Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10202


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Full Text

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ANUO XmxmMEBO 222.
Por tres mezcs adiantados 5S000
Por (res mezes vencidos 6O00
DIARIO
TERCA FEIRA 29 DE SETEMBRO DE 1863.
Por aun adiantado. .... 49$00O
Porte para o subscriptor. 3$00U
ENCARREGADOS DA SUBSCRJPgAO NO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima'
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araraty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de
Oliveira; Maranhao. o Sr. Joaquim Marques Ro-
drigues ; Para, os Srs. Manoel Pinheiro & C; A-
mazonas, o Sr. Jeronymu da Costa.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL
Alagas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Bahia, o
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, os Srs. Pe-
reira Martins & Gasparino.
PARTTOA DOS ESTAFETAS.
Olinda, Cabo e Escada todos os dias.
Iguarassu', Goyanna e Parahyba as segundas e
sextas-feiras.
Santo Anlo, Gravat, Bezerros. Bonito, Caruaru*,
Altinho e Garanhuns as tercas IViras.
Pao d'Allio, Nazareth, Limoeiro*. Brejo, Pesqueira
Ingazeira, Flores, Villa Bella, Tacaratu", Cabrob,'
Boa Vista, Ouricury o Exu" as quartas feiras.
Serinhaem, Rio Formoso, Tamandar, Una, Barrei-
ros, Agua Preta c Pimenteiras as quintas feiras.
Ilha de Fernando todas as vezes que para ali sahir
navio.
Todos os estafetas partem ao /, dia.
EPHEMERIDES DO MEZ DE SETEMBRO
4 Quarto ming. as 9 h., 44 m. e 2 s. da t.
13 La nova as 1 h., 16 m. e 38 s. da m.
20 Quarto cresc. as 10 h., 8 m. e 2 s. da m.
27 La cheia as 2 h., 37 m. e 2 s. da m.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 3 horas e 42 minutos da tarde.
Segunda as 4 horas e 6 minutos da manhaa.
PARTIDA DOS VAPORES COSTEIROS.
Para o sul at Alagas a 5 e 25; para o norte at
ai /!J j 7 e 22 de cada mez; para Fernando nos
n PARTIDA DOS MNIBUS.
ai,a IU'eife: do Apipuros s 6 / 7, 7 /*, 8 e
/ da m.; de Olinda s 8 da m. e 6 da tarde; de
Jaix.atao as 6 '/, da ni.; do Casanga e Varzea s 7
da m.; de Bemfica s 8 da m.
s %. te = para o Apipucos s 3 '/2,4, 4 y,, 4 V*,
k-'- .4 e 6 da ,arde5 Para 0lin(la as 7 da
inannaa e 4 '/2 da tarde; para Jaboato s 4 da tar-
nti,?ara 4clianfra e Varzea ^ 4 V da tarde j para
Bemfica as 4 da tarde.
AUDIENCIA DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommerei: segundas e quintas.
Relaeao: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazeuda : quintas s 10 horas.
Juizo do commercio: segundas s 11 Loras.
Dito de orphos: tercas e sextas s 10 horas.
Primeira vara do civel : tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda vara do civel: (martas e sabbados a 1 hora
da tarde.
DIAS DA SEMANA.
28. Segunda. S. Wenceslao duque monee.
89. Terca. S. Miguel archanjo; S. Fraterno b.
ju. (liarla, h. Jeronymo card. S. Leopoldo ni
1. Quinta. S. Remigio b.; S. Veriisimo ra.
2. Sexta. S. I.eodegario b.; S. Guarno m.
3. Sabbado. S. Maximianob.: S. Eustaquio ni.
4. Domingo. S. Francisco de Assis.
ASSIGNA-SE
no Recife, em a livraria da praca da Independencia
ns. 6 e 8, dos proprietarios Manoel Figueiroa de
Faria & Filho.
PARTE GFFIGIAL.
III MM I IMO DO I HPKRIO.
O governo deu algumas providencias indicadas
|)clo digno prelado, relativas ao novo estabeleci-
menlo.
Respondeu-lbe, porm, quanlo ao auxilio pecu-
niario, que lambem pedio, que nao podia conceder-
Ihe oulro senao o pagamento dos lentes das cadci-
cas do antigo seminario, que para all foram trans-
feridas.
Frecuentemente requerem os reverendos bis pos
auxilios para as obras de que alguus seminarios
precisam.
Se o governo nao tem podido altender, como de-
sejaria, a todos esses pedidos, prestou todava para
as obras dos seminarios do Maranhao, e Rio Gran-
de do Sul os auxilios que cabiam na verba de que
podia dispr, coucedendo para o primeiro 8:00#,
c para o segundo 1:0775830.
O reverendo bisiw do Para, mostrando a conve-
niencia de sustentar e animar o collegioque se fun-
-dou na cidade de Manos, com a denominaeo de
seminario, solicitou que corressem pelos cofres ge-
raes as despezas do ensino de primeiras letlras, la-
iin, francez, gcographia, e rhetorica.
Attendendo ulilidade que presta este estabele-
-ciraento instruccao publica em geral, em to re-
mota localidade, e ainda tao deficiente de recursos,
pensa o governo que se dcveria annuir requisi-
to do Ilustre prelado, elevando a prestaco an-
nual com que tem sido auxiliado o mosmo* estabe-
Jecimento.
No intuito de solver questoes relativas organi-
saco dos seminarios do arcebispado da Bahia, de-
erminou o governo, conformando-se com as dispo-
scoes da respec iva legislacao :
1." Que, compondo-se o pequeo seminario de
adeiras de estudos preparatorios, sendo reservodos
os ecclesiasticos para o grande seminario, devem
ser considerados estes dous estabelecimentos como
/orinando o seminario archiepiscopal;
2." Que, formando estes estabecimentos um s
seminario, devem continuar todava os estudos em
diflcios diversos, c cada um cora administraeo
propria ;
3. Que, apezar da reparacao dos estudos. os len-
tes devem ser considerados na mesma categora,
com os mesmo dreitos e deveres, e obrigados re-
ciprocamente ao ensino as aulas, e aos exames na
conforraidade do decreto n.839 de 11 de outubro
de 1831, o qual deve vigorar para ambos os estabe-
lecimentos ;
4. Que, organisado deste modo o seminario ar-
chiepiscopal, devem cessar as denominaces de
grande, e pequeo seminario, as quaesquando fr
necessario especificar um s destes dous estabeleci-
mentos, podero ser substituidas pelas de semi-
nario archiepiscopal para estudos ecclasiasticos, e
seminario archiepiscopal para estudos prepara-
torios.
Estas mesmas disposcoes, com ligeiras modifi-
cacies mandou o governo observar na dioeesc do
Maranhao para regular a organisacao dos seus dous
Jeminaros.
Palacios episcopaes.Sendo smente as diocees
do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Para, e Ma-
ranhao as que possuem proprios pertencentes
mitra ou ao estado para residencia dos respectivos
prelados, contina a fazer-se consideravel despeza
cora o aluguel de predios particulares para tal lim,
os quaes alias nao offerecem pela maior parte as
precisas aecommodaces.
Se outras fossem "as circunstancias financeiras
do paz, seria acertado ir tratando de adquirir pre-
dios para se Ihes daraquelle destino, pois qued'ahi
resultara grande economa era um futuro nao mui-
to remoto.
A casaque na-docesede S.Paulo tem servido pa-
ra residencia do reverendo prelado propnedade
do seminario, ao qual foi deixada pelo finado his-
po D. Antonio Joaquim de Mello.
Nao podendo porm o seminario possuir bens de
raiz sem autorsaco concedida pelo poder legisla-
tivo, foi esta j solicitada em 1861.
Convin que sobre este objecto se resol va com
brevidade.
Aquelle c dificio, pelo qual nao se tem pago at
agora aluguel algum, carece urgentemente de re-
paros.
O governo autorisou para este lim a despeza de
4:0005000. |
Matrizes.Contrista o estado em que se aclia a i
maior parte das matrizes. E nem necessario sa-
liir do municipio neutro para se conhecer quanto,!
era geral, ainda Ihes falta para nellas se podenin
celebrar safisfactortamente as ceremonias da nossa
santa religio.
Nao possivel, porm, oceorrer completamente
a esta neeessidade com os limitados recursos dos
cofres pblicos, c com os que resultam da conces-
so de algumas loteras.
Tem-se extrahido loteras em beneficio das ma-
trizes das provincias do Amazonas, e do Piauhy, e
o governo delerminou que os respectivos presiden-'
tes applicassem os seus productos com preferencia
aquellas que se acharem em mais deploravel es-
tado.
Trata tambera de acudir ao estado de ruina da
de S. Francisco Xavier do engenho Velho. da cida-
de do Rio de Janeiro, applicando a este lim o pro-
ducto de loteras especialmeute concedidas.
A commisso encarregada da demolico da igre-
ja de Sant'Anua, da mesma cidade, e da conslruc-
rao de urna nova matriz e de una capella proviso-
ria, deu conla dos trabalhos j fetos ; e o gover-
no louvou-a pelos valiosos servicos que dcsinleres-
sadameate prestou. Das quantas que ella teve
sua disposico ha ainda ura saldo de 4:3715798,
que se ach'a recolhido no Banco Rural e Hypoteca-
rio, tendo^se j despendido com as obras a quanlia
de 91:9345130.
Parochias.Ha, em relaeao s parochias. dous
tactos que merecen attenco :
l. A profuso com que sao ellas creadas ;
2." A falta de concursos em alguns bispados, pa-
ra que sejam definitivamente providas.
A repetida subdivsao das freguezias, muitas ve-
zes dictada por interesses estranhos religio? traz
dous sensives inconvenientesdifficultar em al-
guns, por falta de sufflcienterendimento, a per-
manencia de sacerdotes incumbidos das func-
ces parochiaes, e augmentar, por outra parte, con-
sideravelmente a despeza publica.
No anno passado, o acrescimo que foi necessario
votar para a respectiva verba por tal motivo subi
a 99:8645380.
O governo tem chamado para este objecto alten-
cao dos bisos, c dos presidentes das provincias,
recommendando-lbes que nao prestem o scu ac-
ciirdo a taes creaces senao nos casos de reconhe-
cida c absoluta necessidade.
A falta de concursos em certas dioceses tem
dado luhar ao inconveniente de se acharem regi-
das muitas parochias por vigarios encommenda-
dos. Cumpre entreunto reconhecer que aquello
facto procede, em parte, de nao ser numeroso o
nosso clero, (o que mais urna razao que condem-
na tautas erea?5es de parochias), c em parte de
nao estarem muitos sacerdotes sufcientemente
habilitados para taes actos, pela facilidade que
era sempre tem deixado de haver as ordena-
res.
E essa foi a jaziio por que o governo, tomando
em consideracao as representacoes do alguns re-
verendos bispos, em que, expondo as difflculdades
com que lutavam, consultaram se podiam nomear
sacerdotes estrangeiros para os cargos de k vica-
rios encommendados, resolveu. depois de oovir
o conselho de estado, e conformando-se com oseu
parecer, dar-lhes esta perraissao. em falta de sa-
cerdotes nacionaes, podendo clles entrar logo em
exercicio, mas Picando suas nomeaedes depondentes
da aiiprova^ao do governo.
Deste recurso se tem j lanzado mao em diver-
sas dioceses.
Mas, se era certas dioceses a falta de recurso
tem occasiouado o inconveniente apontado, em al-
gumas das outras a graude facilidade com que
elles se fazem, tem dado lugar ao inconveniente
oppostoo de seren propostos para o importante
cargo de parochos sacerdotes que carecem de ha-
bilitacoes sufllcientes".
Julgo dever tambem expor o facto abusivo, que
se tera dado, de abandonarein alguns parochos
collados os seus beneficios, deixando sacerdotes
que os subslituam, umitas vezes sem concurso dos
prelados.
O governo tomou providencias a seu alcance
para o fazer cessar; mas, nao sendo ellas sulli-
centes, chama a attenco da assembla geral
para a necessidade de tomar as medidas que em
sua sabedoria ti ver por mais acortadas, tendentes a
evitar a reproduceao de semelhante abuso.
Conventos.O estado de decadencia das ordens
religiosas entre nos um facto de que se tem tra-
tado era anteriores relatorios, e que geralmente
reconhecido.
Sao passados os tempos gloriosos em que estas
corporaeoes, dedicando-sc activamente a propaga-
cao da f chrislaa, e aos progressos da civilisa-
fo, prestarara relevantissimos servicos ao nosso
paiz.
Ao santo fervor que entao as animava. c gran-
de for^a expansiva que tinham adquirido, succe-
deu o abatiraento era que ora vivem.
Revela semelhante estado vicios profundos, e
abusos na observancia da sua disciplina, e a nes
cessidade indispensavel de reformas completas
que as rehablitem para corresponder aos fins de
sua instituico.
Em taes crcumstancias, o governo tem tdo por
acertado manter [a deliberacao pela qual foi sus-
pensa a admissao de novicos.
Entretanto pede a justiea quo se Teconhe?a o
serrieo que prestam a instruccao publica os bene-
dictinos com o collegio que crearam, e no qual o
ensino, comprehendendo todos os estudos prepara-
torios para a admissao as nossas Facilidades.
distribuido gratuitamente aos que o frequen-
tam.
Lcmbrou o meu Ilustrado antecessor, em seu
relatorio, a conveniencia de urna medida legisla-
tiva que compellissc as ordens religiosas, dentro
de um prazo determinado, a converter em apolices
da divida publica, com a clausula de inalienabili-
dade, os bens de raz e semoventes que pos-
suem.
Esta medida parece-mo digna de consideracao da
assembla geral.
O governo regulara o modo de sua exeruco,
attendendo quantidade e valor dos bens existen-
tes em cada provincia, e s circunstancias, a lim
de evitar o seu depreciamento.
Missionarios.Terminou felizmente a questao ;
que se levanta com a santa s por causa do decr*-!
to n. 373 de 30 de julho de 1844, e que causn a:
interrupcao da vinda de missionarios capuchinhos'
para o imperio.
Por meio de notas reversaes trocadas em Ro-
ma em 28 de outubro do anno passado, celebron-1
se o accordo transcripto no annexo 1, no qual fo- i
rara respeitados tanto os interesses da igreja como '
os do estado.
Existem presentemente no imperio 34 missiona-!
ros capuchinhos assira distribuidos :
Capital do imperio......3
Provincia do Rio de Janeiro 2
do Espirito Santo i
do Maranhao .... 1
de S. Paulo .... 4
do Paran.....2
de Minas Geraes 7
deGoyaz.....3
" de Matto Grosso ... 3
do Rio Grande do Sul 1
t de Pernambuco ... 7
Folgo de riV'onhccer os servicos prestados, em
geral, por estes zelosos apostlos* da religio, nao
s era prol da f catholica, como especialmente em
relaeao catechese dos nossos indgenas.
Casamentos entre pessoas que professam reli-
gioes dilferentes da do Estado. 0 decreto legis-
lativo n. 1,144 de II de setembro de 1861 csten-
duu, sob certas regras e condicoes, os effeitos ci-
vis dos casamentos celebrados na forma das leis
do imperio aos das pessoas que professarem reli-
gio difierente da do estado.
Ficou a cargo do governo regular o registro, e
provas destes casamentos, e bem assim o registro
dos nascimentos, e bitos das pessoas que nao pro-
fessarem a religio catholica, e as condicoes ne-
cessarias para que os pastores de religioes tole-
radas possam praticar actos que produzam effeitos '
civis. i
Para satisfazer este preceito, e a lira de que
na > fossem demorados OS beneficios que daquella
lei devem resultar, promulgou o governo o regu-
lamento provisorio approvado pelo decreto n.
3,069 de 17 de abril ultimo annexo J),
Nao me lisongeo de ter dado s disposcoes da
lei todo o desenvolvmento pratico de qie sao
susceptiveis; mas. attendendo ao seu espirito,
procurei pelo melhor modo possivel facilitar a
execncio das prescripcesque nellase contm.
I'rescrevendo-se as convenientes regras para
ser legitimado perante a lei o estado matrimonial
das pessoas que nao professam a religio do es-
tado, occorrem todava alguns casos era que nao
se pode realisar aquelle beneficio. A este respe-
to nao posso prescindir de offereccr as seguintes
observacoes.
A lei estabelece tres hypotlieses diversas :
A dos casamentos celebrados fra do imperio,'
antes ou depois de sua data, segundo os ritos, ou
as leis a que os contrllenles estejam sujeitos ;
A dos casamentos celebrados no imperio antes
da sua publicacao, segundo o costume, ou as pres-
cripces das religioes respectivas ;
A dos casaraeutos que, depois da sua publica-
cao, forera celebrados no imperio segundo o cos-
tume, ou as prescripgoes uas religioes respec-
tivas.
Quanto aos casamentos comprehendidos na ge-
neralidade da primeira liypotliese, concede-lhes a
mesma lei os effeitos civis, ainda que entre os
contrllenles se d impedimento que, na confor-
midade das leis em vigor no imperio, naquillo que
Ihes possa ser applicavel, obste ao matrimonio ca-
tholico.
Aos da segunda, porm, nega esse beneficio,
existindo lgum impedimento da mesma natu-
reza.
Dcstas disposicoes tem de resultar que, ao pas-
so que se reconhesem como validos os casamen-
tos da primeira h\|)othese, nao obstante a exis-
tencia de qoaesquer impedimentos, os da segunda
sao por este motivo declarados nullos, embora te-
nha concorrido em todos elles igualmente a cir-
cunstancia de haverem sido celebrados segundo o
cootume, e as prescripgoes das religioes respec-
tivas.
Admittidas, como sao, as dispensas, este incon-
veniente est obviado, verdade, pela disposijao
do art. 18 do citado regulamento, quanto aos im-
pedimentos, que, segundo as leis que regem o
matrimonio catholico, sao considerados como sim-
plesmente impedientes ; subsiste porm em toda
a sua forra quanto aos dirimentes, os quaes, nao
podendo ser dispensados, annullaro, quanto aos
effeitos civis, os casamentos da segunda hypothese.
ao mesmo tempo que era nenhum caso prejudica-
rao os da primeira.
(Continuqrse-lta.)
GOVERM DA PROVINCIA.
Realisou-se, depois de minha anterior missiva.
a abertura de fallencia do logsta Joaquim Eze-
quicl Barbosa, o qual foi posto em custodia pelo
somos informados,
lhe 80 por cont
silei i ^J es agen,es d? comPanl,ia Bra" L Eslii0 definitivamente eloitus. pelo segando
te nnA a pS? f a val)0r.mand,im dar transpor- j d.stncto da provincia, os Srs. Drs. Joo Leite Fer-
oer li eM, l Maranhao, no vapor (ue se es- reir e Antonio Manoel de Aragao e Mello. As du-
&, 1, c estillara JoK|uim de pkilas havidas neste districto nao alterara de
fo o soldado Luiz Mauricio que vieram modo algum este resultado,
tica prov,nc'a escllando um sentenciado de jus-
Eipedienle do dia 2o de setembro de 1863. | .Dita-Os senhores agentes da companhia Bra- .
Otllcio ao Exm. presidente da Parahyba,Res- Sl,eira de paquetes a vapor mandem dar transporte mo estado da escripia, secundo o
pondendo ao offleio que V. Exc. me dirigi em 3 do Para a cal'lal do Cear, no vapor que se espera do Consta-nos que os credores davam-
coriente.tenhoadizcrque, segundo nformou o di- su,> aos .soldados do corpo de guarnicao daquella de abatiraento c niazos, que nao acetou exicindo
rector do arsenal de guerra en. 23Jdeste raez, j se Provincia Francisco das Cliagas Guilhermiuo, Mi-; condicoes maiores, era um e outro ponto, ignora-
acha comprada a materia prima necessana para a &wl Pereira Lima e Antonio Jos do Nascimento, mos a razao.
tactura do fardamento que por aviso de 6 de julho nrvnP?Inr,nf.er-ai{COrp? dc gaao dessa saldo Club Vumhybano, cora escassa concunen-
o,,?ms f,r'a?,H,tera lU8ar i0g0 quc ^ completem -------- (ca de familias. Parece que o ardor bailante Tez
rHs^i,3! ?S- 0nsados 5or ?rdens imPc" ISHIIMI W PFRViVRITA : vispora daquellc salao. Attribue-sc a causa dest.-
,naes c dalas anteriores ao citado aviso. DwrAUU VL I EHUlUJiV. phenonieno s azas pretas de certa nuvera de cr-
! Fm rt,.ff.rimf!n?rl commandan,ejdas armas.- d. Joo da Purificacao Mamues Perdiao ronceo Xos'(|U0 de alSum temP esvoaca por all algures.
-m eienmento ao requenmento do so dado da rearante ,- k it\ 1JZJ3K liraiSao. conego Quando dizeraos que nesta boa trra c\iste en-
! ^J0*!0 aceiiandi'cm seu lugar o paisano tiuSa!. e.c ^ MageS'ade In,periaI C ^^ ~ ^'dera-nos a publicagao do seguin.e accordao
do supremo tribunal de Lisboa, que vera na Gn-
dimentodo Dr. Doruellas ; s 8(1/2,7 40,7 1/2,7 i i
8, / 30. 7 40, Dr. pelo Sarment ; e de tarde pe-'
to Dr. Pereira do Carino, quando for preciso.
Adcertenaa.
ralleceram :
Manoel Antonio da Paixao, que est as condicoes
legaes, segundo V. Exc. declarou na sua informa- r
. Por es|>ecal mandado
nal, communicado
lado de Sua Mageslade tape-: M!"''^! I a Ir LsLoa' ,,,Ue ->'r
nelo immTial aviso rto l1 Zlta dus i"'>"acs d all ; o qual mu o
S 1TZ1J^& e mponar, visto haver silencio da parte i
nos [ldc
' la-
na da Catinca dos AIcL-res 'a d Xnti nhnr-. rtij de Justea, que dao provmento ao recurso de
tantn da < tribunal
revista
que ojuiz
tanto da copia junta, e de conformidade com as
nadeUpanema.adeXossaSenhora da Conceico ,
fnhrh da niAnfia d a? lha, dev tamaraca> a de & Joao Baptista do Apa- JSJg
UM em que impbmm'SSmH? a iVttSLfrSto^TffS fgfe St
piaras de outros corpos que estiveram encostadas Sas Dore de?Paiii -,?, ?,n,', \H*5Z*l '
ao raesrao^atalhao no presente raez,-Coram^ni- ^^tTSSt^!^
de Santa Luzia do Sabugi,
duas relacoes a que elle se refere, mande V. S. in-
demnisar o 2o batalhao de ir *
cou-se ao brigadeiro comraandantc das armas.
\ j do commercio tomou conhecimento e decidi a pre-
a scnlc questao, contravindo deste modo a disiioscao
negociante
S
de
sos pobres da cadeia do termo de Garanhuns/nos
mezcs de julho e agosto ltimos, como se
duas contas juntas, que para esse fim me foram
mettidas pelo chele de polica com offlcio de
tem sob n. 1337.
Dito ao mesmo.Em vista dos inclusos
cao da Misericordia em Pianc
..isposic .
do art. 1304 do cod. do comm., e bem assim do art.
mesmo cdigo (1); porquanto, constitundo
commercio, segundo e:.te artigo, a revenda
da mesma mercadura, posto que trabalhada, isto
se nao verifica na especie dos autos, em que o
pharmaceutico nao se limita a polir e trabalhar a
substancia, fi-
pal culminan-
substancia das
e desnatura to-
talmente, formando deltas substancias e objectos
Manoel Caetano Rodrigues; do ebolera-morbis
Lrsula Mara da Conceico ; phtysica pulmonar.
Unza Mana Ramos daj Conceico : pht\ sica pul-
monar. "
Amia Joaquina tubrculos pulmonar.
Roberto Jos da Costa ; cholera-morbus.
Movimento da casa de detencao no da 26 de
setembro de 1863.
Existiam........ 399
Entraram....... 6
Sahiram....... 16
pmat
A saber :
Exisjem......... 369
Nacionaes......
Estrangeiros.....
Mulheres......
Estrangeiras.....
Escravos.......
Escravas........
266
23
10
3
62
3
369
sa Senhora da
Senhora do O"
da humanidade, nao revende as drogas compra-
das, mas sim objectos creados pelo seu trabalho
i de Sao scicntilic0 e industria primitiva, o que pode unica-
Senbora da Graca |!,cnte justificar a emissao dos pharmaceuticos as
a quantia de 1335900, proveniente do gaz consum- .o Mnricv ,K izLSS?* %e-nnora aa Ur;
i daSa.ide de Tacarat, a de Nos- plu'"<"0 t??./"01 *<" /''""'"
a-Viagem da Alaca Grande, no' ZS5Lm^tffat T* "s comfter
adeNossaSenhoVadsCnnccicSn """"^ V"0 e adu de commercio, ai
jull
Dito ao mesmo.Se nao bouver inconveniente,
mande V. S. pagar a Francisco Ludgero Nunes
Vianna, conforme solicitou o chefe de polica em
offlcio de hontem sob n. 1336, a quantia de 74-600
i em que, segundo a conta junta, importaram as des-
nhora Rainha dos Anjos e Sao Migue
de Nossa Senhora '
sa Senhora da Boa
termo de Aris, a de Nossa SeuhoVa da Conceico
de Araruna, a de Nossa Senhora dos Prazeres'de
Macei, a de Nossa Senhora
istas determinadas no art. 1.043 do cdigo com
mercial, como demonstracao evidente de que o
tribunal respectivo tem por axioma que a mani-
muceuicus das
em medial-
. annullam por-
tante todo o processo, e mandara que este baixe
primeira instancia civil, para ah de novo ser ins-
....r----------------- jw-niinri ib rraiwiWn ) \i primeira instancia civil, para ah de novo ser
pesas fenas com o sustento dos presos pobres da SP/JK ta^Ba^rS idZsSSjl ',aurado e decidido pelo juiz quera locar,
cade de Olinda nes mezes de jul.m e agosto ul- M^^mJS&^&M^ 1 n' ^S^y^k^-^JSffS^-
Diio aa mesmo-Mande V. S. por era hasta pu- ?!*> S P?~5* de Piassabuss, a
blica a obra dos redros de que precisam os 22
23 leos da estrada da Victria/servindo de ba:-
a essa arrematacao as clausulas e orcamento jfin
tos por copia, que nesta data approve c me foram
remedidos pelo director da repartico das obras
publicas com offlcio de 16 do correte sob n. 178.
Communicou-se ao director das obras publicas.
Dito ao mesmo.Annuindo ao que solicitou o
airector da repartico das obras publicas em offl-
cio de hontem sob n. 186, recommendo V. S. que.
em vista do competento certificado mande pagar a
arrematante dos reparos da estrada do Pao doAlho,
entre os marcos de 6 a 7 mil bracas, a quantia de
1:2005000 a que tera direito proveniente da 2a
parte do seu contrato.Communicou-sa ao direc-
tor da repartico das obras publicas.
' do!
Jfe
r
TOO
roacao da Pedra Lavrada, na provincia da Pa-
hiba, a da povoacao de Cruangv. a de'Nossa Sc-
lora do Traipii ou Porto de Folia, e a de Santa
Maria da comarca da Boa-Vista.
Todo o reverendo sacerdote ou clrigo, que quei-
ra fazer opposicao s igrejas cima referidas, apre-
sente-se com seus papis promptos e correntes. na
(1) Veja-se o art. 632 do cdigo commercial
francs, art. 3 do da Blgica e art. 4 do da Ita-
lia. E digno de ser consultado sobre a materia o
Dr. Forjaz em suas Annutaroes ao cdigo commer-
cial portupuez.
Tem hoje lugar no Circo um espectculo em
beneficio de raiss Kate Ormond, o qual pela vari
mando o paisano Constancio Vieira de Luna, que
forma do estvlo, para ser admittido, fazendo termo e cxcrcic,os torna-selrecoiimiendavel e dig-
de opposicao dentro do prazo de 60 dias, (indos os' no da. Cneurrenria ,do publico. Alin disto, pej
quaes se proceder ao concurso, no qnl os reve-
rendos oppositores respondero a nove casos de
moral e consciencia, e faro urna exposico ou Ho-
mila do Evangvlho que assignarraos para propor-
mos a Sua Mageslade o Imperador os que forera
julgados mais dignos, na formados sagrados cao-
nes e Conc. Trid.
Alimentados a costa* dos cofres pblicos.. 16-<
, .o!mcnt0 da enfermara no dia 27 de setembn-
de iboJ.
Tiveram babea :
Flix Antonio de Lima, syphilis.
Fortunato, escravo de Jos da Silva Lovo. broa-
chite.
Teve alta :
Paulo Dias de Souza.
Movimento da casa de detencao no dia 27 d.^
setembro de 1863.
A saber
Existiam..... 369
Entraram___ 13
Sahiram..... 16
Existem..... 368
Nacionaes 260
Estrangeiros.. 23
Muflieres..... 13
Estrangeiras.. 3
Escravos..... 64
Escravas..... 3
368
Alimentados custa dos cofres pblicos.. 153
Movimento da enfermara no dia 28 de seteinln..
de 1863.
Tiveram baixa .
Jos Luiz da Silva, bronclute.
Antonio Gomes Beiiicio, gonorrhea.
padre Joaquim da Assnmpcio,
da cmara episcopal o subscrevi.
Joao, hispo de Pernambuco.
(L. S.) Assumpcoo.
Edital pelo qual manda S. Exc. Rvma.pra con-
curso as igrejas vagas desle bispado. em conformi-
dade das ordens imperiaes.
Para V. Exc. Rvma. assignar.
perYambco
REVISTA DIARIA.
esenvao
--------.- j.------.._ ^w-.-...^.v VMW UV i.lili.I, iJU-
para isso foi julgado apto, como consta de seu offl-
cio desta data sob n. 391.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.A' V.
S. ser apresentado, alim de icar servindo nesse
arsenal, o africano livre Jos que se achava ao
servico do conego honorario Joaquim Pinto de
Campos e foi entregue ao respectivo curador.
Dito ao director das obras militares.-Promova
\. S. nos termos do regulamento de 18 de julho
de 1836, a execuco dos concertos de que necessi-
tain os 3 compartimentos de quartellamento con-'
tiguos a capella da fortaleza de Itaniarac, nao ------------
excedendo a respectiva des|>eza da quantia men-
cionada no orcamento que acompanhou o scu offl-
cio n. 183 de 21 do corrente.Communicou-se ao Segundo o disposto as posturas mnnidpaes,
inspector da thesouraria de fazenda. prohibido conservarem-se vasos com plantas em te-
Dito ao director da colonia militar de Pimentei- 'hados e vanadas, tendo esta prohibiejo por mo-
ras.Concedo a permissao que Vine, solicitou era livo de ser a possibilidade de cahr algum sobre a
seu offlcio de 23 do corrente para vir a esta cap- iua- com isto occasionar quahmer desastre,
tal no principio de outubro vindouro prestar con- ra> sera embargo disto, v-se que no centro des-
tas a thesouraria de fazenda dos dinheiros des- la cidade, mesmo aos olhos dos Srs. fiscaes, ha raui-
pendidos com essa colonia. tas casas que ostentara nos telhados e varandas taes
Dito ao conselho administrativo. Recommendo vasos com risco de dar-se o que a postura respec-
ao conselho administrativo que compre para o ti va buscn acautelar, como den-sc ha poucos dias
servico do arsenal de guerra, a machina de furar na ra do Rosario desta freguezia, onde quasi que
de que trata o pedido incluso.Communicou-se esmagada urna preta por um caixo que desabou
ao inspector da thesouraria de fazenda. de um sobrado d'alli.
Dito ao conselho de compras navaes Approvo Chamamos, pois, a attenco dos Srs.fiscaes para
os contractos que celebrou o conselho de compras este lado do cumpriincnto os seus deveres,
navaes com as pessoas indicadas no termo de que Ba provincia do Cear do-nos as seguintes
me remetteu copia cora o seu offlcio de 23 do cor- noticias do resultado eleitoral do primeiro e segun-
rente, para fornecimento dos objectos de consu- do districtos.
rao necessarios aos navios da armada e estabele- Pelo primeiro sao deputados os Srs. :
cimentes de marinha no ultimo trimestre do anno Dr. Frederico Augusto Paplona......... 506
corrente.-Communicou-se thesouraria de fa- Conego Antonio Pinto de Mendonca...... 278
zenda. Dr. Jos Liberato Barroso.............. 273
Dito ao director das obras publicas.Respon- Pelo segundo o sao os Srs. :
dendo ao oflicio que Vmc. me dirigi hontera, sob Padre Raymundo Freir Ribeiro........ 187
n. 187, tenho a dizer que pode mandar lavrar o Dr. Antonio Joaquim Rodrigues Jnior... 184
termo de recebimento definitivo das obrasxlo 9." Dr. Jos Antonio de Figuciredo.......... 173
lauco da estrada do norte, visto j se acharem Nesta votaco nao est incluida a da Vicosa e
concluidas de conformidade com o respectivo or- de Santa Cruz, onde deram-se duplcalas; mas
(amento, segundo consta do seu citado oflicio. qualquer que seja a sorte destas, nao pode influir
Communicou-se ao inspector da thesouraria pro- no resultado supraindicado, urna vez que nellas
vincial. .sao mais votados os mesmos senhores.
Dito ao juiz de direito de Olinda. Era vista do Porcartasdo centro da mesma provincia
que consta dos tres documentos juntos ao incluso consta, que estao eleitos pelo terceiro districto os
requerimento era que Silvestre Antonio de Olivci- Srs. Drs. Leandro de Mello c Chaves Ratisbonna e
ra por seu advogado o bacharel Domingos Soria- Bernardo Duarto Brandan.
no Fernandes Soares, representa que o capitao De cartas da provincia das Alagas, com data
Joo Goncalves Hodrigues Franca, depois de ha- de 23 do corrente, que se referem outras de
ver optado pelo lugar de cscriva'o da collectoria Sergipe de 23, consta que se acha eleito depotado
provincial, e renunciado o de Juiz de paz do Cura- pelo primeiro districto o Sr. Dr. Felippe Lopes
to da S, aposentando-se n'aquelle reassumio este Nctto.
ultimo, do qual havia sido escuso, nao sendo j O Exra. Sr. presidento da provincia, tendo
domiciliario d'aquelle Curato, baja Vmc. de pro- em vista a projiosta do brigadeiro commandante
ceder contra o referido Franca como fr de lei. das armas, resolveu por acto de 26 do corrente no-
Dito a cmara municipal de Barreiros.Tendo- mear o coronel Francisco Joaquim Pereira Lolio
me dirigido os moradores da povoacao de Abreu para exercer interinamente o cargo de recrutador
de Una a representaco constante da copia junta, dos municipios do Recife c Olinda, tendo para o
cumpre que a cmara municipal de Barreiros, me coadjuvar nesse servico o actual recrutador, tenen-
informe acerca do que se diz na predlta represen- te Manoel Carneiro Machado Freir,
taeo, c se foram cumpridas as recommendaces E esta urna providencia administrativa que, ten-
que sobre o mesmo assumpto lhe flz em offlcio de dendo a melhorar o servico do recrutaracuto para
17 de julho prximo Ando. o exercito, nao pade deixar de ser louvada, tanto
Portara.O presidente da provincia, tomando mais quanto foi incumbida essa commisso um
em considerarlo o que expoz o inspector da the- militar que so tem havido com zelo pela causa pu-
souraria provincial em offlcio de 9 do corrente sob blica as varias commisses que ha desorape-
n. 437, resol ve abrir um crdito suppleraentar na nhado.
importancia de 4045300 para pagamento, por con- Temos o resultado Anal da eleicao do quinto
ta do exercicio prximo Ando em liquidado das districto para, deputados :
duas prestacoes devidas ao arrematante dos repa- Dr. Francisco Carlos Brandao........... 378
ros dapoute sobre o rio Una na estrada de Jaboa- Dr,Innocencio Serfico de Assis Carvalho 358
to.Communicou-se ao inspector da thesouraria Da Parahvba nos escreve nosso
provincial, remettendo-se copia desta portara. dente, 26 do corrente-:
primeira vez represeutam a allegoria O deslino da
Amrica, c a pantomima o Espectro da chura de
mata.
RbpabticO da polica :
Extracto das parles dos dias 27 e 28 de setembro
de 1863.
Foram recoihidos casa de detencao no dia 26
do corrente :
A' ordem do Dr. delegado da capital, Jesuino
Lima dos Prazeres, pardo, para averiguaces po-
liciaes.
A' ordem do subdelegado do Recife. Jos Rodri-
gues, pardo, por insultos.
A' ordem do de S. Jos, os pardos Jos Gomes
da Silva, por disturbios. Francisco, escravo do Dr.
Pamphilo Manoel Freir de Carvalho, por crime
de furto.
A' ordem do da Magdalena, Jos Joaquim Ribei-
ro, branco, Joaquim de S Lopes Fernandes, por-
tuguez. ambos por briga.
27
A' ordem do subdelegado do Recife. os pardos
Emygdio Manoel dos Santos, Satyro Jos de Lino
Moraes, por briga, Manoel Marques de Souza, por
disturbios, Raymundo, crioulo, escravo de Antonio
de Almeida Gonu-s, requerimento deste.
A' ordem do de Santo Antonio, os pardos Justi-
no Jos Teixeira. Mximo, escravo de Fuo do
Reg Barros, por briga, e Manoel do Espirito San-
to, por ferimentos leves.
A' ordem do da Boa-Vista, os pardos Maria Rosa
da Conceico, por briga, Amaro Gomes de Mello,
para correccao, Salvador Jos Joaquim de Santa
Auna, Maria Francisca da Conceico, por briga e
insultos, os africanos Benedicto e Domingos, es-
cravos este de Jos Guilherme do Araaral, e aquel-
le de Miguel dos Santos Coimbra, o primeiro a re-
querimento do respectivo senhor, e o ultimo por
infraeco de posturas.
O chefe da 2* seceo.
. __________ J. G. de Mesqui'ta.
UMP0UC0 0E TUOO.
Do Licre Noir traduz o Sr. Mendonca Baleos,
o artigo que damos em seguida em relaeao aos
lrasilciros em geral, que estiveram em Franca des-
de 1822 1827.
A 21 de setembro de 1822, o filho mais velho do
re de Portugal, D. Joao VI, tinha sido aclama-
do (1) Imperador constitucional do Brasil .-oh o
nome de D. Pedro I, as autoridades civis e milita-
res do Ro de Janeiro o tinham reconhecido c f.'
licitado: e a 21 de outubro seguinle, o novo Im-
perador, reconhecendo que devia ao voto e elei-
cao popular a sua elevacao ao tbrono, dissenimia
proclamaeao dirigida ao mesmo tempo aos habi-
tantes do seu novo imperio e aos do seu antig"
reino :
t Portuguezes! A torca insutllciente contra
a vontade de um povo decidido a deixar de viver
escravo. A historia do mundo confirma esta ver-
dade. At agora seduzido pelas promessas lison-
geiras do congresso de Lisboa, cuja falsidade nao
tardou era ser notoria, o Brasil foi trahdo no>
seus mais caros interesses; apresentaram-lhe a
penas a perspectiva de um novo systema de colo-
nisagao; apenas um despotismo legal, mil veses
mais insuportavel do que os caprichos d'um nico
tyranno. O Sr. D. Joao VI. meu augusto pae. foi
forrado a descer de sua alta dignadade de monar
cha constitucional pelo cativero severo em que se
achava. Em to critica situacao, o heroico povo
do Brasil, depois de ter esgotado todos os meios de
conciliaco. fez uso de ura direito cuja posse nin-
guem lhe pode contestar : declarou a sua indepen-
dencia, e me proclamou seu Imperador Comitu-
cional (2)
I Assim que chegaram Europa esta proclania-
! cao e a noticia do movimento que a prendeu. D.
Pedro e seus subditos, elevados diguidade d>
cidadaos, ficaram sendo objecto do odio e das in-
v ffl pj
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OBSKRVAC.ES.
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I-
si
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E
objc
uietacoes dos partidistas do absolutismo, d'aqueni
e d'alm dos Alpes e dos Pyrinos.
Mr. Dolaran (pronuncia-se Delavdj que nao era
menos prefeito da polica das juntasapostoikas ul-
tramontanas que dos realistas inesuio da Franca.
ijue
Na totalidade dos doentes existem 172, sendo,
alienados 10 homens e 24 mulheres.
Foram visitadas as enfermaras estes dias :
C0rrespon-| s 11 811/4, 8, 9 1/2, pelo Dr. Dornellas; s 7
i/2 7 1/4, 7 i/4, da manhaa Villas-Boas, no impe-
os que vicram Franca nos annos de 1824, 182.';.
1826 e 1827, foram submettidos a esta inquisie
secreta : militares, martimos, mdicos, nc&pciaii-
tes, simples viajantes e at os mais timidof eslu-
dantes, sem excepcao de nenhum, at as propria s
pessoas da comitiva da princeza D. Maria Lee
poldina e os fidalgos da casa do principe D.
Pedro.
Entre os mocos que, em mu grande numero o
novo governo brasilciro enviou a Franca, c que,
pela maior parle desembarcaran! em N'antes, uca-
tinguiram-se os estudantes Joaquim Jolv, Jos Can-
dido de Faria, Joao Jss de Carvalho ( qual dizia
ingenuamente: Dans notre pays, e'est dgoii-
tant, ca ne finit jamis ); Calinon de Cabral.
Candido Baptista, Caldeira de Andrade, Pessas
(Pessoa ?) da Silva, Guerino (Quirino?) Jos Go-
mes e Clemente Falmo da Souza (de Souza?) qu;'
veto Franca com sua irma. Tinham tambem
vindo offlcaes de todas as armas : os Srs. Jos da
Silveira Samperie (Sampaio ?), raajor de infanta-
ra addido ao estado maior; Joo Reinaldo de
Verna c Belestein, capitaes de caladores; Jos
Xavier da Silva Cabral, primeiro teuente de caval-
laria, e Ernesto Augusto Cesar Eduardo segundo
tenente da mesma arma; Joo Vicente Gomes.
mnjor de artilharia; Joo Neponiuceno da Motta.
Manoel Peixoto de Azevedo, Jos Vicente de Amo-
rino Bereira (de Amorim Bezerra ? ou Anionin
Pereira ?) offleiaes da mesma arma, Henrique Luiz
Bellegarde, capito de engenhelros. Todos seguiara
o curso da escola polytechnica c se occupavaui no
esludo das mathematcas, assim como os Srs. Ver-
na, Barbosa da Silva, Galdano (Galdino?), Jusli-
niano da Silva Pimentei, Manoel, Luiz Pereira da
Cunha e outros offleiaes. 0 curso de medicina
i era seguido pelos Srs. Joaquim Candido Soares
de Meirelles e Florido de Figueiredo, dous jovens
artistas, Theodolino Jos da Silva e Joao Leoca-
dio de Mello, frequentavam nossas escolas de es-
cultura e pintura; em fim. um mogo chamado
I'hiladelfo, tinha sido mandado pelo governo bra-
sileiro para se aperfciroar em Pars na arte de
ourives.
(1) A acclamacao do Imperador D. Pedro I foi a
12 de outubro de 1822, como consta da proclama-
co imperial de 21 do dito mez de outubro.
(2) A proclamaeao transcripta neste artigo
apenas um resumo da de 21 de outubro de 1822.
transcripta (como verificamos depois de t-la tra-
ducido) a 11.338 do 3o volumeda colleceao da legis-
lado brasileira de Nabuco.
















