Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09937


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Full Text

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Jr fres aeiegdilatado 5|000
rtr tri ntit* veicidos 6J00O
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V
TEfiCA FEIIA 10 DI J08H0 DE U2.
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Pop ana adiaitada 1 Vvf 000
Parta fruea para a sabseriptor
l
DIARIO DE PERMMBIM.
ESCAEREGADOS DA SUBSCRIPCAO JO NORTE
mhybi, o Sr. Antonio Altxandiino de Li-
na ; Natal, o Sr. Antonio Marque da Silva ;
Araeatr, o Sr. A. da Lemoi Braga; Cea r o Sr.
J. Jas da Ollveira ; Maralo, o Sr. Joaquim
Marqaee Rodrigues; Para, Manoel Pnntiro 4
C; Amazona, o Sr. Jerooymo da Coita.
ENCARREGADOS DA SUBSCBIPCO DO SOL
Alaftdas, o Sr. tudino Falco Dina: Bahia.
o Sr. Jote Martin Airea ; Rio da Janeiro, o Sr
Jala Peraira Martina.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Oiinda todot oa dia aa tf hora do dia.
Igearassu, Goiaana, a Parahyba na segunda
a sextaa-feiraa.
S. Antao, Beierros, Bonito, CaruarQ, Altinho
o Garanhun oas tercaa-feiras.
Pod'Alho, Nazarelb. Limooiro, Brejo, Pea-
queira, Iogazeira, Fioraa, ViHa-Bella, Boa-Vista,
Ouncury a Ez naaquaitaa-fairaa.
Cabo, SerinhSam, Rio Forrnoao. Una, Barrefro
Agua Preta, Pimentelraa o Natal quinta eiraa.
f(Todos oa correioa partera aa 10 horaa da manha
EPHEMERIDES DO MEE DE JUNHO.
5 Quarto crescente o i mioutot da manha;
12 La cheia aa 3 boraa e 35 minti da man.
18 Quarto minsuanta o3i mioutoa da tarde;
16 La a nova a 3 hora* e 35 minuto da tarde.
PREAtf AR DE UOJE.
Primeiro aa 2 tora e 30 mnalos da larda.
Segando a 3 horaa a S minatoa da manbaa.
rARTIDA DOa TAPORBS COSTKIRO.
Para o api al Alagoaa 5 a SO; para o noria
ata a Granja 14 59 de aada maz.
'AMIDA DOS MNIBUS.
I Vi 2 R,ee: d0 Pipw 6 llS. 7, 7 1(9, 8
. 8 1|2 d. M.; de OJinaa. 8da m. a 6 da t.; de
Mo*lao s 6 1,2 da m.; do Casanga a Varzta
s 7 da m.: da Btmfic* s 8 da m.
i h%s ^VA4i 5 i|2 e 6 da t.; para Oiinda la 7
L 8,M2.d '} P Jaboato s 4 da I.; para
aa 4 d"a"t U ll2 d* t,; P"Btmfiea
AUDIENCIAS D08 TRIBUNAES ya CAPITAL.
Tribunal do coromertio : segundas a quinta.
Relago: torgas a sabbadoa 4s 10 horas.
Fazanda : quintas s 10 horas.
Juno do commercio : segundas ao malo dia.
Dito do orphios: torgas a aaxtaa s 10 horas.
Primaira Tara do eirel: tarcas a extaa aa malo
dia.
Segarla Tara do stoI : qaartaa a aabbadoa 1
bora da tarda.
I DIAS DA SEMANA.
,10 Terca. S. Marganda ralaha } s. Getulio
1 Quarla. S. Bernab.p.: p\fh*S!L.
l Saxla. S.Aotonio f. padroerro da provincia-
14 S.bbado. S. B.zileo Magno a-.; S.EtlaeoT
15 Domingo e)a SS. Trindade ; Vito n.
ASSIGNA-SE
no Reeif, em a livreria da prata da Indepen-
dera na. 6 a 8rs)es propriatario. Manoel FitMk.
PBTE 0FFICIII1.
iroa daFaria 4 Filho.
GOVERNO DA PROVINCIA.
LE N. 525.
O bacharel Mtnoel Francisco Correia, presi-
dente da proaincia de Pernambuco.
Fago aaber todos os seus habitad' es, que a
aaaambla legislativa provincial decielcu e eu
aanccionei a resolugo segainte :
Art. 1*. Os professores avalaos que lorem cha-
mados s funccionsr effectivameote nc Gvmoasio
Pernambucano, e servirem cumulativamente com
os oatros professores tero direito a iguul grati-
ficago destes pelo tempo do aervicc que pres-
tarem.
Art. 2o. A disposico do artig antecedente ae-
ra extensiTs sos referidos professores que esti-
yerem actualmente funccionando oaquelle esla-
balecimento.
Art; 3.* Ficam revogadas aa leis e ilisnosicoe
vcontrario.
ando, portanto, a todas ai autoridades quera
o onheeimento e ezecucio da presento resolugo
WManeer, qaa a compra m e facam ci morir, lo
inteiramente como nella ae contem.
O aecretario dettt presideocia a Taca imprim ir.
publicar e correr.
Palacio dogoTerno de Pernambuco, 2 dejunho
de 1862, quadrageimo primeiro da inlependen-
cia a do imperto.
L. S.
Manoel Francisco Corrtia.
Sellada e publicada a preienle tesoU(}ao nesla
aecretaria do governo de Pernambuco, m 2 de
junho de 1862.
Joo Rodrigues Chat es.
Registrada a fia..... do lirro 5 de luis pro-
Tinciaes.
Secretaria do gorerno de Peroamtac. 2 de
junho de 1862.
Fortunato da Silva Neves.
Expediente do da 6 de junho
de 1865
Oflicio ao brigadeiro commandanle Jas armas.
Sirva-se V. Exc. de ioformar acare do que
peda uo iocluao rajuerimento Calisto Joi do
Aojos.
Dito ao ohefe de polica.TranmUo a V. Exc.
para aeu conhecimeoto e execucao, ni pirte que
lhe tocar, copia do aviso que me dirigi o Exm.
Sr. ministro da fazenda em 8 de maio u timo-, e
bem assim do termo que elle se refere do eza-
me a que ae proceden em alguma nota de 5J000
apprehendida oa capital da proTincit da Bahia,
as quaes imilam a da ultima estampa ilo thesou-
ro nacional. Iguaes copias remetteu-sa the-
aoararia de fazenda.
Dito ao inspector da thesouraria proTincial.
Devolvo o certificado que veio aooexo ao officio
da 2 do torrente sob o. 319, com que V. S. im-
pugnou o pagamento da quantia de 776050 rs.,
em que importa a prestado que tem direito o
arrematante de obra da bomba do oc;enho Pau-
liata oa estrada do norte, Feliciaiu Marques
Vianna, afim de que maude electua: esse paga-
mento conforme se ordenou em 9 de abril ul-
timo, nao obstante a multa am qu* incorreu o
mencionado arrematante, da qual lie; dispensa-
do, visto constar de informaco do lirector das
obras publicas, datada de hontem e sob o. 124,
que o prazo marcado para a conclu io aquella
obra fo excedido por motivo impostiveis de
prever o que a demora haTida em m da prejadi-
cou o transito da eatrada, alm de (atar a obra
bem coostruida de conformidade com o respecti-
to contrato.
Dito ao mesmo.Estando em termes as inclu-
sas conta, mande V. S. pagar sos legociantes
Andrade 4 Reg, conforme aollicitou o chefe de
polica interino em officio de 4 do crrente sob
o. 909, a quaotia de 134$400 despend la oos me-
ze de abril, junho, julho e agosto do auno pr-
ximo paasado com o sustento dos pnso pobres
da cadeia do termo de Flores.
Dito ao mesmo.Declaro a V. S.. m addita-
mento ao mou officio de 2 do correte, q e o di-
rector da repartido daa obra publica partici-
pou-me, em drta de hontem, haver mandado ls-
vrar o termo de recebimento defioitiv) dos repa-
ro da cata n. 45 da ra da Moada pertencente ao
patrimonio do orphos, e nao da ra do Vigario,
como por engao meocionou-se no presente of-
ficio em coosequencia das infor.mac.det dessa the-
souraria e daquella repartido, e bem asiim pas-
sar o competente certificado na importancia de
3*49400 que derer ser paga ao am mulante de
taes reparos.
Dito ao director do arsenal de guerra. Expe-
la V. S. as suas ordens para que sejim recolhi-
dos a asse srtenal os arligos de ai me ment e
equipa ment, os instrumentos belliccs, e utensi-
lio deixados psr esse fim pelo batslhc.o 10* de
infantera, os quaes coostsm da 10: usa relajo
signada pelo capito do dito batalhao, Antonio
Francisco d'Avila, a cargo de quem su acbam ea-
ses objectos.
Dito so commandanle superior da guarda na-
cional da Garanhun.Bespondo ao seu officio
d. 22 de 2 do mez prximo lindo, dizendo-lbe
que a proposta para a creaco de mais um bata-
lhao de infanlaria da guarda nacin jl nessa co-
marca apretentada com o officio do V. S. n. 19
de 16 de fevereiro do anno passado, [>l aubmelti-
do ao governo imperial desde 17 de abril daquel-
le mesmo anno.
Dito ao commandanle do corpo d< polica.
Em deferimeoto do que requereu o guarda da
seccao urbana do corpo sob seo cok nando, Ma-
noel Rodrigues Chrysoslomo, sobre que versa a
sua informaco o. 203 de 12 do mez passado,
mande V. S. fornecer-lhe a farda qce loutilsou
em servic.0 pela forma iodicada no oficio do ins-
pector da thesouraria provincial n. 04 de 24 do
mesmo mez junto por copia.
Dilo ao director geral da instruc;ac publica.
Transmiti a V. S. o incluso exemplzr da gram-
matici da liogua portugoeza compota pelo pro-
fessor ds escola moral da capital do Espirito San-
to, o qoal me fui remettido pelo Kxii. Sr. presi-
dente daquella provincia com o olficio de 9 de
maioaUimo.
Dito aoconselho administrativo. En addita-
metrta ao meu officio de 26 de maio lindo recom-
meado ao conselho administrativo oarn forneei-
mento do arsenal de guerra, que re netta direc-
taatenle ao eommandaote do presidio do Fernan-
do nota dos pregos dos objectos, que do boje em
'ta titer d comprar com destino iquelle pre-
sidio. r ir
. Dito cmara municipal de Ipoioe.Declaro
A cmara municipal da tiila de p0jac8, para a
!-.?.'6"10'e em M,Hta >u oflicio d9 5
mZEI'A99* e""cao da otem ds pre-
cmara offioiar ao junes de paz pra que, de con-
849, cooroquem os eleilores da. re >ectiva pa-
rt2 rirffi 5? dttd.6 01"' ,oi '""^ Sor
arito circular da 13 dedezembro da 1861 devem
'l1^;? ? coll.egio Leo"1 ds -iu o B5
quaflesrao patlencendo, pela deignaSi feita
por occasiao de executar-se o decreto n. 1082 de
18 de agosto ds 1860, dando ao mesmo tempo ss
providencias pare queaejam presentes ao metmo
coileglo aa actas das aasemblas parochfaes, co-
mo determioe o art. 67 da lai de 19 de agoato de
1846. Remetteu-se por copia cmara munici-
pal do Cabo e offictou-se cmara municipal de
Agua-Preta.
Portara.O Sr. gerente da companha Pernam-
bucana mande transportar, do conformidade com
a coodiccao 7 daa annexaa ao decreci n. 1113
da 31 de Janeiro de 1853, para as provincias ds
Parahyba Bio Grande da Norte, Cear e Piauhy
os artigos descrlptos na relaeao juota por copia
que lhe aero mandados apresentar por parte do
dirtetor do arsenal de guerra officiou-se ao ins-
pector do arsenal de marinha para prestar a lau-
cha e ao director do arsenal de guerra.
Dito o gereote da companhia Pernambuesna
nao mande dar urna passagem de estado para o
Cear no vapor Jaguaribe s Joaqoim Josa deOli-
veira.
Dita.O presidente da provincia tendo em vis-
ta o que rspresentou o juiz de diralto ds comar-
ca do Limoeiro em officio n. 47 de 6 do mez pas-
sado, o o que dispe o artigo 1* do decreto n.
482 de 14 da noTembro de 1846. resolve dtsig
nar o 2 tabellio e esenvo do civei e crime Luiz
Paulino Vieira de Mello para ter proviaoriamen-
te a seu cargo o registro geral das bypothecag na-
qaella comarsa.
Despachos do dia 6 de junho.
Requerimenlos.
Abiixo asslgnadot proprietarios e moradores
na ra do Qutimado. Sendo de conveniencia a
conouacao de calamento, os supplicantes sa-
rao opportuoamente attendidot.
Benio Joaquim de Miranda Henriques.Enea-
caminhe-ae.
Bacharel Balbino Cezar de Mello Passe por-
tarla prorogaoio por tres meze.
Claudino Pereira Pinto Cavalcant.Informe o
Sr. juiz munipal do termo do Ez.
Eirmino Peno da Gama.Informe o Sr. Dr.
juiz municipal da Ia Tara.
Joaquim Pedro Brrelo de Mello Bego.Con-
cedo a liceoca com renciraentos, na forma da le.
Joao Nepoouceno Pereira dos Santos.Infor-
me o Sr. commandanle interino superior da guar-
da nacional deste municipio.
Marcallino Jos Lope:A' Tista dt informa-
coes, subsista o despacho da presidencia de 2 de
junho de 1857.
Saluttiano Severino dos Santos.Avista das
informacdes indeferido.
Repartico da polica.
e^.m,?d0Hexpe,lienle felt0 Pela secretaria da
nodo "nle mex de mai<) Prximo
Offlcios'dirigidos N." de offieios.
A preidenci.......................... .i
Ao ministro da justan.................. \
Ao commandanle desarmas........... 62
Ao presidente da relaeao............... 5
Ao Dr. chefe de polica da Parahiba... 12
Ao d i) do Bio Grande do
Norte...........
do Cear.........
do Maranho....
do Para..........
do Amazonas....
do Piauhy.......
das Alagoas......
de Sergipe.......
da Bahia.........
do Espirito Santo
da Corte.........
do Bio de Janeiro
de Minas Geraes..
de S. Paulo......
do Paran........
de Gnyaz .......
do Malto Grosao..
de Santa Catha-
rina.............
do Ro Grande do
Sul..............
Ao juiz de direito da comarca de Naza-
relh......

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Ao
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da Santo
Antao ....
doRioFor-
. moso....'. 2
Ao do Bonito. 1
Ao b do Gara-
nhuns, .. 1
. Tacarat.. 1
Ao juiz municipal da Ia Tara..... 6
Ao > da2adita............ 1
Ao do termo de Igua-
Ao o B B
Ao b B
Ao 0 B B
Ao B B
Ao B 0
rassu.....
Ao b b b de Naza-
reth.....
Ao a (j9 p40 d0
Alho......
Ao b b b do Limo-
eiro ......
Ao b b deBarrei-
ros ......
do Bonito,
do Brejo..
de Cimbres
doBuique
de Taca-
rat....
Ao o b de Inga-
. zeira...
Ao juiz de orphaos e ausentes da ca-
pital :........
Ao juiz dos feitos da fazenda*...!..!..!
Ao promotor publico do termo do Re-
. cife.....
Ao de Bonito
Ao de Gara_
nhuns..
Ao commandante do corpo de polica..
Ao commandanle da estago naval....
Ao b do rapor Jaguaribe
A b Api.......
Ao do hiato Sergipano..
Ao do forte do Bu-
, raeo .
ao commandanle superior interino da
guarda nacional do municipio do Re-
cito .......... ,.....
Ao commandanle do l*,balalho da ar-
tilheria da guarda nacional.........
Ao gerente da companbia de paquetes
"por.......; ,
Ao caoito do porto....................
Ao official encarregado de Tiaita d
porto................................
Ao inspector da thesouraria de fazenda
Ao > < provincial.
Ao inspector do arsenal de marinha...
Aos delegados de polica...............
Aos subdelegados de policia............
Ao administrador da casa de deleoco..
Partes do registro do porto ....
Copias de diversa pecas officiaes......
Offieios registrados.....................
Minutas...........
Despachos .....
691
59
130
93
204
252
841
102
Passaportss............................
Vistos nos meemos.....................
Legitimaces ..........................
Portaras a favor do parles. ....
Termo de Otaca........................
Termo de juramento...................
Certido.....;.....
Registro de ttulo de delegado..........
Registro de titulo de subdelegado......
Mappas de crimes e fsctot notareis....
Extratos de partes policiaes pira ior-
naes...................................
Somma .
3
99
33
7
3
9
1
3
8
4
90
3,134
Secretaria de policia de Pernambuco, 1 de
junho de 1862.
O official servindo de secretario,
Jos Xavier Faustino Ramos
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PROVINCIAL
Discursos dosSrs. Drs. padre Cunha
Figneiredo e Araojo Barros, proferi-
dos oa sesso de 16 do passado.
O Sr. Caoba e Figaeiredo : Havia eu dito ha
puco e repito, que morando fra da cidade. o jor-
oal que que publica os traba I ho desla casa ornen
le me anega mao multo larde; e por iaao eos-
tumo a l.loquaodo d'aqui volto a Urde; ma hon-
tem Uve necettidadede flearnesta cidade oceupa-
doemoutroslrabalbosdeminh vida particular e
tendo noite ealadoat mui tarde, como V. Exc.
vio, com o seohor presidente da provincia, a
quem fui fazer urna visita, nao pude 1er o Otario
de hontem senao boje pela manbaa, e julgando
de meu dever fazer alguna reparos sobre um dis-
curso do Sr. Araujo Barros nelle publicado, ten-
do metmo urgencia de faz-los boje, peco aos
meu nobres coliegss que medesculpem roubar a
sua altencSo por algons momentos, e relevem
qualquer falta em queeu possa cahlr pela impres-
sao do momento.
Senhor presidente, eu nao levo a mal que al-
gum dos senhores depatados, assim como eu
tambem, tendo o seu discurso para corriglr, cor-
rija-o e faca-lhe aquellas pequeas alteracoea so-
ore alguma phrase, que muitas vezes escapam ao
senhor tachigrapho, ou que por ventura ae tenha
uesaliohado no correr da discussao, e bem assim
em relago ordem grammalical, orlhogrtphia
ele. etc. r
Um Sr. Deputado :E' de oecetsidade.
O Sr. Cunha e Figueiredo :Mas, senhor pre-
sideote, proedr orno o nobre deputid o Sr.
Artujo Barros, a quem peco lieenfa para laxar
alguna repsros sobre o seu discurso....
O Sr. Bario de Munbeea :Se otse ellt,
bom seria.
, O Sr. Cunha eFigueiredo :.... apreseotsndo
pensamenloa que aqu nao foram enuociedos, de
modo a prejudicar nao a os interesses polticos,
como a digoidade pessoal de cada um de nos que
aqu estamos ; seohor presidente, o que eu nao
posso tolerar, e pego a V. Exc. a a meaa que cons-
tituem a commisso de polica, que tomem pro-
videncia enrgicas a este retpeito.
O Sr. Luiz Felippe :At agora nao tem havido
motivo para isto.
O Sr/Cunha e Figueiredo :E" tao verdade o
que digo, senhor presidente, que qaando o no-
bre deputado, a quem me retiro, fallou pela prl-
meira vez nesla casa combaleado um adiamento
que se apresentou ao projecto da diviso da fre-
guezia de Petrolioa, fez apenas ligeirss conside-
racoes, e depois appareceu no Diario um loogo
discurso com termos oratorioa tao bem organisa-
dos, composto de phrases tao bem escolhidas
que todos nos na ante sala ficamos admirados.
Mas eu, senhor presidente, que nao detejo offen-
der a pessoa alguma, que nao gosto de tornar-
me echo das faltas dos mais, que sou mesmo
amigo particular do nobre deputado, posto que
taivez elle oo me tenha nesla conta, eu que aou
amigo de todo o mundo em geral, que oo gosto
de forma alguma offender....
Um Sr. Deputado ;Eotao elle nao lhe deve
agradecer.
O Sr. Cunha e Figueiredo :.... sou amigo de
todos, digo e repilo: at mesmo dos que me of-
feodem, e a quem perddo a offensa, nao deixo de
ser amigo; mas de quem nao me offendesou ami-
go de corscao...
O Sr. Araujo Barros:lato ioteiramsnte
evaogilco.
O Sr. Cunha e Figueiredo :.... oo quiz fazer
reparos, mesmo porque achei at conveniente...
O Sr. Araujo Barros :O discurso era todo de
doulrina, nao tioha nada de poltica.
O Sr. Presidente :Mas anda nao sei o quo
quer o nobre deputado.
O Sr. Cunha e Figueiredo :Eu irei ao flm
que tenho em vista.
O Sr. Presidente :Quer fazer reclamacoes so-
bre a peblicaQodoa trabilhos desla casa?
O Sr. Cunha e Figueiredo .Sim, senhor, es-
tou as fazendo.
O Sr. Presidente :Peco-lhe muito que nao
saja dahi ; do contrario retiro-lhe a patarra. Se
o jornal publicou de mais oa de menos, o nobre
deputado pode reclamar ; maa peco-lha muito
que d3o estenda o discurso sobre este ponto.
O Sr. Cunha e Figueiredo :Obedego as refla-
xoes de V. Exc.; meu discurso versar somonte
sobre esse ponto ; mas devo lembrar a V. Exc.
que a casa j decidi que eu podia fazer as michas
reclamagoes em qualquer occasiao em que se
achaase presente o Sr. Araujo Barros.
O Sr. Presidente :A caaa o que deeidio foi
que ae eolerrompesse a discussao para o nobre
deputado fazer a ana reclamaco a respeito da
pubheacao do jornal. .
O Sr. Barros Brrelo :O orador tem toda a
reato.
O Sr. Cunha e Figaeiredo :0 nobre deputado
a quem me retiro, fez em ctsa um bello discurso
que....
O Sr. Araujo Barroa :Se fiz isto imitei-o, j
o nobre deputado me tinha precedido na pralica.
O Sr. Cunha e Figueiredo:Est completa-
mente eoganado : (cootiouando) fez um bello dis-
curso que eu achei conveniente e bonito para
sustentar a doulrina da igreja (que nao tioha sido
atacada) coa theorits, que tambem eu sigo. Eu
admiti, Sr. presidente, qne o nobre deputado
quizesse embellezsr.a sua estrs, a mesmo que
continusss a fazer alteracoea de certa ordem,
que nada offendessem ; e nesse caso nunca par-
tirla de mim reclamaco algn, pois que, repi-
to, pao desojo msgoar a nioguem, e menos ser
o primeiro a argir qualquer dos meus collegas
em caso algum, principalmente em couias lo
pequenis ; msis desde que o nobre depulsdo
uou da liberdada da fazer seas discursos em ca-
sa em substituico aoa proferidos na tribuna, pre-
judiaaodo oa interesses polticos de outrem, pre-
judiesndo a minha dignldade pessoal como mam-
tro desta casa, faaendo-me incorrer oa falta de
lealdade, qae deve a am irmio amigo ausente;
desda que appsreceram iropressos pedacos de
discursos qae nao foram pronunciado aou-i, e
que Ocando iem reaposta cabal, fleava meoetca-
a ai* nom dignidade ou interesses legitimo;
desda que o oobra depatado assim procede, nao
post deizar de erguer minha voz para reclamar
com vehemencia, como ora o eco, aioda q.ue
com nimio coastrangimenlo.
No discurso que o nobre deputado fez publicar
no Diario de hontem a aue me redro, vem eu
pedco queeulerei maia lardea casa ; masantes
disto quero avivar a memoria dos nobres depa-
tados. r
Oando o honrado Sr. baro do Muribaca subi
tribuna e prouuociou um elegante discurso,
repoadeodo a algumaa cooiderace* do Sr.
ii? rro' em "laco aos negocios poltico
e eleiloraei de Goiaona, o nobre deputado, em
respoata aoSr. Araujo Barroa, dase que sabia que
o Sr. conselheiro S e Alboquerque....
O Sr. Araujo Barros :E" a primeire vez que
te falla aqu net)e oome.
O Sr. Cunha e Figueiredo:.... liohi sodado
tratando de aua eleico com o bolso cheio de por-
!!L*" tonco. Nao foi aisim Sr. baro de
Muribte a?
O S. Baro de Muribeca : Sem duvida al-
guma.
O Sr. Cunha e Figueiredo :V. Exc. tem dig-
nidad bastante para sustentar suts palavras, co-
mo costuma.
Ntte ponto do discurso diste o Sr. Araujo Bar-
ro, que isso nao era detairoso ao Sr. S a Al-
buquerque.
O Sr. Araujo Btrros :Est completamente
engaado.
O Sr. Cunha o Figueiredo :.... tanto maia
que coohecia outro candidato pelo 3o circulo,
que por ali nao podia ter aido eleito senao pela
prepotencia do gorerno.
O Sr. Araujo Barros :Prepotencia nao, in-
fluencia.
O Sr. Cunha e Figueiredo :Aceito a correc-
cao.
Eu de meu humilde lugar dei ao nobre depu-
tado o aparte de quese se referia a meu irmo
o conselheiro Jos Bento, estava eslava engaado,
por que a sua eleico foi devida aos esforjos dos
seu amigos polticos e particulares. Nao foi a-
im meu senhores ? (votes verdade).
CJmSr. Depatado : Eatdisse maisnao bu-
la com quem est quieto.
OSr. Cuohoo Figueiredo:O nobre deputado
retorqnio-me de l com outro aparte, dizendo
que tanto era exacta su aisergo que mea irmo
se hsvit dirigidos palacio para paiir a proteceo
do governo ; eu Ih toroei aioda dizendo que, te
o contelheiro Jote Bento tinha ido palacio e
frequtottdoo presidente por amizade ou por
(,S",I'**T ")%--etidaracao em referencia as
nNnMluiotn muito natural, pois que lodos
08 C-ndlatOS IWtam ^.^ Mmm j-J
parle pedir proleccflo ou forct ao governo.
Poco a V. Excs. que me aigam se iito ou oo
exacto.
OSr. Bsro de Muribeca : Foi sement o que
houve sobre este ponto.
O Sr. Cunha e Figutvedo :N'ada'-mais houve.
julguei, poi, que con^esse aparte tioha respon-
dido ao_ nobre deputado, e assim oo quiz mais
fallar nisso; pois que confesso, tinhs um cerlo
receio de que se tratasse das eleices do 3 cir-
culo, nao por pue receiasse a discussao neste
ponto com relaeao a mau irmo, mas porque oo
desejo offender alguem nem fzer revelacei des
convenientes....
O Sr. Araujo Barros : Se o nobre deputado
oo recis, quo direi eu.
O Sr. Cinha eFigueiredo : ... nao desejava
sobre le negocio avanzar proposita o alguma,
qae oo podesse logo provar com documento,
qae elle tem em seu poer, e de que tenho co-
nhecimeoto...
Ma, Sr. presidente, hoje pela manha tlquei
estupefacto, flquei estuporado (risadas geraes )
permitta-se-me a expresso. .
O Sr. Lopes: Salve Deas tal lugar.
O Sr. Cunha e Figueiredo: ... quandolendo
o discurso do nobre deputado, a qoim me rtfir,
e a quem p"ecolicen$a para fazer este reparo, vi,
que o nobre depatado havia transportado para o
seu discurso aquella sua idea trocada em apartes.
O Sr. Araujo Barros : E' preciso nao affirmar
este, sem tsr em atteoco as notas tachigraphicas*
que me foram presentes.
O Sr. Cunha o Figueiredo : Creio que aqu
nioguem oavia mais do que squeles apartes.
OSr. Baro de Muribeca : Nada mais houve.
Voces :E' verdade
Sr. Cunha e Figueiredo : Quando o nobre
depulado tere a fraoqaeza, a licenca, ou oo sei
como posssqualiQcarde transportar para seu dis-
curso aquello pequeo aparte, e formar delle um
peosamento inteiroem diversos periodos, e a pre-
sentado no Diario de Pernambuco, taivez para
seguir para o Bio no primeiro vapor, afim de ir
apreseutar aos seus amigos um servico ou o com-
plemtnlo de um servico,que sellecompreheode.
g 7r" Barao de Muribeca : Nao, senhor, elle
i *rnecendo documentos para a historia.
O Sr. Araujo Barros : Fallei no sentido que
me aprouve, tenho o direito de fallar nesta casa
como entender.
O Sr. Cunha e Figaeiredo :... apresentou no
seu discurso estes periodos que vou 1er e pega ao
Sr. tachigrapho queira acompanhar-me na leitu-
ra (lendo).
_ Parece-me portanto que as palavras e refle-
xoes do honrado membro s podem ter exacta
applicacao a um dos csnlidatos, que triumphra,
e que, uo tendo familia nem (antas relacoet no
sirculo .
Note bem a casa estas palavras ( continuando
a 1er).
O Sr. Baro de Muribeca : Tioha taivez mais,
eal eoganado.
O Sr. Baro de Muribeca : Esse aparte nao
dei.
O Sr. Araujo Barros : Posso mostrar-lhe as
n0'8 uch'graphicas,laes como esto.
O Sr. Baro de Muribeca : Nao duvido, mais
nao dei o aparte.porque o nobre deputado quando
fallou depois de mim nao tocn nisto.
O Sr. Cunha e Figueiredo :( dirigindo-se pa-
ra o Sr. Bsro de Muribeca). Segundo creio, V.
Exc. em seu discurso diste itso pouco mais ou me-
nos, que se vi oeste aparte em relaeao ao meu
irmo ; porm nao se fallou em familias ; nem o
mais que acabo de 1er foi proferido pelo nobre de-
petado Sr. Araujo Btrros no sea discurso. Nao
foi assim msus sanhores ?
Vozss : Cortamente.
( Ouve-se outros sigoaes de approraco)
O Sr. Cunha o Figueiredo: Houve apenas tro-
ca de apartes, e no discurso que o nobre deputa-
do proferio, em resposta ao Sr. Bario de Muribe-
ca, nao loeou nesta especia.
O Sr. Araujo Barros : Est engaado com-
pletamente.
O Sr. Barros Barretto : O nobre orador tem
razao, fot isto mesmo.
O Sr. Cunha e Figueiredo : Eu eslava alten-
to.naquelka occasiao observa-o com todos os meus
cinco sumidos o alo posso ler-sae engaado.
O Sr. Reit : Sem duvida alguma.
O Sr. Cwoh e Figueiredo : (Contiouando a
IBP J.
Achava-se am peiores eondic5es do que os
seua compaheiros de luta; a respeito dee nao
me 6 licito coalastar a oberva;e do honrado
membro
Creio que V. Exe. (dfrizjndo-ae para o Sr. Bt-
aft Mu|,'D0" ) fez alguma reRtxoet sobre um
candidato protegido pelo goveroocom portara em
branco, nao se referindo de modo algum ao meu
irmo auzente.
O Sr. Baro de Maribeea : Nao seohor, to-
do tabem a quem me refer.
O Sr. Arsujo Barros :Se eu retpondi em con-
traro as abservacaes que fez o Sr. Baro de Muri-
beca, se ea a que Uz applicsco da idea por elle
enunciada.
O Sr. Cunha e Figueiredo : Quando pedir a
palavra, responda.
O Sr. Araujo Barros : Heido fallar, est
claro.
O Sr. Baro de Muribeca : E eu estoa en-
volvido no negocio I (risadas ).
O Sr. Cunha e Figueiredo : Note bem a casa
no que vou leodo.
< De feito essecsndidato ersm to emeompati-
a 3 circulo que podia aer eleiio com a
influencia de estranhot achaodo-se como se achoa
debaixo da proteceo tranca e decissiva do go-
verno B.
Nao me oeeuparei em destruir essts falsa pro-
pongoes ; mas quai dos nobres deputado ouvio
iilo aqui ?
O Sr. Souza Reis : Eu por cerlo que nao.
Vozes : Nioguem ouvo.
O Sr. Araujo Barros : Todo o mundo.
O Sr. Cunha e Figueiredo : Eu appello para
a conscieocia do nobre doputado, para a de todot
ot membrot dt cata. Sr. presidente, eu nao sei
uzer romances, nunca li romances na minha vida;
meu lempo pouco para Ur o Briveario e"cum-
prir com ot deveret que teoho a meu cirgo ; nun-
ca li romances, repilo, nao tei poetisar, oo sei
dizer pedacos de eloqueocia, mas sei dzer a ver-
dade nua e crua em qualquer lagar em que me
achar collocado ( apoiados, muito bem ).
O Sr. Araujo Barros : Como qualquer um de
nos.
O Sr. Cania a Figueiredo : E*ta casa tes-
temunha de que o nobre deputado nao disse estas
palavras ; e se continuar a proceder assim, nao
pederemos defender-nos a tempo e estaremos
aqui servindo de maoequina para com o nobre
deputado, que faz discursos em casa para fazerem
echo oa provincia e em todo o imperio.
O Sr. Araujo Barro : Est eoganado.
O Sr. Cunha e Figueiredo : Ora, Sr. deputa-
do 1.. (com emocao ) appello para sua coosci-
euciall .(lendo).
Isto cousa que nao pode desairar a nin-
T-"" ""ft* ua nao ae pode coosUal' *- ?*
algum. Ks*e candidato, cujo uicicimeoto folgo
de recoohecer. ..
Mil gragas ao nobre deputsdo ( fazendo urna
inclinaco para oSr.Araujo Barros] quando depois
de ter dado suas deotadas, suavisa com to ligei-
ro sopro.
Urna voz : Muito bem. (Apoiados)
O Sr. Cunha e Figueiredo : (lendo) a nao
er (oneciente apoiado pelo governo, que morsa
guerra desabrida a um dos candidatos, cuja elei-
Qo era mais provavel, nao podara ser eleito pe-
lo 3o circulo. O Sr. Cunha e Figueiredo d um
aparte .
Eis o que me causa maior affiigo. Eis o que
nao posso tolerar, o que causa desta minha emo-
cao. ( leodo de novo ).
a Sr. Cunha e Figueiredo d um aparte I I
aO nobre deputado quiz me trazer para testemu
nha moda do que elle pretende fazer crer fra da
provincia contra a posicao poltica de meu irmo,
quiz figurar com aalieoci a minha presenca, quiz
fazer acreditar, que, o que elle dizia de meu irmo
era tanta verdade que eu oo havia respondido,
ou nao achara meios de contraria-lo, de defender
a poQo poltica de mea irmo nesta provincia,
e protestar com aquella lealdade que devo ter pa-
ra com o amigo intimo para com o irmo ( com
emogo ) que me tem servido de pai ( muito
bem, numeroso apoiado ).
Escreveodo o seu discurso em casa, o nobre de-
putado collocou-me aqui como testemunha mo-
da e queda aem ao menos dizer qual foi o meu
aparte I I Aparto que nao dei por que taes
expreedes nao foram proferidos na casa e smenle
sahio no Diario de Pernambuco, para que cons-
tase na edrte, no imperio todo. Quiz quo se sup-
poese que era tanl verdade o que lie dizia
que eu fiquei mudo confirmando com o meusi-
lenciol
O Sr. Araujo Barros : E oo exacto ?
O Sr. Cunha e Figueiredo :Oh, Sr. deputado)
?Os o sabeia, appello para vossa cooscienciall
O Sr. Araujo Barros : Nao exacto, contesta
que aeu irmo s poderia ser eleito por influen-
cia do governo ?
O Sr. Cunha e Figueiredo : Isto nao exac-
to, ama queslo que est no dominio do publi-
co e da qual o nobre deputado nao pode ser juiz.
O Sr. Araujo Barros : Assim como o nobre
deputado oo pode ser do que eu diga nesla casa.
OSr. Cunha e Figueiredo :Fique o nobre de-
patado certo de que em qualquer terreno, para
que me chamar, hei de responder-lhe, e nove-
nha impondo com a sua voz, porque nao tenho
receio nenhum das ameagas do nobre deputado.
O Sr. Baro de Muribeca : Continu que pe-
gou-o em flagrante.
O Sr; Cunha e Figueiredo :(continuando a ler(
< o Sr. Cuoha e.Figueiredo d um aparte 1.. >
Nem ao meos quiz dizer que aparte foi 1
Sr. presidente, quando o nobre deputado fal-
lava em resposta ao bt. Baro de Muribeca, nao
locou nem fez alluso a meu irmo, eu estava
com todos os meus sentidos, obstrvaudo com
toda mioht tttengo ptra ver se elle tocava no
conselheiro Jos Bento. e vendo-o, porem, mui-
tas vezes repetir os termosordens neutraster-
mos que repeli 16 ou 20 vezes em pequeoo as-
pago, referiodo-se aa ordens dadss pelo Sr. Am-
brozio...
O Sr. Araujo Barros: Foi com relsgo aos ne-
gocios de Goianoa quando o nobre depatado disse
que as ordens oo eram mascolnas nem femi-
ninat.
O Sr. Cuoha e Figueiredo :M) nobre deputa-
do referiodo-se aos negocios de Goianna em res-
posta ao nobre deputado o Sr. Baro de Muri-
beca....
O Sr. Araujo Barros :Atienda que eu fallei
no aabbado e o Sr. Baro de Muribeca ma res-
ponden na tegunda-feira. ,
O Cr. Baro de Muribeca :O tal discurso dos
elogios nao respond.
O Sr, Araujo Barroa :Ea fiz dous discursos
que conlioham elogios.
O Sr. Cunha e Figueiredo:O qae eu voa dizer
ha da ser apoiado pela casa, porque nao 6 saoo
a verdade.
OSr. Araujo Barros :Est claro.
O Sr. Cuaba e Figueiredo ( com torc) : Nao
aeoo a verdade, appello mesmo par sua c
ciencia.
Pi,denle. qodo o nobre depatado, res-
pondendo algumas propo.ige do honrado Sr..
sarao do Muribeca em relago as disctmdes ha-
vidas acerca dos negocio de Goiaona, ditse tao-
\VL.*!Z9*1M ordn liabam sido dadas no
tonudo oeutro, que eu pretendendo fazer preva-
puIa I "?* neulJW<- Pa o tercena cir-
culo, cootei urna 16 ou 20- vete, e como eu j>
m\X?9Peraq'ie-pel;- t,DC' 'quelle. ^.rti
em relaeao a meu irmo, o nobre depatado to-
cassa era sua eleigo, eu para razar bem saliente
a patarrasordene neutraaque teriam de apro-
veilar-me, pois que j eu sabia que o nobre de-
putado tora mandado por alguem para aqu aer
diaculir easas cousas ( susurro 1.
O Sr. Araojo Barros :-Hs de ter resposta.
O Sr. Barao de Muribeca :-C,e.t trop forl.
u sr. lanh-a o Figueiredo :Que a eleico dr>
nobre deputado. foi protegida para aqui discatir
eitas e outra cousas :
.0 Sr. Presidecte :.Perdoe-me, Sr. Deputado
oio nao se rralou aioda aqui e ea nao posa
permillir o nohre deputado nem a nenhamoa-
iro que discuta sobre o qatno foi dito na caaa
aproposilo de urna reclamaco.
Vozes;-0 sobre orador vai bem, est no sea
direito.
OSr. Araojo-Barroa ;A minha vinda para
aqu ro com o mesmo direito com qae o nobre
deputado veio.
O Sr. Cuoha e Figueiredo :Eu nao me refer
a direito ou legaltdade de sua eleieo. o pode o>
nobre deputado dizer. o que quizer, qae ea Ih
nei de responder tambem com lodo energa.
OSr.Araujo- Barros :Se o nobre deputado
tem amigos pjjaa o possam trazer para aqui, eu
tambem ot posso ter.
O Sr. Cuoha e Figueiredo :Dizii eu que o-
nobre deputado. fallaodo tobre negocios da Goian-
oa, fallou tsatas vezes em ordens neutra com
refereocu as ordens dadas pelo Sr. Ambrosio
ordens que nao contesto fossem neutras, mas qu
como ja eslava ferido pela troca de aparte, (peco.
a atteogao da caaa J oo conteatei que esaas or-
dens do Sr. Ambrozio fossem neutras e ante
querendo applicar a mesms neutralidade ao maa
caso, querendo fazer, digo, bem saliente as pa-
lavras ordena neutraa dase ao nobre depu-
tado ; (e foi o nico aparte que lhe dei) qu
viste que as ordens do Sr. Ambrozio, linham sido
smente do genero neutro, e que as nao houve-
ra m nem do genero mascolioo nem do genero fe-
minino ; ao que com certo ar de arrogancia me-
pergunlou como? eaperaodo talvex queeu re-
cuasse, mas eu repet a meamas palavras com a
calma com que sempre tenho procedido na casa,
e repet bem alto para fazer bem saliente esse.
aparte, por qae alguns amigoa al me dissersm
zesse o Sr. tacbUrapbo tomar o aparte ; ea po-
rem olbei para o Sr. Uchigrapho, e vi que ella ti-
nha tomado o aparte.
Bm Sr. Beputado :Isto foi verde,
or. (jUdiiS e ngueircuu .-t ... .parro
que dei ao nobre deputado quando nesse discurso-
responda ao Sr. Muribeca ; mas o Sr. Araojo
Barro* aproveilou-se desse aparte para coiloca-
lo nesta parte de seu discurso feito em casa a
assim fazer-me passar por teatemuoha muda...
O Sr. Araujo Barroa :De que seu irmo nao
podia ser sleito por si s.
O Sr. Cuoha e Figueiredo :*-... as referencias
que elle por sua vooiade e nica opioio fatia a
meu irmo. Eu porem oo poderei tolerar stese-
Ihante falta deattengo ou de defareoga para co-
ntigo, tanto mais quaoto nunca offendi ao nobra
deputado, e coohego que tem inteligencia bss-
tante para ver que isto offendia ao meu amor
proprio, a mioha lealdade mesmo como amigo fiel
de meu irmo ausente (muito bem).
Tornti a palavra para fazer estas reflexoes em
referencia ao procedirnento do nobre deputado
nesta caaa, e devendo eu. Se presidente, j qaa
nao pude responder a isto porque itto oo foi
dito na catt, e tmente publicado no Otario ;
devendo eu umt reapotta a estas declarares do
Sr. Araujo Barros, qae sabiram nesle Diario, que
tenho em mo.(mostrando o Diario) deveodo dar
urna resposta a taes allusdes feitaa a meu irmo,
declaro solemnemente que quando dei o aparte ao
nobre depulado. dizendo que elle eslava engaa-
do, que meu irmo oo tinha aido eleito pelo
apoio ou proteceo do governo, alguns senhores
deputados me applaudiram, e creio que um des-
tes foi o Sr. Drummood.
O Sr. Drummood :E' urna verdade.
O Sr. Cuoha e Figueiredo :( para o Sr. Bu ar-
que o para o Sr. Moscoso ) e Vs. Excs. tambem
me applaudiram claramente e diiseram que meu
irmo tioha com todo o merecimanto sido eleito
sem a protecgo do governo.
Nao foi assim?
O Sr; Moscoso :Sim senhor, verdade.
O Sr. Baarque:E com distinelo merecimento.
O Sr. Cunha e Figueiredo :Agora dando ama
ligeira resposta, por que oo quero por mim ia-
cetar a discussao da eleico do larceiro circulo,
salvo se o oobre deputado me provocar, eu direi
o que todos sibem nesla provincia, que mea ir-
mo nao slenla podero, que oo tem familia
poderosa oa provincia, mas tem adheses poli-
ticas (apoiados) tem amigos sinceros e verdadeiro
j no partido, ej entre as familias epessoaa par-
ticulares da provincia, muito principalmente no
terceiro circulo, que escusado eu demonstrar
ao nobre depulado que essas relages de amixade
sao da alto valor, e que neste caso importara tanto
quanto a influencia.dos prenles das familiss, e
muitas vezes, nao sei se com mais proveito, por qae
quaodo se peda para am parete, quando ae pro-
tejo a aprestoltgo de um ptreote ha stmpra
urna etptcie de tcanhamento ; um certo emba-
race- en devulgar o seu merecimento.
Eu direi ao nobre deputado para convenee-lo
do aeu engao que se quizer saber como foi feita
a eleico do conselheiro Jos Beoto, perguote-o
ao partido conservador, e a sou digno a honrado
chefe o Sr. Visconde de Camaragib.
O Sr. Presidente :Mas isso nao de qae se
(rata, nao fo para isto que o nobre deputado pe-
dio palavra.
Vozes ;muito bem, vai perfeitameote.
O Sr. Cunba e Figueiredo ( olhtodo para o Sr.
Lopes ):Perguote-o so honrada deputado qu
ae acha presente que com seus amigo no Rio
Formozo lhe deram grande e valiosa votaco.
O Sr. Lopes :Pela parte do Rio Formoxo de-
claro que o governo nao Impoz. candidato algum
e muito menos com relago ao conselheiro Jos
Bento, com quem temos antigs relages.
O Sr. Cunha e Figaeiredo:Agradego muito ao
meu nobre collega esta aparte dado com toda a
sioceridade do sea carcter.
Pergunte so dislincto corpo eleitoral do Ctao,
se mea irmo Jos Bento leve a mai* levo pro-
tecgo do governo.
Pergunte ao honrado oobre depulado o.Sr. Pu-
dro Affonso, se sen lio o commeadador Manoel
Jos da Costa oo ioteressoa-se com seas amigos
pela eleigo de meo irmo como amigo dedica-
do, sea a mioima recommendago do governo
de tal modo, qua vem do que no coileglo do Cb
alguem procarava diminuir a votaclo da mea
irmio aftigio-ie tanto, qae ficira quasi doeets.
O Sr. Pedro Affomo :Confirmo o qae dii o
_


