Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10253


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Full Text

1*
p I
**r
-><


* .
AMO XniXffMEBQ 273. .
Por tres mezes adiantados 5S000
Por tres mezes rencidos .- 6$O00

~
'-
SEXTA FEIRA 27 DE
DE 1863.
Por anno ?diantado. .
P*rte para o s''wipWr.
19S00O
3$000
i- m
DIARIO DE PERNAMBUGO.
ENCARRKGADOS DA SUBSCRIPgO NO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima'
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Brajja; Cear, o Sr. J. Jos de
Oliveira; Maranho, o Sr. Joaqnim Marques Ro-
drigues; Para, os Srs. Manoel Pinheiro & C; A-
mazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL
Alagas, o Sr. CUradino Falcao Dias; Bahia, o
Sr. Jos Martina Alves; Rio de Janeiro, os Srs. Pe-
reira Martina 4.Gasjiarino.
PARTIDA DOS ESTAFETAS.
Olinda, Cabo e Escada todos os dias.
Iguarassu', Goyanna e Parahyba as segundas e
sextes-feiras.
Santo Anto, Gravat, Bezerros, Bonito, Caruaru',
Altinho e Garanhuns as tercas feiras. i v~~ .. OT .....
Pao d'Alho, Nazareth, Linioeiro, Brejo, Pesqueira, 25 La cheia as 5 h., 16 m. e 20 s. da m.
Ingazeira, Flores, Villa Bella, Tacaratu', Cabrob,
Boa Vista, Ourieury e Exu' as quarts feiras.
Serinhem, Rio Form'oso, Tamandar, Una, Barrei
ros, Agua Preta e Pimenteiras as quintas feiras.
Una de Fernando todas as vezes que para ali sahir
navio.
Todos os estafetas partem ao '/, di.
EPHEMERIDES DO MEZ DE NOVEMBRO.
3 Quarto ming. aos 8 m. e 26 s. da t.
11 La nova as 4 h., 34 m. e 14 s. da m.
18 Quarto rese, aos 12 s. da m.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 2 horas e 6 minutos da tarde. '
Segunda as 2 horas e 30 minutos da manba.
PARTIDA DOS VAPORES COSTEIROS.
Para o sal at Alagas a 5 e 25; para o norte at
* kfan%A ** ^e ca(*a mez' ')ara Fernando nos
dias 14 tos mezes de jan. marc, maio.jul, seLenov.
PARTIDA DOS MNIBUS.
Here : do Apipucos as 6 >/2, 7, 7 Vi, 8 e
' de Olinda as 8 da m. e 6 da tarde; de
- Vj da m.; do Caxang e Varzea s 7
Bemira s 8 da m.
i : para o Apipucos s 3 Vi, 4, 4'/. 4 Vj,
, Vi e 6 da tarde; para Olinda s 7 da
. i Vi da tarde; para Jaboatao s 4 da ter-
Cactanga e Varzea s 4'/ da tarde; para
'-i da urde.
AUDIENCIA DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio: segundas e quintas.
Relacao: tercas e sabbados s 10 horas. -*
Fazenda : quintas s 10 horas.
Juizo do commercio: segundas s 11 horas.
Dito de orphos: tercas e sextas s 10 horas.
Primeira vara do civel : tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados a 1 hora
da tarde. -
DIAS DA SEMANA.
23. Segunda. S. Clemente p. m.; S. Cezimom.
24. Terca. S. Joo da Cruz c.; S. Chrysogono m.
25. Quarta. Ss. Erasmo e Mercurio sold. mm.
26. Quinta. S. Pedro Alexandrino b. m.
27. Sexta. Ss. Acacio e Facundo presb. mm.
28. Sabbado. S. Jacob da Marca f.
29. Domingo. S. Saturnino m. S. Illuminata v.
ASSIGNA-SE 9 I
no Recife, em a livraria da prara da Independencia
ns. 6 e 8, dos proprietarios Manoel Figueirea 6
Faria & Filho. $
PARTE GFFICIAL.
60YERKO DA PROVINCIA.
Conliniiaf.ii) d* expediente do dia 23 de novembro
de 18G3.
Portara.O Sr. gerente da companhia Pernambu-
ca mande dar transparte at o Acarac no primeiro
vapor que seguir para o norte era lugar de r des-
tinado passageiros de estado ao juiz municipal
do Sobral bacharel Joaquim Barbosa Lima, e asua
mulher, e de proa a urna criada do mesmo ba-
charel.*
24
Offlcio ao Exm. b.spo diocesano.Rogo V. Exc.
Rvm. se sirva de rtimetter-me at o ultimo de Ja-
neiro viudouro, algumas nformaces sobre o culto
publico na provincia, indicando ao mesmo terapo
suas mais urgentes necessidades para quo possam
ser levadas ao eoniecimente da assemblea legisla-
tiva provincial em sua prxima sessao.
Prevaleco-me da occasio para assegurar V.
Exc. Rvm. a continuacao de meus respeitos, estima
e consideraco.
Dito ao brigadeiro commandante das armas.
Declarando-me o director do arsenal de guerra em
offlcio de hontem, datado sob n. 162, que os sapa-
tos destinados ao 7' batalho de intentara devem
estar promptos no dia 25 do corrente; asstmocom-
munco V. Exc. em resposta ao seu offlcio de 20
deste mez sob n. 2173.
Dito ao mesmo. -Respondo ao offlcio de V. Exc.
datado de 20 do corrente sob n. 2172, declarando-
Ule que, segundo informou o director do arsenal de
guerra em data de hontem sob n. 163, Qcaro bre-
vemente promptas as divisas para inferiores, caitos
e anspecadas do 0 batalho de infamara, e bem
assimi que sero fornecidas asgravatas, logo que o
conselho administrativo tenha obtido as solas de
lustre, de cujo provimento est incumbido.
Quanto ao tordamente para a msica do referido
batalho, nesta data se solicita do Exm. Sr. minis-
tro da guerra a remessa para esta provincia do
ianno alvadio necessario para a respectiva manu-
actura, visto a falla que ha de semelhaute fazenda
no mercado desta praca.
Dito ao desemtargador provedor da Santo Casa de
Misericordia do Hicife.Remetta-me V. at o ul-
timo deJaneiro vindouro o relalorio do estado da
Santa Casa de Misericordia, bem como de todos os
estabelecimentos seu cargo, indicando as medi-
das que devem ser levadas ao conhecimeuto da as-
semblea legislar va provincial.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Transmiti a V. S. para os devidos efleitos a inclu-
sa relacao de 15caraJios pertencentes companhia
decavaliarta desta provincia, os quaes oram ven-
didos em hasta publica porseactaremincapazes do
servico.
Dito ao mesmo.Remello V;S. paraos fins
convenientes a inclusa relacao nominal dos reeru-
tas que durante a semana linda foram remettidos
ao quartel general com declaraco do destino que
tiveram.
Dito ao mesmo.Transmiti V. S. para o fin
conveniente, os inclusos attestados em duplcala,
que me foram remettidos com offlcio do brigadeiro
commandante das armas datados de hontem e sob
ns. 2192 e 2194 dos quaes consta haver Francisco
Xavier Correa Gomes apprehendido os soldados
desertores do 2 batalho de infautaria Jos Antonio
do Nasciraento, do 9* da mesma arma Virginio An-
tonio, e do 10? Manoel Fraucisco Pereira.
Dilo ao inspector da thesouraria provincial.
Transmiti por copia V. S. para ter execuco na
Ihe toca o termo do contracto celebrado
Circular todos os juizes de paz de todos os dis-
tricios da provincia. Haveado S. M. o Imperador
mandado declarar-me por aviso do ministerio do im-
perio de 20 de outubro p. lindo, que quando os t-
tulos dos pastores das religioes toleradas, de que
traa o art. 52 do decreto n. 3,069 de 17 de abril
ultimo, forem passados om lingua estrangeira, de-
vem ser apresentados com tradueco por pessoa
legalmente habilitada para ser aneado ovisto
uos termos do citado artigo, tanto no original como
no tradueco authentica, com declaraco de que
desta tradueco que se far o registro : assim o
communico a Vmc. para seu conhecimenlo e exe-
cuco.
Portara.Os Srs. agentes da companhia Brasi-
leira de paquetes vapor mandem dar transporte
para a corte no vapor Cruzeim do Sul, por conta
do ministerio da guerra, ao segundo cadete segun-
do sargento do quarto batalho de artilharia n
Jos Lourenco de Vasconcellos Chaves, que vai es-
tndar na escola militar.Communicou-se ao bri-
gadeiro commandante das armas.
Expediente do secretario do governo.
Offlcio ao brigadeiro commandante das armas.
Tiveram o conveniente destino os tres attestados
em duplcate, que vierara annexos aos offlcios de
V. Exc. datados de hontem, e sb ns. 2,192 e 2,194
os quaes ficam assm respondidos de ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia.
Despachos do dia 24 de norembro de 1863.
Requerimentos.
Bacharel Antonio Rangel de Torres Bandeira.
Informe o Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial,
Apomiano Jos de Mello.Dirija-se ao seu com-
mandante.
Joe Jos Pinto do Oliveira.Inofrme o Sr. ins-
pector da theouraria provincial.
Jos Al ves Barbosa, Informe o Sr. desembar-
gador provedor da Santa Casa da Misericordia
quanto mena/.
Antonio Marcello de Andrade. Dirija-se ao seu
commandante.
EXTERIOR.
A udiuinl.sf ra^ dos
crrelos
SIA HISTORIA K SITIACAO ACTUAL.
Segunda parte.
(Continuacao.).
III ()
Essa^rande forma do progresso social tinha co-
meeado* a manifsetar-se de m jBod modesto e
quasi imperceptivel. O facto de encarregarem-se
os estafetas ou expressos, que levara os despachos
da corte, das cartas ou pacotes dos particulares,
foi originariamente urna simples tolerancia, a prin-
cipio accidental, e depois habitual. l
Como, porm, esses primeiros crrelos nao tivfls-
sem da fixo para a partida, nem para a chegada,
ao passo que havia, especialmente depois do edito
! de 1576, una como regularidade relativa no ser-
vico das cartas pelos messageries, a vantagem de
rapidez do trajelo diminua milito. No princi-
pio a laxa das carias e pacoles expedidos de lem-
pos em tempos por esse meio reduzia-se a urna
gratidao voluntaria ao correo. Mas, medida -que
a organisacao da pesia se foi fortilicando, e as re-
lacoes se multiplicaran! entre as dilTerenles par-
tes do reino, os flseaes geraes da posta viram que
poderiam augmentar seus rendimeutos, propor-
prehendi- cartas. M. d Almeras, successor de Sul-
correnle para conslrucco da estrada compreh
da entre o engenho Bujary o a cidade de Goianna.
Dito ao cnsul de Frauca.Pelo offlcio que em
data de hontem dirgio-me o Sr. G. Isar, tico in
ly, como fiscal geral, foi o primeiro que estabele-
ceu correios, com das lixos de partida e de che-
gada, para Paris, Lyon, Bordeaux, Toulouse e Di-
teirado de que durante o lempo, em que estiver JS" ; ^ mesmo- ,emP creou nessas eidades esIa"
no goso dalicencaque Ihe foi concedida pelo seu ?f reccDca0 e "iistr.buicao, e connrmou e re-
solicita para sua viagem, a este acompanha.
Por esta occasio manifest ao Sr. Isari o nieu
pezar de nao 1er podido por achar-me incommoda-
do em ininha sade, receberpessoalmente as suas
olllcial desse servico, que tomou to ampio deseu
volvimento em nosso seculo.
E' tambem administrago de M. d'Almras que
remonta a origem das cartas seguras. Para dar
despedidas e a apresentacao que vinha fazer-me do i f" S^ft" ? l.ns,,lulVao da Psto? e P3'""'''"-
dito Sr. Imbert du CSemim que terei o praser de ?rme"te a ,dos correios ordinarios, o re, ou antes
que
em que
i praser
receber em outra occasio,
procurar-me.
Desejan lo ao Sr. Isari urna feliz viagem, reno-
Ihe aprouver i
! Richelieu, determinou em 1629 aos governadores e
aos outros funecionarios provincaes, que expe-
t dissem dessa data cm dianle por esse meio, e nao
vo-lhe os prote>tos de minlia distincta co'nsderacao' mais por exPress0S. a correspondencia offlcial.
c esii,na v J Para maior seguranca na expedicao dessa corres-
Diloao director das obras publicas.-Recommen-1 KSft os o"}"^? ,da Ps.la tBnam. obri"
do Vmc. que mande limpar mensalmente os pi-, ^M de l~SF de ?P"< '"en30 nos registros,
lares e mais fenagens da ponte entre o theatro e a i ou- comoen,ao se dina de os segurar.
ra da Aurora sobretudo n'aquclles fugares que
1 extendeu-se
. da Aurora sobretudo n'aquelles lugares que 0-w I e Puco aos particulares que
expostos aos lluxos e reQuxos das mares facilmen- mediante un supplemento de preco e formalidades,
te se oxvdam. 11ue tem variado conforme as pocas, desejassem
Outro'sim/convem que para a conservaco da! Par1ticiPar nos beneficios de urna vigilancia espe-
mesma ponte seja ella pintada duas vezes ao anno cia' na transmissao das cartas importantes
e iMir essa occasio recommendo-lhe queexami-1 Os melhoramentos introduzdos por M. d Alme-
ne a mesma ponte aparte prxima do caes da ras "nham .sldo acolhidos multo favoravelmenle,
ra da Aurora, qne segundo me consta tem abati-! masos parrulares nao julgaram a proposito aug-
do alguma cousa, apresentando-mc logo no caso de
ser preciso fazer-se alguma obra o oreamento da
quantia que se ter de despender.
Dito ao commandante do corno de polica.Ten-
do o soldado do corpo sob seu commando Apomia-
no Jos de Mello concluido o lempo, do seu enga-
jamento como consta do seu offlcio n. 474 de 23 do
mentar a gratificaco voluntaria do porte das car
tas. Os propostos do gem (nova denominaco
dada desde 1608 ao encarregado da direccao su-
perior) descontentos com essa falta de reconhec-
mento da parte do publico, comecavam de autori-
dade propria a alterar as laxas, e que deu lugar a
militas queixas. Representavam ollas que os par-
"corrente, pode V. S. mandar dar-lhe baixa quando tic^lares deveriam por molu proprio de equdade
requerer. augmentar a laxa em razao das dospezas que havia
Dito ao mesmo.-Pode V. S. mandar dar baixa e*'>'i ao soldado do con-o sob seu commando Antonio Pr.mei t>s quaes as cartas e pacotes chegassem
Marcello de Andrade, sendo este substituido pelo ma'? prompta e regularmente que ontrora. Ter-
uaisano que offerece Joo Joaquim Bezerra visto se-h'a P'1ldo WP'"' 1"e ejn consajuencia desse
ter sido julgado para isso apto, como consta do at- melhoramcnto, o numero das correspondencias,
testado junto ao seu offlcio n. 476 desta data "nl,a ^mbem consideravelraente augmentado, que
Dilo ao director geral interino da instrucc.io pu- sese pa^ava a mesma "sa de cada vez' em c?m"
blica.Remella-me Vmc. at o ultimo de Janeiro pensacao pagava-se mais frequentemente ; muitos
vindouro urna exposico circumstanciada dos neg- annos' Pprem-,inl,a,n a""la.d decorrer antes que
cins ila repartteio a seu cargo no decurso do pre-
sente anno indicando os melhoramento e reformas
que entender convenientes e as medidas para effee-
tua-la a llm de serem levadas ao conhecimenlo da
assemblea provincial na sua prxima reunio.
se puzesse em pratica os verdadeiros principios da
materia. Basas questoes nao podiam ser resolvi-
das seno com o estabelecimento de urna tarifa,
como se dava com as cartas, anda confiadas aos
mensageiros regios e aos da universidade. Foi o
Dito ao inspector da sade publica.-Coavif' ^e promptamente coinprchendea M. d Almera*.
que Vmc. me remeta at o ultimo de Janeiro vin- 1,ue na? achou d.fflculdade em fazer com que fosse
Jouro urna inrormarao circumstanciada do oslado atocha ^ ld'a Por ",ni "'"'sir qual era Ri-
"an.tario da provincia. ,<*" 'K"'vt,r,udc *" 'nherentes a
Dit.) ao inspector da sade do porlo.-Convm seu r:!rg0' M' t'Ahneras fez um "gulamenlo da
que Vmc. me remella at o uKimo de Janeiro vin- ,a*a do Prle das "J" P^los, e ordenou a
douro una informac.io circumstanciada do estado Mu? preposlos que o observassem inviolavelmente,
sanitario do porto desta cidade no corrente anno. prohihindo rigorosamente que ex.gissem ma.ores
Dito ao commissario vaccinador provincial.- dre"^.. Tintan, nicamente a perm.ssao, que
Convm que Vine, me remetta at o ultimo deja- "I"6" ,0,'"do Pr *uas Proprias raaos, de
neiro vindouro um mappa dos individuos vaccina- receber as gratiflcacoes suppleraentares que Ihes
dos durante o anno corrente, expondo ao mesmo (*) Por engao declarou-se na 2* parle deste
lempo o que Ihe occorrer acerca da propagarn da artigo, hontem, ser ella a sua eoncluso.
vaccina nos differentes municipios da provincia, t A rtdaecao.
quizessem offerecer. Essa primeira tarifa da posta
de cartas, franceza, de 2o de outubro de 1627 ;
nao tem sido encantrado o respectivo texto, mas
fcil recompol-o, separandoo quauto de mais
addtcionandoao antigo direitosegundo as pro-
prias expressoes do prembulo do novo < regula-
mento geral feito pelo rei em conselho, no anno
de 1644, roas que nao foi registrado, e por eonse-
Suencia nao se poz em execuco seno em 1855.
presentamos o texto integral desse prembulo,
que nos parece peremptorio :
Regulamento geral feito peto rei em conselho es-
tabelccendo a taxa que sua magestaie qur e enten-
deque deve ser cobrada pelo porte das cartas e pa-
cotes remettidos pela posta, e pelos correios ordina-
rios, comprehendendo o quarto de mais concedido
por sua magestade os cargos de fiscal, pesadores e
taxadores do porte das cartas e pacotes, creados
pelo edito do mez de dezembro de 1843, e o antigo
direito conforme o respectivo regulamento.
Fazen lose deduccao do quarto, v-se que segun-
do o regulamento primitivo as cartas simples de
Paris a Lyon, Macn, Cleroort Ferrand, Nantes, e
reciprocamente, deviam pagar 3 sidos em lugar
de 4 ; as de Provence e Languedoc 6, em lugar de
8, e assim por dianle. Esta tarifa, graduada con-
orme as distancias, soffreu mais de urna alteraco,
1 durante os dous nlrmos'seeulos; mas apenas ha
poucos annos houve mudanca no seu principio
fundamental. A questo da posta, cuja importancia
augmenta todos os dias, attrahio vivamente a al-
tenco de Richelieu. Os diversos ensaios de regu-
lamentaco administrativa, que elle fez a este res-
peno, fornecem historia curiosos exemplos das
impossibilidades de encontr s quaes vo naufra-
gar os mais poderosos genios quando nao prestara
bastante attenco s circumstancas. Ver de muito
alto e de mui longe, de rerto um grande, mas
pengoso, previlegio ; expoe quem o possuc a con-
fundir o desejavel e o possivel, e a desconhecer as
difficulda les que por serem transitorias, nem por
isso deixam de ser inevitaveis. Richelieu advinha-
va, melhor que nenhum de seus contemporneos,
o futuro social e finaneciro da poste, quando eiu
1630 tentou estabelecer em todo o reino urna or-
ganisacao, da qual certos pormenores deixam de
ver claramente e syslema actual.
Estudando-se com cuidado o memoravel edito de
11630, encontrar-se nelle visiveis signaes de pre-
oceupacoes de diversa namreza. Richelieu consi-
. derava ao raesmo tempe o interesse da naco, o do
governo e o seu proprio interesse. Talvez fosse
conveniente inverter esses tres termos para apre-
ciar exactamente sua importancia relativa no pen-
samento do grande ministro. Era primeiro lugar,
elle reputava imprudente, considerando sua segu-
ranca no meio das divergencias com a rainha-mi,
e a tranquillidade do poder soberano em geral,
deixar ao arbitrio do um so individuo a direccao
exclusiva e suprema de todos os meios de locomo-
co, e de transmissao de cartas, em todo o reino.
Por isso.conservando o ttulo c as funecoes de supe-
rintendente geral da posta, julgou conveniente ds-
trahir de suas attribuicdes tudo oque dizia respei-
to ao transporte e distril.uico da correspondencia
publica e particular que dividi por nimios flseaes,
denominados conselkeiros mestres dos correios, es-
tabelecidos as generalidades de Paris, Orleans,
Saissons, Lyon, Grenoble, e em quinzo outras ei-
dades das mais importantes do reino.
Creou ao mesmo tempo seis cargos especaos,
com o mesmo titulo, para a correspondencia es-
trangeira coma faculdade de seguir e de renovar
os contratos anteriormente feitos por M. d'Almras
com os geraes e correios, chefes da poste estran-
geira, e formar outras, quindo fosse necessario.
Esses mestres dos correios eram obrgados a man-
_ ter a sua custa em todas as ditas estacoes estebele-
"cdas, e que se tivessem de estabelecer, preposlos
e distribuidores em numero sufflciente___> pelos
3uaes ficavam civilmente responsaveis. Tinham o
ireilo de estabelecer---- um numero sufflciente
de correios dos ordinarios em todas as estra-
das da poste, para levarem de da,-ou de noite,
a correspondencia do estado e a do publico a to-
das as cdades do#interior, e pracas fronteiras, com
a condicao porm, de n.io gastarem mais de urna
hora em cada poste durante os sete mezes dos
| maiores dias, no vern, e hora e meia nos cinco
mezes dos dias mais pequeos, do invern, sob pe-
na de serem privados de suas funecoes os mestres
dos correios, e mesmo de urna punico exemplar,
se o estado soffresse algum prejuizo cora a infrac-
eao a essa ordem.
Para facilitar-lhe a execuco, todos os mestres
da posta do reino, eram obrigados individualmen-
te, a fornecer a montara necessaria ; os emolu-
mentos que clles entao recebiam por intermedio
dos recebederes geraes de finanzas, eram destina-
dos a garantir esses fornecimentos de cavallos, ao
reembolso do que honvesse sido individualmente
exigido dos correios, alm das taxas reglamenta-
res ou das despezasque tivessem sido obrigados a
fazer pessoalmente, era consequencia de negligcns
cia ou mterrupco no servico da posta de cavallos,
! etc. Muitas dessas coneepcocs, to ousadas quanto
engenhosas, parecem levar-nos de um jacto ao se-
culo XIX. Acha-se nellas muite semelhanca com
a organisacao das nossas modernas reparticoes de
postas provincaes, cora a do servico das mala-pos-
tes nos ltimos annos, e emflm, em relacao a um
dos principaes ramos do servico no systema ad-
ministrativo actualmente adoptado, com a da cor-
respondencia interior e estrangeira. (1)
Mas essa miragem da actualidade disspa-se
vista de outras disposicocs em que se revella, ora
as imperfecoes da poca, ora as decepcoes do ge-
nio que exige de seu lempo mais do que este pode
dar. Esses correios, portadores de cartas, cujo
servico o grande cardeal procura acelerar, nao
partera anda seno duas vezes por semana.- Para
indemnisaco das obrigaces que elle impunha a
seus mestres correios ahandonava-lhes integral-
mente, e como heranca todos os direitos e emo-
lumentos que provinham do porte das cartas dos
particulares que erara recebidas em suas cstecSes,
e as que existiam, ou tinham de estabelcer-se na
extenso de suas circumscnpcoes, fosse qual fosse
a quantia a que esses portes se elevassem. Tanto
certo que os mais esclarecidos espirites mal pre-
viam o prodigioso progresso das communicaedes,
ea possibilidade de urna percepeo immediata
pelo estado das riquezas que deviam brotar dessa
mina cnto apenas explorada 1
Havia, porm, na concepcao de Richelieu um
vicio insustentavel, era a posicao anormal em que,
elle havia collocado o superintendente da poste.
Tirando-se a esse funecionario a principal fonte
de sens emolumentos, o porte das cartas e pacotes
deixava-se-lne o encargo de descubrir e processar
as infraccoes e irregularidades do um servico cu-
ja direccao J Ihe nao pertencia. Era um encargo
muito scmelhantc ao dos modernos inspectores
geraes, mas especialmente n'esse ponto tinta Ri-
(1) Annuario da posta, pag. 31.
mais que
helie*|rtempestivamente caminhado
seu seefcle.
O resultado pratco dessa innovacao nao corres-
pondeu a espectativa em poucos mezes a ad-
ministracao da poste anarchisou-se, nao so por-
que os superintendentes nao eram mais directores
das sartas e estaeees, e assim nao tinham nenhum
intereaseip cuidar n'isso, como por causa da falte
de autorifede e de poder dos mestres de correios
sobre os rflcslres da posta. Richelieu reconheceu
em breve que tomara urna direccao errada, ou,
pelo menes, que ninguem o poda seguir ; e deu-se
pressa em retrogradar.
Assim o edito de 1632 restituio ao superinten-
dente geral a direccao suprema de ttfdo o que dizia
respeito ao servico das cartas e o produelo desse
servico, i afim de que, residindo na mesma pessoa
toda a antoridade e direccao, podesse ella mais
fcilmente responder pelas faltas.
Entretanto Richelieu proeurou manter o que em
seu plano Ihe pareca mil e praticavel; assm o
superintendente geral teve a faculdade de conser-
var, aa\ sua responsablidade e em proveito pro-
prio, -f fraccoes do servico das cartas, sustentan-
do e <#Mmdo para esse fim fiscaes provincaes.
Desejsriamos poder limitar a essas reformas
mais ou menos acertadas a parte que tomou Ri-
chelieu na instituirlo da posta, mas somos forca-
dos a accrescentar que urna tradicao antiga, e que
nao parece inteiraraente desprovida de fundamen-
to, Ihe deu a triste honra de ter autorisado, em ne-
me da razao do estado, a pratica frequeme do que
Beaumarchais mais tarde denominou, em sua ce-
lebre comedia, o amoleciraento do sello.
Sem du vida tem-se exagerada a frequencia desse
uso na antiga monarchia, mas havia muito que
elle exista. Muitos trechos das cartas de Madama.
deSevign alludem claramente a isso, e o testemu-
nho formal da aia de Madama de Pompadour ( Ma-
ma Hausset) prova que a violarn do segredo da
certas cartas, que nada tinham de polticas, servio
mais de urna vez curiosidad depravada do real
amante da marqueza. Por urna anomala estranha,
e todava muito commum, a indisenro criminosa
que sem escrpulo julgava-se m alto licite, era
severamente reprimida e castigada, quando prati-
cada por ; gentes subalternos nao autorisados ou
particulares.
De Richelieu at Louvois a instituco da posta,
a pezar tas hesitacoes e desperdicios, conservou-se
em va de progresso. Todos os actos da autoridade
durante esse periodo teodiam a favorecer, e con-
solidar o monopolio da posta quanto ao transporte
particular, transporte cuja importancia financeira
augmenta va de anno para anno.
Tratva-se de desembaraca-la da concurrencia
activa dos mensageiros tanto "regios, como da uni-
versidade, concurrencia que tinha a seu favor urna
posstvtmrnhr, e a modicidade do preco. Foi urna
ltta judiciaria das mais animadas, e fecunda em
peripecias. Os mestres de correios perdiam quasi
sempre suas causas no parlamento, fiis defensores
das praticas lcaos.
Para assegurar o triumpho legal do monopolio,
fra preciso mudar o campo do debate, e avocar
para o conselho do rei todas as questoes desse ge-
nero ; e o nico meio equidoso e seguro de extin-
guir a concurrencia sena legitimar o monopolio,
facilitendo-lhe por meio de sacrificios moment-
neos, os meios de juntar vantagem da celeridade
o da economa ; mas tees ideas nao encontravam
apoio na pratica administrativa desse tempo.
O edito e a nova tarifa de 1643, em lngar de re-
duzirem o porte das cartas, augmentaram-o com a
addico de um quarto destinado a occorrer s des-
pezas com os novos cargos de fiscaes, pesadores e
texadores de cartas, cuja creac.o, segundo dizia-
se, tinha por fim reprimir as ialversacoes e abu-
sos que se davam no servico, e em substancia nao
era mais do que um expediente fraanceiro. Essa
caresta fortiticou a concurrencia, e o servico nao
melhorou, porque os mestres de correios de-
rara-se pressa em compensar, ou, como entao se
dizia, em endireilar esse cargo cujo exercico os
constrangia, e se achavam por lira de contes sen-
tos de qualquer fiscalisaeo, tudo era beneficio da
taxa addicional
Para remediar esses abusos, e ao mesmo lempo
para fazer brotar alguns novos recursos dessa mi-
na fao mal explorada, o edito de 1653 supprimio
os cargos creados doze annos antes, e snbstituio-os
por qualro conselheiros-intendentes-commssarios
geraes, com o ordenado de 30.000 libras por anno,
encarregando-os da taxa addicional. Ao mesmo
tempo ordenou-se que se vendesse de novo os car-
gos de mestres de correios, cuja immutebilidade
tinha sido tantas vezes garantida por editos < per-
petuos e irrevogaveis. >
Nao se pode fugir a urna como indignacao satu-
rada de tristeza, vista desse deploravel'procedi-
mento de Mazarino, que procurava com expedien-
tes de m f o que urna administraco equdosa e
inteligente Ihe teria dado com mais seguranca.
Havia entretanto urna categora de concurrentes
do monopolio postal, contra o qual veio em diver-
sas occasies naufragar todo o vigor das restric-
coes, e prohibicoes do conselho. Referirao-nos aos
pequeos mensageiros da universidade.
Desde o anno de 1833 esta, abandonando emfim
o rigorismo de seus antecedentes, e reconhecendo
que no ponto-a que as cousas haviam chegado, era
um verMlogro ileixar os procuradores abarcar
todo o betleRc i o de suas messageries, tinha decidido
arrenda-las directamente em seu proveito : impor-
tantes e honrosas consideragoes constrangeram-a
a nao deixar por mais tempo improductivo esse
recurso. Por um lado, era preciso que esses car- j
gos de manutencao custosa, e muito rendosas, fos-
sem dados, como outr'ora, sub titulo paupertatis ;
por outro, a abertura do collegio de Clermonl (mais
farde collegio de Luiz o Grande) tinha prejudicado
muito a simarn dos professores e regentes da
universidade, conservaco dos quaes nao baste-!
vam, como outr'ora, as gratificacoes voluntarias
dos estudantes.
Foi para occorrer a isso, e favorecer o progres-1
se da instrueco gratuita, que a univerdade deci-
dio-se a arrendar suas messagereis, destinando o
producto desses arrendamentos subvencao dos
regentes e escolsticos. Declarou-se que esse des-
Mm seria perpetuo, e essa perpetudade, cumpre
dize-lo pira honra da universidade, foi de melhor
quilate do que a das decisdes do conselho. Apezar
do augmento do preco dos arrendamentos, nunca
esse ramo de renda foi desviado de seo respeita-
vel destino, at o dia em que dfliappareceu com a
propria universidade no cataclysma revolucio-
nario.
Toda a estrategia judiciaria dos mestres d cor-
reios cabio por trra diante desses mensageiros.
Em umitas occasies as decisoes do conselho pa*
receram dar ganbo de causa ao manopolio, espe-,
ciahnenti! a de 1640, que de fado annulloa a con-
currencia, restringindo esse serjtfo funeco or- ]
Binaria do transpone de professares e estudawes. i
Mas essas victorias tinham sempre a seu dia de I
amanha; a universidade apparecia como garante nando-se-de aceitar o tifulo de seu presiden.? ho-
I de seus rendeiros, e sua intervenco nunca deixa- norario.
va de acarretar urna nova deciso que rehabiliteva Sala das sessoes do Instituto Arrheokgiff e
e confirraava plenamente todos os direito^e privi- Geographimco Pernambuco,6 de novembro de
1863. Witruvio Pinto Bandeira.
legios da filha primognita dos reis de Franca
e de seus successores.
Cansados desses assaltos inuteis, os mestres de
correios tinham acabado tambera por arrendar o
servico universaro, de que haviam distrahido o
porte das cartas, sublocando as funecoes de pura
messagerte. O mesmo expediente empregaram para
extinguir a concurrencia de diversos casos de mes-
sageries regias.
A autoridade proceda sem escrpulo a respeito
dos mestres de correios, certa de que nao chegaria
nunca a arruina-los ou a desgosta-los, e que em
consequencia do augmento constante da renda da
posta, os novos cargos offereceriam um beneficio
eventual muito grande para que os ex-titulares res-
gatassera seus offlcios ou fossem fcilmente substi-
tuidos.
O governo favoreceu esse augmento de renda,
tomando systematicamente o partido dos agentes
do monopolio postal, em suas lutes diarias com a
concurrencia, e, como as exageracoes de um mo
syslema conduzem rpida e seguramente ao absur-
do, chegou-se ao ponto de querer obstar, e fazer re-
citar os progressos j realisados, quanto a celebri-
dade pelos differentes servicos das messageries.
Nao s em diversas occasies reduzio-se o nu-
mero das partidas, mas em 1661 determinou-sc-
lhes formalmente que viajassem com espago de
24 horas, e sempre nos mesmos cavallos. E' certo
que estas inqualificaveis prescriproes tinham por
fim proteger nao s os inleresses dos agentes do
servico das cartas, como tambem os dos mestres
da poste, que por forca das cousas Ihes eram inti-
mamente ligados.
5 As perturbacoes da Fronde, tinham produzido
grande desordem no servico geral da posta. Per-
I turbaces de outra natureza, mas cujo resultado foi
idntico, deram-se em urna das mais brilhanles
pocas de nossa historia, c da maioridade de Luiz
XIV. Durante algum tempo os mestres da poste do
reino, tornaram-se litleralmente, como no tempo
de Luiz XI, < mestres de posta da estribara do
rei.
Os correios, portadores de cartas, foram obriga-
dos, por deciso regulamentar, a carregar e dcs-
carregar sua montara de hervlhas verdes e la-
ranjas para as ceias particulares de Sua Mages-
tade.
Em 1662, as requisicoes extraordinarias de ca-
vados para conduzir a Fontainebleau os trens da
corte tinham por tal modo desprovido a poste, que
em muitas estradas nao havia mudas, e o servico
dos viajantes e das cartas achava-se desorgani-
sado.
Muitas postas do campo este vam vasias, nao obs-
tante as reclaraaroes feitas com toda a paUieidade
possivel nessa poca, e especialmente as predicas
das paroehias, de isences de tributos (tailles), e
outros privilegios inherentes a esses cargos. Alguns
annos mais tarde, urna tentativa para submetter
talha os mestres da posta, acarretou anda des-
ordem ; e foi preciso renovar logo as antigs isen-
Entretanto a attenco de Colbert, e dos Louvois,
alternadamente investidos do cargo de superinten-
dente da poste, nao se tinfla intilmente dirigido
para esse ramo importante do servico publico. Re-
, conheceram ambos que tal anarchia nao poda
durar ; que no interesse do rei e do publico cun-
pra liquidar o passado, e regular o futuro. Pare-
ceu-lhes que o remedio mais apropriado s neces-
sidades da poca era a applicaco poste do sys-
tema geral de arrendamentos, ento muito em voga
de que a universidade havia recen teniente e com
feliz xito, feito applicaco s suas messageries.
E' certo que a nova organisacao exiga, como
medida preliminar, a suppressao dos mestres de
correios ; e, posto que estas tivessem page e mui-
to bem seus cargos, nao era isso um obstculo
| para Luiz XIV.
Em 1662 supprimio elle esses cargos, chamando
a si o porte das cartas e pacotes, mas reservou-lhes
I o gozo das mesmas vantagens de direitos durante
os doze annos seguinles, para assim reembolsa-los
do tributo de seus cargos.
Este ultimo compromisso nao foi mais respetado
i que os precedentes; entendeu-se que em cqpse-
I quencia do progressvo augmento desses servicos
i os possuidores deviam achar-se mais que indem-
nisados, em 10 annos : e no mez de marco de
O Exm. presidente declara, que apezar de reco-
nhecer a materia da indicaco de ordem tal a nao
poder eixar de merecer a acquiescencia de Insti-
tuto, cora ludo.a subraeltia approvacao do mesmo
como era dos estatutos.
E votada e approvada unanimente, sem debate.
Esgotadas as materias, levantada a setaT
A sociedade theatral Melpomone d o'l
pectaculo de inauguraco no dia 1* de del
prximo.
Deixou de ser hontem julgado pelo jurf '*
reo Manoel Barboza do Nasciraento Siqueira Ca,
valcnti, segundo annunciamos em nossa reviste,
por haver sido remettido para o termo de Cimbres
de ordem do Dr. chefe de polica afim de ser ah
julgado por crime de tentativa de morte, em que
fora pronunciado.
Dando-se lugar ao juicamente de outro reo, /oi
conduzido barra do tribunal Manoel Paulino Ra-
mos, indiciado como co-autor do roubo commetti-
do Bemardino Jos Leito era sua casa ra da
Roda n. 54.
Dous dos reos implicades n'este mesmd pegis-
so haviam sidoabsolvidos anteriormente na um
te sessao, restando anda outros por serem ,
gados. i
Sorteiou-se o conselho de sentenra que de,
algumas recusaces compoz-se dos seguinf
nhores juizes de facto :
Francisco Lucio de Castro.
Joaquim Bernardo dos Reis.
Jos Alfonso Ferreira.
Antonio Egidio da Silva.
Jos de Barros Correa Sette.
Vicente Licinio da Costa Campello.
Faustino Jos dos Santos.
Joo da Silveira Borges Tavora.
Dr. Joo Honorio Bezerra de Mcnezes.
Thom Carlos Piretti.
Dr. Docdoro Ulpiano Coelho Catanho.
Joaquim Pedro dos Santos Bezerra. .
Preenchidas as formalidades legaes, e em vista
das respostes dadas pelo jury aos quisitos que Ihe
foram propostos, o Dr. juiz de direito publicou a
sentenra pela qual absolveu o reo e condemna as
custas municipalidade.
I.evan!ou-se sessao por 2 1|2 horas da tarde.
O Dr. juiz municipal da segunda vara, Aran-
jo Barros, compareceu hontem ao tribunal do jur\,
e apresentou os seguintes processos devidamente
preparados.
Autora a justie.i publica.
Reo Manoel Juvencio Bezerra de Menezes, pro-
nunciado no artigo 201 do cdigo criminal e alian-
cado.
Autora a juslio publica.
Reo Antonio Jos Alpieri, pronunciado no artigo
193 do cdigo criminal e j urna vez absolvido pelo
tribunal.
Foi ante-hontem o espectculo em beneficio
do empresario do nosso theatro, o Sr. Coimbra,
passando o Santa Isabel por urna verdadeira ova-
vo nessa noite esplendida de enthusiasmo, que re-
salteva de tudo e de todos que all se achavam.
Com effeito, era para ver as emoces que se es-
tampava em todos os rostes pelo bello da concepcao
do drama e pelo bem que foi elle comprehendido e
desempenhado pelos primeiros caratteres. O Sr.
Germano no papel do veterano ou do 29, deu a
copia de si a mais briltante ; e urna vez anda
mostrou ao publico, que vido o aguardava, que
era o mesmo actor que sempre dominara a scena
pernambucana com a sua mestria, que de novo
manifestada no nosso palco, receben tambem de
novo as provas inequvocas de seu reconheci men-
t nesses applausos espontneos, nessas nuvens de
flores cora que foi coberto, partidas de diferentes
lados do theatro, e n'esses outros mil obsequios
com que foi tratado ento, sendo ao sahr do es-
pectculo acompanhado at sua morada por gran-
de numero de amigos ao som de urna msica e por
entre foguctes que suhiam aes ares.
A representaro corren era seo todo de modo
satisfactorio, e isto nao una opinio individual.
pois ella transluzia de todos os espectadores, que
encham a platea e oceupavam todos os eamarote>.
O salo do theatro devidamente Iluminado, tinha
urna msica marcial que enchia os intervallos dos
actos com bs seus melodiosos sons ; e ao terminar
1672, mestre Lzaro Patin foi considerado primei-1 o drama, sendo chamado scena e victeriado o Sr.
ro rendeiro geral da posta, mediante o arrenda-: Germano, e logo aps o beneficiado, este recitou a
monto de 1,200,000 libras. Este facto encerra a era segrale poesa como oblaco a harmona que entre
dos cargos, e abre o periodo, que se pode denomi-! elles reinava.
nar dos arrendamentos, o qual durou al a revo-'
luco.
(Continuar-se-ha.)
REVISTA DIARIA.
Reunio-se hontem era sessao ordinaria o Institu-
to Archeologico e Geographtco Pernambucano cora
; assistencia do Exm. monsenhor Muniz lavares, e
dos Srs. Drs. Joaquim Portella, Aprigio Guimares,
Soares de Azevcdo, Witruvio Pinto Bandeira, Jes
Liberato, Rodrigues Campello, padre mestre Lino
I e major Salvador Henrique.
O Sr. secretario perpetuo d con a do seguinte
I expediente :
Tres impressos offerecidos pelo Sr. Dr. Pergen-
tine Saraiva de Araujo Galvo, centendo a apolo-
ga dos bens dos religiosos deste imperto e o in-
ventaro dos predios que os hollandezes edificaram
ou repararan! at o auno de 1654 e das armas e
pe trechos bellicos, que os mesmos ieixaram nesta
provincia quando evacuaram-n a.
E recebiila a ollera com agrado.
Um exemplar da Revista Mensal do Instituto
Sctentifico de S. Paulo, correspondente ao de se-
tembro prximo passado.
E igualmente recebida com agrado.
E lida urna proposte do Sr. major Salvad Hen-
riquo apresentando approvacao o Instituto para
socM effectivos os Drs. Manoel do Nasciroento Ma-
chado Por ella e Joo Jos Pinto Jnior e o Sr.
Jos de Vasconcellos.
lida outra do padro mestro Lino propondo
pira socios correspondentes os Srs. Dr. Manoel da
Costa Honorato e reverendo fre Pedro da Purifi-
caco Paes e Paiva.
Ambas as proposias sao remedidas s coramis-
ses d admissa de socios.
Vai mesa o lida a segwnte indicaco do Sr.
Dr. Witruvio Pinto Bandeira.
Indico, que se solicite pelos meios competentes
de sua nojgcstede o Imperador a graca de decla-
rar este Imtituto-sob a sua augusta proteccao dig- So
Como se entendem coracoes de artistas t
Quanto doce ocommercio que os enlaca
No sacerdocio da suprema idea,
Que o progresso traduz 1 irmos e amigos,
Olham de longe os bellos borisontes
Da gloria que os enleva ; e nao recuam
D'esse camnho que urna vez trilharam,
Por mais que a intriga obstinada intente
Embaracar-lhes a misso que nobre.
Aps um lustro mais um anno esvai-se
Na ampnlheta do tempoantigo affecto,
Que brotava singelo entre dous fijhos
Da mesma escola ; que os ligou to cedo
Ao culto e s tradices maravilhosas
Darte sublime, carnaco fecunda
Do viver social; hoje mais ampio
Volve robusto a dissipar as sombras,
Que n'esse espaco a marcha Ihe envolvcram.
Que Ihe lolheram candida harmona,
K a|paz e o amor das imprrssoeaArJIheiras
Hoje mais livres dous irmos s'entendem :
Um peusamento a mente lijes oceupa,
A mesmainspiraco guia-as avante ; *
rpjjn amigos como outr'ora Mf
iu*5piiplexo da afleco mais vivaT
E rssur
No inti
Vos que me ouvis aquilatar sinceras
A linguagem do artista, que nao sabe
Mentir a* seu dever, tracar affouto
Phrases de embuste, de fallaz lisonja.
O protesto solemne :eu que o levanto
Firmo-o na tai do interno sentmunto,
l hei de cumpri-Io, que fiel costunio
Interpretar da consciencia os votes.
Recebe, amigo, o fraternal abraco,
O abraco d'aquelle que te prez..
Que sempre te presoo. .Teste momento
Vs Germano, quWJfl peilo exulte
Nos transportes do jubijo suave,
Feliz annuncio da concord^Batrema,
f-
<*
*
*%
(Je em nossa vida nos apona a gloria
ios irmos na scndafjrn que marchamos
id pesha de empecer ?o nosso erapenho
restnie estende-se ao futuro
mano meu protesto este :
Irmos, c vivetMgs juntos.
i

