Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10269


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Full Text
Jivunii
-~i
AMO XXXX ROMERO 289.
Por tres mezes adiantados 88000
Por (res mezes vencidos 6SO00
QUIMA FEIRA 17 DE DEZEMBRO DE 1863.
Por anuo ailiantado. .... 19$000
Porte para o subscriptor. 3JJ000
DE PERNAMBUCO.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPQO NO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima'
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araran,
Sr. A. de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de
Oliveira; Maranhao, o Sr. Joaqtiim Marques Ro-
drigues; Para, os Srs. Manoel Pinheiro & C; A-
mazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL
Alagas, o Sr. Claudino Falrao Dias; Bahia, o
Sr. Jos Martms Alves; Rio de Janeiro, os Srs. Pe-
reira Martms & Gasparino.
PARTIDA DOS ESTAFETAS. I EPHEMERIDES DO MEZ DE DEZEMBRO.
Olinda, Cabo e Escada todos os dias.
Iguarassu', Goyanna c Parahyba as segundas e 3 Qn^o rang. as g h.; 49 m. e 2 s. da m.
Samo Antao^Gravat, Bezerros, Bonito, Garuara', 10 Lua nova as h-, m. s. da t.
Altinho e Garanhuns as tercas feiras. 17 Quarto cresc. as 8 h., 20 m. e 32 s. da m.
Pao d'Alho, Nazareth. Limoeiro, Brejo, Pesqucira, 24 Lua cheia as 11 h., 23 m. e 14 s. da t.
Ingazeira, Flores, Villa Bella, Tacaratu', Cabrob,
Boa Vista, Ourirury e Exu' as quartas feiras.
Sennhaem, Rio Formoso, Tamandar, Una, Barrei- PREAMAR DE HOJE.
ros, Agua Preta e Piraenteiras as quintas feiras.
Ilha de Fernando todas as vezes que para ali sabir
navio.
Todos os estafetas partem ao >/z da.
Primeira as 6 horas e 6 minutos da manhia.
Segunda as 6 horas e 30 minutos da tarde.
PARTTOA DOS VAPORES COSTEIROS.
Para o sul at Alagas a 5 e 25; para o norte at
a Granja 7 e 22 de cada mez; para Fernando nos
dias 14 dos mezes dejan, marg., maio, jul, set. enov.
PARTIDA DOS MNIBUS.
Para o Recife : do Apipucos s 6'/,, 7, 7 '/i, 8 e
8 Vi da m.; de Olinda s 8 da m. e 6 da tarde; de
Jabeatao s 6'/, da m.; do Caxang e Vanea s 7
da m.; de Bemflca s 8 da m.
Do Recife : para o Apipucos s 3'/,, 4, 4 >/4,41/2,
. *>'/, 5 Vi e 6 da Urde; para Olinda s 7 da
manhaa e 4 Vi da tarde; para Jaboatao s 4 da tar-
de ; para Cachang e Vanea s 4 >/j da tarde; para
Bemficas4datarde.
AUDIENCIA DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio: segundas e quintas.
Relago: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda : quintas s 10 horas.
Juizo do commercio: segundas s 11 horas.
Dito de orphaos: tercas e sextas s 10 horas.
Primeira vara do civel : tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados a 1 hora
da tarde.
DIAS DA SEMANA
14. Segunda. S. Agnello ab. m.; S. Pompeo m.
15. Terca. Ss. Ceciliano e Christiniano mm.
16. Quarta. Ss. Ananias, Miznel e Azarias mm.
17. Quinta. S. Floriano m.; S. Colonico m.
18. Sexta. S. Theotimo m. 5 S. Bassiano m.
19. Sabbado. S. Daro m. ; S. Pauillo m.
20. Domingo. S. Fohgonio b. m.; S. Julio m.
ASSIGNA-SE
no Recife, em a livraria da praca da Independencia
ns. 6 e 8, dos proprietarios Manoel Figueiroa de
Faria & Filho.
PARTE QFFICIA,
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 11 de dezembro de 1863.
Officio ae brigadeiro comman.iante das armas.
Expeca V. Exe. suasordens para que amanha s
9 horas de dia se aprsente ao Dr. chefe de polica
urna escolta de 3 iracas, aflm de conduzir um cri-
minoso que vai responder ao jury do termo de
Iguarass.
Dito ao mesmo. De conformidade com o que
soliritou o Dr. chefe de polica expeca V. Ele. suas
ordens para que amanhaa seja remettido com se-
guranza para o termo de Ipojuca, ende vai respon-
der aojury o desertor do 7 batalhao Jos Fehppe
Bezerra Cacalcanti, que deve ser all apresentado
ao respectivo juiz municipal com o incluso officio.
Communicou-se ao Dr. chefe de polica.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. Exc. de expedir as
suas ordens para que no da 16 do corrente s 6
horas da manhaa, estejam na casa de detencao as
pragas que forem precisas para escoltar at o pre-
sidio de Fernando, os 23 sentenciados de justiga
que tem de seguir para all no vapor Jaguaribe.
Dito ao mesmo. Transmiti V. Exc. os pro-
eessos verbaes das pragas indicadas na rclagao
inclusa, aflm de serem cumpridas as sentengas
proferidas em ditos processos pelo consclho supre-
111 o militar de Justina.
Dito ao mesmo.Determinando o aviso do mi-
nisterio da guerra de 5 do corrente, que no semes-
tre de Janeiro junho de 1864, se abone aos cor-
pos do exereito nesla provincia a etapa no valor
de 350 rs., e a forragem no de 800 rs.; assim o
commanico V. Exc. para seu conhecimento.
Dito ao desembargador provedor da Santa Casa
de Misericordia do Recife. Em vista de sua in-
formacao de 11 do corrente, mande V. S. inscre-
ver no respectivo quadro, aflm de ser opportuna-
mente admiltida no respectivo collcgo a fllha de
Anna Francisco Paes Brrelo, de nome Francisca.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Transmiti por copia V. S. oodlcio da contadora
de conformidade com o que dispe o aviso de 21
de novembro ultimo, por este as informagoes nelle
exigidas relativas ao alcance que teve o fallecido
commissario Antonio Jos do ('.armo na conta do
vapor Thetes.
Dito ao mesmo.Autoriso V. S. nos termos de
sua informago de 12 do corrente, sob n. 923, a
mandar abonar Francisco Joao Baptista da Cu-
nta a quantia de 505 como remuneragao do seu,
trabalho durante os mezes de setembro e oulubro
deste anno, em que estevo incumbido do trata-
mento dos desvalidos atacados do cholera-morbus
na praia de Alapuz. freguezia de Tejucupapo, se-
gundo consta do requerimente documentado que
devolvo, e a que allude a sua citada informago.
Dilo ao mesmo. Ao teneute do 4 batalhao de
infamara Manoel Joaquim de Souza, que segu
liara a corte no vapor que se espera do norte,
mande V. S. ajustar contas at o fim do tomata
mez, e passar-lhe guia de soccorrimento.Commu-
nicou-se ao brigadeiro commandante das armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Inleirado do eontedo de sua informago de 12 do
corrente, sob n. 600, recommendo V. S. que
mande por em hasta publica a conservago do 3o
termo da estrada do sul, servindo de base a essa
arremataco o ornamento e clausulas, juntas por
copia, e que para esse flm approvei e me foram
remetlidas com officio do director das obras pu-
blicas n. 237, de 26 de novembro ultimo. -Com-
municou-se ao director da repartcao das obras pu-
blicas.
Dilo ao^ mesmo. De conformidade com a sua
informaco de 12 do corrente, rab n. 599, mande
V. S. por em hasta publica os reparos de que pre-
cisan) as pontes de Tacaruna, Santo Amaro, Ar-
rombados e Varadouro na estrada de Olinda, ser-
vindo de base a essa arremataran o ornamento e
clausulas juntas por copia, que nesla data appro-
vei e me foram remetlidas pelo director da repar-
tido das obras publicas, com officio n. 235 de 26
de novembro ultimo.Communicou-se ao director
das obras publicas.
Dito ao mesmo.Constando de officio do director
da repartico das obras publicas de 12 do corrente,
e sob n. 250, haver o arrematante da obra de 316
bracas de empedramento no lugar do engenho
Vellio, feito a parte correspondente metade da-
quclla obra, o por issocom direito primeira pres-
tacao do seu contrato : assim o declaro V. S.
para seu conhecimento e aflm de que, em vista do
competente certificado, mande pagar-lhe a mencio-
nada prestacao. Communicou-se ao director das
obras publicas.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Man-
de V. S. apresentar junto ao caes do Forte do Mal-
tos no dia 16 do corrente s 6 horas da manhaa,
uina lancha esquipada para iransportar 23 senten-
ciados de justiga e as pravas que os acompanliam
para bordo do vapor Jaguaribe. Communicou-se
ao Dr. chefe de polica.
Circular aos commandantes superiores da guar-
da nacional do Recife), Olinda, Cabo, Pao d'Al lio,
Goianna, Nazareth, Limoeiro, Rio Formoso, Boni-
to, Rrejo, Garanhuns, Flores, Tacaratu, Boa-Vista
o Cabrob. -Remeta V... com toda a urgencia as
relacoes nominaes dos officiaes do servico activo e
reserva da guarda nacional dessa comarca, exigi-
das por circulares desta presidencia, de 10 de 011-
tubro ultimo, e de conformidade com o modelo
ella junio.
Dita aos commandantes superiores do Caito, Li-
moeiro, Boa-Vista, Cabrob. Rio Formoso e Pal-
mares.- Ciimpre que V. S. remella com toda a
brevidade possivel os mappas por batalhoes, de
toda a forca activa e de reserva e do armamento
da guarda nacional exigidas por circulares de 14
de agosto, 2 e 23 de outubro e 11 de novembro l-
timos para ciimprimento do aviso do ministerio da
justica de 22 de junho deste anno.
Officio ao commandante superior da guarda na-
cional de Santo Anto.Nao satisfazendo pelo mo-
do porque est organisada, a relacao de officiaes
da guarda nacional dessa comarca que vcio junta
ao olficio de V. S. de 30 do mez passado, remello-
ihc o incluso modelo, para que de conformidade
com elle, mande organisar nova, e m'a envi com
a possivel brevidade.
Dito ao director geral interino da nslriicgo pu-
blica. Respondendo ao officio que Vmc. me diri-
gi em 10 do corrente, sob n. 206, com referencia
ao em qne o bibliothecano provincial representa
sobre a falla que sent aquolle estnbeleciment de
leis provineiaes e de relatnos dos governos, tenho
a dizcr-loeque mister pie aquelle funecionario
indique quaes as leis e relatorios que Ihes faltam.
Dito ao rigario da freguezia de S. Caelano da
Raposa.A relacao que Vmc. remetteu-me com o
seu oficio de 28 de Janeiro ultimo, nao se presta
ao flm para que foram exigidos em circular de 27
de novembro prximo lindo, os mappas dos bitos
havidos nessa freguezia ; compre por tanto que
Vmc. organista taes mappas de conformidade com
os modelos que aqu ajunlo, relativamente aos au-
nos de 1861 e 1862, e m'os remeta cora ur-
gencia.
Dito aos agentes da companhia brasileira de pa-
quetes vapor. Pdem Vmcs fazer seguir para
os portes do norte o vapor Princeza de Joinville,
amanhaa a hora indicada em seu officio de hoje.
Portara.O presidente da provincia, atlendendo
ao que requercu o amanuense da secretaria dogo-
verno, Francisco Bellarmino dos Santos Freitas, re-
solvc conceder-lhe dous mezes de brenca com lo-
dos os vencimentos, para tratar de sua sade.
Dila.O Sr. gerente da companhia Pernambuca-
na, mande dar passagem para o presidio de Fer-
nando, no vapor que vai para all seguir, ao l-
ente do corpo da guarnigo desta provincia, Joao
Antonio da Silva, e bem assim a um filho menor
deste official e ao soldado que lhe serve de cama-
rada.Communicou-se ao brigadeiro commandan-
te das armas.
Dita.Os Srs. agentes da companhia Brasileira
de paquetes vapor, mandem dar passagem para
a corte, no vapor Apa, que se espera do norte, e
por conta do ministerio da guerra, ao 2 cadete Jos
Lourenco da Silva Milanez e o soldado Manoel An-
tonio Mazonas, qne assentaram praca voluntaria-
mente com destino ao 1 batalhao de infamara ;
ao particular Io sargento, Antonio Moreira da Cu-
nba Guimares, que vai estudar na escola militar,
e ao soldado Manoel Jos Francisco, que foi trans-
ferido do 2o para o 4 da mesma arma.^Commu-
nicou-se ao brigadeiro commandante das armas.
Dita.O Sr. gerente da companhia Pernambuca-
na de navegacocosteira vapor, faga transportar
para o presidio de Fernando, por conta do ministe-
rio da justica, no vapor Jaguaribe, os 23 sentencia-
dos indicados na relacao inclusa por copia, bem
como as pragas de primeira linha que os vio es-
I cuitando.
i Dila.Os Srs. agenles da companhia Brasileira
! de paquetes vapor, mandem dar Iransporte at o
I Cear, no vapor Princeza de Joinville, em lugar de
I proa, destinado passageiros da estado, Francis-
co Lourenco Freir, que consta ser desvalido.
I Dila.Os Srs. agentes da companhia Brasileira
de paquetes vapor, mandem dar passagem at o
Para, no vapor Princeza de Joinville, em lugar de
r, destinado passageiro de estado, ao capito do
exercilo Malinas Yieira de AgHiar.
Despaches do dia II de dezembro de 4863.
Requerimentos.
Abaixo assignados de alguns negociantes desta
praca.Informe o Sr. inspector da thesouraria de
1 fazenda.
Anna Francisca Paes Brrelo.Mandou-se ins-
crever a fllha da supplicante para ser opportuna-
mente admiltida.
Amancio, Africano livre.Seja conservado no
' arsenal de marinha. como informa o Sr. inspector
\ e pede o supplicante.
I Alexandrino Ayres da Paixo.O supplicante
nao pode ser attendido no presente anno flnan-
' ceiro.
Empregados do consulado provincial.Informe
o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Francelina Maria da Conccigao.Informe o Sr.
director do arsenal de guerra.
Francisco Bellarmino dos Sanios Freilas.Passe
portara concedendo a licenga pedida.
Jos Norberto Casado Lima,
concedendo a licenga requerida.
portara
EXTERIOR.
< <>hhi:sioi>\i:\ri % io MA-
MO 1E PERXAHBUCO.
.....iiii.u..
Lisboa, 28 de noYembre.
Dous acontecimentos, um feslivo para as provin-
cias do norte, e outro pavoroso para a capital, e
que poderia ser fatali-simo para lodo o reino, tem
sido nesla qunzena assumpto obrigado de todas as
conversares.
O Porto, e, a esta hora Braga, ambas ellas fol-
guedo, ostentagao, faustosasjdemonstrages, bailes,
arcos de triumpho, saraos e festins, para celebrar
condignamente a visita de cl-rei o Sr. D. Luiz e de
sua augusta esposa Sra. D, Mana Piade Saboia
Lisboa, attonita, v anda fumegar as ruinas do
banco de Portugal, do Contrato do Tabaco, dos pa-
cos do concedi, dos escriptorios das companhas
Kidelidade, Leziras e vapores do Tejo, e de mu tos
predios particulares quecompunham o vasto quar-
leiro comprchendido entre o largo do Pelourinho,
ruado Arsenal, ra do Ouro e ruados Capellistas,
devorado em poucas horas pelo espantoso incendio
que assombrou os habitantes da capital na noite
de 19 do corrente.
El-rei tinha sabido de Lisboa no dia 18.
O mez de novembro fatal para esla cidade.
Apressar-me-hei com tudo a dzer que os valo-
res do banco, eslavam na casa for* e foram sal-
vos, bem como toda a sua escriplura^ao. Se nao
fra a solidez da aboboda, a estas horas eslar-se-
bam lamentando perdas irreparaveis, que lanca-
riam na miseria muilas familias.
Para proceder com methodo, passo a transcre-
ver lhe a parle official deste horroroso incendio, o
maior de que nao ha memoria em Portugal nesle
seculo.
Eis o officio do governador civil de Lisboa ao
presidente do consellio de ministros :
Governo civil de Lisboa.! repartcao.N.
1,303.Illm. e Exm.Sr.Em desempenho dos de-
veres do meu cargo, cumpre-me dar V. Exc.
conta das particularidades do lamentavel aconteci-
mento occorrido nesta capital em a noite de hon-
tem para hoje ; com quanto nao sejam ellas na
maior parte ignoradas de V. Exc, peis que, ou as
presenciou, ou foi dellas informado pelas coramu-
caces verbaes que repelidas vezes lhe fiz.
Pelas nove e meia horas da noite manifestou-se
incendio no quarteirao da ra do Arsenal, que fa-
zendo esquina para a ra urea, segu pelo lado
de oeste da ra Nova d-EI-Rei ao largo do Pelou-
rinho ; quarteirao ocenpado pelos pacos do conce-
di c banco de Portugal, e onde eslavam igualmen-
te estabelecidos a administraco do contrato do ta-
baco, e os escriptorios das companhas de seguros
Fdelidade, das Lazirias, etc.
Parece que as chammas romperam primera-
mente pelas janellas do pavimento onde eslava col-
locada a contadura da cmara municipal.
Por algum tempo se julgou possivel vencer a in-
tensidade do incendio, porm essa esperanca se
desvaneceu em pouco tempo, desenvoivende-se
elle mais tarde por forma tal, que aperar dos es-
forcos quasi sobrehumanos que se empregaram
para o debellar, nem ao menos pode diminuir-se-
llie a forca ganliando os terceiros andares de qua-
si lodo o quarteirao, e communicando-se em pirte
at aos primeiros e tojas.
Logo primeira noticia, dirigi-rac ao local do
sinistro, onde V. Exc. comparecen igualmente,
bem como o Exm. ministro da fazenda, e muitos
funecionarios e empregados superiores e subalter-
nos de diversos ministerios e repartigdes publicas,
correndo tambem um grandissimo numero de in-
dividuos de todas as classes, que espontneamente
se apresentaram, e que se mostraram solcitos em
prestar todos os servicos que o perigo exiga.
Asdireccese empregados das differentesrepar-
tieres e companhas all eslabelecidas, puzerara por
sua parte todos os esforcos para diminuir os estra-
ros de tao deploravel successo.
Conseguio-se salvar das chammas a casa forte, I
onde existiam depositados os valores do banco, e a
parte mais importante da sua escrpturacao, sal-'
vando-se igualmente quasi toda a quepertencia ao
contrato do tabaco, e a bibliotneca e archivo da
cmara municipal, os papis das companhas Fide-'
lidade e das Leziras, etc.
Tambem se obteve preservar do incendio, de que
esleve ameacado, o predio que da ra urea, faz
esquina para a ra Nova d'Ul-Rei.
Os empregados no servico dos incendios e a for-
ra publica cumpriram o seu dever por modo digno
de elogio, ficando com tudo bem demonstrado que
esse servico dos incendios necessita urgentemente
de ser methorado.
Igualmente se tornaram credores de elogios to-1
dos os empregados e pessoas particulares, que se
apresentaram, e que trabalharam porfta, de sorte
que nao posso por emquanto individualsar quem
mais se distingui.
At esla data nao foi anda possivel averiguar
precisamente se ha ou nao a lamentar alguma vic-
tima de morte ; sendo tambem certo que nos des-
entulhos a que se procede no edificio destruido
pelo incendio anda sao se encontrou cadver
algum.
Deram, porm, entrada no hospital do S. Jos,
gravemente feridos, segundo as partirparOes que
recebi, Lourenco Lopes Martins, primeiro grume-
te da armada real, o padre Manoel Antonio Rodri-
gues e um aguadeiro por nome Jos Simdes ; e
consta-me que se acha tratando em sua casa de
feridas graves um individuo por appelido Vleme,
e mais algumas pessoas levemente feridas, cujos
nomes ignoro; nao tendo liavdo nenhum desastre
com respeilo ao pessoal da companhia dos bom-
beiros.
"(oportunamente levarei ao conhecimento de V.
Exc. todos os mais esclarocimentos que relativa-
mente a este triste successo me forem constando.
i Deus guarde V. Exc. Lisboa, 20 de novembro
' de 1863.Illm. e fjExc. Sr. presidente do conselho
de ministros.O governador civil, Mrquez de Sa-
> bugpsa.
' nao menos curioso o officio do engenheiro
inspector dos incendios, publicado hontem na fo-
lla official :
Illm. Sr.Como recopilarlo das communca-
coes que eu tenho ti Jo a honra de fazer V. S.,
acerca do pavoroso incendio que a 19 do corrente
mez, pouco depois das nove horas e meia da noite,
se manifestou nos pacos do concedi, hislonarei
em resumo os fados que se deram durante este
lamentavel sinistro.
Ofogo teve principio na repartcao de contabili-
dade ou as casas que lhe eslavam immediatamen:
te contiguas para o interior, e os soccorros que
primeiro chegaram foram estabelecidos contra as
janellas daquella leparlicao, pelas quaes j sahiam
grandes rolos de fumo.
A |torla da casa da cmara estava fechada, c lo-
go que pude obler a chave, o que levou bastante
tempo, enlrei dentro do edificio para ver os pro-
gressosque o incendio tinha feito, estabelecer con-
venientemente os soccorros e salvar, se fosse pos-
sivel, as plantas da cidade, que eslavam na repar-
tido technica, na casa justamente collocada por
cima da contadura ; e apezar dos esforcos que
empreguei, nao me foi possivel penetrar no ter-
ceiro andar, por causa da grande quanlidade de
fumo que o enchia. '
Nesta occasio j o incendio tinha tomado posse
da thesouraria e da casa que lhe dava entrada, e
comecava a lavrar na secretaria.
Mandci duas bombas pela escada para obstar
ao progresso do incendio pelo lado da casa das ses-
! ses, e das que lhe ficavampor cima, c flz collocar
duas agullietas no tediado, urna para o lado do ban-
| co, outra para o da ra do Ouro, dirigidas por
' dous empregados, em quem eu tenho plena con-
i flanea.
Tomadas estas precaujoos, fui revistar o edificio
I do banco, e deixei all una sentinella com a re-
' commendacao de refrescar a miudo urna janella
' que olhava sobre a ra do Arsenal, prximo do in-
1 cendio, e de me dar aviso logo que no banco se
nolasse o mais ligeiro sign.il de fogo.
Ojiando acabei esta inspeceSo, o fogo que pareca
quasi dominado tomou repentinamente grande des-
envolvimenlo. Viram-se enlao sahir chammas pelas
janellas do terceiro andar, e immediatamente va-
rou ao desvao do telbado, aonde estava accumula-
da urna grande quantidade de madeiras miadas
que tinham servido nos festejos pblicos.
Nesla conjunctura vieram dizer-me que o fogo
tinha penetrado no banco
Pelas informarles que eu colhi figurou-se-me
que aquelle edificio estava separado de alio a bai-
xo por urna parede mestra das casas oceupadas
pela cmara municipal, mas nao era assim.
O banco no segundo andar oceupava o espaco
aonde se acham abenas doze janellas para o lado
da ra do Arsenal, a contar do cunhal daquelle e-
dificio sobre esta ra, e a parede que separa ban-
co da repartico de contabilidade da cmara nao
chegava senao ao pavimento do terceiro andar,
ocrupan lo o contratodo tabaco neste andar o es-
paco de quatorze janellas contadas do mesmo cu-
nhal, duas das quaes eram collocadas inmediata-
mente por cima aonde o sinistro principiou, e per-
lencfam ao gabinete dos caixas do contrato findo
Alm desta parede mestra que separava estes
gabinetes da repartidlo technica da cmara muni-
cipal, e sobre a quaf parede em guiza de guarda
fogo tinham elevado um coroamento de alvenara
com tres palmos de alio, que nao interrumpa a
continnidade do madeiramento do telhado, era nao
s furada por duas portas no segundo pavimento,
mas tinha urna no desvao do telhado em que esla-
vam acrumulados os combnstiveis de que j fallei.
Esta porta rommunicava com o desvao situado para
o lado do saguao sobre a casa que no terceiro pa-
vimento servia de deposito aos livros e mais papis
perlenccnles ao contrato Ando.
Todas estas circumstancias impossiveis de pre-
ver e que ninguem me indicou, flzeram com que o
incendio irremediavelmente se eomrmrmcasse ae
banco, c com tanta inlensidade que qoando recebi
aviso que o fogo tinha penetrado neste edificio, re-
conheci pelo exame que logo all fiz que era impos-
sivel salva-la
" Na mesma occasio que o fogo nshlHlfcdo-se pe-
los desvos do tediado e consumindo o pavimento
dos gabinetes que j disse serem cellocados sobre
a repartico de contabilidade da cmara, lavrava
no edificio do banco com incrvel presteza, o vento
sueste que soprava com furia na direccao da diago-
nal do rectngulo formado pelo quarteirao de que
faziam parle os pacos do concelho, levada pele lado
do saguao, que era de dimenses acanhadissimas,
as lavaredas para dentro dos predios da ra dos
Capellistas, e o predio, cuja escada tem o n. 161,
appareceu quasi inslamaneamenie incendiado em
loda a sua altura, dando lugar este rpido incendio
a urna detonacao causada, creio eu, pelo rpido
aquecimenlo do ar comprimido em algumas casas
com o peso das paredes que desabavam.
Pouco antes deste acontecimento tinha eu man-
dado o segundo patrio do carro n. 2 com os car-
pinteros de machado do arsenal de marinha fazer
um corte nos tediados dos predios da ra dos Ca-
pellistas para evitar a propagacao do incendio por
aquelle lado, e pedi ao lente de engenheiros Bre-
derode que pelos sapadores mandasse fazer um ou-
iro corte parallelo ao primeiro, mas nem um nem
oulros poderam levar a effeito o que tao corajosa-
mente tentaram, j pela diflkuldade de cortar de
promplo madeiras de grandes grossuras, j pelo
inminente perigo que corriam em razao da rapidez
com que o fogo se desenvolva.
Quando um incendio chega a tomar taes propor-
c5es e era incvitavel loma-las pelas causas que j
tive a honra de apontar, e de que V. S. foi teste-
munha occular, nao ha nenhuma possbilidade de
o dominar.
Em apoio a esta assercao nao citara os vastos
incendios que j este anno devoraram lodo o ser-
ralho em Constantinopla e edificios nolaveis em S.
Peterburgo, e em Dresde, se bem me lembro, por-
que talvez se diga que nestas cidades os soccorros
nao eslavam bem organisados, mas citarei os que
ha poucos annos houve em Pars, na Halleauxdraps.
que ardeu complelamente ; em uns grandes arma-
zens de trigos situados entre o Sena eos Campos
Elysios, de que nada se podo salvar; em um ar-
mazem de fazendas na ra de Senne, que devorou
todo o quarteirao em que elle estava; e sobretudo
o grande incendio de dokas do Londres, aonde a
superficie era maior do que a do quarteirao em
que teve agora aqu lugar o sinistro, e aonde ape-
zar das^abobadas que abrigavam as mercadorias,
estas nao poderam ser salvas, havendo um prejui-
zo dez vezes superior aoque acaba de padecer esla
cidade.
Nao me restando esperancas de salvar dos pacos
do concelho mais do que o archivo e a- bibliolheca,
do banco mais do que as casas fortes, primeiro an-
dar e as tojas, porque era tudo abobada, e sendo
apenas possivel salvar des predios da ra dos Ca-
pellistas os dous ltimos para o lado do nasecnte,
porque eslavam defendidos por guarda fogos, con-
cenirei todos os estorbos uestes lugares, e conse-
guio-se salvar aquelles" predios, apezar de nellester
pegado foge pelo lado do saguao e atravz dos agu-
Iheiros que existiam em urna das paredes ; evitar
a ruina das abobadas de que fallei; defender as
portas e janellas das casas que ellascobriam, oque
deu em resultado o banco nao perder nem os seus
livros nem os seus valores ; e o contrato do tabaco,
que linha podido salvar quasi lodos os seus papis,
conservar tambem osobjectos comidos na sua casa
forte. O m|x>rtantc archivo municipal e a biblio-
lheca foram tambem salvos.
Ha, porm, algumas desgranas pessoaes a lamen-
tar, mas poucas em relacao ao crescldo numero
das que a voz publica apregoou. Que eu sai ha
morreram dous dos oilo feridos que foram recolhi-
dos no hospital, dos quaes um era urna creanca de
treze annos, e posto que os outros se achem em pe-
rigo, parece que ha esperancas de os salvar. Alm
desles ha anda feridos nao gravemente tres empre-
gados da repartico dos incendios.
Da alfandega, dosarsenaes, dos vasos portugue-
zcs surtos no Tejo, do quartel da armada real c da
fabrica do gaz vieram soccorros de homens e bom-
bas em nosso auxilio e preslaram lodos relevantes
servicos.
Algumas outras pessoas, cujos nomes tenho pena
de nao poder mencionar, por os nao conhecer, pra-
ticaram tambem actos de verdadeira roragem. Fo-
ram igualmente assignalados, como V. S. e toda a
vereaejio liveram; occasio de observar durante o
sinistro, os servicos prestados tclos empregados da
repartico a meu cargo, os quaes anda agora con-
linuam irabalhando na completa extinecao do in-
cendio, em que tem sido coadjuvados pelos empre-
gados das reparligoes das calcadas e da limpeza e
pelos soldados do corpo de sapadores.
Deus guarde V. S. Lisboa, 22 de novembro de
1863.Illm. Sr. vereador do pelouro dos incendios.
O engenheiro encarregado da inspeccao geral dos
incendios, Joaquim Julio Pereira de Carralho.
Avaliam-se os prejuizos emoito centoscontos de
ris, moeda forte.
Do edificio da cmara municipal, escaparam o
pavimento terreo e o primeiro andar da parle onde
estava o banco e o contrato. No primeiro andar
onde funecionava a companhia de seguros Fidelida-
de, abateu ludo, porque nao era defendido por abo-
bada.
Escaparam as casas fortes do banco de Portugal
e do contrato do tabaco. A abobada da casa forte
do banco, abri, mas nao houve perda alguma. A
abobada da casa onde est o archivo da cmara
municipal, tambem rarbou, e alguma agua entrou,
mas nao causou prejuizos de consideracao.
Na ra des Capellistas e do Ouro anda no dia
seguinte ao anoilecer estava grande quanlidade de
mobilia. Senlinellas da guarda municipal prohi-
biam a passagem nessas ras junto aos predios in-
cendiados, de pessoas estranhas ao servico dos in-
cendios.
O contrato do tabaco perdeu apenas os papis do
expediente. A companhia das Leziras salvou to-
dos os seus papis e livros. Os salvados do banco
e do contrato foram recolhidos na igreja de S. Ju-
lio.
Os Srs. Jos Lourenco da Luz, Augusto Xavier
da Silva, e mais directores, o Sr. Figueira, thesou-
reiro do banco, e muitos empregados daquelle es-
tabelecimcnto de crdito comparecern! logo no
principio do sinistro.
No contrato de tabaco, o Sr. Freilas, thesoureiro,
ia morrendo asphyxiado pelo fumo, por nao querer
abandonar a casa forte do contrato, onde alm de
cento e vinte c tres contos de res em ouro, havia
muitos valores particulares, apezar de instado pelos
caixas para se affastar d'alli. Perdeu os sentidos
e teria suecumbido, se o nao salvasse heroicamen-
te, seu filho Augusto.
O Sr. Jacinlho de Freilas e Oliveira, antes de
perder os sentidos, tinha aberto um cofre de ferro
em que estavara depositados os ttulos das propie-
dades e ruis papis importantes- \> conselheiro
Costa Lobo, e achou tudo carbonisado. O Sr. Jos ra o da secretaria ta justica. Anda agora no quar-
Maria Eugenio de Almeida um dos capitalistas t0 das trapciras se viam indicados os nomes das
mais prejudicados, depois do Sr. Costa Lobo. aias e creadas das infantas que nelles habtarani.
Da companhia das Leziras salvou-se tudo. Do Na sala das sesses da cmara havia uns magnii-
banco dP<5TlDgal, s artlcua mobrlra do segundo eos pannos de raz que revestiam as paredes, re-
andar. Todos os documentos e valores foram sal- presentando passos da vida do imperador Constan-
vos na casa forte. ... tino. Eram os memores que se conheciam. T-
O banco no da segrate a noite do incendio, con-j ubam custado 16 mil cruzados. Salvarara muilo
gwaTttt.sjBi8 operacoes no edificio da junta dol chamuscados os retratos de el-rei D. Joao VI, da
crdito publico.
Successivos supplementos ao Diario de Lisboa,
tranquillsavam o publico sobre as perdas do ban-
co e do contrato do tabaco. Partes telegraphicas
para lodos os pontos do reino, socegavam os ani-
mos^prevenindoo pnico que produziria a noticia
de tao espantoso incendio.
El-rei fez logo tele^rapnar para Lisboa, ao presi-
dente do conselho, duque de Loul, que tinha Dea-
do na capital, manifestando a magoa que sentir
por tao infausta nova. O duque, presidente do con-
selho, e o Sr. Lobo d'Avila ministro da fazenda,
conservaram-se no local do sinistro at s cinco ho-
ras da manhaa.
Foi nomeada urna commissao technica, composta
des engenheiros inspector dos incendios, do civil
Joaquim Nuncs de Aguiar e do conselheiro Lar-
cher, para estudar os edificios onde eslao as repar-
tieses publicas no terreno do Paco, e projior as me-
didas preventivas que julgarem necessarias para
do possivel modo se prevenir urna eventualidade
tao desastrosa como a que teve lugar na noite de
19 deste mez.
Em data de 21 expedio o ministro da fazenda ao
seu collega das obras publicas um officio exiwndo
o perigo em que se acha, de incendio, o edificio da
alfandega grande de Lisboa, pela proximidade em
3ue se acha da secretaria de estado dos negocios
o reino, onde existem fogoese permittido fumar,
|iedindo-lhe que encarregue um engenheiro de pro-
por e orgar as obras convenientes.
A associacjio commercial de Lisboa, decidi
n'uma de suas ultimas sessoes, representar ao go-
verno com o maior numero de assignaturas que
for possivel, contra a conservaco da secretaria do
reino junto alfandega grande!
Um officio do director da alfandega grande, o
conselheiro Diogo Antonio Palmeiro Pinto, abunda
as mesmas ideas epede providencias para garan-
tir o edificio da alfandega grande de um sinistro,
e ao mesmo tempo para que se conceda mesma
alfandega a parle oceupada pelo ministerio do rei-
no, pela falta de espago que se faz lia muito sentir
na alfandega, para armazenagem de mercaduras.
Todos os predios incendiados do quarteirao des-
de os paces do concelho a vollar pelo largo do Pe-
lourinho, at 6* janella da ra dos Capellistas,
eram do municipio e eslavam seguros apenas era
9O conlos de ris I
A reedifleacao dos edificios queimados avada-
da em dez vezes aquella somma.
0 municipio e os seus empregados perderara
muito em dinheiro e papis que havia nos pagos
do concelho, tendo-se apenas salvado alguma coa-
sa da sala da sessao. A planta topographica da ci-
dade, que levara dez annos a fazer ardeu.
Os edificios incendiados que nao eram da cma-
ra eslavam seguros na companhia Fidelidadc em
200 c ntos aproximadamente. Houve muitos fer-
mentes. Sete individuos, dos que acudiram ao si-
nistro ao sinistro deram entrada no hospital.
Falleceu all um grumelte da corveta Infan-
te I). Joao. Tambera suecumbio urna crianca
de 13 annos, irmo do Sr. Valente, capelllsta. Do
contingente da armada eslao no hospital da mari-
nha quatro marinheiros feridos, e um delles est
era perigo de vida. Urna portara do ministerio da
marinha e ultramar foi publicada no Diario Offi-
cial, louvando em nome de el-rei a coragem e de-
dicago dos marinheiros c officiaes da armada que
acudiram ao incendio.
Abrio-se um inqnerilo pelo governo civil sobro
as causas do sinistro. O administrador do bairro
do Bocio, Goncalves Lima, quem preside ao in-
querilo.
A companhia FidelidaJe, logo no dia segninte
comecou a pagar a importancia dos seguros. A
Garantid e a Segriranca do Porto, e a Norwiclt-
Union tambem ali tem alguns seguros.
I O dinheiro do contrato do tabaco, dinheiro e va-
lores dos Srs. Jos M. Eugenio de Almeida, Jos
Izidoro Guedes, Costa Lobo e Francisco Cardoso
da Cunha c de outros cavalleiros que estava na
caixa forte do contrato, debaixo da guarda do
honrado thesoureiro o Sr. Jacintho de Freilas c
Oliveira foi encontrado todosem perda deum real,
gracas ao incansavel zelo e actividade que na oc-
casio do sinistro desenvolveram o Sr. Freitas,
seu filho Carlos, e o benemrito empregado do
contrato o Sr. Manoel Gomes Fcrreira da Costa.
Os accionistas do banco de Portugal foram in-
cansaveis. Alguns trabalharam incessantemenle
; para salvar as enormes fortunas all reunidas. Os
Srs. Jos Carlos Mardel e Ricardo Loureiro e varios
empregados do banco deram provas de grande co-
ragem c dedicacSo.
ao sr. Mardel que se deve a conservaco da
1 casa forte.
As abobadas da casa em que se achara a com-
panhia da Leziras, racharam todas; o fogo anda
1 penetran pelas janellas posteriores, queimando-as.
! A escada ardeu c abateu por ser de madeira. To-
! da escrpturacao foi salva e os movis.
Compareceram logo alguns accionistas que pres-
laram bons servicos, distinguindo-se os Srs. Ave-
lar, Araujo, Costa e Silva e muitos empregados.
O director Francisco Joaquim de Almeida Figuei-
redo prestou relevantes servicos. Os conselheiros
Antonio Jos d'Avila, e Cordei'ro Fcio, sao dignos
do maior louvor.
O cofre da cmara municipal foi tirado do cen-
tro das ruinas. Contraria 6 contos c tantos mil ris
em notas ; noventa e tantos conlos em inscripces
de assentamento. Todos esses papis eslavam car-
bonisados, mas deixando conhecer todas as lettras.
Parece que tambem foi salvo o cofre das licen-
gas.
V
Dcsappareceram as chaves da cidade e a grande
' salva de prata em que ellas eram offerecidas, bem
como a escnvamnha do guarda-mr.
O Sr. Francisco Gongalves dos Santos fez um
grande servico manicipalidade. Todos os docu-
mentos e paitis relativos s propriedades munici-
paes foram devorados pelo incendio, mas aquelle
i zeloso empregado tinha em sua casa um livro em
' que tira va, por curiosidade copia de tudo, e aca-
ba de offerecer esses assenlamentos que sao de
grande valor.
O edificio pertencente cmara municipal fra
mandado construir pelo senado em 1770 e foi con-
rluido em 1774, tendo distado 121:09927t. No
' 1* andar onde estava a companhia Fidelidade foi a
] repartigao da casa dos 24. Alli e na secretaria da
1 justica foi por algum tempo pago real e habitaco
I da senhora raioha D. Mara I edo principe regen-
te D. Joao, havendo um passadigo sobre a ra do
Ouro, que coiamunicava do edificio da cmara pa-
senhora D. Maria II e do Sr. D. Pedro V ; mas ar-
deu o painel de Nossa Senhora da Conceigo que
estava no topo da sala.
Era um predio de ptima conslrucgo. L se
vem as soberbas vigas de madeira do Brasil, car-
boneadas era parle, mostrando a rigeza da ma-
deira.
As salas do banco de Portugal tinham pannos de
raz as paredes, mas nao eram de grande merec -
ment. Nos sotos da cmara existiam anda pan-
nos de raz da amiga junta da fazenda, e outras de-
coragoes do amigo pago.
Este edificio, que custou 121 contos de ris, nao
se construa hoje com igual grandeza por menos
de 300 conlos. Tinha o predio 10 janellas de fren-
te para o largo do Pelourinho, alm da janella
grande que ficava sobre a porta ; dos lados linha
21 janellas em cada um dos tres andares e aguas-
furtadas. Nao arderam 3 janellas do lado da ra
do Ouro, e II da ra dos Capellistas, posto que
que duas da parte de Oe.-te mostrara que o fogo
por ali causou alguns estragos. 0 banco esteve ali
sem pagar renda at 1837; entao se estipulou com
a cmara urna renda que era agora de 3 contos de
res annuaes, inclusive a parte onde eslava o con-
trato, que sublocataro do banco.
Diz-se que a dirergao do banco de Portugal pro-
jecta comprar cmara a parte do edificio incen-
diada que oceupava, para ahi levantar urna casa
com todas as condigoes de seguranga para o seu
eslabelecimenlo, isolando-o por meio de fortissimas
paredes e de um saguao incommunicavel. Esl-se
levantando um telheiro sobre a casa do banco pa-
ra guardar a abobada e tapando as communica-
ges que devassam o eslabelecimenlo.
Oulro assumpto e de melhor feigo.
Efectivamente SS. MM. el-rei o Sr. D. Luz e a
senhora D. Maria Pa partirn) no dia 18 para o
Minlio. s 8 horas da manhaa chegou a real co-
mitiva gare do caminlio de ferro em Santa Apo-
lonia (Lisboa). O regiment 10 de infantera fazia
a guarda de honra. S. M. el-re o Sr. D. Fernando
e o Sr. infante D. Augusto, o ministro da guerra.
0 presidente do conselho, bem como as autoridades
civis e militares, grande numero de funecionarios
pblicos e varias pessoas da corte acompanharam
SS. MM. estagao. Pouco depois largou o comboio
especial.
Chegou ao Carrecado s 9 horas. Neste comboio
foi anda o Sr. duque de Loul. Alli foi servida
SS. MM. urna variada refeicao. Finda ella SS. MM.
seguirn) viagem em direegao a Alcobaga. Na car-
ruagem, com S. M. el-rei e S. M. a rainha, iam a
senhora duqueza da Terceira, e o ministro do rei-
no. as demais, iam a senhora D. Gabriella, a se-
nhora marqueza de Souza Holstcin, conde de Vale
de Res, marquez de Souza Holstein, general Pas-
sos, doutor Magalhaes Coulnho, medico de SS. MM.
e o reste do sequilo. Aos 25 minutos depois do
meio-da chegaram ao Bergal, onde almogaram.
1 hora e 40 minutos da tarde sahiram era direccao
s Caldas. Alli se Ibes apresentaram o governador
civil de Leiria e o secretario geral, a cmara mu-
nicipal, o administrador do concelho c varas au-
toridades. s 6 Vi da larde, chegaram SS. MM. a
Alcobaga e em seguida foram igreja do extracto
mosleiro assislir ao Te Deum, recebendo depois a
cmara municipal c autoridades, c alguns officiaes
da guarda de honra de cagadores n. 6.
a entrada em Alcobaga foi urna verdadeira ova-
cao ; mais de 12,000 pessoas sollavam enthusiasti-
cos vivas SS. MM. ; carta constitucional e
toda a real familia.
A villa eslava Iluminada com goslo e brilban-
tisnio, e varios arcos eslavam vistosamente ador-
nados as mas e pragas. SS MM. hospedaram-se
era casa do Sr. Antonio Xavier da Costa Veiga,
onde houve um explcndido jantar.
No dia 19 SS. MM. sahiram de Alcobaga s 9 >/,
da manhaa, chegando a Aljubarrota s 10 horas e
35 minutos, a Ihora e 40 minutos deram entrada
na Batalla. Foram assistrao Te Deum apenas se
apearan) da carroagem. Visitaran) depois o con-
vento, e em seguida honraran) a casa da senhora
D. Barbara Chartres, onde almogaram. Antes do
al mogo recebeu el-rei a cmara municipal e va-
rias autoridades e pessoas de. distinegao.
Em toda a parte onde SS. MM. tecm aceitado
alguma refeigao tem sido convidado os presidentes
das cmaras e oulras autoridades.
s duas horas da tarde sahiram SS. MM. da
villa da Batalla.
s 3 chegaram a Leiria. onde eram esperados
pela cmara municipal e autoridades civis e ec-
clesiasticas. O batalhao de cagadores 6 eslava pos-
tado em continencia no meio da praca principal
da cidade.
Pouco depois de 3 horas deixaram Leiria SS.
MM. para proseguirem na sua jornada. s 6 ho -
ras chegaram ao Porabal e foram recebidos debai-
xo do pallio pela cmara municipal, dando entra-
da nos pagos do concelho onde eslava preparado
um refresco que SS. MM. se dignaran) acceitar.
S. M. el-rei recebeu com agrado um hymno dedi-
cado a S. M. a rainha, e que lhe foi offerecido por
Henriquo Jos Gongalves : em seguida SS. MM.
chegaram s janellas da casada cmara para ou-
virem esta composigao pela philarmonica da villa
de Soure. Os vivase acclaraages foram entoen-
tusisticamente correspondidos pelos habitantes
da povoagao.
Em Venda-Nova limite do districto de Coimbra.
aguardavam suas magestades o reitor da univer-
sidade, o respectivo governo civil do districto com
o secretario geral, o commandante da divisan mi-
litar e ajudantes, odeputadoQuaresma Vasconcel-
os e administrador do conceibo de Soure.
s 8 Irl da noite entraram suas magestades em
Condeixa, e foram hospedarse em casa do digno
par do reino visconde de Pedentes. Aqu recebeu
el-rei acamara municipal de Condeixa, e S. Exc.
o hispo de Coimbra, seguindo-se depois o jantar
para o qual foram convidados, alm da familia do
mesmo visconde e das autoridades cima indica-
das, varias pessoas a quem sua magestade quiz
fazer tao honrosa distinegao.
Suas magestades sahiram no dia 20 de Condeixa
pelas 11 horas da manhaa, e chegaram a Coimbra
as 11 e vinte minutos. Dirigiram-se aos pagos do
concelho, onde se dignaran) receber a cmara mu-
nicipal, o concelho dos decanos, alguns pares e
depntados, depulages da academia, varias asso-
ciacoes, entre ellas, a dos artistas e a de benefi-
cencia, e em seguida o juiz de direito e delegado,
o cabido e varios officiaes de diversas patentes.
Suas magestades aceitaran) a refeigao que Ihes
tinha sido preparada pela cmara municipal.