Diarlo d Pefitambueo -- Terca felra t de Kcimhro de 18A3.
----------------
Todos estes mancebos vivan) com discripeo.
retirados, e nunca (allavam cm poltica. Nao obs-
tante eram para Mr. Delavau continuo motivo de
insonias e vigilancias, Garlos Garneiro de Campos,
lilho de I). Jos Joaquim Carnalro de Campos, an-
tigo ministro do Brasil, tinha apenas dezoito^ an.
nos em 1824; era naquelle tempo estin'-^^ nca.
nhado, comecava a traduzir o latim c 'j0 ^a
nina palavra do franco?.. Tin^ meslres de di-
versas linguas e era assi'-tfOIW rr80 ja esco|a de
direito. Segundo co;f0SSAVam os mesmos espides
de que o tint&in cercado, tudo no seu procedi-
mento e V-elaces era da mals pura innocencia:
amia assim nao eslava socegado o Sr. prefeito da
polica.
Vcino-lo em 1828 e 1847 exigir com urna es- urna eseriptura
S-ie de nquieracio, informacGes relativas ao Sr. mesmq despacito,
ros
saber do
com especian
neiro
aquielou
pletar o seu roatabelecimento. o jovem convalos-
cente precisou de viajar andou pela Allcmanha
e pela Italia, e na sua volta fazia frequentes via-
genzinhas Orbns: esta despertou logo todos os
temores do capataz dos espiOes de Paris (du clicf
des espios de Pars) que po-loa de novo no en-
Despachos lan-.^osnos requerimcnlos seguimos ; all tem vivido por algum tempo, e conta alguns D. Leocadia Maria Viegas.
No de IV -..". -.voniQo foaceca, pediudo ore- dos seus mais prestrnosos amigos, all tein, wniB, O. Ano Candi* iraldes.
^***&Xmi^WmCI muitassvmpathaseadhesoes.,, nffla^G?5ffi*
,1K',::,.nonibeiroVdeBrto.-Ragistre_-se. _Inila^La^^?i^f!^f!ac?" D &** ^Rurdof geral.
^
Ura cidado assim tito inmediatamente relaclo-
Matul SSffiSSo SttRS pSTSSSS^aZ^o O Im. Sr. Jos M. de Olivein,
moar3o.-0 mesmo despacho. __, | E&??I2 scLC0^,cra^?.l!;i??a
da SOCiedadC ui- L.UI/. i uu iw .....- aiwihiirrier
Kleifie os devotos que ho de festejar a Sentara
da Ceoeeiro da Estada no auoo de 1863 a
mi
Juiz por eleicao.
praca do Porto.Atieste.
No de Linden Wild de urna cscriptura do hypotheca
iiiuua |iaiu una ij*n.i^\i. w^ u..w.----0------ --.
randa o eosttune assucar, algodao, couros salgados,
sempre exemplar de bons costumes e ue probida- junta
dado, e "osando entre os seus companbeiros da cadas para
mais justa consideraran. ,. EfaSLi
\s ultimas infonnacoes do offiria da paz con-, secos eboira xa Atieste,
cernen tes f( los Sir de Campos sao de 10 No de Joao Mara Cordciro Lima e oanuun Fcr-
dtSat^e3*novcnibro de 1827: ignoramos nandes da Silva Campos, pedindo rehabu.&cao.-
cuean?m a acna TZ temores de Mr. Dla- Au.oada e distribuida ao ollicia Dmamer.co Angosto
vtn f"i qnando passou a conselheiro de estado do Kego Rangel, indo com vista ao Sr. desemb.rga-
o prefeito da polica ainda tinha os terrores que dor fiscal, \enham conclusos.
lhe causara aquello estudante brasileiro. ----- ____
A informacao de 19 de mareo de 1826 termina 8E8SAO JIDICIARIA EM 28 E SETEMBRO DE
pea seguinte passagem : 1863.
Em consecuencia das diversas pesquizas que pheside.ncia do exm. sn. desembargadob
temos feito acerca dos Brasileiros, chegamos a co-' sorzA.
nnecer quaes as suas relacoes com a mocidade Secretario, Julio Guimaraes.
franceza
e c
Juiz protector.
Sr. Joao Martins de Andrade.
Juiz perpetuo.
. Dr. AlexandrePeroira do Garmo.
Escrivao por eleicao.
Joao Francisco dos Santos Jnior.
strc.s propugnar com o m/aior empenho possiv'el pelo Escrivao por devocao.
No de \ntonio de Alincda Gomes, pedindo que tnumpho dossas ideas, c do verdadeiro progresso O Illm. Sr. tenente Leopoldo Borges Galvo l'choa.
a i'unta de correctores atieste qual foi o cambio vi- para aquella provincia, que lhe conflou tao honroso i Bemfcitores.
anote DO mea de abril prximo passado sobre a mandato. O ment e a liberdade nao tem patria Os Illms. Srs. \
fixa, sao cosmopolitas ou universaes. Joaquim Leocadio Viegas.
Em idnticas circunstancias, e por iguaes ttulos Dr. Francelino Bernardo Quinteiro.
a provincia de Pernambuco clegeu deputados as- Tenente Manoel Antonio Viegas.
semidea geral, os Srs. Drs. Figueira do Mello e: Protector por eleicao.
.. & G pedindo que a Francisco Domingues, ambos cearenses denascl- O Illm. Sr. Jos Lopes da Silva Guimaraes.
qual as proporcoes mar- j ment, aqu apenas casados, sem alias ter provoca-, Procuradores,
una tonelada de diversos gneros, se- doessa celeuma, ora agitada contra aquelle distinc- Os Illms. Srs. : \
to pernambucano. Rufino Luiz do Reg.
A provincia de Pernambuco elegeu ainda sena- Manoel Joaquim Dias.
dores os finados Jos Garlos Marink, natural de Mordomos.
Mnas-Geraes e Antonio Garlos, natural de S. Pau- Os Illms. Srs.:
lo ; e ningoem sobre este procedimento crgueu a Joao da Costa Rogo Lima,
voz, porque elle aqu estava identificado pelos O ex-juiz Amaro Ferreira dos Santos,
mesmos ttulos, que o Sr. Dr. Figueiredo provin- Tenente-coronel Luiz Monteiro.
ca do Cear. Major .tntonio Bernardo Quinteiro.
Em urna palavra, para que esse bairrismo nfun- Tenente-coronel Sebastio Lopes Guimaraes.
dado, meu charo patricio r Deixemo-nos de com- Capitao Miguel Bernardo Quinteiro.
paracas pessoaes com a casa da Saboia com cffeito Tenente-coronel Manoel Francisco Camello Pessoa
mult odiosa?. Melhor c calarmo-nos acerca desse de l.acerda.
ponto, porque talvez provincia alguma tenha sido tapitao Manoel Porfirio de Castro Araujo.
_____ _-_____._- _.u_ .^u. ^- .til. .1n i1 .^ '. fin ... > ( *,-M-.'llllllCf Ilci.Iiv. lnlii,i> .ln \4iitf.i \ll 11
sanada a falta havida sob pena de revolia,e sendo, Consulado prOVinCfll.
a mesma citaco entendida para todos os termos Q ^ministrador do consulado provincial faz
da referida execu^ao. publico aos devedores dos impostos pertencentes ac
m^aeaL^iiin* im WCeber exerclcio Ando de 1862 a 1863, que de conformi-
mu ct.rereira ue meuo. d d portara do Illm. Sr. inspector da thesoura-
Emaissenoconlinha ein dita pencan nawal ria b ^ declarada encerrado o respectivo pa-
dei o despacho do theor serainte : da ,arde do dia 30 d" *te
a serem executados.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco 22
de setembro de 183.
Antonio Carnelro Machado Ros.
O inspector da thesouraria provincial recora-
Alencur Araripe.
E mais se nao continua cm dito despacho em
observancia do qual o respectivo escrivao Manoel
de Carvalho Paes de Andrade que esta subscre-
veu e fez passar o prsenle edital com o prazo de nJjTtt?ade^slnor do consulado provin-
tnnu das, jtelo qual e seu theor chamo, cito e hei ca, admitta o ptigamento dos impostas perten-
por citado ao referido ausente Francisco de Paula centcS ao ejercicio prximo Ando em liquidacao
Queiroz Fonscca, para que dentro do mencionado somonte af(i i |inra da tarde do da 30 do crreme,
prazo de trinta das, pague a quantia pedida econ- ajlm d(J ue rC(.0ihendo-se as 2 horas o que entao
tada no rosto da sentenja, ou coinparcca allegan- nouVer cobrado, se possa concluir nesse dia
do o seu direito e justica sob pena de revelia, Daianc0 e encerrar a cscripturacao do dito exer-
cando tambem o mesmo ausente Francisco de Pau-, *
la Queiroz Fonseca, cilado para lodos os termos
de penhora.e todos os mais termos at final sen
tenca da referida execucao. Pelo que toda e qual-
quer pessoa prenle, amigo ou conbecido do refe-
rido ausente lhe goder fazer scicnte de todo o ex-
pendido na pelicao quenesteva transcripta.
E para que chegue ao conhecimento de lodos,
mandei passar o presente edita! que ser affixado
nos lugares do costume, e publicado pela im-
prensa.
Dado e passado nesta cdade do Recife de Per-
Thesouraria provincial de Pernambuco 21 de se-
tembro de 1863.-Jos Pedro da Silva.
Conforme. O chefe da 1." sectto,
Francisco Ferreira Martins Riberot.
__No dia 29 do corrente ao meio da, depois da
audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz municipal da L*
vara, tem de ser arrematada a cscrava de nome
Silvana, idade 56 annos, pouco mais ou menos, de
bonita figura, e boa cozinheira, avahada por 400,$;
a qual vai praca por execucao de Antonio Jos
Viera contra Manoel Joaquim da Silsa Ribeiro,
co
lares,
afora com os seus rompatr
portarcm tao geral, lo notorio, que desnecessa- dente :
rio se torna meiiciona-lo. Alm disto os Brasilei- Foram assignadoj os accordaos proferidos na ses-;
ros residentes cm Paris por ordem do seu govemo, sao anterior entre partos.
deira de Mello na Faculdade de direito, etc., todos Manoel da Silva Ribeiro.
1 naturaes da provincia do Cear. Mauoel Jos Goncalves.
Hoie mesmo se contam um desembargador do tri- Major Manoel Antonio Viegas.
il
nambuco, aos dias do mezde setembro de 1863. pagamento da hvpotlicca feita em dita cscra-
Eu Manoi'l de (.arvalho Paes de Andrade, es- a (.crjvao Santos '
crivo o subscrevi. ^^ ^ ^ ^^ m dfl ^^ -# ^
m^m^wm^mm^mmt~^^~~m~m ^s senhoies accionistas da caixa filial do
banco do Brasil em Pernambuco que njio satlsfize-
nT.f.L A TI A r lT! Jv \ ram a entrada de 10 0|0 da importancia de suas ac-
__________*hwm*"**VV __________g5ea ati o dia 15 do corrento, na conformidade dos
nnuncios publicados pelos Diarios desta provin-
Cousillado provineial. cia, sao convidados a lerem com attencao o dispos-
Pela mesa do consulado provincial se faz publi- to no seguinte artigo 9 dos respectivos estatutos,
co que no dia 2 de outubro viudouro se ha de ar- Art. 9. Os accionistas que nao elfectuarem <*
rematar em basta publica aonieio dia, na porta da, seus pagamentos com a devida pontualidade, M-
mesma reparticao, 8 caixas com sabao avaliadas xaro de ser considerados como taes, e perderao
por 385'tOO, apprehendidas a Joaquim Jos Gomes ( cm beneficio do banco as prestacoes anteriormen-
de Souza pulo guarda Henrique Garlea da Costa, c | te realisadas. Exccpluam-se todava os casos err
mais dous caixes contendo 50 caixiuhas de doce
cm massa avahado por 28800, 23 folhas de Flau-
dres por 5-5,10 caixiuhas com charutos por 23<3,
12 boides com tinta preta por 1920, 10 libras do
rap Meuron por 103, 2 libras de pimenta da In-
dia por 329 rs., que foram tambem apprehendidas
pelo mesmo guarda a Antonio Lopes Braga.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco 28
de outubro de 1863.
Antonio Garneiro Machado Rios.
Administrador.
Hojc 29 do corrente, depois de finda a audi-
declarado pelos absolutistas; do que resultara ter
sido pela forca d'armas derribada a constituidlo
de Cadix; e d'onde igualmente resultava a vehe-
mente suspeita de que tal ministerio favoreca ao
infante D. Miguel nos seus attentados contra o re
D. Joao VI e a constituicao de 1820.
Extrahimos o que segu :
Nem una luz de esperanca,
Nem um sopro de lionanca,
Na fronte sinto passar!
Os invenios me despiram;
E as illusoes que fugram
Nunca mais bao de voltar !
Roem-me atrozes ideas,
A febre me racima as roas,
A vertigem me tortura !...
)h por Deus! quero dormir,
Dcixem-me os bracos abrir
Ao somno da seputura.
Quero morrer: nao crime
<) fardo que me comprime
Dos hombros laucar ao chao,
Do p desorender-me rindo,
E as azas brancas abrindo
Laoear-me pela amplidao!
Hespem-se as maltas frondosa-.
Caliem as llores mimosas
Damorte na pallidcz:
Tudo, tudo vai passando.
Mas eu pergunto chorando
Quando vira minhavez?
Repelimos a seguinte csiroplie, da poesia que
Addiadona sessio anterior.
Juizcsj sorteados os Srs. Malveira c C. Alcofo-
rado.
Ordcnou-se una deligencia com o voto do Sr. pre-
sidente.
Appellante. Francisco Antonio de Brito ; appel-
lado, David William Bowinaii.
Sorteados os Srs. Lemos e Rosa.
Relatado o feto pelo Sr. desembargador Vil-
lares.
Foi addiado pedido do Sr. Rosa.
Appellante, D. Mequilina Maria do Livramento,
herdeira de Pelmpe Nery dos Santos appellado,
Elias Marinho Faleao de Albuqucrquc Maranhao.
Sorteado o Sr. Rosa no impedimento do Sr.
lieiatado o feito pelo Sr. desembargador Vil-
lares.
Foi reformada a senteoca appellada, com voto do
Sr. presidente.
desk!n.\i;ao ue da.
AnpeRaOtes, os curadores Sacaos da massa falli-
da da viuva Amorini & Filhos c outros j appella-
do. David William Bownian.
Appellantes, Manoel Joaquim Ramos c Silva Je
Genros ; appelados, os curadores liscaes da massa
fallida de Guilherme, Carvalho & C.
AppeUaMte, Loorenoo Puggi; appelados, Sclia-
(hcitlin & C.
Designado o primeiro dia mil.
I'ASSACiENS.
Appellante. Gabriel ..ntonio ; aiwllado o Dr. Ig-
nacio ei \ da Fonceca.
O Sr. pesembargador Silva Guimaraes apresen-
lou em mesa parase chamar a este tribunal o Sr.
desembargador Assisrae juiz certa nesta causa;
Luiz da Silva Baptista Jnior.
Francisco Manoel da Rosa.
Sr. Dr. Jos Antonio de Figueiredo o Cear. Francisco Jos da Costa.
Meu nobre patricio, nao prosiga nsse terreno, Antonio Francisco das Neves.
eu lhe peco pelos nossos charos penates... Joo Barcellar de Oliveira.
Logo, legitima e mui legitima a eleicao do Sr. Joaquim Martinho da Cruz Correa.
Dr. Jos Antonio de Figueiredo, pelo segundo dis-. Miguel Archanjo Mindello.
tricto do Cear, porque alm dos honrosos ttulos
que na sua pessoa concorrem, acha-se prxima-
mente ligado, ou identificado aos respectivos inte-
resses locaes, como (lea demonstrado, quanto
basta.
Felizmente a opinio daquellc meu distincto pa-
tricio nao triumphou, porque a maioria dos eleito-
res acaba de demonstrar, que pensa de modo mais
rasoavcl e generoso. Sim, a provincia do Cear
deve orgulhar-se perianto de haver eleito um de-
liutado tao apreciavel como o Sr. Dr. Jos Antonio
de Figueiredo, porque cheio de morecimento, re-
em
que occorrerem circumstancias extraordinarias,
devidamente justicadas perantc a diroctoria.
Caixa filial do banco do Brasil em Pernambuco
22 de setembro de 1863.O secretario,
Jao Manos* AWes Ferreira.
No dia 30 do corrente mci, depois da audien-
cia do Illm. Sr. Dr. juiz municipal da 2a vara, tem
de ir praca para ser arrematada a casa terrea,
sita na ra das Calcadas (fregueiia de S. Jos ), n.
40, a qual tem porta e janella, com duas sallas,
dous quartos, cozinha fra e quintal. Esta casa (ai
avahada cm 1:0005000, e pertencentea Norlier-
encia do Illm. Sr. Dr. juiz de orpbos, teem de ser to Muniz Teixeira Guimaraes e sua mulher, por
As pilulas vegetacs assncaradas de
Kemp, nunca debilitam o systcma, conforme
acontece com esses outros purgantes drsticos
mineraes. Funccionam como um alterativo bran-
do e eficaz, purificando todas as materias acres
c rcgularisando os orgos desarrancados
causar a menor dor ou incommodo.
arrematadas por venda duas partes da casa terrea
n. 2 da ra da Concordia, avaliadas por 4:0004,
sendo ditas partes no valor de rs. 1:5434628, per-
tencentes aos menores Izidoro e Joaquim, llhos
dos finados seus pais Joao Manoel de Siqueira e sua
mulher, e vao praca por despacho do juizo,
requerimento do tutor Jos Ignacio de A villa.
Na audiencia do Dr. juiz de orpbos do dia
29 do corrente mez, vai praca por arrematadlo a
casa terreado lijlo e cal, chaos proprios, sita na
ra de S. Miguel, na povoaco dos Afogados n. 62,
pertencente ao casal do finado Manoel das Virgens
Ramos, no valor de 5004.
No dia 29 do corrente mez de setembro se
ho de arrematar em praca publica do Dr. juiz de
orphaos desta cidade s II horas do da os escra-
v>8 seguiutes : Joaquim, crioulo, de idade de 37
annos, avahado por 1004; Feliciana, idade de 12
oljram com! annos, |>or 5004 i -Jcxandrua, de 10 annos, por
sem
execucao que contra os mesmos eneaminha Fran-
cisco Jos Pires.
commendavcl por todos os ttulos, ha de necessa-1 e!;pocalidade sobre o figado, porm nao violen-; 3004 ; Thomaz, de 8 annos, por 2004, e Patricio,
mente honrar o mandato popular, promover o lamente o inevitavei effeito produzido um de 2 annos, por 1004. Km virtude de urna pre-
hco^-fSie^D^raflmdereTtim
iNDograpnica que india >e deu :
V, amor, o valor do tal bichinho,
Meu rival, que beijava-lhe o dedinho
De carmim I
Cobicoso, e'inrojoso, en seismava,
K ella mui altiva me iudicava
O s'ujttim.
Appellante, o Dr. Man jel Buarque de Macedo;
appellado. I. P.G. Kladl.
DoSr. desembargador Villares ao Sr. desembar-
gador Silva Guimaraes.
D1STHIB! ICOES.
Appellante, Antonio Jos de Azevedo : appellado,
Joao Henrique Denker.
Appellante, Francisco Jos da Silva Ratis ; ap-
pellado. Jos Rodrigues Ferreira,
Appellante, Joaqun) .luvencio da Silva; appella-
doa, os curadores da massa fallida de Amorim,
Fragozo. Santos J C.
AppeUantes, Amorim, Fragozo. Santos Jt C.; ap-
incrcmento daquella provincia, c fazer a mais bri-
lhante figura no parlamento brasileiro.
O bairrismo improprio e mal cabido do mou pa-
tricio, repito, felizmente nao mereceu echo, nem
deva mcrece-lo, |>orque caracteres tao distincto e
tao raros, como o do Sr. Dr. Jos Antonio de Fi-
gueiredo, beni conhecido c considerado em todo o
paiz, nao deven) ser amesqumhados por tao frivolo
quo injusto motivo. Sao cidados em qualquer
parte, e sao dignos de ser cleitos por todo o im-
perio.
Em verdade o Cetra soubc apreciar dest'arte o
subido mereciiiieiito do Sr. Dr. Jos Antonio do Fi-
gueiredo, elegendo-o seu representante na cmara
temporaria, e o que ora mais me regozija.
No meu eorai;o ainda palpita bastante amor da
minha provincia, no que nao cedo quelle meu il-
lustre patricio. Km nome, pois, desse obra sen-
timenlo, felicito minha chara provincia por tao
acertada esculla, o congratulo-nie com esse mui
digno depntado cearense por haver merecida tT.
honrosa conllanca.
0 leih cmrtmu.
nuxo natural de um estado saudavel e pcifeito da calora vinda do juizo de orpliaos da comarca do
mm. Limoeiro.
Como remedio caseiro sao ellas inesmaveis cm j No dia 29 do andante mez depois da audien-
todos os climas e neste paiz nao e prudente o estar-; ca do Dr. juiz mumcipalda pnmeira vara, vai a
se sem ellas A capa de assucar que as cobre, as praca de venda um caixao de casa avahada em
tornam summamentc agradaveis ao paladar e ni- 4004, um terreno aterrado cm segu.mento ava-
pede que as mesmas se dissolvam. Sao as nicas liado por 1604, outro dito em seguuuento avalado
pilulas que se acham acondicionadas dentro de
frasiiuinlos de crvstal.
A" venda em todas as lojas de drogas e boticas
do imperio do Brasil.
COMMERCIO.
Do X'taonnl. do Porto, transcrevemos o que se-
gu :
K-tabeleccu-se em Madrid urna nova BOCiedade
ile seguios, sobo titulo de Patrimonial, cojo prin-
cipal objecto proporcionar peusocs vitalicias s pcllados, Cals a traaos.
viuvase llhos dos seus subscriptores mediante una Ao Sr. desembargador Villares,
peqnea quota mensal ou aunual. Appellante Ignacio Barrozo de Mello appella-
l'm jornal de Madrid diz que avista dos eslatu- do. Antonio de Aaevedp \ llarouco.
tos desta companhia, e tanto pelas vantagens que Appellante,Manoel Goncalves daSdya : appella-
ella olTercce como pela seguranza e acert das suas, dos, os curadores da massa raiiida ue Amorim,
operacoes, de que sao segura garanta os nomes Fragozo, Santos & c.
das ntaves pessoas .pie compoem o consclho de | Appellante, Jos Moreira da Silva; appelados,
adininistracao, nao lardar que esta sociedade so os herdeiros de Jos Antonio Loureneo.
enlloque oa altura das primeiras, sendo por isso AoSr. desi-mbargador Silva Smmardee.
una lasque maiores consolacdes e beneficios pode | aooiuvoe.
olTerecer aos seus associados. Amravanie, o Visconde de Suassuna : aggrava-
------ dos, Brandera Brandis &C.
0 Jornal do Porto esereve o seguinte: Agffravante, D. Maria Joaquina Machado Caval-
Aos gloriosos nomes de Hermano o de Crokel, oant' ,_, ,-aVado. Amonio Jacinllio Borges.
celebres domadores de feras, ente coragem tem si- Aggravante, Pedro Theodoro Jacobi des Mar-
do o pasme dos homens, e a irritacao nervosa de ,,,anx aggravado, Jos de Vasconcellos.
odas as senhoras de Paris, devenios accrescenlai. Aggravanles, D. Alexandrina Duperron c outros;
o nome de um carniceiro, morador no largo de S.' acr.Travido. <>cai Desiibeaux.
Domingos desta cidade. j Ilustre por ser do Porto, Aggravante, Joaquim Coelbo Cintra : aggravado.
-. foruecedor das carnes verdes para a casa real. d. Thereza Goncalves de lesos Azevedo.
O nosso homem traz comsigo um lobo, devida-. o Sr. presidente negoo provimentD.
mente acorrentado o acamado. Aggravanles, os administradores da massa falli-
O nevo Hermann anda por essas ras cercado! ja de Camargo & Silva; aggravado, o Dr. Joa-
de muilo povo, a quem elle explica e prova com ,.um j0s de Campos,
evidencia, e gratuitamente, que um lobo um am-; o gr. presidente deu provimento.
mal pacifico irazendo um acamo avelado ao foc- Aggravanto, Domingos Jos Marques: aggravado,
nho e estando acabrotado por urna corrente forte. | j0Sl-. pe|x Perera de Burgos.
A plebe npplaudc o corajoso domesticado!-, que, o Sr. presidente tomn conhecimento.
nao quer outra remuneraro alm da gloria de ha-, \ada mais se pode tratar e encei i on-se a sessao
ver ubjugado o bicho. a< 3 Choras da larde.
t
Diz .1 -Vicio : ,
Tem augmentado tao consideravelmnutecm Fran- '
r.i aemigracao para a America, que o imperador;
'iicarTOgou um de seus eonselheros que estudasse ',
a questao e lhe propozesse os meies mais adequadOB
para cvftar esse mal prejudicialissimo ao paiz.
COMMUNICADOS.
Segundo o que se le as informa^oes para a es-
tatisuca, pobiieadas pela reparUcao dos pesse
medidas, empregam-sc as dillereiites industrias
nos dez conselhos do districto do Fttnclial, os sc-
guintes individuos
l rlciro de ilcpulado asseiubla geral do Sr. Dr.
Jos Antonio de Fijucircdo pelo 2" distrirto da
41101 inria do Cear.
Apezar de velhn alijuebrado, rccolhido ao meu
alverguc.Jno perdi ainda foros c cearense, de que
muito me orgulho. Por isso, ereio que posso, c de-
vo tambem tomar parle na discusso, que tem lia-
ATttateT alveneis '' armadores 1, barbeiros vidopela imprensa desta cdade acerca do Sr. Dr.
23, boieiros35, barqueiros 427, broiiueiros 134. ca- Antonio de Figueiredo, sob o pseudonymo de
bouqueiros 134, calafates 18, calceteiros 34, can-, doU:i patricios ineus, um contra e oulro a favor,
reros 41. carniceiro 3, carpinteiros 196, carvoei-1 Vou logo declarando, que nao t.mho o menor
ros 37. cerieiros 2, cesteiros 2, cordoeiros 2i, cha- contacto com o Sr. Jos Antonio de F'gueiredo.
polleiros 2, desenbadoreslS, encadernadores 5, es- Na0 niantenho as suas relacoes, nao son estudan-
coveiros 1, ferradores 2, ferreiros98, funleiros 9, te, nem pai de estudante, que del le dependa. A
impressores 10, lavradores 6,236, lenheiros 78', mmba opiniao individual em prol daquella candi-
marcineiros 100. meatres de obras 13, moleiros datura poi, toda maflBpelta, e bascada na ver-
29X, oleiros ti, pedreiros 238, ourives 21, pescado- Jade ('os lados bem pblicos e notorios,
res 790, pharmaceuticos 11, pintores 15, relojoei- O meu Ilustre patricio, que no Jornal do Recife
ros 6, sapatefros 346, selleiros I, serradores 84, ser- ('? ^ an corrente mez pronunciou-se contra a ele-
rallieiros 37, surradores e curtidores 32, lattoeiros r:l a *'* Dl' Jos,: Antonio de Figueiredo, pelo 2*
52, trabajadores 10,264. Ao todo 19,855. districto do Cear, nao tem razao nesse seu proce-
Do sexo femenino: bordadeiras 1.020, earaaoi- der, segando me parece. Se elle reconheceu que
peileiras 28, colehoeiras 2, costureiras ? J- -x- de Figueiredo de carcter honestoeil-
Lemos ha das neste Diario una ordem do Exm.
Sr. hispo aos vigarios, para que estes uao consen-
lisscmque as senhoras entrassem de chapeos as
grojas.
Sem pensarmos oppr a menor resistencia ao
cumplimento de um dever, que nos foi proscripto,
por una autoridade, quem tanto reverenciamos,
pois seremos sempre d'elle, e de uualquer outro
liis observadores, nao nos julgamos inhibidos de
inocular saber a razao fundamental desta prohi-
bicao.
Km todos os templos catholicos do mundo, as se-
nhoras entram, e assstem ao actos religiosos com
seus chapeos, e vestidas, como Ibes apraz. Em
Roma, na Irlanda, Blgica, Franca. Ilespanha,
Portugal, e mesmo em algumas cpitaes das nos-
sosas provincias, este uso geral, e elle ainda
nao deu lugar urna lal prohibico.
Da verdade desia asserco, quem quizer, pode
informar-sedas pessoas, que tem viajado os pai-
zcs estrangeiros : havendo de mais ltimamente
chegado da Europa dous respeitaveis ecclesasti-
cos pernambucanos, o Rvm. Fr. Lino, e o Rvm.
Fr. Espirito Santo, que, com toda a verdade, dirao
o que observaram a tal rOSpeitO.
Desejamos pois saber se esta ordem tem fun-
damento em algum precoito da igreja, o qual tem
sido despresado pelas autoridades de todo o orbe
eatholico ; ou se ella nao de tal natureza; neste
caso, qual o motivo, que a fez apparecer entre
nos.
De novo o repetimos: longe de nos o pensa-
mento de dirigimos a menor censura a respeita-
vel autoridade, de quem parti urna tal ordem :
somos ebristaos, e como tal guardamos o devido
rospeilo a qualquer autoridade, mormente sendo
esta ecclesiastica : em nos ha smente o desejo
innato de procura irnos sempre saber a causa de
todas as cousas.
Agradeceremos cordealmente qualquer expli-
cacjio.
Recife, 28 de setembro de 1863.
lia liam okriltb.
\ O % O BASCO
DE
PERNUIBMO
O novo banco paga ol0 dividendo
(CvJcz mil ris (10$000) por accao.
novo'banco
DE
PERNAMBUCO
O Banco toma saques sobre as pracas do Rlbdfl
Janeiro e Babia.
Alfandega
Renlimento do dia 1 a 26. .
dem do da 28.......
330:7134413
14:0364631
344:7704044
prestados a essa provincia.
Se por ventura se tratasse de una eleicao para
senador pelo Ceara. poderia ter cabimento a cen-
swa do meu distincto patricio, porque essa eleicao
, segundo a geral e eommum opiniao, e eu mesmo
pens, esencialmente local, e para ella deve-seexi-
gir servicos prestados ao paiz, principalmente loca-
ulade, que tem do e|eger o candidato. Mas, desde
que so trata da eleicao de depntado, a hypothese
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. deputa- j diversa, o caso muda inteii ament, porque a nossa
dos Lemos, Malveira, Rosa, e Alcoforado, o Sr.! Constituico Poltica, no art. 96, constitolo elegiris
-' o cidados brasileiros em cada districto eleiioral,
ainda quando aki nao sejam notados, residentes,
ou domiciliados.
Alm disto, o Sr. Dr. Jos Antonio de Flgueire-
CHROMCl JIDICI4RI1
TRIBIVII. DO COJI Jl KKCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 28 DE SETEM-
DE 1863.
PRESIDENCIA B0 EXM. SU. DESEMBAROADOR
aooaa.
presidente dcelarou alerta a sessao, seudolidae
ajipi ovada a acta da ultima.
EXPBDJK.NTB.
lu olcio do juiz municipal de Gabrobo, aecu-
?ando ter receido a tabella desto tribunal -Ai chi-
ve-se.
Foi presente a cutaco offlcial dos prec<>s cor-
rentes da praca na semana finda,O mesmo.
do, pelo que me consta nao essa pessoa oxtranha
ou indifferente aos negocios do Cear. Todos sa-
bem que ajH i BOiaoo com urna distincta cearense,
all tem a maior parte de sua familia, e ortnna,
FBLICACQES A PEDIDO.
Klciro das deiotas que ho de festejar a Seuliora
da llonccinio da Esrada na igreja da Conreiro
dos Mililarcs 110 anuo de 1863 a 1861.
Juiza por eleicao.
A Illm." c Exm.* Sr.a D. Maria Amalia da Silva
Pinto. -
Juiza por devocao.
A Illm.1 e Exm. Sr.a D. Joanna' Baptista de Azeve-
do Manna.
Juiza protectora.
A Illm. e Exm." Sr." D". Maria da Conceicao Pes-
soa Pinto.
Juiza perpetua.
A Illm.* e Exm." Sr.* D. Olympia Lins Ribeiro.
Escriva por eleicao.
A Illm.* c Exm.* Sr D. Priscila Senhorinha Men-
des de Albuquerqne.
Escriva por devocao.
A Illm.* e Exm." Sr.* D. Joanna Joaquina Pires
Machado Portella.
Bemfeitora.
A Illm." e Exm." Sr." D. Alexandrina Rita do
Amparo.
Mordomas.
As lllmas. c Exmas. Sras.:
D. Herminia Adelaide Campos.
I). Malina de souza Moutinho.
D. Amalia de Gusmu Cocino.
D. Anna de Assumpcao Farias.
D. Maria Luiza de Souza.
D. Olympia Guimaraes.
D. Josephina de Aguiar.
D. Senhorinha Emilia.
D. Adelaide da Silva Maia.
D. Adelaide Jorge Bastos.
D. Minervina Fetoza Brandao.
D. Laurinda Maria da Conceicao Coelho.
D. Silvana Januaria da Silva Agr.
D. Ermelinda Senhorinha Viegas.
D. Maria Giraldes da Cruz.
P. Isabel Senhorinha Viegas.
NoTiuiento da nlfandega.
Volumes entrados com fazendas
com gneros
Hti
242
------328
Volumes sabidos
com fazendas
com, gneros
M
7.15
------ 781
Descarregam no dia 29 de setembro
Batea inglezaSeraphina mercadorias.
Brigue inglezMaromciem.
Escuna inglezaSea .Y/w//=idem.
Barca ingleza Vesion carvo.
Barca ameicana Antia 2 iffaafcav
Rccebedoria de renda Internas
geraes de Pernambuco.
Rcndimcnto do dia 1 a 26. .
Idtm do da 28.........
2*1:0064 n
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 26. 46 6814567
dem do dia 28......... 7:0804933
51:7624500
MOVIMENTO DO PORTO.
Marios entrados no dia 28.
BostonoOdias, patacho inglez Ste Peter, de 117
toneladas, capitao F. J. Luce, equpagem 7, carga
1236 barricas com farinha de trigo ; a Henrv
Foster & C.
por 1304, um pequeo caixo em alicerces com
principio de parele avahado por 2004, um terre-
no desocupado avahado por 1304, tudo na ra
Imperial, por execucao de Manoel Firmino Fer-
reira contra a viuva e herdeiros de Jos Francisco
Ta vares.
Pela subdelegada do Peres se faz pubico
que foi aprehendido ese acha na casa de deteneo
o pardo de dadu 16 annos, que diz ehamar-se Se-
bastiao e ser escravo de Cazuza Bello morador em
Abren de l'na ou Barreiros : quem ao mesmo ti-
ver direito compareca que provando seu dominio
lhe ser entregue. Subdelegara do Peres 23 de
setembro de 1863.O subdelegado,
Alexandrino Martins Concia de Barros.
Arremataco.
Xo dia 29 de setembro vo praca os bens per-
tencentes ao tinado Luiz Borges de Cerqueira, por
ser a ultima praca, as dividas pertencentes ao mes-
mo, os terrenos da ra Imperial e cinco acodes
da companhia de Beberibe, e una grande qunti-
dade de madeua de sicupira ao pe da mar pe-
quea em Fora de Portas, e os esclavos pertencen-
tes ao mesmo, que ser elfectuada na sala das au-
diencias, em presenca do Illm. Sr. Dr. juiz de or-
pbos : os pretendentes poderao examinar oes-
escripto de praca em mao do porteiro do juizo
Amaro Antonio de Farias.
l>ireio.
Pela administraco do correio desta cdade se
faz publico para fms convenientes, que em virtude
do disposto no art 138 do regulamento geral dos
corrcios de 21 de dezembro de 1844, e art. 9 do
decreto n. 785 de 15 demaode 1831, se procede-
r o consumo das cartas existentes nesta adminis-
traco, pertencentes ao mez de dezembro de 1862.
no dia 3 de outubro prximo, as 11 horas da ma-
nha, na porta do mesmo correio, e a respectiva
lista se acha desde j expona aos inieressados.
Administraco do correio de Pernambuco 21 de
setembro de 1863.O administrador,
Domingos dos l'assos Miranda.
A cmara municipal des:a cidade, tendo_de
proceder no dia 8 de outubro prximo vndouro a
I apnraco geral dos votos para deputados assem-
; Mea geral dos dous collegios eleitoraes do I.* dis-
j tricto desta provincia, convida aos eleitores dos
27:7844057 niesmos collegios assistirein a este acto, confor-
1:31214321me disnfloo art. IB do decreto n. 2621 de 22 de
.!______T! agosto de 1860. E para cumplimento do artigo
cilado se mandn puhlicou o presente.
Paco da cmara municipal do Recife em sescio
de 21 de setembro de 1863.Angelo llenriques da
Silva, pro-presidente. Francisco Canuto da Boa-
viagem, socretario.
No dia 29. depois da audiencia do Illm. Sr.
Dr. juiz de orphaos, vai praca por venda urna
casa lerrea de lijlo e cal, sita na eslrada que se-
gu para a Venda Grande na Boaviagem, fregnesia
dos Afosados, com una porta e duas janellas de
frente, 23 palmos de v> e 83 de fundos, com 2
salas, 3 quartos e 1 gabinete, cozinha lora, quin-
tal em aborto, cacimba s. eba foreiro, avahada
em 1:0004, pertencente aos herdeiros do tinado
Jos Marcelino da Costa, a eipierimentodo inven-
tarame Angelo Henriqties da Silva.
Consclho administrativo.
O consclho administrativo, para fbrneeiinento
Terra Nova38 dias, patacho inglez Flurence, de ,
164 toneladas, capitao Jolm Shanemou. equipa- d "2"" de ?"orra^ ,'>n',l'' wprarjM objectos
geni 8, carga 2340 barricas com bacalho ; a Jo-'"
hnston Pater & C.
Navios sonidos no mesmo dia.
Rio de Janeiro pelo Assbarca nacional Rio de
Janeiro, capitao Manoel Antonio de Castro, em
lastro.
Havre pela Parahibabarca franceza Colligny, ca-
pitao Nicols, carga couros e algodao.
EDITAES.
O Dr. Trstao de Alencar Araripe, olQcial da impe-
rial ordem da Rosa e juiz de direito especial
do commercio desta cidade do Recife capital da
provincia de Pernambuco e seu termo por Sua
Magestadc Imperial e Constitucional o Sr. D.
Pedro II a quem Dos guarde, etc.
segumtes :
Para o arsenal de guerra.
Taboas de pinho da Succia de 3/4 de polegada,
dnzias 10 ; ditos de pinho da Suecia para forro,
duzias 3; costadinhos de amarello com 16 polega-
das de largura e 26 28 palmos de comprimento,
6; gomma laca, arroba I ; espirito de vinho, cana-
das 10 ; cabo de linho branco, arrobas 10: botos
grandes branco de osso, grozas 500; ditos peque-
nos branco de osso, grozas 500 ; ditos pretos de
OSOS, grozas 200 ; fechaduras de grvalas 30.
Para o presidio de Fernando.
Couros de viado capoeiro (curtidos) ou na falta
desses de bode, e que sejam bem preparados e de
maior tamanho, que sao para chapeos, guarda-pci-
tos. gibao e perneiras para vaquoiros, 40.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretoria do
consclho, as 10 horas da manhaa do da 30 docor-
Faco saber "pelo presente qu'eo bacharel Jos*- i iv2''i ".t>7"
Cardozo de Queiroz Fonscca, por seu advogado me *''"**"'* CQMefto a.]mimstrativo para
dirigi a petico do theor seguinte :
Illm. Sr. Dr. juiz do commercio.Diz o bacha-
rel Jos Cardozo de Queiroz Fonseca, que tendo
obtido sentenca jior este juiz escrivao Paes de
Andrade, em accao decendial conlra sen devedor
que acha ausente em lugar incerto Francisco de
Paula Queiroz Fonseca, para este pagar-lhe a
quantia de 9:1114360 rs. conforme est contado no
tornecimento do arsenal de guerra. 23 de siembro
de 1863.
Antonio Pedro de S Brrelo,
Coronel presidente.
Sebastiao Antonio do Reg Borros.
Vogal secretario.
Coiroie.
Pela administraco do correio desta cidade se
rosto da sentenca exiralnda, fizera intimar dita faz publico que em virtude da convencao postal,
sentenca ao curador que fra nomeado ao mesmo celebrada pelos covernos brasileiro e. francw se-
devedor em sua ausencia, como a lei exige que a
citacao para comeco da execucao saja pessoal, vem
o supplicantc requer V. S. aflm de que o pro-
eassode sua execucSo nao incorra em nullidadc,
que te digne mandar passar carta de edita!, e por
esta seja citado o suppllcado aflm de pagar a
quantia da execuc3o do supplicante, flcando assim
pelos governos brasileiro e francez, se
rao expedidas malas para a Europa no dia 30 do
corrente. As cartas scrao reeebidas at 2 horas
antes da que for marcada para a sahida do vapor,
e os iornaes at 4 horas antes,
Administraco do correio de Pernambuco 21 de
setembro do 1863.O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
THEATRO
DE
'A
EmrpitEZA
DB
4. J.DUARTEC01MBIU.
Grande espectculo
A BENEFICIO
no
Hospital Porluguez de Beneficencia era
Pernambuco.
Quarta-feira, 30 de setembra de 1863.
O Sr. Coimbra que tao digno se tem tornado da
admiraco do Ilustrado publico desta capital, deu
este csp'ectaculo cm beneficio dos pobres que no
Hospital Portuguez encontram unitivo aos seus sof-
frimentos. Tao digna accao merece louvores.
I.ogo que a orenestra livor executado urna de
suas melhores ouverturas, subir scena o magni-
lico drama de grande espectculo, em cinco actos,
do Sr. Francisco Luz Machado,
0 \MOR FILI4L
ou
OS SALTEADORES DA HONTASHi
do nm.
Dar fim ao espectculo a muito linda comedia
cm um acto,
MI MULHER POR DtlS H0R\S.
Os intervallos serao preenchidos por urna banda
de msica marcial, que a administraco do Hospi-
tal suas expensas mandar collocaf no salo do-
theatro para mais abrilhantar tao digno acto.
V commisslo administrativa do llospial espera
toda a coadjuvago para um acto tao meritorio.
Comecar s 8 horas.
ESPECTCULO DE DESPEDIDA
DO
CIRCO
SPALDING & ROfiERS
Director geralCharles J. Rogers.
BME.
BENEFICIO
DE
MISS KATE ORMOND
RAINHA DO CIRCULO
E 0
(JRGULHO DA PROFISSAO
Vovidades sem rival!
Ultima occasio! Agora ou nunca!
Primcira noitc da explendida e maravilhosa allc-
gora original e palriotica equestre, envolvndo as
bandeiras nacionaes do Brasil e a dos Estados Uni-
dos, cm commemoracao das duas grandes pochas
relatadas as historias destes dous paizes : 7 de
setembro de 18tl e 4 dejutho de 1776, t abun-
dando em brilhantes evolucSes equestres e secnas
tocantes, equestres intituladas
O DESTIMO
DA
composicio do Sr. Charles J. Rogers, durante 9
sua estada na corte, expressamente para, o na oc-
casio da primeira visita de
SS. MM. II.
SUAS ALTEZAS IHPEHAES
ao Circo Grande Ocano, e dedicado as Sitos Alte-
zas Impenaet; cora liceuca impenalf-A allegoria
\ ILEGVU
4

