Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10314


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Full Text
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JhW

TSW,

*
AflHO XL. ROMERO 58.
Por (res niezrs adiaiilados 5JO00
Pop Ires oiez^s vencidos 6$00
Porte aocorre, o por tres mczes. 750
SEXTA FE1RA 11 DE MARCO DE 1864.
Por anno atlianlado.....19$00O
Porte ao comi por um auno -gOO
DIARIO DE
&M.CARREGADUS DA SUBSCRIPCO NO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araran,
Sr. A. de Lcmos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de
Olivara; Maranhan, o Sr. Joaquim Marques Ro-
drigues; Par, os Srs. Manoel Pinheiro & C; A-
mazoaas, o Sr. Jeronymo da Costa.
E.NCARREGADOS DA SIBSCRIPCAO NO 8L
Alagas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Bahia, o
Sr Jos Martins Alves Rio de Janeiro, os Si s. Pe-
fgira Martius A Gasparino.
PARTIDA DOS ESTAFETAS.
Olinda, Cabo e Escada todos os dias.
Iguarassu', Goyanna e Parahyba as segundas e
sextas-feiras.
Santo Anio, Gravat, Bezerros, Bonito, Caruaru',
Altraho e Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pesqueira.
Ingazeira, Flores,Villa Bella, Tacaratu', Cabrob,
Boa Vista. Ourirurj e Exu' as quarias feiras.
Serinhrm, Rio Formoso, Tamandar, Una, Barrei-
ros, Agua Preta e Pimenteiras as quintas feiras.
Ilha de Fernando todas as vezes que para ali sabir
navio.
Todos os estafetas partem ao V dia.
EPHEMER1DES DO MEZ DE MAHi;0.
i Quarto ming. as 10 h., 51 m. e 44 s. da m.
8 La nova a 1 h., 39 m. e 20 s. da m.
18 Quarto cresc. as :t h., 47 m. e 32 s. da m.
23 La cheia as 8 b., 27 m. e 3 s. da ni
30 Quarto ming. as 8 h. e 2 s. da t.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as fi horas e fi minutos da manha.
Segunda as t horas e 30 minutos da Urde.
PARTIDA DOS VAPORES COSTEIROS.
Para o sul at Alagas a 5 e %i; para o norte at
a Granja 7 e 22 de cada mez; (-ara Fernando nos
dias 14 dos rnezes dejan, man*., nato, jul, set. enov.
PARTIDA DOS MNIBUS.
Para o Reeife : do Api puros 6 >/,, 7, 7 /,, 8 e
8 Vi da m.; de Olinda s 8 da ni. e 6 da tarde; de
Jaboatau s 6 '/, da m.; do Caxang e Vanea s 7
da m.; de Bombea s 8 dam.
_ Do Recite : para o Apipuros s 3'/?. I, 4 Vi, 4 V?.
5, 5V. 5 '/, e 6 da tarde; paia Olinda s 7da
manhaa e 4 '/2 da larde; para Jaboatao s 4 da tar-
de ; para Cachang e Vanea s 4 :/t da tarde: para
Bemflca s 4 da tarde.
AUDIENCIA DOS TRilNAES DA CAPITAL.
Tribunal do comniercio: segundas e quintas.
Relaeao: tercas e sabbados as 10 hora.
Fazenda : quintas s 10 horas.
Juizo do comniercio: segundas s 11 horas.
Dito de orphos: tercas e sextas s 10 hora.
Primeira vara do civel : tercas e sextas ao aseio
da.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados a 1 hera
da tarde.
DIAS DA SEMANA
7. Segunda. S. Thomaz de Aqninod. anglico.
8. Terca. S. Joo de Dens s. Quimilo b.
!>. Qoarta. S. Prenota Romana vtor.
10. Quinta. S. Miliio m.-,:s. Dmhoveoab.
11. Sexta Commemorneae da paixo de N. 9.
\i. Sibbario. S. Gregorio Magnodont. da egr.
13. Djminpo. Ss. Mardonio e Chrrstina v. m-
ASSIGNA-SE
no Reeife, em a livraria da ?ra<;a da Independencia
ns. 6 e 8, dos propretanos Manoel Figneiroa d
Faria i Fimo.
F.
PARTE QFFIGIAL.
G0VRN0 DA PROVINCIA.
Expediente do dia 8 dr marco dr lSfif.
Olllcio ao Exm. hispo diocesano.Pan salisfa-
{3o da exigencia da assembla legislativa provin-
cial remeti ;. V. Exc. Rvm. o incluso compromis-
so da irmaudade do Seuhor Bom Jess dos Pobres
Aflictos da ridade de Nazareth, alim de merecer a
approvaeo de V. Exc. Rvm.
Dito ao brigadeiro commandanle dos armas.
Sirva-se V. Exc.de mandar por em liberdade o
recruta Sabino Joo CKmaco, que foiconsiderado in-
capaz do tervico em btopercao de saude como V.
Ex. dec larou em sen offlcio n. 34'Jtle 7 do torren-
te.Commuinenu-se ao coronel rerrutador.
Dito ao mesmo.-Ficamapprovados os contractos
que V Exc. celebren em 4 do correte, como me
coinmjiiicou em officio n. 431 datado de 7, como
Dr. em medicina Estcvo Cavalcante de Albuquer-
quj e o cirurgio reformado da armada, Francisco
Marciano Araujo Luna, para coadjuvarem o servi-
do medico militar da guaruico dsta provincia, al-
ienta a falta que ha de cirurgioes do corpo de sa-
de Coramunicous-' ao inspector da thesoureria
de fazenda.
Dito ao conselhero presidente da relaeao.Quei-
ra V. Exc. interpor o seu parecer sobro a materia
do inclusoobTi'io me o jui; municipal em exercicio do termo de Ca-
limb.
Dito ao desembargador provedor da Santa Casa
de Misericordia do Reeife.Ministre V. S. eom a
po-sivel brevidade, alim de seren submeltidos
assimbla legislativa provincial esclareeimentos
acerca dos quesitos seguinles :
i.* Qual onumero de alumnos doscollegiosde or-
jil os e orphas estabelecidos ntsia cidade, *eus
nemes e idades.
2." Que destinos se podem dar a csses alumnos
sr. i vista do ngulamento dos referidos collegios.
Dito ao mesinoDe confurmidade eom a sua in-
o-maeo de S do crreme, dada conTrefereiieia ao
re pierimenlo que devolvo de Anastacio da Silva
Le reg, mande V. S. entregar ao supplicante s seu
lillio que independente de sua voniade, fui laucado
na casa dos Expostos no dia 22 de fevereiro ul-
time.
Dito ao Dr. thefe de polica.-Restiluindo a V.
S. os papis que vieram anu.-xo ao seu olllcio de
11 de fevereiro ultimo sob n. 183, e bem assim
a guia e conta ella annexa eom que o adminis-
trador da casa de deteocao pretenda recolher
the-ouraria provincial a quantia de 9555732 ris
preveniente de resiituie.ies cobradas de presos li-
vr< s e escravos, que nao sendo pobre* feran all
tratados e alimentados custa dos cofres previa-
eii m, lenbo a dizer em resposta, que era vista da in-
ormaeo ministrada pelo inspector daquella tlie-
souraria em officio n. l de 18 do predilo inez.
eonvem para a boa reguiaridadc dos trabaibot da
atesma tliesouraria e dessa reparti(o que taes
reiajlhimentos de oinheiros sejam feitos por inter-
medio de V. S. que dar oeste sentido as necessa-
rias providencias.Conimunicou-se ao inspector
da ihesouraria proviurlal.
Dito ao mesmo.Remetto V. S. alim de serem
enlregue ao juiz municipal de Serinliaem 8,5040
ri descintados dos vuucira mos dos soldados de
1* liaba que estiveram em diligencia n'aquella vil-
la por inlemnisaeao das etapas que Ibes furam
abanadas pelo memn juiz, segundo V. S. declarou
em seu olleio n. 1637 de 18 de dezembro ultimo,
e cansta do pret que devolv, fallando para o eom-
pelo d:ssn abono a quuiti i de ^f 160 ri s que nao
ide ser descontada ao sida do Anloiii) Narciso
,eiie, por luver desertado, como eommonicoa-ae
o Irigadeiro commandantcs das anuas no ollicio de
7 do crrenle por copia inclu.
Dito ao inipertoi da Ibesoararja de fazenda.
Paraos eonrenientes exames traoioniuo V. S.a
inclusa copiada acta do con-elho administrativo
do arsenal de guerra, datado de 2!> de fevereiro
ultimo.
Dito ao mesmo.- Remello V. S. por copia para
ter os devidoK efieitos o contrato que approvei Bea-
ta data |elo qual Wilson A BeO, se obiigain a for-
nieer por lempo de 6meses ocarvio de podra
necessario ao arsenal de inai uba. Dlliciou-se ues-
te sentido ao eooselho de compras nava, s.
Dilo ao mesmo. Duvolvendo V. S. o requer i-
me ito que veio armexo ao olllcio Je o do corrente,
oh n. 114, lenbo adixer em resposta, qae, nae obs-
tante o que pondera em seu citado officio, mande
pagar ao capiti) Je engenbetros Domingos Jos
Kodrigaes, alem das vanlagensqua Iheeompetirem
pelo ministerio da guerra, a graudeaci mensal
nu peroeia aelo da agricultura, como enea rrega-
dooa lisealisacio Jas obras da ponte de ferro do
Reeife.
Hito ao mesmo. Communico V. S. que o ba-
charel loaqnim Jos de Oliveira Aodrade passon
em Jo mea ultimo ao respectiva suppl ente o exer-
cicio do cargo de juiz municipal 'e de orphos do
ter no Je Naiaretii, por haver terminado nesse dia
o seu quadriennio.
Dilo ao inspector da tliesouraria provincial.
Para satisfazer a resolucao da assembla legislati-
va proTiaeial, preste V. s urna relagao dos estaba-
lecimentos eamraerciaes nesta cidade, pertencentes
commerciantes lirasileiros.
Dito ao mesmo. Para satisfazer a deliberaban
da assembla legislativa provincial, informe V. S.
'. immercial des-
di) a sua erea<;. .
hito ao mesmo.Para satisfazer a requisicoda
a-- iiiIiIim legislativa provincial, infirme V. S. :
I A quanio montam os subsidios volados pela
inesina assemiJa para reparos do comento de
Igl arassii.
2* Qnanto tem recebido o respectivo procu-
rador.
.1" Se tem elle prestado contas.
Ditoao mesmo. Tomando em consideraran o
que ponderou o director da reparlicao das obras
publicas no offlcki pinto por cpia, datado de 2 do
conente, sob n. Si, recommendo V. S. que con-
tra'.e eom o arrematante dos reparos da iionte de
Mamucabinha Jos Auguslo de Araujo, os novos
reparos do que precisa aquella ponte, e constante do
ornamento tambero junto \x>r copia, na importan-
cia de 2:2003 rs, o?, quaes nao foram contempla-
do, no primitivo orcamenlo, coneedendo-lbe maiso
joa'.o de 2 inezes para a conclii-ao de tojas as
obris relativas a mesraa ponte. Comraumeou-se
ao iircdito director.
liii i. Em vista do que exp5e o cu-
genlieiro tlseal da illuminacao gaz nesta cidade
em sua inmrmico junta por copia, datad) de 5
iloiorrente, mande V. S., nao havendo inconve-
niente, pagar aos respectivos empresarios nao s a
quantia de '1713 rs., proveniente das despez.is fei-
ta- rom um repara (feral na canalisarao da illumi-
naeio do theatro de Sania Isabel, mas tambem a
el Mi i'.-. despendida eom a deslocaeao de 2 lam-
pe |i >r elfeito de trabadlos pblicos, como se
ve Ja~ iluas contas tanibcm juntas.
Dito aocoinmandante do rorpo de [Milicia.Pode
V. S. faser engijar para o servido do corpo sob
seu enmmando o paisano Marcolino I'aes Brrelo,
presentado rom o sea offlrio n. III desia data.
Dito ao director da mpartbjio das obras publi-
cas.Recommendo a Vine, que enlendendo-se eom
os agentes da companlua de illuminacao gaz
nesta capital faca substituir por entro gas o lasa-
peo eom azeite que seacha enllocado no corredor
que da entrada paraalliesotuaria provincial, apo-
sentando a competente conla alim de ser paga pela
verba volada para o expediente daquella Ihesoura-
ria, romo indica o respectiva inspector em oflieio
de 4 do corrente, sob n. 79.Communicou-se ao
; inspector da tbesouraria provincial.
Dilo ao mesmo.Informe Vmc: 1". se cravadas
as chapas do assoalhoda ponte do Brunisinho, pode-
r riam ellas resistir a pressao occasionada |ielo peso
do canelo (|ue_a arruinou ; 2", se no systema de
iguaes ponti.'s sao sempre cravadas as suas chapas
, e se citas se arham em circumstancias anlogas
de e|)ssura c distancia dos pontos de apoio; 3',
que grao de influencia tem sobre a ruina da dita
porfe o serem as cavidades das chapas cheias de
arcia grossa e nao de argamassa de cimento e
, areia.
Dito ao mcimo. Recommendo Vmc. que mi-
nistre eom brevidade as Informacdes que exige a
assembla legislativa provincial e conslam do olll-
cio do respectivo 1 secretario de n. 6, e dala de 2
do corrente, por copia inclusa.
Dito ao mesmoPara satisfazer a deliberac^io
da assembla legislativa provincial, remetta-me
Vine urna relaeao das quanlias despendidas eom a
obra do Gymnasio Provincial.
Dito ao mesmo.Para satisfazer a requisicao da
assembla legislativa provincial, mande Vmc. por
um dos engenheiros dessa reparlicao orear a des-
I i a que se precisa fazer na casa da cmara do
Bonito, alimdeconclui-la de modo servir tambem
de cadeia. casa do jury o de audiencias.
Portara.-O vtee-presidente da provincia, no-
meia interinamente o capilao de engenheiros Do-
mingos Jos Rodrigues para fiscalisar as obras
do melhoramenlo do porto durante o impedimento
do engenheiro Gervasio Rodrigues Campello, que
se acha corn assento na assembla legislativa pro-
vincial. Fizeram-se as ntcessarias communica-
eoes.
Dita.O vice-presidente da provincia, confor-
mando-se eom a proposla do Dr. chefe de polica
n. 27(1 desta dajla, resolve conceder Jos Antonio
Serfico de Assis Carvalho, a exoneracao que pedio
; do cargo de delegado de polica do termo de Agua
Preta e para o substituir noma o capitao Antonio
Luiz Dnarle Nunes.Communicou-se ao Dr. chefe
de policia.
DitaO vice-presidente da provincia, atienden-
do ao que requereu o labellio de notas e escrivo
elo termo da Escada, Mathias de Albuquerque
Mello Jnior; resolve conceder-llie G mezes de li-
eenea para tratar de sua sade.
Dita.O vicepresidente da provincia, attenden-
do ao que requereu Joo Pessoa da Gama, contador
e partidor do termo de Serinhaem; resolve conce-
der-lhe 2 mezes de licenca para tratar de soa
sade.
Expediente do secretario do gnverno.
N. 30.Officio ao Dr. Manotl Buarque de Mac-
do.De ordem de S. Exc. o Sr. vicepresidente da
provincia transmuto V. S. para ser presente
assembla legislativa provincial, os inclusos artigos
de (naturas que a cmara municipal de Ingaseira
confeccionou e remellen rom officio de 20 de Janei-
ro ultimo, junto por copia.
Despachos do dia 8 de mareo dr 1801.
lieqtierimentos.
Rarlholeza Maria da Conceicao.Nao tem lugar
o que requer.
Calbarina Maria dos Prazeres.Nao tem lugar o
que requer.
Feliciano de Paula e OliveiraInforme o Sr.
coronel rerrutador.
Joo Paulino Marques.Junte a parle em que se
lance a verba de apresenlacao do supplicante.
Joo Goncalvea Pires Ferreira.Informe o Sr.
inspector da Ihesouraria de fazenda.
Manoel Joo.-Informe o Sr. coronel recru-
tad ir.
Manoel Cosme DamioInforme o Sr. Dr. chefe
de polica.
aos eleilos pelo segundo dislriclo, e em algumas
cartas, ou estorquidas pela amisade, ou fornecidas
pelo despeto de algum eleitor, eujo candidato uao
obleve umbom xito em sua pretenrao.
Mas, Sr. presidente, que valor probatorio pde-
se conceder esse protesto, que por sua manifissla
inepcia nem digno de umarefntaeo seria f
Que consideracao pode esta Ilustradaassembla
dar a esse protesto feito sob inspirae;aode um can-
vivo, exaltado, e nada maisnatnr.il do que csses
eleilores, doaois de 14 anuos de r rorripe:\o, con-
eomrern as urnas para rxcrcerein um dreito que
Ihes luilia sido exterquido [tela polilica decahida.
(Apoiados.)
Alm de que, Sr. presidente, e facto de compa-
recerem ao collegio rraasi todas oieleitoroa, nao
! novo na comarca de Goianna.
Na eleirao para diputados assembla geral
didato derrotado, que nao se resignando eom a re- comparecern! 150 eleitores; sei do de notar que
Dizem os tres vereadores protestantes que eom- mente procedida votaran] 137 ele lores, retirando-
pareceram apenas rento c quinze eleitores, t/sto sosem votar muitos que estiveram no collegio, dei-
lados, enotando-se apenas entre n/im e o nono vo-
tado a JfhVrenea de 7 votos.
Nao seria provavel, nao seria ecrlo que no col-
legio de Goianna, que era a base do irinha candi-
' datura, cpie o collegio onde eu nao-exercendo in-
llurncia, i;o/c> todava de sympathias, lo que me
J--vaneen, eu oblivesse una votaran superior de
; muitos candidatos eomplMamente estraoh leollegio? (Muilo bem.)
U.m Su. DKitTADo :Nao se contesta rsso.
O Sn. Akminio:E tanlo mais verdade que o
mesmo Sr. Jos Luiz, que foriieceu um documento
contra a eleco de Goianna, declara nesse mesmo
documento que a eommssao parochial, da qual el-
la digno presidente, incluir o ineu nome na
O Sk. Ahai jo B timos : Nao o duvid; mas
servira sempre para orientar mais o seu Ilustra-
do criterio.
Nada direl mais para mostrar a iroprestabilkla-
de dos documentos at agora apresentados contra
el ii fu; de que se trata. A cmara j deve ter feito
o sou juizo definitivo sobre o valor desses doca-
inenlos.
Tratarei de apreciar o argumento dwuzido do
no coinparecimento de um eleitor. que a a?ta d
como presente no collegio, e que um de nossos
rollegas asevera tr estado -em Nazareth nc da
15 de novembro, primeiro dia da eleirao.
Sr. presidente, admiti como certa a asseverat;ao
do nosso honrado collega ; mas nao aceito a conh
que su ussitjnmam a acta vint* e sete eleitores i'n-
rlusire o*mesarios.e foi distribuido aos diversos
candidatos um numero de votos que excede aquel-
lo que poderiam dar os eleitores presentes.
Ora, Sr. presdante, nao se pode conceber maior
absurdo do que querer concluir do numero de
eleitores que assigoaram a acta da apurado dos
votos o numero daquelles que votaram.
De duas urna, Sr. presidente, ou os tres verea-
dores protestaram de ma fe. ou ignoravam que a
\ando de comparecer outros por \ausa da deshar-
nionia entao existente entre os Ex ns. Sr. Feitosa e
Urbano.
Tenta-se anda destruir c valor probatorio da
acta eom as declarares que faze n alguns eleito-
res de ter denegado os seus votos a dous candida-
tos que, segundo a acta.obtiveram quasi uuanimi-
dade.
Chapa por Olla confeccionada para depulados pro- clusao do que por esse mesma Pacto o eleitor,
vinciaes. ..... (quem elle se referi, nao podesse no mesmo da
B, br. presidente, se um deputado e legitimo estar ni cidade de Goianna. Para mim,desde que-
quando representa a materia do distrielo, rete que a distancia de um lugar outro pode ser trans-
i amrmar que um
esteta em um dos
.. gares nao esleve no outro no mesmo da,
senhores, a casa esta fatigada, a hora adiantada. faz-se mister fazer prova da hora, em qne ha cer-
discussao tem sido pordemais ampia; poftento,iteza deque foi visto em um lugar, e daquella,
iuoiiuo ie,neseiiiaainaioriaoouisiricio.creioque;a distancia de um lugar outro p<
senao pode negar a minha legitimidad.- e que aqu' p0s em algumas horas, para se aftl
represento a maiona do segundo dislriclo. (Apota- individuo, que em certo dia esle
' ditos logares no esteva no outro i
A respeilo dessas declaracoes, cirei apenas pou- eu concluo aguardando, calmo e tranquillo a deci- em qm'l7a"duvTda s"o foi" no outro
cas palavras, para nao ferir a suseeplibilidade des- '
ei no exige a assignatura dos eleitores na art da j ses eleitores, a quem acato e respito.
apuraeo dos votos, permute apenas, que a le Quando os envernados elegem os governantes,
imperativa relativamente a mesa, e facultativa em diz um publicista. Garnier Pags, cuja autoridad
relaeo aos demais eleitores-que assignaram a ; nao deve de ser suspeita para os nohres depulados,
acta se qnizerem. devemvotar serrelamente ; |ior que o segredo a
Eu supponho. Sr. presidente, que os nobres de- condicao absoluta da liberdade co voto ; porque
putados nao hesitaro na escolha entre urna acta estes qne elegem, exercem um dimito de soberana;! cusso tem corrido de nv>do- (|ue nao |>odem haver
legalisada. que tem emseu favor todas as presump- porque nenhuma distinccao entre os votantes deve mais duvidas sobre a validado daquella eleie.o.
?es de verdade, assignada pela mesa que mere-1 subsistir depois da elecao; os eleitos sao incum- (Ajioiados.)
Por essa razao quasi que eu me poderla c.onside-
' sao desta Ilustrada assembla sobre a questo de
Goianna.
Vozks : -Muito bem.
O Su. Arai'jo Baiiuos:Sr. presidente, parece-
1 me que a discussao aeha-se quasi esgitada; que
larga e profusamente se tem dito em favor e ron-
Ora desde que a argumentacao do nobre depor-
tado nao fornece dados sobre "essas circumstan-
cias, nao pode ella ter a forca de desvanecer qual-
quer duvida, que sobre este ponto houvesse anda
uo espirito da assembla.
Mas, genitores, admitamos, para argumentar,
ira a eleican do collegio de Goianna; e que a dis-; que o eleitor de que se trata, nao tivesse compa-
ceu a confianca do corpo eleitoral e contra cujos bdos do governode todos e no s Jmente da mate-
actos nenhum eleitor protestou, e esse protesto que na qne os nonieou.
exprime nicamente o despeito e desacorocoa- i A nossa legislaeao, consagraod > esla doulrina,
ment de um candidato derrotado. | precepta que os eleitores devera) voiar emeedu-
Funda-se anda o Ilustre deputado pelo prmei- las nao assignadas.
ro di,trelo, para pedir a nullidade da eleieo do Ora, Sr. presidente, acceitar e.-sas declaragoes
Goianna, em cartas, em dreito consideradas mera- posthumas illudr o escrutinio qne exige a lei
menle graciosas, que um candidato iufeliz, moven- ,comocondic,o absoluta da liberdade do voto(apoia-
do as relacoes de amisade, utilisando-se do des- dos) ; estabelecer o absurdo de collocar-se a va-
peito de alguns eleitores obteve para, nullifirada lidade de urna eleieo dependente da vontade de
a votagao do collegio de Goianna, assentar-se em un eleitor que por despeito ou por outro motivo
urna destas cadeiras, que em seu reconhecido pa-1 qualquer pode declarar nao ter comparecido ao
triotismo e nunca contestada dedicacao ao bem collegio, ou votado em um candi lato, cujo nome
publico, aspira nicamente para prodigalisar bene- i nao appareceu na acta eom votos,
flcios a esta provincia eom luminosos projectos so-1 Se algum eleitor desconlia da probidade e mora-
bre estradas. lidade da mesa, deve exercer o direito, que a lei,
Admira, Sr. presidente, que o Ilustre deputado,' para prevenir as fraudes llie concede de inspeccio-
!|ue primeiro impugnnu a eleieo de Goianna, ex- nar a leitura das cdulas, de reclamar c protestar
orce-se para fazer valer como provas irrecusaveis contra qualquer abuso que comrnetter a mesa ;
cartas particulares que, na plirase de um praxista, mas, Sr. presidente, se um eleitor, confiando na
cuja autoridade aeve ser reconherida pelo nobre probidade e inteireza da mesa, abindona a apura-
deputado. qne exerce a profissao de advogado, nao ?ao dos votos, nao inspecciona os irabalhos eleito-
| constituem provas anda quando sao de pessoas ca- rae., eom que direito vein depois dizer a mesa
Iracterisadas,esquecendose anda do principio ad- nao votei n'uste. mas sim naqtelle candidato?
Imillido em direito-as cartas particulares s cons- Essa deelaraeo no tem, semdu-ida maior valor
, tituera provas contra quem as escreve. do que o tastemunho da mesa. (Aioiados.)
As cartas exebidas como documentos so assig-! Argumenta-se inda contra a egularidade da
| nadas por caracteres muito distinctos. diz o nobre j eleiqo de Goianna eom a improb; bilidade de, sen-
j deputado, incapazes de negarera a verdade. do a eleieo disputada e correndo I-gal e regular-
t^oneordo eom o nobre deputado, reconheco a ; mente, obterem 6 candidatos o m ismo numero de
probidade e moralidade dos signatarios dessas car- votos, 1.30 cada um.
tas. Mas, pergunto aos nobres depulados. as' c'r -a ..
pessoas que assignaram a acta sao menos probas, I m f. Presdeme, e connecida geialmento a liar-
sao menos dignas, sao menos dislinctas ? (moma, a umdade do pensamenlo poltico que exis-
recido no collegio de* Goianna, nao poda o seu
coinparecimento ser dado por mero engao ? Des-
de que os candidatos menos votados do segundo
districto, que tiveram diplomas, e aqui se achafrr,
: rar dis|tcnsado de oceupar neste momento a alten- nao venceram a eleieo sement por um vot,
cao da cmara, e certamente assm procedera, se nem dous, a hvpothese de fraude pelo no compa-
nao tivesse de explicar nm fado, de que na sessao recimeoto de 'um eleitor nessa eleico inteira-
de hontem fallou um de nieus rollegas de dislriclo. mente gratuita, e devj ser repellida i>or absurda.
Entretanto, urna vez que me foi concedida a pala- E osle argumento, que por si s vale muito, ad-
vra, baveis de permitlir-me, senhore, que procu- quire forca irresislivel, desde que o nobre deputa-
re fazer algumas ponderaces sobre o discurso do I do suppde que Goianna esperou saber do resulta-
rem, sem vacillarem, aceitarera como verdade,! S* "V1"1'^.do dia em qne se ti iba de procadei
o que dizem essas cartas c repeliera, como falsilla- a Vulaf;'i directorio, convocando todos os eleito-
de o que resa a acta assignada por caracteres tao fS """sr011 a conveniencia d: ser aceita por
conspicuos? loaos os eleitores urna chapa, qu: apresentou, a
Sr. presidente, eu abstraio-me de continuar 3*2 ,Je|")ls de amP|a disenssao ei Ir os niembros
do directorio e muitos eleitores, "
PERWAMBCO
ASSEUBLEV PROVINCIAL.
SESSAO ORDINARIA EM 2 DE MARCO
DE 18Gi.
PUSIDIHClA 00 SU. C0.NSKLI1E1U0 mico DE
l.oi-REinn.
(Conclusao.)
O Sn. Aiimim : Sr. presidente, contestadas a
logalidade e regularidade da eleieo do collegio de
Goianna pelo Ilustre deputado pelo primeiro cir-
culo, cu vencendo o meu natural aeanhamenlo,
que cresce nesle augusto recinto, onde sinlo an-
nuviar-se as faculdades de minha alma em pre-
- inca das illustracoes, que me ouveni, ouso tomar
a palavia para protestar, como solemiienienle pro-
testo, contra a impnlacao de fraude, contra as in-
crepaees ultrajantes, que se tem feito quelle col-;
legro.
O Sn. Sabino :Nao contra o collegio, con-
tra os falsificadores.
O Sil. Aruiimo : -O meu silencio, Sr. presidente,
nesla Ilustre assembla, na occasiao en que se
irroga urna to grave olfeusa digindade e mora-'
lidade do corpo eleitoral, do qual sou um obscuro;
membro e pelo qual fui quasi unnimemente elei-,
to, seria criminoso, indisculpavel e injuslilicavel.
J vedes, senhors, que bem furto o movel,
que acta no met espirito para ante vsousar fal-:
lar ;que obeJei-o a mposirao de um dever.de
rujo cumprimento nao me posso sera dezar exe-
mir ; por isso, senhors, confiando em vossa gene-
rosidade espero que, se me prastardesa vossa at-
tencao, no me recusareis a vossa indulgencia, de
que tanto careco.
Nao attendais, senhors, para a rudeza da phra-
>e, desculpai-a, vos que nao vos deixais seduzir
irla elegancia de forma.
Entro na questlo, senhors, que tanto tem attra-'
liido a vossa attenclo.
Sr. presidente, dos debates agitados nesta casa
em relaeao a materia de que nos oceupamos, de-
prehende-se que a fraude, que tao injusta quo in- I
randadamente se imputa ao collegio de Goianna,
resulta 1." Do supposto nio coinparecimento do l
numero de eleitores mencionado na acta; 2." Da i
impos eoenta votos sobre cento e cincoenia e um eleito-
res dous candidatos, a quem alguns desses eleito-
es declaram ter denegado os seos sulfragios ; 3."
Da improbabilidade de, correndo a eleic.no legal e
i egularinenle, obterem seis candidatos o mesmo
numero de votos, cento e cincoenta cada um.
Nao desconheco, Sr.Tpresdente, que a argumen-
tacao produzida pelo Ilustrado impugnador da
(leicio do collegio de Goianna j foi perfeilamente
r i lutada pelos distinctos oradores que me prece-
leram ;que os documentos exebidosja se achara
inanifestaiiieiite destruidos em sua torta probato-
ria ; mas perinittie, senhors, que eu emcuuipri-
mento de um dever, prolira algumas palavras eom
relaeao a essa argumentarao ja refutada, eom re-
i'acao csses documiintos ja destruidos.
Br. presidente, a questo, qui se procura delu-
ciJar, de faeto, e os factos devem ser provados.
Ma-, Sr. presidente, em que se funda o nobre
deputado impugnador da eleieo de Goianna para
negar a veracidade da arla f Quaes as provas
que serven) de base a proposiclo que avanrou. de
que naocomparcrcu ao collegio o numero de elei-
:ores declarado na acta J
l-'unda-se certamente no inepto protesto de tres
.creadores da cmara municipal de Nazareth exa-
rado nos diplomas, que a mesma cmara expedio
fados, algumas provas circumstancia'es apresen- Jfna eise resultado, que se tem ettranhado nesta
casa.
tadas pelo nobre deputado pelo primeiro circulo,
em qne elle parece tambem basear-se para reque-
rer a nullidade da eleieo de Goianna.
Deduziu o Ilustre deputado, a quem combalo,
argumento contra a validade da arta da eircums-
tancia ou do facto de aflirraarem nao 1er compare-
cido ao collegio aquellos mesmos eleitores que nao .
assignaram as actas.
O indicio que parece resultar dessa circumstan-!
ca contra a veracidade da arta
Assim. Sr. presidente, nao houv i fraude, houve
um acord, um convenio previo que foi respeitado,
que foi religiosamente enmprido na urna, o mete i
eiiipregado para obtr o triumpho, sobre cuja le-1
galtdade se tem creado urna opiniau falsa, foi a con-'
viceo a persuaso proJuzidas pela discussao.
' nolavcl, Sr. presidente que o |ue se estranha
no collegio de Goianna, por occasi i da eleieo de
Dito fugaz e i depurados provinciaes, nae se estr.ailiado por oc-
desapparece em presenca das seguinles considera- eag* dc. ."lra;i eleifes.
eocs : ->a eteicao para depulados gerae: obliveram no
' collegio de Goianna unidade de votos os Exms. Srs.
Sr. presidente, a installacao do collegio proce- Carvalho e S e Albuquerque; na leieo para s-
dense no dia l.'i de novembro e a votacao no dia nador obtiveram o mesmo numeio devotos os
16. Muitos eleitores que deixaram de comparecer Exms. Srs. couselbero Paes Barr to e Saldanha
no primeiro dia coniparecerain no segundo, no Mariulio.
pudendo consequentemente assignar a acta da for-
mae i.i da mesa, para cuja organisaeao no tinliam
Concorrido, e votaram ; mas, nao esperando pela
concloslo da acta, retiraram-se apenas deposita-
ram na urna as suas cdulas. Isto qne se observa
em Goianna, observa-se em lodos os collegios cu-
Eiu oulros collegios se tem obserradoo facto de
muitos candidatos obterem o mesn i numero de
votos. No collegio de. Iguarassu e.uididatos ob-
liveram 130 votos cada um, em Agu; Preta 12 can-
didatos obtiveram 17 votos cada un 0 que para
assignada [iir .....>. ^ ,v .v...,
res, nao obstante ser a da installacao do collegio loa??" cooa em que elto se tivesse dada
assignada por cento o cinco. J^8? ? d,!Pula(l' 1ue primeiro iinpugnou
Se prevaleeesse o argumento a que se quiz sor.- a e,e,tao de Goianna. que se tfvBSM havidoreunan
volae.'io.
implicar nullidade.
Aioda mais, Sr. presidente, qual seria o eleitor,
por mais elevado que fosse o grao de seu despeito,
por maior consideraran que devesse um candida-
to, que declarara por uina carta no ter compare
cido ao collegio, tendo assignado a acta desse col-
legio ?
Que candidato tao inepto que, procurando pre
munir-se de documentos para annullar una elei ;ao
fosse Jlicilar de um eleitor una deelaraeo de
nao ter comparecido ao collegio. sem iudagar pri-
meramente se elle tinha ou nao assignado a acta?
Eu ereio, Sr. presidente que nem liaveria eleitor
que foraeeesse una carta seuielbante, leudo assig-
nado a acta da eleieo, nem candidato tao neseio
que sollicitasse urna semelhanle caria de um elei-
tor, que llie constasse ter assignado a acta.
Desse facto porlanlo, indicio algum pode resul-
tar contra a veracidede da acta, depois da explica-
co dada, e das consideraedes feitas.
No crivel, se tem dilo, que em um collegio
composto de lo'i eleitores, concorressem urna
151, no comparecendo apenas tres.
Nao Sr. presidente, dillicil prestar-se f ao
facto cuja crediliilidade se nega, se alteudermos
(pie a eleirao para depulados provinciaes foi a
mais disputada. Cada eleitor inleressara-se, pde-
se aventurar, pelo bom xito de una candidatura;
os candidatos, exercendo a maior actividade solici-
tavam o coinparecimento ao collegio dos eleitores,
eom cujos votos contavam, recelosos de que um vo-
to de menos podia occasiooar uina derrota-, os can-
didatos do collegio de Goianna dirigirtHVse as in- sou deputado, e deputado tao legitimo como aipiel-
lluencias das respectivas freguezias, instando para i le a ujjimii respoodo, (a|K)iados^ e para vo-b de-
que coniparecessera ao collegio rom todos os seus monstrar nao careen de esioFco de ntelligenria.
Goianna.
Um Sn. Dei-ltado. Mas elle hoje vem dizer o
contrario d'isso.
.Sn. Aumi.mo :Se elle estivesse presento nao
Bogara oque aflirmo. porque digo a verdade.
(Trocam-se ajiartes.)
O Sn. Aumi.mo: Disse ainda o nebre deputado
que a acta antes da eorreeco do er -o de numero
de votos dados ao Sr. dea > Parias, <;ra assignada
por lodos os eleitores e pela mesa, e depois da cor-
recio era assignada apenas por vinte e sete elei-
tores. Nao exacto o que disse o Inorado depu-
tado pelo primeiro dislriclo. A acta, quer antes
quer depois da eorreeco, est assignada por vinte
e sete eleitores: porlanlo, Sr. presidente, nada
prova contra a bgalidade da eleicao de Goianna o
MM disse o nobre depuiaJo a esse respailo,
Sr. presidente, dise o Ilustre leputado pelo
primeiro circulo, que abri a discussao sobre a
allelo do collegio de Goianna, que recusara um
diploma qae llie fosse conferido pela fraude, e que
tinlia bastante dignidade para deiiar o lugar de
deputado desde que se conveneesse da illegitlmida-
de de sua eleicao.
Eu, Sr. pre.-idenle. que presumo nao ceder em '
dignidade ao nobre diputado, pens c-ni elle;|
commetleiia urna ndignidade petante minha pro-
pria conscieneia, se estandoconvenc lude que nao
representara a rnateria do segundo istrteto eteito-
ral, de que era filho espurio das ornas transpozes-
se o limiar desie recinto.
Mas, Sr. presidenta, eu tenho con vieran de qi
nobre deputado, que me preeedeu na tribuna.
Senhors, o honrado membro, a quem merefiro,
manifestando as nobres aspiracoes do seu eoraeo,
disse-nos que desejava fosse a eleicao urna Vestal;
que era preciso escoimar o processo eleitoral de
todas as fraudes, e vicios, que maculavam a sua
pureza; que a eleieo era a base do systema re-
presentativo, e que, poi<, era preciso c'jndemnar-
s a fraude, onde quer que ella apparecesse. Des-
fas ideas geraes o nobre deputado desceu ques-
to vrteme, e pedio que fosse declarada nullaa
elei{5o de Goianna, fundado para isso em argu-
mentos, em que tocarei no correr desta discussao.
Declaro alto e bom som, Sr. presidente, que a-
coinpanlio ao nobre deputado em suas nobres aspi-
raroes; todos nos queremos a verdade do systema
representativo, e |>or conseqnencia faiemos votos
sinceros para a eleieo exprima sempre a vonlade
dos povos, sendo a mais legitima e pura exprefsSg
das urnas; mas cumpre confessar que dessas con-
sidoracoes nao se pede deduzr a nullidade da elei-
eo de Goianna.
O nobre deputado desoja nipsmo urna reforma na
: legislaeao eleitoral, na qual se posaam acautelar e
remover as fraudes, e tropelas tao abundantes no
OSSO systema eleitoral. E' esse tambem um no-
bre desidertum, por cuja realisacao manifest os
mesmos empenhos. Quero, como o nobre depu-
! tado, que o systema representativo funccione regu-
larmente entre hs, e uina das cousas que mais qo-
, deiu concorrer para isso certamente a verdade,
e pureza da eleieo.
Assim ase miado que ni ponto de vistas goraes
; achc-me em perfeilo accordo eom o nobre depula-
1 do, s rae cabe mostrar que nao proceden) os ar-
gumentos, que apresentou contra a eler.odo col-
legio de Goianna.
Do modo por que o nobre deputadoeneaminliou a
sua argumentacao, deviainfenr-se que o collegiude
Goianna esleve espera do resultado d.s votaooes
dos demais collegios do segundo dislriclo, para
concluir a sua eleico. podiendo |mr essa forma
Goianna proferir a uilima rallo, decidir da eleico
de lodo o di>trieio, de que fez parte ; mas o re-
sultado da eleicao de Goianna, senhors, a pro-
va mais evidente de que semelliante su iiwsicao
destituida de fundanienlo. como demonslrarei.
Alguns candidatos, que obtiveram naquelle lugar
loO votos, foram to bem votados nos demais col-
legios do dislriclo, que no preeisavam all de
taita voiaeo para serem eleitos; os que nos de-
mais collegios n,io foram bem votados, nao preei-
savam Igualmente de cento e cincoenta votos para
torera assento nesla cmara portante, uina de
duas; ou o ooltegio de Goianna proeedea sem
seienei.i das votaroes dos demais COHegios, 00
eommetteu a fraude, de que o argaem os nobres
depulados por luso o ostentaran (apoUu a) 5 esta
ultima bymthese, porm. tao gratuita, que me
parece sera repellida pelo simples bom senso ti 1
cmara. (Apegados.) Sim, serhores, se nao pie
do das votacoes dos demais collegios do distrirto-
para commetter a fraude, de que aecusado.
(Apoiados.)
I m S11. Deputado :Acho muito poderoso esso
argumento.
O Sn. Araujo Barros :Sim, senhors, cida-
dos lio distinctos, como os que firmaram a acta
de Goianna, por motivo algum corametteriam a
fraude, de que sao ar.cusados, e muito menos sem
um motivo apparente, ou por mero luxo, e osten-
laco.
Sr. presidente, espalhavam-se tantas cousas tora
deste recinto, dizia-se que tantas provas, tantos
documentos haviara de ser apresentados contra a
eleicao de Goianna....
UmSii. Deputado:Ainda maist
O Sr. Araujo Barros :... que ninguem porte-
ra recusar-se a dar o seu voto para que essa elei-
cao fosse declarada milla ; mas que decepeo,
senhors Deu-se um rerdadeiro parto da mon-
tanba. Depois de tantos brados, de tanta agona,
de dores tao crucianles, esta assembla flcoa intei-
ramenti sorprehendida vendo o ridiculo ralinho,
que se deu luz.
0 Sr. Joao Tkixeiiia :Os rgos tambera no
poderiam ver o parto da montanha.
O Su Sabino : Se materia de parto, csto'J
ah.
O Sr. Araijo Barros :Declaro a cmara eom
toda a franqueza, que em nome da moralidade
publica, e da pureza da eleieo,eu nunca argi-
ra de falsa a eleicio de um collegio, se s tivesse
de apoiar-me nos documentos graciosos, que aqu
foram exhibidos. Todo o horneo) i bom, em quan-
to se nao prova o contrario ; e nao deyiam- ser ac-
ensados os que intervieram na eleicao de Coian-
na-----
O Sn. Saui.no :Est creando um castello.
U Sr. Araujo Barros :sem que contra o seu
proced ment no acto de que se trata, vissem os
nobres deputpdos munidos de provas irrecusaveis,
ou que ao menos merecessem tal nome.
birei duas palavras sobre a caria, do que fallou-
um dos nobres depulados pelo 2 districto.
E' verdade, senhors, que tendo chegado ao meu
conlieeiiiiTiito, que fui guerreado em um dos colle-
gios do distrielo, onde as respectivas inlluencias,
segundo as promessas dos eleitores, esperava eu
grande vitarn...
(Iki um aparte.)
Sr. Araujo Barros :No collegio de Olinda.
...depois de algumas indagares, que tiz, pare-
cendo-me exacto ludo que me referirn), exped um
portador para Goianna,.participando o resultado da
eleicao de Olinda...
L'.m Sil Dki-i tado :E mandou dizer logo que
rontasse" es outros ?
O Sr. Ariujo Barros : -A eleico de Olinda se
coactte .10 dia lo; ue^se mesmo dia, a laido, an-
da en me achava na matriz de Sanio Antonio desta
cidade, assisliodo aos trabamos da elekjoes, era
sumivel que algoeo) prtique una fraude intil- ] que fuuccionei, como niesario, quando me"deram
mente, sem que o emprego dessa fraude seja, ou : noticia do que se dizia ter haviduem Obnda. Nos-
paren necessario ao que a pratica para chegar a | se mesmo da exped para Goianna un portador,
seas llns, naturalmenle devo-so concluir (,ue o col-1 que me fui forneciJo pela pessoa, que em- primeiro
legio de Goianna nao esperoo pelo resultado das lugar me relatou o que se liavia ido em Olinda.
voiacoes dos demais collegios para fazer ou con- Esse portador ebegou a Goianna na manhaa do dia
cluir e encerrar os trabalGos de sua eleicio. 10; entregou a carta, e vollou i inmediatamente.
(Ha um aparte.) O collegio inteirado do que houve em Olinda cor-
O Sn. Araujo Barros :Se o nobre deputado, \ (ou a quem bem llie pareceu, deixando de dar vo-
quem hoje respondo comecou a ter apprebensSes 1 laeQes a candidatos, por quem eu vivamente me
sobre Goianna nascidas da supposla demora no j liavia interessado. A pessoa, que me forneceu 0-
conliecimenio do resaltado de sua eleicao, |K>r- portador, foi um destes candidatos.
que nao quiz attender que os boatos, que enlo ,
eomecaram a circular nesta cidade acerca des-a
demora linham procedencia suspeita, parlindo de
candidatos, que foram derrotados.
U Su Sabino :Nao, no, e nao ; nao partirn)
de candidato nenhum.
O Sr. Araijo Barros :Aceito a declararn do
nobre deputado, porque sou a isso obrigado: mas
se o nobre deputado tivesse paciencia, so exami-
111-- eom iodo o cuidado e rellexo a origem da
arguicao, que se procurou formar ronliao collegio
de Goionna, arguicao que foi tomando raaior in-
cremento medida que se manifestava mais vehe-
mente a lula eleitoral para a eleico de senador,
liavia de chegar ao couhecinionio de que essa ar-
guicao parta de um candidato, que foi derrotado
em consequciicia da votaeo do collegio, de que se
trata.
Entretanto boatos e argtiifdes dessa orJem, cu-
ja e-, u-tiilao faria laucar grande desar sobre os
distinctos caracteres, que assignaram a acia ebi
eleie.io. ipie se discute, deviam ser apreciados em
sua origem, alim de que o despeito nao podesse
desvairar aopiuio em assumpto de tanta impor-
tancia.
O Sr. Sahino :Dcvo declarar que tenhu ami-
go- assignados naquella acta, sobre quena, nao de-
sojo de forma alguma laucar desar, nenurrender ;
Na guerra do collegio foi compreliendido um
candidato de Onda, de quem eu me queixava, na
peiMiaso de que me liavia guerreado all como,
me asseveraram.
Hoje estou convencido de i>ae as nformaces pe-
me deram, foram inexactas; Uunentei comgo mes-
mo a boa T e a minia facidade que Uve era dar
.uviJos a noticias de certa fonte em quadra eleito-
ral ; dei disso plena salisfacao ao cavalheiro, a
i|ii.i!u fez nial a noticia, que dei para Goianna ; e
licou-me isso de licao |iara o futuro.
Tenho concluido.
O Sr. Joio Teixwra. : (Nao devolven seu dis-
curso.)
O Sn. Costa Ribeiro :A hora val ja. to adian-.
tada e me pareceu to luminoso, tao robusto o dis-
curso proferido pelo nobre deputado que me pre^
cedeu na palavra, to bem dirigida e completa sua.
argnmentae/in, que levatilo-me possuido de grandes,
recejos de uo merecer dos meus dignos collegas
a benvola attenco de que preciso. (Nao apoia-
dos.) Entretanto, ja que me cabe a palavra neataa
circumstaacias, eu nao tenho remedio seno. fazer,
uso della para vir cumprir o meu dever, para vir-
juslificar |ierante esta Ilustro assembla o voto quo
estou dlspostoa prestar paUannollaeio do collegio,
de Goianna.
Sr. presidente, confesso. francamanje V. Kxc.
o que quiz fazer notar, aquillo, a qne me refer, que- vacile! por muito tempo, se devia ou nao lomar
foi .rnente a falta de comparcciin'.nta de um
amigos, recelando eom razo naufragaren! nesse
ocano de candidaturas, que innundou o segundo
districto.
Em Goianna, Sr. presidente, o espirito poltico
Obtive, Sr. presidente, nos. diver*os cojtogioa do
segundo dislriclo, exulusive o do Goiagua W5 vo-
tos, como se pode verificar as acta1, desses colle-
gios, occupainJo nndpebBB lugar 91 Usa dos vo-
somente
eleitor.
O Su. Anvihi Bvrros :Nao digo qne o nobre
deputado tives pessoa alguna fallou eom lana conveniencia,
e delicadez, que bem poda dispensar de dar o
aparte que den ; mas estou certo que se o,nobre
deputado s^ tivesse dado ao trabaltio de v.rilirar a
origem do que se articulara contra a ereteio do
coHegio do Goianna, liavia do aehar ao cabo de
suas pesqrtias um candidato derrotado espalhan-
do iodos os (atoa sjMraiooes impensadas contra
o rottegto, que o r4u> ravofeosu eom seus s'.iivru-
gios.
O S Sabino lso q inlluia em neq
animo
[i1e na iresente discussao. Eu vi, que as consi-
(K-raees oppostas pelo meu noure collega e amigo
deputado pelo I." dislriclo, validade da eleico
de Goianna, merecern) da parte dos iUustresinem-
bros da coinmisso de verilieaeo do poderes e da-
quelles que sustentan) o seu parecer nina resposta
qae, me cachen de estranheza e do seutimento.
O Su. Rochael :Bu uo fallei o tambera sou,
membro da eommisso.
O Sn. r:-rsTv Riueiiv :Fallaram outros.
Sr, presidente, ao passo que o meu nobre amigo,
eom a lgica do que rhspde, desenvolveo parante
esta assembla essa tonga oada de prejswnaen a,
essa gran .lo serie de eonsideraedes que, todas le-
vam-nos a convencer-nos da falsidade, da simula-
fo. dess-i eleie.j je que se 'rata, os nqbjfng depus
i



