Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09927


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Full Text
1110 XXXVIH. OMERO 23.
Por tres mezes adiantados 5g000
Por tres mezes vencidos 6J000
QUiRTA FEIRA 29 DE JAIEIBO DI IS62.
Porania adiantado 19|00O
Porte fraaco para sibscrittor
>
DIARIO DE PEMAMDIICO.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Li-
ma ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva;
Aracaty, o Sr. A. de Lemoi Braga; Gear o Sr.
J. Jos de Oliveira ; Maranho, o Sr. Joaquim
Marques Rodrigue*; Par, Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda todo os das as 9}{ horas dodia.
Iguarass, Goianna, e Parahyba as segundas
e sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho
e Garanhuns as tercas-feirai.
Pao d'Alho, Nazarelb. Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
uricury e Exu as quat tas-feiras.
Cabo, Serohem, Rio Formoeo, na.Barrelros
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas felras.
(Todos os correios parlera as 10 horas da aaanha
EPHBMERIDES DO MEZ DE JANEIRO.
7 Quarto crescento as 8 horas e 41 minuto3
manba.
15 La cheia as 11 horas e 14 minutos da man.
22 Qnarto miogaante as 5 horas e 56 minutos
da tarde.
29 La nova as2horas e 7 minutos da tarde:
PREAHAR DE 110JE.
Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manha.
Segundo as 4 horas e 42 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
27 Segunds. S. j05o Chrysoslomo b. doutor.
28 Terca, S. Cyrillo b.; S. Lenidas m.
29 Qoarts. S. Frsncisco de Sales b.; S. Sulpicio,
30 Quinta. S. Martioha r. m. ; S. Jacintha v. f,
31 Sexta. S. Pedro Nolasco ; S. Cyro m.
1 Ssbbado. S. Ignacio b. m. ; S. Biigida t.
2 Domingo. Purificado de Nossa Senhora:
ADIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e qniotss.
Relago: tercas e sabbadoss 10 horas.
Fazenda : quintas s 10 horas.
Juizo do commercio : segundas so meio dia.
Dito de orphos : tergas e sextas s 10 horas.
Primeira Tara do civel: tergee e sextas ao meio
da.
Segunda Tara do cirel: quarlas e sabbadoi 1
hora da tarde.
PARTE OFFICUL
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO 8DI.
Alagas, o Sr. Claudino Paleto Dias R.m.
o Sr. Jos Martina Aires; Rio dsJaneiro afc*
Joio Peraira Martin*. w
EM PERNAMBUCO.
Os propietarios do pumo Manoel Pigueir* de
Paria & Filho, na sus livraria praga da Iodepec-
dencia ns. 6 e 8.

GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 5 de Janeiro de
186.
OQTcio ao commandaote das armas.Sirva-se
V. Exc. de expedir suas ordena para que o ca-
pitocomraandante do destacamento da villa do
Bonito, recolha-se a eita capital com a torga son
seu commando, deixaodo apenas 10 pregas que
all devem ficar destacadas para o servigo da po-
lica. Pfca assim respondido o officio de V. Exc.
n. 155 e datado de hotitem.
Diio ao chefe de polica.Nesta dato expego as
miaas terminantes ordens a cmara muoicipal
desta cidade, para que cessera desde j os em-
barazos que o fiscal da Boa-Vista tem creado ao
cumprimento daa ordens da policia, concernen-
tes ao servigo de limpeza das ras, e represso
dos atravessadores do gneros alimenticio*, se-
gundo consta do cilicio do respectivo subdele-
gado, junto por copia, ao de V. S., de hootem
datado, a que respondo, cumpre, pois, que V. S.
recommende aquella autoridade, que continu a
activar a eiecugo de tses ordens lembrando-
Ihe, porm, a inconveniencia de dirigir-se aos
agentes da cmara municipal por meio de porta-
dore*, eque no regular.OCSciou-se cma-
ra supracitada.
Dito ao mesmo.Declaro V. S., em resposta
aos seus olficios sob n. ns. 107 e 108 de 22 do
correute, e para que faga constar aos delegados
dos termos de Plores e Garanhuns, que o que es-
ta presidencia tem em vista na circular expedida
aosjuizes muoicipaes, em 13 de dezembro ulti-
mo, de que lhe remetto copia, foi evitar que se
reproduzisie o abaso de requisilar.se torga da
guarda nacional nos respectivos municipos para
vir buscar presos nesta capital e nao para os tra-
zer, porque neste caso pode ser requizitada aos
respectivos cheles: o qae deviem fazer os sobre-
ditos delegados.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Conimunico V. S. para seu coohecimeoto e di-
recgo, que o eogenheiro W. Martioeau parleci-
pou-me em officio de hontem, que por haver o
empreiteiro da ponte de ferro, entre o theatro de
Santa Isabel e a ra da Aurora, apresenlado a
segunds parle da obra da meima ponte, de con-
formidade com o respectivo contrato, mandou
passar-lbe o competente certificado mensal, na
importancia de 21:166g700 ris.Communicou-
se em resposta ao dito eogenheiro.
Dito ao mesmo.Annuindo ao que me solici-
tou o brigadeiro commandaote das armas em
cilicio, n. 159, e data de hontem, recoromeo-
do" V. S. a expedigio de suas ordens. atimde
que a collectoria da villa do Bonito continu a
pagar os vencimentos das pregas all destacadas,
nao s relativos ao correte mez como tambem
osdomez de fevereiro viodouro, caso por esse
tempo ainda se achem elle* naquella villa.
Commuoicou-se ao commaDdanle das armas.
Uito ao inspector do arsenal da marinha.At-
tendendo as consideragoes feitas por V. S. em
sua informago, n. 22, de 18 de novembro ulti-
mo com que, se cooformou o inspector da the-
souraria de fazenda, indeferi nesta data o reque-
rimeoto em que os operarios desse arsenal pe-
diam reslitulgao da quantia com que conlribui-
ram at certo tempo para o lim determinado no
no artigo 95 do decreto n. 2,583, de 30 de abiil
de 1860, recommendo V. S. que os obrigue de
hoje em diaole a fazer essa contribuico para
exacto cumprimento da terminante dispsigio do
art.97 do citado decreto.
Dito ao mesmo.Hsja V. S. de, leodo em vista
a inclusa informago da thesouraria de fazenda,
que me ser devolvida com a relago a ella anne-
xa, reconsiderando a materia do meu cilicio de
22 de dezembro ultimo, dar por sua parle ioleiro
cumprimento ao disposto no aviso de marinba
de 4 de outubro ultimo, a que allude o citado
ofllcio, relativamente aos proprios naciooaes
desta provincia, sob a admioistrago daquella
repartigo.
Dito ao commaodante do corpo de policia.
Fde V. S. conceder a Genuino Alves Pereira de
Souza, a passagem que pede da secgo urbana
para a volante do corpo sob seu commando, e a
que allude o seu officio n.24 de 16 deste mez.
Dito ao commandaote superior do muuicipio da
Boa-Vista.A' vista de sua informago de 18 de
dezembro ultimo, sobre o requerimeoto do capi-
to secretario geral desse commando superior,
Joio Jos Rodrigues, mande V. S. passar a este a
guia de que trata o art. 45 do decreto n. 1,130 de
12 de margo de 1853.
Dito ao director do arsenal de guerra.Se por
ventura exiatir nesse arsenal o exemplar dos li-
gurinos do corpo do guaroigo desta provincia,
znande-o Vmc. entregar noquarlel-general. onde
deve estar archivado, conforme solicita o briga-
deiro commaodante daa armas em officio o. 153, e
data de hontem
Dito ao mesmo. Mande Vmc. recolher nesse
arseoal logo que lhe forera apresentados por par-
te do brigadeiro commaodante das armas, varios
objectos pertencentes aos corpos das guardas des-
ta guaroigo, que por estarem deteriorados, fo-
rero mandados dar a consumo.
Dito ao director geral da iostrucgo publica.
Designo para examioarem a Joaquim Marioho
Csvalcantt de Albuquerque, como Vmc. solicitou
em seu odelo de 23 do correte, sob n. 23, a
Jos Antonio de Moraes Sarment e Dr. Francisco
Pinto Pessoa, o 1* em francez e o 2o em ioglez.
Dito ao meamo. Declaro Vmc. em resposta
ao seu officio de 22 do correte, sob n. 22, que
ordene ao professor publico de iostrucgo elemen-
tar de Nossa Seuhora do O' de Goiaooa a que se
refere o seu citado officio, que v quaoto antes
abrir a sua aula, noque nao haver inconvenien-
te ainda mesmo reinando a epidemia em Nossa
Seohora do O', onde alm disto segundo consta
de parlicipscea ltimamente recebidas vai ella
em seosivel declinago.
Dito o juiz de direito do Limoeiro.Ioteirado
do onteudo de seus officios ns. 2 e 3 de 19 e 23
do corrale, tenho a dizer-lhe que approvo ple-
namente as providencias por Vmc. tomadas rela-
tivamente epidemia, e bem assim a deliberago
de aconselbar ao cirurgio Francisco Mariano de
Araujo Lima, queregresse a esta capital, aoqual
esta expego ordem do mesmo sentido.Officiou-
se oeste sentido ao supradito cirurgio, e deu-se
acianeia ao delegado do Limoeiro.
Dito ao mesmo. Julgo conveniente recom-
meodar Vmc. a maior economa no em prego da
quantia de um cont de ris, que lhe remetti para
soccorrer aos indigentes dessa comarca accom-
jneltidoa da epidemia, nao devendo esse dinheiro
ser dispeodido, seoo quaodo fr absolutamente
necessario, e com a maior DseVisago.
Logo que se desvaoecerem lodos os receios de
accommeltlmeoto do mal, deve Vmc. devolver a
mesma quantia, ou o restante della thesouraria
de fazenda, peranle quom devem ser prestadaa as
devida! cortas.
Dito ao Dr. Jos Joaquim Firmino. Tenho
presente o officio de 21 do correte em que Vmc.
commuoica o estado da epidemia nos diversos
pontos desa comarca, em que se tem ella mani-
festado.
E' animadora a noticia, que me d, de que o
cholera vai em sen*i*el decrescimento nos poros-
do* da Lapa e Cruangy, no entretanto que para
Dtit-ie que, continu alada com alguna inten-
sidade em outraa localidades, como em Timbau-
ba, onde suecumbio o prestimoso carmelita Fr.
Jos de Santa Mara Magdalena, victima de seu
zelo religioso, e se tenha manifestado j nessa ci-
dade em Iguos casos, que ahi se tem dado.
Approvo a providencia que tomou de mandar
fechar as escolas publicas e particularea como
medida preventiva do desenvolvimento da epide-
mia naquelles estabelecimentos.
Fico inteirado de ludo mais quaoto me refere
nao s em relago chegida das irmas de cari-
dade, e do padre lazarista essa cidade, onde
os seus servigos sero vantajosameote aproveita-
do*, mas tambem acerca do aodameoto das obras
do hospital e do resultado da subscripgo ah
promovida para os soccorros de beneficencia aos
indigentes.
A' este respeilo nao deixe Vmc. de empregar
seus esforgos, afim de ver se consegue receber
as quantias subscriptas.
A'vista das noticias recebidas de N. S. do O'
parece all dispensavel a preseoga do Dr. Ameri-
co, que pode vir auxiliar a Vmc. e ao cirurgio
Silva no tratamento dos doeoles dessa cidade.
Igual providencia se dever tambem tomar
respeilo dos outros mdicos, logo que o decres-
cimento da epidemia nos lugares em que ellesso
achara, nao exija mais a prestagio de seus ser-
vigos.
Dito ao vigario da freguezia de N. S. do O' de
Goianna.Chegando ao meu conhecimento, que
Vmc. se tem opposto ao estabelecimento de um
cemiterio no terreno que fra escolhido pelos
Drs. Americo e Souza, de accordo com o subde-
legado dessa freguezia, para a inhumaglo dos
que suecumbirem epidemia reinante, preten-
dido que isto se faga em outro lugar, que nao
offerece as oecessanas condiges hygienicas. nao
posso deixar de estranhar semelhante procedi-
meolo de sua parte, visto como, sendo aquellos
facultativos competentes para spreciarem as con-
diges de salubndude, que se devem ter em vis-
ta no estabelecimento de cemiterios, Do devia
Vmc. com sua oppotigo obatar adopgao de
urna medida urgentemente reclamada na activi-
dade.
Portento espero que Vmc, reconhecendo a in-
conveniencia de se evitaren), ou diminuirem-se
as causas de insalubrldade neisa freguezia, nao
se demorar em prestar ao cemiterio, de qae se
trata, os actos religiosos necessarios para que all
possam ter lugar as inhamages.
Dito ao major delegado de Goianna.Acenso o
recebimeoto de dous officios que me dirigi Vmc.
em 18 e 22 do correte, sendo o primeiro data-
do de Cruaogy, e o seguoJo dessa cidade, aos
quaes respondo.
Fico ioteirado de que a epidemia tem decli-
nado senaivelmente em Cruangy, e seus arrabal-
des, na Lapa, em Goiaoninha, que conta poucos
casos e estes beoigoos, e acha-se completamen-
te extincta em Aninga, onde ella primeiro ap-
pareceu.
Com esta noticia animadora, porm, parleci-
pa-me Vmc. que o cholera cootioa a grassarem
Serrioha, Timbauba, onde do dia 18 a 22 havlam
succumbido22 pessoas; 20 ficavam aflecladas, e
se la desenvolveodo nessa cidade, que j conia-
va seis casos fataes em dous dias.
Nao sendo possivel mandar agora para essa ci-
dade mais facultativos, que auxiliem o Dr. Fir-
mino e cirurgio Silva, no caso de a epidemia to-
mar maior desenvolvimento, convm que para
esse fim sej chamado para ahi algum dos mdi-
cos commissionados nessa comarca, logo que o
estado da epidemia despensar a sua preseoga em
algum dos lugares infeccionados, como seja N.
S. do O', que parece nao exigir mais os servigos
do f)r. Americo, segundo as ultimas noticias, que
d'slli tenho.
Senti muito a noticia do fallecimeoto do reli-
gioso carmelita frei Jos de Santa Maria Magda-
lena, victima de sua dedicago e caridade evan-
glica em soccorrer aos accommetlidos da povoa-
go de Timbauba, oode a sua morte causou no
povo bastaote desanimo.
Diloao Dr. Alcebiades Jos de Azevedo Pedra.
Pelo seu officio de 20 do corrento, a que res-
pondo, vejo que a epidemia contina infelizmen-
te a grassar com intensidade nesse povoado, fa-
zendo ainda bastantes victimas, entre as quaes
se enumera o religioso carmelita frei Jos de
Santa Maria Magdalena, qae com tanta dedicago
e caridade evanglica mioistrava aos accommet-
lidos do mal ossoccorrosespirituaes.de que ago-
ra se acham privados.
Vou dar as providencias necessarias para que
possa ser satisfeita a requisigo, que me faz Vmc.
de um sacerdote, que substitua aquello religioso
as suas funegoes de capello, que ahi exercia.
Ioteirado do mais que me commuoica, recom-
mendo-lhe que, continuando a prestar seus soc-
corros mdicos aos affectados, nao deixe de au-
xiliados para que melhor possam resistir a rude
provago, a que infelizmente se acham sugeitos.
Dito cmara muoicipal da villa de Iogazeira.
Com a inclusa copia da informago ministrada
pela thesouraria provincial em 20 do correte, e
sob n. 29, respondo o officio que me dirigi a
cmara municipal da villa de Iogazeira em 13 de
dezembro ultimo, declarando ao mesmo tempo
que nesta data ordeno ao ex-preaidente da c-
mara llemeterio Jos Velloso da Silveira preste
a ella quaoto antes costas dos dinheiros que tem
em seu poder perteoceotes s obras do cemiterio
publico daquella villa.Officiou-se neste sentido
ao teoente-coronel llemeterio Jos Velloso da
Silveira.
Portarla.O presidente da provincia tomando
em coosiderago o que expoz o iospector da the-
souraria provincial em officio de 23 do correte,
sob n. 87, resolve abrir um crdito supplementar
na importancia de 670*600, nao s para comple-
tar a quantia precisa para pagamento da despeza
fetta em dezembro prximo passado com o sus-
tento dos presos pobres da cadeia de Caruar,
como tambam para occorrer-se a taes deapezas
no restante do correte exercicio. Transmiltio-
se copia thesouraria provincial.
Dita.O presidente da provincia attendendo ao
qae lhe requereu a professora publica de iostruc-
go elementar da cidade de Olinda Leonor Caro-
lina de Vasconcellos (Jorges Leal, resolve cooce-
der-lhe 20 dias uteis de liceoga com vencimentos,
para tratar de sua saude, a contar do dia 11 do
correte emdiinte.
Dita.O presidente da provincia attendendo ao
que lhe requereu o desembargador Alvaro Bar-
balho Dchda Cavalcanti, resolve cooceder-lbe
dous mezes de luenga com vencimentos para tra-
tar de sua saude.
Despachos do dia 2- de Janeiro*
Requerimentos.
Dezembargador Alvaro Barbalho Ucha Caval-
cante.Passe-se portera coocedendo a licenga
requerid*,
Abaixo essignados operario* matriculados no
arsenal de marinhaNao tem lugar por ser
cootra a le expresaa.
Damiaoa Maria da Conceico.Informe o Sr.
Dr. chefe de policia.
Capillo Joio Joa Rodrigue*.Dirija-se ao
commaodante superior da guarda nacional da
comarca da Boa-viste.
Luiz Ignacio de Olireira Jardim. Patse-se
portarla coocedendo a licenga pedida cem ronci-
ment*.
Maooel Jos Pareira Marioho, Nao lam
lagar.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel-sencral do commando das
armas de Pernambuco na cidade
do Recite em 98 de Janeiro de
186*.
ORDEM DO DIA N. 27.
O general commaodante das armas, faz certo
para os fins convenientes, queapprovou os enga-
jamenlos que nos termos do decreto e regula-
meoto do 1 de maio de 1858, contrahiram para
cootinar por mais 6 aanos no servigo do 2 ba-
talbo de infamara a que pertencem, o cabo de
eaquadra da 6a compaobia Jos Victoriano e o
soldado da 4* companhia Jos Francisco Guilher-
me, este no dia 25 e aquelle no dia 27 do corre-
le, segundo parlicipou oas referidas datas o res-
pectivo Sr. comroandante em officios marcados
com os n*. 53 e 57.
Assignado.Solidonio Jos Antonio Pereira do
Lago.
Conforme.Candido Leal Ferreira, capitio
ajudantede ordens encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
HA. BURGO
S de Janeiro de 1868.
O lempo decorrido desde a nossa ultima nao
abunda em geral de oceurrencias notareis. Tam-
bem a poltica tem as suas festas de natal e de
anuo novo, e nao someote os difierentes parla-
mentos, como os da Austria e de Badn, que se
adiaram dorante as festas, ou o de Wurtemberg
que foi encerrado na vespera do natal, como
tambem os principes, ministros e diplmalas.
_ A questo do dia sempre aioda a aoglo-ame-
ricana por causa do negocio Trent. At hoje nao
chegou aioda em Londres urna deciso do gabi-
nete de Washington acerca do ultimtum ioglez ;
as ultimas noticias recebidas dos Estados-Unidos
tem porm de novo bastante fortificado as espe-
rancas de paz. Em tanto que all nao se conhe-
cia a seriedade com que a Inglaterra tratara a
Ilegal apprehenso dos commissarios dos estados
confederados, os Srs. Masn e Slidell, o Irmo
Jonathan, fanfarronara terrivelmente com a fir-
meza da sua determinago de nao soltar por pre-
go algum os traidores aprisionados. Pensava-se
poder estar convencido de que a Inglaterra nao
se lembraria de comegar urna guerra por causa
dos Srs. Masn e Slidell, e tanto maia se pensava
dever fazer ruido com as armas, e vangloriar-se
da iodifTereoga contra urna guerra com a Ingla-
terra. No mel disso appareceu de repente em
Washington o ultimtum ioglez, e com elle a pro-
va de que John Bol nao entenda brincadeiras no
negocio Trent, e a noticia da extraordinaria rapi-
dez, com a qual em Londres sa tinham lomado
sem perda de lempo as ptimeira* medidos mili-
tares para urna guerra com os Estados-Unidos.
U eiTeito disso foi urna coosteroago geral. Urna
pnica sem exemplo se apoderou em primeiro
lugar da praga de Nova-York, todos os fundos ca-
hiram de um golpe 5 8 por cento, o cambio so-
bre Londres se collocou 110, e as fanfarronadas
de repente liveram o seu fim. As gazetas, que
aioda no dia antecedente tinham esligmalisado a
soltura dos Srs. Masn e Slidell como urna lou-
cura, achavam agora de urna vez, que a appre-
henso o* dous commissarios talvez nao foss*
completamente regular, e se pronunciavam em
favor d'um enlendimento pacifico com a Ingla-
terra.
I Lord Lyons tinba recebido na noile do dia 18
de dezembro o ultimtum do seu governo, e dado
ofliciose mente conhecimento do mesmo ao minis-
tro dos negocios estraogeiros, o Sr. Seward no
dia 19 de manhaa. Segundo o desejo do mesmo,
o ministro inglez se decidi de odiar a formal en-
trega do ultimtum at o dia 23 de dezembro,
para habilitar o governo do presidente Linela de
. tomar as suas decises ao meos formalmente
com plena espontaoeidade.
; As ultimas noticias que temos de Washington
datam at o dia 21 de dezembro, e al ento,
como j dissemos, o gabinete de Washington nao
tinha aioda dado urna deciso. Em todo caso pa-
rece que se est tentando de arraojar-se com a
Inglaterra da maneira a mais commoda possivel;
vista da mudanga total da oplnio publica, po-
I rm, apenas se poder escapar de urna completa
| deferencia s exigencias da Inglaterra, e por isso
aqu se coota com muita coofianga com urna pa-
clfica solugo.
Como sabemos, a moda desde o dia do anno
novo de 1859, de esperar com urna certa inquie-
tago as expresses com que o imperador Napo-
j leo recebe no dia 1 de Janeiro o corpo diplo-
mtico que vem congratula-lo. Tambem esta vez
se tioha feito sentir essa inquietagao, e por aqu
e por acola se quera saber da melhor origem,
que a falla imperial seria este anno muito impor-
tante especialmente para a queslo romana. Mas
como o imperador Napoleo mui raramente cor-
responde com as opiniea preoecupadas, e pelo
contrario prefere nao fazer justamente o que a
gente delle espera, tambem aconteceu assim esta
vez.
As suas expresses no dia do anoo-bom nao
liveram a mioima importancia politice, e nada
maia- forera do que urna paraphrase do simples
< um feliz anno novo I Disse que o anno pas-
sado tioha gravemente abalado diferentes esta-
dos, e gravemente entristecido muitas familias
soberanas por dolorosos casos de mortes, que o
seu desejo era, que o novo anno se tornasse maia
feliz tanto para os principes como para os povos.
Isto foi todo o contedo da sua falla. Com oe-
nhuma palavra se meocionou nem Roma, nem o
papa. Como, pois, a falla do anno novo nao d
motivo para inquietagao e o conflicto anglo-ame-
rcano d esperangas de urna solucSo pacifica, a
diplomacia, como se diz, se acha muito traoaui-
lisada.
Se nao nos engaamos escravemos-lhe na nos-
sa ultima, que o negocio Trent deu tambem oc-
cislao Franga, de se dirigir ao gabinete de
Washington por urna nota approvaodo as opi-
nlde da Inglaterra e aconaelbando-lhe de ceder
as exigencias da mesma.
A Auitria e a Proasia seguiram eise exemplo,
e tambem enviaran notas para Washington, as
quaes declaram a apprebensio dos commissarios
dos estados do sal bordo do Trent, como urna
violago do direito das nages, e reclamare a re-
parago do aggravo commettido.
A nota franceza datada de 3 de dezembro, e
parti no dia 5, podendo assim ebegar ainda em
lempo devido em Washingloo, para influir sobre
a deciso do gabinete.
Nao coohecemos as dalas das notas prussiana
e austraca, porm parece que o de meiado de
dezembro, e por isso l chegaram s mos do ga-
binete de Washington, depois de tomada ama re-
olugo.
Em todo o caso importante, baverem-se tam-
bem pronunciado esses dous estados na dita
queato de direito, e protestado cootra a arbitra-
ria exteoso do direito dos beligerantes peloca-
pito Wilckes em frente da bandeira neutra.
Na Prussia a crise ministerial que amaagava
I por cauaa das ora* eleiges, se acba provisoria-
mente removida.
Por quaoto lempo, verdade, que nlo se pode
uber, e em geral ie recela que ella rollar, quao-
do a dieta tora de decidir a queslo militar. El*
re continua de dar ouvidos inspirages dos
feudaes, os quaes tem um importante apoio no
ministerio, pelo ministro da guerra o Sr. de
Roon.
Em todo o caso a vida constitucional da Prus-
sia tem de passar por graves embarazos; mas a
presente situago do mundo nao farorarel a
urna tentativa retrograda da corda contra a cona-
tituigo, e por isso nao se receia nesse sentido
um serio perigo.
Entretanto, um ultimo passo do mioiaterio se
pode considerar como urna agradavel concewo
aos desejos do partido liberal, e talrez elle re-
sullou da iotengo de empenhar a opiniSo publi-
ca por meio de coocassoes do gorerno sobre um
outro terreoo, para oncesides do seu lado no
terreno da questo militar.
Esse passo se refere i questo allema, e con-
siste o craa nota que o ministro dos negocios es-
traogeiro, conde BernstorrT, dirigi em 20 de
dezembro ao governo da Saxooia, em reaposta a
propostas feitas pelo mesmo governo acerca d'uma
reforma federal. A sen tempo j fallamos dessas
propostas.
O ministro da Saxonia, o Sr. de Beust, quer
conservar a prosete assembla federal na sua
parte essencial, mas quer que cesse ella de ser
permanente, e que se rene someote tempora-
riamente para deliberagdes, alternadamente em
Hamburgo e em Regensbargo.
_ Ao mesmo tempo elle requer urna represeota-
go nacional, que se ajuntar todas as vezes jun-
tamente com a assembla federal, e finalmente ao
lado dessas duas corporagdea um orgo executi-
vo, formado pela Austris. pela Prussia e por um
dos outros estados da Allemanha. Como era de
prever, a nota prussiana nao aceita essas propos-
tas. Ella coostata com satisfago que tambem a
Saxonia reconhecl* a preciao de urna reforma
da preseote constituigo federal; mas que vista a
justa posico da Prussia e da Austria, ella julga
impossivelqualquer reforma tendente a transfor-
mar a confederaco na sua presente extenso em
um organismo federal. Que para a confederagio
na sua presente extenso, pelo contrario, s era
admissivel urna liga simples e puramente confor-
me aoa direitos das gentes.
Diz mais, que por contra, a Prussia julgava
que dentro dessa liga puramente conforme o di-
reito das gentes, era lio compativel com o direi-
to federal, como com as relagdea existentes, urna
liga restricta federal dos estados puramente al-
lemes, extra-austriacos, e penaava que someote
sob essa base, formando nm estado federal, que
reuoisse em urna mo a torga militar e a repre-
seolago diplomtica dos estados associados, se
poderia corresponder com as precisoes da nago.
Esse programma com pequeas nolificagoes,
o da associago nacional allema, e por isso se
ver a grande importancia da declarago da Prus-
sia em favor do programma. Bade e Coburgo-
Gotha j se decUraram abertamente pelo mes-
mo. e os governos da Welmar, Oldemburgo e
Bramen concordata tambem com essa aolugao,
noseoppondo tambem Bruoswik e as outras
cidades livres. Vemos pois que o movimeoto na-
cional est sempre gaohaodo mais torgas. A
nota do conde de Bernstorff ao reslo s foi pu-
blicada hootem por extenso, e temos de esperar
como a Prussia entender pd-la em pralica.
Da Austria nao ha outra cousa dizer se nao
que o Reicbsrath (parlamento] de Vieona se a-
diou at o dia 4 de ferereiro, depois da apresen-
tago do budgel, o que a commisso nomesda
para examinar o mesmo comegou nlretaoto os
seus trabalbos. Cootinua a triste impreiso
cansada pelo mesmo, e os fundos pblicos aus-
tracos ealo sempre aioda retrocedendo, e o
premio da prata j chegou 42 %.
O imperador foi passar as festas de natal e
anno novo com a imperalrlz em Veneza, donde
ir,1 iospeccionar as fortalezas de Verona, Man-
tua, Peschiera o Leguaoo. A sua volta para
Vienna lera lugar no dia 8 de Janeiro.
Em Wurtemberg, como j dissemos, foi en-
cerrada a dieta ao dia 22 de dezembro pelo
ministro de Linden. Ella resolveu esta vez um
numero de importantes leis, e entre as mesmas
a lei que regula a posico e as relagoes da gro-
ja, assim como a lei que concede aos jadeas os
direitos de cidadao, que at agora sempre lhes
tinham sido negados, e finalmente urna lei in-
troduziodo plena liberdade de officios.
Aioda immedlatamente antea do fim do anno
se realisou urna convengo importantissima para
esta praga e o seu commercio. E' a communl-
cago entre Hamburgo e a margem do Eloa Ha-
noveriana, com Hamburgo, por meio de urna
ponte com caminho de ferro sobre o Elba. O capi-
tal oecessario para a conslrucgo se avala em
10 milhdes de thalers, e cada um dos dous esta-
dos contratantes toma sobre si a metade da dita
somma. Urna prompta consequencia dessa con-
vengo ser provavelmente a conattuegao de
um caminho de ferro de Hamburgo at Cuxha-
feo, e em segundo lugar tambem etg Bremer-
hsfeo, ficando dessa maneira assegurada urna
falla que vivamente se sent em Hamburgo a
communicago com o seu porto de mar por via
de um caminho de ferro.
Londres.
9 de Janeiro de 1862.
Estamos no novo anno, e infelizmente sem urna
prospera expectativa, porquanto o horisonte po-
ltico do mondo em geral continua a mostrar-se
carregado, tendo j produzido incalculavefs pre-
juizos naquelles pontos onde a agitaglo poltica
tem trabalhado.
O imperador Napoleo, fazendo meogio no dis-
curso, com que no dia Io do correte se dirigi
aos diflereotes corpos do estado, das perdas sof-
fridas ao derradeiro auno pelas diversas casa* rei-
nantes, bem como da descoofianca e agitacoque
reioa no mundo poltico e que j tem produtido
funestos resultados, deixou entrever a probabili-
dad de continuar sua mageslade a pugoar pela
conserrago da par europea, e esta circunstan-
cias, com quanto passagaira, agradou ao publico
que com anciedade aguardara as palavra* do
orculo das Tulberiaa em occaaio to solemne.
Esperava-se que sua mageslade imperial se re-
ferase na sui ralla i oceupago de Roms, mas
esse respeilo nada disse, parecendo que est de-
terminado a manter ali a mesma poltica at ago-
ra seguida.
As noticias aqui recebidas do Brasil pelo vapor
Oneida, entrado em Soutnampton no dia 2 do cor-
rele, nao olereceram para o publico deste paiz
intereaae novo.
Entretanto coulinua a ce osar sensagao neste mer-
cado a influencia terrivel que sobre o nosso com-
mercio estraageiro tem j cauaado oasuccessos dos
Estados-Uoidos.pelo receio de que|cssaodo a gran-
de exporlago de oossos principaas gneros para
ali, venbam a ter lugar numerosas quebras, com
Jue icariam talvez comprometidas muitas das
rmas ioglezas que commerciam com Brasil.
O cambio desta praga aobre as noss*, foi des-
ta vez negociado a 23 d. por mil ris, e nao creio
que riala das circunstancias anormats cima
alludidas venha elle a melhorar.
O descont do banco da Ioglaterra Um-a* con-
servado a 3 0|0 e 31 2 0,0 para letras da primeira
claase. r
O meioo paquete Onreidatrouxe a noticia de
qae no dia 3 de deiombro ultimo, anniTerario
natalicio de Sua Mageslade o imperador. Inspec-
cionara esse Augusto Senhor em companhia de
Sua Mageslade a Imperatriza expoaigo dos va-
riados e numerosos productos brasileiros que de-
vera a esta hora ter j sido eoviados do Rio de
Janeiro para a grande exposigo de Londres. Esta
noticia foi recebida pelas folha ioglezas com satis-
fago, pela certeza do que o Brasil aera represeota-
do naquella importante reunio, destinada a esti-
mular as diversas nagoes no progresso da industria
e da agricultura : segundo a alludida communi-
cago, os productos que eativeram exposigo no
Rio de Janeiro sao variados e ricos, havendo me-
rlcido a especial attengo de Sua Mageslade o im-
perador.
as obras do vasto edificio que hade eervir de
exposigo universal nesta capital continuam com
grande preateza, e apeaar de haverem algunsjor-
naes pretendido que nao estaro ellas concluidas
para o fim de abril prximo, se espera que o es-
larao, de modo que a solemne abertura da expo-
aigo veoha a ter lugar do dia l8 de maio, como
de principio estava cooveociooado.
No dia 15 de fevereiro devero ter sido entre-
gues aos commissarios ioglezes todos os produc-
tos dasnares estrangeiras, que houverem de ser
expostos.
Appareceu neste mercado o programma para
urna nova companhia aurfera brasileira deno-
minada Montes ureos.
O capital pedido para a explorago dessas mi-
nas ureas, situadas na provincia do Maranho,
de duzeatas mil libras esterlinas, destribuido
por cem mil acgdes de 2 cada ama.
O terreno ooda jazem easas minaacompreheo-
de um espago de seis acres ioglezas, contando
em sua superficie, segundo annuncia o mesmo
progamma,mais de rite milhes de toneladas de
trra aurfera, e seodo o ouro da mais pura qua-
lidade como se acha j prorado por peritos desta
capital ; e com estes elementos augurara os em-
presarios interesses immenso*.
Os directores desta empresa sao : Presidente,
Sir William Gore Ouselay, antigo miniatro da
Gra-Bretaoha no Brasil ; John Costerson, Es-
quire ; J. H. fieyoell de Castro ; John du Croz ;
Deaoe J. lloare ; Albert Pelly ; John Hockio ; e
John Pilkington. Nada posso dizer por em quin-
to respeilo do bom resultado desta empresa pe-
lo que toca & sua aceilsgo no Stock-Exchange ;
mas, confiando no nome dos directores, inclin-
me a crer que ser ella bem aceita,
Aa nossaa emprezaa frreas cotidas neste mer-
cado continuam a descont, e nem de esperar
que um semelbinte estado de cousas venha a me
Inorar emquanto a estrada do Recite se conservar
em condiges excepcionaes: as aeges desta em-
preza esto aioda descont de # 5 a por
cada apolice.
Os nossos fuodos pblicos de 5 0/n lem sido
vendido* de 98 1/2 a 99 e 99 1/4 ; e os de 4 1/2
O/o a 86 e 87. Os coosolidaJos ingieres 3 O/n a
90 e 91 ; a renda franceza de 3 O/o a 68 e 60 fr.
os S O/o portuguezes a 46 1/2; e os 6 0/n turcos
aem garanta de 68 e 70.
A crise monetaria porque est passsndo a Tur-
qua tem influido desfavoravelmente sobre o* sous
fuodos, cuja baixa vai sendo cada vez maior.
Alm daquelles embaragos reinava em Conslsn-
tinopia urna crise alimeotaria, que estava dando
ao governo serios cuidados.
O algodo de Pernambuco e do Maranho tem
conservado pregos firme* r*zo de 12 d 1/2 e
13 d. por libra, termo medio ; a compra lem aido
todava diminuta em razao da escassez daquelle
artigo. O cacao do Brasil est de 55 s. 76 s. per
cwt; caf primeira qualidade 65 s. 66 s.; segun-
da qualidade 55 s. 63 per cwt; e ordinario 46 s.
53 a. Pao brasil 80 s. por tonelada. Assacar de
Pernambuco e.da Parahyba. braoco26*. 30 s.6 d.
per cwt, mascaado 18 s. 25 per cwt. Couros sal-
gados 5 d. 1/2 7 d. por libra ; seceos 8 d. a 8 d.
1/2; e seceos salgados a 5 d. e7 d.
Do Braail chegaram Ioglaterra na ultima
quinzena os seguiotes navios : da Baha Ditm-
barlon (23) Queeostown ; do Rio Grande .Vai
Uoane (24) Berwick; de Pernambuco Favourit
(21) Liverpool ; do Rio Grande J. Primero (O)
Brisiol; e de Pernambuco Margando (22)
Grenock.
De Ioglaterra para o Brasil seguiram de varios
portos os seguiotes navios: de Holyhead Goward
(18) para s Bahia; de Liverpool Marsala (19)
para Pernambuco ; de Cardiff Heleoa f20) para
o Rio Grande ; de Dutmouth Donna (21) para a
Baha ; de Queenatown Dumbarton (21) para a
Bahia ; de Gravosend Maatha (22) para a Ba-
hia ; e de Liverpool ElizabAh (24) para Per-
nambuco.
No dia 23 do prximo passado liveram com
efleito lugar em,Wiod*or as exequias e o enter-
ramento do priocipe Alberto, aasiatiodo essa
cerimonia os altos digoilarios, o corpo diploma-
tico, e muitos principes estraogeiros que havlam
coocorrido aqui para solemnisarem aquello acto.
Antes de haver sido enterrado o atade, no qual
jazia sua alteza real o priocipe fallecido, a prin-
ceza Atice depositou sobre o corpo de seu augus-
to pae urna corOade perpetes,em sigoal.da eter-
na saudade que consagra va memoria daquelle
principe. Na capella de S. Jorge do castello do
Wiodsor, e ao lado do tmulo de Guilherme 4.*,
que foi depositado o corpo do principe Alberto,
em conformidade das delerminages de S. M .a
ralnbs. A ceremonia fnebre foi presidida pelo
deo de Wiodsor, assistiodo todava ella o ar-
cebispo de Cantuaria, o bispo de Londres e o de
Oxford.
Naquella dia Londres guardou o mais restricto
luto, conservando-so com a maior parte de suas
lojas fechadas,alera dos theatros pblicos que nao
funcionaran). Pareca que aquelle acto fnebre rie-
ra avivar a profunda magua prodotida pela pre-
matura morte daquelle excelso principe; e com
effelto se ouvia em todas as boceas urna palavra
de saudade memoria do esposo exemplar, do
pae cariohoso, e do priocipe sympathico, coja
morie a nago intetra praoteava.
Alguna jornies publicaram a autopsia feita ao
cadver de sua alteza real ; e por alli se via
que o priocipe Aberto suecumbira umafebre ly-
phoide.
O Times havia pedido a publlcago desse docu-
meoto logo depois do fallecimento de sua alteza
real.
Sua mageslade a rainha vive na maior attribo-
lago depois do cruel golpe que a ferio ; e devi-
do essa circumslancia algumas folhas lem per-
tendido que brere vira o tempo em qae aquella
augusta sonhora abdicar a corda em seu filho
primognito, o priocipe de Galles. Nao me pa-
rece lodavia qae baja razio fundada para seme-
lhante creogs, attendeddo que a soberana viuva
lem manifestado oestas criticas circumstancias
ma extraordinaria resigoago. Ausente do thea-
tro em que suecumbio seu muito amado esposo,
e cercada dos charos fllhos que sao o paohor da
sincera amizade que durante viole e um annos
uni a rainha ao principe fallecido, sua magesla-
de busca por esse modo conformar-se com a von-
tade do Creador, cojos inioodaveis decretos Ibe
cumpre acatar.
O principe Frederico Gailherme, e o priocipe
Luir de Hesee, tem constantemente cercado a
rainha nesta hora de affltcgo domestica ; e com
elle* varios outros peraoaageoa naciooaes e es-
trangeiros.
O coofiieto aoglo-smericano continua pen-
dente, mas parece haver tomado ultioumaole
ama phiie pacifica. D'quera e d'alm our oe
espiritos pensadorea tem relectido aobre as gra-
ves consequencias de urna guerra entre a Gria-
nretinha e oa Estados-Uoidos, consecuente-
mente tem buscado acalmar as ptizoes.para que
estas nao 'enham prejudicar o julgameato paci-
fico daquella difficuldade. E' assim qae partale
'mPren,f mgleza e americana, avahando o con-
uilo, pelo lado dos prejuizos qae delle podem
surgir no caso de urna guerra, lea* acoosrlbado
aos seus respectivos goveroos.que proenrem lodos
os meios de conciliago para resolverem aquasio
L ostermos ero que lordRussell eacreveu o era !-
tiraitum, bem como o modo porque o presidente
Liocoln tem recebido as justas reciaroages da
Graa-Bretioba, sao o indicio certo de que tente
o governo da rainha como o federal tendea* a
coociliar-ae. O gabinete ioglez nao poda deixar
de reclamar cootra urna lio flagrante muslic*
mas ffi-lo com moderaco erabora firmemente
recorrendo demais aos bons officios das grand**
potencias, para que estas demovessem o governo
tederal a fazer instiga is roclimagoei ioglezas I
o governo de Washington, deixando de prooun-
ciar-se irreflectidaroente sobre o acto do 8
Jacxniho, deixou o campo abarlo para a discosso
nao prejudicando por este modo a questio sea
comludo comprometter a digoidade nacio-
nal. Assim, pois. nao esli perdidas as esperan-
cas de urna conciliago qualquer na questo do
Mr. Thouvenel, ministro e secretario de estado
dos negocios estraogeiros da Fraoga, disculiodo
em ama circular do corpo diplomtico francez o
caso do S. Jacintho, sustenlou o direito dos
neutros, agora reclamado pela Ioglaterra. pres-
laodo por esse meio o apoio moral da Pranga ao
x me* DaqoelIe confll*o- Eaimprenja
europea affirma que nesse mesmo sentido se pro-
nunciaran! o* gabinetes d'Austria, Prussia e
Russia, tentando todos juntamente coma Frai-
ga olerpor seus bons officios para com o presi-
deute Liocoo, afim de aer amigavelmeote deci-
dida a mencionada difficaldade.
Pela sua parle o governo federal tem recorrido
todos os recursos legaea que possam esclare-
cer a sua justlga, j ouviodo o coogreseo, ji con-
sultando o procurador geral ; e, segundo annun-
ciam de Washington, a opioio deata funcionario
maoirestameote cootrara ao procedimanto do
commaodante Wilkes. E' possivel que por este
-odo o presidente Lincoln busque aplanar o ca-
minho para afioal ceder entregando os prisfboei-
ros ; mas por emquanto nio se acha o governo
federal compromettido cousa algumi, e antes
parece gemer ainda sob a influencia do coogres-
so que, soprado pela populaca,declarou-se desda
pnocipio pela legslidade do acto pratiesdo peto
coramsodaole do S. Jacintho. Entretanto o pre-
sidente Linelo tem at hoje usado nesla ques-
lo de tanta sagacidade que parece disposto a
reservar-se a ultima palavra oa deciaio final dea-
te conflicto ; e levado pelas difficuldade* innme-
ras de que se acha cercado, bem como pela bene-
Oca pressao que sobre elle buseam exarcer aa
potencias amigas, pode muito fcilmente acabar
pela entrega dos prisioneiros reclamados pela Io-
glaterra. r
Al o dia 21 de dezembro ultimo lord Lyoos
nao havia ainda apresenlado o sea ultimtum
limiiando-se a ter com Mr. Seward varias confe-
rencias e todas de carcter amigavel acerca di
questo do Trent. Deite modo entreten) algoas
espersnga de que o cooflitto veoha a lermioar
somenle por cooferenciaa verbaes, afim de por
este meio ficar salva a digoidade do governo
mencano, deixando de receber a iolimagio qae
ultimtum ioglez al certo ponto importara.
Espera-se todava nesla capital dentro de pou-
co tempo urna decisio qualquer, e a ter sido en-
tregue o ultimtum no dia 25 do mez ollimo.oio
tardar muitos dias que lenhamos aqui a respo*-
do governo federal
Lord Lyons sempre esperado em Loodres
porque difficilmeote acredilam os Ioglezes que
presidente Lincoln entregar os prisioneiros
mas se estes vierem em lugar do embaixador
inglez, aerao aqui recebidos com estrepitosas ac-
eta magoes, nao tanto pelo amor que liberdade
delles lenha o publico inglez,mas priocipalmeote
por haver deaapparecido o motivo de urna guerra
que a Inglaterra receia pelas consequencia* de-
sastrosas que della aeguir-se-bi*m.
O governo inglez nio tem entretanto cessado
de armar-se,fazendo auceessivas remosta* de tro-
pas para o Canad, onde j tem doze mil borneo.
E o almiranlado mandou vir de Malta para Gi-
braltar sete vaaoa de guerra, para com elles fe-
char a bocea do Mediterrneo aos navios ameri-
canos, caso a guerra venha a ler logar.
No din 22 de dezembro ultimo chegou i Va-
oeza o imperador d'AusIria, iodo alli para viailar
sua augusta esposa, qae se acba ainda em trata-
ment naquella provincia. Sua mageslade im-
oerial foi muito festejada officialmeote, sem qae
todava a populagio, alias adversa dosaiaocao
austraca, tomasae parte naquelles festejos. Da
veneza regressar o imperador Vienna, depois
de haver visitado Verona e Mantua, oode paste-
ra revista s tropss alli estacionadas. Sos ma-
geslade imperial peraiate em nio fazer coocestoes.
nem ao partido retrogrado nem aos magyarea -
e nesle estado de cousss a agilagio continua a
reinar na Hungra e mesmo na Allemanha, sen-
do certo que n locante ao Vneto o espirito pu-
blico se conserva hostil ao rgimen austraco, a
disposto a soccorrer-se de primeira occaaiio fa-
rorarel para saecudir o jugo do tyreoaa.
As ultimas noticias do Mxico maoifrstam as
poderosas rszoes que moveram o general Serra-
no a antecipar a sahida da eipedigio heapanho-
la, que emqeanto oa bespaohoe* eram victimas
de assassinos no interior daquelle paiz, o repre-
sentante da Gria-Bretaoha celobrava um tratada
com o governo, pelo qual oblioha ama satitfacao
particular para o goveroo ingle, e lhe erees con-
cedidos 93 por cento do rendimeoto dee rlfsade
gaa para o pagamento exclusivo da divida. Esta
tratado foi rejeitado pelo congreeso do Maxce
trazeodo em reaultado a queda do ministerio Ea
semelhantes circumstancias, o capitio general de
tuba nao poda considerar que o tratado se ti-
vesse ractificado, e no caso de oser que se ira-
tasse do seu cumprimento por parte da Iogla-
terra ; convinha-lhe entretanto adianUr e aaa
acglo para que em conformidade com o tratado
da allianga Uzease entrar a Hespanba aa partilna
com urna paite rasosvel, e assim o fea desem-
barcando em Vera-Cruz, e tomando logo depois a
fortaleza de S. Joio de Ulbda oo dia 8 de de-
zembro ultimo segundo aa derradeiras no-
ticias.
Deate modo a Hespaoha veio a eer a primeira
a contribuir para a represso das irregularida-
des do goveroo mexicano, ganhando assim asa
n,llatelrl '" UTld* *l,dt p,,i itlere"*
Escrevem de Nova-York que oe corsarios ava-
teodi.m babilit.r-ae alli com a bandeira do K
Nio.e?t.lrf.rll ,He,D"-. *< ln*.
Nao sena fcil compreheoder como, ao paste era
esta, tres n.goe. nio tero iofriogido a WrS-
dade respeilo dos Ertados-Uoidos, o gavera*
deate permita qae aos seus dominios oe
Qise e piratera contra aa potencias
do tratado de Londre*. Semelaaate
ment, verifieando-ae, aeria aaais erejaaW
Estadoa-Uoidoa do ques potencias allladae
tra o Mxico.
Afflrma-se igualmente de Nova-York qae
congreeso americano rejeiUra completamente a