i
I 1


Diarlo de Pernambuco Ter prognosticao inevitavel futuro, Ilumina os inl
ses oh bem-estar do publico, o retrata o paroBtosco
natural que existe entre estes dous jovens gigantes
do mundo, e a irresistivel influencia que lhcs ost
destinada para exercer sobre o continente da Ame-
rica.Durante a allegoria oflereee-se iiuaginaco
a espantosa scena cquestre, Tablaux-Vhant eMiss
Hale rmond montada sobre o cavallo Hiram.
Primeira noite de Hits Kate Ormond no novo e
exquesilo
HIATO POSE* CLASICO
E
D.1.\KA DI! C1ST.43HOL.1N
sobre o cayalto.
A primeira uoite depois do regresso da compa-
nhia. da mvtliologica equeslre pantomima intitu-
lada
O espectro da chura de prata
im;k*ovi<;i:\v
Espectro errante da Ctmva de
Prata.................. Lehmann.
Beija-Flor. fada do Jardim .. Joven Carlos Fish.
AzasdeAbelha.fadadaColmea Menino Julio.
Flor de I-araugeira, fada das
Flores .................. La petitte Annette.
OS TIlfcSOlrtOS^E RECURSOS
do Circo Oeeano eni
3 Muestres
Acrbatas
G.vmnastlcos
IMiin.i tinos
Comedanle
Cavallos e
Ciuarda-ronpa
lira rao exhaustos ua occasio desta festa final, e de
despedida,
O^fedas as eontas soja de i|ue natureza forem
devalo ser apreseuladas ae secretario desta com-
panla no hotel de Louis Poueche, no Hecife, m-
pi-et.'i ivelmente qnarta-feira 30 de setembro, das 2
horas at ;is 4 da tarde.
W. T. t. Van-Orden Jnior,
Secretario.
navios, leudo 2 salas, 3 quartos, cosinha fra,quiu-
lal, sendo a sala de detrax assoalhada por terasso-
bradada e tor por baixo um armazem, forciro :
os pretendentes queiram antecipar o exame afim
de aproveitar a pechincha. ** .
Duas casas de ferro sendo urna de 33 palmos de,
frente e 18 1|2 de fundo, outra do 22 palmos de
frente e 12 de fundo, 3 bombas, 2 caixas com .
erramentas para carapinas, marcineiros e fer-
reros, 1 foles, 1 rvlindro, 1 vapor eom forra de
4 cavallos, 2 earriohos de mo, 2 fogoes ameri- !
canos, 1 relogio, 1 armario, 1 espclho, 13 cadei-
ras, 5 mesas e oulros objectos.
Qnarta-frira 30 de srtembro.
O agente Pinto far leilao por conta da vi uva
Kirkpalriek, de todos os objectos cima descriptos,
existeutes na ra Imperial n. 73, as H horas do
dia cima no referido lugar,
LEILAO
de o uro ('"iii
DE
Vividas t urna luneta
corda.
Qnarta-frira 30 do correte s M hora.
O agente Olwupio em seu armazem na ruado
Imperador n. 16, levara liosamente em leilao pu-
blico as dividas pertenecnte a massa do fallecido .
Manoel Buarque de Maccdo. Lima na importancia
de 22:607^937 rs.. servindo de base a niaior offer-
ta encontrada.
DE
AVISOS MARTIMOS.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Dos portos do norte esperado'
al o dia SdeoDtabroovapor To-'
auUSm, commandanle o primeirb
MMBte Pedro Hypolito Duarte, o
qual depois da demora do costu- j
nie seguir pira os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros ocngnja-sca'
carga que o vapor poder conducir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua ehegada: encom-1
mendas e dinheiro a frete at o dia da sabida as 2
horas, agencia ra da Cruz n. 1. escriplorio de
Antonio Luiz de Qliveira Azevedo & C.________
~~ l>]fIPAMIA.
messageries Imperiales.
__i _i No din 30 do crranle espera-se I
-4\ dos portos do sul o vapor francez !
& ^'xJr*-1'""'"1'- coininandante Knout. 0(
.,3B|qual depoi> da deinnra do costu-
*hb*'iih! seguir para Uordeaux tocan-
do em S. Vicente e Lisboa.
l'.in s. Vicente na um vapor em correspondencia ,
com Gotee.
A eompanhia encaiTega-se de segurar as mor-
cadorias embarcadas a bordo dos seos vapores;:
assim como lamben) recebe dinheiro e objectos de
valor euiii destino a Londres em transito por Bor-
dean! e Boulogne.
Para as condiedes, fretes e passtgens traia-se
na agencia ra do Trapichen.9.
9 caixas com cha preto.
Quinta-feira 1 de outubro.
O agente Pestaa far leilao por conta e risco
de quem pertenec- de 9 caixas com cha preto, al-
gumas avalladas a bordo do Linde Paquete na sua
recente viagem do Marauhao e ser elfectuado o
leilao quinta-feira 1 de outubro pelas 10 horas da
manhaa no armazem do Annes defronte da al-
fandega. ____*_________
LEILAO
le loja de ehnpeleiro e dividas
Quinta-feira i." At outubro.
A' requerimenlo do Sr. Joaquim Luiz Vieira e
por mandado do Illm. Sr. Dr. Juiz de arenaos, o
agente Pestaa far leilao das fazendas existentes
na loja de chapeos da ra da Cadea u. 46, assim
como das dividas perteneenles inesma loja: cu-
ja- relacoes destas e balance da quellas acham-se
em poder do agente cima aQm de poderem ser
examinadas por qualqucr dos Sis. pretendentes :
achaudo-se em muito bom oslado as fazendas e
no valor de 4:8it$050 e as dividas no valor de
8:003#534: leilao ter lugar na quinta-feira 1.
de outubro s doze horas eni ponto na inesma
loja.
ROTERA.
O thesoureiro das loteras desta provin-!
ca, desejando extrahi-las em maior capital
e com mrjnores intervallos, offerece a vanta-
gem de dous por cento quem comprar
para negofcio, na quantia de 100$ pai-a cima,
e de I V* [por /o nasloterias extraordinarias;
assim como se propoc a estabelecer corres-
pondencias para quatquer localidade da pro-
vincia, remetiendo bilhetes, meios c listas,
sob flanea idnea; devendo o pagamento
delles ser feito logo que sejam recebidas as
listas e fnovos bilhetes remettidos. O the-
soureiro certo da conveniencia desse negocio,
convida!aos Srs. eommerciantes da Victoria,
Goianna1, Rio Formoso, Nazareth, Serinhem
e mais localidades populosas da provincia, e
mesmo'os desta capital, que o quizerem, a
entendjfrem-se com elle, na thesouraria das
lotera*, ra do Crespo n. 15: advertindo
que receber em pagamento e sem descont,
os bilhetes premiados de tjodas as loteras
da provincia recolhidos thesouraria da fa-1
zenda provincial.
Thesouraria das loteras, 20 dejunho de
1863.
O thesoureiro,
________Antonio Jos Rodrigues de Souzx
iiOii:iui
C48\ U rORTUU
O abaixo assignado faz sciente ao respeitavel
publico que vendeu nos seus muito felizes bilhe-
tes garantidos as'sortes de 3:000 e l;00O5 eoutras
muitas de 100*. 405 e 205 da lotera que se aca-
bou de extrahir em beneficio da igreja de Nossa
Senhora das Neves de Olinda e convida aos pos-
suidores de ditos bilhetes a viren receber seus
respectivos premios em seu estabeltciniento casa
da fortuna ra do Crespo n. 23. \
O mesmo tem exposto venda cmlscu dito es-
tabelecimento c as casas do costuind os mui fe-
lizes bilhetes garantidos da lotera extraordinaria
a beneficio da matriz da Boa-Vista, a nual se de-1
vera extrahir no dia 10 de outubro prximo ; o as
sortes que enesobtiverem serio pclaVncsma for-
ma pagas una hora depois da exlraceab.
Presos.
Bilhetes nteiros..... (85000*
Meios bilhetes...... C5000
Para as possoas que compraran
de 1005 para cima.
Bilhetes........ 115*00
Meios......... 55600
Manoel Martins Fiuzg._____
Vende-sc urna taberna com poucos fundos e
bem afreguezada, ou so a annaeo, a praso ou a
dinheiro : no pateo do Terco n. I i.____________
D-se dinheiro a uros sobre penhores : no
pateo do Terco n. 12. taberna.
\M 40

*
O oale Sania Rila, para o Araca-
ty segne por estes das : a tratar
com Tasso IrmSos ou no trapiche do
algodad eom o Sr. loio Alves de
Quintal.______________________
O patacho Campestre, segu para o
Rio de Janeiro por estes 8 dias, com
a carga que tiver, pelo que se far
i fretes i vontade do carregador, re-
ni e tambem escravos : a tratar eom
os consignatarios Tasso Irmaos ou com o capito
AntonioVioncalves de Araujo.________________
- I'reta-se para Buenos-Ayres ou Montevideo o
briguo hespanhol Ventura, capito D. Jayme Al-
una, d i porte de 300 toneladas, acha-se em bom
i e de urna marcha regalar : para tratar no
eripiorio ile Ainoriin Irmaos ra da Cruz n. 3.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Dos portos do sul P' esperado
at odia 30do crranle o vapor
Apa, commandanle Alcanforado
o qual depois da demore do cos-
tuine seguir para os portos do
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
arga me o vapor poder couduzir, a qual devera
ser embarcada no dia de sua ehegada, encom-
mendas e dinheir.i (rote at o dia da sahida s 2
oras': agencia roa da Cruz n. 1. csertptorie de
Antonio Luiz de Qliveira Azevedo & C.
Para o Rio Grande do Sul segu com mnita
brevtdadc obrigne escuna (ktw,capiloJosMon-
teiro de Abneida; recebe alguna carga a fete :
e para tratar na rea da Cruz n. 3, escriptorio de
Aniorini Irmaos.
DE
minis. erytaes. obras de onro
e prat. eavallos, vareas eom
crias, cabriolis e escravos de
ambos os sexos.
Quinta-feira 1 do outubro prximo fuliirn as H
i- nii'ia limas da maulia.
O agente Olympio far leilao em seu armazem
ra do Imperador u. lodos objectos cima men-
cionados, eonsislindo en guardas louca, eommo-
das, guarda vestidos, mesas elsticas, apparadores,
espetos, mobilias de Jacaranda e de amarello, v-
dros de cores para vidraeas, camas franeczas. se-
cretarias para escriptorio. instrumentos de corda e
oulros muitos objectos que se torna enfadonho
mencionar.
AVISOS DIVERSOS.
Instituto Arrheologieo e Cieo-
graphico PeruamUiicano.
Havera sessao ordinaria quinta-feira 1 de outu-
bro prximo futuro, as H horas da manhaa.
Secretariado Instituto, Mdeaetenbro de 1863.
/. Soares de Azeretto.
Secretario perpetuo.
Para Montevideo vai seguir com muita bre-
vidade o brigne braseiro Sorpresa, capito Jos
Rodrigues de Alneida, reeebe alguma carga a fro-
te, liara o que trata-se no escriptorio de Amorim
Irmaos. na ruada Cruz n. 3.
Para a Baha vai sabir com muita hrevidade
o veleiro patacho I). I.utz, capiuio Jos Teixeirade
Azevedo, por ter a maior parte do carregamento
prempw : |iara o resio trata-se com os consignata-
rios Palmcjra & Deitrio largo do t^jrpo Santo n
i. primeiroandar.
LEILOES.
ni.
\ i n hos de differenles qual ida-
des e coguac.
t-OJf.
O agente Pestaa vender em leilao para liqui-
Jacao e por conta e risco de quem pertencer vi-
udo de Uordeaux de diversas qualidades em bar-
i is e caixas. algum especial, dito de Madeira em
caixas. dito moscatel em caixas, cognac em barris
*; em caifas superior qualidade j conhecida neste
mercado, bter em dnzias, sendo tudo vendido em
1 Mi vontade dos compradores: terca-feira 30
do crreme pelas 10 horas da manhaa'no arma-
vm da ra da i.uia n. 33, onde o agente espera
vender tudo e promette ser sem limites.
XV
DE
I ma casa terrea sita na ra do Motocolomh n
26, nos A togados, com frente para o nascente,
tendo 400 palmos de fundo, 3 janellas e urna
porta de frente, corredor separado, cosinha f-
ra, grande quintal com tanque, estrilara e ar-
vored'is fructferos.
iioji:
Terca-feira M do corrate as 10 horas.
O agente Simoes. legaimente autonsado vende-
r em leilao o predio cima apontado em seu es-
criptorio ra do Vigario n. 17, primeiro andar,
aonde tambem dar as informaciies necessarias a
juem pretender.
hoji:.
l.ciISo terca-feira '49 do corra-
te, s II horas, na ra da
C'adeia n 53.
Pele agente Euzebio se vender em leilao pelo
maior prefo que se adiar urna casa terrea na ra
lo .reial n. 18 no bairro do Rccife, com frente
para o nascente olhando para o pharol, pelo que
gpza de excellente vista a entradas e sahldas de
LOTEHU
EXTH1 %oi5SM\ \aci %
Aos lotooj^ooo e rooojjfooo.
Sabbado 10 de outubro prximo, an la-
rio iiniirelcrivelmenle as rodas da 2a par-
le da 10-' lotera i beneficio da matriz da
Boa-Vista desta oidade, pelo mui agradavel
plano abaixo publicado.
0,-4baixo assignado solicita do respeitavel
publico amante desta provincia, a compra
dos respectivos bilhetes, eoticorrendo assim,
Dio s para o bem das uossas loteras que
tanto a engrandecen!, como para o im pa-
ra que ella concedida.
Os bilheles.e meios bilhetes acham-se des-
de ja venda na thesouraria das loteras
rita do Crespo n. 15, e as casas comms-
sionadas, ra da Imperatriz n. 11, loja do
Sr. I'imenlel. ra Direita n. 3, botica do
Sr. Cliafas. ra eslreita do Rosario n. 12,
ivpiioraphia do Sr. Mira, e ra da Cadeia n.
45, loja do Sr. Porto.
Os premios de 10:000^000 e de res
:(MX)r>000 sero pagos logo ao findar a ex-
ira.ra., e os oulros at os de 20/5OO0 urna
hora depois e por diante at s 4 da- tarde.
O thesoureiro,
Antonio Jos Hodrigues de Souza.
PL.1XO
para as partes extraordinarias
de loteras, approvado pelo
i-:\in. %r. presidente da pro-
vincia.
2,500 bilhetes a 10,5000......
Beneficio, sello c'commisso 20
por cento................
Hoje 29, 1 anniversario do fallecimento
de Jos Luiz Pereira, cetebrar-sc-ha das 6 s
? horas no convenio do Carmo, missas em
sutfragio de sua ajnia i convida-se aos ami-
gos, prenles e contiecidos do fallecido para,
assistirem a esse acto de caridade e reli-
giao.
Precisa-se de urna ama de meia idade para
casa de rapases solteiros: a tratar no pateo do
("armo n. 9.
Loja de mar more.
Uno de Farla (*)
devidamento aulorisado pelss Srs. admi-
res da massa fallida de Paria & C.
nistradoresi
com approvacao do Sr. Dr. juiz de direito gs
especial do cmmercio, convida pelo pre- C8
senie annuncio a todos os Srs. devedores JJ3J
da dita fhrma extincta, a solvercm seus *&
dbitos com a maior hrevidade, dirigindo- E?i
se para esse Cm casa do annunciante. |g|
2o andar do sobrado da na do Imperador rg
por cima do estabelecimento do Sr. Pelix t^j
alfaiate. O annunciante, nao tratando de jJHj
cobrar dividas suas, caso cm que poderia
ter contcmplaeao para com alguns dos jgj
Srs. devedores. a quem estima e grato, i^j
mas sim tendo de dar prompto e inteiro J
cumprimentoao mandato, que rcccbcu dos *j^
ditos Srs. administradores, que parlicu- t^
larmenle Ibe reeonunendaram, que accio- Jig
nasse a todos aquelles que nao quizesseui {^
amigavelmentc pagar, julga dever prev- SE
nir disso os mesmos devedores, de quem "
espera desculpa se o forcarem a propor |M
accao em juizo contra ellos. Hecife 2"> ^
de'setembro de lHti:. fj|
(*) Pbr alQueocia de amicios, nfio foi o pre-
sente publicado no dia proprio.
().< redactores.
Contina a estar fgido desde abril do cor-
renle anuo o escravo comprado ao Sr. Manoel da
Gama Komeiro, morador cm Santo Amaro de Seri-
nhaem, de nomo Seraphim, crioulo, de 22 annos
de idade, pouco mais ou menos, bonila figura, al-
to, espadado. pouca barba, olhos (;sbrauquicados,
denles alvos e perfeitos. ps grandes, dedos bem ,
separados o desunidos, unhas achatadas, e quande
atemorisado gagueija : consta que tem sido visto i
no sitio do Arrala! ou t'.asa Forte, moradia do Sr.
Manoel HonieirodeGouveia : quem 0 Opprebender
e entrgalo a seu senhor. Francisco Manoel de Sou-
za Ohveira, na engenho Jassrd ou Cachoeira, cm
Seriiilieni, ou nesta pi ac. na ra Direita n. 3,
ser generosamente recompensada
Antonio Ferrara de Almcida, subdito
(? braseiro, vai a Portugal,
COMPTABILIDADE COIWWERCIAL
PELO
DR. WITRUTIO PINTO BANDEIRA
Piofessor da segunda eadeira du Curso Cnmmerrial Prraaiubucaae.
OvT'.s BELLOS VOLLMES EM 8. FUANCE/.
COMPREHE.NDENDO
O primeiro -Prclececs thcorlco-praticas de escrlptu-
raeo mercantil.
O segundo Joces de arlthmetica com-
merelal, adaptadas pratica das opera^es com-
merclaes e elementos do systema
mtrico com snas applicacoes
ao cmmercio.
MUSCO DE CADA VOLME 5.
cher una lacuna, que era sentida entre nos
com accesso a todas as intelligencias ; e as-
iiblicidade, tanto mais quanto boje, que as
Eslaobra, apezar de dementar, vera preei <
ondi fallecem escriptos de certas espraalidades
sim o editor pensa fazer um servico dando-lhe ]
Iransaccdes commerciacs e indust'riaes vo entre1 nos tomando notavel desnvolvimento" deve
entrar na educaeao daquelles que se querem apphcar a taes ramos da vida o conhecunento
dos prineqos d complabilidade administrativa e commercial.
Com este intuito, sob urna forma essencialmente classica, reuniu o Sr. Dr. Witruvio os
principios da coniptabilidade commercial no que tem ellcs de mais elementar, e coordeneu-
os de modo a facilitar o mais possivel o seu estudo s pessoas que se destinam s prossoes
commcreiaes, sendo taes a concisao e a clareza postas no desnvolvimento respectivo, que po-
de-se aprender a materia, chegando-se a escripturar os livros por partidas dobradas e appli-
car o calculo as operacoes do cmmercio, sem carecer da intervrncao de mu niestre.
O^ primeiro voluine, formulado sobre a obra de Bertrand, oceupa-se mais es|)ecialmente
da escripturacao mercantil por partidas dobradas, cojos principios sao desenvolvidos em har-
mona com a legislacao brasileira, contendo alm disto um impartantissimo appcndice sobre
as sociedades nunmrciacs eni todos os seus movimenlos, quer palo lado d escriptnraclo,
quer pelo da forniaeao, existencia e extinecao dellas em lace da M. Xe-ie appendice, dupli-
cadamente recoinmendavel por sua orignalidade e pelo runho de especialismo, tem o com-
merciante urna guia para sua direecao. quab|uer que seja a forma da sociedade que contraa.
Completa este voJume o specimeno resumo de urna escripturacao, ficticia verdade, mas em
tudo semelhante de urna casa de cmmercio ordinario, offerecendo urna serie de operacoes
successivainenle mais difflceis, que assim inicia gradualmente a maneira de escriptura-las
nos differentes livros de unta casa de cmmercio.
0 sesundo. ejiialmente formulado sobre a obra de Kottinger, oceupa-se particularmente
da arilhmeca eonunercial com exercicios e problemas pelo meio mais simples, fcil e breve
da regia ronjuncta. acerca de tudas as operacoes platicas iisuaes no commerrio, envolvendo
clculos de cambios de praca i praca e por pracas intermedias, bem como negiM-ios de bancos
com arbitragens de cambios, alm do desnvolvimento do systema mtrico em suas relac3es
com o cmmercio, Ilustrado por meio de tabellas de converso.
0 editor nada mais accrescentar estas breves palavias. que asss demonstram a ira-
fr portancia real desta obra, devida a intelligencia e a applicacao aecurada do sen autor, seno
que ella de utilidade geral, e que a nenluim conunerciante e mesmo a homem algum de let-
tras licito deixar de possui-la em sua estante ; pois o cmmercio em suas variadas evolu-
aSes, entende actual......ite com tudo pe se lira a vida.
A asignatura toma-se as livrarias dos Srs. Guimaries \ OUveira, Nogueira de Soa-
za, Julin A Pereira e Geraldo 11. de Mira, sendo realisada sua importancia pela anota de cada
voluine ao sabir do pelo, para o qual ora entra o primeira
O EDITOR.
Arrendam-se os dous grandes armazens da
ra de Apollo ns. .'8 e lo, commonicados por den-
tro por meio de arcadas, e proprios para um esta-
lielecimentoein ponto grande, e trata-se com Amo-
nio Alves Barbosa nos mesmos armazens
Alugam-se o i." e 2. andares da casa da
ra de Apollo n. .W, por preco commodo, bem co-
mo a casa terrea da ra do'Fogo n. ."(O : a tratar
na ra da Moeda n. 29.
Oatvosaiit Joo (joncalvesS
^ da Silva Moutaii'ovos tem o seu
PM'i'iploi'io na ni eslieiui do ^
| Rosario n. 17. onic, plc wrM
pi'oiiirail das ) horas da ma-
nl'ia s 3 ila lanlp. M
- Aluga-se o segundo andar do sobrado na ra
da Senzala Nova n. 42. com bastantes comniodos
para familia : a tratar na mesma.
Aluga-se i casa terrea da ra imperial
Cti: os pretendentes diram-se Caixa Filial.
Ainda esl por alugar-sc o segunoir"JS
dar do sobrado u. '. em a ra la Auro-
ra : quem o quizer dirija-se esta mes-
ma ra casa n. 10.
' Km um engenho distante nove leguas do He-
cife, procisa-se de urna inulhcr ou homem de ida-
de madura que saiba eusinar com perfeicao pri-
meiras usurase msica. Qoemestnrer nestas cir-
cumstancias e quizer: dirija-se ra da Roda n.
47, segundo andar das3 as 6 horas da tarde, que
achara com quem tralar.___________________
Manoel da Costa, subdito porluguez retira-so
para a Europa.____^^__________________
Pcreu se.
na nunliaa do dia 27 do corrente. desdi' o largo do
Paraizo entrando pela ra da Roda da Caixa d A-
gua. um allinele de ouro de senhora, pesando 2 l|2
oitavas, pouco mais ou menos : quem o achou ipiei-
ra por obsequio leva-lo ao la/50 do Paraso n. 20,
quesera gratificado, e caso nao o possa l'azcr, an-
nuncic pOr este Diario para ser procurado.
Do lerceiro andar da casa da ra da Impera-
triz n. 15. fngio na larde de domingo 27 um papa-
gaio. tendo um dedo corlado no p direito, e levan-
do um pedaro de crrente no csipierdo : quem o
; tiver apanhndo le\e-o mesma casa, que, sera re-
compensado.____________
DE
J. V1GNES
m. 55. RA DO INPl'RADOR M. 55.
Os pianos desta antiga fabrica san buje assaz conhecidos, para oue seja necessario insistir sobre a
sua superioridade, vantagens e garantas que offerecem aos compradores, qualidades estas incontesta-
veis qu ejelles tem definitivamente conquislado sobro todos os que tem apparecido nesta praca ; pos-
suindo um teclado e machinismo queobedeeem todas as vontades e caprichos das punistas, sem
nunca 'alhar, por serem fabricados de proposito, e ler-se Jeito ltimamente melhoramentos importan-
tissimos para o clima deste paiz ; quanio s voces sao melodiosas e llamadas, e por isto muito agrada-
veis aos ouvidos dos apreciadores.
Faxem-se conforme as encommendas, tanto nesta fabrica como nado Sr. Blondel, de Paris, socio
correspondente de i. Vignes, em cuja capital foram sempre premiados em todas as exjKisiciJes.
No mesmo estabeleeunento se acha sempre um explendido e variado sortimento de msicas dos
I melhores compositores da Europa, assim como harmnicos e pianos harmnicos, sendo tudo vendido
i por procos muito razoaveis.
CAIXEIRO
Liquido. .
2o:000000
5:0005000
*):000O0l)
1 premio de................... 10:000-3000
iditode...................... 8:000*000
1 dito de...................... 5005000
1 dilo de...................... 200*000
2 ditos que tero os nmeros mais
approximados ao que obtiver o
premio de 10:0000, sendo cada
urna 200*000................ 400*000
3 ditos de 100*000............_ 300*000
2 ditos que tero os nmeros mais
approximados ao que obtiver o
premio de 2:000*000, sendo ca-
da um a 100*............... 200*000
8 ditos a 40*000............... 320*000
2 ditos que tero os nmeros mais
approximados ao que obtiver o
premio de ,'00*000, sendo cada
urna 40*000................. 80*000
21 ditos a 20*000................ 420*000
588 ditos a 105000................ 3:580*000
600 premios.
1900 brancos.
2300 bilhetes.
N. B.As sortes maiores de 400* esto sujeitas
aos desconlos das leis.
Thesouraria das loteras, 26 de setembro de
1863.
O thesoureiro,
_____________Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Aos artistas narionnes e, estrangriros.
A direecao interina da sociedade Phi'artistica
tem confeccionado os seus estatutos; e desejando
submette-los a approvaoio do governo, convida a
lodos os artistas residentes nesta capital, para em
urna reunio gecal ouyirem a le tura dos ditos es-
tatutos : a reunio ter lugar no segundo andar da
casa n. 23 da roa do Imperador, defronte daordem
lerceira de S. Franoisco, onde foi o Gabinete Por-
tuguez de I.eitura, no dia 1. de outubro futuro as
6 horas da tarde.
Precisa-se de um ca viro, que lenha pratica
de taberna : a no Campo Verde n. 36.
. Aluga-se o armazem do sobrado n. 16 da ra
da Cruz do Recife : a fallar na ra da Praia, so-
brado n. 43, primeiro andar._________________
Sr. Luiz Jos Marques qu'ira
apparecei' nosia tjitgrafhn.
GABINETE
PORTtiGUEZ iK LMTUIU E\l PEU-
i\AHM)<0.
Em observancia ao diaposto no art. 66 dos esta-
tutos, a directora faz saber a todos os senliore-
associados e a quem mais nteressar possa, que as
suassessoes ordinarias lero lugar na casado 6a-
I bnete, no dia de quinta-feira de cada semana, as
1 7 horas da noitc.
Secretaria do do Gabinete Porluguez de Leitura
em I'ernambuco 23 de setembro de 1863.
Joaquim Gerardo de Bastos.
l. secretario
Precisase alugar urna cozinhera e engom-
' madeira para una casa de familia, na villa do Bo-
. nto: quem quizer contratar, dirija-se i ra da
Saudade u. 21.__________________________
C'opeiro.
Aluga-se um mulato escravo muito bom copeiro
; e comprador, fiel e inteligente : na ra da niSo
numero 39.____________________^^_^_
Aluga-se a casa torrea n. 9 no principio da
ra Imperial, com 2 quartos, 2 salas, cosinha fra
' quintal e cacimba : a tratar na ra do Qucimado
! numero 71.
- D-se dinheiro a juros sobre ouro ou prata.
cm pequeas porcoes : na ra Velha n 84.
Al:..ra-se um sobrado de tres andares na ra
da Cruz n. 9. com urna expeliente vista para o mar
c commodos precisos para familia ou mesmo para
escriptorio de qualqner commerciante, dndose
preferencia a quem alugar todos os tres andares :
quem pretender, dirija-se ao primeiro andar do
sobrado amarello do pateo de Pedro II n. 31.
O abaixo assignado provine a quem interes-
sar possa que os escravos Ernesto, de idade 12 an-
nos, Adolpho. de idade 9 annos, Rita de 8, Caetano
de 7, l.uiza de 38 annos,e Mara (conga) de 43 an-
nos, pertencentes a D. Francisca de Salles Candida
da Rocha, se acttam hypothecados ao mesmo abai-
xo assignado, que protesta usar de seu direito em
relaco aqualquer penhora ou embargo, etc., que
por ventura soffram.
Joaquim Luiz Viraes.
Pagat-se trabalho de uim
pegar.
Ftigio d'uma gaiolla s 4 horas da tarde do dia
sabbado 26 do corrente mez um checheo bastante
velho, c tendo comsigo um signal muito conheci-
do para o seu dono : raem o pegar e quizer ter
a bondade de o entregar ao seu proprio dono, diri-
ja-se ra do Crespo n. tfl primeiro andar, que '
ser bem recompensado.
__^____^^_^^__
A mesa regedora da irror.ndade de Nossa Se-'
nhora da Soledade avisa a quem de direito for, e'
possa interessar, de de Joao Fernandos Vieira, annnnciado para ser ar-1
rematado por venda, pelo juizo .de orphos desta
cidade, por execu^o contra os herdeiros de Jos
Maria da Costa Carvalbo, se acha em litigio para
ser reivindicado pela referida irmandade ; parte
delle contra Jos Goncalves da Cruz c outros. e o
mais contra os mesmos herdeiros por nullidade de
aforamento, como constante das respectivas ae-
rees pelo juizo municipal da 1.a vara : e protesta
promover o seu direito contra qualqner que de no-
vo for possuidor do mencionado si lio, visto que
tem a seu favor a terminante disposi^o daOrd. do
L. 3. Til. 86 ; e nesta cunforraiilade faz o presen-
te annuncio, para que nenhum licitante se chame
a engao do que lica doclarado.O thesoureiro da
mesma. Luiz de Azevedo Souza.
Os senhores credores do fallecido coronel
Joo Jos de Gonveia, podem vir receber mais um
dividendo de 2 3|4 OJO na casa dos administrado-
res J. Keller 4 C, ra da Cruz n. 33.
, i'recisa-se de um caixeiro activo e com bastante
pratica. para a taberna grande da Soledade : a tra-
tar no armazem da aurora brilhante, largo da San-
ta Cruz.
^
ESCRAVO FI'GIDO.
S. Paulo, 100.000 rs. de uralihrao.
Fugio a 2'i de agosto do anuo de 1802 o mualo
Joaquim. natural de IVrnainbuco. de idade 2.1 an-
uos, mais ou menos, alio, tendo os denles limados,
cabellos grenhos. olhos pardos, e nina cicatriz ao
comprido no rosto : quem o approbonder ou delle
der noticias celias em S. Paulo, a seu senbqr Sa-
ln nio Francisco de Iroitaa Viilalva.ou na cidade
do Recife a Domingos dos Pantos Miranda, recebe-
r a gralilicaco cima, aleni das desptas que
lizer._______________________________
atttkSx'.o.
Itoga-se ao ^r. subdelegado da freguezado Poco
| da i'anella que se digne dar providencias, afim de
evitar a repetieo de um samba que houve em una
casa sila no lugar do lirejo. na noitc de hontem 26
do corrente por afluir para o mesmo lilhos fami-
lias e esclavos, que fugindo de casa de seus se-
nbores, asssliram a esse samba at ao amanhecer,
e consta que nos gabbados passados teeni havido
semelhantes sambas O prejudicado.__________
Aluga-se a casa terrea da ra da Alegra n.
i2. com 3 janellas o l porta; a chave para ver,
esta na taberna na ra Velha n. 38 : a tratar na
roa da Cadeia do Recife u. 47, loja.____________
- Francisca Josephna Ciego Guimaries e o
padre Leonardo Joo Ciego, convidara aos amigos
do fallecido capilo-teneiile da arma la Francisco
Manoel da Silva Guimares, | fallecido no Rio de Ja-
neiro) e com especiabdade aos immoras olliciaes
de marraba, para que sedignem assistir a um me-
mento e missa por alma do mesmo finado, na igre-
ja de N. S. da Coneeico dos Militares, no dia 3 de
oulubro, as 8 horas da manhaa pelo que Ibes fi-
caro eternamente gratos.___________________
~ Jos Antonio de Brlo Bastos tem urgente ne-
cessidade de fallar com o Sr. Joaquim da Ponseca
Soares de Figueiredo (agrimensorj: e por nao sa-
ber onde o encontrara, veni por este meio rogar-
me o favor de vir lhe fallar no engenho do Meio
da Vanea, ou engenho Sania Cruz eni I na.
Precisase de urna ama que cozinhe bem : na
ra do Imperador n. 71. segundo andar.________
O Sr. Joaquim Jos Ferreira da Rocha lem
carta viuda da Parahiba, na travessa da Madre de
Dos n. 18. armazem.
Se offerece um moyo Porluguez para caixeiro
de taberna, o qual tem bastante pratica da mesma,
do que d provas de sua conducta : quem de seu
presumo se quizer utlllsar, dirija-se a ra DireiU
n. 48, ou annuucie por esla folha.
DI
TODAS AS Or A IB l 1 IIjEN
ii
DE
DI
ANTONIO MAIA DE BRITO
CONHECIDA POR FABRICADA V1VA.
N. lAntiga ra dosQuarteis de policaN. 21.
Constando ao animnciante, que alguns especuladores de m f. vendo o crdito
que gosam os meus cigarros, e para poderem dar consumo aos seus andam vendendo tanto
na praga como pelo mato, itltidindo os meus freguezes, dizendo que sao meus; e como to-
dos os meus cigarros sao vendidos na minha fabrica, e nao mando pessoa alguma vender
por minha conta fra dola, faco 0 presente annuncio para evitar que compren gato por
lebre ; e para seguranca dos senhores consumidores deste genero e especialmento os seus
freguezes, aviso que todos os massos de cigarros que forem vendidos na minha fabrica sao
marcados com um distinctivo que declara o meu nome, o nome da rita e o numero da
mesma casa.
Aproveito a occasio para scientificar aos mesmos senhores, que coastantemente
encontraro um completo sortimento de cigarros de diversas qualidades, e do melhor fumo
escolhido, por sua boa qualidade j bem conhecida.
BAttCO UJtfllO
ESTABELECIDO NA CIDADE DO PORTO
Agentes em Pernambuco
Antonia LuU le Oli vrlra
Azevedo i C.
Sacam por lodosos paquetes sobre o
mesmo banco a prazo ou viste, sobre a
caixa filial em Lisboa, fl agencias em ri-
cuc'ira, Coimbra. Aveiro. Xizeu, VilU-
Real Resoa. Vianna de Caslello. Cuima-
raes Barcellos, Lamego, Covilliaa, Braga,
PenfW, Braganea. Amarante, Angra,
llha da Terreira, liba de Patas, Uha da
Madeira, Villa do Conde. Valenga, Bastos,
Oliroira de Azemeis, Chaves e Fafe, a
oito dias vista ou ao prazo que se conven-
cionar.no seu escriptorio ra da Cruz
n. 1.
Precisa-se alugar una preta que soja escra-
va, boa costareira, engommadeira, e que sirva para
outro qualqucr servido : procure para tratar, na
ra do Trapiche n. 19, no escriptorio de Edward
Fcnton, on atinuncic para ser procurado.
D-se 155 por aluguel de urna cscrava para
todo servico para casa de familia de duas pessoas :
na ra Augusta n 1M). ___________________
Precisa-se de um feitor para um sitio : no
pateo do Terco n. 11 taberna.
- Aluga-se o primeiro andar da casa na tra-
vessa do Campello n. 4. propria pava homem sol-
teiro, eteriptorio, cu pouca familia.
Alugam-se a loja do sobrado n. 193 e arma-
zem n. 71 da ra Imperial: o armazem n. i da
ra do Apollo e a casa n. 27 da ra do Burgos : a
tralar na roa da Aurora n. 36.
Alugam-se as lojas do sobrado n. 4G na ra
da Aurora, com o gaz e pintadas de novo, conten-
do quatro quartos. duas salas, cozinha. quintal e
cacimba : a tratar na mesma ra n. 10.
AMSO.
.r-
3--RUA ESTREITA DO R0SARI0--3
Francisco Pinto Ozono contina a col-
locar entes artil'iciaes tanto por meio de
molas como pela pressao do ar. nao re-
cebe paga alguma sem que as obras nao
mpam a vontade de seus donos. lem pos
e outras preparacoes as mais acreditadas
para eonservac da bocea.
LIQES
DE
PARTIDAS DOBRADAS
E
ARITMTICA
TRES VEZES POR SEMANA
TKRUS QUIMAS SABBADOS
DAS 7 S 9 BOBAS na MU
Preco 10,000 rs. mensaes payos adiautados.
WantiH Fonseca de Medeiros.
contina a dar lices das referidas materias no
primeiro andar do sobrado da ra Nova, que faz
esimina para a Camboa do Carmo, onde traballia o
Sr. E. Gadanlt. As pessoas a quem o prestimo do
annunciante puder aproveitar dignem-seproeura-lo
ahi smente nos dias c horas cima designadas.
= Precisa-se de urna ama ou criado para cozi-
nhar e comprar para duas pessoas : a tratar no
becco das Boias. no Forte do Manos n. 2, quarto
andar.________________^_____^__
Ao Sr. Antonio da Cunha Soares Guimares de-
clara o propietario deste Diario que. tendo-o preve-
nido que nao continuava na banca do alugucl da
casa, em que inorou Vicente Ferreira da Coneei-
co, e nao tendo o Sr. Cunha querido despoja-lo,
flca sem responsabilkladc pelo aluguol que for de-
correndo. ________________________
Precisa-se por aluguei de urna preta, que sai-
ba coznhar o diario de urna casa de pouca fami-
Ha, pagando-se bom aluguol: a tratar no bllhar
da ordem teroeir de S. Francisco,
Francisco Jea Alves Cttimaraes, Joaquim
Olintho Bastos e Demetrio Accack d'Arau-
jo Bastos, membros da firma social de til'l-
MARE BASTOS, avisam ao pablicu ,
B a seus freguezes e amigos, que transfw it am
o seu estabelecimento de fazendas denomina-
do Loja da Boa P da casa da ra do Quci-
mado n. 22 para a casa da mesma ra n. 4(>.
onde encontraro os freguezes um completo
sortimento de fazendas de todas as qualida-
des e de roupas l'eitas.
Participm tambem que estabeleceram
urna ollicina de alfaiate, a qual est sendo di-
rigida por um hbil mestre, pelo que esto
promptos a mandar apromptar qualqner obra
de alfaiate, por medida e a contento do Bre-
gue*.
Esperam, pois, os mesmos que continua-
rlo a merecer preferencia, que at hoje os
seus freguezes e amigos Ibes tm dado.
Os abaixo assignados, tendo feito a 21
de fevereiro de 1859 urna sociedade amiga-
ve) de capital e industria, na forma do art.
317 do cdigo commercial, na qual o socio
capitalista era Jos Paulo daFonceca, e o so-
cio de industria Luiz Morena da Silva Pinto;
sociedade que tem girado sob a razao de
Fonceca A Silva, e consta da corresponden-
cia epistolar; livros da casa, etc., etc.; co-
mo admissivel pelos 4, 5 e 6 do art.
122 do mesmo cdigo, resolveram, como re-
solvido tm. dissolver por mutuo consenso
de ambos a referida sociedade desde o dia
14 do corrente, retirando-se o socio de in-
dustria, Luiz Moreira da Silva Pinto, satis-
fetto. ufas, j estando a casa ha muito co-
nhecida, c relacionada sob a firma de Fon-
ceca A Silva, o abaixo assignado Jos Paulo
da Fooceca declara o faz publico, que conti-
' nuar o seu ostoneAecimento a girar sob esta
mesma firma, sendo elle e s elle o nico res-
ponsavel por todas as transaccSes.
ftoifo, 2 Jos Prnth da Fonceca.
Luiz Moreira da Silva Pinto.