m#
filarlo de Pertttubnco Quinan felr i 9 de Deacembio de i 863.
*" i riioqtt po-, fih seguida & M. a rainha awwreeew em oma
pulaeo daquella cidade e os estimantes d* mil- ana pioxima e lodos os voluntarios llie bci|aram a
vcrsidado palentca amera todo o ieui|)o neme ma e a el-rei. ___
alli se demoran) suas magestades. Ao mel dw Assim terminou aquella festa quo o Porto regtsta
e um nuarto seguirn) os augustos viajantes a sua ntreos nobres litulos com que se considera o ba-
jornada.
s 3 e dez minutos chegaram suas magostades
luarte da liberdade.
S. M. a rainha trajava
vestido azul e casaeo de |
Graciosa ande o conde deste titulo Ihes" prepa- seda prcta. ... n|ft .
rara urna esplendida refeic5c.|Alli receberam a ca- A s 3 '/, fot el-rei visitar o hospital de Santo An-
uvii a municipal da Anadia, o administrador do Ionio examinando delidamente todas as enfermariaa
concelho e embregados judiciaes, o dependencias deste piedoso estabelecimento. A
A's 4 3|4 sahiram suas magostades da Graciosa noite leve lugar o grandioso baile da Bolsa,
e foram nos respectivos concclnos cumprimenta- Foi uina festa verdadeiramente real. Concorre-
dos pelas cmaras de gueda e Albergara. En- ram 500 damas e dois mil cavalheiros ; a sumptuo
traram suas magestades em Oliveira de Aromis, sidade das salas, a riqueza dos toilettes, a elegancia
dando ao Sr. Bernardo Jos da Costa Basto, a hon- dos adornos, e esmero com que ludo estava dispos-
ra de hospedar-sc em sua casa. 'o excede os limites d'uma rpida dtscripcao. Ha
Nodia 21 sahiram suas magestades de Oliveira de faze-la por certo o vosso correspondente da ci-
de Azemcis s 9 horas e 20 minutos da manhaa- dade invicla,como testemunha occular,pois sem du-
A's 11 horas chegaram a Souto Redondo, onde' vida assistio a essa fesla^esplendida.see que nao tez
foram recebidos pela cmara municipal e adrarais- tambera parte de alguma das ntdligentcs e patrio-
irador da Villa da Fora.c pelo juiz de direito, de- ticas commissoes a quera foram incumbidos os pre-
legado e mah empregados judiciaes.
Ao meio dia passaram em Grij, e vinte cinco
minutos depois nos Carvalhos, oudc se achavara
o governo civil, secretario geral do Porto, general
das armas e seu estado niaior, cmara municipal
e administrador do concelho de Gaia o ministro da
marinha (Mendes Leal) Tbiago Horia, que foi mi-
nistro das obras publicas.e outras pessoas notaveis.
Em todos esies pontos, grande contentamentoe
enthusiasmo do povo.
A' I hora chegaram os reaes viajamos ao Alto
da Bandeira onde Ibes foi offereculo um almoco
em casa e pelo Sr. Diogo Antonio de Macedo.
A's 3 l|i comei'aram a entrar na cidade e de-
pois de receberem as chaves foram assistir ao Te-
Deum na Lapa e se recolheram ao paco s cinco
horas.
Suas magestades entraram na cidade aeompa-
nhados do seu estado maior, da diviso militar e
da guarda municipal, que nesse dia ficou s ordens
do general Ferreira.
Para o servico particular de suas magestades fo-
ram de Lisboa quatro carruagens da casa real o
quarenta e um cvanos.
Na noite de 21 suas magestades honraram com
a sua augusta presenca a representado portu-
gueza no theatro do S. Joao. Enrhusiastioa rocop-
V'o. Suas magestades retiraram-so depois do se-
gundo acto.
Nodia 22 s 11 horas foram suas magestades as-
sistir a urna missa na Lapa,indode|>os fazer oracao
junto ao monumento do Sr. D. Pedro IV. Pela
urna hora principkm a recepcao no paco. Tema-
rain parte neste acto a cmara municipal do Por-
to, urna grande deputatao composta dos presiden-
tes de todas as asseciaces, diversas corporacfies,
autoridades eclesisticas, civis, jodiciaes e milita-
res, o corpo consular, grande numero de damas e
as pessoas que eostumam comparecer em taes so-
lemnidades.
Jantaram no pac,o, para que foram convidadas os
pares e deputados que se achavain na cidade, pre-
sidente da cmara municipal e autoridades. Sua
magestade el-rei fez um brinde ao municipio do
Porto.
presidente da cmara municipal agradecen a
distinecao que sua magestade acabava de fazer
aquella cidade.
Suas magestades assistiram representacao do
theatro lyrice, e foram recebidos com as maiores
demonstracoes de affecto, coirespondendo todos os
espectadores com entusisticos vivas quaodo suas
magestades voltaram tribuna para se despe-
direm.
Xo dia seguinte el-rei examinou delidamente as
magnificas obras da alfandega, mostrando-se satis-
fcito dos progressos que teem tido.
A's 2 horas suas magestades foram visitar os es-
tabclecimenlos dos orphos, das raparigas aban-
donadas c a arebe que examinaran) com lodo o
interesse, dando novos testemunhos de sua coslu-
mada benevolencia.
Suas magestades depois do jantar para que fo-
ram convidados os directores dos estabelecimen-
tos scieniificos.os cemmandantes dos corpos e inais
pessoas, foram ver as illumiitacoes da cidade e
assistir a parte da representacao no theatro Ba-
quet,d onde sahiram s 10 horas e meia.
Aqu o enthusiasmo nao podia ser maior. Pal-
mas, bravos, vivas, versos destribuidos odores, etc.
etc., etc.
A's festas com que a cidade do Porto tem so-
leinulsado a visita de suas magestades, acaba el-
rei o Sr. D. Luiz de corresponder plenamente com
o que ha pouco se passou no paco, c que animava
tres das o niais vivo eiithusisiiio de todas as
convorsajocs da cidade.
Sua magestade quiz verse cercado dos glorio-
sos restos do heroico batalhao de roluntarios da
riiinh'i, e tinha-lhes dirigido convite para um al-
mona que se roalisou no dia 24 ao meio dia. Po-
de dizer-seque foi urna festa em que brilharam os
tropheus das nossas campanhas da liberdade. Scc-
na edificante em que o coraco palpitava de nobre
enthusiasmo, e as lagrimas corriam dos olhos dos
homens affeitos as balalhas e familiarisados com
as lulas que afrontaram para susler victorioso o
estandarte da liberdade, em defeza do qtial, prali-
caram prodigios de valor c beroicidade.
Erara cento e dezesetc voluntarios, os que anda
se reuniram, entre osquaes estavam desde o men-
digo at ao alto funecionario. Havia cegos mutila-
dos pelas balas cal um |>:.; yliro, que foi con-
duzide ao paco cm bracos, v. as que nao prescin-
di de ir brindar pela liben! le que ajudou a con-
quistar, ao bravo batalhao cm que pelejou por ella
partivos de to sumptuoso baile.
No dia 2o partiram SS. MM., para Villa Nova
de Faraalicao a 1 1|2 da tarde com perfeita saude.
Pernoitariam nessa villa o deveriam chegar a Bra-
ga no dia 26 ao meio dia.
Eis aqui os ltimos boletins que publicou o Dia-
rio de Lisboa:
t A S. Exc. o presidente do conselho de minis-
tros.
t Villa Nova de Familico, 2o de novembro, as
onze horas da noite.
t Suas magestades foram hontem,pelas dez horas
da noite, assistir ao baile olferecido pela associa-
gao commercial do Porto. Mais de 3:000 pessoas
enchiam os vastos saltes desta assoeiaco. O baile
estove esplendido, c suas magestades retiraram-se
depois das tres horas e meia.
Hoje, pela urna hora, suas magestades sahiram
da cidade do Porto, c meia hora depois chegaram
a S. Maniede, recebendo aqui as despedidas das au-
toridades e as felicitadles da cmara de Boucas.
t A's duas horas e tres quarlos, no sitio do Cas-
tello, eram esperados pela cmara do concelho da
Maia, que tarabem felicitou os augustos viajantes.
As tres horas, no sitio da Carrica, suas ma-
gestades aperam-se e, n'um vistoso pavilho rece-
berara a cmara de Santo Thyrso.
Na Barca da Trola esperavam suas magesta-
des o ge-vernador civil de Braga o administrador
do concelho de Villa Neva de Faraalicao, o chefe do
estado-niaior da diviso militar, o director das obras
publicas do distrieto, o deputado Torres e Almoi-
da, e varias pessoas de distinecao.
t A's quatro horas e meia dorara entrada era
Villa Nova da Famahco, tendo a cmara munici-
pal a honra dedirigir a suas magestades urna felici-
taco. Nesta villa aguardavam suas magestades as
autoridades civis, judiciaes, ecclesiastieas, e diver-
sos cavalheiros da provincia do Miao.
Suas magestades foram hospedar-se em casa
do commendadur Trovisqueira, que de ante-mo a
tinha preparado de um modo digno para reeeber
to Ilustres visitantes. Pouco depois suas magesl
iado> receberam a cmara municipal, as autorida-
des eclesisticas, civis e administrativas.
A's seis horas serviu-se o jantar, para o qual
foram convidados, alm dos dorios da casa, o gover-
nador civil de Braga, o presidente da cmara mu-
nicipal, o juiz de direito, o delegado, o arcipreste,
o administrador, oliciaes de infantera n. 3, e va-
rias iwssoas a quem suas magestades quizeram fa-
zer esta honra.
Villa Nova de Famalieo estava brilhantemen-
te Iluminada, e varias msicas percorriam as ras.
As ovaeoes que suas magestades receberam logo
no principio da viagem teem-se repetido em toda a
parte, o as povoages rivalisam em paleulear com
o maior enthusiasmo o verdadeiro affecto que con-
sagrara aos reaes viajantes.A. J. Braamcamp.'
A' S. Exc. o presidente do conselho de minis-
tros :
t Braga, 2G de novembro, s seis horas e dez
minutos da tarde.
A's onze horas da manhaa sahiram suas ma-
gestades de Villa Nova de Famalicao.
A' urna hora chegaram a Ferreiros, onde eram
esperados pelo arcebispe de Braga.
A' urna hora e triuta minutos entraram os au-
gustos viajantes na cidade de Braga, no meio das
geraes accIamacOes do povo, nao s desta cidade,
mas dos seus arredores, c de umitas parles da pro-
vincia que affluira aquella cidade.
Pouco depois suas magestades deram entrada
no vistoso pavi I bao, que a cmara mandara levan-
lar para a ceremonia da entrega das chaves da ci-
dade. Ahi receberam suas magestades a felicla-
cao da inesra.i cmara, a qual sua magestade el-rei
respondeu com as mais benvolas expressoes, sol-
tando-so |K>r esta occasio novos o enlhusiasticos
vivas.
Em seguida dirigiram-se suas magestades ca-
lliedral para assistir ao solemne Teeum, que por
to lauslo motivo se celebrou neste templo, olci-
ando o Exm. arcebispo.
Fiada a ceremonia religiosa foram suas mages-
tades hospedarse no palacio do conde de Bertian-
dos, a quera foi concedida esta honra.
Para o jantar sao convidadas as diversas autori-
ridades e os deputados que se achara nesta ci-
dade.
A recepeo foi to brilhanto e cordeal, como
lora no Porto e cm todas as povoacGes. As ras es-
to adornadas com riqueza e elegancia ; era mui-
taj ha arcos suraptuosos levantados pelas diversas
associaces da cidade ; a concorreucia inmen-
sa ; as demonstracoes de sympathia pelos reaes
e ao neto do imperador que a.'sim quiz honrar lo viajantes sao inexcediveis.
Suas magestades gosam de perfeila sade.
Anselmo Jo$ Braamcimff.
As folluis do Porto recebidas esta manhaa do te-
legranimas de Braga do dia 2G. O do Diario Mrr-
preciosas reliquias.
Kl-rei estava vestido com a farda de caradores
n. -i, e danda-se a feliz coincidencia de ter por
seus ajudantes c camaristas, .'oldodos tambera da
Tereeira, do Mindello e do Porto, ordenon aos cantil, excellente e inuito bera redigido jornal da
Srs. raarquez deFicalho, B. Francisco da Cunha, segunda cidade do reino, concebido nos seguin-
D. Luiz Lumiares, c general Pasaos, assim como! tes termos
aos Srs. major Cunha c Folquo que servissem o
vinho, cora que havia de ser feito o brinde de
el-rei.
A direita de sua magestade eslava o bario de
(rimancellos, bravo raajor do batalhao de volun-
tarios, e a esquerda o consolheiro Aguilar. Este
lugar pertencia ao coronel Mesqucira, corno capi-
llo mais anligo do batalhao que estava presente :
mas este cedeu-o aquello em attcnco a ser conse-
Ihoiro.
Os ministros do reino c marinha assistiram tam-
bera, e por vezes se viram servindo alguns volun-
tarios, c o Sr Mondes Leal especialmente um co-
so que estava mesa, o padre Antonio. El-rei
dominado de viva coramocao, mas com voz lirme
e rom acento animado, brindou aos bravos volun-
tarios que se achavam presentes, exprimindo-se
pouco mais en menos nos seguimos termos :
Que folgava de ver-se cenado dos soldados
que anda restavam daquelle bravo batalhao, que
sob o commando de seu avo tinham assegnrado a
.sua dynastia e a liberdado portugueza ; e que em
tantos mutilados que alli Via adinirava os grandes
leitos com que ellos assignalaram a sua fidelidadc
e o sen valor. Que se alguns nao tinham sido
abandonados pela fortuna c se acham em lison-
geiras condicoes de vida, outros viviam talvcz na
miseria. Estava certo que bao de ser attendidos
como merecem.
Effccti va mente alguns ba que estao reduzidos
maiores privacoes, e as palavras de el-re sao um
bom indicio para crer-sc que a sorte delles ser
mel horada.
O bario do Grimancellos responden ao brinde
em termos mais militares que e loquen tes, que
se alguem se atrevesse a bol i r na dynastia do Sr.
D. Pedro IV, elle e os seus bravos voluntarios
iriam esgwtar o resto das forras em sua defeza, e
de novo lomara a sua bandeira para a defende-
rcm, como sempre fizeram.
As lagrimas corriam dos olhos de todos, e os
voluntarios nao qneriam cessarde viotoriar el-rei.
Ao levantar da mesa, os voluntarios foram pa-
ra nma sala prxima, e el-rei depois de se retirar
por um pouco, voltou e collocando-se no centro
delles, disse-lhes qoe desejando dar nm testemu-
nho da sua admiracao ytor to dedicados e res-
ieitaveis veteranos da liberdade. c nao podende
ize-lo particularmente a todos, o faria na pessoa
do seo commaodante.
Tmra en lio dopeito a commenda da Torro e Es-
pada, e collocou-a no peito do valente barSo de
< ".rimancellos.
Os voluntarios romperam em vivas phreneticos,
accepando com bonetes e lencos o abracano-se a
el-rel. Deram vivas a toda a familia real.
A' 1LTIMA HOBA.
TBLBGBAMU BUMTBICA.
Braga, 26 de novenibrojs 2 horas e 26 minutos
da tarde.
A' redacro do Diario lercanlil.
(lo seu correspondente.)
SS. MM. acabara de entrar.
El-rei trazia farda de raarechal general. A rai-
nha, com vestido de seda branco com riscas cor de
lilaz ; chapeo o regalo branco.
No carro de SS. MM. vinham tambera os Srs.
ministro do reino e da marinha.
A belleza do dia corresponde grandeza do
acto.
Ao chegaarem ao campo das Hortas, entraram
no pavilbo, onde el-rei se diguou ouvir a seguin-
te allocuco :
Scnlor.
O povo bracarense, que a cmara municipal,
a que tenho a honra de presidir, se gloria de re-
presentar, c foi sempre milito alfeicoado aos
seus munarchas, cssencialawutc laborioso, e in-
dustrial.
Estas qualidades, que nraguem Ihe contesta, ex-
plicara plenamente o entbusiastico jubilo de que o
vedes dominado, porque est na presenca do seu
re, que com a sua augusta esposa, affrontaudoos
rigores do invern, vera pr o complemento fes-
ta do trabalho, que o digno governador civil deste
districto fez soleainisar, e para distribuir pela sua
regia rao os premios votados aos expositores
mais distinctos.
Este memoravel acontec menlo, que vae ser re-
gistrado nos annaes do municipio, o ser pela
historia, e pela tradico transmitido s geracoes
vindouras, constituir urna nova especie de nobre-
za, que nao adormecer ociosa sobre os feitos dos
seus antepassados, mas que excitada por tao po-
deroso incentivo enriquecer o paiz com a conti-
nuado e apeifeicoamento do trabalho, chamando
elle pelo exemplo, e pela emulaco outros con-
currentes vidos de lamanha honra.
O fecundo pensamento da exposicao tao glorio-
samente apreciado por vossa magestade, seguido
da escola pratica para a instruecao dos cultivado-
res, que a cmara municipal j pedio vossa ma-
gestade, o das outras medidas complementares
convenientes prometto dar nova faco esta boa
trra, que tanto deve j Providencia, e aos in-
cansaveis bracos dos sens laboriosos habitantes.
Digne-se vossa magestade, digne-sc a excelsa
rainha a Sra D. Mara Pia, aceilar as mais inge-
nuas e sinceras felicitacSes, que em nomc de todo
este povo me cabo a honra de Ihes dirigir.
Aeeitaf tambero, senhor, as chaves desta muito
amiga, augusta, nobre e sempre leal cidade, que
se nao fechara as '/.ortas c muralha*, quo tftVntes a
defendan), boje substituidas pelos pcitos. do seas
leaes ua'iit&ntes, syubolisara o dominio que leudes
bos corac,5rs dos braearenses, que todos vos eslo
rendidos prlo mais delicado amor, e pela mais re-
couhecida gratido.
S. M. dgnou-se responder breve, mas eloquenle-
ment.
Acabada esta ceremonia, dlrigiram-se SS. MM.
para a S primaz, cujo prtico principal se acha-
va o reverendissimo cabido com um rico pallio,
debaixo do qual caminharam SS. MM at a ca-
iella-mr. Era seguida cantou-se um solemne Te-
ktnn, que assistiram SS. MM. e toda a real co-
mitiva.
Entre as differentes pessoas que formavam o
cortejo, viam-se os Exms condes de Brcliando e
Casal, governadores civis do Braga e Vianna, o
conselho de districto, gencraes da quarta e quinta
divisos militares, secretorio geral, deputados da
naci, bardes de Pombeiro e da Torre, vice-con-
sul de S. M. catholica, commendadores, juiz de
direito, delegado e todos os empregados de juslica,
administrador do conselho, delegado do thesouro,
director das obras publicas, oliciaes reformados e
em effectrvo servico, representantes da imprensa,
associacoes Commercial e Artstica, funecionarios
e empregados pblicos, o corpo escolar, desem-
bargadores da relafo ecclesiastica, vgario geral
e grande numero de clero, e um mmenso numero
do pessoas das diIferentes classes da sociedade.
rindo o Te-Deum, dirigiram-se SS. MM. pela
ra dos Acougues Vclhos, Gallara, ra do Souto,
praca do lia rao de S. Martinho, Arcada, Fonte da
Carcova, Campo da Vinha e Biscainhos, e d'ahi'
para o palacio do Exm. conde de Brctiando.
Por todas as ras do transito tanto o povo, qoe
s cora muila difflculdade se pdem atravessar.
Todas as jaaellas se achara com ricos cobertores
do damasco, e apinbadas de senhoras, rica e pri-
morosamenfe vestidas. O enthusiasmo chega a do-
lirio. De todas as janellas se agitara lencos bran-
co. Nuvens de flores cobrem os reaes viajantes.
O repiques dos sinos, o estourar dos foguetes, as
msicas e os vivas calorosos e frenticos, os diffe-
rentes arcos, baldaquinos, pavilhdes e galhardetes
constituem 9 mais bello e sorprendente dos espec-
tculos,
SS. MM. houveram por bera designar a noite de
terca-fuira Io de dezembro para o baile que a As-
semblen portutnte respeitosaraento Ibes orlereceu,
para o seu rehresso de Braga.
No dia 11 ultimo tiveram lugar na Igreja de
S. Vicente de Fraofflcios fnebres por alma do vir-
tuoso monareba o Sr. D. Pedro V, que ha 2 annos
passou melhor vida na flor da idade, no meio da
consternaco e magoa profandissima de lodos os
portuguezs. Assistiram ceremonia fnebre SS.
MM. e numeroso concurso de pessoas da corte,
funecionarios. militares e cidados de todas as
classes, assim como destacamentos de todos os
corpos da guarnico, guarda municipal e mari-
nheiros da trinada. A' porta domagestoso templo
de S. Vicente, estava urna guarda de honra, a
qual, lindos os ollicios, deu as descargas do estylo.
Durante o dia no castello de S. iorge deram-se os
tiros de funeral, assim como as embarcacoes de
guerra que estiveram de vergas encruzadas e de
bandeiras meio pao.
Na capelia da escola normal-primaria de Lisbda,
eclebrou-se tambera nesse dia ama missa por al-
ma do falliicido protector da instruecao popnlar.
Assistiram com o director Luiz Felippe Leite, os
professores da escola, os alumnus-mestres, os tra-
balliadores da granja-modelo annexa mesma es-
cola, mais de cento e vinte enancas da escola pra-
tica elementar e do segundo graoi e graode nume-
ro de operarios dos que frequentam cursos noc-
turnos instituidos pela mesma escola. OnTciou o
Bvd. capello e disliucto orador sagrado o Sr. Pe-
dro Mara d'Aguilar. A escola primaria de Riba-
Tua assistiti tambera no dia 11 nma missa ro-
sada por alma do mesmo augusto finado.
FaUeceu no Porto no dia lo um dos homens
que mais liguraram nos acontecimentos polticos
destes ulUraos tcnipos. Foi o Sr. Jos da Silva
Passos. Era formado em direito e caones. Viera
deputado s cirtes em 1834 e 1836 e depois foi
reeloito em umitas legislaturas. Collaborou em
muitas das nossas leis. E' memoravel a sua refor-
ma da nsirucco publica. Foi redactor de varios
peridicos e teve grande influencia era differentes
apocas. Compleja va 61 airaos. Era um homem de
milita ooragom, de rara alraegaco, tolerante, fir-
mo nos seus principios, de vasta memoria e de
rauilo lino administrativo.
A docHc.i mais terrivel, mais triste e mais dolo-
rosa o tomou ha alguns annos. A' alienaoo men-
tal siiccedeu a parah sia.
Daquella amiga energa, daquelle cidado lalto-
rosissirao, do agitador das massas, nao restava se
1 nao um corpo inerte.
E para que esta declinac.o para o tmulo fosse
anda mais horrorosa, S. Exc. em sua alienaciio
bavla-se tomado inimigo do que mais araava e
mais quera.
A historia farjustica a este cidado prestavel e
que presava a sua patria cora sunraio desinteresse.
Affirma-se que a concessao dos bancos hypo-
tbecarios negocio que voltou para o limbo, pois
que o governo se v embaracado entre as duas
proposlas porluguezas e a dos capitalistas france-
zes, sendo um aecrdo entre estes e aquellos o
nico meio de sanar taes difficuldades. At que
ellas desapparecam nao so far a concessao.
Correm varios boatos sobre o individuo que
deve representar Portugal no futuro congresso de
Paris, mas nenhum delles parece merecer assenta-
do crdito.
O Sr. conde de Castro parece comtudo o que
indigitado cora maiores probabilidades.
Urna carta de Paris chafada recentemenle a Lis-
boa, diz que a tnica potencia que at hoje tinha
adherido ao prograinraa de Napoleo III sobre o
, congresso, era a Italia.
A Inglaterra, a Austria, a Prussia, a Russia e o
1 t'overno pontificio, haviaui apresentado difculda-
I des, exigindo cada qual maiores condicoes para
tomar parte no referido congresso.
A resposta do gabinete de Lisboa ainda nao ti-
nha chegado s Tulherias. Acreditava-se pois que
a guerra era ineviiavel.
Fallase em Lisboa em que a Gazelade Portu-
gal passaria a ser orgo offlcioso neste paiz da po-
(itica franceza e o Jornal do Commercio da politi-
! ca ingleza, visto como os dous gabinetes de S. Ja-
I mes e de Paris tinham notado a necessidade de
[ possuircm era Portugal folhas que decididamente
} advogassem neste paiz a sua poltica e os seus in-
teressos.
Esta noticia, entretanto, dou-lh'a com toda a re-
serva.
O nobre ministro da guerra, e visronde de S
da Bandeira fez annunciar nos jomaos de hoje que
a inauguraco dos trabalhos das fortifica^oes de
Lisboa, ordenadas pela carta de le de 11 de se-
tembro de 1861, ba de cffectuar-se na serra do
Monsanto no dia Io de dezembro prximo futuro,
pelo meio dia, e que as pessoas que concorrerem
a este acto deverao reuntr-se no lugar da Cruz da
Oliveira, junto estrada real que vai da Ajuda
Calhariz de Bem-Fica.
Pelo ministerio da marinha foram concedi-
dos aos Srs. Martins & Lima l.iOO heclares de ter-
renos baldios na lha da Boa-Vista, provincia do
Cabo-Verde, para a cultura do algodao e da pur-
gucra
Installou-so a commissao nomeada por decre-
to de 6 do corrente para promover nma subscrip-
cao em favor dos habitantes do archipelago do
Cabo-Verde. Presidente o Sr. duque de Paliadla,
Antonio.
A subscripcao foi aberta assignando com 400$
cada um, os Srs. duqne de Palmella, Guedes, vis-
conde de Condeixa e Manoel Jos Machado, e com
1003 cada um dos restantes membros.
Em Cabo-Verde, diz-me pessoa que de l veio l-
timamente, tem chegado a morrer gente (orne I
A familia real subscreveu com soturnas avulta-
das. SS. MM. tamhem inscreveram S. A. o princi-
! pe real o Sr. D. Carlos, com urna valiosa quanlia
para os famintos daquella nossa provincia ultrama-
rina
Na exposicao agrcola de Braga 104 exposi-
tores foram premiados com medalha de ouro e de
1 prata; 104 ho de reeeber a medalha de cobre.
O Sr. D. Jos Carvajal, dono da celebrada
i quinta das rannas na mareen) do Mondego, oude
. beira do rio est a inspiradora Lapa dos Esteios, ou
\ Lapa dos Poetas, acaba de mandar esculpturar em
i marmore o busto de Antonio Feliciano de Castilho,
o principe dos nossos poeta. No pedestal est es-
culpida urna lyra. sto busto foi colloeado junto
fonte da quinta das caimas.
Entrn no prelo urna brochara com o titulo de
Instruecao Popular: Cursos nocturnos e livraria
dominical, documentos que dizem respeito a estas
instituicoes na escola normal de Lisboa, colligidos
pelo director da mesma escola Luiz Felippe Leite.
Conten o discurso do director na inauguraco
do referido curso a 17 de oulubro ; o do professor
da escola annexa Jos Joaquim Serra : a distribui-
cJo das materias de ensino pelos alumnos-mestros;
urna carta de L. F. Leite ao Sr. A. F. da Cattilho
sobre os cursos nocturnos, transcripta do toletim
Geral de Instruecao Publica, com urna introdcelo
do Sr. Castilho; outra caria de L F. Leite ao Sr.
Castilho sobre livrarias populares; artigos do Bo-
letim sobre o mesmo assumpto; um offkio do pre-
sidente da commissao dos Olivaes, visconde do Pa-
co do Lumiar, offerecendo por parte do municipio
um subsidio para o curso; oulro do administrador
do conselho offerecendo coadjuvaeso offlcial a esta
instituicao ; urna portara em que o ministro do
reino manda louvar em nome de el-rei, os profes-
sores da escola normal de Lisboa c a cmara mu-
nicipal dos Olivaes pela patritica dedicado com
que promovern) e installaram esta popular insli-
tuicao para as classes operaras.
PERHAMBDCO.
REVISTA DIARIA.
Teve I ion tem lugar o julgamento das provas do
exame de habilitadlo para o magisterio primario
do sexo feminino:' e foi approvada plenamente a
babililanda.
Iuformam-nos que suspenderam-se os traba-
lhos de pedreiro e carapina da nova matriz de S.
Jos, nos quaes, segundo a mesma informacao,
apenas gastar-se-ho uns 30 das de servico; pois,
quanio obras de pedreiro, faltara so os quatro
altares pequeos do centro do templo e as soleiras
das portas de entrada; e quanto as de carapina,
acham-sc por assentar essas mesmas portas, qoe
esto j promptas, o Os caixilhos das janellas da
frente.
E' de crer, que essa sospensao se ligne ausen-
cia de fundos para as respectivas despezas; mas
forca qoe se una algum sacrificio mais, para nao
se dar semelhant paralysacao, d'onde s prejuizos
podem resultar.
Pelo ultimo vapor francez chegado da Enro-
jo, veio a nomeaco do Sr. Dr. Jos Henriques
Ferreira, para cnsul geral de Portugal no nosso
imperio.
O Sr. Dr. Henriques Ferreira, que por espaco
de oito annos exerceu o cargo de cnsul de S. M.
F. nesta provincia, foi sempre muito considerado
c estimado nao s pelas nossas autoridades, como
por seus compatriotas.
Funecionario intelligente e honrado, cavalheiro
1 distinco c de ameno trato, ser sempre bem aco-
Ihido apreciado onde a sua carreira diplomtica
porventura o nmduzlr.
Nos damos os nossos sinceros parabens aos seus
1 concidadaos do Rio de Janeiro, peta excellente ac-
qusico qne vioor, e pela acertada escolha do go-
| verno portognes.
Consu-nos que com elle parte tamfeem o sen
chanceller o Sr. Dr. Daniel da Silva Ribeiro, moco
de expelientes qualidades c de ma educajo es-
merada.
Dizem-nos que estes distinctos cavalheiros sse-
1 guiro para sen destino, em Janeiro 1 prximos, poca m qne aqu peder chegar o novo
cnsul, que nos consta ser o que oceupa igual lu-
| gar no Maranhao.
A' bordo do vapor Jaguaribe seguro hontcm,
para Fernando de Noronha, o Exm. Sr. brigadeiro
commandante das armas, acompanhado dos Srs.
capito Manoel Porfirio de Castro Araujo e tenen-
te Antonio Cardoso Pereira de Mello, pretendendo
demorar-se alli o tempo qne ertiver o vapor na
il ta. Desejamos-lhos prospera viagem.
Repartido da polica :
(Extracto da parte do dia 16 de dezembro).
Foram recolhidos, casa de detenco nodia 15
do corrente :
A' ordem do subdelegado do Recife, Thomaz Lo-
pes, indio, c Francelina Mara da Conceico, par-
da, por briga, o norueguense Thomaz Johnon, o
hollandez, William Johnson, o escossez John Bo-
bertsen, os inglezes Georgc Philips, Argmas Ly-
mano, todos requisico dos res|)ectvos con-
soles.
A' ordem do de S. Jos, Manoela, crioula, esera-
va de Isabel Joaquina de Albuquerque, por suspei-
ta era crime de furto.
A' ordem do da Varzea, Andr, erioulo, escravo
de Joao Fagundes, por fgido.
O chefe da 2" seceo,
J. G. He Mesquita.
Passageiros do vapor nacional Jaguaribe, sa-
hido da lha de Fernando :0 commandante das
armas brigadeiro Solidonio Jos Antonio Pereira
Lagos, capitao Manoel Porfirio de Castro Araujo,
tenente Antonio Cardoso Pereira Mello, tenente
Jos Antonio Ribeiro de Freitas, tenente Joao An-
tonio de Souza, 1 lilho e 1 camarada, alferes Este-
vo Jos Ferraz, sua senhora, 2 filhos e criada, Dr.
Sabino O. L. Pinho, 1 lilho c 1 escrava, cadete Luiz
Leopoldino Arsenio Barbosa, 24 msicos, presos
Salviano Jos de Almeida, rsula Joaquina Olivei-
ra de Souza e 13 soldados, 24 sentenciados escol-
lados por 20 pracas.
Passageiros" da lancha nacional Flor do Rio
Grande, sabida para o Rio Grande do Norte :Pa-
dre Jos Gabriel e seu irmao.
Movimento da casa de detenco do dia 15 de
dezembro de 1863 :
Existiam. ... 321 presos
Entraram... 9
Sahiram. ... 8 .
ncas opiniSes a respeito das suas condieScs physi-
cas, agrcolas, pasloi is, mercantts e sociaes.
< Um dos grandes flus que se quii conseguir
com a publicado do Brasil and Raer Piala Mail,
cujo primeiro numero sae hoje a lume, as pa-
lavras do nosso prospecto, dissipar tal ignorancia
e remover taes ideas errneas, dando publicidade
a tudo quanto pudor influir Ba prosperidade do
Brasil e do Rio da Prata, e prestando todas as in-
formao,oes que puderera facilitar asopera^es com-
merciaes, ou de alguma forma nteressar tanto a-
qui como em qualquer outra parte, a grande clas-
se mercantil.
< Nao desconhooemos que esta tarefa, que a nos
mesmos nos impuzemos, acarretar muito traba-
lho e exigir os mais alientos cuidados. Espera-
mos, comtudo, que nao nos acharo em falta a es-
tes essenciaes respeitos, e anima-nos a esperanca
de que os nossos esforcos encontraro o apoto que
temos a consciencia uierecem elles.
A Reroluro de Setembro diz o que segu:
Falla-se muito de urna sociedade que se organi-
sa para estabelecer ura caminho de ferro sub-ma-
rmo entre Franca e a Inglaterra.
Este caminho ser estabelecldo nao dobaixo do
mar, mas no mar.
A largura do estreito de 100 mil ps.
Construir-se-lia ura tubo ou lunnel, ou tuba de
ferro dividido em cem partes. Este tubo immen-
so que a buha de Ierro atravessar ser rodeado
de outro tubo de ferro protector. Urna massa
hydraubca preencher o espago entre os dous tu-
bos.
Os meios de arejamento esto j resolvdos pelo
menos em theoria pelos que propozeram ura tunnel
no slo do mesmo estreito.
Depois o projeclo nao interrompe estes ltimos
estudos.
Sabe-se que a profundidade do mar entre as cos-
as dos dous paizes nao excede a altura das torres
de Notre Dame, e que a natu eza do slo se presta
taeilmente aos trabalhos.
Pois conseguir-se-ha realisar esta grande obra .'
Depois da abertura do canal de Suez nada ira-
possivel industria.
Pedem-nos a seguinte publicacao :
Beldado, eslavas to gentil, formosa,
Quando te vi na sala apparecer,
Corando de pudor, tao graciosa,
Que encantado liquei d'amor, prazer 1
Sonando cora um gesto de candura,
Vioste-rae apertar, beldade, a iwo,
Encbendo-me alma d'exlasis, ternura,
Me accondeudo no peito mais paixo 1
Inda ha pouco menina, moca agora,
Cada vez que te vejo, virgen) bella,
Mais o meu coraco firme te adora,
E em ser correspondido se desvela 1
Que talhe seductor, e delicado,
Que corpioho elegante, gil, berafeito,
Que rostinho moreno, arredondado,
Que ledo tens, beldade, sem defeito 1
Porque nao te sentaste inda mais perto
De quem de ti j est tao namorado,
Que em la ausencia a vida -lhe ara deserto;
E deseja comtigo ser casado ?....
Porque estiveste algum tempo na porta,
Deixando-me na sala, atormentado
Com a idea de que j nao te importa,
J nao te agrada esUres ao meu lado ?
A saber :
Existem. 322
Naconaes. .
Estrangeros .
Mulberes .
Estrangeiras .
Escravos .
Escravas .
211
39
6
2
G
8
322
Alimentados a custa dos cofres pblicos.. 13o
Movimento da enfermaria no dia 15 de de-
zembro.
Tiveram baixa :
Antonio, africano livre, diarrha.
Antonio Francisco de Souza, tumor.
Tiveram alta:
Sabino Joao Climaco da Cruz.
Luiza Joaquina de Franca.
UM POUCO DE TODO.
O Jornal do Commercio da corte escreve :
t Recebemos o primeiro numero de um novo pe-
ridico mensal, publicado em Londres sob o titulo
de Brasil and River Piala Mail, e dedicado ex-
clusivamente aos negocios do Brasil e Rio da
Prata.
Transcrevendo da sua introdcelo a seguinte
passagem eremos ter dado urna idea do tira desta
publicado, e feito ao mesmo tempo o seu elogio,
mostrando quanto nos pode ella ser til, se, co-
mo de esperar, fr sempre dirigida pelo mes-
mo espirito que presidio ao numero que temos pre-
sente :
t A maior parte dos nossos leitores conhecerao
bem a posicao geographica do Brasil c do Rio da
Prata, mas comparativamente poucos sabero que
da rea computada em 7,000.000 de militas qua-
d radas, que forma o continente sul americano, s
o Brasil oceupa cerca de 3,000,000, e o rio da Pra-
ta inclulndo as provincias argentinas, a Banda 0-
rienUl e o Paraguay, 1,100,000, ou arabos jun-
tos mais de metade de todo o continente aus-
tral.
t Ser pois para admirar que a Europa civilsa-
da esteja agora litando olhos ltenlos naquellas re-
gies, cujos portentosos dotes offerecem um campo
lio rico as emprezas commerciaes ?
Comtudo s ltimamente principiou a impren-
sa deste paiz a dirigir a attengo publica para a-
quelles nascentes paizes, cujas vanlagens de mu
peucos eram conhecidas, ao passo qne muitos ili-
meptavam e conlinuam a alimentar as mais erro-
Se en de veras, Beldade, nao te amasse
C'um amor to ardente, duradouro,
ET mui possivel que isso nao notasse
Com magua, como quera perde ura thesouro I
Mas te idolatro!... Em mintiacompanhia
S quero ver-le amaro!, me sorrindo;
Porque s a fonte. de minha alegra,
Minha rosa d'amor, que vai abnndo I...
L-se no Correio dos Alpes o segrate
Eis um caso que prova o perigo dos enterre-s
precipitados, c, em lodo o caso, a necessidade de
um exame muito serio do corpo, antes do en-
terro.
Sexla-feira ultima, urna familia desolada e nu-
merosos amigos conduziam a sua ultima mora-
da o corpo de M. Talfut, proprielario em S. Uirys-
tovao, na communa de S. Pedro de Entremont,
que na vespera fra fulminado por urna morte re-
pentina.
O padre colebrava a missa no meio de um pro-
fundo silencio, miando repentinamente um baru-
Ibo inslito desalou a atlcnciio dos assislentes.
Depois de alguns momentos, lodos se convence-
rn) que o ruido vinha do caixo.
Interrompeu-se o oflicio, abrto-se o caixao e vio-
se que o morto eslava vive !
Transportado ao seu domicilio e cercado de cui-
dados, nao tardou a vir a si, e no dia seguinte an-
dava.
O Erening Standard noticia :
Um individuo tomando ura carro na estaco do
caminho de ferro, entrou nelle cora unta raulher e
duas meninas; e depois de ter o carro andado um
pequeo espaco, pedio ao cocheiro que lhe fosse
buscar corve; o que feito por este, foi a cerveja
bebida no interior do carro.
Chega ndo a Holborn Bill, o carro tomou a pa-
rar; o individuo desceu, pretextando ter um en-
contr ajustado; e, pagando ao cocheiro, mandou-
o quo conduzisse a mulhor e as meninas a \Ves-
bourn-Grave.
Ora, quando elle abri o carro para fazer descer
a raulher c as duas meninas, ticou aterrado vendo
tres cadveres no fundo do mesmo.
O tal sujeilo linha-as envenenado misturando
na cerveja acido prosaico.
A polica ainda nao descobrio o assassino.
(MOMIA JUDICIAR1A.
Tlll III V A I. I A Kl I VI \<>.
SESSO EM 15 DE DkEMBRO DE 1863.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CONSEI.HKIRO
SILVEIRA.
As 10 horas da manhaa, achande-se presen-
tes os Srs. desembargadores Caetano Santiago,
Gitirana, Lourenco Santiago, Beis e Silva, Motta,
Perett, Aceioli, ucha Cavaleaati, Assis, e Doria,
abrio-se a sessao.
O Sr. deserahargador Guerra, procurador da co-
ra, compareceu.
Passados os feitos e entregues os destribuidos,
deram-se os seguintes
jn.GAMENTOS.
Recursos crime*.
Recrreme, o juizo ; recorrido, o padre Joaquim
Goncalves da Luz.
Belator o Sr. deserahargador Res e Silva.
Sorteados os senhores desembargadores Santiago,
Aceioli o Doria.
Deram provimento e pronunciaran) o recorrido
no art. 247.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Jos Maria Mos-
coso da Vsiga Pessoa.
Relator oSr. dosembargadorUclia Cavalcanti,
Sorteados os senhores desembargadores Assis
Santiago e Motta.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Manoel Lopes
Marinho.
Relator o Sr. dosembargador Doria.
Sorteados os senliores desembargadores Aceioli,
Lourenco Santiago e Motta.
Improcedente.
Aagravos de petirao.
Aegravante, Francisco da Si'iva Reg; aggra-
vado, o juizo.
Relator o Sr. deserabargador Perclti.
Sorteados os senhores desembargadores Santiago
e Ucha Cavalcanti.
Neguu-se provimento.
Aggravante, Eduardo Moshaynt; aggravado, o
juizo.
Relator e Sr. deserabargador Aceioli.
Sorteados os senliores desembargadores Lourenco
Santiago e Gitirana.
Negaran) provimento.
Appellaces cernes.
Appellante, o juizo; appellado, Manoel Jos da
Silva.
A' novo jury.
Appellante, o juizo; appellado, Manoel Antonio
Espinla.
A' novo jury.
AppeMte, o juizo e Antonio da Motta Caval-
canti ; appellados, o juizo e Manoel Themotheo
de Senna.
A' novo jury o appellante, e confirmada a sen-
tenca quanto ao appellado.
Appellante, Antonio Francisco Martins Caxeado ;
appellada, a justica.
N ti I lo o processo.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Francisco
Xavier.
Nuilo o processo quanto ao crime de morte, e
impz-se a pena no grao medio quanto a resis-
tencia.
Appellaeoet citis.
Appellante, o advogad Jos Narciso Camello ;
apiM-llados, II..siroa Rooker& C.
Confirmada a sentenca.
Appellante, o Dr. Gervasio Goncalves da Silva ;
appellada, a fazenda.
Reformada a sentenca.
Appellante, Jos Hygino de Miranda ; appellada,
a fazenda nacional.
Receberam-se os embargos do appellante.
Appel lantes, Adriano Xavier Pereira de Brito e
outros; appellada, a fazenda.
Confirmada a sentenca.
Appellantes, os herdeiros de Manoel Luiz da
Veiga ; appellada, a fazenda.
Confirmada a sentenca.
Appellante, Joao Evangelista Cavalcante Passos;
appellado, Luiz Guedes Alcoforado.
Desprezaram-se os embargos do appellante.
Haheas-curpns
Concedeu-se a ordem de habeas-corpus pedida
por Antonio Ferreira Pinto para o dia 19 de cor-
rente, s 10 horas da manhaa.
O conflicto de jiirisdiceo entre o juiz municipal
do termo do Ex e o subdelegado do districto de
Granito do termo da Boa-Vista.
Sustentou-se a deciso do presidente da pro-
vincia.
DILIGENCIAS.
Com vista ao Sr. deserabargador promotor da
justica
As apiellacves crimes.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Herme-
negildo.
Appellante, o juizo ; appellado, Pedro Moreira
de Oliveira.
Com vista ao Dr. curador geral
A appeaco civeL
Appellante, o cnsul porlugnez; appellado, Ma-
noel Jos Leite.
PASSAGENS.
O Sr. desembargador Caetano Santiago passou
ao Sr. desembargador Gitirana
A appellacao civeL
Appellante, Lourenco Bezerra de Siqueira Ca-
valcanti ; appellado, o bacharel Amaro Joaquim
da Fonseca Albuquerque.
O Sr. desembargador Gitirana passou ao Sr. des-
embargador Lourenco Santiago
A appellacao crime.
Appellante, o juizo; appellado, Raymundo, es-
cravo.
0 dia Ae apparecer.
Appellado, Fr. Joao de Nossa Senhora do Rosa-
rio ; appellante, D. Candida Francisca de Mi-
randa.
o Sr. desembargador Reis e Silva passou ao Sr.
deserabargador Motta
A appellaco civel.
Appellante, D. Sennorinha Genoveva do Amara!
Monteiro ; appellado. o Dr. Antonio de Carvalho
Rapozo.
O Sr. desembargador Peretti passou ao Sr. des-
embargador Aceioli
A appellacao civel.
Appellantes, os herdeiros de D. Jacintha Maria
de Abreu ; appellado, Jos Peres da Cruz.
O Sr. desembargador Motta passou ao Sr. des-
embargador Peretti
Appellacao civeL
Appellante, Vicente Ferreira de Salles ; appella-
do, Manoel Ignacio de Araujo Sampaio.
O Sr. deserabargador Ucha Cavalcanti passou
ao Sr. desembargador Assis
A appeliaro crime.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Brilhante
de Alencar.
A appellaco civel.
Appellante, o bario di Muribeca ; appellado,
Francisco Casado da Fonseca.
O Sr. desembargador Assis passou ao Sr. desem-
bargador Doria
Appellante, Malinas da Costa Barros; appellado,
Jos Antonio Pacheco.
Appellante, Joaqnim de Souza Leao ; appellado,
Joaquim Manoci do llego Brrelo.
O Sr. desembargador Doria passou ao Sr. des-
serabargador Caetano Santiago
A appellacao civel.
Appellante, Manoel Gomes de Almeida Botelho ;
appellado, Manoel Jos da (iraca.
A 2 i horas da Urde encerrou-so a sessao.
PUBLICARES PEDIDO.
Salsa de Bristol.
Poucos remedios ha que lenham produzido tan-
tos beneficios no mundo como esle. a nica
preparaco que altara invariavclmente no sangue
a origein das enfermdades ulcerosas e erupliveis
extinguindo ao mesmo tempo a causa c o cffeito.
Podemos pois confiadamente afiancar que com sua
purilicadora influencia, a corrupeo se transforma
em incorruplibilidade. As cbagas escrophulosas
c todas as molestias exlernas glandulares e cut-
neas contmuns aos paizes trpicos cedem promp-
tamente sua poderosa agencia. Seus effeiios
curativos as affeccoes do Dgado e no rheumatis-
rao nao sao menos sorprendentes.
Acha-se venda as boticas de Caors & Barbo-
sa c de J. da U Bravo & C.
COMMERCIO.
NOVO BANCO
DE
PKiiViniirco
O novo banco de Pernambnco convida os
credores das massas fallidas de Mesquita & Dutra,
c Francisco Antonio Correia Cardoso a apreseiiia-
rem seus ttulos no banco para se proceder a res-
pectiva veriflcaco.
Alfandega
Rendiraento do dia 1 a 13........ 288:96l4t>.!!>
dem do dia 16................. 34:1769(W
313:138*547
.iovIiiieiio da alfandega
Voluntes entrados com fazendas...
c com gneros... 144
------144
Volumes sabidos com fazondas... 79
c com gneros... 337
----- 416
Descarregam no dia 17 de dezembro.
Barca inglezaImperador-uriana e bolachinha.
Barca inglezaBtitish Oue=carvo.
Barca inglezaDante bacallao.
Barca ingleza-Cota=bacalho.
Brigue inglezG/aucus=carvao.
Brigue portuguez Improviso barricas vasia.
Escuna dinamarquezaAeolusfarinba.
Brigue escuna francezPheuix cemento.
Hecebedoria de rendas Internas
geraes de Pernambuce.
Bendimento do dia 1 a 13........ 48:720*116
dem do dia 16................. I:*46*3I4
1
. *
y