Diario re Pernamtmco s?x tados de sua parte, bfifl do permtir ijuc ou Ihcs
diga, nao destruirn) essaarajamontac.^ ou recor-
rern] a declamaccs ve. lasalentos, mas que vnlem
menos (ue raciocinios, ou invocaran) a reputcao
i esse instrumento, qae se deve cutio considerar
fil-Mn tulas as suas partes.
Ojlro ponto que considero provado ca rolarn
ao colegio .'tu questo a ausencia do Sr. elcilor
daquelles que inlervieram nossa eleicao, procuran- Virginio Velloso Freir. Digam oquo quizerem os
do assim coagir-nos na discussao; poueos foram os
argumentos a que recorrern, os quaes alias nao
me p receram procedentes,
Alm disto.Sr. presidente, foi o queme entiban.
nobres depulados, por mim est inais que provada
a ausencia desso cidado, porque cu vejo csso
facto asseverado pelo Sr. fula dos feitos da faieoda,
cujo testemunho esta casa deve ter em alta const-
es senlimenio, eu vi que os nobres depotados pro-; deracao; mas quando se liga que a carta dohr. Dr.
urarain penetrar cih nossas ronsciencias, procu- Donuugucs mu documento gracioso, eu vejo csso
raram ja por us discorsos, j por meto de apar- facto provado tainbem por um documento autentico,
les, tornar (idiosas as ittencoo com as quaes us per urna certidao extraluda de autos, essa cer-
susteiitainos a O Sr. IIeh Binaos :Eu dei apartes, mas sem o Sr. juiz dos feitos, esleve presente a avaliacao
essa inteiicao.
O Su. Costa Ruano :At, Sr. presidente, pro-
curou-se fazer acreditar na casa que toda a cppo
que se fazia co urna das comprehensdes do extinc-
to vinculo de Itamb no dia 10 ein que leve lugar
a ek'ieao de Goiaima. Nem digam os nobres de-
sicao fute ekito de Goaiwa UMO, tcm or.gem misados que o Sr. Virginio poderia assistir a ava-
no intm.-sc pessoal de um candidato que nao oh- bacao e estar aoincsmo teni|io presentero acto da
teve ser eleito! Ja v V. Exc. que, quanib ia eleiciio. Em primeiro lugar cumpre nao esqoeoer
aprese*todecsse carcter nao devera ser agrada-, que da certidao consta que o Sr. Virginio asisti
vel a tomar parte nella. ao act0 da avaliaco, e o acto da avaliacao de nina
A essas cotsideracoes ccresca outra, Sr. presi- porcao de trras, nao negocio lio ligeiro que se
dente,c *e sendo esta a primeara vez uue toalio possa praticar em um espaco de tempo milito pe-
de ergnor a minlia vos nesle recinto, cu o fa?o queno, sendo cerlo que os junes nao trabalbam de
pava contestar a cioicao de collegas a respecte dos noite, trabaiham ordinariamente deinanhaa.
quaes na > trnho seno motivos para prestar -Ibes Em segundo lugar os nobres depulados pergun-
muit estima, collefa* entre os quaes lia alguns taram se nos conlieciamos a distancia entre as duas
<|uc me honram de muito tempo com a sua amiza- localidades, mas eu tanibem nao ouvi de su.i parte
de, collegas, finalmente, que eu desejo de todo o una aflirmacao positiva a esse respeito e ainda que
panheros na misso que temos a distancia desse engenho em que eslava o Sr. Dr.
oracao ter por companli
de desempenhar nesla casa.
Alm de todas estas consideracoes que em mim
acluavam para afastar-mc da discussao. acertseia
a consciencia uue teuho da minha insutlicieucia.
(Nao apoiados.)
Mas, Sr. presidente, por outro lado actuava am-
bem em mim a consideradlo do dever : enlendo
que nss questoes de maior importancia, como sem
duvida a verificacao dos nossos poderes, estamos
no dever restricto de Iransmiltirmos mis aos outros
as razdes de nossa ronviceo por que s assim
que poderemos melhor esclarecer-nos e melbor
ftrecncher o lint da lei quando tratando do modo
de deliberar nesta assembla eslatuio que a discus-
sao precedesse volaco, que neiiliuma materia se j
votsse antes de ser submet'.ida a discussao.
juiz dos feitos nao seja grande em relacaa a Goiau-
na, para mim, una vez dado cuino certo que o Sr.
Virginio estove nessa avaliacao. i coiiseqiienca que
au poda estar no mesmo da ou antes na mesnia
manliaa na matriz de Goianna, nssistindo e toman-
do parte em um acto que tambein deveria durar
horas.
Alem disto eu combino a certidao com a carta, e
U carta o Sr. Dr. Domingues nao diz somente que
esse eleitor assistio avaliacau, diz que esleve sem-
pre em sua conpauhia, e que nao podia ter com-
parecido nesse dia ao collegio.
Sr. presidente, o principio de que a acta um
Apurados e distribuidos os votos, porm, sueco- benignos, que para os oulros. dlstrictos desta pro-
den que na occasiio de lavrar-sea ultima acta.cm vincia.
vez de ser contemplada o Ur. Joaquim FranctSOO Nao duvido, Sr. presidente, que algum pensa-
do Farias com i votos, por um engao muito com-. ment grandioso hoavease ii cutido no espirito dos
mum, desse-lhe o secretario 8 votos; roas depois Ilustres pugnadores da nullidade da eleicao de
de assiguadaa acta pela mesa, sendo de novosom- Goianna. aprevencaocomquoellesaencararain : o
mados os votos, vto-se que havia um engao re- que porm incontestavel.q je elies a despreziiram
correndo-sc s minutas da apuracao, reconheceu- incidentes iguaesaos deGoiaana,quetiveram lugar
se que elle provinlia dos votos que de mais se ha-
viam dado ao Dr. Farias.
O Su. Ci mu Teixeiiia : D'oode se evidencia
isto T que Goianna, para fazer chegar
O Sr. conego Rochabl : Esta a presumpcao sultado da sua eleicao, quand
legal. I'resume-se isto desde que a mesa ractilicou
o encano na acta, em acto continuado.
Scmulhante procedimento, senhores regular,
d-se todos os dias, e assim procedem as mesas que
tem consciencia dos scus deveres.
Sr. presidente, verdade que do diploma expe-
dido pela cmara de Nazarelli consta a existencia
de um protesto, arguindo o collegio de Goianna de
nullidade, e pedindo em conclusao, que tomando-se
em separado os votos leste collegio, sejam expedi-
dos os diplomas aos cidadaos que nos de mais col-
legios do districto obliveram inaioria de votos.
As nullidades articuladas sao que, tendo apenas
comparecido no collegio de Goianna 115 eleitores,
ve-se da acta que foram distribuidos 130) votos,
n.' superior ao dos lio eleilores que, comparece*
rain ; que aquella acta se acha a|>euas assignada
lor 27 eleitores, inclusive os msanos.
Ao rcqitcriiiicnto que. servio de protesto oppoc-se
o remador l>r. Joaquim Francisco de Mello Ca-
valcanle, dizendo que, nao havendo prova das ar-
puici's fetas ao collegio de Goianna, nenhuma ra-
llo se lava para ser o protesto recebido.
A' vista do que, a cunara resolveu que se nao
tomassem em separado os votos do mencionado
collegio. porque o art. 8" da lei de 19 de agosto de
ISifi a isto se oppmilia.
Apreciando, Sr. presidente as nullidades que sao
argidas quelle collegio pelos vereadores |>rotes-
tantes, cheg.> conclusao que taes nullidade.^ nao
existen, urnas porque sao destruidas pela propria
acta, e oulras porque se inulilisam por seu pro-
Entretanto, Sr. presidente, razoes lo fortes, ar- assumpio de que se trata, porque
liosos tem sido apresenlado na
instrumento publico, e que o instrumento publico prio enunciado.
, s por outro pode ser destruido, pareceine que nao Senliores, a acta minuciosa, comoacalio de as-
i um principio verdadeiro, ao menos em relacs ao seve ar casa, acba-se sobre a mesa, I ella pois,
desta maneira,
Sr. presidente, jamis poderiamos provar a falsida-
de de urna acta. Se a acta valle como instrumeu-
DOblico, instrumento publico tambein a certidao
extrada dos autos que prova pleiiamente a au-
zencia do eleitor Virgiuio ora, provado que o elei-
tor que dado na acta como presente, nao foi
eleicao, est provada a falsidade da acta nesse pon-
to, e por conseguinb; essa acta nao pode merecer
fe, temelhante eleifao nao pode ser tida como verda-
dera.
Sr. presidente, eu poderia ficar aqu, mas vou
adiaute. O que tenno de accrescenlar nao sao ar-
gumentos.iifio sao allegacoes provadas com as quaes
um advogado perante um juiz pode obter urna de-
ciso ; mas eu disse, quando comecei meu discurso
que me propuntia a dar as razoes do meu voto, os
motivo.- da mulla COOVMcio : pois bem, Sr; presi-
dente, para ser completo quanto a exposicao des-
ses motivos, declaro que estou bem informado, sei
por pe.-soa fidedigna que o Sr. vigario de [tamb
que se d como presente nao compareceu .ao col-
legio de Goianna, sel que o Sr. Mr. Joaquim lava-
res de Mello Brrelo, prenle de um dos dignos
candidatos, achava-se iloent de bexigas e de cama !
em astado de nao poder sabir a ra, si aioda, Sr. |
presidenta que desta cidade foi mandado na quarta
feira (18 de novembro) para Goianna o Sr. Rufino
Martin* de Miranda, que eleitor de liamb, e que
l ebegando na quarta ou quiula-feira, fizeram-no
assitinar a acta como se tirases lomado parle na
eleicao.
Os nobres depulados poderao por em duvida es-
tas minbas de contra a validada deaaa eleicao, por que sei de lo-
dos estes faclus, e coinbniaiido-os com as provas
gumentos lao v
casa, e foram especialmente ha pouc o< pelo nobre deputado que me jirecedeu na i ala-
vra, que eu pouco poderei accrescenlar ao qce j
foi dito.
Resumirei o que tinlia a dizer, procurando tor-
nar mais salientes as consideracoes que me pre-
ceni mai- importantes.
Sr. presidente, os documentos olerecidos na casa
contra a validado da eleic.io de Goianna nao sac do-
cumentos graciosos, nao sao meros altestados, como
aqui se dista Eu comprehendo que se essas car-
tas, que se e-sas declaracocs partissem de passoas
a quein o negocio uo dissesse respeito, pestoas que
nao iives,-em por si conhecimento tao completo do
acto de que se trata, nos nao deveriamjs prestar
considerarn n essas cartas, a e-sas declaracocs ;
mas, Sr. presidente, essas declaracocs sao feila: por
eleilores do propno collegio, sao fettas |)r aquelles
mesmo- a quem se altribue o acto do que se trata.
Dm Sr. Dw-ltado :Sao dcclatacoes posthu-
snas.
O S. Costa Ribfjro : Alm di.-so, Sr. presi-
dente ha ama ronsideracao pela .|ual nao posso dei-
xar de prestar toda a f a csses documentos que
sao declaracocs de eleitores que affirmam, uns
nao terem estado presentes ao collegio, outros que
leudo fe prestar seas volos a alguns dos candidatos qo fi-
guraui na acia como tendo obtido unanimidadi da
votacao.
Essa consideracao que se esses eleitores vota-
ram como a acta diz, a como sustentam os noi)res
depulados nesses dous candidatos, nenbuina_raju
tinham illes para virom depois de modo tao pu-
blico e solemne declarar que nao haviam dado :*u>
votos a esses candidatos. Que motivo poderi le-
va-Ios a isso T
I"m Sb. Uei-ltaoo : O despeito.
O Sr. Costa Rirciuo : Eu o nao vejo.
O despul... poderia leva-tos a |>rocurarcm aiul
lar a eleicao quando isto prejudirasse a uniros,
mas nunca aquelies cujo triumplio elles dese-
jav.m.
Nao coiipreltendo que podessem ter outro pro-
codimeuto.
Os nobres depulados dizem que esses eleilores
votram, que estiveram presentes eleicao, ni is i
micha raiao nao conipi ehende, nao |>de alcaucar
o motivo porque vem elles depois declarar que nao
votaram, que nao estiveram presentes (piando essa
sua declararan riria jiistaniente prejudicar os can-
didatos em quem votaram, os candidatos de sua
a fe i cao c couliaoca.
O Sn. Rociiaei. : Eu me tenho guiado pela
acta.
O Sn. Costa Ribeiro : Sr. presidente ex; mi-
nando a acta eu vejo que o defeito que nella; se
eucontra nao lao fraeo, nao c tao pouco impor-
tante como parecen a atjons dos nobres depuUidos
porque cumpre notar que nao liouve um mero en-
gao na dei laracao de votos quanto a um dos :an-
didalos volados ; nao, houve mais do que luso ;
esse candidato foi collocado no proprio lugar em
quo deveiia estar se effectivamente tivesso oblido
os votos (|ue menciona a acta am prnneiro lunar,
antes de ter sido rectificada. Mas, Sr. prndente
admitamos que livesse havido engao, pergunto,
quando deveria ter lugar a sua reclilicacao 7 Eu
-/ejo que a acia foi assignada pot certo numero de
eleitores. e que depois disto ajas foi feila a ret- sas.a poca das eleicoes foitas a bico
licaco. Ura, a acia nao poderia ter sido assignada passou.
lela mesa e eleitores sem que livesse precidk.o a I Tenho concluido.
est aclo a sua leitura e na oceasio da Miara O Sr. Glnha Teixeib.v e outros WMWBWI :
era ualural que es.-c engao livesse sido osaba (Muito bem I)
cido e se nao deram |ielo engao na aonasiio da i Tendo dado a hora, o Sr. Ayres Gama manda a
leitura da arta, pergunto, o que foi que depois fez mesa o seguinle requerimento
ue devemos recorrer para cbegaruios evidencia
de que o protesto caprichoso, e sem fundamento
nem procedencia.
Como, pois, se allegam fados que a acta nao
menciona 1
Porque razo nao foram presentes acamara mu-
nicipal, ou antes aos vereadores protestantes do-
cumentos que servissem de base ao seu prolesto ?
A razao clara, deixo-a vossa apreciarn.
Pergunto eu ainda, perqu razo nao foram for-
necidos comiuisso esses documentos que leram-
c na casa 1
Alguns Srs. Dkh tados :Apoiado.
O Sr. congoo Rik.iiaki. : Tem a commisso a
desventura de nao merecer a conlianca do nobre
membru a quem respondo ?
O Sn. Comba Teixeiiia e outros : Merece-nos
toda conlianca.
O Sr. conego Rocuael :Como devia esperar o
nobre deputado que a commisso falla-so as irre-
gularidades que se tem oceupado, se a ella s fo-
ram presentes documentos que abonam aquella
eleicao ?
Faro Justina ao nobre deputado, acreditando que
foi iiludido em sua boa f___
O Sr. Comba Teixeiiia : Nao apoiado, tenho
consciencia da nullidade da eleicao.
O Sn. owtMe RocH.VEL : .". Por documentos
que repulou legtimos sem ter conhecimento da
acta da eleicao de Goianna.
O Sr. Cusha Teixeira : Ao contrario.
O Sr. conego Rocuael : Acredito mesmo que
se deixou levar por consideracoes moraes c de Jus-
tina.
Como quer o nobre membro destruir o valor de
una acta regular por meto de documentos graeio-
pedidos de candidatos
em outros collegios, e contri, os quaes se levantou
a opinBo publica.
Houve um collegio, que levou tanto ou mais tempo
ar a esta cidade o re-
ndo alias dispunha de
una estrada de ferro," e de um telegrapho elctri-
co: e minios collegios de virios distrintos deram
votacoes unnimes a seas ca ididatos, como Goian-
na o fez.
Estes factos dados em Goianna horrorrisaram o
Mostr autor do reqoeriment) em discussao po-
rm succedidos em oulras partes Ihe mereceram
indulgencia, ou mesmo completo desprezo, apesar
dos clamores da opinio publica.
Tudo isio prova exuberantt mente que o i Ilustre
deputado pelo l- districto tinba prevencoes contra
Goianna.
Os argumentos apresentados pe'0 Ilustre autor
do requerimento, j foram ;aleatoriamente com-
baitidos, e tanto que o nobrj deputado que consi-
derava cada um del les como mu i robusto, j boje
eoofessou, vista dos argumentos em contrario,
que soladamentc nao provavim, masque reunidos
davam o naranter de verdade ra sua proposicio.
A nircumstancia, que pareca algumas pssoas
merecer mais consideracao ni que se deu na elei-
cao de Goianna, foi aparecer ia acta um numero de
volos superior ao que devera ser.
Para mim, Sr. presidente, este argumento con-
tra prodceme i api liado-1 pop ii'' eu Considero mais
possivel um erro em urna apuracao de 150 cdulas
com 9 nomes cada urna, tendo de se devidir estes
voto- por vanos candidatos; do que em urna di vi
sao calculada, a pensada Bastes votos, sem que se
.proceda a devida apuracao : uorquanto esta segun-
da apuracao simples e po-tanto mais fcil, e
aquella por mais complicada -mais sugeila erro,
como ainda hontem se notoii nesta casa em um nu-
mero limitado de cdulas
I lomis quando este erro pidesse provar a frau-
de da eleicao de Goianna este effeito foi nullilicado
pela declarano inserida m acta em acto conti-
nuado.
Convencido pois, Sr. presidente, de que havia
prevenco da parte do Ilustre autor do requeri-
mento; vendo a fraqneza las provas c razoes
apresentadas contra a eleicao de Goianna, em mi-
nha consciencia pens que ; mesma eleicao foi
isempta de fraude, e nesta co ivicco voto pelo pa-
recer da Ilustre commiss) de verifleaco de
poderes.
(Muito bem; apoiados.)
0 Sr. kmosthenks juslific;i e manda mesa a
seguinle emenda :
Que se annulle a eleicao d) Goianna, sendo re-
cenheeidos os deputadns aquellos que o forem pela
votacao dos de mais collegios Demostkmes.
Verificando-se nao lia ver casa flea a discussao
adiada pela hora.
O Sr. Piiksikkntk designa a ordeni do da e
levanta a sesso.
Justica civil c criminal.
Os Srs.: Franca 19 votos, S Pereira lo, Araujo
Barros 12.
Negocios ecclesiasticos.
Os Srs.: Teixeira de Mello 19 votos, Francisco
Pedro 17. Maranho 1C.
Uoje (II) oucetuar-se-ha o leilao da grande e
especial machina de serrar madeira do fabricante
Worson, pertencenle massa fallida de Rostron
Roocher & C, na fabrica do gaz.
Reparticao da polica.
Verificando-se nao haver casa, o*Sr. presidento 4854
Extracto das partes dos dias 10 de marco d
designa a ordein do dia e levanta a sesso.
SESSAO ORDINARIAEM i DE MARCO DE 1864.
PRESIDENCIA DO SB. CONSELHEIIIO TllIUO DE
LOURKIHO.
As 11 horas da manha, fei a a chamada, e
havendo numero legal, abre-se a sesso.
Sao lidas e approvadas as actas anteriores.
O Su. Io Secretario d cont do seguinle :
EXPEDIENTE.
Um offlcio do secretario do governo communi- te| Mathja5 Benedict0 do R Andr M;irquus
cando hcar o hxm. Sr presidente mie.rado de ter Correa, Delphina Mara da Conceico, Mara da
sido elettt a mesa que deve reger os irabalhos des- Assotiipcio dos Prazeres, todos para correeno; e
taassciiililea-Inteiradi : Theodoro Vaz de Jess, tambem crioulo, sem de-
l.m nmcio do secretario do governo remetiendo o claracao do motivo
balanco das contas e orcainentos da cmara de j A> ordtn d da oa-Vsla, os pardos Antonio Go-
Iguarassti -A commisso inumc.pal. raos Qc^o e Domingos Francisco, ambos
Outro do mesmo, remetiendo o balanco e contas av,;rguae.oes em crime de roubo.
Foram recolhidos casa de detenco no dia 9 do
\ crreme :
I A' ordem do Illm. Sr. Dr. chefe de polica, Anto-
nio deOlfveira, caboclo, e Joao Leandro, crioulo,
I viudos de Serinhem, sem declarano do motivo.
A' ordein do subdelegado de Santo Antonio, os
I pardos Francisco Antonio Jos Pereira, por crime
( de furto, Caelano da Silva Guimares, Anna Marta.
{ da Omceicao, Joo Evangelista de Mendonca, Ma-
i noel Clemente, Vicente Malrote, brancos, os criou-
los, Mathias llenedicto do
liara
da receita e despeza da cmara municipal de Pao
d'Alho.A' commisso de orcameiito municipal.
Outro do mesmo, remetiendo o Lalanco e contas
da receita e despeza da cmara municipal de Ga-
ruara'.A" commisso de orcamento municipal.
Outro do mesmo, remetiendo o balanco e contas
da receita e despeza da cmara municipal de Ga-
ranhuns.-A' commisso de orcamento municipal.
Outro do mesmo, remetiendo os relatnos e or-
cameiiios que enviaram as cmaras niunicipaes de
Granito, Agua Preta, Ouricury, 5. Rento, Rom-
Consellio, Villa Relia, Cimbres", Ipojuca e Rarrei-
ros.A' commi--ao do oreamenlo municipal.
celebrado
De
ron.
sao
Outro do mesmo, remetiendo
dirigido pela cmara muniripa
O chefe da 2." seccao.
J. G. de Mesqutta.
Passageiros vindos do Cear e portos inter-
medios no vapor nacional Mamanguape :
Dr. Joo Franklin de Lima Jimior, Paulino No-
e
Lo-
pes C. Rranco, Silvio Torres Costa, Franciscs Jos
Maltos Jnior, Dr. Joo Thom da Silva Jnior, Re-
luario Odorico Ferreira, Antonio Pereira da Silva
C. Rranco, Joo Astudello, Samuel Felippe de Sou-
za Ucha o seus eseravos, Joo Raptista de Souza,
r Antonio Pinto Nogueira Accioli e 2 criados,
Aristides de Paula Dias Marlias, Adelasio Paula
Martins, Benjamim Tlieophilo A. Ribeiro, Sesostris,
Dr. Alcebiades Diogo de Aibuquerque Lima, Euli-
| des Deocleciano de Aibuquerque, J. J. de Araujo,
.< J .......-.". -.y-......-.--------r ur. joao rraiikiin ue Lima jnior, rauhno .m>
Outro do mesmo, remelteudo o balanco e contas! guejra iores da Foileca j0; Thomaz da Silva e
da receita e despeza da cmara municipal da cida- seu eseravo, Joo Alberto Rispo, coronel Luiz Lo-
de da \ ictona.-A commisso de orcamento mum- pes C Rranco, Silvio Torres Costa, Francisco Jos
Clpat. Mattos Jnior. Dr. JrJiiThnini ila Silva Jimiiir lio.
a copia do ofOcio
da villa do Granito
Mesquit
Maranho, A. Manoel Xavier Bittencourt, Romao
Jos dos Saolos Ferrar, Joo de Souza Cruz, Jos-
7 corneo ^^ Siva ^oBaptlsU de Mal
lebrar suas sessdes.-
TSSt mesmo, remetiendo copia do aviso c, \ ^^^^^^1^
"de 1864.
cular de IGde j ni to ultimo em que o Exm. Sr. mi-
SESSAO ORDINARIA EM 3 I'E MARCO DE 186i.
com os ducumenlos ajui apresentados, nao posso sos, por cartas escripias a
tirar outra consequeniia seno que a eleicao fal- vencidos 1
sa, milla. Nao ha muito lempo Sr. presidente, o nobre de-
Quanto anullaco da eleicao de todo o districto, putado pela provincia da Baha, a quem muito rea-
parece que este o airara mais curial pois o coile- peito pela sua illustracao e inleireza de seu carac-
gio de Goianna,que constitueipiasi aa parte dodis- ter, (refiro-me ao Sr Dr. Madureira) tratando da
trelo, deve concoi re para sua representaco. eleigao da provincia de Santa Camarina, na qual
Sr. presidente, se me loase permiltido concluir se prelendeu que prevalecessem os documentos
com algumas palavras dirigidas aos digno ranih- graciosos, disse, que principio, que as declara-
datos a quem meu voto prejudica, e tambero a isla cues poathumas nada nfluem, nenhnm valor tem ;
assembla, eu diria aos primeiros : seuliores deixo porque o mesmos eleitore que fazcm declaraco
de prestar meu voto approvaco de vosso eleicao de nao ter votado no candidato tal, militas vezes
nao por que considere que commungaes principios aslao assignados na acta, que nao tem vicio algum.
polticos dilferentes das meiis, pois entre vos dis- Itefeire a casa, Sr. presidente, um facto pa--a
tinguo corceligonari's que miiiio aprecio e respeito, do contigo.
nao por que doixe de reeonhecer que a maior par- Aeliando-me na villa do Gabo no dia l.'i de no-
te de vos leudes nluenca legilima no dsiricto, vembro, como eleitor da freguezia de Ipojuca que
leudes elementos proprios para obter triumpho em faz parte daquelle collegio, e sendo candidato a
una eleico.mas porque a isso obriga-meodever ; eleicao provincial, dous amigos que boje tem assen-
com dor, com s.ntimeiito que recuso o meu voto to nesta casa, e cujo testemunho invoco, conversa-
approvai;o de vossa eleicao. mas se assim nao rain comgo, disse-mc o prnneiro (o Sr. Dr. Nello)
procedesse ra sancionar um aclo de cuja illegali- (pie enlre os seus amigos eleitores devia eu contar
dade, de cuja illigtmidade leuho consciencia. | com 14 votos; o segundo (o Sr. Reg Rarros) que
Aos meus nobres collegas que teein de servir de ntreos eleilores com quem estava maisein contac-
izo- Basta questo eu dira : senliores, lenliamos a lo. colheria eu 10 ou 12 votos; igual linguagem li-
presidencia do sn. CONS lheiro trio de
LOUBEIB0.
As ouze horas da manha, feila a chamada ve-
rifua-se estarem presentes 28 Srs. depulados.
Abre-sc a sesso.
Deixa de ser lda a acta ds sesso anterior por
nao se adiar sobre a mesa.
O Sn. Piumeiho Secbetahio d cont do se-
guinle
EXPEDIENTE.
Um ofQcio do secretario da provincia, aecusando
o que est assembla dirigi ao Exm. presidente
da provincia, pedindo se manlem fazer os reparos
precisos no edificio em que a assembla funecona.
Iiilcirada.
Outro do mesmo, remetiendo artgos de posturas
da cmara municipal.A' cimmisso de negocios
de cmaras.
Outro do mesmo, remetiendo por copia o acto
do governo que approva dive rana artgos de_ posiu- transiera para
ra da mesma cmara.A' mma commisso. respectivo ter
nislrq da fazenda em cumprimenlo da imperial re
soluco de consult de 26 de junho deste anno, re-
nova'as recommendaces da circular daquelle mi-
nisterio de lodo julho de 1861.A." comiuisso de
legislaco.
Um offlcio da commisso nomeada por est as-
sembla para levar proseara de S. M. o Impera-
dor as manifestacoes de aihesScs da mesma assem-
bla pelo procedimento havido por oceasio do con-
flicto com o ministro inglez. -Recebido com espe-
cial agrado.
Urna pelico do bacharel Jos dos Anjos Vierta
de Amorim, pedindo ser prvido 110 lugar de ofTi-
cial-maior desta assembla. A' cunmisso de po-
lica.
Outro de Francisco Xavier Carmiro Lins 1offi-
cial da secretaria desta assembla, pedindo ser pr-
vido no lugar de oflicial-maior da mesma secreta-
ria.A' mesma commisso,
Um offlcio do secretario do governo, datado do Io
de maio prximo passado, devolvanlo o que est
assembla dirigi ao Exm. presidente da provincia,
por entender S. Exc. que tal officio coutm materia
exorbitante das attribuieoes da assembla.
fConfini.ar-sf-na.^
REVISTA DURU.
A .assembla oceupou-se hontem com a discussao
do parecer de sua commisso de polica, que con-
cede dous mezes de licenna ao oiflcial maior da
Existiam............... . 19
Entraram............... . 43
. 42
Existem................ . 10
Molestias nella tratadas :
Peneumonia......... 1
Internittentes........ 10
Syphilis............. 6
Paraplexia........... 1
Rbeuinalisnio........ 4
Pleuriz.............. 1
Colite............... 5
Fractura do braco. ... i
Clicas..............
5
Feridas contusas...... 1
Pul monite........... i
Sarnas .............. 8
Chagas.............. 3
Hopatile............. 1
Hernias............. t
Ferimentos.......... 3
Gaslrite.............. I
Parotide............. 1
Total................ 6t
Existem em tratmento a saber :
Luiz de Franca de Carvalho, intermittenle.
Bellannino Alves Baptist de Carvalho, sarnas.
Joaquim Benedicto da Silva, peneumonia.
Manoel Thomaz de Oliveira, syphilis.
respectiva secretaria, encumbe de substituir a este Manoel Joaquim do Espirito Sauto, peneumonia.
o 1." oflicial, nomagratificacoannial de 200^000,
o (pial foi approvado, depois de orarem os Srs.
Buarque, S Pereira e Aquino.
Proseguindo na discussao do irojecto n. que
ara a povoaco de Ipojuca a sede do
respectivo termo, oraram os Srs. Ayres Gama,
Oulro do mesmo, remetiendo' um exemplar da Manoel Reto, Sabino Olegario, Araujo Barros c
falla do throno.A' archivar ', Cost Ribeiro, sendo o projecto approvado em !.'
Outro do mesmo, remllenlo o orcamento e pos- discussao, sollictando-se ao mesmo tempo "infer-
ioras da cmara da Escada.--A' commisso de ne- macos sobre sua.ullidade, de diversas autorida-
goctos de cmaras. j des loca.-.
Iguaes com posturas das cmaras de Tacarat O' Approvou tambem, em 1.' discussao o projecto
Cimbres.A' mesma coinnii; sao. n. 9 que restaura a Villa do Floresta, na fregu-
Outro do mesmo, remetlerdo os actos do go-za de Fazenda Grande.orando o Sr. Barros e Silva;
j u 17.0
eoragero precisa para reeonhecer o condemnar as
faltas dos nossos ; aiaso uo vai de modo iieiiluim
o no-so eufraquecimento, vai sim o triumpho dos
pricipios que professamos ; cumpre que demos um
teslemunh) solemne de que eram sinceras nossas
qoexas, verdadeiros nossos protestos coniia essas
nlluencias de aldeia ipie fazam dos eleilores ins-
tniaieiitos dos seus caprichos, meospara oengrau-
decimento do seu podero; preciso dar um
solemue testenninho de pie a |Kca das actas fal-
de penna, j
Requeiro a prorogaco da hora.A.yrcs Gama.
Posto a volos o raqnefimeato, approvado.
O Sn. Raoo Baaaas :(Pela ordein) faz algumas
consideracoes.
O Sr. Ookbbo Rocuael (mmtmculule ultnirdo) :
Sr. presidente, adiantada como est a hora, e
veram para comigo outros amigos.
Pois bem : procedida a eleicao as mesmas asse-
veracoes me foram feitas e garantidas ; no entre-
tanto", queris saber, senliores, o numero de votos
que lve na freguezia do Cabo ? l.'i ao lodo.
O Sn. Giniia Teixeiiia :Porque nao reclamou ?
O Sn. conego Rociiaei. : Nao reclamei e nem
reclamo, porque me submetlo sempre respetosa-
mentc s juslas manifestacoes da urna.
Senliores, semelhaiile precedente nao deve pas-
sar, |iorque a ser admillido, tudo ser mistificado.
Disse anda o nobre membro que a eleicao deve
ser annullada. porqae tendo sido concluida a elei-
cao de Goianna 110 dia l. S no dia 18 foi publica-
do seu resultado.
Este argumento lao fraco, que dispensa-me de
contesta-I".
Os documentos apresentados contra a eleicao de
Goianna nao poe em duvida a eleicao dos de mais
collegios. (lomo, pois, pede o nobre deputado a
nullidade de toda a eleco do 2 circulo ?
O Sn. CiMi.v Teixeiiia : um acto de ustica.
chegar a mesa ou os eleitores ao conhecimento da
inexactio.u) comedida ? Como fui (pie se deu por
seiiitlliaute engao i A acta foi lda, foi assigna-
da pela moa e eleitores; o aclo acabou-sc, ron-
cluio se e mesmo natural que os eleilores assig-
nando a*ct se fnnnai retirando. Neslas rrc ins-
tancias como fui que se |>oude ter conhecimenO do
engao para ter lugar a retificac 10 que appareci as-
signada mos mesmos que assignaram a ai la?
Sr. presidente para mim isso e, seno incom ir-
hensivei, cortamente inverosmil; o que arredilo,
deixein-ine fallar com franqueza, que a necessi-
ilade da retilieaco appareceu e a retifleacao fe-se
somente depois que pelos jornaes se aecusou ssa
leico como falsa, depois que a voz publica, que
os uteressados na eleicao tinham apresentdo sse
engao como um de seus argumentos.
Sr. presidente, na casa foram tambem refuUidas
essas declaracocs a que me roliro como declara-
cocs |iosthumas, mas eu nao emendo assim. se os
e.eilores que forneceram essas declaracoes hauves-
sein figura !o na acta c depois viessein retractarle
de seu proprio facto, ento comprehendo, que es-
sas suasderlaranris livessem pouco peso; mas nao
vejo isso, vejo que esses eleilores que dizem nao
ter feto parlo do collegio, com effoilo nao tafio
atisignados na acia.
Sr. presidente, a consideracao do pequeo nu-
il .to de eleilores que prestaram mas asig-
naturas a acia, para mim la 111 bem urna pre-
siiinpeo qae me leva a crer na falsidade, na
siuiulaco da eleicao. Eu sei, que a lei qoiodo
lr;t da assignatura da acta nao diz que sera 1 ulla
aquella que deixar de ser assignada por todis os
I iiores presentes, mas o nosso argumento
te : desde que a le torna obligatoria, sol pena
di multa, a assignatura do eleitor, (e aqu cabe
pcaderar que o parecer labora em engao qu uito
a'lireito expre-so) nao natural, nao prava**!
que em um colle/o de 131 eleitores somente 19
ou 89 se presias-em assignar a acta. Eu bnin
sei, Sr. presidente que em q.iasi todas as elei oes
as actas dcixam de ser assignadas por todi's os
eleitores que compoe o collegio, mas tambem creo
que ser difflcil encontrar urna em que tenh; as-
siinado lio pequeo numero em relaeo ao quo
coinime o collegio.
Ua Sr. Dei-ltado : D-se sempre em idnti-
cas cirenmstncas.
O Sn. Costa Ribeiro : Sr. presidente pro-rin-
damos de tudo quanto at aqu tenho expendido,
rreio que ha dous argumentos, que ha dous netos
qae aslao plenamente provados, que nao podem
mais ser discutidos porque o debate os tem rosto
cima de toda a eontestaco. Nos nao podemos, ------...,--------....... a,6.>..,= ..u.tc........o ..>. t.........i.,,...,...., ,,,,
tleixar de considerar como cerlo que o Sr. Urlano depulados os apartes com que me honran), mxime olfensa que se dirigi a lodo o corito eleiloral do 2'
Jos da Silva
verno pelos quaes se maiidiram abrir diversos
crditos supplementares. A' commisso de orea-,
ment.
Outro do mesmo, remelteudo diversos authogra-
pbos de actos promulgados per esta assemblii na
sesso do auno passado, que foram sanecionados.
Ao archivo.
Outro do mesmo, devolvenlo nao sanecionados
diversos projeclos de loi votlos na sessio do an-
uo passado.A' commisso d: couslituico e pode-
res.
Oulro do mesmo, declarando que o governo ge-
ral nada encontrou de inseour ntucional 11a legisla-
cao provincial de 1862.Inte rada.
Loui-sc, apoiaro-se e sao uui seguida approva-
dos os seguintes reijuernieiilcs :
Requeiro que se peca ao enverno da provincia
as segui ules informacoes :
1." Urna dscripeo do estado da obra e inate-
raes do lercero raio da casa de detenco, e copia
do orcamento feilo para a sua conclusao.
2." Igual nformacao aceren do Gymnaso Pro-
vincial.S. H.Buarque.
Requeiro que pelos canaes competentes se obte-
uham as seguintes informacoi s:
Qual o numero de alumnos do collegio de or-
pbaos, seus nomos e respectivas idades._
O mesmo acerca do collegio das orpbas.
Quaes os destinos, que pelos respectivos regula-
meiitos se pode dar a esses alumnos.-S. R. Silva
Ramos.
ORDEM DO DIA.
Votacao do parecer da com nissao de verificacao
de poderes sobre a eleieo do segundo districto
eleiloral
0 Su. Presidente (pela ordem) requer a votacao
nominal sobre a materia.
Assim se vence.
Procede-sc chamadae ver lica-se votaren a fa-
vor da emenda offerecida pelo Sr. Cunha Teixeira,
que annulla a eleco do segundo districto, os Srs.
J. Teixeira, Costa Ribeiro, Cunha Teixeira, Aqui-
cni 2.' o de n. 1 de 1860 que desliga da freguezia
O Sn. co.NEf.o Rochaki. :Para nao fatigara casa
em vista das inconveniencias que, provocadas pelo (nao apoiados;, concluir) as minbas reflexoes, as-
calor desenvolvido na d>cuso, leem-sc dado no segurando ao nobre deputado que impugnou em
correr desta, sou Tornado, romo relator da commis- primeiro lugar o parecer da commisso, que ella
sao de verificacao do" poderes a fazer ligeiras ob-, nesle negocio tambero foi guiada pelos seiilimentos
servaron-, limiiarido-me a dar os motivos que me de justica e independencia deque se acha possuido
moverain a elaborar scinelliante parecer tal como o nobre deputado, sendo que sao alies o caracte-
sc acha. rstiro de todos os inenibros desta casa. (Muitos
Eu serei breve, e peco aos nobres mcnibros me apoiado.)
desculpem qualquer exfjraasSo menos digna de Voto, portanto, |ielo parecer, tal qual se acha.
mim c da casa, que no correr da discussao possa, Vozes :Muito bem, muito Lein.
contra a miuba vonlade despi ender-se-me dos o Sn. Ramos :Nao cansarei por muito tempo
labios. a attcnco da casa, expraiando-me em largas con-
No tomarei mesmo em ronsideracao argumen- sideracoes acerca da di-eu-so dos negocios elei n> r|rarida, Sabino J. A. Lopes Amnthas, Reg
tos vehementes, quo foram produzidos pelos nobres Iones de 2- distrclo, |iorque novel as lulas parla-1 parrS Rochiel \\res Ramos J do Reg Barros
menibros que se sentam no lado opposto. mentares, nada [KRlerei aecrescentr s judiciosas ,);,mo;hene#' Francisco Pedn'.Rurgos, Buarque e
Meu lun e restabelecer os factos e discutir com consideracoes apresentadas |ielos illustres oradores
calma. (Apoiados, muito liem.) que me precederam (nao apoiados.)
Trala-se, Sr. anaidatte, da eleco do dis- Porm, Sr. presidente, leudo o objeelo em dis-
trclo. cusso lomado tao grande vulto, eu me considero
O nobre niembro que enr.etou o debate encher- obrigado justificar meu vol para que esta a:-sein-
gando irregularidades no collegio de Goianna, ac- bla e o publico que me ouvein, saibam que votei
bou por pedir que fosse annullado todo o processo a favor da eleco do 2 districto por obdecer aos
eleiloral do 2" districto, pelos fuudamentos se- diramos de minha consciencia.
gunles : o lluslre autor do requerimento em discussao,
1 Porque tendo sido a eleicao daquelle collegio deixou encerraros debates,sem apresentarnenhum ^t
concluida no dia 16, seu resultado s foi publicado argumento, que juslilicasse sua pretcnco acerca j j S(fu
nos jornaes desta cidade no da 18 ; '<> mttius nial a* ttA> in MmriMn mr!
2 Porque na acia existe um accrescimo de
VOtOS. i ,*||| MmiHHHHMnN n-llllrturto II. -Ul l.i-.l. CUUU** i
3 Finalmente los vicios e as fraudes da eleco do collegio de| Corridos os diversos escrutinios, ficam as com-
Alcl.ns Sn. Uepltados :Por documentos gra- Goiannaconcluindo por pedir a annullaeao do nfissoes assim con ciosos. processo eleiloral de todo o 2* distrelo.
O Sr. conego Rachael :Sim, porbasear-.-o em Sl- presidente, desde que leve lugar as eleicoes;
documentos graciosos. da Goianna, ouvi queixas e censuras acerca da
Sr. presidente, como membro da commisso de' marcha de seu processo : mas nao me dei ao Ira-
verificacao de 'Kxleres, dire que, examinando com b:,lho ,lc me instruir a respeito das ocrurrencias
os meus nobres collegas, atienta e minuciosamen- aponiadas, por me faltrem os matos para isso, e
le todo o processo eleiloral dos cinco dislrictos da Pr conU"r Q<* a discussao, que tena lugar nesta
provincia, verifique! que a eleicao de Goianna a casa ,nc 'llucidaria bastante para poder com jusl-
mais regular e perfeit que encontr! em todo aquel- ?a pronunciar meu voto,
le proco .. Quando vi,pois, levantar-seo Ilustre autor do re-
no, Diodoro, Braulio c Brito,
Silva Barros.
Passatido-se a votar sobre 1 emenda do Sr. De-
rnostlienes que annulla a ebico do collegio de
Goianna votam a favor os Sis. J. Teixeira, Costa
Ribeiro, Cunha Teixeira, Sabno, Demostlienos, e
Brandao, e contra os Srs. Soaies Brando, Diodo-
ro, J. A. Lopes, Amnthas, Reg Barros, Ayres, Ro-
ciiaei, Bamos, Drummond, J. do Reg Barros, Bri-
to, Francisco Pedro, Burgos, Buarque e Silva Ra-
0 parecer ap.irovado, c sao intro-
de S. Lourenco da Matta para a di lguarass, di-
versas propriedades, pronuncindole a favor do
projecto o Sr. Andradc Lima, que offereceu urna
emenda ampliando o projecto ; em ultimo lugar
approvou em I* discussao o projecto n. 6desie auno,
qae autorisa o governo a mandar construir urna
estrada de rodagem do ponto terminal da estrada
de ferro para o Bonito, orando os Srs. Jacobina,
Deinosthcnes e Buarque.
A ordem do da de hoje, comprehende, alm da
materia nio disentida a primeira discussao dos
projeclos ns. II, 12, li, 15 e 18 deste anno.
Foi roubado.em Olinda o c.iLitao Jos Pedro
Rotasen Pereira da Cunha, pelo seu cantarada
Ludgero Francisco de Souza, a quem o mesmo ca-
piio deixara entregue a casa por oceasio de es-
tar de estado maior 2 do correal:.
O furto const alm de 500$ esa dinheiro, de
varios objeclos de ouro e de roupas do uso do ca-
pito Pereira da Cunha.
O delnqueme fugio, e na niesim note desap-
pareceu tambem o soldado Carolino Jos da Silva,
qae se suppoe cumplice no furto. Ambos perten-
eca ao i" batalhao de artilhar3.
Na quarta-feira 9 do corrent falleceu o Rvm.
Sr. Feliciano Pereira de Lyra.
Era o finado vigario da freguezia da Varzea, ten-
do sido anteriormente da do Limoeiro.
Foi sepultado no mesmo dia em sua propria ma-
triz, sem pompa alguina, seguudo a dis|iosii;ode
sua ultima vonlade.
No domingo prximo reune-se a mesa geral
da ordem .'I* do Carmo desla cidade aiiui de appro-
varcm-se os respectivos estatutos.
liesappareceram dessa rcspeitavel confrara as
dissensoes que all reinavam, com detrimento da
fratemidade tao recoinmendavel em taes inslitu-
coes; e por sso sao dignos de louvor os que con-
tribuirn) para o iesi;.belorimenlo desse estado,
cuja permanencia para desejar.
Comecam as missas da irmandade aradem-
da annullaeao tolal da eleco do 2 dsiricto, por' duzdos ua ,,1 n senliores diputados do segundo
-os que limitoii-se apenas a exhibir provas, que ja fo- circu|0 ue prestan) juramen o c tomara assento.
rain satisfatonamente refutadas nesla casa, contra Eleicoes de commissoes.
Constluico e poderes.
Os Srs.: Amnthas com 18 votes, Araujo Barros
17, Rochad 18.
Fazenda e orcamento.
Os Srs.: Aquino Eoneeca ti votos, J. do Reg
Barros 21, Buarque. 20.
O Sr. Aquino Fonceca diz que, nao se julgando
com as precisas habtlitac,des para bem desempe-
nhar o honroso cargo para que acabo de ser Ho-
rneado (nao apoiados) pede dispensa da commis-
nao compareceu, nao estove pre-
sidie em Goianna no dia 13 em qae se trntru da
fonnaco da mesa, porque isso acabou de d>cla-
rar-aos um dos nossos eeilegas, um dos dignos
candidatos pelo 2.* districto. ( O orador refere-se
ao Sr. Jt Ignacio iulrade Lima) Por couse<:uio-
le ah temos demonstrado, fra de oontaslaeio, um
tacto (pie prova a falsidade dessa acta, islo a da
instaliacodo collegio porque nessa acia ligira-se
o Sr. Urbano como presente. Nem se diga, Sr.
jiresjdenle, que isso qne-to de um voto, e que,
desde qne a validade da eleicao nao depenc'e de
un voto, nao valle, o argumento; nao, desde que
se prova qua o instrumento publico dSo verda-
deiro n'um ponto, jamis poderemos prestar f
parte os
l.'i.
Os Sus. Rihkiro Cinha Tkixkiiia : Oh I per- querimento, pensei que elle iria propor esta assem- sao, manifestando assim uo ler entrado ero tran
feila 1 bla a annullaeao da eleco do collegio de Goian- saeco nenhuma.
O Sn. conego Rocuael : Pe feila, sim, porque, na, mas foi cora grande adiniraco de minha par-. Consultada a casa sobre a dispensa pedida, re-
como sabem os nobres membros, a perfeico re- te, que vi a pretendida nullidade estender-se a todo sol ve conced-la, depois de su ter agitado Rfteira
latir, e nos actos humanos perfeto aquillo que o 2o dsiricto eleiloral, porque al ento eu nada discuso pela ordein em que tomararo
menos mperfelo (A|ioiados, muito bem.) tinha ouvido tal respeito. Srs.: Sabinoe Buarque.
(Trocaiii-se difiereates apartes.) Avalei logo, Sr. presidenle, os graves inconve-! Procede-se ero seguida a el cao do membro ipie
O Sr. coneoo Rocharl : Agradeno aos nobres nieules de um lal requerimento, porque notel a tem de substituir ao Sr. Aqcino, c eleito oSr.
pinados o apartes rom que me honram, mxime olfensa que se dirigi a todo o corno eleiloral do 2o Brito com 16 votos,
ao Sr. Cunha Teixeira, a quem voto particular es- distreto, e a njustica que se pretenda praticar Contas e despezas provinclaes.
tima e syropathia. para com seus elelos. Esperei |x>is. ajoe o Ilustre Os Srs.: Cunha Teixeira, 15 votos, Nabor
O Sn. Ci ma Teixeira :Muito obrgado. deputado, (|ue havia collocado a questo cm tal al- Goncalves aa Silva 13.
OSr. coneco Rochael : Elles nao asa desvian), tura viesse munido de robustas provas para levar Obras publicas,
pelo contrario me allimenlam. a convnco ao animo de todos os membros desta Os Srs.: Gervazio Campello, 21 votos, Demos-
Senliores, as actas da eleco a que me rofiro, casa. Porm, Sr. presidente, al agora lodos os do- ihenes 21, Reg Barros 18.
quer a da formaco da mesa, quer a do recebi- cimientos apresentados e todas as provas exhibidas 1 Redaeco de leis.
ment e apuracao dos votos, sao minuciosas e com- sono sentido de se provarem os apregoados escan-' Os Srs.: Ayres Gama 2i votes, Soares Brando
pletas dalos da eleco de Goianna, e nada se tem dito 19. Goncalves da Silva 18.
Examinando-sea primeira acta d ella testemu- acerca dos oulros collegios. Instrucco publica,
nho de que no dia 15 de novembro compareceram Em tudo islo, Sr. presidente, eu percebi urna Os Srs.: Rochael 19 votos, Arminio 18, Soares
105i eleilores, e de que no segundo compareceram certa prevenco da parte do Ilustre autor do re- Brando 11.
mais 46, formando todos o numero de lal eleito- querimento, e dos nobres collegas, que o acompa- Estatstici.
res, que dovem dar 1359 votos, para serem ditri- abanas, acarea do 2 districto alear, prevenco Os Srs.: Burgos 18 votos, Francisco Pedro 18,
buidos pelos candidatos. que os levava a olhareni para ali cora ollios menos Baptsla 17.
contra os Srs. Soa- ca de Nossa Senhora do B0111 Conselho nidia 13
do crreme, naigreja deS. Francisco. Continuaro
em todos os domingos e das santificados.
Foram expedidas ordens ao brigadero com-
mandante das armas, para que mande dar baxa
do servico do i" batalhao de animara a pao tam-
bor Manoel Jacintho Gomes Loureiro e aprsente-
lo ao commandante superior do municipio do Rc-
cfe, afim de ser restituido ao 1" batalhao da mes-
ma arma da guarda nacional, onde se acha elle en-
gajado.
Providencou-se para que o lenenle-coronel
Sebastio Lope- (minar.>se o majorSebastio An-
tonio do Reg Barros, se prcsteni a fazer parte da
commisso de exames praticos da arma de aval-
lara, a que tem de ser submeltido os ofllciaes e
cadetes que a elles quizerem propoi-se.
Entrn no exercicio de director do laborato-
rio de fogo desla provincia o Sr. major Alexandre
Augusto de Fras Villar.
Foi preso pelo subdelegado de Bello Monte,
na Villa Bella, o criminoso Pedro, eseravo de Goo-
calo Ferreira, o qual criminoso em tompanhia des-
te assassnoii cm 1832 Beraardiim Ribeiro de
Frelas, no lugar denominado Boqueiro, onde este-
ve homsado al o presente.
O eseravo e o senhor foram pronunciadas na-
quclla poca, sendo este desp'ronunciado por via
de recurso
Noticias do termo de Tacarat' ltimamente
chegadas, dizem que o respectivo delegado de po-
lica, capito Barros, vai-se portando com ba-iante
dureza com aquella populaco ameacando uns e
prendendo oulros, sem motivo legal, como suc
ceden ha pouco com Custodio Xavier de S. Com
prudencia o governo se conserva. Acreditamos que
o Exm. Sr. vire-presidente nao tolerar demasas
em seus subordinados.
Coinmuncam-nos o segunte :
Srs. redactores da Recata Diaria.A bem da
moralidade publica pedimos-loe a publicaco da
noticia scguiote :
Existe una cochera de carros na ra do Sol
n. 25, que pertence ao Sr. Joaquim Ferreira da
Cost, cujos boleeiros se agglomeram na porta,
qur de dia, qur do note, dirigindo epithetos ob-
scenos s pessoas que passam, chegando audacia
at a dirigrem-nas senhoras de familias respei-
taveis que por all passam, podendo provocar assim
algum desagradavel desaguisado ; pelo que pedi-
mos ao referido Sr. Cost que d suas providen-
cia> afim de qne cesse tal dvertimenlo de seus
boleeiros, rerorrendo nos a autoridade competente
caso este nosso pedido seja infructfero. >
Joo Luiz de Souza, paraplexia.
Flix Jos Rodrigues, anemia.
Ao.onio Francisco da Silva, rheumatismo.
Dellno Alves Monteiro, intermitiente.
An:ono Pmheiro Arco-Verde, sarnas.
Luiz de Franca Ventana, pleariz.
Joo Fernandes Chaves, colite.
Harta, ) africana livre ) intermitiente.
Francisco de Souza, fractura do braco,
Mara Francisca de Salles, clica.
Francisco, eseravo de Tasso & Irmos syphilis.
Manuel, eseravo Jj D. Francisca, anemia.
Benedicto, eseravo de Augusto de Oliveira, ferida
contusa.
Francisco, eseravo de Luiz Cavalcant, pulmonite.
Rita, escrava de D. Bernardina, intermittenle.
== Casa de detenco. Consnmiram-se com o
sustenio dos presos "pobres recolhidos casa de
detonco durante omez de fevereiro prximo pas-
sado i,l9l racocs e gastram-se com as mesmas os
sensatas gneros, a saber :
Pes de '! oneas:1191.
Asmear-52 libras e li nagas.
Cal em p -2til libras e 15 oneas.
Farinha69 alqueiros e 51 decimos.
Fei.o14 alqueircs e M X decimos.
Toucinho190 libras e 10 oneas
Azeite doce II garrafas e 18i oitvas.
Vinagre47 garrafas e 20 oneas.
Carne verde2,458 libras.
Dita sfeca -292 / libras.
Bacalho574 libras.
Consumiram-se com as dietas na enfermara
do- a casa os seguintes gneros a saber :
Pes de trigo (3 oneas)844.
Cit7 libras e 90 oilavas.
Assucar61 libras e 10 oneas.
Arroz5!) libras e 6 oneas.
Galinlias34 interas e 3 quartos.
Farinhai alqueires e 51 decimos.
Carne verde499 libras.
Mov ment da casa de detenco no dia 9 de
marco de 1864.
Existiam...... 366 presos
Entraram
Sahiram ..
15
9
A saber
Existem....... 372
Nacionaes.....
Estrangeiros...
Mulheres......
E-traiigeiras...
Esclavos......
Escravai......
269
32
6
1
59
5
372
Alimentados a costa dos cofres provnciaes. 148
Movmcntoda enfermara no dia 10 de marco
de 1864.
Ti veram baixa:
Pedro Antonio Ribeiro; defluxo.
Joo Bento do Nascimentc 5 saruas.
Joao Martios Ferreira da Costa : hepatle.
Joo, eseravo de Alexandre Barbosa ; colite.
Tiveram alta:
Francisca Maria da Luz.
Delphino Alves Monteiro.
l'M POUCO DE TUDO.
Sobre o Evangelho de S. Joao, cscreve a Crn; :
II u ha te roiumum Clrc mim o tu', mulli.'r !
Tendo de se celebrar, irmos meus, amas bodas
em Cana de Galilbe, Mara, Jess e seus discpu-
los foram convidados para ellas, porm acabndo-
se o vinho, Maria disse Jess :
Falt vinho.
Elle res|K)ndeu :
O que ha de commum entre mim e t, mu-
Iher t Ainda nao eliegada a minha hora.
E Maria disse aos discpulos deste :
Faze o que elle vos mandar.
Havia seis talhas de pedra, as quaes serviam
para a purficacao e uso dos Judens, e Jess mau-
dou que as enchessem d'agua, e foram cheias al
a bocea.
Agora levai-as e offerece-as ao dono da casa, e
provando achou bom, porm nao sabia donde ti-
nha vindo, mas sahiam os criados que tinham
posto agua.
O ecnomo chamou ao esposo e disse :
Todo o que da um banquete tem por rstame
apresentar o que ha de mdhor, e vos no resto
que ofiereces o bom vinho ?
Foi este o primeiro dos roilagres feito por Jess
Christo uas bodas de Cao ; e manifeslou a sua
gloria, e seus discpulos acreditram oellc.
Foi esto o grande prodigio operado por inter-
oessio de Maria, dessa roe extremosa, quen
seu filho sempre prompto em ouvila, em fazer
nassar por suas mos todas as gracas nesse
festm que o mestre sautificou o augusto sacra-
mento do matrimonio, quo derramou todas as hen-
eaos para perpetua-lo e enche-lo de felicidades.
Desde esse moowote comecam a experimentar os
povos ura novo sol, a terem em Maria urna alvo-
gada, que nao se descuidar de promover tudo
para contentar todos ; em fallar a seu ftlho para
que attendesse s fallas que se davam.
a>