="
111 !. |
ii i
i mf i"i '"
propoita da Heapantia, Franca e Inglaterra para
que o goveroo de Waihingloa tomaste parle na
expedido contra o Mxico.
O congreeao americano refera cooitrvir 11re
a aua aoco contra aquella repblica, afim de com
ella ajuatar auis eontn quaodo raelhor lha pa-
recer, sera que seja oiiso tolhilo pela poltica
empre adversa da Inglaterra, da Heapaoht e da
Franga.
Disem de S. Peleraburgo que detda que ce-
megou o conflicto englo-amaricaao a ftusne
tem empregado a tua influencia etn Wtsrrtogioa
favor da paz, e tem coromuaicao ii potencias
as inormages que Ihe tem sido enriadas peto
seu ministro Daquella capital relilivtuiiole a
questo pendente.
O Herald de Nvos-York publica o seguinte
qoadro das forgaa navaea que a Inglaterra tem
as posiestet da America do Norte, as Anti-
lhas, no golpho do Mxico, e no ocano Pa-
cifico, s ordena do almirante Sir Alexander Mtl-
ne.
Na possesides inglesas e as Antilhaa 30 na-
vios, montando o total da 714 pegas, medindo
32 371 toneladas, e guarnecido por 8,075 ho-
ment.
No golpho do Mxico 4 navloa com 330 pegas,
e 2,110 humeas.
No Pacifico JD navios com 433 pegas, e 4,160
homens. /
Total geral 54 vasos de guerra, com 1,477 pe-
ras e 14.445 [homens.
O conrt>umir eolrou do principio deste
mez no porjf de Cdiz, onde permanece pre-
texto deaffirar averias. O governo hespaohol,
porem.tem instado repetidas vezes para que d'slli
saia aquello vaso de guerra.
) r-?
DIARIO DE PERNAMBCO. QUARTA FE1HA 29 DE JANEIRO DE 1862.
y y*
-
t-
Lisboa
13 da Janeiro de 1862.
A receita cobrada peloa cofrea das alfaodegas
porluguezas contina em progresivo augmento,
como ae v Joa mappaa meoaaes que se publicam
na (ulna offlcial, em relagao s tres alfandegas
maiores do continente do reino. Forestes map-
pas, vemos que nos seis mezea decorridos do an-
do econmico oe 1661 i 1862, o rendimento das
trae aifaodegaa fui o seguinte :
Alfsodega gr.nde de Lisboa....
Alfandega do Porto............
Alfandega muuicipal de Lisboa..
1.375:>329383
1,208 38BI90
453:9899747
3,038.3078320
m igual periodo do anno de 186u 1861, o
rendimento (oi o seguinte :
Alfandega grande de Lisboa.... I,294:267637
Alfandega do Porto............. 958:9l)3j34
Alfandega municipal............ 436:24689
2,689:39 V>670
Em idntico periodo do auno de 1859 1860, o
rendimento foi :
Alfandega grande deLiaboa.... 1,244:3818439
Alfandega do Porto............. 7751248747
Alfandega municipal............ 43l.0547l2
2 40:56j898
Isto 6, do primeiro semestre do actual anno
econmico, as tres alfandegas renderam mu do
7.7" "'U,,1 perido aoono do 1859 1860 rs.
oO/.'7t63422 e mais do que no primeiro semestre
de l60 1861 rs. 348:9U>650.
E' iiii;a prosa irreiusasel do bom csminho em
que marcha o oosso deseovolvimento commer-
cial.
Quaodo as importaolos medidas econmicas
tomadas pelo governo em relagao s provincias
ultramarinas Qzerem sentir osseus effeitos, tanto
na melropole como oas colooias, as receitas das
nossas alfandegas Oevero chegar a maiores pro-
porgoes, por iaso que o maior movimeoto mer-
cantil de urnas roercaaoriasimpelle todos os do-
mis gneros a lerem maior consumo. Ao passo
que augoiootam as receitas do estado, crescea
riqueza publica.
Varios corumerciantes daqui. entre elles o Sr.
Thouiaz Mara Bessooe, tem aforado grande nu-
mero de nctares de terrenos em Mogambique
para a cultura do algodio. Deste me consta que
mandara vir machinas e sementes, alm das que
o governo disirioue e teociooa estabelectr urna
carreira denavegsgao regular para aquellas pa-
taosos.
Pelo correr do lempo, de presumir que os es-
pitaos particulares da Europa haodeir ruclincar
pas provincias da frica portugueza, quaodo os
ioleresses os allrahirem, porque os capitaes sao
cosmopolitas.
Os negociantes dts provincias de Benguella e
Angola corrern dentro em pouco a fixar-ae pela
maior parle, na cultura do algodao, altendendo
as boas Goodicoes com que a ella sao cha-
mados.
Ha poucos dias nm jornal que se publica em
Trancoso, o Magrico, folba escripia com impar-
cialidade e criterio pouco vulgares, escrevia o se-
guinte r
Esperamos com aociedade a hora em que se
abrir em nosso paiz um grande mercado de algo-
dio, presentemente objecto de primeira necessi-
dadee de constante consumo, equando isso vir-
mos. podereroos felicitar o paiz e o governo pelo
acert de suas medidas de deseavulvirnenio e
prosperidsde.
Sobre este importante assumpto, a poca, folha
semi-offlcial do governo hespaobol escreveu um
artigo muito lisougeiro para Portugal, tributando
ao illostre ministro da marinha, o Sr. Carlos Ben-
to da Silva, os devidos encomios por ana solici-
tude, no desempeuho da grave missio que lhe
fot confiada.
J a Presst, de Paris. em dezembro ultimo
apreciou estas medidas como era de razio que o
hzessem os orgos mais illustrados da impreosa
que ae nao demora por mesquiobss cooiidera-
goes.
Comojtive occaalio de pdr em dia osseus
numerosos leitores com as medidas que o gover-
no ltimamente promulgou em ordem a fomentar
o deseurolvimeoto da cultura e commercio de
algodao oaa nossas colonias de frica, entendo
que seria auperfluo reproduzir aqui o que eolio
lhe dizia. '
Entre as pessoai que foram ltimamente con-
templadas pela munificencia real, flguram os no-
mes de dous csvalleiros, qoe tem prestado servi-
gos relevantes agricultura, e a industria mineira
Oeste pais.
O fallecido e sempre chorado monareba, o Sr.
D. Pedro V, presenciou e avaliou pessoalmeoie
os resoltados vantajosos e melhorsmentos dignos
de ser imitados, que o Sr. Joio Jos Lecoq tem
olroduzldo com louvavel perseveraoca na indus-
tria agrcola do diatricto de Porto Alegre, a pon-
i de podar reputar-se urna granja modelo a pro-
priedade rural que possue prximo do caslello de
A este csvslleiro agracio Sua Magestade com
a commenda da ordem de Christo.
Aogro de csvalieiro da meama ordem (oi ele-
vado o Sr. Dtedericb Mathias Pewerheed, coocet-
sionario oa mina de chumbo, denominada do
braeal, no cooaelho de Sever de Vouga, dislricto
de Aveiro.
Os servicos feitos pelo Sr. Pewerheed os lavra
daquells minas, aeguodo aa regrsa da arteeio-
dicacoes da amencia, empenhaodo-se cuala de
grandes sacrificios em desenvolver a educagio de
operarios e administradores de minas, foram coo-
siderados por Sua Msgeslade como de grande
proveito para o pais.
O paizaioda se acha debsixo da impressao
doloreea das pardas insepsrsveis com que aprou-
ve Providencia experimentar a reslgnsco da
real familia e de todos nos.
Cootava-lhe oa minha ultima, como em todo o
vigor da moctdade fdra ceifada maia urna precio-
aa existencia, a de Sua Alteza Real o Sr. Infante
O. Joo, duque de Beja, aggrivando se com este
novo infortunio as feridas recentes da saudade
nacional.
Sua Alteza o senhor infante D. Joio, que Deus
tenha, sempre que poda, acompaohava seu ir-
mao, o senhor Infante D.Augusto, quaodo aioda
o eatado febril do enfermo era bstanle peri-
goso. r
Comprszia-se de entreter e dlatrahir seu ir-
mi, e muil.s vezea atae deitava ao lado delle.
a lhe ha algor, romanees, procurando aaslm. do
aode que poda, auaviaar-lhe oa aeua soffri-
meotot.
Julgim oa mdicos que d'ahi provelo a orlgem
do mal a que auccumbio o senoor Infante.
A infecco typhoide eccommetteu-o, e lio vio-
Unta qoe o orrebitou.
O teuhor iofanie suceurobio meama eofermi-
dade que lavan desla vida aeua augustos irmios
da que convilesco o senhor infante D. Au-
guaio.
*< ot priaelret enfermo da febrea pa-
fc
ludoiss, qae degeoeraram aflnat em febrea ty-
phoydes, aeonleceu na familia real, o que acon-
tece em muitaa familias, a inecgo typhoide
acrom malte-os do mesmo saogue, a poupou oa
estranhos.
Casos deste a cada paaao se esli observsndo
e rsrss serio as pessoas que do lenham conhe-
cimento de alguma familia desvstamelos ty-
phos.
E' esta a opinilo dos meditas.
Asjiaa que o sanher infaala |qio foi vic-
tima i| tua amiata (raterial ; eoosolaado e
diilrahlodoseu irmio, abiorvau a Uriivel infai-
gio typhofde,
O resultada U autopsia I aue II procejat no
dia 28 eom ludll ai formalidades 0o cadver de
aua alteza o Sr. infamo D. Joto iertm socgar
todos os espritus, quaoto a one das duendas
que alguos alelroios proplarm no publico. A
opinio unnime de todos os mdicos reunidos
00 dia 28 00 paco Col que sus alteza lucumbira a
um ataque de iebre typhoide que oso pode aer
confundida com outra qualquer doeoca.
O auto do exime perfeito eom todia as solem-
nidades como se veda seguioledescripc&o inser-
ta na folha aemi-efflcial, e confirmada por todoa
os joroaes, sem dislioccao do edr poltica :
t Em vrtuda, poia, de ordem superior, a com-
misso acientlfica, nomeada por decreto de 24 do
correte, e de que presidente o Sr. Jos Lou-
renen da Luz, avisou varioa facullativoa para com-
parecerem no dia 28 do paco de Belem, e official-
meote tomarem paite na autopsia do cadver de
su. alteza resl o Sr.iofaole D. Joio.
a Precedeu ao auto do exame sobre o cadver
de aua alteza com todaa aa aolemni ladea, ealan-
do presentes e presidindo como autoridades iudi-
ciaes os Srs juii de direito Vaacoocellos, delega-
do da respectiva vara e procurador geral da
corda.
a Dentre oa facultativos presentes, em que se
cootavam oa membroa da mencionada commissio,
os lentes da escola medica-cirurgica, oa membroa
do conselho da aaude publica, os astillantes de
sua alteza real, e~oa cirurgioea do regiment de
lanceiroa n. 1 procedeu-ae ao aorleio por deter-
minago da autoridade judicial, e conbe ios Srs.
Dr. May Pigueira, Dr. Abel Mana Jurdio, Jos
Gualdiuo da Silva e Amonio Benlo Ribeiro Vian-
na, proceder autopaia, a que aasialiram todos
os mdicos e cirurgioea all reunidos.
a Em cooaequencia de um minucioso exame.
todos os facultativos foram de opioiio que aua
alteza real fallecer de urna febre typhoide d'um
carcter perfeilamente pronunciado, cooheceodo-
se da anslyse scientiflca que os symptomas oao
davam lugar a confund-la com eoformidade de
outro carcter.
A lodo este acto te procedeu eom a maior
solemnidade, sendo permiltido a qualquer facul-
tativo poder lomar parte 00 exame.
As visceras e ioteslinos do augusto finado fo-
ram depois de concluida a autopsia guardados
n'una urna, lacrada e depositada judicialmente,
para aerem entregues aos tres cbimicos, que, se-
gundo eremos, confirmarn o voto dos medtcoa,
e assim desvanecerao completamente toda a es-
pecie de auipeiti.
Foram 00 da X do correte mez removidos do
paco de Belem para o laboratorio da escola poly-
tectnica de Lisboa aa visceras, lquidos e mala
cootelos que se exlrahiram do cadver do Sr.
infoute D. Joio.
Todos squellet objectos tioham cado encerra-
dos em vidros. e confiados vigilancia e respoo-
sabilidade depositara do offlcial empregado na
vedoria da casa real, oSr. Vicente de Brito.
Tinha o ministerio publico pedido ao governo
qae dasigoasse o laboratorio, em que ae devia
proceder competente anaiyae ; maa o governo
absteve-se de escolher e ordeoou ao ministerio
publico que procedesse livremeole a respailo des-
ta analyse, como se se trataste das entranhaa de
outro qualquer individuo.
Os frascos oo numera de dez vienm em urna
carroagem com as cortinas fechadas. N'outra car-
roagem vinhim o Sr. juiz Vascoocellos, e o de-
legado o Sr. Siqueira Pioto, e o escrivio o Sr
Torres, com as vestes proprlas dos seus officios.
Coosta qoe os chimicos eocarregados deanaly-
sar as visceras e mais contentos do cadver do
Sr. infaate D. Joo requisilaram do ministerio
da justica nao s a historia minuciosa da doeoga
de que S. A. fui victima, mas lambem a preseoga
de algum dos facultativos existentes do mesmo
augusto senhor. Os illustres chimicos querem
deseoipeohar-se com o maior escrpulo da aua
importante missio, e por isso querem comparar
os resultados dos seus exames com ossymptomns
mrbidos, que S. A. apresenlou successivamente
at a hora do falleclmeoto Parece que O Sr. Ma-
gaihes Coulinho se prestou immeaiatamente para
coadjuvar os chimicos.
Aioda hontem compareceram os mdicos assis-
teotes do finado principe, no tribunal da Boa-
Hora, conliouando o processo e iovesiigaces ju-
diciaes. A autopsia anda nao foi publicada ufflcial-
menle, o que em breve se far com todas as for-
malidades. O certo todaa : a que nioguem du-
vida j quaes as causas da molestia a que suc-
bio o Sr. D. Joo.
No da 30 de dezembro foi cooduzido mao
desde o pago de Belem at a igreja dos Jernimos
o cadver de S. A. o Sr. ufaote D. JoSo.
O ataude que encerra o corpo do joveo princi-
pe, ficou depositado sobre urna ga alrazdo aliar
mor da igreja, onde permanecer at ao dia que o
governo designar para aer cooduzido ao real l-
tigo do S. Vicente.
Parta da cavallaria que se acha aquartellada
em Belem, fez as honras aos restos mortaea do
finado infante.
Aa pracas de lanceiros n. 2 spresenlsraoj-se no
maior estado de consternado, tobrevivendo a
dous soldados, segundo consta, syocopes taes,
que foi necessario acudir-lhes, fazeodo-os retirar
da forma.
O povo que presenciou este acto deu exuberan-
tes provas do seu sentimento pela inesperada mor-
te do joven infaate.
Alguns dos miuistros e muitas pessoas scom-
paubaram o fnebre prestito e assisliram no ma-
gestoso templo dos Jernimos s oraches doeity-
lo, que all se resavam por alma de sua alteza,
do pobre bello e virtuoso mancebo, que na fldr
da idada deixou as pompas ds ierra, para de ou-
tras galas mais duradouraa ae vealir na patria ce-
lestial.
Eis os arligos do programma publicados no
iarto, seguado os quaes foi verificada a cere-
monia do deposito do augusto cadver.
1*. O cadver de sua alteza real o aereoissimo
senhor infante D. Joo, depois de embalsamado,
vestido e encerrado em um alade, ser pelos of-
ficiaes mores da casa real, coadjuvados por al-
guns reposteiros, transferido do seu aposento, no
real pago de Belem, para a parochial igreja de
Santa Mara de Belem no dia 30 do corrente mez,
pelaa 9 horas da maohis, derendo aer all enllo-
cado em urna ga peloa meamos dignatarios.
2. O mesmo cardeal patrlarcha dar asrdeos
necessarlaa para, logo em seguida recepgio do
augusto cadver, na referida igreja parochial, se
proceder aos actos religiosos e orages quu costu -
mam ter lugar na cmara ardeote.
3. Acabados estes actos fnebres ser o real
ata ule depositado,mediante as formalidadea do es-
tylo, em lugar conveniente na mesma igreja at ao
da que oppoitunamente fdr designado para se e-
fectuar a solemne trasladagio dos restos mortaes
do fallecido principe para o real jazigo de 8. Vi-
cente de Fra, com todaa as demoustrages que se
usa praticar por motivos se m el ha utos.
Na minha ultima lhe oarrava circumstanciada-
mente as deploraveis scenas que pozoram em so-
bresalto a populago de Lisboa, augmentando o
estado da efflicgao em que o paiz se achara sub-
merso.
Em Paris qualificaram de revolta de amor os
tumultos dos diss 25 e 26 da dezembro. Com ef-
eito a traoquillidade flra a principio alterada por
um exceaio de conateroagio derivada da profun-
da sympatbia que o nosso povo professa pelas
pessoas da real familia, mas o que parece iodubi-
tavel que por detrs da cortina bavia especula-
dores que segundo se a (firma maodavam distribuir
gorgetss pela garotada, aasolaodo a plebe ignara
contra individuos respeitaveis-
0 governo que tomou enrgicas providencias
sendo urna dellas a de addiar o sahimeoto aolem-
ne do augusto cadver para o real jazigo da 8
Viceole d-i Fra. e prohibir em Lisboa todas as
demonstragea fnebres do estylo, compromet-
teu-se 00 psrlsmenlo 1 ipreteotar um relatorit
clrcumslsocisdo daquellaa occurreooiaa.
A opposigio tem na irupreosa pretendido tirar
partido Ooa motins, metiendo a ridiculo ot miois-
trot que, torpreodidos pela cansina daseufreada
oa tarde de 25. ae escaparan) do gabinete da se-
cretarla da fazeoda para o arsenal de mariuha por
umo escada do mSo, embarcando d'aii eoi esca-
les oara o quaiUl dos marinheirot militarea em
Alciotari. Que ha oslo de ridiculo ? Seria pre-
ferlvel deixirem-se eipancar, como succeJeu ao
''. '.!... ,'g
-.
=
....
Sr. conde da Poote t Fdra melhor terem cihido
debaixo do punhal dos sicarios? Sena decanta
para a oppoalgko levantar na praga publica mal
paataa ensanRuentsdas, e applaudir o desailre
que lhe applaoava o caminho do poder??
Acreditemoa antea que a gente seria da oppo-
algio concorda com aa declaragdet solemnes dos
homens mais importantes doi partido regenerador
e cooierveder oaa dNeeaamras, quaade ali fo-
ram no la 16 prestar apoio |es mitiatrof para
reprimlram 01 tarauUos, prettaad* hameatgem
constitucional ao pripcipio de autoridade que ha-
via sida lorpementa) detltitado per tlguns dist-
los a tsieculadortt. S>iaaauhimos satas que es-
la rapugnantissim tctica du folhia ppposicio-
pistas apeos um symplama do datiator.io que
Uvra cas las uleiras, onde nnguem 86Conside-
ra usa eireumsiinciasde ser dirigido e lodos al-
mejam pela hora que os leve aos conselhos do
poder.
O partido conservador, (o anligo cibriltttt ou
carlista puro) depois de orna looga hiberoagao,
vira dentro em poucos dist como o corvo da arca
espreitar oa rea. O orgo detse grupo chamar-
se -ha o Conservador ; o seu redactor principal
diz-ae que aera o Sr. L. Augusto Rebello da Silva,
que nada ha pouco lampo aaiigoava o manifest
de um celebre partido que deu casca antes de
aahlr do bergo.
Hontem noite foram convidados os deputsdos
da maioria para o ministerio do reino. O gover-
no deulbes coota de um projacto de lei que bre-
vemente apresentar s cortes retotveodo de um
modo satisfactorio a questo da salubri lade pu-
blica.
Neata propotla ae comprebende o que diz rei-
peito a pantanos e arrozaes. Parece que vai aer
permiltlda sem restriegues a iotroduego deate
genero e que ao meamo lempo ae dispoe que
desde o da 31 de dezembro de 1862 em diante ae
nao cultive maia esta gramnea sem aa necesaa-
rias coodiges proscriptas pela sciencis. Detrja-
se a drainagem em grande escala, e tomam-ae
varias ouirn medidas recommendadas pelos bous
principios de admioistragio. O Sr. Mendea Leal
depulado goveroamental defeodeu caloroaameole
o projecto, apenas impugnado nesta rauniio pre
paraioria por um depulado qua tem urna vasta
cultura de arroz em propriedades que possue ao
sul do Tejo. Esta queslao, meu amigo, vital 0
ffecta muitoa ioleresses.
A opioiio publica proounciou-se decisivamen-
te contra a incuria daa adminiatragoes que leem
deixadoao Deuadar um cultivo, que, aandofei-
lo eom as necestariat precaugoea hygieoicaa, ir-
remediavelmente comprometa a aaude dot po-
voi. Aioda maia ae aggravou ests iodispoiigio
dos nimos, em todo o piiz, contra o abandono
doi patanos e cultura de arrozaea depois que o
Sr. infante D. Fernando e o chorado rei o Sr. D.
l'edro V suocumbiram a febrea perniciosas, de
nrigem paluJosa. Era um dever de honra para o
gabinete eacrever nesta conjunctura urna ioicia-
ttva silutir, propondo immediataa e decisivas
providencias, em ordem a realisar o coohecido
proloquio do grande marquez de Pombal depois
ds horrorosa catastrophe que em 1755 deixou re-
duzida a capital do reino a uro monlo de ruinas.
Enterrar ot mortot e cuidar dos vivos I E' disso
que se trata. Se importante este apoio que o
govarno obteve na referida reuniao preparatoria,
com respeito a urna medida admioistrativa de
tio reconbecido alcance, nao menoa significati-
va a idheso uoanime que os amigos da situago
Ibe deram ali em relagao sua poltica. O nobre
presidente do conselho de ministros declarou que
em quaoto o governo tivesse maioria naa duas
casss do parlamento se sustentara, firme no seu
posto. Esss miiorii, a julgar pelaa volagei que
j tem tido lugar oaa cmaras, eat de pedra e
cal como se costums dizer.
Amaohia cumega na casi electiva a dieeusso
do projecto de resposta ao discurso da corda.
No da 30 de dezembro foram apreseotadas pe-
lo governo na cmara dos depuladoa, pelo Sr.
presideute do conselho de ministros dous projec-
los de lei de summa imporlancfa.
Pelo primeiro prov-ae o caao da regencia, tan
10 naa circumsiancias previstas na tarta constitu-
cional, como em quaesqueroutras de impedimen-
to legitimo do soberano, couferindo o cargo de
regeota a Sua M'geatade el-rei o Sr. D.Fernan-
do, ae 00 lempo esliver residindo em Portugal
com a qualidade de porluguez.
Pela segunda propoita lio declaradas habeia
suas altezas as aereniasimas aeoboraa D. Mara
Anna e D. Aotonia, para saccederem oo reiDO, ae-
guodo a ordem de auccessao, quando; dentro do
prazo de aeia mezes, cantados da publicagio da
respectiva lei, oa principes aeua esposos declara-
ren) que reouociaai ao direito que Uoham a qual-
quer corda estraogeira, e se naturaliiarem por-
tugus.
A cmara, por proposta do Sr. deputado Tor-
res e Almeids, nomeou urna commissio especial
parase oceupardos dous projectos aludidos Os
respectivos pareceres j foram apreseotados e
entraran opportuoameole em discusaao. A im-
prenta tem-te oceupado delle. A Revoluco de
Setembro, orgo dos regeneradores spoia o go-
verno, com quaoto seja um dos mats accerrimos
joroaes da opposigo. A Nacao, orgo do partido
que ae diz legitimiila, e o Dislricto de Aveiro,
jornal que oaquella cidade redigido sob a in-
fluencia do Sr. Jos Eslevio Coelho de Magalhies,
coocordam em tachar esta cmara legislativa de
incompetente pan resolver um tal aasumpto, por
isso que, na sua opiuiao, os depulados nao vie-
ram munidoa dos plenos poderes para se oceu-
parem ds successio.
Os pros a os contras dariam volumes. Abste-
nho-rae at mesmo de Ih'os compendiar, porque
as pessoas a quem este assumpto ioteressar en-
cootrsm ns base do direito publico porluguez os
elementos oeceiiarios para resolver a questo em
these. Como ella aera resol'ida praiicameote
de suppor vista do que loedeixo dito. Maioria
e minora ambss do partido dar-se-hio as maos
psra evitar ao paiz o abalo que lhe causariam
urnas eleigoes geraes para um assumpto desta
ordem. As ambigoes dyoaslicas reoasceriam, e
para dizer a verdade, a prosperidade e socego pu-
blico nao lueranam de modo nenhum em que a
actual assembla legislativa addiasse a solugao
de um aasumpto urgente.
O Sr. infante D. Augusto foi trmsferido do pa-
go de Belm para o de Lumiar onde vai experi-
mentando progressivas melhoras. Tem menos
faatio ; o movimento febril iotigolflcine. El-
rei o Sr. D. Luiz I goza boi saude. Tem feito
algumaa digre.-soes nos arredores de Lisboa, e
cooserva a sua residencia no pago de Caxias pa-
ra onde partir no dia de natal, como lbe cootei.
O governo pedio autorisagio s cortes psra
a creagao de um corpo de polica civil tanto em
Lisboa como 00 Porto. Ouvi que aioda mesmo
nesta sessao apresentar respectivo projecto de-
senvolvido, bem como nm outro sobre reforma
administrativa, e algumas providencias relativas
a ioslrucgao publica.
A escola da arle dramtica, decretada e do-
tada oa pretrita aeaaio, fuoccooa aobadirecgio
do Sr. Duarle de Si que ae faz ootavei em aeus
cursos pela clareza do melhouo e amenidade da
exposigao.
Entrar em eosaioa, d'aqui a alguna dias,
00 theatro normal o novo drama do Sr. Augusto
Ceaar de Laeerdac Joias de familia. E' urna
compoiicao que pode nvaliaar com as demaia do
mesmo fecundo escriptor. Quem cooheea a Pro-
bidade. os Dous Mundos, a Ultima Carta, o
Marlyr, o Cynttmo, Sceplicitno e Crenca, e
tantas oulras pegas dramticas em que a aatura-
lidade das liluages realga as bellezas do diilo-
go, poda presumir que a nova produegio do not-
10 ealimavel dramaturgo dever aer igualmente
sppliudida. Laeerda lambem actor do primei-
ro theatro de declamsgao.
A escola oormal deLiaboa, que fra refor-
mada lambem aa ultima aeaio do parlamento
cooata-me que principiar definiliiament a func-
cionar para o mez de fevereiro prximo, do que
deve resultar nao pequea vinUgem para oa pro-
gressos da pedagoga neate paiz. Juolo escols
ha um terreno de 16 hectrea destinado para o
ensioo pralico da agricultura aos alumnosmos-
trea, como te tem feito com decidido proveito
ea Ailemaoha, em Frange e o'outroa palzea on-
de a instruego popular floresce e fructifica.
Foi publicado o decreto approvmao oa ea-
latutoi da aociedade intitulada Atsoeiaco ge-
ral de crdito predial a agrcola, que velo subs-
tituir 4 Atsoeiaco geral de ctmmercio a hypo-
thteas, cujos estaiuius hamm aido approva-
doa por decreto de 28 de agosto de 1856.
O &m da compauhia, :
Io Fazer emprestimes sobre hypolhecas de pro-
priedades immovei a prasos longos, coas amor-
lisagoes por aoouidadea.
2o Crear e negociar ebrigacoat ou letras de
penbor, por um valor que nunca poder exceder
a iesptrlaocia dos eteprestimos realisadoa.
3* Adoptar, com autoriaigao a governo outre
qualquer syilsma que tenha por Qm facilitar 01
emoretttmoi tobre baos Immoveis, e tulo quao-
t poata eontorrer para o melhoramento do aolo,
desenvoUlmaoto da agricultura e da navegago.
4* Recabar capiaes em deposito, e abrir coo-
taa correles com juro ou sem elle, tistes capi-
taes poderte ser empregados por deliberacao da
direcgo em valorea de recoohecida solidez, de
prompla e fcil realtaagio, ou em litlos de divi-
da publica, ou letras do theiouro, a pratos nun-
ca maiorea do levaolameato dosdapositoi.
A ade da compaahia em Luboa. o capital
di compaabia aera de quatrp mil e quinhenloi
Wlos ou a 4>i00 rea por libra, de 1:000:000 de
""ras, e a 25 francos por libra 25jnlhes de
neos, dividido em acfdet de IO9OOO rel ou
. libras, ou 500 francos eida un. A emittio
ar feita por aeries de 10 mil aeges cada urna,
e sement depois de negociada a primeira, que'
a compaohia poder dar principio ii suas opera-
gdes, precedeodo autorisagio do governo.
A Ia prestagio ser de 20 por cento : e as res-
tiotes serio feilas oa proporcao que a direcgo
reaolver.
S. cao,l,l ocial poder ter augmentado at
9:000:0OO0OO rail, ou libras 2000.000, ou fran-
cos 50:000:0 i0 quando a assembla geral assim o
emenda conveniente aoa inlereaaea aociaes. As
aegoes serio nominativas, ou ao portador, como
escolherem os accionistas. Nenhuma aegao po-
rem ser ao portador, aeoio depois de pagos 40
por ceolo do seu valor nominal, isto 36*000
res, ou 8 libra., ou 200 francoi. O anno aocial
principiar a contar-se do 1* de Janeiro de 1862.
A duragaoda compaohia por lempo indetermi-
nado, mas poder liquidar no flm de 30 anuos,
se asilm fr resollido pela assembla geni.
Foram tamoem publicados os estatutos de-
cretados do Banco Unido que vai fundar-te no
Porto, oode aera a aua sede.
O fim priocipal do banco promover e auxiliar
0 commercio e as differemes Industrias do piiz.
01 capital inicial do banco ser de rs. 2:0O0:000S
j suscriptos, e o bauco oao poder funeciooar
sem que d entrada as tuaa caixaa o numerario
correspondente 5a parle deste capital. O capi-
w
tal poder ser elevado com pprovago do gover-
no al qoaotia de cinco mil coalos, quaodo to-
do o capital inicial Uver effectivameole entrado
nos cofres do banco, e as exigeacias das suaa
operaget demonstraren) a necessidade desta ele-
vagao.
A emissao das aegoes necessarlaa para raalisar
o augmento do Capital, noa termos do artigo ao-
tecedente, aera feita pelo modo e no lempo que
a assembla geral resolver, aob proposta da di-
recgo e conselho fiscal, lendo os accionistas pre-
ferencia para a subscripgio dstas aegoes.
As aegoes sero de lOOgOOO res cada urna.
llavera porem ttulos de 5009000 res represen-
tando 5 aegoes. O pagamento das aeges ser
por prestages, logo depois de auloritado e cons-
tituido o baoco. As aegoes sio nominativas e
transmissiveis por iodosso ou qualquer outro ti-
tulo legal de trsnsmiiso de proprielade, nos
termos do artigo 545 do cdigo commerciil.
_ A 25 do pistado leve lugar oo Porto a beo-
gao di capella que a prioceza Augusta de Mon-
tlear mandou fazer em memoria do rei Garloa
Alberto, seu irmio, no largo da Torre da Marca,
a pouca dislaocia da casa oode o infeliz mooar-
cha exalou o ultimo suspiro. O acto foi solem-
ne.
Chegoua Lisboa o general conde Roquet,
ajudante de campo do imperador dos francezea e
seu ajudante decampo. No da teve a honra
de jamar com S. M. el-rei o Sr. D. Luiz I. As-
sisliram lambem o ministro fe Fraoga, o ministe-
rio e varios oulros personigens.
Psra substituir o Sr. Pastor Daz que tem si-
do rniaistro de S. M. catholics nesti corle, est
oomeedo o Sr. mirquei de la Rivera, que era
ministro plenipoteociario de Hespanba na corte
de Berilo. Este diplmala deve dentro em pou-
co chegar a Lisboa.
Os Sra. conde de Farrobo, (filho) governa-
dor civil doFunchal, e Heredia, secretario geral
foram exonerados, sendo substituidos, o primei-
ro, interinameote celo cavalheiro A. de San' Au-
na, residente ns ilhs de Porto Santo, e o sogun-
do, pelo Dr. Barbosa d'Albuquerque.
" Terruinarei hoja danio-lhe algumas noti-
cias do esta io em que se scha a renhida queslao
do Sr. bario de Moreira.
O Sr. ministro dos negocios estrangeiros inter-
pelado ha poucos dias na cmara dos depulados
sobreest assumpto, disse que tinha ordenado ao
bario qoe entregaste o consulado no dia 31 de
dezembro, e partase logo para Lisboa.
Que o governo nao procedera contra aquello
empregado aem ouvir o procurador geral da co-
rda, pois elle ministro foi aecusado de ter recei-
do porcelanas, etc.. pelos mesmos que accuaam
o cnsul porluguez.
Ora, como elle sabe que falso o que lhe im-
putara, esti no direito de duvidar das accuaagoet
que movem quelle fuoccionario.
Eotretanto, o que nao ha duvida que, depois
do estado de excitagio a que chegaram os nimos,
a conservagio do Sr bario de Moreira no Rio de
Janeiro tinha toda a incompatibilidade.
Urna folba do Porto, o Otario Mercantil, disse
ha diaa que lhe coostava que o Sr. Nazaretb, di-
rector da alfsodega muoicipalde Liaboi aeria no-
meado cnsul geral oo Rio de Janeiro. Duu qua-
renlena ao boato.
Foi chamado Lisboa, oode j chegon, o
Sr. viscoode d'Alte, mioistro 'de Portugal junto
ao aoberano pontfice.
Iaterpellado o Sr. mioiatro dot negocios es-
trangeiros acerca dos motivos que determioaram
o governo a retirar aquello diplmala, S. Exc.
respoodeu que elle nio fra retirado, mat que
o goveroo o mandara chamar para objecto de
servico.
Esta reterva coovenieote quando peodem ne-
gociagoea diplomticas, e toda a gente aria acha
que um dialate de marca maior inquirir o go-
veroo queima roupa aobre cousas desias. To-
dava corre em Lisboa, que a curia de Roma in-
siste anda em que o arcebispo de GOa nio parle
para a aua diocese sem ir aquella cdrle receber
instrueges.
Accresceots-se qoe o goveroo porluguez nao
julga aer decoroso pira a digoidade da corda,
submetter o prelado a tal exigencia.
Outra versio procura explicar a aupposta des-
intelligencia com a santa s por cauaa da des-
amortiaagio dos bens das freirs.
Esta lei est em plena execugio com visivel
vaotagem para as religioaaa, maa o certo que aa
oegociagoea aioda nioealavam terminadas com a
edrte de Roma.
O parlamento, como legitimo representante do
paiz, tinha ae pronunciado positivamente contra
o alvitre de se lomar a execugio deata lei depen-
dente da approvagio pouliflcia.
Ea Loul, segundo um telegrammade an-
tes da hontem, houve alguns motins. Urna torga
de 20 bayooetis foi mandada para reunir-te ao
destacamento que faz a guarnigao daquella villa.
Em lodo o paiz continua a reinar a traoquil-
lidade.
L.
P. S.Esquecia-me dizer-lhe que n'uma daa
ultimas sesses da cmara electiva foi iolerpella-
do o Sr. Avila aobre a questio do consulado geral
de Portugal so Rio de Janeiro. S. Exc. declarou
que o Sr. bario de Moreira ae acbava suspenso
das foocgdes de seu cargo desde o dia 1 de ja
neiro, teodo ordem para entregar o consulado, o
que concorda com que em lempo lhe ooticiei.
Quaoto a julga -lo culpado ou innocente datac-
eutagea que ae lha tem feito, o Sr. mioiatro dot
negocoa eatraogeiros disse tamben qoe ella mes-
mo fra pelos aecusado re do Sr. bario de Morei-
ra inculpado de ter recebldo urnas porcelanas de
preaente.
Que elle sabia ser Isto falso, e que por tanto
eslava oo pleno direito de per em dnvida at de
mais aasergdet que partissem de igual origem.
Que o procurador geral da corda aeria ouvido,
e aquella fuoccionario vina A Lisboa justifi
car-ae.
Eotretanto, meu amigo, certo qae depoii daa
cousaa terem chegado quelle ponto, nio tena
conveniente para o aervigo publico a conservado
do Sr. bario de Moreira oo Rio ds Janeiro, ee
governo suspeodendo-o obrou em harmona eom
aa iodicagea do bom seoso. A impreoaa do Por
lo qua mais te tem oceupado deale assumpto, lou-
va o Sr. Avila pela resulugio que tomou.
Hespanba
Lisboa, 13 de Janeiro de 1862
Logo que SS. AA. os Srs. infantes duques da
Mootpensier aouberam que poderla lalvez convir
a S. A. R. a infanta D. Isabel Francisca, em ra-
zio do estado do aua sade, o clima de Aodalu-
xia, offereceram tanto o teu palacio em S. Lu-
cia, como o de Sea-Yelmo em Sevilha. Eatte-
guravi-ia que anooiodo 8. M. a ramha lum-
selhos dot mdicos da cama, consentir em
qae a infanta, que oao achou allivio algum|o
real sitio do Prado, pssse a habitarcom aeus au-
gustosiios em Seviihs, cuja moderada tempera-
tura pode resiabelece-ts.
8. A. R. a infanta D. Isabel Fraocisca vai teo-
do algum allivio, o que faz adiar a tua decidida
viagem Andaluza. Ao coragio maternal da
raioha cuta mnito aeparar-ae de aoa Qlru, e a
viagem oio se verificar taaao quando os mli-
cos a julgarem absolutamente indiseeotavel para
o completa reslibeUeimeotodeS. A.
A nnha mi D. Marta Chnstiua estere le-
vemente indlsposta, mat pistando a incommode
tinhs melhorade.
S. M. a raioha da Htspsnht, em coote-
quencia do filliclmenlo do ato segundo prima S.
A. R. o Sr. Infante D. Joio, dlgnoa-te retolveu
que a aua corte te vista de luto por espago de
14 diaa, a datar do dia 31 do prximo fiado mez
devendo ser 7 das de luto pendo e ot oalros 7
alliviados.
A Caseta de Madrid do dia 3 Insere o de-
creto que nomeou enviado extraordinario e mi-
oiatro pleuipoteoclario de S. M. a raioha de Hea-
panha oa edrte de Lisboa. D. Joio Ximeoez de
Sandoval, marquez de ls Rivera, actualmente
ministro plenipoteociario de S. M. C. oa edrte
da Pruasis.
O coogretso hespaohol adiou at tuat les-
in para 2 do corrente depoia de ter votado oa
de 27 da dezembro por 159 votoa cootra 35 a au-
toriiagio ao goveroo para cobrar os impostos
desde o 1 deste anno, em quaoto nao te appro-
vam os ornamentos.
No senado em teasio de 3 ipprovsram-se
eptre outros projectos de lei o que concede pen-
ses a alguns individuos, que se acharara oo
combate de Frafalgir.
Eslava prximo s coocluir-se o tratado en-
tre a Franga e fiespanha, fleaodo os direilos ci-
vil e as attribuigoea consulares.
Parece que al agora a ha determinada a
nomaagio de doua contelheiros de estado, e que
serio os Srs. Sunchez Silvs, e Portilla.
Conttrmavi-se que o vapor Clyde, entrado
oo da 6, encontrou a eaquadra heapanhola na-
vegando para Vera-Cruz com bom tempoao nor-
te abaiio de alacranea. Com referencia ao dito
navio dizia-aa que aa autoridades e a guarnigao
de Vera-Crnz se haviam retirado da cidade e do
cislello cora direcgo i Puebla levando a arti-
Ibaria. Aa Ulnas de Vera-Cruz do dial.0 nada
dizem sobre o assumpto, fallando sd dos prepara-
tivos de resistencia que ae verlfieavam em toda
a repblica. N'algumaa localidadea commelliam-
se stienlados contra os hespanhoes.
CooBrraa-se o abandono de S. Joio de Ulloo
e dt praga de Vera-Cruz pelas forgss mexicanas
Neste ultimo porto esperavam-se cada mo-
melo aa esiuaJras fraocezi e iogleza ; e ae-1
gundo avisos das Bermudas o almirante ioglez
eslava a 25 de novembro em Nassau bordo do
Nile.
_ Chegaram a Havaoa em 29 de novembro e
5 de dezembro oa traosportes lava e San-
Quintn com dous batalhes da marinha, proce-
dentes da pennsula.
Parece cooflrmar-se ter tahido de Havaoa
para o Mxico a expedigio hespaohola ; ocom-
mando daa tropas de desembarque fdra confiado
ao general Ganet, eo naval ao Sr. Rubalcaba.
O eorraio da America que chegou no da 13
do passado deu noticia da nomeacao do general
Prim para o commando da expedigio ao Mxico.
Im mediata mente lahio o vapor lava, levando
officios retervados para ot generaes Gisset e Ru-
balcava. Alislam-se tropas na Havaoa para o
caso de ser oecesssrio reforgsr a expedigio.
As ultimas noticias do Mxico manifestara
aa podrosla razos que moveram o general
Serrano para antecipar a sabida da expedigio
heapanhola. Bastar mencionar (descrore a Cor-
respondencia) que emquanlo os Hespsnhoes erara
victimaa de aasassioos no interior daquelle piiz,
o representante da Gria-Bretanba celebrava um
tratado com o goveroo, pelo qaal obliohi urna
satiafagio particular para o goveroo ingle*, e lbe
eram coocedidos 93 por cento do rendimento das
sltandegas para o pagameolo exclusivo di di vi
da. Este tratado foi regeitado pelo coogresso do
Mxico, trazeodo em resultado a queda do mi-
nisterio. m semelhanteacircumsiancias, o ca-
pito general da Cuba nio poJio coosiderar que
o tratado estivesse ratificado, eno caso de o ser,
que se Iratasse de cumprir-se por parle de In-
glaterra.
O capilio-geoeral da ilhi de Cuba, D.
Francisco Serrano, enviou eom effoito a demis-
sio daquelle cargo ; maa o goveroo anda nio
havia lmalo deciaio alguma esto respeito. A
demissio funda ae em mi estado de sade, e
nio poasivel duvidar deque esta seja a verda-
deira causa, porque ha lempo que o general tem
representado ao governo que as suas molestias o
impedem de continuar frente do commaodo da
ilba.
Dit a Correspondencia: \ ser certo o que
diz um jornal provincial eca New-Yoik habili
tam-se os corsarios com a bandeira do Mxico
cootra a Hespaoha, a Franga e a Inglaterra.
Nio aeria fcil comprehender, sendo isso exacto,
como ao passo que estas tres nages nio tem
infringidos neutralidade a respeito dos Estados-
Unidos, o goveroo desles pvrmilte que nos seus
dominios se organise a piralaria contra as poten-
cias signatarias do tratado de Londres. Seme-
ntante procedimento, verificaodo-se seria mais
prejudicial aos Estados-Unidos do que s nagei
que se pretende justificar.
No da 4 do corrente fundeou no porto de
Cadis urna hora da tarde um vapor de guerra
dot Estados-Uoidos, perteneente ao estados con-
federados do sul, e accreacentava-se que fosse o
Nashville.
Um despicho de Cdiz transmitlido com adata
de 6 para Madrid, diz :
O vapor aul-americaoo permanece no por-
to ; e teodo-ae-lheintimado repetidas vezea que
sahitse, responde que nio pode sabir por ler
araras.
Porm outro despscho de 7 participa que o
Sumpter completiva nease dia a quareolena, e
que acto continuo seriara entregues es prisionei-
ros aoglo-americanos.
O Jornal el /reino, de 26 do paitado, depois
da dir a noticia de que na madrugada do dia an-
tecedente tinha ebegado Madrid o Sr. almirante,
ministro plenipotenciario qoe foi do Mxico nes-
ta corte e oa de Pars, e que para eats devia
voltsr em 24 horas, accreicenta :
c Nio sanemos o objecto de ums jornada tao
precipitada ; mas tendo em coota os anteceden-
tes do dialincto diplomtico a general mexicano,
e constando-nos alm diiso o alto e merecido
aprego com que o favoreeem o imperador Napo-
leo e o seu governo, nio sari arrojo presumir
que o motivo de sua viagem lera relagao com os
negocios da repblica mexicana.
Porm a Correspondencia de Eespanha diz
que o general Almonte nio viera encarregado
de missio alguma, segundo informaran) pessoas
que tnhara relagao com o governo.
A Correspondencia diz o seguinte:
A poltica do governp hespaohol em suas reh-
enes com oa Estadot-Uoidos, poltica msl inter-
pretada dos documentos ltimamente apreaeota-
dos ao coogreaao de WashiogtoD, dos quaes to-
mtrim oota e literam extractos oada perfeitos os
jornies inglezes, estrictimente cooforme como
o dispoilo oo decreto de 17 dejuoho ultimo, ex-
pedido posteriormente sconveuces entre o mi-
oistro Sir Calieron e Mrs. Pestoo e Perog. De ac-
cordo com este decreto, a Hespanba ae euceirou
na miis rigorosa neutralidade, e assim decidi
todas as questes promovidas na Cuba por moti-
vo da chega la Havans, de alguns navios mer-
cantes do sul ; e o governo dos Estsdos-Uoidos
neohumas objeeges leve quo fazer ao goveroo
de Madril.
De mait, tamal motivot pira crer e effirmar,
contra o que te aj nos citados documentos, que
em nenhum pa*>el offlcial, em nenhuma conver-
sagio diplomtica, o Sr. Calderou Cuitantes deu
o titulo de traidores sos confederados do sul ; e
que, sa hs seis mezes poda ter dito que nao rece-
beris os cometissirlot dos estados confederados,
porque, tratando com elles, se apartara de aua
poltica de neutralidade, sempre teve o cuidado
de accresceotar que nio tomara compremisso al-
gum para o futuro, e que considerara, no mo-
mento era que fallara, oa ettadoa do aul corno
ara dea porlos belligerantes.
0 ajuste relativo indemnltsgio de guerra,
que a Hespanha deve Franga desde 1823, echa-
se quasi terminado ; e iulgou-seqoe o embaixa-
dor de Hespanha, munido da plenos poderes, aa-
igoara esta convengio talvet aotet de 6 de Ja-
neiro corrente ; e que, em consequencia delta, a
divida flcarla reduzlda a vinte e cinco milhes de
francos.
Acaba de chegar a noticia de que o tnltio da
Marrocoi ratileoa o tratado de Midrid, e no da
1 te veriQcou a troca daa ratificagea em Tin-
gar entre o principe Muley-el-Abu e o encure-
de Heapanha, D
na ultia
Francisco
ia aaigaoo
gado de negocios
Marry y Colon.
A Correspondencia iotere
teguinte artigo :
c O gabinete preaidido pelo duque da Tetuo
que os seut ioimigot a at alguns mal informada*
dos seus amigos suppem disposlo a retroceder em
a avangar, ou para as ideas moderadas.ou psra oa
progresistas ; o gabinete do duque da Teluo
segundo informages que temos por a+gurae, ai*
se apartar, venha d'oode ier o impulsa da
sendi poltica da unio liberal de recoociliagiu
liga doi aomeo honealoa e preatadia* da todoa
os pirtidos. Hoje, como hi tres snooi a aneio o
seu proposito tito liberal quaoto o permita a
proteego devida aoa alloa priocipioa conserva-
dores da socieiade heapanhola, a tao conservador
quinto ae posss, sem offooder os direilos comti-
tuciooies da naci. Hoje, como ha tres anuos o
meio, acha-se resolvido a aproveilar a idoneida-
de de todos os nespanhoea para oa cargos pbli-
cos, aem olhar para o campo d'oode provea, a
aioda que para iiao tenha de sacrificar aa suai
mais caras affei;0ea. Hoje, como ba tres aoooi
meio, d igual importancia ao apoio que lha
preitim oa partidoa moderados, tanto cousorva-
dor, como progreinsli, e far quantoi eaorgos
esliverem a seu alcance para nio alienar de si a
voolade de qualquer destes ; mas, por isto mes-
mo, nem cumpre sua equidade fazer prefe-
rencias de partido, nem aua digoidade, como
governo, no qual tem depositado conOaoga at
edrtea e a rain ha, se reconhecer supremaca, oeaa
receber leis de qualquer determinada fraegao po-
ltica. Preferir a abandonar oa principio! da
unio liberal deixar o poder. Etlimoa persuadi-
dos de que tal a aua reaoiugaoirrevogavel.
A Correspondencia de Hcpanha d os aeguin-
tes pormenores, que diz aerem exactos, sobre aa
tactos que precedersm execugio de Borges o
dos seus coropiobeiros, que, depois da ae defen-
derera com energa n'uma casa para onde aa ha-
viam refugiado, foram obrigade i a rendar se,
porque os piemonlezes, psra poaparao oa earsa-
glieri, lingiram fogo casa.
c Quaodo o iocendio assamio grande desen-
volvimeolo a as chamraaa envolvan, lodo o edi-
ficio, Borges e os seus companbeiros foram obri-
gidos s asblr; Borges foi o primeiro a epreoea-
tentir-ie acensndo com um 1-ogo brinco, a que-
reodo entregar-te como prisioneiro de guerra
que capitula.
c O tenente Stoderinl pedio-lhe a aoa aspada,
ao que Borges se recusou declarando que ad a
eotregava ao commanlaote daa tropas italianas,
0 que efectivamente fez depois.
c Dos da guerrilha morreram fdra da caaa 5,
entrando neate oumero um tal L-font, e deotro
della 2. U o heapanhol foi ferido n'uma prna.
Ficaram tambem fra do combate 2 btriajlitrx.
c Os prisioneiros foram alados doua a dous, o
tomaram-lbea 17 cavados e todas aa baf.gect,
sendo em seguida transportados para Tagiia-
cozzo.
< Durante o transito, Borges falloo pouco e fu-
mou constantemente. Teceu alguua elogioa aoa
bersaglieri e depoia date ao lente SUaerioi :
c Eu ia ter com o rei para lbe dizer que nio ba
senio mlseraveis e malvadoa para o defeoderea ;
que Croco Dooutello um infame, e Laogloia
um orgulhoio igoonote. a
Quaodo chegaram Tagliacoxzo, Borgea a oa
seua compaoheiros foram ioterrogadoa a deram
todoa os seus nomes.
c Um hespaohol, Pedro Martnez, escreveu
urna carta com aa seguioles liabas : c Eatamoa
todos resignados a ser fusilados, ver-nos-hemos
aioda do valle de Joaaphst, orsi por nos
Panada meia hora, ot piiaiooeirot foram
condazldoa a urna capella, onde um sacerdote os
esperara para oa coofeasar. Ele acto durou hora
a meia, e d'ali oa prisioneiros fonm condolidos
para o lugar da execugio.
Eolio Borges, dingiodo-se aoa aeut compa-
oheiros, disse : c Soou a oossa ultima har :
cumpre que morramoa com coragea.
< Quando chegou to lugar da execaeao, Bor-
ges aoragou todoa os seus compaoheiros, pedio
aoa bersaglieri que lhe aponlassea Dea, aara
uio o fizerem soffrer ; eollocou-se em filaira
com os outros nove prisioneiros, e entoou oaa
oragio em liogua hespinbola. Na eceasto ea
que os seus compinheirot respondiaa, aeolio-ao
a descarga, e cabiram todos morios.
< Os reliantes eram ouiai todos napolitanos o
tiveram a mesma aorta. Urna segunda descarga
poz termo execugio.

