Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:10136


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Full Text


AMO XXXIX NUMERO
Por tres mezes adiaiitados .. 5S000
Por tres mezes vencidos 6000
><
DIARIO
-r--------
SABBADO 11 DE JULHO D6 1863.
Por anno adan lado ..... i9$00O
Porle franco para o subscriptor.
EXCARREGADOS DA SUBSCRIPTO NO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o'Sr. Antonio Marques fia Silva-, Aracaty, o
Sr.A. da-Lomos Braga; Cear. o Sr. J. Jos de
Oliveira; Meranhao, o Sr. Joaquim Marques Eo-
drigues; Para, os Srs. Manoel Pinheiro inaznnas, o Sr. Jeronymo da Costa.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPGAO NO Sl'L
Alagoas, o Sr. Claudino Falcad Dias; Bahia, o
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, os Srs. re-
reir Martins & Gasparino.__________________
1'AMIDA D(S ESTAFETAS.
:idi, Cali t Escada lodo, os dias.
Iguarassu*, Goyauna e Parahyba as segundas e
sextas-fciras.
Santo Anlo, Grvala. Becerros, Bonito, Caruaru',
Altinho e Garanhuns as Ierras feiras.
Pao d'AUo, Nazarclh, Limoeiro. Brejo, Pesqueira,
Ingazeira, Flores, Villa Bella, Tacaratu', Cabrob,
Boa Vista, Ourirury e Exu* as quartas feiras.
Sermlieni, Rio Formbso, Tainandar. Una, Barrei-
ros, Agua Preta e Piuienteiras as quintas feiras.
Ilha de Fernando todas as vezes que para ali sahir
navios.
Todos os estafetas partem ao '/ da.___________
EPIIEMERIDES DO MEZ DE JULHO.

4 La cheia as 3 horas, 20 ni. e 22 s. da m.
7 Quarto ming. as 1 h., 3 ni. e 20 s. da t.
15 La nova as 7 h., 28 m. e 20 s. da t.
23 Quarto rese, as 6 h., 7 m. e 24;s. da t.
PREAMAR DE BOJE
Primeira aos 30 minutos da da tarde.
Segunda aos 54 minutos da manha.
l'AiVUA 1MIS VAl'UHL (J'hlblttOh.
Para o sul at Alagoas a 8 e 23; para o norte at
a Granja a 7 e 22 Je cada me.; para Fernando nos
dias 14 dos mezes de jan. mare., maio. jul, set. enov.
PARTIDA DOS MNIBUS.
Para o Recife : do Apipueos as 6'/,. 7. 7 >/2, 8 e
8 '/ da m.; de Oliada as 8 da m. e 6 da tarde de
Jaboatao as. 6 '/t da ni.; do Caxang c Varzea s 7
da ni.; de Bemflca as 8 da m.
Do Recife : jara o Apipueos as 3 '/j. *, 4 /*, i '/*,
5. 5 Vj. 3 '/ e 6 da tarde; para linda s 7 da
manha e 4 V_ da Urde; para Jaboatao s 4 da tar-
de ; para Caehang e Varzea s 4 V? da tarde; para
Bemfiea as i da tarde.
AUDIENCIA DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commerco: segundas e quintas.
Relaeito: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda : quintas s 10 horas.
Juizo do eonimercio: segundas s 11 horas.
Dito de orphaos: tercas e sextas s 10 horas.
Primeira vara do civel : tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados a 1 hora
da tarde.
DIAS DA SEMANA.
6 Segunda. S. Domingas v. m.; S. __ piof.
7 Tena. s. Polelieria v. hraer-rU.
8 Quaita. Ss. Procopio e l'riseilla nim.
9 Quinta. Ss. Cyrilllo e Brido bl>.
10 Sexta. S. Silvano ni.; S. Bianor h.
11 Sabbado. Ss. Sabino e Silvano inm.
12 Domingo. S. Joao Gualberto ab.; S. Jaon
ASSIGNA-SE
no Recife. em a livraria da praca da Independ.ivfe
ns. 6 e 8, dos proprietarios Manoel Figuejrua d
Faria & Filho.
PARTE OFFICIAL.
HIXISTERIO DA JUSTINA.
Relatorio qne S. Em. o Sr. ministro da justira de"
>a apresentar na terecira sessiio da decima-pri-
nii'ira legislatura.
Augtistos e dignissimos senhores representantes
da nacao.Venho, em cumprimento da le, apre-
sentar-vos o reatorio da reparticao meu cargo,
referindo os fados mais notaveis que se deram du-
rante o intervallo decorrido da ultima sessao, c
ininistrar-vos informaccs sobre aquellos objectos
que me pareceram mais dignos de ocecupar vossa
illusirada atteneo.
Tranqnillidade publica.Seguranca individual.
A ordem e a tranquillidade publica nao soffre-
ram a menor quebra durante o periodo de que
vos estou dando conta, e, gracas a Deus, nao ha
previsao ainda remota de que ella possa ser alte-
rada no futuro.
Se causas econmicas, que sao conhecidas, nao
honrasara tao directamente influido no imperio,
liara de algum modo perturbar suas relacoes agr-
colas, industriaes c commcrciaes, poucos paizes de
certo offereceriam mais brilhante perspectiva. Re-
movidas essas causas, como de esperar, a nac, ao
correr rpida pela senda do progresso, da pros-
peridade e da civilisacao.
A pralica das instituieoes liberaes, que nos ou-
torgou a eonstituioao poltica do imperio, tem de-
monstrado que nao ha aspiracao legitima, ambi-
gao generosa, que nao tenlia direito a manifestar-
se e certeza de triumpho, se a opiniao geral a fa-
voreee. A vida publica est franca todos, c a
vi. la publica | a expanso de todas as forcas so-
ciaes. de todos os interesses individuaos, que por
liin ronstituem o grande interesse nacional.
No rgimen da liberdade, do que felizmente go-
samos, o progresso nao carece de tutella, a dif-
liculdadc est em que o estado, o governo se dei-
ie substituir na oconomia geral pela actividade e
pela intelligencia particular. Vingarao somenteas
ideas litis, convenientes c generosas; os sentimen-
tos egosticos, damnosos c prejudiciaes serd infal-
livehncnte suffocados.
Franqueza na misso do pensamento, franqueza
e lealdade no exame e discussao; e o julganicnto
ha de ser por torca justo, porque ajuslca o pr-
ximo interesse e gloria do juz, que o povo,
naci, Sao estes os maiores beneficios da liber-
dade.
O povo brasileiro, por dolorosa experiencia, re-
conheceu que nao sao os meios materiaes que do
prompto e seguro triumpho s ideas; c actualmen-
te, abrigado a sombra das instituieoes monarchi-
co-representatvas, espera do tempo e da perseve-
ris-a os lienelicios que se julga com irrefraga-
vel direito: confia as lutas pacificas da opiniao.
Este estado geral de tranquilidade tao lisongei-
i o. tao seguro, quasi foi destruido por urna cir-
eumstancia imprevista e deploravel, que se deu
nos ltimos dias do anno passado e nos primeiros
do crrente. Fallo do conflicto que com o gover-
no do Brasil suscitou a iegacao de S. M. Britlan-
nica.
Nao me compete expr e apreciar as causas que
Un' deram origem, o modo porque foi apresentado.
as violencias que se sepuirain, e a posicao que em
tao nave emergencia .toraou o governo" brasileiro,
se nao para oppftr forca injustissima aggressao,
au minos para conservar-se na altura de repre-
sentante de urna nacao, que tinha por si direito
universal.
Empresenta dos attentados commettidos, c na"]
previsao de outros, o governo imperial depositou
sua mais plena confianza na justica da causa, e
no apoio unnime que encontrou no povo brasi-
leiro.
Nesses dias de tristissima recordagao, nao foi
fcil a tarefa do governo. Ao passo que devia re-
K'llir com energa as aggressoes que vinham da
gago britannica, e patentear a sua injustiea e
violencia, "inha necessidade de acalmar o espirito
nacional exaltado e justamente indignado, prove-
nindo factos que deveriam importar maiores males.
Mnito vantajosa foi na occasiao a franqueza de
que usou o governo, e jiela qual conquistou a con-
Danca da populagao desta capital, demonstrando
que "eslava com ella identificado nos sentimentos
de patriotismo e dignidade que a annnavam. E
anda urna vez deu essa populaeao o incontestavel
testemonbo de sua civilisacao;*tantas e to fortes
provocaedes nao a demoveram da deliberagao que
lomaramanifestar o $eu pensamento c apoiar o
governo que servia de fiel interprete de seus sen-
timentos generosos e patriticos.
A ordem nublica licou nesses poneos dias aba-
lada, mas nao foi perturbada, gracas ao auxilio
one ao governo prestaram os cidadaos mais gra-
dos da sociedade, que se fizeram os ajiostolos da
ordem. os conselheiros da confianca, os agentes do
governo no intuito de nao consentir que os ni-
mos agitados ultrapassassem os limites da pruden-
cia. actos, eujo alcance a humana previsao nao pode-
ra calcular.
O apoio que o governo encontrou na capital do
impeno, ufana-se de haver igualmente obtido as
provincias, em todas as localidades que cliegou
noticia dos factos. O patriotismo patenteou-se em
toda a parte, manifestando-se por felicitagoes, por
olferecimentos de servicos pessoaes e donativos.
Na provincia de S. Pedro do Rio-Grande do Sul,
a imprudencia de um dos redactores do jornal al-
lemao que ali se publica com o titulo del)nitsck
/.iIii.kj, |>oz em abalo a tranquilidade publica,
fazendo estampar por occasiao de referir os acon-
teeinientos desla capital, um artigo que se julgava
injurioso ao carcter nacional dos Brasileiros.
Nacionaes e estrangeiros, se declararam contra
a gazeta; alguns disturbios se deram, mas de pe-
quena importancia. A presenta do chefe de poli-
uria, a deliberacao tomada pelos proprietarios do
jornal de despedir o escriptor, foi quanto bastou
para impedir que progredisse esse movimento, que
nao eve outros resultados. 9
A seguranca individual aindS soffre e o seu es-
tado nao agradavel, principalmente as provin-
cias de Minas, Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco
e liki-Grande do Sul.
Sao conhecidas as causas que influem directa-
mente para o augmento na perpetracao de crimes.
Os cnefes de polica sao unnimes em attribui-
lo principalmente falta de educacao moral e re-
ligiosa, deficiencia de foro,a que auxilie a autori-
dade na perseguigo dos criminosos, fraqueza
das prisoes, ao patronato dos particulares c in-
dulgencia dos jurados nos julgamentos.
essas causas geraes devem acrescentar-se ain-
da outras, que me parecem dignas de especial at-
tencao.
Muitas emprezas tem sido iniciadas no amperio
o est em pleno andamento.
A falta de bracos que geralmente se sent, obri-
pa os emprezarios a procurar fra do paiz os tra-
balMadores que aqui nao encontram, e, como na-
tural, nao ha ahi a melhor escolha no tocante
moralidade. 0 mesmo acontece respeito do9 es-
trangeiros que vm para a lavoura titulo de co-
lonos, e peior ainda jpelo que toca aos que chegam
com destino ao serwo das cidades e ao domesti-
co. A maior parte delles traiem como principal
ambicio enriquecer com pouco trabalho, para vol-
lar em breve patria; poucos se destinam vida
rstavel de proprietarios modestos e regrados. Esta
populaeao variadissima em religio, em naciona-
lidades, em costumes, nao encontram as cidades
e mesmo nos campos, a polica activa e severa
que eslava acostumada e que constantemente pe-
fnksobre ella; entra em plena e ampia liberdade
quasi licencia. O desejoardente de enriquecer e a
uia educacao fazem o resto.
1860 1861 1862
476 494 579
154 140 17S
719 431 538
81 103 147
4o 48 47
J
Por outro lado, a escravidao e principalmente a
transferencia que em tao larga escala se fez de es-
clavos do norte para o sul, em procura dos altos
precos por quo sao aqui pagos, nao tem sido causa
menos abundante de crimes contra a pessoa. Os
i rigores da lei do 10 de junho de 1853, a exprien-
1 ca o tem demonstrado, nao do os resultados que
delles se esperavam.
Segundo as informacoes recebidas no anno de
' 1862, augmentaram em numero os crimes de ho-
micidio, tentativa de homicidio, ferimentos e rou-
bos. Comparados com os dos tres annos anterio-
1 res encontra-se o seguinte:
1859
Homicidios....... 423
Tentativa de homicidio 109
Ferimentos....... 151
Roubos......... 65
Resistencia....... 38
Os nossos trabalhos estatisticos resentem-se
ainda de tantos defeitos, o que nao de admirar,
que de semelliantes dados nao se pode concluir
que em 1862 se commetteram mais homicidios,
por exemplo, do que em cada um dos tres annos
anteriores. Muitas causas podem influir para este
resultado, e urna que becorre inmediatamente, 6
que a accao das autoridades policiaes vai-sc tor-
nando todos os dias mais activa, mais vigilante, e
por conseginte sube melhor c com seguranca os
crimes que se vao commettendo, ainda que em
muitos casos nao chegue a conhecer os criminosos
e leva-Ios aos tribunaes.
Se nao lisongeiro o estado da seguranca indi-
vidual, tambem nao desanimador, e com severi-
dade e constancia chegaremos em prximo futuro
ao estado das na^oes mais policiadas.
Moeda falsa.
Depois da perseguicao que aos moedeiros falsos
tem feito em Portugal o vice-consul brasileiro no
Porto, nao consta ao governo que se naja tentado
nenhuma espceulacao de vulto para a falsificacao
da moeda brasileira e dos papis de crdito que
entre nos correm como tal. Constantemente vi-
giados c perseguidos, os mais audazes criminosos
ou se acham presos, ou fra dos lugares em que
lhes eram facis os meios para levar a effeito suas
intencoes criminosas.
O governo reconhece, porni, a necessidade de
continuar vigilante; o enme de falsificacao per-
petrado fora do paiz offerece grandes vantagens e
pouco perigo, que recahe principalmente sobre .o
introductor, o qual tem todava meios de escapar
a acgo das leis. Nao faltar pois quem queira
tomar o lugar de insignes falsificadores que por
agora cstao impossibilitados de continuar no cri-
me.
Alguns processos de moeda falsa tem sido ins-
taurados no imperio, e nao consta ao governo que
em nenhum delles tenha havido decisao menos
justa. A polica tem sido vigilante, c os juizes de
direito severos: todos tem cumprido o seu dever.'
Os processos de que fallo nao revelam a existen-
cia de grandes fabricas dentro ou fra do imperio:
parece antes que sao restos das emissoes passadas
ou especula;oes de ratoneiros pouco amostrados e '
dispondo de meios minguados, como se expressou
o meu antecessor.
O governo nao desconhece a gravidade do mal e
est determinado a nao poupar esforos para re-
primido, se nao puder preveni-lo.
Trafico de Africanos.
Depois do ultimo relatorio nao se deu facto al-
gum de trafico de Africanos, ou que pelo menos
revelasse tentativa ou mesmo desejo de emprehen-
dor importacao de escravos no imperio.
O governo est informado de quanto se faz na
'costa da frica em favor do trafico, sabe quaes os
agentes que all estao para esse fim, mas nenhuma
providencia especial tem tomado por estar igual-
mente informado que as especulacoes tem outro
destino que nao o imperio do Brasil. Alm disso
o governo deposita plena confianza as autoridades
do litloral e est certo que qualquer tentativa de
crime ser seguida de immediata repressao.
No empenho de cumprir com lealdade os deve-
res que contrado, o governo tem facilitado a con-
cessao de cartas de emancipadlo aos Africanos li-
vres, e espera que em breve tempo esuirao eman-
cipados todos os existentes.
Como as ultimas importagocs tiveram lugar em
1852, |o governo prepara-se para em 1866, anno [
em que terminaiii os quatorze marcados pelo decre-;
to de 28 de dezembro de 1853, lomar una medida
geral que assegurc a emancipacao a todo que par-
cialmente nao a tiverem requerido e obtido.
Insisto na necessidade de, por meios indirectos,'
fazer que os senhores dos escravos, que actual-:
mente vivem as cidades mais populosas e mariti-
mas, os mandem para, os lugares onde a lavoura I
est reclamando os seus servicos.
O meu antecessor no relatorio passado Iembrou
a proposta amiga do imposto progressivo, e a de-
signado do numero de escravos que cada indivi-
duo possa ter: este e quaesqiior outros meios in-1
directos devem ser quanto antes empregados para
que a populaeao escrava tome a direceo dos es-
tabelecimentos agrcolas.
O servico domestico as cidades j se vai fazen-
do com criados livres, e para que este servico se-
ja adoptado com vantagem mutua do amo c do
criado, necessario estabelecer algumas regras
que o regulom, nao bastando para isso, pois que
esae nao foi o seu fim. nem a le de locacao de
servico nem as disposicoes do cdigo comniercial.
Administrarao da jitstica.
Tratando dcste objecto, nao posso deixar de cha-
mar a vossa mais seria attencao para a sorte da
magistratura brasileira, Ilustrada, integra e so-
bretudo resignada.
Melhorar os vencimentos dos magistrados, que
ainda hoje sao os mesmos que se estabeleecram
em 1850, e cuja insufflciencia por todos reco-
nhecida, necessidade urgentsima. Pela exi-
guidade dos vencimentos crexem as difflculdades
para o governo no provimento dos lugares de jui-
zes municipaes, nao encontrando hachareis que se
Sueiram sujeitar ao tirocinio, e ao mesmo tempo
esfalcar o seu patrimonio particular, ou contrahir
empenhos.
Na proposta que ti ve a honra de apresentar-vos
0 anno passado procurou o governo occorrer a es-
sa necessidade, e com quanto as circumstancas fi-
nanceiras do paiz imponham como indeclinavel de-
ver a mais severa economa, nao posso todava
deixar de insistir pelo augmento da despeza que
resultara da elevacao dos vencimentos dos magis-
trados, medida indispensavel para a boa adminis-
traco da justica.
Sem prescindir da discussao da lei hypothecaria,
reclamada instantemente pelo estado da nossa
agricultura, como a base principal em que ha de
assentar o crdito territorial, de que tanto carece-
mos, embora esta parto de direito civil tenha de
ser tratada no projecto de cdigo que se est or-
ganisando, nenhuma outra modificado ou reforma
me parece epportuno iniciar-se.
Os trabalhos do cdigo esto adiantados,e se nao
falharem as nrevisoes do seu autor provavel que
estejam concluidos no fim desie anno para ser sub-
mettido ao juizo e apreciacao da commissao que
deve ser nomeada. 0 governo ainda nao usou da
attribuigao que lhe foi conferida para fixar o pre-
mio que, segundo o contrato, deve ser concedido
ao jurisconsulto que tomou a si empreza de tanta
importancia.
Se, pelo que respeita a legslac^o civil, propria-
mente dita, o governo se abstem de qualquer pro-
posia. nao acontece o mesmo no que toca orga-
nisaco dos juizos e tribunaes, e j teve occasiao
de expor-vos neste assumpto as medidas que lhe
parecem mais convenientes, e cuja adopcao, creio,
muito memorar a administrarao da justica, at-
tendendo brevidade nos julgamentos sem que-
i bra das garantas lndispensaveis para que sejan
1 Justas.
61 do mesmo co-
Na proposta que tive a honra de apresentar-vos cias o caso donon bis in idem mas tendo toda a
consullei a opiniao dos homens amestrados na ad-1 applicafao o que disiioe o art. "
niinistracao, e tomei por ponto de partida para a digo,
organisacao da magistratura de primeira instancia
as ideas desenvolvidas por meu antecessor
A primeira opiniao funda-se somente na defi-
nigo de estupro, sustentando os que a seguem
queestupro a copula forcada com virgem e
que portante havendo defloramento, a forca
elemento obngatorio deste delicto. As consequen-
cias e ina^oes que dessa definicao se ram nao
tem outro valor seno o que delta dimana, e sao
como ella defetuosas e falsas.
Os que ignorara
as do art. 224, pois seria absurdo punir com penas
mais severas semelhante delicto, que, sem o ele-
mento violencia de inferior gravidade.
Se no estupro com violencia ha somonte um cri
me, o delnqueme nao pode ser condemnado com
as penas do art. 219, porque a essas smente est
sujeito o reo de estupro simples, voluntario ou
consentido, nao podendo supi>or-se que o legisla-
dor punisse o delicio menos grave, e omittisse o
mais digno de castigo severissimo. Sendo portante
a violencia, neste caso, elemento do crime de deflo-
Os que ignorara a terminologa do direito, ou ramento, e nao da copula, visto que seria o maior
os que malvolamente querem inquinar a decisao dos arbitrios punir como violencia semelhante co-
no re-
latorio do anno passado.
Adoptada esta parte da proposta, resultaro van-
tagens que me parecem de grande alcance. Nao
ficarao entregues aos juizes municipaes, ordinaria-
' mente novis no estudo e pratica da jurispruden-
cia, as decis5es dos pleitos, salvo em casos muito
especiaes e restrictos: elles s se oceuparao do
1 preparo das causas, que devem ser definitivamen-
te julgadas pelos juizes de direito, os quaes do dada, poderao sustentar a curiaidade de seme- pula.
. sem duvida maior autondade aos julgamentos. E' Ihante definicao, que nenhum cdigo penal an-, A doutrina do aviso explicou perfeilamente o
, de crer tambem que cessem as interinidades: c tigo, ou moderno, autorsa, e nem jurisconsulto pensamento do legislador brasileiro, quando na
; quando, o quenaq o de esperar, continuem, as algum de autoridade em jurisprudencia crimi- seceo 1' do capitulo 2 do titulo 2 do od. Criin.
subslituicoes nao sao tao sujeitas a abusos que ac- nal. ;. .. F Iclassificou sob a denominacao de estupro certa
tualmente se dao com escndalo dos homens de A distincfao enjre estupro simples ou volun-' ordem de delictos contra a seguranca da honra,
v? JUS,l5a- ,ano' e.- e_stuprfr violente ou forcado encontra-se em que interveriam como pacientes individuos do
| Na parte criminal, a organisacao adoptada na na Iegislacao a mais amiga e veneravel da anti- sexo feminino.
proposta tende principalmente a separar as func- cuidade, que a mosaica. Na Iegislacao romana, I O legislador considerou estes delictos sob dous
coes da polica das^da justica. A pronuncia e ac- donde nos veo palavra
to de Justina, e como tal ficapertencondo aos juizes saliente a disti;
de direito. a lei Julia de adu
palavra estupro, anda mais
;2o, seja na legislagao anterior
aspectos, graduando as penas conforme os ele-
. mentes empregados na penielracao, a sedueco
a le Julia de adulteri, seja posterior. ou a violencia, o artificio ou os meios brutaes.
b esta a mea em que mais divergentes se tem Pela palavra estupro, sempre se entendeu o coi- Todos os arligos desta seccao sob a inscripcao de
, mostrado os espirites o que maiores debates tem. to inicito com ou sem violencia, e tanto assim era Estupro tem por fim'punir este criineV seja
suscitado entre os defensores e impugnadores da que Cicero no seu tratado de officiis, referindo-se praticado com muucr virgem, seja com qualquer
le de 3 de dezembro de 1841. Boje parece .me a ao estupro de Lucrecia, usa da seguinte exprs- mulhcr honesta, seja com prostituta.
?'!!. '\ i^bl'^Ta S25 tn"mPh?.- .c co s? \Itrrta per vim oblatum stuprum marte Quando o estupr praticado por meio da se-
tSSJ yPM^po.qMftinctBee da polica das da voluntaria liut expiessao de que se nao serve' duccao, o legislador limita-se a punir quando a pa-
quando trata do esnipro de Clodio com sua irmaa, cicnte menor de 17 annos (arts. 219, 220, 221 e
justica, o principio que melhor concorda com o
; respeito devido liberdade individual, que a cons-
, tituicao quiz garantida e abrigada dos attentados
de que pode ser victima.
Algumas providencias ainda se encontram na
proposta, tendentes a melhorar o processo crimi-
nal, e que actualmente tem por si a quasi geral
opiniao daquelles que tem feito estudos sobre a
materia; o devo confessar que a maior parte dol-
as tem sido Icmbradas por meus antecessores, cu-
jas opinioes nao sao suspeitas, por seremdo nume-
ro dos que com mais galhardia defenderam as dis-
posicoes da lei de 3 de dezembro de 1841.
A adopcao da flamea provisoria que se presta
immediatamente pnsao para evitar aquello, que
quer e pode afiajicar-se, o vexamc da reclusao
quando a lei nao o exige, me parece indispensavel
ainda em respeito liberdade individual.
A esta providencia prende-se naturalmente a du-
vida que suscitou o iuiz de direito da primeira va-
ra crime da corte. O Dr. Manoel Elisiario de Cas-
tro Menezes, e que ainda nao foi resolvida, por pa-
recer ao governo que a solucao excede de suas at-
tribues.
A questao foi assim posta:
O pronunciado em crimes meramente particula-
res, que nao foi preso em flagrante, e cujas penas
consideradas conjunctamente excedera as indica-
das no art. 38 da lei de 3 de dezembro de 1841 e
art. 301 do regulamento de 31 de Janeiro de 1842,
por exemplo, o furto e o damno com circumstan-
cias aggravantes, nao tem flanea; mas se o quei-
xoso desistir, ou por qualquer motivo legal fr ton-
cado da aecusaco, flear perempta a aeco ou pas-
sar esta a justica?
Sustenlam uns que a accao deve passar a jusii-1
a, porque nessa nova entidade creada pela lei'
preiionderaram a quantidade da pena e o mal ma-!
terial e moral, c se tal entidade foi declarada ina-'
fiancavel, esta ella ex-jure sujeita ao disposto no
art 74 do cdigo o processo e art. 222 do regu-1
lamento de 31 de Janeiro de 1842. E nem pos-
sivel conceber-se que o legislador houvessc conce-
dido o mais,qual foi aprisao nesses casos,e nao
consentir o menos, nual a accusatjao por parte da
justica. 7
Outros sustenjam pelo contrario que a accao de-
ve flear perempta, por isso que, embora esses cri-
mes, se tornera inafiancavcis pela circunstancia
da sua accuniulacao, [nem por isso perderam a na-
toreza de meramente particulares; e o que o le-
gislador teve em vista especialmente foi dar par-
te offendida maior protecc.ao, sem levar esta ao
ponto de poder desonerar-se da aecusacao, para
tancar a justica nessa arena de meros interesses
particulares.
Dizcm mais que essa nova entidadeaccuniula-
cao de delictosnao se aeha comprehendida no ci-
tado art. 74 do cdigo do processo, alias nao alte-
rado pela lei de 3 de dezembro de 1841; e que, dc-
vendo considorar-se o art. 301 8 do regulamen-
to de 31 de Janeiro de 1842, como oxcepcao a re-
gra geral dada no art. 101 do cdigo, sabido em
direito que o que se dispoe especialmente confir-
ma os preceitos c regras legislativas em contra-
rio.
E demais, as regras da hermenutica jurdica,
que admittem a interpretacao extensiva, falham
completamente sempre que se trata' de restringir a
liberdade individual, ou de aggravar a situaco do
hornera em relacao s leis penaes, sendo que a dis-
posicao do art. 301 3, que manda sommar quan-
tidades heterogneas c reunir crimes, que podem
ter processo e livramento independentes, para de
negar flanea, fere a letra c espirito da constitui-
cao.
Supponha-se, accrescentam, urna aecusaco nes-
ses termos por parte da justica, e que o jury ab-
solve o reo do crime de furto e o condemna pel
de damno, dever o iuiz de direito conformar-se
com essas decisoes f O que se dever observar
quando os processos forem separados e tiver lu-
gar a aecusaco ? Scro julgados reunidos, ou ca-
da um por seu turno ? Torna-se hoje indispensa-
vel a folha corrida para a concessao da flanea, k
fim de verificar se o reo se acha pronunciado em
um ou mais delictos ?
Dizem finalmente que os sectarios da opiniao
que combatem, sao toreados, pelos seus princi-
pios, a seguir igual doutrina na hypothesc do
mesmo art. 301, 4.
O conselho consultor dos negocios da justica
deu o seu parecer de conformidade com esta ulti-
ma opiniao, c com elle concordou a seccao de
justica do conselho de estado.
Se nao fossem os meus receios de Commetter
rana usurpa^ao de attribuicocs, receios, que pa-
rece, tambem influiram no animo do meu ante-
cessor, o governo teria resolvido a questao con-
forme consultou a seccao de justica. Entretanto
em ponto to grave e de tao importantes conseT
quenrias, melhor ser que intervenha a autori-
dade legislativa.
. J se tem ponderado que o cdigo criminal nao
garanti tanto como*' devia a houra das familiasi
A revisad dessa parte do cdigo em meu com
ceno urgente, e o governo nao pode doixar de
Iembrar a conveniencia da discussao de um pro-
jecto que foi apresentado na cmara dos doputa-
dos por um dos meus antecessores, e que sem du-
vida, com algumas alterac,5es e additamentos que
o completem, ser um grande melhoramento na
Iegislacao criminal.
Por esta occasiao nao deixarei de dar-vos conta
de um aviso expedido pelo ministerio da justica a
respeito da pena com que deve ser punido o es-
tupro com violencia comraettdo contra mulher
virgem menor de 17 annos.
Seguindo a opiniao do magistrado que entao
presidia a provincia de S. Pedro |do Rio Grande
Sul e os paveceres unnimes da secretaria da jus-
tica, dectfij, depois de estudo, que o defloramento
com violencia aeveria ser punido com as penas do
art. 22 do cdigo criminal e nao courjas do art.
Duas objeccSes se Ievantaram contra a doutri-
na deste aviso sustentando uns que, havendo sem-
pre violencia no defloramento de mujher virgem
menor de 17 annos, deve o crime ser encabeza-
do no art. 219 e nao no art. 222 : e outros pelo
contrario que, havendo no defloramento por vio-
lencia dous crimes, previstos nos arts. 219 e 222,
nao devia o reo de tal delicto soffrer somente as
penas de um, por nao se dar nestas olrcumstan
attentado alias condemnavel por outros motivos, 224). Nestes artigos fez a distinccjio da idade para
c por isso Cicero o qualifica denefarium. qualilicar o que era digno de punicao.
Os escriptores de direito romano fazem esta Mas desde que tratou do attentado honra, nao
distinccao, como observa Mello Freir as suas do simples ultraje,emsumma do ultraje cora vio-
nstituicoes de direito criminal portuguez, e o Sr. lenciaque o nosso antigo direito criminal classi-
commendador Bazilio Alberto c Almeida e Souza fleava entre os crimes pblicos, toda a distinecao
na douta disserlaco ao 9o da lei de 6 de outubro de idade desapparece. O estupro punido, seja
i praticado com a donzella em qualquer idade, sela
A iegislacao portugueza, desde a mais remota com a mulher honesta, seja com a proitula, ainda
antiguidade, perfeitamente distingue essas diffe- que neste ultimo caso a penalidade Inferior,
rencas, chamando-Russo o que hoje chamamos Sendo o estupro qualquer ultraje feito honra
tercamente ou estupro sem violencia, conforme o de una mulher, seja ou nao donzella, que se ele-
at testa r r. Joaquim de Santa Rosa de Vterbo no va a attentado quando para consumado se empre-
Elucidano. ga a violencia, viste que nao se pode tomar como
As ordenacoes Alfonsinas, Manuelinas e Felip- equivalente de defloramento, punivel quando a pa-
f mas sao accordes nesta distinecao. A ord. do cente menor de 17 annos. Conseguintemente
c>''a *" e.xPrime-se assm : I entendeu bem o legislador quando, no caso do for-
E toda esta lei entendemos em quellas que camcnto, nenhuma distinecao fez quanto a idade e
verdadciramente forera forgadas, sem darem ao posicao da paciente, julgado, como julgou, que a
feito algum consentimento voluntario.' justica social eslava satisfeita com a punicao que
A mesma distinecao se nota na lei de 6 de ou- decretou no art. 222, pois nao havia um s objecto
tubro de 1784, que providencia sobre as querel- a garantir, mas dous a honra e a pessoa ; e
las de estupro, donde foi extrahida a doutrina que foi por isso que correu tambem em soccorro da
se acha no nosso cdigo criminal. prostituta.
Eis oque se l no 9 ns. 1 e 2. l Parece-me, por tanto, que a decisao ministerial
Bei por bem abolir e extinguir a querella de nao pode ser atacada como um arbitrio ou viola-
estupro, que pela ord. do liv. 5 til. 23 compete s c*o da nossa Iegislacao : ao contrario, os principios
muflieres virgens que se deixam corromper por all detinidos esto "de harmona com os consigna-
sua vontade. E mando i dos na Iegislacao criminal codificada, e com as
1. Que nenhuma derlas, excedendo a idade de doulrinas do direito penal antigo e moderno.
17 annos completos, ainda que tenha contrahido: Direi mais, a nossa Iegislacao actual a antiga
esponsaes, possa por esse motivo ser ouvida em consagrada as disposicoes" da lei de 6 de outubro
juizo, excepto o caso em que seja real e verda- de 1784 9, menos a penalidade, que foi minora-
deiramente toreada. da, conforme o permittia o estado da nossa socie-
2. Porm, sendo a corrupta menor de dade.
17 annos, attendendo-se a que a inconsideraeao O distinelo jurisconsulto Mello Freir, em suas
que ordinaria antes da referida idade, para evi- instituieoes de direito criminal portuguez, til. 4
tar a sua ruina, por isso mesmo aggrava o crime 16 c til. 10 10 exprime-se desta sorte a respeito
de seductor ; i do estupro, segundo a antiga Iegislacao:
Ordeno que, ou querellando ella nestes termos,; Stuprum violentum tam famince honesta;, vir-
n seus pas, tutores ou curadores, seja o seductor gini aut vidua; quam merelrici illatnm, capitule
condemnado criminalmente as penas arbitrarias crimen est. Ord. do liv. 5. til. 18, Man 14, afr. 16.
na sobredita forma, c alm dellasno dote, que lhe Stuprum simplex, hoc est, voluntan um, locum
corresponder, segundo a sua condico e qualidade, Me nullum habet, cum ad vim publicam vel priva-
licandoem vigor as disposicoes e penas da ord. tam non pertineat.t
do liv. 5 tiL 23 e na lei de 19 de junho de 1775, Por aviso de 21 de Janeiro deste anno se deter-
pelo que pertence ao caso deestupro volunta- ininou que os cliefes de polica nao concedessem
n ~uC l)roni,)i<'a ,0^a c qualquer interpretacao, passaportes a individuos, que sahissem para fra
queso lhe pretender dar em contrario. do imperio na qualidade de criados,'sem que os
O cdigo penal portuguez de 1852, nos arts. 371 respectivos amos se obrigassem, por contrato, ao
a 374, confirma essa distinecao, graduando a pena- pagamento de sua passagem de volta.
1 idade, segundo o estupro voluntario, semples ou Esia medida foi tomada com o fim de proteger a
consentido, e o violento ou toreado (f orcamento. sorte daquelles que, deixando o paiz na condico
JSao ha um s jurisconsulto de direito criminal, de criados, abandonados pelos amos, ficam expos-
nao ha umas Iegislacao, que nao estabelooa se- tos miseria em lugares extranhos, pesando sobre
melliante differenca,_ aconselhada pelo bom senso, o estado as despezas de transporte que de taes in-
autonsada pela razao e pelo direito. Porque nio- dividuos se fazem, como muitas vezes j tem acon-
tivo so a nossa Iegislacao se apartara della ? I tecido.
ar vSPIvm faan10Z .firnia essa *J2frina.P08 Alias tao conveniente e necessaria, ella foi cen-
^w.-.a' r n0 art:.u0 tambem sarada como um artibriodo governo, embaracan-
LTr. g%i ',,esmo.,fazem os cdigos genebn: do a liberdade dos contratos, e impondo um onus
,a( L. ,i', u .naPou,ano ^^ 336 e M7) ue e sobremodo pesado aos cidadaos que quizessem via-
^LTIXSL1?01-~ .... 'jarfrado inqierio, seja como^ amos, seja como
benao lundada na boa razao c nos principios in-, criados >
concussos do direito essa distinecao, visto que o
legislador brasileiro, compilando a doutrina con-
sagrada no 9 da lei de ,6 de outubro de 1786,
modificando apenas a penalidade, nao se esque-
ceu de punir o tercamente ou estupro violento,
crime muito mais grave que o simples defloramen-
to, nem deixou na lei o absurdo de que o forca-
mento de mulher virgem maior de 17 annos nao
era punido, sendo smente o coito com qualquer i .
mulher honesta, e ainda com a prostituta art. 222 das ')ar,es-"" daT do ftado' a 'ntervemao do
e 223) desde que o delinquente provasse que a es- 1.' sena (condemnavel, porque em taes cono
tuprada era virgem > ^Cups. as vantagens da liberdade dos contratos sa-
- Nao me demorare! em examinara opiniao de'. toIa.s A110 su!GremPA^ nconve^.enAes: _^
que, dando-se no defloramento sempre a violencia,
nao se pode estabelecer a distinecao de estupro con-
sentido e toreado, porque nao de tal violencia que
Na relacao da corte fallecen o desembarpador
Francisco de Paula Monteiro de Barros, coja vaga
foi preonchida jiela remocao do desembargadoi
(iietano Vicente de Almeida, da relacao da Babia
sendo nomeado para substituido jiz de direit-
Jos Ricardo de S Reg.
Na Bahia fallecen o desembargado!- Manoel Joa-
quim da Silva Brito, e para a vaga que oVixou Un
nomeado ojuiz de direito Bernardo Machado ti
Costa Doria, ao qual so deu excreicio na relacao V
Pernambuco.
O lugar que na mesma relacao deixou o conse-
lhoiro Manoel Messias de Leao* nomeado ministri
do supremo tribunal de justica, foi pn-enchido pete
juiz de direito Antonio Gonclves Martins.
Para a presidencia do tribunal, que era ocenpa-
da pon referido conselheiro, fui nunieado o des^m-
bargador Joo Joaquim da Silra, que servia romo
procurador da cora.
Na relacao de Pernambuco deu-se urna vaga pHo
fallecimento do conselheiro Agostinho ErmeiiiKte
de Leao. que era o presidente do tribunal, a qual
foi preonchida pelo desembargad Alexamdr-
Bernardinodos Reis e Silva, removido da rebro
do Maranhao para a de Pernambuco.
Para supprira vaga que naquclla relacao deixou
este desembargador fui nomeado o juiz de direito
Francisco Jorge Monteiro.
Os trabalhos da relacao no decurso do anno de
1862 esto consignados no mappa annexo.
TRIBI'NAES DO COMMERCK).
PARTE ADXIMSTBATIVA
Tribunal da corte.
O presidente deste tribunal, dando t.'st.munho
da regularidade com que elle funecionou durante,
o anno passado, louva ozelo eassiduidade dos seus
inembros.
Em 12 de dezembro do anno passado, reuni-*-
0 collegio commercial para eleger os deputadus e
supplentes que baviam Andado o quatriennio. Fal-
lccondo logo depois um dos eleitos, foi de novo
convocado o collegio, que se reuni no dia de Ja-
neiro deste auno.
Matricularam-se e tiraram cartas 146 commer-
ciantes, sendo 47 Brasileiros, 75 estrangeiros e 24
firmas sociaes.
Foi annullada a matricula do um negociante.
Foram nomeados para a praca do Rio de Janei-
ro 4 correteros, sendo 3 de fundos e 1 de merra-
dorias; 3 agentes de loilOes, sendo 2para amem
praca, e 1 para a Parahyba do Sul.
Foi apnrovada a nomeaco de um preposto de
agente de leudes para a praca do Rio-Grande do
Sul.
Matriculou-se o tirn alvar um administrador
de trapiche nesta corte.
Foram nomeados dous interpretes.
Matricularam-se e tiraram cartas de registro 2H
embarcaces cora 6,785 toneladas a saber: 3 va-
pores, 1 galera, 2 barcas, 3 bergantins, I hrig*.
escuna, 8 patachos, 2 escunas, 1 sumaca, 6 hiat--
e 1 lancha.
Obtiveram novas cartas por mndanca de pro-
prietarios, de armaco e do nomos, 25 embarran-,
ja matriculadas.
Foram rubricados 1,353 1\tos, sendo 1.302 sel-
lados no tribunal, 41 no thosouro o mesas de ren-
das. Nao foram sellados 10, a saber: 8 da secre-
taria e 2 de casas de dar dinheiro a premio.
Lavraram-sc 82 termos-, sendo 53 de responsalx
lidade de embarcaces, 17 de juramento, I de AVI
depositario, 5 de recebimenlo de livros e documen-
to-. 2 de flanea e 4 de desistencia.
Expediram-se 3 cartas de nhabilitacau de rom-
merciantes e 3 airars de moratoria.
Foram julgados 15 processos, -endo 4 de mora-
toria, 4 de rebabilitacoes de commercianles. I de
destituirlo de liquidante, 2 ib- multas a trapi-
cheiros,"2 de multas a armadores de embarcaces.
1 de cumprimento de moratoria e I de recurso da
conservatoria da provincia de S. Pedro do Rio
Grande do Sul.
Ficaram pendentes 12 processos: I de desisten
cia de liquidante, 5 de rehabililaco de cunimerri
antes, e 6 de multa a armadores de embarra-
Coes.
Foram registrados 816 documentos, a saber
escripturas sociaes em nomo colb-ctivo 378. em
commandita 68.de dissoluco de sociedades W1, de
hypotbeca 4, de autorisacao para commerciar 3,
antennpciaes 14, nomeacr>.'s de raixeiro- t guar-
das-UvrOfl 99, titulo de de"s|iachanto geral da a'ifan-
| dega 1, contas de fretamento 3, crditos martimos
34, carta imperial concedendo alfandegamento a
! um trapiche 1, cartas de dotaco 2. titulo de -.-.)
Nao ha duvida que, na medida adoptada pelo go- e traspasse 1, convenios 6, emiratos de locacao de
verno, a liberdade dos contrates um pouco limi- j serviras 2. documenlus nao especificado- :i.
tada, mas esse limite, alias em proveito da parte Arrecadou :
menos favorecida, mais exposta aos perigos que a Multas............................. I OOWOO
medida arautella, tem um fundamento superior ao Emolumentos da secretaria......... 12:9804360
interesse resoltante da liberdade dos contratos. -------------
Se esta liberdade, cujos privilegios se invocara, 14:1804360
nao dsse em resultado seno o prejuizo de una I -------------
' Despondeu, comprehendendo o
aluguel da casa do juizo com-
mercial.......................... 5:582*01!
Saldo...................... 8:598*349
trata a le, mas de outra que digna da punicao a
maissever. A victima pode por sedueco ser vo-
luntariamente arrastada a consentir nessa violencia
natural e indispensavel para que se verifique o de-
floramento, e bem assim a deixar que a contra
gosto seu se pratique o acto.
Demonstrada a distinecao entre estupro volun-
tario o forcado, parece-me que cabe a objeceo que
Contesta a conformidade da doutrina do aviso em
questao com a lei. ,
A outra objeceo admiti a distinecao entre estu-
pro voluntario e toreado, mas pretende que na hv-
pothese do segundo o delinquente esta sujeitoa
duas ordensde penas, visto como se dao dous cri-
mes de naturaza diversa, segundo a nossa legisla-
Cao penal, um (o defloramento) castigado com as
penas do art. 219 do cdigo criminal, e outro (a
copula com violencia) punido com as penas do ar-
tigo 222, *nao podendo nesta hypothese ter cabi-
mento a re^rra de direito wo bis in idem, por isso
Sue nao sao idnticos os elementos constitutivos
o crime, nao tendo entre si nenhuma co-rela-
cao.
Esta objeceo especiosa, e a admittir-se semo-
Ihante doutrina, que nao exacta, porquanto am-
bos os delictos ainda assim considerados tem, um
elemento commum por onde se prendem,o ultra-
je feito honra, alm de outros caractersticos
que os tornara da mesma especie, como bem os
classiflcou o legislador brasileiro sob a denomina-
So geral de Estupro, o arbitrio notado na
outnnado aviso seria senao superior, igual, c da-
rei a razao.
Existindo a copula depois do defloramento, a vio-
lencia empregada pelo delinquente foi smenteJ.
para aquelle fim, e nao para o segundo, que o
resultado natural daquelle acto. Se o delinquente
punido pelo defloramento, para o qual em-
pregou a violencia, visto que este elemento nao
pode ser duas vezes invocado para ser o delin-
quente castigado pela copula, consecuencia neces-
saria daquelle facto.
E entao o_ delinquente, sendo punido pelo deflo-
ramento, nao poda s-lo pela copula, porque fal-
tava a razao de ser de semolnanto penalidade, por-
que deixavam de existir os elementos do crime, ou
repetir-seda a ponalidade do art. 219 no art. 224
do Cod. Crim. o que seria bis in idem, nao devendo
o delinquente, sem reincidencia, ser condemnado
duas vezes pelo mesmo facto.
Se a copula, na hypothese em questao, nao pode
ser qualincada crime distincto, tambem nao pode
ser castigada com as penas do art. 222, nem com
Mas na questao presente os contratantes nao i-
cam smente sujeitos a riscos e perigos seus : o
contrato do amo e criado sem a alimentaco exi Arrecadou:
gida expe o estado a despezas, a que nao deve es- Sello dos livros c das cartas de
tar sujeito, porque as desgranas a que, por qual-1 comnierciantes................... 15:955*160
quer circunstancia fortuita, estad expostos os na- Tanto esta quantia, como o saldo cima foram
cionaes que viajara fra do imperio, e que tem di- recolhidos ao thesoiiro.
reito ao auxilio do governo, nao sao da ordem des- j
la que se pode prevenir e acautelar.
Tribunal da Bahia.
Pelo relatorio do respectivo presidente se v qoe
Se pois em tes contratos est compromettido o o tribunal funoeinnou com regularidade. e qne do
interesse do thesoiro, cabe ao governo, que tem de dia ultimo do anno passado houverciuiio do coile-
prestar soccorro aos nacionaes que a desgraca ac-' gio commercial para a reeleicao de dous deaejB-
commette em paizes estrangeiros, velar para que dos e dous supplentes. Aiiauca o presidente ojoe
esses soceorros nao sejam dispendidosa individuos, nestas eleices foram exactamente observada as
que, por sua posicao social e deficienciade meios de disposicoes do decrete n. 696 de 3 de seleoM te.
vida, tem quasi certeza de encontrar fra do un- 1853.
O tribunal funcrionou regularmente darIr o
anno passado.
Eis em resumo quaes foram os seus trabalhet b.
parte administrativa:
s que ev'am ou'alliciam para criadoi, os I Negou una ivhabilitacao de coninierriaa*, por
m, logo que podem dispensar os seus ser- nao ter o reclamante obtido plena quitara sa
credores. ,
Determinou que ficassem esperadas taas at
ullimar-se o praso de 60 dias, assignados nos ronv
editaes para a apresentacao dos oppo-
perio a miseria, quando essa miseria pode ser
acautelada, nao devendo o thesouro pagar os gas-
tos da m vontade, do abandono e da perversidade
dos homens, que, aproveitando-se da boa f e igno
rancia dos
abandonam
vicos.
Esta garanta que o governo d populaeao me-
nos favorecida de meios d instrueco, nao limita a
liberdade dos contratos, que para serem solidos potentes
boa f, o interesse e
devem ter por fundamento a boa f, o interesse e entes.
seguranca para ambos os contrahentes. Entendeu o tribunal que devia adoptar esta
Urna liberdade Ilusoria nao liberdade, mas ser- pratica, dcduziadoart 607 do cdigocoaimerrial
vidao, um laco armado ignorancia, impruden-! francez, por lhe parecer conveniente em procesa*
cia o improvidencia dos que nao conbeeem os de rchabditarao de fallidos.
perigos a que vo expor-se.
Supremo tribunal de fustiga.
Os trabalhos deste tribunal durante o anno pas-
sado constara dos mappas annexos ao relatorio.
Para preencher a vaca que deixar no tribunal o
fallecido conselheiro Manoel dos Santos Martins
Vallasques, foi nomeado o presidente da relacao da
Bahia. conselheiro Manoel Messias de Leao, amera
o desembargador mais ani-Lo segundo a imueacao
do tribunal. J entrou em exercicio.
A experiencia nao me fez mudar de parecer a
respeito da parte da proposta que tive a honra de
fazer o anno passado, na qual me referia a este tri-
bunal.
RelafSes.
Adnlinio a matricula e den cartas a 16 embar-
caces, sendo, 2 barcas, 2 brignes. 5 patachos, I
escuna, 1 palhabote, i hiato e 4 lanchas, com 2,276
toneladas.
Recolheu 15 cartas, sendo do 3 barcas, t brigne.-,
i patachos, 3 hiatos, 1 sumaca c 3 lanchas, rom
2,121 toneladas.
Os fundamentos em que se baseon para fct^-te
foram: 5 por naufragio, 7 por venda, 3 porlkare-
innavegaveis as embarcaces.
Fez registrar 230 documentos, sendo 6 canas
de negociantes (7 nacionaes e 8 estraageiros e I
firma social), 16 cartas de embaroacOes, 43 ns-
| trumentos de mandado, 89 contratos de soriedajam
mereantis, 1 de sociedade anonyi&a, 11 distrajo*,
5 hypotnecas commerciaes, 13 crditos maritiaw.
E' necessidade cuja satisfcelo so nao deve adiar, 3 contratos antennpciaes, 31 nomearoes de raixei-
rauito a creacao de mais algumas relaeocs, que,' ros, 3 patentes de trapicheiros. titulo de avv
restringindo os districtos de jnrisdicoao, lacilitem liadores commcrciaes e 1 patente de afale >
aos litigantes os recursos que actualmente sao des-' leiloes.
presados pela quasi impossibilidade em que estes
se acham de emprega-los em tamanhas distancias.
Em alguns casos nao s urna donegacao de jus-
tica, que so commette, tambera urna violencia.
Depois do ultimo relatorio pequea alteracao sof-
reu o peasoal das quatro relacoes existentes.
Arrecadou-se:
Receita da secretaria............
DespeudeUj inclusive o aluguel da
Casa emusue funecionou o tri-
bunal.
778*490
1 491*1 m

