Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09940


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Full Text

AIIO XZIVIII. IDIfilO 136.
*' Ire Msa4iaiU4t5|00o
Ptr tres Bezoi veiei4s 6f 000
DIARIO

SITA fHA 13 DI J01H0 DE IU2.
Pr a.i. .Uitaa 19$000
Ftrtt fraiet ara iibieriitir
PEMAMBIJCO.

i

*
--------------------------------------------
EUCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Para aya*, o Sr. Antonio Aletaodrino de Li-
ma ; fUlal, o Sr. Antonio Marques da Silva ;
Aracaty, o Sr. A. da Lomos Braga; Car o Sr.
J. Jos da Oliveira; Maraohio, o Sr. Joaquim
Marquea Rodrigues; Para. Manoel Pinheiro 4
C; Amaxonas, Sr. Jtronymo da Costa.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SOL
Alsgoas.oSr. Claadino Paleto Dias; Baha
o Sr. Jos IIartlns Aires; Rio da Janeiro, o Sr-
Jlo Poreira Martina.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda todos os dias as 9} horss do dis.
Iguarass, Goianna, e Parahyba as segundas
aaxtaa-feirai.
S. Anto, Beierroa, Bonito, Caraar, Altinho
Garanhuna as tercas-feirat.
Pao d'Alho, Nazareth. Limoeiro, Brejo, Pes-
qaeira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouriearye Ei naa qua.tta-fairaa.
Cabo, Serinhem, Rio Formoao, Una.Barreiroa
Agua Preta, Pimenteiraa Natal quintas feiras.
(Todos os crrelos partem 10 horas da manha
IPHBMERIDES DO MEZ DB JUNHO.
5 Quarto ereseente aos S minatoa da manha;
IB Lea chela as 3 horss e 33 minato da man.
18 Quarto minguante aos31 mnelos da Urde;
26 Laa ora as 3 horas e 35 minutos da tarde.
PREAMAR DR HOJE.
Primeiro as 4 horas e 54 minatoa da Urde.
Segando as 4 horas a 30 minatos da manha.
rARTIB* DOS VAPORES COSTEIROS.
Para o aul at Alagoaa 5 a SO; para o norte
at a Granja i 14 29 da cada mes.
PARTIBA DOS OMHIBUS.
Para o Recife: do Apipucot s 61(9, 7, 7 l|t, 8
e.8 1|2 da m.; de Olinda s 8 da m. 6 da t.; de
Jaboatao s 8 1,2 da m.; do Caxang e Farsas
s 7 da m.: de Btmfica s 8 da m.
. PS V*! : "" *&* U*. 4, 4 ii4,
4 1|2, 5, 5 lj4, 5 112 e 6 da t.; para Olinda a 7
da m. e 8 Ira da t.; para Jaboatao s 4 da t.; para
o Caxang Farxsa s 4 li2 da t.: para BtmAca
as 4 da t.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES ya CAPITAL.
Tribinal do eommercio: segundas o quintas.
Relami: tercas e aabbados s 10 horss.
Fasenda : quintas s 10 horaa.
Juixo do eommercio : segundas ao meio dia.
Dito de orphos: tercaa e aezUa s 10 horas.
Primeira Tara do civel: tercas a sitas o meio
dia.
Seganda rara do sirel: qeartase sabbadoa 1
hora da tarde.
I DIAS DA SEMAIA.
I Segunda. Ss. Primo e Felieiano mm.
0 Terca. S. M.rgarid. ratoh. ; S. Getao.
H SUfrU* I' ?rnabap.; S. Parizio monee.
12 Quinta. S. JoodsS. Facundo; S. Onofre.
13 SaxU. S. Antonio f. padroeiroda provtacie.
14 Sabbado. S. Baxileo Magno b.; 9. Elseo.
15 Domingo da SS. Trindade ; S Vito a.
ASSIGNA-SE
no Recifa, em a lirraria da praea da losesea-
dencia ds. 6 e 8, dos propriatarioa Manoel Fiasel-
roa do Paria 4 Filho.
MBTE 0FF1CUL
GOVERNO DA PROVINCIA.
LE N 527.
O bacharel Manoel Fraocisao Corris, presiden-
-te da provincia Oe Pemambuco.
Peco saber todos os aaus habitantes, que a
assembla legislativa provincial decretou e eu
sanccionei a reoluco seguinte:
Art. 1. Fica restaurada a freguezia de Cruan-
gy da comarca de Goiaoos, tendo por matriz a
capella de Nossa Senhora do Rosario de Qruaogy.
Art. i.' a linha de cucurhscripoo da noa
(rsguezia, partindo do cimo da ser'ra Mascare-
nhes, onde termina a freguezia de liom-Jardim,
al a naacenca oriental da mesma serra, seguir
al o Capibaribe-meirim, desraembrando-ee das
fregueziaa de Nazareth e do Itamb, para a nova
todo o terreno compreheodido pela aguas que
pendem do- riacho Cruaogy, at a confluencia del-
le com o Capibaribe-meirim, Q'ahi proseguir a
mesma linha pelo alvo do Capibaribe-meirim aci
ma, at a confluencia do riacho da Cm. e desta
confluencia at limitar-se com a provincia da Pa-
rahiba, aeparando-ae o territorio a quem da dita
linha do Itamb para a nova freguezia, e acom-
panhar os limites da provincia da Parahiba at
o referido cimo da aerra Maacareobas.
Arf. 3. A nova freguezia pertencar a comar
ca de Goianni.
Art. 4.* Ficam revogadas todas aaleis e dispo-
sicoes em contrario.
Mando, portento, a todas as autoridades quem
o aoohecimeoto eexecucao da presente resolucao
pertencer que a cempram e fa;am cumprir, to
inteiramente como nella ae contera.
O secretarlo desta provincia a faga .m jrimir,pu-
blicar e correr.
Palacio do governo de Pemambuco, em 4 de
junho de 1862, quadragesaimo primeiro da inde-
pendencia do imperio.
L. S.
Manoel Francisco Correia.
Sellada e publicada a presente resoluta nesta
secretaria do governo de Pemambuco, em 4 de
junho de 1862.
Joo Rodrigues Chaes.
Registrada a fl. do livro 5" de leis provin-
eiaes.
Secretaria do governo de Pemambuco, aos 4
de janho de 1862.
Fortnalo da Sika Nevet.
Expediente do dia lO de janho
de 18 ti.
Officio ao Exm, presidente da provincia da
Farahiba.Cooinjanico a V. Exc. que o briga-
deiro commandanle das armas em ofScio da 4
do correte, sob n. 1,108, diz ler-se verificado
ser desertor da companbia flxa de cavallari des-
ta provincia, liado do corpo da guarnicao
deasa, Marcolioo Aagusto Cezar Pe Iros*, a quo
ee refereot os pfflsioa de V. Exc. d) lti e -24- ds
maio ultimo, sob n. 3040, e 3121 sanco o seu
verdadeiro nome Manoel Joa Villa ora.
Dito ao Exal, presidente do Rio Grande do
Norte.Pal r rfhids de V. Exc. pi ra o Iim con-
veniente, copiado lermo de eneaixllmenlo dos
artigos que foram embarcados no v.ipor Jagua-
ribe com destino a essa provincia. Davo preve-
nir a V. Esc. que neata occasio eegue o par de
sapatos que faltou na ultima remes: a, e a que
allude o meu officio da 7 do correnta em respos-
ta ao de V. Ene. de 28 de maio ultimo.Iguaes
aos Eiras, presideotea da Parabiba e do Cear,
menos quanto a ultima parte.
Ditoao commandanle das armas.Em vista do
qae V. Exc. ioformou em ofllcio de hootem da-
tado, sob n. 1151, convenho em que seja escuso
do servico militar o cabo de esquadra do 2* ba-
lalho de inanlaria Manoel Antn o Dourado,
aceitaodo-seem seu lugar para servir o lempo
complementar do seu engajameut), o paisano
Jas Paulo Corroa de Ges e Vaaconccllos que
foi para iaao considerado apto, segundo o termo
de inspeceo de saude, annexo ao citado offlcio.
Ditoao chefe de polica.Respondiendo ao of-
flcio do antecessor de V. S. de 21 da abril ulti-
mo, sob n. 620, a qu acompaohou copia de outro
do delegado do lermo do Ex relativamente ao
pagamento doa veacionentos do destacamento de
guardas nacionaea all estacionado, enho a dizer
que, conforme indica o inspector da theaouraria
defazendano final de su a informal ao de 4 do
corrente, o. 513, porcopiajunta, di ve o com-
mandanle superior dsquelle municipio remetler
os preti em forma regalar de todo o lempo em
que se devar vencimeutos ao mencionado desta-
camento, aflm de que aejam pagos na mesma
tbesooraha,
- Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Recommendo a V. S. que calculando a despeza a
azer-ae com o tranaporte de Peoedo at Gara-
nhuna de usa subalterno, am inferior e um cabo,
e oito pracasde primeira linha, mac.de entregar
asua importancia ao commandanle deisa forja
que para case fia. Ineser mandado apresentar
por arto do brigadeiro commandanle das armas.
Qfficiou-se ao commandanle das armas.
Dito-ao mesmo.Remello a V. S. as tres in-
clusas contas em duplica la na impor.ancia de 409
aflm de que mande pagar nos termos de sua in-
formac&o da 7 do-corrdBU, sob o. 5i7, o que for
devid cada um dos asngojlarios das referidas
contas, proveniente do enterramento do cadver
doaMetts reformado do exercito Luiz Wanderley
de Alagoaa que (allecea semdeixar .-xpolio.
mesmo.Remello a V. S. para 03 con-
vena sen tare en los afiliagocos tambores
engajados para aerviram no 1' batalao de arti-
Iharia da guarda nacional deste municipio, em
aubstiluffo dos de nomes Joaqun Manosl de Li-
ma, Francisco Amaro da Silva Naves, Balarmlno
Antonio do Espirito Santo e Ambrozio Soares da
Fonseca que foram despedidos no ultimo do mez
prximo udo.
Dito ao mesmo.Remetto a V. S. para os de-
vidosasaentamentoaa filiacao do tambor Victo-
riano Moreira da Costa engajado no Io do correa-
te para servir no 2* batslbo de fazileiros da
guarda nacional deate municipio em aibstiluigo
do de nome Januario do Rosario.
Dito ao mesmoEstando em termos o pret
junto em duplicata, mande V. S. pagar aos ne
gociautes desla praga Leal &Irmo conforme so-
licitou o commandanle superior da comarca do
Rio Formoao em officio de 7 do corten .e, a im-
portancia dos veocimeotos relativos a > mez de
maio ultimo, dos guardas oacionaes destacados
ao dlstricto de Ouas Barras.
Dito so mesmo.Mande V. S. pagar ao jais de
direilo da comarca de Flores, Dr. Josquim Gon-
'"'V. ^V^5""08 Pr lle "'"risada a
quanlta de 30*000, proveoiente do luguel de um
cevalte que conduiio de s. B.nto at Villa-Bella
a asAbulancia destinada ao traame do cholera
tambas Aquella .comarca segundo consta de
lelo do mesmo juiz de 24 de mai) ultimo sob
n. 12.
ao meimo.Restituo a V. s. os docu-
rjtntot cmprobalorloi das paasagnm d1(j0 de
Macei a Peoedo no vapor Valeria de Sinimb
da compaohia bahiana, ao capito Mauoel di
Costa Xavier Lina, officiaes e pracaa de primeira
lioha que acompaoharam alOaricary, aflm de
que nos termo? de ana informado de hootem,
sob d 529, dada com referencia a da contadoria
deasa theaouraria, mande pagar ao agente da-
quella compaohia Joto de Almeida Mooteiro,
conforme aolicitou o Exm. presidente das Ala-
goaa em officio do Ia desta mez, aonezos aos
mesmos documentos, a quantia de 2109 em
que importam taea passagens.
Dito ao inspector da thesourarta provincial.
Da eooformidade enm o final de sua informarlo
de hootem, aob o; 335, mande V. S. entregar ao
director do colltgio doa orphoa de Sania Thereza
em Olinda, a quantia de 60J em que importam ai
diarias relativas a este mes, dos Africanos livres
empregados no servico daquello estabelecimento,
como ae v da folha que devolvo, e que me joi
remettlda pelo director geral da iostruego pu-
blica com officio n. 130 de 28 de maio ultimo.
Dito ao inspector do arsenal de mannha.Ap-
provo a compra que segundo o seu officio de 7 do
crrante, sob o. 218, fez V. S. de urna barca per-
lenceote ao baro do Livramento, pela quantia
de 3:2009. aflm de servir de-quartel da compa-
ohia de aprendizes marinhairos desse arsenal em
substituirlo do brigue Ceartnse qae pelo seu es-
tado de ruina nao pode continuar a preslar-se
mais a essa servico.
Dito ao mesmo.Mande V. S. substituir o
Africano livre Luiz que se acha ao aervico da re-
particio de polica pelo de nome Joaqaim 1 que
j alli esleve e por doenta foirecolhido a enfer-
mara d'oode leve alta, conforme aolicitou o Dr.
chefe de polica em officio o. 936 de 9 do cor-
rente.Communicou-se ao chefa de polica.
Dito ao commandanle auperior do Recite.
Pera razo cooatante do officio do Dr. chefe de
polica n.919 de 6 do corrente, junto por copia,
nao pode aer attendida a reclamaco que fez V.
S. em data de 23 do mez passado, e officio o.
41 sobre o recruta Jos Tbeodoro Simdes da
Silva.
Dito ao juiz dos feitos da fazenda.Transmit-
i V. S. para seu cooheciment e execuQo
na parte que Ihe toca copia da lei provincial ti.
526 de 3 do corrente creando mais um officio
de escrivo dos feitos da fazsoda provincial no
termo desta capital.
Dito ao inspector da saude publica.Devol-
veodo a Vme. as inclasas raceitas dos medica-
mentos fornecidos pelo pharmeceutico Jos Pe-
reira Jaciotho Jnior at C., que acompanharam
o sea officio de 27 de maio ultimo, recommen-
do-lhe que entenda-se com aquellos boticarios,
e informe se ellas annuem ao abate proposto
pela contadoria da theaouraria de fazenda cons-
tante do parecer inscripto no vareo do seu cita-
do officio a qu paree razoavel.
Dito ao ryr. juiz de direilo Manoel Jos da Sil-,
va Neiva.Inteirado pelo aeu officio n. 957 da
9 do corrente de ter V. S. paasado ao Dr. juiz de
direito Carlos de Cerqueira Pinto o axerclcio do
cargo de chefe de polica interino deala provin-
cia, tenho a dizer-lhe que j agradec hootem
V. S. os servicos prestados no desempenho da
quelle cargo.
Dilo ao juiz de direito interino de Garanhuns,
Pelos seus officiosde 1 e 2 do correte, flquei
inteirado do estado di epidemia reinante nessa
comarca, e espero qae Vmc. continu a empre-
gar os esforgos e meios ao seu alcance para com-
bater o mal, ticaodo na intelligencia que para o
termo do Buique j foram remettidos aoccorros
ao jeapectivo juiz municipal.
Dito ao juiz municipal da segunda vara.
Transmiti Vme. para seu conhecimeoto e
xetsjjio na parte que lbe toca, copia da lei pro-
vincial n. 526 de 3 do crrante creando mais um
officio de escrivo de ausentes, capellas e resi-
duos no termo desta capital.
Dilo ao juiz municipal de Santo Anto.De
cooformidade com o parecer do inspector da the-
souraria de fazeodan. 516 de 6 do corrente man-
de Vmc. de combinarlo com o collector da ren-
da geral, vender em hasta publica ou por outro
qualquer meio que julgar mais conveniente as
camas de ferro qua sarviram na enfermarla pro-
visoria de cholericos dessa cidade, e vidros que
foram remettidos com remedios e j ahi nao sao
necessarioa como declama o delegado desse
termo com data de 31 do mez passado, aendo
o producto entre- gue ao sobredito collector.
Dilo ao presidente da cmara municipal de
Cabrob.Accuso recebido o officio de 22 de
abril em que Vmc. manifestando receios de aer
esse municipio invadido pela epidemia do cho-
lera-morbus pede providencias em favor dos
desvalidos, e tenho a dizer-lhe em resposta que
dirija-se ao respectivo juiz de direilo, a quem j
eoviei soccorros para-accodir aos termos dessa
comarca devendo esta cmara empregar os es-
forcos e meios a seu alcance, para combater o
mal e requisilar novas providencias se elle to-
mar maior gravidade.
Portarla.O presidente da provincia atienden-
do ao que requereu o professor de instruc;o
primaria do collegio dos orpbos Joo Jos Ro-
drigues e a inforraagao prestada pelo director ge-
ral interino da instrucc&o publica em data de 30
de maio ultimo sob n. 132, resolve cooceder-
Ihe 3 mezes d6 licenca com veocimeotos na for-
ma da lei, devendo a referida liceo;a ser conta-
da do 1 do garrete em diante.
Miguel Ferreira Velloso. Ioforme o Sr. Dr.
juiz municipal do termo de Caruar de confor-
midadecom o decreto o. 817 de 30 de agosto de
1851, e mais disposigoes em vigor.
Reparticao da polica.
Delegada de polica do primeiro
distrleto do termo do Recife, 6
de janho de 186t.
Em coneequencia de urna ordem que me foi
dada por est chefatura de polica, passo a expOr
V. S. os crimes e fados policiaca occorridos ns
semana anterior, no districto de mioha jurisdic-
c&o.
No districto de S. Jos alrn de sa ter feito o
auto de corpo de delicio na pessoa de Josquim
Antonio da Silreira, pelo ferimeoto leva qae re-
cabara de Manoel Pereira da Silva, no lagar da
ra do Gaz-; foram presos ordem do respectivo
subdelegado e recolhido a caaa de detenco. Se -
rafim Jos Cavalcanli, por infraccio do artigo
quarto do titulo onze das posturas municipaes da
30 de junho de 1849, pastando a disposico desta
delegacia, e Manoel Pereira da Silva por ferimen-
loa leves.
No districto de Santo Antonio, alm de se ter
remettido a chefatura de polica, o auto da corpo
de delicio, por ferimentos leves, procedido na
pessoa do pardo Miguel Bsrboza, morador om
Olinda, onde fra ferido: foram presos e reco-
lhidos caaa de detengo a ordem deaae juizo,
Joa Francisco dos Saotos Alves, crioulo, para
averiguacoes em crime da roubo. Bento Jos da
Rosa, pardo, pedreiro, por embriaguez, Claudino
Miguel Francisco, pardo, marcineiro, e Silvestre
Francisco Lourenco do Monte, crioulo, pedreiro,
para recrutas, remettidos a chefatura de polica,
Manoel Pelix, pardo, barcaceiro, Melchiadea, pre-
to, ganhador, eacravo da Refino 'Antonio da Mel-
lo, por briga, e o ioglex John Ollsen, carpinteiro,
por embriaguez.
No districto do Recife, apenas foram presos e
recolhidos a caaa de detenco, a ordem do res-
pectivo subdelegado, W. Weatbelghamburgaez,
a requitico do cooaul, Manoel, por anthonoma-
sia Mocumbage, pira averiguares em crime de
morte, passando a disposico deata delegacia,
Luiz. prelo, escravo. amquisicio de seu senhor
Thomaz de Parias, Joao Francisco dos Santos,
branco, brasileo, catraeiro, o Manoel da Silva
Guimaraes, portuguez, por briga.
No districto da Boa-Vista, tmente foi preso e
recolhido a caaa de deten;io a ordem do respec-
tivo subdelegado, Manoel da Hora, por embria-
guez e disturbios.
No primeiro districto dos Afogados, alm de ter
sido jalgsdo improcedente o aummario instaura-
do contra Eduardo de Sonsa Vianna, pelo crime
de ofleoaie physicas commettidas na pessoa de
Antonio Jos ne Lyra, foram presoa e racolhidoa
a caaa de detengan a ordem do respectivo subde-
legado, Francisco Lopea de Oliveira, para ave-
riguacoes em roubo de cavallo, a Manoel Anto-
nio de Moraea, conhecido por Jatob, sendo re-
mettido a chefatura de polica, Sergio Justiniano
Baptiata, Joo Joa do Nascimeoto, por briga, e
Manoel Joaquim de Santa Anna, por eipaoca-
mentoa.
No segundo districto dos Afogados, nnicamente
procedeu-se o auto de corpo de delicio na pes-
soa do pardo Luiz de Franca Pantaleo, pelos fe-
rimentos graves qae recebera do prelo Malaquias,
escravo de Augusto Pinto de Lemos, morador no
Bem-Fica.
Finalmente a delegacia de polica do primeiro
districto do termo do Recife, alm de ter feito
muilos interrogatorios e alguns autos de pergun-
tas aobre diversos tactos criminosos, recolheu a
caaa de detenco a sua ordem, Beato Jos da
Silva, para averigusedes em crime de roubo, Jo-
aepha, parda, escrava, a requiaico de seu senhor
Domingos de Passos Miranda, Anto Francisco
dos Santos, por insolencias e offensas a morali-
lidade publica, Guilhermina da Silva Reg, por
disturbios, Msooel Antonio deSouza, Alexaodre
Lopes Porto, Eliseu Theodoro dos Santos, Joo
Marques da Silva, Joo Theodoro, Valeriano Joa-
quim, Jos Eustaquio e Joo de tal, para recru-
tas, ficando aem effelto a priso do ultimo, vis-
to ser escravo do capito- Antonio Joaquim Pe-
reira.
Eia o que tenho a levar ao conhecimento de
V. S. deixando de fallar nos demais diatrletos,
por nao ter nelles occorrido novidade alguma pe-
las communicaedes que tive.
Deas guarde V. S.
Illm. Sr. Dr. Manoel Jos da Silva Neiva, d-
goissimo commeodador e chefe de polica da pro-
vincia. .
O delegado supplente.
Jos Antonio Correia da Silva.
EXTERIOR.
Expediente do secretario do
governo,
Officio ao juiz de direito de Santo Aotio.S.
Exc. o Sr. presidente da provincia manda de-
clarar-lhe que pelo seu officio de 30 do mez
pastado flcou Inteirado de haver V. S. pela
quantia de 500JSOOO existente em seu poder, in-
demnisado o delegado do termo de Santo Anto
Alaxandre Jos de Hollaoda Cavalcanli da quan-
tia de 4148480 ri. como pelo mesmo Exm. Sr.
foi determinado, a mandado recolher a Iheeou-
raria de fazenda pelo stu procurador Jos Mon-
des de Freitasoexcesso de 85J520.
Despachos do dia O de junho.
Requerimenlos.
Alexandre Gon^alves da Andrade Lima.In-
forme o Sr. Dr. juiz municipal do termo de Li-
moeiro.
Francisco Botelbo de Andrade.Informe o Sr.
engeoheiro das obras publicas.
Francisco Verissimo de Atbaquerque Padilha.
Informe o Sr. Dr. juiz muoicipal do lermo do
Cabo.
Dr. Francisco Gonr^alves de Morses.Informe
o Sr. inspector da thasouraria de fazenda.
Galdino Temistocles Cabrsl de Vasconcelos.
Estando saneconada a lei nao ha que deferir.
Dr. Joaquim de Souza Reis.Informe o Sr.
director geral da inatrueco publica.
Joa Pedro Velloso da Silveira Jnior.Exhiba
o supplicaote licenca do propietario do enge-
nho a que serefere, e deslere onde este sito,
bem como a quaolidade e qualidide das madei-
ras qie pretende tirar.
Manoel.Ferreira do Nascimanto. Informe o
Sfr Dr. juiz municipal da primeira vara;
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Hamburgro, 19 de maio.
Temos agora presente o resultado definitivo
das eleicoes prussianas, o qual confirma comple-
tamente o que anticipadamente escrevemos de-
pois do xito das eleicoes primitivas.
O partido feudal conservativo nao obteve mais
de 13 votos dos 352 da cmara dos deputados ; os
ultramontanos que na ultima sesso dlspunham
de 51 votos nao contam na nova cmara mais de
32; a fraeco polooeza sustenta a sua antiga for-
ga de 26 votos ; todo o resto, iato mais de 280
votos perieocem ao grande partido liberal. E ea-
ses votos se .descrimioam da manelra, que 141
recahem sobre aa duas frsccoes do partido pro-
gressista, una 60 aobre o centro esquerdo, e o
reslo sobre a fraegao Grabow.
A ultima perdeu am numero nao pequeo de
votos contra as fraeges progresslstas, ganhando
do outro lado alguns dos conservativos.
Do partido progressista da cmara dissolvi-
da foram reeleilos todos os membroa, excepto um
ofazendeiro nobre Hanck, na provincia daPom-
merania.
Esse partido por isso entra na nova cmara com
todas as suas capacidades, saber:
Os Srs.:
Waldech.
Schuttze-Delitsch.
Twesten.
Vrchow.
Ktrch.maon.
Hagen.
Behrends.
Baro Hoverbeck.
Forkeoberk.
Dieaterweg, etc. etc.; tendo ainda adquerido o
conselheiro Pflcker, conhecido nos annos de
184849, e urna das notabilidadea politicaa da
Prussia o Dr. Jacoby.
Do mesmo modo foram reeleilos os antigos
membros do centro liberal, que como se sabe vo-
taran pela mojo Hagen, a saber enlre outros, o
baro ds Bokum, Hatkort, de Carlosoitz e o ge-
neral Stavenhagea.
Por contra a fraccao Grabov perdeu os seos
membroa preponderantes, nomesdamente os Srs.
Smson, de Sancken, Solieofelde e outros, ga-
nbando em aeu lugar o aeu aotigo chefa o Sr. de
Vincke, o qu-l como aa aabe tinha recusado acei-
tar qualquer mandato naa penltimas eleicoes.
De lodosos membros ds ultima cmara dos de-
putados, que rotaram pela mocao Hagen (como
os nossos leitores se lembraro, urna proposla da
especialitacao maia delalhada do budget) a qual
deu o motivo da dissoluc,o,' s dous ou tres nao
foram reeleilos.
A isso accresce que nenhum dos ministros ac-
tuaos, apexar de haverem alguns dalles concor-
rido em differentes lugares, conseguio ser eleto.
Sobreludo nolavel, que o Sr. vou der Heydt
auceumbio esta vez no cerco eleitoral d'Elberfeld-
Barmen, no qual tinha sido eleto cada vez, aem
excapcao, desde quatorze aonos, e isso contra
urna maioria preponderante, querecahio sbreos
Srs. Kooe ajUlred de Anersvald. Em am se-
gundo logar tambera nao foi elle mais feliz. Urna
derrota duplicada foi igualmente a aorte do con-
de de BernitotT e do Sr. de lagow; o Sr. de
Rooo, que se apresentou cinco vezes como can-
didato nao obteve nem mesmo urna minora res-
peitavel, e o novo ministro do caito s conse-
guio 14 votos de 245 q'um cerco eleitoral Saxono.
Dos minislros liberaes sabidos, foram eleilos por*
contra o conde de Schwerio e o baro de Patow.
Disso se v que a derrota do governo a mais
completa posalvel, e realmente aem examplo na
historiada vida parlamentar. E maisnotavel ain-
da que o mesmo nao peosa em retirar-se.
Ouanto tctica que se decidi seguir, reina ain-
da o maior segredo. S ae aabe que se evitar
quanto possivel for urna nova dlssolucao, e que
do mesmo modo el-rei rejeita toda a idea de um
golpe de estado.
Hoje ter lagar a abertura da dista prussiana.
Segundo se commuoicoa nos ltimos dias de Bar-
iim, ella nao davia aer aberta por el-rei em pes-
soa, mas sin pelo presidente de ministros, o
principe de Hohenlohe.
Acerca da aleico do presidente, as diflerentes
fraccoas libertes j deliberaram proviaoriameoie.
Stgundo a proporc3o dos votos das diflerentes
fraccoes a oceupacao do lugar da primeiro presi-
dente reeahira sobre um membro do partido pro-
gressista. Julga-se entretanto possivel que esse
partido renunciar, e que o seu grito de guerra
ser a reeleicoda presidencia da cmara diasol-
vids.
as fileiras da fraegao Grabow muitos votos se
proounciam pela eleico do conde de Schweno
para primeira presidente.
No dia 16 do correla leve lugar a eleico pa-
ra doze annoa, de um 1 burgo-mestre da capital
de Berlim, (ando decorrido os doze annos de
aervico do P*4mo primeiro burgo-mestre. A elei-
gao foi Jo;l >ela munieipiliJada e pelo collegio
dos dejitaJos da cidade, e recabio sobre o con-
selheMialimo Seylel, o qual actualmente exer-
ca aa fonccSesde preaidente do governo em Ho-
hentollero. O Sr. Seydel homem decididamen-
te liberal, a pertencia ao centro liberal na assem-
bla nacional do aono de 1848.
Na nossa ultima fallamos do ultimo, golpe de
estado do governo da Hesse Eleitoral. Para pre-
venir a realisaco de urna inia, que como os
seus tres ltimos predecessores, se declarasse por
incompetente para qualquer actividade parla-
mentar, aob base da illegal consliluico de 1860.
o gabinete de Cassel linhs ordenado que s de-
viam ser admitlidos para as eleicoes, os eleitores
que se obrigsssem a proceder s mesmas, no sen-
tido, e reconheceodo expressamente a legalidade
da constituico de 1860. To inaudita que se-
melhante disposico fosse mesmo para um gover-
no como o di Hesse Eleitoral, ella era um acto
d'um despeito mais inaudito anda, depois de ha-
verem a Pruisia e a Austria apresentado na die-
ta allema a sua connecida mogo commum
respailo do restabelecimento da constituido de
1831. Est claro que em Vieona e em Berlim nao
se poda soffrer semelhante detprezo, e os dous
gabinetes apresentaram na aesso da dieta alle-
ma do dia 8 do correte, de commum accordo, a
proposla urgente que a confederado reclamasse
do principe eleitoral a immediata suspeosao do
seu ultimo rescripto eleitoral. A urgencia se jus-
tificou pelo facto, que o governo eleitoral tinha
feito seguir ao decreto eleitoral um ostro, orde-
nando sem perda detempo a realisaco das elei-
coes.
O enviado da Hesse Eleitoral junto confade-
raco, fundando-se na ordem dos negocios, se
oppoz porm urna immediata aoluco da pro-
posla austro-prussiana ainda na sesso do dia 8, e
fez passar o aea proteato, que, verdade, era
fundado formalmente. Havendo porm perigo na
demora, a presidencia da dieta ordeoou urna no-
va sesso extraordinaria para o dia 13 de maio,!
ao mesmo lempo que a Prussia, achando ella
mesma perigo na demora, ae decidi da- effectuar
de sua propria autoridade a sutpenso do proce-
dimento eleitoral oa Hesse. Em consequencia
disso, o general de Willisen foi enviado em mis-
sao extraordinaria com urna carta autograpba de
el-rei da Prussia ao principe eleitoral, e para dar
forca sua misso se ordenou a reunio de dous
corpos de exercite prussisnos, do 4* e 7", perto
de Erfurt na provincia de Saxooia, e perto de
Hoxter na provincia da Westphalia. A primeira
consa que occorreu ao Sr.de Willisen em Cassel,
foi que o principe eleitoral lhe recusou a audien-
cia, que elle solicitou immediatameote. lato foi
de manha. De tarde ae reuni um cooselho de
ministros, debsixo da presidencia pessosl do prin-
cipe, e a depoia da aua concluso de noite,
que o Sr. de Willisen foi recebido. E qual foi a
suarecepcao? O priocipeeleitoralassim secon-
ta geralmentedeitou do lado a carta de el-rei,
que lhe foi entregue, declarando que pedia urna
vez para sempre de ser dispensado de semeihan-
tes cartas, que el-rei da Pruasia nenhum direito
tinha de enirometter-ae nos seus negocios, etc.,
e que elle nao retirara o seu regulamento elei-
toral por causa daa exigencias da Prussia. Em
brevp, a misso Willisen nenhum resultado leve,
e o general Willisen, qae se linha demorsdo mais
um dia em Cassel, vollou para Berlim aem ter
feito couaa alguma. Ealretaolo teve lugar a ses-
so extraordinaria da dieta allema no dia 13, e
a proposla de suspeosao suslro-prussians foi
aceita com grande maioria. No dia 17 essa reso-
lucao foi commuoicada officialmenle em Cassel,
a n'um conselho de ministros, reunido na noite
do mesmo .dis, o principe eleitoral ordenou a
suspeosao do decreto eieitoral, contra a opposi-
co. que ainda contina de parte dos ministros.
Ao resto j se sabe que o novo regulamento elei-
toral faihou da maoeira a mais completa no prin-
cipado de Hesse.
Os eleitores urbanos em todo o paiz tinham re-
cusado a execucao daa eleicoes segundo o novo
regulamento, e quasi to unnimemente tambem
todos os eleitores das grandes propiedades ru-
nas, assim como a maior parte dos pequeos fa-
zendeiros com direito de eleger. Todava o ne-
gocio nao ae acha ainda conclnido com a resolu-
cao de suspeosao de ante-bontem. Em Berlim
nao esto dispostos a aceitar tcitamente o trata-
meato desdenhoso, que o general Willisen sof-
freu em Cassel. Foi pois expedido aota-bootem
de Berlim um ultimtum ao principa eleitoral,
eiigindo urna aatisfaco, e a retirada do ministe-
rio Hessiano dentro em qusrenta e oito horas.
Ao mesmo tempo se apreasa a reunio das tropas
em Erfurt e Hoxter. No entretanto muito favo-
ravel que o principe eleitoral ceder a ease ulti-
mtum ; porque do ponto de vista do direito fe-
deral o passo da Pruasia de tomar a diantera se-
ria dtfficil de justificar. Se a Prussia se julga of-
feodida pela Hesse Eleitoral, ella tem de recla-
mar a iotervencao da coofederago, mas nao deve
procurar justica por si mesmo. Segundo se dis
isso tambem a opiniSo da Austria, a qual imme-
diatameote lavantou protesto coatra os passos do
gabinete de Berlim.
Bem se comprebeodeir com que impaciencia
se espera pelo resultado dessas complicares na
Allemanha. Sea Prussia ceder, ella fica humi-
llada da maneira a maia profunda, e o ministerio
actual, que querii aproveitar da queato hessia-
na para a sua posicio ns Prussia, se achara aban-
donado ao maia forte desprezo do povo prussia-
no e do allemo.
Se do outro lado, ella continuar na via encela-
da nos ltimos dias, temos de aguardar mui se-
rios e transcendentes conflictos entre ella e a
Austria.
Urna coaaa nova em negocios do tratado de
eommercio Anglo-Francez um protesto formsl
da |Auslria contra ,o mesmo, ha pouco chegado
em Berlim.
Apezar disso aioda se sustentara as esperances
da sua ratificaco geral peloa governosdo Zollve-
reio. Um facto que tambem os industriaos do
sul da Allemanha ae declaram em numero sem-
pre maior seu favor.
Da Bade j carta a ratiQcayio ; o mesmo da
Biviera, e tambem o governo de Wurtemberg co-
rneja a mostrar-se maia inclinado. Smenle no
Hanover o governo continua a resistir com tena-
cidade, em quanto que o paiz se acha completa-
mente entendido com o tratado.
Os motivos do Hanover nao liram a sua origem
de considerares econmicas,mas sim provem ex-
clusivamente do odio desmedido contra a Prus-
sia. e tudo. ludo quaDto d'ali vem.
No Reichsralh de Vienna, o qual se acha j
reunido deade'treze mezes, continua a discusso
acerca daaquestes financeira ebancaria, sem es-
peranzas de um prximo fim.
A imperatriz abandona a sua residencia em
Venaza, a tenciona passar o vero, parte no sul
da Austria, parte com seus paia em Possenho-
fen no sul.da Baviera. Segundo se diz se acha
ella perfeitamvnte resiabelecida da sua molestia.
No theatro da guerra ni Herzogevina, os in-
surgentes e os Hootenegrinos obliveram ltima-
mente differentes victorias, e conquistaran! a ci-
dade Niksicz.
Ornar Paacha, por causa da molestia, aban lo-
nou o somatando sobre as tropas turcas na Her-
zogevina.
Na queslio Roma est-se sempre espera da
urna mudaoga. El-rei Victor Emmanuel obteve
em aples urna popularidade extraordinaria. A
visita que lhe fez o principo Jerome Napoleo
em aples animou talvaz mais as esperanzas da
populago respeito da questo romana, do que
isso compativel com as intences do Imperado:
Napoleo.
Dos bandos Boarboos j nao se ouve mais fal-
lar. Espera-se em breve o reconhecimento do
reino da Italia pela Russia.
P. S. no dia 20 de maio.
Hootem as cmaras reunidas foram abertas em
Berlim pelo ministro presdeme, principe de Ho-
henlohe por urna falla, limitan Jo-so rigorosa-
menta aos negocios e aos fados, e reclamando a
actividade das duas cmaras s para a soluco
dos negocios mais urgentes.
As communicaQoes finaoceirassao satisfactorias,
e as coolribuiedes extraordinarias nao sero mais
percebidas desje 1 de julho para diaote ; porem
a limitscao acerca da or^anistcao do exercito s
dever continuar al abertura da um novo re-
curso por meio do imposto sobre bens de raz.
Tambem se falla da especialisago do ornamento
como urna concesso aos desejos da representa-
gao do paiz.
A Prussia espera um resultado favoravel do
tratado de eommercio com a Franca ao qual|fl-
oalmente adheriram os estados do Zollverein
aioda contrarios ao mesmo. As negociares com
o governo dinamarquez nao tiveram ainda re-
sultado.
O seu successo depende da questo de saber
se a Dinamarca se decidir cumprir as obriga-
Cdes contratadas para com a Allemanha pelo
ajuste do auno de 1852.
A falla se estende largamente sobre os nego-
cios da Hesse Eleitoral, e se exprime com muita
cajutella acerca de um incidente pendente, no
qnal a Prussia debaixo de todas as circumstao-
cias sanar guardar a sua digoidade. Por fim
lembra-se o programma de 8 de no remoro de
1858, com a commisso de que a Dieta guardar
os direilos da corda, assim com os que a ella
mesma compelem constilucionalmente.
A cmara dos seohores a qual pela ultima dls-
solucao da cmara dos deputados s se acha-
va adiada, nomeiou seu primeiro presiden-
te ao conde de Stolberg-Wernigerode, 'tfm lu-
gar do seu anligo Ia presidente, o principe de
Hohenlohe actualmente ministro-presidente.
O Sr. Jacoby recusou aceitar a sua nomeacao
para depulado.
Finalmente o ministerio prussiano se comple-
tou, sendo nomeado para ministro do eommer-
cio o Sr. Holzbrinck, al agora presidente do go-
verno em Mimster.
P. S. em 21 de msio.
Em um conselho de ministros reunido honlem
debaixo da presidencia do principe eleitoral em
Cassel, se resolveu de rejeitar o ultimtum da
Prussia.
O ministro prussiano, o Sr. de Sydow acab de
partir de Cassel, assim como j parti de Berlim
o ministro da Hesss o Sr. de Baumbach.
veroo a S. A a fim de por todos os modos ob-
viar os obstculos que podesse haver na asa re-
tirada das irmas da caridade do enaine- publico.
A Sra. infanta| urna das pessoss, que maia as
apadrnhava, e at no asa palacio em Bemflca
tem um bom nnmero dallas. Fsllaodo-Iba o aea
apoto immediato, as fraucezaa nao offereeero a
resistencia que, estando em Lisboa S. A; ellas
fanam aa ordens do governo.
- Certas recebidss no dia 20 em Lisboa anasa-
ciam que a ordem publica nao tinha aido altera-
da em parte alguma do reino.
Consta que muitos propietarios da Bomflm di-
rigiram urna deputaeo ao governador civil do
Porto, para lhe fazer saber qae pedia contar cees
a coadjuvaco dalles, se por acaso a ordem pu-
blica fosse alterada.
Cartas de Beja que ta%he>'-4 vista participos-
me que apezar de ter sido feito-am arrombamen-
to na casa da administrado da Ferreira, nao fal-
tam papis importantes, nem a ordem publica foi
alterada, e que a forca para all mandada vai re-
tirar por desoecessaria. O respectivo adminis-
trador emprega todas as diligencias para descu-
brir os amores dsquelle crime.
Por correspondencias particulares cosa data de>
24, coosla-me o seguinte a respeito de Braga : As
10 horas da noute de (23) recebeu se em {Braga
a noticia dos acontecimientos de Guimaries na v es-
pera. A noticia correa logo so theatro, causan-
do grande sensaco. Soube-ae qee tinha havido
bastante fogo, e que a tropa dispersos os amoti-
nados at a distancia de urna legua lora da ci-
dade.
ct As noticias de hoje, do concelho de Lanhoso
dizem que contioua a reuoir-se povo em diver-
sos pontos, e que homens armados percorrem di-
versas fregueziss daqaelle concelho, eolreganda
oilicios aos regedores em nome de um improvise-
do general. Estes officios ordenam que saia am
homem de cada caaa. Isto d-se em maia alguns
coocelhos, mas nao sei se marca o mesmo dia
para a reunio das torgas populares, pois diz-se
que em algumas partes se marca o dia de ama-
nhaa (24) e n'oulras ds terga-feira (27).
< Tambem ji appareceram officios do mesmo
tbeor no concelho de Brsga, oode oinguem fas
caso de taea oradores.
< Oxal que pelos outros coocelhos acontece o.
mesmo.
No enlanto hora om que lhe escrevo nao ha
noticia de repetido de tumultos, em parte algu-
ma do reino.
Na sesso da cmara de antehootem foi apre-
sentado pelo Sr. ministro da guerra, um projecto
de leichamando ao servico militar aa bailas de
1861, e nos ltimos dias fallou-se em Lisboa na
reorgaoisacao de batalhes oacionaes.
E' fseto, porm, que todos os tumultos sao ori-
ginados por caradores muito conhecidos, qae
pesesm as aguas torvas da anormalidade, pescar
o poder que por meros.legaes nao cooseguiriam.
Felizmente o povo coobece-oa ; e oa qae an-
dar neatas ruacas, nao o fasem da melhor von-
tade.
No en tan lo, o mioiatroda fazenda coodescenden-
do com os desejos dos deputados do Minho, orde-
nou que neste anno houvease, por parte dos con-
tribuinles, novas reclamac.es sobre as matrizea ds
contribuido predial e que estas reclsmscoes po-
dessem ser resolvidss pela junta dos repartidora*,
o que d'antes nao aconteca.
Por eata forma, o escrivo de fazenda, contra
quem se apresentavam ostensivamente as queixas
fica quaai aem ingerencia no langamento daa coa-
tribuicoes.
Aioda nao parte para o Rio de Janeiro
Sr. Nazareth, por que ha muita dlfficaldade em
acharquem o substitua oa direceo da alfaodega
municipal.
Acreacenta-se que o Sr. bario de Moreira, de-
pois de provar que o seu comportamento est il-
(ibado de toda a suspaila ou crime, pedir a eee
demisso de cnsul geral.
Foi hootem apresentado nss cmaras o pro-
jecto de lei, approvaodo o contrato do venda do
camiobo de ferro do sul. Sao to vantajosas as
condicoes com que, para o paiz, foi feiU esta
transaegao, que nao posso deixar da lhe dar aqu
esmiucada noticia sobre o assampto.
O caminho de ferro do sal (do Bsrreiro s Ven-
das Novas) e o ramal de Selubai qae cornaca a*
kilmetro 15 e vai at S. Joo d'aquella cidade
lem de extenso 70 kilmetros aproximadamen-
te. Foi, como aabe, comprado este caminho
com pan ni a brasileira em 7 de agosto de 1881 por
939 conlos de ris, e essa compra que liberUea o
governo de gravsimos oous, foi applaedida ge-
ralmente por urna das medidas mais ootaveia
melhores da admioistrsco Avila-Loul.
Na aomma de 939 cootos de ris, achavam-ee
incluidos os seguinles privilegios, que gozava a
companbia.
1Isenco de direitos por 99 snnoa de todo o
material neceasario para a eoosarvacio e repara-
cao do caminho.
2oIseoco, tambem por 99 aonos, do todas as
coniribuicoes qaer geraes quer municipaes.
3'Nio sera compaohia compellida, em ledo
o tempo da concesso da aua exploraco revi-
sao daa tarifas, como agora se impe compasis
ingleza qae comproa o caminho.
4O conduzir aa malas do correio noa coaa-
boios de pasaageiros, sem a obrigieio imposta a
(odas ascompaohias de ter um comblo expresa
para o servigo do correio disposico do ministe-
rio competente.
Estes privilegios tem um valor superior a 200
contos de ris, sem metter em linba de cesta a
maior regularidade do servico.
Vejemos agora o estado actual da linha :
IoVia estreita.
2oAccesso ests;o do Barreiro em ms cea-
dicces.
3oEstsco de Setubsl e Piohal Noto ser ceee-
truir.
4*58 kilmetros de esminho por vedar.
5*Falla de depsitos permanentes pare ali-
mentar d'agua aa locomotivas.
6Poaco material circulante em relele es
deaenvolvimento que a exploraco de da sera
dia vai apresentando.
7*Ausencia de algumss machinas indiceos
ssveis para completar as officinas de grsnde e pe-
quea reparacio.
Pois foi o camiobo neatas coodledes e sem
aquellos benesses, que o governo venden a cesa-
pao hia chamada do Sueste por 945 cestos de rete.
Esta companbia, como j Uve occasio dlas a-
zer a compaohia majeza, qae est rnealieisds
o caminho de ferro qae comees eos Ve
vea e ia at Evora e Beja, e qae hete ce-
des te contrato vai de Evora na aireccee ds 1__
moz at se encontrar com a tosa (40 kilemcereo)
concedida compaohia de Lete; val ale Beja at
do Gaaiaaa aa direecfts
Lisboa, 8 de maio de 186t.
Depois que lhe envlei a minha ultima corres-
pondencia, nada maia se tem feito oa camaraa
alem de discutir o projecto sobre o ensino, a que
me refer, e que to grande celeuma levantou
nos campos polticos.
No sabbado passado 21, apoz am el3quentis3i-
mo discurso do nosso primeiro orador o Sr. Jos
Estevao, foi votado o projecto na generalidade,
oblando o governo urna grande victoria e ficando
a opposico completamente derrotada.
87 votos regeitaram o parecer da maioria da
commisso e 67 approvaram-no.
91-votos approvaram o parecer da maioria, que
o do governo, e 51 regeitaram-no,
A difierenca que se ola nesta votaco, pro-
vem ds que alguna deputados dltsideoies, e en-
tre elle o Sr. Carlos Bento da Silva, ex-ministro
da marinha, votaram em favor de ambos os pa-
receres.
A discusso continua agors na especialidade, e
nao falla qaem affirma qua o goveroo alcanzar
maioria na cmara doa pares, depoia do que tra-
tar de dar immediala execucao i lei.
Na segunda-feira sahio psra Roma a Sra. in-
finta D. Isabel Mara Ha quem de boa for.te me .
diga que esta viagem fora aconsalhada palo go-1 estabeiecimanto de na s liaba, eoie eeasoma-
a margem direita
Serpa e Honra.
Esta tinha seguir depois pe* rgem
da desle mesmo rio al Ponerlo, ss Algarva, co-
me tambem e liona da Evora eer am aHs sre-
longada at eocoatrar a de Lete oe pealo amo
mais conreaba aea iotareaees ala alosa s as
companbiae.
A provincia do A lem tajo guaba matas ~
-a



