elle de tao palpavel vantagem que, sem
seira.Hibeao.Deodoro. jusuea nao poder ser regeitado w Itnune. m com mais vantagem a oulro. ramos de servico pu- go Marros.Larvalho Moura.
L-se, e tica adiado por haver pedido a palavra
o Sr. Silva Barros, o seguinte parecer :
A commissao de ornamento nunicipal, tendo
examinado o requerimento que a esta assembla
apresentou Evaristo da Cesta Leilo, pedindo pro-
videncias para ser pago dos aluguels da casa em
que funeciona a cmara municipal de Barreiros e
mais autoridades do termo desde 19 de julho de
1833 at fevereiro de 1861.
Allega o peticionario j ter esta assembla desig-
nado a verba de 3785 para ser pagj, mas a cmara
municipal de Barreiros nao a fez |ior falta de fun-
dos ; e como ao supplirante nao convinba estar no
desembolso nao s desta quantia como de toda que
se Ihe deve, pede a esta assembla que Ihe consigne
na lei do orcamento provincial una quota para Ihe
serem pagos todos os alugueis a r.izo de 1305 rs.
annuaes.
A commissao nao desatlendendo justica do
supplicante, entende que nao este o meio legal
para haver o seu crdito, pois qve tendo elle rea-
lisado o seu contrato com a cmara municipal de
Barreiros, s com ella se deve entunder para o fim
de ser pago, mas nao como pede em sua peli^o
pelo ornamento provincial.
A commissao entende que nc est autorisada
O Sn. J. no Reg Barros :Sr. presdeme, en
0Sb,Reco Bahiios :Apreseniando a emenda blico. (Nao apoado.)
entendo que as consideraeOes apresentadas pelo que pede a siippresso do art. i-do projecto, nao Em minha humilde opini'io, a adopcao desle aT-
nobre deputado lelo eguudo districto, a respeito Uve em mente outra cousa ritis do que evitar que ligo importa coarctar a libe dado que o presidente
de se devor 'mandar a respectiva commissao o pro- figure na n.^a legisUcao um artigo de le que eu
deve ter.
jecto relativo aconstruccao de acudes no Salguei- julgo intil. -I O Sr. Buarqi.e :-Mas coaio entenda,o artigo j
O 1 art. do projecto dispoe"que opresidente nao que volava por elle antes d;. minha expbcagao T
O Sn. S Pereira :Eu li o artigo e li todo o
ro e Granito, nao podem prevalecer, pois que nao
deve boje ter mais logar essa remesaa commis- poder applicar as sobras de urnas verbas doorca-
sao, em vista do que termina o art. 103 do nosso nenio a entras, nem lo pouco a servaos nao de-
regimento, que diz (l) cretados. .,
Assiin, pois, Sr. presidente, por foica do regi- Ora, se o projecto rocoiihece que as d.ffereutes
nnito da casa em primeiro lugar trata se de verbas se achara decretadas na le do on-amento, \ mente poder elle bem hav r-so no desem|ieuho de
apoiar o projecto apreseniado, eem segundse se nao sollie contestacao que o presidente nao po- seus deveres
oliecto de deiiberacao, se antes disto nao se raque- de fazer despezas nao aulorisadas por esta casa, e
re e for volado que elle v a alguma commissao. evidente que o artigo do projecto intil.
projecto, e era minha opini i o projecto ligase por
lal forma desde o primein artigo al o ultimo,
poe o presidente era taes embarazos, que difflcil-
Se islo exacto, se j se votou sobre o apoiamen- ^l Su. Deputado :Nao tem sido assim
ale
lo d
libe
jo projecto, se j foi elle julgado objecto de de- boje,
ra o e em visla disto foi submettido a discus- O Sn. Reoo Barros :-Nao quero saber se se tem
\ '. .-. ..-i. ..__... ii ti-i.. .I..!., 'iliii...... I.inli. mie ni... DA illll i.r.'sl-
0 Sr. Atres Gama : T.eduz o presidente ao
que elle poder execulivo
0 Sr. S Pereira : S mhores, o syslema das
restrircocs nem sempre lavoravel.
G Sr. Deodoro : Netki caso bem favoravel,
de ser remeltido urna ou nao dado abusos, tanto mais quo se um presi-1 entendo que devia al ser mais.
conmissao dente houver capaz de exorbitar das altribuicoes ( o Sr. S Pereira : E eu entendo que e pre-
0 Sni Aminthas Apoiado. que Ibes sao conferidas pela le do orcamento, se; judicial, que nos devemos .uppor que aquelle que
0 Sr Ajuojo luimos- Em lodo o lempo, na elle deixar de execular essa le, poder proceder ,oceupa a cadeira da presidmeia nutre sempre as
primeira segunda ou le c. ira discussao se pode da inesma maneira a respeito de outra qualquer. \ melnores intensdes.
pedir que um proiecto v a urna commissao. (Aj>oia- Este projecto, a meu ver, nao importa mais do
,1,, i que dizer : o presidente e obrigado a cumplir a
O Sr. J. do Reco Bahiios :Nao duvdo que taes! lei, o que vem a ser fazermos urna lei para que
sejam os precedentes, mas entendo que os prece- outra seja executada. _^
dentes s iHxlem proceder quando nao se oppem J-a 5>h. Deputado :Dando Ihe forca. sira.
O Sr. Hkgo B.ARnos :E o que quer dizer urna
ei de orcamento e urna outra para Ihe dar forca ?
Um Sr. Deputado :E para fazer-lhe as emen-
das que julgar necessarias.
Su. J. do Reg Bahiios :Em lodo o caso eu
pens que essa remessa s pode ter lugar antes
da 1* discussao, porque nella que se discute a
utilidade do projeclo.
Voto, pois, era vista destas considerages conlra
o requerimento do nobre deputado pelo 2" districto
opinando que o projeclo seja logo votado em 1*
diMiissao.
Vio a mesa e apoiam-se os segiiinles requeri-
mentos :
lailfa expressa do regiment ; conseguinteinente
o coslume ou estylo que o nobre deputado diz ter
sido seguido nesta casa, nao deve continuar. | Eu nao possa comprehender isla Para mim o
E Sr presidente para me vai um projecto a projecto e urna inutihdade, nao satisfaz mesmo as
micommissao? Geralmenle fallando liara dizer, vistas do seu nobre autor, que alias devem ter sido
sobre a utilidade ou conveniencia della. ll'u" louvaveis, e por isso voto contra el.e, por-
8nanto. o projecto apenas denota urna falta de con-
an^a.
0 Sr. Buarque :Sr. presidente, eu nao acceito
a discussao no terreno da confianca. (Apoiados.i
Declaro que a materia que se discute nao pode
nem de leve ter relacao com a queslao de con-
fianca.
O Sn. Costa Ribeiro :Poder, pode.
O Sr. Buaiioue :Todos aquellos que Icrem o
projeclo em sua integra deverao ter visto que elle
; traa de regular a materia dos crditos, quer sup-
plementares, quer extraordinarios, vero que o seu
liequeiro que a commissao tenha em vista a I autor devia partir de urna base invariavel. e que
ronstreeSo de um acude era Flores.Silva Bur- i eneclivamente assim fez, tratando em primeiro lu-
,.os gar das eonsignaaies da lei do orcamento.
liequeiro que igual medida se empregue res-1 Nao se trata, Sr. presidento, de applicar de pre-
peilo do todas as villas e povoados que soffrein \ ferencia una verba da le do orcamento a outra
falla d'agua iKilavel. c nao tenbain quota marcada 1-or mero arbitrio da administrado, nao se trata
para a consirucco de acudes- .Sabor. de deixar de execular o que a le manda, de dei-
0 Sr. Netto : (Nao devolveu seu discurso). I xr de ajiplicar para certas necessidades, e |ior ar-
Vai mesa e apoia-se o seguate requerimento: bilrio da administra.;o, a soinina para ellas desii-
Seja remeltido o projecto e todos os seus additi- nada, Irala-se, senhores, no art de prohibir que
vos a commissao de Obras publicas para apresen- na consigoacao dada e que nao foi applicada,
lar seu parecer nao excedendo a quota para a POaaa ser distrahida para outro ramo do servico
construccao dos acudes requeridos ao valor de eem publico.
cootos d ris.-.M l'neei rada a discu-sao approvado o requer- logo no 2- art. que, todas as Teses que houver una
ment do Sr. Aran jo Barros e a emenda do Sr. consignacao nessas circnmstancias, se determina
Buarque, bem como o projecto, e rejeitadas as de- que seja ella de preferencia applicada aos melho-
mais emendas. rainentos materaes ; e estas mesmas consideraces
3' discussao do prejecto- n. 2 desle anno ipie que cu faco acerca das consignacies da lei, sao
marca o subsidio e ajnda de custo aos deputados igualmente apphcadas as suas sobras,
proviuciaes para a prxima futura legislatura. Algumas opinides ha de que as sobras dos or-
Vai mesa e apoia-se a seguinte emenda. camentos possam ser externadas de urnas para ou-
(i subsidio dos deputados na prxima legislatu- Has consignao.-s ; este systema e o mesmo segui-
r ser de dez mil ris diarios, e a ajuda de custo do nos orcamenlos de alguns paizes, e lem mesmo
na razo de Iros mil ris por legua, nao podendo sido ale eerto ponto aut trisado, mas o espirito de
exceder a trezentos mil res, por maior que seja a qu<' Possuio principalmente oaulor do projeclo,
distancia.Sonto Urna.
O Sn. Jacoiiina :(Nao devolveu sea discurso.)
OSn. Souto Lima :(Nao devolveu seu discur-
so.)
O Sr. Ramos : Sr. presidente, a qnestio que nos
coenpa bastante melindrosa, por quanto trata-se
dos nossos interesses, trata-se da dignidade liesia
casa.Enb'iido, pois.ipie devemos marchar coin toda
aprudencia de modo que nem se sacrifiquem o in-
leresse em bem da dignidade, nem a dignidade 11-
|ue esquecida em bem do interesse.
Quando dias o Exm. presidente da provincia
abri os trabalhos desta casa, leve de aununciar-
qos um dficit de sosenla e tantos eolitos, se a
memiii ia me nao f liba, e um debito consderabi-
lissiino ; entao eu vi, Sr. presidente, una exprs-
sao de, desgosto no semblante de todos os membros
desta casa, porque elles coiiiprehenderam de
prompto as diilicul lacles com que teriam de lutar,
para fazer prosperar, engrandecer esla provincia,
prohibindo esses exlornos cora urna nica excep-
yo, foi ver que os inelhoramentos mateiiaes sao
por excellencia aquelles que reclamam mais a al-
tencao dos poderes pblicos, aquelles que necessi-
lain, por assim dizer, de absorver todas essas
Sobras.
Senliores, me seja permitiido dizer de passagem
que o signatario neste projecto pessaa muito ha-
bilitada, que o signatario desle projecto foi demo-
vido por uina id'-a muito elevada, por una idea
que lodos devenios applaudir, a de regular a ma-
teria dos crditos supplementares e extraordina-
rios; K-ja-me pcrniillido ainda dizer em seguida
que BSte projecto a applicacao de lima lei geral,
que regula a materia, elaborada por um dos nossos
mais distiiKios estadistas, o Sr. visconde de Iiabo-
raliy.
Aquelle que compulsar a legislaco geral, ver
na de 1862 um decreto com estas bases; ah se
encontrarn dootrinas financeiras sobre esta ma-
teria adapladas as condicoes do nosso paiz, ah se
Um Sr. Deputado : O; fados teem mostrado o
contrario.
0 Sn. S Pereira : necessario que os fac-
tos revelem o contrario, e entao-----
I'm Sr. Deputado : E melhor acabar com a
assembla provincial, deicar o presidente fazer
ludo.
0 Sn. S Pereira : Nao digo que se acabe
com assembla provincia nem de minhas pala-
vras isto se collige, digo que senao deve crear em-
barazos a administracao.
(Trocam-se apartes.)
Em poucas palavras tenho expendido as consi-
deraos que me levam a votar contra o artigo,
tanto mais quanto entende que adopcao deste ar-
tigo vai coarctar a liberdale que se deve dar ao
presidente.
O Sn. Ayres Gama : Define as suas attri -
buicoes.
O Sr. S Pereira : Creo que me fare com-
prehender melhor quando entrar
dos artigos seguintes.
L-se o seguinte parecer
A commissao de polica, sob a indicacao do Sr.
deputado Gaspar de Drummond, tomou conheci-
menlo das irregularidades da secretaria, referidas
a esta assembla pelo Sr. 1* secretario.
A commissao, depois de examinar a escriplura-
cjio, o archivo e o mais que se acha cargo da
mesma secretaria, observou que eram procedentes
as censuras do Sr. Io secretario.
Efectivamente notou a commissao que neuhuma
confianca pode inspirar a esta assembla a synopse
dos projectos pela qual devia ser regulada a ordem
do dia, porquanlo encerra aquella em sua maior
parte di|K>siecs queja foram leis na provincia,ou
que foram j revogadas jwr actos desta assembla
ulteriores as suas respectivas datas.
Encoutrou mais a commissao um grande nume-
ro de posturas approvadas por esta assembla que
permanecem as gavetas da secretaria, mas que
nao foram copiadas, outras que nao se acham as-
signadas pela mesa e todas que deixaram de ser
Hoje se ex 11 al i ir a 1' parte da 1* lotera da
capella de Nossa Senhora da Escada da igreja de
Nossa Senliora da Coneeicao dos Militares.
Foi preso o criminoso dt morte Francisco
Tavares na Laga-Grande, do districto de Capoei-
ras, termo do Bonito.
Luiz Alves Brrelo, surrando o preto Pedro,
escravo de Brgida de tal, no lugar do Bivjinho,
termo de Flores, f-lo lo brbaramente que deu-
Ibe a morte sob os acontes. Vistorado o tac lo,
foi elle preso, bem como Bernardo Fernandas dos
Santos u Manoel Ribeiro de Lima, auxiliares das
r -feridas sevicias; e todos esto sendo proces-
sados.
Sobre o que nos cemmumearam com relacao
cocheira da ra do Sol, offerece-nos o nossa
comino nicante a seguinte carta, que serve de res-
josla ao que se disse era impuanacao :
11 lu. Sr. Respondendo e salisfazendo pre-
sente carta cima, sou a dizer-lhe que verdade o
(|ue me perguntou na referida carta, pois que as
eociieiras ns. 23 e 27 (annexas) da ra do Sol jun-
como leis, e que deviam porque fazem parte da le-
gislaco do anno parsado.
A commissao observa anda que a legislaco ge-
ral da terciaria se acha sensivelmente truncada,
e que all nao se tem ronheclmento do destino que
tiveram os volumes estraviados.
Teve igualmente sciencia a commissao de que o
archivo da secretaria nao se acha em boa ordem.
Lamenta tambem a commissao que a secretaria
nao tenha sido regida por m regulamento inter-
no que bem defina as altribuiees cargo de cada
um dos seus empregados.
A commissao, por tudo que tem exposto, e con-
siderando que se acha gravemente enfermo o ofli-
cial maior da secretaria, de que leve ella sciencia
por communicaco escripia do mesmo offlcial em
que solicita urna licenca de quatro mezespara tra-
tar de sua saude;
Considerando que de indeclinavel necessidade
a admisso na secretaria de um collaborador que
na apreciaco'auxilie o actual pessoal, j no trabalho da escriptu-
| raco, j na coadjuvaco dos documentos do arclu-
Voto pela emenda do njbre deputado, e contra ro, propoe a esta assembla como medida urgente
o artigo que se discute.
Encerrada a discussao, e posto a votos o artigo
approvado.
Art. 2. As sobras que houver emjilguma verba
de despeza s podero tei a applicacao que fr de-
lerniiiiada na respectiva ei do orcamento, e quan
e necessaria a satisfago de outras ipie pretende a
commissao tomar, e que sao de sua exclusiva com-
petencia, o seguinte :
1" tjue se designe o 1* ofllcialda secretaria para
exercer Interinamente o cargo de oflicial-maior,
emquanlo durar o impedimento do eflectivo, per-
do esta nada determine tal respeito, sero addi- cebendo i gralificacao de 200 rs. annuaes.
clonadas rubrica obras publicas.
O Sn. Soares BbakdZo faz algumas considera-
res.
\ o a mesa c apoiam-se as seguintes emendas :
Em lugar do arl. 2/ diga-sc as sobras de
Jualquer verba da le do orcamento sero applica-
as s obras publicas. toares Brando.
2" Que si-ja Chamado para a secretaria durante
os dous mezes de scsso um collaborador que de-
ver perceber a gralificacao de 50,5 rs., pago pela
verba expediente da mesma secretaria.
3 Que se conceda urna licenca de dous mezes
com o respectivo ordenado ao ollicial-inaior cuec-
tivo, em vez de qualro, como foi por elle solici-
Accrescente-sc as pal vras obras nublcas tado.
as seguintes e de preft rencia as estradas da pro-1 Sala das coimissoes em 8 de marco de 1864.
segundo o desejo de nos todon, Eu tenho ouvido acliaro reguladas as altribuices do poder execu-
por diversas vezes ectaracfles da maior parte dos
membros desta casa, de que esto dispostos a cor-
tar por todas as despezas superfluas, a eeonomisar
os dinheiros da provincia, de forma que, maiores
sejain os beneficios que tendamos de prestar-lhe
durante esta quadra legislativa
E, Sr. presidente, quando esta assembla esl
dtopuata acortar pelas despezas, est disposta a fa-
tivo todas as vezes que livor de abrir crditos sup-
plenieiiiarcs e extraordinarios.
Com relacao a emenda que se aprsenla, e por-
tanto com relajan ao art. 1 iLvprojecto...
Un Sr. Deputado : Que oque est em dis-
cussao
0 Sn Buaroiie :Nem eu meaffaslei ainda da
discus.-o, e a casa comprehende que nao se tendo
zer ee-momias, sera conveniente que n'uma qua- discutido nesia sesso a conveniencia da materia.
dra destas, ameacados de um dficit, vamos aug- nao poda eu abstrahir de fazer eseai peanenas re-
meniar o subsidio dos representantes da provin- flexoes, qne tem loda a relacao com a queslao.
cia t Entendo que nao, Sr. presidente. A emenda manda supnrimir o artigo em discos-
0 SaBoiiTO Lima : Nao para os nossos dias. sao; entretanto, quaes foram as razes que nos
OSr. Bamos :Quanto a apresentaeo do pro- apreseniou o nobre deputado para justificar essa
jecto feito pelo nobre 1" Btrrotaru desta casa, nos suppresso t Tao somente a questo de confianca.
primeiros lias da sesso, como determinado por I O Sn. Rec.o Barros .Disse que o projecto me
lei, eu, em Jugar de adiar motivo para ceiisura-lo, pareca intil.
louvo-o at pela sua opporlunidade. Se a provincia \ Su. Bi aiioie :Agitou a questo de con-
vemlo que nos adiamos animados do desejo de cor- flanea.
lar pelas despezas superfluas, vir tambe m que nos 0 Sn. Bkgo Barros :Disse que achava desne-
ce-sana a le.
manifestamos contra o augmento do sul..-nlio dos
deputados provinciaes, lia de louv..r-nos, por que
asim procedemos de accordo com os seus verda-
deiroa interesses .- e |iarec- que se realmente e-ta
mos diapastea a fazer economias, a primeira eco-
noma deve comcear pelos nossos ordenados.
O Sn. Souto Lim :Mas se niio para nos.
(J tn. Ramos : Quera sabo qual de nos ser
O Su. Buaiioue :Se o nobre deputado apresen-
lando a sua emenda quiz rollocar a queslonn ter-
reno da confianca, cu declaro muito alto que ne-
nhum administrador ainda me mereceu mais con-
fianca do que o que actualmente tem as redeas do
governo desta provincia, conseguintemente cu, qae
faco urna seinelliante declararlo, nao posso ser
reeleio 1 Pode ser para nos, e por consequencia considerado uspeilo sustentando o projecto.
nao se pode assevurar .yue eu, o nobre deputado (Ha um aparte.)
ou outro qualquer deixe de v4tBT a esta casa. O Sn. Buarque : Mas, o nobre deoutado susten
Ku i-iit-Miilo epit .subsidio dos ii,-|iinaii.is di mi lando a sua emenda, collocou primeiro a queslao
nulo, enteado que cinco rata ris noehega para um no terreno da con/lauca, e depois declarou que o
deputado que nao tenha i-ecursus proprlos para l*art Ihe pareca soperfluo, porquanlo, dspondo
poder viver uoRecife, masadlo tambem que a oc- a tei do orcamento qual o servico publico a que
tasiao nao e ujiportuua para augmenlannos esse deve ser applicada esta ou aquella verba, era intil
suaMiof attmias as reomstaaetaa da provincia, a lei que isso prohlbitae, jiorquanto, se al hoje o
S<^ cinco mil ris nao ba.-iam para a subsisten- poder administrativo ttavia sophismado a lei do or-
cia de um deputado nesta cauitaJ, pelo menos cntenlo, podia sophismar qualquer outra lei, e iu-
iiin auxilio que pode ebegar para so viver com triiigi-la
Tomia___ Senliores, nao se trata no 1* art. do projecto de
6r, Souto Lima :Para os deputados da ca- prohibir, como vos disse no principio das minhas
pilal. coiisideracfies, que a consignars determinada para
O Sn. Ramos : Para os de fra. um certa servico publico se*ja applirada outro,
O Sr. Souto Lima : Morando em casa aeia. trata-se de fazer aptilica^Sn do urna consignaco
O Sr. Ramos : Morando mesmo em cata pro- que, por rircumsUacias que n.io uossam ser pre-
pria. vistas por esta casa quando se discutir o orcamen-
OSr. Souto Lima :Nao admiti ; pode chogar lo deixe de ser ulili.-ada. Atienda bem o nobre
na tei do orca-
i curto ramo de
. se a respectiva nial* na |Mir sua
magnitude.no devesse oceupar milito.' attencoda para os que morara na rasa alhoia. e quem mora deputado, que em quanto houver
coniiiisso, a que tem de ser siibmeHjkla. Aerea- Ba casa ajlieia ne. ple ter muila Independencia, ment urna verba destinada a un
Cao de acudes jielo interior da provine a neces-1 O Sb. Ramos : Protesto contra isso. Qual a Senrhjo publico, em quanjo houver dinheiro nos
sidade de primeira inluic,ao; mas pntejao, an- pessoa que recebe um amigo em sua casa com cofres, p presidente da provincia, se*m mamfesta
toa de tudo, ler certeza da preificuidade do* agu-. vistas de quo elle seja menos iudependente como infrareo da lei, nao podo deixar de coiH'i'd.er essa
de?, que se hao de fazer, 0 desejo que lenlw de depulado T (Apoiados). verba pan o servico a que foi destinada.
vincia. Gervasio Campello.
0 Sr. Buaro.1 e : Sr. presidente, agora acreito
cuas razes dos nobres deputados que votaram con-
tra o arl. 1." para com ellas impugnar a emenda
do Sr. deputado Soares Brando.
O Sr. Costa Ribeiro : A emenda ou intil,
ou tcm por lim coarelar i nossa liberdade.
O Sn. Buarque: Eis o que diz o artigo :
(l.)
Ja ve portante a casa rrac o autor do projecto
leve em vista as necessid ules publicas que por ven-
tura tem de ser prevista:, por esla casa, o consigna
nesse mesmo artigo quats os casos em que as so-
bras podem ter appbcaoTiO, mas o nobre deputado
aprsenla urna emenla em finada da qual fica
Portanto, digo eu, quo nesia occasiao lanco mo
das razes apresentadas pelo nobre depulado que
primeiro occu|iou a atlenco da casa para dizer
que isto urna falta de confianca, j nao digo para
com a administracao, iras para com a assembla
que tem de votar o oriniento. Talvez que esla
deputado nao tivesse ist > em vistas, mas entendo
assim, que se nos devemos ter em cunta as neces
sidades publicas que de em ser attendidas quando
se discutir o orcamsnto, nessa occasiao que de-
vemos fazer menso do; casos em que as sobras
devem ser applicadas ; esta ou aquella verba, e
se assim o nobre dep.itado cora a sua emenda,
embora uo fosse sua nteoeio, vai de alguma ma-
neira cercear os direito i que temos de salsfazer as
necessidade's publicas.
Encerrada a discussao o artigo posto votos
e approvado com a emenda do Sr. Gervasio Cam-
pello, e regetada a doSr. Soares Brando.
Dada a hora o Sr. presidente designa a ordem
do dia e levanta a sess:.o.
enviadas a presidencia para ^-?^^^lc*r, lam-se os boleeiros dellas noite, e mesmo duran-
te o dia, as portas das referidas cocheiras e na
esquina, dirgindo improperios e palavras desho-
nestas s seuhoras que por ah passam, quer se-
jam meretrizes, quer sejam seuhoras de familias,
que transitam pelas ras do Sol e Flores, ficam to-
las sujeitas a ouvir o que dizem os deshonestos
boleeiros, que nao respeitam, nem conservam eon-
sideracao a pessoa alguma : respondendo-lhe mais
jue sobre este assumpto j representei o anno |>as-
sado ao lllin. Sr. Dr chefe de polica, pedindo a
elle providencias para que taes factos se nao re-
produzissera ; purera infelizmente continuaran!. E'
quanto posso responder V. S., e pode usar de
minha resposta como Ihe convier. Recite, 14 de
marco de 1864. Joaquim Francisco Torres Gal-
lindo. >
Providenciou-se para que sejam postes em
liberdade os recrutas Sebastio Rodrigues Colho-
e Angelo Custodio do Amor Divino, que apresen-
tarara isenco legal.
Concedeu-se ao inspector da thesouraria de
fazenda, Joo Baptista de Castro e Silva, dous me-
zes de licenca com vencimenlos na forma da lei,.
para tratar de sua sade.
Sob proposias do Dr. chefe de polica, foram
exonerados os 3* e 4* supplenles do delegado do-
termo de Flores, Jos Francisco de Medeiros e Gal-
dno Pereira de Moraes, este seu pedido, e aquel-
le por haver ncompatibilidade ; os 3o, i* e 5**up-
plentes do subdelegado do districto de Flores. Joo
Baptista de Athayde, Jos Francisco de Medeiros
e Joo Jos de Souza, o 3* e 5*bem do servico
publico, e o 4* por dar-se tambem incompatibilda-
de ; e bem assim consideradas vagos de supplen-
les e subdelegado do districto de Colonia n'aquelle
termo, por se haverem mudado para o de Ingazei-
ra os cicladlos que os exerciam.
Na mesma eonformidade nomeou-se para os car-
gos polieiaes, que se acham vagos no mencionado
termo de FlYes, e na freguezia da Luz, comarca
de Pao d'Alho, abaixo declarados os cidados se-
guintes :
Para supplenles do delegado do termo de Flores.
3." Alteres Antonio Rodrigues Florencio.
4." Antonio Pinto de Oliveira.
o." Miguel Pereira dos Reis.
." Joaquim Augusto Leite.
Para suppleutes do subdelegado do districto de
Flret.
li." Jos de Queiroz Lima.
i. Joaquim Rodrigues Florencio,
o." Jos da Costa Leo.
Para supplenles do subdelegado do districto
de Colonia.
!. Vasco Pereira de Moraes.
2." Capilo Manoel Barbosa da Silva.
3." Tanle Zeferioo Pereira de Moraes.
4.* Marcelino de Queiroz Lima.
o. Jos Goocalves de Souza Jnior.
ti." Joao Alves dos Sanios.
Para supplenles de delegado da freguezia
da Luz.
3. Rufino Corrcia dos Passos.
4. Manoel Antonio dos Santos Ferreira.
.*>.* Amancio Carneiro da unha Albuquerque.
ti." Hay inundo Nonato Corroa da Lur
Dr. Loureuo, presidente. Buarque de Macedo,
secretario.Ferreira Jacobina, 2 secretario.
OSr. Cumia Teixeiua :Peco a palavra.
O Sn. Presidente :Fica o parecer adiado.
(i Sn. Bi AitquE :- Requciro urgeucia para set
discutido o parecer.
Posta votos a urgencia approvoda.
(CumVNtKU'-sf-na.)
REVISTA DIAK1A.
A assembla na sesso de honlem concluio a
segunda discussao do projecto n. 1 deste anno, so-
exprcssamenie determinada que as sobras de qual- i bre o imposto de barreiras. depois de orarem os
quer verba sejam applicadas s obras publicas, Srs. Jacobina G. Campello, P. Baptista, Buarque,
faz excluso completa i.e todos os ramos do srvi-; S Pereira. e Soares Brando; approvou em pri-
co publico, cujas nece sidades lenham de ser at-' metra discussao o projerto n. 8 que eleva villa a
tendidas quando se tratar de discutir o orcamento. povoaelo de Salgueiro. e para ali transiera a sed i
da comarca de Cabrobo, tomando parte na discus-
sao o Sr. Silva Barros; o de n. 20que lixa a for$a
policial da provincia para o futuro exercicio; en
primeira o de n. II que crea a inspercio do alge-
do, fallando os Srs. G. Campello, Sa Pereira, Na-
bor, linio, e Ramos, e finalmente, o de n. lli que
conclusao seja demasiadamente lacla, que o nobre approva diversos crditos supplenientares abertos
SESSO ORDINARIA M 8 DE MARCO DE 18GI.
I'RF.SIUENUIA DO SR CONSEUHE1RO TRICO DE
L( UREIHO.
s onze horas da munha, fe-ita a chamada ve-
riliea-se estarem presentes 2o Srs. deputados.
Abre-se a sesso.
Lida a acta da anter or, approvada.
O Sn. 1" Secretario da conta do seguinte :
EXPI5D1ENTF.
l'm officio do secrelr.i'io do governo, remetiendo
copia do rotatorio que apresentou a cmara muni-
cipal desta cidade, com o bataneo da sua reeeita e
despeza relativas ao anno de 1802 a 1863.A'
commissao de cuntas e despezas provinciaes.
Urna petieao de div-rsos proprielarios, pedindo
urna modicacao na I -i n. 532 de 20 de abril de
1863, que approvou a i posturas da cmara muni-
cipal acerca da emprc.aCambronne.A' commis-
sao de posturas.
Outra de Domingos Nolasco do Espirito Sanio,
pedindo um abatllenla da quantia por quanto ai-
pelo presidente da provincia.
A ordem do dia para boje, alm da materia an-
teriormente designada, comprehendo a segunda
iccaslao que de-! discussao dos projectos ns. 'Je 14.
Pelo subdelegado de Itamarac, foi preso Apo-
linario de Souza Principe, por ser criminoso de
morte.
No engenho Salgad/alto, da freguezia de Mu-
iibee.i, eiiforcarain-se dous esclavos, no dia 2 do
crrante.
Durante a ultima sesso do jury do Cabo, que
durou do 1 3 do correte, foram julgados 3 pro-
cessos, comprehendendo tres reos, sendo um de
roubo, um de marta e um deoflensas phvaicae, dos
ipiacs foram absolvidos dous c ura condemnado
prisao com trabalho.
Havendo sido recrutad i para o servico do
exercito o cidado llypolito Francisco do atonte,
allegou menoridade perante o Exm. vice-presidenle
em urna petico que se juntou urna cerlido do
Idade perfeitainente viciada as palavras indicati-
vas; do anno em que leve lugar esse haptismo.
Allestando esse vicio a praliea de um crime pu-
blico, qual o de falsidade, ordenara o Exm. rice
presidente ao promotor publico da capital, que pro-
cedesse nos termos da lei, e por este foi houtein
interposla pranla o delegado do lu districto a
competente denuncia conira_ os suppusios autores,
responsaveis dessa lalt-ilicaco.
O Rvm. Sr. conego Aramias, na continuacao
da eelcbraeo do sanio sacrificio da mssa, cele-
brara
No dia 20 do corrente. na matriz dos Afogados.
No dia 21 na igreja de Santo Amaro.
No dia 22 na igreja do Paraso.
No dia 23 na igreja do Pilar.
Familias moradoras na ra da Gloria, quei-
rematou o imposto de SO rs. sobre carga de gene- xam-se de una outra, que ali mora tambera, pelo
ros na cidade de Goiauna.A' commissao de orea- proeedimento que deseuvolve, dcsceudo ate bai-
mento municipal. xezas indecorosas.
Outra do padre Porfirio Gomes, pedindo ura con- Ora, dando como reaes essas queixas, crrenos
to de ris para concetos da capella de Tamanda lembrar quo mal assenta essa conducta em pea- marco de 1864.
r.A'commissao de orcamento. 'seas de criaco que devem -oniecar pelo respeito
Outra de diversos moradores dos Montes, repre- jalhcio para" haver direito exigir dos oulros o
sentando contra a deiiberacao da cmara muid-' proprio, sendo para notar que, segundo a informa-
pal de Agua Prcta, qu supprime a feira daquelle cao dada, o chefe da mesma familia uo ignora
lugar.A" commissao de postura-, taes desmandos.
L-se e approva-se o seguinte parecer; Estamos, pois, que com esla advertencia cessar
A commissao de poLcocs revendo o requerimen- o proeedimento que'se censura, evilando-se assim
to de Joao Vicente de Torres Bandeira, no qual dissabores recprocos ; porque em verdade quoin
pede a esta assembl que Ihe mande pagar a gra- os causa, nao deixa tambera de experimntalos.
tilicaeo que a lei marca para o escrivao dos feitos Hoje d o theatro deOlinda sua represenlaco,
da fazenda provincial, de opinio que o pelicio- levando acea com lodo o apparaio uo sodra-
nario se funda em boas razes para exigir desta na sacro era dona actos -Santo Anfomo, livrando '
casa a gratificar-So igial a que percebe seu cora- seu mi da forca, como tambera o era dous quad.os
panheiro no cargo de escrivao dos feitos da fazeii- S. irs da provincial : mas eoosidcrando, que a lei n. 526 A escolla apropriada a quadra, e isto ser
de 3 de junho de 1862, que crcoii mais ura lugar razo para que baja concurrencia, visto que as
de .escrivao, uaojusigualou para quem o exercesse almas IleU nao sao dislrahidas na sua apreciaco
Baraamcao da policu.
Extracto das partes dos dias 14 e 15 de maico de
1864.
Foram recomidos casa de detenco no dia 13 do
corrente :
A' ordem do lllm. Sr. Dr. chefe de polica, os
pardos. Severino Gomes Coutinho, como crimino-
so, Tobias Manoel do Naacmento, Innocencio Fran-
cisco do Oliveira, como sentenciados, Autouio Ma-
noel do Nascimento, Jos Francisco das Cbagas e
Jos Luiz, crioulo para recrutas.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio, Se-
bastio Baptista Teixeira, pardo, para corree-
Cao.
A ordem do de S. Jos, Sebastio Antonio, par-
do, por disturbios.
A. ordem do da Boa-Vista, Francisco de Biilo e
Mello, branca, por insultos, e Francisco, crioulo,
escravo de Jos Gomes Leal, por disturbios.
14
A' ordem do lllm. Sr. Dr. chafe de policia. Vir-
ginio Felippe Nery, pardo, sem declaraco do mo-
tivo.
A' ordem do subdelegado do Recite, Liuo, par-
do, escravo de Caetano Cyriaco da Costa Moreira,
sem declaraco do motiva
A' ordem do de S. Jos, Jos Antonio Mariano
da Cruz, seini-branco por disturbios.
Passagciros entrados do Aracaj c portos iu-
terniedios, no vapor uariaual Parahyba :
Francisco da Silva Madureira, e 1 escrava, 2
cadete Goncalo Paz Azevdo Mondonga Filho, An-
tonio Jo.- Pereira de Siqueira, Joo Alves Feiloza
Franca, Gamillo II. Guilherme Tavares, Jos Do-
miogoea Goocnlve* Barros, Aulooio Joaqnim da
Silva Lopes, Auna Amelia da Silva Brasileira, c 1
lilbo meuor.
O cliefe da 2." seccao.
J. G. de esquita.
Movimento da casa de detenco do dia 13 do
Exisliam . 377 presos
Eutiarara. . 15 >
Saturara . 11
Existem . 381
A saber :
Nacionaes. . 281 presos.
Estrangeiros 30
MtlIlllTCS . i >
Estrangeira . 1 *
Escravos . 61 i
Escravas. . 6 .
381
Alimentados cusa dos cofres provinciaes 160
Movimento da enfermara no dia 15 de marco
de 1864,
<
)




- i II I
Mario de P? roa ni h tico alisar (a frlra l de Milfj de f 94.
3
4
\
-
Ti vern Uiixa:
Manoel Comes da Silva Jnior, gastrite.
Antonio Luiz de Siqueira, clica.
Jos* Ribere Cumiantes, ensypela.
Teve alia :
Hila, (esrrava) do Bernardino Teixeira.
OlTl'.UUO DO DA 13 DK MAngo, NO CEMITEMO
l'l ItLICO.
Jeronuno, I'ernambuco, 17 annos, ".solteiro, Boa-
Yisla ; cijolite.
l'mbelina Mara da Coneeigo, Pernambuco. 27 an-
nos, soMaira. Boa-Vista; phtysica pulmonar.
Francisca, Pernambuco, un anno, S. Jos ; eon-
rnlsocs.
14
los, Pernambuco, 8 das, Boa-Vista; convul-
.
Mara, escrava, Pernambuco, 2 horas, Recife ; as-
phixa.
Francisca Miria do Resario, Pernambuco, 26 an-
uo-, solteira, S. Jos; venerio.
Lima Francisca Leonarda, Pernambuco, 33 asnos,
solieira, Recife; affeegao cerebral.
Joauna, Pernambuco, 2 anuos, S. Jos ; rarditc.
Lourengo Carlos Hetich, Hespanha, 35 annos, sol-
teiro, Boa-Vista; furimenlo de arma de fogo.
Rehuir, Pernambuco, 3 mezes, Boa-Vista; inte-
rne.
Primitiva, Pernaubuco, 8 mezes, S. Jos; convul-
soes.
Luzia, Pernsnibueo, 2 meses, Sanio Antonio; con-
vulsas.