^\



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,.
mil


Diaria de Perttmfenco ... nexi felr* de \fltomliro de 1863.
---------- *---------------------------------------- m-~~-------------~----------------------------------------------------------------1--------------------
w------------------------- i... -----------------------------.-------------------------

71
censo 'dTccom'fraco, cobrtodo-o com a sua NQ* _^ Dta '|" Z vam o chao, sentei-m(! no banco de rota e, apoian
rovacao vmpathea. \ tale* Mara da Conceico, Pernambuco, 6a annos, do o qoeixo na bengala, contemplava o bello e ca-
Em seguida a esta scena de scntimer'.aUgfoo e i tiuva, S. Jos intente. ipnchoso tccido das trepadeiras, quando ful sor-
de cntlmsiasmo, o 8r. Bclmiro.SaK,do solicito a Pedro, Pernambuco, 3 annos, S. Jos ; varila. prendido polo som de vozes o;de se faiiam ouvir
attencao do publico, c pronur..loa cum Viva* ani- Mam, Pernambuco, 6 mozos, Boa-Vista; ttano.. bwa perto- *.t0.l^a.inantes que sem que
macttb a soguinte poesi.. Com .que foi por entre (Joaquim, escravo, frica, 50 annos, solteiro, San-
mll'applausos cnce; rado esse acto de tamanha tp i to Antonio ; congestio cerebral,
nifieaco para &s dous artistas, que em bello gru- Benedicto, escravo, frica, 30 annos, solteiro, Be-
po, expressivo de sympatM, a elle assistiam a! cife ; ttano.
frente do povo, que "os obsequiava por- modo tao Jos, Pernambuco, 7 mer.es, S. Jos ; eonvulsoos.
Maria, Pernambuco, 5 mezes, Becife ; interlto
aguda.
senipre faesa-; itcciie, o de novembro de 1863.
Um dos indignados.
=
variado quanto significativo.
Arlistas gigantes, parai nesse trilho
Em que ides marchando com todo esplendor,
Eu quero olTertar-vos um canto na lyra,
Da lyra tao rudequao clieia de amor.
Ku quero dizer-vos que sinlo vos vendo,
Aqu, no meu crneo o ardor d'uma luz.
Nao quero cantar-vos que a tanto nao diego,
Mo cantam-se os genios lao fillios da cruz.
S quero contar-vos un caso, una historia,
Dada entre dous astros no cu deste imperio,
Mas senos preludios de Homero... Virgilio...
sem apotencias de Cesar... Tiberio.
s-as tros de brilho fugacc
ienda da gloria ridente,
du cspalhavam na trra
idereos da luz mais fulgente.
me houvessem visto, trecavam puca distancia
' as mais ternas expressas d'amor.
Ah en era feliz era contemplar a felicidade
deiies!
Que expressdes tao cheias de amor I
Como se beijavam com graga e carinho !
Mas, infortunio I essa felicidade foi perturba-
Mana, Pernambuco, 4 mezes, Becife; hypcirophia. da I...
' Anda elles se beijavam reciprocamente, quando
----------- chegou apressado um novo personagem.
UM POUCO DE TUDO
A Miedo escreve: i
pnos, diz o Tumblet, por differentes vezes allu-
PBLICACQES A PEDIDO.
0 Dr. Jeroiymo Vilella de Cusir* Ta-
rares declara lo moiln mais solemne e
positivo, que ne (liuma parte ten na
redcco do cE hoBra8leiro,pnblica-
taoaese
mirr-
wm
mul,
eram Mes no brilho e na forma,
tugustas sorriam latiris,
JUtas mimosaso? sceptrs divines
atle,diziam,nos somos os reis !
i
bu* peinpa lio grande i'lfuscava esse lnxo
os grandes da Ierra suslentam vaidosos !
Planetasnao viam a Ierra vestida
De gala*, lie cravos gcitlis orgulhosos.
Planetass viam o mundo pasmado
. A luz qne em torrentes cahia em desdem,
nuande tocavnm na meta da gloria,
vgm da intriga passou-lhesalm.
da intripa tao negra, tao negra,
s sem dr eclipsara-lh'os hrilhos,
_ "que aos raios de si se ao, ueciam
m perdidos seguir outros trilitos.
os seis marcos na vida dos povos
Risonhosagoral sjrgem luzindo !
SMelles !ospheras de lames sagrados
O .podas intrigas de si sacudindo!
Sao elles os bravos que as bailas imigas
Na fronte lite nuercm cepor mil laureis 1
5o_tjJlesos filhos da ano mimosa
emponham o seeptro e aclamam-se reis !
Irtanto, se junque b altar do proscenio
(ra^to; de rosas p'ra elles pisar
nLratn-se os paitos p'ra bravos Ihe dar-mos
PflW ni'1 palmas devemos juntar.
i*Jfldem-nos esta publcago :
* Sr. redactor.Vamos por meio de sua con
ada Revista pedir a queni prlencer possa, o
de mandar remover para a ribeira 0u8ar
apropriado) urna plialange de negros e ne-
gras vendedeiras c embriagadas, que no pateo da
Penha^se rounem constantemente na porta de urna
taberna, com grande iuleresse para o proprietario
della, nao ha duvida ; mas com grave prejuizo pa-
ra as familias honestas, que ja deixam de chegar
a varanda, para nao ouvir a licenciosa linguagem
dos laes amadores do ponche I >
Solicitam-nos a inscrco do que segu :
Pede-sc aos entendidos na materia que res-
pondam ao seguinle poni :
TeTido-se contratado com um solicitador o pa-
trocinio de urna causa mediante quantia certa, es-
tipulndole que o solicitador adiantasse a impor-
tancia das despezas que fossem occorrendo para
Ihe serem afinal pagas, terminada a causa, sondo
a parte adversa coudcoraada as custas, assistir
ao solicitador o dircilede exigir, alm da paga es-
tipulada, e das despezas por elle feitas, toda a im-
portancia das rustas contadas, retendo por isso em
sou poder o dinheiro recebido da importancia da
condenraaco ?
Ne dia 18 do corrente o Sr. Dr. Carolino
Francisco de Lima Santos praticou, no hospital de
caridade desta capital, com a coadjuvaco de seu
collega o Sr. Dr. Seve, a cstirpaco de um tumor
canceroso na pessoa de om escravo do Sr. Dr.
Gervasio encalves da Silva tumor, que, tendo
sna sede na parte posterior da perna esquerda na
uniao do ter^o inferior com os dous tercos supe-
riores, havia.ha um auno, principiado, sem causa
aprcciavel, do tamaito de urna pitomba, duro e
indolente, sendo que seu maior desenvolvimento
data de seis mezes, assim como as dores lancinan-
tes de que se aecusava por vezes o mesmo doente.
A operaco tornou-se diflicii e delicada por se
achar o cancro entranhado na maga musculosa da
perna, e cercado de vanos tenddes dos msculos
superiores; e o operado foi tao bem_ chloroformi-
sad, que s depois de finda o operaco veio a si,
apzar das grandes dores porque passara, e dos
muitos pontos que recebera, com o fim de unirem-
se as bordas da solufao de eontinuidade, que alias
excedia de cinco boas polegndas -, sendo certc que
o doente no fim de dous das, depois do da opera-
cao voltou de novo para a casi de seu senhor,
exigencia do Sr. Dr. Carolino, por ter este sabido
por Iwcca do mesmo enfermo, que apezar do me-
lindroso estado da perna, depois da operac,ao, e de
se Ihe haver rocommendado a maior immobilida-
de, ou necessario repouso, era elle obrigado a le-
vantar-sc por vezes para servirse das cousas mais
indispensavejg^,
o certo -fiBfa referido doente tem toda a es-
peranca de BMtr sua perna, em vista do bom es-
tado en qae se acha ella, e o resto do organismo.
O tumor extrahido, por causa das duvidas, adia-
se convenientemente conservado, mesmo porque
houve quera o qualificnsse de abeesso, c sobre elle
applicasse um caustico com o lim de resolvelo.
Hoje (47) haver leil.o de movis e obras
d'ouro com bnlhantes, por intervencao do agente
Pinto, no sobrado da ra do Trapiche n. 14.
BEPARTigAO DA POLICA :
(Extracto da parte do dia 46 de novembro).
Foi recolhido, casa de detcn^ao no dia 43 do
torrente:
ordem do subdelegado de S. Jos.' Carlos da
Silva, pardo, para averiguacoes.
O chefe da 4* secjjao,
/. G. deMesquita.
Mwvimento da casa de detencao do dia 45 de
novembro de 1863 :
rv
Ambos sobresaltavam-se com essa repentina ap-
parieSo.
O recemchegado era tao garboso e altivo come
djp^'os'esforcos eitos 'ltimamente para fater o infeliz amante que acaba de ser perturbado en
retirar de llom o rei de aples. seus mais doces instantes.
O embaixador francez, principe Latour d Auver- Lm repentino tremor apederou-se da desvenm-
gne, foi ha pouco incumbido de levar o conselho rada amante, que, confundida, pareca quprer eva-
de apoleao Ul a seu real irmo, para que S. M. dit-se.
deixasse Boma, aliin de evitar as continuas quet- Aquello, ao depois de langar-llie um olhar que a
xas dos piemontezes acerca do brijantaggio. fez estremecer, encarou com gesto ameacador o
A resposla do rei merece consideracao. oulro que com ella eslava, e que respondeu-lbo cora
Em resposta a Mr. de Latour d'Auvergne, que um olhar lerrivel I
cumprio sua dcsagradavel mensagem com toda a Eram rivaes I
delicadeza, o rei Francisco II disse : Depois de breve momento travou-se entre ambos
O passo'quo vos, Sr. ministro, acabis de dar, um duello de rnorle I
me obriga a manifestar-vos livremente, e sem al- A infeliz, vendo aquelle combate sanguinolento,
guma reserva minha tencao Vindes offerecer-me procura, desfeita om pranto, mover com suas lag i-
da parte de vosso Ilustre soberano um conselho; mas e supplicas os dous campeos que denodada-
eu devo fazer-vos observar que icnho constante- mente disputa^am a posso do me9mo coracao.
mente segnido al agora os conselhos dados pelo > Mas, coitados I... amantes infelizos I...
imperador, o que por isso tenlio perdido muito. Um traidor occnlto por detraz do tronco de urna
Perdi, quando por sua insinuacao atlendi aos ne- arvore prxima, disparou sobre elles um tiro!...
gocios sicilianos. I Apenas fez-sc ouvir a detonaeso, os tres infeli-
Perdi anda mais seguindo seu conselho, em res- zes eahiram por trra feridos pao mesmo golpe. -.
peito a aples, quando consent evacuar urna for- e o traidor apoderou-se das victimas I...
te posieSo era que me poda ter defendido. '............................................
Porm sobre ludo perd pelo mesmo motivo em V
Volturas e < Jacta. Deve dizer-vo, amaveis leitora?, o que cscapoo-
Permiiti-me portanto agora, Sr. ministro, agora me fazer em principio, que os tres amantes, cuja
que da herancade meus predecessores nada mais historia acabo de contar-vos, eram tres passarnhos
do que esta casa me resta, permilti-me que vos di- que estavan pousados em urna arvore fronleira ao
ga o mais decididamente, que, a nao ser por forca, caramanchao em que eu me achava, os quaes um
nao sahirei daqui. carador maln, para satisfazer o seu brbaro
O santo padro pode fazer-me retirar daqui, so-' prazer I
mente por um acenomas ello s. Porm at
MOYIMENTO DO PORTO.
iVov* entrado to dia 46.
Terra-Nova-33 dias brigne inglez Broo Kiag, de
148 toneladas, capitao H. Dowsley, eqnipagcm ,
carga 4,330 barricas cora bacalho; Johonston
Patcr & C- Seguio para os porlos do sul.
Ne houveram sahidas.
DECLARAqfiES.
8m, fra. redactores, foi Jos Bodrigues, o ho-
rnera classleo em todos os criincs conhecidos, que
mandon-me arbitrariamente prender por urna hor- i
da de selvagens, como ello, era Sorra-Negra e d'al-'
li baldeianme como recruta para Tacar?.;, en-1
trege a um bando de indios embriagados, que |
me coDdnziram por caminhos difflceis e bordados ,
deespinhos, quemeromperau a roupa docorpo,
inedilaceraramas carnes de que anda ser-
vo cicatnies nos ps e as peraas, ameacado do
serassassinado a todo% os instatNM pelos seus la-
dios, que indicavam trazer oocultas recommen-
dacoes e que Ulvez as tivesse posto era praiiea, se
en, nico dinheiro que trazla, os naoamaneassa
com quarenia mil risque Ihes dei.
porCSirK'lSr^TS H& J." "VpognpMa rePiUieM era-
eu vendido um cavallo a Joao Bezerra, seu guarda- tiva Universal dO Mi*. Joao de BarPOS
^fn^fef,T,'rnfianca' tejnonao pagon, c Falcode Alliuoyeriiyc M;iraBho, e ao
desengaado de llavero meu dinheiro, tomei o i, ,.'
cavallo, que me nao tendo sido pago, continuava COn'rano CUJ^SdCra t'SSe periodlCO C0-
apertencer-me, posto que nao era este o meio de m parto d'aqttelles OUC Irab'ilbam Pr
renave-lo, e de certo o nao tena empregado, se .. .. r,
naquelles erraos do Serra-Negra houvesse le o intrigar O piirlld'i llIlCI'al, propalan-IO
juslica : ludo isto se passou em Poco-Cercado, jrfpus onde me achava, e ignorando que este actomeu m_____ ,' '. aiilnii^ailrt -i-nr-w na cnu Ao*t>n podesse ter offendido o melindre de Jos Bodri- foram ontr ora empregadas cono meio!ilwJ18*" a Pa8"r no sea eseripioiio
ues, pois que me pareca extraordinario que um (|e desacreditar csse naitiilo Recifc ",a iiganon. 19 das 10 kor.'.sein
homem, que se gabar de receber niuitas cartas do ao .'0.,
presidente da provincia, do couselheiro Paes Bar- ZO Ce MVfrslWl e lOD..
reto c de outras personagens distincias, fosse capaz
CQVAMU4
BEBEK1BE
0 raixa desla companhia commeii-
de patrocinar veihacarias, se bem que de crimes
sabia eu ha muito ser elle insegne protector. En-
treantn, nada suspeitando, fui a Serra-Negra co-'
brartrinta mil ris de Jos Goncalves, tambcm
guarda-costa de Jos Bodrigues. All ehegando
Agua florida de Murray k
Lanmau.
Pde-se quasi por era duvida se as mil c una
pelas cinco horas da tarde, as sete da uoute ui fl()res com seus multferos matizes, que derramara
inop.nadamenteccrcadocpresoporordcmdeJose aabn Q ,e|l de Ed(m sua perfumada folhagem
Bodrigues a cu.a presenga sendo eu levado, disse di(TundJrJ pela alin0!ip,k.ra uma fragancia mais
aosexecutorese suas ordens, que elles rae de- delicada elura que aquella quo se derrama e en-
viara ter quebrado a cabera com urna bala pelo d,e 0 gabinete do vostir oa o fcwidoir aomle ma
atrevimento de haver tomado um cavallo de um garraffnha desla mim0sa e odorfera agua fr aber-
seu guarda-costa, sem ordem sua 1 itt_ Se a compararmos com esse transiente c vola-
Nao cre.o que fosse so este o motivo de tanta I ti, tuAn de e'sscn(,iat ^^0,. 0 seu aroma p-
ira coutra mim. Jos Bodrigues sabia que eu era, ^.^ cUanwr ndeilnic,ve, em' quant0 qoe por
saquarema, e saquarema que onde me achava nao outro ,ad Q unjc0 arli m seu firo 0 ual
CHROMCA JIDUIARIA.
nti ni \a i. no jihv.
6- SESSAO.
DIA 4G DE N0VEM11R0 DE 1863.
Presidencia do Sr. Dr. lanoel Jos da Silva Neiva,
juiz de iireito da 4" vara criminal
que o santo padre me indique que a minha pre-
senca Ihe desagradavel, Sr. ministro, cu perma-
necerei em miaa propria casa permanecerei
aqu onde estao tantos de meus leaes vassallos, e
onde eslou perto daquelles que combatein por mim
pelo nosso paz, e que poderlo reqoerer minha
presenc* de da para dia.
Esta pois, Sr. ministro, seja a vossa resposta
que minha rontade firme, inalteravcl estar era fromo{^"0 r. n'r". rtSctToUm>M Gus-
Boma, at que o santo padre me diga que saia; ma0 j^^
pois sabendo eu perfoitamente que elle s oi so- Escriv^0 0 r. Joaquim Francisco de Paula Este-
berano deste paz, a elle e a quem iertence deci- vcs jemenle
dir, se minha residencia ou nao permittida era Advogado 0 Sr Dr. Americo Netto de Mendonca.
seus estados. -_ A's 10 horas da manhaa feiu a chamada dos ju-
bo a farm pode obrar em minha resolucao al- rado acharani-se presentes 40 senhores.
guma mudanca, em enjo caso eu sena o que pade- Fofam d9pensados da sesso os Srs. .
cena menos, por que a forca usada contra mim Tenente-coronel Francisco de Miranda Leal Sove.
sena ama aggressao a independencia e soberana Dp Josc aonorio e^n de Menezes.
do papa, questao de muito mais alta importancia, Foram Hlultados em i0 cada um dos g^ mi_
do que a que diz respeito a minha residencia....,ados nos dias ^,^10,^ e quena0 compareoeram
No circo do Principe em4fadrid foi apresentado
um touro sabio por M. Dockril, que trabalha como
o mais bem ensinado cavallo.
Salta grandes vallas, salta por arcos, uns cober
boje.
O Sr. Dr. juiz de direito declaroa a berta a
sesso.
Compareceu o Sr. Dr. Francisco de Araujo Bar-
, ros, juiz municipal da 4a vara, e apresentou pre-
tos de papel, outros ardendo, trabalha sobre andas,, parados para serem ju|gados^os ^Soma sefiuin-
etc, etc. tes
E' um animal de linda figura, porm sem ponas, j _\ntora a justica.
____. -____T""^ i jo n.. 1. i neo preso Antonio Jos Alpieri, pronunciado no
Da Bevista do Instituto santifico, de S. Paulo, j no art ,93 do cod cnminal> eai 26 e ^m de
extrahimos a seguinte poesia :
O MEU PH1MEIHO AMOR.
O meu priraeiro amor foi doce nota
D'uma harpa virgem desferida a raedo!
D'ave do cea o canto suspiroso
A revelar-me divinal segredo!
O meu primoiro amor foi bisijo d'anjo
Deliroso na fronte de minh'alma!
Reverbero de luz celeste, viva,
esta minha existencia triste calma I
O meu priraeiro amor foi como a fontc
Da montanlia a brotar por enlre flores I
Da manhaa como orvalho fresco, puro,
Na campia a tingir-se de rail cores I
O meu primeiro amor foi venturoso
Despertar de minh'alma entre harmonas I
Foi cnto que vivi:nao mais correram
De minha vida as horas mudas, fras I
O meu primeiro amor foi a florzinha
o chao relvoso inda em botao cnida!
Da minha mocidade o sonho d'ouro,
Illusao ai I lio cedo esvaecida I
O meu priraeiro amor... viva saudade
Em meu seio desperla enfebrecido !
Foi pallido reflexo de ventura
Que gozei a sorrir... ei-lo perdido I
O Sr. Y. Jnior olferece-nos o seguinte cont:
OS THES AMANTES 1XFELIZES !
I
Nao amaveis leitoras, () um romance de en-
rede diflcil e complicado que ides lr; ao contra-
rio, uma pequea historia, simples c concisa como
o cont que a velha octagenaria narra aos seus ne-! Jo 10 da Silveira Borges Tavora.
tinhos em noite de luar, porm a sua brevidade e | Dr. J0S0 Honorio Bezerra de Menezes.
concisao talvez vos agradem: Dos o permuta.
eco-vos somonte que me acredileis, por que a
scena que vou contar-vos foi por mira mesmo pre-
senciada.
II
Era uma das mais bellas manhiias do mez de no-
1864
Autora a justica.
Be afiancado Manoel Juvencio Bezerra de Me-
nezes, pronunciado no art. 401 do cod. criin., em 4
maio de 1863.
Beccbidos os processos pelo Sr. juiz de direito,
ordenen este que Ihe fossem conclusos.
Achando-se designado o da de hoje para o julga-
' ment do reo preso Manoel do Nasciraento Siquei-
ra Barbosa Cavalcanti, deixou de ter lugar, visto
haver o Sr. Dr. chefe de polica remettido o reo s
7 lloras da manhaa para o termo de Cimbres, afira
de .ser julgado por outro crime.
Entra em julgamento o reo Manoel Paulino Pa-
raos, aecusado por crime de roubo. perpetrado na
casa de Bernardino Jos Leitao.
Procedendo-se ao sorteio do jury de sen tenca,
foram recusados pela defeza os Srs. :
Dr. Antonio Jos Alves Ferreira.
Tenente-coronel Manoel Ignacio de Brido.
Dr. Antonio da Assnrapcao Cabral.
Jos Francisco de Salles Bavicra.
Antonio Nobre de Almeida.
Dr. Luj Salazar Moscoso da Veiga Pessoa.
Francisco Jos Martins Pe'nna.
I Francisco Alexandrino de Vasconcellos Callaca.
Pela promotora foram recusados os Srs. :
Dr. Antonio Jos da Costa Bibeiro.
Vicente de Paula Olivcira Villas-Boas.
O jury de sentenca ficou composto dos Srs. se-
grales :
Jos de Barros Correia Sette.
Francisco Lucio de Castro.
Joaquim Bernardo dos Beis.
Jos Affonso Ferreira.
Tenente Antonio Egydio da Silva.
Vicente Licinio da Costa Carapello.
Faustino Jos dos Santos.
A saber
Kxistiain .
Entraram. .
Sabiram
Existem. .
Nacionaes. .
Estrangeiros
Mulheres. .
. Estrangeiras
m
332 presos.
1 >
10 >
343
244 presos.
47
6 1
3
59
4 .
343
Alimentadas cusa dos cofres pu
Mvinflpo daenfermariado^iaS
corrente W
Tiveram baixa:
Antonio Soares de Queiro, urticaria.
Francisco E. Peregrino Leite, urticaria. "
Tiveram alta :
Joaquim Marinho Falcao.
140
ivembro I
Thom Carlos Peretti.
Dr. Deoiloro Clpfano Coelho Catanho.
Joaquim Pedro dos Santos Bezerra.
E prestaram o juramento dos Santos Evange-
Ihos.
Foi interrogado o reo e procedeu-se a leitura do
vembro: o gallo j me havia despertado com o seu processo.
cantar, e eu aguardava o mgico instante em que! O Sr. promotor pedio a condemnacao do reo no
o astro do dia, esse immenso cirio, surgindo ra- grao mximo do art. 469 do cod. crim.
diantc por detraz dos montes, patenteia as obras do O Sr. advogado deduzindo a defeza pedio a ab
Omnipotente em lodo o seu explendor e brilhan-; solvieo do reo. ____
lismo. Fmdos os debates e precnchidas as solemnidades
Esse momento deseiado chegou finalmente, ja' da lei, o Sr. juiz de direito propoz ao jury de sen-
me achava vestido, tomei o meu cliapeo de palha, tenca os quesitos respectivos,
sahi de casa e comecei o meu passeio. Becolhido o jury de sentenca a sala secreta das
Era pouco mais de cinco horas, o sol havia des-' conferencias a 1 hora da tarde, voltou s 4 ho-
pontado garboso e radiante por detraz da monta- ras com suas respostas que foram lidas pelo Sr.
nha, c como que se balancava nos mais altos ramos Dr. Deodoro Ulpiano Coe Iho Catanho, presidente do
dos arvoredos, espalhando por toda a superficie da conselho, o Sr. juiz de direito publicou sua Sentenca,
trra os seus raios animadores. : absolvendo o reo e condo mnando a municipalidade
Ohl quao bello que era entilo o quadro da natu- as custas
poda deixar de estygmatisar seus mos feitos, e
da gente que o rercava, que em sua lotalidade
composta de ladrdes, assassinos c criminosos '
vividamente nos traz mente o delicioso perfume
de aromticas flores anda frescas.
O volume do rico e delicado aroma que se espa-
Esta minha franqueza supponho que Ihe chegou |ha ao derrjUnaMe al(fumas got|as no ,'enco de.
aosouvidosedahiasoamaTO^^ Como um mio para
Mas que diz.a eu de Jos Bodrigues 7 Nao fazia anivjar WTgms e dres de cabefa para perfUmar
lt,Lqvpe"r m a voz publica de oda a'o||alj,oe ^p,.^ e tSmm quando
iL ? 5' T* VeA^ ma1 ? Tt I sida 1 bnho ou como um comeslico, nao tem
SC T de 'I m? de,Maoel Jo-Y,Unl,?a c"a igual por entre todo esse sem numerode aguas
i^~c w ec A.Bge4ta Seve5adee?Uu'odonferasouextractos superfinos que constante-
moradores na fazenda Santo Amaro, de vendo ob- mente se jmDorUm ^
r!nIf,,,q"LVi T ?e! pr0prioS ,b08 j"ff '< Aelu-se nT boticas e lojas de perfuraarias do
rapaz curanao-se das fondas em uro brago, do que p,ras| '
afinal veio a morrer : raandou tambem assassinar
ha pouco tempo, conforme publico e notorio, a
Manoel nodngues, no lugar de Pepipo, por seus
guarda-costas Chrisnij, Maciajino, Caipira, Ale-
xandre, e o mesmo Joao'Bezerra, origem ostensi-
va de minha prisao."
O tenente-coronel Nco, de Papacaca, que ca-
sualmente se achava em Santo Amaro, sabe deste
facto, com o qual muito se indignou, segundo tam-
bem me constou.
Ora, a censura vigorosa que sempre fiz a estas
atrocidades de Jos Bodrigues, de quem por ora
omitto militas outras, creio que o indispozeram
contra mim a ponto de mandar-me cruelmente
prender e remetter-mc como recruta para esta ca-
pital, onde, submettido inspeccao, fui immedia-
tamente considerado incapaz do servico militar, \
pela minha idade c encommodos de olhos.
COMMERCIO.
NOVO BANCO
DE
PERNAIIBUCO
O novo banco de Pernambuco convida os
credores das massas fallidas de Mosquita & Dutra,
c Francisco Antonio Correia Cardoso a apresenta-
rem seus tirulos no banco para se proceder a res
pectiva vurifica^ao.
llfaadega
E agora'que "me acho',resttuido'' mnha liber- ] ^endinie'ito ^ dia a t........
dade, embora roto e esarrapado, nSo qniz deixar iWem Zb................|
de consignar as paginas do D estas violencias qoe venho de etpr, e assim co-
mo chamar a attencao dos poderes pblicos da so-
ciedade para o higar de Serra-Negra, couto as-
sombroso de ladrdes e criminosjOB, assim como
responsabilisar a Jos Bodrigues de Moraes peran-
te o governo e meus prenles, por qualquer dam-
no que rae fizer, podendo desde j asseverar-lhe
que assumo plena e integralmente a responsabili-
dade de todos estes factos e prompto a sustenta-los
em juizo, uma vez que naja garantas para as tes-
temunhas que eu apresentar.
Terminando aqui, senhores redactores, nao pos
3,1:4904401
I6:3785'I6
- 360:868*717
Uovliueato da alfandega
Volumes entrados com fazendas...
com gneros.
Volumes sahidos com
t com
fazendas...
gneros...
438
367
14o
584
Oescarregam no dia 47 de novembro.
Brigue inglez Harriersal.
605
709
so deixar de dirigir umvoto de profundo agrade- "r "^ia&fl~ ">iet cimento aes grandes protectores que enconlrei nes-1 ^^ IdemUirguea-AH*rou mercadoni:
ta cidade. scntmdo qne rao fosse absolutamente ve-1 g^he mtiu-Jmu /W/=idera.
dado publicar seus nomos, mas que nao posso Oc-1 {^j"*0. mglez-ZJo^-generos de estiva.
cuitar minha grat.dao para com 0 meu prente o' franceza-flcrft=mercador.as.
acadmico Manoel Lete Cesar Loureiro, que sa
bendo que me achava no deposito de recrutas, pro-
curon-mee prestou-raeosmelhores servicos : tam-
bem nao posso esquerer-me do Sr. Francisco Vi-
cente da Hunda Valpasso, que tao interessadamen-
te me recommendou as seus amigos, nos quaes
encontrei todo o aeolhimcnto, e a elles devo tudo.
Abaixo transcrevo a resalva que me acaba de
dar o Sr. Dr. chefe de polica.
Jos Correa Leite Brasil.
I." seccao.Secretaria da polica de Pernambu-
co, 4a de'novembro de 1863.
De ordem do Illm. Sr. Dr. chefe de polica desta
provincia, faro constar que Jos Correa Leite Bra-
sil, maior de 46 annos de idade, casado, natural de
Pianc, filho legitimo de Jos Correa da Silva e D.
Francisca Maria de Paula, foi nesta data posto em
liberdade. por ser julgado incapaz de todo o servi-
co militar, conforme assim declaroa o Exm. com-
mandante das armas, em ofllcio desta dala.
O secretario,
Eduardo de Barros Falcao de Tjicerda.
lievantou a sesso adiando-a parafeia
s 10 horas da manhaa. *^r"
seguinte
COMMUNICADOS.
BRO NO CEMH
reza! Via-se aqui, sobre a relva, brilhar nma infi-
nidadede perolas que o orvalho da noite havia for-
mado, e que o astro do dia pouco pouco consu-
ma ; all, sobre os ramos das arvores, movidos
brandamenle pelo sopro da brisa matutina, o me-
lodioso sabia, que, no sea doce canto, saHdava o
rei da luz; acola os tmidos animalinhos sahirem
dos seus escondrijos e virem gosar, na planicio, o Srs. redaetores. Venho perante o publico do
saudavel calor dos primeiros raios do sol; mais i meu paiz patentear os dolorosos transes, por que
adiante, finalmonte, a flor, pouco desabrochada,; me tem feito passara mais inquahficavcl de todas
receber em seu seio um vivificante raio desse as- as violencias: rogo a todos os homens sensiveis,
tro bemfazejo. a todos os coraedes bem formados, a todas aquel-
Absorto na contemplacao de to magnifico qua- les quepresam a dignidade do homem livre, que
dro, insensiflpjfccnte rae iaviaafastado bastante de me attendam, qae escutem a historia triste de
casa; apenaslniestinguia ao longe perdida e qua-' nieus infortunios, e vejam quaes sao os homens, a
si escondida no meio das palmas dos coqueiros, quem est eulregue o governo da sociedade.
que curvavam-se, erguiam-se, e, novamente cur-, d* idade de 46 annos, quasi cgo de um olho,
vando-sc, deixavam apparecer, ora alli, ora acola, calado, tendo as minhas costas oto sobnnhos or-
as suas alvas paredes por enlre a verde espessura \ pbos e minha velha mi, membro de uma familia
que a^ercava ; numerosa c abastada no Pianc, e procedendo
w IB [ sempre segundo as normas da moral social, quem
Um agradavel cansaco pouco pouco sa ajjftde-' dira que un individuo em taes circurastancias
rou de meu cor|io, procrei uma aroere a cujIBm-1 podesse ser violentamente, preso para recruta por
Ciihtrle do liedlo.
Para 1:vm. Mr. ministro da fa-
zenda lr.
Novum crimen, C. Cesar I et
ante hunc diera inauditurall
Q. Ligarins in frica fuisse.
O Sr. Andr Curcm Benjamn, inspector da the-
souraria de fazenda da provincia da Parahiba do
Norte, havendo sido nomeado, na mesma calhego-
ria, para a provincia do Maranbo, foi isto bastan-
te para que seus desafectos, homens vingativos, po-
rm pequeninos e de ignobis sentimentos que de-
sejavam v-lo descr o nao subir, se mostrassem
cm scena procurando desconceitua-lo perante a
opiniao publica I
Mas de que modo ? I Nao encontrando em sua
vida publica nm nico acto por onde, seriamente o
podessem ferir, recorrem miseravelmente parti-
cular apresentando-o como velhaco, caloteiro, tra-
ficante e nao sci que mais I!!
Sim, homens de ma f! mettei as mos em vos-
sas conseiencias, se que a leudes, e dizei-nos :
ento crime, infamia que o empregado publico
recorra particulares e contraa dbitos para a-
cudir s suas precises e necessidades ? Nao
mais honesto o decoroso isto que imputaos como
crime Infamante ao vosso cx-inspector de que, abu-
sando de sua posieSo c prostituindo-se tornar-se
venal e concessionario e depois ser demittido por
ladro ?
Muito mal iria a sociedade se o bom cidadSo, p-
timo pae de familia, empregado publico honrado,
porque nao rico, e precisa dever e deve, fosse a-
Sesentado execraco publica, como infame I
as, dizeis vos: rctiron-se sem pagar. E como
havia pagar ? Tinha por ventura o condo de me-
tamorphosear-se em dinheiro t
O facto de ir para outra provincia torna insoln-
veis os seas dbitos ? S uma lgica depravada di-
r que sim.
E porque eslivesteis calados durante tres annos
3uc elle permanecou entre vos, e s agora depois
c sna retirada o mordis pelas costas... respondei
cobardes ?!
Bem se v, que despeilos e, quig, as vinte cana
s, S. Jos ; vermes, bra podesse descancar, e vi pepea distancia um | om homem que uo excrce nenhuma funecao poli- das de agurdente de vosso pasquim, vos desvai-
formado de fio- ral, mas quo,se-*
'A
Andr Ferreira da Silvas
Joaquim, Africano livre.
oniTi'Amo bo da 24 db novemb
B10 publico :
Francisca, Pemamli|Coy2
Maria Candida de Mullo, Poftambuco, 50 annos, verde caramancltn, uaturalmcM formado do lio-fcal, mas que,sendMma das notabilidades da po- raram a razao.
viuva, Boa-Vista ; amaumm rescenies trepadeiras-, eucarainet-rae para elle e ca e sendo useirP viseiroem toda sorte de arbitra- Convencei-vos pois que a vossa asquerosa bada
Joao Pinto, Portugal, 2S untos, solteiro, Boa-Vis- entrei. riedad*6eatrocidades,naolrepidadiantede(|ualquer em vez de attingir o aivo a que so diriga revrte-
la ; tubrculos pulmonares. I Era bello I ; acto por mais immoral, por mais torjie e desatina- vos toda s desbotadas faces.
Hgfcia"2o As trepadeiras se liaviam entrelazado de manei- do Pois eis-me aqui, senhores redactores, victi- Tragando estas liuhas nao tivemos*lm vista fa-
Sergio, Pernambuco^" dias, S. Jos ; convalsoes. ra que as suas flexiyeis bastes forinawem uma de- ma deste ultraje, desuoppresso, desta violencia I zer defeza ao Sr. Andr Curcim Benjamn, que
Antonio, escravo, Ala, 50 anogljsolteiro^Bll- licada varanda ; ascendidas flores, me peudiam 'E ipiem seria o malaaejo potentado que assim fe- della nao carece, mas sim para que saibaes que em
Vista ; anemia, m jj^J--aifni e alli no meio l>largas folhas, derraiHavara no as minhas exenapefies e humilhnu ao ultimo Pernambuco o vosso pasquim s tem merecido as-
flaetano, Pernambuco, 3 annos, S. Jos^tbhfafi no pequeo recintli^o caramanchao uratheiw ponfomoucaracterde cidadao hrasileiro? Que- co e indgnago.
ncosa __-----------^-------------------JL_ reissab-lo ? Crta-rae a proferir o seu nome, Podis pois continuar 011 no Jornal da Parahiba,
Francisco Manoel dos Pasaos Coelho, PfrOitmkuco i') Digo-leid-rasporque s escreo'pera as mais nao tendo ^modio, seno declara-lo : Jos ou na Ordem aqu.
46 anuos, solteiro, S^fc perican.-ijfl^^ noca--. ^ + Rodrigues de Moraes! Xas cousas pequeas os homens mostrara-se
*d ^^
Origue nortuguezCoK.s/ac=generos de estiva.
Barca inglezaLookaut raercedorias,
Patacho hespanholfVrfe//carne socca.
Barca inglezaRecifesal.
Iiaa porta^e.
Polaca hespanhola Fiedla^ entrada de Montevi
du, consignada a Tisset reres, raanifeslou o
seguinte:
3,500 quintaes de carne secca ; ordem.
Patacho inglez James Hull, entrado de Liverpool,
consignado a Saunders Brothers t C, raanifeslou
0 sceuintc:
13." barricas cerveja, 50 barris manteiga, 30 di-
tas alcatrao, 400 saceos arroz, 50 ditos pimenta,50
Sigos e 1 cesto louga, 45 caixas e 61 fardos fazen-
as de algodo, de lindo, alcatifas, lencos de algo
1 do, cassas, etc., 50 toneladas de pedra c lastro ; a
Saunders Brothers.
100 caixas sabao, 4 ditas e 1 fardo fazenda de
algodo, ; a Johnston Palor & C
4 fardos saceos de algodo, 61 ditos o 33 caixas
fazenda de algodo, e chales de dito; a Southall
Mellors & C.
4 caixas fazendas de algodo elaa ; aBabeScba-
mettau.
4 fardos ignora-se 5 a S. C. Scott.
1 caxa eolheres de lalo; a Hcnrique & Aze-
vedo.
1 caxa miudezas: a Carneiroi Nogueira.
1 caixa sacco de tapete, 4 caixas fazendas de l
e algodo; ti Augusto C. de Abreu.
.'i caixas chapeos, 30 ditas ditos de sol de algo
dao, 6 ditos e 1 fardo fazendas de algodo, de li-
nho, de seda e algodo, de linho e algodo, toalhas
e lengos de linho, 4 barricas e 1 caixa ferragens,
1 dita eolheres, 1 dita sellins, 1 dita miudezas, 4
ditas calcado, 7 barricas cadeados, 105 feixes ps
de ferro; a Mello LoIk> & C.
3 caixas chapeos de palha, 3 ditas linha, 1 dita
boles, 1 dita fazendas de algodo, 1 dita e 4 bar
ricas ferragens, 4 ditas esporas, 4 ditas eolheres de
ferro, 1 dita alfinetes; a Vaz 4 Leal.
40 toneladas de carvao de pedra; a A. M. Ma-
chado.
1 caixa e 3 fardos fazenda de algodo; a B.
Lightboum.
I caixa chapos; a Guilherme da Silva Guima-
res.
10 feixes de ferro; a C. Star A C.
4 fardos fazendas de la; a Mills Latham
&C.
13 fardos e 4 caixas fazendas de algodo; a E.
A. Burle & C
90 barricas cerveja, 1 caixa calgado, cintos e
vestidos; a Wilson Hetle 4 C.
4 caixas fazendas de algodo; a I. Jeffries.
40 caixas folhas de Flndres, 1 dita boloes de
chifre, 1 dita linha, 4 ditas camisas de algodo, 1
dita toalhas e cobertores de algodo; a Alves
Hamburger & C
4 caixas fazendas; a F. G. de Olivcira.
II caixas c 3 fardos fazendas de algodo e linho,
e de algodo e la; a Ferreira & Araujo.
70 volumes ferro, 1 barrica sal, 1 caixa cha, 1
dita presuntos c toucinho, 2 rolos feltro, 4 caixas
objectos de escriptorio, 1 dila machina para lavar
roupa, 1 dita jogos, 1 fardo espelhos, 4 volumes
cama de ferro, 1 barrica vidros e louga, 1 caixa e
45 fardos fazendas de algodo, 45 barris soda, 400
ditos barrilla; a ordem.
s rasaos <
. *
Recebedoria de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
18:
1:0105414
dia na o 31 dividendo na propon o
de 3$ por cada apelice, advertc-se
aos Srs. aceittnislas que este pagamen-
to deve ser cm moeria de cobre que
na esncc'C que o mesmo Sr. caixa tem
recebido dos ari-em liantes dos cliafa-
rizes desta companhia.
Esciptorio da Companhia de Bele-
i-ilic 24 de novemliro de 1863.
0 escripluiMi-io,
MarcnRo Jos l'iipe.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz publi-
co que os 30 lias uteis marcados para a arrecada-
(2o a bocea do cofre do Io sonreir do armo llnaii-
ceiro corrcnle de 1863 1864 dos impostes da de-
cima urbana das freguezias desla cidade e da dos
Afogados, e de 5 00 sobre a renda dos bens de
raz pertencentes corperacoes de mao morta se
principiam a contar do dia Io de dezembro vin-
douro.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco
45 de novembro de 18fc3.
Antonio Carnciro Machado Hios.
Adrainistrador.
Por esta secretaria se faz publico, para cons-
tar a qncm interessar possa, que se acha rerolbido
na cadeia do lernio de Nazareth, o africano de ne-
me Caetano, de 40 annos de idade pouco mais ou
menos o qual tem as'orelhas furadas, e diz -\ es-
cravo do Dr. Manoel Joaquim Carneiro da Cu-
nta.
Secretaria de polica de Pernambuco, 46 de
novembro de 1863.
O secretario,
Edtuirdo de Barros F. de iMcerdn.
ViTcmalacao.
Na prar.a do juizo municipal da primeira
vara, do dia Io audiencias lemdese an-ematar por 6 annos
o sobrado de tres andares da ra do Cres-
po n. 9 que faz esquina para a ra do
Imperador, sendo a sua renda annual de
2:400$ por sentenca proferida nos autos
?le notilicacao de Antonio Correa de Vas-
coneell s & C, contra Ignacio Manoel Vie-
gas e o tenente Manoel Antonio Viejas J-
nior. Escrivo Motta.
Companhia do Beheribe.
No escriptorio da mesma companhia dis-
tribue-se com os Srs. accionistas os folhetos
impicssos contendo os trabalhos da,mt'snia
companhia no semestre lindo em 31 de ou-
tuliro ultimo, e que foram lidos na sessfio
da assemWa geral de 23 do corrente Es-
criptorio da Companhia do Beberibe, 2(i de
novembro de 1863. O escripturario,
Mareolino Jos Pupe. #
Tribunal da relaco.
Por ordem do Exm. Sr. desembargador presiden-
te da Helago, faz-se saber que Leopoldin Antonio
da Fonseca, da provincia das Alacoas, e Justino
Francisco Xavier, do Cear, nao tiveram nova pro-
viso para advogar.
Secretaria da Rela^o 45 de novembro de 1803
Domingos Alfonso Ferreira.
Secretario.
Consolado de PorItiiinl.
Sao convidados os credores da massa do falleci-
do subdito portuguez Manoel Martins Carneiro
com taberna na ra Nova n. 53, para apresent;ireni
seus ttulos no consulado de Portugal, afim de se-
rem verificados.
vlee consulado de Espina.
De orden del Exm. Seor ministro residente y
por disposicin del gobierno de S. M. se hab
abierto en este vice-consulado dos suscripciones :
Una para erigir en Madrid una estatua a Cris-
tbal Colon y etra para remediar oo le posible las
disgracias ocasionad s por el reciente terremoto
de Manila.
Convido, pues, todos los espaoles residentes
en este districto consular para que contribuyan de
su parte tan laudables objetos.
El vicecnsul interino de S. M.
Camilo de Andrade.
No dia 47 do corrente depois da audiencia
do Illm. Sr. Dr. juiz municipal da 1* vara se ha
de arrematar o escravo Gregorio, cabra, de Idade
de 40 annos pouco mais ou menos, va i praca
por execu^o de Gabriel Antonio contra Manoel
Bezerra Cavalcanti.
Cm icio geral.
Pela administraco do correio desta cidade se
faz publico para fius convenientes, que em virtude
do dispos no art. 138 do regulamento geral dos
correios de 41 de dezembro de 1844, e art. 9 do
decreto n. 785 de 15 de maio de 1851, se procede-
r o consumo das cartas existentes nesta adminis-
trafo pertencentes ao mez de noVembro de 1864,
no dia 3 de dezembro prximo, as 11 horas do dia,
na porta do mesmo correio, e a respectiva lisia se
acha desde j exposta aos interessados.
Administraco do correio de Pernambuco 40 de
novembro de 1863.O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para forneci-
menlo do arsenal de guerra, tem de* com-
prar os objectos seguintes:
Para'e arsenal de guerra.
Penas de ganeo 1000, penas de ac calvgraphi-
cas caixas 40, canelas 10, sola de lustro ieios 40,
taboas de pinito americano duzias 10, carvo de
pedra toneladas inglezas 40, livro cm brano de
150 folhas papel pautado 1, livro embranco de 400
folhas papel pautado um, zarrio arroba S, gaz ga-
loes 6.
Taboas de louro de assoalho de 10 a 13 pollega-
das de largura e 46 a 48 palmos de comprimcnlo
duzias 40, ferro inglez em barra de i meia pol-
Icgada de largura e 3 oitavas de grossura 14 quin-
taes e meio.
Quem quizer vender taes objectos, apre-
|enlem as suas propostas em caria Imada
Rendimento do dia I a 45
dem do dia 46
19:843*848
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 45......... 38:051*336
dem do da 46................. 1:119*990
39:191*146
secretaria do conselho, s 10 horas da
manluia do dia 30 do corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrati-
vo para fornecimento do arsenal de guerra,
23 de novembro'de 1863-
Antonio Pedro de S Barreto,
Coronel presidente.
Sebastio Antonio do Reg Barros
Vogal ecretano,
Perante o Sr. Dr. juiz de orphos, sexta-feira,
v.o praga dilTcrentes objectos de oaro e prata :
quem em taes objectos quizef laucar, campanea
as II horas do dia no lugar e hora do costme.
* ***;
#.
ILEGIVEL