J II **" ^Bfexa m as- a


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DU1J0 Di HIUMaUCO. a> SEXTA PURA 18 DI JUNHO DE mi.
'""ni "' I i
te-te e^coasBa^ceaTte esMtotife. etom de tere nortofsea, parque aquestas que se agita 4 pe-
as mercaderil* urna baldesca em Veodss Naris, ramete poltica.
coa perdt ile aauiu* horas, mnhi s ees* de Ot porUguetea deram "sempre 4a irmftss de
pagar ccDto por ceoto (re carga e descarga. A cstidade sus piedosa misso toda a estima e
empenhia deSeeste'eeBls'tBJO a liaba do aul s*vapaihta que merceos, porem nao querem a
rea graode imperteeato, a sua lio ha, par possuir aua ingerencia ce dncagio da infancia,
a treta do cataiobo aperar mermo de tomar aotre Nao ha Disto maia que urna deasas lulas entre
i oa eDCargoeteguicles:------a,*.. ... I o espirito liberal o a influencia congreganisti do
VAlargamatiio na va, eitaDdo esta prometa, I terreno do eotino publico, de que a ultima dis-

quaodo aa abrir i circulacle publica o eaminho
*otra Vendas Novas e Erora a Baja (paragasto
De 1863).
2 Construccio ds etttc,io de Setu*al alarga-
axento do ramal.
3aCompletar a vedado.
4*Restituir ao eatado a erti<;ao de mercada-
risa em Vendas Novas, quindese nhT o cambio
de eipforagio publica ate fteja. 'Coesta esta ea-
egio de una grandaa ormarens, onde esta?am aa
cevarharigat do palacio real da Vendas Novas,
5*Ettabelecer no sal do Tejo* embarque em
oodicea taas que oa vapores -e tarcos de vella
?osaam atracar em todas as lale,
"Construir urna alaga e paasageiroa e
-aaercadoriaa na margem dlteita do Tejo.
7*Eslabelecimetrto de ei rreiros de vapores,
pprovadas pelo gcveroo,>para a condaccu dos
paasageiroa que ae deatinarem ao caauoho da
trro.
8*Igualar as privilegios todaa aa condiges
de explorado ao caroioho de ferro de sueste.
cessiodo secado liancez ha pouco den aa novo
exeaplt.
Nied portatito, para admirar que ocesamen-
to da tai D. Luir atrs taaaea d* campo a ele-
mento a esse narra polHies.
O partid* reaeatooari ateta* urna prioceza
eUeaie aa austraca ; paatida liberal urna
princesa italiana.
Peta Dossa parte pulamos de lodo o nosso co-
rceo esta ultima escarne, que aera em siam
progremma e urna garanta de qvsj o actual aobe-
raoe portaguez ae nao apartar nunca'da polti-
ca liberal.
O que deu a D. Pedro urna grande popultriCa-
de e sympalhia de teda a Eurspa, foi a sea ds-
dicago convicta e escrupulosa aos principies li-
oeraes.
O que melbor pode fazer o rei D. Luiz seguir
o exemplo da sea rrmao multo amado.
Visto que oa eaeameotua dynasticot saoainda
infelizmente, maia urna combinado poltica, que
ura negocio defamilia, a resolugao real, que le-
9*Grande etratimeeto as tarifa dos adebos var ao ihrooo purtugueza Glha de Vctor Emma-
agricola a neu ataos de drainagem. | nuel aeri um acto tao digoo, como opportuno e
10Pdrecaminho em un perfeito estado de esperanzoso.
L.
A ultima hora.
Chegou egerra a noticia de estar -sublevada a
populara de Mafrs, Torres, Vedraa e Vallares.
Dio morros ao marquez de Loul e querem
vir a Lisas fater disturbios,
Psrtirsm esta nou-te eeoto e tantos homens em
homnibuspara chegarem com brevidade no lo-
cal da deeordem.
O governo conta com o apoio da parte sensa-
ta do pais. A gu amiga o de Lisboa esti em ar-
mas. O ministro no governo civil. O comman-
dante da guarda municipal diz que conta com a
guarda e que basta ella para apaaiguar quaes-
quer tumultos.
Fundos ettrangeiros.
Madrid 28 de roaio 3>*J|0 60.70
dem deferido. 44.15
I'aris28de raio,3 0|o francer 70.35
4 1|2 0|0 97,85
Londres 28 consolid. 92 921)2.
L*.
exploracAo.
Para satisfacer a todas-as crodiges tema com-
paohia a deapetider ama somma de 808 cootos de
reis, isto se eproveitar circulante actualmente empregsdo na linha do
al.
Ee quan-to o governo adminiatrou c eaminho
nada diapeodeu com alie an'.es pelo contrario,
alm do lado que tem a favor, reparou em muitoa
pontos o eaminho e comprou bastante material
circulante indispeosavel psra a clrcutac&o.
Negocia cumo este de tanto interesse para o
paz ha moito lempo-que os nostos ovemos nao
fazem. Honra, pois. ao actual, que asiim mus-
ir zelarosioteresaes que Ibe esli aommettidos.
No dis 13 do correte pelaa duas horas e
meia da tarde, venQcou-se no arsenal de mari-
nha, a ceremonia de baler a cavilha meatra da
oora corveta a vapor, que esta no estaleiro. Aa-
aiatiram a esta ceremonia SS.WU.e el-rei o
Sr. D, Luiz, no acto de bater a cavilha com o
cucete de prala, poz o nome corveta que se
Heou chamando Infante D. Jiao.
Estiveram p^esentea o Sr. presidente docoo-
aelho de ministros, eo Sr. ministro da marinhs,
a officialidade ,da armada e algum coocurso de
povo.
lima furga do corpo dos marinheiros milita rea
lezia a guarda de honra.
No dk 13 do crrente o bravo martimo .
oaaaim Lopes, o valenta patrio da fala do Bu- DlSCUPSO pl'OleridO pelo Si*. Dr. Al'iMlJO
airaisr-d'ioaSi'xsiur&ZaM n?i7m" **7demaf- A
com urna roedalha de ..uro. tor haver aalvado ? S' AuJoB*" antes de ludo, Sr. presidente, se existe na casa
FEBNWBUCf
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
a tripulado do navio Achules
Foi o Sr. cnsul daquella ni ;ao quem por suas
prepria* maeapoz ao pello do bravo martimo a
medelha que lhe foi concedida e Ihe entregou o
diploma que a acompanhou.
A me.dalha de ouro e pesar duas oncas.
De um lado tem gravado o busto da rainha D.
Isabel lie do oulro as armas hespaoholaa. Na
arrilha tem a legenda D. Joaquina Lopes.
Com quinto o melhor gilaidao das accoes do
vlente patro da fala Bugio, seja a grande aa-
tisfaco que elle ha de sentir de ter podido sal-
var os nsufrsgoa do Achillu, comtudo muito
para louvar e agradecer o aprimo em que foram
todas pelo governo bespaohoL
Poacoe homens como o bravo Joaquim Lopes
leera prestado taotoa e to deainieressedoa e ar-
riscados-servicos em favor da liamanidade.
um abaixo aasignado dos habitantea de S. Vicen-
te, pedindo, segundo decslra o Sr. Dr. Agaiar, que
a nova parochia de Cruaogy passe a fazer parte
do municipio de Goisnna.
O Sr. Presidente :Seexiate deve estar na pas-
ta da cemmisso de estaiiitica.
O Sr. Araujo Barros 4 Se nao fosse couss mui-
to penosa, desejava quegV. Exc. mandasse ver se
existe essa represeoia;ao, de que pretendo pre-
valecer-me oa preseote occasio.
Entretanto, irei dizeodo alguma coaaa, em-
quanto isto se verifica.
Sr. presidente, as cunsi ieracoes, que contra a
passagem da nova paroohla psra a comarca de
Goiaona, acabam de ser feilas pelo honrado mem-
bro, que rae precedeu na tribuna, (o Sr. Veiga
Pasaoa) sao no meu entender mais que suicien-
Com o titulo deiesuilae e lazaristaspu- ie,.pa" demonstrar de um modo cmplelo que a
blicoa o Sr. Pedro Wenceslau de Brito Aranha, ac"lJale um|opuaculo.segundaedccao augmentada de urna lou nobredeputado pelo2 circulo (o Sr.F. de
utraj publicada, que recommenda-ae especial- A8u,sri nao pode constituir razao bastaote forte
mate pela selecc& doa mait Importaotesdo- Para1ese a|lopte entesa idea consignada no pro-
cumentos que conduzem a iniluencia da aeco a que a emeQda flu" lem por lino fazer
clerical no ensino e pelaa relexoes com que o ^?m qu? a n.0Ta Pafochia pertenga no civil co-
autor aa acompanhou.
Eacontram-ae uu opusuclo, reunidos esysle-
mticamesHe compendiados todos os factoa maia
noiaveis e que mais depoem cootra a permanen-
cia oestes reinoa das irmas de caridade e dos
-aeus directores espiritases os reverendos laza-
ristas.
Prova o-Sr. Brito Aranha, como rauito bem
-diz na advertencia que precedo o aeu opscu-
lo que o lazarais de huje jesuta de hoo-
marca de Goianna.
O illusirado autor dessa emenda, morador em
Nazarelh ha muilos annos, all propietario, e
por isso tem mais razao de coohecer quaes oa io-
teresses dos povos de S. Vicente, doqae o nobre
depulado defensor do projecto.
O Sr. Presidente : Estou informado da que
nao eai oa pasta o documento a que o nobre de-
pulado se referi.
O Sr. Araujo Barros :Sioto muito, Sr. presi-
dente, porque cora este documento eu promii
nao tenhaa ea aaa favor matta boas autorida-
des. Por tanto, a deTJngio qu% dei da capital, d
exacta....
O Sr. Baro de Muribeca (entranSo no salao] :
Esti engaada.
O Sr. Araujo Barros :Reapeilo muito a aola-
ridade de V. Exc. (rito naa galeras], mas fi-
que V. Exc. certo que as peucas palavraa, que
acabo de proferir, diase-ss eu apoiado em escrip-
tores, que tenbo lido, a dauUioaa que aprend,
e ee aaaver ocaaaaao. taivez qua aa posea mos-
trar T. Bxc, qaa naaastoa tao encanadas sa-
lo iba parece, pasa hai de mostrar-la* esatotosaa
qua aoaiosm o qad aa disae...
O Sr. Baro M Muaaca : Naa; ha de echar
- para tuda am aatipteres, tque certo ; mas
por Isso dalia de aer absurdo.
(Cruzam-se apartes.)
O Sr. Araujo Barros : Sr. presidente, essa
qoestao actia -ss destocada.; e pac isso. rom oceu-
par-mc com o projecto em discussao.
Eu dizia que a importancia cornmercial de
Goianna era superior i de Nacareth. De feito,
senhores, Goisnna a cidade mata floretente de-
pois desla capital, e me parece que Disto nao
poseo ser contestado.
O comm-aodo superior da guarda nacional de
Goianna talhes de infantaria, creio qae de oito compa-
nhias esda um ; em Nazarath nao ha eiquadro
de cavatlaria, e exislem apenas dous baialhdes
de iofaolaria.
Deberio do ponto de vista policial anda Goian-
na maia importante, qae Nazarelh, por que tem
oito dtstrictos de subtfelegacas, ao pstso qne Na-
zareth s tem seis.
Goiaona possue dons officios de tsbelliaes de
notas, e escrivaes do civel, tem mais am escrivio
do registro de hypothecas, um dito de orph&os, e
um dito de cspellas e residuos. Nszareth tem
apenas dous tsbelliies de notas entre os quaes
esto divididos aquelles outros offlcios.
Ors, tudo isso, Sr. presidente, nao demonstra
a toda a luz, qae Goianna a todos os respeitos
muito msis importante, que Nazarelh ? Se depois
disto passarmos a nova parochia de Cruangj para
a comarca de. Goiaona nao iremos prejudicar os
commodos, e vaotagens de todoa aquelles, que
actualmente exercem auloridade em Nazaretn ?.
Ser isto cousa, qae nao deva nunca aer levada
em conta naa materias, de que se trata ?
Sr. presidente, eu nao fiz estudo especial sobre
o sssumpto, e por essa razio nio posso deseo-
volve lo sob todos os seus pontos de vista ; feliz-
mente, porm, existem ns casa diversas repre-
sentagoes contra a idea, que se qaer fazer adop-
tar. E.las sio tao salisfactoriaa, convencen lano
da iojustiga dessa idea, que nao posso deixar de
le-laa i cmara.
Suppooho qae depoia de aua leitara nio preci-
sarei acrescenlar mais nada, aQm de determinar
a mesms cmara a votar contra a idea do pro-
vecto, e pela emenda offerecida pelo Sr. depalado
do segando circulo, que fatlou antes de mim. ( O
Sr. V. Pessoa).
Eis a primeira deasss representsg6es : (16)
lllms. Exms. Srt.'membrot da aasemblea legis-
lativa provincial.A cmara municipal desla ci-
dade de Nazarelh, sorpreheodida e poders dizer
tomada de pasmo pela noticia de am projecto de
lei, apreaentao i easa illestrissima assembla, em
o qual parece que algura mysterioso interesse
apadriohando-ae cura a necessidade e jasliga de
urna nova freguezta que mais fcilmente propor-
cione aos habitantes do districto de Sao Vicente
deata comarca o paste espiritual, procura fuer
que da mesma se separe contra toda a jastiga e
verdadeiro interesse o populoso e rico districto de
Sao Vicente para ser snoexedo i comarca de
Goianna, vem em nome de saus municipes pro-
testar e reclamar contra um tal projecto oflensivo
aos direitos ereses interesses de toda a comarca
e especialmente dos habitantes do dito districto :
o que fazendo cumpre a meama cmara um rigo-
roso dever e satisfaz ao justo clamor que hoje da
toda comarca ae levanta.
Cumpre entretanto, asseverar desde logo que
nao se deixa esta cmara levar aimplesmente por
urna manifeslagao iojusta e infuudada, embora
publica, por quanto fcil Ihe ser demoostrar
como passa a eze-lo a injustigt manifesta e sam-
ma inconveniencia d'essa sepsraco do districto
em questao e de sua anoexagao comarca de
Goianna.
Ss., o qual tem por flm crear ama nova fregancia
seba deoomina-ao de freguetia de Cruaogy,para
I"1 ba da separar-se todo esto districto de
Sio Vicente, da freguezta de Nazarelh comarca
do mesmo nome, aQm de, como parte integrante
da nova freguezla, ser reunido i comarca de
osDoa, nos apressamos a vir reclamar contra
semolhtnte projecto de lai, manifestando
deatr'arte cera toda a espontansidsde a nosss
firme vootade de cooliuuarmos a perlencer i
comarca de Nazarath o para eaaa usa eflorecemos
consideragao dessa iataatrada aooombla os
justos motivos qae noa de leras inaram a fazer
esta reclsmaclo.
Nao parece inconreniaate a divisio da fregue-
zia de Nasaretb, a at padarnoa, qaa deate gran-
de e populoso districto ss taja aaa freguezis
dlstincta, porque actaalmaoie dificil a adminis-
trado des Sacramentos neates lugares distantes
da sede da parochia- mas o par sea devide io-
justificavel a sepsragoo deste districto da comar-
ca, a qae perteee para ser, como parte inte-
graste da freguezia que se pretende crear, eo-
corporado i comarca de Goiaona, que ji postee
uatro exlengaa freguezias, a de Goiaona, a de
tamb, a de Tejicapapo e a de Nossa Senhora
do O'; que tem pevoadoa mais importantes e mais
numerosos e tees ao, Pedraa de Fogo, Itamb,
Cruaogy, Goianinha, Porto de Pedraa, Pilimb,
Noasa Senhora do O', Lapa, Tejicupapo, Tim-
baba e sobre todos a notavel cidade de Goian-
na, cabeca de comarca, talveza mais importante
das cidades deata provincia depois da capital, a
que tem um commercio activo, em que trabalham
muitos e abastados oegociaotes.
Entretanto a comarca do Nazarelh nao tem se
nio duas iregueziae, a ds Nazarelh, a de Tra-
cuohem, e nellas alguna povoados em menor
numero e menos noiaveis que os daquella co-
marca ; e nao soflre duvida que tambem sio em
geral menos numerosos e ricos os negociantes e
proprielarioa deata.
Accressa que da comarca de Nazarelh ji se
desmerabrou urna parte importante que eati so-
exada comarca de Pi d'Alho; e em que ea-
tao silos os importantes eogenhot, Crusshy, Pin-
dobal, Caraba, Malemba, Atalaia e Barrocas:
pelo qua boje esta comarca somenos em rique-
zas, pupulacio e territorio i de Goianna, e anda
aeri maior a sua inferiorioridade a levar-te a ef-
feito o projecto de lei que desmembra de Naza-
relh o districto de S. Vicente, em que estio si-
tuadas a povoagio do mesmo nome, e cincoenta
a aeaaeota eogenhos de fazer asauear.
E' claro, pois, que em taes circumataociss s
as conveniencias dos povos e a maior facilidade
da admioiatraclo da juatiga e soccorros da reli-
giao poderiam dar os motivos do projecto de lei
qae impugnamos, mas esses meemos motivos
nos levara a fazer respetosamente a presente ra-
clamagio, para impedir que se reduza i lei esse
projecto.
Quanto aos negocios religiosos nio de neces
sidade que, creada a nova freguezia, seja ella ad-
enla i comarca de Goianna. A respeito da ai-
ministrscio da juatiga, pelo contrario, pouco
plauaivel a desmembrado qae se quer fater, por
que este districto fica no aeu ponto extremo a 10
leguas de diataocia da cidade de Nazareth, ao paa-
so que, se for reunido i comarca de Goiaona, os
pontos mais prximos de Nazareth fleario a 18,
14 e 20 leguas de diataocia da cidade de Goi-
anna I
Por conaequeocia evidente e ineootestavel
que, se o projecto do lei quer sttender ao bem
aer e conveniencia destes povos, i facilidade na
adminietrscioda justiga e soccorros religiosos, e
nio aos ioleresses individuaes e polticos de sl-
guem, deve-se esperar que esaa Ilustrada as-
sembla, dando o peso devido a esta manifesla-
gao unnime dos povos deste lugar o is pondero-
sas razoes expostas nests reclamagio, regeitari
tambem unnimemente o absurdo prdjecto de lei,
que impugnamos.
cente, Tracunhaem e AHianga, quasi todss sem
importancia aignma ; Goianna tem porto da em-
barque, e ua commercio fiorescente ; a Nazareth
vive smesquinhada e i bragos com mil diffleul-
dadea, sendo a peior a coadnegio do assucar ;
Goianna tem j quatro boas freguezias, e Naza-
relh duas.
D'onde, poia, essa conveniencia da separs-
gae de Nazareth e annexagio i Goiaona ?
Conveaa notar qaa a realiaagio de urna tal
idea aervtri para aggravar a posigio dos mora-
dores do diatriete. que se acharao anda maia
lougedasda dacoaarca e tormo.
Asada, aoso q temas ponderado, e maia
pelo qae de todas ieonhecide, esperamos o pe-
dimos 4 aaa digna caara, que levante sua vez,
e em naae de seas municipes proteste contra
seraelbaote violencia, feita i eata comarca, qae
tem por vazes sorido e tolerado com paciencia
variea desmembracoes em proveito de outras co-
marcas, fazendo bem patentes 4 assembla os
inconvenientes de ums tal dearoembragao.9
Etia represeotagao (ot dirigida i cmara mu-
nicipal de Nazareth, a qual a remeltea por sus
vez esta assembla. Achi-se firmada por 104
individuos, cajas assigoaturas aatao reconhe-
cidas.
Reuna-se agora i Goiaona todo o territorio,
que se tira de Nazareth ; nao ficari a comarca
deste nome ioteiramenle reduzida, e aquella co-
marca augmentada extraordinariamente com des-
vaniagem notoria para o servigo publico ?
Outro sim, Sr. prndente, Modo S. Vicente o
maior territorio que entra para a nova fregue-
seodo de Nazareth qae aquello terreno
^ h'i l>ICa"d0*pe?"n,d,noBllr,,?ao'ma8 qesea!guos habitantes de S. Vicente pediram
V-, 25?"? .JUDlo,nao.bra commum a restaura- que a nova parochia ficasse periencendo i co-
cao do absolutismo clerical e poltico.
' ama obra curiosa e que merece ser lida por
lodos oa liberaes queconderanam as piasfraudea
loa reaccionarios que especulan com a religiao,
preteodendo eraprega-la come arma segura no
santo trabalho de derrocar aa im tituices e de fa-
zer revivar os boos lempos do ol icuraotiamo e do
predominio clerical.
Leiam todos esse opsculo, dizia outro dia um
jornal. Terio aaaim occaaio de ver mais urna
ezos tramas lazaristas
te; e de preetarem o devido auxilio aqaem ve-
la sta imprensa pela conservagao das insiituiges
libertes.
Constachar-ae comeada ama commisiao
composta dc-sSra. Felippe Falque, Julio de Car-
valbo. Possidouio ds Silva, Valeotim Correa, e
S. da Coala Sequeira, eocarregada de ealudar a
dirigir todas as obras e melhurimenlos necessa-
rios no pago da Ajuda, a (un de S. M. el-rei o
Sr. D. Luiz, abi fizara aua residencia. A cem-
misso ji se tem reunido e brevemente comega-
xio as obras.
Ouvimos dizer que el-rei des?jsva concluirs
pertencend
comarca de Goianna, uro numero demasiada-
mente superior dos habitantes do mesmo distric-
to pede para licar pertencendo i comarca de Na-
zareth.
Bem v V. Exc. que ae o pedido dos habitantea
do districto jS mencionado vale alguma couaa, a
suplica do maior numero deve preferir 4 do
menor.
Sr. presidente, nao pode haver nada mais io-
" justo do que a idea do projecto ; essa iajustiga
ao- ao notoria, que cousa de imuigao, como o pas-
so a demonstrar em muito poucaa palavraa.
Goianna j urna comarca muito mais impor-
tante, que Nazarelh ; ella lera maior numero de
povoados, do que Nazarelh, e entre es seus
povoados;conta-se o de Pedras de Fogo, que
ura dos pontos da proviucis, em que ha grande
actlvidade cornmercial.
0 lugar menos importante de Pedras de Fogo,
isto o lado dessa povoagio que pertence i Pa-
rahiba, acha-se ji elevado i calhegoria de villa,
tal a importancia da dita puvoago.
(Ha um aparte.)
O Sr. Araujo Barros : Nao sa
Esta comarca que se acha situada a 87
loogitude oeet* e a 8"
e
portaocia cornmercial
pretenda fechar os olhos
aupararam, desobstruido o largo e .formo- feira. existem all negociante" abaatadosr e as
_ Nn Ai. 4-r kn.,. i f v..i. lraD,8cges que all se fazem sao lio vastas, que
aJZm "outo urna ejplosao na fabrica e nao pode contestar a impe
da plvora em Bracaiena, felutiieole nio causou do lugar sem aua se
estragos que se pedera auppor. I luz.
A plvora que ardeu esteva aeoxugar ao tol. Goianna
Tioha vindo dos corpos de infantaria para bene-
Helar. Erara 1,500 kilogrammaa.
Igoora-se a causa da explosac porque nioguem
se achara prozimo do local acode ae veriGcou.'
' pois de crsr que fot devida a causas naluraes.
Ficaram arruinadas ou queimadas os taboleiros
eaa pedras em que aaseotavam. Os lelhados fo-
ram muito damnificadas, ae portas do edificio
bastanteestragadas e quasi toda- aa viaracas dea-'
fruidas. I
Avalia-se n'um cont de rea todo o prejuizo
alem da perda da plvora, que valia 3600000.
Nao consta de nenhum desasir pessoal, apenas
uuvimos fallar n'um pequeo ferimeoto occasio-l
nado por urna pedra. '
O estampido da explosio ouvio-se em Belem
e Paco de reas, donde sanio ogo ente da al*
tandega, e alguna soldados do destacamento pare
racareoa.!
A fabrica de polrora de Bracerenaaumptuoaa-
meote reedificada por D. Joao V em 1729, e se-i
undoa traga do hollandez Antonio Criraer; e
muito melhorada pelo tenente general Bartbele-I
meo da Costa foi arrasads completamente pelas
deas grandea exploaea da 17 de agosto e 25 de
outubro de 4805, que custaram baalaotes vidas.
Depois fot restaurada e melherada pelo teoen-
te-general Carlos Antonio Mapioo.
A respeito do cssameoto de el-rei D. Luiz
i esciere o Xrd de BruxeUai o seguiole ar-
tigo:
Alguna joroaes deram nolici i, de boatos que
designavam urna princesa de Boheozollew big-
mariDgeo como foXura esposa do joven rei de
PorUgal.
Por oulro lado faoa-ie, o parece que com
mais andamento, no neme de uioa srchi-duque-
-aa auatiiaca.
As nosaas propriaa icormaciiea permiltem-
aos anniLnciaf como proaarel s desposorios da
segunda filhe do tei da Italia con D. Laix I.
A divergencia de noticias nio 4 s am eoo-
Icto de luiormagoea, a ravelacao daa duas
deodeoc as oppostaa qae dividein a opiniio em
Jortufal, ende, como na Austria, na Raasia o oa
{Masa fas oa partido reaccionario e am partido
taaeral, empregando am e outro axforgos para
ter ascendente am todos os ac ileeimentoa da
vida publica do psiz.j
Asalimos ltimamente a um episodio dessa
luis incessante o'urna qoestav. geralsaente saal
conaecida e mal jnlgad*- a das iranias de eari-
dade,---ErradsmeDte ss quiz ver oesU queatio
sai tefiOcMia iotoUraste da pi rts do governo
a primeira cidade da provincia de-
poia desta capital; tem porto de embarque, prafaa
extensaa, populosas e ricas; os engnbossituadoa
no territorio da comarca sao todos de grande tor-
ga ; os seus respectivos proprietarios empregam
um grande numero de bragos em suaa lavouraa, o
que nao sa di em Nazarelh. AUi existem fortu-
nas mais coosideraveis.
O Sr. Aguiar:Pode provar isso ?
O Sr. Araujo Barros : Oh pois o nobre de-
pulado pode por em duvida que oa Srs. commen-
dadorea Joao Joaquim e Antonio Francisco sao
possaidores de grandes fortunaa?
(Cruzam-se apartes.)
OSr. Araujo Barros:Neohuma dessas pessoas
a quem se referem os nobret deputadoa, teem
fortuna igual s daquellea proprietarios, e quasi
como aquelles senhores existem diversos proprie-
tarios em Goianna.
O Sr. Aguiar : Has sio capitaes entLesou-
radoa.
O Sr. Araujo Barroa :O que quer dizer capi-
taes enlhesourados?
O Sr. Aguiar: Nem lodos os capitaes andam
em gyro.
O Sr. Araujo Barros : A idea de capital op-
poe-se 4 idea de thesouro; desde que a economa
ou a cousa poupada nio 6 applicada a reprodc-
elo, nio existe capital; existe apenas urna eco-
noma, nada mais ; ora, na idea de thesouro, nio
existe a idea de reproduegio, existe ao contrario
a idea de conservagio, da guarda da riqueza j
creada ; logo a idea de capital e a de thesouro se
eteluem.
(Cruzam-se muitos spartes.)
0 Sr. Araujo Barros. Nio posso, oem devo
entrar agora no deseovolvimento desss questio ;
porm estou persuadido que nio estou lenge da
verdade, no pouco que acabo de dizer sobre o ca-
pital, que ostra cousa nao senao a economa, a
porcao de riqueza creada, qae tem por m a pro-
duegio de urna nova riqueza..
Um Sr. Depulado: Esse o capital produc-
tivo.
O Sr. Araujo Barros : Scleotificameole oio
reeonhego capital, onde nio ha um producto pou-
pado, com destino i reproduegio.
(Cruzam-se muitos apartes.)
O Sr. Presidente :Pego ao nobrs depatsdo qae
se cinja materia.
O Sr. Araujo Barros: Sr. presidente, ea oio
prosegolrei no desenvolvimento desla questio ;
mas nio passarei adianto sem que pega urna ve-
nia a eata illaatrada cmara para dizer qus nao
ion degelles, qae cottumam sustentar tbeiei, qua
40"
pouco mais ou menoa de longitude oetl* e a 8"e
30' pouco mais ou menos de latitnde aul m era
sua maior extensio de norte a sul 10 leguie, como
es verifica di ponte da serr da Geuelra, ende.vei
limitar se com Goianna Piodba, onde ae li-
mita com Pao d'Alho e de ste a oeste 17 leguas
como se observa do lugar Mataiisinho, onde se
limita tambem com Goianna ao extremo do Sao
Vicente em teu limite com a barra de Natuba.
Ve ae, pois, que toda comarca j pequeoa : al
tenda-te agora a que o districto de Sio Vicente,
que se acha a oeale da comarca comprehendede
norte a sul de 6 a 8 leguas como anda se v da
ponta da serra Caueira at o limite extremo na
barra de Natuba e de ate a oeste de 4 a 6 leguss
como se verifica do lugar Tima, e ver-se-ha
que tirada essa parte ficari a comarca com pouco
mais de 10 a 11 leguas de ste a oeste conser-
vando a mesma extensio de 11 leguas de norte a
sul. Compare-se anda a comarca assim reduzida
com a de Goiaona.augmentada como districto ds
Sao Vicente e achar-ee-ha aera duvida esta tres
vezes maior ; por quanto j muito maior iode-
pendente desta desmembragio e annexagio a
ella, e quem dir que com juatiga ae efiectuar
essa separagao ? Mas nao isto petor ; vamos
alem.
Acornares de Goianna hoje mesmo por lo-
dos reconhecida como mais rica, populosa e mais
extensa em territorio, do que a de Nazareth; ella
tem um bom porto de embarque, urna cidade, a
melhor da provincia depois da capital, quatro im*-
portantes freguezias, um commercio fiorescente e
varias povoages como sejam Pedraa de Fogo
elevada calhegoria de villa pela parte da Para-
hiba, que entretanto a parte, menor. Nossa Se-
nhora do O', Cruaogy, Goiannioha, Lpa, Porto
de Pedras, Tejicupapo etc. etc.
Nazarelh conta apenas duas freguezias, alguna
pequeos povoados, como Al lian qi, Aigas-Sec-
ca, Sio Vicente, Tracunhaem a Viceocia, e um
commercio insignificante.
E de maia a mais v-se sempre a bragos com
a ditUculdade do transporte do assucar o que de
dia para dia vai mais amesquiohando, sua la-
voura.
Tire-se, pois, desla comarca o districto de Sio
Vicente com seus 50 ou 60 eogenhos e innme-
ras propriedades com aua povoagio e trea ca-
pellaes que oem sempre podem satiafazer as
oecessidades espirituaes dos habitantea do dis-
tricto, e o que restar ?
Agora pelo que diz respeito ao com modo e
interesse dos habitantes do indicado districto
nada haver attendivel ? Certa mente que o ha
0 muito.
O districto de Sio Vicente acha-se em seus
pontos mais prximos i Goianoa na diataocia de
10 4 12 leguas e noa mais remlos de 16 i SO,
em quanto que para Nazareth estam todos os
seus pontos de 5 a 11 leguas de distancia ; seus
habitantes tem j aqui seus iatereaaea creados,
suas relages eslabetecidas, em quanlo que para
Goianna sao i o le ira mente novoa, aperar de para
l maodarem aeus asaucares que sio sempre
vendidos por seus portadores: v-se pois que para
eaaea habitantes o servigo de jury, do (oro e da
guarda nacional ser muito maia fcil oesta do
que naqaella comarca.
Como pois se poder justificar um semelbtnte
projecto 1 Onde a conveniencia e interesse pu-
blico que o autoriaaa ?
Uuito leria a dizsr esta cmara se qalzesse
mostrar ludo que s nio vario os olhos que se
fetharem calculadamente, mas acredita -se dispsn-
peossda de o fazer, porque tem razio para crer
essa illutlrsaima assembla regeitari aemelbante
projecto no que diz respeite 4 separagio do dis-
tricto de Sio Vicente e sua aanexagio 4 comarca
de Goiaona, e isto o que aa nome de seus
municipes e por aaor 4 justiga pede e espera a
mesma cmara do patriotismo e illastrsgio dessa
augusta assembla. Neates termes pede Vv.
Excs. deerimeoto. receberi mare.
Pago da cmara municipal em sessio extraordi-
naria, 25 de abril de 1868. a
Esta a reprasentagio da cmara ea nome de
seus municipes; os habitantea da. S. Vicente,
porm, em numero de 200 e Unios, fiaeram urna
repreaentacio no metano sentido; ei-la(l.l
a Illustnmos senhores membrot ds assembla
provincial.Nos abaixo assignados, moradores
do districto de Sio Visele possuidos do msis
profundo pasar pela ciencia que Uranios ds oa
projecto di lei, qse r Mr preciado por Vr.
E digoem-se Vv. Ss. deferir-Ibes como (dr de
justiga e receberi merc.
Eata representsgio, Sr. presidente, tem de no-
tavel o aer arsignada por individuos de ambos os
lados polticos de Naiareth; gregos e troyanos
lhe preataram a sua assignalura por onde ae v
que smente a justiga e a conveniencia dos res-
pectivos assignatarios lhe servem de fundamento;
e para demonstrar que nio ha idea politice oes-
tas represeolages. qua ellas foram inspiradas
pelos ioleresses legtimos dsquelles, que aa diri-
giera a etta assembla Dasta que eu faga ver
camars que aa peasoaa, que as firmaram, uio se
oppozeram creaco da nova freguezia, embora
seja ella contraria asa ioteretsee polticos de mul-
tas dessas peasoas. Oa haniaulee do diatricto de
S. Vicente tambem nao (azem queslio do lugar,
que deve ser a sede da freguezia; oio; ellet
poem de parte todaa essas couaas para se oppo-
rem smente a que a nova freguezia fique per-
tencendo no civel Goianoa.
Tenbo anda aqui urna lerceira representagio
firmada por outroainlereaaadoa, em que se diz a
mesma cousa, o por isso deixarei de (aligar com
alia maia a atleogio da casa.
Entretanto, senhores, se admittido o projecto,
tal como se acha, fica demoostiado que a popa-
lagao de ama parte de S. Vicenta tem de caminbar
20 leguas para ir pedir juatiga, despachar um re-
querimento em Goianna, quaodo camiohaodo 10
leguas, se tsnto camiohasse, o podia fazer em
Nazareth, dado um semelhsnte facto, digo, nao
evidente que o projecto, tal, como se acha, in-
justo, e nio pode ser adoptado pela imparcialida-
de, e sabedoria desta cmara ?
(Ha ua aparte.)
O Sr. Araujo Barros :-Sr-. presidente, quem
seri mais loteressado pelo bem dos habitantes de
S. Vicente, do que lies meamos? Quem conhe-
ceri melhor as suas necessidadea ? Paraca-ate
que estes augmentos sio peremptorios ; de feito,
quaodo se trata de .beneficiar a alguem, se esse
alguem regeita um semelhaote beneficio, decla-
rando com bous fundamentos queem vez de be-
neficio o que se lhes quer fazer um verdadeiro
prejuizo, como a despeno disao havemos de fazer
o supposto beneficio?
O nobre deputado defensor do projecio tallou-
nos em urna representagio. Por ventura teri el-
la maior forga do que as tres rapreseotagoes que
tenho presentes, urna das quaes smente lera 218
assigoaturas? Fura preciso que examinsssemos
isso, porque ver-se-hia a justiga, que me assiste
no presente debate.
O Sr. Aguiar:Nio lhe posto offerecer easa
represeotagao, porque oio a tenho em minha
mi.
O Sr. \raujo Barros:Nio tenho remedio sa-
nio 1er a lerceira das representares ; preciso
levar esse negocio a toda a evidencia ; e pois me
relevar a cmara, se abuso de sua paciencia:
| le. 1
< Illras. Srs.Com pasmo soubersm os abai-
xo assignados, que trata-se oa assembla provin-
cial de sepirar-se todo o districto de S. Vicente
desta comarca, a que tem sempre pertencido,
para a de Goiaona, a proposito de cresr-se urna
nova (reguezia, que se dever compor deste dis-
tricto a mais de parte de Cruangy de Goi-
aona.
c Todos confessamos que de aumma justiga
a creaco de urna freguezia, que mala facilite aoa
habitantes deste bem povoado districto o pasto
espiritusl; mas contestamos a al conaideramos
absurda e repugnante ao bom seoio essa separa-
gio de urna comarca para outra.
a Ette diatricto, que tem de norte a sul de
quatro a aeia legus, o que se verifica de varios
pontos, como aejt de Tiuma serra do Imb, e
de este a oestle seis a oito Itguas, como tambem
se verifica da Caueira al o limite oppoata na
[reguezia da Barra de Natuba, coostitue certa-
mente um tergo da comarca de Nazareth ; e tem
em ai situados mais de 50 eogenhos, alm de
innmeras propriedades ; sua popalagio nu-
merla, sua industria agrcola assaz importante ;
tem trea capellas, das quaes daas tem capellies,
que nem sempre pdem satiafazer as oecessida-
des espirituaes dos habitantes ; estes acham-se
de IS a 20 leguas ds sede ds comarca de Goisn-
na, e apenas de 5 a 11 da de Nazarelh, onde ji
tem sa suas relages e interesses creados; fican-
do-lhes sssim mais commodas as reunioes do
jury, o servigo da guarda nacional, etc. etc.
Como, pois, privar-se Nazareth desla grande
psrte de seu territorio, psra dar-se o mesmo i
outra comarca mais rica, mais populosa a
msior?l
< Qaaea aa conveniencias, que pdem aatori-
aar ama tal repara gao '.'1
a A comarca de Goianna Ua a povoagio da
Pedras de Fogo, que at j villa pela Parala-
ba ; tem outraa povoages como Nona Senhora
do O*, Goiannioha, Timbeaba, Crusngy, Lapa,
Tejucupapo e Ponas da Pedra ao passo que
Nazareth a Ua Alagoa-Seccs, Vicencie, 8. Vi-
na
deatacado, nio ser de justiga que Nazareth "fi-
que no civel pertencendo a nova (reguezia ?
Sem duvida.
Goianna, alm disso, tem amas poucas de es-
casas commerciaee importantes, tem diversos
armazeoa de assucar, o que falla a Nazarelh....
Um Sr. DepuUdo :Este argumento contra
o nobre depulado ; prova de mais.
O Sr. Araujo Birros :Como atsim I Quaodo
se dis que o commercio de Goianoa maior,
coocorreodo para isso os productos de parte de
Nazareth, nao ae quer dizer certameote que easa
parle de Nazareth deve paitar para Goianna, e a
prevalecer o principio da imporUocia cornmer-
cial, eotio nao s S. Vicente, como s maior par-
le de Nazarelh deveria passar para aquella co-
marca.
O Sr. Bario de Muribeca : Este argumento
nio prova nada.
OSr. Araujo Barros : As relages commer-
ciaee da S. Viceote para Goianna sao realmente
maiores. mas isto nio auioriaa a idea do projec-
to, porque nio a a iaao se oppe a vootade dos
habitantea de S. Vicente, senio como porque as
(acuidades do commercio nos lerariam i coocluir
pelo absurdo que cima demonstremos. Alm
disso, liraodo-se para Goisnna os eogenhos, quo
esto situados oaquelle districto, roduzem-se
coniideravelmente aa vanlagens dos (unecioot-
rios pblicos de Nazarelh, cousa a que nao ae po-
de at cerlo ponto deixar de altender.
O Sr. Bario da Muribeca.E' coaaa para que
pouco olho.
O Sr. Araujo Barros : Nio digo que se deva
altender a isto exclusivamente, mas urna
consideragao que tambem deve ter algura peso.
Senhores, Goienoa era j urna comarca muito
importante, e muito maior que Naztretb; e se
lhereuolrdes mait o districto, de que se trata,
viri a ficar extraordinariamente grande.
O Sr. Aguiar : E elli merece.
O Sr. Araujo Barros : Nio tratemos deesas
cousas debaixo do ponto de vista poltico ; dei-
xemosoa interesses degrnpos.
O Sr. Aguiar: E eu fallei em semelhtnte
cousa ?
O Sr. Araujo Bsrros :Eolio a que vem o seu
aparte ella merece ?
O Sr. Aguiar : Merece pela importancia da
comarca, mas oio particularmente.
O Sr. Araujo Barros :Sr. presidente, estando
provado com as reoresenlagea qua li cmara,
que o ponto mais extremo de S. Vicente fica
viola leguas da cidade de Goiaooa, o que acon-
tecer pastada a idea do projecio ?
Evidentemente os habitantea daquelle districto
terio, como ji fiz ver, de caminbar vinte leguas,
qutndo tiverem necessidade de justiga, ao passo
que fariam urna jornada de dez leguas, indo re-
querer o seu direito em Nazarelh.
O Sr. Souza Res : Atravataaodo a serra do
Mascarenhts. *-
O Sr. Araujo Barros :Parece-me, senhores,
qua ens falta de melhores dadoe nao podemos
prescindir dae ioformagoes daquellea, que eatao
oiaia a par desses negocios. Alm de que ns essa
nao se apresenlarsm dados, que destraissem as
representages, que Uve a heora de acabar de
ler.
0 Sr. Bario da Muribeca :Eadirei alguma
cousa.
O Sr. Araujo Barros :Toda esaa qusatio da-
ve ser resolvida, em vista de dsdos estatialicos,
e por esta razio nio poderemoa aem iojustiga
deixar de altender aoa que temoa presentes.
Um Sr. DepuUdo :Os torneados pele comsra
municipal ?
O Sr. Araujo Barros :Sim, senhor; ellas sao
de grande peso, e devem ser decisivos em falta
de melhores.
O Sr. Bario de Muribeca : Isto nio sio da-
dos estatisticos.
O Sr. Araujo Barros :Aprsenle o nobre de-
pulado outros melhores, que eu poderei conven-
cer- me de que me acho em erro ; maa em quan-
to nao o fizer, entendo que devem ser adoptados.
le
Discurso do Sr. Dr. Lucena, pronun-
ciado aa sessao de 14 do passado.
O Sr. Lucena:Sr. presidente, ba occeeies,
em que eu deploro sinceramente a mi-nhs
imu(Bciencia, (oio apoiados) e quando te-
nho de combater opioiea apresentadas por ora-
dores inteligentes e experimontadoe as laUa
parlamentares....
0 Sr. Bario de Muribeca :Oh 1 Sr. I
O Sr. Lucena:Sioto, Sr. presidente, estar
em desacord com o nobre orador que me prece-
deu, e sioto-o tanto maie, quanto vejo qae elle
oesta occasiio nio se apreseolou com a franque-
za que o cara ele risa...
O Sr. Bario da Muribeca :Aioda mais ?
O Sr. Lacena :O nobra depulado com esse
requerimento de adiameoto parece querer fu-
gir da diseussio.
O Sr. Souza Reis:E' que o nobe depuUdo
nio aaaiatio primeira diseussio.
O Sr. Lucena :Mas sei do que ae paasou.
O Sr. Souza Reis :Elle oceupou-se bem da
materia.
O Sr. Luceoa :Pareee querer fugir da ques-
illo, repito, e provocar ama morte silenciosa ao
projecio que ae diacule.
OSr.Bario de Muribeca :Eu disculirei mal,
mas nunca fujo.
O Sr. Luceoa :Este adiameoto oio mait
do qae urna protelagio para qae nem este aono
nem talvez para o vindouro na pottamos apre-
ciar o projecto, visto como nio se pretende dis-
cutir o regulameoto do collegio dos orphaos; e
a prova disto, senhores, que esse regulameoto
j tendo astado o aooo passado sobre a mesa oio
foi discutido.
O Sr. Soaza Reis : Mas o nobre depalado sa-
be a razio; foi porque apreaenlou-ae um pro-
jecto de compromisso da santa casa a que se
msodou reunir esse ettabelecimento, o foi eue
compromisso mandado imprimir.
O Sr. Lucena :Isto aioda -mais ama rstio
por qua esse compromisso nio ser igualmente
diacutida esta anno.
Um Sr. Deputado :Porqae ?
0 Sr. Luceoa :Porque traU de materias
muito importantes, traU de urna reforma geral
dos estabelecimentos de beneficencia, reforma
que altera am maitaa partea o regulameoto a-
preseotado pelo ex adaioistrador da provincia o
Sr. Dr. Ambrosio Leitao da Cunha.
O Sr. Soaza Reis :Revoga-o completamente.
O Sr. Luceoa :Coaseguiotemenle esse rega-
la meato nio teta de entrar em diseussio, se por
estar ji revogado pelo compromisso da Santa
Case de Misericordia, como declara o nobra de-
putado.
0 Sr. Bario de Muribecs :Eolio eu ando a
redaego do requerimento, e diraiatque se dis-
cuta o compromisso da Santa Casa.
O Sr. Luceoa :Mas, Sr. presidente, ea dese-
java saber que relagio tem o projecto en dis-
eussio, lato s sposentadoria do Dr. Joao Jos
Pinto com a discuisis do reguUmento do colle-
gio dos orptios.
Um Sr. Deputado : Porqae foi fondado aaaa
rgulamento, a.qae aposeoUdoria foi dede.
O Sr. Lceos t E* uta fcil
vir examinar te esse arUgo de resal
o presidenta se refere, se asa
lamento por elle citado... \
Ua Sr. DepuUdo :Cootlso ss aaaa
O Sr. Lceos :- por t.oto, aera ana
eeuaee? A qae vea alia, se isia 4
fscil de ser examinada ?
Um Sr. Deputado : a queelie 4
casa deve apprevar o regaUaaato ese
sposentadoria. '^
O Sr. Lucens : Esse regulaaaeale U
provado pelo acto da eetoraaese
presidente da provincia, (nio asal__
formar o regulameoto do collegio das
pe-le ea execugao, iodopeadeele da a
preeiaa da caes.
O Sr. Bario de Muribeca :Nio, asaltar.
O Sr. Souza Reis : Da esaaetra qaa aaa aduje
regeitar-se esse srtigo f
O Sr. Luceoa : Pode regeitsr-ee.
regeigao poda mtit prejudicar ase
ridoa.
O Sr. Bario de Muribeca : Nao la tosa
toe adquiridos.
O Sr. Lucena :3r. presidente, a
a que acabo da me referir, aa
nao Uve a honra de ouvi-lo, como da
coraegou o seu discurso por am
meslre, que sio proprios dos granees asi
u Sr. Berio de Muribeca : Ok I a* I asi*
amor de Deus I
O Sr. Lceos : Coraegou per declara/ i casa,
que elle sa achara preso as cieadis a asees-
lado...
O Sr. Bario de Muribeca :Press ? I
O Sr. Lacena :... pelos leos da saais cateaste
tmizade.
O Sr. Bario d Muribeca :Nie diese tol osa-
se, dissa st oio sei se poderei dizer amisjs*.
O Sr. Lucena :... e por lagos at da tasto
guitmo...
O Sr. Baro de Muribeca :Isso agora ajean)
eaaa.
O Sr. Lucena : ... eollegatotae
que ae achara collocadoea aaa
litio, vendo-te forgado peloe recto
a auffocar em seu coracao taes sent
O Sr. Btrio da Muribeca : Q
mou, informou-o aal, nio disae tal
O Sr. Luceoa : Bea ; estima asila
claragio, porquanto, eslava iatortaade, da sjse
entre o nobre depatado e osee cidedss aaa sato-
lia m essaa relages. lio eelreitoa o tas istiaas.
O Sr. Bario de Muribeca : Sim. peto qaa ais
saba se o podia conaiderar eaaa aabga.
O Sr. Lucena : Por conseguate aia asara
coliso ni aua manieslacao contra a asedaste ?
O Sr. Bario de Maribeca : as fallei sa ce-
lisio.
O Sr. Luceoa :Eu eslava informada ds sao a
nobre deputado tioha dito, que se achara ea
grande difRcaldade. fazaodo estos
mentoa, smente pela torca do dever.
O Sr. Bario de Muribeca: Has aa sal
com essaa leaa de aranha.
O Sr. Lucena :Bem; a repito aiads asas ajss
se ssibs, que o oobre drpulais as achara hvra
?,aaodo pedio a patarra para as enunciar, eaaa o
sz contra o projecto.
Sr. presideote, o acto da presidencia peto ejaal
foi aposeotado o Dr. Joao Jos Pisa, deva sar ss-
provado pela cata ; (apoiados o Dio
para bem provar eals minha praposigs
mister que eu entre oa apreciante atoa i
pontos :
1.* Se existia alguma lei amormado e
para apoteotar aos empregadse da tsltoaa dse
orphios ;
2. Se oe erapregadoe do collegio dea i
devem ser considerados coaa eaa
blicos ;
3." Se O cidadio aposentado liana sa
exigidos pela lei para a aua
Sr. presideote, pelo art. 44 da Ui a. <
de juoho de 1858 dea etta casa ae
presideote para relormar oa regala astas e ihs-
aouraria, consulado a collegios das so hese, s
p-los am execugao indepssdsetoasato da
agio desla casa.
O Sr. Soaza Reis: E' verdade.
O Sr. Lacena : Ota, ea rirtsde desta
sagio o eolio preaideote da provincia raforase
regulameoto do collegio doa orpaee, s atase re-
forma determinou, qaa as
detsem ser aposentados da
achara j determinado na lei
riaa.
O Sr. Batan de Muribeca :
(azer.
O Sr. Luceoa :Em rirtsde i_
Dr. Joao J. Pintreqaerea asas
Exm. Sr. Dr. Marcellioo, qaa i
te da provincia, e este lh'a
proceder ss minuciosas iadaantjese i
ria da peligio, e no despache qaa i
slm de outrss razos, fuodoa-se
reglamento.
Um Sr. Depalado : Ka bita alai
preciso basear-se em alguma ea
O Sr. Lucena : E quaato a
que elle nio procisava lasassasati
cho no artigo de regulmoslo,
esla materia exiatea lea qae a csmsceasadsaa.
O Sr. Souza Rea : Isto oatta sseat.
O Sr. Laceas : As leu os. 89 e 374 sjsa ea>
plicou aquella, delerstiasa es i
empreados pblicos deva
O Sr. Bario da Muribeca : i
blicoa.
O Sr. Luceoa : Mas oio i
taocia para a oiscsssas a
Rindo-me smente dispotigie
digo eu, que a sua appravacss oa i
mente compreheodids na auieriascis i
presidencia.
O Sr. Bario de Muribeca : lato 4 sao 4 rasga
de meslre I
O Sr. Lacena Per tasto, Sr. prastaiola, ji
se v que a aposeaiadoria sasasadede ss *. Jais
Jos Pinto seacbs ifnhrafisS sJams das tu
mos dessa la.
Um Sr. Depilado :Do rsfsbaeato.
O Sr. Lucem :o qae e rasalsmeaSs. saais
ama lei ? (Nio ansiadas.)
O Sr. Barros Barris : Rssralaasato 4 paa
executar'lei.
O Sr. Luceoa :Mas ata par ists datas ds ser
lei, um appendics ds la, 4 s
meoto.
Portsnlo, tendo provade que aaa
ria nao llegal....
O Sr. Bario de Muribeca :
provado.
O Sr. Lucena :Taads
mele, qae a asessstoeasto ai toi
que foi conceJiJa aos taasa tto lea
ae o individuo da qaa
considerado como i
O Sr. Cunha e Figsekede:
at aqui, pelo menos.
O Sr. Lucena :lslo 4
nio devia maia aa* eajacto te i
pregado publica, p
que elle serva publica ; 4 i
porqae elle se echa
coa as leis que regulara
vea ettaraejeitososaapr
sio estas condiges? o qss ajas atoatof ata-shas T
E' qae Urea aa titule, aaa ci
ment de bea servir, e ajas earjaa
disposiges psaaes a outras
como sejam por tiemple,
no esta be leci meato,
por qaalqaer bits qae daca, etc., i
os empregados da ceUefto des i
uomeagio ds presideate te
ua Ululo qss ellas tasa s pato i
reitos, nio patea Mimes <
lar ea jurameala, ai i "
se uta, aa dtsssscost
seta ordeoados, ebre esti, ase a 4V. J- J. flato.
em pregado ae cellegio das trpaiaa. ais paos
dsixar da Mr caasidsrads
blico. (Apoladss).
diz-se:aio ss psds
medico qae ais faz
proflssis.... _
O te. atois M.rieaca :-Qeeea dates bes r
O Sr. Laesst:V o qae aa toa date.
Sr. Baria te Muribeca:laaaaaBS.
O Sr. Lueaaa :....ssasa wsss-riaaateaaaa
eapregade su.tice ensate a lei ate
ais te qae a eiaicUto te asa i
a cslltgio daa srphiss i
ama essa de partida? V atoa aaa tal
vida per maltas vasas aa sata aba,
trguaeaio lapreisiaili, qss ea
poater.