f

/


Diarlo de Pei-nambar?* Hexn felr* i i de rf.ir <> de IM1.
-
E n;i voil.nl', esse estupendo milagro dar in-
versa d'agua um vinho, fui um preparativodos
grandes prodigios que am suceeder, nao occulta-
inento, mas a vista do todos-nara que se paten-
teasse os l> wMm e a m >ral (| re t da derra-
mar c ensinar ; f.ji nina prova (vidente que Elle )
futa en virtude do pedido de s.ia santa mu.
B Man pesaivel que nos desprasomos cssi
protectora que vela por nos, e nao busquemos o
Mu :i ixilio t
Poli .' ceno que quein se aparta della, ou s;
nvergonba de Invoca-la, rava a sua ruina e a sui
nrtr, e durante a sua vida andar sempre em
trevas, a inda que pateca aos seus olhos vereni
sempre una lu; pois essa lu engaadora, ti
seos r.'ll.-xos sai mortferos.
Assim, muios meus, ruguemos 1 Maria pars
que o nosso eoraeio chata de enmes se mude en.
virtudes, e possamoa um dia t-la como nossa pro
lectora.
O Sr. 5. B. pede-uos a publicaeio da seguate
Itoesia :
ANCIAS
t^Soucondemnado a viver longe do mundo,
Quando a idade ja ui'inclina a sepultura ;
Minha sorte morror aqui no fundo
l)esla cava d'horror e d'amargura I
Soit assasino moral, porque sem pejo
A honra de meus filhosconspurqu'i !
Sou ladro, porque cedi meu desojo
liclapidando os propnos bensque Ihes doei !
De mim fogetn parentes e amigos,
l)e ndm zombam as turbas delirantes ;
Junto mim aqui no poste dos castigos
So a- leis do sotlriraenlo sao constantes !
ninguem causa do o meu estado,
Jlos fogom de mim, do mim t:m modo .'
IVingueui que queira ver o eoudemuado,
IViuguem que o visite em seu degredo I
Ninuem que n'um olhar de piedade
U 19 totola um signa! de compaixao I...
Nao convm dar ao crime a caridade,
Para o crime s convm a expiarlo
Assim fallava o triste em antro escuro,
Frrsfio horrivel que a nalureza olfrece
Ao condemnado !
Sapultura sem inscrip^ao que denuncie
Tur baixado Mirestos d'um hornera
Desgranado I
Irsjracado ; por querer ser muilo rico
lanoora para o ser fosse preciso
Infamias commetter!
Caminhou sem parar at o crime,
E depois d'alii se arlar sentio no peito
O remorso a doer !
Agsra la se estorce em cntas ancias...
La se agita o pobre vellio arrependido,
Envergonhado I
f.i se move as aseas do martyrlo
Entre maguas, geranios e disgustos
Torturado I
E ninguem ana n'um olhar de piedade
1 '.' au triste um signal de compaixao.
Nao conven dar ao crime a caridade
S convm para o crime a expiacao I
De Camillo Castello-Branco extractamos as se-
guales scenas :
.... Sj nao me ensaa a minha arithmetica,
qu\ apezar de tndo, mais correcta que as mi-
iwesias; nao acha, Sra. D. Cecilia ?
Tem perguntas ? Que tein urna cousa cora a
oatra?
A arithmeiiea com a poesa Tem tudo, rai-
nlia seulmra. Quera nao sabe contar nao verseja
Quera o seu amante agora, minha se-
nil ora ?
E' seria essa pergunta, Sr. Soares T
Seria e profundamente grave.
E' grossetra.o.....
Nio er que cu tenha nm motivo bastante
irle para me informar de cousas to melin-
drosas ?
Nao, senhar.
Tenho.
Eu Mi que V. E\c. cosluma dar ao amante que
ornee* o espolio do amante que acabou.
Estiveran em sou pcler urnas cartas minhasc
cias poesas milito tolas.
tinas c mitras quena cu rescatar, as poesas,
principalmente, porque nio cpiero que existam
vestigios de lee eu sido poeta, e mo poeta ib; mais
4i mais, hoje que principio a regenerar-me para a
it dade em pie V. Ex<-, lustroso ornamento.
Sendo cello que os meus versos deven estar
jia raio do cavalleiro, que ha dous mezes, me
inpalmou o seu eoraco, pergunto eu, se depois
1 e, ha um outro.a quem eu deva dirigirme i
A pergunta nao grosseira, necessaria.
Julio Jaran, escreva um dia, nao nos lembra
aoude :
Dominas robiscum'
Deus noslvred"albuns!
Era como Dickcns___
Urna vez, compellido a imaginar um assumpto
d'album, enclu-u qnatro paginas.
Qualro paginas I dizia consigo o dono do albura;
quatro paginas de Dickens que fortuna!
Dickens nio linlia escripto em todo aquelle es-
neeo mais do que o sen nome.
Carlos Dickens, Carlos Dickens, Carlos Dickens I
CIIIIMU JUU1CURU
tiii it r v \ L o < ou niutu.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 10 DE
MARCO DE IStii.
PRESIDENCIA 1)0 EXM. SU. CONSKI.HEIRO
S00ZA.
As 10 horas da manhaa, reunidos os Srs. depu-
tados Lemos, Rosa e Alcoforado, o Sr. pre-
sidente declarou aberta a sessio.
Lida, foi approvada a acta da ultima.
EXPEDIENTE.
Foi presento a cotacao ofllcial dos precos cor-
rentes dapraca, relativa ultima semana.
Archive-se.
DESPACHOS.
No requermento de Caetano Ciraco da Costa
Moreira A; Irmio. pedindo o registro do seu con-
trato de sociedadeSeja ouvido o Sr. desembarga-
dor fiscal.
No de Domingos da Silva Campos, pedindo o re-
gistro de urna escriptnra antenupcialRegistre-se.
No de Correia A C. pdindo o registro do sen
contrato socialVista ao Sr. deseinbargador liscal.
No de Custodio Oomingues dos Santos, |>edindo
por certdo seo supplicanle se acha ou nao ma-
triculado nestt! tribunalComo rei|uer.
No de Francisai de Azevedo Das, pedindo o re-
gistro de sua uomeacao de primeiro caixeiro da
casa commerclal de Custodio Doraingues dos San-
ios na Parahyba Registre-se.
No di! Manoel Jdaquim Dias, pedindo o registro
do contrato social que ajunta Declare as natu-
ralidades.
No de Joaquim Felippe da Costa, pedindo ser
matriculadoVista aoSr. dwembargador fiscal.
No de Tasso A Irmao, pedindo o registre de duas
nomeacoes que ajumara para calxeiros despachan-
tesRegistre-se.
JNo de Andr Rlaneo e Jos S. Fernandes, pedin-
do o registro de seu contrato social Vista ao Sr.
desembarj;ador fiscal.
Km 1769 JosPerelra de Menloncae Miguel Fe- pois assignados por meu arbitro, qact repugnando
reir de Oliveira tiraram urna ilata de sesmarias faze-lo, cedeu iktsiwso.
com tres leguas de coinprimento c urna de largura 'foas as furmalidauVs se eneaixaram a marte-
sita eniae no termo de Monte-mr, o novo, da pro- lo } mas, romo diz o aneiim : tanto faz a rapoia na
vincia da Parahyba do Norte, e boje no tormo da seraatn* que no domingo nio vai a raissa, obse va-
ridade de Areias da inesma pri vincia, as mar- inos mais aliante os rifaos: mais depressa se p-
gens dos ros Mandad u Mamangjape, para o lado ga um mentiroso, que um coxopegou-sc o ladrao
do norte, junto a povoacao de Alagoa-Grande. com a bocea na botija !
Os datarlos, panados annos, fi rain fraccionando Nao agrado ao'homcm inulto rico o arbilraracn-
a referida data, e venderam P dio de Alcntara lo du pt-oprio juiz municipal, e foi esta a causa de
Rodrigues, em 1788, urna parte della. se mandar suspender a vereda da eminencia da
Aqui citarei, ipsis verbis, alg ns trechos da es- serra, que muiloulTendia 0 meu dtreito : nao se li-
A mi i di Providencia cond'izira-lhe cabecei-
r. do leito o anjo da resignaeio, que a paciencia
] i enfermo a c Nieta da morte.
Os temores c os horrores do fin a-abara quan-
do a aurora do dia eterno luz os primearos fulgo-
res no semblan!.! do justo em agonas.
Esse evpieeimento da vi la, ainda aos mais
ainanlcs, e favorecidos della, obra de Dos.
Publica o Otaria de Lisboa o que segu:
Confirme dizem as folhas de Madrid, venlicou-
. no dia H docorrente, pelas duas horas da tarde
na capella da real cmara, o solemne baptisino do
cora lillio dos infantes D. Sebastiao e Man;'
Christina.
Koi padr inho Sua Mageslade Fidelissima el-re
i'e Portugal l>. Luiz 1. c em seu nome Ss. Ms. ca
tliolieas el-rei e a rainba de Hespanha.
O Sr. patriarcha das Indias foi quera ininistroi
ao recem-nascido a agua baptismaf.
As diversas insignias foram conduzidas pelot
Srs. duque de Alba e raarquezes de Campo-Real
A esta augusta ceremonia asslstiram tambem
o principe das Asturias ; as Infantas D. Isabel, D
Vm e D. Berengu la ; os infantes D. Francisco, D.
llenrique e D. Sebastiao; o corpo diplomtico es
trangeiro rom o nuncio de sua santidade frente;
-os ministros da cora; os cardeaes de Toledo ede
Burgos ; os bispos de Segorbc e Salamanca; o re-
verendo padre Claret, os camaristas de semana,
j-cnlls-honiens, grandes de Hespanha, damas de ho-
nor, etc.
O recem-nascido rerebeu os Domes de Luiz,
os, Mana. Isabel, Jos, Francisco de Assis, Fa-
l.iaoe Sebastiao.
Cisou-sc, ja a semana passada, a lilhado Sr. vi-
ion le de Condeixa com o filho mais vclho do Si1.
isconde do Borralho.
. 0 Sr. visconde de Condeixa, havendo principia-
lo por criado de servir, adquiri honestamente
unte boa fortuna no Brasil, e chegou a visconde e
ar do reino.
Noliilila a fortuna ganha pelo trabalho ho-
nesto I
O Sr. visconde vive beni, e consta-nos que dc-
i convenientemente a sua joven e bem educada
lillia.
Teem de idade, a nova 17 annos incompletos;
*j noivo, 24.
Houve banquete, por oecasiao do casamento, a
-pie assistiram os parentes. e amigos mais intimes
i is noivos; entre aquellos, o Sr. Jos Caldeira.
noivos foram patsar a la de mel a Cintra, u,
depob, parece que sahirio a viajar.
O Sr. Tiberio Valente era urna creatura imp i-
garel!
Hornera pacifico e morigerado, nunca assislira a
M duHId na sua vida.
Imi dia, o acaso, obriga-o a servir de padr-
iilio, c o nosso heiY.i' [irocnra os meta de se
vm'e.
A pistola quadrava-lhe perMlamenle, mas era
CBrto da vista, e conclue-se milito depressa a peil-
l sabr, parecia-lhe selvagem de mais,
icidio-se pelo labre!
ito a causa do dncllo, nao se prendeu co n
i vulgandadc, deixou-a an < untado do adver-
sar
ii i ni.-to urna idea perfeltamenteverdadeira.
Caonecemo- nm escollar, que entreiendo-se a
tr pella, qnehrava sempre por fatalidade, do s
lrl vidrot |H>r semana,
o director doeollegio mettla os vidros em conta,
: ai do menino, paga
l'or lim. os vidros quebrados chegavam a nm
nam -ivo.
0 i ai. resolveu-se a eliminar a verba dos vidros
i: deapezas do lillio.
Desde ciiia'. o escollar aclwu sempre modo de
ir pella respeiland < ns vid-acas.
A fabnla [irova que um excedente meio de ci-
tar os duellos, consistira em obligar os padrmhos
.-. i i.-;'em-ael

SESSAO JLDICIARIA E>1 10 DE MARCO
DE 1864.
PRESIDEXCIA DO EXM. SR. CONSELHEIRO
SOIIZA.
Secretario, Julio Giiimmdes.
A }t hora da tarde, o Sr. presidente abri a ses-
sao. estando presentes o Srs. deserabargadores
Villares, Lonrenco Santiago o Silva Guimaraes, e
os Srs. deputados Lemos, Rosa, C. Alcoforado, e o
Sr. deputado supplentc Basto.
Lida, foi approvada a acta da sesso antece-
dente.
Assignou-sc o sccordo proferido na ultima ses-
so, entre partes :
Appcllanlo, Lotirenco Puggi ; appellados, Scha-
fbeitlin & C.
Foi lido um officii datado de 8 de corrente,
do Exm. Sr. conselheiro presidente da reta-
do, communicando haver designado o Sr. desem-
bargador Antonio Baptista Gitir.ina para re-
ver a appellaeio que pende de decisao deste tribu-
nal, entre partes .-
Appellantes, Domingos Jos de Amorim e Vic-
torino Luiz dos Santos; appellados, os curadores
flseacs de Guilherme Camino 4 C.
Jl'I.OAME.N'TOS.
Appellantes. o I)r. Felippe Nerv Collaeo A C.;
appellado, Geraldo Henrlques de Mira.
Adiado na sessio de 29 de fevereiro.
Foi confirmada a sentcnca appellada em parte e
em parte reformada.
Appellante, Manoel Antonio da Silva Moreira :
appellados, Ferreira 4 Araujo.
Adiado por nio estar presente o Sr. Reg, que
juiz certo.
Appellantes. N. O. Bieber & C. successores ;
appellados, o presidente e directores da caixa filial
do banco di Brasil tiesta cidade.
Jaitas os Srs. Rosa o Basto.
Reeeberam-se os embargos como voto do Exm.
Sr. consoMietro presdanla.
Appellante, Luiz Caetano da Silva Campos; ap-
pellado, Joio de Almeida Monteiro.
O Sr. desembargador Guimaries averbou 8B*>
peicio e offlciou-se ao Sr. conselheiro presidente
da relacao reijuisitando juiz.
M8MItl,CAO DE DIA.
Appellante, Jos Moreira da Silva ; appellados,
os herdeiros de Jos Antonio LourenQO.
Primeiro dia til.
PASSAOENS.
Appellante, D. Maria Rita da Cruz Navas; ap-
pellados, os curadores liscaes de C. J. Astley Appellante, Ignacio Barroso de Mello ; appella-
do, Antonio de Azevedo Villarouco.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargador Sourenco Santiago.
Appellante, Francisco Jos da Silva Ratis ; ap-
pellado, Jos Rodrigues Ferreira.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargador Guimaraes.
ISBATOS,
Do juizo municipal e commercio da villa do
Cabo.
Agravante, Francisco Alves de Miranda Vare-
jao ; aggravado, o major Joaquim de Souza Leao.
O Exm. Sr. conselheiro presidente denegou pro-
vmento.
Do juizo especial do commercio.
Aggravante, o Dr. Joio Pedro Maduro da Fonse-
ea ; aggravada, D. Mara Rita da < ru. Neves.
Aggravante, D. Francolina Amalia de S. Ramos;
aggravados, os administradores da massa fallida
de Jos Antonio da Silva Araujo.
Nio tiveram provinento.
CUTA TESTEMl'.MIAVEI..
Aggravante, Jos Francisco Pereira da Silva ;
aggravado, Francisco Jos Leite.
0 Exm. Sr. conselheiro presidente tomou conhe-
cimento.
Nada mais houve, e encerrou-se a sessaos 3,'
horas da tarde.
Antonio Carneiro Machado Ros.
E preslaram o juramento dos Santos Evange-
lios.
Foi o reo interrogado c procedeu-se a leitura do
processo.
O Sr. promotor pedio a condemnacio do reo no
grao mximo do art. 209 do cod. crim.
O Sr. advogado deduzindo a defeza pedio absol-
vicao d.i reo.
rindas os debales e prencbldas as solemnidades
da lei, o Sr. juiz de direito propoz os quesitos se-
gu n tes :
l' O reo Antonio Loureiro
do de dezembro do anuo
casa em que mora, ra do:
cidade, o individuo por nome Is..._
e d'alli tirou para si varios objectos contra a von- M tugar chamado Brejinho, en.re as senas que o nascente, o do lado do oppoit ao p da serra do
lade de seu dono ? v;" llar;' o Brejo de Areia, no t:rmoda villa, etc Brejinho, na estrada que segu para o Brejo da
2* O reo para levar a effeito a supramencionada .Segundo, que elles vendedores vendiam e ti- Asm ao lugar denominado malla de Galnlias, j
subtraceao, fez violencia casa, como se raoslra nbam vendido insta trra umii parte dellas que quasi alindara serra. Nio sei como se nao apro-
dos autos 1 principia sua extrema da parle d< niseente, ao p veitaram das patarras da escripturap da serra I
:i* O reo praticou o crime de noile ? da >erra do diio Brejinho, na esl ada ojBS va para As seis horas da tnanhia dassa dia j o piloto se
4' Existetn circurastancias altenuantes a favor o Brejo de Areias, seguindo, etc. acha va era seus trabalhos. A palavra nascente nio
do reo I lerceiro, que nao sabein elles vendedores quan- determina um ponto nogli>bo ?! Cortamente um
Recolhido jury de sentones a sala secreta ilas 'j1' 'Tacas tem de comprido e latgura a dita sorte ehans para o Sr. juiz municipal e o hoinem muito
conferencias 1 hora da tarde, voltou M minutos d*' torras, porm que vendiam e raetilieavam a di- rico.
depois, respondendo aos quesitos pela nianeira se- ,a ""> fazendo oxlrema como i ito tinliam e com Tinxi-se nova linha provisoria, fez o piloto seu
cuinte : quem mais devam e hajam de confrontarem as di calculo, fizeram-se os preoi-os termos, necessaria-
tas torras (anda peco a attencio de Vv. Excs.), e mente com dcclanicio de rumo, porque sem elle
que s vendiam entre urna serra e outra at o di- nio pedera seguir a imita, e pruiciptaram a d-
lo no (confluencia do Mandad eMamanguape) Ma-; marraco. Dous dias depois, entraram as ferias
matiguape.. | da semana santa, e foram juiz, esertvio, advogados
Temos dessa escriptura prinordial o preciso, etc. etc. descancar de tantas fadigas.
Totlas as escrtpturas que se tem seguido nenhuma | J havia requerido, par direceo do meu advo-
extronia limites, e todas se retalta i primeira. gado, no principio da demarcaeao, sjaa, linda olla.
A posse de Pedro de Alcntara Rodrigues se foi se me dsse vista nes proprios'autos para allegar
succedendo, e chegou ao dominij do capitao Jos meu direito : foi-me concedido em aulo apartado.
Antonio dos Santos, em 1821. O espaco das ferias era sufflcienle para ine-
Antes, parnt, que isso se dsse, fallecido Pedro |fior reforma das legalidades, que se pretenda dar
de Abantara, licou sua mulher eadividada epau- a demarcaeao ; mas como dizem que u diabo tem
perruna. capa e chocis, cabio juiz e a hoiuem muilo rico
Dovoarai fazer urna declarar) para esclarec- era urna cil.ula imprevista.
manto da historia. | Eunas ferias havia examinado a liana, e conhe-
Najunecio dos rios Mamanguaie c Mandad in- e que a pericia do piloto liaba fallalo, por que a
aproximara mais para o poma, que pede a
a dos datarios que para o ponto ultiina-
rbitrado pelo juiz municipal.
Chentes, formando nova ceufluen a, que se licou Nos primeiros dias da demarcaeao antes das fe-
chamando Barra-nova para a distinguir da ras correu a linba por grandes mallos e tacares de
velha. serra, nao offerecendo aos desconhecidos idea dessa
Manoel Gamillo Cardoso era o itao proprietario direceo de linha e erro no calculo do pillo, que
lmitt ophe da Tiara de Pedro d -. Alcntara pelo veio a conhecer da fatalidade, quando depois (ta-
lado do nascente, cuja linha divisoria deveria pe- fi-rias, continuando a linba.sahioesta om urna varzoa
gar da parte do sul na conflueneu do Mamangua- aliena pelos rossados de meus rendeiros. E que
pe e Mandan (Barra-vellia) e segu r mais ou menos fazer ?! Vera o hornera muito rico espumando e
i a linha ou rumo do norte a chegar ao p da serra fuzilando fogo pelos olhos que, juntamente com o
do llrejinho na estrada que seg te para Brejo de Sr. juiz municipal mandaran largar a linha, e pe-
Areias. | gar outra mais para o nascente na mesina confron-
Manoel Camillo Cardoso aproveiiou-se do ensejo tacao segurado rumo para malta de Galtuhas.
! Barra-nova e da Iraoneza da pauprrima viu-1 o pobre piloto, vannVso eraraaranhado sera ru-
I va de Pedro Je Abantara Rodrigl es, preparoa-se nio, iiotn earreira, largou o domo da agnlha e fez
de elementos ad hoc e correu a linha, principian- dos olhos bussola, auxilindose da linha proviso-
do da Barra-nova cima referida. ria. maldizendo a demarcaeao e bein dizendo os
Foram balda las tolas as recia macos da pobre cobres,
vi uva : Camillo dispunha de recirss e de adep-
tos. ..
guintc :
Ao 1". Nao, por 11 votos.
Deixou de responder aos demais quesitos por fl-
carem prejudicados.
Lidas as respostas pelo presidente do jury de
sentenca, o Sr. Dr. Joaquim Jas de Miranda, 6 Sr.
juiz de direito declarou que appcllava da decisao
do jury, para o superior tribunal da relacio, e pu-
bReoQ sua sentenca, absolvando o reo e condein-
nando a rauncipalidade as custas.
I^cvanlou a sessao, adiando-a para o dia 7 do
corrente, s 10 horas da manhaa.