na








Hpm
*
l>Urio de Per-nitiufanen fcabbado ti de Julho de i3.
Saldo.
i 28790
Este saldo fol opnonunamente recomido toe-
honrara de fazenda da provincia.
0 iribunal, aeompanhando a junta directora da
Associacao Commercial proprietarios dos estabe-
lecimentos industriaes mais notaveis da provincia;
pede que. se isente do recrutMMBlo e do servieo
da guarda nacional os operarios de fies estabele-
cimentos, a fim de que estes" se vio libertando do
trabalho servil.
(Contnnar-se-ha).
\
f

PERNAMBUCO
A-saber
Fallecen....... 1
Existem...... 388
469 >
Estrangeiros... 33 >
10
Estrangeiras... 3
Escravos...... 69 i
Escravas...... 4 >
388
ministrado, apresentarara o sen parecer,
annexo n. 6, coocluindo pela adopcSo da
forma j resolvida pela companhia, como a
mais equitativa, por destribuir melhormen-
te por todo o tempo da existencia da com-
panhia, o justo encargo da amortisacSo do
seu capital; opintao de que tambem par*
Ulna toda esta administracao.
Agora resta que avallando esta questSo
A* vigsimo ttreeiro dividendo.
Pelo que se resta a pagar..'.
A' vigsimo quarto dividendo.
Pelo que se resta a pagar...
A' vigsimo quinto dividendo.
Pelo que se resta a pagar...
A' vigsimo sexto dividendo.
Pefo que se resta a pagar...
A' vigsimo stimo dividendo.
m que se prende 4 proposta apresentada era Pelo que se resta a pagar...
SST^iT^T^\^t^ de ovembre do anno prximo passado
/ REVISTA MAMA.
Ein sua sessao de Iwntem, foi submeUido jul-
1863.
Teve baria:
Manoel Joaquim de Sant'Aima; cotte,
Ortiahio do da 10 db julho ho mjte-
rio publico:
Manoel Lino de Mendonoa, Pernambuco, 28 annos,
solteiro, Santo Antonio i tubrculos pulmonares.
Mara, Pernambuco, 90 annos, S. Jos queimada.
1 pelos accionistas Srs. Jo5o Goncalves da Pelo que se resta a pagar...
Silva, Jos Pires Ferreira, Luiz Antonio A' vigsimo nono dividendo.
O advogado -aos reos Dr. Americo Neto dcMen
doea, (ornando apalavra, offereceu a excepcao de
ineompelencia dojjuizo, urna ve* ne era particular
gamento do tribunal do jur>'o processo instaurado Joanna, escrava, Acara, 13 annos, soTlera,Reci
contra Manoel Francisco dos Praieres, Antonio fe. bexmas.
Francisco da Cuaba e Joaquim Ferroira Chaves, Donato, Pernambuco, annos, Boa-Vista; convul-
3ue haviain sido prenunciados, por rime de furto sggs.
e cavaos, no wt. 357 do cod. crim. Albino Sartins de Castro, Portugal, 16 annos, sol-
letpo, Boa-Vista ; ongestao cerebral.
Amia, scrava, 46 annos, solteira, Boa-Vista;
pnwysica.
para ter lugar a *ua intervencae, nem ainda es-1 jarea.
peciera applioavcl o ait 1ao decreto n. 1090 do | jjana Florencia do Bom Jess, Pernambuco, 48 an-
nos, casada, "S. Jos; soflrimento chronico.
Antonio, Pernambuco, 3 mezes,'Santo Antonio; an-
dina.
Bernardino, Pernambuco, 1 raez, Santo Antonio,
espasmo.
Manoel, Pernambuco, 11 mezes, Recife; denti-
cao.
1* de seteuibro-de 1860; e seado recebida a mes-
n-excepcao, *eguio-se na palavra o Dr. promotor
publico, queconveo nella, reconhecendo os fonda-
uieutos jurdicos em que assentava; visto qae em
sua ausencia do exerciew do ministerio publico
Ion requerido indevidaincnte a pronuncia e prisa
como constava do mesmo processo.
Junta a peticao de exrepco aos autos, como fura
afinal ordenado pelo -"Sr. Dr. juiz de direito prosi- HEI.ATORIO
Vieirae JoSo Ignacio de Medeiros Reg, qae Pelo que se resta a pagat.,..
a administracao considera de bora htteresse | A' lucros e perdas.
para a companhia e que n'esta assembla Pelo balanco desta costa....
tem de ser definitivamente resolvida, deter-
minis o que for de melhor, para ser tudo
levado ao conhecimento do governo de Sua
Magestade.
CHAFARIZES E PENAS D'AGUA.
Os chafarizes continuam arrematados at pe
o fim de junbo prximo, como foi declara-
do no ultimo relatorio.
A relacSo junta sob n. 7, demonstra os
contratos que se fizeram durante o semes-
tre Gndo.
At esta data tem a companhia celebra-
do 9 contratos com particulares e 5 com
diversos estabelecimontos pblicos.
MOVIMENTO DAS APOLICES.
Transferiram-se durante o semestre 382
apolices por 21 transaeces, variando o va-
lor das apolices de 53()000 600 00.
provada a excepcao puosta,
xa a culpa aos arrasados.
Terminado este incidente-, entra seguidamente
em julgamento o reo Augusto Caetano Pacheco,
pronunciado as penas do art 205docod.criin.,
em consequencia de ferimentos feitos aa pessea do
preto Francisco, escravo de D. Anna Josepha Pe-
Teira dos Santos.
O reo portuguez, rasado e vive de-ser feiter.
O ministerio publico ]>ede a sua rondeonaco no
grao mximo do art 205 do cod. crim. por baver
ni dezembro ultimo ferido graveniente aeescravo
Francisco, no momento em que Ihe opdenava que
saMttt lra o ti ahallio.
O reo havia confessado o crime perante o subde-
legado da Vanea, declarando ah que uta levado
osse acto em um momento de fatal desespero e in-
uignacao.
O ministerio publico, fazendo observar que o es-
cravo verdadeira nessoa e conserva sempre os
direitos de personahdade que nao pode abdicar,
i'oncluio por assegurar ao jury que tratava-se nes-
ta causa de reparar um delicio grave, e que alias
recahio na pessoa de um miseravei
O advogado da defeza. o Dr. Amerieo Neto de
sao de 22 de maio de 1863, pete sea vke-di-
rector Jos Jlo de iiuorim.
Srs. accionistas da companhia do Bebe-
rUM-.Em virtude do 6.a do art. 28 dos
estatutos da companhia, venho expotwos o
estado dos seus ngeocios.
OBRAS NOVAS.
Depois da reunifo semestral de 25 de
novembro do anuo passado, chegaram de
Londres os canos e chumbo encommeadados
para ali, com applicacio especial canalisa-
q5o d'agua para a freguezia dos Affoga-
dos, em conformidade do contrato celebra-
do com a presidencia da provincia, para a
construcc-o de um chafariz no largo de
Nossa Senhora da Paz d'aquella Treguezia.
Assim habilitada a aJministrago para co-
mernr esta obra contratada, deu disto parte
presidencia da provincia e cmara mu-
SCRED1T0.
Pela diflerenca do valor do
capital ao custo da empreza
^iLsii!!!e" !InI f-79fi Wem d0 pagos os dividendos em
300000
3U500
44]>aDO-
730600
890600
3640800
2:04200
67:3510611
521:8320611
Demonstraco da conta de lucros e perdas.
DEBITO.
o excedente do custo da
empreza ao capital da com-
panhia............... 35:2540444
dem dinheiro existente em
caixa nesta data......... 35:6660167
Abate-se o que se deve de
dividendos atrasados...... 3:5690000
tornado mais noMvel pelas proporjtks, gne te to- f Srs. reiadores.Digaem-K de declarar, m
mado no campo da impreoa, onde es insultos as | tive a mnima parte em ama poMiea^So, '
ameacas, e as injurias jogadas ontra os magistra-, em o seu Diario de hornean (9), sob a asvi
dos do paiz pelos ditos herdeiros, tem sido empre- e Saint Homr.
gados, como meio de obter-se decisScs contrarias Com esta pergunta e com a resporta a Vs.;
i justica e ao dircito. Se doloroso ver ah reeor-: s tenho por fim confundir aleiv
rer-se at ao juizo insultuoso do wtrangeiro, que desaffectos pouco generosos, en en lab i
pensa mal de nossa magistratura, e fereo nosso gara urna mina explorar contra miro, pan n
sentimento nacional, tambem grato adiar, aps modo desvirtuaren!, sea gei, as mmm wmm
a Injnstca, fllha da obsecacao da paixao, a reptil- serias e puras intencoaa; aiada que as soaaaalt-
sa merecida, que em termos eJoquentes c genero- volas snspeitas, propriaaie quea as gera, moma
sos vindica a honra e a boa fama dos sacerdotes sempre na escundio das n-evaa, donde nasee.
dalei,nonossopait 10 de julho.
por isso, pois,, que pedimos a transcriiico em
seu conceituado jornal dos bellos artigos, que tem
Jote Fiel de Jess Lee.
Aceedendo ao pedido supra, derUramos i
sido, sobre o assompto, publicados no Correio Mer- nhuma parte teve o Sr. Jos Fiel de Jess Lee,
67:351/611
35:2540444
atrazo................ 32:0970167
67:3510611
Mendonca, comecando por allegar que o corpo de (nicipal, e ordenou o assculamento dos canos,
delicio, que nao fra elaborado por profissionaes, 0 qual nociera ficar concluido, assim Como
nao podia servir para prorar agravidadedo en-;tnia hr9 nn nrflopntp flmpitrp
mentoTallegou quV, devendo ser o crime qroflca- *" a ot)ra' n0 S'^nL e
como ferimento leve, nao podia caber proredimen-! nf AnUS.
to da justica por nao se haver verificado prisas em | Durante o ultimo semestre, de novem-
llagrante ; e concluio por pedir a sua absolvirao, I Dro aDr| ultimo, COncertaram-se diver-
jgiff^L^ dfet0 >8ea ************ Isas torneiras do encanament, e outros
TVniinados' os debates, recolhe-se o conselho! objectOS, dettriorados^O USO O tempo.
sala das conferencias, donde volve depois com suas )-; A-fldministraccSo rcsolveu, Sob propos-
respostas aos auesitos propostos, e cnuosequencia |a de dous de seus membros OS Srs. Silva
dos quaes julgada a accao perempUi visto como \inrpjr;, ,ifl man,iar fa7r um pxanw tre-
reconlieceu o conselluwirciunstanciasigue modi-ie oreira ae manuar iazer um exanie ge
<-aram a ciassiflcaclo do crime do art ios jra o i ral as obras da companhia ; em falta de
201, e nao constava que houvesse sido o reo preso prossiooaes que rasoavelmente se quizes-
ein flagrante. ,..,., .. Isem encarregar do exame do encanamento,
Acna-SC 0 imperio dividido em 51 raUIUCJ- \ e. Hkln ncnmhl/ln n Cr Cmnevu-n Ine
pios, e contm 200 comarcas, sondo 128 de priiuei- l bn '
ra instancia, 49 de segunda e 23 delereeira.
No auno findo de 1862 foram-Jlgados pelo
tribunal do jury 2,39b" processos; os quaes coni-
pnlieuderam 2,923 aecusados.
Destes erain d sexo masculino 2,761 e do femi-
nino 162, sendo 2640 brasileiros c 283 estrangeiros.
Foram condeninados 1,248.
Com excepciio de alguns municipios da pro-
vincia de Goyaz, acha-sc toda a guarda nacional do j
imperio orgaiisada.
A forea alistada anda por 595,151 homens.
No dia 9 do crrente, ao voltar o trem de
passageiros da estac-io terminal da via-ferra em que esla satisfazendo.
Una, nao jKKle passar no lugar Gomes, por haver
cahido sobre os trilhos, em toda a largura da linlia,
osnossos consocios, representando as 10:736
apolices emittidas.
CAIXA DA COMPANHIA.
Do balanco que a administracao submet-
te vosso exame veris que no dia 30 de
abril prximo passado, existia o saldo de |
reis 35:6660167, do qual tendo de deduzir- 0 Beberibe,
se a importancia dos dividendos atrasados e jgg3_
reis 3:5690000, e assim reis 5:0000000 por, q escriptarario,
conta dos gastos com o encanamento dos; Marcolino Jos Pupe.
Affogados eris 1:33 0T67 para a encom- Orcamento. da receita e despeza da com-
menda de Londres, resta reis 25:7660400, panhia do Beberibe, para o semestre do
que permitte fazer-se o dividendo de 20400, j/ e ma0 31 e outnbro deste anno,
rei por apolice.
Escriptorio da Companhia
18 de maio
ORCAMENTO PARA 0 SEMESTRE
CORRENTE.
Em conformidade do que determina o
3. do art. 25 dos estatutos, junto acharis,
sob n. 9, o orcamento formulado por esta j
administrago, demonstrando a provavel re-1
ceita e despeza, sendo que esta, como sa-
bis, pode ser excedida com os reparos con-
tinuos e novas obras, e aquella diminuida
por contingencias. -
CONCLUSO.
Alves Gama que bem servido havia com-
panhia no lugar de vigia por alguns annos,
e couseguintemente com inteiro conheci-
mento do objecto.
Pelo relatorio deste Sr., annexo n. {,
dando conta do exame, reconheceu a admi-
nistrado a necessidade urgente d'alguns
reparos, os quaes sendo oreados pelo mes-
rao Sr. em ris 1280620, annexo n. 2, fo-
ram-lhe encarregados de levar effeito, o
1 una grande porco de ara destacada de um ta-
lude. Foi, pois, o trem obrigado a retrogradar ao
ponto de partida, |iedindo d'alli, por telegramma,
0 Sr. Dr. Carneiro Rocha, ajudaute do engenheiro
liscal, para o Cabo, um trem expresso que no lu-
;ar do sinistro recebesse os passageiros, o que fei-
to, chegaram elles estarn das Cinco Puntas as 2
horas da madrugada de 10.
Tendo faltado, hora fixa, a chegada do trem da
tarde de 9, estacan das Cinco Pontas, o Sr. Dr.
Buarque de Haeedo, engenheiro fiscal, pedio para
o Cabo mu trem expresso, que veio e voltou s 6
horas da tarde, originando-se d"ahi a demora lia-
vida na expedicao daquelle trem para o lugar
jomes.
O Sr. Dr. Joao Rodrigues Chaves nao fallecen
tomo espalhou-se hontem, ao contrario vai melhor,
secundo nos iuformaiu.
Por ordem da presidencia segoio liontem, liara o
lugar onde elle se aeha, o medico Sr. Dr. Alcibia-
des Pedra.
Informam-nos ter seguido para Flores, a subs-
tituir o maor Livramento, o Sr. nujor Joao do Reg
Marros.
Hoje sobe scena o bello drama Tr Honra, que tantos applausos colbeu em suas |ni-
meiras. representacoes. Sobre elle damos um arti-
go na nossa oitava pagina, para o qual chamamos a
attencao dos leitores.
Pelo delegado de Riiiijue foi presa Mara
Francisca da Conceicao por aehar-se processada,
em Riacho do Mein, as AJagas, jior haver aseas-
sinado seu marido DonnngS Gomes, ha 12 annos.
Havcndo Jos Luiz de Saiit'Anna assassinado,
ha alguns annos, no termo de Serinliaem, Fran-
isco Barbosa, e se homisiado no mesiao lugar,
acaba de ser preso pelo delegado desse mesino
termo.
O thesnun-irn das loteras, que se aeha va com
licenca, acaba d^ entrar no exercicio desse Jugar.
A sociedad-' dos Artistas Mchameos e Libc-
i ais, i'stabelecida nesta cidade, enviou ao Sr. Anto-
nio Duarte Coimki, niprezario do theaU-o de tan-
ta Isabel, una comuiissao jiara pedir-llie mu bene-
ficio, aoque respoadea o referiu empresario, ene
-com muito gosto seprestava a satisfazer 9 pedido
qns Ihe fazia a socieuade dos Artistas Mechanicos e
l.iluiacs. mas que ulia de dar em primeiro lugar
i neficios aos actores de sua companhia, por isso
apenas os tivesse concluido proniptamente partici-
pariasociedade, designando odia.
K mais una prova que d o Sr. Coimbra dage-
Miroidade de seus sentiiuentos em prol do engran-
decimento e pros|>eridade de instituicSes de tal or-
di m, como a mencionada-sociedade.*.
RetartiqXo ba poucu;
Extracto da parte do dia 40 de julho de 1863.
Foram raeolhidos casa de detencao no dia 9 do
torrente :
A ordem do Dr. juiz municipal da i vara, Anto-
nio Alves, paido, de 28 annos,$ara cumplir 1 mez
de.prisao.
ordem do Dr. delegado do Io districto da api-
ial, Manoel Jose\do Cont, pardo, de 54 anns, por
suspeito em crim" de furto de cavaJJo.
ordem do subdelegado de Sant*. Antonio, Joao
jorge Pereira. pardo de 4i annos, para averigua-
.us em crime inalflancavel; Jacob, .africano, de
SO annos, escravo de Jos Mauricio Tv'anderley,
jvq.uerimcnto doproeerador deste.
A ordem do de S. Jo^, Joo (ome3 Abetino Bar-
ftosa, hranco, de 22 anuos, os pardos Lauriado Pe-
reiratima, de 21 anuo*, Abdou NeponXiw Bar-
hosa.de .30 annos, Luiz, de 25 annos, Hereulano,
.Tioulo, de 5 anuos, eJoSode 35 annos, escravos
rifriiacoes em enme de morte,
A ordem do da Boa-Vista, os pardos Leandro Pe-
reira de Urna, de 26 annos, em declaracao do
motivo; Manoel, de 26 annos, escravo |de Manoel
da Costa, jera avefjguacocs polieiaes ; Benedicto
Jos Ramos, de 21 anuos, os crioulos Simao Jos
Cxirra, de 2i annos, Macario, de W annos, escravo
de Antonio de onza Bangcl, todos por briga.
A ordem do da Varsen, Urbano Jos Francisco,
crionlo, de 18 annou, como desertor ; Francisco da
Silva Borges, indio, de 21 annos, por furto.
O chefe da 2* seceo,
. J. G. de Mexgua.
Movi ment da casa de detencJ no dia 9 de
jnlho de 1863.
Existiam...... 380 presos
Entraram..... 17
Saniram...... 8 1
Declarando que a dedicacSo e zelo que
todos os meus collegas d'administracjto pres-
taram aos servicos da companhia, deve ella
o seguimento de seus negocios pela forma
por que tenho-vos descripto, e nao mira |
que a falta de saude e grandes occupac5es
impossibilitam de satisfazer o alto lugar que Id"m "d de'ditos particu-
tenho oceupado, peco-vos que desculpeis jares era q mezes......
minhas faltas, e mesubstiluaes na nova ad- i,jem \[0 Q tos da Passa-
c 1. do anno financeiro da companhia,
saber:
RECEITA.
1863.
Maio 1. Saldo em caixa
nesta data.............. 35:6660167
Estimaco da arrematado da
taxa dos chafarizes e bi-
cas, do 1. de maio A
31 de outubro, sendo de
6 mezes.............. 36:180)5000
Importancia dos contratos
pblicos, do Arsenal de
Marinba, dito de Guerra,
Casa de Detengo, Compa-
nhia de Cavallaria de linha.
Hospital Militar e Quartel
do Hospicio, em 6 mezes
cantil e Jornal do Commencto.
tur!3o ilenifliu.
ADMINISTRACAO DA JUSTICA NO BIL\SIL.
A calumniosa grita levantada na Inglaterra pe-
los apologistas da forca contra o direito, repercu-
ti no Brasil no circulo estrello e odiento dos her-
deiros da finada baroneza de Bomfim, que deman-
dan 1 o Sr. visconde do mesmo titulo.
Para justificar a violencia feita ao Brasil e sa-
grar o attentado nossa soberana, o partido Pal-
merston levantou calumnias injustas e atrozes con-
tra a nossa magistratura, e a offereceu ao mundo
como typo da perversao moral, publicando que a
justica era posta em almocda neste paiz I
Os herdeiros da finada han meza de Bomfim apro-
veitam de tamanho insult, fazem-se delle eco, com
o proposito de diffamarem por conta do estrangei-
roosjulgamentos de nossos tribunaes.
Receberam por importa^ao a calumnia consig-
nada pelos inimigos gratuitos do paiz, c a emitti-
ram na eireulacao do nosso mercado. Preferem
acreditar o effeito estranho, embora com descrdito
nosso, do que se sujeitarem reverentes s decisoes
dos tribunaes.
Entendem os interessados contra o Sr. visconde
de Bomfim, que nao permittido a um juiz, sem
caliir em snspeita, proferir opiniao que nao seja
conforme s suas esperancas. esta quesUlo a j>e-
dra de toque da moralidade judiciaria, a onvir as
deelaracles que os vencidos todos os dias levantam
pela imprensa.
O egregio tribunal da relacao nao pode nem de-
ve resignar-se a ser simples homologador e chan-
celler das pretencoes de audaciosos litigantes, que
insultam os juizes quanto vencidos, e diffamamos
Cintrarios quando vencedores. Debaixo da pres-
sao da imprensa descomeilida e apaixonada por in-
teresses illegitimos, precisa muita coragem de
consciencia e de razao nos juizes que devem co-
nhecer da causa.
A vida do magistrado tem seus dias de rude pro-
vacao, nos quaes pode Ihe caber a gloria de ter
sabido resistir aos desabafos pblicos e indecentes
do vencido despeitado.
Em todos os tempos, e em todos os paizes em
que a justica se faz por magistrados, tem estes sa-
cerdotes da lei sido victimas de suas opinioes cons-
cienciosas quando desagradam os litigantes, prote-
gidos porpequenas facQoes,co-interessadas no trium-
pho de urna causa.injusta.
Nao ha maior calumnia do que essa apregoada
no parlamento inglez contra a. probidade de nossa
magistratura. Maldito seja aquello que para acre-
ditar urna intencao injusta, autorisa se publicando
a aieivosia do estrangeiro contra um poder tao ve-
neravel como o judiciario.
Onde estao os exemplos de eqnidade e prevari-
publicacao de que trata.
A rearro.
PUBLICARES 1 PEDDO.
lima imples tosse f4t cbegur a ser
rt-l
se nao se atalhar tempo: porem evitar-s^-ha.
completamente o pergo fazemlo-se oso immrdiitir
da COUPOSICAO A.NACAIH IT V PEITORAL DI MMMf \ %
qual mediante a sua benfica influencia fas redor
rpidamente a irritarlo dos pnlmoVs garganta e
restabelece sua accao vigorosa e saudaveL Os que
dizcm que a asuma incuravei, maUo m enga-
ara. Esta fortificante composicao v^re ga essa atractiva molestia, ainda mesmo imando
debaixo das formas as mais obstinadas e agera-
vantes. As anginas minea terminar* em limn-
chitesa tosse em phlh>>icanem a nKK|iiiili. em
asthma, se, desde logo de seu prim-ipiu, foretn aia-
lhadas com este balsamo vegetal suavizador e se-
dativo. Seus benficos efleitos sao para desde lo-
go notados as enferniidades dos pumioVs dee va-
sos bronchios e da pleura.
Pode-se achar venda em todas as boticas e to-
jas de drogas.
gem da Magdalena, em 6
mezes................
Com o pagamen-
to da fotha do
30." dividen-
do, na razao
de 2,5400 ris
por apolice..
Cumpre-me significar que a boa vonta-
de do Sr. Gama a prestar-se tudo quanto
Ihe foi incumbido, e a sua dedicaco e de-
licadesa de no querer ftxar o valor de seu
trabalbo, apezar de que nao deve ficar sem
remunerado.
Em continuaco do exame geral das 0-
bras foi examinada a caixa d'agua da ra
do Pires, pelos membros d'administracSo
Moreira, Monteiro e Silva, e sendo o resul-
tado deste trabalho apresentado pelos mes-
mos Srs. em seu relatorio, annexo n. 3,
opinando por um novo reboco por dentro
de toda a caixa, a administracao mandou
vir de Londres cem barricas de cemento,
que j sao chegadas, para satisfazer esta
necessidade.
Sendo requisitado pela presidencia da
provincia o desvio do encanamento que pas-
sava sobre a ponte pequea de Santo Ama-
r, prxima fundico de C. Starr & C.
am de que podessem ser collocadas as li-
nhas de ferro da nova ponte que se ia cons-
truir, foi ib~mandado satisfazer, estando
presentemente reposto o encanamento.
ENCOMMENDAS.
Fizeram-se para Londres de seis chafari-
zes e cincoenta e quatro canos de vo/ta. para
terem applicacSo quando fbrem precisos.
EXPEDIENTE.
Aos officios da presidencia da provincia
dirigidos administracao, annexosns.'4 e 5,
para seren satisfeitas as ordens dos minis-
terios da fazenda e d'agricultura, commer-
cio e obras publicas, a administracao deu
prompta solucio.
0 relatorio e as outras peras relativas ao
semestre de maio outubro do anno pr-
ximo lindo, foram remetidos ao ministerio
d'agricultura, commercio o obras publicas,
presidencia da provincia como deter-
mina o decreto n. 2,679 de 3 de novembro!
de 1860.
ministraoao que ides eleger, por quem
mais habilitado ou menos sobrecarregado de
trabalho possa melhor dar desempenho
vossa espectativa.
Escriptorio da Companhia do Beberibe,
18 de maio de 1863.
O director interino,
Jos Joo de Amorim.
lllm. Srs. accionistas da companhia do
Beberibe.A commisso fiscal desta com-
panhia, tendo examinado a escripturacao
cargo da respectiva administrago, do se-1id^mdUodosd-
mestre prximo lindo contado do 1. de
novembro do anno passado 30 de abril do
corrente, achou-a em dia e com perfeito
aceio e clareza, mostrando os resultados
constantes do balanco e relatorio que vos
apresentado, e tendo egualmente reconhe-
cido que a referida administracao prestou-
se constantemente com zelo e pontualidade
todo o servico, e deligenciava o tatbotjMnallo4-
possivel todos os interesses da companhia,:
julga que por dever se Ihe deve tributar um
voto de agradecimento.
Escriptorio da Companhia do Beberibe,
18 de maio de 1863.
Joao Goncalves da Silva.
Luiz Antonio Vieira.
0 caixa da companhia do Bebeberibe, em
conta torrente com a mesma, correspon-
dente ao segundo semestre do anno finan-
ceiro do i." de novembro de 1862 30
de abril de 1863.
2:149*920
3:310,5800
4300000
O errar do*
Se as molestias tratadas allopatbinmete a
inexperiencia de un* e o engao de imtro poden
causar a morte, porque a aliopatbia -' a sciencia
que cura.
Mdicamente fallando, em geral, s pude cansar
bem aquillo que tambem pode causar nal; ata
como s pode produzir damno e mesmo a morte o
que devia ou podera causar bem, urna vez que por
qualcuer circumstancia seja transviada a arrio
substancial. por isto que nao pude nunca can-
sar mal a doutrina de Habm-mann, rojos menta-
mentos nomeopathicos sem a menor aceo fsni-
ciosa s podem cansar bem, post seja ceno por
outro lado, que a inerria das doses equivalente ae
progresso da molestia sem atrpelo algum.
Pelo que, nosso |v6r, os seguinles versinlios do
conselheiro Dr. Castilho, justincam antes a intpro-
ficuidade da tal sciencia em tudo milagrosa.
c Nao ha razao de tratarem,
A Hahnemann com tao mo termo.
D cabo do boticario
Mas nao d cali do enfermo.
Isto nao d cabo do enfermo por que tamU-m
nao 1 Mide dar cabo da molestia, e se d cabo do n>
cacao da nossa magistratura, ou do nosso governo- ticario para dar ganho ao homeopatba.
DESPEZA.
77:726(5887
25:766i5400
videndos atra-
sados....... 3:569(5000
dem dito dos
administrado-
res das obras
da companhia,
fra e dentro
da cidade.... 1:350*000
S-
600(5000
DEBITO.
1862.
Novembro 1. Saldo em cai-
xa nesta data........... 31:2170173
dem 8. Recebido da thesou-
raria geral para o encana-
mento d'agua para a fre-
guezia dos Affogados..... 10:000,5000
1863.'
Abril 30. dem dos arrema-
tantes dos chafarizes e bi-
cas, neste semestre...... 36:15050^0
dem dos contratos pblicos. 2:050^280
dem dos ditos particulares. 2:441*900
81:859*353
CRDITO.
Despendido neste semestre
com a verba de despezas
geraes ............... 18:546*986
1 dem dito com pagamento
O escriptarario Marcolino ose Pupe tem de dividendos atrasados... 2:636*800
traz.do em da a escripia da companhia. Idem dil0 wm dit0 do 29.o
como podis ver pelos hvros que se achara dividendo.............. 25:009*400
ESTATUTOS.
Os estatutos d'esa companhia, que esta-
varn submettidos ao governo imperial, fo-
ram approvados pelo decreto n. 3,013 de
28 do novembro do anno passado.
Para conhecimento de sua integra, man-
dou-os a administracao imprimir e destri-
buir pelos Srs. accionistas. Como podis
ter avahado a nica materia nova que con-
signa, art. 40, a crearlo de um fundo de
reserva com o justo fim de se ir amorti-
sando o capital da companhia, urna vez que
no fim do privilegio tem de ser entregues
provincia as obras da companhia, em per-
feito estado, segundo a lettra dos contratos;
o que ltimamente j se havia tambem re-
sol vi do, por diversa forma, por esta assem-
bla, e dado principio retirando-se no se-
mestre passado 3 0|o dos lucros lquidos,
eollocando-se esla importancia em conta
corrente com juros no novo banco de Per-
nambuco.
A diversidade da forma, porm, chaman-
do desde logo a attencao d'administraco,
resolveu ella d'ouvir o parecer d'alguns Srs. I
e neste intuito pediu aos Srs.
Saldo em caixa que passa ao
seguinte semestre....... 35:666*167
81:859*353
Escriptorio da Companhia do Beberibe,
18 de maio de 1863.
O Caixa,
Thomaz de Aquino Fonceca.
PERNAMUCO 1. MAIO DE 1863.
DIVERSOS BALANCO.
PELO ACTIVO DA COMPANHIA DO DEBERIBE.
Caixa.
Pelo dinheiro existente nesta
data................. 35:666*167
Empreza do encanamento.
Pelo seu custo primitivo___ 486:166*444
cripturano...
dem dito do alu-
guel do es-
criptorio. ... 200*000
dem dito de ex-
pediente e a-
ceio do mes-
mo......... 150*000
dem dito das fo-
lhas semanaes
dos conserva-
dores do acu-
de do Prata.. 450*000
dem dito da fac-
tura do enca-
namento d'a-
gua para os
Affogados..... 5:000*000
dem dito de re-
paros geraes
na linha do
encanamento,
inclusive a
porta do acu-
de......... 2:000/000
dem dito de
3 OjO de medi-
da de reserva
desta compa-
nhia........ 1.013*532
dem dito de
2 0|0 da por-
centagem do
caixa....... 675*688
Quantia destina-
da para paga-
mento do sal-
do das encom-
mendasquese
fizeram para
Londres aos
Srs.Knowles 4
Foster...... 1:330*767 42:105/387
521:832*611
BALANCO A DIVERSOS.
PELO PASS1V0 DA COMPANHIA DO BEBEtUBE.
A' capital.
Pelo valor das 10:736 apoli-
ces emittidas 42*000 ca-
450:912*000
S. E. 0. 35:621/500
Escriptorio da Companhia do Beberibe,
18 de maio de 1863.
O director interino,
Jos Joo de Amorim.
O secretario,
Justino Pereira de Furias.
O caixa,
Thomaz de Aquino. Fonceca.
Jos Brando da Rocha.
Jos Joaquim da Silva,
Bernardino Jos Monteiro.
Padre Antonio da Cunha Figxieiredo.
CORRESPONDENCIAS.
Sr. redartor.=0 publico desta provincia j tem
accionistas, e n'esle intuito pediu aos Srs. I da urna.
Joo Goncalves da Silva, Justino Pereira de! A' vigsimo primeiro dividendo. \ *> informado, por publicacoes em jomaes desta
Parias e Antoniode Souza Moreira de Ih'o Pelo que se resta apagar., IWKWy.!fe^
dar, | A' vigsimo segundo dividendo. r0s da baroneza do mesmo nome.
Digoando-se estes Srs. de satisfazer ad- Pelo que se resta a pagar... 15/500' se pleito,j de ti mesmo importante, tem-se
com os quaes se justiflquem as calumniosas propo-
sitos enunciadas- no parlamento .ingler, e apre-
goadas pelos interessados contra o Sr. visconde de
Bomflm?
Se as queixas dos litigantes infelizes fossem acre-
ditadas, nenhunia magistratura poderia escapar do
labo infamante que os herdeiros da Tinada Sr.*
baroneza de Bomnm levantam contra os nossos ma-
gistrados.
Sao calumnias de m fe, porque sustentando-as
na murensa com impudencia nao conhecida, as
omittiram com respeito pliarisaico nos embargos
oppostos ao accordao que serve de objecto s diffa-
macoes publicas.
E urna estrategia arrogante para vencer as con-
viccoes dos juizes, intimando-Ibes a consciencia.
Na imprensa irrcsponsavel vestem os difamado-
res a pelle do leao; nos autos revestem a do cor-
deiro.
Querem vencer, mas nao intentara convencer;
diffamam, mas nao aecusam ; gritam como posses-
sos, mas nao raciocinara como justos.
Prejulgando no seu adversario fabulosa opulen-
cia, projectaram explora-la, e se convenceram que
os tribunaes do paiz teriam receio de fazer justicn
ao Sr. visconde de Bomfim para nao cahirem era
snspeita de prevaricadores.
Desgranado o magistrado que nao tem a neces-
saria coragem para affrontar com calina a vo-
zeria de apodos que possam vir dos deapelnioo
por occasiao de um julgamento livre e conseieu-
cioso!
A resignacao a nnica vinganca do magistrado
injuriado por ter feito justica. O chancellcr
d'Agucsseau, typo de perfeieao na ordem da ma-
gistratura, inv'ejava elocuentemente a sorte do juiz
maltratado e victima jn-la rigidez de sna cons-
ciencia. Elle proprio, ornamento da magistratura
franceza, foi sacrificado gloriosamente s suas opi-
nioes.
O litigante pede, mas nao impoe; o litigante ex-
poe, mas nao decide; o litigante raciocina com a
Saixo do seu interesse, o juiz julga com a digni-
ade de seu estado.
Todos os litigantes mostram-se convencidos de
seu direito, e se irritam com a derrota. Entre pai-
xoes encontradas, interesses oppostos e opinioes
diversas, se levanta o juiz, que merece respeito de
ambas as partes,'por sua independencia e pratica de
julgar.
O juiz pode errar com boa ou m f. No pri-
meiro caso victima innocente de sua condieao
limitada; no segundo, responsavel perante as
leis e os tribunaes competentes para puni-lo e jul-
ga-lo.
Assim como o cidado tem o direito de se quei-
xar do juiz que decidiu sem ou contra provas, o
magistrado tem o direito de nao ser diffainado sera
ser convencido.
Se sagrada a reputacao do hornera, sacratissima
deve ser a do juiz.
Os herdeiros da finada Sr." baroneza de Bomfim
Sritara todos os dias pela imprensa contra o acr-
ao eme nao acolheu as suas pretencoes; porm
nao discutem a materia do julgamento, e menos of-
ferecein provas de sua intencao.
O visconde de Borafim um Creso, dizem elles.
E' um Creso, porque assim o apregoa a fama, pu-
blica.
Querem os adversarios do Sr. visconde de Bom-
fim que os tribunaes de justica. jitlguein por boatos
e rumores, sem provas nos autos, sem fados defi-
nidos, e por meras conjecturas.
Levantai essa nova jurisprudencia, e voltai-a
contra vos proprios para coinprehenderdcs melhor
a monstruosidade de senielhante doutrina.
Julgar pela fama publica seria urna verdadeira
calamidade; ninguem poderia viver socegado, e a
fazenda, e a houra, e a propria existencia iicarian
a merc do capricho dos juizes, do odio dos intri-
gantes, e da calumnia dos exploradores.
Julgar pela fama publica sacrificar os innocen-
tes, os modestos e os simples, astucia dos syco-
phantas. .
Julgar pela fama publica julgar contra o direi-
to expresso. O livro. 3." til. 66, in pr. dispoe sa-
biamente o seguinte:
Todo o julgador, quando o feito for concluso
sobre a definitiva, ver e examinar com boa
diligencia todo o processo, assim o libello, como a
contestarn, argos, depoimentos a elles feitos, in-
quiriews e as razdes allegadas, de urna e outra par-
te ; e assim d a sentenca definitiva, segundo o que
achar allegado e provado, de urna parte e da outra,
ainda que he a consciencia dicte outra cousa, e eL
le saiba a verdade ser em contrario do que no feito
for provado: porque smente ao principe, que nao
reconliece superior, outorgado por direito, que
iulgue segundo sua consciencia, nao curando de al-
legaeoes, ou provas em contrario, feitas pelas par-
les, porquanto sobre a lei, e o direito nao presu-
me, que se naja de corromper por alleicao. A
qual presumpeo tao vehemente pela razao de sua
alta preeminencia, que em nenhum tempo se re-
ceber contra ella prova, c aos outros juzga-
dores mandado, que julguem segundo o que
achareni allegado e provado pelos feitos, ou con-
fessado.
Esta a nossa lei confeccionada pela sabedoria
antiga, e que tem resistido muitos seculos s inno-
vacoes.
Se os juizes julgassem pela fama publica, teriam
violado a lei, e, portanto, incorrido em censura
grave.
Para convencer o publico do que nos autos os
herdeiros da finada baroneza de BomUiu nao pro-
varam a sua intencao, comeearemos a dar-lhe lei-
tura da impugoaco dos embargos, onde com-
pletamente se refutara os seus artigos, e se mos-
tra com documentos e solidas raides a improce-
dencia da accao intentada contra o Sr. visconde tle
Bomiim. .
Andera assim hoje----que a civilisacao os espe-
ra no futuro pra premia-los cuidad sanme,
Dos na eternidade.
COMMERCIO.
Alfandrga
Bcndimcnto do dia 1 a 9 .
dem do dia 10.......
U8:7*5*6M
9-J
laviwii*
nov Menlo da alfaadeca.
Voluntes entrades com fazendas
com gneros
Voluntes salados
com fuendas
com gneros
t
m
79
6t
Descarregam no dia 11 de julho.
Brigue inglezOdencarvo.
Patacho inglezMary Blockmercadorias.
Patacho inglefrica-bacalho.
Brigue brasileiro-Olinda mercadorias.
Barca porigucza S. Manoel I idem.
Brigue portuguezRelmpagoidem.
lu portar.
Hiato nacional D. Luiz I, vindo do Rk> de Ja-
neiro, consignailo a Miguel Jos Alves, manifr-stoa
o seguinte :
2.800 alqueires de farinha de mandHira; a or-
dem.
Reeebedorla de renda* iu I er
geraes de Peratanihwe.
Rendimento do dia 1 a 9 !' >---vJ*nf
dem do dia 19......... nf
I60kI
Consalado provincial.
Rendimento do dia 1 a 9 ... V7rtiifi69
dem do dia 10......... 1:080-3105
VtAMVn
MOVIMENTO DO PORTO.
A'dti entrado no dia 10.
Rio de Janeiro -13 dias. palliabote nacional I). Lmz
I, de 116 toneladas, capito Antonio Pinto de
Camilos, equipagcni 3, carga 2,800 alonein-s de
farinha de mandioca; a Miguel Jos Arres.
. Navios salalos no mesmo Ha.
Bahapalliabote nacional nMra /, capitio Anto-
nio da Cruz Baptista, carga varios gneros.
Cabo-Verde-barca portugueza Iris, capitau Ma-
linas de Souza Maciel, em lastro.
Ubserrarao.
Bordeja no lamarao o bi ig'ue jiortuguez Lain II,
vindo de Lisboa.
EITAES.
O Dr. Tristao de Alencar Araripe, official da impe-
rial ordem da Rosa, juiz de direito especial .do
commercio da cidade do Recife e sen termo ca-
pital da provincia de Pernambuco por S. M. Inv
perial e Constitucional o Sr. D. Pedro O, a qoaa
I II.- guarde.
Fuco saber pie no da 13 de julho do corrente, se
ha de arrematar |>or venda a quem mais der ni
praea publica depois da audiencia respectiva o es-
cravo de nome Benedicto, de idade de 10 annos pro-
co mais ou menos, avahado em 30U#, o qual per-
teneente a D. Vicencia Ferreira de Albuiinenne
Xascimento, e vai praea por execnco que me
move Marcellino Jos Lopes. E na (alta de lieian-
tes ser a arreraatacay feita pelo preco da ailjndi-
cacao, com o abatiment respectivo da lei
E para que chegue ao conhecimenlo de todn
mande i fazer o prseme cdital que >era affixado no
lugar do cosuune e publicado pela imprensa.
Dado e jiassado nesta cidade do Recite nambuco aos 9 de julho de IH&L-Eu Manoel de
irvalho Paes de Andrade escrivo o sinVicn'vi-
Tristao de Alentar Armpe.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria |rovi
ciaL em cmnprimenlo da ordem do Exm. Sr. pr-
ndente da provincia, manda fazer publicn
dia 16 do corrente vai novamenle praeanara ta
arrematado a quem mais der o imposto de
na comarca de Nnwreth, servindo de ,'*S^.J
matao o oflereeiment da nuantia de .
por anno. feito pelo licitante Jos Wdrn e imven
Mello. A arreraatacao ser feita por tcaipo de ra
annos. a contr do 1. de julho correnle ae ma M
junho de 1866, devendo o arrematante recenern
respectivo collector o recebimenlo que tem sw>
arrecadado at o dia da arrematar ao. _..
E para constar se mandou publicar o presen
pelo jornal. ._
Secretaria da thesouraria provincial de mann-
bueo 9 de julho de 1863. O secretario,
A. F. da Ananaan. .
O lllm. Sr. inspector da theanrana mnm
cial manda fazer piutlico que o inesonreno
ma ihesoiiraria est autonsado a pnfar
do corrente por diante as apolices da
rie da divida publica provincial. ^^
E para constar se mandn pwkmrw
pelo jornal. ,
Secretaria da tliesouraru provinenl n J
buco 8 de julho do 183.-0 secretan,
A.F.da,'-
do<
r
.
f

