Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10192


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Full Text
AMO XXXIX HUMERO 212.
Por
Ptr
tres aezes adiantados
tres Bftzes vencidos .
5JO00
6JO00
OIHTA FEIBA 17 DE SETEMBRO DE 1863.

Por tino odia atado
Porte fraie para o subscriptor.
19$00O
URJO DE PERNAMBUCO.
ENCARBEGADOS DA SL'BSCRIPgO -NO NORTE
Varahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima?
Natal, o 8r. Antonio Marques da Silva; Aracatv, o
'. A. de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de
Glivefr; Maranho. o Sr. Joaquim Marques Ro-
drigues; Para, os Srs. Manoel Pinheiro & C; A-
mazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SO."
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Das; Baha, o
Sr. Jote Martins Alves; Rio de Janeiro, os Srs. Pe-
reira Martins .. f ARTIDA DOS ESTAFETAS,
oiinda, Cabo e Escada todos os das,
iguarassu' Goyanna e Parahyba as segundas
sextas-feiras.
San*.Aunt2' Gravat, Bezerros, Bonito, Cntaro',
d- i'li? e Garanhuns as tercas feiras.
Pao d Alho, Nazareth, I.imoeiro, Brejo, Pesqueira,
Ingazeira, Flores, Villa Bella, Tacaratu', Cabrob,
Boa Vista, Ouricury e Exu' as quartas feiras.
Serinhaem, Rio Formoso, Tamandar, Una, Barrei-
uhSA "* Pre,a e Pimcnteiras as quintas feiras.
una de femando todas as vezes que para ali sabir
navio.
Todos os estafetas partem ao 'A da.
EPHEMERIDES DO MEZ DE SETEMBRQ.
4 Quarto ming. as 9 h., 44 m. 2s. da t.
13 La nova as 1 h., 16 m. e 38 s. da m.
20 Quarto cresc. as 10 h., 8 m. e 2 s. da m.
27 La cheia as 2 h., 37 m. e 2 s. da m.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 6 horas e 6 minutos da manha.
Segunda as 6 horas e 30 minutos da tarde.
PARTIDA DOS VAPORES COSTEIROS.
i Granto 7 **?*6*! a 5 e *; Para norte a, I
i. iK L de cada me I Para Fernando nos
das i4dosmezesdejan. marc., maiojul, set. enov.
o, n pART,DA D0S MNIBUS.
JaftaSo ",' fi uOI"da *,8 da m"e 6 da tarde' de
mf ^ L da "2-' d0 Caxang e Varzea s 7
! da e. Bemhca as 8 da m.
i kuku ^I3,0Apipueoss3 %4, 4%4'/,
manha e 4 / e 6 da torde P> 0linda 7 da
22r2S?ril2 da ,arde; Para aboatao s 4 da tar-
AUDD3NCIA DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommereio: segundas e quintas.
Relacao: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda: quintas s 10 horas.
Juizo do commercio: segundas s 11 horas.
Dito de orphos: tercas-e sextas s 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio
di a.
DAS DA SEMANA.
14. Seguida. Exaltara da Santa Craz
lo. Terca. S..Domingo em Soria
16. Quarto. Ss. Cornelia e Cyprianomm.
17. Quinto. As Chagas de S. Francisco
18. Sexta. 8. Jos de Capertino f.; S. Sophia.
19. Sabbado. S. Januano b. m.; S. Nilo b m
20. Domingo. As Dores de N. Senhwa.
ASSIGNA-SE
PARTE QFFIGIAL
fiOYERNO DA PROVINCIA.
servio de cadea no termo do Ex, nos mezes de Ja-
neiroi a junho deste anno, deve ser paga a Joio
Franklm de Alencar Lima.
Dito ao mesmo.Autoriso V. S., em visto de sua
informacao de 12 do corrente, sob n. 449, dada
_ com referencia da contadoria dessa thesouraria,
- seccao-Pela secretaria do governo.se convida a mandar pagar ao Dr. Jos Mamede Alves Fer-
os abaixodeclaradosa viremjou mandarem pagar o reira empreileiro das estradas do norte, e de Pao
porte dos requerimentos em que pedem ao governo d Alno Nazare*, a quantia de 4:4435022, em
imperial a serventa vitalicia dos ofllcios de tabelliao Que> segundo as duas demonstracoes que vieram
de notos e escrivao dos juizos do termo de Barrei- annexas sua informacao, importam os juros de
ros, aflm deque os mesmos requerimentos possam 9 P01* cen'o ao anuo, vencidos at o ultimo de ju-
, nho prximo fiado e a que tem direito aquette em-
preiteiro, proveniente da demora que se deu nos
pagamentos de algumas prestocoes de seu con-
trato.
USiifeSi* Varzea ** 4 Vi da larde; para Segunda vara do civel: quartas e sabbados a 1 hora ? R Ct!e em a livraria ** Praca '"dependencia.
da arde. da ^g u,a ns. 6 e 8j, dos proprietonos Manoel Figueiroa de
rana a Filho.

seguir seu destino.
Antonio > Albuquerque Mello Montenegro.
Raymundo Newton Leopoldo da Silva.
Francisco Olegario de Vasconcellos Galvao.
Alexandrino Olympio de Holianda Chacn.
Jos Antonio Pereira Jnior.
Alvaro Paulo Noblato.
Manoel Cavalcante Lins Valcacer.
Zeferino Adolpho Delgado Borba.
Elias Pereira Goncalves da Cunha.
Pedro Maximiano Oliveira Mello.
Flix da Cunha Macedo Franca.
Carolino dos Prazeres Reg.
O secretorio do governo
Dr. Francisco de Paula Sales.
Dito ao desembargador da Santa Casa de Mise-
ricordia do Recife.Respondendo ao offlcio de V.
S. datado de 12 do corrente, tenho a dizer-lhe que
approvo os contratos que fez a junto administrati-
va dessa Santa (Jasa com Manoel Cavalcanti de Al-
buquerque Mello e Diniz Ignacio Prazeres dos
Santos, para exercerem o 1 os lugares de conti-
nuo da secretaria da referida Santa Casa c sacris-
tao da igreja de Nossa Senhora do Paraizo, e o 2o
de regente do hospital dos lazaros.
Dito ao director do arsenal de guerra.Para os
.... .----- convenientes exarnes transmuto V. S. a guia re-
4 seccao.Secretaria do governo de Pernambu- lativa a 80 pares de coturnos e 120 ditos de sapa-
co, 15 de setembro de 1863.De ordem de S. Exc. toes manufacturados na offlcina do presidio de Fer-
o br. presidente da provincia, convida-se o Sr. Dr. nando e enviados csse arsenal no hiate Sei am-
era medicina pela Faculdade da Bahia Manoel Lou- no, segundo declarou-me o commandante do mes-
renco estrella a comparecer no palacio do governo mo presidio, em offlcio n. 7o do 13 de agosto ul-
aflm de assignar era presenca do mesmo Exm. Sr. timo.
Joo Baptisto Gomes Penna.Nao pode ser
attendido a vista da informacao.
Bacharel Jos MamedeAlves Ferreira.Dirija-se
a thesouraria provincial.
Josepha Maria Pereira de Alcntara.Em vista
da informacao, a supplicante nao pode ser atten-
dida por ora.
Jeronymo de Aguiar Albuquerque Rios Como
reguer.
Dr. Livino de Bastos Varella.Informe
inspector da thesouraria de fazenda.
Manoel Thomaz de Albuquerque Maranho.
Como requer em vista da informacao.
o Sr.
INTERIOR.
RIO .ni\iii: no sil.
i de agosto de 1863.
0 XARQE NA EUROPA.
Apezar do bom acolbimento que haviam recebi-
CORBESPOn^TExTCIA DO DIA-
RIO DE I'IHWTIIIKO.
I'AH..
Me, 8 de setembro de 1863.
aSSSS.^ Urnas Pressaro a escolha livi*
dos patriotas bemaventurados e representantes da
v Heberos.
voacSo ne'de j,un ?l,imo' achavam-se nesta po-
i?^amb0S esles sen''ores, obseqmaram alguns
dS S' ?"e J v,eram visaar: uin (lestes j ebrio
So ErfJr n0,a.da 2? S?- Le"' 1 fo fflUt0 fplZ
nao perder o olho direito; em represalia este se-
"0r ,.'!a.._ch,_cote d0 ?!! e da-lhe urna boa li-
depaz
te.satisfaco do partido liberal bS^ST"""" i ^"aT^ 'T'a "l3,,ra.,ar os mrmgeiros atrev-
Os Sr^Brs. TiS^^^JSSta^ ssTm ftMCll*1" < Wndeu que
os eieitos-
cnvipri eald?d(! CT 1uc ^servamos nossas
2n,te?1 derivado- a provincia de Loreto ;
miST/08"8*1'08 direitos, teria
wP^T amazonas arrecadado mais de
*" C)I}*0S de impostes valor que tem ficadn
ass'im SSrM -dl coi?mcrcantcl"peSnol ?
^ITn '?' nao ainda esta PrOTa bastante para
?,nhi^,BraSI,e,ros q,Ue residem no territorio da re-
pubjica, merecam algum benevotencia, e o Bra=il
osteja isento de injurias e grosseiros insultos !
m~ Ae?,a Provincia do Para nenhum facto de
maior importancia tem apparcctfo nestoultima
quinzena.; os jornaes tem-se oceupado quasi ex,
elusivamente a publicar as listos ds eleitores que
ac bam de ser escolhidos.
STS Sr- L,sley "* e prose- j iJ!iSS^oS?4^M feStejOS da
st^vann^u^nSfrSs."
aco '" "a, o cnicoie ao naralho e d-lhe urna
o seu diploma, na conformidade do aviso do minis-
terio do imperio de 28 de setembro de 1857.
O secretorio do governo
Dr. Francisco de Paula Sales.
Dito ao engenheiro fiscal da obra da ponte do
Recife.Transmiti por copia Vmc, para seu
connecimento e execuco na parte que Ihe diz
respeito, o aviso n. 39, expedido em 22 de agos-
to ultimo pela reparticao da agricultura, com-
mercio e obras publicas, em additomento s or-
dens da mesma reparticao acerca da obra da pon-
te do Recife, de que sao empreiteiros o barao do
I.ivramento e William Martineaux.
, Dito ao director das obras publicas.-Estondo
nmrifjurtZt ,2-0>!WOOpara as obras do sem- essa reparticao, como consto do offlcio do inspector
conformidlrtl IJ> ??* qU0 V" Exc- se sirva' de da thesouraria provincial n. 431 por copia, sob n.
maBfjLuL?tJ& rS2f na see"nda t*m d0 *', conven'entemento habilitada para fornecer os 10
rSidii omd ?- ?bJaS' q,iesem prejuizo das al1"e're de ral Preta e dous de branca que solici-
n ? t J principiadas podem serreservadas ta o administrador da casa de detencao no offlcio
Expediente do dia 11 de selembrode 1863.
Offlcio ao Exm. bispo diocesano.Remetto iu-
aaao por copia o aviso expedido pela reparticao
do imperio em 11 de agosto, ultimo communicado
quelle genero, remetSdo para o Chili, ainda exis- i So pelo AmSiM? representantes da na- Achava-se no dia o de iunho (diaassignalado!)
tiam duvidas, sobre o valor que teri nos grandes i ^Tem luwkto mirim* ,m. m.,-.. k-. S? ^T',0 Sr- coroncl Magaburo, prefeito do
mercados da Europa, suppondo que chegisse em 'muiS pe5peciaT2.rS ^' eT* ^m- C toral de Lor,e,10' qae descia a ^conrar os vapo-
Como lhedis^ on r e,-sen,elhante le'?ao- res Per"a"os Morona e PaUaxa em Loreto, aado
T 17'i o nra. ^, P "0 no vapor Manus> rece|ou-se de urna combinacHo que parece ter on-
bom estado.
Hoje o problema est definido, porque o carre-
gamento do Canduce, chegado Escossia com 64
das de viagem, foi vendido a razao de 22 libras
esterlinas por tonelada.
ido nesse vapor e para que fin I
Muitas eoDiecturas se fizeram este respeito ;
De cente oitenta toneladas se compunha esta ; ffenaus^xill'r^m 11*?' PF,esssta
primera expedicao, que nao satisfez todos os pe- BnSaal mr nni^nroZ'-d a, ee,^ do Sr
didos dos compradores, apezar das tricase em- muXzerK ^fvnr /'f a'U'a. pa5Va C,V
bustos anteriormenteemp^ados para.desapreciar S?^^ ^4Zfi'
exercicio por sercm menos ur-
para o futuro
gentes.
Dito ao brigadeiro commandante das armas.
nvie-me V. Exc. segundas vias dos map-
ailud eS' DlaS Crrentes' e par,es' aque
- detencao ..
por copia, sob n. 2, baja Vmc. de expedir suas or-
dens no sentido de ser ministrada aquella cal ao
referido administrador.
Dito ao juiz municipal de Caruar.Pelo seu of-
a ,1UC nao de 4 do corrente fleo inteirado de haver Vmc.
*Rm a! del8 deJulh(>ul- na1ueI|adatareassumidooexerciciodesuasfunc-
o!/, a q" Ps:ia ser sat'sfeita a exigencia foes.
rTInH LV,'^d/ *?*&> da nerra por c- Dito ao juiz municipal do Rio Formoso.-Para
dR1S pII dVgSt0 ult,nia ciimpnmento de aviso expedido pelo ministerio da
rianKSt^SL^ Exc- m^ndar ,ransfn- JUS ^ T 3 do corren,e-informe Vmc- com Ia*
c^nesta nrnvfnH, ^5? do xcc,t0 em uarn- se lhe oerecer c ronvier acerca ^s inclusos re-
ffliKnSLJ6 P.ra5-as da comPanhia de quenmemos em que Francisco Correia da Silva e
oseu%So ri lS a? / fa0 QUe acomPanhou MeNo e AnIon|0 P^rgentino Moreira de Souza, pe-
assim mmn wffil0 d corrente' p. *Iual flfa ,d.em este os offlc.os e partidor, e aquelle os do par-
SJdPm,^ mmUn,C0U-se ao director do tidor e distribuidor desse termo, declarando onde
nT*T g n ires,dem os supplicantes.
diXrriTipTi0'^, c,umP,:imento do ministerio I Dito acamara municipal da villa de Cimbres.-
m^^nn?iLdf^'0lll",l,,0'h?'a.v-Exc-de Acruso rece.b|das com o offlcio que me dirigi a
^!in hP sSbre flue no incluso re1uc- ornara municipal da villa de Cimbres em 20 de
Fo^ab- i^"!. 10s11alf?res Antonio Mauricio da agosto ultimo as copias authenticas da eleiao de
Ditoao m^A v,^UgUSv C?.r,os da Silva- e'e'tores a que se procederam as freguezias de
na* m n ?nS m -^ ^-.Exc- suas ordens ^u munic.pio no dia 9 daquelle mez, erecommen-
T^TLJl1 municipal da 2 vara se apresen- do-lhc que me envi com urgencia segundas vias
te com urgencia urna praca montada para as dcli- das referidas copias.
gencias necessarias a prxima reuniaodo tribunal Dito directora da eompanhia de Beberibe.
-U,75esia Cldade Gommumcou-se ao juiz mu- Communico a directora da eompanhia de Beberibo
mr&:!r Vara" para seu eonhecimento, que, segundo constou de
uno ao mesmo.Transmuto V. Exc. os pro- aviso do ministerio da agricultura, commercio e
ctssos do conseibo de guerra feitos as pracas cons- obras publicas datado de 29 de agosto ultimo sua
tantes da relacao junta alm de que sejam execu- Magestade o Imperador conformando-se pela sua
tadasas sentencas proferidas em ditos processos imperial resolucao de 22 d'aquelle mez como p-
pelo conselho supremo militar de justca. recer da seccao dos negocios do imperio do con-
uno ao commandante superior da guarda naci- selho de estado emittido, em consulta de 18 de
nal do Kccue.Queira V. Exc. informar sobre o julho prximo passado, declarou-me nao poder ser
que no incluso requenmento pede o alferes Ignacio attendido o requerimento em que a mesma direc-
Nery Ferreira da Silva Lopes. toria pedia que se approvasse a substituicao do ar-
ito ao inspector da thesouraria de fazenda. tigo 40 de seus estatutos pela disposicao que indi-
iransmitto a V. S. para os fins convenientes, as cou, visto nao ter apresentado documento que nrove
cuntas legalisadas da receitoe despezada enferma- que os possuidores da maioriados capitaes asso-
na militar do presidio de Fernando, concernentes ciados houvessem aceitado e apprffvado a substi-
ao mez de julho do corrente anno, aeompanhadas tui^ao proposta como recommendam os rticos 4o
do parecer da junta de sade, que as examinou. S Ia e 18 combinado com o artigo 27 do decreto
declarando a \. S. que o brigadeiro commandante n. 2711 de 19 de dezembro de 1860
das armas remetteu ao commandante daquelle pre-1 Dito ao juiz de paiz presidente da mesa paro-
s S *^??a mencionado parecer para que o tome cirial de Itambe.-Accusando recebidas como seu
na devida considerado.Lommuncou-se ao bri- offlcio de 14 de agosto ultimo, duas cnias em du-
gadeiro commandante das armas. | plicata da acta especial da apurado dos votos para
uno ao mesmo.Lonstando de aviso do ministe- eleitores dessa freguezia, recommendo-lhe que me
no da fazenda de t do corrente, que |>or decreto de remeta com urgencia duas copias de todo o pro-
2 Tora nomeado o chore de seccao dessa thesoura- cesso eleitoral.
lia, Jos Francisco de Moura, para servir em com-' Dito aos agentes da eompanhia brasileira de na-
missao o lugar de inspector da do Rio Grande do quetes a va|>or.Podem Vmcs. fazor =eguir pra
Sul, assim o communico a V. S. para seu conheci- os portos do norte o vapor Tocantins a manbaa a
ment, ealim de que o faca seguir sem demora hora indicada em seu offlcio de hoje
para a corte, como se recommenda no citado aviso, | Dito aos mesmos.Declaro Vmes em addita-
certo de que nesto data se expede ordem a agencia ment a porlaria de 11 do corrente aue sao me-
ta eompanhia de paquetes a vapor para dar a csse ores de a annos os cinco fillios que o Dr Luiz
empregado c a sua familia nassagens de estado Carlos Augusto da Silva tem de levar comsigo para
para all, ou por conta daquelle ministerio, nos ter- a corte no vapor que se espera do norte
mos das instruceoes de 24 de julho ultimo, cuja Portara.O Sr. gerente da eompanhia Pernam-
observancia muito se recommenda. bucana mande dar transporte at o Rio Grande do
Dito ao mesmo.De conformidade com a sua Norte, no vapor do dia 22 do corrente, em lugar de
informacao de 10 do corrente, sob n. 689, dada com r destinado a passageiro de estado ao bacharel
referencia aos papis que devolvo, cobertos com Antonio Fernandos Trigo de Loureiro denotado
^' d0 brigadeiro commandante das armas, n. assembla legislativa d'aquella provincia
AS*a!?S,aCTi.?,,iT' nV ao soldado do 2" batalhao de infamara, Antonio cana mande dar transporte para o Rio Grande do
Mendes Tayares, a quantia de 205000, como gra- Norte.no vapor do dia 22 do corrente, em luar de
tificacao pelos servicos prestados, na qualidade de r destinado a passageiro de estado ao bacharel
entermeiro dos desvalidos atacados do cholera-mor- Adelino Antonio de Luna Freir secretario d'aauel-
bus na cidade da \ ictoria. la provincia
_.gw mesmo.-Envip V. S. para os conve-' Dita.-Os senhores agentes da eompanhia Brasi-
mentes exames, as inclusas copias das actas do leira de paquetes vapor, mandem transnorlar
iTiS|ttadm,n,S,ralVOdatadasde K e31 dea6s- a,, a ParaWba no vapor'CJSS emTug^r de
,i ^ !. L r" destinado a passageiro de eslado. ao Dr r^iar
i,yj;sp Dito ao mesmo.-Insto pelas informacoes aue em: 'Jt, i Jrpira da1Silva professor de historia
virtude de despachos da pUidencWSo de agos^ L^^"3, d?uc? d? preparatorios annexo i
aquelle producto, e prevenir contra elle o povo.
Nao o conseguirn., eos pedidos feitos por cas
: por casas
condicSes, decidem a favor de ma industria que
fao.
Entretanto com a chegada
do ultimo paquete do
de commercio mu respeitaves,aoutrasem iguaes ,i minci-a A* m, TZZZtirS?' u"
j... j.-.-j-----z. ui [-utHt.n ae joiniiiiej, correu a-noticia de que
- ambucc
tojosos mercados industria ^snecii '^^Z, ^.^^1.'"^
"TT"! ucwuem <> litvor ae urna industria que de Maranho tende a progredir. consideravelmente, e abrir vln- SidolJSL rJSSSSf^ d*C?rte J?h!in
tojosos mercados a industria especial dos estados bSiu-Q ftLM2?S*ftl favor do Sr.
do Rio da Prata. ,A ,n h i j^ue no d,a 2i se^u, P6'3 v0'-
Dous carregamentos foram tambera mandados a A^BM^Tn^^ZiJl'E -a "nP3""13^
Portugal,ondeforambem aeolhidos e davam es- S?nn^w fi }%%?/ P a "an.aus' 8fn que se
perancasdenao menos favoraveis resultados do 3ggSgEgg?.^.Ibw>**
que o primeiro. i nc,*oa n< tocios importantes a dito provincia.
Por consegrante, coroado est do mais feliz suc l que aXi a 'toTno^ T,5 h0raS' P?S
cesso o ensaio da commisso, que perdendo nao H seKS inb.lT6' e por elle
pod.a-lhe ser sensivel o prejuizo, mas que conse- ZZSLSJZ*? g?. "J^ **> essa v.agem
guindo un pequeo lucro, conseguio abrir um ra- sque wroue oestat ^T d Dr-
paiz em todos os ''~- ---?a ;a as noticias que correm
s resolBd *asgaBiiBfsaBr
Chegado alh aj.'
que aqui aportou
conT m^m^?6 ^^ ?ue tinha ld0 fazer Pssa vager
i?Hr m IV ^traordina"a a bem da candidatura
- ._ --,------b-. ..onr um ra- Krnsnip no-----
mo de exportocao vantojoso ao paiz em todos os era Dul.l'ico e
sentidos. Pun|ico, e assim o dizem as correspondencias e
Eis urna provado rauito que pode fazer o espir- ^XmJrVo^L-
to de associacaobem comprehendido, e dirigindo U^SZ^ff^J^^IS^SSZ^SSi
suas v stas para grandes e imnortanips nnnra ^ maneira porque se eslava fazendo a elei-
edes. 8 importantes opera- cao primaria; e o partido conservador publicou
At agora a superabundancia dos gados, ene- 5fc r^oK^^Ti? Iep"dade da elei"
cessanaraente a dos productos industriaes torna- V \L k. ^"j presidencia,
vadfflcil uraa especulacao por tao SSfcllcutada tem estaot1 J"6' S "/leitoracs all
que fosse, os mercados nao estando em relacao is^artSS e animados por ambos
com a produccao, eos consumidores diminutos era PnitT',, a
comparaco dos sortimentos que se Ihes aDre^e la.u? iUlae fUp0S de p,ovo- dS um e de oulro
tva. H apresen ja.io, cajfcneados por pessoas influentes, se tem
A toco industrial do paiz pode mudar seaRa- P2wPn1 UblC para pleilear a todo ,ranse
ropa lhe abre seus merbadosTos gados atf agora JoS$Kif ltVPTST0,nT *P*o-ncnte
vendidos por baixos precos, poden? ser melhoFre- l^Zflo?*nl A Jefo da coidohsmo domar-
putados.e o paiz, calcular sua fortuna sobre urna -
e o Brasil se tor-
=io, *.** a,e, ,s 5 era"S r^'z^^nss\'^
O impulso esto dado e conhecidos sao
sultados : sao nossos vzinhos que tiveram
eleitoral drigindo os trabalhos em favor dos can-
? olf," .. S 9ue Protege; outro tanto se diz de algumas
feliz lembranca, c que deTla devem~trar"as prfmi SSuft f P~i,dtde dS prind-
cias, sem comtudo tomarem um privilegio exc tem'Jffi3mlfnST^ d? *maz,onas> n,t
sivo, se nossos indusiriaes, coadjuvados pelo nos- ^v^^^S^J^S^^ pcMos
so commercio, tentaran seguir ou cmitlar o bello deseKrek-r agalos que esto
do Bras.J, mrmenle nos da Baha e Pernambuco. "ad^ nalmo ?^LT,^ C em sido ple-
Nao sao pelos dire.tos que pesara sobre as des- SUS^BUSJT!*. .K,ad?'? qne
tes, pote que sendo consideradas como os naci- S roraue o mi [nr? mrae!Cih**,8.,,e,,u"
naes, era nossas alfandegas, tem menos despezas S\ffloXcim?n?5 P *'*mR 1T
inte para o commercio, de ter
concurrentes nos mercados da Europa, nem teme-
rcm que na concurrencia os nossos vizinhos te-
nliara urna preferencia que nos nossos mercados
nao tem podido conseguir.
Pensamos que necessaria toda a attencao tanto
na preparacao da carne como na sua disposicao
bordo do navio, circumstoncias estas que sao in-
dispensaveis, mesmo no commercio cosleiro, at
agora, com aquelle genero feito.
Segundo nos informam nenhuma nnovacao
all apparecida na circulacao raodas de m'eios pe-
sos bolivianos falsas.
Informam-nos que, tambe em Loreto, j appa-
receram algumas dessas raodas.
Desconlia-se que seja urna bella especulacao, que
ensaia um commerciante peruano que se reputa
multo honesto, multo m, mullo bonito.....
A polica de Manus o de Belm, devem andar
; sobreaviso, para evitar i|ue esse especulador se-
to ; e sendo indignados como canecas o cura de
Taparote Dolores Arebalo (irmao do J. A. V.) Joo
Jos tastilho o mais alguns, foram logo presos, e
remettidos cora seguranca (o Arebalo foi ferros I)
Para a capital da provincia.
O Sr. prefeito prendeu tombem o seu secretario,
"stamante, e fez despejar Moyobamba, dentro
em 25 horas, ao juiz de direito!
A miinicipalidade e muitos dos principaes moyo-
bambinos ja tmham-se dirigido para Lima, qu'ei-
xando-se do procedimento do Sr. prefeito, que, se-
gundo os augures, pouco tempo permanecer no
sen posto, pois que o governo do general Causeco
nao apadrinha violencias nem arbitrariedades.
O Sr. prefeito ja de novo parti de Moyobamba,
e deve ter sido encontrado pelo Morona na La-
guna.
_ Moyobamba.
o br. prefeito da provincia littoral do Loreto,
proclamou em 14 de junho ultimo, aos liabitantes
o estado de socego e tranquillidadc do departamen-
to do Amazonas.
Corra all a noticia vinda pelo correio, que
de Luna devia partir era fins de junho ultimo, um
batalhao de lmha para guarnecer a ronteira pe-
ruana de Loreto, e que essa torca estara nessa ci-
dade ate o raeiado deste mez.
Departamento do Amazonas.
hm Chachapoyas rebentou urna revolucao em
das do mez de maio deste anno.
Transporte Arica.
os lamentaveis acontecimentos que tiveram lu-
gar entre a guarnieao do transporte Arica, perten-
cente ao Per, privou a fronteira desta repblica
com o Brasil de urna guarniclo, que aquelle trans-
porte devia condnzir at Loreto, e de diversos arti-
gos bellicos e prepares, com que tcnciona o gover-
no peruano armar e fortificar sua fronteira pelo
nosso lado. '
commandante desse transporte que j se acha
era Urna, tentou suicdar-se com um tiro de pisto-
la ; nao logrou seu infeliz intento, mas ficou inuti-
hsado para si c para a sociedade. Attribue-se es-
se acto de desespero a reprehensao, que ao apre-
senlar-sc aquelle official, reccltra de um persona-
gem. *
O Sr. Pareja, commandante do Pastosa, est
substituido no commando desse vapor.
Informam-nos, que aeve attribuir-seesso acto do
governo supremo do Per a ida do Patosa para
Cavena.
O Morona est por ora destinado a navegar men-
salmentc do Lorelo para Laguna, afim de auxiliar
o commercio peruano. Nao descera a Tabatinga
em qnanto nao fr definitivamente terminada a
questao suscitada nessa capital pelos mesmos va-
pores.
Asscguram-ns. que no litoral de Loreto se espa-
lha calculadamente talvez a noticia de ter o gover-
no supremo da rep&Mca desapprovado o primeiro
accordo celebrado pela legaco peruana no Rio de
Janeiro com o governo imnerial. e nun a noiirin <1p
que honre
pouco concorrido ; verdade que , tropa da guarda nacional foi dispensada da para-
| da dando-se a circumstancia de tambera a tropa Je
Iraha estar nesse dia de servir.
Apezar dos annuncios que a eompanhia gymnas-
tica Luatufe tem feito, de ter terminado os seus Ha-
balos e mesmo da reurada de alguns actores, aos
que estao aqu vao dando, algnns espectculos.
Uo commercio nada, ha de importante,
tem.havido afluencia de nanos no porto.
O moviraento de navios i*\ m n^
guinte :
no mez Ando
apana>
foi o.. se-
Brasileiros ,
Franeezes. .
Inglezes .
Portugueses .
Dinamarquezes..
Suecos. .
Peruanos. .
Ent.
13
a
6
1
12
1
0
Sah.
16
1
I
3
16
0
1
2o 2t>,
O movimeutode passageiros no mesV.)ti.a.ez, foi
o segrate :
Portuguezes .
Alleraaes
Marroquinos.
Hamburguezes
Inglezes .
Americanos .
Italianos. .
Franeezes. .
Hespanhoes .
Ent.
4
2
4
6
4
1
1
0
, 0
22.
Sah*.
s
ll
o
I
5
1
38
em lode.o.mez de agosto
v^eTSZZ^SZ^ff^ JSjJad. de Direito desta cidadeVqVe segundo
dos requerimentos em que o delegado do termo de Sef"c'^ da **raria de cstolo dos
Tacarat, capitao Joaquim FranSo do OlKira X0L.& '-mpei datada de. 4 do trente, lhe
r.'ede pagamento das despezas feitas com os presos
pobres da respectiva cadeia.
negocios
foi concedida por decreto de t'dessemez a graiifi-
cagao annual de 32000 por contar S. S. mais de
lo annos de electivo exercicio no seu magisterio
devendo apresentar naquella secretaria de estado
o competente titulo para ser apostillado.
Ditoao mesmo.Pode V. S., conforme indica a
contadoria dessa thesouraria no parecer que se
refere a sua informacao de 12 do corrente, sob n.
452, mandar pagar a Joo Firmino Correia de Arau-
jo, a quantia de 805000, importancia de duas gua-
ntas mandadas fazer pelo delegado do termo de
Santo Anto, para a respectiva cadeia, como se v
da inclusa cont, que, para esse fim me foi rcmet-
tida peloDr. chefe de polica, com offlcio n. 1,171,
de 27 de julho ultimo.Coraraunicou-se ao Dr. che- parecer fiscal.
fenfi,ff L ,r ,~ n \ Cara Herminda da Silva Cardeal.-Remetido
mo ao mesmo.Mande V. S. pagar a Joao Car-; ao Sr. inspector da thesouraria de fazenda para
los Augusto da Silva a quantia de l:o31$334, des- altender a supplicante nos termos de sua informa-
Eendida com a alimentacao e dietas dos presos no- cao n. 702 de 12 do corrente.
res da casa de detencao. un mor Ae atmstn nlt- fiarlos Luiz ramhmn _r
mo ; urna
Despachos do dia 11 de setembro de 1863.
Requerimentos.
Amaro Januario Francisco de Paula.Em visto
das ratormacSes nao ha que deferir.
Antonio Lopes Guimaraes.Satisfaca a exigen-
tanto da informacao da contadoria e do
detencao, no mez de agosto alti-
vez que nao baja inconveniente e esto-
jara em termos os inclusos documentos que me fo-
ram remettidos pelo chefe de polica, com o officio
de 12 do corrente, sob n. l,325.-Conimunicou-se
ao Dr. chefe de polica.
Dito ao mesmo,-Declaro V. S. em additomen-
to ao meu offlcio de 5 do corrente e para o fim
conveniente, que a quantia de i2000, de que trata
aquelle offlcio, proveniente do aluguel da casa que
Carlos Luiz Cambrone.Deferido com o parecer
junto por copia da cmara municipal.
Fielden Brothers.Informe o Sr. inspector da
thesouraria de fazenda. '
Gualter Martmiano de Alencar Araripe.Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Tenente Jos Comes de Moura.Passe patente.
Joao Cezar Cavalcante de Albuquerque.Passe
portara concedendo a licenca pedida com os ven-
jflRt'fltorda le,
SS^ia'ssr&eanki i m,?ai-*iasrr-'ce",-sidt, ^ ** *">
fao SIS SS^"4"*1"* fabr"' "05S0 ,lle8?es '. X<"<* 1 sao froquenles na provm-
frequentes na provin
a litoral de Loreto, e de quo teem sido victimas
muitos Brasileiros.
Eis como nos foi referido esse facto :
O Sr. Manrique recolheu-se do Caballococha
para Pevas o actual Sr. governador Acuna con-
cobeu, logo no segundo dia da chegada daquelle
ex-governador, oiumes pela -popularidade do que
este sempre gozou e goza entre os indgenas ; pro-
hibi quo pessa alguraa tivesse a seu serviep In-
dios, sem previa licenca sua, sob pena de multo
de 5 10 pesos, creada pela sua nica vontade
to desfallecido commercio.
Se nao somos assaz felizes por tomar a iniciati-
va as grandes operaeoes, sejamos assaz animosos
para seguir de perto os traeos dos nossos prede-
cesores, que nao dispe de meios, capacidade ou
saber, superiores aos dos nossos industriaes.
Olhemos com attencao nossos vizinhos que pro-
curara augmentar pelas suas erapreaas a fortuna
territorial de seu paiz, proporcionando seus pro-
ductos o maior valor possivel, sem negligenciar o
sortimento que ate agora tem apresentado nos
"bSKLSSSS 'Sr.Maor^lintaisers^^ate^li^
r.siaDe ecendo e segurando aquellos importantes e conhecedor da constituicao e das leis de seu paiz,
consumidores europeus, de quem merecero a at- fez com toda a moderacao ao Sr. Acuna reflexoes
tencao, e provavel que nao adormecam sobre esta mui ajustadas sobre essa prohibicao e multa, con-
pnmeira victoria, e tentem outras especulacoe trarias ao bom senso; o Sr. Acuna sentio-se offen-
que ponham em relevo as riquezas do slo. dido no seu amor-proprio, e desde logo buscou um
Uomo homens e cidados, elles desempenham pretexto para vingar-se da aiidVicia do Sr. Man-
nobremente seu dever, tomando posicao vantojosa rique.
e commercialmento guerreando os 'que tem os t Este senhor havia obtido consenmento ex-
mesmos productos e a mesma industria. presso do Sr. Acuna para construir urna pequea
A estes pertence fazer o mesmo, e empregar a casinha junto casa de vivenda, e estova j em
mesma actividade, para nunca serem argidos de obras, quando o Sr. Acuna tirou-se dos seus
terera desprezado a fortuna que Ibes abria os bra- cuidados c ordenou ao Sr. Manrique que demelisse
eos, sorrindo-lnes, mostrando-lhes o caminho que a casinha; este nao quiz annuir ao novo desparate
ueviam seguir. aq Sr Acuna, que enfurecido arma-se de um pao
iai\ez que apoz deste ramo industrial bem de- ordinarioe vai atacar com phrases grosseiras quel-
senvolvido e sobre seguras bases assente, outro le em sua morada. O Sr. Manrique observou-lhe
nao menos importante desabroche para o bem es- que nao estova obrigado sofrer do Sr. governa-
-ua a' dor aquilloque nao fosse autorisado pelas leis da
e prudenciando, deu as costos ao Sr.
governo imperial, e que a noticia de
querer-se renovar o coalrato com a eompanhia de.
vapores, para navegar as aguas do Per, nao pas-
sa de uraa trica do Sr. Leoane ; que o Morona e o
Pastaza, e os dous pequeos vapores que anda es-
tao nos poroes de Arica, sao bastantes para a na-
vegacao do litoral peruano, e despensam os vapo-
res daquella eompanhia.
Moviraento do commercio entre o Per e o. Brasil
pelo Amazonas.
Remataromos estas ligeiras e singlas noticias
cora alguns dados estatisticos sobro o moviraento
do commercio entre o Per e o Brasil, no anno de
1862, c no semestre do corrente.
Nos tres primeiros trimestres, ao anno do 1862
Qaneiro setembro) desceram do Per os segura-
tes productos :
Chapeos de palha............36,340
Redes de maqueira.............'lis
Piracur qp................ ..01.120
Salsa parrilha (.................393
Charutos....................4500
Tabaco (rolos de 2 Ibs.).........450
55,7805000
II8000
2,2405000
4705000
465000
4505000
Valor total
No ultimo quartel do mesmo anno-
Desceram ;
Caf (|)...........................14
Chapeos.......................10,574
Salsa (f>,.......................210
Tabaco (rolos de 2 Ibs.) .........520
263,3385000
985800
74,0185000
2.5205000
5305000
A alfandega rendeu
172:2065229 ris.
Os navios surtos neste porto, sao.os que vao mea
conados.
A descarga.
VierezinaLugar inglez.
/-Patacho inglez.
Rhrond Barca ingleza.
Laiufrost ron ScheleEsctw&dMtamarqueza.
Ficton-'Barca ingleza,
Fe-nandBrigue francez,
EnulyBarca francza.
Vtlle de BologneBarca francza.
Tino Hiate nacional.
Joren ArthurHiate nacional.
A, carga.
Anu Bond- Brigue sueco.
UnidoPatacho portugus
Mana AmeliaBrigue francez.
7V-Z,,/_i>atacho inglez.
Aurore-Barca francez^.
Os navios procedentes desse porto de Ptr.uan.bu-
co ttm e Tino tora feito dorts dias de quarcutena de
observacao.
Acaba de chegar a 6, do corrente a terca portu-
guesa Amazcm, do Porto, e hoje de LisUa a barca
Linda.
Amanhaa. sabe prja Lisboa o patacho, porluguez
tinao ; e esta nouto o vapor Cruzan* tk Sul as it
horas.
P. S. No da 3r> de agosto regrossaram de Ca-
mela o 3r. chefode polica com a tropa que para
alh foram pele, tempo das eleicoeA bem como o
Kxm. bispo diocesano que andava na visitacao d
varu^Jreguezias daquella comarca.
7a4765800
Concertou este novo plano, e no dia segrate
manda ex-autoritate chamar ao Sr. Manrique a sua
presenca; obedecido, e, depois de cobnr de no-
vos insultos o Sr. Manrique, o faz recolher ao oar-
cere publico, onde permanece, sem saber qual o
seu criinc. era ser processado I
Eis como nos foi referido o caso e o transmitti-
Lliamando a attencao dos nossos xarqueadores mos sem alterar urna phrase se quer.
e negociantes sobre as poucas lrahas que acaba- Lagaa,
mos de tracar, julgamos cumprir um dever, dei-' O cura desta povoaco foi'maltratado netos in-
dSiSA^n^!^^S^^ a' v,ngararn extremaTcenci dessTscer.
mais ca^ intere'ss1s.q comPrehender seus dote^que sem respeitar os principio^ da moral de
- vizinhas,
para de sua parte empregar alguma diligencia
afim de sahircm da obrigacao estacionara em nu
vegetam, H
Quando urna industria prospera, fcilmente ou-
tras encontram os meios nocessarios para flores-
cer.
Em seguida publicamos a tradueco
mos do Syglo, sobre este assu'mpto.
(Do Commercial.)
1"? devora ser o primeiro ministro, abusou da fra-
que nze- gi';iliade de ama bella neta dos c i Os indios soffrem muito com a maior submissao;
mas l chega a occasio em que sabem repellir os
excessos dos homens que se reputara civiiisados.
Total dos 3 mezes
O valor total dos productos do Per, que transita-
ran, pelo Amazonas em todo o anno do 1862, eleva-
se 331.8145000, superior ao valor total dos gne-
ros da mesma procedencia, que descerara era o an-
no de 1861, em 29,2945000.
1863, Io semestre.
Do Io de Janeiro at 30 de junho deste anno, des-
ceram do Peni, va Amazonas, os soguiutes pro-
ductos :
Caf (>............................10
Chapeos.....................31,452
Fio de tucum (g>.....,...........7
Gomnia elstica ^............143
Peixe scccolj!..,.,............lOO
Redes de tucum...............31
Salsa (J........................H6
Tabaco, roassos....................62
725000
220,1645000
1125000
2,2885000
2005000
315000
1,3925000
625000
Somma 224,3215000
Se continuar o moviraento commercial na mes-
ma proporcao durante o 2 semestre do anno, o va-
lor dos productos peruanos importados pelo Ama-
zonas subir acerca de 509 contos, e vira a ser um
dos annos mais prsperos, depois de 1858.
Espera-se que o algodao d boas colheitas, e que
a gomma elstica produza bons resultados ; sao os
dous gneros que alm dos chapeos de palha, que
ser sempre o primeiro, avultaram nos annos se-
grales, no quadro dos productos da provincia lito-
ral de Loreteo.
Nos sete annos decorridos de 1855 1862, o va-
lor dos productos do Per, que livres de direitos
HiH.t.vir.io.
S. Luiz, H de seteisbro de 1863.
Acabaram-se hontem aqui na capital o*, traba-
lhos da eleicao de deputados geracs c membros da
asseiubia legislativa provincial. ReuniraniTse 66
eleitores, faltando apenas dous, um constitucional
c um progresista, Os progresistas tiuham no
coiiegio 36 eleitores, os., conservadores 30,; estive-
rara estes em pequea minoria, como, v-sc da
comparacito dos nmeros.
O Dr Caetano, que hornera desembaracada e
j muito experimentado entre nos em cainpanha>
eleitoraes, nao estovo para suppoxtar o grupo, dos
qumze eleitores da Conceicao ; e tendo proposto
que se tomassera. ora separado os votos dos eleito-
res dessa freguezia, nao sei porque razao, mas
creio ser cousa ftil pela fama, que o proponente
tem adquirido, aconselhou os seus amigos a qne
formassem coiiegio em separado para nao involve-
rem os seus votos com o trabalho promiscuo. E as-
sim se executou ; introduzio-se uraa nova mesa no
salao de grade cima, e os eleitores escrupulosos
foram em torno trabalhar. Fez-se, porm, tudo
em ordem.
Os candidatos das duas chapas constitucional
obtiveram uns 30, curros 29, 28, 27 e 26 votos. Os
das chapas progressistos obtiveram 36 e 35.
As noticias que nos chegara do interior acerca
da eleifo primaria, sao acorapanhadas de um
longo cortejo de duplcalas o eJeicoes clandestinas.
Deve-se este mo costumoaos consolos do urna
certo familia Carvalho, que aqui temos, e que
pasmosa nestes recursos tortuosos e irregulares
de vencer eleices. So um dos taes espertalhes
fosse cadeia, estou que o. enlhusiasmo tos raaos
da mesma confraria havia de arrefecer.
Em Arraiazes, Vargem Grande o Barra do Cor-
do, houve barulhos, resultando delles ferimentos.
Nesses lugares nao ha torca publica, e o que se
deu prora concludenteraente que a presenca dos
soldados sempre necessaria nos dias de agitocu
popular, para cooter os desordeiros.
No dia 4 do corrente baixou sepultura o
corpo do senador por esta provincia, o commenda-
dor Angelo Carlos Muniz, irmo do ex-regente Joo
Braulio. O senador Muniz era homem de eacel-
leutcs qualidades e ptimo cidado. Tompu ami-
gamente parte activa as nossas lides polticas,
acompanhando sempre o grupo conhecido pelo no-
mo de estrella.
Deixou elle urna vaga no senado e nao sel qual
seja o afortunado que o tenha de substituir.
O que sei que em breve estaremos a bracos
com uraa nova eleicao, coasa cxcollente nos livros
e jornaes e at as leis, mas muito desagradavel
na pratica.
J se apontam diversos nomes de candidatos,
que sao os Srs. conselheiro Furtado, Dr. Nunes
Ooncalves, Dr. Carlos Ribeiro, Dr. Fabio, coronel
Isidoro, coromondador Jos Joaquim, Dr. Barrete,
Dr. Viveiros, Dr. Candido Mendes, Dr. Maia, des-
embargador Cerqueira Pinto, desembargador Ma-
nara o Dr. Jansen do Paco.
OIjela quanta gente velha quer ir caminho da
oiberia poltica.
Quando lembro-me que sio tantos os pretenden-
les, que s tres serio eleitos que s ura

/
o esco
~- Ihido* tenho vontade de dizer a todos elles que an-
Sh fft Amazonas, sobe a mais de tres tes cidemda oducaco da prole e dos melhora-
raii comos de res. nao tem sido pe^uetjo o bene- \ mentos agrcolas tpw do oatra cousa. FaUo en
ADQ1
ILEGVEQ







^.^


Diarlo de Pernambueo ... Hulttta felra f 9 de SHcmbro de tSOS.