Pelo
pon
do Coara e Parahyba c a segualo
correspondente no Rio Grande :
t As noticias polticas, que tenho hoje para dar-
Iho sao um pouco Qteressantes para esta nossa
trra.
< Era data de um ou dous deste mez foram da-
mittidos da secretaria do governo o chele da i*
seccio Ricardo Vieira do Couto, o amanuense Ma-
noel Ferreira Nobre Pelinca, e o praticante Joa-
quim Jos do Rogo Barros, da mesma forma que
aposentado com ordenado correspondente aos an-
nos de servioo o chefe da i* seccio da tliesourana
provincial Francisco Jos Pereira Cavalcanli.
t D-se como causa immediata desla medida o
haverera esses einpregados assignaJo utna repre-
sentarlo que S. M. o Imperador dirigi o Dr.
Amaro contra o Exm. Sr. Dr. Olynlho Jos Heira.
t Alera disto saba-se tiesta cidade que esses
einpregados tinham-se declarado cm hostilidade
directa adrnini-tracio do mesnio Exin. Sr. Dr.
Olyntho, especialmente o chefe de seccao Couto
um dos redactores do Correto Nntnlense e a quem
se attribuiam os artigos mais violentos e insulluo-
sos contra S. E\c.
t O publico nao ficou sorprehendido cora este
golpe; porque era elle ha muito lempa esperado
por bem da moralidade d'administraco do Sr. Dr.
Olyntho, que tambera o demorou por tanto tempo,
quer pela exitacio, que sent S. Etc. em tirar o
pao a alguein romo sera duvtda pela fe que nutria
S. Exc. de que esses empregados desvairados re-
conhecoriara o seu erro e entraara as vias do
rospeito e lealdade. que deve lodo subdito a sen
superior, e especialmente o empregado subalterno
aquelle, que Ihe da ou pode tirar o pao.
As eousas toban anegada a nm ponto, que
ou o Exm. Sr. Dr. Olyntho havia tomar esta medi-
da, ou perder grande parte da forca moral de que
deve acbar-se revislido lodo governo para bem
desempenhar a sua missio; e quando S. Exc
chegou a toma-la deve-se crer pamente que o fez
por necessidade absoluta, pas que em pontos de
prudencia, moderaeao e tolerancia ninguem pode
adrar a barra aletada do Sr. Dr. Olyntho.
Correu hontem na praca a noticia de que ees-
sata de existir o famgerado Comi N.italens<'
por despedir-se de sua composioio o typographo
Jale l'rancisco da Silva Mendonca, que se diz par-
te oeste vapor para essa cidade do Recite donde
lilho ou d'onde vela para aqui e smente para
esto lim convidado pelo Dr. Amaro, se verdade o
que se diz.
Os commenladores altrilmem osse desappare-
cimenlo a embareos invenciveis para a continua-
rio dessa jornal.
Seja qual fdr a causa deste passamento o que
certo que foi um grande puso, que a morali-
dade publica den era sua marcha; pots que esse
jornal duas vezes por semana desde a primeira
lettra da primeira columna da primeira pagina at
a ultima da ultima columna da ultima pagina vi-
nha literalmente chato dos insultos os mais intele-
raveis e das calumnias as mais revoltantes contra
a primeira autoridade da provincia e todas as nu-
tras sera oveepcio, ne nao obedeciain s ordens
do Dr. Amaro, ou delle recentan as suas inspira-
c5es.
O invern, que j havia principiado com b .ns
sympthomas, nao tem entretanto correspondida ao
que delle se esperava; a d'au tem resultado a
sostealaco dos altos procos, en que se acltam os
gneros alimenticios nesta cidade.
A peste em S. Jos tem declinado considera-
velmente, se gneji nio esta extincta.
t O novo juiz de direito d'aquella comarca Dr.
Vicente Ferreira Gomes, que ajal se aehava re-
ceioso de ir para l cora mdo da inesma tiesto.
hontem j desassombrado seguio para aquella ci-
dade, onde hoje sera duvida deve ter entrado no
exercicio de seu cargo.
A' respeito do Ass, depois de tor subido a
um grao elevado a tiesto, que l est grassando,
consta agora que descera a ponto de suppr-se
que breve estar oxtincta.
Do Cear nada ha, que mereca meneao, ex-
coi^ao da posse do Exm. Sr. Dr. Vicente" Alves de
Paula Pessos, a qual se realsou 29 do passado.
Da Parahyba apenas consta o f.illeciuiento do
pralco do vapor Cruzeiro do Sul, Jos Rodrigues,
de um ataque de apoplexia, que o fulminara no
dia da chegada desse vapor ao porto.
TIII Itl \ A WO J r II Y
SESSAO EM 5 DE MARCO DE 1864.
PHESIENCIA Do SU. DU. J00 ANTONIO DE Al!Al JO
hikitas nsnuansl mi de direito
DA 2' VAHA l.lll.MINAL.
PRESIDENCIA DO SU. JOAO ANTONIO DE ARAUJO FREITAS
HENHIQIjS.
Promotor publico o Sr. Dr. Francisco Leopoldina de
Gusmo Ij>o.
Advogado o Sr. Dr. Americo Netlo de Mendonca.
s 11 horas da manhaa feita a chamada acharara-
se presentes 40 senhores.
Foram dispensados da prsenle sesso por raoti
vos de molestias os Srs.:
Antonio Jos de Castro.
Francisco Cavalcanli de Souza Leo.
Joaquim Toixeira Peixolo.
Dr Cicero Odn Peregrino da Silva.
Foram em 203 cada um dos senhores multados
nos das anteriores que nao comparecern) hoje, e
lambe n os Srs. :
Antonio Ignacio do Reg Medeiros.
Jos AUonso dos Santos Bastos.
Antonio Camello Pessoa de Lacerda.
O Sr. juiz de direito declarou aberta a iBSlio.
Entra em julgamento o roo Antonio Loureiro de
Lemos, acensado por crime de roubo, perpetrado
na casa de Ismael Jos da GoMa.
Proccdondo-.-e ao soileio do jury de sentcnca, fo-
ram recusados pela defeza os Srs. :
Francisco da SilTa Reg.
Cosme Jos dos Santos Callado.
Candido de Souza Miranda Couto.
Jos Cavalcanli de Alboqowque
Vicente Ferreira da Porciinenla.
Domingos Antnnos Villaoa.
Jos Conogiindes da Silva.
Manoel Cardo.-o Arres.
Capitao Antonia Jitt de Souza Cousseiro.
Manoel Joaquim Ferreira Estoves.
Joaquim Juvencto da Silva.
Caetano Ouintino Galhardo.
Ficou coinpo-lo o jury de seutenfa dos Srs. se-
raiales :
Florencio Domingoes da Silva.
Di". Joaquim Josa de Miranda.
Dr. Gustavo labluiuode Moura Cmara.
Dr. Candido Maiiinsde Almeida.
Dr. Ignacio Nerj da Fonseea.
Dr- Jaeinilio Pereira duRego,
Dr. Antonio Joaquim Ayres do Nacimento.
Dr. Eduardo Au aso de Oliveira.
Dr. Constantino Rodrigues dos Santos.
Dr. Manoel da Costa Honorato.
Alfonso ilo Rogo Barros.
GOMMNICDOS.
Muilo dignos, muito respeitaveis e muito cir-
ciimsixctos excetlentissitnos senhores desembarga-
dores da Relacao de l'eriiambuco. Nio preten
do dar Vv. Excs. urna allocueao pomposa, elabo-
rando com plano um discurso rocbeiado de elo-
quencia para persuadir ; pretendo dar Vv. Excs.
urna historia, un facto exarado as paginas do um
processo civel de demarcaeao. Fados de tal o -
llera, subtrahidos lei cm concilibulo secreto por
seus manejadores, uecessariamente muitos s pe-
len sor oonhecidos por seus agentes. Outros. po-
rm, constara dos autos, que apezar das moililiea-
goes, feitas a geito, i previdencia de seus autores
nao altingirao ; outros por argumentos dos mes-
oos facl-js, e outros ainda sao justilieaveis.
Entregue meus fracos recursos, sem ter nina
penna aparada, que por mim falle e descreva a
violencia e acgres.io praticada contra meu direito,
desconhecendo deste seus principios e flns positi-
vos, muito provavel que Iropece, muito ver-i-
simil que caa e que rae lira as minlias premias
armas.
_0 artigo que faco publicar no orgo da rivilisa-
cao, no iioportatit.- elemento dos direitos do povo
(a imprensa) para que chegue ao conhecimento de
Vv. Excs. e do respettavel jiublieo leva o cunho
da verdtide.
E quanto ba^ta.
Ella, sobando-se pela conscienca enclavada no
eeraajtodo bosnen, salta aos oihas ; deiotaicao
pura.
i Se algunas venas tarda, com a aurora no es-
condrijo das trovas, appateco bullante o rosplan-
deente.
Anles ipte entre em minha missiva, devo diz-lo:
resitito-me que o rigoroso direito me conduza a arena de um jornal publico.
Devo ser franco o leal, nclitos senhores desera-
bargadores: ri.'sinto-rao de entrar aesaa arana, nao
porque os meus anralos ne merecam essa conside-
taeao e respeito, quandodesabridamonleboslilisam
wo direito de propriedade eontra os prineipios de
jnstica, maa porsjue, rondo deexpor circuinsUn-
cias do um facto, menos honroso, nao podoroi dei-
xar de ferir aquellos que o pratieam.
N -a apreciaeao larei quanto era mim conber
porexpr a verdade em termos rom.....a.los fa-
rei niesmo por ser indulgente cora os nona anta-
gonistas.
Se me oseapar pela tangente alguna exprsalo
menos dcil, dcscttlpan-mo Vv. Excs. e o respei-
lavel publico.
Nao besiiart: rogo Vv Excs, que se dignem
ouvir-ine.
Chegamos agora (1821) ao dominio do capillo
Jos Antonio dos Santos : este que condeca da
malicia e fraude de Cardoso, chai iou-o juizo, e o
libollo j prximo sentenca, coi hecendo Cardoso
SOS falta de direito, ultiinou por urna convenci,
que esencialmente nada destrata dos direitos rec-
procos, com quanto nio se exprrasse pelo rumo
{digitado ni escriptura primordial, que com as
subsequentes at essa dala se acl an appensas ao
lili, lio.
Esse termo de convenci nada vale, por nao ter
as assignaturas das mulheres de o ipitio Jos Anto-
nio dos Santos e Manoel Canillo i lardoso ; todava
mos'.ra-s.! de harmona com a escriptura dos data-
ros Pedro de Alcntara Rodrij ues, a que todas
as posteriores se retaran.
Ansas e denota dessa lula, f >rat:i sempre respei-
tadosos vor.ladeiros limites dos pioprelaros, prin-
cipalmente nos pontos de partida t ais ou menos
p da serra do Brejinho na ostrai a que segu pa-
ra Brejo de Areias e Barra-velha na confluencia de
Mandj e Mainanguapc, onde visivelmenle esto
condecidos os pontos de ema linla divisoria.
O capitao Jos Antonio dos San os reivindicando
o terreno entre Barra-nova e Batra-velba, respe-
lando os legtimos lmites, d diaV) urna plena pro-
va ; a serie das posses dos proprietarios limilro-
plies nio menos u justificara.
Os autos ou copia do libello dito acha-se em meu
poder, e os offereco a oame do i Exms. Srs. des-
erabargadores as as.-itn o julgarei.i necessario.
Assim lindou essa questo.
O futuro eseondia era seu seio vico-versa ) una
Injustca d' superior quilate !!!
\ torra ra posse do capilio los Antonio dos
Santos, fallecido este, passou a BtSM herdeiros, e
destesa diversos e astranhos possaldores.
listes ainda hoje se conservara .'in conimunho e
apenas se regetn por uina divisan arbitraria, sem
tilulos alguns legtimos : Logo darei a raaao de
fallar na comraunho de posse: da propriedade
Manda.
Infelizmente para mira vele spnssar-se no lado
oriental das tetras Mandad um humen poderoso e
muilo rico, que se acha ao occidente das trras de
Cardoso, que boje sao triabas.
Esse homein muito rico que i alavra de haver
Molo, que Iba dava direito a ra le parte de mi-
nha propriedade. e centava a res teito historias de
mil e um a noites.
Chamou-me era I8fi2 para nina linha divisoria a
conciliario, na qual nao comparec, |mr que nao
sei l.izor vera um ceoo, que par vezes linha ten-
tado contra sua opthalinia.
En 1'.' ou 20 de dezembro do n asno atino citou-
nte para o contencioso e ver proseguir na donar-
cacao.
Eu julgava que nao podesse ser revel e desobe-
diente na primeira audiencia de aneiro ; enganai-
rae : cotnpareci na segunda e j a esta nao finita
direito: rellexSes de meii advigadoao Sr. juiz
iiiunioi|ial deu lugar a intercalar noprotoeollo das
audiencias mitihas declaracoes, c ue convinha na
demarcaeio de eonforraidada con a escriptnra pri-
mordial e direito de ju.-tica etc. ole. ; mas sem que
nesse termo apartado assstisseo autor ou seu pro-
curador.
Civio que nos autos da doman acio nao estarlo
os tormos de audiencia assim apartados, por que
julgo ana nada importa !
Appareceu algosa lempo depois o dia festivo da
demarcaeio : sem recebor noli lie tcao a ella me an-
leeipei.
Ja me ia esquecendo : citou-se como consenhor
de minha propriedade. por carta lo edilos tira au-
sente doseonbecido. sem Dome, sen pai, mi, r-
tnio. prenle, felizmoiile linha curador.
Sabido [ior mim*que o jiontoBura-Velliaera
o i imeiro a examinar, l fui es tarar pelo juiz e
mais pessoas da juMiea, que erara acompanhados
de convidados.
E aqui a Barra-Velha. dilian ilm aua senho-
res 6 aqu inosmo, dizia eu.
Ahi onliiicou-se nina balisa prorisora, cujo pon-
to nio foi observado na oceasio do marco ser en-
li ncado.
Denota en e meu arbitro seguimos para a outra
aalranidada p da Sena do Biejinho na estrada
que segu para Brejo de Ara-quando passadas
quasi duas horas vem n grande 'oncurso, que pas-
sando no ditop da serra. muito le proposito segui-
rn! a estrada que vai ter a malta de Calimbas e
postaran-es na eminencia da sarta.
Que vai ali fazer o Sr. juiz m inicipal, pergunta-
va o meu arbitro ? Nao sai, lhe disse.
Ahi chegamos: nao posso descrever o labyrinlho;
era urna torre de Balxd E' a pn a extrema, di-l
ziara muitos informantes do hornera rico. Meu Ion-
vado nao leve palavra, e eu ign irava que elle fos-
se mudo.
Requer verbalmente ao Sr. juiz municipal que
se apresenlasse a escriptnra da Hroejrtednda Man-
daddespichonio careee, t.ni n informantes.
Apresentei cutio a escriptura primordia
sa a copia do liliello dito, ponderei met
Cahio-me a sopa no mel I Requer ao Sr. juiz
municipal que me mandasso certificar o rumo da
demarcaeio. Suppunho que nao estou engaado :
foi isto no dia 22 de abril de 1862,1* da do traba-
lho do piloto depois das ferias c ultimo dos termos
de demarcaeao.
Fui casa do engenho do hornera muito rico !
onde eslava alwletadoo Sr. juiz, escriv.io a advo-
Queiram, 9rs. redcteles, dar publicidade a es-
tas lindas, certos de que obngarao ao seu dedica-
do assignania.
Becife, 10 de mareo de 1864.
Mamtri Gomes Pereira.
PBLICAgOES A PEDIDO.
0 nim. r R>m. Sr. fre Je Baptista heje mu
iti-jno iiardio du conven! de S. Francisco do-
tterifr.
Domiciliario nesta cidade de O!inda, ha muilos
annos, e teslemunha occular dos relevante servi-
eos preslados rebgio e ao convento de S. Fran-
eiscuaojui ereespeloIllm. a Rvm. Sr. fre Joao
Baptista, nao-posan ser indiBerente a verdade e a
justica deixandu da prestar urna puWira demons-
tracao desses sealinantos a lio distmeto religioso
daquella ordem. JtrsTamente, piando pela sua au-
sencia da mesma cidade, e cessacao do suas (unc-
ooes de guardio daqueMe convenio, m |tarte
nao peder rasoavclmenteser interpretado esse de-
vdo preilo. Desde fins Je 1834 aos do anuo pas-
sado exereoo o dito Rim Sr. fre Joo Baptisu
aquelle emprego con tal seta) c dodicaco qoe se
tomou superior a lodos os elogios, como' bem po-
blico e notorio-
Havendo entrado para aquelle convento, e tem-
plo annexo, de vastas proporctes sitn, mas qnasi
em completas ruinas e a desmoronarse, leve o po-
der de erigir dous magnficos e admiravels monu-
mentos, sem alias contar com recursos alguns, c
s implorando a carid.nle publica para obra ti
pia.
De um activdade a toda prova, sempre inttti-
gavel e chelo de animaco corra as cidades de
Olioda e Recfe, em seu religioso erapenho, e quasi
sempre a p, balia as portas dos palacios das au-
toridad es, das casas nobres, dos homens ricos, em
urna palavra das pessoas que estacara tas eireums-
tancas de dar algnraa estilla, ou favorecer a sua
prctencio, ou d'onds iiodiisse |>orvir quaesquer re-
cursos pecuniarios, inateriaes, ou trabalhadores;
porm forzoso confessar, em abono da verdade, que
se Ihe eus'ton tanto oncommodo para |Tcorrer to-
dos aquellas lugares, alias elle eneontrou sempre a
meihor voutade, toda franqueza, protnptidao e ge-
nerosidade era acolhe-Io.ou scrvi-lo da parte de to-
dos aquelles quera recorren.
S assim aquello Ilustre membro da ordem Se-
raphica poderta consuramar obras to gigantescas.
j pela solidez e durago secular, que prometteeja
lela belleza de architectura, c sumpluosidade in-
comparavel, que ora se olTerece s vistas de todos.
Sim, para elle o querer tornou-se efectivamente o
poder, em urna palaura o fat tornou-se perfeila
realidada.
A* par desse grande sorvico prestado raKgiSo
e a sua ordem o Rvm. Sr. frei Joio Baptista se
mostrou sempre incansavol na propagaco do culto
religioso na greta do seu convento. A' celebrarlo
do santo sacrificio da raissa, e as numerosas con-
lissoes foram sempre as suas primeiras e diarias
oecupaoes, sendo que por esse modo editicativo, o
polas delicadas maneiras para com lotos, que Ihe
fallaran, cabe ainda a gloria lio distincfo reli-
gioso de que naquelle convento, e igreja de con-
tinuo havia inmenso concurso de pessoas de todas
as classes, eheias do prazer, c confianea n'elle. Em
gado, e dando imnlia |ielicio ao Sr. juiz, depois de urna palavra o Rvm Sr. fre Joio Uaplista durante
panorxar o engenho 00111*0 referido escrvo e ad- aquelle longo periodo de sua residencia nesta cida-
vogado deanarbau, mandando certificar. de demonslrou, apar do um |wrte alTavel, de
Nio direi as mnwil palavras do certificado; perfeila mansuetinle. mas grave, urna viih exem-
porra era sentido teaeriOO certilicou o aserivao que 1 plarissima, virtudes verdadeiramente evtingolcas,
nao so linha certificado rumo e que o juiz ordonou j procurando manter a harmona, e cessar qual-
como conslava do termo do marco que o pillo quer dissencao que por ventura havia entre indi-
segnisse um rumo legal. Parece incrivel!
Essa policio se acha appensa aos autos. Devo
ajuizar que estando ditos autos ja tao publico e fi-
gurando nolle pessoas caracterisadas u;io seja ad-
im-sivel tanta desmoralisaeio.
Na mesma oecasiao doi o'utra peticao, requeren-
do que vista da parcialidade rom que S. S. obra-
va, dsse sua su.-peieio era cumpriineiito do art.
til do cod. do processo.
Fui indeferido.
Esta policio se acha sellada em poder do meu
advogado Joaqun) Jos Henrlques da Silva, que a
naojulgou precisa nos autos.
O Sr. juiz municipal aehava-se certamenle ata-
cado pelos remnos, nao poda continuar : deu par
linda a demarcaeio, lcando o ultimo marco e fa-
zendo todos os termos de ultimacio no incstno dia
ii abril, no qual se relirou para a oidnde da
Ara, cand, porm, o piloto no dia 2."!, porque
era necessaria chegar com, a vereda no lugar do
marco I I !
Este e outros fados justilieaveis tambera se con-
clue por argumento da certdio, visto como se v
dos autos que boje se acha o termo de Bncaraento
do primeiro marco cum ruino certo e determinado.
Esta exposicio que curre bride solta por amor
da conciso e o onus da imprensa, oceuparia umi-
tas paginas de una gazeta.
Agora j represento na dansa como autor.
Infeliz do termo que tem um tal juiz I
Nao fallare! das nuffidades allgalas porque
constara dos meamos autos e j que fallo de tal-
udadas trago agora consideraco a communhao
de posses, se nao estou engaado, como tima de nao
pequea monta, pola falta do interveneao dos con-
senhores.
Essa circunstancia que passou ignorada por
meu advogado. e a mim de-apercebida pouco im-
porta agora fallar : e de mais se constasse dos au-
tos, quem ab.-orveit tantas outras, deixaria esta no
olvido 1
Vou fallar da seiUenoa. E' una obra pruna !
Ilarnionisa-se cora a justica do Sr. juiz municipal !
Essa sentenca nio so referindo a unao ponto
de direito, era ao menos os da tarifa, diz depois
le cansar S. S. a intetligeneia : que os meus ar-
gumentos sao capsiosna a nao se determina va pela
escriptura primordial |K>rque ( urna falsidad,; o
quando assim fosse anta indej 1 iria tomar o enge-
nho de Martinho Gomes da Silvera, que assim se
chama o.-se hornera malte rico, esse vulto.
Cortamente o Sr. Dr. juiz municipal Antonio da
Cunha Xavier de Andrade tirou a sorte grande,
fez poca I Basta, aguardemos opportuntdade
Bas. Sis. deserabargadores, parece que publican-
do eu una historia, sob principio de actos llegaes,
que sspexinba as leis civis, desconbece as crimi-
naes, oflende i moralidade, damnifica os nviola-
veis direitos de propriedade, tenho compleudo a
minha missio, mas nio.
Pezu-tne cordialniente de expor miserias allietas;
mas o equilibrio pendente de justica em que asta
raeu direito aggravado reclama Dunas serias con-
sideraciies, implorando a clemencia de Vv. Excs.
Nao tan a minha historia por fin fazer conhecer
a Vv. Excs. as fragilidades que contaminammeus
aggressores, mas pedir a Vv. Excs. urna dilaco, vis-
to que anda ceutiuuam as oppressoes de meu di-
reito.
Achando-se quasi ultimados os seis mezes da ap-
|iellacio de miaba causa e residente nesta cidade
liara onde vira procurar ura rucio honesto de mi-
nha subsistencia e promover meus direitos, sem
dola poder sabir por deveres que rigorosamente
devo satisfazer, baldadas sio as exigencias do meu
procurador, porque o escrivo continua certamen-
te em seus desvarios para nao serem por V. Exc.
conhecidos seus actos e levar a efreiM como con-
socio seus perversos designios, como se deprehende
dos faetns e de lio rigorosas exigencias.
Eu desde ja protesto solemnemente contra esse
aserivao parante ia justicias do imperio, a contra
Martinho Gomes da Silvira, sob os auspicios da
lei igualmente protesto por perdas e dainos.
Levarei, pois, minln petico res|ieiiavel |re-
senca de V. Exc, e sob a mxima de direitomu-
tas vezes a lei condemna e a conscieucia absolve
espero deferimenta.
Srs. redactores, descoobecido como sou dos ne-
gocios pblicos pela leitura de jornaas, antiaipo-ma
aiqion-i a declarar que dando balalba leal a naos adver-
dreto I garios, poderao falsamente contostar-mo sera que
viduos que conhecia, j acons.-lhando-os c anitnan-
do-os a pratira das boas aeces, j erafim destri-
bundo lodos dias. o a qualq'uer ln>ra o asi mosqui-
nbo pin cura a gente pobre que o procurava
portara do sou convento.
E pois longa, e dtfflcil tarefa seria por certo o do
commemorar os actos meritorios, e as excellentes
qualidados inoraos do Rvm. Sr. fre Joio Baptista
por que exceteu a tudo quanto se pedera dtzer.
Na verdade, so dest'arlo e deve ser sempre um
ministro do altar para sor considerado digno desse
sublime titulo, e da geral admiracao. Todos os
olindensos partilham estes mesmos senlimentos ao
Rvm. Sr. fre Joo Baptista e Ihe leram dado urna
solemne ilemonstraoio da subida consideraco e
estima, que sabem preslar-lhe como tributo devido
ao merecinente pessoal, que n'elle distinguem se
elle a isso se nao tivesseopposto, pedindo rogan-
do-Ibes para deixar na obscuridadeo seu nome por
quealni de tudo a sua modestia, e o recolhiiivn-
to sao sem limites. E pois elles a urna s voz
cotnoeu dirigimos votos aoAltissimo para que di-
latada, e feliz soja sempre a sua preciosa existen-
cia para completo desempenho de sua importante
missio neste mundo, maior es|dendor da nossa
santa religiio, e inteira restauracio da sublime or-
dem Seraphica.
Cidade do Olimla. 1 de marco de !8I>1
O amigo da verdade.
cuno pudo, nada esclareca ao Sr. bil"municipal, I chegue A au oonhacinente o assim tneasciehte
que respondan ; nio est rlara, dfre duvida a es- (nu raiahas publoaooos ser.) endaraaadas pelo se-
ct ptura, os informantes, a Dontr uiam, marcho com gura do concio aos meus antagonist is, para que
miaba conscienca: letn Vine, direito de allegar I as chano aos principios de lealdade, contribu ndo-
etn juizo. me da mesma manera, n b pona de serem loma-
Tendo ura consenhor de minha propriedade'au- te poWcaQoes na cons.deraoio publica,
sent, esporo pela defeza do curador; mas corso
era quimera pugnar por urna existencia ideal, lave
o hninoin rico nata um advog do
Naoremei mais contra a ma ; retirousc-o Sr.
juiz municipal com sua cerailivi, Bailando o piloto
aju lano o trabalhadores na tac ura de urna vereda
provisoria (ara calculo da I i lili;, anudo Bauci cora
meu arbitro o um eiujteahciro |>oaco mais de una
hora observando o scrVico.
lietiraiuo-uos, o ene .libamos un cas.; um oi.'ial
de justica que per ordem do ju z municipal ver-
balmente rao notificara o a meu arbitro para oatn-
Digneiu-se, Srs. redactores, dar publica
seu constante jornal a estas mal Iracadas linhas,
que muito Ibes agradecer sen criado respeitador
Gaudencio Gonrnhws Chaves,
CORRESPONDENCIAS.
O abaixo a-signado vn anda esta vez do alto
da tribuna universal agradecer ao Illm. Sr. Seve-
rtaneJos de Moura, subdelegado supplenta e em
exercicio nesta froguezia de Santo Antonio do Recfe
parecermos em sua respeitavel presencJi s seis as dellgencias empregadas por S. S. alira d Ihe
horas da inonhia do da oguinte; mandando nesta ser restituida, como eflectivanente foi, a acantis
nie-ma occasiio susp mder o rali.illm do pillo. roubada nolle do dia i do corrente mez em seu
Comparec as ditas horas e i 1 rstavam prepara- estabeiecimenlo; e, utilisando-se de lio favoravel
dos lodos os termos que se rao mandan asslgoar : opporlnnidade, agradece com todo o empenboao
nesta oecasiao neguei obedionc a ao raen jui/. j nao Illm. Sr. Jos,} Rodt Igues Ferreira o muito que S. S.
quiz assignar minha comtomnajlo : elle que me ContHbuio para que nao fossera malogrados os lou-
ordene forcadamente. Estes tornos foranao de- ntveis esforeos da autoridade.
Acta da sesso niayiia da nslallaclo da Seciedade
Brnelicenle dos artistas alfaialrs em
Pernambec.
POESIDKSCtA DO EXM. CONSKLHBIRO Flt.VNC.ISCO DE
PAULA BAPTISTA.
Annodonascimentode Nosso Senhor Jess Christd
de 1864, quadragessimo terrero da indeprndcnqia
e do imperio do Brasil,aos 6 dias do mez de marco,
s 10 horas da manhaa, na fregnasta de S. Pedro
Goncalves do Becife, na sala do palacete da ra
do Apollo, onde se reuniram os illustrssiraos se-
nhores conselheiro Francisco de Paula Baptista,
lenente-coronel Feliciano Joaquim dos Sanios, ma-
jor Antonio Bernardi Qtiiniciro, Dr. Antonio da
Assumpcao C.abral, Dr. Rufino Augusto de Almei-
da, Dr. Manoel Pereira de Moraes Pinheiro, Dr.
Jos Roberto da Cunha Salles, a mais autoridades
e pessoas gradas de la cidade, presentes os mem-
bros effeclivos e honorarios da Sociedade Benoli-
eenlo dos artistas altatates, foi nomcado por aecla-
macio os Srs. conselheiro Francisco de Paula Bap-
tista presidente, secrelario Flix Venancio de
Cantalicc director effectvo, 2* secretario Manoel
Rodrigues do O', os quaes roaran asaeato.
Em seguida foram lidos os estatutos, o que feito
o Sr. presldenlo houve a sociedade parinslallada.
Comparecern as eannissoas das sociedades dos
artistas selleiros, do Monte Pi Popular do Gabinete
Portuguez de Leitura, da Pbil artislica, Benefiecnlo
Maritraa, a Typographica, que foram ilWcriptas.
0 Sr. presidente honorario depois de recitar um
discurso concedeu a palavra aos oradores das com-
missoes do Monte Po IHipular, Ptiilartisla,c Typo-
graphica, os quaes recitaran! anlogos discurso ao
aclo, nao o teodo feitos os das outras sociedades,
por nao trazerem oradora*
Em seguida concedeu o Sr. presidente a palavra
ao socio honorario os Illm. Sr Dr. Manoel Pereira
de Moraes rinhetro, que recitou um discurso br-
Ihante, bem como os lllms. Srs. Dr. Jos Roberto
da Cunha Salles, e Manuel da Silva Jaeome Pessoa
tambera socios honorarios (pie |ior sua vez recita-
ram discursos appropriados.
Seguio-se na palavra o segundo secretario da
directoria Anselmo Alvos Rodrigues de Azevedo, e
o 1* secretario Manoel Rodrigues do O*, que tam-
bem oraram fazendo ver a necessidade que havia
da nstallacio de urna sociedade de atfatales.
E nao havendo mais de que tratar Sr. presi-
dente honorario levantou a sessio, s 2 '/i 'w*5
da tarde.
E tiara constar mandou lavrar a presente em
que assignou o presidente, secretario e membros
presentes.
Conforme.
Flix Vnamin de Cantalica.
Primeiro secretario,
\nac!mita peibral sc Kemp.
t'ma simples tosse pode chAgw a ser mortal sos
nio neatelbar lenno, paren evitar-se ha comple-
tamente o pergo fazondo-se uso immediato da
lanla pfitorat ie kemp, a qual mediaorc a sua.
benfica inanenria faz odor repidananla a irrita-
eao dos palmees e garganta o restalielecer sua
aeco vigorosa, regnlar a saudaveL Oh que diien
que a a.-ihma ncnrawl muilo se ea
Esta fortlflCiinte ot vegetal tnJhf|issrn essa
alflietiva molestta anda nesno quindo debaixoi
dis formas as mais obstina tas spjrravante. As
inario era hronehiles ato
em htysic-ine .1 1 ro tqul 13 1 em aamma se des-
de \( go d sen uriaetnio forera atalhados com 1
balsamo veg tal, snavisa lor o sedativo, seus bene>
ti.Ms edites sao pranpuinenM aotades as enfer-
mulades dos pairados, das vasos bsWihlvm e da
picara,
Pode =0 adiar i venda em toJas as boticas e
lejas <\r dn H
COMMEBGIO.
Novo Banco de Pemambuco
Convido os Srs. accionistas do Nvo Ba-