DU1I0 DE mMiMBUOO. TE1CA FIABA 10 DI JLNHO DE ISO.
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:-;
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JHPIK' **
* *
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OSr. Ganhi e PifuetrelHr-!'* lie-
bre deputado o Sr. WUo, cajn a aseara msti
asa agn atrito tinto, te ten. 'lio, e cwwBii-
dor Ven Cruz o collegio da Ci bo, proteg-ee por
i e seut migp o prenles, c idldatirra do con-
selbairo Jee Bbo, e se elle levn par* iaso a
ssoaoriodicacie do goveroo ou i menor proteccao
fficial para que Ihe foift dada i vetado do Cabo.
Pergunte-e ao mal disiincto Sr. bw-So de Ltitga,
so cota o seus numerosos atolzasiae estada, la-
varan) aigsma inapiracio os it ccJaaenBC.ao m
aroverno m favor de mes ireaau.
O Sr, Barrot Barrete .At "azie quustae a
gabinete pata proteger o te asno.
Sr. Araujo Barro; E Celiifedo que Sai
fiara Barreiroa ?
O Sr. Drummood; Esteei lomeado parata-
ser a eleicio de outro candidato que all era guer-
reado, e oio a do Sr. coutettiei o Jos Berilo ose
ioha all dedicare.
(Ha outroa apartea afiUmalmu.)
OSr. Buirqse; O noare diputado tem tito,
verdade! puraa, tem fallado pe teamente,
OSr. Cuoha e Figueiredo :Pergunle-e nel-
meole aos dignos eleiteres de Sennhem que se
cosapoem de grupos da familia do Sr. Cmara gi-
be, do grupos da familia dos Srs. Weederleys, de
grupos da familia do Sr. Drumrsond -e de outros,
se ellea liveram a menor recor: mi nit-ao do g-
cenlo ero favor de mea irmao
O Sr. Qrommund :A retpeito de Seriohaem,
ttio Formoso eB*rreros, oio hoi.v-e iulerveocio
presidencial na eleicao do Sr. cvnselheiro Jos
Bento,
O Sr. SoutaiReis :Muito beia, bastantes o que todos nos sabe eos.
OSr. Cuoha e Figueredo:lisi para me nao
eteodsr man, direi que oulroi amigos sinceros,
qaelioham pareoteaco com am dos candidatos, e
poderiam muito fazer pela cml datura de meu ir-
tnie, cuja eleicao lhes era tygpalhica, nao o Q-
aeram por certas conveniencias rindas do alto',
esa que eu oio quero muito de proposito tocar
salvo ae o sobre deputado ace provocar a isto .;
laceado Mm am disservico a sena amigos. Por
MMOonveoieneias deixo de tenar em lado quao-
Jo ae fe* para desapprovar a candidatura de mes
iranio.
Agora, Sr. presidente, tend feito eila recla-
reco, tendo recibido lio Recelosos spplsusos de
meu* sobres collegas, pel quo hei dito em sci-
ieotcao da verdade, porque aou incapaz de dizer
ostra coma que nao seja a verdade, eu me aste-
lo muito satiafeito, dizeodo ao nobre deputado
que nao continu a fazer os seis discursos desta
rneneira, direi mis ao nobre deputado que eu
-podara lr muitos dos seas discursos e apootar-
bes trecho, que nao foram proferidos -nest
casa....
O Sr. Drummond :S est tora de sua mistan.
O Sr. Souzs Reis: Tem dte q jauto baalan-
te, est completamente juttifioiido (apoiadoa )
Diversos Srs. Deputadoa :Muito bem.
OSr. Cuoba e Figueiredo;l'oi bem, aceitan-
do os conselhos de meus illuslre collagas, nao
ontiuuarei; e pois tenho dito.
OSr. Araujo Barros : Sr. presidente, agr-
teco i cmara a insigue honra, que me fee, nao
permittiodo.que o nobre deputado que me prece-
deu na tribuna, discutiste a materia com que
scabou de oceupar a aiteocao da mesma cmara,
seta que eu me achasae preaenle.
O Sr. Cunha e Figueiredo : Esse foi tam-
bera o meu deiejo, e fui o pnueiio a pedir ca-
aa permiaeao para fallar, quando o nobre deputa-
do chegaite.
O Sr; Araujo Sarros : Azradeco eolio do
mesmo modo, Sr. presidente, a nimia boodade, o
raago de Immensa generosidade, que praticou pa-
ra coroigo o mesmo illustre dep itado, quando oio
quiz oceupar a altencio da unin, tem que eu
podetae ouvir as suas palavras. F.' um duplo vo-
to de agradecimento, que eu folgo de manifestar
neata occasiio.
alia. Se. presidenta, se por um lado sses
pensartentos de benevolencia, j da cmara ,
j do distincio preopinante me animam nesie
arjomeoto por oatro lado re jei j comprornet-
ler esia eitaacio para mim to lisongeira ,
leodo maia urna vez de fallar de improviso em
atu cmara, no seio de cuja :raode maioria a
aninhavos nao tem sido ouvida cem sympalhia ;
(oio apoiadoa). Debalxo deese ponto de vista as
lificuldades que leoho a vencet sao extraordina-
ria..
O 9c. cunna e Figueiredo: -- fia minha parte
tem merecido al muita sympathit, salvo oeste
caso, porque bollo comigo. E. eslava tio quie-
to I
O Sr. Araujo Barro: Essai difflculdades pe-
sato fatalmente tobre mioba cal>eca, e certamen-
te me hao de fazer tropezar a cada instante, por-
que, aeofaoree, visto que a cas quasi que
unnime em enristrar tua lanoa contra minha
humilde pessoa. /Nao apoiados. cruzam-ae mui-
tos apartes, reiua grande sussuro na ssla).
E%a verdade, seohoret, tem uid) demonstrada
maia de ama vez, porque quenco em certas oc-
casies teuho fallado para propugnar por certoa
direitos, que eoteodo sagrados e irapreleriveis,
fjor certas idat, que em mioba ccnscieocia en-
tendo de Justina, a cmara i :s notavelmaule
despovoada, permaneceacto nellas alguos seoho-
res deputadoa, qua quereos ler para commigo a
benvolencia de euvit-oie.
Dm Sr. Deputado : Isao acDntece com todos
que fallam quando a hora est sdiaotada.
(Cruzam-se apartea).
O Sr. Araujo Barroa : Poi? bem, seohores,
se tudo Uto nao exacto, se essas manifeatacoea
da quasi unanimidade da caman nao podom det-
saimar-me, te todas ellas nao i|uerem dizer que
a mioba voz nao tem sido escuteda com sym-
palhia, eolio, seohores, mait urna vez declaro-
vos qoe agradeco demonslra^det lio extraordina-
rias, tio repetidas....
O Sr. Bario de Muribeca : At \i teve ap-
plausot n'um discurso.
. O Sr. Ar.iujo Barros 1I( rouitaa cousas,
que aqui se fazero, que nio aio presenciadas por
todos o raembros da cmara ; hu diversas oulras,
quemuiloade nos oio ouvimos, iumdo nos echa-
mos mettidos e eiclueivameate empenbadoa em
um fogo vivo de apartes, o que ae des mais de
ama vez com varios senhores dupuladosem rea*
Casa mim, quaodo aqui discut o; negocios en-
cadeacentet de Goiasoa. Nao me admira, por-
tento, o aparte do nobre depui.ido. Entretanto,
oio quero perder esta occasiio para dizer ao hon-
rado membro que j li em um liscurso seu, ou
sotes em um extracto das respectivas notts la-
cbygraphicas.Iquaodo V. Exc. fallou aqui em cou-
sas, que en nio quero repetir, j li, observei oes-
te extracto, digo, apoiados a a pula utos....
O Sr. Bario de Muribeca : Sim ? Pois eu nao
li liso.
O Sr. Araujo Barros : Poii eu li, e senti
muito que nao fosse publicado no jornal oQlcial
o que aqui vi em maos partcula -es., para que se
apreciaase....
O Sr. Bario de Muribaca : Pcit olhe ; nao
i isso, nem me oceupo-com aa publicacoea ;
at nao approvo muito a publicajio dot de-
batees.
O Sr. Araujo Barroa : (depoia de urna pau-
sa). Sr, presidente, o embaraza < m jue me acho,
tanto maior quanto tenho de responder a um
discurso extraordinario, inopinado, discurso que
pelo modo extraoho, com que foi recebido por
alguot seohores depatadot, me Uta a etperaaca
de quo aie poderei merecer a beaevoieocia da
casa quati ialaira, por iaso que i mioba ailuacao
politica, a poticio qae aqui ten no tomado, leas
indiaposto ioteiramente contra mim a maioria
deate augusto rocilo /Apoiados].
Um Sr. Deputado : Isso sgnra que ver-
dade.
O Sr. Araujo Barroe : Multo bein ; felizmen-
te ebegaram juttameote ao poni, a. que eu qae-
*ia ebegar, e por isso cqalinuarei a deteovolver
lodo o meu penaameolo.
Aa ideas d justica, que aaa penaado ter aqui
deisodido, team sido despiezadas completamente
na xnalor parte das caaos.
a Sr. Deputado : Iw m pensar do no-
1-re deputado.
I Sr. Bandeira : E por venara o nobre de-
butado terio nico repretentanW) dat ideas jun-
t Sr. Araujo Barros : (Para o 8r> Baadeira)
> nobre deputado, que me a>:tbi da honrar
eata aparte, quiz sigoiflear cr m elle que so-
* 1 a maioria, a quati aoininMdade da esas
1 dar contiderar reoretec tata das idaa
j devo dizer-Ihe qae ta acha anpnado ; que
atabem creio baver aqu oLv>fcido tsmpra
justtga, o que em
neata casa, pertua-
se-me estar austestado pela opioiie publica.
Daixe-me pois o nobre dsputado seguir o meu
laajjiibe.
(0 oraeor depoit de urna pausa,).
Sr. presidente, o aparte do nobre deputado
detperta a minha memoria sobre um facto, que
eu nio posto deixsr de traser nette momento a
consd-erac,ao da cmara,
Qassyto em smsdss staaeei psasadas o honra-
do sssxbro fallos sm tsagsta> a um ditesrto
* dase -ase qtts tv tsastrass. querer aspirar
aa csase pajal ka cluaiso ptvaasguador das li-
berdadsa pabakasvs. quaiataosd declaaaaelo o
%e es entaa> hasia dte. Esa facto acsswcuu
de roas o tafeante apark:
tito naos dttitaitata t
O discurso impresto do nobro deputado nao
fallou maia esa tiberdadee publicas, de ssets qse-
0 meu aparte sio motlrava ler moito fugar onde
te achava.
(0 orador soUa-te para o Sr. Cuoba e Figuei-
redo).
Ora, te to aqui te d ccostsiftemenle, se ha
coasas que podem esquecer fcilmente, se ha ou-
tras que podem escapar a sotas, que noa tio
traoemrttides, aera muito generoso, muito nobre,
maito jeito vir accuiar-ae sm compsoheiro, que
a certoa respeilos aqui se acha em uoidade, o
qual, per isso mesmo que oso tem por ti o apoio
da casa, devia antea despenar alguma generosi-
dade da mesma casa, do qse desafiar a sea m
vontide?
O Sr. Ganha e Figueiredo : lato oio ae re-
fere 1 mim, porque tenho sido benigno para com
o sobre deputado ; cooeiderava-o metmo como
amigo, e nio o teria trotado da maoeira porque
o tVz, te oio tivetse sido desleal para comigo em
eeu discurso.
O Sr. Araujo Barros : Nio me apreste em
tos,.onder detde j a ase aparte quero lomar
menos irritante, quinto mefor possivel, esta rtis-
cussio intempestiva, o por Isso reservo-me para
apreciar eas* desleadade mais para o diente,
Sr. preaidente, o sobre deputado comeceu o
seu discurso, dizeodo que eu havia dito aqui pou-
cas palavras em urna materia, qoe qui se discu-
ta, e depois litera correr no jornsl officiat um
discurso bello, cheio de movimentos oratorios ;
mas o honrado membroeaqueeeu-sede relatar n
cmara certo ficto, que en me comprazo em
trazar agora lembraoga da mearos.
Quando eu entrei netta cata, poucot das de-
poit, quero dizer, assisti a urna discutsao em
que o honrado Sr, Bario de Muribeca levanlou-
se...
O Sr. birio de Muribeca: Eu eslava doeote,
nio ouvi este diteurto.
O Sr. Araujo Barros : Peco-lhe e obsequio
de acabar de ouvir-me ; sssitti a urna diteus-
sao dizia eu, (creio que antes de se tratar da elei-
cio do Sr. Dr. Dramood) assisti urna discus-
so, digo, na qual o honrado Sr. Bario de Muri-
beca reclamava contra a pablicario de um dis-
curso proferido pelo Sr. Cunha e Figueire-
do ; S. Exc. o Sr. Bario de Muribeca dizia
que o digno membro o Sr. Cuoha e Figueire-
do tinba feito imprimir 00 Diario um discurto
muito diverto do discurso aqui pronunciado.
O Sr. Cuoha e Figueiredo : Nio apoiado ;
foram algumaa expreesdes que eu retirei.
0 Sr. Bario de Muribect : E' verdade, re-
clamei tobre algumaa expreises que o nobre de-
putado retiro. (*)
O Sr. Araujo Barros: Applaudo-me de ter
sido agora apoiado pelo Sr. Bario de Muribeca ;
repilo com ufana, applaudo-me muito de ter ou-
vido este aparte.
Portinto, Sr. presidente, antes de ha ver eu
feito a oerrercio, o arrelondamento do discurso,
a que o nobre deputado te refere, tioha na
casi e na peasoa do honrado Sr. Cuoha e Figuei-
redo un exemplo vivo...
Um Sr. Deputado : Os precedentes mos nao
devem ser seguidos.
O Sr. Araujo Barros :..., tioha eu na caaa,
dizia eu, um bello exemplo ; eochi o meu citado
discurso dessas bellezas oratorias, de que me
deu noticia o hoorado membro, sssim como S.
Exc. havia ampliado, e innovando,enfeitado o
seu discurso....
O Sr. Cunha e Figueiredo :Nao appoiado.
OSr; Araujo Barroa :Se o nobre deputado
havis expurgado o aeu discurso, te o queris
aotesassim, senhores, de algumss incooveoien-
ciaa, que nelle se encootravaro, se a pratica, a
aue o honrado membro su refere, eu a anrr--*'
com o iiiutir..!.- o., cu i, na e figueiredo, por-
que razio, com que jusliga o nobre deputado ha-
via de leranlar-ae boje todo repastado de arden-
tes ira., e de fulminadoras coleras para acusar-
me da maneira porque o fez ?
O Sr. Cunha e Figueiredo :Nao foi cholera,
foiemocio, porque ferio-me muito deperto.
O Sr. Araujo Barros Quaodo sobre a propria
cabeca temoa enormes culpas, quando alguem
nao te pode codtiderar isento de crime, Sr. pre-
sidente, nio deve ter a coragem de proceder
como o nobre deputado acaba de proceder contra
mim, principalmente aecusaodo-me por simples
conjecturas, por faltas, que sao suppostas, a que
nunca serio provadas. De feito o hoorado mem-
bro reo do crime, porque te mostrou lio irado
coolra mim......
O Sr. Cuaha e Figueiredo : Qaundo tivetse
feito alguma alteracio veja que nio foi o que o
nobre deputado fez.
O Sr. Araujo Barros :Vos, senhor deputado,
que tendee, que confessaes o defeilo, que preten-
dis agora tambem lancar-me em rosto, teodes
por ventura alguma autoridade para dizer que eu
amplici discursos ?
O Sr. Cunha e Figueiredo :Eu responderei.
hto est bello I romntico.
OSr.Araujo Barros :Por tanto, Sr. presi-
dente, se eu poda ser nesta casa censralo por
qualquer outro de seus respectivos membros ; se
alguoa outros depotados podiam achar-se no ca-
so de dizer que seus discursos sio publicados
taes como sio aqui proferidos, sem alleraQio
seosiyel, sem mudaoca nos periodos, sem traos-
posigio de penaamenlos, sem excluses de redun-
dancias ; te qualquer de meus honrados colle-
gas podiam dizer iaso de suas orajes aqui pro-
feridae, oSr. Cunha e Figueiredo nio poderia
dier-m'o jamis. Assim pois, meu illustre eol-
legs, veja que nesta parle nao preciso maia de
que combale-lo com suas proprias armar.
0 Sr. Cunha e Figueiredo : Eu mostrarei que
nao aatim.
O Sr. Araujo Barros :Mas, Sr. presidente,
se eu tenho demonstrado, que o honrado mem-
bro poda ter sido meu mestre 00 poni, por on-
de abri a sua aecusacio oio crea S. Exc, qae eu
hesite em coofessar aqui que o meu primeiro
discurso mostrando a necesaidade de addiar-se a
discussio do projecto de criacio da parochia da
Petrolice, nao foi publicado tal como aqui o pro-
fer. Esse diteurto foi arredondado, ampliado,
te o quizerem assim ; j declare! isto mesmo,
quaodo nio aei por que motivo alguem quiz
desairar-me por case crime tremendo, nunca
vialo nos annaes parlamentares ; declararei lato
Suantas vetes for necessario, porque nio recelo
car por esse facto compromeltido por modo el-
gum perante a opiniio publica.
Eata franqueza, senhores, nao poder prejudi-
car-me senio perante juizos apaixonados. E' en-
tretanto certo que este discurso era esaencial-
mente dourioario, que todaa aa ideas espitaos, (e
estas conslituem o principal mrito de um dit-
eurto), que todas as ideas capilaes, repito, que
all se acham cootidas, eu aqui as profer, ex-
pondo-as depoit com melhor ordem, dando-lhes
algum deaeovolvimento mais, do que nao creie
ter prejudicado anioguem. E' certo tambem que
eu expend aqui aqaellas;idat, quando talvezess-
papel me nio compelase, visto como aos memo
bros da egreja que tem assento nesta cssaque
corra a imperiosa obrigacao de tomarem parte
no debate.
O Sr. Cunha Figueiredo :Quaodo fallei sa-
quera occasiao, det a razio.
O Sr. Artujo Barrot:Isso foi muito depoit;
urna doenes de cholera em que acredito.....
O Sr. Cunha e Figueiredo :Eu depreso lito,
porque a minha molestia foi real,
O Sr. Araujo Barros:Podo espreur, por-
que Ihe retribao a fineza com gutl destete.
OSr, Cunha eFigueiredo :Eolao duvtda que
eu sttivette doeote ? Posso-lhe apona r o mdi-
co, que me trttou, e ai pessoas que me tal-
taram.
O Sr. Araujo Barros iNio quero conlestsr o
honrado memoro quera tira. (jZ6t
i cmara aeata
Pubiaado
ostro easatdato tmenle pode dizer que foi eleito
aova precisar do auxilio do goveroo.
Uta Sr. Deputtdo :Nette cato eit o Sr. Jote
Boato.
O Si. Araujo Barros:Na opiniio do nobre do-
potado, que de nenhum modo compartilho, a so-
bro a qual oio entro em mait largo desenvolv-
ment porque oo gotto de discussoes pessoa*.
Um Sr. Deputado:Nio parece.
sentir iaso O Sr. Artujo Barroa :A cmara bm v que
fui accommettido da torpease, s> qua foi princi-
0 atas disssrio, Sr. aeesidfaaa, q plmente para dlsculir-s pesasslidadsa, que pa-
eu resstirei aindsqus ara tote dsstrtnatsa, a* rece ter-se aberto eate estamos debate.
qual es nao puuba a
siclo, creio asa r
oa aassatsem farsapo-
use quas elle encer-
rases algama sastas ase tjodesa* collocer-ms
easposica* Irsasasira para com a benevolencia
psbtics; mim o pens, nio poTqssd valor a
esse meu discurto, quecoofesso ntnhum ter elle,
mas porque procuroa-ss teriT>tne tem motivo'
algum porcausa delle.
0 Sr, Coahae Figueiredo:Pela minha parte
DO apoiado.
O Sr. Araujo Barros :Mat, tenhoret, qual-
quer que foaae a alteracio, por qse paasaate ette
discurso, este ert o primeiro, que eu publeevt,
e qse ae poderia coatiderar como a minha es-
trs, aempre certo que elle foi todo obra mi-
nha, e quo nao tioha outro merecimento anio
o do conaagrar doulrinas, que eu reputara, e re-
puto correoter. E te itto verdade para qae
o cobre deputado velo aecusar-me hoje por ea-
te facto ? Ser para que paire no espirito pu-
blico a idea de que sou incapaz de proferir um
discurso, de|disculir qualquer moceo ?
0 Sr. Cunha e Figueiredo :Nao apoiado; eu
responderei.
O Sr. Araujo Barros :->Sr. presidente, o amor
da loria urna nobre paixio; todo o homem
de letras a preza, e ama ; esse detejo de ter bem
visto perante um publico Ilustrado, que tem de
julgar-nos, levo-me s coordeoar as ideas do
discurso a que se referi o cobre deputado ; mas
se esse facto nio podia ter nocivo a oinguem,
qual foi o fundamento, por qae o oobre deputa-
do aecusou-me debalxo dease ponte de vista 1
O Sr. Barroa Brrelo :Dizer ao publico que
ditse squllo que oo disse, nao multo lou-
vavel.
O Sr. Araujo Barros :Anda nao li discurso
algum dos que sio aqu proferidos, que nao vies-
se mais ou menos modificado 00 Diario, j oa
elegancia da phase, j na ordem dos argu-
maotoa....
0 Sr. Cuoha e Figueiredo :Em prejuizo da
reputacio de outrem ?
(Cruzam-te muitoa apartes).
O Sr. Araujo Barrot : Sim, meut tenhoret,
a quettao battaote eepiohota oeste terreno ;
sio tantos os culpados, tintos os que eu pode-
ria aponlar como reos desse crime, qae nao
du"idana indica-los um por um, se ettivesse
aqui apoiado por alguma voz mais do que a
minha nica palavra ; se eu tivesse aqui pelo
menos um cnllega, que no meio de todas es-
sas reclamacoes, que se levantara ao redor de
miro, dissesse me :nio hesites; dir a ver-
dade com a franqueza, que te aprouver qua ea
te ajudarei.>
O Sr. Barroa Brrelo :Se a nobre deputado
s faz tanta couaa, quanto maia te ettivesse cer-
cado I
0 Sr. Araujo Barros :Outro sim, se o nobre
deputado, que me preceden na tribuna, tioha t
por fim fazer ama reclamagio acerca do que vem
publicado 00 Diario de hontem, por que razio
foi levantar o veo do passsdo? Nio leria o oo-
bre deputado o proposito firme de ir alem de sua
supposta reclamacio ? Nio poderei eu dizer
com bastante jus tica que o nobre depulado, tra-
zando a terreirn eaae meu primeiro discurso sobre
materiaa eccleaiasticaa antes tinba em vista cri-
rainar-me por alguma occulta e ignorada cauaa,
do que fazer valer o que cbamou direitos do sea
oobre irroio ?
OSr. Cunha e Figqeiredo :-Nio apoiado. Fal-
lei no passado para corroborar a minha argu-
mentarlo.
0 Sr. Araujo Barrot :Oh 1 poitnao I.... Mtt,
tenhoret, estas cousas sio tio peqeoiast, que
eu me apressarei em paasar a outraa, que repn-
to indiapeoseveis para queslio verteole.
O ponto, que desafiou as iros, e que deu logar
reclamacoes do honrado membro, tai o tpico do
meu discurso, 00 qual est tsortpto qtia o aeu
nobre irmo nio podia aer oteittt nl.;l^iio
circulo da nrnvinnia. ain oUior-se amparado,
foiicuienle amparado pelo poder inradeivel do
gasarask
(*) Na aessio de SO de maio o Sr. Bario de
Muribeca disse em que consista essa mudanga,
expressando-se do seguinte modo: Eu z esta
reclimscto como urna especia de advertencia,
quo quiz fazer ao nobre deputado para nio alte-
rar outros discurtot; porem agora, avista da re-
clamacio que faz o nobre deputado (referia-te ao
Sr. Cuoha e Figueiredo), forga-me a dizer que eu
naqatlla oceatiio quiz fazer patente que o nobre
depulado tioha feito publicar o qae nio ditte.
I*"* Di<*rio da 23 da maio. prneira par.
OSr. Cunha e Figueiredo :Somenle na opi-
niio do nobre deputado.
OSr. Araujo Barrot:r. pretideote, renhe-
co que ha nomeos, que podem dizer com bastan-
te ufania, que tem prestigio, que dispem de
tantos recursos propriot, que nio precitam do
auxilio do goveroo para eerem eleitos....
O Sr. Cuoba e Figueiredo:Veja que nio fallei
absolutamente, fallei am relacio queslio de
que se trata.
O Sr. Araujo Barros :....mas ha outro, e creio
que o malor numero dos nostos depulados echa-
se comprehendido netsa regra, que nio nio po-
dem apreteotar-se do meio da repretentagio na-
cional, sem que tejam fortemente amparado
pelo patrocinio do goveroo. O nobe irmio do
meu disiincto collega um daquelles, que te
tcha Deate caso.
Foi presidente desta provincia, certo, con-
cordo e folgo de recoohecer que prettou alguos
serviros mesma provincia, a qua' Ihe deve em
grande parte a estrada de ferro, s companhia do
gaz, e a obra comecada dogymnasio...
O Sr. Cuoba e Figueiredo :E eu Ihe agrade-
co este elogio.
O Sr. Araujo Barros :mas dizer o nobre de-
putado que o Sr. conaelheiro Jos Baolo, alte-
las as nossaa cousas, podia ser eleito sem o pa-
trocinio do goveono......
0 Sr. Souza Reis :Mat que o foi nio ha du-
vida alguma.
O Sr. Araujo Barro :(Para o Sr. Souza Reis.)
O nobre deputado pode cootestar-me, pode dizer
que o Sr. cooseibeiro Jos Bento foi eleito por
seus amigos, por seus recursos pesaoaea, mas
acredite que a provincia ouvir as suas palavras,
e nao Ihe ha da achar razio alguma nesle ponto.
(Cruzam-se muitos apartes.)
O Sr. Araujo Barros tDigam o que disserem,
eu sei que achaodo-se elle bastante desprotegido,
que julgaodo a sua candidatura sem perigo, foi
recordar os servidos feito ao teu antjgo discipulo,
e qua d'ahi, como sabido, comecou o goveroo
a cerca-lo de proteccao, a dar-lhe vaotagens e
recursos extraordinarios, aplaiaando-lhe todas as
dilicnldades....
O Sr. Cunha e Figueiredo :-Lembre-se dat or-
dene neutral dadas pelo presidente de eolio.
(Cruzam-se muitos outros apartet.)
O Sr. Araujo Barrot .'Portento oio pode o no-
bre deputado dizer aqui com tanto deaembaraco
que o seu dittiacto Irmio detprezav o auxilie do
goveroo para ter eleito deputado pelo 3* districto
detta provincia.
O Sr. Cunha a Figueiredo :Deaprezar cousa
diversa, nem eu ditte itso.
O Sr. Araujo Barroa:NSo contetto que elle
podeste ler o apnio de algumas influencias locies,
que o oobre Sr. bario de Utiag, que tem no lu-
gar em que mora etsa legitima influencia, que
atee do solo e do capital, protegesse a sua can-
didatura com todo o esforz ; nio cooteato mes-
mo qua ette cavalheiro fizaste transacc.5ei com
este ou com aquelle amigo para que triumphasse
essa candidatura ; ma isso 16, sem o sopro do
goveroo, nio era tufficiente para ama victoria no
circulo em queslio, que cootm um to grande
numero de aleitores, e onde apretentartm-te tan-
to candidatoa fortes.
O Sr. Cunha e Figueiredo :Sobra itto den
reapondo aa cobr delatado; beata que v coo-
fessando que elle tem amigos.
O Sr. Araujo Barros: Eslimo muito qae nio
tenba que reapooder-mo; eu lrel regialrarvdo 01
factoa em mea diteurto, qae ter da ser publi-
cado, e a provincia nos apreciar devidament.
(O orador depoit de una pauta.)
Eu tei que oa discussio deatea negocios do 3o
circulo ha muiloa ioleresses complicados, muito
eneontro de idaa, muito boa vootade, que via-
guem cettos peatamentot, os quaes tioda que oc-
cultot por ora debaixo de certas ureos, tio to-
dava lio luminoso:', que indicara bem cerlat con-
tal, em que oao falle claramente, mas que todos
bem comprebendem ; qae em virtude de tudo
isso ha iotereste em taxer-ie crer que o Sr. 100-
telheiro Jote Beato foi protegido somante pelo
partido conservador; que nao foi auxiliado pelo
govewo, te., etc.; entretanto, lenhoret, lodoi
tabem que na provincia de Pernimbuco am oa
Um Sr. Depulado :E pora aaa est negando a
poticio do Sr. cooaelaeirs?
O Sr. Arsujo Barros :Queta coalaatou aqui
aosicoea do Sr. coaaelhaiaa Jos Desee? A que
em ette aparta obre posicoea dette cavalheiro?
O que eu ditte foi que elle nio podia aer eleito
pelo 3a circulo sem a auxilio poderoso do gotee-
no, e o tuitento. Eu nio declinei aqui teu no-
me, a t reteri-me a elle em reapotta ao hoorado
Sr, bario de Muribeca quo ditte aqui que muilot
caodidatot nio podiam aer eleitoa por aquelle
circulo....
O Sr. Bario de Muribeca :Nio tire em me-
te o Sr. Jote Beolo.
O Sr. Araujo Barroa:Nio o contetto ; mea
bem vi V. Exc. que leodo eu fallada entio em
opposicio a suas idss, e que nao podeodo con-
siderar as circumttaociaa referidaa por V. Exc.
ao Sr. conaelheiro S e Albuqaerque, nem ao Sr.
consalheiro Sebaalio do Reg Barroa, nem tio
douco ao muito digno Sr Dr. Domiogot de Souza
Leio, nio podia raferir-me teoao ao Sr. conte-
Ibeiro Jos Beolo.
O Sr. Cunha e Figueiredo:Se eu quizeste po-
dia mostrar ao nobre deputado que devia referir-
se s oatro.
O Sr. Artujo Barros :Se exacto o que a (Ban-
go, se a minha linguagem em relagio ao 3* cir-
culo, dadas ae circamstaocias, em que me acho,
nio podia ser diversa da que se acba no meu dis-
curto ; se eu nio podia por isso mesmo fallar am
resposta ao hoorado Sr. bario de Muribeca, se-
nio contestando as suas observacoas em relacio
aos negocios e interestes daqutlle circulo, como
que que o nobre deputado abrasado no calor da
amissde fraterna), somente com o fim ostensivo
de lomar explendida a gloria de seu illustre ir
mi pode tvancar, sem que os seus argumentos
se deslruam por si mismos, segundo a ordem oa-
tural_das cousas, que eu aio disse Desta cata em
relacio ao teu nobre irmio aqaillo, que te encer-
r em mea discurto ?
O Sr. Cuoba o Figueiredo:Est engaado ;
ea procedo nitto com toda a modestia, o ounca
tire temelhtnte pentamento de fazer esplendor
de glorie.
O Sr. Araujo Barros:Outro nao podi ter ai-
do o fim de ama accuaac.io tio violenta, tobre-
ludo tendo certo htver dito o nobre depulado,
quaodo oceupou a aiteocao da cmara, que nio
dera o aparte, que se acha em meu discurso; O
pobre deputado accrescentoa que sea aparte, cuja
integra alia nio vem no meu discurso, o maguara
extraordinariamente ; que se ouvisse aa minhaa
palavras as leria conlealado, fateodo o teu so-
lemne proteato contra ellas.
Ore, te eu diste apenaa que o teu illustre irmio
nio podia ser eleito pelo circulo, de queso traa,
sem o auxilio do goveroo, oio ae pode por am
duvida que o protesto do nobre depulsdo contra
este meu peotameoto t deveria ler por fim o
pentamento diametralmeote opposto. Mas o que
isto, senhores, seoio o desejo, que eu nao cen-
suro, que tem o nobre depulado em lomar pateo-
te a gloria de aeu nobre irmio?
Qaeixa-se o nobre depulado, de que nio me
deu aparte algum, porque se o desse seris para
protestar contra as minhas idaa.
Eis ahi a origem de toda essa paixio, de toda
essa furia, com que fui aecusado 1
Eatretanto, senhores, quio distante se acha esta
aecusacio da idea da justica I Porvenlura aou eu
obrigado a dar a integra dos apartes, que aio-me
remellidoa em branco peloa Srs. lacbygrapboa?
Pode o nobre deputado dizer com fundamento
alteodivel perante a razio fria a desspsixooada,
que eu lbe livesse emprestado um aparte, mesmo
em branco, como aquelle que ateou toda eaaa
discussio '? No meio de um debate oio poisivel
que appareca um tao leve engao as notas la-
chygraphicat ? Em vista deatts reflexdes pode o
oobre deputado dizer, sem arriscar um juno te-
meraria infundado, que lio mal aaaenla em seu
carcter sacerdotal, que eu alterei aa notas ta-
cbygraphicas de modo, que Qgurasse nellaa o
aparte, contra o. qual reclima o oobre deputado?
Nio, por certo.
O Sr. Cuoha e Figueiredo :Se eu oio dei
aparte.
O Sr. Araujo Barros :Coacedo que assim seja ;
mas se o nobre deputado nio provou que eu im-
provisaste ette aparte, como diz que eu Qz appa-
recer all sea oome, s para que nio apparecendo
protesto algum contra as minhaa palavras, o seu
silencio servase como de asseotimeoto a ellas ?
Seohores, oeste procedimeoto acodado e ventu-
roso do nobre deputado, oio ha somenle falta de
Justina ; ha tambem ausencia de generosidade,
de cavalheirismo ; ha urna negaco formal detaa
caridsde evanglica,em que alia nos ditte o oobre
deputado achar-ae abrasado; ha falta desse es-
pirito de mansidio edecoocordia, senhores, com
que o hoorado membro se descreveu sempre dis-
o aes nobre carcter, a de reconhacar qua elle
era sm perraambucano, qas honrara
viacia, sendo por isso credor do meus elo-
gios.
O Sr. Cunha a Figueiredo :Poda-a fazer tem
prejuizo de outrem.
O Sr. Araujo Btrrot:Nao o aflija eata idea,
que eu nao tenho jimaia o proposito de prejudicar
a alguem, quaodo trato dot meut amigos, Oc-
cupar-me-bei boje sata o Sr. conaelheiro S e
Albuquersse, prev alecto do-me apenas da occa-
siao, qaa ate propordscou a nobre deputado :
quero fosar o atasco o qse o osare depulado fax a
retpeito dat tea nebro irmao.
Sr. ptsatdeQte, ea aio preciio tasar elogios a
quem tem j saa noats feito, ama reputacio fir-
mada, a quem tem cauqoJatado aoraa cvicas,
que sio dignas de oveja, a am cidadio emfim,
Sr. presidente que lem sido por tantas vezea dis-
tinguido pela beoevolencia imperial, a qual rabe
-----------
melhor do que ea, e qualquer outro de nos reco-
ohecer e galardoar o mrito.
O Sr. Souza Rota:lato verdade.
O Sr. Arajo Barroa:Entretanto, Sr. presiden-
te, o que certo. que as palavras, que eu pre-
fer na casa em relacao ao Sr. cooseibeiro Si a
Albuqaerque no discurto, motivou este debate
pareceram-me indiapeoaaveia .naqutlla occasiio ;
eu aa nio profer a pelo deaejo de tecer elogios.
O Sr. Cunha a Figueiredo :E quem se oppoz
aieto?
O Sr. Araujo Barros:Estimo muito que me
honre com eate aparte.
Achando-me neata cass, depois das refiexes
qua sella foram feilaa pelo honrado Sr. Bario de
Muribeca, em relacio aoa coodidatoa do lerceiro
circulo, calar-ma aeria acquiescet a idaa do
mesmo Sr. bario, aeria coufesear a verdade do
que elle havia dito, o isto, Sr. presidente, eu nio
poderia fazer sem urna especia de iogralidio, em
que nio desejo por forma alguma incorrer.
O Sr. Cunha e Figueiredo:Podia-o fazer aem
prejudicar a posicio poltica do meu irmio.
O Sr. Araujo Barroa:Quem deu lugar a que
eu alluditse em minha reaposta ao illustre irmio
do nobre deputado, foi o disiincto Sr. bario de
Muribeca, quando tralou do tercelro circulo.
O Sr. Bario de Muribeca :Nao, aenhor.
O Sr. Araujo Barroa :O oobre depulado apre-
ciou aa candidataraa oaturaet, daquelle cir-
culo.
O Sr. Bario de Muribeca :Nio ha tal, foi cou-
11 muilo difireme.
O Sr. Artujo Btrroa :V. Exc, quaodo fallou
00 lerceiro circulo nio diaae que havia candida-
turas, que eram all iocompaliveis?
O Sr. Bario de Muribeca :Nio, senhor, nio
me enlendeu.
OSr. Araujo Barroa:Lembra-me baver o
nobre deputado dito que havia all candidato!
que nao eram muito compaliveia, e parecendo-
me que ette pensameoto podia referir-ae a um
amigo, a quem muito preso, e a quem devo fi-
nezas, julguai dever dizer alguma couza em seu
favor.
O Sr. Bario de Muribeca : Eu fallei em ama
reuniio, onde tioha ido, e onde ditse que taes e
taea candida tu ra nio eram naturaet.
O Sr. Cuoha e Figueiredo :Itto foi quando
se tralou de outra materia, da eleicio provin-
cial.
O Sr. BarSo de Muribeca ;Nio, aenhor, foi da
eleijio geral; referia-me a essa reuniio aonde
nio etteve o Sr. Jos Bento, aonde eu com fran-
queza expuz as minhas idaa ; perguntei quaea
eram os recursos naturaet, com que coolavam
eatet caodidatot, pergunlei-o a ellea mesmos;
mat oio era o Sr Jote Bento, que Dio eslava pre-
sente ; disse que essea candidatos nio linham
elementos na localidade, mas nio envolv o nome
do Sr. Jos Bento.
O Sr. Araujo Barros:Fallou-se as candida-
turas do circulo....
O Sr. Bario de Muribeca :Nao, seohor, eu
osrrava o que se passou entre mim e algnos ami-
gos n'uma reunan partreular.
O Sr. Araujo Barros:Mas V. Exc. [disse que
lhea aconselhara, aflm de que procurasaem outro
circulo e....
O Sr- Bario de Muribeca : Nao, tenhor; nar-
rei O que te passou, e nio podia referir-me,seoio
a quem eslivesse presente; nio Uve em mente o
Sr. Jos Bento, e eu respondendo mesmo ao oo-
bre deputado, disse-lhe que nio me refer ao Sr.
Jos Bento. e aim a outraa pessoas.
O Sr. Araujo Barros :Nem ,eu diaae jmaii
que o nobre deputado fallou 00 dome do Sr. con -
selheiro Jos Beolo ; limttei-me e limito-me a
dizer que o oobre deputado fallou em candidatos
iocompaliveis, e eu julgando nesse numero esla-
va o Sr. cooseibeiro Jote Bento, entregue aos
proprios recursos, disse que as observares do
nobre deputado s podiam str applicadaa a
elle.
O Sr. Cuoha e Figueiredo : Seguodo a opiniio
do oobre deputado.
O Sr. Buo
cato.
O Sr. Araujo Barrot:Eu nio o entend at-
sm.
Sr. presidente, o hoorado Sr. Cunha e Figuei-
redo querendo em ludo achai motivo para aecu-
sar-me, lembrou-noa aousas, que aqui ae haviam
paasado, nio quando profer o dlecurso, de qua
nos lemos oceupado, mas si
de Muribeca :Nio vinha para o
m quando discut os
negocios eleitoraes de Goianna, no dia 3 do cor-
potto a dar o abraco de amisade, o sculo de paz rente, e tratando de apreciar essas cousas, acha-
a todo8quantoa encontr em aua perigrin.ic.ao por
este mundo. (Riso.)
0 Sr.Cuoha e Figueiredo :A cmara me far
justtga.
O Sr. Araujo Barros :Quando se quer incre-
par a qualquer collega por facloa de desleadade,
que se suppoem por elle pralicados, pede a pru-
va-se.tio possuido da idea de tecer corOas para o
seu digoo irmao....
0 Sr. Cuaba e Figueiredo :Ahi vem com as
coras 1 O nobre depulado quem as est te-
cendo.
(Ha um outro aparte.)
0 Sr. Araujo Barros (para o Sr. Souza Reis:)
dencia, pede a gravidade, com que aqui noa de- 0 oobre deputado, que ouvio com tanta compla-
vemos portar, pede a deferencia que lodos deve-
nios ler uns para com os outroa que ae examinem
as notas tachygraphicas, que se procura colligir
proras, qUe ponham fora de toda a conteatecio,
qua effectivamente se deu a alteracio de que
nos queixamos. Sem isso percorremos aempre o t
terreno sem limites das coojecturas, e taremos tenrao do Sr. Cunha e Figueiredo.
cenca o Sr. Cunha e Figueiredo, digne-ae de
a exercer tambem para comigo ; deixe-me conti-
nuar.
0 Sr. Cuoha e Figueiredo d um aparte, que nao
ouvimot.
O Sr. Souzt Reis :Eu eslou al pedindo a at-
oa mxima parle dos casot iccuiaces injustas.
como a de que sou victima ueste momento. E
te essa lioha de conducta a que o bom teoso
suggere a todo o homem justo, como qua o
nobre deputado ousa dizer um atu collega,
qaem coofeaaa ter amisade, que no seu discorso
se acha o que eu aqui oio disse, e at, senho-
res, singular contradiccio 1 que asse seu collega
havia suppriraido o protesto, qae aqut fuera o
oobre deputado em favor de aeu illustre irmio ?
Repito, Sr. preaidente, oeaae procedimeoto oao
ha smente falta de cavalheirismo. O nobre de-
putado atiraado-se contra mim de aorpreza, amar-
rotou, calcou aos ps essas bellas coras, Com
que lbe aprouve cingir se, inculcando-se aqui
um verdadeiro discipulo do cordeiro immacula-
do, com o animo aempre inclinado a frateroisar
al com seus proprios ioimigoa 1 Mss quio fcil
invocar-te etses bellos seolimeotos I Quio f-
cil apnareolarem-se virtudea tioaublimeal E
por outro lado quio gtitoao foi desta vez o oobre
depulado, prevaleceodo-ae da poaicao excepcio-
nal, em que me acho neata cmara, para crear-
me as difflculdades immensas com qse lulo nea-
te debate, qse eslava ioteiramente fra de todaa
ai minhas previsoea I
Mea collega,admiro a votta tctica, a habilida-
des com que comprehendeite a fraquexa de mi-
nha poticio no meio da illustre maioria, que vos
apoia, detaa maioria, tenhoret, que bam podit
desta vez mostrar alguot ratgot de generosidade
para comigo, elevando-te assim bella e grandio-
samente cima de minha individualidade I
Mas deixemos isso de parte, Uatemoa de outros
pontoa do discurso do honrado membro.
O illustre Sr. Cuoha e Figueiredo desenliando
cada vez mais o fim exclusivo de suas reclama-
coas, asseverou que as minhas idss sobre oaSrt.
conselbeiroi Jote Beolo e S e Albuquerqua ha-
viam sido ametlidaa tmente para Irem frescas
levtrot meut elogios ao metmo Sr. conaelheiro
S e Albuquerque.
O Sr. Caoba e Figueiredo :Nio me refer a
esse senhor, disse a alguem.
O Sr. Ataujo Duros:Senhores, ba nada que
posaa exprimir mais cltrameotoe raaie, porque
foi instituido este debate? Esas idea de que para
a corte iam oa meua perfumados elogios como
urna homenagem ao Sr. cooseibeiro S e Albu-
querque nio nos autoriaa a pensar que da parte
do nobre deputado dava-aa aeste momento a
idea opposta ? Nio de boje, aeobor depulado,
que eu recooboen o precealto o merecimento do
Sr. cooseibeiro S e Albuquerque.
Promotor aa cidade de Macei, quaodo aquel-
le cavalheiro fra em 1855 prndenle dat Alagoas,
prettei-lhe oa tervicos, qae podia prestar na mi-
ae humilde posijo; Uve oceatiio da apreciar
0 Sr. Araujo Barroa (com irooia):Muilo agr
decido por lio attignalado favor.
Como dizia, Sr. presidente, o nobre deputado
achava-setio preoecupado com a pessoa de seu
illustre irmio, que baralhou sceoas, inverteu a
ordem dot acontec m en los, e asseverou hou ver-
me dado, quaodo eu fallei.a 5 do crtente, apar-
tes que elle deu, quando nesse dia oravam outros
os. deputadoa.
Desse numero o aparteNio bula com quem
est quietoaparte que o nobre depulado deu,
quando entre outros apartes que eu dava ao Sr.
baro de Muribeca que eolio orava,referi-me ao
aeu nobre jrmio.
Tudo isso,' enlretsnto diz o oobre depulado
qae se deu quaodo eu fallei a 5 de maio cor-
rete I
Foi tambem em ouira occasiio,3 3 do mesmo me
que eu, fallando aobre as cousa de Goisnna, para
o fim de mostrar qual a parle que havia tomado
oa respectiva eleicio, e desvanecer a idea de que
eu havia aido emissario da presideocia, disse que
todas as ordens que se haviam expedido para
Goianna pelo preaidente da provincia de enlio
oo foram, aem podiam ser inspiradas tenio pelo
peosamento de neutralidad, que se deve tragar
odo o goveroo honesto, quando o povo diteute a
tua cauaa, e te iogere ptla eleicio not negocios
10 pait.
O hoorado mimbro nos disse hoje, entretanto,
com baatante espirito que tal dissera na sessio de
5, aa qual teve at a pachorra de coalar as ve-
tes que pronuncieiordens neutras Esqueceu-
te tornete de dizer que sisas repelieres, que Ihe
eauaarsm tanta especie, foram provocadaa pelos
innmeros apartea, que soffri eolio em sentido
contrario.
O Sr. Cuoba e Figueiredo :Nao duvido ; mas
servis-me a expressaoordens neutral.
O Sr. Artujo Barrot:Lembra-me tambem
que em urna densa occasides em que oa settio
do dia 3 fallei em ordena oeulrts, o nobre depu-
tado dine com aquella graoa inainualiva de teus
apartes :Aa ordenado governo nao eram mas-
culinas, nem feminioas, eram neutral.Esse ras-
go de espirito do nobre deputado foi coberto com
risadas geraea, coodio que tem alguot apartet do
nobre diputado. (Com irona.)
O Sr. Cunha a Figueiredo : Agradeco muito
ao nobre deputado ; a a caaa oa lem apreciado
coa justica;
O Sr. Araujo Barroa : Oh I pola nio I Isto
se tem ritto sqoi muitat vazet I
(Ha am aparte.)
O Sr. Araujo Barroa : Nio digo ntda qua
teja offentivo aa aobre depulado : aa riadat ge-
rasa provocadaa por alguna da teui apartea Iba
devem ter nimiamente lisongeira. (Rito.)
Ors todas essas cousae, Sr. presidente, ti.verm
meus^toT??,''?,"rtSo d'rTereote da de 5 do corrtote,
na qual prideu o diaturao, que tanto loiursdeu
caatra mim o nobre deputado.
Para qua, porta, e wufi8 9 para q^fc,.
taakisS eX0? P, "^ Pr q"e
Sr. pretidente, nio tenho remedio te nio var-
iar ao meupiao. E' que o nobre deputado abo
qaasla perder de vi.u o te u fim ; apeale!
poltica da sas aobre irmio devia at resultar
daaaa taotalta o confusio de fados; Ni acb
ceaaaraset isso, louvo at muito que o nobre de-
pulado faca o elogio de aeu nobre irmio.
O Sr. Cunha e Figueiredo : E eu fiz elo-
gio ?
OSr. Araujo Barros: Eu sei___Louvo mui-
lo que o nobre deputado, nesta occasiao, provo-
caste dos 1 migo de tea illustre irmao todtt a
demontlncdet, que elle hoje recebeu.
O Sr. Cuoha e Figueiredo : Foram demona-
tracoea de verdade.
O Sr. Araujo Barros : Fazeodo-o, o illuttre
membro ettava em aeudireito, e era de sua obri-
gacao, visto como tendo-lhe seu irmao servido
sempre de pai, como declara, sua Exc, dere-lhe
gratidio.
Nio posso mesmo delxar de acompanha-lo na
msoiiestscio desses sen timen tos. Lamento so-
mente qua para o fazer proeuraaae emprestar a
um de seus collegas fados, em que nio incorreu,
e pelas quaes nio podia ter centurado aem in-
juatica manifesla.
O teu procedimeoto perdeu todo o seu mrito,
desde que oasceu de um falso supposlo, ou des-
de que asaeotou sobre o odio, que men'.festou
contras minha pessoa.
O illustre membro muito se pagou de que o
ootio estimavel e distincto collega, o Sr. Jos
\ntonio Lopes, declaraste aqui que dera os vo-
tos, de que dispunhi no collegio de tua residen-
cia, ao Sr. ceoselheiro Joi Bento, nio em vir-
tude de recommeodacoes do governo, mas por
sympalhia, e amisade, que consegra ao meam
cooselheiro.
O Sr. Cunha e Figueiredo : Pta mim basta
a declaracio do Sr. Lopes.
O Sr. Araujo Barrot: Ea tambem agradeco
a declaracio do nono dittincto collegt, por quo
elle disse nessa mesma oceatiio que o governo
nio tioha imposto candidato algum ao collegio
do Rio Formoso. Semelhanle declaracio li-
soogeirs a todos os candidatos, que merecer!
os votos do mesmo collegio, e em relacao cau-
ta, que defeodo, psgo-me delta com lodo eaa
extremo, com que o fez o honrado collega, a
quem respondo.
Sr. presidente, o nobre deputado, abundando
sempre oai auaa ideas de exaltar a gloria de
seu nobre irmio, disse-oos que as iofiueaciae de
familia pouco vaiiam, e muilas vizea eram meso
lorie, que oulras.
O Sr. Cuoha e Figueiredo : Nio senhor
dissa que muitas vezes as relacet de amiaade
vaiiam tanto, como ai de familia.
O Sr. Araujo Barrot: E' urna leve modi-
ficarlo ao que diise: nio iosistirei pois netas
ponto, porque oio vale a pena.
Sr. presidente, preciso nao traosloraar a or-
dem escencial ata cousas, nem descunhacer a
nataraza da aociedade.
E' ioconlestavel que qualquer cidsdo coberto
de servicos reaea causa publica, tem jus
benevolencia de seus compatriotas ; desejo sin-
ceramente que essa doulrioa seja aceita por to-
dos, e que se torne a norma de nossss sc(5ea
em todas as apreciarles polticas, e o desejo cor-
dialmente, Sr. presidente, nio, por que lenha
em vista a minha humilde pessoa ; oio ; com
toda a franqueza o confeaso; quero quo eaaes
bellos principios prevaleci, a fim de que apro -
veitem a lodos aquelles, que nio achando-se
ligados a grandes familias por lacos de parentes-
co, podem todava exhibir em aeu favor oa seua
talentos e virtudes] E'essa urna aspirscio ge-
nerosa, que todos nos devemos apreciar ; al
o recoohecimenlo explendido da doulrioa cons-
titucional ; mas pode-se descoohecer a iolluen-
cia.das lamillas numerosas, sobretudo quand
essas influencias teem a sua raz no solo, a aua
base mais estavel no capital ? Essas familias, se-
nhores, ests maitss vezes relacionadas urna
com as outrat, protegeru-se reciprocamente, au-
xiliam-se no iolereaae commum, a conalituem-
se verdaderas e legitimas influencias, quando
ditpoem de membros activos, otelligeutet, o
prestrnosos.
Perguoio agora ; debaixo desse ponto de vis-
ta, o irmio do nobre depulado, aem o auxilio-
do governo, podia 00 lerceiro circulo competir
vaolajosameole com os demais caodidatos, quo
sli seapreaentram, de modo que o nobre de-
putado posta dizer que as (.fluencias de fami-
lia, as relacee antigs nascidas dos mesmos
habito, e dos mesmos ioleresses nao colloca-
vam o seu irmao em coodicoes mais desfsvora-
veis ? Em ums ou em outra occasiio, nesta ou
naquella quadra, essas familias podem eatar
desaviadas entre si por este ou aquelle motivo
entio podem manifestar-se em favor de um ler-
ceiro ; mas a regra geral que ellas lamban
tem em vista os ioleresses, da que ftllei, e qua
nio quererio prejudicar-se mutuamente.
O Sr. Bario de Buribeca : Apoiado, conser-
ve sempre etses priocipios, e quando fallar de
Gbiiona faca applictcio delles.
O Sr. Araujo Barros : Por tanlo, Sr. preai-
dente, nio vejo que aproveitem ao oobre depu-
tado as ideias, que trouxe cmara debaixo
desse ponto de vista, querendo com ellas im-
pugnar as que emilli em meu discurso de 5 da
mato
Um Sr. depotado : A que vem isto ?l
OSr. Araujo Barros : Vem para moairarqu
o nobre e disiincto Sr. Souza Leio, dis pondo oo>
lerceiro circulo das ralacoes e eaforcoa de seus
pareles, que sio propietarios de muitos enge-
ohos, deve nelle ter elemento natural de trium-
pho.por que homeot(em ta es circumslencias devem
pesa r por si ou por seus amigos na belanca politica
do lugar, em que morara ; vem para mostrar qu
as mesmas cousas se dio a respeito do Sr. coose-
lheiro S e Albnquerque. Por tanlo, sa o hon-
rado irmio do nobre depulado, fazeado valer o
seus servicos, podia obter a proteccao de seus
amigos, os outros caodidatos, que tambem tem
servigos e virtudes spreciaveis, podiam alm
disso prevalecer-te das suas relaces pessoaes.
da aclividade de seus prenles, e dos amigos
destes, que exercessem preponderancia o influ-
encia no circulo.
Nio pode o oobre deputado deixar da tocar
em minha entrada neata cmara. Era natural
iaso, por que esse facto parece ter-lhe servido
de tormento. Por que razio o honrado mem-
bro nio declarou logo, por quem fui para aqui
mandado ? lito cortara toda a queslio, e eacu-
aado era eu fatigar-me taoto em acompanha-lo
em todos os tpicos do seu discurso.
Quer dizer que eu nio poda ter um asiento
nesta cmara, te alguns amigos nio Uvetsem pro-
movido a minha candilura pelo quinto circulo?
Foi itlo t o que qniz dar a entender ? Pois se
o foi, declaro que isto verdade, quo eu aio dia-
puoha daelemeotoa proprioa para aqui me acbar;
mas veja que nem todoa os que eitamos squ
podemos dizer o contrario diaso. Raros sio aquel-
lea que nio se podem dizer para aqui mandados;
quaai todos somos protegidos, sando que muitoa
poucos teem influencia propria e baatante para se
fazerem eleger.
O Sr. Cunha e Figueiredo:Eu fui o primeiro
a confestar itso com referencia a meu irmio.
O Sr. Araujo Barros:Ea fui mandado para
aqui por aquellas, que me honrsram com. asas
votos; procurei-os, pedi, instei, fiz o que faz
qualquer candidato. Eatretanto certo que a ca-
deira, que tenho hoje nesta casa devo-a princi-
palmente ao apoio sincero, fraoco, e decisivo da
um amigo prealimoto, que muilo me honra, dia
tioguindo-me com sua amisade, sem favor da
quem estsrei (sempre prompto e dedicado. Foi
eate amigo primeirameate, depoii varios outroa
que me eollocartm em relacoeicom algumaa In-
fiueaciaa do quinto circulo, a quem asiim cano
a todoa, que me instilaran), igualmente tri-
buto a maia leal e aiocera gratidio.
Matjo que tem o facto do minha eleicio com
at reclamacOei do oobre depulado? Querer! a
honrado memoro com itto eitigmatitir...
O Sr. Caoba e Figueiredo :Nao, teohor. f-
ca-me iustica.
O Sr. Araujo Barrot:Eolio para que trono
esse facto para a disctalo ?
O Sr. Cuoha e Figueiredo:Bu lbe direi.
O Sr. Araujo Bajrot: Foi aera por em evi-
dencia a mioha unidade neata eaaa ea qwtttes
polticas? Foi para ftzer concentrar tobre mim
toda a odiotidade, da qaa o cobre depilado pro
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IMfl TwT 11 ~*+i^tA-
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.i .ju.ttitt aa mua
i eiredo :PRo i potado.
t J'I^"J0,8*"Of :-fl paro mwiomi Bl-
Sr. Cuoli e Figaeiredo.Est euianade.
Aifuuuiul0* :""Q'em ni! T{ **"-
f. Cihi e Figueitean: Ea Uisjrezo
8Aiga Bmroa **. M lo tan o direitode rata la; mo
> alto sdico, a que nao sendo parte-
an *7
taO S. Cuaba e Figueiredo : Beci, i>u retiro
a; oe deapreze, bm na n sp>ado.
Sr. sVrauje Barrea : 0 nebro < epatado, Sr.
Monte, a aeu propoaito de ton ar-me odia
atee saoie que tinha de tornar-te (arta eoa-
auUi, chegou at a renterar aqu qae au
pretenda rebaixar a digoidada daila cansara, a
loeulU-la, faxendo de aem memoro: naanequioe,
njoctos de aaeu deaprafo.
r- presidente, eu formulo aaaa aceouaco eom
*.av tu1 ^* exprimir o estado, em que ae
anata o Wuttrado Sr. Cuoha Figuuiredo, quan-
ojJjr^AXUapaiasa ^mt*. Formulaba a
acunacto difei antes da lado ao nobre deputado
aquellas aaaa patarras oea erin digoaa da
elaacio de una hornera qne aa pi ?aa.
O Sr. Caoba a Figueiredo:Eu ro iponderel so-
ore leo. Fllei per bypotheee.
O a. iranjo Barros : O sobre ( eputedo nao
(aa aaais digoidada do que qualruer aaa dos
enebros deata casa, a se nao Untii procurarlo
de aeuj collegas para vir axer-ct accoaaeao
daaaa ordem, Gieaaa-o so en sai soma; nao
dtsaesse que eu preteadia fazer de otees coilegia
tnanequios. objectos do mea deeproi.
A digaidade peaaoal s podo ser >eai aprecia-
re depetadu, qea receben de elganit Sr. depala-
doademoostracea da adheso, quaodo me accu-
sava em tantas oatras coasss, qi e para aqui
tzoaxo, doaia ter e apretar de observar qae a
casa nao o acompaos al asse ponto. E' que
****** pooto, Sr. presidente, o do. ra deputado,
exaltando-ae maia e saaia. vomitara iras em cada
pbrais que proferia : psreceu ate ad aeahores,
que eu tinha aun te de mim o Etna asa giploaio
erescente para inciaersr-me.
Qoaomfferente. Sr. presidente, se a a posico
* oonr depuiado, ae elle calmo, seteno, com
essa graridade propria de am homem sagrado,
com esse socego de espirito, que tac basa aasaata
naqaelle, qae lem de (aliar de um seu parante
oo,ooe a paasa que dar dar u premedita*
e*e, aaa issane :
Resse discurso houve ama fi la, peco-ros
que a emendis, em nomo da miela digaidade
no 4a aoasa tambero, a
/*j seohores. era tanto ma; necessario,
|ueto n honrado membro nao t um simples
percador como en (riso), am mioiitro do aliar,
o sacerdote virtuoso, que tere a bo idade da nos
advertir, qae elle sabia sempre abafi r e extinguir
todos os seas seotimentos de cholera para osea-
lar os seas irmaos am Cniisto.
Eoto, Sr. prasidoota, ea reconeria ia notas
taehigraphicaa que me loram dada, a oaira-laa-
nie aonobre deputado ; e o honrado membro
pon euaaavuia de fsHa, oa ea coi reat lo-hia
de injustica notoria e flagrante para oniigo.
No caso de falta, aeahores, aio la restava ao
nobre deputado um ensioo proreitoio a. dar-me ;
reetava-lhe o perdo, que urnas las primeiras
lels d Aquelle, de cujas virtudes o nobre deputa-
do nos deve dar um exemplo coostaile.
Em ralla disso o que fez o uobte deputado ?
eaotoa-se loge ponaido de ira, amada de fu-
ror contra mim ( aso apoiado J, e eiq neceado-ae
deque ease papel nao era digna daquelle, qae se
apregda oa casa amigo do genero bimano.
O Sr. Cuoha e Figueiredo : Son incapaz deeta
ira, que me altribue o nobre deputado.
O Sr. Araujo Barros :.....accaaon-me pelo
avado rasciTul por que o fez.
O Sr. Cuoha e Figueiredo :Nao ?slnra irado;
f*lui com a enwco que me t. nitural, e de-
boAXo da imp,estao ato momento, un vista da
potxgao, em que o nobre deputado m collocou,
o nobre 1 secretario dir aa ao lenho o ha-
w *e fear com esta emogao.
O Sr. Laiz Felippe (Io secretario .': rer-
dade.
O Sr. Araujo Barros : Diz o nc >re deputado
que falln sob a impresso do mom sol), e toda-
va estsva i miaba espera para accuar-BM I
O que poderei eu eniao dizer, Sr. presidente,
u que rim bem tranquillo, e que apenas me
aeotei aqui, senti-ote logo debaixo das palarrss
acrimoniosas do nobre deputado?
Fallou o nobre e iiius.ro Sr. Cual a Figueiredo
com sua habitual emo;o !
Gomo fallar elle eoto, quande achar-se en-
oleriaado, quaodo algum homem ilesleal o col
locar na pasicao, em que ette diz que o collo-
quei?
Sr. presidente, todo este debata leve por fim
dlscuiirem-se aa probabilidades dos lirersos can-
didatos do 3* circulo, tusado se rar m melbores
condi;5es do Sr. conselheiro Jos lienta am rela-
ca o a algum outro dos ditos candida os ; a ques-
tao da aparte fot apenas am pretexte.
A esse reapeito tai <. pan ha lo de sorpreaa, e
nao seodo obrfgado a trazer comigo as notas la-
bignphicas dos meas discurses, ni<> me possi-
?el apagar completameote a impiessao que o
honrado membro pessa ter produzidu contra mim.
Na mioha situaco alm disso essa tsrefa seria
auperior s michas forcas.
Afiaoeo, porm, qae ludo quaato rem escript)
em mea discurso, em relago ao Sr. couselheiro
Jos Beoto, disse-o ea aqui aem reiuco.
Espero, pois, qae na calma das patudas acha-
rei a jastiQa de que me julgo credot, u que ora
me contestada. (*)