Porto.
11 de Janeiro.
Nio quiz Deus que termioasse o auno de 1861
sem nova desventura para a familia real, aem
mais urna calamidade pira a nago.
O senhor iofanie D. Joio auccombio terrivel
e devastadora molestia que em lio corlo ctpago
dizimou cruelmente a sympalhici prole da pri-
mognita do aogusto daaor da carta constitucio-
nal I...
Em 5 de novembro dea a alma ao Creador
senhor infante D. Fernando, ea 11 el-rei o Sr.
D. Pedro V, eem 27 de dezembro o tenhor io-
fanie D. Joio 111
triste e melanclica a apprehensio suscitada
pela coincidencia de ae abrirem aoccessiva e pr-
ximamente tres atadea para receberem ao florir
da existencia maia eaperangoss, um mooareha
querido pela nagio e doua infantes nio menot es-
ti madoa de todoi.
A razio lurba-se, as ideas confundem-ee, que-
rendo buscar fdra das caueea naluraes a expiica-
g?o daa doeogaa que motivaran*, as morios, que
leem enlutado o paiz e enegrecido o borisoole da
patria.
A razio lurba-se porque lhe repugna edmiltir
a existencia de um crime altamente inauito,
execrando, atroz, qoe aa lea divinas a humanas
fulminara, e a civiiuagio moderna condemai....
O hornera pensador tem por um impoiaivel mo-
ral a exiateocia do plaoo tenebroso que a opioiio
publica diz existir de acabar com o ramobragan-
tino da senhora D. Mana III
as ideas coofundem-se, admittida a exiateocia
de maleficios, querendo eocontrar a aoa eaaso
efficiente. A imagimgio perde-soem milbaresdo
cuojeclurss, maia ou menos provaveis, maa ne-
nhuma que sos olhos de urna esclarecida razio
possa levar ao coovencimento a poasibilidade do
um trama infernal para um determinado fia po-
ltico de consequenciaa prximas ou mesas re-
motas.
Mas pede a verdade que aa diga que a situacio
complicada dos negocios do velbo mundo, as am-
bigoes que por elle campeaa aeaenfreieooe, aa
prestara algumas coojecturaa qoe por aqai so
teem feito ; maa o direito do plebiscito, moder-
namente aancciooado pelaa duaa maia poderosas
nages da Europa, vem completamente destruir
pelos seus fuodamentos lodat eaaaa supposi-
ges.
Ums d'ellss, e talvet a de maior valia, a qoe
atlnbue Fraoga o desejo de erredoodar o seu
territorio, pelo lado dos Pyreoeos, coa a Navar-
ra, incitando e auxiliando a Hespanha no aoa so-
ndo dourado de abeorver Portugal. Para talo di-
zem oa descobridores do supposlo plano de aat-
sorpgio, ser mister iolroduzir a desordoa oaa
Portugal, sendo o meio effleaz dialo ae eeeseguir
dar a morle I toda a familia real, porque, a'eeia
arte, apparecenara multas ambigoes qoe porbai-
xo de mo ae aleoliriam ; e langada a afio ata
continuas guairas eivis, seria fcil eoboaaaur a
entrada do exereilo heapanhol aa Portugal, o
deixar depois ao lempo a eooeolidagio do plana.
A Hespanha cedera eolio Franga a oaa pro-
vincia le Navarra, como o Piemonte Iba coaoa a
Saboya a Ntze.
Mas nio id toi eitrinhaa que ss ittribeea ao
doeogaa fitaes eotradas uliimaaeato ooa pagos
dos oossos res. Ha igualmente quem acras i la
que etaa aarie de desventuras reaas tea origea
em ambigoes puramente portagaeaas. Parece
impotsivel, mss uma verdade, que hjs qoea
julgue, e pretenda provir, por alguos preeoden-
tes, que o Sr. marquez de Loul d a a lar da
negro e ioferoal projecto, quo dizem arSiSo, de
extinguir a familia real eom o fim da fazer aoaoa-
lir a extirpe Loul oo tbrooo lu>iiaoo. I* lio
louca e malvola, lio disparatada o rffrtsaun
esta auspeita, que os ouvidos oo vea-a, aos a
gente aensala desconfa do orgio aaeitlve a aar
engtnidol
Oa filboa do Sr. marques da Lool, biviooaea
infinta D. Anna de Jeiut Msna sao padsa aer
chamidos por direito da succeasa a eatataar o
sceptro rail, porque e casamento Os
quez nio est aoibeoticado por seto oa i
to algom publico ou particular, ajuar rillajoae.
quer civil.
Em tanta prova de monifleeaeia regia dala a*
Sr. marquez de Loal, o lestes farsas.tos s-o-
Micos da alovidoa cargos da gooaiaa|H qoe fltsjN
lea sido confiados, nio ba nem am agasyiVp