litarlo de rernaiKhoen ... H*\t* felra li de Marco de tHt.
copara qu hoda 12 do correte, ao meio
dia, comparara as casas do Banco, ra
do Trapichen. 31, alim de se dar cumpli-
menta *o disposlo no art. i') (tos estatutos.
Recti'c 8 do uureo de 1864, VtCOde do
Ctturagibe, presidente.
Alfaudega
odimento do di l a 9........ MfctttttM
Mera do dia 10................. .843*158
26j:0177%
lovhucnto da alfandega
Val 'Mes entrados rom lateadas.
com gneros...
Volnnessahidos com fazendas...
cora gneros...
t:
784
t
533
'J16
(i.*i,'i
Descarregam no dia ti de marco.
Patacho ingiez ~ mtliam M. Dodge farinha de
trica e mercaduras.
Patacho italiano .Vanapedra.
Barca ingleza -//(u'tofa=mercadoras.
Brigue ingiez Jmomc-idera.
Barca francesa -Rio Grandecemento.
Patacho uilezPropectes- ferro.
Patacho oldemhurgtiez fortuna carvao.
Barca francezaMara Amelia sal c cemento.
Barca iugluzallermione carvao.
Importado.
Vapor nacional Mamanguape, entrado dos por-
tos do norte, manifestou o seguintc:
Do Natal.
70 saceos com 3o alqueires de inilho; a J. J. de
Souza Campos.
15 saccas algodao; a ordem.
10 ditas dito a Reg & Silva.
lio ('.cara.
Mercadoria estrangeira ja despachada para
consumo.
2 fardos fazendas, 1 caixa chapeos de feltro; a
ordem..
Gneros nacionaes.
4 saceos cafe, 91 embrullios couros liudos; a
ordem.
Do Araraty.
43 saceos com 280 arrobas e 20 libras de al-
godao, 8 saceos com 4 alqueires de feijio, 13 sac-
eos, 42 arrobas o 8 libras de cera de carnauba ;
a Jos de S Leilo Jnior.
30 saccas com 1G9 arrobas c 13 libras de algo-
dao ; a Francisco Gomes de Mallos Jnior.
De Haco.
415 molhos de palha, i barril e 1 garrafio va-
stos ; a Belmiro Daptista de Souza.
20 saceos com 3o arrobas e 28 libras de cera de
carnauba; a Antonio C de V. & C.
12 saccas com 54 arrobas e 8 libras de algodao;
a or Jem.
24 saceos com 66 arrobas e 30 libras de cera de
carnauba.
Kxportacao.
Patacho portuguez Lata I, earregou para o Rio
da l'rata:
973 barricas com 7:029 arrobas e 22 libras de
acucar bianco, 150 ditas com 1.127 arrobase
26 libras de dito mascavado, cascos com 42 1|2
calindas de agurdenle, e 631 meios de sola.
Ileeebedorla de rendas internas
ceraes de Pernainbuco.
Rendimento do dia 1 a 9 ........ 19:5.183389
dem do da 10................. 1:33t#890
5u Manool do Carv:lho Pas de Andrade, cs-
crivio o subserevi
"iYistao de Menear Ai atipe.
O ''dadlo Fraucis,co Antonio das Chagas, juiz de
paz do 4*811110 da freguezia de S. Jos do tteoil'e.
presidente da junta de qualilicaelo em virlude
da h-i, etc.
Faro saber, que no dia 14 do corrente tem de
rcnair-se a junta de qualifiraoo para tomar co-
niwcinienlo das queixas e reclamaces (|ue se apre-
m ataren dos eidadlos que deixaram de ser inclu-
Ais na lista dos votante. E porque chegue a no-
ticia de todos mandei fazer este, que ser atlxado
uo lugar do costme e publicado pela imprensa.
Freguezia de S. Jos do Recite 9 de marco de
1864.Ku Jos Goncalves de S, eserivao do juizo
dj paz, o escrevi
Francisco Antonio das Chagas.
Dr. Tristao deAlenear Araripe, oficial da im-
perial ordem da Rosa c juiz de direilo especial
do commercio desta cidade. do Recite e seu ter-
mo, capital da provincia do IVrnambuco por
S. M. LeCo Senhor D. Pedro II a quera Deus
guarde etc.
Papo saber aos que o prsenle edital vireni e
doli noticia livorem,qae por este juizo pondera dos
auios de execucao desentenea de Manoel Gouveia
de Souza contra o visconde de Boa-Vista, a qual
poseguindo seus devidos termos se lizera penhora
e n dioheiro pertencente ao mesmo execulado. E
s lulo cm publica audiencia desle juizo pelo pro-
curador do exequente me foi Asilo o requerimento
constante do seguinte aulhoamento : anuo do nas-
rimento de Nosso Senhor Jess Chrislo do 1864 aos
15 de fevereiro, nesia cidade do Recife era publica
audiencia que aos feitos e parles dava o Dr. juiz
especial (lo coinmercio, Tristao de Alencar Arari-
p:, pelo solicitador Caetano Pereira de Brito por
parle do exequente Manoel Gouveia do Souza, fura
aecusadaa penhora feita em dinheiro pertencente
ao execulado, o visconde da Boa-Vista, e requeri-
do q:ic I he flcassem assignados os seis das da lei e
10 aos credores incertos, passando-se os respecti-
vos edilaes ; o que ouvido pelo dito juiz assim Ihe
d?ferio,precedido o pregao do estylo ; do que fiz o
P'csente do prolocollo das audiencias a que jiinlei
o mandado, termo de penhora e procuradlo que
soguera. Eu Adolpho Libralo Pereira de Oliveira,
escrevente juramentado, o eserevi, eu Manoel Ma-
na Rodrigues do Nascimento, eserivao o subscre-
v Nada mais se conlinha em dito authoamento.
K por torca de meu despacho o retando eserivao
fiz passar o presente, pelo qual chamo h intimo e
hei por intimados os credores incertos do indicado
execulado, para que comparceam ueste juizo den-
tro do indicado praso, alim do allegarem o que for
direito.
E para que cheguo ao conhecimento de quera
Uiteressar possa. mandei passar o presente que ser
publicado pela imprensa e afllxado nos lugares do
ClIStIllllc.
Recife, 17 de fevereiro de 1864.
Ku Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, es-
erivao o subscrevi.
Tristiio de Alencar Araripe.
MAMJttS
Consulado provincial.
Renaimento.lo diaia 9 ......... 3G:394*82
dem do dia 10................. 4:0645399
40:6395481
MOYIMENTO DO PORTO.
Anuos entrados no dia 10.
Cear e portas intermedios6 das e 10 horas, vapor
nacional Mamawjuape, de 337 toneladas, com-
mindante Manoel Rodrigues dos Sanios Moma,
equipaoem 20.
Montevideo25 dias sumaca hespanhola Fuinento,
de 133 toneladas, capillo Tilomas Arana, equi-
pagem II, em lastro; a Amorim Irmaos.
.Vicio saludo no vtesmo dia.
Portobarca porlugueza dandi na, capito Jos de
Sonza Amelios ; carga assucar.
Barcelonasumaca hespanhola Atuta, capitn Pe-
dr Bertrn; carga algodao e couros.
Suspendeu do lamarlo para os Estados-Unidos o
palhabote americano lame, capillo J. C. Reed,
com o mesmo lastro que trouxe do Porto Eliza-
belh.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
c al, em cumprimento da resolucao da junta de
fzenda, manda fazer publico, que se contrata por
tempe de tres metes, a contar do 1 de abril ao
fim de junho prximo futuro, o forneciraento d'ali-
nientaclo c dieta aos presos pobres da casa de de-
tt'oco, servindo de base arrematarlo os procos
seguintes :
Alimentarlo.
Domingo almoce c janlar 380
Segunda feira 380
Terca 380
Quarta .360
Quinta 380
Sexta .340
Sabbado > 340
Dietas
N. 1 ............. 380
N. 2 ............. 400
N. 3 ............. 640
N. 4 ............. 400
N. 5 ............. 400
As pessoas que se propozerem a contratar dito
fornicimento apresentem suas propostas em car-
tas fechadas, no dia 23 do corrente, ao meio dia,
na mesma thesouraria, onde encontrarlo as tabel-
las dos formularios e condicoes, com que devem
eflectuar o mesmo contrato,' sendo habilitados pre-
viamente os fiadores. E para constar se mandou
publicar pelo jornal.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
liuco, 7 de marco de 1864.
O 1 secretario,
A. F. d'AnnuncUiqo.
De ordem do Illm. Sr. inspector da thesoura-
ria de fazenda desla provincia se faz publico que,
no dia 12 do correte, as 2 horas da tarde, peran-
te a junta da mesma thesouraria, estar em hasta
publica para ser arrematada por quem menos l-
zr, a eonstruccio de duas barcas do vigia para a
;.lfa idcga; o calcamento da ra em frente do caes
la escadinha proicima aquella reparticao, inclusi-
ve o concert da dita escadinha, e algumas obras
i reparos no edificio da alfaudega. O ornamen-
tos o condicoes serlo mostrados na thesouraria aos
prctendentes. As pessoas a quem convier a so-
bredita arrematadlo, deverlo comparecer na rnes-
ma thesouraria no dia e hora indicados.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco em 9 de marco de 1864.
Maooel Jos Pinto,
Servindo de ofilcial maior.
O Dr. Tristao de Alencar Araripe, ocial da im-
perial ordem da Rosa, juiz de direilo especial
do commercio da cidade do Recife e seu termo,
c;qiiul da provincia de Pornamhuco, por S. M.
I. e (1 o Senhor D. Pedro II quem Deus guar-
do etc.
Faco saber pelo presente que, no dia 11 do mez
de abril do corrente anuo se ha de arrematar por
venda i quem mais der era praca publica desle
uiso depois da audiencia respectiva, urna casa
frrea em caixau numero 46, na ra de Joao Fer-
. laudes Vieira, na freguezia da Boa Vista, com a
'rente fingida e eneornijada, coberta abaixo da
.iltUM primitiva, com urna sala e un quarlinlio
^ivaiiada em iOlMM), e tu continuaran divididos
.em -6 quartinhos de nmeros I, 2", 3, 4, "< t >'
lendo cada um dos rjoartinhei un outro quarlo
(Wuieao que serve de eosioha, avahados em
iM.MM cada um de ditos quarliuhos que prefaz
; qaaaia total de l:100500>i. cujas easas sao per-
leneeote Andr d.; Abren Porto, e vio praca
por execU';;io -le Ailansoin Howie id Em falla
de Imitantes ser a arrcmaiacao feita pelo BCeep
da aJjudca^io com o abatimenlo respectivo da
E para que clieguo ao conhecii?ienlo de todos
lii*nile fazer o ^MseMe edilal que ser afilxado
u /ngares do ejstume e publicado pela im-
Breaca.
Dada Uitiji.biiiw. kj, 2 de mareo de 1864. |
V:\v-a LlH^Oa.
Saldr com toda a brevidade o moilo veleiro
brigue porlnguex Coisfanf //, por ter quasi
prompto todo o seu carreganicnlo, tem excellcntes
rommodos para patsageiros, e para estes e o res-
tante da car/a tratase com Manoi^l Ignacio de
Oliveira & Fillio no largo do Iktrpo Santo .'.19.n
a nn.
Vai seguir com brevidade o brigue escuna na-
cional Graciosa, capito Jacinlho N'unes da Costa;
para carga trata-se na ra da Cruz n. 23, no es-
ci iplorio de Antonio d'Ahueida Gmnes.
llio de Janeiro.
Segu em poucos aias o brigue escuna Joiem
Arthur, tem parle do seu carregamento engajado,
para o resto que Ihe falta e escravos a freto para
os quaes tem excellcntes comuiodos trata-se com
os seus consignatarios Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo A C, no seu escriptorio ra da Cruz nn-
mero 1._____________________
Rio de Janeiro.
Pretende seguir com muita brevidade o brigue
Almirante, lera parle do sen carregamento promp-
to, para o resto que Ihe falta trala-se com os seus
consignatarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
iS C, no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
COMPANH1A PERNAMliUCANA
DE
VivoMco costeira a vapor.
Paral ha. Natal, Macan, Araraty, Ceari e Acarac
O vapor Mamanawipe, comman-
dante Moura, seguir no dia 22
do corrente as 5 horas da larde
para os porte cima indicados.
Recebe carga at o dia 21. En-
commendas, passageiros e dinheiro a Irele at o
dia da sahida as 3 horas da tarde : escriptorio no
Forte do Mattos n. 1.
Preelsa-se fallar aoNr. Au-
gusto l'atcr Cesar: na llvrari
n. H e 8 da Pra^a da (Indepen-
dencia.
LEILOES.
LjEIIjAO
O agente Almeida farleilao requerimento dos
adminislradores da massa fallida de Novaos & C.
e por despacho do Illm. Sr. Dr. juiz especial do
commercio, das dividas acfivas da mesma massa.
na importancia de 187:4835203 re., cuja relacao
se acha cm pudor do agente cima, onde pode ser
examinadas pelos pretendentes.
IIOJK
Em seu escriptorio, ra da Cadeia do Recife
n. 48. I. andar, s II horas.
DECLARACOES.
DE
Pela contadona da cmara municipal desta
cidade se faz publico que a poca para pagamento
do imposto municipal sobre casas de negocio, lin-
da-se no ultimo de marco vindouro, assim come
necessario aprfsentar o'conhecimento de 20 por
c?ntopago na recebedoria das rendas geraes in-
ternas, o que se publica para conhecimento de
todos. Contadoria da cmara municipal do Recife
2J de fevereiro de 1864.
O contador,
Joaquim Tavares Rodovalho.
No dia 11 do corronte tem de serem arrema-
t: dos na porta do Sr. juiz de paz da freguezia de
S Jo.-, una cama, urna commoda, e difierentcs
rriudezas, penhoradas a Francisco de Salles e Sil-
v i, por execucao de Antonio Nobre de Almeida.
Conselho administrativa.
O conselho administrativo para fornecimenlo do
a -seal de guerra lem de comprar os ohjectos se-
giintes:
Para a aula do 2" batalhao de infamara.
Papel almaco, resmas 6. pennas de ac, caixas
6, ditas de ave 2iK). caivetes 2, tinta preta, garra-
fas 6, lapis de pao, duzias 6, areia para escripia,
libras (i. eolleccdes de carias para principiante 36,
lnboada8 :i0, grammaticas portuguezas por Monte
Verde, ultima ediclo, 12, compendios de arithme-
li-a por Avila. 12, paulas 12, traslados 36, pedras
para escripia 6, lapis para as ditas 18.
Quera quizer vender taes objecte, apresentem
a.-, suas propostas cm caria fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manilla do dia 14 do
corrente.
Sala das sessoes do conselho administrativo para
fornecimenlo do arsenal de guerra 8 de marco de
1864.
Anfenio Pedro de S Brrelo,
Coronel presidente.
Jos Antonio Pinto,
Tenente-coronel, vegaL
No dia 12 do corronte, depois da audienria
do Illm. Sr. Dr. juiz municipal da 2" vara, se ha de
arrematar perante elle urna owrava moca com sua
cria, penhorada por execucao do Dr. Francisco do
Assis de Oliveira Maciel contra Candido Thoraaz
Pereira Dutra.
Urna excellente e magnifica machina per-
pendicular de serrar e seus perlences,
engenhoa vapore caldeiras, assim cumo
duas senas circulares com mesas e per-
tences.
SOCIEDADE
nos
ARTISTAS ALIAIATES
EM
Pemambuco.
De ordem da directora da sociedade Beneficen-
te dos Artistas Alfaiates nesla provincia, convido a
todos os socios em dia da mesma soWedade reu-
nirem-se em assembla geral nos salde* do palece-
te do caes de Apollo, domingo 13 do corrente, s
9 horas do da, alim de se proceder a eleicao da
nova directora.
Secretaria da sociedade Benefieenie dus Artistas
Alfaiates 9 de marco de 1864.
Manoel Rodrigues do O'
______________________1 secretario.______
i
DO
SEM1IOR ISCMI.IISIS
DOS PASSOS
Era nome da mesa regedora convido a todos os
nossos irmlos compareccrem naigreja do Carmo,
ne dia II do corrente, as 2 horas da tarde, para
acompanhar a procisslo do mesma Senhor para a
igreja do Corpo Santo.O eserivao.
Jos da Cunha.
Precisase alugar um preto di mea idade :
i quem o tiver, dirija-se ra do Mondego, sitio
I numero 38.
I -------------------------------,-------------------------
Precisa-se de urna ama : na ra do Impcra-
dor n. 57.__________________
Aluga se a casa terrea n. 36 da ra da Ma-
I triz da Boa-Vista, e o segundo andar e a loja do
| sobrado na ra da Penha com fundes para a ra
Direita n. 9 : a tratar no mesmo.
Club Pmianiliiiniii.
Os -aloes do Club estarlo abortos na quinta e
sexta-fera da presente semana para as familias
dos socios que quizerem ver passar a procisslo de
Passos.
Precisa-sc de um fetor para i.m sitio, e que
emenda de jardiui c mais planiacoes : drija-se ao
escriptorio de Southall Mellors & C.
Jos Uoncalves Ferreira Costa tem casas ter-
reas para alugar na travesea do Cost, em Santo
Amaro, junto fundicio, ao preco de 95 e 105000
I com portlo para a mar, e tambera a loja de um
' sobrado junto ao Sr. Vianna, com bastantes com-
modos: fallar na dita travessa, na taberna do fin'
da mesma.
Ollnda.
O padre Jos Estoves Vianna avisa aos pais de
familia residentes nesta cidade, que tem aborto as
suas aulas de primeiras letras, latim a francez, des-
de o dia Io deste mez, na ra de S. Rento, no so-
brado que volta para a ra do Porto Seguro.
Gasa de commsso de escravos na na
do Imperador n. 4$, terceiro andar
Nesta casa recebera-se escravos por cenimissao
para serem vendidos por cont de seus senhores,
nao se poupando exforcos para que os nifsmos se-
jam vendidos com promplidio alim de mus lenno-
res nao solfrere.m empate com a venda delles. A
casa tem todas as cominodidades precisas, e lego-
ranea, assim como alianza-s o bom tratmento.
Ha sempre para vender escravos de ambos os se-
xos, velhos e novos_______________________
Mt-se 2:(KK)5 a premio sobre hypoiheca em
um predio nesta praca ; na ra das Cruzes n. 7,
se dir quem d.
Mwmmmwm
Advocada.
Precisa-se de una ama tecrava ou forra para o
servico de urna casa de pouca familia : na ra do
, Queimado n. 39.
A ttenco.
Ao respeilavel publico cora especialidade ao cor-
po do roinmerco acha-so dissolvida a sociedade
particu ar que gyrava Jos Joaquim de Novaes &
(,., ten.lo saludo da casa Antonio do Reg Soares,
tirando o mesmo Jos Joaquim de Novaes para
ruiiipnr os dbitos que nella se aehar e reerber
aquillo que se derer a referida easa. Recife, 8
de marro de 1864.
O barharel Joao Goncalves da Silva
Montarroyos tem escriptorio na ra es-
trella do Rosario n. 17, onde pode ser
procurado das 9 horas da manhaa s 3
da tarde dos dias uteis.
AVISO.
Precsa-se arrendar um sitio perto da praca,
que tenha pasto para vaccas: quem tiver dirija-se
ra da Palma n. 41, taberna.
Ama
Precisa-sc de urna ama para casa de pouca fa-
milia : na ra do Imperador (antiga do Collegio)
n. S3, taberna.__________________________
Precisa-se de urna ama para todo o servigo
de urna casa de pouca familia, preferindo-.se e-era-
va : no pateo da matriz de Santo Antonio n. 8.
O conselheiro Francisco de Paula Baptistt e
seu filho o bacharel Graciliano de Paula Haptista,
advogam no seu escriptorio na ra das Trnchei-
ra', primeiro andar do sobrado n. 19, aonde se
achara presentes todos os dias uteis, desde s 10
horas da inanha at s 3 horas da tarde.
O abaixo assignado, arrematante das dividas da
loja de miudezas da ra do Queimado de Joaquim
Jos da Costa Fajozes Jnior e da loja de fazen-
das da ra Direita de Fajozes Jnior & Azevedo,
avisa aos deredores das ditas tojas tanto da praca
como do matto de virem pagar seus dbitos ao
abaixo assignado no largo do Collegio junto ao so-
brado amarello, ou na ra de lionas n. 104 ao Sr.
Fajozes Jnior at ao dia lo de marco, do contra-
rio ter de entregar ao seu procurador para co-
brar judicialmente. Recito, 16 de fevereiro de
1864.
Antonio Joaquim P'ernandes da Silva.
O agente Pinto far leilo, requerimento do
administrador da massa fallida de Rostron Roeker
& C., e por mandado do Illm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio, da machina de serrar e seus per-
tences e mais ohjectos cima dcscriptos, a qual
machina se torna recommendada por ser do fa-
bricante Worson; o leilo ser effecluado s 10 ho-
ras em ponto do dia 11 do corrente no gazometro
(fabrica do gaz) aonde poderlo os pretendentes
desde j examinaren! os referidos ohjectos.______
u advogado Dr. Manoel do Nascimento
Machado Pertella, continua a ter o seu
escriptorio no primeiro andar di. casa n.
83 da ra do Imperador.
scriptorio de advocacia
A' ra do Queimado n. 30, pri- j
ilcito andar.
O advogado Cicero Peregrino continua |
no i \erririo de sua profissao na ra do |
ra do Queimado n. 30. primeiro andar, |
onde pode ser procurado das 11 s 3 ho- j
ras da tarde.
AVISOS MARTIMOS.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR
. los portos do .-ni esperado
0g^-^f\ o vapor Paran, commandante o
^rir/IS^ capillo do fragata Santa Barbara,
aiaiafafa 'l";i' depois da demora do cos-
"SHbbSBV "'me seguir para os porlos do
norte.
Desde j rerebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada, encommen-
d is e dinheiro a freto at o dia da sabida as 2 ho-
ras : agencia, ra da Cruz n. 1, escriptorio de An-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo & C.
COMPANHIA BRASjXEIrA
DE
PAQUETES A VAPOR.
, Dos portos do norte esperado
iJBa^g^ctx al'' dia 17 do enrente o vapor
^Tr^, Cruzeiro do Sal, commandante o
KjJlgfl|gg' capillo de mar e guerra Gervasio
'9HIHHP Mancillo, o qual depois da demo-
ra do costante seguir para es portos do sul.
Desde ja recebem-se passageiros e engaja-se a
ctrga que o vapor poder conduzir, a qual devera
sjr embarcada ne dia de sua chegada: encom-
mendas e dinheiro a frote at o dia da sahida s
horas, agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C.
hoji:
Sc\la-feiia 11 demarco s 11 horas.
DE
lili :n-iii:( euvldra^ada pro-
pri para charutos no pateo
do Terco u. 9.
Pelo agente Euzebio se vender era leilo pelo
maior preco que se achar urna armacfio com cai-
xilhos e cvidracada, candieiro de gaz e registro
cora os pertences de urna fabrica- de charutos, por
cont e ordem de. quera per'.enrer.____________
jLtJILAO
iio.ii:
Sexta-feira 11 do crtente s i i horas em
ponto ra da Cadeia n. 53 armazem.
M
I ni sobrado dr um andar c sollo n. G silo na ra
da viiala Nova, chao foreiro t rinde bOJ
por mez.
Por intervencao do agento Euzebio se vender
era leilo ura sobrado de um andar e sollo n. 6 na
ra da Senzala Nova, chao foreiro cmara de
, Olinda e paga 960 rs. por annn, foi conveniente-
mente preparado por cuja reedilicacao percebe-se
do rendimento 505 por mez ; convida-se os pre-
tendentes ao previo exame, esl livre 8 desemba-
rcado.
Compendio de direilo civil.
Na rua da Saudade n. 9, vende-seo
compendio de direilo civil, approvado pelas1
congregacoes dos lentes das fatuidades de
Paulo para as respectivas aulas de direito
civil patrio.
Na rua do Crespo n. la, se aluga urna boa
casa e sitio no Monteiro, cora frente para o oilao
da igreja.
Naques sobre Portugal.
O abaixo assignado, agente do banco
mercantil Portuense nesta cidade, saca ef-
fectivamente por todos os paquetes sobre
o mesmo banco para o Porto e Lisboa, por
qualquer somma, I vista e a prazo, po-
dendo logo os saques a prazo serem des-
contados no mesmo banco, na razio de 4
por centoao anuo aos portadores que as-
sim Ihe convier : as ras do Crespo n.
8 ou do Imperador n. o!.
Joaquim da Silva Castro.
voeacia.
Os advogados Manoel Jos Pereira de
Mello e Antonio Rangel de Torres Ban-
deira tem o seu escriptorio na rua es-
treita do osario n. 10, primeiio andar,
e ahi podem ser procurados das 10 horas
da manilla at s 3 da tarde.
Massa fallida de Amorim,
Fragoso, Santos & G
Os senhores credores da massa fallida de Amo-'
rim, Fragoso, Santos *& C. que levaram seus titules
ao escriptorio da admiuislraclo para erem verifica-
dos, podem ir busca-Ios por se acharm conferidos.
Convida-se novamente, pela terceira e ultima vez,
aquellos senhores que ainda os nao apresenlaram
de o fazer no praso de oito dias, do contrario dei-
xarlo de ser contemplados, como credores, no ra-
teio a que houver de se proceder.
Aluga-se o terceiro andar da casa n. 88 da
rua dalmperatriz, e o sobrado n. 193 da rua Impe-
rial : na rua da Aurora n. 36.
Gelo, gelo, gelo.
Com a chegada da nova machina nlo se expe-
rimenta mais falta de gelo fabricado com agua do
Prala, todos os dias a qualquer liora, para por-
coes grandes ou cncoramendas para fra da pro-
vinria dever haver aviso com antecedencia : rua
da Aurora junto a fundirlo onde tem a bandeira
Curso de preparatorios
Francez,
Ingiez,
Geometra,
Geograpbia,
Rbetorica
i, rua do Queimado n. 30. primeiro andar, wm
das 10 as 2 da larde
Tendo desapparecido do segundo andar do so-
brado n. 41 na rua do Trapiche ao Kecife, ura
correntio de ouro de relogio pesando 8 oitava*
com urna chave e um cachorrinho de ouro encas-
tuado em moa Carolina como para sinte, suppfie-se
ter sido furtado : |K>rtanto roga-se a todos os Srs.
ourives e pessoas particulares se Ihe forem offere-
Cidos os ditosobjectos de os nlo compraren] e sini
retc-los, dando parte ao dono na mesma casa.
Aviso saudavcl
Faz-se certo a quem quer que for, que todos os
movis existentes na casa n. 4i na rua do Quiabo
freguezia dos Afogados, em cuja casa habit sera,
pagar aluguel e por amisade o Sr. Candido Alves
Luna, cujos movis se comprehende desde almofa-
riz at a cama de casal, pertencem ao abaixo as-
: signado, que nao deixar prejudicar-se c mantera
i seu direito, contra qualquerapprehenso em ditos
I movis. Kecife, 7 de marco de 1861.
I__________________Joao Baplist de S.
Hontem, 6 do corrente, tendo ido ao merca-
1 do publico fazer algumas compras, o mulatinho-
forro de nome Graciano dos Passos, de idade de
li 14 annos, levando para o referido fim a quan-
tia de 4$, succede que at hoje ainda nao appare-
; ceu, e como o abaixo assignado suppoe ter sido o-
dito mulatinho seduzido por alguem, protest des-
do j usar de lodo o direito que a lei Ihe da, como
I tutor do referido mulatinho, e"pede as autoridades
policiaes |iara que o apprehendam e o levem ao
; abaixo assignado, na rua do ltrum, caldeiraria nu-
mero 40.
:_______________Jos dos Santos Villaca.
Chapeo do Chile.
Na rua do Queimado n. 37 alguem deixou por
! esquecimento um chapeo do Chile : quem for sea
i done, dando os signaes, e pagando este annuncio,
i pode recebe-lo.
Precisa-se de urna ama para comprar e co-
zinhar: na rua da Imperatriz n. 82, primeiro
i. andar.
I Aluga-se um bom sitio e casa na Capunga,
pertencente viuva Torres : quem o quizer, diri-
[ ja-se rua Direita, loja de cera defronte do Terco
i Precisa-se alugar por mez dous escravos que
II sirvam para servieo de campo : na praca da Inde-
, pendencia n. 10.
I Aloga-M um sobrado de dous andares e so-
tao na rua do Rangel : a tratar na rua do Quei-
mado n. "I.
Aluga se l loja da rua de liortas n. 70, por
l'i-i mensaes: a fallar na rua da Penha n. 5.
lira mocosolteiro, empregado no coinmercio,
j precisa alugar para sua morada urna pequea casa
no bairro de Santo Antonio, preferindo-se sobrado*
e que seu aluguel nlo exceda de 10-5 lif por
mez : quem tiver auuuncie tiara ser procurado.
Quem precisar de urna ama escrava para o
servieo interno e externo de urna casa, excepto en-
gommar e lavar, dirija-se rua das Larangeiras
n. 18, primeiro andar.
O senhor ou senhora que tem contralado a
casa da rua Direita n. 102 cora o Sr. Francisco
Pinto de Lemos, far o favor de dirigirse rua
Nova n. 49, antes de fazer o negocio, a fallar com
Jos Maria Goncalves Vieira Guimaraes.
SOCIEDADE
Uniao Beneficeute dos Ar-
tistas Selleiros
lilil,
DE
Trastes e outros objectos.
iio.il':
Scxta-fen-a 11 d<> corrente, ao meio
dia.
O agente Olimpio em seu armazem rua do
Imperador n. 16, vender em leilo diversos tras-
tes novos e usados, relogios e outros uiuitos ar-
tigos. ____________________
LEIUO
(OHPIMIIl
DAS
MESSAGERIES IMPERIALES
Ate o dia 15 do
corrente espera-
se da Europa o
vapor francez
amare, o qual
depois da dei i-
radocostume se-
guir para o Itio
de Janeiro tocan-
do na Baha, para passagens etc. tratase na agen-
cia rua do Trapiche n. 9.
Para o llio (rande do Sul segu cora muita
brevidade a barca nacional Bombinha, que recebe
ura resto de carga a Irele : a tratar no escriptorio
Amorim Irmaos, rua da Cruz n. 3.
Porto.
Segu mpreterivehuentc para o Porto no dia 20
do corronte a barca porlugueza Feliz, tem dous
tetros de seu carregamento a bordo : para o resto
que Ihe falta, e passageiros, para os quaes tem ex-
cellcntes commodos, trata-se com os seus consig-
natarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C,
no seu escriptorio rua da Cruz n. i.
l'ara o Para.
al o dia 16 do corrente pretende seguir o brigue
racional Amelia, tem a bordo raetade de seu earre-
amento : para o resto que Ihe falta, trala-se com
M seos consignatarios Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo A ('.., no seu escriptorio rua da Cruz n. i.
O agente Simos, competentemente autorisado
vender em leilo, os escravos seguintes : Severi-
no, crinlo. 13 annos ; Francisco, pardo, 12 annos ;
Antonia, encala, 7 annos: Maria, crioula, 22 an-
nos e 1 casal de escravos rrioulos de meia idade,
para o servieo de campo, todos sadios.
Sabbado 12 do correte.
Em a cocheira rua do Imperador n. 2o aonde
haver leilo de carros, cavallos e outros escravos,
s 10 i|2 horas. ____
LEILO
DO
Sobrado de 2 andares da rua das Atfuas-
Verdes n. 70, e um dito de um andar
na rua de Santa Hita n. 75.
Segunda-feira II de marre.
O agente Pinto levar novamente a leilo s 11
horas do da supradilo os dous predios cima de-
clarados perteneeiites a massa fallida de Jos An-
tonio Bastos, servindo de base o maior preco obti-
do no leilo do dia 8 do corrente, em seu escripto-
rio rua da < ruz n. 38.
Compauhia fldelidade de
seguros martimos e ter-
restres estabelecida no
Rio de Janeiro.
AGENTES EM PEONA MBUO
Antonio Luiz de Oliveira Azeveio & C,
competentemente autorisados pela direc-
tora da companhia de seguros Fidelida-
do, tomam seguros de navios, mercadu-
ras e predios no seu escriptorio rua da
8 Cruz n .1.
Aluga-se um sitio muito perto desta praca, o
3ual est todo murado, e tem grande casa de viven-
a edificada ha muito pouco tempo : quem pre-
tender, dirija-se rua do Crespo n. 8 B.
Precisase de urna ama para tomar conta do
servieo de urna casa : a tratar na rua Nova n. 61.
' ion o novo
Vende-sc o ultimo piano mandado fabricar era
Paris, especialmente para este clima ecom todo o
cuidado possivel, pelo bom conhecido Jlo Lau-
monnier que leve armazem de piaix s na rua da
Imperatriz; e por ser o ultimo, vende-se muito cm
cont,s para salvar o dinheiro que se tinha adan-
lado ao fallecido : na rua Nova n. 19, primeiro
andar.
A viuva e sogro do tinado Chnente da
Silva Lima, pelo presente convitia as mes-
mas pessoas que acompanharam o corpo do
presado finado ao cemiterio, para que nova-
mente se dignem de assistir a missa do sti-
mo dia que ter lugar sabbado 12 do cor-
rente, s 6 horas da manhaa, na groja do
Espirito Santo, pelo que desde j do-lhes os
devidos agradecimentos.
Francisro Garrido avisa ao respeitavei publico,
que na sua rasa denominada Traviata. na rua lar-
ga do Rosario n. 37, ter disposirlo de hoje em
diante dous buhares de mogno competentemente
preparados ; refrescos, sorvetes, etc.
HOTEL TltOYAOO
Angelo Itomeiro Pinheiro tendo comprado o
muito conhecido e acreditado hotelTrovador-
sito na rua larga do llosario n. 44, participa ao
respeilavel publico que se acha prvido de tudo
quanto 6 necessario para satisfazer a exigencia de
qualquer freguez. Outro sim coramuniro, que ha-
ver nelle mesa redonda para os assignantese
avnlsos, e que fornere comida para fra. nlo s
para qualquer estbelecimento como para casas
particulares, por prero modiroc a contento. Este
estbelecimento acha-se preparado para recober
qualquer hospede que nelle queira assistir, para o
que offerece os molhores commodos.
em
Pemambuco.
Por ordem do conselho convido a todos os se-
nhores socios effoctivos para comparecerem do-
mingo. 13 do corrente, as II horas da manhaa,
alim de se cumprir o que dispoe a segunda par,e
do art. 32 dos estatutos.
Secretaria da sociedade L'nilo Beneficente dos
! Artistas Selleiros era Pemambuco 9 de marco de
1864.
Taurino Cantidio de Moraes.
_______ i" secretario.
Irmandade do Divino Espi-
rito Santo, erecta no con-
vento de Santo Antonio.
Por ord 'in da mesa regedora convido todos os
nossos irmaos, para acompanhar a procisslo do
Senhor Bom Jess dos Passos,
Consistorio da mesma. Becife 9 de marco de
186i.
Escrivlo.
____________Manoel Cardoso de Souza.
Jlo Flix da Rosa julga nada dever, porra
se alguem|p julgar seueredor, aprsente sua con-
ta no praso de oito dias, na rua da Florentina nu-
mero 32.
Ordem terceira do (armo
A mesa regedora desta veneravel ordem convida
a seus irmaos professos, para no dia 13 do corren-
te, (domingo), eomparecereni no consistorio da nos-
sa igreja, as 8 horas da manhaa, alim de compo-
ro m a mesa geral para a approvacao dos novos
estatutos j organisados.
Secretaria da veneravel ordem terceira do Car-
mo do Recife 9 de marco de 1861.
Francisco Jos dos Santos Jnior,
Secretario.
lo Grande <"o Sul.
O patacho nacional Salte, recebe carga para
aquolle porto frote commodo : a tratar com os
c3Bsignatr/os Baltar 6 Oliveira, rua da Cadeia
Dumcro 26.
AVISOS DIVERSOS.
0 cirnrgiao Leal mudon
a sua residencia da rua do
Queimado para a rua das
Cruzes sobrado n. 30, pri-
meiro andar, por cima do
armazem Progressista, aon-
de o ackarao como sempre
prompto a qualquer hora pa-
ra o exercicio de sua pro-
fissao, chamado por escripta.
Precisa-se do nina ama para o servido de
urna casa de pouca familia, que saiba cozinhar e
lavar : na rua dos Guararapes, junto a fabrica de
sabio n. 2.
Advocada.
O Dr. Jlo Jos Pinto Jnior mudou o seu es-
criptorio de advocada para a rua i,o Imperador
(outr'ora rua do Collegio) n. 36, primeiro andar,
onde pode ser procurado todas os das uteis, das
9 horas do dia s ) da tarde.________________,
No dia 111 de fevereiro ausentaram-se da casa
de seu senhor, no sitio do Monteiro i. 13, duas es-
cravas retintas, de nomes Eugenia o Nicacia, cora
OS signaes seguintes : a primeira com 30 annos de I
idade, pouco mais ou menos, alguma barba no
qucixo, e um lobinho em um dos pus, levou com-
sigo um filho pardo de nome Man te!, de 3 annos
de idade ; a segn la de 2." annos de idade. pouco
mais ou menos, levou coinsigo urna lilha eabrinlia,
de 4 annos de Idade, e levaram dous embrulhos de
roupa ; naturalmente soguiram jimias, ignorndo-
se qual a direrrao : portatito. roga-se s autorida-
des polieiaos a sua captura, ou quun dolas noti-
cias tiver, leva-las a seu senhor J Veiga e Sellas, no son sitio do Honteiro n. 13, ou
na travessa da Madre de oos ns. 1 e 6.
Declaro era tem|K> que por engai o foi chamado
por este Diario o Sr. Silvio Pellico l'ereira Perras,
eque nlo foi por dever quanlia alguma.
Urna senhora com as necessarias habilitacocs
para ensinar as instruccoes primarias, inclusive
Sraimnaiica purtugueza o sexo fea elimo, preton-
e abrir aula particular no dia 7 de abril prximo:
as pessoas que de seu prestalo quherem ulilisar-
se, dirija-sc rua de liortas, caca r. 68.
DENTISTA DE PARS i
19Rua i\ova-49
Frederico Gautier, cirurgio dentista,
faz todas as operaees de sua arte, e col-
loca dentes artillciacs, tudo com superio-
ridade e perfeico, que as pessoas enten- j|
didas Ihe reconhecem.
Tem agua e pos dentificio.
LISO BRASILEO
DO
VIAJANTE NA EUROPA.
Obra muito necessaria, tanto s pessoas que via-
jam pela Europa, como aquellas que desojara ter
conhecimento do que ha de mais notavel e impor-
tante no velho mundo : vende-se na livraria eco-
nmica ao p do arco do Santo Antonio.
Aluga-se urna casa terrea na rua do Destino
n. i, com arrommodacfcs para pequea familia,
por preco commodo. _______
O juiz e o thesoureiro da irmandade acad-
mica de N. S. do Bom Conselho, erecta na igreja de
S. Francisco desta cidade, convidara a lodos os ir-
maos da mesma irmandade para comparecerem no
dia 11 do corrento, pelas 3 horas da tardo, aquella
igroja. e dalli irom acompanhar a procisslo do Se-
nhor Bom Jess dos Passos, que devora sabir da
igreja de N. S. do Carmo.____________
AfDli)
u
o abaixo assignado faz sciente a lodos os deve-
doros da firma fallida de Camargo & Silva, que
tendo attendido as circunstancias de alguns deve-
dores, Ihe tem dado alguma espera, porm tendo
isto servido de abuso, declara que s espera al o
fim do corrente mez, e depois ter de fazer entre-
ga de todas as contas, sera excepeo de pessoa al-
guma, ao procurador para as reeeber judicialmen-
te, e depois terlo de pagar todas as despozas que
se fizer.Manoel Fornandes da Silva.
Precisase de urna ama de meia idadee de bom
comportai nento, para urna pequea familia, deven-
do saber cozinhar, engommar e lavar, tudo bem :
quem estiver nestas circumstancias, appareca na
botica do Sr. Pinto, na rua dos Quarteis, que se
he dir quera precisa.
A9II3V
O abaixo assignado roga a todas as pessoas que
tiveroin quaesquer objectos empenhados a elle, que
os vonliain resgatr no praso de tres dias, a contar
de hoje, sob pena de seren vendidos (paseados os
10 dias) para pagamento das quantias por que es-
tiverem sujeitos, e seus denos porderem o direito
have-los. Goianna 4 do marco de 186i..
Sebastiao Antonio dos Santos.
Aviso.
Precisase de um bom copciro : na rua do Tra-
piche n. 12, hotel.
Saques.
Cunha Irmlos & C. sacam sobre as pracas do
Porto e Londres : na rua da Madre de Dos n. 3.
D-sc dinheiro a juros: na
riiii do Kangei n. O._______^^^
Farinha e [arelo
No armazem da Aurora Brilhaute, largo da San-
ta Cruz n. 84, ebegou grande quantidade de fari-
nha em saceos, e vende-se mais barato.
Xova convocacAo.
Nao tendo comparecido numero sulTi-
ciente de interesados, a commsso encar-
regada da cobranca das letras emittidas na
circularjio pela extincta thesouraria provin-
cial, convida de novo acuelles senhores para
0 lim j indicado, e declara que o seu nao
ciimparecimenloa casan. 8, rua estreita do
Rosario, no dia i 1 do corrente, pelas 9 ho-
ras do dia, importar annuencia a qualquer
deliberarlo que os interessados enio pre-
sentes ltajam de turnar. Recife, 8 de marco
de 1864.Antonio de Moraes Gomes Fer-
reira. Adriano Xavier Pereira de Rrito.
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
-
4
\
"**m*mw
as*****"


Diario de remambuco SeUa felra 11 de Marro le 1864.
%mj:
\o* 5:000*000
Quarta-feira, 16 do corrente mea, se ex-
trahir a primeira parte da primeira lotera
da capcllade Nossa Senhora da Escada da
groja de Nossa Seohora da Qonceicto db
Militares, no lugar do costame.
Os bilhetes e meios acham-se venda na
respectiva thesouraria ra do Crespo n. 15
e as casas commissionadas.
Os premios de 5:0005000 at 105000
sero pagos urna hora depois da cxtraccao
ateas 4 horas da tarde, e os outros no dia
seguate depois da distribuidlo das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza,
CASA 1)4 FOKDYl
AOS 5:000,000
itiltiete* garantido
A' ra do Crespo n. 23 e casas do costume
O abaixo assignado teudo vendido dos seus mui
afortunados bilhetes garantidos os de n. 1387 com
ason de 3:000* ns. 119 e 2081 com as do 500* e
ni ira- minias de SOd*. 100,5- M& o iO* da lotera
que o acabou deextrahir a beneficio do rccolhi-
m.-nt) de Iguarass convida aos possuidores de
ditos bilhetes a viremreceber seus respectivos pre-
mios sem descont algum em scu estabelocimento
Casa da Fortuna rna do Crespo n. 23.
O mesmo tem exposto venda em seu dito esta-
belec.ment e as outras casas do costumo os no-
vos e felices bilhetes da primeira parle d a primei-
ra lotera de Nossa Senhora da Escada da oncei-
cidos Militares que se cxtraliir quarta-feira 16
do corrente.
Os premios serio pagos como de costume.
Precos.
Bilhetes inteiros..... 6*000
Meios bilhetes...... 3*000
Para as pessoas qo comprarem
de 100* para cima.
Ililhetes........ 5*500
Meios......... 2*750
_________________Manoel Martins Fiuza.
Ao Sr. Manoel do llego Uarros.
Repelidos sao os annuncios quena feito publicar
por este Diario o Sr. Manoel do Reg, de querer
co n a sua conscienuia purissima entrar em urna
convenci com os seus credores, a quem est dis-
posto a entregar o pouco que possue, os convidan-
do por isto a ent6nderem-se com a Ba" Sr* sua
sogra, ou com o Sr. Dr. Fonseca, o qual esuva por
esta senhora encarregado de fazer qualquer arran-
jo, tendente as suas dividas.
Consta-nos, porm, que o Sr. Dr. Fonseca ha-
vendo sido fallado pelo Sr. Manoel do llego para
intarv.r nesses negocios, todava anda nao est
autorizado pela Exm- Sr* D. Thereza de J. C. de
Soma Leao, sogra do dito Sr. Manoel do Rogo, que
mora distante desU cidade.
Se ha agora as palavras do Sr. Manoel do Reg
Barros mais sinceridad*, se ellas sao a cxpress.Ao
de sua consc.iencia purissima, queira fazer com
que o Sr. Dr. Fouseca se veja autonsado legalmeu-
te pela senhora sua sogra, a podar entrar em um
accordo com os seus credores, os quaes nao devem
estar n mereedas tibiados, nao devem dirigir-so ae
cscriptorio do Sr. Dr. Fonseca, para o incomniodar,
voltando sem proveito algum, c com) que escarne-
cido pelo autor de semefhante convito.
________________l'in dos Credores. ______
A casa n. 61 da ra da Concordia, fregue/.ia
de S. Jos, pertencente ao Sr. Norberlo Muniz Tei-
xeira Guimares, me est hypothecada por escrip-
tur.i celebrada uas notas do Sr. tabelho Pedro Ale-
xandrino.
M treeliuo Jos Lopes.
SOCIEADE
UJVIAO BENEFICE3TE
M4BITIM1
Por ordem do Sr. presidente convido a todos os
socios elfectivos para que nao naja falta no da
terca-feira 15 do corrente, pelas 6 1(2 horas da tar-
de, na reunio extraordinaria da assembla geral a
negi)cio do muiu urgencia.
Secretaria da Sociedade Uoiao Beneflcente Ma-
rtima 10 de marco de 1804.
Balthazar Jos dos Res.
Io secretario.
I Engenho& Oaetano.
Arrendase ou vende se o engenho S. (aciano,
sito na enmarca do Cabo, distante meia legoa da
e lar. da estrada de ferro, com boa casa de vi-
venda, casa de engenho, casa de purgar, senzalla,
ele.; de agua, cora bstanla tenas para nfrejar
at i.Ooo pies, tem bous cercados e boas maltas
prximas ao engenho : a tralar no Recita com
Luz de Moraos Gomos l-'ei reir, ou no Cabo com
k*6 de Moracs Gomes Ferreira no engenho l!ar-
blho.
Costamangho Joaime, Italiano, vai para o Rio
do. Janeiro. vi
i Joo Flix da llosa, subdito porlngucz. ret-
r.vseparaa Europa a tralar de sua saude.
Precisa-se de um criado : na ra do Corre-
dor do Ris|K> n. 4. de 12 16 annos.
Alioiisu de Jlbuqucrque Mello
lu 10 annos advogado.j anle os auditorios e tribu-
, naes de>ta cidade, j na corte c em outros lugares
do imperio, em consequeocil de torem-se augmen-
tado aqui seus afazeres, tem transferido sua resi-
denciada villa do Cabo para esta cidade a ra es-
trella do Rosario n. 34, onde tem esUbelecldo seu
', escriptorio, e onde foi o do Dr. Godoy, de cujos
trabalhos ticuu encarregado o annunciante. Ah
ollerece os misieres de sua profissao s pessoas de
quem mereja conlianca, tanto deste termo como
dos dermis desta e de outras provincias para os
negocios e trabalhos a seren desempenhados aqui,
g.'.rantindo o zoilo, lealdade e artividade qne Ihc
; sao reconhecidos pelas pessoas que o conhecem.
Incumbe-se tambem de trabalhos para os termos
, prximos, onde tem solicitadores de inteira ron-
flanea. D consullas verhacs e por escripto, e
presta-se a ouvir seus conslituintes a todas as ho
ras, as sextas-feiras das 9 as 1 na villa do Caboe
45 Ra Direita 45
Oicam! oam !!!
CALCADO
om e novo, a primeira necessidade para a sau-
de c aforuioscamenlo do individuo I
Meu Dos I... que ps de pavo se lubrgam por
essas ras 1 que ligura horrenda e nauseante a
de um palelol bem talhado sobranceiro a um
ijucihs roido em duas solas! um balao bem tor-
neado e bambaleante dcscubrindo urna ponta de
botina safara c carcomida 11
Santa Barbara!! Corram ra Direita, bellas c
rapazesl saeudam na praia csses malditos guedes,
e compren):
Borzeguins de Xanles 8*000.
Kilos francezes de bezei ro "5-
Ditos francezes para bomem -i*.
Ditos para senhora, de lustre, enfeitados, 5*500.
Ditos para senhora, paspia alia, 4*800.
Bolinas de menina 1)800.
Ditas de cores para menina 2*000.
Sapaiesdc ames de duas solas o*.
Ditos de sola e vira 45300.
Sapatos de borracha para senhoras 1*360
j Ditos para meninosl*000.
Sapatos de lustre para senhora I*.
Ditos de lajtete para hornero e si-nhora 800 rs.
Ditos da liga constitucional -"i'X> rs.
E um sortimento comple.o em sola, vaquetas,
couros, bezerro francez como nenhum, couro de
lustre muito grande, e tudoquanlo pertcnce arte
de S. Chri>pim.
Ini Dcscolirimciilo Espantoso! i
COMPRAS.
Compram-se garrafas vasias : na ra Direi-
ta n. 72._______________________________
Comprase elTeciivamente ouro e prata em
ol ras velhas: na praca da Independencia n. 22
loi de bilhetes.
Compra-se urna cscrava sadia e que seja perita
cozinheira : na ra do Queimado n. 39. loja.
Comprase effecttva-
mente
ouro e prata em obras velhas, pagndose bem
na ra larga do Rosario n. 4, loja de ourives.
Ciarrafes.
Compram-se garrafes eo todos os tamaitos a
320 rs. : noarmazem da Aurora Brilhante, largo
da Santa Cruz n. 84.
Paga-se bem.
So largo da Santa Cruz n. 12, compram-se dous
caixoes grandes envidracados, assim como se pre-
cisa deum caixeiro bem pratica em taberna.
Compra-se um preto e urna preta, ambos de
meia idade : na camboa do Carino n. 9 se dir
qu em quer.
nomi
RA DA CADEIA O RECIFE I. 53.
NOVO E
GRA1TD23 AEMJLZmt DE MOLHADCS
RA 1)1 CAREIA 0 RECIFE I. 53.
Francisco Fernandes Du.irte acaba de abrir na ra da Cadcia do liecifen. 53, vm grande esortido armazem de molliados de-
nado l'nio Mercantil. Niste grande armazem encontrar sempre o respeilavel j ublico um completo sorlimenlo des meltorea
gneros que vena ao mercado, Unto esirangeiros, como nacionaes, os quaes ser5o vendidos em porgues ou a relalko por pietos assi
commodos. *
Manteiga ingleza especialmente escolhida Vinagre de Lisboa a 200 rs. a garrafa e;Sardinhas deNanlesa340 rs. oquarloeCO
de primeira qualidade a 800 rs. a libia, 1*200 a caada. r# :nta |aia
em barril se faz abatimento. Azeite doce retinado em garrafas brancas a; Latas com peixe em posta : savel, corvina
Manteiga franceza a mais superior do mer- 800 rs.
cado a 500 rs. a libra, e 520 s. em barril Azeite doce de Lisboa a G40 rs. a garrafa e
ou meio. 4*800 a caada.
Prezuntos inglezes para fiambre, de superior Geneora de Hollanda a 500 rs. o frasco e
qualidade, chegados nesle ultimo vapor, a 5*800 a frasqueira.
Hundo Srifiilifio iinaiiimaurntr o ajiprora.
YENDAS.
! A bordo da barca brasileira Iris existe supe-
1 ricr familia de mandioca, que se vende em por-
; co5s ou a relalho : a traur a liordo da mesma, ou
i no escriptorio de Ainorim limaos, ra da Cruznu
mero 3.
Vistas venda.
Ra da hopenlriz.
Da da Cadeia.
Dila do Trapiche.
Ca-a de detencao.
Ponte de ferro".
Palacio do governo.
Ponte do Recife.
Rio Heberibe.
I'reco 3*000 cada urna
ga'eria norte-americana.
na ra do Imperador,
O bacharel
Francisco Augusto da Cesta
advogado
Rl \ [KJ lMI'KIlADOH N. 68.
Perg untase sem of~
fender.
Quando se far.i o devidendo da massa fallida de
loaqoim loa da Costa Pajotes Jnior ?
E o que nos dirio tambem a respeito da massa
de Guimares & Irmao f K''uma massada 1
Cm interessado.
Alu Na padaria da ra Direita n. 84, aluga-se por
comitodo pri-co a luja do sobrado da ra Imperial
n. 16:!, muito preprio para armazem de sal e com
bons ''.ommodos para grande familia.
O bacharel Jos Beato da Cuaba Fi-
gueiiedo Jnior advoga na ra estrella do
Rosario n. 28.
AMA.
Uam moca portagueza, de lions costuraes, dese-
ja sei ama de casa honesta e de pouca familia:
d'ronte da matriz da Boa-Vista n. 34.
- Firmino Alves Pinftntel declara que, quem
sejul?ar dono de um chapeo doChily, una ben-
gala do cana, urna luneta, urna corrente de relogio
com icolela dirija-so ao becco das Carrocas em
sua casa que Iho ser entregue.
Prevenedo