REVISTA DIARII.,
Na ordem do expediente d'asseitbla provin-
cial, nasessaoda hontem, reqaereu o Sr. Arau-
jo Barros urgencia para aprsenla- nm requer-
saento no sentido de solicitar-sa da presidencia
da provincia ioformaco de achir-ss oa ao
traccin a da, e quando o fol, a lei qu 3 creou os
oficios de escrivo ds fazeada e de ca pellas, re-
siduos e ausentes ; e sendo o meimo requer-
cuento posto a votos, foi regeitado.
Entra em ultima diacuaso o pro. ecto que ap-
prova ocompromisso da irmaadade do Sautissi-
tata Sacramente de S. Loureaco di HaUa, bem
como o de N. S. da Paz dos Afoga jos; e ap-
provado e adoptado ; o que d-se cusa o prefecto
qu* aposenta ao meatre de msica de colegio
dosorphos em pnaaeira discassic, seodo-lhe
dispensado o intersticio.
E' approvado em segunda discussl o o projecto
porlugaez.i seodo-lhe tambem diapeosado o in-
tersticio : e entrando am segunda discusso o
projecto qae concede iaencoes a F. M. Daprat
para edificar por meto da ama aociadade, qae
bsja deencorporar, ora em oppoaicio o Sr. ba-
ti de M or beca, e aflual volada e ipprovado
asi axcluso do ultimo artigo, sen lo rageitada
a diapena da intersticio pedido.
Petsaodo-se a segunda parta da < rdem do dia,
rata-ae de deeidir o empate da e di en da do Sr.
Jasrat, que atava-a a 711:000 a ver ia de 60:000
asignada na prefecto do orcameoto para a *-
irada Mame de ; e depoia de orar em oppeaico a
tia Sr. bario de Muribeca, a mesma daaem-
atsdi em sentido favoravel.
Continua a discusso do artigo 17 com o seo
ddHivo, aendo approvado emboe, ilepoie doSr.
Witravio sobre este artigo (azar afumas conii-
deracoes,
Sio approradoi os artigos 18,19 e 20 com ama
meada a este doSr. Luiz Felipe n nleraodo a
B:00ftf a coasigoago de MhOOOJ ; bem como o
"** a atiajos Bl 23 oaa eaa Jjjjj, depoia da
o Sr. bario de Hnribaca em mpugoaeto,
f. Amaral era sasleataco d'ai.t lias amen-
B'*, qae elevando a coasigiaco, foi re-
^eitada.
Sie votados e approvados o ifflgos,
Z3,
Eatrsndo >m dlacuHio o uiigd-M do qasl
o r. Witravlo am additive coasignaodo
21 ir." ?,***oU> ao carteiro da taeaouraria
icial;a depois de breve conside aefio do mes-
ahor. esta regeitado. aaptrVdo o ar-
S'-a-'fl*!!0 tml0 M *** !l ortlgO
evasivamente. "
1 O aaelp deaaa Uacuuo oa stoTZ,7Jr.
JJo"' *^* **" rK, ,,*rqa, *' **W-
I Midado addtirvo rjwsgiwia a dfstiat-
?eodrsrias deapaeat, qae eaFwto ati agora
pagas pala4 verba eventuaes, bem como um outro
reatabeleaaode aa oaagraas dea coadjactorea,
qae no projecto fott-m excluidas. Sobre esta Me
o Sr. bario de Hartbeca em sentido contrario, e
acerca do outro o faz o Sr. Souza Reis sustentea-
da-o.
Nao haveodo austero para votar, adiada a
discasso, a levanta-se a sesio.
A ordam do dia de boje compe-se da tercal-
radiacosae de projete n. 14, eaeganda do de
o. 37, alea da contionaqo das toarariea ii dadas
anteriormente.
Foi prorogada a sesslo da atsambla pro-
vincial at o dia Bl de corrale, por portara
de 7.
Tendo sido exonerado do csrgo de 1* sop-
etate da subdelegado do districto da Magdalena
o 8r. eapitio Jos Francisco do Kego Barros,
foi para elle comeado -o Sr. Jobo Ignacio de M-
deiros Reg.
No domingo leva lugar oa noeaa Facaldade
de Direito. a collacio do gto de doutor ao Sr.
bachareiJoo Antonio de Soeza Ribeiro; pro-
nunciando, por essa occmo, tanto ella como
seu padrlnho o Sr. Dr. Jos Antonio de Figuei-
redo, do-as importantes diacaraos, que publica-
remos no camero de ssBsarha.
O tet0 to bastantameota coacorride, a esteva
brilhaote. S. Ezc. o Sr. presidente da provU-'
ca, seu mu destioeto irmio, discpulo desea
mesma Facaldade, e nn grande numero da pes-
aoas gredas eeeistiram ceremonia, torntnflo-a
oasis imponente alada eom sua preseoca.
Fallaeaa de febra ama ralla hontem oa caca
de detencao, o preso Valentina Monteiro de Aa -
drade, natural de loganira, casado, 42 aanes de
idade, prato. agricultor, altura cinco p, daos
polegadas, .a dala pontos, cabellos preloa eara-
piohos, olbos pratot, rosto redondo, nariz chato,
corpo e bocea regalares. Racolhido a este es-
lebelecimento em data de 8 de maio do crrante
anno, por ordem do Br. chafe de policia, remet-
tido pelo da provincia da Parahyba, como cri-
minoso.
Proceden-te a exame de veriflcao a identi-
dade no cadver pela subdelegada da freguexia
de Santo Antonio.
DeGameleire enviam-oot o segulote :
c O cholera-merbua appareeea ao engenho A-
nhumat, tam teito estragos a proporcio do aaa
popalacio, porm com favor de Deas, neaham
dos fallecidos foi por falta de caridade, e os Tat-
''ii
=
Mnittat crtaaes.
Recorrantat, Matees Maree e eotrns racorri-
ds, a jaatica.
AdeHado.
Reeorrente, M a noel Generoso da Silva : recor-
rida, a justtea. w
Julgoa-se a (arar do reo, sendo absaJvMa.
Recorrenles, Julao Jos Luiz e outros : re-
corrida, a justica.
Jalgou-se noli o o proeesso, e peresapti a
isw' ,m ri,t*d*,ei flo 1# de ,etemtr0 de
Reeorrente, Jos AlvesPerelra Mata ; recorrt-
rtda, a juatiga.
Julgou-se levar a pena ao mnimo do artigo
192.
., Appellagoti cieti.
Appellante, Maooet Jacintho Pereira e outros ;
appellado, Leopoldo do Reg Barros.
Dstprezaram-se os embargos.
Appetlante, a preta Sancha ; appellado, Joa-
quina de Deas Baplista.
Confirmada a sentenca.
Appellante, Francisco da Cunha Pedresa ; ap-
pelladas, Rita e Ignez.
Araliar e arerbar a multa.
DILIGENCIAS CHULS.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica as segaiotes
Appellagoes crimet.
Appellsnte, o julzo ; appellado, Flix, es-
craro.
Appellante. o julio ; Appellado. Felii Jos de
Agotar.
I Appellante, o juizo ; appellado, Hara Joaqui-
na da Coaaeico.
Appellante, Jos Tarares de Mello ; appellado,
o julzo.
Ap pe liante, o promotor : appellado, Toeodoro
Querido.
Appellaote, Smelo deSiqueira Brando ; ap-
pellada, a justica.
Appellaote. Antonio Joaqaim de Olireira ;
appallada, a joatice.
DE91GNAQO DE DIA.
Assignou-se dia para julgameoto daa se-
gointej
Apptllacet crimet.
Appellaote, o jixo ; appellado, Bonifacio Fa#-
relra Santiago.
Appellante, o juizo ; appellado, Andr Correa
de Mello.
Appellante, o jaixo ; appellado, Jos Alexan-
dre dos Santos,
tecidos com quanto nio teoham sido enterrado, I Appellante, o juizo ; appellado, Francisco Mo
com solemnidade, lera ao menos sido eom cari- reir da Silva Trineheira
dadeve com todas as camellas bygieonicss. Appellante, Jos Pereira de Carvalbo : appel-
c Ah I alguera querendo grabas fez appirectr lado, o jaizo.
oeste eogenho o digno sablelegado da Gimelei- Appellaote, Paulo Joaquina Telles : appellado,
rao Sr. Galvao, assistir a deshumacao qae fa- Tttomaz do Bsmtim Espindola.
ziam os urubs, e porcos as covas det fallec-1 Appellante, o jaizo ; appellado, Antonio da
dos, aflm denutrirem-se em seu pestfero hlito. Motta Cavaleanti.
Sim, o digoiwimo Sr. Galto que melhor inor- Appetlante, o jaizo; appellado, Demetrio Bo-
rne o publico, e a policia, o que presenciou, e drigaea da Cruz.
tranquillos viveremos maia signos diae. Apptllacet civeit.
Illms. Srs. Redactores do Diario de Per- Appellante, Atezan ira Lope Muoiz appella-
nambueo, vossa missao santa I Mostrai a ver- do, Jos Francisco de Miranda
dade I Miguel Alexandre da Fooaeea alvio Appellante, Manoel Cmilto Pires Falco
activo, zeloso, probo, intelligente, e a compa-
nhia da estrada de ferro qae por ora ainda diga,
por elle alguma couss.
< Nos esperamos dignisimos Redactores, o vos-
so obsequio, as publtcacoes destas lionas.
a Engenho Aohumss, 5 de janho de 1862.
Propietario do eogeoho Aohumas em Santo
Anto, Aoionio Pedro de Barros Cavaleaote Ca-
Ihoo.Antonio Jos Baaleira de Mello.Joao
Luiz de Carvalbo.-Jos Aotooio dos Santos;
Manoel Francisco de Carvalbo.Manoel Fran-
cisco Monteiro,Manoel Joaquim Corroa.
REPARTirlO DA POLICA.
Eitracto daa partea dos dias 8 e 9 de janho.
Foram recolhidot casa de detencao oo dia 7
do correte:
A' ordem do Illm Sr. Dr. chefe de polica, o
erioulo Jeronymo, de 25 annos de idade, estravo
de Joio Bernardo Ferreira, por aodar fgido.
A' ordem do Dr. delegado do 1* districto, o
africano livre Tito, de 24 annos, servente, por
brlga.
A' ordem do subdelegado do Recite, Saturni-
no Pereira dos Aojos, pardo, de 18 snnos. aem
offlcio, tambem por briga.
A' ordem do da Magdalena, Jca Francisco Mo-
reira, pardo, soldado o 4' bsUIhao de artlltiarU,
como desertor.
Dia 8
A' ordem do Dr. delegado do 1" dielrlcto. o
africano Loureoco, de 25 annos, escravo, de Jos
Manoel de Barros Wanderley, por estar fgido. juiz
A' ordem do sabdelegedo do Recite, os crioa-
los Manoel Joaquim da Costa ou da Rocha, 18
annos, marinheiro ; Ado, de 22 annos, escravo
de lguacio Pereira do Valle; e Silverio, de 18
annos, escravo do Dr. Pessoa, todos por briga.
A' ordem do de Santo Antonio, os pardos An-
dr Curaioo Tbemolheo di Silva, de 23 annos,
pedreiro; e Francisco Soares da Silva ou de Men-
dvoca, de 27 anuos, boleeir, para recrutas ; e
Joo, de 20 annos, escravo de Luiz Antonio Pe-
reira, por desordena.
A' ordem do subdelegado de S. Jos, Jos Pe-
dro de Moraea oa Moreira, e o pardo Joo de Sou-
za Eugenio, de 24 annos, carpios, amboa por
orina e insultos.
O delegado do termo de Goianna captarou no
dia 31 do mez passado, a Manoel Alexandre Cor-
rea, por ter furtado um cavallo de Hilario Soares
ds Rocha; recolheu-o a cadeia para responder
ao proeesso qae ia instaurar-lho.
O chefe da 2a seceao;
J. G. de Mesqua.
Movimento da enfermara da casa de de-
tengo do dia 9 de juobo de 1862.
Teve alta da enfermara :
Jos Pereira Licate.
Falleceu na enfermara de febre amarella, Va-
lenta) Monteiro de Andrade.
Matadouro rUBLICO.
Mataram-se para consumo desta cidade, no dia
8 do correle 94 rezes.
No dia 9-93 idem.
Obituario do da 9 de jcn'ho, o gem si-
rio publico :
Maooel Joaquim Dias de Castro, Portugal, 41 an-
nos, aolteiro, Santo Aotooio ; febre perniciosa.
Anna Isabel Pereira da Silva, Pernambuco, 60
annos, casada, Jaboato ; cancro no pello.
Aotooio Pereira, frica, 83 aonos, S. Jos; cho-
lera.
Maooel Severo Bispo, Sergipe,24 annos, solteiro,
Boa-Viata ; coogesto cerebral.
Antonio, Pernambuco, 10 mezes, Santo Aotooio;
tumor.
Candido, Pernambuco, 4 dias, Santo Antonio ;
tumor.
Josepha, Pernambuco, 9 mezes, Santo Antonio ;
convalidas.
Helliaon Blauk, Suecia, 40 annos, solteiro, Boa-
Vista ; febre amarella.
Maria, Pernambuco, 2 dias, Boa-Vista espasmo.
pellado, Paulino Pires Ferreira.
Revista eivel:
Reeorrente, Thome de Souza Barbosa ; recor-
reodo, Laiz Pereira de Souza.
DISTRTBIQAO.
Ao Sr. desembargador Caetano Santiago :
kppellacoes crimet.
Appellanle.ojaixo ; appellado, Jos dos San-
tos Gouveia Jnior.
Appellante, o juiz ; appallados Jos Piedade e
outro.
Appellaga'a civel.
Appellanl^Aoionio Jos Pires ; sppeliando,
uoMftWMVM OlD90Q.
Ao Sr. desembargador Silveira :
Apptllacao crime.
Appellante, Victorino Alves da Silva : appel-
lado, 0 JUIZO.
Appellaco civel.
Appellante, Francisco Gomes ds Luz Freir ;
appellado, Jos Francisco de Vascoocellot.
Ao Sr. desembargador Gitirena :
Aa gravo de pelico.
Aggravanta, Aoionio do Siqueira Cavaleanti;
aggravado, o juizo.
n Appellacio crime.
Appellante, Catsiano Jos de Souza ; appella-
do, 0 JUIZO.
Aa Se. eeeeebargadov Leoreoe Saemago t
Appellaco crime.
Appellante, Maroelino Pereira ; appellado, o
Aoorano depelicao.
Aggravanta, Jos Maria da Silva Teixeira ; ai-
gravado, o julzo. *
Ao Sr. desembargador Motta :
Appellaco crime.
Appeliante, o juizo ; appellado, Hermano Jo-
s de Oltveira.
Ao Sr. desembargador Perettl:
A pp ella rao crime.
Appellante, o jaizo ; appellado, Vicente Fer-
reira Liosa.
Appellaote, Joa Filippe de Araujo; appellado,
Joaquim Pereira de Mello.
Appellaco civel'
Appellante, Jos JacomeTaaso ;
j uizo.
Ao Sr. desembsrgador Ucha Cavaleanti :
... Appellac&o crime.
Appellante, o juizo ; appellado, Maooel Bezer-
ra das Naves.
Appellante, Pedro
Jos de Souza Dias.
Appellaco civel. 1
Appellante, Antonio de Siqueira Cavaleanti
appellado, Joa Flix Pereira de Burgos.
Eacerrou-se a sesso a t hora.
O Sr. desembargador Villares
11 horas do dia.
appellado, o
Antonio Alves ; appellado.
compareceu as
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CHRONICA JUDICIARIA.
Tribanal da Relac.
SESSAO EM 7 DE JUNHO* DE 1862.
PRESIDENCIA DOEUt. SR. CONSELHEIRO ERMELINO
DE LEO.
As 10 horas da manha, presentes os senhores
detembargadores Caetano Santiago. Silveira. Gi-
tirana, Loureoco Santiago, Motta, Peretti, Ucha
Cavaleanti eos jaitas de direito Doria. Mara-
nhense da Cunha, Bandeira de Mello. Cerqueira
Ptoto eAlenear Araripe. fallando o Sr. desem-
bargador Guerra, procurador da corda, abrio-ae
a aesso.
Passados os fettoe, e entregues os distribuidos
deram-se os segaiotes
Jl'LGAMENTOS.
Aggravo de petico.
Aggrsvante, Joo Hyppolito^de Malta Lima;
aggravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Uchoa Ctval-
caoti.
Sorteados os Srs. desembargadoras Lourenco
Santiago e Motta.
Negou-se provimento.
Appcllacott crimet.
Appellante, o promotor ; appellado, Aoionio
Jos de Almelda Franca.
A' novo jury.
Appellaote, Jos de Barcellos e Silva ; appel-
lado. Antonio Malheut.
Improeadenta.
Appellante, o julzo; tppellsdo, Pedro Leo-
poldno Marqoes. 3**el
A' ooro jury,
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Matculino.
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Na totalidade dos doaatea edstem 133, sendo 4
homens e 16 mulherea alienados.
Foram viaitadas as enfermarlas estes 4 dias :
10 1(8 horas ; no 2. s7 horas ; no
3." s 8 horas ; no 4." is 7 horas a 1(4 da ma-
nha palo Dr. Firmo oo impedimento do Dr. Dor-
oellaa. A'a 5 e 5 1|2 horas da tarde, pelo mea-
mo Dr. Firmo. A's9.10, 9, 9 horas da msohia
pelo cirurgio Piolo.
A 5 do crrante meia noile o Dr. Firmo re-
ceitou para um soldado que veio com ama la-
cada.
Do oontoro doa madtigos tTitlem dona eslan-
gaoota
Oh l eo te adero estrella veeportios,
Cosao se adora a Dana I
Eu te amo pelo rubro aseas taces,
Ploa eabeUoe leus I
EU amo a laagoidet desees tana olhos,
Quaodo a serrir p'ra mim,
Tiras as aoteesaaflesas.... bellas....
Ou tocias de oatrfim ;
Sin, aa amo a exprsalo desaea tsus labios
Pe ioemeatia e pudor.
Lomo a pleatta ama o tvalho matutino,
e elioi a flor.
Reclfe, 2 en maio d 1S62.
J. T. DE Carvalho.
Ao publico.
Para talvar de todo a meaba repaiaclo. aproa-
ao-me em declarar, qua viato haver deliberado
nao aceitar mais o coatrato que me foi offerecido
para a empreza de 8r. Germana na provincia do
Maranhao, por continuar os meua graves incom-
modos da aade, fia proapta entrega do dioheiro
que me foi mandado adiaotar. ao seu procurador
oeata praca o lllm. Sr. Jorga Taseo, fleaode desee
modo nlelrameote deaonerada para com aquelle
seohor.
Recife, 5 Je janho de 186z.
Jeiuina Jotephima da Silva.
COMMKIICIO,
Praca do Recife 9 de
juio de 1862.
rV cuatro Vvoras da Urde.
Calacees 4a juta e cairelares.
Cambios.
Sobra Londres 90 d|v. 25 7r8 d. por.l|000.
Sebrs Paris=90 d[v. 365 rs. por franco.
Descont de letrss.
10 00 ao son.
J. da Cruz Macadopresidente.
John atissecretario.
A llmale sra,
Randlmeoto do dia 1 a 7 .
dem o da 9.....
139.536*105
20.388J765
159:924t870
Movimento cha alfaiidesra.
Vela mea entrados eom fazendas.. 22
a tora ganaros..
Velenias aahldos toa tszendas..
a com gneros..
37
= 59
153
161
-=- 314
Dstcarregam no dia 10 de janho.
Barca iogleza Qaeen of ths Soathcarvo.
Barca ioglezaQueenbacalbo.
Barca iogleza Miranda ideo.
Brigue italianoDaioomercadoriaa.
Importafao.
Palbabole nacional Piedade, vindo do Rio de
Jaoeiro. consignado a Joa Rodrigues da Silva
Valle, manifeaiou o seguiote .*
80 harria e 6 pipes vinho. 70 caitas fogo da
China, 50 barra toacinho, 30 barricas al pista, 400
barricas e 150 vola mes cascos vatios e abatidos.
40 saceos pimenta, 3 fardos erva-doce, 10 eaixas
e 3caixeschi, 5 podras de cantara, 20 eaixas
velts, 1 csixote jarope, 1 barrica araruta, 15 di-
las sebo, 310 tacfies farinha de mandioca, 635
ditos caf, 220 rolos fumo ; a ordem de diversos.
Brigue nacional Algrete, vindo do Rio Grande
do Sal, consignado a Maooel Gtncalves da Silva,
manifestou o seguiote :
6,138 arrobas de carne de charque e 38 ditas de
sebo em rama, e 6 couros vaceuns de refugo ; a
ordem.
aaeeebedorlak ele rendas lutemas
gea-aen ele Pernambneo
Randimeolo do dia 1 a 7 8:170g081
AtIsos martimos.
Rio de Janeiro
O brigue aaeional dade e tem mtiocarregamanto tratado, para o
resto trata-se com os consignatarios Marques,
B'rroa A; C, largo do G>rpo Saolo n. 6.
LUiles.
Para o Rio do Janeiro, recebe am resto da
carga a frea a barca braaileira Coaceico : a
tratar no eacriptorio de Amortsa Irmaos, ras da
Cruz n. 3.
COMPANHiJeBRaSILEIRA
MPKTTBS^ IJUP(Dla
Espera-se dos portos do sul at o dia 13 do
correte o vapor Cruzeiro do Sul, commaodante
o capito de mar e guerra Gervasio Mancebo, o
qual depois da demora do eostume seguir para
os portos do norte.
Desde j rocebem-se psssageiros. e engaja-s
a carga qno o vapor poder cooduzir, a qual de-
vora ser embarcada no dia de aua chegada,diohei-
ro a frete a encommandas at o dia da sabida aa
2 horaa da tarda : agencia ra da Cruz n. 1, ea-
criptorio de Antonio Laiz da Oliveira Azevedo
& C.
Aracaly.
Sagoe no da 10 do mez correte o hiate cSan-
ta Craza, recebe carga a freta e passageiros : a
tratar com Caetano Cyrtaco da C. M. IrmSo, no
lado do Corpo Santo o. 23.
Baha.
Hiate Santa Rita segu nestts dias ; para o
resto de caras trata-se com Caetano Cyriaco da
C. M. Ai Irmo, no lado do Corpo Santo o. 23.
Para o ttio Grande do Sul segu com multa
brevidade o brigue eseaoa cGuanabara, recebe
carga a frete : psra tratar, no escrptorio de A-
morim Irmaos, ras ds Cruz o. 3.
Farinha de trigo-
Quarta -eira 1 i do corren fe.
vVil & Juit farSo leilao por intervencio 4o
agente Pinto a por conta a riteo de queso p**>
lencer de cerca 41 barrica coa farinha de trigo,
existenus oo srmazem dos Srs. Aotunaa Guiosn-
rlea & c, onde ae effeetuar o letlo atO-bo-
ra do dia cima menciouado.
LEILAO
Dividas,
Quarta-feira 11 do corrate a
1 hora da larde.
O agente Pinte levar novament* leao aa
dividas activas da massa fallida de Jos Aoionio
Soares de Azevedo, servindo de base o maierpast-
o offerecido, por assim lbe haver determinada o
Uso. Sr. Dr. juiz especial de rommercio : a f
hora da tarde do da quarta (aira 11 do i
rente.
dem do dia 9
V
1:973*584
10:143J66>
Couialado
oosMaaWrb do da 1 a
Ida da dia 9 .
provluclal
7.
2i:49t|N)14
7:380J144
31:8748158
Movimento do pono.
Naviot entrados no dia 9
Ctrdiff56 dia, barca iogleza Julia, de 240 to-
neladas, capito L. Bruce, equioagem 11, car-
ga carvo de pedra ; a Scotl Wilson & C.
Terra Nova42dias. batea inglesa Miranda, de
214 tooeladas, capito J. W. Simos, eqnipa-
gem 14, carga 3,810 barricas com bacalbo :
Sauoders Brothers & C.
Terra-Nova35 dias, barca ingiera Queen. de
245 tooeladas, ca,itao Hory Baily. equipagem
10, carga, 3,186 barricas com bacalho ; a
J oh [.alo a P* ter & C.
Nao houveram aahidas.
.dita*n.
IWa iBHMco a aliesoega ae U* vWi-
eo, que no dia 11 do correte mez, porta da
meama repartiese, e depois do meio-dia se ho
de arrematar 24 violas, urna 6J667 ris, total
1600008 ris; 18cavaquinhos, am 4$. total 72*
ris ; 6 violes, um 16}667, total 1009002 ria ;
viodoa do Porto na barca porlugueza Sympathia,
entrada a 12 do passado mez, e abandonados aoa
direitos, no acto da confercela do despacho por
Joa Baptst da Fooseca Jnior, seodo a arre-
uiataco livre de direitos ao arremataole.
4a ete.ao do alfaadega 0 de jobo do 1862.
O Ia ectipturario,
Firmino Jote d'Oliveira.
Deelarac*!.
Pablica^oes a pedido.
Gelarina.
*\ alea.. ati a
Bap'aanfe do poU i" -mliirlnrin.
Meo anhelo gentil;
Astro brilhaote que me attrer a ata
Entre nnvnne eoall-,
Directora geraltia iastratjco
publica.
Paco saber aot senbores professores e proles-
seras, directorea e directoras de estabelecimentoa
de ioatrucco primaria e secundaria da provincia
qua o conselho director em sesso de 5 do cor-
rete, deliberou que os mappes trimensaoa dos
alumnos deates estabelecimentos fossem como
terminantemente dispoe o art7 4 da lei regu-
lamentar n. 369 de 14 de maio de 1855. remetti-
dos a eata repartico por iotermedio dos respec-
tivos delegados Iliterarios ; exigindo os meamos
profeasorea e directorea daqualles delegados am
recibo da enltwge do mappa, com decleraco do
numero de alomos celle contido ; recibo qae,
para sua resalva faro recolfaer a esta repartico
ot o ultimo do primeiro mez que se seguir a
aquella trimestre. Com a falta da entrego do
mappa pelo delegado Iliterario, ou do recibo pas-
sado por este so professor, dentro dos 30 dias
mareados, depois de Ando o trimestre, ter lugar
a imposigo da multa commioada pelo rt. 100
da citada lei.
Secretatia da natrauciopublica de Pernambu-
co, 9 da janho de 1802.
O secretario,
Salvador Etnrique de Albuqutrque.
CoB&elb administrativo.
O conselho administrativo, paro foroeciseento
do arsenal do guerra, em eumprimeoto ao art.
22 o regutamento de 14 de desembro do 1852,
(as publico qae foi aceita a propoata do sensor
abaixo declarado.
Para o arsenal de guerra.
Joo Carlos Augaats ds Silva :
800 caada daazeite de carrapato, medida no-
va, a 19200 a caado.
O conselho avisa so mesmo senhor qae deo
rneelher o genero cima declarado ao da 11 de
corvante, ii 10 horas da manha.
Sala da aeseoes do conseibo admiaiitrttvo.
pera forneciraenlo do arsenal de R a erra, 9 da
|aohodel862.
Francisco Joaquim Pwnirm loo,
Coronel vogal sectaiaria interino.
C0IY1PANHIA BRAS1LEIRA
DE
At o dia 23 do correte esperado dos portos
do norte o vapor nacional Paran, commandan-
te o capito-teoente Joa Leopoldo de Noronba
Torrezo, o qual depois da demora do eostume
seguir para ea portea de aul.
Desde j recebem-se passageiros e eogaja-se
a carga que o vapor poder cooduzir a qual devo-
ra ser embarcada no dia de sua chegada, en-
comm^odas e dioheiro a frete at o dia da sahi-
da as2 horas: agencia ra da Cruz o. 1, es-
criptorto de Antonio Luiz de Otiveira Azevedo
& C.
Barcellona.
O brigue haapaohol cDus Irmaos. capito D.
Fernando Torras, que val sabir para Bareellona
em poucos dias, recebe alguma carga para com-
pletar o aeu carregamento, com especislidadeal-
godo : a tratar com o mssmo capito, ou com
os consignatario* Carvalho. Noeueira & C.
Para Lisboa segu com muita brevidade o
brigue Port Activo tem prompto a maior
parte do carregamento, e para o resto que recebe
a frete ou para passageiros, aos quaeaoBerece ex-
cedentes commodos : trata-se do escrptorio de
Amorim & Irmaos, ra da Cruz n. 3, ou com o
capito Jos Antonio de Oliveira, na praca do
Commercio.
Janeiro.
O brigue nacional cDeolioda segu com bre-
vidade, e recebe alguma carga a frete : trata-se
com os consignatarios Marques, Barros & C, lar-
go do Carpo Santo u. 6.
fAMPvni ppivii lunrtw
irtrinriraii* rEnluSiDLlutliA
Navegaco costeira a vapor.
Parahiba, Rio-Grande do Norte, Macau,
Aracaty e Cear.
O vapor IguarassJD, commandaote Viaooa,
sahir para oa portos do norte at o Cear no dia
21 do correle t 5 horaa da tarde. Recebe car-
ga al o dia 19 ao meio dia. Encommendas pas-
sageiros e dioheiro a frete at o dia da sabida s
2 horas. Eacriptorio no Fotte do Mattoa o. 1.
Porto e Lisboa
Segu brevemente a veleira barca portagueza
Sympathia, por ter sao carga, parte a bordo
parte engajada ; pera o restante e psssageiros,
trata-se com Baltar & Oliveira na ra da Cadeia
do Recife n. 12.
CMIPMIJa
DAS
Messagenes imperiales.
At o dia 14 do correla eapera-se dos portos
do sul o vapor (ranees ?eorn, commaodante Au-
bry dala No, o qual depoia da demora do coata-
roe, seguir para o Rio de Jaoeiro, tocando na
Babia : pera pessaens, etc., trata-se ns agencia,
roa do Trapiche a. 9.
Para
Rio de Janeiro,
cosa toda brevidade a lioda a veleira barca
nasional Irisa, de prinwlra ctasse, capitn Gas-
par LaUede feria, qual tan parte tea car-
regamento prompto : para o resto, trata-ae toa
aa aaaa coaatgoatsrioa Aranana, Hijo 4 CM roa
do Trapiche Nove n. 6.
LEILAO
Quinta-feira 12 do correte.
0 agente Pinto, novamente)aaloriaado pelo ia-
veutarianta dos bens deixadoa por fallecimentov
de D Mara B. Ferreira de Campos, e por des-
pacho nao s do Ijuiz municipal da segunda va-
ra, como do juiz de direito especial do com-
mercio farileiiodos predios abaixo declarado.
a aaber;
10 casaa terreas sitas em chaos proprio oo
Estancia, ra de Heorique Diae, numeracao par
de 2 a 20 cada urna com urna porta e doeaja-
oeties, grande quintal e cacimba, e um dalla*
com grande soto.
1 dita dits sita no berco do Acoague da Fre-
guezis da Boa-Viata com quiotal e cacimba.
1 sobrado n. 104 na rus da Sentis Velhar,
com 3 lojaa no oito e urna na frente.
O referido leiio ser effecteado as 11 horaa
-O dia cima mencionado no eacriptorio do re-
ferido agente, ra da Cadeia o. 9, onde se data
qualqoer toformaco a respeito.
LEILAO
DE
Saceos com feijo
Quinta teira 12 do corrente
O gente Pestaa vender por conta e risco do
quera perteocer cerca de 200 saceos com feijao
preto para pagamento de despezas e sero ven-
didas pelo maior prego offerecido : quinta fetra
12 do corre-te pela 10 horaa da manha no r-
neteos do Anoea defreole da alfaodega.
Avisos diversos.
A passoa que nnunciou precisar de quea
encarrvgasae de urna menina de dous aoaos o
meio para acabar de criar ; pede dirigir-se a roa
Velhs n. 73.________________________________
GRANDE
Laboratorio a vapor
DE
Lavagem e engommado
de roupa, de Ramos fe Pi-
meiitel.
Empreza importante, que vai prestando rele-
vantes servicos seus fregoezes pela promptidao
e perfaico com que lava a roupa sem a estragar
PBECOS.
Roupa sortida (embora nao venham metas nem
ieDcoaj 40 rs. por per;.
Pecas grandes isoledamente 100 rs.
R jupas de navio, vaporea e hospilaea 70 rs.
Dita de familia qae eio fregaeza 80 rs.
Dita de doente de familia que nao rcgu*za
a 120 rs.
Urna rede ou cortinado de cama oa varando
a 500 rs.
O preco dos engommados mdico e roofor-
me os peca, como coitamam faseras eogomma-
deiras. O praso da entrega da roupa lavada
8 dias, e eogommada 15, sendo que muitss vezes
est prompa antes do praso. Deposito na roe
Nova.
LOTERA
SAfiBADO 21 do cot rente se deven'
extrahir mpreterivtlmente a terceira
parte da segunda lotera a beneficio do
Gymnasio Pernambucano (teiceiractra-
cesso) no consistorio da igreja de N. S.
do Rosario de Santo Antonio. Os bilhe-
tes e meios bilhetes acham-se a venda
na respectiva thesouraria ra do Crespo
n. 15, e as casas commissionadas pra-
ca da Independencia n. 22 loja do Sr.
Santos Vieira, ra dalmperatris loja de
ferragens n. 44 do Sr. Pimentel, ra
Dreita n. 3 botica do Sr. Chagas, e
na ra da Cadeia do Recife loja u. 45 do
Sr. Porto.
As sortes de 5:000$ ate as de 10| se-
rao pagas urna hora depois la extrnc-
cao, e as outr,Jporem, no dia imane-
diato logo que se tenham distribuido as
liltas.
O thesoureiro,
Antonio los Rodrigues de Sousta.
VENDE-SE orna aaobilia de amarello
?a, conteodo as seguintes pecas: um sola, 12
eadeiraa, 2 ditas de braco, 2 de tulenco 2 tosa
lo e teso de orlo da sala : pora ver oa mo Di-
reito n. 127, segunde andar, e pera tratar oeste
typogrsphis.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15.
Frederico Gautier, trarfiio dentista
fw todas ss apafsejoss dasue arle o
lorannsinrtoo, tsale com -m
ahetsnb.
.
^r.