I






B>>
Diario de Pernanibaeo ita felra t de Xovembro de 18$.
3
(ompanhia de seguros martimos Utifi-
dadc-Pulilia.'
A dirceco desta companhia ton vida aos seulio-
rtk accionistas a eomparecerem no dia 30 do eor-
Site ao ionio dia, em sen esrriptorio na na da
deia n. 42, para-i tim dcserlpto em nosaos es-
tatutos, art. il. Recite 21 de novembro de 4863-
Os directores
Fehnano Jos Gomes.
Domingo Rodrigues de Andrade.
Corre I eral.
Pela adminstraco do correio desta eidade se
faz |>nljlico que em" virlude da convengo postal ee-
kthrada pelo aovemos br.tsileiroe francez, sero
expedidas malas para a Europa no dia 30 do no-
vembro crrante. As carta* serio receidas at
duas horas antes da que for marcada para a sabi-
da do vapor, e- os jornass al 4 horas antes.
Adminstraco do correio de Pernambuco 20 de
noveinhrude tC:t.-O administrador,
Domingos dos Passos Miranda
Hoja sext-foira, na audiencia do Sr. 1 >r. juiz
municipal da i* vara ser arrematado por venda
os ulencilios de urna pe .uena fabrica de sabo j
montada, na rea do Rangel, avahados por preco
muito mdico, proprios para un principiante ; o
proprietariogarante o aluguel: por execujaode Ma-
thias Jos de Carvalho contra Jos Rodrigues Fer-
rejra de Azevedo Jnior.
Amanhaa, depois da audiencia do Dr. jmz de
orplios, vai ser arrematada pelo valor de 1505 a
parda Antonia, escrava de D. Rita Franeisea de
Carvalho Paesde Andrade, por execueao de Ma-
noel f. lie Carvalho Paos de Andrade.
No dia ti de corn-mo. depois da audiencia
do Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos, vai praca de
venda a casa terrea n. 15 do paleo de Santa There-
za, avallada em 800 ; vai praca requerimento
de Joaqnim Antonio Pereira, por execueao quemo-
ve centra o tutor de Jos. Pereira de Moraes.
THEATRO
DE
IL I$n
EHPBKZA i
tm
A. J. DQRTE GOIIBKi.
11.11 no UIMIKIO
FAVOR DA ACTRIZ
Leopoldina Eudocia Baptista.
EDO
Sabbado, 21 de noveinbrod* 1863.
TiiEvrno M APOLLO
oeleiladr Melpomeoe Peraam-
bucaua.
A directora desta sociedade convida a alguns
du> seus socios que anda nao satisflzerain suas
joias, para satisfaze-las at o da 30 deste mez;
assim como convida a quera qnizer se inscrever
como socio para comparecer no escriptorio dethea-
tro, das:'. as 6 horas da tarde.
A raesma directora participa aos senhores so-
cios que solemnisar o anniversano do natalicio
de S. M. I. no dia i." de dezembro com o drama,
em tres actos do Sr. J. d'Aboin As nodoas desan-
ne, para o qual os bilhetes podem ser procurados
i> dia 29 em diante a qualquer hora.
Ropresentarse-ha o sempre applaudido dn
em cinco actos, do Exm. Sr. Mewles Leal Jnior,
PEDRO.
O papel de Pedro ser desempenhado
pelo Sr. Germano Francisco de Oliveira.
Dar flu ao espectculo com a comedia em tm
acto,
PARA OBSEQUIAR ME AMIGO
Coraeear s 8 horas.
Os beneQcados cordealraente agradecem ao
Illm. Sr. Antonio Jos Duarte Coimbra, digno em-
presario deste theatro, a esponianeidade e benevo-
lencia com que Ihes proporciona este espectculo
em seu beneficio, e bem assun e esforco e cuidado
que tem desenvolvido para que neke baja todo o
brilhaniismo, quer de alguma forma possa corres-
ponder ao cavalleirUm e favor do brioso publico
pernambucano.
E na abundancia do coraco offerecem os seas
mais sinceros votos de gratidae ao distincto caval-
leiro o Illia. Sr. Germano Francisco de Oliveira,
esta glora e honra do theatro brasileiro, pela bon-
dade com que so digna lomar parte ueste espect-
culo, beneficindoos tambera por esto modo, e of-
ferecendo aos seus inteJIigentes espaciadores, qne
tanto o adiniram, mais algumas horas de entu-
siasmo e prazer.
PraBahia vai sabir com rauita brevidade
a sumaca Hortencia, capto Antonio Francisco
Monteiro, por ter a maior parte da carga engajada:'
para o resto que llie falta, tratase cora os consig-
natarios Palmeira & Beltrao, largo do Carpo Santo
o". 4, primeiro andar. v
Porto.
Vai sabir com brevidade a multo veleira barca
portuguexa Lima I, capitao Jos Francisco da Ca-
nha, por ter parte de seu carregamento prompto,
para o resto e passageiros trata-se com os consig-
natarios Carvalho & Nogueira na ra do Apollo n.
20, ou com o capitao na praca._______________
Para o Rio Grande do Sul segu nesta sema-
na com a carga que tver o patacho brasileiro Bra-
sitense ; recebe alguma carga a frete : para tra-
tar, noescriptorio de Amorim limaos, ra da Cruz
numero 3.
i;Ri\e baile particular
NOS
Para o Rio de Janeiro pretende seguir com
milita brevidade o brigue nacional Almirante :
leu parte de seu carregamento prompto, e para o
resto que Ihe falta, trata-se com os seus eonsijrna-
tarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo, no seu
escriptorio ra da Cruz n. 1. _______
Para a Baha ra sahir com muita brevidade
o velsro patacho Jequitaia, por ter a maior parte
da carga engajada, para o resto que Ihe falta tra-
ta-se com os consignatarios Palmeira 4 Beltrao.
largo do Corpo Santo n. 4, primeiro andar._____
Para o Hio de Janeiro
Pretende seguir com muita breTdade o pata
eho nacional Beberibe, tem parte de seu carrega-
mento prompto para o resto que Ihe falta e escrar
vos a frote para os quaes tem exceflentes commo-
dos trata-se com es seus consignatarios Antonio
Luiz de Oliveira Azevedo & C, ne seu escriptorio
ra da Cruz n. 1.
LEILOES.
IEII&O
! Lotera extraord naria
Aos 1*000500 e 2:006,9000.
Sabbado 5 de, dezembro prximo se ex-
, trabir pelo excellente plano das. loteras ex-
; traordinariasa quarta parte da segunda lote-
ra da irtnandade v Seahoc Bom Jess das
Dores, no consistorio da igreja deN 8. do
Rosario da fregunia de Sanio Antonio.
Q* I>iln"'.tis meios achana-se venda na
I respectiva thcsonraria ra do Crespo n. 15
! e as casas commissionadas ra da Iropera-
', triz n. 44, toja do Sr. Pimentel; ra Direita '
n. 8. botica do Sr. Chagas; rna estreita do
Kosarj n. 12, typographa do Sr. Mira e ra'
da Cadeia n. 43, loja do Sr. Porto.
Os premios de 10:000^000 al 20#000 \
ser5o pagos urna hora depow da extracto |
e us ouirus no dia seguate depois da distri-
buiclo das listes.
O thesoureiro,
________Antonio Jos Rodrigues de Souza.
AtLGA-SE LMA BOA CASA, FRESCA. E EM PTI-
MA POSICAO PARA SE PtSSAB A FESTA. K TOJUB BA
miOS "SALGADOS A TRATAR M RLA DOS COELHOS
N. 5.___________
Ariemk-sfto sili denominad 08
4 leies na Soledade, eom una grande
casa le sobrado, coxeiras de esiriba-
rias, tanques nata baan* e excellente
aga, a lr.hr no mosmo s lio das 4
hwrda tarde em diante.
Alagase
a sitio da seahor i viuva Torres, cora boa casa de
morada, naCapanta Velha : para tratar, na ra
da Cruz n. 38.
FAZENDAS BARATAS
itUA no m i:ni tito--??
Custodio, Carvalho A C.
tm
100 barris e.am nanita de paren re-
finada.
iioj;
O agente Pestaa vender por conta de quera
pertencer 100 barrls com banha de porco refinada
ingleza muito alva,,desembarcada ultmamente, a
2uaf ser vendida em nrn oa mais lotes a vontade
os concurrentes: sexta-feira 27 do eorrente pelas
10 horas da manhaa no armazem do Sr. Annes de-
fronte da alfandega.
Pinas cambraias o'rgandjs indianas pelo baratissimo prego de 300 rs. o
500 rs. 3 vara.
Grande sortiuiento
dos mais Unos baldes de arcos para senhora e pelo barato preeo de 3 cada mu ditos de ma-
dapolao para meninas a 25500.
IVevidade
Os mais lindos c mais fiaos e modernos cortes de la com ricas barras, tendo cada eorte
20 covados e pelo baratissimo preco do 20$.
Pil de linbovara a 500 rs.
Moderias MaiMtas para vestido o rovado a 440 rs.
LEILO
NO
1 DE DEZEMBRO do cbrente anno
innivcrsario da memoravcl resiauraco da independencia portngueza.
O proprietario dos satoes do cesNde Apollo, Joao das Neves, nao querendo que por mais tem-
i passe desaercebido em Pernambuco a memoravcl dia Io de,deembro de 1640, cm que leve lugar
a restauradlo da independencia de Portugal, at cntao subjugado pelas armas de Castella, resolveu
festejar n SW anniversario no correte annp, com um sutnptuoso baile nos soberbos salocs do caes de
Apollo, visto ser particular o niesmo baileX
PllOUA]91MA
Ao romper da aurora do dia cima mencionado haver urna salva de 21 tiros, outra a urna
hora da tarde, e outra finalmente ao romper do baile o,ue ser precedido do hymno poituguez, execu-
aJo por urna banda militar que trajar grarfde uniforme.
Os sales estaio adornados o mais decentemente possivel ecom riquissimos cortinados com as
cures portuguezas, sendo que porta principal que ufe entrada para os saldes haver una rampa de
niadcira ricamente construida pai a tornar a entrada mais magestosa. Haver tambem um grande
arco atlegorico com os troplios das armas portuguezas, leudo um distico ondft se vero as seguinles
palavrasi* de dezembro de ICIOe aos lados de niesmo arco havero dous bustos demonstrando a
il i de caeadores n. 5, por cima desse arco vqr-se-ha o anjo da liberdade calcando aos ps o demo-
iito do despotismo.
No fundo do >alao principal esterad cscrtptas em lettras de fogo as palavras vivara os restau-
radores do dia 1" de dezembro de 1800, achndo-se no centro Iluminada a gaz a croa portugueza, a
simerda da croa achar-se-ha tambem illuminada a gaz a torre de porcelana na China e a direita as
cumas de Palmira, tremulando cm volta do salaoas bandeiras das naces amigas.
No'salao pequeo haver urna grande Ulaminacjto a gaz de setenta fies de comprimento re-
nresentando a cdade de Lisboa com o palacio dos conjurados, e o palacio da duqueza de Mantua, e a
nl.i no Tejo e fazendo-se a mudancadas bandeiras hespanholas pelas portuguezas, na frente do
Mino ver-se-ho quatro estatuas a saber : Europa, Azia, frica e America, e os escudos de todas as
rillas e ddades do reino e ultramar.
A entrada dos saloes estao collocadas duas estatuas imitando os archeiros da casa real de
Pqrtafal, a esquerda da croa porti^ueza se levantar una columna o lavada de gosto mozaico de
brome sobre a qual pofasara a estrella d liberdade, tendo qualrocentos bicos de gaz representando a
(mura de Portugal.
Kinfim llores natnraes pr-rfumarao os saloes e todo o esmero ser empregado para que seja no
tir.ro satisfeita a espectacao<>nblica.
Nesta oecasiao o proprietario dos saloes appellando para o patriotismo dos bons portuguezes so-
iita a sua coadjuva^ao |iara que oajudem. A causa portugueza e pois todos^devera .concorrer,
auxiliando assim os estorbos do proprietario dos mencionados saloes.
Roga-se as^iessoas que concorrerem neste dia de se apresentarem decentemente vestidas, e as
* AVISOS MARTIMOS.
GOMFANHIA BEASILEIBA
DE
PAQUETES A VAPOR.
E' esperado dos porlos do sul
o vapor Apa, commandante o
primciio lente Alcanforado, o
qual depois da demora do costu-
me seguir para os porlos do
norte.
Desde j recebera-sc passageiros e engaja-se a
oirga que o vapor poder conduzir, a qual deven
ser embarcada no dia do sua chegada, encommen-
das c dinheiro a frete ate o dia da sahida as 2 ho-
ras, agencia na da Cruz n. 1, escriptorio de An-
io Luiz de Oliveira Azevedo & C.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR
Dos portos do norte esperado
at o dia 30 do eorrente o vapor
Cruzeiro do Sal, commandante o
capitao de mar e guerra Gervazio
Mancebo, o qnal depois da demo-
ra do costuine seguir para os portos do sul.
Di'sde j recebem-se passageiros e engajawa
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
< (i ;idas e dinheiro a frete at o dia da sahida s 2
horas, agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Az*evedo i C.
<:0M1A,\I 11A IW A.M BCANA
DE
%'Tosa^o coseira a vapor.
Macei r es .-alas
do da 5 de dezembro prximo
s 5 horas da tarde seguir um
vapor para os porto! cima indi-
cados. Rccobcr carga at o dia
4. Encommendas, passageiros e
dinheiro a frete al o dia da sahida s 3 horas da
larde : esrriptorio no Forte do Mallos n. I.
COMPANHIA
DAS
MESSAGERIES IMPERIALES
.No dia 30 do eorrente espera-
se dos portos do sul o vapor fran-
eez/Yoparre, commandante Ve-
de!, o qual depois da demora do
. costdme, seguir para Bordeaux
tocando em S. Vicente e Lisboa.
(Em S. Vicente ha um vapor em corresponden-
cia com Gore.)
Para as condices de seguros, fretes e passa-
gens trata-se na agencia ra do Trapiche n. 9.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Xiivcgavo rustrir a vapor.
Paralla, Natal, Hacao, Ararat), Ceara e Acarar.
No dia 7 de dezembro prximo
seguir um vapor para os porlos
cima indicados, s 5 horas da
tarde. Receben carga at o dia
5. Encomincndas, passageiros e
dinheiro a frete at o dia da sahida s 3 horas da
tarde : escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
Para o Ro de Janeiro.
O patacho nacional Capiuun, pretende seguir
com muita brevidade, tem parle de seu carrega-
mento engajado, para o resto quo Ihe falla e es-
cravos frete para os quaes tem bons commodos
rata-se rom os seus consignatarios Antonio Luiz
de Oliveira Aaevedo & C, no seu escriptorio ra
da Cruz n. 1.____________________________
Para Porto
segu brevemente a veleira barca S. Manoel //que
tem engajado metade do seu carregamento ; para
o restante e passageiros, a quem offerece bellos
commodos, dirijam-se aos consignatarios M. J. Ra-
mos e Silva & Genros, ra do Vigario n. 10, pri-
meiro andar._____________________________
lrisue ti ii lia ac.
Pretendo sahir brevemente para Lisboa, recebe
carga e passageiros, para o que trata-se eom seus
consignatarios Carvalho & Nogueira na ra do
Apollo n. 2i.
DE
l'ma rica mobilia de Jacaranda, 3 jarras para
agna, 1 eommoda, 2 amarras grandes, 1 appa-
rador, 1 secretaria, 1 estante, 1 consol peque-
no. 1 banquinha. 12 cadeiras, 1 mesinha de
chao franeez. 1 praiileira de chao inglez, 3
camas de vento, 1 banheiro de folha, 2 mesas
grandes de pinho, 1 par de casticaes com lan
ternas, 1 palmatoria, relogio de vagein com
caxa, loiifa de porcelana para mesa e toHtet,
copos, garrafas, trem decosinha e utencilios de
casa, alguns livros, esleirs etc.
iio.ii:
O agento Pinto fara leilo por ordem de urna
pessoa jue so retira para fra desta provincia de
lodos os movis e objectos cima nieucionados
existentes no sobrado da ra do Trapiche n. 14,
onde se etiVctuar o leilao s 10 horas do dia su-
pradito.
moj:
Sexta-feifa 27 do eorrente s iO horas da ma-
nhaa fao, leilo J. Keller 4 C. por intervencao
do agente Atmeida e por conta de quem perten-
cer de JK u. 1948 a 19514 caixascom madapo-
loes e mnsselinas brancas, avanadas d'agua sal-
gada a bordo do navio francez Sphere, na sua re-
cente viagem do Havre para este porto.
Coutinuaio do leau de fazendas.
HOJE
O leilo das fazendas inglezas e francezas per-
tencentes a massa fallida de Sevo Flhos & C, con-
tinua hoje para acabar i rao luje os madapoious e
algodaozinhos s 11 horas da raanha na ra da
Cruz.
LEILAO
de don* alOnetes e dous pares
de rosetas d'ouro com grandes
nrilhantes e um trauselim de
o uro
HOJE.
O agente Pinto, vender em leilao sera reserva
de preco os ohjectos cima mencionados, os quaes
ornam-se recoramendados per aerea de gosto. e
de valor, s il horas no sobrado da ra do Trapi-
cha n. 38, onde haver leilao de movis.
LELO
Sabbado 28 do cnente s 1 \ horas
NA RA DA CADEIA N. 53.
HA
Sem limite por causa da transferencia do armazeiu.
Urna rica mobilia de amarello
raz com tarapo de pedra.
Pelo agente Euzebio, se vender era leilo
naquelle dia e hora antes que se efleclue a mu-
danza para junto, das obras do marcenara em
Jacaranda urna cama (raneen moderna, e inar-
. c|iit'z;i, cabide, mesa para jogo com abas, tocador
de faia, berco ejardneira; de amarello raiz urna
rica mobilia, imitarad Luiz XV, constando de 18
cadeiras deguarnicao, duas de braco, sof, jardi-
neira e um par de consolos com tampos de supe-
rior marmore branco, cama franceza moderna,
urna mesa elstica obra bem feita com 18 palmos,
marquezas para casal, solteiro e menino, lavato-
rios, cabide, berco, carteiras, mesas grandes e pe-
queas, porta-her, dito para leile creme clices,
jarros, mangas de vidro, relogios, e urna secreta-
ria do mogno, e outros objectos, que serlo presen-
tes no acto do leilao.
Precisa-so de um artista (typogrpho) capaz
de administrar os trabadlos de nma lypograhia, de
quatro compositores de nm impressor, que se
queiram contratar, para a cdade doAracajii (ca-
pital de Serglpe) : quem estiver nestas condicSes
appareca na roa Nova n. 58, das 3 s 6 horas da
tarde, que achara com quem contratar, faciliiau-
do-se os nicios precisos para o respectivo trans-
porte. _________________________________
Holeque on ama.
MtfK
ATTMCi
Um machinisiacliegado da Europa pre-
vine aos Srs. de engenho que concerta
machinas a vapor ou alambiques, como
tambem contratase cm qualquer enge-
nho, pode ser procurado na ra dos
Quarteis n. 1, primeiro andar.
Urna senhora estrangeira chegada ha
ponco da Europa, encarrega-se de lavar
e engommar com toda perfeicao por
preco mais com mido do que ero outra
qualquer parte : na ra dos Quarteis n.
1, primeiro andar.
mmwmmm mmmm
Encanamento d'agna.
A pessoa que annunciou oceu-
pat-se de encaar agua para en-
sa* particulares dlrija-se a esta
typographa.
AO PUBLICO
O abaixo assignado faz sciente ao publico, que
1 as meiaedes das duas casas terreas sitas na ra de
Santa Thereza n. 58 ena ra das Cinco Ponas n.
84, eslo livres e desembarazadas de todo e qual-
quer debito ou onus, e pertencem ao abaixo assig-
; nado, que nao. quer nem trata de venda-las; e'
Precisa-se dff um moleque ou de urna ama forra quanto as meiacoes pertcncentes f Urabelina estrangeiro solteiro: a tratar na ra da
Hora o servigo de pequea familia, e que compre Mana ,ll,s Prazeres de higueiredo Castro, estao hy-
Arrenda-se nm sitio na ra de S. Miguel dos
Afogados, com boa casa, estribara e quartos para
pretos, muitosarvoredos de frucio e baixadeca-
pim : a-tratar na mesma ra cora Manoel Jos da
Silva Grillo.
HA PARA ALIGAR
I ni andar com slito na ra da Cruz, um ter-
ccicodito cora soto na ra do EncantameHto, um
pequeo armazem na ra do Amorim, um arma-
zeiu proprio para oflieina ou estabtdeeimento na
ra das Cruzes : a tratar cora Joo RibeirO Lopes,
ra da Cadeia n. 33, loja.__________________
Antonio Jos Rodrigues de Souza aluga a sua
casa e sitio do Monteiro, em frente ao olao da
igreja de S. Pantaleo, com bastantes commodos :
a tratar na thesouraria das loteras, ra do Cres-
po n. 13.
Aluga-sc nma escrava, a qual sabe cozinhar,
lavar o engommar, ludo com perfeicao, afianca-se
a mesma._______________________________
Jos Botelho, subdito portuguez, retira-se pa-
ra o Hio de Janeiro.
J'recisa-se alugar um preto para
fc' um sitio : na ra da Trempe n. 2.
o servico
ra: na'ra larga do Rosario n 30, loja de : potheeadas, e de mais sujeilas indemnisacao,
cliarotos. i 1ue a "lla stnhora deve ao abaixo assignado, pMjB
pagamento que por si e pela mesma senhora, como
consenhores do sobrado de tres andares n. 2 na
ra do Queimado, fez integralmente da importan-
cia do onus do valor de 4505, que pesa va sobre
esse sobrado, e dos respectivos juros decorridos do
Io de novembro de 1854-ao Io do eorrente mez e
anno, como consta da escriptura publica prxima-
mente lavrada as notas do tabellio Pedro Alexan-
drino Rodrigues Lins, visto que o marido da mes-
ma senhora, Io testamentetro e inventarame do
finado padre Bento, por cuja heranea houveram o
dito sobrado, tendo na partilha recebido bens para
pagar os juros vencidos deixou de paga-Ios, e pos-
teriormente leudo o abaixo assignado e a Sr* L'm-
belina vendido o sobrado, nao declararam que es-
tava elle sujeito ao onus. Porlanto as nieiaeOes da
Sr* Urabelina nao |>odem ser.venjidas ; e ella pre-
tendendo vndelas em leilao por conta c risco de
quem pertencer, segundo consta do respectivo an-
nuncio para ter lugar o leilo quarta- fe ira 25 do
eorrente, sem que teuha pago a importancia da'
hypotheca, e procurando sabtrahr-se indemnisa-
cao que deve ao annuncianle, procede com njus-
lica c de ra f : sendo que tal compra se realisar-
sc nuda. Recife 24 de novembro de 1863.
Manoel Jos do Amaral.
Irtuant! :e de \ossa Seithora da Cou-
ccicao dos Militares.
Em virlude d'o art. 18 tit. V dos estatutos que
regera esta veneravel rmandade, convido a lodos
os charissimos irmaos para comparecerem no pro-
xiqjo domingo, 29 do eorrente mez, s 8 horas da
manhaa. no contistorio de nossa igreja, alim de
eleger-se o novo presidente para a mesa que tem
de reger a rmandade no futuro anuo do 1801.
Consistorio da irraandade 23 de novembro de
1863.O secretario.
Manoel da Costa Honorato.
mili ees m WMmm
O Dr. Sarniento Fillio, medico operador
do hospital Pedro II, para maior com- ^^
modidade das pessoas que o honrara com |p
a sua confianca, participa que ser en- H
contrado lodos o-; dias no referido bos- ^S
Jt< !,|,:|' ^IS as '" J;l manhaa e dessa hora SJP
ZM em vante na ra do Queimado n. 44, se- >Jg
^ gnndo aadar, onde ha establecido o seu *y^
M consultorio, ou em casa de seu paiCara- 0g
~^ po das Princezas.D consultas gratuitas "
^^ lodosos das no dito hospital, onde pra- S,
K rica toda e qualquer operacao de que os Kg
S pobres precisem para o seu res'aheleci- ^
S ment. Incumbe-so especialmente da jS*>
ag cura das molfstias do dominio da med- {g
^ cia operatoria, que se ha dedicado,
W das afTeredes do ulero e da uretra.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra do Crespo n. 23 : a tratar na loja.
Francisco Pinto Ozorio contina a coi-
locar denles artitkiae tanto por meio de
molas como pela presso do ai, nao r
cebe paga alguma sem rpie as obras
flquem a vontade de seus donos,
e outras pre^iaracoes as mais acre
para eonservaco da bocea.
Precisase de uuia ama para'casa_
Recife n. 40, loja de relojoeiro.
Aluga-se o sobrado de um andar |
ruado Calahoui-o veliio n. 17 : a tr^iagj
Concordia n. 17.
Precisa-se alugar um escravo de 18
nos que. sirva para o servido de padaria
leo do Terco n. 40.
AVISOS DITOSOS.
A assigiialnra deste Diario nao
abrigatoria,e quem o'la nao cnnvm
paga c dispcile-se, e nao demora o paga-
mento, fazendo a c.iixeiro ir dez e mais
vezes para receber qnantia tan diminu-
ta, em p-iiM dcobjeco que, em lolus os
paizesconhccetlorcs da imprensa, sem-
pre pago em principio do trimestre que
comeca. A'vista dissoesperamos que os
i nossos assignantes, que es ao em atraso
| no pagameato, m;ndein satisfazer suas
assignaturas, p ' presa empreguc os mrins que julgar
' necessario para seu embolso.
O Sr. Jos Francisco Pinto Guiraies, cirur-
giao pela escola real de crurgia de Lisboa, trans-
ferio a sua residencia para a ra Nova, n. 60, pri-
meiro andar, onde pode ser consltalo todos os
das uteis, das 7 s 10 horas da manb, acerca de
doenjas denominadas cirurgieas ou externas, es-
pccialmeuie daquellas, em cujo tratumento mais
trequenteraente intervem a medicina operatoria.
CAS* 1)4 F0HTUY4
Bilhetes garantidos
A' ra du Crespo n. 23 e casas do costuine
Aos IO.OOOUOOO.
No dia o dodezembrose extrahir a quarta par-
te da segunda lotera pelo plano das loteras ex-
traordinarias, beneficio da irmaudade do Senhor
Hora Jess das Dures.
0 abaixo assignado, recommendando ao res-
peitavel publico a compra dos seus mu felzes bi-
lletes garantidos, leinbra-lhe a vantagera que ha
era receber os premios por inteiro, por quanto
quera tirar a sorle de 10:0005 em bilhete garan-
tido nao receben sement 8:4005, em virlude dos
deseontos de 16 por cenlo que |lie faro em vista
das leis, massim os 10:0005 que vem a ser a dita
quantiae mais a do 1:6005 que pagar o aballo
assignado, importancia de ditos deseontos, aconte-
cendo o niesmo cora as outras surtes.
Os bilhetes garantidos pelo abaixo assignado,
levarao a sua assgnatura de chancella atravessa-
da na frente do bhete.
O premios maiores_de 205 serao pagos urna
hora depois da extraccao.
Precos.
Bilhetes inteiros..... 125000
Meios bilhetes...... 65000
Para as pessoas que compraren
de 1005 para cima.
Bilhetes........ U5200
Meios......... S5600
Manoel Martn* Fiuza.
lo contraetors audottiers.
The brtish barqne Deogaum capitain Beagleho-
le requires the un desmenlioned anieles, to ena-
ble her lo proeeed on her voyage to Liverpool
Ienders must specify Ihe price of each articles will
be supplied at such as sails, Ropes Corpenters &
Caulkerswork, said tendersto be oddressed to the
captain at the Brtish Consulate, and there to be
opened in the presence of H. B. M. cnsul and of
those concemed at nooro on monday next the 31
th november.
Fore Sail
Patent mam Sopsail
Fre Lop mast Sioysail
Main > do >
lop Gallant Sail
Fore'
M
M
Jibs
and a1l uew Gear for the abave
1 Boot to be refiaired
Steening apparatusdo
Staunchions & three Seams belou the cevering
board to be eaulked and paid all round the vessel.
/ D. Beaglehale
roarter.
[lo be replocedby. New
Ones.
>Io be repalred.
to be reploced.
- Sabio boje e acha-se a venda, nos lugares do
costume, a Estrella n. 5._______________
h tommcrcio.
Urna pessoa habilitada em escripturacao
cantil, offerece-se para fazer a escripia de
ca.-a de coinraercio em grosso ou a retal'
zada ou em da, de certa hora da tarde cm
ou como se convencional-.
Os Srs. Fonseca >V Silva, 5 ra da Cadeia do Re
cfe> darn as precisas informatoes.
I algn
lh#R
m alai
mcr-
imna
tra-
ntc,
Mmmwi.
Joao da Silva Ramos, medico pela uni-
versidade de Coimbra d consultas em
sua casa ua rua Nova ii. O, (las 8 s 10
horas da manhaa c das 4 s 6 da tarde e
recebe igualmente conviles para dentro
oa fora da eidade com o im de se en-
earregar de qualquer servico de sua pro-
fisso.
Os chamados deverao vir por escripto.
Herculano Jos de Almeida ltimamente
chegado nesta eidade, propoe-se a dar licSes de
canto, piano o outro qualquer instrumento, assim
como alia piano pelo methodo de Raphael Coelho
Macha I.'. tanto dentro desta eidade como nos seus
arrahahles : quem qnizer honra-lo eom ssns cha-
mados dirija-se Boa-Vista sobrado junto a caixa
d'agua._______________________________
Aluga-se urna canoa grande que pega de
1,500 tijelos de alvenaria grossa para cima, assim
como precisa-se de um canoeiro para outra de
1,500 : na rua larga do Rosario n. 18:________
Jos Antonio Alves e Manoel Esposto, subdi-
tos portuguezes, retiram-se para fra da provincia.
Jos Azevedo de Andrade Taz
sci-nte anconi lo eommereio desta
pnca ea seu.s freguezes^m gerl, que
li-.iusl'ciir) a sen rst b'ldRmcnto de fa-
zendas silo rua do Crespo loja n. 20
A para a de n. 18 da mesma rua.
/i linra doCIb-Commerca.teno <#'?? ;ilJ% asMgnados declaramos em tempo
a oirt((,dH uu umu-^umuio w uenhiiin effeito a procuracao que nas-
a-dar posse a sua snecessora, roga a quem
*e julgar credor do tnesna^ Club que apr-
senle suas coritas ao respectivo thesoureiro
Mo Pereira Moutinlio, nopra/.o d 24 ho-
ras, afim de serem pagas incontinente.
Aluga-se urna casa as barreiras do Cachan
g, junto a estaco doornnas,,lugar de liberdade.
! por ser mais relindo, c poejf^H) eoMmodr. *
' tratar no mesmo lugar cora tf- Lino Tereira da
Fonseca. 011 na rua da Irapeiwiz n. 74.________
I'1 ecisa-aa de urna ama para cozinnrrr na rua da
I.npera^||sobrado n. 47, seal
i:\iuviiij.
SSaii
uhiir
M'. ^lltu.'l
o do ftec