/
inclboramentos aercolas por screm a mana Ja As circumstancias >trozes que revtetlram esse de parle melhorado as provincias do sal, onde o -Obituario no da lo desetembro no cemiterio
-poca c nao porque me nucir referir a algun dos crin, que denotara em seus autores um grao de seu director obteve os novas artistts inuos Rol- uauco:
prelendcntesque seia lavrador como por e*emplo, canibalismo muicu vista, despertaram o interesse, landes, A-pemann^eJira., e o sytnpathieo Pattr I tronillia Mara da Conceico, Pernambueo, 37
o Dr Viveiros. da nossa populaban, qu*em grande escala assistio "
Foi aqu muito festejado o dia 7 de setem-' aos debates,
bro, anniversario da independencia do imperio;, t i unccionou
como orgao da justica o Sr. Dr.
lista Antonio CtftosdCarmo. anuos, solteira, Boa-Vista ; cholera.
Os saltos e cambalhotas pela companhia, no chao, Luiza, Pernambueo, 40 annos, solteira, escrava, S.
no ar, e por sobre homens e oavallos, cada va* Antonio; tubrculos pulmonares.
I annos, Santo Antonio;
Hove Te-Deum arada da guarda nacional e tro- Souza Garca, incumbindo-se da defeza dos aceu- mais se variara entornara irteressantes, priman- Antonio, Pernambueo, 1
a de Hnha c cortijo a augusta efflgie de S. M. o sados os Srs. Dr. Theophilo Rufino e sollicitador do nelles os Srs. Rollaodeses t;,vZ ; Paiva. O Sr.Uwmann se nao* um pamaco, frtil em Faustino, Pernambueo,
a Boite, houvc espectculo no theatro, cantando
a companhia, antes da representacao do drama
Omahalia, o hvmno nacional.
Otheatro es'tevc completamente chelo e foi mag-
nifica a representacao do drama.
__jo da 8 houve baile no Club em festejo ao
dia 7, e a grande festa do trabatho feita pela Asso-
ciaco Typographica, que solenraisou nesse dia o
stimo anniversario de sua iustallacao.
A festa do traba! estove muito concorrida e
abrilliantadaeom a presenta de SS. Excs. os Srs. mente assassiaada Rosa Mara do Espirito Santo,
presidente da provincia e bispo diocesano. \ por Angelo Pi, escravo deGuilheruie Augusto de
A casa eslava bem preparada, c terminou o ce- Miranda.
remonial comum profuso copo d'agua offerecide fiw Grmwk.-Teve lugar na capital. Extremos e
aos convidados. S. Jos, a eleicao para dous depulados geraes e
Fui um dos assistentes c multe me contentou a um membro a assembla provincial, sendo o se-
annos, S. Jos; encepha-
bons ditos e chistosos folgares, e um perfeito e dis- lite.
tinelo artista, principalmente sobre a corda tea, Rev. prefefto Fr. Sebastiao da Virgem Mara, Ita-
em seus repetidos e variados saltos em sentidos Ha, 46 annos, S. Jos; phtisica pulmonar,
diversos, e alguns defles mortaes, e sobre a sua es- Joao, Pernambueo, 18 das, Santo Antonio; es-
cada encantad, e no seu bello subir e descer de pasmo,
urna escada sobre nm barril, especie esta em que : Da 16.
s7(rando'pre"screve"a1ei'nwverappeladk> ex-1 elle tanto agrada*. I Maria Francisca, Pernambueo, 46 annos, solteira,
offlcio. 0s *rmaos ReHandes sao dous exeelleutes artis- | Santo Antonio; urna apopleja fulminante.
. Hontem (14) a urna hora da tarde no sitio da' tas. sobretodo em os ejercicios gimnsticos nos ( Maria Thereza Marques, frica, 70 annos, casada,
praia do Sr. Abel da Costa Pinheiro, fot barbara-1 trapesios grande altara, onde sorprendem o pu- mto Antonio, urna cerebrlte.
A leitura do processo consumi todo o dia 5,
eomeeando a discussao as 9 horas da noite, e ter-
minando as 6 do dia seguinte.
s 9 horas da tnanbaa pronunciou o jury o
seu verdkt, em vista do qual foram os reos con-
denraados em trabalhos forjados por toda a vida
manifestacie de jubile dos nossos artistas typogra-
phos. A dasse desies entre s muito bemoon-
duzida e muito labsriosa.
Nao tenho lulo noticia acerca do descnvcavi-
nwate no districtode Icatd. de crer que o mal
va em deelinacao. ...
Dentro da ultima quinzena sahiram a luz da
publicidade dous folhetos ; um do Sr. desembar-
gador Souza sobre o svstcma eleitoral da eonsti-
tuicao, e outro do Sr. Solero dos Reis, que
e o
sultadoda votacaoo seguinte :
Dr. Moreira___ 89 c l em separado.
Dr. Velloso .... SO
Dr. Tarquinio.. 42
Dr. Amaro___ 37 c 1 em separado.
Dr.-Gabriel.... li
Deputado provincial.
Dr. Gomes................... 51
Commandantc superior Mello... 11
Purahyba. Pessoa de conianea nos enva a
Santo Antonio
blicoacada"evoluco quefazem. Um preto encontrado
Como sempre, e cada vez raais, sobresahem aos j aspehixia.
demais artistas os dous sympathicos Tourniaires, Adriano Ribeiro' Rodrigues,
j pelos seus bonitos e difflcultosos exercicios de solteiroJBoa-Vista; mielete.
equitaco gymnastica, j pela elegancia com que se
mostrm ao publico.
A menina Annette (de 6 7 annos) urna ver-
dadeira niara vilha, qur sobre seus eavalinhes, qur
sobre a corda toza, em seus ademanes demasiado
faceiros e que captivam. E j urna oda artista e
promette ser consumada na arte que se dedica.
A menina Kate (Jrmond, o joven Carlos Fisch e o
nos Coelhos, Boa-Vista;
Portugal, 38 annos,
Zacaras, Pernambueo, escravo, 40 annos, solteiro,
Santo Antonio; apoplexia fulminante.
UM POCO OE TUDO.
O IUustrated London Neics, compulsando pa-
_ cientcmentc as cifras dadas pelos melhores geogra-
Sr.Duverna, flzeram progressos era sua viageni. Pnos> e os documentos mais autorisados, chegou a
A Sra. Lehmann pouco tera apresentado que se, ?itJbeJ:ec1ei *._esta,,sl,ca spgunte ; a qual delle
possa avaliar do seu mrito artstico.
O que, porm, de mais notavel ha em toda a
traauzndo, damos como urna curiosidade :
| Os habitantes do universo fazem urna totalida-
prieipio de tradujo dos commentarios de Cesar sem:nTe'i'"bella d7"res"ltdo "das" eleicoes para j companhia" o Sr. A C do Carmo, joven paulisia, fc.fcJjWglM^. M qpaj 369 sao da rao
dnda nao li o primeitv. 0 segundo ura inters- depulados geraes no districto : ullimameuto contratado no sul do imperio. Nesse g^Sg ~a iSi hKSio^, P '
a trabalho, como se todos os que sahem de | Collegio da capital. senhor, alcm da arte que aprenden, ha a esponta- to matawa e ** "^"""M-,,. _t *.
Oo elesantc uenna Houve dui.licata A mesa do collegio opinou neidade da natureza para faze-lo sorprender em as Todas essas ra^as fallara respectivamente 2,642
A iraduccSo precedida de urna introduccao' loraarem-se englobadamente os votos nufios da ds- evolucoes queexecuta c que prendera oexpecta-, "TfilfiSSl^Sr iS^^SS^'L ^
magnifica. pheau do 3 juiz de paz, mudado, da freguezia da dor a seus mais pequeos movimcntos. um ar- A mortahdade aratk ffii3^3' <*&
-Anossaalfandega rendeu at e da 9 do' Jacoca, nao consentindo tomarem-se em separado, tista de mrito real, e que com o amor que lema f^Z^^^'S^Z^^^J^JStL*
torrente 6.28571l;ethesouro provincial rendeu w da eleir/io do 4-juiz de paz do Livramento, con-; arte, deveser um portento no futuro que se Ihe gg S*E3SLS?J&^
at esse mesmo dia .041456.
Fica o cambio no que estava, e o algodao tem o
pieco firme de 18 a 2 por arroba.
DIARIO DE PERNAMBUCO
!
Temos vista cartas e jornaes de norte do im-
perio, dos quaes foi portador o vapor Cruzeiro do
Sul, ebegado hontem, sendo as datas : Para 8, Ma-
ranhao H, Cear 13, Rio-Grande 14, e Parahyba 15
do corrente.
Amazonas e Part. Alera do que diz o nosso
emepondente desta ultima provincia, recebemos
mais a seguime pastoral do Exm. Sr. bispo dioce-
sano, acerca das eleic&es nos temples :
t Sendo rigoroso dever do cargo pastoral velar
no decoro da casa de Deus, e salvar, quanto possi-
vel de todas as profanac^cs e irreverencias os
mysterios santos da religiao, e considerando quan-
to tem sido desacatado o Augustissuw Sacramen-
to dos nossos altares, na maior parte das igrejas do
imperio do Brasil, por occasio das eleicoes popu-
lares, que urna le funesta ordena que se facam
dentro do recinto dos templos; nao podemos dei-
xar ile tomar algumas medidas para na nossa dio-
cese remedannos, quanto podermos, a este grande
mal. em quanto o catholico e Ilustrado goveruo de
Sua Magestade o Imperador nao abolir cssa 1>',
condeinnada ja por toda a opiniao calholica do paiz
e contra a qual reclamen enrgicamente o episco-
pado pelo orgao de seu incly to metropolita D. Ro-
mualdo, de saudosa memoria.
Es aqu, pois. as providencias que, depois de
haver implorado o auxilio do co, julgaraos dever
lomar para as prximas eleicoes.
i." Devem os Revds parochos no domingo an-
tecedente e sobre ludo na occasio da mista do
Espirito Santo, exhortar vivamente o todos os seus
parochianos a guardarem o mais profundo respei-
to rasa de Deus, que casa de racao (Marc.
XI 17 ). nao casa de dissipaeao e de tumultos ;
clamem e tornera a clamar que esse lugar terri-
vcl, que elle verdaderamente a morada do Se- j
hor e a porta do co (Genes. XXVIII. 17.) ; que j
uo Aovemos entrar nelle senao com una santa
ompuncao, lembrando-nos da Magestade Invisivel |
que ah reside na plenitude de sua divindade cor-
poiaimcnte (Colos. II. 9.); que se se respeita a ca-
sa dos grandes, e se inviulavel o asylo de qual-
quer cidadao, quanto mais respeitavel e digno de
toda a venerado nao deve ser o sanctuario de
Deus vivo, onde os proprios anjos assistem tr-
mulos, velando com suas azas os rosios na attitu-
que se o templo da le amiga, que nao era mais
que a sombra dos nossos, tanto respeito inspirava
ao povo de Dos, quanto mais as nonas grojas ca-
lliolieas, onde esl habilualmnntc prsenle Nosso
S-'iilir e Salvador Jesus-CInislo. tao real e perfei-
latneate como esa no co : que as proprias nacies
idolatras respeitavam seus temitlos e nao os pro-
fana vara jamis com disputas e altercaeoes profa-
nas : que no templo s faziain os actos relativos ao
culto, e deixavam para o furo os discursos dos tri-
bunos e as agitaeSea tumultuosas da poltica.
Clamem e tornera a clamar que um paiz nao
lorna-se grande e policado, senao com a condicao
de respeitar a Dos e a religiao, base fundamental
de todo o edificio social. Que lodos procurem por
sua parteattenuar os inconvenientes dessa lei, pro-
cedendo no templo com o maior acatamento, nao
lierturbando o silencio que alii Heve reinar com fal-
las descomposlas e altei cacoes indecentes; que tudo
se faga cora calma e na raelhor ordein, e (jue nao
tenhamos de deplorar tantas irreverencias, e (altas
de respeito que cosHimam desgraciadamente ter lu-
gar nos sagrados recintos durante a veiiigera elei-
toral ; que no caso de nao ouvir-se a voz da reli-
giao e do dever, as inaiores calamidades cahirao
sobre o Brasil porque a paciencia de Dos se ha
de canear e elle nao deixar de punir cora todo o
rigor Ja sua justica essas horrendas profana^oes
que sr fazem a Mimbra da lei, no raeio de ura po-
vo profundamente catholico. e em um imperio que
se gloria com tanta razao com o bello nome de
Imperio da Santa Cruz.
2. Na vespera da eleigao trans|K)rtarao os
Revds. parochos o Sautissirao Sacramento das ina-
irizes para urna capella mais prxima, e de modo
algum deixarao na greja este adoravel Sacra-
mento, para nao cxp-lo a irreverencias e desres-
peitos, infelizmente quasi inevitaveis as crcum-
stancias actuaos.
3 Se nao houver na povoacao capella para onde
se possa transportar o Santissirao Sacramento, os
ilevds. parochos o |wrao na sacrista em altar de-
centemente ornado, fechada toda a communicacao
com o interior do templo.
4." Acabada a eleicao, se tornar a trazer com
totla a solcmnidade o Augustsimo Sacrameuto
para o sen altar, e se farao durante tres dtas pre-
ces publicas cm desaggravo dos insultos e irre-
verencias, que recebe Nosso Senhor cm tantas
igrejas do Brasil durante a quadra calamitosa das
eleicoe.
Estas preces consistiro na ladainha de todos
os Santos eom as competentes oracoes; depois Sub
tmnm fiesMum com o vrselo e racao de Nossa
Senhora : Tuntvm ergo, seguido do* competente
versculo e racao terminando ludo com a bencao
do Sanlissimo Sacramento dada em silencio, com
a pxide.
E |iara quechegue ao conhecimento de todos
ordenamos que a presente seja lida no pulpito [le-
los Revds parochos no domingo que preceder a
eleicao, e no acto da missa do Espirito Santo, e
registrada no conveniente livro.
Cidade de Gameta, em risita pastoral, aos 11
de julho de 1861.
f ANTONIO, bispo do p.vb.
Murmihao. Acerca .desta provincia, referimo-
nos ao que diz o nosso correspondente.
Piattliy. No dia 8 do passado foi felicitado o
Exm. Sr. Dr. Pedro Leiio Velloso por urna com-
luissao da cmara dos Picos, pela acertada escolha
feita pelo governo imperial do S. Exc. para presi-
Cear. O resultado dos collegios da capital,
Marangna, Aquiraz, Cascavel, S. Bernardo c Ara-
caty, que fazem parte do 1- districto eleitoral da
provincia, o seguinte :
Dr. Jos.1 Liberato Barroso 149
Dr. Frederico A. Pamplona 119
Conego A. Pinto de Mendonra. 147
Dr. Domingos J. Nogueira Ja-
guaribe........ 139
Dr. M. Feraandes Veira. 137
Dr. Jos M. de Alencar ... 129
No collegio de Santa-Cruz, pertencenle ao
* districto, frcomposto de 26 eleitores, obtiveratn
votos :
Coronel Joao Antonio Machado 26
Pedro Justino Domlngues da
Silva........26
Domingos Jos Pinto Braga. 26
/.-se no Pedro II:
" No dia S de sotembro responderam perante o
tribunal do jury desta capital Pedro Fclx e Carlos
Rodrigues, pronunciados como autores dos barba-
ros aegastnatos perpetrados em 19 de agosto de
1862 as pessoas de Jos* Jfcrrelra Pinto de Carva-
llo e soa desventurada fatua.
tra as exp'ressas dlerminacoes dos avisos ns. 417
; e 418 de 19 de dezembro de 1836; pelo que se
separou o collegio forinando-se dous.
i.
Dr. Felinto.......... "2
Padre Lindolpho..... 71
Dr. Costa Machado ... 70
Dr. Diogo Velho..... 8
Baro de Mamangnape 8
Dr. Carneiro da Cunta 7
2.
Dr. Diogo Velho..... 23
Dr. Carneiro da Cunha 23
Baro de Mamangnape 23
f Mamanguape.
Dr. Diogo Velho..... 64
Dr. Carneiro da Cunha 63
Baro de Mamanguape 62
Padre Lindolpho..... 2
Dr. Costa Machado 1
t Alhandra.
Dr. Felinto.......... 20
Dr. Costa Machado ... 20
Padre Lindolpho..... 20
Pedras de Fogo.
Houve duplcata Unto na eleicao primaria
como na secundaria.
1.
Dr. Felinto.......... 27
Dr. Costa Machado ... 27
Padre Lindolpho..... 27
Dr. Diogo Velho..... 26
Dr. Carneiro da Cunha 26
Baro de Mamanguape 26
Pilar.
Houve duplcala clandestina em urna casa par-
ticular, de que nao faremos menso.
Dr. Diogo Velho..... 33
Dr. Carneiro da Cunha 33
Baro de Mamanguape 33
cao marca o falleeimento
de urna creatura huroa-
por ora
49
33
33
25
24
24
24
49
46
46
22
Inga.
Houve duplcala, feita pelos rasgados, expet-
lindo ccete a mesa legitima. Os eleitores p/w-
plwros desta saturnal, reunidos aos da freguezia
de Natuba, formarain collegio parte, de que nos
faremos menso, separando os legtimos desta.
Freguezia do mesmo nome :
Dr. Diogo Velbo...... 49
Dr. Carneiro da Cunha 49
liaro de Mamanguape
> Natuba.
Dr. Felinto..........
Dr. Costa Machado...
Dr. Lindolpho....... 33
' Independencia.
Dr. Diogo Velho...... 25
Dr. Carneiro da Cunlia 25
Baro de Mamanguape.
Dr. Felinto..........
Dr. Costa Machado...
Dr. Lindolpho.......
Bnnaneiras.
Dr. Diogo...........
Dr. Carneiro da Cunha
Baro de Mamanguape
Dr. Costa Machado...
Padre Lindolpho..... 22
Dr. Felinto.......... 22
Ara.
Houve duplcata na eleicao primaria da fre-
guezia d'Alagoa Grande, cujos votos foram toma-
dos era separado pelo collegio. .
Dr. Diogo Velho...... 41
Dr. Carneiro da Cunha 41
Baro de Mamanguape 41
Alagoa (irande.
(Eleicao do Io juiz de paz.)
Dr. Diogo Velho..... 19
Dr. Carneiro da Cunha 19
Baro de Mamanguape 19
lElcico do 3" juiz de paz.)
Dr. Felinto.......... 21
Padre Lindolpho..... 21
Dr. Costa Machado___ 21
Alagoa Nova.
Dr. Felinto.......... 11
Dr. Diogo Velho...... 10
Dr. Carneiro da Cunha 10
Dr. Costa Machado...
Padre Lindolpho.....
Barao de Mamanguape
Apuracao geral.
hypothcsc mais favoravel ao lado rasgado
de Pc-
10
10
9
10 iazigos de forma quadrilonga, cuio destino espe-
cial ninguera conhece, tendo os lados e lampa de
louza, e servindo-lhe de fundo o proprio slo.
Todos divergem mw dimensoes, tendo sido encon-
trados a longos intervallos.
O ultimo que se tapou e foi escrupulosamente
analysado por pessoas mais competentes, estava
chei de urna trra amarellada raais fina que a do
slo que lhe servia de fondo -, e continua junto a
este, um pequeo vaso de barro com aza, muito
grosso e mal abrieado.
Relator, o Sr. desembargador L. Santiago.
Sorteados os senbores desembargadores Peretti,
Assis.e Accioli.
Picouadiado.
Habeas-corpus
Conccdeu-se ordem de habeas-corpt pedida por
Severino Marques de Oliveira. para a sesso de 19
do corrente, as 11 horas, ouridaa autoridade com-
petente.
Appellafdo ttvel.
Apnellante, Severino Jos de Almeida Leal; ap-
0 vaso estava chelo de urna trra mais grossa do pellados, Jos Goncalves da Croa e outros.
que a encerrada no jazigo; e examinandcse-lhe a
parte interior do fondo, descobriram-so riscos for-
mando a lettra N.
Alguns dos outros jazigos tambera abrigavam
destes vasos, mas foram quebrados pela gente ig-
norante que deu com ellas, restando salvos apenas
dous d'entre todos.
A Gazette Austrchienne conta o que segu :
Um negociante recebeu em pagamento nm mac,o
de notas do banco, que urna mulher doente de be-
xigas guardara no seio por algumas horas. Para
conta-Tas melhor, o negociante molhou os dedos, c
apanhou assim um mal de garganta, do qual suc-
cumbio.
A carne, sobretodo nos grandes calores, toma
bem depressa um cheiro ptrido que repugna ao
consumidor.
Confirmada a senlenca.
AppeUfdes erims.
Appellante, ojnizo; appellado, Jeremas Jos
de Santa Anua.
Improcedente.
Apellante, o promotor; appellado, opreto Lniz,
escravo.
A' novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Leonardo Bao-
deira de Mello.
A' novo jury.
Appellante, "Antonio Carlos Pessoa ; appellado,
o juizo.
Absolveram o appellante.
Appellante, Jos Vicente Barbosa ; appellada, a
justica.
Impozeram a pena no grao mnimo.
Apnellantes, Zefcrino de Andrade e ontree; ap-
pellados, o juizo c Francisco Cavalcanli de Jbu-
Pde-se remediar este inconveniente pejo meio querque Mello,
do carvo deste modo : '_ | Mandou-se voltar o processo ao juizo a quo para
Amassai a carne que comer a sentir em carvao que ouvido o promotor sobre -oparda se-JMttfea
moido : este processo nao somente desinfecta a perpetuo silencio na causa, e se este nao lor aceito
antolha.
0 material (roupagens e cavallos) acha-se aug- na ; mas a perda e compensada tambera
mentado com costo c profusao, sobresahndo o lu-, numero proporcional de nascimentos.
xo dos trates de toda a companhia e dos jaezes dos, O termo- medio da vida do homem, cm todo o
anmaes. O repertorio, segundo nos informam, globo e de mota e tres annos.
eontm grande variedade de novos exercicios gym-1 Lra quarto da populacao terrestre morre antes
nasticos, pantomimas chistosas e ricos trbahos-, dos sete annos, e metade antes dos dez. De de
de equitacao e acrobtica. mi' pessoas s unattinge os cem annos : de qui-
Se sao os procos dos bilhetes elevados, compen-, nhentas s urna chega aos noventa ; e de cem s
sa isso a variedade do espectculo e o bello do tra-, urna tambem completa os sessenta.
balho que deleita sera fatigar o espectador. Em! Os homens casados vivem mais que os cehbata-
outra parte vai um annuncio do Sr. C. Rogers, di- ros, e o bomem de estatura elevada tem mais
rector da companhia, em que afflrnu terem sido probabilidades de urna vida longa, do que o de
os precos os mesmos em todo o Brasil, razao por- tal he pequeo.
que nao pode elle acceder aos deseios de algons de' De mil pessoas casam-se 6o, e os casamentos sao
diminni-los, porquanto deve ser igual para todos., maisfrequentes nos mezes de jonho e de de
Hoiereune-se o Instituto Aicheolowo e Otogra-; zemoro. ....
phicoPernamoucano, em sesso ordinaria. 0s ainos nascidos pela primavera sao geral-
No domingo prximo celebra i junta admi- mente mais fortes do que os que nascem pelas ou-
nstrativa do Hospital Portuguez de Beneficencia* tras estacos.
funeco solemnisadra do 8 anniversario de sua .0 nascimento e
instalaeao, por meio da abertura do estabelecimen- do que de a.
toa vista publica, das 9 horas da manhaa s 9 da! Da populacao so urna oitava parte e apta para
noite, e pela missa votiva S. Joao de Deus e la- a v'a militar. _
dainha cm favor desse seu patrono. I. A "ureza das profissoes exerce grande m-
A tarde dsver haver no pateo externo do edifi- fluencia sobre a kmgevidade. Isto posto, sobre
ck>, um leilo instituido por varias senhoras, com mil pessoas das protissoes seguintes, sao estas as
applicaco do seu producto aos desvalidos ali prc- proporcs daquellas que tocavam os setenta an-
sos pela molestia ao leito da dr. n?s cntre sacerdotes 42, agricultores 40, nego-
urna idea cuja generosdade muito honra aos mnles e operarios 3.1, militares 33, empregados
corasSesque a concebram. 3^enrenheiros e advogados 29, professores 27, e
Temos a seguinte noticia eleitoral do collegio mdicos 24.
de Cimbres pertencente ao 5" circulo.
Dr. Brandad. 45
Dr. Serfico. 42
Padre Estanislao. 3
Tendo attenco a distancia desta cidade ao
cemiterio, fez o Rvm Sr. Fr. Egydio, prefeito inte-
rino do hospicio da Penha, preparar um carro pa-
ra condcelo dos restos mortaes do Rvd. Fr. Se-
bastiao ; mas apenas divulgou-se esta noticia, apre-
sentaram-se para mais de 40 carros a porta do hos-
picio, com o fim de acompanharem o prestito, que
compoz-se de nnmero superior a tres mil pessoas
de todas as condicoes, idades e sexos, notando-se
mesmo entre ellas varios senhores de fino trato. \
No entretanto, terminada a encommendaco, e
indo-sc a passar o fretro para o carro, levnten-
se a opiniao altamente pronunciada entre o povo
congregado all de ser o mesmo fretro conduzido
a mao; o que eftectivamente se deu, seguindo os
carros desoecupados.
No momento da entrada no cemiterio, ontoaram
as mulheres que acompanharam o enterro cnticos
a Santissima Virgem, bem como o das almas ; e o
concurso era tamanho que grande trabalho houve
em desembarazar o transito para depr o corpo no j
jasigo; que se achava ornado de flores naturaes, i
nelle lanzadas pelos concurrentes. ,
para' notar que, tanto no hospicio como no
cemiterio, grande numero de pessoas conO^rrerain
a beijar o habito e os ps do veneravcl finado.^elo
respeito que Ibes mereca; visto ser reputado tes-
te bispado por um santo.
As agencias do correio ltimamente creadas
no Buique, Aguas-Bellas e Bom-Conselho, deram
carne, msate lhe d melhor sabor.
Logo que cessa o mo cheiro, lava-se a carne,
tira-se todo o p do carvo, depois do que, cose-se
ou assa-se como qualquer outra carne fresca.
Diz um jornal francez, que o petrleo applicado
sobre feridas, estanca quasi instantneamente a
hemorrhagia.
No dia 15 de agosto ser inaugurada em Pars,
sobre a columna da praea Vendme, a estatua de
Napoleao I com trago imperial romano, como j
all estove em lugar da outra com trage militar
que a tinha substituido.
Diz-se que a inauguraco ser feita com grande
pompa, e falla-se tambem de urna annystia geral
para os delictos da imprensa.
Desta forma sao precisamente aqnelles que pas-
sam a vida a procurar meios de prolongar a dos
outros, os que morrem mais cedo. A eousa no-
tavel : sera urna critica ou um jogo da natureza ?
Ha no globo 335 milhoes de christos ; 5 de s-
rael islas; 60 dos que professam urna ou outra
das numerosas religies asiticas ; 160 de maho-
metanos ; e 200 de pagaos.
Dos christos 170 milhocs professam a religiao
catholica romana; 76 seguem as renlas gre-
gas; e 80 observam a doutrina protestante.
Do Brasil traduzmos o seguinte :
Falla-se do casamento de urna joven e bella ac-
triz com um cavalleiro, meio banqueiro e meio af-
fecto a Bolsa, mas riquissimo.
A actriz tem dezeuove annos, o o cavalleiro vin-
te e cinco.
Mnha querida, dizia o amoroso, acabo de
estar com omeu tabellio, com quera me entend
acerca do contrato.
E eu, meu amigo, diz
ve-se tudo prevenir, estive
com qnem tratei.... para a
a rapariga, como de-
com o meu advogado
separaco.
Vctor Emmanuel, re de Italia, um intrpido
e famoso carador. as suas cacadas le cabras
montezes, acontece-lhe passar muitos das conse-
cutivos nos runos dos Alpes, as mudos dos
quacs faltam todos os abrigos.
O conde de Castiglioni, seu escudeiro, atraves-
sando ultimamonte a Franca com destino para
Londres, comprou em Pars urna immensa tenda,
na qual o seu soberano achara de ora avante abri-
comeco as suas funecoes por meio de estafetas di- go confortavel as suas excursoes cynegeticas
rectos* que para aquellos pontos partera s tercas,
feiras pelas 5 horas da tarde. I segrate poesa do Sr. J. N. Kubitsckek, de
A correspondencia que at agora era. expe- S. Paulo :
dida de Villa-Bella para Tacarat. passa a s-lo de 1ALVEZ !
ora era diante pela agencia do Buique. Talvez !-sao scismas, que de instante a instante
Hbparticao da polica : i Gomo gotas de rocha porejante,
Extracto da parte do dia 16 de sctenibro de Nos pousarn sobre ament;
18t>:t. Sendal, i|u em vio o olhar romper pretende,
Foram recolhidos casa de detenco no dia 15. A ver se no occidonle nos resplende
do corrente: Ima tarde fulgente.
Fe-'
Sao nuvens pardacentas e sombras,
Que escondem, como a dr as alegras.
Urna esphra doui ada ;
Ou aos trovoes de orchestra magestosa
O painel de urna noite procellosa
Em brumas euroupada.
Talvez!-mixto de crenca e de deserenea,
A' ordem do Dr. juiz municipal da I." vara,
lippe Jos de Carvaho, pardo, para correreo.
A' ordem do subdelegado do Recife, Agostinho
de Santa Monica, crioulo, como desertor da ar-!
niada.
A' ordem do de Santo Antonio, Maria d'Assump-
?o dos Prazeres, crioula, por embriaguez.
A' ordem do de S. Jos. Alexandre Antonio Pe-
reira de Lima, branr-o, os pardos Joaquim Ferrcira Que a duvida revela-nos Immensa
Pinto, e Damio Goncalves Pacheco, este para Do corago dorido;
averiguacao em crime do furto, e aquclles para Co plumbleo, que traduz desesperanca,
correceo; os crioulos Damio Jos de Barros Mas onde luz do sol de urna esperanea,
Prata, e Joao, escravo de Fuo do O', o primeiro Vislumbre amortecido,
por disturbios e o segundo por infraeco de pos-'
turas.
A* ordem do da Boa-Vista, Tranquilino, pardo,
escravo de um tal Espirito Santo, por fgido.
O chefe da 2* scelo.
/. G. de Mesquita.
Movimento da casa de detenco no dia 15 de
seterabro de 1863.
Existiam__
Entraram..
Sahirara
396
9
4
presos
1."
recebendo-se o Io collegio da capital, o 1
das de Fogo, os votos dos eleitores de Natuba e
os da eleicao do 3o juiz de paz de Alaga-Grandc :
" Dr. Diogo...........279
Dr. Carneiro da Cunha 274
Itarao de, Mamanguape 273
Dr. Felinto..........230
Padre Lindolpho.....228
Dr. Costa Machado... 228
2.a hypothsc mais favoravel ao lado conserva-
dor recebendo-se o 2" collegio da capital, o 2o de
Pedras de Fogo e os votos da eleicao do Sr. juiz
de paz de Alagoa Grande.
Dr. Diogo..........339
Dr. Carneiro da Cunha 335
Baro de Mamanguape 333
Padre Lindolpho. 111
Dr. Felinto.......... 110
Dr. Costa Machado... 110
3.-1 hypothc.se contando-se smente os votos
das freguezias sobre que nao ha conte*laco al-
guma, menos os da capital c Santa Rita por te-Ios
o collegio confundido com as de outras dupli-
Dr. Diogo Velho..... 189
Dr. Carneiro da Cunha 185
Baro de Mamanguape 183
Padre Lindolpho.....111
Dr. Costa Machado. 110
- Dr. Felinto.......110
4. hypothsc contando-se smente os votos ]de Oliveira, Antonio de SerqeiraRibeiro! Antonio
das freguezias sobre que n.io ha contestarlo al-' A letra, que contm todo um destino,
T que das campas o funreo sino
s p, basta Inos diz !
Laco gordio, que solve a eternidade, j
Trva, que esvai-se eterna claridade
Dos anjos no paiz I
Existem......... 401
A saber :
Nacionaes...... 285
Estrangeiros..... 30
Mulheres...... 12
Estrangeras..... 3
Escravos....... 67
Escravas........ 4
401
Alimentados a custa dos cofres pblicos.. 171
Movimento da enfermara no dia 16 de setembro
de 1863.
Teve baixa:
, Luiz (escravo) tumor.
Tiveram alta :
Antonio Francisco de Souza.
1 Jos Ignacio de Oliveira.
Passageiros do vapor Tocantins, sahido para
os portos do norte :
Felizardo Jos Pereira Gnimares, Dr. Lourenco
Jos de Figueiredo e 1 criado, Dr. Cesar Octaviano
do, Dr. Francisco Alegra, Dr. Jayme Bertrar,
mejor Jos Joaquim Antones, Joaquim Francisco
dos Santos Maia, Joao de Siqneira Ferrad, An-
tonio Joaquim Bijito de Oliveira, Melquades Anto-
nes de Almeida.
Passageiroi do vapor nacional Cruzeiro do
Sul, entrado dos portos do norte :
Delfrao Jos *erreira, D. Olindina de Barros
Coelho e 3 filhosj Antonio Jos Gomes de Souza e
guma, inclusive as da capital e Santa Bita:
Dr. Diogo........197
Dr. Carneiro da Cunha 192
Baro de Mamanguape 191
Dr. Felinto.......156
Padre Lindolpho. 156
Dr. Costa Machado. 154
< Nestas quatro hypotheses sao sempre deputa-
dos os Srs. Drs. Diogo Velho, Carneiro da Cunha
e baro da Mamanguape. sua senhora, Antonio Francisco dosSa"ntos,Cons-
S resta urna hypothese de terem os candida- tantino Jos Vianna, Manoel Jos de Carvaho,
tos rasgados maioria de votos sobre estes que a Jos de Almeida, Antonio Nunes Teixeira Dr. Al-
de annullarem-se as eleicoes do Pilar c Inga, e em varo Caminha Tavares da Silva e 1 criado, Anto-
nio Alves Ferreira da Silva, Luiz da Silva Baptsta
Jnior, Manoel Vicente de Magalhes, Antonio
Francisco da Silva Ferreira, Joaquim Maria da
Silva Guimarles, 4 criminosos de morte e 6 pracas
. que os escoltan).
Seguem para o sul:
Bernardo Joaquim Pinto, Jos Luiz Cardoso de
Salles Filho, alfares Antonio Severino do Valle
Porto, alferes Antonio Ravmundo Campello, sua
senhora e 6 fllhos, Joaquim Pedro Alves, Dr. Fer-
nando Vieira de Souza e 1 criado, Caetaao Jos de
Souza Lima, Antonio Ribeiro Gomes, Jos Joaquim
Natividade e sua filha D. Vicencia Maria da Con-'
ceieao, Godechan Lazare, 1 desertor de marraba e
8 escravos a entregar.
lugar dolas approvarem-se as duplcalas que em
ditas freguezias e em outras flzeram somraando-se
de eleitores legtimos os tiestas duas freguezias.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
A companhia do Circo Grande Oetano, que
actualmente trabalha, entre nos no Campo das
Prlncezas tem dado i algumas represen tacos,
duas das quaes assistimos, e por isso vimos' oceu-
pw-nos do sea pessoal e material, que foi em gran-
Palavra, que t nunca proferiste,
Virtude, se te dizem .Dos existe ?
justo, grande e bom ?
que todo o poema do universo
Acorda em tuas fibras doce verso...
E de urna prece o soui.
Talvez I como a saudade doce e amargo,
E' do futuro sobre o campo largo
O pesquizar dos olhos :
s vezespanorama de verdores ;
s vezescatadupa entre fragores
E assombrosos escolhos !
E' a chave do cofre de um thesouro
Velado por um genio alegre e louro,
Que se diz a ventura ;
O sello de um sepulchro mesmo em vida,
Onde o verme na crenca a mais qnerida
Baba o fel da ama'rgura.
E' pesadello, que persegue a mente :
Muita vez nossas abusoes desmente
Urna hora do futuro ;
s vezes o katchis que sorvemos ;
s vezes per'las, que fundir-se vemos
Em tremedal impuro I
Sao sonhos que ao passado o homem deixa,
Como nos ares indistincta endeixa,
Transpondo o cemiterio ;
Hieroglyphico anda nao sabido
Dos tempos na pyramide esculpido
Pela mo do mysterlo.
Talvez Idizem os sonhos duvdosos,
Quando os sonhos vem vindo pressurosos
Sobre a fronte da virgem ;
Talvez que o cracao lhe nao comprehendam,
Talvez que de seus seios nao entendam
A amorosa vertigem.
Talvez murmurao pai, que se desvela
Junto o leito da filha, que a mi vela,
Orando Divindade :
Talvez Imurmura a pal lida crlanca
Atravs da Incerteza eda esperanea
Sonhando a mocidade.
Talvez Isao verbos sobre um veo escuro
Que pharaseiam sigillos do futuro,
A lenda de amanha;
Talvez a cortina que rompida
Vai ser dos sepulchros na avenida
Na perpetua manhaa I
No Jornal do Porto l"-se o seguinte :
Consta que em urnas escavacocs feitas para a
construceo da estrada de Espozende foram encon-
trados, a distancia de 1,300 metros daquella villa,
GHROMCA JUDICIARIA.
TRIIUWI, DO COniIERCIO.
SESSO ADMLNISTRATIVA EM 14 DE SETEM-
DE 1863.
PI1E9IDBNCIA DO EXM. SR. DESEMBAllGADOR
SOUZA.
As 10 horas da manhaa, reunidos os Srs. deputa-
dos Lemos, Malveira,e supplentc Alcoforado, oSr.
presidente declarou aberta a sesso, sendo lida e
approvada a acta da ultima.
EXPEDIENTE.
Um offlcio do secretario do tribunal do commer-
cio da corte, enviando a lista dos negociantes ma-
triculados all no mez de agosto do corrente anno.
Accuse-se a recepeo e archive-se.
DESPACHOS.
Um requer ment de Candido Affonso Moreira c
sua mulher, pedindo o registro da escriptura ante-
nupcial que nzeram. Registre-se.
Outro de Antonia Botelho Pinto de Mesquita J-
nior, corrector geral, pedindo prorogaco da licen-
ca que lhe foi concedida para tratar de sua sade.
Como requer.
Outro do mesmo, requerendo a desoneraro de
seu preposto Aureliano Augusto de Oliveira, e que
seja approvada a nomeaco de Joo Dorsley Jnior,
para o substituir. Vista ao Sr. desembargador
fiscal.
Ontro de Antonio de Almeida Gomes, assignan-
do como procurador de Andr de Castro Reis, pe-
dindo para que a junta de correctores desta praca
atieste qual o cambio no mez de abril sobre a pra-
ca do Porto.Junte procuraco.
Outro de ^ntonio Flonano de Viveiros Sabugo,
pedindo o registro da nomeaco de seu caixeiro
Antonio Floriano de Viveiros Sabugo. Como re-
quer.
SESSO JUDICIARIA EM 14 DE SETEMBRO DE
1863.
PRESIDENCIA DO EXM. SU. DESEMBARGADO!!
SOUZA.
Secretario. Julio Gmmaraes.
A meia hora da tarde, o Sr. presidente abri a
sesso, estando reunidos os Srs. desembargadores
Villares, Silva Guimaraes, Costa Motta, Peret e
Doria, e os Srs. deputados Lemos, Malveira, Bosa,
e Casemiro Alcoforado.
Lida, foi approvada a acta da sesso antoce- j
dente determinando o Sr. presidente que se de-
clare que a preliminar de nullidade tratada na dita
sesso antecedente, na revista cntre partes
Recrreme, Ignacio Ribeiro Chaves ; recorridos,
os administradores da massa fallida de A. S. Lcvy,
foi desprezada c nao vencida em favor do re-
corrido, como se publlcou no Diario de Pernam-
bueo.
Jl'LG AMENTOS.
Recrreme, Ignacio Ribeiro Chaves ; recorri-
dos, os administradores da massa fallida de A. S.
Levy.
Sorteados os Srs. deputados Lemos, Rosa e Case-
miro Alcoforado.
Relatado o feito pelo Sr. desembargador Vil-
lares.
Julgou-sc a accao procedente smente quanto a
dous contos de ris.
Appellante, Antonio Jos de Siqueira ; appella-
dos, os administradores da massa fallida de Joo
Jos de Figueiredo.
Sorteados os Srs. deputados Lemos e Malveira ;
e sendo suspeito o Sr. Lemos, foi sorteado o Sr. C.
Alcoforado.
Relatado o feito pelo Sr. desembargador Vil-
lares.
Foi adiado o julgaraento a pedido doSr. Mal-
veira.
Apnellante. Antonio Jos Alves Sonto; appella-
dos, Silva Leo 6c C.
Sorteados os Srs. deputados Lemos e Malveira.
Relatado o feito pelo Sr. desembargador Vil-
lares.
Foi confirmada a sentcn^a appellada.
DBSIOIfACAO DE DIA.
Appellante, D. Mcquilina Maria do Livramento.
herdeira de Felippe Nery dos Santos ; appellado,
Elias Marinho Falco d Albuquerquc Maranho.
Appellante, Francisco Antonio de Brito : appel-
lado, David William Bowman.
Appellante, Alexandrino Martins Correa de Bar-
ros ; appellado, Francisco de Barros Velloso da Sil-
veira.
Designado o primeiro dia til.
PASSAGENS.
Appellante, Francisco da Cunha Machado Pedre-
sa ; appellados, Ferreira & Araujo e Monteiro Lo-
pes & C.
Do Sr. desembargador Silva Guimaraes aoSr.
desembargador Peretti.
Apnellantes, os curadores fiseaes da massa falli-
da da viuva Amorim & Filhos c outros; appella-
do, David William Bowman.
Appellantes, Manoel Joaquim Ramos e Silva &
Genros; appellados, os curadores fiseaes da massa
fallida de Guilherme, Carvaho & C.
Do Sr. desembargador Silva Guimaraes ao Sr.
desembargador Villares.
Appellante, Joao Francisco Ferreira da Silva
Braga ; appellado, Alipio Aynnes da Silva Freir.
DoSr. desembargador Villares ao Sr. desembar-
gador Silva Guimaraes.
nisTHiw k;f.s.
Appellante, Antonio Gomes Pereira ; appellado,
Antonio Duarte Carneiro Vianna.
AoSr. desembargador Silva Guimaraes.
Appellantes, os curadores fiseaes da fallencia de
Seve, Filhos & C.; appellado, Bernhard Spiro.
Ao Sr. desembargador Villares.
Nada mais houve e encerrou-se a sesso 3 )i ho-
ras da tarde.
vo os reos a novo julgaraento.
DESIGNACAO DE DA.
Assignou-se dia para julgaraento dos segnkrtoo
feitos :
AppeUacei crines.
Appellante, Domingos Martins de Oliveira; ap-
pellada, a justica.
Appellante, Joo de Barros Baptisla ; appellado,
o juizo.
Appellante, o juizo; appellado, Manoel Correa
dos Santos.
AppeUaco eivei.
Appellantes, os libertos Florinda e Thereza : ap-
pellado, Manoel Salustiano de Medeiros.
DILIGENCIAS.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica
As appellaries n-hnes.
Appellante, o juizo; appellado, Angelo Bezerra
de Moura Britto.
Appellante, Jos Joaquim Floriano ; appellado,
a justica.
Com vista ao Sr. desembargador procurador da
cora
A appellacSo citel.
Appellante, o ba^ao de Guararapes; appellado,
Jos Francisco de Fara Salles.
O conflicto de iurisdicc/io entre o juiz municipal
do Ex e o subdelegado de Granito, freguezia da
Boa-Vista.
PASSA6ENS.
O Sr. desembargador Caetano Santiago pasoo
ao Sr. desembargador Gitirana
A a ipirita cao cirei.
Appellante, Rita Joaquia de Moura ; appellado,
Vicente Antonio do Espirito Santo.
O Sr. desembargador Gitirana passou ao S. des-
embargador Lourenco Santiago
As appellarSes civeis.
Appellante, a fazenda ; appellados, Luiza Maria
da Conceico e outros.
Appellante, Adriano Xavier Pereira de Brito;
appellada, a fazenda.
Appellante, a fazenda ; appellado, Joaquim Lo-
pes de Almeida.
Appellacao crime.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Joaquim
de Santa Auna.
Ao Sr. desembargador Urha Cavalcanti
A appellacao cicel.
Appellante, D. Joanna Francisca dos Ros ; ap-
pellados, Jos Malheiros de Alhuquerquec outro.
Ao Sr. desembargador Motta
A appellarao civel.
Appellante, Manoel Cavalcante de Albuquerque;
appellado, Alexandre Jos Rodrigues.
OSr. desembargador Lourenco Santiagopassoo
ao Sr. desembargador Motta
As appdlaroes civeis.
Appellantes, D. Maria'da Penha da Conceico e
outros; appellada, D. Francisca das Chagas Al-
monia.
Appellante, Francisco Alves Cavalcante ; appel-
lada, D. Maria Joaquina de Santiago.
Appellante, Joo Ignacio de Avila ; appellada, a
fazenda.
Appellante, Manoel Patro do Nascimcnto; ap-
pellada, Margarida Maria da Paixo.
A iiiiu'IUh-ait rrinu* ^
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco Cor-
nclio Bautista Vieira de Carvaho.
O Sr. desembargador Motta passou ao Sr. des-
embargador Peretti
As appellaroes cireis.
Appellantes. o juizo e Antonio da Silva Gnsmo;
appellados, os mesmos.
Appellante, o juizo de ausentes; appellado, Ray-
mundo de Araujo Lima.
A appellacao crime.
Appellante,o juizo; appellado, Jos Rodrigues
Pereira c outro.
O Sr. desembarsador Peretti passou ao Sr. des-
Tlll Itl \\ |, DA KKLir.iO.
SESSO EM 15 DE SETEMBRO DE 1863.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. C0NSELHEIR0 S1I.VK1RA.
As 10 horas da manhaa, achando-se presen
tes os Srs. desembargadores Caetano Santiago,
Gitirana, Lourenco Santiago, Motta, Peretti, Accioli,
Ucha Cavalcanti, Assis, Doria, e Guerra, procu-
rador da cora, abrio-se a sesso.
Passados os feitos e entregues os distribuidos,
deram-se os seguintes
JI'LGAMENTOS.
Recursos crimes.
Recrreme, o promotor publico; recorrido, o
juizo.
Relator o Sr. desembargador Lourenco Santiago.
Sorteados os senhores desepibargadores Doria,
Accioli e Motta.
Deu-seprovimento.
Recursos
Recrreme, o juizo ;
do Sacramento.
eommeneiaes.
recorrido, Brar .Marcelino
embargador Accioli
As appcllaeoes civeis.
Appellante, Jos Velloso Soares; appellada, a
fazenda.
Appellante, a cmara municipal appellada, a
irmandade de S. Pedro.
Appellante, Antonio Norberto de Souza Lealda-
dc ; appellada, a cmara municipal.
O Sr. desembargador Accioli passou ao Sr. des-
embargador Ucha Cavalcanti
As appellacpes civeis.
Appellante, Sebastiao Marques do Nascimento ;
.ippeliado, Julio Cesar Pinto de Oliveira.
Appellante, o juizo ; appellado, o procurador
fiscal.
Appellante, Luiz Jos da Costa Amorim ; appel-
lada, a fazenda.
Appellante, o bacharcl Antonio Tristo de Serpa
Brandad ; appellado. Joaquim Gonralves Lima.
.4 appellacao crime.
Appellante, Manoel Vicente Ferreira ; appella-
do, o juizo.
O Sr. desembargador Ucha Cavalcanti passou
ao Sr. desembargador Assis
As appcllaces civeis.
Appellante, Antonio Alves Vianna ; appellado,
Geo. Kewnorth & C.
Appellante, Joo Hypolito de Meira Lima; ap-
pellado. Manoel Joaquim Ferreira Estoves.
Appellante, Manoel Pereira Caldas; appellado,
Fraucisco Jos Regalo Braga.
Appellantes, Joo Camello de Araujo e sua mu-
lher ; appellados, Jos Romo Goncalves Alves Ni-
lo e outros.
As appellaroes crimes.
Appellante, Jos A y res Brama ; appellado, Joo
Antonio de Oliveira.
Appellante, Jos Martins Gomes ; appellado, Ro-
mo Jos Moreira c outros.
Appellante, o juizo; appellado, Tito Alexandre
Ferreira Passos.
Appellante, Joo Jos da Silva; appellada, a
justica.
O Sr. desembargador Assis passott ao Sr. desem-
bargador Doria
A revista citel.
Recrreme, Jos Francisco Guimaraes e sua mu-
lher ; recorrido, Jos Rodrigues Goncalves Valle.
A i; hora da tarde encerrou-sc a sesso.
COMMNICADOS.
0 padre frei Joo do Amor Divino, ao publica. (')
II
Celui qui souffre est plus fort quo
celul qui resiste; celui qui recoitles
coups, que cclni qui Jes porte; le
Chntien qui succombe que le sdi-
tieux que tnomphc.
P. Ventura de Ruulica.
Um dos mais prfidos artificios, urna das astucias
mais miseraveis dos inimigos acrrimos da religiao
tem sido, nestes ltimos tempos, desmoralisar os mi-
nistros do Senhor na opiniao publica, serviado-se
da mi f e da injustica.
Em todas ai ozrfeus seeiaes tem sido qasai sem-
pre ofluscada e mesmo torturada a lei, com tanto
que grandes delictos paesem desapercebidoa; a que
aquellos que os eonamettem saiam impones e aera
a mais leve olfcnsa4vspada severa da justiea. En-
tretanto, a ordem es levitas nao sera grande -
() Por afluencia de materia tem deixado de
sahir este artigo, que est em nosso poder ha 5
das.
A taccSo.
i