19:966*130
Consulado provincial.
Rendimonto do dia i a 15......... 49:540*749)
dem do da 16................. 429*0
53:570*549
1
\


ppvni
JK!W
*-A*. '.
DI.,
H >l ),'tiivr., il vi,
arlo de Pernambuco Quinia felra 13 de Dezembro de IHS.
I
MOYIMENTO DO PORTO.
Navio* entrada no Ha 16.
Balua10 das, patacho nacional Tkereza, de 175
ieneis gem 9, carga charutos, fumo e outros gneros ;
a Paliueira i Bultria
Montevideo i\ dias, polaca hespanhola flora, de
136 toneladas, capilao Juan F. Sensal, equipa-
geni 11, fflrgii -,700' qulntacs hespanhes de
carne i a Aranaga Hijo C.
Rio de Janeiro16 dias, barca ingleza Chowdean,
de 384 toneladas, capitao William Diane. equi-
pagein 13, em lastro: a ordem.
Rio Grande do Sol40 dia, patacho nacional Leo-
polaina, de _i-J toneladas, capitao Malhias Fer-
r ira Braga, equipagem 11, carga 12,000 arro-
bas do carne; a Marques Barros A C
Navios sahidos no mesmo aia.
Rio de JaneiroEscuna nacional Camponeza, ca-
pitao Jos Gregorio Pereira, carga assucar e ou-
tros generes e 39 escravos a entregar.
Una de FernandoVapor nacional Jagum ibe, com-
mandante Manoel Joaquim Lobato.
Rio Grando do NorteLancha nacional FTor de
Rio Grande, capitao Vicente Perreira da Costa,
em lastro.
Oosrritfao.
Fnndeoo no lamaro urna barca franceza, mas
nao leve communicago coin a ierra.
EDITAES.
O cidadao Joaquim Antonio Carneiro, 2o juiz de paz
do estricto da fregueria do Saatiseimo Sacra-
mento do bairro de Santo Antonio da cidade do
Recita, provine de Pernambuco, em virtude da
le ele. ()
Fago saber que em virtude da lei regnlamentar
das eloieOes, e mais disposicSes em vigor, convoco
os eleito'res e supplentes desia parochia, que vo
abaxu designados por seus nomes, para que com-
paregain na terceira dominga do mez de Janeiro
provimo futuro (dia 17) no corno da igreja matriz
desta freguezia, pelas 9 horas da manhaa, aflm de
erganisar-se a junU qualilieadora, que tem de re-
ver a qualiflcaco do anno antecedente, dos cida-
dos que leen direito de votar as eleigOes de elei-
teres, unes de paz e vereadores da cmara muni-
cipal; focando scientes os referidos eleitores e sup-
plentes abaixo declarados que impreterivelmente
-ottrero a multa de 404 a 604 se nao compare-
cerera, ou tendo comparecido, deixarem de assig-
nar a acia respectiva.
Eleitores.
Os Senhores:
Negociante Antonio Augusto da Fonceca.
Tenente Joao da Cunha Soares Guimaraes.
Negociante Adrianno Xavier Pereira de Brito.
Dr. Antonio Jos da Cosa Ribeiro.
Dr. Joo l'Vancisco Teixeirn.
pregada poetice Caetano Pinto de Veras.
Negociante Francisco Antonio de Brito.
Capilao Luiz Cezario do Reg.
Dr. Augusto Carneiro Monleiro da Silva Sanios.
Dr. Jur Flix de Brito Macedo.
Dr. Antonio Jos Alves Ferreira,
Major Manoel Antonio Viegas.
Negociante Jos Francisco Carneiro.
Commerciante Caetano Silverio da Silva.
Capilao Flix Francisco de Souza Magalhes.
Dr. Deodoro l'lpiano Coelho Catanho.
Dr. Carolino Francisco de Lima Santos.
Major Luiz Jos Pereira Simes.
Commerciante Francisco da Souza Reg Monleiro.
Despachante Claudino do Reg Lima.
Escrivao Severiano Jos de Moura.
Artista Miguel Candido de Medeiros Pinto.
Artista Jeaquim Mililo Alves Lima.
Artista (nnoeencio Rodrigues de Miranda.
Artista Manoel Antonio Pereira.
Artista Paulino Jos Tavares de Lira.
l'roprictario Jos da Fonseca e Silva.
Supplentes.
Os Senhores :
Dr. Ignacio Nery da Fonseca.
Dr. Antonio Ragel de Torres Bandeira.
Major Claudino Benicio Machado.
IVoprielario Joaquim Antonio Carneiro.
Dr. Francisco de Araujo Barros.
Negociante Joaquim Francisco de l'urrcs Galindo.
Tenente-coronel Sebastio Lopes Guimaraes.
Capitao Jos Luiz Pereira.
Dr. icueio Firmo Xavier.
Capilao Firmino Jos de Oliveira.
Major Antonio Bernardo Quinteiro.
T liento Ignacio Benlo de Loyola.
Dr. Anzolo Henriques da Silva.
Dr. Jos Joaquim do Moracs Sarment.
Empregade publico Agoslinho Jos de Oliveira.
Commendador Antonio Joaquim de Mello.
Commerciante Luiz Gongalves Agr Jnior,
renente Gamillo Augusto Ferreira da Silva.
Altores Mareolino dos Santos Pinheiro.
Despachante Virgilio Jos da Motta.
Commerciante Jos Firmo Xavier.
Dr. Manoel Jos Domingues Codeceira.
Solicitador Joaquim Jos de Ahreu Jnior.
Despachante Manoel Jos de Oliveira.
Escrivao Joaquim da Silva Rogo.
Artista Joao Luiz de Carvalho.
Homeopafha Angosto Xavier de Souza Fonseca.
Gominercianto Bernardino de Sena Barros
do Sacramento e Silva.
Alexandre Sergio de Mor.
Joao Francisco Bastos de Oliveira.
Joao llaptista Furtado.
Francisco Manoel de Almeida.
Rellarmino Alves de Arocha.
E para constar mandei passar o presente para
ser afflxado nos lugares mais pblicos da freguezia
e ser publicado pela imprensa.
Dado e passado nesta freguezia do Recife aos 16
de dezembro de 1863.
Eu Jos Goncalves de S escrivao do juizo da
paz o escrevi. *
Jote Antonio Pinto.
0 capitao Jos l.uiz Pereira, cavalleiro da imperial
ordem da Rosa, e juiz de paz do primelro dis-
tricto da freguezia de Santsimo Sacramento do
bairro de Santo Antonio da cidade do Recife,
provincia de Pernambuco, em virtude da lei,
etc.
Fago saber aos que a presente carta de editos
vireni que por parte de Antonio Gomes da Cunha
e Silva me foi feita a peticao do theor seguiote :
Antonio Gomes da Cunha e Silva quer fazer no-
tificar a Joao Ribeiro Pessoa Montenegro para quo
em conciliagao Ihe pague a quantia de 3194290
principal de urna letra vencida em 30 de novem-
bro de 1838, e bem assim os respectivos juros es-
tipulados, pena de se proceder a revelia na forma
da lei ; e porque o supplicado se acha ausente em
lugar ignorado vem requerer V. S. digne-se de
admitti-lo justificar a ausencia, e sendo quanto
baste a julgue por sentenca, mandando afflxar edi-
taes por 30 dias, afim de por elles ser o supplicado
citado para os termos da conciliacao.
Pede ao lllm. Sr. juiz de paz do primeiro dis-
tricto Ihe delira.E. R. M.Joaquim de AHxiquer-
que Mello.
Na qual peticao dei o despacho que se segu :
Juslilii|ue.Primeiro districto de Santo Antonio
do Recife, 30 de novembro de 1863.-Pcreira.
Em virtude do qual despacho se procedeu a in-
quirigao das testemunhas que. depozeram sobre o
juramento dos Santos Evangelhos a respeito da au-
sencia e incerteza do lugar da residencia do justi-
ficado Joao Ribeiro da Costa Montenegro, e sendo
tudo autoado e preparado me rieran os autos con-
clusos, e por mim hdo nclles profer a sentenca do
theor seguinte :
Visto provar-se pelo depoimento das testemu-
nhas quo o supplicado Joao Ribeiro Pessoa Monte-
negro acha-so ausente em parte incerta, hei por
justificada a sua ausencia e passe-se carta de edilos
cora o prazo de 30 dias, pagas as custas pelo justi-
ficante.
Primeiro districto da freguezia de Santo Antonio
do Recife, 10 de dezembro de 1863.Jos Luiz Pe-
reira.
Nada mais se continha em dita sentenca dada
nos autos, por bem da qual se passou ao justifi-
cante o prsenle edital com o prazo de 30 dias, pe-
le qual se chama e cita o referido justificado para
que dentro de 30 dias compareca por si ou por seu
bastante procurador para se proceder aos tormos
de conciliagao na forma
outra pessoa para que Ihe
citago, afim deque elie nao fiquo indefezo.
O porteiro deste juizo publicar este nos lugares
mais pblicos deste districto e o afiliara passando
cerlido em forma.
%ri'Clliataofio. mui, elegantes, os quaes sarao vendidos cada
Fiada a audiencia do din U pstrente, do Sr. <"" Ja persi na parta da asseciagSu rnnmraial,
Dr inic mnairtoal Ha 1 Tan eserivao BaptisU, qmnta-fi ira 17 do corrente lelas 11 horas da m.v
^tJS^^rr^J!*:*, iS 0^^^^f^!0'EUrr*Ca e
de tema, comN palmos de fundo e 38 de frente, "m T1 d^ fe I** <*!>"__________
2 salas c 4 quartos, anda nao acabados, 4 janellas i
de frente, e 1 porta em cada otSo, em terreno fo-,
reiro, sita no lugar denominado Campo Grande, (
freguezia da Boa-Vista desta cidade : vai praca j
em virtude da execugo que move a Santa Casa de |
Misericordia do Recife, contra Paulino da Silva,
Mindelo e sua mullier. |
O conselho econmico do 7o batalhao de in-
fantaria contrata para o Io semestre do anno vin-
Movci*
DE
e uros objectos.
ioai:
Qinta-feira 17 do corronte as 1! horas,
a O agente Olimpio em seu armazem ra do Im-
douro, para fornecimento do rancho do mesmo os peradom. 16, vender em leilao diversos trastes
gneros alimenticios seguintes : assucar mascavo J,ovog e n.ajos
refinado libras, arroz pilado libras, azeite doce
garrafas, bacalho libras, caf moido libras, carne
verde libras, carne seca libras, farinha_ de man-
dioca da trra e de fora alqueires, feijo preto e
mulatinho alqueires, lenha achas, manteiga fran-
ceza libra, pao libras, toticinho libras, vinagre
garrafas, todos este genoros serio de priraeifa
qualidade : aspessoasque quizercm contratar laes
gneros apresentarao suas propostas na secretaria
do referido batalhao as 10 horas do dia 22 do cor-
renteonde se effectuar a %^r"me.,?X inglez de soperior qualidade a sahir hoje da al-
Quartel as Cinoo Ponas em Pernambuco i 6 de J-Q vemjidos em um oa raafs ,0[es a
dezembro de 1863.
F. G. de Miranda Lisboa,
Tenente agente.
.llanlt'ia ingleza.
HOJE
O agente Pestaa vender por conta e risco de
quem [lertencer cerca de 23 barrs com manteiga
wwww
AVISOS MARTIMOS.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
E' esperado dos portos do norte
at o da 18 do correte o vapor
Apa, commandante o primeiro
tenente Alcanforado, o qual de-
pois da demora do costume se-
guir para os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada, encommen-
das e dinheiro a frele at o dia da sahida as 2 ho-
ras, agencia ra da Crnz n. 1, escriptorio de An-
tonio Luiz de Oliveira Azevede & C. ___
vontade dos compradores : quinta-feira 17 do cor-
rente pelas 10 horas da manhaa no armazem do
mies defronte da alfandega.
AURORA BRILHARTE
LARGO
DA SANTA CRUZ N. 84.
Amigos do bom e barato.
A Aurora Brilhante esto magnifico estabelecimenlo est na Boa-Vista disputando a
primazia, j pelo grande sorlimento dos seus gneros de boa qnalidade, j pela commodidade
de preces e por isso o seu proprietario roga aos seus freeiiezcs e amigos e ao publico em
geral que manden comprar para melbor se certiflrarem do annuncio.
Manteiga ingleza flor primeira qualidade. Ser vejas de boas marcas c umitas.
Dita mais abaixo segunda dito. Queljos oras do vapor e do passado.
Dita franceza neva segunda dita. Ditos de prato.
Cha superior preto, verde, hysson,uxm o pe- Ditos de manteiga no vos.
rola. Caixinhas onfeitadas com ameixas Trncelas.
Doces de goiaba caixoes do varios tamaitos. Latinhas com ditas.
Para o Rio ale f aneir*
At e dia 30 de corrente pretende seguir im-
preterivelmente o patacho nacional Brberibe, para
o resto da carga que Ihe falta e escravos a frete
para os quaes tem exceBentes commodos trata-so
com os seus consignatarios Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo & C, no sen escriptorio ra da
Crnz n. 1.
Rio de .lancho.
O briguc brasileiro Trovador segu com muita
a dapet.?aoeaqual(uer brevida(lti poae receber carga e escravos frete,
j faca saber desta mesma lraU.se ^ Q$ consigl,aIarios Mai
C, largo do Corpo Santo n. 6.
Marques, Barros 6t
PARA 0 RIO DE JANEIRO
Dado e passado neste primeiro districto da fre- segu impreterivelmente no dia 16 do corrente o
- Sanssimo Sacramento do bairro de, brigue Almirante, so recebe escravos a frete, para
Santo Antonio da cidade do Recife, provincia de os quaes tem excellentes commodos : trata-so com
Pernambuco, aos 14 dias do mez de dezembro de ; os seus consignatarios Antonio Luiz (je Oliveira
1863.
A t* do corrente
O lestamenteiro de Henry Gibson far leilao por
interxeiiQao do agente Pestaa, de boa porcao de
fardos contendo cada um 50 pipas de algodao en-
cornado para saceos, os melhoros que tem sido
importados neste mercado, e de diversas fazendas
inglezas de linho e de algodao, para fechar contas
Sexla-fetra *8 do corrente
s 11 horas da manhaa em ponto, no seu arma-
zem, ra da Cadeia do Recife.
n
DR
Acedes.
0 agente Almeida far leilao requerimento
dos administradores da massa fallida de Amoriin,
Fragozo, Sautos J Co numlado do lllm. Sr. Dr.
juiz especial do cominercio de 42 accoes da com-
panhia vigilante e 20 ditas da estrada de ferro.
Kahh.itlo 1!) do concille
A' porta da associagao commercial s 11 liaras
do dia.
Amendoas de casca dura e mole.
Azeitenas novas em larris e garrafas.
Presuntos para panella e fiambre.
Botaohinhat inglezas novas.
Chouricas, paios e linjnieag.
Cognac verdadeiro.
Licores e chaapanhc.
Charutos finos, ha finos em tnde.
Sebolas grandes em resteas.
Copos lapidados e lisos para agua e viuho.
Passas novas e figos tambeni.
Massas para sopa sao das novas.
Nozcs j desle anno.
Farinha, milho, farello e arroz de casca em
saceos grandes.
Toucinho do Lisbea novo.
Latinhas com fructas.
Latinhas com biscoutinhos de muilas quali- ?
dades.
Latas com bolachinha de soda.
Latos com peixe ensopado.
I.ni.is com marmelada nova.
Latas com massa de tomate.
Frascos com conservas.
Ditos com mustarda.
Ditos com genebra de Hoilanda e de laranja.
Ditos com sal retinado.
Vinhos puros da Figueira, nao ha melbor.
Ditos de Lisboa, nao ha melhor.
Dito do Porto, nao ha melhor.
Dito branco, nao ha melhor.
Dito engarrafado em caixa de urna duzia.
Ditos genuinos em caixa e a retalho.
Chocolate j felto que bello almoco.
Azeite doce temos refinado tambera.
A Aurora He 11 lia ote tem um bello koi-< tinento
A Aurora Brilhante tem nm bello soitiniculo
LEILAO
E eu Joaquim da Silva Reg, escrivao que o es-
crevi.
Jos Luiz Pereira.
Azevedo & C, no seu escriptorio, ra da Cruz nu-
mero 1.
DECLARACOES.
Para a Babia
O palhabote Garibaldi pretende seguir com bre-
vidade para este porto, tendo parte de seu carre-
gamenlo, e para o resto trata-se no escriptorio de
Tasso|lrmos na rna do Amorim.________
IMBt.t .,l*BO.l
No dia 19 da corrente. depois da audiencia do
lllm Sr. Dr. rail municipal da 2- vara, tem de ser sahira com a mawr brevi iade o bem conhecido
. '. .- n _. i___- i.,ii., luirinnniu l..l,i 1.1 ...i.i. nooiii nn mismo
de Almeida Leal, e mais herdeiros de Manoel Car- rio n. 10, primeiro andar.__________________
neiro Leal, escrivao Cunha. i T>' ar,a-nflp (ln iil
Perante o lllm. Sr. Dr. juiz de orphaos vai a HIU UnillUr W) kJU.1.
praca sexta-feira 18 do corrente a terceira parte Segm brevemente a barca nacional Palmira, de
da casa da ra dos Burgos n. 31 : quem nella qni- primeira marcha : recebe carga por fretes baixos
zer lan<;ar, compareca as 11 horas do predito dia, c trata-se com Rallar & Oliveira, ra da Cadeia
na sala das audiencias, podendo examinar a casa, n 35
c ver o cscripto edital em mo do porteiro,
de .
I m grande sobrado de um an-
dar na cidade do Aracaty.
O agente Almeida far leilao requerimento
dos administradores da massa fallida de Seve Fi-
Ihos A C. e mandado do lllm. Sr. Dr. juiz especial
do commerrio, de um sobrado de um andar com
33 palmos do largo lendo 3 janellas na frente, na
ra das Flores da cidade do Aracaty em chaos fo-
reros a cmara municipal de dita cidade.
Ssxla-felra, 8 de janrire de 1S6L
aporta da associacao commercial s 11 horas; os
pretendentes podem obter qualquer nformacao do
agente cima.
It i \VO L \ 1 lO
ESTABELECIDO NA CIDADE DO PORTO
Alenles em Pernambuco
Antonio l.uiz de Oliveira
Azevedo k C.
Sacam por todos os paquetes sobre o
mesmo banco prazo ou vista, sobre a
caixa filial em Lisboa, e agencias em Fi-
gueira, Coimbra, Aveiro, Vizeu, Villa-
Real, Regoa, Vianna de Castello, Guima-
raes, Barcellos, Lamego, Cevilha, Braga,
Penafiel, Braganca, Amarante, Angra,
Hha da Terceira,"llha de Palas, Uha da
Madeira, Villa do Conde, Valenca, Rastos,
Oliveira de Azemeis, Chaves e Fafe, a
oito dias vista ou ao prazo que se conven-
conar, no seu escriptorio ra da Cruz
n. 1.
AVISOS DIVERSOS.
Conselho de compras navaes.
Contrata o conselho no dia 21 do corrente inoz
a lavagem de roupa dos estabelecimentos de ma-
rraba no trimestre prximamente vindouro de Ja-
neiro marco, e o fornecimento durante este mes-
mo tempo dos seguintes objectos de fardamento.
Para os aprendizes artfices.
Uonets de uniforme, bonets para o servido, blu-
sas de algodao azul, blusas de brim branco, calcas
de panno azul, calcas de brim branco, caigas de
Para Lisboa pretende sahir com muita brevi-
dade o patacho Jareo, capitao Jos Marques Loe-
Iho Sobrinho, por ter parte de seu campamento
tratado : para o resto que Ihe falta, e passageiros,
trata-se com os teus consignatarios Palincira &
Be 11 rao, largo do Corpo Santo 11. i, primeiro
ndar.______________
Porto.
Segu at o fim do corrente a mui veleira barca
portugueza Symmtlna : para alguma carga e pas-
agdo azul, camisas de algodaozinho branco, co- sageiros trata-se com Bailar A Oliveira, ra da
bertores de la, colchoes de linho cheios de palha, Cadeia n. 26._____________________________
colchas de algodao, frdelas de panno azul, fro- Para O Aracatv
nhas de algodaozinho, grvalas ou lencoide seda ,e com bre.
preta, encoes de algodaozinho, sapatos, saceos de _,_j~^[__ 8 .,st0 tra_
fardar roupa, e ravesseiros de linho cheios de 5fi^nnorinT'ey5!rto SeTSo
Para os imperiaes marinheiros e aprendizes ditos, 'rmaos._---------_-----------------------------
Bonels de panno azul, camisas de brim branco, Para O RO CSrande do Mili.
1 calcas de algodao azul, caigas de brim branco, na- Sanira com brevidade o briguc nacional Corim-
Mnra con ir rnTnde? Ser "s e iua alfixa-lo misas de algodao azul, caigas e frdelas de panno My rccehc carga a frele e escravos: quem quizer
^SSSm nn- azul, lengos de seda preta para grvala, polainas ne||e carri{ar enteiida-se com Manoel Ignacio de
nos lugares mais pblicos desla freguezia e pu
Miea-lo pela imprensa.
Iteeile, 11 de dezembro de 1863.
Ku Joaquim da Silva Reg escrivao que o subs-
crevL _
Jmmim Antonio Larneiro.
O tenente-coronel Jos Antonio Pinto juiz de paz
do terceiro anno desta freguezia de S. Jos do
Recife, presidente da junta de qualificagao da
mesma, em virtode da lei etc., etc.
Face saber que devendose proced;r na terceira
doiningado mez de Janeiro proximofuturo, a revisao
daquaiilicaeao na conformidade do artigo 2o da le
de l) de agesto de 18W5, se faz mister, que os elei-
tores e supplentes, abaixo designados comnaregam
alim de proeedei-se a formaco da junto de quali-
licaeo : pelo que em execugo do artigo 4 da re-
fer'la le, convoco-os para que se achem na igreja
de panno preto, sapatos e saceos de lona de mari- oliveira F'lho, largo do (>>r|o Santo n. 19.
nbafem.
Para os fuzileros navaes.
Bonets de chapa c palla, calcas de brim branca,
! :___1_i___*? *_?__. dLja ^rr,tm na turacao fei.os de forma conveniente, e segundo as
prximo vindouro ; sob pena de incerrerem 1
inulta comimnada na mesma lei.
Kleitores.
Fiancisco AiUonio das Chagas.
Francisco de Paula Silva Lins.
Antonio Ferreira de Lima e Mello.
Custodio Manoel Theodoro.
Tilmrcio Valeriano Bautista.
Jo_o Joaquim de Figuciredo.
Cielo da Costa Campello.
Manoel Joaquim Baptisla.
Fi -ancisco Joaipiim de Souza Viegas.
.1 is Francisco de Souza Lima.
Joao Soares da Cruz Fonceca.
Jos Francisco de Menezes Amorim.
Modesto Francisco das Chagas Canabarro.
Francisco Ferreira dos Santos.
Joo das Virgens Motta.
Joo Antonio de Mello.
Jos Anselmo Gonzagadc Oliveira.
Rufino Antonio de Mello.
Antonio Soares de Carvalho.
Supplentes.
Francisco Canuto da Boaviagem.
Antonio Moreira de Mendonga.
Trente coronel los Antonio Pinto.
Joaquim Lucio Monleiro da Franca.
.1 lio Soares da Fonceca Vellosa
Jo.o Xavier da Fonceca Capibaribe.
Manoel Fernandos de Albaquerque Mello.
Hermenegildo Coelho da Silva.
Felippe Santiago Cavalcanti de Albuquerque.
Jlo Antonio da Silva Pereira.
Manoel de Almeida Lima.
Jos Francisco Bento.
Jos Francisco do Santos Miranda.
Joaquim Pedrodos Santos Bezerra.
Manoel Joaquim Ferreira Estoves.
J..t5 Simplicio de Sil Esleves.
Migtiei Jos Ja Silva.
Para o Rio de Janeiro.
O patacho nacional Capuam, pretende seguir
caJeaT-O^anoazdL camisas de brim branco', com muita brevidade, tem parte de sen carrega-
frdelas-de panno azul, fardas de brim branco, ment engajado, para o resto que Ihe falta e es-
-ravalas de couro de lustro, polainas de panno cravos frete para os quaes lera hons commodos
ureio e sauatos trata-se com os seus consignatarios Antonio Luiz
P Pala os africanos livres. de Oliveira Azevedo & C, no seu escriptorio ra
Calcas e camisas de algodao azul. da Cruz n. 1.____________________________.
Para as africanas livres. I n-i V iln 11*11/11
Camisas de algodaozinho e saias dealgolao azul. aT p.p mnr a barca
convida o conselho aos pretendentes a apre- Segu ate o da 20 do corrente mez a barca
sentara_ suas propostas naqnetle dia at s 11 -roerieai-i>^ P horas da manhaa em cartas fechadas; sendo que par ~BLlS^S^wSZZ^ Z*
os contratos seelTectuaro sob as condigoes do es- com os consttanos Henry Forster cV C. ra do
tvlo inclusive quanto aos objectos de fardamento Trapiche n. w. ____________
Para o 'orlo
A barca jiortugueza S. Manoel II segu imprete-
rivelmente para o Porto no dia 2t do corrente. e
s recebe passageiros, para os quaes tem excel-
lentes commodos : a tratar no escriptorio de M. J.
Ramos e Silva A Geuros, na ra do Vigario n. 10.
Barca Lima I
Sahe em poueos das para o Porto por ter parte
da carga engajada: para o resto e passageiros,
trata-su coraos consignatarios Carvalho & Noj?uei-
ra, na ra de Apollo n. 20, ou com o capitao na
praga.
Lotera extraordinaria
Aos 10:000^000 e 2:000,5000.
Corre no dia 24.
O abaixo asignad, lem resolvido ex-
trahir no dia supra mencionado, espera do
dia do nascimento do Redemptor do Uni-
verso, urna lotera extraordinaria, a qual
a quarta parte da quinta em beneficio da
igreja de Nossa Senliora do (uadelupe de
Otada-, easiiai'xtricc/io lera lugar no con-
sistorio da igreja de N- S. do Rosario da
fi'i'oue/ia de Santo Antonio.
Os bilhetes e meios acham-se venda na
respectiva tliesouraria ruado Crespo n. 15
c as casas commissionadas ra da Impera-
triz n. 44, loja do Sr. Pimentel; ra Direita
n. 3, botica do Sr. Chagas; rna estreita do
Rosara n. 12, tvpographia do Sr. Mira e ra
da Cadeia n. 45, loja do Sr. Porto.
Os premios de 10:000(5000 at 20.000
serito pagos urna hora depois da extrarcao
e os outros no dia segninte depois da distri-
buigo das listas.
O thesoureiro,
_______Antonio Jos Rodrigues de Souza.
CLUB PERMMBUCANO
A reuma* familiar tem lu
(jar nanoitcflel do corren\e\
mez
Festa da ttenhora do Monte.
S. Exc. Sr. D. albauc de S. liento
deaccorrin rom o abaixo assignario lem
removido a fesia da Senliora do Monte
do dia i da corrente mez, im-a 17 de _g8L-*M_M m&
_t_! j i" j J Nao tenho apretenga
JaneiroviHdoHro- iinda, lo de de- adirc(.g0de meu cun
zembro de 186i>.
Manoel Luiz Virc*.
Imperial Instiiiiio de N. S. do llom < an-
sellio, ra da Aurnra n. 50-
Como consta da declarago feita |ior meu cunha-
do, o Dr. Joaquim Barbosa Lima, no Diario de Per-
nambuco de 9 do corrente, foi-me por ello Iransfc-
rida a propriedade e direcgo desti- instituto.
A longa pralica que tenho do movimento desta
casa, em que por esp.ico de cinco annos exerci as
funcg&es de vite-director; a eslima econsideracao
com que muitos pais de familias temare me hon-
raram; esobretudo a animacaoqne ti ve de algnns
amigos, com ospecialida-le do lllm. Sr. Dr. Jos
Soare de A/.evedo, a rujo carpo est conliada a
direcgo scientilica do eslabelecimento, resolve-
ram-mo a lomar sobre meiis hombros lainanha
empreza, que contina sob a invocacao c prolecgao
de X. S. do Rom Cnnselhn.
;l;e!lel{I{lil-i_____--Saig
\ i:nsuo de preparatorios. a|
jso O bachai el A. R. de Torres Bandeira. j
g professor de gcographia e historia no
jgg Gimnasio desta provineia, contina a
&a eiisinar estes meamos preparatorios, e
* bem assim rhetorica e philosophia. Os
cursos eslo abortos para cada urna des-
tas disciplinas, na casa da residencia do
annuncianle, na estreita do Rosario n.
3!, terceiro andar.
0 gestar morulor no palco do
Terco n. 2, queira dirigir-se a esla ty-
poa;raphia que se Ihe precisa fallar.
O bacharel Deodoro Ulpiano Coelho Cata-
nte, agradece cordialmente a todos os seus
amigos e collegas, que se dignaram assisiir
a missa e memento solemne, que mandara
celebrar pelo repongo eterno de sua presada
innaa D. Brasilina Innocencia da Cunha
Catanho, e o mesmo faz com especialidade
ao Rvd. giiardiao e mais religiosos francis-
canos do convento de Santo Antonio desta
cidade, pelo modo espontaneo e desinteressa-
do com qne se prestaram a dito arto.
Desappareceu no dia 13 do corrente um ino-
leque de nome Luiz, de idade 7 anuos, pernas tor-
tas, nariz chato, levando vestido um roupao de
musseliiia branca, tem falta de denles jia frente :
pede-se s autoridades policiaes o capilacs de cam-
pu de o pegarem e lvalo loja da ra da Cadeia
do Recife n. 64, que se recompensar; outro sim
- Precisase alugar um preto para carregar se protesta proceder coutra qualquer pessoa que o
urna caixa com fazendas : na ra Nova n. 51 Na, tenha acolitado. ______________________
mesma casa precisa-se de boas costureiras e de |
una ama para todo o servigo. ______________ i
LEILOES.
i. El litO
turag;
medidas dadas aos contratantes.
Sala do conselho de cempras navaes 16 de de-
zembro de 1863.
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Secretario.
Corpo de guarnlco de Pernam-
buco.
O conselho econmico do raesme corpo contra-
ta para fornecimento das pracas arranchadas du-
rante o 1 semestre de 186i, os seguintes gneros:
arroz pilado, assucar refinado, azeite doce, baca-
lho, caf em grao, carne verde, carne secca, fari-
nha, feijao, lenha, manteiga, pao de ft oncas e de
4, toucinho e vinagre ; os gneros deven ser de
primeira qualidade, e as propostas sero aceitas
at as 10 horas do dia 2i do corrente, e entregues
na secretaria do dilo corpo.
Qnarlel naSetedade em lo de dezembro de 1863 ijm carro americano de 4 rodas com arreiOS
Jos Baptisla de Menezes, _. lim ~avill
Alferes seireUrio. para umeavaue.
Perante o juiz de paz do segundo districto llVf! f^e
do Recife, tem de ser arrematado, linda a audien- o agente Pinto far leilao por conta de qnejm
ciano dia 17 doeorrente, esliens segainles : um pertencer de um cabriolet americano novo de 4
sof, 6 cadeirae, 1 par de consolos, todo de ma- rodas com meios para um cavarlo, as 11 horas
deira de amarello em bom uso, no valor da 0 (ja cima dito no trapiche do Barbosa em fen-
53,5000; penhorado por Andr Barbosa Soares, ^ ao Corpo Sante, onde poderao os pretendentes
contra Gonglo d'Almeida Leite. examinarem o rafferi-o earro na veapera e entre-
... vespera e dia do leilao, podendo entenderem-se
bMMMM pravacial. com o mesmo agente era seu escriptorio ra da
Pela mes* do consalado provincial se faz publi- Cruz n. 38.
co que os :M) lias uteis marcados para a arrecada- '
cao bocea do cofre do 1 semestre do anno finan-
ceiro corrente de 18W 1864 dos impestos da de- DE
cima urbana das freguezias destt cidade e da dos _tmm/m*m nsetft americano* 19T*
Afogados, ede o 00 sobre a renda dos bens de oUmrlHT pir>srTW ameritan pi
DE
Precisase alugar urna pessoa que compre e
faga a cosinha da casa de homem solteiro, prefe-
re-se escrava : na ra do Queimado n. 33 A,
loja esperanca.
AOS 10,000:000
m\ \)\ F0RTIX4
Bilhetes garantidos
A' rna 1I11 Crespo n. 23 e casas do costume
Ao dia *4 de corrente se extrahir a quarta
parta da quinta lotera de N. S. do Guadalupe.
O abaixo assignado recommendando o respai-
tavei publico a compra de seus muito afortunados
bilhetes garantidos, lembra-lhea vantagem que ha
em receber os premios por inteiro, |ior quanto
quem tirar a sorle grande em bilhete garantido
nao receber somonte 8:4005, em virtude dos
deseontos de 16 por cento que Ihe fariio em vista
das leis, mas sim os 10:0003, que vem a ser os
ditos 8:400* e mais 1:6008 que pagara o abaixo
assignado, importancia de ditos deseontos. Os pre-
mios sorio pagos como de costume.
Precos.
Bilhetes inteiros..... 1M_S
Meios bilhetes...... "Bg
Quartos........ .oou
Fara as pessoas que comprarem
doWO*paraoima.
Bilhetes........ *
Meios......... ggj
Quartos......___ rt.2*800
Mantel Marttns Ftuza.
Manoel Jos Pereira faz publico que por haver
: outros de igual nome, tem-se assignado desde pou-
! co tempo, depois de sua residencia nesta; e assig-
! nar-se-ha Manoel Jos da Costa Pereira.________
(Juem precisar de um bom cozinheiro, diri-
j ja sea ra da Lapa n. 3, que o achara para tratar.
_io de exceder a-altura a que
cimbado elevou o eslabeleci-
mento, mas pretendo desvelar me para que nao
perca elle o grao de crdito que Ihe deixou, pro-
metiendo por mim e por minha senliora todo o dis-
vello para com os meninos que nos forem confia-
dos, tanto na educagiio scientilica como na moral e
religiosa. ________ _,
No dia 7 de janeiro prximo achar-se-ha. pois,
de novo aberto o eslabelecimento a concurrencia
dos alumnos, tanto internos como externos, conti-
nuando no mesmo predio da ra da Aurora n. 50,
onde passarei a residir com minha familia. Reci-
t t -o doj-iohro de IR":
Antonio Augusto Ferreira Lima.
Atugam-se duas casas terreas na cidade nova
cm Santo Amaro, na travessa do Lima, com 4 quar-
tos e 2 salas cada urna, com gaz. centona fra.
quintal grande e murado : a tratar na ra da Au-
rora n. 54.______________________________
Sahio luz a traduegao da Epiphania do pa-
dre J. Ventura, feita por um ealholico. Dividido
em oito leiluras. contera este livro a mais bella ex-
posico do misterio da viuda dos Magos ao prese-
pio de Belem". O nome de seu autor o seu mais
completo elogio.
um livro ntihssimo para a educago moral e
religiosa das familias nao s pela sua doulria e
conhecimento de um dos inaores e mais consola-
dores mysterios de nossa religiao, com-i pelas ora-
coes que ai'ompanham a todas as letona. K um
nleressante oitavario para a celebragao da fesla
dos Res lame.
O seu producto destinado pelo autor para au-
xilio do collegio de orphaos, que o virtuoso hispo
do Cear est fundando na captol de suadiocese :
este annuncio portanto uai appello s almas
christaas para que concorrara com urna esmola
para nm fim lao pi e lae lonvavel.
Vende-se na livraria da ra estreita do Rosario
n. 12, c na livraria econmica de Nogueira, a 2& o
exemplar encadernado.
SS^HJ JHiiSIt^3 HslS .^SI!_{|iSi
Precisa se de una ama livre ou escra-
va, para todo o servico de una casa de
familia, a excepgo de cosinha e que
saiba engommar bem : na ra estreita
do Rosario n. 31, lereeiro andar.