Provine-se a quem interessar possa qoe nao
faca ninsacco alguma com urna letra da quantia
de 3.'i0*880'rs.. aceita no dia 7 do presente a 30
diaspo- Jos Joaquim de Novaes, a favor de An-
tonio do Reg Soares, porque se acha a mesma
letra embargada na mao do aceitante por execu-
cao Qjoe se raove contra o dito Soares.
Ao Henhores alrogados e acad-
micos.
Na na do Imperador, livraria popular, existe
onrai mmplelas de Merlin, e jurisprudencia uni-
versal, etc., que cede-se pelo valor que cusa na
Europa.____________________________________
Papagaw.
Pugio as 7 horas da manha do dia 10 do cor-
rente, do sobrado da ra da Cruz n. 38, um papa-
gaio lieni erapennado, azas inteiras, e levou una
correle no pe, o qual voando em direcco para a
ruad Guia, pis pessoa que o apanhou, querendo restituir, levar
ao mesmo sobrado, qu j ser recompensado, se o
exigir.
uu
Precisa-se do urna ama muito capaz para lomar
conta da casa de um eslrangeiro solleiro, fazendo
todo o servico de portas dentro, paga-se bem
agradando : na ra Nova n. 19, primetro andar.
Aluga-se o segundo andar do sobrado sito na
ra Direita n. 64, com bastantes commodos : a tra-
tar no primeira andar do mesmo.______________
Jos" rtiomiz da Costa Jnior, subdito portu-
gnei.. relira-se. para Portugal._________________
Precisa-se de um caixeiro com pratica do pa-
daria, que d fiador a sua conducta : a tratar no
paleo do Terco n. 38.________________________
S.Jos d'Agonia.
O secretario da confraria convida aos irniaos da
mesma comparecern sexU-feira, 11 do corren-
te, no respec:ivo consistorio pelas 2 1|2 horas da
tarde, afim do encorpiirados, acompanhar a procis-
sao lo Sonhordos Passos.G secreurio,
Manoel Francisco dos Santos e Silva.
ATTENgAO.
Vende-so muito barato um terreno aterra-
do com 140 palmos de frente leudo 2 fren-
tes sendo urna para a rita do Alecrim e ou-
tra para a da Concordia, assim como (nitro
terreno por beneficiar tendo tambem 140
palmos de frente e 2 frentes una para a na
da Concordia e outra para a de Detencao,
todos os terrenos tem muito fundo : a tratar
coto o corrector geral (ioncalo Jos Aflunso,
em seu escriptorio ra do Trapiche u. 40,
primeiro andar, ou na praca docommeivio.
Taboado
Taboado de peroba e canella de boin tamanho e
muilo boa qualidade, vndese por prego razoavel:
no trapiche do Cunta no Porte do Manos.
NO para as senhoras.
(iolliulias e pimlios.
i^hegaram as riquissimas gollinhas com punhos
de lindo* bordados e linho puro guarnecidos com
bonitos botaozinhos lano para senhora como para
menina, pois a vista faz f : s no vigilante ra do
Crespo n. 7.
Para cigarreiros
Vende-se o verdadeiro papel hespanhol em res-
m.is e dito de Lisboa: na ra do Cordoniz n. 8.
Feijo feijao feijao.
lina da Hadre deDens os. 5 e 9.
Vende-se saceos grandes com feijao das seguinles
qualidades : branco, amarello, rajado e niulatinho,
n ais barato que em outra qualquer parle, assim
, como sardinhas em barrlsde 1,200 por o*000, tudo
; P'oprio para tempo de quaresma.
divas de Jouvin.
Recebeu-se luvas de Jouvin brancas e pretas
proprias para a quaresma : na ra do Queimado
toja do beija IIjr n. 63.
1 aiicinlias de la lisa para enfeiles de raraisiulia
de senhora.
Recebeu-se, trancinhas de diversas cores pe-
ca de 30 varas a 640 rs., e de 120 rs. pequeas :
na ra do Queimado loja do beija flor n. 63.
Enfeites de rnliiihas cora lace na frente.
Recebeu-se, variado sortimento de enfeites de
diversas cores a 1*400 : na ra do Queimado
loja do beija flor n. 63.
IJompendlo.de hermenutica jn-
rldlca e processo civil.
Acham-se venda na livraria do Nogueira, jun-
to ao arco de Santo Antonio, esses compendios,
reunidos ambos em um s livro._______________
Rita da Senzalla n. 42.
Vende-se, em casa de S. P.JohnstonAC,
sellins e silhes inglezes, candieiros e casti-
ces bronzeados, lonas inglezas, fio de vela,
chicotes para carros e montara, arreios para
carros de um e dous cavados, e relogios de
curo patente inglez.
GAZ GAZ GAZ
por preco rcduzido.
Vende-se gaz da mellior qoalidide pelo
[re o de 103 por lata de ; galoes : no ar-
mazem do Caes do Ramos n. 18 e ra do
Trapiche Novo n. 8.
Os precisos tal Iteres pa-
ra criancas.
Chegaram c acham-se venda na ra do Quei-
riado, loja d'aguiabranra n. 8.
Vinho verde,
de superior qualidade : vende-se na ra da Madre
de Dos n. 34, armazem de Cunha Irmaos & C
A foHiposiro Anacaliuita
IVilora! de kemp.
Tor espaco de muito tempo se ha Otado es-
tensamente ea Tampieo para a cura de
TSICA pulmonar,
CATAB.RH0, ASTHMA,
BRONCHITE, TOSSE COUVLSA,
CRPO O GARROTMO, e
Inflamma9des da Garganta e do Pelto,
c isto com um resultado fio feliz e verdadei-
nte assombroeo o pao un madeira d'nma
arvore que cbamao Anacauiita, c que s
K incoiitra no Me.\ico.
A Compos9o Anacahuita Peito-
ral de Kemp e' um Xarope aWicwea, inte-
ramete dhToAnte na sua compoei^ao de
todos os mais l'citoracs c Expectorantes ma-
nufacturados de frnctos astringentes, cascas
c rabea, dsc, o mesmo nao conten nenhum
Acido Pmteo ou outros quatsquer ingre-
dientes venenosos.
Todas as molestias c aflecces da garganta
c dos pulinocs dcsapparcccm como por um
roagico encanto, mediante a accao dcste in
comparaTel e irrcsistivel remedio.
A venda as boticas de Caors A Barboza,
ra da Cruz, e Joao da C. Bravo de C, ra
da Madre deDeos.
70 rs. a libra.
Queijos flamengos chegados neste ultimo
vapor a 20800.
Queijoprato muito fresco e novo a 640 rs.
a libra.
Castanbas muito novas a 120 r>. a libra e
e 35000 a arroba.
Cha uxin o melhor que ha neste genero,
mandado vir de conta propria a 2*800
rs. a libra.
Cha hyson muito superior a 2*;i60 rs. a li-
bra ; cha hyson proprio pan negocio a
15300 rs. a libra.
Cha preto muito superior a 25 a libra.
Biscoutos inglezes em latas com diflerenles
qualidades, como sejam craknel, victoria,
piqnelez, soda, captain, seetl, bornez e
outras limitas marcas a 1*350.
Bolachinha de soda em latas grandes a 2*.
Figos em caixinhas hermticamente lacra-
das, muito proprias para minio a 1*500.
Caixinhas de 4 e 8 libras de figos de coma-
dre a 1* e 2* cada urna.
Passas muito novas, chegadas neste ultimo
vapor a SOp rs. a libra e 35 um quarto ;
e em caixa se faz abatimento.
Ameixas francezas em latas de meia a 3 li-
bras a 800 rs.
Champagne da marca mais superior que
tem vindo ao nosso mercado a 18* o gigo,
garanle-se a superior qualidade.
Vinho Bordeaux das melhores qualidades
que se pode desejar de 7*500 a 8*000 a
caixa e 720 a 800 rs. a garrafa.
Caixas com vinho do Porlo supe-ior de 95
a 109aduzia, e 900 a loa garrafa; deste
genero ha grande porgo e de differentes
marcas acreditadas que j se venderam
por 14$ e 15* a caixa, como sejam: Duque
do Porto, Lagrimas do Douro, D. Luiz,
Cames, Madeirasecco, Carca'ellos, Nc-
tar de 1833, Duque Genuino
Vinho de pipa: Porto, Figueira e Lisboa, a
400,480 e 560 rs. a garrafa, n 3*, 3*200
e 35300 a caada.
Vinho branco de superior qualidade, vindo
j engarrafado a 640 rs. a gariafa e a 500
rs. de barril.
Os senhores que compratem de 1005000 para cima, tero o descont de 5 por cento, pelo prompto pagamento.
Caixinhas com ameixas francezas, ornadas
com ricas estampas na caixa exterior,
muitopropriasparainirao.a 1520c, 1*300
e2*.
Frasco de vidro com tampa do mesmo, con-
tendo meia libra de ameixas francezas, a
1*200.
Marmelada imperial, dos melhores conser-
vemos de Lisboa, em latas de 1 e meia a
2 libras-a 600 rs a libra.
Fructas em calda das melhores qualidades
que ha em Portugal em latas hermtica-
mente lacradas a 500 rs.
Peras seccas muito novas a 640 rs. a libra.
Nozes muito novas a 160 rs. a libra.
Amendoasde casca molle a 400 rs. a libra.
Avelas muito novas a 200 rs a libra.
Amendoas confeiladas de diversas cores a
800 rs. a libra.
Macaas e peras chegadas neste ultimo vapor,
muilo perfeitas, s vista se faz o preco.
Conservas inglezas em frascos grandes a 750
rs. cada um.
Ervilhas francezas e portuguezas em latas de
1 libra a 640 rs.
Ervilhas seccas muito novas a 160 rs. a
libra.
Chocolate francez, o que ha de melhor neste
genero, a 1*200 a libra.
Chocolate hespanhol a 1*200 a libra. .
Genebra de laranja em frascos-grandes a 19.
Cerveja branca e preta das melhores marcas
que ha no mercado a 500 rs. a garrafa e
5*800 a duzia.
Cognac inglez de superior qualidade a 800
e 15200 a garrafa.
Licores francezes das seguintes qualidades:
Anizete de Bordeaux, Plaisir des Dames
e de outras militas marcas a 1* a garrafa
e 10* a caixa.
Marrasquino de Zara a 800 rs. a garrafa e
9* a duzia.
Mostarda ingleza em potes j preparada a
400 rs.
vezugo, cherne, linguado, lagoslinha, a
1*300 rs.
Salmo em latas, preparado pela nova arte
de cozinha, a 800 rs.
Mar de tomates em latas de 1 libra a 600
ris.
Chouncase paiosem latas de 8 e meia libra
por 7*.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra e
8*600 a arroba.
Bolaxinha ingleza a 320 rs a libra e 4* a
barrica.
Sag muito novo a 210 rs. a libra.
Cevadinha de Franca a 200 rs. a libra.
Farinha do Maranhao a 120 rs. a libra.
Araruta verdadeira a 320 rs. a libra.
Cevada a 120 rs. a libra e ?# a arroba.
Alpistaa 160 rs. a libra e 4*800 a arroba-
Batatas muito novas em gigos com 4C libras
por 1*500.
Cebollas a 1* o molbo com mais de 100 ca-
da um.
Caf lavado de primeira qualidade a 3C0 rs.
a libra e 9* a arroba.
Caf do Cear muito superior a 280 rs. a li-
bra e 85'00 a arroba.
Caf do Rio, proprio para negocio, a 8*.
Arroz do Maranbloa 100 rs. a libra e 2*800
a arrota.
Arroz de Java a 80 rs. a libra e 25400 a
arroba.
Vellas de spermaceli a 560 rs. a libra e
540 rs. se for em caixa.
Vellas de carnauba refinada a 320 rs. o mas-
so e a 9* a arroba.
Doce de goiaba a 640 rs. o caixo.
Macarro, talharim e aielria a 480 rs. a li-
bra ; em caixa se faz abatimento.
Estrellinlia.pevide earroz demassa para sopa
a 600J-S. a libra e 35 a caixa com 6 libras.
Palitos de dente lixados com flor a 200 rs.
omasso, ditos lixados sem flor a 160 rs.
o masso cora 20 massinhos.
Gomma de engommar muito fina a 80rs. a.
libra. ,
Banha de porco refinada a 480 rs. a libra e
400 rs. em barril pequeo.
Charutos dos melhores fabricantes de S. F-
lix, em caixas inteiras ou em meias, de
1*600, 2* e 3*.
Mostarda ingleza em p, em frascos grandes,: Presuntos do reino, vindos de conta propria
a 1* cada um. de casa particular, a 400 rs. a libra; iutei-
Sal refinado a 500 rs. o pote. ro se faz abatimento.
C LA RUI
COMM
RA BO QUEFflAllO M. 45,
Passando o becco da Congregaco segunda casa.
TODA ATTE>CA AO VIGILASTE.
Custodio Jos Alves Guimares avisa ao respei-
lavel puhlico c aos mu freguezes, que achando-se
as obras da loja do Vigilante concluidas, e achan-
do-se as portas abenas a concorrencia do res-
peitavel puhlico, para assim apreciar o novo gallo
que se acha no espacoso e alegre campo, guarne-
cido das lindas flores e muitos outros objectos de
bom gosto, que tanto sastisfeilo se acha, aprsenla
o novo canto, chamando pelos seus freguezes que
venham ver para rrr, que s assim poderao apre-
ciar, e acharao um grande sortimento de fazendas
tendentes miudezas. tanto para grosso como para
relalho, que todos serio sonidos a vontade, mesmo
qualquer freguez de fra me nao possa vir a esla;
praca e queiram dirigir-se a este estabelecimento
fazendo seus pedidos por meio de cartas, e pode-
rao fazer que ser tudo romprido fielmente, puden-
do-sc fazer precos muito razoaveis, nao s pelas j
boas compras feitas nesta praca, como dos que |
recebe de sua propria conla, como dos que recebe
de consignacoes.
Fitas.
Fitas lavradas de lindos padrees de ns. 7 30
a peca 2*000.
Corros e bonetes para menino de I*o00 2*000. \
Tuuquinhas muito lindas para bantisados 1*000.
Manguitos, camisolas 3*000 e 4*000.
(lolinhas e punhos bordados l*T00 e 2*000.
(oavatinhas muito chique de 1*000 at 2*000.
Flores as mais linas do mercado de todas as qua-
lidades.
Kntre-meios c liras bordadas.
Caixinhas de costuras.
1.,'iixinhas para voltarete.
Caixas de tartaruga, brancas e pretas.
Cascarrilhas pretas e de cores.
Franja preta, larga propria para mantelete e
para rapa.
Fitas de laa e de todas as qualidades para de-
brum.
Meias de seda e de algodiio.
Bandejas de lodos os tamaitos e as mais finas
que ple haver neste mercado.
Voltas e brincos pretas.
Papel amisade de mozinhas e de outras quali-
dades.
Sabonetes de todas as qualidas.
Perfumaras dos melhores autores.
Espelhos e tocadores de todas as qualidades.
Transparentes muito lindos para janellas 6*.
Peales de bameba para desembaracar.
I'ilus lingindo caivetes.
Ditos de tres face-.
Ditos de inarliin e onin i|iialidades.
Ditos para alar cabello, tanto para senhora como
para menina.
Tesouras muito finas e grossas.
Papel alanoo finn, assim como muitos outros
objeclos nos se tornara enfadonbo annunciar.
Knl'eltCM para as senhoi'as.
Al que ('licuaran! os mullos desojados enfeites
com lacinhos de lilas para senhora pelo barato prc-
eo de l*.m
S nu Vigilante, ra do Crespo n. '_______
NOFIDADE.
Pereira Bocha A C. ac ibam de abrir na ra do Queimado n. 45 um armazem de molhados denominado Claiim Commercial,
onde o respeilavel publico encontrar sempre um completo sortimento dos melhores gneros que vem ao nosso mercado, os quaes
sero vendidos por precos muito resumidos como o respeitavel publico ver pela tabella abaixo mencionada ; guante-se o bom peso
e boa qualidade dos gneros comprados neste armazem.
Chourifas c paios muito novos a 800 rs. a Palitos do gaz a 2*200 rs. a grosa.
libra. Passas muilo novas a 480 rs. a libra.
Cevadinha de Franca muito superior a 220 Peras seccas muito novas a 600 rs. a libra.
rs. a libra. Pataco a 200 rs. a libra.
Cevada a 80 rs. a libra. Polvo secco muito novo a 400 rs. a libia.
Ervilhas portuguezas a 640 rs. a lata. .Presuntos de Lmelo em calda de aze.te e
dem seccas muito novas a 200 rs. a libra. I muito novo a 640 rs.
Arroz do Maranhao, da India e Java a 80 e
100 rs. a libra e 25400 a 25*00 rs. a ar-
roba.
Ameixas francezas em latas e em frascos a
15200 e 1*600 eem frasco:, grandes a
2*500.
Idom em caixinhas elegantemente enfeitadas
com ricas estampas no interior das caixas! Figos de comadre e do Douro cm caixinhas Queijos flamengos do ultimo vapor a 25'00
a 12500O,i*4OU, 15600 c 25.
Amendoas com casca muito novis a 280 rs.
a libra.
de oito libras e canastrinhas de 1 arroba a res.
1*800, 5*500 e 280 rs. a libra. dem pratoa 040 rs. a libra.
Farinha do Maranhao a 120 rs. a libra. Sal retinado em frascas de vidro a 600 rs.
Alpista a 160 rs. a libra e a 4*600 rs. a ar- Farinha de trigo a 120 rs. a libra.
roba.
Azeite doce francez muito fino em garrafas
grandes a 960 rs. a garrafa,
dem de Lisboa a 640 rs. a gairafa.
Araruta verdadeira de mataran; a 320 rs. a
cada um.
Sardinhas de Nantes a 320 rs.
libra.
Avelas muito grandes e nova> a 180 rs. a
libra.
Batatas muito novas a 40 rs.
Biscoutos inglezes de diversa; marcas a
1*300 rete.
Bolachinhas de soda, latas grandes, a 2* rs.
a lata.
Ditas inglezas muito novas a 3*000 a barri-
quinha e a 200 rs. a libra.
Banha de porco retinada a 440 rs. a libra e
eem barril a 4t0 rs.
Genebra de Hollanda verdadeira marca VD
a 560 rs. o frasco c 6*200 rs. a frasquei- Sag muilo alvo e novo a 260 rs. a libra.
| ra. Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra.
dem em garrafes de 3 e 5 galoes a 55500 Tijolos de mpar facas a i 40 rs.
' e 7*500 cada um com o garrafo. i Vellas de carnauba pura a 360 rs. a li-
I Gomma do Arccaty a 80 rs. a libra. bra.
Graixa a 100 rs. a lata e 1*100 rs. a duzia. dem stearinas muito superiores a 600 rs. a
Cha hysson, hnchin e perola a' 15600,
25500, 25800 e 35000 a libra. dem franceza muito nova a 560 rs. a libra,
dem preto muito superior a 2/000 rs. a l- e em barril tora abatimento.
bra. Massa de tomates em barril a 480 rs. a li-
Cerveja preta c branca, das memores marcas | bra.
que vem ao mercado, a 500 rs. a garrafa dem em lata a 040 rs.
Grao de luco a 150 rs. a libra.
Licores muito finos a 700 rs. a garrafa,
dem, qualidade especial e garrafas muito
grandes, a 1*800 rs. a garrafa,
dem garrafas mais pequeas a 800 rs.
dem, garrafa forma de pera e rolha de vi
dio, a 15000 rs., s a garrafa vale o di-
nheiro.
Manteiga ingleza perfeitamente flor, desem- dem em pipa, Porto, Lisboa e Figueira a
barcada de pouco a 800 rs. a libra, e de 8 480, 500 e 560 rs. a garrafa e 3*, 3*500
libras para cima se far urna differenca.
libra.
Vinho do Porlo engarrafado o melhor que
ha neste genero e de varias marcas, como
sejam : Velho de 1815, Duque do Porto,
Madeira, D. Pedro, D. Luiz I, Maria Pia,
Bocagc, Chamisso e outros a 800, 900 e
15000 a garrafa, e em caixa com urna du-
zia a *00O e 105000.
Queijos do ultimo vapor, muito frescos, a 1*300,
s no paleo do Paraso n. 10 oitao para a ra da
Florentina.
e 35800 a duzia.
Cognac ingles lino a 900 rs. a garrafa.
Conservas a 720 rs. o frasco,
dem, so de pepino, a 720 rs.
dem, s de azeitonas, a 750 rs.
Charutos dos melhores fabricantes da Babia
e especialmente da fabrica imperial de i
Marmelada imperial dos melhores conservei-
ros de Lisboa a 600 rs. a lata.
Marrasquinho de Zara, frascos grandes, a
800 rs.
dem regular a 500 rs.
Massas para sopa : macarro, talharim e ale-
tria a 480 rs.
Candido Ferreira Jorge da CoUa, a 15800, Nozes muito novas a 160 rs. a libra..
25000, 2 >200, 25500, 2*8'JO, 3*000 e
:t*500 a caixa.
Cal do Bio muito superior a 260, 280 e
300 rs. a libra e 7*300, 8* v. 85500 rs. a
arroba.
Peixe em latas preparado pela primeira arte
de cozinha a 1* rs. a lata.
Palitos de dentes a 160 rs. o masso.
Palitos de dentes a 120rs.
dem de flor a 200 rs.
e 4* a caada,
dem branco de Lisboa muito fino a 500 rs.
a garrafa,
dem de Bordeaux, Medoc e S. Juliena 700
e 800 rs. a garrafa, e 7*000 e 7*500 rs.
a duzia.
IdemMorganxeChateaaluminide 1854, a I*
a garrafa,
dem moscatel a 800 rs. a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 200 rs. a garrafa e
1*200 rs. a caada.
Kirsk garrafas muite grandes a 1*800 rs.
Alm dos gneros cima mencionados te-
mos grande porco de outros que deixartos
de mencionar, e que tudo ser vendido por
pecas e carnadas, tanto em porcoes como
relalho.
Quem comprar de 1005000 piro cima te-
r o abate de 5 por ceato.
I
WMSte


Diarlo de Pernamhnco --- He\i:\ felra 11 de Mano de tfSI.
ATTENCAO
9 IiARQO 1IO C A RRIO 9
GRANDE SORTIMENTO
DE
S-r-, pfZ
PARA A FESTA.
DUARTE & C.
Parlicipam aos seus numerosos freguezes e ao publico em geral que acabara de
receber de sua propria encommenda, o mais lindo e completo sortimento de molhados,
os quaes vendem por grosso e a retalbo por menos 10 por cento do que outro qualquer
annunciante, como ve rao pela seguinte tabella que abaixo notamos, garantindo os mes-
naos propietarios nao s o peso como a qualidade de seus gneros.
AVISO.
Todos ossenheres que comprarem para negocio ou casa particular de IOO para
cima tero mais 5 a 10 por cente de abat ment, os proprietarios scientiticam mais que
torios es seus gneros sito recebidos de sta propria encommenda, razSo esta para pede
veadjr por muito menos do que outro qialquer estabelecimento.
Vellas de carnauba e composico de 32o a
36o rs. a libra e de lo.ooo a U.ooo rs. a
arroba.
31111115^
ATTENCAO
AOS
DO
PROGRESISTA
RA DAS CRUJXES W. 36
E
RA DO CRESPO N. 9
.%* bairro de Santo Antonio.
Joaquina los Gomes de Souza tem a honra de participar ao respei-
tavel publico, que tem resolvido vender os seus gneros de primeira qualidade por menos
10 a 20 por cento do que outro qualquer anminciar, como se v do presente annuncie,
asseverando o proprietaro d'estes armazens a aquellas pessoas que frequentarem estes
estabelecimentos, que nunca tero occasiao de reclamar qualquer genero, visto ter-se
adoptado n'estas casas o ptimo svstema de s se negociar com gneros especialmente es-
colhidos.
Mantiga ingleza flor a 8o rs. a /bra.
Castsnhas muito novas a 2,ooo rs. a caixa, e
a 16o rs. a libra.
Bjlinho francez e em caixinhas de 7oo a
l.ioo rs. cada urna.
dem francesa a mais nova do mercado a 5">o
rs. a libra, e 54o rs. em barril.
dem de porce refinada muito alva 46o rs.
a libra.
Prezinto para fianbre a 8oo rs. a libra.
Cha uxim miu.linho vinJo de conta propria,
o melhor do mercado a 2,8oo rs. a libra,
dem hyson de superior qualidade a 2,6oo rs.
i ibra.
tsm perola o melhor que se pode desejai a
2,7oo rs. a libra.
dem preto muito fino a 2,5oo rs. a libra,
dem mais baixo pouco a 2,ooo rs. a libra,
dem mais baixo a l,8oo rs. a libra.
Yinln do Alto Douro vimiodo Portfl engor-
rando garante-se a superioridade deste vi-
Genebra de flollanda em botijas de conta a
410 rs. a botija, e em duzia ou em barrica
ter abatimento.
Massas para sopa macarro, talharim e aletria
a 48o rs. a libra e em caixa ter abati-
mento.
dem estrellinha, rodinha e pevide em earxi-
nhas de 8 libras, muito bem enfeitadas de
2,5ooa 3,5oo rs. a caixinha e a 6oo rs. a
libra.
Boce de goiaba em caixas de diversos tama-
nhos de 6oo a l.ooo rs. o caixo
Sabo-massa de 2oo a 24o rs. o melhor, em
caixa ter abatimento.
dem hespanhol a 28o rs. a libra.
Peixe em latas muito novo ; savel, pescada,
corvina, salmo e outras muitas qualidades
preparada de escabeche 2. a arte de cosi-
nha de I,2oo a i,8oo rs. a lata,
nno, das segumtes marcas : Duque, G;-Fgos em caixas de i arroba, |1e 8 libras
nuino, velho secco, especial lagrimas do- a 8>ono 4-000 e i000 rs. a ^ixinha.
ees de 1819. vinho especial D. Pedro Y., Barris rte vin|,0 branc0 je qunt0j marca p
vinlio vemo, Nctar superior de 1833, Da- pn10 a qq 000 rs 0 barrj[.
que do Porto de 1834, vinho do Porto ve- Marmelada imperial dos m mores conservei-
Hj superior, madeira secca de sopenjr ros je Lsboa a (ilu rs. a l.tinhade 1 bra,
qualidade, vinho do Porto superior D. La- ha latas de 1 e 2 libras
: de 1817, lagrimas do Douro espo- Massa de tomate em latas douradas de 1 libra
cial, vinho do Porto de l.oooa l,2oo rs. I a (}40 rs a |ajg
a garrafa o dj lo.ooo a 14,ooo rs. a caita Ameixas francezas em caixinhas elegante-
com urna duzia. mente enfeitadas de l.ooo a 3.ooo rs. a
Bolaihiuli i de soda especial encommenda e a caixinha, tambem ha latas de 1 Vt a 6 li-
mis nova que ha no mercado a 2,2oo rs. a bras de 1,2oo a 4,5oo rs. a lata.
, ,a!a- dem em frascos com tampa de rosca a l,6oo
B:scoitoj mglezes das melhores marcas em rs. 0 trasto.
latinhasde i libras a l,3oo rs. a lata. 'Chocolate portuguez, hespanhol, francez e
Ideas inglezes craknel em latas de 5 e 7 libras suisso a l,2oo rs. a libra,
de 5,ooo a 6.000 rs. a lata, e em libra a Conservas ingezas das seg'uintts marcase
800 rs. Mi xde-Picles e cebollas simples a 75o rs
Queros do reino chegados pelo ultimo vapir 0 frasco.
a2,5oors. cada um. JAncoretas de vinho colares a 5o,ooors., e
dem prato a ;oo rs. a libra. a 70 rs a garr;l;
VinliD em pipa das mais acreditadas mareas Sardinhas de Mantel a 32o rs. a latinha.
como sejamBA F., PRR, JAA, outris Charutos das mais acreditadas marcas de
m ritas marcas, Porto, Lisboa e Figueira ; 2,5oo a 4.000 rs. a caixa.
de 48o, 5oo, 56o, 64o e 800, rs., e o do Champagnhe a melhor do mercado de 12,ooo
Porto tino em garrafa, e em ornada a a 2 l.ooo rs. ogigo, ede l,2ooa2,ooors. a
Acaba de resaber de sua propria encommenda um grande e v;riado sortimento
de mamados todos primorosamente escomidos, por isso apressa-se c proprietaro em
Offerecer aos seus freguezes e ao publico em geral a seguinte tabella des seus gneros e
resumidos precos, aliancaiub todo e qualquer .'enero vendido neste hjm conhecido ar-
ma/.em.
Pede-se toda attenciio.
O proprielario pede a todos os sentares cheles de familia e ao publico em geral
que nao deixem pasear desapercibida a seguinte tabella:
AVISO.
Neste armazem c no largo do Girino n. ), armazem Progressive, rerebem-se as
libras que vulgarmente correm do commercio por 84800 a 95, o proprietario em seos
armazens da-lhee este valor, sendo em pagamento, eistopara evitar COBinsOes em trocos.
CHA
hysson, uxim e perola a 2.400, 2,600 e
2,800 rs. a libra.
CAF
muito superior, do Rio e do Ceara a 8,000
e 8,400 a araoba e 300 rs. a libra.
VINHO
de Lisboa e da Figueira a 3,500 e 4,000 a
a caada,
do Porto engarrafado de diversas marcas a
1.000 rs. a garrafa.
Bordeaux de diversas qualidades a 7,000,
8,000, 9,000 e 100 a duzia.
CIIAMPANHE
CONSERVAS
inglezas a 8,500 a duzia e 760 rs. o frasco.
SAL REFINADO
em frascos de vidre com tres libras a 600 rs.
PEIXE
em latas ermeticamente lacradas a 1,000
rs. cada urna.
PORVOS
do Porto muito bem conservados a 500 rs.
a libra.
MUSTARDA
preparada muito nova a 400 rs. o frasco.
MARMELADA
dos melhores conserveiros a 640 rs. a libra.
ESPERMACETE
a melhor que temos neste mercado a 20,000 muit0 superior a 560 rs. a libra, e em caixa
I Manteiga ingleza perfeitamente Afir, a 800 rs,
I e em barril a 78o rs.
i dem franceza a 54o rs. a libra, e 500 rs.
sendo em barril.
Cha uxim a 2,7oo rs. a libra, e de 8 libras
para cima a 2.600.
rs. a duzia 1,000 rs. a girrafa, garante-se
que 6 os melhores que tt mos tido no mer-
cado,
assas em caixas de 1 arroba'/ */
3,6oo e l,9oo rs. a caixa. e 4oors. a libra
garante-se seren muito novas, e gratulas,
dem perola a 2,8oo rs. e de 8 libras para dem corinthias proprias pira podim a 800
cuna a2,7oo, rs. a libra,
dem hysson o mais superior que se pode Marmeladas dos mais afamados fabricantes de
desejar a 2,6oo e de 8 libras para dina Lisboa a 600 rs. a libisi
a 2,6oo rs. Enilhas seras muito novas a 16o rs. a libra,
dem menos superior a 2.4oo e de 8 libras Grao de bico muito novo a 16o rs. a libra.
para cima a 2,3oors. Enilhas francezas em latas a 600 rs.
dem proprio para negocio a 2,3*0, de 8 li- Potes com sal refinado a I80 rs.
bras para cima a 2,2oo. Fumo de chapa americano 1 l,4oo rs. a libra
dem do Rio em latas de 2, 4, 6 e 8 libras fazenda especial.
cada urna a 2, 3. 3,5oo 4,80o rs. a lata. Presunto para fiambre inglezes a 7oo e 800
dem preto o melhor que se pode desejar rs. a libra.
neste genero a 2,800 rs. Chouricas e paios mnito nr vos a 64o a libra,
dem menos superior a esse que se vende Batatas muito novas em gi;os de 34 libra a
por. 2 e 2.I00. a 4,800 rs. a libra. i l.ooo rs. e 60 rs. a fibra.
dem mais baixo hoin para negocio a I,5oo Massas para sopa macarrao. talharim aletria
rs. a libra. a 4oo rs. a libra,
dem miudinho proprio para negocio a l.ooo Cognac verdadeiro inglez a 8,5oo rs. a caixa
rs. a libra. e 800 rs. a garrafa.
Queijos do reino chegados ueste ultimo va- Mein francez a 7,000 rs. a duzia e 7oo rs. a
por a 2.5oo. garrafa,
dem mais seceos viudos por navio a l,7oo. Charutos em grande quautidade e de todos os
dem pialo es melhores e mais frescas do fabricantes mais a crediados a l,5oo,
mercado a 78o rs. a libra. 2,ooo. 2,.'oo, 3,000 e 4,ooo rs. a caixa,
dem londrino a6oois., e sendo inteiro a' os mais baixos sao dos qw por ahi se ven
oo rs. a libra, vende-se por este preco dem a 2,ooo e 2,5oo rs.
peta porfo que temos em ser. Caf de premeira qualidade a 8,5oo rs. a ar-
Biscoitos em latas de 2 libran das segninles roba e 28o rs. a libra.
marcas : Osborne, CraUntl, Mixed, Victo- dem de segunda qualidade a 8,2oo rs. a ar-
ria. Pec-nic, Fance, Machine e outras mu-; roba e 26o rs. a iibra.
rs. o gigo.
CERVEJA
muito superior a 5,000, 5,500 e 6,000 rs. a
duzia.
a 550 rs.
CHARUTOS
da Baha a 1,600. 2,200, 3,000 e 4,000 rs.
a caixa.
TOUCINIIO
muito novo a 9,000 rs. a arroba e 300 rs. a
GENEBRA
de Hollanda em frasqueiras a 5,500 c 500 ,lbra-
rs. O frasco. LRVILHAS SECCAS
as nais novas do mercado a 120 rs. a libra.
de soda em latas grandes a 2.000 rs. cada ., ?^}T0S*t*k MESA
uma. i muito bem fetos a 160 rs. o maco.
inglezas em barricas a 4,000 e 210 rs. a' VINAGRE
libra. de Lisboa PRR a 240 rs. a garrafa e 1.600
3,000, 3,5oo, 4,08') e 6,5oo rs. o melhor
do Porto.
dem Bordoaux das muis acreditadas marcas
a 7oo rs. a garrafa, e a 8,000 rs. a caixa.
Garrames com 5 garrafas de superior vinho
do Porto a 2,2oo rs. com o garrafo.
dem com 5 garrafa de vinho da Figueira ma is Ml'hr, alPlsta e Pa,nso ^ <>o a 2oo rs. a li-
ga rrafa.
Papel greve pautado ou liso a 3,5oo rs. a res-
ma.
dem ile peso pautado ou lizo de 3,5oo a
4,000 rs. a resma.
Gomma muilo fina e alva a 80 rs. a libra.
tas a 1,3oo c 1 4oo rs.
Polvos chegados ltimamente do Porlo a 32o
rs. a libra,
dem em latas grandes a 2,ooo rs. a lata.
B'ilacliinlia de Ci-aknel em latas de 5 libras
bruto a i.ooo rs.
dem inglezas em barricas a mais nova do
mercado a 2,5oo rs, a barrica e 2io rs. a
libra.
Arroz do Maianhao a loors a libra, 3,ooo rs.
a arroba.
dem da India muito superior a 2,!)oo rs. a
arroba, e loo rs. a libra
dem mais baixo redondo a 2,6oo rs. a libra.
dem da ludia eomprido a ;i,4oo rs. a arro-
ba, e 80 rs. a libra.
Vellas de carnauba do Aracaty a 0,5oo rs. ar-
roba, e 36o rs. a libra.
bra.
rs. a
proprio para a nossa estaco por ser mais ... ',, aa "
fresco a 2,4oo rs. com o garrafo. IPal'J 'f a 2'2o rs-a rosa e 2o
"Si^SSET^ Vaagre a l,2 "iV^^'^de^iGlibrasvas^,muito
proprio para deposito de doce manteiga
ou outro qualquer liquido de l.ooo a
3,ooo rs. cada um.
Licores das melhores marcas e mais finos
a 1.000 rs. a garrafa e era caixa ter abat-
lSf ahatilnent,, Pr hav,!r Co^c verdadeiro inglez a 9oo rs. a garrafa
e lo,5oo rs. a caixa.
a 61o r>. Chouricas as mais frescas do mercado a 800
rs a libra.
Vinho bran:o o mais superior que vem 10
nosso mercado a 56ers. agarrafa, e a
i.-loo rs. a (aada.
Velas de esparmacate as melhores neste ge-
nero de 56o a 61o rs. o maco, e em cai-
grande porcSo.
Azeite doce em barril muito fino
a garrafa e 4,800 a caada.
dem francez retiido a 800 rs. a garrafa. Genebra de laranji em frascos grandes a
Eivi'has francezas e purluguezas a 6io rs. a l.ooo rs. o frasco.
la a. Serveja das mais acreditadas marcas de
Bocetas eom doces seceos de Lisboa de 3oo; 5,5oo a 6,5oo a du/.ia e de mais a 5oo rs.
a :j,5)o rs. cada uma. agarrafa.
Toucinho deLisboa a 3oo rs. a libra, e a dem em botijas e meia, sendo preta da
oo js. a arroba. muito credtada marca T de 6,5oo a 7,8oo
9 muito novas a 160 rs. a libra e 4,8co; rs a duzia.
rs. a arroba. i Ceblas cmmolhos grandes a 8oooraolho
Caf de l.1, 2.1 e 3.* qualidade de 26o, 3ooi 640 o cento, e a 6,5oo rs. a caixa
e 36o rs. a libra, doCear de7,8oo, 8,600, Pimenta do reino a 31o rs. a libra.
e 9.2oo rs. a arroba do melhor. Farinha do Maranho a 14o rs. a libra.
Arroz da India, Java e.Maranhao de 2.800 a. Tijolo para limpar facas a 16o rs. cada um.
3:ooo a arroba, e de 80 a loo rs. a libr;. Cominho a 4oo rs. a libra.
Pastas muito novas a 8,5oo a caixa e 5oo Erva doce a libra.
a libra, ha caixas meiase quartos. iCanella a l.ooo rs.a libra.
Sevadinha de Franca a 24o rs. a libra. Batatas a l.ooo rs. o gigo com 32 libras liqui-
Sagj muito novo a 28o rs. a libra. das e 3,ooo rs. a caixa deduas arrobas.
FABINHA FONTANA.
I ,u inlia da muito acrcla a marca
Fontana desembarca 'a hoje, vends-sp
l>u preco mais coraraorlo do que em
q talqucr outra paite : na ra da Cruz
n. 4 casa de N. U. Itieber & C. succes-
tanQ _
Branca cm mafa,
Vende-se em latas de 28 libras o melh<>: que po-
.1 21") r:i. a libra, a dinheiro : na ra
lana Reeario a. 'i'i.
\E\DE-SE
fnnnha de mangioca em saceos de dous alqoeiies,
I'ir jireeo convMdo: na na do Ainnrim n, VI,
anna/.-in d Haooel P"ei oandes da (>)sia & C.
Iiihame.
Vende-se inhames muito novos a 20 rs. a libi*,
imm acabar: na ruado Imperador tabernan
fo.
Vi'nda de urna hypotheca.
Os liquidalarios da massa fallida de
Jos Antn o Hasto vci.dcm a liypothe
ca que tem nos e;xenlios Matto Gruss
c Cajabuss no 'ermo de Serinhem no
valor de 31:8335911 rs.; tratar as
casis a ra do Trapiche n. 34.
tLDEblsBOi
Vcudcun-sc ?>jitIs coiu cal Ick-
iaprocedencia, empedra. chega-
ila hoje, c isalca nova, quehano
mercado, na i'isa do Trapiche n.
1:3. armazem de .Uanoel Teixel-
ra Kasto.________________________
Cal de Lishoa c poas.va da
ItnMsia.
Vi .l >-se na ma da Cadel* do Recite n. 26, para
onde se inudoii oanligo e acreditado deposito da
ni ra n. 12, ambos os gneros sao novse
hgilinios, e se vendem a preco mais barato do que
Otra q nal juer, parte.
Cartees com bolas francezas propros para dem de sebo muito dura linjiodo esparmace-
le 38o rs. ;i IIt;i.
dem do espamacete a 54o rs. a libra, e em
caixa a 'il'i rs.
Papel o mentor que se pode desejar para os
Sis. empregadospnblicos a 5,ooo rs.a res-
ma, j.i se venden por 7.000 rs.
Idemaimaco [laiiladoe liso.13,000 rs. a resma.
dem de peso pautada e liso a3,ooors. a
resma.
dem a zul de botica ou fugueleiroa 2,2oo rs.
a resuu.
(dem embramo de l,2ooa 1, loors. a resma.
Ameixas francezas em latas de i 'i libran
l.-iiin c 800 rs. a libra.
Idtin em frasciis de 3 libras 1 2,5oo rs., s o
frasco valle 1,00o rs. tai ibeni lemos em
fiascos para t,4oo rs.
mimos ou para aojos que vio as procis-
soes a tino rs. cada 11111.
Perasseccas asmis novas do mercado a loo
rs. a libra.
Figos de comadre em litas de l e 8 libras
lacradas hermticamente a l,4oo e2,2oo
rs. n lata.
dem em caixinhas de 8 libras a 1,800, e
21o rs. a libra.
Nozes muilo novas a 110 rs. a libra, e 4,000
rs. a arroba.
Amendoas confeitadas a 9oo rs. a libra.
dem de rasca mole a 32o rs.
Vinlins engarrafados no Porto e Lisboa das
seguintes marcas : duque, genuino, velho
secco especial, lagrimas doces, violto es-
pecial l). Pedio V, nctar superior de
BISCOUTOS
em latas de todas as qualidades, a 1,300 rs.
cada lata.
ARROZ
da India e do Maranho a 2,600 e 8,000 a
arroba e lOOrs. a libra.
CEVADA
muito nova a 2,500 a arroba e 100 rs. a
libra.
GOMMA.
muito superior em saceos com quatro arro-
bas a 2,000 e 100 rs. a libra.
CASTANHAS
piladas muito novas a 320 rs. a libra.
PASSAS
as mais novas do mercado a 8,000 a caixa e
e 500 rs. a libra.
AMEIXAS
francezas em latas de 1 e i\i libra a 1,000
rs. a libra.
SARDINHAS
de Nantes muito novas a 300 rs. a lata.
rs. a caada.
AMENDOAS DE CASCA
as mais novas do mercado a 240 rs. a libra.
FARINHA DE ARARUTA
verdadeira e muito nova a 400 rs. a libra e
10,000 rs.a arroba.
ERVA DOCE
muito nova a 300 rs. a libra e 9,000 rs. a
arroba.
COMINHOS
os rnais novos e mais superiores a 400 rs. a
libra.
NOZES
muito novas a 160 a libra e 5,000 rs. a ar-
roba.
SAG
o melhor que pode haver neste genero a
20rs. a libra.
MASSA DE TOMATE
em latinhas de 1 libra por 600 rs. a lata.
' SABAO MASSA
neste genero lia sempre tm grande sorti-
mento variando o preco de 120 a 240 rs.
por libra.
JJIAIS ATTJBPf^lO !
Existe alm d'estes gneros, um explendido sortimento de phosphoros, fumo, al-
pista, peras em calda e seccas. figos, copos finos para agua, massas para sopa, azeite, ca-
nella, pimenta, velas de carnauba, banha de porco, papel, e outros muitos gneros, de es-
tiva, que todos sero vendidos por mdicos preces.
Tendo o proprielario d^s armazens do progressista deliberado nao concorda
com a liga da Unio Commercial, Clarim, Allianca, etc., etc., etc., declara que s con-
corda em alliar-se aos seus freguezes, fazendo com estes uma liga de interesses recprocos'
tendo os seus alliados a faculda le de comprarem por precos muito em conta o bom fiam-
bre, o formidavel queijo e a saborosa bolachinhi de sola, que fazem uma boa allianca
com a superior champanhe e o porto fino, nicos que sabem imitar a uniao destes ar-
mazens com os seus concurrentes. Vinde, senbores, a js armazens, aonde podis d'en-
tre um muito explendido sortimento de saborosrs alimentos, escollierdes os que nuis
vos apetecer, certos de que nunca tereis occasiao de arrepender-vos de gastar o voseo
dinbeiro nestes estabelecimentos.
1833, duque do Pwto de 1831, vinho do Conservas inglezas a Too rs. o frasco.
Porto, velho superior, madeira secca. Por- Mullios inglezes a 800 c 1.01 o rs. O frasco.
to superior I). Luiz I, e nutras militas
arcas, em caixa de uma duzia a 10,000 e
9oo rs. a garrafa.
dem branco de uva pura a 64o rs. a garra-
fa e 4,000 a caada.
dem superior a 5oe rs, a garrafa e 3,2oo rs.
a caada.
dem em pipa l'orto, Lisboa e Figueira das
marcas mais acreditadas a 3,8oo a caada
e 800 rs, a garrafa.
dem de marcas pouco conbecidas a 4oo rs.
a garrafa e 3,000 rs. a caada.
Especial vinho Lav ado seni a mais pequea
composico a 'M a garrafa e 4.000 rs. a
caada.
Pomada a 200 rs. a duzia, sevada muilo no-
va a 81) rs. a libra, e 2,000 a arroba.
Garrafies com 1 \* garrafas de vinho supe-
rior a 2,5oo rs. com o garrafo.
dem com 4 di las de venagre a 1,00o rs. o
garrafo.
Vinagre PRR em ancorlas de 9 caadas a
I-*},000 rs. com aaneoreta
dem en pipa puro sem o botismo a 2oo rs.
a garrafa e l,4oo rs. a caada.
Caixas com 1 du/.ia da gnalas de vinho Bor-
deaux fazenda muilo especial a 0.800 rs.
a caixa e Ton rs. a gnala.
Licores francezes e portugueses das seguin-
tes marcas creme de violetas, geroQes, ro-
Mostarda preparada em pot-s muito nova a
2oo rs.
Latas com 2a 4 libras de caj secco o mais
bem arranjado possivel 1 1,80o e 2,8oo
rs. a lata.
Serveja Bon. Tenerte verdadeira a 6,800 rs.
a duzia.
dem de outras marcas preta e branca a 5,5oo
e 6,000 rs. a duzia inleiras.
Vassouras de piassava com i arcos de ferro
viudas do Porlo a 320 rs.
Cebollas moho novas aSoocs. o molhoe 5oo
rs. o cents*.
Chocolate portuguez hesparhol e francez de
800 a 1,000 rs. a libra.
Genebra de Hollouda em fra-queiras a 6,ooo
e 56o re. o frasco,
hlem embotijas a loo rs-
dem em garrafoes de 11 gai rafas a 5,2oo rs.
Palitos do gaz a 2,2oo rs. a groa e 2o rs. a
caixa.
dem de dentes lixados em macos grandes
com 2o rs o machines a 12o rs. o masso.'
Cuininhos muilo novos a32ors. a libra e i
lo.ooo a arroba.
Sag muilo novo a 21o rs. 1 libra.
Cevadinha de Franca a I80 rs. a libra,
Milho aloisia a leo rs. a Tura e i,5oo rs. a
arroba.
ROUPA FEITA
NO
innizEn
BE
$Wm ii TOftfc
I
4=
49
LETREIRO VBDE.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de
todas as qualidades, tambem se manda fazer por medida, vontade dos concur-
rentes, para o que tem um dos melhores professores, assim como tambem tem um
grande e variado sortimento de fazendas de todas as qualidades, para senhoras,
homens e meninos.
Casacas de panno preto, 35$ e 30(5000 Ditos de setim preto. .
Sobrecasacas dem, 30-J e 25,5000 Ditos de n^ e seda branc0,
SfjOOOJ
Gomma a 80 rs a libra e'., loo a arroba,
sa, 1 lisilo vespeiro, amor perfeto, amen-' Peixes em latas a l,o 10 rs. 1 lat ji prompto
tina amarga, percicot. de Tarn, Rotefim, I acomer-se.
ntorangos. liuiao. caf, laranja, cid-a. gin- I', relio de Lisboa marca M, eRatO saceos
ja. canella, cravo, rlela [(menta a l.ooo1 grandes a 1,000 rs. !
Capas pretaa /\TTF\rIfl
A' luja do Porto, na es-iuina da roa di Madre do .111 '' *y rl"
Deas, acaba de enegar um completo sortimento de
ricas capas preta*, o sontamb rques enfitados Vcndcm-sc saceos muito (raudos com milho
com o nulbof gosto, e por preco oommedo ; lana- moito aovo, o melhor oe ha no mercado, por pre-
lMii tom um eompleto nrlimento de ronpas Mas en rommodo, eada sacco d n me dos .lo Maman-
tcateados, bem romo bonevoim de edres para os geape: 1 iraiar ta trapiche i.lfandefado de Ca-
meninos poderom ir as procisedes. millo Lemos, ra do Trapiche.
Paletos idem e de cores, 25l,
205, 15,5 e......IOiJOOO
Ditos de casemira, 20)5, 15,-L
M, 10,5 e......
Ditos de alpaca, 5d, 45 e .
Ditos ditos pretos, 95, 75,
55. 4;> e......
Ditos de brim e ganga de co-
res, 45500, 45, 35500 e. .
Ditos branco de linho, 65, 55 e
Ditos de merino preto de cor-
dao, 105, 75 e.....
Calcas de casemira preta, 125,
105, 85 e......
Ditas de cores, 95, 85 e. .
Ditas de meia casemira de co-
res, 55000 e.....
Ditas de princeza e merino pre-
to de cordo, 15500 e. ,
Ditas de brim branco e de co-
res, 55, 45500, 45 e .
Ditas de ganga de cores, 35 c
Cohetes de velludo preto e de
65
Dilos de gorguro de seda
pretos e de cores, 65, 55 e
Cohetes de fustSo e brim bran-
co, 35500,35 e .
Seroulas de brim de linho,
25400 e ......
Ditas de algod5o, 15600 e. .
Camisas de peitos de linho,
W, 35 e......
Ditas de madapolo, 25500,
25e. 15600
Chapeos de massa, pretos fran-
75000 cezes, 105, 95e. .
75000 Ditos de filtro, 55. 45.. 35500 e
iDitcs de sol, de seda, 125,
115, 75 e......
Collarinhos de linho fino, ulti-
ma moda.......
Sortimento completo de grava-
tas.
25500 Toalhas para rosto, duzia, 115,
75000
35500
35500'
35000
45000
1
i
55000
45000
45000
25500
55000g
45000*1
25500
25000
15400
25500
85500
25000
65000
610
5
75000
e........
cores, 95 e......75000 Chapeos deso, de alpaca, pre-
Ditos de casemira preta, 55 e 45000 tos e de cores.....45000
Ditos de ditas de cores 55 Lenccs de linho.....35000
45 e........35500 Cobertas de chita chineza.. 25000


Diarlo de Prraaaarmcx Ko&ta fclra I i de Marco 4c 14.