DIARIO DE PE&NAJMBUCO. (JUaUTA MiKA i9 DE JAHEIBO DK 1862.
xe suspeitar de que o seu consorcio te-
nha sido recoohecido pelo rei, ou pelos poderes
do estado. Kegisiro legal nao o h ; prora pu-
blica, carece-a absolutameots I
Por outro lado tambera ha quem faga recahir
Jguasa auspeitas no partido chamado da reaego
religiosa. Os ltimos molios da capital provam-
o luz endent dos neniados commetlidos
cootrs as pessoas que a voz publica accusa como
cheles desie partido.
No roeio de todas estas ruins conjecluras ha a
duas tristissimas verdades:O desvario daa tur-
bas sssoprado pelas inleoges malvolas dos par-
tidos, e a realidade da murle prematura de tres
principes moito amados.
Posto que as suspeitas de envenenamento se-
jaro parlilbadas em todo o paiz peas massss ce-
nos pensaules do povo, morrnente depois da per-
da do seohor infante D. Joio, a traoquillidade
publica nao foi alterada seno es Lisboa.
Tem continuado oo Porto e em oulraa Ierras
das provincias do norte os sufTragios pela alma
do Sr. D. Pedro V. Menos pomposos ao que os
anteriormente feilos, porque as corporages ou
pessoas que os tem manando celebrar nao dis-
pde de largos ineios, mas nao menos dignos, pe-
a eievagio dos senlimentus que os dictou de se-
ren registrados, como o tem sido as columnas
dos joroaes.
Nao sabemos quando estas religiosas demons-
iraces espontaneas de saudade tero termo, foi
tio profunda a dor, to geralmenle sentida a per-
da aggrara'da ainda mais pela morle que pouco
depois se Ihe seguio do seohor infante D. Joo,
que s muiio larde acabaro estaa moslras de
sedimento publico. Por occasiao deste ultimo
fallecimento, em seguida confiamos a carta de
psames que a cmara municipal o'esta cidsde
coderecou el-rei o Sr. O. Luiz, declaraodo-lhe
que se a roudanga de ares pode cuucorrer para a
conservarlo da vida de S. M., os portuenses o
receberiam com euihusiasmo e jubilo. Gonrem
advertir que em 2 de Janeiro, data em que fui es
cripta a dita carta, corra uo Porto que medi-
cina havia acooaelltado ao Sr. D. Luiz um passeio
esta cidade.
li' esta a carta :
Senhor.a cmara municipal da invicta ci-
dade doPorto, vivamente impressiouada pelas do-
lorosas provaces porque infelizmente ha passado
V. M., vem mais urna vez presentar V. M. a
expressiodo seu oais profundo senlimeulo pelo
infausto e inesperado fallecimento de sua alleza
o sereuissimo seohor infante I). Joo, que a c-
mara lameota profundamente e chora com verds-
deira magua, como mais um motivo que enluta
a uagio portuguezu, o mais veio aggravar as fa-
taes e infelcisaimas perdas que ho do ser sem-
pro sentidas como uuia grande calamidade pu-
blica. Os sentimunlos da cmara sao lambem os
de tolo este povo porluense, de cuja lealdade V.
M. nao duvida como anda ha pouco se dignou
manifestar urna commissao desla cmara guan-
do, em cumpnmento da mais dolorosa das mis-
ses, leve a honra de se apresenlar a beijar a re-
gia mi de V. M.
Seohor 1 Nesta trislissima e afllictiva silua-
i;ao permita V. M. que a cmara municipal do
Porto, dau lo expausao sua dr, paieoteei o
muito amor e dedicago, que consagra augus-
(a pessoa de V. ||. Nao e dado olelligencii
humana prescrular os designios da Providencia,
nem obstar ao cumprimenlo dos irrevogaveis de-
cretos Jo Altisstm ), aos q ises oos levemos cur-
var com humilde submisso e respeito, mas como
homeus nao podemos deixar lambem a'empro-
gar todos os humanos esforcos para prucurarruos
remedio aos aisles que uos allligem.
A cmara assegura v.M. que, se a mudan-
za d'ares o de clima pode coucorrer para a con-
servaco da preciosa vida de V. U., se a cidadu
do Porto, onde V. M. possue um palacio com to-
das as coudiccoes hygieoicas, (or escolhida para
residencia temporaria de V. M., lodos os portu-
oosesem cujos corages a actual dyoaslia reinan-
te tem othroo solidameote frmalo, acolherao
com euihusiasmo e jubilo o seu aorado re, a
quem ttibuiam a maior ateigio e respeiio.
Deus guardo a preciosa vida de V. M. por
dilatados auuos .
A queslio do Sr. baro de Moreira est resol-
vida acontento dos nossos compairiolas residen-
tes na corle do Rio de Janeiro, nao assim pelo
que diz respeito aos criines de que o increpara co-
mo cnsul geral.
O Sr. ministro dos negocios eslrangeiros res-
pondendo iuterpellagau que o Sr. deputado Cy-
rillo Michadjj Ihe fez na -ussao do da 7 do cor-
rete, reapoddeu que leudo-se felo aecusagioao
consol <+\ do Rio de Janeiro aoleuieu que Oli-
via ouvir sobre ellas o inesmo cnsul e pubiicou
na folia ollicul tanto as aecusages como a de-
feza : e depois mandou ouvir aobretudo o procu
rador geral da corda quem este uegocio esl
affeclo.
Que nao julgi fuodada a maior parte das aecu-
sages que se tem feito a eslo empregado ; e es-
pera pels opiuio do procurador geral da cora
para formar a sua delioiliva sobre este assumpto;
mas eotendeado que no estado em que esto as
cousas, aquella empregado nao devia cootiuuar
a exercer o lug*r, em quauto o gorerno nao to-
masse urna resolugo terminante, ordeuou-Ihe
que se apreseulasseem Lisboa, e que desde Ja-
neiro em diaule entregaste o consulado outro
iodividuo.
Sao estes os termos em que o Sr. Avila disse
estar este negocio.
Merece ser lida pela energa e franqueza de
linguagem, a seguinle represeutago que a cma-
ra municipal de Fafe ( provincia jlo Minho) di-
rigiu el-rei o Sr. O. Luiz, pediodo a demisso
do Sr. baro de Moreira.
Seohor I Acamara municipal de Fafe, ao to-
mar hoje pela primeira vez o seu lugar na pu-
blica admioistrago dos aeus povos, forgada por
um simultau' o iuleresse de amores de patria e
de singue, amores de pas para filhos, amores de
iimos para irmosamores de iuao U, que sao
os mais indeslructiveis e indeleveis da humaui-
dade,vem pres*nga deVossaMagestale a fazer
corpo com os militaros de portuguezes que u'esia
hora supplicam de Vossa Mageslade, em nome da
religio do cu e da rehgio da palria.casligo se-
vero para o indigno delegado do vosso goveroocha
ajado bario de Moreira,e mais bem appellidado de
magistrado corrupto, de funccionaiio devasso e de
cidado deshumano e perverssimo. E' tudoisio,
e mais do que islo, quem na cegueira da sua
ambigo e na escuridade do seu delirio cliega
vender humos da sua mesma edr, nascidos so
hrc o solo da mi commum, instruidos e baplisa-
dos n'uma sigrej, retintos e educados a luz do
mesmo sol e do mesmo cea 1 Nao, real senhor,
nao ha palavra humana para tal criminoso ; nao
pode inventa-la Cicero dianle do senado romano,
quando aecusava o pretor da Sicilia, porque Ver-
res era menos culpado que o baro oe Moreira I
Seohor, qiaudo Jugurlha, aponanos para
o senado de Roma, que Ibe liana vendido em
balco publico a aboligo das suas atrocidades,
que espantaran! o muulo, disse n'uma apoHrophe
de orgulho losaoo : aqu tudo se compra a
historiada humaoidade deixava ah urna pagina
em branco, oo le oais tarde o baro de Moreira,
apuntando da America do sul para Portugal, ha-
via d estrever : all ludo se vende I
a L,' deploravel que nesta citagao histrica se
resuma com grande descrediU para a poca ac
lual o tirocinio laraentavel do cnsul porluguez,
que as suas infamias est lavrando (sce da Eu-
ropa e do mundo o epitaphio d'uma uago que,
j moribunda, oem sequer acorda para robater a
perversidade dos que Iheafundam o lumulo.
Jiisiigs, pois, real senhor l.Juiiga vos pe-
der milhares de portuguezes contra "O-erdugo
quo osflagella era paizestrauho ; justiga vos-pa-,
dem milhares de pas, de irmos, de filhos e pa-
reles desses portuguezes, e todos subditos vos-
sos-l Justiga, real senhor, vos pede e exora a
cmara municipal de Fafe, em nome da religio
da patria e da humanidade I
Fafe em cmara de 7 de Janeiro dc!862.Jos-
quim l'erreira de Mello, presidente.Jos Car-
dos o Vieira de Caslro, vice-presidenle.Joo Al-
ves Ferreira Leite, (iasparda Silva Lima, Manoel
Joaquim Pinheiro da Silva Rocha. Joo de Sam-
paio Mariano, Domiugos Jos Alfonso, verea-
dores.
Os membros qae conipozeram a cmara mu-
nicipal do Porto no biennio lindo no anuo pr-
ximo passado, continuaran), excepgo de dous,
a formar a muuicipalidade portueose no biennio
que comejou no dia 2 do correle, nao obstante
baverem declarado colleclivameule pele impren-
ta, dias soles da eleico camararia, que nao acei-
tariam es soffrsgios dos seus concidados, oo ca-
so de serem reeleitos. A reelmgo, como em
tempo competente dissemos, verifkou se, po-
rm a recusa oio se dea genio por parle dos
Srs. Domingos Augusto da Silva Freitas Mene-
ie Amante de Faria.
O Sr. visconde de Lagosca contioa ua presi-
dencia, e noa encargos de obras e polica muni-
cipal.
0 Sr. Joaquim Jos de Figueiredo, rice-presi-
dente, encarregado das obras publicas.
Fiscal, o Sr. Joaquim Ribeiro de Faria Gui-
maraes.
Expostos, o Sr. Jos Carlos Lopes.
Mercados e compaohisa dos incendios, o Sr.
Alexsndre Soares Pinto de Aodrsde.
Illumioagao publica, aguas e cemiterio do
Prado do Repouao, o Sr. Raymundo Joaquim
Martina.
Meninos orohos e cemiterio de Agramoole, o
Sr. Antonio Wenceslao da Costa Dourado.
Matadouros poblicos e rendas municipaes, o
Sr Antonio Leite de Faria Guimares.
Bibliotheca publica e jardim de S, Lasaro, o
Sr. visconle de Pereira Machado.
Restam psra distribuir os pelouros de iostruc-
gao pablica e museu, e demaodas e srvoredos,
que tero de ser conferidos aos dous cidados
mais volados depois dos ooze cima menciona-
dos, quando entraren psra a cmara.
Um delles o Sr. Aroaldo Ribeiro Barbosa que
protestou por nao ser chamado posse da c-
mara como parece que o devia ter sido.
Em cooseqaencla da resolugo lomada oo dia
2 do correnle mez em deBnitoro da ordem ter-
ceira ae S. Francisco desta cidade, foi rescindido
o contrato que para goveroagao do respectivo
hospital e tratameolo dos doeotes, havia feito a
dita ordem com as irmflas de caridade francesas.
0 deQoilorio foi expressamenie convocado pe-
la mesa, para Ihe ser presente nao a resciso do
contrato feito com as irmas de caridade, mas
um projeclo de reforma esse contrato.
Aberta a discusso, foi mandada para a mesa
urna proposta para que fossem dispensados os
servigos das irmaas de caridade, e continuasso o
hospital como aollgamenle, a ser administrado
por fiscal, enfermeiros e eufermeiras. Foi seria
e looga a discusso, acabando por rogeitar-se
completamente o projeclo dos actuaos mesarlos,
e approvsda por 78 votos contra 9 a proposta pa-
ra a lermioagao do coulrato feito com as referi-
das irmas de caridade.
A Imprenta peridico liberal desta cidade,
desde ha muito que se havia pronunciado contra
a existeocia da caridade francesa no hospital
da ordem lerceira de S. Francisco, leodo por ve-
zes alguns dos joroaes, estygmatisado o mo tra-
tameolo que as irmas francezas davam aos po-
bres doeotes que se recolhiam aquella casa.
Particularmente tambera se contara multas cou-
sas desfavoravels estas servas de S. Francisco
de Paula, que nao sao para dizer-se sem peifeia
indagarn da verdade por que vox emmissa non
redil.
Nao sei se no Brasil as irmas de caridade
fraocezas tero provado melhor do que em Por-
tugal.
Em Pernambuco, se que a memoria nao nos
engaa, parece-tos termos lido no relatorio
apreseulado assembla provincial, (nao nos
recordamos se pelo actual Lat, presidente da
provincia.se pelo seu Exm. antecessor) enenmios
s irmas de caridade pelos servigos prestados
ou uoseslabelecimentos de educago primaria,
ou nos hospiaes, ou nao sei mesmo se erabas as
parles. Quer cabecetra do doenle, quer diri-
gilo os primeiros passos da mocidade a mu-
lher, quando instruida, o ente fadado por Oeos
para mitigar a or do prximo, e dirigir os pri-
meiros passos da mocidade. A mulher no com-
plexo dos deveres para que foi creada ioflvie po-
derosamente na paz da sociedade.
Estimaremos que por ah se tcuhsm colindo
bons frucios desla iusliluiyao fraoceza.
Na nossa penltima carta dissemos qoe coos-
lava que o Sr. viseando de S da Bandeira, mi-
nistro da guerra, liona posto alguns embaragos
subscripgo para o monumento que em memoria
do Senhor D. Pedro V resoUeram abrir no
exercito, em reunio qua tivera lugar nesla ci-
dade, os oQlciaes militares uella domiciliados.
Escrevemos islo sob informagss que livemos
de algumas pessu<>a que se interessavam em ver
caminhar livre de empecilios o peosamcnlo dos
olliri es da guaroig9o do Porto, o mesmo porque
a demora deste negocio, na parte que dependa
de autorisaco superior, j havia sido notada por
um acreditado jornal desla cidide. Agora temos
a dizer que, pelo ministerio da guerra, foi auto-
risad o general cnrumandanie da divisan desla
cidade para m: dirigir directamente por si ou pe-
los seus delegados s autoridades militares com
o fim de obter donativos para o referido moiiu
ment ; e bera assim, aulorisado igualmente o
coramandanleda prmeira diviso (Lisboa) o mais
autoridades militares, a aceitar o couvim que
Ihes ii'ira dirigido para o projeclado mooumeuio
era oulra resoluco era do esperar dos senti-
raenlos nobresdo lluslre veterano da hberdade,
mas, comludo cerlo, que algurn esqu-cimento
bouve em semelhanle negocio.
No dia 31 de dezembro appareceu no Douro,
pouco sbaixo da villa da liegos, no sitio chama-
do das Pouims, o cadver do infeliz Jos Mara,
criado quefra do *r. Torres (familia Ferreiri-
nhi) e urna das victimas do lameotavei naufra-
gio, succedido em meiado do anno ultimo, no
ponto do Caixo, e no qual lambem perecea o
sempre lembrado baro de Forrester. As ini-
ciaes de J. M. que distinctamenle se conheceram
as meiss, e o u iros signa es encontrados na rou-
pa, nao deixaram a menor duvida a tal res-
peito.
Este apparecimento fez revi7er algumas pe-
quenas esperanzas de ainda se poder Dar condig-
na sepultura ao cadver do prestante e bene-
mrito baro de Forrester, paracujotim os ami-
gos desle, prooifliie.-am boa recompensa quem
encontrar os seus rstos raortaes.
Preso me-se que i^to possa acontecer, porque
no invern sao semore grandes as correles do
rio, e estas causam qraoviraeiilo das areias, sen-
do possivel que nellks esleja enterrado o cada-
ver do baro de Forresler.
No dia de nalal leve lugar a bengo e Abertu-
ra solemne da. capella) de Carlos Alberto, no lar-
go da Turre da Marca.
Este singelo monumento religioso, commemo-
rativo do psssamenlo daqu-llo desventurado so-
berano, esl construido nal proximidades da ca
sa de campo que elle escolbeu para sua residen-
cia, e na quil reuJeu a alma Dos.
A ceremonia ds bengo, e a orago comme-
morativa, foram (eitis pelo Exra. vigario capi-
tular.
A' este acto religioso assistiram, por coovile
da princeza de Moutearl, irma do finado rei
Carlos Alberto, o presidente da cmara munici-
pal, viscoudes de Pereira Machado e da TrinJa-
de, baro do Vallado, cooselheiro Jos Louren-
go Piolo, (que tomau o cargo da adminislrago
da capeila), o prior e mesarios da ordem.lercei-
ra do Carmo, (la qual irma a dita priucezaj,
o cnsul francez, algumas senhorase oulras pes-
soas de distioego.
A princeza de Moiilleatt parti dias depois
para Londres.
Um jornal desla cidado diz que : Foi preso oo
disiriclo de Caslello-Ursnco, o abridor Maooel
Moraes da Silva Ramos Snior, qae, nesla cida-
de, se achava pronunciado pelo crime de fabrica
gao de olas falsas do Brasil. *
Viva ha muito no coovento de Santo Antonio
da Covilhao, de que ora propietario e onde de
baldadamente Ihe pozerarn c-rco e derain repe-
lidas buscas para o prender. Diz-se que est
completamente ceg.
O Sr. Fraucisco Miris Melquades da Cruz So-
bral, de quera por vezes fslWraos como comman-
daole da guarda municipal, d'onde passou dis-
ponibilidade, foi nomeado chefe de estado maior
da quinta diviso militar cojo quartel general
em Chaves, provincia de Traz-os Montes.
Na freguezia de Burgaes, concelho de Santo
TUyrso, no districlo do Porto, foi morto, no mez
passado, com um tiro, Joaquim Pereira. lia sus-
peitas de que o perpetrador do crime saja m
genro dn assassinado.
Em Brsga comerou a publica^-se no principio
do correte anno o Commercio de braga. Sahe
duas vezas por semaua.
O Virialo, jornal de Vizeu, diz que nos diss
23 e *2I de dezembro, eahiu urna grande quanli-
dadede nev em (olas as monlauhas, que cer-
rara o honsonte d'aquella cidade.
A sorra de Estrella apresentava em tola a sus
extenso um manto de piala, que se esleodia
desde o curae at s fraldas de sua soberba e pi-
loresca cordilheirs.
A sorra do Ciramulo apresentava um panora-
ma de belleza e mageslade, que eolevava. Cu-
bera de nev as suas malores elavagdes, era
corlada por urna nevoa, que se derramava por
toda a extenso das encestas, deixando ver pela
parle inferior lodo o famoso e rico rale de Bes-
teiros com um verde escuro, que entristeca, em
qrtanto que os alcanlilados dos placaros da raoo-
abobada de cristal, brilhando por de cima das
nveos.
Ascordilheirss de S. Mscario e Monto de Mo-
ro, junto Castro Dair, apresentavsm aerae-
Ihantemenle om quadro vistoso, e deslurabranle,
com ama espessa cobertura de nev, que at es-
conda do alto 4 bsixo.
A alfandega do Porto pubiicou a lista otlcisl
do vinho despachado para exportacao neata casa
fiscal no anno de 1861, Foi ella de 14.375 362
litros ou 26.908 pipas, 9 almudes o 1 caada.
Em 1860 Uoha sido de27:860 pipas, 14 almudes
e 11 caadas, sendo por eonsequencia a exporta-
gao de vinho no primeiro dos referidos aooos
inferior ao segundo em 952 pipas, 5 almudes e
10 caadas.
Os paizes importadores foram :
Gra Biela nha.....litros 12.258162
Brasil...............
Australia...........
Suecia e Noruega...
Reion e possesses.
Cidades Anseticas
Russia..............
Nova Escocia.......
Dioamarca..........
Ierra-No va.........
Hollaoda............
Estados-Unidos......
Fraoga.............
Canad..............
Prussla..............
Hespanha...........
Montevideo.........
14 375562
As casas exportadoras, para man pas, sao as dos Srs. Sandeman & C 3014 pipas.
l'nomaz Glas. Sandeman 1830. Cockbun.s Smi-
ihes & C. 1751, Martines (lissint & C. 1474,
llunl Roope Teage & C. 1168. Offley & Cramp
1066. Guilherme, Joo Granara & C. 1000, Co le
& Baker 898. W. G. Rouahton 633. directo di
corapanhia dos vinhos 623. C. L Gubian, Filhos
& C. 571,Taylor Fladega &Yeatman 533, Crofl
& C. 489, Smith Woodhouse & C. 478, Domingos
de Almeida Soares 475, T. 1. Smith, Son & Jo-
hnstnn 460, Jos Maria Rebello Valeoto & T.
Archer 460, R. U. Holdsworth 402.
Pelo varejo que a alfandega do Porto passou no
principio do correte anno aos armazens de vi-
nhos de Villa Nova de Gaya, onde, como sa-
bido, est o grande deposito deste liquido
para exportagio, verirkou-se a existencia de
27,044:452 litres ou 50:622 pipes de tinhn de
prmeira quaiidade, e 68:330 litros ou 128 pipas
de vinho de segunda dita, agurdenle 401:102
litros ou 751 pipas.
O deposito deste anno inferior ao que em
igual poca exialia no anno passado em 4801
pipas.
926520
337319
1511327
136S30
130736
94267
80136
53988
51402
0 36535
b 30447
9366
72179
5933
t 1575
110
DIARIO DE PERNAMBUCO.
O vapor inglez Oneida. nudo da Europa,
Irouxe-oos cartas e jornaes cora datas : de llam-
burao 5, de Bruxellas e Paris 7, de Londres 9,
de Hespanha 10, do Porto 11 e de Lisboa 13 do
correte. Delles extractamos o que segu :
U reino da llalla vai-se pacificaudo, e entra
n'um novo periodo, em que gosaodo da paz do-
mestica, sedeve ir habituando ao seu novo modo
de existir, e coosolidaodo as novas conslilui-
gns. Roma e Veneza esto por or adiadas.
Tero-s* fallado muito em crise ministerial, e
em que Ratazzi seria encarregado, de formar um
novo gabinete, eu aceitara a pasta do interior
que se acha vaga.
llicasoli declamo que nao lera podido aclisr
quem se eucerregue daquella pasta, mas que o
ministerio, apesar de incompleto era homogneo
e fone.
Itata'.zi retirou instancias do parlamento, a
demisso que lioha pedido de presidente da c-
mara. A cmara volou um exponlaneo voto de
agradecimenlo Ratazzi por este haver cedi-
do. Este acto de Batazzi roosiderado como
urna prova de patriotismo, que abona o seu ca-
rcter, e que Ihe augmenta a popularidade de
que j gosava.
O projeclo fioanceiro do micistro liarloggi foi
recebidu com o melhor acollnraeiilu, por isso que
tratam de cobrir o defficit e restabolecer o crdito
do iln-.ouro italiano. O relatorio qoe precede
este projeclo mostra que a actual siiuago da
Italia nao era desfavuravel, nem mesmo compa-
ra ve| com a em se achava a Franga, antes do pri-
meiro imperio.
A reaego napolitana est muito abatiis. De-
pois da execugo de Borges as guerrilhas lera
diminuido muito as suas fnrgas. Os bandos de
llorges, Crdcco e Langlois, j nao existem. Lao-
g'ois fugio, julga-se que esleve refugiado em a-
ples, onde se retirou sem que fosse inquietado
Chiavona acha-so refugiado era Roma, e vigiado
activamente pela polica fraoceza esl imp03sibi-
litado de fazer novas execuges no territorio
napolitano.
O bando de Crocco foi batido as immedia-
goes de Bisalicala. Naquella provincia tem-se
observado urna muJanga notavel, e em tola a
parle sflo repellidas as violencias commeltidas
pelos legilimislas.
A guerrilha de Cipriani invadi ha pouco Cer-
vi'iara procura de maolimentos. Este chete
intrpido e verdaderamente notavel, mas que
nao tem a prudencia de Cheavone, nem a feroci-
dade de Crucco, foi ltimamente balido por
alguus borsaglien, e segundo consta esl encer-
rado em Taburuo,onde nao preciso persegu lo,
por isso que o fro e a fome o oorigaro a rea-
de r-se.
Alguos guerrilhas que lera sido apprehendidos
pelas tropas italianas, declarara que os pusiooei-
ros entregues pelos francezes s autoridades
pontificias, recebem urna iodemoiaago de 40
sous por ia, e urna medalha com a elligie do
papa.
Enlrelanlo a reaego, apesar de combatida era
lodos us pontos, faz exforgos inauditos. Na Cala-
bria ainda existem algumas guerrilhas. Nos lti-
mos dias du auno passado um esquadro de lau-
ceiroa de Milio bateu urna torca de cavallaria
borbnica.
Urna nova guerrilha commandada por Cismo
Coloraba leulava reuoir-se com a forg de Ci-
priani.
Em Monte de Palma 150 bersaglieri derrolaram
a partida commaudada por Crescenzio, que se
couipunha de 750 revolucionarios, dos quaea al-
guns tica rara morios e fondos no campo e mui-
tos foram feitos pnsiooeiros.
Rebentou a iosurreigo em Castellamare ; o
goveroo de Palermo tralava de como te-la.
Francisco II nao parece aisposlo a abandonar o
seu quartel-general de Roma, apesar das instan-
cias do governo francez.
Mr. de Lavelelte embaixador francez era Roma
coutereuciou com o joven priocipe, mas este
agradecendo os lesiemunhos de sollicilude e in-
leresse que Ihe moslrava por parte da Franga,
declaruu uo poder satisfazer seus desejos, por
que assim creara embaragos ao goveroo que o
hospedava.
Mr. de Lavalelte escreveu depois ao secretario
do estado deS.Saotidade, moslraodo-lhe a con-
veniencia de lirar lodo o pretexto da reaego de
aples.
O cardeai Anlooelli depois de receber as ordeos
de S. SaMtdade respoudeu que o santo padre
nunca dar um pasao para obrigar o enligo rei
de aples a sabir de Roma, por que alinda
gralido que conserva pela familia napolitana, a
santa s nao pode negar a disliucgo que sempre
Ihe merecern: os piiocipes deslhronados. O se-
cretario de estado records ento a hospilalidade
que us papas prestaram sempre a familia de 11o-
naparte onde eslava proscripta, quando foram
enrgicamente instados pelo governo dos Bour-
bons para us fazer sabir de Roma.
A nota do cardeal Anlonelii que a sania s
recusou sempre SSfluir semelhaotea prelen-
ges, e por isso oaleuJs agora nao dever violar
as hospitalidades que serapitM.am sido concedi-
das familias illustros. ^-^^^
Fallara siguas joroaes ua quebra das rela^oes
entro o goveroo francez e a sania s, mas ua".
damos crdito esta noticia, pois uo parece
acrediiavel, em vista dos precedentes.
O papa no dia de natal foi ao palacio do Qui-
rinal, janlou com a familia real napolitana. As
feslas daquelle dia sao consideradas em Roma
como o principio do auno religioso, e oesse dia o
sacro collegio foi aoQuiriaal fazer ama risita of-
Ucial ao rei e rainba.
No dia de anno hora a ofllcialidade da guarn-
gao fraoceza em Roma, dirigida pelo seu com-
man Jante em chele o geoerel Govon, foi felicitar
o pspa e manifestar-Ihe a sua adheso e respeito
para o imperador, toda a familia imperial e exer-
cito francs, moslrava a esperaoca que tinha de
que a presenga dos soldados francezes, evitara a
oonsommacio da om acto qoe oio tinha cora
alguma de poltico nem de religioso.
O partido mazzioists rotou urna menssgem ao
seu ebefe qu9 est bastante enfermo em Londres,
i 'ttDre,elda ao rei urna depulacio para
Ihe pedir que permuta o regresso do nico emi-
grado italiano.
A unidade da Allemanha contioa a servir de
thema de discusso nos diversos circuios polti-
cos. A proposta do ministro da Saxonia a que
est agora em voga.O imperador d'Austria e o
rei da Prassia serio alternativamente investidos
do poder supremo por eapago de um anno. o de-
pois delles ser chamado outro soberano allemio,
deaignado de commum accordo.
Em Nuremburgo e em Hamburgo lera assento
urna cmara alta nicamente composta de dele-
gados nomeados pelos priocipes confederados, e
alm desta outra cmara eleita pelo povo e com
voto deliberativo em todaa as qaesles que pos-
sa m produztr-se.
Este partimento, coovocado anoualmenle po-
der aer reunido todas as vezes que o soberano
qoe estiver no exercicio das fuocges supremas
julgar e a marcha geral dos negocios torna neces-
saria a sua eoovocacao.
Este expediente d lugar largas commenla-
goes, mas parece que as opioioes se nio satisfa-
cen), nam oa partidos vam em semelhanle pro-
posta ama garanta de igualdade que posta apro-
veitar reciprocamente.
Em Varsovjj cootiDua-se a empregar o rigor.
As autoridades rusias pretendem abrir viva
forga as egrejas, que linham sido fechadas em
conseqoencis das profaoages commeltidas pelos
soldados moscovitas. O superior dos Bernardos
em Varsovia foi preso por se recusar obedecer a
esta ordem ; o templo do rito grego foi aberto
violentamente, sendo os sacerdotes obngados a
celebrar pela tropa reunida.
O conego Biclobrgowilki foi condemnado
roorte, mas o imperador commalou a pena em
um anno de prisao em urna fortaleza, em allen-
go idade do conego e seo carcter sacerdotal.
O arcebispo catholico de S. Pelersburgo foi
nomeado arcebispo de Varsovia.
O imperador d'Austria,segundo consta, nao esl
resolndo a fazer concesses ao partido retrogra-
do, nem mesmo aos maggiares.
O goveroo austraco lula cora as influencias do
paiz ; no enlrelanlo o governo pretende adoptar
um novo syslema poltico, as ideas liberaes cus-
an) a arreigar-se n'um paiz que sempre se tem
regido pelo syslema repressivo.
A Inglaterra receia vr-se atacada oa ludia,
pois os principaes chetes dos Afghaoistam fazera
em Kabul grandes preparativos, e espera se lo-
mera a otfensiva na prxima primavera.
O rei de Portugal e seu augusto pai esto de
saude. S. A. o infante D. Augusto vai melhor
desde que foi transferido para o pago de Lumiar.
O soberano continua a residir no pago de Caxias.
O goveroo levou s corles duas propostas regu-
lando a regencia e successo. Pela primeirs pro-
v se o caso de regencia, tanto uas circunstan-
cias previstas na carta constitucional, como em
quaesquer oulras de impedimento legitimo do so-
berano, cooferiudo o cargo de regentea S. M. el-
rei D. Fernando, se ao lempo estiver residindo em
Portugal com a quaiidade de porluguez. Pela se-
gunda proposta ao declaradas habis suas alte-
zas as Sras. D. Maria Auna e Antonia, irmas
de el-rei, para succederem no reiuo, segundo a
ordem de successo, quando deotro do prazo de
seismezes, coolados da publicagao da respectiva
le, os principes seus esposos declararen! que re-
nunciara ao direilo quelenham qualquer corda
estrangeira e se naluralizem portuguezes.
O goverou tem matoria em ambas ss cmaras.
Vsi apresenlar um projeclo resolveudo a enliga
queslo dos arrosaes.
O visconde d'Altes, ministro portaguez em Ro-
ma, foi chamado Lisboa, mas nao se declaravam
ainda com certeza os motivos.
O rendimenlo das principaes alfandegas, aug-
menta nolavelmenle. Varios commerciantes tem
aforado terrenos em Mogambique para a cultura
do algodo.
taoha, descbenos, deixavarn reflectir sobre a I pedindo-lhe ao mesmo tempo a bengo apostoli-
oare o ratos do sol, ppireatapdo orna sobarba | c. S. S. lo paito que ovocava a bengo do cu
Reinava Iraoquilidade em todo o paiz, menos
em Loul, onde tinham rebentado alguns tu-
multos.
A noineagao de Ruchid-Pach fez com que
ao sulio su pateuieasse qual era o estado deplo-
ravel da Turqua. As revelages tulas por llu-
chid-Pacr, mostrara a desordem das linaugas
impeiiaes:
As declarages do novo ministro causaram cora- j
mogo era Conslautinopla, porque secomprehen-
de nellas tanto o estado linanceiro, como a falla
de pagamentos ao exercito, tratando ao mesmo
tempo da revolla existente em algumas pro-
vincias.
Receiam-se graves aconlecimenlos para a pri-
mavera, em eonsequencia dos manejos dos mus-
sulmanos.
O papel moeda tem diflicultado muito as ope-
peraces ; os padeiros recusam-se a vender o
pao ao povo.
A' pedido da Porte, parti ltimamente para
Cooslantinopla o marques de Pluse, homem mui-
to conhecido em assumptos de finanzas, e que vai
oceupar-se da tituago do imperio.
Os maronitas insurrecciooaram-se em (Car-
roan.
A queslo ang'o-amerlcana, suscitada pea
prisao dos commissarios do sul Slidell e Masoo,
bordo do vapor inglez Trenl, pelo capitn Wil-
kes do S. Jacinllio, da UoiSo Americana, vai p-
proximando-se do sea desenlace.
As ultimas noticias recebidas na Europa, dizem
jueo presdeme Lincoln tinha reselvido entregar
os prisiooeiros.
Esta noticia a ser verdadeira como, tudo leva i
crer, torna impossivel urna guerra que ningueru
tinha mieresse em fazer.
As inteoges do lord Lyons eram terminantes :
enviar inmediatamente os commissarios, ou apre-
sentar-se elle, de modo que oo lim de dezembro
estivessem era Liverpool, ou Mrs. Slidell e Ma-
sn, ou Mr. Lyons e a guerra.
A Inglaterra preparava-se toda pressa pa-
ra recomegar as hostilidades, caso a resposia uo
fosse favoravel. As proclamages, iolimages, e
lodos os documeotos estavam preparados; s
Ihes falta va a assigualura regia.
Formou-se um conselho, composto dos minis-
tros dos estiaogelros, colonias, guerra e mari-
nha, ao qual se aggregaram os conselhos judi-
ciaes da corda, para viciar pela estricta obser-
vancia das formalidades. Em virlude das decisoes
deste copselho linham se expedido toda pressa
ioslrucgoes para as colouias ioglezas e para os
commandantes das torgas de mar e trra.
Psra as Bermudas iam ser mandados reforgos e
rauniges lano do arsenal de Woolwch, como
do de Chalara.
O almiraotado britannico fretou grande nume-
ro de navios para coudazir para Terra-Nova,
Brunswick, Haltfax, Nova-Escossia e Bermudas o
carvo de que podesse csrecer a esquadra ingle-
sa. Esses navios lambem deviam cooduzr ar-
mas, muniges e msterial de guerra.
A noticia dos preparativos de guerra que se
proceda em Inglaterra, causou grande impiesso
nos Estados-Unidos, porque ningnem espersva
que o comporlamenlo do capitn do S. Jacinlko
lomasse to ampias proporgoes, oem que a Eu-
ropa Ihe ligasse lamanha importancia.
Os jornaes francezes publicara a nota do mi-
nistro doa negocios eslrangeiros da Franga ao re-
presentante do imperio em Washington. Mostran-
do a impresso desagradavel que produzio em
Franga aquello aclo, Mr. Thouvenel, diz que o
gabinete das Tulhenas, depois de maduras refle-
xoes, rompe o silencio nicamente com o desejo
de contribuir psra que se evite um rompimento
entre at duas nages, anas alliadas, e que alm
disso, julga dever guardar os principios essenciaes
e de seguranga das potencias neutraes.
A queslo tratada segundo o direilo interna-
cional, moslraudo a mmunidade dos commis-
sarios que, comquanto fossem julgados iui-
migos du gabinete de Washington deviam aer
cooiiderados livres, em atteugao bandeira que ns
conduzia, cuja liberdade se torna pelos tratados
< extensiva s pessoas, quando se nio trata de mi-
i litares ao aervigo do inimigo.
~.rM? ula demonstra os graves inconvenientes
que un semelhanle syslema iotroJuziria nas re-
lagdes mximas, ae se transgredissem os prin-
cipios at sgtira adoptados, e a bandeira neutra
oio cobrisse etli.todos ot casos as pessoas e mer-
caduras.
Sio estes os po\|<>s principaes do despacho do
governo francez quWonclue por um convite ami-
gavel para que cela f legitimas reclamagoet da
Inglaterra.
Mr. Servard de<*la&u *09 ministros da Praogs
e Inglaterra em Waah\ngtoo que nio podia ad-
mitur copia du tuga qrtu, porque fallado-te
nelles de partea beligerantes, nao so recoohecia
o governo federal como o nico legal exialoole
nos Eslados-Uoidot.
Lord Lyons, e o ministro francez negsram-se
tenazmente i illiraioacao daa suas notas as pata-
rras a estados belligerant'8.
Falla-ae lambem em notas do goveroo austra-
co e prusslsno. desapprovando o comporlamenlo
do capitn Wilk.es pelos estados do norte.
Os confederados do sul logo qae souberam di
prisao de Mrs. Slidell e Masoo, fizeram par-
tir para a Europa dous novos enviados, sendo um
delles o vice-presidenle daquelles estados.
Os dous enviados desembarcaran) em um por-
to ansetico com destino Londres.
O presidente Linelo falla na sua menssgem
da siluagio dos escravos, e propde liberla-los ;
medida que segundo pensam algnns, arruinara a
America.
O presidente Davis, promette conservar o esta-
do dos negros, cujos trabalhos sao considerados
indispensaveis para a prosperidade daa plsnta-
ges, mas d esses escravos o carcter de tra-
bajadores livres.
Estas propostas esto de algum modo confor-
mes cera as ideas econmicas do goveroo inglez,
e ba quem presuma que sao inspirados pelo ga-
binete de S James.
Os estados do oorle nao cesssm os seus prepa-
rativos. Na Prussia lem o goveroo americano
feito consideraveis encomraendis de artigos de
guerra. Diz-se que tanto a Prassia cemo os de-
mais estados alintaos lem j entregue aos esta-
dos do norle cera mil pegas. Outra remesas nao
ioferior ser feila deulro de alguns mezes.
Os cnnfederadns proseguem nas suas forlifica-
ges, coostruindo oa margem direita do rio formi-
daveis enlrincheirameniot.
Descobrio-se urna iosurreigo negreira em
Charleston. Tinha-se encontrado grande por-
go de armas enterradas debaixo de urna caba-
na. A populago estava muito consternsda. As
familias achavam-se encerradas em suas casas e
embarricavam as portas.
No dia 11 de dezembro pelas dez horas da imi-
te um grande incendio se maoifeslou em diver-
sos pontos da cade. No dia seguinle s cinco
horas da tarde tudo liuha desapparecido, a cida-
de era um mnntao informe de ruinas. Milhares
de pessoas licaram sem pao, sem abrigo e com-
pletamente miseraveis. A cidade tinha oitenta
mil habitantes. Um trem expresso sahio logo de
Augusto com provisoes e soccorros.
O terror espalhou-se entre os separatistas. Co-
roegam j a deixar passar os negros sem Ihes op-
pr resistencias. Chegou Kenluky umenrpo do
200 negros armados.
Chegou Vera Cruz a expedigo hespanhnla
commandada pelo general Seriano. A resolugo
do eneral hespanhol produzio grande impressn
em Inglaterra, mas agora consta que o marechal
Serrano nao liutia noticia dos ltimos ajustes fei-
tos em Londres.
A Patrie diz que elle nao linha nem ao menos
lempo de receber despachos do seu governo, em
que Ihe snnunciasso a cooperago commum das
tres potencias,e a noraeago do general Prtra para
comraandante das (ropas de desembarque.
O marechal Serrauo procedeu em virlude das
informages que recebeu, dasquaes sedeprehen-
dia que a vida dos seus compatriotas estava
ameagada, esperando-so que no Meiico se repe-
lissem violencias e asssssinatos contra os resi-
dentes eslranguros.
O general Serrano propunha-se atacar imme-
diatamente o caslello de S. Joo de Ulloa, nica
defeza da cidade.
Vera Cruz foi evacuada pelas tropas do psiz,
levando todas as muniges de guerra, logo que
coostou a approximago da expedigo hespaahola.
O povo tambera abandonou a cidade. Parece po-
rm que os mexicanos se preparan) para a resis-
tencia, lendo j em Cordova resistido alguns
milhares de hespanboes que desembaresram.
A nomeagao do general l'rim para com manda ri-
le da expedigo j era coohecida na Ilavana, onde
reinava o maior enlhusiasmo.
Julga-se que 5 de janeirn j eslaria em Vera
Cruz a esquadra dos sitiados.
Assegura-se que o governo de Wasbinglou vai
emprestar ao do Mxico a somma necessaria para
esto satisfazer todas as reclamsges apresenla-
das pelas potencias eoropas. Para este Um exis-
tem negociagoes entre os dous governos, devendo
o Mxico ceder aos Eslados-Uuidos algumas van
Isgens commerciaes, e alm disso as tropas da
America nos seus raovimenlos podero ulraves-
sar o territorio mexicano. E' tsta a parle mais
iraporlaole do tratado.
Assegura-se que o. projeclo da candi lalura
eventual do archiduque Maximiliano ao throuo do
Mxico foi asiumplo de dill'ereoles conferencias
tio gabinele de Paris, eu pelo meuos tratou se all
muito deste negocio.
Parece que o gabinete de Paris aguarda urna
resposla da corte de Vienna, autes do represen-
tante partir para o Mxico onde deve desempe-
nhar fuocges contldenciaes.
O gabinele de Vienna encarregou o principe de
Metiernich de responder aos nITerecimenlosdo ga-
binete dasTuIherias, do maneira tal que sem re-
geilar absolutamente as proposias de Franga, faga
comprehender que a Austria nu esl disposla a
aceitar as proposlas relativas so Mxico.
NaChiua os revoltosos apreseniaram-se nas
immediages de Niogpo elloug Koog. Os eslran-
geiros sao maltratados e smeagados com a morte.
Eles tem-se refugiado em Shaogoe e Hong-
Kong.
Varios navios de guerra inglezes cruzsm nas
aguas japonezas para proteger us subditos brilao-
nicos.
o proprietario da venda, qae necia* ra asea le
paetua com o bont seotimenlos de tea csixar.
nao trepida om tapar osoavidoa, e tornar-a* ca-
go para actos indecentes, qua devara emargar,
mesmo por que lambem tem familia
< Realmente se nao foase a nimia bandida da
redactor da bem cooceilusda Revista, qae ste
descanga em clamar i bem da moral publica, ta-
na peior, porm mesmo assim faz-ae precia rei-
teradas rsclamasea, por que os impactaras da
quarteiro nao cumprlndo i riaca oa aeaa dava-
res, sio os primeiros qua ae tfsitsm da ragra 4a
decencia, ecooiantem que na ra doa Guarara-
pet morem pestost, que deveriam morar na r-
beira.j pela profistio qae adoptam, ii pelas ae-
coea ignobels que praiicam, a fisalmenta j pelaa
epithetoaque langam s familias honestas ala raa
do Pilar, que veem-ae coagidas a nio chegar
jsnells posteiior a aua casa, oio s para nao les-
lemunbarem as scenas que eaaas fllhaa da Jara-
salem prsllcam com um Adonis qua 14 rtalan.
seno lambem para nio aoffrerem continuadas
descoroposturai.
< Esperamos pois que o Sr. redactor da fievu-
ta Diaria chame i attencao do subdelegado do
Recite, afim de que tenhamos deacango a possa ni
as familias honestas licar livres de um tspecia-
culo lio ignobil.
Eis o vigesimo-quarlo
liolelim o/Jicial.
Nao ha caso algum de cholera-morbusoesle
cidade e em suas immedisgoes.
A's 6 bortt da tarde de 28 de Janeiro do
1862.
a Dr. guio Fonieca.
Entrou bontem arribado o patacho inglez
Mingan, que linha sabido para Liverpool no dia
26. Este navio slbarroou com urna barca s 11
horas da noile, do que resultou licar sem guru-
pas, verga de traquele e seis cabecaa da roda da
proa, e o capilo nao sabe que nagio a dita
barca por nio haver prestado otlengio alguma ao
chamado da guarnigo do dito patacho.
O vapor nacional Oyapock, aahido para os
portoa do norle cooduzo a seu bordo es pasaasei-
ros seguinle
r. Lucano de Moraes Sarment, r. Jos Joo
lavares Bclfort, sua mulher e dous escravos, "
lente Miguel Jacintho Marques de Olivairs, Laiz
Antonio Nogueira de Moraes, Raymundo Jos am
Araujo, sua senhora e tres filhos menores, Ma-
noel Gomes Morera, Benjamn* Hucari, Amaro
Brrelo de Albuquerque Maranhio, Manoel Jas
de Parias, Joo Jos Dias e Sanie do Pielro f.
O vapor inglez Oneida, viodo da Europa,
trouxe s seu bordo os passageiros seguales :
Eduarl Patn, Thomaz Combe,-, Ihooaaz M.
C, B. Uncan, Adolpho Feriman. Jeon Laren
VanGenal, Werachueren Pierre, Fraogoia Na_\-
tewe, Esievo Rodrigues Fonles, Jos Al vea
Barbosa e dous filhos menores, Jos Barbosa d-
Melio, Aulonio Ayres de Cbermonl, Derelder
Herr, Adolphe Seguirn) paran sut:
Carlos Locher e Jeronyrno Joso ds Costa B.
MUIl l'.W.Ili.UlL 00 DIA 28 l0 I.OKKIM1.
Msnoel Uongalves dos Saotoa, lVruamaaco. 4j
annus, casado, Pego da Pane lia ; luberculi
pulmonares.
Eduardo Jos Goni;alves dos Santos, l'uilugal, II
anoos, solteiro, Boa-visis ; febre amarelia.
Joaquim da Cruz. Portugal, 80 auuos, sulltu".
Boa-vista ; gaslro ioterite.
Eleodoro, Pernambuco, annos, S. Jos.iu-
flammaco.
Romana, Pernamhncn, 1( annos, solteira, Boa-
vista ; tolano espontaneo.
Berlina, Pernambuco, 5 mezes, Bis-vota, dm-
go.
Antonia Joaquina da Conceigo, Pernambuco, 6*1
annos, viuva, Poru ,,i Panella ; rrysipHIs.
Anionia da Costa Kodrigues do O', Peroaoibuco.
33 annos, casad*, Varzea ; Ihphyaica pulmonar.
Bepahtkjao ua policiv.(Kxiracto da parte
do dia 28 de jaoeiro) :
No dia ti do mesmo foram recolhidos casa
de detengo : a ordem do Sr. Dr. chefe de poli-
ca o porluguez Manoel Jos fataetra, de 25 sa-
nos do idade, bolee'o, por injurias a um oulr
boleeiro com urna bofetada; a ordem do subde-
legado do Recife o crioulo Jos, eseravo de Vic-
toriano de S, de 28 annos, canoeiru, por andar
fgido ; a ordem do de Santo Anlooio. africano
Jorge do O' Ferreira Lima, de 50 auuos. gaaba-
dor, por insultos ; e a ordem do de S Josr, Ma-
noel Jos Peilosa, de 6 annos. Hastial, por
crime de oltensas physicas.O chefe da 2" scsmv,
J. G. de Mesquita.
Moviraenlo da enfermara da casi do deten -
gao do dia 28 de Janeiro .
Tive alia da enfermara :
Pelippc Pereira dos Sanios.
Tiveram baixa para a casa de saude Jo Di. K*
mos C. :
Jos Fraucisco Caipira: sarampo.
Rosendo Francisco da Silva ; dem.
Matauolko I'IBUCO.
Maiarara-se no dia 21 do cumule pai* o cu-
sumo desla cidade, 76 rezes.
No dia 2283 dilaa.
No da 2350 ditas.
No dia 2469 ditas.
No dia 2588 ditas.
No dia 2688 ditas.
No dia 2785 ditas.
As noticias daCochinchina sao pouco favora-
veis aos francezes. O re maodou fortificar a ca-
Mal, e est reso'v do a defeu ler-se em quanto
Loder.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Correspondencias.
Foi honleni installada a sociedade Archeolo-
otea Pemambucana, como havuraos dito, cora a
solemnidade propiia de laes actos.
Amanha daremos urna aalicia dessa fuucgo
com todas as suas particularidades ; o que dei-
xamos de fazer hoje por afiluencia de materias.
De novo reclamam contra o batuque, ou
musa que o valha, que ha na ra da Virago. e
que vai pela sita noile, com iocornmodo de lodos
os oulros que nao sio do fandango.
Nao sao estas cousas loleraveis, e ningnem lem
o direilo de poros ouvidns alheios contribui-
go de laes folgangas. Era portanto til que o
inspector da ra inlervietse, apezar de rogar ac-
tualmente o direito da nao inleroenco.
Um morador liooeslo da ra das Aguas-ver-
dea pede a atteogo da polica para os escnda-
los, que de continuo all ae do ; pois que sendo
ella, como sabe se, habitada por essas mullieres
bsfejadasda prostituigo, enleodem estas levar o
despudor ao mais alio ponto do cyoismo, qual-
quer que seja a hora do dia ou da noile, sem res-
peito s familias que moram tambera na mesma
ra, e que sao forgadas por isso a coocenlrarem-
se em suas casas para ao meos nao verem as ac-
ges, que fau expressadas por palavras era grita.
Nesses desmandos tolerado* sobresahe urna
messalina, a quem nio desconhecida cadeia,
e que lem sido expellida de algumas ras, onde
ha morado ; nio nessa das Aguas-verdes, por
seus empreslimos de dioheiro e por suas rela-
goeatfa familia, lem logrado urna Indulgencia,
que aulorisa o que ella propala em deaproveito
da autnridade subalterna. Mas, corno nao pos-
sivel a subsistencia deste estado, a auloridade
superior qae cureae por um lermo i esta conti-
nuada ulfenss da moralidade publica.
Resolveo, a cmara municipal desta cidade
crear provisoriamente oito guardas municipaes ;
e a presidencia da provincia autorisuu essa me-
dida.
Chamamos a attango de quem competir
para o despujo que fatem oo becco das Uarreiras,
onde existe urna grande quanlidade de lixo pela
razio delonge de atirarem-n'o ao rio, deposita-
rom-u'o pelo contrario na margem deste, for
mando assim o acervo, que all se v.
Nao deve cuolinuar umi semelhaote tolerancia
por seus effeitos nocivos i saude publica, que
por cerlo esl cima de tudo.
Remeiiem-nos a seguinle commuoicagao
com o pedido de urna providencia :
c Chamamos a alUngioda auloridade policial
do Recite para a rui do Pilar, onde ha um cai-
xeirinho de ums venda, que, sem respeito is fa-
milias houettaa da rus, e mesmo a despeito dt-
quelle que deve ao patrio, anda iodos os oas
deapide da cintura pan cima, provaodo astim o
oenhum oato que fax da moralidade publica. No
entretanto alo tem cenado as roela mago es, mas
Sr. redaclore.As infeliz?' e pobres lionas
exaradas no seu Diario de 27 do correnta e
allusivas a urna correspondencia mrali,publicada
no de 23 do mesmo, nao merecer, rasoavelmeit-
te fallondo-se as honras de urna refutagao; ji
porque dos seos termos nao ressombra oulra
cnusa mais que nao seja um claro ru*ni(e*lo,
firme e directo proposito de me o Hender s j
porqu, nao sabendo cu se a pessoa quem
n'aquelle sentido devia diriglr-rae c elTeclnaaiPtle
digna de enlretcr comigo urna discusso cava-
Iheirosa e leal, visto como, nao obstante siguili-
car illa que s naquelie libyrinlho se nieltia por
aer zelosa da veracidade dot /aclos.guardou toda-
va o anonyoio, de maueira uenhuu.a me esl
era conveniencia um aotagooitoio em tal
terreno.
Entendendo desla g"ua, pela presente digo e
protesto que jamis siticularei ou eserevere
monossyllabo se quer em conlraposigao a tttr-
cripto de semelhanle jaez. A parsita da tal r.
'iu-'janda mouta decididaroenie nio presto, oes
prestare em tempo algum um s alomo da ssais
pequenina atiengio.
Se poim o Sr. Marlineau quizer travar romi-
go urna discusso naquelhs rondigaa, islo ,
franca, sincera, e, toda prova, digna de lio
roens que tem urna repuiagio e que convenien-
temente a presara, declaro Ihe que desde j aa-
conlrar-me-ha a islo prompto e decidido ; ssse-
verando-lhe, em conclusao, que se Star, levou
as mos cabega, ao ouvir aquella minAa rtt-
pogta (como allirm o intruso Araonm l la visto
no gabinete lopographico, no seu, certasscaU.
encommeudado sermo) aviso o quo prepare-sn
desde agora para fazer por innmeras vosas
aquella mesmo acto de gesliculscao; yrajaa
interessantissimns episodios terei de brevemente
levar ao coohecimeolo do publico o do Exm. Sr.
presidente nio s com relscao qaesiao ser-
ente, mais lambem a oulras muilai de nao
nnr transcedencia, os quaes episodios natural-
mente muito o hao de impressiooar.
Olinda 27 de Janeiro de 1862.
Francisco .Wurliiu dos Anju* 1'mmU.
OMiliICIOa
Gaixa Filial do Bance,
EM 28 DE JANEIHO DE 1862.
A caixa descoma as letras at 4 mazas a 10 */,
e recebe dmbeiro ao premio de 8 /'..
Praca do Recife 28 de
Janeiro de 1862.
Vs cuatro Uoras da larde.
Celacoea da jaita de correUre.
Cambios: ____
Sobre Londres -90 div a SS 3(8 d. p I9*W
Sobre Parisa Jo d|v. 377 por maco.
Descont do letras.
10, el5 0i0aoaooo.
i. da Cruz Mteloprasidoalo.
John Gatiaaoctelari*.
IM'UTII Ano



