Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09942


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Full Text
^m^mmam m i^MIMM^^M
AIIO IIT/IH. MKHM3S.
Ptr tres iiezesadiaitados 5|00o
Ftr tres iczes Teieidas '6|000
/
SEGMA
Ptf aune adiaotad 19|00O
Porte fraieo pira sibserlptor
-<
DIARIO DE PEMAMBICO.
Mita
i
EJCARREGADOS DA SUBSCRIPgAO DO NORTE
o Sr. Antonio Alex mdrino de Ll-
Sr. Antonio Marqies da Silva ;
.. de Lemos Braga; Cear o Sr.
ra ; Maranblo, o Sr. Joaqun:
m; Para, Manoel Pjnheiro &
Sr. Jeronymo da Costa.
ARREGADOS DA SUBSCRL.'CAO DO SUL
Magoas, 6 JW't'audiDO Falco Dita ; Bahli
V Jote Martina Airea ;
lertins.
Rio de Janeiro, e Sr-
PARTIDAS DOS COBREIOS.
Olinda todoa os die aa 9) horat do da.
Igaarass, Goianna, e Parahyba na eegiindaa
sextaa-feiraa.
S. Anto, Becerros, Bonito, Carar, Altinho
Garanhuna naa tercaa-feiras.
Pao d'Alho, Nazaretb. Lirooeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Florea, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ourieury e Ei naaquaitaa-eiraa.
Cabo, Seriohem, Rio Formoao, Una, Barrelros
Agua Prata, Pimeotelraa e Natal quintas feiras.
(Todoa oa correioa parten aa 10 boraa da manhaa
BPHEMERIDES 00 MEZ DB JUNHO.
5 Quarto creeeente aoa 2 minuto da manhaa;
12 Laa chela aa 3 horaa e 35 minuto da man.
18 Quarto ninante aoa 31 minuloa da tarde.
26 Laa oraJa 3 horas o 35 minutos da tarde.
PREAMARDK.HOJE.
Primeiro as 6 horls e 54 mlnatos da tarda.
Segando aa 7 horaa a 18 minatoa da manhaa.
PARTIDA DOS VAPORES COSTBIROS.
f sal ala Alagoaa 5 e SO; para o norte
atl a Granja 114 e 39 de sada mas.
PARTIDA DOS MNIBUS.
J" Rife: do Apipueot Aa 61\% 7, 7 l|t, 8
8.'|2 da m.; de Olinda a 8 da m. a 6 da t.; de
da t.; pera Jaboato fie 4 da t.; para
Varita s 4 1|2 da t.; para Btmftca
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES yq CAPITAL.
Tribunal do onkBaercio : aegandas e quintas.
Relajo: tarcas a sebbadoa s 10 horas.
Fazsnde: quintas ia 10 boraa.
Juizo do commercio : aegsmdee ao mel dia.
Dito da orphaoa: sergas a sextas s 10 horas.
Primeira Tara do rival: tercas a axtas aa mel
dia.
Seganda vara do civel: qaartaae eabbados l
bora da tarde.
-*-*
DAS DA SEMANA.
16 Segnod. S. Joio FranetaolRerta.
17 Terca. S. Thar.za ratnha; S. Paulo te Arezza
^ ?."if ,a'a*cCl0rfL de De" ;s- '
20 Sexta. S. Silverio u. m. ;. s. PredeaAe,
21 Ssbbsdo. S. Luiz Gonzaga; S. TerarrriAh m
22 Domingo. S.PaulinoV;8ict,, m~
ASSIGNA-SS
no Beei, em a linaria da praea da Inflepea
deneia ns. 8 e 8, doa proprietaros Manoel Karuef.
roa da Feria 4 Filho. *-
OFFICIAL
secgo.
DA PROVINCIA.
[oiiterio dos negocios do impe-
rto.-Ri de Janeiro em 9 de junho de 1862
Illm. e. ta. Sr. Em reapoata ao oOQcio de V.
Exc- n. 64 de 28 de maio prximo indo, declaro-
Xae que o governo imperial approva, por ser
conforme ao avisa n. 97 de 20 de abril de 1819
7, e n. 151 de 4 de abril de 1860. por V. Exc. ci-
tados no referido ofncio, a decs: o que V. Eic.
deu a cmara municipal dena cidade, declarando
3na o cidadao Joa Firmo Xavier, 2* juiz de paz
o 2*districto da parochia de Saoli Antonio, nao
poda continuar no exercicio dess> cargo, viato
que nao ae achara qualiucado^vottnle da mesma
parochia quando para elle (ora elei1 o, nao poden-
do de modo algum prevolecer a rezao allegada
pelo dito cidadao, de ter sido qualiQcedo n'oulra
parochia, embora contigua aquella.
Deaa guarde V. Exc. Mrquez de Olinda.
Sr. presidente da provincia de> PeroamDuco.
Conforme.Francisco Lucio de Castro.
aasembla legislativa provincial decretou e ea ltelo de hoja sob n. 1177, airva-ae de expedir as
sinccionei a resolugo aeguinte : -I convenientes ordens para que a torga que aegae
Fice revogada a le 491 de 29 de maio para Garanhuns faga o seu itinerario de Mcei
pira aquella villa, e nao de Penedo conforma or-
n LE N. 528.
O bacharel Manoel Francisco Correio, presiden-
te da provincia de Peroambaco.
Fago saber a todos oa seua habitantes que a
assembla legislativa provincial decretou e ea
sanecionei a resoluco seguiote :
Art. nnico. A thesouraria provincial levar em
conta do que lhe Qcoa a dever Antonio Francis-
co de Paula Barreto pela arrecadago que (ez no
exercicio de 1844 a 1845, como colUctr do ter-
mo de Santo Anto, a qnantia de 500$ por elle
entregue ao del do tbesoureiro daqiella thesou-
raria, nos metes de abril e outubro de 1845 ; re-
vogadas as dispojigoes em contrario.
Mando, portsnto, a todas as autoridades a quem
o conhecimento e execugo da presenta resolugo
perteocer, qae a eumpram e fagam cumprir lio
intetramente como nalla ae contera
O secretario deata provincia a faga imprimir,
publicar e correr.
Palacio do governo de Pernambuco, 5 de ju-
nho de 1862, quadragesitao primeiro da indepen-
dencia e do imperio.
L. S.
Jfanoei Francisco Correia.
Sellada e publicada a presente resolugo neata
secretaria do governo de Pernambuco,, aos 5 de
junho de 1862.
Joio Rodrigutt Chavet.
Registrada a fl.... do lino 5a de leis provin-
cia es.
Secretaria do governo de Pernambuco. 5 de ju-
nho de-1862.
Fortunato da Silva Neies.
N. 529.
O buhare! Manoel Francisco Cirreia, presi-
dente da provincia dn PeraamburJo.
Fago saber a todos osseus habitantes que a aa-
aembla legialaiiva provincial decretou e eu sane-
cionei a resolugo aeguinte:
Art. nico. Fica creado em todos'os termos da
provincia- um lugar de depositario geral, presta-
> da a devida Qaoga ; e revogadas ts disposlgOes
em contrario-
Mando, portanto, a to las as autoridades quem
o conhecimento e execugo da presente resolu-
go pertencer, que a eumpram e fagam cumprir,
tao ioteiramente como noli ae coalm.
O secretario deata provincia, a faga imprimir,
publicar e correr.
Palacio do torerno da Pernambuco, em G* de
junho de 1852, quadragesimo primeiri da inde-
pendencia e do imperio.
L. S.
Jfanoei Franciico Gomia.
Sella e publicada a presente resolugo nesta
secretaria do governo de Pernambuco, aos 6 de
junbo de 1862.
Joao Rodrigues Chaves.
Registradas a fl*.... do llvro 5o de leis provfn-
ciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco, 6 de
janho de 1862.
Fortunato da Silva Neces.
N. 530.
O bacharel Manoel Francisco Correia, presi-
dente da provincia de Pernambuco.
Fago eaber todos o seus habitantes, que a
assembla legislativa provincial decretou e eu
sanecionei a resolugo seguinte :
Art. 1. Fica elevada matriz a nova capella
de Santa Mara Rainha doa Aojos d* povoago de
Petrolina, sob a iovocagao da mesma Senhora, e
desmembrada da fre^uezia de Santa Mara da
Boa-Vista ssa povoagao, para constituir nova
reguezia com os terrenos queficam margemdo
To S. Francisco cima, desde a barra do riacho
Pontal, inclusive a iilu do mesmo nome, at o
Pao da Historia, onde Onda o termo e limita com
a provincia da Babia, comprenendeodoa mesma
reguezia para o centro todos os confluentes do
aupradito riacho Pontal al os limites da provin-
cia de Piaahy, exclusive a fazeoda Barra de Ma.-
noel Nuoes de Barros e logradouro de Andr Nu-
rias Braulio, que flearo pertencendo de Santa
Mara da Boa-Vista.
Art..2. Fica igualmente desmembrado da fre-
guesia deS.Sebastiao de Ouricury e annezado
de Santa Maria da Boa-Vista, o terreno banhado
pelo riacho Piriqeito. contando aa fazendas
Cacimba de Zacaras Nones, de Joao Nunes, de
Antonio de Araujo, do Munlo e do Caru, e, na
xtensao do riacho da Graga, desde a aua fz at
Oueimsdas, fazenda de Joao Filippe, comprehen-
didas as de Cavallete, Varzinha, Alagoa de den-
tro e Mandagaia ; sendo tambem desmembrado
da freguezla de Cabrob para fazer parle daqiel-
la de Sania Maria da Boa-Vista, todo o territorio
que compreheode as fazendas denominadas Bre-
jo, Bom Jess, Bom Successo, Pego do Ico, S.
Miguel, S. Jos, Ponta da Serra e Algofloaes.
Art. 3 A povoaglo de Petrolina ficada ele-
vada cathegoria de villa e para ella transferida
a sede do termo da Boa-Vista.
Mando, portanto, a todas as autoridades quem
o conhecimento e execugo da presente resolugo
pertencer, que a eumpram e fagam cumprir, tao
ioteiramente como nella sa conten.
O secretario deata provincia a faga imprimir,
publicar e correr.
Palacio do governo de Pernambuco, 7 da junho
de 1862, quadragesimo primeiro da independen-
cia e do imperio.
L. S.
Manoel Francisco Correia.
Sellada e publicada a presente resolugo nesta
secretarla do governo de Pernambuco, em 7 de
junho de 1862.
Joao Rodrigues Cuates.
Registradas a ffc..... d0 litro 5" de leis pro-
-vinciaes.
Secretaria do governo de Pernimbaco, 7 de
janho de 1862.
Fortunato da Sil:a Ntves.
N. 531.
O bacharel Manoel Francisco Coneia, presiden-
te da provincia de Pernambuco.
Fago saber & todos os seus habiintes, que a
Art. 1.
de 1861..
Art. 2. Os empreados de qaalquer cathego-
ria dos estabelecimentos de beneficencia qae per-
cebem ou perceberem !retriboigao aonua, s sa-
rao admitiidoa por contrato; exceptuados os ac-
taaes emprsgados provisionados com ttulos de
oomeagao do governo, para o flm de serem con-
servados, em quanto bem aervirem,-
Art. 3. Nos contratos de que trata o preceden-
te artigo, eslabelecer-se-ba expressamente o se-
guiote :
1. Os veocimentos que osempregados houve-
rem de perceber e a durago do contrato;
2. Que elles .s tero direito eases veoci-
mentos pelo exercicio do emprego;
3. Que nao Ihes sero applicaveia qaaesquer
disposiges das lea, que concadena -aposantado-
riaa e jubilagoes aos fuoeciooarios provinciaes.
Os sobredimos contratos s tero vigor depois de
approvados pelo presidente da provincia.
Art. 4. A subveogaoannualment votada para
aoceorros de beneficencia nao ser paga pela the-
souraria provincial, aem que as admioistragdes
dos respectivos estabelecimentos provem peranle
ella que oa seus empreados forana contratados
na cooformidade da presente lei.
Art. 5.a Fica approvada a reforma do compro-
misso da Santa Casa de Misericordia da cidade do
Reclfa, feita por acto do presidente da provincia
de 17 de margo deste anuo, com as modificages
que seguem : .
1.* No paragrapho quarto do artigo 10, em
vez de 25JKKI0 dir-se-ba 3OJ00O, e em vez de 35
rj. dir-ae-ha 40&000.
2 Fic,am supprimidas nao s as palavras
da matriz de Santo Antoniodo paragrapho ter-
ceiro do artigo 11; como as seguiotes da parte
final do artigo 12 o sachriato levar a campa ; e
todo o paragrapho quinto do artigo 13.
3 Ao paragrapho 9do art. 13 fleam addi-
cionadas as palavras; o esta circumalsncia inha-
bilitar qualquer individuo de aer admitcro
como rmo, anda mesmo que haja cumprido a
sentenga. .
4." No artigo 35 ficam supprmidas as pala-
vras seguiotes : os seos membros podero' ser re -
cooduzidos, em quanto bem sarvirem.
5." O arligo 26 aubstituido deste modo : A
junta aera nomeada pelo presidente da provincia,
por portara expedida junta em exercicio, no
primeiro de maio do ultimo asno de cada bien-
nio, conservando pelo menos seis membros da
junta que tioda e escolhendo os oatros entre os
substitutos dos mordemos e entre os de maia ir-
mos, que houverem mostrado solicitada pelos
internases da irmandade; com tanto qae os no-
va menta nomeadoa.perter/gsm ella pelo meos
seis mezes antea coatados da data-do sea jara-
nelo, preacripto no artigo 8. Subsiitirao porem
as duas ultimas parte! do artigo.
6 Ao m da segunda parte do artigo 32,
depois da palavra admioiatrataoacreacanlar-al-
ba : sendo, porm, reeleiio o mesmo provedor,
este far em todo o caso o seu relatorio, expondo
aoa membros da junta novamente nomeada ou
reeleila as oceurreociaa e medidas que se devam
tomar.
7. Acreacentar-se-ho igualmente segun-
da parte do arligo 67, depois da palavraescri-
voas seguiotes : autorisado pelo provedor.
8.* No ailigo 81 ficam supprmidas as pala-
vrasde cada um, assim como substituidas as
quedizemum medico, que nao poder ser ne-
nhuai daquellespor estas! dous mdicos, que,
nao podeodo ser algaos daquelles, terlo a seu
cargo a clnica dos estabelecimentos que a cada
um dellas fr destribuido pela jauta, e sero obri-
gados asaistir as conferencias e operagdes do
grande hospital, quando o primeiro medico o
requiaitar o maia subsilir como eata.
9.* No paragrapho terceiro do arligo 87, em
seguida as palavras dias santosacresceotar se-
na applicaodo-as aosirmos vivse defuntos:
cando o mais que nelle se cootem.
10. Tambem acresceolar-se-ha ao final do
artigo 101 a palavra de morte.
11. Finalmente as palavras do artigo 104e
eata ordenar a cobranga judicialsero aabsti-
tuidas, pelas seguiotes: pora que eata.conhecendo
da diligencia que foi empregada pelo procurador,
mande promover a cobranga pelos termos judi-
ciaea, caso aja inefficaz outro meio conciliatorio
para que a cooaiga.
Art. 6.a Ficam revogadas todas as leis e dispo-
siges em contrario.
Mando, portanto a todas aa autoridades, a quem
o conhecimento e execugo da presente resolu-
go pertencer qae a eumpram e ftgam cumprir
to ioteiramente como nella ae contem.
O secretario deata provincia a faga cumprir pu-
blicar e correr.
Palacio do governo de Pernambuco, 9 de jubho
de 1862. quadragesimo primeiro da'inependen-
cia do imperio.
L. S. .
Manoel Francisco Correia.
Sellada e publicada a presente resolugo nesta
secretaria do governo de Pernambuco, 9 de iunbo
da 1862.
Joao Rodrigues Chaves.
Registrada a fls. do livro 5" debele provin-
ciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco, aos 9
de junho de 1862.
Fortunato da Silva Neves.
denei em meu officio de 10 do corrente. C >m -
mnoicoa-se thesouraria de fazenda para man-
dar abonar ao commandante da forca o quantlta*
tivo sufflciente para o transporte delta.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. Exc. de mandar
postar em frente de palacio da preaidencia as 11
horas do dia 15 do corrente um batalhio para
fazer as honras do osiylo por occasio de serem
distribuidos os premios com que o jury geral da
ezpoeigo nacional distingui alguna productores
deata provincia.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. Exc. de informar
acarea do que pede no incluso requerimnto Faus-
to Hermenegildo Pereira.
Dito ao chele de polica.Deferindo o requeri-
mnto do preso Manoel Francisco doa Santos,
viodo do Pao d'Alho, acerca do que informou o
antecessor de V. S. com officio n. 839 de 22 do
mez passado, e cujo processo sendo anaullado
pelo tribunal da relago, j foi devolvido ao juiz
ai quo, como consta da nota do solicitador da jua-
tiga junta por copia, ministrada pelo eonselhairo
presidenta da relago, em 30 daquelle mez, re-
commendo V. S. que faga seguir para seu desti-
no, Je expega anas ordens para o anlarrento do
respectivo processo.
Ditoao inspector ds thesonra-ria de fazenda.
Nos termos desaa ioformsgo de hontem sob o.
543, mande V. S. pagar ao tenente Manoel de
Azevedo do Nascmeato a quantia de 808000 a que
tem direito por haver a presentado ha qualidade
de recrutador da freguezia da Boa-Viata. quatro
voluntarios para o servigo do exercito, como se
v dos documeotos que devolvo cobertoscom of-
ficio do brigadeiro commandaole das armas n.
1129 da 7 do correte raaz.
Dito ao mesmo. Atiendenio'io que sclicllou
o delegado de polica da cidade da Victoria Ale-
xaadre Jos de Hollanda Cavalcaoti em ofncio de
10 do corrente, recommendo V. S. que lhe
mande pagar ou a pessoa por elle aulorlaada, a
quantia de 83(000 despendida com a eondcgo
de ambulancias que foram remetlidas pars o
tratamento do cholera morbos no centro d pro-
vicrcia, como.se v dos 6 inclusos recibos e- da
relago aonexa aos mesmos.
Dito ao mesmo.Estando em termos os ocio-
sos documentos que me foram remettidos pelo
commandante superior da comarca de Flores com
officio de 17 de maio ultimo, mande V. S. pagar
aoa oegociaotea desta praga Lavra & Irino, a
importancia doa vencimentoa relativos aos mezes
de Janeiro e fevereiro deste anno, do destacamen-
to de guardas oacidnaea da Villa-Bella.
Dito ao mesmo,-M&C4i*4o a V. S. o officio
dos eoncessiooarios da estrada de ferro de Ta-
oaandar do rio Uoa, remetto-lbe por copia oa
aviaos do miffrsteno da agricultura,-commercio e
obras publicas de 27 de novembro do anno pas-
eado e de 8 de margo ultimo, por V. S. aolicita-
doa em eu ofncio de 11 do corrente, sob n; 536.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Em vista do orgament e clculos juntos por co-
pia, que me foram remettidos pelo director da re-
pjrtigo daa obras publicas, com officio de 23 de
abril ultimo, sob o. 84, a que se refere a la io-
furmago de 5 do corrente, o. 327, mande V.'S
por em hasta publica o calgamento daa rusa do
Arago e Rosario da Boa-Vista al aahir no pateo
da Santa Cruz, tendo a primeira 201 bragas qua-
dradas de superficie, e a segunda 44bragas tam-
bem quadradas, que a razo de 509 c*ua braga,
como se v do mencionado orgameoio, montar
todo elle em 12:2509.
Dito ao juiz municipal do Limoeiro.De coo-
formidade com o parecer do inspector da thesou-
raria de fazenda, o. 518, de 6 do corrente e de-
liberado tomada em igual bypothese e data de
TO deste mez, para o termo de Santo Anto, man-
de Vme. de accordo com o collaclor da renda
geral, vender em hasta publica ou por outro qual-
quer meio que julgar mia conveniente, a bata
e frascos com remedios que restam daa ambu-
lancias remetlidas para o tratamento de cholen-
cos, e existem em poder do Dr. juiz de direito
dessa comarca, como declama este em officio n.
54 de 31 do mez passado, sendo o producto en-
tregue a aquelle collector.
Portara.O presidente da provincia atienden-
do ao que requereu o bacharel Paulo Martios de
Almeida, promotor publico da comarca do Rio
Forrnoso, resol ve conceder-lhe um mes delicen-
ga com veocimentos par tratar de sui sale
neata capital.
Expediente do secretario do
governo.
Officio ao preaidente da relago.S. Exc. .o Sr.
presidente da provincia manda communicar V.
S. que.segundo constou de aviso do ministerio
da juilica de 15 de maio prximo lindo, S. M. o
Imperador houve por bem prorogar por 2 mezes
o prazo legal, dentro do qual deve,o dezembar-
gador deass relago Joaqnim Firmino Pereira
Jorge tomar posse de seu cargo.
Dito ao l8 secretario da assembla.Em addi-
tamento ao meu officio de 2 do correte, sob b.
90. remello V. S., de ordem de S. Exc. o Sr.
presidente da provinciana inclusa relago que
envi j o Dr. chefe de polica interino com offi-
cio de 11 -deste mez, dos presos que foram reco-
Ihidos durante o anno passado a cadeia do termo
de Garanhuns.
N 532.
O bacharel Manoel.Franciieo Correia, presiden-
te da provincia de Pernambuco.
Fago saber todos os seus habitantes, que a
assembla legislativa provincial decretou e eu
sanecionei a resolugo seguiote:
Artigo Uoico. Fica approvado o compromisso
da irmaodade de Nossa Senhora do Livrameolo
da cidade do Rio Forrnoso; revogadas as dispo-
siges em contrario.
alando, portanto, a todas as autoridades quem
o coohecimeoto e execugo da presente resolugo
perteocer que a eumpram e fagam cumprir, to
ioteiramente como nella se contem.
O secretarlo desta provincia a faga imprimir.pu
blicar e correr.
Palacio do governo de Pernambuco, em 41 de
junho de 1862, quadragesimo primeiro da inde-
pendencia do imperio.
L. S.
Jfanoei Francisco Correia.
Sellada e publicada a presente resolag&o nesta
secretaria do governo de Peroambaco, em 11 de
junho de 18z.
Joao Rodrigues Chavet.
Registrada a fl. do livro 5 da lela provin-
ciaes.
Secretaria do goterno de Pernambaco, aos 11
de junho de 1862.
Fortunato da Silva Nivet.
Expeliente do din ti de junbe
de 186.
Officio ao brigadeiro commandantejdas armas.
Tendo em vista ja informeco da thesoararfa de
ftzead, con a qual concorda.V. Exc. em seu of-
Despaehos do da 13 de jnnho.
Requerimentot.
Clara Balbina doa Prazeres.Informe o Sr. Dr.
director geral da instruego publica.
Antonio Correia Pessoa de Mello.Passe.
Caplto Francisco Martios dos Aojos Paula.
Informe o Sr: iospeetor da thesouraria de fa-
zenda.
Jos Theodoro Simes da Silva.O aupplican-
te ja foi inspeccionado.
Jos Antonio Ferreira, Viohas.Informe o Sr.
Dr. chefe de policia.
Jos Loarengo da Fonceca Pinho.Informe o
Sr. Dr. director garal da ioatrucgo publica.
Joo Nepomoceno Pereira dos Santos.A* vis-
ta da ioformago nao lia que deferir.
Manoel Candido Hanriquea da Silva.Informe
o Sr. Dr. juiz de orpbos desta capital.
Manoel Francisco dos Santos.Bxpedio-se or-
dem ao Dr. chefe de policia no sentido que re-
qaer.
Manoel de Azevedo Santos.Informe o Sr. ins-
pector do arsenal de marioha.
Manoel Antonio da Silva. Informe o Sr. Dr.
chefe de polica. *
Manoel Reaxam Moror.Informe o Sr. Dr.
chefe de policia.
Bacharel Paulo Martina de Almeida,Passe
portara concedendo a liceoga pedida com venci-
menlos.
ii -ssMaasaa.aaWaaaeaaaaaaaissaasssai
DIARIO OE PERNAMBUCO-
O vapor inglez Paran, chegado sabbado do
Rio e Babia, adianta um dia j noticias que ti*
vemos pelo Cruzeiro do Sul.
Ro d*nfaneiro.Foi designado para servir na
aeccao de marioha e guerra do cooselho de ests-
1t. u"nte oimpedimeoto do Sr. viscooda de
Albaquerque, o cooaelheiro de estado extraordi-
nario Joio Paulo dos Santos Barreto.
Por decreto de 31 do passado foram trans-
feridos: para a 5* companhia do 3 batalh&o de
iofaotaria o capito da 4a da rafarida arma, Fran-
cisco de Assis Guimsraes, e para a Ia companhia
deste batalho o capito d'aquelle, Francisco
Antonio de Carvalho.
LS-ae no Jornal do Commercio de 8 :
Hootsio nao houve sesso no senado por falta
dename/o legal.
a Hontem, na amara dos deputados, o Sr.
C. Ottooi fundsmentou e offareceu um requeri-
mnto, -ptdindo que vela repartigao competente
se pega io governo copias daa tarifas em uso em
cada uma das estradas de ferro que tam a garan-
ta dejaros, o igualmente de quaesquer repre-
seotages de particulares ou das companhias que
tenham por objecto a reduego, conservagao oa
elevacao das laxas.
a Depois de algumas observacoes do Sr. Marti-
oho Csmpos e do mesmo Sr. C Ottoni, flcou a
discussao encerrada, nao se votando por falta de
numero legal.
* Pfl'o vapor Brasif, entrado h.ootem dos por-
i S'J'' receDemo* u>las de Porto-Alegre al
29 do pa.iado, do Rio-Grande 1, e da Santa Ca-
thanna 4 do corrente.
As ootlcias sao de pouco interesse.
< J se achava na capital da provintia de S.
Pedro, de volla da au< xcarso costa, o Sr.
Dr. Daro Callado, chefe de policia.
a O Etm. bispo diocesano regressra do Jagua-
rao e Pelotas cidade do Rio-Grande, e devia
fszer no dia 1 a sua visita pastoral.
< Sendo pouco satisfactorio o esta lo da segu-
ranza pessoal em Dom Pedrito, deliberou a pre-
sidencia enviar para esse (ponto um destacamento
do 13a de iofantaria acantonado em Bag. Esta
forga deve auxiliar all as aotoridades eivis na
conservado da tranquillidada publica.
Noticiavam da Cruz Alta o failetimeoto do
juiz municipal Dr. Bernardo Augusto Rodrigues
da Silva, oito dias depois do allantado de que
(ora victima.
peito :
c Quaaquer que fossem os erros ou faltas des-
sa magistrado, quaesquer que fossem as injusti-
cia que tlvesse praticado no exercicio do impor-
tante cargo que oceupava, altamente condem-
navel e digno da mais exemplu punigo o pro-
cedimiento de quem quer que seja que procurou
viogaoga s offensas ou iojuslcaa
pos a esta parte tem-ae dado na.pro-
aps outres crimea reveatidos de cir-
M aterradora, e preciso qae am
exemplo de severa jusliga ponha-lhes um
iro.
a En reMglo ao juiz municipal da Cruz Alia,
j o dissemoa e repetimos boje, toda a activida-
de, toda a energa da paitadas autoridades in-
diapensavel.
Depositario da autoridade como era o Sr. Dr.
Bernardo, o crime commeltido contra a sua pes-
soa acarretar funestas coosequencias, se tolo o
rigor da lei se nao flzer sentir contra os seus au-
tores, i)
Tioha aido capturado em Pelqjas o subdito
francs Sarfriat Lurent du Bosquet, pronunciado
pelo aasassioato-de Domiogos da Costs e Silva,
com cuja viava csnra em aegundas nupcias.
U homicidio, diz a Ordem, deu-ae ha uns
poucos de annos jno termo de Caoguss, andan-
do o finado m viagem, e parece-nos que em
companhia do citado Sarmst.
a Tempos depois casou-se este, e ausentou-se
da provincia com a aua consorte para a Rio da
Janeiro. Na edrte obteve uma commisso para o
Cear oo para Maraoso pela directora geral das
Ierras publicas, e julgava-s absolutamente se-
guro, quando l mesmo foram-o deseotraobar
as precatorias reservadas do chefe de policia o
Sr. Whtacker.
Da l reio ptimamente at o Rio Grande,
acompanhado por um inferior de permanentes
da cOrte; porm no Rio-Grande, gragas dedi-
cagao da eaposa, cooseguio frustrar a vigilancia
dos guardas, e desapparecer escolta.
A senhora veio proza al eata cidade; mas
aqui foi solta, e regressou para o sul.
a Constava queSarmat metiera trras por meio
para o Rio da Prata ; e nao sabemos como veio-
se fazer apanhar em Pelotas onde reside a fami-
lia da victima.
A mesma folha diz sob o ttulo Abertura
da Barra:
Tivemos occasio de ver um modelo da ma-
china que na abertura da barra deata provincia
quer empregar o capito Pieree, que se echa nes-
ta capital viodo no Continentista.
a De extrema aimplicidade, podeodo aer mo-
vida com muita facilidade* pelo auxilio do vapor,
conta o Sr. Pieree lerar a elTeito em pouco lem-
po a desobstruyo da barra, fazendo no trabalho
da excavago um grande numero de viagens dia-
rias para tirar as aras do ponto onde sao pre-
judiciaes e ir leva-las para fra.
a Tendo empregado uma machina igual na
abertura de uma das barras do rio Mississipl, e
em que a eacevago era feita em terreno mnilo
mais consistente, colheu dess,e emprego o mais
feliz resultado, e assim de esperar que o mes-
mo acontega em relago nossa barra.
< Eslo no Rio-Gran le promptos os materiaes
para a machina, e apenas assigoe o Sr. Pieree o
coqtrato tratar-se-ha de sua promptifleago.
Empouco lempo, pois, poderemos saber se
sao ou nao benTfuoladas as esperaogas do Sr.
Pieree, e se teremos a satisfagio de er removido
o principal embarago prosperidade e eogrande-
cimento da nossa provincia.
Eslava contratada entre a fazenda provincial
e o cidadao Joaquim Gregorio de Oliveira-a fac-
tura de duas obras que eram urgentemente recla-
madas. Uma o concert da eatrada de S. Mar-
tinbo, entre o lugar denominadoCampes.ree
a fregueza ; a outra a abertura da estrada da
Serra do rio das Anlas desde os campos de cima
da Serra at aos da Vaccaria, e a conatruego de
uma barca de passagem para o passo do mes-
mo rio.
< O Diario do Rio Grande da ultima data dan-
do-noticias da frooteira do Jaguarodiz :
c O Sr. alfares Antonio da Costa Silveira, pre-
so e post ao tronco no Estado Oriental, como j
noticiamos, obteve soltura depois de muitos em-
peohos, e seguio no dia 22 do corrente para Mon-
tevideo, a queixar-se ao ministro brasileiro de
insulto que recebera, nao s como homem par-
ticular, mas tambem como oficial da guarda na-
cional desta provincia.
< LS-se na mesma (olha :
< Sepultou-se no dia 10 do corrente, oa cida-
de de Jaguaro, Ueliodoro Pereira daa Neves,
mogo de 25 annos de idade. Brincara elle com
aeu amigo Luiz Pereira da Silva, quando eate
inesperadamente dispara-lhe sobre o peito uma
pistola carregada que o matou iostanlaneamente I
c 0 homicida inroWnttrio, segundo ae diz,
evadio-sa, spesardo pa.i da victima nao ter tido
parle.
< Ambos eram moradores das Dretsnhas, dis-
tante daquella cidade cioeo-legoas.
c Ao Echo do Sul escrevem de S. Gabriel em
data de 5 do passado :
Um facto norrlvel deu-se ha poucos dias em
urna estancia quatro legoaa retirada deste lunar,
foi com a mulher do fazendeiro Joaquim &u-
terres Alexandrino. Este aenhor, que era viuvo,
casou-se ha doas mezes com urna joven qae con-
tara 14 annos; esta cansada de vivar eovene-
nou-ae com verde-paris e vidro mordo. Fez-se
autopsia no cadver e foi o que os facultativos
encontraran).
O povo sempre curioso, sempre fcil em for-
mar e deafazer conjuocturas, tem tido oeste acoo-
tecimeoto campo vasto para desenvolver a sua
loquela.
A opioilo mais bem formada, e que tem ai-
do aceita geralmenta; da ter sido expontaoeo o
eovenenameoto, mas porque a homicida j uma
[.vez em solteira tentou acabar com a vida. >
L se no Correio Mercantil:
i As pessoas que se ioteressam pelos estudos
e trabalbos serios sabem que no trieonio de 1857
a 1859 o hiate Parahybano, da marioha de guer-
ra Dscioual, esteve empregido na importante
commisso de levantar a caria das costas do Bra-
sil entre os ros Mossor e S. Francisco. Tam-
J>era sabem que o relatorio dessa commisso e as
cartas parciaes que o acompanhavam foram aco-
lladas com louvor pela alta admioistrago, como
o noticiaram aa folhaa.
a Agora temos vista esse trabalho, dividida
em cinco cartas lithegraphadas com primor por
ordem do ex-mioistro da marinha, o"Sr. conse-
lheiro J. J. Ignacio.
< Sem competencia na materia, ouvimos porm
de profissionaes habilitados que o digno com-
mandante eos offlciaes daqaelle hiate desempe-
nhsram com todo o zelo e ialelligeocia a commis-
so que Ihes foi confiada.
a Desde o rio Moesor, que separa o Cear da
provincia do Rio Grande do Norte at o rio de S.
Francisco, isto por toda a extenso da costa do
Braail oas provincias do Rio Grande do Norte,
Psrahyba, Pernambaco e Alagoas, nao ha boje
uro recite, uma podra, um ponto qualquer que
nao eateja mareado com maior clareza de infor-
maedea para os oavegantes.
A perigosa barra do Ass ou rio Amargoso, o
canal de S. Roqueda baha da Trigo, ailha de
Ilamarac, todos os recitas de Pernambaco, tudo
foi explorado miudamente e assigoalado com cui-
dado. Os ineansaveis exploradores nao se eSque-
ceram .de sondar os ros principaes, nao s naa
auas embocaduras, como at mullo cima, e aa
lsgaa de importancia perltelas costa, como as
da provincia que dellas tirou o seu nome e a de
Acejutibir, derronte da baha aa Traigan.
a Receba, pois, o distincto 1* tenente Vital de
Oliveira, commandante do hiate e director da-
quelles trabalbos : recebara os seus eompaohei-
roa de fadfgaa o 1 tenente Stepple da Silva, o 2*
tenente Lacerd, o tenente Rodrigues Pinto ej
o pilote Res os nossos emboras pelo eervigo que
prestaram cOmo dignos officiaes da armada bra-
sileira.
Bahia. Nada da importante occorreu depois
do ultimo vapor.
NOTICIAS COMM&RCIAES E MARTIMAS.
Rio Grande do Sul, 29 de maio.
Cambio. As opersgoes effectuadas at ao fe-
chadnos esta nossa revista tm sido muito limi-
tadas, -r<>gnlando sobre Londres 25 e'24 7/8. el
Rio de Janeiro, par, e 1 0/0, 60 a 90 dias, e 40/0
10 dias.
Moeda nacional.Tem oseillado a moeda na-
cional (papel) entre 6 a 7 0/0, segando as cir-
cumstancias do mercado, pois que anda no prin-
cipio do mez se pagou a 7 1/2 0/0 de premio.
Fretes. Fretaram-se para o Canal 4 navios,
sendo 1 por 521/2 5 0/0, 1 por 60 5 0/0. 1 por 65
5 0/0 cha., e 1 de 166 toneladas por 540 libras; 1
para Jlarselha, de li(, toneladas, por 525 Jibras
esterlinas ; para Nova-York 1 por 4:0000. e 1 por
4:600S, outro de 120 toneladas por 578 libras;
para o imperio fretaram-ae a barca portuguesa
fi'nerwi para Peroambuco por 6.000g e o brigue
dito Rio Vouga para igual destino por igual quan-
tia.
A falta de navios nacionaes para carregar tem
elevado muito os {retes, pois que os ltimos fre-
tamentoa foram a 500 rs. por arroba para o Rio
de Janeiro, 600 rs. Bahia e 700 rs. Pernambaco.
Assucar de Pernambuco.0 Cysne trouxe 1,150
barricas, 300 meias e 250 saceos, de cujo carrega-
ment ter-se-ha vendido cerca de mil 'volumes
de 45500 a 5g300 e 100 barricas masca vo a 39600.
O Anna 200 saceos, que se venderam a 3g"50. O
Viam'o 10 barricas e 100 saceos, que ficam em
despacho. O.Carolina, 530 barricas, 200 meias e
112 saceos Branco e 120 barricas mascavo, que
anda nao principioo a descarga.
Da existencia realisou-sa o carregamento do
Midas ue 4#500 a 5&200 o branco, e 3^400 o mas-
cavo. Do Algrete 450 barricas, 100 meias brsoco
de 49200 a 5200ffe 150 barricas mascavo de 39200
a 39500. Do Palma U5 barricas branco de 49300
al 5g200.
Ficam em ser 1,080 barricas, 278 saceos e 250
1/2 branco, e 70 barricaa mascavo.
Ssl. Na primeira quinzena anda se venden
este artigo, por haver abundancia no mar, de 750
a 800 rs. por alqueire ; porm ltimamente, fa-
Ihaodo ji o deposito, exigiram os Importadores
pelas entradas 850 rs., a cuja exigencia tm ao-
nuido os'compradores, atteodendo falta de sup-
primentos que vai apparecendo.
Do armazenado tambem tem diminuido o de-
posito, em consequencia de remessas que se tm
feito para o interior, nao excedeodo elle boje a
50,000 alqueires. E, como os trabalhos das xar-
queadas nao tm parado, este mesmo deposito
breve se escoar, se nao bouver do longo curso
oovossupprimentos.
Carne aecca.A existencia continua a aer aval-
lada. A malanga naa xarqueadas tem sido quaai
por redondo ; o peso dos gados nos campos tem
feito acadir tablada muitas tropas. .
Na primeira quinzena fizeram-se compraa de
carregamentos de 19800 at 29, mas nesta segun-
da'os compradores desanimaram-ae com as noti-
cias do Tocantins, e poucas transaegoes nos cons-
ta terem* havido, e entre ellaj a compra de um
carregamento a I96OO, com condiglo de ser ge-
nero escolbido, sendo o seu destino os portos do
norte. O deposito deste genero no geral despa-
relho, porm de cooflaoca, por ter corrido bem a
estago para o seu beneficio.
Couros vaceuns seceos. Este artigo leve sua
procura na primeira quincena, e mootaram as
compras, iocluindo partidas de Porto-Alegre, a
cerca de 50,000 couros, comprando-se aos pragos
no mereado de Pelotea de 285 at,295 rs. por li-
bra, equalidades es'peciaes curados se pagaram a
300 rs. a libra. Nesta segunda quinzena pouco se
fez, nao taffto pela (alia de existencias come por
os tare m satisfeitas as primeiras oeceasidades*:
comtudo as cotagea cima conservam-ae, e cuna-
trinsaeges neste artigo, e coosla-oos terem-s
fito tratos par* se receberem o couros no mer
entrante a 145 r. novilbo bom peso; 140 rs. l-
anos e 100 rs. oa de vacca, os quaea avellana
muito na; partida. Todava couro promptos
pesados se pagaram aioda no decurso deste mez
a laO rs. oovilho e-TfO vacca.
Gorduras.Eate ariigo..que se conservara um
lento no eaquecmento dos especuladores do Rio.
sanio bnalmenta do aeu marasmo, peta animad
procara quo ae deseovolvea neata aeguatda quin-
zena, devido a ordena recebidas.- As compras de-
vem ter excedido a 30,000 arrobas para embarque,
porque em Pelota consta-nos teram-sec&mpra-
do varios lotes para armazenarem-ae.
Os pregos regularam 49'a grsxa a 59 o sebo ;
porm boje pedsm os possuidores, e algumas ain-
2K' "beneficiar, a .W 00 e 49200 a srexa a
59100 a 59200 o sebo : nao tm havido anda com-
pras a estes pregos.
-31
Cambio : saccaram-ae pelo Brasil: Sobre Lon-
dres cerca de S 12.000 a 25 d., e pequeas aom-
maa a 24 3/4 e 24 7/8 d.; aobre Pars 190,008'fr.
a 7a rs.; sobre o Rio de Janeiro, cerca de.......
110:0009 ao par, 1 e 2 0/0 a 60 e 90 diaa e 4-0/f>
a 10 dias, sendo as malores transaegoes feita a a
1 0/0 a 60 e 90 diaa.
Colamos: Londres, 25 d. ; Ilamburgo, nomi-
MoedaNacional, 6 1/2 a TO/0.
,f 'Otes.Inglaterra, couros salgados 65 ah. e-5*
0/0; Rio de Janeiro. 500 rs. y Bahia, 600 r ;
Pernambuco, 700 rs.
Rio de Janeiro, 7 dt junho.
Cambio.Sobre Londrea 25 7/8 d. i 90 d. t.
Hamburgo690 rs. poras, b.
Boletn;.*
Cambio: Saccaram-se hoj> 30,000 sobre>
Londres a 25 7/8 d.
Sommam, pois, os saques fechados pelo paque-
te inglez Paran*:
Sobre Londres S 480,000, na quaai totalidade
i o e 25 7/8 d.
Sobre Frang, 1,200,000 franco, na maior par-
te de 365 a 368 rs.
Sobre Hamburgo, 300,000 ro. b. de 90 a Oi-
ris.
Sobre Lisboa e o Porto regalou a tabella ae-
guinte :
112 a 114 0/0.. viata.
111 a 113 0/0.. 30 dias.
110 a 112 0/0.. 60 idem.
109 a 111 0/0.. 90 idem.
Acgdes. Negociramos hoje aa do banco do
Brasil a 709 de premio.
M eta es.Exporta ram-se
Para Lisboa na galera
Olinda. em monda....
I Para Southampton e Lia-
boa, no paquete inglez
Paran, em barra....
dem idem em p.......
dem idem em moeda...
Ouro.
40OP00
346:4269560
2:2148000
. 7505000
Prata.
2O9900O
349:790S660 20O9OOO


1 f-
Total......
Achara-as prompto a aahir, o brigue Santct
Barbara Vencedora para o Ass, por Pernam-
buco.
Bahia, 11 de junho.
Cambios.Sobre Londres26 I18 e 26 d. por 1*.
Paria368 rs: o fr.
Hamburgo-684 rs. m. b.
Lisboa108 a 110 por cento de prem. o
os.
Metaes.Doblos hespanhoes, 318500 a 3t90O0>
esc.
da patria, 319000 a 319500.
Pegas de 69400 velhas
de 49000
Palacdes brasileiros29100.
c hespaohoes29IOO.
_ mexicanos1$900 a 2*000.
(retes.Para Bremeu e Hamburgo50 a 52 lr2:
sch.
Gibraltar671|2sch. "
" Gottemburgo 60 a 65 sch. por too.
Canal e porto inglez45 a 50 sch. por
too.
Continente50 a 55'sch. por ton.
Liverpool10 e 45 sch. por ton.
New-Yorlc60 sch. por ton.
Marselba60 a 70 sch. por ton.
Londres50 scb. por ton.
Chegara, procedeote de Pernambuco, 11,
o brigue ioglez Ruunymedes, com 6 diaa da
viagem.
FERNIWBUCO.
ASSEMBLE4 LEGISLATIVA PROVINCIAL.
CONCLOSAO DA SESSO DE 11 DE JUNHO.
01VDEM DO DU.
1' parle.
Primeira discusso do projecto o. 33 deste an-
no, que restaura a cadeira de deienho do Gym-
nasio provincial.E' approvado sem debate.
Primeira discusso do projecto n. 35 deata-
anno. *
c A commisso de fazenda e orgamento tendo
em attengo o pedido de crditos supplementares
falto pelo presidente da provincia em 12 e 15 de>
maio prximo passado a diversas consignagdes
da lei do orgamento vigente, e a demonstrado
da necessdade desse crdito feita pela thesoura-
ria provincial, e considerando que dentro aa des-
posas a que sa refere aquelle pedido aa que por
aua nalureza nao podem aoffrer demora no paga-
mento, e pela iosufScisncia da quota votada pre-
cisara de crditos supplementares para aerem sa-
tisfeitas sao nicamente as que se fazem com os
expedientes daa repartigoea, reparos, conservagao.
daa obras e eveotuaes.
. Considerando que a importancia deslas des-
peras de rs. 30:6489558 sendo psra expediente
das repartigoea 1:5499480 para reparos e conser-
vagao 14:29999174 e para eveotuaes 14:799|lt.
de parecer que se adopte a' resolugo com que.
conclue este parecer.
< Entretanto, a commisso jolgs de seu rever
fazer sentir casa que entre aa despezaa mitas,
segundo a incompleta demonstrarlo remettida.
pela thesouraria, muitas nao tem justificarlo pos*
sivel.
< E' assim que na verba expediente da secre-
taria da presidencia nola-se a despees, de 500000
com irrpresses, quando este servigo 4 feito em.
virtade do contrato, que a commisso suspeita
leaivo aos interesses da fazenda, provincial. E .
par desta deapexa encontra-se anda a de 1369000
de assigostursa do Otarte a Pernambuco.
c Na mesma verba paree* a commiaso exces-
siva a deapexa da l:124fM0 verificada en 10
mezes nicamente com papel, penosa e tinte, a
e de 8IO9OO com livroa e encadernagoes.
No expediente da repartigao daa obraa
c No expediente da repartigao daa obraa pa-
na- Wica dous rediles supplementares ji (eme
ta-nos qae os barraqueroej os pacaa s carre.libertos pela treeiaenciada provincia Tere*te-
tas de 285 a290rs. Hada de l:501M00O. que elevan a despeas feita
Ditos silgados. EtUreram mais frouias as I oro. elle a l:69|00Q, e entreunto, exige-ae lio-

ir .