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i|||f JUU D ilflf.
5
=
a a nalogia ni o collegio
t particulares, >u de part-
e o meiicoa qnte
brs eervir nal casas particulares, o
lenties que julgam seflieterltos pa-
*ea',aot'v{oa, e <*ses servi-
laabam sabida ai multo insignia-
e-orqae ordinariamente s sis chamado
os anodleoe para um.ea oulro caso f rara, em 2o
lugar, porque eUea 080 estio sujeilos a penali-
ataoo argoma e aem a descoatos em aeu honora-
rio. Portento, v-ee que eaie argumento nao po-
de er in vacado vaotajota mente, >orquaoto o
weftenlos arplos se nio acha'nas inesmas con
i?oas de qoalquer casa particular, (apiaio*J_por
qae um eatabelecimeolo publico aonde o
Mtfej* obriga lo 4 ir tolos 01 dias, aonde est
aojaito i urna legielacao peoal, o que nao acon-
* eaa >*s tases om que ha partid o: 1.
Jaeeia analmente saber, Sr. presilente, se o
cidido aposentado tem o lempo suOicieole pira
afta aposentaron*. Tambern me par'.ce qae uso
i poda mais eer objecto de duvilu desde que
consta da reparticao competente, isto di Iha-
n roela psovloeial qw or. *to tem mate de
26aaoa de servrco, isto maia do qoe o tern-
ero naeesssrio para se aposentar coa o ordenado
proporcional. Mis disse-seme lempo nio e
libido porquanlo parte delle se prora com os
Hitlos que o j;iciuoino aprsente 1 ee presi-
dente da provincia, e pacte coaita da atteslados
te a sua apreciarn julgar que ellea dea tar.
He parece, Sr. presidente, que esta raio tm
Ota nio proaede, porquaota consta (la theeoura-
ria, que o Or. Pinto tem II annoa d! eervico no
collgio dos orphaos depois quelirou o titalo por
ordem do presidente da provincia.....
Uo Sr. epatalo : Mata esta I Por oedem da
presidencia I
O Sr. Lceos :Acha nisso iocon veniente ?
- O Sr. Barros Brrelo:Eu acho q te o presi-
dente nao d ordem para nioguem ser empre-
pHo.
O Sr. Lceos:Elle j eslava ser? udo no col -
legio, mais depois o presidente julgou coovenieo-
te que todos osempregados tirasssem am titulo, e
eotio olciou a cata um para que rassem seus
talos porque elles eram emprendes pblicos e
parque estavam ser*iado multo regularmente.
Tendo prosado que o r. Tinto tem 14 annos
da servico no collegio dos orphaos e depois que
tirou o titulo, estando aiodi provado qae elle tem
sito annos e tantos mzes se nao me engao, de
acv vicos prestados em oulras repartidas, estando
prvido por attastados de peatn fidedignas, de
uncciqnarios pablieoo do que nao podem ser
contestados sem se Ihes (azer urna atroz injuria,
nao reslidavida alguma que esse individuo tem
os annos exigidos pela lei para sua a posen ta-
doria.
Ora pode-ae diter com razio que pelo (acto de
servirem os empregados do collegio dos orphaos
ao tempo desui lustiiuicao por nomeacio do di-
rector e nao por noooeaco do governo, devam
ser preteridos em aeua diraito, quando eaae mea-
mo (acto foi.ao depois confirmado pelo proprio
presdante da provincia ordenando qae elles ti-
csssem os seus ttulos 1
Pode-se anda sustentar com boa i razoes que
aquelle individuo, que aprsenla em sen avor
documentos contestes de pessoas que affirmam
em cerno elle servio deade 1835 no collegio dos
orphaos, pode-se inferir d'ahi que deva perder
enea aervicos, deva ser prejudicado em seu di-
mito, nao tendo elle culpa alguma d : nao existir
n'aquelle estabelecimeoto o archivo d'aquella
poca 1
Ma parece, pois, Sr. presidente, que nioguem
poder negar, qae exiitem em favor do Dr. Pinto
" nzoes multo valiosas em favor da saa aposenta-
dona, estas, principalmente tendo-sa em vista,
que o individuoqua vem boje pedir ara ser apo-
sentad aquelle mesmo que por espago de 9
annos servio gratuitamente no colegio dos or-
phaos, aquelle mesmo que durante mais de 8
annos servio por urna quanlia insignificante, que
nao servia mesmo para pagar o seu transporte,
aquelle mesmo emm qua tem prestado aem-
pre oas graodea quadras calamitosa 1 porque tem
passsdo a provincia relevanlissimos servigos sem
renumeraQo alguma.
Nao Tavor algum que se lhe faz, justics ; e
e eu compreheodeaae que a casa is aser urna
coocessao a este individuo, declaro francamente,
que, apezir das relagea. da amisade qJe lhe
consagro, nio exftaria um s inalanta em negir-
Ihe mea voto. Sou contrario i aposenladorias,
quando ella nio sao fundadas em raines de alta
juiii;a e i* o anno paseado veotci liso da dar
urna prova maniestando-me contra urna preten-
di dessas, porgue ella nio se ach va revestida
das mesmas circumsUncias, nao exi&tlam em seu
favor os meamoa direitos com que so aprsenla a
de que se trata, viato como era e >se individuo
que requera sua a pos* ata doria sem aer em pre-
gado publico, sem ter um titulo, sem haver pres-
tado juramento.
OSr. Bario de Huribeca :Segundo rasgo de
oestre !
O Sr. Lucena :Mas no caso de qae se trata,
- um em prega do publico reconhecido pela lei,
am empTegado que fot aposentado em virtude
dessa mesma lei e pela auloridade competente de
conformidtde com a autorisago concedida por
esta casa : por tanto quem se achar nestas cou-
rJiccoes, nio tem que pedir um favor, mas sim de
reclamar um acto da jusiiga.
E, julgo que estas poucas reflexdes sio suffi-
cientea nio s para qae o projecto saja adoptado
logo em primeira discussio, mas para que o ad-
dia ment nio seja apprcrvado, visto romo elle nao
o mais do qua urna prblelacio intil, em con-
secuencia de um regulamenio que nao tem reta-
lio alguma com o objecto.
Teoho concluido.
{Maito bem, multo bem).
Pauanio-ie a i* parle da ordem do d*, con-
REVISTA DIARIA-
Ns ordem do expediente trataodo-se da redac-
ci da lei, que concedeu varias loteras, o Sr.
ais Felippe tomou a pslavra aQm.de impugnar
o art. 2" da referida redaccio, visto que nelle
thava urna consignadlo diversa do votado quan-
toi prefareocla ; e alioal offereeu um substitu-
tivo ao mesmo artigo, sobre o qual se estabeleco
a discusiao.
Ora o Sr. Feaeloo em sustentaban da redacQio
fareodo sentir que a iotenQio do votado (oi na
mesma respeitada de modo completo; o Sr. Ca-
tanho abunda nos mesmosargumentos; e o Sr.
fiouza Reis responde a elles sustentando a emenda
do Sr. Laiz Felippe.
O Sr. Fsoelon faz novas considengoes respoo-
deodo ao precedente orador e sendo depois posts
a votos a emenda, regeitada eapprovada a re-
daccio.
O Sr. Barros Bureto toma a palavra sobre a
eua Indicado, relativa, a ioformac,dsa pedidas a
presidencia acerca dawimeaQao do novo escrivo
de capellas, residaoa e ausentes; e lendo a
'informaeo dada pelo respectivo juiz, da qual
resulta a nio existencia dessa nomeacie, aerea*
caatou a leitura de urna carta do administrador
da -eesbedoria de reodas, qae all rma ter ido a
aquella reparticio em Ululo da nocieagao para o
rerldo lagar, delxando pora de ter sellado por
falta da desigoacio de ser ou nio interina. O Sr.
Arauio Barros responde a isto, asseverando que
aeado essss nomeaea actos de admioisiragio,
podem ser catsadaa em tolo o tempo; e asaim
' oavia o juiz dito a verdade a presidencia,
declarando a inexistencia da referida nomeaco,
endo alm disto o mesmo jais um carcter ele-
vado probo.
0,Sr. Cunhi e Figueiredu, toma a palavra
pela' ordem para fazer reelamacoas aobre um
discurso do Sr. Araujo Barros com relacio a al;
o este senhor seguindo-ae-lhe nn tribuna, #d
xplicages sobre os pontos argidos.
E' votado em 3* discussio o projecto que au-
torlsa a Jubilar o do professor demases do
collegio dos orphios, Tiiomaz diCuaaaLioja
Csotearta.
Kntva em primeira discusso o projecto que
agrega de Santo Amaro de Jaboalao para a fre-
foeUa 00 Cibo o eogenho novo da Concei-
-loaaa-c-palavta -* 6r. bario de Maribeca, o
ta pnieato aigulndo-o de insoiifeoienre por
varias razse, qua adica.
il,*5 "?"* oda i mesi pelo 8r. Cu-
artr rignetretfo 00 aentttfo 9r oavldo o
-*--. JJ*w-o Mamo i.'CaDen ti-
musco esse meada por meto da aeHveracio
lula commoda para os povos essa dirilio
o paejette.
tinu a discassio adiada do ati. ti do oreament*
provhieil; e o mesmo viudo sem dnate,
approvamio-ae a emenda que manda consignar
fundos para os juros divido* i estrada de
ferro.
Entra em discassio o art. 36, primeiro queso
oecnpa da teoaika. loma a palavra o Sr. Buar-
que de Macelo, e argae a commissio de orea-
ment por tar reducido a impstelo do sello de
heraogas e legados, e aquella sobre o tabaco, ao
passo que elevara a do algodio entrando em
eonsi'iraces economico-floaoceiras com relacio
a uaturen e applicagao destes impastos.
O Sr. bario de Muribeca defende a commissio
respondeodo a o orador precedente, e faaendo
consideracet dejgoal ordem.
Sio offarecidas differentes emendas, as quses
sio apoiadas.
Dada a hora, levanta-ae a. sessio, aeado a
discussio adiada.
A ordem do dia de hoja comprehende a conti-
nuicio das materias ji dadas, o projecto sobre
dividas de exereicios lindos, e primeira discusso
do projecto o. 88 da 1861.
O afflcio qae se 16 00 expediente de 9 de
juuho publicado em dcimo-segando lagar da 2*
columna do oosso numero de hontom, foi dirigi-
do ao juiz municipal e nio juiz de direito de
Cabrob.
Em tempo opportaoo demos noticia da
mensagem de psames, qae o Hospital Portu-
gez d* Beneficencia em Pernambueo e-deressou
a Sua Htgestade Fidelissima o Sr. D. Lutx I,
pela sentidissima morie de seus nunca assaz cho-
rados irmaoa; agora, em complemento dessa
noticia, e para satisfscio dos subditos daquelle
joven e esperan-oso monarchs, damos publtcida-
de ao al vara pelo qual o mesmo augusto senhor
se declara protector do referido estabelecimenio
de earidade.
Eu el-rei, fago saber aoa que este meu elvs-
ri virem, que alteadenlo ao que me represen-
toa a junta administrativa do Hospital Portuguez
de Beneficencia, fundado em 16 de setembro de
1855, em Pernambueo, no imperio do Braail, e
querendo dar um publico testemunho do desejo
que lenho de ver prosperar este po e patritico
instituto, nio s por ser destinado para o trala-
menlo dos portugueses enfermos e desvalidos
looge da patria, mas por haver sido creado no
dia da inaagaragio do reinado de SuaMagestsde
el-ral mea augusto irmio, de aaadotisairaa me-
moria, qua logo se digoou de lhe conferir a sua
real proteegio :
Hei por bem declarar-me protector do mencio-
nado Hospital Portugaez de Beneficencia de Per-
nambueo.
E para que as9m fique constando authentica-
mente no archivo do referido Hospital, e afim
de que esta real mercepossa aorlir lodos os seus
effeilos, se psssou o presaote alvarfi.
Dado no pago da Ajuda, em 30 de abril de
1862.El-Rei.Anselmo Jos Braamcamp. o
Os Sra. Spaldiog & Rogera, dignos directo-
res do Circo Grande Octano, querendo dar um
testemunho insuspeito do amor que dedicam
humaoidade desvalida e sofiredora, generosamen-
te offertaram ao Hospital Portugutz de Benefi
cenca nesta cidada a esmola de 7009000 ; palo
que a respective junta administrativa, aquila-
tando os caritalivoa seotimeotos daquelles seoho-
res, e cumprindo ama das disposlges dos seus
estatutos, conferio-lbes o diploma de bemfeito-
res, acompanhado do seguinte ofiicio escripto em
portuguez e ioglez :
A junta administrativa do Hospital Portu-
guez de Beneficencia em Pernambueo, grata por
extremo rossa genarosidade .para com este es-
tabelecimeoto humanitario, consagrado especial-
mente ao tratamento dos enfermos desvalidos,
vem por eate meio signitiesr-vos o sea eterno
reconhecimento, depositando em vosaaa maos o
diploma de bemCeitores, e um exemplar. dos es-
tatutos do referido Hospital.
a Digoai-vos aceita-los, como documentos ex-
presados do muilo que vos fica devendo a hu-
msuidade soffredora, que bemdir perpetuamen-
te a mi generosa que a soccorreu.
1 Deus vos guarde por muitos annos: Hospi-
tal Portuguez de Beneficencia em Pernambueo,
aoa 11 de juoho de 1862.lllms. Srs. Spalding
& Rogers, dignissimos directores do Circo Gran-
de Ocano. Joao Feroandes Parele Viaona,
provedor.Joao Carlos Coetho da Silvs, primei-
ro secretario.
Amanha, pelas 5 horas, levaota-se a ban-
deira da featividade de Santo Antonio do arco, ao
snm de duas msicas marciaes. aa quaaa tocarao
ao maio-dia ei noite ; o que aeri reproducido
ao romper do dia aubsequenle, em que tere lu-
gar a celebraco do acto religioso da feata, aendo
a imagem daquelle milagroso aanto traoaterida
prncessionalmente para a lgreja do Espirito Santo.
Ora o Rvm. cooego Joaquim Ferreira dos San-
tos, e celebra a raisss o Rvd. Sr. padra Joa
Esteves Vianoa, que pela primeira vez sobe ao
altar para tio angusto sacrificio.
A orchestra regida pelo mestre de capellas
Uanoel Francisco de Paula, sendo executado no
decurso do acto um gloria, coroposicio do pro-
fessor de piano Jos Coelho da Silva Araujo.
Em seguida a ultimagio da testa, a mesma
Imagem ser transferida ao arco, acompmhada
pela irmandade do Espirito Sanio, e precedida de
renques de meninas uniformemente trajadas com
as cores da innocencia, qae celias symbollsa-
da. Urna guarda militar completar o prestito
fazendo as honras devidas.
Chamamos a attengio do respectivo fiscal
para um terceiro andar de um aobrado da ra
da Penha, d'oode de continuo despeja-se para
a ra quanta agua ptrida preparan ah para
regalo dos visinbos.
Taes coasas sao intoleraveis onde ba empre-
gados pagos para puni-las.
Amanha ao meio-dia, no escriptorio da
companhia da Beberibe, lera lugar a arrema-
tagio do reodlmento doa chafarizea e bicaa
construidos nos bairros desla cidade.
Esta arramatagao aeri pelo espago de um
tres annos, podendo ser por cada bsirro indi-
vidualmente, ou por todos simultneamente,
conforme as bases publicadas pela referida com-
panhia
Foi promovido i capitaoda aetima compa-
nbirdo segundo balalnjio de infantaria ds guarda
nacional deste municipio o tenente Francisco An-
tonio de Almeida ; e tenente da primeira com-
panhia do mesmo batalbio o alteres Hermioo Egy-
dio de Figuelredo.
* A maneira extraordinaria porque ltima-
mente se tem entre nos desenvolvido o furor de,
sob a opa de um santo qaalquer, eimolarem du-
rante os das da semana, homens que diaso fa-
zem meio de vida, e a insolencia e rapacidade
mesmo de alguna, nos levam a pedir s autori-
dades policiaea competentes providencias no sen-
tido de se extinguir essa raga de pedintaa para
si, peior na verdade do que os mendigos de por-
ta. A' autoridade policial compete o verificar a
ldeotidade e veracidade daa autorisagea com
que aemelhantes homens perseguem a aociedade,
esmolando. a]
Haveodo pedido demissio de subdelegado
da freguezia de Santo Antonio o Sr. Maooel
Ferreira Aotunea Villags, foi nomeado psra
substitui-lo o Sr. Maooel Antonio de Jeaus J-
nior, quarto supplente.
Ha quasl am anno que este senhor se sehs no
exerclcio da subdelegada, aempre com louvor
dos diversos delegados e cheles de policio, 'com
quem ba servido.
E', na verdade urna autoridade que compre-
hende os deveres de seu cargo, e que combina
aempre execugio da lei com aa regraa da
eqidade e de alguma condescendencia, noa ci-
sos que merocem, porque nem sempre o rigor
tudo consegue.
Achs-se. pois, testa dessa freguezia am sub-
delegado activo, enrgico como que lalhado
paca oaaa cargo.
A' cerca de dez dias que tem appirecido
por vosea ao corredor da estada da nossa offlei-
na am homem, de cor parda, altura regular, com
olhar algum tanto doavairado, o como fue aof-
frendo de alenselo mental ; e. a petar de ha-
veranos dado parte i polica respectiva, queja o
fez aahir duas veas, comtudo persista olla sn
vollir e dizer que s mono sahtr. Paraca-atoa
que a polica, ama vez que o apanhesee, lhe d-
voria dar outro destino diverso do qae ihe tem
dado, afim da evitar qaalquer complicaco fu-
tura.
Noticias da Pao d'Alho, da lfl do eoitoaoa,
dizem-nos que uenhuma novidado ba por alli.
Nenhum caso de cholera apperece* ao cortante
mez, sea que eamtudo se pean diter, oslar x-
lincto o mal na comarca, pola qua da um para
nutro momento podem apparecer caaos.
Hovtownto da casa da delengio no dia i% de
junho:
pTl.tj.fp.......gfifl prwna.
Estrtrem...... 2
Sshiram...... 6
Exlitam.......336
A saber: .1
Neaiocaes..... 255
Eitrangeiros .. 19
Unlharaj 4
-^^sraaTaavar^oF ^^
Escrsvos. 62
Escravas. 6
Total 6
Alrojentscio o casta doaieofraa provineraos
151.
Em tratamento na enfermara 30
Sendo livres. ...... 4*
Escravos......., 8
recorrer ejnaa ooc ate^eaia aatUM) ao aan
no, afia e aaio os eraran os por celo ds pr
Molestias:
Fabres
60
. .... 5
Bronehitea..... 8
Interite chronica... 1
Rheumalismo ... 3
Otite...... 2
Diarrhea.....
Datroa *
Clicas". ..... 1
Phtysica pulmonar 1
Ophtilmia. : t
Estreitamento do uretra 1
Hernia ...... 1
Sarnas...... 8
Ganglionites .... 1
Anemia. ..'... 1
Ferlmanloa .... 1
Ulceras...... 2
Foram accommettidos daa
naraa 36 a aaber:
Febre amarella
Cholera-morbus
Cholerlna .
ao
epidemias que rei-
. 6
. 6
. 23
35
2.
Da-
pro vas
irrecusavaa, que os presos do algoJlo nsoaoa-
ns allaau. iosjaa os me-acioaudoa ea ooisa
corresponejnri, enion qoe Van. peJSJrlcerm
os tovJoas de 26 da mez,pausado*
E com effelio, se Vcacs. quizerem ter a honda-
da de lera revista commercial de 38 de maio, e
relativo a quiozena assigaada pelo corrector ge-
ral Bernardina de Vasconcalloi. ah vario o se-
gulnta ;
a Algodio -- Bntrsrsm 800 sacos do interior,
eate artigo foi procurado, e-lodo foi vendido, re-
t^ os progoa ll, UHOO. 11*61)0,1H800,
119900, e aigumas aaccaa 12JJ0O a arroba do tino
em trra, e 1*000 rs. menos pelo de segunda
aorta.
Ora, arista deata documento official, v-se que
oa pragos do algodio regularam duraota a quin-
cena de U|a 28 do maz paseado da 11 1*S rs.,
a nao 1x9600, como diaseram Vmes. firmados no
testemunho ce am Sr. corrector, que sem duvi-
da nenhuma, e contra aua vootade acha-ee on-
volto no misterio de que Vmca Ullam ; e que |
torga contesta-lo, nio nos parsce ter o mesmo
valor que o documento que apreseotamoe.
Anda mais : nos pregos correles eecriptos em
ioglez epublicadoe palo Sr. Joba Aodjewe de 28
da maio acha-aa o aeguiote :
a Algodio Aa entradas dorante a semana fo-
ram 573 aaccaa, a oa oreos do fino (of fine qua-
lity) subiram de llg800 a 12)000 por arroba.
Anda esta documento vem confirmar o que
dissemoi. iito, que o prego do algodao nio ex-
cedeu a ltfOOO, na dita semana.
Finalmente se tem dado vendas deste genero
aoa negotiintea por prego inferior so comprado
aos agricultores, isto se exphci e muito bem
pela bata des pregos da pract do coromercio, e
isto .comaum a todo e quatquer genero da ne-
gocio, sato qae saja qualirlcado misterioso.
Por tanlj, nao descobnmos a nzo porque os
Srs. redactores aaharam ioexplicavel urna couaa
lio simples.
Recita 6 de junho de 1862.
Um dos fres.
Jaa Cartmro lo.
Joequim teto Cirneiro Canopello.
Miguel Nones Crrete.
Nereu de Si a Atbuquerquo.
A tolos os quaes e a cada um de per ai,
come a todos oe inleressados em garre!, se convi-
da psra comparecerem no primeiro andar da casa
qua fot cadeia, sala das saaedee do jerry, lado
no referido dia e hora, coao nos maia diaa se-
guintss aaquanio durar e sob as penas da lei aa
fallaren).
E para que ebegua ao conhecimeoto oe todos
aandei passar a presente ediul que aeri lido a
affixado nos lugares mata pblicos, publicado
pala imprenta, e remetter iguaes aos subdelega-
dos do termo para publica-loa e mandare fazer
aa nolificagea oecestarias aos jurados, sos cul-
pados e as tesiemunbss que se acharem nos seus
dietrictee.
Recita 11 da junho de 1862.
Ea Joaquim Francisco de Paula Esleves Cle-
mente, escrivo do jury o aubstrevl.
Joo Francisco Teixtira.
Antonio Barnerdo Qaloteiro, cavalleiro da im-
periil ordem da Rose, mejor commandante do
terceiro balalhao de infantaria da guarda na-
cional do municipio do Recita e presidenta do
cooselho de qualificagio da parochia da Boa-
Viata por S. M. 1. etc.
Faga aaber aoa que u presente editel viraa a a
quem posea ioteressar que no dia 16 do corren-
t*, a 9 horas da manhia, estar reunido o rete-
ido cooselho no consistorio da igreja matriz co-
mo determina o art. 33 do decreto n. 722 de 25
de outubro de 185D.
Quarlel do commando interiao do terceiro ba-
lalhao deinfaniaria da guarda nacional do mu-
nicipio do Racife 12 de juoho de 1862.Antonio
Bernardo Quioleiro, major commandante inte-
rino.
'asesta
das
convida as pessesr eate a* <
eorvieo, a coaaarecorea jo ana
dtaoli, 14al6doatravl
aaabaa a 1 da lacia.
Directora da obvio HHsroa da
de suoho de l2.-0 aaaiaais rt
Joia aTlsaaJIo ajo Aawada Malvtsn.
Arsenal de guerra.
Por ordem do Illa. Sr. ooroaai d
eaalioo que saa tarase alo toa da i__
guerra da 7 de margo 4o lSflO, oa tesa aa i
miouftctarir o aegainia:
206 sobrecaaacas da paoao ato!.
W caigas de dito panao.
57 firdlao da bros.
27S olcoa d dito.
128 capotea da paoao sol.
Quera quizar arreaaaur o fabrico ao artoa i
goa, ao prazo do 2> di*, coapwcs) as eai
directorii palas II bocea 4o da 16 4o i
aez, coa eua preoeata <
prego o qual ees fiador.
Arsenal da guerra de Paraaabuco II
do 1862.
O
Joao.
THEATRO
DE
OMMKHClO.
Fallecern] de febre amarella
REPABTigio n*. polica.
Extracto das partes do dias de 12 janho.
Forea recolhidoe casa de detenga o no dia 11
do correte:
A' ordem do Illa. Sr. Dr. chefe de polica,
Antonio Jos Francisco, pardo, de 35 annos de
idado, pescador, per ser indiciado criminoso da
morte no termo de Ipojuca.
A' ordem do Dr. delegado do- primeiro dis-
tricto Thomaz Joaquim Pereira, crioulo, de 21
annoa, carroceiro, por infraegea de posturas mu-
nicipaes.
O chefe da secunda secgio,
J. G de Mesqu.il*.
Hovimento da enfermara da caaa de de-
lengio do dia 12 de junho de 1862.
Tiva baixa para a enfermara :
Raymundo dos Pasaos, iadigesto.
Teve ella da enfermara :
Leandro Jos de Soasa.
Passogeiros do vapor frsncez Bearo, sui-
do para o Rio de Jaoeirp :
Commendador Antonio Gomes Nelto, Joaquim
da Costa Maia Jnior, piloto Miguel Archanjo da
Cuoha, Dr. Joio Antonio de Souza Ribeiro, Jos
Mara Gayo e Silva, Joio Btptiata Viret, Eduardo
Duelos, W- T. B. Van Orden Jnior, Alexandre
Jos da Silva, Thoaax Payo.
Matauoiro publico.
Mataram-ae para consumo desta cidade, no dia
12 do crrante 49 rezes.
Pra^a do Kecife 12 de
juiho de 1862.
tVs ciuatro horas 4a tarde.
Co lacees da juata de crrelo res.
Frotes.
Assacar daqui para Liverpool25/ d. e 5 OjO
por tonelada.
Algodao da Parahiba para Liverpool5[8 d. e
0(0 por libra.
i. da Cruz Mtelopresidente.
John Gatissecretario.
ih 'i*ratoes.
(gDMlP^lISia^
DO
BEBERIBE.
Sania Isabel.
COMPAXHIA LYRIC1
AMANHA
Sabbadd Wit jide 1861.
11.a Recita da assigoatura.
AlfandeaCM.
Randtmaotodo da 1 a 11. .
Idea da da 12 ,
196.188)611
13.170*984
209.359p595
Movimenio ala alfaudeaja.
Vaiamee entrados com fazendaa.. 114
c o som ajanaros.. 25
Volamea ishldoa com fazendaa..
a I aom xeneros..
= 139
88
179
-rr- 267
Descarregam do dia 13 de junho.
Patacho iaglezFloreatmercadoriss.
Barca inglezaEliza Handadem.
Hara, Pernambueo, 1 hora, Boa-Vista, es-
pasmo.
Maris da Conceigio dos Prszeres, Pernambueo
28 annos. cassda,S.Jos, bexigas.
Herculaoa, frica, 42 annos, solteira, escrava,
Santo Antonio, tubrculos pulmonares.
Joio Baptlsta de Albuquerque Uchoi, Pernam- 15.U80&974
buco, 55 annos, casado,S. Jos, diabetes.
Caixa Filial do Banco do Brasil.
BALANCETE EM 31 DE MAIO DE 1862.
/ Activo.
/ Aceionittae do Banco do Brasil.
Entradas nio
realizadas de
10,000 acg6es
localisadasna
provincia. 400:00000
Letras descontadas.
Com duas asis
Brigue portuguezS. Maooel 1sal.
Beetaiaedorla de rendas Internas
ajeraea de Parneunnoeus.
Kendlmanto do da 1 a 11. 1-2:445*211
dem de dia 12......2:6UJ763
Canaalado provincial.
anto do da 1
O* 11.
41:483g414
.2:2389590
43:722p004
Moviment do pono.
naturas resi-
dentes no lu-
gar do des-
cont.....
Com urna s di-
ta dito ....
3,048;328640
28:014037
3,076:342*677
Letras caucionadas.
Por ouro, prata
etitalos com-
merciaes. 9
Por outros t-
tulos..... 6:500J}000
Letras a receber.
Saldo desta con-
ta.......
Diversos.
Saldo de varias
cootas ....
Caixa.
Pelos seguintes
valores:
Em rxoeda de
ouro de 22
quilates .
Em notas do lhe-
souro dos va-
lores de 10$ e
superiores .
Em moeda de
troco.....
Em notas da pro-
pria caira .
6:500c000
567:832g783
3.317.500873
Piaviot entrados no dia 12.
Liverpool39 dias, barc ioRleza Linda, de 341
toneladas, cspttio .1. Fiuner, equipagem 14,
carga fazendaa; a ordem.
Liverpool40 dias, barca ingleza Sesters, de 250
toneladas, capitflo M. Pryde. epipagem 10, car-
ga fazeodas; a Bostron Rooker & C.
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio de Janeiro pila Bahiavapor francez Bearn,
commandante Feliz Vedel.
Rio de Janeiropatacho americano Xannah, ca-
pillo Bejimio Grant, ero lastro.
Maraeillebarca franceza ilarie, capillo Jos Ri-
val, cirga assucar.
Marseillepolaca franceza Tambel, capitao Joio
Vidal, carga assucar.
O Sr. caixa o commendador Manoel
Goncalves di Silva esta' autorizado a
pagar o 28* dividendo desta companhia
na razo de 3'200 rs. por apoiiee
advertindo-se aos Srs. accionistas que I
este dividendo sera' pago em cobreJ
visto ser na especie que o Sr. caixa tem
recebido dos arrematantes dos chafari-
zea e bicas pertencentes a esta compa-
nhia.
Escriptorio da Companhia 27 de maio
de 1862.O secretario interino, Justi-
no Pereira de Faria.
Coaselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal deguerra, tem de compraros objecfos
seguintes:
Para o 2 batslhio de infantaria de linha.
803 covados de panno azul.
135 ditos de dito cor de rap.
2Sditoa decasemira encarnada.
10 ditos de dita azul claro.
760 ditos de hollanda de forro.
1.507 1*2 viras de brim brinco.
852 1|2 varai de algodaoziobo.
40 1[2 varas de galio de prata de meis polle-
gidaa de lagura.
149 bonets para soldados.
27 ditos para msicos.
132 pares de platinas sem chourigas.
38 pares de ditas com chourigas.
27 ditas para msicos.
27 telina para msicos conforme o figuriao.
27 tergados para oa mesmos.
Quem quizer vender taes objeclos apreaente as
propostas em carta fechada, na secretaria do
conseibo, is 10 horas da manhia do dia 13 do
correata mas.
Sala daa aessoes do cooselho adminietrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 5 de
juoho de 1862.
Antonio Gomes LeeJ,
Coronel preeidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
BELIZARIO.
Principiar s 8 horas.
Os bilhetes esli vende no dia do
culo.
C.
AtlJACELl.
Atsos uarUino*
Rio de Janeiro
O brigue nacional a Alfredo, segas coa kvovi-
dade a tem meiocarregammlo tratado. \
reato trata-ae eom oa eoaeignatartoa Ma
Barros i C, largo do Cirpo Santo o. 0.
I
uiitaftja.
1,888:153000
151.730*000
2:9233190
5.077:5808000
7,120:3865190
14,488:562523
Passlvo.
Banco do Brasil cont de capital.
Valor fornecido
pela caixa ma-
triz......
Emisso.
Valor emeir cu-
lagio.....
Letras a pagar.
Por dioheiro lo-
mado a pre-
mio......
Por saques. .
Contas Crrenles.
Saldo desta con-
la.......
Diversos.
Saldo de varias
contas ....
Ganhos e perdas.
Lucro sujeito a
iiquidagio. .
58:531S387
38:5288000
2,000;0008000
3,265:6208000
97:0598387
2,124:1295172
6,985:2938363
16:4608601
14,488:5628523
O suarda livros,
Ignacio Nunts Correa,
COTT4
Srs. Redactores. [*] Avista da refutagao
apraaentada por Vaca, minha correspondencia
de 30 de maio prximo passado, relativa aoa pro-
goa por qua se venden o algodao durante a aema-
na decorrida de 19 i 24. nio podemos deisor do
(") Nio (Iafinamos que comete chagaaao-oo
aonherimenlo do Sr. eorrector Vataooaalloaoo
pregoa aacim, mas a oatro Sr. correcUr eaeaoo
noticia da maior proco, a mesmo infornsoa-nao
qae o Sr. prenaario Maooel Ribeiro pigouolgu-
ta de 19 a 24 de maio.
k teas-cedo.
O Dr. Joao Franeiaeo Teixeira, juiz municipal
supplente em exercicio da segunda vara do ter-
mo do Recife, etc.
Fago aaber qae pelo Dr. Bernardo Machado da
Costa Doria, juiz de direito da Ia vara crimi-
nal da comarca, me foi communicado haver desig-
nado o dia 30 do correte, pelas 10 horas da ma-
nhia, para abrir a terceira seesBo do jury, que
trabalhar em dias consecutivos, teodo procedido
ao sorteio dos 48 jurados, que teem de servir na
mesma sessao em contorondade do art. 326 do
reglamento n. 12 de 31 de Janeiro de 1842, fo-
ram sorteados o designados os cidadaos se-
guintes :
Freguezia de S. Frei Pedro Googalves.
Alvaro Augusto de Almeida.
Antonio Jos da Silva Braail.
Camillo de Lelis Peixoto.
Dr. Emigdio Marcee Santiago.
Dr. Jos Joaquim de Souza.
Jos Antonio,Moreirs.
Manoel Alves Guerra.
Freguezia de Santo Antonio.
Agostinho Jos de Oliveira.
Caetano Pinto de Veras.
Dr. Efydio Henriqnes da Silva.
Flix Francisco de Souza Magalhes.
Hyppolito Jos Roberto.
Jos da Costa Dourado.
Dr. Joao Vicenta da Silva Costa.
Or.Joio da Silva Ramos.
Jos Luiz Pereira.
Luiz Pereira de Ferias.
Freguezia de S. Jos.
Antonio Googalvaa Pereira Lima.
Elias Figueira de Mello.
Joaquim Pedro dos Santos Bezerra.
Joaquim Joa de Souza Serrano.
Dr. Maooel Buarque de Macedo.
Manoel Thomaz de Souza Magalhies.
Fregneaia da Boa-Vista.
Demetrio de Azevedo Amorim.
Gsldioo dos Santos Nanea de oliveira.
Capitio Antonio Joa da Soalza Cousseiro.
Arphelim Jos da Cosa Camino.
Joio Monteiro de Andrade Malvina.
Igmcio Msnoel Viegas.
.Joaquim de Albuquerque Mello.
Miguel Vietra doa Asoleo,
Freguezia dos Afogados.
Antonio Cardoeo de Queiroz Fonsece.
Dr. Joa Roberto Ue Morses e Silva.
Jernimo de Hollanda Cavalcanti de Albuquerque.
Freguezia do Pogo da Panella.
Antonio Joa Gomes do Correio.
Joao Marques de Amorim.
Jos Marques da Fonseea Borges.
Hercuano Duarte de Miranda Heoriques.
Freguezia de Jaboatio.
Fraocisco Antonio Pereira da Silva.
Dr. Filippe de Souza Leio. .
Franciseo Cavalcanti ce Soasa telo.
Joio Coelho da Silva.
Freguezia do Maribeca.
Hereulano Antonio de Moras* a Silva.
Jos Castao CavaletntL
Companhia
DO
BEBERIBE
No dia 14 do cemente pelas 12 horas
do dia tera' lugar no escriptorio da
companhia ra do Cabuga' n. 16, a ar-
re ma tac ao do ren di menta dos chafa rizes
e bicas por bairros ou totaiidade e por
espaco de un a tres annos, como mais
convier a companhia, sob as bazes
abaixo transcriptas e mais condiecues
patentes no escriptorio ; os Srs. lici-
tantes comparecamcom seus fiadores ou
declaracao dos mesmos no mencionado
dia devendo ser as propostas em carta
fechada.
Bazes sobre as quaes se deve
lancar.
Bairro do Recife.
Chafariz e bica do caes da
alfandega.....
Dito da ra da Cruz. t .
Dito da ri do Brum. .
Dito do Forte do Mattos e
DlCi o o
Rio Grande do
Sul,
O patacho naciooal Palma segu cea lods o
brevidade porsivel por ter a maior parte do aew
carregsmento j prompto, a recebo o reato J
cirga por frele mdico : trata-ae coa Bailar a\
O'eira, ra da Cadeia n. 12. J
Rio de Janeiro
eegue com brevidade o pelhebote Piedad. r-
cebe carga a frele: a tratar com Caetano Cyrii.-.,
da C. M. & Irmio, no lado do Cnrpo Santo n. 23.
Bahia
Segu nestas dias o huta Sania Ritea, roeote
carga a frele ; a tratar com Caetano Cyriaeo da
C. M- & Irmao, lado do Corpo Sanio n 23.
Aracaty
Segu no dia 20 do co*rente o pilhibote San-
ta Cruzo, recebe carga a frate; a iratar coen Gao-
tano Cyriaeo da C. M. & Irmio, no lado do C-
po Santo n. 23.
Para o K10 oe Janeiro, recebe am resto da
carga a f/ete a barca brasileira Conceigo :
tratar no escriptorio de Amorim Irmloa, roa da
Cruz n. 3.
S
5:097$269
6:539$360
3:56o#5i8
2:7535898
17:95*0045
Bairro de Santo Antonio.
Chafariz do largo do Carmo 7:830fl096
uito do largo do Paraizo. 6:455^223
Dito do Largo do Passeio. 3:132Jjf038
Dito de ra do Sol. 2:9340709
Dito da ra da Concordia. 2:9320769
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
MfIRIS. & IJPDll.
Espera-se doa portos do sul at o dia 13 do
correte o vapor Cruzeiro do Sul, commandante'
o capitio de mar e guerra Gervazio Mancebo, o
qoal depois da demora do coetume seguir par
os portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros, e engaia-so
a carga que o vapor poder conduzir, a qual do-
veri aer embarcada no dia de sua chegada.dinhoi-
ro a frete a encom mandas st o da da sabido aa
2 horas da tarde : agencia ra do Craz n. 1, es-
criptorio de Antonio Laiz de Oliveira Azevedo
23:2S40835
Bairro da Boa-Vista.
Chafariz do caes do Capiba-
ribe e bica dito. 5:8020*57
Dito de caixa d'agua da ra
dos Pires......5.1760526
Dito da praca da Boa-Vista. 5:0270923
Dito do largo da Soledade. 7600868
Bairro de S.
Chafariz do largo da
beira.....
Dito da ra Imperial.
16:7670574
Jos. '
rt
.12:6000000
5:2500000
17:8500000
Escriptorio da Companhia do Beberi-
be 10 de junho de 1862.
O secretario,
Justino P. de Fariat.
Directora das obras militares
Tanda a directora dae obras militaras He man-
dar eoartseJjr orna paquea* coa* pon dopoeita)de v
a. m tnfiMti I
Para Lisboa segua com mua bravidaoo t>
brigue Porl Activo a, tem prompto a maior
parte do carregamento. a para o reato quo soaobo
a frate ou para passageiroa, aos quses offerocoex-
celleotea com modos : trata-se no escriptorio de
Amorim & Irmios, iba da Craz n. S, o* coa o
capitio Joa Antooio de Oliveira, oa praca do>
Commercio.
Mili
Janeiro.
O brigue nacional Deoliods segu coa bre-
vidade, e recebe alguma carga a (rete : trata-so
com os conaignatirioa Marques, Beztoa & C lor-
as do Corpo Santo n. 6.
Para
sagas ose toda brevidade a'liodo*e) veterfo Janes
l<
par Leite
cahoa ao artel do 4\.* aatoJMo.
Iri,, de pffaoira eiasao, raylaaieBaaj
1 o Parla, a qoal tea parta da aoo asr-
Aramga,'ttffo A1 ta*
0* iolraara.'da Trepeshe Novo n. f.