DIARIO DE PERNAMBCO as QARTA FEIRA 19 DE JANEIRO DE lt
_ Jfandegra.
lendimenlo do da 1 a 27. ,
dem do di* 28. .
380.4169040
ovlmenlo da al tandeara-
Volam.essotradoscom[azendas.. 510
> cora generoa.. 5J0
Volsm.es sahldos eom (azendas..
> eom gneros..
9
51
1:030
120
Descarreaam boje 29 de Janeiro.
Barca inglezeauphalomercaduras.
Barca iogleaPelmetbaidem.
Brigue inglezSpyidem.
Lugre ingleN. E. V. A.idem.
Briguo portoguezAmalia I idem.
Brigue heapanholDous de Janeirocharque.
Barca frencezaHagoodiecarvo.
Briguo dinamarquezCarolioaferro e carvo.
Fatacho fraucez Georgebaiatai e cemento.
Becebedorfa de readas Internas
aceraos de Peraaanaueo.
Rendieento do dia 1 a 27. 28:6994060
dem do dia 28...... 464#101
29.093$170
Custodio
naos.
Jos Vianna ; a tratar eom Tasao Ir-
Para Lisboa.
Pretende seguir eom meita brevidade o velei-
ro patacho nacional Beberib, lea parte de seo
carregament prompto parao resto que lhe (al-
ta trata-se eom os aeus consignatarios Antonio
Luiz de Oliveira Azevedo & C, no sen escripto-
riorua di Craz o. 1.
Para a Bahia segu o palhabote Santo Amaro,
para alguma pouca carga que Ihe falta trala-se
eom seu consignatario Francisco L. O. Azevedo,
na roa da Madre de Deus n. 12.
Consolado provincial.
Itendimento do da 1 a 27. 85:0108698
dem do dia 28......; 6.0501753
91:0619451
MoviiK*nto Navios entrados no dia 28.
Bahia7 dias, brigue inglez Oante, de 176 tone-
ladas, capilo John Glass, equipagem 12, em
lastro; a Johnston Pater & C. Velo receber
ordena e seguio para a Parahiba.
Lisboa50 dias, brigue portuguez Constante, de
258 toneladas, capilo Augusto Carlos dos Ileis
equipagem 15, carga vinho e outros gneros ;
a Manoel Ignacio de Oliveira.
Havre31 dias, galera franceza Solferino, de 376
tooeladas, capilo Loioo, equipagem 16, carga
differentes gneros ; a Tissat-freres.
Kio de Janeiro47 dias, barca americana John
G. W. Andrews, de 390 tooeladas, capito Hsr-
dy, equipagem 9, em lastro ; a ordem.
Bahia9 dias, barca americana Campareno, de
346 toneladas, capilo A. Dubel, equipagem
10, eia lastro ; a ordem.
Southamplon e portos intermedios18 dias, va-
por ioglez Oneida, commandanle Bevis.
Navios sahidos no mesmo dia.
ParahibaEscuna dinamarqueza Alona, capilo
H. P. Kreger, em lastro.
Rio de Janeiro pela BahiaVapor ioglez Oneida,
commandanle Bevis.
Porlos do norieVapor brasileire Oyapock, com-
mandanle o capilo de mar e guerra G. Man-
cebo.
Observaco.
Suspendeu do laraaro para Parahiba lilla Ca
dslon, capilo A. W. Touges.
Passou para o su! um patacho americano.
ce o
ce
a.
floral.
c
B
c

Athmosphtra
Diricco.
I
g | Intensidad*.
S I
33 Zf 00 3 oo o -i os | Farhenkiit. 1 m
i en ce o O 1 | Centgrado. 50 H m o
C o o ^1 | ffyoromatro.
o O | Cisterna hydro-| mtrica.
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A noite clara eom alguns nevoeiros, vento ESE
fresco o assim amanheceu.
OSCILACXO 1>A [har.
Preamar as 3 h. 44' da tarda, altura 6,8 p.
Baixs-mar as 9 h. 32' da machas, altura 1, p.
Observalorio do arsenal de roarinha, 28 de Ja-
neiro de 1862.
ROMANO STEPPLK,
1* lenle.
iecl&ra (ki.
luspecco do arsenal de ma-
rioha.
Faz-se publico que a commisio de peritos ties-
to arsenal examinando na forma determinada no
regalrnoslo acompanhaodo o decreto o. 1324 de
I de fevereiro de 1854, o vapor Jaguaribe da
(lompsnliia Pernambucana de navegago costei-
ia, achou-o em estado de poder navegar.
Inspeccso do arsenal de marinha de Pernam-
Imco em 27 de Janeiro de 1862.
Hermenegildo A. Barbosa de Almeida.
____ Inspector.
Atsos maritiaaos.
Porto.
Segu eom brevidade para o indicado porto o
brigue portuguez Amalia I, de primelra classe:
para o resto da carga e passageiros, trata-se coa
Cuoha Irmos k C, ra da Madre de Dos o. 3,
ou eom o capito na praca.
COMPANHIA PERIUMBICAIU
DE
Navegado costeira a vapoi
O vapor Jaguaribe, commandanle Lobato,
satur para os portos do sul de sua escala do
dia Io de fevereiro as 5 horas da tarde.
Recebe carga at o da 31 ao meiodia. Encom-
mendas, passageiroa e diuheiro a frete at o dia
da sabida as 2 horas : escriptorio no Forte do
Mattos n. 1.
Rio de Janeiro
0 brigue nacioual Veloz pretende seguir eom
muila brevidade, tem parle de seu carregameoto
a bordo : para o resto que lhe falla, trata-se
eom os seus consignatarios Antonio Luiz de li-
veira Azevedo & C, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
COPANHU PERMMBUCAU
DE
Mavegacao costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, M-
cau do Amu', Aracaty, Ceara',
Acaracu' e Granja.
O vapor Persinunga commandanleMoura, sa-
hlr para os portos do norte at a Granja no dia
5 de fevereiro as 5 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 4 ao meio dia, encom-
menlas, passageiros e dinheiro a frete at o dia
da sahida as 2 horas : escriptorio no Forte do
Mattos d. 1.
LEILAO
Quarla-feira 29 do corrente
O agente Pinto anlorlsado pelo Sr. Thomaz
Hsrrison, qoe reliroo-se eom sua familia para
Inglaterra no vapor de 14 do corrente raez, far
leilo dos objeclos aballo declarados a saber:
Urna rita mobilia de Jacaranda, nm excellente
Piano, goarda-roupa, guarda vestidos, appara-
dores, tocadores, commodas, mesas, marquezas,
cadeiras, camas de ferro eom colchoes e traves-
setros, lavatorios, espelhos, urna machina para
avarroopa, umcylindro proprio para massas,
lpuca, vid ros, lampeoes degaz, differentes qua-
lidades de vinhos, genebra, wisk, 4 duzias de
garrafas eom vinho de Borgoohe e muitos outros
objeclos que desde j se acharo patentes ao exa-
me dos pretendentes no armazem da roa do Im-
perador o. 73, onde se effectaar o lsilo.
Principiar as 10 horas
tST The anctioneer hopes lo see a good as-
aemblsge of Mr. Harrison friends.
Importante
Icilao de fazendas e diver-
sas miadezas,
DE
Urna loja a relalho.
Quinta-feira 30 de Janeiro
as 10 horas do dia.
Ao correr do mar tello eom lanche.
Costa Carvalho autorisado pelo dono da loja de
fazeodaa da ra do Cubug o. 8, que lem de
acabar eom este ettabelecimeoto para pagamen-
to de seus crodores, far leilao por intervengo
do mesmo agente, do mais completo sortimento
de fazendas Haas o grossas, fazendas de sada,
chapelinas para aenhora, pannos finos, casemi-
ras e muitos outros objeclos que seria enfadonbo
mencionar-se, O mesmo agente Costa Garvalbo
espera a concurrencia de seus amigos e fregse-
zeseem geral do respeitavel publico, visto|liavcr
objeclos que se poder laocar e arrematar por
muito menos de mil ris, garantiodo nao engal-
lar a ofTerta que chegar-se a lhe offertcer, por
nao ler limite.
LSILAO
Quarta-feira 29 do corrente.
O agente Pinto far leilio no dia cima men-
cionado, de dous carros sendo um de 4 rodas,
grande, forrado e pintado de novo, oulro de 2
rodas era perfeilo estado :
Nesta mesma occasio
vender urna excellente escrava.
Estes objeetos sero vendidos sem reserva de
preco, na ruado Imperador n.73.
LOTIIll 4
Teidb idD interceptada a venda das
nossas loteras na corte do Rio de Janei-
ro, e nao podendo est nossa provincia
s por si comportar j loteras do capi-
tal das entao existentes pelo motivo da
venda que aqui se faz de grande quan-
tidade de bilhetes, que por negocio
ainda que illicito nandam vir daquella
corte, resolveu o abaixo assignado pro-
por na forma da Iei ao Exm. Sr. presi-
dente da provincia, o plano abaixo trans-
cripto para as extractes das nossas lote-
ras, o qual toi approvado : e na ver*
dade aquelle que pode azer e que mais
possa agradar ao respeitavel publico,
as circumstancias actuaes nao so por
estarem suas sortes grandes em propor-
cao eom o valor dos bilhetes, como por
conter anda mais de urna terca parte de
premiados. A lotera que segundo a
tabella deve ser extrahida a quarta
parte da primera, a beneficio do Gym-
nasio Pernambucano, os bilhetes e quar-
tos e meios bilbetes, acliam-se a venda
na respectiva thesouraria na ra do
Crespo n. 15, e as casas commissiona-
das. As rodas anda rao imprcteri bel-
mente no dia 6 de fevereiro.
PLANO.
4000 bilhetes a 49.............. 16:000000
Beneficio e sello de 20 por ccnlo. S:20OJOO0
Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigne nacional
Damo pretende seguir eom muita brevidade,
tem parle de seu cirregameolo prompto ; para o
resto que Ibe falta, trata-se eom os seus consig-
natarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C,
no seu escriptorio ra da Cruz n. 1,
IhM
COMPANHA BRASILEIRA
DE
riDiraS TOI1.
At o dia 3 de fevereiro esperado dos portos
do norte o vapor nacional Paran, commandan-
le o primeiro-tenente Joaqoim de Paula Guedea .,
Alcanforado, o qual depois da demora do eostu- *-". M, 46, 74, 218, 220, 319, 44, 280,179.
Em lotes a vontade dos compradores.
DE
Chitas, madapolao, brins para calca,
meias para homem e senhora, visitas
ecapas de seda, cortes de collete de
gorgurao e paletots de panno fino etc.
AO CORRER DO MARTELLO.
Qointa-feira 30 do corrente das 11 ho-
ras as 2, e das 4 as 6 da tarde.
O ageote Guimsres em seu armazem na ra
do Imperador o. 37, no dia e hora cima (ara
ieilo por conts e risco de quem petteocer daa
fazendas cima declaradas. <
TAHBEM
vender joias de ouro como seja completos ade-
remos, aneis, traoscelios, escoletas etc.
Avisos diversos.
Grande laboratorio de la-
vagem.
Os donos dos nmeros abaixo declarados po-
dem mandar bascar que eatao promptos : 125,
256, 126, 283. 271, 239, 128, 171, 163. 158, 243,
35.168, 130, 178. 272, 231. 233, 276. 288, 293,
299.122, 294.195. 305. 315, 323. 313. 176, 246.
me seguir para os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros, e engaja-se
a carga que o vapor poder cooduzir, a qual de-
ver se embarcar no dia de sua ehegada, dinhei-
ro a frete e eDCommendas at o dia da sahida s
3 horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
AC.
Para
Rio de Janeiro,
segu por estes dias o veleiro brijjue aCruzeiro
do Sul : pira a pouca carga que lbe falta, o es-
cravos, trata-se eom os coDsignatarios Autunes,
Guiroaraes &C no largo da Assembls n. 15.
Vende-se o biale Jaguaribe, novo, de pri-
meira visgem, a dinheiro, a prazo, a troco de
escravoa ou proprledades, o qual acha-se defron-
te do caes do Ramos : a tratar na ra do Crespo
numero 14, loja.
Para a ilha de S,
Miguel
jIib coui a maior brevidade possivel o patacho
portuguez Lima ; para o resto da carga e pas-
sageiros, trata-se eom os seus consignatarios Joo
do Reg Lima & Irmao.
DAS
Nessageries imperiales.
No dia 31 do correle espera-se dos porlos do
sul o vapsr fraocez G'uienne, commandanle
Enoiit, o qual depois da demora do cosame se-
guir para Bordeauz, tocando em S. Vicente
(onde ha m vapor em correspondeocla eom Go-
rda) e Lisboa.
A eompaohla encarregs-se de segurar s mer-
caderas embarcadas a bordo dos vapores, assim
como tambero recebe dinheiro e objeetos de va-
lor eom destino a Loodres em tramito por Bor-
deauz e Boulogne.
Para as condieces, frete e passagens a tratar
na agencia.
Cear.
Segu por ates cloc dias por ter j dons ter-
cos te caria, o palhihote aGsribald, capillo
Rio de Janeiro
Pretende seguir eom muila brevidade o patacho
nacional Capuam, tem parte de seu carrega-
mento prompto : para o resto que lhe falta, tra-
ta-se eom os seus consignatarios Antonio Luiz de
Oliveira Azevedo 4 C-, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
Para o Porto.
Segu era poucos dias a barca portuguez
Flor da Mata, por ter parte do seu carregamen-
to prompto ; quem quizer carregar ou ir de pas-
ssgem, dirija-se ao consignatario do mesmo em
seu escriptorio da ra do Apollo n. 43, segundo
andar.
Para o Rio Grande do Sul
sahir eom toda a brevidade o muito veleiro pa-
Aviso aos irmos e devotos da
Virgem Senhora da Boa-
Viagem.
A mesa regedora da irmandade de
Nossa Senhora da Boa-Yiagem, erecta
na povoacao do mesmo nome, tendo de
solemnisar eom pompa a sua excelsa
padroeira, tem resolvido mandar cele-
brar missa na madrugada de sexta feira
31 do corrente, depois da qual, ser ar-
vorada a bandeira da effigie da excelsa
Virgem, ao toque de excellentes pecas
de msica militar dos menores do arse-
nal de guerra, sendo preenchido os in
tervallos eom vigorosas gyrandolas de
foguetes etc. etc. Previne-se portanto
a todos os charissimos irmSos e devotos
da excelsa ,Virgem Senhora da Boa-Via-
gem, para que se digoem assitir a tao
sublime acto religioso, para seu maior
brilhantismo, e bem assim para assist-
rera as excellentes e bem executadas no
venas, que terao comen as 7 horas da
Liquido.
1 Premio de............ 4:0008
1 Dito de. ,.....2:000
1 Ditodo................ 400
1 Ditodo............ 200S
3 Ditos de lOOg........ 30(1
6 Ditos de 40........ 240
Ditos de 20........ 260
12:800000
40 Ditos de
1270 Ditos de
1336 Premiados.
2664 Brancos.
4#.......
320
5:0805
12:800000
4000 Bilhetes.
N. B. As sortes maiores de 400#, estao
sujeitas aos descontos das leis. Thesou-
raria das loteras, em 20 de Janeiro de
1862. O thesoureiro, Antonio Jos
Bodrigues de Souza.
Conforme -* Francisco Lucio de Cas-
tro.
Gabinete porlugnez de
Leitura.
De ordem do Illm. Sr. presidente do cooselho
deliberativo sao convidados os senhores conse-
Iheiros a reunirem-se em sesso ordinaria, sez-
ta-feira 31 do_corrente, s 6 horaa da tarde, na
sala das sessoes do mesmo Gabinete.
Secretaria do Gabinete Porlugaez de Leitura
emPermbuco 11 de ianeiro de 1861.
M. S. Pinbeiro
1." secretario.
Ama.
Prensa-s de urna ama para o semeo de urna
casa de pouea familia : na praca do Corpo Saolo
n. 17.
Aluga-se um srmatem na ra do Apollo n.
13, defroote ao iheatro, muito proprio e eom
cornrcolos para receber quaesquer gneros : a
tratar eom seu dono na ra da Gloria o. 87, se-
gundo andar.
AO POVO
vos a frete, para o que trata-se eom Manoel
naci de Oliveira & FilHo, largo do Corpo Si
escriptorio n. 19, ou eom o capito a bordo.
lg-
nto,
Lisboa.
Sahir em dias do corrente mez o brigue bra-
sileiro Norma, de primeira claase, para o com-
pleto de sea carregameoto apenas lhe falla 500
accos : trata-se eom Domingos Ferreira Maia,
ruado Apollo o. 37.
Para o Rio Grande do Sol pretende sahir
eom brevidade o patacho Gtarany, para onde
recebe carga a frete, como escravos : quem no
mesmo quizer carregar pode enlender-se eom os
consignatarios Araorim Irmos, ra da Cruz nu-
mero 3.
Leiles.
lacho nacional Arapeby; recebe wrgae sera- noite desse mesmo dia sexta-feira, ate' a
vespera da esta que ter lugar eom to-
do o brilhantismo, no domingo 9 de
fevereiro vindouro.
Gomtaa lacea.
Vende-se na ra Nova n. 44, em casa
de Christtani & Irmao.
Colla de Hamburgo
Na ra Nova n. 4*, na loja e fabrica
de chapeos, vende-s' colla de Hambur-
go por preco eom modo, tanto em re-
tallio, como em porefio.
Aluga-se a loja do sobrado n. 13,
na ra da Imperatriz, propria para
qualquer estabelecimento commercial:
a tratar no mesmo sobado, ou na ra
da Cadei do Becie, escriptorio n. 3.
Um cavalheiro, solcito estudante
de boa posicao e conducta, deseja en-
contrar perto da academia urna peque-
a familia para viver eom ella, informa-
rao na ra do Trapiche novo n. 6. y
Precisa-sede um caixeru coefbas-
tante pratica de miudezas, e tifie d fia-
dor a sua conducta : a trat^fna ra da
Cadeia-Vellia, n 45.
que desde o dia 22 do correnU voodeu o
mazem de carne aecca da me da Fraia n. 44 ao
Sr. Jos Mara de Atevedoe faz sciente qoe dito
estabelecimeolo se acha fivre e desembarazado
da traossecio alguma com/esla praca.
Ptdro tf. 4a C Machado.
Aligs-M na ras 44 Iapersdor n. 77 utas
escrava qoe Un, 401001 e cozinhs o trivial.
LEILO
Sexta-feira 31 do correle
Costa Carvalho autorisa 1o pelos administrado-
res da masa fallida de Jos Antonio da Silva
Araujo, far leilao no dis cima, s 10 horas em
ponto, da armaco, mercadorias a dividas da bem
afreguezada loja de miudezas da roa do Quel-
mado n. 27.
Vendendo
ao meio dia em ponto todos as movis perlen-
ceotes a mesma massa eoosisiindo em urna rica
mobilia de mogno a Luiz XV, guarda vestido e
1009a, apparadorea, candelabros e serpentinas de
p de vldro. Imprtenles obras de ouroe brilhao-
tes e urna escrava, deveodo o mesmo leilio Mr
effeetuadono primalro ldardo sbralo da ra
40 Imperador o. 76,
Na quinta-feira 30 do corrente, pelas 10 horas
do dia que se fai o leilao sem limite, de to-
das as fazendas existentes na loja da ra do Ca-
bug n. 8, qualquer pessoa pode arrematar o
qe quizer at objeetos de menos de mil ris. E'
urna dessas pechiochas que raras vetease encon-
Ira. Hiver lanche.
Caixeiro.
lira rapaz que est arrumado em taberna de-
seji-se arrumar em armazem de trapiche por se
achar eom hibllitacoes oecessarias.por ter muila
pratica de comraercio : quom quizer utilisar-se
de seu prestiuio dirija-se a esta typographia em
carta fechada eom as ioiciaes 4. F. M.
Joaquim Jos da Coste Fajozes Jnior, par-
ticipa ao publico e especialmente ao corpo do
commercio, que desde o dia 24 do corrente, que
vendeu ao Sr. Aotooio Jos Leite Bastos a sin
loja de miudezas, na rus Direita n. 77, livre e
dissembara;aJa.
Aviso.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar em
qualquer dos dous bairros, Santo Aotooio ou S.
Jos, que teoha commodos suOecieoles para urna
familia, pagase bem: quem tiver dirija-so a ra
Augusta n. 92, ou no passeio loja o. 11, para
a justar.
Veodem-se burros gordos e mansos : no
engenho Jurissacs, do Cabo : a tratar all eom o
Sr. omiogos Francisco de Souza Leao.
Segunda vez annuocia-te o engenho Pu-
lista pira venda situado na freguezia de Maran-
guape termo de Olioda, distante do Recito 3 le-
guas, obras de pedra e cal a eicepcao da seazala,
multo forte d'agua que deita-se melado fora oa
tomada, eom boa estrada para navegar qualquer
carro, eom grande extenco de vaneas producti-
vas e rouitas ladeiraa que parle do caoas para
safrejar 5,000 paes eoutrss boas de roga : quem
pretender se entender eom o seu proprietario
00 mesmo eogenho.
Precisa se alugar urna ama preferindo-se
escrava, para o aervico de urna casa : a Iralar na
ra do Sol taberna n. 19.
Quera precisar de um caixeiro de idade de
14 annos.com pratica de taberna, dirija-se a ra
do Sol, taberna n.29.
Albino Jos da Silva faz icieote ao respei-
tavel publico e ao corpo do commercio, que oes-
te dala lem vendido a sua loja de fazendas st'a
ne ra do (Jueiwado n. 42 a seu irmo Narciso
Jos da Silva. Recife24 dejioeiro de 1862.
Albioo Jos da Silajwlga nada dever a esta
praca, porm ae alguem se julgar seu credor
aprsente suas tontas, no prazo de 8 dias. na ra
do Qoeimado o. 42, para serem pagas. Recite 24
de Janeiro de 1862.
Precisa-se urna ama, preferindo-se escrava:
no pateo do Terco n. 26.
Precisa-se fallar a'o Sr. Joao da Silva Dusr-
te, na ra Ha*)- n. 7.
-^Na pharmacia de Borges & Soares, prsga da
.Bes-Vista n. 24, esquioa da ruado Tambi, ven-
de-se a imcomparavel iojecco deBrowa39o
frasco.
O Sr. Jos Goncslves da Justa tem orna
carta oa rus da SenzaU Velha n. 94.
E. A. Ryder vai para Europa.
O abaixo assignado faz sciente a esta praca
O abaixo assigoado faz sciente a esta prega
que desde o dia 22 do corrente comproa ao Sr.
Pedro A. da C. Machado o armazem de carne sec-
ca que o mesmo seobor tinha na ra di Praia n.
44, livre e deaembaracado de trioasccBo alguma.
Jos Mara de Azevedo.
Libras sterlinss.
Vtadem-ae 00 escriptorio 4a Manoel Ignacio
de Oliveira & Filho, pracs do Corpo Santo o, 19.
UHAft MS1TD
do Rio, muito novo e barato.
Farfolla de mandioca
de Santa Catharina, a mala oora que ha.
h. .'!' m e oulro 8eno : n ra nova
de Santa Rita, armazem n. 19.
AUenjo,
r.,VdiTi,a 0,D "'"f0 de mesa em bom stado.
faz-se todo o negocio : na ra Augusta d. 90.
Vende-se um sitio
pequeo na estrada de Joo de Barros, em freote
1^ x .?' "scondessa de Coiaon, cora mui-
m.i.P.. larD8eir". coiueiros. roangueiras, e
siti! "T0^e 8 rucl; a lrat" D0 B,e,mo
od7P?!!m"8i P"r' LM,ceio "8 um pralicaole
ur. ?r.n 0tnc.181 d0 Pn'fme : tratar na bo-
tica tranoeza da ra da Cruz n 82
Ur7.,nB.diPieilro B"li..8l>dito italiano, re-
tira-se para fora da provincia.
Ausentou-se da cesa da abaixo aeaignada
um menino de nome Manuel Beoedicto da Cruz
eom os signaos seguiotes : 13 anoos de idade'
pardo, rosto coroprido, olhos pequeos, bocea
grande, erendido de ambas as venillas; levoo
vestido caiga de ganga azul e camisa de algodo-
zmho lislredo, aberta pela freote eom abotua-
dura de madreperola, descooBa-se ter aeguido
para o centro da provincia em um comboy : ro-
ga-se portanto as autoridades poliuiaea lento do
centro cmoda capital a apprehenso do referido
menino, e entrega-lo oa ra de S. Jos n. 13.
Isebel Meria da Conceigo.
Precisa-se de ama ama que engomme e co-
ztnhe para casa de pequea familia, assim como
urna escrava para veoder fazendas: oa ruado
Hospicio o. 62.
Muitas fazeadas
baratas na ra da Impera-
triz n. 60, loja do pavo.
Cama & Silva, donos daste estabelecimento,
lem resol vido vender as suss fazendas por precos
baratissimos como sejam:
Musselios branca eom 4 1|2 palmos de larau-
re, covado a 240 rs.
Gbitaa escuras eom pequeo loque de mofo
covado a 160 rs. '
Ditas matizadas sem mofo, covado a 160 rs.
Corles de ditas eom lOcovados a 18500.
Cortes de chitas raocezas escuras e alegres,
fazenda muito una e de cores seguras, eom 10
covados, 2600.
SJChitas fraocezas, fazenda superior, covado a
260, 280, 300 e 320 rs.
Laiioha de quadros para vestidos, covado a
Ditas muito finas e modernas, covado 3 440 rs.
Cseas de cores, fazeoda ioteiramento nova,
covado a 260, 280 e 300 rs.
Ditas garibaldinas, fazenda flnissima, covado a
360 rs.
Cortes
de vestidos do pavo
Cortes de vestidos de cambraia branca de ba-
bados e duas aaias, fazenla modernsima, o cor-
te a 4JW00.
Cortes de vestidos de phanlazia, fazanda que
** em qualquer parte a 10, torram-se a
6IJ000.
Ditos de cambraia de seda eom babados a
49500.
Ditos de cambraia de carocinhos brsncos e de
cores, fazeoda muito Boa a 45.
Ditos de cambraia braoca lavrada, fazenda in-
teiramenle nova, o corte 4$.
Corles de tarlatanes brancas eom babados pro-
prlos para assistir a casameolo ou bailes a fOjT.
Cortes de vestidos de cassa eom lisiras atraves-
sadas a 2>2i0.
Ricos eofeites Iravieta e ditos a Garibeldi
Ditos ditos a Luiz XV a 2.
Luvas de seda parn seobora muito boas a 600
re, lencinhos para mao de todos os precos e dua-
lidades.
h m.
bordadas e de imlao.
Saias t> .'dadas, fazenda lloissiraa a 4.
Ditas >1>iSg dita a 3j>.
Ditas eom arcos de cordo de lioho que fizem
as vejes de balao para as senhoras que nao gos-
Um uaar balao a 3200 e 4.
Saias de raadapolo francs a balao es mais
iSSulMS8 T tem TDd0 a esl9 mercado a 3,
1*500,4J e 5.
Ditas para meoinss de todos os tamaohos a 3
"Jilas de arcos simples mas muito bem teilss a
. CAMBRAIASLISaS
^ade carabraias lisas muito finas a 2J000 e
Ditas eom 10 jardas a 3, &&500, 4 e 5J.
Atten Daaeja-ae alugar um segundo ender M s+.
nha solao e que seja no bairro de Saolo Aatestfai
quem o tiver annuncie por este Diario ou
ee dirija a ras larga do Rosario o. 31, segaado
indar, defroote do hotel trovador, idrertiado si
qoe ae d at algum dloheiro de luras o se fas oa
concertos e pinta-ge.
Veode-se urna batanea: na ra Nova n 44
terceiro andar. '
Fugio do eogeoho Cooceiglo de Penado f
engenho Peoedo do Baixo boj conhecido par
Conceigo de Peoedo] 00 mez da oovembro do
ooo prximo passado, urna escrava de naci,
de nome Joaquina, eom oa sigoaeea seguiotes !
altura regular, secta do corpo, olhos ac tanta
papudos, tem urna ferida na pama direita ana
ja est meia afoverada, idade pouco mais ou sa-
nos de 40 annos, fol escrava do capilo Meaoal
Romo Crrela de Araujo. Esta escrava foi en-
contrada por ana meninos corlando capias ana
um sitio oa freguezia da Varzea no Oo da mas
de deiembro. No mez de Janeiro (oi eocontrads
por duas vezes por Roberto Chacom, corteado
capim entre o eogeobo Poeta e o sitio 4o falle-
cido psdre Jos dos Santos Fragoxo, bem pro-
vavel que a dita preta eateja acontada comqaal-
quer alguma pessoa a quel quera der noticia cer-
ta sonde ella esleja acoutada te dar! 204 da
gratificado, se proceder eom todo rigor 4a le
contra quem a liver e pegar todo os dias de ser-
vigo, perdas e damoos que boaver: qaalqaer au-
londede policial ou capiltea de campo que dar
a captura receber 20S de gratificar, no anaa-
nho cima. ^
Avisa-se a quem ioteresse tiver qae as au-
diencias de paz do 2o districlo da fregaeiia 4a
Santo Antonio do Recite, sero feites em casa 4o
juiz na ra do Livrameoto n. 31, primeiro andar,
as 9 horas dos dias seguodas-feires. a quiotes
allerando-se assim a ordem estebelecida.
Aluga-se uraa excelleote casa de campo
eom todas as comraodidades de familia, coa si-
tio grande, coebeira, estribara a grande saazala
para pretos, a casa construida ba ponco a 1 mia-
da de novo, eom terrago a roda, sita na estrada
de Sani'Aona defronta do sitio do fallecido An-
tonio da Silva 4 C. : a tratar na loja da ra 4a
Cadeia do Recita o. 64.
Precisa-se de um menino que lenha prati-
ca de taberna, que d fiador a aua conducta: no
becco do Carapello o. 4.
Aluga-se o armazem do sobrado da ra do
Apollo o. 47, proprio para qualquer estabeleci-
mcoto : quem o pretender eulenda-se coas Jos
Autunes Ooimaraes. a chave est no deposito 4a
ra da Seozala n. 48.
Aluga-se o srmezpm do sobrado da ruado
Brum n. 34, proprio para qualquer eslabelaei-
mento : quem o pretender enienda-se con Jos
Aatunes Guimsres, e as chavas existen na ro-
fioego n. 42 so p do mesmo.
Joo Cesemiro da Silva Machado vai as
Alagoas e deixa por seu procurador em primairo
lugar a seu primo Francisco da Silva Mache4o
Lodo e em aeguodo ao solicitador Peooa Porto.
Aluga-se urna excelleote casa no Moodego,
defronie do commendador Luiz Gomes Ferreira,
a qual tem duas salas, sete quarios. cosioha fo-
ra, a qual segue-se um pequeo quarlo, coebein
e estribara, feites de madeira. Tea excolleoto
cacimba no quiotal e diversos arvoredos de trac-
to : a tratar na ra da Cadeia do Recite, priaeiro
andar, o. 28 ou na ra da Aurora n. 81, segun-
do andar.
Methodo Ollendorlf.
Segunda-feira 3 de fevereiro se abra a aula da
francet pelo methodo Ollendorlf, approvado polo
cooselho oirector de instroeco publica des la
proviocia.
Arithmelica methodo Pesta-
lossi.
Approvsdo pelo conselho superior de inslruc-
cao publica de Portugal.
(rainmatica por Dilerinando.
Approvada pelo conselho director de 1. P. 4o
Kio de Jaoeiro. Na escola conlrl do raelbedo
Castilho, ra das Flores o.3, a qual recebo ass
4 peociooistaa qae nao excedam a 10 aunas de
idade.
. 36Ra Nova -^36
Em casa deJ. Bonnofand vende-soocorreaitoes
fuhados a 7. 8g e lOf. relogios de prala Honra-
dos a 10, 15$, 20 e 25, aflieoga-se a quali4ado.
icnn*deiD8ple pret0 muil encorpado a 15C0,
IJbOO e I5800.
Dilo cor de canna, azul e cor de rosa J>.
Seda lavrada muito booita fazenda a 3$.
Chamalote preto muito encorpado a 2.
Sarja preta hespaohola a 13800.
4
Bordados.

tn
Finissiroas tiras bordadas de todas as qualida-
des e largurss por pregos baratissimos, eolre-
meios muito delicados de todas ss larguras e qua-
lidades.
Manguitos eom gollinhas de cambraia bordados
a 1280.
Caicinhss bordadas muito Gnas a 14.
Manguitos bordados para senhora a |y.
, Gollinhas muito Unas a 400, 500,800 e 19.
iAlem dtstcs erligos existe neste estabelecl-
ttiento um grande numero de faiendss quo seria
enfadonbo menciooa-lss, e do-se as amostras
de todes, deixando Qcar penhor, ou mandam-ae
levar as fazendas musir em casa das familias
que quizerem escolher, pelos caixeiros da loja do
pavo, ra da Imperatriz a. 60, de Gama & Silva
Madapolao
3#00 rs.
Vendem-so pegas de madapolao cora 14 jardas
pelo baratissimo prego de 34 a pega : na ra da
Imperatriz n. 60. loja do pavo, de Gama & Silva
Panno a 1,800 rs.
Vende-se para liquidar urna coota, panno pre-
to, cor de. rap, faienda muito superior, a 19800
otovado, afiangsndo-se qoe sempre se vendeu a
39OOO : na rus da Imperatriz n. 60, loja do pa-
vo, de Gema R Silva.
Presunto fiambre.
Na ru do Rangel o. 43, vende-se presunto
fiambre a 400 rs. s libra, ateile de coco, sal refi-
nado que rivalise o sal inglez, fumo de Gsra-
nbuns, vinho do Porto a 800 rs. a garrafa, licor
em garrafas da trysisl.{marrasquino de Zara, a
verdadeira farinha de ararula a 640 rs. a libra, e
mais gneros tendeles a molhados, ebeguea
qae para liquidar.
Quem precisar de um portugus para com-
prar ecosiohar muito barato, dirija-se a ra da
Aurora o. 48, na taberna.
Urna taberna.
Vende-se ama taberna sita em Cexeog, mul-
lo afreguazeda e propria pare principiante, o
motivo to aomaote para o dono querer rell-
rar-ae do lagar s a tratar da ra|Nova o. 89.
Caixeiro.
Na ra da Cruz armazem n. 33 existe um avgo
de 19 annos, vindo do Porto e coa pratica 4*a
negocio de fazeoda, o qual se deseja arrimar ea
loja de fazendas on oulro qualquer esubelrci-
mento.
Fugio no dia 19 do correlo o esersvo Be-
nedicto, lem os sigoaes seguiotes: crioalo,
cor preta, estatura regular, pescogo baixo e groo-
so, pouca barba, lem falla de denles, olher soa-
bno, reprsenla ter 36 annos de idade, tea o
dedo index da mo esqoerds mais curto soa
uuha, lem urna costura de ferida na ceoella ala
peroa direita ainda por acabar de fechar a tras
sempre a caiga da dita perna meia descida, levo*
vestido caiga de slgodo azul o camisa de chita
roxa e chapeo de baeta preta j velho coa man-
chas de tinta erde, descoofia-se que eeUja tra-
balhando ea alguna olera por entender do al-
ucio ou que esleja em algum aitio, a desde j se
protesta contra quem o uver: roga-se as aato-
ndades policiaes, capitaes de campo a captara
do mesmo, a entregar na ra dos Goararapeso.
2 em Fora de Podas, que se pegar generooa-
meDte.
Aluga-se a casa terrea na ra da Alegra
- 18, para pouca familia.
Na nova loja de miudezas da ra Direita o.
77, veode-se carteiras eom agulhas de todas as
qualidades a 160 rs. cootas de todas as cores
para pulceiras solas, e utios eofeiles a 400 rs.
o masso, fraojas de liobo breaco de diversas lar-
guras a 120 rs. a vera, e oulras meis miudezas
linas que se veodero por muito menos 4o ejo
ee compra em oulra qualquer parte; na aaaaa
loja se concert e cobre se chapeos de aol lano
de seda como de panno por muito menos prego
deque em outra qualquer fabrica.
Chapeos do Ch>IL
Na ra Direita o. 76, esquina 00 becco dos
Peccados Monees, vende-so chapeos 4o Chyli
muilo lios de copa alia e aba larga a UaribeMt
e de oulres muilas qualidades da gusto andarnos,
assim como um grande eorliaento 4o litros asa
branco para escripturagio, ludo por prego* ra-
zoaveis.
U Sr. Chrisanlo Daro Nobra 4o Alarida,
lem urna carta eom diobeiro no escriptorio 4a
compaohia Peroambucen, nu Porto 4o Mattos
o. 1.
Attencao.
Fugio no dis 13 de jeoeiro desle auno, o os-
era o crioulo de nome.Da vid, coa os signos as-
guiotea : alto, edr preta, barbado, tea eiaa cica-
triz na fonle direita, levou chapeo 4o feltro, ca-
misa de riscado azul, caiga de casoaira aaa'rrl-
ls j usada : roga-ae a todas as sojtotMades a
sprrheosao dalle a leva-lo aa-aitla oes ]
na ponte de UcJwa.
J FERREIKA VILULA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
oa do Cabuff a. 18, .
entrada pelo pateo da
Retratos por ambrotvpo, por neeiaiootypo, so-
bre panno encerado, sobre talco, espada oa
pulceiras, alflnetea oa caasoletos. He
caaa exlate nm completo e abaodeoto 1
da artefactoa frencezes a ametieaooo |
loceco dos retratos. Ha tambe* aera a
mo fim cassoletas delicados elneetoa
de Iei; retratos em photographia das
persooageas ds Europa ; stoiseeeapos
etereoecoplcaa, aaaia cobo vldree pera laaWtJfi
4 ehialaas pholograpnkas.
ITII Arir*M