^
Aula, &WIli(5M)
^ TWJi PaVaU lt M 1BBH0 xtt- H62.
C. Alchodre tem berta a tai nula de inglez na
ra do Hospicio n. 44.
Na tu Direita, sobrado de oro andar n. 33, de-
roo\e'Jo Dicho, arnoja-ie comida diaria para
a,alqer pessoa que queiri, tambem aa eogom-
_ tta, faz-se doeas de lodaa aa qualidadea. lauto
Predaa-se de um P<"tugue. p.ra feuor de saceos como em calda, fazem se bandejas de di-
um P>o o. e que leona bailarte pralics de tersas qualidadea de boliohoa coro Ogurae de lin-
p eot.c*es e jardn : quem ae a:ba: habilitado., dos modelos, t.oto p.r. casamento cono pa
dinjo-aoa re. da Cruz n.44. aeoripUmo._________ bailes, [a eofeitea de alBnim para presentes, bolos chama-
do de 8. Joio com rrooa, flore, capellis, le-
tras, tambera se faz jalis de substaocie.
- Quera-preclaar de urna ama para counhar
eogommar, o s para cozinhar, dirija-se a roa
lo Imperador n. 54.
i
Quem preciaar de ama muiaer para ama de
tiomem soltairo oa viuvo, para cotinhar cora lim-
peza, dirija-ae a ru de Santa Thema n. 9.
Msnoel Alve. dos Santo vii"~p.r. o Rio de
Janeiro a oeRncio.
Aluga-se am mtalo bom boleeiro, para
caaa particular, ou meamo para algoma cochaira
que seja boa : a fallar na ra larga do Rosario n,
34, botica.
-. Precisa-a na paoaria da ra Imperial o.
179, de am menino de 18 a 14 uno, para cai-
xetro. doa ultimoa chegudoe do F orto.
1:-20U9, na ra do Quetmaoo n. 26 le dir
quem oa empresta, garaotidoa por bypotheca em
casa terrea.
P. Browu. uDdi o oI, v.ii Montevideo
Precisa-se ae l:Uuuj por 6 riese, dando-se
garant em predios oeata pn?a a voatade : quem
este negocio quizar fazer, annuocie para ser pro-
curado.
eecrivo de paz do 2." dia rico da fregu -
zia do Recite, Unlo-se mudado para a raa da
Seozala Nova, casa n. 33, abi ce otioa a lsvrar
eicrlplura* de conjuras e venda ile escravo. '
Victorino Candido Ptnira de Magalhea,
negociante na villa do Pilar das Alagos, tendo
relaedas commerciaes com a prac de Pernambu-
co desde 1857 at hoje, conaiderando-se desqui-
tado de qualquer divida : roga a jualquer un
que se julgue seu credor a apre;ectar seus do-
cumentos no praao de 30 dia, roa caaa do Sr.
Manoel Jos Machado, para incontinente ser em-
botado.
Atteneo.
3
O abaizo assignado declara que o i nnuncio que
fez inserir hootem, 9 do correnti, ueste Diario,
quaodo asevera que a firma Rocrigues & Ribei-
to, de que fas parte, nada deve neita praca oo
fora delta, a excepeo de lttras ai eit.ia a Laiz lo-
oo Rodrigues de Souza, e que estao garantidas
por bypotheca em beoa de raiz, ntende-se a res-
pailo de letras vencidas e nao eicloe a existen-
cia de alguna dbitos de conta de livro.
Manoel Jnaquim Rodigus deSeuta.
O abaizo asiignado faz scieite ao publico e
com especialidade ao respeitavel corpo do com-
coerci, que deizou de ser caizeiro da casa de
Silvino Guilberme de Barros. R jeife 9 de iunho
Urna pessoa habilitada em esenp-
turacao mercantil por paradas simples
ou dobladas, do que ja tem pratica of
ferece-se para fazer escripias commer
ciaes mediante razoavel paga : as pes-
soas que de seu presumo quizerem uti-
lisar se podem dirigir-se a ra larga do
Rosario loja de louca da porta larga do
Sr. Joaquim Antonio Pereira, de quem
colherao todas as informacSes precisas.
Arreada- o sitio do finado Manoel Joa-
quim do Paraizo, no Bongi, cujo aitio tem boa
casa de pedra e cal, boa cacimba que bebe-ae,
eom muitos e diversos arvoredo, baiza para ca-
pim, etem trra pira plantar : quem o preten-
der, dirija-se a padaria da ra Imperial n. 51, ou
atraz da matriz de Santo Antonio o. 16. primeiro
andar.
D. W. fluwman
viaitar Inglaterra.
e sua familia prelendem
~ c J- Shau. Ing'pz. vai para Inglaterra.
Precisa-se de alugsr urna pret para crre-
gar fazendas com outra pessoa : na ra do Hos-
picio n, 62.
Precisa-se de um caizeiro de 16 a 18 anuos
de idde, que seja portugus, e que lenha pratica
de taberna, para urna taberna no Cacbang : a
tratar na ra Imperial n. 4, confronte a matriz
nova.
Domingos Rodrigues de Aodrede declara
que Antonio Luiz de Aodrede nao triis seu eai-
xeiro desde 9 do correte.
Domingo fugio um corrupii, de urna casa
da ra da Imperatriz, dirigiodo-a* psrs os quin-
tis da raa da Aurora : quem o pegar e quizer
reaUlui-lo ao seu dono, receber 20g de gratifi-
cacao, na mesma ra da Imperatriz n. 14, segun-
do andar.
AUen$o ao publico.
Qaem quizer possuir o melbor don estabeleci-
mentos de coebeira da ra do Imperador, dirja-
se ao da mesma ra n. 12, que achara um espa-
cioso estabelecimento livre e desembarazado por
m negocio mui commodo parr o comprador,
com tres carros novos e 6 cavados ezcelleotes,
todo a vootade do comprador.
Heitor Cordeiro, sabdito p ortigue*, re tira-se
para Macei.
Attenco.
Na ra da Csdeia Velha o. 24, primeiro andar,
entrada pelo becco Largo, ba urna pessoa que se
propoe a fazer algumas escripias commerciaes,
tanto por partidas dobradas como siogelas. e por
precos commodos.
O retratisia americano
O retratista americano
O retratista americano
O retratista americano.
Ra do Imperador
Ra do Imperador
Ruado Imperador
Ra do Imperador.
Novos estylos de ambrotypo
Novoa eatylos de ambrotypo
Novos estylos do ambrotypo
Novos estylos de ambrotypo.
Muito baratos
Multo baratos
Muito bsrstos
Muito baratos.
Lindos cartoes de visita
Lindos cartoes de visits
Lindos cartoes de visita
Lindos cartoes de visita
SEGUNDA
THESOURO
DO
HOMEOPATHICO
Vade-mecum do aTbmeopatha
pelo doutor
uwm l rai.
Kste livro qae se tem tornado to popular,
quento oecessario, acaba de ser publicado com
todos os melhoramentos, que a experiencia e os
progressos da aciencia tem demonstrado. A no-
va ediccao em todo superior primeira, en-
c*?rrs i
I.* Mais ampias noticiss acerca do curativo
das molestia, com iodiceses mui proveitosis
dos medicamentos novos recentemente ezperi-
meotadoa na Europa, nos Estados-Unidos e no
Brasil.
.* A expoaicao da doctrina homeopatha.
a. o estudo da apropriaco dos remedios se-
gundo as predominanctaa dos temperamentos,
das idades, dos sezos, e segundo as circumstsn-
ciaa atmosphericis etc., etc.
4. A prsenselo ou prophilazla das molestias
hereditaria.
5." A preservarlo das molestias epidmicas.
6.* Ums estampa Ilustrada demonstrativa da
; conlinuidade do tubo intestinal desde a bocea al
! o anus etc., etc.
; Vende-se na pharmacia. especial
thica, propriedade do author, ra
Amaro (Muodo Novo] o. 6.
Preco de cada eiemplar. ; 20*000
N. B. O seohoresassignantes queiram man-
dar receber seus exemplsres.
O advocado
HOMEOPA-
de Santo
O Sr. empregado publi-j Sociedaie bancarit.
co que recebeu ^^if^8^i^^^^^c*M^m t*mm
quantias para pagamentos de I ouem qutzer o,'*. premio qu.nu. #~o
objectos de sua repartido e Sue,s0pe"o.8"aIli8, "n"DCie p,ra ,rsUrM a
nao os pagou, queira mandar Ai.g.-se um. c.s. terre. n. ru. D.reit. n-
entregar essas quantias que (
existem em seu poder como
deposito, alias se publicar
seu nome e mais cartas pelas
quaes se prova a
deste negocio.
Aviso.
Na travessa da ra
Por pedido de algamas seoboras o professor
ds liogua italiana vai breve comecar o curso da
dita liogua e pode ainda admillir tres senhoras
eXlhtencia ***" A Itewo sao particuUrea e toma-
das com toda exactido em suas respectivas ca-
: sas e vencidas com um cento de licoes para es-
-. crever, tradutir e fallar com o verdadeiro acento
das Cruzes n. a dita lingua e suas poezias. O prefessor mora
Precisa-se para urna casa tranceza
de um perito cosinheiro: a tratar
ra Nova n. 21.
na
Antonio Joaquim dos Pasaos, ex-professor
do collegio de Bemflca, legalmenle aulorisado,
em aberto ts suas aulas de latim e francez ra
Bella n. 21.
2, paimeiro andar, tinge-se para todas n',rua da Soledade n. 66, casa com jardim e
sa cores com presteza e commodo preco.
sitio.
Ha paraalugar tres escravoa mogos para qual-
quer servidos e urna escrava, casada que sabe
vender na ra, maa s ae aluga com o marido
Silvino Guilberme de Barroa compra escra-
voa de ambos os sexos : na ra do Imperador n.
79, primeiro andar.
SiJSStStSL' p'd'rl"d0 maDgoi: Companhia Fidelidade de se-
martimos e terres-
Joaquim Joa de Oliveira e Souza, riaideole oa
Parahiba do norte faz sciente so respeitavel pu-
blico, especialmente ao corpo de commercio que '
de hoje em diaote se assigna por Joaquim Jos
de Oliveira Apolim por hsver outros do mesmo
nome.
Precisa-se de urna ama forra
ou captiva
para coziodar e eogommar em casa de pouca fa-
milia : na ra da Imperatriz n. 47, primeiro
aodar.
A Sra. Haunah Gee.aubdita :ogleza, retira-
se para Inglaterra no vapor iogle aParani.
Casa.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado do caes
de Apollo n. 22, que fica em fren e da ponte no
va, com commodos para grande frmilia ; a fallar
na raa larga de Rosario n. 34.
Preclaa-ae de um ezcellente cozinheiro pa-
ra casa ingleza : na ra do Vigarin n. 9.
COMPANHIA DA ESTRADA DE FERRO
BO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)*
De conformidade com as instru:coes recebidaa
da respectiva directora, faz-se publico que ties-
ta data em diante sao convidados os accionistas
desta companhia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem da mesmn abaizo ficam
publicados.
Escriptorio da compaohia, 20 de maio de
1862.
Por procurarlo de E. H. Bnmab, tbesou-
reiro.
(Assignsdo) R. A listn.
Manoel Ferreira da Silva Terroso, oa ra de
Apollo n. 28. aaca sobre Portugal por o prozimo
paquete ioglez.
Gabinete medico cirurgico.1
i Ra das Flores n. 37. t
Serio dadaaconsaltas medlcas-cirargi- I
cas pelo Dr. Estevo Gavalcanti de Albo- S
i querque da 6 as 10 horas da manhia, ac- m
i cudindoaos chamados com a maior bre- |
i vidade possivel.
1 Partos.
2.* Molestias de pella.
9.' dem do olhos.
4.* dem dosorgios genitaes. Praticartoda eqoalquer o pera cao em Z
seu gabinete oo em casa dos doantes con- Z
forme lhes for mais conveniente.
Aviso
ii
Pelo presente faz-se publico que por urca re-
oolucao da directora desta con paahia tomada
nesta data tem-se feito a ultima c lamida de urna
libra eaterlina por cada accao, a quuldever ser
paga ateo dia 30de jucho doprrxiroo vindouro,
oo Rio de Janeiro em casa dos Sra. Maua Mac
Gregor di C na Bthia aos Sr. S. S. Davemport
4 C. e em Pernambuco no escripiorio do tbe-
oureiro da meama companhia.
Pelo presente fica tambem er tendido que no
caso de nao eer a dita chamada ou prestarlo sa-
tisfeita at o dia marcado para sno pagamento o
accionista que incorrer nessa falta pagar juros a
razio de 5 por cento ao auno sob e tal chamada,
a contar desse dia ate que seja reilisado o pa-
gamento.
No caso de nao effectuar o p.igamenlo desta
chamada dentro de tres mezes contados do dia
cima fixado para o embolso da mesma, ficarao
as acedes que incorrerem em tal falla sojeitas a
oerem confiscadas, segundo as dlsposices dos
estatutos a este respeito.
Por ordem dos directr re.
(Assignado)N. H. Bellarmy, ecretario.
199 Gresham House, Od Bror i Slreete.
-r- Ao Sr. Jorge Ferreira Fernandes
Siqueira previne 6 abaiso assignado
que, nao podendo conorrxar-se coma
simples declaracao que se no seu an-
nuncio incerto do Diario' de hontem,
por isso passa immediatamente a recorrer
aos meios competentes, pelos quaes se
vea ha a ebegar legal mente ao coaheci-
ment da verdade de sua declaracao ;
aisim, confia e espero, de melindre e
honra do Sr. Siqueira, que jamis se
retire desta cidade sem qt*; lenha pro-
bado convenientemente sua asiieveracao,
OU na falta que oomeiara' procurador
habilitado para esse fim ; pois o Sr.
Sueira deve estar cerlamente conven-
o de que asiim me cum]re obrar.
Recife, de junbo de i8 51.
Joaquim L. Monteiro da Franca.
Vaccioa publica.
Grasssndo presentemente com alguma inteosi-
dade a varila nesta cidade, o commissario vac-
cioador lembra aoa ehefes de familia que, pelo
regalamento de 17 de agosto de 1846, sao obri-
gados a apresentar nesta repartirlo todas as pes-
soas que nao tiverem tido bexfgas naturae, ou
ido vaecinadas, afim de se lhes praticar a inno-
culacao do fluido vaccinieo, isto durar,te asquio-
i".n 0U11D80,. no lorreio da alfandeg, das 8
Ss 10 horas da manhSa, e nos sabbados, na casa
de sua residencia, segundo andar do sobrado da
7\oSaeUa d0 Ro"r, 30. Recife 2 de junho
de 1862.Dr. Joao Npomuceno Diaa Fernandes,
commissario vaccinador publico.
Existmdo em poner do Sr. Francisco Anto-
nio Pontual.como que acoutado o escravo de nome
Jerooymo, que pertenceu ao Sr. Joo Bernardo
Ferreira, e hoje da propriedade do abaixo assig-
nado, e nao tendo dito senhor mandado at o pre-
sente entregar ease mesmo escravo, como tenho
bastantes provea, por isso veoho desde j protes-
tar contra eaae procedimento, fleando o Sr. Pon-
tual certo de que ser responsavel por qualquer
descaminbo que meuescravo possa ter, como fu-
ga oo morte.
___________________Florentino Jos de Mello.
Alegam-ae o segundo e Urceiro andares do
sobrado da ra dos Tanoeiros no Recife o. 5. mui-
to freaco : a tratar na ra de Cruz n. 31.
Uuem
criar, rodera procurar,queecharcor quem
lar, na ra da Lapa o. 13. no terceiro andar.
Eogomma-se com toda a perfeicao e brevl-
dade ; na ra do Amorim. casa terrpa n. 84
Casa de saude em Santo
Amaro.
Dr. Silva Ramos.
Este estabelecimento j bem conbecido, econ-
eeituado nests provincia pelos relevantes servi-
cos que tem prestado, contina nss melfaores con-
dicoes debaizo da direceo de seu proprietsrio
receber doentes de todas ss classes, os quaes se-
rlo tratadoa com todo e zelo e icteresse pelos
presos seguiotes : i
Primeira classe 30000 ou mair.
Segunda dita...... 28500. i
Terceira dita...... 10000.
Em qualquer daa claases os braceos flearaa se-
parados dos negros, o auaflos do 2." e 3.a
classe nao furiosos pagaro a diaria ordinaria,
sendo furiosos pagarlo mais a quarta parte. Os
alleaados da 1.* classe pagaro segundo o ajusta.
guros
tres, estabelecida no Rio de
Janeiro com o capital de
16:000:000$.
Agentes em Pernambuco
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C. compe-
tentemente autorisados pela directora da compa-
nhia de seguros Fidelidade, tomam seguros de na-
vios, mercadorias e predios, no seu escriptorio,
ra da Cruz o. 1.
Joao da Silva Ramos,
i* ITT* i i i ue miuuezas que
medico pela Universidade et "nocid. P.io-g.i.o vigu.nte.-e f
.* ,_ respeitavel publico e aos seus freguezes e am
de Coimbra,
d consultas em casa, das 8 s 10 horas da mi-
nha, e presla-se a qualquer chamado com a bem
conhecida promptido.
Perdeu-se!!!
Ouem tiver achado desde a repartidlo do sello
al a esquina da raa de S. Francisco o dahi at
casa abaixo meocionada, doaa letras, aceitas
ambo por Placido Ferreira de Mello, sacadas em
19 de maio, urna a tres mezes e outra a cinco,
ambaa de igualquantia de 264)680, o quizer res-
titu las ao seu proprietaiio, podo leva-las roa
larga do Rosario n. 21, loja de jolas, que ser
recompensado, certo de que nao pode servir a
quem aa tiver acbado, visto que estao tomadas aa
cautelaa legaes para nao serem pagas pelo acei-
Unte.
Toda attenco*
Custodio Jos Alves Galmares avisa ao res-
peitavel publico, principalmente a todos os seo.
, freguezes e amigos, que so modo, da loja da
, aguia de ouro da ra da Gabug para a ra do
Creapo n. 7, para a bem coobecida o sntiga loja
de miudezss que foi do fallecido Joio Ceg, hoje
ite,e pede ao
freguezes e amigos,
que o queiram procurar no dito estabelecimento,
onde acharao um grande sorlimento de miudezss,
que affiaoca servir bem e vender por menos dez
ou vinle por cento. do que em outra qualquer
parte.
3
Innocencio Serfico de Assis
Carvalho transfeno o seu escrip-
torio para a ra do Imperador
outr'ora do Gollegio n. 50, pri-
meiro andar, onde pode ser
procurado para os mi iteres de
sua profissio desde as 9 1 2 ho-
ras da manhSa ate' as 3 horas da
tarde.
Attenco.
Aos Srs. consumidores de gaz.
Nos srmazaoa do cies do Ramos ns. 18 e 36 e
na roa do Trapiche Novo no Recife n. 8, se ven-
de gaz liquido americano primeira qualidade e
recentemente ebegado a 149 a lata de 5 saldes
assim como latas da 10 e de 5 garrafas o em
ga rralai.
Casa de saude
no
[Dr. Ignacio Firmo Xavier}
NA
PASSAGEM DA MAGDALENA.
A tratar para a entrada dos doentes
com o mesmo Dr. rus nova de Santa
Hita n. 7.
Carvalho, Nogueira C,
e Rezende C.
Sscam sobre Lisbos e Porto, na ra do Vicario
o. 9 primeiro andar, e
mazem.
ra do Brum 0.-58, ar-
Novidade
Amendoas confeiUda, sortes das mesmas. pa-
pea com eatalo, todo muito novo, vende-se or
5f* d? qSe em "l" q"lq< Prte : ns ra
a Seozala Nova n. 30.
Attenco.
Antonio Cesario Moreira
Dias, faz sciente ao respeita-
vel publico com especialidade
aos seus freguezes, que mu-
dou o seu armazem da ra da
Moeda para a ra da Madre
de Dos n. 32, e est venden
do por menos do que em ou-
tra qualquer parte, plvora,
chumbo e salitre e affianca a
boa qualidade destas merca-
dorias por serem de primeira
qualidade.
Seraflm de Souza subdito portugus
ra-se para o Para.
reli-
D. Mafalda Augusta Pereira de Parias pro-
fassora particular mudou aua aula para o pateo
do Terco, onde continua receber alumoas : os
pis que se quizerem utilizar de seu
pode procurar no mesmo paleo
andar.
n.
preatimo a
1,segundo
Aluga-ae a caaa terrea da raa do Fogo d
JMr?Ur SS d? Crux D- h cripsorio de
Antonio Luii de Oliveira A>e*edo.
Em tos de fevereiro do aneo de.1859tfusio
do mosteiro de S. Bento da Parahiba, o eicravo
Aogelo, cabra, e hoje de idade 125 anno, altura
regular, com tres dedos aleijadoa da mao esquer-
da, beicos grossos com um dente quebrado oa
frente da parte de cima, anda calcado : consta
andar pelo Recife trabalhandode pedreiro, e que
j trabalhou na estrada de ferro, mas nao tioha
esse officio : portento roga-se as autoridades po-
Iiciai8 ecapites de campo para o prenderem e
Invarem-no a ra da Aurora casa do Sr. Domin-
gos Antones Villaca, que serio recompensados
pelo mesmo senhor.
Precisa-se alugsr um moleque de 14 a 16
anno: na ra da Palms n. 7.
Precisa-se de um caizeiro Portugus de 14
a 20 aonos de idade, e que terina bastante pratica
de taberna : em Fora de Portas, ra do Pilar, ta-
berna n. 84.
Deasppareceu no dia 5 do correte, do sitio
do Sr. L. A. Dubourq, na Cspunga, am cavallo
alaao pequeo, dinas e cauda da mesma cor,sem
andares, magro : roga-se as autoridades compe-
tentes, ou a quem o apprehender, de o levar ao
seu dito sitio, ou ra das Laraogeiras n. 7.
Aviso.
Precisa-se para as obras da ponte de Santa Isa-
bel, dous craradores bons, que sejam bem ac-
commodados.
Offerece-se urna ama de muito boa conducta
para casa de familia ingleza : quem a pretender,
dirija-se a esta typographi, que l achar em
carta fechada oode ba de procurar
Urna pessoa convenientemente habi-
preciaar de urna ama deleite para ,"" '' ~c ',
tra.itada se ofierece para iazer escriptura-
Antonio Pinto dos Ssntoa, subdito portuguer.
relira se para o Par com escala pela Parahiba,
Ceara e Uaranho.
coes commerciaes por partidas singellas
ou dobradas : a tratar na ra Velha n.
93.
INTERMTO
DE
Jos Goocslves Ferreira uost. uso
oa. mss acabada de novo p ir. alugar,
eos* daos saleo, qualro qoaitos o eoai-
aba ton, coja caaa do esq da. teso
Jeaalla. eos todos oo ejoertai : oa rao
SMtoAas.ro
ajicio oes Si
lllEstabelecido no lugar da Capunga, um dos arrabaldesj
mais prximos da cidade do Recife.
DIRECTORO BACHAREL EM MATHEMATICAS
iiiiitiffifi) m%m i mm.
O director do intrnalo de S. Bernardo nao tendo evitado esforrjoa ntm sacrifi-
cios para proporcionar aos seus alomos orna perfeita educajao phiaica, motel, inlel-
lectual o religioss, offereceodo-lbea orna habitacio com toda, ao condiedea de salo-
bridade, habis profesaores qae sao solicito en prepsr.-los convenientemente ao fio
a que se deenam, medico pratico que lhes faga comprehender oa preceitos d. bygiene
e lhes core ao doeocae, e finalmente om sacerdote illuatrado e honesto qoe lhes expli-
que os principios da religiio chrsta, espera qoe assim constituido nao deiiar o mu
estabelecimeoto de merecer do Srs. paea do familia, o auxilio o confianca com qoo j
alguna o tem honrado; e Ihea rog, bem como toda, aa pesaos, intereaaadae, que ao
dignen do Titilar o mesmo seo estabelecimeoto, ode sem pro encontrara o franco in-
6 eollegio ten sua sede oa. elegantes o espicosas propriedade. d. Sr.a viuv.
Lasserre e dos Srs. Roberto z Filho, i Capuoga Velha.
Con o fin de tornar nal. breve, o com moda, aa commuoieacoe. dos Srs. paea o
correspondentes, o director lhes avisa qoo a enconmendas o toda, as corresponden-
cias podero ser entregues ne asa do residencia do aeo irmo o Dr. Paro, do Carao
oo na loja do Sr. Joaqun Ferreira da Costa, a roa No*, o. 56.
O Dr. Csrolioo Fran-
cisco de Lima Santos,
mudou-se da ra daa
Cruzes para a do Im-
perador, sobrado n.
17, em frente da igre-
ja de S. Francisco, on-
de continua no exerc-
cio de aua proBssao do
medico.
Nesta typographia precisa-se fal-
lar ao Sr. Joao Goncalyes Rodrigues
Franca que morou em Olinda e dizem
morar nesta cidade do Recife.
xmmmm mmmmmmm
Saques sobre Portugal.
O abaixo assignado sgenle do Banco
Mercantil Portoense nesta cidade, asea
efectivamente por todos os paqoetes so-
bro o mesmo Banco para o Porto o Lis-
boa, por qualquer aomma Avista o a pra-
zo, podendo logo o. saques a prazo serem
descontados no mesmo Banco, na razio
de 4 por canto ao aooo ao. portadora,
qoe assim lbe convier : nss ras do Cres-
po n. 8 oo do Imperador o. 51.
Joaqun da Silva Castro.
Fogodearti-
ficio.
i O bazar da roa do Imperador n. 6 ainda a
| agtncia da mullo acreditad, fabrica da viova Ro-
j fino, aoode se tonan todas e qosesquer encom-
mends. en tudo o qoe for relativo sua arte, as-
segorando-ae nao s a melbor execucio na con-
feccao doa artigos, como a maior modicidado nos
seus precos. Nesta mesma esa na sempre om
portador paro faxer a condoccao das encommen-
das, evitando assim os frote, qoe o distancia das
fabricas acarretan ao. senhorea compradores.
Arrends-se o primeiro aodar da travessa do
Campello n. 4, no Recife, propria para escripto-
rio ou pouca familia. .
Aluga-se o terceiro equaito audares do so-
brado da ra {do Trapiche n. tt: a tratar na
mesma casa;
Alfonso do Reg Barroa declara que nada
deve a pessoa alguma nesta prect, como tam-
bem que nao se responsabilisa per qualquer de-
bito que for contrabido em seu nome.
Urna pessoa convenientemente
habilitada se propoe a ensinar fora da
praca primeiras letras, latim e francez:
a tratar no pateo do Terco n. 33.
Aluga-ae ama eacrava costnrelra, angom-
madeira, cozioha bem o diario, o trata bem de
urna casa, do qoo tem tido pratica ; a tratar na
roa dss Crozas, sobrado de un andar por cin.
do marcineiro, casa do Sr. Moreira.
Precisa-se fallar com oa Illma.ttSr. abaixo
meocionados, a negocios de seus interesses : na
ra do Amorim n. 36,segundo andar:
Padre Ignacio Antonio Lobo.
Francisco Gomes Ferreira.
Joao Igoacio Avilla.
Joo Xavier da Silva.
Jtronymo Piolo de,Souza.
Manoel do Rosario.
Joo Valenta) Dias Vilelle.
Manoel Ferreira Lima.
Joo Ferreira da Fonieca.
Antonio Francisco Brsnco.
Tenente Henrique Duarte Costa Gsm.
Padre Verissimo (ex-capello do 4 batalbao de
artilharia a p e da ilha de Femando.)
Limpeza
O abaixo assignado encarrega-se da limpeza
daa ruaa doa bairros de Santo Antonio e Boa-
Vista : os moradores que quizerem conservar
ss testadas de seus estabelecimentos com as-
seio, podem contratar com o mesmo, na rus No-
va n. 15, em casa de Antonio Roberto & Filho.
Miguel Antonio Roberto.
Bento Jos da Silva Magalhaes, cidado
brasileiro. relira-se para Inglaterra.
George B.
vai para Europa.
Le Lievre, aubdito britannico
Aloga-ae am escravo bom carrocelro oo
mesmo para ontro qualquer ser rijo ; na roa do
Limmento n, 22, terceiro andar.
Escravo fgido.
Fugio de casa do abaizo assignado o escravo
Eufrazio de naco, representa ter de 26 a 35 an-
uos de idade, ecom um pequeo lobioho cima
do olho, foi comprado ao lente-coronel Joo
Francisco de Carvalho Paes de Aodrade : quem
o apprehender leve-o a ra do Trapiche o. 14,
qoe aer bem recompensado.
Manoel Alves Guerra.
Ao publico I!
Olegario Saraiva de Carvalho Neiva, declara ao
respeitavel publico e especialmente ao respeita-
vel corpo de commercio, que em virtnde de aua
coocordata judicial perante o Illm. e Exm. Sr.
Dr. julz de direito especial do commercio, cele-
brada em 24 do mez prximo passado, foi em-
possado do seu. estabelecimento de fazendas,
lio n. ra Nova n. Ai, defronte da igreja de Nos-
sa Senhora da Conceic.o dos Militares qoe gy-
rav sob a firma social de Terliaoo Candido
Ramos & C, da qual o abaixo infra era socio, fi-
zando o dito Tertuliano Gandido Ramos desliga-
do da dita sociedad ; outro sim, o abaixo asaig-
nado protesta receber seguoda vez de seo. de-
vedores que p.garam, e o psgarem depois do
seu protesto feito no snno prximo passsdo no
Diario de Pernan6i*co; e finalmente pede en-
csrecidsmente a todos os seos devedore. que
veoham pagsr suso eootaa dentro do prazo de
trinta dias, a depoi. deata data en diante en-
trega ao sea procurador para cobrar judicial
nonte.
Recife 9 de junbo do 1862.
de urna caaa de pouca familia : quem ver dili-
Cario H>nry L.we | ao Rio d, frnttro.
No amanbecer do dia aabbado 7 do corra-
te, furtaram do logar denominado Estrada Nova
tres cavaHos de cangalba. aendo T .ffi
andrino, quasi preto. grande, ferido na arnelba
e naaco.tellas do lado direito tem um ferro cor-
tado de peitoral; outro castaoho qussi sma'rello
2 pea calcados, arrssta os cascos, ama estrella n
testa, seguida de urna luir estreiU. da boss car-
nea bem feito, o oltimo castanho, pequeo
cortado de peitoral, com ama pequea bellida,
um p calcado : quem oa entregar oo der noli-
ciaa exsetas do lugar onde ellea ae echaren, re
cebera grende paga no eogeoho Santa Crui, na
freguezia da Luz, ou no Recife na roa do Livra-
meoto n. 36. aegundo andar.
Precisa-sede um trabalbador de masaeira*T
na padaria da Capunga
Pordeu-ae hootem (domingo 8) urna argola
de ar;o, contendo tres pequeas chaves de gaveta
e urna da relogio: quem a tiver achado fari
favor entrega-la na ra da Concordia n. 12,
se gratificar sendo indigente.
er
qoe
A viova inveotariante do fallecido Maooel
Antonio Torres psrticips o todos os afilbados do
baptismo do mesmo a se habilitaren para rece-
ber a didiva de 205 deixado polo mesmo; assim
convida a quem se achsr credor, para apresentar
saas cocas no preso de 8 dias para aerem pagas,
como tambem todas as pessoss que estao deven-
do ao casal, de as vir sstisfazer qoanto antes-
C ouipras.
CDmpram-se acc5es do novo ban-
co de Pernambuco na ra da Cadeia
do bairro do Recife n. 22.
Compra-ae am preto de meia idade, do
bons costamos e proprio para sito, orna eacrava
que saibs coser e eogommar bem : ea ruada Ca-
deia Velha n. 35.
Compra-ie constantemente la to valho e co-
bre : na ra da Imperatriz n. 65.
Compra-ae om cyliodro para padarta,
bom uo: na ra do Imperador, loja n. J9.
om
Compram-ae duas vaccaa, garantindo-se tres
garrafas de fete para cima ; quem as tiver pode
dingir-se a ra da Concorqta n. 34.
Compra-se orna casa terrea em bom atado
e bons commodos, tendo quintal, cacimba a por-
to, as russ dos Marlyrios ou Hoftss ; quem
quizer vender, annuocie por este jornal pera aer
procurado.
Compram-ae accoea a Companhia de Be-
beribe : na roa do Crespo n. 25 A, se dir quem
compra.
Vendas.
Bom e barato
S no Torrador.
2.3 Largo 4o Tet^o 2.S
O proprietario deste eatabalecimento eit re-
sollido a vendar os gneros muito mais baratos
do que em outra qualquer psrte, manteiga ingle-
za a 19 e 19120 a libra, dita franceza a 680 s 640,
bacha de porco refinada a 400 rs. a libra, queijo
do serto a 560 a libra, ditos do reino a 15800 e a
29400 cada um, meias latas de sardinhas de Nan-
tes a 400 rs., sao muito novas, e vendem-se ou-
tros muitos genero, que se torna enfadooho men-
ciona- los, a dinheiro contado.
Muita attenco.
Na loja de Silva Cardozo, ra do Im-
perador n, 40, vndese roupas feitas
de todas s qualidades pelos precos
mais baratos possiveis que se pode ima-
ginar, pois pode vir os freguezes com-
prar porque pechincha.
Vende-se urna carroca para cavallo: aa
Manguinho, sitio defronte da capella.
Venoe-se urna bonita escrava de 5 a 24
annos de idade, propria para todo servico : qaem
a pretender dirija-se a ra da Praia n. 31, pri-
meiro aodar.
Grande california.
Na ra Nova n. 42, loja de fazendas, defronte
da Conceico dos Militares.
Attenco e attenco!!
Na raa Nova n. 42 loja de fszendaa defronte d.
Conceico dos Militares, vende-se fazendas por
lods o prego para liquidar.
California de fazendas ba-
ratas :
ne ra Nova n. 42, por todo e qualquer preco.
Vende-se
no sitio da viuva do fallecido Jos Carvalho da
Coala, ealrada que vai para Belm, em frente ao
cemiterio dos Ioglezes, seis cabecas de gado,
sendo vaccas e bezerro.
Vende-se urna escrava mulata, de 22 annos
de idade, sem achaques e de bonita figura, a
qual lava, engorme e cozioha o diario de urna
caaa de familia : ni ra do Hospicio o. 31.
Attenco.
Candieiros do gaz a 18800, e
qualidade, branco, a 600 rs. a
Direita n. 7.
gaz de primeira
garrafa: oa ru.
Bom e barato.
Para a festa de
Santo Antonio e S. Joo,
Manteiga ingleza boa a 800, 960. e 1*120 flor*
em barril faremoa abstimento, dita franceza a>
720. dita para tempero a 400 rs., farioba do Rio-
rcuito boa a 130 a libra, amendoas a 240, nozeo
a 160, traquee a 280 a carta, vioho Figueira a
600 rs. s garrete, dito Lisboa s 500 e 400 rs., en
caoada faremoa abatimento, velaa aterlinsa a 740
a libra, azeitonaa muito novaa a 19500 cada ona
ancoreta, a 310 a ganara. Alem diato ton om
competente sorlimento tendente a molbados, quo
tudo se vender por menos do que erfi outra
qualquer parte : no estabelecimento de roa es-
trella do Rosario, esquinada ra daa Larangeirao
numero 18. _______
Veode-ae um cavallo ruco, gordo o bonito,
bom de sella, e proprio para carro e cabrioles :
oa coebeira do B, por baixo do cooveoto de S.
Francisco. ^_____^__^^_
No armazem da raa da Cruz o. 33, vnde-
se um preto do meia idade, nuito dio o bom.
para aervico domestico, e um mulatinho de 11
annoa proprio para psgem.
Venda de engenho.
Vende-se, "hypolbeca-se oo permutase pos
casas aqui dentro da cidade, ou acedes de com-
panhia. o excellenle engenho Musaambiqoe, do
muito boas trras, com machina nova a vapor,
cajo engenho est situado logo adianto do Ca-
cbang, o aeha-ae livre e desestancado : a pee-
aoa que o pretender, pode entender-te con o ten
proprietario Fraoeisco Ribeiro do Brito, morados
na oitr.d. dos Aflictos, terceiro sitio dapois da
igrojt.
i
.1