H eu, -L .



4to 4as* presente nio conoto a-ajaioais>io]jate
e cuante despendida.
A deroonstracio remetfid Mn.atidi taiin-
ufflciwicia no deipeza eflect'nnco pelo.verba re-
paro cenervegin dos obras r>t bli;a ; porqusn-
o tendo i do dotada etti veiba oo orgameiUo
igeote com a. quantia de n&CCOCOO a demona-
tracto allude a na diitribuigr pola qui! coabe
3:0001000 nicamente para til mi vicos,
Nao conceb a commisaio que ha|auem te-
cha o arbitrio de redurir aa erbaa decretadas
por uta ooiesablet a que tana da Ala deal'arle
tnsafflcieote, pretenda se jaatilien: neceisMae
da crdito. Eo treta oto erara se a'rtegt, e robora
a oao'prore a oecesaidade de semelhonte crdi-
to, e a despea a qire lie trat e occorrer de
tatareta que cretce com a demora ua salisfagio
-della, a commitsaa pro^oe-no.
Finalmeole pelo que rerpeila a* vrbi de
ventases, a commissao deplora que gratifleacoea
e peguem a diversos empegados por servidos 4
que o obrigidos em suaa respeciivaa reparli-
ea, que -como esta, outraa desposas que nem
o eaeooa podem aer consideradas proviociae, fl-
aram alH, dando cabimento a eagolar-ae a verba
toarectira.
Entretanto, acoajelhando a commissao
cota a concesso do crdito comido na reeolucao
iore, requer que ama-copia dtsle parecer aeja
remettido prasideacia da provincia para que S.
' de. scieotiocado de pamauhos abuaos fagt oa
erar.
. ftrU Uoico. Fica aberto ara crdito aup-
aslementar de ra. 30:48i558, para qe resi-
dente da provincia poaaa occorrer debidamente
a despeza com aa verbas declaradla nos -seguin-
te paragraphoa.
a ^ 1.* Expediente da secretaria
da preaideoeia.....................
2.* Dito da reparticao daa obras
publicas...........................
. S 3. Dito do cooaulado pro-
^iocial...........,.................
8 4.* Reaaroa e conservares
laa obras publica.................,
$ 5.* Eveotaas..............-
Ravogadaa aa diapoaiedea em ot Otario.
Sala dMcemmisses 4 de j nho de 1862.
Sarro Brrelo.Souza Res.
O Sr. Luiz Felippe: ( Nao devolveu o teu
Vai ateaa e apoia-ae a seguirte emenda :.
Supprimam-se as palavrasentretanto acoo-
elhando a commissao etc.at o*fim.Luiz Fe-
lippe.
O Sr. Buarque : Sr. preaidense, fui preve-
nido em parte naa reflexee que tioha de fazer
acerca do parecer d. 35 que c.m ae diicute. O
honrado memoro que ae occopou de apreciar al-
guno doa seu trecho?, [g lo com aquella profio-
cieocis que lhe habitual ; portanto ea tratarei
de oceuparroe de outroa tpicos, afim de que
igualmente interpelle a nobre commissao acerca
Ja coofusio, que por ataim diier, se nota em s-
gaos periodoa do seu parecer.
Antes porem, Sr. presilente, de entrar neata
apreciecao, ea desejo ser esclarecido sobre um
potito, a meu ver, de alta importancia, sobre os
.principios adoptados pela nobre commissao aa
onfeegio do aau parecer.
Oo qoe nos sabemos te-ae que a nobre com-
missao nao "ataludea a todos os pedidos de cr-
dito sapplementares teitoa pela administrsgo:
creio qaa iato real.
Sr. presidente, a deficiencia daa verbas do or-
gumenlo, nica razio plausivel que determina a
abertura de crditos aupplemeolires,....
-O Sr. Bario de Muribeca i A nica razio
3
=
41-2180
360g000
777*000
4:599517 i
14:799*904
O Sr. Baarque:.... nio podia dezar de
ter sido convenientemente demonstrada ao actual
administrador da provincia pela reparticao com-
petente ; aquella fuoccionario portauto, exami-
nando dvidamente, apreciando os motivos qae
por'venlura teoras sido offerecdoa por aquella
reparticao e acquiescendo a (Mies, reconheceu qae
eram poderosos a justifteavam estes crditos.
Alem disto, Sr. presidente, nao me consta que
neja na legiilagio provincial que rege a materia
^iesoaicaa algaasa qu obrigue, nem mesmo que
acoaaelha o administrador da provincia a sujei-
tar a abertura dessas eredHos 4 aprecisco da aa-
aembla provincial qatndo esta iuocciooa.
O Sr. Barros Brrelo : Ha ahi um anaerho-
oismo. .
O Sr. Buarque : Ua urna dlapoticio de lei
geral oeale sentido, e este-um principio seguido
em muilos paizes acerca de crditos supplemeo-
tares, que neste caso lomam a ame de crditos
aupplamentsres, quje oeste caso lomam o nome
ata crditos addiccionaes.
O presidente, portanto, sensores, fazendo ap-
plicacio provincia desta dispos\~ > geral, que
manda sujeilar os crditos supplementares, du-
rante o lempo em que (unecioaa o parlamento ,
oo-seu assentimento prsticoa a meu ver um acto
le subida defereocia para com esta casa.
O Sr. Laceoa : Qual a disposigio geral ?
O Sr. Buarque: E' ama lei geral com relaco
os crditos sapplementares que ditpoe, se nao
me engao,que essescrditos oaopoderaoser aber-
tos durante o lempo em que funecione o parla-
mento, sem que sejam tubmettidos ao seu con-
senso ; mss esta disposic.o nao etislindo na le
gislaco provincial, o presidente est autorisado,
desde qae subsiste a lei vigente, mesmo duran-
te o lempo em que (uneciona a aasembla,
abrir crditos spolementaree.
Uto Sr. Ueputado : Autorua Jo, por qae lei ?
O Sr. Buarque : J ae demoostrou nesla
asa queessa aulorisaQo existe.
O Sr. Barac de Mun'beca : Detnooetroa-se ?
Pois demooslre oitra vez.
O Sr. Souza Reis : A loi regula o modo por
que devem ser abertos os crditos.
.O Sr. Buarqae : A lei o qae diz simples-
menta que nenhuma despeta' podei4 ser aatori-
aada fra do ornamento, senio por tneio de um
crdito sapplameotar.
O Sr. Luiz Felippe : E' tudo quanto esta
assembla pode fazer.
O Sr. Buarque : Este o modo porque se
tena de preencher urna verba de dspota con-
templada oo ornamento, mas para o qual a con-
aigntcao nao foi sufficiente.
(Ha am aparte).
O Sr. Buarque : O que eu digo qae nio
ata dispoaicao elgama de lei provincial qae de-
termine que a abertura de crditos supplemeo-
tares teja submettida.previamente a apreciarlo
da aasembla quaodo esta funecione,
O Sr. Bario de Muribeca : Islo eolio urna
subida deferencia, nao?
O Sr. Buarque : Eu disse que foi urna sabi-
da defereocia que o administrador da provincia
tere para com a aasembla, fazeado applicacib
las disposices da lei geral ao caso varenle.
O Sr. Lacena : A commissao mesma j4 re-
conheceu iato, dizando qae era urna deferencia
do presidente.
O Sr. Buarque : Justamente, a commisaio
reconheceu Uto. O proprio ex-admioislrador da
provincia que so acha naata casa, abri am cr-
dito aapplementar, achando-se esta assembla
fanecionaodo, e sem que o tubree.teste to seu
previo consenso.
O Sr. Machado Porlella : Julguei-me com
direito para isao..
O Sr. Buarque: E ea estoa convencldissimo
de que astim procedeu, satisfazeudo o preceito
la lei.
O Sr. Helio Bego (Joaquim) : iato nao eat
-rogado ? ,
O Sr. Baarque : Eu estoa procurando iHut-
trar-me cerca da materia, estou sollicitaodo da
commisaio de qrcamento expliesedes sobre este
ponto; se ella effsetiramente eolendau, que o
presidente nao podia abrir ases crditos supplo-
mentares, sanio ubmetleodo-os previa apre-
ciaclo deata casa.....
Um Sr. Oeputado: Nio se Iraton disto.
O Sr. Baafqae: Se nio te trataste, eu otra
lana ata quetto.
^,8r- Bo de Muribeca : Nao se trata ago-
*a disto.
O Sr. Lucent: Nem queitio qae venha ao
cato. '
O 8r. Buarqae E' urna queslio que vem
toauto ao caso, alteodendo-aa ao modo porque a
opta* commissM no aau parecer irstou dos sre-
dUa oppleoaotares ; a iato porque, Sr. preai-
enu, da sappor que a nobra commissao, nao
tootignando oo sea projacto trdoa os crditos
PPleaieoUres. exigido, sigan motivo tere pa-
ra HisVlo, Ora, u o presidente da provincia as-
ura autorisado p.t abrir esses erditos,
consultar a eala aawmbUa, qual a razio
jM ranos nos recuas- los i
- Ei4 rerogad a W.
O Sr. Buarqae : lito i outra queatio ; lin-
da n nio demonttroa ne estivetta revogaSa a
let, e ao contrario os fsctot mottram qae etlt te
ha am inleira execujao..
O Sr. Mello Rege (Joaquim) di um aparte qae
nio ouvlmos.
O Sr. Baarque : Eu ainda nio ouri o nobre
deputado sobre eata materia que tanto impugna,,
sobre essa lei que. com tanto esforco, qaer moa-,
trar que s* echa ravogada ; deaejo oavi-i, e se
me convnonar, declararai era* astava ata erro.
Mas, par ota. nio pono aer de sua opiniioaeiia
parte, por ora alo posso ter seu adepto an se-
meNiaste queslio.
O Sr. Mella Rogo (Jesquim): Nem ni que-
ro par* moa adapta,
9 Sr. Buarqua :Eaton eerto que erra para
mira, grande honra*
O Sr. Mello Rege (lesna i re):Nao lhe d aria
cem isto honra, msa nio quero ter adeptos.
O Sr. Buarque:Estraoboainda i atte objecto
deseio que a nobre commisaio d6 os motivos qe
tese para nao incluir no mu projeclo todos oa cr-
ditos solicitados pela administrarse; porque, ainda
repito, oio seise o presidente preetsava solicitar
desta assembla a approvac,fto previa des se crdi-
to. E' esta urna daa explicages qae eu desejo
ter da nobre commissao de orcamente para sa-
ber votar, para dar um Voto da conscieocia acer-
ca do parecer.
(lia um aparte.)
O Sr. Buarqae :Mat perganto eu, oaoteride
algum modo irregular qae eata casa conceda al-
guna dessM crditos, a deixe outroa que podem
Mr abertos pelo presidente, sem que porisso me-
rece censura Creio gae airo, ere ne nio ha
harmona neeae eystema, que a nobre commisaio
eatabelece ; e tebre este ponto ea pego explica-
gao, qaero saber em que ficemos ; ae ffecllva-
meoteo presidente pode abrir oe crditos nao su-
lorisa^os por etU casa, em cujo caae entendo que
te pode dar um conflicto, ma'is regular que a
concesso deaset crditos pedidos sejs feita em
toda ana integra.
O Sr. Cario de Maribeca :Oh aenhor!
O Sr. Buarqae :V. Exr. entieaiu me enten-
deu.
O Sr. Bario de Muribeca: Entend, e horrori -
tou-me a proposieo.
O Sr. Buarque : E' a consecuencia de meu
argumento.
t S. Bario de Muribeca:Mas nio dos princi-
pios.
O Sr. Buarqae :De todos os principios estabs-
lecidos; ela-ahi porque eu digo que V. Etc. nio
ateodeu ao que eu dase.'
GSr. Bario de Muribeca :Attendi 1
Sr. Buarque :Se esta caaa enteode qae o pre-
sidente pode abrir os crditos, digo ea, que nio
ha harmona no eritema da nobre commissao,
por que eolio a coosequencia lgica, seria con-
traria em paite aquella qae lirou, e deveria aera
concesso de todos os crditos. Sobre estas fac-
i, seohor presidente, que me perece aer maito
capital, eu desejo aer esclarecido, como j disse
afim de dar o meu voto.
Eotraodona apreciacao do parecer, eulimitar-
me-hei 4 mui ligeirat censideracoes.
Noto, senhor, presidente, que houve de parte
da nobre commissao de ornamento a inteogo de
cortar por abusos, de evitar que para o futuro se
commeitessem faltas da ordem daquellsa qae em
seu eotenter te tem pralicado e sio gravea. Maa
senhor presidente, se corrigir abusos 4 um lira
nobre, se mesmo necessario ser attingido, me
parece que a nobre commisaio de orga ment de-
veria procurar melhorea baaea, deveria empregar
outroa recursos, para que conseguieso o aeu de-
sidertum.
Nao st-i, senhor presidente, se com eata ligeira
exposicao qne nio se acha devidamenla funda-
mentada, e que leve por base informales da ihe-
souraria de uzeada provincial, que na propria
opimioda commissaooio foram completos, ex*
posiejio que, censurando por exemplo, a verba de
obua publicas, nio produz effeilo desde que se
demoostrou na caaa que exista urna tabella uffi-
cial, que fez effeclimentS a deatribuicao dos
60.000S, digo ea, se esta looga narrscau nio tem
lodot os fundamentos neceaaarios, se nio foi, per-
milta-te-me servir de um termo da moda, devi-
dameote cogitada, me parece, que a nobre coro-
missgo nio poder por este meio chegar ao m
a que pretende.
E' salos, eohor preaideote, que a nobre com-
missao, segundo a ordem estabelecida naa saas
censuraa, refere a despeza extraordinaria de 50$
com impreaaes. Diz a nobre commissao (14}. B'
assim que na verbaexpediente da secretaria da
presidencianota-se a despeza de 509 com im-
preaees, quaodo este servido feit em, virtude
de contrato, que a commisaio suspeita lesivo aos
ioteresset da fazenda provincial....
Quaes sio, perganto eu, os fundamentos em
que se bateou a commissio para considerar lesi-
vo aos interetses da provincia o contrato feito pa-
ta a publicacao do expediente da secretaria da
presidencia ? Estou bem convencido que ot 509
por ella ennumerados, nio concurran] para esae
juizo, por que parece-mo que essa somma des-
pendida com impressoes em urna secretaria tan
importante como a do governo, em ama reparti-
cao, onde se podem dar milhares de circumslan-
ciat, que nio teoham aido previstas pelo cootrato,
digo eo, ama despeza desta ordem nao pode ser
tal que levasse a commissio a julgar lesivo aos
interesses da provincia aquelle contrato. Outroa
devem ser por tanto os motivos qua determina-
ra.m a nobre commissio 4 formar esse juizo, e eu
desejo igualmente iofo*rmsc,des sobre este ob-
jectp.
A*par desta despeza, eu* noto linda a de 136;
de assignaturst do Diario de Pernambuco. A'cer-
ca detta detpeza, senbor presidente, eu ti ve in-
formaces de um membro desta cata muito com-
petente, que declarou,- que os presidentes das
demaia provincial remettiam os jornaea officiaes
para a secretaria do governo, e que em retribui-
cioae solicita vi officielmente. a remeasa do jor-
nal em que se publica o expediente da posea ad-
miniatrjcao. Ene accrescimo provm por tanto
Uessa reujessa de jornaes, rtmessa que me parece
necesaaria, que mesmo til ao servido publico ;
e lio pequea somma de 1369 Para ae obter eaie
resultado, que vai, por aaaim dixer, facilitar maia
a marcha da administrado as outraa provincias,
me parece que nao.pode ter censurad, a* ponto
d*e levarmos 4 considerar lesivo o.contracto da
publicacao do expedieule.
V-te por tintosenboresqae se nio poda con-
siderar Uo gravosa, como a nobre eommiaso
quiz fazer crer em seu parecer, essa despeza,
e por Unto eu desejo esclarecimenlo para regular
o meu voto. .
O Sr. Bario de Muribeca :liso cousa tio in-
siguificanle, qae a commissio nem ha de niaso
fallar.
OSr. BuarquejMas M sao cousas insignifi-
cantes para que a commistio aa meocionou no
parecer ?
O Sr. Bario de .Muribeca :Foi para se evi-
taren! esaas despezs.
O Sa Buarque :Os Diarios remettidos para
aa outraa provincias ?
O Sr. Soaza Ret:Dtsioformicdesr.iocoosta
isto.
( Ha outra aparte j.
O Sr. Buarqae:Mas nio se trata de impres-
soes,-ira ta-se da remeasa dos jornaes officises
em retribuido de outrot, que sao mandados pe-
las respectivas secretarias.
DIABIO DB
. -. i i.

SEGUNDA FB1BA 16 DE JCHHQ DE 1861.
----------x_________________________.
Um Sr. Deputado :lito j4 est justificado.
O Sr. Buarqae:Eu nio eeou justiflca
NB
por
ndo
nada ; eu voto mesmo pela parecer, sa aa iaor-
ma;5es da nobre commissao me tatisfizerem, e
palo projecto eolio rolo da maito bom coracio.
O Sr. Bario de Muribeca:Ditto estoa eu
certo.
O Sr. Buarque :V. Exc. Umbem t voU quao-
do es explictc/tes o satiafazem, por Unto nio pode
extranhar o mea p/ocedimeuto. *
Acerca da verba de 60:0009000, Sr. presidente,
ea creio que depois do aparte dado pelo nobre
deputado, ex-adtnioistrador da provincia,do qual
le v que a somma de 60:O00g00O, efectiva-
mente aquella qua.foi destribulda na tabella offi-
cial, me parece digo, qua depoia dease aparte,
que a nobre commUaio nio poder deixir da
aceitar....
O Sr. Bario de Maribeca :Eo nio aceito.
O Sr. Buarqqa.... tudo fica redazido a um cabos,
cobo ditseo btfnrado Sr. primeiro secretario, por
qaanto, dii a nobre commisaio dos documentos
que foram foroecidoa se v4, que s somms destri-
bulda oio foi da 60:0009000, massim de 43....
O Sr. Barros Birrelo :Fax o favor da 1er o
qae s com minio diz ? '
O Sr. Surque :{L}.'
< k demontlrscio remettlda revela toda saa ia>
sufficieucia na -deapata eftectuada pala verba-
reparos e conserracio daa obras publicas por
quanto tendo sido volada esta verba na arfasen-
to vigente com a quantia de ?30:0009090, a de-
moostrscio allude a urna deatribuicao .pala qual
coabe 43:0009000 nicamente para tal terreo....a
( Trocam-te apartet}.
O Sr. Buarque :Eu aio ettoa ditendo, que a
commistio fea o calculo, digo que alfa 4 .mu dos
dadM qae lha tarara torneados, Use, nio
harte sido deatributda a somma de | oosM,
enea aim a de 45, o qaa mostra ana h< am vr-
dadeiro cahoi i retaaito de tada quinto re ratero
aaaae varb te cbrM pubticti.
O Sr. Barede MArabeoa :k Mrcojisao aA
foi quem fez a cthoa, a cabos naace do deslrao
no te den a ette dlnhelrO.
O Sr. Buarque :A commiisio aceitou oa nio
o anorte do tiormdo deputado. guando diste qae
a tabella irnha destribuido acerba de GO^Org 1
Um Sr. Oeputado :Aceitou.
O Sr. Bario de Muribeca:Eu nio aceite^ pode
eatar engaado, e eu qaero ver ter isto esclare-
cido com documento!.
O Sr. Buarqae :Os dados que foram foroeci-
doa, eompreheodem apenas a somma do 43 coa-
las .; e exitlindo eisa tabella que dettribue 60
cornos, v-se que o juito detta casa, deve eaUr
auepeoso, porque nos nio podemo leterminsr-
mos nene negocio sem novos esclarecimentos,
acerca deste objecto, e a nobre commistio nio
pode desde ja fexer valer o seu nentamento
quando diz (l}
Nao concebe a commissao que ha ja quem te-
nba o arbitrio de redutir as verbaa decretadas por
eata assembla e que tornada ella d'est'are in-
sufficiente pretenda-te justificar necettidade de
crdito....'
Este pensatheato deve ter conaequencia imme- ]
dista oa coocluaio do paragrapho precedente ; e
por tanto preciso que a nobre commiesSo oos
fornega novos esclarecimentos acerca d'aquelle,
afim de que a casa posta aceitar o tea parecer
oeste ponto. *
O Sr. Bario de Muribeca :Quer que a com-
misSo forneca os documensot to nobre depu-
tado?
O Sr. Buarqae :Para sustentar o sea penta-
meoto. "- *
O Sr. Barros Brrelo :Cmo, te a committio
declara que oio tem base ?
O Sr. Baarque :Se ea confesa que nio tem
bote, porque razio te expretta pela forma por
que o faz em aeu parecer ?
( Ha am aparte ).
OSr. Baarque :Sr. preaideote, eu eipero ter
a satiifacio de acompanhar a honrada eommia-
so em seu parecer, devo crer que seua esclare-
cimentos sejam taes que me determinario i vo-
tar pelo parecer, tal qual se seba conceblco ; e
oio querendo por maia lempo qbusar da attencio
da casa, termin" aa observarles que tioha a
fazer ( maito bem }.
O Sr. Bario de Maribeca :Como membro da
commissio de orjameoto provincial d4 as expli-
cares solicitadas pelos precedentes oradores.
A discussao fica adiada pela hora.
ORDEM DO DA.
Ia parte.
ORCAMENTO PROVINCIAL. .
Continua a discuisio adiada dos sddivos o flo-
recidos aoorcaraeolo provincial.
O Sr.' Cunha e Pigueiredo :Sr. preaideote, eu
linha pedido a palavra pira fazer ligeiras recia
mices acerca de un discurso do Sr. Araujo Bar-
ros, publicado no Diario dehootem maa recejan-
do ter chamado a ordem, pego a V. Exc te digne
decidir, te posso dizer alguma coaat a este rea-
peito. antes de entrar na materia.
O Sr. Bario de Muribeca :Pois que 1 Quer
continuar anda-as reclamiQdes ? E' perder seu
tempo.
O S^. Presidente :Eu nio posso consentir que
o nobre deputado se aliaste da materia, tanto
mais qaanto o nobre deputado enuncia sobre o
que vei tratar.
O Sr. Curihi e Pigueiredo :Poit bem, farei
apenai um limpies protesto.
O Sr. Souza Reis :- lito melhor mtnda-lo
por escripto 4 mesa.
O Sr. Cunha e Pigueiredo:E' urna simples
rerl-marao que eu quero fazer.
O r. Luiz Pelippe ( primeiro secretario ) Se
di tcenla que lhe observe, seri mais Vuvenien-
ie amanhia na hora do vxpediente. ;
O Sr. Cunha a Pigueiredo :Bem, nfste caso
pedirei ao nobre collega que nafta at la i noUa
tachigraphicas, assim como eu j Irouity *e do
meu diacurao. ,
O Sr. &ouza Reit :Para consultar aqu ? S6
mandando a urna commistio.
OSr. Cunha e Pigueiredo:Se o nobre depu-
tado quizer honrar-me com eata favor qae lha
pego ; maito lhe agrtdeceifei, e ea prometi fa-
zer observacoes com toda a calma porque nio
qaero de modo algum asedar s discutsio oeste
terreno e detejo apenaa fazer connecido fora da-
qui aquillo que Dio se sabe.
O Sr. AraOjo Barros : Pois nio* Eu acho at
que me fazem grande favor com iato.
O Sr. Cuoha e Figueiredo : Eu nao deaejo
offender ao nobre deputado, mas nio desislirei
do mea proposito.
O Sr. Presidente : Eu pesso o nobre depu-
tado que entre na materia.
O Sr. Bario de Muribeca : Ea por mim ji
estou convencido, e nao reclamara maia, porque
malharem ferro fri.
O Sr. Araujo Barros: Se com relaco i
mim repil'o
O Sr. Bario de Muribeca : Repella ? lato vae
a quem competir, e diste um pouco intencional-
mente.
O Sr. Arajo Barroa : E eu tambero lhe rea-
pondi iotencionalmente, e neste terreno ettoa dit-
posto a ir al sonde poder.
O Sr. Cunha e Figueiredo : Sr. Preaidente,
entrando na materia, eu direi que reconheco a
manha intufficieocia (oio apoiadoa) para demons-
trar a cas algans factoa de extravos e oalros que
teodem a manifestar aa irregular! Jadts que se lem
dado na estrada de ferro. Ea nio poderei de mo-
do algum aaefazer a espectaliva da casa, porque
nio toa provisional, nem mesmo quero entrar
netsa discutsio, maa tendo em vista dar coohe-
cimenlo a casa de ama circamstancia que te deu
nio ha muito tempo; antes de o fazer, permita-
me a casa qae eu aprsente ligeiras considerares
para demonstrar que na estrada de ferro, nio t
se nio tem feito, o se nio fazem ainda ai econo-
mas neceaaaiiaa, como parece qae al te nio at-
iende ai verdadeiraa conveniencias da agricultura.
O Sr. Lacena :Isto com oengenheiro fiscal.
O Sr. Fenelon : E elle est pmedte.
O Sr. Cunta e Figaeirado : Ea creio que ge-
ralmente se sabe que deade que comecoram os
trabalbos da estrada de ferro, taes eram as des-
pesas feitas sem certa regularidtde.ou prudencia
econmica, que um clamor publico denunciara
que os dionjeiros da companhia se ditperdicavam
detregndamente .
Nessa estrada de ferro, que antes cbamarei es-
trada urea, pelo muito dinbeiro qae Bella se tem
consumido com prodigalidad. .
Um Sr. Deputado: E que pode prodazir mui-
to dinbeiro.
O Sr. Cunha a Figueiredo :.Nunca o neguei
(eontiando) se eslabelecia o trabajho por grupo de
trabalhoret quiti inertes e por forma tal, que mui-
tas pessoas affirmavam, queexiiliam ali homent io
valldoa que nio podan) prettrar o menor servico
mas que ahi eaUvam encheodo o namero e o lem-
po, pira perceberem es Miarlos; salarios que se
elevaram por ama maoeira etptntott, para rema-
neragio da oclosidade daquelles trabalhadores, o
mais activo doa quaes nio fuoccionava com a pre-
cisa regularidad; Deixando de fallar em muitoa
oatros (actos digo isto assim ligeramente, para
por ette examplo avivara memoria daquellesSrs.
depatados que saben, que alli ae tem prodigali-
sado o dinbeiro e se tem feito desperdicios, lio et-
caodalotot, qae nio podem delxar de merecer
o nosto reparo, por irso que temoa de pagar oa
juroa addieionaesna razio do capital detpeodido.
O Sr. Buarqae : Exittem elles ainda ?
O Sr. Cucha e Figueiredo : Enea desperdi-
cios Sr. preaidente, eram lanos que eu ot nio
posso enumerar, e affirmo a casa, qne o multo
nobre eogenheiro fiscal que aqui soleve, o Sr.
Medeiros empregoa todos os seas etforcs para
diminu-lo, e certo qaeeonsegui-o em parte
mas nio conteguio extripa-los completamente'
Um Sr. Deputadu :-Talex hoja maia da. ..
50:0009 empregadoiem ferros que esto enterra-
dos pelai margenada estrada.
Uro Sr. Deputado : E' para produzir.
airada de ferro, me coniti qae. timbera tem em-
regado lodotMetlorceo poro diminuir enes os-
travioo, son me parece qae nio ten cooieguido
acabartomtodos: e se continuara vir, novoa en-
genheira Bsoaeo, todoo elles empregando oa
motoras e cuidadoo, jmala podero oegao4o creio
acabar com todoo oo dioperdicloo estrada de (erro.
O Sr. Buarque : Bom meio de detejar a mi-
nha de minio.
O Sr. Cunha a Figaeirado : Nio, enhor, nio
o qaero cenaurar recomaojeo que m nobre depu-
tado tobra inlelligencM Mtividad, e qaando
assim fallo pata snoatnr qa osgrandes defei-
tos que existem sio Iim qua m conaidero na clas-
se dos irremedilvete. mas dando crdito a in-
formaQoea fidedignas, en diga, qae agos houve-
ram e ha muitoa desperdicios as abras, como a
respeito do petsoal empregadoot estrada de ferro
onde d gordoa salarios I
Sinhorea, queris saber uaaie vence actual-
mente o superintendente ? Quatorze contot de
ris por anno I
Um Sr. Deputado : S ?
O Sr. Cunha e Figueiredo:Segundo estou in-
formado, o secretario vence seis contos, o caixa
seis cootos, e assim por diante. .
( Ha um aparte).
O Sr. Cuoba e Figaeirado : Mas veja o no-
bre collega, qae todas ettaa deipezas augmenta
a somma total da que a provincia tem de pagar
jaro,..
O Sr. Souza Reit: Essa qae a grande
quaallo.
O Sr. Cunta a Figueiredo : Disso que eu
trato. EU a rasgo porque eu atou demonstrando
que al despezs lem sido exageradas,para que te
procure remediar o mal. Dir-ae-ha que*o dinbei-
ro da companhia, a qual na mxima parte
formada de capital eatrangeiro que veio dar im-
portancia a nossa erapress: mat qua importa iaso,
te nos estamos obrigados aos juros, se tqaellet
capitalistas estrangeiroa cooUm com os jurot de
7 % pagos por nos, quando os mus capules na
Europa nio achara mait de 4 %. (Apoiadoi muito
bem )..
Agora demonstra rei tambem que os agentes da
estrada de ferro parece nio quererem atiender
a necesaidade da agricultura, e sobra asta panto
peco a aiieogao dos meus nobres collegas.
(Ha um aparte).
O Sr. Cunha a Figueiredo : Parece que o
agemea da estrada de ferro nio querem attender
aot interetses da agricultura, o antea como que
proeuraram acabrunha los Provarei.
Um Sr. Deputado : Isto s pura verdade.
O Sr. Caoba e Figueiredo:. Primeiro, po-
que me consta e tenbo nota enviada por aer
ohorea de engenhos, pestoaa ioteiramenle res-
peilaveU e incapazes da 'altarero a verdade, que
na estrada de (erro ae demora tres e quatro dias
o transportadas mercaduras, demora qaa aem du-
vida muito prejudicial,aos inieresses dosagricQl-
fores porque, como os meuscollegaa tabem, etaa
demora oa entrega das mercaderas de mercado
principalmente do atsacar. diminue maito o seu
valor pelaa hamidadea que recebem.
Tem-te por esta razio recia mido muitat veces
aot empregadot da airada de ferro, porm essas
reclamages jamis sio atteodidts com aquella
regularidade que.se faz mister ? Me consts qae
o meu nobre collega, o Sr. Buarque, tem empre-
ga lo os meiot ptra regular o transporte daa mer-
cadoria, mas o qae certo, que ainda nio o
pode conseguir, separar-te o aisucar na arroma-
cao por sua qualidade ou torte.
Tambem ter>por intermedio do pessoai de to-
do o criterio, qae na arrumacio do volamae naa
carrocas ha urna grande desordem, qae concor-
re para depreciar o valor da mercadoria. II.
um ataucar a que chimam relame, este aaaucar
qae de petsimo qualidade e do qual etcorre
constantemente am mel, quasi negro arruma-
do as carrocas do traos porte sobre o assucar
braoco e secco de primeira[sorte, que pofeste
facto fica arruinado e lio degenera'do que muitaa
vezas perde quaai melada de sea valor.....con-
vinhs separar-se o assucar na arrumacio por
sua qualidade ou sorle ; porm se nio o tem
feito.
Ea deMjaris, Sr. presidente, que ot nobres de-
putadot que sao agricultores, dissestem te isto
e ou nao verdade eae tnz prejuizot terios para
elles ? .
O Sr. Lucena :Tudo iato verdade. mait
qae verdade.
OSr. Soaz Reit:Eu nio sou agricultor e
apoio-o. *ji
OSr. Cuoha e Figqeiredo :-0 issucar mi.
torreado mal. collocado sobre o branco de prl-
aneira qualidade deteriora-o. fa-lo perder talvez
bOporcento de seu valor. (Apeiados).
O Sr. Baarque :Apretante o nobre deputado
am facto de prejuizo desta ordem qae nio teoba
lido iodemnisado logo.
O Sr. Arruda Falcio :Eu lenho tido.
O Sr. Baarque :-A quem quaitou se o oobro
depuudo 'l Quecdo olgam se queixar e nao for
alten lido, enlioter rizio de se queixar.
OSr. Cunha e Figueiredo :Etsa iademnisa-
cao nao ser em prejuizo da provincia ?
(ua outroa aparteemuitosapoiidot.)
O Sr. Buarqae :Cite os (actos que devem ser
prevenidos.
O Sr. Lacena:Ot mpregtdos devem ter
cem olhos, uot verdadeirot Argot.
O Sr. Cuoha e Figueredo :Eu peco t alteo-
cao do nobre deputa1o(pari o Sr. Buarque! e
pesto-lbe que se nio offenda.
O Sr. Buarque:Nio me offendo ; mat que
em aparte esto dizendo couaat que nao exiatem.
O Sr. Canha e Figueiredo:Eistem. Eu o af-
firmo.
O Sr. Buarque :Se exislem nao tem recla-
mado os prejudicodot.
O Sr. Lucena:O governo geral o primeiro
qae tem reconhecido a existencia desees facto.
O Sr. Buarque:Ea niotenho reclama? Maia
do que os oobres deputadot.
O Sr. Cunhi e Figueiredo :Eu ettou fazendo
esla demonstrado conforme julgo do meu deter,
porm deoenhum molo quero oflender ao meu
nobre collega...
Um Sr. Dsputado:Elle nio a estrada de
ferro.
O Lueena :Nem aqui engenheiro fiscal,
deputado.
OSr. Canha e Figueiredo : Porque estou
moilo certo de que tem empregado todos os mus
exforcoo para prevenir nio t os extravos de
que faiiei, como esta relaxacao de negligencia
quanto ao tranaporte dos gneros, negligencia
que traz graves prejuizos aos tenhoreo de eoge-
nhoi; agora se alguna dellei tem lido iodemoi-
tadoi, nao sei.e todava estou bem certo de qae o
nobre deputado ter4 empregado a flscalieaciooe-
cessaria a evitar o prejulxo de seas patricios.
O Sr. Buarque :Nao ha urna s reelamscio
qae nao teoba sido entendida.
O Sr. Lucena:E sobre quem recabe a io-
demnisacio ? Eitrri a provincia obrigada a car-
regar com estet prejuizot ?
(Trocam-te outroa apartes).
' O Sr. Cunha e Figueiredo :Eu j4 acabei de
dizer que acredito que sejam satUUiUe aa re-
clamacoes, mas porque sio feitas as indemniaa-
coes, ser4 conveniente qae cootinuem esta fal-
tas 1 Pergunto mait, devem o agricultores e-
tar obrigados a reclamar constantemente? Fa-
lo-hao todos? Serio todas as reclamarles at-
tendidas ? E ten'do seri completa ; e dar-M- ba
a todos a devida indemnisacio ? Neaaaa indem-
nisafioetnao haver muitss vexes prejuizos para
os os sgricultores na-apreciacio da qualidade e
valor do genero.?
O Sr. Lucena :Certa mente, urnas vete pode
ter excenivi, outraa insignificante,
i ..Sr-CuDha e Figueiredo :Per conseguin-
te, ja v a can que eu ettou mencionando um
tacto grave, verdadeiro, a que me tem aido com-
maoicado por maitat penosa honradas.
u?hSr- B"!!r5u? :rT,l,M h,J$
teoba recebido indemniucio.
O Sr. Lucen :Exceniva ?
(Tocam-rse outroa apartes.)
O Sr. Cunho e Figueredo :O laclo do mi
cooducQao exitte, e exista de modo qae tuco?
nbeco algum agricultor que ainda nio ae rooolve-
Ea vejo qae o nreco ettsbeUcido na tabella,
o traoiporta doe pasiageiroo dio dlvetaoa elMMa, '
nio MtA em perfeita relicio .com" as poces
dos individuos que se sproveitata desaet traai-
portes, isla entra os ricos, e proprietartos
que viajara na primeira clasae, e os pobres
que viajara na terceira. Eu deiejava que o no-
bre diputad me deote tlgumo explicicio o ette
respeito, se haver remedio ptra se diminuir o
prego da terceira claoee.
Eu oooheco lavradores lio pobres qae deie-
jam antea vir i'ues corroe expostos io sol com
tanta qaa potreara meos por iua pessqo pos-
lom fie ao marcado lempre qae liver do ftzer
remetas* de oooucar, vindo Me bem agoMlhodo;
eu cohace individaal que preforvm matador oo
oeuo a atacar a am coatae de civalloa, por UM
que tendo, umo potngem de terceira ciaste
mait cars.do que o aluguel do um cavado por
9000, sendo preciso qae elles aCompaohem
as mu msrcidoriat visto que oio pobres e oio
podem ter correspondentes que levara commis-
sio ; melhor Ihes trize-las em cavados, por-
que ealM voltam carregados com os viveras qae
neceasilio levar da praca para o matto ; seodo
que deste modo fazem urna economa quasi de
metade.
O Sr. Buarqae :Para indar 30 leguas.
O Sr. Caoba e Figueiredo :Essa demonstra-
do me foi feita por um agricultor honrado mo-
rador perlo da Etcada, elle demoottrou que em-
quanto nio ae abaixane o prego das passagena,
de terceira claaie, nio convinha a elle, aaiim
como a mailos.conduzir ntgeueros, pela estrada
de ferro, porque deuendo elles acompanhar oeus
gneros, o despez dos teas trintportei Ihet na
mu cara.
(Trocam-se diversos apartes.)
O Sr. Cunha e Figueiredo :Eoltettnto te o
preco fuese maio reducido, oinda qae a terceira
ciaste foase> meooa commoda, o ot pouagei-
roa vienem em p, concorreria muita gen-
te para a terceira clana por canta ds barateza, e
visto como ot pobres lavradores nio podem des-
pender a quantia que ae pede pelo transporte
daquella clatse, preferem vir a cavallo pora a-
mcopanbar oa teut generoa oo mercado.
Ja vfi, poia, o nobre deputado, qae faco eata
reclamagio, nio como urna accutacio, mas para
ver ae o nobre depulado pode dar algum reme-
dio oo sentido de diminuir o prego da terceira
classequa a dealinada ia petioas pobrea, por-
que repito, nio ha proporcao conveniente entre
os pregos da primeira cisne deitinada pan ot
rico, e o da terceira ca ase para o pobra, que
muitaa vaznoem tem o aalariododia ; se. pois.
continuar assim, a Mirada fomenta serviri para
ot ricos.
Ainda tenho nolis, Sr. presidente, fornecidas
por pessoas de todo o criterio, que me iolormam
que os agentes da estrada de ferro nao tem feito
cercas, valados, ou aquillo que sirva para
defender que os gados subam sobre a estrada.
O Sr. Buarqus :Em toda a linha ?
O Sr. Canha e Figueiredo.: Ai informigoet
que tenho referem-te-4 certos lugares.
Nio te tem teito tambem ot rilados e bombas
necenarias para o escoamento das aguas, de mo-
do que eata falta tem trazido a inconveniente de
fJcarem aligados grande porgi de terreno, que
Mrviam do partidas psrs a plaotagio da csnns,
e que hoje se achim completamente inutili-
Mdoa.
OSr. Baarque : Oa valados quea estrada de
ferro deve fazer, nao ta destinados para dar es-
goto 4i aguas dos terrenos particulares.
O Sr. Cunha e Figueiredo :E' que at valat-
oa bombas eatabelecidas pora o etgoto daa agua,
nao tendo aido feita com o copocidade necena-
ria, oo aguas encontrando am dique no atierro da
eitrade, vio formar alagadoa nos terreooe adja-
centea : eu nio too profetsiooal para me expri-
mir com preciiio, mis creio que os nobres de-
putadot percebem bem o que estou dizendo.
O Sr. Buarque :Se existem esses fictos, eu
nio tenho conhecimento dellet.
O Sr. Cunha e Figueiredo: Eu citirel o.fac-
i qae se di com muito iocommodo e prejuizo
do proprieUrio do engenbo Firmeza, o honrado
Sr. coronel Barros.
O Sr. Buarque :Logo vi que fallara em Fir-
meza.
O Sr. Cunha e Figueiredo : Nene engenho
existem-taes alagadoa, e a locomotiva tem mo'r-
to diversos soimaes, que casualmente encoo-
Ira em cima da estrad, porque alli o en-
genheiro em ebefe da eitrada da ferro, creio
que por nao ter boa vontaBe para com o Sr. coro-
nel Barros, nio Um querido fazer as cer-
as pira guardar o gado, nao obstante a estrada
paasar por dentro do cercado e ebrat do enge-
nho. Tambem nio tem querido o engenheiro
ollocer nene mesmo engenho um portio de
passagem nara que o proprieUrio posta tilitar-
se naos de auat trras, como de casas e outraa'
obria que fleam "do lado oppotto da estrada ; e
nao lando querido o engenheiro em chefe man-
dar collocar ettet porte, coja oecetiidadi ur-
gentuiim, nem dsrsahidat s aguas para des-
llagar os partidos, dera todavia urna queixa con-
tra o honrado Sr. coronel Barrot e alguos outros
dittinctos agricultores vitiohotdetta, teb o pre-
texto de que etaet oeoboreo otrovesiovom a es-
trada 4 .cada patao, oerviodose della como se
loase sao propriedade particular com infracglo
do regulomento, etc.
Or; oenboroo, quem coohece, como todos ni
coonecen)! o Sr. coronel Barrot (apoiados) ;
quem coohece ette nobre a distiocto agricultor,
este cidadio honrado, nio pode crer na veraci-
dde de lemelhantet fictos.
O Sr. Fenelon :Se a companhia entender de-
ver dar denuncia, elle que se defenda na aegio
competente, nao 4 aqui.
O Sr. Canha e Flgueir lo : Ea direi ao nobre
deputado, qaa nio ettou o defendendo, porque
elle nao neceasits de defeza ; /apoiados) maa es-
loa demonstrando o procedimeoto irregular do
eogenheiro em chefe e outros agentes da estrada
de ferro.
O Sr. Lucena : Tem muito lugar o que esti
duendo. x :
O Sr. Cuoha e Figueiredo :Eu jou to aea-
nhido, to inepto pira a cadeira oratoris, (nao
apoiadoa) que (ajo della quanto pono ; tendo
padre ha muitoe oonos, nunca subi 4 cadeira sa-
grada, tal a inabilidade que reconhego em
mim. (Nio apoiadoa). Ea, poi, nio sou orador,
nao tenbo easa prelengio ; sinto difficuldade em
exprlmlr-me, e smente forcejo pelocumprimeo-
to do mea dbver, que tomo o palavra nesta ca-
aa ; mas pono afflrmar ao nobre deputado, que
punca'uvangarei urna propoiigio posto que mal
enunciada, teoio quando eatlver convencido de
sua verdade.
0 Sr. Eeaelon :-E oio duvido da propotigo
1 nobre deputado.
"" "