:____



'.->.,,!.


ac:
I

coiriiwu rmiuiBUftiu
Navegaco csteira a vapor.
Parahiba, Rio-Grande do Norte, Macau,
- Aracaty e Ceai i.
O vapor Iguerasso, commnodante Vianna,
sahir pira 01 poriotdo norte at o Cear no da
SI do corrente i 5 horaa da tarde. Recebe car-
ga at o dia 18 ao maio dia. Eocommendae paa-
sageiroa e dinheiro a frete al o (lia da aahida a
2 horaa. Escriptorio no Porte (le Mattoa o. 1.
Porto e Lisboa
Segu brevemente a veleira barca portuguesa
Sympathia, por ter sua carga, parte a bordo
parte engajada ; para o redante e paaaageiroa,
trata-secom Esliar : Oliveira na ra da Cadeia
do Recie n. 12.
Ua noel Jos Le te tendo agora no-
ticia ci que pelo juizo do conimercio
da cidade do Recie te tera justificado a
ausencia do annunciante em lugar in
certo e nao sabido apressa-se a declarar
que tendo vendido o estabelecimento
que nessa cidade tinba com scieqcia de
seus credores, a cujo pagamento foi
destinado o producto da mesma venda,
tratou de entregar se a profissSo de
agricultor para cujo iim esta' desde en-
tao de publico residindo nesta villa do
Paco de Camaragibe, provincia de Ala-
goas, onde tem recebido cartas de pes-
soas de seu conheci ment e de outras
com quem tem negocios, sendo noRe-f
cife, alem do procurador extrajudicial,
que o Sr. Manoel Gomes Leal, deixou
constituidoadvogados eprocurador par*
trataiem de suasquestoes queacham-se
em andamento.
LOTERA
Aluga se.
Na roa do Sol n. 21 ha para ae aligar un ex-
cellente moleqae copeiro, e cozioha o diario de
urna eaaa.
Leudes.
LEILAO
Em continuarlo.
Segunda-feira 16 do corrente
0 agente Pinto, novamente autoriaado pelo in-
?eotariante doa beoa deizadot por fallecimeoto
ele B. Maris 8. Ferreira de Gampoa, e por des-
pacho nao i do juiz municipal da aegunda Ta-
ra, como do juiz de direito especial do com-
mercio fari lello doa predios abaizo declarado!,
a saber:
10 casas terreasiiitas em chica proprios na
Estancia, ra de Heorique Das, nomereco par
de 2 a 20 cada uajja com urna porta e duaa ja-
nellas, grande quintal e cacimba, e urna dellos
com grande solio.
1 dita dita sita no becco do Acougue da fre-
guezia da Boa-Vista com quintal e cacimba.
1 sobrado o. 101 na ra d Senzala Velha,
com 3 lojaa no oilo e um na frente.
O referido leilao ser effectuado as 11 horas
do dia cima mencionado no escriptorlo do re-
ferido agente, ra da Cadeia n. 9, onde se dar
qualquer informaco a respello.
"LaF
I A elles antes
Ique se acabem.f
SAos no vos cortes de chita.
Superiores cortea de chita franceza
larga com muito lindos padrdes e gran-
ja de variedade de corea fizas com 11 co-
W vadoa a 2*500 : na loja do sbralo de 4
d andares ra do Crespo n. 13.
I As las antes |
que se aeabem.f
\ Lindas las para vestido, de quadros e t
I de flores com corea escuna, bastante
' finas pelo baratisaimo preco de 240 rs. *
i o corado : na loja do-sobrado de 4 an-
I darea ra do Crespo o. 13. ,-
Oueijos
DE
flmenes do va-
por francez.
O agente Pestaa Tender por centa de quem
pertencer 25 caixaa com queijos flamengos os
mais frescos que ha no mercado cliegados hon-
lem no vapor francez: hoje 13 do corrente pelas
10 horas da mantisa na porta do armazem do
Aones.
LEILAO
BE
Dividas,
Segunda-feira 16 do corrente
a 1 hora da larde.
O agente Pinto levar novamerite leilao as
dividas activas da massa fallida de Jos Antonio
Soares de Azevedo, servindooe base o maior pre-
co offerecido, por assim ihe haver c ter minado o
Illm. Sr. Dr. juiz especial do commercio : a 1
hora da larde do dia quarta-feira 11 do cor-
rente^______________
LILAO
DE
Um cay alio
Segunda feira 16 do corrente.
Por autorisaco do Illm. Sr. Dr, juiz do com-
mercio e por ordem doa curadores Qscaes Ha
massa fallida e Luiz Antonio de Souza Ribeiro,
o agente Pestaa far leilao de um ezcellenle e
bem conhecido cavallo, pois que tem excellen-
lea marchas e linda figura, o qual ser rendido
por coota da meama massa : segunda-feira 15 do
corrente pelas 10 horaa da manha na porta da
associaco commercial.
Fazenda com
ftoque de avariaf
f Madapolo fino, algodao largo e cam- dsg
braia branca ordinaria propria para for-
ro, tudo com um peqaeoo toque de sP
$ avaria por procos muito baratos : na lo- Efe
am ja do sobrado de 4| andares na ra do 2*
2 Crespo n. 13, de Antonio Correia da W
tf Vasconcelos & C. 3fe
Contra o annuncio que em nome do Sr.
LourencoBezarrade Siqueira Cavalcanti se tem
publicado neate Diario, preveoindo que nao se
faga iransaccao alguma aobre os bens do Sr. Sal-
vador dos Santos Monteiro Cavalcanli. |por todos
lbe estarem bypotbecados desde 18*5 por es-
criptiira publica passada no cirtorio do escrivao
Bolco na cidade da Victoria, se declara, que
quaodo ltimamente o Sr. Joaquim Salvador
Pessoa de Siqueira Cavalcanti pretendeu com-
por-secom os seus credores, garaotindo-os por
meio de hypotheca, nao ( de aeua proprios bens,
como dos de diversos seus pareles, mostrou a
pessoas conspicuas e fidedigna* urna carta que
diziassrescripia pelo dito Sr. Loureojo fiezerri
ao Sr. Salvador dos Santos, declarando-lhe es-
tar prompto a assignar a eicriptura necesaaria
para nullificaco daquella hypotheca de 1845
pois que nada mais lhe devia. Em qualquer das
bypotheses que se podero deduzir de taes tac-
tos, os credores directos do Sr. Joaquim Salva-
dor nao prescindiram dos bens do Sr. Salvador
dos Saotis, tanto quanto possam ser baalantea a
solacio do que est sujeito no debito do Sr. Joa-
quim Salvador, porque cootam com o teslemu-
nho daquellas pessoas por quem a mencionada
carta foi vista para aulhenticar a su integra em
juizo, corroborando-a pela escriptura de hypo-
theca commum dos bens dos parele* do Sr.
Joaquim Salvador, que, apezar.de nao ebegar a
ser assigoada, foi lanzada as notas do labellio
Almeida nesla cidade, em jsneiro do presente
auno, e nella foram comprehendidos os bens do
Sr. Salvador dos Santos como responsavel em
parte e signatario de diversas letlras que consu-
mera debito passivo do Sr. Joaquim Salvador;
havendo o Sr. Salvador dos Santos Monteiro da-
do procuradlo.a seu filho Joaquim Salvador para
hypothecar seus bens, do que tudo bem clara-
mente ae vg, que oa beoa de que se falla esta-
vam desembarazados pan poderem ser bypole-
cados.
Os credores.
: s
aysos diversjs.
GRANDE
Laboratorio a vapor
Lavagem e engommado
de roipa, de Ramos mentel.
Empreza importante, que vai prestando rele-
vaDtee servidos aeus freguezes pela promptido
e perfeico com que lava a roupa sem a estucar
PREQOS.
Roupa sortida (embora nao venhara mias nem
lencos) 40 rs. por peca.
Pecas grandes isoladamente 100 rs.
Roupas de navios, vapores e hotpuaes 70 rs.
Dita de familia que nao fregaeza 80 rs.
Dita de doente de familia que nao fregueza
a 120 rs.
Urna rede oa cortinado de cama ou varando
oOOrs.
O preco dos engommados mdico e confor-
me as pecas, como costa mam faceras eogomma-
deiras. O praso da entrega da roupa lavada
8 dias, e engommada 15, sendo que muitaa vezes
est prompta antes do praio. Deposito na ra
Nova.
Tiram-se passaportes para fora e dentro do
imperio, folbas corridas, patentes de oBciaes da
guarda nacional, matriculas pira boleeiros e car-
roceros, tudo com presteza : a tratar na ra Au-
nas ta n. 31, ou na ra 'do Crespo o. 20 B.
*"sa-,e *- 2:000 a premio d* 1 por cen-
lo sobre hypotheca em um aobrado novo que
Til o triplo da quantia cima : quem ttrer a-
nele para ser procurado.
SABBADO 21 do corrente se devera'
extrahir impreterivelmente a terceira
parte da segunda lotera a beneficio do
Gymnasio Pernambucano, (terceira con-
cessSo) no consistorio da igreja de N. S.
do Rosario de Santo Antonio. Os bilhe-
tes e meios bilhetes acham-se a venda
na respectiva (hesourara ra do Crespo
n. 15, e as casas commissionadas pra-
ca da Independencia n. 22 loja do Sr.
Santos Vieira, ra dalmperatriz loja de
ferragens n. 44 do Sr. Pimentel, ra
Direita n. 3 botica do Sr. Chagas, e
na ra da Cadeia do Recie loja n. 45 do
Sr. Port.
As sortes de 5:000$ at as de 10$ se-
rao pagas urna hora depois da extrac-
c5o, e as outrs^porm, no dia imme-
diato logo que se tenham distribuido as
listas.' i
O tbesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Pede-se ao Sr. Dr. Filip-
pe Carneiro de Oliada Cam -
pello o favor de quando vier
ao Recife apparecer em casa
de Adriano & Castro, que
muito se lhe deseja fallar.
Aluga-se um escravo bom carroceiro, oa
mesmo pera qualquer outro servlco T oa ra do
LUrament n. 82. terceiro andar.
Joo Martina, aubdito portuguei, em virlu-
de de baver outro de igual nome, desta data em
dlaote assignar-se-ha por Joao Martina da Silva
Vlllela. Recift 11 de jucho de 1862.
Preciaa-ae de nma ama para o aervico de
urna casa de familia, preferindo-ae escrava : na
ruadas Cruzea n. 20, 4 andar.
Sortes para vespera de
Santo Antonio,
Vendem-sefolhas com sortes para as
senhoras e cavalheiros se divertirem na
rroite de Santo Antonio a 80 rs. cada fo-
lha : na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia.
No caes Q'Apollo o. 45, compra-se urna
escrava preta que eotenda de costura e engom-
mado. paga-ae bem e se fr preta melhor.
de Hamburgo
Alugam-ae e vendem-ae por qualquer preco
na ra do Raogel n. 18, amola-se todo o ferro
criante.
Oa abaizo aaaignadoa participam ao respel-
tavel publico, especialmente ao corpo do com-
mercio, que comprara, Itvre de qualquer emba-
razo, a loja da ra da Imperatriz n. 81, perten-
cente ao Sr. Joo Laiz Viaona, ficando desta data
em TJiante aobre a firma de Monteiro & Duarte.
Recife 11 de junho de 1862. Manoel Pereira
Monteiro da Cruz.Duarte Antonio de Miranda.
Aluga-ae um sitio na Estrada Nov, com
boa casa, grandes baizas de capim, e alguna ar-
voredos ; na roa da Cruz n. 56.
Manoel Pereira Lemoa embarca para o Rio
Grande do Sul a saa escrava mulata, de come
Mara.
Alugam-ae aa casaa os. 18 e 20 da ra da
Florentina, tendo urna dellasaccommodaco para
grande familia, cujo quintal um pequeo sitio
cheio de um grande e novo parreiral, alguns ps
de sapoli, um coqueiro, tanque para banbo, qaar-
tos para esersvos, e porteo para o alagado da ra
de Santo Amaro : quem pretender dirija-ae a ra
do Hospicio n. 50, a tratar com. o -propritterio,
pela manhaa at as 10 horaa, e das 3 a, < da
tarde.
Figueiredo & lrmaif
Ra Nova n. 18
Neate e&tabelecimenlo haver sempre um
grande sorlimento de roupls feilaa e por medi-
da, tanto para horneas e para meninos e um
grande e variado sorlimento de fazendas tanto
inglezts como fraocezaa de bom gosto e barataa,
assim como lambem diveraaa joias de ouro de 18
quilates e de brilhaotes dos melhores fabricantes
de Pars.
I
ornae;) p soqraes
a ejd bjioa enb amnb
se ap opejqos *gg -n ba'on
tnj eu opBJnsoad jet ep
9d oA.iHii^ |8jcq3Bq o
*t>e*cc Joaquim Vieira Rodrigues vae a Europa.
Aluga-se o terceiro andar do aobrado n. 46
da ruado Amerita, tambera aluga-se o primeiro
andar e armazem do sobrado da ra do Cordoniz
n. 6, pintado de novo, proprio para familia ou
eacriptorio.dealgum commercianle por licar per-
to do embarque e reparlicoes publicas: quem
pretender, eotenda se com seu proprietario Cos-
me Jos dos Santos Coelho, na ra do Vigario
numero 8.
Capelldo.
No engenho Gaipi, fregaezia de Ipojuca, pre-
cisa-se de nm sacerdote para capellao ; quem
pretender, dirija-se a rna do Alecrim n. 2, a tra-
tar com o proprietario, que de presente aqui se
acha nesta prsga", ou com o seu filho Jos Feliz
da Cmara Pimentel Jnior.
| M&Q) MDIM, 1
DE
Vjnd-se potes com doces,de|diversaa frutas
em calda de Lisboa, latas com marmnlada. latas
".JJJ'los do Alemtejo to freaeoV.como oa r-
queijoes da larra, queijos de manteig e de cea-
1, "K* refc5:- eom massa de tomate*
dellibra*ai280 rs. s na na do Imperador
D. SBS. r.
Tara SswSC0"11*1" WMU p<,rUlue, '"-
Leandro k Miranda.
Ra do Crespo numero 8 A.
M quatro estelecimentos
bem conhecidos da ra Real
do Manguinho ns. 5, 61, 62 e63.
Presunto de fiambre.
mar melhor 1,le,e,n 'Indo esle mercado a fia osando a boa'quilidade a 400 rs. a libra.
Marmelada 0 melhor q-e n,. libH, 700 .
r assas mai n0Taf que h, a libr a 4JQ rg
\ ueijo d0 ierlio 0 melhot que ha a 500 rt#, ilbra#
Irlanteiga frctta a iibra 70o r.
Maineig"a oglexa a bra 7a0| gOO, 900 e 1# o melhor que ns.
Palitos d0 gK groM 400j dnila s40 rl
4aa ^i? naB**'J1*9 qwamto tendete ai znoIhaHloe qe se (orna enfadooho annunciar, pois que
h """.'leelBBentos vero os Srs. freguezes como se achara completamente sortidos da tu-
no qt*cto lbe perteoce e que logo coutinuaremos sor esta olha.
Joaquim Vioira Rodrigues vai A Europa.
Acerca de aeis aonos desappareceu do lu-
gar de Santo Amaro daa Salinas, a criada Julia,
nlha de Paula Maria da Conceico, tambem cri-
oula, com cerca de lOannos de iade, e como ae
tivesse noticia que se achara na Serta da Raiz,
provincia da Parahiba, requeren-ae a apprehen-
sao, e vindo para esta cidade foi levada presen-
5a do Sr. Dr. chefe de polica, onde ae fez trmo
de entrega sna mai, sendo reconhecida como
forra, ficando por conaegninta no livre gozo de
sua liberdade ; e como seja de menor idade, e
conste que a prelendem aliciar faz-ae publico
que sua mai o nao contente.
A caaa n. 68, sita na Paaaagem da Magda-
lena, ao entrar da Estrada Nova, freguezia doa
Alonados, pertencente a melado da meama a Jo-
s Moreira da Silva Jnior, acha-se penhorada
por execuco do juizo especial do commercio,
eacrivo Manoel Maria, como conata do livro do
depositario geral desta praca.
A casa na ra do Tambi o. 25,freguezia da
Boa-Vista, a parte pertencente ao herdeiro Mi-
guel de Araujo Rosa Lime, acha-se peoborada
por execuco, como prova as notas feitaa nos li-
vros do depositario geral desta praca.
Preciaa-se alugar um sobrado k-iataoie gran-
de, de um a dous andares, sendo em boa ra. as
freguezias de Santo Antonio ou S. Jos, adian-
tar-ae- ha alguma quantia aobre a meama renda,
ou se faro os concertos precisos para aerem des-
contados, ciso o mesmo predio assim o exija,
offerecendo-se aisim melhores garantas que pos-
sam haver aobre tal contrato : quem quizer diri-
ia-se a loja de lou;a na ra larga do Rosario n.
26, que dir quem 411er.
SOCIEDADE
nio Bendicen te
Macltima.
De ordem do Sr. presidente, scieotifico aos se-
ohores socios effectivos, que haver assembla
geral no dia 16 do corrente, pelas 7 horas da tar-
de, afim -Je se proceder a eleicao para nova ad-
ministracao, conforme marca o art. 39 dos esta-
tutos.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente Ma-
rtima 11 dejuoho de 1862.
Ballhasar Jos dos Res.
_____ 1." secretario
Carece-se ae urna preta para vender lato,
pagando-se o aluguel meosal de 20$ : a tratar
com Bernarda Maria da Cooceico. no Arraial,
sitio molo a mangueira de lavar roupa.
Joaquim Simea Rodrgaos de Mello, ao
retirar-se para a cidade de Mamanguape, onde
tem commerciado, aviaa a quem convier, e prin-
cipalmente ao respeitavel corpo commercial des-
la e daquella cidade, que nada deve a petaos al-
guma, visto por meio de transaccoes j haver
pago a lodos os seus credores.
-- Luna Rnkbam. Bnlanoica, retira-se para
a Europa.
A mesa regedorada irmaodade do S. S. Sa-
cramento da matriz do Corpo Santo convida a
todoa oa aeua irmos para reunirem-se em o nos-
so consistorio no prximo domingo 15 de junho,
ifim deelegera nova mesa, para cujo acto pede
encarecidamente a concurrencia de todos.
O escrivao,
Miguel Joaquim da Costa.
Eogomma-ie com aaaeio e perfeico ; na
ruado Jardim n. 8.
Arreuaa-ae um booilo amo oa ealrads de
joao de Barros, com casa pira grande familia,
cocajBira, estribarla, casa de banho. muitoa arvo-
redos de fructo, capim para todo aono para 12 ca-
valloa, viveiro de peixe, coqueiros, etc. : na roa
de Apollo n. 31, armazem.
C. I. Shawo, subdito ingles, val a Earopa
Preciaa-ae de um caixelro de 12 a 16 anuos
de idade. e com pratica de taberna : a tratar no
becco Largo n. 6.
A arrematacao dos beus do tinado Pedro
Borgea de Cerqueira, que nao se pode effectuar
no da 7 do corrente, deve ter lugar no dia 17,
depois do meio ds, no lugar j indicado, em pre-
senta do Illm. Sr. Dr. juiz de orphSos desta ci-
dade.
Manoel Barboaa da Silva pede a quem tiver
letras aceitaa pelo Sr. Luiz Barbalho de Vaacon-
cellos. que as aprsente para receber no seu ven-
cimento, no engenho Cajabuss, que prompta-
mente sero sttiifeitas, ou na ra do Cabug ao
Illm. Sr. Vicente de Paula Oliveira Villasboas
para o mesmo lira.
Precisa-se oe urna ama que eogomrae e
cozinhe : na ra larga do Rosario n. 22, segun-
do andar.
CLUB COMMERriAL.
A reuoio familiar do corrente mez lera lugar
na noite do dia 21.
Offerece-ae urna mulber para ama de ho-
rnera solteiro, para comprar e cozinhar: na ra
do Ouro n. 66.
Pergunta-se a quem souber responder.
1.* Se existe a sociedade Liberal Pernambu-
cana.
2. Se nao existe, como pode, o Sr. ur. Feito-
sa intitular-se presidente desss sociedade.
3.- Qual a razo por que t depois de chegar
a noticia da orgaoisa;o do actual ministerio,
tratou o Sr. Dr. Feitosa de estalutoa para a mes-
ma sociedade ?
4.' Qual ser o procedimenlo do mesmo Sr.
Dr- Feitosa ae o vapor que ae espera do sul trou-
xer a noticia da queda do actual ministerio, o da
aaceoco doa adversarios do mesmo ministerio ?
_____ O paciente.
Bolos faos para S. Joo e
Santo Antonio".
Os melhores bolos de S. Joo de lodaa as qua-
lidadea, e bandejas enfeitadas para casamento
com perfeico ; assim como creme. podios, e to-
da a qualidade de pastelaria : quem precisar di-
rija-ae b roa da Penha n. 25.
Sitio.
Precisa-se alugar um sitio com arvoredos de
tracto e casa soffrivel, perto da praca : na ra da
Senzala Velha n. 96. padaria.
A actual meaa regedora da irmandade do
Santissimo Sacramento da freguezia de Santo An-
tonio do Recife, convida a todos aeus irmos a
comparecerem no consistorio da meama irmanda-
de, as 11 horas da manha do dia 15 do correte,
afim de ae proceder a eleicao da nova mesa que
tem de funecionar no anno de 1862 a 1863.
F. de Souza Rsgo,
Escrivio.
Attemjo.
Olerece-se urna pesaoa habilitada para cobrar
divldaa fora o dentro desta praca, o qual d fia-
dor a sua conducta : a tratar na ra da Cruz n.
36. em caaa do Sr. Antooio Lopas Braga.
Faz-ae venda de urna escrava de ldaoe re-
galar, ama negrioha de 10a 12 anoos, nm mula-
tioho de 14, um moleqae de 10, e outro de 5 a 6
annos : a tratar na roa do Crespo, loja da esqui-
na n. 8.
Precisa-sede ama ama para comprar e co-
ziahar: a tratar na ra do Queimado n. 41. ori-
tro andar. '
Programma
Da festa do miraculoso
Sanio Antonio do arco
da ponte do Recife des-
ta cidade, nos dias 14 e
15 deste mez.
No dia 14 s 5 horaa da manhaa ser arvorada
a bsndeira deste miraculoso Santo, precedida de
gyrandolas de fogo d'artiflcio, tocando nesta oc-
casio aa msicas dos distinctos eorpos, 1* da
guarda nacional e 9 de infanlana.
Ao meio dia, e noite deste mesmo da, aquel-
las referldaa msicas ezccularo riqaissimaa e
harmonioaaa pessa, indicando assim a pomposa
feata do dia aubsaqueote.
Pela madrugada do dia 15 as referidas msicas
desempenharao de novo novas pecas, convidan-
do desta forma aoa devotos deate Santo padroeiro
da provincia a acompanharem-no em solemne
procissao, sobre um riquissimo e bem armado
aodor para a igreja do Divino Espirito Santo, on-
de tem decelebrar-se sua festa.
Urna luzida guarda de honra, a disliocta e
pristimosa irmandade daquella igreja, e um es-
collado numero de bellaa meninas, trajadas de
branco, formaro o cortejo desta pomposa pro-
cissao. r r y
A's 10 horai da msohaa do dia 15 entrar a
festa, sendo o cantante da miasa o Rvm. padre
Jos Estevas Vianna, qe pela primeira vez vai
ter a gloria de subir ao altar para celebrar, sendo
pregador o Rvm. Sr. conego Joaquim Ferroira
dos Santos.
A msica de orcheslra dirigida pelo mui
digno meatre de capellas Manoel Francisco de
Paula, o qual far executar um oovo gloria
compoato pelo eximio professor de piano, o Sr.
Jos Coelho da Silva Araujo.
Terminada a festa, regreasar o mesmo glorio-
so Santo Antonio para o sea arco, acompanhado
em procissao com a mesma pompa e respeito
com que-sahio, e ahi Ucar expoato vista doa
Deis at s 10 horas da noite.
Os encarregsdos desta festa pedem aos mora-
dores da ra do Crespo e Imperador de oroarem
aa auas verandas com colchaa no dia da festa, e
com illuminacao as noltes deste dia e do dia an-
tecedente, afim de mais abrilhanlar este acto dig-
no do mais.profundo reapcito.
Aula,
C. Alchoroe tem aberta a sua aula de inglez na
ra do Hospicio n. 44.
Atten^oao publico.
Quera quizer possuir o melhor dos estabeleci-
mentos de coebeira da ruado Imperador, dirija-
se ao da mesma ra n. 12, que achara um espa-
coso estabelecimento livre e desembarazado por
um negocio mui commodo para o comprador,
com tres carroa novos e 6 cavallos excelleotes,
tudo a vootade do comprador.
Fogo de arti
ficio
O bazar da ra do Imperador n. 6 ainda a
agencia d muito acreditada fabrica da viuva Ru-
fino, aonde se tomara todas e quaesquer encom-
mendas em tudo o que for relativo sua arte, aa-
seguraodo-se nao s a melhor execuco na con-
feceo doa artigos, como a maior modicidade noa
seas precos. Nesta mesma casa ha sempre um
portador para fazer a condacfao das encommen-
das, evitando assim os frotes que a distancia das
fabricas acarretam aos aenhore compradores.
trilla mJVU' **** ** .-#* *- 33. V
ronte do nicho, arranja-se comida diaria pan
qualquer pessoa que queira, Umbem aa eogoas-
ma, faz-se docea de toda, nulidades, tanto
seceos como em calda, a.a.Mq oSs do*.
versas quakidades de bolinho com Ornas de lin-
dos modelos, tanto pin casamento como psra
bailes, faiem-se pastis de naU. docea'ovos coa
eneites de alonim para presantes, bolos chama-
dos de S. Joo com ramos, flores, capellas
tras, e tsmbem se faz jaleas de substaacia. '
Novidade
Amendoaa confeitadas, aorlea das mesmas, pa-
pis eom estalo, todo muito 'novo, vende-se pee
menos do qae em ostra qualquer parte : na ra
da Senzala Nova n. 30. ________
Aluga-ae a casa terrea da ra do Fogo n.
16 : a tratar na ra da Cruz o. 1, eacriptorio da
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Aluga-se o terceiro e quailo andares do ao-
brado da ruando Trapiche n. 12: a tratar na
meama casa;
Preciaa-ae fallar com oa Illma. Srs. abalxo
mencionados, a negocios de seus interesses : na
ra do Amorim n. 36, segundo andar :
Padre Ignacio Antonio Lobo.
Francisco Gomea Ferreira.
Joo Igoacio Avilla.
Joo Xavier da Silva.
Jaronymo Piolo de Souza.
Manoel do Roaario.
Joo Valenlim Diaa Vilella.
Manoel Ferreira Lima.
Joo Ferreira da Fonaeca.
Antonio Fraoclsco Branoo.
Tenente Henrique Duarte Costa Gam*.
Padre Verissimo (ex-cspello do 4o batslho do
artilharia a t e da ilba de Fernando.)
Kacaeae aerea eMecKre
gEscriptorio deadvocaciaj
B Ruado Imperador n.
37, primeiro andar, a es-j
Squerda.
Neste estabelecimento trabalha o advo-
I gado Joaquim -Borges Carneiro (graduado
** em direito pela faculdade do Recite) des-
|| de as 9 al as 3 horas do dia.
S Advoga em todoa oa juizoa e tribunses
i desta praca, e entarrega-se de negocios
Spara o interior da provincia, principal-
mente para aa comarcas de Santo Aoto,
Rio Formoso, Bonito, Nazarelh e Goianna.
Recebe gratuitamente aa cautas doa
desvalidos, nao podeodo cada qual tra-
zer mais de urna questo por vez.
No mesmo estabelecimento solicitara-
se ttulos e palentea de empregadoa pu-
S bucos e officiaes da guarda nacional do
interior, mediante mdico estipendio.
Em sua falla e impedimentos ser
substituido, dos negocios civeis, pelo Sr.
M Dr. Joaquim Jos de Campoa, e noa do 1
* crime pelo Sr. bscharel Jorge Dornellas |
I Ribeiro Pessoa. St
mmmsWm wmmmmmv?
No amaohecer do da sabbado 7 do corre-
le, fartaram do lagar denominado Eatrada Nova
Ires cavallos de cangalha, sendo um castanh
andrino, quasi preto, grande, ferido na aarnelha,
e as costellaa do lado direito tem um ferro, cor-
tado de peitoral; outro castanbo quaai amarello,
2 ps eticados, arrasla os caacos, urna estrella na
leata, aeguida da urna listra estrello, de boaa car-
nea bem feito, o ultimo caatanho, pequeo,
cortado de peitoral, com ama pequea bellido, e
um p cilgado : quem os entregar eu der noti-
cias exactas do lugar onde elles se acharem, re-
ceber grande paga no engenho Santa Cruz, na
freguezia da Luz, ou no Recife na raa do Uvra-
meoto n. 36, segundo andar.
. Manoel Ferreira da Silva Ramos, suodito
portugus, retira-se para Liaboa.
Urna pessoa convenientemente
habilitada se propoe a ensinar fora da
praca primeiras letras, latim e francez:
a tratar no pateo do Terco n. 33.
816Rm da Cruz-A 6J
O Dr. Rocha Bastos
d consultas lodosos dias.
Cura radical e em pouco das moles-
tias syphiliticas e dos orgos genito uri-
9 narios.
Consultas de graca das 8 as 9 horas da xv
K manba. jf
Mmmimmmmmmmmm
Casa
Aluga-se o primeiro andar do sobrado do caes
de Apollo n. 22, que fica em frente da ponte no-
va, com commodos para grande familia ; a faltar
na ra larga de Rosario n. 34.
^P V3 ^ ee?
<=>
BB
3^
UJ
Z 3Roa estreita do Rosario3 J
9 Francisco Pinto Ozono continua a col-
9 locar dentes artificiaes tanto por meio de fj)
Sja molas como pela presso do ar, nao re-
ceba paga alguma sem que aa obras nao Sj>
9 flquem a vontade de seus dnos, tem pos SJ
9 outras preparare a as mais acreditadas SJ
# para conservado da bocea. a*
$ se s
Aos Srs. correspondentes
de engeohos.
Para maior commodidade das pesioas que re-
cebem assacar e tiverem de remetler gneros pela
via frrea, se tem estabelecido um armazem na
raa da Senzala Velha n. 7, por detraz do estabe-
lecimento do Sr. Bairo, onde se achara pessoa
qae se encarrega de os fazer conduzir de qual-
quer das res desta cidade al a estacan, sendo
semelhante servido feito gratis para o freguezes
do armazem, e para os que o nao forem se con-
venciooar, aendo tudo feito com promptido e
garaolindo-ae a Del entrega de tudo quanto se
receber: a tratar no meamo armazem.
Irmandade do Di-
vino Espirito Sanio.
De ordem dji mesa regedora, convido a todos
os nosaos irmos a comparecerem em noaaa igre-
J domingo 15 do corrente, s 9 horas da manha,
apea de encorporados, irmos buscar a imagem do
glorioso patriarcha Santo Antonio do arco da
ponte do Recife ; aasiatirmos soa festa a recon
duzir no um da mesma ao seu aroo a imagen do
mesmo glorioso Santo.
Consistorio da irmandade do Divino Espirit
Santo 11 dejunbo de 1862.
Antonio Augusto Santos Porto,
Eserivlo.
Para alugar.
Dous pequeos andares da casa n. 118 da ra
do Pilar, limito bom lugar, logo ao p da Inten-
dencia de marinha, rectificados, diados e pinla-
doa de novo, com lodo o aceio : diriia-se a mes-
ma ra o. 112. w
Offerece-se urna mulher para ama de ho-
mem solteiro, por pouco dioheiro : quem quizer
dirija-sa a roa do Padre Floriano n. 44.
Attenco.