\
MARIO M PKMAMBOO. TEl^A flIRsVlO DE JURHO Di 1861.
Camisas inglezas.
Vandsm-se auperiorea camisas loglezsa com
pregas largaa pelo baratissimo prego de 359 a da-
lia : na loja da boa f, na raa do ( uemado nu-
mero 2*.
Ricas gollinhas e puntos
com botoes
Vendm-ae ricas gollinhas e pai.hoi do cam-
bial fusto ricamente bordadla com lindos bo-
toes, pelo baratiaaimo preso de 29 cada guarni-
do : na raa do Qaeimado n. 12, na loja da
boa f.
Fazendas baratis-
simas
Superior bramante de lioho com c ua vara do
largara a 29400 a vara, atoalbado da linbo ada-
mascado com duas larguraa a 2(500 a vara, brim
branco do linbo multo auperior a 15-443 a vara,
dito de corea, (axenda mullo supedtr a 19, dito
pardo de lioho paro a 800,1 o ltfXO a Tara, di-
to do qwadriohoa multo proprio para caigas, ja-
3netas e paletota para meninoa a 200 ra. o cova-
o, ganga* (rancetaa multo superiores a 400 ra. o
ovado, cambraiaa francesas muit> finas o do
analto bonitos padroes a 260 o 28) o covado,
cambraia liaa muito fina a 4(, 5 e 6 p a pega com
8 l|t varas, cambraia com aatpicoa tambem com
8 \\1 varas cada pecas a 49500, dita mnito aupe-
rior o molhor quo ha neste genero a 11(500 a pe-
^a com 17 varas, ou a 800 rs. a van, cintas fran-
cesas de mnito boas qualidadea e Relindos pa-
droes a 240, 289, 300 e 320 o covad >, fil de li-
nbo liao multo fino a 720 a vara, larlatana bran-
ca e de corea a760 a vara, loalhas ca linho para
mos a 79 a duiia, ditas pelludaa muito aaperio-
res 113 a *tia, golliohaa do carnala borda-
das a 800 re., manguitos e ollas de cambraia ri-
camente bordadas a 2} o par de mtngiitoa com
a goUa, lencoa brancos muito tinos com bico,
ronda e'labyrioiho a 1(280 cada uio, ditoa de
cambraia de linbo par algibeirn pelo baratiaaimo
prego do 4, 5 o 69 a dutia, e assim i m completo
sortimoato de fazendas do todas aa qualidadea,
quo sondo s dinheiro vista se vende o por pre-
cos mu baixoa : na bem conhecida loja da boa
f, na ra do Queimado n. 21.
Camisas e ceroulas
Vndem-ae superiores ceroulaa de lioho muito
Ccaa pelo barato proco de 269 a duiis, ditaa tran-
Sdas de algodao, mas de multo boa jualidade, a
9 a duia, camisas brancas francezas a 119,249,
426 o 309 a duzia, ditaa para meniooa i 22( a du-
zia, ditas para homem com abertnrai de corea a
229 a duzia : oa bem conhecida loja da boa f
na ra do Queimido o. 22.
Manguitos com gollinhas.
Vende-se manguitos com golliohis, fazenda
muito boa, pelo barato preco de 2(0(0, gollinhas
e punhos ultimo goslo a 29000, golliabaa muito
finas e bem bordadas a 1(000 cada urna na ra
do Queimado loja de miudezas da Boa fama.
n. 35.
Tiras e entresuelos bordados.
Vende-se pegas-de tiras bordadas de 2,500.
3,000, 3,500 e 4.000 ntremelos a 1J600 e 29000
cada pega na ruatdo Queimado loja de miudezas
da Boa fama, n. 35.
Bo uecas francezas.
Vende-se lonecaa francezas ricamente vestidas
4 49000 e 59000, e If 000 bonecaa de cera com os
olhos movedeos a 2J00O e 39000, na i ua do Qnei-
mado loja de miudezaa da Boa fama, n. 35.
Fiveias de ac para sintos.
Vende-as fiveias de 850 para ainto 119500 rs. e
29000 na ra do Queimado loja la miudezas
da Boa fama. n. 35.
Baleias.
Vende-ae baleas i 120 r. cada orna aaoa de seo
para Balao a 160 rs. a vara, bandea a 19500 rs. o
29OO o par, na ra do Queimado loja ce miudezas
da Boa fama. n. 35.
Cascarilhas de seda.
Vende-se caacarrilhas de seda pira anfeitar
vestidos a 29OOO apega na ra d> Queimado
loja de miudezas, n. 35.
Meias de borracha.
Vsnde-se meiaa de borracha para quero padece
de eryaipela a 459000 o par, meiaa d 3 aeda prela
para seohora a 1(000 o par na ra di Queimado
loja de miudezas da Boa fama, o. 35.
Palmatorias devidre lapi
dado.
Vende-se palmatoriis de vidro a JK00rs., ditaa
com mangas proprias para rapazea a 49500 ra.,
cada urna, escarradeiraa de vidro 1 49500 rs.
e 59000 o par, na ra do Queimado loja de
miudeza da Boa fama, n. 35.
Perfumaras muito n
baratas.
Opiata iogleza a 19500 rs, dita fra
rs., '640, 19000, oleo da sociedade
verdadeiro a 1JC00 o frasco, oleo bab(
verdadeiro a 800 rs. o fraaco, agu
para a deotea a 19000, dita de Bo
para os denles s IgOOO o frasco, pom
za em pos s 500 rs. e 19000, 320 rs
muito lino s 640 rs., 800 rs. e 19000
ra do Queimado loja de miudezas d
n. 35.
aas e
aceza a 500
bygienique
sa de Piver
1 balaamica
tot tambem
sda fraoce-
. sa bonetes
cada um na
1 Boa fama,
A 200 rs,so pavo.
Vende-se chita franceza escura de cor fixa a
doua tueldaa o covado : na ra da Io-peratriz n.
60. loja e armazena do pavo.
A2J500,sopavo.
Vendem-se corles de cambraia bracea com 2 e
3 babados a 29500, ditoa de tarlatana brancos e
do cores, com burras e babados a .19: na ra
da Imperatriz n. 60, loja e armazem co pavo de
Gama & Silva.
A 500 rs., s o pavao.
Vsadem-se as mais modernas e finsimas la-
zinhaa de quadrinhoe e de florea aolt is o palmi-
nhas, desembarcadas do ultimo navii rindo do
Havre.pelo baratiaaimo preco de quinlientoa ria
o covado, e do-ae aa amoslraa com reohor : na
raa da Imperatriz n. 60, loja e armasen) de Ga-
zna & Silva.
Cabaias hespaoholas na
loja do.pavo, a 400 rs.
Vende-ae eata nova fazenda de padieadelica-
dissimos com 4 1|2 palmos de largu-s, propria
para veatidoa de senhora a 400 rs. o covado : na
ra da Imperatriz o. 60, loja e armaiem do pa-
rata de Gama & Silva.
As afamadas agulhas impe-
riaes CQm fundos dourados,
e dedaes de marfim.
Acabara de chegar para a loja d'ignia branca,
roa do Queimado n. 16.
IOVO
deposito de charutos s
da Baha
na rui de Hortas n. 15 junto o tobiado novo
que volta para S Pedro, oeste deposito se en-
contrari sempre bons charutos todos fabricados
"f*";. >>*"> cgrroa do todas ai
quaiidaoea, tomo, cachimbos, boleas e oulras
rcsMSMS perleacentestos fumantes, tud> or ba-
ta* prego,
Vendem-se acedes da Companhia Pernam-
imcana : na prsga do Corpo Santo n. 11,
Para doces seceos, i
Vendom-se mailo booitss caiiiohas redondas,
de madeirs, do diversos lmannos, forradas do
ppela de cores, mnito lindas, proprias nica-
mente para doces seceos de qualqaor qualldade,
polo barato preco de 4, 5 e 69 a duzia : na raa
do Queimado, oa bem conhecida loja do miude-
zas da boa fama n. 35.
Para S, Joo e S. Pedro.
Veddem-ie caiiinhas com grande porgo do
amendoaa confeitadas, o alguns confeitos pro-
prios para o festejo de S. Joao e S. Pedro, pelo
barato prego de 800 rs. cada ama : na ra do
Queimado, na bem conhecida loja de miudezas
da boa fama n. 35.
Allencao
dos senhores boticarios.
' chegado pelo ultimo navio um grande sorli-
mento de drogas dos Srs. Lanman & Kemp, in-
cluindo a salsa parrilha de Bristol, pastilbss ver-
mfugas, peitoral de Aoacoherita, pilulaa de Hat-
china, o bitters de Hosteller .- os senhores boti-
carios que preciaarem destas drogas, encontraro
no armazem de Henry Forster & C, ras do Tra-
piche n. 8.
Para brinquedo de S.
Joo,
Continus-se a vender amendoaa pelo barato
preco de 640 rs. a libra, na rea Velba da Boa-
Viata n. 33, ra do Rangel n. 9, defronte a esta-
ca o das Cinco Pontsa n 140. ra Augusta, esqui-
na do becco do Marisco n. 1, ra do Crespo nu-
mero 7.
I4cabadeche-
gar ao novo
arm&zem
DE
Bastos k Reg]
Na raa Aova junto a Conceico
des Militares n. 47.
Dm arando o variado sortimento de
rompas le tas, calcados o fazendas e todos
estea ae vendem por precos multo modi-
ficados como do sea costame, assim co-
mo sejam sobreoasacos de superiores pan-
nos casaeos feitos pelos ltimos figuli-
nos a 269,289, 309 e a 359. paletota dos
rutamos pannos proto a 16J, 18J. 209
a 249, ditos da casemira do cor meaclado
e de novos padroes a 149.169, 189. 209
o a 249, ditos de casemira de cor mes-
ciado e de novoa padroes a 14f, 16g, 189,
209 e 24|, ditoa saceos das masmaa ca-
aemiraa de cores a 99, 109, 129 e a 14g,
ditos pratos pelo diminuto preco de 89,
109 e 129, to* de sarja de seda a so-
brecasaesdos a 12J, ditos de merino de
cordo a ltj, ditos de merino chines do
apurado gosto a 159, ditos de alpaca
preta a 7f, 89, 99 e 109, ditos saceos
pretos a 49, ditos de palha da seda fa-
zenda muito superior a 49300, ditoa de
brim pardo e de fuato a 39500, 49 e a
49500, ditos de fusto brsoco a 49, gran-
de quautidade de calcas de casemira pre-
ta e do corea a 79, 89,9( e a 10$, ditaa
pardas a 39 e a 49, ditas de brim de co-
res finas a 28500, 39, 39500 e a 4J, ditas
de brim brancos finas a 4(500. 59, 5J500
o a 69, ditas de brim lona a 59 e a 69,
celletes de gorguro preto e de corea a
59 e a 69, ditoa de casemira de cor e pre-
tos a 49500 e a 5J. ditoa de fuatao branco
o de brim a 89 e a 39500, ditoa do brim
lona a 49, ditoa de merino para luto a 49
e a 49500, calcas de merino para luto a
49500 e a 59, capaa de borracha a 99000.
Para meninos de tolos os tamanhoa : al-
fa de casemira preta o de cor a 59,69 e
78, ditas ditaa de brim a 2|, 3$ e a 3*500,
paletota aaccos de casemira preta a 69 e
a 79 ditos de cor a 69 e a 79, di-
tos de alpaca a 39, aobrecaaacos de pan-
no preto a 529 e a 149, ditos do alpaca
preta a 9, bonete para menino de todas
as qualidadea, camisaa para meninos de
todos os taannos, meios rices vestidos
do cambraia feitoa para meninas de 5 a
8 aunoa com cinco babados lisoa a 8f e
a 129, ditos de gorguro de cor o de 16a
a 59 e a 69, ditoa de brim a 39, ditos de
cambraia ricamente borbados para bapti-
sados e muitaa ostras fazendas e roupas
feitas quo deixam de ser mencionadaa
pela sua grandoqaaotidade ; assim como
recebe-se toda e qualquer encommenda
de roupas para ae mandar manufacturar
e que para eale Um temos um completo
sortimento de fazendas de gosto o urna
grande offitina de alfaiate dirigida por um
hbil mostr que pela sus promptidao o
perfeicao nada deixa a desojar.
Farinha.
Vendem-se ssccas com farinha vindas do Pe-
nedo, mnito boa, saccaa com arroz de caica, di-
taa com milbo, ditaa com farello, oleo de ricino
em latas da 30 libraa : do armazem do Telzeira,
defronte do caea da alfandega.
S
1
I
I
%
Cheguem ao gallo vigilan-
te que est torrando
como sejam.
Franjas.
Riquisiimas franjas de seda de lindos goitoi
pretas ede cores pelo barilissimo prego de 200,
300, 400 e 600 rs., dita preta com vidrilho a 400
e OO ra. : s no vigilante ra do Crespo n. 7.
Saias de baldo.
Sao chegadaa as commodas saias de bailo, de
arcos de difiereotes tamanhoa, da 8, 10 e 12 ar-
cos para meninas, de 15, 20, 25, 30 e 42 arcos
paraaenbora, por pregoa maia commodos do que
em ostra qualquer parte : oa loja do sobrade de
4 aDdares na ra do Crespo o. 13. de Antonio
Crrela de Vaaconcellos & C, successores de Jos
Moreira Lopes.
Fitas.
Riquissimas para cinteiroa a 800, 1$ e 1J500
a vara, ditas com um pequeo toque a 400, 500 e
60Q rs.; s6 no visitante na do Crespo n. 7.
Bicos.
Riquissimos bicos de seds de largura de 1 de-
do a um palmo a 100, 200, 300, 400, 800, 19 e
18500 a vara, ditos de lindas cores a 100 e 200
rs.: s 00 vigilante ra do Creapo n. 7.
Botoes.
Grande aorlimeoto de botoes de todas aa qua-
lidadea por lodosos prsgos, ditosamarelloa mui-
to lindos proprios para bonets a 19500 s groza :
s no vigilante ra do Crespo n. 7.
. Milita atlenc-aA
Ra larga do Rosario n. 38.
Vendem-se ricos sintos de fila de ponas cni-
das com franja na ponta cousa muito moderna,
ditos de camafeu, ditos bordados com franjaa a
28, 28500, 39, 49 e59 cada um, rap de Lisboa,
dito grosso e mel grosso, dito Paulo Cordeiro,
dito fino, dito Rocha e Meuron, ago coberto para
baldea e muitoa maia arligis de miudezaa s
viata aedir o prego de ludo.
Luvasde Jouvin.
Vende-ae luvas de pellica de Jouvin brancas,
para senhora, ltimamente ebegadas : na loja do
beija flor, ra do Queimado n. 63.
Franjas de linho.
Grande aortlmento de franjaa e galiozinhoa de
llohospelo baratissimo de 80 a 100 rs. a vara,
dita para cortinado a 29400 |e 39 a pega : a no'
vigilante ra do Crespo n. 7.
Pentes para atar cabello.
Lindos pentes de tartaruga de todos os gostoa
a 89 e 109, ditos de masaa virados a 19, ditos li
sos pequeos s 400 rs. a duzia, ditos travessa
para menina de tartaruga a 3, ditoa de borracha
a 600 rs.: s no vigilaote rua do Crtsoo o. 7.
Facas.
Gran4e sortimento de facas de cabo de marfim
com pequeo loque pelo baratissimo prego de
~1 a duzia, ditaa para menino muito fioaa a 78,
ditas de oaso a 29400, 39 e 49 : s no vigilante
rua do C'eapo n. 7.
Golheres.
Grande sortimento de colheres de todas as
qualidadea que se vende por baratissimo prego
conforme suas qualidadea : s no vigilante rua
do Crespo o. 7.
Laa.
Grande sortimento de la para bordar a 68 a
libra, dita em caixinhaa propria para familia a
79: s 00 vigilante roa do Crespo o. 7.
Linhas.
Grande sortimento delinha de cores em novelo
pelo baratissimo prego de lg a libra, dita de car-
eteis da cores a 240 ra. a duzia : e no vigilan-
te rua do Crespo n. 7;
Roa do Crespo n. 7, no
gallo vigilante.
Neala nova loja ha grande porco de caixinhaa
com amendoas proprias para brioqaedo de S.
rJoioqaeae vende pelo barato preco de 800 rs.
cada urna quem deixar de dar a urna menina
urna caiiinba ; tambem tem grande porco do
caisas proprias psrs doces secorque vende con-
forme seus tamanhoa a 69, 59 e a 49 a duzia,
amendoaa avulass s 800 e 640 is. a librs : s no
vigilante raa do Crespo n. 7i
Pechioclia sem igual.
Cortes de chita francesa larga, do 11 corados,
pelo baratissimo prego de 28500. lindas chitas
francezas largas s 200 rs. o covado, auperiorea
castas francesss de cores a 240 o covado, lindas
laaxinhasde cores de superior qualidada a 400
rs. o covado; oa loja do sobrado de 4 andares
as raa do Crespo p. 13, de Aotooio Corris do
Vaaconcellos & C, successores de Jos Uarfa
Lopes.
Luvasde seda.
Vende-se luvas de seda enfeitadas a 1J6O0,
29OOO e 292OO, ditas fio de Escossia brancaa a ra.
700. ditaa de corea 800 ria, ditas de algodao a
280 ris ; na loja do beija flor, rua do Queimado
numero 63.
Escovas.
Vende-ae escovss para deotea finas de diversas
qualidadea a 120,160, 320. 400 e 500 ris : na
loja do beija-flor, rua do Queimado n. 63.
Jogo tle domin.
Vende-ae jogo de domin unos a 18200
loja do beija-flor. rua do Queimado n. 63.
na
Botoes para pucho.
Vende-se boteade punho linoa de diversas
qualidadea a 200 rcia o par. que tambem aervem
para manguitos de seohora : na loja do beija flor
rua do Queimado'n. 63.
Occulos.
Vende-ae occulos finos de armagao de sgo, a
29, 19, 6(0 e 400 ria : loja do beija or, rua do
Queimado o. 63.
Ricos sintos dourados.
Vende-se sintos dourados s 29, ditos de fita
com fivella dourada a I95OO : loja do beija flor
rua do Qaeimado n. 63. '
Enfeites para caneca.
Vende-ae requissimoa enfeites para cabega com
franja, e sem ella pelo baratissimo prego de 51
e 5$000, ditos de vidrilhos a I96OO ; na loja do
beija flor, rua do Queimado n. 63.
Carteiras.
Vende-se ricas carteiras para guardar dinheiro
de ouro e prata a 2*000. 2$500. 19000, 1280 e
19500 : na loja do beija flor : rua do Queimado
numero 63.
Rosas artificiaes para cabello:
A. L. B. F. tendo recebido um variado sorti-
mento de bonitas rosas que se estio nssndo para
cabellos, o de pannos com folha de velludo, ditas
de papel todaa, aa maia ricaa qae se pode encon-
trar vende-se na rua do Queimado n. 63, loia
do beija flor.
Agulhas.
A. L. B. F. tendo recebido agulhas imperiaes de
fundo dourado, vende na loja do beija flor, rua
do Queimado n. 63.
A os senhores funileiros.
Vendem-se bigornaa calcadas de sgo, bem
eitas, s 129 cada urna, marteloa calcados s 500
rs., trancas a 3$50o / a elles, sntes que se sca-
bem : na ras ds Imperatriz n. 65.
sem segando.
Na raa do Queimado n. 55, defronte do sobrado
novo, loja de miudezas de Jos de Azevedo Mala
e silva, est queimando tudas as suas miudezas
pelos precos que abaixo ae declara, pois a qoadra
boa para apreciar:
Duzia de meiaa croas multo encorpadasa 29400
Dita de ditas brancas mnito boss s 15600
Dita de ditaa cruaa muito finaa a 45OOO
Dita de ditaa brancas para ssnhors, mul-
to finas a SfOOO
Carriteia de retroz de todas ss cores a 280
Groias de peones de seo de todas as quali-
dadea s 500
Dita de ditaa calllgraphicas 19600
Nvelos de linha muito grandea a 60 e 120
Calas de sgulbas perfeitas a 160
Baralhoa porluguezea a 120 o
Groza de botoes de osso pequeos para
caiga a
Tesouras para unhas mnito superior qua-
lldade a
Ditaa para costura maito finas a
Ditai1 pequeas porm linas a
*iut* t,ncexe m*il Ano
Agalheiros com agulhas superiores
Caivetes de aparar peonas de 1 folha s
Pares de sapatos de tranca do la a
Csrtaa de alQoetes franceses a
Pares de luvas brancas de algodao a
Eicovaa para limpar denles mnito fi-
nas a 200 e
Massos de grampos de todas as quali-
dadea a
Dedaes com fnndo do ago a
Gaixas com colxetet franceses a
Tinteiroa de vidro com tinta a
Ditos do barro com tinta superior a
Areia preta multo fina a libra a
Labyrintho por todo prego,
Vara de franjas largas brancas a
Pioea de nova iovengo para meninos a
Linha branca do gas pelo prego j sabido que
10, 20 e tres por dous, e outrss muitas miudezas
que i vista far f pelas anas boas qualidadea e
precos ento nao fallemos.
160
120
400
400
200
240
80
80
1|280
100
100
320
40
100
40
160
120
120
200
200
CHALES.
Grande pechincha na loja do
Pavo.
Vendem-se os mais ricos chales com ponta re-
donda e borllas tendo as barraa a imitagao de
peluda e asselioadaa imitando as cspinhia mais
modernss pelo baratiaaimo prego de 49500, ditoa
de 4 ponas s 495OO, ditos a Garibaldina aendo
muito grandea a 59: na rua da Imperatriz n.
60. loja do Pavio de Gama A Silva._____________
Saias bordadas a 2#500.
Vendem-se saias bordsdaa mallo bonitas a
295OO cada urna: na rua da Imperatriz n. 60,
loja do Pavo, de Gama & Silva. _________^
Bales do Pavo.
Vendem-ae baldes de brsmsnte francs com
arcoa, sendo aa melhoreaarmacoea, pelo diminu-
to prego de 39 a 3|500: na rua da Imperatriz n.
60, loja do Pavo. de Gama & Silva. ^^^^
Saias com arcos de linho.
Vendem-ae aa acreditadaa saias com arcos de
linho que fazem as vezes de bslo a 3J200 e a 4$
cada um, eatas saias s ha na loja do Pavo, rua
da Imperatriz n. 60, loja e armazem de Gama &
Silva.
Obras de vidro,
escarradeiras, e amatorias
lapidadas com mangas.
Vende-ae na loja d'agaia branca mui bonitas
escarradeiraa de vidros de cores s 49500, 5 e 69,
assim como palmatorias de vidro lapidado com
mangas bordadas a 49500 cada um : na rua do
Queimado, loja o'agula branca n. 16.
Meias em quantidade*
Na loja o'aguia branca acha-se um completa
sortimento de meias de todaa aa qualidadea e
pregoa, aendo para homene, aenborae. meninos
e manioaa de 6 mtzea a 12 annos. Ennumerar
os differenlea pregoa confundir o pretndeme ;
aisim quem se quier convencer de quo baratas
se esto ellas vendendo, dirigirse eom dinhei-
ro dita lojad'aguia branca na rua do Queimado
numero 16.
Para meninos a 4#500
Vendem-se veatidinhos de seda para meninas,
mnito bem enfeitadoa, pelo diminuto prego de
48500 cada um : na rua da Imperatriz n. 60, loja
do Pavo, de Gama & Silva. ___________
Novo sortimento de fa-
zendas baratissimas,
NA
Loja do Pavo rua da Impera-
triz numero 60.
DE
GrYMLA & SUA A.
Vendem-se ss seguintes fazendas por pregos
baratsimos am de apurar dinheiro : capas
soissaa a imitagao de aedaa de quadriohos aen-
do de todaa aa cores e cores muito fizas a 200
rs. o covsdo, brilhsnlinss de qnadrinhos muilo
encorpadas para vestidos de senhora e roupas
para meninos sendo muito maia larga que chita
a 200 rs. o covsdo, gorguro de linho fazenda
muito nova para vestidos a 280 rs. o covado,
masselioa branca com 4 1(2 palmos de largura a
200 ra. o covado, grande e variado sortimento
de caisas para vestidos sendo os padroes moder-
nissimos e as cores fizas a 280, 300 o 320 rs. o
covado, chitas francezaade corea fizas escuras e
alegres a 240, 260. 280. 300 e 320 rs. o covsdo,
chltaa inglezaa a 140,160 o 200 rs. o covsdo,
cortes de cassa tendo 7 1|2 varaa cada um a
29400 rs., cortes de organdys com barras tendo
12 varaa cada corte a 59, cortea de baregea com
22 covadoa a 59, ditos com as saias feitas a 59,
laziohaa de cores s 280 rs. o covado, de todas
estas fazendas do-se ss amostras deixando o
penhor na loja e armazem do Pavo, da Gama &
Silva, na raa da Imperatriz n. 60.
Olhem para o Pavo e leiam.
Camizinhaa com gollinhas e manguitoa de cam-
braia bordados, fazenda muito modernissima a
59000.
Ditas de futtao com salpico de cor a 39000.
Gollinhas bordsdaa com botozinhoa a 19000.
Ditaa ditas de gostos a 640 e 800 ra.
Ditas com msnguitos de cambraia bordados a
lfNft.
Manguitos de cambraia fina bordadoa a 19000.
Gollinhas bordadas a 240 rs.
Romeiras de cambraia enfeitadas para lulo a
3$000.
Camizinhaa para senhoraa bem enfeitadas a 38-
Lencinhos de lioho com labyrintho para mo
a 29500.
Ditos a imitagao do labyrintho a 19 e a i>280.
Lavas de torgal enfeitadas de vidrilho a 500 e
e 640 ra.
Enfeites pretos com vidrilhos a 89OOO.
Ricos enfeites a tarca e Garibaldi a 5J500.
Ditos muito bonitos a 29500 e a 39500.
De ludo do-se aa amoslraa ficendo penhor: na
loja do Pavo, rua da Imperatriz n. 60, de Gama
A Silva.__________________________________________
As seroulas do Pavo.
Vendem-se seroulas de linho trance Ss a 29 o
par ou a 249 a duzia: na rua da Imperatriz n
60, loja da Gama & Silva.
Superior sebo em velas e em
pes, ca'xas de urna
arroba
Vendem Antonio Luiz de Oliveira Azevedo 4
C, no seu escritorio rua da Cruz n. 1.
Jacaranda superior.
Tem para vender Aotooio Luiz de Oliveira A-
zavedo & c. no zea escriplorio rua da Cruz n. 1.
Coraes lapidados.
bao grossos que admira.
A loja d'agaia bronca acaba de receber urna
pequea quantidade de coraes grossos lapidados,
os quaes aarvem para aa voltaa que ltimamente
usara as senhoras, e est vendendo cada fio pos
29, 290O, 3 e 49 : na rua do Queimado, loja
d'aguia branca n. 16 : assim como recebeu msia
a* bonitaa pulseirai de misasngas. __________
( JkU
VerMem-s
24 jarlas a
trnceosle en
Madapolodo Pavo.
se finissimas pegas de madapolo com
49500. 49800, 59. 5S500 a 69, ditaa
enfestadaa com 14 jardaa a 39: na rua
da Imperatriz n. 60, loja do Pavo do Gama &
Silva.
Lasa320 rs.
Vendem-se modernissimas lazinhas com pal-
mas a 320 ra. o corado: na rua da Imperatriz n.
60, loja do Pavo;
O Pavo vende a
Pegaa de cambraias de corinhos brancos e de
todas as corsa tendo 8 1|2 varas a 49 : na raa ds
imperatriz o. 60, loja do Pavo.
Barricas.
Vendem-se a 230 rs., despejadas, de farinha
da trigo ; 01 roa Di relia o. 72
O Pavo vende
cortes de cambraia mnito fina com doua babados
e duas saias sendo delicadamente bordados s
49, ditos sendo todos adamascados a 49, cortes
de phantasia fazenda flnissima a 6g, ditoa a 49500
e 59 : na rua da Imperatriz n. 60, loja e arma-
zem do Pavo de Gama & Silva.
Paletots e calcas.
Vendem-se paletota de panno preto fino a 69,
calesa de caaemira preta a 49500, paletsde faney
de cores a 69, calgaa de dito a 39500 : na rua da
Imperatriz n. 60, loja do PavSo.
Panno preto.
Vende-ae panno preto muito encorpado a
18600,19800 e 29, e dito cor de caf : na raa da
Imperatriz n. 60. loja do Pavo.
Chales do Pavo.
Veodem-se chales de merino estampados mui-
to grandes a 39. ditos de cassa adamasesda a 800
rs.: na rua ds Imperatriz n. 60, loja e armazem
do Pavo de Gama & Silva.
Wti*
sem segundo
Na rua do Qaeimado n. 55 loja da miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, est vendendo
todaa as miudezaa bsrsliaaimaa, a saber :
Papis de agulhaa a balo multo supe-
riores a
Caixaa com muito finas obreias a
Candes com clcheles, tem algum de-
leito a
Frascos de macass perola muito fino a
Caixinhaa com papel pequeo de diver-
sos gostos s
Pacotes dito dito dito amizade a
Novelloa de linha de Crux a melhor
que ha a
Caixas com agulhas curtas de sspsrior
qualidade
ntremelos, a pega com 3 varas 1(2 a
Sabonetes maito finos a
Papis de agulhas francezas com toque a
Parea de botea para punboa de muitos
modelos a
Pares de meias cruss para meninos a
Ditoa de ditaa cruaa para pequeo a
Ditos de ditaa para meninas a
Frascos com sgua de Lavande ambreada a
Ditos com cheiros muito tinos a 240 e
Ditos com banha muita fina a 240 e
Ditos com superior banha de urso a
Ditoa com oleo baboaa muito fino a 240 e
Ditos com oleo do Rio muito superior a
Ditoa com superior philocome a
Ditoa com banha philocome flnissima a
Ditoa com banha tranapareote a
Ditoa com auperior agua de colonia a
Ditos com macass (oleo) a
Ditoa com auperior opiata a 500 e
Cartea de linba Pedro V, com 200 jardas a
Ditoa de dito dito, branca de corea a
Carriteia de linha com 100 jardas a
Massos de linhs frouxa para bordar a
Pentes de marfim de auperior qualidade a
80
40
10
200
720
720
40
200
lgOOO
120
10
240
160
160
200
800
500
320
600
320
500
900
icooo
800
500
100
800
60
20
30
240
19000
Olhem para o pava e
leiam, -
Camisinhas com gollinhas e manguitos
de cambraia bordadoa, fazenda mo-
dernissima a
Ditas de fusto eom aalpicos de cor
Gollinhas bordadaa com botoziobo
Ditas de todos oa goatoa a 640 e
Dilas eom manguitos do cambraia bor-
dadaa a
Manguitos de cambraia bordados maito
fiaos a
Golliohss bordadas a
Romeiraa de cambraia enfeitadas para
lulo a.
Camisinhas para seohora a
Lenciohos de linho com labyrintho para
mo a
Ditos a imitagao de labyrintho a lg e
Luvas de torgal enfeitadaacom vidrilho
Enfeites pretos com vidrilho a
Ricoa anfeites pretoa e de cores,a Turca
e Garibaldi
Groadenaple preto a I96OO, 19800 e
Todaa estas fazendas vendem-se na rua
peratrizn. 60, loja e armazem do pavio,
ma & Silva.
Sementes de hor-
talices
Na rua da Cruz n. 32, depoaito de pao e bola-
cha, vendem-se sementca de bortalices vindas de
Liaboa.
Novidades da Arara.
S na grande exposicao de
fazendas baratissimas
na oja e armazem da
Arara, rua da Impera-
triz n. 56, de Maga-
lhaes Mendes.
Vende-se o mais barato possivel a saber: la-
zinhaa para vestidoa de senhoraa, eroupa de me-
ninos a 320 rs. o covado, la chioeza de urna a
edr propria para capaa da moda com 4 e meto
palmos de largara a 640 rs. o covado, fuato de
cores para vestidos de senhoraa a 280 e 320 rs. o
covado, cassas a Turca muito fina a240e280rs.
o covado : na rua da Imperatriz loja da Arara
0. 56.
Arara vende as cambraias.
Vendem-se pegas da cambraias lisas a 19600 o
2J00O, ditas finas a 250O, 39000, e 38500, golli-
nbaa para senhoraa a 500 rs. galla e mangnilos
de linbo a 29500, leogos branco a imitagao de
labyrintho a I96OO: na rua da Imperatriz loja e ar-
mazem da Arara r. 56.
As saias da Arara.
Vendem-se saias brancaa bordadas a 29510
ditas de 4 pannos a 3$ e 3^500, cambraiaa de ca-
rocinhoa com 8 e meia varas a 49 a pega, corles
de chitas finas com 13 covsdos a 29500 : na ua
da Imperatriz loja e armazem da Arara n. 56.
KKCJL 90 QUEIMADO M?A6
Sortimento completo do aobracaaacoa do panno a 259, 289, 309 o 359. casaeos maito bom
faitea a 25f, 28f, 30f o 85f, paletota acasacados do panno preto de 16 at 259, ditos do cssemlra
do cor a 159,181 SOf, paletota saccoa do panno o casemira de 89 at 149, ditoa aaccoa do alpaca
m orino e la de 49 at 69, aobre do alpaca o merino do 79 at 109, calgaa protaa do caaemira ds
89 at 14f, ditos do cor do 79 at lOf, roapaa para menino de todoa oa tamanhoa, grande sorti-
mento do roupaa do brina como tejaos talcas, paletots o colletas, sortimento do eolletaa pretos de
sttlm, casemlr o velludo do 49 a df, ditos para casamento a 59 a 69, paletota brancos do bra-
mante a 49 a 5f, calgaa brancaa alto finaa a 5f, o um arando aortlmento do fazendaa fina a t mo-
derna, completo aertimentode tattmiraa inglesas para homem, menino a senhora, sroslas do
linho t algodao, chapeos dt sol de sede, luvas da seda 4* Jouvin para homem t senhora. Te-
mos sima grande fabrica do alfaiate ondt recebemos socommendss da grandes obras, qaa psra
sso est sendo sdministrada por tm hbil mostr do temelhante arto o um pesaoal do mala ds
oneoenta obreros osaolhdos, portsntoeieeutamosqnalqaor obra com promptidao t maia barato
de.qto totrl if uer tata.
Arara est vendendo.
Vendem-se pegas de madapolo elephanta
maito fino com 40 jardas a 149, dito de 24 ardas
a 49500, 49600, 5000, 59500 e 6$000. dito in-
festado a 35, cortes de cambraia com barras a
2$50O: na rua da Imperatriz loja da Arara
d.56.__________________________________
Arara j vende as roupas.
Vendem-ie paiitoU de panno preto a 69500 e
89OOO, ditos de casemira de corea a 1O9OOO, cal-
gaa de casemira preta a 49500, ditaa de corea a
5500, palitots de alpaca a 38500 e 49000, ca-
rnizas francezas a I96OO e 29000, seroulas de li-
nbo a 19600 e 25, collarinhos de linbo a 500ra.:
na rua da Imperatriz loja da Arara n. 56
Arara vende as capas.
Vendem-ae capaa perfeitameule modernas a
69000 e IO9OOO, manteletes de grosdenaple pretas
moito modernos s 25(000 e 30,00, chales de
la a 1(000, ditoa de la e seds a 29OOO, ditoa de
merino a 29500 e 49500 ditos de crep de ponta
redonda a 7(500 e 89: na raa dalmperatriz loja
da Arara n. 56.
Arara vai liquidar sua casa,
porque quer ir passeiar.
Vendem o maia barato possivel para acabar,
chitas com peqaeoo toque de mofo a 160 rs. o
limpas s 200 rs. o covado ditas Isrgas a 240. 280
e 280 rs. o covado, sao preta para lulo a 500 e
640 rs. o covado, cassa prela a 280 ra. o covado
corles de casemira preta para caiga a 39 e 38500,
e outraa muitaa fazendas qae se do aa amos-
tras : na rua da Imperatriz loja da Arara nume-
ro 56.
Palitos da Arara.
Veodem-se massos de palitos finos para den-
tea com 20 massiohos a 200 rs. para acabar: na
rua da Imperatriz loja e armazem da Arara n. 54
de Msgsl^ea & Mandes.
Borzeguins inglezes.
Nt rus da Imperatriz n. 10 defronte da bonete
loja do Pinto, recebea-ae pelo ultimo vapor um
grande sortimento dosj bem acreditadoa bor-
zeguins inglezes qae vndese por 10J{e 119,4 di-
nheiro logo contado.
Vende-te ao balcio de amarell immT:
sado com vidro, e proprio para qual
belecimeoto, multo barato, a^wasUat a pt
cbleeha: na rea estrella do Rosario n. 25 loja
foniiasro.