sainos ao Si'.^ntonio Jos uoes do Valles para
vender a naMrVasa sita na eidade de Caruari ao
Sr.Antoiiio-doniego Barros, visto que o referido
negocio fui feito sobre informacoes menos exactas
s com o fim de se comprar a referida casa por
11 unsdarnietade de seu valot e por isso fazemos
a presaNJe declaraco, 'obNmo o mesmo senhor^
vir ou apandar receher a Jjjntia de 2505, na rua
ireita 11. 62, por quajitojanvaliou o iiiesm^com\ 9
pajador a referida cjjbjbc ReciTe 21 de novembro
de J>fca. Manoel WrWira Diniz. Maria F. F.
JHniz.
-se
tabcrnaAue alia
Porto Calvo: '
n. 94.
um caixetro
a conducta, e
na rua da
a>
kT <*
O Dr. Cosme de S Pereira-conli-
nna a residir na rua da Cruz n. 53,
Io e 2 andar, onde pode ser procu-
rado para o exercicio de sua proas*
sao medica, e com especialidade
sobre o seguinte
Io molestias de olhos;
2o de peito:
3o dost orgaes geniti
urinarios.
Em seu escriptorio os doentes se-
rao examinados na ordena de suas
entradas romeoando trabalho pelos
dnents de olhos.
Darii consultas todos os rfes d s
6 as 10 tta manhaa, menos riw de-
mingos.
Platicar toda e qualquer opera-
cao que julgar conveniente para o
prompto restabelecimento dos seus
doentes.
Para passar a testa.
Aluga-se urna casa na povoaco do Monteiro ao
p do Sr. Jos Rodrigues dos Passos, caada e pin-
tada e com commodo. para familia : a tratar no
Monteiro com o Sr. Amonio Jos Gomes do Cor-
reio, e-no Recife na bJtica da rua do Cabug nu-
mero 11.
Precisa-se de urna ama de leite
bem : na rua da Concordia n. 37, casa
andar.
paga-se
de um
\
m
Aluga-se um bom sitio no Manguinlio, com bas-
tantes arvoredos de fructo, boa casa de viyenda,
cssa fra com quartos para pretos, estribara, ca-
cimba com boa agua, e tanque com casa para ba-
nhos : quera o pretender, dirja-se rua Nova,
loja de calcados n. 7.________^^__^___
Precisa-se de ura caxeiro,
taberna na Pissagem 11. 1. |
pequeo, para
Cursa de philusaafla.
l'm acadmico habilitado nesta malaria, e que
tem pratica de ensiuo, se propiie a lajcionar em
casas particulares eu eoqualquer collegio, philo-
sophia, moral e racional: as pessoas, pos, a quem
eoiivier o cnsino, drija-se esta typographa, que
se Ihes dir com quera iratar.
Aluga-se por 205 mensaes a primeira casa
sita na estrada dos Afctos do lado esquerdo, com
6 quartos, 2 salas, cozinha, cacimba com boa agua
e ura bom quintal: a tratar em S. Jos do Man-
guinho, sitio confronte a igreja._______________
Arreuda-se una bom sitio
em Parnameirim, estrada de Saut'Anna, co:a boa
casa de morada, cocheira, estribara, ele, grande
baixa plantada decapim. boa casa e maea arvo-
redos de frncto, e outras commodidades. O lempo
e as condicoes do arrendamento serao favoraveis.
e trata-so na praca do Paraizo n. 24 com S. A.
Peres. ___________________^______
liugomina-se e lava-se
Na na rua do Adique n. 1 exisje urna mulhcr
queengommae lava lolaaqualidadede roupa com |
toda perfeicao e por coraraoilo preco.
No dia 25 do correte, por osqneeimento se
deixoi licar no trem da estrada de ferro, que i a
aso horas da larde para o Cabo, uiqJivro de poe-
sas do auclor Palmeirim : rjijBjji a pessoa que
o iiiardou o entrega-lo m% % Cruzes n. 42,
raa* rao.
fluc se Ihe ficar muito agfa
All|a-se una boa casa terrea iiapovoaQao
do Moflteira> por 4 mezes 5, porju-ea muito
commodo,tendo 2 salas grandes, 4Vartos, cozi-
nha (m*. 2 quintaes murados, com portao i|ue
bot para o rio, c tem caciajba : quem a preten-
der, dirija-se roa da Imperatriz, loja n. 76.
A abaixo assignada declara aos senhores
commercianles desta^ra?a e fra del la, quo o Sr.
Jos Joaquim da Sil'JPGomes deixou de ser encar-
regado da gerencia de sua loja de fazendas, e sem
mais poder tratar 4e negocios tendentes sua casa.
Acha-se de posse da gerencia da sua lojae Sr. Ma-
noel Jos Carneiro, cujo^jUbelecimento continua
o seu bjto coinniercial Blrife 4 de novembro de
1863.-*A rogo da viuva de Manoel G. da Silva,
Lniz Antonio Vieira.

m
ayihaixo assignado, jaifro de Francisco Marhias
la Cost, arevoe ao publico que ninguem
accao alguma com os bens do finado, o
em alguia^mpo nao se chame a igno-
faz o preselHnk
MaxUn> da Silva Gusraao.
. Precisa-se de urna aUM de leite : na rua da
Imperajjz n. 45, segundo andar.

**
?*-"
I



mm


Diario de Pcrnf buco Sexta felra *3 e Xovembro de 18es.

O Dr. Carolino Francisco de Una San-
tos, contina a residir na, n do Impe-
rador n. 17,1* andar, onde pede ser pro-
curado a qualquer hora do da e da noito
Sara o exercicio de sua profisso de me-
ico; sendo que os chamados, depois de
meio dia at 4 horas da tarde, devem ser
deixados por escripto. O referido Dr.
nao abandonando nunca o estudo das
molestias do interior, prosegue, com o
maior affinco, no das mais diflkeis e deli-
cadas operaces, como sejam dos orgos
ourinarios, dos olhos, partos, etc.
Aluga-se a loja do sobrado n. 193 da ra Im-
perial, e o armazem n. 4 da ra de Apollo : na ra
da Aurora n. 36. _________
Aluga-se urna ca
tratar com J. I. de M.
Trapiche, n 3i. ____.
era Bebiribe ; a
Reg, na ra do
mm
Prccisa-se de um rapar portuguez, de idade
at 15 annos, que entenda de negocios de molna-
dos, tend boa conducta, para ir para o Ceara: a
tralar na rna da Aurora n 46, segundo andar.
Aluga-se o sitio da senhora viuva Camino,
Na ra DireiU n. 11 sentir quem d
8000 a 900/ sobre hypotheca era urna casa.
edc-se toda alten cao.
Custodio Jos Alves Guimares, dono da leja in-
titulada Gallo Vigilante, ra do Crespo n. 7, avisa
aos seas numerosos freguezes e ao respeilavel pu-
blico, que tendo de reformar no flu deste anuo seu
estabelecimento, equerendo liquidar grande quan-
lidade de diversos objecios, est rosolvido a vender
ludo por precos baratissimos, como sejam :
TINTURARA.
Tiage-se com perfeico para
o mais barato possivel:
IB, 38, segundo andar.

qualquer
na ra do
fructeiras, baixa de capim : no mesmo sitio
r quem trata do aluguel.___________________
Ainda est por alugar-se o segundo aa
dar do sobrado n. 44, em a ra da Auro
ra : quem o quizer dirija-se esta mes
Perdeu-se na noite do dia 24 do corrente, em
frente ao arsenal de marinha, urna cassoleta com
forma de coraeio, com um retrato dentro : a pes- Pecas com 45 varas de franjas de linho a 3*.
Ditas com 45 varas de galo de linho a 3*.
a 4*
160 rs.
Manguitos para senhora, o par 800 rs.
m~S InJdoManeinho com boa casa de sobrad soa que achou-a, querendo restituir, queira leva- DiUs com 45 varas de galao de
do pfi2 S oara criadc* esribaria, la ra da Cruz n. 38, que ser recompensada, se Laa sortida para bordar, libra
do, esteirada, quarios para i"*" > "j .T existir. Froco de cores sortidos, peca a
fnii-i.i r-w haWa itp canim : no mesmo Sitio se ai-, assmi u e&igu. _______ ___ ___ _____ i~v-->
ma ra casa n. 10.
Mocledade de segaros mutuos
de vida Installada pelo Banco
rnlo na cldade do Porto.
Os agentes nesta ridade e provincia Antonio
Luiz de Oliveira Azevedo & C escriptono na ra
da Cruz do Recife n. 1, esto autorisados desde ja
a tomar assignaturas e prestar todos os esclareci-
mentos que forem necessarios, as pessoas que de-
sejarem concorrer para to til e benfica empre-
za, segurando um futuro lisonge,iro aos associados.
Os herdeiros do finado cirurgio Manoel Joa-
quim Pereira, annunciam ao respeitavel publico,
m 864 irapressas nesti lypograpbia ^^^^g^'E
eA escllente lypo e bom papel, riana r*,ro,|iea Joaquina herdeira e inventarame
do mesmo finado, e que boje se acham em poder
dos herdeiros desta, estao sugcitos ao pagamento
de dividas do mesmo finado para com o casal do
fallecido Manoel Joaquim.e mesmo o espolio ainda
nao se acha todo partilhado, assim em qualquer
occurrencia os herdeiros deste empregaro todos
os meios para rehaver os bens da heranga, onde
qoer que elles se achem.
lerece-se um mogo portuguez para cozi-
nheiro de qualquer casa ; quem precisar dirija-se
ra Direita n. 36.
Na ra das Cruzes n 4,
segundo andar, precisa-se fal-
lar c m urgencia ao Sr Dr.
Jodo Jos de Moura Magalhts
FOtrlINHAS PARA 1864,
Na* praca da Independencia livraria ns. 6
e 8, acliara-se venda as seguinies folhi-
tinlia de porta contendo as male-
riartfo ostume, rs.........160
Bita de algibeira, sob a epigrapbe
religitea, contendo alm das materias
do costume os sete passos da Paixo
de Nosso Senhor Jess Cbristo ; canti-
mez Mariano; hymnos e jacula-
no Sanlissimo Sacramento; ex-
Bs de diversas oraces; cora
tica ; exercicio ao sagrado cora-
Mara ; oraeo para visitar as
[as no dia da Porciuncula ; oracjio
escolha dos eslados da vida ; dita
ura da Concedo ; e meditaces
tirefbrma da consciencia, rs. 320
le dita, sob a epigrapbeVa-
Nftendo alm das materias do
: receilas uleis e necessarias
rsosmysterios da vida ; physi-
cecreativa ao alcance de todos:
lase ralices; poesas; charadas;
las e pensamentos colligidos por
crToo.
laques sobre Portugal.
) abaixo assignado, agente do banco
mercantil Portuense nesta cidade, saca ef-
fectivamente |>or todos os paquetes sobre
o mesmo banco para o Porto e Lisboa, por
qualquer somma, vista e a prazo, po-
dendo logo os saques a prazo serem des-
contados no mesmo banco, na razo de 4
porcentoaoanno aos portadores que as-
sim lhe convier: as ras do Crespo n.
8 ou do Imperador n. 51.
Joaquim da Silva Castro.
Aluga-se ojprimeiro andar do sobrado
da ra do Amorim n. 58, proprio para es-
criptorio : a tratar ra da adeia n. 62,
segundo andar. ______
CASA DE SAUDE
Em Santo Amaro
Do Dr. Silva Ramos.
nico estabelecimento desta natureza
que existe entre nos, montado do modo
que pode com todo o commode e zelo tra-
tar qualquer doente, que nella seja reco-
lhido.
O edificio magestoso e conserva-se
em perfeito estado de limpeza e conve-
nientemente mobiliado.
Os doentes sao separados, segundo os
sexos, natureza das molestias e eondicoes
sociaes.
Ha quartos fortificados para os aliena-
dos, e urna enfermara para as partu-
rientes.
O proprietario eiicarrega-se de qual-
quer operago.
0 estabelecimento franqueado qual-
quer pessoa que o queira visitar.
Primeira classe 35000 diarios.
Segunda dita.... 2*500
Terceira dita.... 2,5000
Para que qualquer doente sejaali rece-
bido, basta que se mande o nome do doen-
te e da pessoa que o remette, com a de-
claraco da morada.
O proprietario aceita contratos annuaes
com qualquer que queira ter um ou mais
leitos sua dispsigo.
COMPRAS.
Compra-se um terreno as imraediacoes da
Boa-Vista : a tratar na taberna da ra da Matriz
da Boa-Vista n. 27.
Na estrada do Manguinho, casa n. 21, com-
pra-se urna escrava de boa couducta, que entenda
de costura e engommado, paga-se bem.
Compra-se cobre e lati velho : no arma
zem da bola amarella no oitao da secretoria de. Sapatinhos de merino a 800 rs., e
Golinhas de bonitos gustos a 400,500 e 1J>.
Salvas de metal principe a 1*500, 2* e 2*500.
Ditas com copos de metal proprio para meninos a
1*200.
Facas e garios para sobre-mesa a 4* a duzia.
Ditas e ditos dita com cabo de marfim a 6*.
Bandejas de todos os tamaitos muito finas a 1*,
1*200, 15400, 1*600, 2*500, 3*500 e 5*.
Ditas redondas para copo de 500 rs. para 2*800.
Tesouras em carteiras, a duzia a 500 rs., 640 e
800 rs.
Peitos para camisas, a duzia a 2*.
Camisinhas bordadas para senhora a 1*500 e 2*.
Chapelinas para senhora a 3*.
Ditas para menina a 2*.
Chapeozinho para meninas de escola ou passeio a
2*e3*.
Flores francezas, caixos grandes, a 600 rs.
Luvas de seda com pequeo toque de mofo a 300
rs. o par.
Toucas de la para meninos a 500 rs., fil a 500 e i
600 rs., de seda a 800 rs.
de la a 500 rs.
polica.
Comprase urna
esteja em bom estado :
n. 94.
Bolsinhas de missauga
800 rs.
para meninas de escola a
^TrVnf ^tX6i BoU** dourados parapunho a 200 rs. o par.
na ruada Sanxalla-velfia, TnteiI.0S de mcul a 320 rs.
Trancelins para relogo a 100 rs.
Ditos de Ota chmatele a 200 rs.
Escrivaninhas de metal a 3*500.
Colheres de metal para cli a 200 rs. a duzia.
: Ditas de dito para sopa a 2* a duzia.
Botoes de duraque pretos a 400 rs. a groza.
Cartas hespanholas para jogos a 1*200 a duzia.
Caslicaes brancos e amarellos de metal a 1*.
Carteiras para algibeira a 500, 600, 800 e 1*.
No armazeni da aurora brilhante compra-se
um preto de meia idade que seja fiel.
COMNAn SE
dous molecotes de 15 a 20 annos que sejam bonitos
c fortes : na ra do Amorim n. 35, segundo andar
Compra-se effeclivamente ouro e prata em
obras velhas : na pi ac da Independencia n. 22,
loa de biHieles.
Compra-se cobre e lalo velho :
na ra da (ladeia do Hecife n. 36, pri-
meiro andar.__________________
- Compra-se um escravo de 35 a 40 annos, que
entenda do servigo de sitio : na ra do Queimado
n. 13, primeiro andar.____________________
(arrafdes.
Compram-se garra foes de todos os tamanhos a
320 rs.: no armazem d aurora brilhante, largo Dltas ^n SSn a 300 e 400 rs. a vara.
Caixinhas para costura de senhora a 1*500,2*.
Sabonetes muito linos a 1*200,1*600 e 2* a duzia.
Fivelas para calca a 300 rs. a'duzia.
I Botoes de ac para calca a 320 a groza.
Caixinhas comalfinetes,grampos e colchetes a 320,
400 e 500 rs.
Filas de borracha pretas e de cor a 120 e 160 rs.
a vara.
; Latas com dous massos de agulhas por 800 rs.
! Brincos de aljofares a balo a 320 o par.
Altinetes pretos e de cores com pedrinhas a 200 rs.
e320.
Camisas para liomem feitas em Lisboa a 2*.
Filas de velludo lisas e lavradas a 800, 1*, 1*500,
2* e 3* a peca.
Aluga-se a casa terrea n. 6, do pn-: 0 andar,
meiro becco da Camboa: a tratar ra da |
Cadeia n. 62, segundo andar. _______
Aluga-sc o tereciro andar da casa sita na ra
Nova n. 21 : a tralar na mesma ra n. 19, segun-
A'tenco
Na ra estreila do Rosario n. 19 trabalha-sc com
Escola gratuita nocturna. toda a perfeico em bordados e llores de todas as
Na escola central do melhodo Castilho, na ra qualidades, apromptain-se ricas grinaldas e boquets
das Flores, esl aberta a matricula para homens para casamenlos e bailes, da-se lambem li?oes de
nacionaes e eslrangciros que quizerem aprender a flores s familias que quizerem aprender.
ler, Mcrever e contar, e doutrina christa ; este
ensino ser das 7 s 9 da noite gratuitamente. Te-
r principio na noite de sogunda-feira 11 de Janei-
ro de 1864, nesse dia fecba-se a matricula desso
anno. A alierlura da escola nocturna de Lisboa no
lugar de Mf.rvilla, pelo Illm. Sr. Luiz Felippe Loite
de que trata o Diario de Periuimbuco de 21 de no-
vembro no artigoPortugalfoi o nico incentivo
<|iie nos moveua dar este curso nocturno, em pro-
veito dos nossos concidados de ambos os hernia-
ferios,Francisco de Freitas Gamboa.
DENTISTA DE PARS
lin-
Deniisia americano
^lew-York, ra do
rador n. 63. "
Dr. W. II. Me. Grath, offerece ao res-
peilavel publico de Pernambuco os ser-
vidos de sua prolisso, todas as opera-
ces da bocea e dentes serao executadas
com o ultimo e muito melhorado princi-
pios de cirurgia dental.
19Ra Nova -19
Frederico Gautier, cirurgio dentista,
faz todas as operaces de sua arte, col-
loca dentes artificiaos, tudo com superio-
ridade e perfeico, que as pessoas enten-
didas lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentificio.
Antonio Ferreira das Neves, subdito portu-
retira-se pan fura do imperio.
"~ Alii-a-*afcri;\ da ra das Pescadores n.
l'i : a datar na roa do Rangel n. 9.
1
glf:
Compaukia f|delidade de
seguros martimos e ter-
restres estabelecida no
Rio de laneiro.
AGENTES EMPEPNAMBCO
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & ('.,
competentemente autorisados pela direc-
tora da companhia de seguros Fidclida-
de, tullan seguros de navios, mercado-
ras e predios no seu escriptorio ra da
n .1.
mam
-- Prccisa-se fallar com o Sr. Ignacio
Vicira de Mello, escrivo cm Xazarclh,
sobre negocio que o mesmo senhor nao
ignora; ua ra do Crespo lja de fa-
zendas n. 7.____________________
Criado.
Preeisa-sc de um, que entenda de servco de si-
tio tambem, dndose 1203 por anno e comida-:
na ra Nova, sobrado n. 23, primeiro andar, das 9
horas da manlia ateo meio da.______________
Na botica do pateo do Carmo precisa-se de
qntandeiras para vender pelas ras, alugadas.
Contina a naver pao de senteio novo nos das
| quartas e sabbados de cada semana, na padaria
em Santo Amaro ae p da fundicao, na ra" da Im-
peratriz n. 22, e ra do Brum, confronte o chafa-
riz n. 47, ra das Cruzes, deposito n. 39, na Pas-
sagem, taberna da esquina do Sr. Bento, que vira
para o Remedio, e no armazem progresso, largo
da Penha n. 10.
Precisa-se do urna ama
Gloria n. 41.
de leite : na ra da
O Sr. Luiz Paulino Cavalcanti de Al-
huquerque, tem urna carta nesta typographia.
A pessoa que aehou urna pulseira.
4oitavasdeouro, do Carm al a ruaTle Horlas,
as8 horas da noite do dia de terca-feira, qneira ter
a bondade de levar ra de S. Jos n. 34, que se-
,r recompensada.
Cherubino di Pietro Bandieri e Federgo Pie-
ri, subditos italianos, retiram-se para a Baha.
Aluga-se a casa terrea n. 35 na ra da Pal-
ma, com bons commodos, quintal e cacimba : a
\r. I entenderse na ra da Cruz n. 34, das 10 horas s
1 3 da tarde. J__________
Narciso Ferreira da Veiga, subdito portuguez
relira-se para fra da provincia.
Arrendase na ra da Aurora n.
"2(5 ;i cxcellente propriedade denomina-
da Barra %t Serinhcm, com grmle
numero de captaros para desfruclar e
Aon. 29.
Nova loja dos haratriros na ra do Queimado.
Velludo de cores fazenda muito boa o covado
3*000, baldes de panno 3*200, ditos de arcos
3*000, 4*000 e 5*000, lias de duas larguras
para vestido o corado 500 rs., chitas francezas o
4 covado 360 rs., metim branco para forro de
muitOS foros a perceber aillluaJjpCUle. vesdo o covado 120 rs., tarlatanas de todas as
cores a vara 720 rs.
timmmmwm
l Knslmt de preparator
O bacharel A. iCdo Torres Baude
professor de geofraphia e historia no
gymnasio desta provincia, tem resolvido
abrir cro particulares para o ensino
! destas disciplinas, e bemassim para o
de rlietorlca e philosoplifa*
Os cursos comecaro logo (jue liaja nu-
mero sufflciente de alumnos tiara cada
um dilles : na casa-da residencia do
annuneiante naruaeslreita do Rosarlo n.
n. 31, terceiro andaT.
para cosinhar
TgAo n.
s Waleiro
29.
Nova loja dos SVateiros na na do Queimado.
Cassa lisa pelle de ovo a peca 7*500, cambraia
I, lisa muito fina a peca de 17 varas 10*, cam-
[ braieta peca de 12 jardas 7*000, cambraia adamas-
l cada para cortinado a peca de 22 varas 10*000,
da Santa Cruz n. 84.
Compra-se um escaler pequeo : a tratar na
ra Nova n. 7, loja.
costura de senhora a
3,4, o e6*.
Compoteiras de vdro com pratos de metal a 3* e
4*000.
Franja de la para debrunliar tapetes a 2* a peca.
Palitos de fogo, prova d'agua, a 1* a groza ou 120
rs. a duzia.
i' i,t,.i *, pm, mo dn Trani Assim como tem grande sortimento de muitos
- \ende-se no hotel da Europa ra de. Trapi os ^ eDfadonho ineC0_
che n. 12, urna mnUta de M nao, sabendo^g- ^ vender muit0 barat0 u.
nhar, coser e engommar soflnvelmenie, por preco
VENDAS.
AURORA JSglk BRILHANTE.
I, U WS L U
LARGO DA ^S?4 SANTAGRUZ.
O dono do grande armazem de moldados denominado AURORA BRILHANTE tem a
honra de avisar ao respeitavel publico e com especialidade aos seus freguezes, que o seu j
muito conhecido estabelecimento acha-se de novo sonido de bons gneros tanto do estran-
Seiro como nacionaes e por precos muito commodos :
lanteiga ingleza flor primeira qualdade a libra 1*120, segunda a 1*000 e 800,
e terceira a 640 e............. 400
Dita rranceza muito nova a libra 640 e em barril e meios a 580 e 560
Queijos do reino do ultimo vapor os mais novos possivels a 2*400 e do passado
a2*000e............... 1*800
Ditos de manteiga inteiros a libra a 600 e a retalbo a....... 640
Bolachinha de soda a 640 e de araruta a libra a....... 400
Latas com ditas de soda com 4 libras a 2* e ditas com biscoutos inglezes a 1*400
1*600 e............... 2*000
Cha hyson uiuito fino a 2*560,2*880 e 3*200, dito uxiin a 2*880, dito preto muito
tino a 2*, 2*500 e............. 3*000
Ameixas francezas em latas de 3 e 6 libras e meia a libra a 4*500,2*400, 1*500 e 1*000
Latas com marmelada da safra nova a libra 720 e...... 800
Ditas com figos decomadre8 libras 2*500 4 ditas 1*500 e libra .- 320
Pasas novas em caixa de arroba a 6*500. quarto a 2*500 e libra .... 480
Caixdesdedocede goiaba da casca a 400,500, 640, 880 e...... 1*000
Frascos com conservas frauceza e ingleza a 800 900 e de mustarda a 500
Amendoas novas arroba a 6* e a libra a 240 e........ 320
Sevada nova arroba a 2*500 e libra 120, sevadinha e sag novo a 280
Vinhos genuinos dos melhores autores do Porto duzia a 14*, 18* e 20* e garrafa a
1*280, 1*600 e............. 2*000
Dito em pipado Porto, Fguera e Lisboa a caada o*, 4*500, 4*, 3*500 e 3* e
garrafa a400, 480, 560 e............ 640 I
Dito branco proprio para missa do Porto, Fignera e Lisboa, Carcavelos, termo xe-
rez a 1*. 800, 640 e.......... 560
Espermacete verdadeiro a libra 800, 720, 640 e 600 rs., velas de composico e car-
nauba arroba 10* e libra a......... 360
Farelo saceos grandes, farinha, railho e arroz de casca a 4*, 4*500 e 5* e mais
pequeos a............ 35800
Linguicas do serto a 320, costelas e cavecas c mais fato de porco secco proprio
para feijoada a............ 200
Macaran, tatharim, aletria, pevide, estrelinhas e rodinhas a libra ... 480
I-atas com peixe em posta muilo bem preparado em molho a '. 1*000
Charutos finos da Baha dos melhores fabricantes a 2*, 2*500, 3*, 3*500, 4* e 5*000
Genebra de Hollanda verdadeira o frasco a 640 e 1* e de laranja a 1*000
Verdadeira farinha de matarana ou araruta em caixnha de 4 libras a 640 e a re-
tamo a........ ..... 800
Gomma muito alva arroba 2*500 e libra 100 rs., dita mais antiga arroba 1*280 e
libra. ............ 60
Caf de moca a libra 360, dito do Ro a libra 320 e 280, e do Cear a 320 e arroba
a 10*, 9*500 e............ 8*500
Toucinho de Lisboa arroba 12* e a libra 400 rs., chouricas novas a libra 640
Presuntos para fiambre a libraJWO rs. e ditos de Lamego para panella a 400 rs. a
libra e inteiros a libra.......... 640
Alpista novo arroba 5* e libra 160, grao de bico a 160 e ervilhas novas em latas a
libra 640e............ 320
Serveja das melhores marcas branca e preta inleiras e meias garrafas duzia 5*,
65, e..............7*500
Resteas com grandes sebolas o cento a........ 2*' 00
commodo.
Cal de Lisboa
a mais nova do mercado : na ra do Vigario n.
19, primeiro andar.
Vende-se urna cxcellente caixa grande de
amarello que serve para deposito de assucar ou
deposito de oleo, se forrando de folha : na ra No-
va n. 51.
A i$00Uocento-
Na taberna do Campos, na ra Ao Imperador n.
28, vende-se o cento dos charutos suissos a 1*.
Na fabrica da travessa do Carioca n. 2 ven-
de-se por pre$o muito commodo oleo dwicino
muito novo, em latas de diversos tamanhos, pro-
prias para os fazendeiros, senhores de engenhos e
casas de familia ; assim como tambem se vende
azeite de mamona purificado para luzes, o qual
tem a propriedade do dar urna excellente luz, sem
fumaea e muito econmica, sendo muito propria
para usar-se em lamparinas de quarto, candieiros
de sala, lampadas de igreja, etc., e o seu preco
muito menos do que o azeite doce, geralmente usa-
do para o mesmo llm._____________
Vende-se urna batanea decimal em bom es-
tado : no armazem do finado Joaquim de Paula
Lopes, defronte da escadinha.________________
i.citr no Recife.
Do dia 17 em diante haver leite liquido a 320
rs. a garrafa : nooito do predio da ra da Cadeia
do Recife em frente do passadico _______
Meias do Porto.
Vendem-se na loja de ferragens na ra da Ca-
deia Vclha n. 44, meias de linho e igualmente de
algodo, por preco muito commodo.___________
Farinha e milho.
Milho.novo e farinha muilo superior e semgost^
ruim a 4* e 4*500 o sacco : no armazem da auro-
ra brilhante. largo da Sania Cruz n. 84.
Manual de contas feilas
para compra e venda de assucar e outros gneros,
obra muito ulil para, os negociantes e senhores de
engenhos; pois com um lance de vista pdese
saber o valor de quaesquer quantidade de arrobas
e libras : vende-se na livrara econmica ao p do
arco de Santo Antonio.
Papel pautado.
Acaba de chegar papel greve pautado de supe-
rior qualidade : vende-se na livraria econmica
junto ao arco de Santo Antonio._________
Carteiras bonicopathicas
em marroquim, cora 24 e 48 tubos, medicamentos
muito novos e garantidos, mais barato que em ou-
tra qualquer parte : na praca do Paraizo n. 24.
Vende-se um fardo, dragonas, banda e bar-
retina paraofilcal do Io ou 2o batalho de infanla-
tara da guarda nacional desta cidade: a tratar na
ra Nova n. 17, loja.
Na ra do Imperador n. 59 junto ao passo, rece-
beu um sortimento completo de cortes ^vestidos
de poupelina, cada 11111 corte 110 seu^Bhpetente
carto, contendo cada um 26 covados,^B|Timi-
nuto preco de 8*000, por isso convm aproveitar a
boa occasio.
Vende-se quatro methodos de msica dos
melhores autores; quem pretender dirija-se ra
de S. Francisco n. 42._____________________
Vende-se urna mulata perfeila engommadei-
ra e cosinhera : quem pretender pode drigir-se
ao Sr. Francisco Ignacio Pinto, agente de leil5es,
na ra da Cruz n. 38, que ministrar as informa-
5<5es necessarias:_______^________________
Milho.
No armazem da aurora brilhante ha saceos com
milhojiovo a 4* : largo da Santa Cruz n. 84.
^O LIVHO OO POVO.
Segunda edico mais correcta, ornada com
meias finas para senhofas" a duzia 4*000, chales 27 estampas, e augmentada com 48 paginas
de laa pona redonda 32*^00. -1 ^ texU)> ^^0 a vida de NOSSO Senhor
*"4Jess Christo, fbulas, o vigario, o bom ho-
mera Ricardo, quadrupedes uteis, o profes-
Nova loja dos harateiros na ra do Queimado.
Precisa-se de urna ama
ra das Larangeiras n. 12
Aluga-se o armazem n. 4 da ra do Apollo, e
oterceiroandar da casa n~88da ra dS Impera-
triz; na ra da Aurora n. 1$.
Para dar cumprimento ao disposto noan
i" do capitulo 1 do regulamento interno deveri
os correctores geraes da praca ftunirem-se Mi
30 do corrente mez, s 3 hojM|k taro'e, no I
designado pelo mesmo regiflRento. Reci/c
novembro de 1863.O secretario da junta
Jorg Patchett.
rs!SK Si- AK/WJi'S.S or Prima' rooepratica Simo de Nan-
de seda de algodo c de laa para eneites de vest- tua> mximas e sentencas, hygiene, receitas
do a peca de 10 e 15 varas a 400, botoes de seda necessart'Ss, o Brasil: vende-se na livraria de
de velludoe de fustaudnzias 120. Manoel pigueira deFaria Filho, praca da
Na ra do LivrJtwnto n. 31 tem ua* carta Independencia ns. 6 e 8, a 600 rs. o exem-
S,LSPara F qUm R,dr8Bes "* Plar em brocJura>eJal-cartonado.
AtlenfS
Na ra Direita n. 11 se dir quem d 800 a 900*
bre hypoth*|kde urna casa^_____%fc "e
"amagara Wr^ico de f.n
urna cj gppuca lamina: napl da Gloria nu- "'
mero I CO 3|J.
*>
JECTJAO BROW
Remedio infalbvel contra as
"tiflMB recentes, uniMipo
**+t rna dam n
as gnorrheas
sito na bo-
m. 22, pre-
Suidar : na ra do Crespo n. 7, e ra do Impera-
or n. 59, junto ao passo, e casa da liquidaco.
ptima acqulslco para os pol-
ticos da poca.
Vende-se por 800* (dinheiro vista) urna typo-
grapha montada de todo o necessario para se en-
trar em renhido combate, sendo o prelo de ferro,
e tendo typos bastantes para se trabalhar desem-
baragadamente, podendo-se pelas suas proporcoes
escrever em formato pequeo ou grande, como me-
Ihor convier aos interessados. Nao percam os po-
lticos esta pechincha, corram ra dos Prazeres
do bairro da Boa-Vista n. 24, e l encontraro a
dila typographia, que pode mais de pressa fazer a
fortuna de um poltico, do que o maior premio da
lotera de Hespanha. ________
Luvas de pellica.
Vendem-se luvas de pellica Jouvin para senho-
ra o homem, chegadas no ultimo vapor do cor-
rente nrez, para o baile do dub commen ial de 22
do corrente mez : na ra do Queimado a. 63, loja
do beija flor.
Nada mais barato.
Queijo prato muito fresco a 480 rs. a libra, e in-
teiro a 400 rs., bolachinha ingleza muito nova a
200 rs. a libra e 2* a barrica____________.
FARINHA FONTANA.
Farinha da muito acre -lita a marca
Fontana i cscmba cada boje, vende-se
por preco mais coinmo.lu do que cm
qualquer outra parte : na ra da Cruz
n. 4 casa de N. 0. Bieer & f. succes-
sores.
Na ra do Queimado n. 43, esquina que
volta para a Congrcgacao.
i:' pechincha.
Paletots de casemira a 5, 6, 7, 8,12 e 14*, ditos
de panno preto e azul a 9, 10, 12, 16 e 18*, ditos
sobrecasacos de panno muito fino por 24* e 28*,
ditos de alpaca preta e de cordo a 4, 5, 6 e 7*,
caifas de casemiras de cores a 5, 7 e 8*, ditas
pretas a 6*500, 8, 9 e 10*, paletots de fustao c
ganga a 2*, 2*800,3 e 4*, calcas e col lotes de to-
das as qualidades e por preco muito barato, len-
ces de puro linho a preco de 2*800 e 3*, cober-
tas de chita a 2*240, collarinhos de linho puro a
600 rs. cada um, e outros muitos objectos que s
vista ; e para isso se pede a attenco dos fre-
guezes.______________________________
Vende-se um sitio de trras com 400 bracas
quadradas, contendo urna officina de azeite bem
montada, na ribeira de Tiuma, freguezia de Cru:
angi, da comarca de Goianna, cujas trras sao mui
productivas de algodo c toda lavoura : quem pre-
tender dirjase a dita ribeira, a tratar com Este-
van Alves de Araujo Pereira.________________
Vende-se, permutase, e tambem se aluga
um pequeo sitio no lugar da Capunga, defronte
dos sitios dos Srs. Dr. Ferreira e Paulo Jos Go-
mes, com casa de sufflcientes commodos, circula-
da de copiares, tendo o sitio boa cerca de limoei-
ros em roda, diversos arvoredos, cacimba de agua
de beber, e um telheiro que serve para estribara:
a tratar no segundo andar do sobrado n. 36 da ra
do Rangel.
P* Rna do Crespo n. A.
Na loja de Marcelino & C, vende-se
barege de la de cores muito Anos a 320
rs. o*covado, ditos lisos com 8 palmos de
largura, ricos soutembarques de cam-
braia bordado e outras umitas fazendas
de gosto proprias para o tempo de festa
chegadas neste ultimo vapor, precos mui-
to em conta.
Machinas para descarocar algodo
Vendem-se machinas para descarocar algodo,
as quaes descarocam com presteza e perfeico,
sendo seu processo muito simples: para ver e tra-
tar, na fabrica da travessa do Carioca n. 2.
Chitas largas hamburguezaa muito linas, cores
escuras e lisas a 280 o covado, por terem um pe-
queo toque de mofo, que com facilidado lavando
larga, e da mesma d-se amostras : na ra da Ma-
dre de Dos n. 16, loja defronte da alfaddega.
NOYA LIQUIDACO
de fazendas nglezas, francezas, allemas e suissas,
que se pretendem liquidar antes da festa do na-
tal, por precos baratissimos, afim de apurar di-
nheiro, sendo a maior parte destas fazendas in-
teiramente novas, chegadas pelos ltimos vapo-
res ; de todas se do amostras, deixando penhor :
na loja e armazem do pavo, ra da Imperatriz
n. 60, de Gama & Silva.
As lazinhas do pavo.
Vendem-se as modernissimas lazinhas com 9
palmos de largura, sendo lisas e de quadrinhos,
proprias para vestidos, capas soutara baques pelo
barato preco de 1*200 o covado, ditas com 4 pal-
mos, lisas e de quadrinhos a 500 rs., ditas garibal-
dinas a 400 rs., ditas enfeitadas de quadrinhos a
360 rs., bareges matisados muito tinos a 500 rs.,
lazinhas transparentes com palmas de seda a 500
rs., ditas matisadas a 320 rs. o covado : s na loja
do pavo, ra da Imperatriz n. 60.
Os cortes de cambraia que vende o pavo.
Vendem-se cortes de cambraia branca com ba-
bados a 2*500, ditos a 3*000, ditos a 4*000, ditos
chinezes a 4*000, pecas de cambraia transparentes
adasmacadas proprias para vestidos, tendo 8 varas
e meia a 3*000, ditas lisas brancas e de cores a
2*500,3*,3*500,4* e 5*, pegas de cambraia deca-
rocinhos tendo 8 varas e meia cada urna, sendo bran-
cas e de cores a 3*500, ditas a 2*500, pecas de
cambraia para cortinados, sendo tapadas e trans-
parentes com 20 varas cada pega a 9*000, isto tu-
do para apurar dinheiro : na loja do pavo, ra da
Imperatriz n. 60, dGama & Silva.
Os chales do pavo de Morambique a -i:000.
Vendem-se os mais modernos chales de Mozam-
bique, sendo de urna s cor, com barra e muito
grandes, pelo baratissimo preco de 4*000, affian-
cando-se serem os mais modernos do mercado, di-
tos de merino estampadds a 2*000, ditos a 3*000,
ditos muito linos de crepen com 4 poutas e ponta
redonda a 6*000, 7*000, 8*000 e 9*000 : s na
loja do pavo, ra da Imperatriz n. 60, de Gama &
Silva.
tirosdenaples a 1:300, na loja do pavo.
Fazenda a 1*500, 1*600, 1*800 e 2*000 : s na
oja do pavao, ra da Imperatriz n. 60.
0 pavo vende chapeos de sol para senlioras a
1:000.
Vendem-se chapeos de sol, a ingleza, sendo co
bertos de linho e forrados do verde, proprios para
senlioras que forem passar a festa, ou para meninas
levarem para a escola pelo barato prego de 1*000,
ditos marquerinhos de seda com franjas e cabo de
dobrar a 2*500, ditos de seda para homens, sendo
com armaco de baleia a 6*000 e 75000, isto para
apurar dinheiro : s na loja do pavo, ra da Im-
peratriz n. 60.
0 pavo vende cachemiras da Escossia, corte
2:210, covado CO rs.
Vendem-se cortes de cachemiras da Escossia,
para calcas, pelo barato prego de 2*240, tendo da
mesma fazenda para vender em covado a 640 rs.,
sendo esta fazenda muito encorpada, a imitaco de
| casemira, e garante-se que nao desbota. Tambem
; se vendem cortes de casemira ingleza, de cores es-
curas para caiga pelo barato prego de 1*800 cada
corte, ou a 500 rs. o covado : s na loja do pavao,
ra da Imperatriz n. 60.
0 pavo vende os vestidos brancos bordados.
Vendem-se os mais ricos vestidos de cambraia
' brancos, bordados croch, sendo os mais moder-
1 nos que tem vindo ao mercado, tendo as saias 4
palmos, e vendem-se pelos baratos precos de 10*,
12* o 16*000 : s na loja do pavo, ra da Impe-
ratriz n. 60, de Gama & Silva.
A's peehincuas do pavo, antes qnc se acabem.
Ricos corles de cambraia branca com babados e
duas saias bordadas croch, lendo bastante fa-
zenda para vestido, pelo baratissimo prego de 3*000
cada um, ditos de cambraia do seda com barra e
babados a 2*500, para acabar, cortes de vestidos
Mara Pa, sendo fazenda de bonito gosto a 3*500,
cortes de cambraia brancos com babadinhos a 2*,
enfeites para cabeca, sendo Garibaldi e turca a
4*000, ditos com fitas e flores a 2*000, camizinhas
bordadas para senhorasa 1*000, manguitos de va-
rios modelos a 400, 500 c 640 rs., calcinhas para
meninas a 500 c 640 rs., gollinhas bordadas a 320
500 rs., sedas de quadrinhos a 640, ditas de listas
a 400 rs. o covado, fuslo para vestidos e roupinhas
de meninos a 320 rs. o covado, alpakim ou gorgu-
ro de linho a 260 rs., gangnclin do urna s cor a
320 rs. o covado, toalhas de linho adamascadas,
' para rosto a 1*000, vestuarios para meninos e me-
| ninas a 1*600 e 2*000, liras bordadas e ntremelos
mais barato que cm outra qualquer parte, tudo isto
pechincha e vende-se para liquidar : na ra da
Imperatriz n. 60, loja e armazem do pavo, de Ga-
ma & Silva.
Sedas do pavo a oOO rs.
Vendem-se sedas de quadrinhos com pequeo
toque de mofo, pelo baratissimo preco de 500 rs. o
covado, ditas em perfeito estado a 800 rs., ditas
com listas, para acabar a 400 rs., gorgurao de seda
1 para vestidos e roupa de meninos a 1*000 o cova-
do : na loja do pavao, ra da Imperatriz n. 60, de
i Gama & Silva.
0 pavo vende casemiras a 1:600.
Vendem-se casemiras francezas enfestadas, pro-
prias para caigas, colletes, palitos e capas para se-
nlioras, por ser de urna s cor, sendo fazenda que
sempre se vendeu a 3*000^^ liquida-se a 1*600 o
covado : s na loja do pavao.
0 organd do pavo a 300 rs.
Vende-se Dnissimo organdy matisado, branco,
para vestidos, pelo baratissimo prego de 500 rs. a
vara ou 300 rs. o covado, cassas francezas finissi-
mas a 240 e 280 rs. o covado, ditas com palmas
grandes, fazenda inteiramente moderna a 440 rs. o
covado : s na loja do pavo, ra da Imperatriz n.
60, de Gama & Silva.
0 pavo vende os retalnos.
Vendem-se por pregos baratissimos, porgo de
retalnos de chitas, cassas e lazinhas : na loja do
pavo, ra da Impcryuriz n. 60.
itas do pavo.
Vendem-se chitifs francezas, escuras, a 280 rs.,
ditas a 320 rs., ditas a 360 rs., ditas matisadas mui-
to finas a 400 re., ditas pretas largas e estreitas,
ditas matisadas/com flor&cs proprias para cobertas :
na loja do pavao, ra da Imperatriz u. 60.
pavo vende os cortinados.
Vendem-se ricos cortinados adamascados pro-
prios para janellas, c camas para noivos, pelo ba-
rato preco de 9*000 o par : na ra da Imperatriz
n. 60, laja do pavo.
/ Instan do pavo.
Vende-se fustao branco para vestido e roupa de
meninas a 500 rs. o covado, dito de palminhas a
320 rs., tarlatana de palminhas a 320 rs., fil bran-
co liso, e tarlatana branca e de cores a 800 rs. a
vara : na ra da Imperatriz n. 60, loja de Gama &
Silva.
0 pavo vende cortes de caira.
Vendem-se cortes de caigas de casemira de co-
res a 2*400, ditos de cachemira da Escossia a
2*240, ditos de panga a 1*600, ditos de brim de
urna s cor a 2*240, ditos de castor a 1*280, ditos
de casemira preta a 4*000 e 5*000, ditos de case-
mira fina de cor a 5*500 : s na loja do pavo,
ra da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
Os ricos vestidos sontambar-
que, que chegaram para a loja
do pavo.
Chegaram pelo ultimo vapor francez os mais
ricos vestidos soutambarque, sendo com as saias
j feitas c ricamente enfeitadas e guarnecidas,
tendo a preciSa fazenda para fazer o corpo; com
seus competentes soutambarques primorosamente
cnteiladns, vindo tudo em um s carlo, assim co-
mo as mais modernas camisinhas com manguitos e
punhos a balo ricamente enfeitados, c vendem-se
por prego favoravel : na loja e armazem do pavo
na ra da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
Os modernisslmos vestidos do
pavo.
Acaba de chegar um variado sortimento dos
mais modernos cortes de lazinhas, proprias para
vestidos, tendo as barras primorosamente matiza-
das, trazendo bada um corte seu figurine para
amostra; e vende-se na loja do pavo, ra da Im-
peratriz n. 60, de Gama & Silva.
As bretanhas do pavo.
Vende-se brelanha de algodo em pecinhas de
rolo, cada pega com 10 varas, pelo diminuto preco
de 3*200 cada pega, assim como lengos brancos
muito superiores a 2* a duzia : na loja do pavao,
ra da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
0 pavo vende para luto.
Vende-se Qnissimo setim da China, fazenda sem
lustro, proprio para vestidos de senhora, para ca-
pas e roupa para homem, tendo esta fazenda seis
palmos de largura e sendo muito leve, vende-so
pelo baratissimo prego de 2*200 o covado, garan-
t ndo-sc que nao se torna ruga, e vende-se nica-
mente na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
A carnauba do pavo.
Vende-se cera de carnauba em saceos, por prego
muito em conta, ou mais barato do que em outra
qualquer parte : a tratar na ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva. -_j.______________
ijf
Barricas com breu : na ra da Cadeia do Reci-
fe, loja de ferragens de Bastos. '_____________
Vende-se urna escrava com urna cria, a qual
cozinha perfeitamente c lava de sauo : na ra da
Mangueira n. 3._________________________.
Fogo doar
Recebem-sc encommendas de fogo do are de
vistas : no armazem da bola amarella no oitao da
secretaria de policia._____________________
IBKPOITO
O deposito de verniz ou alcatro do gaz no ar-
mazem da bola amarella no oito da secretaria da
polica; vende-se por grosso e a realho pelo prego
da fabrica.