==v=
Woec'acVc qU" Um '*"'
poe>
coaia tio ex*
do
O Sr. Cunho e Figueiredo : Eitou talvez
ganando um lempo preciMO 4 cao, mao entre-"
tonto espero que ella me descolpsri, porque ai
observagea que lenbo feito, tervem para justi-
ficar o meu voto, e lem toda a referencia com o
facto, que pretendo lertr ao conhecimento da
caa.
Dilia eu* que quem conhece a conduela do
sr. coronel Barrot, e dos ontros dignos cidadios,
[cujoe nomes agora me nio record], que foram
tambera envolvidos na denuncia, sabe que laea
tactos ao inexactos, e que aquella denuncia, at-
tribuindo fados desairosos 4 quem inteiramen-
te incapaz de oa praticar, smeole Uve por fim
alguma vinganga.
O Sr. Fenelon :Defendt-ot.
Um Sr. Deputado:E' o qae te est fazendo.
Onlro Sr. Deputado :Aqui ?
O Sr. Cunha e Figueirlo :E porqae nio, se
nao~ ha o menor vialumbre de verdtde netta
queixa? Em tal caso este tribunalo compe-
tente. r
(Ha um aparte;.
Ea*direi ao nobre depatado que o Sr. coronel
Barroo e os seas vitiohM sgrlcaltores incluidos
na denuncia nio necesaitam de defeza, ettio
muito cimo do ama aecusscio lio mlterovel -
mas procito referir esse fado para chegar a-j
ponto a que quero chegar.
Portanto, ningaem pode acreditar na vera-
cidade deMmelhanterepreMntigio, porque se
seus assucarea.
O Arfada Falcsia :O servico nio muito
regular, mas nio d prejuizo.
O Sr. Cuaba a Figaeirado :Adora eu reori-
rei am oatro (acto, nio porque qaeria delle fa-
zer am capitulo de aocasacio, mas porqaa dse-
OSr. Cunha e Figueiredo : -O nonre'deou- ^A^S^u^lSt^^S^
lado oSr. Buarqae, setail engenheiro fiscal da'era IhVdoa menot wjtiSffiloS,.

travesada pelos escravos, moradores, ou f-
mulos do Sr. do engenho, por ende ella pana,-
ae quem a culpa T E' da companhia qae nio
faz Construir as ceress que devsm conier os ga-
dos,_ da companhia que nio faz ettabeUcer
poriOM.ptri dar a necesaaria pnsagem not luga-
res aonde a estrada pama por dentro das proprie-
dide; como por examplo am Firmeza aonde ella
patM parto da cata de vivenda. Como poi, nio
OMUrtte a* querer privar o proprietsrio do uto ds
mati-
o pin ene sgricultores a qam
os empregadoo da estrad de (erro devem anteo
*m't,eTWn *nlr e promover-lhe todo
ToeilidodM. por roso que umo empresa queda-
penda da agricultura t
Pr ae* atar di paciencia da casi ea vo
terminar refenndo o tegniole ficto t
Depoii do referido denuncio dodo pelo eg-
heiro am chefe, o superintendente ds Mirad de
Urro letum afflcio oo Exm. presidente da pro-
vincio, dizendo que aquello repreteolagio ou de-
nuocia do engenheiro em chefe devera ter lido
dirigido com ocieocia e por intermedio delle'e oio
como foro ; moa que sendo verdadeiroo os tactos
oella mencionados, elle superintendente prev-
ate ao Sr. presidente da provincia qoe te conti-
nuanem os moradores daquellea eogenhoa a-atra-
venar a eatrads, elle ordenarla que a locomoti-
va paitnie por cima de quem quer qae ubre
ella te achsste I....
(Trocam-M muitos ipartes).
O Sr. Cunha e Figueiredo : Vede vea, meas
nobres collegoo, qual foi o motivoue me lerou
o pedir o ptlivao pora dizer o que sillo contra os
gentes dt estrada de ferro.
Dando noticio a coso deste facto, veah pro-
testar solemnemente contra elle, como repreeeu-
taoteda provincia, como deputado do 3* aire ate,
tnho o direiio,corre*me o daver de proteoUr cen-
tra esta ameaga lapoUdoi), para que a apsrria-
dente actual,ou quem quer que o substituir Unha
toda a atleogao para com ojtJs*c!terc*, e Unha
todo o cuidado de evitar a pena da le? mspaitan-
do a vida de qnalquer brasileiro ou estrangeiro
que se achar sobre a eatrad aa oocisie em que
pattarem os trens I (mntlo b*ro, apoiado).
Vote : Tem certeza dlato t
O Sr. Cuoha e Figueiredo :Ponto ofBiogor
a casa qe este ficto exacto,,nao me occapei
am solicitar documentos da secretaria, maa ga-
ranto qae o officio foi dirigido a S. Exc ,9 se sl-
gunt dos meus nobreo collegra duvidam, podem
pedir que este officio veoho a caaa.
O Sr. Theodoro da Silva : loto nao
sivel;
O Sr. Lacena: Ea ocho urna
traordinoria I
O Sr. Luiz Felippe i O nobre deputado la
este officio ?
O Sr. Cunha e Figueiredo : Pono offliogar
o nobre deputado que aei isto de fonte limpa,
que o facto exacto, e sedavidarem podem exi-
gir da presidencia copia dene officio.
Estou bem certo de qae o actual preii denle da
proviocia-teri retpoodido ette officio de superin-
tendente cora aquella dignidade qe convm ao
governo e aos pais, apoatondo-lha os ortigos do>
codigo criminal.
O Sr, Theodoro do Silvo : Agora me record
eu de um officio remettido recenlemente pe
presidencia neste sentido.
O Sr. Cunha e Figueiredo : Ettoa certo de
que a admioittragio lera extnnhado esse proce-
dimeoto. fazendo teoiir ao tuperin lente qae no
paiz existem leis e autoridades constituidas
(Apoiados)*
O Sr. Lucena : Enlio a companhia da es-
trada de ferro linha direito de malar impune-
mente ?
O Sr.'Cunhi e Figueiredo : Das ligeiras ob-
servigos que lenho feito, Sr. presidente, se col-
lige bem que os agentes da estrada de ferro em li-
gar de favoreceros agricultores,procura-os desfa-
vorecer e at ameaga a sua segaranga individual,
O Sr. Loiz Felippe : Nena parte nio apoio
ao nobre deputado.
O Sr. Cuoha a Figueiredo : V-te pois, pri-
meiro, que.nao ha verdadeira ecooomia na cons-
truegie e adminiatragio da ootrada, que aiada
mesmo que o Sr. Buarqae tenha conseguido mai-
ia coott, nao tem podido acabar com todos oe
estravios e melgueiras ; segundo, que as necetti-
dadei da agricultura nao sio completamente at- '
tendidas; terceiro, que o prego doo Uansportos
dos possageiros nao guarda a devida rlacio e
proporgao entre o pobre e o rico, nio esta as
coodgdes devidas para que possa aproveitar ao
poro indigente; quarto, fioalmente, qae o su-
perintendente do estrada de ferro, ou teut agen-
tea nio poditm, nem deviam de modo algum
accuta-los, como o fiteram, porque elles nio es-
ta 3 no caso de por qualqoer motivo, ainda que
justo, por qualquer iofraegao, fazer accuiages,
quaodo elles nao tem cumprido ot seus deveres.
E jamis poderao ameagar como ameagam aos
que paseos pela estrada, contra cuja ameca pro-
testo solemnemente peranie esta aasembla e
perante o Brasil inteiro (apoiadoa, maito bem).
O Sr. Lucena : Tudo islo a cooieqaencia
das coodescendenciM do governo geral e pro-
0 Sr. Cuoba e Figueiredo : Nio. Isto nio,
ueste ponto oio acompanbarei ao meu nobre
collega porque estou cerlo de qoe contra ette
facto detcommedidodotioglezet, o governo em-
pregar todas as medidas necusarias 4 lhe pdr
termo, e far4 valer aa leis do paiz, afim de qae
ellet nao cootiouem a mostrar-te iao audazes.
O Sr. Theodoro.da Silva: Alm do quinto
mencionou o ultimo fado que referi, vale um
bello a importante diacarao.
O Sr. Cunha e Figueiredo : Tendo feito-estai
coosideragesasseolo-me pedindo desculpa aoe
nobres depuiados.de ter por Unto tempo oceu-
pado a su attengio. (Muilo bem).
O Sr. Buarque : Sr. presidente, ea serei
breve.
Nio pense a cata que tenho em vista descul-
par aqu ot actos da companhia da estradt de fer-
ro : creio que me firo esta juatiga. (Apoiados.)
A companhia da ealrada de ferro em sus lon-
ga carreira tere sem duvida commetlido aboeo,
e abusos talvez digaos de censura ^apoiados) ; >
companhia se deve inconteslavelmenta imputar
algumas faltas, faltas a meu ver indesculpaveit ;
e seodo anim eu nao poderte per forma alguma
querer tomar sobre mim o encargo da fazer a
sua defeza.- Euas faltas, tenhores, tem sido de
alguma forma cortadat ltimamente : ellas na
eatao exmelas em saa toUlid.de, eu sou o pri-
meiro aconfessa-lo, porque a companhia sempra
encontra meios de se desculpar perante o gover-
no geral; por vezes tenho procurado fizar des-
apparecer de ama a vez todas as irregularida-
des, mas nem sempre tem* sido possivel conse-
guir este fim. J v a casi que se explico al-
guos actos da companhia, te mostr os melho-
ramentos que vamos obtendo, nio excuso os
falls.
Partindo daqai, Sr. presidente, eu passarei a
fazer algumas considerares tende-tes a respon-
der ao discurso que acaba de ser proferido na
cata com aquello patriotismo que bem reconhe-
cido no nobre orador que me preceden.
Sr. presidente, o honrado orador enumerando
os abusos da eslrada de ferro* disse, que o supe-
rintendente da companhia liaba 14:0000 de or-
denado, o tea secretario 6:0001, o teu caixa
6:000}. o aeu advogado 7:000$, etc.......
O Sr. Cunht e Figueiredo :Nis sei ditto, mas
emfim, vi 14.
O Sr. Buarque:.... emfim enumerou o or-
denado de directos empregadoo da estrada de-
farro.
Sr. pretidente, eu sou o primeiro a confee
sar, que ainda tendo em considerado, que >
eatrangeiro no nono ptiz ndeetoito de moio-
res recursos para sua subsieUocis, qae luU
entre nt com grandes difficaldsdes, eu sou
o primeiro a confeisar digo, qae os ordenados da
Iguns tgsntes empregados da companhU sao
exorbitantes. (Apoiados.) Estes agente sio ef-
fectivamente pagos com demasiada geoeroslda-
de: um abuto contra o qual ea Unbo reclama-
do por vezes e acerca do qual o governo UaU da
providenciar. O ordenado do advogado, o orde-
nado do secretario e oatroe, que a meu ver nio
preatam servidos correspondentes a paga qae
recebem ou correspondentes aos recursos da que
dispOea companhia, tio factot que me tenho
expotto terminantemente.
O Sr. Machado Porlella:Apoiedo.
O Sr. Baarque:E eu figo appello para o so-
bre deputado que me acba de honrar com o
aparte para que diga ae quando estere ne admi-
niatngio da provincia, leve oa oio occato de
occopar a sua attengio com eite objecto.
Sr. presidente, eu'nio louvo osibusos;
estimo bstanla que e nobre deputado Uvetse re-
ferido esses fictos ptra que o publico e eala ca-
ta sapponham qae eu qaero deteulpar irregnU-
ridadet commottidoi pela comnaabia do Mirada
de ferro. .
Um empregado publico entre nos, o chefe de
amo repartirlo de primeira ordem nio remu-
nerado com o quantia de 6, 8, iOOOOsJoomo ao
os empregados da adminislrsgio da. 011140 de
loIcCVa
Be roa referir I case o que te tere pateado
-
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cerca desse objeeto, pira qne^pteciu derida-
Mntee meu procedimento; estou ertu-qu
oem de longe lupper que eu tenho soncerrid
pare prattca desses acto* que o neb* deonUdo
quelifici de abasos. (Apolidoi.; "rao
Sr. Lacena :-^Ningm faz asm iojustlg
o nobre depatado. *
tl^^ZV^^' Pr"idei>t9,. a h. late
# da detnmento.de miabas relagS-s pessoaes
?. 5S5.2^i i.*.1"!61^ di4-por ''
i!VwW lrios dos teas empregados.
i n leho.redo diaote de a ^it.P^TT ied0,.r os ",,rtos "fiados dosem-
do daquella estrada, que tanto pesam e
Mfeleim a receits do tratego ; e teaho eiperao-
S*oe consegu -lo.
Sr. presidente, para oas mabs do governo m-
il documentos por mtm assignados, en que
ato alguns dos facios que acabam de ser refe-
^dos pelo nobre rfeputado. e que nos merecen
*Yt*S"0'3S*JV1 digo cora toda a franqueza que
PMaWaf qae a nossa estrada pague de saa
iBcaole receita altos salarios aos seus en-
4oo. qae eootiouem eltes con as remune-
re Iba sao ctualdieote arbitre Jas ; caaa
m. SPP* 1 "Pamela poderao aem diffi-
i atoes a*xinar>-nos n'essas reducas, a propo-
o que tormos dispensando os servfgos de al-
** aflm <* s leoha reatisado.
.Vtea d'isso a companhia prtendeu em vista
reo contrato negar ao goveroo o direito de ie-
wrfiroa arbitragem desies salarios, aob pretexto
que pesando obre elta toda a responsabiliza-
dw.das faltas -que por fentur comnietteasem
onent empregados, nio bra possivel que Bcasse
Bujeit. ao gorerno a etcolht da remuneracao
twtes, nao era qaerent que 'nao podesse ella es-
eolhar os individuos que deviam exarcer esses
cargos de cooflanga, oschifes d estagio, os eo-
giubeiros quem "cabe garantir asegranos pu-
Men etc. ........ .
as, senhores. eite argumento da companhia
te por mim completamante destruido, porque
elle nao poda proceder desde que o governo tem
tton lospeecl immediata- sobre a dirccao do
servigo da estrada.de ferro.
tf* Sr. Diputado :Nits nao estamos de
acord.
#'- *T' B""l0,: ~A e ctfmprehnde qae o
tacto da escolha do empregados de eoolianca nao
Ntoriaa a companhia a. elevar esses ordenados a
urna rorbitaotta tal, como a que efTeclivamente
se nota, a casa aprecia perfeitsmente que enes
tartos derem m-regulados pelas cireumitao-
s do pan pelos recargos de que dispde a
companhia.
Sei e gorerno tem urna gsrbocia neite negocio,
elle tem ama flscalfsagio muito direct., se
K''".i'i' ,Cum Pder Prcindir da fis-
Umco dos- ordenados dados aos empregados
da companhia ? Por entura o agente do gorer-
no abo sori compelete p.ra apreciar Beeessi-
dade dos diversos ramos do servigo da compa-
nhia ? Por certo que sim.
Portanto, Sr. presidente, os relos que oesta
parte toram enumerados pelo nobre deputado.
sao verdaderos, sao reconhecidos, e eu espero
qae oio so esses ordenados sejam reduiidos, co-
mo qae hj* ama reduegao tambera a respeito
no petsoal de empregados.
O oobre deputado disse urna verdade, isto ,
<|e os engenheiros fbeaes do gorerno tem i
conseguido a diminuigao desse abusos; e eu
irai mais longe, eu referirei alguna daquelles
aOusos que tem sido cortados, e de que talvez o
nobre deputado nao teoha conhecimento.
A casi se ha de recordar, que ama grande
qu-estio se debateu aqu a respeito da estrada de
farro, aquella que ae referia ao transporte do
"""tro Protestante em um trem especial p.ara a
?illa do Cabo ; a casa ha de ae lembrar igusl-
. mente que grande luta hourera entre o gorerno
e a companhia por este facto, e alada quando eu
tomei conta da fiscalisacjo da estrada, o trem
qoe cenduzia esse ministro continuou a ciroular
por algum lempo ; alm Ulsso toda a aua des-
posa pesara sobre a receita da estrada, de forma
que, por assim dlzer, o gorerno subsidiara o
uno protestante. Todos os meus esforcos to-
I!^.e55regad08 para cortar Pr emelhante ir-
regaisrtdade, 0 effectiramsnte o consegu.
. (Ha um aparte J
OSr Buarque:Em seguida, Sr. presidente.
iraiei de foterrir o quaoto. estar as minbas
oreas, o quanlo me era possirel, afim de que se
Bzetsem as Jtaaiores reduccoes no que concerne
aot mpregsdbs.
Aproreilando-me da rinda de am Ilustre di-
rector daquella companhia aestacidade, soltci-
tei com instancia que reduzisse o pessoal da com-
panhia, mostrel-lhe todos os prejuizos que pro-
vinham desses excessos, todo desfalque que sof-
rta a receita, e.consegu effectiramente reduzir
grande pirte deise funecionalismo ; mas essa re-
daceso nao foi at o ponto por mim desojado,
nao attingio ludo quaoto o nobre deputado meo-
ciooou nesla cass, e assim aconteceu porque es-
se director nao.tioha a autorisaco necesssria
para cortaP por todos esses ordenados exces-
iros.
E portanto nesta parle confirmo o que disse o
nobre deputado, mas quero que a casa saiba, que
e este desidertum nao foi completamente attin-
*v l ?ao '"' Pr f*lla de esforcos da minha parte,
nio foi por falta de reclamacoes miohas, nao foi
por amencia dos recursos de que poda eu dispor,
mas sim poroutras circunstancias, porque o go-
bern ainda nSo cooseguio tornar effectira as
proridiDcias por mim indicadas. O gorerno re-
presentou companhia contra es^s fados, mas
ella excusou-se dando motivos frivolos para mos-
trar que nao podia ddrxar de arbibrar os orde-
na ios a qae eu me reflris, aos empregados de
ua eonflanca ; e neste ponto eit a ques-
to sem que hooveise urna decisao deflniliva,
mas sem qae teoha sido abandonado pelo gorer-
no e seas agentes.
Respondida esta primeira parte do discurso do
nobre deputado, eu passarei a dizer-lbe qae o
tacto de terem existido na estrada de ferro tra-
balhadores invalides, como elle diz....
O Sr, Cunha e Figueiredo :Eu referi-me ao
principio, quando o nobre deputado ainda nao
ra eogeoheiro fiscal.
O Sr. Buarque :...... trabalhadores que nao
umptiam os seus dereres, que nao se achavam
oas obras, talrez fosse real, mas o que posso af-
firmir.que de meu tempo nada disso existe.
Sr. presidente, o faci o ssgjiiote....
O Sr. Cunha e Figueiredo: Eu remooteime
o principio.
O Sr. Buarque :Mas parece-me que o nobre
epatado bs de permittir que eu responda aquil-
lo-sobre que versaran) as sussioefepaedes. |
Um syitema bavia na estrada de ferro adop-
tado na conservaco da liona, sygtema para mim
uteiramente novo, e qae nao podia dcixar de
acearreter abasos.
Usa individuo qualquerque se quizesie incum-
bir da conservaco de nmaparte da estrada, e
que podtese ter no seu ponto vinte trabalhado-
res, tinha direito a urna graiificacao alm do seu
ealario, todas as vezes porm qae esse numero
nao ae achata complslo elle nao percebls mais
o que o que se Ibe havla eslipulsdo como flxo.
S6pala adaiyse de semelhsote systema, a essa
pode'comprehender os busos que dahi poderiam '
previr ; pqr tsso creio qae o que dix o nobre de-
pulado verdade, que haviam trabalhadores in-
vlidos, e outros que nio cumpriam com os seus
devore* ; e lato ae depreheode fcilmente por-
que o eocarregsdo do ponto tinha todo o inte-
resen em apresentar o numero completo que Ihe
davs direito a perceber a sua gratiucac.au. Fu-
a quera acabou com este abuso, por me parecer
o systema absurdo ; e um dos primeiros actos de
miaba flscalisscio foi recommeodar a eonserva-
ao da estrada por pequeas emprettadss, sem
atsbelecer por forma aigama aquella obrigacSo
-de reunir a, determinado numero de irnbalha-
dore,que boje 080 existe.
OccupsBdo-me do mais qae diste o oobre de-
satado, declaro qae todas as rasa censuras ca-
.tusa pela tasignlcancia dos pontos sobre q.ie ver-
ara, pita toeucUdSo dos meamos tactos que
referi.
Tr,,0"- nobfo dopatado do transporte das
BKtiMdM ; sea que os gneros talo eram
SZ!!?* *m ""'ridade ooeassaria, que
>sWMfott- sua entrega, na estacao por dous
o tres das e que durante Uvne, oa mesmo
oe esue.0 do esto, o .Hu ,,, w o0cado,
brarwo.olo., te.
Sa. preeideita, acarea da demora na estacan
objsrt* e^eetma, opois o qf*>a^snsji^ I
< AKMD1 f sUR'*M JfJlSC DE tut.
-'- -----------' -----------
A esta;io;das Clncopontss nlo tmas scrom-
modsooes oeceusriaa psra comportar masaos
metida de amor que j transportado das tres
seccoas abertas a transito publico. A estacao
dss Cinco-ponlas, sendo ama obra provisoria, nio
tem ainda.aa dependeaclas necesssrias a todo o
serrigo da via farrea, aconteceado que nos das
em que.o traasporte dos gneros csnsideravel,
quando pala estrada da ferro ae ferro se transpor-
ta m 2,000 o 3.000 saceos de sssacar, na> hi lu-
gar para este genero, e ento 6 forcoso deixs-lo
flesr nos carroa, nio porque nao baja zelo bastan-
te da parte dos empregados para deacarrega lo,
mas aim pela falta de srmazem suficiente para o
eu recabimento.
Ums Voz:De quem a colpa T
O Sr. Buarque : Essa estagio obra proviso-
ria ; eu recoabeco a falla desse Irmssem, mas
cenreaso que teobosido o primeiro a obstar a sua
cooslruccio. Essa estacao tem de ser mais tar-
de mudada para o centro da eidade. a linha tem
de ser prolongada, aegundo eotendem alguns,
para o ces do Ramos, o que tem sido seolbido,
quer pela companhia, quer pelo publico, e este
pensamento ma parece mesmo que derer ter
urna prxima execucio. *
O Sr. Bario de Mnribeca : At mesmo por
que isso importar um augmento de subvencio.
O Sr. Buarque :Sendo assim perguoto eu, nao
ser ievonveniente, nao ser anii-economico,
construir desde ji o armazem na estacao das Cio-
co-pootaa ?
Um Sr. Deputado-: Conforme for o armazem.
O Sr. Buarque: Um armazem para receber
mu e tantos a 2,080 ssccos de asiucar, nio pode
deixar de ser muito dispendioso na sua construc-
?ao.
(IIi um aparta.)
O Sr. Buarque :Convir fazer despezas avul-
tada boje com um armazem, para que amaohaa
transferiudo-ae a estadio para o ces do Ramos.
tenha elle de ttcar ioutilisado, lenhs mesmo de
ser demolido?
O Sr. Spuzs Reisw Isso nao tem lagsr, mas
tambera a falta de armaieaj nio justifica.
O Sr. Biarque :Eu sigo as ordena do gorer-
no; represente! contra esses incoovenieotes.le
aquello compete apreciar as miohas obserrs-
(oem,
Qusnto s avsrias qae se tem dado, ainda raras
zezes, na estrada de ferro, oio facto psra se
estranhar; isto acontece em todas as lionas ae-
melhsotes, e nio se pode fazer por Isso ama cen-
sura. O chefe da estacao est alli desde as 6 ho-
ras da machia atfi, 7 e 8 da noite....
Um Sr. Deputado :Nao sai se o deleito da
estagi oa do transporte, e um facto que se
tem dado.
O Sr. Buarque :E' am facto que se tem dado
mai raras vezes; era eempre'o transporte tal
que se nio possa deacarregar immediatamenla
todos os carros do trem, um facto iaolado, urna
ou outra vezpoder isto occorrer, mas ainda assim
nao se pode dizer que haja falla de enmprimen-
to de deveres dos empregados da estacao.
Palo que diz respeito aos eslravios, ou perda
de ssccos, eu direi que antigameot* oa saceos,
que sao transportados gratuitamente como todoa
os ovolucros dos gneros conduzidos naa nossos
tren, nio eram entregues com a regularidade
necessaria aos seos destinatarios ; mas.depois de
algumas reclamcdes, urna das quaes pariio de
um amigo do nobre deputado, que mora na Es-
tado.
O Sr. Cunha e Figueiredo: En nio fallli
nisso.
O Sr. Buarque:Pois bem, mas eu quero ex-
plicar essa falta, porque foi igualmente impu-
lAuft.
Depois disso, digo, msndei regular esse trans-
porte como outra qualquer mercadoria, e nio
tendo recebido mais reclamacao alguma, relo
poder afflrmar que ha nelle regularidade. V.
Exc. comprehende que pelo qae diz respeito a
saceos vasios, j que me obrigam descer se-
melhantes minuciosidades, eu so posso saber se
ha faltas, quando se me faz urna reclamacao, por
isso nao aei se o nobre deputado tem razio para
fazer urna censura destaordem.
Com relagao so transporte, a m collocagio
dos volumes das mercadorias, eu direi o seguin-
te: tambem real que factoa desss ordem se
dorara algumas vezes ; o agente da estagio nao
collocava as mercadorias de maneira qu aio se
desse um oa outro prejuizo, sobretudo no asta-,
car, mas logo qae eaies factos chegiram ao meu
conhecimento, eu reclam contra ellos, e,os in
dividuos que llveram esse* prejuios, e exigtram
iademnisag&o, foram immediatameote sallsfeitos.
O aasucar, Sr. presidente, molha-se algumas
vezes na propria estagio, urna verdade ; na:
grandes encborradas dos annos passados, por
exemplo, nao bsvendo oas estages as commodi-
dades necesssrias para os gneros, scooteceu,
que, ficando elles expostos em urna plataforma
que apenas lera urna coberta. fosss molhado. .
Has, pergunto eu, ser isso ama falta pela
qual ae deva aecusar to acremente a estrada de
ferro? E' um caso de fprga maior, por isso que,
eu jdemonstrei a casa'que nao existem oa esta-
gao central os armazensapropriados psra sccom-
modagao dos gneros, e collocs-se multas vezes
o sssuear oas plataformas ; mas os donos desses
gneros sao immediatamenle indemnisados, e se
alguem nio o tem sido por,que nio tem feito
reclamigoes. Eu onvi ha pouco Da casa o Sr.
primeiro secretario declarar, que am acto desses
se tioha dado com sua mercadoria, e que recla-
mando elle urna indemnlsagio tioha aido aatisfei-
to completamente. Nenhum facto destaordem
ainda cHegou ao meu conhecimento que nao fos-
so immediatamento atleadido, alm de que sao
elles muito raros.
OSr. Cunha e Figueiredo :Por conta de quem
c a indemnisagao ?
Outro Sr. Deputado :Por eouta da receila da
estrada.
O Sr. Cunha e Figuliredo:Logo ha preiuizo
para a provincia. .
O Sr. Buarque:Mas en j confessei que o fac-
to se tem dado por circunstancias de torga maior,
e que nao sao lio frequentes, como se quer fazer
crer.
Um Sr. Deputado :Pois isso caso de Totgs
mator ?
O Sr. Buarque :Eu nao declsrei so no'bre de-
putado que quando os armazens provisorios es-
lavam completamente cheioa se collocavam os
saceos oas plataformas mal amparados, e que s
grandes enchorrddas molhavsm ama psrtedelles?
Um Sr. Depulados :Nio ha encerados?
OSr. Buarque :Apezar dos encerados mo-
Iba-se.
O Sr. Alvaro :Eu os tenho visto expostos ao
ar sem coberla nenhuma.
OSr. Buarque :Durante odia nio ha neees-
sidadede cobrir-se o genero que est em com-
pleto trafico oa estago.
Eu nao contesto, ssnhores, que algumas fallas
desia natureza tem havidono srvigo ; nem era
possivel que tiveesemos nm Irafego com tsota
regularidade que s nao desse um oa outro ds-
ses factos apontados na essa, factos qae se dso
naa melhores estrsdasjle ferro, oque aio pela
maior parle ioevitaveis ; eae mesmo comparar-
moa os prejuijos que se dio na nossa estrada, com
os que ha em relagao as estradas da Enrops....
(Trocsm-se apartes).
OSr. Bjarque :u oobre deputado leis as es-
talisticas das varia! das estradas de ferro e ha de
*er que a verba iodemnisages consideravel, e-
norme.
R !r'.Jene,on :Muitoaobjeetos se perdem.
U 8r. Catanbo :Mas quanlo a insuffictencia de
armazens para collocar os gneros, a compsnhla
nio tem lustificacio.
O Sr. Buarque : A compsohis pode fazer o
armazem ; mas, perguoto, a estagio oa nio'
provisoria? ; a sa ella edlfiesr am armazem
na actual loeaHdade, Sea desobrigsda de cons-
lru'r am lro na nova estagio, qae tem de ser
edificada mais tarde. Eie-aqui o grande inconve-
niente ; trata te da conatruegio de ama nova es-
tagio, e ttito o armazem, qae alias dore ter
grandes proporges na estagio das Ctnco-Pontss,
a companhia julgar-te-ba desobrigsda de cons-
truir outro os mesma eattgio. V eeta a tasio
porqao se nootem feito este armazem, e outra
obras que sio mesmo lodispensaveis na estagio
terminal, come um deposito para oarvao, e outro
para canos, bombss, etc.
O nobre deputsdo fallo mais sobre faltados,
portdes, etc.
(Ha um aparte.)
Senbores, eu sou amigo.do Sr. eoronet Barros,
devo-lhe at finesas, e, por tanto, nio ae poder
suppor qae queira eu exeusar a companhia pira
censars-lo ; mas nie posso prescindir de expli-
car os Tactos e as providencias que de minha par-
tida temo mo-| adas.
=
O Sr. Cuoba e Figoeiredo d um aparte qno
Me ouvimos. *
O Sr. Buarque : Tudo lato est prerenlao
palo regulsroento fiscal.
Sr. presidente, a companhia tem feito esses
vallados de defesa de que sa oceupou o nobre de-
putado, nao tem ettabsleci,do os portdes de qae
tambem fallou o honrado membre, porque elta
os quer substituir e os tem efectivamente sbsti-
tuido em muitoi pon los por nutras obras por mim
eligidas. O regulamenlo fiscal exige porte naa
passageni da liaba oa cruzamentos, aendo qae
determina ainda qae sejam pstalos guardas
oasJueHes que perteocem s estradas publicas ;
nos qae alo, porm, printivos dos proprietsrios,
devem .estes msntd-los fechados com cadeados
ou correntes, podeoeojapenat abri-los para o seu
servigo particular. Eotretanlo, o numero dessat
paatageos era toda a exteesao ds lioha deva aer
conalderavel, porque ha aenhorea de eogenhos
que team am suas terrss tres, quatro e cinco ca-
minbos para o sea servig particular, e pelo me-
nos exigem duas e.tret paatageos. Compreheo-
de-se bem que, se fosse a companhia collocar
portoas em todss as passageos publicas, e nm
guarda remunerado paralmpedir o transito da li-
ona, esss despeza teria de ereacer conslderavel-
meate; alm disso o ineonveniente que resulls
para o servigo do slsbeleeimento' deesas paisa-
gaos e dss particulares era motivo baslsnte psra
procurar evita-las ou toana-las menos dispen-
diosas.
Atteodendo esta considerado, eu recorr
ana outro mel, que preeneheodo o mesmo 3m,
oio accarretara despezss to avultsdas em pre-
juizo dos cofres pblicos, por isso que essss ds-
pezas terism de sabir da receits da estrada. Eu
acooselhei os chamados guarda-gados, que sio
vallados transversadtj e perpendiculares s estra-
das em tedos os cruzamentos, o que preenchem
perftitamente o seu fim. .
Estes varados guarda-gados, tem por flm im-
pedir que os aolmaea possam invadir a estrada,
porqusot) encontram um obstsealo, que Ihes,
veda completamente a circuiago ao loogo da
linha, e por esta ffma fleam dispensados os
portas. Esta mioha idea'foi approvada pelo
governo, e os guarda-gados estio sendo coos
trados de preferencia que os portdes se tornavam
muito diapendiosos.
O Sr. Cunha e Figueiredo :Como se pie
exigir que os'propretartos nio osera dos seus
terrenos do lado opposto da estrada ?
O Sr. Buarque: Sr. presidente, ha-urna
quena geral eerca das passagens construidas
para aso das propriedades; nenhum propietario
ou bem poneos se julgira sallsfeitos com aquel-
lis que lhes foram dados pela compabia, al.a, ae-
nhorea, vis comprehendeis perfeitsmente,* qu
quanto maior o numero das passagens, maibres
serio as probabilidades de accidentes, msior res-
peesabllidad exista par s macriinistas que con-
duzem as locomotivas.
(Ha um aparte).
OSr. Buarque :Quanlo msior o numero de'
cruzamentos, mais est sujaita a locomotiva
de"ncarrilhar-ae, a esmigar um animal, etc. etc.
J v portanto a cass, que una qelstio mni
lo melindrosa ; e sompsala, aenhores, nio ti-
oha interesse algum em recusar pvssagem aos
PrP"8tsrios, pelo contrsrfj desejaria salisfazer
a todos esses pedidos. Mas pergunto, nao dever
essa companhia evitar o maior numero dos peri-
gps? Nao de veri diminuir esias pasogens tan-
to quanto possivel fflr para que as probabilidades
dos sinistros sejam menores ? E possivel, ae-
nhores, que a companhia estabelegs, por exem-
plo, n'um engenho 5 e 6 passagens, smente por-
que o proprietario. o exige ? A companhia con-'
cede aquelle cruzamento quejulga indlspensa-
veis so-servigo de propriedade.
Com relagio Firmeza exista mais de omapas-
ssgem, existem duas, e eu mesmo premitti ao
proprielario cooceder-lhe urna trceira se por
acaso se construisse all ama ponte sobre o rio
ipojuca ; essa ponte foi effectivameoia.coostru'da,.
e eu tenho de dar cumplimento a minha promoa-
sa, porque alem deservir para o trafico do en-
genho, acressa que tambem de utilidadevpu-
blica porque facilita o transito aquelles que se
dirignem a villa-da Etcada, evitando assim *s
bolsas era que ordinariamente sao transportades
para a margem oppoatado rio.
?t^ por ser de madeira de curta o ne-
ihums duragio, nio podra semell.ante obrs ler
i.7-r!f?*;er-auraoto- O estrado dests 'ponte
V "V1*" mal preprsdas esli complela-
*nii ,ruln*do, accresceodo que ha crea de
pslmos emsberlo. Nenhum transito existe
portinto oeste ponto ; e qusodo um estrado com-
pleto e em melhores conligoes fosse all collo-
Wdo, tmpossivel era transitar por mullo tempo
aooTe aquella ponte sem risco da seguranga pa-
Blica. Tudo o mais quanto npderia a commissio
otzer acerca desta obra nio daria urna idea exsc-
ia ue seu meo estado de eonstrucco e cooser-
rsgio. | r
A pente do engenho Ilheta, sobre .o rio do
e8mo"0"e-MBitio Coqueiro. da urna xten-
sao aeau palmos, foi reconstruida ltimamente,
tendo aido destruida, pode-sa dizer em sos tola-
idade, peuco depois de acabada pelo arrematan-
le, e em coosequeocra da correle das aguas.
Iteleva notar que a poni actual foi construida
peto proprietario daquelle engepho e de ex-
eiientes madeiras, que eltabelecem um com-
pleto contraste com asdemais obras.
Da antigipoBterostam apenas vestigios, o que
es crer commissio, e lhe foi confirmado pelas
tnlormagoes que colheu, que era ella construida
das parares madeiras ds visinhaoga. e que ne-
danteV g,-,,D,,a 0lIrcia aeguraoga dos vien-
uanto aos boeiros e pontilhdes ds estrada,
-^ n,i',eU o todos construidos de
?""}" Puc" <>u neahuma durgao. Aso-
oras oesta natureza, existentes ao longo da es-
.Wa''.M acha.m em ealad0 de olidas, pela
maior part ; ealgumt que existe regularmente
coossemda devida a solicitude e- esforcos dos
propnetarios, que a tem reconstruido.
Acerca de todas n obras a'erle declara a com-
missao, em conclusa,), que se achara ellas em
pesslmo estsdo, e nio pradera offetecer ssguran-
ca aigama ao transito.
1=
r
Coasecragio. '
O astado actual da estrada faz ver i commissio
que nenhuma sooservagio se Um ella eetsbeleci-
do. tm muiios|ponios se davida da existencia de
semelbaoie eatrada, tal o abandono em que es-
taoiolas as euaa obras, vendo-se apenas um
tnlho como vestigio de tudo quaoto sa pretende
naver fuito com aquelle nome.
Conclusao.
A L>oia)is3io conclue :
Io. Qae a estrada deTimandar Proprieda-
de, pelo estado deploravel em que se scha, e em
que sempre este ve, segundo informagdes oblidas
oa localidade, nio podia ter sido recebido as
coadigdss que estibelece o art. 3. do contrato ce-
lebrado entre o seu empreiteiro eo governo des-
ta provincia,
'*l Pen ex=usao dada o contrato polo em-
preiteiro Henrique Augusto Milettot completa-
mente lesiva aos interesaos da provincia, e que
soo.desejo de favorece-lo poderia e delermimr
um procedimento loo irregular digno de cen-
sura da pane daquelles que concorreram par
urna semelhante extorsio da fa'zenda provincial
e taita em favor do referido empreiteiro Milet.
Tamandar, 9 dejuoho de 1862.
Mmoel Netio Ciroero de Souza Bindeira
Eedro Alfonso.
Requarimeoio apresentsdo na ditcusiio do pare
car da commissio nomeada para examinar o
eslado das obras da estrada de Tamandar.
Requeiro quu saja remetttda urna copia deste
relstorioae Ezm. presidenta da provincia para
que providenciando no sentido de serem corta-
dos quaesquer abusos evilaodo-se taes prejuizos
aos cofres pblicos, mande fazer effective a res-
poosablidrde contra quem de direito lor e liver
coocorriJo para taes abuso}.
Jos Aolonio Lopes.Cstaoho.-Manoel Nelto.
Lajeada ao parecer da commistio nomeiada para
examinar* estado das obras da estrada pro-
visoria de Tamandar.
Requeiro o adiamanto da discusso dorequeri-
mento at quevenha a essa o relatorio da com-
mitso nomeada pelo govtrno para-examinar'a
nstrada de Tamandar.Pereira de Lacear.
Portaato ea sebo que nesla parte o meu amiga
o Sr. coronel Barros nao tem muita. razio. Nao
dunda que duruoto a miaba' ausencia algum
cootrariedade (ella tenha lido, mas estou certo
que se elle reclamar, ser imediatamente alteo-
odo naqulo em que liver razio.
Quanto a rapresentagio de qe fallou o nobre
deputado, ea son de slguraa forma extranho a
>io. O que sel que am offlcio foi dirigido a
meu ajudanle, que hoje interinamente exerceu
meu lugar-, acerca do facto de se arrastar madei-
ra pela vis-terrea, alravesssr-se a linha em to.-
dosos pontos etc. pediado se que ette documen-
to fosss enviado ao presidente da provioci. J
* portento o oobre deputado que o engenheiro
Bacal nao podia deixar de salisfazer a essa exi-
gencia, cumprio o seu dever; ignoro porom com-
pletamente oi resoltado que isso teve. Creio ter
dado as explicages que me pareceram necess'a-
rias.e deixa o de continuar por achar-se a hora j
bstente adiantada.
Tendo dado a hora, flea adiscussio adiada.
O Sr. presidente desigao a ordem do dia e le-
vanta u sessio.
Relatorio da commisto nomeada para examinar
. as obras da estrada de Tamandar.
A commissio nomeada psra examinar o esta-
do das obras da estrada provisoria de Tamandar
Propriedade, tendo procedido aos estados in-
disptasaveis parsqae cerc dellas formasse am
juito, vera offerecera considenggo desta assem-
bla o resultado de seus trabslhos.
A estrsla de Tamandar partindo do litoral ni**
proximidades da fortaleza do mesmo nome, com-
prehende ama extensio de crea de duas leguas
rt o povoado Propriedade, designado para sea
termo.
Construida ha alguns raezes foi aquella estrada
entregue ao governo ea meio do anoo findo ten-
do sido recebida segundo er s commissio, de-
pois dos exames e experiencias que a arte recom-
mande. Sendo assim, passa a commissio des-
crever o estado'das obras que examioon, afim de
que esta asserabls julgue da maneira porqua fo-
ram estas executadas do procedimento dos
agentes do governo qae promoveranTo seu rece-
bimento.
Trago da estrada
Nio obstante o carcter provisorio da obra
construida.nao sa pode descoohecer, se attender-
mos ao flm que ella* destinada, que o trago
da estrada de Tamanar Propriedade nao foi
scontelhado pelos preeeitos que recommenla a
arte, nem se proeuros por forma alguma melho-
rar as condigdes do antigo transito.
E' assim que a lioha ds estrada bea longe de
evitar os grandes desvos, as fortes curras e ram-
pas, atrevessou terrenos de difflcil accesso, con-
servsodo-se na sai constraegio obstscalos qu*
hoje imposibilitara por assim dizer o transito re-
gular da carroso animaes) preferindo os vian-
dantes, em muitos pontos, os velos e tortuosos
camnhos nova estrada construida. Esses in-
convenientes echndose originariamente no
terreno natural, nio foram evitados, e em regra
e pode dizer qae um a obstculo nio se pro-
curou remover todas as vezes que para este flm
se rszia mister am trsbalho d'arte que acarre-
tssse maior dispendio.
Movlmentos de trras.
Aterro* e esesragoes.Poneos foram oa ator-
ros feitos, ssndo que apenas poderia indicar a
commissio dous que se achara com alguma re-
gulsridsde, accresceodo que um delles reduz
consideravelmente a largura da estrada. Ne-
nhuma escavsgio importante existe com o flm
de melhorar a declirtdsde da estrada ; apenas se
nzeram insignificantes corteaba ancosta de col-
linas pouco elevadas.
A innundsgio freqaente que est sujeits a
estrada em varios pontos de sua extensio e par-
ticularmente no sitio denominado Furtada, mos-
tra a negligencia ha vida na sus construegio, nio
se/levando os pontos que'durante a estagio In-
vernosa se tomara completamente intraasita-
veis.
Obras d'arte.
Pontes, pontilhoes. boeiros,. ele. As obras
d arte da estrada sio todas construid** de ma-
deira. As pontes existentes sio ama sobre o rio
Mimncabiaha, e outra sobra o Ilhota.
A primeira deitas obras de ama extensio. da
aerea de duzentos palmos est completamente
totrsnsitsvei. tJoirsrfrala sobr cavlletes mal
conocidos, cuja estacada nenbuma cooststsocia
eaerece, j per oio sa actus Oacada coaveaien-
REVISTA 0IARU.
sio de tabbado da assembls provincial,
tssio,. nomeada para examioar o estado
j; de Timau lar leu ca9a o seu rela-
mo urna exposigio departida daquelle
concluiodo que a execugo da obra fra
qae na poderia ter >i lo recebida na*
condigobs do rspectlvo contrato. E' assigoado
trnente por dous de seus membros.
Em seguida mandado um requerimento astia-
nado por varios senhores depotados no sentido
de ser remeuida urna copia do referido parecer a
presidencia, para que a vista de suas enunciagoes
seja respeosabilisado quem de direito o deva
ser.
Sendo apoiado, oSr. Souza Reis pede a pila-
vra pela ordem afim de observar, que o requeri-
mento oio devera ser disentido sem impresso
de relatorio, visto o mesmo ligar-se a este.
O Sr. presdeme nao admilte este alvitre, eSr.
Drummood desiste da palavra obtida, porquu
sendo desistente do pensar dos demsis membros
da commissio, nio lhe era licita nesse entejo
oceupar-st das razoes de sua dissidencia, como
\ho declarara oseuhor presidente, por extranho
materia da discusso.
O Sr. Luceoa manda a mesa um requerimento
de ediamenio at que coohega a casa o parecer
que tinha de emillir a commissio desigoada pelo
governo da provincia para igual exame ; e sendo
apoiado, o Sr. Nello toma a, palavra, e faz con-
deragoes em contrario a esse adi&meoto; o Sr.
Lucena sustenta o seu requerimento, responden
do ao orador que o preceder.
O Sr. Drummond lomando em seguida a pala-
na, faz um historiado do estado da estrada desde
o respectivo contrato, a-que arge de lesivo, at
a sua aevuelidade, concluiodo-pela damnificagao
em que se ella scha, pela inulilidade della mes-
mo, e Analmente pela responsabilizado de quem
a rtuebeu, e nao do empreiteiro que foi julgado
desonerado pelo recebimanto.
E' a materia adiada, fieando com a palavra
o Sr. NeMo.
Continua a discussio adiada do orgarilenlo
provincial, orando o Sr. bario de Muribeca em
defeza .do projecto de orgamento, argido ni
sessio precedente ptlo Sr. Fenelon". "
W encerrada adiscussio, eapprovado o artigo,
sendo as emendas a elle aprsentelas, urnas
approvadas e outras regeiladas.
Entra em discussio o art 37 sobre o qual
manda o Sr. Fenelon um substitutivo no sentido
de ser o expediente das reparliges feilo por
arrematjgao, sendo todos os pedidos dirigidos
s tbesouraria provincial pelas reparligdas respec-
tivas; e outro consignando o quantum para esse
expediente.
O Sr. bario de Muribeca impugna esses subs-
titutivos, e o Sr. Fenelon justificanlo-os, indica
o meio pratico dejrealisar as mesmas. *
Encerrada a discussio, vitado o substitutivo
do Sr. Fenelon, e regeitado o art..37, seudo em-
palado o outro quaoto a secretaria do governo,
e approvado quanto a theieuraria a consulado
provincial. I .
Segue-se a votagio adiada dos expedientes de
outrss repartigdes, aendoNodos os artigos appro-
vsdos conforme o projecto oe orgameato.
E'approrido o art. 38, e ab seguate offere-
cido am substitutivo suspendendo a actual tabella
de diatribulgae das porcenlageos do consulado, o
qual votado bem como o art. 40 e ultimo do
orgameoto.
E' votado per ultimo um artigo offerecido pelo
Sr. Cintra pedindq que ae cobrem impostes de
um municipio por agentas de outros.
A ordem,do dia de hoje compe-se das mate-
rias j dadas.
Bemettem a aeguinte noticia,* aobre que
deve apparecer alguma providencia : .
c Pede-se a autqridad a. quem competir urna
previdencia, que tenha por Um cooler o iocom-
moda e pernicioso*fastejo com que brinda a seus
visinhos umcsrplM' que mora na-estrada do
Rosarinho, o qual, asseslaodo uma pega ou bi-
camarle de grotso calibre, lva'a dar strondosos
tiros amas poacas de noites- sotes e depois dos
Santos que S9 festejam' no presente mes, isto sem
attender aos raclimos da vialohanga, onde de
mais a mais existem crisngss reom-nascidas, e
sobre o que, consta at qu j'fra admoestado
pele inspector, do lugar, sera que aada se lenhs
movido o incirngivel homem. >
N i dia | do correnta a no-.te deu-ae o se-
guate tacto na eidade Oe Olinda, eude a poiicia
Kruce Uorrait o smbo da Indifferenes t cinco
Jiviauos entraraos na taberna de uffi vetdalhSo
por nome Brato, sita ffo Varsdouro, pela, parte
de delrat, aa Uboa da qual conseg,uiram erran -
car; e dlrlgindo-ee certeiros ao leito, onde ra-
pousava o infeliz, embebaram-lhe um punhal ao
lado direito do pello, e o deixtram por morro ;
em seguida roabaram a quantta da 2:300} ra.
em ouro e prata, que o mesmo poMuts, eevadi-
ram-se. Corre que os roubadores vleram de
lugar deoominadoCampo-grande,j celebre
por varfos acontecmentos syoitiros. O paciente
se aeha em estsdo de perigo, que foi mortal o
ferimeoto.
Cnm o tino e zelo policial que e deslio-
guem, acaba o Sr. Dr. Corre, da Silva, delegado
do piimeiro'districto do Recife, de conseguir a
captura dn erioulo Malaqaias, esersvo do S
Augusto Pinto de Lemos, qae no dia 31 do pas-
ssdo ferira gravemente com um tiro de pistola
Luiz de Franca Panlaleio, e que podera evitar
as deligenclss polieiaes. bomisiando-sn em ierras
do engeaho Giqui, d'oode foi lirado no dia 13
do correte pelo dito Sr. Dr. Silva. A* deligen-
cis asslstio o Sr. capilio Borges Leal com uma
forga de polica,
Ni verdade essa uma daa menores deligeo-
cias que realissi o Sr. J)r."delegado, por quanto o
criminoso pareca-zombar dos passos qae diva a
polica, escamoteando se sempre que ella se
approximava.
Damos, 'pois, nossos verdadeiros psrabens
esse senhor pela realisagio da priso desse
criminoso.
Pede-nos a*publieagio do seguate :
Parece-me que Vmc. sabe que o governo
raandoa_parar com as obras que se faziam oa
repartigio publica; entrando por cooseguinte
oeste numero a conservado das estradas ; sem
se attender que as qusntias tiradas do pobre
povo diariamente as barreiras sio exclusiva-
mente aplicadas para taes servigos e oio para
outro como tal vez eeUja fazeud'o a reparlicio
competente.
n A estrada do Chora-menino at o Mangui-
nho, acha-se em tal eslado que s passa ne'la
gente sp descaigo, os regos de banda acbsm-se
lio intupidos e levantados de grandes mitos,
que talrez o pescador all posas pescando colher
alguns penes, de forma que no dia que mais
chove, alravessam aa aguas de um lado a outro,
e tica um grande lango da estrada intraasilavel,
acrescendo mais que, da ra Real do Maoguioho
at a Poote do Uchdi s se encontra lama, mos-
quitos, aguas represadas, e muito mato ; nio
esquecendo anda na passsgem do muro da
viuva do Herculano o grande lamagal que alli
existe perto da birreira qae ainguem atraressa
calgado; e isto a'despeito de ama ordem da
presidencia que a mais de 2 atetes maudou a
cmara para mandar alli fazer um atierro, cujo
trabalbo a fazer-se, oio passar de um di, visto
oio ter de exiengio o dito lameiro mais que 3
4 bragas
Hontem leve lugar no-sali de honra do
palacio da presiieocia, a ceremopia da dtstribui-
gao dos premios s pessss expositoras na nossa
1* exposigio provincial, em novembro ultimo,
aoleninidide que veio estimular as artes e as in-
dustriase impellir os nossos artistas e agrien lores
a esforgarem-se pelo engrandecimeelo e prospe-
ridades do paiz que oa vio nascer, oa que os ac -
lhe com amizade*.
Na verdade foi uma bella fssts, que assisti-
ram os Exras. Sra. presidente ds provincia, vis-
conde de Suassuna presidente e os membros da
commissio directora da exposigio, o Sr. Dr. che-
fe de polica, offi;ialidade de lioha e guarda na-
cional, algumas senhores e crescido numero de
pessas gradas da capital.
Ao meio dia em ponto dea comego o acto o
hymno nacional tocado por duas bandas de m-
sica, sbrindo o Exd. Sr. presidente da proviocii
a sessio pelo aeguinte discurso :
a Nada ha mais justo, senhores, do que conce-
der a recompensa devida ao trabalho, ao esforgo,
ao mrito, qualquer que sejs o fim legitimo que
for applicado o irabalho, em que se manifestar o
esforgo, era que sobresabir o mrito.
E nao ha fim mais proveitoso e mais nobre -|
que possa dedicar-se a aclividade humana do
que o aperfeigoamentodos producios da industria,
em qualquer dos seus ramos.
As lulas pacificas travadas no empenho de
melhorar a produego,trazem um tempo o de-
senvolvimeoio ds fortuna particular e o cresci-.
ment da riqueza publica, sem que sejam segui-
das do triste cortejo que accompanha as "lutas
saDgreoiaa dos campos de balalha.
' pur isso, senhores,qua as ntges mais po-
derosas e adiantadas, se nao se descuidara dos
meios de toroar cada vez mais formidaveis seus
exercitos a esquadras, tambem promovem com
igual afn a construegio desses palacios colnssaes
destinados a fornecer ao exame, ao esludo, con-
templagao de todos, os productos naturaes e in-
dustnaes das diversas regies do globo.'
Da comparagio esclarecida desses diferentes
productos colbem-se considerareis beneficios.
n Promovendo urda nobre emulago, cada in-
leressado procura imitar, seoio exceder, o que vio
de mais perfelto para a satisfacio de necessidades
vanavels.
c E os seus grandiosos resultados "sio aprecia-
dos por quanto comparara a actual exposigio de
Londres com a# que leve lugar dez annos antes
nessa moderna Babylonia.
- Nem se torm necessario, senbores, demorar-
mena demonstrago nio contestada da utilidade
e importancia das exposi;5es ioduslriaes.
A idea de sua creigio urna das glorias do
sculo emque vivemos, e do principe illustra que
tao cedo para a Graa-Bretauha, se recolheu
mansao eterna.
A* essa idea nio podamos deix
A commissio incumbida de organissr a ex-
posigio desta prqvincia, e ontras adjicentes, con-
gratula-s com os expositores, que Ibe confiaran
seus productos palo grande numero da premios,
que o jury central da corte lhes oulhorgou.
c A jusliga para ausentes, que nao a solicitara,
raras vezes se ostenta to recta, quaoto o jury
central o mostrou para com os nossos exposito-
res, e por isio mesmo que foi espontanea, isenla
ile seducgas, livre dss Insinsagoes do altelo, oa
Ma malevolencia, honra ao mesmo tempo o iury
e aos premiados.
Entre os joizes e os julgalos, totalmente in-
cgnitos uns aos outros. s houve'o nexo do me-
rec ment, da consciencis e da jusliga ; esta pu-
reza do jutgtmento torna mais gloriosas as dis-
tlncges conctdidss aos nossos expositores.
c Ettebom precedente deva animar os nossos
concidadaot a contribuir para as'futuras exposi-
goes, e-despertar entre os nossos artistas o deso-
jo de ostentar as nosaveis aptidss, com que a
natureza tao liberilmeote os dolou, e tambem os
progressos do genio artstico, que muitos patea-
tearam aisla primeira exposigio.
Se. em uma exposigio precipitadamente or-
gaoisada oni mu poacas sananas, sem qua os ar-
tistas tireasem o.lempo absolutamente iddiapao-
avel para dar 4 sena srtefactas a possivel par-
fucae, jury ceutral em sua absoluta iadepeo-
deocu, os movido pelo seoti mente da eqnida-
e concedeu aos nossos expositores quinze pre-
mios e oilo monges honro**!, que nao devemos
Os esperar para as vlndouras exposigss ?
EstUrgamante aberto o estadio para a Io-
tas artstica, aa latas do tlenlo e do trsbalho
uoicis, fela, i jumiaidade. : as,(Oletas da indus-
tria hie de exercitir as san forgw, e o mais hn-
milde operario contnuir a sihir coroado cosa
as gloriosas e iooffeosivs honras do trabarbo.
c Tem esta commissio a grata cottvfcgio dn
haver auxiliado quaoto em si coube e integro er
illustrado administrador da provincia para reii- .
ar dignamente esta primeira expotigio. Grito
lhe tambem poder hoja felicitar aos exposito-
res premiados, que se achara presentes, e pista
a chama los na ordem em que vieran) designa-
dos pelo jury central.'
< Afialhas de prata.
Arsenal de guerra.
< Nos productos industriaos da nossa exposigio?
levou a palma incoolestavelmente o srsenal do
guerra. Quem ha ah que nao admiraste a.pis-
tola que pode dar vinte tiros'em precisir de car-
ga nova ; o modelo da pega de revolver com to-
dos os teus prtencs feito por um joven do faT
annos. o Sr. Tertuliano Euttaquio de Gusolo.
e o sioete de laiio feito m relevo com as irrua
imperiaes pelo menor Capitulino de Jess Pen-
aos, de idade de 12 annos ? Esta corara!***
ponderou no sea relatorio commissio centrat
que multo cooviria ampliar os meiot de desen-
volvimeoto ao genio artstico de meninos de tio>
tenra idade, e copfla que algum peso devem me-
recer as suas coosideragdes.
a Recebam,pois,elles eseo digno director, com
a medslhf, que lhes oulhorgou o jury centrat. on
sinceros parabeos desta commissio.
c Associagio dos artistas sleiros.
< Os artistas seleiros teem aperfeigoadn pro-
gressivamente as saas obras de tal'modo que es-
ta industria vai chegando- perfeigio, e ji podo
concorror certos respeitos vsntajosamente coas
a industria eslrangeira. Foi por isto sem dilvi-
da, e vista do magnifico ailhao exposto por es-
la associagio, que o j*ry central da exposigio a
remuoerou com uma medalha de prata.
c A commissio felicita a associagio dos artis-
tas selleiroa pela consideragioque aa sai obra*
msreceram do jury central.
.Carlos Luiz Cambrono.
O jury central nos apparefhos, que o Sr. X-
pz, deve ter reconliecido como esta commissio.
que ot eperfeigoamenlos ultimsrrlnte inventa-
dos pelo Sr. para as apparelhos. que vinhsm da
Europa, os toroam superiores juelles; de qa
ai agora se lera usado. A vlvula Independen-
te para o escoamento das aguas sujas nos ests-
belecimentos parlieulares. e o aceio nos estabe-
Iscimentoi pblicos produzide pala pressio do
ps iodependentemente da vontade, sio porerto>
inventos utsis, e o jury central fszendo joslisa
esses invenios remuoeranio-os com uma%edn-
Iha de prata, mioistrou-lhe um consol pal as
ioevitaveis contrariedades, que as grandes in-
dustrias occationam quasi sempre em seus prin-
cipios. Esta commisto atsocla-se cordialraen-
te a opinio, e aos sentimenlos dn jury central.
i Domingos Jos ds Costa Lages.
< O jury ceutral recompensou com uma me-
dalha de prata a perfeigio, a que o seu estabele-
cimento tem levado netta cidade o fabrico da
preparagao de biacoulos, bolachinhas, e doce dn
diversas qualidades. Esla commissio que pro-
vou, e recooheceu tambem a excellenta qual-
dade d'aquelles productos, estime que Jory
central animasse a sua industria com a.medalha
de prata, que lhe concedeu.
Joaquim Francisco deMelfo Santos.
< O fabrico do sabio coma muito reeeote
entre nos, e esta industria luta com difflsal-
dsdes, em que tem naufraga lo mais de ama
fortuna. As bellas amostras de sabio re diver-
sas qualidades, e as vellas.de carnauba expea-
las pelo seu estabelecimento, merexeram ao jury
cantral preferencia sobre a maior parte dea pro-
ductos anlogos, que figuraran) na nossa exposi-
gio, o que por certo muito lisongeiro para o
premiado.
Joaquim de Souza Maia & C .
< A arte de fabricar chapeo/, posto que recen-
temente introduzida entre nos, vai em manifest
progresso, e se j tivessemos materias priman
para os diversos ramos desta industria, poder-se-
hia considerar peno da perfeigio. Entre os di-
versos chapeos expostos, o juryjcentral destioguio
o chapeo armado, e d chapeo de padre expostea
pelo se*u estabelecimsoto, cujos esforgos, queja
tem data remota, quiz recompensar cora a me-
dalha de piats.
Jos Pradines.
03 objeclos de culilaria expostos peto seu
estabelecimento, lera da perfeigio do irabalho.
vinham acompanhados com a materia prima em.
todos os tempos do fabrico, desde as primeiras .
operages da forja at o polimeoto final. Esla
clrcumstancia, e a grande elasticidade da nosea
cortiga, hbilmente aproveitada para fazer aliado-
res incontesta*elmeole iguaes, ou superiores aos
melhores que nos vem da Europ, determinaran
o jury central a recompensar cpm a medalha dn
prata os esforgos do muito distinelo artista, o Sr.
Pradines.
a Livo de Souza e Silva.
f Os [les de assucar refioado, e as amostran
de assucar em p .exposias pelo seu estabeleci-
mento pareceram tao perfeitas ao jury central,
que lhet conceden a recompeosa de urna meda-
lha de prata, pelo que o congratula esta com-
missio.
Manoel Fernandes da Cosa & C.
Oque j ponderei acerta do labric do sa-
bio entre dos por occasiao do premio concedido
ao Sr. Mello Santos, completamente epplic*
vel ao estabelecimento do Sr. Manoel Fernanden
ds Costa & C. .
O jury central achou ot productos .dos dou
r deasso-|estabelecimootos igualmente bons. e ambos dig-
nos de recompensa Animador. A commiseSo
agoura bem do Muro dests industria entre nos
e eordealmente felicita os premiados.
Flelioago de assucar do Mooteiro.
c A bella amostrado pao de assucar retinado,
que esta fabrica expoz, pareceu esta commisSao>
pela alvura e tenido, igual ao assacar chamado
real as refioagoes fraocezas
O joYy central conhecendo as difceldades.coaa
que lutam os eslabelecimeotos industriaes. que
intentara dar entre nos productos perfeitos, e sem
duvida n > intuito de animar aquelle estabeleci-
mento concedeu lhe uma medalha de prata.
Medalha de cobre.
* Arsenal di marinha.
< Se bem que os immensos recursos do arsenal-
de marinha da corte tornassem difficil a concur-
rencia entre as erbras dos dous estabelecimento*.
os bellos modelos de maquinas, a os correlos
deseohos expostos determinaran] o jury centrat
a.conceder medalha de Cobre ios artistas do
arsenal de marmhi de Pernambuco. E' um mo-
tivo de estimul para os artistas daquelle esta
belecimento, e ums prora de consideragio ea
seu digno director, senlimeoto sinceramente par-
tilbado'por esia.commissio.
< Asaociagi Typogrspbica Pernambucana.
N'artei, e em tudo a reunio d a forga, e
a forga, quando bem dirigida, vence os obsiacnlon
que impedem a perfeigio. 0 espirito de asso-
ciagao que principia speuas a brolar enire nos.
j vai dando provas da aua utilidade, e a Asso-
ciagio Typogrspbica bastara para a demoostrsr.
Sem ella nao existiriam os bellos trabslhos ty-
pographicos, que expoz, nem o magnifico di-
ploma de socio, que revela coosumada pericia
no distinclo artista Francisco de Paula e Silva
Lios.
e O jury central concedeod'o ama medalha
Associagio Typograph'ca reconheceu a peifeicev
dos seus trabalhos, e quiz anima la na veied* d
progresso. Foi uma justiga, a que allegremeota
se a sucia esta commissio.
c Eduardo da Silva.
c Simples curioso na arte do florista, bem ra-
ra deve aer a sua disposigo innata para esli es-
pecie de irtefactos, pois que entre as omitas flo-
res irtificiaes, que figuraram na nossa exposigio
todas ella, aeja dito em abono da verdade, e da
justiga, electamente semelhaoUs s flores nata-
raes pela cabal perfeigio de cada flor, pelo bem.
acabado da cada folha, e pel exacli harmona
das cores, o jury central.entre, o grande numeto
de flores artificiaos que esta commissio lhe diri-
ga, distitiguiu particularmente a baila rosairai
amelii, toda de papel, que o Sr. ox^os, e *4"t
esla concedeu uma medalha de cobre.
< A commistio felicita o Sr. Eduardo da Sil*
pela consideragio que o seu producto merece* eo
jar; cuntral.
_ Jps da Morase Goam-Fetreire.
Etta medalha que o jury central concede ao
Sr. Jos de Moraes fices* Ferretea no eo ten-
der dests commissio da* racomp
bem merecida*.
f Afibrlandf Inafed q'n* principia ns villa
Cabo, cotrifsjone I tima verdaeica oeceasidadn
rX'pdrfillb'do feltlo ddl 60 vasos dilTerante*
expostos, a escolente qualidada do barro, do
ciar-mos. nos os Brasileiros amantes de tudo que (-nos de recompensa aoimadora.
e importante e til, de tudo que pode concorrer
para o engrandecimento, para a prosperidade de
nossa patria.
c Se nio nos permittido dar-Ihe todo o des-
envolvimento ; te nao podemos executa-la com
a pompa e magestade com que o flzeram nsgoes
de recursos incomparavelmente superiores, nio
temos motivos pira estar descontentes com a pri-
meira exposigio nacional.
a Curto foi o espago qua mediou entre a con-
cepgao da idea e a sua realisagio. Mas foram
tantos e to constantes os esforgos empregados
|ue a exposigio nacional pode prc^ncher o seu
im, e fornecer elementos batanles atsim s in-
vestigarles scientificas. como simples curiosi-
uade. E o [ugar raservado ae Brasil na exposi-
gio universal foi digna e honrosamente oceu-
pado.
a Esta provincia, uma das que marchara na
vanguarda do progresso da nigio, conlribuio po-
derosamente para o feliz xito daquella primeira
exposigio.
t Como devida saimago, os expositores que
mais so destioguiram recebem hoje o premio me-
recido ; e ea ufano-me por ter. de confer lo em
cumprimento das ordens imperiaes.
a Recife, 15 de juoho de. 1862.
ApiS. Exc. o Exm. Sr. visconde de Suassu-
n, presidenta da commisso directora da expo-
sigio pronuncien o discurso que segu, chaman-
do os diversos premiados e dirigiodo-lhes, i esda
um de per si,algumas palavras oa ordem em que
vao :