Luiz Gongalves Agr, Maria Francisca do
Espirito Santo Agr, Manoel Goncalves Agr,
Maria Thereza Agr, Luiz Gongalves Agr
Jnior, Ignez Maria do Espirito Santo Agr
e Antonio Goncalves Agr muito agradeccm
as pessoas que assislram e acompanharam
ao ccmilerio publico o enterro de seu pre-
sado filho e irmio.com especialidade a irman-
dade do Espirito-Santo do Collegio que gene-
rosamente se prestou e de novo os convida
para a missa do stimo dia que ter lugar
na caeolla do remiterio pelas 7 horas da ma-
nhaa do dia sabbado 19 do cerrente.
__john \Vlson,engenhciro da Ameriea de Nor-
te, (estados confederados) que esteve neste impe-
rio cerca de cinco annos, estando para ir Euro-
pa, avisa a seus fregueres que vai comprar machi-
() Por allluencia de materia, n"io foi puldicado
mais dias este edital.
(Dos Redactores.)
I.l.ll. _<>
------;~ (_-.,u- nbrtiin Italiano- retira- as para descascar mandioca, e oulras para purifi-
Innocencio Smoltt, subdito Italiano, retira W^,-,. despe(,c.se J()Ste modo UB seus
se para fora da provineia.---------------------------1 amjs -j. poder fMe.,0 pessoalmente, sahin-
Jost- Joaquim da Cunha, deixou de ser ca- do para Europa n0 vapor de Janeiro ; offerece seu
xeiro da Sra. vHiva de Manoel Gongalves Silva. fco preslj,no aquellos que julgarera de ver apro-
bera como gerente do armazem de assucar do veu,riiStaoccasiao.
caes do Apollo, pertencente a mesma senhora. Re-___________________________________.
cife 15 de dezembro de 1863. Offerece-se urna mullier honesta para ama
_ W A Oslwrne sahe do imperio. de casa de homem solteiro para servigos internos :
"_________r----------------;n------1 miem nrecisar. dtnia-se a ra da Matriz da non-
~_ D-se dinheiro a juros: na ra do Rangel JJ ^\ que se dir.
n. 6.
Afogados, .
raiz pertencentes a corporagoes do mao morta se
principiam a contar do dia i* de dezembro vin-
douro. ...... ..
Mesa do consulado provincial de Pernambuco
45 de novembro de 4863. ______
Antonio Cameire Maohade Hios.
Administrador.
pasfrif a f_stt.
O^entl^na^r^operconto^^
pertencer de .i carros de passe
dos de New-York no patacho
gostos mais modernos que tem
1 Preeisa-se de t:004 a premio, daodo-se por
_ No da 15 do corrente desappareceu da com- prepriedaae : quem qwzer an-
panhia de ons portadores da reguez.a da Gtona ^ procurada __________
lo aoili um men no pardo claro de idade de 0 """L' '----------!------------------------- ..
urna fe-: Precisase alugar um moleqne para todo o
ensnando-se
_*!!2__2__r rid'omumam'raaeoliecido por Miranda: quem servigo de urna casa de familia, ensnando-se a
?nJTB5,do. enct^^rTS^ ^ Praia a 13.
So a esto praga na do Sr. Pocas, que se recompensara. segundo andar.
l_
Aluga-sc o terceiro andar As sobrado da rna
Novan. 19, com bastantes commodos para fami-
lia : a tratar na ra da Cadeia n. 62, segundo
andar.______________ ________' ____
Aluga-se o terceira andar da ra larga de
Rosario n. 24, muito fresco c com grandes com-
modos para familia por prego moite commodo : a
tratar no segundo andar do mesmo.___________
Quem annnnciou precisar de 3005 a juros,
dando por aluguel um escravo, queira dirigirse a
na dos Pires n. 62 ou 84.__________________
Precisa-se alugar urna escrava que saiba co-
zinhar o diario de urna casa e mais servigo. senih.
de boa conducta : quem a tiver dirija-se a ra da
Saudade n. 17, que achara com quem tratar.
Eslabeleeimenlo le rarro fanebres,
paleo 1I0 Para iza n. 10 e 12
Acham-se effectivainente neste eslabelecimento
carros para todas as ordens marcadas no respecti-
vo regulamento, sohresahindo os de primeira or-
dem, tanto para defunle como para anjo, os mais
ricos e ornados que se pode desejar, com todos os
ornatos precisos. Tambera ahi se encarrega de
quaesquer armagoes funebresn enterras, forneeen-
do-se todo o necessario sem incommodo das par-
tes Indo por precos commodos, presteza e fidott-
dade.________________________________
Precisa-se de um eylmdro americana dos
modernos, com ponen nso : gnera tiver annucie.
"-- Giovanni Vascio de Maratia, subdito italia-
no, retira-se para fora da provincia.
Precisa-se de urna ama para comprar o co-
sinhar : na roa do Queimado- loja n. 42.________
Alu*a> o armazem e primeiro andar da
casan. 14*da ra da Sensala Velha : os preten-
dentes dirijam-so a praga do Corp Santo cas n.
6, segundo andar.
\tteme Oi
Aluga-se o terceiro andar do sobrado n. 29 da
ma do Qucimadb, com commodos para familia: a
tratar na loja.
I"
i.


Diario de Pcruainluico Quinta Iclra 1 3 de Bczembro de 18S.
PARA A FESTA
Aluga-se ama das melhores casa no Cachang
ALUGA-SE
lima boa propriedade de sobrado no lugar da;
Torre en muito bom local, mullo fresca e esla
confronte a igreja, murada oom caes e nortao para forrada de papel, com bastantes commodos para
o rio, pintada e caiada de novo: a tratar na ra; urna grande familia, tendo coclieira, e.-tnbaiia,ba-
do Queimado, loja n. 43. _______________ nheiro, boa cacimba, muitos arvoredos e novos,
urna grande baixa decapim e muito bem tratada,
O Dr. Antonio Vicente do Nascimento Feito-
sa, tendo de retirar-se para a corte do Rio de Ja-
neiro, afim de tomar assento na cmara tempora-
ria, cerno deputado assembla gcral por esta pro-
vincia, avisa ao respeitavel publico, e com especia-
lidade aos seus coustituintes desta e de outras pro-
vincias, que o seu escriptorio na ra estrella do
Rosario n. 13 contina sob a direccao de seu com-
panheiro e coUega o Sr. Dr. Joaquim Jos de Mi-
randa. Os solidos estudos do Sr. Dr. Miranda em
jurisprudencia, a pratica que possne dos negocies
forenses, oconhecimento que tem das causas do
escriptorio, onde trabalha ha cito annos, e o carc-
ter probo que o distingue, sao garantas suflicen-
tes deque na ausencia do Dr. Fe tosa os negocios
forenses a seu cargo, e os que occorrerem de novo,
proseguiro com a mais perfeita regularidade.
O Dr. Feitosa avisa, outro sim, ao respeitavel
publico, que as pessoas que quizercm ouvir snas
opinioes, podero rcmetter-lhc para a corte suas
consultas por intermedio do mesmo Sr. Dr. Miran-
da, certo de que a res posta Ihes ser enviada pelo
primeiro vapor que d'alli partir depois do recebi-
Aluga-se ou vende-so um pequeo e bello si-
tio no bocee do Mame, freguezia dos Afogados,
com diversas e odorferas fructeiras e urna boa
casa terrea de tijolo, com excellentes commodos
ment d consuaT aVsimTomo ali~se encarVega- Para familia, e alguns pequeos beneficios, achan-
r da direccao de revistas ou de quaesquer neg- do-se tudo no melhor estado possivel
cuja propriedade a que foi anteriormente do so-
licitador Manoel Pereira Magalhaes, quem a pre-
tender dirija-se a ra da Senzalla Velha n. 100, no
primeiro andar, das 10 horas da manhaa s 3 da
tardo, que se promette alugar por proco razoavel
pudendo levar a chave para examina-la.
Alugam-se as lujas dos sobrados do pateo do
Terco ns. 11 e 19 proprijs para qualquer eslabe-
lecimento por ser em boa loealidade e bem espa-
cosas : a tratar na ra da Praia n. 36.
Hontem 13 do rorrente a noite, um portador
que da Capunga seguio para o Beberbe em nm
cavado de cor ruca, novo, com cangafha, deitan
do-se a dormir pelo seu estado de embriaguez, de-
sappareceu o cavallo e cangalha: por isso roga-se
a quem o tiver achado leve-o ra do Queimado
n. 23, que ser gratificada
cios forenses.
O mesmo Sr. Dr. Miranda fica munido de pro-
curacao bastante para tratar de qualquer negocio
que diga respeito ao Dr. Feitosa, quer particular
quer forense.____________________________
Jos Azevedo de Andrade faz
sci> nte ao coi po do commercio desla
praca e a seu freguezes em geM, que
transfeiio o seu st zendassilo rna do Crespo loja n. 20
A para a de n. 18 da mesma ra.
Maques sobre Portugal.
O ahaixo assignado, agente do banco
mercantil Portucnse nesta cidade, saca ef-
fectivamente por todos os paquetes sobre
o mesme banco para o Porto e Lisboa, por
qualquer somma, vista e a prazo, po-
dendo logo os saques a prazo serem des-
contados no mesmo banco, na razao de 4
por cento ao anno aos portadores que as-
sim lhe convier: as ras do Crespo n.
8 ou do Imperador n. 51.
Joaquim da Silva Castro.
ttociedade de seguros mullios
de vida inst.ilInda pelo Banco
Unio na cidade do Porto.
Os agentes nesta cidade e provincia Antonio
Luiz de Oliveira Azevedo A C escriptorio na ra
da Cruz do Recife Bu 1, estilo autorisados desde j
a tomar assignaturas e prestar todos os esclareci-
nientos que forem necessarios, as pessoas que de-
sejarem concorrer para to til e benfica empre-
za, segurando um futuro lsongeiro aos associados.
I DENTISTA DE PARS
19Ra Nova-19
Frederico Gautier, cirurgiao dentista,
faz todas as operacoes de sua arte, e col-
loca dentes artificiaos, tudo com supero-
ridade c perfeicao, que as pessoas enten-
didas lhe reeonhecein.
Tem agua e pos dentificio.

!Olf-
Antonio Jos Rodrigues de Souza aluga a sua
casa e sitio do Monteiro, em frente ao oito da
ra doftangeln. 61, ou na pbvoacao dos Afogados
em casa do annunciante Querino Jos dos Santos.
O abaxo assignado deixou de ser caixeiro
do 111 ni. Sr. Antonio Joaquim de Mello nodia 12 do
rorrente, e agradcce-lhe muito o bom tratamento
que teve durante o tempo de quatro annos que foi
seu caixeiro.
Joo de Almeida Lima.
Precisa-se alugar urna preta de boa conduc-
ta que saiba engommar bem e cozinhar : na ra
do Queimado n. 44, primeiro andar, paga-se bem.
Na travessa do Costa junto a fundicao em
Santo Amaro, ha algumas casas pequeas para
alugar : tratase na mesma travessa n. 2 ou 5.
Aritkmetica, algebra e geome-
tra.
O professor de mathematicas o gymnasio pro-
vincial pretende abrir um curso particular destas
adeudas, no da 4 de Janeiro do anno vindouro,
se houvcr numero sufliciente de alumnos: os pre-
tenderes dirijam-se casa de sua residencia na
ra Direila n. 74, para se matricularen).
ATTTEXC^AO.
Aluga-se um bom sitio no Mangunho, com bas-
tantes arvoredos de fructo, boa casa de vivenda,
casa fra com quartos para pretos, estribara, ca-
cimba com boa agua, e tanque com casa para ba-
nhos: quem o pretender, dirija-se ra Nova,
loja de calcados n. 7.
Precisase de um molcque de 12 a 14 annos
para fazer o servico de casa : quem o tiver para
alugar queira dirigir-so ra Nova n. 25.
Aluga-se o segundo andar da casa da ra de
S. Francisco n. 68 : a tratar na ra do Queimado
n. 8, primeiro andar.______________^^^
Caixeiro
Xa taberna grande da Soledade precisase de
um caixeiro com pratica ou sem ella.
Precisa-se do um pequeo para caixeiro de
loja de ferragens, de queja lenha alguma pratica :
a tratar na ra do Queimado n. 69.
Aluga-se barato o segundo andar do so-' por um men
brado n. 44 em aj-ua da Aurora, que lti-
mamente fra concertado e pintado de no-
vo : quem o pretender dirija-se loja de
Bastos & Rege, na ra Nova, que achara
com quem tratar.
Precisa-se do um moleque de 16 a 18 an-
nos : quom o tiver para vender, queira dirigir-se
ra do Trapiche n. 12.___________________
O Dr. Jos Liberato Barroso, partindo para o
Rio de Janeiro tomar assento na cmara tempo-
FAZENDAS DE BOM GOSTO.
Superiores cortes de seda 4e cor a 50$, 60$, 70$, 80$, 90$ e 100$ cada corte, os mais modernos que tem vinde a Pernambuco.
Dito de raoreantique de cores e pretos.
Lindas setas de cores a 1$200 rs. o covado.
Ditas de ditas de quadrinhos a 1$ o a 1$200.
Moreantique carmezim cor da moda a 1$200 o covado.
Superiores cortes de blonde para noivas.
Lindos cortes de crep de Hespanha com barra de cores as mais lindas que se pode desejar.
Cortes de la com barra de cor.
Ditos do lia cora barra aquille.
Liados cortes de grinadme de seda com barra de gostos inteiramente novos.
Linda fazenda para vestidos denominada crep de Hespanha de cores mui lindas.
Superiores las de cores matisadas.
Grande e variado sortimento de percales de cores para vestidos.
Dito de chitas francezas muito finas escuras, claras e matisadas.
Lindas catilinetas para vestido, gostos inteiramente novos.
Superiores cortes de cambraia brances bordados e eutras omitas azendas de bom gosto para vestido de senhora
Para hombros de senioras.
Superiores capas pretus a 20$, 25$, 30$, 40$ e 50$.
Santiembarques de cambraia ricamente enfeitados.
Ditos de cachemira de cores e brancos enfeitados com muito gosto.
Lindas capas de caximira de cores as mais modernas que tem vindo a esta praca.
Superiores zuavos de cambraia e de seda preta.
Lindos pos'lbes de merino de cores.
Grande e variado sortimento de camisinhas bordadas
dem de chales de merino lisos de barra estampadas de qnadros e de crep a 4$50O, 5$, 6$, 7$, 8$, 9$ o 10$.
Para cabera de senhora.
Superiores chapelinas de palha de Italia.
Lindos chapeos de palha de Italia enfeitados com muito gosto e grande variedade para escolher a 12$, 14$ e 16$.
Modernos enfeites de flores chegados no ultimo vapor francez.
Variado sortimento de enfeites denominados conservadores para cabeca.
Bordados.
Grande sortimento de cntremeios bordados a 1$, 1$200 e l$3O0 a peca.
Lindas tiras bordadas largas a 2$, 3$ e 4$ a peca.
Calcas bordadas muito finas para senhora.
Superiores e modernas saias bordadas.
Espartilhos superiores e outras muitas fazendas de gosto na loja das columnas ra do Crespo n. 13, de Antonio Correia de Vasconcellos
Pechincha sem igual.
Na mesma loja das columnas vende.se cortes de cambraia organdys de barra de duas saias e de babados matisados com 14 a 16 varas cada
corte a 6$, 8$, 10$ e 12$ o corte.
SEGUROS DE VIDA EM MTALIDADE.
estabele-
por urna
A direccao do BANCO UNIAO tendo obtido do governo de S. M. F. a autorisacao para
cer o seguro de vidas em mutualidades, faz publico que desde j toma subscribes annuaes
s vez, dobaixo das seguintes condices :
Com perda de capital e lucros;
Dito capital smente;
Dito lucros smente;
devendo a primeira liquidarlo ter lugar na Io de Janeiro de 1859.
As vantagens do emprogo de capitaes em mutualidade, sao obvias, porque nao smente se co
lhe o juro de quantias diminutas, de que avulsas se nao poderia tirar nenhum resultado; mas alm r, "? -Ti, ra l)oaem-
disso, este rendimento augmentado pelo capital ou lucros, ou ambas as cousas, conforme as condices ""Aln "m a, e
da subscripco, dos que fallecem. Tambem partido pelos socios sobreviventes tudo aquillo que os so-
cios morosos nos seus pagamentos, sao por este motivo obrigados a pagar, bem como caducidades que
occorrerem pela falta de cumpriraento do compromisso social.
As liquidaces sao pelo systema das companhias hespanholas, Tutelar e outras; e para se poder
fazer urna idea do que pode produzir urna entrada annual de 10$, publica-se a segrate tabella basca-
da sobre a experiencia de muitos annos de companhias desta natureza :
Em o annos Em 10 annos Em -I i annos Em 20 annos Em 2a annos
Acaba de chegar a esta cidade um mnchi-
nista j experimentado com 20 annos de pratica,
tanto as ocinas do Sr. Fausscth, em Liverpool,
como nos engenhos da Ilha de Cuba do Sr. conde
de Orely, e em muitos outros onde tem tido oc-
casillo de plantar a sua invenco chamadacarre-
telpara transferencia do bagaco da canna so-
mente com o metor que a faz moer sem outra
despeza mais que a compra do mesmo carretel,
poupando-se assim o servico de 20 escravos.
Persuadindo-se o referido machmista que a ma-
china de sua invenco que a tantos annos tem
produzido os melhores resultados seria tambem
proveitosa nesta provincia, vem offereccr seu
presumo a qualquer pessoa que della queira usar
tanto nesta cidade como no interior da provincia.
Para scmelhante fira podem-se dirigir ra da
Imperatriz n. 52, aonde o mesmo machinista
empregado em concertar machinas de costuras,
espingardas, bombas e tudo que pertence a sua
arte.
Precisa-se de urna
Aguas-Verdes n. 10.
ama : na ra das
DE
PARTIDAS DOBRADAS
OFTEnECIDAS
AASSOCIAtjiO COMMERCIALBENEFICEXTR
DE
l'l ItWvIKI (O
pon
Por um menino de I dia a 1 anno U0$ 400$ 900$ 2:600$ 4:706$
de 1 anno a 2 905 ,!00$ 750$ 1:700$ 3:700$
de 2 > a 3 > 86$ 290$ 720$ 1:600$ 3:500$
de 3 > a 4 > 86$ 280$ 710$ 1:560$ 3:400$
de 4 > a 15 > 86$ 270$ 700$ 1:550$ 3:350$
Por urna pessoa de 15 > 20 86$ 270$ 700$ 1:540$ 3:330$
de 20 a 30 > 86$ 270$ 710$ 1.560$ 3:400$
de 30 a 40 86$ 270$ 720$ 1:6000 3:700$
de 40 a 50 > 90$ 300$ 780$ 1:800$ 5:000$
groja do S. Pantaleao, com bastantes commodos : rana, dexa encarregados de suas causas aos Drs.
a tratar na thesouraria das loteras, ra do Cres- Aprigio Justiniano da Silva Guimaraes e Joo Jos
no n. 15. Ferreira de Aguiar : a tratar em seu escriptorio
a
po__
- Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra do Crespo n. 23 : a tratar na loja.__________
_ Antonio Jos Rodrigues do Souza, a ra do
Crespn. 15, precisa alugar um moleque para o
servico do casa do familia, oque saiba bolear car-
io, sendo de iion* coslumes.
Ini-
emisia americano
(De New-York, rna do
rador n. 03.
[ Dr.W. II Mr. Grato, oflerece ao res-
f peitavel publico de Pernambuco os ser-
I vicos de sua prolissao, todas as opera-
, roes da bocea e denles serio execuladas
com o ultimo e muito melhorado princi-
pios do cirurgia dental.
ptono
na ra do Imperador n. 17. Durante a sua estada
no Rio de Janeiro enearrega-se de qualquer nego-
cio relativo a sua prolissao de advogado.
-\a lardo do dia 9 do crrente, desdo rua
Dircita at rua do Sebo, perdeu-se um par de
ocloj de ni US Ou UUI'U, COI1I VIUI'US |l,ll lllii- r de
graos difforenlcs : quem o achou querendo resti-
tuir leve-o rua Direila n. 91, Io andar, que sera
. recompensado.
No escriptorio do Amonm Irmiios, rua da
Cruz ii. 3, desej.i-so fallar com o Sr. Antonio Joa-
quim da Costa Santiago, cuja morada se ignora.
- O Sr. Luiz Paulino Cavalcanti de Al-
Uuipicrimc, tem urna carta nesta typographia.
Procisa-se de um bom cosintieiro e de urna
ama que saiba engommar e lavar : tratar no
-obrado n. 32, da rua da Aurora.
O Dr. Carolino Francisco de Lima San-
__ j uS; tos, contina a residir na rua do Impc-
jg*: vto rador n. 17, 2 andar, onde pode ser pro- I
^ \% curado a qualpier hora do dia e da noite O
Alugam-se as casas terreas na rua da
Calcada n. 48 e rua Velha n. 2: a tratar
na rua do Sebo n. 24.
Casas para se nassar a festa.
Anda no Cachang existe por se alugar casas
para so pastar a festa,entre as quaes urna novn:
rraem pretender, dirija-se roa do Queimado n
li, que podera dar informacoes.
Precsa-sc de urna ana escrava que se- y
A ja boa engommadeira se preste a ido o
<&fr sl!rvco do urna casa de familia, excepto "g
*s dl! cos'n,ia : na rua estreita do Rosario S
9| n. 31, tereeiro andar. gR
mmmmsmm mwmmw
Procisa-se de urna ama para casa de duas
pessoas, dando-so preferencia escrava : no largo
do Collegio junto ao sobrado amarello, terceire
andar.
rua dos
Gab.iicle medico cirnrgico
Flores n. 37.
O Dr. Estevao Cavalcanti de Albuqucrque d
consultas medico cirurgicas em seu gabinete das!
8 s II horas da manhaa e das 11 ate s 3 horas possivel.
da tardo, os chamados deverao ser por escripto c Os depsitos a tempo fixo as condiccoes sao as
para o exeroicio de sua prolissao de me-
dico ; sendo que os chamados, depois de
meio dia at 4 horas da tarde, de vem ser
deixados per escripto. O referido Dr.
nao abandonando nunca o estudo das
molestias do interior, prosegue, com o
maior atrinco, no das mais dilficeis e dol Jj|
cadas operacoes, como sejam dos orgias
ourinarios, dos olhos, partos, etc.
(.'lila filial de London c Brasiliad Bank
(limttcd em 'Cinambuco.)
A caixa filial de London e Brasilian Bank em
Pernambuco, faz scieute ao publico c mais espe-
cialmente aos seus deposltadores em conta cor-
rente que se v na rigorosa obrigacao de alterar
as suas condiccoes deste modo de deposito, nao
smente pelos proprios mteresses da caixa, como i
tambem pea conveniencia do publico, como a ex-
periencia o tem mostrado.
Portanto liqucm as ditas condiccoes desde o Io
de Janeiro prximo futuro em diante, modificadas
como segu:
Smente se receben) quantias de 50$ para
cima.
Nao sao contados juros sobre quantas deposita-
das por menos de 7 dias.
Os juros fiquem reduzidos a razao de 2 por cen-
to ao anno caftalisados como d'antes.
As retiradas do dinheiro podem ser effectuadas
a vista sem disinccao de quantias e sem previa
participaco obrigaila e sim obsequiosa se isto fr
dessa hora em diante devora ser procurado na ca-
sa de sua residencia no Chora-Menino.
1. Partos.
t. Molestias de pelle.
3." dem dos olhos.
4. dem dos orgaos genitaes.
Praticar toda e qualquer operacao em sen ga-
binete ou em casa dos doentes conforme Ihes for
mais conveniente.
Tendo-se alugado um cavallo russo pedrez,
com signaes no peito de trabalhar em carro com
selim de meio uso e estribos de metal prncipe, a
um peruano que falla bem hespanhol, e cigar-
rero e charuteiro por aome Manoel Lessa, e por
nao ter apparecido no tempo tratado, desconfia-se
ter-se evadido com o cavallo e por isso rogase as
autoridades policiaes de o remetterem corlieira
Ai rua da Sanzalla Velha, de Joaquim P. da
SiJva.
Precisa-se de 300$ a juros, dndose por alu-
guej um escravo que ganha mensaimente 25$ :
<|iiem pretender, annuneie por esta fotba.
Aiuga-se para passar a festa um sitio na Var-
/.ea margem do rio Capibaribe, no lugar Ambol,
perto do Cachang por ficar no caminho do mes-
mo, ciui casa que tem commodos para grande fa-
milia e escravos, lugar para carro; tambem se
permuta por o a tro em Beberbe, ou casa do Reci-
fe : a tratar em Olinda, sitio defronte da igreja do
Guadalupe._________________
Alugam-se duas mei-aguas no betSeo daa Bar-
reiras : a tratar no mesmo becco n. %
seguintes:
Pelo tempo de 30 dias vencerao juros a
razao de 4 0|0 ao anno
. 60 5 0|0
> > 90 6 0|0 >
> > 180 e alem 7 0|0 >
. mmwmm
O bacharel Alfonso Xavier Fortes de
Bustamantc, retirando-se para o Rio de
Janeiro.nada fica a dever nesta provincia.
~ fiffl-
As entradas por urna s vez do resultados muito superiores s annuaes.
Porto, 10 de agosto de 1863.Os directores do Banco Uniao, Jos da Silva Machado.F. .V. tan
der Niepoort.
Agentes em Pernambuco : Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C, rua da Cruz n. 1.
hVMMM
Msicas para piano e canto de todas as forcas, e methodos dos melhores autores, e vonde-j
Jsc baralissiino.
EXCELLENTISSIMAS SENHORAS,
dproveitem as peckiochas da loja rua do Crespo d. 17
DE
JOS GOMES VILLAR.
Para apurar dinheiro est vendendo liaratissimo,
.Iproveitein todos.
Recebeu de New-York 2,000 bales de 20 arcos e vende a 2$500 cada um.
Extraordinaria pechincha, scn igual.
Laas de cores, de quadros a 280 e 400 rs. o covado.
Cassas de cores a 200, 240, 280, 320 o covado I 11
Chitas francezas muito boas a 320 e 360 rs. o covado.
Madanoles, pecas de 20 varas a 7$, 8$, 9$, 10$, 11$ e 12$ a peca,
Cambraias lisas, pecas de 81|2 varas a 2$500, 4$, 5$, 6$, 7$, 8$ a peca.
Capas pretas, manteletes pretos bordados a 20$ o 32$ rs. I
Sotambarqucs pretos de 25$ a 30$ rs.
Capas de casemira de cores a 25$ e 30$ rs.
Outras fazendas de multo gosto.
PROTEJAM TODOS
Cortes de cambraias bordadas ; cortes de vestidos do blonde para noivas, com capella
f manta. Chapos Maria Pa a 12$ cada um I I Meias para senhora. a 4$, o$, 10$ e 12$ J
rs. a duzia. Bramante de linho, de 10 palmos, a 2$ a vara. Bramantes belgas a 3$ a vara ;
esgues de linho fmissimo ; bombaznas pretas para luto ; merinos pretos etc. etc. ; da-
mascos de 15a de 8 palmos de largura, proprios para colchas e para cortinas de salas.
oiu3iupa|aqeis3 ouiissiiueuodmi assae 'sbjs -seiuxa 'oe3o9ioj ojuiiiuip b 'semissiiBJi'q sepuozej
-t:|UJO|!|i: > KAOU i:p s>:i|.uji|.,.hI sk ui||.M(\
soaiaoNvaisa a soMVDnanivMuad
Goncalo Joao da Silva Fortes esposo da
finada Joanna Princeza Fortes, agradece a
todas as pessoas que se dignaram honrar
com as suas presencas as exequias da dita
finada e pelo presente convida as mesmas
pessoas que se dignem comparecer no dia
19 do corrente s 7 horas da manhaa na
igreja do Corpo Santo, afim de assislirem a
inissa que deve ser celebrada por alma da
mesma finada, pelo que desde j lhe d os
devidos agradecimentos.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado de es-
quina da rua Bella n. 37 : a tratar na loja de ou-
rives junto a igreja do Rosario da freguezia de
Santo Antonio.
Continua a haver pao de senteio novo nos dias
quarlas e sabbados de cada semana, na nadara
em Santo Amaro ae p da fundicao, na rua" da Im-
peratriz n. 22, e rua do Brum, confronte o chafa-
riz n. 47, rua das Cruzes, deposito n. 39, na Pas-
sagem, taberna da esquina do Sr. Bento, que vira
para o Remedio, e no armazem progresso, largo
da Penda n. 10.
O Dr. Cosme de S Pereira conti-
na a residir na rua da Cruz n. o3,
Io e 2o andar, onde pode ser procu-
rado para o exercicio de sua profls-'
s3o medica, e com especialidade
sobre o seguinte
Io molestias
2o >
3o
de olhos;
de peito :
dos orgaos geuiti)
urinarios.
Em seu escriptorio os doentes se- ]
rao examinados na ordem de suas |
entradas comecando o trabalho pelos j
doentes de olhos.
Dar consultas todos os dias d sj
6 as i0 da manhaa, menos nos de- j
mingos. t
Praticar toda e qualquer opera- j
cao que julgar conveniente para o
prompto restabelecimento dos seus
doentes.
Tereriro escriturario da thesouraria
de fazenda de Pernambuco e eompetentenente* ao-
orisado para exereer pro-
fessorato particular de ariihmelica na mesma
pmineia.
Acha-se esta obra nos prelos da typographia
Commercial, d'onde em breve sahir luz da pu-
blicidade em ntida iiupresso e sob o formato de
8 portuguez.
Compe-se esta obra de um volume, dividido en
urna parte theorica e outra pratica, de fcil alcan-
ce s pessoas que se queiram dedicar ao estudo da
escri turaco.
A respectiva assignatura acha-se aborta em to-
das as turaras desta cidade, ao preco de 5$00O
por volume.
Continua venda o n. 2 do RAIO, nos luga-
res do costume.
CASA DE SADE
Em Santo Amaro
Do Dr. Silva Ramos.
nico estabelecimento desta natureza
que existe entre nos, montado do modo
que pode cora todo o commodo e zelo tra-
tar qualquer doente, que nella seja reco-
lhido.
O edificio magestoo e conserva-se
em perfeto estado de limpeza e conve-
nientemente mobiliado.
Os doentes sao separados, segundo os
sexos, natureza das molestias e condicoes
sociacs.
Ha quartos fortificados para os aliena-
dos, e urna enfermara para as partu-
rientes.
O propietario encarrega-se de qual-
quer operacao.
O estabelecimento franqueado qual-
quer pessoa que o queira visitar.
Primeira classe 3$000 diarios.
Segunda dita.... 2$5O0 >
Terceira dita.... 2$000
Para que qualquer doente sejaali rece-
bido, basta que se mande onome do doen-
te e da pessoa que o romette, com a de-
claracao da morada.
O proprietario aceita contratos annuaes
com qualquer que queira ter um ou mais
leitos sua disposicao.
Aluga-se a loja do sobrado bera do rio, e
ao norte do gazometro, morada muito fresca,
tem commodos para familia, quintal murado, ca-
cimba, e o aluguel muito barato: podem tratar
com o Sr. Va lenca no mesmo sobrado.
Aluga-se urna pequea casa terrea na rua do
Gazometro, quasi junto ao rio, tem quintal mura-
do : a tratar com o Sr. Valonea, sobrado boira
do rio e ao norte da mesma fabrio, que aluga ba-
rato.
Furtaram do engenho Tinoco em Serinhaem,
no dia Io de dezembro, um cavallo ruco pombo,
pequeo, com urna inalha vermelha no lado es-
querdo do pescoco, o casco do p esquerdo branco,
anda bem baixo e inteiro : quem o apprehender
ou der noticias delle no mesmo engenho Tinoco,
ou na estrada nova do Cachang, no sitio de Tho-
maz Cavalcanti da Silveira Lins, ser generosa-
mente recompensado.
Aluga-se um sitio no lugar do Caminho No-
vo, rua da Esperanca, quem val para o Mangunho,
tendo boa casa e muito fresca, com 6 quartos e 4.
salas no andar terreo, 3 salas no salo, o qual tem
11 janellas, e por isso torna-se muito fresco, casa
para banhos, duas grandes cacimbas com agua de
beber, casa para criados, estribara, e o sitio todo
murado e com larangoiras de umbigo, fructa-po e
jaqueiras : a tratar na rua do Deslino n. 16.
?M Joao da Silva Ramos, medico pela un- ^
_5 wrsidade do Cnimhra d consultas em lj
sua casa na rua Nova n. 50, das 8 s 10 JB
"g horas da manhaa e das 4 s 6 da tarde c
recebe igualmente convites para dentro
ou Turada cidade com o fim de so en-
carregar de qualquer servico de sua pro-
lissao.
Os chamados deverao vir por escripto.
' achoninlia galga.
r-esappareeoD no dia 13 do corrente tardo, do
Hospicio, sitio n. 10, onde mora Eduardo P. Vv'ilson
Juuior, urna cachorrinha galga, cr de veado : ro-
ga-se a quem a adiar leva-la ao mesmo sitio, que
ser recompensado, ou quem della der noticia.
O administrador da casa de banhos do pate
do Carino roga s pessoas que possuem antigos
cartes. hajam de ir trocar por novos at o da 31
deste mez; (cando inutilisados se o nao fizercm.