Joo, Pernambuco, 2 annos, S. Jos; gaslrite.
Al'xandre Primo Camello Pessoa. Pernambuco,
53 anuos, casado, Boa-Vista : hydro pericardio.
l'l POICO DE TUDO.
O baptsrao do filho do principe de Galles devia
ter lugar em Buckingam Palace no dia 10 do cor-
rente, anniversario do casamento de seus paes.
Os dous primeiros nomes do joven principa se-:
rao Alberto e Vctor.
Segundo o Jornal do Havre, a Franc-Marona-'
riai dos dous hemisplienos tem hoje 8:238 lojas
frequentadas por perto de 500:000 membros ac-
ll Vi S.
O numero dos seus membros inactivos elevase
perto de 3 nilhues.
l'm jornal inglez da noticia d'uraa das mais
curiosas deneobertas que ltimamente se tem feito
na China.
Bf nata menos que urna cidade inteiramente
israelita, corn um milho de habitantes, que vivein
na lei de Mo\scs, com privilegios especiaes, no.
meio dos pavos ehinezes,
Foi um offlcial inglez tambera israelita, que en-
coBtroa esta Jerusalm inesperada, acerca da
qoal um jemal israelita de Londres da as mais
inleressantes informagocs.
O propliet dos Mormons, Brigham-Young, man-
dou construir um theatro em l'lah.
Pa ropre* niara i Ja uauguraeao, a sua familia
occoparn um camarote era que se conlavam 93
nnilheres e Cilios 1)0 propheta, i|ue se achava em
outro camarote sumptuosamente decorado, com
duas das suas esposas favoritas.
Sobro as modas escreve o seguiuto um Sr. '
A olio :
A moda suspeiuleu a metamorphose que eslava
operando da raullier em hoinem por meio do ves-
tuario.
Nao se carece, perianto, anda de um Ovidio
moderno para cantar os prodigios de alguns (arra-
pos de seda t velludo, ingredientes obrigados com
que a vainilla mgica das modistas produz os
seus encaiilainenlos.
A moda suspeudeu ha lempo o curso dos seus
desvarios. A's fllhas de Eva s Ibes falta va m as j
esporas, que estavam decididas a calcar, para que- j
brama a crysalula das saias e apparecerem bor-
ti.ili-lando pilas salas e pelos passeios em traje de
houiem.
Ao mesmo lempo, os Adis, arrebicando-se ao
espoln e eobrindo-se de rendas, empunliavam o
leque, sceptro da elegancia o do galanteio l'euii-
iiino.
1-rn Bade e outros centros famosos da moda, do
jogo, dos baubos e aguas sulphurcas da Alloma-
iih;i, segumlo noticia urna lestemunha ocular, os
honieos usavam de chapeo de palba de copa muilo
baila, nogosto inaritimo que as senhoras adopta-
ran para o passeio, c traziam spalos proprios de
danzarinas. As sjnhoras vingavam-sc desta usur-
paco de direiios calcando botas e usando de ben-
tjali e cbapo alto.
A pliantasia da moda mudou. felizmente de ru-'
Dio ao entrar o novo anno de 1864.
multaras, ticaram mullieres e os boraens no-
iii-ii-, quando os sexos eslavam quasi confundidos,
porque os nao indicava o diccionario do traje, obra
extensa, cuja primeira pagina foi escripia no Pa-
raizo sobre lollias de ligueiras e agora se contina |
no purgatorio das lojas de modas, escripia; nos
lia mais ou menos adornados que para se paga-
rara levam algunas almas ao inferno.
Va quadra actual, a moda excntrica. Ace-
teno-la como ella se aprsenla, completamente di-
vo ciada da poltica, sem nos recordar Vencza, e
Polonia era a Italia, ta Hungra apenas se lem-1
broa para substituir urna nova dansa as polkas e
walsas que aprendemos com nossos paes.
l-'ugindo da aclualidado e teme ido compromet-
er se com o futuro, refugiou-se na vellia Escossia,
fondo repressou, nao para expor a nudez das per-
n i nacioi aes, mas para entroncar de escossez e
matara dos trajes e quasi todas as pegas de que
el les se compein, comegando no cbapo caca-
bando no sapalo.
Km regra, a moda sustenta a legiiimidade do
consorcio da saia com o vestido. A raullier segu
o festino do nonera. A saia legue a cor do sa-
pa o.
Entretanto, anda ha preferencias excepcionaes
pcls sapaio de setira branco, ao qual nao faltara I
razos para sustentar o seu ango e tradicional
dominio. E o sapalo da primeira communhiio, o!
delicado p as salas do baile, e o que vai cova I
cun o corpo da donzella.
Acaboj o desterro do velludo. Est novainente |
em voga, e as cores mais variadas e claras.
Anda nao foi amnistiado o velludo de cor escura,
mas iim vestido de velludo preto decotado muito
bem aceito para assislir um janlar. Assim mes-
mo, o velludo est sendo mais usado de nole do
que de dia. Nos bailes e Iheatros, as cores de mais
elVitoe mais otadas sanas seguntes:edr de rosa,
azul claro, c6r do cereia claro, verde claro e cin-
nnln psra.'lut alliviado. Os vestidos de velludo
nao se : ifeilain.
0* a tornos alata para penteado constam
de um 1,adema de tlnresaquaticas, que loma o alto
tic res, catando sobre a nuca.
Varii muito a appiicago do goslo escos-ez ao
irajar que a terminalogia das salas quahlica de
sliir em casa ou de sahir pela manhaa, e ao qual
chamaremos despretencioso.
A mais bella (testas applicacSes que temos vislo
parece-nos que poder ser assim descripta :
Vestido do laa cr de violeta. A saia guarne-
c la de duas liras envernizadas de la em quadra-
do qiH a do vestido. A tira inferior separada da
superior por cinco ordens de lilas, que correm em
vlta Je toda a saia, correntio sobre a tira superior
unas ordens das mesmas lilas. A parte superior e
a ilianleira do ron do vesido sao de fazenda es-
o-seza igual que serve para as liras da saia. De
liras da mesma fazenda, que comegam com pouca!
laxfvn e vo alargando al perto da extramidade.
inferior, que 6 em lnna de triangulo. As man-
sas iSo estrellas, tendo canhoes dragonas sobre
os hombros, imitando as dos antigos sargentos de
nriilharia, da mesma fazenda oscosseza em que j
fllanos. Todos os ornatos de fazenda escosseza
s'k) guarnecidos de lila de velludo, Igual que
adorna a saia.
Knlra em competencia com este traje, outro
que vamos descrever, e cornil o> um vestido de
t dra escuro, tendo na extremidade da saia um
folio encaninlado de lafetpreto dequalrocenli-
ros de largura. cima desle folho estiio qua-
fri ordens de quadrad'is fetos com fila de velludo
i>t lo orlada de branco, e os quaes se locan pelos
morolos. Os q .ladrados das ordens inferior e su-1
pnior sao rhcios por qoadrados de velludo era
forma Bseossezn. O eerpo do rostido adorando
i-mu alamares do mesmo vellido escossez, guar-
Ich da mencionada Uta de velludo. Maneas
is estrellas com dragonas ecanhoes de velludo
>.....s-.'z, guarnecidos de lita de velludo, grvala
de lafet rsrossez.
i [utos ns vestidos e baile loem duas saia!
do crcs e lazen las diflerentes, appareeondoimito
|inuco I i'i .....ira saia. a qual apena- se v mais
qnando a segunda saia levantada de espago es-
p i i pelos seus rnalos.
incideute mais excntrico da moda consiste
em admiltr as salas do baile c com bstanle voga
o Irajar das nimbas de theatro.
Ha pouros anuos anda, longuera se atrevera a
entrar no suinptuoso templo da danea como se en-
tra em um palco. Acora, um certo murmurio de
(eral approvagao sada a senhora que se aprsen-
la en um sarao dancanle com um vestido de setim
branco e sobre elle urna ttinea de velludo verde,
ou cor de rosa ou azul. K' tal a tendencia thea-
tral da poca, que a tnica de que fallamos tem al-
gunas vezes rendas de prata ou de ouro.
O decole nao avaro em mostrar as formas mais
ou menos graciosas dessas rainhas da scena, que
' parecem fgidas dos bastidores do theatro.
As plumas sao para malear tao apparaloso traje
e desta forma nos aproximamos do lempo dos tou-
cados. A cabega adopta um espectro serio e ma-
gesloso, emqiiaulo os ps fogem monomana das
conlradangas passeadas. procurando na complica-
gao dos laueeiros embaragos que chegam a ser co-
nucos, a potito de que alguns cavalleiros represen-
tantes de grandes ideas socaes as teem deixado
esmagadas e comprometidas pelas cargas dos lan-
ceiros de Bajas,
Entretanto, a danea de tropel parece ter comple-
tado o seu lempo. A walsa expira com o ultimo
pensamento de Weber. A polka esmorece e a tna-
turka vacilla.
Vollaremos ao ceremonioso minuete e a decanta-
da gavota, e a monotona destas dangas socegadas
talvez seja nicamente iuterrorapida pelo solo in-
glez, que de mo na ilharga o p no ar recordar
a infancia dos que hoje sao velhos, como cada ho-
mem nos recorda.
Le-se no Commercio do Porto o que segu :
A esquadra dinamarqueza em servigo activo.
compoe-se dos seguintes navios :
A fragata a hlice Sjalland, de '6\ pegas e forga
de 300 cavados ; a Nicls hu, a hlice, de li pe-
gas e 300 cavallos : a Heimdal, a hlice, de 16 pe-
gas c 260 cavallos ; o Thor, a hlice, de 12 pegas o
160 cavallos ; o Hiela, de 5 pegas e 20 i cavallos ;
o Grijfi: de rodas, 8 pegas e 100 cavallos ; o Ab-
snlon, couragado e a hlice, de 3 pecas e 100 ca-
vatios; o Etbtrne Sume, couragado, 3 pegase 100
cavallos; 2 canhoneiras a hlice, de 2 pegas e 70 j
:avallos cada um ; o Kriegerel a Willesnoes.
Tolal : 10 navios com 149 pegas, e a forga de
1,720 cavallos.

A forga motora de vapor pertencenie Inglater-
ra calculada em 82:685,214 cavallos, ou........I
'i00:000,000 de horneas.
Assim, a potencia de vapor faz que a Inglaterra,
i ora urna populagao de 20 milhdes de almas, pro-
iluza una riqueza que reprsenla urna populagao
vale vezes mais numerosa.

Em conseqnencia da guerra dos Estados-Unidos,
lia naquelle paiz falta de escripturarios, cujos lu-
gares vao oceupando as mullieres por concurso.
Parece que este syslema offerece vanlagem nao
:i por que as mullieres percebem menores venci- ,
lientos, mas por que em geral se nota que escre-
vein mais correctamente que os homens.

As autoridades chinezas dao tal aprego s pegas
iVhitworth, que formara o armamento da esquadra
ingleza do coiumodoro (i.-born. que propozeram a
troca de cada peca de artilharia pdo seu peso em
prata.
*
O tunnel do Tamisa foi ltimamente vendido a
una campanliia de cainiulios de ferro, pela sotnma
ce 173:000*.
Uesta sotnma 100:000 Sf voltam ao Estado para
pagamento de adiamntenlos fetos avio governo. i
raasancM.
Ajipellaules, Domingos Jos de Amorim e Vic-
loriuo Luiz dos Sanios ; appellados, os curadores
fiscaes de Gulherrae Carralho & C.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
gador Ciiliraua.
Appellante, Manoel Jos de Siqueira Planga ;
appellados. o presidente e directores da caixa filial
do banco do Brasil nesta cidade.
Do Sr. desembargado!- Villares ao Sr. desem-
bargador Gtiimaraes.
DISTHIBUCKS.
Appellante, Antonio Goocalves da Silva ; appel-
lados, Vianna & Guiarles.
Ao Sr. desembargador Villares.
aonaros.
Aggravanies, D. Mara do Carino Goncalvcs de
Olveira c ouiros ; aggravados, Isaac Curio ,\ C
O Exm. Sr. consclheiro presidente deu pro-
vimenlo.
Nada mais houve, e encerrou-se a sessao ;ls 3 H
horas da tarde.
i do raancira que nterinediasse mais de i i hora
entre o designio e a execuco do :rirae 1
6" Existeiti circunstancias atleiuantes era favor
do reo 1
s Os Incros da Banco no semestre por suas diversas nminmi,,^ ,^., ... a- -
operaedes inportarnn em....... Ii2:2lll5l Tcora nf em E?.E22 ^ 2S* prova
r _____ ue connang.i coin que o bonrou o governo, aquila-
K ns di.reren.es deduerfle era.... 42 1*511 S^J^SSt ? ? "'"eeimenios, e do in-
Itei.i.llinlo o jury de entonga sala secreta da* Dividendo de 10 por acca..... 100:0005000
conferencias a 1 hora la larde vollou s 2 horas. "* !__!_:
m: Mira scguiite :
C11R0MC4 .11 Di II lili i
Tltl 1U \ \ I DO COH9IKRCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 14 DE
MARCO DE 1864.
PHESIDEXC.IA DO HXM. SR. i:0NSEI.HEIR0
SOIIA.
As 10 horas da manhaa, reunidos os Srs. depu-
tados Leos, Reg e Alcoforado, o Sr. pre-
sidente declaren aborta a sessao.
Lida, foi approvada a acta da ultima.
EXI'FOIKNTE.
l'm offieio do secretario do meritssmo tribunal
do roininercio da capital do imperio, de 3 de cr-
tente, aconpanhado do urna relacio dos commer-
(iantes matriculados durante o mez de fevereiro
prximo passado.Accuse-se a recepfio e archi-
ve-so.
DESPACHOS.
No requerimento de Prente Vianna & C., pe-
lindo que seja registrado o contrato de sociedade
nercaniil de Pereira, Azevedo & Irmao, do Ara-
*atySeja ouvido o Sr. desembargador fiscal.
o de Cuilherme Pereira de Azevedo, Brasileiro,
le 32 annos de idade, coininerciante estabelecido
ao Aracaly, provincia do Cear, cora casa de cotn-
mercio de raercadorias de importagao e exportacao
de gneros nacionaes e estrangeiros em grosso e
i retalho, pedindo malricular-sc. O mesmo des-
cacho.
No de Antonio da Silva Ferreira Jnior, pedindo
o registro de urna proeuragao :Como requer.
Node Daniel P. Wild, pedindo o registro da no-
neaco de seu caixeuo Modesto Lco(ioldo Buslolph
Registre-se.
No de Manoel Joaqum Das e Jos Bernardo da
dola, salirfazendo o despacho dcste tribunal de 10
do crreme, para ser registrado o seu contrato mer-
cantil Regislre-se com a pelicao.
Wo de Andr Illanco e Jos S. Fernandes, pedin-
lo o registro de seu contrato social, visto pelo Sr.
desembargador liscalCotno requer.
Na V Crrela & C., pedindo tambem o registro
Jo seu contrato social, na mesma condigo Como
requer.
No de Joaqum Felippe da Costa, vislo pelo Sr.
desembargador liscal, pedindo ser matriculado
O mesmo despacho.
No do Caetano Cyriaco da Cosa Moreira 4 Ir-
mao, pedindo o registro do seu contrato social,
visto pelo Sr. desembargador fiscal Como reque-
rem.
Voltando informado pelo sr. desembargador fis-
cal a pelicao de Prente Vianna C, pedindo o
registro do contrato social de Pereira Azevedo &
Irmao, teve o seguinte despacho : Como re-
quer.
Voltando tambnm a pelicao de Cuilherme Aze-
vedo Pereira, pedindo malricular-se : Como re-
quer.
Nada mais houve.
SESSO JLDICIARIA EM 14 DE MARCO
DE 1864.
i'llKslDK.NCIA DO EXM. SU. CNSKLHE1RO
sonsa.
Secretario, Julio Guiniaraes.
A ,!i hora da tarde, o Sr. presidente abri a ses-
sao, estando prsenlos o Srs. desembargadores
Villares, Gitirana e Silva Guiarles, e os Sis. de-
putados Reg, Lemos, Rosa, e C. Alcoforado.
Lida, foi approvada a acta da sessao antece-
dente.
Foi lido um officie datado de 12 de correte,
do Exm. Sr. cousellieiro presidente da rela-
gao, comintinicando haver designado o Sr. desem-
bargador Lourenco Jos da Silva Santiago para re-
ver a appellagao que pende de decisao desle tribu-
nal entre partes :
Appellante, Luiz Caetano da Silva Campos; ap-
pellado, Joo de Alrneida Monteiro.
Assignarara-se os accordos proferidos na ultima
sessao, entre parles :
Appellantes. o Dr. Felippe Nerv Collago & C.;
appellado, Ueraldo Henriques de Mira.
Appellantes, N. O. Biebor k C, successores
appellados. o presidente e directores da caixa filial
do banco do Brasil nesta cidade.
Jl I.OAMENTOS.
Appellante, Manoel Antonio da Silva Moreira ;
appellados, Ferreira &_ Araujo.
Juizes certos os Sis. Reg e Rosa.
Desprezaram-se os embargos.
Appellante. Eustaquio Antonio Gomes; appella-
do, Manoel de Barros Cavalcanti.
Sorteados os Srs. Lemos e Rosa.
Desprezaram-se os embargos.
Appellantes, Guinares & Olveira ; appellados,
o presidente e directores daeaixa filial do banco
do Brasil nesla cidade.
Juizes os Sis. Rosa e C. Alcoforado.
Adiado a pedido do Sr. C. Alcoforado.
Appellante, Antonio Gomes Pereira ; appellado,
Antonio Duarle Carneiro Vianna.
Sorteado o Sr. Lemos era substituieao ao depu-
do fallecido Malveira.
De-prezaraiu-sc os embargos con o voto do Bun
Sr. consclheiro presidente.
Desnanlo de da.
Appellanle, Amonio Jos de Siqueira ; appella-
dos, os administradores dainassa fallida de Joo
Jos de Fgueiredo.
Appellane, Gulhermo Jos da Motla; appellado.
loio Baplista da Silva.
Piiraeiro dia til.
Til IIII \ \ I, A HELADIO.
SESSAO EM 15 DE MARCO.
PnESIDF.NCIA DO KXM. SI. CO.NSELI1EIBO
SI1.VEIRA.
As 10 horas da manhaa, presentes os seuhores
desembargadores Caelano Santiago, Gitirana, Lou-
rengo Santiago, Alraeida e Albuquerque, Reis e
Silva, Molla, Peretti, Accioli, Assis, e Doria, abri-
se a sessao.
O Sr. desembargador Guerra, procurador da co-
rea, nao compareceu.
Passados os fe i tos c entregues os distribuidos
deram-se os seguntes
JCLGAMENTOS.
Aggratos de petialo.
Aggravante, Jos Joaqum Gongalves Basles
aggravado, ojuzo.
Relator o Sr. desemnargador Almeida e Albu-
querque.
Sorteados os seuhores desembargadores Accioli,
Assis.
Deram provimento.
AppetlacSes cieeis.
ApiH'llante, Joaqum Jos Ribeiro da Costa Re-
bimba ; appellado, Itapltael Fernandes Porto.
A' urna diligencia.
Appellanle, Francisco Moreira da Costa; appel-
lados, Jos Ferreira da Veiga e seus filhos.
Desprezaram-se os embargos do appellanle.
Appellante, a preta Caetana ; appellada, Mara
Joaquina da Silva Manta.
Com vista ao Sr. Dr. curador geral
Appellante, Antonio Carlos Pereira do Burgos ;
appellado, Antonio de Siqueira Cavalcanti.
Confirmada a sentenca.
Appella'riio crime.
Appellante, Domingos'Escocia Drummond ap-
pellada, a jn.siiga.
A' novo juiy'.
DILIGE.VCt \S CIVEIS.
Com vista ao Sr. desembargador procurador da
corta
As appellaces civeis.
Appcllanfcs, Manoel Gnealves Agr e seus fia-
dores ; appellada, a fazenda" nacional.
Appellante, a fazenda ; appellada, Jos Max-
miano Soares de Avellar.
Ao Dr. curador geral
Appellanle, Estevao Jos Paes Brrelo ; appella-
do, Gabriel Germano Montarroyos.
diliencias cnaus.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justiga
A appellnroes crintes.
Appellanle, o juizo ; appellado, Angelo Po, es-
cravo.
Appellantes, o juizo e Francisco Rodrigues da
Silva ; appellados. o juizo e Francisco de Salles
Honiem.
apellante, o promotor ; appellados, os esemTM
Quirino, Antonio e outros.
Appellante, o juizo; appellado, Joo de Gama.
Appellanle, o promotor ; appellados. os escravos
Leandro e Alberto.
Appellante, o juizo ; appellados,
nano de Araujo e outro.
Appellante, o juizo ; appellado,
de Souza.
PASSACF.NS.
O Sr. desembargador Gitirana passou ao Sr.
desembargador Lourenco Santiago
A appellacao civel.
Appellanle, ojuzo; appellado, Joo Chrysosto-
mode Olveira e outros.
O Sr. desembargador Reis e Silva passou ao Sr.
desembargador Albelda e Albuquerque
As appellaces cieeis.
Appellante, Domingos Jos Pinto ; appellado,
Joaqum Jos Viera e outros.
Appellante, Felippe Gomes da Frota Jnior; ap-
pellado, Francisco Ferreira de Mello.
O Sr. desembargador Peretti passou ao Sr. des-
embargador Accioli
A appellarao civel.
Appellanle, Jos Jacome Tasso; appellada, a
fazenda.
O Sr. desembargador Accioli ao Sr. desembar-
gador Assis
As apvellacoes cieeis.
Appellante, Roque Ferreira da Costa ; appella-
do, Antonio Jota de Fgueiredo.
Appellanle. Joaqum Jos de Mello; appellado,
Flix Pereira de Souza.
Appellantes, Joaqum Francisco de Albuquerque
Santiago c filhos ; appellada, Francisca Thomazia
da Coaceigio Cnnha.
O Sr. desembargador Assis passou aoSr. desem-
bargador Doria
A appellaco crime.
Appellante, o juizo ; appellado, Juvcnal Soares
de Novaos.
Levantou-se a sessao s 11 horas e meia por nao
haver mais nada a julgar.
respondando aos quesilos pela
Ao 1"nao, por 10 votos.
Ao 2- e 3" nao, jmr 9 votos.
Deixou de responder aos domis queslos por II-
careniprejudicados.
Lidas as resposias pelo presid ule do jury de
i'j 2:211151
Os lucros do segundo semestre
montaran ................. 119:999,1617
E as dedaccSesa...........
sentenca o Sr. Dr. Joaqum Jos e Miranda, o Sr. Dividendo de *J000 pr aeco
Dr. juiz presidente publicon a sui sentenca absol- '
vendo o reo e coneiiiuando a iiii.nicipalidade as
29:959*617
10:0005000
cusas.
Levanten a sessao, addiando-np;.ra o dia sgan-
le as 10 horas da manliaa.
Joaiju m Ma-
Francsco Josi;
TRIHIAVI. IM> JURY
SESSAO EM 9 DE MARCO DE 1864.
l'HESIDE.NUA DO SR. DII. HEKMOGEXKs SCRATES TAVA-
RES DE VASCONCELI.OS, JUIZ MI.MC1PAI. DA 1*
VAHA E 1 SUUST1TUTO DA 1* VARA DE
DIREITO CRIMINAL.
Promotor publico o Sr. Dr. Francisco Isopoldino de
Gusmao Lobo.
Escrivo Joaqum Francisco de Paula Estoves
Clemente.
Advogado o Sr. Dr.. Americo Netto de Mendonca.
A's 10 horas da maulia, fela chamada,
achara-se presentes 41 seuhores jurados.
Paran multados en 20*000 cada um dos se-
uhores multados nos das anteriores e que nao
comparecern! hoje.
O Sr. juiz de direito declarou aborta a sessao.
Entra em julgamento o reo Pedro da Rocha Fil-
gueiras, aecusado por crime de estellionato,
Procedendo-se ao s^tneio do jury de sentenca. fo-
rain recusados pela defeza os Srs. :
r. Joo Ferreira da Silva.
Dr. Ignacio Nery da Foiiseca.
Dr. Celso Tertuliano Fernandes Quintella.
Jos dos Santos Neves Jnior.
Pedro Alejandrino de Barros ('.. de Lacerda.
Jurou sus|ieico o Sr. Manoel Antonio de Jess
Jnior, por lii'sido o juiz processanle.
Ficou coraposto o jury de sentenga dos Srs. se-
guntes :
Antonio Camello Pessoa de Lacerda.
Joaqum da Cosa Ribeiro.
Amonio Carneiro Machado Ros.
Carlos Joo de Souza Carvalho.
Jos Alfonso dos Sanios Bastos.
Dr. Gustavo Balduinode Moura Cmara.
Dr. Cicero Alvares dos Santos.
Dr. Joaquim Jos de Miranda.
Joaqum Juvencio da Silva.
Manuel Codito Cintra.
Cosme Jos dos Sanios Callado.
Francisco da Silva llego.
E prestaran o juramento dos Santos Evange-
lios.
Foi o reo interrogado e procedeu-se a leitara do
proeesso.
O Sr. promotor pedio a condemaacao do reo no
grao medio do art. 264 4 do cod. eriin.
O Sr. advogado deduzrado a defeza pedoaabsol-
vigao dn reo.
Findos os debtese preencliidas as solemnidades
da It-i, o Sr. juiz de direito propoz os quesilos se-
guintes :
1 O reo Pedro da Rocha Filgueiras, inculcndo-
se procurador de um proprielaiip, entregara Va-
ria Sanlina de Albuquerque, a cltave de urna casa
que diziaesiar para ser alugada na ra da Cruz,
para que Sanlina a fosse ver se Ihe agradava, sen-
do que como garantia desea entrega da chave a
Sanlina, receben desta diversas obras de ouro no
valor de nula e cinco mil ris"?
2" O reo procurando alugar lal casa a Sanlina
proceden arlifieosainen.e !
3* O reo BOU i piocedimoillo obteve paite da
fortuna de Sanlina ?
4o O reo coniinetieu ti crime impelalo por mo-
tivo reprovado ?
5" O reo commetlcu o crime com preiuedtlagao,
SESSAO KM 10 DE MARI.:') DE 1864.
pbnSni:.\CH lu Sil. Illl. JOO ANTONIO DK AllMJO
KRKITAS HEMtlOlES, JLIZ DK DIMITO
DA 2* VARA CRIMINA .
Promotor publico o Sr. r. Francisco Lcopoldino
de Gusmao hubo.
Escrivo Joaquim Francisco de Paula Esleves
Clemente.
Advogado o Sr.Dr. Joo Francisco Teixeira.
As 10 horas da manhaa, feila chamada, acham-
se presentes 42 senhores jurados.
Foi dispensado da sessao, por motivo de moles-
tia o Sr. Dr. Joo Jos Pinto.
Forana multados em "> cada im dos senhores
multados nos dias anteriores.
O Sr. Dr. juiz de direito declarou aberta a ses-
sao.
Entra cm julgamento o reo Auto lio Jos Alpieri,
aecusado por crime de homicidio, perpetrado na
pessoa de Luiz de Souza e Silva.
Procedendo-se ao sortera do jury de sentenga o-
rara recusados pela defeza os senhi res :
Caetano Quinlino Galhardo.
Manoel Coelliq Cintra.
Antonio Carneira Machado Rios.
Joaqum Francisco Albuquerque Santiago.
Dr. Joaqum Jos de Campos.
Antonio Ignacio do Reg Medeiros.
Rufino Antonio de Mello.
Antonio Pires Ferreira.
Dr. Antonio Rangel de Torres Rara'eir.
Luiz Antonio Rodrigues de Almeida.
Dr. Gustavo Balduino de Moura Cmara.
Dr. Ignacio Nery da Fonseca.
Pela proraotoria forara recusados >s senhores se-
guntes :
Dr. Joaquim Jos de Miranda.
Carlos Joo de Souza Carvalho.
Candido de Souza Miranda Couto.
Joaqum Juvencio da Silva.
Jos Cunegundes da Silva.
Manoel Cardse A;
O jury de sentenca, Icju compos.o dos senhores
seguntes :
Cosme Jos dos Sanios Callado.
Pedro Alexandrino de Barros C. de Lacerda.
Jos Alfonso dos Sanios BmIos.
Vicente Ferreira da Porciunrula.
Antonio Luciano de Moraes Mosquita Pimentel.
Dr. Constantino Rodmues dos Sanios.
Manoel Joaquim Ferreira Estoves.
Dr. Candido Martitis de Almeida.
Dr. Antonio Joaquim Ayres do Naseimento.
Hr. Jarinlho Pereira do Reg.
Francisco da Silva Reg.
Domingos Antones Vllaca.
Picaran inhibidos de servir no conselho os se-
nhores seguintes:
Dr. Joo Ferreira da Silva
Manoel Antonio de Jess Jnior.
Dr. Celso Tertuliano Fernandes Qu ntella.
O primeiro por ter sido perito no corpo de delic-
io, o segundo por ser o juiz preces.-ante, e o ter-
ceiro por ter um cunhado no cons Iho.
Deferido ao jury de sentenga o juramento dos
Sanios Evangelhos' foi o roo utemgado e proce-
deu-se a leitura do proeesso.
O Sr. promotor pedio a eondemnigo do reo no
grao mximo do art. 193 do cdigo criminal.
O Sr. advogado deduzindo a de'fe; a, pedio a ab-
sol viro do reo.
Fnidos os debales e preencliidas lodas a3 solera-
nidades da lei, o Sr. Dr. juiz de direito propoz os
segrales quesilos .
1" O reo Antonio Jos Alpieri, no da primeiro
de margo de 1862, o na freguezia de Santo Amo-
nio, nesta capit.il, matou com tima faca ao indivi-
duo por nome Luiz de Souza e Silva.
o reo pralirou o fado criminoso com superion-
dade em armas, de maneira que o cffendido nao po-
da se defender com probabilidade de repellir a of-
fensa ?
O reo pratcou o crime com sorp eza ?
4" Extstem circunstancias alter uantes favor
do reo ?
5* O jury reconhece que o reo cimmetten o cri-
me violentado por forga ou medo ii resislivel ?
6" Oreo commetteuo crime era defeza de pessoa
de Ma familia ?
7o O reo assim pratcando, leve lerteza do mal
que se ropoa evitar ?
8* 0*o leve falta absoluta de outro meio menos
prejudicial t
9* O reo assim praicou, sera baver de sua par-
le ou de sua familia provocagao o delicio que oc-
casionasseo conflicto ?
Recollido o jury de sentenga sala secreta das
conferencias as 8 }t horas da noitt voltouslOX-
respondendo aos que-itos pela maieira seguinte :
Ao 1sm, por 11 votos.
Ao 2"nao, por 9 votos.
Ao 3*-nao, por 10 votos.
Ao 4osin, por 8 votos.
Ao 5*sun, por 6 votos.
Deixou de responder aos deni s por ficarem
|irejtidicados.
Lidas as resposias pelo presidente do jury de sen-
tenga, o Sr. Dr. Antonio Joaquim ayres do Nasci-
niento, o Sr. Dr. juiz de direilo ptt dicou sua sen-
tenga, ahsolvendo o reo e condemeando a munci-
palidade as cusas.
O Sr. Dr. promotor, obtendo a pidavra disse que
appellava da decisao do jury para o tribunal da
relaeo. e requerendo que se loma>se por termo a
ippellacio, assim foi deferido.
O Sr.Dr. juiz de direito levanton a sessao, ad-
diando-a para o dia seguinte s 1) horas da ma-
nhaa.
!19:y59-i617
Novo Banco, era cmn-
"do art. 28 dos esta-
cargo da respectiva
doze mezes decorridos
timo do coraeao Ihe deseja as maiores ventor** bem
certo d! que na sua irmaa do Rio de Janeiro ir
elle encoDirar a mesma estira, a mesma synpa-
thia, a mesma cordial affeico, que deixou aq'ui en-
raizada nos coracoes verdadciranienlo honestos
verdadeiramente portuguezes.
En sua mu apreciavel despedida rublirada no
Jornal do Jfcrifr de 7 do trrenle, o benemerilo Sr.
cnsul da-nos anda tira ultimo testemunbo de qnan-
to se interessa pelo nosso bem estar, ds-nos nm
conselho valiossimo, que por nosso palrtoflnlno
por nosso proprb> bdresse moho nos comiri
adoptar. Compalriofas, qpw> honroso, quo beftV
nao seria simulianeameiiiL' para nos, para o nos-,,
representante, para a familia porlugueza cm geraf,
vrennos sempre na mms wireta harmona, na
maw doce coiifraternidad, e, guando urna niivea
wjfra quizesse perlurba-la, quando cnlre nos se
soaeHame qualquer desavenga, qoalquer questo,
quaaiuer pleito judicial mesmo, recorrermos ao
nosso-cnsul, procurarme chegar ^-mpre a um
aeeordo razoavel, e para mais-fcilmente o coase-
guirmos, sacrilicaremos de- Ion grado no altar da
pama os pequeos resseniinentos (pw possam di-
vidir-uos !. Deixando j de porte os cwdados. os
desgoslos, as Hiraiensas despera que. por assim nao
obrarmoi. toeemos, na esperanza de que a cegajus-
tira reja de ipie lado esta a ranJbj nao dever um
da merecer-nw consideragao a neressidade impe-
nosa que temos de vi ver unidos, oliera uwklos, o
que significasermos mais estimados, mais res-
A eominisso fiscal do
prinenlo do disposto nos
lutos, exammou as conlas
directora e gerencia nos
do l de margo do anno passado 29 de fevereiro
do correte, e achott toda a escripturag) em da e
com perfelo asseo e clareza, bem como os sal-
dos, que ella representa e constam do balanco,
que com o relatoro da mesma directora vos
apresentado.
Pelo mesmo balauco veris que o emprego do
cantal em descont de letras, sempre o mais con-
v.Miiente e lucrativo para os banco* de eraisso,
leve durante lodo o anuo utna considtravel di-
mmuigo pois que, tendo sido em margo do
anno passado de 2.610:616-3818, foi progresiva-
mente dimnuindo e lieou anda redmida em o
ultimo de fevereiro do correule a 911:786-3752,
e que, se nao fosse a medida que tomou a di- .
reegao de mover parte do capital para Ultras pra-! ^'"J" lSfl*S2 r n",'B ?, Vm^s,
gas, a procurar emprego lucrativo para o haver g'S'JS ""* *'''5^ discordias < hoje feiimen-
le quasi xtinclas > nao temos felo bastante
com promplido, logo que fosse conveniente,
seriara os interesses que ora se
muito menores
dislribuem.
Muitas rousas lera contribuido para esla falla
de emprego de capitaes, e com diflkuldade se
podera entrar no coiilieeimenlo total debas mas,
quaesquer que sejara, provavd que nao se
tornen duradouras, por ser impossvet que este
estado de paralysia perinauega.
Quanto a emsso e a letras protestadas, julga a
cotninissao ser sulliciente o referir-s ao que ex-
pde a direcloria, visto nada ter acrescenlar.
Tendo de pro.edr-se a eleieo de eros direc-
tores, era ronforinidade do exposto no artigo 23
dos estatutos, e dos $$ II, 12 e 13 da lei n. 1,083
de 22 de agosto de 1860. e art. 11 do decreto n.
2,685. de 10 do novembro do mesmo anno, pro-
vavel que a vossa escolha recaa sobre |e*soas
habilitados para as funeges de que forera encar-
roadas, como aleo presente haveis feito; pois del-
la depende aseguranea dos fundos do Banco, eos
seus maiores interesss.
A eoinmisso de parecer que a direcloria me-
rece louvores pela prudencia e zelo com que se
lem havido.
Pernambuco, 12 de margo de 1864,
Assignado
Domingos Alfonso Aferj Ferreira.
iariio de Muribeca.
DEMONSTRACO DA CO.NTA DK LI'CROS E
PERDAS DO NOVO BANCO DE PERNAMBl'
CO, EM 29 DE FEVEREIRO DE 1864.
DEBITO.
Despezas geraes................
Commisso do liscal..........
Fundo de reserva :
6 0 0 sob 102:56-43625-6:1535877
Saldo da cotila de lucros e per-
das.................1035502
Commisso do presidente e agen-
tes ..........................
Dividendos importancia para o
12" dividendo de 95 por ansio
IT.EIIITO.
Descontos............98:0195055
Redescontos..........35:1005156
Juros da garantia da emsso.....
Premios de saques e remessas-----
- bastantemente
respeitar 1
Compai rilas, abracemos reconheridos o pruden-
te consellio que nos d o nosso connim amigo
honrado Dr. Jos Benriqnes Ferreira sejamos to-
dos reciprocamente bous irmos, sejamos unidos,
que com tsso lucrarenms muitssimo, e assim Re
mostraremos de urna maneira evidente que as sua.*
patarras nao forara lanzadas ao vento, e que os
Portugueses residentes eai Pernambuco sao pronip-
los era aecudr a un appello to nobre e generoso,
por que l no recndito do coraco ba urna corda
dix-e e nelfavcl que j mais quebra, ha una fibra,
intima e delicada que, vibrada em qualqaer tempo,
faz calar todas as oulras, a do verdadeirop-
triuttsmo.
Recife 12 de margo de 1864.
Algn* Portuguezes.
Felizmente o ministerio actual, fiel a seu pro-
gramma, acaba de fazer juslica ao muilo digno,
probo e Ilustrado Sr. major Sebisho Baziho Pyr-
rho, nonieando-o director do arsenal de guerra des-
ta provincia, exonerando o do commandodo presi-
dio de Fernando, onde reconheceu haver prestado,
coi no sempre, bous e reaes servieos.
Fica asajaj reparado o mal queao mesmo major
Wi irredectidameote o ministerio passado, que |wr
demais precipitado, fez estar o mesmo major aser-
vn.o, foia do effeciivo commando do mesmo pre-
sidio, por mezes soilrendo assim nao pequeo-
mal.