TTT
Y


1/
T
Wmt&*>***UBWC9. SWBWA'flUUi 1* OMMM0'
a:
=*
arga branca de qie eUe alo feitos, Uaham 0-
xado aqui t etteneio da coremiisao, do mesmo
modo aaeleapertaram considerigao, e o apre-
so do jiry central. Bata provee de ioleresse
ObUUHbV peles progressos do estibelectmento
devm servir de lenittro aoa incoromodos, con-
'tmiedades e deepezes, insritsreis por tod a
serte naa industrias incipientes, er mus P*-
lsrmente entre nos, oode altam udns ae facili-
dades, que em oelrae^ecoea azem prospera* aa


a

a
< Vv. Se.
fficinas de alguma importancia
0>r.Caroll.
O caf do sitrddo Sr. Caroll oi o meo doa
productos agricoUa que figuraran na uoasa expo-
aico julgado digoo de urna medalha pelo jury
entrl. Habitando os juitea n'uma localidide,
coia principal quea piorm da cultura do caf,
lo por certo oa maia competente? para bem mo-
tivar a preferencia, que deram 4 este producto.
Seria para deaejarqee esta juitice do jury cen-
tral levaase t premiado a propagar a sement, e
o procetso de cultura, que lo boas resultados
produz. Ha multo que as pessoas Be boro goalo
reconhecem, a* exceitenle qualidade deste c(;
maa oa limites cachados do sitio tornam este
{iroducto privitivo de um pequeo numero de
imilias abastadas. A commisso spera que ao
recebar cata medalha o Sr. Caroil tomar em
considerado o pedido que lbe faz do interesse
tommum da provincia.
c Menges honrosas.
Senhores. JosTbomaz Prea Machado Por-
tella.
Manoel Bernardioo da Moraes.
Scblspritz.
Stall &"C.
Victor Lieuthier.
W. Marlineau.
foram contemplados cada .um com
urna mencao honrosa,
O Sr. Jos Thomaz Pires Machado Portella,
pelee excellentes amoslraa de farinha e caf da
Muribeca, e pela lia de gilirana que eapoz.
OSr. Schlaprllz pela applrcaco que fez do
noTiisimo methodo de desechar e fizer retratos
na fumaba aMtentrada no fundo de um prato,
expondo jna (ras, que foram admiradas pela
eemslhanca "Aos retratos, e pela correceo dos
desenos. E' um methodo de* desenhar ioleira-
mente inverso do actual. A a idilio daa corea
aubstitae-eee subtrcgo da fumaba concreta,\ e
tartamente ssm grande habilidade, eextraordina-
ria pacieoda.se nao poderia conseguir a grande
perfeico que lodos nos observamos.
O Sr. Manoel Bernardino de Horaea, ex-
positor da provincia do Cear, pelo excellente vi-
cho de caj, eboa qualidade de sabo que expoz.
Os Ste.. Stall & C. pelo bello painel que
representavs cachoeira de Paulo Aflonao, e pe-
loi retratos feitos pelo novo systema cennotypo.
O Sr. Vctor Lieuthier pela eicelleote amoe-
tra delioho de ananaz, nico producto desta qua-
lidade entre os muitos que 'figuraram na nona
expoiico, que merecen especial mencao do jury
central.
-O Sr. W. Martineau pelo modelo de ponte
simples e elegante que expoz; ffropoodo-o para
ae adoptar as obras publicas, cogi o maia eco-
nmico e o maletneaiente neita provincia.
A commisso congratula-se com Vv. Ss. pela
distineco com que o jury ceotral galardeou a
parle que tomaram na cosa expoaico.
Administrares da casa daa exposlas e collegio
doa orpho?.
A mencao booroaa que o jury fez da casa das
exposlas parece a tala commisso da maior jus-
tQt. O bem acabado doa ramos de florea de pan-
no iguaes aoa melhores. que da Europa nos vem,
os admiraveia bordados i ouro_ dos sacrarios
meraeiam cutamente umi dislincgo da parte dos
juizes dos productos da nossa expoaico.
Igual {blica era devida ao collegio daa or-
phaa pelas 'flores, bordados de la e excellentes
trabelhos de costura, com que essa casa contri-
buio para a nosaa exposigio.
Tanto mais direito tinha'm estes estsbeleci-
meotosi eonlemplacao do jury central, quanto
certo que as obras expoalaa eram faltas par me-
nioaa da lenra idsde.
Vede, sniores, como o trabalbo ennobrece
a di fama as maia humildes coud.ces saciaes.
Os nomei de Joiephina, de Liurindioi, da Juan-
ea do Espirito Stnto, de Marlnha Isabel dos San-
toa, de Sympbfooia e Firmina e de alacia da Coo-
caigao, eises nomei lo descoohecidos de virgeos
absndonadaa ao nascer por mia desnaturadas,
ahicorrem impresioa em calhalogo, maouacrip-
tos em relatnos, e os homens mais eminentes
' do Brasil as sciencias de obaervacao,- e em co-
ohecimentoa arliaticos', reunidos no grande jury
central rcadem homenagem habilidade, ao ta-
lento queem suaa obras moatraram estas pombas
eem nioho, que (6 tiveram, e s coohecaram por
mi a caridade publica.
Meninas, ide-dizer ia vossas companheiraa
que o trabalbo o caminho nico neale mundo
para a renibililaco dos iofelizea, e que a graca'
de Deua nunca abandona a innocencia laboriosa.
Em todos os semblantea se diviaava verda-
deiro e completo jubilo, n'uns'por hiverem con-
seguido os louros de combate em que ae erx.pe-
nhavam, oulros por veram galardoados.as vigi-
lias e ot trabalhos do artista e do agricultor, e
reconhecendo ser esse o melhor incentivo par
o desenvolvimento de todas aa industrias.
O Exm. Sr. presidente da provincia diriga, ao
entregar o litlo e a medalha, palavraa de ani-
micSo aoa premiados, asseguraodo-lhea que iaao
ra apanaa o preludio de testas cuiis pomposas
a de 'premios maia vantajoaoa que Ibes acenam
no futuro/
As Sras. tambem vieram com suss presencas
abrilhantar a solemnidade e dar o aigoal de
avantequelles cujaa lides foram cordadas
de louros.
Um ultimo discurso foi prouancido pelo Sr.
Dr. promotor publico, chamando os nossos pa-
tricios verdsdaira unio para a cooaecu(8o de
fim to aanto quanto o do eograndecimenlo da
provincia que oa vio nascer.
Fez aa honras do estylo o segundo balalho de
infantarla, ao mando do aeu commandanteo mui
diitiocto coronel Luiz Jos Ferreirs, apreeenten-
do-ae lodaa aa pracaa com galhardia e aceio.
Movimento da caaa de detenco do dia 13
de juntto.
Eiisam...... 352 presos.
Pinto, Jos Metis Feriado, Bekbior Jos dos Reto,,
e 5 eaeriTos a entregar,
Paesugeiroa do apee nacional Cruzeiro 4o
Sul ea-aido para os por tos do norte: Jone Metra
Olinlaao, e 1 enerara, Antonio Pialo loa Sanios,
primeiro lenle da armada Francisco Forja* de
Lacerda, Seraflm le Soaza Juuior. Martina le
Miranda, Jos Francisco Ferreira, Thom- Moo-
teiro dos Ssntoe Nogueirs. G. Jseintbo da Mallo,
L. Bernard, Franciaco da Guerra Machado, Eus-
taquio JoaJ Vieirs, I. Junqueira, Santiago Her-
rieta.
Pastagciros do vapor ioglez Paran sahi-
do para Soulhamplon e portoa iotermediot: Leura
Hersltham, Anna Gee, Domingos Pereira, George
B Le Leve. C. I. Shalr, [Nicolao Lelo, Nicolao
Moronne.Thadfio Zangar!. Joaquim Ferreira de
S, Alberto firaoco, D. W. Bowmam ana aenhora
e 3 llhos menores, Carlota Geimaraas, Jooj
Acten.
Obituario do du 14 de iunho, no cemibt-
mo publico :.
Francisco Gon;alvea Costa, Por.lugal, 61 annos,
casado, Ba-V'iita ; dlarrhea chronica.
Joa, Pernambuco, Sannoa, eacravo, Bda-Viita ;
danticio. .
Henriqueta Maria da Conceico, Pernambuco, 35
* annos, viuv Ea-VisU ; pbtyaica.
Manoel, Pernambuco, & das, Boa-vista, frouxo
de aaogue. .
Cecilia, Pernambuco, 6 mezesM Boa-Vists, be-
xiga.
Vanden Boatk Carlim Albert, Belga, 50 annos,
lolteiro,'Boa-Vista ; hepatite.
Amilia, Pernambuco, 15 mezes, Bs-Visls;
verroas. '
Pedro Goncalvoa de Santa Anna, Pernambuco, 60
annos, Bda-Visl*; aUquaa de curina.
Amoria i Iranios, 150 barricas 175 barrlqai-j Cocea seceos
Bftae com ,143 arrobae de aHec'ar. T*
Brigue hambarguez fosalind, pare o Canal,
car regara m : "eje {?* '
Johaaton Pater & C, 10 aaccos com 50"arro-
bas de aaauear. W
Brigue portuguezAciifo, pere Liabos, carre-
garam :
Manoel Joa Botelho, 225 varas.
Brea portugueza Sympathia, para o Porto car-
regara m :
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, 278 as-
eos com 1,390 arrobsa de aasacar e"20 couroa
aalgadoa com 400 libras.
Jos da Silva Loyo & C, 400 saceos e 40 cu-
nhatea com 2.396 arrobas de assacar.
Brigue braaileiro Memagtiro, para o Rio da
Prata, carregaram:
Amorim fe lrmoe, 30 pipas com 5.520 caoa-
daade caxaca. *
Dial.
Barca iogleza Queen of the South, para Val-
paraizo, carregaram :
N. O. Bieber &C, 7,800 arrobae de asaucar.
Brigae heapanhol Doua Irmoi, para Barce-
lona, carregaram:
Carvalho Nogueira & C, 16 aaccos com 82 ar-
robas e 30 libras de algodao.
Hanoel Joaquim B. e Silva & Genro, 50 aaccaS
com 273 arrobas e 14 libras de algodao.'
Heeebedorlft de rendan Internas
geraes de Pernatnlsueo.
Randimento do die 1 a 13. 16:498259
(dam de dia 14 ...... 984|3t6
PublicaQes a pedido.
Conanlado provlnetal.
Randimento do da 1 a 13.
dem de dia 14. .
Illm. Sr. De Ignacio Firmo Xavier.Nao de-
aejando retirar-me sem dar a V. S. urna peque-
a prova de meu recoohecimento; permita V.
S. que por meio deate jornal lbe agradaca o bdm
e delicado tratamento, que recebi em sua casa
deaade durante o lempo em qe, accommettl-
do do aarampo fui recolbido a ella. Acredite V.
S. que convencido da utidade de aeu eatabeleci
ment Iba desejo os melhores auspicios, e (seo
votos para que proapere. Nao pretendo com essa
demonitracao de reconhecimenlo ferira modestia
de V. S. ; porem nao devo deixar de recommen-
dar ao .publico a sua caaa de aade, e certicar-
Ihe o com modos que ella ae goaa, e caloso tra-
tamento que ae recebe, que ao os mais deseja-
veia. Nao olvidando o regente da meama o Sr.
Hanoel Flix de Varas de quem recebi baataotea
provaa de humanidade, (iodo, pedindo a V. S.
desculpa de minha liberdade e que me permita
a presentar os meus protestos de estima e grslido
olferecendo-me aos servicos de V. S. e do Sr.
Veras nao s aqui como em oatra qaalqner parte.
De V. S. atiento venerador obrigado e-criado.
Junho 14 de 1862.
Antonio Francisco de Gusmao.
COMHERCIO.
Praca do ftecife 14 de
'junho de 1862.
Vs (\uatro Uoras. da tarde.
Co Incoes da junta de correto res.
Cambio.
Sobre Loodrea 90 d|v. 25 3|4 d. por lfOOO.
Descont de letras.
10 0[0 ao anoo.
i. da Cruz Macedopresidente
John Galissecretario.
Agurdente -
Couros- -
Ifandeca.
Hendlmenlodo dia 1 a 13. .
Idam do dia 14 .
222:767*268
8.940405
231:7071673
HovIntento da altaudega,
Valameaentradoa comfazendaa.. 254
c 629
Velamos sahidos
a
ton fazandas..
com eneros..
32
185
^=- 217
Entraram......
Sahiram..
11
3