A pessoa que mandou fazer um cortinado da
cama na ra da Imperatriz n. 5, a outro que fi-
cou encarregado de urna meaa de Jacaranda, per-
tencente a Guilherme Gurllit, tenham a hondada
de mandar resgttar no praso de tres dias, a con-
tar desta dala, do contrario sero vendidos psra
seu pagamento ; assim como na mesma se ven-
den) dous bancos para marcmeiro.
a-
Aluga-se o terceiro andar da caaa da ra do
Imperador n. 75 : a tratar no andar terreo da
mesma casa.
&ans*dtSMs uammmatmm
t
Saques sobre Portugal.
8 0 abaixo assigoado agente do Banco
Mercantil Portuense nesta cidade, saca
Seffeclivamente por todos os paquetes so- |
bra o mesmo Banco para o Porto a Lis- S
8 boa, por qualquer somma avista e a pra- 1
zo, podeodo logo os saques aprazo serem o
S descontados no mesmo Banco, na razo
de 4 por canto ao anno aos portadores
que assim lhe convier : naa ras do Cres-
po n. 8 oa do Imperador n. 51.
Joaquim da Silva Castro.
C(rtSlLT0KI0 ESPECIAL HOMEOPATRICO
00 DOUTOH
SABINO 0. L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Gonaultas todos os dias atis desde as 10 hars
at meio dia, acerca da segualas moleatias i
moltttiat da mulhtrts, noltttiat da erian-
o, moltttiat da ptllt, moltttiat dot olhos, mo-
tttiat typhilitieas,todat at ttpteitt dt febnt,
ftbrttxnttrmittnttt c suas corusquenciat,
PHABJUCU BSPICUL BOMROPATH1CA .
Yerdadeiroa medicamentos homeopathicos pre-
jaradoa som lodaa as cautela neeeasariaa, in-
alliveis em seus effeitos, tanto em tintara, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
sveis.
H. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
rticamente vendidos em saa pharmacia; todos
que o forem (ora della s falsas.
Todas as carteuss o acompanhadas da am
tmpreeso com am emblema em relevo, tendo ao
reopr as segaintoa paavras : Dr. Sabino 0.1.
Pinho, medico braaileiro. Bate emblema posto
igualmente na liata dos medicamentos que se pe-
de. As carteiraa qae nao 1 evaram esseimpresse
aaaim marcado, embora enham natampa o no-
mo do Dr. Sabino aso falsos
Alfred Baudoux continua com saa efflcioa
de ourivea ns raa dssLarangsiraso. 7, onde so
acha sempre prompto para fazer qualquer obra a
concertoa de joiaa pelo qae est habilitado visto
lerrecebido ltimamente da Fraoca ferrse mo-
delos novos. Espera que seas numerosos fre-
uezes e amigoa continuarn como d'anlea a
onra-lo com suas encommandss.
Precisa-se de ama ama pare todo o aervi-
co de caaa da pouca familia: na raa daa Cruzes
n.2.______________________.
Galdino Jacioiho de Helio, subdito porta*
guez, val ao Par.
Precisase fallar aos Srs. Firmina
Gomes da Sveira e Joie 'Antohio fe
Carvalho Brito, que moraran em urna
das casas do Sr. Bartholomeu, as pro-
ximidades da casa de detencSo e desap-
pareceram, seguido diz um companhei-
ro decaa : nesta typographia.
f


I
!
atf jMMMNl Hlj i
s
i
8
I
O Dr. Carolioo Fran-
cisco de Lima Santos,
mdou-ee da ra das
Cruzas para a do lm-
persdor, sobrado n.
17, em (rente da gro-
ja de S. Francisco, on-
de continua no exerci-
eio de sea proQssao de
medico.
3
3

Perde.-se hootem (domiogo 8) urna argola
de ajo, contendo trea pequeas chai es de gaveta
e ama de relogio : quem a Uver ni hado tar o
favor entrega-la na roa da Concordia n. 12, que
ee gratificar sendo indigente.
f ***- mam
m* Jos Goocilres Ferreira Coila, tem gj
fuma cass acabada de novo para alugar, *
cora duas salas, quatro q.artoib cosi- w
nha (ora, cnji caaa de esquina 13 lem
mm jaoellaa em todos os quartos : na ra ;
da Fundijao em Santo Amaro.
Netta typographia precisa-se fak
lar ao Sr Joao Gonr^alves Rodrigue
Franca que morou em.Olinda e dizem
morar tiesta cidade do Becife.
SEGUNDA EDICTO
DO
THESOURO
Antoaio Cesario Moreira
Dias, faz sciente ao re speitt-
vel publico com especialidade
aos seus freguezes, que mu-
dou o seu armazem da ra da
Moeda para a ra da Madre
de Dos n. 32, e est veadeu
do por menos do que em ou-
tra qualqer parte, ])olvora,
chumbo e salitre e af lauca a
boa qualidade destas merca-
dorias por serem de primeira
qualidade.
XnHMfiMWQIHIMsW-6fi>ei6SK8
Dentista de Pars.
15RuaNoYa15.
Fredertco Gautier, cirurgiao dentista
faz todas as operaces desua arla a e co-
loca den tes artificiaos, ludo com -sdeln 3
rioridade o perfeicao que as pesoas-,en 1
tendidas lhe reconhecem.
5- Tem agua e pos denuncios, etc. Jl
SMSItSWSMS NSMS efWWSK3K
Haool Ferreira da Silva Tarroso, na rus de
Apollo n. 28. saca sobre Portugal por o prximo
paquete ingle/.
COMPANHIA DA ESTRADA DE FERRO
DO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)*
De conformidade com ss instruccoes recebidas
da respectiva directoris, (az-ae publico que des-
ta data em disnle sao convidados os accionistas
desta companhia a c.mprirem com oa termoa do
aviso que por ordem da meama abaixo cem
publicados.
Escriptorio da companhia, 20 de mao de
1862.
Por procurado de E. H. Braman, theson-
reiro.
(Asaignado)R. Austio.
Aviso.
HOMEOPATHICO
ou
Vade-mecum do homeopatha
pelo doutor
mam l ra.
Este livro que se tem tornado lio popular,
qusnto necessario, acaba de aer publicado com
todoa os melhoramentos, que a experiencia e oa
progressos da sciencia tem demonstrado. A no-
va edieco em tudo superior primeira, en-
cerr :
1.* Maia amplaa noticiae acerca do curativo
das molestia, com indicaces mui proveiloiaa
dos medicamentos novos recntenteme experi-
mentados oa Europa, noa Estados-Unidos e no
Brasil.
2.* A exposico da doatrina homoopatba.
, 3.* O estudo da apropriacao dos remedios se-
gundo ss predominanciss dos temperamentos,
idas idades, dos sexos, e segundo as circumstan-
i cias atmosphericas etc., etc.
4.a A preservado ou prophilaxia das molestias
I hereditarias.
5." A preservado das molestias epidmicas.
6.* Urna estampa Ilustrada demoostraliva da
[ continuidade do tubo intestinal desde a bocea at
i o anua etc., etc.
Veode-ae ni phabmacia especial homeopa-
tiga, propriedade do author, ra de Santo
Amaro (Mundo Novo) o. 6.
Prego de cada exemplar. 20*000
N. B. Oa aeohorea assigoantes queiram man-
dar recebar .seus ezemplaras.
Bom e barato.
Para a festa de
Santo Antonio e S. Joao.
Manteiga inglesa boa a 800, 960. e 19120 flor,
em barril faremoa abstimeoto, dita franceza a
720. dita para tempero a 400 rs., farioha do Rio
obIo boa a 130 a libra, amendoaa a 240, nozas
!n lr,1u" 280 s carta, vinho Figueira a
600 rs. a garrafa, dito Lisboa a 500 e 400 rs., em
caada (aramos abatimento, velaa sterlioss a 740
a libra, azeitonas mullo novas a 19500 cada ama
aocoreta, a 310 a garrata. Alem diato tem um
competente sortimento tendente a molbados, que
tudo ae vender por menoa do que em outra
qualqer parta : 00 ealabelecimento da ra s-
tretta do Rosario, esquinada ra daa Larangeiras
numero 18.
Socieda. Amorim, Frsgozo, Santos & C. sacam e tomam
aaqnes a praca de Lisboa.
Pelo presente faz-se publico qae por urna re-
soluto da directora desta companhia lomada
nesta data tem-ae feito a ultima chamada de urna
libra esterlina por cada accao, a qualdever ser
paga ateo da 30 de junho do prximo vindouro,
no Rio de Janeiro em casa tos Srs. Haua Mac
Gregor & C na B.hia aos Srs. S. S. Davemport
& C. e em Pernambuco 00 escriptorio do lhe-
soureiro da meama companhia. .
Pelo preseDte fica lambem entendido que no
caso de nao ser a dita chamada ou prestigio sa- Compaila r ldelldadc de se -
tisfeita at o da marcado para sea pagamento o
nassa (alta pagar juros
I SilvinoGuilherme de farros compra escra-
?oa de ambos os sexos : na ra do Imperador n.
79, primeiro andar.
VENDE-SE urna mobilia de amarello no-
va, cerniendo as segaintes pecas: um so, 12
cadeiras, | ditas de braco, 2 de balaceo 2 cooso-
los e mesa de meio de aala : para ver na ra Di-
reita d. 127, segundo andar, 0 para tratar neala
typographia.
Fundico da Au-
rora.
Eua estreita do Rosario n. 22,
primeiro andar.
O dentista Nurna Pompilio planta denles arli-
flciaes por grampos e ligaduras ea pressao do
ar, dantea ioeorruptiveie sobre o iro, sysiema
norte-americano e faz todas as operaces do sua
vrtae com promptidao e limpeza
accionista queincorrer nessa (alta pagar juros a
razo de 5 por cento ao auno sobre tal chamada,
a contar desse dia at que seja realisado o ps- ;
gamento.
No caso de nao effecluar o pagamento desta
chamada dentro de trea mezea contadoa do dia
cima fixado para o embolso da meama, ficarao
aa acedea que incorrerem em tal falta sujeitas a
serem confiscadas, segundo as dlsposices dos
estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
(assignado)N. H. Bellarmy, secretario.
199 Gresham House, Od. Brord Streele.
guros martimos e terres-
tres, estabelecida no Rio de
Janeiro com o capital de
16:000:000$.
Agentes em Pernambuco
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C. compe-
tentemente autorisadoa pela directora da compa-
; nhia de seguros Fidelidade, tomam seguros de na-
\ vio, mercadorias e predios, no seu escriptorio,
' ra ds Cruz o. 1.
Domingos Rodrigues dB Aodrade declara
que Antonio Luiz de Aodrade neo mais aeu cai-
xelro desde 9 do correte.
Aos rSs. consumidores de gaz
Nos armazens do ciss do Ramos na. 18 e 36 e
na ra do Trapiche Novo no Recife n: 8, se ven-
de gaz liquido americano primeira qualidade e
receotemente che.gado a 14$ a lata de 5 galdes,
assim como latas da 10 e de 5 garrafas em
garrafas. .
Carvalho, Nogueira & l.,
e Rezende Sacam sobre Lisboa e Porto, na ra do Vigsrio
o. 9 primeiro andar, e ra do Brum n. 58, ar-
mazem.
Perdeu-se!!!
Oaem Uver achado desde a reparticSo do sello
alea esquioada roa de S. Francisco e dahi at
i casa abaixo mencionada, duas letras, aceitas
ambas por Placido Ferreira de Mello, sacadas em
19 de malo, urna a trea mezea e outra a cinco,
ambas de igual quanlia de 2649680, e quizer res
titui-las ao aeu proprielario, podo leva-las ra
larga do Rosario n. 24, loja de joias, que ser
recompensado, certo de que nao pode servir a
quem as tiver achado, visto que esiao tomadaa as
cautelas legaes para nao serem pagas pelo acei-
tante.
Nesta grande e bem recetada fabrica de machi-
nismo, a mais sntlga no imperio, continua-se a
executar com a maior presteza e perfeicao en-
commendaa de toda a qualidade de machinas usa-
das no psiz, tendo sempre promplo o segainte :
Grande sortimento de moendas d canna de
todos os systemas e tamanhoa.
Machinas de vapor de diversss qualidade.
Taixas fundidas e batidas.
Cmvos e boceas para fornalhas.
Bronzea e aguilhdes.
Rodas, rodelas e rodas d'agua.
Guindastes Qxos e portstis.
Machinas de cylindros para padaria.
Serras de ac para serrara.
Fatexas para barcos, etc., etc., tudo por preco
que bem convida.
Ummmmmmmmmmm
sAcabadeche-
gar ao novo
armtzem
DE
*Basos & Reg
Na roa Nova junto a Conccico
dos Militares n. 47.
Dm grande e variado sortlmenlo de
roupas (ellas, calcadoa e fazendas e todos
estes se vendem por precos mito modi-
Dcsdos como de seu costume, sssim co-
mo sejam sobrecasacoa de superiores pan-
nos e cssacoa feitos pelos ltimos flguri-
nos al6,x8,30*ea35. P*?**01
meamos pannoa preto a 16g, 18|, z; e
a 249, ditos de caaemira de er mesclado
e do novoa padrdes s 149.163, 189, 209
e a 249, ditos de caiemira de cor mes-
ciado e de novos padrdes al4f, 16f, 189,
209 e Sff. ditoa aaccoa das mesmss ca-
aemiras de cores s 99. 109. 129 e a 14g,
ditoa prtos pelo diminuto prego de 89,
109 e 129, ditos de sarja de seda a so-
brecasaesdos a 12f, ditoa do merino de
cordao a 119,ditos de mene chioez de
apurado Rosto a 159, ditos de alpaca
Bom e barato
S no Torrador.
M LmtgooTei?o <1Z
O proprielario desle estabeleciment est re-
sol? ido a vendar oa generoa muito mais bar toa
do que em outra qualqer parte, manteiga iogle-
ia a 19 19120 a libra, dita franceza a 680 e 640,
baoha de porco refiada a 400 re. a libra, queijo
do serlao a 560 a libra, ditoa do reino a 18800 e a
28400 cada um.meiae latas de sardinhas de Nan-
tes a 400 rs., sao muito novas, e veodem-se ou-
tros mimos gneros que se torna enfadooho men-
cona-loa, a dioheiro contado.
Veode-se
dega, e um boi
12, taberna.
um carro de irabalhar na allan-
: para tratar no psteo do Terco n*
400
a w) rs.
Na ra da Imperalriz
frsnceza, loja. do Porto.
n.
a vara.
48, juuto a padaria
Toda attenco.
Custodio Jos Alves Gaimares

avisa
ao
peitavel publico, principalmente a todos os
res-
seas
que se madou da loja da
aguia de ouro da ra da Gabug para a ra do
Crespo n. 7, para a bem conhecida a aotiga loja
O Sr. empregado publi- freguezes e
co que recebeu diferentes
quaotias para pagamentos de nri"efpidoraUecido Josoog, boje
*, \ r o .... aera conhecida pelogallo vigilante,e pede ao
ODjeCtOS de SUa repartlCaO e respeitavel publico e aos seus freguezes e amigos,
r\an na tvm.s*.. ,...- j ue queiram procurar no dilo estabelecimeoto,
naO OS pagOU, queira mandar onde acharaoum grande sortimento de miudezas,
AntrPa?ar Pfl nnnntiaa ma lueaffinga servir bem e vender por menos dez
eiliregar eSSaS qUantiaS que 0u vinte por cento. do que em outra qualqer
existem em seu poder como Sl________________________
deposito, alias A nnMi^r^
se
^Gabinete medico cinirgico.#
X Ra das Flores n. '7. 0
Serodada consultas medie, s-cirurgi- fj
Cas peloDr. Estevo Cavalcanti de Alba- 9
querque da 6 as 10 horas da mi obla, ac-
9 cudindo aos chamados com a rxaior bre-
0 vidade po#sivel. m
:!> Partos. 0
2." Moleetiaa de pella. A
3. dem do olhos.
9 4.* Idemdosorgaos eniaes. dj
0 Praticartoda equalqer operaco em #
ay seu gabinete ou em casa dos dosntes con- gs>
am ormeHheeMr maii convenienii m
9
Vaccina publica.
Grassando |>resentemente com al|;uma inteosi-
dade a varila nesta cidade, o comuiasario vac-
cinador lembra aos chefes de familia qae, pelo
regulamento de 17 de agosto de 1816. sao orti-
gados a apresentar nesta reparltcao todas as pes-
soas que nao tverem lido bezlgaa naturaes, ou
aido vaccinadae, aQm de se Ihes priticar a iono-
culacao o fluido vaccinieo, isto durante esqui-
te'e. domirfgo, no trrelo da alhodega, das 8
as 10 boraa da mechas, e nos aabb.idos, na casa
de sua residencia, segundo aodar Jo sobrado da
,""'rei" d0 Rosario o. 30. Rec fe 2 de junho
de 1862.Dr. Joao Nepomuceno Dita Fernandes,
ommissario vaccioador publico.
pUOUCara guezta de Serlohaem, com terraa todas ds var-
seu nome e mais cartas nelas z.eS muil lsv.t4dia? exceiiemes partidos i rota
rv da moenda, piogue cercado, maiaa e mangues
quaeS Se prOVa a eXl&tencia Para "ico do dito engenho, omb-rque
deste negocio.
para o serrico do dito engenho,
porta ; a trawr ua ra do Hospicio
n. 11
Na travessa da ra das Gruzes n.
INTERNATO
DE
jjEstabelecido no lugar da Capunga, um dos arrabaldes^
mais pro timos da cidade do Recife.
MRECTOR-0 BACHAREL EM MATHEMATICAS
iEIAG- reiEDIi m (SABIO,
O director do iolernsto de S. Bernardo nao tendo evitado esforcoa nem sscrifl-
ctos para proporcionar aos s< us alamnos ama perfeita educafiao phisica, moral, intel-
lectusl o rehgioss, ofl.recen lo-lhes urna habitacio com todas as condicoes de sal.-
bnd.de, habea profesores que sao solcitos em prepara-lo. convenieotemente ao fim
a que se desttnam, medico pratico que lhes faca comprehendar os preceitos datygiene
elhea cure adoeocas, e finalmente um aacerdote illustrado e honesto q.e lhes expli-
que os principios da religiao chnsla, eapera que assim constituido nao deixar o seu
eslabalectmeoto de merecer (os Srs. paea de familiaa o auxilio e cooOaoca com aue ii
igonso tem honrado ; e lhei rogs, bem como a todaa aa pessoas iotereasadas que a.
oiguem de visllar o mesmo s:u estabelecimeoto, onde sempre eocoatrarao franco in-
r...?. eoU?io 'en "de as elegantea espafioua propriedades da Sr.' tut.
Uaaerre doa 6rs. Roberto < Fiiho. Capunga Velha.
rnri-fln h0 i d* lornar mai> breT<> e commoda aa commuDica;ea dos Srs. pses e
-.- V' *"*<>* ** encommendaa e todas aa correspondsn-
Sf mJIaSV* Blt"esn! cssa do reaidencia do aeu irmao o Dr. Psreira do Cerni
o* na loja do Sr. Joaqun) rreira da Cosa, 4 ra Nova n. 56.
MJl
Precisa-se de um. ama para cozinhar para
duaa pessoas: na ra de Santa Thereza n. 21.
Prectsa-se de um ceixeiro para lomar coo-
ta de urna taberna, e no caso que agrade se lhe
dar at iotereaie : em Fora de Portas, ra do
Pilar n. 86, se dir quem que precisa.
Joaquina Rodrigues Haia de Oliveira, sub-
dito portuguez, vai ao Rio de Janeiro.
O Sr. Joao Luiz Vianna nao pode fazertrao-
siecao alguma com a sua loja antes de se enteo-
2der com a casa de N. O. Bieber & C. Successorea,
, pjtmeiro andar, tinge-se para todas credores do mesmo de letras vencidas.__________
Sa cores COm presteza e COmmodo preQO. Vr.cua se de urna ama para cozinhar, para
Casa de sade em Sanio "*'dep,"e""mm'""'"**"
Amaro.
Dr. Silva Ramos.
Eale estabelecimeoto j bem conbecido, econ-
ceituado nesta provincia peloa relevantes servi-
cos que tem prestado, contina naa melbores con-
dicoes debaixo da direceo de seu proprielario
receber doenles de todas as classes, os quaes se-
rao tratados com todo o zelo e icteresse pelos
presos seguiotes :
Primeira classe----- 30000 ou mais.
Segunda dita...... a500.
Terceua dita...... SJJOOO.
Em qualqer das classes os brancos ficaro se-
parados dos negros. Os sliensdos de 2.a* e 3.a
classe nao furiosos pagaro a diaria ordinaria,
sendo fuiiosos pagaro mais a quarta psrte. Os
alienados da 1.a classe pagara' segundo o ajusta.
Joao da Silva Mamos,
medico pela Universidade
de Coimbra,
d consullas em casa, das 8 s 10 horas da mi-
nhaa, e presta-se a qualqer chamado com a bem
conhecida promptidao.
aias de musselina
Na ra da
francesa, loja
a 3|200.
Imperalriz n. 48,
do Porto.
juoto a padaria
Manteletes.
Manteletes de grosdenaple preto a 10, 15, 20 e
258 >' na ra da Imperalriz n. 48, junto a padaria
franceza, loja do Porio
Madapolo da Arara.
Vendem-se pegss de madapolo Elephante en-
festado, muilo fino, com 40 jardas a 14$ a peca,
ditas de 24 jardas a 49400, 49600, 5g, 5$500 e 6$,
dilo enfestado a 3> : na ra da Imperatriz, loja
da Arara n. 56.
Vendem-ae doua eacravos, aendo um criou-
lo, muito moco, de bonita figura, e bom official
de tanoeiro, faz toda e qualqer obra teodente a
aua proOaso, e monta qualqer diatilacao por
ter dtaso prstica. e ama negra tambem crioula,
muitoTmoca, bonita Ogura, e propria para qual-
querwrvigo de casa : no caea do liamos, sobra-
do n72.
lioispras.
Compra-se urna casla com aeus pertences,
duas dalmalicas com todos os seus pertences,
um veo de hombro, e urna capa das porgeos, tu-
do j servido e em bom estado t.quem tiver e
quizer vender, dirija-se a ra larga do Rosan j n.
26, loja de louca, que dir quem pretende.
Compra-se
urna escrava moca que coziuhe e eogomme, que
seja sadia e aem vicios : na thesouraria das lote-
ras, ra do Crespo n. 15.
C jmpram-se acedes do novo ban-
co de Pernambuco na ra da Cadeia
do bairro do Recife n. 22.
Compra-se um preto de meia idade, ue
bons costumes e proprio para sito, urna escrava
que saiba coser e engommar bem : &a ra da Ca-
deia Velh n. 35.
Compra-se constantemente lato valho e co-
bre : na ra da Imperatriz n. 65.
Compra-se uma casa terrea em bom estado
e bons commodos, tendo quintal, cacimba e por-
tao, as ras dos Marlyris ou Horlas ; quem
quizer vender, aon.ncie por este jornal para ser
procurado.
C.jinpraa-se acedes da Companhia de Be-
benbe : na ra do Crespn. 25 A, ae dir quem
compra.
Venca.
Vende-se
na loja da ra do Crespo n. 25
um violao anda novo, excellente, por preco com-
1 modo. *
telinas deselini,
Chegaram no vapor francezaa bellas botinaa de
setim branco para senhora, o vendem-se em
coma na loja do vapor, ra Nova n. 7.
Veoda-ae
com carro; oa
um bonito cavatlo, que iraalha
ra da Imperatriz n. 20. loja.
Millis a 10,000 rsa
Na ra da Cadeia o. 45, esquina da Madre do
Dos, vendem-se borzeguioa de Millis muilo
bons a 10$ o par, assim como um completo sor-
timento de outros calcados para homens, aenho-
raa e meninos, tanto de Pars como de Nantsa:
tambem tem constantemente sortimento de rou-
pss feilaa e fazandaa.
- Vende-se urna bonita escrava de 18 aoooa,
de boa conduca, e com ss habilidades proprias
tama caaa de familia por aer racolhids ; na reta
Praw 0. 47, primeiro andar.
AUengao California!
Na ra Nova n. 42, defronte da Igreja de N. S.
da Conceicao, vendem-se fazendas por todo o pre-
co para se liquidar.
Barato s na California!
Na ra Nova o. 41, vendem-se fszendas por
um tergo do seu valor, s para apurar dlnheiro.
Oh que admiraco !!!
Fazendas baralissimas por todo e qualqer pre-
; s isto na loja da California, ra Nova nu-
a 103, ditoa de
reta a 7|, 8, 9 e 10, diloa saceos ]
pretos a 49, ditoa de palha da seda fs- ,
zeoda muilo superior a 4)500, ditos de
brim pardo e de fusto a 35500, If e a
4J500, ditos de (usto branco a 49, gran-
de qusntidade de calcas de casemira pre-
ta ede corea a 79. 89,9| e a 10g, ditas
pardas a 39 e a 49, ditas de brim de co-
res finas a 24500, 89. 3*500 e a 4$, ditas
de brim brancos finas a 4$500. 59, 5{500
e a 69, ditaa de brim lona a 59 o a 69,
colleles de gorgro preto e de cores a
59 e a 69. ditoa de casemira de cor e pre-
tos a 45500 e a 58. ditos de (usto branco
e de brim a 89 e a 39500, ditoa de brim
lona a 49, ditos de merino psra lulo a 49 |
e a 49500, calcas de merino para luto a-
49500 e a 59, capas de borracha a 99000. 1
Para meninos de tolos os lmannos : tal-
c>a de casemira preta e de cor a 59,69 e <
7$. ditas ditas de brim a 2g, If e a 3$500, 1
paletols saceos de casemira preta a 69 e
a 79 diloa de cor a 69 e a 79, di- :
tos de alpaca a 39, sobrecasacos de pan- j
no preto a 129 e a 149, ditos do alpaca
preta a 59, booela para menino de todas
ss qualidades, camUas para meninos de
todos os lmannos, meios ricos vestidos
de cimbris feitos para meninas de 5 a
8 anuos com cinco babados lisos a 8| e
a 129, ditos de gorgro de cor e de la
a 59 e a 69, ditos de brim a 39, ditos de
cambraia ricamente borbados para bapti-
sadoa e muitaaoutras fazendas e roupas
(eitsa que deixam de ser mencionadas 1
_ peta sua grande q.antidade ; asiim como *S
I recebe-se toda e qualqer encommenda gf
S* de roupaa para se mandar manufacturar 3
e que para este fim temos um completo
sortimento de fazendas de goito o ami g
grande officina de alfaiate dirigida por um 9
hbil meatre que pela sua promptidao e o
S perfeicao nada deixa a desejar. 9
mmmmm-mmmmmmm
Saias de balao.
Sao chegadas as commodas saias de bailo, de
arcos de differentes lamanhos, de 8, 10 e 12 ar-
cos para meninas, de 15, 20, 25, 30 e 42 arcos
para senhora, por presos mais commodos do que
em outra qualqer parte : na loja do sobrado de
4 andares na ra do Crespo d. 13, de Antonio
Correia de Vasconcellos & C, successorea de Jos
Moreira Lopes.
Attenco
Na grande exposico de fazendas bara-
tissimas, na loja earmazem da Arara,
na ra da Imperatriz n. 56, de Ma-
galhSes & Mendes.
Vendem-se fazendas muito baratas para liqui-
dar, a saber: laczinhaa escoaseaaa dequadriobos
para vestidos de senhoras e roupa para meninos
a 320 rs. o covsdo, ditaa muito finas a 500 rs.,
ditas chioezes de 41|2 palmos de largo a 640 rs.
o covado, fustao de corea para vestidos de senho-
ras a 280 e 320 rs. o covado, cassas toda de co-
res para vestidos de senhoras e meninos a 240 e
280 rs. o covado : na ra da Imperalriz, loja da
Arara n. 56.
Cambraia da Arara.
Veodem-se pecas de cambraia branca lisa a
1560O e 29, ditaa finas s 25500, 39 e 39500, cassa
para cortinados muito tina com 20 varas s peca a
99, ditas de 10 varas a 45500 e 3#, golliohas para
senhoras e meninas a 500 rs., manguito e golla
de Irbho a 28500: na ra da Imperalriz, loja da
Arara n. 56.
[JCarne de Serid.
HE" chegadaa verdadeira cirne de Serid, e os
bellos queljos de Serid muito frescos; no anli-
go estabelecimeoto da ra estreita do Rossrio,
esquina da ra das Larangeiras.
Roupa feita d%Arara.
Vendem-se palelots de panno preto a 69500 e
8J. caigas pretas de casemira a 48500 e 59500,
paletols de alpaca a 3*500 e 4. caicas de brim
de cores a 29500, camisas fraocezas finas a 2 e
29500. ceroulas de linho a lg600 e 29, colarinhos
de linbo finos e 500 rs.: na ra da Imperatriz,
loja da Arara n. 56.
Arara vende os baloes.
Vendem-se baldes de 15 a 30 arcos, o mais mo-
derno que ha para senhoras por todos os presos,"
ditos de brilhaniina muito grandes, saias de cor-
dao que faz vezes de balo por 28500, saias bor-
dadas para senhoras a 29500, ditaa de 4 pannos
3g e 3|500 : oa ra da Imperatriz, loja e arma-
zem da Arara n. 56.
50
mero
42.
Libras sterlinas.
Vendem-se em casa de Wilg & Just, praca do
Corpo Santo n. 13.
Luvasde Jouvin.
Vende-ae luvas de pellica de Jouvin brancas,
para senhora, ltimamente chegadas : na loja do
beija flor, ra do Queimado n. 63.______________
Luvas de seda.
Vende-se luvas de seda enfeitadas a 1J600,
29000 e 292OO, ditas fio de Escossia brancas a ra.
700. ditaa de cores 800 ris, ditas de algodo a
280 ris ; na loja do beija flor, ra do Queimado
numero 63.
Escovas.
Vende-se escovaa para deDtes fines de diversas
qualidades a 120,160. 320, 400 e 500 ris : na
loja do beija-flor, ra do Queimado o. 63.
Esperanca
Loja de miudezas,ra do Quei-
mado n. 33 A, de Guimares
4 Silva.
Chegaram 01 boles de cornalina brancos e en-
carnados, que se vende por 39 a duzta, ou por 1$
o par para punhos, s ha nesta loja, cruzea de
cornalina para rosarios, e proprias para encastoar
em ouro a 19, fiautae de bano de 5 chaves com
caixs, pelo barato preco de 20$, pos de arros aro-
matuado a 19500, em frascos muito lindos a 39,
agulhas victoria chegoo novo sortimento, o preco
o mesmo de 120, carteiraa para escrever, pro-
prias para viagem, com tintelros etc. a 12 e 169,
eotremeios bordados, e transparentes a 19500,
1*800, 28, 29500 e 39. liras bordadas para calcas
de meninas e saias a \$ e 29, labyrioiho inglez a
80, 100. 120.160, 200 e 210 rs. a vara, laa finas
de grosdenaple achamalolado proprias para cin-
tos a lg500 a vara, colherea de metal principe
para cha e sopa, a 59 e 28500 a duzia, facas de
cabo de balanco a 6 o 79000, cabo de viado por
49500, meiaa para homem a I98OO, 2}200. 3J600,
5jp e 65 a duzla, meiaa de seda para chanca res-
cem-naacids, lindas cores a 29 o par, meiaa de
algodo para meninos e meninas a 240 o par, flo-
res artificiaos para eofeiles a 19, capellas para
noiva, s a Esperanca vende por 5$, de flor de
laraogeira, fitas de velludo largase ettreitlnhas
como se procura a I9 a peca da estreita, tesouras
para unhas de ac finas a 19500, curvas etc. para
costura a 600, 800. 1*280 e I96OO, pontudas de
ago para cortar fios no comeco do labynntho, s
lem a Esperance, que vende porlj, tinta azul e
preta (verdadeira ingleza) a 320 e 640, que se
vende barala por ser recebida directamente do"
fabricante, pennas de aso ioglezaa e de mnitas
qualidades a precoe diflerentes, pspel almaco io-
glez, resma de 500 folhas a 69 (pautado), dito al-
maco rsncez, resma de 420 folhas a 4 (pautado),
dito sem ser paulado a 39200 e 49, dilo pequeo
tarjado de preto a 19500, dourado a 1(500, de
cores a I96OO, bordado como reoda, e pintado
com palmas, rosta, etc., por precos razo >veis, e
uma infinidadea de arigoa baratos, eacolhidoa
com gosto e acert para eso domesllco.especiali-
dades viudas de encommenda, nao vistas neste
mercado, que racebe esta casa constantemente.
Jogo de domin.
Vende-se jogo de domin fios a 18200
loja do beija-flor. ra do Queimado n. 63.
na
Botes para puuho.
Vende-se boteade punho Gaos de diversas
qualidades a 200 res o par. que tambem servem
para manguitos de senhora : oa loja do beija flor
ra do Queimado n. 63.
Occulos.
Vende-se occulos fios de armago de
29, 19..640 e400 ris : loja do beija flor,
Queimado n. 63.
eco, a
ra do
Ricos sintos dourados.
Vende-se sintos dourados a 29, ditos de fita
com tivella dourada a 19500 : loja do beija or,
ra do Queimado n. 63.
Enfeites para cabeca.
Vende-se requissimos enfeites para cabeca com
franja, e sem ella pelo baratsimo preco de 5S
e 58000, ditos de vidrilhos a I96OO ; na loja do
beija flor, ra do Queimado n. 63.
Carteiras.
Veode-se ricas carteiras para guardar dinheiro
de ouro e prata a 29000, 28500, I9OOO, 1(280 e
ISaOO : na loja do beija flor : ra do Queimado
numero 63.
Pombos.
Vendem-se casaca de pombos berraches : na
ruado Hospicio n. 48.
Vende-se multo boa carne do serto a 400
rs. a libra, cha hysson superior a 18800 a libra,
e velas de spermacete a 700 rs. a libra : na ta-
berna denominada do armazem do sal, roa da
Concedi n. 6. .
."" Vende-se ama escrava crioea, |eom bom
leue, ptima para criar, e de boa eooducta : na
ru. da Prala n. 47, primeiro andar.
Veode-se ama taberna com pseos landos
na r.a de S. Goocalo da Boa-Vista o. 25 ; quem
a p etender, dirija-se a meima, q.e achara com
qusm tratar. ^
Rosas artiQciaes para cabello:
A. L. B. F. teodo receido- um variado sorti-
mento de bonitas rosas que se esto usando para
cabelloa. e de pannoa com folha de velludo, ditaa
de papel todas, as mais ricas que se pode encon-
trar vende-se na ra do Queimado n. 63, loja
do beija flor.
Agulhas.
4 lonHn PAflAriitik a/iiilk,!
"ftUlIlUU*
A. L. B. F. tendo recebido agulhas imperiaes de
fundo dourado, vende na loja do beija flor, ra
do Queimado n. 63.
.4os seuhores funileiros.
Vendem-se bigornas calcadia de seo, bem
feitaa, a 129 cada uma, martelos calcados a 500
rs., trancas a 38500 ; a ellea, antes q.e se aca-
bem : na ra da Imperatriz n. 65.
Milho, farinha e farelo.
Vende-sa milho muilo novo em saceos gran-
des, farelo e farioha por preco commodo : na ta-
berna grande da Soledade.
Amciidoas.
Bellas amendoaa confeitadas, dedicadas para aa
sortes de Santo Antonio, S. Joao e S. Pedro a 720
a libra ; no muito coohecldo deposito da na
larga do Rosario n. 35.
Vende-se uma negra de meia idade, sem
Tieios nem achaques algum, e por barato preco
na rea ds Prala n. 31, primeiro andar.
Vendadeengenbo.
Vende-se, hypotbeca-se ou permula-se por
caas aqui dentro da cidade, ou aecea de com-
panhias, o excedente engenho Hussambique, do
muito boas ierras, com machina nova a vapor,
cajo engeobo est situado logo adiante do Ca-
chang, e acha-se livre e desembarazado : a pea-
soa que o pretender, pode entender-se com o se.
proprielario Francisco Ribeiro de Brito, morador
oa estrada dos AHictos, terceiro sitio depois da
greja.
REMEDIO (NCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT
Hilhares de individuos de todas as na^oas
poden*, testemunhar as virtudes desteremedio
neomparaveleprovaremeaso necessario,que,
pelo uso que delle fzeram tem seu corpo e
membrosi nteiramen tesaos depois de hafer err-
pregadointilmente outrostratamentos. Cada
pessoa poder-se-haconvencer dessascuras ma-
ravilhosas pelaleitura dos peridicos, quelh'asr
relatam todos os das ha muitos anuos
e a
maior parte dallas sao to sor prendemos que
admirara os mdicos mais celebres. Quintal
pessoas recobraran com este soberano remedie
o uso de seus bra$os e pernas, depois deiur
permanecido longo tempo nos hospitaes, o tac
deviam soSrer a amputado I Dallas ha imu-
casquetiavendodeixadoesses, asylos depads-
timentos, parase nao submeterem a essaope-
rago dolorosa foramcuradas completamente,
mediante o uso desseprecioso remedio. AI-
gumas das taes pessoa na enfusao de seureco-,
nhecimento declamara estesresultados benp-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afimde asis autenticare sua a firmiv
Ninguem desesperara do estado desaude sa
tivessebastante confianza para encinar esle re-
medio constantementeseguindo algnm tempo o
iraiamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos segnintes casos.
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Aneares.
Cortaduras
Dores de cabec.
das costas.
dos meaibros.
Enfermedades da cutis
em geral.
Ditas da anus.
Erupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des. .
Frieiras.
Gingivas escaldadas.
Inchaces.
nflammacao do ligado.
Inflamsaacao da[bexigj!
da matrii
Lepra;
Males das pernas.
dos paitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulraoes.
Queimadelas,
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinha, eos qualqer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulacoes;
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
.Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Ha vana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetinha conten
uma instruccjiO em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral i emeasa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 12, en
Pernambuco.
Machinas americanas.
Em casa de N. O. Bieber & C., suecessoras,
ra da Cruz n. 4, vendem-se :
Uachinas para regar hortaa e capim.
Ditaa para descantear milho.
Ditas para cortar capim.
Salina com pertences a 109 e 20J.
Obras de metal principe prateadas.
Alcatrao da S.eda.
Verniz de alcatrao para navios.
Salsa parrilha de primeira qualidade do Para.
Vinho Xeres de 18M em calzas da 1 duzia.
Cognac em caixaa de 1 duiia.
Arados e grades.
Brilhantes.
CerrofiU pequeas.
'