**
__
DIARIO DE PBRMAMiUQO QUART IRA 29 DE JANRO DE 1861
Jo# Soaresde A^ered, profe-
sor de lingua e litteratra nacional no
Gymnaiio Prenoial de Pernambuco,
ten aberto em ua residencia, ra nova
de Santa Rita n. 47, as aulas de
GEOGRAPHIA HISTORIA
LINGUA FRANCEZA
PHILCBOPHIA
ORATORIA E POTICA
As aulas sao todas de tarde: come-
aro s S horas e acabaa s 7.
Atten Tasso lrmiosfazem publico que o convcuto de
S. Beato da Parahyba Ibes devedor da quanlia
de iota contoi nc-vecenios e dezenove mil du-
zentos e dez ris ( 20:9199*10), por transferencia
de urna conta correata com Jos l.aiz Pereira
Lioia & C, Bssiguada e conferida pelo ex-D.
abbade Fr. Jos da Eialtago Marques, em 12
de mar?o da 1860. Alm do premio de m e meto
por ceoto ao oez a que flcoa abrigado o referido
cooveoto a pagar, conforme a clausula exarada
ua referida conta crrante. E como at o presen-
te nao Ibes tenha sido possivel receber a referida
importancia e os juros decorridos, oo obstante
as diligencias empregadas para esse tira, fazem
publico que nao por aua vontade que estaosof-
frendo tal desembolso, para que em tempo al-
gum se em pregue o argument do grande aug-
mento dos juros, para o qual oso concorrem os
abaixo assiguados, que sempre esliveram e esto
promptos a receber s referida conta e os juros
vencidos, e protestan) nada abater em lempo al-
guna ; declarando mais que nao deiooeram os
cedeotes da referida conta os Srs. Jos Luiz
Pereira Lima & C. e Manoel Rabello Olaoda Ca-
boclo. Recite 15 de Janeiro de 186-j.
Tasso Irmaos
O Sr. JoSo Hyppolito de Meira Li-
ma, queira apparecer nesta ty pograpbia
({uese Ibe precisa fallar.
!-
S Medico. S
9 O |)r. Braacaate pode ser procurado a 9
9 qualquer hora oa caa de aua residencia, 9
9 oa ra do Imperador o. 37, segundo ao- 9
9 datr. P*ra o exercicio desua prolisso. fe.
Alugam-se 3 casas terreas meia-aguas na
roa da AtraiQo n. 1 : a tratar na ra do Rangel
n. 7.
Sooiedade btiicaria.
Arnorim, Fragoso, Santos 4 G. acam e tomam
Instruccao particular.
O abaixo assignado competentemente
provisiooado pela directora geral de ina-
traccao publica para enaiosr prlmeiraa
lettraa, latim e francs, achi-se no exer-
cicio de seu magisterio desde o dia 13 da
Janeiro do correte, ero aua mesma resi-
dencia na ra Nova n. 58, onde continua
a receber alumnos internos e externos,
advertiodo porem que S Ihe ceovem
admillir 10 peociooiitas e que nao exce-
dam de 12 annos de lade. Recite 15 de
Janeiro de 4862.Jos alaria Hachado da
Pigueiredo.
Aranaga, Hijo & C. sacam sobre
o Rio de Janeiro.
Precisa se de urna ama a para cozinhar e
eogommar, sendo para cozinhar com perfeicjo,
oo se olhaodo a prego : a tratar na loja da ra
do Queimado n. 46.
Quera li*er um moleque para alugar, de
12 a 15 annos, e que sirva para o servido domes-
tico de urna pequea familia, dirija-se a ra da
Cruzn. 45,armazem.
Aviso.
Sitio,
Aluga-se um excellente sitio na oslrada dos
Aflliclos, o quarto depois da capeila, com muilos
arvoredosde fructo, reedificado e pintado de ao-
vo, com bom pojo d'agua de beber e oulras com-
modidades: a tratar no mesmo com sua proprie-
taris I) Margarida Francisca Xavier, ou oa ra
Augusta o. 60.
O bacharel Joao Antonio do Souza Ribeiro
pode ser procurado para o exercicio de sua pro-
lisso de advogado, todos os das at as 4 horas
da tarde, na casa de sua residencia, ra das Cru-
zes n. 35, primeiro andar.
Precisa-so alugar um preto, daodo-se o
sustento, e psga-se mensal ou semanal, para o
servido desta typographia : oa livraria os. 6 e 8
da prsja da Independencia.
Precisa-se de urna ama que aaiba cozi-
nhar e eogommar : quem quizer dirij-se
atraz da matriz da Santo Antonio n. 28,
primeiro andar.
Precisa-se
de urna ama que aaiba engomraar ou cozinhar
para pouca familia : na ra do Trapiche n. 18.
*
CJ O Dr. CarolioO francisco de Lima San- fe
a) los, mudoa-ss da ra das Cruzes para a a)
9 do Imperador, sobrado n. 17, em frente fj
9 da igreja de S. Francisco, onde continua dj
M no exercicio de saa profissao de medico $$
-?
Offerece-se uro moc brasileirocom bastan-
te pralica de commercio, pois j tem negocio
seu, offerece-se para tomar coata de qualquer
osiabelecimento por balando e dar coraprimento
ao que receber, ou para caixeiro de ra ou co-
branza, o para este tim d pessoas nesta prega
quo garanta a sua conducta : quem precisar ou
queira fazer qualquer negocio, annuncie para ser
procurado.
Chama-so a alienlo dos reverendos viga-
rios desta diocese para a seguinte declaraco
Eugenio Francisco Paes Brralo, filho de rran
cisco d6 Paula Paes Basreto, acha-se empedido
legalmente para s poder casar-se com Maria da
C. B., o que muito se recommenda principalmen-
te ao vigario de S. Lourenco da Malta, onde
Eugenio natural, ao de Maranguape onde mo-
rador, o do passo de Caraaragibe em Maceion-
do consta ter contratado um oulro casamento.
O abaixo assigoado morador na Gapunga,
previne qualquer pessoa, que queira algum
negocio ou entrega de cartas, dirija-se ra
da Senzalla-velha n. 28.Franciaco Tiburcio de
Souza eves.
Precisa-se de um criado para casa de fa-
milia, e de urna ama que saiba cozinhar e eo-
gommar, preferindo-se uros que trabalhe em
massas e doces : na ra da Cadeia do Recifo, loja
de 4 portas n. 24.
Precisa-se de orna ama. preforiodo-se es-
crava, para cozinhar e eogommar: oa ra do
Crespo n. 1.
Precisa-se de urna criada porlugueza, que
saiba cozer e eogommar : oa ra do Queimado
n. 12.
Cozinheiro
Precisa-se de um cozinheiro, ou
cozinheira, forra ou captiva, para urna
casa de pouca familia : a tiatar na ra
da Cadeia do Recife n. 3, primeiro
andar das 10 horas, as da tarde.
Aluga se urna escrava para o ser-
vico interno e externo, de casa de fami-
lia : na ra da Cadeia do Recife n. 53,
letceiro andar.
Precisa-se de urna ams someote para cozi-
nhar com regularidade para um horoem solteiro,
prefere-ae escrava : a tratar na ra da Palma n.
.78, das 6 s 8 horas da maoha, e das 3 da tarde
em diaote.
Aluga-so um sitio-no lugar da Magdalena,
principio da travesa do Luca, com casi de pedra
e cal, duas baix'8 de capim para invern e vero,
e muitos arvoredos de fructo : a tratar no Campo
Verde, ra do Palacio do Bispo n 20, sobrado.
A pessoa que acbou urna carleira de borneo-
patliia de 21 tubos, e quizer restituir, pode faze-
lo. dirigiado-se a ra da Imperatriz, loja de-cal-
cados n. 46, do Sr. Vianna, a qual pertence a
Frederico Chaves.
A directora do collegio Santa rsula, abaixo
asslgnada, avisa aos pas de auas alumnas e a
quem mais convier, que em virtude do artigo 19
dos estatutos, principiara os trabalhos do referido
collegio no dia 7 do correte mez. A directora
envidar todos os extorceos a sea alcance para nio
desmerecer do eonceito adqoerido no primeiro
auno de seus trabalhos, e allro de que os paisde
suas alumnas flquem completameote satisfeilos
com a educarlo de tuas fllhas. O collegio conti-
na na ra Formosa, sobrado n. 15, aonde a di-
rectora ser encontrada a qualquer hora do dia.
rsula Alexaodrina de Barros.
Ama.
Precisa-so de ama ama forra, pretere-ae de
meia idade, para o servido de compras, na ra
Bella o. 38.
Consultorio
Medico- cirurgico
DO DOUTOR
KDM ffl(DC(DM.
3Roa da Gloria casa do fnndo--3
Existem medicamentos homeopathlcos os mais
bem preparados e de toda a eflicacia. sempre re-
novados, pela muito grande extraerlo e procura
quelemdevidoisso ao MXIMO CRDITO
de que gozam em todas as provincias do Brasil.
Continaa-so a vender pelos precos do costu-
me e achar-se-ha as carteiras especiaes para o
tratamento do cholera-morbus, rom os seus com-
petentes folhetos e separadamente os preserva-
tivos em tinturas e glbulos, conforme quizeren?.
O crdito de que gozam estes remedios e a
prefereocia com que sao procurados, pela certe-
za de seus effeilos e pela ioalterabilidsde dos
glbulos, dispensara de quaesquer recommeo-
dacoes.
O que bom e est prorado, leva comsigo as
recommendaces.
Roga-se aos senhores abaixo mencionados
que lenham a boodade de dirigir-se ra da Ca-
deia n. 55, para tratarem de negocio que nao ig-
nora i) :
Jos Silvjno da Costa.
Joo Valentim Das Vilella.
Maooel Bentn Alves deMacedo.
Manoel Candido Pereirs de Lira.
Jos Antonio Rodrigues Canuto.
Manoel da Cruz Martina.
Eduardo Kernurthy.
Joaquim da Silva eves.
Antonio Francisco deAndrade.
Precisa-se
alagar urna escrava para o servico interno ex-
terno de caa de familia : na ra da Cdela do
Recita n. 53, tercer andar.
Perdeu-se um annelao de ouro com a Arma
de H. e K., desde Boa-Vista at a ra da Ca-
deia do Reciie : roga-se a pessoa que o achou
que o leve a livraria do Diario de Ptrpambuco,
praon di Independencia ds. 8 e 8, que ser re-
compenaada.
Aviso.
O abaixo assigoado, liquidante da (Irma de Ju-
lio Augusto Torres* C, a qual gyrou na botica
o. Sida prega da Boa-Vista, avisa aos senhores
devedores da mesma para qoe nao psguem a pes-
soa algoma que nlo aprsente procuradlo do
abaixo assigoado, sobpenna de psgarem segunda
vez, pois nao considerar legal qualquer outra
aulorisacao que anresentem.
Jos Fortunato dos Santos Porto.
Precisa-so de ums ama para cozinhar e
comprar: na ra do Imperador n. 37, Segundo
andar, entrada direila.
Precisa-se de ama ama que saiba eogom-
mar, preferindo-se eacrava ; na ra da Impera >
trie o. 40, segundo andar.
Antonio Luis da Fonseca Bastos, retira-se
para lora da provincia.
Precisa-se de um caixeiro pira orna loja de
miudezas; roa Nova o. 30.
Perdeu-se no domingo 26 do correte, na
estsr.o daa Cioco Poolas, ao aahlr do trem do
manha, do pescogo de ama rriaoga um trance
lim lino, urna moeda, um buso e urna figa de co-
ral, ludo eocastoado em ouro : roga-se a pessoa
que acbou, queira levar a seu dono na roa Au-
gusta n. 24, ou a ra da Senzala Nova o. SO, que
se recompensar com 10.
Aluga-ae um armazem na ra do caes de
Apollo n. 7; a tratar no paleo de S. Pedro nu-
mero 6.
Precisa-se de um caixeiro de idade de 12 a
14 annos, prelere-se os mais noves chegados ; a
tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Roga-se a pessoa a quem por equivoco foi
entregue em dezembro 1 par de bolina, 1 lao.er-
na, 1 amolador, el machioa de espremer fructa,
heja de declarar sua residencia para ser procu-
rado os objectos cima mencionados, e sendo pos-
sivel deixar taes objectos oa casa n. 13 da ra
de Santa Rila, segundo andar,
Precisa-se de um caixeiro pnrtuguez de 18
annos para cima, que tenha bastante pralica de
taberna : cm Fora de Portas, ra do Pilar n. 8*.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leite ; na ra da
Cadeia do Recife, loja n. 50, de Cunba Silva.
Precisa-sede um irabalbador para urna re-
finado, que tenha pralica, psga-se-lhe bem agra-
dando : a tratar no deposito da ra do Rangel
numero 9.
Mademoisele Margarita Looarde va pour Rio
de Jainnair par le vapeur trancis du 12 frevier
1862.
Precisase de urna ama que saiba cozinhar
e engommar para casa de homem solteiro ; na
roa do Camaro o. 13.
Aluga-se o primeiro andar da rus da Im-
peratriz n. 40 ; a tratar no mesmo.
BATATAS.
Vendem-se em caitas de urna e de duas arro-
bas no armazem da ra da Madre de Deoa nu-
mero 19.
Cheguem s fazendas ba-
ratas, antes que se aca-
bem.
Na loja de fazendas da ra da Madre de
Dos n. 16, defrontc da guarda da
alfandega.
Madapolo lino a pega 4(800.
Cillas Boas escuras a 160 rs. o covado.
Ditas francezas campo braoco a 200 rs.
Ditas escuras muito final 240,260 e 280
Pegas de ditas r "naa coro 32 covados por 6f.
Alpaca tina de cor a 360 e 400 rs. o covado.
Cortes de seda pretos para rollete a 2$.
Casemira preta, fazenda superior, o covado a
1*800
Lencos de seda de cores 500 rs. um.
Chales de cessa pintados um 5C0 rs.
Velbutina pintada para vestido a 400 rs. o co-
vado. E oatras muitas fazendas que se vendem
barato para acabar (dinheiro vista) ; de todas
se darao amostras com peohor
CARTES
DB
VISITA
DE
Csrles de visita de novo gosto
Cartdes de visita de novo gosto
Canes de visita de novo gosto.
Umaduzia por 16^000.
Urna duzia por 16(000
Urna du/ia por 168000
Urna duzia por 16J0OO.
Retratista americano.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Ra do Imperador.
Ra do Imperador
Ra do Imperador
Ra do Imperador
Compras.
Na ra do Trapiche Novo n. 42, compram-
se moedas de ouro de qualquer qualidade.
Compraro-ce acedes do novo banco de Per-
nambuco ; no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo, escrip-
torio n. 14.
Precisa-se comprar um esnravo de naqo,
robusto, sallo, de bons costumes, e sem vicios,
para o servido de urna cocheira : a pessoa que o
liver e quizer vende-lo, dirija-se ao escriptorio
da Manoel Gonr;a|ves da Silva, ra d* Cadeia do
Recife n. 89, que achara com quptn iralar.
Preciss-ae comprar um bergo de roadeira,
em bom estado : na prac,a da Boa-Vista o. 22, bo-
tica.
S Coropram-se Diarios a 120 rs. a libra : na
roa estrella do Rosario n. 1, casa dn Foc/s.
Teudo desapparecido no dia 20 do correnle
do bralo da ra da Imperatriz n. 36, segundo
andar, por ter sido roobado por um crladu Ue no
me Manoel Cabocolo, de idade de 45 annos, pou-
co mais ou menos, que servia na mesma casa
como tal, e que evadio-se : um relogio roeio
chronoraelro de prala dourado n. 11741, c 5080.
roga-se a todos que ou a quem for cuereado por
compra de apprehende lo e levar na mesma casa,
certo de ser recompensado. O mesmo cabocolo
tem servido cm dilTerenlet casas, estando lti-
mamente, segundo disse elle, no sobrado que c
occopado pelo hotel trovador, noterceiro andar,
servindo a um estudante.
Precisa-se de um oficial de bar-
beiro: na ra das Cruzes n. 35.
Alugam-se 6 sagundo e terceiro andares do
sobrado da ra dosTanoeiros n. 5, muito fresco:
a iralar na ra da Cruz do Recife o. 31.
Pordetraz da rus da Concordia aioda exis-
tem alguns terrenos na primeira e segunda ra
projectada, e traspassam-se por precos rouilo ra-
zoaveis, attendendo as proporges que offerecem
para sua edificarlo : aa pessoas que se quizerem
approveitar da commodidade do prego, dirija-se
a ra larga do Rosarlo n. 16, padaria, que acha-
ro com quem tratar.
Joo Ferreira dos Santo* faz scienle ao res-
peitavel corpo do commercio que nesta data
comprou ao Sr Sebasiio Luiz Ferreira a taberna
d. 4 da roa de Hurtas, livre e desembsractda de
qualquer divida que possa apparecer, por ser
com uiorisacao por um abaixo assigoado pela
maioria do3 credores do mesmo Sr. Sebastin
Luiz Ferreira. Recife 27 de Janeiro de 1862.
O dentista Ntima Pompilio.U;
para con-
0
kRA DO QUEIMADO JHM
P/l^hRANI)^01lTIMEK
^DASERljPKSf
Sortimento completo de sobreestaros de psnno a 259, 28, 30*e u$, casaros mullo ter.
taitas a 25|, 23g, 30J e 35|, paletots acaserados de panno prelode 16 at 259, ditos de easesan4
de cor a 159,185 e *0J, palalols saceos da panno e casemira de 89 al 1 Vi, ditoa saceos de alpat"
m erin e la da 49 at 69, sobre de alpaca e merino de 79 al 10j>, caigas pretas de casemira m
39 at 118, ditos de cor 00 73 at 10$. roupas para menino de todos os tamsohos. grande sorti-
mento de roupas de brins como sejam caigas, paletots e colletes, sortimento de cohetes preto* de
selim, casemira e velludo de 49 a 9|, ditos para casamento a 59 e 69, paletots braceos da bra-
mante a 49 e 5f, caigas brancas multo finas a 5|, e um grande sortimento de (alendas fina s e mo-
dernas, completo sortimento de casemiras inglezas para horoem, menino e aeohore, aeroelaa di
linho e tlgoao, chapeos de sol de seda, luvas de seda de Jouvo para homem e aeobora. Te-
mos urna grande (aOrtea de alfaiate onde recebemos encommendaa de ejraodes obras, ue* piar*
isso est sendo administrada por um hbil mestre de semelbanle arte e um pessoa) de mais *
etneoeota obreiroi escolh'.dos, portaoto executamos qualquer obra com promptidao e mais barato
do que em outra qualquer casa.
Cascarrilha.
Caixinbas vazias
fritos
Mullo lindas caitinhas vazias para so bolar
confeilos e dar de presente a 200, 3i0 e 400 rs.
cada caixinha. na loja da victoria na ra d
Queimado n. 75, junio a loja de cera.
Linhas de croxele em nve-
los raonstros.
Muito boa linha de croxele para bordado em
nvelos moostros por s-rsm muito grandes a
400 rs. o novelo: na liji da victoria na ra do
Queimado n. 75, junto a loja de ten.
Vende-se um carro de 4 rodas novo, rece-
bido ltimamente de Franga, lodo forrado de
seda, com os competentes arreios prateados,
obra de muito bom gosto, sendo este calerhe o
mais bonito que hoje existe nesta cidade : a Ira-
lar na ra do Trapi he n. 14, primeiro andar.
Attenco.
No trapiche defronte do Binco vende-se urna
batanea romana propria para armazem de assu-
car, em muito bom estado e comolela de pregos :
os pretenderles dirijam-se a ra Nova n. 14, ter-
ceiro andar, que se far todo negocio.
Vende-ae oa permuta-se a fazenda por ca-
sas nesta cidade, de criar gados, denominada A-
margoso, sita na freguezia do Ass do Rio Gran-
de do Norte, a qual tem tres legoas de Ierra de
frente e urna legoa de fundo, com urna boa casa
de viveoda, grande porcao de gado, alguna ca-
vellos, etc. : a tratar na ra da Cadeia do Reci-
fe n. 43.
armazem em progresso
DE
Jos de Jess Moreira Ra estreita do Rosario, esquina da ra
das Larangeiras n. 18.
Os propietarios deste eslabelecimento estao
resolvidos vender por menos do que em ouira
qualquer parte por vir diversos gneros por ron-
la propria : msoleiga ingleza flor a 800 rs. e 720
a libra, dita franceza a 640, em barril fazemo*
abalimento, cha hyson a 29800 e 29400 a libra,
queijos do ultimo vapor s 89 e 29800, arroz a 100
rs. a libra, gomroa muito boa a 100 rs. a libra,
massa de tmale a 800 rs., em porgo taremos
abitimento, em latas de ums libra, marmelada
do roelhor fabricante de Lisboa a 800 rs. a libra,
vioho ruito superior, Figueira, a 560, 500 e 400
rs. a garrafa, aroendoas a 330 a libra, milho al-
pifia a 160 rs. a libra, aletria, macarro, e mais
massas a 400 rs a libra. Alem deates gneros
outrns mullos tendentes a molhados que os pro-
prietarios serespoosabilisam pela boa qualidade.
Ao? tabaquistas.
mmk
Desiofeccao.
O abaixo assigoado vende em sua botica na
ra Direila n. 88, os seguintes desinfectantes por
ter para isso oaparelho necessario. Chloro para
desinfectar o espago de 310 ps cbicos por 29,
liquido desinfectante das materias fecaes urna
garrafa 19. po* desinfectantes das mesroas ma-
terias urna libra 1f, liquido para mergulhar a
roupa dos accommetlidos a 6(0 rs., agoa chloru-
retada que aupre a de labarraque somenle na par-
le da desiufecgo por ser carregada 10 vetes mais
do chloro (pelo que declaro que nao se faga del-
la uso interno) 19.
O publico desla cidade deve estar lembrado
de que nesle Diario foi transcripta ama corres-
pondencia do sul, na qual declarou-se, que, em
um dosportot onde grassava a febre amarella o
commandaote de em dos navios surtos n'aquelle,
conservsndo o ehloro em o seu, foi o nico pre-
servado do mal. ao passo que 01 mais soreram
e houveram muitas victimas.
Para o desempeaho da dasinfeegao acompa-
nhar a explicacao.
Jos da Rocha Paranhoi.
Ra eslreila do Rosario n. 22
pi-imoii'o andar.
Dota denles artificiaos por molas e li-
gaduras e pela pressao do ar. Syslema
americano sem arrancar as raizes, e fas
todas as opersges d> sua arte, com
promptidao e limpeza.
K
ma.
Precisa-se de ama psrs comprar e cozinhar
par harnea solteiro morador no mat
quem qulier dlrij-ie ras ao Qatimsdo i.
l'ugio no dia 25 do correnle da casa n. 101
da ra Augusta um concliz muito domestico e
cantador; roga-se a quero apprehender leve-o
ao lugar cima dito que ser bem gratiticado.
'O abaixo assigoado pode que ninguem com-
pre tres travs de tundo de trinia e oilo palmos
a quarenla, e com as marcas A. V. M, e contra
marca dous riscos em erar, que foram fu rudas
do mesmo abaixo assignado, larobem se recom-
pensa a quem ras mesmas der xiolicia, na ra
nova de Santa llilla n. 11.
Joao de Brito Correia.
Aluga-se o primeiro andsr do sobrado ti.
37 da ra do Imperador: a tratar no segundo an-
dar do mesmo.
Precisase do urna ama que saiba cozinhar
o diarlo de urna casa : na tua Nova n. 47.
Joao Guilberme Romer, armador de corti-
nados (na ra do Hospicio o. 37) participa ao res-
peitavel publico que tem reeebido excelleotes
molduras douradas para cortinados de janellas,
taro bem vende borlas, cordao, galleras e patefs
ds brooze que perteose aoa ditos.
Saques sobre Portugal.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam so-
bre Lisboa e Porto : oj largo do Corpo Santo,
escriptorio o. 19.
Precisa-se de ama ama para eogommar e
cotar: oa ra do Raogel o. 7, segundo andar.
Vendem se bombas e assentsm-se em cacim-
bas, e concertam-se de todas as qualidades, fa-
zem-se encanamentos de chumbo, de ferro e de
folha para aguas, concertam-ae obras de loueas,
assirn como jarros, boccaes de lanterna, e appa-
relhos linos, e vendem-se obras de folha de I'lan-
dres por prego muilo comrrodo : aa pessoas que
pretenderem algum destes objectos, dirijs-se a
ra da Imperairii n. 43, loja de fuoileiro junto a
padaria do Costa.
Attencao.
Vende se paos de superior qualidade, ls-
vrados e por lavrar oa ra das Cruzes n. 31.
Bolcinhas de borracha
para fumo.
Muito lindas bolcinhas de borracha para guar-
dar fumo pelo baratissimo prego de IfSOO, IjJ,
800 rs. cada urna : na loja da victoria ua ra do
Queimado n 75, junto a loja de cera.
E afeites para sen hora.
Lindos enfeitrs pare cabega de gosto o mais
moderno que tem apparecido a 5f, 59500 e 69 :
oa loja da victoria oa ra do Queimado n. 75,
unto a loja de cera.
Phosphoros de seguranca.
Caixinhas com mil e tantos phosphoros de se-
guranga a 160 rs. a caixinha que s pela segu-
ranga delles por livrar de incendio sao de graga:
oa luja da victoria oa rui do Queimado n. 75,
junto a lojs de cera.
Meias baratas.
Meias pintadas para homem a 150 e 160 rs. o
par, ditas brancas para menina a 180 rs. o par,
ditas de las para o fri a 500 rs. o par: na loja
da victoria oa roa do Queimado o. 75, junto a
loja de cera.
Galanteras de gosto
E' o que pode haver de mais gosto em galan-
teras de vidro e porcelana como sejam jarros,
frssqoinhos e garraflnhat, manteigueiras e assu-
careiros, jarrinhos psrs boquets de travo e oa-
tras muitas cousas : o* loja da victoria oa ra
do Quslmado o. 75, junto a loja d cera.
.r a 120 e a 160 ris.
ptimosMengos para rap, quo se vendern a
500 ris p<>lo diuilnuio prego de 120 e 160 ris :
a elles amantes da pitada, antes que se aca-
bem, pois a porgo diminuta, se naoeprovei-
tarem esta bolla oceasiu licarosem elles : na
ra do Queimado O. 48, loja de Julio & Con-
rado.
Miudezas baratas
Na loja d victoria ta ra do
Queimado julio a loja de
cera.
Coliheles fraocezes em cartao a 40 rs. 1
AHinetesfrance7.es cabega cbala a 120 rs. a carta.
Papel com cenlo e lanos alOnetes a 40 rs. o
papel.
Linhas victoria em carritel com 200 jardas a 60
rs. o carritel.
Ditas de 200 jardas de Alexander a 900 rs. a du-
zia.
Ditas de 100 jardas braness e de cores a 30 rs. o
carritel.
Ditas de Pedro V brancas e de cores a 40 rs. o
cartao.
Grampos a 40 rs. o mago.
EnOadorea brancos a 60 e 80 rs.
Carleiriohas com agulhas francezas a 320 rs.
Trangas brancas de linho a 100 rs. a pega.
Agulhas de eollar vestido a 40 rs. cada urna.
E oulras multas miu-ezas que se a disnea ven-
der batato psra quem comprar victoria sempre
contar: na loja da victoria na ra do Queimado
n. 75, junio a loja de cera.
Altenco
Vende-se urna barcaga nova com apparelho ou
sem elle, de lotagao oe 25 caixa, e construida
com as melhores madeiras quera pretender di-
rija-se a,ra da Pr-ia n. 9, armazem.
Loja amarella,
a Ra da Cadeia confronte ao becco 1
Largo.
Ricas capas pretas eompridas, r?ante- 1
i leles modernos de seda e tilo. m
m, Vestidos bordadoa de cambrais, duas g
saias, patos e babadinhos.
Vestidos de seda cores escolhidas e de ]
8ph'otasia, lasinha de cor a 500.
Sedas de quadrinhos, grosdenaples e t
moreanlique, la matisada a 640 rs. 5Sj
Manguitos e ollas bordadas rom per-
feigao.la transparente a 640 rs.
Cassas de cores, chitas finas, tarlatana,
fil etc., baregede las a 640 rs.
Para as noivas.
Vestidos de blonde com saia de selim
Chegou para a loja da victoria grande sorti-
mento de cascarrilha de todas as cores e largu-
ras e se vende mais barato do que em parte al-
gum*, por isso venham a loja da victoria ns ra
do Queimado o. 75, junto a loja de cera.
umm oh iMMQe m&hhkm
No sobrado amarello nos gj
4cautosdaruadoQuei- 8
mado n. 31, loja de An- ||
nio de Monra Rolim,
H vende-se :
* Camisas de meia de 13 pura e finas a 29,
H 29500 e 39.
9c Semillas .le meia ele la pura Anas a 29,
# 2J500 e 3$. X
8 Tapetes grandes para forro de salas e S
quarlosa 15?. If
a Alcatifa em pega o covado a 500 rs. **
( Toalhas de linho pardas para roaos e 1
roslo a 1]t- su
Borzeg'.ins ingieres de superior qualids- 1
de a 109 flt
Ditos ditos gaspearlos a 7$.
te3iefefts3*ao etaatattaifA a54iQ'5iS
?% jaBiaB mbiiv aaTEkTW9<9r9 WVVWV W9f9 9J^9"W919 es^aaTejraaj%
Bazar de catangas
ehrinquedos para meninos c
meninas.
Na ra Direta n. 7 defronte da grande
Cera de carnauba
Primeira qualidade e pregos commodn : no
largo da Assembla o. 15, armazem de Aaiews
Gutmarcs & G.
Opiata iogleza
para (lentes.
Est finalmente ren ciliada a falla que *> srrt-
tia dessa apreciav?) opiata inglea lio proveiin-
| aa e necessaria para os denles, isso porque a In-
ija d'sguia branca acaba de recebe-la de u en-
commenda, e continua a vende-la a IfOO rs. a
csa ; quero qaizer conservar seua denles per-
feitos prevenir-se mandaodo-s comprar *m
dita loja d'aguis brama, rus do Queimado n. 16.
Veude-se o grande sitio denominado taie-
na, sito na freguezia da Varzea, de muilo boas
ierras, que ludo qoanio se plaa di urna errando
quanlidade, com urna casa de laipa jA robera,
urna dita de fazer ftrinha, grande quaniidada al*
ps de cafezeiros, com diversos ps de frocteira,
como seja larangeiras, coque-ros, etc., elr.; n
lambem vendem-se doaa vaecas qoe dio bastan-
te leite, urna dellaa com a cria jA grande, e em
burro manso : a tratar na ra do Sebo o. 20.
Delicadas escovas
cabos de marlim e madre-
perola, para limpar
dentes.
Na verdede urna escova para limpar ppnlea
. sempre necessaria em qualquer toucador, e cesa
fabrica de tamancos. | especialidade no da senhors que preza o asseio,
gNesle estabelacimenlo novo se encorlrarSo e pare que elle seja perfeito pandar comprar
sempre grande sortimento de caltingas e brin- uva dessas escovas de rabo de saarflm oa ma-
queos de todas as qualidades e pregos psra me- d-operla que custam 29e 39 rs., ns loja d'aguia
uinos o meninas, assim como lambem charutos; branca, na raa rea do Queimado n. 16.
ruito bons e baratos, tanto em caixa como a re- ''
taino.
^Vendem-se burros gordos
e mansos
' no armazem de Andr de Abreu ]
Porto confronte no arenal de
9* marinha, tambetn se vendem
A cascos escolhidoa que servem
Q tanto para agurdente como
5$ para mi I : para tratar-se no
^ escriptorio de Scott Wi'son &
%fa C, ra do Tiapicbe n. b.
e
Escencia de ail.
Para engommado.
Vendem-se frasquinhos com escencia de ail
cousa excellente para engommado porque una
gota della bastante para dar rr em urna bacia
de gomma tendo de mais a mais pr*ciosidede de
nao manchar a roupa como muitas vezes acon-
tece com o p de ail Cusa cada frasquinho
500 rs. : na ra do Queimado loja da aguia bran-
ca n. 16.
Vende-se
azeilede dend oa palma, dito de amendoim que
serve para luzese machinas, mais barato do nun
em qualquer outra parte ; na rea du Vigarie .
19, primeiro andar.
Simode Nantun,
i obra completa, nitidan ente impresas, ivpo iraa-
I (lee intellegivel, papel claro, formal secu>
dado o mais possivel, rucadernado firn aria -
cadernagio, cora sen rotlo dourado, e p. an-
tif-'o prtgo de 19 cada volume : na roa d Im-
perador n. 15.
Panno de algedo da
f Loja das 6 por-|
tas em frente do Li-
vramento.
Kotipa fcita muito barata. S
Paletots de panno flno sobrecasacos, ^r
ffi ditos de casemira de cor defualao, ditos isj
? de briro de cores e brancos, ditos de S
ganga,caigas de casemira pretas e de V
cores, de brlm branco e de cores, degso- f$
a gs, camisas com peilo de linho muito m
" floas, ditas de algodao, chapeos de aol ;
de alpaca a 4 cada um. Sj$
mm
manta, capilla, todos os peilences.
Novidade.
Chapeos de palha flno, leques, man-
guitos, pentes, espartilbos, chales pona
redonda, perfumara etc.
Roupa eita.
Ii' esse estabelecimenio o especial em
roupa feita j em prego como ua quali-
dade, palitots, caigas, colletes, sobreca-
cos, sobretudu, capas de borracha etc.
Calcado.
Botinas de Ueli muito frescas a 189:
na ra da Cadeia o. 23, de Gurgel &
Perdigio.
Ummmmmmmm
Chapeos de castor.
Vendem-se chapeos de castor de primeira qua-
lidade a 89. qoe ji se vendersm a 169, para
acabar : na ra da Imperatriz, loja n. 20, do
Duarte.
Fivelas para cinto.
Ricas fivelas de madreperola para cintos pelo
barato prego de 1J600: na loja de victoria na
raa do Qaeimsdo n. 79, junto a leja da cara.
Feodem-se os engenhos
; libado Morgado, sito a mar
; gera do Pjrapama, e Po-San-
jrue sito a margein nhaem, com safras, escravos,
boiada, e mais jiertences ; re-
cebem-se em conta predios
na cidade, ou seus arrebaldes
eos pretendentes porlem en-
2 tender-se com o proprieta rio
- dos mesmos engenhrs, de-
sembargador Alvaro Barbalho
Ucha Gavalcauti
Vende-se no escriptorio de Antonio l.uiz do
Oliveira Azevedo & C, ra da Cruz u. 1.
A boa fama
vende fivelas para cintos o mais bem dourado >|'i
possivel e dos mais lindos goslos que lesa viae>>
a este mercado, pelo bsralisaimo prego de J9.'>0>i
cada urna, carteiras com agulbss as mais besa
soriidas que se pode desejar, e em quinto a aju>-
lidade na pode haver nada mellior, palo borato
prego de OO rs. cada carteira, peonas de age ca-
liccraphia verdadeiras a 2J rada caixinha coas %-
duzias, ditas de langa verdadeiras n. Vii t 1*8"
cada grora, ditas muito boas anda nio confeti-
das a 500 rs. a groza : na ra do '.'risjsaa. mi
bem ronhecida loja de miudezas da boa tama -
mero 35.
Cerveja.
Krabb lliom & C. vendem na sea eeciiptom,
ns ra do Trapiche n. 17, cerveja branca da ab-
roada e bem conheeida marcaAllsoff* pre-
ta de excellente qualidade, es barrica de garra-
fas e meias garrafas.
Vende-se urna tartaruga criada em rasa.
qual ji d para mais de urna libra, propria s*m
quem a quizer criar : em Tora de PwUe. rsw al
Pilar n. 31. Na mesma rasa se di 1009 atoros
sobre penhor e hypnUiera.
Altenco
Esponjas fiaas
para o rosto.
Vende-se mal Anas esponjas para rosto, I tt
cada ama : aa raa do Queimado, loja Vagara
kMDIIB.il.
Vende se leite puro a pataca a garrafa: na raa
do Trapiche na porta do hotel Francisco.
Batatas.
Vende-se batatas ltimamente ebegadss eto
Lisboa a 640 rs. a arroba: no armazem a. 10,
travessa da Madre de Deo*.
Vende-se ama Irave de 75 palmos de coss-
prido e 10 pollegadas en, qoatfro, ale lapnUi
qualidade (de fundo), assim como canoas>c*r-
reira de diversos taannos, por frece faenen
na loja de ferrsgens da ra da Cadeia n. 44.
Sebolas baratas.
O cenlo a 500 rs. e em aolho
ra da Imperatriz o. 49.
ZeGre para vestido.
Chegou psra leja da victoria graada aartt-
mento da zeflre para enfeitos de vestida M pan
outra qualquer obra qoe M queira balar pajg.
barato pre;o de 500 rs. a paca cem 10 vana : ata
loja da victoria aa raa do Qaaaauda a. 79, jenata
toja da cara*
a 800 rs.: na