m


MM




4

Diario de Fernantktieo --- Abad ildc JnHio de 1S3.

i
Pela inspectora da alfandega se faz publico,
que no dia l do corrente, a porta da mesma, e
depois de meio dia, ser vendido em leilao 62o
arrobas de ceblas a 1*000 a arroba, vindas do
Porto pelo brigue portugus S. Manoel I, e aban-
donadas ao pagamento dos direitos, por Manoel
Joaquim Ramos e Silva, 4 Genro.
Alfandega de Pernambuco, 10 de jnlho de
1863.
O 4 eseripturario
Joo Antonio da Silva Pereira.
Visconde da Boa-Vista, senador e grande do impe-
rio, brigadeiro reformado do exercito, comman-
daale superior da guarda nacional da capital des-
ta provincia, e presidente do conseibo de revista
da mesma guarda, por Sua Magestade o Impera-
dor, etc., etc.
Fago saber que na terceira doming do presente
mez, (19 do corrente) se reunir o conselho de re-
vista da guarda nacional, como determina a se-
gunda parto do art. 85 do decreto 1,130 de 12 de
marco de 1853, na sala das sessoes da cmara mu-
nicipal deata cidade, a 11 horas da manhaa na con-
formidade do art. 44 das instruccoes n. 722 de 25
de outubro de 1850, afnide tomar conhecimento
dos recursos, que versareis sobre os casos indica-
dos no art. 33, e que forem interpostos pela manci-
ra determinada no art. 38 das ditas instruccoes.
E para constar a quem convier, mandei publicar
pela imprensa.
Quartel general do commando superior da guar-
da nacional, 11 de julho de 1863.
Visconde da Boa-Vista.
em 7005 ; Violanta, mulher do dito nacao, 38 f
mnos, avahada n 8W- jelir.pe, cabra,-40'an-
uos, avaliado em 1:106$ ; Fe'! opa, nulher do
dito, crioula, 38 anuos, avahada m i:00fl i Fia
viana, fllha des Was, cabra, 3 annos, avaiiad
em 3005 Jaamo, filho dos ditos, cabra, inezes,
avahado em 1005 i Victorina, crioula, 30 annos,
avahada emoOO; Mana, filha da dita, crioula,
3 lannos, avahada em 3005; gueda, fllha da
COMPANHIA PERNAMBCANA
Xavegaean costeara a
Macei e escalas
DE
vapor.
opportunamente.
BRASILEIRA
Por circumstancias imprevistas
nao podo seguir o vapor Maman-
guape, no da 4 do corrente, como
w eslava annunciado. Ser substi-
r Sk ? \18 mcz-e9' a,valiao> eni i30* i PraJ-, tuido pelo Jaguaribe, esperado do norte, e cuja
cisco Segundo, nacao, 4o annos, avahado em 'partida se annunciar opportunamente.
/0# ; Perpetua, mulher do dito, nacao, 36 an-.----------------------------
nos, avahada em 6005 ; Jos, filho dos ditos, I nnMPAVTTTA
crioulo, 3 annos, avahado em 3005 ; Felippe, na-' vwju-ah alo.
cao, 38 annos, avaliado em 9085 ; Rosa, mulher' DE
do dito, nacao. 40 annos, avahada em 6OOJ00O>:'Tv /vrTTirfiKiC' a iriTIATl
FAwfJjCilri A VArUK.
Al o dia 20 de julho, espe-
rado dos portos do norte o vapor
Oyapock, commandante o primei-
ro tenente Antonio Marcelino
Pontes Ribeiro, o qual depois da
do costume seguir para os portee do
dito, nacao, 40 annos, avahada em 6005O0O-;
Jos Ferreiro, naci. 38 annos, avaliado em
1:1005; Antonia, mulher do dito, crioula, 50 an-
nos, avahada em 5005 ; Pedro, nacao. 36 annos,
avaliado em 1:2005 ; Margarida, mulher do dito,
nacao, 40 annos, avahada em 8005; Paulina,
crioula, 40 annos, avahada em 1:0005; Clara
crioula, 22 annos, avaliada em 1:0005; Felicia,
naco, 40 annos, avaliada em 7005 ; Marta, mu-
lher de Miguel Pedreiro, 27 annos, avaliada em
9005 ; Miguel, nacao, 42 annos, avaliado em
1:0005; Mara, mulher do dito, nacao, 36 annos,
avaliada em 6005 ; Venancia, filha dos ditos
crioula, 18 mezes, avaliada em 1005.
DECLARACOES.
Santa| Casa da Misericordia do Recife. .
A Mina, junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife manda fazer publico que no
dia 16 do corrente, pelas 4 horas da tarde, na sala
de suas sessoes, tem de ir praca o fornecimento
dos gneros em seguida declarados, que houver de
consumir os collegios de orphaos nos mezes de
agosto e setembro. Os concorrentes devem com-
parecer com suas propostas em cartas fechadas, c
presentar fiador qu se respnsabilise pelo inteiro
cumpriiuento do contrato.
Assucar refinado, libra.
Cha preto, idem.
Caf em grao, idcm.
Manteiga franceza, idem.
Arroz pilado, idem.
Bacallao, idem.
Batatas, idem.
Carne verde, idem.
Peixe fresco, idem.
Farinba da trra, alqueire.
Ffijao. idem.
Touciuho, libra.
Azeite doce, garrafa.
Vinagre de Lisboa, idem.
Sal, cuia.
Lenha, eento.
Aletria. libra.
Secretaria de Santa Casa de Misericordia do Re-
cife 10 de julho de 1863.
Francisco A. Cacalcanti Cousseiro.
Escrivao.
A thesouraria provincial compra os objectos
BOgaiatas, para a enfermara da casa de detencao:
250 lenees de briin com dous pannos e 12 palmos
de comp imi'iuo, 50 toalnas, 50 goaraaaapos, 100
tijelas, 50 copos.
Quem quizer vender taes objectos, compareea
na mesma thesouraria com sua proposta em carta
fechada no dia 13 d corrente ao meio dia.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de julho de 1863.-0 secretario,
A. F. da Annunciacao.
Crrelo geral."
Pela administracao do correio desta cidade se
faz panuco que em virtude da convenci postal
celebrada pelos governos bransileiro e francez,
sern expedidas malas para a Europa no dia 15
do corrente pelo vapor inglez Magdalena. As car-
tas serio receidas at 2 horas antes da que for
mareada para a sabida do vapor, e os jornaes 4
horas astea.
Administracao do correio de Pernambuco 10 de
julho de 1863.-0 administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Conselho administrativo.
O eonselho administrativo para fornecimento do
arsenal de guerra, tem de comprar os objectos se-
guimos : .
Para o segando batalMn de iufantaria.
6 reama e papel almaeo, sendo pautado e liso.
6 caixas de peanas de ac.
200 ditas de ave.
2 aniveles.
6 garrafas de tinta prela para escrever.
6 duzias de tapia de pao.
6 libras de areia para escripia
36 coliecoSas de cartas para principiantes.
M ljlioaias.
12 grammaticas portngnezas por Monteverde,
ultima edicao:
12 compeaiias de arithmetica por Avilla.
36 trasuuius. __.__,
6 pedras para escripta.
18 lapis jara as ditas. <~
Para o stimo balalbo de iufantaria.
Iti:i8 covados de panno azul.
135 ditos de dito cor de caf.
14 e meio ditos de casemira encarnada,
22 e mu quarto ditos de dila amarelia.
22 e nm miarlo ditos de dita branca.
1330 ditos de hollauda de forro.
177 e meta varas de aniagem.
54 varas de galla de imita de urna polegada de
largo.
57 e meta ditas de dito de dita de meia pole-
gada.
4050 ditas de brini branco.
2977 e meia ditas de algodozinho.
355 liares de colehetes pelos.
88 i bonets.
27 ditos para msicos.
41 bandas de laa.
5 pares de charlateiras para msicos.
2 pares de ditas para sargentos ajudautes c qua-
tel-mestre.
1209 pares de sapatoes. -.--
862 enxergdes.
41.'i mantas de laa.
323 pares de platinas de panno.
Para o deposito de artigos bellicos de
Alagoas.
600 varas de britn branco. t
v 300 varas de algodozinho.
120 mantas de laa.
120 |>ares de sapatos.
nn a aula dos menores do arsenal
de guerra.
12 manuaes encyclopedicos por Monteverde.
15 economas da vida humana.
12 cartas de a b c.
12 -tabeadas.
Para o arsenal de guerra.
200 prosas de botes.
10 arrobas de fio de vela.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria do
conselho, s 10 horas da manhaa do dia 15 do cor-
rente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo para
fornecimento do arsenal de aaerra, 8 de julho de
1863.
Antonio Pedro de S Brrelo,
Coronel presidente.
Sebastiao Antonio do Reg Barros,
Vogal secretario.
Hoie 11, Onda a audiencia do Dr. provedor
dos residuos, ter lugar a arrematacao de imi ca-
va lio ruco, avaliado em 355000, para o servico de
carroca.
Perante o Illm. Sr. Dr. juiz municipal da se-
gunda vara, escrivao Motta, tem de ir a praca os
bens segaintee:
O engenho Pintos com todas as suas tetras e
obras, grande casa de vivenda, outra denominada
Horta. algumas casas para moradores, grande
senzaa de pedra e cal, estribara, casa de disti-
lacao cora um alambique de valor, tudo avahado
em 52:0005000.
O engenho Quiaombo contiguo ao mesmo, com
todas as suas trras e casa de vivenda, avaliado
em :00000.
Os escravos Antonio Calumbi, crioulo, 50 an-
uos, avaliado era 8005; Matheus, nacao, 33 an-
nos, avaliado em 1:0005; Bonto, najo, 35 an-
uos, avaliado em 1:000; Gregorio, nacao, 37
annos, avaliado em 7005; Antonio Esparrella,
nacao, 40 annos, avahado em 8005; Jos Borra-
cha, crioulo, 25 annos, avaliado em 3005 ; Alei-
xo, crioulo, 23 annos, avaliado em 1:2005 Luiz
HorteBo, nacao, 40 annos, avaliado em 1:100;
Gertrodes, na'cao, 45 annos, avaliada em 6005;
Luiz Bem, naijo, 40 annos, avaliado em-880*;
demora
sul.
Desde j recebem-sc passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada, encom-
mendas e dnheiro i frete at o dia da sabida s i
Os referidos bens pertencem he'ranea do fina- A^i^^if/^Jl 9^^ ^ ^cri'),orio de
do Jos Femando da^ruz, e rao praca re-1 Anton' Luiz de 0hveira Azevedo & C.
querimento da herdeira e inventanante, depois -----______---------------------------------------
de ..lvidos o Dr. procurador fiscal da fazenda pro- j COMPANHIA BBASILEIRA
vincial e os de mais interessados, para pagamon-! r,r<
to das dividas que est sujeita a heranca, de-'
vendo seren pagas no acto da arrematacao, afim p \ ATTF'TPC A 17" PAR
de poderem dar a necessaria desonerafo os dous <*.V UMulMuij xx w ixJT Ulu
credores que tem hypotheca no engenho Pintos. Espera-se dos portos do sul at
11 escripto e traslado do ediial existem em mao flaa^i^v o dia 13 do corrente o vaporCrw-
do porteiro do juizo, e os pretendentes que qui- ^mU%^,-^>'o do Sul, commandante o ca-
zerem examinar os referidos engenhos podem alii ySUaBKai ,''t^ (lp mar c Ku,'rra Gervasio
comparecer, que ha pessoa anlorisada a mostra- ^BaaaaaaaacaV Mancebo, o qual depois da demo-
los com todas as suas obras e bemfeitorias; as- ra do costume, seguir para os portos do norte,
sim como os que quizerem ver os escravos e pre- Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
cisarem de qualquer esclarecimento, podem airi- carga que o vapor poder conduzir a qual dever
gir-sc nesta praca mesma herdeira e inventa- ser embarcada no dia de sna chegada: encom-
riante, que reside na Soledade, ra de Joao Fer- mendas e dinhero a frete at o dia da saluda as 2
GRANDE LEIL10
DE
Predios.
IIOJ.
A' requerimento dos administradores da ma.-sa
fallida de Manoel e Azevedo Pontes e por despa-
cho do Illm. Sr. Dr. jaiz do commercio, o agente
Pestaa far leilao dos predios abaixo livres e des-
embarazados de qualquer embaraco para o com-
prador, a saber:
Irasa terrea na ra da Cow-eico da Boa-Vista
n. 29.
1 dita na roa da Gloria n. 6.
1 dita de un andar na travessa do Carmo n. 12.
1 dita de dous andares, na ra do Lrvramenton.
17, anda em obra.
1 dita de tres andares na ra do Queimsdb n.2.
1 dita de dous andares na ra da Senzala Nova
n. 40.
2 tercas partea do sobrado de dous andares na
ra da Cruz n. 33.
1 sitio coin casa de vivenda, estribara e quar-
tos, na Passaprai da Magnalena n. 46; qualquer
inforniacao o agente est prompto a dar e o leilao
ter lugar sabbado 11 do corrente pelas 11 horas
da manhaa na porta da Associacao Commcrcial.
\AM\%
nandes Vieira.
^aut;t Casa
do
de nisericordia
Recife.
O Illm. Sr. thesoureiro da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, commendador Jos Pires Ferrei-
ra, manda fazer publico, que no dia 15 do corren-
te pelas 10 horas da manna na casa dos expostos
far pagamento s amas que se apresentarem com
as respectivas mancas.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do Re-
cife, 7 de julho de 1863.
O. escrivao,
F. A. Caralcante Qousseiro.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimonto
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos;
seguintes :
Para o arsenal guerra.
20 arrobas de estopa de embira.
200 varas de lona da Russia.
500 vassouras de palha.
200 vassouras de junco.
10 arrobas de cal velho.
10 ditas de oleo de linbaea.
Para o hospital militar.
60 colchoes de panno de linlio com cnchimen-
to de laa com 8 palmos e meio de comprido e 4
ditos de largo.
60 travesseiros de "panno de linho com o mes-
mo enchimento, com tres pahuos de compri-
mento.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria do
conselho, s 10 horas da manhaa do dia 13 do
corrente mez..
Sala das sessoes do conselho administrativo, para
fornecimento do arsenal de guerra,- 6 de julho de
1863.
Antonio Pedro de S Barreto,
Coronel presidente.
Sebastiao Antonio do Reg Barros,
Vogal secretario.
No dia 11 do corrente, finda a audiencia do
Dr. provedor dos residuos, se arrema "tri umea-
vallo ruco, apprehendido como bem do reato.
Vai a jiraca no dia 13 do corrente mez os
bens seguintes, ha porta do juiz de paz do 2o dis-
tricto do Recife :
por 65000
1 mesa por
por 25000,
doi 330 r., 1 eama >. venm por 25000. floa
bens foram penhorados a Joaquim Izidio de Santa
Anna por execucuo de Joaquim Fernandos de Aze-
vedo.
O lancador da mesa do consulado provin-
cial, abaixo assignado, sendo nomcado para pro-
ceder aos diversos Iancamcntos que tem de serem
cobrados por esta me'sraa mesa no anno finan-
ceiro vindouro de 1863 1864, avisa aos senhores
proprietarios de predios urbanos c outros estabe-
Iccimentos (jue tenham preparados os competen-
tes recibos ou outros documentos afim de que
possa o mesmo abaixo fazer os lancamentos em
regia sem vexames das partes nteressadas. Ou-
tro sim, declara o mesmo abai\o assignado, que
sendo nomcado para as freguezias de Santo An-
tonio, S. Jos e Afogados dar comeeo pela de
Santo Antonio.
Mesa do consulado provincial, 4 de julho de 1863.
QJancador
Joo Pedro drJesus da Motta.
Quarta-feira 15 do corrente, em audiencia do
Sr. Dr. juiz provedor dos residuos, escrivao Vas-
concellos, ser vendida em hasta publica, urna casa
terrea na ra Velha. n. 74, na freguezia da Boa-
vista, com 17 palmos de frente c 56 de fimdo, com
2 salas, 2 quarto?, Costaba fora, quintal, cacimba,
em chao proprio, avaliado em 1:8005, pertencente
a testamentaria da finada Luiza Muniz, e vai a pra-
ca requerimento do lestanienteiro dativo dos bens
da mesma finada.
horas, agencia ra da Crur n. 1, escriptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C.
COMPANHIA PERNAMBCANA
DE
IVaregaeSo eosteira vapor.
ILHA DE FERNANDO.
O vapor Mamangnape seguir
para o presidio de Fernando no
dia 14 do corrente.
Receber carga eencommendas
at o dia 13 e passageiros ate s
10 horasda manhaa do dia da sahida: escriptorio
no Forte do Mattos n. 1.
COMPANHIA
DAS
MESSAGERIES IMPERIALES.
At o dia 14.do corrente, espe-
ra-sc da Europa o vapor francez
Navarre, commandante Vedel, o
qual depois da demora do costu-
me seguir para o Rio de Janeiro
tocando na Babia, para informacSes e passagens
trata-se na agencia ra do Trapiche n. 9.
Os passageiros de Pernambuco para os portos
da Europa que queiram segurar as suas passa-
gens a bordo dos paquetes desta companhia, nos
mezes de maior afluencia, tem a faculdade de as
tomar no dia em que os vapores seguem para o
sul, pagando, porm, como se fosse do Rio de Ja-
neiro.
Para o.iracaty.
0 hiatc Nicolao I, segu impreterivelmente at o
dia 15 do corrente mez pora o Aracaty, para carga
c passageiros trata-se com os consignatarios, ra
da Cadea n. 57.
Para a Baha.
O veleiro e bem conhecido brigue escuna Joren
Arthur, pretende seguir com muita brevidade; tem
Para o Para.
Pretende seguir nestes 8 dias o veleiro brigue
brasileiro Amelia, de primeira marcha, pregado e
forrado de cobre, tem parte de seu carregamento
prompto: para o resto que lhe falta trata-se com
os consignataris Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
& C, no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
l*ara Lisboa.
01 veleiro brigue portuguez Lajo III, capitao
Jos Januario da Costa, sanir com brevidade por
ter a maior parte do seu carregamento prompto,
I>ara carga e passageiros trata-se com o consigna-
tario E. R. Rabello, ra da Cadeia n. 65 ou com o
capitao na praca.
TIlivtTItO
DE
EHPREZA
DE
A. J. DIARTE COIMBRA.
GRANDE ESPECTCULO
Recita II re da assignatnra.
HOJE
Sabbado, 11 de Julho de 1863.
Para oRioCirande do Mil. com
escala pelo Rio de Janeiro.
Pretende sahir por estes 8 dias o brigue nacio-
nal Siqveira, tem a maior parte da carga prompta;
para o resto que lhe falta e escravos a frete trata-
se com o consignatario David Ferreira Balthar, na
ra do Brum n. 66.
LEILOES.
DE
Predios.
Como sejam:
Um sobrado de tres andares na ra da Cadeia
n. 34.
Urna casa terrea na ma do Queimado nume-
ro 25.
Urna dita dita na ra da' Alegra n. 11.
Urna dita dita na mesma ra n. 13.
Segnnda-feira, f3 de jiribo.
XAROPE TNICO REGENERADOR
DE QUINA E DE FERRO
Preparado por KIHALXT e C, pharmacenticos de S. A. I. o Principe Rapoleao laureada,
da Escola de pharmacia de Paria, roa de la Fenillade, 1. ^^
n,Em!.unTn,2ibi1aiRo """1*, &}**"> & am pequeo volme urna forma agradavel c nm orto datad*.
?1 Ztar^Jl? ^ dMeJ,TSo dentemente nno destes doua medicamento., e t "
*f J8^.**!/ "? tola medica, nem os qulmlcoi os mala dlsiineos o pod
at aqu; graca porem a perseveran?* hamana achao-se hoje sodadas esta, duas pbderoMi
cas, a taa.o tnico restaurador por excellencia, o ferr, a bate de nos smwT eco*
mente o reparador dos torcas e da saude atterada ou perdida. ^
SSa^e^rS^^
Ha apenas um anno que o Xarope de quina e t ferro fot nolicado nt hnsniUM Ar ^.ri. i .u.
hoje o medicameoto maisem voga, substituindo por aS dizer, effitZEm35ESi
O pros.eclo encerra numerosos certificados de muilos membros da Academ-sTdTitea rinT^nfc_
da hcnldadene atles.flo que mt, precioso medicando o \SSS!ffm^JBSB
o reconstituinte da lili i lat animal. mdpen.avfl as ytnim que hatttao pai.c. quenttTcoVJ
preservativo das epidemias.
do Sr llurthnloiiii-o-FranrlHro de S0mb; em casa dos Srs Sh
eipaea pharmacias do Braiil e de Portugal.
C, e bem assim rus prin-
Deposito geral em R'raambuco ra da Cruz n. 22 era casa de Caors d Barboza.
FinvmcAo o Koiuiii-iui na
BRUM \. ;H.
Este rmrito acreditado estaljelcpimento est prvido de um completo sortimento
machinismos proprios do fabrico d'assucar, a saber :
Machinas de- vapores as mais modernas- e mais acreditadas.
Rodas d'agaa> de ferro com seus pertcnecs.
Moends e mefas monto de todos os- tamaitos.
O agente Pinto, l^l/nenRr auioriado pelos li- Rodas dentadas; angulares e de espora.
qnidatanos da massa fallida de Jos Antonio Bas- Taxas .ip ferrn hirirL. t pn.rln
tos, levar a leilao no dia 13 do crrate os pre- lxas u.e 'erro ar"k,1 e COdl- _.
dios suppra mencionados, edificados em chaos pro- occas de fomalha pelo novo SVStema Wefeon.
prios e pertencentes a mesma massa, em seu es- Alambiques de fetTfi fundido.
criptorkr na ra da Cadeia n. f>, onde poderao os Fornos para cozer farinba.
Iiretendentes obtoremqoalquer informacao, oucom M0nhns nara mnev minili
os mesmos liquidatarios. Principiar as H boras f
d-
em ponto.
mandioca.
Arados americano; etc,, etc.
ij:ilvmi
DE
Predios.
Um sitio na estrada de S. Jos do Manguinho,
com grande sala de sobrado em terreno proprio, co-
xeira, estribaria, senzalla, casa de deiosito d'agua
do cncanamento, cosinha ao lado, baixa para ca-
pim, diversos arvoredos, murado na frente com
portao e grade de ferro.
Metade do sitio da Passagem da Magdalena,
tendo um bonito sobrado de um andar, caxeira.
estribaria, sensalla, murado com grdame e portao'
de ferro na frente.
QHBla-fera, 16 doeorreiite.
0 agente Almeida far leilao dos predios cima
pertencentes a massa fallida de Bastos & Lemos a
requerimento dos administradores e mandado do
Illm. Sr. Dr. juiz especial do commercio.
O leilao ter lugar porta da assoeiayao com-
mcrcial, s 11 horas do dia.
! Os senhores credores da massa fallida de
Camargo A Silva, sao convidado pelo presente pa-
ra apresentarem seus titibs de- vida aos admi-
nistradores da predita aawaa na eonformidade do
disposto no artigo 859 do cdigo cooamercial, para
em seguida se proceder ortteio.
Deseja-se muito fallar com os 3r<.:
Manoel de Suza Leao Jnior.
Horacio de Souza Leao.
Joao da Silva Santos (ompregndo na- estrada de
ferro.)
Jos Antonio Lopes Jnior (do Ro-Formoso.)
Francisco Cosario Jnior (senlior de engenho
em Nazareth); na ra do Crespo n. 17, loja.
3
nos dias uuar-
ESTEADA DE FEBEO
DO
AVISOS DIVERSOS.
LOTERA.
Contina a baver pao* de sentcio
tas e sabbados de cada semana, na pailaria" em
Saato Amaro, ao p da fundicao, 'p na ra da Im-
peratriz n. 22, ra do Brum, "confronle o cliatjiz
n. 47, e ra do Rosario parga deposito n. 36.
ALUGA-SE
I O sobrado de dous andares da ra do Pilar n.
6, tendo commodos para grande familia, cosinha
fra. terraeo e quintal com cacimba.
AKeuco!
Precisa-se muito fallar com os Srs. abaixo de-
clarados, moradores na villa do Cabo : Francisco
Camello de Paula Pacheco, Manoel Fauslino de
r a quinta parle da terceira lotera a bene- Mello Azevedo, Joao Rufino Ferreira, para negocio
flCio dO Gymnasio Pemambucano (3a con-, de interesse; no pateo do Terco n. 12.________
cesso), no' consistorio da igreja de Nossa Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 32
Senhora do Rosario da freguezia de Santo 'J18 eslwitaio Rosario-, na thesouraria das lo-
Antonio. -----------------------------------------
fk liilhete* o moir\< hilhoto* ichm-'w V abaix0 SgM ''-ni justo e contratado a
Us DiUKtts e meios pimeits acnamsc a m da |abnrna sta no ,u ,,a Estra(la Nova
venda na respectiva thesouraria, ra do U caxang, da qual dono o Sr. Ignacio Luiz de
Crespo n. 15, C as casas commissionadas Soiua Guido, por tanto previnc-se a quem scjul-
rua da Imperatriz n. 14, loja
Sbado 18 do corrente mez se extralii-
gar com algum dircito a mesma taberna, baja m
reclamar uestes tres dias.Antonio do Carato l
Sonso.
do Sr. Pimen-
tel, praca da IiHlqiendencia n. 22, loja do Sr.
Soares Pinheiro. ra Direita n. 3, Indica do
Chagas.ruada Cadeia n. 45, loja do Sr. Porto
e eui Apipucos estabelecimento do Sr. Fran-
cisco M. S. Mendes.
Os premios de 5:000/at 105 serao. pa-
gos lima hora depois da extraccTtO at as 4 ; andar; paga-sc bom ordenado.
horasda tarde, e os outros no diaseguinte, _._ O Sr. Francisco Jos Lopes
depois da destiibuico das stas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
RECIFE A SAO FRANCISCO
Pela superintendencia da ni.-ma scienlihVa->'
Jue do dia47 em diante Bcar o aviso o trem misto de carga que "Ta partp da Es-
cada para flaaoa Pimas. Os tren* ordinarios de
passageiros eoiifinnarftn conforme a tutela.
(AsBagnado)-itieqrdi imHi*,
SnrH'rinti'ndente Maa.
tTecisa-se de alngar una mulher aakaa para
cozinhar e estAf na cmipanhia de urna s ptssoa :
na ra da Imperatriz n. 70._________
Aluga-se na ra Imperial, junto a fabrica de
salan, o segundo indar da casa n. Mi : a fallar na
ra Direita; cas?, n. 6.
O Dr. COSMB de S Pereira conti-
na a residir iva na da Cruz i. 5:i,
Io e f andar, onde pode aajr | paaa>
rado para o pxvrcicio de sua ptaaV
sao medica, e com especialidade
sobre o seguirte
Io molestias
2'
3
Attenc!
Precisa-se de urna senhora que saiM i ver, coser e msica, com perfeicao, para profimA*
ra de meninas: quem se julgar com babililaeoes
para isso, dirija-se a sua do Appollo n. 7, priiniro
liOITICEi.
vinda de sua familia: na ra
numero 3.
tem una carta
da Cadeia do Recife
Aluga-se a casa terrea da ra da Alegra n.
42. DO haino da lioa-visla, muito propria para urna
familia grande, com quatro quartos, duas salas, co-
zinha lora, qninlal e cacimba: na ra da Cadeia
db Recife n. 47, loja.
Precisa-se
Nova n. 20.
de
Ama.
urna ama para rosinhar: na ra
0 thesoureiro das loteras desta provin-
cia, desejando extrahi-las em maior capital
e com menores intervallos, offerece a vanta-
gem de dous por centO quem comprar ._ Precisa-se de urna ama para cozinhar: na ra
para negocio, na quantiade 100f5paia cima; do Cabag n. 18, sobrado, entrada peto pateo da
assim como se propOe a estabelecer corres- malriz- ___________________________
de olho.>:
de peito :
dos orgos gemti
urinarios.
Em seu escriptrnio os doentes #-
rao examinados na uniein de ad-
entradas comecani o trabalho peV
doentes de olhos.
Dar consultas todos os dias das
l a- 10 da manhaa. menos mis dO-
mingos.
Praiicar toda e ijbIijbbt tparaa
fo que julgar convenpoote pan
prompto reslaheleciim'iit.- do?
loentes.
OfTerecc-se
um criado para casa de |x>uca familia ou de ib/nm
muco solteiro; sabe bem cosinhar e fazer roi.ipra-;
aluga-se tambem um moleque para o serriee pa-
terno e algum interno, de casi de familia : da-
(piellequeni precisar, dirija-se ai boceo B MM
a* 14, o acate a esta typographia.
pondencias para qualquer localidade da pro-1. Alaga-Be orna preta para
ZamU romnionrln i.iii.otac mor>c a lisias de una casa de pouca familia :
o servico
na na
interno
da Paz
numero 5.
LEILAO
DE
i'ma taberna.
Jos Joaquim Pereira, com autorisao de seus
credores far leilao, por intermedio do agente Pes-
taa, de sua taberna ra Direita n. 25, hoje 11
do corrente s 11 horas do dia.
LEILAO
DE
250 caixas com cebollas.
Hoje as 10 horas em poni, sem limites.
O agente Pestaa vender por conta e risco de
Representar-se-ha, a pedido, o muito applaudido' ?iem peencer, 250 caixas com excellentes cebol-
drama em tres actos ,as mais novas c memores que ha neste mercado
desembarcadas hontem doRelampago, as quaes serao
vendidas em um ou mais lotes a vontade dos con-
correntes, hoje 10 do corrente s 10 horas em pon-
to (por causa de outro leilao que o agente tem) e
sera effectuado no largo da alfandega.
Theivza, naco, 33 annos, avaliada em 200,5000
Mana Yov, crioula, 45 annos, avaliada em 6004;
Rartholomeu, nacao, 40 annos, avaliado oa o004;
Rita, mulher do dito, nacao, 36 annos, avaliada
em 600|>; Caetano, nacao, 40 aunos, avaliado
TRABALHO E HONRA.
Original do Sr. Cesar de Lacerda, autor da
v Probid.vde.
Entram em sceria os Srs. Fnrtado Coelho, Tho-
qiaz. Lisboa, Guimaraes, Penante, Lessa, Mizael,
Porto. Gomes, e as Sras. D. Eugenia Cmara, D.
Camilla, D. Joanna, D. Josepha, D. Leopoldina e
D. Jcsuina.
Findo o drama, os Srs. Furtado Coelho e Pedro
Justino executarao um
DETO CONCERTANTE
de piano e violino.
Em seguida ter lugar a primeira representacao
da muito jocosa comedia em dous actos,
0 CONDE DE PARAGAR.
PERSONAGENS.
O baro Gaspar. .... Coimbra.
Fernando de Almeida Penante.
Jos da Silva......Lessa.
Joaquim, criado.....Gil Braz.
Adelaide.......D. Eugenia Cmara.
D. Emilia.......D. Joanna.
Urna desconhecida. D. Jesuina.
Terminar o espectculo com a comedia em um
acto, ornada de msica,
MEIA HORA DECYNISMO.
Original brasileiro do Sr. Dr. Joaquim Jos
da Franca Jnior.
- Principiar s 8 horas.
AVISOS MARTIMOS,
LEILAO
Para o Rio de Janeiro.
O brigue Belizario, segu breve com a carga que
tiver, e a recebe por qualquer frele: a trata-se
com os consignatarios Marques, Barros & C, ou
com o capitao Manoel Marciano Ferreira.
DE
etade da easa terrea da rna da
Santa Cruz n. da quinta
parte da easa da ra Direita
n. SOS, e de um piano de
mesa.
iio.ii:.
O agente Pin levara novamenfe leilao, ser-
vindo de base as maiores offertas ebtidas no leilao
do dia 8 do corrente, os objectos snpramenciona-
dos pertencentes massa fallida de Antonio Cesa-
ro Moreira Dias.
O leilao ser effectuado s 11 horas do dia ci-
ma dito na roa da Cadeia n. 9, escriptorio do mes
mo agento; os pretendentes ao piano poderao oxa-
mina-lo desde j na ra do Sebo casa n.39.
IKIIAO
DC
Un terreno na rna Imperta! e *
canoas de carrelra.
HOJE.
O agente Piafo far leilao requerimento do in-
ventariante dos bens do finado Pedro Borges de
Cerqueira e por mandado do Illm. Sr. Dr. juiz de
orphaos, de um terreno com 60 palmos de frente,
na ra Imperial e duas canoas de carreira deno-
minadas Saudade e Venus, isso as 11 horas
deia n. 9.
As canoas poderao ser'examinadas na ves-
pera e dia do leilao, no porto das canoas em fren-
te do telegrapho.
vincia, remetiendo bilhetes, meios e listas,
ob fianca idnea; deventlo o pagamento,
clelles ser teito logo que sejam recebidas as | ^^-^^LT^^^^
istas e HOTOS bilhetes remettidOS. O tne-j cidade. mas que o seu valor nao exceda de 8005
soureiro certo da conveniencia desse negocio; ou 9003 quem a tiver annuncie por este Diario
convida aos Srs. eommerciantes da Victoria,
Goianna, RioFormoso, Nazareth, SermhSem
e mais localidades populosas da provincia, e
mesmo os desta capital, que o quizerem, a
entendercm-se com elle, na thesouraria das
loteras, ra do Crespo n. 15: advertindo
que receber em pagamento e sem descont,
os bilhetes premiados de todas as loteras
da provincia recolhidos thesouraria da fa-
zenda provincial.
Thesouraria das loteras, 20 dejunho de
1803.
0 thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
para ser procurado.
Precisa-se de um menino brasileiro de 1S
a li annos para a povoacao do Abreu: quem qui-
' zer dirija-se ra da Lap'an. 10._____________
Aluguel.
Aluga-se nma casa terrea na ra Veiha n. 22.
concertada e pintada de novo: a tratar na ra do
Sebo n. 24.
Precisa-se alugar um sobrado de uin andar
na cidade de Olinda, na ra do Vai adouro : quem
o tiver dirija-se a ra do Hospicio n. 23.
Precisa-se de um menino de 14 a 16 annos
para caixeiro- de loja de miudezas : na ra da Im-
peratriz n. 78. _________
Aluga-se una
casa de urna familia
negrinha para o servico dt
: na ra da Guia n. 26.
Casa.
Aluga-se- a casa da senhora viuva Machado, na
estrada nova do Cachang, com grande quintal
murado, estribaria e quartos para escravos, etc.:
quem pretender, dirija-se ao sitio Retiro no mesmo
lugar, que adiar com quem tratar.__________
Precisa-se alugar urna negra que seja dili-
gente e-de meia idade para, o servico de casa: n
praca da Boa-Vista, loja de cera.
Sitio paraalngar.
Araga-se um sitio com grande casa, cocheira e-
estribaria, no lugar dos Remedios, defronte da igre
ja a tratar na ma da Cadeia do Rocifo n. 4.
Luiz Ferro e Loiz Valentim, sbitos italiano?,
rao para o Maranhao.
A pessoa que annuncion no Diario querer
comprar una casinha do 8005 at 900*5, appareca
no Campo Verde, ourua do Socego n. 49, que acha-
ra com quem tratar.
Precisa-se de um rapaz portuguez para cai-
xeiro, preferindOrse dos ltimos chegados, anda
mesmo nao sabendo 1er : na ra Imperial n. 49.
Precisa-se fallar com o Sr. Joao Leoncio Tei-
xeira c Silva, official de carapina, para negocio de
seu interesse: na ra da Concordia n. 34, sobrado.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra
das Cruzes n. 39 : a tratar ao segando andar do
mesmo sobrado.__________________________
0 abaixo assignado, lestamenteiro e inventa-
riante do fallecido Fortunato Cardoso de Gouveis
faz sciente as pessoas credoras de mesmo, que
tendo de fazer inventario, lhe anresentem suaa
contas ou documentos para serem (rescriptas no in-
ventario, isto no praso de 8 dias.
Joaquim Lopes de Almeida.
I
Ra DO IMPERADOR
N. 22.
Grande armazem de tinta..
Eate annazem conten tudo qaanto
preciso |ira que a industria de pintura, de
qual ne r genoro que seja, desempenhe
seu tlm. isto 6, embelleiar, conservar e
reprodiuir.
Montado em grande escala c supprido
directamente por grandes fabricas de Pa-
ria, Londres e Hamburgo, pode ofTerecer
productos de confianea, e salisfazer qual-
quer encommenda grosso trato e a re-
tamo.
Os Srs. artistas pintores, e os donos de-
obras poderao escolher vontade, pois
qne tudo estar vista, as-differentes co-
res de que tiverem necesdade.
Ha tintas em massa b-em p impalpa-
vel, e como as obras a. envernizar s se
deve- empregar tintas muidas, e nao me-
reeendo conanca as quevem de fra para
commercio, por vclhas, e talvez falsifica-
das, neste annazem se as moer vis-
ta do consumidor, que- s assim ter tin-
tas frescas c verdadeiras.
Ha tambem ouro,verdadeiro, verde em
p eemfolha, pratem folha, p.debron-
zear de varias cores, diamantes para cor-
tar vidros, burnidors,naear superfina en-
carnada, amarelia e verde, tintas vege-
taes, azul, roxa,.verde e amareHa, inoflen-
sivas, nicas qe se devem empregar na
confeitarias, olleccSes de pinceis par
fingir madeira, com propriedde, e outros
de varias qualidades, vernizes, copal,
graixa, branco ou escuro para o interior
e exterior^ para etiqueta* e quadros, tin-
tas finas, em lubos, em cray5es ou pastel,
tellas para quadros, caixas de tintas finas
e papel para desenlio
Essencias aromticas verdadeiras, fras-
cos e vidros para vidraca de todos os ta-
manhos, e muitos outros objectos, coja
ulilidade e emprego s com a vista pode-
rao ser mostrados. ,
Joao Pedro das Noves,
Gerente.
afta
__;|
Precisa-se de urna ama de leile,
mas que tenha, quando- muito at 0
mezes decorridos na criacfio de que
se do Rosario n. :il, 3 ailar, por chai
do armazem de trastes do Sr. Mo-
reira.
ESCRIPTORIO
DE
AII1IM AH
Os hachareis Cicero Peregrino e Eduardo de
1 Barros mudaram o seu escripia* de advocaata
para a ra do Queimado n. 30,1* andar.
O escriptorio da redaecao da Academia Pop*htr,
mudou-se para a mesma casa.
Aluga-se um moleque de 14 annos nujifc es-
perto c proprio para servido de easa : quem viwr
dirija-se no principio da rna dn Hospicio, sobrad-)
de um andar com portao de fem ao la. lo.
MA.
Precisarse de urna ama que saiba
cozinhar : a tratar no becco da Boia n
dar.
l*aa-
Ptecisa-se de una ama que tenha bstanle e
bom leile, e que nao tenha filho : na rna do M>n-
dego, sitio n. I, ounarua daPraia armaaem n. 13,
enjo paga-se bem.______________^_^_
Desapparoceu ou furtaraiu no dia 8 de abril
do corrente anno, do engenho Sibir daSarra, tre-
guezia de Ipojuca, um cavallo rodado alanyiaJha-
do eom dous mal de besta nos pee, tem aaavem-
tura na ultima costclla de nm dos todoa, aawado-
res eonipridos. de sete para oito anaaa, ****
menos : roga-se, portanlo, a todas as auamdades
de o apjirelienderem, e levarem-mi audlto engenho,
a entregar a Anlomo Domingos da Cruz, ^ne gra
tiflear.
Aluga-se urna boa casa, a margen do rio Ca-
O Dr. J. Campos, com escriptorio de advoca-
da na Praca de D. Pedro II, sobrado n. i, precisa
.fallar ao Sr. Joaquim Pinheiro Jacome. subdito
Alessondro Topis, subdito italiano, retira-se portuguez, sobre negocio de particular interesse do
para o Rio de Janeiro, 1 mesmo Sr. Jacome.
pibaribe, propria para familia :
se dir quem aluga.
nesta trpographia
__Pela terceira vez roga-se ao Sr. padre Fran-
cisco Virissimo Bandeira, que antes de retirar----
para a sna nova morada de IW-niUv. queira mandar
a resposla da caita- que se tb dirigin, raa du
Mondego, olaria a 13.
AVISO AOS ARTISTAS.
compawe*-
araaaaaK
Sao convidados todos os artistas a
rcm no dia 12 do corrento, pelas 10 hora i
no salo do Caes d'ApoHo, onde se dio os tu***
pblicos, para a instattaco da respectiva cie-
dade.
Espera que nao faltem para com o concurso ge-
ral se poder com vantagem tratar dea aaaacaw o
sua classe. ^ ^_.
O Io secretario interino,
_________Frederk') Skmer-
AMA DE LEITE.
Aluga-se urna preta eseaava cm Uaatoe e
novo, e que tem pratica de trataaMOlo de cnaara;
guem della precisar falle na roa ao Crespo toja a.