1
\

IMZDLDO)


iMork dr rvraambuco Quinta telra 19 de etembro de lS.
picdadc que se procura torear solidaria pelos vicios.
e de n. uliwn modo pelas virtudes.
De maaeira qoe, ana taita eomroettida por um
sacerdote, ja nao digo ora ou outro crimc d'entre
os torpes e offensvos religiao e a sociedade, em
vez da responsabilidade individual, i sendo, sem
escrpulo e a contento dos pharyseos, o principio
projecl da animadverso, ou antes da destruic,ao
de urna instituicao intuir; anda que ella nao te-
nha asaca deixado, atravez inesmo de toda fragi-
lidade humana, de prestar relvantissinos servidos
cansa darengiao, da igreja e da sociedade In-
teira.
Razao porque o redactor do Jornal do Recife,
por eremplo, ousa tao descomraunalmente, appro-
veitaado-se de dous calculadas escndalos mcus,
que nao detxaram de sor o resultado de duas a Aran-
tas policiaes, destituido de todo fundamento e re-
vestido da maior inipiedade,vir do alto da imprensa
contarhistorias de frades!................
Historia de fradeI.........................
Est epigraphe famosa, por si s, lancada no
frontespicio do um jornal que se diz offlcial, ou que
de acto o mais que strfflciente a um povo ca-
tholico para cstampa-lo no quadro infernal dos
pharyseos do dia, que ladram enire os christos;
e os Belgas ferMos nao se compre a lei por forma dado legal e que nao o recenkeeUt amo autori-
alguma........ dade competente para tirar-me das irnos esse escra-
E' que o nico cumplimento da lei o alniejado vo, capturado tao legitima e legalmente ff
deveria ser a minha pri-iao e a minlia desmo-' Mas como tnsistis'se elle pela entrega do roulati-
ralisac,o; porque sem duvida o Sr. Silvino nao ig- nho, negando que eu o tivesse obtido por meios le-
~--------
FrSV,'^pr?ord0rsConvc,,to*)Carmo dc 0linda lo Reg Mon^eiro.-Secundino fTeodom da Cu-
rreuoaoao Amor Divino, nha.
N. 3. E mais se nao contnha em dito termo de pro-
,,,,. Termo de auprehensao. testo aqui transcripto, e tendo o supnlicanto nro
Aosj9diasdo mez do agosto de 1863, ** *~"--------
, sendo duzido sitas testemunhas, sellados e preparados os
! eu era o prior do convento doCar: gaes, repellindoa affronta como pude, pedi-lhe que ncsia craae do Recife, na freguezia da Boa-Vista, autos, subiram mina coaduso, e neles dei a
serivaoparatnestrmMhee *J vmdocommigo o oficialdo jtrtro adian- sentencado theor seguinte
mo de linda, aquello mesmo que ousa va aqui commigfossccasadoescri _
demandar contra os pharyseos,que se achajam il- meu direito; quando ao sabir onoontro na escada te notado e altaico asstgnado, o dito "official em Hei por justificada'a ausencia de Franctsco de
legalmente empossados dos bens de minha Matnar- dons soldados, aos quaos o Sr. Manoel Antonio deu virtuae oeste mandado supra, apprehendeu o escra- Paula Figueira dc Saboia, que se mostrou achar-
c iTi0898 ^h0 Oo C30!........ OTaern Para 1U(! me prendessem, nos seguintes vo panto de nome Udebaldo, de idade de 18 annos se ausenW em lugar incerto, pelo que mando que
Admira, entretanto, que fosse essa a parte que termos : prendam esse homem e o levem para pouco m*'? ou menos c entregou-o" ao Rvd. padre seja citado por editos de trinta dias, para o flm re-
servissc fle base urgencia de minha violenta re- a cadeia! raesrre rre Joao do Amor Divino Mascronlas, da querido a fk2 : e pague o justificante as costas,
tirada para a Babia 1 Como nao admirara a nm- A estas palavras, vendme atropellado por tanta oraim ao Larmo, e para constar mandou o dito of- Recife 5 de setembro de 1863Tristito- de Alencar
guem rao fosse ella a provocadora das iras do audacia, confesso que em procura da ra, onde en- ciai tazer esto termo em que assignou-.se com o Araripe
Jornal do Hecife contra mim, ao escrever snas His- tao i se achava muita gente reunida, fulminei o dito reverendo, e eu Joao da Costa Braga ollcial do1 Em cuinpriraento do que o referido escrivio
tonas dejrades, e o ultimo artigo inserto em o mi- subdelegado com os raios da palavra do Jiomem juizo que o escrevl.Fre JoSo do Amor Divino ez passar o presente com o prazo de trinta dias,
110'e ir- Manoel Thomaz de Souza pelo qual chamo cito e hei por citado o referido
scena ofodo drama em tres aotos, dc Antonio
Mendes Leal, intitulado
PERSONAGEXS.
ver insultado, diz o seguinte :'Nao r pois, para insolencia e pela mais clamorosa das injusticas.
responder-Ihe repetimos, que anda delle hoje nos oc- Entao irritado elle, e mais ainda por ver que bal-
dado eslava o seu plano de tirar-me o escra vo para
entrega-lo quem (he aprouvesse, insiste na prisao,
LeSo, ofBcial do juizo.
T. 4.
lllm. Sr.Froi Joao do Amor Divino Mascare-
las, prior ueste convento do Carmo de Olinda,
sirva
cao sobre elle pedera eu, se nao fura pela lei da A essa desorden),
caridade a que me curvo, obrigado a por etle im- multido de povo se
petrar misericordia I cansa, j oppondo-se
Cunamos.'
Veja o publico quanto pode a impiedde embria
gar a cabeea de um homem--------- c ordena de novo aos soldados que ine agarranI quer.para bem de seu direito, que V. S. se
Ix)go a consequencia lgicao Jornal do Re- Desde entao tudo estava perdido : a autorida- mandar pelo escrivao desta provedoria, passar por
cife s subi ao tribunal da imprensa para ultra- de decahida, porque tinlia sahido fra da lei e en- certidao o theor da sentenca, que a favor obteve
jar-me, para dilacerar o habito do monge, para in- trado pelos abysmos da arbitrariedade e do crlme; PorJ?sJe Juizo este convento, contra D. Marianna
juriar o prior do convento do Carmo de Olinda : e ea cheio de colera a contar ao povo o que me de Tal, por ter-se opposto contra a lei de 9 de
porque bem claro 6, que essa epigraphe nao pode logo por demais pharyseu, impio, e inimigo da acabava de acontecer, mas, sem poder deixar de dezembro de 1850, nao querer entregar um thuri-
por forma alguuia ferir-me exclusivamente como religiao catholica apostlica romana 1 Maldi hradar contra esse Javerzinho de nova especie. bolo, naveta e colher de prata do referido convento,
procura enculcar hoje o referido jornal; e nella "
3ue est o ridiculo e o desprezo que abrange a or-
na inteira dos cenobitas a qne tenho eu, apesar
de ludo, a honra de pertencer; porque esta nao
como
lind,,
passado (documento n. 1), lancada em lingua lati- tra a tyrannia. Fre Joao do Amor Divino Mascarenhas.
na, nao poda sem offensa da coostituico carmeli- O certo que no meio de um luta immensa, pn- Certifique.Olinda ?1 de novembro de 1862.
tana, que felizmente nos rege, garantida pela cons- de chegar ate o pateo do Carmo : ahi o povo do- Leao Jnior,
tituioo do imperio o sustentada pelo consclho de bra de estorbos, e quer qne em voz da cadoia des- ff." 5.
Trono, ser agarrado e arrastado as cadeias, como se-me a polica $or prisao, ao mus, o convento. IHm. Sr.FreiJoSo do Amor Divino Mascarenhas
se fura isento de Ues previlegios o direitos consti- Mas a polioia so qppondo a tudo da lugar que prior deste convento do armo de Olinda, qur
luidos, que reclamam meu habito e a minha posicao cresca o motim, eo caminhoda cadeia obstruido para bem de seu direito, que V. S. se sirva man-
monastica; que mesmo no caso de ter eu delin- pelo povo que insiste em nao querer que a cadeia dar pelo escrivao desta provedoria, passar por cer-
e ter sido fosse o meu destino!.... i tidao o theor do sequestro, feito porordemda fa-
ades que_L E' sonao guando apparecc urna torga de dez zenda geral na igreja de seu convenio, dc imagens,
grande polos homens. mas sim pelos manyres, pela
i, e pelos beneficios que derramara por sobre o
genero humano.
Sim : esse redactor do Jornal do Recife, no pro-
posito em que tem sempre estado de referir os acon-
tecimcnlos do dia, laia dos gaiatos de Paris, nao
teve por fim smente ferir ao homem, mas ao fra-
d: nao leve por flm satente desmoralisar o frade,
mas rasgar-lhe o habito, c atira-lo. s escancaras,
ao ludibrio publico; nao teve alinal. em mira cus-
pir e manchar o habito do cenobita e um s ce-
nobita, mas sim todos os hbitos e todas as
ordens monsticas (pie lhe inprimem horror, sem
duvida porque elle nao professa a religiao, e se
revolta contra os ministros da Cruz.
Sem duvida ahjuma, ninguem ha sendo religio-
so, conhecedor da'hisloria do christianismo, das
glorhs do cathulicismo e dos martyres cenobitas
que iramortalisaram e sanlilicaram mesmoanossa
dem, que para noticiar o infortunio deum sacer-
dote, por epigraphe tragahistoria de frade.
Tanto mais, que. al'in dssa pharisaica epigra-
phe, na phraseologia, na vehemencia do estylo,
i impureza da phrase, na inconveniencia da lin-
piigem |ior deniaisaffroniosa, que est a condem-
aco viva do redactor dessa folha ao noticiar
aquel l.-s dous acontec mentos, que nao sao estra-
nbos ao publico i actrescendo que em nenhum s ar-
tigo da lavra do Jurual do Recife, contra mira, que
estava no posto da mais natural defeza, se deixade
wr de principio fim o escarneo, a affronta o des-
respeito o espirito satnico contra as cousas sagra-
as e dignas da maior venerarlo.
Ka v.Tdade. para o impio nao ha desculpa para
um monge : a caridade, a justica Ihe sao incompa-
tivei?. porque seucoracao o saco da maldade vo-
mitando negra bilis por todos os poros; e s lhe
aprazo papa] do carrasco, que fareja victimas para
laocar-llic a corda, e rumprir a lei do sangue pelo
age.
Beni sei. portanto, que ainda que eu tivesse a halii-
Idade parliciiiiir de desenvolver tudo que a religiao
tem de mais sublime, e romper o pao da divina
pala vi a aos tilhos de lral, ainda que eu fosse um
Scarpa noexercicio de todas as virtudes christaes,
na [iratica da caridade mais evanglica, cahiria
Mtre em faltas imperdoaveis jiara o Jornal do
ataje, cuja uiisso alterar a verdade, respeilw a
pe&wa na autoridade o nao o principio que a esta
eonstitiie. b*er do pouco uni3 monstruosidade, me-
di.ii)ic o rtrToacoptu inialiivi desua irreligiao.
\ airoz de (ju-Im1/sido victima, depois que aqui, nesta
capital, teuho aprehendido escravos, ouro e piala,
perteneenies i Hosca Senhora do Carmo de Olinda
(crime este iaperdaml no entender da raya mo-
derna dos Meas amigos), depois do fatal aconte-
"'""''' ,; de que j tanto fallei e
ao ressaret nunca de clamar, em face de Deus c
du povo, embora as autoridades colhem as maos
KWmi pira me nao escuta remurna consola-
ci tenlio digo, a maior lalve de minha vida toda,
e a ile ver-nie cercado, e defendido pela torca e
justi'-a d.- um grande povo.
Se a pedrada dos Belgas, que me fracturando o
craae lentra-ine todo o habito, para re-
galo de mu agente (la polica, sem a caridade e
sea Corar.io. seguida logo da vibraeao do meu ge-
nio e dos eflieitos da minha grande dr, pode facil-
BMOte ser ridicularisada, em linguagem torpe,
aonhuindo--!- antes a inim a causa de tudo, d
qoe aos referidos Belgas e aos excessos da poli-
mpraza ao reo (porque como religioso para nin-
guem supplico o mal), que o mesmo redactor do
Jornal do Rnifr, o subdelegado de entao, c quan-
los soltre urna pedrada me lem hincado outras
ntviuwiau, i|il\ UIOOU1U QU tdW UO K)I V
3uido, s depois demeujulgamento finaLe
espido do habito, com as tormalidac
opposto aos desvarios da polica, exercidos contra tanta barbara e tanta impiedde; porque os sol- destes mencionados objectos, c quacs os iqnelinos
mim. sem o menor respeito, sem a mnima consi- dados ousavam at ameacar-mc, e segurar-me pela citados para naquelle tempo nao fazerem pagamen-
deraco.
Entretanto, longe de mim est excitar as iras do
povo contra as autoridades : meu fim pugnar
pelo meu direito, pela justica que me assste, e cla-
mar contra os abusos da autoridade, contra as vio-
lencias, ou antes ignorancia do escriptor desabu-
sado.
E prava mais da injuslica e prepotencia das
autoridades contra mim, sempre no exercicio de
um direito, que tendo sido levado ao conhecimen-
to do Revm. provincial da Baha logo depois da
questo dos Belgas, urna monstruosa queixa,
corroa da cintura: me dariam por certo, se o po- tos ao prior do dito convento : por tanto pede a V.
vo me nao servisse de escudos de carne. | S. lllm. Sr. Dr. juiz municipal, de orphos, capellas
Vencido o povo, naquelle pateo do Carmo, con-, e residuos lhe defira; e receber merc,
tinuei eu, em procissao, al o qartel de polica, Fre Joo do Amor Divino Mascarenhas.
onde fui muito custo recolhido ao estado maior: Como pede.Olinda 21 de novembro de 1862.
para mais tarde da noite entao, disperso que fosse Leo Jnior,
o povo, ir eu as escondidas para a cadeia, como de
facto fui, e I permanec por mais de 24 lio- i
ras I....... At que o Sr. delegado me mandasse
SOkar par muito favor!____
Estara cu por ventura anda cm estado de,
embriaguez ? Nao, porque o Jornal do Recife nao
PUBLICARES 1 PEDIDO.
Seo directorio progresssta fizer chapa para a
sem duvida bascada na celebre parte policial do Sr. o disse em sua segunda Historia de Frade. eleico de deputados provinciaes. peco-lhe que me
Silvino, e com o lim de ser eu remettdo preso Entretanto perguntare f Com que direito fui o inclua na chapa do 1." circulo.
para aquella cdade, o mesmo Revm. provincial ain- Sr. subdelegado minha casa syudicar acerca da
da hoje tem-me aqu conservado, correspondendo-
me com toda estima e consideragao, como o pode-
ra eu provar, se delle tivesso entre mos a com-
petente autorisacao para dar publicidade a docu-
mentos importantissitnos bem dc minha de-
teza.
111
Anteis Joaquim de Mello.
Tanto mais aleivosa e infiel a parte dada pelo
subdelegado Silvino, que o Diario de Pernambuco
de 18 de marco do correte anno, dando a noticia
de lodo o occoirido acerca do alternado dos Belgas,
diz : De nuda menos tratase do que haver sido
na referida noite, audazmente fcriilo, com urna for-
te pedrada na cabera, e bem ihiito fonle. o Sr.
Fr.Jodn do Amor Divino ; ferimento, queden lugar
nao pequea hemorrhagiu, e que fra occasioitnda
por dous desses Belgas vugaliuiulos que povoam as
ras desta. capital; e isto que disse o Diario nun-
captura do escravo ? 0 que tinha elle, como autori-
dade policial, de ir minha casa, poucos minutos.;
depois que havia eu aprehendido Udebaldo? De \ alsa |i;iITlli;i de RMslftl
onde me farejaria com lauta anciedade? IOTOPM 0I,,C E_l-...i __.~ ___
O caso gravissimo; e cu o denuncio ao paiz, ?*fce suf propnedailes purificantes por
como tenho denunciado o primeiro relativamente td systema nervoso, neutralizando o Pi-
eos Belgas. rus produzido e accumulado pelas ulceras,
E quando minUas vozes nao sejam ouvidas, por- escrfulas, abscessos e tumores, o escorbuto,
Chindot^eioarDLTe'nconffT jS ,o todas as mais molestias das
ca, que com tanta impiedde c me tem sido de- glndulas, da carne e da pelle. A historia
negada. | desta preparafao tem sido pelo espago de
Bem sei que novos crimes se preparara para trjnta annos uma STJ0 n5o ,,19,,^^ de
alado de um crime ____,____:. .j__-____ _. r. .
mim;
sei
porque
tem-se necessidade de um crime
para salvar-se o criminoso na autoridade; porque
curas as mais admiraveis e felizes. Todo o
cndalo nascido de muita animosidade.
hoje em da principio correte que denunciar os mundo medu;o admitte que e o mellior an-
abusos da autoridade, e machinar contra ella. tiseptico e ante-escorbutico at boje conhe-
i'rocura-sc ir at as Alagoas, onde tambera occu- cdo, e pde-se com toda a certeza afiancar
pe por mais de dous annos o ugar de prior, cm _- _*, mnmnA- ,. Z "j
busca de documentos que attestem minha culpa- Qw'' uul remedio especial para a cura do
bilidade!... Acha-los-ho ? Arrastado pelo ether rheumattsmo odo todas as affeccoes dos
procurador liscaldirigdo a S. Exc.oSr. presiden- divino da liberdade, dei em um dia um passo fra msculos, tendes e coniuncturas.
te da provincia, allegando incompetencia de minha do meu convento, c repelli a oligarchia como pude, F.m'onlra- parte na obra da reversao dos ens do meu co0- cm urnas celebres eleicoes que all houve... c fui aJ^Z\l" Se a en,,d em ,0af, 3s Ulltab
vento, por deixar eu de ser hoje prior do dito con- por isto jierseguido. uo IUUI,U0-
vento, e notando ter eu accrescentado ao meu cog- 0 quanto fica exposto a verdade, a exacti-' ^^^^^
nome cenobita de Amor Divino o de Mascare- do.
nhas, que o especial de minha familia ? E isto, Que o Sr. subdelegado foi tirar o escravo do
com o temor de que aquelle patrimonio nao conti- meu poder, por meio da torca, provam o testemu-
ne a servir de alvo a qualguer aventureiro?... nho da Sr." Mara Leonardo de Sonza, c do Sr.
E essa importante pega que faz parte do aborto Tilo Livio de Silcera Leal, e de outros queouvirain
do redactor do Jornal do Recife! E' esse o comple- dizer o subdelegado t d-me o escravo, quero o cs-
mento do mons parlurens, de que se recordou esse cravo : tanto mais, qoe, alm de que esse agente
pbaryseo de apresentar ao publico, cora o (ira de de polica nada tinha que haver commigo nesse dia,
tuougar-Diu no ii 1I.U11..I ta omio, o que nao dei- e nom podia ir minha casa sobro o que nao era
larel passar sem plena resposta. de sua jnrisdigao; afrescc,que tanto foi elle tomar-
Primeiranienle nao posso oecultar o espanto que me o escravo, com meacas, insultarme c prender- ^ aj y.:| js (l()CQhft\ nAi. age-ii
me causn o procedimento do Sr. procurador fis-1 me, que nao foi acompanhado de itm s soldado. r \ f ww/1
COMMERCIO.
*> mi
\0VO Bi\(0
DE
PEKliiBtf.
novo banco paga ol
di> leudo
cal; tanto mais que nelle se nao podesuppor tanta
ignorancia, que desconheca que aos carmelitas
permiltido, uma vez chegdos a certo grao de ele-
vacao. usar do nome de sua familia aps o que lhe
for dado pela ordem carmelitana, e como se tem
visto tantos exemplos Fr. Luiz da Pureza Macha-
do, Fr. Joao Baptista de Santa Helena
como por direito lhe compete, mais sim com varios
soldados. Entretanto, abramos o cdigo criminal
no que toca abusos da autoridade:
r O art. 144 diz o seguinte Exceder a pruden-
te facultlade de reprehen-ler, corrigir ou castigar,
offendeno, ultrajan-lo 011 maltratando por obra.'
Nunes de palana ou escripto nlgiim subalterno ou dejtendente, \
ou qualqurv otitra pessoa com quem se traa em
Alfandega
Rendimento do dia 1 a 15. 182:4524641
dem do da 16........11:616*457
194:099*098
imiias. nao sejam nunea feridos, onsanguentados,
e 111:i..j.iJ.- do publicamente, quanto fui cu, nn\Araujo, etc.
Boote do dia 14 de marco; c que, a dar-sc caso' Tanto mais que certo que, pelo Sr. procurador razao do ofRcio. Pullihr mrjnirilr itr nfr*f*|Ttilnnm
ca Mde i^i.iI. em vez de uma palavra consolado- \ Bseal nunca foi ignorado, que depois de ter sido eu por um a tlons mezes. ... > >
ra nao ..ueam iima|vo7. ile prisao: em vez de justi- vigario-prior do convento do Carmo de Olinda, lu- Art. 145 Commetter qtulquer violencia no
ja ni., enrontrem insultos, injurias c algazarras ;' gar que oceunei em 1853, como se collige da pa- cxercin'o das funecoes do emprego, ou a pretexto Voluntes saludos
Jlovimento da alfandega.
entrados com fazendas
com gneros
com fazendas
com gneros
231
------234
89
211
------300
t-m vez de um as\lo nao tenham um careare escu- i tente que publiquei com o meu primeiro eommu- de exercc-las. Peias de perdi do emprego wc^.
ra, e or leito um chao per demais inmundo | j nicado neste mesmo Diario, sendo meu successor O1'"0 mximo, de lMtjMniw*n por tres annos no me-
A verdade sempre a verdade, porque faz parte o Rvd. Fr. Luiz da Pureza, este mesmo succedi, dio, e por um no mnimo, alm das mais em que i-' Descarregam no da 17 de setembro
i 1 infinito: pode ser abalada, mas nao perecer 0 anno prximo passado, como aba ixo se ver. correr pela violencia. ..... .Barca porluguezaDespique II -mercadorias.
amaste d' ivos .1 mentira. O que deu-se por- Em segundo lugar, como ainda pravo com docu-! Por consegninte, o criminoso nrio fui eu e sim o Escuna hollandezaDenifarinha de trigo.
tanto, o que tenho referido respeito dos Belgas,
temi por testemunha um povo iuteiro que me sa-
bia acradir no dese*|ero. que me procurava levar
montos, o Sf. procurador fiscal aquelle mesmo, Sr. subdelegado, que abusando da autoridade foi
por cujas maos tem passado requerimentos por mim minha casa tomar um escravo, que por um man-
assignados, quer como vigario-prior, quer como dado civil hava eu apprehendido legalmente; por
Rcccbedorla d rendas Internas
geraes d Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 15. 18:0655219
m do dia 16......... 1:2585825
E onde estara o bom sonso do religioso povo per-
aaiiibueano. para contigo deixar de exercer a cari-
4ad<- evanpehea. vendo-me com uma ferida aberta a
derramar sangue, entregue as garras de uma poli-
ca, fnfurerida per liaver eu resistido, como prior
que sou. a nao ir para a prisio que me havia ella
drtinado. ou que sua ignorancia destinara-mo
ratao sua iinpiedaile *
E que o mam tem o inslincto do bemrox popn-
V rox Dei: que naquelle momento elle nao
igaorava que o< Belgas nao toram por mira mal-
tratados, so pelo -imples faci de me pedircm uma
eamota; que os Belgas, do lote desses esmoleros
ociarnos que insulum Dos c ao mundo como
sabido, me haviam accommettido, obrigando-nie
qoe lhe .nola que eu notiiiha naquella
occasiao: qoe a ter sido euum sacerdote crapuloso,
ha tanto tempo andando s ras desta capital, nao
estaa a espera dequeBelgas,me|edissein esmolas
para manifestar essa deplora vel situaco; que a es-
tar cu em um estada de aojredir aos Belgas sem ser
porellesaccommeaiilo. antes que chegasse ao ponto
do eonllirto. o loria manifestado |wr qualquer acto
proprio de queui tem perdido sua razao ; que fra
19:3245044
questo ; tanto que, quando pugnava eu pela entre- tica procedeu raeu respeito ; e com" quanta "im-! ~
ga da grande custodia do convento do Carmo de piedade desceu da altura em que se devia eolio- onsilladO provincial.
Olinda, que se achava vendida illegalmente, ir- car, como um dos orgaos da imprensa, cuja missao Bendimento do dia 1 a 15. 21:1805303
mandade do Santissimo Sacramento da matriz do deve ser sempre muito nobre. Wem do dia 16. 8555655
Hio-Formoso, (documento n. 2), procurando essa ir-1 Entretanto dir-lhe-hei, que o dia de amanha
mandade sua intervencao, com o fim de que eu re-'' pode ser um dia de mais luz, que substitua as
cebesse outra custodia em lugar da do convento, | trevas de hoje ; e no futuro, presidido por Dos,
como nao o satislizesse, ficou por isto menos con-- qne eu. o redactor do Jornal do Recife, os snbde-
tente; sendo que de entao em diantc deixou de tra-1 legados, c o povo bao de ser julgados pelo que toca!
tar-me com a mesma alfabilidade d'antes; e ulti- aos|mciis dous escndalos e horrorosos attentadosz.
mmente, em abril ou maio do corrente anno, indo repulsa dos Belgas offensores, a resistencia en-1
eu sua casa procurar informaeoes acerca de um troga de um escravo do convento dc Nossa Senhora
thurbulo de piala, tambera extraviado, e vendido do
22:035*958
MOVIMENTO DO PORTO.
uma senhora I). Mara Dorotha, boje fallecida, o abuso de uma autoridade subalterna.
Sr. procurador fiscal, se do dito thurbulo saba, nao! Recito 12 de setembro de 1863.
leve a bondade de m"o indigitar.
Por conseguinte nao esse o documento, tao f-
cilmente desmentido pela simples publicacao da
Navios entrados no da 16.
Carino de Olinda. do qua sou prior, contra o Porlos do Norte7 dias e H horas, vapor nacional
Cruzeiro do Sal, de 1100 toneladas, comman-
danle Mancebo, eqnipagem 64.
Liverpool50 das, brigue inglez Joshna & Marg,
de 218 toneladas, capito J. W. Lurner, equip-
Fr. Joao do Amor Divino Mascarenhas.
DOCUMENTOS.
, i.
minha ultima nomeacao, que poder servir d base Fraler Emmanuel Divo Joaquim Teixera Provin-!
a fogueira armada pelo Jornal do Recife para in- i cialis Fratrum Ordinis Bena' Semperque Vir-
cinerar-me.
BesU-rae agora tratar, com mais desenvolvimen-
to. do ipie j o liz em outra occasiao, do facto occor-
rido em casa de minha residencia, no becco da
.ginis Mariae de Monte Carmelo antiqua? Obser
vanlic Begularis 11 hoc Bahiensi, Paranambu-
ciensi, et Sergipensis, etc, etc, etc.
Cun in Captulo Provincial! dictas nostrw pr;ed-
samean depois que esses scelerados me provoca-; Viraco, por occasiao da prisao do mulatinho l'de- lectissmo? Provincia' habito et celbrate de 14
gem 10, carga 250 barris com plvora fazendas
e outros generas: a E. A. Burle A C.
Mino 50Aido no mesmo da.
CanalEscuna ingleza Sea Brid. capito M. Gal-
. lechan, carga assucar.
ram (de proposito por sem duvida alguina porque
ate a um driles, o que leva va a pedra na man, la-
meo dias antes laucado para fra de minha celia
por imprudencias que commettera) pucharain-ine
atrevidamente pelo habito, que no acto de rc-
elli-los, receb a pedrada e rab.
conseguinte, o povo sabia o que nao devia
a polica, e a polica ignorava o que nao
ia qoe sonbesse o |>ovo. O dever do chris-
ao tai pos cumprido pelo povo.o acto dopharvseu
taiexacotado pelo subdelegado, e por alguem mais,
eje* eea om dos ngulos do convento, ao approxi-
aor-me eu delle e o povo, gritova :es>e frade
tohianim!.... nao e desse convento! !... Bestava
moer :eaorte ao frade !
Eatreunto, o povo sabia ainda muito : que sen-
do 00 ooa prior tinha privilegios, que me socon-
cedsios pelas constituk'rtescarm<.'litanas, approvadas
pete eooseibo de Trenlo;e que um outro lugar
a oo ser a cadeia, devia-me servir de prisao, quan-
do veste en eommettido delctos. E se o nao sabia
ele oimto cannico, nao o ignorava pelo impulso
de Deas. Mas, que o cerebro 00 iovo nem o ce-
1 do Jemal do Recife. nem o daquelle subde-
; e nem seo coraeao igual ao do impio, que
baldo : facto este que constituio, no entender dos jnnii de 1862 mnibus Prioribus nostra, ac, B. B.
pharseus, o meu segundo escndalo, e que moti- P. P. Definitorum aucloritate absolutis ad elcctioncn
vara a segunda Historia de Frade do muito mora- aliorum devenerimus, et B. P. Frater Joannes ab
Usado Jornal dv Recife. \ Amore Divino, prosvis mnibus requisitis in nos-
EDITAES.
O Dr. Tristao de Alencar Araripe ofllcial da im-
perial ordem da Bosa e juiz especial do com-
E' para este atenuado, eommettido cm pleno dia,' tris Sacrs Constutonibus expressis canonice' mercio desta cidade do Becife de Pernambuco
em face do governo, pelo Sr. subdelegado de Santo fuer electus in Priorem Conventus Olindensis,' c seu termo por S M. I. que Dos guarde etc.
Antonio, que eu do alto da imprensa chamo a at-' quem statim mediante Decreto communi elections! Fa?o saber aos que o prseme edital virem e
tenco de S. Exc. o Sr. presidente da provincia e nostra auctoritate, et de unnime consensii Defini- delle noticia tiverem, que por parte do hachare!
do Sr. Dr. chete de polica; por este enme com-1 torum praefacte congregationis cui ( meritis lieit Manoel Firmino de Mello me foi dirigida a peti-
raettido contra o direito e a liberdade, que eu ap-' imparibus) prwfuimus, talem fecimus, ac elegi- cao do theor seguinte :
pello para o paiz intero. Sim : embora agarrad, mus, ut constat ex Belatorio dicta? congrega- lllm. Sr.Diz o bacharel Manoel Firmino de
preso, perseguido, trucidado, espaldeirado, gritarei tionis ad quod referimus necessarium duxi- Mello, que Francisco de Paula Figueira de Saboia,
em lugar nao sabido, lhe
constanto da letra junta, aceita
aproxime o termo do prazo
preseripcao do que falla o artigo
143 do cdigo commercial, quer protestar na forma
da lei, aflm de ser interrumpida a mesma pres-
eripcao, com as formalidades/proscriptas em casos
taes ; e nestes termos Pede a V. S. lllm. Sr. Dr.
juit do commercio desta cidade lhedenra,E B.
M.Manoel Firmino de Mello.
E mais se nao continha nesta peticao aqui trans-
cripta, pa qual dei o despacho do theor seguinte :
Sim, justificando a ausencia, e marco para a
justificacaodia 3do corrente mez s t horas
da manha. Becife 1 de setembro de 1863.-Alen-
car Araripe.
E mais se nao conUnha om dito despacho aqui
transcripto, o qual fra distrihaido ao escrivao
povo cnrisiao e ja amantado cm civmsacao.
Que iui|Kiria nue se riam pharyseus diante da ver- dens, ad triennium Propterke mnibus et Singulis
dade, quando efles riem-se at diante da Cruz c da Patribus el Fratribus in eodem Convento degenti-
propria morte? Biso estupido e de desespero, que bus prajeipimus, et mandamus ut dictum B. P.
nem de leve me podero molestar I... Fftilrem Joannem ab Amore Divino, in sunm leg-
Por um mandado de captura passado pelo Sr. ti mura Priorem suscipiant et recognoscant sub
Dr. juiz municipal da 2a vara, Araujo Barros, fui psena rebelleum In quorum fidem. et Batum in
no dia 19 de agosto prximo passado, conjunc- hoc Baha; Convento manu nostra signatur die 18
taiuente com o competente official de justica (docu- jul dc 1862.
ment n. 3) como se ver da ccrlidao por este pas- Frater Emmanuel a Divo Joachm Teixera,
contra o direito, porque inimigo da sada, casa do Sr. capito Mello Bego, approhen- Provncialis.
Qoe! Onde, em que paiz civilisado, cuja der o escravo Udebaldo, de 18 annos de idade, que Pro. SecretarioFrater Juveaalis a Poritati Ma-
cnminal sendo executada pelo saber, em vez pertcnce ao convento do Carmo de Olinda, de que ri Silveira.
P*!a ignorancia, dndose o meu ferimento e i sou eu prior, e que na dila casa se achava alugado, H. 2.
Bebias, como disse esse agente da polica em por um Ilegitimo senhor; e feila a apprehenso, Rvd. Sr. padre prior.Participamos ao V. P.
porte, nem ao menos um corpo de de- retirei-me com o escravo para a ra da Viraco, Rvd., que procedendo-se o capitulo provincial no deste juizo, Manoel Maria Rodrigues do Nascimen-
onde resida transitoriamente, com o fim de ahi da 14 de junho, soba presidencia do Exm. Sr. to> o qual lavrou o termo de protesto do theor se<
driiam> da Calta completa deillustraco; deixa-lo, e sahir logo para dar parto do occorrido arcebispo, no dia 16 do corrente, fui eu, na quali- guinte :
de 14 de marco, o Sr. ao escrivao competente. E' senao quando, ao vol- dade de provincial empossado, assim como lodos os Termo de protesto.
mais cienos em capitulo. Ao 1* dia do mez dc setembro de 1863, nesta ci-
Assim, pois, passar V. P. Rvd. a tomar posse dade do Recife, em meu cartono comparecen o
do lugar para que foi e-leito esse convento de supplicante, o bacharel Manoel Firmino de Mello
Olinda, observando exactamente todas as formali- o perante mim e as testemonhas infra assignadas,
dades que em taes oecasioes se deve observar, disso que reduzia a termo o contedo da sua peti-
Rogamos a nossa M3i Santissiina que com sea ao- cSo retro, o qual offereceu como parte do presente
xilio nos ajude a todos no desempenho de nossoa que fica sendo, no qual depois de lido se assignou
deveres. com as indicadas testomunhas.
Carmo da Babia 18 de julho de 1862. Eu Manoel Silvino de Barro? Palcao, escrevenie
Sou, com fraternidade, de V. P. Rvd, compa- juramentado, o escrev. Eu Adolpho Liberato Pe
nheiro e irmo em Christo. reir de OHvetra, escrtlio talurlnovo sub-scTefl
Fre Manoel de S. Joaquim Teixera. Provincial. Manoel Firmino de Mello HeraeoegfhJo Eduardo
supplicado, Francisco de Panla Figueira de Sa-
boia, para dito fim ; portante, qualquer pessoa o
poder fazer scicntedetodo o expendido.
E para que chegue ao conheci ment de todos,
mandei passar o presente, que ser publicado
pela imprensa e afinado nos lugares do costume.
Becife 11 de setembro de 1863.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, es-
crivao, o subscrevi.
Tristao de Alencar Araripe.
O Sr. Plavio.
Lessa.
O beneficiado.
O Sr. Gumares.
ASr.'D. Philomena.
D. Camilla.
* D. Jesuina
D. Leopoldiua.
DECLARACOES.
odiser dlena parte que dra sobre "o ccor-, tar-me para a porta da sala, correspondente ao
"" de que se serv o Jornal do Recife para \ corredor, dou de face com o Sr. subdelegado, pal-
-,como de uma nundibulade Hercules,' lido, convulso, com as mos as axilas, e que com
- todos <*iw luctaram entro si vos enrgica prorompe nestes termos, viz a viz
mim. Entregue-me j o escravo que vec acaba
1 fcridoo frade (o frade t) sem que se podes-
mm\umfe mnter do ferimento. sendo
eme oa Masa sabirom muito feridos!!
se amom tal, porque razo, repito, nao procedes1
alate corpo de delicio nos offendidos?
1 os Belgaslutaram eommigo.da luta resultou-
. no crneo, e diz o subdelegado
1 fosse o autor della!E sahindo en
detesn
>s? r
de trazer comsigo /..,
- Cortfesso que nao ti ve logo prompta a palavra
para responder ao Sr. Manoel Antonio; mas como
repetisse elle a proposicao da injustica e do abuso 1
par bocea da autoridade, respondi-he sempre |
que nao entregava o estrato, que sendo do convento,
acabava de apprchende-lo por meio de um man-1
Juizo dos frito* da fazenda na-
cional.
Na ala 17 o carrale aa sala das
audiencias pelas 10 huras da manha.
em presenca do lllm Sr. Dr. jaiz dos
feilos na la/i'iida, se vendern os ob-
je.los Miiiiiips, peahnrades a Manoel
\ii'(in(i Pereira, para pagametta do
que dfvea fazenda naciua rasdcpalhiah-, 2 ditas de balance, 2
ditas de race, 2 consolos, 1 sof, 1
mesa redonda, 1 piano de Jacaranda,
1 carteira, 1 wm pura janlar e 12 ca-
ileiras de amarcllo; avali do tino por
22O$O00. ecife 14 de sel-mitro de
1863-0 solicitador, F.X. H.deBrita.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para forneeimento do
arsenal de guerra, tera de comprar os objectos se-1
guintes:
Para o 7" batalho de infantaria.
Casticaes de lato 2, tal ha I, copo I, prato dc
lonca 1.
Para o corpo da guarnico da Parahiba.
Caldciroes de ferro para 50 pracas 2, copo de
vdro I, colher de ferro 1, cuchadas*2, escarrade-
ras 2, garios de ferro 2, paz de ferro 2, prato de
louca l,talha para agua 1, corneta de toque 1.
Para o forte do Buraco.
Enchadas com cabos 3, p do ferro 1.
Coinpauhia do Bio Grande do Norte.
Bonets 200, sapatos 600 pares, panno azul 700
covados, casemra verde 12 1/2 covados, hollanda
de forro 730 covados, brim hranco 2,000 varas,
algodozinho 1,300 varas, algodo listrado 1,20(1
covados, botoes grandes de metal amarello 2,800,
botoes pequeos d dito dito 1,800, colchetes pre-
res 200 pares.
Quem quizer vender Ues objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria do
conselho, s 10 horas da manhaa do dia 18 do
corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo, para
forneeimento do arsenal de guerra, 12 de setembro
de 1863.
Antonio Pedro de S Belo,
Coronel presidente.
Sebastiao Antonio do Reg Barros,
Vogal secretario.
Juizo dos feltos da fazenda na
clonal.
Quinta-feira 17 do corrente, depois da audien-
cia do Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda, as 10 ho-
ras do dia, rao praca por venda os escravos se-
guintes, penhorados por execuco da fazenda pro-
vincial contra Fihppe Benicio Cavalcanti de Albu-
querque.
Demetrio, crioulo, de 13 anuos, pouco mais ou
menos, avaiado por 4005.
Gregorio, de nacao, com 33 annos, pouco mais
ou menos, com principio de frialdade. avahado por
300,5000.
Justina, crioula, com 30 annos de idade, atacada
de saloma, avahada por 3005.
E por arrendamento o seguinte :
A renda annual da casa terrea sita na ra do
Burgos n. i, avahada em 965, por execuco da
mesma fazenda contra Jos Joaquim Pereira.
A renda annual da easa terrea na ra de S. Mi-
guel n. 62, avahada por 725, por execueSo da mes-
ma fazenda contra Marcolino das Virgens Bamos.
Recit 14 de setembro de 1863. O solcilador
da fazenda provincial,
J. Firmino Correia de Araujo.
Ilnireio.
Pela administrajao do oorreio desta cidade se
faz publico que as" malas que tem do conduzir o
vapor Cruzeiro ilo Sul rom destino aos portos do
sul. fechar-se-ho hoje (17) s 3 horas da tarde :
os jornaes at o meio dia, e as cartas admottidas
seguros at as 2 horas da tarde.
OitttMOK-HAL
Relaro das carias seguras viudas do norte pelo
vapor < Cruzeiro do Sul > para os senhores abaixo
declarados.
Antonio Martms da Cunha Souto Maior.
Antonio Estoves dos Innocentes Rbeiro.
Antonio Jansem de Mallos Pereira.
Antonio Baulino de Sbuza Ucha.
Dmaso Melchiades Barata.
Hermenegildo Antonio Barbosa de Alraeida.
Joao Pedro Collares Moreira.
Joao Pereira da Silva Leite.
Satyro Emiliano de Moura.
Bastos & Irmo.
Consnlado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz publi-
co que no ultimo do corrente mez finda-se o praso
marcado para a arrematacjio do anno financeiro
findo de 1862 a 1863 dos impostos da dcima ur-
bana de 20 0|0 do consumo de agurdente, de 4
0|0 sobre os estabelecimentos de commercio fra
da cidade, prensas de algodo, cocheiras, cavalla-
rices, botis, botequins, casas de pasto, typogra-
phias, e fabricas, de 8 0|0 sobre consultorios m-
dicos e cirurgicos, escriptorios e cartorlos, de 12
0|0 sobre estabelecimentos de commercio em gros-
so e a retalho, armazens de recolher, de depsitos
e de trapiches, de 505 sobre casas de buhar, mo-
das, chapeos e roupa feitaestrangeira, e de con>
missio de escravos, de 3005 sobre companhias
anonymas e agencias, de 100* sobre correctores
eomrereiaes e agentes d leilo, de 305 por es-
cravo empregado noservico de avarengas, de 300
rs. por tonelada do avarengas e canoas abertas, de
3 0[O sobre a renda dos bens de raiz pertencentes
copporacSes de mo-mort, e o de carros, carro-
cas, vehculos e mnibus, ticando su jeitos a seren
exeeutados os que nao pagarem at aquello dia!
Mesa do consulado provincial de Pernambuco 2
de setembro de t865. administrador.
Antonio Carneiro Machado Rios.
No dia 1K. depois da audiencia do Dr. juiz
de orphos, se tem do arrematar o dominio directo
de um terreno na ra Imperial com 30 palmos de-
frente e 155 de fundo com alicerce, avaiado por
2405000.
Perante o Sr. Dr. juiz de orphos desta cida-
de se ho de arrematar por venda na audiencia do
18 de setembro, por ser a ultima praca e requeri-
monto da respectiva inventarame, una casa ter-
rena dominio directo de diversos terrenos sitos
ra Imperial desta cidade.
Dr. Oliveira.....
Julio de Ol veira, seufilho
llenrique Seabra .
Andr Monteiro, typogra-
! pho.......
Maria Simoes .'
Bosa, sua irma .
D. Mxima da PuriUca-
co, vi uva....
Gcrtruaes, criada do dou-
tor.......
Convidados e criados.
O pnmeiro cterceiro actos passam-se em Bem-
fiea ; o segundo em Lisboa.
Era seguimento ao drama o Sr. Petro Clementi-
ni, perito tocador de armnico, condecorado por
Sua Magestade o imperador da Austria, e bem
aceito por Sua Magestade o Imperador do Brasil e
pelo publico das diversas oapitaes em que se tem
feito ouvir, exeeuar as seguintes pecas :
1." Quarieto da operaI Puritani. '
i." Mazurka com variacoes sobre motivos de Ma-
chbet.
O beneficiado cantar depois a jocosa aria do
O Sr. Pietro Clomentini ainda far ouvir o se-
guinte :
1." Cavatina da operaErnani.
2." Delirada dos Austracos em Solferino.
Terminar o espectculo com a linda e jacoea
scena-comica, composta e executada poloheoefi
ciado, intitulada
NESTE CtSO El) m m C480
E" com este espectculo que o beneficiado espe-
ra merecer a proteceo do publico pernambucano
ao qual elle confessa a sua graldao pelos subida--
provas de estima que j inmerecidamente lhe prodigalsade.
O drama uma das mclhores producedes A\
distincto dramaturgo o Sr. Antonio Mendes Ijeaf
Representa um bello quadro de nobres e genero-
sos sentimentos dc dores intimas e de caracteres
existentes na sociedade.
Quanto ao mais o publico julgar depois ***-
pectaculo.
Desojando abrilhantar o seu beneficio com doce*
sons de um instrumento melodioso, o beneficiado
aprsenla o Sr. Petro Clementiiu para executar
diversas composicoes, e assim tambem para ter
na-lo eonhecido do publico.
Principiar s 8 horas.
CIRCO
GRANDE OCANO
^
THEATRO
DE
EitlPREZA
DE
4. J.DIWEC0MBR.4.
Reelta llvre da signatura.
Sabhado, 49 de setembro de 1S63.
BENEnCIO DO ACTOR^^^^
JOICUm1 A*"
Depois de uma escoHnda ourertnTa.
saWrt i
m\MW k HOGERS
Director geralCharles J. Rogers.
Clrandes novidades !
.\oviw espectaenlos!
iiimi:.
Quinta-fe ir a,
17 de solp ni iiro.
I'rimeira noite da pantomima cmica entitulada
StBTEIlFl'GItlS liOS AMWbS
ou
A* HOinviis AJUMHUBS.
I'rimeira noite de
Theodore Tournialre
sobre o
Indoniavel csuallo, Fogo-Brino
Primeira noite de
Antonio Carlos do Carino
no seu esplendido acto de
tquilaco cmica.
Primeira noite do
loven Carlos Fish
cm um acto ntoiainenle novo de
Equiaco liramatica.
Primeira noite de
Frdlnand i'ourniairr
em o seu magnifico acto de
Caubuilellas sobre o cavallo.
I'rimeira noite da
*ra. \% orland
em diftii'iliinas facanhas sobre
O rame de ferro.
DANSAS nOB ADAS
POR
M Iss Kate Ornead A
fira. Lehmannn
LMGOMPARAVEIS GYM.NASTIC\S
PELOS
llt II VOS KOI,LAXKfc.
DESTREZA SE./ IGUAL
roR
AXDRKW IIHMWA
EQU1TAC.40 SYLPH1D1CA
POR
tA*% lATIS ORMOXD
Eqoitacao myerosropca
POR
LA PETITTK AXXKTTB
um sortimento geral de
Acrobtico..
Equilibrios,
Aeorostatlcos e
Ca val los ensiaados
Um erro corrigido.
ra cominunicado sob o pseudonymo de Um Di-
helante Pobre, appareceu no Diario de Pernambu-
co de saldado passado, allegando que re prefos dos
Bilhctes do Circo Grande Ocano, cm Pernambuco,
erara 50 por cento mais elevados da que no Rio de
Janeiro, Buenos-Ayres, etc., etc.
O director nao rephcou logo per qne nosup
poz que um publico intelhgento dnria crdito a uma
proposicao que era evidentemente falsa ou antes
maliciosa.
O director nao obstante est informado qne al-
gunas pessoas respoitaveis tem interpretado o seu
silencio, como uma confAimacjio do referido com-
municado.
Em consequencia do que, o director affirma, que
o anonymo escriptor, ou indisculpavelmente igno-
rante, ou est mal informad%JfJJossnido de nvis
intengoes para esUibelcceSBHfaJsidade.
capitaes foram pr#-
como m Pernambueo, pois
. riem se actia resolvldo a
preeos do Circo Grande Ocano.
W. T. B. Van-Orden Jnior..
Socretario.
P
I