I
i

duwo m ffMnmnro sexta


Rival
sena
mido.
ff rjjb do Queimado a. 55, deonte do obrado
boto, ioj de mludezM de Jos ( e Azevedo Maia
e Silva, eat& qneinando todas as suas miadeaa
peloa procos que abaixo le decais, ipoii a qaadra
boa para apreciar:
Dosis da meiascruas miito entorpi.dssa 23400
Dns de ditas brancas multo boas a 1)600
Sita de ditas cruas muito ffaas t 4g000
Dita to flnaa s 8J080
Gtrritels de relroz de todas as corea a 280
Groiaa depennas da qo de toda; an qoali-
Obras de vidro,
escarradeiras, e palmatorias
lapidadas com mangas.
Yende-se oa loja d'aguia branca mu bonitas
scarradeiras de vidros de cores s 48500, & e 69,
assim como palmatorias de vidro lapidado com
mangas bordadaa a 4(500 cada um : na tu do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
A banha fina,
m copos grandao,
bruna, ta de Qooimato

paro
looj d,.f.U
dadea "500
Dita de ditas calligtaphicas 19600
Hovelos de linha muito grandes a 60 e 120
Gaixss de agulhas perteilaa a 160
Baralbos portuguezes a ISO e 160
Groza da botes de osso pequenos para
caiga a
Tesourss para unhas muito su per or qua-
lidade a
Ditas para costura muito finas a
Ditas pequeas porm finas a
Baralboa franceses muito tinos a
Agulbeiroa com agulhas superiores
Caivetes de apara;- pennas de 1 (olha a
Pares de sapatoa de tranca de laa a
Gartaa de alfioeles franceses a
Pares de luvss brancas de algodo a
Escotas para limpar denlos muito fi-
nas a 200 "a
Massos de grampos de todss ai quali-
dades a
Dedaes com fundo de ac a
Ciixae com eolxetes francezea a
Tinteirosde vidro com Unta a
Ditos de barro com tinta superior a
Areia preta muito fina a libra a
Libyriolho por todo prego.
Vara de franjas Jargas brancas a
Pies de nova invenco para me linos a
Linha branca do gaz pelo prego j sabido que
10, 20 e tres por dous, e ostras inuitas miudezas
que vista far f pelas snas boas-quslldades e
procos entao nao fallamos.
Meias em quantidade-
Na loja d'aguia branca acba-se um complato
soilimento de meias de todas aa qualidadea e
pregos, sendo psra bomens, seohoras. mentos
a meninas de 6 mazes a 12 anuos. Ennumerar
os difiranles pregos confundir o pretendente ;
assim queso se quizer conveocer do quio baratas
se estao ellas veodendo, dirigir-se com dinhei-
ro dita loja d'aguia branca na ra doQueimado
numero 16.
Libras slerlinas
Veode-ee too ooctiptorio de Maneol Ignacio da
Oliveira & Filho, largo do Cerpo Santo n. 19.
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Nte ettabelecimento vende-se: ta-
chas de ferro qoado libra 110 rs. dem
de Low Moor libra a 120rs.
T
Superior cal de Lisboa.
Tem pan vendar m porgae a Tataib Anto-
nio Laiz da Oliveira Azevado & C., no aeu ea-
eriptorio ras da Cruz n.l.
120
400
400
200
240
80
80
15*80
100
100
320
40
100
40
160
120
120
200
200
Superior sebo em velas e em
pes, cavxas irle urna
arroba
Vendem Antonio Luiz da Oliveira Azevodo &
C, no seu eacriptorio ra da Cruz n. 1.
Jacaranda superior.
Tem para vender Antonio Laiz do Oliveira A-
zavedo & C. no sea escriptorio ra da Cruz n. 1.
Brincos pretos a ualao, e
outros objectos para
luto
Desses objectos da que boje infelizmente tantas
familias precisara, na loja d'aguia branca acbs-se
um bom sortimenio delles, sondo brincos e rose-
tas a btlao, pulieiras modernas de grosias e for-
tes contas, alfioeles para pelto, ditos tambera pre-
tos, om caiiinhas, bonitos o modernos adereces,
e meios ditos, clntairoa de fitas o velas pretas,
anfaites para ce beca-, grampoa do novoa moldea
ara segarar cabello, luvss da toroal da toda e
pellica, meias de aeda o algodo para homens o
sanboras : com oscompradorea de taos objectos
te tor-a maior contam plagao, -oriento o trm para
que sao: por iaso dirigirn!-aa & rus do Quei-
mado. loja d'aguia branca n. 16.
6,0W rs.
PEOS D SOL DE SEDU
a padaria frao-
Rua da Imperatrizn. 48, junto
ceza. loja do Porto.
Amendoas.
Vandem-aa amendoas em frascos e avulsoa a
oa bons a ricos papis com estalo para sortea :
oa ra da Senzala Nova n. SO.
Algodo da Bahia.
Proprio para roupa de eaeravoa a saceos de as
car : veode-se na ra da Cruz n. 1, escriptorio
de Antonio Laiz de Oliveira Azevedo 4 C.
Camisas iDglezas.
Vandem-M superiores camisas lnglezaa com
pregas Jargas pelo baratissimo prego de 35$ a dt-
ala : na loja da boa (, na ra do Quoimado nu-
mero 22.
Ricas goliinhas e punhos
com botes
Vendem-se ricas goliinhas e pannos da eam-
braia a fastio ricamente bordadaa com lindo* bo-
tos, pelo baratissimo prego de 28 cada guarn-
gao : na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Para doces seeent
Vendem-se muito bonitas caixinhas redonda,
da madeira, do diversos taansiho. Iteradla a
pspeis de cores, muito odas, propriaa nica-
anta para doces seceos de qualquer oualidado.
pelo barato prego de 4, 5 e 6 a duzia : na rus
do Queimado, na bean conbocida loja da miudo-
aas da boa fama o. 35.
Agua de colonia ambria-
da esem o ser.
Coraes lapidados.
bao grossos que admira.
A loja d'aguia brones sesba de recebar urna
pequea quantidade de coraes grossos lspidsdos,
os quaes aervem para as voltss que ltimamente
usam as senhores, e asta vendando cada fio por
2$, 2^500, 3 a 49 : na ra do Queimado, loja
d'aguia branca n. 16 : assim como recebeu mais
aa bonita pulseirae de miassngas. .
Esss estimsda agua de colonia embrea Ja, da
que tantoa a tanto tempo aentem a falta, acaba
de chegar em bonitos frascos verdes, os quaes se
estao vendando a 18500 cada um ; a'sslm como
Arropas OH ari?nlas dn horra- chegou igualmente um granbe aortimento da
AriOma U tu gUIl! UB Orra- Terdadeira agua de colonia de Piver em frascos
Cha para SeKUrar papis e u.gerraflohas de diferentes tamanhos, tudo ia-
., t so na roa do Queimsdo, loja da aguia bran-
muitos outros misteres.
ao na ra
! ca n. 16.
Siovo sorliniento de la-
Milas baralissiiuas,
NA
Loja do Pavorua da Impera*-
triz numero (>0.
DE
fttV&\& SILVA.
Vendem-se as seguintes fazendss por pregos
beratissimo aQm de apurar d.uheiro : capas
soissas a imitago de sedas de quadrinhos sen-
do ce todas as cores e cores muito fizss a 200
rs. o covado, brilhanlinaa de quadrinhos muito
encornadas para vestidos de senhora e roupas
para meninos aendo muito maislargs que chita
a- 200 rs. o covado, gorgurao do linho fazenda
muito nova para vestidos a 280 rs. o covado,
musselina branca com 4 \\i paleros de largura a
200 rs. o covado, grande e variado aortimento
de cassss para vestidos sendo os padrdes moder-
Bissimos o escores (lias a 280, 3(0 e 320 rs. o
covado, chitas francezas de cores Gxas escuras e
alegres a 240. 260. 280. 300 e 823 rs. o covsdo,
chitas ioglezas s 140.160 e 200 rs. o covado,
corles de cassa ten Jo 7 lr2 varas esda um a
2j40rs., cortes de organdys con barras tendo
12 varas cada corte a 58, cortes ce ba reges com
22covados a 58. ditos com as saias feitas a 58,
laazinhasde cores a 280 rs. o covado, de todas
estas fazendas do-se as amosltas deixaodo o
penhor na loja e armazem do Patao, da Gama &
Silva, na ra da Imoeralriz n. 60
Olliem para o pavao
leiam
Camiainhss com goliinhas e manguitos
de cambraia bordados, fazenda mo-
dernissima a
Ditas de fuslo com salpico de cor
Goliinhas bordadaa com botiozinho
Ditas de todos os gostos s 640 e
Ditas com manguitos de cambraia bor-
dadas a
Manguitos de cambraia bordados maito
finos a
Goliinhas bordadas a
Romeiraa de cambraia enfeitadas para
lato a
Camisinhaspara senhora a
Lenciohosde linho com labyrintho para
mo a
Ditos a imitaco de labyrintho a 1$ e
L'ivas da torga 1 enfeitadas com vidrilho
Enfcites pretos com vidrilho a
Ricos anfeites pretos e da cores, a Turca
e Garibaldi
Grosdenaple preto a 18600,18300 e
Todas estas fazendas vendem-se na ra da Im-
pera triz n. 60, loja e armazem do pavao, de Ga-
ma & Silva.
58000
38000
18000
800
18600
18000
240
38000
3800
28500
18280
500
800
6SOO0
28000
srrUa.ou^
rada para cha de bouecas.
A loja da agua branca desojando que todoa
tacam a vontade a suas bailas meninas est ven-
dendo commodameote esses bonitos apparelhoi
da porcellana dourada, e pintada a 18500 e 2$,
tendo cada um 6 casares de chicaras, e os maia
pertences, a vista do que todos irao (munidos de
dinheiro) para compra-Ios na ra do Queimsdo
n. 16.
que
mente se applicam a differentea fina, como tem- 1
bam aeja para emmaassr papis as diversa re- I
particdss publicas, nos cartorios, escritorios,
armazens, loja, boticas, tabernas, etc., etc., e
mesmo de alguos particulares, o que na verdsde
vale apena comprar-ee pelo diminuto prego de
240 e 320 a duzia, para poupar-aa o trabalho de
atare desatar um masso de papis todas as vesos
que se precisa, assim como ss mais largas servem
para segurar carteiraa, e manguitos do senhoras,
a mesmo para pulseiras de missangas, advertin-
do, porm, qao cada argola tem aua Gvela; ven-
dem-se em dita loja d'aguia branca, ra doQuei-
mado n. 16.
Attenco
Gulmares & Luz, donos da loja da miudezas
da ra do Queimado n. 35, boa fama, participsm
ao publico qae o seu estsbelocimento se sena
completamente prvido des-melhores merca dorias
tendentes ao mesmo estabeleclmanto, a muitos
outros objectos 4a gosto, sendo quasi lodos reca-
bidos da suas proprlss encommendas ; estando
ellos inteiramente resolvidos a nao vanderem
(lado, aliancam vender mais bsrato do que outro
qualquer ; e juntamente pedem aes aeus devedo-
res qua Ihes mandera ou veoham pagar os seas
dbitos, sob pena deseram iuslicados.
Bouitos paliteiros de porcei-
lana dourada.
Agora ninguem deizari mais de ter em sua
mesa um bonito paliteiro de porcellana dourada
pois que elles se esto vendendo a 18 e 18500
na loja da aguia branca n. 16.
Madapoiodo Pivo.
Vendem-se finissimas pegas de madapolao com
24 jardas a 48500. 48800, 58. 5S>00 e 68, ditas
francezas eofesiadas com 14 jardis a 38: na ra
da Imperatriz n.60, loja do Pavo de Gama &
SUe.
Lis a 320 n.
Vendem-se modernissimas laazinhas com pal-
mas a 320 r. o covado : na ra di Imperatriz n.
60, loja do Pavao._______________________
O Pavo vende a 4$.
Pecas de cambraias de corinhos brancos e da
lolss'as cores teudo 8 1(2 varas a 48 : na ra da
imperatriz n. 60. loja do Pavao.__________________
O Pavo vende
cortes de cambraia muito fina com dona babados
e duas saias sendo delicadamen e bordados a
48, ditos sendo todos adamascado) a 48, cortes
dfl phanla3iaiazenda Bnissima a 6i!, ditos a 485O0
e 58 : na ra da Imperatriz n. 60, loja e arma-
zem do Pavao de Gama & Silva.
Panno preto.
Vende-se panno preto rouit eneorpado a
1S600,18800 e 28, e dito cor de ci f: na rea da
Imperatriz n. 60. loja do Pavo.
1
sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55 loja da miadezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, est vendando
todas ss miudezas bsrslissimas, a sabor :
Papis de agulhas a balao muito supe-
riores a 80
Ciixas com muito finas obreiss a 40
Candes com colchetes, tero algum de-
feito a 10
Frascos de mscass perola muito fino a 200
Caizinbas com papel pequeo de diver-
sos gostos a 720
Pacotea diio dito dito amizade a 720
Novellos de linha de Crux a melhor
que ha a 40
Caixas com agulhas curtas de superior
qualidade *00
Eotremeios, a pega com 3 varas 1(2 a 1 gD
Sabonetes muito tinosa 120
Papis de agulhas francezas com toque a 10
pares de boioes para punhos de muitos
modelos a 240
! Pares de meias cruas para meninos a 160
j Ditos de ditas cruas psra pequeo a
i Ditos de ditas para meninas a 200
Frascos com sgua de Lavando embreada a 800
Ditos com cheiros muito finos a 240 e 50C
Dilos com banha muita fina a 240 e 38fJ
Ditos com superior banha de urso a 60C
Ditos com oleo babosa muito fino a 240 e 32C
Dilos com oleo do Rio muito superior a 50(
Ditos com superior pbilocome a 90(
Ditos com banha pbilocome finissima a 18001
Ditos com banha transparentes 80<
Ditos com superior agua de colonia a 501
Ditos com macassS (oleo) a 10<
Ditos com superior opiata a 500 e 801
Cartoes de liaba Pedro V,com 200 jardas a 61
Ditos de dito dito, branca de corea a 21
Soahall Mellors Si O., tendo recebldo or-
dem para vender o seu crescido deposito darslo-
gios visto o fabricante ter-se retirado do nego-
cio ; convida, portento, s pessoas que quizerom
possuir um bom ralogio de ouro ou prata do c-
lebre fabricante Kornby, a aproveitar-sa da op-
portunldade sem parda de tempo, pala vir-com-
pra-Ios por commodo prego no seu escriptorio
rus do Trapicha n.28.
Loja das 6 por-
tas em frente do
Livramento.
Cassas francezas de bonitos gostos a
320 rs. o covado, luvas re troeal pretas
e de seda a 500 rs. o par, chitas franu
zas lsrgas escuras a 240 rs. o covado!
ditas flnaa a 260 e 280 rs., fil de llnhl
liso a 640 ra. a vara, larlatana fina de
todas as cores a 800 rs. a vara, lencos
brancos com barra de cor a 18(00a du-
zia e 120 rs.cada um, meias para ho-
rnero a 18200 a duzia a .120 rs. o par,.
chitas para coberta de bonitos dese-
nos s 220 rs. o covsdo, pegas de bre-
tanha de rolo a 28. ditas de cambraia lias
com 6 1|2 varas a38. musselina encar-
nada a 210 rs. o covado, calcinhas para
meninas de escola a 18 o par, peitos
para camisa brancos a de cores a 200.
rs., pegas de cambraia branca de salpi-
co a 38500, algodo entestado o meihor
a 700 rs. a rara, dito beanco para toa-
lbas a 18 a vara, enfeitea dos mais mo-
dernos a garibaldi a 68. loja est aber-
ta al as 9 horas da noite.
Banna japoneza e outrasmui-
tas novas perfumaras.
A loja da aguia branca acaba de despachar, de
sua encommenda um grande e bello sorlimento
de finas porfumarws dos mais afamados fabri-
cantes, sendo as bem coobecidas o apreciadas
banhas, japoneza, transparente, philocome im-
perial em bonitos copinhos com tampa de metal,
dita nos copos grandes, dita em compoteiras li-
sas e lapidadas, leos de babosa, philocome e
Lubio, pomadas ou cosmestiques, finos extractos
dos preciosos eescolhidos cheiros Jackey-Club,
mil flores, miel de Inglaterra Marechal, Principe
Alberto, George IV, etc. etc. Recommenda-se a
todas as seohoras de bom gosto o uso de qualquer
desses estimados extractos porque aquella que
em urna sociedade, theatro, ou baile estiver com
aeu tino lenco orvaihado de to sublimes aromas
ter porcerto o prazer de ver as suas visiohas
da direita e esquerda Ihe rendendo homenagem,
perguntarem donna F. onde comprou esse to
agradavel cheiro 1 E ella orgulhosa de seu bom
gosto, mas com ar prazenteiro Ihe responder :
na ruado Queimado loja da agua branca nume-
ro 16.
Fazendas baratis-
simas
Superior bramante de linbo com duas vsraa da
largura a 28400 a vara, atoalbado da linho ada-
mascado com duas larguras a 28500 a vara, brim
branco da linho muito superior a 18440 a rara,
dito de cores, fasenda multo superior a 18, dito
pardo de linho puro a 800,18 a 18200 a vara, di-
to da quadrinhos muito proprio para algas, ja-
quetas a paletots para meninoa a 200 rs. o cora-
do, gangas francezas muito superiores s 400 ra. o
covsdo, cambraiss francezas muito linas da
muito bonitos padres a 260 e 280 o covado,
cambraia lisa muito fina a 4$. 5 e 69 a pega com
8 1|2 varas, cambraia com salpicos tambem com
8 1|2 varas cada poeaa a 48300, dita muito supe-
rior o melhor qua ha rreste genero a 118500 a pe-
ca com 17 varas, ou a 800 rs. a vara, chitos fran-
cezas de muito boas qualidadea e de lindoa pa-
dres a 240, 280, 300 e 320 o covado, fil da li-
nho liso muito fino a 720 a vara, tarlatana bran-
ca e de corea a 760 a vara, toalbas de linho para
mos a 78 a duzia, ditas pelladaa muito superio-
res a 118a duzia, goliinhas da cambraia borda-
das a 800 rs., msnguitos e Rollas de cambraia ri-
camente bordadas a 28 o par de manguitos com
urna golla, longos brancos muito finos com bico,
renda e labyrintho a 18280 cada um, ditoa da
cambraia de linho para algibeira pelo baratissimo
prego da 4, 5 e 68 a duzia, e assim um completo
sorlimento de fazendas de todas aa qualidadea,
qua sendo s dinheiro i vista se venderao por pro-
cos mui baixos : na bem conhecida loja da boa
f, na ra do Queimado n. 22.
Camisas e ceroulas
Vendem-ae auparioras ceroulas de linho muito
finas pelo barato prego de 268 a duzia, ditas tran-
cadas de algodo, mas de muito boa qualidade, a
178 a dotia, camisas brancas francezas a 228,248,
26 e 308 a duzia, ditas,para meninos s 228 a du-
zia, ditas para homem com aberturas de cores a
228 a duzia : na bem conhecida loja da boa f
na ra do Queimado n. 22.
Para S. Joo e S. Pedro.
Veddem-M caixinhas com grande porgo da)
amendoas coofeitadaa, o alguos cenleitos pro-
prios psra o (atejo de S. Joo e S. Pedro, palo
barato prego de 800 rs. cada urna : na ra do
Queimado, na bem conhecida loja do miudezas
da boa fama n. 35.
4Uenco
dos senhores boticarios.
E' ebegado pelo ultimo navio um grande aorti-
mento de drogaa dos Srs. Lanman & Kemp, io-
cluindo a aalsa parrilha de Bristol, pastilhaa ver-
mfugas, peiloral de Anacoberita, punios de Het-
cbina, e bilters de Hosteller ; os senhores boti-
carios que precisarem deatas drogas, oocontrario
no armazem de Heory Forstar & C, ra do Tro-
piche n. 8..
Papel amisade branco e de
cores.
Vende-se pseotes com 100 folhas de pspel ami-
aade branco e de cores a 800 e 640 cada pacote :
na ra do Qjeimado loja da aguia branca nu-
mero 16. -
Manguitos com goliinhas.
Vende-se manguitos com goliinhas, fazenda
muito bds, pelo barato prego de 28000, goliinhas
e punhos ultimo gosto a 28000, goliinhas muito
Qoss e bem bordadas a lgOO cada urna na ra
do Queimado loja de miudezas da Boa fama,
n. 35.
-
Tiras e ntremelos bordados.
Vende-se pegas de tiras bordadas de 2,500,
3,000, 3,500 e 4,000 entremeios a 18600 e 28000
cada pega na ra do Queimado loja de miudezas
da Boa fama. n. 35.
Boecas francezas.
Veede-ae bonecas francesas ricamente vestidas
48000 e 5;000, e 28000 bonecas de cera com os
olhos movedgos a 2(000 e 38000, na ra do Quei-
mado loja de miudezas da Boa fama, n. 35.
Fivelas de ac,o para sintos.
Vende-se Arelas de ago para sinto a 1(500 rs. e
28000 na ra do Queimado loja de miudezas
da Roa fama. n. 35.
Chales do Paviio.
Vendem-se chales de merino es .aipados mui-,
to grande, a.38, ditos de cas.aad.masc.da a 8001 W*J^^mg*
Penles de marfim de superior aualidada a
rs.: na rus da imperatriz n. 60, l< ja e armazem
do Pavo de Gama & Silva
'^TQsLl'JBr a-aB^-^sTaCf*^^JUaC
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Venda-se em casa ds S. P. Jonhston & C,
sellins a silbos inglezos, candieiros e castigaos
bronzeados, lonas ioglezas, fio da vela, chicotes
para carros e montara, arreios para carros de
um a dous cavallos, e relogtos de onro patente
ingles-.
\ttencafi! aUencao!
Aos pais de familia, bom e ba-
rato.
Na loja o. 20 da ra da Imperatriz scha-se s
venda um completo o variado aortimento de boea
, fazeodas, e que vista de suas qualidades sao ba-
. ratissimamenle vendidas, e para mais veracidide
ido que tica dito, abaixo vio mencionadas algasias
dss ditas fazendas, a saber :
Chitas largas cor fiza a 240 rs.
Madapolao lino com 24 jardas a 5j.
Cambraias da cores a 280,320 e 400 rs. o co-
vado.
Velludo preto e de cores a 28.
Lindeza de cores a 160 rs. o covado.
Longos pequeos a 80, 120 e 160 ra.
Chapeoa de castor tino a 88.
Chitas pretas multo largas e finas a 240 rs.
Algodo trangado preto muito bom para vesti-
dos ds escravos a 200 rs.
Cambraia lias com 10 jardas a 28.
Cassa de aalpicos com 10 ditas a 38-
Cambrsia bordada para cortioados com 8 va-
ras a 2/.
Baleias.
Vende-se baleias 120rs. cada urna aspa de ago
para balo a 160 rs. a vara, baodes a 18500 rs. e
2$00 o par, oa ra do Queimado loja de miudezas
da Boa fama. n. 35.
Cascarilhas de seda.
Vende-se cascarrilhaa de seda para enfeitar
vestidos a 28000 a peca na ra do Queimado
loja de miudezas, n. 35.
Meias de borracha.
Vende-se meias de borracha para quem padece
de erysipela a 158000 o par, meias de seda preta
para senhora a 1$000 o par oa ra do Queimado
loja de miudezas da Boa fama, n. 35.
0 Livro do Povo.
Sahio & luz publica o LIVRO DO POVO,.publi-
cado sob a direego do Sr. Dr. A. Hsrques Ro-
drigues, e contera a vida de N. S. Jess Christo,
segundo a oarrsgo dos quatro evangelistas, e
mais os seguintes artigos : o vigario, o professor
primario, o bom homem Ricardo, a moral prati-
ca, Simo de Nantua, mximas e pensamentos,
a hygiene, os deveres dos meninos, e o Brssil.
A publicarlo do LIVRO DO POVO nao s tem
por fim uoiformisar a leitura as escolas prima-
rias, onde cada menino aprende por um livro
differenle, e portento facilitar o trabalho do mos-
tr e do discpulo, como tambem vulgarisar, por
m prego baratissimo, a historia do salvador do
mando, o oa melhore* preceitos de moral.
Vende-se o Livro do Povo, no Recife, ns
livraria da praca da Independencia ns. 6 e 8, a
500 rs. o exemplar em broebura, o a 800 rs. car-
tonado.
Tiras ou entremeios bor-
dados
Vendem-se tiras ou entremeios bordados de
lindos gostos,*pelos baratissimos pregos de 1850O
e 18600: s no galo vigilmte, ra do Crespo nu-
mero 7.
Palmatorias de vidro lapi
dado.
Vende-se palmatorias de vidro a 18600rs., ditas
com mangas proprias para rapazes a 48500 rs.,
cada urna, escarradeiraa de vidro a 48500 rs.
e 58000 o par, na ra do Queimado loja de
miudeza da Boa fama, n. 35.
KOI DO &1TEIMAD0 WM
ASEfilSPKSP
Sorlimento completo de soliracaaacos da pinno a 258, 288, 808 a 358, caaacos muito bam
faltes a 258, 23J, 30 e 851, peUL>ta acasacados de panno preto da 16 at 158, dito* de caaemra
da cor a 158, 188e20f. paletots ceos de panno e casemira de 88 at 148, ditos saceos ds slpati
marin a la da 48 at 68, obra 78 at 108, calgaa prataa da casemira da
88 al 14f, ditos do coro*78at 101, roupaa para menino de todos oa tamanhos. croado sortl-
maato da roupaa da brins aomo saiam calcas, palatou o sollates, aortimento da collotos pretos ds
setim, asemita velludo de 48 a H. dito para casamento a 59 a 63., paletots branco* da bra-
mante a 48 a 5/, calgaa brancas maito sjm a5|, m grande aortimento da fazendas flm s e mo-
dernas, complato sorlimento do isamiras Inglesas para homem, menino o senhora, seroalas ds
Mnho aatgodio, chapaoa da soldoaoda, luvas de aeda de Jouvin pira homem e ssnhora. To-
mos urna grande fabrica de alfaii.a onda racabeanoa encommendas da grandes obras, qua para
iso est sendo admiletrada por usa hbil mostr djxamalhanta acta a Jim patsoal da mais da
oncoenta obrairos eseolhdos, port oto aiKu'.aaoaqujiliuer obra com promplido amala barato
d: qaaam oatra qualquer casa.
Queijos
os mais frescos que tem vinJo ao nosso
mercado chegados no ultimo vapor a
2000 e no pastado a 1#800.
Amendoas
conieitadas a mais bonitas que ha no
mercado a 800 e 1$ a libra : vende-se
nos armazens Pogressista e Progressi-
ve- no largo do Garmo n. 9 e ra das
Cruzesn. 36.
Sintos para senhora.
Vendem-se os riquissimos sintos com borla ca-
bida ao lado, muito chique, sendo o ultimo gosto
de Paris, pois parece-me que nao haver seoho-
ras que deixe de comprar : isto s no gallo vi-
gilante, rus do Crespo n. 7.
Enfcites de cabeca.
Vendem-se os riquissimos enfeitea, tsnto com
franja como aem ella, por baratissimo prego de
28500, 38 e 58 : s no vigilante, ra do Crespo
numero 7.
Linha de peso.
Vendem-se as verdadeiraa linhas de peso, o
mais fino que se pode encontrar a 28500 o mas-
sioho de 30 miadinhas, assim como da outraa
qualidades : s no vigilante, ra do Crespo nu-
mero 7.
Polassa da Russia.
Vende-se em casa de N. O Bieber
C, succetsores, ra da Cruz n. 4-
4
Queijos.
Veadam-sa aa ra Direita n. 99, defronte da
loja de miudezas, queijos vindoo do noria no ul-
timo vapor a 28200, ditoa a 28. ditos a 18800, di-
toado 0^100 a 28, na libra a 560, ditoa do qua-
Iha a 440, aletria a 400 ra., uaacarrlo e tarharim a
320 a libra, caixoes da doce de goieba a 18500,
toucinho de Lisboa a 320, sag a 320, coradlo na
do reino a 240 a libra, arroz a 140, e dito a 160,
gomma a 120, manteiga iogleza a 800 rs. a 18.
dita francesa a 720 e 800 rs., cha hysson a 28800,
38. e 3820, dito dn Rio 28. vinhoa do todas as
qualidadea a 50. 660. 640, 800 e 18. taiotiaa
mutto grandes vindaa da Lsgoa a 400 re., ou-
tros* muitos gneros.
Vende-se um cabriolet em muito bom os-
Isdo : para ver no beeco do Tambii n.14 tratar
loo tua do Imperador o. 67.
Gaz do melhor
a 606 rs. a garrafa.
Na ra Direita n. 7 e na ra
do Queimado n. 75.
Attenco
A1300 xs a garrafa de gaz.
Conlinua-se a vendar o melhor gas, na loja de
fuailairo. aua ds Imperatriz n. 65.
Perfumaras muito iuas e
baratas.
Opiata ingleza a 18500 rs, dita francesa a 500
rs., 640, ljjOCO, o|eo da sociedade bygienique
verdadeiro a 18CO0 o frasco, oleo babosa de Piver
verdadeiro a 800 rs. o frasco, agua balsmica
para os denles a 18000, dita de Botot tambem
para os dentes a gOOO o frasco, pomada france-
sa em paos a 500 rs. e 18U00, 320 rs. sabonetes
muito fino a 640 rs., 800rs. e 18000 cada um na
ra do Queimado loja de miudezas da Boa fama,
n. 35.
A 200 rs.,so pavo.
Vende-so chita francesa escura de cor fin s
dous tustts o covado : na ra da Imperatriz n.
60, loja e armazem do pavao.
A 2^500, s o pavo.
Vendem-ae cortes de cambraia branca com 2 e
3 babados a 28500, ditoa de tarlatana brancos e
do cores, com barras o babados a 38: na ra
da Imperatriz n. 60, loja e armazem do pavao de
Gama & Silva.
tara brinquedo de S.
Joo.
Continua-se a vender amendoas pelo barato
preco de 640 rs. a libra, na ra Velha da Boa-
Vista n. 33, ra do Raogel n. 9, defronte a eeta-
cio das Cinco Pontas n 140. -ra-Augusta, esqui-
na do becco do Harisco n. 1, ra do Crespo nu-
mero 7.
Oheguem ao gallo Tiritan-
te que est torran io
como sejam.
Franjas.
Riquiasimas franjas de seda do lindoa gostos
prataa e de corea pelo baratissimo preco de 200.
300.400 e 600 rs., dita pre'la com vidrilho a 400
e 500 rs. : s no vigilante rus do Crespo n. T.
Fitas.
Riquissimas para cinteiroa a 800, i$ e 1)500
a vara, ditas com um pequeo toque a 400, 500 o
600 rs.: s no vigilante ra do Crespo n. 7.
Bicos.
Riquissimos bicos de seds de largura de 1 de-
do a um palmo a 100, 200, 300, 400, 800, 18
18500 a vara, ditos de lindes cores a 100 o 200
rs.: s "no vigilante ra do Crespo n. 7.
botes.
Grande sorlimento de botes de todas ss qua-
lidades por todos os pregos, ditos amarellos mul-
to lindos proprios para bonets s 18500 a groza
s oo vigilante rus do Creapo n. 7.
Franjas de linho.
Grande aortimento de franjas e aalaozinhoa do
linhos pelo baratissimo de 80 a 100 ra. a vara,
dita para cortinado a 28400 |e 38 a pe;a : a oo
vigilante ra do Crespo n. 7.
-
Borzfgoins inglezes.
Ns ruada Imperatriz n.lo defronte da boneca
loja do Pinto, recebeu-se pelo ultimo vapor um
grande sorlimento dos j bem acreditados bor-
zeguins inglesas qae vende-se por IOJ e 118,4 di-
nheiro logo contado.
Sementes de hor-
talices
Na ra da Cruz n. 32, depoaito de pao e -bola-
cha, vendem-se sementes de hortalicea vindis da
Lisboa.
Muita attenco.
A 500 rs., s o pavo.
Vendem-se aa mais modernas a finissimas laa-
zinhaa de quadrinhos e de flores solas e palmi-
nhas, desembarcadas do ultimo navio viodo do
Havre.pelo baratissimo prego de quinhentos ris
o covsdo, e dao-se as amoelrae com penhor : na
ra da Imperatriz n. 60, loja e armazem ds Ga-1 rar DOraue pechincha .
ma & Silva. ___________
Na loja de Silva Cardozo, ra do Im-
perador n. 40, vende-se roupas feitas
de todas as qualidades pelos precos
mais baratos possiveis que se pode ima-
ginar, pois pode vir os freguezes com-
Cabaias hespanholas, na
loja do pavo, a 400 rs.
Vaoda-ae esta nova fasenda de padrdea delica-
dissimos com 4 i|2 palmos da lsrgura, propra
para vestidos de senhora a 400 rs. o covado: na
rus da Imperatriz n. 60, loja armazem do pa-
ri de Gama'& Silva.
As afamadas agulhas impe-
riaes com fundos dourados,
e dedaes de marfim.
Acabara de chegar para a loja d'aguia branca,
ra do Queimado o. 16.
Attenco
6
Chegou para a loja da victoria, candieiros '
gas do dovos goitos o modelos, tanto para sala,
aomo para escada e quartoe o para outras multas
cousas: na loja da victoria na roa do Queimado Veodem-eo eccoaa da Companhis _
.T5. I bacana : na praca do Corpo Santo a. ti.
MOV
deposito de charutos s
da Bahia
Kua do Crespo n 7,
gallo vigilante
Nests nova loja ha grande porco de caixinhao
com amendoas proprlss para brinquedo de S.
rJoio que se vende palo barato prego de 800 rs.
cada ums quem deixsr de dar a urna menina
urna caizinha ; tambem tem grande porc,ao do
caisaa propriaa para doces secoa que ende con-
forme seus tamanhos a 68, 58 e a 48 a duzia,
amendoas avulsss a 800 o 640 rs. a libra : s oo
, vigilante ra do Crespo n. 7i
-
Tapetes para sala
(3,000 rs.)
Ra da Imperatriz n. 48, Ju"ato a psdarta fran-
cesa, loja do Porto.
na rus de Hortas n. 15 junto o sobrado novo
qae rolla para S Pedro, neato deposito oo en-
contrar sampro bous charutos todoa fabriaados
no Bahia, aasim come tem cigarroa do todos ao
qualidades, fumo, cachimbos, boleas e outras
rcouaaa pertencenteaaos femante, tudo por ba-
eto proco. y
5^)00 rs.
Chales de merio estampidos mullo^iroesll
na ra da lasp*rotrt n. 48. junto a podarte
asa. Mi *o to.
ZTTende-ee, troca-so ou arreqda-sa o eneje-
nho Junquetre, sito na comarca'do Cibo, trago-
sla de Sonto Aniso : quem quizar for arp>o
.atea negocioe, dirija -se a roo da Moedaoe>*
1 segundo andar.
i