ii mgj
-A

A*







AURORA RmiIiHA^TE.
de 1943.

Aluga-se o pri<
I vessa do Capel 1.
escriptorio ou poneal
da casa na tra-
Sooiem solteiro,
O prlmelroPrelecces theorico-pratlcas de escripia
raco mercantil.
O segundoJoces de arithmetlca com-
merclal, adoptadas pratica das operaces eom-
nerciaes e elementos do systema
mtrico com suas appllcaccs
ao commcrclo.
PRECO DE CADA VOLUME M.
C/>
N. 84-LARGO DA SANTA CRUZHV. 84. I
Nesle grande estabelecimento de molhados encontrar constantemente o res-
| peitavel publico um grande sormento dos melhores e mais novos gneros do
nosso mercado, e por precos baratissimos como abaixo demonstramos:
Esta obra, apear de elementar, vem precncher urna lacuna, que era sentida entre nos
onde fallecem escriptos de certas especialidades comaceesso a todas as intclligoncias ; e as-
sim o editor pensa fazer um servico dando-lhe publicidade, tanto mais quanto hoje, que as
transacefos commerciaes e industriaes vito entre nos tomando notavel dcsenvo-lvimento, deve
entrar na educaciio daquelles que se querem applicar a taes ramos da vida o conhecimento
dos principios da comptabilidade administrativa e commercial.
Com este intuito, sob urna forma esencialmente classica, reuniu o Sr. Dr. Witruvio os
principios da comptabilidade commercial no que tem elles de mais elementar? c coerdenou-
os de modo a facilitar o mais possivel o seu estudo s pessoas que se destinan) s profissoes
commerciaes, sendo taes a concisao e a clareza postas no desenvolvimento respectivo, que po-
de-sc aprender a materia, chegando-se a escripturar os livros por partidas dobradas" c appli-
ear o calculo s operac3es do commercio, seni carecer da intervencao de um mestre.
O prim
da escri)tura
i mu i i, i com ;
as sociedade
quer pelo da fonnarao, existencia e extinecao dellas em face da lei. Neste appendice, dupli-
radamente recominndavel por sna originalidade e pelo cunho de especialismo, tem o com-
mercianlc orna guia para sua direec.ao, qualquer que seja a forma da sociedade que contraa.
Completa esto volunte o specimenou resumo de urna escripturacao, ficticia verdade, mas em
tudo semelhante de urna casa de commercio ordinario, offerecendo unta serie de operaces
successivamente mais difflceis, que assJm inicia gradualmente a maneira de escriptura-las
nos differentes livros de unta casa de commercio.
O segundo, egualinente formulado sobre a obra de Kottinger, oceupa-sc particularmente
da arithmetica commercial com excrcicios e problemas [telo meto mais simples, fcil e breve
da regra conjuncta, acerca de todas as operares praticas usuaes no commercio, envolvendo
clculos de cambios de praca praca e por pravas intermedias, bem como negocios de bancos
com arbitragens de cambios, alm do desenvolvntento do systenta mtrico em suas relajos'
com o commercio, Ilustrado por meto de tabellas de conversao.
O editor nada mais accreseentar a estas breves palavras, que asss demonstram a im-
portancia real desta obra, devida a inteligencia e a applicacao aecurada do seu autor, senao
que ella de utilidade geral, e que a nenlium eommerciante e mesmo a homem algum de let-
tras licito deixar de possui-la em sua estante ; pois o commercio em suas variadas evolu-
coos, entende actualmente com tudo que se liga a vida.
A assignatura toma-se as livrarias dos Srs. Quintantes & Oliveira, Xogueira de Sou-
za, Juliao & Pereira e Geraldo H. de Mira, sendo realisada sua importancia pela (mota de cada
volunte ao sahir do prelo, para o qual ora entra o primeiro.
0 EDITOR.
DE
~\
DE
J. VIGNES.
X. 55. RA DO IMPERADOR X. 55.
Os pianos desta antiga fabrica sao hoje assaz conltccidos, para que seja necessario insistir sobre a
nunca falhar, por seren fabricados de proposito, e ter-se feito ltimamente melhoramentos iraportan-
ssimos para o clima deste paiz ; quanto s vozes sao melodiosas e flautadas, e por isto muito agrada-
vois aoe inw idos dos apreciadores.
Fazem-se conforme as encommendas, tanto nesta fabrica como na do Sr. Blondel. de Paris, socio
correspondente de J. Vignes, em cuja capital foram sempre premiados em todas as exposicoes.
No mesmo estabelecimento se acha sempre um explcndido e variado sortitnento de msicas dos
melhores compositores da Europa, assim como harmnicos e pianos harmnicos, sendo tudo vendido
por pr-fos muito razoaveis.
r/T ~V? "C "V~ <~v~ -y -vz -. ; ^- -y; ~y- -,- y-> r~r ^,~ ~o.C)
r ~yi :vr> y^^sr ^y~ ^-.^
INTERNATO
DE
*4,

ESTABELECIDO NA CIDALE DO RECITE
Director0 bacltarcl cm mauVmaticas
BERNARDO PEREIRA DO CARMO JNIOR.
O director do intermito de S. Bernardo, accedendo aos pedidos de varios paes dos
respectivos collegiaes, e de outras pessoas desta capital, removeu o seu estabelecimento
da Capunga para esta cidade.
Nao tendo evitado estorbos nem sacrificios para proporcionar aos seus alumnos
urna perfeila educacao pltysica, moral, intellectual e religiosa, offerecendo-lhes unta ha-
bitacao com bastantes condicoes de salubridade, habis professores que sao solcitos em
prepara-los convenientemente ao ftm que se destinam, medico pratico que llies faca
comprehender os preceitos da hygiene e lhes cure das doengas, efmalmente um sacer-
dote Ilustrado e honesto que lhes explique os principios da religiao christaa, espera que
assiin constituido nao deixar e seu estabelecimento de merecer dos Srs. paes de fami-
lias o auxilio e confianza com que j alguns o tem honrado -, e lhes roga, bem como
todas as pessoas interessadas, eme se dignem de visitar o mesmo seu estabelecimento,
onde sempre encontrarao franco ingresso.
O collegio tem a sua sede no espacioso edificio n. 32 ra da Aurora, contiguo ao
do collegio dos orphaos.
Nos estatutos do collegio, que estao disposieSo de quem os quizer 1er, se acham
consignadas as condicoes de entrada e matricula as diversas aulas do estabeleci-
mento.
Saceos com gomma muito alva
arroba 2,* e......2)5300
Ditos com farinha de Mag a. 75000
Ditos com farinha de Goyanna a 60500
Ditos com milho sem furo e
grandes a.......6)51800
Ditos com farelo de Lisboa a. 40500
Ditos com arroz de casca com
32, 26 e 20 cuias a 69000,
45500 e.......3500
Manteiga ingleza flor libra 900 e 1#000
Dita propria para bolos, libra
700 e........ 800
Dita em barris a 600 e. 680
Dita em barris com 20 e 24 li-
bras, hollandeza a. 800
Dita franceza em barris nova a. 680
Dita em libra 700 e..... 760
Dita de tempero...... 360
Linguicas, paios e presuntos
muito novos a...... 560
Queijos do reino a 2,5240 e. 20500
Ditos de prato li bra a 720
Ditos de manteiga novos a. 640
Carne de sol do Serid a. 400
Massas para sopa, libra. 480
Latas com bolachinhas de varias
qualidades muito novas a. 1^500
Ditas com figos de comadre mui-
to novos.......10500
Ditas com ameixas a 4/800,
20600 e.......10500
Ditas com massa de tomates libra 640
Ditas com fructas em calda para
diversos precos.....
Amendoas de casca mole, libra. 400
Toucinho de Lisboa muito novo
arroba 90500 e libra. 360
Cartas francezas finas a 320 o
baralho e duzia.....3?G00
Cartas portuguezasa 240 o bara-
lho e duzia......
Cervejas em garrafas, das me-
lhores marcas a 560, e duzia.
Ditas em meias garrafas e boti-
jas marca Tenent 320 e duzia.
Vinho de Lisboa muito superior
de varias marcas.....
Ditos mais abaixo, a garrafa a
400 e........
Ditos da Figueira das melhores
marcas a.......
Ditos do Porto, Chamico e ou-
tros a 640 e......
Ditos branco do Termo e Lisboa
muito fino a......
Ditos engarrafados o melhor
que ha neste genero de 10 a
Espirito de vinho a garrafa 280
e caada de 38 a 40 graos.
Champagne das melhores mar-
cas e para diversos precos.
Assucar christalisado do Mon-
teiro libra a......
Ditos refinados de 100, 120 a
Milho alpista arroba 50 e libra a
Passas, a libra 400 e. .
Cordas para pastar a 240, 320 e
| Ditas para andairae cento 30 e
Charutos finos em caixas, de
! 10500 a.......
Chas finos e grossos para va-
rios precos, sendo de 10600 a
Ditopretoal800e. .
Batatas novas em caixas e gigos,
arroba 2'500e libra a. .
Cevada nova libra a.....
Sparmacet a libra 700 e. .
Azeite de carrapato e de coco
a 320e. -.
M


Atlncf.
3-RIA ESTREITA DO R0SARI0--3
I
Francisco Pinto Ozorio contina a col-
locar denles artiliciaes^ tanto por meio de
molas como pela pressao do ar, nao re-
cebe paga al guia sem (pie as obras nao
fiquem a vontade de seus donos, tem pos
e outras preparaews as mais acreditadas
para conservacao da bocea.
Alugam-sc os dous segundos andares dos so-
brados ns. 31 e 39, da ra do Imperador, e o pri-
meiro andar do sobrado n. 63 da ra Imperial,com
excelientes commodos para urna grande familia a
tratar ra do Imperador n. 41.
Aluga-sc na cidade de Olinda, na ra de S-
Pedro Martyr, a casa n. 22 : a fallar com o vizinho
da ntesma, Manoel Marques de Santa Anna, ou no
Recife, na ra Direita, casa n. 6.
Wild & Just mudaram seu arniazent da praca
do Corpo Santo n. 13, para a ra da Cadeia n. 14.
4*000
300O
20000
100
160
640
400
Todos estes gneros e outros, que deixaraos de expr ao publico, sao das me-1
lhores qualidades possivel, e em porco fazer-se-ha g rande abatimento.
j&t *S* *S*
FOGO! FOGO! FOGO!
Na fabrica da viuva Rufino contina-se a
fazer-se, por precos commodissimos, todos
os artigos tendentes sua arte, como se-
jam : pistolas, buscaps, rodinhas, etc.: a,
tratar no oitao do armazem do gaz da ra i
do Imperador, armazem da bolla amarella. I
DENTISTA DE PARS
19Roa Nova-19
Frederico Gautier, cirurgiao dentista,
faz todas as operacdes de sua arte, e col-
loca dentes artiliciaes, tudo com siperio-
ridade e perfeicao, que as pessoas enten-
didas Ihe reconltecem.
Tem agua e pos dentiicio.
Ao n. 29.
Noca laja dos barateiros, ra do Queimado.
Chitas francezas multo finas, covado a 300,
320 e 360; baloes de panno, -a 3&00; fustao de
cores, covado a 320; cassas francezas fazenda
muito fina, a 500 ris a vara; cambraia lisa de 10
jardas, a 35300 ; dita fina, peca de 20 jardas, a
oaooo, las mimo mas para vesuuo, lovado a
300.
NOVO ESTABELECIMENTO DE MEDICINA HOMEOPATHICA
RA HOVA ff. 43.
0 Dr. Sabino 0. L- Pinho mudou o seu CONSULTORIO para a loja de marmore
ra Nova n. 43, onde continua a dar consultas todos os dias uteis desde o meio dia at
2 horas.
Os enfermos, (fue o procurarem logo na invasao da molestia, sem que hajam to-
mado qualquer remedio, nem allopathico, nem homeopathico, pagaro metade dos precos
estipulados. Esta concesso tem por fim facilitar a cura de molestias, que podem tornar-
se complicadas pelos emprego intempestivo da therapeutica e ao mesmo tempo adquirir
para a homeopaiia maior numero de adeptos pela bateza da cura.
Em attenco as pessoas pobres, que nao podem sahir de dia, o Dr. Sabino resol-
veu dar duss consultas por semanas as tercas e sextas-feiras das seis as sete horas da
nojte. /
Os chamados para visites e conferencias devem ser dirjgidos por escripto ao con-
sultor desde 8 horas do dia at 8 da noite, na certeza de que sero attendidos na ordem
de sua precedencia, salva a circumstancia de eminente perigo.
ah i it 11 \< i\.
O novo consultorio est prvido dos melhores medicamentos, desde a primeira
at a trigsima dyDaminjsaco.
E como os mdicos hespanhes e allemaes nao cessam de certificar a major effi-
cacia das ultissimas dynaminisaces do Xratamento das molestias chronicas, o Dr. Sabino se
oceupa agora de elevar os seus medicamentos s potencias mais altas (por ora at 200.a).
alim de verificar por si mesmo a forca dynamica, que se Ihe attribue.
Os mdicos, que quizerem experimentar taes dynaminisaces poderao dirigir ao
consultorio suas reeeitas, que serao aviadas gratuitamente para os pobres.
No mesmo consultorio se vende a novissima ediejo do Thesouro homeopathico
ou Vademcum do hotneopaOia, obra indispensavel a dos que querem usar da homeo-
I pathia.
Tudo o que diz respeito nova medicina se acha abundantemente neste novo estabe-
lecimento.
r Ao n. 29.
Nuca toja dos bartenos, ra do Queimado.
Paletots de alpacamesclada, a45000camisas
inglczas a 1&600; brim lona de linho, vara a r.'io:
grvalas de seda superior, a 500 reis; ricas abo-
toaduras para colete, a 500.
Ao n. 29.
Nova loja dos barateiros, ma do Queimado.
Neste estabelecimento vendem-se os artigos se-
iriiintes por menos de metade do seu valor: franja
de algodao branca pe^a de 43 varas, a 1^600;
bicos pretos de linho, vara a 120, 160, 240 e 320;
botoes de veludo, de seda c de fustao, duzia 120
reis; rendas finas peca de 10 varas, a 500; en-
tremeios muito largos" e inuito finos, pega a 45500;
touquinhas de vidrilho para enancas, a 500 reis.
Cajupos ec Lima, avisam seus devedo-
res desta praca que deram procuracTio ao Sr.
Melquades Antunes dAlmeida, para receber
o que lhes deve amigavelmente; e no caso de
assim nao pagarem. sercm chamados ao juizo
competente, o que fazem publico, para depois
de citados nao \irem queixar-se, ainda mes-
mo que a divida seja de tres ou quatro annos,
e exgotados todos os meios prudentes, tanto
por nos como pelos caixeiros.
D-se no sobrado *n. 98 da ra Augusta
1:3005000 a juros, garantidos por hypotheca em
casa terrea nesta cidade.
Koabo.
Ronbaram da ra do Destino n. 13 na noute de
3 para 4 do crreme, um relogio de ouro patente
suisso, com os nmeros 14,970 e 3,232; por tanto
roga-se aos sniores .4 qnem for oflerecido de terem
a bondade de avisar n TO* da Imperatriz n. 7,
onde se recompensar.
Aluga-se o armaiem da ca.*** da ra do Apol
lo n 1; a tnoar na ra do Vicario > 3, primeiro
andar.
Advogacia.
O bacharel Jos Ladislao Pereira da Silva advo-
ga nos auditorios desta cidade, e tambem encarre-
ga-se de qualquer questao para fra del la; pode
ser procurado, em casa de sua residencia, ra
do Imperador n. 46 qualquer hora.
Na ra Velha n. 8, cosinha-st: para fora por
prego commodo ; quem pretender dirija-se a mes-
ma casa para tratar.
CASA DE SAUDE
Em Santo Amaro
Do Dr. silva Ramo.
nico estabelecimento desta natureza
que existe entre nos, montado do modo
que pode com todo o commodo e zelo tra-
tar qualquer doente, que nella seja reco-
mido. J
O edificio magestoso e conscrva-9e
em perfeito estado de limpeza e conve-
nientemente mqbiliado.
Os doentes sao separados, segundo os
sexos, natureza das molestias e condicoes
sociaes.
Ha quartos fortificados para os alienar
dos, e unta enfermara para as part*
rientes.
O proprietario encarrega-se de qual-
quer operacao.
O estabelecimento franqueado qual-
quer pessoa que o queira visitar.
Primeira classe 35000 diarios.
Segunda dita.... 25500 >
Terceira dita.... 25000 >
Para que qualquer doente sejaali rece-
ido, basta que se mande onome do doen-
te e da pessoa que o remette, com a de-
claracao da morada.
O proprietario aceita contratos annuaes
com qualquer que queira ter um ou mais
leitos sua disposicao.
SAQUES
Sobre Portugal.
O abaixo assignado, agente do Banco
Mercantil Portbense, nesta cidade, saca
elTectivamente por todos os paquetes so-
bre o mesmo Banco para oPorto e Lisboa,
por qualquer somma, vista e prazo,
todendo logo os saques prazo screm
descontados no mesmo Banco na razao de
quatro por cento ao anno aos portadores
que assim Ihe convier: as ras do Cres-
po n. 8, ou do Imperador n. 51.
Joaquim da Silva Castro.
Dionizio Ferreira de Oliveira, Portu-
mez retira-se para o Rio de Janeiro.
Precisa-se de um caixeiro para taberna
de 12 a 14 annos: a tratar na ra da Sanzalla
Nova n. 9.
Antonio de Almeida Gomes e Joa-
quim Lopes de Almeida, irmao e tio do
fallecido Miguel de Almeida Gomes,
summamente agradecem a todas as pes-
soas que se dignaram assistir ao officio
fnebre na igreja do Corpo Santo e acom-
panhar sepultura os restos mortaes do
dito seu irmo e sobrinho, e com muita
especialidade aos Srs. Tasso Irmos, de
quem elle era empregado, a solicitude
que lhes mereceu at o ultimo mo-
mento. E tendo de mandar dizer no
sabbado 11 do corrente mez, na referi-
da igreja do Corpo Santo, pelas 7 1 /^ho-
ras da manhaa, urna missa pelo repou-
so eterno do finado, rogam todos os
seus amigos e aos do mesmo finado o
particular .obsequio de a ella compare-
cerem, certos de que com o cumpli-
mento desse ultimo dever religioso
mais ainda se tornaro credores de sua
eterna gratid5o.
6 borato mu relogio e
siubo, iuvfrbom regulador e fe M__
como urna ea*fc rdo^ fe* Q.
de untas casas novas, quo l se dir.
MDANCA.
0 rival sem segundo mudou o sea eslabe-
lecimento do n. 55 para o n. 49 da mesau
ra i; contina a vender em todas doas tojas
as miudezas abaixo declaradas e qoeiram
prestar toda attencao:
Sabonetes inglezes muito finos a
100 e......... vto
Frasco d*agua de colonia peque-
no muito fino.....
Dito dito grande muito superior.
Frascos de macassar perola a.
Ditos de macan oleo a. 1#0
Frascos de oleo Barbosa a 240*
320 e........ 4i0
Dito dito muito superior a 500 e 640
Dito de banha muito lino a 400 e 5M
Frascos de Lavande muito superior. 5tO
Garrafas d'agua celeste muito su-
perior a........ i -juuO
Frascos de cheiro muito finos a
500e......... 8tO
Ditos de banha pequeos muito fina. 200
Dito de opiata pequeos. 200
Thesouras muito tinas para unhas. 109
Gravatas de seda de cores ... 509
Luvas brancas de algodo ... 100
Caivetes de 2 folhas muito finos. M
Caixas de colxetes francezes e car-
toes ......... 40
Grampos de caracol e lisos. 49
Caixas de vidro com 12 dedaesde
metal......... 320
Massode palitos lixadospara dentes. IftO
Grosas de botoes de ac para calca. 320
Caixas com 0 frascos de cheiro. 1**9
Escovas para cabello muito linas 640
Carteiras de marroquim muito finas. 640
Pefas de tranca lisa encarnada. 20
Tinteiros com tinta muito superior. 160
Ditos de vidro com tinta mais in-
^ ferior......... 190
Cartas de alfinetes francezes 49
Cornetas de chifre para meninos 80
A commisso directora da sociedade
Bella Armona, pelo presente convida
a todos osmembros desta sociedade,
assim como a todos os amigos do seu in-
feliz director Miguel de Almeida Gomes,
para que comparecam na igreja do Cor-
po Santo, no dia 12 do corrente mez
pelas 8 horas da manhaa, assistirem
a missa que a mesma eommiss5o tem
do mandar celebrar polo repouso eter-
no do seu sempre e muito chorado di-
rector.
Correa Jnior,
1." secretario.
V V *


-* Aluga-se a casa terrea da ra Imperial
66 : os pretendentes dirijam-se Caixa Filial.
11.
Alugam-se a loja do sobrado n. 193 e armazem
n. 171 da ra Imperial, o armaaem n. 4 da ra do
Apollo, e a casa n. 27 da ra do Burgos: na ra
da Aurora n. 36.
Alugam-sc
Dous armazens pequeos na travessa da Sanzal-
la Velha, por detraz da loja n. 50 da ra da Ca-
deia. muito prximos alfandega e ao caes do
Apollo, e por isso proprios para qualquer fim e
servirem para um s por terem communicacao;
tratar na sobredita loja com Cunha e Silva.
O solicitador Flix Francisco de Souza Ma-
Stildes mudou-se da ra de Hortas para o largo
o Paraizo sobrado de dous andares n. i6, onde
morou o Sr. escrivao Brito.
Precisa-se alugar
em um dos arrebaldes mais prximos desta ci-
dade, um sitio com grande baixa para capP> 0,a-
fia e embarque: na ra Imperial n. 64.
CRIADO.
Aluga-se um criado, para um estudante,
ou casa de pouca familia: a tratar na mesma
coxCira.
ALVICARAS A NOVIDADE.
Sao chegados loja das columnas
na ra do Crespo ri. 13 de Antonio |
Correa de Vasconsellos & C. riquis-
simos cortes de la muito fina com
barras estampadas e matisadas Im- H
peratriz Eugenia, cores as mais deli- ^
cadas como sejam: cor de ganga, de
lyrio, cinza etc., fazenda fnteiramen-
te nova e nunca vista em Pernam-
buco.
CASAS PARA ALUGAR-SE.
Alugam-se o 2o andar da casa n. 51 e 3o
n. 53, ambos no Recife, ra da Cadeia: para
ver se acharao as chaves dos mesmos na lo-
ja n. 51, do Sr. Joo da Cunha Magalhes.
{-Jl?}@!
Joao
amos, medico pela Uni-
versidade de Coimbra, d consultas em
sua casa, na ra Nova n. SO, das 8 s 10
horas da manhaa, e das 4 s 6 da tarde, c
recebe egnalmente onvites para dentro
ou fra da cidade, com o fim de se encar-
regar de qualquer servico de sua profis-
sao.
Os chamados deverao vir por escripto.
Imposto provincial de 9500.
O abaixo asignado, arrematante do imposto de
2#300 por cabeca de gado vaceum que for consu-
mido na comarca do Becife, manda publicar a pri-
meira condicao do termo de arrematacao para co-
nhecimento das pessoas quem possa interessar.
Primeira condicao.
Que o arrematante poder haver si tudo quan-
to pertence cobrar-se para a fazenda publica
do rendimento do dito imposto, que consiste em
SoJoOO por cabeca de gado vaceum, que for consu-
mido na comarca do Becife, sendo extensivo este
imposto ao gado que os proprietarios e mais pes-
soas mataron para o proprio consumo e de suas
fabricas.Antonio Moreira de Mendonca.
Fugio no dia 9 do corrente mez, da ra da
Praia o escravo de nome Benedicto, idade 18 a 20
annos, crioulo, baixo, cheio do corpo, cor preta, fui
vestido com calca de ganga parda e camisa do ma-
dapolao, chapeo de baeta, um pouco velho : quem
o pegar o levar na rita da Praia n. 4 em casa de
Francisco Ayres, generosamente ser recompen-
sado.
Alugam-se as tojas do sobrado n. 44, em a
ra da Aurora : nesta mesma ra n. 10,
dir-se-ha quem aluga.
Gustavo Bergen, snbdito Prussiano, retira-sc
para a Europa.
COMPRAS.
Compra-se elTectivamente ouro e prata em
obras velhas: na praca da Independencia n. 22,
loja de bithetes. _________^________
Cuinprani-se garrafas vasias : na ra Direi-
ta n. 14.
COMPRA-SO
cobre, latao e chumbo veHto: no armazem da bola
amarella da ra do Imperador.___________
Compras.
Compra-se um cofre forte e cm bom uso : a tra-
tar na ra da Cruz n. 19.
VENDAS.
YENDE-SE um clarinete e um metho-
do para o mesmo: nesta typographia se dir
quem vende.
Vende-se urna mobilia de amarello com
pouco uzo; a tratar na taberna do pateo de S.
Pedro n. 1.
Ceblas superiores em resteas, a cinco
mil ris o milheiro no Caes da alfandega n.
1, armazem de Tasso & Irmiios.
PADARIAa
Compra-se ou aluga-se urna padaria, quem
quizer fazer este negocio annuncie.
Precisa-se de um caixeiro na ra Direita
99, taberna, que seja Portuguez._______
ir
Francisco Manoel Alves subdito portuguez,
retira-so para fora da provincia,
Vende-se
um quarto cor castanha muito novo, pro-
prio para cabriolet, ou troca-se por urna
vacca de leite com cria, e boa quahdade: na
ra da Paz n. 5. _______________i
Vndese
urna carroca nova, bem construida e pintada;
assim como um boi crioulo: juntos ou sepa-
rados.- a tratar na estrada do Caxang na ta-
berna amarella.
OSTRAS
em caixas de 24 latinhas de urna libra no ar-
mazem de Tasso & Irmaos ra do Amorim
n. 35.
Agua de Vechy natural.
Chegada ltimamente pelo Solferim: roa
da Cruz n. 2. armazem de feMoro, Netto
dC.
Vndese
um cavallo do serto, muito bom andador,
pois S(i proprio para quem quizer fazer
urna vugOal langa, tendo sempre .le viajar,
a commodo, pois j esperimentado; na ro-
xeira de carros de passeio do Sr. Quinteiro,
na na Nova, aianra-se vender barato.
GELOSIAS.
BORRACHA DE SEDA.
A loja da Aurora da ra larga do Rosario
n. 38, recebeu borracha de seda muito nova
para borzeguins a qual se vende barato.
SEMENTES.
Vende-se sementes de hortalizas muito no-
vas chegadas no S. Manoel Io: na ra da
Cadeia do Recife n. 25.____________
Atenientes
muito novas de hortalice ; na ra do Queimado
numero 47.
POLKA CACA
(Segundo e orijil 1
PARA PIA\0.
Vende-se na loja da Esperanca, roa do
do n. 39 A.
Vende-se urna taberna na roa de S. _
n. 43, sortida e bem afregueada : a tratar
mesma.