Diario de Feraambuco tuliaia lelra 19 de*el*mbro de ISAS.

AT1S0S MAMTDWR.
OOVPANHA PERNAMBUCANA
DE
eostelra a vapor.
larri* e escalas
O vapor Mamanguape comman-
^BjaaJttv dante Moura, seguir para os
f^. portos cima indicados no dia lo
nal jA^jj do corrente as ;> horas da tarde. A
^9 ^ carga sera receida at o dia 14
a* aaeio dia, eneommendas, passageiros c dinheiro
arele al o dia da sahida as 3 horas: escriptorio
no Forte do Mallos n. I.
Rio de Janeiro.
O vdero hiaie Cursor, capitao Jos Ignacio da
Silva, segu sera demora; tem parte da carga
liriwapli, para o resto trata-sc com Miguel Jos
Alves, roa da Gnu n. 19. _________
Para a Baha vai sabir com muita brevidade
o weiro palacao D. Lhiz, capitao Jos Teixeira de
Azevedo, por ter a maior parte do carregamento
prwnpto : para o resto trata-se com os consignata-
rios Palmeira & Beltrao largo do Corpo Santo n.
V. primeiro andar. ___________________
Rl de Janeiro.
O patacho Socm!, 1' elasse c 1* ordem, segu
breve, anda recabe algnma carga frete e escra-
vos: a-alase cok Marques, Barros & C, largo do
Corpo Santo n. (..
do carregamenWaa referida galera, cojo producto
servir para occorrer as despezaa que o mesmo
navio tem leito ueste porto.
0 leilao ter principio as 10 hoTas do dia cima
dito no aroiazem do bario do Livramento caes
d'Apolla
LIILOES.
LEILAO
DE
Ftlfcas de melsl, moites, velas, cabos,
carrenl s, ferros, ancoras e muitos
Mlros bjecUs salvados de un na-
vio in^lei.
iio.ii:.
O afente Pinto Cara leilao por coma e risco de
qutm pertencer dos objectos supra mencionados
exigentes no armazem do Sr. Avilla no Forte do
Mallo, onde te effeetuar o leilao as 10 horas do
da cima dito.
PREDIOS
Teroa-feira 21 do corrente.
0 agente Pestaa legalmente autorisado vende-
r em leilao osipredios seguintes :
1 sitio na ra da Fundidlo em Santo Amaro em
cilios propfios, murado por tres lados, contendo
dentro 4 casas terreas todas com porto para o
largo projectado para a capella, duas meias aguas,
om alicerce oom 32 palmos de frente e 90 de fun-
do proprlo para nelle se levantar sobrado, o refe-
rido sitio alera de muito arvoredo tem um excel-
lente viveiro e tem sahidas com portoes para as
mas da Fundieao e estrada do cemilerio.
Umagrande casa terrea com cocheira, estriba-
ra, banlieiro de pedra e cal, com mais outra casa
a beira da-estrada, parte morado, em chaos forei-
ros no lugar Parnameirim, o sitio lodo plantado
de arvoredos e grande baixa de capira..
m grande sobrado no principio da estrada de
Joao de Barros, com 400 palmos de frente e 2,100
no maior fundo,- em chaos proprios, com cocheira,
estribara, quarlo para banho, quartos para cria-
dos, agua encanada para a estribara, banheiro e
cosinha, o sobrado todo forrado de papel e pintado
a branco e o quintal murado, alm do sobrado que
tica descripto na mais terreno, a poder ser divi-
dido para differentes ediQcaijoes podendo ser ven-
dido em lotes de differentes palmos o que melhor
se poder vcriQcar em vista da planta em mao do
referido agente que est prompto a dar explica-
coes necessanas bem como a mostrar os ttulos da
legitima posse e o leilao ser effectuado terca-fei-
ra 21 do corrente pelas 11 horas da manhaa no
largo do Corpo Santo ao p do armazem dos Srs.
Palmeira & Beltrao, defronte da associacao -
mercial.
SEGUROS DE VIDA EM MUTUALIDADE.
A direceto do BANCO UNIO tendo obtido do governo de S. M. F. a autorisacao para estable-
cer o seguro de vidas em mutualidades, faz publico que desde j toma subscripcoes annuaes por urna
s vez, debaixedas seguintes condicdes :
Com perda de capital e lucros; ,
Dito capital smente;
Dito lucros smente;
devendo a primeira liquidacao ter lugar no Io de Janeiro de 1839.
As vantagens do emprego de capitaes em mutualidade, sao obvias, porque nao smente se co-
lhe o juro de quantias diminutas, de que avulsas se nao poderia tirar nenhum resultado; mas alm
disso, este rendiinento augmentado pelo capital ou lucros, ou ambas as cousas, conforme as condicdes
da subsenpeo, dos que fallecen). Tambera partido pelos socios sobreviventes tudo aquillo que os so-
cios morosos nos seus pagamentos, sao por este motivo obrigados a pagar, bem como caducidades que
occorrerem pela falta de cumprimento do compromisso social.
As KquidacSes sao pelo systema dascompanbias hespanholas, Tutelar e outras ; e parase poder
fazer urna idea do que pode produzir urna entrada annual de 105, publiea-se a segunte tabella basca-
da, sobre a experiencia de muitos annos deoompanhias desta natureza :
Em 3 annos Em iO annos Em 15 annos Em 20 annos Em 25 annos
Por um menino de 1 dia a 1 anno
> > de 1 anno a 2
> de 2 > a 3
> de 3 a 4
de 4 > a 15 >
Por urna pessoa de 15 > 20 >
> de SO > a 30 >
> de 30 a 40
> de 40 > a 50 >
1105
90*
86*
86*
86*
86*
865
86*
90*
400*
300*
290*
280*
270*
270*
270*
270*
300*
900*
750*
720*
710*
700*
700*
710*
7205
7505
2:6004 4:7005
1:7005 3:7005
1:6005 3:5005
1:5604 3:4005
1:5504 3:350*
1:5405 3:3304
1.5605 3:4004
1:6000 3:7004
1:8005 5:0004
As entradas por urna s vez dio resultados muito superiores, as annuaes.
Porto, 10 de agosto de 1863.Os directores do Banco l'niio. Jos da Silva Machado.F. M. van
der Niepoort.
Agentes em Pernambuco : Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C, ra da Cruz n. i.
com-
AVISOS DIVERSOS.
IiEllilO
DE
veis, estrados, fakrWeIs, cavallos, relwjios de n \- desctcmbro, s 11 horas da ma-
Instituto Archeologlco e Ceo
graphico Peraambucano.
llavera sessn ordinaria quinta-fei-
Mlres
mt, pianos, joias de uro e prata e
ites objcrlus.
HOJE
Qiiil'-frira i 7 do corrente s 11 horas
O agente Olwnpio far leilao em seu armazem
a. 16 sito na ra do Imperador, dos objectos ci-
ma mencionados e de muitos outros que se torna
t ntadonbo mencionar.
LEILAO
chaos
DE
5 casas terreas edificadas em
proprios.
Se\ta-fcira 18 a> setembro.
O agente Pinto legalmente autorisado, far lei-
lao de 5 casas terreas, (em um ou mais lotes a
vontade dos compradores; novas e edificadas em
chaos proprios na ra dos Prazercs freguezia da
Boa-Yuta do lado do nascente rom duas salas,
loarlos, cosinha fra,quintal c cacimba, dentro as
fuaes duas lera no quintal um quarto para pretos
< tanque.
Os pmendentes podero obter do mesmo agente
as chavas e qualquer informacao a respeito das
H-snias casas, em seu escriptorio ra da Cadeia
i\ and-.- se effeetuar o leilao s 11 horas do
lia arinu dito.
NOVA HOSPEDARA
ATMVIATA
Ra larga do Rosario esquina para a do Queimado
numero 37.
O proprietario do conhecido hotel Trovador, ac-
cedendo ao pedido de alguns seus amigos e fre-
guezes, que, por suas posicfcs e senedade nao
queriam tomar parte na geral concurrencia de seu
hotel, resolveu aproveitar o excellente sobrado em
que funecionou a sociedade Corybantina c nelle
estabelecer urna hospedara, com aceiado servico,
buhares para distraeco e lunch presos razoa-
veis. A condicao da escolha de freguezes para
dita hospedara, a variedade de artigos de comida
e bebida sempre nelle encontrados, a reserva em
que estarao os concurrentes da freguezia de ou-
tros de condicao, por ventura inferior,e a frescura
que em dita hospedara sempre se experimenta,
sao seguras garantas que animam e fazcm espe- j
rar as honrosas visitas da elasse mais aceiada da]
Secretaria do Instituto 14 dcsetem-:n?s.sasociedad?Joven e alegre. Sob estes aus-
picios o proprietario da hospedara Traviata es-
pera a eoadjuvaciodeseus amigos generosos para
darem sabida, mediante preco mdico, charu-
tos de Ha vana, licores inglezes e francezes, eerve-
ja branca e preta, queijos de prato, londrino e suis-
so, doces estrangeiros c nacionaes, e, em urna pa-
lavra a todos os gneros de que est sonido, \ prios anm lunch variado, apetitosa e barato.
Na ra do Queimado n. 1 deseja-se fallar
com os senhores Gabriel Germano de Aguiar Mon-
tarroyos, Fernando Francisco de Aguiar Montar-
royos e Joaquim Francisco de Aguiar Montarroyos-
nha.
brode!8G3.
J. Soares de Azevedo,
Secretario perpetuo.
LOTERA. .
Sabbado 26 do corrente mez se extrahir
a segunda parte da primeira lotera a bene-
ficio da igreja de Nossa Senhora das Neves
de Olinda.
Os bilhetes emeios bilhetes acham-se
venda na respectiva thesouraria, ra do
Crespo n. 15, e as casas commissionadas
ra da Imperatriz n. 44, loja do Sr. Pimen-
tel, ra Direita n. 3, botica do Sr. Chagas,
e ra da Cadeia n. 45, loja do Sr. Porto.
PILULAS PAULISTANAS
a 1:000 rs. o man de duas ramullas ns. le
O primeiro purificador do sangue, sera
igual. Estas maravilliosajs plalas tem feito
admiraveis curas em todas as molestias pro-
venientes da impureza do sangue.
DE
40 dizias denirroquim avariado.
v-vta-rira 1S O atente Pinto far leilao requerimento de
Vaz A l>*al, par autorisacao do Sr. ronsul de
Franca, cui prcM.*nra de um s<'u delegado e |Kr
tac risco de quein pertencer de urna caixa
narra VAI.I. n tm, M 40 duzias de carneiras
o>o"ces. avariada a bordo do navio francez Co-
/$. capitao Mentes, procedente do Havre.
O tedio ser cft-ctuado no dia e hora cima dito
a porta a alfandeg?.
IEIIAO
Escravos
x\U-teira
I.K
is
movis
do corrate as 10 1|2 horas.
Sen linites.
O ae-nte Simes far leiio no dia e hora cima
dito em o armazem na do Vigario n. 11, de di-
\.Tsas obras de marcineiria, relogio de cima de
mesa, quadru- etc.. como lambem os seguintes es-
cravos : um de idade :W annos. naci, um de ida-
.l.-Ouanm- rrioul. urna escrava crioula de 30
anno>. perfeita quitand.-ira, urna dita crioula de 25
-. cosinha. lava e ngomma perfeitainente, to-
lossadiose iionitas figuras, os quaes vendem-se
lora pagamento c por isso sem reserva de preco
LEILAO
DE
100 saceos com milho
Se\ta-irira \% o forrale.
i agente Pestaa far leilao por conta e risco de
paca portencer de.cerca de 100 saceos com mi
luo anao novo em um ou mais lotes a vontade dos
ompradores : sexta-feira 18 do corrente pelas 10
horasa manlia no armazem do Annes defrontc
m
Correnics de ferro, caernats,
ensarnas, moites etc.
Seila-fcira 18 do frrenle.
O agente Pestaa legalmente autorisado vende-
r eai leilao diversos lotes de cerrentes, 1 ancora,
unaanorrao de cabo alcatroado inclusive ensar-
cias, Lrandais, ohoc/, candelicias e mais outros, 4
canemaes grandes de i pannos, 6 -moites gran-
os, I ditos pequeos. 3 paos de pinito sendo ca-
ranfaofa, mastaree e pao de ctelo e mais outros
<*jotaa ojae serao patentes no acto do leilao:
sexta-feira 18 do corrente pelas 12 horas da ma-
iihia no largo da escadinha da alfandega
Ii* corrale sil horas i ra da fia-
Via aimerof.
DE
I "m guarda louca, earteiras, cadeiras, consolos, me-
sas, quadros. mappa, secretaria, resfriadera,
relogio suisso, tinieiro de prata, estante grande
para guardar livros, eamas de ierro, paliteiro
de prata, bandeijas, missaagas 280 massos e ou-
tros anjee tus raiudos que
rolo tenle Euzebio se vender em leilao na-
-luefie dia e hora.
0 autor
dspremiorde"o:6fkl7at^lO^'ser3o"pa- destas pilulas tem feito maravilhosas curas
gos urna hora depois da extraccao at as 4 >das bexi?,as, molestia epidmica e reinante,
horas da tarde, e os outros no dia seguinte, icom as P,lulas ns. i e 2; compromettendo-
depois da destribuifao das listas. se. o mesmo a prestar tudo que possue ao
0 thesoureiro Pe ^ enfermo Antonio Jos Rodrigues de Souza.: purificador. Somos hoje o apologista do me-
-------------------------------------------- dico dos morpheticos Carlos Pedro Etche-
UOSlltaJ Portipez de Bcneliccncia em coin, pelas numerosas curas obtidas por
PernaillbllCO. estas pilulas, tanto as molestias proveni-
Domingo 20 do corrente celebra o Hospital Por- entes da impureza do sangue, como as mQ-
tuguez de Beneficencia o 8o aniversario da sua lestias venreas, como sejam gonordias,
'nfjSadminis.rativa,a cujas expensas feita 5?"^'25! ^^ K*
csu festividade, nao tem poupado esforcos para diversas pessas que podem atieste.- ^stas
que este acto seja condigno do importante objecto curas. Estou encarregado pelo autor de
a que se destina; e para isto tem decorado o inte- dar aos pobres bexiguentos 50 macos de p\
rior e exterior do edificio dp hospital com a decen- lulas sendo pedidas pelos Jelegados de cada
ca e brilhanbsmo jossivel a satisfazer a cunosi-
dade dos fiis, que se dignarcm visitar nesse dia o
cstabelecimento, o qual ser franqueado concur
rencia desde s 0 horas da manhia s 9 da noite.
A's 11 horas do dia celebrar-se-ha no respectivo
oratorio a festa do bemaventurado S. Joao de Dcus.
patrono do hospital, com missa cantada, orando ao
Evangelho, e pela primeira vez nesta cidade, o
Rvm. padre-mestre Antonio Augusto de Andrade
e Silva : e s 7 horas da noite, depois do sermao,
cantar-se-lia urna ladainha e antiphona em honra
e louvor do mesmo santo.
Alm da solemnidade, que deixamos descripta,
villa ou cidade.
AGENCIA PRINCIPAL
Rio de Janeiro, rna do Parto
n. lOO.
DEPOSITO EM PERNAMBUCO
Xa pharmacia do %r. Jos Ale-
jandre Ribeiro, ra do
Queimado n. 15.
Aluga-se a casa que fica ao p da do Sr. Jos
Gomes Fcrreira, em Apipucos, com 2 salas e 6
muito ter que realcar este acto depiedade edevo- quartos, por annoou por festa : no escriptorio do
cao, se attender-se que na tarde deste dia ter lu- Alcoforado.
wmwm.
Saques sobre Portuga
Oabaixo assignado, agente do banco
mercantil Portuonse nesta cidade, saca ef-
[ fectivamente por todos os paquetes sobre
o mesmo banco para o Porto e Lisboa, por
aualquer somma, vista e a prazo, po-
endo logo os saques a prazo serem des-
contados no mesmo banco, na razio de 4
por centoao anno aos portadores que as-
sim lhe convier : as ras do Crespo n.
8 ou do Imperador n. 51.
Joaquim da Silva Castro.
MHnl
Anda est por se alugar o
segundo andar do sobrado n.
44 em a ra da Aurora: quem a
quizer, dirija-se essa mesmo
ra, casa, n. 10.
Aluga-sc o segundo andar da ra do Crespo
n. 15, por cima da thesouraria das loteras, decen-
te para morada de pequea familia, ou para qual-
quer advogado : a tratar com o thesoureiro das
loteras.
LOTERA
CASA D4 FOKTIM.
O abaixo assignado faz sciente ao respeitavel
publico que vendeu em seus muito felizes bilhetes
garantidos as sortesde 1:0000, de 500$ e outras
de 100,4, 404 e 205 da lotera que se acabou de
cxtralu'r a beneficio da Santa Casa da Misericordia
e convida aos possuidores de ditos bilhetes a vi-
ren) receber seus respectivos premios inteaxal-
mente sem descont algum em seu estabelecimen-
t Casa da Fortuna ra do Crespo n. 23.
O mesmo tem exposto venda em sua dita casa
e as outras do costume os novos e felizes bilhetes
da segunda parte da primeira lotera a beneficio
da igreja das Neves de Olinda, que se extrahir a
26 do corrente mez e as sor es que clles obtiverem
serao pela mesma forma pagas urna hora depois
da extravio.
Preeos.
Bilhetes inteiros..... 64000
Meios bilhetes...... 34000
Para as pessoas que comprarem
de 1004 para cima.
Bilhetes........ 54500
Meos.......... 24750
ilanoel Martins Fiuza.
Precisa-se de urna ama de leite para acabar de
criar um menino : a tratar na ra do Imperador
n. 5i, livraria.
Precisa-se de vendedeiras de bolos de venda-
gem, e paga-se bem: na botica do pateo do Carino.
Joao da Silva Ramos,' medico peia
versidade de Coimbra, d consultas em
sua casa, na ra Nova n. 50, das 8 s 10
horas da manhaa, e das 4 s 6 da tarde, e
recebe egualmente convites para dentro
ou fra da cidade, com o fim de se encar-
regar de qualquer servijo de sua profls-
sao.
Os chamados deverao vir por escripto.
Alugam-se o 1. 2." e 3. andares do sobrado
da ra da Lapa n. 13 por barato precu : a tratar
na praca da Boa-Vista n. 9._____________
Aluga-se urna preta ptima engommadeira e
cozinheira, e faz todo o mais servico interno de
urna casa de familia : na praca da Boa-Vista nu-
mero 9.
Pergunta-se ao Sr. subdelegado do 2." dis-
tricto dos Afogados se nao permittdo a qualquer
transente parar para conversar com pessoas de
seu conhecimento sem que dahi prejudiqueo soce-
go publico, como parece fazer crer o inspector da
Passagem da Magdalena.
O curioso.
entf casftnKBia VffCt -
Companhia fldelii
seguros martimos c ter-
restres estabelecida no
Rio de Janeiro.
AGENTES EM PEPNAMBICO
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo 4 C,
competentemente autorisados pela direc-
tora da cmpanhia de seguros Fidelida-
de, tomam seguros de navios, mercadu-
ras c predios no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
NOTICIA NOTICIA NOTICIA^
Candes de visita
Cartoes de visita
Candes de visita
Cartees de visita
Cartees de visita
Candes de visita
Candes de visita
Candes de visita
Candes de visita
Candes de visita
84000 a duzia
84000 a duzia
84000 a duzia
84000a duzia
84000 a duzia
84000 a duzia
84000 a duzia
84000a duzia
84000 a duzia
84000a duzia
Casa americana
Casa americana
Casa americana
Casa americana
Ilua do Imperador
Ba do Imperador
Ba do Imperador
Ba do Imperador
ISH
^SSl-lMilM^-iS
na
Laboratorio honieooathieo,
\ova n. 43.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho tem en-
carregado da sub-gerencia do seu estabelecimento
ao Sr. Jos Alves Tenorio, professor em homeopa-
thia, e competentemente habilitado para substitui-
lo era aualquer ausencia
Precisa-se de um caixeiro para um deposito,
de 14 a 16 annos, que d fiador a sua conducta :
na ra Imperial n. 179.
Precisa-se de um caixeiro para um deposito,
de 14 a 16 annos, que d fiador a sua conducta :
na ra Imperial n. 124.____________________
Pergunta-se a certa pessoa que nunca vio fa-
zer parede de cima para baixo, melhor faria era
' pagar o que est devendo, aonde se est fazendo
parede de cima para baixo do anno que servio de
mesa, pois se tivesse vergonha nao fallava, pois se
deve lembrar que foi empregado de certa repar-
ticao que despacha fazendas, e foi demiltido por ...
0 vigia da ra que nio torta,
Os administradores da massa fallida de Fran-
cisco Moreira Dias convidara aos credores da mes-
ma firma a apresentarem seus ttulos, afim de se
proceder a devida veriOcaco; na ra da Cruz nu
mero 54.
Precisa-se de urna ama, preferindo-sc escra-
va : na ra de Aguas-Verdes n. 86, primeiro
andar.
Alugam-se tres mei-aguas na ra da Atrai-
caons. 1, 3 e 6 : a tratar na ra do Bangel, taber-
na n. 7.
Aluga-se um sitio com casa terrea na cidade
de Olinda, na ra de Baixo, com frente para a ra
do Cabral, e fundo para a estrada do norte, o qual
alem da casa de morada, tem estribara, casa para
pretos, capim para 2 cavallos, e arvoresde fructo,
muito fresco, sem casa na frente : na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
Est fgida a preta Perpetua, de nacao, de
idade 35 annos, pouco mais ou menos, estatura
alta, secca, e muito falladeira, foi escrava do Dr.
Nabor, emprega-sc em lavar roupa no Monteiro :
' quem a pegar e levar ra Imperial n. 161 ser
bem recompensado. ______________^__
ATTENQ0
Quem cstiver habilitado responda, se um capa-
docio pode ter casa de commissdes de escraves
sem pagar os diruito, c se pode tirar pussaporlos
c despachar cscravos para o Bio de Janeiro sem
dar cavaco algum ? deseja saber o
Gordura.
Na ra do Vigario n. 8 se dir quem d
2:0004 sobre hypotheca em um predio que esteja
desembaracado."
Offerece-se urna mulher de meia idade
r para ama de urna casa de pouca familia: na
ra da Imperatriz n. 65. _______
Os Srs. Jo5o Cavalcante de Albuquerque,
morador na campia cima de S. Lourenco e
Francisco de Miranda Cavalcante de Albu-
I querque, queiram apparecer na ra da Con-
, cordia n. 2, a negocio que lhes diz respeito:
do contrario se declarar a natureza do ne-
gocio.
Attencdo.
Desencaminliou-se na manhaa do dia 15 do cor-
rente urna cadelinha galga de cor branca com ma-
llas prctas, a qual seguio atraz de urna praca ur-
bana at a travessa do Camarao, no barro da Boa-
Vista, onde suppde-se que foi agasalhada em urna
casa na dita travessa. Pede-se, pois, a quem a ti-
ver em seu poder que a restitua as Cinco Pontas,
casa n. 72, ou na reparticao da polica, protestan-
do-so contra quem a tiver oceulta, e recusar en-
trega-la.
D-se dinheiro juro sobre penho-
res: no pateo do Terco n. 12._________
Precisa-se saber com certeza se exis-
ten! ou sao fallecidos, e ondeManoel de
Jess Ferreira, e o padre Jos de Jess
Ferreira, naturaes da Pvoa da Rainha San-
ta, bispado de Coimbra, e Qlhos de Manoel
de Jess Ferreira; o primeiro estabelecida
com casa de negocio no Brejo dAra, e o
segundo na Parahyba do Norte. Roga-se
quem d'elles tiver noticia, queira dirigir-se
ra da Gloria n. 94, ou annunciar para ser
procurado.______________________
Precisa-se de 1:4004 a premio com hypo-
theca de cscravos: quem tiver annuncie este
mesmo jornal.
Coavida-se ao luqullinu de
una casa na eirtade de Uliuda que
deititii a chave la casa por debat-
m da porta, fleand p -r pagar o
aluguel, que naja de o vir pagar,
ulis se publicar seu nome e gen-
tileza, pura que os proprielarios
de predios desta cidaue do Becife
nao se illudntu com tao liom aluga-
dor que nfto se eavergonhoo de
obrar semelhante aceito,s propria
de gente de pote e esleir.
Miguel Marques de Lemos retirando-se para
Lisboa, deixa por seu procurador nesta praca para
tratar de todos seus negocios seu primo Manoel
Marques de Lemos, e pede desculpa a todos seus
gar nopatcoexternodo edificio do hospital urna outra
festividade degrande meritoe inestimavel valor, que
inuiias erespeitaveis senhoras desta cidade tcem
destinado patentear ao publico concurrente, expon-
do cm leilao ricas e primorosas prendas de varia-
dos objectos por ellas mesmas offerecidos, para que
o rendiinento que produzir, seja levado ao regaco
da indigencia enferma e desvalida, mantida pelo
nosso hospital.
Este acto edificante, que bem poder-se-ha deno-
minar rerdadeira festa de caridade, ser por certo
urna parte bem interessante dejtoda a solemnidade, |
para cujo maior explendor espera-se a concurren-
cia dos fiis, nao s para tcstemunharem esses dons
de benignidade nascidos em coracoes, cuja genero-
sdade c amor pela causa da humanidade lhes
j-jjjiji||l
advogado Joo Goncaives
da Silva ontarrovos tem sea
escriptorio na ra cstreita do
Rosario n. 17, onde pode ser
procurado das 9 horas da ma-
nhaa s 3 da tarde.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva que
saiba engommar e cozinhar: a tratar na ra Nova
n. 67, segundo andar.
innata, mas anda para que por meio dos valores Aluga-se o segundo andar do sobrado na ra
com aue nreienilereni anter as orondas nne se. fin! j> c.-..i .. ia ^____.__.._ ______j_.
com que pretenderen] obter as prendas qne se lici
tarem, possam concorrer ao festim dos pobres com
o bolo da caridade, indo assim de harmona cora
os desejos, pureza e legitima intencao das senhoras
instituidoras desta festividade.
Recife, 15 de setembro de 1863.
Joaquim Ferreira Mendes Guimaraes,
Io secretario.
da Senzala Nova n. 42, com bastantes commodos
para familia : a tratar na mesma.
LOTERA.
Ao n. 29.
JVora loja dos barateiros, ra do Queimado.
Las de ultimo gosto, covado a 440 rs.; organ-
dis de padrdes lindissimos, varas a 800 rs.; ba-
ldes de arcos o melhor possivel, a 35500, U c 5 ;
; alpaca de linho para vestidos, covado a 240 rs.;
cambraias de cores para vestido, covado a 280 rs.;
O thesoureiro das loteras desta provinl cambraieta muito fina, peca de 12 jardas a Ti;
ca, desejando extrahi-las em maior capita- cassa hsa Pelle de e com menores intervallos, offerece a vanta- .-,
gera de dous por cento quem comprar JSJ'C *P.*gyWpy' n.OwIm>
___ r ,AnH Paletots de mermo setim, fazenda de custo de
para negocio, na quantta de 100,51 para cima; 20 por 10*; ditos de alpacaVeto a 3J200T brim
assim como se propoe a estabelecer corres- branco lona, vara a 640; brim de edres para cal-
pondencias para qualquer localidade da pro- 5a' covado a 480 rs.; camisas com peitosie fustao,
vincia, remetiendo bilhetes, meios e listas, a 141600! ctaP08 d-e ^ de alpaca, a zftoo.
LEILAO
M
de carvo de pedra.
3M eaixascom latas de gaz.
i battas aovas.
i aaKaana novas.
pecas de cabos de manilha.
U tai de ello alcatroado.
8 baria com carne de vacca.
3 latas com verniz.
SaMad* 19 de setembro.
Henn Manter'capitao da galera americana Sa-
mtmtt hakerUon, arribada ueste porto por forca
aoior onde foi kplayptf condemnada, far leilao
par coala e risco de quem pertencer precedida a
" 1 do Uta. Sr. inspeeior da alfandega
1 de um empregado da mesma n>
1 para o efleito nomeado, em presenca do
dsc JEstados-Unidos e por intervencao do
, dos objectos cima descriptos, parte
sob flanea idnea; devendo o pagamento
delles ser feito logo que sejam recebidas as
listas e novos bilhetes remettidos. O the-
soureiro certo da conveniencia desse negocio,
convida aos Sre. eommerciantes da Victoria,
Goianna, Rio Formoso, Nazareth, Serinhem
e mais localidades populosas da provincia, e
mesmo os desta capital, que o quizerem, a
cntenderem-se com elle, na thesouraria das
Joterias, ra do Crespo n. 15: advertindo
,que receber em pagamento e sem descont,
os bilhetes premiados de todas as loteras
da provincia recolhidos thesouraria da fa-
zenda provincial.
Thesouraria das loteras, 20 dejunho de
1863.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
O Sr. Jos Francisco das Neves tem urna
carta vinda da Europa na ra do Queimado n. 37,
que pode mandar receber, pagando o porte deste
aonuncio.
Aluga-se urna boa escrava robusta e de boa
conducta para fazer o servico de urna casa Inter-
no e externo : quem precisar, dirija-se ra dos
Pires n. 54,
Ao n. 29.
Nova loja dos barateiros, ra do Queimado.
Para acabar.'
Bicos preto de linho, vara a 120, 160, 240 e 320
rs.; ricas franjas e trancas pretas e de cores, vara
a 120,160 e 200 rs.; trancas e galdes de la e de
algodao, pecas de 10 e 15 varas, a 200 e 400 rs.;
froco fino e grosso, peca a 160 rs.; vestidinhos de
cambraia bordados, para baptsmo, a 2
Excellent morada.
Aluga-se urna boa casa de pedra e cal com quin- amjSSlaliolTSeapaJir pessoaTmentc.
tal todo murado, tendo 2 salas, 4 quartos, cosinha
fra, estribara, casa para escravos, muito fresca
por olhar para o nascente, sita na Estrada Nova
defronte da entrada para o engenho Cordeiro : os
pretendentes podem procurar na ra da Cadeia es-
criptorio n. 41.___________________________
Aluga-se o segundo andar do paleo do Pa-
raizo 11. 20 : a tratar na ra da Roda n. 17.
Antonio
Baha.
da Cruz Peixoto retira-se para a
. Precisa-se de um rapaz dos ltimos chegados
Precisa-se alUgar Um primei- do Porto ainda que nao saiba 1er, para caixeiro :
ro andar de um sobrado as seguii- na r"a linP('rial "43--------------------------
lav i'ii-.s- ImuiM-iIi-i/ Aupara IVava > Alugar-se a casa terrea da ra imperial n.
lOSIUdS. lUiperdlUZ, aurora, VOUI, 66 os prelendentcs dirijam-se Caixa Filial.
Crespo e Imperador para residencia de ucm de-xou >K)r CS(|uecimcnt0 nm chap0
Um CStrailgeirO que se VeiO CStabelecer de sol n'um camarote do circo na noite de 13 do
nesta cidade; quem tiver annancie ou' ^f0ira Pcura-' na subdelegada de
dirija-se ra da Imperatriz n. 40, a
fallar com Leopoldo ferreira Matlins
Ribeiro.
Linden, Wild & C. mudaram o seu armazem
de fazendas da travessa do Corpo Santo para o lar-
go do mesmo n. 13.
Precisa-se de um caixeiro que tenha pratica
necessaria de taberna : na ra do Caldeireiro nu-
mero 94.
Jos da Silva Loyo k C, sacam
sobre Lisboa e Porto.
Declaracao.
A caixa de chitas de casa de Henry Gibson,
que se havia desencaminhado na tarde de 10 do
Aluga-se
o bem conhecido sitio na estrada no Monteiro, o. .
qual foi oceupado algum tempo pelo Sr. cnsul corrente, appareceu hoje nao era casa do Sr. An-
hespanhol, tem excellentes commodos para grande i tomo Goncaives de Azevedo, onde os pretos diz.am
familia, tem seu jardim bem tratado, tem bom poco' te-la entregado mas em casa dos Srs. Andrade &
de agua de beber, cocheira, estribara, casa para Reg, que por declaracao destes a receberam sup-
criados, e todo fechado de muros, tem dous portoes, I pondo ser urna outra caixa de chitas que tmham
um na frente da estrada, outro no fundo que tem comprado na mesma casa, e que ordenaram que
sahida para a margem do rio para o bello banho : I ah' ""sse ate sua segunda ordem.
COMPRAS.
Compram-sc
gusta n. 94.
bois de carroca : na ra Au-
Compra-se cobre e lalao velho :
na ra da Cadeia do Kccife 11. 36, pri-
meiro andar.
Compra-se
cobre, chumbo c latao velho : no oto da secre-
taria da polica no armazem da bola amarella da
ra do Imperador.
= Compram-se duas negras que sejam peritas
cosinheiras e engommadeiras para urna encom-
raenda : na ra do Apollo n. 36, segundo andar.
Compra-se effectivamente ouro e prata em
obras velhas : na praca da Independencia n. 22 lo-
ja de bilhetes.
VENDAS.
Lencos de labyrintbo.
. Na ra do Crespo n. 14, vendem-se ricos lencos
de laby rintho feitos no Cear, pelo barato preco de
pague
lhe devedor, e protesta contra quem arrematar
dito terreno e bemfeitorias.
Herculano Alves da Silva.
AVISO.
Aos amadores de msica.
Depois de ter percorrdo as primeiras capitaes
da Europa e da America do Sul e Rio de Janeiro,
aonde teve a sabida honra de tocar em presenca
de SS. MM. II. por varias vezes e principaes fa-
milias, o distincto tocador de armonium de sua in-
veuQo o Sr. Pedro Clementini, propde-se para ir
tocar as reunides particulares daquellas familias
que o queiram honrar com o seu convite. A cele-
bridade que tem adquirido sobre este instrumento
e aperfcicao da execucao das pecas musicaes to-
cadas por elle o torna digno de ser ouvido por to-
das as pessoas que sabem apreciar o verdadeiro
talento. Os pedidos podem ser dirigidos rua das
Cruzes n. 3a, em frente typograpoia do Diario.
quem o pretender, dirija-se ra larga do Rosario | o abaixo assignado, vendo nos jornaes do
n. 21, a fallar cora o proprietario Henrique Jorge. Recife um edital do Ulm. Sr. Dr. juz do commcr-
Ainda est para alugar-se o sobrado na ra ci pondo em praca um terreno na ra do Progres-
dos Coelhosn. 10, ondemoraram os padres lasa- so, como pertencente a Candido de Albuquerque
pjj^ i Maranhao, apressa-se em declarar que dito terre-
I no lhe pertence, e que o dito Candido s tem direilo
---------------tinturara---------------'^bemfeitorias lo& 1ue lne P5*"6 os ros f|Ue
Tnge-se com perfeico para qualquer
cor, e o mais barato possivel: na ra do
Rangel n. 38, segundo andar._________
Os administradores da massa fallida de Joa-.
quim da Costa Maia, tendo entrado no exercicio de caao ao nu smo.
seu cargo, convidara aos credores do mesmo fal-
lido para que dentro do praso de oito dias do pre-
sente annuncio lhe apresentcm seus ttulos afim de
serem verificados e elassifleados, no pateo da ma-
triz de Santo Antonio n. 2, e no licceo Largo nu-
mero 1 A. Recife 9 do setembro de 1863.______
Alugam-se a loja do sobrado n. 193, e arma-
zem 171 da ra Imperial; o armazem n. 4 da ra
do Apollo, e a casa n. 27 da ra do Burgos: na
ra da Aurora n. 36.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra do Livramento n, 7 : a tratar na loja de cal-
Augusto Carneiro dos Santos retira-se para
a Babia.
A MI
Precsa-se de urna ama para casa de pouca
familia : na ra Nova n. 7, primeiro andar.
Aluga-se o segundo andar por cima do Flix
alfaiate.
Quem precisar de urna escrava para o servico
interno e externo de urna casa : dirija-se ra da
Unio n. 39.
AMA
Precisa-se de urna ama para o servico de casa
de pequea familia : quem precisar, dirjase
ra do Queimado n. 28, primeiro andar, das 9 ho-
ras da manhaa s 3 da tarde.
utina a haverpode senteio novo nos dias
quartas e sabbados de cada semana, na nadara
em Santo Amaro ao p da fundicao, na ra da Im-
peratriz n. 22, e ra do Brura, confronte o chafa-
jriz n. 47, ra das Cruzes, deposito n. 39, na Pas-
aagera, taberna da esquina do Sr, Bento, que vira
CU.KFT0S
Para dentro e fra da cidade se manda conduzir
objectos por barato preco : a tratar no armazem
na bola amarella da ra do Imperador no oitao da
secretaria da polica.
Aluga-se a casa terrea da ra da Gloria n.
116, ladnlhada e pintada de novo e commodos pa-
ra grande amilia, a loja do sobrado n. 35 da ra
da Matrii e o primeiro andar da casa n. 34 da ra
para o Remedio, e no armazem prompto, largo da Senzala Vaha: a tratar na reunacio da roa da
da Penb b. id Senzala Nova % 4. ^
ALVI^ARAS A NOVIDADE.
Sao chegados loja das columnas
na ra do Crespo n. 13 de Antonio
Correa de Vasconsellos 4 C. riquis-
smos cortes de 15a muito fina com
barras estampadas e matisadas Im-
peratriz Eugenia, cores as mais deli-
cadas como sejam: cor de ganga, de
lyrio, cinza etc., fazenda fnteiramen-
te nova e nunca vista em Pernam-
buco.
Precisa-se alugar um moleque de 12 a 14
annos para comprar na ra e arranjns de casa :
na ma Direita n. 43, primeiro andar.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 15 annos,
; que tenha pratica de taberna : na ra da Madre de
Dos n. 18, armazem. __________
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra
da Penha n. 29 : a fallar na mesma ra n. 5.
Aluga-se a loja da ra da Imperatriz n. 15, con-
tendo grandes accomraodacdes para familia, como
; tambera rene a grande vantagem de servir para
qualquer estabelecimento : a. tratar no primeiro
andar da mesma.______________________^
Precisa-se de urna ama que cosnhe e engom-
me alguma cousa para casa de pouca familia,-
prefere-se de idade : na ra do Pires ns. 38 e 40,
taberna.
Capas e chapeos para senhoras.
Ra do Queimado n. 11.
Chegaram loja de Augusto Porto ricas capas
pretas para senhora, chapeos perfeitamente enfei-
tados, santimbarques pretos de seda, manteletes
pretos de seda, laazinhas, e outras militas fazen-
dao, tudo por commodos preeos
A 20 rs.
Candes de colchetes e canas de alfinetes a 20,
40 e 80 rs. : na ra do Queimado n. 47, loja de
Pedro Tinoco.
Presumo*
Presuntos novos de Lamego por preco que ad-
mira, inteiros a 320 rs. a libra, e a rctalho a 400
rs. : s no armazem da aurora brillante, no pateo
da Santa Cruz n. 84.
No armazem da aurora brilhante, no largo da-
Santa Cruz n. 84, vendem-se queiios do reino o
mais novo possivel a 1,8400, jfroo, 2 e 2J400,
queijo novo de prato a 800 rs. a libra, ditomantei-
ga a 640 rs., e de qualha a 400 rs.____________
Aos Srs, vendelhes.
Vende-se palha de carnauba e carne secca do
sertao" por preeos muito commodo : no armazem
de Joaquim Francisco de Alm, no Forte do Matto.
Vendem-se duas casas pequeas na ra Im
penal ns. 280 e 282 e 4 fiteiros para miudezas : no
mesmo lugar n. 284.
Har booquets
Vendem-se era vos brancos grandes e cheirosos
na ra larga da Rosario, casa n. 26, terceiro andar
Vendem-se ps de era vos brancos de todo o
tamanho ^ na ra larga do Rosario, casa n. 26,
terceiro andar.___________^__________
Vendem-se casaes de pombos bons batedores :
na ra larga do Rosario, casa n. 20, terceiro
andar.
Vendem-se canes de porquinhos da India :
ra larga do Rosario, casa n. 26, terceiro
Leite pura.
Vende-se ao p da vacca: na roa do Sebo nu-
mero 33.