FOLHINHAS PARA 1864 inimiesL
Na p""aTd7pende?c"hvrarrTs^ >!" Odelldadc de
Precisa-se alugar urna preta para vender na
rua: quem tiver para alugar, dirija-se ruada
Glorian. 27.________________*
O abaixo assignado, encarregado da cobran-
za judicial dos dbitos da botica do Sr. Joaquim de
Almeida Pinto, previne ao Sr. Jos Goncalves da
Porciuncula que perdeu as receilas, para rujo pa-
gamento foi Smc. citado, tendo ellas sua firma,
menos urna que est assignada a seu rogo por seu
sogro Fortnate Jus Das de Sampao, bem como
urna ordem que o mesmo Sr. Porciuncula havia
dado para receber a quantia de 20$ por sonta de
seu debito, tejdo-se verificado essa porda do lugar
de Apipucos at a Casa Forte, no dia 10 do cor-
rente. O abaxo assignado protesta contra quem
Aluga-se um sitio na Capunga Velha, com pretender izer uso desses documentos, que a nin-
! boa casa, contendo 4 quartos, gabinete, cacimba K'1'''" podem utilisar. Recife 14 de dezembro de
No logar de Campo Grande
Urna casa de taina coberta de tena, porta e ja-
ne! la, no lado do norte, pertencente a Manoel Fer- .
namles Simoes, tem de ser arrematada em praca igrejas no dia da Porciuncula ; oraco
no da 17 do corrente porta do Sr. juiz de paz nara p do segundo districto da Boa-Vista, s 9 horas da P
manhaa.
e 8, acham-se venda as seguintes folhi-
nhaspara 1864 impressas nesta typographia
em excellente typo e bom papel,
Folhinha de porta contendo as mate-
rias do costume, rs.........ICO
Dita de algibeira, sob a epigraphe
religiosa, contendo alm das materias
do costume os sete passos da Paixo
de Nosso Senhor Jess Christo ; cnti-
cos do mez Mariano; hymnos e jacula-
torias ao Sanlissimo Sacramento; ex-
plicaces de diversas oracoes; corda
Seraphica ; exercicio ao sagrado cor-
ceo ile Maria; oracao para visitar as
Esta para alugar o terceiro andar da traves-
sa do Queimado n. 1, muito fresco e com excel-
lente vista; a tratar com Joao Manoel da Cunha
Araujo no estabelecimento por baixo.
dita
a Senhora da Conceico ; e meditaces
sobre a reforma da consciencia, rs. .
Dita de dita, sob a epigrapheVa-
riedade, contendo alm das materias do
costume : receitas uleis e necessarias
aos diversos mysterios da vida ; physi-
ca e recreativa ao alcance de todos:
320
Ausentou-so no dia 13 do corrente mez, o es-
cravo Luiz, de estatura baixa, e j de idade, levou .
vestido camisa de badta asul, calca branca, chapeo pimenas e ralices; poesas ; charadas;
de palha pintado; roga-se a todas as autoridades mximas e pensamentos colligidos por
policiaes e capitaes de campo a captura do mesmo, \ um curioso...... 120
podendo o levar a qualquer hora em Santo Amaro'
a sea senhor Manoel Custodio Peixoto Soares, ou
na praca do Corpo Santo. .' Jher que saiba cozinhar.
seguros martimos e ter-
restres estabeleclda no
Rio de Janeiro.
AGENTES EM PEPNAHBUCO
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C,
competentemente autorisados pela direc-
tora da companhia de seguros Fidelida-
de, tomam seguros de navios, mercado-
ras e predios no seu escriptorio rua da
Cruz n .1.
Que bella pechincha.
At que chegou recentemente a taberna da tra-
vessa do Queimado n. 1, nos fundos do Preguca
a muito desejada carne do sertao a 320 rs. a libra,
sacras grandes com arroz de casca a 4$600; s
barato.
Mudanza de estabeleci-
mento.
Flix Venancio de Cantalice avisa aos seus nu-
merosos freguezes d'aqui da provincia como de f-
ra, que mudou sea estabelecimento de alfaiate da
rua do Imperador, para a rua Nova n. 19, no qual
est sempre prompto para cumplir com qualquer i
encomenda tendente a sua arte.
com boa agua, quartos para pretos, estribara e
fructeiras, todo murado : quem o pretender diri-
a-sc praca da Independencia ns. 37 e 39, ou na
rua da Palma n. 41.
O Dr. Sarment Fillio, medico operador
do hospital Pedro II, para maior com-
modidade das pessoas que o honram com
a sua confianca, participa que ser en-
contrado todos os dias no referido hos-
pital das 7 s 10 da manhaa e dessa hora
em vante na rua do Queimado n. 44, se- ^
gundo andar, onde ha estabelecldo o seo
consultorio, ou em casa de seu paiCam-
po das Pnncezas.D consultas gratuitas ?
todos os dias no dito hospital, onde pra- $t|
tica toda e qualquer operavo de que os 'jjg
pobres precisem para o seu restabeleci- ^
ment. Incumbe-se especialmente da 0$
cura das molestias do dominio da med-
cia operatoria, que se ha dedicado
das affeccoes do uteroe da uretra.
1863.Caotano Mondes da Cunha Azevedo.
Anda estar por alugar a casa da rua do Am-
paro da cidade de Olinda para se passar a festa,
cora 5 quartos e 3 salas : quem quizer, dirija-se
mesma rua, na taberna por baixo do sobrado.
No sitio n. 8 junto ao Hospital Portuguez,
compra-se nm negro de boa conducta, e que en-
_ tenda bem de plantacao : quem o tiver e quizer
.T_a l^.. o/010*1 1* precisa-se de ama mu-| vender, leve-o ao mesmo sio, que achara com
quem tratar.
Os abaixo assgnados declarara que encarre-
garam o Sr. Andr Avelino Sobreira de Mello da
cobranca dos bilhetes do nosso beneficio. Recife
14 de dezembro de 1863Jos Bernardino do Bar-
ros.Jos Antonio dos Santos Porto.
Ao n. 29.
Nova leja dos liarateiros na rua de Queimado.
Velludo de cores fazenda muito boa o covado
3$000. bales de panno 3$200, ditos de arcos
3$000, 4$000 e5$000,laas de duas larguras
para vestido o covado 500 rs., chitas francezas o
covado 360 rs., meiim branco para forro de
vestido o covado 120 rs., tarlatanas de todas as
cores a vara 720 rs.
Ao 29.
Nova loja dos haratriros na rua do Queimado.
Cassa lisa pelle de ovo a peca 7$5O0, cambraia
lisa muito fina a peca de 17 varas 10$, cam-
braieta peca de 12 jardas 7$000, cambraia adamas-
cada para cortinado a peca de 22 varas 10$000,
meias finas para senhoras a dnzia 4$000, chales
de la pona redonda 32$o00.
Ao d. 29.
Nova loja dos barateiros na na de Queimado.
Bicos pretos de linho a vara 120, 160, 240, 320
rs., franjas de seda a vara 80 e 160 rs., galoes
vesti-
de seaa
Precisa-se saber se existem nesta provincia de. seMa Tin almvan o a li. 1Z
os subditos do estado pontificio Guiliane Sabati- TpeS de 0 t?I5 varal fino hS&
neeAlexandreSabatine, a negocio de seus inte- S iffie de fuio duzlas T *
resses : queiram dirigir-se a rua do Imperador, ------- ___________
armazem de louca n. 41. Agencia de passaporte.
Aluga-se oarmamm n k oterMlro andar dS^ Vi Z /i*' porte, tira-os para dentro e fra do imperio por
1^$ !*!* dt,mpera- n7mf4uPnTaendarPreSte": DarUadaPrafl
f

-i
i
j


u
ILEGIVEL
-


r


I
Diarlo de Feruaiubuco Quinta eira 19 de Dezeiubro de A88,
nho^m0^ de fazemlas al
Dr. provedor de capellas, convida a
maos da referida mandado para no dia JO do
correle, s 10 horas da manhaa, reunidos prore-
der-se a eleico de urna mesa regedora que ad- ,
ministra a greia do Senlior Boin Jsns.
fesla, para se lindar coalas, apro ei-
TcitciB que destas pe-hinchas na i ha
sempre : na roa da Imperad iz, luja
e armazem di Arara n. 56, de Lou-
rento Pereira Mendes Guimares.
Cobertores da Arara a 10.
Vende-se cobertores de pellos a 15 e 13600,
r,_ 5 ... roberas de chita a 2* ; na roa da Imperatriz n.
Compra-s tima osera va do meia idade que 56, loja de Mendes Guimares.
COMPRAS.
SgunSnd^aW: Mroa *,Crespo n-,8' "-A Arara vende as lazinhas de 9 pal-
mos al $200.
Vende-se lazinhas de urna s cor e quadrinhos
proprios para capas, com 9 palmos de largura a
1,400 o covado, ditas para vestido a 280, 320 e
400 rs. o covado : na ra da Imperatriz, loja da
I Arara n. 50, de Mendes Guimares,
Hriiu da Arara a 400 rls o
corado.
Vende-se brim pardo de linho com pequeo to
Precisa-so comprar urna oscrava de bonita
figura e moca : na ra de Aguas-Verdes n. 18.
Compram-se tres casas terreas ainda novas,
com commodos para familia grande, em chaos
proprios, na Boa-Vista : os pretendentes dirijam-
sc a ra da Cadeia n. 51, armazem do agente Eu-
zebta
Chegado pelo vapor:
8o paraoTigflante, rita do Cres-
po n. V.
At que chegaram as multo desejadas eascarri-
lhas de todas as cores com orna ntinha de velludo
no centro, cousa muito elegante para enfeite, assim
como de outras qoahdades, e procos muito razoa-
veis : s no vigilante, ra do Crespo, n. 7.
Para dar de mimo.
Chegaram as riqulssimas bonecas de todos os
lmannos, vestidinhos ricamcnt< enfeitados, cada
um em sua caixinha, propriamente para um deli-
cado mimo, por baratissimo preco: s no vigilan-
te, ra do Crespo n. 7.
Para ts seahores hachareis.
Chegou tempo a riquissima fita de chamalote
para cartas dos senhores hachareis, assim como
branca, lisa, propria liara abrir letras, on para -
sinlos : s no vigilante, ra do Crespo n. 7.
Peulea de marrafa.
CALCADO
45 Ra Kreita
45
Aprovcilciii em qnanto tempo!
Borzeguins francezes de lustre pa-
ra homem................. 50000
Borzeguios fraBcezes de cores pa-
ra meninas................ 20000
Borzeguins francezes pretos para
meninas.................. 2,3500
Sapatos de lustre para senhora.. I1000
Sapatos de lustre s avessas..... 500
Compram-se acodes da caixa filial e
banco : na ra da Cadeia, escriptorio
do novo
de Leal
lambem chejfaram os riquissimos pentes de
marrafa com pedrinhas.os lindos pentes de regaco
para meninas, nieias de soda e sapatinbos proprios
que de mofo, que de\ms de molhado larga, proprio para baptisados, meias de seda para senhora, utas
liara calcas e palitots, a 400 rs. rs. o covado ; de laa para debrum, fita de linhe, trancas de laa,
de linho e de seda, luvas de seda e pellica, e fio de
car-
FAZENDAS BARATAS
9HIJA DO QUEIUIADO--29
Custodio, Carvalho A C.
de 300 rs. o covado ou
quo tenha hbil i
dadesede boa conducta : na ra da Cadeia n. 35.
para cos-
madreperola esmaltadas de ac
Laclaha Marta Pia da Arara. Para s"?s> flores de todas as qualidades, caiiinhas
Comjir*-se urna mulalinln do l ll annn< Vende-se lazinhas a Maria Pia muito linas, com <*>[" pastilhas de perfumara, abafadores de laa
sendo sadi* e de bons coi na.ra do"ffi *08 e P.;,lmas de seJa> Para ves,ido? a m K ?."?""J**" e patinaos de laa, pulseiri-
po, loja n, 15.
Compra-se eftectftamente ouro e prata cm
obras velhas: na praca da Independencia n. 22
loa do bilhetes.
VENDAS.
A r maca o,
Vende-se urna rica armaciio cuvidracada, com
tedas as commedidades, propria para qnalqHer es-
'.abelecimento ; na ra Nova n. 36.
i: baratissimo.
Francisco Pinto da "Costa Lima -com
estabotecimento de alfaiate na ra iarga ?
do Rosario n. 38, primeiro andar, -pende 9
pannes muito liaos a i<5 e 4*500 rs. o gf
covado, fazenda que pela sua superior 25
quakdade val !l* e I0 o covado. As I
pessoas que aproveitando a pechincha, |B
coraprarem dos ditos pannos podem que- f
rendo mandar fazer as obras no estabe- 8|
lecimento do annueoiante, pois serio fei- H
tas com presteza e por mdico preco, Sk
tanto sobrecasacas e paletots, como ja- fw
pjeta< c paletols para meninos.
- Vende-se um carro de 4 assentos para um
cavado, em bom estado : a tratar cora o majar
OuiKteiro; em seu escriptorio na ra Nova.
covado, sedinhas linas a 500 rs. o covado ; na ra aa*ae orracna para segurar manguiSos, fitas e
da Imperatriz n. 56 conloes de borracha, sabonetcs redondos, ditos
1 Arara \i>mL> ae ranas a k flOA rs *"arnadosde familia, pomadas de todas as quali-
A Arara >eoae as Capas a B,UU0 n>. dades e dos fabricantes mais afamadas, clcheles
Vende-se ncas canas para sonhora a 8& chales pratiados ramio finos, retroz de todas as qualidades,
de merino estampado a 2*>00, ditos fios mansa- retroz em carretel e em novelkj, e de meada, de
dos de novo gosto a 5*, dito de ponta redonda e todas as cores, escovas para denles, ditas para rou-
borloia a 75o00 : na ra da linperatr n. j6, pa, ditas para chapeo e ditas para nha, de todos
loja da Arara de Mendes Guimares. os pregos, e outros mais objectes, que se tornara
Oh que aediiucua, lazinhas a 280 rs. 'enfadeBhoannunciar,e vista dos freguezes pro-
Vende-se laatinhas finas para vestidos a 280 mette-se fazer todo o negocio: s no vigilante, ra
e 320 rs. o covado, lencos brancos com barras de do Cespo n. 7.
cores a 200 rs., meias finas para senhora a 400 e
Sapatos para senhora a 240 rs., sapaUScs de cou-
ro de lustre francezes a 3J, borzeguins para ho-
mem a 2,&o00, ditos francezes a 4, sapatos de ta-
pete para senhora a 640, para homem a 800 rs.,
sapatos de marroquira com salto obra de 3 a
1,5500, sapatos de lustre para senhora a 800 rs. :
na ra dos Quarteis n. 22, junto a loja de funi-
leiro.
500 rs., ditas cruas a 400 rs., ditas para homem a
160 e 200 rs.; na ra da Imperatriz n. 56, luja da
Arara.
SALSAPARRILHA
l ni chapeo por 400 rs
S no Vigilante
'".ustodio Jos Alves Guimar.'ies, tendo arremata-
do urna grande, porcao de chapeos de sol para me-
ninas, e querendo 'que seos Tresnles partilhe de
tal pechincha, est os dando pela diminuta qnantia
de 400 rs.: quem deixar de comprar mesmo va-
ra as senhoras irem ao banhocobei tas do sol.
So no \ iijilattli-, na do Crespo n, 7.
Unlia.
Tambem arrematou urna grande porcao de linha
preta muito forte em massos de libra, que se -ven-
de pelo baratissimo preco de 800 rs. cada um : s
no Vigilante, ra do Crespo n. 7.
Botdes.
Lindissimos botoes para ptmhos tanto para ho-
rnera como para senhoras, pelo barato prego de
240 rs. o par : s no Vigilante, ra do Crespo,
n. 7.
Vende-se farello de Lisboa,
mmente chegada e carv9o animal
do Vigario n. 11), primeiro andar.
cal olti-
na ra
Guarda nacional
Vcmlc-sc urna barretina, dragonas,
batida c fiel paiaofticial da aoaria rfca-|l,m1"eratlizn-56- loJaua
cionaha tralar na rua Vova loja ^ SL^iS^
mero i 7.
Acha-se a Tetada na livraria
do ars. <>iiiiniarei & Ollveira
nnj 9]iik(*iiIo que leiu |>or lin-
lo2lel^o de 1863 em fi'eruaiu-
hus> preeo Iff.
Vende-se um par de dragonas decaixo, anta
banda i um Bel de espada, tudo novo e deapura-
offlcial da guarda nacional, pela
metade d< seo valor : na ra do Cabug, loja du
Ramos A- Lima n. I C.
V Arara vende as eassas a 200 rs. o covado.
Vende-se eassas de quadrinhos a 200 rs, o cova-
do, ditas finas a 2->0 c 280 o covado, organdys finos
a 240 280 o covado : na ra da Imperatriz n.
36,tajada Arara.
1'rfhiHclia, sedinhas la Arara a 800 rs. o covado.
Vende-se sedinlias com quadros e lisas, escuras,
preprias para quem est de hilo, por ter urna s
cor a 800 rs. o covado, ditas da mesma qualidade
de cores para vestidos a 800 rs. e ditas de listi-
ntias a 300 rs. o covado: na ra da Imperatrir n.
>6, loja da Arara de Mendes Guimares.
'cchineha na Arara, cortes de chita a 25500.
Vende-se cortes de chita franceza com pequeo
loque de mofo a 25300, cortes de riscado francez
com 14 covados a 35, cortes de eassas francezas
pintadas a 25 o corte, ditos de barras a 25, 35 c
45 : na ra da Imperatriz n. 56, loja da Arara de
Mendos Guimares.
Caseniirasa lAi) o covado.
Vende-se casemiras de cores para caigas, cole-
tes e paletols, infestada, a 15600 o covado, cortes
de caseraira infestada a 15600 e 25, e em covado a
15 : na roa da Imperatriz n. 36, loja da Arara de
Mendes Guimares.
A Arara vende roupa feila c batata.
Vende-se palitots de casemira a 45300, 6& e
8-3, calcas de 35300a 35, palitots de panno a 105,
dilos linos de 125 e 155, palitots de bnm de cor
a 25300 e 35, ditos de meia casemira a 35300,
calcas de brim de cores a 25 e 25300, ditas bran-
cas de hnho a 35*>00 o 45, ditas de meia casemira
a 25, coleles a 25300 e 35, camisas francezas a
15600, ditas finas a 25 e 25300, ditas de. linho
prega larga a 35, seroulas finas a 15600, ditas de
linho a 25 e 25500 : na ra da Imperatriz n. 36,
loja da Arara de Mendes & Cuimaraes.
Bahks da Arara a 30, 3#50fl e 4.
Vende-se bales americanos, os melhores que
lem vmdo, de 20, 30,33, 40 arcos a 35, 35300,
45 e 45300, ditos de brilhantina a 45, ditos de
madanolo a 35600 : na ra da Imperatriz n. 36,
loja da Arara.
Chitas da Arara a 210 rs.
Vende-se chitas a 240 rs. o covado, ditas fran-
cezas com pequeo loque de mofo a 280 rs., ditas
limpas a 320, 360 e 400 rs. o covado : na ra da
Arara.
apar um sorlimenlo de ro-
tilcuas para senliora, dos melhores uoslos que
lem vinib, a preco de i&, lj?600 c 20. ra da
Vende-se romeiras para senhoras de cambraia i\\ Marirp Ho rWic
de salpi.os brancos c de cores c bordados a 15,
1*600 e 25, golinhas com botaozinho a 380 rs.,
ditas com pellos e botaozinho a 15, cainiziulias
para senhora a 15,15600 e 25, aventaes e corpi-
iilm para meninas a 300 rs. : na ra da Impera-
triz n. 56, loja da Arara.
1MR1 A FKSTi
Bolos francezes em caixinhas cem diversas es-
"JJ"? no e*'erior da caixa, e em latas as mais
delicadas para mimo, e muito proprias para en-
e!S*do,'aRdeJas oa l>ra'os a 800, 15000, 15200,
155W e 25 as caixinhas : na roa do Queimado n.
7, armazem uniao e coramercio, e pateo do Carino
n. 9, armaem progressivo.
DE BRISTOL
As curas milagrosas de
SCROFUE.*lS,
ULCERAS,
C1IAWAS ARTIGAS,
ESTERMIDADES SYPHIimCAS,
Ery si pelas, Rheumatismo,
Nevralgias, Esjorbuto,
ele., eic, ele.,
dado o alto re-
sadia e sera vicio,
na ra Augusta nu-
que teiu gnuigeado e
nome :i
Salsaparrilha de Bristol
por todas partes do universo, sao tao
smente nica Legitima e Original
SALSAPAERILM DE BRISTOL,
PRXrXHADA BXCLC8IVAMBXTB l'OU
LAMAS & KBXP DE mn roRK
Mediani, a reoeitado Dr. O. C. BrMo,
venda as boticas de Caors Barboza,
Cruz, e Joao da C. Bravo A C, ra
de Dos.
Trancas de laa pelas e de cores.
Sendo lisa a 80 rs. a naga, e de caracol a 100 rs.
peca : na loja de iniudezas da ra do Queimado
Vozes c batatas.
Ven saceos rom oito libras de nozes pelo
le 15000, c carias deba BOO rs., nada maii barato vista da
b-'a ipiaiidd- : na ra da Madre de Dos ns. 3 e 9.
Sal (I- Lisboa
Ven le-ce wnerior sal de Lisboa,aterdo do bri-
CotuttiU : a tratar com ManoeJ Ignacio de
'tliwira A Fillio, largo do Corpo Santo n. 19.
Vende-se 3 importantes cscravos, sendo I
negrinhade 1-tannos, 1 mulatinha de 10 annos e
I mulato defl anaos carreiro; na nu Novan.
t 3." andar.
Vende-se u bjpotheea-se um sitio omn dif-
tes qualidades de Irneteiras, boa casa de v-
renda e una grande baix.i de capim, na Ponte de
l'-ciia ou Cruz de Almas : a tratar com Joaquim
11euMlrio de Almeida Cavilcanti Jnior, na ra
de &. iConcalo n. 34.
Kua da Scnzalla Vova n. 42.
Neste^stabelecimento veodem-se: tachas de
f'rro eoado libra a 110 rs., iderade Low
Monr libra a 120 rs.
Luvas de Jouvin
'.'!la..11as e ^ cores Para homem e para senhora a
Para o (lia de natal.
Qneijo prato mtlo fresco a 760 rs. a libra, dito i,*jPP_ ?ar na 'Ja ^e miudezas da ra doQuei-
vapor a 35000, manleiga
ClL HE LISBOA
^ enden-se barrls com cal des-
la procedencia, cm pedra, chega-
da hoje, e unica nova, que ha no
mercado, na ra do Trapiche n.
13, armazem de JNanoel Telxei-
ra Basto.
Meias do Porto.
Vendem-se na loja de ferragens da ra da Ca-
deia yelha n. 4t, meias de linho e igualmente de
algodao, por preco muito commodo.
Vistas finas.
Aloja da aurora na ra larga do Rosario n. 38
recebeu bonitas vistas sendo de Lisboa, Porto e
diversas, tambem recebeu estampas muito linas
em ponto grande sendo a morte do justo, a mor te
do peccador, inferno e paraizo, assim como rece-
beu retratos de D. Luiz I, D. Maria Pia, D. Pedro
II e a familia.
Vende-se urna eserara
com 17 18 annos de idade :
mero 37. _______
em defelto
Borzeguins de bezerro e vaqueta com batera.
Ditos todos de couro de verniz.
Ditos de pellica gaspiados de verniz.
Ditos de merino gaspiados de verniz.
Ditos de bezerro sem batera.
Fabricados em Paris, jwr preces que chega a
todos : no armazem da arara, ra da Imperatriz
numero 56.
FARINHA FONTANA.
lar i n ha da muito acredita a marca
Fontana desembarcada hoje, vende-se
por preco mais commodo do que cm
qualquer outra paite : na ra da Cruz
n. 4 casa de N. 0. Bieber & C. succes-
sores.
Contiua a vender-sc
a guia do processo criminal, obra indspensavcl
aos delegados, suMelegados, juizes municipaes,
supplenles, etc., para a formgao dos processos
criinnacs e diligencias policiaes ; na qual o autor
trata de capitular as differenles disoosiefas do c-
digo do processo criminal, Ici de 3 de dezembro
de 1841 e regulamentos respectivos, de modo que
torna fcil o conhecimento dessas mesmas disco-
sicees s mencionadas autoridades; escripia pelo
Dr. Vicente Ferreira Gomes, juiz de direito, etc.,
I volume em oitavo encadernado 25 : na ra do
Imperador n. 73.
g Finas cambraias organdys indianas pelo baratissimo preco
I 500 rs. a vara.
Grande sorlimenlo
dos mais finos baldes de arcos para senhora e pelo barato preco de 35 cada um ditos de ma-
| dapolao para meninas a 25500.
\ov Os mais lindos e mais Pinos e modernos curtes de laa com ricas barras, tendo cada corte
| 20 covados e pelo baratissimo preco de 205.
J Fil de linho vara a 500 rs.
SI Modernas lazinhas para vestido o covado a 440 rs.
MA DO QUEMADO \ ||
Loja de fazenda de Augusto Frederico dos Santos Porto.
BSTEIRAS PARA SAIAS.
A este estabelecimento chegou um ptimo sortimento de esleirs para sala, sendo do diversas lar-
guras ate 6 palmos e da mais superior quahdade .que se vendem por presos mais mdicos que era
outra qualquer parte.
SOLTEMBARQUES.
Os mais superiores soutembarques de casemira de cores ricamente enfeitados acabara de eheflM a
este estabeleeimento.
ENFHTES PARA BAILE de lindos gostos.
j-yAS I>E PELLICA DE JOVIN para homens e senhoras.
rainSS ^ J' DA ,TAL,A para senhoras, enfeitados com finissimas flores a I4> e 1CS.
.'mcac iv para meninas, enfeitados ricamente a 11.
rDA il- c-h k U,\ra homem> colarinhos, peitos e punhos, de linho, a 42*006 a duzia.
Viiun a PBETA Para senhoras, bordadas e enfetadas de 22* a 50*000.
u^. .^a1.p.r.efos para senl|ora-S enfeitados com o melhor gostoa 20*.
CHAPEOS DE PALIIA para homem a 3*300.
ATfSnffiS ?. SGUIT0S E 6RAVATA Para senhoras, bordadas com muito goslo.
ATOALIIADO DE LINHO para mesa fazenda superior.
nr,THChape0S preIOS de seda' fl,al.es de di"-sas qualidades, grosdenaple preto e de cores, pannos
mn Z u ^sen,,ras Prcts d <*"> brim branco c pardo, linas laasinhas para vestidos couin
muitas fazendas que se vendem por commodos preces. A mesma loja chegarain os
Ricos cortes de laa de barra matlsada.