CASA E.H LIMK.
Vende-se ou aluga-se por presos commo-
dos, a casa terrea n. 16 de quina, lado do
poente; a tratar na mesma cidade, roa de Ma-
thias Ferreira n. I, com o Sr. Jos Jacintho
Pavo; ou na Boa Vista, Ilha dos Ratos, roa
do Seve, n. 16, com los Maria Seve.
Burras.
Cofres patentes inglezes, prova de (igo,
garantidos pelo fabricante Milners, de Liver-
pool : vendem-se na roa da Cruz n. 2, ar-
mazem de Isidoro, Netto A C.
Toalhas, guardanapos. anean
de linho.
Vende-se na ra do Crespo loja n. 8. es-
quina da ra do Imperador, as melhores toa-
lhas de linho .para rosto e mesa, guardana-
pos de linho e de algodo, meias linas .le li-
nho para homem : por preco commodo.
A FLORIDA,
lina do laciniado n. 33. esqiii-
na que volta para a Congrega-
c5o, vende-se:
Cambraia de seda Florida a 800 rs. 1
covado.
Lzinhas para vestidos a 400 rs. o covado.
Organdjs, sendo a I rs. a vara : latn-
deni ver as amostras para conhecer a pe-
chincha.
Estampas Dnas.
Na loja da Aurora, na ra larga do Rosa-
rio n. 38, recebeu-se vario sortimento de
estampas de differentes santos.
55lina da liuperalriz 44
Sempre tem gelosias para vender, moda
da Europa, por preco razoavel, tambem coo-
eerta, pinta e poe filas as mesmas._______
FAZENDAS BARATAS
27Ra de Qaeiaaa27
Custodio, C arralho C.
Madapolao
enfestado fino, tendo 20 varas cada pera por 8JL
Organdjs a 2 tO rs.
Cambraias organdys finas a 240 rs. n covado.
A 320 rs. esrtf.
Finos cortes de collete de fustao, proprios para
roupa de tneninus, ik-Io barato prejo de 3*) rs.
Fofas a M$3.
Fofas ou calcinitas para meninos e sentaras'
sendo de ricos bordados, e pelo baratsimo prero
detfMWk
Leos de panno
de linho fino a af.
C'obertas
de cltita chineza pelo barato preco de 2*.
Filo de linho
fino a 700 rs. a vara.
Bramante
de linho com 10 e 11 palmos de largo, prero de
1,5800, 2$ e J5200 a vara.
Cirands
sortimento de chitas frsnceza^ e ontras naM
fazendas, baloes de 30 arcos 3#600.







J-







I
I





NOVA EXPSITO
ua leja do Pavao, de faiendas
tissimas.
Un 8
Pecas1
'"ai-a- rai"has
"*,a cada
305OO;
Neste estabelecimento acha-se constante- 12IL.:,
mente um grande sortimento de fazendas UE
de gosto e de priraeira necessidade, sendo Cortes de cachemira
1600 rs. vende o Pavo.
Ilransparente com pal-
cor, tendo8 iri
ditas mais
raa de salp
a 45: s na
>ja e armazem do
da Escocia, a 2:000, u
toja do Pavo.
Vendem-se esta nova fazenda muito encor-
tanto proprias para a praca, como para o
mato ; de todas as fazendas d3o-se livros de
SSEfc'SJtft GS iT. hlBK* sSt fifi
xeiros da loja do Pavao.
Lias garlbarldlnas, a 440 rs., na
loja d Pavo.
Vendem-se as mais modernas laas garibal-
dinas de quadrinhos transparente, proprias
para vestidos de senhoras e roupinhas para
meninos, por serem os padroes mais" moder-
nos que tem chegado de Paris, a 4 40 rs. o
covado na loja do Pavao, ra da tmpera-
triz n. 00, de Gama & Silva.
Las transparentes, a ftOOrs.,
na loja do av3o.
Vendem-se as mas modernas lazinhas
transparentes com palminhas matisadas e de
cores muito delicadas, a 410 rs. o covado;
ditas entestadas de urna scr com quadri-
nhos, fazenda muito fina, a 500 rs. o covado;
ditas matisadas de muito bom gosto, a 560 rs.
e covado ; ditas de quadrinhos, a 400 rs. o
covado: s na loja do Pavao, ra da Impe-
ratriz n. 60, de Gama 6 Silva.
L&as com 8 palmos de largura.
na loja do iavo,
Vendem-se lazinha enfestada propria para
vestidos, com 8 palmos de largara, sendo
fazenda mais moderna que tem vindo ao
mercado pelo baratissimo proco de i #600 o
covado: s na ra da Imperatriz n. 60, loja
do Pavao.
Las para vestidos, a aso rs.,
so na loja do Pavo.
Vendem-se lazinhas enfestadas proprias
para vestidos, pelo barato preco de 280 rs. o
covado, sendo muito mais barato do que chi-
ta; ditas transparentes, a 240 rs.; ditas 13a
e seda, a 440 rs. o covado: s na ra da
Imperatriz n. 60, loja do Pavao.
Cassas a 'iOO rs. o covado.
Vendem-se cassas francezas de padroes
miudinhos e cores fixas pelo barato preco de
200 rs. o covado; ditas finas a 340 e"320
rs. o covado: s na ra da Imperatriz n. 60,
.oja do Pavao.
Organdy, a IO rs. o eovudo,
na loja do Pavo.
Vendem-se organdy de cores matisad, fa-
zenda que val muito mais dinheiro, pelo ba-
rato preco de 240 rs. o covado ou 400 rs. a
vara: s na ra da Imperatriz n. 60, loja
do Pavao.
O Pavo vende os modernos ves-
tidos hala.
cora barras Mara Pia, sendo s mais
modernos que que tem vindo ao mercado,
com a saia de um s panno, tendo bastante
fazenda para o corpo, e vende-se pelo barato
preco de 35500 cada um: esta pechincha
s existe na ra da Imperatriz n. 60, loja e
armazem do Pavao.
Cortes de fantasa, a G, na
ola do Pavo.
Vendem-se ricos cortes de cambraia fanta-
siadas seda, pelo -baratissimo preco de 65;
ditas, a 40; ditas, a 35500: s na ra da
Imperatriz n. 60, loja e armazem do Pavao.
Cortes de cambraia, a 205OO.
na loja do Pavo.
Vendem-se cortes de cambraia brancos com
babados,' a 25500; ditos, a 45; ditos com
barras e babados de seda, a 33, 35500 e 4-5;
s na ra da Imperatriz n. 60, loja e arma-
zn do Pavo.
Cortes de cambraia chineza, a
4, na loja do Pavo.
Vendem-se ricos cortes de cambraia chine-
za, os mais modernos que tem chegado, sen-
do brancas com lindissimos padrote, pelo ba-
rato pre?o de 45 cada corte, tendo bastante
fazenda para um vestido: isto s na ra da
Imperatriz n. 60, loja e armazem do Pavao.
AJpakim ou gorguro de linho,
a 'i lo rs,, so no Pavo.
Vendcm-se alpakim ou gorguro de linho
proprio para vestidos c roupas de crianca,
pelo barato preco de240rs. o covado: s
na ra da Imperatriz n. 60, loja do Pavo.
Baldes II 3)9500, s o Pavo.
Vendem-se bales americanos que sao os
melhores, tendo 20 arcos, a 35500; ditos
de 30, a 45500; ditos de 40, a 55; ditos
de bramante, a 35500 e 4$; ditos para me-
ninas, a 20 e a 30: s na ra da Impera-
triz n, 60, loja e armazem do Pavo.
Vestidos para menino, a 28.
Vendem-se vestidinhos para meninos, sen-
do muito bem feitos, a 20 cada um: s na ra
da Imperatriz n. 60, loja e armazem do
Pavo.
Cortes de chita, a *#.>00. na
Ma do Pavo.
Vendem-se cortes de chita com 12 lr2 co-
vados cada um, a 20500; ditos com 10 cova-
dos, a 20; cortes de cassa miudinha de co-
rea fixas com 10 covados, a 20; ditos de
organdy matliisado com 10 covados, a
20100: s na ra da Imperatriz n. 60, loja
do Pavo.
escuros e alegres, afiancando-seque nao des-
bota, a 2)5 o corte para calca, ou 580 rs. o co-
vado para paletot, colete etc.: s na loja do
Pavo, fu da Imperatriz n. 60.
Os paletots do Pavo, assobrecasaoado a 12:000 rs.
Vendem-se paletots de panno, sobrecasacas
de panno preto muito bom e muito bem
feitas, a 120: sobrecasacos de dito, a 140;
paletots sacos de dito, a 70; calcas de cache-
mira da Escossia, a 30 ; ditas de casemira
preta, a 50; ditas de casemira de cor, muito
lina, a 70 e, a 50500 ; coleles de casemira de
cor e preta; paletot de casemira de cor,
a 70; tudo isto para apurar dinheiro: s
na ra da Imperatriz n. 60, loja do Pavo.
Cintas largas 280, s o Pavao.
Vendem-se chitas francezas com toque de
mofo, tendo padroes miudinhos, a 280 rs. o
45-EUA DEUEITA--45
Eia, rapasiada, coragem! parece que j
entregastes os vossos joanetes aos duros sei-
xo8 do pessimo calcamento da nossa eidade!
S se observa em vossos ps botinas acalea-
nhadas e gastas at ultima sola; sapates
rasgados e quasi sem saltos___nem tanto!
Vendem-se os melhores bales que tem a quebradeira nao deve chegar at este pon-
irara vende as eelxa.
Vende& ricas colxas avelud;
rama, a 80800, ditas de fusto a 1
de dito a-80000, brim de lrahaTH
raneo a800rs. a vara, dito de linho puro
10, WM20, 10280 e 10600 a vara; na loja
rdi arara ra da Imperatriz n. 56 de Mendes
Gui maraes.
Bales da arara detOa 40
arcos.
ARMAZEM DE MOLHADOS
DE
vindo americanos de 20, 2o, 30, 35 e
40 arcos, a 40, 40500 e 50, ditos de ma-
dapolo bem feitos a 30500 e 40, ditos de
to f Vinde ra Dircita munir-vos de excel-
ente aleado com 40 e at 60 por cento
menos do seu valor.... attendei:
brilhantina a 40500, bales saias de cordo Borzeguins, Nantes, bezerro c va-
que faz a vez de balo a 20; na ra da Impera-
triz arara n. 56.
Arara vende mauguitos a
OOO.
Vendem-se manguitos e golinhas de linho a
20 o par, golinhas para meninas a 400 rs.,
ditas para senhoras a 400 rs.; na ra da Impe-
ratriz n. 56.
ntremelos da arara.
Vendem-se pecas de entremeios transparen-
tes a 10, tiras bordadas de largura de 24 de-
dos a 10280 e 10600 a peca, corles dela
Mara Pia a 40, ditas de lia chine com
22 covados a 80, ditos de onrandvs com 15
covado, afiancando-se ser cor fixe e que solta; varas a8 ditos ^ 9 varas g^jfo na
1^!JT TJe*ll:J? m nia da Iffipe"! Imperatriz n. 56, arara de Mends Gui-
mares.
ratriz n. 60, loja do Pavo. f
Fazendas brancas, na loja do
Pavo.
Vendem-se pecas de madapolo enfestado,
francez, com 20 varas, a 80; ditas com 12
jardas, a 40; .dito inglez muito fino, a 70,
70500 e 80; ditos muito superior, a 100;
lites de 40 jardas muito fino, a 40800 e a
50600; algodoanho muito encornado, a
40800, 50500 e 6$; bretanha com 4 pal-
mos de largura, muito fina, a 10 a vara;
pecas de cassa de cordo para babados, com
6 varas, a 30500 ; ditas com 12 varas, a 70:
Os manguitos e golinhas do
Pavo.
pechincha, a 320 e a 100 rs.
Vendein-se golinhas de fil, bordadas, a
400 rs.; ditas.de cambraia, a320 rs.; cal-
cinhas para meninas, a 500 rs.; manguitos,
a 500 rs.; manguitos com golinha, a 800
reis:; manguitos de cambraia, a 320 rs.: s
na ra da Imperatriz n. 60, loja do Pavo.
Chegaran em dlreltura a loja
do Pavo.
queta 2 e meia solas
Borzeguins, Nantes, bezerro, va-
queta e lustre 2 solas. .
Borzeguins, francez e hamhurguez,
bezerro, lustre e couro de por-
co_70e........
Sapates, Nantes, bezerro e vaque-
ta 2 e meia solas.....
Sapates, Nantes, vaqueta, lustre e
bezerro 2 solas......
Sapates, Nantes, sola e vira. .
Borzeguins para senhora, nglezes.
Ditos para menina, com laco. .
Ditos de ditas, de cores. .
Sapatos para senhora e homem,
tapete........ .
Sapatos de borracha para senhora.
likm idem para meninas. .
*J6t
anoa
a
ze
ea.
Chitas da arara.
Vendem-se chitas francezas finas a 320,300
e 406 rs. o covado, riscado francez a 280
rs. o covado, aberturas para camisas a 240
rs., ditas de linho de cores a 160 rs. o cova-
do, tarlatana de cores a 100 rs. a vara; na ra
da Imperatriz n. 56.
Cortes de casemira da arara.
Vendem-se cortes de casemira enfestada
escura a 20, cortes de brim para calcas a
10 e 10220; naruadalmperatrizlojadaarara
n. 56 de Mendes Guimares.
CHEGADO A VAPOR
sO para o vigilante.
Ale que chegaram as lindissimas camizinhas com
colarinhos, punhos e gravatinhas, todas bordadas,
pois sao de melhor gosto que as senhoras podem
encontrar : s no vigilante, ra do Crespo n. 7.
Capel las para noli as.
Tambem chegaram as riquissimas capellas bran-
cas ornadas com urna linda palma para peito, o
molhnr gosto que possivel : s no vigilante, ra
do Crespo n. 7.
80500
80000
60000
50500
50000
40000
40000
30500
20800
800
10400
10000

d*
uJ
Vendem-se a 1:600 rs. o covado.
Acaba de chegar pelo ultimo vapor, um
lindo sortimento de lazinhas transparentes,
tendo urna s cor, lizas e de quadrinhos
miudinhos e mescladas, propria para vesti-
dos de senhoras, capas e zuavo etc. Tendo
esta fazenda 9 palmos de largura, que se
pode fazer um vestido at com 3 covados,
sendo neste artigo a fazenda mais leve que' tiras bordadas de muito lindodres
tem vindo ao mercado, vende-se a 10600 o; guante, ra do Crespo n. 7.
covado, nicamente: na loja do Pavo, ra
da Imperatriz n. 60, de Gama A- Silva.
Pechincha, a 500 rs. o covado,
sO o Pavo.
Vendem-se as mais modernas lazinhas
enfestadas, transparente, tendo 4 palmos de
lareura. c muir \i-r-->? n i~~u. -
uma s cor, propria para vestidos e capas,
a 500 rs. o covado: s na loja do Pavo,
ra da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
GRANDE UQUIDACO
de fazendas para apurar dinheiro, por
baratissimo prcro na loja e arma-
zem da Arara ruada ImperaIrizn.
>6 de Lourcnco Pereira .tiendes
Guimares.
ALERTA FREGIEZES, 200 RES.
Vendem-se lazinhas com pequeo toque de
mofo para vestido a 200 rs. u covado, meias
para meninos a 100 rs. o par, ditas para ho-
mens a 120 rs., lencos brancos finos a 200
rs. cada um ; na loja' da arara ra da Impe-
ratriz n. 56.
Arara vende vestido de chita a
3&000.
Vendem-se cortes de chitas escuras com to-
que de mofo a 20000, ditas limpas sem
Enfcites Maria Pa.
Tambem chegaram os novos enfeites Maria Pia,
sendo ultimo gosto de Paris, assimeomo se reeebeu
a nova remessa de conservadores para cabello de
todas as cores : s no vigilante, ra do Crespo n. 7.
Babadinhos e tiras bordadas.
Tambem chegaram os riquissimos babadinhos e
s no vi-
Ciravatlnhas.
Tamncm chegon um novo sortimento de gravati-
nhas de todos-os gostos, tanto para senhora como
para homem e para menino : so no vigilante, ra
do Crespo n. 7.
Cintos.
ra
do Crespo n. 7.
Lindos bonquets.
Tambem chegaram os lindos bouquets de lloros,
assim como rosas c camelias, eousa de muito gos-
to : s no vigilante, ra do Crespo n. 7.
Aos senhores
consumidores le
saz.
Um Descobrimento Espantoso!
fl Hundo Seitntiro nnanimamente o approva.
*X *
'ce
a
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ta r^1
te
-i
X
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a.
5>
m

A CoinposifHO Anacahuita
Peitoral de kemp.
P*r espaqo de muito tempo se ha uzado ex-
tensamente em Tampico para a cura de
TSICA PULMONAR,
CATAEEHO, ASTHMA,
BROHCHITE, TOSSE CONVULSA,
GRUPO O GARROTILHO,
Tflamma9oes da Garganta e do Peito,
c isto com um resultado t:io feliz e verdadei-
ramonte assombroso o pao ou madeira d'uma
arvorc que charao Anacaiivita, c que s
se encontra no Mxico.
A Composifo Anacahuita Peito-
ral de Kemp um Xaroj* delicioso, intei-
ramente differente na sua composic-ao de
todos os mais Steitoraes c Expectoiantes ma-
nufacturados de fructos astringentes, cascas
e raizes, 4c, o mesmo nao contem nenlium
^j^., rvxtto uu VUUUB 4uacs^UB1. jngre.
dientes venenosos.
Todas as molestias e affe^oes da garganta
e dos pulmoes desapparecem como por um
mgico encanto, mediante a acqo deste in
'oniparavel e irresistivel remedio.
venda ras boticas de Caors & Barboza,
ra da Cruz, e Joo da C. Bravo & C, ra
DiEinAN i,i-:ii.
Tendo o BALIZA dado o seu balanco no ultimo de junho passado, e desjando re-
novar o magnifico sortimento de seu GRANDE ARMAZEM, chama pelo presente a
attenco do respeitavi'l publico para os procos dos gneros ahaixo mencionados, qu<- n
verdade sSo os mais razoaveis que se pdem adiar, attenta a sua Ixia (|ualidade.
Soldada voluntario do batalliao progressista, o BALIZA o BOBOl do raovi-
mento. Ellepefle, pois, aosseus bons (amaradas, que sao todos os mmig w da p"
favor de nao llie darem um minuto de descanco obrigando-o a vender unto o Desta sorte o BALIZA vivir contente c contentar tambem aos seos fregoezes, venden
do-lhes sempre generosamente, e talvez que ainda por precos mais ranal .-.
, da Madre de Dos.
Nos armazens do caes to Ramos n. 18, e na ra
do Trapiche Novo (no Recite) n. 8. se vende gaz li-
quido americano, primeira qualidade, retamo a
125 a lata de 5 ganes, assim como latas de 10 e de
" garrafas, e sendo em porc,o mais barato que em
cintra qualqui-r parte.
LIQUIDACAO
de fazendas baralissimas, na Boa-Vista, ra da
Imperatriz n. 20.
Candir ias adamascadas com 20 varas a 8$.
Ditas com 8 ditas a 23.
Ditas lisas com 8 ditas a 2.5.
Fil liso muito fino a 800 rs. a vara.
Chales de merino estampados a IJL
Madapolo entre-fino com 20 varas a 83.
Casemiras finas de uma s cor a 13600 o co-
2#500 e 3obo7core" de csea de v%o^ monstr0) superior fa2enda para mias
e lences a 800 rs. a vara.
Bramante de 10 palmos de largura a 13600.
Gravatas de seda a 320 rs.
Oleados de diversas larguras e de ricos desenhos
para mesas de jantar a 23 o covado.
Flanella branca muito tina a 640 rs. o covado.
Riseadinhos de linho muito finos para vestuarios
de enancas a 400 rs. o covado.
Chitas escuras e claras, padroes inteiramente
novos e muito finas a 400 rs. o covado.
Lazinhas chinezas milito superiores a 500 rs. o
covado, e outras muitas qualidades de fazendas
precos muito commodos, afim de apurar dinheiro,
dando-se de tudo as competentes amostras.
SEM SEGUNDO.
mofo
cores de barras a 2.$000, ditas de cassa pin-
tadas a 2#000; na ra da Imperatriz n. 56 de
Mendes Guimar5es.
Organdys da Arara a O.
Vendem-se organdys finos para vestidos a
240 rs. o covado, cassas finas a 240 rs. o
covado, popelina de quadrinlios para vesti-
dos a 280 rs. o covado; na ra da Imperatriz
arara n. 56 de Mendes Guimares.
Arara rende as lSazinhas dos
vestidos.
Vendem-se lazinhas muito finas e lindos
dezenhos a 400, 440, 500 e 640 rs. o cova-
do, chaly muito fino a 500 rs. o covado; na
ra da Imperatriz n. 56 arara de Mendes
Guimares.
Ronpa feita da arara.
Vende-se costumes completos d'uma fazenda
chineza por 120 o costume, paletots de brim
a I)5i500 e 3#000, ditos de meia casemira
PENTES
0 novo gosto de pontinlios chegados nesle ultimo va-
por para a loja do vigilante, roa do Crespo n. 7.
At que chegaram os riquissimos pentinhos para
marrafas, todos com guarnieses de pedrinhas, fm-
gindo brilhantes, e seu preco ser muito razoavel:
s no vigilante, ra do Crespo n. 7.
Voltinhas.
As casemiras do PavSo pechi-
ncha a .#.
Vendem-se cortes de casimira franceza para
calca, fazenda muito fina, padroes claros e
escuros, a 50 o corte: s na loja do Pav5o,
ra da Imperatriz n. 60.
O Pavo vende a 3$ e 3&00
cortes de la, a 3$ e 35O0; ditos com 22
covados, a 5#: s na ra da Imperatriz n.
60, loja e armazem do Pavo.
s na ra da Imperatriz n. 60, loja do Pavo.
Fusilo do Pavo.
Vendem-se fusto com lavr miudinho
para roupa de meninos, a 320 rs. o covado;
brim de linho de quadrinhos para roupa de
meninos, a 560 rs. o covado; ganguelim
de uma s cor, a 320 rs. o covado; popelina
de la, de quadrinhos encarnados e pretos,
para V'Etidos de senhoras e roupa de meni-
nos, a U o covado: s na ra da Impera-
triz n. 00, loja e armazem do Pavo.
Pleura A p JtOf r Tambem chegaram as voltinhas de perolas de
ec^Li ** i *'??uu' Pew lmos a 0#jOO novo gost0i com juji rico la?0 de flla e um cruzi.
e 8^000, calcas de meia casemira a 30000,1 nha de pedrinha branca e de cores
ditas finas 50500 e 60000, ditas de brim a
20500 e 30000, ditas de brimbranco a 40,
casemiras francezas a 10600 e 20000, ditas
lante, ra do Crespo n. 7.
* ollas pretas.
Tambem chegaram voltas pretas
so no vigi-
. o/ka, .u 'ojn, ," lainuein cnegaram vouas pretas a Maria Pia,
finas a 20500, ditas de linho a 30000, ce- guarnecidas com urna cruzinha preta, e tambem
roulas francezas a 10600, camisas de meia a se vende as cruzinhas em separado : sano vigi-
800 e 10000; na loja da arara ra da Impe-
ratriz n. 56 de Mendes Guimares.
Oh! que pechincha a 940rs.
Vendem-se chitas francezas escuras com pe-
queo toque de mofo a 240 rs. o covado,
ditas inglezas com pequeo toque de mofo
a 200 rs. o covado, pecas de ditas francezas
com pequeo toque de mofo a 80000, pe-
cas de ditas inglezas escuras cores fixas com
pequeo toque de mofo com 38 covados a
70500, ellas freguezes antes que se a ca-
bem; na loja da arara ra da Imperatriz n.
56 de Mendes Guimares.
Madapolo francez enfestado a
4^000.
Vendem-se pecas de madapolo francez fi-
no enfestado com 12 jardas a 40 e 40500,
dito inglezes fino de 14 jardas a 70, 80,90,
e 100000, pefas de algodo encorpado a 40
40500,50 e 60; na ra da Imperatriz n. 56.
lante, ra do Crespo n. 7.
Tambem chegaram muitos outros objectos de
costo, assim como :
Meias de seda para criancinhas.
Cordo de borracha de todas as grossuras.
Franja branca de seda muito alva.
Retroz em carritel proprio para machina.
Dito proprio para bordar.
Escovas muito finas para denles, cabo de marfim.
Ditas para unhas e ouro.
Carteiras e charuteiras muito finas.
Pentes de 1,1 e 3 faces, de todas as qualidades. ,
Uin grande sortimento de oculos de todas as qua-
lidades, e muitos outros objectos que se vende-
rlo por presos baratissimos: s no vigilante,
ra do Crespo n. 7.
S n vigilante, lavas de Jonvin.
Chegaram neste ultimo vapor as verdadeiras lu
vas de Jouvin, tanto para homem como para se-
nhora a 2o00 o par, assim como chegadas mais
antigs a i& : s no vigilante, ra do Crespo n. 7.
Ruado Queimado n. 55, loja.de miudezas de
Jog de Azevedo Maia e Silva, est vendendo todas
asfcuas miudezas por precos que todos admiram,
coipo sejam :
Varas de aspas para fazer bales. 120
Caixas com superiores obreias .... 40
Pares de Iwtoes de punhos a.... 160
Pares de sapatos de tranca muito finos
a 1.J440 e.......... ii&800
Pecas de litas de velludo recortadas com
15 varas a'..........
Caixas com muito superior papel amiza-
de e outros a.........
Majssos com superiores grampos a. .
Caivetes de aparar penas a.....
Agulhejros com agulhas a.....
Duzia. de meias brancas para homem,
muito finas a......... 15GO
Dzia de meias para senhora, fazenda
flnaa............
Cornetas de chifre para meninos a .
Escovas para limpar denles muito finas .
Baralhos de carta6 para voltarete muito
finas a...........
Ditas portuguezas a 160 e.....
Frascos de agua de Colonia muito boa a
400 e............
Ditos de oleo babosa a 240 e.....
Ditos com superior oleo de macaca a .
Ditos com superior macaca perola a .
Ditos tom superior hanha transparente a
Ditos com superior cheiro a. .
Ditos com superior agua celeste para
cheiro...........
Trancas de algodo brancas e de cores a
Caixas eom superiores obreias de colla.
Rolsinhas muito bonitas para guardar di-
nheiro a...........
Gravatas de seda de diversos gostos a .
Tinteiros de vidro com superior tinta a.
Pares de luvas brancas de algodo a. .
Carriteis de linha com 100 jardas, bran-
ca a ............
Fitas e cordoes para enfiar espartilhos a
' Caixas com clcheles francezes superio-
res a............
Cartoes de clcheles francezes a 40, 60 e
Facas e garfos cabo branco cravado a .
Ditas de cabo branco cravado a. -. .
Ditas de balanco muito finas a .
Tesouras para corlar, pequeas a finas
ra200 e. .......
Tesouras para cortar unhas muito final a
15500
700
80
31600
80
200
320
500
500
100
200
800
500
15500
80
80
500
500
160
100
30
80
400
'80
352OO
35500
65000
320
500
Admireni as las baratas.
Superiores 15as de cores de quadrinhos e
lisas, fingindo sedinhas de duas larguras,
pelo baratissimo preco de 500 rs. o cova-
do : na loja das columnas ra do Crespo n.
13, de Antonio Correa Vasconcellos & C.
CAL DE LISBOA
Vende-se cal nova de Lisboa
n. 55, cscriptorio.
na roa da Cadeia
O UVRO DO rovo.
Segunda edicao mais correcta, ornada com
27 estampas, e augmentada com 48 paginas
de texto, contendo: a vida de Nosso Senhor
Jess Christo, fbulas, o vigario, o bom ho-
mem Ricardo, quadrupedes uteis, o profes-
sor primario, motad praca. SimSo de Nan-
tua, mximas e sentencas, nygiene, receitas
necessarias, o Brasil: vende-se na fivraria de
Minoel Figueira de Faria Filho, praca da
Independencia ns. 6 e 8, a 600 rs. 0 exem-
plar em brochura, e a acartonado.
Amcixasem frascos de vidro, a 10500.
Ditas em caixinhas com lindas figuras,
1/200 e 20400.
Ditas em latinhas, a 10400.
Amendoas confeitadas, a 900 rs. a libra.
dem, a 280 rs. a libra.
Arroz (Carolina), primeira qualidade, a 120
rs. a libra.
Dito do Maralo, a 120 rs. a libra.
Azeitonas novas de Lisboa e Porto, a 10 e
1 /20O a ancoreta.
Azeite doce refinado, a 800 rs. a garrafa.
Dito em barril, a 640 rs. a garrafa.
Dito de Garrapato, a 460 rs. a garrafa.
Arroz com casca, a 3$ a saca, com 20 cuias
e a 2VO rs. a cuia.
Ancoretas americanas de 6 e 12 garrafas,
muito bem fabricadas, a 15" cada uma..
Ararat!) muito fina, a 320 rs. a libra.
Bolachinhas americanas, a 35 a barrica e
240 rs. a libra.
Biscoutinbos inglezes, em latinhas, a 15300.
Uscouto lunch e soda, em latas de 4a5 li-
bras, a 25 a lata.
Banha de porco, a 480 rs. a libra.
Balaios hamburguezes muito lindos, de di-
versos taannos e por preco razoaveL
f^TVTtn t!/-., o afir onn ,,. o libra, om
arroba, a 8,5200, 85500 e 9/.
Ceblas, a 8 rs. o cento e 15 o mlho.
Cha perola, a 35 a libra.
dem hisson, superior, a 25800 a libra,
dem chumbo, a 25600 a libra,
dem hysson, sofirivel, a 25400 a libra,
dem hysson, menos sofirivel, a 25 a libra,
dem preto, magnifico, a 25 a libra,
dem preto, menos superior, a 15800 rs. a
libra,
dem preto, sofirivel, a 15600 rs. a libra.
dem nacional, a 1/800 a ultra (em latas).
dem nacional, a 15600, a libra,
dem nacional, ordinario, a 15 a libra.
Champagne, marca aguia, de superior qua-
lidade, a 640 rs. a garrafa e 75 o gfgo,
com 12 garrafas. Quera deixar de be-
ber champagne por tal preco?
Charutos de muitas marcas e a precos bara-
tsimos, sendo que ha de 800 rs. at
45 o cento, vindos do Rio, Bahia e de
Hespanha.
Chocolate suisso de Lisboa-e francez, a 800
rs. e 15.
Chouricas e salpcete, a 640 rs. a libra.
401 Conservas inglezas, a 800 rs. o frasco.
' Ditas fracezas, a 500 rs. o frasco.
Cognac inglez, a 600, rs. a garrafa e em
caada, a 45.
dem engarrafados, a 800 rs.a garrafa.
Doces, em lindos vazos de vidro, das fine-
tas mais esquisitas da Europa, a 15 o
frasco.
Dito de Lisboa, em latas, a 500 rs. a lata.
1 Dito de goiaba, a 640 e 800 rs. o caixo.
Dito em latas muito proprio para presente,
garante-se sua duraco innalteravcl por
mais de anno.
Farinha de Maranho, a 160 rs. a libra.
Dita de trigo, a 140 e 160 rs. a libra.
Fructas francezas de diversas qualidades, em
frascos de vidro, preparadas em alcool,
proprio para podim etc., a 15. o frasco.
Fumo americano, em pastas, a 15280 o
libra.
Gomma do Aracaty, a 100 rs. a libra.
Dita do Aracaty, a 40 rs. a libra.
Graixa era latas, a 120 rs. e a duzia, 1/300.
Genebra laranja, em grandes frascos, a 15.
Genebra ingleza, marca gato, a 15200 o
frasco ou garrafa cora rolha de vidro.
Garrafes vazios, de 640 a 15200 cada um.
Kirsck-wasser, bebida esta de um valor inex-
timavel, em vasos esquisitos, a 15500.
Licores inglezes e francezes dos melhores
fabricantes, a 500 e 800 rs. a garrafa.
Linguas americanas de grande tamanho (em
calda), a 1/.
Linguicas de Portugal, em latinhas de 5 li-
bras, a 35500 a lata.
Massas para sopa, em caixinhas com 8 libras,
contendo 5 qualidades, por 35500 a caixa.
Ditas para sopa, estrenha e pevide, a 560
rs. a libra.
Dita de tomate, a 640 rs. a libra.
Manteiga ingleza em potes de 10 a 16 libras
a 800 rs. a libra,
dem dita flor a 15 a libra.
dem de 2 qualidade a 800 rs. a libra,
dem de 3a qualidade a 640 rs. a libra.
dem para tempeiro a 400 rs. a libra.
dem franceza a 640 rs. a libra, e em bar-
ril por menos.
Marrasquino de Zara a 800 rs. o frasco.
Mortasda ingleza em frascos grandes a 800
rs.
dem franceza em frascos grandes a 500 rs.,
Mlhos inglezes dos melhores fabricantes a
I 500. 800 e 15 o frasco,
a .Martnelada exeellente a 640 rs. a libra.
i Ostras americanas (exeellente petisco,), a > *
ra. a lata.
Passa* a 400 rs. a libra, e em caixas a 85.
Presuntos de Lamego, a 560 rs. a libra.
dem inglez para fiambre vindo de eiicomme-
da, a 800 rs. a libra,
dem americano, a 500 rs. a libra.
Peixe de Lisboa Inglaterra e America. ;
parado conforme a aru- de cooinlia, em .-
las de 2 a 3 libras, de 15300 15460.
Phospboros do gaz, a 24300 a grosa.
Queijos londrinos chegados no ultimo \.;
a 800 rs. a libra,
dem dem chegados no penltimo vapor, a
640 rs. a libra.
dem flamcngos chegados no ultimo vapci a
15400.
dem idem chegados no penltimo vapor, st
25200.
Sal refinado em vazos de vidro, a 600 rs.
Idem idem em vazos de louca, a 500 re.
CerVeja das melhores aven OJM
mercado, a i/, 44500, 55, 55500, ti j e
^ 6/500 a duzia.
Saivlinl.as de Lisboa preparadas de eseab
a 640 rs. a lata de grande tamanii...
Idem de Nantes, a 380 rs. a latinha.
Sabao massa de 120, 140, 160, 180, 2>
240 rs. a libra.
Tinta preta nacional e ingleza, a 640 r
garrafa, e 2i0 rs. o boiiio.
Toucinho de Lisboa, de mais de raeio pat.
por 320 rs. a libra.
(den) de Santos, a 280 rs. a libra,
hiera americano, a 200 rs. a libra.
dem inglez secco no fumeiro, melhor do
lodosos presuntos, a 640 re. a libra. '
Vassouras americanas muito lindas e fon
a 610 rs. cada uma.
Vellas de Buenos-Ayres em caixas com 1'
libras, por 6/.
dem de carnauba e composico, a 360 e 100
rs. a libra,
dem do Aracaty, v 400 rs. a libra,
dem stearinas, a 600 e 640 rs. o masso.
dem sperraacete. a 15 a libra.
Vinho Lagrimas do Douro, neste genero 1
melhor qualidade que boje vem ao nosso
mercado em garrafas brancas coin o m< re
do autor em alto revelo no proprio vid o,
previne-se aos apreciadores que neste
ero ha boje grande, falsifiearao.
dem engarrafados, vindo parte dellesde pro-
pria conta de diversas marcas e das me-
lhores adegas do Porto e Lislxta, das ni
cas: Madeira, Camoes, Charaisso, Ma1
sia, Carcavellos, Duque do Porto e 1 .!-
tros, e espera-se todos os dias novas -\ 1-
lidades, a 800, 15 e 15280 a garrafa,
dem do Porto Balisa, a 640rs. a garran,
dem de Lisboa e Figueira vindo em ancor<
a 26/ de 8 a 9 caadas,
dem do Porto em garrafes de 4 1/2 a 9
garrafas, por 25500.
dem da Figueira em garrafes de 4 I 2 a j
garrafas, por 25400.
dem de Lisboa e Figueira de 320, 40, :*
e 560 rs. a garrafa, e em caada .se far
abatnenlo,
dem Bordeaux engarrafado, a 640 rs. a
garrafa, em duzia a 75500.
Vinho do Porto muito fino em caixas com 12
garrafas, a 85, 105, 125 e 155 das m>
lhores marcas que vem ao nosso mercad- >.
Vinagre de Lisboa em garrafes de 4 1/2 a
5 garrafas, a 15200 com o garrafa-..
Avelaas a 200 rs. a fibra.
Arroz da India a 100 rs. a libra.
Biscoutos de Lisboa em latas, proprios paja
doentes, a 15500 e 35 a lata.
Batatas a 80 rs. a libra.
Copos lapidados para agua a 65 a duzia.
Chumbo de todas as grossuras a 65 a an -
ba.
Caf muido de superior qualidade a 400 rs.
a libra.
Fio de linho muito proprio para amarrar, a
480 rs. a libra.
Farinha de trigo em barricas e meias, de to-
das as marcas e qualidades.
Genebra de Hollanda em garraloes com 1
caadas, por 65500 com o garrafao.
dem idem em frasqueiras" com 12 frascos,
por 6/500.
Manteiga finissima em latas contendo 1 ki-
logramma ou 2 libras o 1/4 liquido, por
15800 a lata.
Queijo suisso, a 800 rs. a libra.
Bap princezado Bio: gross, meio grosso
e fino.
Tainhas das Alagas a 125 o cento, c 140
rs. cada urna.
Vinho branco de Bordeaux (Santeras) a 85
e 105 a duzia, e 800 a 15 a garrafa.
att.
ILEGIVEL







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Diarto de Penmbfeo atetado 11 de *nlho de 1**S.
SORTJ MENT DE MOLHADOS.