k-
Grande li(iuidacio
le lateadas aa laja daPava, ra |da Imperalriz n.
60, de fon i Silva.
AcOa-se este eslabeleci ment completamente so -
dode fazendas raglezas, francezas, allemaes e
suissas. proprias tanto para a praca como para o
mato, prometiendo vender-so mais barato do que
ata outra qualquer parte principalmente sendo ein
porfi e de todas as fazendas dfto-se as amostras
ileixando ficar penlior ou mandam-se levar em ca-
sa pelos caixeiros da loja do Pavao.
As chitas do Pavao.
Vendem-se superiores coilas clarase escuras pe-
le barato preco de 240 e 280 rs. sendo tintas se gt>
res, ditas francezas finas a 320, 340, 360, 400 e
OO rs., o covado, ditas protas largas e eslreitas,
riacadoa eaoocexea linos a 240 rs.o covado, islo n
loja do Pavao roa da linpcratriz n. 60 de (ama i
Aseassas do Pava* a 210, 280, 300 e 330 r*.
Vendem-se Onissimas cassas persianas cores fi-
fias a 320 rs. o covado,ditas francezas muito nas
:i 240 o 280 rs.. diUs ingieras a 240 e 280 rs. >
ovado, Qnissiino organuy matisado com desenlio*
iiiudinlios a 320 rs. o covado, cassas garibaldina
muito linas a 320 rs., isto na loja do Pavao ra d;i
Imperatriz o. 60, de Gama A Silva.
As laziulias da ei|>osicao de Pavao.
Vendem-se as mais modernas laazinhas mossan-
tique chegadas pelo ultimo vapor francez sendo
i urna s cor ou de listas miudinhas com 4 pal
nos de largura, proprias para vestido de senhora, i Quei:os novos dovapor.
loupa para meninos e capas, e pelo baralissimo' -
preco de 500 rs o cAado, ditas eofesladas trans
prenles do ipiadriurtos a 300, 400 e 360 rs. o co-
vado, ditas matisadas muito finas a 500 e 400 rs.
ditas mais baratas do que chita lambem matisadas
a 320 rs. o covado, ditas a Mara Pia com palm;
de seda e 4 palmos de largura a 800 rs. o covado.
e ditas de umas cor parda, azul, cor de lyrio i
perola praprfai para vestidos, sautembarques e
giribaldes a 720 rs. o covado, ditas escocozas a
8i)0 e 400 rs isto s na loja do Pavio, ra da Im-
p.-raiz n. 60, de Gama 4Silva.
Os chales da Pavio.
Vendem-se finos chales de crein estampados
p?lo barato preco de 65, 75, 85. ditos de ponta re-
donda a 75 e 85, ditos pretos ricamente bordados
a retroz com vidrilho a 125, ditos pretos lisos al
5, ditos de cores a 45300e 55, ditos de merino'.
estampados a 25 o 35, ditos de lia a 15280 e 25,
ditos de retroz preto para luto a 65, isto na loja
do Pavao ra da Imperatriz n. 60, de Gama & !
Silva.
Faieadas retas vara a qnaresmj vende o Pava.
Vjale-se grostleraplc preto muito superior a
15600, dito a 14800, 25, 25500, 2**) i e 35, mo-
reantiqm- preto muito superior a 35 e 25800, sar-
ja piola hesoanhola muito encornada a 25, isto na
loja do Pavao ra da Imperatriz n. 60, de Gama
& Silva.
Pavao vende para Inte.
Vende-se superior setim da China fazenda toda
de la sem lustro leudo 6 palmos de largura pro-
prio para vestidos, paletots, capas etc., pelo bara-
to |reco de 25, 25200, 25503 o covado, cassas
prstas lisas, chitas preta* largas e cstreius, chales
de merino lisos e bordados a vidrilho, manguitos
com gollinhas eoutros Mtftos artigos que se ven-
dempor precos razuveis: na loja do Pavao ra
POR ME\0S 1)E HEZ POII CEMO.
CONSERVATIVO
DE
joioiin muAo don savroa
23-Largo do Terco-23.
O proprietario deste armazem de molhados vende os seus ja bem conhecidos gneros de pri-
meira qualidade por menos de dez por cento do que em outra qualquer parte, garantindo-se a supe-
rior qualidade.
Nao se diz o preco para nao espantar.
Vkiho das melhores marcas.
Manteiga ingleza flor.
dem franceza.
Banha de porco refinada.
Vellas de spermacete.
dem de carnauba.
Caf bom do Rio.
dem superiar doCcar.
Toucinho de Lisboa.
Cha de diversas qualidades.
Milho alpista limpo.
Gomma de engommar alva.
Salmo de diveisas qualidades.
Chouricas muito novas.
Arroz de diversos precos.
Ser/eja das melhores marcas.
Sardinhas e Nanles novas.
Genebra de laranja superior,
dem do Uollauda marca Gallo.
Phosphoros do gaz.
Bolachinba ingleza em barricas.
Passas muito novas.
Figos de primeira qualidade.
Risroutos e bolachinhas de soda.
Charutos de diversas qualidades.
Alm dos gneros annunciados existem outros muitos que eufadonho menciona-los, a dinhei-
ro contado.
GRANGEIASantiblennorrhagicas de DUNAND
ex-INT. oo HOSP. dos VENREOS de PARS -1? PREMIO 1854
Superiores i todas as prepara^Aes conuecidas at boje contra as Gonorrhaai e Blennorrh(Ui as mais inlcnsas t rtbelU*.
Efltiio seguro eprompto, sem nauseas, nem clicas, nem tremor. Facis a tomar em segretio sem tisana.
Injecco curativa e preservativa
InfaUtval, cura com rapidez $em ilort os escorrimento contagiosos de ambos sesos. ora* brancas. Adstringentt
balsmica asn cmiiiaaVaafe, onilica os tegumentos o* preserva de qualquer iliterario. PARIS, 5, rae 4* Mrckt-ShBnr.
Deposito geral em Pernambuco ra da Cruz n. 22 em casa de Caros 4 Barboza
LOJA DO BEIJA FLOR.
da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
Os paiaas de Pava.
Veade-se panno preto muito superior pelo barato
proco le 25, 25500,35 e 3>"00, ditos muito tinos a'
45 55 e 65, cortes de casemira prela entestada a
45, 45900 e 65, caemira preta fina de urna s
lariruramuito fina a 15**. 25, 25)00 e 35, cor-
tes de caseinira do cor a 55, 55'jOO e 65, casemi-
ras entestadas de ama s cor proprias para caiga,
pal-lrts, colletes, capas para senhora, roopas para
MHiaos a 35 e 3)500 o covado, isto na loia do
Pavao, ra da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
\ reapa do favie.
\ ende:n-se paletots de panno preto sobrecasa-
MS fazenda muito boa a 123. ditos muito finos a
165. 20>, 235 e 305, calcas de casemira preta boa
(atoada a 45500,55, 65, 75 e 85, paletots saceos ,
te fjanno preto a 75, ditos de casemira de cor a
65 e 75, Utos do alpaca preta, ditos de merino
Itre.Aj, ditos do brlm de cores, calcas de casemira
le cor a 45, 35,65 75, ditos de caxemira da
Escissu a 15, ditos de Mi pard) a 2550, ditos
de car a 25 e 25)00, ditos brunos muito finos,
sto na loja do Pavao, roa da Imperatriz u. 60, de
Gama & Silva.
9 bardadas da I*av5a.
Vendem-se camisinhae de cainbraia muito linas
com manguitos golas muito bm bordadas pelo
Danto preco de 15280, ditas de lit a 15, ricas
pelerinas ou remoiras brdalas a 15600 e 25, su-
periores manguitos com golla e a bal fio a 35 e 45,
fiend j muito bem bardados e os mais modernos
que ha no mercado, manguitos e camisinhas a 35
e 3>>300, gollinhas linissiioas do cambraia a 300,
ditai.de fil a 240 e M) rs.. pecas de entremeios
com 3 varas a CIO rs., tiras bordadas a 15, e ou-
tros tauitos artigos ueste genero que se venJem
mais barato do que em outra qualquer part : s
na loja do Pavao, ra da Imperatriz n. 60, de Ga-
ma & Silra. l
As capas de Pava*.
Vendem-se ricas capas de seda preta ricameute |
eufei'.adas, sendo as mais modernas pelo barato
prec. de 205, 255, 305 e 405, santemharques de i
ada preU sendo ricamente enditados a 205, 235
e 3Jj : na loja do Pavao ra da Imperatriz a. 60,!
e Gima & Silva.
As caaitraias do Pavao.
Vo.idem-te pecas de cambraia muito fina com
salpir ostendo 8 i\i varas cada peca a 35500. ditas
a 35 e 35500, ditas adamronlas muilo finas pro-
prias para cortinados a 35, din.- a 45, pecas de
cambraia brancas lisas far.enda muito lina com K
i|2 varas a 35500, 45, 45500, 55, ditas de qua-
dros iiroprias para forro e babados por precos mui-
lo razoaveis: na loja do Pavo ra da Imperalriz.
Os cortinado* do pavo.
Vendem-se ricos cortinados proprios para janel-
la e canias pelo barato preco de 95 o par, seudo o
mulhor que ha no mercado : na ra da Imperatriz
n. 60, de Gima & Silva.
Panno de liiko.
Vei de-se pinno de linho cora 4 palmos di; lar-
gura jjroprio para lences, toalhas e ceroulas pelo
BiraUi preco de 640 rs. a vara, bramante de linho
co;n 10 palmos de largura a 25301), algodaotlnho
monsiro com 8 palmos de largura a 15, pecas de
Manilargo com 20 varas a 95, 105 c 115, pecas de
madapolao fino a 75300, 85, 95 e 105, diUs de
algodozinho a 65, 65500 e 75- c ouiras muitas
fazonjas brancas que se vendem muito baratas
ailm as apurar dinheiro : na loja do Pavao ra da
luipcritrk n. 6 >. de 'lama & Silva,
As colchas do Pavao.
Vendem-se colchas de linho al.-oclioadas pro-
prias para cuna pelo barato preco de 55 cada nina
na ra da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva
Corles de cassa a 34300.
Ven lem-se cortes de cambraia com babados a
35500 : na loja do Pavo ra da Imperatriz n. 60.
i iama & Silva.
O Pavao vende laazinhas prelas.
Venlem-se laazinhas pretas a 200 rs. o covado :
na loja do Pavao ra da Imperatriz n. 60, de Ga-
ma S Silva.
A Mara Pia.
O Pavo oend a 8$
Vendem-ee os mais lindos cortes de vestidos a
Mara 'ia com lindas barras de seda, sendo che-
g.idos |ielo ultimo vapor francez t*lo barato preco)
te 85 cada nm : s na loja do Pavo ra da Im-
p-'iatri'. n. 60, de Gama & Silva.
As calcinhas do Pavo.
Vendem-se calcinhas de cambraia bordadas pa-
ra meninas pelo barato preco de 500 e 640 rs.,
n.tanguitos para senhora e meninas a 500, 640 e
8..0 rs., camisinhas com manguitos a 15280 : na
oja de Pavo ra da Imperalriz n. 60.
Os baloes do Pavo.
Vendem-se crinolinas ou bales de 30 arcos Un-
to bramos como de cores sendo americanos que
sao os melhores por se nao quebrarem a 35300 e
de 35 arcos a 45, ditos de musselina com babados
a 45, ditos para menina a 25 e 35 : o loja do
I'.ivjo ra da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
Os rorpinhos do Paii
VenditrM os mais modernos corpinhos de cam-
braia ricamente bordados c enteiudos a 7 e 85 ;
na loja lo Pavo, ra da Imperatriz n. 60, de Ga-
ma & Silra.
Os veslidos 4o Pavio
Vend<>se ricos vestidos de grosdenaple preto ri-
camente bordados a veludo pelo barato prec/> de
405, sendo fazenda que sempre se venden a 1005
a 05 : ditos de cambraia brancov ricamente bor-
dados a croch, sendo propcios para baile e casa-
mento ii 10,15, 20 e 305; ditos de la com lindas
larras a 18 e 155 ; isto na loja do Pavo ra
ia Imptratriz n. 60, de Gama & Silva.
Rua do Queimado numero 63.
Cravatabas para senhora.
Vendem-se gravatinhas dediversos gostos mais
modernos a 720 e 800 rs. : na ra do Queimado,
loja do beija-Oor n. 63.
Filas para debram de veslidos.
Vendem-se fitas para debrum de vestido de linbo
com 12 varas a 400 rs. a peca : na ra do Quei-
mado, loja do beija-flor n. 63.
Peales Iravessos.
Vendem-se nentes Iravessos de caracol na
frente de borracha a 500 rs.: na ra do Queima-
do, loja de beija-flor n..63.
Papel beira donrada.
Vende-se papel beira dourada a 15200 e 15300,
dito de cor de beira dourada a 15100 : na ra do
Queimado, loja do beija-flor n. 63.
Anvelopes.
Ver.dem-se anvelopes de diversas qdalidades;
branco a 800 rs. e de cor a 640 rs., para cartas de
visita a 400 rs., preto a 720 rs. : na loja do beija-
flor na ra do Queimado n. 63.
YolUs de aljfar.
Tendo recebido voltas de aljfar com ernzes de
pedra imitando a brilhante vende-se a 15 cada
urna : na ra do Queimado loja do beija-flor a. 63.
Camisas de acias.
Vendem-se camisas de meias muito Anas a
15200 e 15300 : na ra do Queimado, loja do bei-
ja-flor n. 63.
Eiiteiles de lila.
Tendo recebido enfeites de fita pretas e de co-
res mais modernas que se estao usando a 15 cada
um : na ra do Queimado, loja do beija-flor n. 63.
Fila de lia preU para debrum.
Vende-se flu de la preu para debrum com 10
varas a 900 rs. a peca : na loja do beija-flor ra
do Queimado n 63.
Filas de linho para bordar vestido
Vendem-se fitas de linho para bordar vestido
ou roupinho de meninas com 40 varas a 640 e
1100 rs. a peca s quem tem loja do beija-flor
ra do Queimado numero 63.
Iteloes de inadrrperela.
Vendem-se botes de aiadreperola mais moder-
nos que tem vindo para punhos de senhora a 320
rs. o par : s quem vende por este preco na
tua do Queimado, loja do beija-flor numero 63.
Fila de vellado para bordar vestido.
Vende-se fita de velludo preto com 10 varas a
*t0 rs. a eca : s quem tem por este preco a
luja do beija-flor dajna do Queimado n. 63.
Fita de velludo bordada.
Veaae-sc flu de velludo prelo bordada de di-
versos gostos e mais modernos proprios para qua-
r-ssma : sA quem tem a loja do beija-flor ra do
Queimado a 63.
Franja preU.
Vende-se franja preta de diversas larguras para
enfeiur rapas ou manteletes os mais lindos gos-
les que se pode encontrar : na oja do beija-flor
ra do Queimado n. 63.
Facas e garfas.
Vendem-se facas e garfos de balanco de 1 bo-
lle a 55500 a duzia, ditas de 2 boloes a 65400 :
na ra do Queimado, loja do beija-flor n. 63.
Dominas.
Vendem-se dminos muito finos a 15200 e
5400: na loja do beija-flor da ra do Queimado
n. 63.
Visporis.
Vendem-se visporas muito finas a 800 rs.
ra do Queimado, loja do beija-flor n. 63.
Loja das varas
& Ra do Crespo &
Neste esubelcci ment vende-se por pre-
chs razoaveis os seguinles artigos alm
dos mais :
Pentes de tartaruga fino posto Clo-
tilde e Imperatriz Eugenia a 125.
Cortes de cambraia branco bordado
a 155.
Manteletes de Gl preto a 155.
Laas de cores, covado 240 e 400 rs.
dem infestadas a 500 rs.
Vestidas para casamento sendo de
blond e moreantique.
Vestidos e capas pretas de bom gosto
proprios para o presente lempo de qua-
resma. Alm d'sto tem om completo
sorlimento de fazendas finas e grossas,
as quaes se veudem mais em conla do
qne em outra qualquer parte, s avisla
dos compradores se justificar.
Grande pecb lucha
cana loqnc de a vari na loja e
ariuazeui da Arara ra da lui-
peratrlz n. 5 de J^oureneo P.
M. .uiraarfifK.
Veade-se com loque i e avaria.
Vende-se madapoiao inglez com pequeo lo-
gue de avaria por 65500 7* e :I5, algodozinho a
45500 e 55, cambraias lisas fin is a 35 e 35500 :
na ra da Imperatriz loja da Arara n. 56.
Vende-se fazendas limpas baralissimas.
Vende-se chius finas cores es tana a 240 e 280
rs. o covado, ditas francezas III as cores fixas a
320, 360 e 400 rs. o covado, gor juro de linho pa-
ra veslidos de senhora a 280 < covado, riscado
francez para vestido a 280 o co< ado : na loja da
Arara ra da Imperatriz n. 56.
Fufadas proprias para seiib iras e meninas.
Vende-se gollinhas com botoiinho para senhora
e meninas a 200 e 320 rs., mat gnitos de fil c
cambraia enfeitados a 500 rs., n anguitos e gollas
para senhora a 15 e 15280, camisinhas liordadas
liara senhora a 25, ditas bordadas no colarinlu e
i punhos e grvalas muito finas a 45500 e 5 : s
j a Arara ra da Imperalriz n. 5(.
Principia a Arara vende-as colchas.
Vende-se colchas avclludadas para cama a 8J,
ditas de linho alcochoadas a 55, ditas de fustn a
' 55,diUs de damasco a 45, ditas de chiu a 25 :
na loja da Arara ra da lmperat iz n. 6.
Arara vende cassas a : 10 rs.
Vende-se cassas francezas fin: s a 240 e 280 o
covado, oraandys finos a 240, 28) e 220 o covado:
na ra la Inqieratriz n. 56 loja a Arara.
Arara vende laazinhas para ves ido a 2-10 rs. a
cavado.
Vende-se laazinhas para vestid >s de senhora a
240, 280, 320, 400 e 500 rs. o c )vado, casemiras
lisas proprias para capas de senhora a 15800 o
(covado : na Arara ra dalmperriz n. 56.
Arara vende cortes de easemi -a preU a :\:\
1 Vende-se cortes de casemira pela para calcas a
135,35300, 45 e 55 : na loja da Arara n. 56.
t Grande sorlimento de fazendas pi Has para a qiia-
resna.
Sdas, grosdenaple, pannos fines e casemiras.
Vende-se grosdenaple preto p; ra vestidos boa
fazenda a 15400, 15600, 25, 254)0, 25600 e 35 o
covado, sarja hesnanhola de seda, panno fino preto
a 15OOO, 25, 25500, 35 e 45 o ovado, muito su-
perior casemiras prelas finas a 2| e 25400 o cwa-
do, merino fino a 25500 e 35, lite de cordo a
255OO o covado : na ra da Inuvratriz n. 56.
Arara rende fiislo a OO rs.
Vende-se fustode cores para ; oupa de meninos
calcas e paletots a 500 rs. o cova lo, ganga france-
za escura e clara para calcas e |>aletets a 440 rs.
o covado: na ra da Imperatriz n. 56,loja da Arara.
Rena frita da Arara.
Vende-se paletots de brim de o* a 25300 e 35,
ditos de meia casemira a 35300, ditos meltiores a
45500 e 65, ditos pretos de pamic a 5?, 65 e 85,
ditos de casemira fina e debrunhaJos a 85 e 105,
ditos pretos de alpaca a 35500 e 45, calcas preUs
na de casemira a 45500, 55, 65 eSi; dito le meia
casemira, ganga e brim a 25 e 25300, ditos finos
a 35500, ditos de brim branco a : 5 e 35500, ca-
misas francezas a 25. 25500 e 35, seroulas a
15600. ditas de linho a 25 e 5503. colletes a 5
e 25500 : na roa da Imperalriz n. 5'.
Baloes da Arara a 3$.
Vende-se bales crinolinas de 2n, 30 e 40 arcos
a .15,35500, 45 e 45500, ditos i e mada|K>lao a
35500, ditos de musselina a 45 : t na Arara roa
da Imperatriz n. 56.
Arara vende madapoiao franreza 4?.
Vende-se madapoiao francez en estado a 45 e
45500, bretanha de linho, hambur :o de linho para
lences e seroulas a 440, 500 e 610 a vara, bra-
mante de linho de 10 palmos de largura a 25 a
vara, brim pardo de linho a 800 e 5, dito branoo
a 15, 15280 c 15400a vara : na ra da Impera-
lriz n. 56.
Sedinhasa OO
AlUhZUM DE ItH'O I0
Ra de Apello numero I.
Neste novo armazem vendem-se vinhos, licores,
conservas, etc., etc., e com especialidade vinbo de
Bordeuz ; recommenda-se aos freguezes a boa qua-
lidade de suas mercadorias, e a modicidade dos
seus precos ; o verdadeiro viuho de ordeux de
preco nunca visto.
\ 11 lio de ltordeu\ ordinario, a duzia
5,000 rs.
Mo dito, qualidade superior, a du-
zia 5,o00 rs.
Coma permissao de c rejeilarse-
nao agradar.
Se achara igualmente neste estabe'ecimento vi-
nlio muito superior velho, de todas as qualidades,
unte em pipas como em garrafas, bem como cog-
nac, vermouth, absinthio c todos estes ^eneros, por
precos mais em conu que era ou'.ra qualquer
parte.
Por todos os vapores da Europa cotuma rece-
ber igualmente mercadorias ou gneros frescos,
taes como queijos, salames, conservas, eje. etc.
Veade-se alpaca preta a >0(J rs. o eovado.
Vende-se alpaca preta para vestidos a 500, 600,
700 e 800 rs., lina de cordao a 800 rs. para pale-
to!, prnreza prela a 800 e 640 o covado, bombazi-
na preU fina a 15400 o covado, laazinhas preta
para senhora que eslao de lulo a 720 o covado :
na ra da Imperalriz n. 56. A loja est alerta al
s 9 horas da noite.______
AGENCIA
FUNDICiO BE L0W-M00B.
Ra da Senzalla nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a haver
nm completo sorlimento de moendas e meias
moendas para ergenho, machinas de vapor
e tachas de ferro batido e coado, de todos os
tamaitos para ditos.
Arados americanos e machinas pars
lavar roupa: em casa de S. P. Johnston & C,
na da Senzalla Nova n. 42.
A Un rao.
Veadem-sf saceos com* milho muito
352OO: na taberna da ra do Sol n. 29.
novo a
Veade-se a propriedade denominada Maltez, siu
na freguzia de Tracunhaem da comarca de Naza-
relli, cora urna legoa de frente e meia de fundo, e
proporejes para nella se levantar ura bom enge-
nho de fazer assucar, sendo que actualmente ren-
de Na mais de 1:0005 que pagam os moradores
que tem : quem a pretender entenda-se nesu pra-
ca cora o Sr. Antonio Jos Leal liis, na ra da
Cadeia do Recife n. 47.
N. 97
Vende-se a verdadeira graxa n. 97: na ra do
Trapiche n. 19, scriptorto de Eduardo Fenton.
Bom e baralo
Na ra Nova n. 36 vendem-se flores francezas,
ramos grandes, a 15, de 4 rosas, agua de flor de.
laranja a 500 rs., e todas as qualidades de miude-
zas. e chapeos de senhora a 105.
Luvas de pellica.
Chegarara para a loja d'aguia branca, ra do
Queimado n. 8.
Cipas chales e mautellotes.
Vende-se pelos precos mais razoaveis possivel
os objectos cima mencionados, bem como um sor
tmenlo completo de moriantiqne, greaenaples,
sedas lavradas ludo fazenda preU propria da esta-
S5o, rindas pelo ultimo vapor da Europa : aa roa
o Queimado n. 40.
ESCRAVOS FGIDOS.
PARA A QUARESMA.
Ricas capas compridas e santtenbarque de gros-
denapoles guarnecidas de vidrilho e passemanle-
rias, lindos cortes de vestidos de raoirantique, en-
feites para caneca de senhoras 5 e bem assim um
grande e completo sorlimento de perfumaras fi-
nas dos primeiros fabricantes de Paris e Londres :
vende-se muilo barato, na ra da Cadeia do Recife
Ausentou-so de casa de sen senhor o escrav0
cabra de nome Anselmo, de idade de 12 aM
com os signaes seguintes : estatura baju, riieio
do corpo, cara larga e bei{os grossos, lovou vestido
calca de algodao azul e camisa de riscadinbo, anda
sem chapeo : quem o pegar, leve ra da uadeia
do Recife n. 64, segundo andar.______________
I'ugio do engenho Pereirinha, na freguezia
de Agua Prela, o escravo de nome Estevao, cren-
lo, de dade 45 annos, pouco mais oo nene, alto,
grosso do corpo, pouca barba, tem um siucal de
um pequeo caroco no queixo, procurando a bo
ebecha, cor um pouco fula, ps um tanto chai
dedos Jos mesmos grossos, tem urna cicatriz pe-
quena por detraz de urna das orelhas. junte ao ca-
bello, iroveniente de um lobinho qne lirou ; e ca-
sado com urna negra forra, que tambera des.ippa-
receu cora o mesmo escravo, cojos signaes sao os
seguin es : alia, um tanto secca do corpo, cor um
pouco fula, deoles limados, beicos grossos, rostu-
ma amarrar o cabello, e tem ella um filho com 2
annos de idade : roga-se qualquer autoridade
policial ou eapitaes decampo a apprtlien.-o do
mesmo escravo, que ser remetlido do mesmo en-
genho Pereirinha ac seu senhor Fehppe lienicio
Alves Ferreira, oo no Recife aos Srs. eunha, Ir-
maos ; C.,que sera pagos de qualquer despeza.
Kugio no da 29 de fevereiro de 1864 o es-
cravo I .ou renco, crioulo, de idade 36 a 11 los, pouco
mais 011 menos, com os signaes seguinles : altura
regular, bom corpo, cor bem preta, pouca barba,
olhos vesgos, eem todos os denles na frente, rnuito
ladino, tem urna marca de ferida na perna pelo
lado de dentro, ignorase a perna, levou vestido
caifa preu, camisa branca e jaqueu branca, alem
de mais roupas qne conduzio dentro de una trou-
xa, tambem levou algum dinheiro e chapeo de pa-
ira ; desconfia-se tur ido para a povoacao de Pe-
oras de Fogo, onde j morot, e foi escravo do Sr.
Felippc de Brito :_roga-sc a ledas as autoridades
polciaes e eapitaes de campo de apprehendcr o
dito escravo e entregar a seu senhor Jos Fran-
cisco de Araujo, morador no engenho Camorim do
termo de Agua PreU, ou no Recife ao Sr. Manuel
Antonio Santiago Lessa, ra da Cruz n. 44, que
ser bem recompensado.
Aecio
Desap parecen no dia 5 do correte o preto de
nome Sebastian, com idade de 40 annos, mais ou
menos, saixo, secco do corpo, falta de um dente
na frente, bigode e pera, ora pouco crescido, ps
60, no grande armazem da Exposicao de Lon- pequeos e os dedos bastante aberlos, cor lem
(ire prela, levou vestido calca de hrm de lislra e ca-
rs.
Divertiraento.
misa de baeU azul : rogase pulida* c eapitaes
de camp, ou qualquer pessoa do povo, a sua ap-
prehensi.o, e leva-lo ra DireiU n. 17, quo se
recompensar,
Acha-se fgida a escrava Mara do Rosario,
Relias vistas para stereoscopio, sobre papel, e
vidro das principaes cidades, Paris, 1 alia, Lon-
Arara vende sedinhas de lislrinh is yara vestidos dres, e do Interior do palacio da Exposijao de crioula, idade de 50 annos, pouco mais on menos,
a 500 rs. o covado, ditas finas a 800 rs.. 15a Ma- 1^^^ de J862, e outras: vende-se muito bara- baixa e gorda, tem o dedo grande da rnao esqaer-
na 1 ia com 4 palmos de largoe pilmas de seda a __ .., en dade menos por causa de um panaricio, fji eaara-
800 rs. o covado : na ra da Imperatriz n. 56. ,to.na rua da Lade,a do Rec,fe n- w> no 8rande va do senhor de engenho SanfAnna, lera innaos
Arara vende cambraias de caroci ibos a 2o00. armazem da Exposicao de Londres. I em santo Amaro de Jaboatao para onde se dcscon-
Veudem-se cafxes vastos
I $<00: ucsta dypographia.
SLlrJf
Vende-se cambraias de carocinh >s para vestidos
a 25;i00 a peca, cortes de casia* franceza a 25, co-
bertores de pellos a 15 e 15600 : na rua da Im-
peratriz n. 56.
i Arara vende es cortes de riscados rancezes a i y
Vende-se corles de riicados frarcezes com 14
covados a 35 o corte : na rua da Ii iperatrz n. 56.
Arara vende os sontemba rqnes.
Vende-se soutembarques pretos nuilo ricos, w
Vende-se exccllente sal portuguez, a bordo do
brigue escuna Graciosa : a tratar na rua da Cruz
u. 33, primeiro andar, escriptono de Antonio de Pas compridas e manteletes de supi ror qualidude rtrps
Almeida Gomes. 1 a 225 e 255 : s a Arara rua da Imperalriz nu-1U,C0,
------rr,---------------:-----, mero 56.
Anda continuam a venda tres negras, sendo 1 ______
urna de 7 8 anuos, as outras de 40 e 50, todas do
servico do campe; a tratar na rua do Imperador,
sobrado n. 2.
Para theatro, salao, etc.
Instrumentos de phsica (mgicas) feitos
em Paris pelo primeiro fabricante ; e bem
assim apparelhos de phantasmagorias, com
vistas em movimento, o que ha melhor:
vende-sc barato: na rua da Cadeia do Re-
fia que fosse : recommenda-se s autoridade po-
lciaes e eapitaes de campo; e quem a pegar leve-a
rua da Senzalla Velba n. 94.
IIua da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vendem-se: tachas de
ferro coado libra a 110 rs., idem de Lov
Moor libra a 120 rs.
Algudo da lahia
para saceos de assucar e roupa di escravo; tem
para vender Antonio Luiz de Olive ra Azevei'u &
C, no seu escriptorio roa da Cruz i. 1.
Vendcm-se 5 pares de a zas para ao-
jos, por proco commodo : na rua da Impe-
ratriz loja n. 72 A.
Escravo fgido.
Fugio da casa do abaixo assignado, na rua da
Cruz n. 33, no dia 25 de fevereiro, o escravo Jacob,
de nacao Mina, maior de 40 annos, cujo esaran
foi do engenho Ubaquinha, pertencentc ao Sr Ig-
Cife n. 60, armazem da Exposic5o de Lon- naci de Barros Wanderley, termo de Serinhaem.
O dito escravo sotTre muilo de frialdade e BTCaa-
me-se que est acontado em rasa da amasia, cons-
- Vende-se um rico faqueiro de pratade uraa ,a ,er sido v,Jf,0cnoIba!e S?Dl,? Anl0D0- pro/'-
e meia duzia de Ulheres, e com todos os mais per- mo aa ca?a do ^ ^^Aro *> R*of n* rua das
tences, novo e chegado ha pouco lempo do Porto; Cruzes e aIto> orpado, e quando anda arruta
obra de muilo posto, e acha-se em urna bontu um P0" a Pernf- lcv0 ves,ldo caICa dc azula0-
caixa : quem o pretender comprar, dirjase a loja famisa branra e barrete verme ho na cabeCa eos-
turna fazer chapeos, e muito ladino : protestase
n. 1 da rua do Queimado, tratar com Gaspar An
touio Vielra Guimaraes.
o cento
Sebolaa JOOrs.
na rua da Madre de Dos n. 18.
contra quem o acautar, e roga-se aos senhoree ea-
pitaes de campo a captura do dito escravo, c quem
otrouxer casa cima' indicada, ser recompen-
sado. Domingos Rodrigues de Andrade.
DOS PREMIOS DA DTERIA EXTRAORDINARIA,
2.
LISTA
PARTE DA I
GERAL.
81
CONCEDIDA POli LE PROVINCIAL N. 350, A BENEFICIO
DA IGREJA DO RECOLIUMENTO DO CORACO DE JESS DA VILLA DE
IGUARASS, EXTRAHIDA EM 10 Dt MARCO DE 1864.
NS. PREMS NS. PREMS .NS. PREMS NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS." PREMS. NS. PREMS. XS. PREMS. NS. 1 'REMS..NS. PREMS. NS. PREMS NS. PREMS. NS. PREMS INS. PREMS. jNS. PREMS INS. PREMS.
14 10,3 162 105 356 105 507 105 620 105 772 205 966 105 1117 105 1300 io 1482 m 1690 105 1878 10, 5 2044 105 2197 10J 12394 205 2607 102 ,2790 105
19 66 57 8 __ 21 81 105 67 48 2 83 m 92 84 46 2202 95 105 13 95
23 74 62 13 _ 22 _ 82 70 __ 49 __ 3 _ 86 94 91 54 5 2400 17 99
24 76 67 17 ... 24 86 73 50 _ 8 88 1711 95 5o 9 1 21 2804
26 405 77 _ 69 18 , 27 __ 90 __ 76 __ 52 ... 12 __ 98 _ 7 % 58 10 26 23 6
:!8 105 81 73 205 23 _ 31 91 81 53 15 1500 _ 25 1900 20a 59 12 30 405 29 12
29 86 75 105 24 _ 33 02 82 _ 61 _ 18 3 27 205 1 105 60 13 31 105 31 15
a 88 80 25 _ 40 93 85 __ 63 25 6 31 105 3 62 i. 20 34 34 16
14 93 82 27 __ 42 __ 810 86 __ 66 __ 41 8 34 _ 4 64 BM 24 35 38 25
16 98 84 31 44 14 1002 _ 67 48 10 40 6 66 _ 26 37 39 28
ti 22) 1005 92 34 ^^ 40 _ 16 _ __ 70 49 15 __ 42 13 73 27 46 52 29
42 28 105 99 __ m _ 47 mm^m 35 6 __ 75 _ 51 16 43 __ 14 74 32 61 55 54 205
u 30 40i . . 36 __ 48 __ 40 8 __ 80 54 17 46 15 77 ^_ 40 62 61 55 109
10 31 9 __ 39 2005 49 ^B 46 9 __ 88 1005 60 20 52 __ 17 78 aan 41 205 67 65 61
i7 32 10 _ 47 105 52 _ 48 11 89 10:0005 61 25 54 25 83. i 105 \ 205 44 105 68 69 64
til 40 14 205 52 __ 55 mm 51 13 90 1005 67 34 58 _ 29 47 69 70 68
M 46 15 105 53 ___ 60 __ 54 18 M 93 105 68 38 63 35 84 5005 49 74 74 69
19 52 16 205 54 a-m 65 205 56 20 __ 95 69 42 65 41 85 205 50 84 82 73
(1 58 ... 17 105 55 _ 70 105 57 29 _ 98 71 43 69 44 67 205 54 88 2005 86 205 79
(7 205 62 24 56 i 78 58 -- 36 __ 1207 75 45 70 46 94 105 58 K> 105 87 105 86
74 105 63 25 ^^ 59 , 79 59 41 _ 8 77 56 71 _ 54 2102 _ 59 90 95 91
83 65 __ 32 mm 60 ... 80 __ 60 2(tf 44 9 86 405 58 72 58 5 _ 68 94 96 95
97 67 33 64 __ 81 ^ 63 40* 52 11 87 3:0005 61 73 63 6 _ 74 97 2700 99
9J 69 40 , 67 mmm 82 67 54 14 88 1405 69 75 65 9 __ 75 405 98 2 * b 2900
107 71 _ 48 74 _ . 83 68 _ 55 15 _ 1 105 71 80 OH 66 12 _ 81 105 99 3 3
1<) 74 mm 49 75 92 73 _ 60 ^ 22 __ % 72 86 la 70 13 205 84 205 2504 7 14
11 75 51 77 405 99 76 61 27 _ 97 74 % 72 16 105 87 105 6 ~~ 10 16 405
f 04 ^B 53 79 i0 700 77 62 43 __ 1403 84 99 --- 79 17 94 9 13 12 19 105
lij 1005 90 _ 59 81 2 82 __ 68 44 __ 6 95 1805 84 18 _ 95 __ ^~ 14 25
17 205 91 _ 62 83 4 90 73 46 __ 15 96 7 88 20 2303 _ 27 17 28
21! 105 94 66 84 6 91 mm 87 405 54 mm 30 __ 1608 10 __ 93 30 - 5 __ 31 * 19 39
23 2005 95 ^M 68 87 _ 9 11 16 93 _ 88 105 59 _ 35 __ 10 14 _ 94 31 6 M 35 21 40
til 105 303 ^m 71 88 _ 95 ,_ 89 60 m. 36 __ 12 15 _ 2001 36 10 m 37 26 43
45! 8 205 74 _ 89 _ 96 __ 95 63 37 15 17 8 40 11 40 -~ 27 54
4i: 20 105 73 _ 90 !, 18 19 29 32 99 _ 99 64 40 22 20 1005 10 41 26 49 ~ 37 59
48 28 76 ^_ 93 aa 904 1103 65 43 31 21 105 12 42 29 53 47 61 205
47 33 2005 82 205 95 aaaB 19 7 66 45 32 22 14 45 35 54 405 52 64 lo*
M i 105 \ 205 34 105 84 105 97 _ 21 _ 8 , 67 53 45 27 17 47 36 55 105 53 66
38 8o 600 37 41 42 55 57 24 42 69 54 52 30 __ 19 49 37 205 62 ^ 54 70
49 5005 40 405 86 ^ 1 __ 29 _ 19 77 - 58 54 39 20 51 1005 49 105 63 62 71
50.. 1 205 ) 105 405 105 41 105 88 M 2 205 31 apa 21 JP 78 67 57 41 21 54 105 52 69 -~ 63 74
51 54 55 57 59 60 42 45 91 97 3 5 105 33 35 23 26 80 84 68 69 205 58 60 I 53 58 z 22 26 205 105 55 57 ana 54 58 77 80 65 68 z 81 84
48 49 51 55 98 500 2 5 205 105 8 9 13 17 61 63 66 71 41 43 46 56 28 29 40 43 86 88 89 92 1005 105 71 72 74 79 105 63 65 79 89 61 63 68 74 28 29 34 38 63 66 81 82 73 81 84 90 85 91 93 94 69 74 81 83 86 92 98 3000
0 escrivSo, Severiano Josjle Motera.
Pern.=Typ. de ManoelF.guriroa de Paria 5c Filho= 1864.


aaw nu .iia >*"


Diario de Pernaaibnco Rrata felra lt de Mareo de 1S4.
X
*
.
t onMimiuatiim ehi.