59000 39000 19000 800
19600
18000 240
3000 39OOO
2K50C 1(280 500 800
6(000 29OOO da Inido Ga-
uumiii



6

DUR10 DI BEMAM1UCO
BE JlflO D* 18*1.
A foanha fina,
am copoa granates, ehegau pan loaj d.agula
branca, tu dofruaiaaada n li.
Libras slerlinas
Vende-ae do eicriptorio de Manoel Ignacio
Olivetra & PWbo. largo do Carpo Santo n. 19.
SorjesparaS. Joo, MEMOS DEZ POR CEHTO
Vendeos-ee na raa do Picoa n. SO, sor lea de
estaros ticamente afeitadas, rano de 2| o cea-
to, tanto em pwco naoior como a retalho.
Vende-ae um cabriolet em muito bum es-
ttdo : para ver no becco do Tambia n. 14 e tratar
NOS ARMAZENS
I
S.JOAO'
VENDE- SE NO ARMAZEN
PIOGRESSO
DE
Francisco Fernandes Duarte
Lar^o *a Penha
Superior caldo Lisboa.
Tem para Tender em porco e a retalho Anto-
nio Luix de Oliveira Azevedo & C-, no aen at-
er ptorio raa da Cruz n. 1.
Brincos pretos a toalo, e
outros objectos para
luto
Desaea objactoade que hoja infelizmente tantas
familias precita*), na loja d'aguia branca acha-ae
m bom aortimenlo delles, sendo brincos rose-
tas a balo, paleeiras modernaa de grosaaa e tor-
tea contaa, alfinetes para peito, ditos tambem pre-
tos, em caizinhas, bonitos e modernos aderecos,
e meioa ditos, cinleiros de filas e Arelas pretal,
enfates para cabeca, grampoa de do vos moldes
para segurar caberlo, lavas de torcil de seda e
pailita, melaa de seda e algodao para homens e
senhoras : com os compradores de taes objectos
se ter a maior contemplacSo, atiento o flm para
na ra do Imptrador n. 87.
Vendem-se dous payos:
uesta typographia.
Ameudoas.
Vendem-se. ameDdoas em frascos e avulsos e
ot boai a reos papeia cam ettalo para tortea:
oa roa da Seozala Nova n. 80.
Algodo da Baha.
Proprlo para roipa de eaeravos e saceos de aa-
anear : vende-ae na raa da Cruz n. 1, eacriptotio
de Antonio Laiz de Oliveira Azevedo & C.
PROGRESSISTA
IPM)1
36.
Agua de colonia ambria-
da esem o ser.
queto: por iasoe dirigirem-se ra
mado. loja d'aguia branca n. 16.
Ease eslimada agua de
J que tantoa a tanto lempo
do Qael-!de ebegar em
colonia embreada, de
se o tem a falta, acaba
Os melhores gneros que vem a este mercado e por menos 10 por ceoto do que em outra
qualquer parte, garantindo-se a boa qualidade, por isso roga-se a todos os Snrs. da praga, de en-
gaaos e lavradores o favor de mandarem suas encommendas a este muito acreditado armazem de
molhados, afim de verem a difiero iqo de prego e qualidade que faz, se lossem comprados em outra
qualquer parte. i
A.sMnillfatl'AS confeitadas para sorte de S. Joo a 800 rs. a libra, tambem tem-se para
60ts. a libra sendo na porcio, tanto de ama qualidade como de outra se faz abat-
menfo.
nlasatega \gltiZa\ da safra ora de primeira qualidade a 1?>000 a libra, em
barril se fzabalimento.
BlMaTOlga WMIC*Iia\ a mais nova a 720 rs. a libra, em barril a 600 rs.
^^lj*na *0 YQlfeO mullo frescoschegados neste ultimo vapor a 28000 ditos
gados no ultimo navio a 19800.
Queijo pralo
G\i nyssoii
qualidade.
%5amoB. HllXllll o que 5e prde desojar neste genero a 35000 a libra.
VjUa prftXO homeopathicc a 29200 a libra em porco se faz abatimento.
X r&^UCS HOYOS de |,av0 transado a 320 rs. e em caixas com 40 carias por 10*000.
sVsttMA COTO &V*5lflOa8 confeitadas, proprias para mimo, conteni mais con-
feitese assucar candido por 15GOO cada urna.
&S8AS em caixinhas da f libras chairadas altimamenta a 255000 cada uma e a retalho
Arroelas ou argolas de borra- [SB&SSS
chapara segurar papis e
muitos outros misteres.
che-
o raai: superior que tem vindo a este mercado a 800 rs. a libra,
o melhor que h no mercado a 29800 e 29200 a libra, afianca-se a boa
_ bonitoa frascos verdes, os quaes se
eslao vendendo a 10500 cada um ; aaaim eomp
um granbe aortimenlo da
agua de colonia de Piver em frascos
e garrafiobas de diferentes tamanhos, ludo is-
so na raa do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16.
A loja d'agula branea recebau ama porcio de
arroelaa ou argolaa do borracha, que acertada- AppareluOS (le porcellaiia doil-
mente se applicam a differentea fina, como um-
rada para cha de bouecas.
bam aeja para emmaaaer papis as diveraas re
particoss publicaa, not eartorioa, eacriptorios,
armazem, lojaa, boticas, tabernas, etc., le,
mesmo de alguna particulares, o que na verdade
vale apaa comprar-ae pelo dimloato prego de
240 e 320 a duzia, para poupar-se o trabalho de
alar e desatar am maaso de papis todas aa vezaa
que se precita, aasim sonso aa maislargaaaervem
para segurar earteiraa, e manguitoa de senhoras,
o mesmo para purseiras de missangas, advertin-
A loja da agua branca desojando que todoa
facam a vootade a suas bellas meninas est ven-
dendo commodtmente esses bonitos apparelhoa
de porcallana dourada, e pintada a 19500 e 2$,
lendo eada um 6 catarea de chicaras, e os mata
perteoces, a vista do qua todoa irao (munidos de
dioheiro) para compra-Ios na raa do Queimado
n. 16.
do, porm, que cada argola tem aua flvela ; ven- BOitOS palteiTOS (it DOrcei-
dam-aaem dita loja d'aguia branca, ra do Qaei- lo o rl. .,!
madon. 16. 1 lana uourafia.
Agora ninguem deizar maia de ter em aua
, mesa um bonito paliteiro de porcellaoa dourada
poia que eltes se eato vendendo a 1$ e 1$500
i na loja da aguia branca n. 16.
DE
MARTE c C.
36 ra das Cruzes de Santo Antonio
9 Lartfo do Carmo 9
n JPJUEJS. S. MWBM S S. lili.
Os propnetanos destes acreditados rmaseos ds molhados participam aos seus nume-
sos freguezes que por todos os vapores e navios da Europa, recebera da sua propria encommenda
os memores gneros, pois que para isso tem pessoas encarregadas em diversos pontos da Europa,
pera os ecolnerem, a os vender por menos 10 por canto do que am outra qualquer parle, por isso
roga-se a todos os Srs. da praca, de engento a lavradores o favor de mandarem suas encommendas
aos nossos armazens, afim de verem a superior qualidade de gneros e di Seranea de piscos.
Qliei/OS do SertftO 0s mais frescos do mercado a 640 rs. a libra.
i^enebra italiana unMd8s me|hores genebras que tan,vn0 ao nosso mercad
em frascos grandes a 29, vende-se nicamente rustes armazens.
Ll)gUlaS era bits j promptasa 19800.
sf I W
UaiXinnaS 0s maiseUgantes que tem vindo de Franca, proprias para guardar joias
fazer mimos da 600 rs. a 19600.
Sala Oles dos melhores do merc'do a 800 rs. a libra.
M.a nteiga ingleza de primeira qualidade a 800 a 090 rs. a libra e am barril aa
far abatimento.
Ma melga frajlCeZa a mais nova a 700 rs. a libra e em barril a 600 rs.
\_/lla OySSOn 0 saais superior que ha no mercado a 2*400 a 29800 a libra.
Cha huxim
Cha
Cha
oa
ds soda em Islas com diferentes qualidades a 19440.
que h no mercado a 49000 a
nova
barrica e a retalho
em caixinhas de libras chegadas altimamenta
a 430 rs. a libra.
Bolaxinha
0\aXlHlia inglezaa mus
a 320 rs. a libra.
VlllluVO QIS& pipa de superior qualidade Forto, Figueira e Lisboa 500, 560 a 640 rs.
a garrafa, e em caad i a 39500, 49000 e 49500.
\Tn\iOS engarrafados Duqu* do Porto, Lagrimas do Douro, Carcavellos, Fei-
loria ralbo, e deoulras maitas marcas acreditadas a 1(200 a garrafa, em caisa a 129
tambem ha para 19000 a garrafa.
' liaHapa?a\lC das maros mais acreditadas a 159000 e 209000 o gigo, e em garrafa a
1800
SftlVbja da marca cobrinhi ou de outras marcas conhecidaa a 59000 a duzia e 500 rs.
a garrafa.
aaTViln&S francezas e poi tu';uezas em latas de 1 libra por 640 rs.
9ftae* &3 tomate e,n taitas de 1 libra por 800 rs.
AtiatiX^a fra?C:lS em latas de 1 e meia libra por 1500, ditas com 3 libras por
20800.
\.me\liltl*,8 Je casca mole rnuilo novas a 320 rs. a libra, em arroba por 80000.
?OZeS a 120 rs. a libra e en arroba a 3?>000.
AAe\Ta, mae&Tfae e talnaTm a 400 rs. a libra, t em caisa com 1 arro-
ba por 69000.
^Stre\\a\iB, pevidee arroz de massa branca ou araarella, a 640 rs. a libra, e em cai-
xinhas muito enfeitadis se faz obatimento.
P&IlVaS UlC A^nAfcS xados os maisbam feitosqua tem viodo a este mercado a 280rs.
tambem ha para 200 -s.
tfti 1.U.HtoS ingYtlt't^ para fiambre a 800 rs. tambem hamburguez para fiambre a
640 rs. a libra e do re no o mais novo que ha a 560 rs. a libra.
CutllTitjas epaiO> muito novas a 560 rs. a libra eem barril se far abatimento.
aiaHiC o melhor pelisco que pode haver por estar prompto a toda hora a 800 rs. a libra.
Y. OneiUli'a UO f:lliO muilo novo a 280 rs. a libra e em barris de 1 e meia arroba
a 5 e 79 a arroba.
%-* HO UTIC.aS em latas j promptas para se comer a 19800 cada uma.
Banllft de pOTeO nfinadaemlatas com 10 libras por 4f300.
Dita en\ Darril m iil0 ^^ e aiva a 440 rs. a libra e em barril a 400 rs.
C&Tt6eS e SlW!tteiatl: imperial do afamado Abreu ede outros muitos fabricantes de Lisboa a 800 rs.
a libra
rmela.da de Alpenha em latas de 2 libras por 19000 cada uma,
ljmtlaS C 5& r rUCIGS ,je doceem calda as melhores quehaem Portugal como se-
jam pera, pesego, dtmasco, ameixas, ginja e screijas a 800 rs, a lata.
Doce SteeoS e em calda, em latas, de 4 a 5 libras por 29000.
L/IIOeOlatt hespanhol a 19500 rs. a libra, ditlo francez a 19100 ditlo portuguez a
800 rs afianca-se a boa qualidade.
*-*ate de primeira qualidada laoto do Rio eomo do Cear, a 320 rs, a libra, em arroba a
99500, dito mais baixo a 280 rs. e 89500 a arroba.
^^uAnna de FraDca a mais nova do mercado a 240 rs. a libra, e em porc,o se faz
abalimenlo.
Sftgll muito novo a 320 rs a libra e em garrafes com 5 libras, por 29000.
FaTinna do reino das n arcas SSS ou galega, 4 140 rs. a.libra.
Hita do Maranho al va e cneirosa a 160 rs. a libra e em arroba 49500.
Velas de carnauba refinac a a 400 rs a libra, e em arroba o 129000.
\zeitO doee refinado a 800 rs. a garrafa, e em caixas a 99000.
Vinagre de Lisboa a 2<0 rs. a garrafa e em caada a 19800.
VinYlO cherez verdadeiro i 19500 a garrafa, e em caixa 149000.
VttttO ll?anCO de Lisboa o mais superior que hi no mercado proprio para missa a
640 rs. a garrafa e na caada a 49500.
^**^^t08 8uspiros do f ibricante Brando em meias caixinhas, por 29500.
19llOS suspiros do fabricarte Gatanho & Filbos em meias caxinhas a 29000.
llltOS em caixas de 10Q rejalia Imperial, Visgantes, e Panentellas, a 29000 a caixa.
AlplSta muia limpo, a 180 rs. a libra, e em arroba 59500,
A.Xeltonas muito nova;, a 19600 rs. cala uma ancorla, e a 400 rs. a garrafa.
ArtOX de Maranho a 11) rs a libra, e 39700 a arroba.
FXe de postas em latas ilai melhores qualidades de peixe que ha em Portugal a 19500 rs.
jkta. de HolVinda m ^^^^ com & ^ntu por 99000.
>Starda inglaza ma nva a 19000 o fraseo (rancaca a 640 rs. a pola.
Alara 4o faoaros cima mencionados encontrar reapaiuvel pMeo um-coflapleto sorti-
sMDto de todo que tendente a molhados. *
Attencao
Guimsraas & Lu, donos da loja da miudezas
da raa do Queimado n. 35, boa fama, participial
ao publico que o en ealabelecimento ae acha
completamente prvido daa melhorea mercadoriaa
tendentes ao maamo eslabelecimeDio, e muitos
oatros objectos 4e gosto, sendo quaal todos rece-
bidoa de suaa proprias encommendas ; a estando
alies inteiramento reaolvidoa a nao vanderem
dado, afiangam vender mais barato do qae outro
qaalquer ; e juntamente pedam aos seus devedo-
res que Ibas mandem ou vaoham pagar os seus
dbitos, sob pena de seren iuiticidos.
Soabal! Meors & C, Undo recebtoo or-
dem para vender o sea creacido deposito do rslo-
gios v|slo o fabricante ter-ae retirado do nego-
cio ; convida, portaoto, s pessoas que qaizeram
possuir um bom ralogio de ouro oa prata do ce-
lebro fabricante Kornby, a aproveitar-ao da op-
portunidade sem perda da lempo, para vir com-
pra-loa por commodo preco no aeu oacrlptorio
ras do Trapicha r>.l8.
^38
Loja das 6 por-|
tas em frente do
Livramento. \
Gaasaa francezas de bonitos gostoa a
320 ra. o covsdo, luvaa de tracal prens
d aeda a 500 n. o par, chila rraot'a-
aas largaa escuras a 240 rs. o corado,
ditas Anas a 260 e 280 ra., fil de linho
liso a640 rs. a vara, tarlstana fina de
todas as cores a 800 rs. a vara, lencoa
brancoa com barra da cor a 19100 a du-
zia e 120 ra. cada am, meias para ho-
mem a lgSOO a duzia e 120 rs. o par,
chita* para toberta tle bonitos ese-
nhos a 220 ra. o covado, pecas de bre-
tanha de rolo a 29, ditas de cambraia lisa
com 6 1(2 varas a 39. muasalioa encar-
nada a240 rs. o covado, calcinhd para
meninas de escola i lf o par, peitos
pira camisa brancos a de corea a 200
rs., pecas de cambraia branca de salpi-
co a 39500, algodao enfestado o melhor
a 700 rs. a vara, dito branco para loa-
lhaa a 15 a vara, eoreitea dos mais mo-
dernos a garibaldi a 69.1 loja est aber-
ta at as 9 horas da noite.
Bhnna japoneza e outras mu-
tas novas perfumaras.
A loja da aguia branca acaba de despachar, de
sua encommenda um grande e bello sortimeoto
de finas perfumaras do mais afamados fabri-
cantes, sendo as bem coohecidaa e apreciadas
banhaa, japoneza, transparente, pbilocome im-
perial em bonitos copinos com lampa de (retal,
dita noa copoa gran'.es, dita em compoteiraa li-
aaa e lapidadas, leos de babosa, pbilocome e
Lubin, pomadas ou cosmestiques, fios extractos
dos preciosos e escothidos cbeiros Jackey-Club,
mil flores, miel da Inglaterra Muechal, Principe
Alberto, George IV, etc. etc. Recommeoda-se a
todas as seohoras de bom gosto o uso de qualquer
deases eatimadoa extractos porque aquella que
em uma sociedade, theatro, ou baile esliver com
aeu tino lengoorvalhado de to sublimes aromas
ter por certo o prazer de ver as suas visinhaa
da direita e esquerda Ihe reodeodo bomenagem,
perguntarem. donna F. onde comprou eaae to
agradarel chairo ? E ella orgulhosa de seu bom
gosto, mas com ar prazenleiro Ihe reapooder :
na ruado Queimado loja da agua branca nume-
ro 16.
29500 e 39000 a libra.
1 ao nosso mercado a 29200 a libra.
Papel amisade branco e de
cores.
Vende-se pacotas com 100 folhaa de papel ami-
sade branco e de cores a 800 e 640 cada pacote :
na ra do Queimado loja da aguia branca nu-
mero 16.
ala OSE 322'
Ra da Seozalla Nova n. 42
Venda-se em casa da S. P. Jonhston & C,
sellios e silhoes inglazos, oandieiros e oastioaes
bromeados, lonas inglesas, fie de vela, chicotes
para carros e montara, arreios para carros de
um a dous cavallos, e relogtos de enro patente
ingles.
Alleucai! allencao!
Aos pais de familia, bom e ba-
rato.
Na loja n. 20 da ra da Imperatriz sha-se a
venda um completo variado aortimenlo de boas
fazeodaa, e que vista de suas qualidades sao ba-
ratiasimamente vendidaa, e para maia veracidade
do que flea dito, abaixo vo mencionadas algumas
das ditas fazeodaa, a saber :
Chitas largas cor fin a 24U rs.
Madapoln fino com 24 jardas a 59.
Cambraias de cores a 280.320 e 400 rs. o co-
rado.
Velludo preto e de corea a 29.
Lindeza de corea a 160 rs. o covado.
Lencos pequeos a 80, 120 e 160 ra.
Chapeos da caaior fino a 8.
Chitaaprelas multo largas e finas a 240 rs.
Algodo trancado preto muilo bom para vesti-
dos da eaeravos a 200 ra.
Cambraia lias com 10 jardas a 25.
Cassa de aalpicoa com 10 ditas a 39.
Cambraia bordada pan cortinados com 8 va-
rasa 2/.
0 Livro do Poyo.
Sahio luz publica o LIVRO DO POVO, publi-
cado aob a direceo do Sr. Dr. A. Marques Ro-
drigues, e conlm a vida de N. S. Jess Chriato,
segundo a narracao doa quatro evangelistas,
mais os seguiotes artigoa : o vigario, o profossor
primario, o bom homem Ricardo, a moral prali-
ca, Simo de Nantaa, mximas e pensameatos,
a bygiene, os deveres dos meninos, e o Brasil.
A publicacao do LIVRO DO POVO nao s tem
por fina uoiormisar a leitura as escolas prima-
rias, onde cada menino aprende por um livro
difierente, e portaoto facilitar o trabalho do mes-
tre e do discpulo, como tambem vulgarissr, por
am preco baratissimo, a biatoria do ailvado'r do
mundo, e os melhores preceitos de moral.
Venda-se o Livro do Poro, no Recife, na
livraria da praca da Independencia ns. 6 e8, a
500 ra. o exemplar em broebura, a i 800 rs. can-
tonado.
Queijos
os mais frescos que tem vindo ao
mercado chegados no ultimo
-2#000 e no passado a 1*800.
Amendoas
confeitadas at mais bonitas que ha no
morcado a 800 e 1# a libra : vndete
nos armazens Progretsista e Progressi-
vo no largo do Carmo n. 9 e ra das
Cruzes n. 36.
nosso
vapor a
Tiras ou ntremelos bor-
dados
Vendem-se liras ou ntremelos bordados de
lindos gostos, pelos bsralissimos precos de 13500
e 10600; s no galo vigilante, ra do Crespo nu-
mero 7.
Sintos para senhora.
Vandera-se os riquiasimos aiotos com borla ca-
bida ao lado, muilo cbique, sendo o ultimo gosto
de Paria, pois parece-me que nao ha ver senho-
ras que deixe de comprar : isto a no gallo vi-
sitante, raa do Crespo n. 7.
o qus ha ds melhor neua genero a
prClO muito superior vindo a primeira
nySSOll o saelhor qua vem do Rio, em latas da uma libra por 19800 e am porcio
se far abatimento.
Q UeiJ OS CIO Fa LI O chegados nesie ultimo vapor a 29200 e dos chegados no ultimo
navio a 19800 cada um.
(OljOS pratO como nunca veio ao nosso mercado a 19000 a libra e inleiro a 900 is.
I alOS e CllO ur 15 US muito novos a 560 rs. a libra eem porcio se far abatimento.
I eiXe em I&taS fjadiversos tamanhos, savel, sardo, pargo. pescada, cavalla, lingos-
dos fritos, atm marenado, robllos e lulas de ligelada, da 19300 a 29000 a lata.
ToilCallho do I -. i >0 muito novo a 820 rs. a libra e 99500 a arroba a tamban
temos para 240 rs. a libra e 69500 a arroba.
Banlia de porCO em latas com lOlibras por 49400 e 480 a libra.
Marnielada imperial de todos os conservaros de Lisboa,ero latas da libra o
meia e 2 libras a 750 rs. a libra
L*at>tS COIB I rutas em Caldacomosejampera, pecego, damasco, alper-
xe, ameixas a ginja, a 700 rs. a lata.
Vlarilielada dti Alperce em ratas de 2 libras por 19000 cada uma.
Doce da CaSCa da gOiaba a800rs. e em poc.rSo se far abatimento.
mJ JCeS SeCCOS e dillerenles qualidades em bcetas muito bem arranjadas a 3900O.
Tmaras em caixinhas a 29500 e 600 rs. a libra
Passas era caxitrhas de 8 libras a 29500 e600rs. a ibra.
FigOS da COmadre muu0 novos em cixinba de 8 libras e muito bem onfeitadas*
a 29200 a 320 rg. a libra.
tfrvilhas francezas e portuguesas a64o 720 rs. a lata.
MaSS 1 de tOmite em latas de l librra a 800 rs.
A.raendoa8 da casca mole uuo novas & 400 rs. a tibra.
131 OZeg nauito novas a 200 rs. a libra.
AmeixaS franCeZ-l S em latas com 5 libras por 49000 e a 19000 a libra.
Cll TCOlate IleSpanhoI a 19200, francez a t9000eportugeza 900 rs. aliara.
Bol XI filia de SQda mUtas com diferentes qualidades a 19400 a lata.
MasgaS p^ ra SOpa macarro e talharim a 240 rs, a libra a a caixa por 59000.
Ca4Xfllias muito bem enfeiladas com pevide, rodinha, eslrellinha, etc. a 700 e 800
PalitOS XadoS para dentes em molhos com 20 macinhos a 200 rs.
Xj/olo FranCeZ para limpar facas a 180 rs. e em porfi se far abatimento.
Espemiacete Superior sem avaria a 740 eem caixa a -76*n. a libra.
Sardinhasde Nantes muito novas a 400 eeoors.
AlpSta muito nova a 200 rs. a libra e 59500 arroba.
AZeite doce refinado de diverjas marcas a 80U rs. a garrafa a 99000 a duria.
BolaCllnlia inglezaa mais nova do mercado a 300 is. alibra o 49200 a barriea.
Goma muito alva a 100 rs. a libra e 29500 arroba.
V nhOS entrarrafados duque do Porto, genuino. Porto fino, madeira secca, Carcavellos, nc-
tar, feitoria, velho secco, Museatel a 19200 a garrafa e 129000 a duzia.
Dt0S em pipa Pono, figueira e Lisboa de 500 a 600 rs. agarrafa ede 49000 a 49500 a ca-
ada.
SerVt'jaS das mais acreditadas marcas a 500 rs. a garrafa e 59000 a duzia.
En le i tes de cabeca.
Vendem-se os riquissimos enfeiles, tanto com
franja como sem ella, por baratissimo ps/co de
29300, 39 e 39: s no vigilante, ra do Crespo
numero 7.
Linha de peso.
Vendem-se as verdadeiraa linhas de peso, o
mais fino que se pode encontrar a 2(500 o mas-
sioho de 30 anadiaras, esaim como da outraa
qualidades : ao no vigilante, toa do Crespo nu-
mero 7.
Potassa da Rtissia.
Vende-se em casa deN. O Bieber &
C, sticcessores, ra da Cruz n. 4*
129
Ra da Seiizalla Nova n. 42.
Neste estabetecimento vende-se: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. dem
de Low Meor libra a 120rs.
Admirem as ]s
baratas. 2
8
Lindas las de cores de quadros e de
floree, da superior qualidade, pelo bara-
tissimo preco de 320 ris o aovado na
loja do aobrado de 4 a o da res, raa ato
Cresao d. 18, de Aotooio Correia de Vaa-
coao* & C, aucessoraa de Jos Mo-
rena Lepea.
l
$
6az do melhor
. a 600 rs. a garrafa.
Na ra Direita n. 7 e na ra
do Queimado n. 75.
Bom e barato.
Queijos do Serid a 500 rs. a libra, gomma de
araruta multo alva e nova a 100 rs. a libra, a am
anona a 2*800, nevadinha de Franca a 200 rs. a
libra, aocoretas coa azeitonas a 1|200 ; na raa
daa Cruzes n. 24, eaquina da traveaaa do Oavidor
Attenco
A 600 rs a garrafa de gaz.
Cootinna-sa a vender o aaatkor gas, na loja de
fuDilairo, raa da Imparateiz a. 89.
Il Itipailllii ^ marcas mais acreditadas que h no mercado a 149 e 209 o gigo.
Cognac inglez a 109000 a caixa e 19000 a garrafa.
Ginebra de Hollallda verdadeira a 79500 a frasqueira e 800rs. o fraseo.
AzetanaS emancoretas as melhores que ha no mercado a 29 a a 400 rs. a garrafa.
Traques superiores em caixinhis a 109 a a 320 rs- a carta.
Ps llt .S O gaZ a 29500 a groza e 240 rs. a duzia de caixas.
Sft 1 refinado em pacotas de mais da uma libra a 240 rs. a em porcao ter abatimento.
Gafe do RiO 0 melhor que ha no mercado a 320 rs. alibra e 99000 a arroba.
Sevadillha dt Franja a mais nova do mercado a 240 rs. a libra.
SagU* muito novo a 320 a libra.
Farnha do MaranhO mnito alva e nova a 160 rs. a libra e W80O a ar-
roba. m
Velas de carnauba e de composicao a4oors. a libra a
a arroba.
Vinagre pUrO de LSboa 2i0 rs. agarrafa a a 19800 a caada.
Marrasquino verdadeiro de zara, de limone, caf, mana, genepro, nundol'
curacuT rasa sublime e outras qualidades da 19500 a 29 a garrafa.
Er Va dOCe muito nova a 400 rs. a libra.
ArrOZ COOT toque da avaria em saceos de 5 arrobas a 59 a saaca e 1950t
a arroba.
CtiarUtQ verdadeiros superiores a 29 a eaixinha de 50.
Salmn em lataS com duas libras o mais bem arranjado que tem vindo ao mar
eado a 19400.
tantega em latas Mm 4 Bm a melhor do mercado lacrado armeticamenta
99209 eada uma.
[ Viliagre m g,rrf6es com 5 garrafas de superior qualidade a 19200.
Arar U ta verdadeiu mnito nova a 320 a libra.
Alimdestas gneros anoanirar o raspeitaval nblico em nossos arauxa* nra coaaaiat
sortimanta da indo tendete a molhados.
AmendoaS COnfeitadaS aa mais baraus que ha no mareado a 800 rs. 9
a libra.