Afinal a justiga do governo imperial reconheceu
nao ler o mesmo major fallado a seus deveres, pe-
''I u 'Ir. '" '|Ue ec<" um ass,'ulmrat0 o nomeou |ra o no-
vo emprigo, ou le dar provas da suainuila pro-
bidade, ioielligencia e aplido, que tanto o distin-
guen!, e o bao tornado um funecionario digno de
todo o adiantamenlo.
Folgamos sempre que vemos assim remunerado
o servidor honrado e merecedor de ioda> a recom-
pensa, e por aelos laes que o governo'pde tor-
narse di,>no de todo elogio e benemerencia publi-
ca, niorecendo o apoo de"lo los quanto pream a
juslica, l*!m como a boa geslao dos negocios, sen
quebra do bro e dignidade nacional.
Recife, I i de marco do 1864.

1:5005000
C: 2575379
D:30752'i6
90:0005000
119^X95617
62:6185899
27:1705394
1:8653671
Juros ......................... 28:001565:1
Krlaiorio da directora do \o
vo IIamo.
Senhores acciousias do Novo Raneo de Per-
nambuco.Consideravel diminuio houve este
anno ta eonla dosdescontosprincipal verba de
interesss do Banco.
Representando essa conla no arno de 1861 por
293:1625655, e no auno de 1862 jmt 328:8945433.
apenas este anno montou 94:48^5346.
Desde o segundo semestre do aino de 1862 se
cotiiecou a sentir falla de emprego de capitaes, e
em seguida at agora nenhum melhoramenlo tem
apparecido, anda mesmo neste u timo semestre,
quando o recolhimenlo das safras de algodo e
assucar da provincia pareca dever trazer anima-
gao ao mercado de dinhelro.
Nesta siluaeo, para nio conservar capiaes
inteirameule sm proveilo, lizemos os movimenlos
autoiasados no 6? do art. 10 dos t Statutos, cora 0
que algum interesse fruo o Banco e se moslra da
conta de juros.
119:9595617
S. E. e O.
O guarda livros
Francisco Joaquim Pereira Pinto.
Assim o termo medio de ambos os dividendos
foi de 195000 |tor acgo, ou de 9 1/2 po, rento ao
anno sobre o capital.
Novo Banco de Pernambuco, 9 de marco de
1861.
O presidente
Manoel do Xascimento da Costa Montero.
Directores
Jaiz Jos da Costa Amori'n.
Joao Ignacio de Medeiros Reg-
Joo da Silva Hegada.
Manoel Joao de Amorim.
Manoel da Silva Sanios.
I.uii Antonio Yteira.
Jos Antonio de Carvalho.
Jos Pires Ferreira.
PUBLCALES i PEDIDO.
PerguHta inuecculc
Pergnnta-se ao inane, prior da Ordem Tercera
do Carino, o segrate :
lu Se pode ser prior quera ou foi concubinado,
sendo casado.
2* So podo votar ou ser volado o irmao que-foi
suspenso por urna visita do padre provincial como-
calumniador.
3* Se pode votar um irrao que foi julgado dela-
pidador da ordem por una non otnjnaota.
4* finalmente. >e da regra da mesma ordem-
haver dtsigualdade entre os irmos professos para
votar n;is olssojes, se isto est de conformidad
cora as inslHuieos do nossa regni; isto deseja sa-
ber
A sua Mota.
CQMMNICADOS.______
0 lyp* dos liniis i-iiiisiilcs, mi a lllin. Sr. Dr. Jos
Henriques le reir no consulado porlugurz em
Prrnaraburo.
Nao somos do numero daquelles que tem cons-
tantemente nos labios phrases de louvor, que .nos
actos mais simples de qualquer funecionario en-
contrara sempre motivos de sobra para bombsti-
cos encomios, habituados s continuas oan otadas
a que obriga o torpe ollicio da bajularao ; e com
quanto saamos buje do silencio que, obscuros como
somos, entendemos assentar-nos melhor, nutrimos
ntima conviego de que nao ser estranbado o nosso
procedinienlo, que apenas exprime um prelo sin-
glo e espontaneo em honra da verdade e do m-
rito.
Queremos oceupar-nos do Illm. Sr. Dr. Jos
Henriques Ferreira, dignssimorepreseatanle da fa-
milia porlugueza nesla provincia, a qual dedica-
mos estas loscas lnhas, senlindo que lo rude seja
a nossa penna, que nos nio permita por m sllen-
le relevo a honradez, a inteireza, a energ'a, a dedi-
cago admiravel qne elle tem sempre saludo aqu
desenvolver na manutengo e defeza dos interesss
portuguezes, na prolecco dispensada aos fracos e
desvalidos, sem a mira n'uma recompensa pecunia-
ria, e com o nico intuito, e movido pelo nico in-
centivo do fiel e zeloso cumprimenlo de seus deve-
res como cnsul, como portuguez. e como houiem
de bondoso corago.
Para fazer realgar o mrito do IMm. Sr. Dr. Jos
Henriques Ferreira, julgamos desneeess^rio recor-
rer a parallelos odiosos, e rememorar os relevan-
tes trricos por elle prestados, pois que bem gra-
vados eslo na memoria de todo ns : e quando
outros tiltilos nao tivesse grnngeado eslima e ao
rcconheciraenlo geral, ser-lho-hia eterno padrao de
gloria a extinegao do ignominioso trafico de esrra-
vutura branra, que, acoberlado com o falso manto
de colonisacao porlugueza, nos snjeitava aos bal-
dos, ao vituperio de toda a classe de gente-----
Hoje, gragas rigidez de carcter do digno Sr.
cnsul portuguez, que nao soubc ceder a araeagas,
o repellio com desprezo suggesloes infames, j nao
A emsso do Banco, que, com a effetnidade do temos que velar as faces anteessas scenas humi-
seu troco cm mooda de ouro, poda ser elevada Ihantes, que nos degradavam aos olhos de todos, e
2,000 contos, em consequenca da dniinuico dos faziam considerar o continente portuguez como
tilulos em carlera, urna das bases de sua ga-! urna nova Cosa d'Africae os delegados do governo-
rantis. I como vis traficantes de carne humana.
No anno decorrido nao houveram novas oceur-! Demos, pois, os nossos sinceres snboras ao llhn.
reacias infelizes as opetagoes effectuadas du- Sr Dr. Ferreira, e nesla poca de geral venalidade
ranle elle, nem se esjiera as pendentes. e cornipeJn nesta poca m A conla das letras protestadas leve o seguinte se nao acata se nao o ureo metal, quando quier-
movimenlo : mos em breves palanas teeer-lhc o merecido pa-
Saldo .lo anno de 1862.......... 278:4415083 negyrico, digamos portuguez de anliga tempe-
Valor das protestadas em 1863...
Recebiment per liqui-
daro............ 7I:783575>-
Dito pyr conta...... 73:O0bfS35
Saldo do anno presento.........
Pilula >egelies assotaratlas de
kenu.
Qualquer una pessoa que se sinla atacada da
bilis, e que faca uso deslaS adiniraveis pilulas. por
este mew lera' lomado a melhor das precaugoes-
contra tedas as molestias epidmicas.
l'ma s dse pode salvar una pessoa da febre-
amarella, do cholera ou das febres intermitientes
biliosas.
Produ'.em um eflfeilo verdadeiramente maravi-
llioso em todos os desarranjos do ligado e do ven
Ir.
Ellas se compCe exclusivamente de substancias-
vegeiaes e ser urna medicina fortiliranle que nun-
ca debilita, podem por isso ser administradas com
a mesn, seguranga tanto s enancas as mais ten-
ras como aos homens mais robustos.
Sao as micas pibtlas desta natureza que se a-
cham acondicionadas em frasquinhos de erystal c
sao inappreciaveis como o melhor dos remedios
para s pessas de ambos os sexos, seja qual fr a
sua idade.
Enconirar-se-bo em todas s lojas de drogas o
na botica de Bravo & C, e de Caors J Barbosa.
COMMEBCIO.
\m www m nwwnux
O nevo b:jico de Parnambuco paga o> 12; divi-
dendo a razo de 95 l>or acgo.
NOVOBANCO
DE
PURMAIflBUCO
El t5 DE MARgO DE 186V.
O liar.-o desconfct na prsenle semana-aoito por
eenlo w anno ateo praso de quatro mezes, e a dez
por eenlo at o de seis mezes, e faz- enprestimos
sobre linilos eonunerciaes, e toma saques-sobre as.
pragas- do Rio de Janeiro e Baha.
Alfandega
Rendimento do dia 1 a 14........
Idaoi do dia l..................
351:9095249'
25:0065703.
37B.9I55952:
Movimiento da aifandega
Volumes entrados com fazendas..
t com genros.
Volume.'sahidos com
c com
fazndas..
gneros...
132
13
------143,
121)
900
1:020.
132:8905154 ra, perfelo lavallieiro, caraner modest e sizudoe
__________verdadeiramente honrado Pirnos oerduit irenatut'
411.3315237 te honrado, por que a paktvra Aonra tem hoje urna
elasticidade estreno, n o maior assassino, o nais
consumraado ladran- por honrado se ten, quando
141:8775993 v o peilo coberlo de romniendas, quando v, sua
----------------. apparigo, abrirem-se as melhores portas, qnando
266:4535241 procurado na melhor sociedade, por que lera it-
---------------- nheiro de solira para comprar lodos estes signaos
exteriores de consideragao profusament; prodigali-
sados na esperauga de que um dia nawassinOy o
ladro aVwrado venbS I ser de utihojade....
.4 rentara ponen dura, diz um antigo adagio; o
bem justi.ieado o vemos agora coi* a pronina reti-
rada do nobre Sr. cnsul portugwz, em virtud da;
i de consid genslde hir-
Oescarregatn no dia 16 de margo.
Brigue- inglez Jessic ScMcarvo de pedra.
Barca inglesa -//'itn/of opodras du lastro.
Barca francezaMaritt Ameliasal.
liiifort:V-
Vapor nacional Piuiahyba, enlsado, do portoi. dk
sos, manifestou o seginie :
De Penedo.
20 saceos feijo a Amrica 10 ditos de algodo ; a Joo da Silva k'ait.u
311 raeios de sola, 25 saceos farnhiv de iwindio-
ea, 183 saceos milho, i' ditos algodo; a or-
dem.
1 sacco feijao, 1 caixa sabo, i garajos carne
de sol; ao desembargajoc Bertuudo M. da Cosa.
Doria.
De Villa Nova.
17 sacas algodo -, a orden..
Hiato brasileiro Guribulili. entrado do Assu'.eon-
Com morosdade tem se feito ( so far liqui-
daco desta conta ; a perda porem que ella olfo-
rece parece-nos suffietentemenie coberta com a
soinraa representis na contadofundo de reserva.
Temos fechado tolas as conta- corronlos com
juros; a falla de eropreg i d i o> so profiri capi-
tal uo pernoilia continuar com laes operacoes
em pura perda do Banco.
Houveram este anno 62 tran.ferencias de ac-
g5es na somtna de 1,318 apri'-entaudo para o ssniiia*e
anno anterior um accrescimo de 8 accionistas. particular, o tendo sabido conquistar geraes sympa- 0 saos cera de carnaul a Gana a
Os erapregados, que sao os loesnos desdo a thias, bastante doloroso i* para a colonia poriu- ^xporiavao.
creaean dente estabelecinento, a exe.qico d. nm gueaa era Pernambuco ter de verse privada do seu Brigue francs ijw, rsrregoopara Marscnto
snente, nao desmentirara o icio, ededieago ilipnn bonsul, mas, depurndole no crisol da ver- .1,500 sceos cora 17,500 arrobas ie assucar mas-
cn que teem servido. daJeira anisado, do sentiinento de egosmo tjuo cavado.
IVstribuio-se-lhes a gratificado que tceui re- possa ter parle nesse sentido posar, a cjionia por-| Barca porlugueza Restauradlo, carregou jara o
cebido nos annos anteriores. tugneza congralula se sinceramente rom o uobro, Porto 3:060 saceos com 15,500 arrobas de assucar
!oJH8o^^ V* ;l IMM Irmos, nwiH.feslon o seguinte
bift alqueires do sal, o 200 meios le sola; a


Islario lie Prnamftlio 4uaHa fcra 1 de Marco de 184.
franco 624 ditos com 3,120 arrobas de dito mas | 4,900 ditos do Pernambuco, de 27/0 a 27/6 por
< ivado' 150 accos com 816 arroba* e 18 libras de bom inascavado novo e 29/0 por branco velho.
88 caixas do Rio o Ja Italiia, de importado m-
igodo, 84 cascos com 4,1W medidas de niel, 531
meios do sol i e 16 pranxes de vinhaco.
itecetoedorla de renda interna-i
geraes de Pcrnaiubuco. |
Rendimento do dia 1 a 14........ 31.34:toU
dem do da 1S................. lM14b"
32:97440'. 1
Consulado provincial.
Rendiraentodo da la 14.........
dem do dia lo.................
:8:74:>:>T-<
2:9874270
61:729484
PRECOS CORRENTES.
Landres, 2:t de fevereiro
Fundos ingieres.
Do banco, 237 a 239 por K 1(10
Consolidados 3 %, 91 1/8 a 91 1/4 por 33 100
Reduridos 3 /t- 91 1/8 a 91 1/4 por # 100
Novos II %. III 7/8 a 91 1/1 por S 100
Fundos estrangeiros.
Belgas (28 frs 1) 4 ',', %, 98a 99 por 2* 100
Brasilera 1839, 1839 5 %, 100 a 102, |K>r 6 10)
4 '/, "/o, 86 a 88 por 100
1863 (cautelas) 4 1/2, 1 1/2 a 1 des.
Confederados 7 %, 34 a 56 por 100
Egvpckw 7 %. 103 a 104 por 100
Grcgos com juros desde 1846 5 %, 22 3/8 a 22 3/8
| ir 100
Gregos Coupons al 1846 3 /., 10 1/4 a 10 3/4 por
100
Hespanhos 3 %, 52 a 52 1/2 por 3? 100
dilTeridos 3 juro actual 21/1, 43 1/3 a
46 por S 100 ex div.
internos (1 l'eso)3 %. 48 a 50 i>or
100
passivos externos 3 /., 33 3/8 a 331ii/8
por 100
Hollndoles (Fl. 12 -1) 4 /, 101 a 102 por S 100
2 Vj Vo. 64 a 65 |r a* 100
Italianos (frs 251)3 /o.663/8 a 665/8 por 2? 00
Mexicanos com atrasados desde julho loi inclusi-
ve 3 o/o, 42 3/4 a 43 por S 100
Nova Granada 3 % diferidos juro actual 2//, 29
1/2 a 30 1/2 |M>r 100
Portuguezcs. 1833, 3 %, 47 1/2 a 48 ]x>r 2 100
Dos 1856 186:1. 3 /, 47 i/2 a 48 por 100
Dos. 1863, caut. 3 /, 1/2 des.
Russos 1822 5 o/o, 91 a 93 por ai 100
1862
0/0,883881/2 |oraf 100
4 Vi "/o- 86 a 88 por %t 100
. 3/o.55 a 56 |x u- S 100
Sardos 5 /. 83 a 85 por se 100
Turcos, 1834 D %, 90 a 91 por S 100
1858 6 0/0,70 3/4 a 71 1/4 por S 100
1862 6 % 68 3/4 a 691/4 por 100
1863 6 / 67 a 69 por 100 .
Internos Medjidie d'ouroS 1) 6 />- 49
l/2a49 3/4 por S 100
Venezuelanos 3 /- juro pagavel 2 "/o, 24 1/2 a 25
por 100
a 1862 6 /* 58 1/2 a 59 por S 100
Bancos.
Banco Brasileiro c Portuguez. 2 3/4 a 3 pr. por ac.
Banco de Londres c do Brasil, 18 1/2 a 19
Banco de Lon. Buenos-A\ res e Rio dal'rata, 10 a
11 premio por aeco.
Cambios.
Lisboa 3 m/d. 52 1/2 |K>r j*
Porto 3 m/d, 52 ',', a 52 1/4 |ior S
Rk) de Janeiro 60 d/v. 26 26 1/4 por S
Amsterdam 3 m/d, 120 1 4 a 12 0 3/4 por S est.
Hamburgo 3 m/d. 13 7 3/4 a 13 8 1/4 |wr S
Pars 3 ni ,1. io 72 I/2 a. 25 37 '/, por S
. 9 i/y, 25 22 I/i a -2.') :)2 1/2 por
Marselba .1 m/d. 25 72 1 '2 a 25 77 i/2 por S
Genova 3 m/d, 25 87 1/2 a 25 92 i/2 por
Trieste 3 m/d. 12 20 a 12 30 por S
Vienna 3 m/d. 12 20 a 12 3ti por S
Madrid 3 m/d; 48 a U 3 i peso
Cdiz 3 m/d, 48 a 47 3/4 peso
lletaespretiosos.
Ouro, cm barra, de lei 77 s. 9 d. por onp de peso.
Moedas brasilea- nova- 77 s. 7 d. idem.
Oncas h.spanliolas 76 s. 0 d. idem.
'patrias sem cotacao.
Prata en barra, de lei 5 s. 1 i/2 d. a 5 s. 1 3/8 d.
Patacas mexicanas 5 s. 3 d. idem.
Cotomoares, Carolos 5s. I d. idem nominal.
Crusados novos i s. 11 3/4 d. a 4 s. 11 7/8 idem.
Pecas de 5 francos, 4 s. 11 3/4 d. idem.
Gneros de iniportacao.
Algodao de Pernambuco. IB d. a 28 d. por Ib. no-
minal,
do Maranhao. roda. 263 'id. ata por Ib.
nominal.
HOllina, 20 I 2 d. a 2S 1/2
d. por Ib. nominal.
' da Rabia, 25 a 27 >/ d. por nom-
A-ucar do Brasil, branco, 27 s. 6 d. a 32 s. ( d.
por 112 Ib.
Captivo de direitos, inascavado, 22 s. 6 d. a 27 s. 6
d. por 112 II.
Arroz do Brasil, 10 s. 0 d. a 21 s. 0 d. por 112 Ib
Nao ha.
Caf do Rio, 60 s. 0 d. a 73 s. 0 d. por 112 Ib.
lavado, 72 s. 0 d. a 8u B. 0 d. por 112
Ib.
Cacao do Para, 57 s. 0 d. a 5'.' s. 0 d. por 112 Ib.
Idem da Babia, U s. 0 d. a 45 s. 0 d. por 112 Ib.
Tapioca do Rio, i 3/4 d. a 5 d. por Ib.
do Para 1'/ d. a 2 por Ib. idem.
Couros do Brasil :
Saceos salgados, de 24 a 36 Ibs,, o >/4 d. a 6 1. 2 d.
Iir Ib.
Secos,de 8 a22Ibs.,6 /* d. a 7 1/2 por Ib.
Vendes, de 38 a H Ibs. 4 d. a 4 1/2 d. por Ib.
Do Bio de Janeiro :
Verdes, de 18 a 72 Ibs... 3 3/4 d. a 4 d. por Ib.
Do Rio Grande :
Verdes, de 65 a 70 Ibs., 5 3/8 d. a 5 1/2 por Ib.
de 44 a 50 Ibs., 4 V2 d. a 5 d. por Ib.
Seceos, de 28 a 34 Ibs., 8 '/, d. a 9 1/4 d. por Ib.
de 20 a 24 Ibs.. 7 '/z d. a 8 '', d. por Ib.
Chilres de 9 a 16 oncas, 9 s. 0 d. a 13 s. 0 d. por
123 frouxo.
de 22 a 24 oncas, 29 s. 0 d. a 32 s. 0 d. por
12.1 fnmxo."
Ipecacuanba, 7 s. 10 d. a 8 s. por ln. nominal.
Jacaranda do Rio, S 10 a 16 por tonelada no-
minal,
da Babia, S 9 a S 13 por tonelada no-
minal.
Mercado monetario.No dia 11 do correnteo
banco de Inglaterra reduzio o seu descont a 7 p.
c, a taxa que regula na praca de 6 1 2 a t 3/4
p.c.
Fundse accoes.Devido ao estado actual do
mercado 111 octano, as cotacocs de fundos esiran-
geiros e aec,oes devem reputar-se raais ou menos
noinmaes.
Algodao.A baixa do descont deu lugar a al-
gum movimento, mas o mercado em geral tem con-
tinuado em apathia, devido em parte a siluaeao po-
ltica e em parte os artillados supprunentos ac-
tualmente em viagem da India, China e oulras pro-
cedencias. As vendas montam a unas 65,000 sac-
cas.
Avocar.A animado que cobrara o mer:ado
pouco antes da sabida do Paran seguio-se urna
procura un tanto activa, subindo os precos gra-
dualmente a 1/0 a 2/0 em 112 libras, prinripal-
meiite na i cualidades superiores. Nestes ltimos
dias, porm, o mercado tem cahido outra ve.t cm
apathia, sendo limitadas as traosacr^oes com reac-
eao de bein 0 d. em 112 libras; os possuidores
comtudo nao forcam vendas, por que os avise s da
ilha de Mauricio dao como confirmadas as noiicias
de supprimentos diminutos.
Do do Brasil pouco se tem oflerecido, e a tnica
venda que nos consta sao 80caixas da Babia, mas-
cavado claro, a 29/2. Nada se fez em cargas no
mar ; as nossas cotacoes ;,o como segu
Para o Continente.
De Pernambuco, branco, 29/0 a 31/0.
Dito, inascavado, 25/0 a 27/0.
lia (labia, branco, 28/6a 30/6.
Da dila, inascavado, 24/0 a 27/0.
Para o Mediterrneo.
De Pernambuco, branco, 29/0 a 32/0.
De dito, inascavado. 25/0 a 27/0.
Da Babia, branco, '28/0 a 31/0.
))a dita, inascavado, 24/0 a 27/0.
Em Liverpool fizeram-se asseguintes vendas em
ser:
1,400 sarcos do Maranbao, velho a 25/6.
1,600 ditos do dito, novo de 27/0 a27/ no caes.
'.00ditos do Ceara, novo de 27/0 a 28/0.
1,600 ditos de Pernambuco, wlho de 25/0 a 26/6.
2,400 ditos de dito, escuro a 24/0.
2,200 ditos de Nazarelb, a 24/0.
: 180 es km, 1,453 barricas e 6accos da Babia
de 23/6 a 27/9.
Ot caix is e 10.000 saceos da Babia, pela maior
jttttt a pirco ipic nao iranspirou, ineluido 1 orm
algum i Nazarelb, a 24/0.
150 e-lisas da Babia, branco a 29/0.
100 toneladas da Babia, inascavado a 26/0.
95 caixas e 400 saceos da Babia, inascavado a
23/9.
6.450 sarcos da Panhyba, velho bom de 26/0 a
|6/6.
directa a 28/0.
1,200 saceos de Maoei. a 28/0 00 cae
3,300 ditos do Maranbao, novo, parle no caes c
parte no anuazem a '27/6.
Venderam-se mais a chegai' :
7,900 saceos da Parahyba, a 26/6 pesos da des-
carga para o Reino-Unido.
3,800 dito da dita, a 26/9 pesos da descarga para
o Reino l'mdo.
4,060 ditos do Maranbao, de 27/0 a 28/0.
1,400 ditos do P.-rnambuco. a 27/0.
3,200 ditos de dito, pelo .tiolus a 28/6 BOBOS da
descarga para o Reino-l'nido.
2,100 ditos de dito, pelo fesolulion, a 28/0 no
caes.
2,000 ditos de Macelo, pelo AJMMM, I 28/0 no
700 ditos de dito, purgado, pelo JUbUUtt, a 29/0
no caes.
4,000 ditos da Parahyba, a preco que nao trans-
piron, para o Reino-Unido.
ISOcaixas e 1,800 saceos da Baha, a 28/0 pesos
da descarga para o Reino-Unido.
Cal..-Desde a nossa ultima revista as qualida- Santa Casa
des das possessces nglezas foram muito procuradas
sustentando-^ bein os precos, e para o do Brasil
bou ve tambem alguma procura, vendendo-se uns
2,400 saceos do Rio, se bein que em parte a pr^os
mais eommodos, I saber: bom _ordinano t>7/0
a 68 ti e ordinario superior 70/6 a 72/2 ; o avaria-
do do qnal a quantidade era avultada, obteve de
64/6 a 68/0.
As cargas no mar foram mais procuradas, mas
sendo as que seoffereoetn pela maior parte por na-
vios dinamarqnezes ou allemaes, os compradores
nao leem querido operar para os porlos do norie,
salvo mediante a condieao do pagamento ter lugar
depois da feliz chegada do navio ao porto do desti-
no, de modo que a nica venda de que temos os
promenores sao 3,000 saceos do Rio Good First, su-
perior, pelo Ceres, a 69/0 para Conslantinopla, se-
guras bvre de avaria particular. Tambem ven-
deu-se outra carga para Coii>tanlinopla, maso pre-
co nao transpirou.
Venderam-se em Liverpool algumas partidas do
Rio de 64/0 a 69/0, e i23 sacos do Ceara a Ot./O.
Cacao. Venderam-se 400 saceos da Baha a
40/0, que depois tornaram a vender-sc a 43/0 ; re-
duzimos portanto as nossas cotac.oes.
Nao temos conhecimento de venda alguma em
Liverpool.
Jacaranda Entraram 953 coucoeiras da Babia.
Nao houve vendas, mas alguns compradores infor-
maram-se dos precos das partidas disponiveis, o
que ja melhor sigoal do que a falta total de pro-
cura que ltimamente tem havido.
Pao-Brasil.Sem alteradlo.
Coaros. Foram diminutas as transacijoes nos
salgados do Rio Grande, devido pequea existen-
cia. O mercado est desprovido dos seceos da
mesma procedencia. Nos da Baha nao consuim
vendas.
Sebo.0 mercado contina em grande apathia,
e temos outra vez que reduiir as nossas cotacocs
do da America Meridional, como segu :
De boa cor. 40/0 a 41/0 por 112 Ib.
SolTrivel e escuro, 39/6 a 40/0 por 112 Ib.
Escuro e muito escuro, 37/6 a 38/6 por 112 Ib.
Cambios.Os cambios sobre Portugal regularan!
- frouxos. mas na praca de hoje estiveram firmes a
52 1/8 sobre Lisboa e 52 1/8 a 52 i/2 sobre o Por-
! to. Sobre o Rio de Janeiro nao constato transac-
Marca A G-Um embrtilhO, 250, de Hamburgo
por '.mira, a orden), em 28 de agosto de 1861.
Marca 11 -Um einbrnlho, 16, do Hamburgo por
GascUe, a orden, em 0 de setembro de 1861.
Marca K E 4 CUm embrulbo, 6169. 6170, de
Hamburgo por Capil/ailbe, a ordem, em 12 de no-
vembro de. 1861.
Prente Vianna 4 CUm cmbiulho, s. n. de
Hamburgo por Elisabdlt. a ordem, cm 27 de de-
zemhro de I86.
F. Kalkmann 4 CUm embrulho, s. n., de Bor-
deaux por Bear*, a Kalkmann, em 12 de fevereiro
de 1861.
TotalOito volumes contendo : dous livros com
desenlio de culileria, um cartao vasto e amostras
de fazendas. ludo sem valor.
A arremataeao ser livre de direitos ao arrema-
tante.
4 Scelo da alfandega de Pernambuco, 13 de
marco de 1864.O terceiro escripturario, Basilio
B. Furtado.
Eio de Janeiro.
res de 12 e 14 annos, por execucao de Man.Oel Joa
ipiini Baptisu, conforme o escriplo que se acha em
mo do porteiro do juizo. Se niio houvcr audien- Segu cm poneos dias o brigne escuna /ore
ca no da indirado, a praca|tor 1 lugar na primei- Arlhur, tem parte do seu carregamerto engajado.
ra audiencia do mesmo juz.i para o resto que Ibe falla e escravos a frese para
No dia 18 do correlo, as 2 lvoras da tarde, os quaesiem excedentes eommodos irata-se com
depois que tiver lugar a audiemia do Sr. juiz de os seus consignatarios Antonio Luiz de Olivcira
paz do 1 districto de Santo Antonio, tem do ser! Azevedo 4 C, no seu eseriptorio ra da Cruz nn-
arretnatado um cavallo de sella, de cor casianho. mero 1.
estrella na
DECLARACOES.
do
coes.
Metaos preciosos.A prata em barra csteve mui-
to frouxa, devido falla de procura para o Orien-
te, e a no>sa cotacao nominal. As patacas mexi-
canas estao froux'as.
Algodao. -As vendas boje montam a 4,000 sac-
ras, incluindo 100 saccasdo Maranbao de 26 3/4 d.
a 27 i/2 d. e 100 sacras de Macei a 26 d. O mer-
cado contina frouxo.
MOVIMENTO DO PORTO.
Sirios entrados no da 13.
Babia3 dias, corveta a vapor nacional Paraenu,
rommandanie o capitao lesete Pedro ThooM
de Castro Aiaujo.
Aracaj e porlos intermeilios 4 dias e 12 horas,
vapor nacional Parahyba, de 102 toneladas,
commandante M. J. Mariins. equipagem 20.
Assti6 dias, hiato nacional Garibaldi, de 109
toneladas, capitao Custodio os Vianna, equi-
pagem s. carga sal Tasse Irmao.
Navios sahidos iw mesmo <''"
Assbarca portugueza lies, capitao Malinas de
Sonsa Maciel: em lastro.
Marseillebrigne francez Emelec, capitao Wes-
inael; carga assurar.
Para e portos intermediosvapor nacional Para-
n, commandante o uapito de fragata Antonio
Joaiiuim de Santa Barbara.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da thesenraria de la-
teada de Pernambuco manda fazer publico que fi-
ca marcado o dia 17 demarco prximo vindouro
para o concurso que em virtude da ordem do the-
soure n. 13 de 26 d Janeiro ultimo, se tem de abrir
nesta mesma thosournria para preenchimento de
duas vagas de 3" escripturario da thesouraria. Os
exames versa rao sobro as seguintes materias :
theoria da escripturaoiio mercantil por partidas
simples e dobladas, e suas applicacoes ao commer-
cio e ao thesourw ; tradoecio correcta das lingoas
la Mlser loor dia
Rcelfe.
A Dlm* junta administrativa da Santa Casa de
Misericordia do Recite manda fazer publico, que
no dia 17 do coi rente, pelas 4 horas da tarde, na
sala de suas sessdes, tem de ir a praca o forneci-
menlo dos gneros abaixo declarados, que houver
de consumir os dilferenles eslabelecimentos pios a
seu cargo no trimestre de abril a junho prximo
futuro.
Estabelecimentos de caridade.
Cha preto, libra.
Manteiga franceza, idem.
Tapioca, idem.
Cal em grao, idem.
Assucar refinado lino, arroba.
Dito dito 2* serte, idem.
Dito em torro, idem.
Arroz pilado do Maranbao, idem.
Bacalhao, idem. -
Totieinho de Lisboa, idem.
Sabio, idem.
Velas de carnauba, iaem.
Farinha de mandioca da Ierra, alqneire.
Vinho tinto de Lisboa, caada.
Dito branco de Lisboa, idem.
Vinagre de Lisboa, idem.
Aguardeute, idem.
Azeitc doce, idem.
Dito de carrapato, idem.
Farello de Lisboa, sacca..
Collegio de orphaos.
Cha nreto, libra.
Pao. idem.
Bolacha, idem.
Assucar refinado, libra,
Caf em grao, idem.
Manteiga francesa, idem.
Arroz pilado do Maranhao, idem.
Bacalhao, idem.
Batatas, idem.
Carne verde, idem.
Peixe fresco, idem.
Toiicinho de Lisboa, idem.
Farinha de mandioca da trra, alqueire.
Feijao, idem.
Azeite doce, garrafa.
Vinagre de Lisboa, idem.
Sal, cuia.
Lenha em achas, cento.
Aleina. libra.
Os pagamentos serlo feitos mensalmente : os
prctendentes deverao comparecer com suas pro-
postas em carias fechadas, e prestar fiador idneo
que se responsabilise pelo fiel cumprimento dos
contratos, eas propostas dev*mser distinctas.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia da Re-
cife 14 de marco de 1864.
O escrivao,
F. A. Cavalcante Coasseiro.
1'seccao.-Secretaria da polica de Pernambuco
14 de marco de 1864.
Por determinaeao do illm. Sr. Dr. chefe de poli-
ca faco publico para conhecimento de quem pos-
sa interessar, que pelo delegado de polica do ter-
mo de Serinbaem, fui preso e se acha recolhido
respectiva cadeia, como suspeito de ser escravo, o
crioulo Manoel Antonio Joo, de estatura 56 pole-
adas, cabellos carapinhos, olhos quasi presos, bl-
gode ligeiro, pouca barba, bocea, olhos e orelhos
regulares, dentes aberlos, (os da parle superior in-
clinados para a frente) com marcas as costas
que parecem de chicote, Em poder do referido
crioulo foi apprehendido um cavallo que se presu-
me ser furtado e que tem os signaes seguintes :
russo rudado, castrado, dentes todos intuiros, tom-
bo romprido. anca curta, com a cauda cortada,
parece ter 10 annos e tem tres ferros que repre-
senton dousRe o algarismo8.
O secretario,
Eduardo de Barros Falcao de Lacerda.
Conselho de compras navaes.
Contrata o conselho no dia 19 do corrente mez,
sob as condicoes do estylo, e a vista Je propostas
entregues ate as 11 horas da manhaa, o forneci-
mento por tres mezes findo em junho do corrente
anuo, dos seguinles objeclos :
Para a companhia de aprendizes
arlilices.
Bonets de uniforme, ditos para o servico, blusas
de algodao azul americano, ditas de briin branco,
calcas de panno azul, ditas de brim branco, ditas
de algodao azul americano, camisas de algoJaozi-
nho branco, cobertores de laa, colcboes de linbo
ebeios de palba, colchas de algodao, lrdelas de
panno azul, fronhasde algodaoznho, lencos de se-
da preta para gravatas, lences de algodaozinho,
com os quatro ps calcados, tem urna
testa, em boas carnes,"anda de I aixo a meio, com
os eompelentes arreios e sellim. tudo avahado por
605 ; coja arremataeao na sal das audiencias,
o cujo cavallo vai pracj por e teeucao de Manoel
de Souza Carnciro Pimpao contra Cyrillo Antonio
da Costa.
Juizo dns fritos da lazenda.
No dia i!) do corrente pelas I o horas da
manhaa na sala das audiencias notante o 1,! ,rV. t\?l\' ,v
... ...... r j r j. Sahira com toda a brevidade o minio veleiro
Illm. Sr. Dr. juiz dn fcitO da fazenda, se Driguo portuguez Constante II, por ter quasi
venderao om prai;a publica 03 escravos se- prompto todo o seu carregamento, tem exceHentos
guildes, sequeslrados pela fazenda nacional eommodos para passageiros, e para estes e o res-
para pagamento do que Hcoi 1 devendo o fi-
nado major JorM) Francisco do Livrameato :
Ignez, crioula, 18 annos, avahada por 4:>()>. 1'arilMn
ic-a ..;,.i ai .,, .-...i.. ;.- i.nnni sabe impretenvelmente no da 20 do corrente o
Jos crioulo, 2i anuos, a\a, a.lo por i.000* pi;rtU|,uez Jui,0 para pa5Saf:eiros e algu-
cife, fi de marco de 1864. solicita-
l*oi*to.
Segu impreterivelmeole para o Porto no dia 20
do corrente a barca portugueza Feliz, tem dous
tercos de seu carregamento a bordo : para o resto
que Ihe falta, e passageiros, para os ouaes tem ex-
cedentes eommodos, trata-se com os seus consig-
natarios Antonio Luiz de Olivcira Azevedo & C,
no seu eseriptorio ra da Cruz n. 1.
tanto da car/a Irala-se com Manoel Ignacio de
Olivcira & Filbo no largo do Corpo Santo .J19.n
AVISOS DIVERSOS.
0 cirurgiao Leal mutfou
a sua residencia da ra do
Queimado paca a ra das
Cruzes sobrado n. 36, pri-
meiro andar, por cima do
aimazem Progressista, aon-
de o ackarao como sempre
prompto a qualquer hora pa-
ra o exercicio de sua pro-
fisslo, chamado por escripia.
He
dor, Francisco Xavier Pernea de Brito.
Quinta-feira 17 do corrent, depois da au-
diencia do Illm. Sr. Dr.juiz do:, feitos da fazenda
rao praca os bens seguintes
Urna casa terrea em pilares, sita na ra do Pro-
gresso n. 6 freguezia da Boa-Vista, em chaos
propries, avahada em 100,5, penhorada por exe-
cucao da fazenda provincial contra Candido de
Albuquerquc Maranhao por Antonio Ferreira de
Oliveira.
l'ma casa terrea na travessa lo Freilas, n. 28,
freguezia de S. Jrs, com 3i p ilmos de fundo e
30 de largo, 4 salas, 2 quartos, avahada por 105S.
Outra dita na mesma travesst n. 11 B, com 30
palmos de frente e 38 de fundo 2 salas c 1 quar-
to, arruinada, avahada por 25, penhoradas por
execugao da mesma fazenda coi tra Thom Joaquim
da Veiga.
Dous ca val los castanhos. carnudos e proprios
para carro, avahados por 50*5, penherados a Justi- j
no Francisco de Assls. |
A armaco da taberna sita na Passagem, n. 29,
de. madeira de lauro, avahada aor 100$, penhora-
da a Jos Gomes de Albergara.
E por arrendamento o seguihte :
A renda annual da olaria sita na ra de S. Mi-
guel nos Afogados. a qual tem 2 grandes lelheiros,
e 2 fornos, com todos os seus pertences e em bom
estado, avahada em 200$, penhorada a Manoel do
Amparo Caj.
dem da casa terrea em Olin la, na ra do Alju-
be, com 2 salas, 3 quartos, quintal em aborto, em
bom estado, avahada por 600., penhorada a D.