I


Diario de Peman-buco

GRANDE EXPOSIQ&O
l#000
4e fuwias Uwtissimas qoe se ven
para liqifar ; na loja do Pa-
tm, ra 4a laperairiz,
1.6O.
Nesfcs estabelecimento acha-se um grande
e variado sortimento de fazendas, tanto de
luxo, como de primeira necessidade, pro-
Madapolo Infestad* a
84 a Patl.
Vendem-se pecas de madapolao infesta-
do com 12 jardas a 40000, ditas a 40500,
ditas com 24 jardas a 70500 e 80000 : so
na loja _do Pavao, na ra da Imperatriz.
n.60.
Ricos vestidos bramos.
Vendem-se os mais ricos vestidos de cam-
i a praca e para o matto, que se braia brancos, bordados a croch, sendo os
Ireadeai por preces muito resumidos, de to- mais modernos que lem vindo ao mercado,
asas fazendas do-se amostras, deixando tendo as saias 4 pannos, e vendem-se pelos
^or, ou maodam-se levar em casa das baratos precos de 10?, 120 e 16 : so na
lias para cscolberem, pelos cai.eiros da loja do Pavo, ruada Imperatriz, u. 60, de
loja do Pavio. Gama & Silva,
a tmm palmos de largura Grande pectalncha em baldes, na
aaloja do Pavo. IJMOO loja do Payao.
Vendem-se liazinhas transparentes de urna Vendem-se os mejhores baloes de arcos
s cor de auadrinbos propinas para capas americanos, que sao os memores por se
e fesdos, tendo 9 palmos de largura, pelo uao quebraren; pelo baratissimo preco
baSssimo preco de 10400 o covadol s de 30 e 30500 ; sendo de.80i arcos por 4
Troada Imperatriz n. 60, lojado Pavao. e de 35 e 40 ditos por 40500 i tstos na
^ loja do Pav5o, ra da Imperatrii, n.
Pavao vende lias de 4 palmos Gama sirva.
de largara a 0 rs. i
Vendem-se liazinhas infestadas, sendo das teneos de seda a *ew rs
SinhTp^^^ '"o' Vendem-se leosle "da de cores, lisos
ESm prlco de 500 rs. o oovado; di- e com hstas em rolla, garantmdo-se esta-
UMnaUsadal fazenda muito Gna a 500; di- rem em perfe.to estado pelo barato preco
t*ribaldinas a 440 rs.; duas dequa- de800rs,: so na ra da Imperatriz, n. 60,
tros a 360 e 280 rs.: s na laja do Parto, loja do Pavto.
^l*~ leira l|^^^eu_b.-^|^&eai
60, de
so o
Liazinbas
nu da Imperatriz, n. 60. de Gui maraes &
Silva,
a O rs. o covado.
U Ptm.
Vendem-se las de cordtozinho proprias
para vestido, sendo muito boa fazenda, com
as cores seguales: alrada,-cdr de caf, rxo
escuro, claro e pretas, proprias para luto ;
ditas transparentes com palminhas, pelo ba-
rato preco de 280 rs.; ditas infestadas de
quadros a 280 rs.: s na ra da Imperatriz,
n. 60, loja do Pavio.
corte de lia a 3 OOO e OOO
na loja do Pavo
PANNO PRETO A 2*000 E A 20500 rs.
so o Pavo.
Vende-se panno fino preto muito escer-
pado a 20500 e 20000 ; dito cor de caf a
20000; cortes de asemira preta infestada
a 40000 e 50000 : s na loja do Pavto, ra
da Imperatriz, n. 60.
Cirande pecblncba em ronpa na
foja do Pavio.
Vendem-se palitos de cores claras e es-
curas a G0OOO, 70000, ditos de panno preto muito boa fa-
zenda a 7#000, ditos sobrecasacados a 120,
calcas de casemira a 40, 40500, 50, 60 e
Vendem-se cortes de la matizada, tendo 70,' ditos de caxemira daEscocia a 30; pah-
ESSENCIAS DEPURATIVAS.
Auii-syphilitica e anti-rheamatiea
Approvada pela Imperial
academia de medicina.
COMPOSICAO E PREPAKAglO DO
|0?. Ernesto FreJerico dos Sanios,]
Phormaceutico pela escola de medicina
do Rio de Janeiro.
Estas essencias cuja formula j foi an-
provada pela academia imperial de medi-
cina do Rio de Janeiro, e pelas quaes sen
autor foi premiado na exposicao nacional
de 1861 e com duas medalhas na expo-
sicao de Londres, sao sem contestadlo o
mais efflcaz de todos os medicamentos ate
hoje eonhecidos para o curativo de todas
as molestias syphilicas ou que dependam
de urna alteracao do sangue.
Distinguem-se estas essencias pelos ns.
1 e 2, cujas formulas variam considera-
velmente, a de n. 1 empregada com o
mais feliz resultado as molestias vene-
reas ou que dependam de alteracao do
sangue. como, cancros venreos, chagas
syphilitrcas, boubas, affecees herpetieas
e" dartrozas, as blennorrhas, leucor-
rhcas, vegetacoes syphliUcas, escrophu-
las, escorbuto, ery pelas etc. A de n. a
tem sido cmpregadi exclusivamente pa-
ra debellar os rheumatsmos syphiliticos
gotosos e as exostoses ou tumores
osseos.
Acha-se a venda este precioso medica-
mento na ra do Rangel n. 62, pharma-
cia de Medronho & Martias.
ATTEV
PABAOS FREGLEZE' DO HATrO E
DA PRAC>
Na Arara
Grande liquidaco de fazendas sem re-
ierra de prego, na rna da 'inpera-
45-KTJA DXHXTA-46
&&&
7a-32 -'B.IBMI
Eia, rapasiada, corageml parece queja
entregastes os vossos-joanetes aos duros sci-
15 covados cada corte, pelo barato preco de
7*300 e IfOO, sendo claras e escuras; di-
tas infestadas tendo 12 covados a 30500; di-
tas de cordozinho a 20500 : na ra da Im-
peratriz, a. 60, loja do Pavo.
GRANDE PECHIRCHA
a OO rs. na loja do Pavo.
Cateas a 2W rs.orand> a 210 rs.
Vendem-se muito bonitas cassas francezas
a 240 rs. o covado : organdy matisado, pa-
droes muito bonitos a 210 rs. o covado;
ditos, fazenda Gnissima que serapre se ven-
deu a 10000 a vara, liquida-se a 000 rs. a
dida.ou 360 rs. o covado, por haver grande
porcao: na roa da Imperatriz, n. GO, loja
do Pavo. de Gama v Silva,
Pavio vende chitas francezas
atSO rs.
Veadem-se chitas francezas a 280 rs.;
ditas escuras com muito bom panno a 320;
ditasa 360; ditas muito finas e muito en-
cornadas a 400 e 500 rs. o covado ; s na
toja do Pavo, ra da Imperatriz, o. 60.
\oa nechincha de cortes de
cambraia na loja do Pavio.
Vendem-se corles de cambraia brancos
cea babada* a 20300; ditos a 30000; ditos
a OOO ; ditos cliinezasa 4000 ; pecas (le
cambraia transparentes, adamascadas, pro-
trias para vestidos, tendo 8 varas e meia a
tos de dtta de 40 e 40500 ; coletos de ca-
semira preta c de cores, camisas de todas as
qualidades, e ceroulas : tudo isto^ende-se
para liquidar na loja do Pavo, ra da Im-
peratriz, n. 60, de Gama de Silva.
As bareges do Pavo.
Vende-se modernissimas bareges malisa-
dos para vestidos, pelos baratissimos pre-
cos de 480 e 500 rs. o covado : na ra da
Imperatriz, n. 60, loja de Gama & Silva.
Gnimares.
Vende-se baratissimo para ver corles de
cambraia com babados bordados com pe-
queo toque de cupim a 10000, 1600 e
20000; pecas de cambraia com salpicos
brancos e de cores com 8 varas a 20500 ;
camisas de meias de 15a para servico a 500
rs. ; ricas capas de cor, de fantazia por
100000, fazenda de 20/ : s na loja da
Arara, ra da Imperatriz, 56.
A Arara vende os.enfcites
a l#ooo.
Vende-se ricos enfeites para cabeca de
sen hora a 10000; meias cruas muito lar-
gas para senhoras 320 o par ; lencos de
! retroz e vidrilhos para pescoco de seolrora
e meninas a 500 rs.; ditos de seda, finos a i
11/000 ; ditos com franja a 10500 ; ditos de
seda de urna s cor para homens e meninos
a 800 rs.: na ra da Imperatriz, loja da
Arara, n. 56, de Mondes Guimaraes.
GolMuts da Arara a 320 e i,000.
Vende-se gollinhas com punbos e boto-
sinhos, muito ricas e bordadas a 10000 ; di-
tas s com bolosinho a 320; chapeos de
sol de seda com franja para senhora e me-
Jps Bigodho, queiram ver ver as fazendas ninas a 2030o e 30000: na ra da Impe-
que abaixo annunci, pois todas eu garanto ratiiz, loja da Arara, n. 56, de Mendes
qu sao muito novas e baratissimas.
Pegas de trancas de algodo de to-
tm lftii aini7om da Arara n xosdo pessimo calcamento danossacidade!
L* mTm L TOSS0S ps b0Unas aralca-
Nejt mazem de fazendas ba ra-
'tas de Sanios C<>elho
Rna do Quelmado numero 1.
Vende-se o seguintc
Coboi las de chita
da India pelo barato preco de 2.
Lences
de panno de linho a 25-
Lenrfs do bramante
de linho fino de un s panno pelo baratissimo
prec/ de 3j8.
Toalhas alioclioadis
para maos pelo barato pre^o de 5 a duzia.
Vtfslidiulios de seda
para menina pelo baratissimo proco de 44-
I.i'ikmis de seda
para algibeira pelo barato preoo de 1J.
liras saias de Instan
pelo barato preoo de 5300.
Loncos deeassa
finissimos proprios para algibeira pelo baratissimo \
preoo de 25 e 2#400 a duzia.
Cortes de calca
de ganga amarclla de lista c quadros pelo tara-
SK.n SVA l VIIO.
QUINQUILHARIAS.
Ruado Queimado, ns. 49 e 55, lojastle
imadas e gastas at ultima sola; sapatoes
rasgados e quasi sem saltos nem tanto!
a quebradeira n5o deve chegar at este pon-
to I Vinde ra Direita munir-vos de exce-
lente calcado com 40 e at 60 por cento
menos do seu valor.... attendei:
Borzeguins, Nantes, bezerro e va-
queta 2 e meia solas .... 80500
Borzeguins, Nantes, bezerro, va-
queta e lustre 2 solas. 80000
Borzeguins, francez e hamburguez,
bezerro, lustre e couro de por-
co -ka .... 60000 tissTmo preco de 1200 o corte.
Sapates, Nantes, vaqueta, lustre e de ro,o com ,0 varas pe|o barat0 pres0 dc 34200.
bezerro 2 solas...... Yh^a Peras de cambraia
Sapates, Nantes, sola e vira. **uo" de saij,COs fina com 8 1|2 varas pelo barato precc
Ditos para menina, comlaco. 3500 dc4.
Ditos de ditas, de cores. 20800 Atoalhalho de linho
Sapatos para senhora e homem, ; com 8 palmos de largura pronn.. para toalla de
tete 800 mesa pelo barato preco de i&oW a \ara.
Sapatos de'borracha para senhora. 10400' de Hndos os bSVeco de 440 rs. o ec-
Idem idem para meninas. J*Jx( vado.
Sapatos de lustre para sonhora. 10UOO Mein da India
dem de lustre s avessas 500 propriapara forro de sala de 4, 5 e6 palmos dt
' largura. ________
das as cores a -
Duzias de linhas com 200 jardas, A-
lexandre, a.....;
Carritel de qualquer numero ,
Varas de aspas para bal3o ,
Caixas com superior obreias a .
D'rtasde colla ......
Pares de botoes de punho a .
Pares de sapatos de tranca .
Ditos mutlo superiores, a .
Caixas e pacotes de papel amisade de
cores a. ...,..-.
Duzia de meias muito finas para se-
80
10100
Goimaraes.
Arara vende os balos, a : SOOO
Vende-se baloes de 20, 25, 30,35 e 40
arcos pelo diminuto .preco de 30000, 30300,
100,40000 e 40500, s na Arara vende-se ba-
SO'loes de madapolao por 30500; ditos de
40! brillantinas finas com listas a 4/000 e 40500:
401 loja da ra da Imperatiz, da Arara, n. 56,
O GALLO CANTA.
J sabido que quando chega vj|Por^ i^bur^t^imalguaV^c'oes'depcn
PcnlcN H Mara Pa.
A loja da Aurora, na ra larga do Rosario n. 08,
120
10280
10600
600
de Mendes GuimarSes,
Ricas eobertas de velado a 8,000 rs.
Vende-se ricas tobertas para cama gran-
de, aveludadas, a 8000 ; ditas de fusto
para cama a 50000 ; ditas de damasco de
ra
nhoraa 30500 ^^.^^^6:
Duzia de ditas cruas para hornera a 2*460
FAZENDAS
NA
Xova loja de Custodio, Carvalho Carloes de lioha com 200 jardas (est
Baralhos muito finos para voltarete a
>Carriteis de linha com 100 jardas a
Cartoes de linha branca e de cores a
Novellos de linha com 400 jardas a
Ditos muito grandes com 800 jar-
das a
fc Companhia.
7RA Q' EIMAUO27
Cambraia
organdis para vestidos a 240 rs. o covado.
Madapoln
fino proprio para camisas a preco de 8 a peca.
Coberlas
de panno d linbo grandes a 2000.
Lences
dc panno dc linbo grandes a 25.
Para mesa
pannos adamascados para mesa a to00.
Guardanapos
adamascados a 25 a duzia.
Toalbas
para mos pelo preco de 400 rs. cada urna.
Vaeli livuu
proprio para roupa de meninos pelo barato preco
de 320 rs. cada covado.
Entremeios
60
100
SALSAPAERILHA
3000: ditas lisasbrancas e de cores a 25500, finos bordados pelo barato preco de 1*300 2 peca.
3*000, 3>iOO, 40030 e 50000 : pecas de Rbidos
cambraia de caroeinhos tendo 8 varas e meia bordados de todas as larguras peca 2*500.
cada urna. sendo brancas e de cores, a 30500;! Cohnlus
d.tos a 25500: pecas de cambraia para cor- ^rdada* 6i0> m*.
tinados, sendo tapadas e transparentes com ^ ^
20 varas cada pera a 9 *000, .sto tudo para v Bal6es
aparar dinlieiro: na loja do Pavao, ra da de am)s para senhora a 3*60n.
Imperatriz, n. 60, de Gama & Silva. Baldes dc madapolSo
P-nclina Ciarlbaldi. meninas a 2550-
Vendem-se as mais modernas popelinas
de quadrinbos miudos e grandes, sendo fa-
teina i imitaco de cassa, propria para ves-
tid- ten.lo de todas as cores, a 320 rs o
covado; na ra da Imperatriz, n. 60, loja do
Pavo
9 Pavo vende chales
A' S*00. 2-m 35000, 55000, 65000.
75000, 8,000 e 1O5OO0.
Vendem-se chales dc merino estampados,
daros eescuros a 25, 25500 e 35000; ditos
muito finos de todos os precos e qualidades,
tanto de pona redonda como quadrados:
assim como inissimos chales de crepon cora
cores inteiramente novas e ricamente bor-
dados a matiz, sendo chegados pelo ultimo
vapor a 105000 ; ditos de pello, bordados,
a 25 s na loja do Pavo, ra da Impera-
triz, n. 60.
%s eascmlra* do Pavo infesta-
das a loo.
Vendem-se casemiras francezas enfesta-
das, proprias para caifas, coletos, palitos,
e capa para senhoras, por ter de urna s
cor, sendo fazenda que sempre se vendeu
a 31000. liquida-se a 15000 o covado : s
na loja do Pavio.
O Pavio vende
A 105000 madapolao Elefante.
Vendem-se pecas de finissimo madapolao
marca Elefante, sendo fazenda muito larga
com 21 jardas cada peca, pelo baratissimo
preco de 105000; garantindo-se que val
muito mais dinheiro ; dito marca Aguia a
850OO; dito marca Pavio a 75000 : na ra
da Imperatriz, n. 60, loja de Gama & Silva I
rramdr nechincha em chapeos1
Je sol na loja do Pavio.
I
Veodem-se chapeos de sol, a ingleza, sen-
do cobertos dc linho e forrado de verde, pro-
prios para senhoras que forem passar a fes-
u oa para meninas levarem para a escola,!
pelo barato preco de 1560 ; ditos marque- (
-. de seda com franjas e cabo de do-
135000 ; ditos de seda para homens, |
(oomarmaco de balea a 65 e 75, islo:
para apurar dinheiro : s na loja do Pavio,
roa da Imperatriz, n. 60.
Cnmeaalms da Escocia a 'OOO
__, **?***.:, a* tw_! sim como latas de 10 e de 5 garrafas e sendo
Veadem-se cortes de caxemira^ da E*co mas ^ ^^ outra ^
para calcas, pelo barato preco de 25, _rFnaJp ^
se acabando a......
Vara de fita preta com colxetes para
vestido, e tem um resto parda a
SE9I NECl \ IIO.
Objcctos de tintura e msica.
Na ra do Queimado, ns. 49 e 55, est
queimando tudo pelos presos abaixo decla-
rados, e prestem toda a attenco para ver
o que bom e barato.
Duzia de facas e garfos muito finos a 25500
Dita dita dita de cabo preto muito
finas a......... *520a
Dita dita dita de balanco. melhor.a SAoOO
Tesouras para costura, muito fi- f
nasa.........400
DKasditas para unhas, muito finas a 400
j Cartas de alinetes de ferro a 80
j Ditas ditos de lati muito finos a 40
j Ditas de dito grandes.....120
Caixasde phophoros de pao ... 10
Grosa de ditos do gaz a 25200
Duzia de dito dito a .
.Massos de palitos para dentes a .
Livros para meninos todos cheios de
calungas a.......
Abotoaduras para coletes a .
: Escovas para roupa,muito finas a 400,
500e.........
DE BRISTOL.
As curas milagrosas de
ESCRFULAS,
CHAGAS ARTIGAS,
ENFERMIDABES SYPHIUTICAS,
Erysipelas, Rheumatismo,
Nevralgias, Esoorbuto,
etc., ce, etc.,
que tem grangeado e dado o alto re
nomo
Salsaparrilha de Bristol
por todas partes do universo, sao to
6mente devidas
nica Legitima e Original
SALSAPARRILHA DE BRISTOL,
PREPARADA EXCLUSIVAMENTE POR
I.tWIW t KEHP I>E NOVA YORK,
Mediante a receita do Dr. C. C. Bristol.
venda as boticas de Caors dr Barboza,
ra da Cruz, e Jo3o da C. Bravo A C., ra
da Madre de Dos.
PECHINCHA.
Perfumarla de superior qualidade.
0 rival sem secundo, ra do Queimado,
ns. 49 e 55, est disposto a vender mais ba-
rato que nunca vendeu, para o que queiram
ver :
Duzia de saboneles finos a .
Sabonete inglez, o melhor, a .
Frascos com agua de Colonia muito
fina a......., .
Ditos de dita grande a .
Ditos de Lavando ambreado, o me-
lhor, a........
Ditos de macaca oleo muito bom a .
; Ditos perola rauilo superior a .
Ditos de oleo de babosa a 240, 320.
400 e.........
Ditos de banha branca al. .
Dito de cheiro muito bonitos a .
Ditos de banha, pequeo, muito fina
.......\. .
Ditos de opiata a 200 rs., e 5a a .
Ditos de banha japoneza a .
Ditos de banha transparente a .
Ditos de oleo filoconne a
da Imperatriz, loja da Arara, n. 56.
300 Arara veade chales a -oOO.
30 Vende-se chales brancos com pequeo to-
.20 Que de avaria a 500 rs.; ditos dc tarlatana a
^50 500, ditos de merm limpos a 3jl0 0; ditos
de laaziimas finas a 19000 ; ditos de la e
10 seda a 2(5000 : na ra da Imperatriz, n. 56,
de Mendes Guimaraes.
J admira Arara eomo vende barato.
Vende-se ricos riscados com 14 covados
a 200 o covado ; cortes de chitas com pe-
queo toque de mofo a 2000 ; ditos lim-
pos a 2000 e 20500; ditos de cambraia
branca com palmas soltas com urna vara
de largura a 2)5000, pecas de cambraia
branca a 2/600, 3$000 e 35500 : ra da
Imperatriz, n. 56.
Arara vende as lAaiifclias a 320 rs.
Vende-se laziohas finas com quadrinbos
de cores a 320 rs. o covado ; ditas a 400,
ditas infestadas finas a 500, dilas de duas
Jtgoras de urna s cor proprias para capas
e benhora a JOO o covado ra da Impe-
ratriz, foja da Arara, n. 56 de Mendes Goi-
mares.
Oh, que pechinrha a 240 rs., Huas largas.
Vende-se chitas franeezas cora pequeo
toque de mofo a 240 rs. o covado ; ditas
limpas muito finas a 320, 300, 400 e 500 o
covado, na loja da ra da Imperatriz, 56.
Arara vende ronpa felda para
homem.
Vende-se palitos de casimiras inglezas a
3#500, 40000 e 55000 ; calcas de ditas in-
glezas 25000 e 30000, coletes da mesma
fazenda a 20000, carnizas francezas finas a
10600, 20000 e 25500, ditas inglezas com
abertura de linho e prega larga a 30000,
seroulas francezas de linho a 10600 e 10800,
chapeos de massa prelos e de cores a 10600,
20'OOe 20500, ditos de palha muilo no-
vo a 20500, grvalas de seda de cores a
320 e 500 rs., lencas brancos finos a 20,
meias cruas a 120, oh 1 que pechineha; na
ra da Imperatriz, loja e armazem da Ara-
ra, n. 56. de Mendes Guimaraes.
Madapolao da Arara a i,000 rs.
Vende-se pecas de madapolao francez in-
festado a 4000 e 40500, dito inglez muito
fino a 60500,19, 80,9/ e 100, pecas de
algodaozinhoa 40500, 50000 e 50500 mui-
to encorpado, tambem se vende muito bara-
to bretanha de linho, brim de linho fino a
10280 a vara, guardanapos para mesa a 200
rs. cada'um : ra da Impeatriz, loja da
Arara, n, 56.
200
100
320
160
800
Europa, o gallo canta annunciando aos seus
numerosos freguezes as galanteras de mais
gosto e da ultima moda que por elle re-
cebe, como sejam:
Camisinhas para senhoras.
Requicimas camisinhas com manguitos e
graval'mhas para senhoras : s no Vigilante,
ra de Crespo, n. 7.
Cirigolinltas. 1
Riquissimas cirigolinhas ou gravatinhas,
sendo cousa de muilo gosto, e a primeira
vez que apparece para as senhoras de bom
gosto: s no Vigilante, ra do Crespo
n. 7.
Pentes de concha.
Tana bem chegaram riquissimas guarn-
Cues de pentes de lindo gosto, tanto para
atar, como para raarrafas, por precos ra-
soaves: s no Vigilante, ra do Crespo,
n.7.
Redes com lacinhos de fita.
Lindas redes pretas e de cores com um
lindo lacinho de fita para conservar o cabel-
lo, pelo barato preco de 1050'); assim como
os novos enfeites para cabeca a 30000, 40 e
50000: s no Vigilante, ra do Crespo,
n. 7.
Ligas.
Riquissimas ligas de seda de bonitas cores
a 10.500; assim como fita propria para o
mesmo effeito a 500 a vara: s no Vigilante,
ra do Crespo, n. 7.
Luvas de Jovin.
Tambem chegou e chegam por todos os
vapores grande sortimento de luvas de Jovin,
aonde os freguezes podem escolher : s no
Vigilante, ra do Crespo, n. 7.
fintremeios e babadinhos.
Tambem chegaram grande sortimento de
entreraeios e babadinhos, que se vendem
por baratissimo preco de 10500 a pecinha:
s no Vigilante, ra do Crespo, n. 7.
Fice. Uas para cinto.
Tambera cliegai "ara grande sortimento de
lindas fivellw de a. c de metal com pe-
drinhas e sea ellas, pe'-o barato preco de
20 e 20500, dando-se' a fita para as mes-
mas : s no Vigilante,, rua do Crespo, n. 7. |
ACENCI, l
FUMCAO IMT'fML
lua da Senzalla ora n. t
Neste estabelecimento eontinu. ^ a havor
um completo sortimento de moenda. s c moias
mninlifl nono nnYrtr!/- >! .i ;, A. P
Pa, os de melhores gostos que tem chegado a este
mercado, assim como taniliem tem de multas 011-
tras qualidades, tanto de alar cabello como dc
marrafa.
Ildes com la^o de uta.
A loja da Aurora na ra larga do Rosario u. 38,
receben redes com lacinho de fita para conscrva
o cabello, tanto pretas como de cores, ditas dc
trancinha e sem laco, tudo islo vende-se barato ;
avista faz f.
Vende-se urna escrava mora com habilidades
e um preto crioulo moco, n um moleque de 6 an-
nos dc idade : na ra do Queimado n, 4, segundo
andar.__________________
Yende-sea taberna do beceo do Campco n.
4, com poucos fundos.
C
Tin
'IfflWS
u
i&
Cambraia franeeza de lindos padrScs a 210 rs. o
covado, orgaudvs de superior qualidade a 640 a
vara, lenciuhos modernos a 300 o covado, d.tos a
Polaca com duas larguras a 5G0 o covado : so na
ra do Queimado n. 43, esquina do becco da um-
gregacaes__________________________________
Sitio para vender.
Vende-se um excellente sitio muito perto da-
praca na estrada de Santo Amaro n. 2 defrontc do
siti do Maduro, em chaos proprios, com casa de
vivenda de pedra e cal, com sotao, cosmha fura,
cacimba com boa agua de beber, boa horta e boa-
baiva para capim, tendo muilas e boas arvores dc
fructo : tratarse na ra dos Guararapcs n. z.
Gi-o de Meo.
Vende-se grao de bico a 43 a arroba, e 160 rs. a
libra : no armazem progresivo n. 9 no largo do
Carmo:
ssucar do Monte ir o
Ra do Imperador n. 28 e caes de Apollo n.
67, a 200 rs. a libra, e de 8 libras para cima
a 50600 aarroba.____________________
%L DI. LISBOA
Vende-so cal nova de Lisboa : no largo do Cul-
po Santo, escriptorio de Manocl Ignacio de Oiivei-
ra & Filho n. 10.
apor
tos os
720
160
400