T7

I
I

Otarlo de Pernambuco SexU felra 19 de Xovembro de 18S.
A AGUIA BRANCA.
Labyi iutuos e bicos,
t5o baratos que o comprador admira.
Esses labyrratbos e bicos se applicam a
diversas obras e flns, e sempre com provei-
to por sas fortidoes e duraco, bojemais
do que nunca, convem a todas as familias
compra-Ios para aproveitarem-se da occa-
sio em que elles sao vendidos 15o baratos
que na verdade o comprador admira, e bem
_*e i>de diier que por taes precos nunca
mais haver. Os labyrinthos sao de novos
e bonitos bsennos das larguras de quatro
dedos at mais de um palmo (ou tres a dez
pollegadas) e os limitados precos sao de 10
a 30 a peca de dez varas, variando estes em
relaco a largura. A ser em varas haver
mui pequeas differencas, os bicos porm
principiam por mais estreitos at a maior
largura dos labyrinthos, e os precos sao
igualmente proporcionados. Isso pois, as-
sim simplesmenle dito talvez pouca conside-
raco mereca, porm para desengaar e fa-
zer o comprador reconhecer a verdade e a-
preciar o extremo da barateza, necessario
que se dirijain com dinheiro; a ra do
Queimado loja d'Aguia Branca n. 8.
Ciraxa econmica.
A aguia branca acaba de reeeber essa acredita-
da graxa econmica, cuja superioridade est ge-
rairaenie recouhecida ; essa boa graxa se torna
recommendada, tanto porque o calcado lastrado
mella deixa perfeitamente lustroso ao menos
:res das sem necessidade de novo unto, tomo
nesmo porque sua preparacae appropriada para
imaciar e conservar o couro ; ella vem em caixi-
ahas e barrizinhos, e acha-se venda na ra do
Queimado n. 8, loja d'aguia branca, aos rezumidos
precos de 400, 500 e 640 rs.
Pentes de concha.
Com as novas e diversas gnarnices de
peales que a Aguia Branca acaba de reee-
ber, veio tambera urna pequea qualidade
de pentes de concha que com graca e acer-
tadamente servem para o moderno atado dos
cabellos- Elles sao de bonitos e agradaveis
moldes, edelamanho pequenino como con-
vem para o im que sao. E' esta a primei-
ra vez que d'elles aqu chegam, por isso
que a moda novissima, pelo que ganha-
rao a palma aquellas senhoras que primei-
ro se apresentorem cora elles, para o que
os mandarlo comprar na loja d'Aguia Bran-
ca, ra do Queimado, n. 8.
Capellas, flores e lavas eufeU-
das para noivas.
Pelo ultimo paquete a Aguia-branca rece-
beu os artigos cima sempre necessarios s
noivas, os quaes, segundo suas recommen-
dacoes, vieram de muito gosto, e perfecta-
mente delicados.
As capellas sao de mui moderno e agra-
davel molde, de finas flores, e acabadas com
todo o esmero: as flores solas sao extre-
mamente delicadas e proprias para enfeites
de vestidos e mesmo ornatos de cabeca, sen-
do delgadas vergonteas de jasmin, cachos de
resedas, e oulras estimadas flores.
As luvas, porm, apreciada obra de Jou-
vin, parece que forara enfeitadas pelas mes-
mas fabricantes das mimosas flores, pois que
em gosto e perfeico nada deixam a desejar.
Sao essas, pois, as capellas, flores e luvas
que corresponder riqueza do vestido, for-
mar o completo asseio e perfeico, e ele-
vara a galhardia da candida noiva. Besla
somenle que Rs pretendentes munidos de
dinheiro dirijam-se alegre e espacosa lo-
ja d'Aguia-branca, ra do Queimado n. 8
alendarlos semanaes: pelo
preco todos compraro.
Sao de summa utilidade esses kalendarios
semanaes, porque mostrara acertadamente
a data e das da semana, sem o continuo tra-
balho de bolir nelles diariamente, pelo que
se tornam necessarios e preferiveis a todos
os outros; tanto para casas de familias, co-
mo mesmo para qitalquer outra parte, e
principalmente por 500 rs. cada um: na
ra do Queimado, loja d'Aguia-branca, n.8.
Phosphoros de cera.
Vendem-se a 24o rs. a duzia de caixinbas
e phosphoros de cera : na ra do Queima-
do, loja d'Aguia-branca n. 8.
Inglesas : Opiata e agua da
Colonia.
A Aguia-branca da ra do Queimado n. 8
acaba de reeeber a apreciada opiata ingleza,
assim como mui boa agua da Colonia tam-
bem ingleza.
Garrafas com agua da Colonia.
Chegaram novas garrafas com agua da Co-
lonia para a loja d'Aguia-branca, ra do
Queimado n. 8.
Haravilha das bellas, novo* e
delicados enfeites para ves-
tidos.
aprasivel a aguia branca o ter de avisar a
toa boa freguetia, que acaba de reeeber pelo pa-
quete francez um bello sortimento de enfeites de
teda denominado raaravilh das bellas, os quaes
servem tanto para vestido de senhora como para
roupinhas de enancas. Seus novissimos e delica-
dos dosenhos, suas eseotiidas e bem acertadas co-
res azem um todo.agradavel aosolhos de qualquer
vvente que saiba apreciar o bom. Assim, pois, a
amida est em haver dinheiro, havendo-o, diri-
j.KBje sem susto ao espaeoso e alegre ninho de
aguia branca, ra do Queimado n. 8, que acharo
as verdades cima ditas.
A AGUIA BRANCA.
Da ra do Queimado n. 8, reeebeu.
Tnico oriental de Kemp.
Agua florida Murray & Lanman.
Dita de flor de laranja Condray.
Dita de rosas->dito.
Bolsas para vlagens.
Vendem-se na ra do Queimado, loja d'Aguia
Branca u. 8.
Voltas pretas
MARA PA.
A Aguia Branca recebcu as desejadas voltas
pretas, mui compridas gradas.
Venda de urna hypothtca.
Os liquidatarios da massa fallida de
Jos Antonio Basto venden a hypolhe-
ca que tem nos engentas II a to Gmsso
e Cajabuss n*iermo de Serinhem no
valor de 3i:835$9H rs.; Iralar as
casas a roa do Trapiche n. 34._______
RA DA CRUZ N. 7
Alltl 4EE1 FRANCEZ
Vinho deBordoaxem barril, de qualidade muito
superior, e em garrafas 6*000 a duzia; batatas
muito nova, licores francezes, e cognac o melhor
que existe no mercado.
GRANDE LIQUIDACAO
DE
45--RTJA DIREITA--45
I
ETCm
TA2-31 QAlB
SEiU. SEGUIDO.
QUINQiLHARIAS.
Ra do Queimado, ns. 49 e 55, lujas de
Fazendas francezas e ingloias todas de superior
* qualidade: se veidc rauilo barato para liqui-
dar tontas, na loja e armazem do Arara, ra Eia, rapasiada, coragem parece queja nuaao gueimaao, ns. 4 e oo, tojas ae
da Imperatriz n. 56 de Loureaco Pereira Cid- entregastes os vossos joanetes aos duros sei-,Jose Bigodinho, queiram ver ver as fazendas
maries. XOs do pessimo calcamento da nossa cidade I 1 abaixo annuncio, pois todas eu garanto
-raudo pechiucha-La de 9 s se observa em vossos ps botinas acalca- jue sao muito novas e baralissimas.
nhadas e gastas at ulma sola; sapatesPeCa* de trancas de algodSo de to-
rasgados e quasi sem saltos___nem tanto 1 aas as cores a. .
a quebradeira n5o deve chegar at este pon-,Uu:ias de '""las com 200 jardas, A-
to Vinde ra Direita munir-vos de exxel- lexandre, a .
lente calcado com 40 e at 60 por cento wntel de qualquer numero ,
menos do seu valor.... attendei: | Ja.ras de asPas Para bal3.
Borzeguins, Nantes, bezerro e va- Cajxas cora superior obreas a .
queta Se meia solas. 80500, >'^ decolla
Borzeguins, Nantes, bezerro, va-
palmos a l9 SO.
Vende-se ISas transparentes de cores lisas
e quadros com 9 palmos de largura, pro-
prias para capas e vestidos para senhora a
10280 o covado ; lazinhas muito finas de
quadrinlios a 280 e 320 rs. o covado ; di-
tas transparentes muito Gnas a 400 e 500
rs o covado ; gorguro de cordao, fazenda
fina e nova para vestidos por ser padrSo de
seda por 500 rs. o covado. S na Arara
ha este grande sortimento de lazinhas e
outras muitas fazendas, que trouxe o ultimo
vapor vindo da Europa : ra da Imperatriz
n. 56, loja do Arara de Mendes Guimaraes.
A Arara vende ricos vestidos bordados brancos
a 123000 rs.
Vendem-se ricos e finos vestidos brancos
bordados a 12$ ; ditos mais singelos a 5 ;
ditos de barras de tarlatana de cores a 3 ditos de barras a 30 e muito baratos : ra
da Imperatriz n. 56, loja da Arara.
Mais pechineha na AraraCassas a 200 rs. o co-
vado.
Vendem-se cassas organdys de quadros
cor de caf e mais claros a 200 rs. o cova-
do ; ditas francezas finas a 240, 280 e 320
rs. o covado; cortes de chitas de cores a
20 ; ditas francezas com pequeo toque de
mofo a 23500; cortes de riscados famosissi-
mos eom i 4 covados a 30 (s na Arara,
ra da Imperatriz n. 56); cortes de casimi-
ra entestada para calca a 10, 10600 e 20,
tendo cada corte l vara e 3 quarts, cousa
| muito barata ; casimiras finas a 20500 e 30
jo corte; casimiras lisas para capas de se-
nhora com 6 palmos de largura a 30 o cova-
do : ra da Imperatriz n. 56.
1 Arara vende chitas a 210 rs. o covado. Sao
largas.
Vendem-se chitas francezas com toque de
mofo, que se extinguir logo que forera la-
vadas, e as cores sao fixas a 240 e 280 rs.
o covado; ditas limpas e finas a 320, 360
e 400 rs. o covado ; lencos brancos com
barra de cores finas a 160 rs, cada um ; di
tos brancos todos a 200 rs.; ditos muito fi-
nos a 320 rs ; meias para homem a 200 e
240 rs. o par ; ditas para senhora a 320 e
400 rs.: na loja da Arara, ra da Impera-
triz n. 56, de Mendes Guimaraes.
Sediohas da Arara a 560 rs. o covado.
Vendem-se sedinhas para vestidos de se-
nhora a 560 rs. o covado ; cassa-seda com
palmas soltas a 500 rs. o covado ; chalim
de cores para vestidos de senhoras a 500
rs. o covado ; sarja de cores para vestidos a
400 rs. o covado: ra da Imperatriz,, loja do
Arara n, 56, & Mendes Guimaraes.
Madapolio francez enfestado a 4000 rs.
Vendem-se pecas de madpolo francez
enfestado a 40 e 3500 ; pecas de algodo
encorpado a 40, 40600 e 50500 ; madpo-
lo inglez com 24 jardas marca Rainha a 70|-,
dito EMephante a 70500; dito n. 6 fino a
80 ; (Uto n. 7 a 9; dito de cora dourada
a 100, todos estes madapoles sao muito fi-
nos : ra da Imperatriz, loja da Arara de
Mendes Guimaraes.
Itmi|i. fe i la da Arara.
Vendem-se uniformes completos, como
sejam : paletots, calcas, coletes de casimira
ingleza a 109 e 120^ calcas de britn e
, meia casimira a 2 ; paletots de brim de
! cores a 20000, e 3 ; ditos brancos a 30 ;
, ditos de meia casimira a 30500 e 40 ; se-
roulas de bramante francezas a ir600 ; ditas
de linho a 20 ; camisas francezas a 10600 ;
ditas muito linas a 20 e 20500.; ditas de li-
. nho inglezas 3; camisas de meia para ho-
,mem a 500, 800 rs. e 10 ; collerinhos.de
linho a 500 rs:; ra da haperatr n. 56.
lialOcs da Arara a :( M)00 rs.
Vendem-se balos de arcos americanos de
queta e lustre 2 solas.
Borzeguins, francez e hamburguez,
bezerro, lustre e couro de por-
co 70 e........
Sapates, Nantes, bezerro e vaque-
ta 2 e meia solas.....
Sapates, Nantes, vaqueta, lustre e
bezerro 2 solas......50000
Sapates, Nantes, sola e vira. .
Ditos para menina, comlaco.
Ditos de ditas, de cores.
80
10100
100
80
40
80
sortida.....40000
g0001 ura de 13a muito superior em co-
res e qualidade......70000
Pares de boles de punho a 120
Pares de sapatos de tranca 10280
Ditos muito superiores, a 10600
Caixas e pacotas de papel .amisade de
cores a. ....... 600
Duzia de meias muito finas para se-
nhora a........30500
30300! Duzia de ditas cruas para homem a 2*400
2$8O01 Baralhos muito finos para voltarete a 300
60000
50500
Sapatos para senhora e homem, ,Carriteis de linha com 100 jardas a
(3pete goo Carloes de linha branca e de cores a
Sapatos de'borracha para snhra! 10400 j?vellos d.e oha com 400 jardas a
10000 Pltos muit0 grandes com 800 jar-
10000 das a .......
500 Carloes de linha com 200 jardas (est
se acabando a......
dem idem para meninas.
Sapatos de lustre para senhora.
dem de lustre s avessas .
0 Pet-fnme da Moda.
Vara de flta preta com colxetes para
vestido, e tem um resto parda a
30
20
60
120
60
100
AGUA FLORIDA
De Murray & Lanman.
Este raro rpio doliendo perfumo
quasi que iuextingrivel e to ceio de
mimosa fragrancia e frescura como o
delicado cheiro das proprias verdeceu-
tcs flores. Durante os mezes caloren-
tos do vero o 6eu uzo torna-se iiuinen-
temente aprazivel e desejavel em con-
seqnencia da influencia refrigirante e
suave que ella produz sobre a pelle:
em quanto que uzada no banho ella
imparte o corpo lnguido e caneado
uina certa elasticidade de vigor e forca.
Ella imparte transparencia as feiqes,
e retnovii pannos, sardas e lertoejas d
auhr-e a pelle.
SEM SEGUNDO.
Objectos de tintara e msica.
Na ra do Queimado, ns. 49 e 55, est
queimando ludo pelos precos abalxo decla-
rados, e prestem toda a attenc5o para ver
o que bom e barato.
Duzia de facas e garfos muito finos a 20500
Dita dita dita de cabo preto muito
finasa.........3020"
Dita dita dita de balanco, melhor, a 50500
Tesouras para costura, muito fi-
nasa .........400
Ditas di tas para unhas, muito finas a 400
Cartas de alfinetes de ferro a 80
Ditas ditos de lato muito finos a 40
! Ditas de dito grandes......120
i Caixas de phophoros de pao
Grosa de ditos do gaz a .
Duzia de dito dito. a .
Massos de palitos para dentes a .
Abotoaduras para coletes a* .
Escovas para roupa.muito finas a 400,
500e.........
10
20200
200
160
160
800
Facas para meninos.
on' STET^ "Za ".' ^ "Tn-mlt1 Veadem-se faquinhas para meninos a 240 rs.,
20, 25, 30 e 40 arcos a 35, 30oOO, 40 e ditas & balango ^ um 1)fioa 280 rs. olaiber.
0 TLWO OBKSHl DE W
PARA OS CABELLOS,
E una preparaco admiravel para im-
par, atbrmoeear, conservar e restabele-
ccr os cabellos. '
g|A venda as boticas de Caors & Barboza,
ra da Cruz, e Joo da C. Bravo A C, ra
da Madre de Dos.
nu no Qinuo \. es
Loja do belja-flor.
4&300 ; ditos de brilhantina a 40 ; ditos de
dita muito grandes a 356' O: ra da Impe-
ratriz, loja da Arara n. 56.
Lentos de seda a 800 rs.
Vendem-se lencos de seda de urna s cor
muito finos a 800 rs.; ditos estampados a
|Id, ditos com franjas a 10500 : ra da
Imperatriz n56.
[ A Arara vende ricas colchas avelludadas a 80000.
Vendem-se ricas colchas avelludadas para
cama a 80 ; ditas de fusto a 50 ; ditas de
damasco a 40; ditas de chita 20: ra da
i Imperatriz n. 56.
sem *:< I \ IM>.
PECHINCHA.
Perfumara de superior qualidade.
O rival sem secundo, ra do Queimado,
ns. 49 e 55, est disposto a vender mais ba-
rato que nunca vendeu, para o que queiram
ver:
; Duzia de sabonetes finos a .
Sabonete inglez, o melhor, a .
Frascos cora agua de Colonia muito
fina a......., .
Ditos de dita grande a .
Ditos de Lavando ambreado, o me-
lhor, a........
Ditos de macaca oleo muito bom a .
Ditos perola muito superior a .
Ditos de oleo de babosa a 240, 320.
400 e.........
Ditos de banha branca a 320
Dito de cheiro muito bonitos a 500
Ditos de banha, pequeo, muito fina
..........200
Ditos de opiata a 200 rs., e boa a 900
Ditos de banha japoneza a 800
Ditos de banha transparente a 720
Ditos de oleo filoconne a 800
720
160
400
500
500
100
200
ARMAZEM DE MOLHADOS
DE
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0 proprietario do grande armazem do Baliza. consideraBJrque upro-
xima-se a [esta, e que de algum modo deve mimosear nos seus freguezes, coqBftuma cou-
sa que revele o sen contentamente e gratido, resolveu expr a venda Juad^Bo custo da
entrada o seu grande sortimento de gneros, que como todos sabem, so_S8pre capricho-
samentetescolliido entre os da melhor qualidade do nosso mercado.
Sujeito a um severo regulamento. o Baliza est firme em seu postOkAa honra, e j
mais circumstancia alguma o far arribar do magestoso quartel em que se acKabrigado
esperando o inimigo sempre de frente.
Nascido em trras de Portugal, o Baliza leve a fortuna de ver bem cedu esta bella
provincia. Foi na infancia que aportou em nosas plagas. entre nos fieqoentou a encola
primaria,seus hbitos foro aqui adquiridos,suas affeices existem nojneio deste >o\o,
tao generoso quanto hospitaleiro.
A preferencia pois que Ihe tem dado os Pernambucanos, um favor, verdade;
mas um favor que o Baliza tem merecido, e continuar a merecer sempppWesjt lo da
guerra surda que lhe fazem os borneas das libras de tres quartas, e vinhos falsificados.....
Para se ganhar dinheiro nao de mister Iludir o povo. As fortunair adquiridas
por meios pouco lcitos degrado a quena as possue.
Venham, pois, aquelles que ainda n5o abasteceram as suas despensas nesla casa ve-
rificar por si mesmos quanto h de verdadeiro nestas palavras.
O Baliza est a testa do estabelecimento e nada escapar s suas vistas que passa
cahir no desagrado dos seus benvolos freguezes.
Azeite doce refinado, francez e portuguez a
800 rs. a garrafa.
Dito em barril, a 4,800 a caada e 640 rs. a
garrafa.
Arroz da India cdoMaranhao a 120,100 e 80
rs. a libra.
Amendoas de casca mole a 280 rs. a libra.
Ameixas em diversos vazos a 10, 10500,
20500 e 800 rs. a libra.
Azeitonas novas a 10200 o barril.
Alpiste a 160 rs. a libra, e 40800 a arroba.
Aletria a 480 rs. a libra.
Araruta verdadeira a 480 rs. a libra.
Biscoitos e bolachinhas inglezas recientemente
chegadas a 10500 a lata com qualidades es-
pee iaes.
Dito mais antigos no mercado a 10300.
Dito lunch ou soda muito nova a 20000 ala-
ta com 5 libras.
Dito de Lisboa muito proprio para doente,
visto ferem preparados para esse mister,
em latas grandes e* pequeas de 30000 e
10500 a lata.
Bolachinhas americanas, em barricas a 30000,
e a libra 200 rs.
500 Banha de porco refinada a 480 rs. a libra,
RIVAL
SEM SEGUNDO.
Objeetos diversos.
Ba do Queimado, ns 49 e 55, vende os
f'olassa da Knssia
Vendc-se em casadcN.O. Bie-
ber a C, successores, ra da
Cruz n. 4.
A ssucar do Monteiro
Ba do Imperador n. 28 e caes de Apollo n.
67, a 200 rs. a libra, e de 8 libras para cima
a 50600 aarroba.
(rayalas para senhora.
Vendcm-sc- gravatas para senhora a 500, 640,
800 e 1*200.
i Fitas para debrum de vestido.
Vendem-se fitas para debrum, de linho, a 240 a
peca cora 10 varas, dita de laa a 800 e i&, dita de
seda a 1*200.
VenderaJ'Sht *! tmafde aCode2O0 obJecto.s abaix0 declarados, pois para aca-
rea 1*. i bar; estes precos nao sao para continuar,
Laa para bordar. mas as nesessidades assim o permilte.
Vende-se la para bordar, de cores claras, a Pares de luvas de algodao finas a .
c#8oo a libra. .... Caivetes de aparar penas, de 1 fo-
Bonecas de [chore. ^3 a
Vendem-se bonecas de cera a 800 rs. e 1, ditas ninc Aa q'hc *
com mascara de tirare botar a 640 e 800 rs., ditas "ll.os ez utas a......
sem mascara a 200,400,300 e 800.rs. I Caixas de colxetes francezes a. .
CoJheres de metal principe, Duzia de dito francez a .
Vendem-se colh.es de metal principe muito finas Massos com grampos lisos e de cara-
a l& e 2*300 para cha, ditas para sopa a 2*000 e coj a
4*800, concha P"^8^^ Duzia de dedaes 'de metal 'em caix
Vendem-se lacas e garfos a 2*800 a duzia, ditas nna de dro ...... 32
cravadas a 3*, ditas de cabospretos a 3*200, ditas Tinteiro de vidro com tinta superior
de cabos de balanco com2botes a 6*800, das! a..........
para doce a 3*600, ditas de um botao a 6*. ditas Ditos de barro que serve para tin-
Pec hincha.
Balfies de 30, 33 e 40 arcos a 3* : na ra do
Queimado n. 44.
Farfolla
Vende-se farinha
de mandioca.
de mandioca da melhor e
mais nova que ha neste mercado : no escriptorio
de Mam el Ignacio de Oliveira & Filho largo do
Corpo Santo n. 19, ou a bordo do palhabote Via-
mao e brigue Minerva, ancorados no caes do baro
do Livramento.___________________________
Cal de Lisboa
a oais nova do mercado : na ra do Vigario n.
19, prieirrao andar.______________________
IJ.1IM-J illJ
Direitointernacional privado e a applicacao de seus
principios com preferencia s leis principaes do
Brasil, em 1 volume,por Dr. Jos Pimenta Bueno,
8*000 : no escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C, ra da Cruz n. 1.
80
80
160
40
360
40
160
e em barril 440 rs.
Batatas novas a 10000 o gigo, e a 60 rs. a
libra. -
Cha perola qualidade especial a 30 a libra.
Dito hysson qualidade especial a 20800 a
a libra.
Dito uxim a 2(>G00 a libra.
Dito hysson a 20400 a libra.
Dito dito a 20 a libra.
Dito nacional a 1/600 a libra.
Dito preto, muito superior a 20 rs. a libra.
Dito dito menos superior a 15600 a libra.
Chouricas novas a 480 rs. a libra.
Champagne (marca aguia) do Conde de To-
r a 100 o gigo ou 10 rs. a garrafa.
Charutos dos melhores fabricantes do Bio e
Bahia a 800, 10400, 20, 20500, 30,
30500, 40 40500, e 50 a caixa com 100
charutos.
Chocolate francez, de canella la Bomain.
Caf a 280 e 320 rs. a libra e a 80, 8/500 c
90 a arroba.
Cognac de muito boa qualidade a 10 a gar-
rafa.
Dito soffrivel a 800 rs. a garrafa.
Cerveija da marca tenente em botija, (en-
manhos a 500 e 10 a garrafa e 50 o par
de garrafas grandes, que depois de vasias,
valem o que se deu por ellas cheias.
Linguasjaraericanas de um tamanho admi-
ravel a 10 cada urna.
Manteiga, neste genero ha capricho da parte
do proprietario do Baliza ter sempre o
numero de 6 a lObarris de manteiga a-
bertos, afim de satisfazer os seus amigos
e freguezes, sendo que o preco da man-
teiga verdaderamente flor de 900 rs. a
libra, e as demais qualidades a 800-, GOO
e 400 rs. a libra.
dem franceza a 560 rs. a libra, muito nova
e de excedente gosto.
Marmelada imperial dos melhores fabrican-
tes de Lisboa a 640 rs. a libra..
Massa de tomate a 640 rs. a libra.
Moslarda ingleza em potes grandes a 640
ris o pote.
Marrasquino de zara a 64o rs. o fiasco.
Peixc em latas grandes, savel c gors a
10300 a lata.
Papd greve pautado e liso a 30300 a res-
ma.
Passas a 80500 a caixa e 480 rs. a libra,
muito novas.
Palitos para dentes a 160 rs. o mafo.
Dito dito de flor a 240 rs. o maco.
Prezunto para fiambre vindo todos os vapo-
res a 900 rs. a libra.
Dito do Porto em barril a 480 rs. a libra.
Queijos londrinos,chegados no ultimo vapor
a 800 rs. a libra/
Dito flamengos do ultimo vapor a 2/200 o
20000.
Dito prato superior a 640 rs. a libra.
Dito dito menos superior a 480 rs. a libra.
Sardinha de Lisboa muito bem preparadas
em latas grande a 640 rs.
Dita de Nantes a 320 rs. a lata.
Sag novo a 240 rs. a libra.
Sabo massa a 120, 160, 200 o 240 rs. a
libra.
Sevadinha de Franca a 200 rs. a libra.
Sevada a 120 rs. a libra.
Toucinho de Lisboa, de Santos, a 320 e 300
rs* libra.
commenda feita pelo proprietario do Baliza)JrTjo(^)ara limpar facas a 140 rs. cada um.
qualidade esla que nao pode continuaiwinhos, neste geneno o armazem Baliza tem
para doce a 5*.
teiro a
Cbicote para cavallo.
Vende-se chicote para cavallo, para os amantes Jrosas de botoes de louca praleado a
que passam festa a 640 e 1*.
- Meias para senhora.
Vendem-se meias para senhora muito finas a
2*400 a duzia, ditas para meninas a 2*.
Papel de dhersas qualidades.
Pecas de tranca lisa encarnada a
Varas de bicos e rendas, para aca-
bar a .......
Varas de labyrrato de 3 dedos de
largura a
Vende-se papel de beira dourada a 1*200,. dito nlasBfip ns *nara dentesa
nizade a 640 e 800 rs., dito paulado a 1*, dito "m* ae P* fara "e"lf^
FAZENDAS
baratas para acabar.
Sedas de quadros e de listras a 320 rs. o cova
do, lindas laas de quadrinhos a 360 o covado, su-
periores cassas de cores a 200 rs. o covado, ditas
muito finas a 240 o covado : na loja das colnmnas,
na ra do Crespo n. 13, de Antonio Correia'de Vas-
concollos ^ C.
amizade
adamascado a 100 rs.
Aovelopes de diversas qualidades.
Vendem-se avelopes brancos a 800 rs., ditos de
cores a 640, ditos para cartao de visita a 500 rs..
ditos pretos a 800 rs.
Tendo' recebido ricos apparelhos para senhora,
de mousacos e camapheos verdadeiros, vendem-se,
de mousaco a 6*300, dito de camapheo a 13*.
Dominas e visporas.
Vendem-se dminos muito finos a 1*100 e 1*400
e visporas a 800 e 1*.
Enfeites.
Vendem-se enfeites de redes para senhora de di-
versas cores, a 1*000, ditos pretos a 900 rs., sendo
de fitas e contas de ac, peca de flu de coz ct>m 10
varas a 360 rs.
Extractes ingleses.
Vendem-se extractos inglezes muito barato, por
que foi comprado em leilo, e nao se quer conti-
nuar, a 320 e 400 rs. o frasco.
100
160
20
60
100
100
30500
20000
Pentes de tartaruga a 30000 e .
Besmas de papel de cores a .
Rna da Scnzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vendefli-se: tachas de
ferro coado libra a 110 rs., idem de Low
Moor libra a 120 rs.
Potassa da Ilussia.
Acaba de chegar para o amigo e acreditado de-
posito da ra da Cadeia do Recite n. 26, proceden-
te de. Hamburg em 7 do corrente pela escuna
Mario.
a vir em consequencia de ficar por preco
muito alto a 60500 a duzia de grandes bo-
tijas e 80 por vinte quatro mi ias, e de ou- i
tras marcas a 30, 40, 50 e 50560 a du-!
zia de garrafas. i
Conservas inglezas, a 800 rs. o frasco e 90
a duzia. dem esquesitos como sejam Gherrv, e Made-
Doces (-francezes) em frascos lindamente enfei- ra, Velmute, etet, de 150000 a" 200000 a
tados em calda de assucar e em alcool a! duzia.
10 e 500 rs. o frasco. dem de Figueira, Lisboa e Porto a 30000,
o melhor sortimento possivel, Lagrimas
doDouro, Mara Pia, Camoes, Bucage, D.
Pedro II, D. Pedro V, Baliza, que se
vende muito barato em vista de sua espe-
cial qualidade a 100000,120000 e 150000
a duzia. _
de linho
Na ra do Imperador n. 28, armazem de mo-
ldados, do Campos, vendem-se velas stearinas para
carros, rap de Lisboa em libras, assucar da'faBri-
Lencos de eaubraia
bordados.
Vendem-se lencos de carabraia de linho borda-
dos muito finos sendo para acabar a 640, 1*,
1*300, s quem vende por estes precos na ra
do Queimado loja do tieija flor n. 63.
\ossa Senhora da Conceleo
Continua aislar venda na ra do Imperador
ca do Monteiro em libras e arrobas, ameixas rai- n. 15 a novena de X. S, da Concelejto, conforme
nha Claudia em doce; latas com figos de 4 e 8 li- usam os reverendos carmelitana Reforma do Re-
bras, barricas com cal de Lisboa para fabrico de cife, e tudo o mais conformo os annuncios feitos
assucar, e mais objectos por pre$o commodo. por este Diario. *