ROITPA FEITA
NO
ARUAZEn
DE
^%%^^ % ^^\%M
40-
n
ata idd wmuMfr
X.ETREXRO VERDE.
Neste eslabeleoimeiito ha sempre um sortimento completo de roupa feita de
todas as qualidades, tambem se manda fazer por medida, vontade dos concur-
rentes, para o que tcm um dos melhores professores, assim como tambem tem um
grande e vanado sortimento de fazendas de todas as qualidades, para senhoras
i homens e meninos.
Casacas de panno preto, 35$ e
Sobrecasacas idem, 300 e .
Paletos idem e de Gores, 25$,
2OM50 e......
Ditos de casemira, 200, 150,
Uameugo do ultimo vapor a jMWU, mantciea in-
gteu flor a 800 e 700 rs. e a franceza a 560 rs.,
cfi iixini intiit bom a 2*560 e 2*400, cal de
primeira sorte a 180 rs. a libra e 8**i00 a arroba,
Imitia refinada a I4B rs., biseoitos inglezes a 1*400
a lata, bolaxinha a 240 rs. a libra, vinlio duque do
Bjito verdaaeiro a 1*:00, Chamico i*O00 e 700
rs., Bordeauz lino a 640 rs., Figneira puro a 180
rs. a garrafa e a caada a :io500, Lisboa a 400 rs.
a garrafa e a caada a 2*800, serveja branca e
preta a 480 rs., genebra de Hollanda c do laranja
a 480 fs. o frasco, vinagre de Lisboa a 200 rs.,
azeite deee a 600 rs., talbarm, eatrelUnha e aietria
mado n. 16.
UPA UTA
l\a ra do Queimado n. 13, esquina que
valla para a Consrcgaco.
ET pechineha.
Paletots de rasemir;
percato a occasiao
O cidadao que quizer andar bem calcado por
pouco dinheiro, drja-se loja da arara, que
vista dos cobres, vende por metade do seu valor,
borzeguins de pellica, merino, couro de lustro, va-
queta e bezerro, obra que admira : na ra da Im-
peratriz n. 56.
K de bom fabricante
Lourenco Perera Mendes Gui maraes vende bo-
linas francezas para liomens, a dinheiro vista,
por prego que admira avistada perfeicao da obra: i
na sua loja de fazendas c roupas teitas : na ra
da Imperatriz n. 56.
70000
0OOO
40000
20500
20500
a a 5, 6, 7,8, 12 e 14*, ditos
480 rs., farinba do reino e de Maranhao a 120, de panno preto e azul a 9, 10, 12, 16 e 18*, ditos
GRANULOS e XAROPI
D'HYDROCOTYLE ASITICA
de J. LEPINE
^ Das experiencias feitas na India, e em
Franca, resulta que as affecces da pelle, e
todas as que resultara, d'um vicio orgnico
s5o promptamente curadas por este novo
medicamento. Segundo um relatorio feito
na academia imperial de medicina de Paris,
elle foi julgado mil e efflcaz nao smenle
as affecedes leprosas e em algumas outras
molestias da pelle rebeldes, mas tambem
nos escrfulas e a syphilis. E enim, al-
gtins pralicos distinclos, e especialmente os
Srs. Devergie, Cazenave e Hillairet, mdi-
cos do hospital de San Lni'z, de Paris, af-
fectados ao tralamento das molestias cu*
taneas, empregaram as preparaces d'Hy-
droeolyle com um nolavel successo contra
os eczemas, o preriasis, o impetigo e as di-
versas variedades de dartros, contra as af-
feccSes syphileclicas recentes ou amigas,
a lepra, as ulceras, escrofulosas e outras,
os rheumatismos chronicos, etc.
Deposito geral em Paris: E. Fourniei
Labeloni/e, pharmaceuticos, ra Bourbon-
Villeneuve. 19.
Em Pernambuco deposito geral: na ca. de Caors de Barbosa, ra de Cruz n. 22.
iiaiiba a .100 rs., azeitonas aiOrs. agarrafa, mas-! Prels a 6*500, 8, 9 e 10*, paletots de fustao c
sa de tomate a 640 rs., lata de doce de goiaba a ganga a 2*, 2*800,3 e 4*, calcas e eolietes de to-
560 rs., caixio, palitos lixados a 160 rs., tijolos, das as qualidades e por preco muito barato, len-
para limpar faca a 140 rs., sebolas, pimenta, alho, ?oe* de puro linho a preco de 2*800 e 3*, ober-
cravo, cominhos, canella, erva-dore, tudo muito t de chita a 2*240, collarinhos de linho puro a
baratissimo; no armazem da Estrella largo do Pa- wO rs. cada um, e outros muilos objectos que s
raizo n. 14. a vista ; e para isso se pede a attencao dos fre-
Vndese por 40* um boi acostutnado ao
rafico de carro da alfaadega ou de carrosa por
nao ter mais urna cousa e outra : a tralar na
casa da esquina da primeira entrada para a to-
punga antes de chegar S. Jos do Manguind nu-
mero 57.

guez's.
Fita para dcl>i*nm de vestidos.
Vende-se lita para debrum de vestido, a peca
aem II varas a 400 rs. : na ra do Queimado, lo-
ja do beija-llor.__________
C'amisinhas eom maugiiitos a
ifiso so Pavo.
Acaba de chegar para a loja do Pavao, um
grande sortimento das mais linas camisinhas de
cambraia com manguitos e goliiuhas bordadas,
que se vende a 1*280: ditas de fil, tendo tam
bem manguitos e gollnhas, pelo barato preco de
1*000"
Pianos
110V0S.
Os melhores que tem vndo a esta praca fabrica-
dos de encommenda por um dos melhores fabri-
cantes de Pars, especialmente para este clima :
quem quizer aproveitar a occasio de munir-se de
um excellenle piano por preco commodo dirija-se
a ra .Nova n. 19 primeiro andar.
Cal de Lisboa e potassa da
Rnssia.
Vende-se na ra da Cadeia do Recife n. 26, para
fifia CQ milllim n n :_,, ^^^.l'i S 2
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c.
33 I.
_ -= a> b ~
agrsSw-if Soo.'
iU, m e...... 7,5000
Ditos de alpaca, 55 e. 3500
Ditos ditos pretos, 9#, 1&,
55 e........ 35500
Ditos de brim e ganga de co-
res, 45500, 45, 35500 e. 35000
Ditos branco de Imho, 05, H e 45000
Ditos de merino preto de cor-
do, 105, 75 e..... 55OO0
Calcas de casemira preta, 125,
105, 85 e......75000
Ditas de cores, 95, 85 e. .
Ditas de meia casemira de co-
res, 55500 e.....
Ditas de princeza e merino pre-
to de cordo, 55, 45500 e
Ditas de brim branco e de co-
res, 55, 45500, 45 e .
Ditas de ganga de cores,
35500, 35 e .....
Colletes de velludo preto e de
cores, 95 e......
Ditos de casemira preta, 55 e
Ditos de ditas de cores 55
45e........
Ditos de setim preto. .
Ditos de ditos c seda branco,
65
Ditos
pretos e de cores, 05, 55 e
SJSH
305000 Colletes de fusto e brim bran-
255000 co, 35500, 35 e .
Seroulas de brim de linho,
105000 25400 e ......
Ditas de algodo, 15000 c.
25500
25000
15400
Camisas de peitos de linho,
55, 45, 35 e.....25500 |i
Ditas de madapolao, 35, yM
25500, 25 e.....15000 m
Chapeos de raassa, pretos fran-
cezes, 105, 95 e. .
Ditos de fltro, 55, 45,35500 e
Ditos de sol, de seda, 125,
115, 75 e......
Collarinhos de linho fino, ulti-
^ ma moda.......
Sortimento completo de grava-
tas.
Toalhas para rosto, duzia, 115,
85500
25000
95 e ........ 65000 M
m
1
Atoalhado adamascado de li-
nho vara......
Chapeos deso, de alpaca, pre-
tos e de cores.....
Lences de linho.....
Cobertas de chita chineza.. .
"5000 Pennasd'aco, as mais superio-
45000 res, a grosa......
Relogios de ouro orizontaes,
35500* 905,805 c......
55000.Ditos de prala, galvanizado,
patentes e orisontaes, 405 e
e.......55OOO Obras de ouro, adercos, meios
de gorgurao de seda adercos, pulceiras, rozetas,
4500O aneis c cruzes.
45000
35000
25000
wmm-mm
*3 s
5* 3, 3
JrZltwJ*' FUa da ImPera,rlz' ondesemudouoantigo e acreditado deposito da
n. 60, de Gama 4 bilva. mesma ra n. 12, ambos os gneros sao novos e
Ha nileles CQriOS a ObOIM). legtimos, e se vendem a preco mais barato do que
Acaba de chegar para a loja do Pavo, um bo- ulra f'nal 1ner P^te.
nito sortimento de manteletes curtos de cambraia Una do cnn,.,|j., M a------------
e de lil bordados, que se vendem pelo barato1 u Od SLnZclnit n. 4Z.
pre?o de 3*000 cada um ; romeiras de cambraia e Vende-se, em casa de S. P. Johnston A C
,1*- WdrS^'Safu..Pavao' rua da ,m-,sellins e silhoes inglezes, candieirose casti-
peratriz, n.60, de Gama & Silva.
Manteletes a 85000 i "' KJ""MUUS' lKJ"as '"giezas, uo ae vea,
Vendem-se ricos monteletes de cambraia borda-1Ch,COteS Para car[os e montara, arreios para
dos com mangas a lurca, pelo barato prego de
8*000 : na ruada Imiieratriz, n. 60, loja do Gama
A Silva.
Gollinhas a 240 rs.
Vendem-se finissimas gollinhas de cambraia,
bordadas, a 240 rs.: na loja do Pavo, rua da
imperatriz, n. 60, loja de Gama & Silva.
; caes bronzeados, lonas inglezas, fio de vela,
arreios para
e relogios de
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I
FIHOBICAO DO BO^IVJflA^-RUA DO
BRUHI \. 38.
Este muito acreditado estabelecimento est prvido de um completo sortimento de
machinismos proprios do fabrico de assucar, a saber:
Machinas de vapores as mais modernas e mais acreditadas.
Rodas d'agua de ferro com seus perlences.
Moendas e meias moendas de todos os tamanhos.
Rodas dentadas, angulares e de espora.
Taixas de ferro batido e coado.
Boceas de fornalha pelo novo systema Wetson.
Alambiques de ferro fundido.
Fornos para cozer farinha.
Moinhos para moer mandioca.
Arados americanos, etc. etc.
0 GALLO CANTA
ArfENCAO.
Vendem-se colleccdes da Dona Liga de n. 1
16 : na rua do Imperador n. 67.
Vende-se urna armacao de urna taberna,
rua Imperial n. 162 : a tratar na mesma.
na
E' de oslo
Vende-se um deposito com poneos fundos, pro-
prio para principiante ; a tratar na rua Imperial
numero I.
carros de um e dous cavallos.
ouro patente inglez.
ATTENCiO.
\ende-se o diccionario bihliographico de Portu-
gal e Brasil, obra em 7 volumes de Francisco Inno-
cencio da Silva, no largo do Paraizo n. 14.
No deposito de louca da fabrica do Bar-
balbo, rua do Imperador n. 41.
30 0|0 menos do que ern outra qualquer parte.
Louca vidrada de todas as qualidades, e tao boa
como a que vem do estrangeiro e mais barata.
Vende-se a casa ter re sita na rua de Ilortas
n. 65 : a tratar na rua imperial n. 33.
AGENCIA
DA
FUNDICAO DE L0W-M00B.
Kua da Senzalla nova i. 42.
Neste estabelecimento contina a haver
um completo sortimento de moendas e meias
moendas para engenbo, machinas de vapor
e tachas de ferro batido e coado, de todos os
tamanhos para ditos.__________________
Arados americanos e machinas para
lavar roupa: em casa de S. P. Johnston & C,
rua da Senzalla Nova n. 42.
J sabido que, piando chega o vapor da Eu-
ropa, o gallo canta annunciando aos seus numero-
sos freguezes as galanteras de mais gosto e da ul-
tima moda que por elle recebe, como sejam :
Camsinlias para senhoras.
Riquissimas camisinhas com manguitos e gra-
vatinhas para senhoras : s no Vigilante, rua do
Crespo n. 7.
Cirigolinhas.
Riquissimas cirigolinhas ou gravatinhas, sendo
cousa de muito gusto, e a primeira vez que appa-
rece para as senhoras de bom gosto : s no Vigi-
lante rua do Crespo n. 7.
Pentes de concha.
Ha para chegar riquissimas guarnieses de pen-
tes de lindo gosto, tanto para atar, como para mar-
rafas, por preces razoaveis: s no Vigilante, rua
do Crespo n. 7.
BOU E BAATO
Manteiga ingleza flor a 800 rs., franceza a (CO
rs., chourjeas novas a 700 rs., touciuho nevo a ;i0,
arroz a 100 rs., gomma de araruta muito alva e
nova a 100 rs., espermacete a 600 rs. vinho da
Figueira e Lisboa a 100 e 500 rs. a garrafa, cana-
da a 3* e 3*800, do Porto a 640 a garrafa, cana-
da 4*500, azeite doce a 640 a garrafa, de caria-
pato a 280, banha de porco refinada a 400 rs., quei-
jos novos a 2* : na rua das Cruzes n. 24, esquina
da travessa do Ouvidor.
. Vende-se urna carroca nova e muito bem
construida: para ver, na fabrica de carros do
francez Carlos, no lim do beeco das Barreiras, c
para tratar, na rua Nova n. 51; e tambem se ven-
de um boi novo para o servico da mesma.
Vende-se manteiga ingleza flor a I* e 800
rs.. dita hollandeza muito fina a 880, dita franceza
a 600 rs., banha de porco a 460, qneijos chegados
no ultimo vapora 2*300 e 2*100, teucinho do ser-
tao especial qualidade a 240, carne do mesmo lu-
TABOADO
Vende-se taboado de peroba e canella de muito
boa qualidade e por preco commodo; a tratar no
Forte do Mattos trapiche do Cunha.
Venda de ama hypolhtca.
Os I iquilla (arios da massa fallida de ISriffiiiTi^^i6^3^^0^:*.^*
i i i> i j l ,l as a **" rs-> Pal0s novos a "fiO, macarrao, talha-
ll \ |)0 llie- j nmte estrelinhas a 480, nozes novas a 240, passas
Jos Antonio liasto ventlcm a
fa (llie fpm nos PnffOnlins lll(n*Gpnen Ia i80' HS'A 24. alpisa a 160, e outros miiitos
id que leui UOS engcnilOS mailO uruSSO generos muil0 em conta : no largo do Carmo, es-
e Gajabussu no termo de Serinhaem no
gneros nimio em conta :
quina da rua de Hortas n. 2.
Assucar do Mpnleiro
valor de 31:835$911 rs.; Irafar as
casas a rua do Trapiche n. 34.
- Vende-se sement de coentro muito nova a J"a dSaPeraf|r n" M e *s de Apollo n.
240 a garrafa, olee do ricino a 460 a libra : no, b7 a *00 rs. a libra, e de 8 libras para cima
largo do Carmo, esquina da rua de Hortas n. 2. a 56600 aarroba.
\
i.


Mario 40 PerBanbHee itnlniz fefwi 1* I* VeMMffir* de f as.
I Pede-se toda alieuco.
Custodio Jos Alves Guimaraes, dono da loja ii-
Utulada Gallo Vigilante, ra do Crespo n. 7, avisa
I aos seus numerosos freguezes e ao respeitavel pu-
I blico, que tendo de reformar no fim deste anno seu
n estaheleciaietito, e querendo liquidar fraude quaa-
lt) Rlia QO UlieilliadO. lU (,idade de bersos objeetos, est rosolvlcft a vender
1W1 IfOTAIL
LOJA DE MIUDEZAS
todo por piceos naratissimos, como sejam .
lisa a i^js com w varas de franjas de linho a 3J.
Ditas com 43 varas de galo de linho a 3A-
L5a sortida para bordar, libra a 4.
FrocQ de cor.es sortidos, peca a 160 rs.
Manguitos para senhora, o par 800 rs.
Pefis de tranca de lita preta e to < Ores
80 rs.
Peras de tranca de 13a preta e de cores, caracol, a
OO rs.
Pegas de tranca de linho branca e caracol a
toOrs.
Pegas de tranca de linho rnesclada de caracol a Salvas de metal principe a IftSOO, 2> e
100 rs. Ditas com copos de metal proprio para meninos
Pecas com 10 varas de fita de velludo cor de rosa 14200.
a 1L Facas e garfas para sobre-mesa a 44 a ducia.
Pecas com 10 varas de fita de veludo preto a 14200 Ditas e ditos dita cora cabo de mai liin a 64-
e 1440O. bandejas de todos os taannos muito finas a 14.
Peras com 13 varas de fita de velludo lavrado a 14 14200, 1$400, 14600, 24500, 34500 e 54-
Golinhas de lionitos gostos a 400,800_e i*.
COIflO IfIJIfCA HOWfi
ARMAZEM
UNIO
c 14200
Pecas com 20 varas de gallo lavrado a 14500-
Pe^as de franja branca estrena a 14
Pecas de franja larga para cortinados a 34-
Peas de fita de seda de cores a 360 e 800 rs.
Pecas de franja de lia a 14-
Pegas de franja de seda preta c de cores a 35-
Pocas de tita de relroz preta e de cores a 240 rs.
Pecas de bicos e randas a 14200 e 14(00:
Varas de bicos e rendas a 100 e 160 rs.
Varas de bicos prelos a 160 e 240 rs.
Varas de bico preto da largura de ura palmo a
300 rs.
Varas de labyrintho de um palmo de largura a
m rs.
Varas de bonitas fitas para cintos a 500 rs.
Varas de fita preta de borracha a 160 rs.
Varas de babados largos a 120 rs.
Varas de galio branco e de cores lavrado a IO0
vi-..
Fivelas de ago galvanisadas para sinto a 14500.
Ricos cintos com livelas de pedrinhas a 34-
Grvalas de seda a 400,600 e 800 rs.
Grvalas para lago a 800, 14 e 14280.
Grvalas com bonitos passadares a 14 e 14*80.
Ditas redondas para copo de 500 rs. para 24800.
Tesouras em cartelas, a duiia a 500 rs., 640 e
} 800 rs.
I Peitos para camisas, a duzia a 24.
i Camislnhas bordadas para senhora a 14500 e z#.
Chapoiinas para senhora a 34-
Ditas para menina a 25.
lO L\K(.0 DA PEIHA O
Francisco remandes Dnarte
cKeoziab^ de moloados, acaba de recebemeste ulmo vapor os mai desojados gneros escolhidos
24 e 34- I por elle na Europa, todos muito propries para a festa os quaes est resulvtdo a vender por
Flores francezas, caixos grandes, a 600 rs. ,^1 precos baratissimos como vero pela seeuinte tabeHa, e mesmo pede a todos os Srs. da
Lavas de seda com pequeo toque de moro a 300 ^^ e eogenUe e lavradon* qara Toucas dalia para meninos a 500 rs., fil a 500 e no armam.do Progreaso do largo daPenha a. 10, afim de verem a grande vantagem
600 rs., de seda a 800 rs. que tiram, tanto na superioridade dos gneros como nos preeos asss resumidos,
Sapatinhos de merino a 800 rs., e de laa a oOO rs. os g^ ^ n3o p0fjerem vr p0der5o mandar seus portadores ainda que nao tenham pra-
tica, que saitao to bem servidos como se viessem pessoalmente.
O interesse que tira o proprietario deste acreditado armazera, ja deve ser bem co-
metido pelos seus numerozos freguezes, pois simplesmente consiste em servir bem e ga-
nhar pouco, afim de conseguir a continuaco daquellas pessoas, que a primeira vez se dig-
narem honrar o seu estabelecimento.
Defronde da loja do- Pregnlea.
DMRTE AliM Klllt
acaba de abrir o seu grande e sortido armazem de molhados denominado Unio e Com-
mereto. Este grande armazem um dos mais bem montados que temos em nossa praca
nao so em limpeza e aeeio, como as qualidades especiaos deseas gneros. 0 preprie
dono deste muito acreditado armazem tario do Unio e Commercio offerece todos os seuiores da praca, senhores de engenho
e Iavradores a seguinte tabella, por onde verao a grande economa qe lhe resulta em
comprarem em tSo til estabelecimento, aflancando o mesmo todo e qualquer genero
3ahido de seu armazem.
Bolsinhas de missauga para meninas da escola a
800 rs.
BotSes dourados para punho a 200 rs. o par.
Tinteiros de metal a 320 rs.
Trancelins para relogio a 100 rs.
Ditos de fita chamalote a 200 rs.
Escrivaninhas de metal a 34500.
Colheres de metal para cha a 200 rs. a duzia.
Ditas de dito para sopa a 24 a duzia.
BotSes de duraque pretos a 400 rs. a groza.
Grvalas de ponta larga bordadas para senhoras a Carlas hespanholas para jogos a 15200 a duzia.
15280. Casticaes brancos e amarelios de metal a 14-
Passadores para gravatas aoOO rs. Carleiras para algibeira a 500, 600, 800 e 14-
Conservadores de conUnhas pretas e brancas a,Sabonetes muit0 nuosa 14200,13600 e 24 a duzia.
I iiOO. i Fivelas para calca a 300 rs. a duzia.
Voltas de perolas brancas e de cores, com cruzes, Botoes de ac para cala a 320 a groza.
a 1.
Voltas pretas a balo com cruzes a 15 e 15500.
Voltas pretas de contas muito gradas a Mara
l'ia a 1 800 e24500.
Voltas de coral pequeas e grandes a 600 e 25 tOO
Macinhos de coral a 360 e 600 rs.
Oitavas de relroi preto o de cores a 160 rs.
Pares de grampos enfeitados, a halo a 15.
Pares de brincos pretos e de cores, a balao, a
640 rs.
Peales de borracha para regaco a 800 rs.
Antes dourados com pedriulms para regaco a
14300.
Ricas ruarni$Ses de pentes dourados com cachos
e pedrinhaM as marrafas ijsuaes a 45 e 55-
linos peales dourados a 25, 25500 e 34-
Bonitas marrafas com pedrinhas a 15.
Caixinhas cora aIfinetes, grampos e colchetes a 320,
400 e 500 rs.
Fitas de borracha pretas e de cor a 120 e 160 rs.
a vara.
Latas com dous massos de agulhas por 800 rs.
Brincos de aljofares a balo a 320 o par.
Alnetes pretos e de cores com pedrinhas a 200 rs.
e320.
Camisas para homem feitas em Lisboa a 25.
Fitas de velludo lisas e lavradas a 800, 15,15'>00
25 e 35 a peca.
Ditas para sinteiro a 300 e 400 rs. a vara.
Caixinhas para costura de senhora a 15500,24.
3,4, 5e64.
Compoteiras de vidro com pratos de metal a i& e
45000.
Frauja de laa para debrunhar tapetes a 24 a pega.
------------------------------------ ---------r-_. I Idlia UV lW ** UVIll UHHU4 .jrwm^^ -- --._- ,----M -
Bonitas guarnieres pr0va d'agua, a 15 a groza ou 120
rs. a duzia.
Assim como tcm grande sortimento demuitos
mais objeetos que se tornara enfadonho mencio-
na-los, que tudo se vender muito barato para li-
quidar : na ra do Crespo n. 7, e ra do Impera-
dor n. 59, junto ao passo, e casa da liquidaco.
com marrafas gnaes a )?>
Bonitas guarnigdes de pentes com la?o para luto,
com niarralas iguaes a 35-
Djhi.s pentes de tartaruga a 45 e 54-
Bornes pentes de massa virados imitando tartaru-
ga a 15600 c 25.
Penles de massa em caixinhas a 500, 640 e 800 rs.
Penlos para atar cabello a 80, 160 c 240 rs.
Lnvas de Jouvin brancas e de cores a 15500.
Luvas da Escossia brancas c decores a 500.
D ritos botdes para punlios a 160, 320, 480 e 800
ris.
Dozias de bonitos botoes dourados a 480 e 960 rs.
Dozias do bonitos botoes de vidro a 480 rs.
Golinhas brancas c de cores com continhas a 15-
1- de tranca do Porto a 15600.
iras lilis'para unhas e costuras a 500 e
(0 rs.
Escovas para (lentes a 160, 320 e 480 rs.
:. ivas parannbas, roujia, chapeo e cabello a
800 rs.
Bonitos loucadores com ps a 25, 25500 e 45.
. de bnfalo encastradas em marfim a 25.
;, ngalas de nnro e de canna a 640 e 15288.
Otes de junco e de baleia a 15 c 15600.
- de armacao de aeo prateada, dourada e ba-
leia a 500 e I*.
Dtuias de colheres de nidal principe para cha a
10 e 24. ___.
i 1 m de colheres de metal para sopa a 35->00 e
1500.
!' es de papel de cores pequeo a 640.
Caixinhas de papel amizade a 800o 15-
Caixinhas de papel de beira dourada a 15200.
Caixinhas de panul phantasia de cores a 15-
Caixinhas com 100 enve.lopes a 800 e 15-
Caixinhas de lacre a 200 e 400 rs.
linhasdc peona de ago a 800, 15200 e 13600
Mihas de obreias de cola a 80 o 120 rs.
! |oinhos de tinta azul ou encarnada a 320 rs.
i. q es le edresou encarnados a 120 rs.
icos e rosetas pretos a 160 e 240.
altos de tinta inglcza a 160.
o conloes para espartilhos a 80 rs.
Enliadoros pretos para Imrzegnins a 160.
Caixinhas com 100 agulhas francesas a 240 rs.
Caixinhas com K>0 agulhas da Victoria a 320 rs.
Cartas portugHeias e francezas a 200 c 320 rs.
Cartas de alfinetes a 80 e 160 rs.
Massos de superiores palitos lixados a 240.
Caixinhas varias para guardar joias a 300, 400 e
rs.
Dutiasde canudos de pomada a 240 rs.
actes franceses a 100 rs.
os ile agua de Colonia a 400, 500, 800, 15 e
15300.
le cxl relos a 400, 500,800 e 15.
Pi os de banha franceza a 400, 500, 800 e 15.
Frascos de patcboli a 400. K), 800 e 15-
Fi ascos de oleo babosa a 500 e 600 rs.
Frascos de oleo philocome a 800 e 15-
1 os de extracto desndalo a 15-
os de banha transparente a 800 rs.
Frascos de banha japoneza a 800 e 15-
os de asna de Lavando ambreada.
1. irrafas de agua de Lavando ambreada.
Garrafas de agua Florida legitima a 13300.
arrafascompridas de agua de Colonia a 800 rs.
Frascos com banha e extracto juntamente a 15280.
i'.elinbascom 4 frasqninhos de extractos a 040.
Farinli 1 tle mandioca.
Vende-se farintia dr mandioca da melhor e
mais nova que ha ueste mercado : no escriptorio
d '..i no Santo n. 19, 0:1 a bordo da palhahote l'/Vi-
hu'i 1 e brigne Minena, ancorados no caes do baro
dn Livramento.
Queijos flamengos chegados neste ultimo
vapor a 2,ooo rs.
dem do vapor passado a i,800 rs.
dem prato muito novos e de superior qua-
lidade a 4oo rs. inteiro, e a 5oo rs. a
libra.
Doce de goiaba fino em caixes com 2
libras por too rs.
dem mais baixo a 54o rs.
v
do
Sevadinha de Franca a 2oo rs. a libra
Sevada muito nova a loo rs. a libra.
Cominhos, ervadoce e pimenta do reino a
36o rs. a libra.
! Genebra de Hollanda a 5,5oo rs. a frasquei-
ra com 12 frascos, e a retalho a 5oo rs.
cada um.
dem em botija hamburgueza a 4oo rs.
Genebra de laranja a 1,00o rs.
Manteiga ingleza flor a mais superior
mercado a 72o rs. a libra. grandes.
dem de segunda qualidade a 64o rs. a libra.! ... .
6 H : Vinho de caj o melhor que ha no mercado
Manteiga franceza de primeira qualidade a a l.ooo rs. a garrafa.
56o rs. a libra, e 52o rs. em barris ou ..
Palitos do gaz a 2,3oo rs. a groza e 2o rs.
a caixiuha.
Bollinho francez em latas e caixinhas asmis
delicadas que tem vindo ao nosso merca-
do de 800 a 2,ooo rs. a caixinha.
Manteiga ingleza perfeitamente flor, mandada
vir de conta propria, a 7oo a 800 rs, a
libra.
dem franceza chegada pelo ultimo navio a
56o rs. a libra, e em barril ter abatimen-
to.
dem ingleza em potes de 4 a 16 libras a
800 rs, a libra e o pote separado,
Castanhas muito novas a 2,ooo rs. a canas-
tra ea 160 rs. a libra.
Cha uxim o melhor neste genero, mandado
vir de conta propria a 2,800 rs, a libra.
dem hysson, grande, muito bom a 2,600 rs.
a libra.
f dem preto muito fino, a 2,6oo rs, a libra.
5 dem preto, mais baixo, a 2,ooo rs, a libra.
RIU 110 Qli;i.Mi.lO > 63
Loja do beija-flor.
Voltas do aljofares.
Veudem-so volandas de aljofares com pedra,
imitando a brilhantcs a 15 cada urna.
Bolcs pata punhos.
Yeiidem-se botSes para punhos, muito bonitos
padroes, a 200 rs. o par.
Facas para meninos.
Vendem-scfaquinhas para meninos, de cabooi-
tavado, a 240 rs. o talher.
Laa para bordar.
Vende-se laa de todas as cores para bordar a
65700 a libra.
Fatas e garfos.
Vendem-se facas c garfos de cal preto cravado
; a 2380) a duzia, ditas de balance de 2 botoes para
; mesa a 6.5200 a uzia.
Luvas de Jouvin.
Vendem-se luvas de Jouvin chegadas pelo ulti-
mo paquete, tanto para homem como senhoras.
Exlraclos imjlezcs.
Vendem-se extractos inglezes muito barato por
serem sido comprados em leilo a 240 rs. o frasco.
Escovas para denles.
Vendem-se escovas para dentes a 120 e 240 rs.
cada urna, ditas muito tinas inglezas a 500 rs.
Toncas de laa.
Vemlem-se toucas de laa para menino a 800,15
j e 13-80 cada urna.
taparrabos de laa.
Vendem-se sapatinhos de laa para meninos a
1400,500 e 640 cada par.
Tesonras.
Vendem-se tesouras para costura a 300 rs., ditas
para nabas a 400 rs. cada urna.
Cullarinbos.
Vendem-se collarinhos de papel a 40 rs. cada
um, ditos de linho a 640 rs.
Penles de Iravcssa.
Vendem-se pentes do travessa para menina, de
borracha, a 500 rs. cada um.
Tocadores de Jacaranda
Vendem-se tocadores de Jacaranda a 24500 e
24800 cada um.
Escovas para roiipa.
Vendem-se escovas muito finas para roupa a 400
e 500 rs. cada urna
K.spelhiis ruin estojo.
Vendem-se cspelhos com estojo para navalhas a
25, 24500 e 24800 cada um.
Aderccos pretos.
Vendem-se aderecos pretos a 25200 cada ade-
rezo.
Bolees de perola.
Vendem-se botdes de perola para collele e vesti-
dos a 400 rs. a abotoadura.
meios.
Cha perola neste genero nao ha nada a de-
sejar, e de especial qualidade, mandado
vir de conta propria a 2,800 rs. a libra,
dem huxim o melhor do mercado a 2,6oo
rs. a libra,
dem de segunda qualidade a 2,ooo rs. a
libra,
dem hysson muito superior a 2,5oo rs. a li-
dem preto homeopathico muito fino a 2,ooo! Vinho branco de superior qualidade proprio
rs. a libra. l)ara m'ssa a ^'* re< a 'arra''a-
Bolachinha de soda chegada neste ultimo' Ameixas francezas em caixinhas elegante-
navio a 1,35o rs. a lata, deste genero ha: mente enfeitadas com ricas eslampas a
grande porcao e de differentes marcas, i l,2oo, l,5oo e 2,000 rs. cada urna,
que se vendem todas pele mesmo proco a dem francezas em frasco de vidro com tam-
vontade dos compradores. Pa d mesmo contendo 1 Vi libra a 1,29o
rs. s o frasco val quase o dinheiio.
dem de dentes lixados a 16o rs. o mago com
2o macinhos.
Enillias seccas chegadas neste ultimo navio
a I fu 1 rs. a libra, e era porco se faz aba-
timento.
Banha de porco refinada a 48o rs. a libra e
42o rs. em barril.
Iem em latas grandes a 2,000 rs.
dem propria para lanche em latas grandes
a l,9oo rs.
Marmelada imperial dos melhores fabrican-
tes de Lisboa a 64o rs. a libra.
Frutas em calda em latas de l,ooo a 5oo rs.,
neste genero ha diversas qualidades a es*
colber.
Champanha superior das marcas mais acre-
ditadas a l,5oo rs. a garrafa e 15,ooo rs.
o gigo.
dem em latas de 2 libras por l,4oors.
a retalho, e a 800 rs. a libra.
Figos de comadre muito novos em bahuzi-
nbos muito proprios para mimo a 1,28o rs.
dem em
libra.
casas para retalho a 10o rs. a
Passas de carnada a 48o rs. a libra e
quarto com 8 libras por 2,5oo rs.
em
Bolaxinhas inglezas de superior qualidade a
1 2,000 rs. a barrica, e a 2oo rs. a libra.
Serveia das melhores marcas que vem ao r. nn .,
mercado a 000 rs. a garrafa e a 5,ooo rs. Chocolate francez o melhor que se pode de-
a duya 8 sejar neste genero a l.ooo rs. a libra.
dem preta superior a 56o rs. a garrafa c a Macas para sopa estrelinha, pevide, atroz de
5,4oo rs. a duzia.
Vinho Bordeaux de differentes marcas, e as
melhores do mercado a 7,000, 7,5oo e
8,000 a caixa com urna duzia, e em gar-
rafas a 64o, 7oo e 800 rs., garante-se a
boa qualidade.
dem Figueira de superior qualidade a 48o
rs. a garrafa e 3,000 rs. a caada.
dem de Lisboa a 2.800 rs. a caada e 4oo
rs. a garrafa.
dem do Porto de superior qualidade para
mesa a 560 rs. a garrafa, e 4,000 rs. a ca-
ada.
maca a 48o rs. a libra, e em caixa a 2,ooo
rs. cada urna, macarraao, talherim, e ale-
triaa 4o Amendoas de casca mole a 4oo rs. a libra.
Avelans muito novas a 2oo rs. a libra.
Ervilhas francezas muito novas em latas
grandes a 64o rs.
dem em ditas pequeas a 4oo rs.
Maca de tomate em latas de I e 2 libras a
64o rs.
Salmo em latas de 1 libra a 800 rs.
dem fino do Alto Douro da colheita de 1833,' Lagoslnho em ialas granues a li4oo rs. ea.
como sejam: D. Luiz, Fettoria velho, Nec- 5, mQ
tar, Carcavelles
\o armazem de fazendas bara-
tas de Mantos Coelho
RA DO QL'EIMADO N. 19 VEXDE-SE OSE-
GlINTE :
Esleir da India
para torro de sala, de 4, 5 e 6 palmos de largura,
por menor preco do que em oulra qualquer parte.
LfBfOS
! de panno de linho pelo barato preco de 25OOO.
Lences
bran" 1 &* bramante de linho fino pelo barato preco de
A Sj9500 um balo.
Custodio Jos Alves Guimaraes dono da loja in-
ida pallo vigilante ra do Crespo n. 7, avisa
a 1 respeUavel publico que lendo reeebto um
_:. ,ule sortimenta do saias de balao tanlo-----,
cas como encarnadas e para liquidar de promplo J5UU0-
1 .^olvido a vender pelo baratissimo pre?o de Cobertas de chita da India
2500 cada um pelo barato prego de 25000.
Transparentes. Lencos de cassa
Tanibem chegaram os lindos transparentes para brancos, finissimos, proprios para algibeira pelo
ai'lias que so venderlo pelo barato preco de 164 baratissimo proco de 25000 e 24400 a duzia.
o P '. Caiabraia adamascada
i para cortinado, pelo liaratissimo preeo de W#000
i a pega.
Pecas do eambraia
Pentes sem iguaes.
Hiquissimos penles de concha para os novos
perneados conforme os figurinos que vem na ,
sma caixinha : na loja do ga'lo vigilante ra do I^,p,0i,Da' com 8 */* varas,pelo baratissimo
Crespn. 7 _________^^____
levada.
Wnilem-se saccas com cevada muito nova o por
menea do que em outra ***%*?* "J" fino com dez (Irnos do largura pelo barato preeo
rriptgmde Manoel Ignacio de Oliveira & nmo, e 34300 a vara. .
preco de 44-
Fil liso Gno
pelo baratissimo preco de 680 rs. a vara.
Bramante de linho
largo no Corno Santo n. 19.
tm\m
Toalhas alcorhoadas
para mo pelo baratissimo pre^o de 54000 a da>
zia.
Pecas de bretanha
de rolo com 10 varas propria para saia, pelo bara-
to prego do 34000.
baratas para acabar.
Sedas de quadros ede listras a 320 rs. ocova-
d 1. linda laas de quadnnhos a 360 o covado, su-
pei ores cassa de corea a 200 r?. o covado, ditas! Em casa de Mills r.atham C, na roa d
milito tinas a 240 o eovada : na loja das eolnmms,' Cruz n. 38, vende-se ferro gatvanisado de um doa
na roa do Crespo n. 13, de Antonio Correiade Vas-; melhores fabricanles inglezw, proprio para cobers
concollos & C. tas de casas.
e Cames em caixa de
urna duzia a 9,ooo rs.
da urna.
i Sardinhas de Nantes a 36o rs. a lata.
Lagrimas do Douro, especial vinho do Porto Cognhac inglez a 800 rs. a garrafa,
a l.ooo rs. a garrafa e lo.ooo rs. a caixa. j U(JOp ^^ ^ mc|hor(,s m9rm dQ mef
Duque do Porto, Madeira secco, duque ge-, cado a 800 rs. a garrafa,
nuino, lagrimas doces a 9oo rs. a garra- BataUschegadas ^^ ulUmo a,i() em ai.
1
xa com duas arrobas por 1,600 rs., e 4o
rs. a Hlira.
a e 9,5oo rs. a duzia.
Garrafoes com vinho do Porto a 2,2oo rs.
cada um.
Vinagre de Lisboa de superior qualidade a
2oo rs. a garrafa e l,2oo rs. a caada.
Concervas inglezas a Too rs. o frasco.
Sal refinado em potes a 5oo rs. cada 111.
Azeite doce refinado em garrafas grandes a :Mostarda ng|e.a a i>000 rs. 0 fl,gco
800 rs.
dem de Lisboa a 64o rs. a garrafc, e em
caada a 4,8oo rs.
Presuntos inglezes para fiambre a 7oo rs. a
libra,
dem de lamego encommenda particular a
48o rs. a libra, e ialeiro eflz abatimento.
Toucinltt do reino o melhor do mercado a
320'rs. a libra, e em arroba a 9,ooo rs.
Velas de espormacete de 4, 5, e 8 por libra
a 580* rs., e em carxa se faz abatimento.
dem de carnauba refinada a 32o rs. a libra
e 9,000 rs. a arroba.
dem de carnauba pura do Aracaty a 4oo rs.
a libra e lo.Soo re. a arroba.
Gomma muito fina e alva a 80 rs. a libra.
Araruta verdadeiraa-3toire; a libia
Fariaha do Maranho muito alva e cheirosa
a 12o rs. a libra.
Sag muito novo o 24 rs. a libra.
dem franceza a 4oo rs. o pote.
Milho alpista a 16o rs. a libra e 4,8oo rs.
arroba.
Graixa muilo
ris.
nova em latas grandes a 120
dem, verde, miudinho, mais proprio para
negocio, a l,5oo rs, a libra.
Banlia de porco refinada muito alva a 46o
rs, a libra, e em barril se far abatimento.
Biscoitos inglezes das seguintes marcas;
Craknel, Soda, Ceede, Caplain, Travellies.
Lunch, Cabin, e outras muitas marcas, a
l,4oo rs, a lata.
Bolachinha de sudo, especial encommenda, a
2,2oo rs, a lata.
Biscoito inglez Craknel em latas de 5, 7 e 15
libras a 0,000 e 6,000 rs, e de l,2oo a
800 rs, a libra.
Queijos do reino pelo baratissimo. preco de
l,6oo, 1 809 e 3,ooo rs os do ultimo
vapor.
dem prato muito fresa a 64o rs, a libra,
dem londrino muito fresco a 800 rs, a libra.
Vinhos em pipa: Porto, Figueira e Lisboa, a
48o, 56o, e 64o rs, a garrafa, e de 3,ooo a
4,5oo rs, a caada.
Marmelada imperial dos melhores conservei-
ros de Lisboa em latas de 1 e mais libras
a 7oo rs, a libra.
Frntasem caldas das seguintes qualidades:
ameixa, rainha Claudia, peras, cerejas,
ginja, pecegos e alperch a 5oo rs, a lata.
Figos em caixinhas de 1 V* arroba e de 8 li-
bras a 8,000,4,ooo, e 2,ooo rs, e a 3eo rs,
a libra.
Amendoas de casca mole a 28o rs, a libra, e
em arroba ter abatimento.
Sardinhas de Nantes a 32o rs, a latinha.
Toucinho de Lisboa a 36o rs, a libra e em
arrolla ter abatimento.
Massa de tomates a 64o rs, a libra.
Pimenta do reino a 34o rs. a libra,
Farinha do Maranho a 14o rs, a libra,
Ceblas a 4oo rs. a restea.
Tijollo para hmpar facas a 16o rs,
Cerveja das mais acreditadas marcas de 5,000
a 7,5oo a duzia, e de 5oo a 600 rs, a gar-
rafa,
Prezunto para fiambre muito fresco e novo
a 800 rs. a libra,
Genebra de laranja a 9oo rs, o frasco,
Chouri^as as mais frescas do mercado a 800
rs. a libra,
Cognac verdadeiro inglez a 9oo rs. a garrafa,
e lo,5oo rs. a caixa com urna duzia,
Licores francezes das seguintes marcas: Ani-
zete de Bordeaux, Plaisir des dames, e de
outras muitas marcas a 10,000 rs. a duzia,
e a 1,000 agarrafa.
Passas muito novas a 5oo rs. a libra e a 8,5oo
rs. a caixa. Ha caixas, meias e quartos.
Batatas a 1,00o rs. o gigo com 38 libras.
Bolachinha ingleza a 4oo rs. a libra,
Azeite francez e portuguez refinado a 800 rs.
a garrafa, e 9,ooo rs. a caixa com urna du-
zia.
Conservas inglesas das seguintes marcas:
Mixed, Pickes, e ceblas simples a 800
ns. o frasco.
Corainho a 4oo rs. a libra.
Erva-doce a 5oo rs. a libra.
Champanha de 20 a 22,ooo o gigo.
Palitos do gaa a 2,8oo rs. a groza e 2o rs. a
caixinha.
Milho alpista a 16o rs. a libra.
Painco a 2oo rs. a libra.
Gomma muito alva para engommar a 80 rs.
a libia, e em arroba se far abatimento
Sag muito novo a 28o rs. a libra.
Sabe verdadeiro hespanbol, que raras vezas
vem ao nosso mercado a 28o rs. a libra.
Vinho branco o melhor neste genero a 600 rs,
a garrafa e 4,000 rs. a caada.
dem Bordeaux de differentes marcas, garan-
te-se a qualidade, a 8.000 rs. a caixa com
urna duzia, e a 7oo rs. a garrafa.
Garrafoes cora 5 garrafas de vinho do Porto
do Alto Douro a 2,2oo rs. com o garrafo.
dem com 5 garrafas de vinho Figueira, mais
proprio para a nossa estaco por ser mais
fresco a 2,4eo rs. com o garrafo.
dem com 5 garrafas de vinagre a 1,2oo rs.
o garrafo,
Sabo massa de superior qualidade a 18o,
2oo, e 22o rs. a libra do melhor que lia
Graixa em latas muita nova a 12o rs. a lati-
nha, e l,3oo rs. a duzia.
Peixe em latas muito novo: savel, pescada,
curvin, salmo e outras muitas qualiilad.:s
preparados de escabexe, segundo a arte de
cozmha, de l,2ooa 2,ooo rs. a lata.
dem do Alto Douro vindo do Porto engar-
rafado e escolhido pessoalmente por um
dws socios que se acha em Portugal, das
seguintes marcas: Duque, Genuino, Ve-
lho secco especial, Lagrimas Doces de
1819, vinho especial D. Pedro V, vinho
velho, Nctar superior de 1833, Duque do
Porto de 1834, vinho do Porto velho su-
perior, Madeira Secca de superior quali-
dade, vinho do Porto superior D. Luiz I
de 1847, Lagrimas do Douro, especial vi-
nho do Porto, de l.ooo a 1 2oo rs. a gar-
rafa e de 10,000 a 12,ooo rs. a caixa com
urna duzia.
Vassouras americanas/ 800 rs. cada urna.
Velas de spermacete as melhores que ha no
mercado a 56o e 64o rs. e masso, e em
caixa se far umjgrande abatimento,
dem de carnauba e composico, de 4oo a
32o rs. a libra, e de lo.ooo rs, a H,5oo
rs. a arroba,
Caf de 1* e 2a sorte de 8,3oo a 8,600 rs. a
arroba, e de 28o a;32o rs. a libra do me-
lhor,
Arroz da India, Maranho e Carolina a 3,ooo.
2,8oo e 2,4oo rs. a arroba e a loo rs. a
fibra.
Latas com peixe em posta emticamente
lacradas das melhores qualidades de pei-
xe que ha em Portugal a 1,200.1^
Caf lavado de Ia qualidade a 32o rs., dito
de 2a a 28o rs. a libra e 8.2oo rs a arro-
ba, dito d 3* a 28o rs. a libra e 7,8oo
rs. arroba.
Charutos suspiros doa melhores fabricantes
de S. Eelix a 2,5oo rs. a caixa com |o
charuto!.
dem finos de diversos fabricantes a l,600.
l,8oo e 2,000 rs. a caixa com loo charu-
tos, o preco nao indica a boa qualidade
porm deem-se ao trabalho de virem 00
mandarem e verao a realidade.
Mostarda ingleza preparada em potes a 4oo
rs. o pote.
Grao de bico a 18o rs a fibra, e ea arroba
ter abatimento.
Vasos inglezes vasios de 4 a 16 libras, muito
proprios para deposito de manteiga, doce,
e outro qualquer liquido, de 1,900 a 3,ooo
rs, cada um.
Frasqueira de genebra a 5,800 rs. e a
rs. o frasco.
5oo
Azeite doce em barril muito fino, a 64o rs.
a garrafa, e em caada ter abatimento.
Papel greve
resma.
pautado e liso a 3,5oe rs. a
Genebra de Hollanda em botija de conta a
44o rs. a botija.
[Bacalho a 14,5oo a barrica.
Ervilhas franceza e portugueza a 640 rs a
lata de una libra.
Chocolate francez, hespanbol, suisso e por-
tugwza l.ooo rs. a libra, e a28t> re. ca-
da po de ama \\.
Garraoes vasios de 5 garrafas at 3 caadas
de 5oo at 1,3oo rs. cada un.
Ameixas francezas em caixinhas elegante-
mente enfeitadas, com diversas estampas
no exterior da caa de t,500 a 3,ooo rs.
cada urna; tambem ha frascos e tatas de
differentes taannos que se vendem por
mdico prego.
Massas para sopa: macarro, talharim c aJc-
liia a 48o rs. a libra, e em caixa se far
abatimento.
Garraffjes com 14 garrafas de genebra de
Hollanda a 5,5oo cada um.
Charutos de todas as marcas c das. melho-
res fabricantes da Babia de 3,000 a 4,000
rs. a caixa.
ATTE\\AO
Todos os senhores que comprarem para negocio ou casa particular de 4000 para
cima terao mais 5 a 10 per % de abatimento; o proprietario scientifiea mais que todbs
01 seus gneros sao recbalos de sua propria encommeada, razSo te para poder ven-
der por muito monos do que em outro qualquer estabelecimento.
-
7
:------------;- m 1
ILEGIVEL