500
500
100
200
500
320
500
BITA
i'
200
900
800
720
800
AOS SRS. CONSUMIDORES DE GAZ.
Nos armazens do Caes do Ramos n. 18 e
na ra do Trapiche Novo (no Recife) n. 8, se!
vende gaz liquido americano primeira quali- TiteTro de vidro com tinta superior
dade a retalho a 100 a lata de 5 galoes, as-1 a..........
Ditos de barro que serve para tin-
SEM SEGUNDO.
Objeetos diversos.
Ra do Queimado, ns 49 e 55, vende os
objeetos abaixo declarados, pois para aca-
I bar; estes precos n3o sao para continuar,
mas as nesessidades assim o permitte-
Pares de luvas de algodo finas a 80
Caivetes de aparar penas, de I fa-
lla a ,........ 80
Ditos de 2 ditas a......160
Caixas de colxetes francezes a. 40
Duzia de dito francez a 360
Massos com grampos lisos e de cara-
col a ......... 40
Duzia de dedaes de metal era caixi-
nba de vidro.......320
c*a.
quer parte.
da mesma fazenda -para vender em
; a 580 rs., sendo esta fazenda mui- 9 Son 711 n A9
lo eocorpada a imitacio de caxemira, e a- __ Kaa da ^^J"**',
lian qoe nao desbota. Tambem se yen- Vende-se, em casa de S. P. Jonnston & C,
dea cortes de caxemira ingleza, dZres_-3eUBS-e-Slhes inglezes, candieiros e casti-
escoras para calca pelo barato prfto delcaes bronzeados, lonas inglezas, flo de vela,
l800 cada corte, oa a 500 rs. o covado : chicotes para carros e montana, arreios para; Caixas de folha com phosphorosa
s na loja do Pavo, ra da Imperatriz, carros de um e dous cavallos, e relogios de Dis de pos para dentesa .
^ 0. ouro patente inglez. I Pentes de tartaruga a 3a000e .
teiro a ........
Grosas de botoes de louca prateado a
Pecas de tranca lisa encarnada a ,
Varas de bicos e rendas, para aca-
bar a .........
Varas de labyrnlo de 3 dedos de
largura a........
160
100
160
20
60
100
40
100
30500
moendas para engenho, machinas dc
e tachas de ferro batido e coado, de to.
tamaitos para ditos.
Arados americanos e machinas pa
lavar roupa: em casa de S. P. Jhnston & C,
ra da Senzalla Nova n. 42.
ra
A' venth na Liviana Lnivers.il
ra do Imperador n. 54
0 Oulono collcero de poesas por An-
tonio Felicia o de Castilho.
Os Amores dc P. Ovidio Nnsao. Para-
plirasc por Antonio Feliciano de
Caslillio ; seguida pela grinatda ov<-
diana por JoscFclician > de Castilho.
Orthographia Portiigiie/.a p >r Jos Fe-
liciano de Castilho.
Almanak de Castilho para i86ri.
Vinlio do l'ordo superior.
Vende-se em caixas de urna duzia : no escripto-
rio de Antonio Luiz Oliwira Azevedo & C.
.Uolliados a preco fabuloso e p-
tima qualidade.
Na travessa das Cruzes n. 6, taberna, vendem-se
os seguintes gneros: manteiga franeeza a melhor
que h.i no mercado a 560 rs. a libra, dita ingleza
a 720 e 640 rs., agurdente de canna engarrafada
ha 3 annos a 240 rs. agarrafa, que parece de
Franca, dita de pipa a 200 rs. a garrafa, e caada
a 1,8120, espirito de vinho a 280 a garrafa, e ca-
uada a 1,5600, vinho o melhor que possivel da
Figueira a 480 a garrafa, e caada a 3o00, dito
mais baixo a 400 rs. a garrafa, dito do Estreito a
320 a garrafa, vinagre branco proprio para con-
serva a 320 rs. a garrafa, azeite doce de Lisboa a
600 rs. a garrafa, dito de carrapato a 320 rs.
ESTABELECIMENTO COMMERCIAL
DE
CALIIKRiHU E FUMI{.\0 DE JIETAES,:
Sito na ra do Brum n. lo junto
a fiindlco do Mr. Itowman, pertencente a
Vlllaea IrmSo cfc C.
Neste estabelecimento encontraro os freguezes um completo sortimento
de tudo que diz respeito as artes de caldereiro, funileiro, latoeiro, ferreiro e
fundico, e os abaixo asssignados que o dirigem, promettem servir a todas as
pessoas que se dignarem de os procurar, com promptido, sinceridade e pre-
cos muito rasoaveis. O dito estabelecimento estando montado em ponto
grande, tanto no que diz respeito a pessoal, como em materia prima, e tendo
habis officiaes, pode executar com toda a perfeico e seguranca qualquer
obra tendente as artes cima mencionadas e aflbitamente pdem os abaixo as-
signados assegurar ao publico que nenhum outro estabelecimento lhe pode
fornecer mais barato e mais perfeito do que elles, visto que recebem de sua
propria encommenda todas as materias empregadas em ditas obras.
Alambiques simples e continuos de to-
dos os tamaitos e dimences.
Machinas de cobre para destilar e res-
tilar espirito at 40 graos pelos sys-
temas de Logier e Derosne.
Caitpucas e serpentinas de cobre, e
estanto, avulsas.
Taixas e tachos de cobre para engenho
e reflnaejo.
Paroes de cobre e todos os cobres ne-
cessarios para o fabrico do assucar.
Cobres para rodas de moer mandioca.
Machinas econmicas para lavar roupa
o melhor possivel.
Sinos de 16 libras 8 arrobas.
Parafuzos de bronze e ferro para ro-
das d'agua.
Torneiras de bronze e bronzes para
engenho.
Encanamentos de cobre e chumbo de
todas as grossuras.
Bombas para cacimbas, aspirantes e
de repucho.
Bombas para destilacoes.
Ditas para regar jardins, hortas e
capim.
Ditas para navios e barcacas de varias
qualidades e dimenooes.
Cobre era lencol e arrodellas, estanto em barrinha, chumbo em barra,
lencol e canos de todas as grossuras.
Yillafa Irmao & C.
jCAjj rfio jxxs r^oo- j_or rtOft. jopo ,-^a, Jjgct ncp,. .nac JMfft ^fip,, ./ap^
Cal de Lisboa e potassa da
Russla.
Vende-se na rna daCadeia do Recife n. 26, para
i se mudou o antigo e acreditado deposito da
ond> me?n- os, e se vendem a preco mais barato do que
legitim lquer parte,
outra qt
Ven
busto, prop
o diario d'un.
na travessa du
le-se um negro de meia idade, bem ro-
o para qualquer servio, sabe cozintiar
a casa, c tambem sabe botar canoa .
Pocinho n. 26 sobrado.
Volt.
A loja da auror;.
recebeu ricas voltas
mo tambem recebeu i
libras como em meias i
em licra como a retalho
chegado.
..* a Mara Pia.
na ra larga do Rosario n. 08.
pretas a Mara Pa, assim o-
ap.'- roliio francez tanto em
'Ibtas, o qual se vende tantc
do mais fresco que or,
. A praso ou a
Vende-se urna excellente .
caixas, muito bem construida,
tratar na ra de Apollo n. 4. prin
Farinha de mandit
em saceos grandes, e de supen.
de ; no armazem de Tasso Irmos,
Amorim, n. 35.
dinheiro.
urraca de 28 a 30
e apparelliada : a
eiro andar.
Ma
or qualWa*
ra do
Cal de Lisboa
a mais nova do mercado
19, primeira andar.
na ra do Vigar.
Oh
Potassa da Kussia.
Vende-se em casa de N. 0. Bieber 4 C,
successores, ra da Cruz n. 4.
Vende-se
urna escrava moca que cosinha bem, cose, laya e
engomma, sem vicios nem achaques, a qual de
urna senhora que por precisao a vende : a tratar
na thesouraria das loteras ra do Crespo n. lo.
Vende-sc a Historia do Brasil de Sutthey
na ra estreita do Rosario n. 19, segundo andar.
Veude-se barato.
Riscados cscocezcs para vestido cores fixas a
200 rs. o covado, orgaudys de gostos inteiramente
novos a 560 rs. a vara ou a 340 rs. o covado, cha-
peos de sol de seda para senhora e meninas a
2500 : na ra do Queimado n. 42, loja.
= A loja da aurora na ra larga do Rosario n
38, recebeu voltas pretas a Mara Pia e vende mui-
to em conta, recebeu rap rolao francez e vende a
2800 a libra c meia libra a 15400 ; na mesma
loja tem grande sortimento de miudezas finas mui-
to em conta vista dos compradores se dir o pre-
co de tudo.
BARATO.
Vende-sc por baratissimo preco um guarda rou-
pa dc senhora dc gosto moderno o novo, c de
amarello na ra do Cotovello a. 12._____________
Vcgocio dc Tantagen..
Vende-se um grande sobrado com duas fren-
tes em lugar muito apranvel e fresco, na fre-
guezia da Boa-Vista : a tratar no largo da Assem-
Blan..
A
MI mi ADO>
-H ILEGfVEL V


Mario fe revnaannncn Qninta feira it 4c
Jctcanaro de f **.
GRANDE ARMAZEM
AE
EE
GRANDE ARMAZEM DE MOLHADOS
DE
Eduardo Marques de Oliveira C.
X
N. M, ROA DAS CRIBES N. 36
W>
balrro de Santo Antonio.
O proprietario do moito acreditado armazem denominado Progressista tendo
em vista fazer tudo o que for possivel para bem servir aos seus freguezes, tem
vender os seas j bem conhecidos gneros deprimeira qoalidade pelos precos
abauo nteacionados, e amanea s pessoas que mandarem comprar por seus criados ou
eftenvos, serem to bem sen idas como vindopessoalmente; encarrega-se de aviar qoalquer
tnooanaaoda, ainda mesmo contendo objectos nao proprios deste estabelecimento. 0
avsmo pede aos senhores qu mandarem comprar neste armazem o favor de mandarem
devolver qoalquer objecto que nao agradar, devendo os mesmos senhores ter toda atten-
0o com os s*us portadores, fazendo-lhes ver que s no armazem Progressista da ra das
Crasas n. 36. que se vendem os melhores gneros por mais barato proco, porque estes
natas vetes olvidam-se e vao outra parte onde os servem de maneira a desagradar este
esubelectaento.
iUnijMgai ngieza de l. qoalidade, a 800 rs. de superior qualidade a cada
..a ""*: xinha.
Han de *. qualidade. a 700 rs. a libra.
aoVm franceza, chegada ltimamente, a 6oo Mostarda preparada em potes muito nova a
r*. a libra. 400 rs. rida nm
TOBOS
os
VAPORIIN
! I
O

C&MPLETO
80RT8BNT0 BE MOLBADOS.
se receben, gneros de conta ^ venden en reta *
prppna e dos.melhores esta- ** iho, aprom^ta^com toda ~>
belecimentos da Europa, ga-
rante-se todo e qualquer ge-
nero comprado neste
ESTABELECIMENTO,
5
<
presteza e exactidSo qualquer
encommenda dirigida a este
ESTABELECIMENTO,

O
z
o
<
C
ce
ubco dista ciST 2 es estabe,ecimentos de molbados, encontrar o respeitavel
g todaS as QMlMad di SZSTSeuS aumerosos *s do centro, expostos venda
tos d'esta ordm ^? g erS por menos Pref "I em quaesquer outro estabelecimen-
dos pTa serem'vSs^P t-!* S T* freguezes existe na EuroPa um dos st>"
peitavel ,,uS Jmn. de ^S* propna ^versos gneros, e desde j encontrar o res-
5S c2 ^Iho^S?, 1 fgeneros d0 nosso mercad0'e por precos baratissi-
=
knaatas em gigo de arroba a 1,5oo rs.
arios hejra.Ias na vapor Inglez,
feaAaannto aovas ;1 2fo rs. a libra.
Quepis aa i i, ..-negados pelo ultimo vapor,
de 26 25500.
400 rs. cada um.
Milho-alpista a 180 rs. a libra.
Gomma para engommar muito fina e alva a
80 rs. a libra e 26300 a arroba.
Sag muito novo a 240 rs. a libra.
Os proprietarios do muito acreditado armazem Progresso fazem feote ao respeita-
vel publico e com especiahdade aos seos amigos e freguezes que tem resolvido resumir os
precos dos seus acreditados gneros, como abaixo verao nao obstante os precos menciona-
dos a vista da qualidade dos generos que se prova quanto se deseja servir satisfatoria-
mente aos nossos freguezes, advertindo-lhes que mandem seus portadores, que sero to
bem servidos como se viessem pessoalmente, isto s no Progresso.
*StfSfSSSfL^ FTt JfBS* muit0 alva e cheirMa
prato. rh.-ga.lo neste ultimo vapor, o Sabo verdadeiro hespanhol, que raras vezes
< fresco que se pode desejar a 700 rs.
a libra.
i loodnno, mandados vir de encommen-
da especial. I *K rs. I libra.
aan m^s,-,. mnitn fresm, a 800 rs. a libra
Oate do Rin de |. e 2.a qualidade a 85500
e 8*800 a arroba, e 280 e 300 rs a libra.
Arroz .la India e Maranhao a 120 rs. a libra
W2O0 a arroba.
Avrias as mais novas neste genero a 240
rs. a libra.
vem ao nosso mercado, a 300 rs. a libra e
em caixa ter abatimento.
Idem massa de superior qualidade de 160,
180, 200, 220 e 240 rs a libra.
Grana em latas muito nova a 120 rs. a lata
e 1300 a duzia.
Peixe em latas muito novo: svel, poscada,
curvina, salmSo e outras qualidades, pre-
parado de escabexe segundo a arte de
cozmha a 1,5400.
Papel grve pautado e liso a 3,51800 a resma
Gcnebra de Hollanda em botijas de conta a
460 rs. cada urna.
no ultimo vapor a 8oo rs. a libra.
dem de 2.a qualidade a 76o rs. a libra.
dem de 3.a dita a 64o rs. a libra.
dem para tempero a 32o e 4oo rs, a libra.
Manteiga franceza a mais nova que ha no mer-
cado a 58o rs. a libra, e em barril ter aba-
timento.
Banha de porco refinada a 520 rs. a libra.
Vinho era pipa Porto Figueira e Lisboa a 4oo,
48o, 5oo, 56o rs. a garrafa, em caada
2,8oo 3,ooo 3,5oo e 4,ooo rs.
Toucinho de Lisboa a 32o rs. a libra ea9,ooo
rs. arreba.
Sardinhas de Nantes a 36o rs. a lata.
Amendoasa320rs. a libra.
Avelaes a 2oo rs. a libra
Ameixas a 16 a libra.
Ditas em frasco por 26800.
Arroz pitado da India loo rs. a libra e 36ooo
a arroDa.
Dito dito do Maranhao 120 rs. a libra e 36500
a arroba.
Azeite doce francez 800 rs. a garrafa
Dito de Lisboa 680 rs. a garrafa.
Agurdente de canna de cabeca a 240 e 320
rs. a garrafa.
Azeitonas a 320 rs. a garrafa e l,3oo a an-
coreta.
Batatas inglezas a 6o rs. a libra e l,8ooa
arroba.
Banha de porco a 55o rs. a libra.
Bolachraha de soda a 16400 a lata
Bolachmha ingleza a 200 rs. a libra, e a bar-
rica a 36000.
Cha hysson a 26200 a libra.
**. do Lista a 64o ./agarbe a 8, & fSgo f.
ft^untos do Falo muito novo? a 560 rs. a
libra.
frai para sopa, como seja. ,
Jalieooe, ndlang.- dquipage, Choux e, l,ll,nsomP'Pa- Lisboa eFigueiradasmclho-
Aiandow de cas. a m it a 320 rs. a libra, e' Tlhnr e 50 rs- a garrafa, em porcao ter
*m ptr..*. lera abatimento. abatimento.
Gan-aloes H -* g.irrafas de vinho do Porto Vinho velho Chamico em barril, muito proprio
\!V'Di.ur.':i2-Vif)0.-.t!n n an-afao ; P* SObraatM, a 040 rs. a carrafa e
'V' .'-s.' genero o melhor' 56000 a caada.
oae wio ao mercado. Iv;nh k-
dem em barril o mais superior que tem tin-
ao mercado a 6oo rs. a garrafa.
Lagrimas do Douro especial vinho do Porto a
l,ooo agarrafa e a 10,000 a caixa, o preco
nao indica a qualidade d*este precioso vi-
nho, porm venhamao Progresso que a vis-
ta faz f, a este genero constantemente man-
damos vir de. conta propria e por isso po-
demos vender por menos que oulro uual-
quer annunciante.
l,2oors. a caada.
Garrafes com 5 garrafas de vinagre de Lis-
boa a l,loo rs.
Champanhe das marcas mais acreditadas a
8 e a lo.ooo rs, o gigo, e a 800 rs. e a
1,000 rs. agarrafa.
Charutos de diversas qualidades a 16200,
16500 e 36 a caixa.
Champagne a 16 e 16500 a garrafa.
I Cnouricas a 560 e 600 rs. a libra.
Conservas inglezas a 800 rs. o frasco.
Cafe em grao a 300 e 320 rs. a libra, e 96 e
!)/>200 a arroba.
Graxa em latas grandes a l,3oo rs. a duzia
e 12o rs. a lata.
Vinho do Alto Douro das marcas mais acre-
ditadas e especialmente escomido por um
de nossos socios, como sejam: Caraoes, Du-
que, do Porto, D.Luiz; Carcavellos, Cha-
misso A Filho, Madeira secco, e Feitoi-V 1
trriot e mais pmprio para a nossa esta-
Sfa p,tr ser mai> fresco a 26400.
Cju taaai o mais superior a 2:>600 a libra,
anaiKa-se ser eual ao que regularmente
V"n.l--"mnsa36200.
Id.ia lixini 1 o mais superior que
rrn M i>'^-. 1 a 2-?700 a libra.
:.o. a 2r5000 a libra.
I tal- j'.wa .... I..MU .. I.io.) rs. a li-
haa.
fiarr(> com gamas de superior vinho
de Lisboa a 2->l00 cada um.
ll-oi cosa i garrafas de .naxre de Lisboa
a (ioucomo parraf...
U-m com 5 garrafas de vinagre hambur-
1 a 800 rs. cada um.
Vtbfx- gaanaaaa tan do Puni engarra-
niiii-s marcas: Genuino,
I' i kw, Nedar, Duque do Porto, Fei-
V>iia. Velho vo. Chamico, Madeira su-
prrinr nnV a 000 rs. a garrafa c 96
a duzia.
Vmho B-.r.l'aiiy .las melhores marcas: St
Ju'i-n, MedH v Estephe e outros a
76500 a caixa com
aa daa.
**nnnr3> ]i..
a caada.
Vinagre puro de Lisboa a 200 rs. a garrafa
c 16400 a caada.
Azeite doce de Lisboa muito fino, em barril
a 640 rs. a garrafa, e em porcao ter
abatimento.
Serveja preta marca T e XXX a 6,5oo e --~ < um-.
7,ooo rs. a duzia, e a 600 rs. a garrafa, Dito moi(l a 360 rs. a libra,
tambem temos das mesraas marcas para 4,: Doce de- goiaba a 560 rs. o caixo.
e 4,5oo rs. a duzia, e a 4oo rs. a garrafa. Espirito de vinho de 38 graos, a 280 rs. a
Fejo branco muito novo a 440 rs. a cuia
Figos a 32o rs. a libra.
Genebra de Hollanda em botijas a 5oo rs.
Vassouras do Porto arqueadas de ferro obra ^ Ham,burgueza a 44 a Mi-
de muita dumcSo a 4oo rs. cada urna ; GTaS0Da*9r,,ta a 10 rs' a ,ibra e ^600
Palitos de denles massos grandes a 2oo rs.' Graixa em latas a 120, e 16300 a duzia
e 28 rs- Ge^bra em garrafes de 14 garrafas por
SaST6 C *0 3 C3M *^*tr 2 a CaXnha e 2,3 ^ Bf a 800 rs. a garrafa.
GarrafT.es com especial vinho do Porto con- rX> ,. ? fm p.as g,-andes de superior quali-
tendo 5 garrafas a 2,000 rs. G ? de Alperche chegada no ultimo vapor dade a * Mm nm, ( latas de 2 l,bras a 8o pechincha. I Manteiga ingleza flor a 800, 900 e 16 a libra,
mtm com o garrafas de superior vinho Fi-'Genehra de HoHW. r- I Manteiga franceza a 600 e 64o rs. a libra
gueira a 2,4oo rs. rafas por 6 5oo S ^ Cm l6 gar Dita hollandeza a 72<> 800 rs. a libra,
dem rom B carrafas ,in ddu> 1 :,*. Mostarda a 640 rs. o frasco.
jporu.
dem com 8 garrafas de vinho Lisboa a ,.,
2,loo rs. ; Wi'm em frasqueras a6,3oo rs. e 6 i
a garrafa.
Champagne das mais acreditadas marcas, a
16000 a. garrafa, e 106000 o gigo com
urna duzia.
Charutos dos mais acreditados fabricantes da
Baha a 36500 a caixa, tambem temos I. T """ '"" *""ww "v"1-"
pai-a 25000, 26500, 36000 e 36200 a Ameixas francezas em caixinhas de
caixa.
------*.,uoors. ea
obo rs. o frosco aflianca-se ser verdadeira.
Massa de tomates a 640. rs. a libra.
Dita estrellinha para sopa a 560 rs. a fibra.
Massa estrellinha para sopa a 5oo rs. a libra.
Macarro, aletria e talharim a 48o rs. a li-
bra.
Marrasquino de Zara a 800 rs. o frasco
Passas a 4oo rs. a libra.
Palitos para dentes a 180 rs. o masso.
Phosphoros do gaz a 26500 a grosa.
Paios novos a 640 rs. a libra.
Queijos do reino do ultimo vapor a 26 a
26500.
Dito de prato a 720 rs. a libra.
Cervejas de marcas superiores a 500, 560.
600 e 640 rs. a garrafa, e 56500, 66 e
66500 a duzia. .--------
Dita em barril por 46, e 240 rs. a garrafa
Cevadaa240rs. a libra.
Sardinha de Nantes a 360 e 400 rs. a lab-
nha.
Sag a 240 rs. a libra.
, Sabao massa a 200, 240 e 280 rs. a libra
Sevadinha a 280 rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra.
Tijolo para limpar facas a 160 rs.
Vellas de spermacete do gaz a l,2oo rs a
libra.
Ditas do gaz muito boas.
Ditas dito em caixas de 6 libras por 46O0Q.
Ditas de carnauba a 400 rs. a libra.
Ditas de composico a 360 e 380 rs. a libra
Vinho do Porto, caada a 56500, garrafa
720 rs.
Dito Lisboa, caada a 46 e a garrafa a 500
rs.
Dito Figueira, caada a 36840 e a garrafa
480 rs.
Dito dita superior, caada a 46 e a garrafa
a 500 rs.
Dito Estreito, caada a 36200 e a garrafa 3
400 rs.
Dito Bordeaux a 720 e 800 rs. a garrafa.
Vinagre de Lisboa em garrafes de 5 garra-
fas por 1-6400.
Dito em caada a 26, e a 260 rs. a garrafa.
Vinho do Porto em garrafes de 5 garrafas
por 26500.
Dito dito engarrafado a 16 e 16200.
Dito lagrimas do Douro a 16400 a garrafa
Vinho branco de Lisboa a 720 rs. a garrafa
e 55 a caada.
Dito do estreito a 600 rs. a garrafa, e a 46500
a caada.
Vinho branco de Lisboa proprio para missa ,,pm ^ "* WaM8M'
vmdoj engarrafado de Lisboa a 64o rs bollja em Darr'cas com quatro du-
a irarrafa Zia.Sa4nrs pa.la l^i-
Mostarda a 640 rs. o frasco.
dade e DaSdtiSS P2S que todos os eneros acraa s5" boa quali-
aaue, e paia desengao venham ver; assim como outros que deixam de ser annunciados.
VT4vm?rx>u -____________
ziasa 44o rs. cada botija.
dem de laranja em frascos- grandes verda-
deira italiana a Looors. o frasco.
Vellas de spermacefe-superiores a 600, 640,
e 680 rs. o masso.
dem de carnauba e composico a 320, 360
e 400 rs. a libra e de 106 a 116500
arroba.
Azeitonas novas do Porto e Lisboa, a 16000
a ancoren do Porto e 16500 a de Lisboa.
Massas para sopa: estrellinha, rodnha e pe-
v.de a 500 rs. a libra e 46500 a caixa com
8 Obras liquido.
Massas para sopa muito novas: talharim, ma-
carro e aletria a 400 e 480 rs. a libra.
dem em barril muito superior a 5oo rs. a
garrafa e a 4,000 e 3,8uo a caada.
v 1 % 2! Marrasquino de zara a 72o fs.
e 3 libras elegantemente enfeitadas com ri- Licor franre/ de i<\*- .,.-.,,
vsk^ss exierior a ^:^s^ AtflnSfcr
demora latas de, | ., fibras a l,4oo e ^ie tenfS ^SS^^TS^
ROIPA FEITA
NO
VKMAZIIVI
DE
2,6oo rs, cada urna.
rs., eem caixa a 7,5oo, 8, e 8,2oo rs.
tiiit::^ M,a A*d.^o d ;.;; ...la,.
jar, n a libra. SUISS0 das meihores ^y^^ a o^q rs
a libra.
Doce da casca da goiaba a 800 rs. o caixo.
Cogaac verdadeiro ngiex dos melhores fa-
-ntes a 900 rs. a garrafa e 106500 a
coaiuma duzia.
arrasqaino de Zara em frascos grandes a
00 n. cada um.
Ceneja das melhores marcas de 56500 a
66000 a duzia e 540 rs. a garrafa
Biscoutos inglezes de diversas qualidades a
i fraDCtzi-s. muito finos, das segumtesI 16300a lata. 4uuue!> a
nnreas: Apifi'i de Bordeaux. Plaiser des'
.... -. Cern.-.le Nnvao, Cao Dantzic, ,! '1;,r,ll"ba de soda, espacial encommenda.
Crnn- de aantae, Hude de Venus etc. etc. muit0 nova em 'atas grandes a 26000 cada
urna.
rissas muito naam e de carnada a 400 rs. a .,,,. ,
fibra e 500 a cana com urna arroba, ha de tomates cm ,atas de 60 a 700 rs.
cnus, meias e quartos. ^^ uma-
damas fraoces em frascos de II |2 e 3 li-' Sa^has de. ^antes' do fabricante Basset, a
km d* l400 a 2d8O0, tambem ha latas re" a lata-
de 6 Ubras. Toucinho de Lisboa novo a 320 rs. a libra
r. *. rr= ser- SuatoS^'S ^ Um' '
1 de Usba. a GOOrs. a libra, em la-
tas lacradas hermticamente. Erva-doce muito nova a 400 rs. a libra.
tractos <* caldas d<* todas as qualidades em Cominnos idem idem a 640 rs. a libra.
mudo ivm enfeitadas. a 500 rs ea- Garrafes vasios a 500 rs. cada um.
muito proprios para mimo a l,6oo.
dem em caixinhas a l,4oo rs.
dem em caixinhas ermeticamente lacradas
e muito bem enfeitadas a l,8oo rs.
Idem a 2oo rs. a libra.
outros a 800 rs. a garrafa.
Conservas inglezas sortidas e de uma s qua-
lidade a 800 rs. o frasco.
Araruta verdadeira a 32o rs. a libra.
Gomma de engommar muitn alva a 80 rs
a libra e 2,2oo rs. a arroba.