i*--
m.
T


,1' -^
fka^anusai Mkil iMteL ^^^^. wfl** ^k^a>.t,
DUR10 DI fBMUUBCCO- SEXTA KIBA 1S DE JOBHO DE H6J
lisas artificiaes ]>ara ca-
bello!
A loja do beija-flor Uado receb do bonitis ro-
" '"i" n*1*,* *"nd0 >m bollo, vend
bi rm do Queimado na lojt cima n. 63.
Aljfar tino imitando perola.
Veada-ae 500 ri. o fio da al oftr fioo, imi-
tando parola : na ra do Queimaco, loja d'aguia
branca n. 16.
Cambraias
Vendem-ie cambraias da core i de bonitoa a
alegantes desenhos a 280 e' 320 n. O covado : na
raa da Imperatriz, loja n. SO.
Oliados.
Sap
Vandem-ae oliadoa pintadoa de Urdas vistas
paaagen, larguraa de 6, 7. 8 a 9 palmos, pro-
prtoe para meaa de antera 28 o corado : na ra
da Imperatriz. lo]a n. 20.
atos de tiorra-
chapara senhorasa
1,500 o par.
Estamos no mez Marianno, a por iaao 4 de ne-
tessidade que ai aanhoraa que bem se applicam
a esta boa devocSo te prefinam de um par de t-
palos de borracha, para assim lerem oa pea res-
guardados da hmida de, a em atteoco a tSo jui-
lo e louTarel Oro. esto ae Tender do a 18500 o
par: na ra do Queimado, loja c'eguia Branca
namero Ib.
\GfcNCW
DA
Fundicao Low-Moor,
Boa da Senzalla Nova n.4S.
Neste esla beles i ment continua a haverum
completo sortimento de moendas a meias moen-
da para engenho, machina de vapor e taixaa
de farro batido e coado de todos os tamanho
para dito,
Borzeg
bis.
Ra da Imparatriz n. 10 loja
do Pinto.
Ven de-se pelo baratlaaimo preci :
Borzegnim de luatre para hornea a 88.
Jilos de bezerro para homem a 8t.
Ditoide cordavao para dito a 8$.
Por eite preco i a dinheiro vista para li-
quidar.
Moendas e meias moendas.
Tai xas de ferro bat do e
coado.
Machinas de Tapor.
Rodas d'agua.
Rodas, dentadas etc., etc.
RudoRrumn. 38, : undicao
de D. W. Rouman.
Fazendas pretas
superiores.
Grosdenaple preto muito auperior pelo dimi-
nuto prego de 2 o corado, panno preto maito fi-
no a 3, 4, 5, 6, 7 e 9g o corado, caiemira preti
muito Una a 28, 2*500, 3, 38500 a 4 o covado,
mantas pretas de blonda muito au leriorea a 121,
manteletes de tuperiorea groidenar. tea pretoa ri-
camente bordadoi a 358, sobrecasi ca de panno
preto muito fino a 30$, caiaca tambera de paono
preto muito fioo a 309, paletota d panno prete
Boo a 18 e 208. ditos de casemira: de cor mea-
ciada a 188, superiorea graralinba estrellas a
J, ditas de setim maco a de gorguro muito su-
periores para duai rollas a 2f, diti i eitreitDhn
com lindos alQnetei a 28, superior gorguro pre-
to para colletes a 48 o corte, ricoi t ofeitei pretot
a 68, e assimoutraa mnitas fizenda que aendo a
dinheiro viita, vendem-ie por pr eos maito ba-
rato : na ra do Queimado n. 22, na bem conha-
cida loja da boa .
Sahio luz o
Gallo Vigilante.
Na ra do Creapo n.7, aonde o respeitavel pu-
blico achara um grande a variado sortimento de
miudezaa que aa vende por prego mai barato,
10 por cento do qae em oatra qaalquer parte,
auim como tej, franjas pretaicom vidrilho a de
core, fitai de toda ai qaalidadea, franja e galio
de linho, caicarrilba pretas e de coral, frocoi de
todas aa corea, oa riqusimos enfaitea de cabega,
galaoiinhos de lioho e de leda para enleitea,
chapeozinhoi para criaocas, chapelinhai para ae-
nhora, bonets de panno e velludo muito finos
para meninos, fitas moito chiquea para sinloa,
manguito e gollinba muito finas, leseo de
cambraia de linho muito fino, e maitoa mai
objectoa qae ae continuar annanciar, poi ven-
de-te tudo por prego baratlsiimo por se achar
m liquidaeao. Na mesma loja ae achara um
rico sortimento de amendoaa e confeitoa proprios
para qualquer mimo, que ae vende pelo barali-
eimoprecod 18600 a caixioha.
A yerdadeira essencia de ail
para engommado.
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca,
ra do Queimado o. 16.
Caixinhas e cabazes para
as meninas trazerem
no bra$o.
Muito lindas caiiinhas e cabazes para menina,
de 100 ri at 28500: na loja da Victoria, na ra
do Queimado n. 75.
Enfeites para senhora.
O melhores enfeilea preto e de cores que ap-
parece a 58500, 68 e 6g500 : na loja da Victoria,
na ra do Queimado n. 75.
Franjas pretas com vi-
drilho e sem elle.
Ricos lortimentoi de franjea pretas e de cores
com vidrilho e sem elle : na loja da Victoria, na
ra do Queimsdo n. 75.
Zrinbasde peso verda-
deras..
Linbaa finas de peso verdadeiras, meada
grande a 240 ri : na loja da Victoria, na ra
do Queimado n. 75._______
Phosphoros de seguranza
Phoaphoro de egurang, por que livra de in-
cendio, a 160 ris a caixa: na loja da Victoria,
na ra do Queimado n. 75.
Baleias para vestidos.
Balelai muito grande e boa a 160 ria urna :
na loja da Victoria, na ra do Queimado n. 75.
SEDAS
Cinco tusteies.
S na loja do pa>
vendem-se aedsa de quadros, ditas
comprido, e ditas de listraa atrar<
de quadriohos, sendo dos melhores
licadiaiimoi gestos, com largura de
a 500 ra. o covado, pechincha,
amoalras com penhor : na-ra da
60, leja e armazem do paro de C
ao
de listraa ao
asada, ditas
padroee de-
chita inglesa
e dao-se si
Imperatriz n.
ama & Silva.
Linha de croxel para la-
byrintho-
A melhores, linha de crozel para labyriotho,
no vellos moDstros a 320 ria um : na Iota da Vic-
toria, na ra do Queimado n. 75.
Sintos dourados para se-
nhoras.
Lindos tiotoa dourado pars aenhoraa a 28200,
dito de pont cshida a 48, ditos de fita a 18600:
p loja da Victoria, na ra do Queimado o. 75.
Funileiro e vidrciceiro.
Grande e nova officina.
Tres portas.
31RuaDireita31.
Kesta rico e bem montado estabel ecimento en-
contraro ofreguezeso maia perteito, bem aca-
bado e barato no aeu genero.
URNAS de todas aaqualidades.
SANTUARIOS que riralisam com o Jacaranda.
BANHEIROSdetodoaos tamanhis, .
SEMICUP1AS dem dem.
BALDES idem idem.
BACAS idem idem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caixaa de todas aa gronuraa.
PRATOS imitando em parfeico a boa poreel-
lana.
CHALE1RAS de todas aa qualldailes.
PANELLAS idem idem.
COCOS, CANDIEIROS e fiandre para qaal-
quer aortimento. '
VIDROS em caixas a a retalho de todos oa ta-
mandando-ae manhos, botar dentro da cidade
em toda a parte. '
Recebem-se encommenda de qi alquer natu-
reza, eoocerto, que tudo aeri desampenbado a
contento. r
Nova atacad..
O vigilante acaba de recebar no\ o sortimento
de diversos obiectos que ae veodeo por menos
20 por cento do que em-oatra qualquer parte.
Sintos para senhoras.
Riquinimos sintos dourados, pelo baratiaiimo
prego de 2, e com tirela ao lado a <8, aislm co-
mo de Uta de aeda ou velludo a 2 : a no callo
vigilante, roa do Creapo n. 7.
Enfeites.
Vendem-se 01 riquinimos enfeites de cabeca
com franja e vidrilho a 58, ditos sem franja a 38
dito trancado a 28500, dito de lago de fita
bico de aeda a 28: i no gallo vigilmte, roa do
Crepo n. 7.
Fivelaspara sinloT"
Riquisiimai fivelas de ac com mndreperola no
centro a 18200, ditaa de madreperolaa 320, ditas
douradiabaa a 340 : a no gallo vigilante, ra do
Crespo n. 7.
fticos espelhos de
moldura dourada para
salas
Chegou para a loja da Victoria urna pequen
porcao de ricos espelhos de varios tamaohos para
ornamento de salas, afSangando-ie aerem o
melhores em vidro que tem vindo : nt loja da
Victoria, na ra do Queimado n. 75.
La para bordar.
Lia mnito boa de tods a core para bordar, a
78 a libra : na loja da Victoria, na ra do Quei-
mado n. 75.
Liohas do gaz,
Caixinhaa com 50 novellos de linha muito fi-
na do gaz a 900 ri a caixa, ditaa com 30 no-
vellos a 700 ris, ditaa com 10 novelloa grande
a 700 ri, branca e preta: na loja da Victoria,
na ra do Queimado n. 75.
Candieiros de gaz
Chegou para a loja da Victoria os melhore
candieiros de gaz que tem vindo ao mercado, por
prego commodoa : na loja da Victoria, na na
do Queimado n. 75-
Ricas fitas para chapeos,
cinteiros, etc, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber um ex-
traordinario sortimento de ricas filas, tao boas
em qualidade quao bonitaa nos desenhos, tendo
entre ella o mala largo qae possivel; asaim
como algumaa pega brancaa com o centro liao
propno para inscripcoes, e muitaa outras de dif-
ireme cores como de caf, rxa, eacara, etc.,
ele, e como de aen louvavel costume : a loja
d aguia branca, na ra do Queimado n. 16, ven-
de por prego commodo eisas boas e bonitas fitas.
Vidrilho.
Lindo vidrilho pretos e de cores, pelo bira-
tianmo preto de 18600 a libra : s 1 o alio vial-
jante, ru do Creapo n. 7.
Para entreter o tempo.
;*.^ ^g0' ?e ^'ns a 19400. lindaa ca-
Veode-e
.D-, um carroga para eavatln
Manguia.o, aio defronte da fjpsjUiT
DO
Gravatas de setim com
ponta larga a 1$
Vendem-se gravsta pretas de bom setim e
com ponta larga a 18 cada urna, tao baratas
assimi s sa acba na raa do Queimado, loia d'a-
guia branca n. 16. '
gJNao duvidem que na ruaj
] do Crespo n. 17, loja de
Gumares* Villar.
"Veste-se urna senhora dos psa
at a cabeca. g
Principiando pelo chapeo de palha a 9
Garibaldi e cbapelinaa de palha de Italia M
oa mai superrqrea qae tem vindo de
Frange.
Manteletes de ros bordados, capas e
casacoes a Luiz XVI, sedas de cores e
moireantiques pretos e de cores a aca-
bando peloe respeitaveis baldea de crox
e de musselloas e que veodem barata-
simo. Senhoras fregaezas a vista faz ,
mandan ver.
CALCADO
45 Raa Direita45
A epidemia declioa sensivelmeate, e o sea
completo desapparecimento est prximo! O
propietario deste bem sortido estabelecimeoto
convida o ieui numeroso tregete a substituir
o gelcado velho, que todo est cholenco, por no-
vo, e que pon resistir mil scaotis e mazzur-
ca que rao aer dansadaa em louvor do reitabe-
lecimento da saude publica. Oa precoe con-
vidm :
HOMENS.
Botina afamada Mili. : 12J000
non-plut-ultra Nantes......... 128000
Nantes 2 baterias.............. 118000
lutr.................... 108000
iDgleze de botoes............. 108000
> batedores....................... 98500
a couro de porco....... 98000
bezerro e lustre............:.. 98000
ioglezea ps selvagens......... 78500
a taxiados brasileiros............ 5|500
Sapatdea non-plua-ultr................ 7*000
> 8 bateriaa e meia.............. 68500
> esmaga cobra.................. 58500
a Nante 2 bateriaa vaqueta..... 68000
2 bateriaa bezerro...... 58500
> > trabalbadorea.......... 58000
brasileiros de SfSOO a.......... 28000
Sapatoa2 solas e salto.................. 58000
a tranga portoguezes......... '8000
a franceze......1J2B0
SENHORAS.
Bolinas dengoza......... 59500
alto de bater....... 58000
pechincha de +8500 a. 4$000
americanaa 3J500 a 28500
Sapatoa de asilo (JolyJ ..;... 3*000
aem elle (idem)...... 18920
tapete:........ 800*
a econmico. ;...... 500
lutre 32 e 33....... 800
MENINOS E MENINAS. '
B de tudo em relagao e nao se deixa sabir
dinheiro.
Um completo sortimento de couro de porco,
cordavo, bezerro francez, couro de luatre, mar-
roquim, sola, courinboa etc., que tudo ae troca
por dinheiro vootade do comprador.
Grande |
liqnidaijao por todo|
o pre^o, na bem co-1
nhecida loja do Ser-1
tanejo. g
[Ra do Queimado n. 4S-J
Apparecam com di-
nheiro que nao deixaro |
de comprar.
Chitas escuras finas a 160, 180 e 200
r., corte de vestido pratoa bordado a
velludo de custo de 1508 e se vendem
por 308,408, 508 e 708. sahidas de baile
de velludo e setim a 128 e 138, camisas
para senhora a 2000 e 38500, gollinhas
de cambraia bordadas a 500, 600, 700.
800, 900 e 18. ditaa de fil bordadaa a 120
r., casa vaquea de faato a 58, 68,7$, 88,
meias de seda branca e preta para se-
nhora a 18200 o par, tiras de babados
500 e 700 ry., la de quadro enfeitada a
300 e 360 r. o covado, cambraia preta a
400 e440 r. a vara, organdys de core a
600 ra. a vara, fil branco adamascado .
para cortinado e veatidoa a 400 e 500 R
ra. a rara, cortea da collete de caaemira C
bordado pretos a 28 e 38000. ditoa de S
velludo de cor e pretos a 38, 48, 58 e 68, 8
paletots de brim branco francezes a i
38500 a 48500. ditos de casemira de co- "
res e pretos a 148 e 168. ditoa de alpaca
preta e de corea a 38,38500, 48 e 48500,
camisas de.peito de linho a 28500, cortes
de collete de gorguro a 18500, 18700,
28^00, 38 e 3$500, colietea leitos de brim
branco a 28500, ditoa feiloa de gorguro
a 28500 e 38500, diloa feitoa de casemira
a 38500, 4g e 48500, ditos de velludo a
58, 68 e 78, ditos de fasto de cores a
1S500, um variado aortimento de meias
para homam e senhora, grinaldaa com
florea, chalea de froco, espartilhos, e to-
da a qualidade de roupaa feitaa para ho-
rnera que tudo se vende por metade do
aeu valor.
jAntiga loja franceza que foi
de Gadault ra Nova n. 11.
Acaba de receber de suaencommenda um grande e variado sortimento dedi-
verasa mercadoriaa que ae acharo a vendana dita loja por menos 10 por ceoto do que
K em oatra qualquer parte, a aaber :
Agua de malabar
do verdadeiro fabricante Laacombi, para
ungir cabello da cor que ae quizer e com
um guia para seu uso.
Para presentes.
Ricas caixas de costura com msica e
sem ella, o meihor presente que se pode
dar a urna senhora que se estima.
Para homens.
Rieoa eetojoa contendo todos os utenci-
lios necessario para toilet de qaalquer
pessoa que se trata com muita limpeta,
contendo naralhas, teeouras, pente, e-
covaa, frascos pan pomada echeiro, (fia-
dores, ttnteiro, espelhos, pssta para pa-
pis q maitos outros pertenece para o mes-
mo fim. -
Encerados.
Especiaea para cobrir mesa a 18, 18500
e 28 ocovado.
Para retratos.
Machima de todoaoa tamanhoa franceza
e americanas chimicaa para trabalhar em
todos os procesaos, copos graduado, fu-
de vidro, um grande aortimento -de cai-
iinhas, de chagrn, paisepertoua de corea e
preto e dourado, cuveta horizontaes e
verticae, papel para retrato e todo o*
atencilio tendente* a esta arte; tambem
se collocam retratos em caixinhaa e pasae-
partou, mudam-e os qae ettiverem mo-
tados tudo a vootade de seu dono.
Ricas bengalas
_ de verddeira cana da India com pontel-
'$ ras e caitoes de marfim, tendo nos castes
muito bonitas figuraa aberlas em relevo,
* maia bonitas que se podem achar oeste
genero.
Ditaa de maaaa imitando ulicorne.
Luvts de pellica
do verdadeiro fabricante Joavin & Filhos,
para homena e senhoras, brancas, de co-
res e pretas, e que continaaro a receber
por todoe os vaporea francezes preco fixo
< 28500 rs.
Espelhos.
Desde o maior at ao maia pequeo ta-
manho com molduras pelas e dooradas
para ornamento de sala, sendo os vidros
muito grossos e de primeira (qualidade.
Para msica.
Instrumentos completos de chavea e
apiaton e tambem grande sortimento dellea
avulsos com muito melhoramentos e dos
syslemss mais modernos do muito conhe-
cido fabricante Gaatrt Ain. estes instru-
mentos se tornam mnilo recommendaveis
por aerem muito perteitos, e os mais mo-
dernos que existem no mercado.
Objectos diversos.
Fumo de harlebeke, marilande, caporal,
vervique e americano, para cachimbos e
cigarros.
Seroula de algodo de core para ba-
nboa a 500 rs.
Camisas frsncezss de todas as qualidadea.
Capotiohoade la para meninos, muito
lindo de diversaa corea a 18500.
Ricaa capellas brancaa e de corea para
calamentos o mais elegante qae aqai lem
vindo neste genero.
Chicotes americanos e francezes com
aneis e sem ellea para carros, cabriolis e
csvsllo.
Bandejaa grandes de SO pollegadas i 38.
Um grande sortimento de ocelos e Une-
tas de grao e miope.
Fundas para oa quebrados das virilhas.
Velas para carro e piano.
Lequea de madreperola,
Ricos punhos e gravatinhas pars senhora.
Porcelanas e vidros.
Apparelhoa e meioa diloa de porcelano
para jantar, candelabros de 4 e 5 Uzes,
serpentinas e lantemaa com pinguetea e
aem ellea, escarradeiraa de vidro brancaa
a de coree, ricas lanternas para carroa e
coupa, clices paravinho elicores, redo-
mas com peauhas de todos os tamaohos
para imagens, vasos para florea e encera-
dos para carroa de cores e pretos, ditos
redondos e quadradoa para botar pratos,
lanternas e cendieiros a gaz.
Rival
8
8
8
8
8
ARMAZEM
RO'JPA FUTA
rs
8
8
8
8
8
8
este* KemBMH mmmmmi
l^oaquim F. dos Santos,
40-Rua do Queimado40
Defronte do becco da Congregacao letreiro verde.
Neste estabeleeimento ha sempre um sortimento completo de roupa taita de
toda a qualidadee e tambem ae manda executar por medida vontade doa fregue-
zea para o que tem um doa melhorea proessores.
IMobilia.
Na ra da Camboa do Carme- loja n.
12, vndese toda a qualidade de mobi-
lia tanto ao gosto moderno como anti-
ga, phanthasia etc. por preep mais
commodo do que em outra qualquer
parte, faz-se toda a qualidade de obra
de encommenda com a maior brevida-
de e o maior apuro da arte.
Arados americanos e machinas
para lavar ropa : em casa de S. P.
Johnston & C ra da Senzalla Nova
u. 42.
Ricos
cortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ticos cortes de vestidos brancos
bordados com 8 babados pelo baratissimo preco
de 58 o corte: na roa do Queimado n. 22, na
t>em conhecida loja da boa t.
Casacas ae panno preto a 08,
358 e 308000
Sobrecasacosde dito dito a 358 e 308000
Paletots de panno preto e de co-
res a 358, 308, 258,108,188 e 208000
Ditoa de caaemira de cores a 228,
158,128.78 e 98000
Ditoa de alpaca preta golla de
velludo francezaa a 108000
Ditoa de merino setim pretos e
de cores a 9| e 88000
Ditos de alpaca de corea a 58 a 88500
Ditos de alpaca preta a 99,78, 5 a 88500
Ditoa de brim de corea a 51,
4*500, 48 e 38500
i Ditoa de bramante delinho bran-
co a 63, 58 e 48000
Ditoa de merino de cordo preto
aiaje 88000
Calcae de casemira preta ede co-
res a 12, 108, 98. 78 68000
Ditas de princeza e merino de
cordo preto a 58, 68500 e 48500
Ditae de brim branco a de corea a
58. 48500 e 28500
Calcae de ganga da cores a 8000
Collete de vellido preto e de co-
_ rea lisos bordados a 128,98 a 88000
Ditos de caaemira prfta e de co-
rea lisos e bordadoa a 68,
58500,58 38500
Ditos de setim preto 58000
Ditos de seda e setim branco a 6 e 58000
Ditos de gorguro de seda pretoa
e de cores a 78, 68, 48 e 58000
Ditos de brim e fusto branco a
88500,28500 38000
Saroulas de brim de linho a 28 a 28200
Ditaa de algodo a 18600 e 18280
Camiaaa de peito defuito branca
e de corea a 28400 e 28200
Ditaa de peito delinho a 58. 48 e 3s>000
Ditaa de madapolo brancaa e de
cores a 38. 28500, 28 e 18600
Chapaos pretoe de maaaa franceze
forma da ultima moda a 108,
88500 e 78000
Ditos de fellro a 68,58, 48 e 28000
Ditos de sol de seda ingleses e
freneezee a 148,1*. lt| e 78000
Colarinhoa de linho muito fines
novo feitios da ultima moda a 8800
Ditos de algodo $500
Relogios de onro patente e hori-
zontal a 1008, 908. 808 a 708000
Ditoa de preta galvanisados pa-
tente e horizontaes a 408 SOfOOo
Obrss de oaro, aderecos e meios
aderecoa, pulcelras, rosetas e
. aneis a g
Toalhas de linho duzie 108, 6$ 98000. i,
Ditas grandes para meaa ama 38 a 4800o]
unrain
DE
Cal e potassa.
Vendem-se estes dous ar-
tigos ltimamente chegados,
no bem conhecido e acredita- <
do deposito da ra da Cadeia'
doRecife n. 12, mais barato
do que em outra qualquer
parte.
FAZENDAS E ROUPAS FEITAS
DE
Bemardino Jos da Silva Maia.
43 Ra do Queimado 43
Esquina que volta para a Congregacao.
Libras sterlinas.
Vende-ae em casa de Wild & Jut, na praca do
Corpo Santo n. 11, primeiro andar.
Panno de algodo da Babia.
Vende-ee no escriptorio de Antonio Laiz de
QHvelra Azevedo & C.. na ra da Crea o. 1.
Relogios
Vende-se em casa de Johnston Pater & C,
tifk do Viga rio n. 3, um bello sortimento de
lelogios de oaro, patente ingle, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
orna variedsde de bonitos irancillins pera os
meemos.
Neste moderno estabeleeimento se en-
contrar um completo e variado aorti-
mento de fazendaa e roapaa feitea por
precoa mai rasoaveia. O deaengano da
, viata ver:
Paletotsjde casemira saceos e sobrecasa-
cos a 108.
Ditoa de meia casemira dito dito a 53. *
Ditoa de brim pardo de lioho maito fi-
nos a 58-
Ditos de lpica preta fina de 48 a 6$.
Ditoa obrecasseos de paono moito fi-
no 228.
Ditoa de fuitao de cor miudinho a 38 .
Calcas de casemira de cor a 58, 68. 71
e 88000. ^'
Dita de dita preta a 7$, 88 e 108.
Ditaa de meia casemira a 38, 38500 a 4*.
Di tas de fusto e ganga de cor a 28,2*400
e 28500.
Dita de brim perdo de linho a 28, 8f,
48 e 58.
Dita de dito branco a 28, 38 a 48.
Colietea de casemira preta e de cor a 41
elOOO.
Cambraia organdys padrees] muito bo-
nitos a 600 rs. a vara.
Ditas moderna duqueza de Orleans a
560 ra.
Chitas largas escuraa finaa o corado a
240 e 260 rs.
Ditas muito finas verddeira francezaa a
800 e 320 ra.
Cambraiaa branca finaa a peca 38, 48 e 58.
Ditaa de aalpicos com 9 varaa peca a 49.
Chalea de lia escocezea para aa aenhoraa
andarem em casa a 3.
Lazinhaa para vestido o covado a 520.
Cambraia preta maito fina a vara a 500
ria.
CN'" foatao para veatidoa o covado a
840 re.
Saiis bilo arrendada a 58.
Lengei de brsmante de linho fino a 88.
Ditos de dito de algodo a 18280 ra.
E ostras maltas qualidadea que a a
nata alo fregus. Tambem manda faser
roupas por medidas.
De tudo se do amostras com penhor.
senil
Miudezas e rap.
Ba larga do Rosario numero 36.
La de cores sortidaa. libra a 6J40O.
Sinlos douradoa a 18600.
Ditos ditos com poutai a 39500.
Agulhai francezaa carlaa e comprida a 60 rs.
Ditas cantlas a 120.
Pente de matae par atar cabello a 500 rs.
Ditos de dit. idem (dourado) 18200.
Carretel de retroz de ore a 320.
Ecov para cabello muito boa a 800 e 18.
Carta de alfioeies a 80,100,120 e 140 r.
Escovas para unhas muito boa a 320 e 500 r
Franjea pretaa com vidrilho a 320 e 400 rs.
Transas pretas com dito a 240.
Bicos preto muito boo a 180, 240, 320 400
ri.
Carretei de linha a 30. CO e 80 rs.
Eofeite de retroz com franja a 58300?
Meiaa para aenhor (duzia) a 28500.
Ditas cruai para homem a 29400 e 38.
Teaouras ordinaria a 80 rs.
Franjai de la ealreitaa (peca) a 900 r.
Sabonete de bola fios 640,
Frasco de diverso cheiroa a 320.
Linha de Pedro V a 30 rs.
Botoes para essaveqne a 20, 30 e 40 ra.
Rap Paalo Cordeiro (verdadeiro) a 18600.
Dito gasse grosso e meiogrosso a 18600.
luto dito fino a 18280,
E outra muita maia miudezas que com a pre-
aenca doa frbonsgueieeaae vendero baratas
A 5$ ocovado.
Panno fino cor de rap : na ra do Queimado
numero 47.
Tamaneos
por meno preco do que em outra qualquer parte,
de toda as qualidade, tanto aretalho como em
porco : na grande fabrica da ra Direita, esqui-
na da travesss de S. Pedro n. 16.
Vende-ae pos barato preco um relogio de
. ouro patente suisso com cadeia du goato moder-
no : na raa do Livramento n. 5.
Escra^os fugieos.
Fugio no da 2 de jaoho do corrente anno
um moleque de nome Olympio, cabra, idade 18
annos, muito ladino, tem urna cicatriz cima
de um dos ps proveniente de bobas, lavou ca-
misa de madapolo caiga, imitando riscado,
chapeo branco de massa, foi montado em um
cavallo caslanbo pequeo, frente aberla, calcada
de um p e urna mo, com cangalha, cujo mole-
que foi comprado em fevereiro do anno paseado
"1 Sr. Firmino Csvalcanle de Albuquerque mo-
dor em Alaga grande termo da Parahiba. O
abaixo assignado roga por tanto ao meamo ae-
' a apprehenco do dito moleque pois j
noticia certa que elle vsi seguindo para
rea, assim como as autoridades capites de
mpo e a qualquer pessoa que o encontrar, que
r bem recompensado. Remmettendo-o ao
baixo assignado no engenho Poco-redondo
comarca de Goiaona.
Manoel Beztrra da Cunha P. de A. Bell'o.
houve
ci
na
se
Escravo fgido.
Fugio de casa do abaixo assignado o escravo
Eufrazio de nafo, representa ter de 26 a 35 an-
nos de idade, ecom um pequeo lobinho cima
do olho, foi comprado ao lenente-coronel Joo
Francisco de Carvalho Faes de Andrade : quem
o apprehender lere-o raa do Trapiche n. 14,
que ser bem recompensado.
Manoel Aires Guerra.
150#000.
A quem trouier o preto escravo de nome Fe-
Ionque*e aha u&o desde odia 4 de abril de
1800, cujo eicravo tem o signses seguiotes : es-
tatura baixa, corpo regular, cor fula, pouca barba,
ps um pouco apalhetados, representa ter 35 a
40 anno, na?ao Mocambique, lem dous dente
abertos na frente do lado de cima, e por cima do
nariz entre as sobrancelhas dos olhos um calom-
bnho pequeo, que parece aer signal da trra
delle : obteve-se noticia cerla que o dito prelo
anda por Ierras dos engenbos Muribeca, S. Joo
e Engenho Novo, como trabalhador e intitulan-
do-se de forro com o nome de Joo Pescador,
pois j tem por costume quando foge mudar
nome para Joo, elle tem uns poucos de offlcios
que sao os seguiotes : foi pesesdor, canoeiro'
calador, e ltimamente era padeiro, a que per-
tence, porisso rog-se aoscapilaesde campo, ou
qualquer peaioa que o encontrar, prende-lo e
iraze-lo no pateo da Santa Cruz padaria n. 6, que
feceber a quaolia cima.
Fugio no dia 12 de abril deate corrent. ao-
00 do poder do abaixo assignado, o pardo de no-
me Franciaco de 17 annos de idade, que lem bo-
nita figura, todos os dente, cabello carapinho
e ruivo, tendo aido eite pardo escravo do Sr
Dr. Antonio Borgea da Foneca, de preeumir
que ande poralgum dos lugare por onde o mes-
mo senhor tem viajado, como sejam Iguarass
Goianna. Inga S. Joo, Campia, Serra do Tei-
xeira, Pao d'Alho, Limoeiro, as tres villa da co-
marca de Paje de Flore, sendo que segundo se
suppde estaje tambem no engenho Inhama por
haver sido vilo ha poucoa dias em Iguarass por
ter amizade cora ans mulalinbos desse engenho
anda de presumir que o dito escravo por ah
se inculque como a servico do dito Sr. Dr. Bor-
ges da Fonseca, afim de nao ser apprehendido :
quem pois o aprehender ondequer quefor encon-
trado esse escravo e o vr entregar ao seu legi-
timo dono na ra do Hospicio n. 6, que ser mai
generosamente por elle gratificado.
Ignacio Luiz de Brilo Taborda.
Escravo fgido.
Contina a estar fgido desde os ullimoa dias
de abril prximo passado o moleque Herculano
que foi escravo do finado Manoel Antonio tos
Passos Oliveira, tendo os signaes seguinles : cor
fula, estatura regular, a falla um pouco desean-
Cada e afinada, tem urna cicatriz n'um dedo di
urna das mcs, proveniente de um unheiro, ere-
presenta lera idade de 26 annos: roga-aeas u
toridades policiaca a apprehenso do mesmo t
sua entrega a Manoel Antonio Goncalves. na r'ut
do Cabag, loja n. 8. -
Attenco.
No dia 18 de fevereiro do anno correte fu-
gio do engenho Ciehoeir, comarca de Goiaona,
um escravo do baixo aaeignedo, de nome Flix
com os signaes seguiotes : cabra, altura e corpa
regularea, representa a idade de 35 annos, penco
maia ou menos, sem barba, cabellos carapinhos
naris achatado, cor um pouco desbotada, est am
tanto descarnado, e o que mal o caractria ai o
duas ou Ires cicatrizea grandes na reaiao doratl
sobre aa coalells, procedentes de facadas qu
soffreu ha maia de 18 annos, deve tambem coa-
serrar vetligio antigos de acoltes as nadega,
exerce o onicio de cerreire, entrega-ae aeaaMa-
guez e trx camisa a ceroula de algodo azul ame-
ricano, ou camisa de madapolo usada a cale de
autor coas vivos dos lado, a oamUa aberU pela
frente com botdee i musir de paletot, a te-
lenda j| est deebotada, eVodo lem mada aem.
pre de nome, neg o era legitiao dono, e diz-*
escravo de faseadeiiu do Araeaty, to leo, a ou-
tros luga rea : e aeaixe aiaignade roga aa autori-
dades policiaca e era apiteede campo que o fa-
ca m prender e reaeiier para aqueJl* engeane
amarrada, e eoaa teda segareafie poaaivei. Pro-
testa pagar com generosidad* a pesa o aereaca-
tar.Joqaim Jos Nune* da Caaha Machado.


i ** '. f*^N


'
O DB fMMAMBCO. SEXTA fliaU 13 DS JUNIO DE 1MI
Litteratura.