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Vinho empipa: Porto, Figueira eLisboa, a400,
480 e 560 rs. a garrafa, em caada a 24800,3J e
3*500 ts., afianga-se este genero conservar-se
perfeito seis oito mezes, o que raro ser outro
qualquer aflancar.
Lagrimas do Dooro, especial vinho do Porto, a 1
a garrafa e 10* a caixa, o preco nao indica a
qualidade deste precioso vinho, porm tambem
nao com imposicoes de preco que se prova ao
respeitavel publico a superior qualidade, este
genero de commum se manda vir de conta pro-
pria, e por isso podemos vender por menos do
que outro qualquer annunciante.
Vinho do Alto Douro, das marcas mais acreditadas
e especialmente escolhidas por pessoas entendi-
das deste genero, como sejam Camoes, Duque do
Porto, D. Luiz, Garcavellos, Chamisso & Filho,
Madeira secca, Feitoria, a 900 rs. a garrafa e 9
a caixa com 12 garrafas.
Garrames com vinho-do Porto, contendo 5 carrafas
por 2*500.
Vinho branco do Lisboa, proprio para missa, vindo
j engarrafado do Lisboa, a 640 rs. a garrafa,
dito de barril muito superior, a 500 rs. a garrafa
c 3*200 a caada.
Ameixas franeezas em caixinhas de 1 e meia, 2 e
libras, elegantemente enfeitadas com diversas es-
tampas na caixa exterior, a 1*400,1*800, 2*500
e3*.
Figos de comadre em bauzinhos defolha, muito
proprios para mimo, a 1*600.
dem em caixinhas forradas de papel de differentes
molduras, a 1*400.
Ameixas franeezas em latas de 1 e meia e 3 libras
por 1*400 e 2*600.
Passas de carnadas as mais novas que ha no merca-
do, caixas de 1 arroba a 6*, e a retalho a 400 rs.
a libra.
Massas para sopa muito novas: pevidee estrellinha,
a560rs. a libra.
dem a mais nova que ha no mercado; talharim e
aletria, a 560 rs. a libra.
Macarrao, a 320 rs. a libra.
dem o mais novo que ha no mercado: talharim e
aletria, a 5C0 rs. a libra.
Figos de comadre em caixa de 8 libras muito novos
a 1*800 e a retalho a 180 rs. a libra.
Salmao em latas eem postas hermticamente lacra-
das, a 800 rs.
Lagostinhas ero latas grandes, a 1*400.
Savel, corvina, cherne, congro, linguado, vezugo,
goras, pescada, peixe espada, preparado pelapri-
meira arte de cozinha, a 1*300 a lata.
Queijos flamengos do ultimo vapor, a 2*400.
dem do vapor passado, a 2*200.
dem prato, o mais superior que tem vindo ao mer-
cado, a 740 rs. a libra.
Doce da casca da goiaba, caixao grande, a <40 e
800 rs. cadaum.
Chouricas do reino a mais nova do mercado a 640
rs. a libra.
Paios de lombo, vindos do Porto de casa particular,
a 800 rs. a libra.
Bolachinhas inglezas a mais nova do mercado a
240 rs. a libra e 3*000 a barrica com urna ar-
roba.
dem de soda de diversas qualidades, a l*i00, di-
tas grandes proprias para lanch com 5 a 6 li-
bras por 2*400.
Marmelada imperial do fabricante Abren ou de ou-
tros muitos conserveiros de Lisboa, em latas de
1 e meia e.2 libras, a 600 rs. a libra.
Ervillias franeezas, a 500 rs. a lata.
dem portuguezas, a 640 rs. a dita.
Maga de tomates, a 600 rs. a libra.
Manteiga ingleza perfeitamente flor, a 800 o l& a
libra, neste genero existe sempre aberto dispo-
sicao dos freguezes dous atresbarris detoan-
teiga flor, salvo quando por infelicidade acorieca
a faetnra vir composta de segunda e terceira
quadade, que para melhor satisfazer aos fre-
guezes torna-se necessario ter mais do que esta
porcao de barris abertos, porm antes nos lhe
damos a devida applicacao para tempero, que
venderemos a 320 rs. a libra.
dem franceza a mais nova do mercado, a 680 rs. e
em barril se faz abatimento.
Amcndoas confeitadas, a 800 rs. a libra.
Chouricos, mouros vindo de casa particular, a 640
rs. a libra.
Farinha do Maranhao muito alva e cheirosa, a 160
rs. a libra.
Avelas muito novas, a 220 rs. a libra.
Amendoas de casca mole muito novas a 280 rs. a
libra.
Toucinho do reino a 360 rs. e 10*500 rs. a ar-
roba.
Sardinhas de Nantes, a 360 rs. a lata.
Azeite doce de Lisboa, a 640 rs. a garrafa e 4*800
a caada.
Vinagre de Lisboa, a 200 rs. a garrafa c 1*200 a
caada.
Campagne das marcas mais acreditadas a 8*000
e 10*000 o gigo, e 800 rs. e 1*000 a garrafa.
Cerveia preta da marca Tenent ou XXX, a 4* e
4*500 a duzia, c a 400 rs. a garrafa.
dem branca da marca cobrinha ou Tenent, a 4*
e 4*300 rs. a duzia, e em porcao se faz abati-
mento.
Genebra de Hollanda em garrafocs com 16 garra-
fas, por 6*500 rs., afianca-se ser verdadeira.
dem em frasqueta, a 6*500 e a 560 rs. o frasco,
dem do botija em barricas com 4 duzias a 430 rs.
cada urna.
dem de laranja em frascos grandes, a 1*200, ga-
rante-se ser verdadeira da Italia.
Marrasquinho de Zara, a 720 rs. o frasco.
Licor francez de todas as qualidades de fabricantes,
em garrafas brancas de vidro, a 720 e 800 rs. a
garrafa.
Vinho Bordeaux as melhores qualidades que tem
vindo ao mercado, a 720 e800 rs. agarrafa, e
em caixa a 7*500,8*000 e 8*200 rs.
Azeite doce refinado do fabricante Pelanol,a800 rs.
a garrafa.
Conservas inglezas sortidas ou de urna s qualida-
de c da verdadeira, a 800 rs. o frasco.
Araruta verdadeira, a 320 rs. a libra.
Gomma de engommar muito alva, a 800 rs. a li-
bra.
Palitos do gaz, a 2*300 rs. a groza e 20 ris a
caixa.
Toucinho de Lisboa, a 320 rs. a libra e 9*500 rs.
a arroba.
Sag muito novo, a 200 rs. a libra.
Cevadinha de Franca, a 160 r3. a libra.
Cevada nova a 120 rs. a libra, e 3*500 rs. a ar-
roba.
Macarrao e talharim, a 320 rs. a libra.
Aletria muito fina, a 400 rs. a libra.
Arroz Garolino, muito alvo e grfido, a 120 rs. a
libra e a 3*200 rs. a arroba.
Caf do Rio o mais superior que se pode dosejar
neste genero, a 320 rs. a libra.
dem dem de segunda e tereeira qualidade, a 280
e 300 rs. a libra, e em arroba ou sacco a 8*200
e 8*400.
Velas de carnauba refinada, a 320 rs. a libra e
10*000 a arroba.
dem de spermacet, a 640 rs. a libra.
Chocolate hespanhol a 1*, a libra.
dem francez, a 900 e 1* rs. a libra.
Cha perola o mais superior do mercado por ser
vindo de encommenda propria a 2*880 rs.
Cha hyson, melhoT que se pode desejar neste ge-
ner, a 2*500 rs. a libra.
dem nacional em latas de 1, 2 e 3 libras a 1*100
ris.
dem huxim, a 2*200 rs. a libra.
Cha preto homoepathico o mais excellente que tem
vindo ao mercado, a 2* a libra.
Graixa em latas grandes, a 3tf3O0 a duzia, e 120
- rs. cada urna.
Presunto verdadeiro de Lamego em calda de azei-
te, a 560 rs. a libra.
Vassouras do Porto arqueadas de ferro, obra de
muita duraeao c utilidade, a 400 rs.
Charutos de S. Flix do fabricante Furtado de Li-
ma ou de outros muitos fabricantes da Babia, a
2*000, 2*500, 3*000, 3*200, 3*500 e 4*000 rs.
a caixa, ou em meias por metade do preco.
dem Mississipes imperiaes, a 3*000 rs
dem Ypiranga ou Flor do Rio, a 3*200 rs.
dem Guanabaras ou Havaneiios, a 2*800 rs.
dem Flor da Matta ou Regala imperial, a 2*500
ris.
dem Flor do Norte ou Londres imperiaes, a 4*000
ris.
dem superiores em quantidade e de todos os fa-
bricantes, a 3*000, 3*500 e 4*000 rs. a caixa.
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Polassada Russia.
Vemle-se em casa de N. 0. Bieber & C,
successort's, ra da Cruz n. 4.
Ra da Scnzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vendeirwse: tachas de
ferro coado libra a 110 rs., idem de Low
Moor libra a 120 rs.
GAZ.
No armazem de louca da porta larga, ra larga
di- Rosario u. 26, veud'eni-se latas com 5 galoes de
gaz a 123, asMin como latas de 5 garrafas, c em
garrafas muito em conta; garante-se a qualidade.
NO ARMAZEU DE FAZENDAS BAH1TAS
DE
N.ivim C Ol IIO
Rita do Quoimado n. 19.
Vende-se o seguinte:
Toalhas^ alcochoadas para mitos pelo baratissiuio
l'evas de bretanha
de rolo com 40 varas, propria para saia,pelo barato
P' ico dr .'15200 a peca.
Pecas de niadapolo
fino e largo, pelo baratsimo preco de 8*.
C'hapus de sol
de seda inglezes, pelo barato preco de 10*.
Cambralas de salpicos
corn 5 e meia varas, pelo baratisslmo preco de 4*
a peca.
A ACiUIA BRAICA
Recebeu pelo 111 limo vapor o
seguale:
Bonitas pulseiras de cabello, coral, e cora-
bna.
Fortes e bonitas ligas de seda para senhoras.
Outras eslreitas para meninas, ou manguitos.
Carteiras com agulhas.
Agulhetas para enfiar, e a^ulhas cantfas.
Trancelins e fitas de borracha,
(barritis com turcal do ludas as cores.
Massos e iios de coral.
E-pr>njas finas para rosto.
Pentes de tartaruga virados, com laco e
balo.
Enfeites de, rede para ci)iiservar os cabellos'
bem atados.
Aspas e coz para balSo.
Fitas com colxetes pai-a vestidos.
Trancelins chatos de laa \r.\r.\ cnleitar vestidos.
Papel e folhas para rosas.
Lamparinas franeezas.
Trancelins grossos para relogios.
Escovas cabo d'osso, marfim e madreperola
para dentes, unhas. limpar pentes ejoias.
Outras finas para roupa, chapeo, cabello etc.
Outras de velludo para cbapos.
Pastas para papis.
Baspadeiras e facas di) marfim para ditas.
Visporas e dminos.
Luvas de camurea.
Vendem-se mui finas luvas de caimuga
branca e amarella; na ra do Queimado n. 8
toja d'aguia branca.
Baratissi mas bandeijas.
"A aguia branca por muitas vezes tem da-
dr> a conhecer que quando acha alguma pe-
chincha, nao quer somente com ella encher
o papo, ao contrario deseja que toda sua boa
Jreguezia e o publico em geral prvem da
mesma, o que agora mesmo acontece com
essas; baratissimas bandeijas, cuja limitac5o
,.de preces admira, m relacao aostamanliose
qualidades: avista do que convm tod->s a-
proveitarem-se dessa opportuna occasio e
proverem-se d'um traste sempre necessario,
e que Ibes custar qu'asi metade do justo va-
lor. Assim, pois, drigirem-se com dinhei-
ro alegre e espacosa loja d'aguia branca
ra do Queimado n. 8.
Leos forneos com barras de
cores para meninos.
A loja d'aguin branca recebeu um novo
sortimento de lencos brancos com bari;as de j
coros paiM meninos, o. com quanto 1
viessem melhores, luoiores e perfeitamente
quadrados, com tudo continam a ser ven-
didos pelo antigo preco de 10 a duzia; n.
ra do Queimado na alegre c es{j|i;osa loja
d'aguia branca n. 8.
Julias maclas e lustrosas para
bordar
vendem-se na loja daguia branca ra do
Queimado n. 8.
Aoiissimos e bonitos enfeites
para cabecas.
Quando o bello sexo sentia a falta de bons
enfeites para cabeca, eis que a aguia branca
recebe urna sua encommenda de bonitos e'
delicados enfeites, e de modernissima moda,
muito servindo isso para sanar aquella falta,
! e fazer com que as Exmas. apreciadoras da
: bella empreza Coimbra possam melhor real-'
I sar e mostrarem o apurado gosto que as
I guia. Esses enfeites sao dum tecido bas-
j tante fino com continhas d'afo, e mui bem!
enfeitados com flores, fitas, bicos, plumas
etc., entretanto que sendo obra de muito
gosto custam 5$, 6$ e 7# dinbeiro a vista;
na espacosa e alegre loja d'aguia -branca ra j
do Queimado n. 8.
nlCK snXHmlonac 1a pandas a
fivHlas para cintos.
A aguia branca recebeu novas e ricas
guarnicoes de pentes dourados, e com pe-
oras; assim como outras bordadas froco e
com bolas pendentes, novidade essa que s
se acha em dita loja, e que na verdade se
tornam mui alegres e bonitas; e bem assim
recebeu lindas livellas com pedras, e ditas
d'aco com novos e engrapados moldes, cintos
dourados e de marroquim; e muitos outros
objectos de gosto para senhoras sero encon-
tratos na alegre e espacosa loja d'aguia j
branca ra do Queimado n. 8.
Apreciareis extractos.
As Exmas. senhoras que bem sabem co-,
nliecer e apreciar os odorferos extractos, e'
as finas pomadas que se vendem na loja d'a-:
guia branca, nao se demorem em mandar
comprar desses agradareis e escolhidos chei-
ros Georg 4o, principe Alberto, marechal,
bouq. d'imperatriz, mil flores, jasmim, ge-
ranium, vilete, jock club, sndalo etc. etc.;
Nesses finos cheiros nao ha mclhoria sjm- i
pathias, por isso ser bom que urna compre j
dessa qualidade, outra d'aquella, e assim por'
dianle, mas que reunidas em alegre assem-
bla faca cada urna com a forca de sua elo-
quencia prevalecer o bom gosto de sua es-
colha. Isso na verdade ser agradavel e in- [
teressante, com tanto porem que os cheiros se-:
jam comprados na alegre e espacosa loja d'a-
guia branca ra do Quoimado n. 8.
Lindas caixinhas com finos extractos, mui proprias
nara presentes.
A aguia branca vende lindas caixinhas'
cora espelho e paysagera, os. emeima, e finos
extractos dentro, com as quaes se faz um bello
presente, assim pois o pretndeme dirija-so
com dinbeiro alegre e espacosa loja d'a-
guia branca ra do Queimado n. 8, que ser
satisfactoriamente servido.
\ wrvyivYiyysvv

ROUPA FEITA
NO
ARMAZEM
DE
X.ETREXBO VERDE.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de
todas as qualidades, tambem se manda fazer por medida, vontade dos concor-
rentes, para o que tem um dos melhores professores, assim como tambem tem um |
grande e variado sortimento de fazendas de todas as qualidades, para senhoras,
homens e meninos.
RA DO QUEIMADO N. 46
U1T1ISID
Casacas de panno preto, 35$ e
Sobrecasacas idem. 30
i oiuios iuoiu ti ue cores, 25$,
20^, 15,5 e .....
Ditos de casemira, 20$, i 5$,
12& 100 e......
Ditos de alpaca, 5$ e. .
Ditos ditos pretos, 90, 70,
30 e........
Ditos de brim e ganga de co-
res, 40500, 40, 30300 e. .
Ditos branco de finito, 60,30 e
Ditos de merino preto de cor-
dao, 100, 70 e -. .
Calcas de casemira preta, 120,
100, 80e......
Ditas de cores, 90, 80 e. .
Ditas de meia casemira de co-
res, 50500 e. ....
Ditas de princeza e merino pre-
to de cordao, 50, 40300 e
Ditas de brim branco e de co-
res, 50, 40300, 40 e .
de cores,
Ditas de ganga
30500, 30 e.....
Colletes de velludo preto e de
cores, 90 e......
Ditos de casemira preta, 50 e
Ditos de ditas de cores 50
40 e........
Ditos de setim preto. .
Ditos de ditos e seda branco,
60 e.......
Ditos de gorguro de seda
pretos e de cores, 60, 50 e.
un
300000
23->(M)0
100000
.70000
3300
30300
30000
40000
50000
70000
70000
40000
40000
20500
20300
70000
40000
30500
50000
30000
I
40000
Colletes de fusto e brim bran-
co, 30500, 30 e .
Serouias ue brim de nlio,
20400 e ......
Ditas de algodao, 10600 c. .
Camisas de peitos de linbo,
50, 40, 30 e.....
Ditas de madapolo, 30,
20500,206.....
Chapeos de massa, pretos fran-
cezes, 100, 90 e. .
Ditos defltro, 50, 40,30300 e
Ditos de sol, de seda, 120,
110, 70 e......
Collarinhos de linho fino, ulti-
ma moda.......
Sortimento completo de grava-
tas.
Toalhas para rosto, duzia, 110,
90 e........
Atoalhado adamascado de li-
nho ........
Chapos deso, de alpaca, pre-
tos e de cores.....
Lencoes de linho. .
Cobertas de chita chirieza.. .
Pennas d'aco, as mais superio-
res, a grosa......
Relogios de ouro orizontaes,
900,800 e......
Ditos de prata, galvanizado,
patentes e orisontaes, 400 e
Obras de ouro, adercos, meios
aderecos, pulceiras, rozetas,
aneis e cruzes.
20000
10400
10500
10600
I l \IIIf\fl DA AURORA.
DE
1 i/K YII iS E ROITPAS VEITAS.
Sortimento completo de sobrecasacos de panno a 230, 280, 300 e 350, casacas
muito bem feitas a 250, 280, 300 e 350, paletots acasacados de panno preto de 160 at
250, ditos de casemira de cor a 150, 180 e 200, paletots saceos de panno e case-
mira de 80 at 140, ditos saceos de alpaca, merino e la de 40 at 60, sobre de alpaca e
merino de 70 at 100, calcas pretas de casemira de 85 at 140, ditas de cor de 70 ate
150, roupas para menino de todos os tamanhos, grande sortimento de roupas de brim,
como sejamcalcas, paletots e colletes, sortimento de colletes pretos de metim, casemira
e velludo de 40 a 90, ditos para casamento a 50 e 60, paletots brancos de bramante a k4
e 50, calcas brancas muito finas a 50, e um grande sortimento de fazendas finas e moder-
nas, completo sortimento de casemiras inglezas para homem, menino e senhora, ceroulas
uu uinio t myuuau, UMjn>vo ao ay| u ocla, luvas de Seda e de Jouvin para honwm c m^
nnora. Temos urna grande rab ka do uuta, nni\n pwoiumn.-. .......-=-flffl ae grandes
obras, que para uso est sendo administrada por um hbil mestre de semelhante arte e um
pessoal de mais de cincoenta obreiros escolhidos, por tanto executamos qualquer obra com
promptido e mais barata do que em outra qualquer casa.
ATTElAO
FAZENDAS DE BOM GOSTO.
Lindos cortes de laa de barra Imperatriz, ditos de la com barra matisa-
da, ditos lisos com palmas de seda, lindas las de cores matisadas a 500 rs. o
covado, ditas com palmas de seda a 640, 700 e 800 rs. o covado, cortes de
seda de cor matizada os mais superiores que tem vindo ao mercado, Mkm
cortes de mor-antique de cor linda, gorguro de la e seda de quadrinhos e
usos, fazenda inteiramente nova para vestido.
Superiores cortes de blond branco para noiva, camisinhas de cambraia
bordadas, brancas e de cores, lindos sautambarques de cachemira de cor enfei-
tados e bordados da mesma cor, ultima moda em Paris, superiores chapeos
de palha da Italia, enfeites de flores, capellas brancas e outras muitas fazendas
de gosto que seria enfadonho annunciar: na ra do Crespo n. 13, loja das
columnas, de Antonio Correa de Vasconcellos & Companhia.
A llf 11 A f AO JR AUTORISA^iOi
DA
Academia imperial de medicina
Junta central de bvgiene publica
Agua da Colonia em garrafas
grandes e pequeas.
A aguia branca recebeu um variado sor-
timento de garrafas grandes e pequeas e de
diversos e bonitos moldes, com excellente
agua da Colonia ; assim como frascos de vi-
dro maiores e menores com dita, e como
geralment sabido a commodidade dos pre-
cos continua a ser observada na espacosa e
alegre loja d'aguia branca ra do Queimado
n. 8, para onde cliama-se a concorrcncia dos
freguezes que costumam comprar dinbeiro.
Aromticos pos I arroz.
A aguia branca acaba de feceber um es-
plendido sortimento de lindos e agradaveis
vasos de porcellana dourada, crystal e metal
com bonecas, e finos e aromticos poz d'ar-
roz; assim como pacotes cora dito,' cuja pro-
veitosa utilidade bem conhecida: os pre-
tendentes pois, dirijam-se cora dinheiro ale-
gre e espacosa loja d'aguia branca ra do
Queimado n. 8 que sero servidos e contentes.
Os afamados copos com banha, e
boides eom Inserlpees.
Chegaram novamente para a aguia branca
esses afamados e estimados copos com banha
fina; assim como os bonitos boioes de por-
cellana dourada tambera com banha, e novas
inmipvoes maviosas e jocoserias, mui ade-
quado para presentes resta porem que os apre-
ciadores concorram, munidos de dinheiro,
alegre e espacosa loja d'aguia branca ra do
Queimado n. 8.
Nesta grande e bem montada fabrica de machinismo, a mais antiga no imperio, con-
[ tinua-se a executar com a maior presteza e perfeico encommendas de toda a qualidade
de machinas usadas no paiz, tendo sempre prompto o seguinte :
Grande sortimento de moendas de canna de todos os systemas e tamanhos.
Machinas de vapor de diversas qualidades.
Taixas fundidas e batidas.
Crivos e boceas para fornalhas.
Bronzes e aguimoes.
Rodas, rodetas e rodas d'agua.
Guindastes fixos e portateis.
j Machinas de cylindros para padaria.
Serras de ac para senaria.
Fatechas para barcos, etc., etc., tudo por preco que bem convida.
ELECTRO-MAGNTICAS EP1SPASTICAS
DE
TODAS AS QC A LID ADES
DE
ANTONIO MAIA DE BRITO
CONHECIDA POR FABRICA DA V1UVA.
N. 21Antiga ra dos Quirteis de policaN. 21.
Constando ao annunciante, qhe alguns especuladores de m f, vendo o crdito
que gosam os meus cigarros, e para poderem dar consumo aos seus andam vendendo tanto
na praca como pelo mato, illudindo os meus freguezes, dizendo que sao meus ; e como to-
dos os meus cigarros sao vendidos na minha fabrica, e nao mando pessoa alguma vender
por minha conta fura della, fac/> o presente aanuncio para evitar que comprem gato por
lebre ; e para seguranca dos senhores consumidores deste genero e especialmente os seus
freguezes, aviso que todos os massos de cigarros queforem vendido* na minha fabrica sao
marcados com um distinctivo que declara o meu nome, o nome da ra e o numero da
mesma casa.
Aproveito a occasSo para scientificar aos mesmos senhores, que constantemente
' encontraro um completo sortimento de cigarros de diversas qualidades, e do melhor fumo
l escomido, por sua boa qualidade ja bem cooheida,
DE
RICARDO KIRK
Para
.seren appllcadas as partes affectadas. sem resguarde
nem Ineommodo
Muito conhecidas nesta curte e em todas as pro-
vincias deste imperio, pelos seus infalliveis resul-
tados em todos os casos de inflamniarao, sejam ex-
ternas ou internas (com cansaro e falta de respi-
racao) como do estomago, figado, bac\), bofes, rins,
tero, peito, palpitacao de coracao, gargantas,
olhos, erysipellas, rheumntismos, paralysia, e todas
as affecces nervosas, etc., etc.
Igualmente para imwqnw mrhaeoes, feridas,
tumores intestmaes e veaereM, scrophulas, lobi-
nhos, papos, etc., etc.. sejam qual for o seu tama-
nho e profundeza, por m 'io da supuracao serao ra-
dicalmente extirpados.
(Estas chapa uw\*xLuui fazer mal de forma al-
guma, ellas tem sido applicadas aos olhos com o
melhor successo, vejam-sc os attestados de curas
completas que i foiam publicados pelos jomaos.)
O uso dellas aconselhado e receitado por nabeis. o
distinctos facultativos, sua efflcacia incontestavei, e
as innmeras curas completamente obridas ras di-
versas molestias em que foram applicadas. e bjem
merecer e conservar a nmlianca do illastradopa-
blico, qne j tira a honra de merecer dee SS an-
nos de oxislencia e de pratictL
>'. B. Nesta corte c de todos os poaloa dest
imperio recebem-se participacies satislactoru e
respeito das ditas chajias medcinaes.
As encommendas das provincias deven ser di-
rigidas por cscripto, com todo o cuidado de fazer
as necessarias e\plcae-s. s.' u chapas sao para
homem, senhora, menino ou crianza, declarando a
molestia e em que parte da corpo existe.
L Para inclia^des, feridas, tobiohos, papos, ele.; o>
molde justo de seu tamarino em um pedaco dt> pa-
pel, a ueclaracao onde existe, afun de qne a ebiam
si-ja da forma da parto afluvtada, e para que |
ser bem applicada em sea lugar.
PODE-SE MANDAR VIR DE QUALQUER PONTO DO IMPKJMO
DO BRASIL
As chapas serao acompanhadas das suas com- j Consulta as pessoas que se dignarem honra-lo
Detentes expcacoes, e tambem de todos os ac-ces- !com a sua conflanca, todos os das, sem excepwao,
sorios uecessarios para suas anpUca^oes. Idas 9 horas da manhaa as 2 da tarde.
ESCR1PTOR10
]. 119 HIJA DO PARTO 119
^ ^^ ^%^\^
E EM PERNAMBUCO
Para as encommeudas ou informaeSes dirijam-se pharmacla de Jos Alejandre Ribeiro,
ra do Queimado n. 15.


4e Pernambneo Nubbado ai de Julbo e 183.



.

GRANDE ARMAZEM

PROGRESSIVO.
AC
EE
N. 36, RA DAS CROES N. 36
' "---------. DO
balrro de Santo Antonio.
0 proprietario do muito acreditado armazem denominado Progressista tendo
sempre em vista fazer tudo o que for possivel para bem servir aos seus freguezes, tera
deliberado vender os seus j bem conhecidos gneros d primeira qalidade pelos precos
abaixo mencionados, e affianca s pessoas que mandarem comprar por seus criados ou
escravos, seremtao bem servidas como vindopessoalmente; encarrega-se de aviar qualquer
encommenda, ainda mesmo contendo objectos nao proprios deste estabelecimento. O
mesmo pede aos senhores que mandarem comprar neste armazem o favor de mandarem
devolver qualquer objecto que nao agradar, devendo os mesmos senhores ter toda atten-
Co com os seus portadores, fazendo-lhes ver que s no armazem Progressista da ra das
Cruzes n. 36, que se vendem os melhores gneros por mais barato preco, porque estes
muitas vezes olvidam-se e v5o outra parte onde os servem de maneira a desagradar este
estabelecimento.
< URil
SNO
9-LARGO DO CARMO-9.
DE
Os proprietarios deste espacoso e bem sortido armazem de molbados partici-
pam aos seus freguezes que acabam de receber de diversos portos da Europa o mais bel-
lo sortimento de molhados, todos primorosamente escolhidos, os quaes vendem-se por
muito menos do que outro qualquer annunciante, obrigando-se os proprietarios a garantir
todos os gneros sabidos do seu muito acreditado armazem.
L
DE
Eduardo Marques de Oliveira o)
o