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I

iMftlaUQftl*fBMAINU TERJA FEf! 10 DE JOflHO DI !8fl*


Iteas artificiaes pra ca-
bello.
A loja do beija-flor lando recebic o bonitas ro-
saequese esto usando para os cabal loa. vende
na ra do Qualmado na loja cima n. 63.
Aljfar tino imitaadc perola.
Venda-so a 500 rs. o fio da aljfar fino, si-
tando parola : na ra do Queimado, loja d'aguis
branca n. 18.
Cambraiais
Vendem-se cambraiaa de corsa dc> bonitoi e
alajialssdinahis a 28a a ra. omites: na
rada Imperairiz. loja n. 10.
Oliados,
Vendem-se oliados pintados de lindas vistas e
palsagene, larguras de 6, 7. 8 9 lalmos, pro-
prios para meaa de jantara So corado : na ra
da, Imperatriz, loja a. 80.
Sap
atos de borra-
cha para senhorasa
1,500 o par,
Estsnros no mez Mariaooo, a por ino de ne-
cesaidade que aa saohoraa que besi aa applicam
a essa boa devocao ae previnam de im par de as-
patos de borracha, para assim lerem os ps res-
guardados da bumidade, eem alteo5c a tio jus-
to e louvavel fim. esto ae venden* o a 1150O o
par: na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Borzegnins.
Ra da Imperatriz n. 10 loja
do Pinto.
Vende-ge pelo baratisaimo preco :
Borzegnins de lustre para hornera 1 89.
Ditos de bezerro para homem a 89.
Dito de cordavao para dito a 8J.
Por eate preco a a dioheiro vista para li-
quidar.
metas mocadas.
ferro batido e
Moendas p
Taixas de
coado.
Machinas de vapor.
Rodas d'agua.
Rodas, dentadas etc., i:tc.
Ru do Rrum n. 38, findi cao
de D. W. Rouman.
Fazendas pretas
superiores
Grosdenaple preto muito superio
uto preco de 2 o corado, panno p
no a 3, 4, 5, 6, 7 e M o corado, ca
muito fina a 2J, 25500, 3, 3j500 a
mantas pretas de blondo muito sup
maotelelea de superiores grosdenapl
camente bordados a 352, aobrecaaac
preto muito Gno a 309, casacaa tamt
preto muito fino a 300, paletols de
lino a 18 e 204. ditos de casemira
ciada a 189, superiores gravalinhi
19, ditaade aetim maceo oda gorgu
perioree para duaa voltaa a 29, dita
com lindoa alQnetes a 29, superior (
to para colletes a 49 o corle, rieoa
a 69, e assim oulraa muitas fizendaa
dinbeiro vista, vendem-se por pre
ratoa : na ra do Queimado n. 22, n >
cida loja da boa t.
r pelo di mi-
elo muito fi-
aetnira pre
19 o corado,
Mores a 129,
?s pretoa ri-
aa de panno
em de pannc
panno preto
de cor mea-
s eitreitaa 1
ao muito s
1 estreitinhai
orguro pre-
;fe:tes pretos
que aeodo 1
;qs muito be-
bem cooha-
Attencsio
Chegou para a loja da victoria, candieiroa a
gas de Bovoa gostoa e modeloa, lauto para asa,
como para escada e quartos e para autraa muitas
cousas: na loja da victoria na ra n.75.
SEDAS
Cinco tustes.
S na loja dopavo
?endem-se aedsa de quadros, ditas de listraa ao
comprido, o ditaa de listras atravesadas, ditaa
de quadrinbos, sendo dos melhores 1 adroes ede-
licadissimos gostos, com largura de 1 hila ingina
a 500 rs. o covado, pechincha, e do-ae aa
amostras com peohor : na ra da Imperatriz n.
60. loja e armaiem do pivo de Guna & Silva.
Funileiro e vidraceiro.
Grande e nova offic'ma.
Tres portas.
31RuaDireita31.
Neste rico e bem montado estabel cimento en-
contrario oa (reguezes o mais perfei o, bem aca-
bado e barato no bou genero.
URNAS de todas as qualidades.
SANTUARIOS que rivalisam com o Jacaranda.
BANHEIROSde todos os tamanhos.
SEMCUP1AS dem idem.
BALDES idem idem.
BACAS idem dem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caixaa de todas aa groisuias.
PRATOS imitando em pereicao a boa porcel-
ana.
CHALEIRASdetodaa aa cualidad :-s.
PANELLAS idem idem.
COCOS, CANDIEIROS e flandres para qial-
quer sorlimento.
VIDROS em calas a retalho de todoa oa ta-
mandando-ae manhoa, botar dentro da cidado,
m toda a parto.
Recebom-se eneommendaa de qslquer nata-
raza, concertos, que tudo ser des mponhado
contento.
Relogios.
Vande-se em casa do Johnston laler & C,
tf do Vigario n. 3, um bailo se rtiment de
1 elogios de ouro, patente inglez, de m dos mais
afamados fabricantes do Liverpool; tambero
ama variedad* da bonitos tranca] ins para os
matas aa 1
VGENCIY

DA
Fundicao Low-lHoor,
Boa dav Senzalla Nova b.4S.
Nata estbalesimento ceatinua a baverum
completo soKinanto da moendas a raeias moen-
das para engenho, machinas de vapor a taixas
de farro batido a eoado da todos os tamaito
para dito.
Sabio luz o
Gallo Vigilante.
Na ra do Crespo o. 7, sonda o reapeilavel pu
blico achaii um grande e variado sortimento de
miudezaa que se vende por precos mala baratos,
10 por cento do que em outra qualquer parta,
anim eomo seja, franjas pretas com vidrilho a de
cores, fitaa de todaa aa qualidades, franja e galio
de linho, cascarrilhas pretas e de coros, frocoade
todaa as coras, os riqusimos enfsitea de cabeca,
galozinhoa de linhe e de seda para enfeites,
cbapeoziohos para crianzas, chapelinhas para se-
nhora, bonets de psono e velludo muito finos
para meninos, fitaa muito chiques para aintoa,
manguitos e golliohaa muito finas, lencos de
cambraia de linho muito finos, e mnitos mais
objectos que se continusri annunciar, pota ven-
de-so lado por precos baratlssimos por se echar
em liquidacao. Na mesma loja se achara um
rico sorlimento de amendoaa e confeitos proprios
psra qualquer mimo, que se vende pelo baratis-
simo preco da 1(600 a caixinhs.
A verdadeira esseocia de ail
para engommado.
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Caixinhas e cabazes para
as meninas trazerem
no braco.
Huito lidas caixinhas e cabazes psra meninas,
de 100 ris al 29500: na loja da Victoria, na ra
do Queimado o. 75.
Enfeites para senhora.
Os melhorae enfeites pretos e de cores qua ap-
parece a 59500, 69 e 6g500 : na loja da Yictoria,
na ra do Queimado n. 75.
Franjas pretas com vi-
drilho e sem elle.
Ricos sorlimenlos de franjas pretas e de cores
com vidrilho e sem elle : na loja da Victoria, na
raa do Queimado n. 75.
inhasde peso yerda- %
deiras,.
Linhas finas de peso verdadeiras, meadas
grandes a 240 ria : na loja da Victoria, na ra
do Queimado n. 75.
Phosphoros de seguranza
Phoaphoroa de aeguranca, por que livra de in-
cendio, a 160 ria a caixa : na loja da Victoria,
na ra do Queimado o. 75.
fialeias para vestidos.
Balelaa muito grandea e boas a 160 ris urna
na loja da Victoria, ni ra do Queimado n. 75.
Linha de croxet para la-
byrintho.
As melhoafes linhas de croxel psra labyrlntho,
novillos monstros s "320 ris um : na loja da Vic-
toria, na ri do Queimado n. 75..
Sintos dourados para se-
nhoras.
Lindos sintos dourados psrs senhoras a 29200,
ditos de pona cabida a 49, ditos de fita a I96OO:
na loja da Victoria, na ra do Queimado n. 75.
Ricos espelhos de
moldura dourada para
salas.
Chegou para a loja da Victoria urna pequea
porco de ricos espelhos de varios tamaohos para
ornamentos de salas, affiaocando-se aerem os
melhores em vidros que tem viudo : na loja da
Victoria, na ra do Queimado n. 75.
La para bordar,
La muito boa de todas aa cores para bordar, a
79 a libra : na loja da Victoria, na ra do Quei-
mado n. 75.
45 -Roa Dpeita45
A epidemia declina sensivelmate, e o seu
completo desappatecimento eat prximo I O
proprielario deate bem sortido ealabelecimente
convida oa seus eumerosos fregueses a substituir
0 calcado velho, que todo eat cholenco, por no-
vo, e que poasa resistir te mil sebotia e mazzur-
ca quevo aer daoaadaa sn leuvor do resube-
lecimento da saude publica. Oa precos con-
vidan] :
HOMENS.
Botinas afamadas Hilis. : : 12(000
d non-plus-allra Nantes......... I29OOO
> Naotea 2 bateras.............. Il9u00
lustra.................... 109000
ioglezes de botdes............. IO9OOO
batedores....................... 995OO
couro da porco....... 99000
bezerro e lustre............... 99000
t inglezes ps selvagens......... 79500
b taxiados brasileiros............ 5J500
Sapatoes non-plus-ultra................ 79000
3 bateras e meia............:. 6500
esmaga cobra.................. 59500
> Nantea 2 bateras vaqueta..... 69OOO
a 2 bateras beserro...... 59500
> trabalbadores.......... 59000
brasileiros de 38500 a.......... 29000
Sapatoa 2 solas e salto.................. 59000
> tranca portuguezes.......... 29000
s franceses...... 19280
SENHORAS.
Botinas dengozss.......... 59500
salto de bater.......59000
pechincha de 49500 a. 4J0OO
americanaa 3J500 a 29500
Sapatoa de aslto (Joly) ..{... 39000
aem elle (idem}......19020
tapete;........ 800
econmicos. :...... 500
lustre 32 e 33....... 800
MENINOS E MENINAS.
Ha de tudo em relaco e nao. ae deixa sahir
dinheiro.
Um completo sortimento de couro de porco,
cordavao, bezerro francez, couro de luatre, mar-
roquim, sola, courinhoa etc., que tudo ae troca
por dinheiro i vontade do comprador.
i Grande (
liquidacao por todo |
o pre^o, na bem co- 5
nhecida loja do Ser-1
tanejo.
Ra do Queimado 1.45.1
Apparecam com di-
nheiro que nao deixaro i
de comprar.
Chitas escoras finas a 160, 180 e 200 "
al rs., cortes de vestido pratos bordados a S
I* velludo de custo de 1509 e se Tendera 5
por 309,409, 509 e 709. sabidas de baile 1
8 de velludo e setim a 129 e 139, camisas 9
psra senhora a 2c0 e 39500, golliehaa
de cambraia bordadas a 500, 600, 700, '
800, 900 a 19. ditaa de fil bordadas a 120
rs., caaavequea defaato a 59, 69,75,89,
meiaa de seda brancas e pretas para se-
nhora a 19200 o par, tiras de babados a
500 e 700 rs., laa de quadro enfeatadaa a
900 e 360 ra. o covado, cambraia preta a
400 e 440 ra. a vara, orgaodys de cores a
600 rs. a vara, fil branco adamascado
para cortinadoa a vestidos a 400 e 500
rs. a vara, cortea da colleta do caaemira
bordados pratos a 29 e 39000. ditos de
velludo de cor e pretos a 39, 49, 59 e 69,
paletots de brim branco francezes* a
3^500 a 49500, ditos de caaemira de co-
rea o pratos a 149 e 109. ditos de slpaca
preta e de cores a 39.3$500, 49 o 49500,
camisas de peito de linho a 29500, cortea
de rollete de gorgurao a 19500, 19700,
2920O, 35 e 355OO, colletea leitosde brim
branco a 29500, ditos feitoa de gorguro
a 29500 e 39500, ditoa feitoa de caaemira
a 3J500, 45 e 455OO, ditos de velludo a
59, 69 e 79, ditos de fuslo de cores a
15500, um variado sortimento de meiss
para horneo) e senhora, groaldas com
flores, chales de froco, esparlilhoa, e to-
da a qualidade de roupas feitas para ho-
rnera que tudose'vabde por ffletade do
seu valor.
NHM &9NMSM3 teSMSMSMSMKiS
Lihas do gaz,
Caixinhas com 50 novellos de linhas muito fi-
nas do gaz a 900 ria a caixa, ditaa com 30 no-
vellos a 700 ris, ditas com 10 novellos grandea
a 700 ria, brancaa e pretas: na loja da Victoria,
na ra do Queimado n. 75.
Candieiros ae gaz
Chegou para a loja da Victoria os melhores
candieiros de gaz que tem vindo ao mercado, por
precos commodos : na loja da Victoria, na na
do Queimado o. 75.
Ricas fitas para chapeos,
cinteiros, etc, etc.
A loja 'agula branca acaba de receber um ex-
traordinario sortimento de ricas filas, tao boas
em qualidsde quo bonitas nos desenos, tendo
entra ellas o mais largo que possivel; assim
como algamas pecas brancas com o centro liso
proprio para inscripcoes, e muitas oulraa de dif-
iranles cores como de caf, rxa, escura, etc.,
etc., e como de sea louvavel costume : s loja
d aguia branca, na ra do Queimado n. 16, ven-
de por preco commodo easas boas e bonitas fitaa.
Grande pe-
chincha.
Na ra do Queimado n 43 es-
quina que volta para a
Congregaco.
22? flxa.18OaS00rs.oco-
Tado, dita mais fina a 220 e 240 rs. o aovado,
n *'.?Lq"* 'en,l?.utVr ervilo appareca
22Sl-qSe pech,ocl?,.alq SISE i n4s8o75S,a r.01'. J ke
Grava tas de setim com
ponta larga a 1$
Vendem-se gravataa pretas de bom aetim e
com pontas largaa a 19 cada urna, tao baratas
assim s se acba na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Panno de algodo da Baha.
Vende-se no escriptorio de Antonio Loiz de
Oliveira Azevedo & C. na ra da Cruz n.l.
Sapatos de bor-
racha.
A 19. I95OO e 2| o par, agulhas Victoria a 120
rs. o papel, lamparioaa economicaa a 100 rs. a
caixa, carteiras para eacrever a 14$ e I69, caixaa
para costara a 85 e 16f, gr.ixa fraocesa econ-
mica a 640 o pote, facas smericanas para mesa a
69 a 79 a duzia, meiaspara seohors, homem, me-
ninas etc. por todo o proco, braceletes de cabello
com podra rxa a amarella a 59 cada um : s
bs na rus do Queimado loja Esperacca n. 33 A,
<)uimarSas & Rocha.
Nobiiia.
Na ra da Gamboa do Carmo loja n.
12, vende se toda a qualidade de mobi-
lia tanto ao gosto moderno como anti
ga, phanthasia etc. por preco mais
commodo do que em outra qualquer
parte, faz-se toda a qualidade de obra
de enconamenda com a maior brevda-
de e o maior apuro da arte.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P.
Johnston & C ra da Senzalla Nova
a. 42.
ICOS
cortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados com 3 babados pelo baratissimo preco
de 59 o corte : na rna do Queimado n. 22, na
bm conhacida loja da boa f.
Attenco
43 Ra do Amorim 43
Vende-se arroz pilado d. muito boa qualidade
pelo barato preco de 19600 a arroba, aaccoa de
? aa arrobas.
A3#000 asacca,
Vendem-se saecs com arrox pilado com toque
de avaria, proprio para galinba ; no caea do Ra-
mos n. 4.
Vendem-se pipee com agurdente de c*n-
aa : no caes do Rasos n. 0.
Gal e potassa.
Vendem-se estes dous ar-
tigos ltimamente chegados,
no bem conhecido e acredita-
do deposito da ra da Cadeia
doRecife n. 12, mais barato
do que em outra qualquer
parte.
Libras sterhnas.
Vende-se em casa da Wild & Just. ni nrsca do
Corpo Ssnto n. 11, primeiro andar.
[Afltiga loja franceza que foi|
de Gadault ra Nova n. 11.
Acaba de recaber desua encommenda um grande e variado sorlimento de di-
versas mercadoriaa que ae acham a veodana dita loja por menos 10 por cento do que
em outra qualquar parte, a aaber :
Agua de malabar ,
do verdadeiro fabricante Lascombi, para
ungir cabellos da car que ae quizer e com
um guia para aeu uso.
Para presentes.
Ricas csiiss de costurs com msica e
sem ella, o meihor presente que se pode
dsr a urna senhora que se estima.
Para homens.
Ricos estejos contando todos os utensi-
lios necesaarios psra toilet de qualquer
peasoa que se trata com muita limpeza,
contendo navalbaa, tesouras, pentes, es-
tovas, frasee, psrs pomada echetros, aa-
dores, tloteiros, espelhos, pssts psra pa-
pis e muitos ouiros pertencespara o mes-
mo m.
Encerados.
Especiaes para eobrir mesa a 19, 1J500
o 29 o covado.
Para retratos.
Hachinaa de todoa os tamanhos francezas
a americanaa cbimicaa para trabalbar am
todoa os processos, copos graduadoa, fu-
nis de vidro, um grande sortimento de cai-
xinhas, de chagrn, psasepartoue de corea e
pretos o douradoa, envetas horizootaea e
verticaes, papel para retratoa e todoa os
utencilios tendentes a esta arte; tambam
se collocam retratos em caixiohaa e paase-
partoua, mudam-se os que estiverem mo-
fados tudo a vontade da aeua donos.
Ricas bengalas
de verdadeira cana da India com ponlei-
ras e caatdes de marfim, tendo nos castoea
muito bonitas figuraa aberlaa em relevo,
as mais bonitas que se podem achar neste
genero.
Ditas do massa imitando ulicorne.
Luvas de pellica
do verdadeiro fabricante Jouvin & Filhos,
para homena e senhoras, brancas, de co-
res e pretas, e que continnario a receber
por todoa os vapores francezes preco fizo
29500 rs.
Espelhos.
Deade o maior at ao mais pequeo ta-
macho tosa molduras pelas o doaradas
para orosmento de sala, sendo oa vidros
muito grosaos e da primeira [qualidade.
Para msica.
Instrumentos completos da chavea e
apiston e tambem grande aorlimento dellea
avulaoa com muitoa melhoramentos e dos
sistemas mais modernos do muito conhe-
cido fabricante Gaotrt Ain, estes instru-
mentos se tornara muilo recommendaveia
por aerem muito perfeilos, e os mais mo-
dernos que eiistem no mercado.
Objectos diversos.
Fumo de hsrlebeke, marilaode, caporal,
verviqae e americano, para cachimbos e
cigarros.
Serouiss de algodo de corea para ba-
ohoa a 500 ra.
Camisas frsnceas de todaa as qualidades.5
Capolinhosde lia para meninos, muito
lindoa da diversas cores a I95OO.
Ricaa capellas brancaa e de corea para
cssamentoao maia elegante que aqui tem
vindo neste genero.
Chicotes americanos e francezes com
sneis e sem elle, psra csrros, cabriolis e
cavallos.
Raodejas grandes de 30 pollegsdas a 39.
Um grande sortimento de oculos e lune-
tas de grao e miope.
Fundas para os quebradoa das virilhas.
Velas para carro e piano.
Leques de madreperola,
Ricos punhoa e gravatinhas para senhora.
Porcelanas e vidros.
Apparelhoa e meioa ditos de porcelana
para jantar, candelabros de 4 e 5 lazes,
serpentinas e lanternaa com pioguetea e
sem elles, escarradeiraa de vidro brancaa
e de corea, ricas lanternas para carroa e
coups, calicea para vinho e licorea, redo-
mas com peanhas de todos os tamanhos
para imagens, vasos para florea e encera-
dos para carros de cores o pretos, ditos
redondos e quadradoa para botar pratoa,
lanternas e ceodieiros a gaz.
ARMAZEM
ROUPA FEITA
Joaquim F. dos Santos.
40-Rua do Queimado40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre nm sortimento completo do roupa taita de
todas ss qualidades a tambem sa manda executar por medida A vontade dos fregue-
ses para o qaetem um doa melhorea profassoraa.
Casacas ua panno preto a 05,
35f a 309000
Sobrecasseos de dito dito a 359 a 309000
Paletots de panno preto a de co-
rea a 359, 8O9, 259,109,189 a 209000
Ditoa de caaemira do corea a 229,
151,129,79 e 99000
Ditos de alpaca preta golla de
relludo francezas a 109000
Ditos do marin selim pratos e
de corss a 9f o 89000
Ditos de alpaca de cores a 59 e 89500
Ditos de alpaca preta a99,79,59 a 8J50O
Ditoa da brim de corea a 5f.
49500, 49 e 39500
Ditoa de bramante dolinho bran-
co a 9, 5f a 49000
Ditos de merino de cord&o proto
a 159 a 89000
Calcas eVe caaemira preta a da co-
res a 119. 109, 98, 79 o 69000
Ditas da priocaza e merino de
cordao preto a 59, 69500 e 49500
Ditaa de brim branco e de corea a
59. 495OO e SS500
Calcis de ganga da corea a 8000
Gollete de velludo preto a de co-
res lisos a bordadoa a 129,99 a 89000
Ditos de casemira preta a da co-
res lisos a bordados a 69,
59500,59 35500
Ditos da setim preto 59000
Ditos de seda e setim braneo a 6 a 59000
Ditos de gorguro de seda prslos
e de cores a 79, 69, 49 e 55OOO
Ditoa de brim e fuatao branco a
3f 500, 29500 a 39OOO
Saroulas da brim de linho s 29 s 292OO
Ditaa da algodo a I96OO a 19280
Camisas da peito defustao branco
e de corea a 29400 a 2*200
Ditaa de peito de linho a 59, 49 e 3aXX)0
Ditas de madapolao brancaa e de
cores a 39, 29500, 29 o 1600
Chapaos pretos de massa francesa
forma da ultima moda a 109,
88500 a 79000
Ditos de feltro a 69, 59, 49 e 29OOO
Ditos da aol de seda ingieras o
francezes a 148, 129, US o 79000
Colarinhos de linho muito Anea
novos feitios da ultima moda a 9800
Ditos da algodo $500
Relogioa de ouro patente e hori-
zontal a IO05, 909. 808 a 70J000
Ditos da prsta galvaniaados pa-
tente a horizontaes a 409 a SOfOOo
Obrss de ouro, aderecos a maios
aderegos, pulceiras, rosetas a
aneis a 5
Toalhas de linho duxia 10$, 69 a 98000
Ditas grandes para meaa ama 39 a 4$00q 1
sem
igual
Miudezas e rap.
Ba larga do Rosario numero 36.
La da corea aortidaa. libra a 69400.
Sintoa douradoa a 19600.
Diloa ditoa com pootaa a 3|500.
Agulhas (rancaxaa curtas e compridaa s 60 rs.
Ditas cantofaa a 120.
Peutea da mssa para atar cabello a 500 rs.
Ditos da dila idem (dourados) a I92OO.
Carretela de ratroz de corea a 320.
Eacovaa para cabello muito baas a 800 a 19.
- Cartas de alneles a 80,100,120 e 140ra.
Escovss para unhas muito boas a 320 e 500 rs.
Franjas pretas com vidrilho a 320 a 400 rs.
Trancas pretas com dito a 240.
Bicos pretos muito bons a 180, 240, 320 s 409
ris.
Carreteis de linha a 30. 0 e 80 rs.
Enfeites de relroz com franja a 59300.
Meiss psra seohor (duzia) a 29500.
Ditas cruas para homem a 29400 e 39.
Tesouras ordioarias a 30 ra.
Franjas de la eatreitaa (peca) a 900 rs.
Sabonetas de bols finos s 640.
Frascos de diversos chetros s 320.
Linha de Pedro Va 30 ra.
Botdes para easaveqne a 20, 30 e 40 rs.
Rap Paulo Cordeiro (verdadeiro) a I96OO.
Dito gasse grosso e meio grosso a 1*600.
rito dito. Uno a 18280,
Eoutraa muitaa maia miudezaa que com a pre-
senca dos frbonsguezeesse vendero byataa
Oueijos.
Vendem-se na ra Direita n. 99, defronte da
loja de miudezas, queijos vindos do norte no ul-
timo vapor a 29200, diloa a 29. ditos a I98OO, di-
toa do serlo a 29, em libra a 560, ditoa de qua-
lha a 440, aletria a 400 rs., macarrao e talharim a
320 a libra, caizes de doce de goiaba a 19500,
toucinho de Lisboa a 320, sag a 320, cevadinna
do reino a 240 a libra, arroz a 140, e dito a 160,
gomma a 120, manleiga ingleza a 800 ra. e tg,
dita franceza a 720 e 800 rs., cha hysson a 2J1800,
38, e 39200, dito do Rio 28, vinhoa de todaa aa
qualidadea a 500, 560, 640, 800 e 1, laichaa
multo grandea vindaa da Lagoa a 400 ra., e o li-
tros muitos gneros.
A5|o covado.
Panno fino cor de rap : na ra do Queimado
namero 47.
??^ia!
DE
FAZENDAS JE ROUPAS FEITAS
DE
Bernardino Jos da Silva Maia.
43 --Ra do Queimado 43
Esquina que volta para a Congregaco.
Neste moderno estabelecimento se en-
| contrar um completo e variado aorti-
1 ment de fazendas a roapaa faitee por
precos mu razoaveis. O desengao da
, vtata ver:
Paletolslde casemira saceos a sobrecass-
eos a IO9.
Ditos de meia casemira dito dito a 59.
Ditos de brim pardo de linho muilo fi-
os a 59.
Ditos de alpaca prala fina de 49 a 69.
Ditoa aobrecasacoa de panno muilo fi-
no 229.
Ditoa de fusilo da cor miudinho a 3$ .
Cslcssde casemira da cor a 59, 69, 79
a 89OOO.
Ditas de dita preta a 79, 89 a IO9.
Ditaa de meia casemira a 39, 39500 e if.
Ditas de fuato a gadga da cor a 2>, 2900
6 29500.
Ditaa de brim pardo de linha a 29, 3$,
49e59.
Ditaa de dito braneo a 29, 39 a 49.
Coll'"de casemira preta a de cor a 4g
65|000.
Calbralas orgaodva padrees" muito bo-
nitos a 600 rs. a vara.
Ditaa moderna duqueza de Orleans a
560 ra.
Chitas largas escuras finas o corado a
240 o 260 rs.
Ditaa muilo finas verdadeira francezas a
300 e 320 re.
Cambraiaa branca finas a peca 39, 49 e 58-
Ditas de salpicoscom 9 varas pega a 49.
Chales da lia escoceses para as aenhoraa
andarem em caaa a 39.
Lazinhaa para vestidos o covado a520.
Cambraia preta maito fina a vara a 500
ria.
Cbitaa fusilo para vestidos o covado a
340 rs.
Saiaa bslo arrendada a 59.
Leoces da bramante de linho fino a 89.
Ditos do dito de algodo a 1|280 ra.
B oulraa maitaa qaalidadea que s a
, vista do fregus. Tambem manda faser
roupaa por medidaa.
De tudo se do amostras com peohor.
Eseravos futios.
150^000.
A quem trouxer o prelo escravo denome Fe-
liz, que se acba fgido desde o dia 4 de abril da
1860, cujo escravo tem os signaos seguiotes : es-
tatura baixa, corpo regular, cor fula, pouca barbaj
ps um pouco apalhetados, reprsenla ter 35 a
40 annos, naco Mogambique, tem dous dentea
abertos na frente do lado de cima, e por cima do
nariz entre as sobrancethas dos olhos um calom-
binho pequeo, que parece ser sigoal da terr*
delle : obieve-se noticia certa quo o dito preto
anda por terrsa dos eogenhos Muribeca, S. Joo
e Engenho Novo, como trabalhador e iotilulaa-
do-ee de forro com o nome de J0S0 Pescador,
poia j tem por costueie quando foge mudar o'
nome para Joo, elle tem uns poucos de ofcios,
que sao os seguiotes : foi pescador, canoeiro'
caiador, e ltimamente era padeiro, a que per-
tence, porisso roga-se aos espitase de campo, en
qualquer pessoa que o encontrar, preode-lole
traze-lo no pateo da Santa Cruz padaria n. 6, que
receber a quantia c'ma.
. Auaeoiou ae desde o ia 1* de junbo, do
poder da abaixo assignada, a sua escrava, cabra,
de nome Luiza, que repmenti 1er 18 annos de
idade. statura regular, com falla de doua dentea
na frenle, do lado superior, tem o dedo poleear
da mo esquerda quasl sem uoba, bem desem-
barazada no andar e no modo de fallar ; levou
alguma roupa de seu uso, entre isto urna saia de
labyriniho de largura de um palmo e bico cor-
respondente, um vestido de orgaodys azul e cha-
le de merino amsrallocom barra ; costuma an-
dar descalca. Roga ae a qualquer pessoa que
apprehend-la ou aouber noticia, participar ou
leva-la a ra eslreita do Rosario, segundo andar
n. 32, que ser generosamenle gratificado. Can-
dida Rosa Dias Fernandes.
Fugio no da 12 de abril deste correnta an-
no do poder do abaixo assignado, o pardo de co-
me Franciaco de 17 annos de idade, que tem bo-
nita figura, lodosos denles, cabellos carapinhoa
e ruivos, tendo sido este pardo escravo do Sr.
Dr. Antonio Borges da Fonseca, de presumir
que ande por algum dos lugares por onde o mes-
mo sennor tem viajado, como sejam Jguarsss,
Goianna, loga S. Joo, Campia, Serra do Tei-
xeira. Pao d'Alho, Limoeiro, aa tres villas da co-
marca de Paje de Flores, sendo que segundo se
suppe esteja tambem no engenho loharoa por
haver sido visto ba poucos dias em Iguarass por
ter amizade com uns mulatinboa desse engenho
aiodade presumir que o dito escravo por ah
se inculque como a servido do dito Sr. Dr. Bor-
ges da Fonseca, afim de nao ser apprehendido :
quem pois o aprehender ondequerque for encon-
trada esse escravo e o vir entregar ao seu legi-
timo dono na ruado Hospicio n. 6, quesera ttuJ
generosamente por elle gratificado.
Ignacio Luis de Brlto Taborda.
Escravo fgido.
Contina a estar fgido desde os ltimos disa
de abril prximo passado o moloque Herculano,
que foi eacravo do finado Manoel Antonio dos
Passos Oliveira, tendo os signaea seguintea : cor
fula, eatatara regular, a falla um pouco descan-
sada e atinada, tem urna cicatriz n'um dedo d
urna daa moa, proveniente de um noheiro, ere-
presenta lera idade de 26 annos: roga-seasaa
toridades policiaea a apprebeoao do mesmo, t
sua entrega a Manoel Antonio Goncalves, na ra
do Cabug, loja n.
Anda fgido nesta cidade um escravo de nome
Crispioiano, com idade de 25 annos, estatura re-
gular, barbado, e leve bexigas ha pouco lempo:
pede-se a polica e a quem o poder pagar, que o
leve a ra do Sol n,21. Consta spparecer perto
do aillo do Giro, onde tem irmSo serviodo no
sitio do Sr. Dumle.
Attenco.
No dia 18 de fevereiro do anno correte fu-
gio do engenho Cachoeira, comarca de Goianne,
um escravo do abaixo assignsdo, de nome FefTx*
com ossigoses seguiotes : cabra, altura e corpo
regulares, representa a idade de 35 annos, ponco
mais ou menos, sem barba, cabellos carapinho?
nariz achatado, cor um pouco desbotada, est um
tanto descarnado, a o que maia o caractarisa sao
daas ou tres cicatrizea grandes na regigo dorsal
sobre as coslellas, procedentes de facadas aun
soffreu ba maia de 18 annos, deve tambem con-
servar vestigios amigos de agoiteawnas a adates
exerce o oficio de carreiro, entrega-se a embria-
guez e iraz camisa e ceroula de algodo azul ame-
ricano, ou camisa de madapolao usada e Cal^a de
castor com vivos dos lados, a esmisa aborta pela
frente com botdea maneira de paleto!, e a (a-
zenda ji est desbotada, quando foge moda sem-
pre de nome, nega o seu legitimo dono, e dis-aa
escravo de fazeodelros do Arscsly, do Ico, a os-
tros lugarea : o abaixo assignado roga as autori-
dades policiaea a aol capitea da casas
cam prender e remetter para aquel
amarrado, e com toda segarajic,a
tests pagar com generosidad* a q____
tar.Joaquim Jos Nunes eV



1
DIARIO Di f MHMBUCO. -
au 10 01 jmho o imi
_____:__
CHIMICA AGRILA.
Novo depsitos 1*9 pjus no.Azotis-
las minera listos, su azoto e
phospaoro. Apelles pao do novo
guano cultura da trigo, do
arroz, algodao.taba o, canna de
assucar, etc.
( Concluso.)
Quando meimo a Ierra cmiivesse niuilo
molo, le ella nao encerra phcs pintos nem sul-
fiios, aa plantas que Uier cresier nunca darao
graos, porque este* sao constituidos por urna
notavel proporgo de phosphoro e de enxo-
fre. Urna trra onde estes niceraes (altam
absolutamente torna-se neceissriamente es-
tril.
Pelo que se acaba de diier oocebe-se bem a
ioiportaocia dos phosphatos oa regetsgio, e iato
servir de ligio aoa agricultores. Nao porgflo,
cao vendam os ossos de seus aniaaes, sobre pena
de reren: as suas trras completamente eaterili-
aa4as. Quanto perder a provincia do Rio Gran-
ee do Sul pela exportarlo dos ossos do ga-
do? Conforme o relalorio do presidente, o 3r.
copselbeiro Aniso, em 1858 exportou se daqaella
provincia em cimas de oasos o valor de 130 con-
loa de ris.
Se esses ossos, triturados ou nduzidos a cimas
ossem espalhados palos ampos de pastoa,
quaoto gado nao poderia ser ubi criado? Se
esss exportado continuar, neoliuoi gado se po-
uer mais crear, assim como os outros alimentos
destinados alimentario do boinetu.
Poiemoe ci'ar em apoio disto alguns exemplos
dos Estados-Uoidos, capazes di terrlQcar os es-
pirito pensadores e dar-Ibes, as mais tristes
preveoges sobre o futuro d'i apicultura do
paiz.
*?- ( Correio Mercan, il, do Rio.)
Todo morre
Nihil durat ete-nrtm sub calo
Rapit omnia rljida mors.
(ext)
{lio bella, quao liada que da natura
A scena doirada de encantos, d'imores :
Que quadro limoso p'r'o hornera que vire
SoTreodo revezes, paiides, dissi bores 1
De mil allraetivos se cobra, se viste
O mando que a todos engaa, seduz :
O sol mata as trevas, aos bosques di vida,
Baohando o universo em ondas de luz:
Os coros das aves que applaudea cantando
O rei, pae dos astros, o sol, ao n iscor,
Miligam sonoros as (raguas do piito
Qae ji neste mundo suecumba a > sofTrer.
As dores mimosas nos campos, nos prados,
O astro sadam que as vem aoin ar :
Os candidos, meigos jasmios delicados
Comecam nos ares seu chairo a exhalar.
As rosas que noite com as brias travessas
Em muda lioguagsm fsllavam da amores,
As flores que brancas flzera o or'alho,
Reaascem p'ra vida, recobrara a cores.
As laces ae coram da branca papilla
Be pjo e vergooha co'os bejos do sol ;
A terna bonina, lambem desabre cha,
E o lindo amarello, gentil gira-sol.
Tambera li nos campos o touro tontele
Abaleas montanhas com longo mugido ;
A abelba cuidosa do enxamese iparta,
Voando nos ares com brando ruido.
E tudo contente, se anima, retive.
As tolhas, os bosques, o mundo, a natura,
O da se passa ligeiro, depressa,
8 a noule ab I vem negra trazendo tristura.
Dpois qae campeia o espago ao lado
O sol, rei dos astros, acaba-ae o da,
l'ugindo as aguas do salso oceino,
Succede o crepsculo, perece a alegra.
E as rosas da lindas, de bellas que eram
Sao murenas agora, as folhai secsaram ;
Batidas do vento, ludibrio das brisas.
Caneadas da vida do muodo murcharam.
E assim passa tudo no mundo; que a vida
E' longo tormento, perenne eoffier ;
0 homem, as flores, o mundo, a natura,
Ah I todos se curvam ao duro comer.
II
Se ouco nos bosques tristonho g>mido
D> rola qae chora por terem rochado
O seu compaoheiro ;
Se ouco o bramido das vagas quti rolara
E vem furiosas bater o rochedo
Inhospitaleiro :
Se vejo e contemplo alpestre moilanha.
Que a fronte elevada confunde com aa ouvens,
Que vagara nos cua ;
Se vejo o ocano que as aguas < arla m
.ovando as ondas mais altas qun os montes
Erguendo esca ceus ;
Se aps a procella se torna o espelho
Em que a la bella no cu a as estrellas
Se vem mirar
Se'em noule serena, princeza ormlhosa
Csmioha sosioha sem ter compaohtira
Em aeu vagueiir ;
-------------------------------
iv monta, nos bosques,
la qae gira, eonneco o divino
O immanso podar.
Porem, ab I mea Deua, na montes, as oodas,
Teda tai grandeza tio rica am primorea,
Tado ha da marrar.
Clemente Mendbs.
(Diario da Baha.)
FOLHETI1H
EL CACHUPN.
M.
ron
THEODORE
I'AVIE.
Agricultura.
SIEGUAN1CA AGRCOLA.
Influencia do emprego das machinas na
populaco agrcola. 0 vapor appli-
cado agricullura. Charras a va-
por dt> Fowler, systema de Halket.
O mestre :
Qnal da vos mi dir o nome do instrumento
Que goza da alta estima da grande maioria.
E qae do maior potentado ornara o diadema?
Prximo prente de gladio, elle occasiona mil feridas.
Nio causando a morle, nio derramando aaogue,
Elle chama a si todos os beneficios da vida 1
Sua nica torga, aem astucia nem dolo
Ennobrece, enriquece, torna a existencia doce e eguil;
Foi elle quera fundn os mais vastos imperios.
E eriga as mais antigaa ciJadea;
Nunca acceden a guerra, nem perturbou a paz,
E faz a felicidade do povo que nelle confia ?
Os discpulos:
A charra. (1)
De da em dia o emprego das machinas aper-
teigoadas toma cada vez maior exlensio. os pai
zes onde o trabalho livre, esta questio toma
grande vulto, pela influencia que a sua solucao
pode exercer sobre a situacio tio precaria dos
operarios ruraes; nos paizes onde o trabalho
feito por mi do ascravo, nada pode tamer-ee e
tudo a ganbar.
Mas, lirres ou eacravos, a humanidade deve de-
sejsr que ebegue o tempo em que o homem pos-
sa preeocher um papel digno do homem, e que
em lugar de um trabalho manual incessante elle
saja o guia das torcas naturaes, que o genio da
mechsnica comeca a revelar.
Con leranando o homem ao trabalho, a provi-
dencia nio quiz submette-lo aoa extorceos mus-
culares do bruto ; e pois que ella o dotou de fa-
culdadea intellectuaes, forneceu-ihe oa meloa da
arrancar i nalureza os seus segredos e impox-lhe
o dever de os fazer servir para o preeochimento
da seu destino, que nio senio a satisfagan da
suas oecessidades moraes, ialallectuaes e mate-
riaes.
0 asi das machinase um passo immeoso dado
oesta via, e quera coohece os trsbalhos campes-
tres sem ser somente pela leitura das buclicas
sentimeotaes dos poetas aoligos e modrenos, ex-
perimentar um vivo senlimento degratidio para
com os inventores dessas machinas engenbosas,
das quaes cada movimeoto poupa a humanidade
umagotta de suor.
Porm os instrumentos aperfeigoados nio tem
por effeilo nico substituir seu proprio trabalho
ao do braco humano, mas elles acceleram a rapi-
dez da execucSo.
Neste ponto que a vulgarisacio desses ins-
trumentos pdde trazer comsigo adeaoecejsidade
de bracos alm de certoa limites.
A industria agricolt se distingue das outras in-
dustrias em um ponto essericial. Emquanto que
estas nao conbecem outro limite sua produegao
seniu o consumo de seus productos, o desea vol-
vimento da industria agrcola tem por limite ex-
tremo a extenso do terreno culiivavel.
Coosequentemenle o emprego das machinas nao
pode ter, em urna e outra deslas applicagoes da
aclividade humana, idnticas consequeocias. De-
ve por tanto coocluir-se que a agricultura nio po-
deri para o futuro fornecer um trabalho continuo
5s populacoes ruraes.
Na Ioglalerra, em Frange e na Blgica, quom o
diria I
Os proprietarios territoriaes comegsm a quei-
xar-ae de falla de bragos para os trabalhos dos
campos.
Que flm levou a poputacio agrcola?
Emigrou para fura do paiz?
Emigrou para os grandes centros industriaos?
Ou, finalmente, elle parece ter diminuido ap-
parentemente pela extenso dada s culturas, em
consequencia da vulgarisago das machinas ? A
todas e a cada umi deslas causas s tem attrt-
buido falta de trabalhadores ; mas, seja o que
for, a intro lucero das machinas no trabalho das
trras nunca pode ser considerada como um mal,
sobre ludo nos paizes onde a populaco que rotea
as trras escrava.
Neste ultimo caso, a vulgarisagio daa machi-
nas um bem incalculavel e um grande progres-
so humanitario
De todas as machinas agrcolas, a charra a
vapor a que pode poupar maior numero de bra-
cos humanos e torgas de aoimaea.
Desde alguns anuos as innovegea agrcolas se
succeem tio rpidamente, sobre tudo oa Ingla-
terra, que quasi impossivel acompaoha-las to-
das.
Trataremos somente aqu das charras a vapor
de Fowler e do systema d'Halltet.
A charra a vapor de Fowler, que funeciona
ha muitoa aooos, goza de muita eaiimagio quao-
to i excellencia de seus resultados e ao casto
theorico do trabalho produzido.
A maior objaegio al agora taita a eata ayate-1
ma 6 a exiga-ula da grandes adan la Beatos pe-
cuniarios.
E' porm fscil refutar o qae ha da exigerado
en ma aeaelhante opioilo.
Bem que exista na machina de Fowler urna
aorta desolidariedade entra o motor e oa oreaos
de treosmissio, lito nio quer dizar qae o primei-
ro aoja easencialmente dependente doa segundos.
Aquello qae poasuir urna boa machina locomoti-
va poda atilisa-la fcilmente para lavrar a trra,
coma eoodigio da um mechanismo relativamen-
te pouco consideravol: d'outro lado, nenbuma
difficaldade ha em empregar em qualquer outro
ao o motor completo de Fowler, bastando para
laso desembarace lo de certas pegas moment-
neamente inuteis.
0 motor ama excellente machina de vapor
locomovel da doas emboloa, segundo o systema
de Steheoson, de oito eavallos-vapor.
Pela parte de trai est ama balaustrada chala
que serve detender;a agua est encerrada am
um eyliodro iodependente, montado sobre doas
rodas, e aobre o qual ae enrola, para o transpor-
te, dous cabos de Iracgio de Dos 'ago.
A bomba tem um tobo de gula-percha, que le-
va a agua directamente so reservatoro.
Debaixo da machina qae ae acha o tambor
que recebe directameute a forca motriz por
mel de um carrete angular, cujo eixo vertical
supporta ama endentagio qua d, vonlade do
cooduator, o movimento a am outro tambor si-
tuado na parte dianteira, destinado ao reboque
automtico da locomotiva.
Do lado oppoato ao volante estio os suspenso-
res do cabo qua sao de urna conslracgao inicua-
mente nova.
Estes suspensores alo doas var5es girantes com
eixos aobre o eofre da cadeira e suspensos por
seis fortes ligaduras de borracha qae ae aloogam
oa se reirahem conforme a pressio exercida pe-
loa cabos.
A machina s pesa 1S.000 libras, e se conserva
estavel pelo seu proprio peso; mas ella est li-
gada por ama corda que ae enrola no tambor
dlanteiro a urna ancora aitaada mais looge, e ao-
bre a raaiatencia ds qual se opera o reboque.
As dnaa alavancaa doa tamborea de trsegio e de
reboque aa acham naturalmente sob a mi do
mechanico. O cabo aem flm muda da direegiono
cardeal situado na outra exlremidade do campo,
e sustentada por amcarro-ancora montado
aobre quatro discos cortantes at a metade de sua
altara ; urna simples endentagio, posta vootade
em movimento pelo cardenal, basta para o fazer
fazer avaogar por ai mesmo ao mesmo tempo qae
locomovel; aa quatro rodas ou discos cortam
lentamente a trra, e a operagio de lavrar a tr-
ra incessante.
De resto, Fowler cooservou oa antigos appare-
Ihos de lavrar a trra, lato quatro corpos de
charra ligados de cada lado de am apparelnode
bascula, da tal aorts que durante o trabslho, qua-
tro dessas charruaa fuoccionam e quatro ficam em
suspenso. Na exlremidade do campo, os primei-
ros se abaixam e oa aeguodos se levantara, o me-
chanismo muda a direegio de traegio do cabo, e
porum leve desvio o apparelho vae abrir quatro
novoa soleos ao lado dos primeiros.
Os doas arraetameotos do cabo ae exercem so-
bre o terreno nao cultivado, o que diminue as
friegues e o intil recalcameolo da larra lavrada.
A parte nio entesada do aabo sustentada por
pequeos carros de duss rodas, e passando por
roldanas.
Um mechanico para dirigir a machina, am Ira-
balhador para dirigir aa charras, dous rapases
para affaitar o porti-cabos e vigiar o carro-anco-
ra, eis lodo o pessosl necessario.
A rapidez da operagio, a forga irresistivel dss
relhas que levantam com a maior regularidade
grandes torros, revolvidos desde logo pelas ex-
celentes aivecas de llamme, tem feito apreciar
a todaa as pessoas compeleotea a machina de
Fowler e os immensos servigos que esse possaote
inatrumento pode prestar grande cultora.
O mesmo Fowler cooseguiu por um meio mu
engenhoso facilitar o transporte de soa maquina,
[.ou torna-la locomovel. Urna cadi, segundo o
systema Vaucauson una ama roda dentada tollo-
cada aobre o eixo do volante a urna outra roda
dentada, slidamente installada sobre urna das
grandes rodas trasoirs da locomovel. Logo que
a caldeira prodaz vapor, este di impulso a cada,
a maquina a vanea, e ae o transporte (alto pa-
ra longo, os cavados s servem para a dirigir.
Concebe-ae toda a importancia deste aperfsi-
goameuto, quando se trata de lavrar capipos de
mediana extenso, porm afastados una.dos ou-
tros.