M
Diario de Peraiieo Oalna felra 13 de ftezenbio de i8S.
-
ATTENCAO
IjARGO DO CUMIO 9
GRANDE SORTIMENTO"
DE
ARMAZENS
PARA A FESTA.
Participam aos seus numerosos freguezes e ao publico em geral que acabam de
recelier de sua propria encomruenda, o mais lindo e completo sortimento de molhados,
os quaes vendera por grosso e a retalho por menos 10 por cento do que outro qualquer
annunciante, como verSo pela seguinte tabella que abaixo notamos, garantindo os mes-
mos proprietarios nao s o peso como a qualidade de seus gneros.
AVISO.
Todos os senhores que comprarem para negocio ou casa particular de I00# para
cima te-rao mais 5 a 10 por cento de aba timen to. os proprietarios scientifcam mais que
todos os seus gneros sao receidos de sua propria encommenda, razio esta para poder
vender jior muito menos do que outro qualquer estabelecimento.
(estantas muito novas a 2,ooo rs. a caixa, e Vellas de carnauba e composicao de 32o a
a 16o rs. a libra.
Manteiga ingleza perfeitamente flor mandada
vir de conta propria a 8oo rs. a libra.
dem franceza a mais nova do mercado a 56o
rs. a libra, e 54o rs. em barril.
dem de porco refinada muito alva 46o rs.
a libra.
Pregunto para lianbre a 8oo rs. a libra.
Cha uxim miudinho vindo de conta propria,
o melhor do mercado a 2,8oo rs. a libra.
dem hyson de superior qualidade a 2,6oo rs.
a libra.
dem pcrola o melhor que se pode desejar a
2,7oo rs. a libra.
dem preto muito fino a 2,5oo rs. a libra.
dem mais baixo pouco a 2,ooo rs. a libra.
dem mais baixo a 1,8oo rs. a libra.
Vinho do Alto Douro vindo do Porto engar-
rafado garante-se a superioridade (leste vi-
nho, das seguintes marcas : Duque, Ge-
nuino, velho secco, especial lagrimas do-
ces de 1819, vinho especial D. Pedro V.,
vinho vellio, Nctar superior de 1833, Du-
que do Porto de 1834, vinho do Porto ve-
lho superior, madeira secca de superior
qualidade, vinho do Porto superior D. Lu-
izl.de 1847, lagrimas do Douro espe-
cial, vinho do Porto de l.oooa l,2oo rs.
a garrafa e de lo.ooo a 14,ooo rs. a caixa
rom urna duzia.
Bolachinha de soda especial encommenda e a
mais nova que ha no mercadoa 2,loo rs. a
lata.
Biscoitos inglezes das melhores marcas em
latinhasde 2 libras a l,3oo rs. a lata.
dem inglezes craknel em latas de 51 -ras
de 5,ooo a 6.000 rs. a lat, e et> libra a
Soors.
Queijos do reino chegados pelo ultimo vapor
de ,ooo a 2,2oo rs. cada um.
dem prato a 7oo rs. a libra.
Vinho em pipa das mais acreditadas marcas
romo sejamBdc F., PRR, J.VA, outras
militas marcas, Porto, Lisboa e Figueira ;
de 48o, 5oo, 56o, 64o e 8oo, rs., e o do
Porto fino em garrafa, e em o nada a
3,ooo, 3,5oo, 4,000 e 6,5oo rs. o melhor
do Porto.
dem Bordoaux das mais acreditadas marcas
a 7oo rs. a garrafa, e a 8,ooo rs. a caixa.
Garrafoes com 5 garrafas de superior vinho
do Porto a 2,2oo rs. com o garrafao.
dem eom 5 garrafa de vinho da Figueira mais
proprio para a nossaestacao por ser mais
fresco a 2,4oo rs. com o garrafao.
dem com 5 garrafas de vinagre a l,2oo rs.
rom o garrafao.
Vinho branco o mais superior que vem ao
nosso mercado a 6oo rs. a garrafa, e a
4.2(io rs. a caada.
Velas de esparmacate as melhores neste ge-
nero de 56o a 64o rs. o maro, e em cai-
\a ter grande abatimento por haver
grande porcao.
Azeite doce em barril muito fino a Glo rs.
a garrafa e 4,8oo a caada.
dem francez refinado a 8oo rs. a garrafa.
Ervilhas francezas e purluguezas a 64o rs. a
lata.
DO *
PROGRESSISTA
RIJA DAS CRUZES W. 3G
E
RA DO CRESPO X. 9
Xo balrro de Santo Antonio.
*9oaquin los Gomes de Monza srientifica a seus numerosos fregu,
zes e ao publico em geral que acaba de estabelecer um novo armazem de molhados
ra do Crespo n 9, aonde se encentrar sempre os melhores gneros dfe estiva, que
se venderao a retalho e por atacado, por menos dos que se venderem em outra qualquer
parte, affiancando-se aquellas pessoas que comprarem nestes armazens a superior qua-
lidade de gneros, precos commodos e bom acondicionamento.
O armazem da ra do Crespo situado no melhor local desta cidade com e as-
seio que de necessidade manter-se com estes estabelecimentos, faz erer a seu pro-
prietario, que ninguem deixar de sortir-se n'um estabelecimento aonde se encontra sin-
ceridade, para ir-se comprar aonde se nSo offerecem tantas vantagens.
Seade este armazem no verdadeiro ponto de partida para os arrabaldes desta
cidade, nao ser dilcil aquellos senhores que tem de partir nos mnibus darem suas
encommendas neste armazem, que sempre lhes efferecer os mais agradaveis gener os
dem muito superior a l.ooo rs. a garrafa.
38RA DO IMPERADOR38
Agua natural de Coadllae,
muilo recommendada as affeccoes do lubo (rastro-intestinal, nos dos rio?, e bexica ominara pela*
suas propriedados alcalinas, e o acido carbnico que naturalmente contm em sospensio d meo
mais commodo que a agua de Vichy, e de propiedades talvez supriores pela granar- qnatida'le de
acido carbnico. Injecrao Hrou, agua d le Cheeleu, cupahiba de Mege, injecro Fuas de tanatf
di zinoo, muito recommendada as gonorrheas. Le rroy francez verdadeiro ; na mesma ca*a l> n
algumas caixas do instrumentos cirurgicos para operacoes de Matieu e Charriere.
dem portuguez a 18o rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 36o a libra, e em
arroba lera abatimento.
Idea de Santos a 32o rs. a libra.
Caf de 1 .*, 2. e 3.* qualidade de 26o, 3oo
e 36o rs. alibra, doCearde8,2oo, 8,4oo,
c 9.2oo rs. a arroba do melhor.
3,ooo a arroba, e de 8o a loo rs. a libra.
Passas muito novas a 8,5oo a caixa e 5oo
a libra, ha caixas meias e qaartos.
Sevadinha de Franca a 24o rs. a libra.
Sag muito novo a 28o rs. a libra.
36o rs. a libra e de lo,ooo a ll,ooo rs. a
arroba.
Genebra de Hollanda em botijas de conta a
440 rs. a botija, e em duzia ou em barrica
ter abatimento.
Massas para sopa macarrito, talharim e aletria
a 48o rs. a libra e em caixa ter abati-
mento.
dem estrellinha, rodinha e pevide em caixi-
nhas de 8 libras, muito bein enfeitadas de
2,5oo a 3,5oo rs. a caixinha e a Coo rs. a
libra.
Doce de goiaba em caixas de diversos taa-
nnos de 6oo a l,ooo rs. o caixo.
Sabao massa de 2oo a 24o rs. o melhor, em
caixa ter abatimento.
dem hespanhol a 28o rs. a libra.
Peixe em latas muito novo; savel, pescada,
corvina, salmao e outras muitas qualidades
preparada de escabeche 2 a arte de cosi-
nha de l,2oo a l,8oo rs. a lata.
Figos em caixas de 1 arroba, / o 8 libras
a 8,ooo 4,ooo e 2,ooo rs. a caixinha.
Frutas em calda de diversas qualidades a
5oo rs. a latinha.
Marmelada imperial dos melhores conservei-
roe de Lisboa a 7oo rs. a latinha de 1 libra,
ha latas de I */ e 2 libras.
Massa de tomate em latas de 1 libra a 64o
rs. a lata.
Ameixas francezas em caixinhas elegante-
mente enfeitadas de l,5oo a 3,ooo rs. a
caixinha, tambem ha latas de 1 '/i a 6 li-
bras de l,2oo a 4,5oo rs. a lata.
dem em frascos com tampa de rosca a l,6oo
rs. o frasco.
Chocolate portuguez, hespanhol, francez e
suisso a l,ooo rs. a libra.
Conservas inglezas das seguints marcas:
Mixde-Picles e cebollas simples a 75o rs.
o frasco.
Mostarda ingleza preparada em potes a 4oo
rs. o pote.
Sardinhas de Nantes a 32o rs. a latinlia.
Charutos das mais acreditadas marcas da
2,5oo a 4,ooo rs. a caixa.
Cbampagnhe a melhor do mercado de 12,ooo
a 24,ooo rs. o gigo, e de 1,2oo a 2,ooo rs. a
garrafa.
Papel greve paulado ou liso a 3,5oo rs. a res-
ma.
dem de peso pautado ou lizo de 3,5oo a
4,ooo rs. a resma.
Gomma muito fina e alva a 8o rs. a libra.
Milho alpista e painso de 16o a 2oo rs. a li-
bra.
Palitos do gaz a 2,2oo rs. a grosa e 2oo rs. a
duzia.
Vasos inglezes de 4 a 16 libras vasios, muito
proprio para deposito de doce manteiga
ou outro qualquer liquido de l,ooo a
3,ooo rs. cada um.
Licores das melhores marcas e mais finos
a I ,ooo rs. a garrafa e em caixa ter abati-
mento.
Cognac verdadeiro inglez a 9oo rs. a garrafa
e lo,5oo rs. a caixa.
Chouricas as mais frescas do mercado a 8oo
rs. a libra.
Cha perola de especial qualidade a 2,8oo rs.
a libra,
dem hysson muito superior a 2,7oo rs. a
libra.
Mem uxim a 2,5oo rs. a libra,
dem hysson a 2,3oo rs. a libra,
dem idem a 2,ooo rs. a libra,
dem preto de qualidade muito especial a
2,600 rs. a libra.
,dem idem inferior a l,6oo rs. a libra.
Champagne a melhor neste genero a 1.5oo
rs. a garrafa e 18,ooo rs. o gigo.
dem inferior a 10,000 rs. o gigo e l,ooo rs.
a garrafa.
Chocolate francez, hespanhol, e portuguez, a
a 9oo e l,2oo rs. a libra.
Charutos dos melhores fabricantes da Bahia
ede qualidades, especialmente escomidos,
de 2,ooo a 4,5o rs. a caixa.
Farinha do Maranho muito alva a 14o rs. a
libra
dem de araruta verdadeira a 4oo rs. a libra.
Vinho do Alto Douro engarrafado, e os mais
bem escolhidos, lagrimas do Douro, D. Pe-
dro V, D. Luiz I, Duque genuino, Nctar
superior, Malvasia fina, Bastardo, e outros
a ll,eoo e 12,000 rs. a duzia e l.ooo rs.
a garrafa.
Idem Cherry e Madeira a l,5oo rs. a garra-
fa e 16.ooo rs. a duzia.
dem Bordeaux de diversas marcas de 8,000
a 10,000 a duzia. e8oo rs. garrafa.
Bolaxinhas americanas a 3,000 rs. a barrica,
c 2oo rs. a libra.
Batatas muito novas a l.ooo rs. o gigo, e 60
rs. a libra.
Banha de porco refinada a 48o rs. a libra, e
cm barril a 44o rs.
Vinho em pipa de Lisboa, e Figueira, de3,ooo
a 4,000 rs. a caada, e 5oo rs. a garrafa.
dem de Lisboa em ancoretas de 8 a 9 cana-
das por 27.000 rs.
dem do Porto muito especial a 5,5o rs. a
caada e 72o rs. a garrafa.
dem era garrafoes com 4 '/j garrafas por
2,5oo rs. com o garrafao.
Vinagre de Lisboa muito superior a 2,ooo
rs. a caada.
Caf a 28o e 32o rs. a libra, e a 8,000 e
9,ooo rs. a arroba.
Cerveja das melhores marcas do nosso mer-
cado de 5,ooo a 6,000 rs. a duzia, e 5o
rs. a garrafa.
Consenas inglezas a 75o rs. o fraseo e 8,6oo
re. a duzia.
Doce em calda a 5oo rs. a lata.
dem de goiaba em caixas e diversos taa-
nnos e de diversas qualidades de 64o a
l.ooo rs. cada urna.
Ervilhas francezas muito novas de 48o a 64o
rs.
160H AVmA'MVXS
CONSERVATIVO E CONSERVADOR
21 e 23-Largo do Terco21 e 23.
Joaquim Simoes dos Santos, proprietario destes estabelecimentos de moldados
participa ao publico e a todos cm geral, que vende nos seus armazens os genero* i
menos de 5 10 por cento do que em outra qualquer parte, garanldo-se neta sunei iur
qualidade.
Manteiga ingleza perfeitamente flor a 800 rs. a libra.
dem franceza, vinda pelo ultimo navio a 560 rs. a libra e 540 rs. em Larris ou meio.
Banha de porco relinada, a 400 e 44o rs. a libia.
Velas de espermacete e carnauba a 860, 400 e 600 rs. a libra.
Caf do Rio de Ia e 2a sorte a 270 e 300 rs. a libra,e a arroba a 8500 e 9/000 rs.
Batatas em caixas cora 2 arrobas por 20000, e a 4o rs. a libra.
Toucinho de Lisboa, a 32o i s. a libra, e a arroba a 90000, ou barril.
Cha de Ia, 2a, 3a e 4a sorte a 20800, 20300, 20000, e 10800 a libra.
Azerte doce de Lisboa a 30000 o galo, e a 600 rs a garrafa.
dem de carrapato, a 280 rs. a garrafa, e a 20000 a caada.
Genebra verdadeira de Hollanda, marca gallo a 400 rs. a botija.
Milho alpista o mais limpo que ha a 160 rs. a libra a 4*800 rs., a arroba.
Vinho verdadeiro Figueira eLisboa, a 500 e 400 rs. a garrafa e a caada a 30500 e 30t 0.
dem do Porto, a 45O a caada.
E alm dos gneros annunciados ha outros muitos baratissimos, assitn cuino
queijosnovos, chouricas, servejas das melhores marcas, aletria, ameixas sevada, ,,im-
nho, erva-ttoce, pimenta, sabio, canella, phosphoros do gaz, que tudo se vende per
meBos de 5 10 por cento, a dinheiro contado.
dem portuguezas a 72o rs. a lata,
dem seccas a 2oo rs. a libra.
Vassouras do porto com arcos de ferro a 32o
rs. cada urna.
Velas de espermacete da melhor qualidade
a 6oo rs. o maco.
dem de carnauba e composici a 32o e 36o
rs. a libra e lo.ooo rs. a arroba.
Tijolopara I impar facas a 14o rs. cada um.
Toucinho de Lisboa e Santos a 32o rs. a libra.
Sevada muito nova a loo rs. a libra.
Peixe em latas grandes, savel. pescada, cor-
vina, e outras qualidades a l,ooo rs. cada
lata.
Papel greve pautado e liso de 3,ooo a i.ooo
rs. a resma.
Passas muito novas a 8,5oo a caixa e 48o rs.
a libra.
Palitos lixados para dentes a 14o rs. o maco,
dem de flor a 2oo rs. o maco.
Prezunto para fiambre inglezes e americanos
a85ors. a libra,
dem do Porto a 48o rs. a libra.
Queijos prato de 48o a 6oo rs. a libra,
dem londrinos os melhores que se encontram
neste mercado a 8oo rs. a libra.
dem flamengos vindos no ultimo vapor de
2,ooo a 2,4oo rs.
Sardinhas de Nantes muilo novas a 32o rs.
a lata.
dem mais baixo a 1,Soors. a caada, e 2oo
rs. a garrafa.
dem em garrafoes com 4 '/* garrafas por
l,2oo rs. com o garrafao.
Manteiga ingleza a 6oo, 7oo, 8oo e 9oors. a
libra de primeira qualidade.
dem franceza a 56o rs a libra em barril, e
a (too rs. a retalho. Idem nami)urgueza em alas ar3 goo rs.
Ameixas francezas em caixinhas com ricas
Sag muito novo a 200 rs. a libra.
I dem muito superior a 28o rs. a libra.
Sabo maca de diversas qualidades a 2oo e
24o rs. a libra.
dem inferior de 12o a 18o rs a libra.
Genebra de Hollanda em frasqueiras a 6,5oo
rs.
Genebra de laranja em frascos grandes a
l.ooo rs. o frasco.
Serveja das mais acreditadas marcas de
o.oo a 6,5oo a duzia e de mais a 5oo rs.
a garrafa,
dem em botijas e meias, sendo preta da
muito creditada marca T de 6,5oo a 7,8oo
rs. a duzia.
Ceblas em mothos grandes a 1 ,ooo o molhe
e em reste a a 4oo rs. cada tima,
Arroz da India, Java eMaranhao de 2,2op a Pimenta do reino a 34o rs. a libra.
Farinha do Maranho a 14o rs. a libra.
Tijolo para limpar facas a 16o rs. cada um.
Gominbo a 64o rs. a libra.
Erva doce.
Canella a 1 ,ooo rs. a libra.
Batatas a i ,ooo rs. o gigo cora 32 libras liqui-
das.
estampas no exterior de l,2oo a 2,ooo rs.
cada urna.
dem em frasco de vidro de diversos taa-
nnos a l,5oo e 2,5oo rs.
Idem em latas de 1 1/2 e 3 libra a l,3oo e
2,3oo rs. cada urna, e a 8oo rs. a libra.
Figos de comadre em bazinhos de folha pro-
prios para mimos a l,6oo rs. cada um.
dem em caixinhas de fblha a 32o rs.
dem em caixas grandes a 2oo rs. a libra.
dem em latas ermeticamente lacradas de
I.600 a 3,000 rs.
Arroz da India e Maranho a 80, loo e 12o
rs. a libra.
Amendoas de casca mole muito novas a 4oo
rs. a libra.
Azeitonas snperiores a l,2oo rs. o barril.
Alpista a 14o rs. a libra e 4,6ooa arroba.
Letria a 4oo rs. a libra.
Biscoitos e bolachinhas inglezas as ultimas
chegadas ao nesso mercado a 1,2oo e l,4oo
is. cada lata.
Bolaxinha de soda e lunch em latas grandes
a 2,ooo rs. cada lata.
Cognac de superior qualidade 800 rs. a gar-
rafa.
dem de Hollanda era garrafoes grandes a
5,5oo cada um.
dem em botija a 4oo rs.' rs. cada urna.
Garrafoes vasios de diversos tamanhos a5oo,
64o e 1,2oo rs.
Gomma do Aracaty a loo rs. a libra.
Graixaa loo rs. a lata, e l,2oo rs. a duzia.
Licores finos francezes em garrafas e fras-
cos de diversos tamanhos de 600 a 800 rs.
cada um.
Marmelada imperial de todos os conservei-
ros de Lisboa a 64o e 700 rs. a libra.
Massa de tomate muito nova a 64o rs. a
libra.
Marrasquino de Zara a 64o rs. o frasco,
dem em frasees grandes a 800 rs.
Cominhos muito novos a 5oo rs. a libra.
Erva-doce a 24o rs. a libra.
Pimenta a 36e rs. a libra.
Cravo da India a 64o rs. a libra.
Cannella a l,loo rs. a libra.
Alfazema a 2oo rs. a libra.
Sal refinado em frascos de vidro a 600 rs.
o frasco.
ATTENCAO
O proprietario dos armazens do Progresista jamis deixar de oflereeer aos seus
freguezes tudo o que for preciso para que sejam bem servidos, e como a festa se aproxi-1
ma ptima a occasiao dos seus fregaezes experimentarem a realidade, que nunca dei-
axr de ser mantida pelo proprietario destes armazens. |
NOVA LIQIDACO
de fazendas inglezas, francezas, allemaas e suissas,
que se pretendem liquidar antes da testa do na-
tal, por precos baratissimos, alim de apnrar di-
nheiro, sendo a maior parte destas blendas in-
teiramente novas, etiegadas pelos ltimos vapo-
res ; de todas se dao amostras, deixando penhor :
na toja e armazem do pavao, ra da Imperatriz
n. O, de Gama & Silva.
As tiazinkas d pavao.
Vendem-se as modernissimas lazinhas com 9
palmos de largura, sendo lisas e de quadrinhos,
Eroprras para vestidos, capas soutara baques pelo
irato preco de 1,5200 o covado, ditas com 4 pal*
mos, lisas e de quadrinhos a 500 rs., ditas garibal-
dinas a 400 rs., ditas enfeitadas de quadrinhos a
360 rs., bareges matisados muito finos a 300 rs.,
laazinhas transparentes com palmas de seda a 300
rs., ditas matisadas a 320 rs. o covado : s na luja
do pavao, ra da Imperatriz n. 60.
Grosdenaplcs a 1:50(1. na luja de pavio.
Fazenda a i300, i600, i800 e 2O0 : s na
oja do pavao, ra da Imperatriz n. 60.
O pavao vende os cortinados.
Vendem-se ricos cortinados adamascados pro-
prios para jancllas, c camas para noivos, pelo ba-
rato preco de 95000 e par : na ra da Imperatriz
n. 60, loja do pavao.
Fusto do pavo.
Vndese fustao branco para vestido e roupa de
meninas a 500 rs. o covado, dito de palminhas a
(2* rs., tarlatana de palminhas a 320 rs., fil bran-
co liso, e tarlatana branca e de cores a 800 rs. a
vara : na ra da Imperatriz n. 60, loja de Gama Silva.
A carnauba do pavo.
Vemle-se cera de carnauba em saceos, por prec,o
muito em conta, ou mais barato do que em outra
if-ualquer parte : a tratar na ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva.
A 10$000, s o pavao.
A' Son la m lia rq iic.
Vestidos a flO|fOOO, s na loja
do pavo.
Vendem-se os mais modernos vestidos de laazi-
nhas transparentes com lindas barras bordadas
Soutan-enbarqu', trazendo cada um o enfeite pre-
ciso para o corpo, sendo fazenda chegada pelo ul-
timo vapor francez, muito propria para o tempo de
festa, e vendem-se pelo baratissimo proco de 105,
na loja do pavao, ra da Imperatriz n. 60, de Gama
& Silva.
OS ricos vestidos sontambar-
qne, que chegaram para a loja
lo pavo.
Chegaram pelo ultimo vapor francez os mais
ricos vestidos soutambarque, sendo com as saias
j feitas o ricamente enfeitadas c guarnecidas,
tendo a precisa fazenda para f;'.zer o corpo; com
seus competentes soutambarqes primorosamente
enleitadns, vindo tudo em um s carlao, assim co-
mo as mais modernas camisinhas com manguitos c
punhos a balao ricamente enfeitados, e vendem-se
por preco favoravel : na loja c armazem do pavao
na ra da Imperatriz n. 60, de Gama i Silva.
Os modernlsslmos vestidos do
pavo.
Acaba de chegar um variado sortimento dos
mais modernos cortes de laazinhas, proprias para
vestidos, tendo as barras primorosamente matiza-
das, trazendo bada um corle seu ligurine para
amostra; e vende-so na loja do pavo, ra da Im-
peratriz n.60, de Gama & Silva.
PERCALAS DE LA
a SAO rs., s o pavo
Vende-se esta nova fazenda de laa denominada
precsla, tem 4 palmos de largura, com os mais mo-
deraos padres, de quadros e hstras, com lindas
cores, proprios para vestidos, e sendo urna das fa-
zendas mais modernas que ha para a festa, e ven-
de-se pelo barato preco de 360 rs o cevado : na
loja do pavao, ra da Imperatriz n. 60, de Gama S
Silva.
As bretanhas do pavo.
Vende-se hretanha de algodo em pecinhas de
rolo, cada peca com 40 varas, pelo diminnto preco
de 35200 cada peca, assim como lencos brancos
muito superiores a 25 a duzia : na loja do pavao,
ra da Imperatriz n. 00, de Gama & Silva.
O pavio vende para lulo.
Vende-se finissimo setim da China, fazenda sem
lustro, proprio para vestidos de senhora, para ca-
pas e roupa para homem, tendo esta fazenda seis
patmos de largura e sendo muito leve, vende-se
pelo baratsimo preco de 252*0 o covado, garan-
tindo-se que nao se torna ruca, e vende-se nica-
mente na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavao.
O pava* vende cortes de calca.
Vendem-se cortes de calcas de casemira de co-
res a 25400, ditos de cachemira da Escossia a
251*0, ditos de ganga a 15600, ditos de brim de
urna s cor a 25240, ditos de castor a 15280, ditos
de casemira preta a 45000 e 55000, ditos de case-
mira flna e cor a 8JS00: s na loja do pavSo,
rm4k iBsnwatrit n. 60, de Gama A Silva.______;
Sebolas em resteas a 600 rs. o cento, mnilo!
novas, vindas no Sympathia: na ra do Vigaris
n. 8.
mm
Na ra do Vigario armazem n. 7, ha para ven-
tar os seguales artigos :
Panno de algodao da Babia.
Vinagre do Porto.
Vinho especial do Collares, em ancoretas.
Dito dito do Porto em caixas de i e 2 dalias, o
melhor que ha no mercado.
Dito particular do Cartaxo, em ancoretas.
Pregos caibraes.
Pomada de sebo.
Linda de roriz.
Diversas qualidades de vidros proprios para bo-
tica.
Sabao nacional do Rio de Janeiro.
Velas stearinas.
Farinha de mandioca de S. Matheus.
Barricas com bren : na ra da Cadeia do Picci-
fe, loja de ferragens de Ba.slos.
Tranca preta de laa.
Vende-se tranca "preta de laa, lisa, ptnemVifM
de vestidos, zuavos c roupas de meninos a 120 e
160 rs. a pe?a : s quein tem o beiia-fior na ra
do Queimado n. 63.
M ^ Kiw do Crespo u. S.
H Na loja de Marcelino & ('... vende-se '.j
;~3 barege de laa de cores muilo linos a 320 '"T
fa rs. o covado, ditos lisos com 8 palmos de jf*
gg. largura, ricos soulembarqaes de rain- (J
SK braia bordado e outras militas fazendas ,'h
'M de gosto proprias para o lempo de festa
i chegadas neste ultimo vapor, precos lian- i
to em coma.
..'"''jfc'W W>4y.
Cal de Lisboa
chegada ltimamente ; na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
ESCRAVOS FGIDOS.
Escrava fgida.
Fugio no (lia 6 do corrente da casa de seu se-
nhor, o bacharel Trajano Virialo de Mcdciros. a
escrava L'rcula, mulata, de 2i nonos de darle, na-
tural do Sobral, estatura e corpo regulares, labios
bastantes grossos, cbelos corridos e muiu cor-
tados. Roga-se as autoridades poHciaos e eanlilrs
de campo a captura della, e entrega-la Domwgof
dos PassosMiranda, na ruado Hospicio n. 31, o
qual gratificar generosamente, protcstando-se
igualmente contra quem a livor ac< Nato.
ESCRAVOS FGIDOS
ioo#ooo.
Desappareceram na noite de 9 para 10 do
rente os escravos Francisco e a preta Hila, sondo
aquello crioulo, e esta de nacao Angola, com os
signaos seguintes : o negro Francisco tem altura
regular, (esta pequea, magias do ruslo alias, falla
de denles na frente, barba fechada, cheio do cor-
po, bracos e maos grossos. ps pequeos e gros-
sos ; a 'preta, altura e corpo regulares, falta de
denles na frente, ps grandes, sobresahindo o dedo
pollegar entre os outros : quem os pegar c levar
ao corredor da Varzca, casa de Francisco Pedro
da Costa, (era a gratilicacao de 1005.
No da 8 do corrente fugio da casa de seu- senhor
o oseravo Romualdo, de cor parda, tem sfllrio le
serrador, altura regular, barba serrada, um lauto
cheio do corpo, olhos pequeos, a vista um i
espantada, falla moderada, tem cicalrizes de ferro
no corpo, rendido de urna das venidas, levou
calca de metiin branco e camisa de chita, julga-se
ter ido para a cidade do Ip, d'onde veio para esta
cidade ser vendido: roga-se a polica toda vigilan-
cia em dito escravo, assim como a todos os espi-
taos de campo ou a qualquer pessoa que o |>egar,
serao generosamente recompensados, levando-";
casa de seu senhor na Capunga vellia, ou no ar-
mazem do madeiras na ra nova de Sania Hila
n.lS.__________________________________
Desappareceu no da 7 do corrente o escra-i
vo cabra, de nome Seraphim, de 31 anuos, poueu
mais ou menos, altura regular, cheio do corpo,
barba serrada, marcas de beiigas, com signa I vi-
sto! no p esquerdo por Ihe fallar os lies dodos
do meio, diz elle ser de nascenja, falla manso, epi-
toma fumar cachimbo, levou a roupa que linho,
paletot, jaqueta e snalos, lalvez ande calcado para
se inculcar de forro: este escravo foi comprado
no da 20 de novembro prximo passado a Manuel
Pacheco Cont, residente no olho ifagira des Ora-
dos, comarca de Pajc do flores; ha snpi>osc;i(>
de que fosse para cima pela estrada do ferro, tal-
vez seduzldo para algum fin: pede-se aos capi-
taes de campo e autoridades pollciaes a captura
do mesmo, e jautamente aos senhores capitiies de
navios e mestres de barcacas tenham nllenfao nos
signaes cima dito*: na ra do Aragao n. 8- se gra-
tificar generosamonle.