Dito de goiaba em latas e em caixoes de di-
versos tamanhos e objectos pelo qual se
n5o engeita dinheiro avista do grande de-
posito que ha.
Ervilhas francezas e portugueza a 700 e a 500
rs. a lata.
Dita secca a 200 rs. a libra.
Figos novos a 320 rs. a libra e a 60 o barrili-
nho.
Fruta em calda de assucar em latas a 500
rs. a lata. %
Farinha do Maranho, muito superior, a
16o rs. a libra.
Dita de trigo, a 120,140 e 160 rs. a lih
Frasqueiras com'genebra de laranja,
Hollanda, e.de Hamburgo,-de diversos
precos conforme os tamanhos,.
Garrafes vazios, de 5oo a 102oo.
Gomma do Aracaly a 100 rs. a libra.
Dita menos superior a 60 rs. aU)ra.
Graixa a 120 rs. a lata e 10300* duzia.
Licores francezes dasmelhorijrtetas da Eu-
ropa em garraJMtfindas Me torsos ta
40ooo o 4500 rs. a*nada
dem de Lisboa de minna propria marca em
ancora de 8 /j a 9 caadas por 280000
a ancora, e da Figueira de 8 a 9 ca-
adas a 280000 rs.
Vinagre de Lisboa em caada a 10600,108oo
e 20000 rs.
dem mais baixo a 15280 rs. a caada.
dem de Lisboa em garrafes com 5 garrafas
por 10200 rs. com o garrafao.
Vellas de espermacete superiores a 600 rs.
o maco,
dem de carnauba de 320 a 360 rs. a Kbra,
em arroba *f 90000 a !O0ooo rs.
Vassouras do Pr-rtocom arcos de ferro a 4bo
rs, cada ura.
Vinhos de Bordeaux ne ste genero temos as
melhores fatalidades que se fabricam em
Bordeaux, tanto branco como tinto, e espe-
ramos portodos os vapores francezes, uns
pequeos barris contendo cada um de 85
a 90 garrafas, e qne serio vendidas o mais
barato possivel.

1
i
#
I


**r
Diado de Peruambiico --- Woxt-felra 19 de tfort-mbro de 18B3
6
7
UN1O
-^
COMMERCIO
Defronte de Pregnlea.
DITARTE. %IiUKIA
asaba de abrir o seu grande e sorlido armazem de molhados denominado Unio e Com-
vierao. Esfe grande armazem um dos mais benVmontados que temos em nossa praea,
nao so o.m limpeza e aceio, como as qualidades especiaes de seus gneros. O proprie-
l.irio do Onio e Commercio offerece todos os senhores da praca, tenhores de engenho
e lavradores a seguinte tabella, por onde vero a grande economa que Ihe resulta em
comprarem enr'to uti! estabelecimento, afianzando o mesmo todo e qualquer gener
sabido de seu armazem.
-*
Manteca ingles perfeitamente flor, mandada Milho alpista a 16o rs. a libra.
vir de conta propria, a 7oo a 8oo rs, a p Q 2oQ _S a ,ibra>
libra.
.* t i _# i i*:mrt .; JGomma muito alva para engommar a 8o rs
^?Z2tt&*2\ 'libra'marrotase fari aba"mmM
tu. Sag muito novo a 28o rs. a libra.
*&!?Xl S ~" ^ ', -* i-* hespaho, qe raras ve**
vem ao nosso mercado a 28o rs. a libra.
ESTABELECIMENTO COMMERCIAL
DE
:CALDERARI\ E FMlljlO DE METAES,
Alto na ra do lirnm n. 40 Junto
a fiwdlcSo do %r. lio wm.iin. perteaeenfe a
VHIaca Irmo *fc C.
Neste estabelecimento encontrar o os freguezes um completo sortimentu
de tudo que diz respailo as artes de oaldereiro, funileiro, latoeiro, ferreiro e
fundico, e os abaixe asssignados que o dirigem, promettem servir a todas as
pessas que se dignarem de os procurar, com promptidao, sinceridade e pre-
sos muito rasoaveis. O dito estabelecimento estando montado em ponto
grande, tanto no que diz respeito a pessoal, como em materia prima, e tendo
habis officiaes, pode exccutar com toda a perfeico e seguranza qualquer
obra tendente as artes cima mencionadas e aToitamente poden os abaixo as-
signados assegurar ao publico que nenhum outro estabelecimento lhe pode
fornecer mais barato e mais perfeito do que elles, viste que recebem-de sua
propria encommenda todas as materias empregadas em ditas obras.
Alambiques simples e continuos de lo- Sinos de 16 libras 8 arrobas.
8,) rs, a fibra e capote separado,
Chn uxim f> uaelhor este genero, nvtodado
vir do cota propria a 2,8oo rs, a libra.
dem liysson, grande, muito bom a 2,6oo rs.
a libra.
Id vn prolo Buatofho, a 2,6oo rs, a libra.
dem preto, mais baixo, a 2,ooo rs, a libra.
dem, verde, rahidinho, maisproprio para
negocio, a l,5oo rs, a libra.
Banlia de porco refinada muito alva a 46o
rs, a libra, e em barril se far abatimento.
ftiscoitos ingle** das seguintes marcas;
Craknel, Inda, Ceedc, Cjptain, Travellies.
Lunnh, Cubil), c outras niuitas marcas, a
'too rs, a lata.
Kuachinha de sdo, especial encommenda, a
S.oo rs, a lata.
BiscoitQ ingle/. Craknel em latas de 5, 7 e 13
libras a .ooo e 6,ooo rs, e de l,2oo a
8oo rs, a libra.
Quayos do reino pelo baratissimo proco de
l,oo, 1 8o.-) e2,ooo rs os do ultimo
vapor.
Id ;m prato muito fresco a 64o rs, a libra.
dem l.mili ino muito fresco a 8oo rs, a libra.
Vinhos em [tipa: Porto, Figueira e Lisboa, a
48,), Stto, e tiio rs, a garrafa, e de 3. ooo a
|,5oq re, a caada.
Harmelada imperial dos meiiiores conservei-
roi de Lisboa 4m latas de 1 e mus libras
a 7oo rs, a libra.
Fratasen) caldas dag seguintes qualidades:
ameixa, r.uliu Claudia, peras, enrejas,
ginja, pecegos e alpercli a 5oo rs, a lata.
Figos om caixinhas de 1 '/_ arroba e de 8 li-
bras a 8.000,4,ooo, e 2,ooo rs, o a 3oo rs,
a libra.
Ani ',;i I osde casca mle a 2Sors, a libra, e
o a arroba lera abatimento.
Syidiohas dg afitea a 32o rs. a latinha.
Toucinlm de Li-boa a 36q rs, a libra e em
amiba ter abatimento.
: de tmalos a 64o 1 \s. a libra.
Pimenta do reino a 34o rs. a libra,
Farinha do Maranho a 1 io rs, a libra,
Ceblas a 4oo rs. a restea.
Tijollo para limpar facas 16o rs,
Cerveja das ni lis arrediladas marcas de 5,ooo
a 7,'ioo a duzia, e de 000 a 600 rs, a gar-
rafa.
Presunto para Hambre muito fresco e novo
a Si 111 rs. a iibra,
Gooe>a de laranja a 9oo rs, o frasco,
Chooricns as mais frescas do mercado a 800
rs. a libra.
Cognac verdadeiro iugluz a Ooo rs. a garrafa.
o lo,5oo rs. a caita conmina duzia,
Licores france/es das seguintes marcas\A\\\-
zete de Bordeui\, Pl.ii-ir des dames-, *
outrasmuitasmi -'asa {0.000 rs. a du/.ir
o*a l,ooo a garrafa.
P.i-sa* muito novas a 5oo rs. a libra e a 8.*>oo
"rs. a caixa. Ha r,ai\a>. incias e qutrios.
Batatas a l.ooors. o gigo com 38 libras.
Bolaehmha inglesa a ioo rs. a libra,
A cita fran e/. c portugue/ refinado a 800 rs.
a garrafa, e 9,ooo rs. a caixa com una du-
7.ia.
Sabao massa de superior qualidade a 18o,
2uo, e 22o rs. a libra do melbor que ba.
Graixa em latas muita nova a !2o rs. a lati-
ntia, e l,3oo rs. a duzia.
Peixe om latas muito novo: savel, pescada,
cor vio, salmao e outras muitas qualidades
preparados de escabexe, segundo a arte de
otina, de l,2ooa 2,ooo rs. a lata.
dem do Alto Douro vindo do Porto engar-
rafado e escolhido. pessoalmente por um
dos socios que se acha em Portugal, das
seguintes marcas : Duque, Genuino, Ve-
lho secco especial, Lagrimas Doces de
1819, vinlio especial D. Pedro V, vinho
velli3. Nctar superior de 1833, Duque do
Porto de 1831, vinho do Porto velho su-
perior, Madeira Secca de superior quali-
dade, vinho do Porto superior D. Luiz .
de 1847, Lagrimas do Douro, especial vi-
nho do Porto, de l.ooo a 1 2oo rs. a gar-
rafa e de 10,000 a 12.000 rs. a caixa com
urna duzia.
-dem Bordeaux de diferentes marcas, garan-
te-se a qualidade, a 8.000 rs. a caixa com
urna duzia, e a 7oo rs. a garrafa.
Garrames com 5 garrafas de vinho do Porto
do Alto ouro a ,2oo rs. com o garrafao.
dem com 5 garrafas de vinho Figueira, mais
pr.iprio para a nossa estafa, por ser mais
fresco a 2,4oo rs. com o garrafao.
dem com 5 garrafas de vinagre a.l,2oo rs.
o gairafao,
Vinho branco melhor nete genero a 600 rs,
a ganafa e 4,000 rs. a caada.
Vassouras americanas 11800 rs. cada urna.
Velas de spermacete as melhores que ha no
mercado a 56qe 64o rs. o masso, e em
caixa se far um grande abatimento,
Idea de carnauba e composicjio, de 4oo a
32o rs. aJibra, e de-lo.ooo rs. a H,5oo
rs. a arroba,
Caf de Ia e 2 sorte de 8.3oo a 8,6oq rs. a
arroba, e de 28o a 32o rs. a libra do me-
lhor,
Arroz da India. Maranho e Carolina a 3,ooo,
2,8oo t 2, ioo rs. a arroba e a loo rs. a
libra.
Frasqueira de genebra a 5,8oo rs. e a 5oo
rs. o frasco.
Azeite doce em barril muito fino, a 64o rs.
a g irrafa, e em caada ter abatimento.
Papel greve pautado e liso a 3,5oo rs. a
resma.
Genebra de Hollanda em botija de conta a
44o rs. a botija.
Champagne das mais a creditadas marcas a
l.ooo rs. a garrafa, e a lo,ooo rs. a duzia
08 gigo.
acalno a li,5oo a barrica.
rvilhas fanceza e portugueza a 640 rs a
lata de urna libra.
des os tamannos e dimencSes.
Machinas de cobre para destilar e res-
tilar espirito at 40 graos pelos sys-
temas de Logier e Derosne.
Carapucas e serpenfinas de cobre, e
estn lio, avulsas.
Parafuzos de bronze e ferro para ro-
das d'agua.
Torneiras de bronze e bronzes para
engenho.
Encanamentos de cobre e chumbo de
todas as grossuras.
Taixas e taclios de cobre para engenho Bombas para cacimbas, aspirantes e
e refinacao. *) de repucho.
Paroes de cobre e todos os cobres ne-1 Bombas para destilaces.
cessarios para o fabrico do assucar. Ditas para regar jardins, hortas e
Cobres para rodas de moer mandioca, capim.
Machinas econmicas para lavar roupa Ditas para navios e barcacas de varias
o melbor possivel. I qualidades e dimencSes.
Core em Ifiicoi e arrodellas, estanho em barrinha, chumbo em barra,
iencol e canos de todas as grossuras.
Villara hmao & C.
38RA DO IMPERADOR38
Agua natural de condilar.
muito reconimendada as affeccSes do tubo pistro-intestinal, nos dos rins, e bexiea ourinaria, pelas
saas propriedades alcalinas, e acido rarbonko que naturalmente contm em suspensao, de precc
mais commodo que a aua de Vkhy, e de propriedades tal vez superiores pela grande quantidade de
acido carbnico. Injeccao frw, agua di le Chaeen, cupahiba de Mege, tnjee(o Fugas de talo
de zinoo, muito recommendada as gonorrheas. Le noy francez verdadeiro ; na mesma casa tem
algumas caixas de instrumentos cirurgiros para operacoes de Matieu e Charriere.
FUIOMCAO DO BOWMAI-RIJA DO
BRUJ9I \. 38o
Este muito acreditado estabelecimento est prvido de um completo sortimento de
machinismos proprios do fabrico de assucar, a saber:
Machinas de vapores as mais modernas e mais acreditadas.
Bodas d'agua de ferro com seus pertences.
Moendas e metas moendas de todos os tamanhes.
Bodas dentadas, angulares e de espora.
Taixas de ferro batido e coado.
Boaias de fornalha pelo novo systema Wetson.
Alambiques de ferro fundido.
Fon ios para cozer farinha.
Moiirnos para moer mandioca.
Arados americanos, etc. etc.
le |{
Conservas mgte'.as- das segvmtes marcas:
Mixi-d P.-rios, echla* %imples a 800
rs 11 Irasco-.
W i-tij\la iiigieza preparada em potes a 4oo
rs. o pote.
de biio a 16o rs a libra, e em arroba
, .batimento.
Chocolate francez, liespanhol, suisso e por-
tuguez a 1,000 rs a libra, e a 28o rs. ca-
da pao de urna '/*
Garrames vastos de -fi garrafas at 3 caadas
de Sooat l,3oo rs. cada um.
Ameixas francezas em caixinhas elegante-
mente enfeiladas, com diversas estampas
no exterior da caixa de l,.'>) a 3,ooo rs.
cada urna: tainbem ha francos e latas de
dillereules tamanhos que se vendem por
mdico preco.
Massas para sopa: macarrao, taiharim e aie-
tria a 48o rs. a libra, e em caixa se far
abatimento.
' j ingl 7-es vasiosde 4 a 16 libras, muito Garrrafoes com 14 garrafas de genebra de
proprtori para deposito de manb-iga, d..ce,
o nutr qu juer liquido, del.ooo a 3,ooo
rs, cada u:n.
XOVO HIT Al.
Loja de miudezas.
Una do Qu imado n. 16.
Pecas de tranca de laa preta lisa .
Ditas de tranca' branca de caracol .
Ditas de tranca de caracol mesclada .
Ditas de (la preta de velludo 1 &
Ditas de dita dita lavrada 800 rs. e
Ditas de franjas para cortinados .
Ditas de franjas brancas estreilinlias .
laa de fila de scda.de cores .
Ditas de ditas dita larga 800 e .
Ditas com 22 varas de galao braneo. _.
Ditas com 40 varas de galao de cor .
Yaras de fita para cintos ....
Fivela* de aro e de |>edrinhas para cinto
Gravatinhas para senliora ....
Ditas para homem c para senhora .
Ditas com passadores l e ,.
Cartas de alfinetes......
Pacotes de papel de cures pequeos .
Caixinhas de papel Amizade superior
Caixinhas de enveiope 800 rs. e .
Ditas de pennas 800 rs. e .
Lapes encarnado ou asul.....
Frascos de tinta encamada ou-asul .
Ditos com extractos 400 600. 800 rs. e
Ditos de banha francesa 300, '400, 300 e
Ditos de agua de Colonia 400,300, 14 e
Ditos de legitimo oleo de babosa 500 o
Duzias de canudos de pomada da trra
Massos de superiores palitos de denles
Caixinhas vasias que servem para guar-
dar joias, ouro 300. 400 rs. e .
Passadores para grvalas .. .
Conservadores de continhas e frocos .
Colares de perolas com cruz 1$ e .
Voltas pretas muito grandes .
Grampas a balao. :.....
Ricos cintos com fi.vela* da pedrinhas
Gollinlias esmaltadas de continhas .
I.uvas de pellica branca ....
Ditas de Escossia brancas e de cor
Pentes de atar cabello 80 rs. e .
Ditos de massa em caixinhas 100, 640 e
Ditos virados imitando tarlaru&a
Ditos pretos finos com mnrrafas .
Ditos donrados com marrafas .
Ditos esmaltados com marrafas.
Ditos de tartaruga 44 e ... .
Fitas e corddes para enfiar espartilhos ,
Infladores para borzeguius ....
Oitavas de retrs preto e de cores .
Escovas para denles ICO, 320 e .
Tesouras diversas 60 rs. e .
Ditas finissimas 500 rs. o .
Oculos de arma^ao prateada 500 e .
Ditas de armacao de a^o 800 rs. e .
Caixinhas com 100 agnlhas francezas
Ditas com 100 ditas da Victoria. .
60
80
KM)
1400
15200
35000
800
360
l->rOO
15600
15600
640
15600
15280
15000
15280
100
70
900
15000
15200
120
320
15000
15000
15"oo
600
240
240
500
900
15280
25000
800
35000
15000
I5OOO
300
240
800
15000
35O00
35500
55000
55000
80
160
160
120
800
800
15000
S40
320
Chegade pelo vapor:
%o para o vigilante, na do Cres-
po a. 7.
Al que chegaram as muito desejadas cascara-
lhas de todas as cores com una litinha de velludo
no centro, cousa muito elegante para enfeite, assim
como de outras qualidades, e precos muito razoa-
veis : s no vigilante, ra do Crespo, n. 7.
Para dar de raimo.
Chegaram as riquissimas bonecas de todos os
Unannos, vestidinhs ricamentt enfeitados, cada
um cmsua caixinha, propriamiiito para um deli-
cado mimo, por baratissimo preco : s no vigilan-
te, ra do Crespo n. 7.
Para os senhores barbareis.
Chegou tempo a riquissima fila de chamalotr
para cartas dos senhores bacharois, assim como
.branca, lisa, propria para abrir letras, _ou para
sinlos : s 110 vigilante, ra do Crespo u. 7.
Pi'iitca de nuil rafa.
Jambem chegaram os riquissimos pentes de
raarrafa com pedrinhas,os lindos peutes de regaco
para meninas, meias de seda e sapatinhos proprios
para baptisads, meias de seda para senbora, lilas
de la para dtebrum, fita de linhe, trangas de la,
de lintio e (je seda, luvas de seda e pellica, e fio de
Escocia e camarga, alfinetes de cabeja chata, car-
teirinhas com todas as agulhas precisas para cos-
tura, fivelas de madreiwrola esmalUidas de ago
parasintos, flores de todas as qualidades, caixinhas
com pastilhas do perfumara, abafadores de 15a
para senhora, loucas e sapatinhos de laa, pulsciri-
nhasde borracha para segurar manguinlos, filase
cordes de borracha, sabonetes redondos, ditos
chamados de familia, pomadas de todas as quali-
dades e dos fabricantes mais afamados, colchetes
praliade* muito Unes,, retroz de todas as qualidades,
retroz em carretel e om novel lo, e de meada, de
todas as cores, escovas para dantas, ditas para rou-
pa, ditas para chapeo c ditas para unha, de todos
os precos, e outros mai* objectos, que se tornara
enfadonno annnnciar, e vista dos freguezes pro-
mette-se fazer lodo o negocio: s no vigilante, ra
do Cespo n. 7.
06RESSIV0
MSD' MUBA8SUI
DI
tal e l.lMbea e polassa da
Itnssla.
Vende-se na rHa da Cadeia do Recife n. 26, para
onde se mudou o antigo e acreditado deposito da
mesma ra n. 12, ambos os gneros sao novse
legtimos, e se vendem a preco mais barato do qne
outra qualquer parte.
Quem deixar'ie comprar caixas com duas ar-
robas de btalas, pelo barato preco de 25, baratas
e perfeitamente novas : na ra da Madre de Dos
ns. 5 e 9.
A 1 a groza.
Na taberna do (hampos na ra do Imperador n.
28. vende-se a 15 a groza de caixinhas de phos-
phoros._________________________________
Cal de t-lsboa
chegada ltimamente ; na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
Em casa de Mills Lalham >v C. na ra d-
Cruz n. 38, vende-se ferro galvanisado de um doa
melhores fabricantes inglezcs_ proprio para cobers
las de casas.____________________________.
(llilMU LOJVBOPHEGll^
P, iio> do yaz a 2,3oo rs a groza e 2o rs. a
caixinlia.
HolLinda a ,5oi> cada um.
Claputos de todas as marcas c dos melho-
res lubricantes da ljabia de 3,ooo a 4,eoo
rs. a ai xa.
ATTBi^AO
Todo ns senhores que comprarem para negocio oivca-a particular de 100)J para
rima lrM ma.< 5 a 10 por .'# d abatimento : o (iroprietario scientiflca mds que todos
m s-'i\ ios sao recebidos da sua prop u enr.imm)*#i|BZ der |x>r muito menos do que em outro quat m#estabelecimen*o.
Yendein-sc barr com cal des-
la procedencia, em pedra, chega-
da boje, c unlea aova, que ha 110
mercado, narna do Trapichen.
13, armazem de IManoel Telxel-
ra llasto.
Hua da Senzalfa n 4_.
Vende-se, em casa de S. P. JohnstoriAC,
sellins e silhSes ingleses, candieiros e casti-
caes bronzeados, lonas inglezas, fio de vela,
chicotes para carro&e montara, arreios para
; carros de um e dous cavados, e relogios de
I ouro patento inglez
NA
Ra do Ourimado n 2.
Vendcm-se pejas de madapoln fino enfestado
com ISjhrdas por 55, rambraia preta a 300 rs. a
vara, meias de seda de peso para meninas de 1 a
10 annos a 25 o par, lindas e Suissimas eambraias
de cores a 360 rs. o rovado, palelots de alpaca de
i lodos os fcunanbos. para meninos, ditos para ho-
I mem a 35, 4 e 55. chitas francezas de bons pa-
dres eeores fixa* a 320 o 360 o covado, ditas es-
irritas a 240 o covado, balSes de arcos a 35500 o
45, ganga de qiadrinhos a 320 o covado, coberto-
res de algodSoa 15200 cada um, lenios.de cass a
80 rs., 100, 120, 160 c 208 rs.,. e outras rciuilas fa-
Tiendas que se vende por barato preco, e de tudo
, se dar amostras : na ra do Queimado, loja do
Preguica n. 1.
MOLHADOS
Largo do taimo 9.
Grande sortimento para a (esta por menos
10 a 20 por cento do que em outra qualquer
parte.
Duarte & C.1 scientifleam abs seus freguezese ao publko.'emgeral, que acaba de che-
gar da Europa um socio que faz parte da firma, eom um grande e bello sortimento de
molhados por elle escollados, os quaes se vendem por menos de lo a Sopor o/0 do que ou-
tro qualquer annunciante, garantmdo a boa qualidade e peso de qualquer genero vendido
neste j muito acreditado armazem, e por isso, firmados em que cumprem fielmente o
que promettem, pedem todos os Srs. da praca, de engeabos e lavradores, o fa*or de
mandarem suas encommendas ou relacSes ao armazem Progressivo. certos de nao terem
em tempo algum occasio de se arrependerem.
Aviso.
Todos os Srs., que comprarem para tornarem a vender, terao, alm dadififerenca
j publicada, mais por % de abatimento. Os proprietarios tambem garantem o bom
acondicionamento aiflda raesmo dos meamos
Manteiga ingleza perfeitamente Or, mandada
vir de conta propria, a 8oo rs. a fibra.
dem franceza chegada pelo ultimo navio a
56o rs. a libra, e em barril ter abatimen-
to.
dem ingleza em potes de 4 a 16 libras a
8oo rs. a libra e o pote separad*.
Cha uxim melhor neste genero, mandado
vir de conta propria, a 2,8oo rs. a libra
Idemhysson, grande, muito bom a 2,6oo rs,
a libra.
dem preto, muito fino, a 2,6oo rs. a libra.
dem preto, mais baixo, a 2, ooo rs. a libra.
dem, verde, miudinho, mais propriopara ne-
gocio, a l,5oors. a libra.
Banha de porco refinada muito alva a 48o
rs. a libra, e em barril se far abatimen-
to.
Biscoitos inglezes das seguintes marcas:
Craknel, Soda, Ceede, Captain, TraveUies
Lunch, Cabin, e outras muitas marcas a
l,4eors. a lata.
Bolachinha de soda, especial encommenda, a
2,2oo rs. a lata.
Biscoitoinglez Craknel em latas de 5, 7 e 15
libras a 5,ooo e 6,ooo rs. e de l,2oo a
8oo rs. a libra.
Batatas muito novas a 5o rs.
Queijos flamengos ehegados neste ultimo
vapor a 2,2oo rs.
dem do vapor passado a 2,ooo e 1,8oo,
dem prato chegado neste ultimo vapor,
muito fnsco a a 4oo rs. a libra e intei-
ro se far abatimento.
dem londrino muito fresco a 8oo rs. a libra.
Vinhos em pipa: Porto, Figueira e Lisboa, a
48o, 56o, e 64o rs. a garafa, e de 3,ooo a
4,5oo rs. a caada.
Marmelada imperial dos melhores consenti-
ros de Lisboa em latas de 1 e mais libras
a 7oo rs. a libra.
Fructas em caldas das seguintes qualidades:
ameixa, rainha Claudia, peras, cerejas,
ginja, pecegos e alperch a 5oo rs. a lata.
Figos em caixinhas de 1 */_ arroba e de 8 li-
bras a 8,ooo, 4,ooo e 2,ooo rs, e a 3oors.
a libra.
Amendoas de-casca mole a 28o. rs. a libra, e
em arroba ter abatimento.
Sardinha de Nantes a 32o rs. a latinha.
Toucinho de Lisboa a 36o rs. a libra eem ar-
roba ter abatimento.
Massa de tomates a 64o rs. a libras.
Pimenta do reino a 34o rs. a libra.
Farinha do Maranho a 14o rs. a libra.
Tijollo para limpar facas a 16o rs.
Ceblas a l,2oo rs. o mlho, e a l,ooors.
o cento.
Cerveja" das mais acreditadas marcas de
5,ooo a 7,5oo a duzia, e de 5oo a 6oo rs.
a garrafa.
Preztmto para fiambre muito fresco e novo
a 8oo rs. a libra.
Genebra de laranja a 9oo rs. a frasco.
Chouricas as mais frescas do mercado a
8oo rs. a libra.
Cognac verdadeiro inglez a Ooo rs. a garrafa,
e 1 o.ooo rs. a caixa com urna duzia.
Licores francezes das seguintes marcas: A-
nizete de Bordeaux, Plaisir des dames, e
de outras muitas marcas a lo,ooo rs. a
duzia, e a l.ooo rs. a garrafa^
Passas muito novas a 5oo rs. a libra e a
8,5oo rs. a caixa. Ha caixas, meias e
quartos.
Garrafes com 14 garrafas de genebra de
Hollanda a 5#5oo.
Bolachinha ingleza a 4oo rs. a libra.
Azeite francez eporluguez refinado a 8oo rs.
a garrafa, e O.ooo rs. a caixa com urna
duzia.
Grao de bico a 16o rs. a libra, e em arroba
ter abatimento.

Conservas inglezas das seguintes marcas:
Mixed, Pickes, e ceblas simples a 8oo rs.
o frasco.'
Mostarda ingleza preparada em potes a 4oo
rs. o pote.
Vasos inglezes vasios de 4 a 16 librmuitos, a
proprios para deposito de manteiga, doce,
e outro qualquer liquido, de 1 ,ooo a 3,ooo
rs. cada um.
Palitos do gaz a 2,3oo rs. a groza e 2o rs. a
caixinha.
Milho alpista a 160 rs. a libra.
Painco a 2oo rs. a libra.
para o mais alto sertao.
Gomma muito alva para engommar a 80 rs
a libra, e era arroba se far abatimento.
Sag maito novo a 28o rs. a libra.
Sabo verdadeiro bespanhol que raras vezes
vem ao nosso mercado a 28o rs. a fibra.
SabSo massa de superior qualidade a 180,
200, e 220 rs. a libra do melhor que h;.
Graixa em latas muito nova a 120 rs. a lati-
nha, e 1,300 rs. a duzia.
Peixe em latas muito novo : savel, pescada,
curvin, salmo e outras muitas qualidades
preparados de escabexe, segundo a arte de
cozinha, de 1,400 a 2,ooo rs. a lata.
dem do Alto Douro vindo do Porto engar-
rafado e escolhido pessoalmente por um
dos socios que se acha em Portugal, das
seguintes marcas: Duque, Genoino, Ve-
lho secco especial, Lagrimas Doces de
189, vinho especial D. Pedro V, vinho
velho, Nctar superior de 1833, Duque do
Porto de 1834, vinho do Porto velho su-
perior, Madeira Secca de superior quali-
dade, vinho do Porto superior D. Luiz I
de 1847, Lagrimas do Douro, especial vi-
nho do Porto, de l.eoo a 1.2oo rs. a gar-
rafa e de lo,oooa 12, ooo rs. a caixa com
umaduzia.
dem Bordeaux de differentes marcas, garnte-
se a qualidade, a 8,ooo rs. acaixa com urna
duzia, e a 7oo rs. a garrafa.li;
Garrafes com 5 garrafas de vinho do Porto
do Alto Douro a 2,2oo rs. com o garrafao.
dem com 5 garrafas de vinho Figueira, mais
proprio para a nossa estacJb por ser mais
fresco a 2,ooo rs. com o garrafao.
dem com 5 garrafas de vinagre a l,2oo rs.
o garrafao.
Vinho branco o melkor neste genero a 6oo rs.
a garrafa e 4,ooo rs. a caada.
Alhos a 8o rs. o masso.
Velas de spermacete as melhores que ha no
mercado a 6oo e 64o rs. o masso, e em
caixa se far um grande abatimento.
Frasqueiras de genebra a 5.8oo rs., e a 5oo
rs. o frasco,
dem de carnauba e composico, de 4oo a
32o rs. a libra, edelo.ooors. a H.Soors.
a arroba.
Caf de Ia e 2a sorte de 8,3oo a 8,6oo rs. a
arroba, e de 28o a 32o rs. a libra do me-
lhor.
Arroz da IndiarMaranhao e Carolina a 3,ooo.
2,8oo e 24oo rs. a arroba e de loo rs. a
8o rs. a libra.
Azeite doce em barril, muito fino a 64o rs.
a garrafa.
Papel grve pautado e liso a 3,5oo rs. a
resma.
Genebra de Hollanda em botija de conta a
44o rs. a botija.
Champagne das mais a creditadas marcas a
l.ooors. agarrafa^ ea lo,ooo rs.a duzia
ougigo.
Sal refinado a 7o rs. a libra.
Ervilhas francezas e portuguezas a 64o rs.
a lata de urna libra.
Chocolate francez, bespanhol, suisso, e portji-
guez a l,ooo rs. a libra, e a 28o rs. cada
pao de urna '/
Garrafes vasios de 5 garrafas at 3 caadas
de 5oo at l,3oo rs. cada um.
Ameixas francezas em caixiuhaselegantemen-
te enfeitads, com diversas estampas
no exterior da caixa, de 1,5oo a 3,ooo rs.
cada urna; tambem ha frascos g latas de
differentes tamanhos que se vendem por
mdico preco.
Massas para sopa: macarrao, taiharim, e
aletria a 48o rs. a libra, e em caixa se
far abatimento.
Doce de goiaba de 4oo a 8oo rs. o caixo
grande,
dem a 2,ooo o caixo grande.
Charutos de todas as marcas e dos melboreg
fabricantes da Baha de 3_oo a 4,ooo ra,
a caixa.
ATTENCAOt
Alem dosgeneros cima annunciados ha um completo sortimento de cominhos, er-
va doce, alfazema e outros muitos gneros, que tudo se vende por baratisscao prego.
\
*i


lHarft de l*ernau)>uo Ka fcira 99 dk \ovrmlro de 1SJ8
I)
raa
GRANDE ARMAZEM
AB.