DIARIO DE PERNAMBUCO QUaHTA fciA 29 DE JAHEIHo DE 1861
GELO
No deposito do gelo ra do Apollo
u. 51, vende-ie gelo de hoje em diante
arroba a 3f500, e meia arroba 2^000,
e a libra a 160 ris : tambem recebe-se
assignaturas dat pessoas particulares lo*
go que seja diariamente, at que se
acabe o gelo.
Loja das 6 por-
tas em frente do
Livramento.
Chapeos de sol de alpaca a 4#.
Duzia de meiascmas par hornera
1J>*00 e o par a 1*0 re., ditas brancas
muitofinas a2|500a duiia, lencos de
cassa com barra decores a 120 rs. cada
um, ditos brancosa 160 rs., baldes dt
20 e 30 arcos a 3f, laazinha para vee-
tidos a 240 o covado, chales de merino
estampados finos a 58 e 61, tarlatana
branca e de cores muito fina com Tara
e meia de largura a 480 ra. o covado,
fil da linho liso a 640 rs. a vara, pe-
C.aa de eambraia liaa fina a 39, caasas
de cores para vestidos a 200 ra. o co-
vado, mussulioa encarnada a 320 ra o
covado, calcinitas para meoina de escola
a If o par, gravatinhas de tranca a 160
rs., petos para camisa a 200 rs. cada
um duaia 2>, pe?ai de eambraia de sal-
pico muito fina a 39500, pegas de bre-
tanhaderolo a 29, chitas francezas a
220 e 240 rs. o covado, a loja est
abertadas6 horas da manha as 9 da
noite.
Calcado
45 Ra Direita 45
OuqamL. Ougaml'.
O traate indispensavel ao homem civilisado
sera contradicho o sapato I E' ella tao uecessa-
rio como o pao ao estomago. Tolera ae um
chapeo jaca ; urna casaca de ajuatar taimado ;
um vestido desbotado; maa o aapato acalcanna-
do e roldo, i bolina sem lustre e Ja\ descosida
urna indecencia, um insulto ao orgo visual de
um christao. E* por to graves consideracoes
que o proprielario desta estabelecimento.
acabando de receber um magnifico sorlimento,
rogs aos seus freguexes sa apressem em renovar
o calcado velho visto eslar-mos na testa ;
vejam:
Homem.
H1LIES (chagre privilegiado) frescos co-
mo a agua do Prata...... 14*000
BORZEGUINS,ioteincos (Rocthlld) 9*500
diversos fabricantes. 8&000
lustre pechincha. 55500
Sapa toes de Nantes, vaqueta de lustre
biteria........... 6*000
Ditos Nantes bateria....... 5*500
1 5*000
inglexea..... 4*500
Nantes meninos..... 3*500
lustre (sola e vlri..... 5*200
> (urna aola)..... 38000
de tranca portuguea. i 2|000
> a franceza. ; 1*500
Senhoras.
BOTINAS.'gaspa alta e laco inglezes de
duracao incalculavel. 6(000
francezas (lago).....: 5J500
sem lago........ 50900
gaspa baixa....... 4(800
outros (32, 33 e 34). ; 4J500
b de meoina (Joly)..... 4*500
Sapatos (Joly) com salto...... 3**00
> ( > ) sem sallo...... 2g000
tapete......... 800
lustre (32. 33, 34)..... 80o
econmicos para casa. 500
Alem diaao um variado e abundante sorli-
mento de ludo o qae necessario a sapateiro pa-
! ra executar qualquer obra.
A 320 rs. o covado, grande
pechineha.
A3<000.
Chapeos da palhiona fina enfoatadoa para me-
ninas ; na ra do Creapo o. 10.
Aos tabaquistas.
Vendem-se superiores lencos francezes a ml-
tacao doa de linho, muito proprios para oa taba-
quistas por serem de cores escuras e flus, pelo
baratissimo preco de 5 e 6| a duzia : na ra do
Queimado n. 22, oa bem conhclda laja da boa f.
Fil liso e tarlatana.
Veude-ae superior fil liso e tarlatana branca
e de cores, pelo biralissimo preco de 800 rs. a
vara ; na bem conhecida loja da boa f, na ra
do Queimado n. 22.
Ricos eaeites.
Vendem-se ricoa e auperiores eofeites os mait
modernos que ha, pretos e de cores, pelo bara-
tissimo preco de 6 e 6*500 : na loja da boa f,
na ra do Queimado n. 22.
Gambraias de cores.
Vendem-se cambraias francezas de lindas co-
res, pelo baratissimo preco de 280 o covado ; ?'
ra do Queimado n. 22, na bem conhecida loja
da boa f.
Cambraias francezas fnissimas.
Superiores cambraias francezas mullo finas, de
muito bonitos padres, pelo barato prego de 700
rs. a vara : oa loja da boa f, na ra do Queima-
do o. 22.
Cambrala Visa.
Vende-so eambraia lisa transparente muito fi-
na, pelo barato prego de 4 e 5| a peca com 8 1|2
varas, dita lapada muito superior, peca de 10
varas a 6| : na ra do Queimado n. 22, na loja
da boa f.
Bramante e atoa\\iad%> de
UuYo.
1^ Cera de carnauba de pri- Vende-se fariiha
EXPSITO
DE *
Candeeiros econmicos
S^Lwi^yEf; Y^^tTy^RTlWPraayrgrx^iTaffff*
Grande
Superiores palelots de panno preto muito fino,
obra muito bem feita, pelo baratissimo prego de t
20* ; na ra do Queimado n. 22, na bem conhe- Vendem-se superiores cambraias francezas du
cida loja da boa f. j muito bonitos padroes a 320 rs. o covado, fa-
Vende-se umi mulata de 24 anuos de ida- zenda muito fina que sempre vendeu-se por 800
de, muito sadia, eogomma muito bem e cozinha e 1* a vara, veoham por ellas, antes que se aca-
o trivial de urna casa : a tratar na ra da Cadeia bem; na ra do Queimado n. 22, na bem coohe-
do Recite n. 62. segundo andar. I cida loja da boa f.
IRMAZEIM PROGRESSiT
mmmsa
Francisco Fernandes Duarte
largo da Penlia
Vende-se superior bramante depuro linho com
duas varas de largura a 2*400 a vara, assim como
atoalhado adamascado taoibem de puro linho,
com 8 palmos de largura a 2*500 a vara : na bem
conhecida loja da boa f, na ra do Queimado nu-
mero 22.
Cortea de ea\ca,
Vendem-se cortes de caiga de meia casemira
de cores escaras a 2g cada corte ; oa loja da boa
f, na ra do Queimado n. 22.
Port bouquels,
Dourados com cabos de ma-
dreperola.
Chegaram opportunamente para a loja d'aguia
branca os bonitos port bouquels dourados e es-
maltados, com cabos de madreperola, conforme
sua propria encommeoda, (cando assim remedia-
da a falta que havia desses port bouquels de gos-
to, os quaes chegaram bem a lempo para os di-
versos casameotos e bailes que se conlsm oesses
dias, por isso as pessoas qae por elles esperavam
e as que de novo os quuerem comprar dirigi-
rem-se munidos de dioheiro loja d'aguia bran-
ca, ra do Queimado o. 16, que enconlraro obra
de bom gosto, baraleza, agrado e sinceridade.
a 8az>
e gaz nydrogenio de primeira e segunda quali-
dade : na ra Nova n. 20 e 24 loja do Viaons.
Vende-se o eogenho Coqueiro, sito na fre-
guezia de Una da comarca do Rio Formoso na
provincia de Peroambuco, e tem as vantagens e
commodidades seguintes : mde com agua muito
bem, duas leguas de distancia para o embirque,
bom coreado, bom de produccao, e tem auas ma-
tas, e obras lem aquellas de necessidade para se
lucrar, e.recebe parle do valor em dssobrigas na
capital : a tratar no meamo eogenho com o abai-
xo asaigoado.Jote Luiz de Barros.
Ra do Queimado n. 19.
Santos Coelho teui para
vender o seguate:
Esleirs da India de 4, 5 e 6 pilmos de largo
proprias para forrar camas e salas.
Lencoes de bramante largos a 3* cada um.
Cobertas de chita a chineza a 1J800.
Lencoes de panno de linho fino a 2*.
Toalhas adamascadas de linho para mesa a 4*.
Chita franceza com defeito de arara a 160 rs.
o covado.
Toalhas de fusto para mos a 500 rs. cada
urna.
Colchas de fusto adamascado grandes a rj.
Cambraias de cores a 160 o covado.
Golliohas ricamente bordadas e de trsspassoa
9|00t>.____ K
Farinhade
de mandioca
O deposito da melhor farinha de mandioca
oeste mercado noarrxazem da ra da Madre de
Dos n. 12.
meira qualidade.
Vende-se em porcao e a retalho d urna aacca
para cima, e por commodo preco : na ra da Ma-
dre da Dos confronte abotica n. 30.
Leite virginal
infallivel remedio para
sardas e panos.
O leite virginal j bao conhecido como reme-
dio infallivel para aardas e pannos, vende-se s
z| rs. o frasco ua ra do Queimado, loja d'aguii
branca n. 16.
Vende-se urna duzia de cadeiras meia de
lora e meia feita na trra, um par de consolos,
um titeiro para loja de charutos ou sigarreiro,
um barcao e urna mesa grande com os ps tor-
saer8ion'. 30 d6 am,rell : Da t,a lar8 do R-
A loja d'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta loja por estar constantemente a receber
perfumaras linas de suas proprias encommendas,
bem se pode dizer que est coostituida um depo-
sito de ditas, tendo-as sempre dos melhores e
mais acreditados fabricantes, como Lubio, Piver,
Coudray e Societ Hygienique, etc., etc. ; por
isso, quera quizer prover-se do bom, dirigir-se
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que
achara sumpre um lindo e completo aortimeoto,
leudo de mais a mais a elegancia dos frascos, e a
baraleza por que se vendem convida e anima ao
oomprador.
Carros e crnicas,
Em casa de N. O. Bieber
C. successores rus da Cruz
4.
de mandioca de superior qualidade eaa
saceos, por preco muito commodos:
nos armazem de Antunes Guiarles &
C. confronte ao trapiche de algodao.
Riscado moDstro.
Vende-se riicado mouatro'^szenda
nomica para o uso domestico por lar i
gura e o seu preco ser da 200 ra. o cavad*: a*
ra da Imaeratrix, loja o. 20, do Daarta.
IPJaMDMll.
Na padaria de Antonio Fernandta da Silva
Beiriz, ra doa Pitea n. 42, vende-se a aaoiU
acreditada bolachioha igual a ingleza, alia e
arsruta, lodoolrabalho oeala caaa besa teeaa m
pao e bolacha feito das melhores fariaktaa a
irabilbado com o maicr aaaeio posslvel, (atiaba
a melhor do mercado a 180.rs. a liara.
>OCIA
VNDICAO LOW-IOOI
Ra daSeuialU Kova uAl.
Hasta i a t abs laci man to coniina a aavar asa
(ompUtosorliaaniodsmoaBdasaaaaiassMSkv
dis paraanganho,machinas da vapor alaiaaa
te farro batido* coa do, da todos ostamaaaaa
para dito*
Souhall Mellors & C, lendo recabada ar-
dem para vender o seu crescido deposita arala-
giua v|slo o fabricante ter-aa retirado do aasja-
cio ; convida, porlaolo, as pessoas que qoiaataas
possuir um bom relogio de oaro ao prata da c-
lebre fabricante Koroby, a aprovaitar-aa da aa-
portunidade aem perda da lempo, para vir eeaa-
pra-loa por commodo preco ao aeu escriptaria
roa do Trapiche n.28.
Lindeza
a mais superior do mercado a 800 rsa libra, em barril se far
Vende-se fazeoda denomiuada
para vestidos a 160 rs. o covado ;
srte, ra da Imperalriz n. 20.
lindeza, ptima
na loja do Du-
Alien v&u
numero
Vendem-se carros
a leves para dua
commendas para
pas com varios d
rocaspara condcelo de assur.ar ote.
Taixas
rros americanos mu i elegantes Maior redueco nos precca para acabar.
cVoPfim"lesTo^el-'m:;: **L" F -azeml. & 8.a C
leseJnho.m tSSJFSSJSt 22&&l!!*S&^-A "*
nccao de assur.ar o
Vende-se
farinha de mandioca de superior qualidade, mui-
to nova, e em ludo asradavel, em pcrcoes'gran-
des e pequenss a vontade dos compradores o or-
eos muito mdicos: a bordo do brigue Midas
ancorado defro.nle do caes do arsenal de guerra,
Gomma
Vendem-se caixoe* vasios proprios
para bahuleitos.funileiros etc. a 11280:
quem pretender dirija-se a esta tioo-'
erarjhia ana ah p A\ra' .,, ^.*Llem sac.cos mu,l 8UPerior a 2a arroba, e fid li-
giapnia, que all se dir quem ostem bra a 100 rs.: na ra larga do Rosario n. 50 la-
para vender, berna da esquina.
acreditado fabricante Edwio Maw a 100 ra.
Ukra, aa mesmas que saveodiam por 190 ra.
Cale potassa.
Vend#m-se estes doos gneros nobeas caahe-
cido e acreditado deposito da roa da Caaia do
Recife u. 12. por menoa preco do que asa oalre
qualquer parle, afiangaodo-se a boa qoelidada.
A cal chegou a qualro diaa pelo brigue Soba
rano, e a potassa legitima da Ruana, ebegada
pelos ltimos navios da llamborgo.
Manas de retroz.
Vendem-se mentas de ralrox para grvalas a
00 rs. : na ra do Queimado n. ti, aa Uta da
1 boa f.
Afiaaca-se a boa qualidade de todo qualquer geuero
comprado neste armazem, assim como vende-se por menos 5 a 10 por cento do que em outra
qualquer parte.
Niamteiga ingleza
abatimento.
ndanteigaTraneezaamai8noTa,600rf>embarril>e640rs a 1bra
QUeljOfi dO TeiRO chegados oaale altimo vapor por 3$000.
QU C1J US lOnariOS de superior qualidade e muito frescaes a 800 inleirt
a I9OOO.
GM Btoia, uyssou e preto os melnore$ ha no mercad0 ^oo, m>t
29000 rs a libra.
Prezuiuo vara Viainbre muUo n0T0,, bm r8 lllira.
PreZVa.HtO dO TeiUO de iapari0r qualidade a 410 rs. inteiro, e 480 rs. a libra.
'***'*U* o melhor pelisco que pode haver por estar prompto a toda a hora a 19 a libra.
Touciuho do reino ,320 a lIbMi e arroba t9m)
CnOnnCaS e paiOS chegdos neste ultimo navio, a 720 rs. a libra.
Banha de porco refinada, 480 rs. em ull com t0 Ubral> por 4^ rs. ,
se for em barril a 440 rs. a libra.
nflarmelada imperial d0 a[amad0 Abreu de outros muilos fabricantes de Lisboa
a 900 rs. a libra, em latas de 2 libras por 19600 afianca-se a boa qualidade.
aHac* de toMaieem ial de uma 1bra por 900 ri
Xmendoas e eonteitos em lttal d, 2 libras conleado differeDlei qualidada,
muito proprio para mimo, a 2S000.
ir\linaS iraneeZaS e p0riuguezas em latas de l libra, por 640 rs. ditas em meias
a 500 rs.
iVletria, maearrao e taWiarim a
Nozes
de cambraieta.
Vendem-se superiores saias de cambraieta mui-
to tina, com 4 pannos, pelo diminuto prego de
59; a ellas, que sao muito baratas: na ra do
Queimado o. 22, na bem conhecida loja da boa f*
loiooo.
400 rs. a libra e em caixa a 89.
muito oovas a 100 rs. a libra, e 4*000 rs. a libra.
IranCeZ em cari5eg muito enfeitadoa proprios para mimo a 600 rs.
ueneora ingleZaa mois 8upeTor que ha a lJOOOrs. a garrafa e,em caixa safar
abatimento. '|l
Genebra de Rollanda .e^,., fraiqueira>, 560 rg. 0 fraC0.
VVnUOS engarrafados lagrim.sdo ouro a la6fW rs. a garrafa, Porto fino, Fei-
turia. Duque do Porto, a 19200 em caixa se far abatimento.
l innO DOrdeanX dag mai acreditada8 marcas a 15 a garrafa e em caixa a 9& a duzia.
***P*8** de differentes marcas a 169 a duzia e a lflOO g garrafa, afflanca-se a boa
qualidade.
Verdadeira serveja eobrimna e de 01lras muila3 marca8,0 a duzia,,
a 500 rs. a garrafa.
\ innO em pipa Parl0> Ligboa e Figueira a 3>5oo, 49 e 495OO a caada.
i8permaSete auperior a 740 rs. em caixa, e 760 rs. a libra.
Batatas novas em gigos de umaarrob'a a l#
ViUOCOiale os mais superiores, hespanhol a IjaoO, francez a i$, porlagucz a 800 rs. a libra
B IgOS da COmmaare mut0 novos, em caixaa de 8 libras por ttO. e em libra a
320 rs.
u9fflul| de eogommar, muito alva a 100 rs. a libra.
A.menaoas de casca moIe a 4o0 rs. a 1bra<
A.Zeite dOCe reflDsd0 a 800 rs. a garrafa e em caixa a W
Palitos de denles lUad0S com petfaiQo a 240 rs. o maCo.
Costeletas inglezas propriag para fiambre, m r8.. 1bra.
UOlaXinna ingleza a mai3 n0Ta d0 mercado a 49 a barrica e em libra a 320 rn
AmeiXaS IraneeZaS em fraicog muUo ricos com 4 1|2 libras por 39500, ditas por-
tuguezas a 480 rs. a libra.
aijOlO para limpar facas 5 200 rs. cada um, em porco se fari abatimeolo.
^erejaS etn fra8C0S del e li2 libra muito novas a 800 rs.
Iolepeo tente dos gneros anouociados encontrar o respeilavel publico grande sorlimen-
to de gneros, ludo de superior qualidade.

Entre-meios bordados em
eambraia Irauspareute.
Na loja da aguia branca vende-as ntremelos
bordados em fina eambraia transparente a 19 a
pega de 8 varas, preso esta porque s se scha em
dita loja ds aguia branca ra do Queimado o. 16.
Advertese que de cada padrao tem baatantes
pecas para vestidos.
Potassa 4a Russia
Vende-se e*%Mt deN. O Bieber &
C, successor^Mrlfa Gruzn. 4-
Paletots
brancos.
Vendem-se superiores paletots de brlm branco
ds puro linho, pelo baratissimo prego de 5$ : oa
ra do Queimado o. 12, na bem conhecida loja
da boa f.
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESSIVO
E' na ra do Queimado n. 39 loja de quatro
portas que se vende os melhores chapeos de se-
da de formas mais modernas e bom gosto.
RaadaSenzaiaNovari.42
Vsnds-sa em easads S. P.Jonhston 4C,
etlinse Mlhasaglezes,candeeiro; castigas*
bronzsados,lonas nglezas, fio dgvala.chicota
psracarros, eaonisria,arraiotpara earroda
um 1ous cvalos rslogio sde o^ro patenta
o lar. i
Navalhas d'aco
com cabo de marfim.
Vende-se oa loja d'aguia branca mui unas na-
valhas d'aco refinado com caboa de marfim, e
para assegurar-se a boodade dolas basta dizer-
se que sao dos afamados e acreditados fabrican-
tes Rodgers & C, custa cada estojo de duas na-
valhas 89000: na ra do Queimado, loja d'aguia
branca, n. 16.
Novos enfeiles e cilos
dourados.
A loja d'aguia branca acha-se recentemente
provida de um bello e variado sorlimento de eo-
feites de differentes qualidades e gostos, os mais
lindos que possivel eocontrar-se ; assim como
est igualmente bem sodida de bonitos cintos
dourados e prateados, sendo lisos, de llstras, e
matizados, e bem assim os de pontas cabidas,
tendo de tudo muito para salisfazer o bom gosto
do comprador, que munido de dinheiro nao dei-
xar de comprar: na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16,
Flores finas,
A' loja d'aguia branca acaba de despachar um
bello sorlimento de flores finas e delicadas pro-
lirias para enfeiles decabeca e vestidos para ca-
samente* e bailes; quem as vir sem duvida se
alegrar d achar flores to perfeitas e delicadas :
Isso oa ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16.
Gollinhas
de traspasso bordadas eui
eambraia fina f
Vendem-se a cada uma : na rus do Quei- <-OlServaS lDglezaS francezas a portnguezas de 600 a 800 ris o frasco,
mado, loja d'aguia branca o. 16 A obra boa e
DE
rfV lugleza especialmenteescollhida a 800 e 1*000, eem barril lera abatimento.
mein iraoceza a melhor do mercado a 700 rs. a libra e em barris a razo de600 rs. a libra.
QueijOS flamegOS chegados neste ultimo vapor a 3000.
QueJOS lUdriQOS o melhor que ha ueste genero por serem muito frescos a 1200 a libra.
rf >0 Prat meIbr q"9 se pode desejar a imo a libri e mo in,eir0*
C h hySSOa e pretO o melhor do mercado de 1&700 a 2880 a libra.
Presunto fiaru bre ng,ez. hamburguez, 720 rs. Iibra#
Presuntos portuguezes viudos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra einteiro a 460 rs.
r^nn"?^ Du,uedoPor0. gnino. Porto fino, nctar, Carcavellos, Cames, Madeira saces, Feiloria veno, secco I
V hflR s garrafa, e 135000 a duzia.
innO Bordeaux de superior qualidade diflrentes marcas a 800 a 1 a garrafa e de 8500 a 10000 a duzia,
Vin&O em pipa proprios para pasto de 500 a 600 rs. a garrafa edo 30800 a 4800 a caada.
Marmeiada imperial aescolher de todos os fabricantes de Lteboa premiada as exposi^Ses untversaes de Londres Parias
900 rs. a lata, de uma libra e a 10700 as de duas libras.
Bocetas com doces secco das mais deliceda frutas da Europa, e o mais proprio que ha para miraos, por serem ricamente enfeiudas, e de
muito gosto a 3500 cada uma.
FigOS eill CaXnhaS de 4 libra muito frescos e grarades a 2000.
Peras SeCCa emcaixinha de 4 libras chegadas neste ultimo vapor a 3500 e 10200 a libra, alianca-sc sar o melhor que poda bav ntsis
genero.
AmeixaS francezas em latas de5 libras por 40000 e 1000 por libra.
PaSSaS em caixinhas da oito libras, as melhores do mercado a 3 e a 640 rs. a libra, e em caixa da uma ai roba a 00500.
Latas COm fructas He ^d" as qualidades que ha em Portugal de 700 a 1000 a lata.
GorinthiaS em frascos de 1 l| a 2 libras de i|600 a 20200.
Gaixas SOrtidaS cora ameixas, araendoas, passas figos, parase nozes oque ha de mais proprio para mimos, da 40000 a 50000 ra.
por caixa de 10 a 12 libras, e 320 rs. a libra dos figos.
Lata COm bolaxinba de SOda de diversas qualidades, e muito novasa 10450. a grandes de 4 a 8 libras de 20500 a 40500.
o tempo proprio
se acabem.
a ellas, freguezas, antes que
Sebo do Porto
Em caxinhis de uma e duas arrobas, fazenda
superior e preco commodo: no largo da assm-
bla n. 15, armazem de Antunes Guiraarae* &
C.
Vende-se uma taberna situada no melhor
lugar ds Boa-Vista, com proporces para habila-
cao de familia, por ter um bom sotao com quar-
loa e jaoelas, bom arraizem', cozinha, quintal
murado, cacimba propria, vende-se por sea do-
no retirarse para fora a tratar de sua saude : s
fallar com o Sr. Braga, na loja de selleiro na roa
Nova.
Bonecas bonitas
com rosto, e meia perna de
porcelana.
Vende-se mui bonitas bonecas com rosto, e
meia perna de porcellanaaosbaralissimos precos
de 240,360,500,560. 640,720, 800 e l0O0: iiso
na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Luvas de pellica pretas.
Vendem-se aa luvas pretas de pellica com pe-
queo loque de mofo por preco baratissimo ; na
loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B.
MI M
Madre de Dos
n. 12.
m.
Os burros ecavslloi patales no armazem -
doSr. Aodr de Abreu Por dafroole do arse-
nal de marinhavendem-ae a vontade e eaco- Estabeleceu-se ueste armazem um deposito
Iba dos compradores : na ra do Trapiche n. A coostante de cera de carnauba em pao eem
primeiro andar. velas.

Er VI i has francezas e portuguesas a 720 rs. a lata, afianca-se serem as mais bem preparadas que tem vindo ao mercado.
Mas OS talharim, maearrao e aletria as mais novas que temos no mercado a 400 rs. a libra.
Ameildoas de casca molla a 400 ris alibra em porc,o ter abatimento.
AzeitonaS de Lisboa novas e grandes vindas pela primeira vez ao oosso mercado a 3|500 a ancoris
Champauhe das marcas mais acreditadas de 15 a 20000 reis o gigo de 1#500 a 2 a garrafa.
GervejaS das melhores marcas 560 rs. a garrafa a de 5 a 60OOO a duzia da branca.
Cognac a melhor qualidade que temos no mercado a 10000 a garrafa e a 100000 a duzia.
Genebra de Hollanda a 600 ra. o frascos 60500 afrasqueira com 12 frascos.
Chocolate o mais superior que temostido no mercadoportuguez. hespanhol efraneez da 10a 1S0 alibra.
Vinagre puro de sboa a 240 rs. a garrafa e 10850 a caada.
Espermacete Superior sem avaria a 740 rs. am caixa a a 760 rs. a libra.
ArrOZ o melhor do marcado a 100 rs. a libra e 2|700 a arroba do da India e 120 rs. a libra do Maranhao,
Al pista C paiUCO o mais limpo que ha a 160 rs. a libra do alpista a 240 re. a libra do painco.
Vinagre branco o melhor que temos tido no mercado a 400 rs. a garrafa a 20560 a caada.
Massa de tomate em latas de uma libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a primeira val a uosso mercada, da 10 a lata.
Ara ruta a melhor que se pode desejar a 320 rs. a libra, e 160 rs. a libra da gomma.
ToUCnhO de Lisboa o mais novo do mercado a 320 reis a libra e arroba a 100000.
BatattS em gigos com uma arroba, as melhores que ha no mercado a 1*800 o gigo.
Leiltil "jas francezas, as melhores e mais ssborosas de todos os legumes a 500 rs. a libra.
Nozes as melhores e mais novas por terem chegado neste ultimo vapor a 200 rs, a libra.
PalitOS lixadoS para denles a 200 e 160 rs. o mago com 20 massinhos a flor 280 rs,
Latas com sardinha de Nantes muito novas a 44o rs. a lata.
Velas de Carnauba ecomposicao de superior qualidade a 400 rs. alibra e a 110500 a arroba.
Bolachinha ingleza togUza a miis nova do mercado a 40 a barrica e 320 rs. alibra*
A lem dos gneros anouociados encontrara o publico tudo que procurar tandete a molhados, e por menoa dat ptr'eaalo do aya aa M
qualquer parte*
"
-T-


9
DI4RI0 DE PKRNAMBCO QAftTA IBA 2 Dfi JAHEIRO DE 1862
=
Entremeios
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca te acha um bello sorli-
meoto de entremetas bordados em fioa cambraia
traospareoie, e como de aeu costume est Ten-
deado baratamente a 19200 a peca de 3 varas,
tendo quantidsde bstanle de cada padro, para
vestidos ; e quem livor dtoheiro appro*eitar a
occasiao, maoda-los comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia braoca n. 16.
Agitas imperiaes.
Tera o fundo dourado.
A loja d'aguia braoca tendo em vialis sempre
vender o bom, maodou vir, e acabam de chegar
aqu (pela primeira vez) as superiores agulhas
imperiaes, como fuodo dourado e mui bem fri-
tas, aendo para alfaides e costureirna, e custa
cada papel 160 ra A sgulha assim boa aoima
e adianta a quem cose com ella, e em regra sao
maia baratas do que as outras: quem as com-
prar na ra do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir sempre bem deltas.
Mui bonitas
e boas fitas brancas de chama-
lote, franjas e trancas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda diversos srtigos de gusto, e proprios
para enfeites de vestidos de ooivaa ou convida-
das, sendo bicos de blood da diversas larguras,
franjas brancas e de cores, trongas brancas com
vidrilbos e aem elles, cascarriihas brancas e mul-
tas outras cores, Ooas e delicadas capellaa bran-
cas, bonitos eofeiles de flores e cachos soltos, lu-
vas de pellica enfeiladas primoroaamenle, mui
booitaa e boas Illas de chamelote, e emfim ami-
tos oatros objeclos que a. pedido do comprador
serio patentes, e vista do dioheiro nao se dei-
xar de negociar : na loja d'aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
Tiras
hordadas em ambos os
lados.
Vendem-se liras de cambraia bordadas em am-
os oos lados, que pela largura bem se pode par-
tir a raeio, pin saias e outras muitas cousas,
casta cada tira 19200: na ra do Queimado, loja
oaguia branca n. 16.
Potassa americana.
Vende-se potassa americana muito nova e de
superior qualidade: no escriptorio de Manoel
Ignacio deOliveira & Pilho, largo do Corpo San-
'chapeos a gabibaldi
Ra da Cadeia do Recife, loja
n. 50, de Guuha Os mais moderaos chapeos a Garibaldi e chi-
ques, de palinha e feltro, mui liados, e se vea-
dem pelo barato preco de 10 e 129.
Paletots a Garibaldi.
Paletots de seda a moda Garibaldi, imitando o
mais floissimo brim trancado decores, muito pro-
prios pan os bailes, festas e passeios campestres,
pelo diminuto prego de 109.
Chapeos baratos.
Chapelioas de seda par* senhora, pelo baratis-
simo yeco de 89, chapeos de seda e de merino,
bem eufeilados, para meninos e baplisado a 6 e
79, ditos de palha e seda para aenhora a log, di-
tos de seda de cores, copa beixa, para hornera a
6j, ditos de casemira e cores, pelo diminuto
prego de 19600, chapeos de castor baaoco aem
pello, bontias formas a 12$, bonets francezes de
panno para meninos a 25500e3j>.
Guardanapos e toalhas.
Duzia de guardaaapos para mesa a 2$ e 29400,
toalhas para mes de li4,1(2 e 2 varas a lfOOO,
19500 e 2tf.
Vestuarios para meninos,
de fusto, enfeit&dos, a 89. baldes para aenhora
a 39500, bonitos vestidos de phaulesia pelo bara-
to preco de 12$, aloalhsdo de lioho adamascado
com 8 palmos de largura a 2J20 a vara, mantas
de fil braoco, maoteleles, leques de diversas
qualidades, golltnhss, manguitos, sedas de qua-
driohos, e outras muitas fazeodas que ae ven-
der por barato preco na referida loja cima.
Geografa
Vende se dous globos em meio uso,
um celeste e outro terrestre, proprios
para bem se aprender geographia. Os
eitudantes que os pretender em podem
dirigir-se a livraria universal de Guima-
res& Olireira, na ra do Imperador.
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
Noa armazeos do caes do Ramos ns. 18 e 36 o
na roa do Trapiche Novo (no Recite) n. 8, le
vende gaz liquido americano primeira qualida-
de e reeentemeote chegado a 149 lata de cinco
galloea, assim como ae vendem latas de cinco
garrafaa e em garrafas.
Novos cinteiros de fitas com
pontas cnidas e franjas,
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor ioglez os tao procurados e muito bonitos
cinteiros de fitas com pontas cabidas e franjas, e
por isso podem agora ser satisfactoriamente ser-
vidas ssseohoras que a desejavam ; elles achara-
se nicamente nadita loja daguiabranca, ruado
Queimado n. 16.
Chapeos de palha.
O mais lindo aortimeoto de chapeos de palha
das formas as mais modernas de Pars, para se-
nhoras e meninas, rieoa aintos ultima moda, di-
tos com lacos bordados : na ra do Crespo n. 4,
casa de J. Falque.
Fitas de chamalo-
te muito boas e
bonitas
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo va-
Chapeos afeitados.
Vendem-se chapeos entenados muito recom-
mendaeis para as meuinaa que esli paseando a
feata noa amenos arrabal les desta heroica cidade,
a preco de 89 cada um : na ra da Imperalrii,
loja 0.20, do Duarle. Na dita teja Mima echarlo
continuadamente os sennorea consumidores um
grande e variado soritmento de fazeodas, todo
baratissimo.
iLuvas de tJouvIm.
Vendem-se as verdadeirasluvasde Jouvio.che-
gadaa por ale ultimo paquete da Europa : os
loja d'aguia de ouro, ra do Cabug o. 1.
Meias para senYiemt.
Vendem-se superiores meias para aenhora pe-
lo baratissimo preco de 39840 a duzia; na loja
da boe f, na ra do Queimado n. 21.
Vende-se a loja de miodezas da rus do Ca-
bug n. 2 B : quem a preleoder, dirija-ae a mes-
ma ra n. 4, que achar com quem tratar.
Novidade no tor-
rador!
23 Largo do Terco 23.
Queijos flameogoa muito frescaes, chegados
neate ultimo vapor a 39. manteiga franceza a 720
e 640, menteige iogleza flor a 900 e 800 rs., em
porco se fsr abalimauto, assim como ae lorram
outros muilos gneros perleoceotes a molhadoa,
assim como sejam, caf, primeira e segunda sor-
te, arroz, velas de espermacete e carnauba, acei-
te doce e vinagre, e viuhoa, se vendem por me-
nos do que em outra qualquer parle a dioheiro i
vista.
Oleo de linhaca.
Em barris, galoes ou libras, palo preco o maia
barato possivel : os lbaros da ra do Caldei-
eiro n. 94.
N. 0.Biabar & C.successores.rna da Cris
a. 4, tem para vender relogioa para algibeira de
ouro e prata.
Os burros e cavallos existentes no armazem
I do Sr. Aodr de Abren Porto, defronte do arse-
nal de marinha, vendem-se a vontade e eacolba
doa compradorea: tsmbem ae vendero do mea-
mo modo casros muito superiores, que aervirem
para agurdente ou mel: na ra do Trapiche n.4,
por ioglez aua encommenda de boas, bonitas e 1 P 'mero ndar.
largas Olas de chamalole brancas e outras cores, ajTOmmisiaAaa^a^-fta^a^jSja aa quaea ao excellentea para cintos, lasos, etc., S*"
de vestidos para casameotos e bailes, assim como J
para lacos de boaquetea, cinteiros de criaocas e
muitae oulraa diversas cousas, e como de aeu
costume os precos sao menores do qe em outra ;
qaalquer parte; aasim quem munido de dinbei-
ro, dirgir-se a ra do Queimado loja d'aguia
branca o. 16, ser bem servido.
de]
Para acabar
[Na ra do Queimado n. lOj
loja de 4 portas.
Vende-se chapelinas de seda para se- j
nhora a 8. "
Orgsndys padroes os mais modernos a
600 rs. a vara.
Sedinhas de quadrinhos a 800 rs. oco-
vado.
Casacaa de panno preto muito fino
20000.
Manteletes pretos a 158 e 209*
Riquissimos vestidos de seda de cores
e preoso maia moderno que tem appa-
recido e por baratissimo preco.
Inleresse publico.
[Offerecido pela loja
marmore.
A loja de marmore tendo de apresen-
tar coocurrencia publica o que ba de
mais novo em fazeodas, tanto para se-
nhoras como para horneas e meoiuos,
sendo que para este fim espera de seua
correspondemos de Inglaterra, Franca e Jf
Allemaoha as remessaa de seus pedidos, |
tem resol vido, antes de a presentar o no- |
vo aortimeoto, liquidar as fazeodas exis-
tentes, o que effectuar por precos m-
dicos e para cujo fim convida o respeita-
vel publico a aproveilar-se desta emer-
gencia.
I
I
s
Aloja dabandeira
tem para vender de boa
qualidade folha, esan/io-
e bacas de
senecupa prego favorito,
Nova loja e funileiro da!
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos di Fonseca participa
todoaoaaeua freguezes tanto da praca
cmodo mato.ej uotamente aoreepeite-
relpublico.quetomou a deliberarlo de
balzaro prego de todas aasnaaobraa.por
cujo motivo tem para vender um grande
i aortimeoto deba bus e bacas, tudo de
difiranles lmannos e dediversas cores
I m pinturas, e juntamenteam grande
isortimento deliversas obras,contendo
banheiros egamelascompridas,grandes
eeequeoas, machinas para caf e cane-
cas para cooduzr agua grandes e peque-
as, latas grandes pira conservar fari-
nha e regadoreaao uso da Europa, diloa
grandes e pequeos ao uso do Brasil e
camas de vento, Utas de arroba a If,
bahusgrandesa 49 peque nos a 600
ra., baca grandes a 59 pequea a
800 rs. .cocos de sta i 1} i duzia re-
gadores regulares muito barato, ditoa
pequeos a 400 ra., de todoa'eates objec-
los ha pintadoa e em braoco e ludo maia
se vende pelo menos preco possivel: ns
loja da bandeira da ra da Cruz do Re-
cife o. 37.
i
-- Vende-se urna escrava de idade 26 annot,
bonita figura, engomma, cozinha e lava perfeita-
mente ; na ra larga do Roaario n. 48, padaria.
LuvasdeJouvin.
Na loja da Boa F na ra do Queimado n. 22
sempre ae encontrarlo aa verdadeiras luvas de
Jouvin tanto para homem como para senhora
advertiodo-se que para aqneltes ha de muito"
liadas cores, na mencionada loja da Boa F na
ra do Queimado d. 22.
.?;.iilia fina
em copos grandes.
A' loja d'aguia branca avisa a aua boa freg e-
zia que chegada a apreciavel banha fina em co-
nos grandes, e contina a vende-la maia barato
do que em outra qualquer parte : na ra do Quei-
mado loja d'aguia branca o. 16.
la de Queimado i.10,
loja de 4 portas de Fer-
. rao Maia,
vendem-se as seguales fazendas por melada de
seus valorea Bornele com o ttm de acabar.
Chales da touquim o melhor que tem eppare-
cido no mercado a 8,10, 15. 20e 301.
Sediohaa de quadriobos, covado, a 800 e If.
Chaly e barege, covado 500 rs.
Mimo do co, covado 500 rs.
Gassa franceza, covado 740 rs.
Cortea de cassa de salpicos a 3$.
Groedeoapl* preto, covado 1J.
Dito amare lio, covado 600 rs.
Chales de merino bordados a matiz s 4f.
Cortea de velludo de corea para collete a 39-
Paletots de brim de corea a 3f.
Lencos de sena de cores, um 600 rs.
Chapeos de palba para senhora o maia moder-
no e rico que tem apparecidu a 12,14 e!5f.
Diloa para meninas e meninos por barato preco
bonets de palba para meninos dem.
Corles de seda de quadros, fazenda muito su-
perior a 85.
Paletoia de alpsca preta e de cores a 8f.
Tatlaiaua de la com palmaa matizadas, fazen-
da moderna e propria para vestidos de aenhora
meoiooa. covado 400 rs.
Chapelinbaa de seda para senhora, urna 65.
leas para menina de 2 a 8 anoos, duzia 2|.
Vestidos pretoa bordados a vellido.
Ditoa diloa com babados.
Di toa de cores, riquissima fazenda.
Panno fino de todas as corea, covado 2J500 e
35000.
Manteletes pretos lisos a 12 e log.
Ditos ditos bordados o mais rico possivel.
Corles do nova fazenda intitulada mossambi-
que, propria para vestidos de aenhora.
Aloaihado de linho com 10 palmos de largura,
vara 2.
Bramante de linho, 12 palmos de largura, vara
290OO.
Uno de dito muito fino a 29300.
Chalea de la e seda a 29.
Aiem das fazendas cima mencionadas ba mul-
tas ouiras de apurados gostos, que se vendem por
diminutos precos.
Luvas pretas de pellica.
Chegaram no vapor francs novas lavas de
pellica pretss e oulraa corea para homem e ae-
nhora : quem dellss precisar, dirigir-se direc-
tamente ra do Queimado, loja d'aguia branca
o. 16, que rere bem servido.
Relogios.
Vende-se encasa de Jobnston Pattr & C,
roa do Vigario n. 3 um bailo tortinanto de
relogiosdeou.ro,patente ingles, denm dos mais
afamados fabricantes da Liverpool; tamban
nasa variedade da bonitos tranceln*para os
masaos.
D.
Vendem-se folhetos com o retrato do Sr.D.
Pedro V, contendo o sea rrtoado a ltimos ,
memos, tfbra mui apreciavel para oa Pottogae-
zea, pelo barato preco de 1: o* roa do Queima-
do, loja de miudesaa da boa fama n. 85.
4rmazem de louca vidrada
8-Rm da Cadeia de Recife--8
Grande liquidado por
todo preijo.
Tambem ae vende o estabelecimeoto com aba-
tmenlo.
Louca vidrada de diferentes qualidades.
Vasos de diversos tamaoboa para manteiga de-
Jarras finas grandes e pequeas.
Ditaa entre-linas e m-iainferiores.
Potes de diferentes lamaohoa.
Jarras e janoea para coiioba.
Resfnadelraa (ou garrafas) de differentes goalos.
Qoarlioha gr.ndea e pequeas.
Copos da Bahia e da ierra.
Munngues finos e entre-finos.
roga re ros para defumar.
B'eanv"os!'0 PrP"0' P"' BrM. ocbeiraa
Escovss de lavar caaa e navios.
VaT/r? d6 C,be"* "'""' P Espanadorea de cabello para carro, mesa etc.
Carnohoa de differentes tamanhoa para menino
VlUCs) >
Ceslinbas para menina de escolas.
Balaioa aortidoa.
Cealaa para compras sortidas.
Capachos redondos para meio de sala.
Garrafas de vidro braocaa e de cores psra fi-
cho, licores, agurdente ele.
E outraa muas fazendas que sera difflcil
mencionar aa quaea se sendereo aem reserva da
preco por o douo do eitabelecimento ter de re-
Leques.
Vendern-se lindos leques de madreperola, o
ZL\TJVT:na,oia *** deouro'U-
Aos senhores sacerdotes.
Acabam de chegar loja da boa r, na ra do
Uueimado n. 22. meias pretas de seda muilo au-
penorea. proprias para oa senhores sacerdotes
porserem bem compridase muito elsticas ; ven-
dem se pelo barato preco de 69 o par, na men-
cionada loja da boa f, na ra do Queimado nu-
mero 22.
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DK
B4ST0S & REG i
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado aortimento de
roupas (eitas, calcados a fazendas e todoa
estes ae vendem por precos muito modi-
ficados como de seu costume,assira como
eejam sobrecasacos de superiores pannos
casacos feitoa pelos ltimos figurioos a
269.289. 309 e a 359, paletots dos meamos
pannoa preto a 16f, 18f, 109 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padroes a 149.16|, 189.209 e 249,
ditos saceos daa mesmas caaemiraa de co-
rea a 99. 109,129 e a 149, ditoa pretoa pe- |
lo diminuto preco de 89. 109, e 12$, ditoa
de sarja de seda a sobrecasacadoa a 129,
ditos de merino de cordo a 129, dilos
de merm cbioez de apurado gosio a 159,
ditoa de alpaca preta a 79. 89, 99 e a 109,
dilos saceos pretos a 49, ditos de palba da
seda fazeada muilo superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 39500, 49
a a 49500, ditos de fusto branco a 49,
grande quaatidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49, ditsa de brim decores
finasa2$500, 39. 39500 e a 4{, ditas de
brim braceos fiaas a 49500, 5$, 59500 e a
69, dilaa de brim lona a 59 e a 6f, colletes
de gorgurao preto e de cores a 5g e a 6 J,
ditos de casemira de cor a pretoa a 45500
a a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 4g,
dilos de merino para luto a 49 e a 49500,
calcas de merino para luto a 4J500 e a 5f,
capea de borracha a 99. Para mecios
de tolos os t aman hos : calcas de casemira
preta e de cor a 55. 69 e a 78, ditas ditas
de brim a 2j, 39 e a 39500, paletots sac-
eos ae casemira preta a 6j e a 7, dilos
deeor a 69 a a 75, ditoa de alpaca a|39,
sobrecasacos de panno preto a 129 a a
14, ditoa de alpaca preta a 59, bonete
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos da todoa oa laman hos,
meios ricos vestidos de cambraia feitoa
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
baba los lisos a 89 e a 12, ditoa de gorgu-
rao de cor a de la a 59 e a 69. ditoa da
brim a39, ditos de cambraiaricamenta
bordados para baptiaados,e muitas outrss
fazeodas e roupas (sitas que deixam de
ser mencionadas pe* sua grandeqeentl-
dede; assim comojrateba-eatoda equal-
quer encommenda de roupas para ae
mandar manufacturar e que para este fim
tamos umaomtheto aortimento de fazen-!
das dogosto e urna grande offlcios da al-
faiata dirigida por um hbil meatra aua
pala sua promptida e perfeico nad sdel-
1 daaajar.
Potassa daRussia.
Veode-se potassa da Russia da maia nova e
superior que ha no mercado e a preco muito
cammodo : no escriptorio <*e Msnoel Ignacio de
OUveira & Filho, largo do Corpo Santo.
As verdadeiras luvas de
Jouvin.
Acabam de chegar pelo ultimo vapor para a
loja d'aguia branca, oa ra do Queimado n. 16,
sendo de todas ae corea.
IMfJUL
sem segundo.
Na ra do Queimado o. 55, loja de miudezaa
de Jos de AzeveJo Maia e Silva, est veadeodo
ludo muito barato para apurar dioheiro, pois o
que presentemente mais precisa.
Grota de peonas de a;o de diversos mo-
dellos a................................
Caixss com agulhas franeezss a..........
Caizas com alQoetes s..................
Calzaa com apparelhoa para meninos....
Ditas com dito para grandes a..........
Barataos portuguezesa............120 e
Groza de botea de osso para cal;a, pe-
queos, a..............................
Tesouras para uoha muito finas a......
Ditas para costura a....................
Baralhoa francezes multo finos a........
Agulheiros com agulbaa a..............
Caivetes de 1 folha muito finos a 80 e
Pecas de tranca de la com 10 varas a..
Pecas de franja de la com 10 varas a..
500
120
60
240
500
200
120
400
400
320
80
160
Fuoileiro e vidraceiro.
Grande e nova oflicina.
Tres portas.
31RuaDireita31.
Neste rico e bem montado estabelecimeoto en-
conlraro oa freguezes o maia perfeito, bem aca-
bado e barato no seu genero.
URNAS de todas as qualidades.
SANTUARIOS que rivslisam com o Jacaranda.
B\NiJKlKi)Sd6 lodos os lamauhoi.
Sl'.MICUl'lAS dem dem.
BALDES idem idem.
BACAS idem dem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caizas de todas aa groasuras.
PRATOS imitando em perfeico a boa porcel-
ana.
CHALEltWS de todas as qualidades.
FANELLA& idem dem.
COCOS, CANDIEIROS e flandrea para qaal-
quer aortimento.
V1DH0S em caitas e a retalho de lodos os ta-
maodando-ae manhos, botar deolro da cidade,
em toda a parte.
Recebem-se encommendas de qualquer natu-
reza, concertos, que tudo aera desempenbado a
contento.
SABAO.
Joaqalm Francisco de Mello Santoa avisa aoa
seus traguetea desta praca e os de fra, que tem
ezposto i venda aaboda aaafabricadenominada
Recifenoarmazem doaSra. Travassoa Janior
& C, na ra do Amorim n .58 ; maesa amarella,
caatanha, preta a outras qualidadaa por menor
preco que de oatrasf abriese. No meamo arma-
tem tem falta oaeu deposito d e vela de.carnaa*
xaatmpleatem mistirs alguma, como as da
Novo paquete das novidades
23-Rua Direita-23
Neste novo estabelecimento acbar o publico um arande aortimento tendente a molbados
ludo por preco mais barato do que em ouira qualquer parte :
Manleigs togleza especialmente eacolhida a 800 e 960 ra. a libra.
Dita franrea a melhor do mercado a 720 rs. a libra.
Queijos flameoRos chegados nn altioio vapor a 29800 e 3fl.
Cha byson e preto a 29 e 29880 a libra.
Vicho engarrafado dos meihores autores a 19 e 19200 a garrafa.
Vinho de pipa proprios para pisto a 500 e 560 a gerrafa.
Marmelada imperial dos melhoret autores a 900 rs. a libra.
Ameixas pnrtuguezae a 480 rs. a libre.
Psssas muilo ooas a 500 rs a libra.
Latas com.bolachiohssde differentes qualidades a 1J400.
Conservas inglezas as meihores do mercado a 800 rs. o frasco.
Aos fabricantes de velas.
O anligo deposito de cera de carnauba e sebo
em pao e em velas, estabelecido no largo da As-
sembles n. 9, mudou-se para a ra da lladre de
Dos n 28. queai defronte da igreje, onde conti-
nua a haver um completo aortimento daquelles
gneros, que se vendem por precos rezoeveis.
. r",.VeQde_4e "' negra moca com algumes
habilidadea. por preco commodo : tratar oa ra
da Fraia n. 35 primeiro andar.
Na ra da Fundido em Santo
Amaro, est para se vender urna pe-
quena taberna com um diminuto fundo,
muito propria para um principiante :
quem pretender dirjate a roesma.
Escrayos gioo*.
mrarrn e aletria a 440 ri. a libra.