avangao fe concert cada orna sobra am trilho e, mtrica da cal, pasta am am terreno, dupla i
arraatamcom ellas todos oa instrumentos, quaes-
qaer as alias aojas. Ea aada exlremidade do
camiao, n'ama estrada de ferro transversal da
aesaa nalureza aatabelecida no sentido da in-
elinagio do terreno qae se quer lavrar, anega
aa espacie de truc mal baixo, aobre o qoal to-
da a maquina aa vea collocar todas as vesea que
ae deseja mudar de direegio oa para ltvrar ou-
tra vez o maamo lagar, lavrar am aovo terreno.
ir oa voltar da casa para o campo, oa do campo
para casi.
Cada ama dss locomotivas nio repousa senio
aobre am s trilho, mas ellas se mantem em equi-
librio por meio da plala-frma que as une.
Cada urna dellaa sustentada por 16 rodas mo-
vidas pela mesma eieia.
Desta maneira, a sua adherencia aos trilhos
permiti que aubam aa rampas, lazando ao mes-
mo tempo faneeionar os instrumanloa que ellas
arraatsm comsigo.
O inventor suppde que a aua maquina posas
lavrar por ora 8664,41 varas quadradas ou 100
gairas, e por tanto o dobro trabalband-se tanto
da noute como de dia.
Era lagar da grade ordinaria o inventor lhe
subslilaio um instrumento que recebe de um ro-
dete angular sustentado por um forte vario de
ferro am movimento de rotagio mui rpido, ma
absolutamente Independente do movimeoto de
progressio da maquina, e qua escara a trra por
meto doa denles das especios de rosetas qae o
compoe, de maneira a dividi-la tio pbysicamente
quanto possivel.
Alm disto, o instrumento, projeeta a trra pa-
ra o ar e faz cabir em ama cirsnda ou peneira,
que retem os torres muito duros, aa ms hervas
raizea inuteis. e langa tudo aobre a parte do
terreno aioda nio lavrado.
O Comminuter, tal onomedo novo instru-
mento, realisa tudo quanto at agora se tem feito
de melhor nsssa genero. *
As despezas do estabelecimento nio sao mui
considoraveis,e se compensara ventajosamente pe-
la celeridade e a boa execncao doa trabalhos.
(Do Auxiliador da Industria Nacional).
Em um terreno hmido, cuja ornad, inferior ^^^"r.f? "l"'^^'^-^^
impenetraval 4 agua, ella absorve a hamid.de SSSfwuS^V^^^
prc-du, fleito de drainao.; en reno J^ifV^SS^S S)SSJ!SSS:
P
rido, pelo contrario, ella attrae a humidade e
prodaz um effeilo de irrigagao, conservando en-
tri tanto aa aaaa outras propriedadee, chimicae
no ponto de vista da outrigio vegetal.
cgao chimica da cal.A aegio chimica da
cal com prebenda dous periodo*: DO primsiro,
como ae acaba de ver, ella absorve a agua da
trra oa do ar, e, da mais, deatre os iosectos,
deiorganisa aa materias orgnicas, favorece a
decomposlgaodos estrutes vegetaea e animaes ;
no segundo, ella se carbonata, e neste estado
torna-seaasimitavel aos vegetaes. O marne en-
cerrando a cal no estado de carbonato, nio poda
produzlr se nio este ultimo effeilo e em limites
restrictos.
Lentido e ir regularidade da aeco do marne.
O marne apreaeola urna desvanlagem que nio
se de ve passa r era silencio, que a sua leoWdio
a obrar utilmente. Durante oa dous oa trea pri-
meiros aooos, ella maia nociva do qua til i
vegelagio, depols o seo fleito til augmenta
dorante 4 ou 5 aooos, pinados os quaes dimi-
nue durante um periodo pouco mais ou meaos
egual, e finalmente esse effeito cesss completa-
mente 10 ou 12 annos depoisda operario. Pelo
contrario, a cal obra inmediatamente, com me-
nos despea e muito mala regularmente.
Difficuldade do emprego do marne, sua com
posico mui variauel. -Fin Imente, o emprego
do marne exige conhecimenloa thaoncos que nio
estao geralmante ao alcance doa agricultores. E'
necessario dotar os priocipios fertilisaotes que
elle contm, sob pena de axpor-se a adubar o
terreno com pouco ou muito marne, e, em am-
bos oa casos, a fsier despezss inuteis. -Acom-
posicao dos mames varia nio smeate de am de-
posito a outro, como tambera, no mesmo jazigo,
ella varia com a profuodilade ou ponto de ex
traegio. Palo contrario, oa calcareoa de ama
padreira tem um theor seosivelmente regular,
movis o a flear em estado da aer aaaiaillavel
vegetsgio em sabitancisa eguslmen-
ta aaeieillaveis.
Inconvenientes do emprego dss caes magras.-
As caea magras, alm do inconveniente d'aag-
mentarem pouco de votme, teem anda oa d-
feito maia grave qae o da ae aggloaeraroa e
formar massa, localissndo assim a nii accio e
tornsndo-a pouco activa em cada ponto.
Gal hydraulica.-Aseaes msgrss sio geralman-
te mais ou menos bydraullcas; ellas formam
massas compactas e constituem um leito impene-
trsvel a agua e ao ar.
Empregando-aa em lugar de um melhoramen-
(o crea-ae am obstculo 4 callara.
(Auxiliador da Industria Nacional.)
Variedades.
(1) Pasaeioa de um mate de escola com seus
discpulos, ou conversages sobre assamptos agr-
colas, pelo bario L. de Babe.
Esta peqoena pega de versos est traduzida li-
ona por linha.
A idea de substituir
supposts urna extravagancia," urna utopia irreali-
aavel: entretanto um pleno aucceaso coroou as
ultimas tentativas, como acabamoa de ver.
Eis porm o que ainda mala deve despertar as
duvidas dos incrdulos.
M.Halket propoz asociedsde das artes de Lon-
dres, urna rede de trilhos envolvendo toda a ex-
lensio de ama herdade, edealinada a fazer gyrar
locomotivas arraslando comsigo, em urna largara
de 7 a 9 bragas, um araeoal de charras, d'ap-
parelhos pulverisadores, semeadores, ceifadores,
trens de estrumes e de colheita, e podendo girar
de modo que ae recolham aa colheitsa nos rma-
seos e celleiros, e se leve para o campo estrumes,
trras, semenles, etc.
A organisagio do eyslema d'Halkel consiste no
saguinte:
Sobre toda a superficie do campo ae assenlam
trilhos cobertos com chapas de ferro de aecgio
triangular, esses trilhos podem ser de barro cozi-
do ou de madeira.
Esses trilhos podem ficar espagados entre si de
7 a 9 bragas, repousando sobre urna parallelo-
gramma slidamente firmada. Duas locomotivas
ligadas ama outra por urna parte plata-forma.
Adobos e estrumes, estado compara-
tivo sobre a caldeagem e a mar-
nagem. .
Este artigo servir de complemento ao que ja
foi dito no Manual dos agentes fertilisadores e
de prefacio so que depois se dir em am oatro
artigo sobre o mesmo assampto.
niijuidade de marnagem.O uso dos ado-
bos calcareoa parece aer da maia alta aotiguida-
de, depoia de ter-se perdido oa esquecido du-
rante o periodo confuso da edade media e du-
rante aa re'oluce politiess que preparara a
origem das nages modernas. Qusndo o equili-
brio dos povos europeus tomou algams solidez,
esses povos voltaram aos trabalhos agrcolas e
procuraran melborar oa terrenos aobre os quaes
pareciam definitivamente establecidos. O Mar-
ne foi naturalmente o adubo de qua primera-
mente ae usou ; porque em grande numero de
pontos a nalureza o offerecia superficie da tr-
ra. A observarlo dos resultados obtidos pelo
seu emprego oas lerraa eslereia levou natural-
mente ao eatado de aeus jazigos, e a procura-lo
mesmo nss carnadas inferiores
A caldeagem foi um progresso agrcola.0
uso da marnagem foi am grande progreaao, mas
o emprego da cal ainda foi mator. Succeaaiva-
mente preconisada e regeitada, a marnagem e a
caldeagem foram em flm estudadas seienti&ca-
meoie, e desse estado resaltou um ficto adqui-
rido agricultura.
Utilidade do elemento calcreo para a vegeta-
cao.0 elemento calcreo iudispensavel para
o deaenvolvimanto dos vegetaes; maa neces-
sario sabe-lo destribuir conforme a naturea e aa
necessidadea doa terrenos que se qoer regene-
rar.
Duplo e/feito da cal.Se o terreno forargilo-
so, compacto, hmido, ser preciso empregar
cal e cal livre, que producir um effeito mlti-
plo. Ella obrar mechanicamente desaggregan-
do a trra, tornando-a penetravel aos agentes
atmosphericos lio necessarios a plantas, e aua
afflaidade para a agua Iha far absorver o exce-
dente de humidade retida na Ierra, sanando-a,
por consequeacia e ao mesmo lempo enriqe-
oendo-a. Ella obrar chxmicamente fornecendo
as plaotas o elemento calcreo aem o qual ellas
nio poderam desenvolver-se regularmente ; fa-
cilita a decompoaigiodos elementos miaeraes da
(trra, produz silicatos
(ScenasdaLuiziuna.)
u
(Continuagio}.
Depoia de duss horas de caminho D. Pepo e D.
Jadnha, guiados por John Hopvell, chegaram
habitagio deste: era urna casa construida de ta-
boas e coberta de casess de cypi eslas, atravessa-
da em todo o seo cumprimento or am espsgoso
corredor; afim de po-li ao abrigo da invasio dos
reptis linbam-na elevado cerca le cinco ps ci-
ma do chao ; e ama galera am f rma de balcio a
cercara dos quatro lados.
Essa casa achava-se situada i o centro de ama
vasta clareira rodeada de espessa floresta, cujas
arvoresde diversa naturezaun as moras e des-
pojadas, outras chelas de vigo e carregadss de fo-
Ihaseslendiam seus ramos eoi todos os senti-
dos.
Sobre o poial que conduzis nl-ads da rustica
habitago estava sentado urna mulher anda moga,
e de cor duvidoss.de modosaffectadose negligea.
tes, tendo ao redor dacabeganoi lengo branco de
casca.
O seo olbar tomo ama expnssao de tristeza e
de colera, vendo que D. Jacintla para apearse
da mua -firmra-se na mi i ue Ibe efloreca
Hopwell com urna polidez ceremoniosa.
- l, Cora 1 bradou-lhe eite ultimo ; vae
cuidar do almogo. Depressa... anda....
A malher, digamos logoa m ilata levantou-se
para ir executar as ordena de sen senhor, que
dando o brago a D. Jacintha ind cara a D. Pepo
a entrada da ssla de jantsr. Os eacravos trataram
de accommodar os cavalloa e a mala ; e condu-
nt\m Ei um 1y"t0 D<> f" o do corredor as
tenedes, a quem Hopwell convidou
rem-sw* urna mesa, qui fui com pouca
r/euwra copiosamente servida Carne assada,
pedagos de caga, vinho Bordeatx, nada disto fal-
tara a essa refeigio, em que o >o ers substitui-
do por bolos de milho de ama cor avermelhsda
semelhsnte do ouro.
Qusndo ioi servido o caf Hopwell fez aignal a
Cora para qae se retirasse, e diriginlo-se a aeua
hospedes lhes dissa :
A hospilalidade bsm ente idida consiste em
nao coarMar-se a liberdade doa hospedes. Exis-
te a duzentos pasaos d'aqul em terreno mea ama
antiga habitagio de que nao fago uao algum : po-
nho-a, pois, i disposicao de meus hospedes ; se
lhes coovem residir nella, digam que hoje mesmo
poderio ficar ali abolelados mais commodamen-
le possivel neste paiz.
O orgulho do Cachupn revoltou-se a principio
ao pensamenlo de lornar-se obrigado a um des-
conocido, cujos lavores nao poda retribuir. Es-
se offerecimeoto cordeal aioda mais lhe fez sen-
tir as miserias do exilio.
D. Jacintha turbara-se ; lancou sobre o marido
um olhar com o flm de aoima-lo a recusar o of-
recimento que lhe ifdra feito.
. e alumnalos, e poe em
i vapor aoa cavallos, foi liberdade os lcalis que as argilas contm em for-
tes pronorgdes; de mais, ella faz perecer os ger-
mens dos insectos nocivos.
Se se opera sobre pastos hmidos, ainda 4
osl qae ae deve recorrer. Primeiramenle ella
obrar saturando os cidos que ahi se acharem,
e, no flm d'alguna mezes, ver-se-ha a vegeta-
gao transformada, as plantas azadas substituidas
por gramneas a leguminosas.
O marnenoo pode substituir a cal ?Has se
em lugar d'empregar a cal se emprega o marne,
o effeito produzido nio o mesmo, qualquer que
seja a qoantidade empregada, porque o marne
coDlm cal no estado de carbonato, e portento
a aua aegio chimica necesariamente modifi-
cada.
Mornagem de um terreno rido.Se, pelo
contrario, o terreno rido, o marne que deve
aer empregado, porque elle o tornar frtil pela
sua argila e seu calcreo, meos movel e mais
hygrometrico : a qaaotidade a empregar em ae-
melhante terreno deve aempre ser mui conside-
ravel. Os terrenos desta natureza sao quaal os
nicos em qae a applicagio do marne preieri-
vel i da cal.
AccSo hygrometrica da cal.A aegio hygro-
fcil saber a qoantidade a applicar-se sobre
urna certa superficie.
Nodulos calcreos.Os msrnes eatio quasi
sem pro misturados aom ailex e nodulos calca-
reos, cuja aegio nata ; estes elementos hete-
rogneos augmentam a sua densidade e diminue
sensivelmenle a proporgao real do carbonato de
cal asslmillavel que elles contm.
Applicaco especial da cal.Ella introdux a
silica nos gramineas.O calcreo sobre tudo
indispensavel para o crescimento das legumino-
sas, cujas aates eocerram at 68 por cento de
carbonatos de cal e da magnesia ; aa gramioeas
contm egualmente urna grande quantidade ;
mas alm desse principio, ellas tem necessidade
de silica principalmente os cereaes. a casca da
caona a'assucar, etc.
A silica, que se acha em abundancia as areiaa
nos mames e oas argilas, nio todavia assimi-
lavel no estado natural; a cal agente que por
sua segio alcalina, lhe serve de dissolvente, e a
iotroduz oa economa vegetal.
Resumo.Recapitulando a applicagio da cal
na agricullura produz da maneira a mais comple-
ta os segointes resaltados :
Torna aa materias terrosas movis e convenien-
temente divididss, e a trra maia hygrome-
triea.
A nutrigi activa das plsntss e manifesta pelo
desenvolvimeoto das gramioeas e das legumino-
sas e um augmento de peso nos graos.
DESAPPARECIMENTO DAS PLANTAS ACIDAS.
Considerages econmicas em favor da cal.
Deixando de parte aa applicagoea theoricas, e
comparando a caldeagem com a marnagem pelo
lado econmico, a auperiorioridade da primeira
toroa-se incontestavel; porquanto, mesmo sup-
pondo que o peso do carbonato de cal contido
no marne egual ao da cal, o effeito nao pode
ser o mesmo, pois que o carbonato nio com-
pletamente aaslmillavel, entretanto que o da cal
pura, reduzindo-se expootaneamente em piaa-
palpavel, quasi todo absorvido pelas plantas.
Pesos comparativos da cal e do marne.Do-
sagem por superficie.Um metro cubico de mar-
ne, pesa 3,200 libras ; o theor dos mames em car-
bonato de cal varia de 20 a 60 por cento ; 30 por
cento um termo medio conveniente na agricul-
tura. Um metro cubico de marne contera, to-
mando este medio, 960 libras de carbonato de
cal. i
Ora, o carbonato de cal, eocerra SO por eaolo
deca chimicamente pura um metro cubico con-
tera 537.6 libraa.
A dse ordinaria deca pura indispensavel para
fertilisar urna superficie de 8,664,44 varas, de
10,000 libras, equivalentes a um volume de mar-
ne de 16,37 metros cbicos.
Mas por cania do modo da aegio eda lenlidio
desta aegio, quasi sempre se duplica a quantida-
de do mame, ou em mnimum 30 metros c-
bicos.
Ora, a cal frescamente desenfornada pesa 2,710
libras por metro cubico, e portanto, as 10,000
libras cima representara um volme de 3,69 me-
tros cbicos. Suppondo que o trsnsporte do
marne cuate o mesmo que o da cal bem que o
metro cubico da cal pese menos do que o do mar-
ne, a economa de transporte de porto de 50 por
100, sem contar com as outras vantagans cima
enumeradas.
Augmento de volume da calSua importan-
cia. Sob|o ponto de vista pratico, o augmen-
to de volume ds cal gorda de grande impor-
tancia.
Em geral a cal gorda augmenta de Sa 3 vezas
o seu volume primitivo ; o que lhe d agrande
vantagem de contar o menor volume possivel em
quanto fresca, e um muito maior volume depois
de combinar-se com os vapores d'egua. Disto
resulta que acbando-se mui dividida pode distri-
bair-ae uniformemente, conservar as trras mais
LEGENDAS PIEDOSAS.
Os ducados eahidos do cu.
Havis urna menina orphaa de pae e mi. To
pobre que nao tioha qaarto nem eama para del-
tar-se ; nao possaia aeoio oa vestidos que tlnha
no corpo, um pedaeinho de pi que aa alma
caritativa lhe havia dado ; porm ella era boa e
piedoaa.
Como saliva abindonada de lodo mando, poz-
se a viajar em companbia do bom Deus.
Em sua viagem, encontrn um pobra homem
qae lhe disse :
< Ai I lenho tanta fome 1 dae-ma um potreo
de comer.
Ella >preieniou-lhe todo asa pedago de pi di-
zando-Ihe :
Deas te favorega I o
E continuou a caminhar.
Mais adianto encontrou am menino qae chora-
ra, dizendo :
a Teobo fri na cabega, dae-me alguma cousa
para me cobrir.
Ella tirou aeu bonet a lh'o den.
Hala adiante ainda viu um oatro que eslava ge-
lado por falta de camisola, e ella deu-lhe a asa ;
emflm ora derradeiro pediu-lhe aua sais, que lhe
deu lambem.
Tendo anoutecido, chegou a um bosque ; ama
outra menina pediu-lhe ama carniza. A pladoaa
menina penson :
c Est noule escara, ninguem me ver, poaso
muito bem dar minha carniza.o
Ea dea ainda.
Assim nio possuia mais cousa alguma no man-
do. Porm no mesmo momento as estrellas d
ceas comegaram a cahir, e por trra mudavam-ae
em bellos ducados luientes ; e, aioda que ella ti-
vessa tirado aaa eamiza, tioha ama nova, do mais
Uno paono. Ajuotoo os ducados e ficou tica para
toda aaa vida.
(Trad. por Aloes da Fomeca.)
f*)VM.
0.128.
Agradecemos-lhe de todo o coragio....
Isto qoer dizer que aceitam, interrompeu
Hopwell sorriodo-se___Obrigado:
Nao isto; ao contrario peaa-nos nio po-
der aceitar o seu offerocimento, Sr. replicou D.
Pepo.
Ora I formulas de etiqueta.... respondeu
Hopwell. Uemorem-se aqu alguos das ; a se-
nhora descansar, que muito precisa de descanco:
e depois.... fallaremos. Vamos, teobam a bon-
dade de seguir-me. Quando virem a habitagio
qua Ibes reservo, hao de ter desejos de nella fi-
xar-se ao menos por alguns dias....
Com effeilo a habitagio mobiliada com aimpli-
cidade, mas commodamente, pareis adrede pre-
parada a receber os hospedes que para ali con-
duzia Hopwell. Alguns lilazes da China reves-
tidos daa suas primeiras tolhas espargiam do lado
do sul urna sombra fresca e agradavel: diante da
porta orna alea eslreita perdia-se no centro da
floresta.
O silencio reinara naqelles lugares, e essa li-
berdade tranquilla que convm aoa eipiritos agi-
tados e fatigsdos. t. Jacintha deixou-se cahir
sobre urna cadeira fechando os olhos como para
melhor evocar a recordarlo da casa paterna, e
quando oa tomou a abrir j Hopwell nio esta-
va l.
Que queres, Jacintha? perguntou o Cachu-
pn. J que elle deseja, agamos-lhe a vootade
ficando aqui alguns dias....
Olhs, Pepo; esse homem bom e generoso:
asim mesmo tenho medo delle, e nio sei por
qae.... nio me atrevo a dizer-lhe : niol... Meo
Deaa 1 Como me aeho bem aqui I A trra fria e
hamids nio vale esta velha cadeira de couro
E' verdade, Jacintha : maa bem depressa
ser preciso partir, pois mui triste estar-ae na
casa alheia I
Aisim fallando o Cachupm aboletava-ae com
soa mulher na casioha rustica, na qual entraram
com verdadeiro prazer, porque achavam-ae em
plena liberdade e como na aua propria caas. Em
quaoto porm o par fugitivo gosava tranquillo de
repouso sob o tecto hospitalero, Cora segua de
looge os seus movimentos com ciosa ioquietagio.
A tarde Hopwell poz-se a passeiar fumando no
vestbulo da ana cata ; a ella aproveltiodo-so
dessa occaaiio foi pouco a pouco ebegando-se
para junto delle como ma sombra.
Mea senhor, disse-lhe em voz baixa, que
gente aquella que Vmc. aboletou l em baixo ?
Qoe te importas ?
Aquella aenhors e muito bonita I....
bim, bonita.
Mas, porque cedeu-lbes Vmc. a aua antiga
habitagio f
Porque j estou aborrecido desta solideo, e
quero ter alguem junto de mira.
Est aborrecido ? Eolio nio deixaase de
navegar ; nio vendesse a sua escuna.
E' que u nio quera aer suspenso pelo pes-
coqo na ponta de urna verga, replicou Hopwell.
A vida de corsario e contrabandista offerece saas
vaotagens, mas nio deixa de ser moito arriscada:
bom quando se sabe retroceder a tempo I
Vmc. encontrou aquella gente oa floresta,
quando andava 4 caga?
Sim ; a aenhora dorma acabranhada de f-
diga com a cabega encostada aos joelhos de seu
marido. Vendo-os puz-me a aorrir; depois adan-
tei-me e Uve compaixio delles : pareciam aoffrer
muito, e assim mesmo sio bem felizes I.... Ea-
carei-os por longo tempo. Oh I sim ; bem feli-
zes I Istooio se v todos os diso....
Porm esses estraogeiros nio teem asyllo;
e por conseguinte nio sio elles os felizes, e sim
Vmc.
Assim ojulga? Ter os.cofres cheios de
ouro, viver looge da vista dos hbmena no interior
daa floralas, nio onsar apparecer no paiz na-
tal chamas a ialo aer feliz I Depoia de ter per-
seguido o meus semelhantes, persigo a esge
deslas eoliddes, e vigo os meus eacravos que se
occapam na plaotagio do milho.......... Bella
existencia na verdade ( Dez aooos viv no meio
de bandidos; agora vivo oo meio de orna vintena
de eacravoa que todos teem medo de mim I A's
vezesme vem ao pensamenlo dar-lhss a liberda-
da, e fugir d'aqui atrando-me de novo s
a ventu ral......
E o que ser de mim, meu senhor? per-
guntou Cora juntando as mios.
Tu I replicou Hopwell. Dou-te desde j
mil piastras, se quiseres. Vae, parte d'aqui,
procura a toa vida.
Nio, meu senhor, nao o deixarai: ae Vmc.
deitar-me para fra de aua caaa, nao aahirei. Mea
bom senhor, ea lhe pegocooserve-me sempre
junto a ai I...... O que lhe fiz para que to
depressa se aborrecesse de mim ?
Cora langira-se aos joelhoa da seu senhor,
cujas mioa beijave.
Nio mecomprehendea. tornou-lhe Hopwell:
HISTORIA DOS ANIMAES.
9 Lynce.
Aa orelhas estreitas e longaa do lynce, que aio
ornadas em suas extremidades de am pincel de
compridos cabellos negros, destinguem-no de to-
dos os animaes da especie felina ; o comprimeo-
to do corpo de mais de quatro ps, e o da cau-
da qaasi seis pollegsdas. Seu pello loogo a
somelhaote a aeda marcado de manchas morenas
cuja cor varia segundo a edade. E' baixo, e o
olbos sio de um amarello desmsisdo. O pello
mui estimsdo, porque muilo quente e nuci.
Extrae-se pe les de lynce em qaaotidades consi-
derareis das partes septentrionaes da Europa a
da America. Quanto mais perto esli estes aoi-
maesdo norte, tsnlo mais bello seu pello : 6
mister observar lambem que o pello dos lynees
pegados oo invern mais rico, maia lustroso e
maia macio que o oblido no esli.
O lynce, quando persegue sus presa, trepa so-
bre as arvores as maia elevadas, e nem aa deni-
nhas, nem os arminhos e nem os eiguilhos lhe
podem escapar.
Elle poa-se de emboscada para sorprender o
gamo, lebre, e outros animaes ; 9 aaatm que a
occaaao favoravel, langa-sado ramo da arvore
onde est oceulto, e agarra-o na garganta ; po-
rm depois de ter chupado o sangue e comido o
milo de sua victima quando abre-lhe a cabega,
deixa-a para procurar urna nova presa. E' por
conseguinte muito destruidor, muito tequioso de
csroiceiria, eacommette grandes devastag&es en-
tre os rebaohos.
Quando o lynce atacado pof um cao, estira-
se sobre ai coilas, e defsnde-se orno desespera-
do com as garras, e luecade algumas vezes, nesta
posigio, repellir sea adversario.
O lynce habita todas aa partea septentrionaes do
amigo e novo muodo.
Raras vezea encontra-aa noa paizes quentes ou
mesmo nos climas temperados. Oa mais bellos
os maia fortes desses animaes acham-se junto do
lago Balkaih na Tartaria, onde ama pequea pal-
le de lynce vende-te ordinariamente, por urna
gui.
Fbulas de todas especies teem sido inventada,
pelos antigos relaiivmen.l apale qoadrupede :
Affirmam, que sua vista pi cajttraz de ama pe-
reda, que sua crina torna-se Ida e transforma-
se em urna pedra chamada lpit lyncuriut: po-
rm estes conlos sao mui absurdos por ter falla
de urna refutagio real, j
(Trad. pr&tvts da Fonceca).
o que eu disse para tea bem, egualmente para
orneo...... Esse Cachupn e aua malher me
interessam, porque sio fugitivos, exilados do sen
paiz, e eu...... eu sou tambera como elles. A
miaa familia atoaldifoov-me ; se ea voltease ao | rebentar cora todo o vigor "03 olUoa dV arvcT
coodado de Gallea, todaa as portas me seriam
fechadas I......
E qae necessidade tem Vmc. de l rol-
lar? Nio vive aqui tio bem? Ah meu se-
nhor I Vmc. est hoje muito triste...... Quer
que lhe v bascar um copo de porler ?
Deixa-me, Cora ; deaejo flear s.
Oa entio um copo do velno brandy que o
tomava tio altivo e corajoso na costa d'Africa ?
Cora I Tu s o meu genio miu! Vae le,
ordenou imperiosamente Hopwell.
Ohl Vmc est aborrecido de mim I Os
olhos lnguidos da Hespanholita voltaram-lhe a
cabega......
E Cora, que temia a colera de aeu aenhor,
dessppareceu pronunciando essas palarraximper-
tinenles. ^r
Picando s Hopwell continuou a passeisr no
vestbulo como se estivesse sobre a coberta de
um navio. Todo aquello que tem navegado acha
sempre muito prazer em sodar aasim de um lado
para outro n'um espago limitado: esse monto-
no passeio causa ao corpo ama especie de en-
lorpecimenlo, e torna o homem semelhante ao
somnmbulo, que nio tem conscioncia do que
faz ; peosa ter ao redor de si o ocano aem li-
mites, ouvir o murmurio distante de aocegadas
ondas; emflm scisma e medita, e o pensamenlo
ae eleva ao infinito.
Hopwell apoderado de profunda melancola
passou e tomou a passar a passos largos pel
longa galera que rodeava a habitagio da qual
poda abraoger com a vista toda a clareira, em
cujo centro achava-se situada a mesma habita-
gio. A noute envolva em su ai trevas aquella
paisagem: asiim mesmo, aioda que nada po-
desse ver, Hopwell voltava aem cessar a cabega*
para o lado da casioha muito tempo deserta, e
que enlio servia de asylo aoa seus hospedes.
Ali estio, pensava elle com amargura, doua
entea que ae amaro, que soffrem um pelo outro,
e marchara no camioho da vida aem ramor-
803......... Assim mesmo errantes e fugitivos
invejo-Ihes a sorte...... e entretanto son muito
rico, msls rico do qua seria preciso para tornar
dezamilias felizes e contentes!... O euro I cousa
estranha I Ambicionado por quem nio o tem,
Intil omitas vezes aquelles que o pos-
suem I......
III
Seguiram-ae alguns dias de chara, durante os
quaes nio era possivel que o Cachuoin e aaa
mulher peosassem em pr-se a camioho. Am-
bos paaeavam ama existencia tranquilla na aua
rustica morada. Pela maohia Hopwell mandara
levar-Ibes o almogo; larde coovidava-oa para
aua mesa. D. Jaciotha ae ia pouco a pouco re-
faseodo das fadigas da jornada sob a influencia
d'aquella agradavel temperatura.
Os indicios do rigoroso invern desappareciam
rpidamente, e oito dias depois do galo vi-te
res. Os alegrea passariohos, o cardeal, o moguer,
e muitos outros de linda plumagem iaziam reti-
ir as florestas seus cantos agudos e suavees;
faltava so beija-flor, que para mostrar-se espe-
ra sempre que se abram as flores, cujo sueco elle
aspira. O jacar despertara no fundo desaguas;
a tartaruga acordando do seu loogo lethargo
emprehendia i lemtaa peregrinages por entre
os matos; e aa aguisa pescadoraa apressavam-se
em preparar am asylo para seus Qlhinhos 4
msrgem dos lagoa com rpido vo passavam e
repaisavam conduzindo em seas retorcidos bicos
grossos ramos seceos e flexiveis raizes, que dis-
punham em forma da ninhos no cimo dos pl-
tanoa.
Hopwell habituado a urna vida activa coatu-
mava todas as manhiis, qualquer que fosse o
tempo, dar um passeio a cavado. D. Pepo, que
nio linha as mesmas razes para procurar esse
exercicio, deixava-se flear de ordinario debragado
jaoelia ao lado de aua esposa, fumando o seu
cigarro, e saboreando as doguras do far nien-
te. Correr ao encontr dos horisontes ou cha-
ma-ios a si por meio da contemplagio, sio duss
maneiraj egualmente apreciareis de identiflear-se
a gente com a natureza exterior. Mas Hopwell,
que era homem enrgico, nao poda accommo-
dar-ae com aa placidas maneins do seu hos-
pede.
D. Pepo, dizis-Iho elle muitaa vozes, quer
que mande sellar o seu cavallo ?
Amanha, amauha, responden o Cachupn
sorrindo se.
E D. Pepo daixava-se ficar no mesmo lagar
com o sombero cahido sobre os olhos, tea manto
rajado no hombro, enrolando-o seu cigarro. Urna
maohia porm mandou sellar o cavallo e partiu
em compaohia de Hopwell.
Ora, gragas a Deua I disse este. J urna
vez o vejo decidido a percorrer comigo a flo-
rala I
E' verdade, replicou o Cachupn; porque
lenho necessidade de de fallar-lhe a sos, e nesta
solidio conversaremos msis i vootade. Ha muito
tempo j, Sr. Hopwell, que estamos em sua
casa......
Muito tempo I Apenas ha oito dias.
Somos seas hospedes ha urna semsni. A
chura cessou ; o tempo lornou-s bom ; Jacin-
tha acha-ae perfeitamente restabelecida de suas
commogdes e fadigas; emflm preciso qoe nos
despidamos do senhor.
E para onde pretendem ir?
Para onde Deaa quizar I respondeu o Ca-
chupn suspirsndo.
A vida aqui mui triste, bem o aei, repli-
cn Hopwell: desde que habito nestas solidoes
foram estes ullimos diaa es oicos falizea que
passei. >
Mea aro hospeda, (ornou D. Pepo, a hos-
pilalidade eoasa muilo agradavel de offerecer-
e; oa do am paiz, onde se sabe, pralicst. esta

oobre vrtude : mas nos temos tambera o nosao
orgulho. O aenhor cumpriu o aau dever de ca- <
bollero acolhendo-noa m sua casa, e ea doro
lambem cumprir o meu declarando que nao (la-
vemos ser-lhe pesados por mais lempo.
Pois bem, disse Hopwell, permitla-me que
eu destrua os seus escrpulos, coofessando-me
agradecido ao aenhor pelo tempo que aqai tem
residido, e pediodo-lhe que prolongue aioda mais
esse lempo. Foi o scaso que me laocoo nestas
solidoes; nasci tarabem na Europ como o se-
nhor. Loucuras proprias da mocidade, e a pai-
xao pelas aventuras, obrigaram-me a dexsr o
meu paiz natal. A America o repelle, Sr. D.
Pepo, a Europa porm lhe abre as portea... mas
e....
Ai de mim, Sr. Hopwell I Desembarquei no
Mxico com a esperanga de fazer urna brilhante
fortuna, as revolugoes decidiram de outra forma.
Estabelecido em Texas, montei ali ama caaa da
commercio bem coosideravel, e desposei Jacin-
tha: nada faltava para mlnha felicidade, quando
obre mim pesou urna serie de catastrophes. O-
pae de minha mulher era capilio e propietario
d um brigue empregado em seu commercio^ o
qual oaregava no golpho do Mxico. Urna m
em que elle voltava de Nova-Orleans com una
rica e abundante carregagio foi alaeado pos cor-
sarios dizem outros qoe por negreiros i isto
pouco importa. O caso que meu sogro ferido
por urna bala 00 lombadilho do sea navio aorreu
sotes de ver a aaa fortuna passir para as aios
dos assassinos. Foi assim que deu flm a Mari-
posa I...
Era este o nome do brigue ? perguntou Ho-
pwell estremecendo e batendo com o chicote naa
altss plantas que calcara o aeu cavallo.
Sim, senhor. A' partir daquell dia fatal
cessou de existir para os essa Mariposa que fi-
lia a fortunado Jacintha e de sea pae. Restara-,
ae aioda o meu negocio ; mas os revolucionarios
resolveram expellir os Hespanhoes de nascenga,
que Ibas faziam sombra ; e por iiso vi-rae obri-
gado a fugir, abandonando tudo, e traaeado co-
migo o nico e verdadeiro bem que so a aorta
me podar arrancar a esposa querida que uniu
a aua 4 minha aorte.
E' qaanto basts, para se ser falta, disie tris-
temente Hopwell; e eu trocara a mlnha aorta
pela ana....
Mal pude realisar urna, amasa da algumas
cm oogas de ouro antes de partir, continuos D.
Pepo ; o que fare com as pequeskUnaaM ?
Nem eu mesmo sei I
A' esta sita fallaremos disso, ,-,IIIeL
Hopwell. Fiquo, fique aqu, amigo: espera q
os aconteetmentosae dsenvolvam para poder *>
tio lomar m partido.
(Continuar-e-ha
PIRN. TTP. DS M. F. DI FARlA nWaK

isa a.
anal
"iW


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