Aproveitomos pois o convite
que nesles solemnes (liarnos expe 01 Ifflgusto
n:\>!itos da redempcao e conciliario. Contemple
mos a augusta doutriua da nilio de Deus, a par i
da- alrozes e sanguinolentas scenas da sua paixao,
e prostremo-iios confundidos perante aquellas to
:neCed iras, como sublime* palavra-. que tan-
to annunciain o cumulo da maldade, como o n-
iv I da bOBdade de Deus: tanto a ronsumm:)-
ie um criine, como a con>uinmaclo. d'uuia
: ;r,pcao.
i ,\-i imiATI M BST.
\ bao.)
da santa egreja. | cota um bem. Bu amava essa nympha, essas al- ment das boceas, qur se as des rahasse de banda
gas. essas nnveus. eu pairava nesse vacuo em que &* Jj* ^ ^ meu pjw5(, princilialll),,lle
nenlium ruido terrestre penetra. Nao, osla nao e
Althea.
I
O as ultimas palavras do Reden |
..Ja a ouvii depois da proi
jid 'inp
-cndalo d lu'.unm-
,,. |.. i;..., i u-a coin u seu Bedemptor
I ara o seu Creador.
CoBsuaumi i-se o malario Aojos
o calx da amargura.
Consnmmaram-se as prophecias das -au:i- es-
rupturas.
Ceisumnioii-se a grande expiaeao. para a qual
no bastavam as tinitas (breas de toda a bumaai- EM ,.ASA UE rumpiii hubcisca.
dflJe contra urna offensa inlinita. No >,. podada duvidar de que os objectos que
Cooramm M*se ac' d* niaior iniquidade dos nos cercam inlluem sobre os nossoe pensamenlos ;
ios para com o seu proprio Deas, r o de maior srva dc exemplo o aniavel c espirituoso Xavier de
am de Deas para com os horneas, fazondo-se El- Maislre, o qual por ter vestido, sem motivo plau-
le msale bomea para dar a vida por amigos n- sivel, o seu chambre e raleado as suas chinellas.
gi a e, que na forera de sua cegueira e do seu or- acabOU jior sentir indigencia. Esta a razio por
guio o immolavam. qoe, no pequeo interior da casa de madama Fran-
'.onsummou-se fioalmenle a grandiosa obra da cisca, gente e bichos tinbain o ar desagradavel e o
redempeio, porque a resurreicao sendo urna con- tom spero ; comludo era urna cxcellente mulher,
sequencia oecessarla d^ morte do homem Deus porm propna para comprimir qualquer arrojo.
a cruz do Calvario, aprsenla a prova mais Sem embargo disso, urna bonita rapariga dcs-
;i iefragavel da redempcao. | abroehava debaixo das suas tedias, como urna rosa
Gtmtmmalum m sao as ultimas palavras que ao |onr0 de um caminho bordado de espinhos. Al-
'sai'.iram da bocea do nosso Hedemptor no niomen- ihca, orphla c sem outro apoto que sua lia, s- va
to le confuir a grande expiaeao pelo caplivciru o universo atravz do microscopio de familia, e a*
da huniamdade. I suas ideas tinham tomado a forma das de madama
Kstavara preenehidos os soffrimentos, injurias t 'Francisca, ao ponto de nao desagradar-lhe o valga
afl.-onias que, como victima que tomara sobre si I
a- culpas de toda a humanidade, liaba a soffrer:
iva preenchido o resgate da humanidade, e a
um modo de vida para a uossa pequea familia.
Quando voltamos desses campos ethe- Xymphas, odaliscas, tempestades ella botou ludo
reos o menor toque nos ulTende, tudo nos parece i n panella A panella, era a su i paixao Afflr-
vulgo, A alma verte sanguepor urna palavra, por JJ eeuo.. *** murara,, como esta*
manada. Nao ha duvida. E preciso atar as azas eu deixava Clemencia fallar, .orqae na verda-
do poeta, do artista, um peso qualquer para impe- de o objerto nao me agradava. 1 ingindo que pro-
di-lo de voar por muito lempo. E' facilimo adiar carava as minias pa-tas um .Lvciilio que aellas
_ ..... ,,., ,;r;., n in e-i iva, ouva locar ne--1 ipi.Hlao d dinbeii I
um peso. Se fosse permittido ascoltaer, eu pedira ^ ^.^ c ^ ^ ;i ,
sem ceremonia esse cheiro bom e innocente que me i mu|her. Vi que ella gfl toi nava muito exigente,
recordava um dos prazeees do lar materno. A que cu que um minuto antes, razia fcilmente fortu-
na I E" que ato. meu sondo de lguns segundo-.
hara nina ranaca de gloria ; e aqu nada mais
que odos estpidos cujo modo di ohar de travs,
e ridicula exprsalo era preciso eorrigir.
Era um desencantamento sem i goal I
Entao, o senhor, muito satisfi ilo, dirigi >e
porta, prometiendo que no da ;eguintc a nossa
discipula principiara os seos rabalhos. Como
elle ezprimia o desejo de ver aj ntarem-se sua
chara Manuela alguinas jovens da sua edade, para
deepertarem-Ihe a emularlo, eu ia respoider-lhe
com toda a ingennidade que nao eoaheeia a nin-
guem, quando minha mulher invnlou que tal era
a minha intenclo, e que sob a mi iba alta direreao
e sua particular iospeccao, montuva-sc urna ofuci-
na de raparigas da qual madtmo.ielle Manoela se-
ria o mais bello ornamento, lia muito que se diz
0MM qur, o que a mulher qur. Portanto, desde
quando Clemencia concebera na sua pequea ca-
bera, exislia a minha offleina. Ku eslava de boc-
ea aberta.
o Hespanhol estendeume a mo, saudon a mi-
cipulas^ lancava sobre o traballio um desses traeos r.lfler fi b
orna mulher do wilga-
grave sob urna fr-
...ues obtusos, boc- escancaradas, olbosque uos 7:^&^JX6i^^StSStS^.
imravam como una oulra cousa, sera saber por- ,rarja 0J
proposito vem esta I gressol rata-se unicameo-
tc Je m utaoM Francisca.
As janellas do seu salao.daeasadejantar e daco-
sinha eslavam preeisamentedefionteda minha. Eu
linda visto sobre poltronas a louca eas marmitas, e
paramim,a velhaCatharina fazia.parte da paisagem.
Ella era bella c respeitavel oo mel do seu peque-
o imperio muito bem estanhado. la e vmha por
ntreos seus impassiveis vassallos metiendo um na
panella, espetando outro. Eu eslimava Catharlna.
Porque ? Jmai- sabe-se |iorque se ama I Ella tmlia
no seu todo alguma cousa de anligo que me dava a
mais alia idea de si; no olbar bundade, nos labios
um pouco de malicia. tudo quanto preciso,
segundo a minha opiuiao, para fazer una mulher
encantadora, suppondo-se que eu lome aluinas
vezes os meus lypos fura da classe das naiades.
que.
Nao se poda subir mais alto E ainJaera urna
granda fortuna, quando essas prazenleiras em lia-
do Parnaso nao ajnniavam i impossihilidade dos
labi is una careta, eu nao eotortavam os olhos.
Todava, ellas tinham urna prospectiva gentil.
A Hespanhola oceupava, de direito, o lugar de bou-
encantos severos da Graca antiga ; eu
que nao sou Phidia, amava aiuda mais o que loe
sobrava da fra belleza das S;>artiatas, quero dizer.
o iNlidade de physionoinia, e es-a- mil ex-
pressoes d'ollios que a nos>a Franca d s toas
mulheres.
Ei- a rato porque a minha naiade que, como
ra. Era ama rapariga feia que, nao obstante o um menino grande, eu tmha atraz da porta, nao
rosto si'iu attractivus, linda tanta bou ladee mo- eslava eonddida. Havia annos que o alryon voa-
destia que a lodos captivava. A prudenciado amor va, que os oaMic is vergavam, c jamis a nympha
do dever liaavse sobre a sua fronte. Ella devia cessava de erescer e aformosear-ao como Alinea;
sera alegra da sua familia, e. seu feliz pae pare- era a minha mimosa, e eu amava-a muito para
lia ter-lhe urna ternura miaturada de eerti es- consentir que se escarnecesse dola e de mm. o
pecie de respi ito. i que nao podia deixar de suceeder.
Alinea, alegre, graciosa, mostrava na physiono-
inia a ezpresso indeoisa de um caan ir que nada
lem de pessoal. Fcilmente eommoviJa em sen-
taos diversos, o seu semblante era triste, prazen-
teiro, esperto, m;iu, isto tude n*uma hira. A me-
nina pareca depender do capricho de outrem.
via-se no futuro, encarando-a, nao a mulher, nuai
o cannico que, Dexivel e
liara iuclinar-se.
IV
Muda filhiis.
Antes de fallar de filhs, a cousa mai- amavel
do inundo, eonvem dizer que ha debaixo do firma-
, raenlo pessoas imprudentes, porque sao honradas,
frgil, aguarda o vento as qoaes conliam a sua pequea fu tuna senho-
I res que, por motivos particulares, roubam-n'a. Isto
cuii
^_/*fTiva i
Ir salisfac;.
So divindade.
sublime exclamagao! tao penetrada de dr t
brinca com una espada, como o filbo do marcinei-
ro com um cepilho. Althea entretinha-se com fu-
tilidades.
Ha casas em que a observa$ao fcil, ou antes
inevitavel; nellas nada se oceulta : bellezas c fra-
^
soffriaento, come de gloria e trumpho, que fa2 qUezas. Tal era a de madama Francisca, onde mo-
cjrrer as mais rdanles lagrimas de compuncao,. ravam juntameute sem concordar entre si, bonda-
vendo at que ponto ousou clevar-se a maldade^^ mau humor) gencrosidade c poltica. A meni-
des homens, e ao raesmo tenif* exalta os mais | na ,nna arajgas aa sua edade, o como, quer no
SORVM enuvios de gratidao, vendo nelles a honda- VMrai quer no physico, imitavasempre, o seu pro-
de de Deus. I prlo carcter n:lo desenliava-se. Alera de que os
Adi temos, pois, o fillw de Deus pregado sobre modei0 Iia0 ||re convindam.
a cruz, com a cabeca inclinada rendendo o espiri
lo ao seu eterno Pae.
Adi nos aprsenla a santa madre egrrja nos so
lenmes dias desta sania semana os augustos mys-
terios desta consumuiacao pasmosa de tormentos c
triumphos. renos ainda para commemoracao di.
sua memoria, do que para aproveitarmos o tempe
mais acceitavel para nos unirmos ao espirito de
nosso ReJemplor, despirmos-nos do homem de
pec:ado original e vestirmos a armadura da lei de
grasas e os preceilos de Jess (mristo, scguindo<>
Ha sui paixao para que cada um obtenha o seu
p .rlo coiud llle nos habilitou a serraos lodos
peidoados.
Graudes sao os seus mysterios, solemnes as suas
c.kbrayoes, pomposas as suas soIemnidade>, mas,
par que os nossos actos possam condizer com el-
las & preciso que preguemos a vista n'aquella ca- (
aea inclinada sobre o madero da cru. e contem-
plemos o grande missionario de Deus em toda a
s.ua grandiosa missio.
Cubemos para fcsw Clu isto que pela granle ca -
nade com que nos amou, qait nascer em um
presepio, circumeidar-se e exilar-se para o
Egypto.
Que se dignou por nossa causa baptisar-se, je
jaar, ser temado, peregrina^ pregar o Evangelho.
O fazer railagres.
Olhcmos para a inclnala face de Jess Christo
que, no da antecedente a saa morte mostrou >
Ha jovens em quem so impera a vadade : ellas
caminham de cabera levantada, afanam-se do seu
vestido, do seu chapu, de tudo quanto nao tcm de-
pendido de si, e nao envergonham-se da sua igno-
rancia, da sua falla de educado e das suas loucas
pretencoes. o retrato de Ilosinha, a amiga inti-
ma, isto aquella que, por ser vizinha, eslava to-
dos os dias em contacto com ella.
Althea vendo-a tornava-se vadosa, altiva para
com os que Ihe eram inferiores, emfim cheia de mi'
i ser a veis defeitos.
No numero das suas amigas ainda havia Floren-
I cia que acordara dormindo. comia dormindo e ca-
miuhava dormindo. Alldea tambera adormeca
No momento em (pie tive a desgraca de me deixar | na n-u||u,r com maneiras de gcnlilhnmem e par-
distrahir pelo cheiro dos lilds. Althea aehava-se na iu. Eu ia ungar-me, e nao tive lempo. Ciernen-
cosinha e traballiava egualmente com a velhacra- cia disse-me pela centesima vez que eu era um
da. Nada lao bello como esla nienina : com a ca- ^SOSJXt tV*25fi
bega loura e turbulenta, a flexibihdade do talhe de i QoVer, que nao se tratava em una familia de tal
corpo, parecia-se com a minha nympha, com o bo-! ou lal probablidade, que eram precisos recursos
lao da rosa, com a propna rosa. Em toda a edade regulares para acudir as despexi s dianas, eeono-
. ; '.' i, t i misar em caso de molestia ecnur peipieuas ren-
o coraeao do artista e mais moco do que elle. To-, ^ ((.ndo e||) ffatt a ve|hire.
mar-me-hiam por um homem grave, porque os meus p;u esUva assentado defronte do mar. muito
cabellos encaneciam; mas apesar da minha repu- perto das algas verdes, olhei pan minha mulher ;
tacao, nesse dia a imagem e a rea.idade eram para ^gSST loSolt %%**
mm urna mesnia cousa, ceu dava a Athea o nome n(ia |j|,ia majs ||10a a ni)55a g^,;;... deixou ca-
de nvmpba dos cannicos. Menenice I r a sua boneca que fui dar cora o nariz no raen
_ azul da Prussia, o que fo bem irejudicial a am-
Comtudo, como o nosso planeta nao seja o paz ^
da poesa, se assim convm, o som de voz da me- a mi, tornando-se meiga e encantadora, tomou
nina feriu os meus Ivmpanos. Aos dan annos li- nos seus bracos a pequea Emi ia que cdorava,
nha esse tom imperioso que apenas se tolera era eolio m-a sobre os pwlhos, e con es^linura de
, ii j-.. mulher que condece sempre o legar fraeo, di-.se a
urna dona de casa de quarenla anuos; ella dizia nil,mna
leudo culpa de que o veuto soprasse do meu lado? Cxmsola-te ; pap comprar- e-ha urna oiitra
Aiuda dizia:Quero, fazei sto, calae-vos I -E boneca muito mais bonita, quand) tiver dinlieiro,
a sua |>equena cabeca celeste pela forma, tornava-, o elle te-lo-ha brevemente... Qie dizes a isto.
* .... ,. ;' Obrigado, paezinho, halbuciou a minha tilda,
se vulgar nos detalhes, e cu voliavaa meu canni- e a tonj|,.a no5 meus t)ra,,)S, (!U amim pergun-
cos, a esse sorriso lino em labios sempre graciosos, lava se a gloria valia a felcidadi domestica.
a esses olhos grandes eternamente calmos, seguin- Urna boa mulher, um thesouro I Clemencia
do por toda a parte o alevon que se conservava im- arliara na sua ,ousadi:,> r"l,a do SffcSSSSSa"
*^ segredo de acabar com preoccupiijoesince.-sanles,
movol. porque, emquanlo eu prepara va socegadamenle a
Jfailama Francisca veiu em pessoa inform?r-se ''nha immorlalidade, niuitas colisas am mal As
..... ,___, mullas prodticcoes succediam-si no meu cerebro
dos fetos e gestos de Calhanna. Esla mudava de ; ^m ,a| .apideiv,iue cu nao ,inhl ,cmpo de Cuidar
semblaale ao nico ruido dos passos de madama um nascer do sol sem que a ptixo do bello me
Francisca. Tornava-se austera, angulosa, da o impelisse parao caso. Comecava admiraveis qua-
Quanto nossa traquinas, o carcter tinlia se acontecen : madama Francisca fez urna dessas
desempeahado no tierno : aproveitar a vida do cousas, um desses meus senhores a outra, e ds-
melhor mudo possivol, rr-so deludo, e perder se-se tudo.
muito lempo. Althea eslava assentada entre as |
& T i!eS0flnf,PruJ,:nCa d Man0e,a 6 da E,,,i0 houve uma crise lerrivcl ""*?* de
i rdV" ?h? ^ i m L i. "" damas- K" da minha janella. involun-
Aprme,rali,;,o|,a>sou-se bem .na presenca do larj fl a um lodos etsesdearos
ne, estrangem., que conversava comigo acerca da v-,a ^. d u SStS
.! Mauricio, ou dos nosso- ti dos, em quanto mi-,,,n_, .-,.,.,,' ',.. ,-, ,:.,,. A, ".'
ida amavele paciente mulher ensinava a mane- S ^ "* 'eUl.va l,a cruda de casa sab-
r de pegar-se no tapie, o nutras dilllculdades des- rf,a'> Bt "'J if ^''"PP"I,)'"; .'f
te genero. O bom da 'linda sido pronunciado sem I KrSJ^ruaST^^
prazer, disse-se adeus com pezar. Amavamo-nos 0Sva>a '.* Tml babiSJ onde ludo Deriv
de curso.
Clemencia fez-ine depois do juntar um pequeo
sermao acerca da gloria, vaa fumar i, e acerca
Do r.ieio das sombras resabia o ideal dos meus
do trabaldo productivo, primeiro dever de um pae i sonhos de pintor. Althea, preparada com allrac-
de familia. Eu disse amen dando um longo sus- tvos da juventude, e sedueces mais fortes de ura
piro, agasalharam-se os nossos lilhos, e puz-me a carcter ao mesmo lempo firme e gracioso, brilha-
lr em quanto minha mulher fazia meias de la va nesse obscuro sanctuario, e bastava para illu-
Appreciava muito as! mina-lo. Ella possuia um pequeo patrimonio,
e prefera, era, dizia era quasi tudo quanto restava para acudir s pre-
para um dos seus pequeos.
bellezas Iliterarias, mas o qu
ella simple-ment', o silencio .que, ne.-sa occasiao.
dava-lhe descaneo, e a voz do seu marido, a qual
por si s faza acudirem-lde as inspiracoes do
genio.
Os senhores poetas teriam saboreado medio-
cremente esta maneira de julgar as suas obras;
quanto a mim, rame tao amavel como o mais,
sement admirndome ura pouco de nao ver esca-
par uma malha ao ouvir minha mulher certas
passagens que iransportavam-me, agilavam-me,
abrasavam-me. Nao, ella eslava all, lecendo co-
mo uma Allemaa, e pareca o ideal da esposa e da
mae, assentada defronte de um pobre louco a quem
amava.
Oito das depois, a joven Hespanhola nos tralla
urna das suas primas, amavel menina como ella
bom educada : esta aitrahiu uma amiga. Bre-
vemente, em menos de dous meses, ja tinhamos em praticas futeis e na sua panella.
cisoes dessa familia.
A desgraca tem por effeito immediato afastar a
indiffe ranga e aitrahir a sympalhia. Minha mu-
lher un' cainindava para o soffnmenlo, como o
imn ara o norte, aproximou-se muito dessas da-
mas. Viam-se todos os das, tudo servia de pre-
texto para encontrarera-se ; a muida filha Julia,
risonha e engracada, levava casa da nossa visi-
nlia tolos os thesouros do seu bom humor, e ali
deixava uma boa parte delles, guardando com tudo
o necessario para divertir-nos no dia seguinle.
Emfim, amavamo-nos, e, como succede, quando
ha am zade, loleravamos recprocamente as nossas
imperleicoes. Deixava-se a chara madama Fran-
cisca deter-se em bagatellas sua vontade, cortar
minuciosamente as cousas deste mundo, perder-se
liara imitar Florencia.
Se passava o dia com Octavia, era de rigor trepar
em taboas, puchar a cauda do galo, ser mordida,
etc. Dcste modo, copiando sempre, Althea jamis
parava diante de si, c permaneca estranha a seu
proprio espirito.
Em casa de madama Francisca nao se pensava
muito, e sendo pouco o tempo, passavam-se as hon-
ras sem provoito. Despcrdcavam-se os dias em
cuidados nuteis, vaos divertmentos, conversacoes
pucris ; fallava-se sem nada dizer, trabaihava-se
sem nada fazer, di vertia-se sem alegra. Sobre o
nada elevavase o edificio, faltava a base, e a vida,
cujas pedras amontoavam-sc tao depressa, ergua-
se amoaeadora como essas torres desaplumadas que
laior amor e caridade lavando os ns aos seus amedrontm <> viandante,
discpulos, fallando com clles amorosamente. Que Madama Francisca, posto que usasse de oculos,
iasUluiu e nos deixou o veneravel Sacramento do va pouco ; roro-me ao moral, porque quanto ao
seu corpo e do seu sangoe, para que, permam j physico, ella comprazia-se em dizer, e era verdade,
oendo sempre com razao os fructos de tao grande (lue naaa me e^capava.
ourico preparando-se para a defesa, e eu ouvia
diariamente discussoes tao pequeninas que me es-
caparam da memoria. A querela nascia de um
alomo. Sentia-se entre a soberana e a aulori-
dade culiuaria uma opposico innata.
Sacramento utihsassem sempre aos vivos e acs
morios.
Gibemos para aquella tace que se intrisleceu no
Horto pela magnitude e a'rocdade da prxima
paixao, e que abatendo se se resignou vontade
do eterno Pae, sendo tanta a sua amiccao de v t
a tossa ingralidao que chegou a suar sangue.
Olhemos para aquelle que recebendo os seas
ini.uigos, acceitoa o beijC' fementido do traidor
Judas, e preso como um facinoroso foi levado 10
im lio poatiOee Anns, onde um ministro delle lhe
den uma bofelad i.
Olhemos para a face inclinada d'aquelle que pa-
ra nos remir foi na presenca do pontfice Caiphs
c em pleno senado recebido com affrontas. como
um malfetor, c aecusado por falsas te>limunha>
iniquamenle condemnado, cuspindo-se-lhe na ca-
ra, dando-se-lhe bofetadas.
Olhemos para aquelle Christo que na mantaa
d'aiuella noule tenebrosa foi pelos principes dos
sacerdotes conduzido a Pilatos, perante o qual an-
tes quiz humildemente calar-se, do que respondjr,
c pjr elle enviado a Horades, que dando-o por es-
tullo o reinviou de novo para Pilatos atado e ve ti-
do em uma vestimenta branca.
Olhac para a cabeca inclinada desse que no pre-
torio foi despido do= seus vestidos, ligado a uma
columna, e cruelmente flagellado; vestido depais
com uma capa de purpura e urna cana verde, e
uma corda de espinhos e saudade por irrsj e
despreso como re do; judeus, cuspindo-lhe. e
dando-lhe bofetadas.
Olhemos para a cabeca inclinada desse Christo
que viu lodo o povo pedir a sua morte, e a senten-
ea iniqua de Plalos que reconhecera a sua iooo-
ceocia.
Olhemos para esse jasto reconhecido pelo juz
como innocente, e por elle mesmo sentenciado 50-
nio culpado, caminhando cora o pesado madoiro
do seu suplicio pelas ras de Jerusalem ate ao
Calvario destituido de forca, onde inteiramenle ex-
tenuado lhe dorara fl e vinagre para mitigar a
Ma
Olhemos para a cabeca inclinada desse nosso
Ghrivto que, despido dos seus vestidos junio
cruz, foi nella collocado n, e pregado com era-
vos, soffreu as gravissirnas dores de crucificai;5o.
Olhemos para Jesns Christo suspenso na cruz
entre dous Iadr5es, invocando o eterno Pac, dan-
do d'ali mesmo os mais preciosos exemplos de
aunr e caridade, e exhalando o ultimo sus tiro
para que sendo ao mesmo tempo sacerdote e victi-
ma nos reconcilie com o eterno Pae e efTectuo a
redempcao do inundo perdido.
Contemplemos que aquelle corpo e aquella ca-
eta era a do prepno Qlho de Deas, c roguemos
ao eterno Pae, que por lao sacrosanta hostia, offe-
recida por lao grande pontfice como seu IIlio
Jess Christo, se applaqae sobre a nossa malicia,
pois 6 a voz do sangut do Nosso Senhor Jjsus
Cbristo que clama da cruz.
Mas esse sangue da cruz que clama pela propi-
ciacao do Eterno, clama tambera pela vinganca
dos ingratos, que nao querendo seguir seuo o
mundo e os seus deleites, a poltica e os seus in-
toresses, olhau com indifferenQa para aquella hor-
rivel e magestosa fcena do Calvario, sem verera
nella a lico para todos os povos e para todos os
gocemos, o perdo para todas as geraces, e a
soltura do captivero para todas as edales
Nao tendo infelizmente o
espirito da sua sobrinha nem forma era contorno.
madama Francisca deixou de ve-lo e cultiva-lo.
Cada anno desenvolva as facilidades da rapariga
que entrevia, sem compredende-las, essas sombras
com que uma voz grave deve advirlir uma crcan-
ca, para que ella nao se engae. Madama Fran-
cisca chamava mrito o que apenas vantagem,
meninco o que defeito, fraqueza o quo faz mdo
quelles que lecra aprendido no passado a temer o
futuro.
Entao como se passava a vida em casa de mada-
ma Francisca ? Ah da inesma maneira que em
casa de madama Clemencia, de madama Tuomazia,
finalmente em qualquer casa.
Vem a proposito tazer uma confissao, facamo-
la. Que cousa mais contraria vrtude da discrip-
cao do que urna janella defronle de um quarto ?
Nao queris olhar para elle ; nao queris ouvir
mais o que se diz I Porm a parte de vos mesmo
que jamis tem razao, arranja-sc de maneira a tudo
ver, tudo ouvir, sem quo saibaes o como. E' um
golpe de vista lancado por occasiao de olhardes
para oulra parto ; um som percebido quand nao
escuta veis.
Acabado o dia ficarieis admirado, cscandalisado,
se a metade de vos referisse oulra melade a his-
toria do vizinho. Aflligir-vos-hieis, eu tambem
afligia-me.
Ora, era a minha officina que eslava em frente
do estreilo pateo era cuja extremidade raorava ma-
dama Francisca. Vm dia, em que eu pintava, suc-
cedeu-nic senlir um cheiro de fritada. Que fazer?
Pde-se deixar de sentir? E nao obstante, cu pin-
tava Tratava-se de uma cabeca de nympha, vale-
rosa, indecisa. A minha naiade era loura, de ca-
bellos crespos, encantadora, e mais que tudo co-
quette: ella ni ira va um alevon voando sobre o mar,
e o seu espirito pensativo apparecia nos seus olhos
como um myslero.
Es eslava enlevado nesta creacao de poeta. Eu
era o poeta eu que procurava o ideal em todas as
cousas como se lem procurado a pedra philosophal.
Tinha Iracado no panno aigumas linhas vacillantes,
estas linhas me eram caras, e todos os dias accres-
centava minha obra um novo attractivo. Pare-
cia-ine q-.ic essa ingenua cabeca era lo somente
filha da minha imaginario ; eu suppunha nao ter
tido por modelo seno essa imagem de mil faces
que o artista v em si mesmo, e ao clarao que, de
repente, se harmonisa com a sua alma.
Porlanto eu ia procurando esses contornos, essas
sombras, e eis que um cheiro de fritada, miseria I
apossa-se de um dos meus sentidos que tal vez nao
era bem vigiado por mim. O cheiro ganha desta
vez o meu pensamento, sinto-me invadido por ideas
triviaes : frigideras, tcoes, farinha, massa, lilds I
Filhs 1 Esla palavra faz sorrirolado de mim mes-
mo que ama o passado, elle refere-me cem friolei-
ras a propo.-ilo da palavra querida da minha infan-
cia. Minha boa mae nos regalava aigumas vezes
com clles, a alegra era geral. Ainda estou vendo
essa loura pyramide, reluzindo com o p deassu-
drs de Nossa Senhora, e abandonava-os por un
capricho dessa pequea fada sem nome, sem for-
ma, mas omnipotente, que nos lere com a sua va-
riaba quando e romo qur.
A inspiraco. era a minha norma ; a de minha
mulher, o dver. Desta difieren ;a de directo nos
nossos actos, nascia a lucia. Eu era mais feliz,
Desta vez, a cousa foi longe. Comecando por ella mais prudente. Quanto aossa tribu, eu a
nao sei que bagale.la. tomou propones co.ossaes, ^SX^S!SS& ^T SE
e, era sentido inverso da raoiitauda que panu um Sna mae, os charos lilhos chegariam francament;
rato, essa bagatclla dou causa a ura desalio com-; a esse bem-estar modesto que (ai; face s precises
pleto.como Koma o presenciou muitas vezes entre reaes, e deixa alguma cousa aii depara abastan-
, ,, ., j ca da vida. Se por infehcidade, elles tivessem de
os seus plebeus e patricios. Calhanna no calor do 1^^.^ L>ntre nos, deiX0 d, julgar quem te-
debate eusou elevar a voz um pouco alm do dia- ra 5d 0 m(!|hor nauta nesta pissagem diffleil da
paso da opera ; a dona de casa viu-se na necessi- j vida.
dade de gritar mais alto; Camarina replicn em Comludo, de pretndeme idustraco cu me
" tornava, secundo a vontade de nimba mulher, mes-
falsete, e a pobre srahora nao podeudo excede-la ,re de d'est,r.ho, obscuro, Incog lito, tendo apenas
despediu-a. O mundo e assim. Os reinos por s uma discipula: nada de install; cao, nada de en-
mesmos aniquilain-se como o governo caseiro de thusiasrao. Mudtmoisrlle Mano la devia lomar no
ma,U,ma Francisca, s cora a differenca, por serem dia seguinle a sua primeira lica).
"* '" i Clemencia me nersuadiu que a cousa ira a meu
maiores, de o fazerem em tres das. | contenl0i que eu me tnieres?aria pelo adanta-
Durantc essa scena curta, mas decisiva. Althea mente das.meninas ; que a abaslanca restituida a
, ,. ',. meu ar me resarcira dos meus sacrificios, e que
ekoram Isto rae dea boa idea do seu cora5ao. a,m dsM> me reslaria I|luil lenip0 0ccu-
Ella ra com dolorosa comraoeo sua tia e a ama par.me com as niinhas naiades, c cus do Oriente,
uteirauente desavindas. | Esta ultima consideraco lan^ida hbilmente no
meu espirito, me esperava con un amigo que se
Em quanto eu fazia estas reQexoes, com o corpo ju|gava j ter partido e que anida se pode abra-
involuularainente inclinado para diante, aconteceu Qr. Disse Clemencia aigumas pata" agr-
daveis, promelli aceitar a pro;a da vida, emlim
que a minha naiade perdesse o equilibrio, c dsse ser "muilo prudente. Ella poz-s3 a rir, eu tambera,
arrastando cavallete, palhe- e mon.amos alegremente o nos* curso de dese-
' nho.
uma cambalhota,
ta, etc.
11
i:\l MIMIA CASA.
Calaslrophe estrondosa I Minha mulher vem em
Os artistas desconhecem as ,ongas disputas, e
nao creio que jamis os nossos pequeos furores
tenliain durado um dia.
Minha mulher imaginou un material todo de
convencao para sup|irir o que uos faltava. Poz-se
a cata de peinas para o ar.no inleresse de todos
meu soccorro, seguida dos nossos cinco lilhos, que e a minha officina, esla queran officina, onde eu
inesino que se chaina cara, rosto, semblante, e va sempre a rr-se. Julia ouv u com a maior gra-
que me representa, pe-se a sorrir agradavehnente vidade possivel as observa?oes de sua mae sobre
i.t,> u-a nidn o Iwin aceio, e attenco que eonvein apphear-e
t ludo lita nulo. | ao e#tud() ((a|.a |ue (.||e {]& nt ,0:. E|ja fl)i sum.
Que singular ajuntaineuto formam as diBerentes ^ cientemente esclirecida acerca da opportunidade
parles do nosso-ser I O homem tem quasi sempre de nina reforma, mas da thoor a prattea, ba mui-
caracler irritado, que oceulta quanto lhe possi-
vel ; seu juizo que lhe inostra a razao; os ervos
que agitam-se, eucolliem-se, erricam-se; a imagi.
naco que lhe faz perder a cabeca, o coraeao que
delira por uma palpitadlo de mais: a vontade que
alinal quem governa, tudo isto faz esforcos era
sentido contrarile o mais sabio parecer-se-hia com
um tolo se o seu semblante nao estivesse ah para
abaixar ou levantar os olhos astuciosamente, sor-
ir se m vontade, fazer em uma palavra tudo qu tu-
ro concerne ao gen estado. Quantas pessoas ha das
quaes dissestes por t-las visto passar : esto mui
to bera Se soubr-seis o que pensaram, hadezmi
nulos, lereis vontade de rir-vos.
la dilferenca I
Ao menos, seriam precisas duas para fundar,
com a joven hespanhola, a mil ha officina. Eu te-
ra debalde procurado oulra, la nbem nao pensava
nisto. Mas vede o que sabem fazer as boas espo-
sas, com eateca e tude; porquanlotenho visto, em
cerlos lugares, tabolelas representando urna des-
sas damas sem cabeca, e com pasmo tenho lido
esta divisa': A' hd.i esposa. Dssapprovo estejogo
de palavras. Nao. as boas e.- posas, rom Cabeca,
sao os genios familiares que proiegem as nossas
casas contra a borrasca e o mi I.
Toda entregue desde a.maihaa al a tarde aos
deveres raaternaes e aos'cuida Jos domsticos, Cle-
mencia nao deixava de observ ir. Ella tinha nota-
discipnlas bastantes para introduzir na nossa casa
essa abundancia me nao se faz esperar aos cora-
qocs sobrios. Cada um dos nossos lilhos receben
ura presente escolhido por sua mae : Emilia leve
a sua boneca. reuovaram-se aigumas pecas da
inobila, melhoraramse os detalhes, e toda a fami-
lia foi ao ciro I Quantas cousas excellentes obli-
das pelo trabalho em pouco tempo Causaya ad-
mirarlo; eu esfregava s raaos como se tivesse
sido o inventor ueste systema de administra-
cao.
III
F.ll CASA VK MVSOKI.A.
O Hespanhol era amador de quadros. Tinha gos-
lo em conceder, como muitos grandes senhores,
liospitalidade s obras dos bons pnlores que vio
obscuramente habitar u'um arraazem atrz da
taja.
O pae de Manoela comprazia-se em dar entra-
da no seu salo uma bella estampa dentro de
um quadro antigo ; elle respeitava-i como uma
grandeza decadente que nada perder do seu valor
primitivo.
l'm dia, fez-me a honra de consultar-me acerca
de um quadro que na vespera tinha comprado a
lum adlo, e para julga-lo, nossa vontade, convi-
dou-me para jantar. Ora, jaular fra de casa era
cousa rara desde o meu casamento. Os nossos II-
Iho ficaram tristes ; a sua mamaa alegrou-se, por-
que tildo quanto fazia era razoavel, e viu com vivo
prazer o cordial inleresse que por mim mostrava
o Hespanhol.
Achei no palacio amavel. acolhimenlo. Madama
X, mulher lnguida e fraca, cobrou por um ins-
tante alent para agradecerme os cuidados que
eu dispensava sua filha, cujos progressos eram
rpidos, e prometteu-me assistir ao curso logo
que a sua sade Ih'o permiitisse. Quanto mi-
nha estudiosa discipula, saudou-me como um ami-
go de todos os dias. Havia na mesa dous ou tres
convidados, conversou-se aom simplicidade e bom
go-to. Nao conheco ingenuidade mais verdadeira,
mas encantadora do que a de um grande seuhor.
quando quer ser bom homem.
A' noute. madama X fallou-mc com inleresse
dos meus lilds. disse-me que sabia por Id'o dizer
a (Ida dos seus nomos e edades, e ,-iediu-mc que
os levasse aigumas vezes a seu palacio, aflm de
que brincassein com Manoela no jardim. Escusei-
me, ella insisliu ; eu disse como se fosse um me-
nino que fallara minha mulher, asta ingenuida-
de fez rir-me a grande dama que tornou-se ainda
mais conversadora, Durante um quarto de hora,
discutimos acerca deste aparte, que honrava-me
infinitamente, das condie/ies da felicdade nesta
vida, da boa intelhgencia entre casad is, da ana-
loga dos pensamentos. O que ella dizia. eu tam-
bera o dizia, tudo era repetido duas vezes. Ora
era madama X quera comecava. ora era eu ; con-
clu que nos arabos nos Mohecamos. A bella
dama media-me pelo seu proprio padro, reduzin-
do-o a dcima parle, para fazer um juizo arerce
de minha casa, e eis por que havia lana seme-
Ihanc. a no nosso modt tie pensar.
do na rapariga de defronte, co no era costme di-
zer-se, urna forte inclina^ao p: ra as artes libones.
A sua oceuparo favorita era calcar sobre o vidro
-flores o pssaros. Quasi senpre assentada dian-
A visita foi muito pohda, julgando-se gracas ao ,ei|c um ,llteiro destinado amis nobre uso, ella
meu semblante, muito bem recelnda. Ella rae tup- ll;ll.ava so|,re o papel linhas me lornavam-se um
punha digno de consideradlo. O que dir-se-lna, se |,o,m bomem, ou algum cao di especie rara. Ap-
sedescobnsse que cuacaba va de iutere uma inesquinlia colisio de mulheres, desavindas suas toofaeto* ,. u ruidar i 08seus deveres com
por causa de urna fritada, de que baslou o cheiro: esse ar envidado que d um verbo cuja ronjuga-
para rechacar as nimbas inspirares se se advi- a n.io fm ao (.aSu Kt;sa IIC|inai;a0 par as ar-
rimase que eu dera o nome da muida bella uaiade WJ nSo SPni|0 favorp(.dat < rodona infraceoes a
a uma menina, e laucara ludo por trra por causa rilgrai e n,.n|iullia |,ra ia. Miaba niiilber rom
da minha reprenensivel cunosidade, que me fazia I a temeridade dos sert modsios que teem uma
exceder? Nao ha duvida que o estrangeiroeia
um rico Hespanholme tomara por poucacousa:
iriste pintor, incapaz de uma obra seria, bom para
luminarias outaboletas. Oh I meu semblante, quan-
to te agrade^'o!
O rico Hespanhol expnmiu-se a meu respailo de
tal maneira. que muito rae agradou; louvou o meu
talento por um simples ouvir dizer, e quiz ver os
meus trabalho-,. Abr a porta da minha offleina
o nella precipitei-me para acabar de por ludo, nao
em ordem, pois nao I mas uessa desordem que con-
vm ao santuario das artes. Tirei smenle o que
embaracava a passagem, e levanlei o meu alevon
que contnuava a voar no mesmo lugar com um ar
devoto, romo se nao Ide tivesse acontecido nada I
O Hespanhol linda observacao no olhar. elle nao
tomou por obra prima lulo quanto mostrei-lhe;
mas notei que se inleressava pelas caberas de
rreancas as quaes riam ou choravam, e eslavam
collocadas ao longo das paredes. Nao era un hi-
dalgo, buscando o seu pintor entre os grandes pin-
tores, era um bo:n pac de familia em procura de
um musir de desenlio para sua filha.
A queda foi grave, fique pasmado, porque j ti-
uha aonhado que este senhor rae fara ganhar uma
repiitarao na lle-panha; vinha de ser Chamado pe-
inis.-ao a rumprir, ousou ir i casa de madama
francisca, faltar-lhe da nossa nova officina, no-
vis-mia. e |>edir-llie como um favor, como um ser-
viro, que lhe dsse por discpula a sua formosa
sobrinha.
Esta, que eslava presente, sallou de alegra;
d.'poi<, abracando o eolio da sua boa ta, o que s
succedia as grandes occasi's, pediu-llie o seu
eon-eniiinenlo. .
Madama Francisca nao sotile o que responder.
A m nina tomou a hesilaco i or conseutmenlo t-
cito, e deu tantos e tantos agradecimentos que as
damas puzeram-se a rr. Alinea era a discipula
do minha mulher, que alias nao pedia nenhuma
retriliuiro. Usou-se de algui ia ceremonia, houve
dous ou tres sorrisos, outras lanas corlezias e,
acabadas as negeeiaoSas, as- parles reliraram-se
encantadas uma da outra.
A vida isso. O soffri ment e o prazer sao pa-
ra todos quasi da mesna natureaa, s ha differen-
ca no quadro que pode ser maior ou menor ; de
oaro, bano ou madeira carunrlio-a. O da bella
Hespanhola era sooerbo. Mas, verdade das coni-
pensares! em um canto desse lornioso quadio.
ella, a pobre grande dama, eslava quasi sempre
estendida em um grande sof, muito fraca para
pisar nos seus lindos tpeles, muito doente para
respirar o ar fresco sob as copadas arvores do seu
jarran). Pobreza da natureza physica que liga-se,
por assim dizer, propna alma.
Era quanto a minha pequea mulher dava
gambia sera enfado toda a manhaa, indo desemba-
razadamente abasleeer-se do necessario, arrenden-
do o fogo para regalar-nos com um grande bule
de caf com leite. a rica valetudinaria, sujeita
sua sorte, levantava-se fatigada do penoso repOOSO,
e viuda descancar sera que livesse trabalhado.
car; a nossa ama trazia-a toda ancha e sizuda, es- la rainha, encarrilado de obras importantes, coo-
perando que nos rssemos primeiro; e applaudindo decorado, titulado. Eu eslava precisamente neste
#11 d.4. i M uonto. eiuando o meu semb ante esqueceado o seu
coranosco a nossa pequea fehc.dade. Eslava bom, e^^0 0 falcm ,odos aijuedles que sao
eslava quente, delicioso! Mas em quanto eu via |0grailos.
passarein as afortunadas sombras dos meus filhs,
r ... A minha excellenle mulher cujo liom senso che-
perdia de vista a naiade, os seus cantos tinham ees- ^mlenlemenle para dous, aproveilou a occa-
sado, ella occullava-se debaixo dos cannicos da ri- giio e pintn em termos feli'zes o prazer qoe eu ex-
bauceini e nao olhava mais nem para mim nem permentaria. se livesse uma discipula tao dis-
para o a ley on. O'fritada I materia I porque te 'ini-"'a-
inieipozeste entre o meu ser e a poesa ?. Talvez Ella disse cousas delicadas acerca do melhora-
Quem era mais feliz, eu ou o grande senhor,
vendse a sua mulher 1
Ninguem cr-lo-hia : Clemencia hesitou em dar
o sen consent ment para que os lilhos fossem di-
vertirse era casa de Manoela ; tema que o espec-
tculo da opulencia nao tornarse a nossa pobreza
mais inesqninha a seus olhos. Todava, a sua pru-
dencia cahiu diante da graciosa instancia de ma-
dama X que, no intuito de agradar a todos, convi-
den a omeina Inteira para uma merend debaixo
dos seus castanheiros. Porlanto, Althea leve parle
na funecao. Divertirara-se muilo, pois que o pres-
tigio da novidadeajiintava-se ao encanto da redon-
da, do volante (jogo), da rede, etc.
As cousas n.io deviam licar ah. Tuha-se nota-
do que. ao paseo que iodos brincavam, Althea pro-
curava Manoela, nao lauto para foljrar, como pa-
ra estar com ella, para conversar, para lomar jui-
zo. como costme dizer-se. Era muilo favoravel
a brisa que inclinan para esse lado o formoso can-
nico. Minha inullier e-lava salisfeita, porque ule-
ressava-se sinceramenle pelas suas discipnlas. e
principalmente por essa menina cujas qualidades
muar- nao Ide eram desconlieeidis. A propra
madama X solTieu. sem o perreber, o poder des
s; olhar lmpido, des-e todo elefante ; e como viu
que Althea amava sua lilha, tambem amou Al-
una consequencia de dedicacao na-
Consentia-se Althea que sonhasse um pouco.
como a sua nalureza de artista o exiga, posto que
ella se esforcasse para combat-lo. Meus lilhos li-
ndara liberdade de fazer essa pequea algazarra,
sem a qual. diziam elles. nao ha alegra ; eu esla-
va autorisado a seguir as musas alravez dos cam-
pos, e minha mulher a nos chamar razio, por-
que, ta verdade, ella tinha o segredo de dominar
pela sua prudente aflahilidade as situaedes, por
mais liieei- que fossem, e em quanto procurava-
iii is fazer a nossa vontade, fazamos Iran-amerite
a sua. De lempos em lempos, em principio, eu
zangava-me, ella ria-se e provava-me que tinha ra-
zan, mas sem offendor-me, porque lancava sempre
os meus descuidos por conta do Parnaso acerca
do qual nada dizia.
A loa Manoela. arrastrada pela amzade,a mais
orle das crrenles, se bem que a mais calma, ti-
nha passado aceleradamente da nossa officina pa-
ra a rasa de maiiawn Francisca. Ella pedir sua
me permissao do ir tao smenle ver a pequea
cmara da sua amiga, o qoe a.me conceder, nao .
ignorando que as cousas iriam longe, mas nao ven-
do nennum inconveniente nisto, pois que a minha
mulher, a quem ella sabia dar o divido apreco,
era a propria que eanduzia o barco desses bellos
amores entre dous excellentes coracoes.
Sbete como comecam quasi todas as amzades
de mulheres ; refiro-me aquellas que su conhece-
ram desde raparigas ? Essas amizades nasceram
de duas gavetas cheias de ninharias elegantes.
Urna dessas gavetas abriu-se primeiro, porque
sempre as sympalhias uma.das almas anda mais
depressa da que a outra, ou ao menos sabe melhor
se fazer conhecer; a segunda gaveta correspon-
deu, e eis que as gradacoes moraes fundiram-
se era quanto os olhos e as mos dverliam-se.
Nada mais verdadeira ; mostra-se primeiro fi-
guras, "mu livro, um bordado, essas cousas que
todo o mundo viu ; depois passa-se ao mais inti-
mo : sao versee encantadores que se copiou. ja
uma confissao dos seus gesto; vae-se de confis-
sao em confissao. L-se sua companhelra a pao-
sagera de uma carta que se guardn, porque tirra
av ou um inno auzenle nella falla a'linguagem
do coragao; indica-se-lhe a pagina de um livro
que se marcou para ser lida muitas vezes ; ha
promessas de se tornaren) a ver brevemente ; a
chava ou a saraiva uppoe-sc sempre, pensase .
nislo; ha desejos, desasocego..... e ah est :
ama se. A islo que se chama amar : lembrar-
se, soffrer, e abrir as suas gavetas quando outro
se acha presente !
Mas porque nao se falla dos filhs T Porque se
diz sempre outra cousa muito difirante daqullo
que se quera dizer, e isto nao devia ser assim.
Hava oito annos, que o cheiro embriagante dessa
dilosa fritada derribara o meucavallcle. Os nossos
lilhos eslavam grandes, a nossa posicio era boa.
nao que conheeessemos o luxo, mas cada um de
nos istava comente com a sna sorte, e nisto que
consiste a verdadeira riqueza. Havia, em certas
pocas, uma pequea festa na nossa casa ; Julia
convidava as nossas discipnlas para rirem uma
tarde inteira, e nenhuma se fazia rogar. Uma me-
renda interrumpa os folguedos; acabava-se dan-
samio ao piano. Estes divertimentoseramo recreio
de Clemencia, e nessas occasioes, sempre a boa
Manoela lhe era confiada. ^
Ora, ura da, ella mostrava-se grave, e a sua ami-
ga procurava debadle distrahi-la. Tudo quanto se
faz pela ultima vez Iriste ecom uma certa solem-
nidade. A joven Hespanhola ia deixar sua mae,
casava-se; e posto que esta allianea fosse minto
i'..-, javel, ella linda mdo, como succede sempre.
quando muda-se de estrada e nlo se condece o no-
vo caminho. Cercada de mil prcorrupaciVs, a des-
posada nao tinha mais nada da infancia, e apenas
comprazia-se era conversar gravemente com minha
mulher ou com Althea.
No dia seguinle abriu-se o que Clemencia cha-
mou curso inferior de desenho, dando a entender
qoe hava um curso superior. Ella tinha urna
pompa de linguagein que me diverta. Eu Id'a
ceiisurei rindo-me, e fazendo-lue notar os defeitos
da nossa exposicao. Ella t: rnhem ra-se, c me
dizia : Que queras tu ? Quuido s me reslasse
um pedaco de pao eu o vollai ia pelo lado da er-
la Esforcou se tanto e descnvolveu tanta intel- faet, por
ligenria que a nossa abortar 1 foi e<|dendida I lernal.
A- nossas tres discipnlas ; pproximaram-se com
e-s.-pequeo embaraco que ss mmnas bem crea-
das expiimenlam ao primePte enconlro, mas a sna pandla era o modelo Intimo da sua companh .a.
amavel meslra soube occomn oda-las, e sb os mais Eu. quanto ella tirava linhas e tazia lraco> r.uza-
feli7.es auspicios ella den a sua onmeira talo ; dos, a sua alma appheava-se lule.ri.nente a copiar
eu
noces
im
com poucogosto. Im pap.i
sido reservada Eu t.....iva i alta d.recc. do cur- ma-la ao cumprimenlo dos seus devores. Era fcil
.-o. dava urna vista domos, una animaro as dis- descouhecer que uma dependa da outra, que o ca-
Desde entao notamos na officina, que a joven lies-
Cdegou a hora da merenda ; pozeram-se mesa,
e como uma folha cabida no rio segu a crrante,
Althea, deixando a seriedade, continuou a rir-se,
por pie toos riam. Lembrando-me da minha jfi- '
ventude, me tornava moco. Filhs einproavani-se
sobre mesa, e rausavam esses pequeos embara-
ces do costurae regalando todo o mundo. Eu fugia
iii vel, serena, sempre prompta a nos dar fortuna sob
a forma que lhe emprestavamoa Uecordava-me ao
me.-in i lempo de mil ninhariasproprias a remecher
esse fundo de coraciio que se occulla quando ha
al"iiem nelle. Essa apparicao de filhs, era em mim
o m sino que urna lampada n'uraa sala vasta e mo-
bibida, nella tudo se mestra ao mesmo lempo. Cora
um s golpe da vista dcscohre-se uma or des-
abrochada, um retrata sorrindo, urna lembranca
de aliii-turaulo; estes conlrastes que recobem a
claridadenos agiiam diversamente, lomo as mi-
nhas fraquexas eram toleradas, por causa dessa
Indulgencia qnenasre da amizade, tive o capricho
de estar iriste e alegre ao ine-mo tempo, de fallar
e calar-me, e sobrrtulo de observar, o que real-
mente pro.iri do artista. Portanto, notei no riso
de Alldea urna sombra melanclica : via crguer-se
ara muro enire ella e a Hespanhola. Esta dona do
casa, grande dama, mae de familia, loria, como
presentemente, essas horas que o mundo chama
perdidas, e que sao as nicas com as qoaes conta
a amizade ? Na sujeicao 3e uma moja que so de-
pende dos seus paes. ha para o coraeao uma lber-
dale regrada somente pelo amor paternal e filial.
(Coii/intim-JC-*")
PEHNAMIiUCAV- TYP- UB M. F. P- fc FLUiO
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SMMIO^^H


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