P9
si
N'este novo e grande estabelecimento de molhados, encontrar o respeit >d
pubb'co d'esta cidad, bem como seus numerosos freguezes do centro, expoetos ( \. nfe
todas as qualidades de gneros por menos precos que em quaesquer outros estabelecin\en
tos d'esta ordem, pois para isso segu em um dos primeiros paquetes para a Eun >pa uai
dos socios para serem vindos todos os gneros de conta propria, para melhor senir ate
seus freguezes, e desde j encontrar o respeitavel publico sempre os melhores e nm
novos gneros do nosso mercado, e por precos baratissimos, como se ver abaixo.
Manteigai ngleza de 1.a qalidade, a 900 rs.
a libra,
dem de 2.1 qalidade, a 800 rs. a libra,
dem franceza, chegada ltimamente, a 640
rs. a libra.
Batatas muito novas, a 20 o gigo de arroba
e80'rs. a libra.
Queijos do reino, chegados pelo ultimo vapor,
de 20 25500.
dem prato, chegado neste ultimo vapor, o
mais fresco que se pode desejar a 700 rs.
a libra.
dem londrino, mandados vir de encommen-
da especial, a 900 rs. a libra.
dem suisso, muito fresco, a 800 rs. a libra.
Caf do Rio de 1.a e 2. qalidade a 8)5500
e 85800 a arroba, e 280 e 300 rs a libra.
Arroz da India e Maranhao a 120 rs. a libra
e 3(5200 a arroba.
Avelas as mais novas neste genero a 240
rs. a libra.
Presuntos do Porto muito novos a 560 rs. a
libra.
Legumes francezes para sopa, como seja,
Julienne, mlange d'quipage, Choux e
outras qualidades, a 400 e 500 o masso.
Amendoas de casca mole a 320 rs. a libra, e
em porco ter abatimento.
Garrafes com 5 garrafas de vinho do Porto
do Alto Douro a 20400 com o garrafao ;
afianca-se que nesse genero o melhor
que veio ao mercado.
dem com 3 garrafas de vinho figueira muito
superior e mais proprio para a nossa esta-
cao por ser mais fresco a 20400.
Cha hysson o mais superior a 20600 a libra,
afianca-se ser egual ao que regularmente
vendemos a 30200.
dem huxim miudinho, o mais superior que
vem ao nosso mercado a 20700 a libra.
dem preto muito fino, a 2)5000 a libra.
Garrafes com 5 garrafas de superior vinho
de Lisboa a 2)5100 cada um.
dem com 5 garrafas de vinagre de Lisboa
a 1)5100 com o garrafao.
dem com 5 garrafas de vinagre hambur-
guez a 800 rs. cada um.
Vinhos generosos vindos do Porto engarra-
fados das seguintcs marcas: Genuino,
Porto fino, Nctar, Duque do Porto, Fei-
toria, Velho secco, Chamico, Madeira su-
perior e outros a 900 rs. a garrafa e 90
a duzia.
Vinho Bordeaux das melhores marcas: St
Julien, Medoc e S. Estephe e outros a
640 rs. a garrafa e 70500 a caixa com
urna duzia.
Chouricas e paios, o mais novo que se pode
desejar, a 250 e 600 rs. a libra.
Cognac verdadeiro inglez dos melhores fa-
bricantes a 900 rs. a garrafa e 100500 a
caixa com urna duzia.
Marrasquino de Zara em frascos grandes a
800 rs. cada um.
Licores francezes, muito finos, das seguintes
marcas: Aizetta de Bordeaux, Plaiser des
dames, Crme de Noyau, Eau Dantzic,
Crme de Menthe, Hude de Venus etc. etc.
Passas muito novas e de carnada a 400 rs. a
libra e 6)5500 a caixa com urna arroba, ha
caixas, meias e quartos.
Ameixas francezas em frtscos de 1112 e 3 li-
bras de 1.5400 a 20800, tambem ha latas
de 6 libras.
Marmelada imperial, dos melhores conser-
veiros de Lisboa, a 600 rs. a libra, em la-
tas lacradas hermticamente. ~
Fructas em caldas de todas as qualidades em
latas muito bem enfeitadas, a 500 rs ca-
da urna.
Bolachinha ingleza, a mais nova que se pode
desejar, a 30000 a barric a e 240 rs. a
libra.
Farinha do Maranhao muito alva e cheirosa
a 160 rs. a libra.
Azeite francez clarificado a 800 rs. a garrafa
e 90000 a caixa com urna duzia.
Conservas inglezas dos melhores fabricantes
Mixed Pickles, ceblas simples, e outros
a 760 rs. o frasco.
Farinha verdadeira de araruta a 500 rs. a
libra, garante-se a superior qalidade.
Palitos para dentes em caixinhas douradas
Breu, a 320 a libra e 80 a arroba.
de superior qalidade a 320 rs. cada cai-
xinlia.
Mostarda preparada em potes muito nova a
400 rs. cada um.
Milho-alpista a 180 rs. a libra.
Gomma para engommar muito fina e alva a
80 rs. a libra e 20300 a arroba.
Sag muito novo a 240 rs. a libra.
Sabao verdadeiro hespanhol, que raras vezes
vem ao nosso mercado, a 300 rs. a libra e
em caixa ter abatimento.
dem massa de superior qalidade de 160,
180, 200, 220 e 240 rs. a libra.
Graixa em latas muito nova a 120 rs. a lata
e 10300 a duzia.
Peixe em latas muito novo: svel, pescada,
curvina, salmSo e outras qualidades, pre-
parado de escabexe segundo a arte de
cozinha a 10400.
Papel grve pautado e liso a 30800 a resma.
Genebra de Hollanda em botijas de conta a
460 rs. cada urna.
Vinhos em pipa: Lisboa eFigueira das melho-
res marcas a 30200 e 40000 a caada do
melhor e 500 rs. a garrafa, em porc3o ter
abatimento.
Vinho velho Chamico em barril, muito proprio
para sobremesa, a 640 rs. a garrafa e
50000 a caada.
Vinho branco o mais superior que possivel
neste genero a 560 rs. a garrafa e. a WOftO
a caada.
Vinagre puro de Lisboa a 200 rs. a garrafa
e 10400 a caada.
Azeite doce de Lisboa muito fino, em barril
a 640 rs. a garrafa, e em porco ter
abatimento.
Champagne das mais acreditadas marcas, a
10000 a garrafa, e 100000 o gigo com
urna duzia.
Charutos dos mais acreditados fabricantes da
Bahia a 30500 a caixa, tambem temos
para 20000, 20500, 30000 e 30200 a
caixa.
Vellas de spermacete superiores a 600, 640,
e 680 rs. o masso.
dem de carnauba e composicao a 320, 360,
e 400 rs. a libra e de 100 a 110500 a
arroba.
Azeitonas novas do Porto e Lisboa, a 10000
a ancoreta do Porto e 10500 a de Lisboa.
Massas para sopa: estrellinha, rodinha e pe-
vide a 400 rs. a libra e 20000 a caixa com
8 libras liquido.
Massas para sopa muito novas: talharim, ma-
carrao e aletria a 400 e 480 rs. a libra.
Chocolate portuguez, hespanhol, francez e
suisso das melhores qualidades a 900 rs.
a libra.
Doce da casca da goiaba a 800 rs. o caixao.
Cerveja das melhores marcas de 50500 a
60000 a duzia e 540 rs. a garrafa
Biscoutos inglezes de diversas qualidades a
10300 a lata.
Bolachinha de soda, especial encommenda,
muito nova em latas grandes a 20000 rada
urna.
Massa de tomates em latas de 600 a 700 rs.
cada urna.
Sardinhas de Nantes, do fabricante Basset, a
360 rs. a lata.
Toucinho de Lisboa novo a 320 rs. a libra.
Tijolo de limpar facas a 180 rs. cada um.
Cebollas o mlho a 900 rs.
Erva-doce muito nova a 400 rs. a libra.
Cominhos idem idem a 640 rs. a libra.
Garrafes vasios a 500 rs. cada um.
Ditos com 5 garrafas de genebra a 20400,
garante-se ser verdadeira de Hollanda.
Cebollas a granel a 640 rs. o cento.
Canella a mais nova do nosso mercado a
10000 a libra.
Alfazeraa o que pode haver de melhor neste
artigo a 280 rs. a libra.
Phosphoros de seguranca individual a 20 rs.
a caixinha.
Papel de embrulho muito superior a 10120
a resma.
Vinho da Figueira, o que ha de melhor a
40000 a caada.
Copos finos para agua a 60000 a duzia.
Manteiga ingleza perfeitamente flor, mandada
vir de encommenda especial a l.ooo rs.
a libra,
dem franceza chegada pelo ultimo navio a
64o rs. a libra.
dem em potes de 4 16 libras muito fina e
propria para doente a 8oo rs. a libra e o
pote separado,
dem de porco, refinada e muito alva a 5oo
rs. a libra,- em barril ter abatimento.
dem ngleza em latas de 2 1/2 libras a 2,ooo
cada urna, garante-se a boa qalidade.
Queijos do reino chegados pelo ultimo vapor
de l,6oo, l,8oo, 2,ooo e 2,5oo rs.
dem prato chegados neste ultimo vapor, o
mais fresco que se pode desejar a 66o rs.
a libra.
dem londrino mandados vir de encommen-
da especial a 7oo rs. a libra.
Caf do Bio de 1* e 2a qalidade de 8,5oo e
8,8oo rs. a arroba, e 28o a 3oo rs. a li-
bra.
Arroz da India e Maranhao a loo rs. a libra
e 3,ooo rs. a arroba.
Caixinhas de ameixas francezas de 1 1/2,2
e 3 libras, elegantementeenfeitadas com
diversas estampas no exterior da caixa a
l,3oo, l,6oo, 2,ooo, 2,5oo e 3,ooo rs.
Vidros de diversos tamanhos de confeitos,
muito proprios para mimos, de l,ooo a
2,5oo rs. cada um.
Amendoas de casca mole a 28o rs. a libra e
em porco ter abatimento.
Garrafes com 5 garrafas de vinho do Porto
do Alto Douro a 2,24o rs. com o garrafao,
afianca-se que neste genero o melhor
que veio ao mercado.
dem com 5 garrafas de vinho Figueira mui-
to superior e mais proprio para a nossa
estaco por ser mais fresco a 2,4oo rs.
Cha hysson o mais superior a 2,6oo rs. a
111JL <1, anail^d-o^ ow o^ual ao quo regUliy.
mente vendemos a 3,ooo e 3,2oo rs.
dem huxim miudinho o mais superior que
vem ao nosso mercado a 2,7oo rs. a libra.
dem preto muito fino a 2,ooo rs. a libra.
dem muito mais baixo, muito proprio para
negocio a l,6oo rs. a fibra.
Presunto inglez para fiambre o mais fresco
que se pode desejar a 8oo rs. a libra.
Garrafes com 5 garrafas de superior vinho
de Lisboa a 2,2oo rs. cada um.
dem com 5 garrafas de vinagre de Lisboa
a l,2oo rs. com o garrafao.
dem com 5 garrafas de vinagre hamburguez
a 9oo rs. cada um.
Genebra de laranja a 9oo rs., a melhor que
se pode desejar.
Cha perola o melhor neste genero a 3,2oo
rs. a libra.
y
Vinhos generosos vindos do Porto engarra-
fados das seguintes marcas: Genuino,
Porto fino, Nctar, Duque do Porto, Fei-
toria, Velho secco, Chamico, Madeira su-
perior e outros a l.ooo rs. a garrafa, e
9,ooo rs. a duzia.
Lagrimas do Douro, especial vinho do Porto
a l,2oo rs. a garrafa, e 10,000 rs. a caixa.
Vinho Bordeaux das melhores marcas: St.
Julien, Medoc, S. Estephe e outros a 7oo
rs. a garrafa, e 8,000 rs. a caixa com urna
duzia.
Chouricas e paios, o mais novo que se pode
desejar, a 56o rs. a libra.
Cognac verdadeiro inglez dos melhores fa-
bricantes a 9oo rs. a garrafa, e lo,5oo rs.
a caixa com urna duzia.
Marrasquino de Zara em frascos grandes a
800 rs. cada um.
Licores francezes muito finos das seguintes
marcas: Anizete de Bordeaux, Plaisir des
Dames, Crme de Noyau, Eau de veede
dant- c, Creme de menthe, Huile de Ve-
nus, Parfait amour, Eau d'ora l.ooo rs.
a garrafa e io.ooo a caixa com 1 duzia,
Passas muito novas e de carnada a 3oo rs-
a libra e 6,000 rs. a caixa com 1 arroba-
ha caixas, meias e quartos.
Ameixas francezas em frascos de 1 1 / 2 e 3
libras de l,4oo a 2,8oo rs.; tambem ha em
latas de differentes precos.
Marmelada imperial dos melhores conservei-
ros de Lisboa a 600 rs. a libra, em latas
de differentes tamanhos c lacradas herm-
ticamente.
Fructas em caldas de todas as qualidades em
latas muito bem enfeitadas a 5oo rs. cada
urna.
Bolachinha ingleza a mais nova que se pode
desejar a 2,5oo rs. a barrica, e 24o rs. a
libra.
Azeite francez clarificado a 800 rs. a garrafa
e 9,5oo rs. a caixa com 1 duzia.
Conservas inglezas dos melhores fabricantes
Mixed e Pickles, ceblas simples, e outras
a 800 rs. o frasco.
Mostarda ingleza preparada em potes muito
nova a 4oo rs. cada um.
Mlhos inglezes de todas as qualidades e das
melhores marcas a 5oo rs. cada urna gar-
rafinha.
Sal refinado em frascos devidro de diversos
modeos a 4oo rs. cada um, s o frasco
vale o dinheiro, tambem ha solt para 80
rs. a libra.
Vasos inglezes vasios de 4 a 16 libras, muito
proprios para deposito de doce, manteiga
ou ootro qualquer liquido de 1,00o a 3,ooo
cada um.
Painco a 14o rs. a libra.
Milho alpiste a 16o rs. a libra.
Gomma para engommar muito fina e alva a
80 rs. a libra, e 2,3oo rs. a arroba.
Sag muito novo a 24o rs. a fibra.
Sabo verdadeiro hespanhol que raras vezes
vem ao nosso mercado a 3oo rs. a libra e
em caixa ter abatimento.
dem massa de superior qalidade dd 2oo,
22o e 24o rs. a libra.
Graixa em latas muito nova a 12o rs. a lata
e l,3oo rs. a duzia.
Peixe em latas muito novo: svel, pescada,
curvina, salmao e outras qualidades, pre-
parados de escabexe, segundo a arte de
cosinha de l,4oo e 2,ooo rs. a lata.,
Amendoas confeitadas de diversas cores a
7oo rs. a libra.
Papel grve pautado e liso a 3,8oo rs. a
resma.
Genebra de Hollanda em botijas de conta a
46o rs. cada urna.
Vinhos em pipa: Lisboa, Porto eFigueira das
melhores marcas a 2,5oo, 2,8oo, 3,ooo e
4,000 rs. a caada do mais superior e de
o e 300 rs. a garraia.
dem velho Chamico em barril, muito proprio
para sobremesa, por ser muito claro e
macio a 64o rs. a garrafa, e 5,ooo rs. a
caada.
Vinho branco o mais superior que 6 possivel
neste genero, a 56o rs. a garrafa e a
3,8oo rs. a caada.
Vinagre puro de Lisboa, a 2oo rs. a garrafa
e l,4oo rs. a caada.
Azeite doce de Lisboa muito fino, em barril,
a 64o rs. a garrafa, em porco ter abati-
mento.
Champagne das mais acreditadas marcas, a
l,2oo rs. a garrafa, e 12,ooors. o gigo,
com 1 duzia.
Charutos dos mais acreditados fabricantes da
Bahia a 3,5oo rs. a caixa, tambem temos
para 2,ooo, 2,5oo, 3,ooo e 3,2oo rs. a
caixa.
Velas de spermacet superiores, a 600 64o,
680 e 7oo rs. o masso.
dem de carnauba e composicao, a 32o, 36o
e 4oo rs. a libra, e de lo,ooo a ll,5oors.
a arroba.
Azeitonas novas do Porto e Lisboa, a 1,000
rs. a ancoreta do Porto, e l,5oo rs. ade
Lisboa, estas ultimas raras vezes vem ao
nosso mercado, pela sua boa qalidade.
Massas para sopa: estrellinha, rodinha e pe-
vide a 32o rs. a libra, e l,6oo rs. a caixa
com 8 libras liquino; s no Progressivo.
Massas para sopa muito novas: talharim, ma-
cando e aletria, a 4oo e 48o rs. a libra.
Chocolate portuguez, hespanhol, francez c
suisso, das melhores qualidades a 9oo rs.
a libra.
Doce da casca da goiaba a 64o rs. o caixao.
Cerveja das melhores marcas, a 5,5oo e
7,4oo rs. a duzia e 54o rs. a garrafa.
Biscoutos inglezes de diversas qualidades a
l,2oors. a lata.
Bolachinha de soda especial, encommenda
muito nova, em latas grandes a 2,ooo rs.
cada urna.
dem craknel em latas de B, 7 e 15 libras a
4,ooo, 5,5oo e H,ooo rs. a lata.
Palitos do gaz, a 2o rs. a caixinha e 2,3oo rs.
a grosa.
Massa de tomates em latas de 600 a 7oo rs.
cada urna.
Sardinhas de Nantes do fabricante Basset, a
38o rs. a lata.
Toucinho de Lisboa novo, a 32o rs. a libra.
Tijollo de limpar facas, a 18o rs. cada um.
Cebollas, o mlho a 9oo rs.
Farinha do Maranhao muito alva e cheirosa,
a 14o rs. a libra.
Amendoas a 320 rs. a libra.
Avelaes a 240 rs. a libra.
Ameixas a 10 a libra.
I Ditas em frasco por 20800.
Arroz pilado da India 120 rs. a libra e 30500
a arroba.
I Dito dito do Maranhao 140 rs. a libra e 30600
a arroba.
Azeite doce francez 800 rs. a garrafa.
j Dito de Lisboa 680 rs. a garrafa.
' Agurdente de canna de cabeca a 240 e 320
rs. a garrafa.
.Azeitonas a 400 rs. a garrafa, e 10300 a an-
coreta.
j Bolachinha de soda a 10400 a lata.
1 Banha de porco a 480 rs. a libra.
Bolachinha ingleza a 200 rs. a libra, e a bar-
rica a 30000.
i Cha hysson a 20200 a libra.
! Dito dito fino a 20600 a libra.
! Dito miudinho a 20800 a libra.
1 Dito do Bio a 10800 a libra.
Dito preto a 10900 a libra.
Charutos de diversas qualidades a 10200,
10500 e 30 a caixa.
Champagne a 10 e 10300 a garrafa.
Chouricas a 560 e 600 rs. a libra.
Conservas inglezas a 800 rs. o frasco.
Caf em grao a 300 e 320 rs. a libra, e 90 e
90200 a arroba.
Dito moido a 360 rs. a libra.
Doce de goiaba a 560 rs. o caixao.
Espirito de vinho de 38 graos, a 280 rs. a
garrafa.
Figos a 400 rs. a libra, e em latas de 4 libras
por 10500.
Farinha do Maranhao a 160 rs. a libra.
Genebra de Hollanda a 640 e 720 rs. o frasco,
e 70 a frasqueira com 12 frascos.
Dita hamburgueza a 560 rs. o frasco, e 60500
a frasqueira com 12 frascos.
Dita flor de laranja a 10 o frasco.
Gomma d'araruta a 100 rs. a libra, e 20600
a arroba.
Graixa em latas a 120, e 10300 a duzia.
Genebra em garrafes de 14 garrafas por
40600.
Batatas inglezas libra a 100 e 120 rs., em gi-
gos de 28 libras por 20500.
Licor uno a u rs. a garrara.
Dito em garrafas grandes de superior qali-
dade a 10500.
Manteiga ingleza flor a 800, 900 e 10 a libra.
Manteiga franceza a 720 e 760 rs. a libra.
Dita hollandeza a 680 rs. a libra.
Mostarda a 640 rs. o frasco.
Massa de tomates a 640 rs. a libra.
Dita estrellinha para sopa a 560 rs. a l.bra.
Marrasquino de Zara a 800 rs. ora.-*"
Passas a 320 e 400 rs. a libra, e 60 a cana.
Palitos para dentes a 180 rs. o masso.
Phosphoros do gaz a 20300 a grosa.
Paios novos a 640 rs. a libra.
Queijos do reino do ultimo vapor a 2| t
20500.
Dito de prato a 720 rs. a libra.
Dito do sertao a 560 rs. a libra.
Cervejas de marcas superiores a 500, 360,
600 e 640 rs. a garrafa, c 50300, 65 e
60500 a duzia.
Dita em barril por 40, e 240 rs. a garrafa.
Cevada a 240 rs. a libra.
Sardinha de Nantes a 360 e 400 rs. a l-A-
nha.
Sag a 240 rs. a libra.
Sabo massa a 200, 240 e 280 rs. a libra.
Sevadinha a 280 rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a lVa.
Tijolo para limpar facas a 560 rs.
Vellas de spermacete a 640 e 680 rs a l.bra.
Ditas do gaz muito boas.
Ditas dito em caixas de 6 libras por 40000.
Ditas de carnauba a 400 rs. a libra.
Ditas de composicao a 360 e 380 rs. a lihn.
Vinho do Porto, caada a 50500, garrafa a
720 rs.
Dito Lisboa, caada a 40 e a garrafa a 300
rs.
Dito Figueira, caada a 30840 e a garrafa a
480 rs.
Dito dita superior, ranada a 40 1 a garraii
a500rs.
Dito Estreito, caada a 30200 e a garrafa a
400 rs.
Dito Bordeaux a 720 e 800 rs. a garrafa.
Vinagre de Lisboa em garrafes m '> gam-
ba por 10400.
Dito em caada a 20, e a 260 rs. a garran.
Vinho do Porto em garrafes de 3 garrofas
por 20300.
Dito dito engarrafado a 10 e 10200.
Dito lagrimas do Douro a 10400 a garra.
Vinho branco de Lisboa a 720 rs. a garran,
e 50 a caada.
Dito do estreito a 600 rs. a garrafa, e a 40300
a caada.
Previne-se ao respeitavel publico que todos os gneros cima sao de boa irkbV
dade, e para desengao venham ver; assim como outros que deixam de ser annunciados.^
TODA ATTENQAO
NOS
COM
VHUAZEYS
RVAT1VQ g CONSfRVDt)S
DE
Alm dos gneros cima mencionados, existe um completo sortimento de al-
fazemas, cominhos, pimenta, erva-doce, palitos de dente em macos e caixinhas, enxo-
fre e outros muito gneros, o quaes vendemw pelos prejos mais baratos possiveis.
JDAQ'MHI 8.3)8 3AIMD3
IB. 21 E 23LARGO DO TERgO-NS. 21 E 23.
O proprietario destes dous estabelecimentos de molhados, vende os seus te-
neros por menos do que em outra qualquer parte, por isso garante a saperioi bine
udade de qualquer genero sahido dos seus armazens; pode vender por menos por coa*
prar dinheiro, e por isso faz vantagem a os compradores.
Batatas as mais novas do mercado, a 80 rs. a libra e 2,ooo rs. aarroab ou caixa
Toucinho de Lisboa da 1.a qalidade, a 3oo rs. a libra e 9,ooo rs. a arroba.
Caf do Rio da 1.a e 2.a sorte, a 28o e 32o rs. a libra.
Queijos do reino, chegados pelo ultimo vapor, a l,8oo e 2,000 rs."
Velas de spermacet, carnauba do Aracaty, as melhores deste genero, a 63o o 4oo rs. a libra.
Vinho verdadeiro Figueira das melhores marcas, a 5oo e 4oo rs., em caada se faz aba-
timento, ha porco para escolher. y^
Bolachinhas americanas, as mais novas nestegenero, a 2oors. a libra e3,ooo rs. barrica.
Palitos do gaz, vindos por conta particular, a 2o rs. a caixinha e 2,4oo rs. a grosa.
Manteiga ingleza da 1.a e 2.a qalidade, a 800 e 9oo rs. a libra,
dem franceza, especialmente escolhida, a 7oo e 680 rs. a libra.
Cha, o melhor neste genero, a 2,88o rs., tambem ha para mais barato.
Milho alpiste, limpo, muito superior, a 16o rs. a libra, a arrroba 5,ooo rs.
Alm destes gneros ha outros muito baratissimos, assim como ceneja das me-
lhores marcas, genebra de Hollanda e de laranja, passas, doce de goiaba, azeite doce, vi-
nagre, canella, pimenta, cominhos, erva-doce, cebollas, albos, chouricas, banha de porco e
outros muitos gneros que enfadonho mencionar; dinheiro contado.
MACHINAS AMERICANAS-
Em casa de N. 0. Bieber & C, successo-
res, ra da Cruz n. 4, vendem-se:
Machinas para regar hortas e capim.
Ditas para descarocar milho.
Ditas para cortar capim.
Sellins com pertences a 100 e 200.
Obras de metal principe plateadas.
Alcatrao da Suecia.
|Verniz de alcatrao para navios.
Salsa parrilha de primeira qalidade do Para.
Vinho Xerez de 1836 em caixa de 1 duzia.
Cognac em caixa de 1 duzia.
Arados e grades.
Brilhantes.
Carrocas pequeas.
AGENCIA
DA
FUNDICAO DE LOW-MOOR.
Ru da Senzalla nova fc^-12.
Neste estabelecimento coina a haver
um completo sortimento de moendas e meias
moendas para engenho, machinas de vapotj
e tachas de ferro batido e coado, de todos o
tamanhos para ditos.__________________
Arados americanos e machinas para
lavar roupa: em casa de S. P. Johnston 4 C,
ra da Senzalla Nova n. 42.
AOS SUS. COMMIDORES DE til.
Nos armazens do Caes do Ramos n. 18 e
na ra do Trapiche Novo (no Rerife) n. 8, se
vende gaz liquido americano primeira qua-
dade a retalho a 120 a lata de 5 gatees, aa-
sim como latas de 10 e de 5 garrafas e seno
em porcSo mais barato que em outra qua-,
quer parte.
Polassa lia Rnssia.
Acaba de chegar pelo brigue bamburgoez
Otto, muito nova e superior ; vende-se so-
mente no antigo e acreditado deposito na ra
da Cadeia do Rccife, n. 12; onde tambem se
vende cal de Lisboa muito nova e precos
commodos.
Ra da Senzalla 42.
Vende-se, em casa de S. P. Johnston A C,
sellins e silhes inglezes, wadaaf e ca^u-
caes bromeados, tenas inglezas, lio de vela,
chicotes para carros e montara, arreios pan
carros de um e dous cavallos, e retogios fe
ouro patente inglez.________ _
Assucar do Monteiro.
Ra da Cadeia n. 28 e caes de Apollo n.
67, a 200 rs.*libra, e de 8 libras para **
a 50600 aarroba.