;
PARA A FESTA
N. 36, RA DAS CRUHS N. 3fi
DO /
balrro de Santo Antonio.
0 proprietari do muito acreditado armazem denominado Progressista tendo
sempre em vista fazer tudo o que for possivel para bem servir aos seus freguezes, tem
deliberado vender os seus j bem conhecidos gneros de primeira qnalidade pelos precos
abaixo mencionados, e a/Banca s pessoas que mandarem comprar por seus criados ou
escravos, serem t5o bem servidas como viudopessoalmente; encarrega-se de aviar qualquer
encommenda, ainda mesmo contendo objectos nao proprios deste estabelecimento. O
mesmo pede aos senhores que mandarem comprar neste armazem o favor de mandarem
devolver qualquer objecto que nao agradar, devendo os mesmos senhores ter toda atten-
cSo com os seus portadores, fazeodo-Ihes ver que s no armazem Progressista da ra das
Crazes n. 36, que se vendem os melhores gneros por mais barato preco, porque estes
muitas vezes olvidam-se e vio outra parte onde os servem de maneira a desagradar este
estabelecimento.
Uvas muito novas a I,ooo a libra. ; Mustarda preparada, muito nova a 360 rs. o
pote.
Vende-se por menos 10 por cento do qu&ontro qualquer
anuuuciaiite
NO
ARMAZEM
s8feffFf( nm Pfw
s
G0NSBVAT1VII E CONSERVADOR
DE
N.
JTDiaWia 3 3)3 3MD3
21 e 23UKfiO DO TER(0-N. 21 e 23
LII.VH.
DI
Manteiga ingleza perfeitamente superior a 880 e 900 rs. a libra,
dem franceza, a 560 rs. em bar is, ha abatimenlo.
Gaf do Rio da I qualidade a 280 rs. a libra, e a arroba a 8,00 e 8,700 rs
Arroz pilado, Khi a libia, e a arroba 2,800 em sacco 2,700.
Cha de primeira. segunda e tercena sorte a 2,8oo, 2,5oo e SJ.ooo rs. e 1,800 do nieta
a libra.
Palitos do gaz mandados vir por conla a 2,3oo rs. a groza.
Vinho Figueira e Lisboa, a 48o e 4oo, rs. a garrafa e a caada a 2,8oo 3 500 e
4,ooo rs.
Goma de engommar, 100 rs. a I bra e a arroba a 2,700 ou sacco.
Milho alpisla o mais limpo que ha a 1G0 rs. a libra a 5,000 rs., a arroba.
Tijolafranci'zdu grande tamanho a 14o rs. cada um.
Toucinho do Lisboa muito novo, a 32o is. a libra.
Queijos do reino do ultimo vapor, a 2,ooo rs.
Velas de espermacete, e carnauba a 6ooe3oo rs. a libra.
Castsfnhas a 2oo rs. a libra,
Figos a 320 rs, a libra,
vVinio superior da Figueira e Lisboa, a 400,
140, 480 e 500 rs. a garrafa, e a 2,500,
2,700, 3,000 e 3,400 rs. a caada.
kiem engarrafado, das segnintes marcas du-
que do Porto, Feitoria, Nctar, velho secco,
Chamisso, 8 Madeira superior a 8,500 rs. a
duzia e 800 rs. a garrafa.
dem Bordeaux de diversas marcas a 640 rs.
a garrafa e7,500rs. a caixa com 12 garrafas.
dem Muscatel de Setubala 1,700 rs. a gar-
ris, e 18,000 rs. a duzia.
iarrafoes com 5 garrafas de vinho do Porto,
Lisboa eFigueira a2,100, 2,200e2,300
rs. com o garrafao.
dem hrancfl muito superior a 500 rs. a garra-
fa e 3,500 rs. a caada.
arrafoes com 5 garrafas de vinagre a 1,1 oo rs.
Vinagre superior de Lisboa a 1,400 rs. a ca-
ada e 200 rs. a garrafa.
Velas de spermacete superiores a 580 e 640
rs. o maco.
Manteiga ingleza de I. qualidade, a 800 rs.
a libra.
dem de 2.a dita, a 700 rs. a libra. .
kiem de 3a. dita a 600 rs. a libra.
dem franceza, a melhor do mercado a 540 rs.
e em barril a 500 rs. a libra. i
"Palitos do gaz a 200 rs. a duzia de caixinhas
e 2,100 rs. a grosa.
Ditas hygienicas e de seguranca a 240 rs. a
duzia.
Alpista muito limpo a !60 rs. a libra,
80 rs. a libra, e
Gomma de engommar a
2,200 rs. a arroba.
Sag muile novo e alvo a 240 rs. a libra.
Sab5o hespanbolj a 280 rs. a libra,
tem massa a 180, 200 e 220 rs. a libra.
Peixe em latas, savel, pescada, e corvina a
1,000 rs. a lata.
Genebra de Hollanda em butijasde contaa
400 rs.
Papel greve pautado e liso a 3,400 rs. a
resma.
Azeite doce de Lisboa a 600 rs. a garrafa.
Champanhe das mais a creditadas marcas
a 10,000 rs. ogigo e I,OuO a garrafa.
Doce de goiaba de 400 a 800 rs. a caixa.
Chocolate portuguez, francez, hespenhol e
suissodeBOOa 1,200 rs. a libra.
Velas de carnauba e de composicSo a 320 e
260 rs. a libra e 9,500 e 10,000 rs. a ar-
roba.
Massas para sopa
400 rs. a libra.
macarrao e talharim a
dem em latas com 2 '/ libras a 1,400 rs. a lata. Charutos dos melhores fabricantes da Ba-
Banha depon refinada a 500 rs. a libra, i g*'800 3'400 3' e2>40Ors- a
Queijos flaraengos chegados ltimamente a
2,000 rs. Cerveja das melhores marcas de 5,000 a
dem prato o melhor que ha neste genero a, 6,000 rs. a duzia.
700 rs. a libra. !
dem do Alantejo muito snpenor a 8oo rs. a Biscoitos inglezes de todas as marcas a 1,200
O LARGO DA PEIHA O
Os proprieKrios des* acMMo ~m de Ihados, tendo em visU a, mil e ?^S^SJi^iS l fio't' IZT^' ^
urna vantagens offerecidas por este Diario ao respeitavel publico, pelos seus competido-
res, e desejando dar provas de que pessoa alguma pode vender gneros de primeira qua-
'idade pelo preco que vendemos, tanto pelo diminuto lucro a que nos reduzimos, como
pela vantagem de serem vindas de conta propria. Deliberamos vender, (nao ofenden-
do os nossos collegas e amigos) por menos 10 por cento, garantindo-se como semprc a
boa qualidade.
Manteiga ingleza perfeitamente flor chegada Farinha de Maranho muito alva e cheiroza
no ultimo vapor a 8oo rs. a libra.
dem de 2.a qualidade a 76ors. a libra.
dem de 3,* dita a 64o rs. a libra.
dem para tempero a 32o e 4oo rs, a libra.
libra.
rs. a lata.
Bolaixinhas de soda em latas grandes a 2,000
e 1,800 rs. cada lata.
Arroz Carolino e do Maranho a 2,800 rs. ar-
roba c 100 rs. a libra.
Amendoas de casca mole a 280 rs. a libra.
Caixinhas com ameixas francezas, de diversos Massa de tomates em latas de I libra a 560
tamanhos al, 200,1,400,1,800 e 2,100rs. e 640 rs.
cada urna. Sardinhas de Nantes muito novas a 340
r rutas em calda, ameixas, rainna Oladia, pe- rs a |a^
*gos e alpech a 480 rs. Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra.
Marmelada de todos os conserveiros de Lisboa
a 600 rs. a libra.
Ameixas em latas de 1 V e 3 libras a 1,200
e 2,400 rs. a lata e 900 rs. a libra.
Cha buxim o melhor que possivel encontrar
neste genero a 2,700 rs. a libra.
dem hysson muito superior a 2,5oo rs. a
libra,
dem miudinho a 2,700 rs. a lijara
dem preto de qualidade muito fina a 1,800 rs.
|dem mais inferior a 1,500 rs. a libra.
Genebra de laranja a 900 rs. o frasco e 500
r>. os frascos pequeos. (Batatas muito novas em gigos com 38 libras
Chouricose paios os mais novos que ha noj por l,5oo rs.
mercado a 500 rs. a libra. Canella da India a l.loo rs. a libra.
Cognac inglez a 9oo rs. a garrafa. I Cominho a 64o rs. a ibra.
Marrasquino de Zara a 7oo rs. o frasco e
Manteiga franceza a mais nova que ha no mer-
cado a 58o rs. a libra, e em barril ter aba-
timento.
Banba de porco refinada a 520 rs. a libra.
Vinho em pipa Porto Figueira e Lisboa a 4oo,
48o, 5oe, 56o rs. a garrafa, em caada
2,8oo 3,ooo 3,5oo e 4,ooo rs.
dem em barrii o mais superior que tem vin-
ao mercado a 6oo rs. a garrafa.
Lagrimas do Douro especial vinho do Porto a
l,ooo a garrafa e a lo.ooo a caixa, o preco
nao indica a qualidade d'este precioso vi-
nho, porra venhamao Progresso que a vis-
ta faz f, a este genere constantemente man-
damos vir de conta propria e por isso po-
demos vender por menos que outro qual-
quer annunciante.
Vinho do Alto Douro das marcas mais acre-
ditadas e especialmente escolhido por um
de nossos socios, como sejam: Cambes, Du-
que, do Porto, D.Luiz, Carcavellos, Cha-
misso A Filho, Madeira secco, e Feitoria a
9oo rs. a garrafa e 9,ooo rs. a caixa com
12 garrafas.
Garrafes com especial vinho do Porto con-
tendo 5 garrafas a 2,5oo rs.
dem com 5 garrafas de superior vinho Fi-
gueira a2,4oors.
dem com 5 garrafas de vinho Lisboa a
2.1oo re.
Vinho branco de Lisboa proprio para missa
vindo j engarrafado de Lisboa a 64o rs.
a garrafa.
a 16o rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 32o rs. a libra ea9,ooo
rs. arreba.
Sardinhas de Nantes a 36o rs. a lata.
Azeite doce de Lisboa a 64o rs. agarrafa e a
4,8oo rs. a caada.
Vinagre de Lisboa a 2oo rs. a garrafa e a
l,2oo rs. a caada.
Garrafes cora 5 garrafos de vinagre de Lis-
boa a I,loo rs.
Champanhe das marcas mais acreditadas a
8 e a lo.ooo rs, o gigo, e a 8oo rs. e a
' i,ooo rs. a garrafa.
i Serveja preta marca T e XXX a 6,5oo e
7,ooo rs. a duzia, e a 6oo rs. a garrafa,
tambem temos das raesmas marcas para 4,
e 4,5oo rs. a duzia, e a 4oo rs. a garrafa.
dem branca Te cobrinha a 5,5oo e 6,ooo rs,!
Serveja de todas as ureas a 500 rs. a garrafa.
Sevada nova, a loO rs. a libra a a 2,80o a arroba.
Passas nows, a 480 rs. a libia e em caixa ha abatimento.
SabSo amarello de 200 a 240 re. a libra.
Batatas a 4o rs. a libra.
S nos armazens do largo do Terco.
8*
INJECCAO E CAPSULAS
GRIMAULT E G'.A PHARMACEUT1C0S EM PARS
Novo liilaiiieiilut.irpHtaiiii pmm as felfea* de Matlro,rtae la Pera,para cura FhpHl. < i.ii.-im. -I
da Gonorrhra sera recelo albura da ctmtrarcr-o do canal mi da iiinammacaudos iotestnox. O
doutor nirara. de Pars, ter renunciado, desde 8ua jiparirle, ao einprgo de qualauer otile* iralamcnio.
Fmpresa-se a injrrraa no comee do fluxo. as captlas rm lodo os casos chronicos e faveter. du, que
NBjmMo os preparante- do copaho, cubeta e m injeccoes com liase metallii-a.
Depit" etml i m Parit, em casa de MM. Grlniault e C, pliannareutiros, 7, roa e> la Feiil'.nlc;
em Lisboa, lom-AgaaUaho ala Caala-Curt allin Jnior; no Porto, MUurl jo.r rtc Sunca r.-r^
reir; em o Hio-Ae-Jantiro, Gruan, it, na S. Pedro: em llahia, Jaa-Calaaa Fem-lru-i->|>lii.
he-Ira; em ttio-Grandt, Joaaula de Gotlay; em tfnranho, Ferrrlra e C"; em {'rrnaiiiituco,
Shauai e c. ni* da Crin. 22; souaa, e as principaea pharmacias do Biazil.
Deposito geral em Pernambuco ra da Cruz n. 22 em casa de Caros A Barboza
AGENCIA.
PNDICAO DE LOW-MOOR.
lina da Si'iiiallt nnva n. -12.
Neste estabelecimento contina a haver
Arados, americanos e machinas para
lavar roupa: em casa de S. P. Jehnstoii A C.
ra da Senzalla Nova n. 42.
Tijollo para areiar facas a 140 rs. cada um.
Farinha de Maranho a 140 rs. a libra.
Pimenta da India a 340 rs. a libra.
Ervadoce a 320 rs. a libra.
Palitos para meza a 160 rs. o maco.
Verdadeira farinha de arar uta a 500 rs. a
libra.
Frascos com ameixas francezas a 1,400 rs.
cada um.
Prezuntos do Porto a 5o rs. a libra.
8,ooo rs. a duzia.
Licores francezes, annizete, plaisir des da-
Azeitonas de Lisboa muito novas a l,6oo rs.
a ancoreta.
mes, etc., etc. a 8oo rs. a garrafa e8,5oo Kstrelinha e rodinha para sopa a 6oo rs. a
rs. a duzia. libra.
Passas as melhores que se encontram a 360 Legumes seceos para sopa a 4oo rs. o maco.
Breu louro a 3oo rs. a libra e 8^)oo rs. a
arroba.
Papel pautado e liso almaco e de peso de
3,000, a 4,ooo rs. a resma.
Krvilhas seccas chegadas no ultimo vapor a
2oo rs. a libra.
rs. a libra.
Bulachas inglezas muito novas a 24o rs.
a libra, e 3,5oo rs. a barrica.
Azeite refinado a 8oo rs. a garrafa.
Conservas inglezas de todas as qualidades a
750 rs. o frasco.
'0]uemiDd|9qe)S8 ajsa ji*p
-Hjlcsop e ejiaueui ap ma.uas so apuo 'ajJBd Jino e oe\ 9 os-mepujo saza.v seimra sejsa
.tnb.iod 'oiajd ojojeq siboi jod sajaaa saaoqiora so opua.v es onb ? 9g 'U soznj^ sep
mu ep uisissaaSoJd raazemJB ou os anb je\ saqi-opuozej 'sajopciJoid snas so raoo og3
-m-hib cpoi'jai saaoquas souisaui s opua.vap 'jbpbj8b oga anb'opafqo janb]Bnb ja.\|o.\ap
lua.iRpuBui ap J0\Bj o mazeuue ajsau jejduioa uiajcpuBui anb sajoquos sob apad orasara o
oiiiaupaiaqBjsa aisap sotjdojd ogu sojaafqo opuajuoa ouisaiu BpuiB 'Bpuaiuuiooua jaub
-|Bnb jbi\b ap as-BiSaBDua ajuauieossad opui.v omoa sopi.uas raaq obi majas 'soABjasa
no sopU3 snas aod JBjdinoa luajBpueui anb sBssad sb bSubijb a 'sopBuopuaui oxiBqe so5
-ajd so|d apepqBnb ejiauud ap sojaua3 soppaquoa maq ?f snas so japua.v opBjeqiap
uiai 'sazan8ajj snas sob ji.ues raaq BJBd la.vissod joj anb o opni jozbj bjsia raa ojdraes
opuai Bjsissaj3oJd opBUHiioaap raazBUiJB opBp.pa.ioB ounra op ouBiaudbad o
'98 a !"inv n\nv.% ap o.i.i|Kq op zn.i> i:p Bita S6 *N '
*a
\o aiiuuzeiH .de fazeuda l*ai<-
t.twdc Mantos C'oellliO
a duzia e 5oo rs. a garrafa, tambem ha! um completo sortimento de moendase meias WSk m mm*&iim?tSmm '
para 4,ooe rs. a duzia. 'moendas para engenho, machinas de vapor! Eatcira.'da MU
Graxa em latas grandes a l,3oo rs. a duzia tech?s de ferr0.,)a,ido e coado> de todos os! P"1 forro d "*% de *.*5 e 6 pahw d^ rgura,
e lo rs a lata tamanhos para ditos. por menor preco dy .)ueeni outra qualqui piTe
Vassoura do Porto arqueadas de ferro obra
fe mnita duraco a 4oo rs. cada urna.
Palitos de dentes massos grandes a 2oo rs.
e28o rs.
Paltos do gaz a 20 rs. a caixinba e 2,3oo rs.
a groza.
Gela de Alperche chegada no ultimo vapor
latas de 2 libras a 8oo rs. pechincha.
Genebra de Hollanda garrafes com 16 gar-
rafas por 6.5oo rs.
dem em frasqueiras a6,3oo rs. e 6,5oo rs. ea
56o rs. o frosco affianca-se ser verdadeira.
O GALLO CANTA
I,i sabido que, quando chepa o vapor da Eu- .
ropa, o gallo canta annunciando aos seus numero-' d,/5[?ma"te de '"lho fino Pel bara!o l'r""'e de
por menor precu do que em outra uualqai
Lentos
de panno delinho pelo barato preco de 25000.
Lruces
dem de botija em barricas com quatro du-
zias a 44o rs. cada botija.
dem de laranja em frascos grandes verda-
deira italiana a 1 ,ooo rs. o frasco.
[Marrasquino de zara a 72o rs.
dem em barril muito superior a 5oo rs. a Licor franGez de miS as quaijades em
sos freguezes as galanteras de maisgosto e da ul-
tima moda que |ior elle recebe, como sejam :
Camsinhas para nenhoras.
Riquissimas camisinhas com maugnitos e gra-
vatinhas para senboras : no Vigilante, ra do
| Crespo n. 7.
Cirignlinkas.
Riquissimas cirigolinhas ou gravatinha?, sendo
cousa de muitogost", e a primeira vez que arma-
rece para as senhuras de bom gosto : s no Vigi-
lante ra do Crespo n. 7.
PnUes ife concha.
Ha para chegar rii|uissimas gnarnicoes de pen-
tes de lindo gosto, tanto para atar, como para mar-
rafas, por prejos razoaveis : s no Vigilante, ra
do Cresjio n. 7.

garrafa e a 4,ooo e 3,8oo a caada.
Ameixas francezas em caixinhas de 1 '/., 2
e 3 libras elegantemente enfeitadas com ri-
ca estampas na caixa exterior a l,3oo
l,6oo 2,ooo e 2,5oors.
dem em latas de, 1 */, e 3 libras a l,4oo e
2,6oo rs, cada urna.
Figos de comadre em bauzinhos de folha
- muito proprios para mimo a l,6oo.
dem em caixinhas a 1. 4oo rs.
dem em caixinhas emticamente lacradas
e muito bem enfeitadas a l,8oo rs.
dem a 2oo rs. a libra.
Passas de carnadas as mais novas que ba no
mercado a 4oo rs. a libra e a 6,ooo rs. a
caixa.
Salrao em latas emticamente lacradas a
8oo rs.
Lagostim em latas grandes a l,4oo.
Savel, corvina, cherne, vezugo, peixe espada,
preparados pela primeira arte de cozinba a
a l,3oo rs.
Queijos flaraengos chegados no ultimo va-
por a 2,4oo rs.
dem do vapor passado a 2,2oo 2,ooo e
l,8oo, rs.
dem prato do ultimo vapor a 64o rs. alibra.
Doce da casca da goiaba caixdes grandes a
6oo e9oo rs.
Chouricas as mai6 novas que ha no mercado
a 48ors. alibra.
Chouricas mouras encommenda especial nos-
sa a 5eo rs. a libra.
Prezunto verdadeiro de laraego em calda
de azeite 5oo rs. a libra
Bolaxinha inglesa a mais novas que ha no
mercado a 2,ooo rs. a barriquinha com
1 arroba, e a 24o rs. a libra.
dem de soda de diversas qualidades a 1,400
reis.
dem em latas grandes, proprias para lunche,
com 5 a 6 libras per 2,4oo rs.
Marmelada imperial do fabricante Abreu e
outros conserveiros de Lisboa a 6eo rs. a
libra.
Frutas em calda de todas as qualidades a
5oo rs.
Ervilhas francezas a 5oo rs. a lata,
dem portuguezas a 64o rs. a lata.
Massa de tomate a 64o rs. a libra.
Amendoas confeitadas a 7oo rs. a libra,
dem de casca mole a 28o rs. a libra,
Avelans a 2oo rs. a libra.
O a g
2-gcoo-i sr"-: s c O o
aS = a=-33=- = 3
C a;

garrafas de vidro brancos a 72o e 8oo rs.
Vinho Bordeaux das melhores qualidades
que tem vindo ao mercado a 72o e 8oo
rs., e em caixa a 7,5oo, 8, e 8,2oo rs.
Azeite doce refinado do fabricante Pelanol e
outros a 8oo rs. a garrafa.
Conservas inglezas sortidas e de urna s qua-
lidade a 8oo rs. o frasco.
Araruta verdadeira a 32o rs. a libra.
Gomma de engommar muito alva a 8o rs.
a libra e'2,2oo rs. a arroba.
Sag muito novo a 24o rs. a libra.
Sevadinha de Franca a 16o rs. a libra.
Sevada muito nova a 12o rs. a libra e 3,2oo
ss. a arroba.
Macarrao a 32o rs. a libra.
dem e talharim o mais novo que ha no mer-
cado a 48o rs. a libra.
Aletria a 5oo rs. a libra.
Arroz carolino a loo rs. a libra e a 2,8oo rs.
a arroba.
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cr
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e
d
g
35000.
Cuberas de chita da India
pelo barato preco de 25000.
Lencos de cassa
brancos, finissimos, proprios para algibeira peto
baratissuuo prisco de 25000 e 25100 a duzia.
Cambraia adamascada
para cortinado, pelo baratissimo preco do tO;Ki
a pega.
Pecas do cambraia
de salpieos, fina, cou 8 1/2 varas, pelo baratissuuo
preeo de 45.
Fil liso tino
pelo baratissimo prego de 660 rs. a vara.
Bramante de linbo
fino romdez palmos de largura pelo barato preco
de 2530O a vara.
Toalbas alcochoailas
para mao pelo baratissimo preco de 55!)a in-
,zia.
Pecas de brelanlia
de rolo com 10 varas propria para saia, pelo ti.-.ra-
I to prego de 3500O.________________________
j No armazem n. 38 ra da Madre (Id
I Dos, vende-se por preco mais commudn
do que em outra qualquer parte os sc^uin-
tes gneros vindos do Aracaty :
Gnmmanova.
Cera de carnauba.
Dia era velas de differeutes qualidadt*.
Pelles de cabra
S_oh^________________________>
Vende-se um fardamenlo para guarda do vti-
quadrao : na ra daGtoria n. 27.
GRAGEAS
deGELISe CONT
ESCMVOS FGIDOS.
dem do Maranho a 12o rs. alibra,e a
3,000 a arroba.
Caf do Rio o mais superior que se pode de- Approvada7 V^aS h^rfaTT med-ina
Am i.<..- c ierro
sejar a 32o rs. a libra.
dem a 28o e 3oo rs. libra e a 8,2oo, 8,4oo
e 8,7oo rs.
Velas de carnauba refinada a 32o rs. a libra,
e a lo,ooo rs. a arroba,
dem de spermacete a 64o rs, a libra.
Chocolate hespanhol e francez a 9oo e 1,00o
rs. a libra.
Estrellinha e pevide muito nova a 4oo rs. a
libra, e a 2,ooo rs. a caixinha com oito
libras.
Cha perola muito especial chegado neste ul-
timo vapor de encommenda particular
nossa a 2,8oo rs. a libra.
dem buxim maito superior a 2,7oo rs. a
libra.
Idemiiysson a 2,56o rs. a libra.
dem hysson a 2,000 e 2,2oo rs. a libra.
de Paris.
Segundo o relatorio feito na academia em
4 de fevereirn de 1840 pelos Sis. profes-
sores Bouillaud. Fouquier e Bally. e*e fer-
ruginoso reconliecido superior a tiwlos os
outros para curar : a chloi osis fples cou-
leurs), e leucorrha (peries blauclieej. a
anemia, (flaqueza de temperamento -nos *lous
sexos), diflicu dade de mensiruayao sobre
tudo as mocas, incontinencia de uri-
nas, etc.
E? o mais agradavel de lomar por sua
forma de pilotas assucaradas, e e?sencinl-
mente mais efficaz do que as fintea prepa-
rares etc., por ser muito soluvel no sueco
gstrico, como consta do reialnho iiilo re-
centemente na academia de medicina de
Paris pelo Sr. Flix Boudct. em nnme de
urna commissao composia dos Sis. Velpeau,
dem preto homeopathicoe muito superior a ^Pf"- Bouchar.lat- Trousseau, ele, lo-
2 non rs a libra cando as exl,en,,|lC,as fe|,i,s Soh,B '* l,""''-
2,000 paes seres brruglnmns enm um sueco gas-
Idem nacional a 1,600 rs. a iiDra. \trico ,re8C0 m inijuratorio do Sr. Buud-uit,.
Batatas muito novas a 80 rs. a libra. .^^^ D|S. (;oi,i/ai, e lto es il# q^^X;^^^^1^,!
Charutos dos melhores fabricantes da Baha'o lactato de ferro n mais solwvel e por P majSon menos, bonita finir, os d,-nie> Nfes
e de todas as marcas, como sejam: sus-' consequencia o mais elficaz. compUos e bem alvos, tendo iimtii rarfiMM
piros, havaneiros, messecipes, regala ira-.Deposito eral: em .'.aris, ra Bourbon- (p^^,^-^;*;; fffZ
perial, flor das mattas, primores a 4,000, Vil leneuve, 19 ^.,r(W,,,. oiiveira e nesu rda>i.- .1.. R.-e,r.. ao sr.
3,500, 3,200, 3,000, e 2,800, 2,500,1 Em PernambtlCO, na casa de UOrsft Bar- TbiapiJns dos Santos ra larya d Rosario*. 21.
2,000 e 1,600 rs. a caixa. i bsoa, ra da Cruz n. 22. I que se recompensar generesanwnte.
Desde o da 31 de outubro do correnle anuo
est futida a esrrava Felippa, a qual muito co-
nhi'i'ida pelos sicnaes seguiutrs : fui em aigum
tenino doSr. Antonio Jos findriinics ile Smua.'
magra, relatar regular,likuda. amia semprc ini-
t apressada, cabra escura, falta-lite um dente na
frente, esl rom leite nos peitos, pois dcixon nina
rnanga sualilha de cinro inezi's. Iivon vestido uro
roupo de cassa j velho, e um chale de merino
cor de rosa,costuma a dizer que forra ; julfn.se
estar criando em alguma casa, ou acontarla em al-
gum ralugi, fai vi.-ii duas vezes na Passagem i'j
Magdalena, ilha do Retiro, etc. O propriet.ii io 10-
ga a tollas as autoridades poliiiaes. rapilcs de
niinpo e mais prnte do novo a |iegnem e a rowlu-
r.am a sen senhor, na na rtn Princim* n. 3, I .aireo
da Boa-Vista, n na Nova n. 38. \j. Outto
m, o propriettTio protesta desdje j process. 1 e
recebiT o importe dos dias que ella Ihe falin. ci.-1'-
loe sabio de casa, a qoem a tier recollM.la, i;i
amule for adiada, e gratificare tem a ipieiii a
pegar.
Aeha-se fagido desde 7 de ncvrmbro o miifa-
to Thoniaz, que re^iresenta k-r 33 a 40 anuo-, haixo,
magro, barbado e com alguns Cabrito* liraiims, an-
dainlo as vezes de paleJote chapeo preto, e uuQn
ronhecido por ler sidoboleeiro doSr. Autuiiio I ulx
dos Santos, e perlreeu a Fraurisro Rulino Cmi i<
de Mello. sse escravo c pAreiro. por isso un
*ida visto em obras nos arrahaldes deMa cidade, e
no Manguinhoquasi defronte da estrada da Estan-
cia, em um sobrado antigo de portadas amairlla*,
iemelle miiie innos. Protesla-se nao > prores-
sar a qnem o tiver acoutaito, como rerober <'* kM
os dias que elle anda fgido, c jsralra-o penero-
samente a quem o pegar levar ra do Impera
dor n. 45, terceiro andar.
Fugio no dia !6 do crreme di ci.'ate da
Arria da provincia da Parahiha do Nortes o c-
cravo de nomo H-nneterio, cimdu^imlo um NtVatl >
e um cachorro, sendo ocavallo ras.nl.o. i;. .< s
calcados de branco,o escravo en'.iilo, cor prvta,
bastante barrigudo, |mss camh*is, sen.10 um mais
as f*s
BtMS pHI-