A familia de Gernii ndre.
-i : *
CPlTULO II.
(Conlinuago)
Octario tinha-se adiantado muito psra ceder.
Deixou o cavalleiro oa segunda ordem, porem
como conhecesie que liolia-se pc> ta do mal.e que
a modestia do cavalleiro assim como a modera-
gao do abbade eram mais convenientes que a sua
leims, affligiu-se com isto. e T<)Uou-se para o
lado de Hortensia com inquietado.
Felizmente para elle ella estar mui distantee
nao sabia o que acabara de passar-se. Fatiga-
da pelo calor e brilbo das luzes, a aotara-se com
sua mae para o cemiterio e emqasnto esperara
o cortejo, asseotare-se sobre um tmulo para
respirar. Vendo aproximar-se o esqul(e, levao-
tou-so, efoi somonte ento que 'iu os aldeides
do banco, no numero dos quatro parentes mais
prximos do defuoclo.
Este dere ser o caralleiro, leu primo, dis-
se-lhe sua mi depois de ter reflectido ; que mo-
ra em Berry. Nao pode deixar d > ser elle I Po-
rem para que este trag de campoaez ? Na rer-
dade, lato bem extraordinario I Ser urna o-
ra moda fraoceza ?
Labrehe que acompaohara madama de Ger-
mandre para trszer-lhe um cha >ellinho deso
aborto apressou-se dar a sua opiniao.
N8o, senhora baroneza, respoodeu elle sem
ser interpellado, no urna moda fraoceza. Co-
nheco todas as modas oras I porsm pode muito
bem ser que isto seja urna mana republicana.
Ouri dizer que o caralleiro aerriu nos exercitos
da repblica, eo Sr. marquez asscgurara que el-
le tinba poasimas opinidea I
Neste caso, disse estouvadarxente a barone-
za, possuindo-se de urna satisfagc ingenua ; eis
teamente um que nao berdar.
Tanto peior, diz Hortensia, seguindo o ca-
valleiro com a rista, pols nao creio em manas
republicanas I Creio antes que elle vire na mi-
aseria, e o marquez dereria ter peisado nelle, e
em seas lindos filhos I
CAPITULO III
Hortensia obserrara o caralleiro com interesse
e curioaidade. A pouca distancia delle, ia a Jo-
reo aldeia, levando em urna das vaos seu cha-
. pu ; que elle tirara respeitosamenle, e nao sou-
bera por em baixo do braco, condu lindo pela ou-
Ira mi a menina, que tambem le'ava o cbapu
de seu irmo, que julgara derer imitar a inre-
luntaria ignorancia de seu pae. Estes douscha-
pu leradosassim solemnemente ulraz do esqui-
fe, formara um dos mais ridicubs incidentes,
que se pode conceber. O marquez regulando an-
ticipadamente o ceremonial do seu funeral, fs-
zia com que se esperasse disto enormes estrara-
gancias, e cada qual procurara explicar o que
ria conforme quera.
Madama de Germandre que era alegre e zom-
beteira, nao se engaoou, e como rao partilbara
a 5ollicitude de sua flha pelo potre caralleiro,
fez-lhe notar que se Octano com o shako na ca-
beca e espada a cinta parecia ante:; sustentar as
redeas de um cavallo, que os cordes de um
esquife, e o caralleiro, com o cyrlo na mo e um
pedago- de estamenha no braco seivindo de fu-
mo, pareca mais um coreiro do que um gentil-
bomem.
*' rsrdade, respoodeu Hortensia sorrindo
de um modocompassiro e melanclico; e o cba-
pu lerado pela creada urna sini;ulur ceremo-
nia, qoe bem se poderia dispensar I
Acreditaes que esta linda joreo seja sua
criada ? replicou a baroneza, ju!g)-a antes sua
esposa.
O Sr. caralleiro riuro, disse Labrehe,
que segurando sempre no chapellimo de sol, na-
da perda da coorersaco, eesti ra>ariga mui-
to joren....
Para ser a mi desses meninos I replicn
a baroneza ; justo: Talrez seja :ua aia I
Talrez, e proravelmente algn a cousa msisl
respondeu Labrehe com malicioso sorriso.
Como sabe? disse-Ibe Hortensia, irritada
por sua impertinencia e familiaridade. Fez um
movimento para lomar o chapellit ho de sol, e
cobrir sua mae afim de lirrar-se da coorersaco
desse imbcil. Porem a curiosidtde de saber
!qdo que dizia respeitoao cavalleiro, fez com que
nudasse de resoluto, e deixou qie M. Labr-
ebefrospondesse.
O que digo, proseguiu ella, 3 baseado na
opinio que o defunto Sr. marquez. tioba de seu
sobrinbo. O pae do caralhelro fizura um pessi-
mo casamento, e o caralheiro si gira o seu
exemplo. Casou-se com urna camiooeza e ago-
ra que nao existia mais, nao seria dmiravelque
se oceupasse de urna pessoa da mesiia qualidade,
com 10 ou mi inten;o. Isto nao me dere im-
portar, e ludo o que disse foi para salisfazer a
ara. baroneza que pareca desejar a iber...
Bem, agradeco-lhe, disse Hortensia; po-
rem bastante.
Acabada a ceremonia todos ia n retirar-se,
quandoMr. Guillot, que fura iocumndo pelo de-
- funto de certas ordens escripias, ddarou, mos-
trando o papel que continha a ordem, que se
alguna pessoa, da familia deaejasie proferir um
discurso, ou dizer algumas patarras sobre o tu-
rnlo, esta altencao serta agradave' ao Sr. mar-
quez.
Esta allococao estere a ponto de causar urna
hilaridade geral. Parecia que por fatalidade lu-
do se combinara, para dir a urna :eremonia to
grare por si mesma, um carcter burlesco ; Oc-
tavio nao pode deixar de censurar i parroice do
orador.
Nioguem se apresentou temendo alguma hila-
ridade misturada de impaciencia. Depois o que
baria a dizer de um homem a qu;m pouco ou
quasi nada se conhecera, e a quen pessoa algu-
ma poderia elogiar realmente?? Su o abbade po-
deria dizer alguma cousa ; porea ignorando a
intenco do defuoto, nada prepsire : portaoto
recusou-ie a faze-lo; Octario nen quiz ao me-
nos experimentar, tio ioimigo era da dissimula-
cao, e como desejara atormentar alguem, diri-
ga ao caralheiro, e disse-lhe do modo que
fosse ourido:
Enlio 1 caralheiro, nada tem a dizer, e
deixar-nos-ha assim no embarazo?
O pobre homem tremeu da cabeca at os ps.
Elle 1 fallar em publico, quando urna patarra,
um olbar, urna saudato tornara n-no extraor-
dinariamente perturbado Que fazi-r I Jalgara-se
obrigado a fallar, e sua ingenua e generala cons-
ciencia assim Ih'o ordenara. Recolheu-se por
um instante, subiu os degrus d< tumalo, lim-
pou a fronte banhada de suor da. agona, e fal-
lou com roz trmula, desle modo :
Senhores, e seoboras.
a Se me atrevo a tomar a pilma em rossa
preseoca, eu, o mais Incapaz de todos, por-
que o reconhecimento a isso me obliga, e por-
que cont com a rossa indulgencii. Minha lin-
gaagem seri rustica e simples, pe rem dir o que
ente mea coracio. Desculpae-me se minba roz
tremer alguma cousa, pois nao o ou habituado
a isto...nunca falle! em publico...porem nao im-
porta I Subo a esta tribuna, como o soldado ao
ir para o assalto, e aaber-me-be conservar fir-
me, visto que cumpro um derer 1
Sei a diffieuldade que impediu a todos ros,
de me dardes o eiemplo. Creio que mui poucos
d'entre ros estireram em relaca j com aquelle
que aqui repoisa, e dero confes, r-vos qae, pe-
. la minha parte, nunca o ri de perto, nao obs-
tante viver a pouca distancia delle. Tal era a
sus rontads ; porem tenho vivid t com os seus
beneficios tanto, quanto pelo msu trabalho : e
osreodi desde minha infancia, a -enerar e aben-
epar seu nome.
O caralheiro neste ponto foi ioterrompido por
I geral. Dissra que rivera dos beneli-
Nefunto, fdra por tanto o objocto de urna
e misteriosa preferencia tinha por tanto
la esperanza de herdar 1 O :aralheiro nada
jmprehendenJo desta interrapi ao, temeu ter
dito alguma parroice,' a estere n po to de desa-
nimar.
Inclinou-se para seu ftlho que- estar em um
degru abaixo do seu, e pergun. >u-lbe o que se
fasajaya.
Mi sei, respondeu o meoino; porem con-
trae raeu pae, que Um fallado muito bem.
O caralheiro, ingefcamente ii anquillo com a
pinito de seu fliho, continuou o seu discurso
dlzendo: Nio attriDuo esta inii rrupcio i sur-
preza. Juigo que todos os meus parentea que
aqui se achaco, nio Ignorsm o que meo tio fez
por neo pae; porem dero lenbravo-lo, risto
que os obsequiados, sio cooriddos a exprim -
rem eu reconhecimento sobre iste turnlo. O
Sr. tura, fallou-vos na egreja aobre a ordem,
fortuna, ttulos, em urna patarra da importancia
social do chefe que nossa familia acaba de per-
der. Fallou-oos, a este respeito, e philosopht-
ca e piadosamente da nullidade das cousaa ba-
nanas ; porem ousarei dizar aqui que na riqueza
nem tudo i nullidade, pois que com ella ae pode
tasar o bem. Nio roa contar todas as boas ac-
edea qae dereria ter feito ama pessoa to consi-
derara! ; minha poiigio nio me permlttiu conhe-
ce-las; como o Sr. cura nao ros lallasse de suas
virtudes, contar-ros-hei pelo menos, em poueas
patarras o que me diz respeito :
Heu pae era o mais mogo dos irruios. A
lei, ento em rigor, nao Ibe attribuia nada da
heransa de meu aro. Elle tinha gosto pelas
sciencias, seu irmio mais reino, que tsmbem o
tinha, admittiu-o a trabalhr com elle em sua
casa, em diversos exames de erudicio.
No flm de alguos annos urna questio identi-
fica, fez com que suas opioi&ea divergissem ; de-
ro dizer-ros qual foi esta questio aflm de affas-
tsr-ros dss ideas supersticiosa, que algumas
pessoas teti trabalhado por espslhar.
Estara entao em moda, trabalhar-se noque
se chamara a grande obra, quero dizer no meio
de fazer ouro em um cadioho, trabalho rao, as-.
sim o creio, porem certamente muito innocente,
e sobre o qual nio ioterrinha inrocacio alguma
de espirito mu. Meu pae nio acreditara no
successo deste irabalbo; porem meu tio, que
mais para diante delle se dissuadiu, acreditara
nelle com este terror, natural aos espiritos en-
dagadoras. Separaran! ae, porem meu pae que
fallara com a franqueza propria dos coraejdes ge-
nerosos, julgou ter offeodido seu irmao mais vo-
ltio, e procurou um emprego" de instituidor para
poder rirer. O marquez julgando, tal era a sua
opinio e a geral, da oobreza nesse tempo, que
um emprego subalterno, por maior qe fosse a
casa, prejudicara a dignidade do nome, esque-
ceu generosamente urna hora de despeito, e ofe-
receu a seu irmo urna propriedade no campo
com todas as suas fazendas. Depois meu pae fez
um casamento que, segundo dizem nao foi do
agrado do chefe da familia. Porem isto foi um
ruido falso, que do meu derer destruir. Mi-
cha me, pobre e sera nobreza, foi o modelo de
todas a virtudes, e meu tio neste lempo escre-
reu a seu irmo duendo ser este o mais bello
dote e a nica nobreza verdadeira : prova da que
as ideas do chefe da nossa familia eram to ele-
vadas como seus seotimentos.
Depois, quando morreram meus queridos paes,
despose mioha prima, aaobrnbade minbame,
pobre e virtuosa como ella, escrevi a meu tio
para pedir-lhe seu consentimento, e o melhor
que firei lr-vos a sua resposta, que troaxe
comigo por previso, para affastar qualquer du-
vida sobre os sentimentos de minha familia, e
que me julgo muito feliz de spreseotar-vos ;
afim de que este tmulo nao se fecha sem que
por falta de urna oraco fnebre, aquelle que el-
le encero, tenIn manifestado seu pensamento,
e reclamado elle mesmo por assim dizer, a esti-
ma e reapeilo que Ihe sio devidos.
Teodo assim fallado com voz terna, que, gra-
dualmente se tornara firme, o eavslleiro leu a
uoica'carta que em toda sua vida recebera de seu
tio.
< Aqui para nos, meu sobrinho, tens razo de
procurar a felicidade da familia e o teu couten-
tamento em um casamento d inclioago. So-
guea nislo o xmplo de leu pae, que nunca tere
de que lastimarse pela sua escolha. Nao dores
ignorar que a porta do muodo est d'ora em diao-
te fechada para ti; porm como tens o bom sen-
so de nada pedir ao mundo, e de s aspirar a fe-
liz roediocridade em que nascestes, approvoa toa
conducta, e envio-te a bengo de um prente e
amigo, o
A carta tinhs esta assignaturaSimforiaono,
marquez de Germaodre ; e toda ella fdra escripia
pelo proprio puoho do defuoto, favor bem raro de
sua parte, e deque muilos collacleraes se seoti-
ram inquietos e invejosos.
Criticarsm o simples discurso do caralleiro, e
o acharam muito prosaieo, para nio dizer ri-
diculo.
Horlensia nao era do numero dos que ignora-
vara a pobreza de Silvano e a exiguldade da pro-
priedade, que elle Uvera a candura de considerar
como um beneficio serio. Nao se deixou to pou-
co illudir pelo seolimeDle de egosta tolerancia
que dictara a carta do marquez; porm ria bem
que o_ primeiro e principal Iludido era o generoso
corarao de seu pobre primo, e profundamente en-
ternecida, aproxiraou se delle para fallir-Ihe.
Porm o caralleiro desapparecera como por en-
canto.
Fuglra para oj>rdim. seguido de sua familia,
e muito espantado da affoutaza que Uvera, eslava
prestes a desfallecer, assentado a sombra das
tilias.
A fsdiga da emocojuntara-se nutra caja razio
nio poda explicar. Morris de tome. Lavantra-
se pela madrugada, e Hiera dez leguas de va-
gem, dirigindo a poder de ebicotadas um relho e
mucavallo; nada tinha comido aioda, nao se
alraveodo a entrar na sala em que havia um es-
plendido banquete para todos os hospedes. Teo-
ciooira ir comer em alguma casa de pasto do lu-
gar ; porm, todas ellas estavam invadidas pelos
curiosos dos arredores, e o cavalleiro tema que
sua presenta em semelhanle lugsr, fornecesse
materia para gracejos sobre sua pobreza.
Sua companheira trouxera um bolo preparado I
por ella, e aceiadameote cmbrulhado em um leo-!
(o branco de quadros azues ; porm os meninos
o comeram, e o pae de familia nao cuidou em re-
clamar a sua parte. Demais nao pensara nisto ;
esse dia era para elle to extraordinario em sua
rida de anachoreta, que andar e fallara, como
em um sonho.
Estar neste estado de irrdlsposico e desfalle-
cimento que se soffre muitas rezes, sem se co-
nhecer a causa ; quando Labrehe apresenlou-se
em sua preseoca e acabou de perlurba-lo diien-
do, que a Sra.condessa mandara-o procurar.
Que condessa? Nao a conhego.
Fallo ao Sr. caralleiro, de sua prima com-
irma, a filha do bario de Germandre, riura do
conde de Serigny, urna encantadora mulher, que
deseja muito abracar os filhos de V. S.
Se assim disse Silvano, dirigiodo-ss a sua
companheira, leva-os a seus pareles. Nao que-
ro priva-los das caricias desta nobre senhora.
Esparer-te-hei aqui, onde pretendo ficsr at o
momento em que se reunirem para a leitura do
testamento.
A aldea obedeceu, porm o pequeo Luciano
quiz ficar com seu pae, ella parliu s com Marga-
rida e Labrehe que ia adianto.
O caminho nio era longo ; Labrehe quiz apro-
veitar o tempo dlzendo algumas palavrss smaveis
a esta joven, com quero sympalhisra.em conse-
queocU do seu modo ousado e tranquillo. Co-
mecou ofTerecendo-lhe o braco que ella recusou
sem altivez, dizendo nio ser isto moda em sua
aldea.
Todavia, a senhora dar o brago ao caval-
leiro de Germandre. Assim como ha pouco es-
lava assentada mui perto delle no jsrdim.
Oh 1 isso diferente ; disse a aldea sor-
rindo.
Sim I.... a senhora vive com elle, como se
fosse sua egual 1 Bem o suspeitava I
A aldea sorriu-se aind, e nao respondeu mais.
Labrehe disse-lbe qae o caralleiro nio era rico,
e que quando como ella, se tinha sob os trajes de
camponeza ama figura de rainha, podia-se apai-
xonar coracoes mais joreos, mais ardentes, e ho-
mens mais afortunados talrez.... A aldeas nio
parecia ouri-lo, e Lbreche, julgaado-a muito
tdla para apreciar seus bellos discursos, quiz abra-
ga-la na escada.
Recebeu entio urna bofetada, to bem applica-
da, que tinha o rosto mais rermelbo que de eos-
tumo qaando entrou no gabinete, onde o espera-
ran) madama de Sevigny com sua mi e Octario,
o qual se impacientara muilo por nio poder ob-
ter a explicago decisirs.
Eolio 1 disse Hortensia abracando a peque-
a Margarids, riestes s, leu pae nao quiz fizer
conhecimento comnoscp? Como te chamas meu
anginho ?
Nio me chamo anginho, respondeu a me-
nina ; cbamo-me Margarida.
Nome mullo potico, disse Octario. Depois
dirigindo-se a aldea: E tu, minha bella, como
le chama tea amo? diise elle com urna imperti-
nente intenco.
Meu amo? replicou a aldea comtranquil-
lidade : o senhor quar dizer, meu irmio, nio
rerdade? Chama-me pelo meu nome, que Co-
risanda de Germandre.
Labrehe que Irazia um copo com agua para
madama de Sevigny, quasi o deia cabir, ficou
immorel, de bocea aberta a olhar espantado
disse-lhe Hortensia, ssm testamunhar sorpreta
algama que oSndesse a madamoisalla da Ger-
mandre.
E minha prima como ae chama ? replicou
esta assentando-se com multo desembarac.0.
Hortensia.
Bom 1 um bello nomo. Minha prima mora
em Paria, segando ouri diier.
Ha um auno someote, d'antaa morara na
Polonia.
mais loage que Paria?
Ilaito mais looge.
Nio sei onde S sprendi a gorernar urna
casa, o tratar de enancas. Meu irmio foi educa-
do por nosso pee que era um homem sabio, sio
obstante ser cultirador, sabio tamben I Ensina
mu bellas coosas a aeu filho. Porm eu, segu
a coodicio de mioha mi, que era ama campo-
neza, e o mais que sel a ler e escrerer algums
coass. Desculpe-me, se nio (alio como preci-
so ; porm a boa ioten;io vale o mesmo, minha
prima.
Assim mesmo acho-a encantadora, respon-
deu Horlensia, quer abragar-me, mioha querida
Corizanda ?
Sim, minba prima, e de todo corago, dis-
se a joren abragando-s.
Madameseila da Germaodre era encantadora,
na realidade, com o modo de fallar franc oe rus-
tico, a completa ignorancia das aociedades, tinha
ama graca natural ligada intimamente a um can-
dido desaso que nio procurara disfargar, Apre-
seotara-se tal qual era, sem se humilhar de
modo algum pelo aeu trajar, pobreza a falta de
coslumes; pols nio possaia o menor senlimento
de inreja. O encanto de sas roz, dar urna tal
distinego a ralgaridade de sus lioguagem, o na
prec.ipitac.ao de seus morimeotos, havia urna do-
Cura intima, e como que o cundo da forg plasi-
ca consagrada as cousas saotaa da familia. Co-
nhecis-se perfailamenta que trabalhra com a
fouce nos jardius. e talrez tlresse manejado O
sguilhio do boieiro ; e no entretanto tinhs as
mios tio mimosas, como ssde urna minina bem
educada, a quando as passara pelos cabellos da
gentil Margarida, esta inclinara-se e encostara-
se a ella como um gato habituado a caricias.
A baroneza que era boi por natoreza, quiz
tambem abracar madameseila de Germandre
porem, menos delicada qua sas filha, nio pode
deixar de testemuohar sorpresa e curiosidade.
E' por gosto, ou por necessidade, disse ella,
que madameseila reste-se a moda da aldeia ?
E' para seguir o nosso costme, respondeu
Corizanda. O pae nunca coosentiu que a mi
mudasse nada em seu modo de trajar, e achoque
tinha razio. Estes rostidos da cidade nao nos fi-
eam bem. Alam de que com elles nao poderia-
mos trabalhar no campo. Meu irmo leve a idea,
quando soobe que tinhamos de rir aqui, de me
mandar fazer um resudo de canda, e um chapu
enfeitado ;, porem eu nao quiz. Causa ria riso aos-
outros ; e portanto dissemos : Seri urna tolice
disfargar-mo-nos, pensem l o que quizerem, is-
so indiferente.
Meas primos obraram com malla pruden-
cia, disse Hortensia, o cavalleiro j mostrou que
era homem sensato, e de generoso coracio ; e
minha prima tica tio bella e encantadora com
esta touca, qoe seria peoa prsparsr-se eom nos-
sas modas ridiculas. Se eu podesso rirer sem-
pre no campo desejsria restir-ae deste modo.
Eslou certo, disse Octario, que isto lira fica-
ria s mil maravrlhas, porque os rerdade esta
touquinha branca muilo bella.
Hortensia, eiperim9nti-s, dase a baroneza
a quem a questio de modas iateresaara mais qae
todas as outras. Isto seria um berilo restuario
para um baile de mascaras.
Horlensia preslou-se a isto por un senilmen-
te ule delicadeza, afim da prorar a sua prima
que prezara seus aderos, longa de desde-
aha-los. ,
Ora I disse CorizanO tirando os atloetes que
seguraram a sua touca, esto causar-lhe-ha pre-
jorzo. pois oceultar seas bellos cabelles loiros I
Tirando um pouco apressadamente aeu bello tou-
cadr deixo-u sem premeditarlo, escapar-se da
fita que os prenda abundantes cabellos castanhos
naturalmente ondeados.
Entio. disse Octavio,qae tinha presea de re-
parar por algum galantera- o brutal acolhimen-
to que frzera a joren, parec-me, que a querida
prima, oos oceK* tbesouroe- que agora nos fari
detestar a touca-. /'
Corizaoda coro muito, e- pela primeira ras
moslrou-ae coofuea. Octavio- julgou que e la co-
rara pelo seu elogio : igaorara que por un^ pre-
julzo de sua torra-, Corisanda considerara a apre-
seota^o de sua cabeca descoserla como urna in-
decencia. Apreesou-se a alar seus bellos cabel-
los, emquanto Horlensia experimentara a touca,
sem qu* cingue reparasse, Margarida apode-
rra-se da mantilha de madama de Sevigny, e
envolria-ae com orgulho oso-rendas pretal- que
Ihe cabiam al os ps.
Ora, o que faz esta menina I disse Corizan-
da tomaodo-lhe a mantilha. Eis-ahi urna que se
ataviarla bem com os ornatos da cidade. No
campo, est sempre a fazer coroas de flores para
enferta-r-se ; e preciso dizer que isto nio Ihe ti-
ca mal.
E a senhora nao faceira ? minha prima,
_ Nao tenho lempo para isto ; respondeu Co-
rizanda ;ha tanto- trabalho em casa e tora della,
que ao possivel cuidar em ae-lo.
E nao ba criadas na bordado ? perguctou a
i baroneza.
Nao temos herdade, nem criada, respondeu
a aldea. Viremos em nossa casa, com o que
possuimos que nao muito ; porem suficiente
para o lugar em que habitamos. Nem sempre
temos passado bem ; temos tido alguns- annos
mius, e alguos relhos parentes e criaoga doen-
tes sustentar, Houre tempo em que tiramos 12
pessoas-riraodo a cusa do nosso pequeo reo-
dimento dequiohentas libras. Era muito pouco,
nio rerdade ? Porem os pobres reinos ji nao
existem, e os meninos j esli criados, e meu
irmio augmeotou os seus rendimentos rendando
algumas madeiras de anas trras. Temos agora
setecentas libras por anoo, e boje somonte para
nos quatro sufliciente- Porque, grecas a Deus.
com boa rontade, e alguma ordem nada nos
falla.
Ento, disse Octario a Hortensia, esta ex-
cellente propriedada campestre, dada pelo mar-
quez a seu irmio, representara um capital de
dez mil francos poaco mais ou menos ? Nao
valia a pena fallar nisto sobre o tmulo 1
*- O caralleiro tere a grande delicadeza de
nio rerelar a cifra, respondeu Hortensia, e tal-
rez esta cifra tenba mais valor a seus olhos do
que aos nossos.
Oh 1 certamente, replicou madameseila de
Germandre. Todo aquello que sabe contentar-
se com o que poisue, feliz.
Eolio o caralleiro julga-se feliz perguntou
a baroneza.
Tens seus pezires, como qualquer outro ;
porem rka satisfeito qusndo v seus Silbos alegres
e suas trras melhoradas.
Minha mae, disse Hortensia, preciso ab-
solutamente que tacamos conhecimento com este
primo philosopho que parece lio bom. Mioha
querida Corizanda faca-me o faror de ir busca-lo,
Diga-lbe que nio somos lobos, qae sympalbisa-
mos muito com elle, o que nao poder recusar-se
por muito' tempo ao nosso desejo.
Dir-lhe-hei que mioha prima muito ama-
rel, boa e sympathica. Porem nio preciso ir
procura-lo ; elle vira quando tocar a sioeta para
a abertura do testamento.' Nao, porque preten-
damos alguma cousa da heranca I Oh 1 nao
nunca rimos o nosso lio, e nao era possirel que
se lembrasse de nos. Porem escrereram-nos di-
zendo, que se todos os parentes se nao apresen-
tassem, os negocios seriam retardados, o alem
disso sra do nosso derer assistirmos ao funeral,
Tiernos portanto para nao demorar a leitura do
testamento, e nao contrariar os outros. Por isso
meu irmo, anda que nao seja curioso, rir da-
qui a pouco, e entio minha prima conversar com
elle.
Oh I sem duvida, disse Octavio ; minha
prima tem muita pressa de r>lo.
Sim, muita pressa de r-lo, i minha ron-
tade, e nio diante de trila pessoss, que nosim-
pedirio com suas quesloes de interesse I Ocia-
rlo ri procara-lo.
.. Irei, para aatisfizer o desejo de minha pri-
ma, disse.Corisanda tomando sua touca. S ei po-
derei decid-lo.
.Octavio, offerec.a o braco a nossa prima, disse
Hortensia.
Octario nao desojara de modo algum passeiar
com urna aldea, e aim disto, impacientara-se
por obter urna explicago que Hortensia obstina-
| ra-se em evitar. A barooesa compreheodeu o
??=
- Aproflme urna cadeir* pata mjotu prima,' que e passava, o prevendo. g,ue Octavio (aria l
guau loucura por causa de sus Impaciencia, to-
mo* resolutamente o braco de Corisanda, o foi
com ella a procura do caralleiro. Hortensia qutt
deixar ficar Margarida como garanta, porm ests
comeepu a chorar a fui preciso deixa-la partir.
Hortensia, rendo-se obrigada a ficsr a sos com
aoi primo, affactou msia diitracgio do qae expe-
rimentara, afim de poupar-lha a mortiflcac de
se dealarar em rio e fiogiu-ae muito impaciente
por rer ebegar o caralleiro.
Oh I decididamente, minha bella prima est
apaixooada pelo camponex disse Octario, des-
pegado. Nao rejo meio de fallar-lhe, e nao obs-
tante tinha muitas cousas serias a dizer-lhe.
Cousas serias a dizer-me I Ora I estar do-
ente meu charo Octario ?
Sim, muito doeote de colera, amor, o io-
qutaco I
Ento I acho melhor conversarmos sobre
isto, om outra occasiio. O tempo que oos resta
aotes da leitura do testamento nio suficiente
para o que temos a dizer.
Talrez I Espera-se anda um prente ; que
poda demorar-se aioda urna hora, alm de que
direi o que pretendo em poueas palarras : Hor-
tensia, amo-a I Agora pecp-lhe que me responds.
Respooderei tambem em poueas pslarras :
lenho-lha amisade, muita amisade.
Smeote amisade ?
E' necesssrio que se contente com isto, e
que me pague na mesma moeda. S reclamo o
que me derido.
Octavio mordeu o. bigode, e esleve a ponto de
responder speramente; porm reflexionou e mu-
dou de parecer.
Podia-se mu bem contentar com a amisado no
casemeoto ; e a rerdadeira questio era o casa-
mento.
tQuestao delicada, alm de tudo, disse elle
continuando alto sen peosamento ; poderemos
herdar ambos, e ttlrez que nem um nem outro
herde. Ento a questo Oca o qae hoje,- quero
dizer reservada, como dizem os diplmalas, porm
se um de nos herdar, e se for eu ?
Alegrar-me-hei com isto de todo meu cora-
Co ; porm se for eu ?
Retirar-me-hei com a altivez e discripeo
quecoorm.a um homem sem recursos em rela-
Co a urna mulher opulenta.
E como eu tambem Acare! na mesma posi-
Co.'se meu primo herdar, affirmo-lho que terei
a mesma altivez. Nao receberei saas homena-
gens, anda meamo por graca.
E porque nao as receberia se fossem serias?
Ab I sim, eis o ponto, disse Hortensia rin-
do-se. Meu primo nunca poderia conseguir tor-
na-las serias.
. Juiga-me muito mal, Hortensia 1 Amo-a
seriamente.
Tem-mo amisade,sim, regosijo-me com isto,
o acredito-o.
Mais que amisade I
Admitamos que seja um amor fraternal.
E se fosie palxo ? replicou 0tario abra-
Cando-a.
Detenha-se, disse Hortensia, affastando-se,
sem perturbado nem terror. Ha outra cousa alm
da paixu da mocidade, o a dedicacao da amisade
o amor rerdadeiro, que nao se pJe explicar por
demonstragdss ; porm que se sent Oo fundo
d'alma, com oqualsooho, e que meu primo nun-
ca experimentar, porque nao o pode compre-
hender.
Eis sbi stfbtilezas insuportareis, exclamou
Octario encolerisado. Minha prima tem lido mu-
tos romaneos, o nunca poder ser feliz nem jus-
ta, porque vive em um idealismo imposstrel.
Taires I O que quer ? Sou assim I
Nao so quer curar desta enfermidade t Eolio
techa pcieacia, e veja se m'a pode inocular. Se
eu me prestasse a isto ? Minha prima recusarla
experimentsr-me e coobecer-me? Eis a primeira
vez que posso fallar-lhe sera testemuoha t
Para poder responder-lhe meu charoOcta-
tavio, preciso conhecer a sua sorte. Se ficar po-
bre. ento o dever de miaba adeico, nao
recusar-lhe um certo tempo para urna nova pro-
ra. Ao contrario se se tornar rico...
A aenhora ficara satiafeittssima por ver-se
desembarazada de mim,pois-a-tem compaixo por
mioha posigio o nada mais f.
Octario procurou o gabinete a psssos largo, e
estalando oa dedos. Depois, tornando a raio,
por urna dessas repentinas mudangas, que ihe
eram proprias.
Todaria iio j alguma cousa,.replicou elle
e eu- dereria agradecer-the pelo seu bom cora-
Q0>.
Ambos nos. remos bom corceo, disaa Hor-
tensia esteodendo-lhe a mo ; desejariamos en-
riquer um ao ouHro ; isto bem. evidente. Bem
se vg-que ha nisto urna rerdadeira amisade de
irmo para irme. Neo nos engamos a este res-
peito-, e s sentimos amisade um pelo outro,. e
para mim, isto oao aeria bastante no casamento.
Octavio conserrou-se silencioso por alguns ios-
tantes. Pensou queem caso de heranca, sua coo-
sciencis eslava desempeuhada para com mada-
ma de Sevigny, e sentiu urna certa satisfago,
considerando que sua liberdade nao eslava com-
pro metlid a pela (tecla rago que acabara de tentar.
Porm logo seorru-se ferido pelo seu amor pro-
prio, e qualquer que fosse o resultado da sita-
Co, viu-se repeHido. Ficou novamente encole-
risado, o sentiu necessidade de seu cruel.
Minha prima deveria casar com o camponex
disse elle abriodo repentinamente a janella, para
nao suffocar. Precisamente, et-lo que passa. Hor-
tensia, observe-o, veja como encantador, com
seus calcdes de ratina, meias pintadas, e sspa-
tos grossos, gibSo de velado do Auvergne, espa-
do a cinta, e chapu de soldado republicano, so-
bre cabellos lisos, a moda do-directorio l Pare-
ce-se inleiramente como o- julguei a primeira
rista i o modello das virtudes civis e militares de
guarda matas 1
E por que nio me casara com elle ? disse
Hortensia ; Octavio, julgu* quanto animo e ra-
zio preciso para ss virer feliz com o rdito de
setecentas libras ?
Estire em peiores circunstancias,! disse
Octavio, no tempo desta bella repblica, que
nosso charo primo servia ; digamos em consci-
encia, faltou-me o pao, e nunca me queixei a
pessoa alguma 1
Bem o sei, e por isso que o estimo, po-
rm nao se considerara feliz 1
E minha prima acredita que alie se julga
feliz ? Acredita no que Ibe disse esta aldea ?
Obserre o seu hroe de estoicismo. Tem a fisio-
noma mais triste possivel quando julga que
ninguem o observa 1
Hortensia olhou para o cavalheiro por entre
as persiannas de sua janella. Elle caminhava
vagarosamente, teodo em urna das ruaos um
graode livro de missa, o na o.utra a mo de seu
lilho. Procura va saa irma, passando discreta-
mente por diente das portas, sem ousar ainda
entrar as salas do pavimento terreo. Eslava
muito plido o seu andar racillaoto e fatigado
Ihe dar um ar anda mais dessiroso que de or-
dinario. Seu modo de trajar era o mssmo des-
criplo por Octavio, e Hortensia observando-6,
leve grande desejo de rir e chorar ao mesmo
tempo. Para engaar a extravagancia de sua
emogo, permittiu que Octavio zombasse do po-
bre campooei.
Meu primo eoganou-se, {disse ella, o cava-
lheiro nio tem o ar marcial de um guarda ; pa-
rece-so antes com um mostr escola, passeiando
tristemente com sea nico discipalo.
O cavalheiro desaparecer ; decidira-se a en-
trar, a pedido de seu filho, que lendo comido do
bolo, sem beber, dizia que tinha sede, sem que-
rer dizer que tinha tambem alguma forue. Foi
entio que o caralheiro cooheceu que tambem
tinba, ficou satisfeito de ser toreado pelo soffri-
mento de seu filho, a ceder ao seu proprio.
Viu Labrehe na galena, e como tinha um
preteslo para chama-lo, perguntando-lhe por
Corisanda, pediu ao mesmo tempo um copo com
agua para seu filho. Apelar de sua resoluto de
procurar alguma cousa para almogar, nioousou
pedir mais, julgando quelh'ofiereceriam.seguindo
nisto o costume de describo excessiva que ca-
raterisa os aldeios.
Labrehe, que eslava muito criminoso para
com mademoisella de Germandre, o julgara-se
compromaltido no caso de que o cavalheiro har-
dasse; aprassou-se a satisfaze-lo do modo mais
gracioso. Nao vira sabir Corisanda com a baro-
nets. Julgou que estiresse ainda no gabinete, e
para ahi cooduziu o cavalheiro dundo-lhe que
abi acharia refrescos.
Nio havia meio de recuar. O cavalheiro foi
anouociado e introduaido no gabinete onde Hor-
tensia e Octavio astavam ainda a janella, pro-
coMOdo-Q com a viiU, e rindo-so delle, um por
malicia, outro por complacencia.
Por isso ouviado Labrehe pronunciar 9 nonje.

docaralhofrodeGVi
com vivaeidade, |e, loeoend ^f* WW
ourido, um ultimo gracejo que ella fizara*! 1
respeito parturbou-se e acolheu-o avea ama
certa agitagio misturada de susto o interesse.
Nio ha nada peior pars urna pessoa tmida do
que ver-so em presenca de urna pessoa pertur-
bada. A timidez s pie ser dissipada por um
acolhimeoto salmo, porm quando hi acanha-
mento de parta a parte, prejudicam-se como
dous desestrados em um duello. O pobre Silva-
no, j inquieto pela sua entrada ficou extrema-
mente perturbada, reconhecendo em madama de
Sevigny, a mulher encantadora, cuio olhir o fi-
zara tremer, quando na egrejs, afta se appro-
ximara do seu banco. Alm disso, achou-a
constrsngida, e pensou que o mandara chimar
para zombsr delle. Esta deia caasou-lba urna
ospecie de rertigem, e balbuciendo palavras
dessintelligiveii, nio soube so meos ssudar.
Quiz tirar o seu chapu, porm veodo que para
isto, era necessario deixar a mi de seu filho,
ao redor da qual saus dedos estavam eoleriga-
dos ou deixar cahir o livro de missa que tinha
por bsixo do braco esquerdo. Assim succedeu,
o livro cahiu, com estroodo ; quiz apsnhs-lo, e
deixou cahir o chapu. Finalmente decidiu-se
a deixar o menino que apanhou o chapu, e
Labrehe apanhou o livro. Ento o cavalheiro
saudou cora muito embaraco, nao ouviado as
palavrss benevolentes que Ibe diriga Hortensia,
balbuciando tambem, e apoderara de um riso
nervoso.
O mesmo aconteceu qaando convite de Hor-
lensia. foi preciso assentar-se. Labrehe rendo
o embaraco de seu protegido, offerecia-lhe urna
cadeira, e Octario, direrliodo-se com esta sceoa
de agona, offerecia-lhe outra. O caralheiro
perturbado, nio sabia a quem atteodesse.
O pequeo Luciano que nao era tmido, e co-
ndeca a enfermidade de aeu pae, quera ajuda-
lo a decidir-se depressa, porm Silvano achara
meiode conserva-lo entre as pernas, querelle
fosse para a direita, quer para a esquerda. Em-
barajado com o)lirro e o chapu, de que se apos-
sara, nao sei como, o caralheiro nao podia le-
vantar a espada, ea nao ser Labrehe, que reio
em seu soccorro, renunciara ao desejo de as-
sentar-se e rettrar-se-hia as carreiras.
Entretanto, depois de muito custo, conseguiu
assentar-se sobre] a mais alta e encomrnoda das
cadeiras. Como elle nao era alto, seus ps ape-
nas tocaram no chao. Cahira neste laco Uncido
por Octavio, sem se perceber disto, cuidando
someote em esconder o graode livro por biixo
de seu chapen, que eslava sobre seus joelhos
postosem declive.
Hortensia, depois de ter esgolado o capitulo
das amareis exprobajes, sem poder obter delle
urna resposta que tivesse o menor sentido, de-
cidiu-se a fallar-lhe da chuva, do bello lempo,
observando a transparencia e belteza de seus
olhos que revelaram urna sensibilidade extra-
ordinaria. Porm foi obrigada a conftssar a si
SI SJi'tt ote Hmpa-lo com o lenco ; porm
I Ot> se tinha levantado, principiou por
menino na fronte, depois molhou su
**>> agua e^fett de urna toalha elarou o
kro llanque a isto se f restou sem cere-
nawsia, o ousM-lhe fammarmeote : Bem, minha
aM-a?VB,6'U"*' ,g0r' e,Bp,l,-B8
Haria, sem Hortencia o cooheeer, malta gar-
ridce no que ella acabara de tazar, abdicando
seu papel desMohora "3a moda, para lavar o ros- '
to de um'rustico meoino, como se fosia sua mi
ou criada. O cavalleiro nio a peraeu d Vista
em quanto ella fazia isto, enip soube coraoagra-
decer-lhe ; porm ficou profundamente commo-
rido por esta simplicidade de maneiras, e estere
quasi a dizer-ihe :
Mioha prima, a ssnhora urna excellonta
mulher I
Porm absteve-se disto, temendo dizer ums
grosseria, elle que tinha a intencio de sor muito
polido ; contenlou-se somente em perguotar-lho
se tinha filhos, inspirago de que se srrepeodeu
immediatamente, porque a physiooomla de Hor-
tensia sllerou-se, e ella respoodeu tristemente,
que muito desejara ests felicidade, porm que
um accidente, a que bem depressa seguiu-ae a
morte da seu marido, condemou-a a urna com-
pleta aolido. '
Felizmente, a senhora ainda muito joren,
a toroar-ae-ha a casar, disso a> camponez com
tanta innocencia, quanta josiougio ha varia em
urna tal refiexio da parte de Octavio.
Aioda nio me decid! a este respailo, disco
Horteosis ; porm ioquieto-me tanto com a idea
da casamento, qua a repelleris, se, como ros, ti-
vesse urna familia querida. Isto faz-me pensar...
Diga-me, meu primo, o senhor bem pobre, oo
verdade ? Falle-me como a urna amig*.
Bem pobre... conforme respoodeu o
cavalleiro am tanto embarazado. Em compara-
cao .. Tudo relativo neste mondo ... Po-
rm con te oto-me com a minha sorte .
Sim I sei que muito resignado e prudente.
Porm aeus. filhos, oo pensa no futuro dellea..
Agora rirem bem, aio amados, acariciados, o
por coosequeneia felzes .. porm um dia I
Se Deus me conceder a rida' al esse tempo,
este, disse o caralleiro assentando Luciano sobre
as pernas, saber portar-se a rirer honradamen-
te. estudioso e comprehende bastaste tudo
que se Ihe ensina.
E o qae Ihe ensina, meu primo?
Possuo algumas noc&es, e alguns lirros qae
me deixou meu pae. Procuro eosioar-lhe o qoe
me ensinaram Luciano, dize a esta bella se-
nhora, que s um excelleote menioo, e que te-
portars de maneira que uanca fars tua familia
enrergonhar-se por leu respeilo. Nio fallas?
Desculpe-o, mioha prima, elle um pouco aca-
nhado, porque nunca r pessoa alguma estranhs,
porm, quando est sua rontade,falla muito, e
nao raciocina mal.
Porm au quero fallar I disoe- Luciano. Nio
mesma que um homem tao nervoao, e tmpres- ienho medo de mioha prima, pelo contrario agr-
sionavel, punha os outros em supplicio, a nao
ser que, como Octario, elles ae deeidissem a ri-
dicularisa-lo.
CAPITULO V.
Octario estsra com effeilo muito alegre por
ter achado urna rictima sobre quem rizesse re-
cahir o despeito de que elle se echara possuido
ha algumas horas. Gozara do ridiculo embaraco
do camponez.
Meu primo, Iba disse elle, a queima roupa,
o senhor tem um chapu bem extraordinario I
O caralheiro, admirado, observou seu chapu,
e pela primeira vez pareceu reparar na sisgula-
rtdadede sirailhante objecto, porm, com gran-
de sorpreza de sea interlocutor, achou meio do
responder sensatamente. O cavalheiro era des-
tas natarezas que de repente tomam coragem,
quando se sentem offendidas, em quanto a be-
nevolencia o perturbava pelo receio que experi-
mentara de nao saber o que Ihe responder con-
venientemente.
Meu chapu, disoe elle, nao msis da mo-
da, bem o sei; porm eooservo-o, o uso delle
no lempo- de festa, 011 om alguma ceremonia,
por ser um relho compenheire que estove com-
migo na guerra.
Sim, disse Octavio, no tempo da rep-
blica I
Contra os estraDgelnw respondeu Sil-
vano.
Contra os emigrados, por coseiuencia ?
Contra o emigrados, reolicu o cavalhei-
ro ; e sem cuidar oo pae de Horteosis, accres-
centou :
Posso dizer isto, ao soahor, por que sai
que o nao- foi.
Meu pae nio foi 'aquelles que se baile-
ram contra a Franca, respondeu vivamente Hor-
tensia, para impedir que Octavio censurasse e-
dessstrada resposta do cavalheiro.
Porm este nio se perturbou.
Meus primos sabem, disse elle, que nio cen-
suro queHes que fugiram diante da perseguido,
re quanto aos qae se oju-izeram vingar della, ou
que julgoram fue-la cessar. psssando-se para-
os exercitos estrangeiros, digo que se eogaoiram,.
e nada mais I
E o senhor julga nao se ter tsmbem enga-
ado, ssrviodo o governo revolucionario ? disse
Octario seccameote.
Noo creio, disse o cavalheiro com bran-
dura. Demais, nao tive a liberdade de esco-
Iher. Fui chamado ao- servido-- Era preciso ser-
vir a Franca ou desertar. Supponho que meu
primo nao me acooselbaria iato-, visto trazar dra-
gonas /
Nao sei em seu lugar o que faria, disse Oc-
tavio, que mu dou logo de coorersaco, vendo
qua o cavalleiro oba torca para defender sua
opinio, e querertdo elle ataca-lo pelo seu lado
frac, o do ridiculo, a que sua pessoa da.va mo-
tivo.
O cavalleiro fallando do seu chapea, Uvera a
feliz inspirago de desembaragar-se deMe. Ficava
o livro que elle bem desejara fazer desapparecer.
Luciano reparou nislo e tomou como para ver
as estampas. Porm Octavio apoderou-se delle,
e diverlio-se em mostra-lo.
Meu primo tem um carioso- missal 1 urna
preciosa antiqualba I
E* verdade, respoodeu Silvano, seme-
Ihante ao meu cbapu.
Por ventura estere tambem na guerra ?
Nio 1 este livro foi-me dado por minha
me em saa ultima hora, e ostimo-o ainda mais
que ao meu chapu.
Octavio nio podia mais gracejar sobre o
missal ; porm passou-lhe peta cabeca, pergun-
lar ao cavalleiro se cantara no caro.
Este olhou para Octario, porm, como elle,
conserrava um serio imperturbavel, o bnm cam-
ponez nio pdecrer em tanta audacia.
Sim, disse' elle, canto ao domingo no coro.
Por que me pergunta isto?
Oure, minha prima, nosso primo o caral-
leiro, canta no coro 1 eu estara certo disto I dis-
se Octario sempre serio naapparencis.
O caralleiro olhou para Hortensia, tremendo.
Fui eu, dissa olla, quem tere esta idea,
ourindo-o fallar, meu primo, Qquei tocada pela
lernura de sus voz, e disse comigo que, se o se-
nhor cantasse tio bem, como falla, deveria cau-
sar prazer ouri-lo.
A senhora zomba de mim, disse Silvano,
com um tom da ceosurs, -brando e triste. Fallei
muito mal, e bem vi que as boas intenedes, sem
o talento e o habito, eram mui poaca cousa.
Se o senhor julga que gracejo, respondeu
Uortensis com vivaeidade, engana-se. meu pri-
mo, e caasa-me bem seotimenlo por isto 1
Ella fallava tio sinceramente, que Silvano de-
veria ter-se tranquillissdo. Porm succedeu o
contrario. Vendo-a commovida, elle perturbou-
se novamente sem saber porque, o comscou de
novo balbuciar de um modo penoso, com gran-
de salisfacio do joven conde.
Entio o cavalleiro levantou-se. dizendo que ia
procurar sua irmia, pois que madama de Sevigny
desejara ve-la, oso ae lembrando, ou nao teodo
ourido que Hortensia fsllara-lhe tres vezes em
Corisanda com elogio o sympathia.
Octavio lembrou-se entio de fazer ao caval-
leiro o mesmo que Ihe lizera a baroneza, isto ,
deixa-lo s com Hortensia; obrigou-o a lornar-se
a assentsr, dizendo-lhe que ia procurar made-
moisella de Germandre o a J>arooeza.
Apenas elle sahiu,Hortensia sentiu se msis se-
nhora de saa emogo : porm o cavalleiro ficou
do tal forma, que nunca poderia romper o sileu-
0I0, se madama de Sevigoy nio o tivesse dispen-
sado disso, oceupando-se com Lnciano.
O menino nio quizara acompsnhar Octavio,
iproveitira o tempo comeodo pastis e doces,
depois aproiimou-se de Hortensia, que quera
braca-ro, Q imponer, *fln4o > afo 10 pon-
da-me muflo. Que quer que Ihe diga, minba pri-
ma ? E' preciso que saiba primeiramente. qae o
pap sao tem costume de conversar. Bsl sem-
pre a reilectir ou a trabalhar, a quando est com
alguma pessoa eslrsnha aborrece-se muito I
Luciano I Luciano I exclamou o caralleiro,
confuso. O que dizes? Ests lonco, raeu Slho ?
Mioha prima, desculpe-o I Alga mas rezes pensa
com acert, porm ei-lo agora a* dizer t&lices.
Ora, meu pap l quieres que falles o rae im-
pedes de fazer Deixa-me fallar I
Sim, meu bello primo, disse Hortensia' to-
mando o menino do caralleiro e cbegsodo-o
si diziadize tudo o que qarizerts, principalma-
te a respeito de teu pae, isto me ioteressa muito.
Oh I meu pap, miaba prima tem razo de
ama -lo.- Elle vale mais que lodos que aqni se
acharo.
Vamos! calla-te 1 dif*aT o caralleiro, qoe
nio sabia mala onde se poicase. Nio se dere fal-
lar assim.
Ello falla muito bem, disse Hortensia e-tem
razio. *
Bem o res I respondeu tucianno, dirigin-
do-se a seu pae : estou certo que minba prima
est, aborrecida de todas- as ceremonias, que se
tem feito aqui I Bem tenho rielo a todas osos
pessoas que se apertam as mies, que dizem po-
las palarras uns aos-outro, o qaezonbam doHes
por detraz quanlo peoaaas Sv# nioguem os ob-
servan), Sr. Oclovio, nao vale mais que- lo-
dos os outros. Minha prima, em nossa casa nin-
guem pratica isto.
Todos se estimara muito. *
A senhora ahi ir, e ficar muilo satieletta
Ver primeirameoternosso jardn^ onde ha rvi-
llias frondosas, a faces-,, e rosinbas encarnadas,
muito cheirosas. Depois ver nossa vacea que
to boa. Oh 1 ella- muilo mansa 1 Minha tia
Corisanda quem trata della, e faz-nos manteiga
e queijo da nata, minha prima ha de proras de
tudo isto 1 Depois ir ao campo, comigo o minha
irma, porque temos doze orelhas e orna cabra.
E muito, nao rerdade ? N* as levamos- ao
pasto com os outras pastores, e isto muilo di-
vertido.
Sslt*-se, brinea-se. Ha ahi ura bello regato
que corre por entre a-herva, nesse lugar faeem-
se raoinhos e pontes ; eu invento machinas-pora
divertir a pequea Margarida....
E' j bastante 1 disse o cavalleiro ioUrron-
pendo-o; felizmente para ti, aenhora nao so-
ler, urna sai das tolices que acabas de dizer-lhel
E eu que te etogiei I Tire urna bella- idia I
Elle fallou muito bem,. disse Hortensia,
desperlou-me o desejo de fajer-lb.es urna visita.
Anos ?:exclamou o caralleiro ioteteamente
perturbado. Ora 1 minha prisa nos 1 virnos em
urna choupona 1
Razo de mais 1 Irei, adrirto-o disto ; tan-
to mais que tenho um favor a pedir-lhe^
A mim ?'um favor ? ser possivel t
Minha prima, pode pedir ao pap, tudo o
que qurzer, disse Luciano. Elle muito com-
plasceole, e eslima obsequiar e consolar a todos.
Era nossa aldea, quando ha urna familia em mi-
seria para nossi casi qae rem logo; o (leamos
muilo satisfeitos com isto, porque faz com qoo
lodos amera ao pap e a mioha a.
Ento 1 j que Luciano me aoim'a, repli-
cou Hortensia ; tire urna idea, que submetto a
opinio de meu primo Nio tenho muita fortu-
na ; porem tenho de que virer.. Minha mi est
na mesma situaco, e vivemos sos no rquudo,
como j Ih'o disse. Esta solideo assusta-me ;
porem o casamento assusta-me ainda mais. Se
eu tiresseuma liada filha, para amar e educas.;,
urna filha como a sua...julgar-me-hia tio feliz,
que tic*ria sempre riura, o que para mim serio,
muito melhor. E para propor-lhe, que me aa>
segure esta felicidade...
Comprehendo, minha prima, responden,
sem hesitar o cavalheiro; agradeco-lhe, de todo
o meu coragio A senhora muito bfty v-ana
lio pobre, que tem piedade de mim, quer aJi-
viar-me, tomaado-me um dos meus lhos '. Ha
nisto muita geoerosidade ; porem nao posso nem
devo acceilar. Nao me)ulg vo para com a senhora. Tenho necesaidade do
yer meus filhos 1 No meio de nsens Irabolhos,
isto o que me anima, e me toma feliz l
Oh I sim," pap, exclamou Luciano qua
ouvira tudo com oquietago ; teas razao, nio 6
possivel dar a minha irmiasiuka. Nio o quero I
Tome sentido, meu primo, cada um devo
amar os filhos por elles e nao por si; disse Hor-
tensia. Margarida lalrez nao se coosidere sem-
pre to feliz, como sua lia I Se ella tiver gastos
differenles 1 Se lastimar um dia nio ter a educa-
Co e relagdes a que seu nascimenio Ihe di direl-
to I Reflicta sobre isto, e nao rae negu por ero
o que Ihe pego 1 Voltando a Psris, passarei por
sna casa, e enlio fallaremos a este respeilo. Tu-
do que Ihe peco hoje que teoha coufiaBea em
mim, e conceda-me sua amisade.
Meu Deua I meu Deus julgo soahar I res-
pondeu o caralleiro, mais tmido qae nunca. Na
verdade senhora.... mioha cara oeaifouv. mi-
nha boa prima___nio aei como exprimir-lhe..
Tantas bondades para comnosco.... Eu....
Nio procure cumprimoatai, replicou Hor-
tensia, o senhor nio sabe fze-loa, nem au gosto
de lies; d-me somonte om franco aparto do mo;
quer? ,
Oh I certamente 1 exclamou Silvano pracl-
pitand j-se para ella, meu coracio esli pene-
irado....
Como 090 visse qua tinha um obstculo entra
elle e Hortensia, fez cahir ainda ama voz sou Cba-
pu, o livro e a cadeira sobra que tudo isto oslara
collocado.
[Continuar-si hm )
PIRN.TY?, OS W- FjD* FABIA FILH0,182.
i
L
.


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