fe


-
*



1


DUrU 4 VernautlNKo Terca letra 99 de Krtewfcro de 183.
du7a
duzia
NOTICIA NOTICIA NOTICIA.
Caribes de visita
Cartfies de visita
Caribes de visita
Cartees de visita
Ca loes de visita
Cartdcs de visita
Caribes de visita
Can5es de visita
CartSes de visita
Candes de visita
85000 a
85000 a
85<)00 a duzia
8*000 a duzia
85000 a duzia
85000 a duzia
85000 a duzia
85000 a duzia
85000 a duzia
85000 a duzia
Casa americana
Casa americana
Casa americana
Casa americana
Ra do Imperador
Ra do Imperador
Ra do Imperador
Ra do Imperador
i-se de ura bom eosraheiro e de urna
ama para casa ostrangeira e de homem soltciro :
quem se migar habilitado dirija-se ra do Tra-
piche-ir.
Precisase de una mulher idosa para estar
na companhia de urna menina de idade de 2 an-
SEGUROS DE VIDA EM MUTUALIDADE.
A direceo do BANCO UMAO tendo obtido do governo de S. M. F. a aujorisacao para estabele- nos : na ra do Queimado, loja da esquina do Pe-
seguro de vidas em mutualidades, faz publico que desde ja toma subscnpces aanuaes por urna '** Frito.
:, debaixo das seguintes condeoes : tuaorntrn rntasturnta^i *mam wMftMtr.mfmj..m.
cer o
so vez, a< ondtfdes
Oom perda de capital e .lucros;
Dito capital rnente;
Dito lucros -sement;
devendo a primera lquidaco ter lugar no Io de Janeiro de 1859.
As vadlagens do em prego de capitacs em mutuahdade, sao obvias, porque nao smente se co-
lhe o juro de quantias diminutas, de que avulsas se nao.poderia tirar nenhum resultado; mas alm
disso, este rcndimeiilo augmentado pelo capital ou lucros, ou ambas as cousas,-conforme as condigoes
da subscripcao, dos que fallecem. Tambem partido pelos socios sobreviventcstudo aquillo que os so-
cios morosos nos seus pagamentos, sao por este motive obligados a pagar, bem orno caducidades que
occorrercm |>ela falta de cumprimento do compromisso social.
As liquidaces sao polo svstema dascompanhias liespanholas, Tutelar esotras; c parase poder
fazer urna idea do que pode produzir urna entrada annual de 105, publica-se a seguinte tabella basca-
da sobre a experiencia de muitos anuos de companhias dcsta natureza :
Em ; iiiiiiis Em III aiiiius Km 15 anuos a 20 annos Em 2o anuos
Conipanhia fldeidade de
seguros martimos e ter-
restres estabeleclda no
Rio de Janeiro.
AGENTES EMPEPNAMBICO
Antonio Luiz de Oliveira Aicvedo 4 C,
competentemente autorisados pela direc-
tora da companhia de seguros Fidclida-
de, tomam seguros de navios, mercadu-
ras e predios no seu escrptorio ra da
Cruz n. i.
>or um menino de 1 da a 1 anno 1105 MOj 9005 2:(W05
de 1 anuo a 2 > 905 :W05 7505 1:7005
de 2 . a :l 865 2905 7205 1:6005
de 3 > a 4 > 805 805 7105 1:5605
de 4 > a 15 . 865 2705 7005 1:5505
or urna pessoa de 18 20 > 865 2705 7005 1:5405
de 20 . a 30 > 865 2705 7105 1.5605
de :)0 . a 40 . 865 2705 7205 1:6000
de &e > a 50 . 905 3005 7505 1:8005
45-BUA DIREITA-45
Wal3I MAMl
Eia, rapasiada, corageml parece queja
entregastes os vossos joanetes aos duros sei-
xos do pessimo calcamento da nossa cidade 1
S se observa em vossos ps botinas acalca-
nhadas e gastas at ultima sola; sapates
rasgados e quasi sem saltos.... nem tanto!
a quebradura nao deve chegar at este pon-
! to 1 Vinde ra Direita munir-vos de excel-
lente calcado com 40 e at 60 por cento
menos do seu valor__attendei :
Borzeguins, Nantes, bezerro e va-
! queta 2 e meia solas .... 80500
Borzeguins, Nantes, bezerro, va-
queta e lustre 2 solas. 80000
Borzeguins, francez e hamburguez,
bezerro, lustre e couro de por-
co 70 e........
Ai (Mitradas por urna s vez dio resultados mnito superiores as annuaes.
Porto, 10 de agosto de 1863.Os directores do Banco L'niao, Jos da Silca Machado.F. M. van
(ice Xiepoort.
Agites en Pernambnco : Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C, ra da Cruz n. 1.
4:7005,
3:7005 Aluga-sc o sitio da senhora viuva Carvalho,
3:50051 cm S. Jos do Manguinho, com boa casa de sobra-
3:4005 do, esteirada, quartos para criados, estribara, bai-
3:3505 xa de capim : quem o pretender dirija-se a ra da Sapates, Nantes, bezerro e vaaue-
3:330$ Cruz, escrptorio do Sr. Raymundo D. Lasserre. la 2 e meia solas.
mSf' Alu,ga;se Pri.,neiro andar da ra do Crespo Sapates, Nantes, vaqueta, lustre o"
-i. /uud n. 23 ; a tratar na Joja.
o:0005
COMPRAS.
Compra-se um ou dous cavallos, estando ma-
gros, tendo bons andares, c sendo no vos e de boui-
i tas guras : na ra das Tiinchcras n. 1.
Compra-se um terreno em bom uso : na ra
do Rangel n. 17.
00000
50500
bezerro 2 solas. .' 50000
Sapates, Nantes, sola e vira. 40000
Ditos para menina, com lago. 30500
Ditos de ditas, de cores. 20800
Sapatos para senhora e homem,
tapete......... 800
Sapatos de borracha para senhora. 10400
dem idem para meninas. 10000
Sapatos de lustre para senhora. 10000
dem de lustre s avessas 500
Joao da Silva Ramos, medico tela l'm-
versdade de Coimbra, d consultas em
sua casa, na ra Nova n. 50, das 8 s 10
horas da nianha, e das 4 s 6 da tarde, e
recebe egualmcntc convites para oVutro
ou f.'ira da cidade, com o fim de se encar-
roar de qualquer servico de sua profls-
so.
Os chamados devero vir por osoripto.
HHl-Jlffil-ltlli
Laboratorio homeopathico. ra
\o\.\ n. 43.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho tem en-
earregado da sub-gerenca do seu estabelecimento
ao Sr. .los Aives Tenorio, professor em homeopa-
thia, c competentemente habilitado para substitui-
lo cm dualquer ausencia
NOVO ESTABELECIMENTO DE MEDICINA HOMEOPATHICA Con.inua-sc a comprarouro e prata em obras
usadas : no paleo do-Terco n. 12, taberna.
Comprase um sitio propriamente para re-
creo queseja perto da praga, com boa casa de mo-
l Dr. Sabino 0. L. Pinho mudou o seu CONSULTORIO para aloja de marnure radia nao sendo muito grande, com tanto que es-
rua Novan. 43, onde continua a dar consultas todos os dias uteis desde o raeio dia atA, t('Ja bcm Pintado : a tratar as Cinco Ponas n. 74. Jos DuPleas Xeves, aclia-SC veu-
Kl'.i MOYA \ 43.
Aos Srs de en gen lio
i\o caes d'Apollo armazein n. 55, de
2 horas.
Os enfermos, que
o procuraren) logo na invasio da molestia, sem que hajam to-
Compra-se um escravo de meia idade e una
preta de 45 50 annos : na ra do Apollo n. 25.
- Compram-se duas negras perfeilas eozinhei-
ras e engoinmadeiras: na ra de Apollo n. 84,
^mmpmjmmmm
Contina a naver pao do senteio novo nos dias
juanas e sabbados de cada semana, na padaria
em Santo Amaro ao p da fundieo, na ra da Im-
peran iz n. 22, e ra do Drum, confronte o chafa-
rii n. 47, ra das Cruzes, deposito n. 39, na Pas-
sagem. taberna da esquina do Sr. Rento, que vira
para o Remedio, e no armazem progresso, largo
da Pcnha n. 10.
Preeisa-sv fallnr au Sr. Fian -
elseo Jos do Albuquerque. nesta
*J' onraphia.
FOXTA2VA.
Ventle-sea muito sapciiur l'aiiiilia
de trigo marca Fontana, chegada ulti-
Compi'a-se mamnteacs*einercaiio, em barricas,
cobre, chumbo elataovelho : no oitao da sccre- 'UeaS C (JUarloS : no armazem (le JoO
taria da polica no armazem da bola amarella da QllrillO d'.ignilar & G-} HO Caes l'AtOl-
Ion. ,).
mado qualquer remedio, nem allopathico, nem homeopathico, pagaro metade dos precot
estipulados. Esta concessao tem por fim facilitar a cura de molestias, que podem tornar-, SJmSSnSr
se complicadas pelos emprego intempestivo da therapeutica e ao mesmo lempo adquirir I -t;-------'------------.---------------------------
para a homeopalhia maior numero de adeptos pela bateza da cura. Lompra-SC cobre e latao vcllio '
Em attenrao as pessoas pobres, que nao podem sahir de dia, o Dr. Sabino resol- na ra da Cadcia do Kecifcn. 30, pri-
veu dar duss consultas por semanas as tercas e sextas-fciras das seis assete horas da meiro andar.
noite.
Os chamados para visitos e conferencias devem ser dirjgidos por escripto ao con-
sultorio desde 8 horas do dia at 8 da noite, na certeza de que sero attendidos na ordem
de sua precedencia, salva a circumstancia de eminente perigo.
ADVERTENCIA.
O novo consultorio est prvido dos melhores medicamentos, desde a primeira i------~-------------si-------------------------------
at a trigsima lvnammisacao. I K~ LomPra-sc cifeem-amente ouro e prata om
o' ,,. ^i-, ,ii ,, j .-(. ^ i obras velhas : na praca da Independencia n. 22 o-
Ltomo o& mdicos hespanhoes c allemaes nao cessam de certificara major effi- ja de blhetes.
cacia das ultissimas dynaminisacoes do tratamento das molestias chronicas, o Dr. Sabino se' ___^__^_______
oceupa agora de elevar os seus medicamentos s potencias mais altas (por ora at 200.a),
afim de verificar por si mesmo a forfa dynamica, que se lhe attribue.
Os mdicos, que quizerem experimentar taes dynaminisacoes poderao dirigir ao
consultorio suas receitas, que erao aviadas gratuitamente para os pobres.
No mesmo consultorio se vende a novissima edicao do Thesouro homeopathico
ou Vademcum do homeopalha, obra indispensavel a dos que querem usar da homeo-
palliia.
Tudo o que diz respeilo nova medicina se acha abundantemente neste novo estabe- i
aecunento.
da a mais superior lariulia Fontana
sendo muito recommendada as casas de
familia,as barriquiulias de 3 arrobas
e de -48 libras cada urna.
- \ enife-se ou kjpotheca-se barato
na terreno aterrado, contendo 140
palmos de frente e 260 de fnndo, dei-
lando frente para- duas mas, senda
urna para a rna da Concordia e outra
pitra a do A leer i m, assim como entro
terreno junto ao gazomelro contendo
tambem 140palmos de frentee400 de
fundo poveo mais on menos, 4eitan4o
tambem para duas mas.
A prazo ou a dlnhelrn.
Vende-se urna excellente barcaca de 28 a 30
caixas, muito bem construida e aparelhada : a
tratar na ra do Apollo n. 4. primeiro andar.
240 RS.
o covado
Novo soriimento de cambraia franceza de lindo
padrues por 240 rs. o covado; grande pechin-
cha mandem antes que se acabe : na ra do Quei-
mado n. 4J, esquina |uc volta para a (x)ngrecacao.
A 4#.00 o sacco
de superior farinha de Santa Catharna ou de Por-
to-Alegre : vende-sc a bordo do patacho Uequio
em porcao ou a retalho : trata-se com o capitao x
qordo, ou com Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
& C, no seu escripjoj^rua_daCruz n. 1.
.\ada mais baratoT"
\- ende-se por 60 um piano de mesa em bom
estado apezar de um diminuto concert e ainacao.
que precisa : na ra dos Pires n. 34 ou na taber-
na da ra do Principe se dir quem tem.
Sal de Lisboa.
Vende-sc a bordo da barca portugueza Despique
ra da
//, superior sal de
Senzala Xova n. 4.
Lisboa : a tratar na
VENDAS.
D
Portugal.
Saques sobre
Oabaixo assignado, agente do~ banco
mercantil Portuense nesta cidade. saca ef-
fectivamente por lodos os paquetes sobre
o mesmo banco para o Portoe Lisboa, por
'jialquer somma, vista o a prazo. po-
aendo logo os saques a prazo seren des-
contados no mesmo banco, na razao de 4
por cento ao anno aos portadores que as-
sim lhe convier : as mas do Crespo n.
8 ou do Imperador n. 51.
Joaqun) da Silva Castro.
ATENCS"
Ainga-se a loja na ra da imperatriz n. 15. com
grandes commodidades e por preco coinmodo.
Precisa-se alugar um boleeiro escravo que
lenha boa conducta, e sem vicios: na ra do Quei-
mado n. 44. primeiro andar.
Eugoitunadcira.
Uv-se e engoninia-se rom a maior perfeicao
|Kh-sivel por oemmodopreco, garaniindo-se as pe-
i;as conliadas lavagem c engommado : quem qoi-
zer dirija-se aopiincipio da na do Hospicio, so-
brado novo de um andar com porto de ferro ao
lado.
Vende-se um rico vestido de blonde de seda,
propriopara noi va, com capel la, palma de peito,
veo e botinas de setim branco, por commodo pre-
co : na ra do Queimado n. 10, loja de Perno &
Maia.
FARINHA
-Na ra Direita n. 8o, segundo andar, lia para
alugar-seuma mulher forra para lavar e engom-
mar.
Anda est para alugar-se o sobrado na ra
ros Coelhos n. 10, onde moraram os padres lasa-
d 'as.