A saber:
Exittem....... 360
Nacionaes.....255
Ealrangeiros.. 30
Mulheres.....-. 5
Escraros...... 64
Escravas...... 6
148
Tolal........ 360
Alimsntadoa a cusa dos cofres pro-
fintiaea...................................
Movimento da enfermarla.
Tiveram baixa: ...
Joao Paulo Franciaco dos Prazerea, cephaligia.
Joo Mar tos Ferreira da Costa, diairha.
Antonio Joaquim de Oliveira, iolermitteiite.
REPABTlCiO DA FOLIC1A.
(Extracto das partei do dia 14 de junho.)
Foram recolhidoi casa de deteoco no da 13
do crrante:
A* ordena do Illm. Sr. Dr- chefe de polica^
Lucio t Hachado, pardo, de 34 annos de ida-
de. dsdo a agricultura, viodo de Alagoas, por aer
criminoso de morie no termo de Geraohuoe.
A' ordena do Dr. delegado do prtmairrdis-
tricto os crioulos Malaquias, de 50 annos, es-
ravo de Auguito Pinto de Lemoe, e Pedro, de
56 annos, eseM.ro de Lourengo Aotonio de Fi-
ueiredo, o primeiro por crime 49 teotatira de
anorte, e o aegundo para arerigua$es sobre o
mesmo crime.
A' ordem do subdelfgado do Becife o portu-
uez Joo da Silva Lopes, branco, de 48 annos,
ervenie, para averiguacoea em crime de roubo,
Severino Luiz de Franca, crioulo, de 20 annos,
remador por embriaguez a reaistencia a pria8o._
A' orlem do de Santo Antonio e africano Joo
Jos!, de 42 annos, ganbador, por laspeita de ser
acraro.
A' ordem do de S. Joa oa pardos Josquim Ma-
noel Torres, de 41 annos, servante, e Senhori-
aha Brasilina da Oiireira, de 20 annoe, laradeira,
por insultos "6 uso de palarras obscenas;
A'ordem do doa Afogadoa Antonio Gailher-
mine doa Santoa, pardo, de 30 annos, almocrere,
por connivencia em crime di furto de eacraros.
O chafe de segauds flcelo,
/. C. de MesqMita.
Pasasgeiroa da patacho nacienal S. Jos
latido para o de Rio de Janeiro : Joa Francisco
*. i
Deecarragam no dia 16 de junho. *
Barca ioglezaSuterfazeedas. f
Barca ioglezaQusenbacalho.
Barca inglezaMirandaidem.
Barca inglezaEliza llandafazendas.
Barca ioglezaLindacarro.
Patacho inglezFloreato resto.
Lugre portugaez Julio batatas e ceblas.
. Importacao.
Lugre portugifez Julio, vindo de Liaboa, con-
signado a Thomac de Aquioo Fonseca, manlfea-
tou o seguinle:
25 pipase 120barra vinhos tinto e branco, 10
ditoa azeite de oliveira', 40 ditoa e 24 pipas vina-
gre, 200 caixaa batstaa, 40 ditas cera em rajas, 4
barricas dita em grume; aoa conalgoatarioa.
48 pipaa, 10 meiaa e 70 harria viaboa tinto e
branco; a Thomaz de Aquino Fonseca J-
nior.
12 pipas e 50 harria rinhos tinto e braoco, 20
ditoa azeite de oliveira, 12 pipaa vinagre; a Ha-
noel Joaquim Ramos e Silrs & Genro.
10 pipas e 30 barris vioho, 5 ditoa a 4 pipas vi-
nagra ; a Hanoel Ignacio de Olivaira & Filho.
10 pipaa, 10 meiaa e 86 barris vinagre ; a Cu-
nha Irmos & C.
10 pipaa vinagre ; a Manoel Airea Guerra.
21 ditas e 23 barra dito, 35 ditoa e 8 pipas ri-
nhos, 376 caixaa batatas, 20 serrdes alpiste, 15
saceos pimenla, 30 caixaa cera em reas; a F. S.
Rabello & Filho.
50 barris azeile doce; a Joo da Silra Rega-
da*.
35 ditos dito dito, 10 barricas alpiate ; a Luiz
Joa da Costa Amorim.
25 barris azeite doce ; a Jos Antonio da Silrs
Jnior.
11 ditos rioagre, 7 ditos toucinho ; a Brito &
Queiroz.
20 barricas alpiste, 50 caixas btlatas, 15 sac-
eos pimenta ; a Luiz Jos da Coata Amorim.
5 caixas maass de tomates; a Feliciano Josa
Gomes.
2 bairis rnho ; a Hanoel Ribeiro de Carra-
lho.
45 caixaa cebollas ; a F. A. Meirelles.
100 saccos'farello ; a Antonio V. da Silra Bar-
roca.
100 caitas batatas; a-Antonio Jos Arantes.
1 barril rinho, 1 caixa licor, 1 dita chaooa de
creanca ; a Viiiato de Freitaa Tarares.
1 caixa rinho, 1 dita licor; a Albino Jos F.
da Caoba.
1 dita pelles de polimeato; a Kalkmasn r-
meos & C
1 csixolo drogis medicinaes, 1 dito phosphato
de ferro solurel de leras ; a Barlholoaeu F. de
Souza.
' 1-caixa chinellaa ; a Salyro SeraQm da Silva.
J50 ditas batatal ; a Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo.
6 barricas ceraem grume; a Fortunato Cardo-
zo de Goeveia.
3 caixotes, 3 barncaa e 1 fardo, brochas, extrac-
to de alcacsz, espirito de jasmin, oleo de lima,
cera branca, hydrochlorato de amoniaco, crmor
trtaro, raiz de cathtrioa, drogas medicinaes ; a
Joo da Silra Paria.
8 caixaa e 3 barricas magnesia, leos, mostar-
da; acarco, dormideirae, pincela, vidros e dro-
kis medicinaes; a Joaquim Hartinho da Cruz
Correia. ....
5 caixaa e 3 fardos magnaeta, leos, galhas su-
magre, ridros, os e drogse medlclnaefl ; a Joa-
quim de Almeida Pinto.
1 barril a 1 aacco carnes; taras e errilbas ; e
Francisco Bernardo da Coata.
Brigue nacional Almirante, rindo do Bio de
Janeiro, consignado a Antonio Lait de Oiireira
Azeredo, manifeelou o seguinle:
700 caixaa om passs, 4 caixes e 1 encapado
movis. 100 rolme bsrricas abatidas, 224 rolos
fem, 1,136 eeccoa* caf. 3,000 meias barricaa
abatidas, 700 eaecoe farinha de mandioca, S cal-
as eh, 1 barrica miibo ; a ordem de diretaoe.
Exportaeao
Do He 13 de junho.
Brigue meco Sydon, pire o Ro d Prata, car-
regaram :
PRAA DO RECIFE
14 DE Jt^HODE 186*.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios Oa aiqnes da semana de que
foi portador o repor ioglez ef-
fectuaram-se25 3(4, 7i8, e 26
d. por 1(000 rs. sobre Londies,
de 360 a 365 re. sobre Paria,
690 rs. por M: B., e de 106 a
107 sobre Litboa, elevando a
somma a 96 100,000. e aobre o
Rio de Janeiro a 2 por ce ato
de descont.
Algodao At a chegada do vapor da
Europa ae reodaa regalaran) de
llgOOO a 118*00 rs. por arroba,
fleando depoia paraliaadas. *
Assucar O braoco reedeu-ae de 3000
-a 3S80O rs. por arroba.,de 23700
a 29800 o aomeooe, de 2(250 a
2&100 ra. o maacarado purgado,
e a 19850 rs. o bruto.
Vendeu-se e 558000 rs. a pipa.
Os aeccos salgados venderam-
se 190 rs. por libra. -
Arroz ----- O pilado da India vendeu-se de
39000 a '39300 rs. por azjaba,
e o do Haranho de I Rn a
39800 rs. ^^
Azeite doce- O de Lisboa readea-ae da 3)
a 39300 rs., e do EiUeito a
38000 rs.
Bacalho---------Retalho'u-ae de 89000 a 129
rs. a* barrica, flcaado em de-
posito 8,000 barricaa, nao ha*
rendo vendas em atacado.'
Batatas Venderam-sea 3g000 re. | por-
arroba. -
Bolaxinha Vendeu-se e 39500 e bsrrqu
* nbe.
Caf-------------------Vendeu-se de 79500 a 49600
rs. por arroba.
Carne secca-------A;do Rio Grande rendeu-se de
19600 a 28200 re. por arroba,
e a do Bio da Prata de 19400
a 19600 rs., ficando em aer
b",500 arrobaa da prim*ra, e
42,000 da segunda. W
Cha---------------- Vendee-se de 89200 a % 50 rs.
por libra.
Caivo de pedra Vendeu-ae a 14(000 ral a to-
nelada. /
Cerreja------------Vendeu-se de 49000 a 6(000 rs.
a duna de garrafas.
Farinha de Irigo-Realfiou-se de 189 a 259 "- *
barrice de Philadelpbia. de 189
a 259 "- a de New-York, de
189 209 de Ballimore,
de 249 a 259 a de Genova, de
209 a 229 a fraocezi, o de
269 a 289 a de Trieate. fican-
do sm ser: 3,800 barriese da
primeira, 1,500 d segunde,
600 da tercetra, 800 di quer-
a, 400 da quinta, e 3,200 da
aaxla.
Genebra- Vendeu-se a 400 rs. a botija, e
de 59 a 5$500 ra, a frasqueira.
Louca-----------A iogleza negociou-ae de 290
a 300 ra, por .cenlo de premio
sobre a factura.
Uaoleiga-------A franceza vendeu-se de 580 a
600 ra. a libra, e a ingleza de
850 a 950, ficando em deposito
cerca de 1,200 barra.
Hassas- Venderam-se a 49000 rs. a
csixa.
Oleo de linhaca-Vendeu-se a 1(900 rs. porga-
lo.
Paisas -----------Vendeu-se a 69000 res a
caixa. .
Queijos----------Venderm-se de lc200-a 19700
rs osflamengos. -
Toucinho O de Lisboa rendeu-se a 85OOO
rs. por arroba.
Vinagre----------O de Portugal negociou-se de
1109 a 1209 rs. apipa.
Vinho O de Liaboa vendeu-se de
2409 a 2609 rs. a pipa, e o
de outros panes de 2129000 a
220(rs.
Velas------------As de composico venderam-
se a 660 rs. a librs.
Descont O rebate, de lettras regulou de
10 a 18 por. cento de premio
ao anno ; diacontando a caixa
filial cerce de 400 conloe de res
a dez por cenlo ao aono.
Fretes'- Deate porto para Liverpool a
25 pelo laatro, e do algodao
* de Macei e- Parahiba para o
* meamo porto a 5|8, e para.o
Canal a 40.
. -41000
Couros de boi aalgadoa libra 193
laettTseccos espichados.
dem verdes ...... >
dem de cabra cortidoa um 320
dem de onca. ...*.. 11(000
Doces seceos ....... -libra 19200
dem em geleia ou massa 400
dem em calda.
Espadadores grandes. um
dem pequeos ..,..
Esleirs para forro ou estira de
nario ......;. cento 209000
Estoupa nacional .... arroba "1(600
Farinha de mandioca. nlqueire 1
dem de araruta.....arroba 3;
Feijo de qualquer qualidade. a
Frechaes........um 5
Fumo em folha bom. ... W
dem ordinario ou restolho. _1L-
Idem em rolo bom .... *t5uX
dem ordinaro restolho... >
Gomma........ arroba *tj5xx
Ipecacuanha (raz) .... a6K2S
Lenha em achas cenlo *S5xS
Toros........ > -119000
Lenhas e esteios.....nm 5"2j!
Mel ou melaco......caada 2W
Milho ^.......arroba. 1(800
Pao brasil ......quintal 59000
Pedras de amolar .... urna 840
dem de filtrar..... ffOOO
dem rebolo...... 1****
Piassava........molnos 1
17-ja tv& PoDtM .ou crte de raccas e ^^
norilhos ., ...... cento 39000
PranchSes de amarello de ,e*nnn
dous custados......'. urna $W
dem louro....... 8(00
Sabo.........libra ICO
Salsa parrilha ...... arroha *5(000
Sebo em rama...... j&^
Sola ou vaqueta ,J ma .*?""
Taboas de amarelloj' duziag 1049a00
dem dirersas .....: 7x$9j;
JaPoca........arroba 39600
Trares.........urna 89000
ohisdebol......v. cento *w
Vinagre ....,...* caada aoU
Alfandega de Pernambuco 14 de junho de 1862.
Approro.(Assignado.) Barros.
O primeiro confrente, Pedro Alexandrino de
Barros. Cavalcante de Lacerda.
O segundo confrente, Joo da Freitss Barbosi.
Conforme. O 4. escriturario, Joaqaim Albino
de Gasmo.
46:368(434
2:390|467
48^58(601
Movimento do porto.
Navio entrado no dia 14.
Rio de Janeiro e Babia.6 diaa, vapor inglez Fo-
rana, de. 1,720 toaeladas, commaadanle Jel-
licoe.
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio de Janeiro. patacho oacional 5. Joaneiro,
capito Joo Gaspar de Oiireira, carga asaucar
e algodao.
Rio Grande do Sul.brigae eacuoa nacional Gua-
nabara, capito Hanoel Goncalrea Ferreira
Maia, carga aaauear.
Rio Grande do Sulbarca nacional Tfterezo, ca-
pito Joo Hypolito do Couto, carga aasacar.
Peoedohiate nacional Dous Irmaos, capito
Joaquim Joa da Silveira, carga aal.
Portos do Nortevapor nacional Cruteiro do Sul,
- commaodante o capito de mar e guerra Ger-
raiio Hancebo. J
Marselhabarca franceza Jean Parmantier, ca-
pito' nlireret, carga assucar.
Lisboa brigue portuguez Activo, capito Jos
Antonio de Oliveira, osrga differen.tes gneros.
PhfMelphia barca americana Kzelia, capito
E. W. Karlin, carga assucar e couros.
impton e portos intermediosrapor ioglez
ana, commaodante Jellicoe.
Obaerra;o.
uspondeu do lamaro para Babia a polaca Ha-
o9ana Galilea, capito E. Solara, com a mes-
ma carga que trouxe de Geoora.
Aayio entrados no dia 15.
Liverpool49 dia, brigue ioglez Elixabelh, de
202 toneladas, capito William Williams, equi-
pogem 9, carga fazendaa e outros geoeroa ; a
Henry Gibaoo.
Anvers49 das, brigae belga Hermina, de 207
toneladas, capito U. C. Smidt equipagem 10,
em laatro ; a N. O. Bieber & C. Veio receber
ordena e aeguio para o Rio de Janeiro.
Observacao.
Fundeou no lamaro urna barca portugueza,
maa nao teve commuoicacSo com a trra.
Apparece ao norte um patacho ioglez.
Sditae*.
da aramia o; 3(200 rs.; 2 garraris brsaess a
20 ra., 640 rs. ; um maco de embira por 500
ra.; 250 garrafas de vinho com o titulo do Por-
to a 400 rs., IOO9: 12 cadeiras de Jacaranda a
59, 609: 2 baaquinhaado meamo po por 259 ;
1 mesa redonda por 209 r 4 cadeiraa.de ama-
rello salas a 29, 89 ; 2 ditaa com atseoto fura -
do a 19,29; 1 mesa de jantar por 10>; meia
commoda de amarello por 129 < 2 cabides de
amarello a 29, 49; 4 lanteras de ridro a 8(,
329; 2 jarros de porcelana piotadoa por 59 oa
quaes foram penhorados a Joa Adorno de Azo-
rado Campos e rao i prsea j>or execu;o que lbe
morem Taaao Irmos.- m
B nao harendo lanzador que cubra o prago da
avaliaco a arrematado sera feita pelo ralor di
adjudicaco com o abatimento da le. '
O preaente ser publicado na forma do estylo.
Recite 19 d malo de 1862. Eu Manoel Maria
Rodrigues do Naacimento, escrivo o subscrevi.
Triso de Alencar Araripe.
A arremata$o ter lugar
no mesmo estabeleciment.
O Dr. Triato.de Alencar Araripe, officialda im-
perial ordem da Rosa e Julz de direito especial
do commercio desta cidade. do Recife, capital
da provincia de Pernambuco e seo termo por
sus magestade imperial e constitucional, o Sr.
D. Pedro II, quem Deua guarde etc.
Fajo saber aos que o presente editil virem, e
delle noticia tiverem, que no dia 16 de junho se
ha de arrematar por venda a quem maia der em
praca publica deate juizo na sala dos auditorios
urna esersva crioala de oome Luiza, de qoarenta
annos pouco maia 00 menos, avaliada por seis-
centos mil res, a qual foi peohorada a Antonio
da Silva Gusmo Jnior e vai praca por execu-
co de Seve Filbos & C.
B nao harendo laocador que cubra o preco da
araliaco, a arrematarlo aera faita pelo ralor de
adjudicaco com o batimento da lei.
O preaente ser publicado e affixado noa luga-
res do coatume. *
Recife 23 de msio de 1862. Eu Manoel Maria
Rodrigues do Nascimeoto, escriro o subscrevi.
Trialao de Alencir Araripe.
O Dr. Tristo de Alencar Araripe, official da im-
perial ordem da Roaa e juiz especial do com-
mercio desta cidade do Recife, capital da pro-
vincia de Pernambuco e seu termo, por S. U.
I. e C. o Sr. D. Pedro II, a quem Deua guar-
de etc.
Fai,o saber aos que o presente edita! virem e
delle noticia tiverem, que no'Mia 16 de jnnho se
ha de arrematar por renda a quem maia der em
praca publici deste juizo, urna casa tarrea na ra
do Pillar n. 21, com urna porta e jmila na fen-
le, duas salas, tres-quartos ecozioha fora, e um
pequeo quintal murado com um cotredor que
deita para a ra do Pharel ou caes do mesmo no-
me, avaliada por 1:5009, 1U0' fra peohorada a
Zeferioo Feroandea da Silva Manta por execaco
que lhe more Antonio Henriquea Hafra:
E nao harendo lancador que cubra o preco da
araliaco a arrematacao ser feita pelo valor da
adjudicaco com o abatimento da lei.
O presente ser publicado pelos jornaes e affi-
xado nos* lugares do coslume.
Recife 20 de maio de 1862. Eu, Hanoel Maria
Rodrigues do Nascimenln, escrivo, o aubacrevi.
Tristo de Alencar Araripe.
O Dr. Triato de Alencar Araripe, official da im-
perial ordem da Rosa e juiz de direito especial
jjn commercio, desta cidade do Recife a sen
termo, por S. H. I. e C. o Sr. D. Pedro II,
ue Dos guarde, etc.
ac saber aos que o presente edital virem,
e d'elle noticia tiverem, que em virtudedo pro-
rimento do excellentissimo Sr. preiidente do
meritissimo tribunal do commercio, acha-se a-
berta a fallencia de Diogo Filho & C, pela sen-
tenca dotheorsegninte :
chando-se aos presentes autos prorado o es
lado de iosolrencia doa commerciantea Diogo Fi-
lho Si C, eatabelecidoe a ra Nora desta cida-
de, declaro aberta a fallencia doa ditos com-
msrcianles, a tratar do dia 26 de abril prximo
paasado, e mando, que em lodos oa nena, lirros
e papeia dos fallidos se pooham sellos, ofcian-
do-se para isso ao juiz de paz do respectivo dis-
triclo. Nomeio curadorea fiscaes da massa fal-
lida, os credores Flix Sourage &C, que prea-
taro juramento, e para ae nomear depositario
iejsm convocados os credores para o dia 16 do
correte mez as 3 horaa da Urde oa sala daa
audiencias. .
Recife, 6 de junho de 1862 Tristo de Alen-
car Araripe.
E maia ae nao continha, e nem alguma outra
cousa ae declarara e mostrara em dita sentenca
aqui mui bem e fielmente tranacripla e copiada,
e para seu cumprimento convoco i todos os cre-
dores dos referidos fallidos para comparecerem
oa sala dos auditorios, no dia, mez e hora cima
designados para nomeaco de depositario" ou de-
prtanos, que bao de receber e admioistrsr pro-
visoriamente a casa fallida.
E para que o presente chegue aa conhecimen-
raoda Couto. a.......
Idea 28-AotooiolJoi de Megalhaes
Bantos..........
dem 30Viuva a hardeiroa de Jos
Leo do Csstro...... .
dem 32 Rodrigues & Ribeiro e Jos
Franciaco Larra Peona ....
dem 31Jos Francisco Larra, .
dem 36 Rodrigues & Ribeiro. .
dem 38Antooio de Azevedo Pe-
reira .. *.......
dem 40Herdeiroa de Francisco
GodciI vea Rodrigues.....
dem 42Albino Jos da Silra. .
dem 44Bernardino Jote Uonteiro
Iiem 46Filboa de Hanoel Carnei-
00 Lina.......- .
dem 48 Dr. Sebaelio Goncalrea
da Silra e Dr. Ludgero Goncalrea
da Silra.........
dem 50Viura e herdeiroa de Joo
Uaooel Pereira de Abren ...
dem 52 Ci pe Has dos Prazerea de'
Gusrarapas ,.......
dem 31Aotonio Jos de Msga-
Ibea Baitos........
dem 33Jos Moreira Pontea e Al-
bino Joa Ferreira da Cunba. .
dem 37Irmandade daa almas do
Recife...........
dem 3j>Antonio Jos de Higa-
lhes Bastos........
dem 41Visconde de Suassuna. .
dem 43Joa Francisco Larra. .
dem 45Jos Francisco Larra Pea-
na ...........
dem 47O mesmo......
dem 49 Bernardino Jos Mon-
teiro ...........
dem 51Bernardino Lopes de Oli- '
reir..........
Iiem 53Innocencio Rodrigues Li-
ma...........
dem 570 meamo......
dem 59Alexandre Joa da Silva.
Iiem 61Orpho Joa Rodriguea
Lima ..........
dem 63Bernardino Lopes de Oii-
reira ...........
dem 65Hara do Carmo Nuoea
Ferreira..........
dem 67Herdeiros de Joo Vieira
Lima .....".....
dem 69Alexandre Jos'da Silva,
dem .71Aotonio Pereira de Oii-
reira Ramos. -.......
dem 73O mesmo......
dem 75Orpho Joo Rodrigues
Lima ....:...;.
dem 77Alexandre Jos da Silra.
dem 790 meamo. .
E para conitar se mandou
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesoararia prorincial
nambuco, 14 de junho de 1802.
O aecretario,
Antonio Ferreira d'Annunclaco.
909000
2409OOO
240(000
2061200
00(000
909000 ^
150(000
50900O
120*000
45O9OOO
3759000
1859000
1509000
1509000
4509000
1569000
1351000
4059000
1809000
36(000
759600
579600
909OOO
75(000
45(000
459000
459OOO
459000
909000
60(000
459OOO
6O9OOO
45900O
459OOO
379500
60(000
68(000
affisar o presente o
de Per-
' ALFANDEGA DE PERAHBUCO.
Pauta ios preco dos gneros sujeitos a direito
de exportacao. Semana de 16 a 21 do mez de
junho de 1862.
Mercadorlss.
Abanes ...!<
Agurdente de cana.
dem restilada ou do reino.
dem caxaca .....
dem genebra ".
dem alcool ou espirito
agurdente.....
Algodao em caroco _.
dem em rama ou em l. .
\rroz com casca .
dem descascado oh pilado,
Assucar mascarado <
Unidades. Valores.
19000
(400
9400
(360
(400
de
cento
caada
a
a
a
>
arroba
>
9520
2(800
10(600
dem* branco ...... a*.
dem refinado......
Azeite de amendoim ou mon-
dobim. ...... caada
dem de edeo ....;.
dem de mamona...... a
Batatas alimenticias .... arroba
Bolacha ordinaria propria pan
embarque....... >
dem fina. ....
Caf bom ...... .a
dem escolha ou restolho
dem terrado...... bra
Caibros ; ....."
Cal. .... arroba
dem tranca......
Carne secca charque. t *
Carro vegetal.
Cera do carnauba em bruto. libra
dem idem em velas. :
Charutos. ...... cento
3(300
2(100
39100
59OOO
29000
29200
19500
I9OOO
4(000
8(000
8(600
79OOO
320
360
160
320
2C00
1(600
960
860
9&00
O Dr. Triato de Alencar Araripe, official da im-
perial ordem da Ross e juiz de direito especial
"do commercio deata cidade do Recife capital da
provincia de Pernambuco e seu termo po*> S.
H. I. e C. o Sr. D. Pedro II, a quem Dos
guarde etc.
Paco saber aos que o presente adital virem e
delle noticia tirerem que no dia 16 de. junho se
ha de srrematar por randa a quem mais der em
praca publica deste juizo na sala dos auditorios
0 seguinle :
Armacao com seus pertences, bataneas, pesos,
medidas e caixes para deposito da taberna no
pateo de S. Pedro o. 6, araliado ludo por 400g ;
til macos de duzias de caixa de phosphoros
[a 200 rs. a duzia), 229220 rs. ; 21 latas com
doce de marmelda a I9OOO, 219000; 32 ditas de
doce em calda a 300 rs., .99600 rs. ; 18 ditas
em fraaco com doce de conaerra a 500 rs., 99;
21 frascos com conserva a 500 rs., 109500; 56
garrafas de cogoac a 600 ra 339600 rs. ; 51
garrafas de rinho do Porto a 400 rs., 209400 ;
39 ditas fino a 19, 39(; 30 garrafas de vinho
Bordeaui a 600 ra., 18(; 54 garrafas de cerre-
ja a 320 rs, 179280 rs. ; 96 ditas a 320 rs.,
30(720 re.; 166 botijas de genebra a 200 rs.,
339200 rs.; 50 botijas de cuminos a 200 rs.,
109; 1 barril com brau por 69; 23 caixas de
charutos a 500 rs., 119500 ra.; 4 caixes de do-
ce de goiaba a 200 ra.. 800 rs. ; 40 latas com
errilhaa a 500 rs., 2fJ9|; 9 latas com biscouto e
1 bolachiubaa a 19, 99; 3 ditas de bolachinha de
aoda a 19500, 39; 20 barriszlohoa com palitos
de fogo a 100 ra., 29 ; 14 saceos com farinha
de mandioca mofada a 19.149; 12 frascos de
bocea larga de ridro a 00 ra., 99600 rs.; 10
garrafes de rinsgre a 19,109; 9 libras de cho-
colate a 200 rs., I98OO rs.; 20 macos de palitos
de denles a 100 rs., 2(; 1 barril com arroz de
casca por 39 '. 25 frascos com genebra de Hol-
landa a 500 rs., 129500 rs. ; 15 libraa de sabo
amarello a 140 ra., 29100 ra. ; 3 alquidarea pe-
quenoa ridradoa a 200 rs., 600 ra. ; 33 paoellas
de barro a 60 rs., 19980 rs.; 38 gsrrsfas de li-
cor fino a 600 rs., 229800 rs.; 13 garrafas com
champagne a 19, 13(^4. lata de doce de goiaba
em mo aatado, 4 ditas com sardinhas a 320 rs.,
19360 rs. ; 3 latas de peixe a- 500 res, 19500 rs.;
7 csixas.de graxa a 100 rs., 700 rs.; 4 boies
de massa de tomate a 500 rs.. 29; 3 frasqui-
nhos de mdlho de muslarda a 320 ra., 960 rs. ;
II frascos de mostarda em p a 500 rs., 59500;
8 bacas para rosto a 400 rs., 39200 rs. ; 6 bules
a 320 rs., 19920 rs. ; 4 resmaa de papel a 2(,
89; 18 latas grandes e pequeas com amelxas
pesando 55 libras a 400 ra., 229 > 30 duzias de
pomada a 200 rs., 69 ; 1 libra de rap Heuroo
por 800 rs.; 16 torneiras de p&o a 100 re.,
1JG00 rs. ; 100 mauocas d'alho a 30 ra., 39 ; 150
ceblas por 19; 151 abanos a 20 rs., 39020 rs.;
meia arroba de alptata 29; 8 libraa de sag a
100 ra., 800 ra.; 13 tijelaa a 80 rs., 19040 ; 80
casares de chicaras a 800 ra.. 69400 rs. ;
rassourae de plasssva a 120 rs., 360 rs.; 7 ca-
adas e meia de vinagre por 6( ; 15 caadas de
rinagre da tena por 6( ; 4 caadas o meia de
cachaca a 400 rs lfBOO ra.; 4 canadaa de vi-
nho ordinario a 200 rs. a garrafa, 6(400 rs. ; 6
canadaa de vinho branco a 320 ra. a garrafa,
15(360 rs.; 3 pipaa a 6(, 189 ; 2 meias pipasTs
3, 69; 4 harria a 1(, 49; 3 barra de sote em
pipa a 800 rs 29400 rs.; 12 gsrrsfes a 800 rs.,
O96OO rs ; 7 librss de alfazema a 80 rs., 560 re,;
30 pegas de corda 20 rs., 600 rs.; 10 arrobas
de esf a 59, 509; 9 arrobis de velas de carnau-
ba a IO9, 90( ; meia arroba de goma de araruta
to de todos, ser publicado pia impreosa, e
affixado na forma do estylo.
Cidade do Recife, 13 de junho de 1862Eu,
Adolpho Liberato Pereira de Oliveira, escrevente
juramentado, o escrew.
Eu, Manoel Maria Rodrigues do Nascimenlo,
escrivo o subscrevi; -
Tristo de Alentar Araripe.
O Illm. [Sr. inspector da thesoararia. pro-
vincial em cumprimento do resoluco da junta
da fazenda, manda convidar, aos proprietirios
abaixos declarados, para enlr'egarem na'meama
thesouraria no prazo de 30 dias, a contar do dia
da primeira publicaco do presente, a importan-
cia daa quolas com|que devem entrar para o cal-
camento da ra daa Liraogeiraa e partea da do
Queimado, a comecar da estremidade da do
Rangel.at a esquina da ra Estreita do Rosario,
conforme o diaposto na lei provincial n. 350.
Adverle-se que a falta da entrega voluntaria
aera punida enm o duplo daa referidas quotas,
segundo o artigo 6* do regulameoto de 20 de de-
zembro de 1844.
Ra das Larangeiras.
N. 2Claudio Dubeux..... 729000
dem 4Aon Maria da Conceico. 459000
dem 6-^Aona Thereza do Sacra-
mento. f..... 369000
dem 8-aA meama....... 369000
dem 10-Ordem 3a de S. Franciaco 549000
dem 12Hara do Carmo Moreira
Fragozo, Bernardina Jaciolha Mo-
reira Fragozo, Francisco Horeira
FrangozoJ......... 1209000
dem 14Marcellino Jos Goncal-
vesda Fonte......... 1359000
dem 16Irmandade do Divino Es-
pirito-Santo........ 379500
dem 18Dr. Felippe LopesNetto|. 165(000
dem 20Antonia Ferreira Uraga 2I96OO
dem 21Jos Francisco FerOa o des 36(000
dem 24Herdeiros de Anlonio|L*i-
te Pita Ortigueirs...... 279000
dem 26Antonio Jos.Diss. 959000
dem 28 Herdeiros de Antonio
Helio Cortes, :...*... 45J000
dem 30Irmandade do S. S. Sa-
cramento de Sanio Antonio. 289800
dem 1Joo Antonio Carpinteiro
da Silva......... 219600
dem 3Joaqnim Antonio f,df Sil-
veira.......... 289800
dem 5Barlholomo Francisco de
.Souza.......... 135(000
dem 7Jos Pinto da Costa. ^69000
dem 9Joao Francisco da Santos 309000
dem 13Joa Goncalres Torres 122(400
Iiem 15 Herdeiroa de Antonio
Helio Cortes. ... 129(00o
dem 19Joo Naponuceno de Pau-
la e Silra......... 45(000
dem 21Viura de Victoriano Jos
da Madeiros. ...... 103(500
dem 23-Elizo Alberto ds Sil- 0Caiftnn
veira.'. ,..... 369000
dem 25Anna Joaquina Xsrier ........
Caroeiro. ..,...,.
dem 27-Haooel Ferreira Ramos. 289800
dem 29 Luiz Gomes Sverio- 369000
dem 21Francisco Luciano do Re- .
go Calis.lo & Filbos. 219600
Sua do Queimado.
N. 20Herdeiros de Silvana Hara
Pereira Lobo e Joao Joaquim Pe-
reira de Headooca......
dem 22 Hanoel Ignacio de Oii-
De ordem da inipeccao da alfandega ae faz pu-
blico, que exialiodo 00a armazena da alfandega a
bem do prazo marcado no art. 302do regulamen-
to de 19 de aetembro de 1860, as mercaderas
abaixo designadas, sao convidados os seus donos,
ou consignatarios 'rirem despacha-las no prazo
de 30 diaa, cootadoa deata data, findo o qual ae-
ro arrematadas em haata publica, sem que Ibes
fique compelindo allegar couta alguma contra o
effeitoa desta renda.
Armazem o. 1.
Marcas AP S1 caixa n. 1494 rinda do sul nr>
rapor brasiletro S. Salrador, entrado em 20 de
novembro de 1847 ; aBraqder *Brandis.
LetreiTo1 embrulho n. 11714, vindo de Ham-
bargo pelo patacho hollaodez Elisabeth, entra-
do em 19 de outubro de 1858; a J. Keller & C.
Sehafbeillin1 dito a. n., vindo do Havre pela
barca franceza Rio Grandense, entrada em 8 da
julbs de 1859 ; a J. eUer & C.
Letreiro1 ditos, n., viodo do Havre pels galera
Olinda, entrada em 10 de agosto de 1859; a
Mooteiro Lopes &C.
dem1 dito s. n., rindd do Harre pela galera
Olinda, entrada em 10 de agosto de 1850 ; a 11.
Brum.
B1 dito n. 193/194, rindo do Harre pela gale-
-ra Olinda, entrada em 10 de agosto de 1859 ; a
H. Brum.
H B & C1 dito n. 25/28, vindo do Havre pela
galera (raoceza Adele, entrada em 30 de agos-
to de 1859 ; a H. Brum. -
Le.reiro1 embrulho s, o., rindo do Harre pela*
galera fraoceza Adele, entrada em 30 de agosto
1859 ; a H. Brum.
dem1 dito s. n., rindo do Harre pela barca
franceza Atrato, entrada em 22 de setembro de
1859; a H. Brum.
dem.1 dito s o., vindo do Havre pela barca
franceza Atrato, entrada em 22 de selembro do
1859 ; a Ferreira Hatheus.
R B1 dito n.19297, vindo do Havre pela barca
fraoceza Ville de Bollogoe, entrada -em 1 de
outubro de 1859 ; a Ferreira Hatheus.
Letreiro1 dito s. n., rindo do Harre pela barca
fraoceza Ville de |Bologae, entrado em 1 de ou-
tubro de 1859 ; a Ferreira Hilheus.
Triangulo B1 dito n. 66, rindo do Harre pela
barca franceza Ville d Bologne, entrada em 1
de outubro de 1859 ; a Fejreira Matheus.
J P A*& C1 dito s. n., rindo do Havre pela ga-
lera fraoceza Berthe, entrada em 31 de outubro
de 1859 ; a Ferreira Hatheus.
Letreiro1 dito s. o., viudo do Harre pels ga-
lera france?a*Berthe, entrada em 8 de novem-
bro de 1859; a Luiz Aotonio do Siqueira.
dem1 dito a. n., violo do Havre pela galera
franceza Berthe, entrada em 3 de novembro do
1859 : a J. da Silva Paria,
dem1 dito s. n., vindo do Havre pela galera
franceza Berthe, entrada em 3 de novembro de
1859 ; a F. Sourage & C.
dem1 dito s. n., vindo Havre pela galera fran-
ceza Berthe, entrada em 3 de novembro de
1859 ; a J. Keller & K.
E L1 dito a. 24, viodo do Havre, pela galera
franceza Berthe, entrada em 3 de novembro do
1859; a J. Keller & C
por 19500 rs.; 1 arroba de algodao em caroco por reir...
29. 400 garralaa e botijas vazlss a 10 rs.. 49 .(; dem 24Maihiaa Lopes da Costa
8 latas de flandrea a IJ500 rs., 129 ; 21ataa pe-| Maia......;.-,,.
quenas a 500 ti,, 19 els arroba de bolacbinba dem 26 Joaquim de Soaza de Mi-
Armazem n. 1.
Marcas M L & C.-l caixa n. 1109 rinda do Harre,
pela barca franceza Spbere, entrada em 17 de
novembro de 1859 ; a I. Heller & C.
Letftiiro1 embrulho a. n. vindo ao Havre, pelo
brigue fraocez Belem, entrado* em 30 de no-
vembro de 1859 ; a F. Sourage & C.
Mousseu & Vinaaaa.1 dito sem numero nodo do
Harre, pelo brigue fraocez Belem, entrado em
30 de novembro de 1859 ; a F. Soarage & C.
Armazam n, 5.
Marcas T. I. Hedeiros.1 embrulho sem numero
vindo do norte, no rapor nacional Princesa de
Joauville, entrado em 9 de novembro de 1858 ;
a T. I, Medeiros.
M. M. Rocha.1 dito sem numero rindo do norte,
no rspor nacional Cruzeiro do Sul, entrado em
29 de novembro de 1858; a Hanoel H. Rocha.
Franciaco Figueiredo.1 dito sem numero vindo
do sul no vspor nacional Cruzeiro do Sul, en-
trado em 29 de dezembro de 1858 ; a francisco
Figueiredo.
H G1 dito,'sem(namero viodo do noile, no va-
por nacional Iguaraai, entrado em 11 de Ja-
neiro de 1858 ; a ordem. _*-\
Pedro A Lobo Moicoso.2 cairas sem numero-
rindaa do norte, no rapor nacional Iguartu,
entrada em 21 de margo de 1851 ; a Luia An-
tooio Vieira &i C.
H. Foota.1 dita aem numero rinda de Sou-
thamptoo, no rapor portuguez Portugal, entra-
da em 29 de setembro de 1859; s L. Antooio
Vieira & C.
E' traresso B2 sacco sem numero vindo de Li-
rerpeol, na escuna dinamarejueza Avance,
entrado em 19 de outubro de 1858, a Patn
Nash&C.
Armazem o. 6. -
Mucss G C2 ceixotes aem numero viudos do .
Maranho, no hiate nacional Lindd Paquete,
entrado em 23 de maio de 1855 ; a ordem.
Armazem n. 7.
Marcas S travesao.2 embrulhos as. 610 e 620
vindos do Hamburgo no brigue hamburgus
Augusto, entrado em 3 de outubro da 1859, 4
lloaen& Vinnaaia. i-ara*
1359000 H & V.1 dito n. 42 rindo de Hamburgo no bri-
gue hambarguez Augusto, ntralo, es 3 de
90(000 outubro de 1859, a Mouienft Viaaaaae.
FC1 dito n. a. vindo de Hamburgo ao brigue
9 79500 hamburgus Augusto, entrado em S 4a outu-
bro di 1859, a lata BapUsta Frataao,