Fortunata Coelho da Silva por Florinda Coelho da
Silva.
dem da casa terrea nos Arrombados, n. 23, com
30 palmos de frento e 80 de fundo, 4 quartos, 2
mas miudezas, trata-sc com o consignatario Yho-
maz de Aquino Fonseca, na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar, ou com o capilao na praca.
LEILOES.
LEliAO
N
4 vaccas de le'rte, 2 novilhas, um boi manso,
um garrote e 2 c.irneiros mancos, gordos
e proprios para puchar carrinhos de me-
ninos.
IIO JE
O agente Pinto far leilao por cotila e risco de
quem pertencer e sem reserva de prego do gado
cima declarado s 10 horas do dia snpradito no
Mundo Novo em frente a cocheirades Srs. Paulino
A Irmao.
DE
Olvidas activas le Mua &
Martius.
HOJE
Pela segunda vrz irao leilo por crdem dos
administradores da niassa fallida de Lima & Mar-
iins e por despacho do Illm. Sr. Br. juiz especial
do commercio as dividas activas pertencenles a
mesma massa na importancia de 22:839^774 rs..
servindo de base a offei ta do leilo passado : quar-
salas cos.nha fora, avahada pe r96, 'penhorada a Wr> 1(. do corren(e |M ^ da man|)ia
Joao Thomaz Pereira pela viuva de Antonio da M ,. ..sn.i.l.xn ^Ammnr,.i,i o, b. nrP..
na porta da associacao commcrcial. Os Srs. pre
tendentes podem examinar a relacao e documentos
em mao do agente Pestaa.
LEIL10
DE
requerimento
pela
Costa Reg Monteiro.
dem da casa terrea sita na ra da Poeira, fre-
guezia do Pjco, com 2 salas, 2 quartos, cosinha e
quintal, avahada por 96, penhorada a J )So da
Cunta Reis.
dem da casa terrea n. 80, sita na Casa Forte,
com 23 palmos de frente c 46 de fundo, 2 salas,
1 quarto, tudo em mo estado, avahada por 365,;
penhorada a Jos Francisco Cumeiro pela massa
fallida de Nuno Maria de Seixas.
dem da casa terrea na travessa do Marisco n. ( o agente Almeida far leilo a
30, com 1 sala. 1 quarto e cosinha, em mao estado, dos administradores da massa fallida de N'ovaes de
avahada por 365, penhorada a Marcelino Jos ^ e par despacho do Illm. Sr. Dr. juiz especial
Francisco Galvo. ,i0 commercio, das dividas activas da mesma mas-
Idemda casa terrea em Olinia, na ra da Boa- ea na importancia de 187:4835203 rs., cuja rela-
Hora n. 21, com 2 salas, 2 quartos, pequeos, quin- 0;-lo ae acha cm poder do agente cima, onde' pode
tal em aberto, em mao estado, avahada por 245, er examinada pelos prctendentes.
penhorada a irmandade de S. Benedicto.
dem idem n. 17 na ra do Cabral com 68 pal-
mos de fundo e 18 de largura, 2 quartos, 2 salas,
quintal em aberto, em mo estado, avahada por
245, penhorada ao convento i N. S. do Carmo do
Recife.
Recife, 14 de mareo de 1864.O solicitador da
fazenda provincial, JooFirmino Correia de Araujo.
IKUI
Em seu eseriptorio, ra da Cadeia do Recife n.
48, primeiro andar, s 11 horas.
R/o
(pandes
o
saliliado
ingleza e franceza, ou pelo'menos da ultima; prin"- sapalos, saceos de guardar roupa e iravesseiros de
ripios geraes de geographia e historia do Brasil,
algebra at equacoes do 2o grao, e pratica do ser-
vico da repartico em que o empregado estiver
servindo.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pernam-
bnco 16 de fevereiro de 1864. Servindo de oQl-
cialmaior, Manoel Jos Pinto.
PRACA.
Por ordem do Illm. Sr. iiispector interino desla
repartico faz-se publico, que em vista do disposto
no artigo 302 do regulamento das alfandegas, se rao
arrematadas no dia 21 do corrente ao meio dia
porta da mesma,as mercaduras abaixo declaradas,
romprchendidas na disposicao do 4. do artigo
299 do citado regulamento.
Marca M L Cl'ma caixa n. 321, vinda de Ham-
burgo pelo navio dinamarquez h'lmira, a ordem,
em 31 de agosto de 1861, contendo :
3 1/2 libras botoes de osso, valor da libra
600 reis........................... 25100
2 1 /i libras de botoes de massa, valor da
libra 600 reis...................... 15330
1 1/4 libra de botoes de inadreperola, va-
lor da libra 65666 reis..............
1 caixa de madeira ordinaria valor......
1 carlo amostras de botoes de seda valor.
1 duzia lancetas pequeas com cabo de
chifre, valor da duzia................
85272
15000
400
25000
lo5122
Marca M Sl'ma caixa n. 7, vinda do Havre, na
galera franceza Berthe, a ordem, em 27 de setem-
bro de 1861, contendo :
12 botoes de seda entelados, valor...... 15oOO
Marca B Fl na caixa n. 4270, vinda de llam-
bugo pelo navio hamburguez Entina, a ordem, em
29 de novembro de 1861, contendo :
6 libras de phrospboros em palitos, valor
da libra 300 res.................... 15800
1 1|2 libra de phosphores rom maxas de
cera, valor da libra 600 reis.......... 900
25700
Marca S PDuas caixas ns. 111 e 112, vindas
do Havre pelo navio francez Adele, a ordem, em 3
de dezembro de 1861, contendo :
200 frascos com tintas de cores para es-
crever, pesando 32 libras, valor da li-
bra 200 reis........................ 65400
Marca A S C-Um embrulho n. 4776, vindo de
Hamburgo, no navio hamburguez Emma, a ordem,
em 5 de dezembro de 1861, contendo :
1 livcla para arreios de carro, valor..... 300
hnho cheios de palba.
Para imponaos marinheiros e apren-
dizes ditos.
Bonets de panno azut, camisa de brim branco,
calcas de algodao azul americano, ditas de brim
branco, camisas de algodao azul americano, calcas
de panno azul, frdelas de panno azul, lencos de
seda preta para gravatas, sapalos e saceos de lona
de marinhagem.
Para os fuzileiros navaes.
Bonets de chapa e pala, calcas de brim branco,
ditas de panno azul, camisas de brim branco, fr-
delas de panno azul, fardas de brim branco, gra-
vatas decouro delustro, polainas de panno preto e
sa patos.
Para os africanos livres.
Calcas e camisas de algodao azul americano.
Para as africanas livres.
Camisas de algodaozinho e saias de algodao azul
americano. -
Devem acompanliar as propostas dos objertos
que nao forem de fardamento as amostras delles,
e dos de fardamento as da fazenda com que, se-
gundo as medidas dadas aos contraanles, tenham
de ser facturados.
Tambem contrata o conselho no referido dia, por
igual forma, e dito lempo, a lavagera de roupa dos
eslabelecimentos de marinha.
Sala do conselho de compras navaes lo de mar-
ceo de 1864.
Alexaudre Rodrigues dos Anjos,
Secretario.
Pela contadona da cmara municipal desta
cidade se faz publico que a poca para pagamento
do imposto municipal sobre casas de negocio, fin-
da-se no ultimo de marco vindouro, assim come
necessario aprt sentar o conhecimento de 20 por
cento pago na recebedoria das rendas geraes in-
THEATRO
E
bailes de mascaras,
d'alcluia,c domingo de pascha 2G e
27 do crrente.
Miguel Candido de Medeiros Pinto, que vista
das grandes despezas que Uvera com os bailes pelo
' carnaval, e tendo sido os lucros muito diminuios,
; requereu de novo o thealro. e tendo obtido per-
missao de S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
para dar mais dous bailes, avisa aos amadores des-
te bello divertimento, que se apromptem, pois que
nao poupar despeza alguma. para que o thealro
esp.ja mais bom preparado do que pelo carnaval.
s 8 horas da noite o thealro estar aberto, s
9 horas em ponto principiar o baile.
Tocar asquadrilbasuma banda de msica mar-
cial das melhores que temos.
Proco dos catnaroles c atraa geral.
A priineira e a qoarta ordem serio considera-
das galeras para as senhoras que nao dansarem,
sendo o prei;o 15 por cada entrada.
Segunda ordem 85, sendo quatro entradas para
senhoras, e duas para cavalleiros.
Terceira ordem 65,, sendo quatro entradas para
senhoras e um cavalleiro.
Entradas para cavalleiro 25 e as damas masca-
radas gratis. Sero fielmente observados os reg-
lamenos da polica e thealro.
O director dos bailes no theatro, julga desneces-
sario dizer ao publico, a ordem, e amoralidad.! com
que se haverao pelos bailes do carnaval e evitara to-
dos osexforcos a seu alcance para que contine
o'esles; appe'llando para o testemunho as familias
quedos camarotes assistiro ditos bailes.
Terminar s 2 horas em ponto.
LEILO
una encllente e magnifica ma-
china perpendicular de ser-
rar madeira e seus pertences.
um engenlio a vapor de forca
de 14 cavallos. urna grande
caldelra de forca de ca-
vallos, urna machina deaplai-
nar madeira, urna serra cir-
cular e seus pertences.
Scxla-feira 18 do marco.
O agente Pinto far leilo a requerimento do
administrador da massa fallida de Rostron Rob-
ker pecial do commercio dos objeclos cima declara-
dos, pertencenles mesma massa : o leilao ser
elli'duado s 10 horas do dia supradto, no gazo-
metro (fabrica do gaz) onde poderlo os preten-
demos desde j examinaren! os referidos objeclos
obleado do Sr. William Jrmings engenheiro de
gaz, qualquer informaco a resuello.
AVISOS MARTIMOS.
COMPANHIA BRASILEIRA
BE
PAQUETES A VAPOR.
Dos portos do norte esperado
at o dia 17 do corrente o vapor
Cruzeiro do tul, commandante o
capitao de mar e guerra Gervasio
Mancebo, o qual depois da demo-
ra do costume seguir para os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual devera
ser embarcada no dia de sua chegada: encom-
mendas e dinheiro a frete at o dia da sabida s
horas, agencia ra da Cruz n. 1, eseriptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo C.
llio de Janeiro.
O briiiue brasileiro Trovador secue com brevi-
ternas o que se publica para conhecimento de dade, recebe carga cesemos a frete: trata-se
todos. Contadori da cmara municipal do Recife "",<" consignatarios Marques, Darros & C, largo
29 de fevereiro de 1861.
do Corpo Santo n. 6.
Marca triangulo E IIUrna caixa n. 3, viuda no
brigne ingles IJma, (arribado) em li de agosto de
1861, contendo :
2o libras de velas brancas stearinas. va-
lor da libra 600 reis................. L'i5O0O
Krabbc Wbately & Cm embrulho, 829, de
Stfulhampton por Magdalena, a Krabbe Whalely &
C., cm 29 de Janeiro de 1861.
Marca S S=L'raa caixa, 17, do Havre por Solfe-
rino, a ordem, em 29 de julho de 1861.
Mana fiTG- Um embrulho, 58VJ, de Hamburgo
por Eta-a, a ScliafheiUin & C., ciu 28 de agosw
de 1861.
O rontader,
Joaquim Tavares Rodovalho.
O arsenal de guerra precisa contratar a la-
va geni e engommado da roupa dos seus aprendi-
zes menores, regulando 240 leuces, 240 fronhas,
1,200 camisas c 960 calcas, 240 calcase 120 blu-
sas lavadas e engommadas alm da roupa da en-
fermara : a quem convier, aprsente propostas
at o fin do mez.
Arremataeao.
No dia 19 do corrente mez, depois da audiencia
do Dr. juiz municipal da 1* vara, vai pra^a por
venda urna casa terrea, sita no pateo de N. S. da
Paz da freguezia dos Afogados n. 13, penhorada
Paulino Rodrigues de Oliveira, por execucao de
Antonio Alberto de Souza Aguiar, escrivao Motta.
No dia 16 do corrente mer, a 1 hora da lar-
de, depois da audiencia do Sr. Dr. juiz municipal
da 2'|vara, escrivao Santos, se ho de arrematar
por venda cinco sextas partes de urna rasa terrea
cem soto, muro na frente e iwrio de ferro, e
com um pequeo sitio na estrada do Giqaii da
freguezia dos Afogados, avahada cada sexta parte
por 6005, o vio ser arrematadas, servindo de base
COMPANHIA PERNAMLHJCANA
DE
IVavegaco costeira a vapor.
*J ^-k
mm
Paralaba, Natal, Mario, Aracaty, Ceara e Acarar
O vapor Mamangiuipe, comman-
dante Moma, seguir no dia 22
do corrente as 5 horas da larde
paraos portos cima indicados.
Recebe carga at o dia 21. En-
commendas, passageiros e dinheiro arete at o
da da sabida as .1 horas da tarde : eseriptorio no
Forte do Mallos n. 1.
Para o Rio Grande do Sul segu com ninia
brevidadea barca nacional o%b inlia, que recebe
tiui reslo de carga a frete : i tratar no eseriptorio
Amorim [rollos, ra da Cruz n. 3.
Para o Para,
al o dia 16 do corrente pretende seguir o brigne
nacional Aiwlm, tem a bordo metade de sen carro-
gamento : para o rolo que Ibe falta. Irata-se rom
os seus consignatarios Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C, no sen e>cri|itorio ra da Cruz n. 1.
O agento Almeida competentemente autorisado,
far leilo de um lindo mulatinho de 9 annos, una
bonita negrota de 16 annos, um negro de meia
idade e mais outros escravos.
Se\ta-felra 18 do corren.e.
Em seu eseriptorio ra da Cadeia do Recife n.
48, s 11 horas.
Um
DE
escravo.
O agente Almeida far leilo requerimento
dos administradores que foram da massa fallida
do fallecido Joo Jos de Gonveia, e por despacho
do Illm. Sr. Dr. juiz especial do commercio, de um
escravo de meia idado.
Scxta-IVira 18 do crrante
em seu escripiorio na ra da Cadeia do Rcefe n.
48, ao meio da.
liEIIiAD
DE
TKRKK.VON.
Pelo agente Miranda.
O supraditn agente, competentemente autorisado,
levar leilo quinta-feira 17, s 10 horas, em
sen rmaseos na ra da Cruz n. 87, dous terrenos
ambos de 140 palmos de extenso cada um e ara-
los de duas frentes: urna das frentes do primeiro
da para a na do Alerrim e a outra para a da ('on-
cordia; das do segnndo delta urna para a mesma
ra da Concordia e a outra para a deteneo.
Os pretendenles que quizerem riis minuciosas
informacoes podem dirigir-se ao mesmo agente.
h*#t;
jLMI.AO
Aos &:0000.
Corre hoje.
Quarla-feira, 16 do corrente mez, se ex-
trahir a primeira parte da primeira lotera
da capeUI de Nossa Senhora da Escada da
oreja de Nossa Senhora da Coneeicao dos
Militares, no lugar do costume.
Os bilhetes e meios acham-se venda na
respectiva thesouraria ra do Crespo n. 15
e as casas commissionadas.
Os premios de SrOOOKXM) at 10,0000
sera o pagos urna hora depois da extraccSo
at s 4 horas da tarde, e os outros no da
seguinte depois da distribuico das listas.
0 thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza,
CASA A FORTUNA.
AOS 5:000,000
Bilhetes garantidos
A' rna do Crespo n. 23 e casas do costume
O abaixo assignado tendo vendido nos seus mu
afortunados bilhetes garantidos os de n. 1387 com
a sorle de 3:0004, ns. 149 e 2084 com as de 5005 e
outras multas de 2004,1004, 404 e 204 da lotera
que se acabou deextrahir a beneficio do recoti-
niento de Iguarass convida aos possuidores de
ditos bilhetes a viremreceber seus respectivos pre-
mios sem descont algum era seu estabelecimento
Casa da Fortuna ra do Crespo n. 23.
O mesmo tem exposto venda em seu dito esta-
belecimento e as outras casas do costume os no-
vos e felizes bilhetes da primeira parle d a primei-
ra I Meria de Nossa Senhora da Escada da (oncei-
co dos Militares que se extrahir quarla-feira 16
do corrente.
Os premios serio pagos como de costume.
Precos.
Bilhetes inteiros..... 64000
Meios bilhetes...... 34000
Para as pessoas que comprare ni
de 1004 para cima.
Bilhetes........ 54500
Meios......... 24750
_________________Manoel Martins Fiuza.______
Os abaixo assignados, encarregados da pre-
cisso do Senbor Bom Jess da Cruz, erecta esta
irmandade na igreja de N. S. do Rosario do bairro
da Roa-Vista, previne ao respeiiavel publico que
se deixaram de percorrer com a proclsso por al-
gumas ras da freguezia, foi por causa de espera-
ren! pela guarda de honra que ficra de compare-
cer como prometiera o Exm. vtce-president da
provincia : no dia 9 do corrente, quando a eom-
missao dirigise a S. Exc, e entregando-lhe um
otlieio. no qual pedia que se dignasse mandar
urna guarda de honra para arompauhar a mencio-
nada procusto, nesta occasio responder S. Exc.
couimisso que dara suas deliberacoes; no men-
cionado dia, pelas 4 horas da tarde, nos dirigi S.
Exc. um oOkio, no qual responder que linha ex-
pedido suas ordens atim de que pelo com mando
superior da guarda nacional seria postada no dia
13 do corrente pelas 2 1)2 horas da tarde urna
guarda de um dos corpos da guarda nacional, e
dando-se o caso de que no dia 13 al 9 horas da
manhaa nao estivosse avisado nenhum dos bata-
Ibdes da guarda nacional, a commisso dirigise
por segunda vez S. Exc, pendindo-lhc que se
dignasse mandar a mencionada guarda, visto que
o acto era naquelle dia, ao que respondeu S. Exc.
que j tinba expedido ordens; e dando-se o caso
que at as 4 i|2 horas nao comparecesse a guarda,
a commisso oslando com todos os seus pertences
preparados, tomou a deliberacao de sabir com o
acto pelas seguintes ras : Pires, Sebo, Colovello,
c por estar bastante tarde se recolhera; scicntili-
cando que nao foi por falta de curnpi uneoto da
commisso a seus deveres, e sim motivado por
esta crcunistancia, que a commisso mesmo nao
poda conhecer qual a razaoque oocmodou esta fal-
ta ; o que temos de scientilicar ao re.-peitavel
publico.
(Consistorio da irmandade do Senbor Rom Jess
da Cruz, erecta no Rosario da Boa-Vista, funecio-
naudo a commisso encarregada da mesma aos 14
de man;o do 1864.
Justiniano Manoel de Barcllos.
Presidente.
Joo Baptista Lopes.
Secretario da commisso.
Joo Francisco de Oliveira.
Jos Manoel do Nascimento.
Gabriel Felippo Jacintho,
Thesoureiro.
- O capitao Francisco Jos Damasceno Rosado
retrase desta provincia para a corte no primeiro
vapor", nada deve a esta praca : porm se houver
quem se julgueseucredor, v ra do Socego.em
sua casa, nestes dous dias.___________________
Joaquina Inibelna dos Passos, com as habi-
litacoes neeessai ias, se otferece para eusinar me-
ninas tora da cidade, d Dador a sua conducta, e
reside as (neo Ponas 11. 7o. ______
Aluga-se
o sobrado de dous andares com bastantes eommo-
dos, silo no caes de Apollo 11. 17, e bem assim o
terceiro andar do sobrado da ra do Rrum n. 70 :
a tratar na ra larga do Rosario n. 34. botica.
Sahio no domingo a tarde, do sitio do seu
dono n. 9, Corredur do Rispo, um cao de raja in-
gleza, bem grande, cor amaraba, cabellos grossos,
com una estrella branca na testa, a ponta da cau-
da tambem branca : quem o achou leve-o ao dito
sitio, que ser bem recompensado. _______
Na ra do Hospicio u. 22 ha para alugar-se
urna boa escrava sadia e sem vicios de quahdade
algum, boa engommadeira, cozinheira e lavadei-
ra, prelere-se casa estrangeira ou de pouca fa-
milia.
Precisase de urna ama para o servios de
urna casa de pequea familia : na ra das Flores
n. o, juuto ao sobrado do Sr. Gamboa, se dir
quem precisa. ________________
Precisa-se alagar um cosinbeiro oo cozinhei-
ra, e urna engommadeira, escraxos: na ra da Ca-
deia do Recife n. o, terceiro andar.
-se dinheiro a juros : no pateo do Terco
n. 9, loja.
I
100 saceos com arroz ta India.
(Jiiiiita-feii'a 17 de margo.
O agente Pestaa vender por conta o risco do
quem pertencer 100 saceos com arroz da India em
um ou mais lotes a ventada dos compradores :
quinta-feira 17 do corrente pelas 10 horas da ma-
nhaa no amiazcm do Sr. Annes defronte da alfan-
dega.
IEILA<(
DE
Rio de Janeiro.
o preco da adjudicaeo que 4004 cada sexta par-
te, penhoradas a Antonio dafainlia Machado e sua
mulher, e a Jos Florencio de Oliveira e Silva, co-! Pretende seguir com mnita brevldade o hrigue
mo administrador de seus quatro filhos menores, Almirante, tem parte do sea carregamento promp-
Jos Florencio de Oliveira Silva Jnior, Jenuina to, para o resto que thc falta trata-se com os seus
Aguida de Oliveira e Silva, Maria Isabel de Olivei- consignatarios Antonio Luiz do Oliveira Azevedo
ra o Silva o Vulpiano, e aos tres primeiros raaio-' & C, no sea eseriptorio ra da Cruz n. i.
Movis e outros muitosob-
Qinla-fcira 17 do rerrente
Quinta-frira 17 do frrente
ao meio dia
ao meio dia
No armasen] do agente OLYMPfO
No armaxem do agente OLYMP10
Xa ra do Imperador n. 16
Xa ra do Imperador n. 16
Sem limites
Sem limites.
Alienco
Francisco Alves de Moraes Pires declara ao cor-
po do commercio, que desta data em diante deu
sociedade em sua prensa do algodao ao Sr. Joa-
quim Pereira dos Santos, gyramio dita casa sobro
a lirm de l'ires i Santos : declara mais que o
mesmo seuhor se acha com todos os poderes ten-
dentes a gerencia da mesma prensa. Recife 15
de mareo de 1864.
A padariado leo do norte, na ra do Coto-
vello, precisa de um trabalhador de masseira.
Precsa-se de um forneiro que saina bem de-
sempenhar o seu lugar : a tratar na ra larga do
Rosario 11. 1G, padaria.
A pessoa que annunciou dar 0005 di-
rija-so roa das TrincheiraB n. 2(5, das 9
horas ate s II, que se lhe dir quem quer.
Manoel Antonio de Souza subdito portuguez
retira-se para fora do imperio.
'1
^
L


Ufarlo de feroambuco <|itar.a fe Ira l< de Mareo de lSfcl.
i?
l'tao woro
Vende-se o ultimo piaao mandado fabricar em
Paris, especialmente para este clima, ecom todo o
cuidado possivel, pelo bem conhecido Joao l.au-
moimier que leve armazem do pianos na roa da
Imperatrii; e por ser o ultima, vende-se muito em
cunta, s para salvar o dinheiro fjuesetinlia adian-
tado ao Tallecido : na ra -Nova n. l'J, primeiro
andar.
O irmao, fllhos o netos da fallecida Jerony-
miTuerea de Jess muito agradecen! a
todas as pessoas ijue acompanharain o cor|>o
da fallecida ao cemiterie, assim como pedem
as mesmas pessoas e mais amigos se dignem
assistir a inissa do stimo dia,i|iic ter tusn"
no dia quinia-feira 17doeorrenle. s 6 ho-
ras da manha na matriz da Boa-Vista.
LIQUIDACAO
9-Rua da Iniperatriz-9
Advocada.
O Dr. Joo Jos Pinto Jnior mudou o seu es-
criptario de advocada para a ra do Imperador
(oulr ora ra do GollegioJ n. 30, primeiro andar,
onde pode ser procurado todos os das uteis, das
9 horas do da as 3 da tarde.
Casa d^eomniissao de cscravos na ra
do Imperador n. 45, lerceiro andar
Nesta casa recebem-se escr.wos por commissao
para serem vendidos por conta de seus senbores,
nao fe poupando ex (orcos para que os mesmos se-
jam vendidos com promplidao a(im de seus senho-
res nao soffrerem empate com a venda delles. A
casa tem todas as commodidades precisas, e lega-
nal, assim como afianca-sc o bom tratamiento.
Ha s mpre para vender escravos de ambos os se-
xos, velhos e novos__________________________
O conselheiro Francisco de Paula Bautista e
seu filho o bacharel Gracihano de Paula Baptistn.
advogam no seu esenptorio na ra das Trinchei-
ras primeiro andar do sobrado n. 19, aonde se
achain presentes toilos os dias uteis, desde s 10
horas da manha at s 3 horas da tarde.
O bacharel
Francisco Augusto da Costa
drogado
Rr.v do Imperador n. 69.
Em primeiro lugar convidase s pessoas que tivereni vontade de comprar un bem acreditado
cstahelecimento de ter a bondade. de o visitar. Muito bem montada como est esta loja, com a excel-
le He morada junto, e as condices muito razoaveis, ha de por cerlo animar os preteudentes a
compra-la.
Igualmente convida se
aos Srs. logistas, medico?, dentistas c proprielarios de ostabelecimentos artsticos para virem comprar,
por menos do seu valor, as raelhores e mais acreditadas ferramentas que ha no mercado.
O respcltavel publico em gcral
encontrar um variado e muito rico sortimento de brfnqocdos, culilerias, armas para caca com seus
pe lences, apparclhos para cha. estojos de barba e de iiiatheinalica, ferros para cortar c imprimir to-
ldos e para cortar babados, seringas, chicotes, etc.. etc.
Mocledadc de seguros mataos
de vida installada pelo Banco
Unio na cldadc do Porto.
Os agentes nesla cidade e provincia Antonio
Luiz de Oliveira Azevedo & G cscriptorio na rua
da Cruz do Recife n. 1, estao autorisados desde j
a tomar assignaturas e prestar todos os esclareci-
mientos que forem uecessarios, as possoas que de- j
sejarem concorrer para to til e benfica empre- j
zas, egurando um futuro lisongeiro aos associado,
Aluga-se barato
Na padaria da rua Direita n. 84, aluga-se por
comnwdo proco a loja do sobrado da rua Imperial
n. 163, muito propno para aromen de sal u com
bons i'ommodos para grande familia.
- O bacharel Jos Bento da Cunlia Fi-
gueiredo Jnior advoga na rua estreita do
Rosario n. 28._______________________
Compendio de dlrelto elvil.
Na rua da Saudade n. 9, vende-se o
compendio de direito civil, approvado pelas
congregarles dos lentes das (acuidades de
direito desta cidade do Recife e da de S.
Paulo para as respectivas aulas de direito
civil patrio. _____^^^____
Precisase de dous bons oflJciaes rarroceiros:
na quina da rua do Cano, arnazem que foi do Sr
Torres.
Eiigcnlio 8. Oaetano.
Arrendase ou vende se o engenho S. Caetano,
silo na comarca do Cabo, distante meia legoa da
eslacaoda estrada de ferro, com boa casa de vi-
venda, casa de engenho, casa de purgar, senzalja,
etc.; de agua, com bastante torras para safrejar
at 2,000 paos, tem bons cercados o boas maltas
prximas ao engenho : a tratar no Reci/e com
Luiz de Moraos Gomes Ferreira. ou no Cabo com
Jos de Moraes Gomes Ferreira no engenho Bar-
balho._____________________________________
~ Na rua Nova n. 20, se dir qnem d algu-
mits quantias a 2 OjO ou a 1 i|2 0|0 conforme a
quaiitia.
Francisco Alvos Veiga julga nada dever a
es a praca ou fra della, porm se alguem se jul-
ga r seu credor, aprsente sua conta no praso de
oilo dias, na rua de Santo Amaio n. 8 ; outro sim,
tendo de se retirar breve para a Europa, aonde
tenciona fazer sua residencia, roga s pessoas a
quera passou cartas de bancas, hajam de as subs-
tituir por outras, por quanto nao se responsabilisa
por semelhanles cartas.______________________
HdancFie estabelecimento.
Magalhacs 5a Silva Irinos, fazem scientc aos
seis freguezes que mndaram o seu estabeleci-
monto do fazendas da rua das Cruzes para a rua
Nova n. 40, defronte da igreja de' Nossa Senhora
da Conccico._______________________________
AMA
Quem se quizer alugar para ama de dous filhos VIAJANTE NA El'ROPA.
menores, sendo para engommar, coser e lavar, di- Qbra muito necessaria, tanto s pessoas que va-
rija so rua de S. Francisco, sobrado n. 8, da re- ;.,, pe|a EUr0pa, como aquellas que desejam ter
silenciado cscrivo Silva Reg._______________ conheciment do que ha de mais nolavel e impor-
tante no velho mundo : vende-se na bvraria eco-
nmica ao p do arco de Santo Antonio.________
Joao da Silva Hamo-:, medico pela Un
versi&ade de Coimbra, da cons illas em
roa casa das !i s li horas da manbaa, c
das i as (i da larde. Visita os doentes
en suas casis regularmente as horas
para isse designada*, salvo os rase* ur-
gentes, qoe serio soccorridos em qual-
quer occasio. D consultas aos pobres
qoe o procuraren) no hospital Pedro II,
aonde encontrada diariamente das G
s 8 horas da manha.
Tem sua casa de sade regularmente
montada para receber qualquer doente, I*
ainda mesmo os alienados, para o que
lem commodos apropriados e nella pa-
tica qualquor o|ieracao cirurgira.
Para a casa de laude.
Primeira classe :o() diarios.
Segunda dita.... 25500
Terccira dita.... 25000
Eslc estabelecimento j bem acredi-
tado pelos bons servicos que tem pres-
tado.
0 proprietario espera que elle conti-
nu a me.rccer a confianca de que sem-
prc tem gozado.
Companhia Qdelldadc de
seguros martimos c ter-
restres cstabelccida no
ltio de Janeiro.
AGENTES EM PEPN'AMBCCO
Antonio Luiz de Oliveira Alfredo k C,
competentemente autorisados pela direc-
tora da companhia de seguros Fidelida-
de, tomam seguros de navios, mercado-
rias e predios no seu cscriptorio rua da
Cruz n .1.
GUIA
LISO BRASILEO
DO
I0II\I\0.
Francisco Al ves Veiga faz sciente ao respe-
Uma boa escrava crioula, rerolhida, de idade 20 tarel publico, e com especialidade ao corpode cm-
annos, com boas habilidades e elegante figura, urna j mercio, que no dia :t do corrente vendeu ao seu
dia de idade 18 annos, rose bem e engomma, um caixeiro e socio o Sr. Domingos Jos da Cunha, o
lindo moleque de idade 7 aunes por 5005, urna seu estabelecimento de molliados, sito na rua de
moleca de idade 12 annos, um negro para todo o Santo Amaro da freguezia de Santo Antenio n. 8,
servico, de idade 28 annos, por 0505 : na traves-
sa do Carino n. i.
Jos Moreira da Silva Jnior, filho de Jos
Moreira da Silva, relira-se para fra do imperio.
livre e desembarazado, e por isso o mesmo sc-
nhor o nico compe'tenle para geri-lo como seu, do
referido dia em dianie.______________________
__Quem quizer comprar urna rede ainda em
bom estado com 10 bracas de comprimento pro-
pra de despescar vivero : dirja-sc a rua do Ara-
gao n. 5 que achara com quem tratar.
DENTISTA DE PARS
19Raa Nova-19
Frederico Gautier, cirurgio dentista,
faz todas as. operacoes de sua arte, e enl-
uc dentes artificiaos, tudo com superio-
ridade e perfeicao, que as pessoas enten-
didas lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentificio.
Deseja-se fallar com a Sra. D. Eugenia Tei-
xeira de Moura, filha do fallecido Jos da Cunha
Teixeira, a negocio que diz respeito mesma se-
nhora. _________
A ttencao.
Aluga-se o sobrado de um andar na rua Di-
reita n. 81 : a fallar na rua da Penha n. 5.
Club (mmercial,
A rcunio faniiii.il do corrente mez de marco
ter lugar na noite do dia 26 d$ mesmo._______
XV **
O abaixo assignado, arrematante das dividas da ,- .
leja de miudezas da rua do Queimado de Joaquim Na rua da Ladea n 27^ existe um completo
los da CosU Fajoles Jnior e da loja de fazen- sort.mento de seibos ngleze*. a >abr_sellin> de
das da rua Direita de Pajotes Jnior i Azevedo, sola completo!'JS^j^Pf^^^'^
avisa aos deredores das ditas lojas tanto da praca f me hores a l'ioOOO, ditos***> ^'a
comodoma.io de virem pagar seus dbitos ao M^'ffgg.^ggfeg? *JS**J!L AJ^Z
abaixo assignado no largo do CoUegiO junto ao so-' nha bordados ato*W0 d.tos a mar e lo grandes
hrado a.naieilo, ou na rua de llortas n. li ao Sr.' t
Pijotea
rio ter
brar judicialm....
1864. I"**
Antonio Joaquim Fernande* da Silva.
Prccisa-se alugar urna ama para coziuhar : na
rua da Cadeia de Recife n, 25.
Machiuas de descarocar
algodo.
Saunders Brothers cv C, nicos agentes de
Plan llrothers & C. tem para vender estas machi-
nas, que sao as mais afamadas do mundo, e
disto prova que na Europa o algodo descaroca-
do por estas machinas obtem toda a preferencia
sobre outro qualquer, accrescendo tambera a cir-
cunstancia de nao haver machinas que procedam
com mais prompudfw, e ao mesmo lempo mais
perfeicao em seus effeitos : no Corno Santo n. 11.
Antonio Alvos deCarvalho Veras, Portugucz,
vai ao Rio do Janeiro.
Precisa-se de urna ama para cozinhar para
tres pessoas : na rua das Cruzes n. 21.
Precisa-se de una ama para comprar e cj-
zinhar para urna pessoa : a tratar na rua estreita
do Rosario n. 22, primeiro andar.
Precisa se de urna mulher que sirva para
ama de casa de una pequea familia : na rua da
Assumpcao n. 24.
Precisa-se de uui amassador: na padaria da
esquina da rua de Santo Amaro, juntamente um
forneiro.__________________________________
Precisa-se de urna ama de meia idade, s pa-
ra cozinhar : no largo do Paraizo n. 6.
Precisa-sede um menino de 12 14 annos,
com bastaute pratica de molhados ; a tratar na
refinacao da rua da Imperatriz.
Precisase de urna ama de leile ; na rua No-
va n. 7, primeiro andar.
O abaixo assignado, morador na villa de
Agua-Preta, faz sciente ao Sr. Jos Teixeira Leite
que nao lhe pode dar mais dilaco alem das que
seu pedido he tem concedido para passar-lhc a
escriptura de venda da morada de casa com sota,
sita no pateo da feira da mesma vida, que bavia
contralado comprar-lhe pea quanlia de 1:5005,
visto ter o mesmo Sr. Jos Teixeira Leile obriga-
do-se por um contrato privado passar-lhe a respec-
tiva escriptura de venda dentro de 60 dia, conta-
dos da data daquelle contrato, que leve lugar em
o de abril de 1862. E porque o abaixo assignado
na boa f adianteu por conla do valor da compra a
Suantia de 9005, quer agora, e chama ao mesmo
r. Leile para que dentro de 30 dias, contados da
publicacao do presente, venha a esta villa resti-
tuir-lhe os 9005 j recebidos, e tomar posse da sua
morada de casa, e dispr della como sua que e
bem assim embolsado tambem do valor dos bene-
ficios que por seu consentimenlo e na boa f, fez
o abaixo assignado na supradila morada.
Agua-Prela 11 de marco de 1804.
Joaquim Marques da P< rciuncula.
LlVROS RELIGIOSOS.
Na fivraria n. C e 8 da praca da Indepen-
dencia, vende-se as segintoa obras, a I 000
cada urna.
0 Novo Mez de Mara ou mez de maio, c>n-
sagrado Gloriosa Mfti dcDeus, por um
sacerdote da diocese de Belm, traduzido
do italiano e adoptado palos reverendissi-
mos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
ana da cidade do llmfe.
Relicario Anglico de Jess Cliristo e de Ma-
a Sanlissima, olerecido a Nosso Sanhor
Jess (lliristo, preso columna.Novis-
sima edicto com a oraejio. mental, novas
devocoes N. S. da Conccico da Rocha
e enriquecida com estampas.
Visita ao SS. SS. c Mara Sanlissim,para
todos os dias do mez, Actos de prepa-
racao e airan de gracaS para a sagrada
commuiiho, Modo de rosar a cor&a
das Dores de Nossa Sirnhora, e ActOS
que o cliiislu deve fazer todos 05 ilias.
Novissima ediccao adornadas com diver-
sas eslampas, e.augmentada de novas de-
voces N. S. da Conccico da Rocha e
Via Sacra.
O Devoto Christao, 6 instruido no compen
dio da doutrina, as regras da vida de-
vota, no exame de consciencia e prepa-
rapSo para a conisso c communho, no
modo de ouvir missa e meditar o rosa-
rio, e no conlieciinento das indulgencias
concedidas aos seus COQfradeS.Novenas
da Asseiuao dO Senlior, da CoocotCiO e
do Natal, das Almas, a novena e trezena
de Santo Antonio, a Via-Sacra breve, e
outras multas devocoes, com indulgencias
parochlaes e plenarias. _____
Venda /c predio.
Vende-se um grande predio de tres andares e
soto, sito na rua do .-tmorim, no bairro do Recite,
por precisar de um concert, que seu dono ausen-
te, o nao pode fazer : tratase na rua do Vigario
n. 19, primeiro andar.
Cal de Lisboa e potassa da
Rnssla.
Vende-se na rua da Cadeia do Recife n. 26, para
onde se mudou o amigo e acreditado deposito da
mesma rua n. 12, ambos os gneros sao novos e
legtimos, e se vendem a preco mais barato do que
utra qualquer^parte.