I
Passas de carnadas as mais novas que ha no
mercado a 4oo rs. a libra e a 6 oon rs a' o
caixa. a,Sagu muito novoa 24o rs. a libra.
SalmSo em latas ermeticamente lacradas a !d,hi deFrancaa ,6 alibra.
800 rs.
Lagostim em latas grandes a l,4oo.
Savel, corvina, cherne, vezugo, peixe espada
preparados pela primeira arte de cozinha a
a l,3oo rs.
Queijos flamengos chegados no ultimo va-
por a 2,4oo rs.
dem do vapor passado a 2,2oo 2,000 e
l,8oo, rs.
dem prato do ultimo vapor a 64o rs. alibra.
Doce da casca da goiaba caixoes grandes a
600 e9oo rs.
Chouricas as mais novas que ha no mercado
a 48ors. alibra.
Chouricas mouras encommenda especial nos-
sa a 5oo rs. a libra.
Prezunto verdadeiro de lamego em calda
de azeite 500 rs. a libra
HHrWa. a mais nova que se Me D'PaflS garrafas de 8bn* 26400,
Simo a sawk a e 240 rs. a Barante-se ser verdadeira de Hollanda.
Cebollas a granel a 640 rs. o cento.
,?2l"la'," cheirosa Cane,la a mfa& nova do nosso mercado a
16000 a libra.
Alfazema o que pode haver de melhor neste
artigo a 280 rs. a libra
a NO rs. a tura.
traacez clarificado a 800 rs. a garrafa
e 9|000 a caixa com ama duzia.
O^SS^f^ f^"S"** individua! a 50 ra.
Pickles, ceblas simples, e outros
rs. o frasco.
de aramia a 500 rs. a
a saperior qualidade.
para denles em caixinhas douradas
j 3*0 a libra e 8J a arroba.
a caixinha.
Papel de embrulho muito superior a 16120
a resma.
Vinho da Figueira, o que ha de melhor a
40800 a caada. ___
ftfliin partrjfwi a 60W a doria.
Bolaxinha ingleza a mais novas que ha no
mercado a 2,ooo rs. a barriquinha com
1 arroba, e a 24o rs. a libra.
dem de soda de diversas qualidades a 1,400
reis.
dem em latas grandes, proprias para hinche,
com 5 a 6 libras por 2,4oo rs.
Marmelada imperial do fabricante Abreu e
outros conserveiros de Lisboa a 6oo rs. a
libra.
l'rutas em calda de todas as qualidades a
5oo rs.
Ervilhas francezas a 5oo rs. a lata,
dem portugue7as a 64o rs. a lata.
Massa de tomate a 64o rs. a libra.
Amendoas confeitadas a 7oo rs. a libra
Idnn de casca mole a,88o rs. a ttea,
bms a 2oo rs. a Hora. r
Sevada muito nova a 12o rs. a libra e 3,2oo
ss. a arroba.
Macarro a 32o rs. a libra.
Idem e talharim o mais novo que ha no mer-
cado a 48o rs. a libra.
Aletria a 5oo rs. a libra.
Arroz carolino a loo rs. a libra e a 2,8oo rs.
a arroba.
dem do Maranhao a 12o rs. alibra, e a'
3,ooo a arroba.
Caf do Rio o mais superior que se pode de-
sejar a 32o rs. a libra.
dem a 28o e 3oo rs. a libra e a 8,2oo, 8,4oo
e 8,7oo rs.
Velas de carnauba refinada a 32o rs. a libra,
e a 1 o,ooo rs. a arroba.
dem de spermacete a 64o rs, a libra.
Choeolate hespanhol e francez a 9oo e l.ooo
rs. a libra.
26500
26000
16400
86500
26000
Estrellinha e pevide muito nova a 4oo rs. a
libra, e a 2,ooo rs. a caixinha com oito
libras.
Cha perola muito especial chegado neste ul-
timo vapor de encommenda particular
nossa a 2,8oo rs. a libra.
dem huxim muito superior a 2,7oo rs. a
libra.
dem hysson a 2,56o rs. a libra.
dem hysson a 2,ooo e 2,2oo rs. a libra.
dem preto homeopathico e muito superior a
2,ooo rs. a libra.
dem nacional a l,6oo rs. a libra.
Batatas muito novas a 8o rs. a libra.
Charutos dos melhores fabricantes da Babia El i^Tde iSgd mS n"g
e de todas as marcas, como sejam: sus-
piros, havaneiros, messecipes, regala im-
perial, flor das mattas, primores a 4,ooo,
UETREIRO VERDE.
Neste estabelecimento ha semprc um sortimento completo de roupa feita de
todas as qualidades, tambem se manda fazer por medida, vontade ds concor-
rentes, para o que tem um dos melhores professores, assim como tambem tem um
I homet e mSn0osSOrl,mCnt0 de faZendi'S de t0daS aS qualidades' *** senhor^
Casacas de panno preto, 356 e 306000 Cohetes de fustao e brim bran-
Sobrecasacas dem, 306 e 256000 co, 36500, 36 e .
PainSd,T edecores- 25<*> Seroulas de brim de linho,
206, 156 e...... 106000 26400 e .
Dlt.|ede casemira, 206, 156, | Ditas de algodao, 16600 e.' '
i n-, h T e : 7(500 Camisas de Peitos de linho,
Ditos de alpaca, 56 e. 36500 56, 46, 36 e. a**
Ditos ditos pretos, 96, 76, Ditas de madapo'llo; U, *
.We....... 36500 26500,26 e 4^600
Ditos de brim e ganga de c- Chapeos de massa, pretosfran-
res, 46500, 46, 365O0 e. 36000 cezes, 106, 96 e
Ditos branco de linho, 66,56 e. 46000 Ditos de fltro, 56, 46,36500 e
Ditos de merino preto de cor- Ditos de sol, de seda, 126
dolQ6,76e..... 56000 116, 76 e..... 4A500
Calcas de casemira preta, 126, I Collarinhos de linho fino ulti-
,,m,S&e...... 76000; ma moda..... Gin
Ditas de cores, 96, 8e. 76000 (Sortimento completo de grava-
Ditas de meia casemira de c- i tas. *
res, 56500 e. 46000 Toalhas para rosto, duzia, 116
Ditas de pnncezae merino pre- 96 e .. fwSnno
to de cordao, 56, 46500 e 46000 Atoalhado adamascado "de" li- ^^
Ditas de brim branco e de c- nho vara 4 v*n
res, 56, 46500, 46 e 26500 Chapeo de sol, de alpaca pre-
Ditas de ganga de cores, tos e de cores. Ann
36500, 36 e..... 26500 Lences de linho. 35000
Cohetes de velludo preto e de I Cobertas de chita chineza 25000
1 cores, 96 e. 76000 Pennasdaco, as mais supera
Ditos de casemira preta, 56 e 46000 res, a grosa 000
1 Ditos de ditas de cores 56 Relogios de ouro oriwniaes,
'^e-...... 36500 906,806e......706000
Ditos de setim preto. 56000 Ditos de prata, galvanizado,
Ditos de ditos e seda branco, 1 patentes e 0,^, 406 e 30*000
n; a L ." s*0 Obras de ouro, aderco6, meios
Ditos de gorgurao de seda adereces, pulceias, rozetas,
pretos e de cores, 66, 56 e 46000 aneis e cruzes. 6
Tahas de ferrt.
Vondem-se taixas de ferro do mais acreditada
fabricante e porareoo mais razoavel: ao
zom de assucar de Jos da Silva Loyo 4 C.
.------^-r
Potassa nacional.
Vende-se superior notassa do Rio de Janeiro da
ais nova que lia no mercado, a proco muito com-
modo; no largo do Cotpo Santo, escriptorio de
2,000 e l,6oo rs. a caixa.
Cal de Lisboa
Cal virgem chegada honlem em aneoretas mui
arma- tinado para gasto do casas particulares
r TI nho pnro.
No eatriptorio de Euzebio Raphael Rabello, na
ra da Cadeia n. 85, vendem-se ancoretas com -
pciidi, ikh utis inaiias, primores a 4,000, Va' v"8"ni cnegaaa nonwm em ancoreu_
3.500, 3,2oo, 3,000, e 2.8oo, 2 5oo ,0.- Jacd,cK>nada8 e por preco fcnnmodo: no cellente e poro inho tinto de Lisboa,sonarte-
2.oooe 1.600 rs a caixa 'jMOgo deposito da rna_do^ Trapiche a. 13, arma- [ tinado para gasto do casas particulares por
mettido pelo proprio fazendeiro ou lavrador.
f



zem de Manoel Teixeira Basto.
serr-


Diarlo de Pernanibneo Quinta felra l S de etembro de f S.

GRANEO E COMPLETO SORTIMENTO DE

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Vinhos em pipa: Porto figueira e Lisboa, a
4oo, lio, 5oo e 56o rs. a garrafa, e em
caada a 2,56o, 2,8oo, 3,ooo, 3,5oo e
4,oo6 rs. do melbor.
dem lagrimas do Douro, especial vinho do
Porto mandado vir de conta propria a
lo.ooo rs. a duzia e l.ooo rs. a garrafa.
dem do Alto Douro vindo do Porto engar-
rafado, das seguintes marcas: Duque do
Porto, Feitoria, Nctar, Velho Secco, Cha-
misso, Madeira superior a9,ooo rs. a cai-
xa e l.ooo a garrafa.
dem Bordeaux das'melhores marcas: St.
Jufien, Medoc, S. Esteph e outros a 7oo
rs. a garrafa, e 8,ooo rs. a caixa com urna
duzia.
dem muscatel de Setubal verdadeiro a 2,ooo
rs. a garrafa e 22,ooo rs. a caixa.
Garrafoes com 5 garrafas de vinho do Por-
to do Alto douro a 2,2oo rs. com o gar-
rafao.
dem com 5 garrafas de tlnho Figueira
muito proprio para a nossa estaco, por
ser mais fresco a 2,4oo rs.
Vinhos velho chamisso em barril muito pro-
prio para sobremesa por ser muito claro
e macio a 6oo rs. a garrafa e 4,5oo rs. a
caada.
Vinho branco o mais superior que possivel
neste genero a ooo rs. a garrafa e 3,8oo
rs. a caada.
Garrafoes com 5 garrafas de vinagre de Lis-
boa ai,2oors.
Vinagre puro de Lisboa a 2oo rs. a garrafa
e l,4oo rs. a caada.
Velas de spermacet a 6oo, 64o e 68o rs. o
masso.
Mantciga ingleza perfeitamente flflt, mandada
vir de encommenda especial a 8oo rs.
a libra,
dem franceza chegada pelo ultimo navio a
54o rs. e em barril a 5oo rs.
dem em potes de 4 16 libras maito fina e
propria para doentclf8oo rs. a libra e o
pote separado, v.
Banha de perco a 54o rs. a Hbrt, e em bar-
ril se Cara abatimento.
Queijos do reino chegados pelo ultimo vapor
de i.eoo, l,8oo, 2,ooo e 2,5oo rs. cada
om
dem londrinos os mais frescos que se po-
dem desejar a 8oo rs. a libra.
Caf do Rio de 1 e 21 qualidade de 8,ooo a
8^oo rs. a arroba, e 28o a 3oo rs. a li-
bra.
Arroz caraliuo e do Maranhao a 3,ooo rs. a
arroba e loo rs. a libra.
Amendoas de casca mole a 28o rs. a libra e
em porco ter abatimento.
Caixinhas de ameixas francezas de 1 1/2, 2
e 3 libras, elegantemente enfeitadas eom
diversas estampas no exterior da caixa a
l,3oo, l,5oo, 2,ooo, e 3,ooo rs.
Fructas em caldas das seguintes qualidades:
ameixa, rainha Claudia, cerejas, pero,
ginja, pecego e alpech a 5oo rs. a lata.
Marmelada imperial dos melhores conservei-
. ros de Lisboa a 6oo rs. a libra, e em la-
tas de 1 Vj e 2 libras.
Ameixas francezas em frascos de 1 1/2 e 3
libras de 1,4oo a 3,ooo rs.; tambem ha em
latas de l.ooo e 3,oo cada urna,
Cha huxim miudinho mandado vir de en-
commenda especial a 2,8oo rs. a libra,
garante-se a boa qualidade.
dem hysson o mais superior a 2,6oo rs. a
libra, afianca-se ser igual ao que regular-
mente se vende a 3,ooo e 3,2oo rs.
dem preto muito fino a 4,9oo rs. a libra.
dem mais baixo, e miudo proprio para ne-
gocio a l,6oo rs. a libra.
Presunto inglez para fiambre o mais fresco
que se pode desejar a 8oo rs. a libra.
Genebra de laranja a 9oo rs., a frasco.
Chouricas e paios, os mais frescos que se
pode desejar, a 5oo rs. a libra.
Cognac verdadeiro inglez a 9oo rs. a garrafa
e lo.oo a caixa.
Ricas caixinhas com confeiles e frutas seccas
muito proprias para mimos pelo baratissi-
mo preco de l.ooo rs. cada urna,
Marrasquino de Zara em frascos grandes a
8oo rs. o frasco.
Licores francezes das seguintes marcas: A-
nisete de Bordeaux, Plaisir des damos, e
ostros a l.ooo rs. a garrafas lo.ooo a
caita.
Passas muito novas a 6,ooo rs. a caixa e
36o rs. a libra, ha caixas, meias e quartos.
Bolachinha ingleza a mais nova que se pode
desejar a 2,5oo rs. a barrica, e 24o rs.
a libra.
Azeite francez clarificado a 8oo rs. a garrafa
e 9,ooo a duzia.
Conservas nglezas dos melhores fabricantes
Mixed e Pickles, ceblas simples, e outras
a 8oo rs. o Irasco.
Mostarda ingleza preparada em potes muito
nova a 4oo rs. o pote.
Mlhos inglezes de todas as qualidades e das
melhores marcas a 5oo rs. cada urna gar-
rafinha.
Vasos inglezes vasios de 4 a 16 libras, muito
proprios para deposito de doce, manteiga
ou outro qualquer liquido de 1 ,ooo a 3,ooo
rs. cada um.
Palitos do gaz, a 2o rs. a caixinha e 2,3oo rs.
a grosa.
Milho alpista a 160 rs. a libra.
Milho painco a 140 rs. a libra.
Gomma para eogommar muito fina e alva a
80 rs. a libra a 2,300 rs. a arroba.
Sag muito novo a 240 rs. a libra.
SabSo verdadeiro hespanhol que raras vezes
vem ao nosso mercado a 300 rs. a libra,
e em caixa ter abatemento.
SabSo massa de 180, 200, 220 240, rs. a
libra do melhor.
Graixas em latas muito nova a 120 rs. a lata
e 1,300 rs. a duzia.
Peixe em latas muito novo : savel, pescada,
curvin, salraao e outras qualidades prepa-
rados de escabexe, segundo a arte de cozi-
nha de 1,400 a 2,ooo rs. a lata.
Genebra deHollanda em botijas de conta a
440 rs. cada urna.
Papel rev pautado eliso a 3,500 rs. a res-
ma.
Azeite doce de Lisboa inulto fino em barril a
640 rs. a garafa, e em porcSe ter abati-
mento.
Champagne das mais acreditadas marcas a
l.ooors. agarrafa e lo.ooo rs. o gigo
com urna duzia.
Doce da casca da goiaba a 4oo, 5oo, 6oo,
7oo, 8oo, e l,ooo rs., o caixUo grande.
Chocolate portuguez, hespanhol, francez, e
suisso, das- melhores qualidades a 9oo rs.
a libra.
Velas de carnauba e cnmposicao a 32o, 36q,
e 4oo rs., a libra, c de lo.ooo a 11,ooo rs!
a arroba.
Azeitonas novas do Porto c Lisboa a l,ooo
rs. a ancoreta, e l,ooo a de Lisboa, estas
ultimas raras vezes vem ao nosso mercado
pela sua boa qualidade.
Massas para sopa macarrao talharim e aletria
muita nova a 48o rs. a libra.
Charutos dos mais acreditados fabricantes da
Babia a 4,ooo, 3,5oo, 3,ooo e 2,5oo rs. a
caixa.
Serveja das melhores mareas a 5,ooo rs. a
7,ooo rs. a duzia.
Biscoitos inglezes das seguintes marcas:
Craknel, Soda, Ceede, Captain, Travellies
Lunch, Cobin, contras a l,2oo rs. a lata.
Bolachinha de soda especial encommenda a
l,8oo rs. a lata.
Iem Craknel em latas de 5, 7 e 15 libras a
4,000, 5.5oo, e 11,ooo rs. a lata.
Massa de tomate em lats de Ooo a 7oo rs.
cada urna.
Sardinha de Nantes a 36o rs. a lata.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra.
Tijollo de limpar facas a IGo rs. cada um.
Ceblas a 9oo rs., o molho.
Farinha de Maranhao muito alva e cheiroza
a 14o rs. a libra.
Pimenta a 36o rs. a libra.
Cominho, cravo, erva doce, enxofre, palitos
de denles em caixinhas que tudo vende-
mos por baratissimo preco.
Ricas caixinhas com confeites e huelas sec-
cas muito proprios para mimos pelo bara-
tissimo pre?o de I,oo rs. cada urna.
2
^Sa*
pmnnnl
Esai
s
swa**?.
bandrljas.
k agua branca por moitas vezes tem da-
te a ooabecer que quamk ada alguma pe-
rhirhi nao qur somente com ella encher
papo, ao contrario deseja que toda sua boa
fcegoezu e o publico em peral proven da
man, o que agoramesmo acontece com
anas: baratsimas bandoijas, cuja limitaco
e procos admira, em relaco aostamanhose
analkiades: avista do que convm todos a-
aroveitarem-se dessa opportuna occasio e
armereavse d'tmi traste SPinpre necessario,
fe Res costar quasi metade do justo va-
kr. Assn, pois, dirigircm-se com dinhei-
r a afryrf e esparnsa loja d'aguia branca |
roa do QwHmado n. 8.
afamados cpos com banha, e
auca rom iaserlpces.
Chegaran no-aei)te para a aguia branca |
; afanw.lu> e estimados copos com banha
asxiu o tiu.i os bonitos boies de por-
.1 hii i>la tanM'm com banha, e novas!
Mcripoes nuvktsas e jocoserias, mui ade-
mado para prsenles resta porem que os apre-
ciadores c< te"' uram. munidos de diuheiro,
te cs|a<-.isa luja d'aguia branca ra do
amma
Iwmm i acata de receber cssa acredita-'
MMHtk-a, ruja superioridade est ge-,
rrronlterida ; essa l>oa graxa .-. (urna
Ja. lauto porque o calcado lustrado
41a eita mtmmam lustroso ao menos
ereksitlade de noro unto, como
lireparacao a|tpropriada para
r e roa* t tarririnWr. a.-ln .i vend na na do
K. Ija (I afuia liianca. aos rezumidos
4c UW. 500 c GW rs.
Navas cintas elsticas pura senhoras
casadas.
A reoonhecida ulilidade dessas necessarias cin-
tas elsticas fez com que cm breve se acabassem
as me ^ieram da primeira vez, deixando assim
descontentes muitas senhoras que se nao poderam
proviw deltas, i vista do que a aguia branca man-
dou buscar mais algumas, que acabam de chegar,
ainda mais perfeitas que as primeiras, sso por se-
ren menores; agora, pois, podem as senhoras ca-
sadas prevenirem-se, mandando-as comprar na
lqa d'aguia branca, ra do Queimado n. 8. Se a
aguia branca precisasse de somelliante obra de
oerto desta vez nao Picara sen ella.
Encemnendas d'aguia braoca recei-
das pe a ultimo vapor.
Ricos pentes de tartaruga com chapa de madre-
perola. *
Bonitos Jeques de madrepcrola.
Delicadas caetas de dita.
Lindos chapeoiinhes de setim pava baptisados.
Bicos de seda brancos pretos.
Bonitas oaixinlias cora msicas e sem ellas para
eostura.
Trancdins de laa para enfeites.
Pitas de seda estreitas para ditos.
Ditas de velludo com listras para barras de ves
ti dos.
Aspas iii- balea para vestidos.
Ditas de aro para espartilhos.
Bandees d dina.
Pulseiras de contas para meninas.
Paos para abrir luvas e port-charutos.
Essencia de ail para engommados.
Pos hygienif os de I.ubin para dentes.
Leite virginal para tirar sardas.
Dito (Tires para extinguir as easpas.
Vinagre aromtico para vertigens, dores de ca-
beca, etc.
Cosraetique surfine para cabello?.
Pomada para bigode.
Renda de fil. lisa.
Delicadas tesonrlnltas Taco para
bordados e labyrintnos.
A pedido de algumas senhoras suas predicletas
freguezas, a aguia branca mandou vir dessas de-1
licadas tesourinhas d'aeo pontos agudas, proprias
para bordados e labyrinthos, e urna vez negadas
como de facto chegaram, a aguia branca convida;
as de mais senhoras suas boas freguezas para I
aproveifarem-se da occasio e bem empregarem !
seus 5 em cada urna dessas flnissimas tesnuri- i
nhas, na certeza de que perdura por chegar tarde;
quem se demorar em as mandar comprar no ale-
gre e espacoso ninho d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 8, onde tambem ha outras curvas e din-i-
tas para unhas.
Pentes de concha.
Com as novas e diversas gnarnicoes de
pentes que a Aguia Branca acaba de rece-
ber, veio tambem urna pequea qualidade
de pentes de concha que com graca e acer-
tadamente servem para o moderno atado dos
cabellos. Elles sao de bonitos e agradaveis
moldes, edetamanho pequenino como con-
vm para o fim que sao. E' esta a primei-
' ra vez que d'elles aqui chegam, por isso
que a moda novissima, pelo que ganlia-
ro a palma aquellas senhoras que primei-
1 ro se apresentarem com elles, para o que
os mandarlo comprar na loja d'Aguia Bran-
ca, ra do Queimado, n. 8.
Cola da Babia
Tem para vender Antonio Luiz de OHveira Aze-
' vedo, no scu escriptorio, rna da Cruz n. i
Potassa da Russla.
Acaba de chegar no navio Qutvn of th* Fleet, a
ma6 superior potassa da Russia, e vende-se a
preco eommodo : no largo do Corpo Santo, escrip-
torio de Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, n. 19
PAPEL
de cores para listas de eleitores
A aguia branca suppe que nao faz mal em offe-
recer aos athletas uns pacotes com 234 folhas de
fiapel de cores, que pode servir ptimamente para
islas de eleitores, e tonto melhor por custor cada
pacote o diminuto preco de 15300, e ser cada um
de urna s cor, o que difflcll de encontrar a nao
ser na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 8.
Na mesina luja tambera ha de outras qualidadas
branco e azul, assira como anvetopes.___________
TSiafiit
ROUPA
VenVm-se superiores charutos suspirosa IfMO
cada meia caixa, ditos de diversas marcas, caixa
de 100 charutos a 15200, ditos de ditos, meias cai- a
xas, a 600 rs. : no deposito da ra Nova n. 58.
Na ra do Queimado n. 43, esquina que
voha para a Congregaro ; pechincha. \
Paletots de rasemira a 3, 6, 7, 8, 12 c 11,5000,
ditos de panno preto e azul a 9, 10, 12, 16 e 185,
ditos sobre-casaeos de panno muito fino por 24 e
285, ditos de alpaca preta o de cordao a 4. S, 6 e
75, calcas de casemiras de cores a 5, 6, 7 e 85,
ditas pretas a 65300, 8,9 c 105, paletots de fustao
e ganga a 25, 25800, 3 e 45, caifas e colletes de
todas as qualidades e por prego muito barato, len-
ces de puro linho a preco de 25800 e 35, cober-
tos de chita a 25240, collarinhos de linho puro a
600 rs. cada um, e outros muitos objectos que s
vista ; e para isso se pede a attenco dos fre-
Botlca.
Pilulas inglezas de pobre-homem.
Pilulas do Dr. Alian.
Salsa parrilla de Bristol.
Remedios do Dr. Chable.
Pilulas americanas.
Remedios do Dr. Kemp.
Rob l'Affec.tcur.
Sortimento de papel para forro de salas e guar-
niofos : vende-se na botica e drogara de B. F. de
Soiiza & C, ra larga do Rosario n. 34._________
TP Aueucao
Farinha de mandioca.
Vende-se farinha de mandioca a melhor que exis-
te no mercado por ser de Santa Catharina, a bor-
do do patacho Fris-a, entrado neste porto no dia
11 do correntc, |>or menos do que em outro qual-
quer barco : a tratar a bordo ou na ra do Amo-
rim n. 43.
Itua da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vedem-se: tachas de
ferro coado libra a 140 rs., idemdeLow
Moor libra a 120 rs.
ESCRAVOS FGIDOS.
100,000 de gialiicaco.
Contina fgido desde Janeiro o mulato de nome
Raymundo, natural do Ico, estatua regular, idade
do 18 anuos, cabeca chato, cabeHos earaptnhos,
testa grande, rosto oval com una listula na face
esquerda, maraes salientes, dentes limados puntu-
dos, bocea regular e principio de buco, ps e ruaos
pequeo?; cestumava andar calcado, e iiititula-
va-selivre : quemo apprehender dirija-se ra
da Cadeia do Reciten. 21, Luiz Antonio Sequei-
ra que entregar a referida gratiBcacao._________
Fugio no dia 13 do corrente o escravo 2a-
charias, cnoulo, idade de 10 annos, pouco mais
ou menos, altura regular, cheio do corpo, barba-
por faier e quasi toda branca, calvo, levou_ caka
azul, camisa de chita preta, chapeo de bata cof
de cinza ja velha, tem a falla muito arrastada, foi
[ visto na ra Nova as 9 horas da noitc do dia em
que fiif-'io : ro^a-se a quem o vir o favor de o ie-
, y.ii ra cstreita do Rosario n. 3, ou ra Im-
' perial n. 179, casa de oiirdo &. Irmao, que sera
recompensado.
No dia 7 do corrente sabio a esclava Mana
do O', erionla, para vender, com un taboleiro de
1 ag de milho, e at boje nao appareceu mais ;
] esta escrava representa ter 33 annos, e os signai,
seguintes sao altura regular, olbos grandes, den-
I tes limados, tendo falta de um na frente, ps pe-
', quenos, cabellos carapinhos, levou vestido de c'-i-
I ta- preta eom Balpicoe brancos e chales preto :
quem a pegar, tenha a bondad de leva-I a na
doCorrcdordoBispon.lt, que sor recompen-
! sado.
No dia 3 do corrente fugio a escrava de nomo
Anna, bastante baixa, magra, nariz chato, bocea
grande e com urna grande cicatriz as costas, re-
presenta trinta e tantos anuos, desconlia-se andar
em Santo Amaro de Jaboatao, por ter pertencido a
fabrica do engenho Contra Acude e ter sido com-
prada no dia 23 de agosto do corrente : roga-se a
quem a pegar leva-la ra da matriz da Boa-Vis-
to sobrado n. 33, que ser recompensado.
Fugio no dia 29 do mez pioximo passado um
mulato de nomo Ignacio, com os seguintes signaes:
estatura regular, tem um talho no nariz, levou ves-
tido camisa de madapolao o cajea do brim parda
foi encontrada na Estrada Nova montado n'nm i-
vallo de carga e foi poneos dias visto no hairro
da Boa-Vista : quem o apprehender pode leva-<; ao
pateo do Carao taberna n. I, que ser bem re-
compensado.
__\ estreitos e bordados
Ttadfi r na roa do Queimado n. 8, loja d'aguia
pridos e redondos
T~aliTi *" na do Queimado.'loja d'aguia
DOS PREMIOS D.
.1
2;
TERCOS
A
e roras dr cornalina.
A acato Itrawa i>cu->ando constantemente em
en ^m kavia tV-tt alguiu agrado a aquelles que- pru-
> e certodaatL-nic redando, cunqn em dever de
rtei^o, e potado n-narou essa sua falta.
ata vir e rala de wwdier delirados tercos e
4asde cornalina rom enrz de prata, os quaes
a Ai^.r-j'i-idosIk-is que estiverem dispostos
anar !53U0l25e 35 para posanran um bonito
p> oa c*r>o. raw "~ naws p den neaaopeiira
f prb prosperidaV d'aguia branca, em seuale-
e esaauso aiabo da ra do Queimado n. 8.
thnzinnos com perfumarlas e
sem ellas.
branca vende bonitos liabuzinhos com 6
ailH para incuiuas. e mesmo para
ele. : aa roa do Queimado. loja d'aguia
O-
i maclas e I asi rosas para
bardar
na loja d\i n. 8.
e bonitos enfeites
eabeeas.
QaaauV o bello seso senta a falta de bons
cafctf para cabeca, eis que a aguia branca
faotbe ama sua encommenda de bonitos e
eticados enfiites, e de modernissima moda,
ajano servindo isso para sanar aquella falta,
e fuer com que as fcxuias. apreciadoras da
bella eatpreza (:< uahra possam melhor real-
sar e nwstrarcm o apurado posto qne as
ama. Esses euieites sao d'um tecido bas-
cn continuas d'aco, e mui bem
ron flores, fitas, bicos, plomas
entretanto que sendo obra de muito
. eustam 5j, 0-5 e 75 diuheiro vista;
i espacosa e alegre loja d'aguia branca ra
oOnmudon. 8.
PARTE DA U% LOTERA, A BENEFICIO DA SANTA CASA DE MISERICORDIA, CONCEDIDA POR LE PROVINCIAL N. 537 DE 21 DE ANUO DE 1862, PARA PAGAMENTO DE
DESPEZAS JA FEITAS COM 0 TRATAMENTO DE ENFERMOS POBRES REMETTIDOS PELA POLICA, EXTRAIIIDA EM 16 DE SETEMBRO DE 1863.
NS. PBEMS. NS. PI1F.MS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS.
KSS
rao
libias c* terfnmarias.
arontecia que se procurando nrna
para se oflertar a nma senhora ou
_ seos anni versarios, ou mesmo na
a das mestras destas, se nao arhava cousa
agora, porem, j nao deve snece-
b na lp d'aguia branca encontra-
bdlos objectos para esse flm, so-
eatre eUes esses bonitos albuns eom
gosto e noridade Ibes da a pn-
k acai liranca folgar de contente se
sempre em suas predilec-
e nado amm nao seja, nao faz
_ a aaanaeada reparando na singulan-
_ ajeen, qnerer desde logo alistarse no
dameBas. En tan ocaso havendodi-
,aWaaaii raa do Qociraado, loja d'aguia
i oaetndose arranjar.
m ana* de pethra para a loja
raa do Queimado n. 8.
2 55 19o
6 97
1.) 105 202
18 55 3
19 ^ 9
22 11
26 12
:l 18
:J6 26
39 28
w 29
oi 31
57 32
63 37
Gi 39
66 40
69 46
70 205 t
74 55 49
81 aan 50
82 57
86 62
87 __ 63
88 __ 69
90 _ 70
91 _ 71
02 mm 72
I 7o 77
7 79
9 80
10 81
15 82
SO 5:0005 8o
23 205 90
32 55 92
37 98
m 44 51 99 300 1

54 10
56 _ 13
57 34
70 ^^ 37
73 _ 38
74 __ 43
81 __ 1
s _ 45
87 _ 46
89 48
91 49
91 ' 54
33
55
362 55 560
70 105 64
78 55 66
82 67
85 69
88 70
91 72
98 71
403 _ 78
6 81
7 88
14 _ 90
15 92
18 _ 93
27 __ 95
28 %
29 _ 97
34 603
40 _ 3
41 M 9
42 19
44 __ 20
49 _ 24
51 _ 31
54 32
60 Ma 33
61 _ 34
74 35
77 30
89 37
503 39
5 43
6 47
9 _ 52
*0 54
15 --- 55
16 105 61
19 55 62
20 64
21 66
22 67
29 _ 69
35 70
38 405 72
39 55 76
40 _ 87
45 _ 90
47 91
48 _ 92
49 94
54 1005 96
56 55 98
57 99
205
55
701
4
6
7
10
17
18
20
24
25
27
31
35
36
37
40
41
43
47
50
52
54
58
64
63
66
67
68
71
78
79
80
91
806
105
55
7
10
14
16
19
21
22
23
24
28
29
30
35
37
38
42
48
32
858 105 102o
62 55 29
fii 32
67 39
69 40
71 41
73 42
7o 43
76 45
88 30
97 58
99 61
901 63
2 64
9 ^^ 08
16 aan 72
17 75
19 78
26 aan 79
37 ^^ 84
28 ^ 86
40 ama 89
46 105 91
47 55 93
52 95
53 _ %
60 98
61 99
63 1101
65 5
66 6
69 11
70 12
78 14
79 15
80 24
86 23
90 26
94 405 27
98 205 29
99 55 33
1000 - 41
1 42
2 43
3 105 54
4 55 56
10 61
11 67
14 72
17 81
21 82
13 83
24 M 85
55
105
35
105
55
f-
0 Kriv2oi Sevinano Jos' de Moura.
NS. ] 'RE.MS. NS. PREMS. NS- PREMS. NS. 1 PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS.
1186 55 13ii 55 1514 55 1092 55 1858 55 2015 55 2237 105 1424 55 2611 55 2835 '4
91 48 22 405 93 61 17 39 .3 3.1 49 38
92 50 34 55 96 63 18 46 37 ^^ 51 52
97 32 38 __ 1700 66 _ 27 53 y - 00 105 53
99 54 40 mm 5 73 29 _j 33 'to _ u ij 58
1200 59 41 0 77 38 56 51 _ 71 59
2 68 44 105 11 78 47 60 32 __ 74 61
10 69 46 55 12 1:0005 79 31 _ 61 - 37 _ 75 . 68
18 71 47 14 55 80 52 ^^ 63 __ 38 _ 78 70
20 72 __ 49 105 15 84 53 67 205 60 ^_ 79 76
21 74 ios 57 55 17 86 54 68 Bf til 81 . 77
24 76 55 61 18 89 - 61 69 62 82 . 78
23 81 62 22 1900 72 75 86 84 81
29 87 _ 63 29 1 76 76 87 87 83
33 105 89 _ 70 34 14 77 89 92 95 84
41 55 91 71 38 15 81 91 . 93 98 90
43 92 73 39 16 89 94 95 2700 93
44 93 _ 76 43 18 95 96 99 1 ^ 98
45 105 97 _ 78 405 46 20 98 98 105 2306 105 3 __ 97
46 55 1404 __ 88 35 47 23 99 2301 35 8 55 4 __ 99
49 9 _ 93 52 24 1005 2103 3 14 6 ^_ 2905
52 12 _ 97 57 2005 25 55 8 . 8 21 7 10
54 14 105 99 _ 58 55 27 9 9 22 10 _ 16
60 13 35 1600 _ 59 28 13 13 23 12 ^_ 18
63 24 3 _ 60 29 17 _ 14 mm 28 14 205 20
67 26 ^_ 6 ^_ 61 30 21 16 32 28 55 21
68 29 9 65 33 32 20 3b 32 23
70 32 ^ 15 M 67 405 36 40 21 38 105 34 25
77 33 17 -- 68 55 42 43 26 205 41 55 33 26 .Ni'105
78 34 ja 18 --- 70 43 ~ 47 33 35 42 1005 36 27 '
82 35 ^. 22 --- 72 45 54 35 105 43 55 37 28
83 37 23 --- n 48 55 105 36 35 m 40 29
91 42 < 25 --- 77 50 mm 56 55 37 54 _ 42 nm 30
94 ^ 46 26 79 33 68 42 105 63 MI 45 _ 35
96 47 30 83 61 70 43 55 68' _ 49 __ 38
99 54 39 88 105 62 73 44 69 __ 54 105 39
1300 _ 53 42 205 89 55 63 79 54 70 57 55 41
1 ^^ 60 47 55 1800 - 64 80 58 73 58 46 m
3 ^H 63 48 1 69 81 59 80 - 62 47 9
6 . 66 aba 54 7 72 82 61 _ 87 63 48
8 __ 67 ^^ 55 9 73 89 64 _ 89 76 49 ana*
10 M 68 105 56 13 74 90 71 105 91 79 51 *
12 72 85 57 22 79 93 74 55- 92 81 57
13 --- 76 61 2* 80 97 75 93 91 73 ~~
14 ^m 78 __ 63 26 i 81 98 77 _ 2600 94 74
16 90 _ 73 31 88 2202 90 2 95 75 aana
18 _ 94 _ 79 _ 36 _ 95 . 4 92 205 11 97 81 "
19 98 80 43 __ 2001 5 94 55 24 99 83 *
28 _ 99 205 81 46 3 9 2405 ^ 27 2804 83 89 ~~~
29 1500 55 83 4* 4 12 405 10 28 8 ""
31 1 85 _ 51 __ 1 ^^ 13 55 13 32 13 90 **-
34 205 5 89 53 v. 7 ^^ 21 _ 15 34 23 93
37 55 1Q 91 56 8 24 105 18 205 38 25
P ?rn. Tw. /





m 1
.

CM


Mario de Peraanbneo Quinta felra 19 de HHrmhro de l*S.
LITTER1TDRA.
Miaba Ierra.
Vibra as cardas da lyra
Fra cantar a minia trra :
F.i ro canto
tu flan 'ncerra.
rimas que do pcito
Nax > I'11'"' artk>r,
Me : Du jmannirnlfi cxpiendor !
ierra 1 -Ha. i ca
Ksao lea outro rival !
icwturca que cu 11.10 digo;
Sen o wmmo lem egual'.
a ierra ios encantos,
Onde tudo talla amor!...
ler ao |ieito mais calor !
Ea leako delta saudades
Xa auu alegre momento !
Miuha t-rra minlia Ijra,
Mea iciiueiro |>cnamehto !
llano de orgullio cliek
Qaer vi ver la. meu Deus !...
K dV| ijue veulia a roortc I
Da vida i doce Mi adeus!
la que Arana me anima
continuo srisiuar!...
Eu nao sou um espirito, respondeu conster- 'mao na sna, era ella que tinha o ar de me sosten-' f a o tempo passado. E com isto que vos entrete-
ladajgtaran: cu son Christovao, vosso Christovao," lar e de me guiar. ria ella mesma se estivesse aqu. Vos digo em seu
criado... vos rae reconheceis bem ago-1 Levou a seus labios os sapatos de sua llia, e os nome
ra, nao assim, meu bom senhor ?... E miss Nel- tendo guardado cuidadosamente, olhou eom anxi
ly... o ?t ella ?... por que nao se acha jun- dade para o lado do outro quarto.
to de vos ?
Ella nao tinha o costume de ficar na cama
Certamente, respondeu Harry Humpbrey qne
se prenda sempre a mesma idea, e fazes bem em
Todos elles dizem isto, exclamou o velho; me to tarde continuou o velho; mas entao ella pas-
fazem todos a mesma pergunta... Um espirito! sava bem. Quando flear melhor se levantar cedo
- Onde est ella, meu bora senhor? porguntou como antes. Quem vem l?... Fechae a porta
r.
U que sinto urna esperanca
gener uavisar I...
E <|uando a la vapneia
Peto Celina extensao
Me rerurda do lassado.
Faz sorrir meu i tnk <