8
Diario de Pernambaeo Qnlni.-t lelr I) de DMfmbro d f 463.
LITTERATRA.
OQUE VAE PELC MUNDO.
compra, que ello considerava rematada loueora, torca da va certo ar de protecclo, que a filha do com cousa alguma, e tratava os seus negocios com Deleita va-scem folhear os mais intrincados pro-
se nao vivesse inteiramente dominado por sua mu-! magistrado do tribunal superior dispcnsava fl- jeviandide e desleixo sem eguaes. certo quo de cessos, e devassou tanto os segredos do foro, que
lher, a senhora Agatha Sorbier.
Iba dojuiz do tribunal inferior.
longe along llbepreoccupava o pensamento a aos vinte anuos de edade j o seu patrio so admi
serte futura de sua fllha, a quem elle sinceramen- rava dos recursos e habilldade que elle patenteava
Resistiu, pois, o lempo que pode, nao porque Um dia pub|cou 0 Uomtor um decreto elevan- *lc "ura uc su* "",a- a.9uem e"e sinceramen- rava aos recursos e nab.uaaac que ene patenteava
ioreconbecessequeaColomWere valia tres ve-' do o Sr Luir. Vicente du Porta.l digndade do te ama va, roas a este respe, to socegava elle, con- para semelbantes estudos. Aos domingos failaa
nade em illusoes, a que prestava tanta f, como se "
fossem realidades. Calculava com nao sabemos
nao
tamosensomoraldomuudocivilisado. Parece que umenormo a|ugaer annual E nao era isto an-
cinco navios de guerra inglezes tentaran! obter pela nunar um capi^ que) mais judiegamente em-
forca urna reparaba da parte do principe Satson- pregad0) ie augmentarla o j adquirido ? Toda-
iu, mas viram malograda a sua empresa. j vja> e apes.ar da rJgorosa logica deste racocno,
< Ha toda a prcsumpcao do que o bombardea- venceu nelle a influencia da mullier, c haviam j
meato tinha por Um destruir a cidade. A perda em tres anuos que esta familia passava o verlo na
bomens deve ter sido grande.
Jamis fado d'estc genero tingiu as armas
britannicas; e durante muitos annos, a nica res-
postt s nossas reclamaccs a favor da justica na-
c jnal e da bumanidade hade ser Kagostmat
Vejamos o que escrcve de Varsovia Gazeta
it Breslau, um correspondente affeicoado anto-
ndadc russa :
A expedicao de tropa para a Polonia tcm di-
minuido ueste ltimos lempos ; o ultimo transpor-
te, coinpunlia-se de 20,000 homens, e 142,000 es.
lio j em p de guerra na Polonia. Um transpor-
te de 200 prisioneiros, chegado da Polonia a S
Petersburgo foi logo mandado para o seu deslino.
O numero dos prisionciros polticos feitos na
Polonia dove apenas chegar, segundo se diz, ao nu-
mero de 2.800, emquanto que os jornaes estrans-
geiros j fallain de 4 5,000 presos polticos. Des-
te numero s ."30 tem sido mandados para a Sibe-
ria ; o resto est no interior do imperio ou incor'
porado nos regenlos de linha.
E" para notar, e nao pode deixar de ser im-
prudencia verdaderamente inexplicavel, que se te-
lilla mandado um grande numero desses rgimen-
tos para a Polonia.
E' frade duvida que aquella gente aprovei-
tara a primeira occasiao para passar aos insurgen-
tes, e nao mais do que reforcar a insurreclo,
mandar para a Polonia os Polacos armados, equipa,
dos e a lcitos ao servico militar.
c A noute passada veriflearam-se de novo pri-
soes armadas. Um grande numero de muflieres de
todas as condieoes eslo entre os presos. Duas ir-
mas .'cuicas de quinze annos esto, como todas
as suas companheiras, encerradas na cidadella. Al-
guus adversarios declarados da insurreicao, fazem
lambem parte das pessoas presas. Mais de noven-
ta pessoas sahira da cidadella, na noute passada
o foram conduzidas encadeiadas para o embarca"
douro do caminho de ferro de S Petersburgo e ex*
pedidas por aquelle mcio para o seu destino.
L-se no Courrirr des Etats Uns :
t E' sabido que ltimamente se suscitaram diffl-
culdades entre o governo hespanhol eo dos Estados-
Unidos em consequencia de alguns actos praticados
pelos navios de guerra da unio as aguas de Cu-
ba. Assegura-se que esta questao vae ser defer"
da arbitragem do rei Leopoldo ; pelo menos o
governo hespanhol, respondendo ao offerecimento
que lhe fez o gabinete de Washington, de submet-
ter a questao a um arbitro, declara que acceita a
proposta, e designou el-rei dos Belgas. Julga-se
que esta escolha ser confirmada pelo governo fe-
deral.
t A questao apresenta se nestes termos :
t O governo dos Estados Unidos pretende que as
necessidades da guerra exigem que a zona mar-
tima se estenda as cortes dos Estados Unidos at
a distancia de doze milhas, mas que nao existindo
a mesma necessidade a respeito da Hespanha, essa
tona deve, para a Cuba e outras possesscs hespa-
nholas, conservar-se no limito de tres milhas con-
sagrado pelo direito internacional.
O governo hespanhol nao contesta ao dos Es-
tados-Unidos o limite de doze milhas, que as exi-
gencias do governo tornam provisoriamente neces-
sario, mas insta que.aehando se a ilha de Cuba cer-
O Spectador exprime-se n'estes termos : Iog ;7yo7i7he pdTa^'maslim""poVquep^iLtrdVtV7bunaire esta nomcaclo maior ade em illusSes, a que prestava tanta f, como se escripia do pae o examinava as contas. Quando,
. As narracoes mais completas que esta manhaalpaIculavaas as do ^ i eslabelecen na p0icao social dos paes fo^m realidades Calculava com nao sabemos por acaso, encontrava algum credor refractario,
recebemos do Japo sao de tal natureza que revol- reconhecer nue esta somma renresentava T T 3ZHb ZS. iu R(1. l^tanTn que esperances n uns negocios muito embrulhados ,'>do Per era diligenciar o pagamento.
!L;llT:,"L.q T- 1P. f!.1 dasduasam.gas. Maderao.s.lla Bonin cont.nuava d h||ava vagamenl e Q Empregava zelo egual ae do carador em empolgar
a ser convidada para as reuniSes do presidente, e re8ul|ado fon,es ^^ de < ^ ^ a preza e ,slo tanto por goslo como por avidez de
mos.rava-sesatisfelaoat honrada com as pro- ficaria tom seguro o futuro de Agatha, mas quando' A morle inesperada do eslalajadeiro collocou
vas de particular amisade com que a sua amiga sso viesse a fa|harj conBava em a| fe|jz e hioro, j ento de maior edade, t*ste de urna
conlinuava a destingm-la. E ass.m devia ser: UCsperado acaso os tirara de apuros tanto a elle forl1u'ian0 "torior a unsoitenla mil francos com-
mademoisella Bonin nao tinha nascimento, e a C0Q)0 a sua fi|ha F c. prehendendo predios, movis, dinheiro e dividas
partcula du, que preceda o nome de sua amiga, iar,vas" .-..,
indicava que a familia du Portail descenda da| Estavam as censas n'este ponto, quando o acaso ^VTo^
nobre classe da magistratura. Icomo 1uo Querendo tornar verdicas as loucas es- nistrada por um hornera que possuia em gr'u emi-
v Hm.;0 ,. ,a i. a, Perancas do Sr. du Portail, conduziu a casa d'este nenie a arle de fazer render os capitaes. O velho
E, demais era publ.co por toda a edade que 0 8r. ,ldoro sorNer n ante d(J Pilllivier a procurador, que conhecia a muiU habildade do
o presidente do supremo nbunal insista perante pedir.lhc a Olha em casamento. Desde muito que """be, cosiumava dixer que um sold n>,uel-
a repartiQaocompetente pela licenja de poder usar ooirf, i,^.:.______,___ .... i,as. m.aos produza um franco.
as armas e o titulo de um tal barao Cesar du Por-
tail fallecido sem descendentes as colonias em Era e|i0 doudo de espirito amesquinhado e muito' ">
1814, depois de ter exercido o cargo de governa- dado demandas raro pasjava mez sem I ^m pois, a sua administracao por vender
.. *. /....j.i _. .------. ...,_ ^,r, a. i .' ; I e liquidar ludo em moeda sonante. Abandonou
tasse accao |udiciana contra algum rendeiro ou a estalagem c o escriptoro do palrao e alugou
Colombiere, para onde a senhora Sorbier se es-
forcava por attrabir |iessoas do grande mundo,
Quando Sorbier tomou conta da Colombiere,
concelieu o extravagante projecto de construir um
kiosqueaum canto do parque, de onde se avis-
(ava o Sena e as collinas de Marly.
O kosque, de architectura chineza, revestido,
por fura e por dentro, de ripas de dillerentes c.
res, foi edificado custa de muitas e formosas ar.
vores, que foi mister cortar, e, para cumulo de
desgraca, destoava c fazia um horrendo effeito no
meio do tanta magnificencia I Conduzia a esta
maravilhade arle urna ponte extravagante, cujo
modelo o Sr. Sorbier encontrou n'um biombo que
hava trazido de Pthivicrs.
A lal ponte, construida de travs amarellas,
asues e vermelhas, gritava desesperadamente por
entro os macissos tufos de verde-escuro, que a
rodcavam mas, assimmesrao, era a menina dos
olhos Jo Sr. Sorbier, que nunca deixava de levar
l os seus convidados, a quem dizia com entono
de triumpho : que lambem elle tinha embellesado
a Colombiere.
O gosto pelo genero chnez era o nico lado por
onde o Sr. Sorbier demonstrava a sua inclinacao
s bellas artes. Segundo elle, nada havia mais
gracioso nem mais sublime do que o gosto chinez
e especialmente em architectura, e cheyava a tan"
to o seu fanatismo, que, se no o retivera o terror
da despeza enorme e superflua, mandava pendurar
campanhas em todas as chamins da Colombiere
e cortar os terracos em toctos ponli-agudos e re-
curvados, moda de Pekin.
Todava, por muito vivo que fosse o seu prazer,
todas as manhaas, quando atravessava a ponte
para ir ao seu kiosque, a que elle dava o appellido
de Mandarina, nem assm poda soffocar a melan-
clica voz do seu interno sentimento. Quando
percorria o seu dominio, espantava-se de que o
amigo proprietario, depois de quinze annos de
maior edade, e sendo membro das assemblas le-
gislativas do seu paiz, tivesse podido resolver-se a
praticaractos de tanta prodigalidade. Deque ser-
ven) estas ar vores exticas, que tanto dinheiro
custaram ? De que servem as despezas feitas em
accidentar artificialmente 'o terreno, s para gosar
pontos de vista ? De que servem estas enormes
tacas de marmore e estas espacosas estufas atu-;esIc se?redo a s"a cara amiga Agatha no dia das
litadas do flores raras ? E ssta luxuosa relva, mais """P0"15 :
macia que o velludo ? E estas casas de touca- [ Havemos de ter um palacio, havemos de dar
dor sumptuosas ? E estas salas de banho ? Urna bailes ; tu has de ir passar comnosco parte d,> n-
alameda de tilias ou de acacias j era luxo de verno e eu l te hei de arranjar noivo.
mais um prado, cuja herva nutriente susten
o presidente conhecia o negociante, por ser este I izidoro tomou a peito provar qui a con-
um dos mais fiis e activos clientes do tribunal, clusao nao era exacta : um sold valia um es-
dor de Guadalupe no tempo de Luiz XVI, e de
cujobaro pretenda o magistrado ser o mais pro-
nimo prente.
Eslavam as cousas n'estes termos e nada amea-
cava quebrar a amisade que existia entre as duas
meninas, quando um velho normando, primo da fa-
milia Bonin, que havia dez annos se nao tinham
visto, falleceu em Pont-L'vque, onde tinha sido
negociante, e dcixou a Heloisa urna fortuna que
subia a centenares de mil francos.
O primeiro effeito d'esta heranca inesperada foi
surgir um enxame de pretendentes mo de ma-
damoisella Bonin.
Antes d'ella, nem um s a podio, depois appare-
ceram nao menos de cincoenta, e entre ellesosdas
melhores familias de Orleans.
Agatha nao fora das ultimas a felicitar Heloisa,
mas j o germen da inveja lhe fermentava no co-
racao. A presidencia do pae, a origem nobre, o
baronato raesmo, cujos pergaminhos eram espera-
dos com impaciencia, podiam acaso attenuar o ful-
gor de urna riqueza que suba a perto de um mi-
Ihao?
Agatha desceu do primeiro para o segundo pla-
no. Estava desde muito acostumada a convidar
Heloisa para as suas reunies ; agora era Heloisa
que a convidava a ella para os seus saloes, rica-
mente mobilados de trastes novos. Comparado com
elles, o quarto velho do presidente, semelhava o
proprietario d'aquellas cercanas. Era publico e' predio, composto de duas casas, separadas por um
notorio que Sorbier tinha juntado boa fortuna e! ^leo' com a* res',ec*ivas dependencias, tees como
arinazens, celeiros e tilheiros. tudo situado aos
que eslava em posicao de a augmentar anda mm- |ados de um jardim inculto. Foi ali que elle collo-
to mais. Ninguem ignorava tambem quanlo elle cou o centro da industria, a que desde muito dse-
era interesseiro e pouco dado a actos generosos.
Todos sabiam mais que o dinheiro era o seu deus
e que em todos os actos de sua vida consultava os
seus interesses, sem lhe importar se eram justos
ou injustos.
A proposte de Sorbier, feita sem prembulo*
e em termos tees que exigiam resposta, sur-
prehendeu o Sr. du Portail. Recebeu bem o
pretndeme, mas sera contrahir com elle ne-
nhum empenho decisivo, e dcixou a resposta
para o dia seguinte, porque desejava dizia
elle que sua (ilha dispozesse de si como lhe
aprouvesse.
Este primeira visite deu em resultado urna de-
morada conversa entre Agatha e o velho presi-
dente, durante a qual examinaran] a sua si-
tuacao com toda a verdade, como convinha entre
pessoas que nao tinham segredos urna para a
outra.
E nem a occasiao poda ser mais propicia :
O Sr. du Portail eslava n'este dia com o espirito
mais rasoavelmente predisposlo, porque soube-
ra n'essa mesma manhaa que um negocio, com
o resultado do qual elle imaginava reconstruir
vestuario usado de viuva octogenaria, confronta-' a sua deteriorada fortuna, havia desabado comple-
do com o elegante vestido de baile da joven du- lamente.
queza.
Seis mezes depois de (ao
magnifica Iransforma-
Mas acrescentou elle, logo depois de ler
communicado a sua fllha este nova decepcao
meus estilo tratando de um
cao, publicou-se o casamento de madamoisella Bo-' al8uns ami'50S meus es'30 ""atande
ninconiLeaoSabatier, filho do mais rico banquei- ;ProJecto 1ue deve Produiir lucros fabolosos e
ro de Orleans. E j se segredava ao ourldo que:dio"ine **** d'elle*; Pr,an,' Se qnt* '
es-
os noivos mam viver em Paris. Heloisa deelarou
perar.
O coracao de Agatha paree a querer despedacar-
trssc um.par de vaccas; um indo repucho de agua, I eo H .* m ^ y 7^7-!T*^ ..
...._ ?.' se- Haviam-se trocado os papis. A filha do juiz
do tribunal inferior tomava sob a sua proteceo a
lilha do presidente do tribunal superior. A beca
com cinco ou seus larangeiras em volta, nao cus-
lava muito menos e nao renda mais ? E que ne-
cessidade havia de gastar dinheiro em casas de
banhos, quando a poucos passos corra o Sena e
prodigalsava agua de graca a quem a quizesse t
Os quintes mil francos de cosleio annual eram um
pesadello que nem de noute nem de dia o deixa.
va em repouso. Quinze mil francos, que deixa-
vam improductivo um capitel de cem mil escudosl
To tristes lembrancas s no kiosque deixavam
de o flagellar.
preta do tribunal civil esteudia a mo toga pur-
purea do tribunal reglo. Heloisa, Mb nova do
que madamoisella du Portail, proroettia alcangar-
Ihe marido. Este primeiro vexame, que ferio Aga-
tha pelo lado mais sensirel do seu orgulho, foi o
preludio de mais profundo e longo martyrio. He-
loisa, tratando Agatha corno saa amiga preferida,
Agatha inlerrompcu-o; as chimeras do pae nan-
ea ganharam raizes no coracao da filha, e, per
consecuencia, eontcntoo-se com perguntar ac
pae se poda contar com herdar alguma cousa
d'elle, e o pae eonfirmou a sua idea, em que
ella esteva, de que provarelmente nada acharia
quando elle fallecesse.
Tambem nao oceultou filha que Izidoro Sor-
bier era falli de educaco e tinha urna presenta
pouco agradavel, e acrescentou, com sincera
emeco de pae, que em quanto elle vivesse faria
porque nada lhe laitasse, e que elle esteva anda
en edade de poder assegurar a sua filha urna se-
rie de annos tranquillos.
Tirado um exacto balanco da sua srmnco
compvehendeu Agatha bem claramente que pos-
Mas o que cansa va a trslesa do marido moli-
vava a alegra da mullier. A senhora Sorbier
passeava com delicias sombra das copadas arvo-
res c pisava com prazer os macios tapetes do re- sos chales decasimira, desenrolaram-se magnificas
porem tomando j certos ares de saperiordade,!suia "^ VrfS**te> coja duracao era mu in-
fez-lhe esgotar o calix ats fezes : sem um vesti-'ccrtar e um futuro apenas bascado na dtavi-
do, nem nina joa deixou de Hie mostrar. Os pre-'dosa P'0'66?^0 de un* prente em gran remo-
sentes de casamento foram exhibidos um a um e'10' chamado Closeau du Tailli, negociante no
miudamenle commenlados. Estenderam-se cusi-
va, que mios habis haviam estendido por aquel-
cada de ilhotes e de escolhos al urna distancia de j ies yosqUcs encantadores. Nao porque ella sou-
tres milhas da coste, a zona martima de tres mi- j besse comprehender a mysterosa magia e feliz
Ibas nao deve comecar seno da linha em que ter. i harmonia qae aos olhos se patenteavam, mas por-
mina aquella especie de cinto. O governo da unio que era scnhora e propfietaria de todo aquelle
relen5- conjunctodecousas,epodadzercheiadeorgulho,
mas com fingida modestia, a quem qur que a
visilasse : E o meu retiro !... Ella sabia vaga-
mente, por ter ouvido dize-lo, que a Colombiere
era situada n'um ponto admravel e possuia belle*
zas pouco vulgares, e tinha tido o bom senso de
conservar jardins e casas no mesmo estado em
que os achou. E porque mandava substituir flo.
res e arbustos seceos por novas flores e novos- ar-
bustos, semear relva no mesmo lugar em qae ou.
ira relva seccara, chegou a acreditar de muito
boa f que tinha sido ella quem arroter a Co-
lombiere, plantara arvores, abrir alamedas, Ozera
Havre.
Mauricio de Trcuil.
PRIMEIR.V PAUTE
111
(Counuaeao.)
A casa do Sr. Sorbier em Marly-le-Roi era urna
das mais lindas deste magnifico jardim inglez, a
que chamamos arrabaldcs de Paris.
Compunha-se ella de um s andar frente da
ra, com dous pavilho?, cada um na sua extre-
uiidade.
Um largo terraco, guarnecido de vasos de flores,
circumdava todo o edificio, e de distancia a dis-
tancia viam-se vastes estufas, nos intcrvallos das
quaes se clevavam, por cima dos taboleiros de
relva, numerosas arvores seculares, dispersas
umasj agrupadas outras.
Um parque de urnas trinta geiras semeada de
lamcdas, de xadrezes e de grupos de formosas ar-
vores, por entre as quaes circulavam cstreitas ras,
subia pelos lados de urna collina, cuja cumiada
ornava um bosque de carvalhos.
O Sena escoava suas aguas a duzentos ou tre-
zentos passos do edificio, e descrevia um circulo,
cuja graciosa curva a desapparecer por entre os
outeiros e os bosques, que, com seu perfil italiano,
dominam o aqueducto de Marly.
Nada havia sido poupado para fazer da Colom-
biere um dos mais eemmodos, agradaveis e ele-
gantes palac etes de todos quanlos ha as cercanas
-de Paris.
Ali tudo convidava ao passeio, tudo agradava
ajvista : abundantes aguas distribuidas com arte :
variedade de arvores agrupadas com simetra ;
profusao de flores em vasos e caixes, ou semea-
das em taboleiros e por entre a relva; o bem tra-
tado do jardim, cortado por frescos regatos e ca-
prichosas ras de verduras; quantidade de quar"
tos mobilados com gosto exquisito ; nada, emflm,
ali faltava.
Note-se, porm, qne o Sr. Sorbier em nada con.
correu para a creacao de todas estas magnificen-
cias ; apenas as pagou depois de as ter comprado
assm reunidas, a um grande de Hespanha, que
izera da Colombiere a sua habitacao usual nos
mezes que lodos os annos costumava ir passar a
%ris, antes que urna das revolucos, lao frecuen-
tes na sua patria, o trasformasse de nobre e inde-
pendente em homem de estado. Nunca o velho
egociante de Pithviers se decidira a fazer urna
Agatha meditou por minutos: oppostos sent-
rendas, vir*ram-se e reviraram-sc ricos enfeites,: mentos me refervam no- espirito. Que abatimen-
Tisitou-sc o quarto nupeal, abriram-se gavetas,' to, para, ella, casar com um commerciante de *i-
examinaram-se cortinados. Agatha voltou asua'rinhas, sem educaba e de maneiras vulgares-,
easa como que anniquiUada e agitada de tumul- quando- a sua amiga, tantos annos sua inferior
tuosos sentimentos, predominados pela inveja. conseguir por marido o mais rico- e o mais ele-
Apenas se achou s, deixou-se cahir sobre urna gante mancebo de toda a provincial Mas, por.
cadeira e derraman duas torrentes de lagrimas :
Agatha deixra de amar Heloisa.
Mas que sofTrmenlo nao foi o d'ella, quando,
das depois, ao dobrar o ngulo de urna ra, a en-
lameou toda um trer, que-corria a galope I Olhou
e reconheceu a Sr." Sabatier, que andava pagando
outro lado, o dinheiro de Izidoro Sorbier nao a ajur
dara a ganhar o terreno perdido e a salpicar tara-
bem de lama a sua rival?
O presidente nao tirava os olhe& da fllha e no
! jogo das feicfes lia bem claro os tumultuosos pen-
i smenlos que a agitaban). Cheireu. pausadamente
urna pitada de rap, e, saciulinda.com as ponte
visitas do casamento em carro descoberto, a qual, dos dsdos o que lhe manchava o- collele branco,
reconliecendoa tambem, coninuou para dianle, disse-a meia voz :
conlentendo-se com um leve areno de mito a Aga-
tha. A ilha do presidente desmamo de clera '
ra- der; pelo que a juizo, a viste dos processos que
Os salpiques de lama nao lhe sujaram s c. vestido,
fon7c's7e~dflcara casa, mVbilara quartos, e ador- camram-lhe tarabem no coracao. Na vespera per-
meca tranquilla sombra dos seus loures e como dora a amisadB 1ue sempre sentir por Ifcloisa, de
se tivesse levado felizmente a cabo orna terete nta0 om diante &c-* detestando,
extremamente espinhosa. E nao leve ella a des- A amargura o violencia d'este sentimento pro-
gramada idea de collocar quatro pessimas estatuas vinham da filha do presidente saber avahar ao
representando as quatro estacoes n'um dos ele- justo qual era a sua posicao. Nao tinha a contar;
gantes quadrados do jardim ?
O moleiro mais rico dque d a enlen-
viste dos processos que
ao tribunal, tem. de seu um bom
java darse.
A sua longa estada no escriptorio do procu-
rador Bernardo, a intimidade que linha com la-
vradores, rendeiros e negociantes de cereaes, que'
nos das de mercado, frequeniavam a estalagem
de seu pae, pozeram-no minuciosamente ao facto
das precises dos agricultores e do commercio de
relalho d'aquella localidade. Sabia, cem muito pe-
3uena differenca, a quanto montavam os haveres
e cada um dos propretarios de toda a provincia,
e com mais exactidao anda as sommas que cada
um d'elles devia.
Baseados os seus clculos n'esles conhecimen-
los adquiridos, fundn, com os seus proprios ca-
pitaes, urna casa de banco e de commisse. O
pessoal d'esta casa eram apenas dous empregados :
um era o proprio dono, que tambem corra com a
caixa, o outro um escrevenle velho, que entenda
alguma cousa do escripturacao de livros e traba-
Ihava como um criado de p descaigo : chamava-
se elle Pedro Griffaut.
No flm de sete ou oilo annos, era Izidoro
Sorbier o capitalista mais conhecido, mais temi-
vel e o mais rico de toda a provincia. Os seus oi-
tenla mil francos haviam multiplicado prodigiosa-
mente.
O pequeo gabinete gradeado de toscas e car-
comidas taboas, onde elle faza as suas opera-
ces eommerciaes, poda comparar-se ao centro
de nina teia de aranha grande, immenta, cujos
flos abrangiam boas vinle leguas em redondo.
Ninguem transpunha o limar da estreita ceta de
Caco sem deixar maior ou menor parle de pelle.
Citevam-se d'elle ditos de arripiar os cabellos;
por exempto : n'uroa occasiao, depois de longa
conversa com um rendeiro de Toury, ordeno ao
guarda-livros que lavrasse um recibo, no qual se
declarasse ter recebido aquello do Sr. Izidoro Sor-
bier a quanlia de ire9 mii francos, a qual se obri-
gava a satisfazer no praso de seis mezes e mais
os juros venado, na razie- de quatro por cen-
to ao anno. Os tres mil trauco foram contados
em boas especies, conferido e recebidos pelo ren-
deiro.
Depois que este se retirow, o velho caxeiro
nao pode deixar de exprimir a palrao o seu pas-
mo por urna generesidade to oppoela aos usos da
cas-a, ao que Sorbier, puxando petes suissas, e com
um gesto que lhe era familiar, qaaado tinha feilo
algam bom negocio, respondeu:
O caso todo esteva em que dte recebesse o
meu dinheiro; agora, que elle o- weebeu, pode
j(Ugar-se sem camisa!
feidoro Sorbier havia notado a tendencia que
teem o pequeos propretarios de pedw empresta-
do para satisfazer as rendas, e mate- anda para
comprar Ierras.
10 Cfn> gentil a mania dos lavradores em quere-
rem augmentar as terrae- que possueni.. que nao
raro vt-los lomar dinheiro- a mais d sete por
cento, para o empregarera em trras- que lhcs
rendemv o muito, dous e- meio ou tres per cento.
Feita a compra, ahi vimlevantar maidinheiro
para pagar os juros ; poueo'depois, vio pedir mais
para pagapos accrescidos.
Os jures cada vez mais augmenten., e se se do
um ou dbus annos de me colheitas, ei-loe arrui-
nados em pouco tempo.
Quantas veres estando Sorbier no esewpiorio
do procurador, nao viu, depois de todos os-recur-
sos esgoladbs, passar o penhor do poder do pro-
prietario pana o do mutuante ?
Izidoro nao esqueceu este observacao, breve
chegou a ser proprietario du nao poucas geiras de
muito boas trras, postas, requerimenlo seu, em
hasta publica e por elle rematadas.
A cenas senhor dos Itens. tratava de os vender,
logo que dsse com um comprador que nao tivesse
disponivel valor bastante para pagar tudo a di-
nheiro do contado : escolh(. o comprador,.effec-
tuava a venda, recebia a mor parle do preeo eon-
vencicinailo. e pelo restante passavam-lhe ~ letras
ou obrigaces prazo fixor com bons juro aug-
mentados ; no vencimento aawa a reforma sora ju
Comludo, o velfto e espirituoso magistrado fin-
ga que nada descoma va, e quejido a filha lhe per-
guntou quo causa attribuia o pedido feito por
Sorbier, respondeu-lhe com singela candura :
Talvea te tenha visto na missa.
O Sr. du Portail, conhecedor da dse de vaidade
que propria das muflieres, e de que a Olha nao
era isente, cntendeu que esta resposta mereca ser
acreditada ; e, domis, a honra de se- enlacar com
a familia du Portail nao poda explicar o passo
dado pelo ricasso Sorbier ?
Quanto ao negociante de Pithviers, esse bem
sabia que o codige prohiba que seu sogro podesse
ser juiz em causa que desde enlao llie pertencesse.
mas tambem sabia a muita influencia qne o magis-
trado tinha sobre todos os seu collegas, o contava
aproveitar-se dcsla influencia em todos os seus ne-
gocios.
O genro de um homem tao perito em jurispru-
dencia calculava que, auxiliado com as luzesdelle,
em cada vinte processos, os mais que perdera se-
ria um. E nao valia isto um bom dote ?
Sorbier neste poni pensava como pense o novo
mo, e, sobretudo, o do campo e das pequeas
povoaces, isto que os Juizes do sempre as sen-
lencas a favor de quem tem melhores prolecces-
0 Sr. du Portail bem conhecen as inten^es reser.
vadas de Sorbier, porm flngiu nao dar por ellas
e deixou cffecluar o casamento.
Quando Agatha seguiu o marido a Pithviers e
se inslallouna srdida habitacao onde sen marido
exercia, havia trezc annos, a sua industria com
avidez de ralo e economa de a bel ha, hava elle
augmentado o seu ramo de commercie de banca c
de emprestmos sobre penhores, com um noro ra-
mo, muito lucrativo, de diversas opera?oe em
trigose familias.
As informacoes diarias que lhe davam os lavr
dores de Beauce, e as observarles oculares que
fazia, pelas cercanas, as excurscs, a que fre-
quentemente se dava atraz do seus devedores, j
de invern no tempo das sementeiras, j na esta-
c3o das colheitas, tinham-lhe d e certo modo ensi-
nado praticamente o que a Iheoria lalvez nunca
lhe ensinasse, e menos com tanta exactidao. An-
teva, eom a possivel certeza, qual virla a ser o
resultado das colheitas, e as informacoes colhidas
sagazmente dos cultivadores, nosdias do mercado,
muito o auxiliavam a formar os seus clenlos.
Apenas comecou a especular neste genero, acos-
tumou-se a percorrer loda a provincia, e mesmo
parte das vizinhas, afim de melhor apreciar o es-
tado das Ierras e ajuizar da escassez os supera-
bundancia dos eereaes. Segundo o que se obser-
vava, assm diriga as suas operacoes.
Os lucros que lhe deram os primeiro enaaios
animaram-no a alargar as raas deste commercio.
Abriu relaces com as provincias productoras c
augmentou o seu commercio proporclo qne o
seu crdito e os seas recursos pecuniario tam-
bem aogmentavam.
verdade que havia muito quem grtasse con-
tra um semelhante monopolio, mas elle nao era
homem qoe se assustasseeom gritos, proseguteo
seu caminho, comprando farinhas e trigos bara-
tos e vendeado-os o mais caro que poda. Esse
que gritam, dizia elle, por inveja e por verem que-
Deus ajuda a quem trabaKla e vire com honra.
Logo que Agatha entrou na easa onde tinha de
viver, esttidou minuciosamente o usos eommer-
ciaes de seu marido, esemelnante aos insectos que
sobem s mais elevadas arvores, ajudados por nos
invsives, assm eMa conseguiu, ajodada por indi-
cios fugitivos, comprehender o meehanismo dos
numerosos e delicados negocies de sen marido.
Elle fallava pouco, e a este coslume, que poda di-
zer-se innate nelle, jantava-se anda o qne elle jul-
gava precaucao necessaria, de mo*s- tfx era diffl-
ea arrancar-lhe urna phrase meno pensada. Ti-
nha prodigiosa mcmomi que lhe punta diante
dos olhos os incidentes dos dos sene negocios e
di processos que tinha entre mos-? dia quanto
quera ao seu caxeiro por monosyllalkis. Para
os deus, urna cifra era o- resultado de longo cal-
cule-, urna palavra o resultado de complicado ra-
ciocinio. as conversas que todas- a manhaas
tinham, dir-se-hia que a palavras ha*lam sido
suppmmidas. E podemos afllrmar que o velho
Ghffauty primeiro caixeiro e-criado de lodo- o ser-
vico n casa Izidoro Sorbierr de Pthivier, nao
era menos silencioso do que seu patrio- r porm
Agatha anta muito bom senso, joizo recto1 e nm
espirito-positivo, qualdades estes que a ternavam
milito aprepriada para a vida oommerciak Se a
vaidadedeleito mais saliente-do seu caraoter
pode momentneamente illudi-ta acerca da cansa
porque Sorbier a pediu em casamento, a tflnaao
breve seeavaeceu, e perdida ella, applicon-se a jo-
ven esposa, eom pacienc ia egual a do raineiro
quando atine mina em rocha dura, a estudav o ca-
rcter do-marido e a modelar as- suas acews- pe-
lo pensar deHe. Nada a desanimou em to ridos
ensaios, despidos de todos os gozos proprio- da
mocdade.
O seu viver isolado e triste, nenvum tenue-nak
de prazer o- a legrava. Sustentava-a, porm, a. es-
peranza e > ventade pertinaz de poder vir a do-
minar por flm o homem invulneravel de qneade-
penda o sen futuro, e para o conseguir nao poa-
pou paciencia, habildade, docildade e persisten-
cia, condicSes to necessarias cerno certas para
obter qualquer triumpho.
A mesma-taetiea, com leve differenca, qpe a
mulhcr empregava para conhecsr o marido), em-
pregava tambem este para conhenera miilhen. O
requesito qje este homem, s vido de dinheiro,
mais querki-encontrar na mulher a-quem se ga-
ra, nao era > da sincera amisade, era o de- uiua
consocia que o ajudasse a accumular eapitoes.
ros anda maiores, e, por lii*s depois de instar com Quiz, poisresperimenter se a suaoompanheira era
tcm levado
milnao.
Agatha filou no pae um olhax
o disse-lhe :
vivo e profundo,
que mais ninguem a conheca, sera
Qual a mulher que quena possuir as mais ricas
joiascom condicao denlo as mostrar? A senhora
Agatha Sorbier, depois de conseguir ser castellaa,
quz tambem ter sua corto. Mas neste seu desejo
ex
Pois bem t casarei com o Sr. Sorbier, se meu
pae o leva a bem...
com dote algum, por que os poucos bens que ha-' No dia seguinte foi Izidoro procurar a resposta
intima nao a satisfazla viam la am desapparecendo de dia para dia, tanto' do presidente,
era mister patentea-la e offusear com ella os ou-. ^* improvidencia de seu pae, como pela vaidade ( Este> aponas 0 viu> disse.lhe .
tros. A felicidade que gosamos s comnosco, sem ncuravel do que elle era dotado. Todos os orno- AbraCe.mc, Sr. meu genro; pcrlenec-lhe a
felicidade ? 'omentos do seu emprego e os recursos que poda ma0 de minha filha.
tirar dos doteriorados restos da fortuna quo her-' .
dra, e tanto custara a juntar a quem lh'a deixou,! E conduzia- ao aP0Sen, de -ath*-
tudo era pouco para jamares e reunidos. Para N'este da de-apresentacae offlcial, trajava oSr.
sustentar este luxo exterior, sugeitava-se o pobre Izidoro Sorbier paleto acastanhado, rapado nos
nmfedeiWrlrirgMtoemmttafi **> presidente s maiores privafes. Mas pouco lhe cotovellos, collele de xadrez preto e cinzento, calca
va s vaidade hava um outro motivo que s ella importan que o seu jaoter usual fosse extrema- de ganga amarella, sapatos grossos, com carda as
sabia, mas qu nao escapara a um observador ^mesquinho, com tanto que os de fra que solas.
que se dsse atiento a prescrutar-lhe os pensa- convidasse para a sua mesa, a achassera coberte o presidente convidou-o a almocar, o que Sor-
mentos j das maii exquisitas iguarias. Infelizmente, sua fl- bier acceitou, porm primeira badalada do meio
... ,. Iha, herdeira da mesma mania, mais contribua a da levantou-se, pegou no chapu e na bengala e
Seumaridoignorava a existencia d^e^ despedu-se, porque havia urna partida de trigo
malconhecia sua eVosfdo que 'o viage'iro conhe- P0,r n3 ,er >" 1ne accender ^o, se nlo lhe para rematar em casa de um negociante do bairro
' 4, 7 n,M ,no toltasse o vestido novo para o baile ? Bannier, e elle por nada d este mundo quena fal-
ce as cidades que apenas atravessou. Para me- v rpmala(.5o
Ihor entendermos a exactidao do quo temos avan- Nao so conclua, porcm, em vista do retrato que. T am ..
cado, mister que retrocedamos a lempos pas-;deixamosestocado, queoSr. du Portail tivesse li-1 ""..""" nomem ae ,r. ,onge u,.se
j mitaiia iniiiiironoo. Mi aa. presiden to, vendo Sorbier caminhar apressado.
sades. mitaaa inteingcncia; pelo contrario, era tido, e
Na poca em que Agatha Sorbier ainda era sol com razao, pelo conselheiro mais ntelligente do Pois bem; segui-lo-hei respondeu Agatha
teira e viva em Loiret com seu pae, o Sr. Luiz lriunal> e aulorsado voto era considerado emente.
Vicente du Portail, juiz do supremo tribunal de 1uas'com orca de le. A sua rectidao, a sua mui- O pae abracou a filha.
Orleans tinha por amiga urna companheira de \,a '"ell.genc.a e vasto saber eram bem conhecidos Nesse mesmo dia se espalhou pela edade a no-
collegio' chamada Heloisa Bonin, fllha de um juiz no ministerio da justica, e telo-lo-iam telvez eleva- ticia de casamento.
de primeira instancia da mesma cfdade. do a magistratura suprema, se o seu viver sem Izidoro Sorbier contava enlao tr.nte e cinco
r economa lhe nao tivesse creado ombaracos pecu- annos, estatura regular, robusto, boas cores,
Agatha e Heloisa eram quasi da mesma edade, nar0Ij qe fazam receiar ao ministro qu9 vies- suissas crescidas, cabello cortado escovinha.
pois que aquella contava apenas mais um anno sem um da a nnUencar na inlegridade que at' Era filho nico de Pedro Augusto Sorbier, dono
ou anno e meio do qoe este. Tinham ambas egnal ent3o ^^ dem0nstrado. Este homem, que na' da estalagem do CataUo Branco em Pithiviers.
roda de relacSes, frequeniavam os mesmos sal5s, sna ^^ faia que 0 adrarassem pela assidui- Havia passado a mocidade no escriptorio de um
eram da mesma estatura e pareciam fadadas para dadCj rectidao, perspicacia e muito saber em di- procurador e entregra-se ao trabalho e ao estudo
viver no mesmo circulo. versos ramos, no que locava sua vida particular com todo o fervor de um espirito naturalmente
Una-as a mais intima amisade, qual mais deixava ir tudo ao som de agua, sem lhe importar inclinado cbicana.
tal como ene a desejava e propria a ajuila-lo por
meio dessas; qualdades, que as- filhas de vainas
casas burguezas de outros tempes-levavam era do-
te seus maridos.
Ao outro dia da chegada dcMtn a Pitlnvier.-, co-
mecou, pois, a expcrimenta-l:v, entregandolae o
governo daeasa. Porm o vemo-magistrado, que
desde muito conhecia o genro fazia urna perfeita
idea da sua. srdida avareza polo que tiuia visto
nos innmeros processos que pilan mos lhe haviam
passados. havia precavido a fllkaidos tacos-que elle
lhe armasse. Teve com ela uma-largacoriversaantes
de se separarem, o com a perspicacia de magislra-
Ldo que U claro nos coraces ainda dos aiais dissi-
mulados, descreveu-lhe o earacter do marido tal
qual na verdade era, e rematou com este conse-
Iho: leas de entrar por una porta muito baixa ;
se tentares Iranspo-la de frente elevaday quebras a
cabeca Car va-te, pois, e iiia leu marido.....O
mais'-com o tempo. Lembra-tc s que has de ser
senhora ou estirara, segundo te guiares com babili-
o imprudente comprador par-a-que solvesse a divi-
da, expropriava-o dos bens que lhe vender..
O primeiro ensaio deste- systema, fe-lo-elle na
propriedade do Camilo Brattco, de que se deslize-
ra depois do pae morrer.
O comprador, para mandar edificar na*as es-
tribaras e accrescentar una horta ao predio da
hospedara, tomou juras urna somma. nao pe-
quena ao vendedor.
Chegado o vencimento, nao pode pagan..
Izidoro onveio na refiurma, cuja somma foi
augmentada eom os jucos, comquanlo elles lhe
fossem logo pagos.
O emprestimo primanie foi um anno; as re-
formas nunca excederain a seis mezes. Accedeu,
por favor quatro ou cinco reformas, cada
qual mais onerosa, de modo que no veneimenlo da
ultima tomou Izidoro a tomar posse da estalagem
do CuruUu Bronco e nquideu vinle m francos de
inleresse liquido neste Iransacco.
Foi por este poca que, tendo elle sol I citado
uina penbora contra um devedor, era cujo prores- dade ou sem 1.1a.
so o meios de que se servir para levar o devedor | Agatha, ao ouvir o pae (azer-lhe o retrato do
ao estado de tcar sem camisa se patentera toda a marido, sentm calafrios, mas repelhu receios e
srdida avareza, foi ento, dizomos, que os ren- dominou-se. A recordarlo de que Heloisa a havia
deiros e negociantes daqucllas cercanas decerni- salpicado de lama deo-lhe animo heroico, e res-
ram Izidoro Sorbier a alcunna de Sorbier o pondeu ao pae, dando-me na fronte o beijo de-
lobo. E, com effeito, onde elle lancasse a garra, despedida:
dilacerava ludo, Seguirei os seus eonselbos, meu pae.
Mas fcil de ver que tao violente e usuraria' Apoiada as nstrueces doSr. du Portail, guo,
industria havia necessariamente de trazer comsi- da pela sagacidade, qne germina mais on menos
go quantidade de processos I no coracao de todas as muflieres, desmantelou ella
O capitalista de Pithiviers tinha, com effeito, a citada armada por Sorbier e fez al que ella, vol-
muitos e mui complicados. Lavradores, casei- vesse em seu proveite.
ros, correleiros e moleiros, defendiam-se com Se nao pode conseguir a extinecao da sua vida-
tenacidade, de modo que s os processos em que de, pelo menos sonbe impr-lhe silencio,
figurava o nome do usurario Sorbier, davam que j Ao transpr a porta da rasa de Pithiviers, pelo
fazer ao tribunal de primeira instancia ; deste su-1 braco de um homem, que durante todo o trajelo
biam por appellacao ao da segunda, e escrivae e nem urna palavra havia pronunciado, despojou-se
juizes admiravam-so da quantidade de processos: de todos os seus usos e costumes. Ixvou a mais
que Ihes fornecia o distrclo de Pithiviers. I severa economa a todas as despezas da casa -, a
Izidoro Sorbie ganhava-os quasi lodos ; mas,' tudo cerceou alguma cousa: fiscaliso as despezas
apezar da habildade que elle empregava, de fazer 1 de eosinha, e no fim do trimestre entregou liria-
todos os seus negocios a ceberto da lei, ou, para' mente ao marido cem francos, quo havia economi-
melhor dier, de toda a sua habildade, em dar-! sado da bem diminuta quota qne elle havia dado
Ihes apparencias de legalidade, l perda algum para gastos da casa,
de vez em quando. Pelo que vejo, ronbanmme?pergnnlou o
Da perda de um processo, que elle lgava marido,
bastante importancia, lhe nasceu a idea de crear I Nao,respondeu Agathamas desperdica-
um ponto de apoio no tribunal, e foi d'aqui que vam t
concebeu o projecto de se enlacar com roademoi-1 Estes cem francos, como que ronbados sold a
selle Agatha du Portail. Informou-se acerca da sold a gneros da primeira necessidade, conquis-
siluacao flnanceira de presidente, do qual j co- taram para Agatha a completa conflanra do ban-
nhecia a summa influencia no tribunal, e compa- queiro, e operou-se nelle lito inaudita revoluelo,
rando as suas riquezas com a pobreza do magis- que, levado de um movimento generoso, de que
trado, nao duvidou de que a sua pretencao tivesse em sua vida nunca havia dado exeroplo. quiz dar
bom despacho. J vimos que nao se enganou nos mulher o castelle de escudos que ella havia
seas clculos, mas tambem preciso saber-se que salvado.
o pedido da me de Agatha, por este homem, que
fcilmente acharia a filha de algum rico proprie-
tario de Beauce rom bom dote, nao enganou a
^perspicacia de Vicente du Portail.
(Continuarse-ka).
i.
PERNAMBUCO- TYP. Dg M. F. F. t FILHO.
.___ _


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