FARINHA FONTANA.
Xa v i ii lia da mu i lo acre Jila a arfa
Fo ula ii a-ese ni lia rea l a boje, veuie-M
pop jirero mais comino;'. do qualquer oulra paite : na ra;i da Cruz
a. 4 < asa de .\. 0. Bieber & C. succes-
sores.
ingiezas para
rallos, e mallos arreios inglezcs bons c baratos.
Quem tiver para alugar um preto de meia
idade ou mesmo velho, com tanto que carregne
agua e faca o mais servico de urna casa, lev-o
rua da Praia n. 59, tereeiro andar, para ajusiar.
Pede-se ao Sr. passageiro (|ue velo hoje no
vapor Pnriiii e que em sua bagagem conduzio um
bah pequeuo de (landres, faca o favor de o man-
dar entregar na rua da Praia n. 80, ou anninuie
pa ra ser procurado. ________
ManfOl Alves Santiago \ai a Europa, deixan-
dosua iiiudier por primeira p'neuradora, e segun-
do Victorino de Alaieida Ra bello.
Manoel Francisco de Aginar vai a Europa,
deix indo por seu primeiro pioeuralor a Luiz Pe-
reira. Raposo, e seg.indo Antonio da Costa Almeida.
Precisa-se de urna ama para comprar e co-
zinhar para urna ;en!iora : i a rua do Vigario n.
16, segando andar.__________________________
A pessoa que nesto Diario tem annnneiado
precisar doOOO-j, oando todos os mezes io$ pelos
juros, queira declarar o lugar aonde se lhe ha do
fallar para este negocio.________________
Julio Cesar Pinto de Oliveira retira-so para
fra do imperio, levando em sua companhia sua
mulher e duas Ulnas menore;; declara que nesta
prac,a nem fra della nada deve a pessoa alguma,
tanto letra como titulo algiim particular ; porera
se alguem se jnlgar seu credor, apresente-se no seu
armazem de fazendas na rua da Imperatriz n. 28,
para ser pago. __________________
Joaqiim Ferreira Lima, subdito portuguez,
retirase para a Europa.______________________
CiiWTO e kelo-
!
m
Alugam-se o urimeiro e lerceiro andares do
'*$ obrado da rua doAmorlm n. 37 : a tratar na rua
SCTiptOriO (le ntlVOftlOinlj <& Cadeia n. (2, segundo andar.____________
Aluga-se o quarlo andar do sobrado da rua
Nova 11. 19 : a tratar na rua da Cadeia n. 62, se-
gundo andar.
V rua do Queimado n. 30, pri
meiro andar.
O advogado Cicero Percgriuo continua
no oxereiciode sua prolisfio na rua do
rua do Queimado n. 30, primeiro andar,
onde pode ser procurado das li as 3 ho-
ras da larde.
EPffl
DE
Jos Francisco Brainlao.
Os curadores fiscaes da Basta fallida de
Jos Francisco lirandao convidan! novamente
ans credors da referida massa para a rcunio
alim do ter lugar a nomeuco de depositorio
no dia 17 do corrente ao rneio dia. Recife,'
'Hile marco de I80i. O procurador da
tiasss, Leopoldo Ferreira Martins Ribeiro.
Precisa-se de um moleque de 14 16 annos
de idade : a tratar na padaria das Cinco Ponas
numero 98.
OITerece-se para criado um moleque escravo
1 de 18 anuos de idade : a tratar na rua da Penha
numero I.
a iravessa de S. Pedro, esquina da rua do
Fogo n. 10, prepai am-se com pe feifao bandeijas
V-; do boiinhos de diversas arrnac&es c gosio vista
* da incommenda, para bailes, casamentos. festas de
igrejas, semana santa, ou procissoaa, e tambem
boiinhos de todas as qualidades os inas cscolhidos,
s em libras a 800 rs., de seis para cima. Assim
como oulras incoinmendas de podins, toda a qua-
lidade de pastis, bolos linos, e pao-de-l, om toda
a pe -fe i can do nosso mercado. Na mesma casa se
precisa alagar urna preta ou moleque por mez, que
saiba vender boiinhos na rua, ou mesmo de ven-
dagem, paga-se benh________________________
KOUKO
Hontcm, 15 do corrente, pelas 10 horas do dia
tendo ido um preto em companhia do mestre da
barcaca Aimlia, com um pacote marca CRT, com
as seguimos fazendas : 1 pecas de algodo para
saceos, 1 de brim branco trancado, f> de cambraia
isa, : do brim pardo lisoenfestado, 3 de brim de
cor e lembrulho de enserado com 10 dela estm-
pala, o tendo chegado o preto no b'ccu junto do
trapiche do IVlouriuho, botou as fazendas no chao,
senlou-se ao p, esperando que chegasse o dito
mcslre que liuha ficado atraz, passados momentos
apparece um homcm pedindo as fazendas para
embarcar, acontece nao ter sido o mostr da dita
barcaca, provado est que foi algum esperto que
aprovitando-se da ignorancia do prelo o roubou,
por isso pede-se a quem quer que seja offerecido
algunsdos objectos mencionados os apprenenda e
avise na rua do Queimado n, 52, loja, que desco-
berlo o roubo ser gralilicado._________________
Ua-sc a premio, eom hypotheca em alguina
casa terrea, sendo em S. Jos ou Santo Antonio, a
quantia de 1:3003 : a tratar no pateo do Carmo n.
7, segundo andar.
COMPRAS.
&mn
10
N
logi
do c
lejo:
a rua da Cadeia nova n. 36 concerlam-se re-
os de quaesquer qualidadcs,cpor menos 20 0|0
ue em oulra qualquer parte, assim como rea-
com toda perfeicao.
- Est para alugar-se um sitio na sslrada de
o de Rarros, com grande casa acabada de novo,
5 serve para duas grandes familias, o com duas
i-aguas dentro de mesmo sitio, e com porlo
a o Pombal; quem pretender, falle na rua das
lies, sobrado n. 9, lado direito, quem vai da
i do Queimado para S. Francisco.
II
81
Curso de preparatorios
Francez,
Ingle?.
Geometra,
Goographia,
Rbetoriea
rua do Queimado n. 30, primeiro andar,
das 10 s 2 da tarde.
- JGP
... RaRaR Jw, _
Na rua do Crespo n. 15, se aluga urna boa
casa e sitio no Monteiro, com frente para o oito
da igreja.
mam wmMmmmm
Advocicia. m
Os advogados Manoel Jos Pereira de JW
Helio e Antonio Rangel de Torres Han- H
deira lem o seu cscriptorio na rua es- j
treita do Rosario n. 10, primeiro andar, j?
e ahi podem ser procurados das 10 horas >S
da manha at s 3 da urde. $*$
<*k
*

D-se dlilheiroa premio em pequeas e gran-
des quanlias, com segoranca em casa?, mobilias,
Ouro o prata : na rua Augusta n. 45.___________
Saques.
Cunha Irmos t C saca o sobre as pracas do
Por'.o e Londres : na rua da Madre de Peo? n 3
Mobilias de aluguel
Aluga-se mobilia completa, ou qualquer traste
separado, e por preco comni ido e lambem tem
pa:a alugar um escravo bom cozinheiro : na rua
Nova, armazem de mobilia do Pinto.___________
Precisa-se alngnr urna escrava : na rua do
Hospicio n. 62.
Maques sobre Portugal.
}0 abaixo assignado, agente do banco
1 mercantil Portuense nesla cidade, saca ef-
I fectivamente por todos os paquetes sobre
o mesmo banco para o Porto e Lisboa, por
qualquer somma, vista e a prazo, po-
dendo logo os saques a prazo serem des-
contados no mesmo banco, na razo de 4
por cento ao anno aos portadores que as-
sim lhe convier : as ras do Crespo n.
8 ou do Imperador n. 51.
Joaquim da Silva Castro.
wmmm mmmm mwm ~
Aluga-se o tereeiro andar da casa n. 88 da
rua da Imperatriz, e o sobrado n. 193 da rua Impe-
rial : na rua da Aurora n. 30.________________
(ielo,gelo, gelo.
Com a chegada da nova machina nao se expe-
i rimenta mais falta de gelo fabricado com agua do
] Prata, todos os dias a qualquer hora, para por-
; c5es grandes ou encommendas para fra da pro-
rincla devera haver aviso com antecedencia : rua
c.a Aurora junto a fundico onde tem a bandeira
Francisco Garrido faz sciente a todos os seus
cevedores que aleo lim do corrente mez venham
sitisfazer suas contas, do contrario entregar as
mesmas a um procurador para serem cobradas ju-
dicialmente._________________
X) bacharel Jos Ladislao Pereira da Silva
contina com o seu cscriptorio de advogacia na rua
co Queimado n. 3, primeiro andar.
Ao sabir do Club Pernambucano, passando-
se pelas roas do Imperador, Crespo, praca da In-
dependencia, Cabuga c Nova, al a casa do Dr.
Sabino, perdeu-sc um relogiu de ouro pequeo,
colirio, com nina pequea corrente tambem de
turo, terminada por urna chapa com alfinete es-
i tallado de verde : ipiem tiver adiado e quizer
restituido, dirija-se praca da Boa-Vista n. 21, Be-
fando andar, casa do Dr. Sergio. Roga-se aos ou-
iives e relojoeiros a quem for elle offerecido, o fa-
vor de apprehende-lo.
Precisa-se fallar ao Sr. Henrique Car-
neiro de Almeida para se lhe entregar urna
carta viuda do Rio Formozo : na rua da Au-
rora n. 2(5.
~w
Roubaram do poder do abaixo assignado na rua
das Cruzes n. 33, um relogio de ouro patente in-
glez n. atoll : quem der noticia e apprehcude-lo
ser recompensado.
Joao Victor Francisco da Cruz.
Foi extraviado por occasio do suicidio do relo-
joeiro hespanhol L. C. lleteli. um relogio de ouro
que se d corda por urna chave permanente no
arco do mesmo.e foi fabricado em Paris ; ealG re-
lojo foi conduzido do Aracaty pelo Sr. Jos Joa-
quim Alves da Silva para concertar, c all se vai
mandar buscar o numero e autor : roga-se a qual-
nner pessoa que 0 mesmo seja olferecido, o favor
de o levar rua de Apollo n. 22 que ser grati-
ficado com 100-5, e se se adiar empenhado pagar-
se-ha a quanlia a que o mesmo estiver snjeito..
U-se urna quanlia de dinheiro que se con-
vencional1, com seguranca em una casa que o
aluguel seja o juro do dinheiro que se der por mez,
I ou cumpra-se nina casa, sendo as ras de Santa
Rila, S. Jos, Santa Cecilia, Assumpcao, Padre Fio-
nano : a tratar na botica do Sr. ("hagas.
Comprase effectivamenie ouro e prata cm
obras velhas: na praca da Independencia n. 22
loa de bilhetes.
< ompra-se ef'cct va-
mente
ouro e prata em obras velhas, pagando-se bem
na rua larga do Rosario n. i, loja de ourives.
Compra-se urna preta de meia idade, sem
achaques, que saiba cozinhar : nos Bairros Bailes
numero 20.
Ciarrafcs.
Compram-se garrafoes ee todos os tamanhos a
320 rs. : no armazem da Aurora Brilhante, largo
da Santa Cruz n. 84.
Ama
Paga-sc lietsi.
No largo da Santa Cruz n. 12, compram-se dous
caixdes grandes envidracados, assim como se pre-
cisa deum caixeiro bem pratica em taberna.
Na travessa dos Pires, sobrado n, 9, precisa-se
d-j una ama de boa conducta, livre ou captiva,
para o servico interno de pouca familia._________
A quem interessar.
Cm padre cen todas as habilitacoes precisas
lew resulvido a admittir em sua casa alguns pen-
donistas mci.oresde 16 annos, para dar-Ibes a
instrueco precisa, pelo menor preco possivel. Os
senliores pais de familias que se quizerem utilisar
de sen preslimo dirijain-se rua da Imperatriz n.
47, primeiro andar, que se dir quem .
HJos Goncalves Ferreira Co;la, lem ca- iSS
sas terreas para alugar na tra'essa do S
Costa junio a fundico ao preco de 9,5 e S5
105, com porto para a mar : a fallar fig
__ na mesma travessa na taberna do lim da S
IsIPI mesma.
Comprase urna casa de podra e cal nao mili-
to grande, e que o stu preco seja mdico, na cida-
de de Ohnda : qnem tiver annnncie.
I
Compra-se um escravo de meia idade que
seja sadio : na rua da Cadeia do Reiifc n._l(X
Comprase urna escrava moca, de boa figu-
ra, bem como vende-se um molequo de 7 annos :
no pateo da matriz de Santo Antonio n. 8.
(OMPK H1I
urna parelha de cavados que sejam bonitos, nao
se olhaa preco : na rua da Cruz do Recife n 48.
Compra-se urna escrava da Costa que saiba
vender na rua : quem livor para esto negocio po-
de dirigir-se a Passagein casa n. 18.___________
Compra-si-um alambique de cobre j usado
ixim mais pertences quem liver para vender di-
rija-se a taberna da rua do Imperador n. 83.
VENDAS.
Precisa-se alugar urna escrava de lia 16
annos, que seu aluguel nao exceda de 14-5 wn-
saes, para o servico interno de una casa de tres
pessoas : a tratar na rua do Livramenio n. 29.
R1
N
i
Fngio no dia 13 de marco corrente, o escravo
crioulo de uome Manoel, de idade W anuos, Ha-
lara regular e gordo, pouca barba, pesetee curto
c dillleil de mover-se, falla fanlioso e anda de al-
pergatas ganliando na na : roga-se as autorida-
des polieiaes e eapitacs de campo a captura delle
e enirega-lo rua da matriz da Boa-Vista sobrado
n. 26, por cima da padaria ou a rua do Imperador
fl. V), lerceiro andar, que se gratificar._______
*-- M. I. Toms, subdito inglez vai para os Esta-
dos-Unidos.
\rmc\o
Precisa-se de um hornera que estoja as circums-
tancias de assentai iraca por outro, paga-se bem :
a tratar na rua do Queimado n. 10, loja.
Vende-se lailrilho de pedra inarinore, vinho
Bonleaux em caixas : no armazem i.a rua da Cruz
do Recife n. 40._____________________________
Vendem-se a 2005 terrenos com 50 palmos
de frente c 1.000 ao tundo, porto desta cidade, nao
pagam foro, tem bastantes arvores de ructo, e ou-
tras rantagens que serao vistas, mo/to proprlos pa-
ra quem nelles quizer formar um ninho para aga-
salhar-se : na rua do Passeio Publico, casa typo-
graphiea da pona larga. Tambem te vendem mais
ou menos ae 50 palmos, se convier assim ao com-
prador.
Vende-se um faqueiro do prata com 1 1|2
duzia, completo de ludo, em .bonito taboleiro, o
qnal (5 novo, e nunca foi servid), o qual se vende
por seu dono se retirar desta provincia : quem
pretender, dirija-se a loja de Gaspa Antonio Viei-
ra Guimares, rua do Queimado n. L__________
Rua da Madre de Deas ns. 3 c %.
Vendem-se ceblas solas a 300 i'S. o cento.
Vndese o terreno da rua da Bsperanca n.
43, eom nove pequeas casas terreas a tratar na
rua da Soledade n 72.
Tabeado
Taboado de peroba e canella de bom tamanho e
muito boa qualidade, vende-se por prc^o r;oavel:
no trapiche do Cunha no Forle do Mallos.______
Vende-se urna grande casa de taipa, cm
chaos proprios, com muitos commodos, toda ladri-
lhada de tijolos, coberta de telha, grande quintal
com alguns ps decoqueiros, e material para ca
cimba, telheiro para estribara, um corral de apa-
nhar peixc cm frente da mesma casa, e parte em
dous ditos, sitos em frente da Venda Grarde, aon-
de tambem se poder examinar a referida casa :
os pretendentcs dirijam-se ao mesmo lugar da Ven-
da Grande, a fallar com o proprietario Virginio Fi-
delles Ramos.___________^______________
Botica e armazem de
drogas
Rua do Calinga n. II.
DE
Joaquim Uarlinho da Cruz Correia.
Vende-se o segnintc :
Salsa parrilha de llrislol.
Pastilhas assucaradas de Kemp.
Pastilhas vermfugas de Kemp.
Elixir de citro lclalo de ferro do Dr. Tlurmes.
Rob da Lafecteur.
Xarope depurativo d'odorelo de ferro de Gof.
Xaropc peitoral sedativo de Gu\.
Pastilhas peitoraes balsmicas de Goy.
Pilulas da vida.
Burel franciscano (meselado) para hnagens.
Injeci;o Brow.
Xaropc de curato de ferro de Chable.
Pilulas contra sesees.
Salsa parrilha de Sands.
Extracto (luido de salsa parrilha de Bailys.
Xarope alcoolico de vellame.
Alem dslas drogas ha constantemente um com-
pleto sorlimento de tintas, verniz, ouro para dou-
rar, preparados crmicos e pharmacentieos que se
vendem |>or commodos presos.________________
Vende-se urna taberna sita nos pioncos,
com poneos fondos, proyria para um principiante:
a tratar na mesma.______________
GHIIKIOXET.
.Va cocheira da rua do Hospicio n. 37, de rendi-
do Rosalino Tavares. vende-se um hom cabriole!
com os seus competentes arreios. ______
Iiilia mes.
Vendem-se inhames por todo o preco rara aca-
bar : na rua do Imperador n. 83. ____
JffOYai KIVAIi
LOJ4 ue miiii./,\s
V. Ui Rua do Oiiclnsado \'. 16.
I'ecmhas de tranca preta li-a a 120 rrts.
Bonitos botes do ponlW a 200,400, 600 e 800 rcis.
Bonitos enfeites de rede com contas de cores a
800 res.
Dilos ditos pretos e de cores com continhas pretas
ou brancas a 1A000.
Ditos ditos com laco a 1J400.
Ditos ditos com la^o e bandos a 15800.
Bonitas livdlas com pedrinha para tinto a 2.5000.
Varias de bonitas Otas de grosdenaplcs para sinto
e laco a mais moderna a 1,5600 e 2000.
Varas de fita degorgurao para sinlo a 1-5000.
Bonitas pulseiras pretas a I000.
Boiuias pulseiras de cores a 1#000.
Bonitas golinhas com missanga a 1.5000.
i.iavatas pretas para homem a 800, ljioOO e 1^280.
Cruvaiinhas para sinhoras prelas e de corres com
cascarrilha as pon tas a I $200 e 14600.
Bonitas vollas pretas a 1000, 1,8280 e 1,5300.
Ditas muito grande Mara Pa a 2.5000.
Ditas brancas de aljofres a 15000 e 10280.
Ditas de aljofres de cores a 1,5000.
Bonitas vollas de coral a 500 reis. 1380 e 25000.
Bonitas guarmeoes de pentes balo a OOO.
Ditas ditas com caxioho de uvas a 65000.
Bonitas guarnicoes de pentes prelos a 35000.
Bonitos pentes de massa com laco a 15600.
Ditos da massa imitando tartaruga a 15280.
Bonitos penles de massa com esmalte a L5O0O.
Pentes de massa diverso a 300, 600 e 800 reis.
Pestes de alar cabello a 80, 160 e 240 rcis.
Penles de borrachas para regaco a 800 reis e 15-
Ditos ditos dourados a 15280.
Ditos dourados com pedrinha a 2-5000.
Penteti de marraras dourados a 15000.
Bonitos brincos de aljofres balo a 400 res.
Ditos ditos dourados a 600 e 800 reis.
Dilus dit&s pretos balo a 400 reis.
Luvas pretas de Jouvin para homem e senhora a 15-
Luvas brancas de Jouvin frescas chegadas no ul-
timo paquete a 25300.
Luvas de seda preta para homem e senhora a 15-
Oitavas de retros preto a 140 reis.
Varas de labvrintho (grade) a 120.160, 200. 240,
320, 400 e 300 reis.
Varas de franja preta de seda a 600 rcis.
Varas de franja com, vidrho a 800 res.
Pacotes de papel amisade a 640 r -
Caixinhas de dito paulado a 800 reis.
Camuas de dito de cor fantasa a 15000.
Caixiunas com 100 envulope a 800 res.
Caixinhas com 100 agulhas franeczas a 240 res,
caixinhas com 100 agulhas Victoria a 320 reis.
Carleirinhas com agulhas a 800 reis.
Escovas para roupa a 640 reis, e 15000.
Escoras para cabello a 640 res, 151100 e IfrM.
Escovas para denles a 1<:0, 320 e 480 res.
Sabonetes finos a 120.200, 360 e 480 reis.
Frascos de oleo de babosa a 300 e 600 res.
Frascos de oleo philocome a 800 reis e 15000.
Frascos de extractos finos a 320, 500,800 rese 15-
Frascos de banha franceza a 400,500. 600, 800,100
reis, 15000, 15S0 e 25000.
Frascos de banha lina transparente a 800 reis.
Frascos de agua de Colonia a 500, 800 reis. 15000
e 15300-
Frasees de nos higyenicos para denles a 15000.
Garrafas de agua Florida e de Lavando a 15400.
Malas com 12 frascos de extracto tinos a 25800.
Canudos de pomada franceza a 120. 200, 300, 500
reis e 15000.
Fitas develudo preto desde n. 2, at n. jO, tudo
barato, ha livros de amostras de todas as fitas.
A bordo da barca brasileira Iris osiate supe-
rior farinha de mandioca, que se vende era por-
eoes ou a retamo : a tratar a bordo da mesma, ou
o cscriptorio de Amorim limaos, rua da Cruznu-
mero 3.___________________________________
-mwTwm,
Branco em niara,
Vende-se em latas de 28 libras o melhor quo po-
de haver a 200 rs. a libra, a dinheiro : na rua
larga do Rosario n. 34.____________________
fi tltlXIIl
a 55OOO o sacco : 110 armazem de Joaquim Fran-
cisco do_AleinJnoForb2 Veude-se una batanea e mais utencilios de
um armazem de carne secca : na travessa do ar-
senal de guerra n. 3, das 11 horas do dia 1 hora
da tarde.
k
t
Chapeos de castor preto de superior qualidade a
6 e 75, na rua do Queimado 11. 43 : quem precisar
de enfeitar a cabeca appareca, antes que se acabe,
na roa do Queimado n. 43, esquina que volta para
a Congregaco._____________________________
o corado.
Contina a vender-se um grande sortimento de
camhraas francesas a 240 rs. o covado : na rua
do Queimado n. 43, esquina que volta para a Con-
gregacSo.__________________________________
Vende-se por 305 una vacca que d duas
garrafas de leite, a qual muito moca, e filha do
lsto : a tratar na rua da Imperatriz n. 13, ou
com Frederico Chaves._______ ____.
Bolas para buhar.
Francisco Garrido tem para vender no seu esta-
belecimento, rua larga do Rosario n. 37, exceden-
tes bolas para bilhar; sendo nmjogo de 4 bolas por
305, panno para o mesmo 605. giz, a groza 125,
una duzia 15200. solas para os tacos 25 o cento.
Mcbolaa JOOrs.
o cento : na rua da Madre de Dos n. 18
E cobo mi a
para os pais de familias.
Tendo-se recebido na loja do Vigilante una
grande porcSo do piroiez 011 conservadores para
cabello, lano pai a iluminas como para feilioras,
prouriamente para assistirein os actos religiosos
la -emana santa, por preivs de 500 rs. CAda 11011
a vista la/, f : s no Vigilante, rua do Crespo 11. 7.
B.nvas de Jouvin.
Tambem cliegaram as verdadeiras luvas de Jou-
vin, sortimento seguinte, pretas; brancas e de co-
res, sorlidas : s no Vigilante, rua do Crespo n. 7.
Rape grnsso,
A loja da Aurora, na rua larga do Rosario n. 38,
recebeu rap grosso do Rio de Janeiro, o mais
fresco que. lem chegado a este mercado, asMn co-
mo tambem tem de muitas mais qualidades, que
lauto se vende em libra como a retalho.
VEXDB-SE
Em casa de Mills Lathain i^ C rua da Cruz
n. 38, vende-se o seguinte : arreios para 'abrile!,
ditos para carros, chicotes para os mesmos.
farinha de mandioca em saceos de dous alqneires,
por preco commodo: na rua do Amorim n, 41,
armazem de Manoel Fernandes da Costa A ''
Venda deurtra hypotheca.
Os liquidalarios da massa fallida de
Jos Antonio Basto \CBdem a livpotlie-
ca que tem nos engcnlios Hatto W8St
c Cajabuss no icrmo de Scriuhem uo
valor de 3i:835$9H rs.; Halar as
casas a rna do Trapiche a. 34.
GRAGEAS
deGELISe CONT
Ao lclate de ferro
Approvadas da academia imperial de medicira
de Paris.
Segundo o relatorio feio na academia ero
4 de fevereiro de 1810 pelos Srs. profes-
sores Uouillaud, Fouquier c Rally, este fer-
ruginoso reconhecido superior a todos os
ouiros para curar : a ciilorosis (pales cob-
leurs), e leucorrha (pertes blandios), a
anemia (flaquezade temperamento nosJcus
sexos), dilficuidade de menstriiao sobre
ludo as mocas, incontinencia de uri-
nas, etc.
E' o mais agradavel de tomar por sua
forma de pilulas assucaradas, e essencial-
mente mais effieaz do que as outras prepa-
races etc., por ser muito soluvel no sueco
gstrico, como consta do relatorio lulo re-
centemenle na academia de medicina de
Paris pelo Sr. Flix Boodet, em nome de
urna commissao composta dos Srs. Velpenu,
Depean, Boochardftt, Trousseau, etc., to-
cando as experiencias feitas sobre os prinei-
paes seres ferruginosos com um sueco gs-
trica fresco no Jaboratorio do Sr. Bcudr.ut.
pelos Srs. Drs. Corvizart e Rarreswil, que
o lclalo do ferro o mais soluvel c por
consequencia o mais ellicaz.
Deposito peral: em Paris, rua Bourbon-
Villcneuve, 19.
Em Pernambuco, na casa de Caors < Bar-
bosa. rua da Cruz n. 22.______________
CAL M LISBOA
Vendena-se barrls eom cal tanprecedencia, em pedra. chega-
da lio^e, e uulca nova, qne ha co
mercado, ama do Trapichen..
I, armazem de Wanoel Teixei-
ra Ilasto._____________________
ronip endita.
l'ratica e Hermenutica pelo Sr. conselheiro Bap-
lista.
Direito Civil pelo Sr. conselheiro Lonreiro.
Direilo Ecclesiastico pelo Sr. Dr. Jeronymo m-
lella.
Direito Publico .eloSr. i i Aotran.
Direilo Natural pomesmo seuhor.
Direito das Gentes pelo mesmo senhor.
('...digo Criminal annotado pele Sr. Dr. liraz.
Constilnicao annotada pelo mesmo senhor.
Cdigo Comrae
Ha tambem expositores I '* '';S
diversos anuos : na livraria oaiiveraal, rua do I
perador n. ">i.______________________________.
Vendem-se ealxSes vastos .
tgQOO: ucstm typograpnl*.


Diarlo de Peraambuno ttnarta felra 1A r!e Marco de l*4.
GRMDE REVOLUClO
NO
ARMAZEM
DO
0 homem do movimento uao estaciona.
AVANTE E SEMPRE
GUERRA AOS INIMIGOS
Nao se admitteaunio commenial.
Nao se qaer a (liaba da allanca.
Nao se teme a furia dos corsarios,
Este auno ha de ser blssexto.
Os canhes estn preparados.
FOGO! BOM FOGO!! MELHOR FOGO!!!
Abaixo a liga d'agaa no vinagre
Viva a liga do genuino Cherescom o fiambre t
Viva o conservador das conservas inglezas!!
Vivara os liberaes freguezes do BALIZA !!!
Vivara lodos que lerem este annnncio.
m
SENHO RES E SE MI RAS.
O proprietario do grande Armazem de Baliza estabelecido ra do Livramenlo ns.
38 e 38 A, defronte da grade da igreja, acata de reduzir os presos de quasi todos os
gneros do sen magnifico deposito.
A tarifa abaixo publicada attesla bem esta verdade.
A guerra aos inimigos, est portanto, assira declarada.
As pessoas, ainda as raais exigentes, que se dignarem vir este estabelecimento,
ficarao por certa muito satisfeitas, nao s quanto s qualidades des gneros, como com o
r.itamento todo attencioso que se Ihes dar.
Alm do cumprimento dos deveres da boa educaco, haver d'oraem diante ainda
maior capricho em satisfazer todos que bonrarem esta casa.
Os gneros pelas qualidades e precos annunciados, sero offerecidos ao exame
dos Srs. compradores. Noreceieo publico que se pratique o contrario, como em oulras
casas, que at annunciam o que nao tem O Baliza nao illude-----
Aineixas francezas emeaixinhas eemfrascos Licores inglezes e francezesem vaos d e di
de diversos tamanhos a l,2oo, 1.6oo, i versos tamanhos a l.ooo, l,5oo e 4,8oo
.ooo, 2,5oo e2,8oo rs. e a libra a 8oo rs. rs. a duzia.
Amendoas novas a 32o rs. a libra. Manteiga ingleza flor a 8oo rs. a libra c de 8
45 llua Direiti 45;
Oicam! oi<;am!!!
CALCADO
Bom e novo, a primetra m-cessidade para a sau-
de e aformoseamento do individuo I
Meu Dos I... que ps de paviio se lnhrigam por
cssas ras I que figura horrenda e nauseante i a
de um palelol bem talhado sobranceiro a um
guedes roido em duas solas I um balan bem tor-
neado e bambaleante deseubrindo una pona de
botina safara e carcomida 11
Santa Machara Corram ra Dircita, bellas e
rapases I sacudatn na praia esses malditos gurdes,
e comprem :
Burzeguius de Xanles 85000.
Ditos franceses de hezerro 75-
Ditos francezes de lustre para homem 55.
Ditos para senhora, de lustre, enfeitados, 30500.
Ditos para senhora. gaspia alta, %800.
Botinas de menina 5300.
Ditas de cores para menina 25000.
Sapaioes de Nantes de duas solas 55-
Ditos de sola e vira 4J300.
Sapatos de borracha para senhoras 15500
Ditos para meninosl5000.
Sapatos de lustre para senhora 15. ,
Ditos de tapete para homem e senhora 800 rs.
Ditos da liga constitucional 500 rs.
E um sortiment eomple.o em sola, vaquetas,
couros, bezerro francez como nenhum, couro de
lustre muito grande, e tudoquanto pertence a arta !
de S. Chrispim.
mk%
libras para cima ser aberto um barril na
presenca do comprador,
dem de 2.* e 3.* qnalidade a 7oo, 6oo e 4oo
rs. a libra,
dem franceza a 560 rs. a libra, eem barril
por menos.
dem em latas a 25000 e a 1(5509 a lala.
Aletna branca e amarella a 4oo rs. a libra- Massa d,; tomate em barrj| a 480 re. a Hbra.
Araruta enfadan a 32o rs a libra. i ,dem em lata a 6i0 rs a |ata
Batatas novas em gtgos de 3b a 4o libras por Moslarda inglez3 400 c 600 rois 0 pote
.,_.- i. Marmelada imperial dos melhores fabric
tes de Lisboa a 600 rs. a
Aceite doce refinado a 8oo rs. a garrafa.
dem de Lisboa a 64o rs. a garrafa e 4,8oo
vs. a caada.
A'piste a 16o rs. a libra, e 4,8oo rs. a arroba.
Arroz do Maranhao, da India, e Java a 8c e
loo rs. a libra.
Biscoitos inglezes Luncli a 18oo rs. a lata de
5 libras.
Id ;m te diversas marcas em latas menores
a l,3oo rs. !
Id im de Lisboa de qnalidade especial em la-
las grandese pequeas a 3,ooo e 1.5oo rs.
Bolachinhas americanas, a 3,ooo rs. a barrica,
e 2oo rs. a libra.
Banha de poreo a 44o rs. a libra, e em barril
a 4oo rs.
Baldes americanos, muito proprios para com-
pras a l.ooo rs.
Oi huxym, hysson e perola a 3,ooo, 2,8oo,
2,500, 2,ooo e l,6oo rs.
Id:;n pretoa 2,ooo, l,6oo e l,ooo rs. alibra. i
fabrican-
libra.
Marrasquino de zara a 8oo rs. o frasco e a
85 a duzia.
Massas para sopa, talharim e macarro a
480 rs. a libra,
dem finas, csticlinha e pevide, caixinba
com 8 libras a 16600.
Nozes a 16o rs. a libra.
Peixe preparado de escabeche, da melhor
qualidade que tem vindo ao mercado, a
10 a lata.
Presunto de lamego muito superior a 480
rs. a libra,
dem para fiambre (inglez) a 640 i
libra.
danpagoe a melhor do mercado a 12,oooo |jcm americano a 400 rs. a libra
gigo e a l,2oo rs. a garrafa.
Chocolate francez prtmeira qualidade a 1 ,loo
rs. a libra.
Iditm hespanhol a l,2oo rs. a libra.
Idim suisso a l.ooo rs. a libra.
Cerveja branca marca AIIsopps a 4,5oors. a
duzia. e a 4oo rs. a garrafa.
Cognac lagle a 64o rs. a garrafa a 8oo e a
Papel almaco a 30000 a resma.
dem de peso a 0 a resma.
Palitos para dentes a 160 rs. o maco.
Dito dito de flor a 200 rs.
Ditos do gaz a 2-J200 a groza
Passas novas a 480 rs. a libra e a 10800 a
caixa.
Queijos flamengos do ultimo vapor a 20500.
Dito londritio a 900 rs. a libra.
l.ood rs.
Goncervas inglezas em frascos grandes a 75o D|t prato a 640 rs. a libra.
rs. o frasco. t Sardinhas de Nantes a 320 rs. a lata,
dem francezas de muitas qualidades a 5oo I Dita de Lisboa a 640 rs. em lata grande.
rs. o frasco e a 5,5oo rs. a duzia. \ Sag muito superior- a 240 rs. a libra.
Charutos neste genero temos grande sorti- Sal relinaio.em potes de vidro, a 600 rs.
ment tanto da Bahiacomodo Rio de Ja-; o pote. --
Sabo massa a 120,
nciro a l.floo, 2,2oo, 2,5oo, 3,ooo e4,ooo
rs. a caixa.
Cfife do Cear muito superior a 28o rs. a libra
c a 8,ooa rs. a arroba.
Mira do Rio a loo e 28o rs. a libra.
160, 200 e240rs. a
libra.
Toucinho de Lislioa a 320 rs. a libra.
Dito de Santos e 300 rs. a libra.
Tijolo para limpar facas a 140 rs. cada um.
Vassouras americanas a 64o rs, cada urna.
Cliolas a 9oo rs. o molho com mais de loo Idem do Porlo a 400 rs> cada uma
ceblas.
Clpuricas e paios a 72o rs. a libra.
CVadinha de Franca a 2oo rs. a libra,
(evada muito nova a 8o rs. a libra.
Copos lapidados a f! e 6.000 rs. a duzia.
I) ico de goiaba em latas a 4oo rs. a libra,
dem de caj em latas a 320 rs. a libra,
l'rvilhas francezas e portiiguezas a 5oo e 64o
rs. a lata.
Mn seceas a 16o rs. a libra.
Fijos de comadre em caixinhas com 8 libras
por I600 rs.
rinhi do Maranhao a 12o rs. alibra.
Isnnna de trigo muito superior a 12o rs. a
1 .irelo era saceos grandes a 4,000 rs. o sacco ,detn do P'^to, denomiuado Baliza,
Gf ebra ingleza marca gato a 1,00o rs. a gar- caada.
1 \elas do carnauba e composico a 320 rs. a
libra ea 100 a arroba,
dem stearinas superiores a 560 rs. o
i maco, e em caixa por menos.
Vinho do Porto, neste geneno temos o me-
lhor sortimento possivel, que vendemos
por precos muito haixos a 10 a garrafa e
a 10/ e 12 a duzia.
IdemCherrv, eda Madeira em barris e em
caixa, a 120 a caixa e o barril conforme o
1 tamanho
dem de Figueira e Lisboa, em ancoras de
8 a 9 caadas, por 280000.
Dito em pipa a 30000, 3$500 e40ooo a ca-
I nada
50 a
rafa.
dem idem em garrafes a
garrafao.
20500 com o
(lmverda.leirndeHollandaemfrascosmuito ,dera do Bordeaux, das melhores marcas que
grandes a 1,2oo rs. o frasco. vem ao mercado, a 00 a caixa e a 640 rs.
UNIO
MERCANTIL
RITA A CA1M2IA UO RECIFE I. 53.
NOVO E
ZB AlrMAZmU DE MOLHADOS
GRAflDE Cllll
r\K.\ TODAS \S MOLESTIAS DO
ehm i m i n wsm
151 i DA CADEIA BIO RECIFE \. 53.
Francisco Fernandes Duarte acaba de abrir na ra da Cadea do ReciTen. 53, um grande e sortido armazem de molbados de-
nominado i/uao Mercantil. Neste grande armazem encontrar sempre o respeilavel publico tfm completo sortimenlo dos melhores
gneros que vem ao mercado, tanto estrangeiros, como nacionaes, os quaes sei5o vendidos em porcSes ou a retalbo por precos a^ss
commodos.
Manteiga ingleza especialmente escolhida Vinagre de .Lisboa a 200 rs. a garrafa e
de priraeira qualidade a 800 rs. a libra, 10200 a caada.
em barril se faz abatimenio. ; Azeite doce refinado em garrafas brancas a
Manteiga franceza a mais superior do mer-1 800 rs.
cado a 560 rs. a libra, e 520 rs. em barril Azeite doce de Lisboa a 640 rs. a garrafa e
ou meio. 40800 a caada.