'^'\/Sm'
*' -Va rua eslreita do Rosario n. 41, se-
~ .mido andar, se offerecc una pessoa pa-
jfe ra engommar com alguma perfeicao e
commodamentu nos pnros.
Ao n. 29.
\MI t-ija dos liaralcires na i iu do Queimado.
Velludo de cores fazenda muito boa o covado
'000, baldes de panno 35o0, ditos de arcos
a 35000, 4JW00 eoO00,las de duas larguras
para vest*) o covado 500 rs., chitas francezas o
covado a .360 rs., meiim branco para forro de
vestido o vado 120 rs., tariatanas de todas as
cores a varaji 720 rs.
Ao n. 29.
\o>a loja ciu haralciros na rua do Queimado.
Cassa lisa peUe de ovo a peca "5o00, .cambraia
lisa muito fina a peca de 17 varas 105, cam-
braieta peca de ljardas 75000, cambraia adamas-
cada para cortinado a peca de 22 varas MO^coo
meias linas para soohoras' a duzia 45090, chales
de laa fionta redoudc 325500.
Ao n. 29.
Nova loja dos baraleiixis na rua do Queimado.
o importante, estabelecimento de fnzends
rita do Grupo n 17', de Jos Gomes Vlar.
S^* Proiejaui Kxmas. senhoras a este bello estabeleei-
niento de faxendas.
Alii Vv. Excellencias enconlrarao as melhores fazendas as mais modei
em direiiura de Paris e Inglaterra.
Chegaram de Paris os mais bellos corles de laa com barras delcadissimas, a elles
antes >|ue se acabem.
Pecas de madapolao de 12 jardas a 45, 45500 e 55, ditas de algodaozinho de 10
jardas a 15 e i=5)(K). duas de lnetaiiliade rolo a 3.5, bramante de lnho de 10 palmos de
largura a 25 a vara, cambraia lisa lina de 10 jardas a 45 a peca, chita franceza lina es-
cura a 3-20 rs. o covado, laas de cores muito delicadas a 320 e 360 rs. o covado. vestidos
de blond com capella e manta proprios para noivas, manteletes, capas pretas de muito
gosto a Luiz XIV, solferinos pretos bordados, chapelinas de niuilo gosto. veos para ch-
leos preos e brancas, vestidos brancos bordados, cassas de cores lindissinias a 240 e
280 rs. o covado, orgaudys de muito gosto a 400 rs. o covado, chapeos de sol de panno
para meninos a 15600 cada um.
Msicas importaiitissimas para piano e canlo de todas as forcas e se vendem
baratissimo preco para acabar.
Admirareis laas cscossezas de muito apurado gosto proprias para vestidos
fazenda ptima de 3 c 4 palmos de largura a 400 e 500 rs. o covado.
; B8M
FMDI^Ae 1>A AURORA.
Nesta grande e bem montada fabrica de machinismo, a mais antiga no imperio, con-
tinua-se a executar com a maior presteza e perfeicao encommendas de toda a qualidade
de machinas usadas no paiz, tendo sempre prompto o seguinte :
Grande sortimento de moendas de canna de todos os systemas e tamanhos.
Machinas de vapor de diversas qualidades.
Taixas fundidas e batidas.
Crivos e boceas para fornalhas.
Bronzes e aguilhes.
Rodas, rodetas e rodas d'agtia.
Guindastes fixos e portateis.
Machinas de cylindros para padaria.
Serras de ac para serrara.
Fatechas para barcos, etc., etc., tudo por preco que bem convida.
Xo grande estabelecimento de molhados, deno-
minado aurora brilhante, no largo da Santa Cruz
n. 84, ha saceos grandes com farinha de Goianna a
45500.
RUA DO IMPERADOR
N. 22.
(raude armazem de linias.
Este armazem conten tudo quanto
preciso para que a industria de pintiira.de
qualuer genero que seja, desempenhe
seu lim. isto enibellezar, conservar e
reprodnzir.
.Montado em grande escala e supprido
directainente por grandes fabricas de Ta-
ris, Londres e Haniburgo, pode offerecer
productos de conlianca, e satisfazer qual-
quer enconimenda grosso lalo e a re-
tamo.
Os Srs. artistas pintores, e os donos de
obras poderao escolher vontade, pos
que ludo estar vista, as diflerentes co-
res de que tiverem necessidade.
Ha tintas em massa e em p mpalpa-
vel, e como as obras a envernizar s se
deve empregar tintas muidas, e nao me-
recendo conlancaasqueiren) de frapara
. i- i ,-----------; \v/. iri "iiiip i uiiiuiiM ,i,i>luir.\i-iu w ora i ara ,s
^ ende-se um boi de carroca grande c gordo, \M ,.0i,unerci0 ,)0rVelhas e filv.-z f-iUili.-i '
versada Ponte de l cl.oa, segundo sitio. | la d ronslimi(IoI. (|ll0 S assim ,,-, ,jn.
knm
._Vende-sc o especial doce de caj em calda a 640
rs. a libra : na rua Direita n. 4M, taberna.
Aos eoehelros.
Vcndem-se encerados prelos e de cores para
forrar carros : no armazem de Tasso Inno
O GALLO CANTA.
Xao possivel que o gallo, vendo entrar em seu
ninho objectos de elegante gosto, deixe de dar o
seu canto, aununciando aos seus freguezes. para
que mandem ou venham ver para querer, a saber :
Enfeites
Chegaram os riquissimos enfeites e grinaldas de
flores, cousa muito delicada e de muito gosto, pois
s as senhoras poderao apreciar : s no vigilante,
rua do Crespo n. 7.
Flores
Tambem chegaram os delicados ramos de llores
matizados de lindas cores, que servein para qual-
quer enfeitc : s no vigilante, rua do Crespo n. 7.
Cintos
tas frescas e verdadeiras.
Ha tambem ouro verdadeiro, verde em
p eemfolha, prata em folha. p debron-
zear de varias cores, diamantes para enr-
iar vidros, burnidores. ncar superfina en-
carnad;!, amarella e verde, tintas vege-
tis, azul, roxa, verde c amarella, inoffen-
sivas. nicas que se deven) empregar as
confeitarias, collccces de pinceis para
fingir madeira, eompropriedade, e outros
de varias qualidades. vernizes, copal.
graixa, branco ou escuro para o interior
e exterior, para etiquetas e quadros, tin-
tas finas em tubos, em crayoes ou pastel,
(ellas para quadros, caixas de tintas linas
e papi'l para desenlio.
Essencias aromticas verdadeiras. fras-
cos e vidros para vidraca de iodos os ta-
manhos, e muitos outros objectos, cuja
utilidade e emprego s com vista pode-
rao ser mostrados.
Joao Pedro das Neves,
(renle.
l*otassa nacional.
Vende-se superior potassa do llio de Janeiro, da
Tambem chegaram os novos e delicados cintos ma'f nova 1m na J10 mercado, a preco muito com- Mendes Guimares
com fivella, guarnecida de pedrinhas e duas borlo- PJ ;, no lai>r, d1.Co.rP.sil"!0' escrptorio de imos j ^,u
tinhas no centro, cousa de muito gosto : s no vi- Manoel *8nacu> de Oliveira & Filho, n. 19._____ Vende-se lencos de s
C'alxelro. Aluga-se a loja do sobrado n. 19 da rua .No-
Olfcrece-se para caixeiro de qualqum- estabele- va- propria para qualquer estabelecimento : a tra-
cimcnto um rapaz de boa conducta, que sabe lr e Itar na rua da Cadeia n. di, segundo andar,
escrever : no pateo do Livramento n. 31, segundo j Precisa-se tomara premio de 3 a 4 0005
__________________________________ ; com hypotheca em um predio do grande valor :
quem pretender annuncie para ser procurado.
ALMAiNAK
Armazcns, casas e silios.
i
d
do a peca de'10 e 15 varasi 400, botes
le velludo e de fuslao duzias 120.
para
de seda
desla provincia, que contina serim-
presso nesla ipograplii, convida se a
lodas as pcss#a*puc 'lelle fazera paite,
para que rcmclbm livraria ns. | e 8
i da praca da Inde^ndencia, seus nonifs
- Precisa-se de vendedeiras de lilos de venda-c flUalidade de CStalielecimentO, e aOS
tVlamla a eniift'<>ifti.ir aim-^L M^sc, lcr,cciro andar do sobrado n. 53 da
a C0UieCCI0n.il-SC Oainianak rua da.Cadeia do Hecife, com 4 janellas e urna
com
tinhas
guante, rua do Crespo n. 7. O LIVRO DO PVO.
-.________ ."""PE* Segunda edirao mais correcta, ornada com
i Riquissimas bandeijas de charao e oulras quali- ^ ,wtqmivi. t\ami.nt.uu ,,. nu ..
dades de lindos desenhos, que se venden por pie- f* .mpa&' e niu8meiltJ,il:i om *8 paginas
| eos baratissimos para acabar : s no vigilante, (le tcx,' contendo: a vida de Nosso Sonhor
rua do Crespo, n. Z. ': Jess Chrislo, fbulas, o vigario, o bom lio-
Pomada real mem Ricardo, quadrupedes uteis, o profes-
Tambem chegaram os bonitos copos de porcel- sor primario, moral pratica, Simao de Xan-
&^fl?l^r4ss%>9tua' maximas 5r?sl,ygieno'rcccitas
lante, rua do Crespo n. 7. necessanas, o Brasil: vende-se na livraria de
Sabonetes de familia Manoel Figueira de Faria & Filho, praca da
Grande sortimento de sabonetes para todos os Independencia ns. G e 8, a G00 rs. o exem-
Sngo5'*lctnTriotS? *lualidades. a 16. 200.240, piar em brochura, e a 1 cartonado.
zsu, w, wo e 500 rs.; assim como cstojos com _______________________
todos os preparos para limpar dentes pelo barato Pechlncha.
o de 35000 : s no vigilante, rua do Crespo Peca de bretanha de rolo com 10 varas, propria
para saias, a 35; baloes de 20 arcos por 35, laa-
zinhas muito linas de lindo gosto a 440 rs. o cova-
do; algodao com 24 jardas com toque de avaha
por 55 a pefa : na rua do Queimado n. 17.
FAZENDAS
NA
Xova loja de Custodio, Carvalho
& Companhia.
S7-RUA ) Q' EI.UALO-27
Cambraia
organdis para vestidos a 240 rs. o covado.
Madapolao
Gno proprio para camisas a preco de 85 a peca.
Cobertas
de panno de linho grandes a 25000.
Lences
de panno de linho grandes a 25-
Para mesa
pannos adamascados para mesa a 15300.
Guardanapos
adamascados a 25 a duzia.
Toalbas
para m'ios pelo preco de 400 rs. cada urna.
FustSo branro
proprio para roupa de meninos pelo barato proco,
de 320 rs. cada covado.
ntrentelos
finos bordados pelo barato prego de 15300 a peca.
Rabados
bordados de lodas as larguras peca 25500.
Golinbas
bordadas a 640, 800 e 15.
Caniisinbas
de cambraia para senhora a 25-
Italoes
de arcos para senhoraa 35600.
Dalesmadade polo
dar meninas a 25500.
SO NA ARARA.
Esta-se liquidando diversas qualidades de fazen-
das por piceos baratissimos, na loja cima da
Arara, rua da Imperatriz n. 56, de Loureneo P.
Mondes Guimares.
A Arara vende cassas a OO rs.
Ven-se cassas para vestidos a 200 rs. o covado,
cassa-organdis lina a 240,280 c 320 o covado, al-
pakim de linho para vestido de senhora a 240 c-
covado, cassas suissas do qiiadn'nlios, a 280 o 320:
0 covado ; na loja da Arara n. 56, do Mondes Gui-
mares.
Enfeltes da Arara a IgOOO.
Vende-sc enfeites para cabeca de senhora a 15.
ditos garibaldinos a 25, gollinhas bordadas com
bolozinhos a 15, gollinhas somonte 320 rs.. meias
cruas para senhora, muito largas, a 320 rs. o par,
meias para homem a 120 rs. o ditas para meninos
a 100 ; na rua da Imperatriz n. 56, loja da Arara.
A Arara vcndecasemlrasa I$(SOO
Vende-se cortes decasemira ingieras oscuras a
15600, ditas escuras infestadas a 1-5800 : tambem
se vendo em covados a 15, pois tem duas larguras,
e un covodo e tres quartas d um corte de calca :
cortes de casemira preta a 35500 : rua da Inie-
ratriz n. 56, loja do Mendos Guimares.
Ol que pceliineha a 2,500 rs.
Vendo-so pecas do cambraias de carocinbas
brincas o de cores a 25500, ditas de salpieos a
25500, ditos do palmas solas de 1 vara do argn-
raa25, pecas de cambraia brancas linas a 3~ o
35500, pecas do cassas para cortinados com 20
varas a !5, ditas de 10 varas a 45500, na rua da
Imperatriz n. 56, loja e armazem da Arara, de
prego
n. 7.
Delicadas tesourinhas
Grande sortimento de tesourinhas, tanto para
unhas, como para cosmra ; assim como muitos
varanda de frente, 2 salas, gabinete* auartos en-'oulros ?bJccl0S dc S01510' sinhaeterraco; o armazemido mesmo com'duas Cial* ^ I-an(le vanedade de sortimentos, cujos
- serao menos do que em outra qualqur
s no vigilante, rua do Crespo n. 7.
portas de frente, todo lavado e lageado proprio
para negocio de grosso ou a retalho pela ptima
localidade; o armazem e primeiro andar da casa
n. 1 da travessa da Senzala Velha tambem no Re-
cife ; um sitio na Passagem do Zongu em Api-
pucos, com 5 casas e quartos em separado, para
Vende-se um carro e lx>i muito gordo e bom,
i outra qualquer ffinlSTov^Tl0 = na ^ ^ Cn',USta'D0 ^
parte
(K\.M)r;LIOtl\(;;0
Na loja dc funileiro, rua da Imperatriz n. 65, ha
ma completo sortimento de candieiros para gaz i
Vende-se gaz americano, primeira qualidade,
a 440 rs. trazendo a garrafa : na rua Direita nu-
mero 31._________]
Vende-sc urna casa terrea sita na ruado Cal-
gttn, e paga-se bem: na Iwticado pateo do Caraio
c\ Burras
Para dentro e fra da cidade se manda conduzir
objectos por barato prego : a tratar no armazem
na bolajcmarella da rua do Imperador no oitao da
secretarte da polica.
A luga-se
um sitio por ^empo de um anno ou por tempo da
testa na estrada que vai povoagao do Monteiro,
com casa de pedia e cal pintada e caiada, e om
coHWiodQS para grande familia, pois contm duas
-alas, nove quartos, cozinba fra, cacimba coai
agiia.de beber, Unque para banho, etc., etc., todo
mura* e com murtas arvores dc fructo : os pre-
tondentedirijam-se a rua do Imperador n. 42 se-
gundo andar, ou ,rua Direita n. 10 primeiro
andar.
senhores de cngeifaos que sedignem
rentetler alm dos nmes de seus en-
enltos, oda freguezaecomarca a que
lerlencercm.________
,0 Dr. Villela Tavares coniia a advogar no
rnme o civel: na rua do Crespo n. i.
francez, retira-se da
alugar-se, baila de capim para negocio, sendo o de lindos gostos por menos prego do que em outro deirciro n- 68, com 3 quartos grandes, 2 salas, co-
mesmo lugar bastante aprazivel, fresco e com boa qualquer lugar, para liquidar.
A. Massy, engenheiro
proviacia.
Preetsa-se
de urna croula para casa de urna familia com-
posta de tres pessoas : a tratar na rua Augusia
n. 5, sobrado de um andar.
Alnga-sc por prego commodo a ,casa terrea
i n. 6, no primeiro becco da camba do Cartoo : a
tralar na rita da Cadeia n. 62, segundo andar.
Bom negocio.
O arrematante do imposto de 80 rs. sobre carga
de 'irinha e legumes, vendidos as pragas da Boa-
Vista e S. Jos, vende o da praga da Boa-Vista; a
tratar na rua Imperial, armazem de sal do Amaro
Xa rua estreita do Rosario n. 19 trabalha-se com
toda a perfeigo em bordados, e flores de todas as
qualidades, apromptam-se ricas grinaldas e be-
quejs para casamentas c bailes, da-se tambem Ii-
yoos de flores as familias que quizerem aprender.
;- AJuja-se a casa da rua da Gloria n. 116, la-
dnlhada c piolada de novo, com commodos para
grande familia, e o primeiro andar e sotap da casa
la rua da Senzala Velha n. 34 ; a tratar na Ponte
\ elha com o Sr. Antonio Joaquim Ferreira Porto,
0" na refinacao da Senzala Xova n. 4.
Precisa-se de urna ama de eite: na rua
Trincbciras sobrado n. 17,
das
agua, por sso muito recommendado para quem
soffre. qualquer encommodo de saude: a fallar
com Francisco de Miranda Leal Seve na rua do
Ser n. 12, vitinho do Gymnasio Provincial em
obra, ou no escrptorio terreo n. 18 da ruado Tor-
res, procimo a praga do commercio.
Manoel Roberto
Ernandes, subdito
nano, retira-se para o Rio de Janeiro.
equato-
No eogenho t;ordeiro, sito na reguezia da
v arzea, precisa-se de um lavrador forte para oceu-
par um grande sitio, com boa casa.de pedra e cal
e trras ferteis
dito engenho.
quem o pretender, dirija-se ao
~oAilufa;se8*t0tdLaserih,'ra viuva Carvalho,
em S. Jos do Manguinho, com boa casa de sobra-
do esteirada, quartos para criados, estribara
baixa de capim de vero e invern ^queiit o pre-
tender, dirija-se sua propriedade na Canuntra
casa junio ao porto do Lasserre. 6 '
zinha fra, com um grande quintal
rua dos Martvnos n. 30.
a tratar na
S rua do Queimado u. i
deseja-se fallar aos Srs. Gabriel Germano dc Aguiar
Montarroyos e foaquim Ribero de Aguiar Mon-
tarroyos.
Aluga-se a casa da rua d'Alegria n. 40 com
muitos commodos para familia : a tratar na rua d;
Imperatriz n. 43, ou na rua do Imperador n. 67 se
gundo andar._________________^^^
l'm portuguez de boa conducta se offerece a
diversos servioos, f-otno bem seja : o cozinhar em
casa do Itomem solteiro, servir de feitor para algum
sitio e para bolieiro, o qual tem ua matricula e
tambem pinta carros: quem precisar d""'ja-se
J rua .Vova n. 30,
PEDIDO. \------
Deseja-se saber se existe nesta cidade do Recifo
ou em outra qualquer da provincia o Sr. Joaquim
Ferreira Ramos, natural da freguezia dc Santa
Christina de Malta, reino de Portugal, lilho de b.
noel Ferreira Ramos e Rosa Maria de Jess .- pe-
de-se, portanto, ao dito senlior ou a qualquer pes-
Gaz de primeira qualidade cm garrafas c latas
' por procos nunca vistos, para liquidar.
Machinas de metal para fazer caf.
Chicaras e pires tambem do mesmo e de prata
Assim como um sortimento immenso de obras de
folha, tudo por prego muito resumido para assim
reduzir a dinheiro, e tem servir aos seus fregue-
zes para liquidar.
Ralis grandes a "5, 55 e 45000 para liquidar.
Bacas grandes para banhos, folha dobrada a (55.
45 e 35000, para liquidar.
O dono deste estabelecimento, para fcilmente
poupar a alguns de seus freguezes, e aquellos que I
moram em outro bairro as passadas, tem um on-
tro estabelecimento seu na rua Direita n. 31, onde,
pois, acharao tudo o que precisaren! pelos mes-
mos procos, tudo para liquidar.
CsDas ii'if'i sfciitior'ft^
amada QuVimado t, M leja de Augus'u, Porlo. i^LfflguaH d?2. "?&& "SS
E chegado no ultimo paquete francez a este! 45500, arroz de casca a 45000 : no armazem l
graande estabelecimento um completo sortimento aurora brilhante, largo da Santa Cruz n 84
de capas de seda dos ullimos gostos da Paris, bor-1_________________________^^ '
dadas e enfeiladas ; um grande sortimento de ca- j Opiisculo de moral reli"n nn~
mizas inglezas de linho muito Anas a 405000 a du-' "T T irc,,*,osa P"
zia;um grande sortimento de camizinhas borda- P.,.__,, /* "enaH.
das para senhora a; laas para vestidos a 400 e 500! ,, ,p'^'0?? "y/'pno que acaba de ser adopta-
re, o covado; chitas matizadas escuras, finas e' ^I?"rh in?,n,cCaopublica para leilu-
Vende-sc um moinho movido por cavallo c
outro de vento, os quaes servem para diflerenu,s
cousas, para padaria e farinha de mandioca : na
rua do Rangel n. 9. __________
Vende-se urna casa terrea na rua do Jogo da
Bola n. 5, com 2 portas e 1 janella na frente, com
35 palmos de frente c 75 de fundo, chaos proprios,
pertencente aos herdeiros do fallecido Polycarpo
Jos das Noves : quem a pretender, dirija-se aos
mesmos herdeiros, ou seu procurador Justino Go-
mes Villar, na rua do Senhor Bom Jess das Cnou-
las u. 37, at 9 horas da manhaa, e das 3 horas da
tarde em diante.
m --. j j- ... ---1~- ,'vj- i o. u wtduu i tiiiuc? nt4M[iu,i3 ustuiaa, unas u -Kw__ .......^v"" t"*v,Iva mua leuu-
da qUG-d0 n,es,n0 P0!?* ^,rv?l-li' obJnio.de cambraias finissimas a 320 rs, o covado; oolJeri- ?v^LeSCOl.asJpr"aar,as desla Provincia, acha-se
e- fTr'ar a SUa "l0rada: oud,r,8'r-sc Praga da|nho8 de linho bordados para homem ; chapeos de avZL h as',vrarias desla cidadt! 300
Independencia n. 5.
sol inglezes de 85, 95, 105, 125 o 155000 cada
um ; casimiras linas de cores para paletots e cal-
Alugam-se o primeiro e sogundo andares do
sobrado da rua da Penha n. 29, por prego comm-1 toalhas para mesa, guardanapos grandes e pe-
queos ; naletots de casimira e de panno preto fino
do : a fallar na mesma rua n. o.
rs. em brochura e 400 rs. encadernado.
- Aluga-se a casa terrea da rua dos GuararapTs frv&Wel^-ZtwM^-*-
n. 67 : a tratar na rua da (^deia do Recife n. 47,1 dmiS dTtreT^fesS a !& oTovado^:
* 'isfo s na loja da ruado Queimado n. 11.
Farinha de inandleea
Vende-se farinha do mandioca da melhor e mais
nova que ha neste mercado, no escrptorio dc Ma-
noel Ignacio do Oliveira & Filho largo do Corpo
Santo n. 19, ou abordo do palbabote Viamao, an-
da Arara a 8001 s.
. seda de urna s cor muito
linos a 800 rs. ditos eslampados a 15 c 15500 com
franjas, chapos de sol ou marequezinhos para se-
nhora, com franjas c o cabo preto dc 25500 a 35
ditos para homem a 55 ; na rua da Imperatriz a.
06, Arara de Mendes Guimares.
A Arara vende ricas colchas a 8,000 rs.
Vende-se ricas colchas de velludos para cama a
85000, ditas dc fuslao a 55, ditas de damasco a
45, cobertas de chita a 25, cobertores dc algodao
de pello a 15600, lengos brancos finos a 200 rs.
tapetes para sala a 55.
Grande pecbincha, o corle de cambraia por 1,000.
Vende se cortes de cambraia com pequouo to-
que de copim a 15 e 25 cada um, cortes de cam-
braia de babados linas a 35 c 45, camisas dc meia
para senhora a 500 rs., lencos de rctroz para se-
nhora a 500 rs. : na rua da Imperatriz, loja da
Arara n. 56, de Mendes Guimares.
Madapolao infestado a 1,000 rs,
Vende-se pegas de madapolao francez infestado
fino de 12 jardas a 45, 45300, dito inglez fino,
marca Morin, 75500 ; dito marca Rainha a 75 dito
marca HH a 85, dito n. 6,85500, dito n. 7, 5500
ditoelephanle fino a 105, algodao muito incorpad
a 45, 45>00, 55 e 55500 pechincha, brim d
linho a 15280 a vara, dito a 640 rs., dito fino de
de algodao a 280 e 320 : no rua da Imperatriz n.
56, loja da Arara de Mendes Guimares.
A Arara vende baloes a 3,000 rs.
Vende-se baloes de arcos americanos, os melho-
res que tem vindo, de 15, 20, 25, 30, 33 e 40 ar-
cos, pelos pregos de 35, 35500, 45 e 55, ditos'de
brilhantina a 45 c 45500 : s na Arara, rua da
Imperatriz n. 56, dc Mendes Guimares
Cbilas a 200 e 2f0 rs. o covado.
Vende-sc cldtas de cores fixas a 200 rs. o cova-
do, ditas francezas com pequeo toque de mofo a
240, ditos limpos a 320, 340 e 400 rs. o covado,
chitas em corte, finos a 25000, ditas francezas a
UQOQ, cortes de riscados francezes com 14 cova-
dos, fazenda nova a 35 : s na Arara, rua da Im-
peratriz n. 56, loja de Mendes Guimares.
Liazinhas da Arara a 320 rs.
Vende-se lazinhas finas de quadriubo para ves-
tidos a 320 c 400 rs. o covado, ditas com o palmos
de largura, de urna scr, a 500 rs.; ditas de qua-
drinhosaSOO rs., capas para senhora a 105 e 8-5
roupa fcita para homem. calsas de casemira da
Escossia a 25, palitotsde meia casemira a 25500,
35500 e 45, cemisas francezas a 25, ditas dc lis-
tas a 25500 c 35, ceroulas de linho a 15600 e 2-3 :
na rua da Imperatriz n. 56, loja da Arara.
Atienfie para todos,
Eu abaixo assignado declaro aos devedores da
firma de Magalhes & Mendes, o favor de virom
pagar seus dbitos, e juntamente aquellas pessoas
que tem negado dividas, o favor de pagarcm, do
contrario se declara os seus nomos por este jornal,
e serao cobradas judicialmente, conforme a loi.
Rua da Imperatriz, loja da Arara, n. 56.O liqui-
datario da firma Magalhes 4 Mendes, Loureneo
Pereira Mendos Guimares.
Os Miseraveis.
\ ende-se esta grande obra do Vctor Hago em
10 volumes, traduzida em portuguez, com exoel-
lente encadernacao e muito bom papel: na rua da
corado no caes do baro do Livramento, junto ao Imperatriz n. 60, e na rua da Cruz n 32 late de
patacho Begttlo. I Jos.- Barbosa do Mello-




< V


^
Diario de Pernambuco Terca felra So de *et entino de 1962.
&
o covado; fustao para vestidos e roupinbas
de meninos, a 320 w. o covado; alpakin ou
. nirgurao de Iinho, a 260 rs. : ranguelin,
i urna s cor, a 320 rs. o covado; toalhas de
GRANDE EXPOSICIO
de fazendas baratsimas qne so ven
dem para liquidar ; na loja do Pa" iiro"adamscad7s p-uVrostoTa 'i^~estua-
vo, roa da lmperalriz, B. 60. nos para meninos e meninas, a lj$G0O e 20;
v* i ^ i tiras bordadas e entremeios, mais barato que
Neste estabelecimento acha-se um grande' outra qualquer parte: ludo isto pe-
e variado sortimento de fazendas, tanto de chineha e vende-sc para liquidar: na ra da
luxo como de primeira necessidade, pro- Imperairiz n. 60, loja e armazem do Pavo
prias para a praca e para o matto, que se I (jc Gama & s(va
venden por precos muito resumidos, de lo- (rosduiaples a 1:300 rs., na loja do Pavo.
das as fazendas dao-se amostras, deixandoj vendem-se grosdenaples preto muitu boa
penhor, ou mandam-se levar em casa das faZencla, a I 500, 1^600, 1,5800 c3: s
familias para escolherem, peloscaixeiros da na loja do PavSo> rua da lmperatrz n. (50.
loja do Pavao. Para |lllo veude-se ua loja do
Lias com O palmos de largura ... pavo.
na loja do Pavo. i f I oo I "endem-se finissimo selim da Clima, fa-
Vendem-se ISazinhas transparentes de urna zonda sem lustro, proprio para vestidos de
so cor, de quadrinbos proprias para capas senioras, p
e vestidos, tendo 9 palmos de largura, pelo
baratissimo preco de 1)5400 o covado; s
na roa da Imperatriz n. 60, lojado Pavao.
O Pavo vende I5as de A palmos
de largura aSOOrs.
Vendem-se ISazinhas infestadas, sendo das
mais modernas, de urna s cor e de qua-
drinhos, proprias para vestidos e capas, pelo
para capas e roupa para homem,
tendo esta fazenda 6 palmos de largura c
sendo muito leve, vende-se pelo baratissimo
preco de 20200 o covado, garant ndo-se que
nao se torna ruca, e vendem-se nicamente na
loja do Pavao, rua da Imperatriz n. 60:
Corles de rhitas a 2:000 e 2:300 rs.
Na loja do Pavao veude-se cortes de chitas
inglezas, tendo 10 covados, a 2$, e com
127o covados, a 20500, sendo todas de pa-
baratissimo preco de 500 rs, o covado; di- dres escuros: na rua da Imperatriz n. 60,
tas matisadas, fazenda muito fina a 500; di- tas garibaldinas a 440 rs.; ditas de qua-
dros a 360 e 280 rs.: s na loja do Pav5o,
rua da Imperatriz, n. 60. de GuimarJes &
Silva,
Lazinhas a rs. o covado.
S o Pavo.
Vendem-se las de cordozinho proprias! Qs cortinados do I'mo.
para vestido, sendo muito boa fazenda, com vendem-sc os mais bonitos cortinados decan-
as coresseguintes : alvadia, cor de caf.rxo braias adamascadas, lapadas e transparentes, pro-
escuro. Claro e prelas, proprias para luto ; prios para adornar janellas e para camas, tendo de
Mtmm rancnnr-niAs mm nalminhac nAln ha- 's gostos e porcao de pares iguaes, conforme
possam precisar, e vendem-se nicamente na loja
Carnauba.
Vende-se cera de carnauba em saccas, por
preco muito em conta, ou mais barato do
que em outra qualquer parte : a tratar nal
rua da Imperatriz n. 60, loja de (ama cv
Silva,
ditas transparentes com palminhas, pelo ba
rato preco de 280 rs.; ditas infestadas de
quadros a 280 rs.: s na rua da Imperatriz,
n. 60, loja do Pavo.
GRANDE PEGHIRGHA
a OO rs. na loja do Pavo.
Cassas a 210 rs.orgamly a 210 rs.
Vendem-se muito bonitas cassas francezas
a 240 rs. o covado ; organdy matisado, pa-
drees inuto bonitos a 240 rs. o covado;
ditos, fazenda finissima que sempre se Ten-
dea a IfiiOOO a vara, liquida-se a 600 rs. a
dida.ou 360 rs. o covado, por liaver grande
porcao : na rua da Imperatriz, n. 60, loja
do Pavao, de Gama f Silva, #
Yova pech lucha de cortes de
cambraia na loja do Pavo.
Vendem-se cortes de cambraia braneos
com babadosa 20300; dilosa 3^000; ditos!
a 4^000 ; ditos chinezasa 40000 ; pecas de'
cambraia transparentes, adamascadas, pro-1
prias para vestidos, tendo 8 varas e meia a'
3^000; ditas lisasbrancas e decores a 20500,
30000, 30300,40030 e 30000 5 pecas de
cambraia de carocinhos tendo 8 varas e meia
cada urna, sendo brancase de cores, a 30500;
ditos a 20500 ; pecas de cambraia para cor-
tinados, sendo tapadas e transparentes com
20 varas cada peca a 90000, islo ludo para
apurar dinheiro: na loja do Pavao, rua da
Imperatriz, n. 60, de Gama A Silva.
do Pavao, na rua da Imperatriz n. 60, de Gama
Silva.
Sed*s de quadriulios a 800 rs. so o
Pavo.
Vendem-se as mais delicadas sedinhas de qua-
drinbos, muito miudinhos, sendo propnos para
vestidos de senhora e roupinbas para meninos e
meninas, sendo fazenda que sempre se vendeu a
15300 e lorra-se a 640 e 800 rs. o covado, e sedas
brancas lavradas, proprias para vestidos de noivas
a 800 rs. o covado : s na loja do Pavao, rua da
Imperatriz n. 60, loja de Gama & Silva.
lUcos vestidos de Southambac, vende
o Pavao.
Vendem-se os mais modernos vestidos a Sou-
thambac, com barras de seda pelo diminuto preco
de 10^000 cada um : s na loja do Pavao, rua da
Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
GRANDE GURA
PARA TODAS AS MOLESTIAS 1)0
NEJl SEGUNDO.
QUINQUILIIARIAS.
Rua do Queimado, ns. 49 e 55, lojas de
Jos Bigodinho, queiram ver ver as fazendas
que abaixo annuncio, pois todas eu garante
que sao muito novas e baratissimas.
Pecas de trancas de algodao de to-
das as cores a....... 80
Duzias de linhas com 200 jardas, A-
lexandre, a.....* 10100
Carrilel de qualquer numero 100
Varas de aspas para bal5o 80
Caixas com superior obreias a 40
Ditas de colla....... 40
Pares de botes de punho a 120
Pares de sapalos de tranca 10280
Ditos muito superiores, a 10600
Caixas e pacotes de papel amisade de
- cores a. ....... 600
Duzia de meias muilo finas para se-
nhora a........ 30500
Duzia de ditas cruas para homem a 2400
Baralhos muito finos para voltarete a 300
Carriteis de linha com 100 jardas a 30
Cartoes de linha branca e de cores a 20
Novellos de linha com 400 jardas a 60
Ditos muito grandes com 800 jar-
das a ....... 120
Ca toes de linha com 200 jardas (est
se acabando a...... 60
Vara de fita prela com colxeles para
vestido, e tem um resto parda a 100
SEM NEttCXBO.
Ohjectos de tintura e msica.
Na rua do Queimado, ns. 49 e 55, est
queimando ludo pelos precos abaixo decla-
rados, e prestem toda a attenco para ver
o que bom e barato.
Duzia de facas e garios muito finos a 20500
Dita dita dita de cabo preto muito
finas a.........30200
Dita dita dita de balanco, melhor,a 50500
Tesouras para costura, muito fi-
nas a .........400
Ditas ditas para unhas, muito finas a 400
Cartas de alfinetes de ferro a 80
Ditas ditos de lalo muito Gnos a 40
Ditas de dilo grandes.....120
Caixasde phophoros de pao ... 10
Grosa de ditos do gaz a 20200
Duzia de dito dito a 200
Massos de palitos para denles a 160
Abotoaduras para coletes a ... 160
Escovas para roupa.muito finas a 400,
300 e.........800
ESTGMA&O. i HU E AS
O Pavo vende chales
A
20000,! 0300, 30000, 30000, 60000.
70000, 8,000 e 100000.
Vendam-se chales de merino estampados,
-- a-f7se^roT^1>0#fO> 30f)f3f>pWest"
muito finos de lodos os piceose qualidades, I
tanto de ponta redonda como quadrados;
assim como finissimos chales de crepon com
cores inteiramente novas e ricamente bor-
dados a matiz, sendo chegados pelo ultimo
vapor a 100000 : ditos de pello, bordados,
a 20 s na loja do Pavo, rua da Impera-
triz, n. 60.
AS case mi ras lo Pavo iufesa-
- das a lGOO.
, Vendem-se casemiras francezas enfesta-'
das, proprias para calcas, coletes, palitos,
e capa para senhoras, por ter de urna s
cor, sendo fazenda que sempre se vendeu'
a 30000. liquida-se a 10600 o covado : s |
na loja do Pavao.
Grande pcehiucha em ehapos
de sol na loja do Pavo.
AS
Punas Vegetos Assiicaradas
De llcmp
Compostas Jos dois novos resinoides chama-
dos I'ouoi'iui.iNA o Leptandkika, e inteira-
mente livres do Mercurio ou ontroa venenos
mineracs ou metallicoe, sao de grande utili-
dade dos pases clidos em caioa de
DYSPEPMA, EICEAQECA,
foiisliiiarao ou Prizio do Vcntre,
PADEC DO FIGADO,
Affecc.oes Biliosas,
HEMORRHOIDAS, CLICA,
Ictericia,
FEBRE GASTRO-KEPATICA,
t oiitnsfiiffrmidailfs anlogas.
KE JI KKC-I \ IIO.
PECHINCHA.
Perfumara de superior qualidade.
O rival sem secundo, rua do Queimado,
ns. 49 e 33, est disposto a vender mais ba-
rato que nunca vendeu, para o que queiram
ver:
Duzia de saboneles unos a .
Sabonete inglez, o nielhor, a .
Frascos com agua de Colonia muito
I fina a......., .
Ditos de dita grande a .
[Ditos de Lavande amurcado, ome-
lhor, a........
: Ditos de macaca oleo muito bom a .
Ditosperola muito superior a .
Ditos de oleo de babosa a 210, 320.
400 e .' .
Ditos de banha branca a .
, Dito de clieiro muilo bonitos a .
'Ditosde banha, pequeo, muito fina
..........
Ditos de opiata a 200 rs., e ba a .
Ditos de banha japoneza a .
Ditos de banha transparente a .
Ditos de oleo filoconne a ....
RIVAL
SEM SEGUNDO.
Objcetos diversos.
720
160
400
300
300
100
200
300
320
300
200
900
800
720
800
I
Vendem-se chapeos de sol, a ingle/a, sen-
do cobertos de Iinho e forrado de verde, pro-
prios para senhoras que forem passar a fes-1
EUfss rao rpidamente sabatitnindo os antigos
purgantes drsticos.
- Rua do Queimado, ns 49 e 33, vende os
ohjectos abaixo declarados, pois para aca-
bar; estes precos nao sao para continuar,
mas as nesessidades assim o permitte-
A venda as boticas de Caors A- Barboza, pares de luvas de algodo finas a 80
ta, ou para meninas leyarera para a escola, raa da CruZi e Jo3o da c. Bravo & C> rua Canivetes deaparar penas de f
pelo barato preco de 1u0 ; ditos marque- da Ma(ire e neos. ______ j, 80
zinhas, de seda com franjas e cabo de do- ---------------------------.------------.------.------ niinsi.q'riii->a iin
brar. 3W00; ditos de da para homens, A/o amazemdc fazendas bara- ^tej^l^,: !S
sendo com armaco de balea a d e i, isto: tas de Santos CoelllO
para apurar dinheiro: s na loja do Pavao, R|1{| do Qlielmado nilBlero t.
rua da Imperatriz, n. 50. Vende-se o seguinte
Ca\eniicas da Kscocla a OOO' Coberlas de chita
v u corte. I p |)r,! *-
Vendem-se cortes de caxemira da Esco- d 0 de linho a Lnt4ie8
cia, para calcas, pelo barato preco de U,; lfBfes do bramante
lendo da mesma fazenda para vender em ,, Vmh0 fino ,je um s panno pci0
covados a 380 rs., sendo esta fazenda mui- preco de ;#.
lo encorpada a imitaco de caxemira, e ga- Kiros vesdinbos
rante-se que nao desbota. Tambera se ven- le seda enfeiados para menino pelo
dem cortes de caxemira ingleza, d cores Pre dc **
escuras para calca pelo barato preco de
1*800 cada corte, ou a 500 rs. o covado :
s na loja do Pavao, rua da Imperatriz,
n. 60.
40
3G0
40
baratissimo
baratissimo
Ricas saias de fusto
pelo barato prero de 5o00.
Lencos de cassa
braneos finos pelo baratissimo preco dc i& c 25O0
a duzia.
Cortes de caifa
de ganga amarella de lista e quadros fazenda su-
perior pelo baratissimo preco de 15200 o corte.
Pecas de madapolo
.lladapolo infestado a 4000
S o Pavao.
Vendem-se pecas de madapolo infesta-
do com 12 jardas a 4(5(000, ditas a 4#500 ,' fino largo pelo baratissimo prego de 8.
ditas com 24 jardas a 7300 e80000 : s' Pef bretanha
na loja do Pavo, na rua da Imrwalriz.;dotro,ocom.!VaiiK.p^apara sa'as "*
rn Prc ^e 'w-00 a pe?a.
" Pecas de cambraia
Caixas de colxeles francezes a.
Duzia de dito francez a .
Massos com grampos lisos e de cara-
col a .........
Duzia de dedaes de metal em caixi-
nha de vidro.......32o
Tinteiro de vidro com tinta superior
a..........
Ditos de barro que serve para tin-
teiro a........
Grosasde botes de louca prateado a
Pecas de tranca lisa encarnada a ,
Varas de bicos e rendas, para aca-
bar a .........
Varas de labyrinlo de 3 dedos de
largura a.......100
Ditas de pos para dentesa lo
Pentesde tartaruga a 3#000e 30500
160
100
160
20
60
Ricos vestidos braneos.
, prego de 15.
Vendem-se os mais ricos vestidos de cam-' Atoalhalho de Iinho
hraia branCOS, bordados a croch, sendo OS com 8 palmos de largura proprio para toalba de
mais modernos que lem rindoao mercado, l"*> to"*]^*^-
tendo as saias 4 pannos e vendem-se pelos ^ inlt"mcnte novqos pc|0 baratissimo
baratos precos de lu, fztfe 10 : so na [)rcq0 dc i80 rs. 0 covado.
loja do Pavo, rua da Imperatriz, n. 60, de Bramante de Iinho
Gama A Silva, com 10 palmos de largura fazenda superior pelo
muinru 1C DCPUiNPUAC. 1 baratissimo preco de :li'H I rs. a vara.
ftDMIREM ^.^yiSI Pecas de cambraia
na loja O B a^ao. adamascada lina com 20 varas para cortinado pelo
Ricos cortes de cambraia braneos com a- baral0 preco de l0& a pera
bados e duas saias bordadas crox, tendo; Fil'liso
bastante fazenda para vestido, pelo baratis- fino pelo baratissimo preco de 680 rs. a vara,
simo preco de U cada um; ditos de cam-1 Esleir da India
braia de'seda com barras e babados, a,de4, 3 c 6 palmos de largura propnapara for
2f$500, para acabar; cortes de vestidos a
Mara Pa, sendo fazenda de bonito gosto, a
3)5500; cortes de cambraia braneos com ba-
badinbos, a-20; enfeitespara cabeca, sendo
Garibaldi e a turca, a 40; ditos com fitas
e flores, a 2; camizinhas bordadas para
senhoras, a 1#; manguitos de varios model-
los, a 400, 500 e 640 rs; calcinitas para
meninas, a 500 e 640 rs: gollinhas bor-
dadas, a 330 e a 300 rs.; sedas de qua-
Vendc-sc na praca da Independencia ns. 37 e
39, capellas de aljfar para se botar no cemiterio
de salpicos fina com 8 i|2 varas pelo baratissimo' publico no dia de finados com as inseripcSes se-
guintes :
Minha mai.
Meu pai.
Mou esposo.
.Minha esposa.
Meu filho.
Minha filha.
Urna lagrima.
Saudades, sempre vivas do apurado gosto desta
ainda nao viera ni igual a este mercado.
Ilotica.
Pilulas inglezas de pobre-homem.
Pilulas do Dr. Alian.
Salsa parrilla de Brlstol.
Remedios do Dr. Chable.
Pilulas americanas.
Remedios do Dr. Kemp.
Rob r.Yffectcur.
Sortimcnto dc papel para forro de salas e guar-
nieses : vende-se na botica e drogara deR. F. de
Souza & C, rua larga do Rosario n. 34.
ro de sala.
drinhos, a 6^0 rs.; ditas de listas, a 400 rs. roettldo pelo proprio fazendeiro P
Taixas dc ferro.
Vendem-se taixas de ferro do mais acreditado
fabricante c por preco mais razoavel: no arma-
zem de assucar de Jos da Silva Loyo & C.
Vinlio pnro.
No escriptorio de Euzebio Raphael Rabello, na
rua da Cadeia n. 53, vendem-se ancoretas com ex-
cellente e puro vinho tinto de Lisboa, somonte des-
tinado para gasto de casas particulares por serr-
ideiro ou lavrador.
Fariaha de mandioca
em saceos grandes, e de superior qualida*
de ; no armazem de Tasso Irm3os, rua do
Amorim, n. 35.
Vende-se um negro de meia idade, bem ro
busto, proprio para qualquer servico, sabe cozinhar
o diario d'uma casa, e tamhem sabe botar canoa :
na trave$a dn Porinho n. 26 sobrado.
t
AttencSo!
Posto (jue domine no cora-
Co do BALIZA a mais bem en-
tendida ambiro de tirar de
seu negocio as melhores van-
tagens, com tudo elle nao pro-
cura fazer fortuna vendendo
galo por lebre;
Quando n3o se negocia aca-
nhadamente, est bem ao alcan-
ce dc todos a facilidade de fa-
zer-se boas compras, para ven-
der-se barato.
LEDE! LEDE
B.cintn todos.
Ao armazem do PALIZA po-
dem ser devolvidos quaesquer
gneros qne por ventura nao
sejam do contento dos senho-
res compradores. Nao fica
resentimento al^um em se tro-
car por outro, ou reslituir-se
n dinheiro recebido,
Manter a todo o custo o seu
crdito, e agradar aos scus a-
inigos e freguezes, todo o
desejo doproprietario deste
estabelecimento,
LEDE!
Sempre a frente do progresso,
Constante marcha o BALIZA,
Tem por norte o bem coinmiim.
A verdade por divisa.
o ii v ^ i:
NAZEiK
Vi *
DE
Largo do Livramento ns. 38 e 38 A
Defi'onle da grade da greja
AO RESPEITAVEL PUBLICO
Senhores e senhoras
O incansavel proprietario do gran declarar do alto da imprensa pernambucana, que elle peritamente liberal em offerecer aos seus
benvolos freguezes as melhores qualidades dos mais bem escomidos gneros, niio s do paiz como do
estrangeiro a precos de contentar e satisfazer a todos.
Fazendo to publico e espontaneo manifest, o referido PALIZA julga de seu rigoroso dever
declarar mui seria c pusitivamente nesta oportunidade, qne lambem o mais fume e dedicado conser-
vador de sua numerosa freguezia.
Da boa qualidade e barateza dos gneros offercciilos aos scus freguezes, junla ao pequeo ga-
nho que tira para si, tem sabido fazer o BALIZA a mais perl'eita liga de interesses recprocos, que a to-
das as consciencias deve por forca e neccssaiiamente agradar.
Tendo por conveniente tambem a publicacao do seguinte aviso, o BALIZA faz saber nicamente
aquellas pessoas que sempre esto promptas a comprarem tudo, com lano ipie so lhes permita paga-
rn logo, que elle
NAO VENDE FIADO.
Os amigos da economa, aquellos (pie s compram os objectos de que carecem, e que gostam fi-
nalmente de empregar bom o son dinheiro vonham a este estabelecimento.
LE A ?B TODOS.
Do preco de qualquer genero annunciado a venda em outros estabelecimeiKos, podem os senho-
res freguezes diminuir cinco por cento, e vir compra-lo ao Baliza, que sendo, como todos sabem, o ho-
mem do morimvno prefere ganhar muito pouco, com tanto que soja por muitas vezes repelido.
m
W^MW^M^m^MwMM
FAZENDAS
PAEA
DE BO
TESTiDOS.
Superiores cortes de gorgorito de seda com tlres matisadas os mais modernos que tem vindo a Pernambuco.
Ditos de moreantique de cores, de listas, de flores, e acliamalotados, cores mui lindas.
Ditos de moreantique pretos de palmas com barra.
Lindos cortes de grenadine de seda com barra e chale igual.
Ditos dc laa com barra matisada e da mesma cor, a imperatriz pelo barato preco de 105, 12-3. 18-5 e 20 cada corte.
Ricos vestidos do blondo para noiva com lindas mantas dc fil dc seda, de blond e com capclla.
Ditos de cambraia blancos bordados a 125, 135, 235 c 335 cada corte.
Lindas laas lisas finas a 300 rs. o covado.
Ditas de quadrinhos e de flores a 400, 300 e 600 rs. o covado.
Superiores organdjs com listas dc seda, os mais modernos que tem vindo a Pernambuco.
Lindas cassas de cores de superior qualidade a 400,500 e 640 rs. a vara; assim
Como um variado sortimento de percales, chitas francezas a 280,320,400, 300 e 640 rs. o covado, e outras umitas fazendas que
seria enfadonho mencionar.
PARA HOMBROS IIK SJHXHORAS.
Manteletes de seda pretos a 18.
Capas pretas de grs a 255,305 e 355. *
Ditas muito superiores a 405, 455 o 505-
Superiores santiembarques de casemira.
Ditos ditos de lindas liazinhas lisas e de quadros.
Ditos de seda pretos e de cores.
Ditos dc musselina de seda chineza.
Superiores manteletes de torcal pretos.
Lindos chales de musselina e de chally matisados com listas de seda.
Novos chales de lorcal e outros muitos artigos modernos.
PARA CABERA RE SEMHORA E MENINOS.
Superiores enfeites de flores, gostos os mais modernos em Paris, chegados pelo ultimo vapor francez.
Lindos chapeos de palha da Italia enfeitados com muito gosto, a Imperatriz e a Valcroy.
Ditos de palha para meninos e meninas.
Ditos de seda bordados.
Entremeios bordados largos c estreitos, tiras bordadas largas c estrellas, tiras de fustao bordadas para calcas de meninas, saias
bordadas e outros muitos artigos dc gosto por precos mais commodos do que em outra qualquer parte : na rua do Crespo n. 13, loja
das columnas de Antonio Convia de Vasconccllos & C.