i
Ir*
1
J
^1 v 1 1-1 ^J laa 1 aaa>


V
7
TT-
--*-
as:
UMuO *K PtENAMIWX.:^UMBDA FEiR4^p0^efiO M 186*
i
Armasen) d. 8.
Marcas H diamanta U P.1-eaiia iu 1 ri d
Lirerpool o barca iogleza El'xa Hias, eotra-
dem 6 de agoito4a 1859, i Johnston Par
Diamante R,12 barucas sem numero viada* de
' Soutbamptou do Tapor ingle Magdalena, en-
trado em 89 de o*embro de 1860, a W. Ray-
znando & C.
Diamante .1 bah lem numero rindo de Lis-
boa no brigue porluguaz Constante entrado
em 8 de ferereiro de 1859, a Rolim.
Diamante A.90 caixas sem numero rindas de
Lisboa no brigue portuguez Constante, entra-
de em 8 de ferereiro, a Rolim.
Sem marca.1 dita em numero rinda de Lia-
boa no brigue portuguez Progeuiista, entrada
em 11 de margo de 1860, a ordem.
Armaiem n. 9.
Marcas M diamante FHWQ.1 atado de ps sem
numero rindo de L'irerpool res barca iogle-
za Genoveva entrada em 14 de agosto da 1858,
E. B. Wyatl.
Armaxem n. 9.
Marcea J. Pater & C1 embralbo sem numero
?indo de Liverpool, no brit;ue inglz liza
Hands, entrado em 9 de abril de 1861, a
Johnston Pater & C-
Diamante A..1 caixa sem numero rinda da Li-
verpool no brigue sueco Raketeo, entrada cm
10 de margo de 1859, a Marques Amorim.
- M.M.3 bsrris sem numero vincos do norte no
Tapor nacional Oyapouk, entrado em 3 de*no-
vembr de 1858, a S. J. Teixcira Baatos.
Sem marca.1 pega de estopa sem numero rinda
da Bahia, na sumaca nacional Hortencia, eu-
. irada em 10 de ferereiro de 1859, a ordem.
M. Figueiti de Paria.i embrulbos sem nu-
mero riodos de Liverpool no rapor portuguez
Portugal, entrado em 26 de junho de 1860,
Manoei Figueira de Faria.
r. M. S. 1 lata' lem numero rila da Europa
no rapor ingltz Brasil, entrado em 25 de julho
. de 1860 ; a Manoei Sil v eir.
T &B.1 barril sem numero, violo de Lisboa
no "brigue portuguez Promptidao, entrado em
- 28 de aetembro de 1858 ; a Minoel Duarte Ro-
dfiguea.
M.- 1 barril sem numero, rindo de Lisboa no
brigue portugus Relmpago, entrado em 18
de raiio de 1859; a Thomax da Aquino Fooce-
Sen marca. 8 gaiolas sem na mero, rindss no
brigue portugus Promptidao, entrado em 86
de dezembro de 1859 ; ordem.
M.1 caixa sem numero, riods do Fotto pelo ca-
rio portuguez Amalia I, entrado em 26 de iu-
lho de 1861; a Manoei Jos da Ponceca.
M F C. 14 mauncaa de alhoa isem numero, rin-
daa do Porto no brigue portugus Amalia 1,1
entrado em 26 *e julho de 1861 ; a Ignacio-1
Ferreira'da Coala.
Armaxem n. 10
Marca SI. 1 caixa n. 76, rinda do Rio de
Janeiro no brigue nacional Joreo Arthur-, en-
trado em Si oe marco de 1860 ; ordem.
Sem marca. Scarxas sem numero, rindas do
Rio-Graale do Norte pela barca Arrogante,
entrada em 6 de nerembro de 1860; a Jos
Aires Perreira.
C. 1 dita n. 4, rinda do norte no rapor naci -
ril Iguarat, entrado em 9 de margo de 1861;
Kalkman Irmaos. .
Letreiro. 1 embrulbo n. 828, viodo de flam-
bargo na escuna hamburguesa Versena, entra-
da em 2 de junho de 1860 ; a D. P. Wild & C.
L .1 caita n..1, inda de Hamburgo na barca
sarda Paulo, entrada em 29 de margo de 1860 ;
a Butos i Lemos.
T F & R. 19 caixas de ns.* 1.a 19, rindas de
Hamburgo ng brigue hamburguez Anette, en-
trado em 31 de oatubre de 1860 ; a D. P. Wild
&C .
4a secgo da aUsndega. 14 de junbo de 1862.
O 1* escriplurario,
Firmino Jos de Olireira.
Principiar As 8 horas.
Os bilhetes esto i renda
culo.
no dia do especia-
Atsos maritimof.
Rio de Janeiro
Pretende seguir com muita breridsde para o
Rio de Janeiro o releiro e bem condecido brigue
naciooal Almirantea, lem parte de seo earrega-
mento prompto ; pars o resto qae lh* (alta, tra-
ta-se com os seus consignatarios Antonio Luiz de
Olireira Azeredo, no seu escriptorio ra da Grus
numero 1.
der em| leilo torrentosa para homem trance-
lins chatos para aenbora,.pulceir#s, slneies, ar-
geles, aunis da bcilhantes meio sdareco de
diamantes, e bam assim um ptimo riolao dous
clarinetos, sai cams para casal, e urna porgo
de pega de franja da seda preta : em ssa escrip
lorio, a ra da CaJeta do Recite n. 3, primeiro
andar.
110JE, S 11 BORAS.
Atsos Tersos.
Para Maraoho e Para*
pretende seguir com muita breridsde o raleiroe
bem conhecido patacho naciooal Emulago, ca-
pito Antonio Gomes Pereirs, tem parte de seu
carregamento prompto ; para o resto que lhe fal-
te, trats-se com os seus consignatarios Antonio
Luiz de Olireira Azeredo & C. no seu escriptorio
rus ds Craz n. 1.
DA
Metatle do sitio com casa de vivenda
(norg) no lugar do Peres freguezia
de Afogados.
SEM LIMITE.
Sendp metade a dinheiro e metade a
prazo.
.0 sgente Guimares aatorisado pelos propie-
tarios do sitio com casa derirenda no lugar ci-
ma declarado, fari leilao pelo maior. prego que
poder obter, sendo s casa a poueo edificada de
gosto moderno com commodos para qualquer
familia por-grande qae seja pois tem 2 ptimas
salas, 4 qasrlos, dito para dispensa, cosinha fora
espagosa, cochetrs, estribarla para 3 ou 4 oral-
Ios, cacimba ja principiada d'agua doce, sitio
com grande exteocao com muitae arrores fiuc-
tiftrsse quasi todaa oras encujo reside actual-
mente o Sr. Jorge Nasbit: em seu escriptorio
ra da Cadeia do Recita n. 3, primeiro andsr,
pelss 12 4iorasdo dia.
QUARTA-FEIRA 18 DO CBRENTE.
Para qualquer ioformago deverao entender-
se com o referido agente.
Deeiaraco^s.
Directora das obras militares
Tendo a directoria das obras militares de man-
dar sfjguirair urna p.e quena casa para deposito de
cubos, no quartei do 9. batalho de infaotaria,
convida ag peaaoas que ae queirum propdratal-
aerrieo, a comparecerem na dita directoria |no*
diee 13,14 e 16 do corrale mez, das 10 horas da
machas a 1 da Urde.
Directoria daa obras militares de Pernambuco
12 de junho de 1862.Osescriplurario,
Joo Monteifo de Andrade Malvina.
Pela recebedoria da readaa internas geraes se
fez publico que neste correnle mez se fioda o
prsso do pagamento, $em multa, do segundo se-
mestre do exercicio correte dos seguintes im-
potlos, decima addiciooal de mo-morta, impos-
to de 80 por cenlo sobre tojas, dito especial so-
bre casas de moris, roopas fabricadas em paix
eslrangeiro, e que do 1. de julho em oante se-
o pagos com a multa de 3 0|0
Recebedoria de Pernambuco G de junho de
1868.O administrador,
Manoei Garnsiro de Souxa Lacerda.
Conselho administrativo.
0 conseibo administraliro, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguintes :
Para a escripturago do hospital militar.
1 llrro para registro dos medicamentos, de 8 a
180 folbas.
1 dito para registro do material da enfermara
de 80 a 100 folbas.
1 dito psra o receitoario de 80 a 100 tolrias.
1 dito psra conta correte ou razo, do 80 a
100 folbas.
1 dito para entradas e sabidas, de 60 a 80
lolhas.
1 dito para a correspondencia official, de CO a
"80 folhas.
1 dito pars registrar os cilicios que receber de
de 60 a 80 folhas.
X dito para registrar os objectos a cargo do en-
iermeiro mor, de 60 folhas.
1 dito para carga dos instrumentos cirurgicos.
de 50 toihas.
Todos ates lirros derem ter o mesmo formato
e conlendo todos papel da meama qualidade,
quaeaqaer que sejam as folhse de qae acompo-
nham>
* Para o arsenal de guerra.
50 grosas de firellas de ferro eslaohadas para
gra ratas,
Quem qui/er render taes objectos aprsenle as
suss propostas em carta fechada na secretaria do
conselho, as 10 horas da manha do dia 16 do
corren te mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 6 de
jacho de 1868.
. Antonio Gomes Leal, *
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Per ti? a Lobo,
Coronel rogal secretario interino.
THEATRO
DE
Santa Isabel
COHPAM.IA LYRIC4
DE
Terca-feira 17 de'junho de 1862.
Recita da assignatura.
11.
Repele-se
a MUITO APPLAUIHDA OPERA
dJM
ERNANI.
Personsgecs
Csrlos V
Elvira
Ernan
Ira
Psrles secuDdsriss,
Actores
O Sr. Bsrtulicci.
A Su, ISlelIs.
OSr-TarliDl.
O Sr. BsjIH.
sotos.
Rio Grande do
Sul,
O patacho nacional Palma segu com toda a
brevidade porsirel por ter a maior parte do seu
carregamento j prompto, e recebe o resto da
carga por frete mdico : trata-se com Baltar &
Olireira, ra da Cadeia o. 18.
Rio de Janeiro
segu com breridade o palhabote Piedades, re-
cebe earga a frete; a tratar com CaetanoCyriaco
da C. M. & Irmo, no lado do Corpo Santo o. 23.
Baha
Segu nestas diss o hiato Santa Ritas, recebe
carga a frete ; a tratar com Caetano Cyriaco da
C. M- & Irmo, lado do Corpo Santo n. 23. *
Aracaty
Segu no dia 20 do correnle o palhabote San-
ta Cruzo, recebe earga a frete: a iratar com Cae-
tano Cyriaco da C. H. <& Irmo, no lado do Cor-
po Santo o. 23.
Para o Rio de Jaoeiro, recebe um reato da
sarga a frete a barca braaileira cCooceigo : a
tratar no escriptorio de Amorim Irmaos, ra da
Cruz n. 3.
1H 11
Janeiro.
O brigue nacional Deolinda segu com bre-
ridsde, e recebe alguma earga a frete : trata-se
com os consignatarios Marques, Barros & C, lar-
go do Corpo Santo o. 0.
Para
Rio de Janeiro,
segu com toda breridade a linda 'e vele-ira barca
nacional Iris, de primeira classe, capitao Gas-
par Leite de Faria, a qual tem parte de seu car-
regamento prompto? para o resto, trata-se com
os seus consignatarios Aransgs, Hijo & C, ra
do Trapiche Novo n. 6.
Porto e Lisboa
Segu breremente a releira barca portuguesa
Sympathia, por ter sua carga, parte a bordo
parte engajada ; para o restante e passsgeiros,
trata-se com Baltar & Olireira na ra da Cadeia
do Recife n. 12.
GOirAXHlA BICAIU
H
Navega^o eosteira a#vapor.-
Paralaba, Rio-Grande do Norte, Macau,
Aracaty e Cear.
O rapor Igusrassu, commandante Viana,
sahir para os portos do norte at o Cear no dia
81 do correnle s 5 horas ds tarde. Recebo car-
ga al o dia 18 ao meio dia. Eocommendas pas-
ssgeiros e dinheiro a frete at o dia da ssbida s
2 horas. Escriptorio no Porte do Mattos n. 1.
C0IP4BU PEUMMBUCA1U
DB
Navegacao eosteira a vapor
Macei pelas escalas
O rapor PeraiouDga, commandante Moura,
sahir para os portos do sul tocando naa escalas
no dia 80 do corrente, s 4 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 18. Encommendas,
paaaageiros e dinheiro a frete at o dia da sabi-
da ao meio dir: escriptorio no forte do Mattos
n. 1.
LOTERA
- SABBADO 21 do correte se devera'
extrarir imprcterivelmente a terceira
parte da segunda lotera a beneficio do
Gymnasio Pernambucano, (terceiracon*
cessfio) no consistorio da igreja de N. S.
do Rosario de Santo Antonio. Os* bilhe-
tes e meios bilhetes acham se a venda
na respectiva thesouraria ra do Crespo
n. 15, e as casas commissionadas pra-
ca da Independencia n. 22 loja do Sr.
Santos Vieira, ra dalmperatriz loja de
ferragens n. 44 do Sr. Pimentel, ra
Direita n. 3 botica do Sr. Chagas, e
na ra da Cadeia do Recife loja u. 45 do
Sr. Porto.
As sortes de 5:000$ ate as de 10$ se-
rio pagas urna hora depois da extrae
cao, eas outrss, porem, no dia imme-
diato logo que se tenham distribuido as
listas.
O thesoureiro,
Antonip Jos Rodrigues de Souza.
Prscisa-se alugar um preto para todo o ser-
rico de casa ; na*ra do Lirramento o. SI, se-
gundo andar.
Pala thesoursria prorioeial ae faz publico
que a arremataco dos reparos do sitio n. 1 da
estrsda de Paroamcirlm, loi transferida para o
dia 26 do correnta.
Secretaria da thesouraria provincial .de Per-
nambuco 13 de janbo de 1862.O secretario,
Antoaio Perreira da Aoounciaco.
Agencia Fluiniueose
CAMMISSOES
Ao Sr. Jlo de Souza Azeredo se precisa
fallar ns prsca ds Independencia n. 1?.
Rio de Janeiro
O brigue naeional a Alfredo, segu com breri-
dade e tem meio-carregamsnto tratado : para o
resto, trata-se com os consignatarios Marques,
Barros & C, largo do Corpo Santo o. 6.
Leiloes.______
. Variado leilo
De obras de our de lei, brilhantes em
anneis e diamante?.
O agente Guimares autorisado por urna pesaos
que se retira para o esntro da provincia, reo-
Uma pessoa com bastante leite e sem fl-
^ lhos se offerece para amamentar urna crian-
tf ca em aua casa: quem precisar annuncie. 9
***
GRANDE
Laboratorio a vapor
DE
Lavagem e engommado
de roupa,.de Ramos A Pi-
mentel.
Empresa importapte, que rai prestando rele-
rantea lervicus seus freguezes pela promptidao
e petfaico com que lara a roupa sem a eairagar
PREgOS.
Roupa sortida (embota nao renham meiaa nem
lencos) 40 r. por pega.
Pecos grandes isoladsmente ICO rs.
Roupaa de navios, rapores e hospitaes 70 rs.
Dita de familia que nao fregaeza 80 rs.
Dita de doeote de familia que nao freguaza
120 rs.
Urna rede ou cortinado de cama ou raranda
a 500 rs
LILAO
DE
100.a 500 saceos
com feijo preto
O agepte Pertana render sem durida de 100
a 500 saceos com feijo preto para fechar sontas
em um ou mais lotes a rontade : terca-feira 17
do correnle pelas 10 horas da manha na porta
do armazem do Sr. Aooes defroote da aliandega.
LEILO
DB
3 vaccas de leite.
O agente Pestaa por conta de quem perteocer
render em leilo 3 raccas com criaa muito boas
CASA DE
E CONSIGNARES
DE
Arthur MarieC.
RIO DE JANEIRO,
Aua da Alfandega numero 62.
Recebera em consignaco toda e qualquer rr.er-
cadoria, podendo o commiteote sacar a metade
da importancia de auis facturas a 60 das de
riis.
Encsrregsm-se de representar qualquer casa
commercial como agentes, assim como de ren-
der e alugar escrarospsgando os aleguis adian-
tados sem perda de dias, comprar e render caaaa,
chcaras e qualquer eatabelecimenlos commer-
cial, fabril ou agricola, cobranza de dividas e
herangaa tomando'a seu cargo o remetter em
qualquer lugar que se Ibes designar as quantias
cobradas. .
Tirara diplomas, cartas imperiass e toda e
qualquer certidSo, do mesadas, pagam pensoes
de collagio e comprara bilhefes de lotera.
Os propietarios deste estabelecimento garn-
teme todas as pessois que ae dignarem hnra-
los com suasordeos, que empregaro toda acti'i-
dadenecessaria, afim de obter no mais breve
tempo possirel os interesses de seus committen-
tes, e que encoatraro em todos seus setos, leal-
dade e pootualidade, que coorem a todo o com-
merciante que presa sua repulaco a que deaeja
augmenta-la.
. Todas as peasoas que quizerem honrsr os an
o undantes com alguma ordem, podem aelles se
dirigir directamente com toda confianza.
Dafoar Joio e sua mulber Lucia e um fi-
lho menor, retiram-se para o Rio de Janeiro.
I 9 0
S 0 advogado
Innocencio Serfico de Assis
i Garyalho transfeno O seu escrip-
I torio para a ra do Imperador
I outr'ora do Collegio n. 50, pri-
z metro andar, onde pode ser
procurado para s misteres de
S sua profisto desde as 9 112 ho-
~ ras da manha at as 3 horas da
f tarde.
3
S
DE
Batatas novas
O agente Pestaa render em rtllo por oouta
de qaem pertencer cerca de 300 caixas de 1,
4 arrobas em lotes a rontade, de excelleoii
ts oras desembarcabas do ultimo oarfo
gsdo de Lisboa : seganda-feira 16 do eo_
pelas 13horas da maoba na porta do Aune
fronte da alfandega.
LEILAO
DB
Aviso aos Srs. de engenho.
Um homem casado, que tem estado na Franca
ha mais de 10 anoos, se offerece a ensinar pn-
meiras letras e francez, e sua senhors, costura e
prlmeiras letras, pela pralica que j tem de ter
entinado em alguna engenhos desta proriocia :
quem precisar, dirija-se ao segundo andar do so-
brado da ra do Lirramento d. 31, que achara
com quem tratar.
ViOmpras.
m as pecas, como costamam faxeras engomma-
deiraa. O praso da entrega da roupa larada
8 dias, e engommada 15, sendo que muitaa rszes
eati prompta antea do praso. Deposito na ra
Bora.
Prectaa-se de 3:000$ a pramio, garantindo-
se com urna propriedade neata cidade ; a quem
conrier-annuncie para ser procurado.
Precisa-se ae um bom cozindeiro ou urna
boa coxinbelra, e tambem para faxer as compras
na rea, sendo escraro preferido, e sendo capaz
paga-se bem. Tambem precisa-ge de urna boa
costureira e engommadeira, na mesma casa n. 42
da ra da Cruz do Recite.
Precisa-se de um caixeiro de tiTa 18 fuos,
desses chegados ha pouco do Porto, aioda que
nao saiba ler : a tratar oa ra do Imperador, loja
o. 24, ao dir qaem quer.
Aluga-se um moleque para criado : quajm
0 qui/er, dirija-se a ra da Penha n. 1. primeiro
andar.
Na raa do Imperador o. 75, lerceiro aodar,
liase de urna ama que coxinhe e compre
Francisco
Europi.
Dragn, aubdilo francez, vsi i
Em contintiacao-
Segunda-feira 16 do corrente
0 agente Pinto, noramente autorisado pelo ia-
rentariante dos beos deixadns por fallecimeoto
de D. Maria B. Ferreira de Campos, e-por des-
pacho nao s do juix municipal da segunda ra-
ra, como do juix de direito especial do eom-
mercie far leilo dos predios abaixo declarados,
s saber:
10 casas terreas sitas em chaos proprios na
Estancia, ra de Reorique Dias, numerado par
de 8 a 20 eada urna com 'urna porta e deas ja-
nellas, grande quintal e cacimba, e urna deltas
com grande eolo.
4 dita dita sita no becco do Acougue da fre-
guezia da Boa-Viata com quintal e cacimba..
1 sobrado n. 104 na ra da Senxala Velha,
com 3 lujas no oito e urna na frente.
O referido leilao ser ffectuado as 11 horas
do dia cima mencionado no escriptorio do re-
ferido agente, ra da Cadeia 9, onde ae dar
qualquer informaco a reapeito.
LEILAO
DE
Dividas,
Segunda-feira 16 do corrente
a 1 hora da larde.
O agente Pinto lersr noramente leilo as
dividas activas da maesa fallida de Jos Antonio
Soares de Azeredo, serrindo de base o maior pre-
go offerecido, por assim lhe harer determinado o
Illm. Sr. Dr. julz especial do commercio : a 1
hora da tarde do dia quarta feira 11 do cor-
rente.
Aluga-se um preto de 20 annos, para serri-
no de algurito casa de familia ou qualquer outro,
menos padaria, na ra Direita n. 95 ; tambem se
informa, para quem precissr comprar urna des
melhores tabernas na mesma ra, muito atreguo-
zada, tanto para o mato como para a Ierra, e se
faz negocio a rontade do comprador, pela razo
do dono nao querer mais taberna, e tomar oulra
industria,
Jos Ribeiro.de Vaaconcelloa Jnior Cae-
tano Pereirs de Brito rogam aos amigos do padre
meslre ex-prorincial do conrelo dos religiosos
Carmelitas nesta cidade, Fr. Joo da Assumpcflo
Maura, fallecido no dia 17 do mex ultimo em
Tacarat, para assistiram a urna missa que, pelo
eterno descanco do mesmo, pretendem mandar
dizer no dia 17 do corrente pelas 7 horas ds ma-
nha. na igreja do Cargo.
Aluga-se urna caaa na Paasagm da Magda-
lena, com 2 salas, 4 quartos, sotao, 2 camari-
nhas no" mesmo, coxioha fora, quintal murado,
ptimo banho no fundo; ai pesias que preten-
deren), dirijam-se a ra Direita n. 3.
LILAO
DE
Um cay alio
Segunda feira 16 do corrente.
Porautoriasco do It!m.*Sr. Dr, juizdo com-
mercio e por ordam dos curadores fiscaes da
massa fallida de Luiz Antonio de Souza Ribeiro,
o.egente Pestaa far leilao de um excellente e
bem conhecido carillo, pois que tem excellen-
te s marchas e linda figura, o qual ser rendido
por conta da meam massa : seganda-feira 15 do
correte palas 10 horas di manha na porta da
a asocia cao, commercial.
- Manoei Jos Leite tendo agora no-
ticia de que pelo juizo do commercio
da cidade do Recite se tem justificado a
ausencia do a anunciante em lugar n
certo e n5o sabido apressa-se a declarar
que tendo vendido- o estabelecimento
que nessa cidade tinba com sciencia de
seus^ credoces, a cujo pagamento foi
destinado o producto da mesma venda,
tratou de- entregar-se a profissao de
agricultor para cujo fim esta' desde en
tao de publico residindo nesta villa lo
Paco de Cmaragibe, provincia de Ala-
goas, onde tem recebido cartas de pes-
soas de seu conhecimento e de'cutras
com quem tem negocios, sendo, no Re-
cife, alemdo procurador extrajudicial,
que o Sr. Manoei Gomes Lea, deixou
constituido advogados eprocurador par*
tratar em de suaiquestoes que acham-se
em andamento.
Ai/ida se roga ao Sr. estudante
que tem recibido Diarios com o ne-
me de Daro Fortuna, desde o anno
passado, e nSo tem pago, fazendo l-
timamente mudanca da entrega para a
ra Relia, que mande pagar aassigna-
tura, alias se publicar seu nome.
LEILAO
DE
Pannos avadados.
A 17 DO CORRENTE*.
O. agente Olireira fsr leilo por conta e risco
de quem pertencer de um fardo de pannos su-
perfinos, arariados a bordo do navio Dorpthea
capillo J. Bobo, pe sua ultima riagem proce-
dente de Hamburgo para este porto :
Terca feira 7
do correte, so meio dia em ponto, no na es-
criptorio, ra da Cadeia o. 61, primeiro andar,
por cima do amutB do Sr, Benry Gitioc
O provincial /lo 'convento do
Carmo Fr. Nobeito da Purificacao
Paiva, convida a todos os prenles
e-amigos do finado ex-provincial
Fr. Joo d'AssumpcaoMoura, para
assistirem ao officio que pela sua"
alma se tem de celebrar na igreja
do mesmo convento, as 9 horas do
da 17.do corrente.
Alugam-se as casaa terreas n. 1 e 7 fla ra
do Hospicio : a tratar na ra do Encantamento
o. 13
Compra-se urna casula'com aeus perlences,
duas dalmticas com lados o seus pertences,
um reo de hombro, e urna capa das porgeos, lu-
do j servido e em bom estado : quem livor e
quixer vender, dirija-se a rua*larga do Rosari) n.
26, loja de louga, que dir quem pretende.
Compra-se
O Sr. Neves do baile de
mascaras, queira vir a esta
typographia que se precisa
fallar.
{Imperial Instituto do%
Bom Conselho. {
Precisa-se de um bom cosinheiro.
wimw^h^. www vdiw wi^ OTW wwrw ww mft
.Precisa-se de um foroeiro e um amassador
que saibam desempenhar o fabrico da arte de fa-
zerpo: na ra larga do Rosario o. 16 pa-
daria.
urna escrara moga que coziohe e engomte, que
seja sadis e sem vicios : na thesouraria das lote-
rias, ra do Crespo o. 15._______' ,'*
Compram-se accoes do novo ban-
co de Pernambuco na ra da Cadeia
do bairro do Recife n. 22.
Compra-se um prelo de meia idade, de
bons costumes e proprio pars sito, urna eserara
que saiba coser e eogommar bem : aa ra da Ca-
deia Velhs n. 35.
Ra I\ casa de madama
Theard
Alm de outros muitos objectos de moda para
seoboras e meninas, recebeu ltimamente e x-
cellentes chapeos de palha de Italia, gosto Ama-
zonas, -a Trarialas. Addaluz e Beatriz, ditos de
palha branca e decores, dos gostos cima ditos,
ditos de feltro, dos goiloi j indicados, dito de
palha branca e de cores escuras pata meninos e
meninas.
Recebem-se figurinos lodos os mezes e faz-se
com perfeicao resudo/, capaa, manteletes e res-
ta arios para meoinoa se bap'tisarem.
Caixeiro.
Precisa-se de um menino estrsngeiro que se
queira dedicar ao commercio, em casa de Perro
& Maia ra do Queimado o. 10.
Entulho gratis.
Di-te urna porcao de entulho, e coliga a quem
precisar do mesmo, para atierros etc. mandando
buscar em carrocis, no principio da roa do Gu-
rnales, ao p da intendencia de marinha ; diri-
jam-se reiioaco na ra-do Pilar n 118.
Na ra ao Livramenlo n.38 primeiro arrdar,
precisa-se fallar ao Sr. Aulonio Pergentino Mo-
reira de Souza.*
Acha-se fgido.
O escravo Innocencio, crioulo.de 30 annos pou-
co mais ou menos, bem preto,corpo secco, estala-
ra regular, com pouca barba, corlador de car-
ne, e costumara trabalhar no acougue grande da
ribeira de Santo Antonio, roga-se a quem o pe-
gar de lera-lo a ra da Gloria b. 94, que ser
gratificado, onde igualmente ae receber noticias
do mesmo, caso nao o queiram prender.
Arrenda-se um sitio em Par-
nameirim
com casas de moradia, cocheiras, feitor e estri-
barlo, alem dedoutras commodidades e boa visi-
nhanca, tem capim*diario para 4 cavadlos, coquei-
ros, e multas outras arrores de fruto e ulilidade,
faz-se o arrendamento por um ou mais annos e
com condicoes rantajosaa : trata-se no largo do
Paraizo, n. 24 com S. A. Perea.
Attestado
Rheumatsmo muito agudo em urna
perna.
Eu abaixo assignsdo sttesto que tendo sido ata-
cado pelo espaco de 4annosMe um rheumatsmo
muito agudo em urna perna, sem querer obedecer
a immensos remedios que achei, finalmente diri-
gi-me ao Sr. Ricardo Kirk, escriptorio na ra do
Parto o. 119, o qual me applicou as suas chapas
madicioaes, e logo no espaco do 15 diai obiire
melboraa que j podia andar, o que me era im-
possirel faxer antes. Agora eslou lirre das do-
res sgudissimss que soffrie me acho prfidamen-
te bom.
Em teslemuoho da rerdade lhe passo o pre-
sente.
Manoei Jos Pereira da Poosica.
Reconhecida rerdadeira a assignatura supra
pelo label|!o.Pedro Jos deCaatro.
Irmandade do Seuhor dos
Passoi.
A mesa regedora dairmaodade do SeohorBom
Jess dos Passos do Recife, convoca a mesa ge-
ral para o dia terca feira 17 do correte, as 4 ho-
ras da tarde, afim de se approrar o projecto do
cpmpromisso. Rtclfe 14 de junho de 1862.
Octarlano de Seuna Froga,
Escrirlo.__________
Escravo fgido
Fugio do abaixo aasigoado o seu escraro lia-
noel, de naco, maior de 40 idnos, com os sig-
naos seguintei : estatura regular, olhos grandes
e srermelbados, cheio do corpo o sem cicatrices
no.rosto, costuma embrlagar-ae, o lerou ao pes-
coco um ferro que talvezlhe tenha tirado alguem
quo o acoila, e contra quem ae proceder com"
todo rigor da iei. Para oceultar o ferro, cos-
tme embrulhar um lenco de nsaneira que lo'o
encobro, falla pouco o costuma.andir gaohsndo
pela ra e nos depsitos da carro, foi comprado
a um dos berdeiros do finado Fraucsco Augusto
da Costa Guimares, lerou rostido camisa de
basta azul e calca de brim: a pessoa que o irou-
ser ao rasiesa oa rus da Cruz n. 33, ser gra-
tificad*.
Compra-se cooatantemenie lato rtlho e co-
bre : na ra da Imperatriz n. 65.
V elida*.
Milho barato
a 3:500 rs. o saco
Vende-se em lotes de dez saceos para cima ao
referido prego, a dinheiro : no armazem n. 4,
defronte da alfandega.
Terreno.
Vende-se um terreno com 30 palmos de frente
psra a ra do Ser ou Uoo, e 309 palmos mais
ou menos de eztensp at a rui da Saudade, com
igual frente de 30 palmos, pelo que se peder
edificar dous bellos predios ; o dito terreno flea
atraz do edificio que se est (azoado para o gym-
nasio prorioeial, e prximo a ora poste da roa
da Aurora para o theatro de Santa Isabel; loca-
lidade aprazivel j pelo fresco e j pela bonita
frente de vista que daqueile lugar se obserra :
a tratar ha mesma ra do Ser ou Uoo, casa
0.16.
Casas
Vendem-se duas casas terreas na cidade de
Olinda, em boas posices, sendo urna n. 16 na
ladeira da Misericordia, e oulra n. 1 na ra do
ttathias Perreira, ambas de esquina fazendo por
isso melhorrista, serrindo a ultima para estabe-
lecimento, como sempre estere oceupada ; a
fallar no bairro da Boa-Vista, ra do Ser ou
Uoio, caas n. 16.
Piano
Vende-se um piano inglez em bom uso, por
prego commodo, proprid psra prlncipiar-se to-
car : a fallar ns ra do Ser ou Uoio, casa
n. 16.
Vende-ae u terreno sito na ra da Aurora
n.74, com poucoa fundos e lem commodos para
familia : quem pretender trate na mesma.
S nao faz bolo para
S. Jooqem noquiter,
porque no armazem da estrella do largo do Pa-
raizo n. H.rende-se manteiga ingleza flor a 900
e 800 rs., tambem tem para 610 e 480, e frnce-
za a 640, rinho bom a 480 e 400 ra.. fraques a
300 rs. a carta, qoeijos a 2$.
Vendem-se trares de louro muo oras e
por prego mais barato do que em outra qualquer
parte; quem as quizercomprar, dirija-se ao caes.
do Ramos n. 4, ou'a ra Direita o. 99.
Liquidaco de fa-
zendas.
Na ra do Crespo, loja n. 14.
Vende-se para acabar, e por todo proco um
completo sorlimeoto defazendasioglezas, france-
zas, suissas a allemes; todas propriis deste mer-
cado, e algumas recentemente cheeadai.
Pee hincha
sem igual
A 10 o corte.
Riquliaimoa cortes de vestidos de barege e" de
fil bordado, bonitos padrdes, pelo diminuto pre-
go de 109 o corte : na loja de Guimares & Lima,
ra do Crespo n. 7 A, esquina da rus do Impe-
rador.
Vende se um carro de trabalhar na alfan-
dega, e um boi.' a tratar no pateo do Tergo n.
12, taberna.
320 rs. o covado
Cambraias de cores fioissimas, delicadissimos
padrdes, e muito modernas, pelo baratissimo pre-
go de trezentos e rite ris o corado ; na loja de
Guimares & Silra, ruado Graspo o. 7 A, esqui-
na da ra do Imperador.
Vendem-se duas cimas de armaco em
bom estado, um par de bancas, urna dazia de ca-
denas, tudo de smarello ; na raa das Cruies nu-
mero 1.
Caetas caligraphicaa
a 500 rs
Recentemente intentadas pelo profassoc Seal-
ly, as quaes com a extraordinaria vantagem de
obrigar e acoslumar para seapra o discpulo a
pegas na peona do modo aaequado, sendo guar-
necidas essas canelas deptqaioaa chapai cnca-
vas noi lugares onde so serete collocar os tres
dedos, (icilllauda assim muito a escripia, e con-
tribulado sobjossaaoira para qualquer pessoa m
pouco tempo aeauerir urna boa letra. Noto-so
ainda que aorreni Unto para adultos como psra
meninos. A' ronde, em caes de Caaaea & Goo-
cairos, raa da Cadeia a. 7 : Guilbtme saUj,
profesior de caligreshli, Rio de.Juslro.

- ___ --^
TT-
f '1'
r^-z^zrfr-T. i


~r

DUWO DI PEWUBOC0 -SEAUli BJURH
T:
O L*g 18l
*
-
Arroz barato
Na travesa Mdra tfa Dos, srmatens ni.
t e 16, de FiMlrt A Mrtin. venaVae atroz da
Jodia trlgueiro a 1J a arroba, em iiccoi oe 4 a 5
arroba*, quomuito convm para eisaa parlicu-
iafet. _________t,
palitos do gm.
Achate de boto upprido o dupos.io de pali-
to! do gsx, e continuara a vender-i* muito em
costa, nr travesea da Madre de Deo ni. 9 e 16,
armaxans de Ferteira A Mirtina-__________"^
. NO
Toirador.
23--ar#o do Tereo~M
Hantetga inglesa flor a 800 a 960 rs.- a libra,
dita (raneara a 6(0 rs.. banba de porw> a 400 ra.
a liara, maasis maito finaa para aopa a 400 ra. a
libra, queijos do reibo a 2$,ditos do ueatao a 360
ra.a libra,etvflja das molhorea marcas a 500 ra. a
garrafa, aardiobaa de Nantee a 400 ra., toucinbo
a 320 ra bolachioha iogleza a 320 ra. a libra,
aiaim como se vende outroa muitoa gneros ba-
ratiasimoa, pasaaa a 400 ra. a ltbra, sao muito
novas, e se siguen) davidar venha ver no Torra-
dor largo do Terco n. 23. .
Carite de Serid.
E' bagada a veradeira carne de Sarito, e oa
bello* queljee de Strido aeto ireeeM ; o enli-
go eatabeleeiaento da rea estrella do Rosarlo,
eaquina da roa das Larangeiraa.
Roup feita da Araca.
Vendem-ie palelots de panno preto.a 69500 e
88. caigas pretat de eaaemira a 48500 e 59500,
paletota de alpaca a 3}300 e 49, calces d-e orina
de coree a 29500, camisas franceaa fina* a 28 e
2^300, ceroolas de linho a 1$600 e 2$, colarinbos
de linho fiooa e 500 rs.: na rea da lmperatriz,
loja da Arara d. 56. .. .
Arara vende os bales.
Veod>m-se bales de 15 a 30 reos, o mala mo-
derno qae ha para senhere* por todo* oa presos,
ditos de bnlbantina maito grandea. saiaa de cor-
d que (ax exea de bala por 28500, aaias bor-
dada para senhoraa a 29500, dita* de 4 pannoa
38 e 38500 : na ra da Imperatrix, loja e arma-
zem da Arara n. 56.
Madapolo dt\ Arara.
Veodem-se pegas de madapolo Elephsnte en-
festado, muito fino, com 40 jarda* a 149 PeC".
ditaa de 24 jarda* a 49400. 49600, 5f, 89500 e 69,
dito enfestado a 39 : na ra da Imperatrix, loja
da Arara n. 56. ___
NOS ARBAZNS
PROGRESSISTA
PSOBIS
nmnm

>
DE
Vndese una morada de casa terrea sita
na.taa de Santa Cecilia n. 27, esquina da ra de
S. Ju. com urna mei-agua no fundo e taberna
na frente, e sotao, que ludo rende perto de 600f:
a tratar na meama._____m
Aiiicndoas.
Bellas ameodoasconfeitadas, dedicadas para aa
sortea de Santo Antonio, S. Joo eS*. Pedrt a 720
a libra ; no muito conhaeldo deposito da ra
argado Roeario n. 35.______________________
Veadem-se bois
de
mancos
pasto.
Vendem-se bois mansos gordos de pialo na
estrad* dos Affl ctos defronte do Sr. nujor An-
.iio.ee proprio para campos e tambem bois de
camposoo mesmo lugar.
A le tria.
Aletria nova com 25 libra*, a caixa por 48000
ende-se na roa da Imperatrix n. 6.
DUARTE&C.
36 Ra das Cruzes de S. Antonio 36
LAUCO Ve ARMO 9.
Nos os proprietarios dejtes acreditados armazens participamos as nossos numerosos
freguuet que por dos os vapore* e navios do vela recebemos- de nossa propria encommenda os
Vande-ae na loja da ra do Crespo n. 25,1 melhores generos'tendente a molhados, e por isso podemos vender por menos 10 por cento do
um violao ainda novo, excellente, por preco com-1 qne outIO qualquer, como a experiencia o mostrara por isso pedimos a todos os Srs. da praca e do
mallo, que anda se nao deram ao trabalho de manda rara experimentar, o favor de o fazerem, eertos
de nada perderem, pois para isso nao pouparemos forjas para bem servil-es ainda mais a pessoss
menos entendida*, eertos da esclarecer aos compradores que srj na ra das Cruzes n. 36 e largo
do'.Carmo n. 9, que deven inderecar os portadores, pois mujto se ovildam com outras casas quasi
dos mesmos ttulos (Progresista e Progressivo) pois sao as duas nicas filiaos.
S.JOAO
VNDESE NO ARMAZEIH
PROGRESSO
DE
Libras sterlinas.
Vendemseem ceta de Wilg & Jnst, prara do
CorpolSanto D. 13. _________
modo.___________^____^^__
Esperanca
Loja de miudezas.rua
mado a. 33 A, de Guimares
& Rocha.
Francisco Fernandes Duarte
Largo da Penba
Attenco.
Vendem-se vaccaa paridas e boia para carroga:
no becco daa Barreras, olaria o. 10, se dir quem
vende.
AUeneo

Na grande exposiqao de fazendas bara-
tissimas, na loja earmazem da Arara,
na ra da lmperatriz n. 56, de Ma-
galbes & Mendes.
Vendem-se fazendas maito baratas para liqui-
dar, a aaber: laaxiobaa eicossesas dequadrinbos
para vestidos de senhoras e roupa para meninos
a 320 rs. o cosdo, ditas muito floas a 500 ra.,
dita* chinezes de 4 \\i palmos de largo a 640 rs.
o covado, fusto de cores para vestidos de senho-
r-s a 280 e 320 rs. o covado, ca'ssas toda de co-
res para vestidos de senhoras e meniaot a 240 e
280 rs. o covado : na ra da lmperatriz, loja da
Arara n. 50.
Cambraia da Arara
Veodem se pecas de cambraia. branca lisl a
.19600 e 23. ditas Anas a 2g500, 39 e 3&500, casia
para Cortinados muito fina com 20 varas a pega a
99. ditas de 10 varas a 49500 e 39, golliohas para
senhoras e meninas a 500 rs., manguito e golla
de linho a 2g5U0 : .na ra da lmperatriz, loja da
Arara o. 56.
Cnegaram os botes de cornalina braneos *n-
carnadof, que se vende por 39 a duzia, oa por 1$
o par para punhos, s6 ha, testa loja, erases de
cornalina para rosarios, e p/oprios para encastoar
em ouro a 1$, flautas de bano de 5 chaves com
caixa, pelo barato prego de 20$, pos de arros aro-
matisado a 15500, em frascos multo lindos a 39,
gulkas victoria chegoa novo sortimenlo, o prego
o mesmo de 120, cajteiraa para eacrever, pro-
pria* para viagem, cerm tinteiros etc. alie 169,
entreroeios bordados, transparentea a 1)9500,
19800, 28, 29500 e 89, liras bordada* paja caiga*
de meninas e saiaa a 1$ e 29, labyriotho inglez
80, 100. 120,160,200 e 2*0 rs a vara, fita* floas
de grosdenaple acbamalotado propria para cin-
tos a 1J500 a vara, colherea de metal principe
para cb e sopa, a 59 e 2$500 a duzta, facas de
cabo de balanfo a 8 e 79000, cabo de viadt por
4JJ50O. meias para homem a I98OO, 29200.-39600.
59 e69 a rjuxls, meias de sda para crianca rea-
cem-Dascids, lindas cores a 2$ o par, meiasjle
algodo para meoinos t meninas a 240 o par, flo-
ree artiflciaea para eofeites a 19. capellaa para
noiva, s a Eiperanga vende por 5f, de flor de
larangeira, fita* de velludo largas e eatreitinhas
como e procura a 19 a peca da ettreUe, tesouras
para unhas de ac finas a 19500, curvea etc. para
costura a 600, 800. 19280 e I56OO, pontudss de
a;o para eortar fios no comego do labyriotho, s
tem a Eaperaflca, que vende por 1g, tinta azul e
preta (verdadeira ingleza) a 820 e 640, que se
vende parata por ser recebida directamente do
fabricante, pennas de aro inglesas e de mnitas
qualidades a pregoa dirTerentes, papel almaco in-
glez, reama de 500 folhas a 09 (pautado), dito al-
maco francez, reama de 420 folbas a 49 (pautado),
dito aem ser paulado a 39200 e 49. dito pequeoo
tarjado de preto a 19500, dourado a 1500, de
corea a 19600, bordado como renda, e pintado
com palmas, rosa, etc., por prec.01 razoaveis, e
ama infinidsilaa de artigo* barato*, eecolhidoa
com gosto e acert para uso domestico,especiali-
dades Vindas de encommenda, nao vista* neste
mercado, que recebe esta crasa conatantemente.
do Oliei- ^ an^ej^a n8'e^8 rosis n<>va emais superior do mercado a 900 rs. a libra.
Ma ilteiga frO ncea melhor que *> ptMe desejar a 650 rs. a libra e em barril a
600 rs.
Cb II U\llll o mais especial que se pode encontrar a 2988O a libra.
Cha IiySSOn o melhor que se pode desojar de 25400 a 39800 a libra.
vw p rt tO o que se-pde desejar neste genero 1 29 a libra: e a 19600 o ordinario.
QUeijOS fl--i WeilgOS chegados no ultim vapor a 29 e 19700.
Qeijo pratOo melho do mareado a 600 rs. a libree sendo inteiro a 500 rs.
Quej/'OS do SertO muiio superior a 640 rs. a libra tambem temos para 500 rs.
Passas em caxinhas de 8 libras .29500 e'soors. libra.
Figrosena calxinh^s
siaisiiat
DE
eandro & Miranda.
Ra do Crespo numero 8 A.
Sao chagadose loja da Uniao Commerciil de Leandro & Miranda, oa desejado*
e muito corsmodos baldes ds 13,15, 20, 25 e 30 arcos de precos de 39500 a 6-.
Nos pairo estabelecimeotos
bem eonhecidos da ra Real
do Manguioho ns. M, 61, 62 e 63.
Presunto de fiambret
O melhor que tem vindo a este mercado afianzando a.boa'qualidade a 400.rs. a libra.
Mirmela da 0 me|hor que ha a libra a 700 r*.
a flSSfiS j, mais novas que ha a libra a 480 t*.
y til JO do serlio o melhor que ha a 500 rs. a libra.
Manteig'a fr,ncMt a Hbra 70 r*.
]y[anteig"a j0gieraa libra*720, 800, 900 e 19 o melhor que ha.
Pa 11 tOS d0 gaz gy) t|5Qo, duiia 240 rs.
E msis toda qoanlo tendete a molhados que se toros enfadonho anounciar, poi* que
a vista dos eslabelecimentos ver o* Srs. tragueaos como se acham completamente sortidoa de tin-
elo quanlo lhe pertence e que logo continuaremos por esta folha.


Guimaraes & Villa
COM LOJA NA
BA DO CRESPO M. -
Tende um grande serlimento de. fsrenda* de geste pedem
As senhoras que
maedem r*ua UndaB prometiendo aervi-la o melhor pofstvel.
Acabam d recb*r p.lo ulitmovaporfrance nm gran*e eertimento de vestido*
atancos borlado; pra Suj, 409 509 e eetrepjeioe ricamearte bordados targo*
4i*to*i>roi>riM0ar f^Ha(r idea brancoa e ropaa de oolvas; 1"
I P** Lua XIV e ata* bordad** de ledas as qi*tid*d*.
Esperaia a proteccao
das mpaUavaia senhoraa.
Quem espera sempre aleanca
3TCpfCQ
manteletes e ca-
&v w?u.v-.im.- de 8 libras a 19600 e 200 rs. a libra.
Ameil(loaS (la CaSCa mole 20 rs. e nozes a 160 re. a libra muito novas
AmeixaS franCCZ'S a 1 a Obra e em latas com 5 libras a 4000.
Marrcelad'l SUperior a melhor do mercado em latas de duas libras a 400 ti. a
JibraJ
Doce da casca da goiaba a soo rs. o caixso.
jTamaraS em caixinhas proprias para mimo a 29500 e 800 rs, a libra.
LataS COm friltaS em Calda como pecego, damasco, ginja, ameixas*
alperxe a 600 rs.
AlIiendoaS COnfetadaS Com diversas cores a 800 rs".
VnhoS generOSOS engarrafados das Seguintesqualidades, duque do Porto, Porto
fino, Pedro V, velho secco, genuino. Kctfr, Carcavellos, Feitoria, e Madeira secca a
129 a 139 a duzia e a 19100 a garrafa e owcaiel a 720 rs. a gfrrafa.
UllOS empipa proprios para mesa de39600 a 4# a caada e de 500 a 600 rs. a garrafa,-
*do Porto, Lisboa a Figueira. f
iSerVt^aSdas mslhoms marcas a* <0 ra. a "garrafa a 59000 a duzia, ehanpanbe das
marcas mais acreditadas de 149 209 o gigo, eognhac o melhor que se pode desejar
a 900 rs. a garrafa.
virenebra da verdadera hollanda em garrafoes de 16 garrafas a 69000 cada um.
Cjrenehra italiana a mais sublime que tam vindo ao nosso mercado em frascos grandes
a 29000 cada um.
Frasqiieira com 12 frascos de genebra de Holanai 800
Garrafoes com 5 garrafas de superior vinagre a 19000 ^
Vinagre PUTO de Lisboa *a46 r*. agarrafa a 1800 a caada.*
irlarraSJirxnO o m* superior que se poJe desejar a 19000 a garrafa. .
HSperm aCet6 o mais superior do marcadoem caixinhs de '6 libras a. 49200 e 700 rs.
a libra.
VeI*S de carnauba ati500aarrob e380 a libra.
A'ICO rettiS comazeitonas as melhores do mercado a 1>400.
V>-aiXaS coiQ i arroba hespanhola conten do macaro talliarira e aletria a 69000.
'aiXinn^S com diversas qualidades de massas'como sja estrelipha pevid etc., a 6f000
e 640 rs. a libra.
ChourieaS P*OS os melhoresdo marcado a 560 rs. a libra.
OalaniCS o melhor que se pode desejar a 700 rs. libra.
I reZUntOS o que se pode destejar de bom a 640 "rs. a libra.
Ll1gUaS finasem latas j promptas a 19600.
PeXe em latas cavallinhas pargo, e linguadosa 10600.
JL OU e 11 IlO do reino a 280 rs. a libra do novo, e 240 rs. do velho.
Baiiba de UOrCO t melhor do me-cadoem latas de 10 libras a 49000.
MaSS i de tomate em latas de 1 tW a 700 rs.
31aS 1S para SOpa talharim e macarrao a 280rs,ealetria a 320 rs.
PalitOS lXadoS emmacoscom 20 macinhos a.200 rs.
Pa pe greve pautado e liso muito superior a 49000 a resma. *
Eal'Va doCCa 360, pimenta a 360,canella 900 rs., ecominliosa 800 rs, a libra.
P lltOS do gaZ a 29300 a groza e 20 rs. a caixinha.
Sal refinado om picotes de mais da urna libra a 160 rs. potes 560 rs,
5N*gU mano HOT0 a 280 a libra e sevadinha 200 r.
raPinna doMaranhao a 160 rs. a libra e gorarna a 80 rs. a libra e 29400 a arroba.
Cafe dO HlO e do Cear o melhor do mercado e 89500 a 99500 a arroba.
Ca XI n na S as mais elegantes, propias para mimos ou mesmo para guardar joias de 400 rs.
a 19500 e temo com 6 caixinhas a 59000.
Chocolate heSpa(l|lol verdadeko a 19000 ra. alibra.
Kr Vil lias pOltllgneZlS e franceZaSe feijo verda de 640 a 720 ra.*
alata.
1 raques os melhores do mercado a 101 a caixa o 280 rs. a carta.
&a Ve l em lataa chegado no ultimo vapor a 19600.
Bolaxina de soda em aus a i40o
Bol a Xinlia i nglZ a a mas nov, 0 mercado a 4|500 a barrica e 100 rs. a libra.
Avela,a8 ebegadas ultimimente a 3J0 rs. a libra.
Sardinhasde Nantest4oo. aiau.
Azete dOCe fefnadO eWaeaixaeSOO n.> garrafa,
ArrOZ a saceos de 5 arrobas do vermelho a 29500.
fcCOre8 M maii fino* que ha no marcado a 19 garrafa e 109 a duzia, Umbea temo
para moa*.
Al*m dogaoeros anouneiadoseaoonlaar ore^peitavel publico ludo que for perlencen-
lej estes dSUbeieaioantfia. Os propietarios ctiaWScam que enes pr*ros s serrirara pira aquel-
rs. que mandirem sea competen te importe todoa os demiis f'egaezes da livro teram da wjei-
" ,J"m demaz. -
Os melhores gneros que vem a este mercado e por menos 10 por cento do que em oatra
qualquer parte, garantindo-se a boa qualidade, por isso roga-se a todos os Snrs. da praca, de en-'
genhos e lavradores o favor de mandarem suas ennommendas a este muito acreditado armazem de
molha'dos, afira de verera a diflerenca de pre^o e qualidade que faz, se ossem comprados em outra
qualquer parte.
rV.^*Hllll*S confeiladas para sorte de S. Joao a 800 rs. a libra, tambem tem-se pare
6*0 rs. a libra sendo em porcio, tanto de urna qualidade como de outra se faz abat
ment.
LajalClga. m.Mg\d*\ da safra nova de primeira qualidade a 850 a libra, a
barril se faz abatimento.
ML*H.to\g8t ItaVUCfia a mais nffva a 640 rs. a libra, em barril a 600 rs.
^^j^a llO TeiMO muilo frescos chegados neste ultimo vapor a 29000 ditos da-
gados no ultimo navio, a 19800.
Tf*J* pr0 o mais superior que tem vindo a este mercado a 800 rs. a libra.
G lia IiyaSOil 0 melhor que h no mercado a 29800 e 29200 a libra, afianca-se a boa
qualidade.
** ttUXlHl que se pode desejar neste genero a 39000 a libra.
iJHa ptilO homeopathico a 29200 a libra em.porc.o se faz abatimento.
T. raques HOYOS e pav0 transado a 320 rs. e em caixas com 40 cartas por 109000.
Latas C01H &1lltM*UlO&S confeiladas, proprias para mimo, conteni mais con-
feitese assucar candido por 19600 cada urna.
PaSfiaS em caixinhas de 8 libras chegadas altimamente a 29000 cada urna e a ralalho
a 480 rs. a libra.
oOiaXlUua de soda em latas com differentes qualidades a 19440.
ft \ax\Uua ingleza a mais nova que h o mercado a 49000 a barrica e a retamo
a 320 rs. a libra.
VVu\\0 CB pp* de superior qualidade Porto, Figueira e"Lisboa 500, 560 a 640 rs.
a garrafa, e em caada a 39500, 49000 e 49500.
VlIl\lOS engarrafados Duque do Porto, Lagrimas do Ooro, Carca vello?, Fei-
toria velho, e de outras muitas marcas acreditadas a 1#200 a garrafa, em caixa a 129
tambem ha para 19000 a garrafa.
y \l*l*pft*Yie das marcas mais acreditadas a 159000 e 209000 o gtgo, e em garrafa a
l800
Sfitveja da marca cobrinha ou de outras marcas conhecidaa a 59000 a duzia e 500 rs.
a garrafa.
ErVllnaS franeezas e portuguezas em latas de 1 libra por 640 rs.
1Aa$a A*S tomate m unas de l libra por 80O re.
V^t^VxttS frallCeaS em latas de 1 e meia libra por 19500, ditas com 3 libras por
20800.
.%.mJUa<)*tS de casca mole muito novas a 32X) rs. a libra, em arroba por 8(5000.
NozeB a 120 rs. a libra e em arroba a 3#000.
MeVria, macaT13te e taVVvatim a 400 rs. a libra, e em caixa com 1 arro-
ba por 69000.
ILst.teWV-a\l8 pevide e arroz de massa branca ou amarella, a 64-0 rs. a libra, e em cafe
xinlfas muito enfeitadas se faz obatimenlo.
IraWtOS de lieilteS iX8,i09 0i maisbem feilosque tem vindo a esta mercado a 280 rs.
tambem ha para 2D0 rs.
PtezmitOS IngVtzeS para fiambre a 800 rs. tambem hamburguez para fiambra a
640 rs. a libra e do reino o mais novo que ha a 560 re. a libra.
VjllOIiXlCa.fl OpalOS muito novas a 560 rs. a libra eem barril se far abatimento.
Hlame o melhor petisco que pode haver por estar promplo a toda hora a 800 rs. a libra.
T tteull* do ItiaO muito novo a 280 rs. a libra e embarris da 1 e meia arroba
a 59 o 79 a arroba. ...
CliOWTl^aS em latas j promptas para se comer a 19800 cada urna.
Iauna de pOTCO refinada em latas com 10 libras por 49300.
Hita em batril raul0 fina e alva a 440 rs.'a libra eem barril a 400 rs.
C&YtOeS COM bollo traneez.proprios para mimo a 500 rs. cada um.
Nlarmelada imperial do afamado Abreu ede outros tauitos fabricantes de Lisboa a 800 rs.
a libra.
naTnfelada de Alperche em latas de 2 libras por 19000 cada urna,
La&tt&S C 3W* r rVVCtaS de doce em calda as melhores quehaem Portugal como se-
jam pera,pesego, damasco, ameixas, ginja sereijas a800 rs. a lata.
D0Ce8 SeCCOS e em calda, em latas, de 4 a 5 libras por 29000.
LnOCOlale hespaohol a 19500 rs. a libra, ditto francez *a 19100 ditto portugue* a
800 rs afianca-se a boa qualidade.
Caf de primeira qualidade tanto do Rio como do Cear, a 320 rs. a libra, .em arroba a'
99500, dito mais baixo a 280 rs. e 19500 a arroba.
Sevadnba de Franja a-mais nova do mercado a 240rs. a libra, e em porcao se fax
abatimento.
Sag muito novo a 320 rs a libra e em garrafoes com 5-libras, por 29000.
Fatnba do rein das marcea SSS ou galega, a 1*0 ra. a libra.
Dita, do Maranho alva e cheirosa a 160 rs. a libra e em*arroba 49500.
V elaS de carnauba refinada a 400 rs a libra, e em arroba o 129000.
Vieit* dOCe refinado a 800 rs. a garrafa, e em caixas a 99000.
Vinagre de Lisboa a 240 ra. a garrafa e em caada a 19800.
VAnnO cherez verdadeiro a 19500 -a garrafa, e em caixa 149000.
Vinbo WPSnCO de Lisboa' o mais superior que ha no mercado proprio para missa a
640 rs- garrafa e em caada a 49500.
umTUuM suspiros do fabricante Brandao em meias caixinhas, por 29500.
UltOS suspiros do fabricante Gatanho & Filhos em meias caxinhas a 29000.
DltOS em caixas de 100 regala Imperial/Viagantes, a PaneineUai, a 29060 a caixa.
AVpiSla muita limpo, a 80 rs. a libra, e em arroba 59500,
Azeitonas muito novas, a 19600 rs. caa urna ancoreta, e a 400 rs. a garrafa.
A?TOZ de Maranbio a 120 rs a Tibra, e 39700 a arroba.
*|^^iK^.e**4*a*ll^^ emPortftf ar*i.
CiYenebTa de Hollanda ara glva^ cam 25 garrafas por 99000.
Vlostatda ingleza muito nava a 19000 ) frasco 5 fraocaza a 640 rs. o pote. ^_
Alto dos ganares cima mendooadoa ascoptrar o respeitavel rwblico um completo saral*-
mani da lado que loadente a mofeado. I