Prezuntos inglezes para fiambre, de superior Geneora de Hollanda a 500 rs. o frasco e
qualidade, chegados neste ultimo vapor, a 50800 a frasqueira.
rs- a ''bra. Caixinhas com ameixas francezas, ornadas
AS
Plalas Vegetas Ammn
De Keinp
Compost.15 do* dois noro* roinoides chamn-
dos Ponoi'im.ixA a Lept vndrisa, e inteir.v
mente ln res ile Mercurio ou outros venenos
mincracs ou notaJcMi M de grunde uti'i-
dade nos paizos clidos nn eazos de
DISPEPSIA, EHCHAQECA,
Con>tipa^-So ou Prizo do Ventre,
PADECDOTOS DO FIGADO,
AffeccUes Biliosas,
HEMORRHOIDAS, COUCA
Ictericia,
FEBRE GASTRO-HEPATICA,
E ontriisnifrrmidadtsanlosai.
Ellit fSo rpidamente suhstituindo os anl'gps
purgantes drsticos.
A venda as boticas de Caors 4 Barboza,
ra da Cruz, e Joo da C. Bravo & C, ra
da Madre de|Deos.
Queijos flamengos chegados neste ultimo
vapor a 20800.
Queijo prato muito fresco e novo a 610 rs.
i a libra.
Castanhas muito novas a 120 rs. a libra e
e 30000 a arroba.
Cha uxin o melhor que ha neste genero,
mandado vir de conta propria a 20800
rs. a libra.
Cha byson muito superior a 20560 rs. a li-
bra; cha hyson proprio para negocio a
10500 rs. a libra.
Cha preto muito superior a 2 ? a libra.
; Biscoutos inglezes em latas erm differentes
qualidades, como sejam craknel, victoria,
piquelez, soda, caplain, feed, bornez e
outras muitas marcas a 1350.
! Bolachinha de soda em latas grandes a 25.
Figos em caixinhas hermticamente lacra-
das, muito proprias para mimo a 10500.
Caixinhas de 4 e 8 libras de figos de coma-
dre a 10 e 20 cada uma.
Passas muito novas, chegadas neste ultimo
vapor a 50 rs. a libra e c0 um quarto ;
e em caixa se faz abatitner.lo.
Ameixas francezas em latas de meia a 3 li-
bras a 800 rs.
Champagne da marca mais superior que
tem vindo ao nosso mercado a 180 o gigo,
garante-se a superior qualk.ade.
Vinho Bordeaux das melhores qualidades
que se pode desejar de 70JSOO a 80000 a
caixa e 720 a 800 rs. a garrafa.
Caixas com vinho do Porto superior de 90
a 105a duzia, e 900 a 10a garrafa; deste
genero ha grande porco e de differentes
marcas acreditadas que ja se venderam
por 145e 150 a caixa, como sejam: Duque
do Porlo, Lagrimas do Douro, D. Luiz,
Cames, Madeira secco, Carcavellos, Nc-
tar de 1833, Duque Genuino.
Vinho de pipa: Porto, Figueira e Lisboa, a
400,480 e 560 rs. a garrafa, e 30, 30200
e 30500 a caada.
Vinho branco de superior qualidade, vindo
j engarrafado a 640 rs. a garrafa e a 500
rs. de barril.
com ricas eslampas na caixa exterior,
muilo proprias para mimo,a 1020", 10500
e20..
Frasco de vidro com tampa do mesmo, con-
tendoimeia librado ameixas francezas, a
10200.
Marmelada imperial, dos melhores conser-
vemos de Lisboa, em latas de 1 e meia a
2 libras a tino rs a libra.
Fructas em calda das melhores qualidades
que ha em Portugal em latas hermtica-
mente lacradas a 500 rs.
Peras seceas muilo novas a 640 rs. a libra.
Nozes muito novas a 160 rs. a libra.
Amendoas de casca molle a 400 rs. a libra.
Avelas muito novas a 200 rs a libra.
Amendoas confeitadas de diversas cores a
800 rs. a libra.
Macas e peras chegadas nesle ultimo vapor,
muilo perfeilas, s vista se faz o preco.
Conservas inglezas em frascos grandes a 750
rs. cada um.
ErviIbas francezas e portuguezas em latas de
1 libra a 640 rs.
Emilias seceas muito novas a 160 rs. a
libra.
Chocolate francez, o que ha de melhor neste
genero, a 10200 a libra.
Chocolate hespanhol a 10200 a libra.
Genebra de laranja em frascos grandes a 19.
Cerveja branca e prela das melhores marcas
que ha no mercado a 500 rs. a garrafa e
57800 a duzia.
Cognac inglez de superior qualidade a 800
e 102UO a garrafa.
Licores francezes das seguintes qualidades:
Anizete de Bordeaux, Plaisir des Dames Gomma de engommar muito fina a 80rs.
e de oulras muitas marcas a 10 a garrafa
e 100 a caixa.
Marrasquino de Zara a 800 rs. a garrafa e
90 a duzia.
Moslarda ingleza em poles j preparada a
400 rs.
Moslarda ingleza em p, em frascos grandes,
a 10 cada um.
Sal refinado a 500 rs. o pote.
Sardinhas de Nantes a 340 rs. o quarto e 560
rs. meia lata.
Latas com peixe em posta : savel, corvina.
vezugo, cherne, linguado, lagoslioba, a
10300 rs.
Salmao em latas, preparado pela nova arte
de cozinha, a 800 rs.
Maca de tomates em latas de 1 libra a 600
ris.
Chouricas e paios em latas de 8 e meia libra
por 70.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra e
80COO a arroba.
Bolaxinha ingleza a 320 rs a libra e 40 a
barrica.
Sag muito novo a 240 rs. a libra.
Cevadinha de Franca a 200 rs. a libra.
Farinha do Maranhao a 120 rs. a libra.
Araruta verdadeira a 320 rs. a libra.
Cevada a 120 rs. a libra e 30 a arroba.
Alpistaa 160 rs. a libra e 40800 a arroba-
Batatas muito novas em gigos com 40 libras
por 10500.
Cebollas a 10 o molho com mais de 100 ca-
da um.
Caf lavado de primeira qualidade a 300 rs.
a libra e 90 a arroba.
Caf do Cear muito superior a 280 rs..a li-
bra e 80400 a arroba.
Caf do Rio, proprio para negocio, a 80.
Arroz do Maranboa 100 rs. a libra e 20800
a arroba.
Arroz de Java a 80 rs. a libra e 29400 a
arroba.
Ve I las de spermaceli a 560 rs. a libra e
540 rs. se for em caixa.
Vellas de carnauba refinada a 320 rs. ornas-
so e a 90 a arroba.
Doce de goiaba a 640 rs. o caixo.
Macarro, talharim e aletria a 480 rs. a li-
bra ; em caixa se faz abatimento.
Estrellinha,pevide earroz demassa para sopa
a 6(0 rs. a libra e 30 a caixa com 6 libras.
Palitos de dente lixados com flor a 200 rs.
omasso, ditos lixados sem flor a 160 rs.
o masso com 20 massinhos.
a.
libra.
Banha de porro refinada a 480 rs. a libra e
400 rs. em barril pequeo.
Charutos dos melhores fabricantes de S. F-
lix, em caixas inleiras ou em meias, de
10600, 20 e 30.
Presuntos do reino, vindos de conta propria
de casa particular,a 400 rs. a libra; iutei-
ro se faz abatimenlo.
Os senhores que compraren) de 1000000 para cima, terSo o descont ;e 5 por cenlo, pelo prompto pagamento.
C LAR III
COMMERCIAL
RA DO QUEIlfltUO V. 45,
Passando o becco da Congregarlo segunda casa.
_______ NOF1DADE.
rio fazer qoe sera tudocomprido fielmente, poden- \ Pereira Bocha d-C. acabam de abrir na ra do Queimado n. 45 um armazem de molbados denominado CJarim Commercial,
do-se fazer pregos muilo razoaveis, no s pelas J onde o respeitavel publico encontrar sempre um completo sortimento dos melhores gneros que vem ao nosso mercado, os quaes
boas compras feitas nesta pnea, como dos que' sera0 vendidos por precos muito resumidos como o respeitavel publico ver pela tabella abaixo mencionada ; garante-se o bom peso
Sr2S5ST" Cma' Com ** que reccbe e boa qualidade dos gneros comprados neste armazem.
T1H Alli:>C\0 lo YlilLASTE.
Cuslodio Jos Alves Guimaraes avisa ao respei- j
tavel publico e aos seus freguezes, que achando-se '
as obras da loja do VigMle concluidas, e acliao-:
do-se as ponas abertal a concorrencia do res-!
peitavel publico, para assim apreciar o novo gallo '
que se acha no espacoso e al ;:iv campo, guarne-
cido das lindas flores o muitos outros objectos de i
bom gusto, que tanto sastisfeito se acba, aprsenla'
o novo canto, cbamando pelos seus freguezes que!
venham vtV para ereY, que s assim poderSo apre-!
ciar, c acharan mu grande sortimento de fazendas'
tendentes miudezas, tanto para grosso como para
rclalho, que lodos serao sonidos a vonlaile, mesmo i
praca e queiram dirigir-se a este estabelecimento |
fazendo seus pedidos por meio de carias, e pode
Fitas.
de lindos padres de ns. 7 30
Fitas lavradas
a peca 2000.
Gorros e bonetes para menino de lWOO 25000.!
Touquiniias muilo lindas para bantisados iooo. Ameixas francezas em latas
Arroz do Maranhao, da India e Java a 80 e
100 rs. a libra e 20400 a 2$800 rs. a ar-
roba.
em frascos a
Id m de Hollanda em frascos pequeos a 5oo
rs. o frasco.
dem de laranja a l.ooo o frasco.
('C uma do Aracaty a 8o rs. a libra,
(trata a loo rs. a lata e l,loo a duzia.
finguas americanas de grande tamanho a
S,ooo cada urna.
a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 10600,108oo e 20000 a
caada.
Idtm idem.cm garrafes com 5 garrafas, por
10 com o garrafao.
Vinho de caj a 10 a garrafa. Este vinho
tem dez annos.
MflSlSM
Hu;i da Senzalla o. 42.
Vende-se, em casa de S. P.Johnston AC,
sellins e silhes inglezes, candieiros e casti-
\ ende-so a prnprwdade denominada Mallez sita j^s bronzeados, lonas inglezas, fio de vela,
i freeuezia di- mcunhuem da comarca de Nazv !u- '
chicotes para carros e montana, arreos para
carros de um e dous cavallos. e relogios de
Duro patente inglez.
pa
I i, coiii urna letioa de frente e meia de fundo, e
j mreua para uella se levantar um bom enge-
i. da Eiuer BMoear, sendo que actualmente ren-
d Sla nuis de t:U00J> que pajam os moradores
V toa o'M'Mi a pretender entemja-se nesta pra-
t"" um o Sr. Antonio Jos Leal Reis, na ra da
Ca a VcaaV-se lpica prela a UOO rs. o corado.
i ill -se alpa.-a prieta para vestidos a 500. 600,
Wfl r 800 rs., lina de cordin a 800 rs para pal-
f.' priwraa orna a 800 e 640 o covado, bombazi-
4 pr. ta Una a l.SiOO o covado, laazinbas prela
lai,i -enliiiia qw eslao de luto a 720 o covado :
i i ra '.i hn|ieratrh n. 50. A loja est aborta at
;* !i horas da noi'.e.
- Vende-se tima parte de ierras do ongenh i
I' '. Inntn a estaeio de Garnolleira, e tamhein
iv i -i'i.. Ja ierras foreiras com sote moradas de
t is ieniro, que esto Mapre alagadas, junto a
("* ^a > da E-cad.; e mais duas moradas de casas,
Ql i rom tali.Ttia e ouira para morada, ludo junio
;' ; icio da Ec:ida : a tratir na ra Direita n. C,
8T on'i Joao de Sauza Guimaraes no mesmo sitio.
10200 e 10600 eem fiasos grandes
20500.
Manguitos, camisetas 3000 c 45000.
Golinhas e punhos bordados I5o00 e 25000.
Gravalinhas muilo chique de 15000 at fOOO. .
Flores as mais finas do mercadode todas as qua- dom em caixinhas eleganti-m Mili' enfeitadas
lidades. com ricas estampas no interior das caixa
Euire-meios c tiras bordadas. a 12,5000,10400, 10600 e 20.
Ca!!.1has paravolurete. Amendoas com casca muito n.vas a 280 rs.
Caixas de tartaruga, brancas e pretas. a libra.
Cascarrilhas pretas e de cores. Alpista a 160 rs. a libra e a 4$600 rs. a ar-
Franja preta, larga propria para mantelete c ; joba.
PaFitLade'lae de todas as qualidades para de- Azcite l]oce f"cez muito fi"a em 8ari'afaS
brum. i grandes a 960 rs. a garrafa.
Meias de seda e de algodao. dem de Lisboa a 640 rs. a girrafa.
Bandejas de lodos os tamanhos e as mais finas Araruta verdadeira de mataraoa a 320 rs. a e 708O cada um com o garrafao.
Chouricas e paios muito novos a 800 rs. a Palitos do gaz a 20200 rs. a grosa.
libra. Passas muito novas a 480 rs. a libra.
Cevadinha de Franca muito superior a 220 Peras seceas muito novas a 600 rs. a libra.
r?. a libra. Painco a 200 rs. a libra.
Cevada a 80 rs. a libra. i Polvo secco muito novo a 400 rs. a libra.
Ervilhas portuguezas a 640 rs. a lata. Presuntos de Lamego em calda de azeite e
dem seceas muilo novas a 200 rs. a libra.! muito novo a 640 rs.
Figos de enmadre e do Douro em caixinhas Queijos flamengos do ultimo vapor a 20400
de oito libras e canastrinhas de i arroba a ris.
10800, 50500 e 280 rs a libra. dem prato a 640 rs. a libra.
Farinha do Maranhao a 120 rs. alibra. Sal refinado em frascas de vidro
Farinha de trigo a 120 rs. a libra.
Genebra de Hollanda verdadeira marca VD
a 560 rs. o frasco e 60200 rs. a frasquei-
ra.
a600rs.
cada um.
Sardinhas de Nantes a 32 rs.
Sag muito alvo e novo a 260 rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra.
dem em garrafes de 3 e 5 gafos a 50500 Tijolos de limpar facas a 140 rs.
libra.
que p le haver neste mercado.
Voltas e brincos preas.
Papel amisade do maosinhas e de outras quali- Avelaas muito grandes e novas a lu rs.
dades. | |bra.
Sahonetes de todas as qual.das. Batatas muito novas a 40 rs.
SXlTJS^S^ST^mmm. i Brutos inglezes de diversas marcas
Gomma do Ar.calv a 80 rs. a libra.
GAZ GAZ GAZ
por pre^o rediizido.
Vende-se gaz da melhor qualidcde pelo
pre o de 105 por lata do 5 galoes : no ar-
mazem do Caes do Ramos n. 18 c ra do
Trapiche Novo n. 8.
Os precisos fallieres pa
ra enancas.
i
Chegaram c acham-se venda na ra do Quei-
ma.ln, luja d'aguiabianca n. 8.
Vinho vente,
Je superior qnalidade : vende-se na ra da Madre
Je Dos n. ar34, mazem de Cunha Irmaos & C.
Transparentes muito lindos para janellas 65-
Pentes de borracha para desembarazar.
Ditos fingindo caivetes.
Ditos de tres faces.
Ditos de marliin c oulras qualidades.
Ditos para alar cabello, tanto para senhora como
para menina.
Tesouras muito finas e grossas.
Papel almacn lino, assim como muitos outros
objectos que se tornara enfadonho annuoriar.
Knfcites para as seohoras.
10300 ris.
Bolachinhas de soda, latas grandes, a 20 rs.
a lata.
Ditas inglezas muito novas a 30000 a barri-
quinha e a 200 rs. a libra.
Banha de porco refinada a 440 rs. a libra e
e em barril a 4i 0 rs.
Cha hvsson, huchin e perola a 10600,
20500, 25800 e 30000 a libra.
a l Graixa a 100 rs. a lata e 15100 rs. a duzia.
Grao de bico a 150 rs. a libra.
Licores muito finos a 700 rs. a garrafa,
dem, qualidade especial e garrafas muito
grandes, a 10800 rs. a garrafa,
dem garrafas mais pequeas a 800 rs.
dem, garrafa forma de pera e rolha de vi
dro, a 10000 rs., s a garrafa vale o di-
nheiro.
Vellas de carnauba pura a 360 rs. a li-
bra.
dem stearinas muito superiores a 600 rs. a
libra.
Vinho do Porlo engarrafado o melhor que
ha neste genero e de varias marcas, como
sejam : Velho de 1815, Duque do Porto,
Madeira, I). Pedro, D. Luiz I, Maria Pia.
Bocage, Cbamisso e outros a 800, 900 e
10000 a garrafa, e em caixa com uma du-
zia a 90000 e 100000.
At po chegaram os muitos desejados enfeites dem prelo muito superior a 2)000 rs. a h-
com laciulios de filas para senhora pelo barato pre-
code 15300.
S no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Vistas venda.
Hua da Imperatriz.
Dita da Cadeia.
Dita do Trapicho.
Casa de detencao.
tonta de ferro.
Palacio do governo.
Ponte do Hecife.
Itin Beberibe.
Preco 35000 cada uma
galera norte-americana.
barcada de pouco a 800 rs a libra, e de 8
libras para cima se far uma differenca.
dem franceza muito nova a 560 rs. a libra,
e era barril ter abatimento
Massa de tomates em barril a 480 rs. a li-
Cerveja preta e branca, das me'.hores marcas I bra.
que vem ao mercado, a 50f rs. a garrafa dem em lala a 640 rs.
Manteiga ingleza perfeitamente flor, desem- dem em pipa, Porlo, Lisboa e Figueira a
480. 500 e 560 rs. a garrafa e 30, 35500
bra.
na ra do Imperador,
e 55800 a duzia.
Cognac ingle/, tino a 900 rs. ; garrafa.
Conservas a 720 rs. o frasco.
dem, s de pepino, a 720 rs.
dem, s de ateitonas, a 750 rs.
Charutos dos melhores fabricantes da Babia
e especialmente da fabrica imperial de
Marmelada imperial dos melhores conservei-
ros de Lisboa a 60' rs. a lata.
Minisiiiniiho de Zara, frascos grandes, a
800 rs.
dem regular a 500 re.
Massas para sopa : macarro, talharim e ale-
tria a 480 rs.
Mantas pretas.
Vende-se superiores mantas pretas de fil de
seda, italianas, as melhores que ha Mata genero :
na ra do Queimado u. loja do Preguica. .
Candido Ferreira Jorge da Costa, a 10800, Nozes muito novas a 160 rs. a libra.
24000,20200, 25500, 20800, 35000 e'Peixe em latas preparado pela primara arte
30500 a caixa. de cozinha a 10 rs. a lata.
Caf do Kio muito superior i 200. 280 o'Palitos de dentes a 160 rs. o masso.
300 rs. a libra e 70500, 80 e 85500 rs. a Palitos de dentes a 120 rs.
arroba. I dem de flor a 200 rs.
e 'i5 a caada,
dem branco de Lisboa muilo fino a 500 rs.
a garrafa.
dem de Bordeaux. Medoc e S. Juh'en a 700
e 800 rs. a garrafa, e 75000 e 70500 rs.
a duzia.
dem Morgaux eChateauluminide 1854, a 10
a garrafa,
dem moscatel a 800 rs. a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 200 rs, a garrafa e
15200 rs. a caada.
Kirsk garrafas muito grandes a 10800 rs.
Alm dos gneros cima mencionados te-
mos grande porcao de outros que deixan os
de mencionar, e que tudo ser vendido por
pecas e carnadas, tanto em porroes como
retalho.
Quero comprar de 1000000 para cima te-
r o abate de 5 por cento.
i
mtmi*\At*m*&**f*


Diarlo de Peraambnofl --- Qnarta felra itt de Ha^o de 1S4.
ALLIANQA
RV\HE ARMAZEM
DE
MOLHADOS
0 nico que mais vantageus offerece ao publico.
57 RA DO IMPERADOR 57
DE
Paulo Fcrrelra da Silva.
0 proprietario deste grande estabelec ment de molbados, recebe por todos os
vapores e navios os melliores gneros que vem ao mercado, os ijuaes vende em seu ar-
m.T.t'in pelos mais resumidos precos.
Tendo cliegado pouco da Europa, aonde deixou pessoas encarregadas para a es-
coria de seus genaros, tem a honra de annunoiar ao respeitavel publico, que ninguem co-
mo elle pode vender tao barato e por tao resumidos precos; servindo como costumaaos
seus freguezes con os melliores gneros que se pode desejar.
Gnmde liquidadlo Grande pechiiiclia
de fazendas na loja do Pavo, na (da Imperatriz n. com (oque de a vari na loja c
CO, de fiama & Silva.
AcOa-sc este estabelecimento completamente sor- \
tido de [azoadas inglezas, francezas, allemes e!
SHissas, proprias tanto para a praca como ara o
mato, prometiendo vender-se mais barato do que
em outra qualquer parte principalmente sendo em
ariuazem da Arara na da iiu-
peratriz n. 5G de Loureneo P.
n. Cinlmares.
Vende-se com toque de amia.
Vende-se madapolao inglez com pequeo to-
porcao e de todas as fazendas do-se as amostras 3^ arana por t>4>0 7*e8*> a'oda"?a
deixando ficar penlior ou mandam-se levar em ca- 4*500 e.5*- cambraias lisas finas a 34 e 3*500 .
sa pelos caixeiros da loja do Pavo.
As chitas do Pavo.
Vendem-se superiores chitas claras e escuras pe-
na ra da Imperatriz loja da Arara n. 56.
Vende-se fazendas limpas bantissinias.
Vende-se chitas finas cores osrnr.is a 240 e 280
ATTENGAO.
Qacirnde o proprietario deste tao til estabelecimento a concurrencia da boa
freguezia, tem deliberado vender sempre por monos do que outro qualquer, garantindo
aos seus freguezes todo e qualquer genero sabido de seu acreditado armazem.
lUanteiga inglesa a mais nova e lina magada Velas estearinas a Mo rs. a libra e em caixa
l teste ultimo vapor a 8oo rs. a libra e de 8: a 54o rs.
fibra para cima ter abatimento. j dem de carnauba pura e refinada a 360 rs.
dem franceza a melhor e mais superior do a libra e I0,ooo a arroba.
iosso mercado a 56o rs. a libra e 52o em dem de composieo cmmaradas a 32o rs.
?atril ou rneios. o maco e 9,ooo rs. a arroba.
Baulia le pareo refinada e muito alva a 44o Massa de tomate em latas a 6oo rs. a fibra.
rs. a libra, eem barril a 4oo rs. j Doce em calda das mais especiaes frutas da
Cha liysson o mellior neste genero especial Europa a Coo rs. a lata.
iHiiiiunenda do proprietario a 2,7oo rs. a'Ostras em latas muito bem preparadas a
ibra. 1,000 rs.
dem idem menos superior eque em outras Peras seccas muito novas a 5oo rs. a libra.
casas se vende a 2,6oo rs., cusa neste ar- i Massas para sopa estrellinha muito nova em
mazem 2,2oo rs. a libra. caixas de 8 libras a 3,ooo e 5oo rs. a libra,
dem um o mellior que pode liaver neste dem talliarim, macarro e aletria a 4oo rs.
genero a2,6oo rs. a libra, garante-sea qua- dem macarro um pouco mais baixo a 24o
lidade. rs. a libra.
Idempreto muito especial a 2,ooo rs. a li- Sevadinha muito nova de Franca a 2oo rs.a
ora, e mais baixo, porera muito sufxivel a! libra.
l,2oc rs. a libra, vende-se por estes pre-: Sag o melhor que possivel a 24o rs. a
eos em razosle instes ltimos navios ter- libra.
se recebklo grande porco deste genero, Farinba do Maranfio a mellior que presen-
a deferencia depreco lie de Gcoa 8oo re* temente tem vindo ao nosso mercado a
a libra do que se vende en outra qualquer 14o rs. a libra.
parte. Gomma do Aracaty maitissimo alva a 8o rs.
h 'ni do rio em latas de 1 al 6 libra a l,4oo a libra.
rs. a libra, ueste genero o nielhoi pos- Familia de araruta verdadeira a 32o rs. a
sivel. libra,
biQuitos ingk'zes em latas com differentes Licores muito finos de Bordeaux e toda as
qualidades corno sejao craknel, victoria
pie ii,i-, soda, i a|ilann. seed, osbonie e ou-
tras limitas mareas a 1,35o rs. a lata.
Bolaxinlude soda em latas grandes a 2.ooo
rs. cada urna.
Figos em caixitilias bermilicamente lacradas
e muito proprios para mimo a l,6oo e
2,6oo rs. ida urna.
dem em caixinlias de 8 libras a 2,ooo rs. ca-
da urna.
marcas que ta neste genero a 800, l.ooo
e 1,2oo rs. a garrafa.
Phosforos do gaz a 2oo rs. a duzia e 2,2oo
rs. a groo*
Bolaxinba americana em barrica a 3,ooo rs.,
e ein libra a 2oo rs.
Tijelo para limpar facas a 12o rs. cada um.
Vassouras de piassaba cc>m dotis arcos de
ferro prendendo o cabo a 32o rs. cada
urna.
Pissas muito novas a 8,000 rs. a caixa e 48o Esnivas de piassaba proprias para esfregar
rs. a libra.
casa a 32o re.
Aueixa fiaiictzas em latas de libra e meia e Sardinhas de Nantes muito novas a 32o rs.
3 libra a l,2oo 2,ooo e 800 rs. a libra.
Gxiulias com ricas estampas a l,4oo rs.
cada urna, frascos de vidro com rotlia do
mesino, coilteodo libiaemeia de ameixas.
Champagne da marca mais superior (jue ten
viudo ao nosso mercado a I8.000 rs. o "i-
m, o l,8oo rs. a garrafa. arante-se a su-
perior qualidade.
\inlio Bordeaux das melliores qualidades que
se pode desejar a 7,ooo e 7,5oo rs. a cai-
xa e 64o rs. a garrafa.
Caixas com Vmo do Porto superior de 9,ooc
e lo.ooo rs. a duzia, e 9oo e l.ooo rs. a
garrafa, neste generoba grande porcaoe ile
diirerentes marcas muito acreditadas que
j se vendero por 1 l,ooo lo.ooo rs. a cai-
xa como-seja, l)ui|ue do Porto, lagrima;
do I)ouro, Luiz, Cames, Madeira stv-
co Nctar ; Genuino e malvasio fino e ou-
tras como Gberry e Madeira para 12,ooo t
l3,ooo rs. a caixa.
Yiulio de pipa Porto, Lisboa, Figueira, a loo,
48o, e 56o rs. a garrafa, 3,ooo 3,2oo e
3.5oo rs. a caada.
Lea blanco > menor ueste genero viudo de
eiicuiiiiiiiiiilaa 600 rs. a garrafa, e 4,5oo
rs, a caada.
Hem do Porto em barril muito especial a
64o rs. a garrafa, e 5,ooo rs. a caada.
Vinagre puro de Lisboa a 2oo rs. a gnala e
l,4oo rs. a caada.
Mein em garrames com 5 garrafa.
Azeite doce de Lislioa superior qualidade a
64o rs. a ganafa e 4,8oo rs. a caada.
Batt i tas em gigos detrinta a trinta e tantas li-
bra a 800 rs. o gigo e 4o rs. a libra.
Genebra de Hollanda a mais superior a 6,00)
rs. a frasqueira e 56o rs. o frasco.
Jdem em garrames com 25 garrafas a 8,00 3
rs.
Srtela das melliores marcas de 0,000 a
5,500 a ilu/.ia e 5oo rs. a garrafa,
lyjgnac superior a 800 e l,ooo rs. a garraff,
c em caixa ter abatimento.
Alai'iin'llaila imperial dos melliores e mais
afamados < onnrveiros de Lisboa ein latas
de libra e de libra e meia e duas libras a
600 rs.
Coacervas inglezas em frascos grande a
75o rs. cada um.
Jdem franceza de todas as qualidades de
ligumes e fruto a 5oo rs.
Mostarda rancezas em potes preparada a
ioo rs.
Palitos para dentes 12ors. o maco.
Mein lixados muito fino 14o rs.
a lata.
Petxe em lata muito bem preparado savel,
cunrina pescada e outros a l,ooo rs. a
lata.
Ervilhas portuguezas c francezas j prepa-
radas a 6o e 72o rs. a lata.
Caf lavado de primeira serte a 3po rs. a
libra, e 8,5oo a arroba.
dem do Rio muito bom a 28o a libra e
8,000 rs. a airoba.
Arroz do Maranbao a loo e 120 rs. a libra.
dem de Java a loo rs. a libra.
Aiuendoas de casca mole a 4oo rs. a libia.
Aveles muito novas a 2oo rs. a libra.
Nozes muito novas a 2oo rs. a libra.
Cliouricas e paios a 7oo rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra ou a
8,5oo rs. a arroba
Presuntos de lamego de superior qualidade
chegados neste ultimo vapor a 48o rs. a
libra.
Alpista muito novo e limpo a 16o rs. a li-
bra e 4,6oo a arroba.
Painco muito novo a 18o a libra c S.ooo rs.
a arroba.
Sabo maca, amarello e castanbo a 22o e
24o rs. a libra.
dem mais baixo um pouco a 16o, 180e2oo
rs- a libra.
Castanbas pelladas a 24o rs. a libra.
Chocolate francez de primeira qualidade a
l,2oors. a libra.
dem de Santo muito superior e medicinal a
l,3oo rs.
Copos lapidados proprios para agua a 5,ooo
rs. a duzia, que em outra qualquer parte
7 e 8,000 rs.
Cbarutos dos melliores e mais afamados fa-
bricantes de S. Flix e do Rio de Janeiro
de l,5oo a .ooo a caixa.
Cclxdlas novas a 800 rs. os mollios grandes
e 7oo rs. o cento.
Doce de goiaba a 64o rs. o caix3o.
Lentilbas excellente legume para sopa e gui-
zado a 24o rs. a libra.
Ervilbas seccas j descascadas a 2oo rs. a
libra.
Pimenta do reino muito nova a 36o rs. a
libra.
Cominbos e erva doce a 32o e 4oo rs. a li-
bra.
Gravo da India a 600 rs. a libra.
Can.'lla muito nova a l,ooo rs. a libra.
Alfazema a 2oo rs. a libra e 6,000 rs. a ar-
roba.
Graixa a loo rs. a lata e l,loo rs.a duzia.
lo barato preco de 240 e 280 rs. sendo tintas segu- rs. o covado, ditas francezas finas cores fixas a
res, ditas francezas linas a 320, 340, 360, 400 e ; 32- 36.,e rs. o covado gorgurao de linho pa-
500 rs., o covado, ditas preas largas e estreitas, > vestidos de senhora a 280 o covado, riscado
riscados escocezes finos a 240 rs. o eovado, isto na francez para vestido a 280 o covado : na loja da
loja do Pavao ra da Imperatriz n. 60 de Gama & Arara rua da Imperatriz n. 56.
Silva.
Ascassas do Pavioa 210, 280, 300
e 320 rs.
Faiendas proprias para sniliora* c meninas.
Vende-se gollinhas com botozinlo para senhora
manguitos de fil e
Vendem-sc finissimas cassas persianas cores f- c minas a 200 e 320 rs
xas a 320 rs. o covado,ditas francezas muito Onas camuraia enfeitados a oOO rs., manguitos e pollas
a 240 e 280 rs., ditas ingzuzas a 240 e 280 rs. o P""3 senhora a l& e 1*280, camisinhas bordadas
covado, finissimo organdy malisado com desenhos para senhora a 2#, ditas bordadas no colarinho e
miudinhos a 320 rs. o covado, cassas garibaldinas P0"nos e grvalas muito unas a 4*500 e 5* : s
muito linas a 320 rs., isto na loja do Pavao ruada, a Arara rua da Imperatriz n. 56.
POR MENOS DE DEZ POR E\TO.
NO
CONSERVATIVO
DE
jo tonn NiJfiAo nos ajvto
23-Largo do Terco-23.
O proprietario deste armazem de molhados vende os seus ja bem conhecidos gneros de nri-
meira qualidade por menos de dez por cfnto do que em outra qualquer parte, {rarantindo-se a su -
rior qualidade.
Nao se diz o preco para uo espaular.
Imperatriz n.40, de Gama 4 Silva.
As laaziuhas da ciposieo do Pavao.
Principia a Arara vender as colchas.
Vende-se colchas avelludadas para cama a
a,
Vendem-se as mais modernas laazinhas mossan-, l'a*Lde l,nho alcochoadas a 5*, ditas de fustiio a
bique chegadas pelo ultimo vapor francez sendo, o, onas de damasco a 4*, ditas de chita a 2* :
de urna so cor ou de listas uuudinlias com 4 pal- Da l0Ja da Arara rua da Imperatriz n. 06.
mos de largura, proprias para vestido de senhora, Arara vende cassas a 2i(i rs.
roupa para meniuos e capas, o pelo baratissimo; Vende-se cassas francezas finas 1 240 e 280 o
preco dt 500 rs. o covado, ditas entestadas trans- j covado, organdys finos a 240, 280 e 220 o covado:
prenles de quadrinhos a 500, 400 e 360 rs. o ce- na rua da Im|R-rati iz n. 3
vado, ditas matisadas muito finas a 500 c 400 rs.,
ditas mais baratas do que dula tambem matisadas
a 320 rs. o covado, ditas a Mara Pia com palma
de seda e 4palmos de Impura a 800 rs. o covado,
e ditas de orna a cor parda, azul, cor de lyrioe
perola proprias para veslidos, saulembarques e
garibaldes a 720 rs. o covado, ditas escocezas a
800 e 400 rs., isto s na loja do Pavao, rua da Im-
peratriz n. 60, de Gama i Silva.
Os cuales de Pavo.
56 loja da Arara.
Arara vende laaiinuas para vestido a 2iO rs. e
covado.
Vende-se Ifw.inhas para vestidos de senhora a
240, 280, 320, 400 e 500 rs. o covado, casemiras
lisas proprias para capas de senh ira a 14800 o
1 covado : na Arara rua da Imperalriz 11. 56.
Arara vende cortes de rase mira prela a 3.
Vende-se cortes decasemira prela para calcas a
134,34500, 44c 54 : na kja da Arara n. 56.'
Vendem-se finos diales de crepon estampadas Gr,lldc *"** & *** P"' Pr a !-
pelo barato preco de 64, 74, 84, ditos de pona re-1 roma,
donda a 74 e 4, ditos pretos ricamente bordados Sedas, grosdenaplc, pannos finos e casimiras,
a relroz com vidrilho a 124, ditos pretos lisos a Vende-se grosdenaple prelo para veslidos boa
54, ditos de cores a 44500 e 54, ditos de merino fazenda a 14400, 14600, 24, 24400, 24600 e 34 o
e.-lampados a 24 e 34, ditos de laa a 14280 e 24, covado, sarja hespanbola de seda, panno lino prH
ditos de relroz preto para lulo *a 64, isto na loja a 14600, 24, 24500, 34 e 44 o co ado, muito su-
do Pavo rua da ^Imperatriz n. 60, de Gama & perior rasemirasprelas finas a 24 e 24400 o cova-
Silva. jdo, merino fino a 24500 e 34. dito de cordao a
Fazendas prelas para a quaresma vende o Pavo. 24500 o covado : na rua da Inipe atriz n. 56.
V,inde-se grosdenaple preto muito superior a
14600, dito a 14800, 24, 24500, 2480 e 34. 1 no-
Arara vende fustiio a 510 rs.
Vende-se fustao de cores para roupa de meninos
reantique preto muito superior a 34 c 24800, sar- caifas e paletols a 500 rs. o covad?, ganga france
japreta hespanhola muito encorpada a 24, isto na za escura e clara para calcas c p.iletots a 440 rs.
loja do Pavo rua da Imperatriz n. 60, de Gama
& Silva.
O Pavo vende para lula.
Vende-se superior setim da China fazenda toda
de la sem lustro tendo 6 palmos de largura pro-
pno para veslidos. paletols, capas etc., pelo bara-
to preco de 24, 24200, 24500 o covado, cassas
pretas lisas, chitas pretas largas e estreitas, chales
de merino lisos e bordados a vidrilho, manguitos
com gollinhas e outros muitos artigos que se ven-
dem por precos razoaveis: na loja do Pavo rua
da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
Os pannos do Pavo.
Vende-se panno preto muito superior pelo barato
preco de 24, 24500,34 e 3^500, ditos muito tinosa
44, 54 e 64, corles de casemira prela infestada a
44, 445OO e 64, casemia pela fina de urna s
largura muito Una a 14800, 24, 24500 e 34, cor-
tes de casemira de cor a 54, 54500 e 64, casemi-
ras enfestadas de urna s cor proprias para calca,
paletols, colletes, capas para senhora, roupas para
meninos a 34 e 3$500 o covado, isto na loja do
Pavo, rua da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
A roupa do Pavo.
Veudem-se paletols de panno preto sobrecasa-
cos fazenda muito boa a 124, ditos muito finos a
164, O?. 254 e 304, calcas de casemira preta boa
fazenda a 44500,54, 64, 74 e 84, paletols saceos
de panno preto a 74. ditos de casemira de cor a
64 e 74, ditos de alpaca preta, ditos de merino
preto, ditos de brim de cores, caigas de casimira
de cor a 44, 54.<>4,74, ditos de caxemira da
Kscossia a :t4, djtos de brim pardo a 2450, ditos
de COT a 24 e 24500, ditos brancos muito finos,
sto na loja do Pavo, rua da Imperatriz n. 60, de
Gama & Silva.
Os bordados do Pavo.
Vendem-se camisinhae de cambraia muito finas
rom manguitos e golas muito bem bordadas pelo I
' barato prero de 14280, ditas de tilo a 14, ricas
i pelerinas ou romeiras bordadas a 14600 e 24, su-
periores manguitos com golla e a balo a 34 e 44,
sendo muito bem bordados e os mais modernos
o covado: na rita da Imperatriz n. .6,loja da Arara.
Itoupa feita da Arara.