i
Aos seohores consummulorcs degaz.
Nos armazens do caes do Ramos n. 18 e na rua
do Trapiche-Novo (no Recife) n. 8, se vende gaz
liquido americano primeira qualidade mais barato
do que em outra qualquer parle.
ias com N palmos de lar-
gura.
Cheguem a loja de Marcelino & C.,rua
do Crespo n. 5, para verem laas muito
finas, lisas e dc quadros, gostos inteira-
mente novos, proprias para vestidos c ca-
nas e precos muito commodos. Alcm
disto existe um variavel sortimento de
fazendas finas e grossas precos razoa-
veis. ...
Potassa da Kussiam
Vende-se em casadeN.O. Bic-1
bcr & C, soccessores, rua da
Cruz ii. 4.
AMencao
Potassa da Russla.
Acaba de chegar no navio Queen of the Fleet, a
mais superior potassa da Russia, c vende-se a
I preco commodo : no largo do Corpo Santo, escrip-
torio dc Manon! Ignacio de Olivcira & Filho, n. 19
Vinho do Porto superior.
Vende-se em caixas de urna duzia : no escripto-
deiro Antonio Luiz Olivcira Azcvedo & C.
Vende-se tinta superior para ailar roupa a
25000 cada garrafa, e 15 as meias garrafas: na
rua Vclha n. 93. Com urna garrafa urna familia
aila roupa um anno inteiro.
Cola da Baha
Tem para vender Antonio Luiz de Olivcira Aze-
vedo, no sen escriptorio, rua da Cruz n. 1
Farinha de mandioca.
Vende-se farinha de mandioca a melhor que exis-
te no mercado por ser dc Santa Catharina, a bor-
do do patacho Frina, entrado neste porto no da
11 do corrente, por menos do que em outro qual-
quer barco : a tratar a bordo ou na rua do Amo-
rim n. 43.
Assucar do Monteiro
Rua do Imperador n. 28 e caes de Apollo n.
67, a 200 rs. a libra, e de 8 libras para cima
a 5#600 aarroba.
Cal de Lisboa
Cal virgem chegada hontem em ancoretas mul-
to bem acondicionadas o por preco commodo: no
antigo deposito da roa do Trapiche ih 13, arma-
zem de Manel Teixeira Basto.
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Diario de Feraambue Terra felra 9 de ftetfenhro de 1A3.
GRANEO E COMPLETO SORTIMENiO O MOLHADOS
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"Vinhos em pipa: Porto Figueira e Lisboa, a
4oo, 44o, 5oo e 56o rs. a garrafa, e em
caada a 2,56o, 2,8oo, 3,ooo, 3,5oo e
4,ooo rs. do melbor.
dem lagrimas do Douro, especial vinho do
Porto mandado vir de conta propria a
io.ooo rs. a duzia e l.ooo rs. a garrafa.
dem do Alto Douro vindo do Porto engar-
rafado, das seguintes marcas : Duque do
Porto, Feitoria, Nctar, Velho Secco, Cha-
raisso, Madeira superior a 9,ooo rs. a cai-
xa e l.ooo a garrafa.
dem Bordeaux das melliores marcas: St.
Julien, Medoc, S. Esteph e outros a 7oo
rs. a garrafa, e 8,ooo rs. a caixa com urna
duzia.
dem muscatel de Setubal verdadeiro a 2..ooo
rs. a garrafa e 22,ooo rs. a caixa.
Garrafoes com 5 garrafas de vinho do Por-
te do Alto douro a 2,2oo rs. com o gar-
rafo.
dem com 5 garrafas de vinho Figueira
muito proprio para a nossa estaco, por
ser mais fresco a 2,4oo rs.
Vinhos velho chamisso em barril muito pro-
prio para sobremesa por ser muito claro
e macio a 6oo rs. a garrafa e 4,5oo rs. a
caada.
Vinho branco o mais superior que possivel
neste genero a 5oo rs. a garrafa e 3,8oo
rs. a caada.
(iarrafocs com 5 garrafas de vinagre de Lis-
boa a 1,2oo rs.
Vinagre puro de Lisboa a 2oo rs. a garrafa
e l,4oo rs. a caada.
Velas de spermacet a 6oo, 64o e 68o re. o
masso.
Manteiga ingleza perfeitamerte flor, mandada
vir de encommenda especial a 8oo rs.
a-libra,
dem franceza chegada pelo ultimo navio a
54o rs. e em barril a 5oo rs.
dem em potes de 4 16 libras muito fina e
propria para doente a 8oo rs. a libra e o
pote separado.
Banha de porco a 54o rs. a libra, e em bar-
ril se far abatanen to.
Queijos do reino enegados pelo ultimo vapor
de l,6oo, l,8oo, 2,ooo e 2,5oo rs. cada
um
dem londrinos o mais frescos que se po-
dem desejar a 8oo rs. a libra.
Caf do Rio de 1* e 2a qualidade de 8,ooo a
8,5oo rs. a arroba, e 28o a 3oo rs. a li-
bra.
Arroz caroliuo e do Maranho a 3,ooo rs. a
arroba e loo rs. a libra.
Amendoas de casca mole a 28o rs. a libra e
em porcao ter abatimento.
Caixinhas de ameixas francezas de 1 1/2, 2
e 3 libras, elegantemente enfeitadas com
diversas estampas no exterior da caixa a
l,3oo, l,5oo, 2,ooo, e 3,ooo rs.
Fructas em caldas das seguintes qualidades:
ameixa, rainha Claudia, cerejas, pero,
ginja, pecego e alpech a 5oo rs. a lata.
Marmelada imperial dos melhores conservei-
ros de Lisboa a 6oo rs. a libra, e em la-
tas de 1 Va e 2 libras.
Ameixas francezas em frascos de 1 1 '2 e 3
libras de l,4oo a 3,ooo rs.; tambem ha em
latas de l.ooo e 3,ooo cada urna,
Cha huxim raiudinho mandado vir de en-
commenda especial a 2,8oo rs. a libra,
garante-se a boa qualidade.
dem hysson o mais superior a 2,6oo rs. a
libra, afianca-se ser igual ao que regular-
mente se vende a 3,ooo e 3,2oo rs.
dem pretomuito fino a l,9oors. a libra.
dem mais baixo, e miiido proprio para ne-
pocio a l,6oo rs. a libra.
Presunto inglez para fiambre o mais fresco
que se pude desejar a 8oo rs. a libra.
Genebra de laranja a 9oo rs., a frasco.
Chouricas e paios, os mais frescos que se
pode desejar, a 5oo rs. a libra.
Cognac verdadeiro inglez a 9oo rs. a garrafa
e lo,5oo a caixa.
Ricas caixinhas com confeiles e frutas seccas
muito proprias para mimos pelo baratissi-
mopreeo de l.ooo rs. cada urna,
Marrasquino de Zara era frascos grandes a
8o rs. o frasco.
Licores francezes das seguintes marcas: A-
nizete de Bordeaux, Plaiwr des dames, e
outros a l.ooo rs. a garrafa e lo:ooo a
caixa.
Passas muito novas a 6,ooo rs. a caixa e
36o rs. a libra, ha caixas, meias e quartos.
Bolachinha ingleza a mais nova que se pode
desejar a 2,5oo- rs. a barrica, e 24o rs.
a libra.
Azeite francez clarificado a 8oo rs. a garrafa
e 9,ooo a duzia.
Conservas oglezas dos melliores fabricantes
Mixed e Pickles, ceblas simples, e outras
a 8oo rs. o frasco.
Mostarda ingleza preparada em potes muito
nova a 4oo rs. o pote.
Mlhos inglezes de todas as qualidades e das
melhores marcas a 5oo rs. cada urna gar-
rafinha.
Vasos inglezes vasios de 4 a 16 libras, muito
proprios para deposito de doce, manteiga
ou outro qualquer liquido de l.oooa 3,ooo
rs. cada um.
Palitos do gaz, a 2o rs. a caixinha e 2,3oo rs.
a grosa.
Milbo alpista a 160 rs. a libra.
Milho painco a 140*rs. a libra.
Gomma para engommar muito fina e alva a
80 rs. a libra a 2,300 rs. a arroba.
Sag muito novo a 240 rs. a libra.
Sabao verdadeiro hespanhol que raras vezes
vera ao nosso mercado a 300 rs. a libra,
e em caixa tcr*abatemento.
Sabo massa de 180, 200, 220 240, rs. a
libra do melhor.
Graixas em latas muito nova a 120 rs. a lala
e 1,300 rs. a duzia.
Peixe em latas muito novo : savel, pescada,
curvin, salmao e outras qualidades prepa-
rados de escabexe, segundo a arte de cozi-
nha de 1,400 a 2,ooo rs. a lata.
Genebra de Hollanda em botijas de conta a
440 rs. cada urna.
Papel greve pautado eliso a 3,500 rs. a res-
ma.
Azeite doce de Lisboa muito fino em barril a
640 rs. a garafa, e em porcao ter abati-
mento.
Champagne das mais acreditadas marcas a
l,eeors. agarrafa e 10,000 rs. o gigo
com ama duzia.
Doce da casca da goiaba a 4oo, 5oo, 600,
7oo, 800, e l,ooo rs., o caixo grande.
Chocolate portuguez, hespanhol, francez, e
suisso, das melhores qualidades a 9oo rs.
a libra.
Velas de carnauba e composico a 32o, 36o.
e 4oo rs., a libra, e de lo.ooo a 11,00o rs.
a arroba.
Azeitonas novas do Porto e Lisboa a l.ooo
rs. a ancoreta, e l,5oo a de Lisboa, estas
ultimas raras vezes vem ao nosso mercado
pela sua ba qualidade.
Massas para sopa macarrao talbarim e aletria
muita nova a 48o rs. a libra.
Charutos dos mais acreditados fabricantes da
Bahia a 4,ooo, 3,5oo, 3,ooo e 2,5oo rs. a
caixa.
Serveja das melhores marcas a 5,ooo rs. a
7,ooo rs. a duzia.
Biscoitos inglezes das seguintes marcas:
Craknel, Soda, Ceede, Captain, Travellies
Lunch, Cobin, eoutras a l,2eo rs. a lata.
Bolachinha de soda especial encommenda a
l,8oo rs. a lata.
Iem Craknel em latas de 5, 7 e 15 libras a
4,000, 5.5oo, e H,ooo rs. a lata.
Massa de tomate em latas de 600 a 7oo rs.
cada urna.
Sardinha de Nautas a 36o rs. a lata.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra.
Tijollo de limpar facas a 16o rs. cada um.
Ceblas a 9oo rs., o molho.
Farinha de Maranho muito alva e chareta
a 14o rs. a libra.
Pimenta a 36o rs. a libra.
Cominho, cravo, erva doce, enxofre, palitos
de dentes em caixinhas que tudo vende-
mos por baratissimo preco.
Ricas caixinhas com conleites e fructas sec-
cas muito proprios para mimos pelo bara-
tissimo preco de l,oo rs. cada urna.


^flatuq
Baralissinias handeljas. Pen(es de eooeha.
A agnia branca por militas vezes tem da-! Cora as novas e diversas guarnices de
do a conhecer que quamlo acha alguma pe- pentesque a Aguia Branca acaba de rece- (
cnincha, nao quor somente com ella encher ')er' ve' tambem nina pequea qualidade
o papo, ao contrario deseja que toda sua boa de pentes de concha que com graca e acer-
freguezia e o publico em geral prvem da tadamente servem para o moderno atado dos ]
mesma, o que agora mesmo acontece com cabellos. Ellcs sao de bonitos e agradaveis
essas: baratissimas bandeijas, cuja limitacao raoldes, edelainanho pequenino como con-
de precos admira, em relacao aostamanhose vem Pai'a fim que sao. E' esta a primei-,
qualidades: avista do que convra todos a- Tex tw d'elles aqui chegam, porissol]
prweitarera-se dessa opportuna occasio e que a moda novissima, pelo queganha-'
proverem-se d'um traste sempre necessario, ,au a palma aquellas senhoras que primei-
e que Mies custar quasi melado do justo va- r0 se apresentarem com elles, para o que
ior. Assim. pois, dirigirem-se com dinhei- os mandaro comprar na lo;ad'Agnia Bran-
ROITPA FEITA
NO
A R 51A Z H
DE

(
pois
ro alegre e espacosa loja d'aguia branca ca
1 do Queimado n. 8.
Os afamado eopoK eoiu l>auha. e
boides com Inscrlpccs.
Chegaram novamente para aagnia branca
p^ses afamados e estimados cupos com banha
tina; assim como os bonitos boioes de por-
oellana dourada tambem com banha, c novas
mscripces maviosas c jocoserias, mui ade-
niado para presentes resta porem que os apre-
ciadores concorram, munidos de dinbeiro,
alegre e espacosa loja d'aguia branca ra do
Queimado n. 8.
ra do Queimado, n. 8.
Phosphoros higinicos
E DE SEGURANZA.
Esses |hosphoros liygicnicos o'de seguranca, sao
indubitavelmcntc us mclhori's (|ue al agora lem
apparecido, por cuja superioridade tanto se tem
feito condecidos e recommeodados. Ellos inercci-
daraeitte ganliaram a preferencia a todos os outros
pelas vantajosas razoes de que nao deitam a|uelle
prejudicial e niao cheiro (|ue costuniam deixar
quasi lodos os outros. e mesmo pela seguranca de
que esUm iaemptos de incendiar pois que em
Denhuma outra parte fatem rogo a nao ser no es-
peeial papel, que vem pregado na caixa, onde lam-
bwn nenham falla em qaalqaer que seja a esta-
giio; o alm de todas essas bas qualidades occor-
C A agoia branca araba de reeeber essa acredita- pliosphoros cusiam apenas 2i0, o que nao lia com-
O econmica, coja superioridade est ge- paragao para com qualquer das outras qualida-
ralmeaie reconhecida; essa boa grasa sesma oes. Assim pois. convm o uso delles, todos os
recorntsendada, tanto porque o calcado lustrado esiabelecimentos. eseriptorios, cartorios, reparti-
on.'lla deixa perfeitainente lustroso ao menos cues, casas particulares, etc., etc. Acham-se
n aecessidade de novo unto, como venda na ra do Queimado loja d'Aguia Branca
mftSBM porque sua preparadlo appropriada para n. 8. Quem comprar poicio ter um abatimento
amaelar e conservar o cauro; ella vem em eaixi- raaosrol.
! barrizinhos, e acba-se a venda na ruado ----------------- 4v-_u *-'-- ..!
j tado n. 8. loja d-aguiabranca, aos rezumidos Wcommendas daguuv branca recebi-
das pelo ultimo vapor.
Ricos pentes de tartaruga com chapa d
LETREXRO VERDE
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de g
todas as qualidades, tambem se manda fazer por medida, vontade dos concor- p
rentes, para o que tem um dos melhores professores, assim como tambem tem um l
grande e variado sortimento* de fazendas de todas as qualidades, para senhoras, %
homens e meninos.
Casacas de panno preto. 35)9 e 30$000 Cohetes de fustao e brim bran-
Sobrecasacas idem, 30# e 25000 co, 3)5500, 3# e .
Paletos idem e de cores, 25(?, ( Seroulas de brim de linho.
20^,15^e........VW>00 25400 e ; .
RA DO QUEMADO N. 46

DE
Ditos de casemira, 20$, 130, *
m, 105 e .
Ditos de alpaca, 5$ e. .
Ditos ditos pretos, 9$, 75,
5* e ....... .
Ditos de brim e ganga de co-
res, 4^500, 46, 30500 e. .
Ditos branco de linho, 60,50 e
Ditos de merino prcto de cor-
do, 100, 70 e..... 50000
Caifas de casemira preta, 120,
20500-
200
Ii00
H de VOO/500 c 640 rs.
TERCOS I

e corda de cornalina.
A aguia branca peinando constantemente em
a toila a sua freguezia, notou que anda
ii. i havia feito algum agrado a aquellos que pru-
dente e acertadamente resando, cumprcm dever de
bom ebristao, e quaodo reparou essa sua falla,
tuandou vir e acaba de reeeber delicados tercos i
coreas de cornalina com cruz de prata, os quaes
ueixa dbposicao dos Qeis que estiverem disposts
i gestar I3500.i-5e :!-5 para possuirem um bonito
i ou coroa. cornos quaes podem mesmo pedir a
Deas pela prosperidade d'aguia branca, em seuale-j
gre e espacoso ninho da ra do Queimado n. 8.
seni ellas.
A aguia branca vende h mitos baliuzinhos com 6
Mqmnhos derlieiros |mi I j'iOO e vasios por 800
lervindo estes para meninas, e mesmo para
n.i-., .>(. etc. : na ra .lo Queimado, loja d'aguia
tea d. 8.
covishinao e baaalM eufeitc
para eabeeSM.
(Juaudu ii bello sexo senta a falta de bous
ifoites para cabeca, eis que a aguia branca
ecebe una sua encommenda de bonitos e
100, 80 e......700001 mamoda.
Ditas de algodu, 10600 e. .
7S(i!)0 Camisas de peilos de linho,
305*)O' 50, 40, 30 e.....20500
Ditas de madapolo, 30,
30500; 20500, 20e ..... 10600
Chapeos de massa, pretos fran-
30000 cezes, 100, 90 e. 80500
40000 Ditos defltro, 50, 40,30500 e 20000
Ditos de sol, de seda, 120,
110, 70 e......40500
Collarinhos de linho fino, ulti-
madre-
perola.
Bonitos loques de madreperola.
Delicadas canelas de dita.
Lindos chapeozinbos de setim para baptisados.
Bicos de seda brancos e pretos.
Bonitas caixinhas com msicas e sem ellas para
costura. |
Trancelinsde laa para enfeites.
Fitas de seda estrellas para ditos.
Ditas de velludo com listras para barras de ves
lidos.
Aspa.* de balea para vestidos.
Ditas de ac para espartilhos.
Bandes de dina.
Piilseiras de contas para meninas.
Paos para abrir luvas e port-cliarutos
Essencia de ail para engommados.
Pos hygienicos de Lubin para denles.
Leite virginal para tirar sardas.
Dito d'ires para extinguir as caspas.
Vinagre aromtico para vertigens, dores de ca-
beca, etc.
i'.osinetiqae surline para cabellos.
Pomada para bigode.
Renda de tilo. Ka.
Amostra* de agulhas luglezas.
A aguia branca acaba de reeeber por amostra
urna pequea quantidade de carleirasde molde nao
commum com agulhas inglezas de urna admiravel
superioridade. As carleiras trazera accommoda-
s
Ditas de cores, 90, 80 e.
Ditas de meia casemira de co-
res, 50500 e.....
Ditas de princeza e merino pre-
to de cordao, 50, 40500 e
Ditas de brim branco e de co-
res, 50, 40500, 40 e .
Ditas de ganga de cores,
640
700001 Sortimento completo de grava-
! tas. 0
400001 Toalhas pararosto, duzia, 110,
90 e........60000
40000 Atoalhado adamascado de li-
I nho vara......I08O
20500 Chapeos deso, dealpaca, pre-
tos e de cores.....40000
. 30000
30500, 30 e.....205*0 Lences de linho.
Cohetes de velludo preto c de Cobertas de chita chineza.. .
cores, 90 6......70000 Pennasdaco, as mais superio-
Ditos de casemira preta, 50 e
Ditos de ditas de cores 50
40 e........
Ditos de setim preto. .
Ditos de ditos e seda branco,
60
Ditos de gorgurao de seda
pretos e de cores, 60, 50 e
20000 B
600 m
40000 res, a grosa.
Relogios de ouro orizontaes,
30500 900, 800 e. '.....700000
50000 Ditos de prata, galvanizado,
! patentes e orisontaes, 400 e
e -_-v 50000 Obras de uro.adercos, meios
j aderecos, pulceiras, rozetas,
40010 aneis e cruzes.
delicados enfeites, e de modernsima moda, damente quatro papis de agulhas sortidas em
muito servindo isso para sanar aquella falta, grossuras, e estas na verdade sao de qualidade ain-'
e fazer com que as Exmas. apreciadoras da da "5o vista aqui, o que fcil deconhecer-se pelo
hS mnri>7i fniml.n nnsam melhnr mal i SIHI ,l0m acatamento, pois que sao perfeitamente
oMia empieza (.onnora possam memot real- poidas. pomas mui agudas ebem tiradas, efundos
sar e mostrarem o apurado gosto que as ovacs. Cusa cada carleira l&, o que de certo pa-
_'11 i.i. Esses enfeites sao d'um tecido bas- rece caro, mas que apreciada a boa qualidade del-:
laute. fino com continhas daco, e mui bem'J?s- ,era? a'amentr o nao vir mais deltas.'
enMtirlrv! enm flnrps (tas hiens nlnrms 'Tam,)Pm veio igualmente caixinlias com alfinetes
enlatados com llores, litas, l)icos, plumas ,]0urau0Si e outros irancos, os quaes se vendem a
etc., entretanto que sendo obra de muito 240 rs., 320,500, CiO e 1 a caixinha, tudo isso:
na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 8.
Bolsa para iagrn.s.
Vcndem-se "na ra do Queimado, loja d'Aguia
Branca n. 8.
\ ollas pelas
MARA PA.
A Agoia Branca recebeu as desejadas voltas
preas, mui compridas o (rradas.
Vlaravilha das bellas, novos e
delicados enfeites para ves-
tidos.
aprasivel a aguia branca o ter de avisar a
sua boa freguezia, que acaba de reeeber pelo pa-
aguia branca folgara de contente se seda denominado maravilha das bellas, os quaes
las recahirem sempre em suas predilec-, ^rvma ^^ para V(!stido de ^^n como para
zas, e quando assim nao seja, nao taz r0Upolias de criancas. Seus novissimos e delica-
cntretanto
gusto custam 50, 60 e 70 dinbeiro vista;
na espacosa e alegre loja d'aguia branca ra
do Queimado n. 8.
Albnis c Muius vezes acontecia que se procurando urna
bella galantaria para se offertai a urna senhora ou
.na em sus anniversarios, ou mesmo na
amasfScSo das mestras destas, se nao achava consa
; satis/ -.-!', agora, porm, j nao deve succe-
iier assim porque na loja d'aguia branca encontra-
rlo pretndeme bellos objectos para esse fim, so-'
iH-u-sahindo entre elles esses bonitos albuns com!
perfunarias, cujo posto e novidade jhes da a pri-4 queU, francPZ ura bel|0 ^^^.^ de ,
inazia. A anua branca folgara
is offerta
tw freguezas, e quanoo assim nao seja, nuu iaz roup^as e criancac.
mal, porque a mimoseada reparando na singular i- dos desenn0Si suas escolhidas e bem acertadas co-1
dade do objecto, querera desde logo alislar-se no res ^^ am lodo agradaV(;| aos olhos de qualquer
numero aquellas. Em todo o caso havendo di- viventP ^e ^ha apreciar o bom. Assim, pois, a
iirteiro, djgjam-se a ra do Queimado, loja d agina auvida est em haver dinbeiro, havendo-o. diri-
raneailt, que tudo se arramara. jam-se sem susto ao espacoso e alegre ninho de
-M*&nm l",vaslae. pelieanara alojada- ia br roa do Queimado n. 8, que acharao
giua Moca, ra do Queimado n. 8. verdaa>s apima ditas.
Novas curtas clsticas pora senhoras
pasadas.
A reconhecida utilidad*; dessas necessarias cin-
tas elsticas fez com que em breve se acabassem
as que vieram da pnmeira vez, deixando assim
descontentes militas senhoras que se nao poderam
prover deHas, vista do que a aguia branca man-
dn buscar mais algunas, que acabam de ebegar.
anda mais perfeitas que as primeiras, isso por se-
na menores; agora, pois, podem as senhoras ca-
sadas prevenirem-se, mandando-as comprar na
toja d'aguia branca, ra do Queimado n. 8. Se a
aguia branca prceisasse de semelhante obra de
eerfo desta vez nao ticaria sem ella.
XAROPE TNICO REGENERADOR
DE QUINA E DE FERRO
Preparado por CRiHALXT e O, pharmaceuticos deS. A.!. o Principe NapoleSo, laureados
da Escola de pharmacia de Pars, ra de la Feuillade, 7.
h_E^y^r-'lllJ'lr'1 "H debaho de um pequeo volume urna forma agradavel e um gosto delicioso,
lia multo que os mdicos desejavao ardentemente a reuniao destes dous medicamentos, e todava apezar
M maiores csrorQos, nem a gciencii medica, nem os qumicos os mais distinctos o podero consesulr
aie aqu graca porem a perseveranca humana achao-se hoje associadas estas duas poderosas substan-
cias, a qnina o tnico, restaurador por excellenda, o ferr, a baze de nosso sangue, e conseeuinte-
inente o reparador dos forcas e da saude alterada ou perdida.
As molestias contra as quaes o Xarope tnico regenerador se tem mostrado muito efllca sao : as ame-
norrlieas, falla? de mcn.truaco, dores d'estomago, fnstio, digest&es penosas e tardas, flores brancas
menetniacocs duiice, o lyaipnatismo, o empobrecimento do sangue, as escrfulas, os estucos produzidos
pelas molestiassyphiliticas. -- -----
Ha apenas um anno que o Xarope de quina e de ferro foi applicado nos hospitacs de Pars, e elle
hoje o medicamento mais em voga, substitulndo, por assim dizer, os medicamentos ferruginosos conhecidos.
a t'rafet0 CIIcerr* "umeroso* certificados de mullos nieinbros da Academia de Medicina e professores
da faculdade que attestSo qne este precioso medicamento o conservador da saude por excedencia, e
o reconstitulnte da economa animal, indispensavel s pessoas que habitao os paizes ementes como
preservativo das epidemias.
Acha-se venda no deposito geral, em Pars, na pharmacia Grlmauli e o, ra de la Feuillade 7
em Luboa, em caza do Sur Rodrigo ti. Coata-Canallio, Barral e C-5 no Porlo, na pharmacia d
c"J "**"rW"* *e 9aa Ferreira; no Mo-4t-Janciro, em casa da viuta relilo r niais, ra do
habao, 11; na Baha, em casa do Sr Jon-Calaao Ferrelra-E^plnhelra; no Ato-Grande, em casa do
Nir Joaqun de i.oaoj, no Jaranno, em casa dos Srs Ferreira e c; em Pernambueo, em casa
Pi0nw!ynKt!l,,.Ml^,5tuo"FrS"<,."*^ dc 8*na*' em cua d08 srs shonm e C, e bem assim as prin-
cipad phannacias do Braill e de Portugal.
i\\Zi:\lAH E ROIPAS FEITAS.
Sortimento completo de sobrecasacos de panno a 25^, 285, 30J e 35,-5. casacas
muilo bem feitas a 25#, 28$, 305 e 355, paletots acasacados de panno preto de iG at
205, ditos de casemira de cor a i59, 18 e 20l, paletots saceos de panno e case-
mira de 81$ at U8, ditos saceos de alpaca, merino e laa de 4# at 6, sobre de alpaca e
merm de 70 at 100, calcas pretas de casemira de 8 at 14^, ditas de cor de 7,5 at
15#, roupas para menino de todos os tamanhos, grande sortimento de roupas de brim.
como sejamcalcas, paletots e colletes, sortimento de rolletes pretos de metim, casemira
e velludo de 4$ a 90, ditos para casamento a^e G5, paletots brancos de bramante a 45
e 55, calcas brancas muito finas a 55, e um grande sortimento de fazendas finas e moder-
nas, completo sortimento de casemiras inglezas para homem, menino e senhora, ceroulas
de linho e algodao, chapeos de sol de seda, lavas de seda e de Jouvin para homtem e se-
fthara*- Temos urna grande fabrica do alfuiate, onde receI)emos_rai-aa^endag, A^gmr,^
obras, que para uso est sendo dauMstrada pbrttt habillfiestrc de semeThante arte e mi*
pessoal de mais de emeoenta obreiros escolhidos, por tanto executamos qualquer obra com
promptidao e mais barata do que em outra qualquer casa.
ESTABELECIMENTO COMMERCIAL
DE
;C.4LDER.4tm E F)N)l(liO DE MET4ES,;
Hito n na do Brum u. 40 junto
a fiindi^o do *r. Bowniam. pericnoente a
Villaca l mo k. V.
ujg Neste estabelecimento enconlrarao os freguezes um completo sortimento
V^ de tudo que diz respeito as artes de oildemro, fmileiro, latoeiro, ferreiro e
l>""''SUl>. c os abano asssignados que o dirigem, prometlem servir a todas as
W l)0ssoas 4ue se dignarem de os procurar, com promptidao, siuceridade e pre-
go* muito rasoaveis. O dito eslabelecimento estando montado em ponto
grande, tanto no que diz respeito a pessoal, como em materia prima, e tendo
babas ofiones, pode exacatar com toda a perfeirao e seguranca qualr
obra tendente as artes cima mencionadas e afitamente pdem osaba
signados assegurar ao publico que nenhum outro estabelecimento Ihe
r) er ma,s bara' e mais perfeito do que elles, visto que recebem de sua
$fj Iir0pna encommentla t0,las as materias empregadas em ditas obras.
k Alambiques simples e continuos de to- Sinos de 16 libras 8 arrobas.
dos os tamanhos e dimencoes. I'arafuzos de bronze e ferro para ro-
-Machmas de cobre para destilar e res- j das (Tagua,
tilar espirito at 40 graos pelos sys-; Torneiras de bronze e bronzes para
temas de Logier e Derosne. engenho.
Carapucas e serpentinas de cobre, e' Encanamenlos de cobre e chumbo de
estando, avulsas. todas as grossuras.
laixas e tachos de cobre para engenho Bombas para cacimbas, aspirantes c
erefinac5o de repucho.
Paroes de cubre e todos os cobres ne- Bombas para destilacoes.
cessanos para o fabrico do-assucar. Ditas para regar jardins, hortas e
Cobres para rodas de moer mandioca. capim. ,
.Machinas econmicas para lavar roupa Ditas para navios e barcacas de varias
o mellior possivel. I qualidades e dimencoes.
juer
ixo as-
Ihe pode

Deposito geral em Pernambueo roa da Cruz n. 22 em casa de Caros d Barboza.
Fl \Hit lo llO BIIIVMAW-RUA DO
Este muito acreditado estabelecimento est prvido de um completo sortimento de
Cal de Lisboa e potassa da machinismos proprios do fabrico de assucar. a saber:
Russla. Machinas de vapores as mais modernas e mais acreditadas.
Vende-se na rua daCadeia do Recite n. 26, para Rodas d'agua de ferro com seus pertences
""i." l^mt%fwiSrm!voSde Moendas e meias moendas de to? tamanhos
Cobre em lencol e arrodellas, estanho em barrinha, chumbo em barra,
lencnl e canos de todas as grossuras.
Villara Irmao & C.
><#&
11 \III%0
DE '
mesma rua
Iffritinios. o se vendem a preeo mais barato do que
outra qualqaer parte.
Cal de Lisboa
a mais nova do mercado : na rua do Vigario n
19, primeiro andar._______________________
Vnndem-se barris eem bren: nm da Sea-
zal Velha deposito de sabo a. 130.
Rodas dentadas, angulares e de espora.
Tai xas de ierro batido e coado.
Boceas de fornalha pelo novo systema Wetson.
Alambiques de ferro fundido.
Fornos para cozer farinha.
Moinhos para moer mandioca.
Arados americanos, etc. etc.