'
.



a^afatJSB**
7

.
RIO
E
rea a i ve jjDSHO de un
losas artificiaes para
bello.
*-
* toja do beifa-flor Undo-recibido bonitas ro-
mi qae w cmo uiiDdo pira os cabellos, venda
rB*a*o.Qn1mado na loja itiiot n. 63.
Aljfar tino imitando perola.
Vende-se a 500 ra. o 0o da aljfar fino, irol-
lando parola : na ra do Queimac o. loja d'aguia
ranea n. 16.
Cambraias
Vendem-ie cambraias de core* de bonitos
legantesdeaeobos a 280 e 320 r. o ovado : na
ra da Imperatriz. loja n. 90.
Oliados.
Vendem-ae oliados piolados de liodas vistas
paisigeni, larguras de 6, 7. 8 e 9 palmos, pro-
prtos para man de jaotara 29 p corado : na ra
4a Imperatriz, toja n. 20.
Sap
atos de borra-
cha para senhoras a
1,500 o par.
Eslimos no mez Mariinoo, o por iij de no-
cessidide que as siohoras que bam se sppricim
essa boa devogio se previna'm de um par de ta-
patos de borracha, para asiim terem os pea rea-
guardados da humidade, sem alleoco a tojus-
to e loavavel flm, esli se vendando a 1(500 o
par: na ra do Qaeimado, loja d'aguia brinco
numero 16.
Borzeg
[IJfflS.;
Ba da Imperatriz n. 10 loja
do Pinto.
Vende-se pelo baratissimo prego :
Borzeguios de luatre para hornero a 8J."
Ditos de bezerro para hornera a 8j).
Ditos de cordavo para dito a 8j.
Por este pre?o i a dioheiro vista para li-
quidar.
Moendas meias moendas.
Taixas de ferro batido e
coado.
Machinas de vapor.
Rodas d'agua.
Bodas, dentadas etc., etc.
Rudo.Brumn. 38, fundicSo
de D. W. Bouman.
Fazendas pretas
superiores.
Grosdenaple preto muito superior pelo dimi-
nuto preco de 25 o covado, panno prelo muito fi-
no a 3, 4, 5, 6, 7 e 98 o covado, casemira prel
muito fina a 28, 29500, 3, 3300 e 4 o covado,
mantas pretas de blonde mnito superiores s 128,
manteletes de superiores grosdenar. le pretos ri-
camente bordados a 35$, sobrecas cas de panno
preto muito fino i 30, casacaa4embem de panno
preto muito fioo a 309, paletots da panno preto
fino a 18 e 209, ditos de casemira de cor mes-
clada a 188, superiores gravatinhas ettreitaa i
19. dita de aetim macio ede gorgarao muito su-
periores psra deas voltaa a 9, ditas estreitinhai
com lindos alfioetes a 29, superior gorgario pre-
J"> colletes a 49 p corte, ricos nfeites pretoi
a 69, e assim outras moitas fazendas que sendo i
dinbeiro vists, vendem-ie por precos muito be-
ratoi : na rea do Queimido n. 22, na bem conha-
cida loja da boa f.
SEDAS
Cinco tustes.
So na loja do pavo
vendem-se sedas de quadros ditas de istris ao
comprido, e ditaa de listras atravessadas, ditas
de quadrinhoi, sendo dos melhores padroes e de-
licadiisimos goitos, com largura de cbita inglesa
a 500 rs. o covado, pecbincha, e dio-se as
amostras com penhor : na ra da Imperatriz ?.
60. loja e armazem do pavo de Gama Junileiro e vidraceiro.
Grande e nova officina.
Tres portas.
31RuaDireita31.
Neate rico e bem montado estabelecimento en-
eontrario os freguezes o mais perfeito, bem aca-
bado e barato no seu genero.
URNAS de todaa aaqualidades.
SANTUARIOS qae rivalisam com o i caranda.
BAJiHEIROSde todos os tanxanhcs.
SEMIGU PAS dem dem.
BALDES idem idem.
BACAS idem idem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caitas de todas as groi-auras.
PRATOS imitando em perfeigo a boa porcil-
lana.
CHALE1RAS de todas as qu a lid a des.
PANELLAS idem idem.
COCOS, CANDIEIROS e flandres para qual-
quer sortimento.
V1DROS em caitas a a retalho de todos os ta-
mandaado-semanhos, botar.dentro da cidade,
em toda a parte.
Recebem-se encommendaa de qaalqaer nata-
raza, coocertos, que tudo ser desempachado a
contento.
Nova aencao.
O vigilante acabado receber novo sortimento
de diversos objeclos que se veadem por menos
20 por cento do que em outra qualquer parte.
Sintos para senhoras.
Riquissimos sintos doarados, pelo baratissimo
prego de 29, e com fivela*ao lado a 49, assim co-
mo de uta de seda ou velludo a 2( : s no gallo
vigilante, ra do Creapo n. 7.
Enfeites.
Vendem-se os riquissimos enfeites do cabera
cosa franja e vidrilho a 59, ditos sem franja a 39,
ditos transado a 29500, ditos de lago de fita e
Meo de aeda a 29: s no gallo vigilante, roa do
Crespo n. 7.________________________
Fivelas para sinto.
Riquiasimas flvelaa de ac com madreperola no
centro a 19200. ditas de madreperola a 320, ditaa
douradiohas a 340 :" s no gallo vigilante, ra do
Crespo n. 7.
Vidrilho.
Liados vidrilhos pretos e de cores, pelo bara-
tissimo preto de I96OO a libra : s n> gallo vigl-
lante. rm do Creapo 7.
Para entreter o tempe.
Os lindos jogos de dminos a 1#40C', lindas cai-
X".!!"0!* i08/ ipora a 900 rs.: s no gal-
lo vigilanta, ra do Ceep0 n. 7.
11.T-JS8??- u?a, c,"<5 psra avallo: no
Maoguinho, sitio dfront da c. pella
"7-."a0 t'r *m\ l"J,e.0" coin PO><> onoo
m n .BA.S'^5,I d" Boi-v" o. 25 ; qaem
\GfeNClftr
Fundico Low-Hoor,
Ba da Senzalla Nova n.4*.
Mesa estabelesneoio continua a haverura
completo sortimento de motadas' a meias moen-
das para engenho, machinas de vapor a taixas
de ferro batido a coado da todos os tamanho
para dito.
Vende-se o engenho Venturoso, sito ns fre-
gaezii de Agui-Preta, por preco mdico, moen-
te e correte, com ndame para 900 pes, estufa,
ama distiligo toda de cobre qae distila ama car-
ga por di, com casa de viveoda, seozals, casa
de familia, estribara, tudo coberto de telba, com
ama safra para 1,500 pies, e 90 animaos de roda,
d-se com algum dioheiro i vista e desobriga na
praca, ou letras com boas firmas : quem preten-
der, dirija-se ao mesmo, a tratar com o propie-
tario Manoel Filippe Pasa de Lima, tsmbem ven-
des urna propriedade na mesma freguezia per-
tencenleao mesmo com 1,500 bragas em qeadra-
do, por prego mdico, toda coberta de matas,
com abertura para edificar-se um engenho com
distancia- de tres legoas da citagao de Trombeta :
qaem. preteoder, dirija-se ao mesmo engenho,
oa BfM do Qaeimado o. 21, jjue dar as tufor-
omgoe oecesiris.
Superiores peonas deao
Gueds & Gon-alves com loja de miudezas na
raa da Cadeia do Recite o. 7, teem para vender
as mais acreditadas pennaa de fioo ago de difie-
ren tes autores com grande comeada : quem as
preteoder, dirija-se a citada leja, seas pregas sao
bem rszftavete.
A verdadeira essencia de ail
para engommado.
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca,
raa do Queimadon. 16.
Caixinhas e cabazes para
as meninas trazerem
no bra.co.
Muito lindas caixinhas e cabazes para meninas,
de 100 ris at 29500: na loja da Victoria, na ra.
do Queimado o. 75.
Enfeites para senhora.
Os melhores enfeites pretos e de cores que ap-
parece a 59500, 69 e 68509: na loja da Victoria,
na ra do Oueimado n. 75.
Franjas pretas com vi-
drilho e sem elle.
Ricossortimentos.de franjas pretas e de cores
com vidrilho e sem elle : na loja da Victoria, na
raa do Queimado n. 75.
inhasde peso verda-
deiras..
Linhas fins de peso verdadeiras. meadas
graodes a 240 ris : oa loja da Victoria, na ra
do Queimado o. 75.
Phospboros de seguranza
Pbospboros de seguranga, por que livra de in-
cendio, a 160 ris a caita : na loja da Victoria,
na raa do Queimado n. 75.
Baleias para vestidos.
Balelas muito grandes e boas a 160 ris urna :
na loja da Victoria, ns ra do Queimado o. 75.
Linha de croxel para la-
byrintho.
Aa melhores linhas decrosel para labyrintho,
do vello mooalros 320 ri um : na lo|a da Vic-
toria, na ra do Qaeimado 11. 75. '
Smios dourados para se-
nhoras.
Lindos sintos dourados para senhows a 29200,
ditos de ponta cabida a 49, ditoa de fita a I96OO:
oa loja da Victoria, na ra do Qaeimado n. 75.
Ricos espelhos de
jnoldura dourada para
salas.
Chegoa para a loja da Victoria urna peqaen'a
porgo de ricos espelhos de varios tamanbos para
ornamentos de salas, effiaogandp-se serem os
melhores em vidros que tem vindo : na loja da
Victoria, na ra do Queimadon. 75.
La para bordar.
Lia mnito boa de todas as cores para bordar, a
79 a libra ; na loja da Victoria, na raa do Quei-
mado n. 75. *
Liohas do gaz,
Caixinhas com 50 no vellos de linhas muito fi-
nas do gas a 900 ris a caita, dilaa com 30 no-
vellos a 700 ria, ditaa com 10 novelloa grandes
a 700 ris, brancas e pretas: na loja da Victoria,
na ra do Qaeimado n. 75.
Candieiros de gaz
ChegoH para a loja da Victoria os, melhores
candieiros de gaz qae lem vindo ao mercado, por
precos commodoa : na loja da Victoria, na raa
do Queimado n. 75.
Ricas fitas para chapeos,
cinteiros, etc, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber um ex-
traordinario aortimento de ricas fitas, lao boas
em qualidade quao bonitas nos desenhos, tendo
entre ellas o mais largo que possivel; assim
como oigamos pecas brancas com o centro liso
proprio para inscripges, a muitas outras de de-
ferentes cores como de caf, roa, escara, etc.,
etc., e como de sen louvavel coslume : a loja
d aguia branca, na ras do Queimado n. 16, ven-
de por prego commodo eisas boas e bonitas fitas.
Gravatas de setim com
ponta larga a \&
Vendem-se gravitas pretas da bom setim a
com ponas largas a 19 cada urna, tao baratas
assim s se schs na raa do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
xmmmmmmmxmmamm
JiNao duvidem que na ra*
' do Crespo n. 17, loja de
GuimaresA Villar.
"Veste-se urna senhora dos pesS
ate a cabeca.
Principiando pelos chapeos de'palha a
Garibaldi e chapelinaa de palha de Italia
oa aaia supsrrores que tam findo de
Franga.
Manteletes de groa bordados, capas a
cancoes a Luis XVI, sedia de cores a
moireiotiques pretos a da eores o aca-
bando pelos respeilavis baldes da crot'j
e de musselioaa o que vendan baratis-
simo. Senhoras fregaezas a vists faz f,
| mandem-ver.
IatflsaMM attMB4-BWaa4fsMBafia
^aw **wwirejiwarMreja
CALCADO
45 -Ra irrita-4$
A epidemia declina seasivelment, e o sea
completo desappaieciaento eal prximo I O
proprietario desie bem sortido ostabelecimento
convida oa seus numerosos freguezes a substituir
o galgedo velho, que todo est cholerico, por no-
vo, e qae posea remitir s ail sebotis a mazzar-
cae que vao ser dansadaa em lovvor do realabe-
lecimento da saade publica. Os precos con-
vidan :
HOMENS.
Botinas afamadla Milis.

>




a
non-plus-altra Nantes.........
Nantes 2_bateriar..............
lustre....................
ioglezea, de botes..............
bateares.......................
couro do porco.......
bezerro e lastre...............
ioglezes ps selvigeos.........
laxiados braiileiros............
Sapates non-plus-ultra.....

>

>
12S000
129000
119C00
109000
109000
99500
99OOO
99OOO
795OO
51500
79OOO
69500
59500
69OOO
59500
59OOO
29OOO
59000
29000
19280
8 bateras e meia..............
esmaga cobra..................
Nantea 2 bateras viqaeta.....
a 2 bateras bezerro......
* trabalhadores..........
brasileiros de 3fl500 a..........
Sapatos2 solas e salto...............,
tranga porlaguezes..........
fraacezes......
SENHORAS.
Botinas dengozaa......... 59500
salto de bater..... 59000
pecbincha de 49500 a. 4S0OO
> americanas 3$500 a 29500
Sapatoa de salto (Joly) ..;... 3*000
> sem elle (idem) ...... 19920
pete:........ 800
d econorticos. :..'.... 500
a lustre 32 e 33....... 800
MENINOS E MENINAS.
Ha de tudo em relsgao e nao se deits sahii
dinbeiro.
Um completo sortimento de couro de porco,
corda vio, bezerro francs* couro de luatre, mar-
roquim, aola, courinhos etc., que tudo se troca
por dinheiro vootade do comprador.
nmmmmimmmmmmm
Grande f
liquida cao por todo
o pre nhecidalojadoSer-
tnejo.
I Ba do Oueimado n.45.
Appare^am com di-
nheiro que nao deixaro
de .comprar.
Chitas escaras fioss a 160, 180 200
rs., cortes.de vestido pretos bordados a
velludo de casto de 1509 a se vendem
por 309,409. 509 e 709. sahidas d baile
de velludo e setim a 129 e 139, camisas
pira senhora a 2-;OO e 39500, gotlinhas
de cambraia bordadas a 500, 600, 700.
800,-900 e 19, ditas de Gl bordadas a 120
rs., caaaveqaes de fastao a 59, 69,7j, 89,
meias de seda brancas e pretas para se-
nhora a 19200 o par, tiras de babados a
500 e 700rs., lasde qaadro enfestadas a'
300 e 360 rs. o covado, cambraia- preta a
400 e 440 rs. a vara, organdys de cores a
600 ra. a tara, fil braoco adamascado
para cortinados e vestidos a 400 e 500
, rs. a vara, cortea da collete do caaemira
1 bordado pratoa a 29 e 39000, ditoa de
velludo de cor e pretoa a 39, 49, 59 i 69,
paletots de brim braoco fraocezes -a
39500 o 49500, ditos de casemira de co-
rea a pratos a 149 e 169. ditoa da alpaca
preta e da cores a 39,3|500, 49 4&30O,
camisas de peito de lioho a 29500, corlea
de collete de gorgurao a 19500, 19700,
29200. 3g e 3$500. colletes feitos de brim
branco a 29500, ditos feitos de gorgurao
a 29500 e 35500, ditoa feitoa de caaemira
a 3|500, 4 e 48500, ditos de velludo a
59. 69 e 79, ditos de fusio de cores a
1350, um variado aortimento de meias
para homem e senhora, grinaldas com
flores, chalas de froco, espartilbos, e to-
da a qualidade de roupas feitaa para ho-
mem que ludo se vende por metade do
seu valor.
mmrnua wsmsmsmsmsS
DIobilia.
Na ra da Camboado Crmo loia n.
12, vende-se toda a qualidade de mobi-
lia tanto ao gosto moderno como anti
ga, pbantbasia etc. por preco mais
commodo do que em outra qualquer
parte, faz-se toda a qualidade de obra
de encommenda com a maior brevida-
de e o maior apuro da arte.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P.
Johnston 4 C ra da Senzalla Nova
u. 42.
Ricos
cortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados com 8 babados pelo bsrstissimo preco
de 59 o corte : na roa do Queimado n. 22, na
bem conhecida loja da boa f.
Cal e potassa.
Vendem-se estes dous ar-
tigos ltimamente chegados,
no bem conhecido e acredita-
do deposito da ra da Cadeia
doRecife n. 12, mais barato
do que em outra qualquer
parte.
Panno de algodao da Baha.
Vende-se no escriptorio de Antonio Lniz de
Oliveira Azevedo & C, aa raa da Craz n.l.
Relogios.
Vende-se em casa da Johnston Pater & C.,
.-doVigario n. 3, um bailo sortimento de
elogios da oo.ro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes da Liverpool; tambero.
ama variedada da bonitos trancellins para os
mesmos. *
Pombos.
Vendem-se casaes a pombos a barracbos : na
raa do Hospicio n. 48.
;a loja franceza que foi
de Gadault ra Nova n. 11.
*
Aciba de receber desuasneommenda um grande e *"'1 <> sortimento de di-
versos mercidoriss que se acham a vendana dita loja por n -. 10 por cento do que
em outra qualquer parte, a ssbfer :
Agua de malabar
do verdadeiro fabricante Laicombi, para
Ungir cabellos,da cor que se quizer e com
um guia pira seu uso.
Para presentes.
Ricas caitas da costura com msica e
aero ella, o meihor presente qere se pode
dar a urna lenbora que se eslims.
Para homens.
Ricos eitojos contendo todos os uteoci-
lios neeeisirios para toilet de qaalqaer
pessos que se trata com muita limpeza,
contendo navalhas, tesoaraa, pentea, es-
eovaf, frascos pan pomada e cheiros, sfla-
dores, tloteiros, espelhos, pssts para p-
pela e mullos outros perteacespara o mes-
mo flm.
Encerados.
Especiaes pira cobrir mesa a 1|, 18500
a 89 o covado.
Para retratos.
Machinas de todos os tamanhoafrancezaa
e americanas chimicaa psra trabalhar am
todos os processos, copos graduados, la-
na de vidro, um grande aortimento de cai-
xinhas, de chagrn, passepartoasde crese
pretos e dourados, cuvetas horizootaea e
verticaev, papel para retratos e todos os
atencilios tendentes a esta arte; tambam
ae collocam retraloa em caixinhas a passe-
patou, mudam-se os qae ealiverem mo-
' fados tado a vonlade de aeas donos.
Ricas bengalas
de verdadeira cana da India com pootei-
ras e caatoes de marfim, tendo nos cistdes
muito bonitas ligurai bertas em relevo,
aa maia bonitaa que se podem achar neste
genero.
Ditas do massa imitando alicoroe.
Luws de pellica
do verdadeiro fabricante Joavio & Filhos,
para bomens e senhora, brancas, de co-
rea e pretaa, e que continuarlo a receber
por todos os vapores francezes preco fizo
29500 rs.
Espeinos:
Desde o maior at ao mais pequeo ta-
manho com molduras pelas e douradas
para ornamento de aala, sendo os vidroa
muito grossos e de primeira (qualidade.
Para msica.
Instramentos completos de chaves e
apiston e tambem grande soniuiento delles
avalaos com muitos melboramentos e dos
sYitemas mais modernos do muito conhe-
cido fabricante Gaatrt Ain, estes instru-
mentos se tornam muito recommerdaveis
por serem muito perfeitos, e os mais mo-
dernos que existem no mercado.
Objectos diversos .
Fumo de narlebeke, marilande. r paral,
vervlque e americano, para cachiu boa e
cigarros.
Seroulaa de algodao de cores para ba-
nbos a 500 rs.
Camilas frincens de todas as qaalididts-
Cipoliohosde lia para menioos, muito
lindos de diversas cores a 19500.
Ricaa cipellas brincia e de corea para
casameoloao mais elegante qae aqu tem
vindo neste genero.
Chicotes americanos e francezes com
aneis e sem elles psra carros, cabriolis e
cavallos.
" Bandejas grsndes de 30 pollegadss i 39.
Um grande sortimento de ocelos e lune-
tas de grao e miope.
Fundas para os quebrados das virilhas.
Velas para carro e piano.
Leques de madreperola.
Ricos punhos e gravatinhas para senhora.
Porcelanas e vidros.
Apparelbos e meios ditos de porcelana
para jantar; candelabros de 4 e 5 Uzes,
serpentinas e lanternaa cpm pinguetea e
sem elles, escarradeiras de vidro brancas
e de cores, ricas laoternas psra carros e
coups, clices para vinbo e licores, redo-
mas com peanhas de todos os tamanbos
para imagens, vasos para flores e encera-
dos para carros de cores e pretos, ditos
redondos e quadrados para botar pratos,
lanteroas e ceodieiros s gsz.
Attencao.
Ao rival smigua)L
Ra larga do Rosario numero 56.
Fitas de velludo estreitinhaa para enfeite a
peo 720 rs.
Sintos doarados a I96OO.
Ditoa ditoa com-pootas cahidas a SfOOO.
Lia para bordar sortidas, libra a 6J40O.
Escora para caballo a 19.
Duzia de meias craaa para homem a 2&400.
Cartaa de alflnetes a 100 rs.
Franjas pretaecom vidrilho a 320 a 400 rs.
Enfeites de retroz com franjs a 59000.
Duzia de meias pan senhora a 2944)0.
Pentes de roassa^ara alar cabello a 500 ra.
Tesouras ordinarias para coitar pavios a 80 rs.
Sabonetes de bola de cores a 400 rs.
Franjas de seda.
Bicos pretos largos e estreitos.
Trancha pretas com vidrilho e branca.
Escovas para unhas a 320 e 500 ra.
Carriteis de retroz a 300 rs.
Tranga de seda de cores a 200 rs.
Carreteis de lioba a 30, 10 e 80 rs.
Linha do gaz lastroza a 30 rr.
Dita de Pedro V a 30 rs.
Rap Paalo Cordeiro e Gisse a I96CO.
Dito Meurcn a 19.
Caixinhas com papel para namoro a 2g e 39.
N. B. O dono deste estabelecimento prompit-
fica-sea mandarm caiteiro com as miudezas
qae qaizerem em casa das familias que isto
exigir.
Vende-se ama eicrava cnoul*. com bom
leita, ptima para criar, e de boa conducta: na
I ru da Praia n. 47. primeiro andar.
| Veade-ie o engenho Poeta, sito nasaague-
zia da Varzea : a tratar na ca di eaqalna da
raa do Greipo para a ra da Crazas.
I Vendem-ae do escravoe, sebdo um criou-
' lo, muito mogo, de bonita figura, e bom official
de tanoeiro, faz toda e qualqeer otra tendente a
i sua proisao, e monta qualquer distilaco por
I ter disso pratica, e s?ma negra tambem crioala,
, muito moga, bonita figura, e propria para qual-
qeer servigo de casa : no caes do Ramos, sobra-
oo o. 2.
Vende-se potes com doces de diversas frutas
. em calda de Lisboa, lilas com mirmelad, latas
, comi queijos do Alemtejo to frescos como os re-
qaeijdes da ierra, queijoa de manteige e de coa-
' Iba mullo frescos, e Utas com mana de tomates
de 2 libras a 19280 rs. : na raa do Imperador
1 n. 28. ___________________________
Tamaocos

por menos prego do qae em outra qualquer parle.
de todas as qualidades, tanto a retalho como am
porgo : na grande fabrica da ra Direita, esqui-
na da travesaa de S. Pedro n. 16.
ARMAZEM
ROtalPAFlITA
Joaquim F. dos Santos.
* 40-Rua do Oaeimado-40
Defronte do becco da Gongregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre nm sortimento completo de roapa falta de
todss aa qualidades e tambem ae manda executar por medida vontade dos fregue-
zes para o qae tem am dos melhores professores.
Casacas u* panno preto a OS,
35) e
Sobrecaaacos de dito dito a 359 e
Paletots de panno preto e de co-
res a 359, 309, 259.109,189 e
Ditos de casemira de cores a 229,
15f.129.79e
Ditos de alpaca preta golra de
velludo fraacezaa a
Ditos de merino selim pretos e
de corsa a 9f e
Ditos de alpaca de cores a 59 e
Ditos de alpaca preta a 99,79,59 a
Ditos de brim de cores a 5|.
49500, 49 e
s. Ditos de bramante delinho bran-
3 co a 69, 58 e
Ditos de merino de cordao preto
a 159 e
Caigas de casemirs prets ede co-
rea a 129, 109, 95, 79 a
Ditaa de prlnceza e merino de
cordo preto a 59, 69500 e
Ditas de brim branco e de corea a
59. 49500 e ,
Calende ganga de eoreaa
Collete de vellido preto e de co-
res lisose bordadoa a 129,99 a
Ditos de casemira preta a de co-
res lisos a bordados a 69,
59500,59
309000
309000
209000
99000
109000
89000
39500
32500
395,00
49000
89000
69OOO
49500
2g500
1000
89000
3J500
Ditos de aetim preto 59000
Ditos de seda e setim brsnco a 6 e 59000
Ditos de gorgurao de teda pretos
e de cores a 79, 69, 4 o 59000
Ditos de brim e fustao branco a
3|500, 29500 o 39OOO
StrouTa de brim de linho a 29 a 29200
Ditaa da algodao a I96OO a 19280
Camisas de peito de fustao branca
ede cores a 294OO e 29200
Ditas de peito delinho a 59; 49 e 8000
Ditas de madapolo brancaa o de
cores a 39, 29500, 29 o 1(600
Chapaos pretos de massa francoza
forma da ultima moda a 109, .
8*500 a ^9000-
Ditos de feltro a 69, 59, 49 a 29OOO
Ditos de sol de aeda Inglezea a
francezea a 14J, 129, Uf a 79000
Colarinhos da linho multo Anea
novos feitlos da ultima moda a 9800
Ditoa da algodao 950
Relogioa de ouro patente e hori-
zontal a 1008, 909, 80J e 708000
Ditoa de prata galvauissdos pa-
tente e horizontaea a 409 30(000
Obraa de oaro, aderegoa a meioa
aderegoa, pulceiraa, rozetaa a
aneis a 9
Toalhaa de linho duzia 108, 69 e 98000
Ditas grandes para mesa ama 39 e 4900q I
!^
nfti
DE
FAZENDAS E ROUPAS FEITAS
DE
Bernardino Jos da Silva Maia.
43 Ra do Queimado 43
Esquina que volta para a Congregado.
Neste moderno estabelecimento ee en-
contrar am complete e variado sorti-
mento de fazendaa e roapas feitaa por
prigos mui razoaveis. O desengao da
vista ver: !
Paletotslde easemira saceos e sobrecasa-
cos a 109.
Ditoa de meia casemira dito dito a 59.
Ditos de brim pardo de linho maito fi-
nos a 59.
Ditos de lpica preta fina de 49 a 69.
Ditos io b reca a eos de panno asalto fi-
no 229.
Ditos de fuito de cor miudinho a Sf .
Caigas de casemira de cor 55, 68, 73
e 89000. TT-
Ditaa da di^a preta a 79, 89 e 109.
DiUa de meia casemira a 39, 89500 e 49.
Ditas de fustao e ganga de cor a 29,2*100
e 29500. B '^
Ditas de brim pardo de linho a 29, 38,
49e59. .
Ditas de dito branco a 23^39 49.
Colletes de caaemira preta e de cor a 48
e|O0O.
Cambraias organdys padroes] maito bo-
nitoa a 600 rs. a vara.
Ditaa moderna daqaeza da Orleans a
560ra.
Chitas largas escuras' finas o corado a
240e26prs.
Ditaa muito finas verdadeira francezas a
800 e 320 rs.
Cambraias branca fina a pega 39, 49 e 5(.
Ditaa de salpicos com 9 varea peca a 49.
Chelea de lia escocezes para ss senhoras
andarem em caaa a 39.
Lazinhaa para vestidos o covado a 520.
Cambraia preta maito fina a vara a 500
ria.
Chitas fastao para vestidos o covado a
840 ra.
Saisa bilo arrendada a 59. .
Lenges de bramante de linho'finp 39.
Ditoa de dito de algodao a 18280 ra.
E oa tras maitas qaalidadea qae a a
-vista do fregus. Tambem saanda fazer
roapas por medidas.
De tado se dio amostras com penhor.
EscraTos fugioos.
Escravo fgido.
Fugio de casa do abaixo assigoado o escravo
Eafrazio de nagio, repreaenta ter de 26 a 35 an-
nos de idade, e*com am pequeo lobinho cima
do olho, foi comprado ao tenente-coronel Joao
Francisco de Carvslho Paes de Aodrade : quem
o apprehender leveo a raa do Trapiche n. 14,
qae ser bem recompensado.
Manoel Aires Guerra.
150^000.
A quem trouxer o prete escravo de nome F-
lix, que se acha fgido desde odia 4 de abril de
1860, cujo escravo tem os aignses seguintes : es-
tatura baix, corpo regular, cor fula, pouca barba,*
ps um pouco apalhetados, representa ter 35 a
40 annoa, nagao Hogambique, lem dous denles
iberios na frente do lado da cima, e por cima do
niriz entre ss sobrancelhas dos olhoa um calom-
bioho pequeo, que parece ser aigoal da trra
delle : obleve-ie noticia certa que o dito preto
inda por Ierras dos engenhos Muribeca, S. Joo
e Eogenho Novo, como trabalbador e intituln-
dole de ftfrro com o nome de Joo Pescador
pois j tem por costume 'quando foge mudar
nome para Joao, elle tem uos poucos de cficioa.
que sao os seguintes : foi pescador, canoeiro
caiador, e ultiman-eme era padeiro, a que per-
tence, porisso roga-se aoacapitcsde campo, ou
qualquer peiioa que o encontrar, -prende-lo e
traze-lo no pateo da Santi Cruz pidaria n. 6, que
receber a quantia c'roa. .
-
.Fugio no da 12 de abril deste correla an-
uo do poder do abaixo assignado, o pardo de no-
me Francisco de 17 anuos de idade, qae tem bo-
nita figura, todos os dente, cabellos carapinhoa
e ruivos, tendo sido este pardo escravo do Sr.
Dr. Antonio BorgesUa Fonseca, de presumir
que ande por algum dos lugarea por onde o mes-
mo senhor tem viajado, como sejam Iguirass,
Goianna, loga S. Joao, Campia, Serra do Tei-
xeira, Pao o'Alho, Limoeiro, as tres villas da co-
marca de Paje de Flores, sendo que segundo t
suppoeesleja tambem.no engenho Iohamaa por
haver sido viato ba poucoadias em Iguarasa ptjr
ter amizade com una mulatinhos desse engenho
anda da presumir que o dito escravo por ab
se inculque como a servigo do dito Sr. Dr. Bor-
ges da Fonsec, afim de nao ser apprehendido
qaem pois o apreheoder ondeqaer qae for encon-
trado esse escravo e o vir entregar ao seu legi-
timo dono na ra do Hospicio n. 6, qae ser mal
generosamente por elle gratificado.
Ignacio Luiz de Brito Taborda.
Em fins de dezembro desappareceu o necro
crioulo, Bonifacio, anda mogo, baixo do corpo e
grosso, nadegas grandes, tem falta de dous den-
tes na frente, olhos abagalhados, mnito regrii-
ta e d para eurs'ndeiro ; tem sido visto pela Boa-
Vista e pelo bairro de Santo Antonio : qaem o
pegar e levar ao caes do Ramos d. 4 ser bem
recompensado.
Fugio no dia 11 do correte um escravo
crioulo de nome Severino, cgo do olho esquerdo.
alto, cheio do corpo, cor pret*. idade de 22 annos,
rosto redondo, sem barba, ps e mos grandes,
cujo escravo athava-se tratando na easa de saud
do Sr. Dr. Ramos, remettido pelo seu senhor
Fancisco Manoel de Souza Oliveira-, o qual man-
dou buscar pelo abaixo assignado, para seguir
para o engenho da Cachoeira, onde sua morada,
e tendo dito escravo fgido, por isso pede-se aos
espilles de campo ou qualquar pessoa dopovo que
o viren, prendam e rtcolbam i cadeia desla ci-
dade, ou ievem ao ahalxo asalgoado, na raa Di-
reita n. 3, que serio gratificados.
Jos da Fonseca Silfs.
Attencao.
No dia 18 de fevereiro do anno correte fu-
gio do engenho Cachoeira, comarca de Goianrja,
um escravo do abaixo assignado, de nome Flix,
com osaigosssjeguiotes : cabra, altura e corpa
regulare, repreaenta a idade de 35 annos, ponco
maia ou menos, sem barba, caballos carapinhoi.
nariz achatado, cor am pouco desbotads, eati am
tanto descarnado, e o que mais o caracterisa sio
deas ou tres cicatrizea grandes na regilo dorsal
sobre as costsllas, procedentes de fscadas qae
soffreu ha mais de 18 annos, deve tambem con-
servar vestigios ahtigos de agoiles as nadegas.,
ezerce o offlcio decarreiro, entrega-ae a embria-
guez e tras camisa a ceroula de algodao'izal ame-
ricano, ou camisa de madapolo ussda o caiga de
castor com vivos dos lados, a camisa abarla pele
frente com botes i maneira de paletot, e a fa-
zenda j eit deabotida, qnando foge mada sem-
pre de nome, neg o seu legitimo dono, e dfz-se
escravo de fizendeiros do Aracaty, do Ico, e ou-
tros lugares : o abaixo aiiignado roga aa autori-
dades policiaca a sos capitiesde campo qae o fa-
Qam prender e remeiter para aquella engenhe
amarrado, a com toda aegarsoga possivel. Pro-
tesli pagar coas gensrosidade a qaem o apressn-
tar___Joaqaim Jos Nunes da Cuaba Machado.






X
DIARIO DA fQftNAMpiJqp. UigDAfilA lt Df JONHO DE 1MI.