Vende-se paletols de brim de cor a 24500 e 34.
ditos de meia casemira a 34500, ditos melhores a
44500 e 64, dilos pretos de panno a 5J, 64 e 84,
ditos de casemira fina e debrunhados a 84 1 104,
ditos pretos de alpaca a 34500 e 4, calcas pretas
de casimira a 44500, 54, 64 eW, dito.- de meia
casemira, ganga e brim a 24 e 24500, ditos finos
a 34500, ditos de brim branco a :4 e 34500, ca-
misas francezas a 24, 24500 e 34, seroulas a
14600, ditas de linho a 24 e 245X0. colletes a 24
e 24500 : na rua da Imperatriz n. 50.
Ralees da Arara a 35.
Vende-se baldes crinolinas de 2), 30 e 40 arcos
a 34,34500, 44 e 44500, ditos -le madapole a
34500, ditos de musseliiia a 44 : na Arara roa
da Iinpcratriz n. 56.
Arara vende madapolao franceza .15-
Vende-se madapolao francez er testado a 44 e
44500, bretanha de linho, hambui go de linho para
lences e seroulas a 440, 500 c 6 tO a vara, bra-
mante de linho de 10 palmos de largura a 24 a
vara, brim pardo de hnbo a 800 e 14, dito branco
a 14, 14280 e 14400 a vara : na rua da Impera-
triz u. 56.
Sedinhas a 300 rs.
Arara vende sedinhas de listrinias para vestidos
a 500 rs. o covado, ditas finas a iOO rs., la Ma-
ra Pia rom 4 palmos de largoe almas de seda a
800 rs. o covado : na rua da Imp :ralriz n. 56.
Arara vende canihraias de carennos a 25500.
Vende-se cambraias de carocirhos para veslidos
a 24&00 a peca, corles de cassa f anceza a 24, co-
bertores de pellos a 14 e 14600 : na rua da Im-
peralriz n. 56.
Arara vende os cortes de riscado; franrezes a 35-
Vende-se cortes de ri-cados frincezes com 14
covados a 34 o corte : na rua da Imperalriz n. 56.
Arara vende os su 11 te mi arques.
Vende-se soutembarques prctes muito ricos, ca-
pas compridas e manteletes de si perior qualidade
Vinho das melhores marcas.
Manteiga ingleza flor,
dem franceza.
lianha de porco refinada.
Villas de spermacele.
dem de carnauba.
Cafe bom do Rio.
dem supinar do Cear.
Toucinho de Lisboa.
Cb de diversas qualidades.
Queijos novos do vapor.
Milho alpista limpo.
Gomma de engommar alva.
Sabo de diversas qualidades.
Chourigas muito novas.
Arroz de diversos precos.
Ser reja das melhores marcas.
Sardinhas de Nantes novas.
Genebra de laranja superior,
dem do Hollanda marca Galio.
Phosphoros do gaz.
Oolachinlia ingleza em barricas.
Passas muito novas.
Figos de primeira qaadade.
Biscoutos e bolachinhas de soda.
Charutos de diversas qualidades.
Alm dos gneros annunciauos existen) outros muitos que enfadonho menciona-los, a flinhet-
ro coudo.
que ha no mercado, manguitos e camisinhas a 34 a 2*e ^ s a Arara ruada Imperalriz nu-
e 34900, gollinhas finissimas de cambraia a 500, roero5t>._______________________________
ditas de fil a 240 e 32o rs., nejas de ntremelos I
rom 3 varas a 640 rs., tiras bordadas a 14, e ou- \
tros muitos artigos neste genero que se vendem
mais barato do que ein oulra qualquer parte : s
na loja do Pavo, rua da Imperalriz n. 60. de Ga-
ma & Silva.
As capas do Pavo.
Vendem-se ricas capas de seda preta ricamente
enfeitadas, sendo as mais modernas pelo barato
preco de 205, 254. 304 e 404, sautembarques de
seda preta sendo ricamente eneitados a 204, 254,
e 30 : na loja do Pavo rua da Imperatriz n. 60, ff J* Yaras a *9nrs- a Pefa : na rua do Quei-
dc Gama & Silva.
LOJA DO BEIJ1 FLOR.
iua do Qneiraailu uu uero 63.
tira al i nli as para senhora. s
Vendem-se gravalinlias dejdivorsos uro.-tos. rrtais
modernos a 720 e 800 rs. : na rua do Quemdo,
loja do beija-Qor n. 63.
Filas para debrum de < eslidos.
Vendem-se fitas para debrum < e vestido de linho
4 AGUA BRANCA
receben:
Sapatinbos de setim branco bordados paia bap-
lisados.
Meias de seda branca para o mesmo fi:n.
Mu bonitas e deliradas touquinhas enfeitadas
para dito.
Putearas e voltas de contas brancas pira senho-
ras e meninas.
Fita branca e preta de borracha, con: diversas
larguras.
f ranselins de borracha sonidos em cores.
Trancinha preta de la, e outras tra irinlias de
la de gosto novo e mui bonitas para enfeites.
Enfertes conservadores para senhoras
PAPEL INGLEZ
almaco e de peso.
Aiem do grande sortimento de papel (;reve e ou-
tras muitas qualidades, que constantemente se
acham na loja d'aguia branca, faz-se notavel pela
sunerioridade de qualidade o papel inglez almasso
e de peso, que acaba de chegar para dita loja ;
um entro sao mui encorpados e de um assetina-
dan). As resmas daquee tem 480 fulhas, e as
deste 500, e custa cada urna 84- Tambem veio da
misma qualidade e de tamanho pequero, em cai-
xinttas de 100 folhas, tanto liso como beira doura-
da, costando este 24, e aquello 14200 a caixinna.
J vieni pois os apreciadores do bom papel que
dirigindo-se munidos de dinbeiro sero bem servi-
dos : na rua do Queimado, loja dagaia branca
numero 8.
\0% OS PEMTEd
de concha.
Cheparam novos e bonitos pentes de concha,
sendo de tartaruga, massa e dourados -, agora, pois,
dirigirem-se com dinheiro rua do Queimado,
loja d'agnia branca n. 8, antes que se acabem.
Loja do baratciro
Na rua do Crespo n. 1.
Fazendas baratas.
Para acabar.
Cbilas francezas de cores seguras de 80
a 400 rs. o covado.
Organdys de cores a 240 rs. o covado. p>
Camisinhas o manguitos muito enfeita- *ag
tados a 44 ludo.
Camisas a mosqueteiros (ou corpinhos) -M
a 54.
Las para veslidos boa fazenda de 360 a
800 rs. o covado. Miltosos vestidos japonezes de organdys '-j^j
differentes precos. ^
Ricos cortes de veslidos brancos bordados M
de 124 a 154. S
Grc*deuaple preto bom de 14800 a 24C0. m
Musselinade cores fazenda que tem toda Mft
applicafo a 460 rs. o covado. H
Esr ocezes para vestidos com 5 palmos de 'IR
l.irgo a 700 u. w covado. ?M
Filo de linho liso e bordado a 640 o 800 tS
rs. a vara. v^
Lencos de seda de cores perfeitos de 'R
14600 a 24. dE
Bramante de linho com 20 palmos de lar- m
go a 24200. -M
Cambraia branca com salpico a 60 rs. fe
Chiles de merino lino liso estampados de 9$
'* 54, 64, 74, 84. >S
Miosas cassinhas de cores linas para S5
vestidos a 400 rs. o covado.
yM Baldes de arcos inglezes de 24500, 34
2 34500.
Jffit Chales muito finos e lindos padres a 800
n rs- o covado.
li outras inuitas fazendas.
Muito baratas para acabar.
As cambraias do Pavo.
Vendem-se pecas de cambraia muito li
salpicos tendo 8 1|2 varas cada peca a 3*(M
mado, loja do beija-fior n. 63.
Pentes travessoi.
Vendem-se pentes travessos de caracol na
frente de borracha a 500 rs.: na rua do Queima-
do, loja do beija-flor n. 63.
Papel beira deurida.
Vende-se papel beira delirada a 14200 e 14300,
dito de cr de beira dourada a 14100 : na rua do
Iflt
com gomma arbica dissolvida : vendem-se
rua do Queimado, loja d'aguia branca a. 8.
Fivelas com pedrasno*
vo sortimento.
A aguia branca recebeu por esse ultimo vapor
um nevo bello sortimento das procuradas fivelas
com pedras, podendo assim satisfazer a todos que
dellas precisaren), urna vez que appareca dinhei-
ro : na roa do Queimado, loja d'aguia branca nu-
mero 8.
COPOS COM BA-
A aguia branca acaba de receber os bem conhe-
cidos e apreciados copos com banha, )s quaes es-
lo sendo distribuidos com aquelles pretendentes
que contribuirem com 24500 vista : isso na rua
do Queimado, loja d'aguia branca n. 8.
MUITO BOAS MAS
para senhoras e meninas.
A agnia branca recebeu mui boas meias france-
zas, de fino tecido e fio redoudo, o que as tornam
de immensa duraco, porque mnito convm, anda
' mismo custando 7 e 84, como se estac vendendo a
dinheiro vista, na loja d'aguia branca, rua do
Queimado n. 8.
Ti
fina com
500. ditas
a 34 8 34500, ditas adamascadas muito finas pro-
prias para cortinados a 34, lilas a 44, pecas de
cambraia brancas lisas fazenda muito liua com 8
1|2 varas a 34500, 4-5,44500, 54, ditas de qua-
dros proprias para forro e babados por precos mui- Queimado, loja do beija-flor n. (3.
lo razoaveis: na loja do Pavo rua da Imperalriz. Anvelopes.
Os cortinados do pavo. Vendem-se anvelopes de di venal qualidades
Vendem-se ricos cortinados proprios para janel- branco a 800 rs. e de cor a 640 :s., para cartas de
la e camas pelo barato preco de 94 o par, sendo o visita a 400 rs., preto a 720 rs. : na loja do beija-
mellior que ha no mercado': na rua da Imperatriz m flor na rua do Queimado n. 63.
ia das varas
Ao a. 29.
Nova loja dos harateiros na rna do Queimado.
Ricas saias de fustao a 54, camisas Inglezas para
senhora a 24 24500, 34 e 44, coberlas de fustio
brancas a 54, chitas com lustro para coberta com
6 palmos de largura a 640 o covado, cambraia e
cores para vestido a 320 e covado, las para vesti-
do a 480, 560 e 640 o covado.
A o. 29.
Nava laja dosbaralciros na roa do Queimado.
Tarlatanas de todas as cores, fazenda muito tira
a 720 a vara, cambraia para cortinado, poca de: 2
varas, por 104, chales de la por 34, 44, 54 e 8,{,
camisas inglesas para homem a 384, 504 e 604-
Ao n. 29.
Nova loja dos harateiros na rna do Queimado.
Bicos pretos, franjas de todas as qinlidadi s.
trancas de seda, de algodo e de la, manguito.-, e
camisinhas bordadas, collarinhos e punlios, folios
bordados, botoes de velludo, de seda e de fuslio,
bandos de cabello, meias de seda, leques ; cu ios
erligos se vendem por metade do seu valor por ;er
para acabar.
N. 97
Vende-se a verdadeira graxa n. 97: na rua do
Trapiche n. 19, escriptorio de Eduardo Fenton.
Capa chales e mantelletes.
Vende-se pelos precos mais razoaveis possivel
os objectos cima mencionados, bem como nm sor-
timento completo de moriantiqne, grosdenaples,
sidas lavradas ludo fazenda prela propria da esta-
<;ao, vindas pelo ultimo vapor da Europa : na rua
do Queimado n. 40.
11. 60, de Gama c\ Silva.
Panno de linho.
Vende-se panno de linho com 4 palmos de lar-
gura proprio para linces, toaIhas e ceroulas pelo
barato preco de 640 rs. a vara, bramante de linho
com 10 palmos de largura a 24500, algodozinho
monstro com8 palmos de largura a 14, pegas de
tlamhurgo com 20 varas a 94, 104 e 114, pifas de
madapolao fino a 74500, 84, 94 e 104, ditas de
algodozinho a 64, 64500 e 74, e outras militas
fazendas brancas que se vendem muito baratas
alim de apurar dinheiro : na loja do Pavo rua da
Imperatriz n. 60, de Gama & Silva,
As colchas do Pavo.
Vendem-se colchas de linho alcochoadas pro-
prias para cama pelo barato preco de 54 cada nma
na rua da Imperatriz n. 60, de Gama 4 Silva
Corles de cassa a 3,>>00.
Vendem-se cortes de cambraia com babados a
345OO : na loja do Pavo rua da Imperatriz n. 60.
de Gama & Silva.
0 Pavo vende lazinlias pretas.
Vendem-se laazinhas preas a 200 rs. o covado :
na loja do Pavo rua da Imperatriz n. 60, de Ga-
ma & Silva.
A Mara Pia.
O Pavo vend* a 8$
Vendem-se os mais lindos corles de vestidos a
Mara Pia com lindas barras de seda, sendo che-
gados pelo ultimo vaiKirlrancez pelo barato preco
de 84 cada um : s na loja do Pavo rua da Im-
peratriz n. 60, de Gama & Silva.
As lalcinlias do Pavo.
Vendem-se calcinitas de cambraia bordadas pa-
ra meninas pelo baralo preco de 500 e 640 rs.,
mlanguitos para senhora e meninas a 500, 640 e
8- 0 rs., camisinhas com manguitos a 14280: na
oja do Pavo rua da Imperalriz n. 60.
Os hales do Pavo.
Vendem-se crinolinas ou bales de 30 arcos tan-
to brancos como de cores sendo americanos que
sao os melhores por se nao quebrarem a 34500 e
de 35 arcos a 44. ditos de mussehna com babados
a 44, ditos para menina a 24 e 34 : na luja do
Pavo rua da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
Os corpiuhos do Pavo
Vende-se os mais modernos corpinhos de cam-
braia ricamente bordadlos e enfeilados a 7 e 84 ;
na loja do Pavo, rua da Imperatriz ti. 60, de Ga-
ma i Silva.
Os veslidos do Pava
Vende-se ricos vestidos de grosdenaple preto ri-
camente bordados a viludo pelo barato pnoo de
404, sendo fazenda que spmpre se venden a 1004
i 1-/0.5 ; (titos de cambraia brancos ricamente bor-
dados a croch, sendo nroprios para baile e ca ment a 10, 15, 20 > 304; dilos d* la com lindas
Voltas de aljofir.
Tendo recibido voltas de aljof ir com cruzes de
pedra imitando a bullanle verde-se a 14 cada
urna : na rua do Queimado loja lo beija-flor n. 63.
Camisas de me i is.
Vendem-se camisas de meiis moito finas a
14200 e 14300 : na rua do Queimado, loja do bei-
ja-flor n. 63.
En [tilos de lil.1.
Tendo recebido enfeites de fiti pretas e de co-
res mais modernas que se esto usando a 14 cada
um : na rua do Queimado, loja lo beija-flor n. 63.
tila de la prela para drbrum.
Vende-se fila de la preta para debrum rom 10
varas a 900 rs. a pega : na loja do beija-flor rua
do Queimado n 63.
Fitas de linho para bordar vestido
Vendcm-se fitas de linho par bordar vestido
ou roupinho de meninas com 4) varas a 640 e
800 rs. a peca s quem tem loja do beija-tlor
rua do Queimado numero 63.
Botoes de madrep erla.
Vendem-se botoes de madrep erla mais moder-
nos que tem vindo para punhot de senhora a 320
rs. o par : s quem vende p< r este preco na
rua do Queimado, loja do beija flor numero 63.
Fita de velludo para bonar vestido.
Vende-se fita de velludo preii com 10 varas a
900 rs. a peca : s quem tem por este preco a
loja do beija-flor da rua do Que mado n. 63.
Fita de velludo boidada.
Vende-se fila de velludo pret< bordada de di-
versos gostos e mais modernos proprios para qua-
resma : s quem tem a loja dt beija-flor rua do
Queimado n. 63.
Franja preta.
Vende-se franja preta de diversas larguras para
enfeitar capas ou manteletes o mais lindos gos-
tos que se pode encontrar : n; loja do beija-flor
rua do Queimado n. 63.
Facas e garfas.
Vendem-se facas e garfos di balando de 1 bo-
la o a 54500 a duzia. ditas de 2 botoes a 64400:
na rua do Queimado, loja di beija-flor n. 63.
Dminos.
Vendem-se dminos muito finos a 14200 e
14400: na loja du beija-flor da rua do Queimado
n. 63.
Visporas.
Vendem-sc visporas muito finas a 800 rs. : na
rua do Queimado, loja do beija-flor n. 63.
H para as senhoras.
(Hilliuhas e pun ios.
Chegaram as riquissimas gol inhas com punhos
de lindos bordados e linho puro guarnecidos com
& Rna do Crespo &
Neste estabelecimento vende-se por pre-
ces razoaveis os seguinles artigos alm
dos mais :
Pentes de tartaruga fino gosto-Clo-
tilde e Imperatriz Eugenia a 124-
Cortes de cambraia branco oordado
a 154-
Manteletes de fil preto a 154-
Las de cores, covado 240 e 403 rs.
dem infestadas a 500 rs.
Vestidos para casamento sendo de
blond e moreantique.
Vestidos e capas pretas de bom gosto
proprios para o presente lempo de qua-
resma. Alm d>sto tem um completo
sortimento de fazendas finas e grossas,
as quaes se vendem mais em conia do
que em outra qualquer parte, so avista
dos compradores se justificar.
bonitos botozinhos tanto para senhora como para
barras a 18 e 154 ; isto na loja do Pavo rua I menina, pois a vista faz f : s no vigilante rua do
da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva. I Crespo n. 7.
AMhZH M IMOMTO
MMEZ,
Rna de Apello numero !.
Beata novo armazem vendem-se vinhos, licores,
conservas, etc., etc., e com especialidade vinbo de
Bordeux ; recommenda-se aos freguezes a boa qua-
lidade de suas mercadorias, e a modicidade dos
seus precos; o verdadeiro vinho de Bordeux de
preco nunca visto.
\ iiilio de Bordeux ordinario, a duzia
5,000 rs
Hilo dito, qualidade superior, a du-
zia 5,500 i>.
Com a permisso de se rejeilar se-
ikio agradar.
Se achara igualmente neste esiabelecimento vi-
nho muito superior velho, de todas as qualidades,
lano em pipas como cm garrafas, bem como cog-
nac, vermouth, absinlhio o todos estes gneros, por
precos mais em cunta que cm outra qualquer
parte.
Por todos os vapores da Europa costuma rece-
ber igualmente mercadorias ou gneros frescos,
taes como queijos, salames, conservas, etc. etc.
AGENCIA
DA
FNDICAO DE L0W-M00B.
Raa da Senulla nava n. 42.
Neste estabelecimento contina a haver
um completo sortimento de moendas e meias
moendas para engenbo, machinas de vapor
e tachas de ferro balido e coado, de todos o
tamanhos para ditos.__________________
Arados americanos e machinas para
lavar roupa: em casa de S. P. Johnston A C,
rua da Senzalla Nova n. 42.
pretas para a qnaresw a
Superiores monreantiqnes pretos largos a ?5!C0,
24500, 34, 34500 e 44 o covado, bons gro.-dira-
plcs pr>los largos a 14500, 14600, l?tO. 24C0O,
35500, 34 e 345(10 o covado, ricos vestidos de
moorentinque preto com barra, dilos de irorgnrio
preto cordados e adamascados com barra, o n
moderno que tem vindo Pernambuco, e outias
muilas fazendas de bom gosto, pretas proprio i ara
vestido, superiores rapas de seda preta a 164, -<'3,
254, 304, 354, 40 e 504, mans pretas de lito,
lindos chapeos de palha de Italia, oque pode haver
de mais gosto Canotier : na loja das columnas
na rua do Crespo n. 13, de Antonio Correia de
Vasconcelios & C.
Luvas de louvin.
Bectbeu-se luvas do Jouvin brancas e preas
proprias para a quaresma : na rua do Queimado
loja do beija flor n. 63.
Trancinhas de lia lisa para enfeites de camisinha
de senhora.
Recebeu-se, trancinhas de diversas cores pe-
ca de 30 varas a 640 rs., e de 120 rs. pequeas :
na rua do Queimado loja do beija flom. 63.
Eofeiles de redinhas com laco na frente.
Recebeu-se, variado sortinienio de eofi iiM dt
diversas cores a 14400 : na rua do Queimado
loja de beija flor n. 63.
Compendio de hermenutica ju-
ri Ach,im-se venda na livraria do .Nogueira, jun-
to ao arco de Santo Antonio, esses compendios,
reunidos ambos em um s livro.
POTiSSA
Vende-se superior poiassa nacional a prren Bjais
comm )do que em qualquer outra parte : na ra
da Cruz n. 23, escriptorio de Antonio de A tmida
Gomes.
H ta da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vendem-se: tachas de
ferro coado libra a 110 rs., dem de Lo
Moor libra a 120 rs.
ESCRAVOS FGIDOS.
Vo da 13 defevereiro auseniaram-se da c;i dejseu senhor, no sitio do Montciro n 13, duas es-
cravas retintas, de nomes Eugenia e Nicsna, rom
os signaes seguintes: a primeira com 30 annos de
idade, pouco mais ou menos, alguma barba uo
queixo, e um lobinbo em um dos ps, levou com-
sigo um filho pardo de nome Manoel, de 3 annos
de idade ; a segn la de 25 annos de idade. pooeo
mais ou menos, levou comsigo urna filha cahrint.a,
de 4 annos de idade, elevaram dons emhrulhos de
roupa ; naturalmente seguiram juntas, ignorando-
se qu.il a direcco : portante, rogase s antori.'a-
des policiaes a sua captura, ou quem dellas ni :i-
cias tiver, leva-las a sen senhor Joo Manoel da
Taiga e Seixas, no seu sitio do Montciro n. 13, r.u
na tr.vessa da Madre de Dos ns. 4 e 6._______
Ausentou-so de casa de seu senhor o eseravo
cabra de nome Anselmo, de idade de 12 annos,
com c signaes seguintes : estatura baixa, che o
do corpo, cara larga e beicos grossos, levou vestido
caifa de algodo azul e camisa de riscadinho, aneja
sem chapeo i quem o pegar, leve rua da Canina
do Rteife n. 64, segundo andar._____________
Fugiram do poder de Francisco Jos de Sou-
za, morador na freguizia do Bonito, os eseravns :
Rufino, pardo, baixo, sim dentes na frente, com t
cicatriz de um tallo na testa sobre o olho direite,
toca rila, falla descansado, idade 35 annos, pi uco
mais 3U menos ; Candido, crioulo. de idade 22an-
nos, t asante barbado, olhos esbranquieados, sabo
ler e escrever pouco ; ambos fugiram no dia 13 d*
fevereiro prximo passado. Consta que ditos ss-
cravos andam nesta cidade e seus arrabaldcs ta
balhando de jornal, e que se dizem livres : roga-
se, perianto, s autoridades policiaes, capites de
campo e soldados urbanos a apprehenso dos mis-
mos, e que os entreguem na roa de Santa rhire/.a>
n. 38, onde se rerompinsar o respectivo trabalno.
Auseulou-se da casa de seu senhor a esrravaj
Luiza, no dia 5 do corrente, do lugar do Jang,
adiaute do Rio Doce, crioula, idade de 40 anona;
pouco mais ou menos, cor fula, alta, secca do oor-
po, com urna cicatriz no rosto, de um dente, os ps
grossos, eslava em uso de remedios, e anda adun
tada, levou vestido de cassa branco e panno fin
pretc : roga-se a quem pegar, leve rua Direi-,
ta n. 69, padaria de Antonio Alves de Miranda Cui-
maraes, ou no Jang, a entregar a Jos Martias*
Lopes^_________________________________,
Acha-se fgida a escrava Mara do Horario,
crioula, idade de 50 annos, pouco mais ou menosn
baixa e gorda, tem o dedo grande da mo csquef-
dade minos por causa de om panaricio, fii escra-
va do senhor de engenho Sunl'Anna, tim irmosi
em Santo Amaro de Jaboatao para onde se desevn-
fia que fosse : recommenda-se s autoridades po-
liciaes e capites de campo; e quem a pegar leve-a
rua da Senzalla Velha n. 94.
flmtflMitMi- ilpiSS


Mi
8
Diario de Pernambnco guara felra lo de Afargo de IHA1.
LITTERATRA
0 SEGHEDO liO ABBADE.
Ai nald Gama.
V
.
_ ; atalboa Duartc com tristeza, te-
mos de esperar que se acalme o estado rovolocio-
. a napo ; temo- de esperar me
Hija lalvec
Nio, exclamou o atalude, seria fallar a Deus
s' i o a ovelha, quando" ella pede que :
recebara no redil. Deusjio me castigar por Uso,
nem o Sr. arceb -po me lia de acojinar de irroga-
I. por apressar un casamento, que legitima lira
ti: i3. Eu vou apromptar ludo na igreja, meu bom
s nbor.
Os donatarios de Xespereira, diste Duarto,
ea virara sempre na capaila do solar, lia iucoave-
Diente ein que o meu casamento seja la feito ?
Nao, nieu senlior. s privilegios da csa dos
Hurgados Jo Nespereira deve'm at ser acatados,
como devido lidalguia de urna familia to illus-
tie A que horas quer que eu apparepa, filho ?
As seto da Urde que quero que teuha lu-
ga- a niinha unio com Thereza. Mas, meu bom
amigo, eontinuou Duarte. tenho a pedir-lhe mais
dous farros. Em primeiro lugar, o meu casameu-
lo deve 'car polo entretanto secreto, ninguem devo
saber debe, Cumpre ao nosso bem-eslar que as-
sim se pratique por algum tempo. Em segundo
lagar, Therexa nao pode continuar aqoi, e cu que-
rc que ella boje mesmo v flear em lugar mais dig-
ne da iiiulher que vae ser minha esposa. A casa
da residencia espaposa, e o abbade teve-me sem-
pie, muito amor. Couseulr, pois, que a esposa e
o filho de uarle Pinheiro vio viver junio delle,
eir.retanlo quonao conveniente traze-los publica-
mente para ojsolar ?
Fidalgo, balbuciou o abbade comraovido, o
qu i son, devo o a sen pae, aquelle honrado ho-
nam, e a si quasi que o vi nascer. Demais, ella
sate que a estimo como Bina...
Obrigado, meu velho amigo, obrigado, excla-
mou Daarte aportando affectoosamenle a mi do
vel io. Tbereza, pega no nosso fhnlio, e segu o
nosso bom amigo a residencia... De que ests as-
sonibrada? Desde que dei vaste de te considerar
niinha esposa .' acrescentou com voz firme, mas
firme, nao porque o coracao lli'o consentisse, mas
por pie a vontaile ,he impnnlia aquella firmeza.
E que Tbereza, aoouvir o que Duarte decidir
a respailo do casamento, flera como fulminada
pela felicidade, encostada a cadeira onde estivera
sentada, com os ollios filo* no filhinbo, paluda, a
nao sobre o coracao....
Duarte vira-a assim desde o principio, mas qui-
zara abafar aquella commopn, apparentando que
a nao va. l'or fin, nao se dissipando ella, rom-
peu najuellas palavras, ao som das quaes Thereza
tomra-lhe a mao catn amor entre as della, cobriu-
lh'a de beijos, e disparou em choro copioso de feli-
cidade.
Que louquinha I disse Duarte, apertando-a
ao coracao, e fazondo-a depois sentar. Veja, abba-
de ; diante destas lagrimas quasi se pode asseve-
rar que Tuereza me linha na conta de vilo. Nao
o quero, porm, ter.
Depois tirou o enorme relogio, cujas cadeiaslhe
prendiamdc debaixo do collete, e, consnltando-o
exclamou : *g^*,^m
Sao quasi onza horas e meia E' tempo de
ir para Cerzedello, seno o to D. Gonpalo deita-me
fogo Adeus, niinha adorada Thereza. Ahi Ih'a dei-
xo, .\bbade leve-a, leve-a comsigo ja, e, para fa-
zer a muda mais depressa, ponham fogo a esta
casa.
Assim dizendo, (leu um beijo na fronte de The-
reza, oulro no filhinho, e sabiu pela porta fura.
Deus t'o pague, honrado moco, Deus t'o pa-
gue e te abencoe, dizia o abbade, seguindo apoz
elle at porta.
Duarte parou pouca distancia della, e de la
acerou ao vjjlho. Este foi ter com olle.
Diga-rae, porguntou-lhe ento, sabe alguma
cousa respoito desse maroto, desse capillo de
Pas.sos ?
Pois ella disse-lh'o cixlamou o abbade.
abriado grandes olhos.
Emflm, abbade...
Foi Deus que o trouxe, olhe, foi Deus que o
trouno lidalgo, disse ento o abbade, com eviden-
tes signaes de mquielapo. Aquelle homem anda
desamparado de Deus. O Senlior se amereeie del-
le, senao temo-lhe mal no oulro mundo. Elle anda-
va a correr sempre para aqu. Cbegou a ir fallar-
me, para saber se V.S. dava dot e a Thereza ; e por
m, como ella oulro dia o reprehendeu de nao sei
que, que elle llie disse. ameapou-a que havia de
v;r ahi um dia, e leva-la por forca... Foi Deus
que u trouxe, meu oom senlior, foi Deus que o
trouxe...
Canalla I bradou Duarte Pinheiro, batendu
enfurecido com o p no chao. Ella nao me disse
nada, mas eu adevinhava-o I
Nao Ih'o disse I exclamou o abbade. Pelo
amor de Deus entao faca que nao sabe do caso.
Ella pediu-me que llie nao dissesse nada, porque
tema que o. lidalgo se deitasse a perder rom o
Matlieus. E eu prcmetli-lh'o !... Pelo amor de Deus
nao !he diga nada. Esqueja aquelle vilo. Agora
como c esta, nao ha perigo. Deus tambem per-
doou, tidalgo, Deus tambem perdoou...
Elle as pagar I balbuciou Duartc Pinheiro
por antro os denles cerrados. Adeus, meu amigo,
at : maoha s sele horas da tarde. Agora inais
qne aunca llie peco que leve Thereza immediata-
znenie com sigo para a residencia. Nao se esquepa
desti) meu pedido. Deixem a casa s, e tudo o que
flea nella. Adeus. Quando eu voltar de Cerzedello,
ifei saber noticias casa do papal.
A'im d:zendo, abracou o abbade, e dirigiuse
para o sitio, onde mandara que Andr o esperasse
com o cavallo. D'ahi a pouco corra redea solta
a clireepo do paco de Cerzedello.
VI
O MORADO DE CERZEDELLO.
O solar dos Baie de Cerzedello foi, at se-
gun la metade do secuto XVI, um forte alcacer
acamellado, erguido na planura de um outeiro,qne
domina toda a aldeia e todo o territorio, senhorea-
do desde muilos seculos pelos poderosos e turbu-
entos bardes daquella familia.
E n 1366, D. Mem Barbuda de Baio, nesse lem-
po souhor de Cerzedello, voltou da India, para onde
tintu ido depois de se tornar famoso as nossas
prapas d'Africa, que eram as escolas militares, on-
de a iavam os nimos bellicosos os Portuguezes^de
tio.
Como era homem de caracler audaz e aventu-
ris, em lugar de se embarcar nos galeocs de
lorn i-viagom, usual transporte dos que vollavam
patria, D. Mem prefera andir por trra. Andou
peta. Persia, pelo Egypto e pela Syria ao grado da
sua ndole vagabunda e amiga de novidades. Por
flra entrou na Europa por Coostantioopla, e chegou
a Portugal, ao cabo de urna arriscada e aventuro-
sa viagem de seis annos, durante a qual, alen do
do qne vu pela Azia apela frica, visitouas prin-
| cipaes cidades europeas.
Quando chegou, o senlior de Cerzedello estava
homem muito outro do que era quando parti pa-
ra frica. Partir mopo, e, apezar de o nao pare-
cer, vollava honiein maduro, porque, emliora a ad-
miravel moeldade queiconservava no portee nos
gesl >s. nem por isso os annos tinham deixado do
correr por sobre elle; partir mal alTamado de vi-
sinho turbulento e quasi salteador, c lornava illus-
tre (.-celebrado pela parte Importante que Uvera
nos feilos gloriosos dos governos de Nuno da Cu-
lona o de D. Joo de Castro; partir quasi pobre,
porque nesse lempo quera nao ia India era po-
i bre, e vollava opuknto do riquezas grangeadas a
j piratear nos mares da China, en rujas costas pra-
ticara, nos ltimos quatro annos da sua residencia
| naj> nossas nossessdes asiticas, niilharos de genti-
lezas semelliautes aquellas, que narra com loo in-
genuo dosassombro e familiar sinceridade o nosso
Mupiravei Fernie Mendos Pinto. Soffreu tambem
radical inodilicacao B0 carcter. D'aquellc fdalge
soborbo, volteiro e impetuoso, restava apenas um
liomein melanclico, imperioso o de aspecto imper-
turbavel, quo viva solitario no seu alcacer secular,
d"oude se desciitranhava apenas urna vez cada an-
no para se mostrar aos vassallos.
D. Mem Barbuda linha, quando voltou cincuen-
ta anuos de edade; mas, como se disse, os annos
; em nada llie tinham alterado a gallarda virilidad
do aspecto poticamente marcial, com que Deus
engalhardecra a mocidade da sua corporatara re-
; forpada e possanle. Quando, em da de Reis, se
apresenlva no meio dos seus vassallos, a nomear
as justipas dos seus coutos e honras.e a repartir as
fogapas, aquelle homem de fronte levantada, de as.
'pecio malieravel e gestos imperativos, que toda a
; gente sabia que habitava solitario as entranhas
do negro e velho gigante de granito, que l do alto
i do seu outeiro pareca vigiar com sobr'olho carre-
gado os dominios dos senhores de Cerzedello a-
' quelle homem, cuja existencia era conhecida de
todos, mas que mnguem via seno naquella occa-
siao, (|uando de novo se suma para nao apparecer
senao no anno seguinle, deixava nos nimos d'a-
- queiles povos impressao que o afigurava magestosa
: visao sobrenatural, que se moslrava nicamente
para recordar aos coutos a grandeza dos poderosos
e temidos baroes de Cerzedello.
Tal era o viver de D. Mem Barbuda de Baiao,
quando um dia, ao por do sol.bateu porta do seu
alcacer urna nobre cavalgada, que pedia hospitali-
dade. Haviase achado repentinamente docnte urna
dama, que vinha dentro de sua magnifica lileira,
loda coberta de arabescos dourados, e conduzida
por dous possanle.- machos acobertados com ricas
gualdrapas de velludo e com campainhas de prata
lias coleiras.
A cavalgada vinha de Lisboa, e era capitaneada
pelo morgado de Donim, que habitava a tres leguas
il'ali, e de quetn era ilha a dama que adeecra.
Apezar d'este lidalgo ser aquelle com quera na mo-
nda Je, D. Mem refertra mais de rijos caprichos
e competencias senhoriaes, as portas do alcacer de
Cerzedello abrirn de par em par, e a hospialida-
de fot dada cora toda aquella franqueza aberta que
distingue o verdadeiro lidalgo do Mioho, deimstu-
a com a oslenlaco da opulencia de quera viera
niillionario das guerras dalndiae das pirateras da
China e do Japao.
Dez das depois a dama achou-se em estado de
fuer jornada, e a cavalgada poz-se de novo a carai-
uho. D. Mem Barbuda veo despedir os hospedes
extreraidade da ponte levadipa do seu castello;
e, depois que (lies parliram, seguiu-os com os
cilios, entretanto que urna assomada distante lli'os
nao encobriu tolalmenle.
Passados oito das, ouviu-se ao rom|ier d'alva
grande rebolipo dentro do pateo interior do castel-
lo de Cerzedello. Era urna confusao de vozes de
totnens de relinchar de cavallos, de latir de caes,
e de sons de clarins c sacabuxas. Pareca o arran-
car para urna grande capada. Entao a ponte leva-
dipa baixou sobre o fosso, e por ella fra arreben-
tou para quem em multidao um enxame de mon-
leiros e baledores, uns a p, outros a cavallo, no
raeio de innuraeravel matillia de caes, dos quaes
os galgos e os aloes viuham atreliados por mo.
Po meio d'esla turba avultava D. Mem Barbuda
de Baiao, de apor em pirado e cavalgand possantc
e fogozo alazo, que, soffreado destrmente por el-
lo, se arremessava insoffrido aos trancos e aos ga-
13es.
Desde aquelle da tudo mudou em Cerzedello.
D'ali por dianle nao passou um s, que o rico lio-
nera nao sahisse a campear, ora em capadas de al-
tanera, ora era montaras aos lobos e aos javals.
Os vassallos do lidalgo pasmavam ao verem-no to-
dos os das, a elle que, at entao, nao viam seno
l>oueas horas en urna vez cada anno; e pasma-
vam sobretudo ao conhecerem que o seu poderoso
donatario, que at ali se Ihes afflgurava fro, impe-
i ioso e altivo, era hornera de trato gracioso, dado e
llano, e amigo dos pobres e dos infelizes, aos quaes
fivorecia como pae. D. Mem Barbuda de Baio,
que era temido a reputado cousa sobrenatural, viu-
sa de repente amado phreneticamente pelos seus
vassallos, que de joelhos e de brapos erguidos para
0 cu, o cobriam de clamorosas benpos, todas s
vezes que se encontravam com elle.
Alguns mezes raas tarde o mordoino do donata-
rio foi de porta em porta annunciar aos lavrado-
res, que se ia laucar urna adua. Esta nova aler-
rou toda a gente, porque aquelle imposto nao fura
1 rapado havia muito tempo, e todos os reparos dos
muros do castello erara feitos a custa do castellao.
C mordomo temperou, porin, aquelle assombro,
acrescentando que o fidalgo nao quera a adua gra-
tuita ; que exiga o srrvico dos homens do couto
mas que os paga va generosamente a dinheiro. Es-
t deelaracao oroduzu effeilo inteiramente opposto
primeira intimapao. Os coutos resoaram em vi-
\as e arclamapes ao fidalgo, cujos dobroes a cru-
zados pareriam ja tirlniar as algiberas de todos
os qne desejavam trabalho.