Mi
FRANCISCO ANTONIO CORREIA CARDOSO,
Rua do Bran, V 89.
Acha-se novamente aberto este antigo e proveitoso eslabelecimento, prompto para
executar quaesquer encommendas de ferro fundido, balido ou de brooze, moendas para
engenhos, com vapores ou sem elles, tudo com a maior promptidao, perfeicao e com-
modo prego ; tem varias obras promplas da melhor e mais solida construecoque po-
dem ser vendidas por metade de seu valor, como sejam :
Moendas inteiras e meias ditas de varios tamanhos, para engenhos.
Portas d'aguas guarnecidas de bronze com parafuzo de rosca quadrada.
Rodas de espora, carretas e rodelas angulares.
Parafusos e cavilhoes de ferro ou de bronze, rosca quadrada ou singela.
Agulhoes fundidos de aras e batidos para rodas d'agua e chumaceiras com broaze,
Bronzes e torneiras de todos os tamanhos e qualidades.
Tasase fundos de alambique, de ferro fundido, de varios tamanhos.
Crivose portas de fornalha de varios tamanhos e qualidades.
ma machina de destillacao continua do autorCollares.
Fogoes americanos econmicos para casa de pequea familia.
Fornos de fazer farinha.
Tunos de -chumbo de todas as grossuras.
Cobre em arrobas e folhas. dito, dito.
Folha de Flandres era caixas, bom sortimento.
Chumbo em lencol e em rolos de diversas grossuras.
E urna grande porcao de pecas de obras tanto de ferro fundido como balido ta da
bronw que seria enfadonho descrever.
Espera, pois, o proprietario deste eslabelecimento qae o publico sempre benigno
prestar toda sua confianca e attencSo.e
ULEGIVEL i


Diario de Pemainbuco Torea felra de Keteanbro de 18s.
mm

GRANDE ARMAZEM
Ai
EE
Y 36, Rl'A DAS CRUHS N. 36
DO
balrro de Santo Antonio.
0 proprietario do muito acreditado armazem denominado Progressista tendo
sempre cm vista fazer todo o que for possivel para bem servir aos seus freguezes, tem
deliberado vender os seus j bem conhecidos gneros de primeira qualidade pelos presos
abaixo mencionados, c affianca s pessoas que mandarem comprar por seus criados ou
escravos, serem tao bem servidas como vindopessoalmente; encarrega-se de aviar qualquer
encommenda, ainda mesmo contendo objectos n5o proprios deste estabelecimento. 0
mesmo pede aos senhores que mandarem comprar neste armazem o favor de mandarem
levolrer qualquer objecto que nSo agradar, devendo os mesmos senhores ter toda atten-
;5o com os seus portadores, fazendo-lhes ver que s no armazem Progressista da ra das
r.mzes n. 36, que se vendem os melhores gneros por mais barato preco, porque estes
muitas vezes olvidam-se e v5o outra parte onde os servem de maneira a desagradar este
estabelecimento.
GRANDE ARMAZEM DE MOLHADOS
de superior qualidade a cada
xinha.
Manteigai ngleza de i.1 qualidade, a 800 re.;
a libra.
dem de 2.a qualidade, a 700 rs. a libra.
Mein franceza, chegada ulmaroente, a 6oo Mosfarda preparada em potes muito nova a
rs. a libra. "^ rs- um-
Dtalas em gigo de arroba a 1,5oo rs. I Milho-alpista a 180 rs. a libra.
Maraes chegadas ne vapor lnglez,
Ervilhas muito novas a 2lo rs. a libra,
Queijos do reino, chegados pelo ultimo vapor,
de U 2600. ,
dem prato, chegado neste ultimo vapor, o Sabao verdadeiro hespanhol, que raras vezes
mais fresco que se pode desejar a 700 rs. vem ao nosso mercado, a 300 rs. a libra e
a libra. em caixa ter abatimento.
Mem londrino, mandados vir de encommen-',,,,_____ ... ...
da especial, a 900 rs. a libra. "SLSS nST ""S!?8 de 46'
dem suisso, muito fresco, a 800 rs. a libra. 20 e 24 rs- ,,bra-
TODOS
os
VAPOR*
se recebem gneros de conta
propria e dos melhores csta-
belecimentos da Europa, ga-
rante-se todo e qualquer ge-
nero comprado neste
.ESTABELECIMENTO.
| COMPLETO
8 surtimiento de molbidos.
i
DE
Eduardo Marques de Oliveira C.
o
z
*J
I
ar
M

I
m
2
O
c
> C
r-
o
t
23
vende-se em porcSo e a reta-
mo, aprompta-se com toda a
presteza e exactido qualquer
encommenda dirigida a este
ESTABELECIMENTO.
N'estes novos e grandes estabelecimentos de molhados, encontrar o respeitavei
publico d'esta cidade, bem como seus numerosos freguezes do centro, expostos venda
todas as qualidades de gneros por menos preco que em quaesquer outro estabelecimw-
tos desta ordem, pois para bem servir os seus freguezes existe na Europa um dos b*-
cos para serem vindos de conta propria diversos gneros, e desde j encontrar o re.~
peitavel publico sempre os melhores gneros do nosso mercado, e por precos baratissi-
mos como abaixo vero, a saber
Os proprictarios do muito acreditado armazem Progresso fazem sciente ao respeita-
vel publico e com especialidade aos seus amigos e freguezes que tem resoivido resumir os
precos dos seus acreditados gneros, como abaixo verSo nao obstante os precos menciona-
dos a vista da qualidade dos gneros que se prova quanto se deseja servir satisfatoria-
mentc aos uossos freguezes, advertindo-lhes que mandem seus portadores, que sero to
bem servidos como se viessem pessoalmente, isto s no Progresso.
Gomma para engommar muito fina e alva a
80 rs. a libra e 24300 a arroba.
Sag muito novo a 240 rs. a libra.
iu* do Rio de 1. e 2.a qualidade a 8#>00
e 8^80 a arroba, e 280 e 300 rs a libra.
Arroz da India e Maranho a 120 rs; a libra
e 3-5200 a arroba.
AvelSas as mais novas neste genero a 240
rs. a libra.
Presuntos do Porto muito novos a 560 rs. a
libra.
I.egumes francezes para sopa, como soja,
luliemie, mlange d'quipage, Choux e
outras qualidades, a iOO e 500 o masso.
Amendoas de casca mole a 320 rs. a libra, e
em porco ter abatimento.
"arrafoes com o garrafas de vinho do Porto
afianca-se que nesse genero o melhor
que veio ao mercado.
Mem com 5 garrafas de vinho Figueira muito
speridr e mais proprio para a nossa esta-
co por ser mais fresco a 25400.
Cha hysson o mais superior a 25000 a libra,
afianca-se ser egual ao que regularmente
vendemos a 35260.
Mem huxim miudinho, o mais superior que
vem ao nosso mercado a 25700 a libra.
Mem preto muito fino, a 25000 a libra.
Chocolate para 9oo, l,ooo e l,2oo rs. a li-
bra, j
< I arralos com 5 garrafas de superior vinho
de Lisboa a 25100 cada um.
Mem oom 5 garrafas de v.nagrc de Lisboa
a 1 5100 com o garrafo.
dem com 5 garrafas de vinagre hambur-
guez a 800 rs. cada um.
Yinhos generosos viudos do Porto engarra-
fados das seguintes marcas: Genuino,
Porto fino, Nctar, Duque do Porto, Fei-
toria, Velho secco, Chamico, Madeira su-
perior e outros a 900 rs. a garrafa e 05
i duzia.
Vinho Dordeaux das melhores marcas: St
Julii-n. Medoc e S. Estephe e outros a
i40 rs. a garrafa e 75500 a caixa com
urna duzia.
i-;houricas e paios, o mais novo que se pode
desejar, a 250 e 600 rs. a libra.
Cognac verdadeiro inglez dos melhores fa-
bricantes a 900 rs. a garrafa e 105500 a
cafan com urna duzia.
Marrasquino de Zara em frascos grandes a
800 rs. cada um.
Licores francezes, muito linos, das seguintes
marcas: Anizetta deBordeaux, Plaiserdes
dames, Crme de Noyau, Eau Dantzic,
Cierne de Menthe, Ilude de Venus etc. etc.
I'assas muito novas e de carnada a 400 rs. a
libra e 65500 a caixa com urna arroba, ha
caixas, meias e quartos.
Ameixas francezas em frascos de 1 lr2 c 3 li-
bras de 15400 a 25800, tambem ha latas
Graixa em latas muito nova a 120 rs. a lata
e 15300 a duzia.
Peixe em latas muito novo: svel, pescada,
curvina, salmSo e outras qualidades, pre-
parado de escabexe segundo a arte de
cozinhaa 45400.
Papel grve pautado e liso a 35800 a resma.
Genebra de Hollanda em botijas de conta a
460 rs. cada urna.
Vinhos em pipa: Lisboa e Figueira das melho-
res marcas a 35200 e 45600 a caada do
melhor e 500 rs. a garrafa, em porco ter
abatimento.
Vinho velho Chamico em barril, muito proprio
para sobremesa, a 640 rs. a garrafa e
55000 a caada.
Vinho branco o mais superior que possivel
neste genero a 500 rs. a garrafa e a 45000
a canada.
Vinagre puro de Lisboa a 200 rs. a garrafa
e 15400 a canada.
Azeite doce de Lisboa muito fine, em barril
a 640 rs. a garrafa, e em porco ter
abatimento.
Champagne das mais acreditadas marcas, a
15000 a garrafa, e 105000 o gigo com
urna duzia.
Charutos dos mais acreditados fabricantes da
Babia a 35500 a caixa, tambem temos
para 25000, 25500, 35000 e 35200 a
caixa.
Vellas de spermacete superiores a 600, 040,
e 680 rs. o masso.
dem de carnauba e composiejo a 320, 360,
e 400 rs. a libra e de 105 a 115500 a
arroba.
Azeitonas novas do Porto e Lisboa, a 15000
a ancoreta do Porto e 15500 a de Lisboa.
Massas- para sopa: estrcllinha, rodlnha e pe-
vide a 500 rs. a libra e 45500 a caixa com
8 libras liquido.
Massas para sopa muito novas: talharim, ma-
carro e aletria a 400 e 480 rs. a libra.
Chocolate portuguez, hespanhol, francez e
suisso das melhores qualidades a 900 rs.
a libra.
Doce da casca da goiaba a 800 rs. o caixo.
Cerveja das melhores marcas de 55500 a
65000 a duzia c 540 rs. a garrafa
Biscoutos inglezes de diversas qualidades a
153O0 a lata.
Bolachinha de soda, especial encommenda,
muito nova em latas grandes a 25000 cada
urna.
Massa de tomates em latas de 600 a 700 rs.
cada urna.
de 6 libras.
dem em caixinhas de 1 i, 2 e 3 libras; Sardmhas de Nantes, do fabricante BasseL a
elegantemente enfeitadas com ricas os- 360 rs. a lata.
lampas na caixa exterior a l,3ou, 1,5oo, Toucinho de Lisboa novo a 320 rs. a libra.
1,8oo e 2,4oo. Tijol de limpar facas a 180 rs. cada um.
Marmelada imperial, dos melhores conser- Cebollas o mlho a 900 rs.
veiros de Lisboa, a 000rs. a libra, em la-!
las lacradas hermticamente. Erva-doce nuuto nova a 400 rs. a libra.
Finetas em caldas de todas as qualidades em, Cominos idem dem a 640 rs. a libra,
latas muito bera enfeitadas, a 500 rs ca-1 Garrames vasios a 500 rs. cada um.
da urna.
Bolachinha ingleza, a mais nova que se pode
desejar, a 35000 a barric a e 240 rs. a
libra.
Panana do Maranh muito alva e cheirosa
a 160 rs. a libra.
Azeite francez clarificado a 800 rs. a garrafa
e 94000 a caixa com urna duzia.
Conservas inglezas dos melhores fabricantes
Mixed Piciles, ceblas simples, e outros
760 rs. o frasco.
Farinba verdadeira de araruta a 500 rs. a
libra, garntese a superior qualidade.
Palitos para dentes em caixinhas douradas
Breo, a 320 f libra e 80 a arroba.
Ditos com 5 garrafas de genebra a 25-400,
garante-se ser verdadeira de Hollanda.
Cebollas a granel a 640 rs. o cerdo.
Canella a mais nova do nosso mercado a
15000 a libra.
Alfazema o que pode haver de melhor neste
artigo a 280 rs. a libra.
Phosphoros de seguranca individual a 20 rs.
a caixinha.
Papel de embrulho muito superior a 15120
a resma.
Vinho da Figueira, o que ba de melhor a
45OOO a canada.
Coposfinos para agua a 65000 a duzia.
Manteiga ingleza perfeitamente flor chegada
no ultimo vapor a 800 rs. a libra.
dem de 2.a qualidade a 76o rs. a libra.
dem de 3,a dita a 64o rs. a libra.
dem para tempero a 32o e 4oo rs, a libra.
Manteiga franceza a mais nova que ha no mer-
cado a 58o rs. a libra, e em barril ter aba-
timento.
Banha de porco refinada a 520 rs. a libra.
Vinho em pipa Porto Figueira e Lisboa a 4oo,
48o, 5oo, 56o rs. a garrafa, em canada
2,8oo 3,ooo 3,5oo e 4,ooo rs.
dem em barril o mais superior que tom vin-
ao mercado a 600 rs. a garrafa.
Lagrimas do Douro. especial vinho do Porto a
l.ooo a garrafa e a 10,000 a caixa, o preco
nao indica a qualidade d'este precioso vi-
nho, porm venhamao Progresso que a vis-
ta faz f, a este genero constantemente man-
damos vir de conta propria e por isso po-
demos vender por menos que outro qual-
quer annunciante.
Vinho do Alto Douro das marcas mais acre-
ditadas e especialmente escolhido por um
de nossos socios, comosejam:Camoes, Du-
que, do Porto, D.Luiz, Carcavellos, Cha-
misso & Filho, Madeira secco, e Feitoria a
9oo rs. a garrafa e 9,ooo rs. a caixa com
12 garrafas.
Garrafoes com especial vinho do Porto con-
tendo 5 garrafas a 2,5oo rs.
Mem com 5 garrafas de- superior vinho Fi-
gueira a2,4oors.
dem com 5 garrafas de vinho Lisboa a
2,loo rs.
Vinho branco de Lisboa proprio para niissa
vindo j engarrafado de Lisboa a 04o rs.
a garrafa.
dem em barril muito superior a 5oo rs. a
garrafa e a 4,000 e 3,8oo a canada.
Ameixas francezas em caixinhas-de 1 '/*.
e 3 libras elegantemente enfeitadas com ri-
cas estampas na caixa exterior a l,3oo
l.Ooo 2,ooo e 2,5oors.
dem em latas de, 1 '/je3 libras a l,4oo e
2,6oo rs, cada urna.
Figos de comadre em bauzinhos de folha
muito proprios para mimo a l,6oo.
dem em caixinhas a l,4oo rs.
Farinha de Maranho muito alva e cheiroza
a 16o rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 32o rs. a libra ea9,ooo
rs. arreba.
Sardinhas de Nantes a 36o rs. a lata.
Azeite doce de Lisboa a 64o rs. agarrafa e a
4,800 rs. a canada.
Vinagre de Lisboa a 2oo rs. a garrafa ea
1,200 rs. a canada.
Garrafoes com 5 garrafas de vinagre de Lis-
boa a l.loo rs.
Champanhe das marcas mais acreditadas a
8 e a lo.ooo rs, o gigo, e a 800 rs. e a
l.ooors. agarrafa.
Serveja preta marca T e XXX a 6,5oo e
7,ooo rs. a duzia, e a 600 rs. a garrafa,
tambem temos das mesmas marcas para 4,
e 4,5oo rs. a duzia, e a 4oo rs. a garrafa.
Mem branca Te cobrinhaa5,5oo e 6,000 rs,
a duzia e 5oo rs. a garrafa, tambem ha
para 4,000 rs. a duzia.
Graxa em latas grandes a l,3oo rs. a duzia
e 12o rs. a lata.
Vassouras do Porto arqueadas de ferro obra
de muita duracaoa 4oo rs. cada urna.
Palitos de dentes massos grandes a 2oo rs.
e 28o rs.
Amendoas a 320 rs. a libra.
AvelSes a 2oo rs. a libra.
Ameixas a 15 a libra.
Ditas em frasco por 25800.
Arroz pilado da India loo rs. a libra e 35ooo
a arroba.
Dito dito do Maranho 120 rs. a libra e 35500
Paltos do gaz a 20 rs. a caixinha e 2,3oo rs.
a groza.
Gela de
latas
le^lperclic chegada no ultimo vapor
ijf 2 libras a 800 rs. pechincha.
Genebra de Hollanda garrames com 16 gar"
rafas por 6.5oo rs.
dem em frasqueiras a 6,3oo rs. e 6,5oo rs. e a
56o rs. o frosco affianra-se ser verdadeira.
dem de botija em barricas com quatro du-
ziasa 44o rs. cada botija.
dem de laranja em frascos grandes verda-
deira italiana a 1,000 rs. o frasco.
a arroba.
Azeite doce francez 800 rs. a garrafa.
Dito de Lisboa 680 rs. a garrafa.
Agurdente de canna de cabeca a 240 e 320
rs. a garrafa.
Azeitonas a 320 rs. a garrafa e 1,3oo a an-
coreta.
Batatas inglezas a 60 rs. a libra e 1,800 a
arroba.
Banha de porco a 55o rs. a libra.
Bolachinha de soda a 15400 a lata.
Bolachinha ingleza a 200 rs. a libra, e a bar-
rica a 35000.
Cha hysson a 25200 a libra.
Dito dito fino a 25600 a libra.
Dito miudinho a 25800 a libra.
Dito do Rio a 15800 a libra.
Dito preto a 15900 a libra.
Charutos de diversas qualidades a 15200,
15500 e 35 a caixa.
Champagne a 15 e 15500 a garrafa.
Chouricas a 560 e 600 rs. a libra.
Conservas inglezas a 800 rs. o frasco.
Caf em grac a 300 e 320 rs. a libra, e 95 e
95200 a arroba.
Dito moido a 360 rs. a libra.
Doce de goiaba a 560 rs. o caixo.
Espirito de vinho de 38 graos, a 280 rs. a
garrafa.
Farinha do Maranho a 160 rs. a libra.
Dita flor de laranja a 15 o frasco.
Feijo branco muito novo a 440 rs. a cuia.
Figos a 32o rs. a libra.
Genebra de Hollanda em botijas a 000 rs.
Dita Hamburgueza a 44o rs. a botija.
Gomma d'araruta a 100 rs. a libra, e 25600
a arroba.
Graixa em latas a 120, e 15300 a duzia.
Genebra em garrafoes de 14 garrafas por
45600.
Licor fino a 800 rs. a garrafa.
Dito em garrafas grandes de superior quali-
dade a 15500.
Manteiga ingleza flor a 800, 900 e 15 a libra.
Manteiga franceza a 600 e 64o rs. a libra.
Dita hollandeza a 72o 800 rs. a libra.
Mostarda a 640 rs. o frasco.
Massa de tomates a 640 rs. a libra.
Dita estrcllinha para sopa a 500 rs. a libra.
Massa estrelladla para sopa a 5oo rs. a libra.
Macarro, aletria e talharim a 48o rs. a li-
bra.
Marrasquino de Zara a 800 rs. o frasco.
Passas a 4oo rs. a libra.
dem em caixinhas ermeticamente lacradas
e muito bem enfeitadas a 1,80o rs.
dem a 2oo rs. a libra.
Passas de carnadas as mais novas que ha no
mercado a 4oo rs. a libra c a 6,000 rs. a
caixa.
Salmo em latas ermeticamente lacradas a
800 rs.
Lagostim em latas grandes a l,4oo.
Savel, corvina, cherne, vezugo, peixe espada,
preparados pela primeira arte de cozinha a
a l,3oo rs.
Queijos flamengos chegados no ultimo va-
por a 2,4oo rs.
dem do vapor passado a 2,aoo 2,000 e
l,8oo, rs.
dem prato do ultimo vapor a 64o rs. alibra.
Doce da casca da goiaba caixSes grandes a
600 c9oo rs.
Chouricas as mais novas que ha no mercado
a 48o rs. a fibra.
Chouricas mouras encommenda especial nos-
sa a 5oo rs. a libra.
Prezunto verdadeiro de lamego em calda
de azeite 5oo rs. a libra
Bolaxinha ingleza a mais novas que ha no
mercado a 2,ooo rs. a barriquinha com
1 arroba, c a 24o rs. a libra.
dem de soda de diversas qualidades a 1,400
reis.
dem em latas grandes, proprias para lunche,
com 5 a 6 libras por 2,4oo rs.
Marmelada imperial do fabricante Abreu e
outros conserveiros de Lisboa a 600 re. a
libra.
Frutas em calda de todas as qualidades a
5oo rs.
Ervilhas francezas a 5oo rs. a lata,
dem portuguezas a 64o rs. a lata.
Massa de tomate a 64o rs. a libra.
Amendoas confeitadas a 7oo rs. a libra,
dem de casca mole a 28o rs, a libra,
Avelans a 2oo rs, a libra.
2 Marrasquino de zara a 72o rs.
Licor francez de todas as qualidades em
garrafas de vidro brancos a 72o e 800 rs.
Vinho Bordeaux das melhores qualidades
que tem vindo ao mercado a 72o e 800
rs., e em caixa a 7,5oo, 8, e 8,2oo rs.
Azeite doce* refinado do fabricante Pelanol e
outros a 800 rs. a garrafa.
Conservas inglezas sortidas e de urna s qua-
lidade a 800 rs. o frasco.
Araruta verdadeira a 32o rs. a libra.
Gomma de engommar muito alva a 80 rs.
a libra e 2,2oo rs. a arroba.
Sag muito novo a 24o rs. a libra.
Sevadinha de Franca a 16o rs. a libra.
Sevada muito ora a 12o rs. a libra e 3,2oo
ss. a arroba.
Macarro a 32o rs. a libra.
dem e talharim o mais novo que ha no mer-
cado a 48o rs. a libra.
Aletria a 5oo rs. a libra.
Arroz carolino a loo rs. a libra e a 2,8oo rs.
a arroba.
dem do Maranlio a 12o rs. a libra, e a
3,000 a arroba.
Cafe do Rio o mais superior que se pode de-
sejar a 32o rs. a libra.
dem a 28o e 3oo rs. a libra e a 8,2oo, 8,4oo
e 8,7oo rs.
Velas de carnauba refinada a 32o rs. a libra,
e a 10,000 rs. a arroba.
dem de spermacete a 64o re, a libra.
Chocolate hespanhol e francez a 9oo e l,ooo
rs. a libra.
Estrellinha e pe\ide muito nova a 4oo re. a
libra, e a 2,000 re. a caixinha com oito
libras.
Cha perola muito especial chegado neste ul-
timo vapor de encommenda particular
nossa a 2,800 re. a fibra.
dem huxim muito superior a 2,7oo re. a
libra.
dem hysson a 2,56o re. a libra.
dem hysson a 2,000 e 2,2oo rs. a libra.
dem preto homeopathico e muito superior a
2,000 re. a libra.
Mem nacional a l,6oo rs. a libra.
Batatas muito novas a 80 rs. a libra.
Charutos dos melhores fabricantes da Baha
e de todas as marcas, como sejam: sus-
piros, havaneiros, messecipes, regala im-
perial, flor das mattas, primores a 4,000,
3,5oo, 3,2oo, 3,000, e 2,8oo, 2,5oo,
2,000 e 1,600 re. a caixa.
Palitos para dentes a 180 rs. o masso.
Phosphoros do gaz a 25500 a grosa.
Paios novos a 640 rs. a libra.
Queijos do reino do ultimo vapor a 25 -
25500.
Dito de prato a 720 re. a libra.
Cervejas de marcas superiores a 500, 560.
600 e 640 rs. a garrafa, e 55500, 65
65500 a duzia.
Dita em barril por 45, e 240 rs. a garrafa.
Cevada a 240 rs. a libra.
Sardinha de Nantes a 360 e 400 rs. a lafc-
nha.
Sag a 240 rs. a libra.
Sabo massa a 200, 240 e 280 rs. a libra,
i Sevadinha a 280 rs. a libra.
I Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra.
Tijolo para limpar facas a 160 rs.
Vellas de spermacete do gaz a l,2oo rs. s
libra.
Ditas do gaz muito boas.
Ditas dito em caixas de 6 libras por 15000.
Ditas de carnauba a 400 rs. a libra.
Ditas de composico a 360 e 380 rs. a libra.
Vinho do Porto, canada a 55500, garrafa 3
720 rs.
Dito Lisboa, canada a 45 e a garrafa a 500
rs.
Dito Figueira, canada a 35840 e a garrafa
480 rs.
Dito dita superior, canada a 45 e a garrafa
a 500 rs.
Dito Estreito, canada a 35200 e a garrafa
400 rs.
Dito Bordeaux a 720 e 800 rs. a garrafa.
Vinagre de Lisboa em garrafoes de 5 garra-
fas por 15400.
Dito em canada a 25, e a 260 rs. a garrafa.
Vinho do Porto em garrafoes de 5 garrafas
por 25500.
Dito dito engarrafado a 15 c 15200.
Dito lagrimas do Douro a 15100 a garrala.
Vinho branco de Lisboa a 720 rs. a garrafa.
i' .':> a canada.
Dito do estreito a 600 rs. a garrafa, e a 45500
a canada.
Previne-se ao respeitavel publico que todos os gneros cima sao de boa quah
dade, e para desengao venham ver; assim como outros que deixam de ser annunciados.
POR MENOS DEZ POR CENTO
NOS
GQN'Si
tiini/i;\s
RVATIVO I CON Si
RVSfJR
DF.
XS. 21 E 23LARGO'DO TER^O -K8. 21 E 23.
Recebem por conta propria a maior parte dos gneros existentes nos seus arma-
zens e por isso deliberou-se seu proprietario a vende-los por menos 10 o do que em
outra qualquer parte, garantiddo a superior qualidade.
Lelam todos.
Manteiga ingleza especialmente escolhida a 72o e 8oo rs. a libra,
dem franceza de primeira qualidade a 50o rs. a libra, e em barril a 54o rs. a libra.
Arroz pilado o melhor do mercado a loo rs. a libra e 3,ooo rs. a arroba ou sacio,
Caf do Rio e do Cear o melhor neste genero a 28o e 32o rs. a libra.
Batatas novas a 5o rs. a libra, em arroba a l,4oo rs. e em caixas de quatro arrobas por
4,5oo rs,
Bolachinhas americanas, as mais novas neste genero, a 2oo rs. a libra e 3,ooo rs. a barrica.
Palitos do gaz, vindos por conta particular, a 2,3oo rs. a groza.
Queijos do reino, chegados pelo ultimo vapor, a l,8oo e 2,ooo rs.
Vinho do Porto em garrafa de superior qualidade a 9oo rs. a garrafa,
dem em pipa Figueira e Lisboa a 4oo rs. a garrafa, e a 3,000 a canada.
Milho alpista o mais limpo que ha 110 mercado a 10o rs. a libra, e a arrroba a 5,ooo 1 -
Velas de spermacet, composico e Aracaty, a 4oo, 36o e 64o rs. a libra.
Toucinho de Lisboa novo e grosso de primeira qualidade a 32o rs. a libra, e 9,oou 1 u
arroba.
Alm destes gneros ha outros muito baratsimos, assim como cha do melhor,
azeite doce, vinagre, cebollas, amos, pimenta, cominhos, erva-doce, charutos de todos as
qualidades. chouricas, sabo verdadeiro de 160 a 24o rs. a libra, genebra de todas as
qualidades, que ludo se vende barato e quem duvidar venha ver.
AGENCIA
DA
FUNDICAO DE LOW-MOOB.
Itua da Senialla nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a haver
um completo sortimento de moendas e meias
moendas para engenho, machinas de vapor
e tachas de ferro batido e coado, de todos os
tamanhos para ditos.
Arados americanos e machinas para
lavar roupa: em casa de S. P. Johnston & C,
ra da Senzalla Nova n. 42.
Una da Senzalla n 42.
Vende-se, em casa de S. P. Johnston & C,
sellins e silhoes inglezes, candieiros e casti-
caes bronzeados, lonas inglezas, fio de vela,
chicotes para carros e montara, arreios para
carros de um e dous cavallos. e relogios de
ouro patente inglez.
Kua da Senzalla Nava n. 42.
Neste estabelecimento vendera-se: tachas de
ferro coado libra a 110 rs., idemdeLow
Moor libra a 120 re.
L DE LISBOA
\ ende-se cal nova de Lisboa : no largo do Cor-
po Santo, escriptorio de Manoel Ignacio de Olivei-
ra 4 Filho n. 19.
Cal de Lisboa a 40 o barril.
Vendm-se barris de cal de Lsba de superior
qualidade : no deposito da ra do Brum n. 60.
Cal de Lisboa
nova: na ra do Vigarfo n. 19, primeiro andar.
ESCRAVOS FGIDOS.
Fugio em dias do mez de abril do corrento
auno, o escrauo Manoel, de uacao, idade de oO an-
uos, pouco uiaisou menos, com os signaes seguin-
tes : tem a perna direia torta, bocea gnu
beicudo, sem barba e anda ciuasi sempre embria-
gado, foi escravo do fallecido Joaquim de Paula
Lopes : quem olapprehender leve-o ra da t'.a-
deia n. 38. segundo andar, quesera recompensad*.
Fugio a preta crioula Maria, conheeida lor
Pastora, ievou vestido branco desbotado, chale? en-
carnado, tem marcas de bexiga pelo rosto, car
chata, e (' muito fallante, andar vendend bolo -
cevado : a pessoa que a pegar leve-a ra de Sa-
ta Thereza n. 16, que ser gratificado.
Fugio no dia 23 do corrente o escravo hts,
crioulo, idade 30 annos, pouco mais ou uieno, bai-
lo do corpo, cara un tanto larga, e barba pouca,
falla muito mancinho, levou calca de algodau azul,
e camisa de chita, suppoe-se ter seguido para o sul
por ter sido do lugar de Porto Calvo, aonde tem
mai e irmaos, no engenho Monte das Cabras : ro-
ga-se s autoridades policiaes e capitaes de cmp
de o apprebenderem e o levarem ra da Praia
desta cidade n. 29, que serao bem recompensadtis.
-------------------------------_______________3V-
Muita attenco
i
Acha-se fgido o pardo escravo de nome TI10-
maz, oficial de alfaiate, idade trinta e quatro an-
nos, altura regular, grosso do corpo, narii afilado,
bocea regular, bem fallante, e tendo pare mkm
signal os escrotos um tanto grandes, traja eanit*
branca, jaqueta tambem branca e catea de cor,
chapeo do Chile ; costuma trazer sapalos de tran-
ca, e se intitula forro ; vive nesta praea ou no*
suburbios : portante roga-se s autoridades poli-
ciaes e capitaes de campo, a apprlienso 4o d
mulato e leva-lo ra da Mangueira n. 20, qu
ser gratificado.