m=%
LtieraUc

w
A familia defieran adre.* jj
. CAPITULO [I.
(Continuagao)
Porm qo quere t examinar? disie o
cavalleiro, aorpreio pe su insistencia. Nio
comprehendes nada destas :ousa* e eu nada te
posso ensintr para qne as possa comprehfoder.
Ora! nao queiras fazer aqai figura de um pe-
queoo idiota!. ..
Meu pae, deixa.-rae observar aioda, respon-
dea Luciano. Bem vs que ninguem presla-me
attengio.
Este cofre, .interessa-me- muito, e esta figura
de fuulher com corpo de lea...Tenho ama idea. .
na verdade! urna idea que le direi em casa.
Deia-me observar afim de poder lembrarme.
O cavalleiro rlu-se da pretencio do meoiao,
porem como nao sabia cT>otreria-lo, deixou-o,
recommeodando-oailtencio de sua irma, e (oi
as estribaras, onde achou, niio sem pezar, sea
pobre csvallo muito esquecido em um csoto.
Deu-lha ava que trouxera .discretamente, em
um sacco, e estese vendo-o comer.
Asseotsdo sobre um molbo da palhas o bom
campooez pensara profandaniente. Mil ideas,
mil sentimeptos confusos havlim-lbe perturbado
a babitaal serenidade de sua almn, e lastimba-
se de se rer assim deixado sorprehender por emo-
Ces loucss. Descontente de sua (raqueza, cen-
surara at o movimenlo de orgulho que o fizera
dezejar occasiio de mostrar seu animo; esta oc-
casiao, julgava nao te-la acbado. O silencio des-
denhoso de Octavio em sua uj.imu bravata, fazia-
o pensar que nao empregara termos bastante cla-
ros para manifestar a altivez (le sua alma.
. Ora 1 dizia elle comsigo, decididamente,
naosk'ro para nada neste routdo. E' muito tar-
de para aprender aa msniras e patarras de que
deveris usar, atea lagar nao aqai! Come,
meu pobre cavallo, come depressa, aiim de vol-
tarmos pan caa, onde tu nusmo s ibais beni
tratado que aquil Porem o animal nao tinha
bens denles, e nao poda comer depressa. De-
pois, era preciso dar-lhe de beber, e o cavallei-
10 nio quecja chamar os palafreneros. Nao sou
baslanle rico para pagar-lhes ieus servidos, pen-
sara elle, seriara capazes.de recusar o meu di-
nbeiro, como j fez Mr. Labreche.
Emquaoto o cavalleiro rtflectia deste modo,
Gorisanda des'pedia-se de Hortensia.* Esta dese-
ja Ya tornar a v2r o cavalleiro, ou pelo menos
dizer a sua irmaa que persista ni intengio de ir
azer-lhes urna visita ; porem a presenga de Oc-
tavio, cujo despeito ella via irri'.ar-*se singular-
mente, teruou-a mais reservada e constrangida
do que ella o'desejav*. Coiisaoda qae era mui-
to altiva, conoeceu isto, apressou os cumpri-
mentos.- Chamou Luciano, qae offereceu gra-
vemente-o -oraco a Margarida, e lodos tres sahi-
ram do laboratorio.
Porem Margarida esquecera seu chapu de pa-
lha no gabinete de Hortensia, qnando l esleve
com sua lia; mademoiaells de Germandre, con-
tiou a pequea a s.eu irmao, cae ja sabia muito
bem 'achar-se na vasta residencia, e foi buscar o
chapu, querendo evitar ^edir o menor favor a
Labreche, cuja impertinencia 1 ha era odiosa.
As mais insignificantes acedas parecem muitas
vejes provocadas por um malicioso ou benvolo
destipo. Apenas mademoisella de Germandre en -
rou no gibinete, logo para ahi viu dirigir-ac
Octavio.
CAPITULO VII.
Eotretanlo Octavio nao cuidara em perseguir
Corisanda. _S pensara em Hortensia a quem
deixara um* tinto bruscamente descontente e
aborrecida de suas zombaria*. Imaginara.se-
gui-la at o seu quarto, afim de obter o seu per-
do. Porem Hortensia, lomara a direits, em
qusnlo elle se dirigia para a esquerda, e refu-
giara se na bibliotheca em quinto Octavio entra-
ra no gabinete.
Ficou muito contrariado encentrando ahi a al-
deas.
Perdi, mipha prima, disse elle retirndo-
se logo. Nao era. i senhora a qiem eu procu-
ra va...
E a quem procurara o_seoh>r, com ar lio
preoecupado? dtsie Corisanda com inquietacio ;
cao ha de ser a nossa prima Hortensia, porque
ha .pouco estere com ella 1
Octavio ficou moito admirado da curiosidade
da camponeza. Nao sabia que Corisanda tendo
envido suas ameacas contra o caraleliro, tema
um nov*o encontr, e que houvnssa alguma ques-
tio entre elles. Obserrou-a com modo zomba-
dor. e perguntou lne, em quepoderiam ioteres-
sar-lhe, suas entrevistas mais ou menos repeti-
das com madama de Serigoy.
Apparenteraente, isto interessa-me alguma
cousa, respondeu ingenuamente Corisanda. Por-
que nio poder responder-me sim, ou nao, qnan-
do lhe pergunto se a ella que procura?
Bem"I nio a ella, disse Octsrio, levan-
tando os hombros, paase muito bem, minba bel-
la prima,
Oh I lio depressa, repliciu mademoisella
de Germandre, persuadida qut elle procursra o
cavalleiro para teslemuohar-lba seu rencor;
meu primo peco-lhe por faror que conrersemos
um pouco!
De reras 1 exclamou "o capillo, com urna
fatuidade zombadora ; qaer conversar, minha
prima ? Pois bem I (conversemos. E approxi-
mando-se delta quiz abraca-la.
Ora 1 eis o que ser insolente, disse ella
iepellindo-o com traoquillidadc; julgara qae is-
to eram maneiras de criado grave !
Criado grare I replicou Cetario escandali-
sado, por rentara ter-roa-bio elles abracado?
Oh nao se abragim .aquellas pessoas que
nao querem I e mea primo dere sabe-lo. .
Sei qae a seniora muito linda, e que se-
ria muito agraqavel abraga-la. Nao consente,
pois bem I enlao diga o que quer de mim ? Nao
sei conversar com urna linda moca, sem reques-
ta-ia ; adrirto-a disto I
- Se meu primo -s sabe dizer as mulheres
loucuras e insoleucias, por que julga-as tolas,
e sem sentimeolos?
Mipha prima Calla, como...
Como quem? Madama Hortensia ler-lhe-
ba dito algumas vezes a mesrrn cousa?
Hortensia...Hortensia 1 Para que falla nel-
I, minha prima ? E' curiosa pelo que parece 1
. Nao, nio sou curiosa, porem lenbo olhos,
e bem vejo que o senhor (em pesares.
Pesar? Eu?.Nunca I
Meu primo quer fazer-se descuidado e mu;
porem nio tio (errirel comoislo I um rapaz
infeliz, e nada mais, bem sei o qae efige. *
Vejamos, o que sabe a aenbora t */
Sei que gosta de quesles, e que amigo
de zombar. Isto faz que com muito espirito, o
senhor diga as vezes alguna disparates, e que
falle muitas vezea como um homem mu. Da
tumpos em tempos o aenhor se apercobe disto, e
orrce-s, e entlo diz comsigo: Desoja ra lar
o, porem nio tsnhu; i iri posar fie*
triste.
Ah sim I a senhora qaer pregir-me mo-
ral I...Salto qae eata urna prora {le tntorease
que me doveria tornar orxulhoso ?
Se mea primo jalga-ao lourelrs, perde
leu lampo I Nio acceito gilanteios de poasoa al-
guma ; digo-lhe uma'rez por todas : gragea a
Deus, sei pensar, e como nio me quero casar,
nio presto attengio a gracejos.
E porque nio quer casar-se? disse Octa-
vio, a quem a rectidao ingenua da camponeza
comegava a hteresur.
Porque nao leoho meios Meu irmio s
tem o necessario par educir aeus-fllhos; e se
eu tomaase minha parte Margarida seria obriga-
da a flear aoluira E' meihar que isto succeda
comigo ; porque vivo satisfelta com o meu es-
tado, e nio pens em melhora-lo.
Como I com vinte annos, julga poder con-
demnsr-se a solidio?
Nio vivo s, Emquaoto tiver meu irmio,
terei o melbor dos amigos, e elle anda multo
joven, para que isto se acabe. S ha um acci-
dente que poderia roubar-m'o, te isto assim suc-
cedesse I...Ah I seria muilo para mim 1 Educa-
ra seas filos ; porem aquello q*e me maiasse
meu irmio, matar'-me-hu o coracao I Os olbos
de Corisanda so encheram de lagrimas e Octavia
adivmhou ludo. Lembrou-se das palavras, que
havra dito, e qne rendo mademoiaalla de Ger-
mandre mui perlo delle abaixara a roz, porem
provarelmeote muito tarde. Octavio era gene-
roso, apezar desua lioguamordaz. Ficou com-
movido com essa dr profunda e verdadoir, o
apertou a mi de aua prima, aem dizer nada.
Corisanda comprehendeu este bom movimento, e
nio retirou a mi.
Ora I minha prima 1 dase Oclario, muito
admirado da delicadeza desta mi, um tanto
grande porem elegante e bem feita, nio teoha
medo de mim. Nao sou mu.
- Bem o sei, respondeu Corisanda retirando
a mi sem alTeclacao para limpa/ os olhos. Meu
primo merocia ser feliz, e se o qoizer, ae-lo-ha
bem depressa.
Para que me falla sempre da minha felici-
dade, de que mioha prima, nio poder fazer
urna idea justa, e de meus pesares, que nio co-
nhoce? Mioha prima, a senhora tem penetragao
natural, e muito juizo, assim o creio ; por tanto,
explique-ae claramente, minhs cara Corisanda,
que bei de ouri-la sem zombaria, assim o juro I
Bem I replicou Corisanda, aalisfeits do re-
sultado qua obtirera, e- de ser afioal tratada ae-
riimenle pelo joren capitao ; sabe que passei
hoje ama hora com o senhor e mioha prima
Hortensia 1 Julga que nio conhecfque se ama-
vana.
Julga-me seu amante ; quero dizer, o ho-
mem cujo amor ella acceita ?
Sim, julgo-o, e principalmente por causa
da altercado que hoje lireram. X prora de que
um nao podo estar sem o outro, que nio esli
tranquillos.
Eogana-se, minha querida prima, madama
da Serigoy, p le muito oem passar sem a mi-
nha companhia, por que nao me ama absoluta-
mente.
Entio I a culpa sua I
Como assim ?
"Por que offende-a com suas malicias I O
que fafta para ser amado por ella ? Nao ordem,
espirito, figura, animo, nem henra, nio rerda-
de ? lalrez alguma boadade. As mulheres
gosta'm da braodura, e pdo-se at dizer que
diaso que rirem. Meu irmao tom todas as qus-
lidades boas que o senhor possue, e digno de
ser amado e reapeitado ; porm se elle Irresse as
suas qualidades ms, quero dizer, palarraa s-
peras, e zombarias injustas ; affirmo-lhe que nio
me julgaria feliz em sua companhia I Quando
urna mulber tem um chefe de familia seja elle
seu pae, marido ou irmio, dere saber que cora-
peie-lha serv-lo etrata-lo ; oorm tambem per-
tence-lhe saber que deve pagar ialo pela amiaa-
d, confianza e respeito.
Minha querida prims, a senhora falla como
um aojo, disse Oclario, admirado de achar tan-
ta delicadeza era urna aldeaa. Porm a aocieda-
de, em que vive melhor e mais seria que a
nossa. Nesta, ha espirito. E' isto um grande
mal, convenbo, por que com o espirito ha sem-
pre mais ou menos alguma malevolencia, e as
senhoras do tom aborrecer-nos-hiam se fossa-
mos iperfeitos ; ellas meimas nao sao perfel-
tas......estio lio louga disto I
Ei-lo a dizer mal de sua prima, sem pare-
cer faze-lo I ...
Sim 1 digamos algu mal delta, que iilo
me alliriar. Minha prima Hortensia romanes-
ca....Nao sabe o que isto ,nio assim, minha
prima ? Tanto melhor para a aenhora, por qae o
homem a quem amar talvez, apezar de anas re-
soluces. ser bem feliz 1 Naojhe pedir impos-
sireis, nao exigir que elle a faga rir com a sua
alegra, e suspirar com sua melancola ; nio lhe
pedir tambem que aeja amare!, divertido, bem
fallante, e ao mesmo tempo sentimental, poti-
co e emphatcol ni rerdade, minha querida
Corisanda 1
Tudo o que comprehendo de suas oalarras,
replicou mademoisella de Germandre, qae pro-
cura muita cousa para igradar, e que madami
de Serigoy, mais prudente do que a julga, nio
lhe pede tanto 1
O qae pensi, que ella pede, minha pri-
ma ?
Que o senhor a ame simplesmeole, sem
desconfiar della, por que sem ter muilo conhe-
cimento disto, eslou certa de urna cousa, e_ que
aquello que nio tem coofian;a em nos, nio nos
ama I Eu me offenderia se um menino me dis-
sesse que o engaara 1
Ah 1 minha prima, por que a senhora
tio verdadelra, tio pura 1 Eitou t^m certo
que, nunca menliu aos outros oem a si mosma I
E Octavio inteiramente commorido, tomcu a
mi de Corisanda e inroluntariamente lerou-a
aos labios.
Nao se trata de miro, disse mademoisella
de Germandre levantaodo-se, advertida, por um
secreto instinclo de pudor, a vista da perturba-
rlo qae se apoderava de Octavio : vou-me om-
bora, meu primo, encontramo-oos hoje pela pri-
meira e ultima vez. Deaejaria partir com a sua
amisade, e que a minha o flzesse feliz. Pense
um pouco que lhe disse, a respeito do como deve
porlar-se para com Hortensia ; nao falle! bem
por qae nao sei conversar I porm disse o que
mea coraco senta, e se acredita-me mea pri-
mo, ver que Hortensia ama-lo-ha 1
Adeus : em minhas oracss, rogarei pelo se-
nhor.
Como 1 parte j ? disse Octavio um pouco
agitado ; j.esta tarde ? e para aempre? .
Porm nio 1 a senhora voltar depois d ama-
nhia. Ha de tentar a prora do Esphinge 1 Seu
irmio ....
Meu irmio nio' rollar. Disse que ers
intil, que nio tem conhecimento desses nego-
era-me.
efattei-
cios. o q'ie nio doveria ter ambleo es iadaftdasJua filhs, porm por nada neste mundo trabiria
algo que elle tom razio, o que dowmos i lid? conflanca do que oslara rorestido ; mu amor
proprid ora, neitas circamstsncias, de urna pro-
Mddeinalteravel.
Qaauto a fallar, Labreche, podia faze-lo sem
rpalo, pois asda sabia, ficoa aullo oatisfei-
to de ser provocsdo para isto pala baronaza de
Germsndra.
Senhor Labreche, lhe disse ella, nio crelo
que teja do ara derer nio responder a ama per-
gunla qae quero faser-lbe, e nio tenciono obnga-
lo a deixar a aua senlinella.... antas pelo con-
trario, algo que a atteocio que reclamo do se-
nhor, lhe ajudar a vencer a fadiga 'do somno.
Podo deixsr esta porta aborta, e nio perder de
vista as evoluces do guarda campestre; porm,
como nio quero ser vista por elle, conserrar-me-
hoi deste lado. O que tenho a dizer-lhe mui-
lo serio e bstanlo delicado. O marques deixou
dlridis ? quero dizer divides contidersveis a quem
sbrir o cofre encantado, a licor com a berenga,
nio se arriscar a flear arruinado? Bem v, que
nio podia pergeniar isto;ao* tabelltao, que talvez
se julgasse obligado pelo dever a. nio responder;
porm o senhor, que provavlmnte aabe o que
lhe pergunto, o que nio obrigtdo a callar-ae...
a barooeza acreacentou mais algumaa habis in-
sinuarles e entretanto claras sobre a recompen-
sa de dinbeiro unida a ainceridade da respoeta.
Nio oeceasito recebor recompensa alguma
de V. S. para dizer o que aei, respondeu Labre-
che extremamente ufano pela importancia que ae
ante* ojn cortar nossos trigo*.
Adeuo. meu primo ; desojo -lhe
dado 1
Corissnda sshiu, deixando Oitivmutto sar-
prehendido ; porm rindo j da tmpressao qne
Ha produzira sobre elle durante alguna inslao
las. Pensou entio em Hortensia, a atormen-
tando o aopirito otra duas crrante* de ideias
contraria*, sentiu-se mais que nanea offendido
pela frieza de madama de Sevigny, e resolrido a
nio aeguir o bons conselhosde Corisanda.
Entretanto acabara-se de examinar o Esphin-
ge, a o tabetliio coorocara a assembla para O
dia seguinte, depois de ter lido em roz alta o*
nomes aas pessoas revestidas da confian;* do
testador, para guardas do laboratorio o da poli-
ca das proras. Esta escoiha, que era o objeclo
de urna discosic.io particular, designara a cura
da parochia, o chefe do corpo municipal da al-
deio e seu adjunto, o tibelliio, o juiz de paz e
aju eaeririo. o guarda campestre, o mordpmo
do caslello e Labreche, que ficou muito orgulho-
so de receber este signal imprevisto da confian-
ca de sou Unido amo.
O guarda campestre e elle, o eaeririo o o ad-
junto deriam velar alternativamente dia e nou-
to a roda do laboratorio ; os outros guardas dor-
nsiriaos nos quartoa immediatos afim de acodi-
rom ao primeiro rebala dos outros.
Eslas precauQes foram consideradas como
muito offaosivas para a honra da familia, e mui-
to* quizeram retirar-se ; porm todos flearam ;
tal era o imperio que nellos excercis o pensa-
meoto de urna mararilhosa fortuna*. S Horten-
sia conserva va-se indlfferente ao negocio como
O cavalleiro e sus irmaa. Ella partira, se sua
mi nio se oppozesse a isto. Porm madama
de Germandre tinha vagas esperanzas que con-
aervava comsigo sem deixa-las penetrar. Dizia
aimpleamonte que talvez os grandes arcanos do
cofre, nio passassem de slguma tolice do mar-
quez, e que o acaso poderia fazer com qae se
achaaae o misterio pela igooraocls, msis depres-
sa, do que pela instruccio. o talento. Qaeria
absolutsmante que sua filha experimentaste, e
Hortensis cedeu, admirando-ae muito de urna
confianza que lhe parecia chimerica e pueril-
Passando pela bibliothecs pors ir jaotar, ah
encontrou Octavio, que vendo-se repellido, nio'
insislia mais em reconciliar-se com olla. .Elle ti-
nha urna phiaionomia triste e preoecupada, que
a afiligiu.
Mea primo, disse ella, estendendo-lbe a
mi, fagamos as pazes. Agora nio temos msis
que edificar algum castello em Hespanhs. O se-
nhor advinhou justamente, estamos todos-mis-
tificados. Ea esperava por lato, e por tanto nio
me afflijo. Porm para o aenhor, urna contra-
riedade, pois deris esperar urna lembranca par-
ticular de nosso tio ; entretanto nio se deve
afigircom o qus acontece. Ficam-lhe seas a-
migos, breve ter,' um adiantamento militar, e
ae como o julga, victima de alguma occalU
perseguidlo, aquellos qae o anxam cuidarlo em
combalte-la. Alm de que tendo alguma* ideiaa
do casamento, elles se occopsria em fazer-
Ihe urna f-lu escoiha. Finalmente nio duvide
de nossos corscoes, assim como duvida da tan-
toa outrosV Minha mi e ou. .
Sim 1 sim 1 sei qae sio muito boas, respon-
deu Octavio, beijando -lhe a mi; porm, por fa-
vor, fallemos n'outra couss, e nao em casamento.
Esta patarra si mal aos ouridos da um sobrinho
desbordado, e mais que nunca reconheco que s
dero desposar meu sabr. A occaso de m ser-
vir delle chegari bem depressa, quinto a perse-
guidlo, espero acaba-la qualquer dia afore* de
bravura. O que msis dse jo e que fiquemo* ami-
go*.
Hortensia conhecBu que havia muita amargura
as patarras, e no sorriso de seu primo. Pensou
que o melhor era perecer nio se aperceber disto,
e tomou-ba o braco para ir participar do jaotar
da familia que foi a cousa mais solemne, cons-
trangida a aborrecida do mando, nio obstante os
gracejos de Octavio e jorialidodo do abbade.
Depois do jantar cada umse dispersou. Todos
estaram constrangidos em presenta uos dos ou-
tros, principalmente depois que se tinham obser-
vado com ar de anciosa riralidade junto ao Es-
pbinge.
Estaram sstisfeitos por se ter retirado o caval-
leiro parecendo renunciar a prora. Sempre era
um concurrente de menos. Todava, como elle
se esquecera de fazer urna declaracao *CQoil a
este respeito, nada o impeda de rollar, 'orin,
ninguem o receiara. Viram-no contemplar o co-
fre com tanta simplcidade de physionosaia qaao-
ta seu fllho.
Era meia noute, todos estaram deitados ha
muito tempo, a excepgio de Labreebe o do guar-
da campestre que dereriam estar de vigia at tres
horas da maohia, quando a baroneza de German-
dre, que coohecia j todas as dependencias do
castello como se tivesse pasaado nelle *ua vida
entrou devagarinbo na biblioteca. Urna porta
lateral dava para a galera onde o*gu>rda cam-
pestre, que era um aotigo dragio reformado por
causa de ferimeotos eslava armado de um nfer-
rujado sabr de cava liara, rondara consciencio-
ssmente, em qaaoto Labreche ora assentado, ora
deitado aobre um banco lutara j contra o
somno.
A baroneza nio tinha o meoor escrpulo de
interrogar este criado, tambem disposto por na-
tureza para a conversarlo.
Nio tinha a menor esperan;* ou tencio de en-
trar furtivamente no laboratorio; sua cooseieo-
cioss por mais maternalmente preoceupada que
estiresse.ateria exilado antes de resolver-se a urna
lio grave velbacarie.
Porm succed* com a consciencia o mesmo que
acontece com os cus indulgentes. O testador nio
prriu que as pessoas a quem confiara a guarda
do Esphinge, poderiam fallar : nio desconfiara de
Labreche, se elle nio fosse iocorruptivel, tanto
peior para o capricho do testidor 1 Pertencia-lbe
ter mais conhecimento de seus criados.
Porm, como entrar em conrersagio? porque
o mais dfflcil em semelhante oicurrencia prin-
cipiar sem ae comprometter. A astuta polaca,
reflectira nisto; achira um excellente pretexto
para principiar resolutamente o objecto de sua
conienda de espirito.
Aproxmou-se sem ruido da porta eotreaberla,
esperou oceulta que o guarda campestre, estires-
se com as costas volteadas, e bastante looge para
nio ourla-la ; depois, com um pequeo e melo-
dioso silro de passarinho, despertou a atteocio
de Labreche e entrou na biblioteca antes de ser
rista por elle.
O raidoso Labreche pensou ser alguma aven-
tura.
Lavantou-se devanar e entrn as pontas dos
ps. Porm vendo madama de Germandre, ti-
rouseu" baurete inglez, descalpando-ae por estar
de bluza, eaoerou aa ordeos que ella quera
dar-lhe.
A baronesa agradara muito a Labreche, acha-
ra-a polida e condescendeote. Fazia votos por
lhe altributa ; e como era bem educodo nio quiz
impor condicea; segundo pens, o senhor mar-
ques nao deixou a meoor divida.
Bom disse a bsrooeza, o senhor allivia-me
de um grande receio altTda qae, acirescentou,
nada espero do resultsdo ds prora. S porum
acaso...
Jalgs muito difiicil abrir este cofre?
Nio, senhora; talvez jeja muito fcil; tudo
eat em acertar I
Oh r sem duvida ; se se podssse acertar....
aposto qae se o senhor quizesse, sabia-o, nio
rerdade?...
Labreche fez m signal negativo com a ca-
bera.
Talvez o senhor tivesse experimentado al-
gumas vezes f por di vert ment, ou curiosidade...
oio haveria oslo algum mal....
Sem duvida, nio haveria mal algum, porm
o *aohor marquez sempre estava presente, res-
ponden Labreche ; somonte urna vez ousei.....
Eolio I senhor Labreche?
Este ealou-se, e Ida pbysionomia tornou-se
inquieta ; era este o momento mais interesssnte;
e a baroqeza ficou vivamente contrariada com es-
ta snbita preoecupago. .
' O'que aconleceu ? o que tem? perguntou ella
com impaciencia. *
Parece-me, senhora, qae alguam anda uo
corredor, e que nio o guarda campestre. Per-
mitta-me que v ver quem que procura illudir
minha vigilancia I
V, v, senhor Labreche, disse vivamente
a barooeza, julgando que ae poderia pensar que
lia favoreca um cumplice.
No momento em que Labreche dirigia-se para
a /galera, a baroneza oaviu |a voz do guarda
campestre que responda a interlocutor iovi-
aivel.
Nada sei, nada sei, dizia o honrado guarda,
se V. S. deseja "fallar ao senhor Labreche, elle
est ali-9.... ei-lo aqui 1
Sim, sim, respondeu urna voz, que a baro-
neza recooheceu pela do ei-abbade de Gorman- '
dre, ao aenhor de Labrecho a quem desejo
fallar.
Eite lossiu para advertir a baroneza, que ae re-
tirasse ae o julgasse conveniente ; porm esta ti-
nha muita curiosidade de aaber o que o abbade
vinha pergunlar a Labrechev por isso nio se re-
tiro.
Occullou-se por detraz de urna cortina, e como
o abbade desejasse estar s com Labreche, eo-
traram ambos para a bibliotheca sem suspeitar a
preseoQa de um terceiro.
E' fcil de crer-se que o abbade, lio astuto
como a baroneza, fizera absolutamente o mesmo
calculo.
Contara com a tsgarellice de Labreche, o pro-
curara tambem um pretexto para ioterroga-lo.
Comecou a faze-lo mais resolutamente qae a
baroneza.
Meu caro Labreche, disse elle, asseotando-
se, com alguma desconfianza, aobre a cadeira em
qae eslvera madama de Germaadre ; venho pro
por-lbe urna quoslio grave, a qual am homem
honrado como o senhor nio se pode dispensar d
responder por aer urna queslao de vida e de
torta.
Deseja saber, disse ingenuamente Labreche,
se o defunto Sr. marquez deixon dividas?
Sao, nio, replicou o abbade, sei que tinha
ordem em sua vida, e que vivia rodeado de pes-
sosa sabia* e deis. Porm preciso confesssr,
que meu pobre irmio era bem extravagante....
talvez fosse um tanto lonco, nao rerdade'.' 0
qne pensa a esto respeito, Sr. Labreche?
Pens que o Sr. msrquez nio era louco nem
mu, e qae tinha mais fatuidade queloucara.
Sei que o senhor um bom criado, disse o
abbade: potm por mais que me cuate suspeitar
de am irmio a qaem sempre amei, as patarras
do testamento, esta palarra de prava ttrrx^el eo
offerocimento do se poder renunciar esta prora
depois do primeiro exime do Esphinge dio* mo-
tivos para ae reflectir. A maneira por que cons-
truido o laboratorio, com sua' espessa abobada,
separacoes de pedras de alrenaria, por detraz das
quaes parece que os especuladores das proras de-
vea) abrigsr-se, do caso de haver perigo de
vida I
I OI.ULI IIti
ORIGINAL DO DIARIO DE PERfUHBUCO.
StJhhario. O novo ministro da marinha, -o Sr.
befe de divis&o De Lamsre.
Nio s o mundo marilimo que ae acha agita-
do tambem o nosso mundo poltico vae extra-
ordinariamente rerolto, e nos fln"Pa-
dos da cmara temporaria j foram pique em
urna semana apenas, dous miaistlios, capitanea-
dos por habis almirantes. ^m
A tMerrimac. do Sr. Zacaras (coocao de emen-
da falla do throno] e o a Moaitcr do Sr. bai-
les Torre* Homem (moglo lobre a le de promo-
goei) fizeum o diabo, a foram duas machinas de
guerra formidareis 1
Primeiro coube a victoria a < Mrrimas orno
no conflicto americano exactamente; mas appa-
xeceu logo o infernal Monitor,> construido em
poucos dias, e aquetle tere qae retirar-sedo com'
bate, com graves averia*, qae por muito tempo o
privarlo |de tornar a entrar mt lic.a parlamentar.
Esta le de promoces da a nada, espectro para
multa genio, promessa rlsonhi para os bem aren*
tarados presente* futuros, tem urna historia bem
cariosa, e para mais se celebrissr derorou am
ministerio, patritico : quem tal dira ?
Porm, nsda miis certo de que o dilatado -
Sim, sim, comprehendo, respondeu Laure-
te com ar mysterioso. V. S. receia ser fusilado
por alguma pega de arlilharia oceulta no celebre
cofre.
E porque nio? I disse o abbade. Nio ha
urna ora inrencio contra os ladroes, e que se
usa hoje em todos os cofres fortes?
V. S. faz-me tremer, disse Labreche empal-
lidoceodo. Quando pens qae um dia.... sim,
um dia, levado pelo diabo.... apoderado de uma_
curiosidade.... de artista,sim.deartists, Sr.ab-
bade, quiz pegar em um destes malditos cofres 1..
Nao era o Esphinge, era um oalroqae se chama-
va Raio. J expoz-me quando entrou o Sr. mar-
'quez, e, olhando-mede um modo tarrivel, excla-
mou : Infeliz, ests cansado de rirer? Enlao I
pucha o terceiro bollo esquerda.... e teu dese-
jo ser satisfeilo I Esta adrertencia causou tal
effeil sobre mim, que retirei-mo a toda pressa
porm chegando aqai, cahi aem sentidos, o fiquei
doente dorante quinzedias." O abbade tornou-se
paludo tambem.
Propoodo esta questio a Labreche, esperava
Bear plenamente tranquillisado, e sua fingida in-
quietacio, j maoifeatada dlaote doa outros her-
deiros para diminuir a concurrencia, acabara de
madar-se em um terror real.
A baroneza tambem, no aeu escondrijo, nio fl-
11 i '"'
cou menos assusteda, e tere grande difliculdade
am retar aria exelamagio da sorpreza terror.
Todava o abbade nio era homem que aa doi-
xasse engaar polas apparoncio*; tranquillisou-se
promptsmente, a disse, sem astucia cata vos :
Nio julga, mea caro Labreche, que mea irmio
disse-lhe isto, para preservar aous puerl* gra-
dos de sua curiosidade ?.... de artista?
Isto possivel, respondn Labreche, miis
da ama ves die comigo meamo, tanto que oio
penaara mais nisto e tS-lo-hia esquecido; ao V.
S. nio me tivesse fallado em todas estas precau-
ces em qae nunca eu hara pensado I
Oral talvez meus receiossejam chimericos I
Ajude-me a formar urna opinllo rasoavel.
Deaejo-o cerlamente I porm como posao eu
ajudar.a V. S.?..... '
Primeiramonte, nio ae trata do Esphioge ;
do Raio, am nomo bem claro, o destinado ad-
vertir o*imprudente* 1 Depois.... diga-mo; ou-
viu algumaa vezea, exploses no laboratorio ?
Nao, senhor, nunes. Todava, o criado gra-
re a quem substitu, disse-meque so fazia,a nouta
no caslello um barulho abominare!, e que o dia-
bo entrara e sahia pelas janells. Jutguei-o um
rapaz supersticioso o pollrio ; o depois de ter
passado algumaa nontes inquieto, acabei por dor-
mir a rontade.
Talvez, que' este criado, despeitado, por
perder o lugar, quizease desgosta-lo, cootando-
Ihe ealaa cousas ?
Sim, senhor, assim o pensei.
Anda urna, patarra, disse o abbsda levan-
tndole. O senhor nunea ouriu nada, estou
certo disto ; porm nunca notou sobre as paredes
qaalquer ruina causada, por alguna projeetis?
Nunca ; porm quando aqu cheguei, aea-
bava-ae de rebocar de novo, o meu (fredeceasor
disse-me que o lectp e as paredes estavam cava-
das de bslinhi*.
Balinhaa I Com isto o castello arriscava-sa
a ficar arruinador Nao aeriam antes balaa ?
Elle disse-me qae eram balinhas ; porm
V. S. bsm devo penssr, que nio acreditei nisto 1
E tinha algara motivo para acreditar que
fossem balas ?
Ah isto difirante I Durante algum tem-
po o Sr. msrqnez oceupou-se em fazsr espingar-
das e pistolas. Porm eu nanea lh'aa vi fazer.
Entio I faeil de expllcar-se. replicou o ab-
bsde, elle poderia ter feito do seu isboratorto,
durante algum tempo, como diste o senhor, urna
especie de airo, para atirar.
E' esta tambem a minba opiniio I
O abbade fez anda muitas psrguntas a Libre-'
che, porm sem msnifoslsr outros motivos de cu-
riosidade. Viu logo que elle nada sabia, e nio
querendo comprometter-se intilmente, relirou-
se agradecendo-lhe a franqueza, e elogundo-o
pela saa perspicoci*.*
Apena* elle sahia, a baroneza apparece*. La-
brecho que tinha o espirito um tanto perturbado
pelas perguotas do abbade, julgou rer um espec-
tro e asteve quasi gritar, porm a baroneza
tranquillsou-o depressa fallando-lhe:
Sr. Labreche, disse ella, tenho urna grave
censara a fazer-lhe, de nio me ter advertido
do perigo de qae ha pouco advertiu ao abbade.
la fazo-lo, Sra. baroneza, la cootar-lhe tu-
do quando fomos 10trrompidos pelo senhor ab-
bade.
Porm como at agora, o senhor nunea fal-
lou nislo'a pessos alguma? Esta maohia, qaando
eu iusisli sobre aa palavras equivocas do testa-
mento....
Eu pensava nisto, Sra. baroneza ; porm o
cavalleiro de Germandre deu explicacoes, que pa-
1 receram satisfazer a todos....* *
i E 0 senhor tambem ficou sstisfeito? Fal-
lando conscienciosamente, o senhor nio er que
hajam metralhas no Esphinge?
V. S. faz-me tremer I.. Todava, oio posso
erer nisto I s
O senhor tem certeza que o marquez nio
era prfido nem mu ?
Tenho disso tanta certeza, quanta se pode
ter de alguma cousa com um homem que falla
Sempre de um modo mysterioso e. ombaracado.
O Sr. marqaez zombara muito dos seus herdeiros,
porm nio detestara a nenhum, e nunca o vi fa-
zer, nem desejar mal a peasoa alguma.
E affianca-me tambem que elle nao era
louco ?
Juro-o, respondeu Labreche, elle nunca me
parecu louco___Somente algumas vezes mara-
vilhoso.... Tinha ideas....
Gte-me oigamos dolas 1
Ora, mioha senhora, olla tinha taotas ...
Primeiramente nio gostara do bom vioho. Tinha
sempre a adeg cheta delle. nao tonvidava nln-
Rsm para sua mesa, o s beba surrapa. Gos-
tava dos lagartos verdes, duranta dous mezes
queria que ae Ih'os trouxesse lodos os dias ; e
oeste tempo estava todo vestido de verde. Pre-
tendendo qae os lagartos vendo o da sua cor, se
acostamariam com elle. Porm fot preciao re-
nunciar a isto, porque elles nio se acostamaram
de modo nenhum. Quando elle abriu-lbe aua
prisio, fagirlm e a casa ficou ebeia dalles, isto
era muito desagradavel. Eolio o Sr. marquez
ioventou domeaiicar gafanhotos, de papagaios,
que ersm domesticados antecipadamente, e que
comiam tanto na minha mao, como na delle.
Por causa disto desgootou-se dos papagaios, e
mandou matar a todos para estudarem auas gar-
gantas ; quiz fazer um papagaio fallando, como
Mr. de Vaucaosen, cuja habilidade elle gabaya
sempre, por ter feito um canario animado. Nio
conseguiu o seu flm, e voltou para os cofres; po-
rm, em seus ltimos dias, em vez dg estar aba-
tido e assustsdo, estava alegre como urna tenti-
Ihi, e fazia perguotas,as quaesera impossi-
vel responder-se, visto que nio se comprehendia
dellaa cousa alguma.
Nada disto moslra que elle fuese um ho-
mem sanguinario, disse a baroo*za ; porm tam-
bem nio mostra que fosse de um homem de sizo,
e eis porque nio estou completamente trauquil-
a, Sr. Labreche. Certamenle, e pensarei muito

.
mala da ama vez, porm tilaram-ae tio destra-
mante, que se observmm Mffl ae verem. .
Qaaudo deram sais hora* da manbia, a baro-
oeza estava extremamente {aligada, a tal ponto
que deitou-ae mosmo restids.
Neite momento Hortensia antrava oo quarto
de sua ma para propr-lhe am passeio matinal.
A baroneza nio conloa-Iba a* agitacOa* da
vigilia, dtsie-lhe qua eicrevera alguma* carta*
at muito tarde.
Poia entio, minha taie. preciao qae dur-
ma al meio dia, disse-lhe Hortensia Vou ja-
da-la a despir-se. Permitte-mo que vi passaiar
emquaoto dorme?
Passaiar... com Octavio ?
Pelo contrario para evitar Octavio, cuja*
maneiras para comigo, priocipiam a aborre-
cer-me.
Bom I porm onda iris ?
Nio'sel, disso Hortensia. Fallarara-me da
urna linda capaila a de urna bella vista sobra ama
montanha, a urna legua daqui. Vou informir-mo
disto, e aa for muito loogo para mim, irei car-
ro. Mandarei por os carados da casa, afim de ea-
tar de rolla para almocarmos juntan.
A barooeza adormaceu dizeodo comsigo qua ti-
nha todo o tempo de firmar seu juizo sobre os pa-
ngos reaes ou imaginarios da prova do Esphine,
que quando acordasse teria o espirito mais lu-
cido.
Apenaa Hortensia aahira do castalio, Octavio
levaotou-se e resolveu tsmbem dar um paa-
seio.
c Aproveitemos, dizia elle, a somno de miaba
prima para nos escaparms boje. Torna-se-maim
possivel prolongar, desde msnbgs at noute,eata
especie.de entrevista em que nos deixam, e qae
parece divert-la, entretanto qae me irrita o*
ervos e toroa-me muitoiofeliz. Nossa situacio6
falsa. Apezar della e meu tambem talvez. pensa-
mos prorsTolmenle ambos na prora do Esphinge
Vsmo- nos desbordados e escarnecidos ; porm a
imaginario, Cao bem appellidada a loaca da ca-
sa, persiste em querer meditsr um desfeicho fan-
tstico, que mudar ou determinar ooeeoa ron-
lades. Quem sabe se Hortensia nio eapera que ea
perca loria a esperanza para vollar a mim? E
quem aabe se eu mesmo, ficando rico porum mi-
raculoso acaso, nio deporei com enlhuaiaamo
meus thesoaros a aeus pea?
Com eotbusiasmo? Por ventura, sou eapai
de enlhusiasmo? Nio I nunca experimento! na-
da de semelhsnte ; apenas terei a esqaecer qua
minha* amarel prima offendeu-me, a fez-meaof-
frer muilo hontem.
Octavio chamou seu criado, ordenou-lho que
sellasse os cavallos, e vestiu-se em trajos de va-
gem. "Apreisoa-se, sobo imperio de urna idea
que o perseguir durante aeu somno, a cuja ex-
plicarlo quera saber antes de sahir do cas-
tello.
Na r'espera noute, atraressando a galera do*
quadros, rirameote esclarecida, am algn* la-
gares, notou um retrato, que o tinha impressio-
oado muito sem que elle soubesse por que. A
oio ser quo no momento de adormecer elle tives-
se acbado neste retrato urna grande aemelhanga
com mademoisella Corisanda da Germandre.
Quando entrou na galera esclarecida pelo sol
das manhias, fez parar o mordomo que ia mudar
a guarda de Labreche.
Faco favor dlzer-me, quem era o original
deate retrato? pergaotou Octavio. .,
E' da muito alta e poderosa aenhor* Cori-
sanda de Montlucon, marqueza de Germandre,
mae do defunto aenhor marquez Symforiaoo, o
do senhor conde Julio, ar de V. S.; responde
Mr. Guillot.
Ah mioha bisar, por coosequeocis, e av
de mademoisella de Germandre, que esteve hon-
tem aqu ?
Precisamente, senhor. E'preciso convir que
as posices em nada se sssemelbam, e que, sob
o trajo campooez dessa pobre mademoisella, nio
se reconheceria absolutamente a descendente.....
. Bem I bem 1 disse Oclario. Agradego-lhe,
oio so iocommode mais. *
Ficou s durante dez minutos a contemplar o
quadro, que era multo bello como pintura a in-
tereasante como modelo. Este retrato era da urna
mulher alta, de phiaionomia delicada, ao mesmo
lampo aria e agradael. Seu trajo era rico e s -
vero, de um estofo escuro, todo guarnecido de
lagos de granadas e de rendas de ouro, os braco*.
e o pesclo estaram cobertos de paralas e ru-
bios.
Apezar do coolrasta quo baria oeste trajo de
prlnceza, e com o restido de estsmenha da cam-
poneza, a semelhanca era real, admirarel e as-
signalada at as menores particularidades. As
mos eram muilo bellas, porm um tanto gran-
des, cabellos negros e abundantes, cor morena,
olhar muito terno, hombros um tsnto altos, e os
cotorellos um taoto unidos ao corpo. Pareca
que ia andar com este desaso misturado de greca
quecaracterisara seu homooymo.
Octavio tinha tanto inleresse em constatar esta
semelhanca, que hstimava nio ter interrogado o
mordomo sobre o carcter e costumes da peswa
representada neste retrato, quando o abbade, qae
oio dormia, e qae do aeu quarto, via-o alli pa-
rado, approximou-se delle com ar risooho, com o
nico flm'de saber, se, tambem tencionava, ob-
servar alguma eousa, ou interrogar alguem da
casa.
O abbade vio logo qae o joven militar s cui-
dara no retrato da bisav, o tratou em conversar
com elle, afim de distrai-lo de outra qualquer
preoecupacio.
Meu sobrinhe perguota-me ae conbeci mi-
nha mi? disse o abbade; cortamente 1 Tinha
dezoito annos apenas, qaando morreu estaradmi-
ravel senhora.
Ella era de carcter admiravel? perguntou
Octavio.
Sim, pelo carcter, inteligencia e bondade.
Nio era o que s pode chamar urna senhora da
moda, porque foi educada no campo por ama ve-
. Iba tia, devota, *}ue s se oceupara em resar, ella
antes de consentir que minha filha toque nesta
cofre diablico. Asseguro-lbe que naste caslello
ha algum mysterio. Eisas pinturas em que se
manas, esses miserareis diat'cos que sob as ap-
parencss de gracejos sio maldicoes e ameagas...
Nio. nio dormirei tranquilla aqai, e terei mus
sonhosI
A bsroneza recompensou generosamente a con-
Tetsacio de Labreche, e retirou-se ao aeu quarto
para peooar no objecto de sua ambicio maternal,
porm sem fechar a porta qae ficara em frente
da bibliotheca, porque no meio de toda a especie
de terrores, o maior de todos era urna traiQio que
entregasen o segredo a um coocurrente de sua fi-
lha. Ella desconfiara muito do abbade, e duas ou
tres vezes foi mui devagar assegurar-se se elle
vollra a fallar com Labreche.
*0 abbade, que tambem desconfiara de todos, e
qae retara com agona, sahia a apalpadelas do
quarto, ourindo ou julgando ourir alguem andar
nos corredores. Estas duas ioquietscoes que se
rigiaram estireram a ponto de se encontrare.m
apenas sabia 1er e escrerer quando meu pae des-
posou-a. Era muito rica; porm a arareza oa
negligencia de aua lia, dera-lbe urna edneacio
vemmonitros norrireis derorando creaturas hu- lio medioire, que nio aabia asar de ebquinbas.
A chamada do Sr. chefe de esqaadra Joaquim
depois d lempestade vem a bonanca assim jus- Jos Ignacio ao ministerio da nanha. *****
lamenie succedeucom a apparicio do ministerio damos como o tnumpho deata bella idea, fecunda
organisado pelo venerando Sr. marquez de Olinda,
no qual se v toda a mestrensa prompts mano-
bra ajudada por dous marinhelros de pnmeira
viagem, que-todavia nio sio bisonhos, nem
enfoam, e muito proreitosos derem tornar-te a
naregaco que o gabinete vae emprehender.
Boa viagem lhe desejamos de todo o coraQao,
e que chegue ao porto de salvamento, nio encon-
trando senio leves ajuaceiro e pxrajae, que a
ou possa supportar coto todo o panno, tem ter
preciso correr, nem por capa.
Os pilotos sio relho, amestrados, expelientes;
coohecem os mares polticos por onde tem de sin-
grsr ; e, em vez de cahirem na zona das for-
menta, como pratiearam os mojos qae os prece-
dern), presumiDdo demasiado de sua* torgas,
hio de conservar-se as reoie* efos geraes em
que muilo sdiantavam a navegacio. E mafs de
am Jfaurj- poltico podem elles consultar com
vantagem, pora melhor marchar.
Ecomo na organisac/ao deste novo ministerio
aioda foi attendida a idea que estremecidameole
affagamos ;'por cjijo trlumpho muito temos tra-
balbado nesta ar*na, cabendo-nos Incontestare -
menta a honra, de que nos orgulbamos de t-la
trazido i di*cusio,; de have-la encaminhado
naVa columna* i urna *ol?ao pratica. depon de
mal* de vjnte annos de abandono a de esqueci-
mento. nio podemos deicrever opraze,rdi que
no* ochamos possuldo ;. a aatlataccoo diaunbi
imperial, que eapontaneamente broia e ae mani-
fest pof difireme* modos inequvocos.
e esperanzosa para a armada ; o do Sr. chefe do
divisao elaruare, erobora a solucio de contioui-
dade qae se deu, e de que se pode abstrahir, nos
encaramos como a consolidarlo deste triumpho ;
como a adopcio definitiva do priocipio altamente
poltico e sesito, da adminilraQiopda mari-
nha pola marinha, quo estes dous dignos gene-
raes da armada iniciam e fortifican).
A situacio assim se deseaba claramente ; estes
'dous fados, quasi ligados, como que promettem
armada que d'ora avante aeas votos serio sstis-
feitos, escolheado-se nella o aeu ministro, como
da digna offlclalidade do exercito tem sabido sem-
pre o ministro da guerra.
Abre-so, pois, um horisonte vasto, infinito, i
legitimas aspirsqees, is nobres ambicoesdos jo-
rens officiaes de marinha, entre o* quaes abun-
dara os talentos, as aptidoes, como na mui digna
e Ilustrada classe dos hacharis.
O concurso de todss as lutos, de todas asclas-
ses distinctas pela scieocia, na alta administraban
do estsdo, por *em 'durida tem vaotagens mui
reaes o bem do paiz, para que aeja deadenbado
pelos futuros organiaadores de ministerios.
E' miiter approvelta-lo ; mostrar que nio ha.
barreiras que separem os Brsslleiros ; que todos
sio sptos para governar o paiz, ama vez que pos-
susm aa ainadas, .o mrito e a iUustcaclo, qa
sabiaments exige a coosliluicio.
E, conforme tedios affirmado, e est boj ge-
ralmeote reconhecido, a marinha possue prosen-
temeuUs em seu seio bastaotet oCficia.es. d'uUBQtOil
e capazes para desempenhar os arduos deveres de
ministro de Estado, sem comprometter os crdi-
tos da corporacao.
De proposito nio declinamos nomes, para nio
suscitar rivalidades ; o que, alm disso des-
necssario ; porque elles andam na bocea de
todos. a
Est, por tanto, destruida a principal causa de
desanimo, que afaslava da marinha os mocos de
talento e de habilidade, certos annos par* ci.
Esta classe, como qualquer outra, tem incenti-
vos bastantes fortes psra attrahi -los agora : a far-
da de bfcial de marinha oio mala um emba-
razo, um sy bolo de ilotismo, (conceia-se-nos a
exprsalo) em nossa sociedade ; mas sim um em-
blema de honra, de futuro, de glora I
O que myster que os of&eiaes de marinha
se preparem para fallar no parlamento ; que se
exercitem para adquirir o desembarazo do orar,
indispenssvel em oa ministros de urna nagio que
se reg pelo magnifico systema do governo repre-
sentativo, sublima e feliz concepto do espirito
humano, inspirada por um aopro divino para
ventura dos povos.
as associaQoaa scienlificas da que devem is-
e no dia de seu casamento, admiru a todoa, se-
gundo dizem, pelo seu modo desairoso, ao mes-
mo tempo qae offendeu algaos totos pesua
franqueza. Diztamqueo marquez de Germaadre
desposara ama rica guardadora de perj, para
augmentar suas trras; porm bem depressa se
esqueceram disto, porque a joven marqueza ele-
vou-se por sua razio prudencia e graca do espi-
rito natural. As mulheres aprendem coa facili-
dlde a enfeitar-se, e meu sobrioho bem v por
esta pintura que sua bisar sabia roatir-ae com
gosto, a moda do seu tempo. Dere rer tambem
pela sua phisionomia, que muito semelhante, u
que me faz recordar muito della, que nada tinha
de urna pessoa frivola. Era de um espirito recto,e
at penelraote, bem que nao tivasse iostraegao,
que nanea tratassa em adqueri-la. Porm nao
tendo ideas falsas, comprehendia e intareasava-se
por tudo. (Continuar-se ha.)
zer parte ; noa clubs navaea, que convm insti-
tuir nos principaes portos, centros das estacoes,
como os que existem na Inglaterra, e na Frange,
e m outros palie*, pan nelle se discutir o pra-
gresso da arta naval, ada arlilharia, e de todas
aa sciencia* de applicacio marinha, poderlo
urna classe ; nem unics prova de illastragio ; limadas
elle existe maiscullivsdo nos bachareia pela edu- j S. Exc.
cacao que recebeu nos cursos emque se for mam ;
pelos hbitos de sua profisao. ,
Sao homeos de discussio ; emquanto que os
officiaes de marioha alo homens de execugao,
de aegio, por necessidade [acnitos. Aquellos,
derem convencer, estes mandar, e somonte esta
differenga explica a desvantagem em que por este
lado se apresentam os officiaes de marinha.
Aquirido o habito de fallar pelos meios que in-
dicamos, ou por outros que parecerem tnelhores ;
conseguida a entrada na cmara temporaria, para
o que devem envidar esforgos os que tirerem
faror algumas probabilidades ; ficario rencidas
as maiores difBculdades ; destruidos os nicos
argumentos com qae nos pretendem ainds ex-
cluir das pastas, disendo-se em tom dogmtico :
nao ido oradores,como querem ter ministros?
Se fosse entre nos permitlida a leitura dos dis-
cursos, como ainda se pratica no parlamento
francez, que, entretanto, a pnmeira tribuna do
universo, e' taires em algum outro paiz de que oio
teohamot noticia, neohama necessidade haria
desle estudb ; mas como a falta de semerhaote
habilitagio no Brasil prora, sem fundamento por
corto, inferioridade intellectual. daremos respai-
tar este preconcaito que ae acha mu enraizado,
a prepararmo-nos com ella.
Felitmente o actual ministra nio precisa fater
pela corporacio, que espera
muito m.
.*
i
/
A reforma da escrptursgio da fazenda ; da
maneira de proceder s ha bil taco ps para o mjio-
te-pio ; a concessio de passagens s familias, dos
officiaes de marinha transferidas em serrico,, noa
mesmos casos em que as gozam as familias do*
officiaes do exercito ; a modfleagio do regola-
ment da escola de marinha,"ou a aua De) execu-
qio, a admissiodo novo elemento de guerra em
oossa esquadra na proporgio razoarel, o ootraa
medidas! muito reclamadas, podem e derem ser
adoptadas azora por S. Exc, que fax parlo de am
ministerio respailado e apoiado com odhesao por
ambas as cmaras do parlamento.

E se a todo elle desojamos boa viagem, muito
mais ao nobre miniatro da marinha, cuja raissio
mais particularmente-nos iaUressa.
O folheliosta martimo saesforgar em tornar-
lhe a viagem mais susto, presUndo-lhoaqoll*
apoio, que couber na aleada de sua inUlligeacia,
e de seus limitados conheciosento, sem ter outro
intento mal do que errir bem marioha, pen-
sament qae o dirige oa vida publica, como na
particular, na sui quahdada d% oficial de mari-
nha. como'na da jornaliata.
. A.
Babia 10 da junho. M
desenrolrer esta qualidade, que em muitos existe axercioios prepsratorios, j lem fallado por wzes
em germen, illuatrando ao mesmo tempo o eipMna eamara, de quo digno mombro, e haaiooou-
rito, pelo esludo necessarto, e pollodo phraee. Jaldo com inleresse sempre
O dora di pilma n'ao previjegiq elusivo de
ido com inleresse sempre. .
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PSRN, TY?, 08 af, F.DR PARIA di f ILHO.tWa.
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