I
\


8
Mario de Pernamhwe ? Sexta felra tt A Soxrmhvo de i $A.
I


LITTERATRA.
Hornillas sobre o prlnclpaes mi
I agres de Jess Christo, pelo
R. P. Ventnra.
OITAVA.
A Gananca.
(Hall. XV, M'tic. Vil.)
(Contiimaeo.)
E, tendo-se assegurado de que elle alii eslava,
quer forca n'ella peuetrar, o em sua louvavel
ousadia, diz *> Joo Chrysoslouio, vae directamen-
te casa, e penetra sem recelo al o lugar, em
que elle estava assentado. Feliz raulher Como
ella una magom fiel das solicitudes, dos desejos
impacientes da alma, que ama verdaderamente a
Je*us, que per toda a parte segue-o, e pede-o a to-
dos, quamio este divino esposo, oecultando-se-lhe,
parere fgida, para augmentar o merecimento de
procura-lo, e augmentar a alegra de hav-Io
adiado!
Chcgada presenta do Salvador, a Canana
piostrou-se humildemente aos seus ps e ado-
roti-o...... E admirae, meus irmos, a presenta
heroica dcsta Ilustre matrona, diz S. Jeronymo :
taatas recusas, longe de enfraquecerem sua f,
lornaram-na mais viva e mais perfeita. Primeiro,
mudado! Eis-te mais santa que os santos, mais
amada que os eleitos. Oh amor sabio e terna sa-
bedoria do Salvador l| assim, que a apparente du-
reza, de que ello usou at aqu a respeito da Cana*
Dea, nao passou de um artilicio engenhoso de su*
ardente caridade. Nao lhe deu um titulo to vil,
candura : Sim, Sonhor, vordado, sou com ef-
feito o que dizeis; e mesmo por causa disto, que
nio poderieis recusar a graca, que vos peco. Nao
certo, que os cesinhos, e|ue esto debaixo da
mesa, comcm as aparas dos meninos, ou as miga-
Ihas que cahem da mesa de seu dono ? >
Qual ser o primeiro ponto da nossa admiragao seno para proporcionar-lhc o merecimento de ser
nesta sublime resposta da Cauana ? A forca da urna mulher humilde e paciente segundo sea co-
f? O herosmo da paciencia? O milagro da hu- ragao divino. Elle nao despreaou a sua condicao,
niildade? Nao so ella d ao Salvador o titulo de senao jara poder fazer o mais helio elogio de sua
Senhor, nao s confessa-se urna vil creatura, ln- f. Nao diffcriu o beneficio, senao para conceder-
digna de ser collocada em baixo da mesa, mas Ih'o mais completo e cfflcaz. Nao tratou-a como
proclama os Judeus seus senhores e donos. Huml- estranha seno para eleva-la ordem dos fllhos, a
ha-sc perante tudo, pondo-se debaixo dos ps de' quem nada recusado. Nao testemunhou-lhc des-
todos, i dem como paga, senao para prop-la como mod-
As palavras dcsta piedosa mulher sao to subli- lo a todos os christos. Em urna palavra, diz S.
mes emsua simplicidade, qnantoeloquentes emsua Pedro Chrysologo, nao humilhou-a senao para cx-
preciso. Os santos padres nao se cansam de ad- alta-la, nao moslrou-se surdo sua oraco senao
mira-las. Fallando da parbola desse importuno, para poder collocar urna gloriosa corsa sobre sua
que foi meia noute pedir pao a seu amigo, e que fronte.
nao obstante a hora indevida em que o fez, oble- Ei-la, pois, aquella que por humildade se havia
ve-o por sua insistencia o importuna^ao, e Emisse- atirado classe de um vil animal, ei-la adoptada
no diz, que ento o Senhor revelara ao mundo este por Jess Christo em seu amor, e proclamada sua
grande mysterio de misericordia : a importuna- fllha.
cao, que obtem tudo dos homens, obter muito Ei-la, aquella que apenas se julgava digna de
mais fcilmente de Deus. estar debaixo da mesa, elevada de repente por Je-
Ora, a Canana mostrou, em sua admiravel ora- sus Christo, e julgada digna de assentar-se com
Slo, que havia adevinhado e praticado esta bella elle ao seu banqueto, para ser nutrida como urna
outrina do Evangelho, antes mesmo de haver co- fllha e urna esposa,
nhecido o Evangelho. Oh gloria do homem que se humilha I Oh t ge-
cob, que foi forto contra o proprio Deus, e que por
esta razia o seu nome foi mudado para Israel, qae
significa tenedor de Deus.
Ora, op Mheta Oseas claramente .revelou-nos,
de que manet foi Jacob to poderoso, que che-
fou a triumpnar de Deus : foi pela humiii
pela confianza, pelo fervor, pelos gemidos e
lagrimas de sua oracao.
Os antigos philosoplios diziam. que a divindade
i pelas
nelles
as
?s qual foi a verdadeira parte, que Pit
ultimas lulas da Inglaterra e Franca.
Pitt tomou
Anda
que o tempo tenha suavisado muito os sentimen-
tos, pouco faltou que o nome de PHt se tornasse
popular em nosso paiz
Nos nao temos mais, lounado Deus, esses
selvagens dos Couthon e dos Collot d'Herboi., de-
nunciando Pitt .como o immigo d especie huma-
na ou declarando aos Jacobinos qtte os patriotas
inaccessivel para o homem. Sim, meus irmos,' da Montagne t entraram na consciencia de Pitt,
e verdade Esse Deus infinito, universal, eterno,
habita urna luz inaccessivel. Milhoes de" anjos
que circundam o seu Ihrono, tornam o accesso im-
possivel a todas as outras crcaturas.
Ora, Jess Christo mostrou-nos boje com fado,
que a divindade nao s nao inaccessivel, mas
nesse volco que vomitou todos os crimes;<*ueel-
les atravessavam essa lava mortfera e peatdncial.
Se esse delirio nos revolta, e se temos alguma ver-
gonha por nosso paiz que o odio tenha feito con-
servar essa linguagein estpida a to ms pessoas,
nos conservamos comtudo muito severos para com
tambera nao invencivel; descortinou-nos um I o ministro inglez, e acreditamos pamente com Mr.
grande segredo, e descobriu um caminho oceulto Tliiers que se a paz de Amiens foi rompida, foi
ao orgulho, mas conhecido da humildade, fcil, porque a guerra convinha s paixoes de M
certo, seguro parachegar a Deus : o caminho da I tt.
M
Orgenes diz, que as palavras da Canana podem nerosidade, oh amor de Deus que recompensa.
- ser assim traduzidas:. Sim, Senhor, sou tal co- SEGUNDA PARTE.
chamara Jess Christo Fillio de David; depois, I mo me dizeis. Os cachorrinhos, que seu dono re- A exaltacao gloriosa da Canana em sua verda-
lijura-o como seu senhor ; c finalmente adora-o pelle para longe de si por meio de mus tralamen- de histrica, foi a figura e a prophecia da nosa,
como seu Deus. Venera-o como Deus, porque real- (|0s, voltam immediatamente para junto delle; re- Parecer no principio, qae nos, que formamos ago-
e elle o ; nao implora a sua media- peludos por um lado retroceden) pelo outro ;
mente er, que
e, "io junto a Deus, mas o seu soccorro immedato.
Com effeito, arrancando do fundo do sea afflicto
coraco um suspiro, que trazia estampadas a sua
contanca ^ a dor, ella diz: Senhor, vinde
em mea auxilio.
Ora o que fazer o Salvador perante este novo
assalto d& Canana ao seu to compassivo cora-
co? Por ujaneira alguma mostra-se commovido
ora intewiocno, eem mesmo dignar-se flxar so-
bre ella o seu olhar, respondeu :
Nao, porque nao licito tirar o pao aos fllhos
para alira-lo aos caes. >
i Fallando dopois, roferia-se ap povo de Israel,
chamado as Eseripturas o primognito de Deus,
|. irque era gerado espiritualmente para o culto
do verdadeiro Deas, nutrido com o lcite da sua
palavra e da sua lei.
Pelo pao referia-se aos seus mlagres, aq seu
Evangelho e a todas as granas preordinadas sal
vaeo eterna.
Finalmente pela palavra caes alludia aos Gen-
tos, que nutriam-se das carnes sacrificadas aos
idoos, e rastejavam aos ps dos deuses de pu eu
de peilra, para adora-los, como os caes lamben* as
pedras, e espojam-sc no singue I E, fallando as-
sim, Jess Christo emprega urna phrase consa-
grada pelos Judeus, que costumavam a dar aos
Gentos o nome de caes.
Mas que resposta e que palavra, meus irmos!
Por que este doce Salvador proferiu tal ? O que,
Senhor exclama S. Joo Chrysostomo, chamaes
filltos os Judeus, que vos calumnian*, vos persc-
gueiu c blasphemam de vos I E a esta mulher vir-
tuosa, que- er em vos com to grande fe, adora-
supplica-vos com to
vos com tanta reverencia,
heroica conlmca, rende-vos hoinenagem com tan-1 rada.
la humildad* chamaes cadella I Ah t com esta ( oh mulher violenta com o proprio Deus
peludos por um lado retroceden* pelo outro ; da ra a verdadeira egreja, haviamos sido repudiados
mesma sorte eu, semelhante a esses fiis animaes, e rejeitados; mas afinal fomos, por nossa f ehu-
nunca me fatigarei de seguirvos por toda parte. mildade, inscripto na classe dos fllhos, e como taes
Segundo S. Jeronymo a Canana quera dizer : admittidos a nutrir-nos com o pao sacramental do
t Sei muito bem, e confesso, Senhor, que nao me- corpo de Jess Christo.
recoo pao dos meninos, e nao posso, como os me- As migalhas, de que a Canana faz mencao, in
nios, sentar-me mesa do pae de familia, nem volvem tambem mysterio. Significan* os precei
receber em seu todo a miuha iKir^o de alimentos, | tos mais minuciosos e mais perfeitos, os mystenos
razo porque contento-me com os restos, que se' mais ntimos e mais preciosos do Evangelho, que I
atiram aos caes. | formam como que o alimento da egreja. E como
S. Chrysostomo diz, que a sua resposta um os verdadeiros.fllhos da egreja nao chegamaocum-
verdadeiro tratado de pnilosophia, visto que apo- primento destes precetos e a intelligencia destes
derando-se das proprias palavras, que lhe annun-. mysterios senao por meio da humildade, diz-se
ciam urna irrevogavel recusa, faz dellas, por um que as migalhas do pao nao se juntam nem se co-
maravlhoso artificio, urna lerna c cloquale ora- mem seno debaixo da mesa. Ou?amos ainda S.
cao. Porquanto suas palavras sgnificam o se- Jeronymo :Nao se pode nega-lo, verdade mui-
guinte : to manifest ; nos outros Gentos esta vamos na or-
t Senhor, o que dexastes sahir da vossa boc- dem de vis animaes, e os Judeus, os nicos ado-
ca ? Parecendo sugeitar minha oracao, vos consti-1 radores do verdadeiro Deus, eram seus fllhos. Mas
tuis defensor della, e confessaes que ella merece que admiravel mudanca I Os ttulos de raes e de
ser exalcada. Chamaes-me cadella ? Pos 1iem :! filhos mudaram de povo, como a f mudou de
apanho-vos por vossas proprias palavras ; se tal! lugar.
sou da casa, pertenco tambem familia como o Os Judeus, outr'ora os fllhos, tendo levantado
cao domestico", e nao poderia ser repellda. Tenho maos sacrilegas e criminosas sobre o Filho de
egualmente direito ser nutrida, e nao posso dei- Deus, fizeram-lhe soffrer um horrivel supplicio, e
xar a casa de meu dono ; dae-me, pos, as miga- tornaram-se por causa disto verdadeiros caes, fc
lhas dos meninos e as vossas delles, que S. Paulo diz Guardae-vos desses
Finalmente a Canana, segundo Vctor d'Anto- caes, desses assassinos de Jess Christo. Pelo
cha, mostra urna profunda intclligencia dos se- contrario nos Gentos, que eramos caes, obtivemos
gredos de Deus; por quanto suas palavrasjwdem por nossa f o grande favor do nome de fimos;
ainda admittir o seguinte modo de explicacaq.: porquanto S. Joo diz-nos : Deu-lhes o poder
Sei, senhor, quanto sao grande as riquezas, a- de tomarem-se fllhos de Deus.
hndanles e exquisitos os manjares da vossa mesa; | Os santos padres ainda descobriram am outro
se pois vos dignardes dar-me apenas as migalhas mvsterio nesta admiravel historia,
das misericordias, que concedis aos vossos santos,. A fllha da Canana, exposta a agitacao do de-
tere abundancia, e julgar-me-hei bemaventu- mnnio, a alma de cada christo sob o imperio
| das paixoes, que sao as armas, os lacos e os titu-
excla- los da tyrannia. Beda accrescenta, que a cons
- tyrannia.
palavra to repugnante, que envolve o desprezo e ma Orgenes. O senhor diz i I ciencia do homem como que a sua fllha querida.
o insulto, mais do que o %osso silencio, dilaceraos sao pode sor, nao. licito e ella depoe toda a Aquelle, pois, que tem a sua consciencia macula-
a ehaga do pobre coraco dessa desgranada me l reserva, esquece o seu poder de matrona, e entra da pela corrupto do vicio, tem realmente sua ll-
>>< proprios assistentes mostram-se escandalisados atrevidamente a philosophar e a discutir com o lha sob a tyrannia do demonio.
de tanta dureza em troca de tanta confianca I E Salvador: sustenta-lhe em face o contrario, insiste' Ora, qual o meio de tirar da eseravidao e*ta tl-
(|uem, Senhor, nao teria piedade d'uma ine af- e diz-lhe. j lha nica c querida, para iscnta-la das enfermi-
flicla, iK'dindu to humildemente a cura de sua i < Nao, nao assim nin "*nntrarn isto muito' ibUSum nne tanto a tem maltratado, e n
licito; preciso, e se
: pelo contrario, isto muito' dades que tanto a tem maltratado, e que a
o iiuizerdcs, podereis tornar- ram a to grande miseria ? Este remedio
* r II-____I f II i nnnftq
nico,
confiadamen-
certo, seguro e infallivel, jecorrer
te a Deus |>or meio da oraejio.
De feito, acabamos de ver d'uma raaneira sensi-
. fllha .
Mas que palavras acabo de soltar ? contina o \ nie feliz,
mesmo padre. Quem nao v, que urna sem.lhanle Que oraco, oque cxemplo! meus irmos.
dureza da parte do Salvador a respeito da Cana- Oh nao era possivel orar com major f, nem ,
na e urna feliz invenrito de seu amor por nos ? mais firme confianza, nem mais profunda humil- vel, ecomo que em obra, o grande mysterio do es-
Elle ijuz, com este magnifico exemplo, tornar-nos dado, nem mais constante perseveranga, nem mais prito de gra^a e oraco.
sensivel maravlhosa efflcacia, que a nossa cons-' sublime perfeico A Canana mostrou-nos, como falla o yerdadei-
lancia na oraco tem sobre o seu coraco. Quiz,' Senhor, pos" que esta aventurada fllha de Ado ro espirito de oraco, e Jess Christo ensinou-nos,
do modo mais proprio a impressonar-nos, persua- preencheu todas as condicoes do espirito de ora- como o verdadeiro espirito de oraco comeca re-
di r-nos desta importante verdade: que o espirito cao, apressae-vos em cumprir a seu respeito as tirando-sc da trra, dos dolos, dos erros, dota-
de graca quer nao s ser supplieado, mas ainda promessas do espirito de graca. Desempenhae vos- multo do mundo edas paixties; segu Jess Chns-
iinportnado polo espirito de oraco, e que esta sa palavra, com a qual solemnemente Jurastes, que to a casa em que se oceultou c descanca, isto e, a
santa importunacao venco-lo-ha infallvelmente. 'aquelle, que pede como deve, alcanca-, que aquel- egreja, ah se prostra perante elle e adora-o, nor-
Quanto Canana, o Salvador sabe de que tem- le que bate incessantemente a porta do cu, v-lo-' que s lhe comprazem as ovacScs, que lhe diri-
nera o seu coraco, e o que se pode esperar, ha um da abrir-se. Fazei conhecer e triumpnar a gem na verdadeira egreja ; e este espirito de ora-
desta alma, que a sua graca formou e educou no : vossa misericordia I j cao, collecado nesta egreja como que sobre a pe-
espirito da oraco. Com'tffeito, qualquer outra o que aconteceu. | dra da vedadeira f, da qual eleva-so sobre as azas
mulher, vendo-s tratada de vil animal em presen-, Vede, diz Santo Agostinho, quanto a humildade da humildade e da con Banca, levado pelo vento do
ca do povo, nao teria podido conter a sua clera,' recommendavel, e quo grande a sua lBca- fervor toma seu vo e vae pousar intrpido peran-
e, vacillando entre a dor d'uma recusa e a vergo-! cia I i te o thronode Deus, esperando com invencivel pa-
nha (Tuina afronta publica, mudando logo a hu-1 Se a Canana, vendo-se tratar por aquelle modo, ciencia e constante firmeza o momento, em que a
mildade em orgulho, a coulianr-a em desprezo, a tivesse no mesmo instante se retirado, teria per-1 Deus apraza usar de misericordia,
homenagem em injurias, teria desdenhosamente manecido tal como se apresentra ao Salvador, is- Jess Christo por sua parte fez-nos ver, como o
vallado as costas ao Salvador, c ter-sc-hia ido, diz to tal como indicava a resposta que recebeu. espirito de graca, que primeiro finge ser surdo
Por sua iusistencia, porm, mudou totalmente, e aos nossos gritos, insensivel s nossas penas, e pa-
tornou-se urna mulher forte e admiravel. rece rir de nossa miseria e insultar as nossas l;u-
Mas, que mudanca prodigiosa opera-se ento no milnaeoes e dores, declarase afinal a nosso favor,
exterior e as palavras do Salvador! Depondo a quando ha provado nossa paciencia e fldelidade, e
austeridade de seu porte, e soltando o freio sua! manifestase por lodos os transportes de sua ternu-
ternura o sua bondade, que at ento comprim- ra, concodendo mais do que se pede.
ra em seu coraco, para maior gloria da Canana! Hoje. pois, se o Salvador tomou a principio urna
e para nossa nstrucco, voltou-se com ar de per-' attitude to severa, e mostrou-se to inflexjvcl e
feila amabilidade e docura infinita para a Cana-' to pouco disposto a conceder a graca solicitada,
pea, e contemplando-a com a terna aleico de um nao foi para ensinar-nos, que nunca falta o espirito
pae, diz-lhe : I de graca ao verdadeiro espirito de oraco, que fal-
Oh mulher, quo grande a vossa f I sois la e opera como na Canana ; que esta oracao ap-
S. Chrysostomo, requintando com termos amargos
o fel d sua rava feminina to vivamente excita-
da. Teria dito :
Agora vejo, um Hebrea. Ei-lo, aquelle, cuja
bondade de coraco para com os desgranados, e
poder de operar mlagres em seu favor, tanto pre-
eonisam os seus Eu o encojjtrei duro, fatuo e or-
gulhoso
Mas nao, meus irmos, a Canana nao falla nem
Densa deste modo. Pelo contrario, os outros escan-
dalisam se, e s ella nao murmura. Todos os ou-
tros so mostram como que euvergonhados da af-
fronta que ella recebe, e ella nao se offende, nem
se deixa tomar pela clera. Comprime, diz S. Agos-
tinho, os sentimentos do orgulho to duramente
humlhado. Aufere esperanca naquillo mesmo que
parece dever faz-la desesperar para sempre ; e
quanto mais desprezada mais se mostra humil-
de c cheia de confianca.
Com effeito, ainda o Salvador nao havia acabado
de dar-lhe esta dura resposta, e ei-la a replicar,
com um ar de modestia, simplicidado c perfeita
oracao.
O homem pode por este caminho, diz Santo
Agostinho, subir ao cu, abrir urna vereda entre
os santos, fender a turba dos anjos, forcar os guar-
das de um to grande monarcha, elevar-se at o
sea ihrono, arrancar o raio de suas poderosas
mos, faze-lo descer das alturas de sua magestade
e gloria infinita al nossas miserias e nossa baixe-
za, e obrigalo a fazer-nos misericordia.
Ainda mais, contina o mesmo doutor : do
fundo de um coraco, que ora a Deus com um fer-
vor sincero e humilde desejo, que se escapam ge-
midos e suspiros, cuja forca e encanto impossi-
ve explicar ; semelhantes a urna harmona melo-
diosa c suave, elles encantara os ouvidos e o cora-
co de Jess, enternecem-no e obrigam-no a
abrir-se sobre nos com todas as riquezas da sua
bondade.
pois verdade : somos todos, nao s desgrana-
dos, mas ainda a propria miseria e pobreza, como
Deus a propria riqueza, grandeza e magestade.
verdade : O nosso espirito ceg, a nossa ima-
ginacao inconstante, a nossa vontade enferma, a
nossa carne rebelde, o nosso coraco propenso ao
vicio, e fcil de escapar-nos era una volta de
olhos. verdade: os perigos sao grandes, as
ocesioes numerosas, as tentacoes fortes, as pai-
xoes poderosas, fracas as nossas forcas, pequea
a nossa coragem. mais que verdade, que nos
mesmos, por nossas desordens e por nossa culpa,
havemos augmentado mil vezes as miserias de nos-
sa natnreza e de nossa origem ; tanto que, no vos
Jobs, tornamo-nos, dopois de tudo perdido, cober-
tos de chagas dos ps cabeca.^ Mas, tantas mi-
serias e to grande fraqueza nao nos excusaro
no tribunal de Deus, e sua justica nao se tornar
por isto menos severa. Porque? Porque, como
ao santo homem Job foram deixados intactos os
labios, no meio das ruinas de nossa condicao mo-
ral a Divina Providencia deixou-nos a graca da
oraco, por meio da qual podemos reparar todas
as nossas perdas, recobrar todas as nossas forcas
e urna sade perfeita.
Com effeito, meus irmos, dae-me o homem mais
perdido de vicios : se elle decldir-se a orar com
sincendade de coraco, humildade de espirito e
constancia de vontade, eomecar s por isto a de-
testar o neceado; porque o homem de oraco nao
pode ser o homem de peccado. Conseguintemente,
esse homem obter o perdo, a fon*a e o fervor, e
ser convertido e salvo, porque a oraco alcanca
ludo e de tudo triumpha.
E' verdade, que algumas vezes oramos tonga-
mente sera nada obler -, mas, isto acontece era re-
laco s gracas da ordem temporal, que bem pode-
riam ser prejudiciaes ao nosso era espiritual. Ha-
zlo por que, diz Santo Agostinho, recusando-nos
taes grabas Deus concede-nos a maior de todas, e
mostrase ainda Salvador amoroso das nossas al-
mas. Quanto, porm, s granas da ordem espiri-
tual, se as pedimos as condicoes do verdadeiro es-
pirito de oraco, obte-la-hemos sempre todas; por-
quanto Jess Christo deu-nos sua palavra, quando
disse :* Quanto pedirdes a Deus em meu nome,
isto em nome do Salvador, e com relano or-
dem da salvacao eterna, ser-vos-ha infallvelmente
concedido.
Assim a perseveranna final, este dom de Deus,
que cora todos os seus outros dons, este dom que
nos abre as portas do cu, e sobre o qual as almas
christas estao sempre recelosas, porque Deus nao
0 deve a mrito algum, nao denegado, nem pode
s-lo, ao merecimento da oraco, segundo a pro-
messa de Jess Christo. O homem que pecea, que
se abandona aos vicios, que perde-sn e condemna-
se, o homem que nao ora ; o homem qlie des-
preza o meio nico, fcil e certo de nao necear e
de salvar-se ; conseguintemente, o homem vo-
luntariamente fraco, qae pecca'voluntariamente, e
voluntariamente se condemna.
Ah I reanimemos em nos, meus irmos, o espi-
rito de oraco, a primeira e a mais gratuita das
granas de Deus, que elle a ninguem recusa. Apro-
! voitemos para a vida eterna este grande capital,
i este precioso thesouro, que nos foi ganho pelo san-
guo de Jess Christo. Cromos com humildade,
! confianca e fervor ; oremos sempre, sem jamis
cansar, romo Jess Christo no-lo ordena ; porque
: assim como o corpo tem sempre neeessidade de
1 alimentos, a oraco sempre necessaria nossa
1 alma. Acharemos na oracao o remedio para todas
1 as enfermidades da alma, allivio para todas as allie-
nes, antidoto contra todos os vicios, apoio de todas
as virtudes, fonte de todas as granas, finalmente a
' chave que fecha o inferno e abre o cu. Ami
previlegada, por terdes sabido achar o caminho,
que conduz ao meu coraco : nada pode ser recu-
sado a to grande humildade. Sabe, que n'este
proxima-nos de Deus, por grande que seja a dis-
tancia que delle nos separa abranda-o, por mais
irritado que csteja contra nos; toca-o, enternece-o
mesmo instante o demonio para sempre aliando- e arrastra-o, por longe que pareca de exahjar as
nou vossa fllha, por causa do merecimento da vos-, nossas rogativas. _
sa oraco. Voltae pois alegre e contente, que o Hoje, pois (perdoae-me, meus irmos, esta ex-
vosso desejo est satisfeito: vossa fllha est cura- presso) Jess Christo descobriu o seu lado fraco,
da, e sois feliz. o caminho secreto para chegar a elle, para arran-
Oh mulher mil vezes afortunada I exclama O-' car os seus dons de suas bemditas mos, e para
rigenes. Eis a recompensa e a gloria da tua ha-! apoderar nos delle proprio. Est escripto de Ja-
B.BI.IOGIUPHU.
WHIlam Pitt esen tempo, por
lord tanhope, traduzldo do
inglez e precedido de nm In-
troducto por Cuizot.
O primeiro pensamento, que se aprsenla ao es-
pirito abrindo-se esses quatro volumes, de procurar
Mas quaes foram essas paixoes? Era que parle,
e porque signaesse mostrara ellas, na vida de Pili?
Suas cartas conlidenciaes sao raras, discretas, sem
franqueza; elle falla nellas dos negocios do da c
cala-se sobre seus sentimentos, fica bomem de es-
lado mesmo para com seus amigos, para com sua
me.
Qaanto seus discursos, a forca d'alma que con-
tera a emoco, mostra-se mais que a paixo, que
faz trasbordar seu coraco.
Orador ardente no genero temperado, Pili, nun-
ca deixa o homem abandonar o ministro. Deve-se
adyinhar o que elle pensa pelo que diz, o que emitte
pelo que declara: trabalho perigoso onde, segun-
do as opinioes do interprete, a interpretaco arris-
ca-se a urna calumnia. Atrev esta indagaco, at-
trahdo por essa profundeza propria aos grandes
espiritos, onde pretende-se ver como no fundo do
mar, em risco de tomar nelles a sombra pela rea-
lidade.
Nao supponhoque pela palavra paixo se queira
crer em Pitt o patriotismo inglez, mesmo com o
que com elle se tem sempre confundido de came
contra a Franca.
E' bem verdade que M. Pitt deixou a esse res-
peito todos seus compatriotas a grande distancia
aps si, e que elle mais inglez que a Inglaterra.
Mas o patriotismo, mesmo o sentiu M. Pitt, nao
mais do que um sentimento e um dever. Corneille
o chamou divinamente.
A liberalidade para o paiz natal. Elle to pou-
co urna paixo, que apeuas reconhecido no mo-
mento era que elle tem o carcter de urna victoria
sobre a paixo.
l'aix.inTi io significa mais hoje, supponho o amor
do poder.
A menos que nao se trata desse capricho do ho-
mem incipaz dos primeiros postos e que nao qur
ver nelles ninguem, que ambicioso pela nica
razo de nao saber julgar-se e dizer-se a verdade,
mesmo sobre o travesseiro.
Ha um nome para este modo de amar o poder :
chama-se aintriga.
O outro, que eu admiro como urna das qualida-
des mais nnminentes da natureza humana, e como
um genio particular dado por Deus mui uoucos
homens, a esta vocaco irresistivel que leva o ho-
mem de estado a dedicar-so ao publico ainda quan-
do o publico de ordinario pague essa dedicaco.
Neste sentido nasce-se homem de estado como se
nasce poeta, pela influencia secreta de que falla
Boileau.
O verdadeiro amante do poder qur a elle subir,
nao para luxar, nem para ter os ouvidos acaricia-
dos de lisonjas, mas sinenle porque no poder elle
encontra carreira para sua actividade e materia
para seus talentos, e por ser esse o posto ende pode
servir melhor a seu paiz.
Tal foi M. Pili. Elleamou ao poder; o queque-
rieisqueeile amasse? Nasceu no poder. Em que
poderia pensar o filho do grande lord Chatham, se-
no em manar seu paiz ? Educado |>ara a pro-
tisso de primeiro ministro, tinha aprendido de
seu pae a predilecco pelas grandes umbicocs e o
despreso pelas pequeas. Elle o nula visto pere-
cer na empreza, legando a seu filho at mesmo a
emulaco de sua morte.
Quereriam ver Pitt furtando-se a hera-ica pater-
na para ir perecer em urna vida obscura e sem ser-
vicos ?
Deve-se, pois, acceita-to com seu amor do poder,
e por essa razo louva-lo, como se louva um filho
que qur continuar ura glorioso pae.
Ha urna pedra de toque em que se experimenta
se um homem publico ama o poder pelo poder, ou
como meio de servir e de fazer grandes cousas :
o modo porque elle o toma e porque o deixa. Elle
tem a grande ou a pequea antbico, segundo taz
urna outra cousa a lempo. Ora nao* acha na vi-
da publica de M. Pitt nem ma entrada nos nego-
cios, nem urna saida a que falle a opportuni-
dade.
E pela opportunidade nao digo smente essa ad-
vertencia que vem da opinio publica e que o ho-
mem de estado sabe comprehender; quero dizer
to bem o appello de sua propria honra.
Duas vezes leve M. Pitt de deixar o poder. A
primeira, foi cm 178:1; lord Shelburne era primei-
ro minislro e chanceller do Echiquier. Este minis-
tro derribad por urna intriga de lord North, li-
gado, vergonha! com Fox, que, entre outras
violencias costumadasde sua palavra, disse de lord
North que nao tinha seguranca em encontrarse
s com elle.
George III propSe ao joven chanceller entrar no
novo gabinete como primeiro lord da thosouraria.
Ser ministro c subir, -era duplico a tentaco. Pili
recusou e denuttiu-se de seu emprege.
A segunda, foi em fins de 1801, n'um dia poste-
rior um de seus raaiores successos parlamenta-
res. Urna grande maioria tinha approvado com
estrondo sua poltica, com quanto a felieidade o ti-
vesse abandonado antes que a constancia. Entre-
tanto o omnipotente ministro abandonava volunta-
riamente o poder Elle tinha querido fazer cora
que os catholicos subissero ao parlamento ; George
III no tinha accedido aos seos projeclos; elle se
retirava ante a invencivel repugnancia do rei.
io deixou-se de dizer no campo inimigo que o
mu acolhimento dado aos seus nao era mais do
qae o pretexto desta retirada.
verdadeiro motivo, dizia-se, era o mu succes-
so da guerra com a Franca, a Inglaterra por toda
a parte derrotada na pessoa de seus alliados, os
Austracos obrigados a recnar para alm do Mincio,
os Napolitanos batidos sobse o Tibre, Moreau ga-
nhando ao archiduque Joo a victoria de Hohen-
linden, o primeiro cnsul pedindo o Rheno para li-
mite da repblica, o imperador da Russia lancando
a prohibico sobre as embarcaces inglezas e li-
gando com a Suecia e Dinamarca para proteger o
direito dos neutros, emlm a imminencia de urna
paz de que a Inglaterra ia ser excluida. Pitt se
retirava, segando uns, porque elle nao quera a paz,
segundo outros, porque, querendo-a, nao se achava
em estado de faze-la e nao se affligia de descarre-
gar-se della sobre seas saccessores. Qur n'um
qur n'oulro caso, sua retirada do poder nao sera
mais do que urnadeserejio perante o inimigo ; mal
disfarcada por urna indigna comedia.
FOLHETIM.
A CONDESSA DIANA
POR
MR. MARIO ICHAHD.
XXOI
(Continuacao do n. 272.)
Feta essa recommendaco, sahimos da estriba-
rla. Bastio fechon a porta por fra, e poneos
minutos depois estavamos ambos no earrinbo
Para onq> vamos ? perguntou o meu amigo
dedicado.
Para Mootherm, e talvez para a Allema-
nha I... Ainda nao sei.
Pois bem, o que devo fazer ?
Ir era busca da condessa, Hvra-la das mos
"do Placido, em quanto eu da minha parte irei ba-
ler-me com o meu tutor, a quem hei de matar.
O' l Temos muita cousa a fazer I Nao ira-
porta ; no seu servico, Sr. Andr, nao sei o que
ter mdo; disponha de mira, e da minha pelle.
Chegamos a Monthorm a urna hora da madru-
gada. Bastio tinha j formado o seu plano.
Se a Sra. condessa estiver em Montherm,
disse elle, havemos de descobri-la at o romper
do dia.
E levou-mc por entre ras exquisitas a urna ta-
verna de pessima apparcncia.
Bata cora forca, Sr. Andr : a gente l de
dentro nao tem boas oucas.
Bat, ninguem respondeu.
Bom signal; desconfiam, rephcou o contra-
bandista. que os meus companheiros ah esto.
Dizendo estas palavras baleu de novo na porta
de um modo particular, e assobiou tres vezes. A
porta foi immedatamente aborta. Entramos n u-
ma sala baixa e enfundada. O taverneiro fechou-
a esfregando os olhos.
Ha por c alguns companheiros meus ?
Tres, respondeu o velho: o Alsaciano, La
Besace, c Constancio.
Chama-os, e diz-lhes que para negocio ur-
gente.
O taverneiro obedoceu, e instantes depois a
carcomida escada gemia aos passes de alguns ho-
mens, entre os quaes reconheci dous dos contra-
bandistas que j havia encontrado na clareira dos
Javahs.
Agora, disse Bastio ao taverneiro, recolhe sem
barulho o nosso carrnho tua cocheira, e leva o
cavallo para a estribara.
Depois que o velho sahiu a executar esta or-
dem, perguntou o meu guia aos seus companhei-
ros :
Voces esto hoje desoecupados ?
Conforme, respondeu um delles.
Bem; isto qur dizer que sim. N'este caso a 1
caminho: um servico importante, que me vo l;
fazer.
Se s isso, replcou outro, falla: bem sa-
bes que somos amigos.
Obrigado. Partamos ; no caminho drei o
que .
Tive alguma esperanca. N'um caso como o meu
podia-se tudo tentar com esses homens acostuma-
dos a toda a especie de astucias era virtudc de sua
lula constante com as liis.
Sahimos calados : a pouca distancia da taverna
Bastio chamou-me a parte.
Sr. Andr, Vmc. deve separarse aqui de
nos. mister que tenha mais tarde as pernas so-
lidas, e a mo ligeira.
Nao importa, repliquei. Confio na minha
causa.
Siga o meu conselho. De mais Vmc. de na-
da nos pode servir; ao contrario nos causara
constrangiinento. Temos certas intelligencias que
os meus companheiros nao gostariara que um ex-
tranho soubesse...Dou-lhe a minha palavra de
que se a Sra. condessa estiver em Montherm, ao
apontar do dia te-la-hemos posto em seguranca.
Nao nos demore mais em quanto noute.
Forcado a ceder s suas razes com pezar sepa-
rei-me do meu guia. Convencionamos que elle me
Iria avisar em casa de Granger ao menor indicio,
3ne descobrisse, e que o pozesse pista do Placi-
o, ou de minha madrinha.
O tabellio tinha recommendado que me espe-
rassem : encontrei pois urna boa refeico. Bebi
smente um bocado d'agua, e deitei-me assim
mesmo vestido para ver-me lego livre do obsequio-
so criado, qne me esperara.
Nao me foi possivel repousar no estado de ancie-
' dade em que me achava : quando fiquei s puz-me
a passeiar pelo quarlo. Abri ajanclla, perscrutei
1 o silencio da noute, appliquei o ouvido ao menor
I sussurro, esperando, que Bastio me trouxesse al-
guma noticia.
Po*re Diana 1 Onde* estara a aquella hora!
1 Que tormentos nao soflreria I A minha inercia me
affligia; arrependi-me de nao ter acorapanhado os
contrabandistas. A lula ao menos ter-me-hia'dis-
traalo dos meus pesares.
Quatro horas estive nessa pungente anciedade.
Os primeiros arrebes da aurora comecaram a ap-
parecer. Algumas pessoas passavam na ra, ale-
gres ou dcscuidosos, sem que nada nos seus sem-
blantes impassiveis denunciasse a existencia de
alguma aventura nocturna. Sent affectar-me o
fri da manha; quiz sahir dessa dolorosa stua-
ao; mas a mea pezar conservava-me nessa janel-
a, de onde poda avistar o mensageiro que deva
trazer-me o desespero ou a alegra.
Emflm Bastio appareceu na quina da ra. Pe-
lo seu ar triste comprehendi que tinham sido in-
fructferas as suas pesquizas.
O conde est s em Montherm, me disse el-
le apenas entrou. A Sra. condessa nao appareceu
por c.
impossivel I exclamei. As informantes
nao foram exactas.
Crea no que lhe digo, Sr. Andr. O conde
j chegou hontem s oito horas e tres quartos a casa
do baro de Pages, onde costuma aboletar-se quan-
do aqui vem; e de l nao sahiu mais. Nem a
!Sra. condessa, nem o Placido o acompanhou.
Temos intelligencias em todos os hoteis; nenhum
viajante foi nelles recebido noute passada. Fi-
nalmente a prova mais certa que eu estive com
os empregados das harreiras, entre os quaes te-
'nho amigos...Fallei com os ^ue estiveram hon-
! tem de servico. Como Vmc. nao ignora, elles vi-
sitam todos os carros que entrara: conhecem a
Sra. condessa, especialmente o Placido que c
vem muitas vezes. Garanto-lhe que nenhum cou-
p entrou pelas portas da cidade.
E para onde te-la-hiam conduzido, mea
Deus t
Nao desespero, Sr. Andr. Constancio e o
' Alsaciano esto de espas porta do Sr. de Pages,
afin de seguirem os passos do seu tutor. Se elle
sahir para ir buscar a Sra. condessa, temo-lo se-
guro. Mandei La Besace a Maufert com a recom-
mendaco de seguir desde o castello o rasto do
' coup, que nao pode ter avancado muito caminho.
I urna empreza I
Bastio, bem vs a minha afflicjo.. .Salva-
a! Salva-mcl
Tranquillise-se; temos bons olhos e boas
' pernas. Oh E verdade, ia-me esquecendo de
! urna circumstancia. Esta noute, urna hora depois
da nossa chegada, Marti nho, criado do Sr. conde,
chegou tambem com urna mala de viagem, e en-
trou em casa do baro. Poremos o olho nelle.
O que deu algum crdito a esta calumnia W o
ter elle, pouco depois de sua demisso, perdend o
titulo de primeiro ministro e conservando comtodo
toda a sua influencia, promettido a George III que
o nao importunara mais, em quanto fosse vivo,
com a questo calholica. Sacrificar assim, dizia-se.
o nico escrpulo de opinio que o affastava do
poder, nao era convidar indirectamente George III
a chama-lo de novo para elle ? Tomaram assim por
urna especie de memorial, apresentado por am am-
bicioso impaciente, o pezar to nobre quanto deli-
cado que elle exprima ao rei.
Foi, com effeito, depois que o primeiro minislro
deca rou francamente a sua opinio sobre x qaes-
to calholica, e sob a pressO da violenta eoatra-
riedade que este principe tinha-se ressentide, qne
sua frgil razo se tinha de novo perturbado. Pitt
nao tinha muita razo para acreditar que efe ti-
vesse precipitado essa recalada. Era, em todo o
caso, proprio de um homem brioso ter a sua inqnie-
taco, e de um bom cidado empenhar-se pa*a
comsigo mesmo como para com o rei de nao per-
turbado mais com urna questo, em que a desor-
dem do espirito do pobre principe nao vinha senao
de seus escrpulos religiosos. A conducta de Pitt
era to sensata que tornou-se, at a morlo de.
George III, a regra de todos os seas ministros.
Lord Castlereagh em 1803, em 1804 Irr. Tierney,
em 1806 lord Grenville e Fox, ainda que mais pro-
pensos a seren inimigos pessoaes do rei do que seus
cortezos, seguirn* comtudo a mesma discripeo
e empenho.
Os proprios catholicos prestavam-se a mo. De-
pois da grande victoria da unio da Irlanda, espe-
rar pacientemente urna das consequencias inevita-
ves dessa victoria, nao custava nada em sra paiz
onde as mudancas nao se fazem, como se sabe,
com o p levantado nem de um dia para out-o.
Nada, pois, se deve deduzir da retirada de Pitt
no comeco de 1801 para explicar sua conducta- nem
penetrar seus sentimentos sobre a questo da guer-
ra e da paz. Durante o anno precedente o sea es-
pirito eslava oceupado com seus planos para a ad-
misso dos catholicos no parlamento. Era o com-
plemento do acto de unio da Inglaterra e da Ir-
landa, a mais gloriosa de suas obras. O momento
era propicio. Sua maioria, antes augmentada, que
diminuida nos ltimos tem|>os, lhe asseguiava o
resultado. Nao esquenamos alm disso que o inte-
rior o grande negocio de ura parlamento ingle;,
e qae nao ha complicano no exterior que posss
suspender a discusso das qnestoes do interior, nem;
a lula regular dos partidos.
A questo catholica parecia preparada : partida-
rios e adversarios estavam para ella preparados.
Pitt, decidindo-se a resolve-ta, obedeca a seus
principios, contentava seu partido, aproveitava a
oeeasio constitucional, da mesma sorte que reti-
rando-se ante as repugnancias do rei, elle deixava,
ao modo dos verdadeiros homens de estado ingle-
xes, por isso que nao podia mais fazer prevalecer
a sua poltica.
Temos dito como elle o deixava. Vejamos como
entra va para elle.
Sabir dos negocios voluntariamente cousa dif-
ficil; mas pode-sc ser ajudado peta opinio, sem -
pre favoravel a todo aquelle que parece fazer um
sacrificio pessoal. Entrar para elle mais diili-
cil. E' raro qne um homem publico seja to indis-
pensavel que esta tomada de posse do poder pare-
ca pura de toda a intriga e qne a gnnde ambico
nao tenha sido ajudada pela pequea. Tornar-se
primeiro minislro, sem ter merecido essa suspeita,
a dillinildade na vida Tura homem de estado.
Nisto Pitt foi admiravel. O rei George III lhe
tinha dado por successores homens que nem po-
diam substitui-ln, nem dispensa-lo, eque pareciam
possuir seu posto sraeaie para Ih'o restituir. Des-
de o dia posterior ao de sua entrada nos negocios,
Pitt podia ser tentado a enfraquecer o gabinete
d'Addigton pela mesma maneira porque elle lhe
ia soecorrer. Precisara-sc de urna proteceo que
nao fosse dominano, conseHios que nao pareces-
sera ordens. E como nao est as cousas humanas
que um ministerio mediocre aecommode-sc muito
tempo cora um prolector illuslre, nem que este
protector acabe por achar a tutela mais laboriosa
que a responsabilidade directa, era necessario ser
muito paciente, muito senhor de si, muito delica-
do em sua ambico, para esperar que as injustiras-
partissem dos protegidos, ou que, ns zelo de sua.
iniciativa, commettessem dessa* faltas que s o
protector poderia reparar.
(Comtinuar-se-ha.)
Dei-lbe j todas as informaces; agora retiro-me.
porque se o Sr. da Maufert quizer-nos fazer o ob-
sequio de ensinar-nos o seu escondrijo, ser bom
que eu esteja presente para animar a Sra. condes-
sa. Havemos de arrebata-la, se fr precisa Em
todo caso procurarei oeeasio de dizer-lhe alguma
cousa antes de sua partida.
Ficam ahi o meu cavallo c o tilbury; toma
tambem este dinheiro, e recompensa generosa-
mente a tua gente.
Dei-lbe quatro a cinco mil francos que tinha co-
ntigo.
E Vmc. nada guarda para si ?
Para o que tenho a fazer sobra-rae bastante.
Se precisar de mais escreverci a Granger. Vae, e
pensa em qae a minha vida est as las mos.
Cont comgo. Do sen lado, Sr. Andr, nada
de fraqueza nem de louca generosidade i Elle
aproveita-se de tudo... Sente-se forte c disposto?
Descanca : hei de matado como a urna ser-
pente... sem comiseraeo. Disto depende a felici-
dc de minha madrinha.
Bastio retirou-se : a resoluco, que acabavamos
de tomar, avivava-me as esperannas. Nao era pos-
sivel que oceultassem Diana por muito tempo
tantas pesquizas.
Quasi tranquillo a este respeito pensei em mim.
0 conde era ura adversario leraivel. Tinba-o vis-
to muitas vezes manejar a espada, e ura combate
entre nos nao era ura brinco. Agitei os msculos,
e nao desanimel. A febre que interiormente me
consuma, dava-me forcas; nao senta fadiga al-
guma.
Toquei a campainha para pedir o almoco. 0
criado entrou logo, e Granger com elle.
O meu velho amigo tinha o semblante bem cons-
| temado ; foi-rae preciso fingir urna valenta, que
eslava bem longe de n?im, allm de acalmar os seus
reeeios.
Nao sabe ainda o resultado da sesso de hon-
tem ? me perguntou elle.
1 Adevnho-o pouco mais ou menos. Perd o
processo, e me declararan* interdicto. urna par-
tida que nao ganhei. Console-se comigo, meu que-
rido Granger ; deixe-me apenar essa mao leal era
rcconhecimentodoquc fez por mim.
| Seja franco, meu filho... Sr. baro, quero
dizer. O que se passou hontem quando ficou s
com o seu tutor?
Perde ; nao posso conflar-lh'o.
O doutor dsse-me que naquella oeeasio a
sua loucura era fingida.
Disse-lhe a verdade.
Pois certo que nao est lonco t
Nao, nao ostou louco Imas devo parec-lo
por algum tempo ao ollios de todos .. ao menos
at que livre alguem que se acha em pongo.
Granger comprohendeu-me, pois nao insistu
mais.
XXIV
s oito horas chegou o Sr. de Maufert. Nao deu
a endender que sabia da minha viagem noute
passada : cumprimentou-me com corteza, e nunca
me parecen to implacavel a sua impassibilidade.
Achou-me j prompto : porta eslava um carro
para conduzir-nos estano da via frrea.
Abracei o velho Granger e disse : Passando por
defronte da cosinha avstei Bastio; Ung que a ac-
cender um charuto e parei.
Tudo vae bem, me disse o contrabandista
apressadamente. Tive reeeios do que elle levasse
comsigo o Martinho; mas deixa-o, e a velha lebre
nos conduzir ao buraco. O Alsaciano vae em seu
seguimento para vigiar os passos do conde. Aju-
de-o, que elle nao hade perd-lo de vista, e era ca-
so de neeessidade acha-lo-ha disposto a tudo. Se
triumphar, como espero, na sua volta procure-me
na taverna, que ter noticias minbas.
O meu tutor esperava-me j no carro, subi, e
partimos. Repare n'uraa mala, posta no assento
! da frente, a qual me perlencia.
a sua bagagem, murmuran o conde.
Pefmitte-me perguntar-lhe para onde vamos,
senhor ? disse eu framente.
Para Carlsruhe.
Incline i-me em silencio.
Achei que iamos muito longe : porem agradou-
I me isto mesmo, pois assim ficaria o campo mais
1 livre para a emproia de Bastio. De mais a esco-
1 lha desse lugar parecia-rae muito razoavel, porque
o conde tinha ali amigos, entre outros o coronel de
Jouval, tio de Diana; e para esse inexplicavel
' duello devia procurar teslemunhas discretas.
Chegamos eslaco. Ahi sorprendeu-me tam-
bem encontrar nm wagn reservado as ordens do
conde, luxo pouco conducente com a sua avareza.
Pensei c comigo que elle contava fazer a despeza
minha cusa. .,
A alguns passos de distancia reconheci o Alsa-
ciano. vestido como um rico burguez; e vi-o entrar
para um wagn prximo do nosso.
, O trem partiu. 0 Sr. de Maufert, sempre mudo,
| abrin os sous jornaes. Nao podo deixar de pagar
um tributo do estima a essa calma resoluta. Es-
tendi-ine um canto entregue s minhas reflex5os.
Era realmente estranhojsaccesso esso duello de
morte entre mim e o mea tutor Mas o desuno
pronunciara a sentrnca : forcoso era que eu fosse
a victima ou o vingador!
Ao meloda o trem parou.
Quer almocar? pergaotou o conde. S-jama-
remos em Carlsruhe.
O Sr. de Maufert apeou-se; iraitei o seu exem-
plo. Vi logo apparecer o Alsaciano que sentou-se
a nosso lado para aprovear as menores palavras
da nossa conversacao. O Sr. de Maufert porm
conservou-se calado. Quando ia a sabir para o
wagn senti que ajguera me introduzia um papel-
sinho na mo. Disfarcei, affastei-me alguns pas-
sos, e li :
t O director do trem um amigo : diga-lhe o.
que me qnizercommuniear, e bem assim o lugar
onde tica. >
A sineta tocou.
Entre, senhor, me disse o director que so
chegra para mim. At onde vae ?
At Carlsruhe, respond em voz baixa.
s o que tem a dizer ?
S.
Tornamos a partir. Cedendo fadiga ador-
mec, e s dei arcordo de mim ao chegar frontei-
ra. Era noute quando paramos em Carlsruhe. O
coronel de Jouval, sem duvida prevenido por algum
despacho telegraplnco, esperava-nos na estacoi
cora o seu carro.
Dispunha-me adeixa-k>s, advertindo o meu tu**
de que me adiara s suas ordens no hotel d* In-
glaterra.
Nao, senhor; veoha comigo, me disso elle
com tom imperioso.
A vista disto suppnz que o Sr. de Maufert re-
ceiava alguma evaso da minha parte. Ia repli-
car-lhe com dignidade ; mas ois que o coronel of-
ferece-me hospitalidade era sua casa eom termes
to affaveis que recusar seria offende-lo. De mais
nao quiz mostrar-me menos esperto do que o con-
de, e aceilei.
Estas cousas passaram-se com tanta rapidez que
neto me lembre do Alsaciano. Vendo o carro j
preparado, veiu-me ao pensamento que ello pode-
ria perder-nos de vista, pois iamos n'um trem ca-
paz de exceder as melhores pernas.
Deitei acabeca fra da nortinhola; estavamos
n'uma avenida deserta ; a ninguem vi, nenhum
vehculo nos segua.
(CoM/mw/l PBRNAMBUGO.- TYP. uE M. F. F. & FILHO.
/
i- -
:-"
i
ti

1
.


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