. ierra tio faceira
Ojee nao lew uulra rival !
E" lio gentil que eu nao digo ;
New o mundo lem egual '
a trra melindrosa,
lk-u-lhe o cu doin de inspirar !
1 ni um cundi fasciuaule
Que toz-iue a hra vibrar.
a ierra do* gnerreiros :
idal, Dias, Carnario,
D'eslo aerial to valento*
Qee lhe erguenm um pavilhp!
I'aam soldados tao bravos,
Que na Ikle sem tremer,
Briosos penieram sangue
Para ao mundo a patria erguer!
E a Ierra alteocoada
Asun |wr Deu lo feliz !
Te montes, valles e Itosques,
Oade as rosas tem matiz.
Minha ierra lem um throno
II* >otx ra ekvacao.
Matizado de mil llores
Tao bella, como ella, sao !
Fernamliuro, IVrnanibueo
a |HToia geiilil
Que se engasta magestosa
No cruzeiro Brasil I
l>o orbe do vasto imperio
a rainha. i a Mr,
Que se osk-nta sem segunda,
Rica de encanto e primor !
L tenho roen pobre berco
floe luz dru-ni.' o Senhor ;
L lenno BMiilas carina-,
De multa mi, quanto amor !
fui'. ineu Deus, eu quero anda
I aa aMpka final
Brijar o slo f.-cundo
IV iiiiuba tem natal !
Christovao cora raais insistencia. Ohl dizei-m'o,
eu vos conjuro, dizoi-me onde est miss Nelly ?
Nelly !... respondeu o velho; ella dorrae...
l... em um gabinete... atraz desta porta.
Deus seja louvado exclamou Christovao com
exaltagao.
Sim, Deus seja louvado! repetiu o velho.
Ouanias |vezes o tenho eu invocad durante longas
noutes era quanto ella dormia I... Escutac.. nao
tem ella chamado?
Nada tenho ouvido, disse Christovao.
depressa! Nao temos nos bastante que fazer pm
combater este fri mortal e aquec-lo?
porta se abria com effeito, e deixava entrar o a graga do cu... Nao, nao a despertemos.
me fallar muito baixo, desta maneira nao teme-
mos desperta-la... Quanto serei feliz de ver ainda
urna vez seus olhos me fitar, de a ver ainda urna
vez me sorrir I... Ha ura sorriso sobre seu joven
rosto, mas fixo e immovel. Quereria que elle
passasse e voltasse... Ser assim sem duvida com
mestre-escola, a quera segua Willam Humphrey
O primero tinha urna lanterna na mao, o segundo
se oceultava na sombra.
Vendo a figura honesta do bora Simpson o velho
deixou o ar de enfado que tinha tomado. Se aga-
chou diante do fogo na sua antga posicao, e pouco
a pouco comecou a balancar-se da direita para a
ZT ^uimi ""sluvTau' esquerda, fazendo ouvireste som estranho que ti-
- S.m! sim! rephcou duramente Harry-Hum-1"* J^n nM amir^n a nhpc,^
phrey. vos ouvis, agora... me diris ainda que
vos nao ouvis ? Levantou-se, inclinou o ouvido pa-
ra o lado do gabinete que tinha indicado.
Isto mesmo! accrescentou elle com ura
accenlo de triumpho.
nha causado tanta admiracao a Christovao.
Quanto aos dous recem-chegados, nao se oceu-
pou com elles de maneira alguma. A vista vaga
que tinha laucado sobre elles nao exprima nem
interesse nem curiosidade. Christovao, que at
Haver alguem no mundo quo reconhega esta entao tinha ficado parado no seu lugar, foi se col-
voz melhor do que eu ? Ha ha ha!... locar Junt0 de William Humphrey, e ambos se
E deu urna risada selvagem. Christovao o ob- \ conservaran! de parte abafando seus solucos. O
serrara espantado. Era pois verdade! esta viva; mestre-escola avancou s para o meio do quarto;
intelligcncia esteva extncte. Mas, nestas fciedes assentou-se no lado do velho e depois de um longo
descarnadas, nesla vista fixa e terna, nesta bocea' silencio, se atreveu a lhe dirigir a palavra.
revestida de urna expressao tao dolorosa, nao havia j Anda urna noute sem vos deiter I lhe disse com
seno a deslruicao da edade, e a irabecilidade da urna voz doce, e com o assento de um homem que
velhicc?... Christovao temia comprehender. tem muito soffrido. Eu espera va que cumprireis
Em quanto elle se entrega va a estas reflexoes,' melhor a vossapromessa... Porque nao toraaes al-
Harry-Huraphrey lhe fez signal de guardar silen-' gum repouso ?
ci e andando com precaucao, passou para oquar-1 0 ^^ me tem abandonad0j reSpondeu
lo vismho. Depois de urna curte ausencia, duran- h^ Humphrey. Ella o tem levado comsigo.
te a qual Christovao o ouviu fallar com urna voz v ~
Ella ficaria muito a lili ca, se soubesse que
velaes assim, replicou o mestre-escola. Vos nao
quererieis lhe causar pena ?
Nao estou certo disso, disse o velho lancando
nm olhar para a porte do gabinete. Isto se este
fosse o nico meio de despertar... Ella tem dor-
mido muito tempo... muito tempo... e por tanto,
atooI8G0.
UNCU FONTOIT.A.
com urna voz
terna e affectuosa, voltou trazendo na mao urna
alampada acesa.
Ella donas sempre, murraurou elle. Vos
tinheis razo, ella nao tinha chamado, a menos que
nao fosse sonhando. 'Isto lhe tem j acontecido
umitas vezes, senhor, eraquanto eu esteva assenta-
do ao lado delta; e eu velava. Tenho visto seus
labios se mover, e tenho comprehendido, ainda que
nenhura som tenhasahido, que era a mim que ella
allava. Temi que a luz nae lhe ferisse os olhos
c nao a despertaste. por isso que trago aqu a
alampada.
Fallando assim pareca dirigir-se a si mesmo e
nao ao novo hospede; mas, quando largou a alam-
pada sobre a mesa, cedendo urna curiosidade
sbita e vaga, alguma recordacao, a toraou de
novo c aproximou-a ao rosto de Christovao; depois,
como se tivesse esquecdo o objecto deste movi-
menio, se voltou e tornou a collocar a alampada em
cu primeiro lugar.
Ella dormejirofundamenle, disse em segui-
da : mas isto nao me admira. Os anjos tem estn-'
dido com suas maos sobre o solo urna carnada es- i
pessa de nev para abafar os barulhos de fra.!
Todos os passaros estao morios afim de nao pertur-1
bar o seu somno... ella tinha costume de Ihes dar
o sustento... apezar do fro c da fome, estas crea-
Mm tmidas nos fogem nao fugam della;
ella !
Inlerrompeu-se de novo, e, retendo sua respra-
lisava aos desgracados esta cousa que uio tem pre- Paulo. Com effeito. este vida nica, preciosa, ine-
co sobre a trra: as eonsolacoes da doce pWflfcde tovel divina naj> ro se nao o enlace de todas as
Harry Horaphrey pogou n'uraa de suas mios e SgSi ^ T^JSSLTS
apertou-a as suas. Era a mao que ella tinha es i tido.
tendido dirigindo-lhe seu ultimo sorriso. Elle f Ora, entre as aarieSes a que o horaem est ex-
levou aos seus labios dizendo baixinhoque ella es- f^f.'t^lt*}, ?*5ME8* exi8l h.a de
teva gelada. Se esforcou para aquece-la com o sen
hlito e seus beijos. Ao mesmo tempo seu olhar
facp mal em passar assim... Mas, acrescentou el-
le com a mais ardente sollicitude, um bora e bem
feliz somno, nao ?... ah !
Sem duvida, sem duvida, respondeu o mes-
tre-e scola voltando a cabeca ; certamente, meu
amigo.
Bem I exclamou Harry com um ar radioso,
muito bem... E dizei-me, o acordar...
Ser egualraente feliz, mais feliz do que a
lingua do homem nao pode exprimi-lo, e o seu
espirito o conceber.
Aqui Harry se levantou, tomou a alampada, e
passou-se sobre as ponas dos pes para a segunda
cmara. As tres testemunhas deste scena o ouvi-
ram fallar inteiraraente s, sem que urna s ou-
tra voz respondesse a sua. Se olhavam em silen-
cio e choravara. Harry Humphrey nao tardou a
tornar apparecer, murmurando que Nelly dormia
sempre, nao que elle cria a ter visto mover-se.
Sua mao, dizia elle, tinha feito um movimento, um
movimento muito ligeiro,quasi imperceptivel, To-
dava ella tinha se movido. Talvez procura va a
NELLY.
(Condusio.i
Chrtaewao se oVt.-ve indeciso : mas o habitante
i nao nao falln, nao voltou a caneca, nao
i por signal alc^im que o barulho ti-
aat frrto os seus ouvidos. Tinha a apparencia
r aa vdao: seu cabello prisallios erain da cr
4a ciaras uir- a qnaes linha seus olhos fixos.
a Jaz vacillanir in-sle fogo que H xtintriii.i. estes
. iros cstruiJ i* 1" ieiii|x>. i-sta solidao, esta ve-
ttice. asas trevas. todas estas cousas esteran em
VBMaia : caras, ai, ranas'
miOiin ballf-jciava aiguiuas palavras descul-
i ler na aa naar to que Uiia. o
aiopareceu se | r i a a awarar, aa inlerrompeu um
seu Jrivti- nannrar. O mancebo meio
meio confuso, ia s' retirar, quando,
immmai- aaajM, ficon. Odendo a urna
forra irresisliTt'l. den um passo para a frente...
u-aaatra... an mtro ainda... um ultimo enilim,
e raa raslo dcsie velho. elle o viu... mudado co-
mean, o r.-conlKH-eii logo.
ara seabor' exclamou elle rahindo de joc-
aas, rautaad" as mau do velho as suas; meu
dnroraahjr, Iaitee-K' i
Ham-Huni|JiP'\ era elle, se voltou lentamente
| :i Qaaaraa l \\. w\o .m y" baixa :
Eir awda um, Ji.--c elle. Quautos espirilos
4r cao, cscutou muito tempo; depois disto, foi abrir mao de seu av, como j lhe tinha acontecido mui
urna velha caixa, d'onde tirou algumas vestimentas tas vezes.
de mulher. Comecou a fallar com ellas com tan-
to amor como se fossem ura vvente, e a acaricia-las
com a mao.
Por que, dizia elle, ticas tu tanto tempo dei-
tada. chara Nelly. Nelly, pequea preguicosa,
quando as groselhas e as cerejas te esperam, para
as eolher ? Porque dormes assim tanto tempo,
quando tuas jovens amigas e os meninos de escola
vem balcr a porta, gritando : Nelly onde est
Nelly ?.. Ella era affavel para com os meninos,
senhor. Elles lhe obedeciam todos, amavam-na
todos, porque ella era boa para elles. Sim, senhor,
ella o era.
Depois de ter fallado assim, voltou a sua pri-
meira attitude, e levando as duas maos a sua fron-
te, deu um suspiro que cortava o coracSo.
A dr deste ente desgranado, a quem o poder de
soffrer sobreviva a raz5o, compunga a alma.
Nao fallamos de seu somno, replicou o mes-
tre-escola. Representee-a tal como se achava
quando viajastes juntos... tal como ella esteva na
casa, na velha casa donde partistes ambos... na
casa que tem conservado o eco de seus alegres
gritos de creanca.
Sim, era urna amavel e alegre creanca ex-
clamou o velho deixando arrastar-se para a lem-
branca do passado. Que encantador e gracioso
carcter I...
Eu vos tenho ouvido dizer, proseguiu Simp-
son, que nesta e em todas as outras qualidades ella
se pareca com sua me... sua mae vos nao a
tendes esquecdo...
Mas o velho continuou a fixar os olhos no espa-
co, e nao respondeu.
Remontemos mais adiante, acrescentou o ir-
mo mais moco observando o effeito de cada urna
de suas palavras; fallamos daquella que as tem
precedido todas.
Ha ja muito tempo que isto se deu. Foi urna
provacao cruel para vos ambos. Nao tendes es-
quecdo aquella, cuja morte vos tornou esta meni-
na tao chara antes mesmo que tivesseis podido lr
em seu coracao, e ver o thesouro de bondade que
elle encerrava ?... Nio vos recordaes de um ou-
tro menino, que vos amaveis, que protegeis en-
tao, quando vos mesmo nao eris senao um meni-
no ?... que vos tinheis um irmao por muito
tempo esquecdo, por milito tempo perdido de vis-
te, por muito tempo separado de vos, e que agora
volte e vem vos visitar na vossa affliccao e conso-
lar-vos ? Sim, meu irmo. Eis-me aqui : sou eu ;
proseguiu elle lancando-se a seus joelhos : meu
irmo I eis-me aqui I sou eu, Willam... Vosso
Willam... nao me reconheceis ?... Harry I em
nome do cu, dizei que me reconheceis.
O velho o observou ; seus labios se moveram,
mas elle nao articulou urna s palavra. Voltou-se
lentamente, e emquanto William segua cada um
de seus movimento e lhe estendia os bracos, se
dirigiu para a porte de communicacao, dizendo cora
voz trmula.
Combinastes entre vos para distrahir meu
coracao de Nelly... nao saturis bem ; nao, vos
nao colhereis resultado algnm emquanto eu viver.
Nao tenho outro amigo, outro prente senao ella :
uunca o tive, e nunca o terei. Ella tudo para
mim. demasiado tarde para nos desunir.
Fazendo um signal com a mo como para aper-
ter alguem, e pronunciando o nome de Nelly, en-
trou na outra cmara. William, o mestre-escola,
o Christovao hesitaram um momento e o seguiram,
andaram com tanta precaugo, que elle nao ouviu,
o ruido de seus passos, e se ac haram logo reuni-
dos todos quatro na cmara mortuaria.
Porque Nelly esteva morte jazia estendida so-
bre seu leito em urna immobilidade que nao devia
mais acabar.
Ella esteva morta Ao ver as suas fecoes tao
placidas, as lnhas de seu rosto tao puras, tao en-
cantadoras, dr-se-ha que vnha de sahir das maos
de Deus.
Christovao nao poda lhe responder, a espantos 'Hender, se euo pedir... Ella me teria attend-
vcidade lhe appareciae chorava amargamente. do em toao ,eniP-
Eis-aqui os seus prepares dos domingos, con- gu ouvirei a todos aqulles que ella se presa-
inuava o velho, apenando contra o seu coraco va jc ouvjr, exclamou o velho com um assento de
um vestido de sua filha, e passando por cima sua desespero amare a todos aquelles que ella
mo rugosa. Ella o vestir ao acordar. Tinham-' amava.
no escondido por galantera, mas, eu s restitu- Eu 0 ^ sim ^ como VS 0 fareS) reSpon-
rci... cu o rest.tu.rei... chara menina Eu nao deu 0 mes,re-escola cujas lagrimas cortevam a
Z^.^^^^!^sti^l^ : pensae ne.laraeu velho
usados! Ella os tem guardado em memoria dc todos os desgostos que nos tem acabrunhado jun-
aaa kan tafea I Seus charos pesinhos anda- tfraentP'em ,odas as provas quC tendes supp0rta-
O mestre-escola, dominando sua emocao, se ap-
proximou delle e lhe toma as maos com tSr* doce Sua cama esteva ornada de bagas de invern
violencia, depois trocando um olhar com v Uiam (fructo) e de folhas verdes daquellas que ella gos
Humphrey que pareca querer atirar-se deiS tav de preparar-se. Quando eu morrer, dizia
lugar. \ ella algumas vezes, collocaes a meu lado alguma
cousa que eu tenha amado na vida, c tenha sem-
pre estado entre o cu e a trra. Chara, amavel,
Elle me ouvira, disse, estou certo que me
se angustia inexprimivel, pareca chamar em soc-
corro de sua Nelly.
O mestre escola o comprchendeu, e responden-
do ao seu pensamento:
Ella est entre as maos de Deus! disse elle
com urna voz solemne; e nada podemos fazer se-
no chora-la comvosco.
No da seguinte, pelo meio da, o despojo mortal
de Nelly foi entregue a trra ; todos os meninos
da escola acompanharam o modesto fretro. Atrs
delles vinham dous velhos curvados pela deade pro-
curando sustentar a um terceiro mais fraco, mais
quebrado que elles mesmos, que se deixava condu-
zir e lancava ao redor de si um olhar desvairado.
A cada p cheia de trra lancada na sepultura,
elle trema vivamente.
Quando a cova fechou-se, se prostou sobre a bor-
da, e ahi ficou com os joelhos sobre a nev, at que
veiu noute. Se retirou em silencio sem querer
responder urna palavra a todos os discursos affec-
tuosos quihft^dirigia seu irmo. Foi entao que
collocaram dante de seus olhos a gaola que Chris-
tovao tinha trazdo. Contemplou por muito tempo
a ave que ahi eslava encerrada, e ailnal, lagrimas,
as primeiras que entao derramara, salteram em
abundancia de seus olhos.
Durante os dias que se seguiram, percorreu in-
cessantemente as ruinas no meio das quaes esteva
situada a sua morada, indo do quarto de sua filha
a escola dos meninos, e chamando-a pelo seu no-
me. Por vezes escutava como procurando dislin-
tinguir a voz de Nelly. Outras vezes olhava em re-
dor de si, c pareca admirado de nao ver aquella
que costumava ahi se achar.
Seu irmo William quera primeramente acom-
panha-lo nestes passeios continuos, renunciou a
isto percebendo que sua presenea era importuna
ao velho. Christovao c Simpson foram supportedos
algum tempo, mas seus servicos foram regeitodos
como os de William e Harry Humphrey adquiriu
pouco a pouco o habito de viver s, retirado, nao
vendo pessoa alguma, nao communicando com
ninguem. Que pensaraentos, que lerabrancas oc-
cupavam esta alma que se encerrava em sua dr ?
Deus s o sabe I
Todava se seu irmo e seus amigos renunciavam
acompanhar todos os seus passos, nao dexavam de
velar sobre elle activamente. Urna manha, viram
que elle se tinha levantado ao despuntar do da, e
que com um basti na mo caminhava para o ce-
miterio. Levava em seu braco um chapu que li-
nha amparado, nos ltimos lempos a cabeca de sua
filha, assim como um cabaz onde estevam muites
cousas do seu uso, linhas, agulhas, um bordado co-
mecado.
Espiaram de longe seus passos ; o pobre insen-
sato foi-se assenter sobre o tmulo de Nelly, e es-
perou em urna attitude cheia de resignaclo. A nou-
te s o forcou a deixar este lugar tao doloroso e
to charo. Elle o deixou suspirando e ouvia-se, que
dizia a si m|smo.
Ella vira amanhla !
Nodia seguinte, voltou cedo ao mesmo lugar, ahi
ficou at noute e se retirou repetindo ainda:
Ella vira amanhla 1
A partir deste poca passou todos os seus dias
junto ao tmulo de Nelly: l, sem duvida, melhor
que em outra qualquer parte, urna voz bem conhe-
cida retia em seus ouvidos ; urna forma graciosa
parava diante de seus olhos, vu voltejar estes lon-
gas trancas louras que elle tinha tanto amado l,
delineava airaagem do que tinha sido outr'ora, e
do que desejava ser um dia.
Urna noute da primavera elle nao voltou a hora
costumada. Correram a sua procura acliaram-no
morto sobre o tmulo de sua filha...
Dunas.
(Traducsao de S.J
FOLHETIM.
AlililBalfO:
ron
unidos \\d
Tcrerlra parle.
- Daaaaaali \ jorca druidi->a anta sempre. mas ia a olhos
v ewpiHideceado como um cadver.
Sasaeadeado a manga da louga roupagem prela
oae orrakava as sua vestes brancas, mostrou-me
rlia e sangue no seu braco es-
ram muito. Disseram-me depois que os scixos os
tinham cortado e magoado... Ella nunca se quei-
xou disto a mim. Nao, nao. Que Deus a bemdi-
ga! Que Deus a bemdiga I... E recordo-me que
ella andava a meu lado, senhor, afim dc que eu
do em commum.
Sim, sim, vos tendes razo, eu nao pens se-
no nisto.
Eu quereria, continuou Simpson, que nao vos
oceupasseis esta noute seno com imagens que po-
ni visse que ella eslava caneada, e tinha minha dessem consolar vosso coraco, e trazer a lembran-
Nao vs que estou morrendo ? Quizes-tc fe-
rir carvalh-i Xarkek, c mataste-me : nio me
anaaMM por algum genio inu. Vae, eu
!.- amito, e le agradec.1. Era chegada a minha
b, f quarto m I*-. receber a morte do tuas
ara? QbmIii W doce morrer na floresta que
vnMrart.....perrer, e cujos restos cobrirao ania-
raa a ierra, onde eu houver desapparecido !...
arara-*e. Harkek. nao deves assistir ao passa-
niatu da virgem das florestas : a nossa morte c a
anra vida sao tii>stcrios, que a nenhum olhar
fraaao pmnittido contemplar. Vae-te, eu t'o
orram_ca En fnartn assim bllava a mancha dc sangue
cresefa rpidamente : afmal cambaleon, e foi for-
rnh a raco-tar-se ao tronco do carvalho para nao
Sin, nio. cielamei en. nao te deixarei mor-
rer sraa : hci de salvarle I
Fns entao. di ni brisa Isafiaroa, rae a esta mata direita,
aVi eareatrara as minha rompanheiras: cha-
Fu drvera Icr mmpn-hendido que Margareth
illudir-ine -. |iois nunca houve druldissa
1 revetasse a tnn profano o segredo do retiro em
M a na comitiva se occulte a todos os.olhos.
Carr para a mata, nel la penetrei gritando e
ninguem respondeu; era o silencio do
aesratrado volici para junto de Mrga-
la ai* esteva no mesmo lugar. Em vo a
atara al a norte. Dez vezes suppuz acliar-me
aoat*aanare era quedeixra cahir a minha
aranto: porm seria com effeito a mesma
jrarae ? A aorlodinha desapparecra tambem : a
Inrra en aae ea ne persuada encontrar os vesti-
gira e araras, a gotas dc sangue, nenhum signal
iva ne revelasse a minha visio...
aorri, e ainda boje ignoro se foi um
. aaaarieio da druidissa, ou se realmente
a soa norte.
Nao creta aislo, Mareo?, me disse Margari-
da interrompendo a minha narrarlo. Nio, nao
possivcl! Foi antes una visao!
A interrupcao de Margarida desarranjou um
pouco o curso das rainhas recordacoes, o passa-
ram-sc alguns minutos sem que eu podesse ate-las
de novo. Emfim instigado por ella e por Fanny,
fiz um exfonjo sobre mira, e pode recordar-me do
qne se seguir essa scena da floresta.
Prosegu pois:
_ Sim, foi urna allucinaclo, convenho : porm
nio tive tempo de certirtcar-me, porque no seguin-
te dia fui caca com Dhu-Lug, e de l nio voltei!
Dhu-Lug, contra a minha especlativa, nio me
guardara rancor, nio s pelo facto de me apossar
do commando de accordo com o voto nacional, co-
mo tambera pela preferencia que eu havia mereci-
do de Callirho. Esta conducta magnnima me
sensibilisou, e tornamo-nos amigos, apesar das des-
confianzas de minha consorte, que o suppunha
baixo e infame, suspeites de que eu nio parti-
Ihaya.
Um dia, o immediato ao em que Uvera lugar a
scena que acabei de narrar, projectamos ambos
nos reunir os guerreiros para urna cacada de java-
lis, que estavara arruinando as nossas culturas.
Tudo se preparou, partimos a cavallo, as cornetes
rttumbaram na floresta, os caes tinham j desen-
covado um javali femea com os filhinhos.
Dhu-Lug e eu afervorados em perseguicao do
animal, perdemos de vista os companheiros da ca-
gada, c nos precipitamos para um lado da mata
em que ouvimos os ces latindo de raiva contra a
caga que lhes faz frente. O meu pobre Pan com o
vertTe dilacerado pelas presas do javali, veiu ex-
pirar a iuus ps.
Empnnhando o chuco arremesso-me sobre o ani-
mal ; porm o meu cavallo espanta-se e cae. Fi-
quei com a perna presa debaixo delle, e grito para
Dhu-Lug afim de que me veuha ajudar. Foi entao
que o meu companheiro com ar sinislro me res-
pondeu.
Markek, a occasio propicia para fazer
Callirlio viuva: nao. a deixarei escapar.
Erapregue. exforcos inauditos para sahir dc de-
baixo do cavallo, cujos jarretes o traidor tinha
cortado. O javali avanca para mim, apesar do
meu cao Dhu que se agarra ao seu pello arripiado.
; Nao perco a esperanca de mate-lo; apenas chega
' ao alcance do meu braco embebo-lhe o chuco na
garganta : o animal cst'rebuxa, e cae sobre mim
com todo o peso.
Dhu-Lug ( exclaraei. Nao me deixes mor-
rer abafado : se te fiz alguma offensa, estou
proinpto a dar-te satisfaclo com a espada na mao.
Mas o miseravel, que se havia affastedo viste
do perigo, volta, apea-se do cavallo, e vejo relusir
sobre a minha cabeca a lamina da sua compr ida
adaga.
I De repente sinto no peito urna dr atroz que rae
arranca gritos agudos...depois o soffrimento lor-
nou-se tSo violento que j nao o sentia...abrasava-
me...tinha sde...um vu sombro estendeu-se por
sobre os meus olhos...
paciente, nobre Nelly, ella esteva morta Seu
passaro favorito, fraca crealura que teria suecum-
bido se o apertassem com os dedos, cantava ale-
gremente saltando em sua gaiola : e o coracao de
sna dona nio batia mais.
Os vestigios dos cuidados, dos soffrimentos, das
adigas que ella tinha conhecido em una edade to
tenra tinham desapparecido. Morte para as mise-
rias deste mundo, ella renascia para a paz e fcli-
cidade que esteva j gravada na tranquilla belle-
za de seu semblante, e a calma profunda de seus
traeos.
Sim, ainda que estivesse ali fra e inanimada,
era ainda ella I era a mesma figura anglica que
alegra va o lar deserto de seu velho av ; a mesma
joven boa e compassiva que ia passar noutes a cabe-
ceira de um menino doente, e que, pobre, prodiga-
E depois ? perguntou Margarida com anxie-
dade.
Depois, Margareth, depois...Nao me lembro
de mais nada; esteva morto !
Profundo silencio seguiu-se a esta narraclo.
Nao sel quem o rorapeu; sei smente que nio foi
Margarida.
Esteva fatigado c absorvido no meu cansacp,
como se houvesse entrado em alguma phase es-
peclativa de urna existencia que nao era nem a de
Markek Wald-Righ, nem a de Marcos Valery. E
nao permanecera cu no aniquilamento entre essas
duas manifestaroes da minha vida eterna I O que
teria sido dc mira no inmenso intervallo que as
separa ? E' estranho qne nio me lembro I
Nao posso descrever o effeito quo produziu a
minha historia no animo dos meus ouvintes. Mar-
garida ficou pensativa, Fanny sorria-se, meu tio
; dizia que era bem possivel terem os Etruscos en-
terrado ricos thesouros as trras do seu castello,
a Si a. d'Aslafort discuta com elle seriamente so-
bre o mesmo assumpto, e eu ouvia de um modo
confuso as suas ingenuas reflexoes.
Quando nos separamos, Fanny me disse :
O Sr. fez urna agradavel promiscuidade do
passado com o presente. Fcil nos foi reconhecer
Carnal e o seu cao, o seu escudero Kadour, e o
seu amigo Cadanet. Callirho talvez exista... na
frica I Mas Dhu-Lug, seu inimigo e assassino,
quem ser ? Pde-se saber ?
Eu mesmo nem Ih'o sei dizer, respond.
Pois eu sei, e nao direi.
Margarida rccolhcu-se cedo afim de estar promp-
ta para a cacada no outro dia muito cedo. Pre-
textei a mesma cousa, e sub ao meu aposento
alim de escrever a toda a pressa o que tinha aca-
bado de contar, pois nao sei se me lerabraria mais
tarde.
Estou cahindo de somno ; mas sinto a tranquil-
lidade de um homem, que se livrou de ura grande
psol
26 de selembro.
Hoje pela manha os hospedes e os chos de S.
Joo despertaram ao som das trombetes, aos uivos
dos caes, e gritos dos picadores. A Sra. d'Astafort
e sua filha se fizerara um pouco esperadas; mas
s cinco horas estovamos todos a caminho para o
bosque Ramier."
Alguns cacadores, que se havam demorado, en-
contraram-nos na charneca : Boc era deste nume-
ro. O poete vestir um trajo de caga, a que nao
faltava fantasa, e com o chicotinho na mao, veio
caracolear no seu magro sendeiro ao lado de ma-
damoiselle d'Astafort, a quem pretende ainda cap-
tivar.
Mas, pobre poete I triste figura fazia junto ao
marquez de Mauvezin que, com um paletot de ve-
ludo, botas e esporas, chicotinho na mo, urna flor
no neito, a corneta tiracolo, e'ao lado urna gran-
de facca |de mato, a grvate a voar, e o bonete
preto enterrado at os olnos, se nao lhe faliasse
urna pluma, parecer-se-hia com um perfeito caval-
leirode comedia.
Assobiando arias proprias dos cagadores, cha-
mando seus caes por todos os nomes do martyro-
logio canino, acariciando o cavallo, dirigindo-o
com destreza, o fatuo marquez radiava de alegra.
Esteva no exercicio de suas vantagens e seduc-
goes.
Margarida nem lhe presteva attenglo, mas elle
julgava-se attendido o apreciado ; suppunha re-
presentar um papel de grande effeito.
Oh Como esteva encantadora a minha bella
Margarida, com o seu vestido de amazonas I Af-
fouta e resoluta governava o cavallo sem teme-lo
mais. A Sra. d'Astafort, que respira va com todos
os pulmdes o ar da manha, seguia-nos pequea
distancia mais o Sr. Desormes no carro dirigido por
Dolin.
A cagada comegou s seis horas os ces foram
solios, e deram logo com um cabrito montez, os pi-
cadores seguem-nos piste. O animal sae do bos-
3ue Ramier, atravessa a estrada d'Issoudun e a
oreste Jacquelin, desvia-se e conduz a marcha da
cacada para a floresta de Bomraiers.
O Sr. de Mauvezin precipia-se atraz dos caes e
picadores ; nos o seguimos, porm sem apressar-
mo-nos, de sorte que Acarnos um pouco atrazados,
eu, Margarida, Fanny, e o Sr. de Vraceux, que veio
reunir-se nos. Para nao inspirar suspeites pe-
di-lhe que acompanhasse rainha prima, e deixei-as
tomar a dianteira.
Fanny demoran a marcha do seu cavallo, e por
um movimento repentino vejo-a puchar pela redea,
e deixar-se escorregar at o chao, paluda como
urna defunta.
O que tem, senhora, est incommodada?
lhe perguntei apeando-rae logo.
Sim, disse ella com a voz abafada, soffro o
qur que seja.
Vou chamar j madamoiselle Desormes para
soccorre-lx
Nao, nio preciso de Margarida : prenda os
cavallos, e deixe-rae repousar um pouco.
Obedeci-lhe ao passo que ella se senteva sobre o
tronco de urna arvore cahida.
O senhor um amigo excellente I Ha oito
dias que fago por onde zanga-lo, e assim mesmo se
tem mostrado bom para comigo.
E porque procura a senhora zangar-me?
Porque nio tem querido observar as ndssas
convengoes. O senhor e minha amiga Margarida
slo to imprudentes, que smente os cegos nao
descobrem o seu amor. Devo, porm, preveni-lo
do resultado dessa frieza que affecte a meu res-
peito.
Estou ameacado de alguma nova desgraga ?
perguntei eu sornndo.
Antes de responder-lhe, diga-me confia-se
de mim?
Julguei intil usar de urna lmguageni fingida
com essa moga : disse-lbe, pois, francamente que
a cnicotada por ella applicada ha dias ao cavallo
Hornillas sobre os prlaclpaes mi-
lagrea de Jesns Chrlsto. pelo
11. 1. Ventura.
QUARTA. '
A (entero em geral (1)
Malt. IV; Vare. /; Lucas IV.
Tentado em todas as cousas
nossa semelhanga, excepto o
peccado.
( Hebr. IV)
Toda a historia do Filho de Deus sobre a trra
esta comprehendida nestas simples palavras de S.
ser rudemente tentado, trabalhado, opprimido, e,
segundo a propria expressao do apostlo, esbofe-
teado pelo anjo apostata, Sateaaz. Pois que o Filho
de Deus se havia empenhado por seu amor, como
j o disseraos ( 3* Hora.) a pasar por todos os es-
tados, a soffrer todas as miserias e todas as provas
do homem, devia ser, como realmente foi, alvo das
tentagSes do demonio.
o que nos diz o Evangelho d'este dia (i* dom.
da quaresma.) Era para dar-me a conhecer, a
nos que tantas vezes somos tentados pelo demonio,
que Jess Christo nao s homem da mesma na-
tureza que nos, mas tambem irmo da nossa fa-
milia.
Mas, como pode o Filho dc Deus consentir em
ser tentado por Satenaz ? Ha nada mais indigno
da santidade e da grandeza de um Deus ? Nao,
diz S. Gregorio, nao era indigno de um Deus re-
demptor, qne vinha para ser crucificado, consen-
tir que fosse tentado. Pelo contrario, nada mais
justo do que vencer as nossas tenteges pelas suas,
como tinha vindo triumphar da nossa morte pela
su"
Jess Chrlsto nao sustentou a lute d'este dia sem
um grande c importante mysterio, diz S. Mximo.
A sabedoria e a bondade de Deus tiveram princi-
palmente em viste o nosso bem em tudo o que
hoje aconteceu no deserto. Por nos o nosso Sal-
vador soffre a fome, e supporta a tentago; n'elle
vencemos, por que s combate por nos.
Na verdade, um Homem Deus nao poda ser
tentado, como nio poda morrer. E, pois, como a
morte de Jess Christo foi ura grande milagro, o
mesmo acontece com a sua tentago ; por quanto
elle nio foi tentado, como nos o somos, por condi-
gao de natureza, mas pelo poder da vontede. Me-
ditemos sebre este grande milagro e mysterio, pois
que todos os mysterios de Jess Christo sao mila-
gros, e todos os seus milagros sao mysterios ; me-
ditemos com um espirito humilde e um coragio
piedoso e devotado.
Reservando para a manha as tres tentagoes do
deserto, hoje fallaremos em geral do mvsleno e do
milagro da tentaglo de nosso Senhor : 'descubrire-
mos grandes segredos, beberemos grandes ensinos,
e grandes soccorros ; de sorte que, sahindo victo-
riosos de nossas tentagoes e provas, poder-se-ha
dizer, que ellas redundavam nao no peccado mas
na graga, nio em nossa ignominia mas em nossa
gloria.
Primara parte.
O homem, sendo vencido no paraso terrestre
por Satenaz, tornou-se por urna lei, cuja justga as
proprias Escripturas reconhecem, escravo do de-
monio ; e tanto mais quanto o anjo das trevas nao
vencen o homem por violencia e oppresso, mas
por um artificio, de que Ado poda e devia fcil-
mente defender-se.
Conseguintemente, como o demonio adquiriu de
urna certa maneira o direito funesto de impr ao
homem as suas vontades, este contrahiu urna espe-
cie de obrigago, direi melhor, urna deploravel fa-
cilidade para secunda-las e cumpri-las. D'ahia
terrivel lyrannia, que o demonio exercia, antes
da vinda de Jess Christo, sobre os homens em
quasitodo o mundo, arrastrando-os sem encon-
trar de sua parte resistencia alguma. pratica de
ritos impos, de ceremonias sacrilegas, de supers-
tgoes absurdas, de excessos infames e contra a
natureza, e de todas as especies de brutalidades.
Ora, qual o meio de tirar a Satenaz este horrivel
imperio ,de tentar e seduzir os homens ? Como li-
vrar estes da deploravel facilidade de obedecer-
lhe ? Era preciso primeramente, diz S. Leo, que
o homem e nao Deus, o vencesse, por que este ini-
migo nao havia vencido Deus, e sim o homem.
Em segundo lugar, nao conuinha empregar a vio-
lencia, pois que elle nio havia recorrido senao ao
artificio para engaar Ado.
Com effeito, se Deus houvesse in ter vindo com o
seu poder em favor do homem, alm de nao entrar
nos designios de sua justiga despojar violentamen-
te Satenaz de seu direito, sem que houvesse mere-
cido perd-lo, em seu orgulho o mesmo Satenaz
ter-se-hia julgado oppresso enlo vencido; consi-
derar-se-hia para sempre senhor absoluto do ho-
mem, posto que injustamente privado de sua prosa
por urna forga superior.
E' isto precisamente, oque acontece hoje no de-
serto. Nao Deus quem triumpha do demonio, o
sim o homem, quem o confunde em Jess Christo
tentado por Satenaz; o homem, e nao Deus,
quem o abate, nao pelo poder, mas pela razio, nio
pela forra e pela gloria, mas pela justica e pola
humildade : e nsto que consiste o milagro e o
mysterio da tentecao que refere o Evangelho de
hoje.
Notae primeiro, em que tempe aconteceu este
successo extraordinario, que teve lugar, como no-
lo diz S. Lucas, inmediatamente depois que o Sal-
vador voltou do Jordio, ou, o que importe o mes-
mo, logo depois do seu baptismo.
(I) Este mysterio aconteceu no anno XV de Ti-
berio, XXX da edade de Jess Christo, e primeiro.
de sua vida publica; por quanto no dia seguinte
ao de seu baptismo, isto a 7 de Janeiro, foi elle
ao deserto para comecar o seu jejum 40 dias, no
fim dqs quaes, isto a 16 de fcvereirp foi tentado
pelo demonio.
de Margarida de um modo tragoeiro, me desper-
tara algumas reflexoes.
Faz bem em dizer a verdade : mas preciso
saber que Margaridt me irritava com aquelles
seus ares de soberana. Entretanto nio merego a
aecusago de lhe ter offenddo, e isto causa-me
pezar. Admra-se ? E' que nao sou urna mulher
como as outras. Serei melhor ou peior ? Nio sei.
Depois que o senhor me concedeu a sua amizade,
parece-me que nao sou to m ; e se Deus permi-
tisse que fosse amada, tornar-me-hia boa de todo.
Slo, porm, sonhos em que nao posso crer I ..
Trala-se dos seus interesses ; tenha a bondade de
ouvir-me. Ante-honlem minha me tornou-me a
fallar do projecto que forma, de casar-nos : re-
prehendeu-me, e disse que eu me mostrava muito
fria e irresoluta para com o senhor, e que convi-
nha decidir-me prom pamente. Seu tio te-lo-hia
tambem instigado a deelarar-se, se o senhor nao
tivesse sahido nesse dia. O casamento de Marga-
rida est marcado para 15 de outubro vindouro, e
elle deseja que os dous casamentos se fagam no
mesmo dia : sua idea fixa : nao ha meios de
eviter-se urna explicago.
Nio posso provocar esta explicago, respon-
d ; porque nio vejo motivos para isto. Meu lio
tem urna maneira tao singular de proceder, que
preciso ser-se grosseiro como elle para questionar-
se sobre as suas resolugoes, e mostrar-se-lhe que
nio tem razio. Com que entao fixou o dia para o
casamento de sua filha, sem ter-lhe ao menos per-
Suntado se o noivo lhe agradava t Com que deci-
iu egualmente o nosso casamento sem que eu o
autorisasse!
tudo verdade, replicou Fanny. J se enten-
deu com minha rale. Espera que o Sr. de Mauve-
zin achara occasio nesta cacada de convencer a
Margarida em algum colloquio secreto ; assim co-
mo tambem espera que eu da minha parte tratarei
hoje mesmo de agradar-lhe dando a entender que
lhe amo. Veja os planos de seu tio, esse homem
grosseiro, e ao mesmo tempo o mais timorato quan-
do se trata de pedir-lhe cxplicages.
Pois bem I Se o meu bello tio perdeu o jui-
zo, compete-nos empregar os meios para que elle
volte outra vez do seu lugar. Quanto mim, sei o
que devo fazer a respeito de Margarida: mas quan-
to senhora, espero que me nao deixar a inicia-
tiva do que lhe cumpre fazer. Deve quanto antes
declarar que nao me ama, que nunca me amou, e
nao deseja por conseguinte que lhe ame.
Fanny nao respondeu; oceultou o rosto as maos
e desfez-se em lagrimas.
Fiquei admirado, e ao mesmo lempo commovido
o inquieto com aquella d6r.
O que tem, querida amiga ? disse-lhe procu-
rando segurar em suas mos que ella apertava
com destreza de encontr bocea para abafar os
solugos. Offendi-lhe por acaso ? O que descobro na
i minha conducta que desminte a estima e o respei-
to que lhe tenho? As suas lagrimas provam qu
i ferl o seu amor proprio com as miabas de-scr^fian-
Este circumstancia nao deixa de envolver mys-
terio ; alias muito importante: ides jiilga-lo,
meus irmaos. Posto que Nosso Senhor se tivesse
collocado em vosso lugar desde o instante de sua
encarnagao, quando se revestrado nessa natureza,
f-lo entretanto de urna maneira obscura e occulte.
Foi no seu baptismo, que elle cncarregou-se de
urna maneira publica e solemne de representar to-
dos os homens, peccadores, tomando seu lugar ; e\
contrahiu face do cu e da trra o empenho de
resgata-los de seus neceados.
Conseguintemente o Salvador, que depois de
haver recebido o baptismo vae sustentar a tenta-
go, o mesmo que, acabando de receber solemne-
mente a investidura de Redemptor, prepara-se para
exercer as funcgdes. E como a nossa perda co-
megon pela seduegao jogada por Satanaz, o Re-
demptor quer primeiro de tudo abater o demonio
e enfraquecer o seu imperio.
(Continuar-se-ha)
gas. Perde-me, e creia que sou seu amigo sincero
e dedicado.
Sr. Marcos, respondeu ella, nao tenho.... nao
posso ter amigos.... e nem to pouco marido I......
Estou ssinha no mundo, c ssinha esrarei sem-
pre.... Sou pobre I
Pobre I exclamei eu. Entao pensa que a
riqueza de Margarida que me leva a preferi-la?
Pois saiba que....
Ia confessar-lhe quo era mais rico do que minha
prima; contive-me a tempo e prosegu :
.... saiba que a amava antes de conhecer a se-
nhora, e que a amava desde a infancia. Nunca
araei outra mulher que nao ella. Margarida o
meu primeiro, o meu nico amor.
E eu dizia a verdade : Fanny o compreheadeu
pelo accenlo da minha voz, ergeu a fronte o nae
com altivez.
OSr. defendeu sua dignidade, permita que
eu defenda tambem a minha. Margarida persude-
se de que en invejo a sua riqueza : urna meni-
na, educada a seu bel-prazer com a vaidade dos
bonitos escudos. Quanto a mira, desprso esses es-
cudos ; nio teria o que f azer delles; odio-os al,
porque seriam a causa do culto e solicitude aquel-
es que rodeassera t
possivel, minha querida Fanny, possivel
que assim pensem homens arruinados como o mar-
quez de Mauvezin : porm eu....
Quem fallo aqui em Mauvezin ?! exclamou
Fanny levantendo-se e fixando em mim seus gran-
des olhos sombros.
Amana ella a Mauvezin !
A situago era em todo o caso tao delicada e do-
lorosa, que nao me atrev a dirigir-lhe semelbante
pergunta. Entretanto assegurei-lhe que o marquez
jamis seria esposo dc Margarida.
Pois engana-se, tornou ella impetuosamente;
ha de desposa-la daqui a tres semanas, a 15 de ou-
tubro, Margarida o sabe, e admira que Ih'o nao ti-
vesse dito j.
porque nada sabe : a senhora podo estar
engaada....
porque nao deseja affhgi-lo. Tome o meu
conselho : renuncio sua prima, e crea que ella
nao ter torgas para oppor-se a vontede de seu
A ser assim, o resultado esto claro ; matere
o marquez de Mauvezin.
Oh meu pobre amigo; diga antes que o
marquez o matara; pois esse moco em toda a sua
vida s tem aprendido tres cousas; montar a ca-
vallo, manejar a espada, e atirar a pistola. Nestes
exercicios e de urna destreza e torca prodigiosas.
E deraais, quando mesmo o senhor conseguisse ma-
ta-lo, nem por isso ficaria nado marquez, nem
possuiria a fortuna delle, que aperar de pequea
par da de Margarida, muito considera vel- vista
da que o senhor possue.
(Continuar-se+a.)
PERNAMBUC&.- TYP. DE M, F. F. FILHO
:>
MIILAKI)
/
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