D'ahi a poucos das comeparam a abrir-se os
a icerces de um grandioso edificio, a pequea dis.
t ncia e ao sop do antigo castello, sobre urna gra-
nosa e pittorssca re-chSa, em que o outeiro se col-
'eia para o lado do poente. Trabalhavam na olira
centenares de pessoas. Uns carregavam os ma-
te riaes, outros noliam os granitos, outros affeicoa-
vim as maderas de desvairadas origen?, emfim
todos trabalhavam com vontade c sera descanpar.
tm auno depois via-se levantado ali um palacio
niagesloso, todo feito de polidssimo grauito, Da-
ineado a cada canto por urna torre oilavada tam-
b3m de primorosa cantara, e rodeado de jardns,
de terrapos e de pomares a bosques de arvores
aromticas, que iam rrescer e engrossar par de
mutas fontes, graciosamente distribuidas, as quaes,
passados anuos, ellas haviain de adonairar com as
II ires e com a sombra da folhagem. A obra tinha
medrado e traba Andado com a rapidez do en-
canto. *
Pareca que algum mgico se intromettera no
o.iso.
Nada, porin, do mais natural. Aquella mara-
villa era resultado de se 1er empregado n'ella um
sem numero de obreiros, que todos aporllavam era
trabalhar sem descaiiMi, porque trabalhavam d-
ame de IV Mem Barbuda, que os nao largava des-
de que rompa a aurora, animando os trabajado-
res, premiando os mais cuidadosos, e alentando os
outros com palavras nffaveis e com esperanpas de
recompensas.
Quando findava o dia, e com elle o trabalho,
l). Mem cavalgava ento no sou fogoso e possantc
alazo, e s ou arorapanhado, arremessava-o re-
dea solta pelo camfnho do papo de Donim, onde
vivia aquelle seu antigo inimieo, depois de cuja
hospedagem era Cerzedello se opilara no alcafar
tao completa tiansformapo. Quando ia, o cavallo
do rico-hoinem pareca voar n'um turbilho, por-
que senta os acicates permanentemente cravados
nos UbMS; quando vinha, rinchava de usofTrido,
e contorca-sc impaciente, porque se senta soffrea-
do em passo tao vagaroso, que mal poda acom-
modar a elle a sua irrequieta vlvacidada ner-
vosa.
Passados quatro mezes o novo papo de Cerzedel-
lo, aderepado soberanamente, resoava com o ala-
rido jubiloso de esplendido festim. A aldeia com-
parlilhava ruidosa a alegra do solar. Durante o
da, houveram luzidas cavalhadas e festas popula-
res, antes e depois do opulento banquete. A' nou-
tc, o papo illuminou-se de alto baixo, e houve
magnifico sarau.
Tudo era grandeza e opulencia ; folgava a no-
breza c o povo. N'aquelle palacio c n'aquellas
festas, o rieo-homem do Cerzedello despendeu me-
tade dos enormes caplaes, que trouxera da China
e do Japo.
N'aquelle da casou D. Mem Barbuda de Baio
com D. Leonor Barba, lilla e herdera do rico ho-
rnera de Donim a qual, havia pouco menos de
dous annos, o fidalgo de Cerzedello fra obrigado
a acolhcr docnte c quasi moribunda no seu velho
e tristonho alcacer.
O amor fuera todos aquellos prodigios. Desen-
rugara a fronte e a alma de D. Mem, abrir as
portas do antigo castello, e levantara dentro de
pouco tempo un magnifico e grandioso palacio,
nicamente porque D. Leonor dissera urna vez
que tinha medo do aspecto rude e bellicoso do
velho alcacer acastellado dos amigos baroes de
Cerzedello.
Eis-aqui a historia do papo actual. Em 1809
o palacio estava anda tal qual o flzera o fundador.
A arte moderna nao ousara tocar na obra gran-
diosa do amor de D. Mem Barbuda. A natureza,
porm, acresccntara-lhe muilo em bellezas. Du-
rante aquelle longo espapo de quasi Ires seculos,
o arvoredo havia crescido; e os bosques e as fon-
tes e os lagos tinham, portanto, formosas abobadas
de verdura. A par com as elegancias d'este pano-
rama opulento, viam-se en romanesco contrastes
as ruinas desmanteladas do anligo alcacer a
pequea distancia, negras, sombras e quasi que
assoladas de todo, e no meio d'ellas a torre da
menagem, anda de p, mas j meio derrota-
da e toda coberta de espessos tufos de era se.
eotar.
A origein da familia de Cerzedello perdia-se as
trevas da historia das invasoes da gente germ-
nica.
Alguns genealgicos faziam-na atravessar por
entre os suevos at os romanos, e por entre estes
at aos phenicios. Havia aqu indubitavelmente
muito desperdicio de imaginapo. O que parece
fra de duvida que os Baoes de Cerzedello, pri-
mitivamente Barbudas e antes de Barbudas natu-
ralmente coohecidos smente pelos patronunicos,
ou por alcunhas liradas dos dotes phisicos ou das
manhas da ndole, j existiam ao tempo do impe-
rio godo.
Atravessaram depois a conquista rabe, res-
peiudos pelos conquistadores, e, apoz de expul-
sos os rabes para o sul do Mondego, e remoca-
dos os Barbudas com o sangue de D. Arnaldo de
Baio, em razo de um filho d'elle ter casado com
a filha herdera do ento senhor de Cerzedello,
comeparam a longa lnhagem, de que em 1809 era
trgesimo-sexto representante D. Goncalo de Baiao
Barba de Barbuda, que em breve vou ter a honra
de apresenlar pessoalmente ao eleitor. Antes, po-
rm, seja dito de passagem que os Baoes de Cer-
zedello se jactavam de seren os vordadeiros repre-
sentantes, os ellees da familia dos Baioes, por ser,
segundo dizam, primognito de D. Arnaldo do
Baio o lllho d'elle que havia casado, ahi pelo an-
no 1000, com a herdera da barona de Cerze-
dello.
Esla opiniao dra causa a mil demandas entre
elles e outros Baoes, demandas que existiam j
desde os meados do secuto XVII, ludo para saber
se era ou nao primognito o tal filho. D'esta an-
tjquissma e despendosa referta nada ainda se ti-
nha podido apurar de definitivo, e natural quo
nunca se apure. Assim as cousas eslavam, em
1809, do estado primario; a os Baoes de Cerze-
dello, a despeto de todos os domis Baics, con-
tinuavam a chamar-so os chefes da familia e
como taes usavam as armas, que eram, em cam-
po de ouro, duas cabras de preto. possantes, en-
xequeladas de ouro. Por timbre urna das ca-
bras.
D. Gonpalo de Baio Barba de Barbuda era ho-
rnera agigantado, de corporalura possante, barriga-1
do o bastante nutrido. Era dotado de caracler bon-
doso, aberlo e jovial. O rosto, que se abra n'um a!
bella fronte, a qual se llie eslendia por urna vistosa!
calva cima, reflectia-lhe a natural bondade. Alera
disto, era llano e sem o menor assomo de sobarba:
de fidalgo, o que desesperava actualmente sua filha l
D Leonor de Baio Barbuda, e havia desesperado
em outro lempo D. Lopo do Barbuda de Azevedo :
de Baio, seu irmo segundo, que fra militar, e
agora era frade do hospicio da Falperra. Anda1
assim D. Gonpalo nao era de lodo indifferente fl- I
dalguia da sua familia. Lembrava-se, porin, della i
somonte em tres casos primeiro, quando algum ;
lidalgo ou fidalguelho se eraproava soberbaraenlc
com elle; segundo, quando, ao topar os seus inte, i
resses em antagonismo cora os interesses de ou-!
trem, elle cedia como verdadeiro fidalgo que era ?
terceiro, quando se zangava com os foreiros, o que
raras vezes aconteca.
Era ignorante, como o eram naquelles lempos
lodos os morgados do mundo; mas dolado, como
se v, de um grande bom-senso, que o guiava se-
gnraraenlo por entie os mais arriscados escolos
da vida, e que nao naufragava seno diante d dous
sentimentos a caga affepo cora que se deixava
dominar pela filha, c o respeito submlsso com que'
escolan o innao, respeito que era resultado da
natural influencia, que exercem os caracteres as-
peros como o de D. Lopo sobre os brandos e Iwn-
dosos cora o delle. No (temis, era um verdadei-
ro morgado niinhoto daquelle tempo cavalgava
com perfeipao o sabia os nomes a todas as manhas,
a todas as molestias o a todas as nesgas de um ca-
vallo ; cria em bruxas, em loblshomens e em almas
penadas ; cumpria automticamente os seus deve-
res de catholico; coma e dorma muilo, e deixava
ir pela agua abaixo a adranistrapo da sua grande
casa.
Aqui o temos a passciar ueste terrapo do lado do
poente do palacio cora o nos-o j conhecido Vasco
de Ornellas, que delle era subrinhoafliin, era razo
de ser llno de urna inna de sua fallecida esMM,
a Sra. Beatriz Pinheiro de Azevedo, rinaade
Ferno Barba de Azevedo, pae de Duarte Pinheiro.
Este, alera de sobrinho delle por este lado, era-o
lamben) porque a mulher de Ferno Barba, me de
: Duarte, era irma delle D. Goi palo Eis-aqu as
' relapes de parentesco enlre estis tres persooageos
da niinha uovella. Em quanto a Ferno de Al-
poim, esse era filho de um prime carnal de D. Gon-
palo, mas chatnava a esto lio, po que se habituara
desde pequeo a isso, era razo de o ouvir assim
nomear por Duarlee por Vasco de Ornellas.
D. Gonpalo vesta casaca direia de lemisle, col-
lete de seiiui cor de azeilona, e ilpdej e meias de
seda prata, e iraxla nos sapatos enormes fivelas de
ouro. Tinla grvala, camisa e mnhos de renda ;
a cobria a campa cora um peque ao tricornio, apre-
zilhado com prezillia de seda. >a mao segurara
ama grande bengala de cana da ndia com enorme
easto de prata, por baixo do qual a tralla empu-
ntada a kua de bordo.
V'asco de Ornellas trajava a farda de capto do
regiment u. 16 de iufantara, chuado de Cascaes.
em razao de ser aquella a sua pripa. A farda era
casaco de panno azul, de gola e eanho vermelho;
avivado e forrado de branco. N.l cabeca tinha um
banet redondo, cora cinta umbrai d vermelho.
N'aquelle lempo o exercilo porlugtiez era conside-
rado, em relapo a quarteis, cuino dividido era
duas grandes porpes regimeu.os das provincias
do norte e regiraentos das do sul. Distinguiam-se
pelos forros das fardas. Os do norte usavam-nas
forradas de azul, os do sul de tara ico.
O terrapo, era que o to e o sobrinho passeavam
08 a para la, ao abrigo da souibn projectada pelo
palacio, era o mais forraoso de lodos, por ser o que
kava a prumo sobre u raaior declive da collina. O
dilatado panorama que delle se a.'islava era deli-
cioso ; aUigurava enorme jardim lormosameute re-
tallado por rail radios, que por elle serpearan
com as margeos Sobarlas de llores ederelva. Mais
peno via-se, ao sop, urna grande parle da aldea,
corlada por mil caniinhos o ira ves ;os, que se enla-
ta) rmiavanialravez dos campos e dos arvoredos era
deavairadas raaneiras e vollas.
Era quasi meio dia. A conversa entre o lo e o
sub iniiii era animada, mas grave, pois que o roslo
do D. Gonpalo, naturalmente jovial, estava agora
meditabundo e serio.
Olla, sobriuho, dizia elle, de ludo p que me
acabas de dizer sabes o que concluo? que por
lira de coutas a vi oda dos loglezes para nada mais
serve do que para alear a guerra ratre nos; que
pelo deinais continuaremos como d'aotes a ser cs-
magados pelos Francezes e pela aniirchia da plebe.
Porm, lio D.^ Gonpalo, nao sei em que V. S.
fundamenta tal concluso. Ao contrario, do que
llie acabo de contar...
Vasco, sobrinho, interrompeu Gonpalo, fa-
zendo una pausa no passeio, e lineando gravemen-
te a enorme bengala no chao, deixa-te dessas cou-
sas. Isso sao vises, homem. E demais eu c te-
nho certos motivos para estes mus agouros. Ora
olba c, e depois dz-me se lenho ou nao razo. Po-
de metter-se na cabepa de alguem, que o tal Wel-
lesley desaloje com quatro logices pingados os
Francezes de Soult de dentro das 'ortilicapoes do
Porto ? Isso s era sonho. Anda se o Beresford
viesse com elle... Ento seria outro cantar, por-
.que entra vara os Porluguczcs nafesta... Etica
nsto, Vasco ; soldado s o portuguez; porque de
resto os frdelas verraelhas... Homem, sempre
sao gente a quem se nao percebe palavra. Soldado
o portuguez, e deixemo-nos de con os. Mas agora
vem o Wellesley por um lado, e Beresford por
oulro I... Os Inglezes vem sobro o Porto, o os
Portuguezes vo para Traz-os-monl.-s I Nao emen-
do a tal estrategia. Quanto mira para o Loison
basta o Silveira; era deixa-lo l cora elle. Olla,
sobrinho, desculpa, mas algnra se-rae que esta ida
do leu grande amigo Beresford para Traz-os-mon-
les significa, mas grande medo a) Sonjt. 0 ho-
mem fraorio; e, como v quo o ou ro tolo c par-
lapato, aproveita-se-lhe da basofia, e poe as cos-
tellas em salvo. Ora que pode resultar d'aqu ?
Vem o Wellesley, e leva para baixo no Porto ; e
depois o Beresford fica-se s com o exercito portu-
guez para lutar contra tudo. Grande plano, par
vida tuat Pica nisto ; destas grardes manobras
nao resultar seno o atear-se a guerra, e o conti-
nuarmos a ser oppnmidos pelos Fiancczes e pela
anarcha da populapa.
Vasco de Ornellas sorriu-se com o sorriso, com
que o homem delicado, mas do genio impaciente,
procura disfarpar o enfado que Ihe causara os ar-
gumentos e as duvdas sandias.
Perdoe-me V. S., tioD. Gonpalo,respondeu
por liramas olhe que nao aprecia devidamente
os factos...
Vasco, Vasco... vos os rapazos nao vedes as
cousas seno cor de rosa...
Em primeiro lugar o separar se Beresford e
o exercito portuguez, do exercito inglez comman-
dado pelo general Wellesley...
Forte plano, por vida tua !
E' urna manobra de grande alcance, quetem
por lim cortar a retirada aos francezes pelo lado
de Traz-os-monies...
Pois nao est l o Silveira ?
O que o raarechal deseja que fapa Silveira,
lio, que defenda a ponte de Amarante, de forma
Sue o marechal Beresford possa avanpar sobre
haves, e interceptar por ah o cariinho. E' por
l que Soult nao lera remedio seno dirigir a reti-
rada, quando enxetado do Porto i>or Wellesley,
a encontrar desta forma embaracada pela sua d-
reita...
E como tu fallas de enxotar S rali, meu Vas-
co (...
Olhe que nao to difllcil como Ihe pa-
rece.
Nao difflcil I Como se nao acabassemos de
ver a facilidade com que Soult veiu por ahi ahai-
xo, a despeto dos esforcos do pobre Beraardim
Freir, que nada linha de covarde, nem de tolo...
verdade, to, Bernardim Freir era um
militar: mas a gente, que coinmandava, eram
paizanos armados, e Soult dispunha ento de vinte
e cinco mil homens...
E hoje ? Demais gsto dos tea; paizanos ar-
mados. Com que vem Wellesley para o Porto ?
Com Inglezes. Ora lico-te muilo obrigado pelo tal
exercito libertador !
Vasco de Ornellas tomou a sorrr-se. mas des-
la vez juntoii ao sorriso una encolluJella de hom-
bros.
Valha-nos Deus, liodisse por fimOlhe
que os Inglezes sao exeellentes soldados, soldados
que nao retirara, que morrem no seu iwsto como
va lentes que sao. Lembrc-sc ao menos da llolissa
e do Viineire...
Hornera, que fallas da Rolissa b do Vimeiro?
L havia tambem Portuguezes ; ln eslava o leu
dezesseis; e como disse o teu Well ssley, fui elle
que contribura para se ganhar a epo. Einliiii
eslavam Porlnguezes, e Portuguezes coramanda-
dos por llernardim Freir...
Mas cora Wellesley tambem agora vem Por-
tuguezes. Olhe, vem o 16 ainda coramandado pe-
lo bravo coronel Machado, vera o baialho dos aca-
dmicos de Coimbra, vem um forte regiment de
capadores, todos soldados escolhdos entre os mo-
llares de differentes corpos, veem ; s milicias da
Figueira, as de Coimbra...
Homem,que dizes t I emfim, ainda fleo na minha, porque o exercilo
pequeo...
Ainda assim no to pequeo, lo, que nao
seja de muilo perto de quiote rail Inicos. E de
quanlos pensa que dis|ioe hoje o Soill ? Olhe que
no Porto nao ha dez mil soldados francezes. De-
mais o espirito da cdade est em bostilidade per-
manente com elle...
Mas verdade,exclamou aqui D. Goncalo,
parando novamenteo no caso de se reahsan m
Unios esses bellos planos, onde melles (u o Lotson,
que dexas era Amarante, em frente do pruno Sil-
veira T
Vasco de Ornellas soltou urna gaigallada.
Deixo estar, lo D. Gonpalo, responden
que se Loison noforpar a ponte de Amarante, lo-
rn que vir os alhados sobre a esquerda do Douro,
ha de ter o cuidado de reunir a Soult, a menos
que nao queira tirar intalado entre Wellesley e
Beresford, e obrigado a depr as armas...
Fortes sonhos rae parece que Beabas, Vasco !
Deus te oucainterrompeu D. Gonp; lo, abauaudo
a cabepa com ares de duvida
Vasco licou um momento silencioso.
Olhe, liodisse por fin lud > isto W pode,
verdade, reduzir a sonho, porque emflm asorte
das armas incerla ; mas o que 'he aasevero i
que nunca pense! adiar as COOsaS em to boa dis-
posipn, para era lugar dse etvaire era so-
nhos, sahirem ao contrario realidades.
D. Gonpalo fiton nelle os olhos bein abortos.
Quando sir Arthurcontinuuu o senhor de
Gnardizella me ordenou que viesse ao Porto e
provincia a ver o estado, era que as coasas osla-
riam por e, imaginci que vinha encontrar um
exercilo inimgoformidavel, e o des; lento era toda
a populapo...
E ento 1
Ento, em quanto ao desale to, o lio bem
o v...
Assassna-se gente equeimam se casas. Bo-
nita aiiiinacao, devoras 1
Mas tambera se esperam o.- Francezes, e faz-
se-lhes guerra a todo o transe. Anda hontem as-
sisli a uraa prova eloquento do que affirmo, E'
pena que esta n ssteneft heroica se tnnodoc e in-
fame com carnificinas inuteis e barbaras...
Aqui parou um momento, aps o qual conti-
nuou:
No Porto achii um exercito muito reduzido,
e os nimos bem disposi para auxiliar o ataque
dos adiados, se lauto lr necessaro. Fallei com
os vereadores, coraos inocuradores da cdade e
com os do povo...
Pois lu lias-te em jacobinos, hot em !
E o lio er que ejam jacobinos homens co-
mo o Pamplona, o Ant nio Mathias, o Sebastian
Lente, e o Gaspar Cardoso
E porque nao, se os vejo a servir os Fran-
cezes T
E se elles o nao fizessem, pensa que o Porto
lucrava com os que Soult havia de nomear para os
substituir? E' um verdadeiro servipo que fazem
patria...
Mas verdade, como pndsta entrar no Por-
to sem os Francezes darein por t ?
Enlrei dsfarpado, e como nao sou ah nc-
nbiiuia figura extica que d logo nos olhos...
Nisto o relogio grande do papo deu meio dia.
Meio da e Leonor sem apparecer !excla-
mou GoncaloAposto que Ihe na 3 disseram
que_ linha.-, chegado.
Vasco de Ornellas sorriu-se com despeto e irona
K' provavel que Ih'o dissesseiu.-replicou
' mas naturalmente tera cousa que a oceupa e em-
banca. liiin vi1, to D. Gonpalo, que eu nao sou
tal pessoa, que valla a pena de que a prima D.
Leonor se ineommode por minha causa.
Estas palavras forara ditas cora to evidentes
signaos deazedume, qne D. Gonpalo voltou-se, sor-
prendido para elle.
Que dizes, Vasco IexclamonI'os accaso
I pensas que tua prima nao tera por ti Dda a con-
siderapo o loda a amisade qne lens di-eito a exi-
gir de nos ? Basta teres sido creado cora ella des-
de menino. Eu vou chamar outra vez.
Nao chame, lio, nao chameacudiu Ornel-
las, sempre sorrindocom irona, cuja cntoaco nao
poda lainbem abafar de todo na voz.Dexe eslar
que natural que nao tarde a acontecer cousa que
a fapa vir logo. Olhe que as sorprezrs de hoje
, anda Ihe nao acabaram.
D. Gonpalo fitou-o cada vez mais admrado.
Mas que queres dizer com isso ? balbuciou
elle.
N'islo ouviu-se fechar como camella a porta
da quinta, que dava para aquelle lado da estrada
e sobre a qual o terrapo estava quasi a eaval-
\ leiro.
Mas que queres tu' dizer com iss)? balbu-
ciou, pois, D. Gonpalo de Baio.
Nada, respondeu Ornellas, aproximando-se
do parapeito, c odiando por entre o arvoredo para
! a avenida, que da porta conduzia em zig-zag al a
I escadaria que suba daquelle lado para o terrapo
nada ou muilo; urna das duascontinuou Ornel-
las, vollando para junto do lio.Deixo estar lio D.
Goncalo, que muito em breve ha de ter nova sor-
presa, e e.-sa, ver, ha de causar verdadera ale-
gra em loda a gente desta casa...
Ma, por vida la! que significa...
Olhe, significa... rephcou rnelas, apon-
tando para o alto da escadaria por onde se descia
do terrapo, na qual se ouviam os passos apressados
de alguem.
Significa... Olhe, disse, pois, Ornellas apon-
laodo para la.
N'^to Duarte Pinheiro assomou no lopo da es-
cada.
D. Gonpalo arregalouos olhos.lltou-a ura momen-
to como fulminado, e depeis soltou um giito de ale-
gra suprema.
Duarte I... E's tu' meu Duarte, < tu' I ex-
clamou, apenando conlra o coracao o sobrinho que
estmava do fundo d'alma.
Eu mesmo, meu querido tio, eu mismo, se
verdade que Duarte Pinheiro Barba de Azevedo
ainda anda de botas neste mundo, exclamou jovial-
mente o mopo. correspondendo com eiluso aos
dragos afectuosos do lio.
Thoraaz... Manoel... Francisco!., bradou
ento I). Gonpalo, voltando-se para o palacio, sera
cora ludo desafferrar o sobrinho. Criados, la-
caios... ento, por vida minha I Aqu... Tho-
raaz... Januario... criados!... Chegou o Sr.
Duarte Pinheiro! Digatn l quo chegou 0 Sr.
Duarte Pinheiro. Quera o havia de penar! Que
surpreza! Duarte, meu querido Duarte!...
E o bom do velho apertava o sobrinho contra o
peito, com lagrimas de alegra a saltarem-lhe pelos
olhos fra
Aos tarados delle os criados assoraarara uns apoz
outros s jancllas do palacio; e poucos m utos de-
pois, a grande porta envidrapada, que dava sobre o
terrapo, abriu-se de par em par, por ella fra
sahiu com aspecto magestoso e porte verdadera-
mente soberano urna mulher formosissima.
Vasco de Ornellas empallideceu, mordeu os bei-
pos e os olhos rhisparara-die despeilo rar. coroso.
Aquella mulher era D. Leonor de Baio.
Vil
A MULHER QUE AMA VA DUARTE.
D. Leonor de Baio linha vinte e cinco para vin-
te e seis anuos de edade. Era alta, esne'ta e deli-
cada de corporatura. As naos e os pes eram de
pequenez admiravelmeute aristocrtico. Tinha o
rosto sobre o comprdo: a pede fina e transparen-
te; a fronte espacosa e fidalgamente elevada; os
olhos rasgados, negros e franjados de grandes o
escuras pestaas ivellu ladas; o nariz aquilino, e
a bocea pequea e de labios eslreilos c divinamen-
te rosados. Os cabellos longos, assetinados e pre-
tos como o bano, cahiam-lhe a despeto do ripado,
que era a moda favorita da poca, em corapridos
aunis ao longo das faces. Era una mulher for-
inosissima, que pela admiravel belleza do rosto e
pela perfeipao n bem contornado das formas poda
servir de modelo a um esculplor, que tenlasse re-
produzir o ideal da Venus antiga
_ A expresso, a rada que aniraava aquella lodo
tao forraoso, nao condizia, porm, cora taanla
perfeipao e belleza. O mestre daquella mulher to
|)erfeila era pasmosa aberrapo de todas as leis na-
to raes, porque o espirito humano se regjla. Da-
vam-se elle conlradipoos absurdas, de cuja possi-
bilidade era licito duvidar; mas que existiam nel-
le a de cuja lula permanente resaltava aquelle typo
origiualissltno. Havia ali a nev e o fojo reuni-
dos, Batnate un anjo, Meda e PsycM. Ao pri-
meiro relance assemelhava estatua de una mu-
lher admiravel, sotaerba jtor ter nascido tao perfei-
ta e tao bellaassim era fra a expresso do sem-
blante, impassivel c severo o ollar, altivo e em-
proado o |>orte e os gestos. Mas quera a esludasse
inelhor, quem nella attenlasse mais de escapo, des-
cubrira que por detraz daquelle gelo, que esfriava
al s mdulas quera della seaproxmava, acachoa-
va a lava de ura vulco, refervain todos os senti-
mentos cora calor egual ao do sol. O amor e a
amisade, a dr e o prazer, a tristeza e a alegra, a
candade e o odio, todos os grandes sentimentos,
emflm, eram nella verdadeiras paixoes. Dosenfrea-
dne o postos a n taes quaes eram,chegariam a ser
defeitoi perigosUsmos. A natureza teraperara-os,
porm, pondo-iba de par aquell'oulro sentiraento
de orgulho nobilissinio, que acaula os impetos
apaixonados, porque o direito de reprehender, que
era razao dalles alcanpam os outros homens, signi-
fica supenoridade, e aquello orgalbo admitaegoaes
mas nao superiores. Se Ihe tivesseiii sata do apio-
veilar ntediganteraente aquella grande qoalidade,
I). Leonor seria una mulher adoravel, urna mulher
sem egual. A educapo, porm, eslragon-a. A
nobre herdera dos Baoes Orara orpha de me
aos quatro annos de edade; e o pae era lio nem bo-
nachn ao. descuidado e sem nopes de qualidade
alguma do que vale, a educapo moral | ara o in-
dividuo a para a humaiiid.ide. Habituada desde a
infancia a ser adulada o obedecida cegamente, af-
fetaa satisfacer todos os caprichos, a ouvir exaltar
a sua nnbreza o a ver-.-e adorada pelt humildade
entupida dos aldedes, sentiu-se para assim Kzerum
ser cima de lodos os seres, saturou-se dcsla con-
vicp.io, enclieii-se daquella soberba, e ene senli-'
manto satnico fez daquella rreatnra, ru Deus
laucara das raaos to perfeila eto sem igual, tima
mulher repeliente, e s para admrar-se de tonga
D, Leonor era dura, fra e soberba: FaiMobmt
como (|ue aiitoiiialieameiite, como que nio o sen-
lindo ; e, a despeto do corapo, a soberb obriga-
valhe os labiosa di'crelarein o mal por capricho, e
por capricho a otariitava tambera a assistir iraper- j
turhavel c fra a execupo delle.
Tal era D. Leonor de Itaio. O-ollar, a voz, o
porte eos (tastos, tudo reflecta nella esta, desgra-
nada aberrapo do espirito. N'um palco poderia
servir para typo admiravel de urna rainhr.; na so-:
ciedade era nina mulher intoleravel e abjrreciwl.
porque a sodadade iur a mulher a esnirar amor,
ternura e sentimento, e nao freaa, sober'ia e des-
potismo. Por este lado vale mais um aiijo foto, do
que um deinoiiio birmoso.
Ao entrar no tarrean, os bellos olhos de D. Leo-
nor rutilavam com nao vulgar eoinmoei ; mas o
rosto e o> gestos eram fros e pausados, a as gran-
des paatanas avelladadaa eamaaatan o nnor bri-
Iho dos olhos. E verdade qne irazia as fices nias
que ordinariamente rosadas; mas a snior agitapo
physica lamben produz aquelle excesso de colori-
do, e .i frieza do aspecto nao perraittia scqar ima-
ginar que aquella, cor Ihe viesse agora do cora-
pao. B
Ora grapas Deus que chegaste, filha! ex-
clamoa D. Gonpalo, ainda com Duarte nos bra-
cos. %
Os dous mancebos c.iminbarara ao encontr de
i). Leonor, e cum[irimentarati-aa com a fauhliari-
uade ia quera se creara com ella, mas com uns
certos assomos de civilidade e etiqueta mal cabi-
dos em tal oeeasio. Os olhos de Vasco do Ornel-
las mal disfarpavam o amor, que Ihe tinha, a o
oespeijo e o cuune que Ihe nfernavara o espirito.
Os de Duarte brilhavam Iravessaincnte e de forma
que condiziam com o sorriso malicioso, que Ihe
l$lremca nos labios D. Leonor fltou um mo-
mento js dous primos, s olhos della passaram
por cima de Vasco de Ornellas sem a mais peque-
a alKracao .da frieza habitual; mas ao encara-
rem Duarte, sciniillarain cora ura fulger divinal,
que durou o espapo de um relmpago, e os labios
encresparara-se deliciosamente um insume, to
forte e cheio de amor fra o sorriso com que o co-
rapo arremetiera de sbito com o gelo daquella
soberba, que os aftlgurava inertes. D. Leonor cor-
respomleu ao curaprimento dos primos cora ade-
manes de rainha, e esiendendo-lhe soberanamente
a mo, que elles beijaram. Depois dirigin-se, acom-
panhadapor elles, a ura dos canaps, queestaneea-
vam de espapo espapo ao tongo do parapeilo do
tenace.
. Gonpalo collocou-se ento dianle della com as
maos nos bolsos dos calados, a barriga empinada,
os odio; cheios de lagrimas e a bocea chea de sor-
risos.
Ento que te parece, rainha Leonor, bradou
erafim o bondoso lidalgo, trasbordando de satisfac-
po, que te parece estes dous maganoes, que as
cahem assun sem mais era mais la d-is nuvens ?
D. Leouor fez um gesto expresivo, do enfado
que Ihe causa va aquella alegra plebeia do pae.
Nao posso deixar de estranhar esla manera
se apresenlar, primo Duarte, disse entao para o
Sr. de Nespereira, de quem mal poda desfilar os
olhos, fascinados pelas torcas daquelle amor que
Ihe referva no seio. Vir assim inesperadamente,
sem se fazer annunciar...
E onde Beata ento a sorpreza. prima Leo-
nor ? exclamou Duarte em tora jovial.
As sorprezas sao em geral inconvenientes,
primo. As pessoas que sabem que sao cordialmen-
te estimadas, nao fazem sorprezas. Urna senhora
merece mais considerapo.
Diabo E eu que rao nao lernbrei !._ disse
Duarte. sacudindo es dedos da nao direita e fa-
zendo urna pirueta, tudo cora evidente proposito.
Duarte exclamou D. Leonor, fitando-ocom
dgnidadj. L'in cavalleiro nunca esquece a delica-
deza que deve a urna senhora.
Perdao, prima Leonor ; mas como vim a p
de Franca at aqui... replicou maliciosamentb Du-
arte Pinheiro.
D. Leonor fez um gesto de despeto, e D. Gonpa-
lo soltou franca e estridulosa gargalhada.
E' sempro o mesmo 1 exclamou elle, sem-
pre o mesmo, este ladro deste Ruarte... travesso.
malicioso, emflm o mesmo que era quando me cor-
ta va o ra bicho do cabello, por causa do lapo cor de
laranja, que nelle trazia. Lembras-le, marinello ?
D. Leonor fez ura tregeito de grande enfado.
O pae sempre lera crasas! disse tregeilean-
do ainda com a cabepa. Primo Vasco, acrescentou
voltando-sc para elle, pepo-lhe desculpa de nao ap-
parecer logo que me noticiaram a sua ehegada :
mas estava a acabar do rae vestir.
Vasco de Ornellas fez urna profunda cortezia.
Oh' prima Leonor, respondeu com mal dis-
farpada irona, eu nao vadlo a pena de se incom-
raodar.
D. Leonor respondeu ao epgramraa, relancean-
doao prime ura odiar cheio de soberba e de des-
prezo.
Vasco deixou correr francamente petos la-
bios um sorriso de escarneo, digno daquelle
olhar.
Mas. diz c, Duarte, acudiu aqui D. Gonpa-
lo, como que appareces assim... inesperadamen-
te... sem os teus camaradas ? Eu faza-te l por
essas Ierras de Christe, comido de jacobinos, fila-
do petos tierejes... Saiba, srmadrapo, que nos tem
dado muito que cuidar, a mim o a Leonor.....
E quando ura homem mal se precata, quando
anda mais cuidadoso; quando elle entra pela por-
ta dentro, rosado e bem posto como se Ihe nao f-
ra nada no Caso .* Eu bem t'o dzia filha. Vaso
mira nao lem perigo. Duarte c raatreiro... tem
lume no olho... nao era para as barbas dos Pran-
cezes darem com elle em pantana... como tu an-
davas sempre a lamentar, louquinha!..
A sobertaa satnica de D. Leonor incendiou-se
com esla propalapo das irihulapes, em qne anda-
r, pela'torle duvidosa de Duarte, durante a longa
ausencia delle.
Relanceou ao pac ura olhar de despreso terrivel,
e a a descerrar os labios para protestar contra es-
ta ternura, de que se envergonhava, quando Duar-
te a atalhou, respondendo a D. Goncalo acerca do
modo que tivera para abandonar o exercito, que o
Junot e o raarquez de Aloma tinham entregado a
Napoleo.
Travou-se entao a conversa sobre este asumplo.
0 morgado de Nespereira narrou era breves pala-
vras como o exercito tinha sido levado ao engao
al ao centro da Hespanha, e l cercado de forras
superiores, que o obrigaram a marchar para Fran-
g. Depois contou da sua evaso o mesmo que
j dissera a Vasco de Ornellas, aecescentando a
breve narrapao dos perigos que passra, dos obs-
tculos que vencer e da fortuna que o auxiliara at
rhegar a raa portuguez, e de l at Nespereira.
Ao chegar aqui exclamou :
En empre nasci em muito bom signo, lo D.
Gregorio! Alm de ter chegado sem daino algnra
do meu pliysico, grapas a Deus, vira ademis aebar
tudo o qne rae perlencia as raelhores disposn
deste mundo. Emquanto aos meus haveres tudo
em excedente estado desde o meu Bizarro at o
meu Proi hiri Caetano; emquanto aosmous paren-
tes i o qne se v. Falta-nie somenie abracar a
rainha pobre vel ha, que me disse o Prophirio, que
m'a tinham trazido para aqui, para manir autorida-
de da sua pessoa. Do corapo Ih'o agradepo, tio
D. Gonpalo. Mas onde est a lia D. Anglica ?
Ha meces que tem as faculdades mentaes ura
pouco enflaquecidas, disse D. Leonor, que linha
seguido com o amor nteresse a narrapao de
Duartc.
Homem... nao.regula, accrescenlou D. Gon-
palo, arenando para a testa cora ar de quem quera
dizer que a velha estava tola de todo.
Xislo o relogio baten urna hora da larde. Ins-
lantes depois ura esrudeiro assomou o porta envi-
drapada, dirigiu-se a D. Leonor, e fazendo profun-
da cortezia, disse, conservando-se em curva respei-
losa e rom os trapos descahfdos ao longo do corpo:
Fdalga, o jantar estaa mesa.
Ora eraras a Deus exclamou D. Gonpalo,
relsnrean lo com alegra Vasco de Ornellas. na
expansao da sua bella alma, lavada, franca, bondo-
sa e incapaz de refolhamenlos ronvencionaes, as-
sentou rom a rao bem aberta urna palmadinha
animadora na proeminente barriga, onde, pelos
modos, j ha milito que dra urna hora.
Ento que D. Leonor desesperou. A esta ac-
po plebeia, a este arlo de familiaridade soez, tor-
een se romo se estivera sobre um cavallele, e fez
nra cesto ao medonho de enfado, qne nos labios
de I). Gonpalo apparereu sbitamente aquella ri-
sadinha amarada de quem pillado de sorpresa
em flagrante delicio de pedapo de asno.
D. Leonor levantou-se. Duarte, qne estava pr-
ximo della, offereceu-lho o brapo. Ella tomou-o,
mal podendo arreferor rom o gelo da sua soberba
o ardor da felicidade que a innundou, ao sentir
junto do corapo o brapo do homem que amava.
Houve nm instante em que o rosto de D. Leo-
nor se afligurou anglico. A' esta expresso cor-
responden no de Vasco, que nao perder tal njnvi-
mento, ura lampejo do ciuine satnico, de raiva
allucin.ida e feroz.
Mas, prima Leonor, nao poderei abrapar
rainha ta, antes de irmos para a mesa? pergun-
lon Duarte, ao encaininharem-se para a porta en-
vidrapada.
Soregu, que logo a ver.
E os dous entraram para dentro do palacio, a
aps elle D. Gonpalo e Vasco de Ornellas ; este
ultimo inteiramente arrebatado no phrenezim dos
zelos que o infernavam, e D. Gonpalo, charlando
alegremente, como quem impava de satisfaco.
(Continuar-se-ka.)
PERNAHBUCa- IYI'. HE M. F. F. & FILHO
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