9.
-
Jb





n
Mari de Pcrnamlmco fcabbado 11 d Julho de 18.
\
t
LITTERATRA.
Tbeatro Portuguez,Almcgafio. =Mfia hora de
cinismo.0 Conde de Paragar.
Em pouras palavras acoinpanliar o desenvolvi-
nuitndogenero dramtico em Portugal, desde os
Boas primeiros tempos at m nossos dias, ser a
nossa trela, iirocurando tomar bem salientes os
caracteres, quenelle mais se temdistinguido.
I "na vez que se deixa de classiflcar como produc-
Coes no genero dramtico as Honraras, puras da-
e pantomimas de Mouros. Gil Vicente o creador
do theatro portogaez e que, na opinio sensata de
um Iliterato, abr, os fundamenJos do theatro das
lingual vivas. Gil Vicente foi autor _e actor e sua
filha D. Paula, dama de Mara, a primeira actriz
3ue pisou o palco lusitano. Deixou autos, come-
to!, tragi-comedias e farras e em todas ellas revela
completa independencia das regras classieas. Nao
Pareceu-nos assistir urna dessasmuhas scenas
Se ordinariamente se passam as repblicas aca-
ntea!. A sua represeutacao foi summamente
agradavel. Sr. t. Eugenia esteve inimitavel no
papel de Tiindade. Os Srs. Furtado Coelho, Coim-
era, Lisboa, Joaquim Cmara e Penante foram per-
feitamente nos papis de Nogueira, Neves, Macedo,
Jacob e Frederico. Em todos naturalidade e posse
perfeita do papel.
Prepra-se para subir scena o Conde de Para-
gara,.linda comedia ejccmhecida ntrenos? O
seu protogonista feito pelo Sr. Coimbra, que
como sempre inimitavel neste papel e que s por
si basta para inspirar desejos de o ver representar.
Aroum Al-Anganes.
Discurso do Rrm. padre Ventu-
ra de It ulica, sobre a neeessl-
dade de nma reforma do ensl-
uo publico, no interesse da
foi-lhe inmerecido o titulo de Planto Portuguez e HMMataM < il-i inhii
para prova-lo basta dizer que Erasmo, informado de ""rainra a pama.
seu saber pelos Jadeos, aprendeu a lingua portu- Ipsum audite.
gueza para poder apreciar as bellezas do drama- J?
turgo. (Ev- da 2 dom- ua Quar-)
S e Miranda, empenhado em introdnzir a litte- Senbor (U-Com estas palavras o Pae celeste,
ratura classica, e um servil imitador dos modelos ordenando-nos de urna maneira gcral e absoluta,
antigos e sua exageragao aqu e acola deixa ver a qne so OUgamos seu deleito Filho, deu-nos clara-
influencia de Anosto; todava algumas de suas rom- mente a entender, que as licoes divinas deste Mes-
posiges tem mente seuest\lo puroe elegante, tre nico do universo sao-nos sempre c em tudo
Antonio Ferreira foi quem mais avantajou-se de- necessarias.
pois de Gil Vicente. O seu Cioso a primeira co- o methodo christao, cuja cansa comecei a advogar
media d| carcter, que canta Portugal. A sua Ca- no discurso precedente, em substancia a applicacao
*'"'' BOgunda tragedia regular que apparece depois desse ensino q0 Filho de Deus, a maneira de ins-
do renascunento. Antonio Ferrarte um esenptor truir c educar a mocidade; esse methodo, pois,
dramtico, digno de elogios, ba linguagem cor-' c ,jevc SPr tainbem sempre e em tudo necessario.
recta e seu estylo vanado. Algumas scenas de Xemos demonstrado sua importancia e vantagens
sua Lastro tocam ao sublime, principalmente a per-' com re|agao religio; resta-nos para completar
gunta d'esta ao lindar-se a leitura de sua sentenga. 'nossa defesa, provar sua importancia c vantagens
S c Miranda em bigardo urna reforma havia 0]mj- coni rc|agao litteratura c poltica. E'o que
rado urna revolugo; Antonio Ferreira aplaca um vou fazer neste discurso, seguindo as pisadas do
pouco o seu curso prejudicial. celebre orador sagrado (o padre Ponevin) que, ha
O principe do^ poetas lusHanos tambem ensaiou 'justamente tres seculos, tratou do alto do pulpito,
S. Jeronymo revelou-nos o segredo dos pensa- A litteratura e & arte de um novo nao passam da
mentas desses generosos christos, no que se refe- traduego de sua theologia e de sua philosophia,
re litteratura em particular secundo sitas ideas' pela palavra e pelos signaes. O mundo latino fez
sobre este assumpto, nao havia commtmieagao tambem essa tradcelo, com o mais ardente zelo e
c possivel entre a luz e as trevas, entre Jetis Chris- j um immenso successo. D*ahi esta lingua franceza,
t to e Belial, entre os psalmos de David eas Odes tao philosophica, esta lingua hespanhola tao grave,'
a de Horacio, entre os Evangelistas e Virgilio, en- esta lingua italiana tao narmoniosa, e todas tres
tre S. Paulo e Cicero; 1er, vista de todos, os tao ricas, tao enrgicas, e ao mesmo tempo tao sua
livros pagaos seria para elles dar seus irmos
tanto escndalo, como abracar um idolo; estudar
os autores pagaos teria sido para elles o mesmo
ves, tao scintillantps de pragas e tao variadas, c
as quaes o pensamento christao refleete-se tao vi-
vamente e com tantos encantos I Porque, ninguem
que beber na taca de Satanaz, cousa indigna de se illuda, estas bellas linguas, durna bella mae fi-
homens que se saciam quotldianamente, pelalei-
c tura dos Evangelhos, no calix de Jesu^tbristo.
ES. Paulo dizendo: Cada um fuja de tocar rum
idolo, era para elles S. Paulo condemnando ab-
solutamente os philosophos, os oradores, os poe-
tas do paganismo, e prohibindo a '
obras.
lha$ inais bellas, nao originaram-se do latim pa-
go ao Cicero,- mas do latnn todo christao de S.'
Leao, de S. Gregorio, de Beda e de S. Bernardo.
D'ahi, esses poemas dos trovadores da edade-mdia,
esses cantores homricos das grandezas do chris-
oitura'de suas' tianismo e das glorias nacionacs, que os modernos
tiveram a indignidade de ridicularisar depois de
Elles tinham at escrapulo de recordar-se das explora-los! D'ahi, sobretudo, essa Divina Comedia,
passagens dos autores pagaos, que no interesse da espantosa e radiante manifestagd da theologia e
defeza do christianismo haviam sido toreados philosophia catholicas, o maior, o mais sublime de
a citar. Debalde objectava-se-lhes, como ojo se todos os poemas, porque a grande epopa, em
faz, que assim obrando mpossibilitavam-se j de el- um estylo quasi divino, do estado das almas hu-
crever bem, pois que a etoquencia e as gracas do manas no mundo da eternidade ; ao passo que os
estylo nao podiam ser bebidas senao no estudo ios poemas dos pagaos nao flzeram senao trabar os
tylo nao podiam
classicos pagaos.
IS's havemos repellido para
c sempre, respondiam, cssas vantagens litterarias,
que tanto apreco daos. Renunciamo-las, por-
que abracamos, o que S. Paulo chama a lon-
c cura da cruz, c preferimos tudo esta lon-
t cura, porque o que parece incenslo as cousas
t de Deus, e para o homem o cumulo da sabedo-
ria. Nao est provado, accrescentavam elles,
que os autores pagaos sejam os nicos mestres
da boa latinidade; mas, quando mesmo assim
fosse, continuaramos a preferir a santa rustici-
I dade eloquencia peceadora. Elles haviam
I aprendido na escola dos antigos padres da egreja,
i que a letura de livros pagaos nao sem perigo
para a orthodoxia da f e para a pureza dos cos-
tumes.
V-se, os latinos procuravam primeiro de tudo e
por todo o proco, como Jess Christo o ordena, o
em presenta do urna corte, o mesmo assumpto sob
os mesmos pontos de vista. Minha inten^ao a
sua; eu tambem quero fazer entrar meu nobre
auditorio no pensamento da reforma do cnsine pu-
blico, que o meu sincero zelo pelo bem da sociedade
reclama do poder christao. Ave Mara.
PRIMEIRA PARTE.
Foi eertamentc o deicidio o maior crime com-
mettido sob a abobada do cu. Mas, sabis, por-
que os judus repelliram a luz e a graca do Mes-
sias, e porque, em vez de ouvirem o Filho de Deus
feito homem, ipsum audite, o renegaram e o cruci-
ficaran! f Foi, diz o Evangelho, com o filo na con-
continue a sua obra, veremos um dia os romanos
cahirem sobre nos, e levarem-nos o que resta do
reino de Jud, e de nossa autoridade: Si dimit-
seu frtil engenho ou romposicocs do genero dra-
mtico. CauuSes escreveu os Amphytroei, em que
se nota fraqueza de concepejio.; Seleneo cujas perso-
nagens, devendo fallar a linguagem da poca da ac-
i;3o, exiiressain-sem na do XVI secuto; Philodomo
a melhor e em que mais frtil se mostra a sua con-
cepcao.
Vem depois a esterilidade. A poesia dramtica
vive da vida social c das peripecias da individual;
o absolutismo adormeccra-as, ellas nao tinham afi-
elo ; nao haviam por consequencia fontes para a
inspiracao dramtica. Garo procurava reanimar
o seu Novo Theatro e a Assembla jevelam a sua
tendencia para a arle dramtica e nao pouco espi-
rito. Domingos dos Reis Quita continuou a missao servaeso de sua dominado c garantas polticas,
de Garco; em sua Castro mostra superioridade no Se consentimos, diziam elles entre si, que Jess
tiatlietico de Antonio Ferreira; contem muitas bel-
ezas.
Antonio Xavier, pde-se dizer sem erro, foi um
perfeito traductor dos melodramas francezes. Quan-!'' cum ste, veniert Romam et tolent regnum
do nao traduz. imita: a farca, onde mais se avan-' nostrum et gentem (Joao). insensatos! (exclamou
taja, como o Manoel Mendei, que faz rir sem grosse- S. Agostinho, deplorando tal cegueira e um calculo
ria, todava imitada do hespanhol e segu a suas f rmas sacranientaes sim baratearam a vida eterna I Pois bem: por ter-
DepobdeGil Vicente pouco ou nada, o verda- rivel, mas justa punicao de Deus, os judeus per-
duro drama eslava espera de tal vivificador de^eram a vida eterna, e nao eonservaram suas van-
Gacrctt para brotar com todo o vico. O seu Gil Vi- aSns temporaes: Temporaha amittere hmuerunt,
rente, Alfgeme e o Fr. f.uiz de Souza sao as glo-'t vilam a-ternam non cogitaverunt; et steutrum-
rus e ot fundamentos do theatro portuguez mo-\ torno. Garre comirrehendcu as tres especies de O mesmo aconteceu aos gregos modernos. Ape-
romediasesoube separa-las. Para a glora de Gar- zar dos mmensos trabalhos dos apostlos e dos
rett bastava-lhe o Fr. Luiz de Souza. maiores doutores da egreja para chnstianisar este
O caminho eslava alieno c conhecidos se acha- Povo> p|le ,,em permanecido grego, mesmo depois
vain todos os seus desvos. A'-Garrett segu urna, do haver abracado o christianismo, sto e, elle tem
brilhante apleiade de homens, de que alguna ainda Permanecido puvo eve, capncltoso, iinpressionavel
vivem. Mendes Leal, Cesar de Lacerda e Ernesto Pa tudo quanto diverte a imaginacao e os senti-
Biestersao tres nomes que fazem honra aterra que dos, ndfferente para as loutrinas, e procurando
os viunascor. Muitas To as suas composiews e'"
ciumes, as guerras e os crimes do homem nomun
do do tempo. Dabi, essas magnificas cathedres,
monumentos sublimes da generosidade, da f e do
genio artstico de nossos paes ; esses vastos poe-
mas de pedra, cantando em todos os tons e repre-
sentando sob todas as formas o dogma e os hroes
da religio christSa, e junto dos ques nosso mu
gosto e nossa indiffereni;a religiosa passam sem
comprehende-los I D'ahi essas universidades, prin-
cipalmente a de Paris, verdadeiros pontos de rcu-
niao dos maiores genios do mundo christao, verda-
ddeiros focos de luz e de saber universal, que es-
pargiam por todo o mundo, ao passo que a noute,
que gradualmente levantava-se sobre o mundo
grego, e as trevas que deviam envolve o como em
sudario de morte, tornavam-se mais e mais espes-
sas. D'ahi, finalmente, essa supremaca incontesta-
vel as sciencias, na litteratura, na poltica e as
reino de Deus e sua justiga : Quwrite primum rea- j artes, que fez do povo latino a maravilha e o do-
num Dei et justitiam (Math.6). Mas, tendo sido minador da trra,
fiis este grande preceito do Evangelho, merece-
tudas ellas de mrito.
Deste ultimo a Abnegacao. E' um bello dra-
ma em que sem duvida mais se mostra aperfei^oa-
da a penna delicada de escriptor portuguez. De
um enredo bellissimo, de sitaaoSes patheticas, de
bellezas incontestaveis, e mais que tudo de verda-
des moraes, que nunca dever-se-hiam esquecer,
#forc.a dever a Abnegacao oceupar um dos pri-
ros lugares na escola dramtica. Todava
o seu final um pouco fri.
Sua representaran corren magnficamente. ASra.
D.Eugenia compenetrou-se da dor de Eugenia e
soube exprimi-la em suas palavras, gestos, emfim
em seu todo. Foi inimitavel a diftlcil scena do 3o
aclo em que ella declara amar Luiz de Souza, e
bellissimaa sua transicao.
A Sra. D. (imilla foi bem no papel de Cecilia;
as suas palavras pareciam dizer as torturas, que,
primeiro lima SOSpeita, depois nma dura oortoao
imprimiam em seu coracito, que tanto amava a
Fritando. Esta parle coube ao Sr. Furtado Goelho
3 ue representa va a 1 uta entre dous sentimentos ;
p um lado o primeiro amor pedindo una repara-
cao, de outro lado o dever impondo-lhe as suas du-
ras cadeias. Homem de consciencia, bello o seu
dialogo com o Visconde da Riba-Fra. O Sr. Tho-
maz foi perfeitamente no carcter do Confe de
Sundomil; em seu andar, no tom de sua voz e nos
gestos deixava ver o aristcrata, mas o sensato a-
pre iador do mrito e do talento. O Sr. Coimbra
desempenhou um papel inqiortante ; o velho Be
nardo o exemplo do velho criado, em cujo cora-
cao pullula a nobreza de sentimentos; reconhecido,
dehea para logo ver o desinteresse de si proprio.
Elle comprebendeu o papel e foi bem na scena do
4 acto em que offerece o dinheiro ao conde. Luiz
de Souza desempenhado pelo Sr. Lisboa correu
bem, devendo-se todava notar-lhe alguns Hgeiros
defeitos filhos da occasio. E' um conselho de a-
migo, nao se deve enfadar. O Sr. Penante repre
sentando o Visconde de Riba-Fria foi muito melhor
que na primeira representacao do drama; o que
prova que com estudo elle tudo conseguir. A
Sra. D. Josepha no papel de Eulalia nao foi bem ;
pouca animaco e mesmo diliculdade de exc-
cucao. .
Seguio-se a primeira representacao da Me/ahora
*4e cynismo. comedia de costiimes acadmicos, de-
vida ao Sr. Dr. Joaquim Jos da Franca Jnior.
nos livros menos a solidez do fundo do que o en-
canto da forma. Loucamcnte apaixonado por seus
autores pagaos, elle preferiu a philosophia e a lit-
teratura destes philosophia e litteratura chris-
tiia.
E' pouco mais ou menos, ve-se-o, o crime. dos
judus; e por isto tambem os gregos partiiharam a
punicao daquelles. Anciosos de perpetuar a glo-
ria de sua antiga litteratura pagaa, cultivaram-na
com um enthusiasmo febril c olhos vendados so-
bre o perigo, que esta idolatra do espirito expu-
nha a simplicidade da f e a juireza do costmne.
Pois bem; perderam una e outra cousa: Et sic
vt rumque amiserunt.
Sob o ponto desvista religioso, elles cahiram no
erro e no scisma; ao passo que sob o ponto de
vista da scienciae da litteratura baixaram ao ultimo
degrau da ignorancia e da barbaria. Tremendo
todo o instante sob o glaudio musulmano, este jto-
VO desherdado dr> pnlritnnni da nnilirto i>iihnli..o,
mal pode vivermaterialmente. Pode elle porven-
tura pensar em fazer versos e philosophar! ? As-
sim o mesmo sopro do espirito pago, que o arre-
messou na senda da heresia (2), dessecou nclle o
gennen de toda a cultura scientifica, de toda a dis-
ciplina liberal, e de toda a civilisaQao. Eis o que
valeu para o Oriente sua cega paixao pelos classi-
cos gentios.
O contrario aconteceu no occidente. Cicero, que
alias amava apaixonadamente os gregos, notou, que
tanto era o espirito grego leve e frivolo, quanto o
latino grave serio em tudo o que respeita reli-
gio. Convertendo-se, pois, ao christianismo, as
nacoes latinas elle se ligaran) com inteira dedi-
eaeao, collocaram-no cima de tudo, tudo sacrilica-
ran-lhe.
(1)0 imperador Napoleao DI.
(2) Sabe-se,que heresia umapalavrade origem
grega, e urna cousa de origem grega; jiorquc todas as
heresias que tem dilacerado a Tnica do Chrislo,
a unidade da crencha da egreja. nasceram na Grc;
ca. O que nao se sabe, ou nao se quer saber,
que todas as heresias nasceram entre os gregos, de
sua obstinagao em seguir certas doutrinas_de seus
classicos pagaos, particularmente de Platao. En-
tretanto, nada ha mais exacto, do que o juizo de
Tertuliano e S. Irineu sobre Platao. chamando-o
Palriarcha de todos os hereges c condimento de to-
das as heresias.
ram receber a recompensa promettida sua obser-
vancia por estas palavras do Senhor : E tudo
mais vos ser dado por premio: Ethcec omnia ad-
jicientur vobis (ttnd). Tiveram a prudencia e a
corftgem de sacrificar todas as pretensas vantagens
da sciencia e litteratura humanas, ao desejo de
manter intacto o deposito divino do dogma e da
moral christaa, e Deus concedeu-lhes a felicidade de
conservar esse divino deposito; e por accrescmo
deu-lhes cm grande escala todas as vantagens da
sciencia e da litteratura humana.
Desde que cessaram as guerras o as invasoes,
que originaram as sociedades modernas, e desde
; que foi dado cultivar vontade as artes da paz, o
, occidente reuni em um corpo de doutrina os ora-
culos da Escriptura Santa, os cnsinos dos padres O
I as tradicoes da egreja, pulverisou todos os erros,
I desenvolveu todas as verdades, e creou esta admi-
ravel theologia catholca, que nao consiste senao
no verdadeiro modo de responder esta questao :
O que Deus e o seu Christo 1
A luz esta sciencia divina, e sempre sob sua
dependencia e dircegao, elle travou mmediatamen-
tc a questao, que o objecto da philosophia : O
que o homem f Resolveu todos os grandes pro-
blemas, que at entao haviam dividido todos os es-
pirites : sobre a certeza, sobre a origem das ideas,
sobre a natureza e as faculdades da alma c sua
uniao com o corno, c fundou essa philosophia da
edade-media, a nica, digam o que quizerem, a
nica verdadeira, porque c a nica christaa, a uni-;
ca em harmona com os grandes principios do:
christianismo, e fra da qual todo o trabalho phi-
losophico impotente, e nao redunda senao no
seepticismo ou no erro.
Emprehendeu ao mesmo tempo responder ,
questaoO que o corpo ? questao em que se re-i
sume toda a sciencia pnysica. Interrogou a nature-
za, c obrigou-a a revelar-lhe os seus segredos; fe?
estas tres maravilhosas descobertas : a polvoraj
que facHitou a conquista da trra; a ao slo;
que lhe abriu a estrada dos mares ; e a imprensa*
que alargou os dominios! e multiplicou os traba-
mos da intelligencia. Adevinhou tudo quanto
permittido ao homem saber sobre a natureza dos
cornos c o movmento dos astros, e lancoa os fun-
damentos destes progressos scientificos e indus-
triaes, de que tao justamente nos ufanamos, mas a
respeito dos quaes temos a sem-razo de attribuir
' nos todo o mrito e todas as honras. (3)
(3) Jiuitem-sc em um feixe todas as obras, Un
d;
FOLHETIM.
A INCENP4VRII DA CASA VERMELHA.
as as aescobertas, todos os productos da civili-
sacio pagaa, confronte-se istocom as innmeras
de toda a especie, e os variadsimos primores,
i com que a edade-mdia e as sociedades chris-
i taas dotaram a humanidade, e vr-se-ha, que
i toda a antiguidade nao pode em genero algum
i sustentar o paralello com os seculos catholicos.
a Na ordem das descobertas uteis, quanto aonia-
. terial, a superioridade do genio aa sociedade
i christaa nao poderia ser contestada. A bussola,
a plvora, a imprensa, a vidraria, a seda, o te-
< lescopio, os oculos, as portas, a gravura, os ta-
petes, os orgos, a pintura oleo, os espelhos, o
alambique, o papel, as carias martimas, o co-
. nhecimento da America e dos antipodas, os relo-
gios, as letras de cambio, etc., etc.; e em mais
i elevado aspecto os hospitaes, os asylos para a
infancia, os monte-pos para os pobres, as innu-
meraveis instituieoes de caridade.
t Eis, de mil, alguns dos fructos que produzm
a intelligencia humana, quando pode desenvol-
ver-se sob a acc,o vivificante da f catholca.
Era no meio das trevas, do que se tem chamado
c a barbaria da edade-mdia, era em occasio em
que o paganismo e suas obras estavam em com-
t nieto abandono e esquecimento; e entretanto a
. antiguidade com o genio, talento, espirito e su-
perioridade, que obstinadamente lhe attnbui-
mos, nao pode fazer urna s descoberta verda-
deiramente til industria, ao trabalho, e con-
seguinteniente ao bem-estar dos homens.(Mr.
Danjou).
E assim, tendo este povo cumprido em toda a
sua perfeicao o preceito de buscar primeiro de
tudo Deus e sua Justina obteve em toda a sua
plenitude a recompensa das vantagens da ordem
scientifica e litteraria, que Deus lhe deu por ac-
crescmo i : Quasivit primum regnum Dei et jus-
titiam ejus, et hcec omnia adject sunt ei.
Mas ah I o mesmo mundo latino nao perseverou
em sua fidelidade ao principio c ao methodo chris-
tao, que lhe haviam valido tao grandes c inauditos
progressos na ordem scientifica* e liMeraria. Be-
pellidos de Constantinopla, os homens distinctos da
Grecia, estes restos da civilisagao pagaa do orien-
te, espalharam-se pelo occidente, pregando por to-
da a parte, que a o genio da philosophia, da elo-
quencia, da poesia e da arte nunca habitou senao
a antiga Grecia e a antiga Boma. A Europa; ca-
hiu no lago, que lhe armou a antiga serpente; ce-
deu tentacao de adquirir a sciencia sem Deus e
contra Deus; entrou a cultivar o paganismo Ilite-
rario com um enthusiasmo, um delirio, urna em-
briaguez sem exemplo na histeria dos desvarios do
espirito humano ; c rejeitando o methodo christao
de seus paes na f, adoptou, despeito das protes-
tacoes da egreja, o methodo pago dos gregos pa-
ra a instruego' da mocidade.
Quaes foram os resultados desta apostasia do es-
pirito do Evangelho 1 A Europa ambicionou, co-
mo a Grecia, o progresso as cousas tenqioraes,
com sacrificio dos bens eternos, e como a Grecia
perdeu ella a simplicidade e unidade da f, sem
adquirir maiores e mais reaes vantagens na scien-
cia e na litteratura : Temporalia amittere temue-
runt et vitam aternam non cogitarerunt, et sic
utrumque amiserunt (4).
Tem-se repetido sempre, que os secHlos de Leao
e do Luiz XIV devem a renascenga da antiga litte-
ratura sua grandeza e brilho ; mas, esta urna
opnio de manifest farSidade, que um cgo deli-
rio gerou, que o despotismo do novos humanistas
impoz, e que a ignorancia e servllinw dos espiri-
tas estreitos tem feito aceitar.
Expansoes tao admiraveis do pensamento huma-
no, como as qne fiJeram a gloria desses seculos,
nao pdern ser phenomenos improvisados; nem
tao pouco por causas instantneas, mas por anti-
quados precedentes, attinge o espirito humano os
verdadeiros progressos n'um genero dado. O pro-
gresso, de que se trata, nao foi, pois, a obra do pa-
ganismo pago, que aos litteratos desses tempos
poz a cabega roda, e menos o resultado de al-
guns annos de estudo febril sobre os antigos clas-
sicos ; mas sim o resultado dos estudos senos e
solidos dos seculos precedentes em todos os ramos
do saber e dos quaes a grande litteratura italiana
e franceza foram como que a florescencia e o
fructo.
Como urna roda, que contina a gyrar, mesmo
cessadoj) impulso que a poz em movmento, o ge-
nio christao eonservou, por entre os obstculos que
lhe oppoz o genio pago resussitado, o grande mo-
vimento que havia recebido no decmo-segundo se-
cuto, e acabou, as pocas de que se trata, por ir-
radiar com tanto brilho."
Estes dous grandes seculos foram conseguinte-
mente, menos o comeco de urna era nova, do que
o fim de urna era antiga, e sua gloria litteraria nao
foi se nao o claro de urna alampada que se
apaga.
De feito, o secuto de Lea
na Italia chamado secuto i
ruptores do estylo e do gosto'
XIV foi fechado pelo grande
foi seguido pelo que
Secentisti, dos cor-
c o secuto de Luiz
ispo de Avranches
(5), e como o provou um autqr insuspeito (6), o
sua athmosphe'a espiritual, quasi que divina, ro-
megaram a affar caminho errado, perderam *
vista seu alvo, naturaljjue a expoco eoeni-
bellesamento, pelas palVras e pelonatfnaes, bg
grandes epopeas da religio e das nacionalidad)*
christaas.
Em terceiro lugar, sempre pela embriagn? qo.'
n'esses seculos levava os espirites tudo pagaasar
na Fraftga como na Italia lonnou-se una verdatt-
ra conspiran) para faltfpar o genio das lingn.v
dos dous paizes, para despoja-las da forma |.wrj,-a
simples, clara e cheia de graca, que o rhn-ti.vnV
mo Ibes havia dado, para sujettt-las forma tran-
positiva e aos modos eonstrangido e alienad.* da-
linguas pages. Era renovar respeiio ,] aqne||,
o suplicio imaginado pelos antigos tyrannos j,. \,
gar homens vivos cadveres. (7)
E se o sentimento e as magistraturas iliteraria-
depositaras das linguas nacionacs (8), nao ohuu-
vessem impedido, ter-se-ha ido ao extremo de m
mola-las jierante as estatuas de Virgilio, de Hnra.
c de Cicero. E, pois, se a lingua franceza tonna-
se a lingua da diplomacia, direi mesmo, a Hagan
catholca ou universal, nao foi porque os huroan--
tas pagaos se furtassem esteren algum para vi-
ta-la at o ponto de mera algarvia. Gmsegomle-
mente, as linguas modernas nao so nada d^'vem ao
elassismo pago, quanto is belletas de sua origina-
lidadc e originalidade de suas bellezas, mas at
foram por elle demoradas em seu movmento de a>-
cengopara o sublime; e, hitando cora o pedan-
tismo, muito Ihes custou conservar sua existencia
e ta tradicional.
Em quarlo lugar, foi sob o imperio do mesrao fa-
natismo jielo latmi pago, qne espiritos de esfoiha
sentiram-se levados in venc vilmente a consagrar
grande secuto gerou outro muitoWi/Meno, c lagou seu talento e perder seu tempo no fabrico di
um claro muito funesto na litteratura do dcimo-; nuiltidao de tragedias comedias e poemas latir* .
oitavo. \ ondeainutilidadedolrmliita com*rasceta elega*
Como o poeta theologico Dante formou-se sobre cia da linguagem. (9) Teve-se mais o triste pens-
as grandes doutrinas de S. Thomaz, assim o Santo ment. pixler-se-liia dizer o pensamrnfo sarrilefo
Agostinho francez, Bossuet, desenvolveuo seu genio de aprisionar na form.ivirgiliana, e de cantar con.
com oauxiliodoSanto Agostinho latino,que sabia de expressoes totalmente profanas, os mais angustia
cor; o novo S. Joo Chrysoslomo, Bourdaloue, be- mysterios do christianismo (10); e com oforciw
beu sua eloquencia e seu estro noS. Chrysoslomo inauditos chegaram a formar Eneidas apelidada-
antigo, e as bellezas mais admiradas c que mais de christaas: ajuntamenio monstruoso do agrado e
encantam em Bacine nao passam de bellezas chris-! do profano, da mythologia e do Rranpe[hfv. das rer-
taas tomadas por emprestimo Biblia. ] dades da f e dos delirios da emaginacao, dos pen-
0 mesmo respeito de todas as grandes produc-; samemos christos e das fanaai aapha, alternado
5es litterarias do secuto de Leao. Os tratos mais que fez a religio enrubecer, como urna mtihVr ho-
nesta quem se obrigasse a lomar rs vestes & inosttuta.
Finalmente, nos seculos cuja grandeza lano se
tem apregoado, nao se conceda titi-te de sabi.
nem as honras de genio, senao aos litltrates maN
ou menos habis em fazer paganismo na e na forma, e que escrevendo o latim imftavam o%;
___i._____j _; .u-..i .-. :......... \-:.-:ic _,.,
goes
admiraveis da Jerusalem libertada nojjassam de-
reflexos graciosos do pensamento christao.
Mas, se o estudo do classismo pago nao teve par-
te alguina as grandezas dos seculos de que falla-
mos, te ve-a e grande em suas perdas e defeitos.
Em primeiro lugar o christianismo havia encar-
rillado o occidente no caminho da originalidade lit-
teraria e artstica. O occidente tinna prodnxido I melhor modo possivel Cicero e Virgilio; y
una litteratura e urna arte, que lhe eram proprias; levou os espirites vaidosos a s procurareni desiin-
porque toda religio, no goso da publicidade, g-1 guir-se pelo estudo das palavTas. Os grammaiiro-
ra sempre un litteratura e urna arte sua ima-1 tomaram o lugar dos philosophos, e o rhetoriro-
gem. Pois bem: a revolugao do pedantismo que, profanos foram circumdados de lujmenagens con>>
e langou-os na d urna imitago-humilhante o estril, i acabou |ierdhdo-se no nada foi om plagio verq-
De mestres e modelos que podiam ser, os sabios nhoso da* ideas e costumes das sociedades pagia
christos nao craram de tornar-se pequeos disci- j que mais tarde produziu o plagio desastroso de ato
pulos e imitadores servs dos sabios gentios. E por- forma de governo, de suas leis, de soa* agitariV
que o discpulo fica sempre abaixo de sen mestre polticas e de seus crimes.
(Math.)e o imitador abaixo de seu modelo, aulle-1 Ainda urna vez, pois, o estto afo.ixonado m
ratura e a arte christaa desceram da primeira li- autores class'cos, longo de tef aMo a e% di> gran
nha, que Ibes pertence, e que iam attingir, segn- j de movimento liUerario do XVI e WU 5ecnlos, a
da onde esto fra de seu lugar e degradaia-se. contrarioobstba que elle foe oquederiasrrna-
D'aqui esta inferioridade demerito edeperfeigao,Irional e christao; lirou-o ifc caminho, profana
em que licaram vista daiitteratura e da arte pa-' suas tendencias, sopitou sen avMli e transfcr
ga. Deve-se todava exceptuar a eloquencia sa-' mou-o em ineriniento de decadencia destrni-
grada e a pintura, ondv- se nao pode negar a im-1 gao. (II)
merrsa superioridade dos modernos sobre os aati-
gos; mas, se o orador e o artista christos licaram
originaes, tal aconteceu pela falta de modelos a se-
guir respeito.
Era segundo lugar, ajulgar somente peda gran-
(Cu*li>ti?-**~kn.)
(7) Nossa ilngua, diz Fccelon. sent x blti
t d um grande numero de termos ephrasts; m>-
parece, que ka pouro mais ou menos cem ammn
deza gigantesca da Divina Comedia, e pelo sublime K u,m ~ ft||g, f emptjirei4,K (|I,crenda
e gracioso das obras do pintor Anglico, pelo genio t lni.;,.|a ja verdad.-, qneela era ai
I
Dirigi-vos estagao deStrasburgo em Paris, e
suIj ao trem que segu para Mulhouse: quando ti-
verdes atravessado parte do departamento do Seine-
e-Marne, descei na estaco que se acha logo aps
de angis.
Leudon, Casa-Vermelha! exclamara o coudu-
tor do trem.
E' quando tercis chegado.
Leudon a reunio de tres ou quatro herdades,
em cuja frente se ostenta, qual sentinelta vigilante,
urna taberna pomposamente revestida com o titulo
de hospedarla, e dirigida por dous velliosmarido
c mulherque ali vivem na mais completa certeza
de que ninguem haver que os suspene de entre-
garem-se, como o pasteleiro da ra de Marinouzets,
de eterna memoria, ao fabrico de pastes com a car-
ne dos viandantes ; porque lhes faltara o principal
elemento para esse ramo de caprichosa industria,
isto o viandante, que naquellas paragens chegou
ao estado de personagem fabulosa.
Entretanto se vos dirigirdes com cffeito para o
lado da Casa Vermelha, levado pela curiosidade,
seguindo a indicago por mim dada, depois de pas-
sar por diante da aventureira taberna de que falle,
entrae n'um caminho polvoroso por entre as ver-
des planicies que se estendem direita e a esquer-
da, e chegareis logo urna povoacao que nada ab-
solutamente apresenta de notavel, a nao ser a sua
pequea importancia apezar de achar-se enllocada
a tres kilmetros smente da estrada de ferro, de
que urna das estagdes intermediarias.
Nao se faz ali outro commercio senao o do trigo'
de que os agricultores levam amostras para an-
gis, onde o mandam entregar pelo caminno de fer-
ro, em vez de vende-lo no mercado, como faziara no
outro tempo.
Com tudo isto o paiz frtil, e habitado por pro-
prietarios ricagos.
Amigamente dependa do rnarquezaao de I\an-
Ora, o proprietario Beaumenil era um desses ho-
mens, quem srdida avareza, proveniente de um
exceeso de economa e previdencia mal entendida
do que de urna ndole m, dra a repulago de des-
humano, reputago que se estendia mais de cin-
co leguas pelos arredores.
Nada tenho para os preguicosos, dizia elle
todo aquelle que lhe estendia a mao porta da sua
herdade.
E os caes que lhe defendiam a entrada, como se
coniprehendesseni o pensamento de seu senhor, ag-
gravaram ainda mais a recusa deste com os seus
continuados latidos, at que o miscravel se affastas-
se da inhspita casa.
Nada tenho para dar aos preguicosos!
Na verdade o homem preguicoso commette um
crime, por que crime preferir o pao da esmola
ao pao do trabalho : mas eslava Beaumenil bem
certo de que eram preguicosos todos aquelles que
iam humildemente implorar em vo a sua piedade?
Por ventura nao ha dias em que a tome vem mais
depressa do quo O trabalho?
Oh I A fome I Trrivel consclheira que pode
desculpar muitas Taitas, mas que nenliuma ab-
solve t
E' preciso realmente que o homem, a quem se
pede, seja bem surdo aos gritos da sua consciencia,
para recusar um pedago de pao!
Entretanto quantos ha por ahi que isso fazem !
Beaumenil era do numero dessa gente que, as-
sim praticando, julga ter dado provas de iim carc-
ter integro: dessa gente que alardea de nao animar
o vicio s porque nao soccorre a pobreza.
Faz como eu, vadio; trabalha.
E dest'arte fallando o rico proprietario dava as
costas ao pedinte, ia sentar-se junto ao fogo que
crepitava no fogo, c fumar tranquillamente o seu
cachimbo.
Felizmente para os pobres, nem sempre se en-
contravam com Beaumenil ; c quando Bosa Mana,
filha do proprietario, achava-se s em casa, apenas
se apresentava um mendigo corra a soccorre-lo
com um pedago de pao, acompanhado de alguns
restos da ceia da vespera ou de um copo de vinho.
Era urna joven encantadora essa Bosa Mara!
Boa, amavel, e muito servigal, tinha sempre o
sorris nos labios, c no olhar um raio de benevo-
lencia ; ao passo que Beaumenil cora a sua voz
grosseira e sobr'olhos franzidos pareca sempre
(4) E', p)is, nicamente no ponto de vista do
bello na arte, e na litteratura, que se pode procurar
sustentar a supremaca dos antigos sobre os mo-
dernos ; e para chegar, nao a cxeede-los nem
mesmo a eguala-los nisso, mas smente a copa-
los muito imperfetamente, que ha tres seculos se
expoe a mocidade, e por conseguinte a sociedade
inteira, a perder essa superioridade na ordem mo-
ral, poltica c social, que, como acabamos de de-
monstrado, pertence civilisago christaa.
t Por outra parle, essa superioridade dos anti-
gos sobre os modernos as artes e as lettras a
nosso juizo muito contestavel, ou antes acredita-
mos, que nao ha paralello possivel entre a arte
christaa e a arte pagaa. Sao duas cousas inteira-
mente differentes, dous rios, um dos. (luaes corre
i>ara o orieiuu t uuuu i>aia o occidente um
acarreto ouro, pedras preciosas, tem margens co-
bertas de flores odorferas, mas tem as aguas en-
venenadas, e os povos que vem acampar cm suas
bordas morrem dentro em im>uco de langor e cor-
rupgo ; o outro, pelo contrario, nao offerece pri-
meira vista todas essas amenidades, tem margens
escarpadas, curso impetuoso, de diffleil navega-
gao, mas tem aguas saudaveis e vivificantes, e os
que as bebein nunca morrem.
t E' preciso escolher entre a morte e a vida :
entre a austeridade do christianismo, trae salva e
conserva as sociedades, e o sensualismo pago.
que amollece-as, degrada-as e mata-as ; preciso
escolher entra a educacio christaa, isto z exclusi-
vamente consagrada ao" estudo e meditaco dos au-
tores christos, e a educago paga administrada,
ha tres seculos, e cujos fructos sao conhecidos.
< Se a sociedade nao se apressa em reentrar no
regago do christianismo, se contina a introduzir
na educago, cpela educago nos costumes, essa im-
pura c trrivel mistura das ideas, usos e costos do
paganismo, com as crengas christaas; se finalmen-
te insiste em associar duas cousas absolutamente
incompativeis, o apuro do sensualismo na arte e
na litteratura com a pratica das virtudes e morti-
Ilcages christaas na vida, entao que a civilisa-
go moderna tem chegado ao termo de sua carrei-
ra, e dentro em pouco submergir-se-ha no abysmo
6m que cahiram as sociedades corruptas. (Dan-
100.)
como pelo nome, fcil eomprehender que a litte-
raan e arte christaa ter-se-hiam elevado com o
tempo de um ponto de perfeico, que sem duvida
alguma teria eclypsado o brilho da litteratura e ar-
tes gregas e romanas ; mas, era com a condigo do
que ficassem liis ao espirito que as gerra, c nao
abandonassem o caminho, pelo (mal, arrimados no
(pie ella era ainda nui \m>-
f informe e demasiado verlxj.-a; mas temo smuki
t des da vellia tiugvagem, (piando a enconttanv-
a em Maro!, Amyol, cardeal d Mssat, em a*-kra-
f as mais facetas e as mais serias: ella trata aru
nao sei que de breve, candido, andaz, vin eetptv
.roado, o (Cutas sobre a rlijftunri'i.)
(8) A academia-franceza, obra do genio de tli
verdadeiro, marchavan rom passo largo e seguro a chpHt.U! fundada com um jiensaioento lodochri.-ti
conquista da supremaca do bello. e todo nacional, poste que nem sempre knnasido
Porquanto se bello, como se tem dito, nao e se- M S|ia ,R,||a f^0 p6b^9 di2er IHUr/ M,
wo o esplendor do verdadeiro, nao senao do de- da acad,1Illia da q^ de FhH-eoca.
senvolvimento da verdadeira rehgiao, que podc( (lJ. Quem lhoje a<
1 .. n .il' i nni> 1 (lii>*4 >i il "Ml|llllOa I \ I *} # __.
brotar a lerfeigo litteraria e artstica.
Eglogues jnseitoirn de San
nazar, s cliecs de Vida, a Syphide de Fraca*mr,
Vannires, as tragedias latinas dos padre-
e PonV ? Vnnca nara to piiuco se fueran i
Ora, foi pelos estudos do classismo pagao, rme a Alliromni.ul. d'Ani\.t Vqiu"entretanto valen-lh.-
litteratura e a arte christaa foram detidas em sua Ullia abbadia), os J marcha triumphal, nao poderam desenvolver-se eni d
--------------------- L...i:o
(5) Sbe-se, que esse prelado disse : A graivle maiores trabalhos luteranos.
litteratura. franceza acabar em mim. Proposicaoi M) O bnfnrJemrnt d<- la \ icrge por >ennazar
que pode parecer pouco modesta, mas que de a^,"/^''*J'rl,?;^\,:"!'.UIJ*!USJ*T
manife
se grande
rilar
pode parecer pouco modesta, masque de a uiristiaae \>r^viua. o t-n/aui jexus ir i.eva. a-
ifesta verdade. Com a perspicacia do genio es-; Lglognes ponr les ftes de la Samte yin-ge di I
rande homem va bem que essa grande litte- j pm, os Psaun*s de David postos em versos un,!
ra nao passava da ultima irradiagao dos pro- eos por Flamimo. etc. etc., tudo isso est enterrad-
brisa e os beijos do sol,era eniflm urna papoula
(lascida no meio dos trigos 1
I Ora, tanto na cidade como no campo toda a moca
de dezoito annos ama ou um joven elegante de
Imaos alvas e trajar irreprehensivel, ou um cam-
|Knio bravo e resoluto, todo avermelhado, forte
como Hercules, e testemunhano a sua paixao nao
I>or travessuras sentimentaes, mas por impetos de
simplicidade e ternura, que llwvem do coragao.
Logo Hosa-Maria amava (o leitor fcilmente o
comprehender), e amava ao filho de um agricul-
tor, cuja herdade achava-se situada alm da Casa-
Vermelha seguindo-se pela velha estrada de Troves.
Agostinho Fontaine, era o seu nome, podia ter de
vinte e tres vinto e quatro annos.
Era filho do paiz, e dos mais estimados. Seu pae
tinha sido n'outros lempo muito amigo de Beaume-
nil ; mas por fatal coincidencia, proporeo que
este ultimo va o seu cabedal progredir, os negocios
do pae Fontaine iam cada vez a peior at que um
dia Beaumenil achou-se senhor de urna fortuna sof-
frivel, e Fontaine foi obrigado a desfazer-se de par-
te do que possuia, depois do outra parte, afim de
escapar urna ruina completa.
A datar dessa poca, Beaumenil, quepoucoj
Saco descobrira no seu velho amigo urna multidao
e pequeos caprichos que nao lhe conhecia outr'o-
ra, acabou por convert-los em defeitos, depois era
vicios, e afinal pensou muito sem ceremonia (rae o
homem que nao sabe obrigar a fortuna lhe sorrir
nao cousa que valha, e nem merece ter amigos
V para o diabo J lhe disse que de mais
ninguem preciso.
O iiobre ceifador nao replicou, e escapou-se.
Alienas desapparecra, chegou tambem por sua
vez una camponeza, mulher de uns vinte annos, e
entrou -na sala baixa em que se achava Beaumenil.
Era una rajiariga magra, com a tez queimada
pelo ardor do sol, vestida ou antes coberta de an-
drajos.
O seu semblante bastante regular dava visos de
urna certa belleza ; grandes olhos negros, cabellos
em desordem, porm bastos, taes eram os pontos
salientes da sua physionomia, que, alera disto, apre-
sentava urna expresso singular. As faces cava-
das, as vestes esfarrapadas, o desasseio de sua pes-
soatudo isto dava-lhe o aspecto de urna dessas
ciganas que eramoutr'ora o terror dos campos, pe-
los crimes de toda a sorte que por ahi commetiam.
A' vista de semelhante creatura, que se havia
adiantado sem dizer palavra, e com um passo um
pouco pesado, Beaumenil fez um movimento de im-
paciencia.
Oh! ahi temos a pedinchona O que vens
aqui fazer, insolente? disse-lhe elle com voz amea-
gadora.
Venho pedir-lhe trabalho, Sr. Baumenil, res-
pondeu a mulher sem se abalar com o acolhimento
que lhe faziam.
Trabalho I para ti I
Para mim, sim; j quo a ceifa est por fe-
zer.se nao e cousa que valha, e
J tenho a minha gente, tornou o proprieta- que o frequentem.
rio- nao ha trabalho para ti. Betira-te. Demas, sa- N'outro tempo, cm quanto juntos esvasiavam urna
bes muito bem que nao gosto de ver-te na herdade.! garrafa, diziam em ar do bnneadeira que nao era
Betiro-me, nao ha duvida, respondeu ella car-1 de admirar quo seus filhos, dos quaes um contava
regando em cada palavra que dizia : mas urna vez! ento dez ou doze annos, e outro dezeseis a deze-
que o Sr nao me quer dar trabalho, dS-me ao me-: seto, viessem a casar um da; c este ponto de con-
fundos estudos dos seculos precedentes ; o que es-
Bes estados das cousas de que elle era a ultima ner-
sonilicago depois^de Bossuet. cedendo como aca-
buva de ceder* o lugar ao estudo das palavras, a
grande litteratura do espirito christao deveria aca-
bar nelle e com elf.
(C) t Os estudos superficiaes de alguns poetas e
de alguns oradores geraram esta horda de tollicu-
larios libellislas que, comeos gafanhotos do Egyp-
t, arruinaran!, toda, a colheita. Ah Permittisse
Deus, que em vez destes pintores, destes estatua-
rios, desles decoradores, destes gravadores, destes
versificadores, destes Ulicularios, de'todos estes
rbulas da papel, da pedra, da tela, das raetaes,
que demasiadamente se tem animado, tivessemos
rbulas da Ierra cavando na horta, e plantando le-
gumes novos e arvores fructferas Oh J que bo-
nita tela para oxercerem sua imaginaco Que
pomposo idyllio I E urna vez, que tanto fallara nos
gregos, lerabrem-se, que suas salas de estudo erain
todas nos campos.
E' o convencional Mercier, quera assim se expri-
me. Nao pareco, que teve na ment eserever de
antemo a historia dos nossos dias ?
as bihliolhccas para pasto das iracas.
(11) Em wz de por ao ausenieo.b genioebri-
lab, diz o sabio autor da Edmcacm il> kimiem.
progressos da antiguidade no estudo do bello. /*-
temmo yi< christao leboque 4a Itletntura .
da ithtica paguas. O que resullou disl' i
littenttiira neutra, senil, que exercen a mais Iri-
te iiiliueiu ia tobre M talentos e sobre os rostmmet.
Degradon o talento, aviirmdo-o ao papal t copisu.
Perverteuos costumes. poraM eiu XK de appirar-
se em cultivar e emliellesar os costoam rhrist.-
fez-ae interprete e admiradora da.- ideas poeri
costumes disolutos da antiguidail.-.
O que mais rmriteu t O enfrntpierimento i1"
poesia, da msica, da pintura, da esehIMmu 4
tirclti/ectura, que nao vivem seno da- inspirigoes
do pensamento religioso e n.u iixial. Raza>> |^(t|>>'
vemos os artistas eminentes a.l.anilonarem a carret-
ra aberla na |ioca chamada da renaseenc > e qo>.
bem cedo se clianiar o secute da degradar; *>. 01 m
gados a reatar nossos estudos, e a vollar' as trad;
goes da escola da edade-mdia, visto < te a no.'
adoraeo pela arte antiga atrusou-nos o esparod
tres secutes. > (Marliiut.j
gis; porm de 1789 para c s depende dos bracos riisposto a tratar mal a aquelles que o raiploravam.
robustos, que lhe do valor e aos quaes pertence. Ora, aiguns dias antes de comegar a ceifa, veio
Antigamente os sehores da Casa-Vermelha eram tanta gente offereccr-se ao proprietario pra aju-
bons ou mus para os seus vassallos; hoje os pro- da.j0 a cortar 0 trg0, que elle viu-se na mpossibi-
{rietaros sao compadecidos ou crueis para os po- dade de aceitar todos, e augmentar o numero
res, segundo a dse de caridade ou de egosmo de trabalhadores mais que suficiente para o tra-
que Ihes vae n'alma. balho a fazer.
Aos compadecidosas heneaos do pobre t N'um dia despediu dous ou tres ecuadores que
A" aquelles que sao surdos as supplicas e lamen- ge haviam apresentado na esperanga de acharem
tosas pragas amargas dos mendigos e dos que gervigo por alguns dias ; e como elles insistissem, -->.:- .; ^ h
soffrem, pragas que a colera (bala n'um da de 0 anjeo resultado que obtiveram foi enco tensara ^im,lte^^iaCTa bonito, n& comourna. he-
dredeses.H.ro,/que um mu destino seeucar- proprietario, que Vadou ao que unha vmdo nf oma ^romance, ^TbvKb i"Sa5 da
rega de executar 1 ultimo :
quec _
nos um bocado de pao.... Tenho fome
Tens fome ? Pois nao ha de ser em minha
casa que a sasies. Vamos, quero ver-te daqui pa-
ra fra.
Ah 1 E' assim que o Sr. trata a gente pobre...
observou a mendiga recuando pouco a pouco.
O que ests ainda ahi a murmurar? pergun-
tou o proprietario dando um passo para ella. |
Nada, Sr. Beaumenil, nada : eu ja me retiro.
E com effeito retirou-se ; mas sahindo fra da
casa, voltou-se e exclamou com gesto do ameaga :
Sim, eu me retiro, rioo avarento ; porm o
pedago de pao que me recusas le ha de custar
caro 1
II
Bosa-Maria tinha desoito annos. J dissemos
que era bonita? Tambera isto se adevinha fcil-
mente. Qual a moca que o nao naquella edade?
Ha por ventura quem ignore que Deus concedeu
todas as gragas e sedug5es mocidade, essa flor
da vida, tao cheia de frescura e de perfumes ?
dos campos, creada ao ar livre, sob as caricias da
versagao dava motivo para tocarem os copos repe-
tidas vezes.
Mas havia muito que de tudo se tinham esinieci-
do os dous velhos, quo se comprimentavam ainda
quando se encontravam, mas de urna maneira tao
constrangida que bemdavama entender melhor se-
ria nao se compriraentarcm.
Se dos projectos de unio, expressos outr ora va-
gamente, apenas restava urna recordago muito leve
no pensamento dos dous paes, esses projectos po-
rm se haviam desenvolvido no coragao dos dous
jovens com o auxilio do amor, tanto e tao bem que
se tornaram a sua mais chara esperanga. Agosti-
nho e Rosa-Maria continuaram a ver-se, pois que
nenliuma razo plausivel tinham para romper a sua
amisade. D ah segue-se que deixavam-so embalar
nos mais bellos sonhos do mundo, sem cuidar em
difflculdades que poderiam sobrevir.
Agostinho fazia requentes visitas a herdade de
Beaumenil, que nenhuma consequencia desagrada-
vel produziram durante muito tempo. Um da che-
gou, porm, em que o proprietario, entrando em sua
casa, sorprendeu certo olhar muito significativo di-
rigido pelo joven sua filha. Tornou logo o parli-
mtraeira formal as visitas de Agostinho quando Ro-
sa-Maria estivesse s em casa, e privando-a deste
modo de receber d'ahi era chanto o seu amiga de
infancia.
Os dous jovens prometteram submetter-se- or-
dem que Ibes fra dada: era tudo quanto podiam
fazer. Entretanto, depois de t-lo observado duran-
te alguns dias, esqueceram-a a final; e n'uma nou-
te ora que Beaumenil recolhia-se mais cedo que de
costume, pilhando-os repentinamente a conversa-
ren! em voz baixa um canto do fogao, declaran
mui positivamente ao rapaz que se d'ali em diante
eahisse na asneira de voltar herdade, correra o
risco de experimentar o bordo que elle Beaumenil
costumava a trazer na mo: e accrescentou mo-
do de corollario:
Eu sei que andas fazefido roda minha filha
na esperanca de seres amado por ella. Dissesie
de ti para ti: o pae Baumenil possue muitos escu-
dos, Rosa-Maria ter um bom dote, e, por minha f,
esse dinheiro ajudar muito aos meus negocios !...
Oh! Sr. Beaumenil I
Pensas, continuou o proprietario sem se im-
portar com a interrupcao, pensas que eu darei a
minha filha c o meu dinheiro um quidam, como
tu fia, que nada possue e que nunca possuira cousa
alguma? Bem vejo os ares de fidalgo que tomas, e
o geito quo levas para peralvilho. Tudo isto, meu
rapaz, de nada servir para restabelecer os bens
de te pae e melhor fanas trabalhando muito aflra
de impedir que elle se deite dentro em pouco tem-
po sobre um leito de palhas, e tu tambera...
Basta, Sr. Beaumenil, atalhou Agostinho com
um movmento de colera mal reprimido; so o Sr.
hoje se esqjiece de que nem sempre foi rico, nao
isto motivo para insultar meu pao.... Elle nada lhe
deve.
sua dor, nao ]
bradou Beaumend dirigiudo-sc a
mas o Sr. se hade arre-pender *
tldo de cortar o mal pela raz prohibindo de urna I Sr. quem assun o quu
L isto verdade; mas se eu lhe emprestas-
so poderia dever-me multo. Emfim isso nao me
pertence: arruine-so ou enriquegapouco me im-
porta. O que, porm, me diz respeito o cuidado
de escolher um marido para Bosa-Maria, quando
muito bem quizer; e digo-te ainda urna vez, para
que nunca o esquecas, de que nao sers tu quem
eu hei de escolher: assim, pois, se tivores o arrojo
de vires outra vez dizer-lhe palavrinhas ao ouvi-
do.... vs este bordo ?.... Nao te digo mais nada.
Agostinho empregava todos os esforcos para con-
ter-se: mas quando vio Beaumenil ameaca-lo, o
mbor da colera subiu-lhe ao semblante, e fechando
o punho murmurou com voz surda;
Sr. Beaumenil, s aos caes e aos ladrees se
ameaga com bordo... Nao importa; o Sr. pae de
Rosa-Maria, devo respeita-lo. Eu me retiro: mas
tome sentido, nao venha um dia a arrepender-se
por ter feito o infortunio de sua filha: guarde-a
para algum ricago quem ella deteste; e quando a
vir solugando como agora, lembre-se de que foi o
Com effeito a moca, cedendo
dra conter as lagrima-.
Vae-tel
Agostinho.
Vou-me;
que me disse!
E o mancebo sabio da Iierdade com o corar>.
despedazado, urque ali deixava o qne cite aoi*
amava.
Nao derraniou una lagrima s, porm era. pro-
funda a sua dor.
Agostinho, apezar do quanto dissera II sairnil
nao era um rapa? frivolo e leviano, que fifrrr- do
amor um jogo para os seus flus, nem quejprora-
raase agradar pala sua betta apparencia. Os alai
que lhe censurava o proprietario, consistan! m.
aceto muitas vezes dospresado |wr aquelles qor pa
rece ignorar que a acgo de pentaar o ral-lk> >
levantar da cania nunca retardou a hora do traba
I lio, e i nie as raaos que saheni I indias de dentro da
agua nao deixaram l ficar a forga necessaria para
manejar a enxada ou a charra.
Eis-aqui porque Ag9siinho. com o seu rasaedo e
collarinho alvo, tinha ares do iidalgo no dUer d>
Beaumenil, quera se tomara mais depresa por
mu mendigo, do quo por um rico agricultor.
E de mais. nao era muito natural que elle coida-
se de sua pessoa para corresponder >ltcpio de
Bosa-Maria, quando esta do seu lado tambem pil-
aba ao pescogo seu mais bello lenco, e trancava
primorosamente os seus louros cabeUos nos dw-
era que osjierava v-lo?
Dias felizes que j se foram, adeos I
Adeus, bellas horas era qne ambos
sordos sentados ao lado um do outro
de pedra porta da herdade!
Adeus, prolongados ornares, doces
mo, sorrisos cheios de ternura!
Beaumenil nao quera saber de taes
O amor una chimen, o ouro a reaMadr'
Que os mogos, os loncos ou poetas se i
cora o primeironao de admirar: mas aae a>
pessoas sensatas admitlam que essa chimara pawn
dar gosos reaes como os que proporciona aro
nunca o esperem.
O amor inunda a alma de ratos de taz: atas ou-
ro innunda o corpo de slidos gosos.
Viva o ouro!
(Comtimm arte ka.)
. '



PERNAMBCO,-PYP. DE F. DE F. & FEHU


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