i


9
Diario de Peruambuco Terca letra 1 de Setenaba* de I *9,
LITTERATDRl.
s
i exaroina-lo, llie da urna idea do seu uso, c lho en- outr'ra, c que a menina reconheceu iramediata-
sina a escrever fazendo os signaes das lellras eom mente, por que com multa alegra o deitou ao sea
scus proprios dedos; a menina pega em suas pescoco, e proeuroaoDr.Howe com empenbo para
maos, apalpa-lhe os dedos a medida que clles flgu- j loe diier que ella sabia que este collar vtnha de
ram as lettras, e volta um pouco a cabeca para sua casa.
Sua mae quiz acaricia-la ; mas Laura a repel-
encao. Scus labios estao entre abertes; parece liu preferindo estar com suas camaradas.
Laura Bridgaiaii.
( Conclusivo.)
lava aescolher entre dous methodos; ou ^J0 attimde de quem presta urna grande
teeer lima linguagem de signaes sohrc a base
fe lingos natural que ella tnesma tinha comegado; inquielagao de sua physiono-
iii Ihcensinar
pie estn em _
cda cousa individual, ou inicia-la em um conheci- qucnos dedos sole,tra a Dalavra n0 alPhabeto ma-
nato de lellras por cuja combmaoao podesse ex- Daa1, dcpois ,oraa as ,cUras de nie,al ealinha suas
l.. n sua idea de existencia, e a do modo ou das leI,ra- em nni I*1* se **&*** condL]B de existencia de cada cousa. ilado loma iunlamcnle os caracteres que compora
O primeiro melliodo teria sido fcil, mas mu- Dalavra' e os colloca soh o 1*1**, on sobre
10 pouco til; o segundo pareca muito difflcil, mas oulro ..r bJecto que quiz traduzr pola
a lingtiagem puramente arbitraria raia so "oca eradualmente em sorriso a medida
uso; ito Ihe dar um signal para qUe con,Prencndc a licao. Levanta enlao seus pe-
fulmine /L,.!... ..!..,.. .. _.. -i_i..i_..- __.
esenpta.
O anno seguinte fo interamente consagrado a
a salisfazer sua curiosidade com os nomes de todos
objectos de un, uso commum taes como facas, gar- 0*T* Pd'a car, a ercc-Ia no uso
fos, comeres, Caves etc.. sobre as quaes se i^ll^SSVS^SX^rS^
era perfeito se ella fosse bem succedida. Determi-
.nei-ine pois, por este.
Para fazer as primeiras experiencias, tomou-se
Lhe entregaran! mais urna outra bagatella que
vinlia tambem de sua casa, e ella comecou a pare-
cer muito interessada ; examinou a estrangeira
mais atlentamente, e deu a entender que sabia
que esta pessoa vinha de Hanover soffreu mesmo
suas caricias, mas deixando-a com indifferenca
ao menor signal que a chamava para um outro
lado. Penivel foi entao vr-sc a dr da mae, pois,
bem que receiasse nao ser reconhecida, a cruel
reajidade de ser tratada com indifferenca por esta
filha bem amada, era urna prova muito forte para
um coragao de mulher.
Depois de algons momentos, esta mae desolada
tendo anda querido abracar Laura, urna idea vaga
cavam lettreiros enmonme de cada objec.oTm- sSeu nhrimenio daa relaces physicas l^u meas o espirito desta, a idea que
presso em relevo. Laura os apalpou com cuidado,
e logo naturalmente distinguid que as lettras curvas
da palavra F. A. C. A. differiam tanto das lettras da
palavra C. H. A. V. E. como a faca differia da cha-
ve pela forma.
< Entao se Ibe poz entre as maos pequeos let-
treiros sollos com asmesmas palavras impressas e
ella ob.-crvou logo que eram semelhantes aos que
se tinha applicado sobre os objectos. Mostrou sua
pmpelo desta semelhanca collocando o lettreiro
C. H. A. V. E. sobre a chave, c o lettreiro F. A. C. A-
~*obre a faca. Aqu ella foi animada pelo signal
natural de approvacao, urna pequea pancada com
a mao sobre a cabera.
O mesmo processo fo repelido sobre todos os
objectos que ella poude manejar, e aprendeu ra-
. indamente a collocar os lettreiros sobre cada
im. Evidentemente porm, este exercicio nao era
senao um exercicio de imitacao c de memo-
ra. Lcmbrava-se que o lettreiro L. I. V. R. O. es-
tava collocado sobre umlivro, c alii o collocava ella
mesma primeiramente por imitacao, depois por
memoria, nao tendo outro motivo senao scu desejo
de approvacao mas evidentemente sem a percepgao
intellectual de alguma relacao entre as cousas.
Depois de um cerlo lempo, eiu lugar de let-
iroiros as lellras do alphabcto foram dadas a Lau-
ra sobre pedacos sollos de papel. Dispz-se de
maneira a solettrar L. I. V. R. O.C. EL A. V. E.
e'.c; Depois foram misturadas, c um signal lhe foi
feito para que ella as arranjasse por si mesma de
modo que exprimiese as palavras livro, chave, etc.,
c olla o fez.
i At enlao o processo tinha sido mecnico e o
successo era o mesmo que se tiuha para ensmar
habilidades a um cao sabio. A pobre Laura fiea-
va assentada em urna admiracao muda imitando
com paciencia tudo o que fazia seu inslructor. Em
fim a verdade comecou a luzir para ella. Seu cn-
tondimcnlo prlncipiou a trabalhar. Percebeu que
existia ttm meio de ter sua disposicao um signal
para exprimir ludo o que se passava em seu espi-
rito e de eommuniea-lo a um outro. De repente
sua physiononiia be animou com una expressao
humana. Nao era mais'um cao, ou papagaio, era
urna alma inmortal apossando-sc evidentemente
de um novo lago de iiuio entre ella e as outras
almas. Poderia quasi lixar o momento em que
osta verdade britboa para ella, e illuminava seu
rosto; vi que o grande obstculo eslava vencido, c
que dora em diante nao era preciso mais que a
paciencia, c a perseveranca para obler o prego de
meus simples esforgos.
' Al entao pde-se rpidamente relatar o re-
sultado como se pude fcilmente coucebc-lo; mas
nao fo assim o processo; porque muilas semanas
se passaram sem que se podesse adevinhar o suc-
C'.'SSO.
c Quando disse cima, que um signal lhe foi
feito, quena dizer que este signal foi feito pelo ins-
tructor em quanto Laura tocava as maos deste e
imitara os seus movimentos.
c. Foi preciso depois procurar-se ledras de um
alnbabcto de metal dispostas sobre as extremidades
em ponas, com urna mesa chela de buracos nos
qur.es Laura podesse collocar estes caracteres de
maneira que nao houvessc fra senao o relevo de
cada lellra.
i Eolio tos lhcdarieis um objecto qualqucr um
lapes, um relogo; ella escolhia as lettras que for-
iiiam L. A. P. E. S. ou R. E. L. O. G. 1.0, as arran-
cava sobre a mesa c as lia com um prazer evi.
dente.
c Fo exercilado desla maneira duranle militas
semanas at que tivesse adquirido um vocabulario
extenso; depois passou-se a urna licao mais im-
prtame para lhe ensinar a representar as diversas
lellras pela posiclo de seus dedos, em vez do em-
bancante apparelhp da mesa furada etyposde
metal. Conseguu isto rpida e fcilmente, porque
sua inteligencia comee* a ajudar seu mostr. Du-
ranle este teriodo de quasi tres mezes foi que se
recUgio o j.iimeiro relatorio de seus progressos.
i Laura Bridgman, diz este relatorio, araba de
aprender o alphabcto manual dos surdos c mo-
dos, causa prazer e edmirago vr-sc com que ra-
pidez, com que exaelidao, com que sollictude ella
das cousas, e a fortificar sua sade.
Eis
auno.
um resumo do relatorio feito no fim deste
E' fra de duvida que Laura nao pode ver nm
raio de luz, nao pode ouvir o menor sor, e nunca
exerce o seu olfato, se ella o tem Assim pois sua
alma habita no meio de silencio e de trvas tao
profundas como a noute do turnlo. De urna bella
situagiio, de um melodioso som, de um agrafevel
chairo, nao tem ella a menor pcreepgao. Todava
parece tao feliz e tao alegre como um passaro ou
um cordeirnho. O emprego de suas facuffedes
intellecluaes, ou a acquislgo de urna nova idea,
lhe fornece um vivo prazer, que se observa em
suas expressivas feiges. Nunca mostra experi-
mentar a menor tristeza, mais tem toda a petulan-
cia e toda animacao da infancia. Gosta de rirr
a jovialidade, os jogos de sua edade, e no meio das
outras meninas, aquella cuja voz alegre c pene-
trante se eleva mais alto.
Deixa-la s, parece muito feliz era coser, ou
tecer meias, e trabalha assim durante horas ; se
nao tem alguma oceupacao, se di verte evidente-
mente com dilogos imaginarios ou com urna re-
cordacao sobre as mpressoes passadas. Calcula
com os scus dedos, ou solettra os nomes que tem
recentemente aprendido no alphabcto manual dos
surdos e mudos.
Assim reconcentrada em si mesma* crer-se
ha, que ella raciocina, que reflecte, que discute.
Quando repete mal una palavra com os dedos da
mao direita, ella bate logo com sua mao esquer-
da, romo faria sua mestra, em signa! de desap-
provacao ; se solettra .bem, bate ella mesma de
vagar sobre a cabeca. para testemunhar seu con-
tentamente. Algumas retes, iragindo se engaar
com a mao esquerda, toma um ar de malicia, c de"
pois castiga a miio que se tem engaado com a
outra, como para corrgi-la.
Depois deste anno, tendo adquirido um gran-
de habito do alphabelico manual, solettra as pala
rras c as phrases que condece, tao rpidamente
que smente aquelles que estao afeitos a esta ln.
guagem poderain seguir com a vista os rpidos
movimentos de seus dedos.
Por mais admiravel que seja a hgeiresa com
que Laura escreve seus pensamentos no ar, mais
admiravel anda a sua facilidade em lr as pa-
lavras escripias tambora por ura ontro, quando
ella pega na mao de seu interlocutor, e segu cada
movimento dos dedos, isto cada letlra qno este
movmento indica. E' assim que ella conversa
com suas camaradas cegas, c nao ha nada como
urna destas conversares para provar o poder que
possue a alma de submelter a materia sua von-
lade. E" preciso ura grande talento, um grande
habito a dous pantommicos para representar seus
pensamentos, c seus sentimentos pelos movimentos
do corpo, e pela expressao da physionomia quanto
maior a difllculdade, quando ambos estao as
llevas, o que um delles nao pode ouvir som al-
gum !
Quando Laura anda em um corredor com as
duas maos cstendidas para a frente, reconhece logo
todos aquelles que encentra, e lhe dirige passan-
do um signal de reconhecraento. Mas se urna
menina de sua dade. e sobre tudo urna de suas
favoritas, ella a sada com um brlhante sorriso,
um aperto de maos c a rpida troca destes signaos
telcgraphcos por meio dos quaes os dedos fallam
aos dedos, e urna alma cga a urna outra alma.
Sao perguntas c respostas, communicacoes alegres
ou tristes, beijos e adeuses como entre os meninos
dotados de todos os seus sentidos.
Durante este anno, seis mezes depois de ter
deixado a casa paterna, a mae de Laurr veta v-la?
e a scena da seu encontr foi inleressante.
Sua mae icou algura lempo parada e muda fi-
xando seus olhosmolhados de lagrimas sobre sua
desgranada filha, que ignorando sua presenta,
brincara na sala. Logo que Laura correndo a en-
conlrou, lhe tomou as maos examinou seus vesti-
dos, e procurou adivinhar se ella conhecia quem
poderia ser essa pessoa. mas intilmente entao
se desviou della como te urna estranha, c a po-
bre mulher nao pude occullar sua angustia vendo
prosegue a sua educacao. Seu mestre lhe entre-' 1ue sua fil,ia querida nao a reconhecia.
ga um novo objecto, por exemplo um lapes, lhe faz
FOLHETM.
AIIIRHO
rori
M.U'IUCIOS.\.\D.
luarta parte.
(CoitnuarCio do n. 221J
Essa minha deliberacao nao agradou ao Sr. de
La Chapelaude, que tinha fome, ncm a Roe, que
tinha fro. Esperamos anda mais de um quarlo
de hora.
Finalmente apparecgu urna cabeca que se diri-
giu para o nosso lado a todo o trole. O marquezde
Mauvesin apeou-se com desembaraco. Pareceu-me
bem disposlo, apesar de ter os olhos encovados, e
estranha a expressao do rosto. A ninguem pediu
desculpa pela sua demora; apenas disse ao doutor:
Creio que o senhor ter dito que me aprsen-
lo a met pezar.
E, voltando-se para La Chapelaude.acrescentou :
Decidi-me a bater-me pistola. SoTri tanto
esla noule que mal me posso ter de p ; com tudo
a mao esta ainda lirme !
Exarainaram-se as pistolas que elle trouxera ; e
regulou-so a distincia. O Sr. de Mauvesin deva
atirar primeiro, e ppz-se a mirar-me.
Tenho muilas vezes visto a morte de perto ; pois
confesso que abalou-me nao sei que idea phantas-
tica, yendo diante de mim essa cabeca e face de
um colorido vivo, esses olhos que animavam urna
"iva, corulla, julgnei reconhecer, e reeonheci tal-
\ernhn-Lugaquelle que me havia assassinado
as florestas dAr-Denan, e quem sabe se no mes-
mo lugar em que nos batamos I
Ral exclamoo :
Aire, Sr. marquez !
A bala passou sibi lando Dcrto do meu ouvido e
foi oravar-M no casco de urna arvore que fica'va
por detraz de mim. H
Era chegada a minha vez; nao me puz a acertar
a pontana como o meu adversario ; atirci inme-
diatamente.
O marquez cabiu de costas, e ficou estendido no
chao sera movimento.
Deu entao a Laura um collar que ella usa va
nao poda ser urna estranha aquella pessoa ; se
poz logo a apalpar as suas maos com interesse, e
sua physionomia exprirau urna viva emocao. Em-
pallidecia, e corava alternadamente ; era a luta
da esperanza, com a dnvida e a anciedade. Neste
instante de penivel incerteza, sua mae a attrahiu
a si, e a beijou ternamentc De repente, a ver.
dado tocou a menina : toda desconfianza, toda ex-
eitaao desappareceram de seu semblante, e cora
0 impulso de urna alegra extrema, se precipitou
nos bracos de soa mae, se- abandonando suas
ternas caricias.
Desde este instante, o collar nao teve mais valor
para ella, assim eomo todos os brinquedos que
quizeram offerecer-lho ; suas companheiras, por
quem apouco deixava a estrangeira, procuraram
ora- vio arrasta-la para seu lado : era preciso, para
fazu-la aporlar-se, signal sempre obedecido do
Dr. Howe; mas pela primeira vez, a obediencia a
este signal lhe custava evidentemente, L'niu-se ao
doutor, como pertubada c tmida___EmDm, um
momento depois reconduzida a sua mao, se preci-
pitou de novo em seu seio, c ahi se abrigou com
fdicdade.
A separagao da mae e da filha mostrou toda a
afleieao; a intelligencia< o a coragenn da menina.
Laura acompanhou a sua mae at a porta, se a-
garrando sempre a seu. vestido, nao se detendo se-
nao. ac-kmiar, e apalpando ao redor de si para ver
quem ahi eslava. Rcconhecendo a sobdlrectora
do estabelecimento a qual ella amava muitor agar"
rou-a com urna das maos, o com a outra releve a
de-sua mae com um tremor convulsivo: Emfim,
deixou ir a mao de soa mae, levou seu lenco aos
olte, e se voltando, se poz a solucar junto da sub-
d rectora. Pensa-se bem como a me; partindo,
naoiria lacerada por emogoes nao menos |vio-
1 otas.........................................
Tinha-se notado, nos primeiros relatnos, que
Laura poda distinguir os diversos graos de intel-
encia de que as ootras eram dotadas, e que aca-
ra por tratar qoasi com despreso- toda aquella
. e era novamenle- admittida, e era quem no fim
d 3 alguns dias deseobra urna certa inferiordade-
E sia qualidade pouco amavel de sea carcter se
fc m mais fortemente desenvolvido durante o curso
d le ultimo anno.
Escolhcu para suas amigas e companheiras as
y vens cegas que sao intelligentes e capazes de se
c Urter mais agradavelmenle coro ella, como tam-
t em se aborreca com aquellas que sao de um es-
firilo menos engenhoso, a menos que ellas nao lhe
(sem uleis para alguma cousa ; estando muito
i isposta a se servir dellas, e a exigir mesmos des-
1 ts, o que nao poderia exigir das outras, mostran-
i o assim, e de diversas manobras seu sangue sa-
onio.
Gosta de ver as outras meninas ser distinguidas,
c acariciadas pelos meslres ; mas nao era preciso
que as acariciasse muito, pois se toronla ciosa.
Quer ter sua pane, se esta nao a do lc^>, o sem-
pre o mais forte, e so recusam-lhc, ella dVs ,
t Minha mae, me amata. j
Sua inclinacao para imitacao tao pronuncia-
da que a deixa levar a actos que devem ser in-
teramente incomprehensiveis para ella, o que nao
podem lhe causar outro prazer quo a satisfaeao
de urna faculdade interior. Tem se visto ella as-
sentada durante urna meia hora tendo um livro
diante de seus olhos exlinctos c mechendo os la-
bios, como ella lom notado que faziam as pessas
oceupadas em lr.
I"ni dia pretendeu que sua noneca eslava doen-
le : ei-la que a deita, lhe d medicamentos, lhe
poem aos ps urna garrafa de agua quente, nudo-
so cora todas as forras.
Quando o doutor veiu, ella insistiu para que
elle lhe tomasse o pulso, e o doutor lhe tendo dito
que puzesse um vesicatorio entre as duas espa-
duas; pareceu encantada com esta idea a ponto
de dar um grito de alegra.
Suas sensaciessociaese suas affeicoes sao mui-
to vivas ; quando est a trabalhar agulha ou a
estudar junto de urna de suas pequeas amigas, se
inlcrrompe por momentos para abraca-la com urna
ternura tocante de vr-se.
Deixada s, se oceupa e se diverte, parecendo
muito contcnle. Tal a irreslstivel tendencia que
tem o pensamento para revestir a forma da lin-
gnagem, que Laura faz muilas vezes monlogos na
lingua dos dedos. Mas isto se d quando ella est
Todos o julgaram morto, menos eu ; quem fe-
ndo por urna arma d fogo disparada pela frente
cae sempre para diante. O doutor correu a exa-
minar-lhe o pcito ; nao cstava ferido. A bala aira-
vessara o collarinho da camisa sem tocar-lhe no
corpo.
O marquez tinha portanto desmaiado. O doutor
fez-nos observar a fraqueza do pulso, a insensibi-
lidade da pelle, e os membros do corpo inteiri-
cados.
" Era urna especie de catalepsia.
Se hontemjeu nao o tivesse visto assim, disse
elle, julga-Io-hia agora morto : mas espero ainda
slvalo desse estado. Nao hora que esses ata-
ques se tornem amudados !
Causava-me admiracao ver o Sr. de Mauvesin
conservar sempre as faces coloridas, apezar da
crise tao grave, porque passava. Observei-o ao
doutor :
Tambem me causa isto admiracao respon-
deu elle examinando o rosto do enfermo.
Depois molhou ura pedaco de panno na agua da
ohuva, e passou-lhe pelas faces. O panno tomou
urna cor avermelhada.
O pobre diabo, verdadeirameute doentc, ou doen-
te de medo, como dizia Ral, pozera arrebiques no
rosto a imitacao das mullteres, afim deoceultar-nos
a palhdez I
Quanto a mim, disse-mc Ral cm voz baixa,
creio que o sugeito tinha o coslume de arrebicar-
se. As mogas gabavam-lhe as roseas faces no
tempo em que se achava elle no verdor dos annos:
mas em Pars teve urna vida dissolula ; as rosas
desmaiaram, e o vinagre inglez substituu a sua
cor.
O marquez tomou um pouco a si nos bragos do
doutor : nao fallara, porm, e pareca nao com-
prehender onde eslava. As suas testemunhas con-
duziram-n'o calega, e eis-me de volta sem saber
explicar o m> sterio dessa ridicula aventura.
O Sr. de Mauvesin nao est bom, verdade ;
mas nao seria antes tudo isso um ataque de cobar-
da I Oh I E' preciso que tornea si, preciso que
se decida a morrer de outra cousa que nao de ter-
rorl -^ao nutiliso anda as rainhas cartas de des-
pedida, e as minhas ultimas disposiges. Poltrao
ou nao, o Sr. Duluc atira bem e pode matar-me.
Apenas mudarei a data.
Eis-me triste, meu querido Cadanet, horrivel-
mnte tnste t A idea da vinganga, a esperanga de
castigar esse miseravel, me snstiveram depois da
revelacao ternvel desta noute. E agora..Vesca-
s, quando esta quieta: urna vez advertida da pre-
senga de alguem nao tem mais repouso at que se
tenha approxhnado desta pessoa para lhe pegar
as'maos e entalwlar conversagao com ella pelos
signaes.
Em seu carcter intellectual observase com
prazer urna sede insaciavel de saber, e una promp-
ta percepgao da relagao das cousas entre si. Em
seu carcter moral admira-sesua alegra continua,
sua felicidade de gozar da vida, seu amor espan-
sivo, sua conflanga sem reserva, suasympaihia pe-
la dr, sua delicadeza de consciencia, sua boa [,
emfira todas suas bellas disposiges.
Taes sao os fragmentos que extrah da simples,
mas inleressante e instructiva historia de Laura
Dridgman. Tenho nomeado seu grande bemfeitor,
que a escreveu o Dr. Howe. Nao ha alguem eu
0 espero, que depois de ter ldo estas passagens,
possa ouvir este nomo com indifferenga.
O Dr. Howe, depois do relatorio que venho de
citar, fez ura outro emqne descreveos novo pro-
gressos de Laura at o fim do anno de 1841.
muito notavel, c assim como nos fallamos seis-
mando e fazendo em nossos sonhos conversagoes
com as perguntas e as respostc3 de nossos inter-
locutores imaginarios, Laura n3o podendo fallar,
se serve cm suas visees do alphabcto dos surdos e
mudos-,
Qoando sen sornno pertuhaFdo, ella se expri-
me sobre seus dedos de urna maneira confusa e
irregular equivalendo a nossos-' murmurios e a
nossas palavras inarticuladas em egual cirenms-
tancia.
Vi o- jornal redigido por ella, e encontreo nao
somente escripto en caracteres mu legiveis e bem
alinhados, mas expresso em termos de urna intel-
ligencia fcil sem necessidade alguma de cxpl-
cagao. A meu pedido-, a'mestra que esta va junto
della lhe tez assigurar duas ou tres vezes o seu
nome sobre urna folha do papel. Observoi que sua
mao esquerda segua constantemente a direita que
naturalmente, tinha apenna: Alias nenhum soc-
corro artiiciala diriga para alinhar suas lettras.
Nao se rinha ainda apercebido que tinha visitan-
tes, mas tend collocado sua mao na da pessoa que
nos acompanhava, ella expvimtu logo seu nome
sobre a moda mestra de quem ella recebia urna
licao.
O sentid, do tacto toraou-se nella tao delicado,
que tendo nma vez condecido alguem, ella nao o
esquecia mais, e o prova. depois de um longo in-
tervallo. Assim havia j muitos mezes que a-pes-
soa que n6- acompanhava nao a tinha visto. Rc-
pclliu logo minha mao, como faz a de todo homcm
que lhe estranho ; ma& reteve a de minha mu-
lher com om prazer evidente, ella a abrageo c exa-
minou os sens vestidos e adornos, com a ouriosi-
dada de ama moca.
Eslava alegre, mas com urna alegra innocente
e graciosai Foi com interesse que cu a vi reco-
nhecer urna joven cega, sua companheira'favorita,
que veim de vagar tomar ura assento junto della.
Exprimas verdade, sua alegra por um pequeo
snssurro pouco harmonioso e penivel de ouvir-se,
mas sua mestra tendo posto um dedo sobro seus
labios ella o cessou logo, e abracou-a com um.riso
affectuoso.
Eu tinha estado anh*s em urna outra sala onde
um bando de meninos cegos se balangavam, sal-
tavam e jogavam toda a sorte de jogos. No mo-
mento em que libamos entrado gritavam ao sub-
director que nos tatroduziu : t Vde-me, Sr. Hart!
eu vos rogo, Sr. Hart vde-mc I
Cada um delles com este amor propro particu-
lar aos cegos eslava muito desejoso de fazer notar
suas pequeas proezas em gymnastiea. Entre el-
les estava um rapaznho folgasao, que se conserva-
va aperlado execulando s seus exercicios com
urna rara satisfagao pessoal. Como Laura Rridg-
man, este joven alumno era surdo, mudo e ao mes-
mo lempo cogo.
Oliverio Caswel o nome deste pequeo ceg,
cuja historia so liga muito a fe propra Laura.
Tem treze annos, e at a edade de tres ou quatro
mezes tinha gosado de todos as suas facilidades.
j Ficou sordo em quatro semanas, depois ceg, e no
: fim de seis mezes mudo. Tesicmunhava o senti-
miento da perda desle ultimo sentido tocando mui-
las vezes os labios das pessoas que fallavam na
1 sua presenga. e levando a mao sua propria bocea
como paraasscgtirar-so que elle tinha urna.
Sua ambigao de aprender, diz o Dr. Howe, se
fez ver, logo depois de sua admissao escola, por
um cuidado exame de tudo que poda tocar ou sen-
tir. Por exemplo tendo andado sobre o registro
de urna fornalha,sc abaixou logo e se poz a apalpar
e dcscobriu a maneira porque a chapa superior,
vigora sobre a chapa inferior. Mas nao lhe era
ainda bastante applicou sua lingua sobre urna e
depois sobre a outra successivamente, e pareceu
distinguir que eram de metaes differenles.
Seus signaes eram expresslvos, possuia com
perfeico a lingua natural; era risonho, alegre e
travesso, etc., etc.
Alguns signaes analgicos que tinha alqueri-
do pela sua faculdade de imitacao eram muito in-
lelligiveis; taes como o balanc de sua mao para
indicar o movimento de um barco, o gesto circu-
lar para o de urna roda, etc.. etc.
Foi preciso comecar por deshabilua-lo destes
signaes e subslitui-los pelos puramente arbitra-
rios.
O Dr. Howe aproveitando-se de suas experien-
cias anteriores, pode dispensar algumas das tran-
sigoes preparatorias de seu processo, e empregou
logo a linguagera dos dedos. Tomando pois alguns
objectos de nomes curios, e com Laura por auxi-
liar, assentou-se nerto de Oliverio, e lhe pondo a
mao sobre urna chave, por exemplo. fez com Seus
dedos as lettras C. H. A. V. C.
O pequeo ceg apalpou curiosamente a mao
fallante do mestre cora ambas as suas maos, e pro-
curou imitar os movimentos. No fim de um mi-
nuto nao segua mais senao com urna das maos c
os dedos indicadores, e se esforgou para imta-
las com a outra, rindo-se com satisfagao quando
sahia-se bem.
Laura ahi estava, disse o doutor interessado a
ponto de tremer de emogao, e osles dous discpulos
ollereciam ura singular espectculo. A physiono-
mia de Laura era animada e ardente, seus dedos
se entremeiavam entre os nossos bastante perto pa-1
ra seguir todas" as nossas figuras, mas tao lgeira-
mente que nao nos embaracavam. Emquanto que
Oliverio ficava ltenlo, inclinando uro pouco a ca-'
bega, levantando a fronte, sua mao direita agarra-
ra a minha e a esquerda exceulava. A cada mo-
vimento de meus dedos, seu semblante exprima a
mais viva anciedade, depois procurava imitar-me,
sorria logo que esperava um bom resultado, e da-
va rana risada quando senliu o meu signal de ap-
provago sobre sua cabeca e o de Laura que o ani-
mava apphcando-lhe de bom coragao pequeas pal-
madas entre as espaduas.
t Aprenda mais de scia lettras em urna meia
hora, e pareca encantado- pelos seus successos.
Mas no fim deste tempo suo allengo comegava a
afrouxar e era preciso brinear-se com elle. Aercs-
cenlarei que ero suas nrimeira lgoes tinha de rau-
t boa vontade imitado os movimentos de meus d-
dos, collocando sua mae sobro os objectos esooHii-
dos- por mim, e -sem ter a percepgao de relagao en-
tre e signal e o objecto.
Quando elle estava fatigado- do jogo, cu o re-
conduzia a mesa, e elle estava sempre prompto pa-
ra continuar seu exercicio de imitago. Aprendeu
tambem o com presteza o fazer as lettras das pala-
vras eltave, penna, etc. A forga de lhe por as
maos o- mesmo objecto, lhe fiz comprehender a re-
lagao que cu quera estabeleccr entre este objecto
e as lettras que o representavam. 'Pivc a prova
dsso, porque se eu fazia as lettras P E N N A ou
CHA VE elle procurava e encontrara a penna, a
chave.
A percepgao desta relacao nao foi acompanha-
da deste rasgo brilhante de intelligencia' e deste im-
pulso de alegra que tinha marcado o feliz momen-
to em que-Laura a tinha percebido. Pu entao to-
dos os objectos sobre a mesa e me apartando um
pouco coro os meninos colloquei os dedos de Olive-
rio na posigo do alphabeto manual que significa
chave... inmediatamente Laura foi procurar a cha-
ve. O pequeo Oliverio pareceu divertir-se muito
e sorriu mestrando-se muito attento. Lhe 8z entao
figurar as lettras P A O, e no mesmo instante Lau-
ra foi procurar um pedago de pao. Oliverio-o che-
rou, oapprexiniou dos labios, sacudiu a cabega
com ar astuto, pareceu reflectir um momentoe riu-
se, como para dizer :
Ah I ah l. comprehendo agora para que tudo
isto pode servir.
t Era ciaro-quc elle tinha a capacidade com o
desejo de aprender, e que nao lhe era preciso
mais que urna attencao perseverante. Entreguei-
o pois a um hbil instructor, nao duvdando mais
de seus rpidos progressos. >
O Dr. Howe com elfeto pode notar bem. com
um sentmento de trumpho o-momento ero que o
primeiro raio de seu ensino despertou a intelligen-
cia ainda inerte de Laura Dridgman. Este momen-
to lhe ser sempre a fonte de-urna pura o deliciosa
felicidade, a recompensa doce c brilhante de sous
nobres e otis trabalhos.
A affeigo quo existe entre estes dous entes o
mestre e a discipula, urna affeigo a parte como
as circumslancias, que a tem feito nascer, estao
fra das circumslancias ordinarias da vida. ODr.
Howe est presentemente oceupado em procurar
os meios de estender o circulo dos conhecimentos
de Laura, c de lhe dar alguma idea do grande
Creador deste universo, o qual no meio das- irevas
e do silencio da sua vida, lhe tem iinda reservado
lao vivos gozos.
Va que tendes olhos para nao ver, ouvidos- para
nao ouvir, que sois como estes hypocntas que tra-
zem urna mscara de tristeza e de pallidfez, para
fazer crr que sotrem, recebei da cga urna licao
de contcntamento e d- alegra. Santos de frontes
franzidas, esla pobre menina pode vos dar urna li-
cao que fareis bem seguir. Deixae sua rao se col-
focar sobre vosso coragao, porque ha neste contac-
to benfico urna virtude semelliante a fe mao do
Supremo Mestre, cujos preceitos interpretaes to
mal, cujos conselhos despresaes, cuja sympatha e
candade universal vos esqueceis.
Quando. me Icvantei para deixar a sala, um bo-
nito menino filho de ura dos empregados entrn
para abragar seu pae.
Xeste momento o aspecto de um menino com
vista, no meio desta reuniao de egos, me foi tao
penivel como o tinha sido duas horas antes o en
contro do primeiro menino cga que eu tinha visto
a porta. Ah como este espectculo tao brilhante
fra, como este cu tao azul me pareccram mais
brilhante e mais azul ainda, quando me recorde
das trvas em que vivam tamos pobres meninos!
DlCKENS.
(Traduccao de S.>
certo sobre os seos volumes de Vambes e Po-
? t!L5? yre8' el Chants on Rimw W, '
attestava o pensamento do autor das Proflssao
,0, 'inf mart,ne Duscando a solido e essa tris-
m, rrlrt-r"16, me'anclca da saudade, de
que se irradia ojjlonoso vulto do pensador dos
Girondinos ., nao preparara a penna senao para
recordar urna ou outra sensacao critica, que i^mo-
numental poema romntico de Hogo Ih suscitara,
c atirar ao mundo as suas modernissmas Confi-
dencias, que sao necessanamenle um reflexo tibio
do Raphael .. e aondutacao dbilmente capri-
chosa da morena Graziella !
Lapradc, Sainte Reuve, Houssav e Theophilo
Gautnier, mais ou menos emmodecidos e tacitur-
nos, abragam-se correspondencia poltica no jor-
nalisnio, ao romance ephemero e critica, svia-
gens e artigos humorsticos, litteratura pesada
permtlam-me a expressao I deixando erapoeira-
das as lyras, que cantaran) Psych, Joseph De-
lorme, Primeiras poesas e Emaux et Carnees .
E' esta a verdade a qoe se une o vaticinador, o
prophefa popular Eugene Pelletan. Ter solidas
razes o distracto poetao prosador insigne? Creio
que nao. Henry Murger deixou n'uma da mais
bellas paginas do seu livro> As noutes d'Jover-
no um verso que ninguem esquece, que nin-
guem esquecer nuncaLa Jeooesse qu'un temps !
e esse tempo o das illuses, dos fructos de eu-
das rosa despencadas e ardentes, das harmo-
nrPfrilIPna&a a tnAtmt-mmtm X, Ja nl A',
nas preguigosas e indisiveis, do ar, do sol, do
da O tempe em que se faz versos e s er E-
necessario fra dessa regramostrar-sc urna ad
miravel excepgao: Hugo aos eincoenla ou sessen-
- anuos com a maginagao exaltada dos vinte an-
s! Urahece-se na penna, que tracouo perfil de
rantine ou Cosette o mesmo sentimenta-
lismo, e pureza 'dopincel creador daouella niara-
Ihosa e delicada lagrima. Os Phantasmas .
Arsene Houssaye, o autor do Re Voltai-
trocou as delicias do jardim de Anuida pelo
pesado caminhar, pel-fastidioso e nglorio- bordo
(JO tnnriBfo .ni.-. ..n.........._____r.r.. .
pa-me a preza ; e essa ferida, essa mordedura da
inveja, essa calumnia, pois, urna calumnia !...
rem-me o coragao....
Sim I Fanny mentu, mentiu como urna creatu-
ra odiosa que Margarida pura anda... teria
lutado at morrer 1... E de mais talvez que o mar-
quez de Mauvesin nem tivesse tido a dadescme-
lliante crime I
Fanny o ama, tem cumes delle... ou ento abor-
recc-me, e aborrece a Margarida, o que j nao du-
vido !...
Entretanto Margarida conlou-me que Mauvesin
a quiz deler forca, e obriga-la a apear-sc, che-
gando at mesmo a agarra-la pelos ps : que ella
salvou-se n'uma fuga desesperada ella que mal
sabe governar um cavallo 1 Apenas chegou ao cas-
tello cahira de fadiga, de colera e de medo; nem
esperou por mim, c nem se embaracou da minha
ausencia com Fanny, de quem era outr'ra tao
ciosa I No dia seguinte estava pallida, trema de
indignagao ao contar-nos a aventura da vespera I
Tudo isto na opinio de Fanny nao era anda to-
da a verdade 1 E quando pens que pode ser mui-
to bem verosmil a narragao dessa pessima crea-
tura !...
Porm Margarida franca e resoluta ; devra
ter-mc dito : c Estou perdida, mas sem mancha !
Fui victima de urna fatalidade... fui ultrajada por
um miseraycl!... Mala-o, c vinga-me I
Devra, sim; mas a mulher mais forte sempre
fraca perante a dr daquelle a quem ama!
Ella quiz poupar-lhe este solfrimento dzia
ranny.
E quem sabe se a propra Fanny nao a assustou
engrandecendo a coragem e destreza desse Mauve-
sin ; quem sabe se nao a persuadiude que elle ma-
tar-me-hia sem remissao ?
Pobre Margarida! Como ha de ter soffrido!
Nao, ella nao soffre; pelo contrario vive alegre
e risonha depois que se decidiu o nosso casamen-
to. A noutc_ passada dansava como urna louca !
Quasi que nao se inquietou com a presenga do
marquez : olhou-o com soberano desprezo quando
elle a solicitou para dansar I E tanto confiava na
promessa, que lhe fiz, de nao o provocar, que nao
percebeu o que se passra I
Sou um louco Nada dsso que me contaram po-
do ser verdade t O propro Mauvesin nem pensa em
tal aecusagao Foi pouco civil; talvez tivesse mes-
mo a intengao de compromette-la I... Merece por
isto urna correegao, e nao ha de achar meios de
evita-la! Quanto ao mais interprete! mal as suas
palavras : E multo tarde!
O que quereria dizer com isto? Nada, a nao ser
que se achava despeitado com a recusa de Marga-
rida, e resolugao de meu lio.
Nao importa J fallei a promessa Agora
forcoso que esse Lovelace cataleptico estorga-se no
po para nao levantar-se mais, j que teve o atrevi-
mento de deter as redeas do cavallo, em que ia mi-
nha prima, ja que teve o alrevimento de com as
suas maos tocar nos ps della I
6 de outubro.
Tenho resolvdo nada dizer Margarida. Fanny
relirou-se do castello com sua mae logo no dia pos-
terior ao do baile.
Nao a tornei a ver, e nem o desejo. Quando
Margarida for minha esposa, procurarei affasta-la
dessa vbora...
Minha esposa Margarida minha esposa Eis
que esl prestes a realisar-se o sonho querido de
toda a minha vida... e um punhal agudo atraves-
sa-me o coragao I
O Sr. Duluc contina muito doente. O doutor
opina por um ataque de colera. Oh! se este ho-
mem morre sem eu vngar-me !
Vingar-mc de que ? De um mu pensamento ?
Talvez que sejam muito pueris os motivos da mi-
nha aversao. Para que, pois, odiar a este ponto
um rival supplantado ? Nao se acha elle assaz pu-
nido, assaz humiliado?
Ao menos Margarida esl na persuasao de que
nenhum ressentimento tenho contra elle. Ella pa-
rece de tao boa f!
Eu, eu somente sou o culpado, e bem culpado !
Oh pobre menina I Nunca sai ha, nunca descon-
fi do quanto tenho soffrido!
8 de outubro.
O marquez contina no mesmo estado : febre,
divagages, nem um pensamento seguido. Se eu'
o fosse ver ? Talvez que no delirio lhe escapasse a
verdade.
Mas sua mae nao consentira que delle me apro-
ximas^-. Sabe naturalmente que nos batemos, que
devenios ainda bater-nos. Nao tenho coragem, nem
o direim de afiligir o coragao de urna mae I
Fui floresta de Jacquelin em ar de passeo.
Nao existe ali mais do que um casebre miseravel,
e um velho guarda lo surdo, to estupido, e tao
decrepito, que pareceu-me incapaz de prestar-se a
semelhante alternado!
Deter um cavallo que era instigado para avan-
zar, nao estava as suas forgas !
Crltiea Iliteraria.
Auroras e erepnscnlos, poesas do Sr. F. A. Fil-
(iiif-iras Sobrinho.
O gosto o bello da arte, o bom
senso do talento. O Drasl, rico de
inspiragoes, hade ter urna litteratura
brilhante.
FlLClEIRAS Sobmniio.
I
O romance a grande idea da poca,ser o
estandarte, sustentculo do futuro, o que disse o
Sr. Eugene Pelletan, no seu ultimo livro Nova
Babylonia >.
O escriptor demcrata francez, noticiou com fir-
meza e energa o desmerabramento da poesa em
verso, duvidou da seguranca intrnseca e perma-
nente do drama e da comedia, para firmar a base
das sociedades Iliterarias no romance, na discrip-
go em prosa, onde a elevagao do estilo e pensa-
mento irmanam-se com o estudo profundo phisio-
logico, scientifico, universal. Victor Hugo j ti-
nha escripto os t Miseraveis .
Augusto Rarbier exilado do pensamento activo,
apenas elevando um brado favor da Polonia es-
crava, esquecendo-se na lethargia reclinado de
Erapreguei os meios para faz-lo fallar; nada
comprehendia das minhas insinuagoes; sorria-se
com ar apatetado.
Talvez lenha um filho on um sobrinho. Nem
me lembrei de perguntar-lhe se viva s!...
Dolin me disse que elle viva com sua mulher,
j muito velha. Os filhos, que tinham, moravam
longe, e eram todos pessoas honestas. Logo Fannv
nao disse a verdade!
Margarida queixou-se por me nao ver mais a
miudo. Respond-lhe que nao a quera distrahir
dos seus cuidados de toilette, e demais achava-me
por minha parte entretido com os meus negocios
de successao, com que alias nao me embarago.
Satisfeta com esta desculpa, minha prima mos-
trou-me os seus lindos vestidos, e asjoias que lhe
deu seu pae. Fanny fez-lhe tambem presente de
um collar, o qual, apenas ella me mostrou, arran-
quei-lhe das maos, pedindo-lhe que nao usasse de
semelhante Joia.
Tudo quanto vem de Fannv deve ser envene-
nado.
O meu arrebatamento causou espanto minha
querida noiva, que disse :
Que queixas tens de Fanny? Reconhego que
ella tem seus defeitos; mas quando se feliz, de-
vc-sc tudo perdoar.
Feliz! Margarida se considera feliz Logo
pura! Sim, o seu coragao puro como o cu I Se
ella tivesse sido profanada, nao o teria comprchen-
dido E demais nao cahiu desmaiada ?
Creio e nao creio ao mesmo tempo. Que suppli-
cio!
Tranquillisei-me um pouco esta tarde sentndo-
me junto estatua. Encarei-a por muito tempo.
O marmorc! O' pureza do marmore! Como
grande o teu mrito! Que importa essa alvura
immaculada de que nao tens consciencia, pacifica
Callirho? ,
O mrito da candura esta na alma que a conser-
va. Nada manchou ainda a de Margarida: nao foi
mais profanada do que o seria esta estatua pelos
abragos de um louco !
E seria louco aquello que araou Galatha ? O
amor do marmore I... Sempre esta idea flxao
mdo da deshonra um prejuzo cruel... ou um
rigor injusto... talvez um instincto selvagem !
Antes quero entregar-me duvida que me tor-
tura, ja que nao posso domina-la. Acceito-a, sim,
acceito essa horrivel duvida tenho coragem para
i".
ta
nos
vi
re
Aca-
louriste ., que procura na critica da
demiaFranceza enoromance parisienseerapi-
d0'-na, \palena do XVUI seculo eem Madc-
moiselle Mariani o-sumo brando e leve qoe be-
ber ao escrever os seus-mais sentidos vereos.-
- Koscira da Finada por exemplo I Engao fa-
i L sempre n'ura rio de diamantes qoe as
almas se afogara disse Julio Machado, o folhe
luv.sta; mas n um outro rio de diamantes, nessa
peseana do interesse morrem, abvsmaro-se- cem
clleito os melhorcs talentos contemporneos,
principalmente em Fracga!-Em Franga nao-ha
ouvidos para a poesia oreio ser esta urna phraa*-
de Pelletan, e o motivo da indolencia db-Rar-
bier, do silencio de Gautbier, do esquecimentode
\ ictor- de Laprade, do trabalhar agora meaos-ac-
tivo de Sainte Reuve. poeta rimador exceHento
deitando-se depois d'uma discussao na academia
franceza, sobre os Instrumentos por vezes ridos,
que acompanharam Gostave Planche e qoe fke-
ram-n o enlouquecer por fim t
La Jeunesse na qu'un temps E' un< mi-
nuto de felicidade, poca dos bons e aicos
amores f A poesia entao um raio mais hmido
de estrella, um canto de ave ao escurecer, no
mais espesso do bosque!' Vive-se formando nomes
com os reflexos do Iuar, e contndoos .brisa,
que os guarda na passagem E' a vida I a vida do
sol I a vida do mundo a- vida do pensamento c
da primavera! Sonha-se, e do sonho, tira-seabeb
leza vaga e ondulante, a- belleza caprichosa, que
se incaana n'um frmito- de espadua nua, nofogo
treraulo.de dous olhos, a se fiarem nos nossos.
em momento de perfume e de amor !qaando o
ouvido est dislrahido e o coragao ouve!
Gom&.cantar depois, aocahir do dia, a3 baixar
da vida ta-se de* resplendores roysiicos, e precisa do inte-
resse para alimentar a-eonstruegao phisioa, para
sustentar o hornera na,socedade do mundo e da
existencia commum t
Victor Hugo pode escrever um livro, que se
alrelle ao glorioso carro dos t Miseraveis- po-
rm nao sentir no espirito a flamma divina, que
allumiou-o s primeiras cances das < Orientaes-
as ultimas estrophes dos Raios e sombras ?
Rarbier sonha ura novo Idole ma daria par-
te da repouso e da serenidade para coser tre&ver-
sos das Stiras- e cantos Gaothier, autor
dessa admirable- tour de forc Mademoiselle
de Maupiu ., forma inquestionavelmentc uro no-
vo volume dos grotescos e sentir-sc-hia ami-
to mais feliz se com a mesma inspiracao de passa-
das horas aventorasse um novo i Gair de Lnne
sentimental Como Alfredo de Mussct, poeta
sempre, morre-se, como Casimiro de Abre e Al
vares de Azevdo, perde-se o homom no turbilhao
das paixoespor que a poesia mata mota co-
mo o raio, como o veneno, como a alegra e como
o amor Grard de .\erval, morreu ap*Kndo a
kraeura solire o coragao e sobre os labios, a febre
da poesia!
Ella dorme, a encantadora, a poesa dorme ten-
do os olbos cerrados, e a alma incendiada ao se-
reno da noute : cada estrella vem dar-lhe um fio
magntico do seu cabello, cafe anjo de melancola
vem dizer-lhe ao ouvido um nome fe ultima pri-
mavera um nome esqueeido quasi!
Porm monanao a julguera mora! A Vestal
sonhana velando sempre, e o fogo nao apagava
nunca. A musa dos versos leiu mdo do invern
e dos interesses da vida-ella ama o prazer! ama
a folia e a robe de Mmi Pinson o louco esban-
jar do libertino Rolla.! A tristeza alimentadora.
das almas de Millevoy, a energa explendMa de An
dre Lhenier.
O arvoredo nem sempre est verde, a fonte ali-
geira as suas aguas com a chuva tempestuosa c-
enlurva-as! O poeta canta o que sent aos vnl.-
annos; dejiois vem o desalent, depois vero o in-
vern.
A. F. de Caslilho na prefacio ou introdueco do
poema romntico de Thoinaz Ribeiro, D. Javme, ci-
ta exemplos e falla aos poetas portuguezes, que nes
la nuadra de progressivo andamento calbm-se Joao
de Lcmos no dolcefarnientCi da sua quinta; Al.-
xandre Draga envolto as folhas dos praxislas; Cor-
deiro, c outros.
Nova geracao, novo brado erguem-se todava
As coras Fluctuantcs. de Pinto Ribeiro, os iver-
sos. de Rulho Pato sentimental e mimoso cantor,
a promessa de um poema em embrvo ainda do
autor de D. Jayme c mais livros c poesia satvri-
ca de Manoei Roussado Roberto ou a domina'eao
dos agiotas, algumas quadrase sexlilhas boas, fra-
queza no dcscnvolvimento total da concepeao, fra-
queza c pouco mrito.
(Continuar-se-ha.j
mesmo, calca-la-hei depois
tanto! AfTronto-a
aos ps!
u Serei-? esPS0 fel e altivo da minha querida
Margarida^ Nao exigirei della confissdes humi-
mantes... Tenho-rae abstido de fazer-lhe qualouer
pergunta que possa alterar a pureza da sua iraa-
gmagao ; assim tambem abster-me-he de faaer-lh.-
.jualquer qucixume que martyrse o seu fiel cu-
ragao.
9 de outubro.
Como bello este marmorc Como casia a
minha Calhrhe Oh! se, a exemplo de Picma-
liao, eu amasse aum ideal, a urna estatua, nao sof-
frena agora os tormentos do ciume!...
Mal ouso confiar ao papel o accesso de delirio
que me accommetteu esta manha.
Nao importa ; devo registrar e analsar tudo o
que era mim se passa : assim o prometti a Cadanet.
Se e fraqueza do meu cerebro, elle me ajudar a
combate-la. Espero-o com impaciencia... Oxala
que me reprehenda, que me faga corar de mim
mesmo! *
Porm esta estatua nao obra dos homens, mas
sim de Deus... Que artista poderia imitar a natn-
reza a este ponto ? Nao sera por ventura a propria
Cal irhoe T Nao pode a vida ter sido suspensa ?
Que mysteno esse da vida latente ? Aquel le
saino, cujas theoras sobre o metamorphismo des-
prese, talvez tivesse raziio ; se bem que tocou em
metade somente da questiio. Elle va a substancia
transformada, deraonstrava as operacoes mvsie-
nosas da morte...
Sim, pode estar ali urna mulher que viveu oue
amou, e a quem a morte sorprenden em lodo o vi-
go da mocidade e da bellezafMas a alma? A alma
nao pode cahir inerte nos bracos da transformagao
material, a alma vive emmira pela recordacao be.
o pensamento, vive esvoacando em torno de nini
talvez pelas visoese appcllos mysteriosos que o'
meus sentidos traduzem como podem
^0lttC?.',l!r!,i0! Se a'iuelle realmente o teu cor-
no, se la ajma errante procura revestir os scus
anugos orgaos-o amor nao faria este milagre?
. K.Z"rftn?redaraaslB s meossSs?
l^ fae;me o teu amor, restitue-me a vida, ar-
ranca-me ao olvido do tomlo!
(Contimtr*$ka.)
- P


PERNAMBUCQ.^ TYP. UE M. F. l & FILHO
(MUTILADO]
T


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