2oo compoaico.
800
aa-
Cerveja daa meihores marcas a "feo a garrea.
Geoebra dehollanda superior e 500 rs. a boiijs.
Velss de carnauba a 440 rs. a libra.
Ditas de espermacete a 760 rs. a libra.
Vioagre puro de Lisboa a 320 rs. a garrafa.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
Alpista a 160 rs. a libra.
Toucioho de Lisboa a 360 rs. a libra.
Alm dos gneros aoounciadosachara o publico um grande aortimento de um todo leden-
te a molhadoa mais barato do que em outra qaalquer parte.
Pares de sapatos de tranca a............ 19280
Carlas de alflnetes francezes a.
Escovss para limpar denles a 200 e....
Massos com grampoa muito fiaos a....
Carioes com clcheles com algum de-
feilo a ...............................
i Dilos de ditos de superior qualidade a
Didaes de ac paraseohora a............
Rialejos com duas vozes a..............
Ditoa com 4 vozes a....................
Eofiadorea para vestidos, seodo muito
grandes a..............................
Caizas com clcheles francezes a.......
Cartas de alfinetes psra armac&o a......
Charutelras muito finas a................
Tin le ros de vidro com tinta a..........
Ditos de barro com Unta superior a....
Ara preta muilo fina, libre.............
100
400
40
20
40
100
100
200
80
40
80
19000
160
120
120
sem segundo
Ra do Queimado n. 55, defronte do sobrado
novo, eati disposto a vender ludo por precos que
a todoa admiram, assim como seje :
Fraacoa com agua de Lavaade muito su-
perior e grandes a.................... 800
Duzia de aabonetea muito fiaos a...... 50U
Sebooetes muito finos a................ 160
Ditos dilos muito grsndes a............ 200
Fraacoa com cheiro muito fios a...... 500
Garrafaa com agua celeste superior a.. I9OOO
Frascos com bar.he muito fina a........ 240
Ditos com dita de urso a................ 600
Frascos de oleo de babosa a............ 210
Ditos de dito mallo fiaos a 320 e...... 500
Ditos com baoha transparentes........ 900
Dilos com superior agua de eoloaia a... 400
Ditos ditos frescos grandea a............ 600
Ditos de macaca e oe oleo a............ 100
Lioha branca do gaa a 10 rs. trea por
dous e a.............................. 20
Lioha em carto de Pedro V com 200
jardea a .............................. 60
Dte com 50 jardas a.................... 20
Duzia de meiaa eruaa muito eaeorpadas a 99400
Dita de dilaa muito superierea a........ 49500
Ditas de ditas brsncaa para senhora a.... SgOOt)
Bicos da largura de 3 dedos, vara a..... 120
Groza de botes de louca a.............. 160
Carriteie de lioha com 100 jardas a..... 30
Duzia de phosphoros de gaz a......... 240
Oila de ditoa de vela muito superiores a 240
Pe^as de fita para c6e de lodee ea largares 320
Prefijes de linho para toalhas (vara).... 80
Bicos das libas por lodo o preco, per i pedido
que techo do fabricante para acabar, e por isso
oo ae oda o que eustou, e sim o que di.
Ra da Seazalla Nova na 42.
Neste estabelecimento vende-te: ta-
chas de ferro coado libra 110 n. idem
de Low Moor libra a 120rt.
Lindas flores.
Na loja d'aguia de ouro, ra doCabugi n. 1 B,
raceberam de sua propria encommenda um com-
pleto aortimento de flores, o mais fino que pos-
sivel euconlrar.propriaa para enfeites deeabecaou
vestido, cousa muito chique, que se vende por
preQo que admira, seodo a 800 e 19 o cacho.
Mi cangas miudas de todas
as cores.
A loja d'agaia branca acaba da receber essas
procuradas micmgas miudas que servem para
pulceirae e oulraa cousas, e por isso avisa as
pessoas que ellas eeperavam e aa que novameole
quizerem comprar que munidos de 500 ris com-
praro um masso muito maiordo que os aotigos,
Isso someole na loja d'aguia branca, rna do Quei-
mado n. 16.
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, na ra do Queimado b. 22,
ae encontrar um completo aortimento de grve-
las de seda pretaa e de cores, que se vendem por
precos baratissimos, como sejam: eslreitinhaa
pretas e de lindas cores a 19. ditas com pontee
largas a 19500, ditas pretas bordadas a 19600. di-
tas pretas psra duas voltas a 2f ; na mencionada
loja da boa f, na ra do Queimado n. 22.
Urna barcada.
Vende-se ama barcada do porte de 35 caizas,
eocalbada no ealaleiro do meslre carpioleiro Ja-
ciotho Eleabo, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
as, senda pode ser vista e examinada pelos pre-
tendenles ; vende-se a prazo ou a dioheiro ; a
tratar com Manoel Alvea Guerra, na ra do Tra-
piche o. 14.
Lientos toameos multo
ftaos,
1 Vendem-se lencoa breacos muito finos, pelo
diminuto pre^a de 29400 a duzia, graude pe-
chincha : na loja da boa f, na raa do Queimado
numero 22.
Caivetes fixos para abrir
latas.
Chegou nova remesas desees preciosos cai-
vetes flzos psra abrir latas de sardinha, doce,
bolacbiohas ele., etc. Agora pela feata cmese
muito deseas cousas e por iaao necesearto ter
um desses cenivetee cujo importe 1, compran-
do-se os roa do Queimado loja da aguta branca
o. 16, nnlca parte onde os ha.
Arado s americano se machina-
paralaya roupa:emcasa deS.P. Jos
hston A C. ra daienzala a.41.
Feijo de corda.
H araeoaejaa4e f asea Iratiea, rae 49 Amafias
numero 35.
ATTENQAO
Mil !fl ML MUSTOT
Sortimento completo de fazendas e roupas feitas
NA. LsOJiV W&
N. 48ttua da lmperatrizN. S
Junto a padaria franceza.
Encoolra-se neste estabelecimeoto um completo sortimento de roupas de todas as qualida-
des como sejam paletots ^e alpaca preta de 39 a 109. dilos de merino preto a 79. dito de panno
preto saceos a 79, 89 e 129, ditos de casemira de 79, 99e 129, ditos de alpaca de cor a 39500, 49 e
79. diloa de meia casemira de cor a 49500 e pretos a b$. ditos de brm pardo e de cores a 39500 e
49, ditos braocos de bramante a 39500 e 49, de brim lraorado a 49500, sobrecasaco de panno preto
a I69, 189 e 20JJ, ditos Com golla de velludo a 189. aortimeoto de calcas brancas de biim a 29500,
89500 e 49, ditas de cor a 1JJ600. 29, 2|500 e 39. nitas de ganga de cor a 2?700, de meia casemira
a 39, 39500 e 69, dilaa de ceseu.ua saperior a 6&50O, 79500 e 99, dilaa pretaa a 4S>00,79, 89 e 109,
e de outras muitas qualidades, sortimento de collete de todas aa qualidades. camisas fraoeezaa ae
todas as qualiades e precos, seroulas de algodo, de bramante e de lioho por precos admiraveis.
Um sortimento de roupaa para meoioos de diversos tamanhos, chapeos franceses psra cabeca de
lodaa as qualidades, chapeos de sol de seda admiravel pechinrha para liquidar a 59500 e 69, ditos
pera senhore a 42 e 59, e outras muitas qualidadea de fazendas e roupaa feitas que se afiance ven-
der porprecoa commodes.
Ainda continua a ealar fgido o preto An-
tonio, de naco Ossange, idade 40 annos pouco
mais oa menos, estatura regular, com oa sigoees
seguiotes : em urna das orelhaa lem um taco ti-
rado, em um dos quartoa lem om defeito
pelo qual puche um pouro 00 andar pelo p, lem
debaizo do queixo esquerdo trea buracos, eisnal
de denles tirados, tem na frente ds bocea falla
de alguna deoles: roga-se a todas as autorida-
des pol'Ciaes e capitaes de tamoo aua colora
e leva-lo a ra do Imperador o. 73 lereeiroan-
uer quena Mu recompensado, assim como a
qualquor pessoa particular, o proprieiario desde
j protesta de en.pregar lodos os meios que a lei
Ihe faculta coolra qualquer peaaoe qu- o tanha
oceulto assim como ha noticia de que ji estivera
em Iguarae> e que dahi se retirara leveodo em
sua compaohia uma preta forra dizendo tambem
ser forro.
Fuo do eogeoho Coyamboea alto na fra-
guezie d'Agua Preta. em dias do meada maio de
auoo prximo paasado, o escrao Victoiioo, tasa
os sigoaea seguiotes: crioulo, cor fel, estela-
ra um pouco beixa, olhos maito vivas, tocador
de viola, bastante sambiata ; adverle-se que
dito eacraso ji fui poasaido por um enhor de
angenho do norte da provincia, a por islo sop-
pe-se andar o meamo pera aquelles lugares :
quem o apprehender, quelra conduzi lo ao mes-
oto eogenho, ou no Kecife, casa n. 28. na rea da
Matriz da Boa-Vista, que ser generosamente re-
compensado.
Pugio no dia 20 do correnta de bordo do
patacho tCapuam, o escravo crioolo marinbei-
ro de nome Antonio, idade 19 annos pouco maia
ou menos, altura reguler. rosto eomprtdo a com
alguna signses de bextges, levoa caifa o camisa
azul : quem o pegar le-o ac escriptorio do
Antonio Luis de Oieira Azevedo C. roa da
Cruz o. 1, ou a bordo do dito pelecho que ser
generosamente recompensado.
Fugio do engenho Pedrea frguezia ds Bar-
reiros no dis 8 dedezembro de 1861.0 preto Js-
nuario, crioulo, idade 25 a 30 annos, alto o cor-
pulento, pouca barba, pee ap.lhetedoe, o tem
eecroios volumosos, bem Iseiao, o referido
pralo foi do Sr. Flix da Cuoha Teiseira, mora-
dor em Fora de Portas desta cidade, e consta ter
muitos coohecirtieotos em Maricota : roga so a
sprebeoao do dito preto podendo ser oMiegoo
ao Sr Jos Joequim Gomes de Abre* oa ros do
Imperador a. 17 oa no eogeoho Padres, qas to-
ra generosamente recompensado.
Meias pretas de seda
Vende-se meias de seda pretss para aenhora
fazenda muilo superior pelo baratissimo preco
de I90 psr: oa ra do Queimado na bem co-
nhecide loja da boa fama n.35
Liohds de cores em nvelos.
Vende-se linhas de cores em nvelos fazenda
em perfeitissimo estado pelo baratissimo preco
de 19 a libra ; na ra do Queimado loja de miu-
dezaa da boa fama n. 35.
Papel de peso a 2# a resma.
Veode-se ne me de Queimado toja de miude-
saa da boa fema n. 35.
Bicos de lioho barato.
Vende-se bonitos bicos de linho de dous s
qustro dedos de largura fazenda muito superior
pelo baratissimo preco de 240, 320, 400 e 480 rs
a vera, vende-se por tal preco pela ratlo de es-
tarem multo pouca cousa encaldidos, tsmbem se
vendem pecas de rendas lisse perfeiiememe boas
com 10 varas cada pege a 720, 800 e 19. ditas
com salpicos muito bonitas e diversas largurae a
19200, 19600 e 29 a peca, ditas de seda a 29 ea-
da urna peca: ns raa do Qoeimado na bem co
onecida loja de miudesas da boa fama n. 35.
Agua de lavander e pomada
Veada-se superior egue da lavander iogleza
pelo baratissimo preco de 500 a 640 rs. cade fres
00. pomada msilioaime fina em paos grandes a
500 e a 19, vende se por to barato preco pela
greods qoniidade que ha : aa ra do Queimado
a late de miad esas da boa (ama n. 55. m
Tentos para voltarete.
Vendem-se superiores teotos para Voltarete
pelo baratissimo prego de 49 cada caixa : na ra
do Queimado loja de miudezas da boa fama nu-
mero 35.
Leques de madreperola.
Veode-se mui liodos e finissimos leques de
madreperola pelo barato preco de I69 caa um :
oa roa do Queimado loja de ruiudezss da boa fa-
ma n. 35.
Excencia de ail para engom-
ma do.
Veode-se cad
preco de 500 rs. :
miudezaa da boa fama n. 35.
Aviso.
um frasquioho palo barato
aa ra do Queimado loja de
Taixas
para engenho.
Grande redueco nos precos
para acabar.
Braga, Son A C. tem pare
Uoeda laixs ae ferro c
fjbricente Ediria V
mesmas que ev^^^^H.
sr dlrija-so a LbHR
de faxendas.
vender ns rus da
do mui aceditado
rs. par libra, es
rs. : quem preci-
0. 41, srmaiem
Jll CCV/CI l
No dia 28 de julho do 1861 fugio do Goriobc-
sinho, freguezia do Guereeira. o osccaso Joe-
qutm, cabra, eom 40 snnos, cabellos 1 releo o
quaai carapinhoa. tem o roalo descarnado, posea
barba, pannoa preti.s osa duas faces, nariz afila-
do, olhar velhaco, bocea reguUr, deoles iaieireo,
limad'os e gestos, peacoco bem groeso desde a
nuce sl o tronco, hombros rehidoe s pooio do
oo sustentsrem os suspeosorios, altura regular,
i-s e mios greodes, cheboqueiros, ebeieo do
veies, muilo bem empernado, lem bono braceo,
falle pouco, cortes, goeta do cantar leas, sota
ecoelomedo a almocrever o s tirar gado como
tangeaor. Dous diss depoie de lagido apsorocoo
em Bezerroe, o'eode veis pars o Beeile om pao-
cura Oe certa individuo que Ibo Sen valleaf.
e preaume-so que est agregado a sgase eosjse-
oho. 0 dono protesta usar da lodo o rifar da lei
contra quem o liver oceulto ; ejoess o pegar po-
de leva-lo eo sea senhor Jos Justino do Cete.
Briio, no lug.r mencionado, a* ruinis Dr.
psdre Joequim Graciaao de A re aja aa roa ala
Seota Cruz n. 64, que aera finarssamoate re-
compensado.
Attenco
Fugio do Rischao de Peoallas, asa moleta 4o
estatura baixe, corpo grosso, dentea Hiedes.
olhos pretos e grandes, cabellos caxtaSoe, o pao
regalares, cujo mulato se chaeae Feoatloo. do
idede de 15 e 18 ennos, levoo ceroula o estsaoso
de IgodSo asul. Poi visto nesie praca I
da semana trasada,em om combo i vhseo I
le lugar. Roga-se a todas es sotsrfdeeva e ea-
pltes de cempo s espiara do di* lato, o
qual podar aer entre i isfrria^ loaor oa) ajoaj
, senhor, Damingoe Ante:
praca a o Sr. Manos^H Hlv atra Lobo, "
(que recompensar j Pail"..
, ala, protesta-ee cos otado
m


._

8
Liiterat

;t rr.i.
R< e (abstituiodo Urquiza por Viraioro no
coaimando do exercito. Esta attitude e a appa-
teole ioacgao do exercito de Buenos-Ayres pro-
4nzio alguna das de iuaea e incerteza, que to
R>tPAanAi>fA mAlPA Ha unan df 4 ftfi 10 Bl8"oa dita de iuaea e incerteza, que to-
neirespeCW JOUllCO IIHMWIWI. d,T, M -Mpirim rpidamente, apenas o geoe-
parib exterior, t re Mitre, lendo prvido seguraoga da tus pro-
PARTE EXTERIOR
4 asnee
Repblica Argintina.
IV
(ConllDUacao.)
Art. 2. Oa direitoa de rapat (lo e expor-
u serio pagos as alfandegas eofreeaondeo-
s povoacoea consuaiidoraa, Dio ae podando
eatabelecer direitoa differenciaes.
Art. 8. O-goveroo de Bueooa-Ayrea coalri-
buir para as despetas naciooaea com qualro mi-
lbes meio de pesos fortes, pagos em mensall
dades de 40,000 pesos fortes ou 2,000,000 de
pesos papel, at se effectuar a incorporacao do
art. Io.
Art. 4. Declara-se a ilba de Hartim Garca
territorio neutro em) caso de guerra, debaixo da
garanta que oa ministros mediadores se offere-
cem a solicitar dos aeus governos.
< Art. 5. A provincia de Buenos-Ayres nao
poderi ter navio algam de guerra que nao es-
teja debaixo das ordeos Immediatas do governo
nacional e com previa licenga desle.
Art. 6. O governo nacional poder exereer
na provincia de Bueooa-Ayrea as relages exter-
nas no caso de reclamagea de individuos ou po-
tencias eatraogeiras.
a Art. 7. Nao se far na provincia de Buenos-
Ayres armamento algum de tropaaa que nao le-
ja para defeza da fronteira, notificando previa-
mente o governo nacional.
Art. 8. Neobum individuo natural da Buenos-
Ayres, ou all residente, poder ser molestado
ob pretexto da sua adhezo a causa nocional.
Art. 9. O governo de Bueoos-Ayrea eotre-
gar ao nacional aa meosalidades atrasadas, nos
termos do convenio de junbo.
As bases apresentadas pelo commissario de
Buenos Ayres por outro lado foram em aumma :
< Art. 1. Incorporacao definitiva de Buenos-
Ayres ao resto da repblica por meio do iogresso
dos seus seoadores e deputados no congresso na-
cional em 1865, quaodo all nao houver mais
siembro algum que nao rena as qualidades exi-
gidas pelo art.... da coostiluicio nacional refor-
mada.
i Art. 2. Dado este caso, proceder Buenos-
Ayres eleicao dos seus senadorea e deputados
nos termos da lei nacional.
Art. 3. Se em 1865 nao se tiver verificado o
csso previsto no art. 1, poder Buenos-Ayres
effeclaar ou adiar a sua incorporacao.
Ar. 4. As leis feitas pelo congresso nacional
Do serao obrigalorias para a provincia de Bue-
nos-Ayres, emquaoto a elle nao concorrerem os
representantes deata.
a Art. 5. as suas relages com as naces es-
trangeiras se limitar Buenos-Ayres gestao in-
dispeoaavel dos seus ioteresses.
Art. 6. Os tratados feitos pelo governo na-
cional com potencias estrangeiras nao obrigaro
Buenos-Ayres senio no caso de approva-los a
respectiva legislatura provincial.
Art. 7. Os goveroos da confederarlo e da
provincia de Buenos-Ayres podero orgaDisaras
pautaa das suas alfandegas como bem entende-
rem, cando por ahi entendido que os direitos de
importacoe exportagose pagaro as alfaode-
gas correspondentes a povoages consumidoras
ou productoras, sem que se possam estabelecer
direitos differeociaes.
a Art. 8. Emquaoto seno effectuar a incorpo-
racao do art. 1, coacorrer o governo de Bue-
nos-Ayres para as despezas nacionaes com a
somma meosal de 750,000 pesos papel.
c Art. 9 Ratificado que seja este convenio,
far o governo nacional reatabelecer as autori-
dades que exisliam em Gordova antes de dar-se
esse conflicto.
ligerantes as snaa eperaces de guerra.
O general Mitre iniciou o seu movimiento com
rapidez e notavel habilidad?, e a 17 de agosto fe-
rio-se batalha geral nos campos de Pavn, pro-
vincia de Santa F. Nesta batalha foi vencido o
general Urquiza ; comtudo a este mesmo quo
Buenos-Ayres deve a melhor parte da sua victo-
ria. Apezar de verse frente de urna cavalla-
ris victoriosa pela disperso da do inimigo, o ge-
neral Urquiza, primeira noticia de haverem sof-
frido um revez a iofantaria e arlilharia do seu
exercito, abandooou o campo da batalha, e em
lugar das providencias que teriam podido dimi-
nuir os effeitoa do desastre, augmentou-os e
completou-os.introUuiiodoa deamoraliaacao com
a sut precipitada fuga o orcoatautv uV6* o touus
os elementos ainda organisados que lhe obede-
ciera.
Tres diasdepois da batalha, e j de dentro da
sua provincia de Entre-Rios, dirgiu ao presiden-
te Derqui urna carta em que se leem os paragra-
phos seguales :
V. Exc. lestemuaha da repugnancia que
eu tinha a fazer eala carapacha, e o encarnizado
combate que presencie! desgoatou-me em extre-
mo: doenle desde que phncipiou a campan ha,
pois que me levantei da cama para a marcha, e
o combate de todo o dia, as falsas noticias que
recebi, a desmorsliaaco que preseociei e que
nao me dado supportar, tndo me decidi a re-
tirar-me.
a V. Exc. est ahi e conta com excellente che-
fes superiores; dlspeose-me de vollar ; a mioha
saude nao m'o permitte, nem m'o coosenlem mi-
tras considerares para mim ainda superiores.
Estes actos revelaran), conjuntamente com a
falta de valor moral do general Urquiza e com a
resolucao em que estar deludo o sacrificar, par-
tido e amigos, comtaoto que salvasse o seu go-
verno e os seus bens particulares na provincia
de Eotre-Rics, profunda dissidencia que o se-
paran do presidente Derqui. E estas ruvelacdes
vieram aggravar o desastre de Pavn com as di-
visos, as descooQancas e os deslenlos que in-
troduziram em todos os elementos de que o go-
verno nacional poda dispar ainda.
Aproveitando a coocenlracao que sobre S. Ni-
colao fez o general Mitre para reorganisar as suas
forgas, privadas agora da cavallaria dispersa na
batalha, e cobrir o territorio de Buenos-Ayres das
devastadoras correras com que o amesgavam oa
cayalleiros inimigos, procurou o presidente Der-
qui domioar a situacio, simulando-ae vencedor,
expedindo neste carcter proclamacoes e decre-
tos, eslabelecendo o seu governo na cidade do
Os navios da esquadra do governo nacional
senea desarmados. ,
Apenas, porm, Derqui abandonou a presi
ca, nova transformago se operou em Entre-Uf.
Vendo desoccopadoo primeiro posto no supramV
prec.s.v.,.e moren par. proseguir., opera- nos-A; es, cujo exerc pe^mlnecf.
Ao pisar o territorio da proviocia de Santa F,
PMfaOfj t|NAMBCO. m OtURI^ IBA 29 DE JANEIRO DE m%
"J Ltlll ----------
I^^ITJ5^.".^^^"^^^ Aic,ori?: cobrindo-lhe a capital, onde~e~xl.&as aulori
dades dependentes do governo nacional, teve Ur-
1u!?.._levado d. oxcit.ge. do. seus amigos, a
aaj com a moderaco do aeu procedimento e da
sua poltica. Na proclamarlo que ento fez,
dizia:
- c SantafecinosI venho a frente do exercito de
Buenos- Ayrea, que conta 11,000 homens das tres
armas, restabelecer a ordem nesta proviocia, ga-
rantir as vossaa pessoase a. voasas propriedades,
conaolidar a aiiuacao creada pelo triompho de
Pavn, e cimeolar a paz sobre a base dos iote-
resses recprocos dos povos.
a Solemnemente vos prometi, em nome do
pojo de Buenos-Ayres que vos suida como ir-
maoa, que ntnhuma perseguicao se far, que to-
das as pessoat e todos os ineresses serao respei-
lado, e que castigarei exemplarmenle em nome
aaJetos que (aliarem a estes sagrados deveres.
Ao mesmo lempo que lio fraternalmente se di-
riga aos seus inimigos, assigo.va o general Mi-
tre urna ordem do da ao aeu exercito, impondo
pena de morte a quem commettesse o mais pe-
queo desmando contra a vida ou propriedade
dos habitantes do territorio invadido. Os actos
acompaoharam as palavras, e quatro soldados de
Buenos-Ayres que so desmandaram prejudican-
do, como antes era de costume, os habitantes do
territoriooccupsdo, foram passados pelas armas,
ao passo que quantos inimigos se apresenlavam
depondo as suas, entre os quaes se contavam che-
fes e officiaes, encarnizados adversarios do go-
verno portenho, foram cavalheirossmeote acolla-
dos e deixidos no uso da sua liberdade com lo-
das ss garantas de que careciam.
Este comporlamento, hsbillissimo como sem-
pre o da moderaco e da justiga, formava grande
contraste com o das forcas que, obedecendo an-
da ao presidente Derqui, roubavam quanto gado
encootravam pelo camioho, fosse de amigo ou
inimigo, asaassinando o propietario que tentava
salvar o seu haver.
Ante o duplo podor do general Mitre, forle
pelas suas armas, mais forte ainda pela sua po-
ltica, toda a resistencia foi impossivel, e o presi-
dente Derqui viu-se obrigado a abandonar preci-
pitadamente a cidade do Rosario apenas anoun-
cada a approximaco do inimigo. Desde logo
solicitaram os moradorea do Rosario a protecco
do vencedor, que satisfeitos os votos da cidade,
enlrou oella a 12 de outubro.
Nessa data j o general Urquiza tinha aberto
com o goveroador Mitre negociarles que se pro-
longaran) muito mais do que se devera suppor, e
s quaes aquella dera por base o desconheci-
mentodas autoridades nacionaes.
A a noticia de que o general Mitre tinha dado
ouvidos s propostas de Urquiza o collocou qua-
si que em hostilidade aborta cero a fracco mais
exaltada do seu partido ; mas elle resisti ainda
outra vez a seus proprios amigos, o eremos que
desagradando-lhes prestou-lhes verdadeiro ser-
vico.
O fado era que em Urquiza exista o unico
poder militar organisado que poda servir de
base de construeco de seu proprio partido e do
Roverno nacional que nesse partido se apoiava.
Fechar-lhe os ouvidos, e declarar, como quera a
parte exaltada de Buenos-Ayres, que com elle
nem paz nem tregoa havia possivel, e que o trl-
umpho portenho importava o exterminio de seu
poder e a proscripto de sua pessoa, era forca
lo pOr-se frente do seu partido, dando
e por cooseguinle ao governo _
de reorganisago e de resistencia seria que visl-
velmente lhe faltava. E pelo contrario, deixan-
. inactivo, -
ponto de cooiervarem-se ainda na mesma pro-
de Santa F os restos das trppas federaes
I.M..H. 7 i --------?^. uut us uiijuj, uiuuaauo pera execular reau amentar a nrn-
velleidade de tornar a collucarse frenle do seu seote le. que se communicaia toda. a. r,*
partido, em cuja direccio j nao ti.h. rival, e ca, confederadas e s nac6 ciluel re '
pelle apoiado ..sumir de faci o carcter e a. blica est em relacea. q P
lunegoes de chefe supremo da nagao, que se acha-
va acephala, pois que nem elle, nem nioguem
tomava ao serio a autoridade que nominalmente
exercia o general Pedernera, vice-presUente da
repblica.
Reuni, pois, a legislatura da sua provincia,
ainds agora, como serapre, em feliz accordo com
a vontade do governador, esubmelteu-lhe as ne-
gociaces enlaboladaa com o general Mitre. A
legislatura provincial desapprovoa as baaes dee-
sas negociares, e ordenou que cootinuassem so-
bre oulras, autorisaodo para isso o general Ur-
quiza. Simultneamente delegou oeste o vice-
presidente Pedernera a faculdade de tratar da paz
em nome das outras provincias.
Munido desta. antorisacoes e assumindo j o
carcter de mandatario nacional, enviou elle ao
general Mitre dous commisaaros para continua-
ren! as oegociaedes sobre as nova. base.. Entre
ellas se notavam as seguiotes, cuja simples con-
frootaco com as j assentadas e cima indicadas
mostrar a completa mudaoca que em Urquiza
operara a abdicago de Derqui :
Desarmameoto simultaneo das duas esqua-
dras.
Relirada do general Mitre para S. Nicolao
(islo para a proviocia de Buenos-Ayres).
Nomeacao de urna commissio, formada de
um deputado de cada provincia, para justar a
paz de toda a repblica.
Era j tarde para o general Urquiza, e novo er-
ro a su. novissima evolugo.
Tinha Mitre aproveitado o lempo, difidiodo o
seu exercito em differentes corpos, em cojo nu-
mero e composigo consultara os llns para que
devia servir-se delles na campanha que ia con-
tinuar ; e ao passo que organisava as suas forgas
combinava 03 seus planos estratgicos, aervira-se
de todos os meios da sua politice, conjuntamente
hbil e moderada, e por moderada acertada, pa-
ra facilitar a misso das armas que lhe eslava
confiada.
Apenas chegados ao campo de Mitre os coramis-
sarios de Urquiza, regressou um delles a toda
a pressa a noticiar ao seu commilteote que na
provincia de Gordova triumphra urna revolugo
contra o governador que Derqui lhe havia impos-
to, e que em apoio della marchavs urna columna
do exercito de Buenos-Ayres, que para isso ae
achava organisada e prompta s ordeos do ge-
neral Paunero, e que outra columna do mesmo
exercito s ordene do general Flores se movia na
direcgo de Santa F a encontrar as forgas nacio-
naes eommaodadas por Virasoro.
Singular fortuna acompaohou as armas de
Buenos-Ayres nestas duas expediges.
A' ultima data sabia-se que Paunero, apoiando
as forgas da revolugo de Cordova, vencer nao
s as contrarias que ainda exisliam no territorio
da provincia, mas larabem o coronel Saa, cruen-
to vencedor de S. Juan, que, elevado j geueral
pelo presidente Derqui, tinha acudido com toda a
sua gente combater os insurgidos.
Saa ia em desordenada fuga, e o espirito de re-
volugo a favor de Buenos-Ayres pcopagava-se
a este, -*-- uuouus-jvjri iiiu|u|u-se
nacional, urna base raPldameote pelas provincias do norte da Repu-
_,., bhca-Alvantina
Ses^^
FOLEETIM
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNIRBUCO.
A CARAPUCA DE MEII TO
RECORDARES DE LH HOMEM VELHO.
. -- ,---------------------------------- ","*-- r.VV w-..
negociacoos que tinham por fundamento a depo
sigao dos poderes nacionaes, a desorganisagao
destes e de todos os seus elementos, poda Bue-
nos-Ayres esteoder o seu triompho a todas as
provincias do ioterior, consolida-lo, evitar em
grande parte a effuso de saogue e a devastagio
da guerra, e servindo-se dos meios que lhe faci-
litara o procedimeoto daquelle caudilho, isola-
lo. despretigia-lo e divorcta-lo de aeus proprios
amigos.
Ignoramos as intenges de Mitre, mas, com
luleogo ou sem ella, os que acabamos de iodi-
car eram os resultados iafallivei. das negocia-
goes a que ae prestava.
E os factos o confirmram n nrmiiloni Der-
qui 101 o que mais positivamente experimentou o
primeiro e mais importante resultado daquellas
Degociaces Convencido de que j nao podia
conservar a esperanga de rehaver o apoio de
Urquiza e de que sem elle toda a resistencia eTl-
caz era impotsivel, separou-se das forgas a cuja
frente se achava, assignando na capital da rep-
blica este documento :
a Paran, 5 de de novembro de 1861. Exm.
Sr. vice-presideote da repblica.
Cheguei a coovencer-me de que a minha
presenga testa da adroimstrago federal se toro,
um obstculo para que cesse a actual aituago da
repblica, lo damnosa, tanto sua honra como
aos seus ioteresses. Por conseguate resolv se-
parar-me della de facto.
Na minha renuncia que apresentei ao con-
gresso federal especitlcarei as razes que me le-
varam a este grave passo, em que, juro, nao tem
parte oenhuma a presenga do inimigo.
t Deus guarde 1 V. Exc. muitos annos.San-
tooo Derqui.o
Assigoado este documento, embarcou Derqui
cora a sua familia a bordo do vapor de guerra
mglez Ardent. e refugiou-se na cidade de Mon-
tevideo.
No momento em que se verficava a abdicago
do presdeme Derqui era em substancia o se-
guinte o estado das negociagoes entre Mitre e
Urquiza :
O general Urquiza, como goveroador de En-
tre-Ros, descooheceria a presidencia do Dr.
Derqui declarando caducados a presidencia e o
congresso, e se empenharia para que os outro.
ovemos provinciae. procedeasem d. me.ma
forma'
: De accordo com o governo de Buenos-Ayres
e pondo s ordeos desle as forgas de Entre-Ros,
o general Urquiza prestarla o seu coocurso
reorgaoisago dos poderes nacionaes.
/
POR
YOUMAXE.
(Conlinuacao do n. 18.)
VII
-~..r" *ocs hao da saber, meus rapazes;
prineipou meo lio, depois de ter saboreado um
gole de caf, e tirado duas ou tres baforadas de
fumo do aeu immeoao cachimbo; voc. hao de
saber que a mioha vida nao se tem dealisado ni-
camente neita booila caztnha, que o pateta de
meu aobriobo chama o seu lar aenborial.
Tenho viajado multo, e nem aempre e.timei
como regalos o caf e o charuto.
Com o maearoi it.li.no, prove do roast-
beefeplum-pudingg ingiex e ebeguei a eojoar a
olla-podrxda hespaohola.
Commetl tambera as minhas loocuras e rapa-
zeadaa: deixei-me em Pars engaar por urna
grizelte ; em Sevilha, escalei o balcio de urna
seorita, e na Italia quasi levo ama punhalada
de ama ciumenta Veneziana.
Por eausa desta ultima r.p.zeada e com recelo
de que nao me acontecesse outra egual, embar-
quei-iue em aples n'um navio, que se faziade
vela para Maraelha; alravesse toda a Fraoca,
demorando-me aeia semanas em Pars, e, trans-
pondo o estreito de Calais, de.embarquei en
Doutre.; dirigiodo-me immediatameote para a
capital da Gra-Brstaaha.
Diachol ei. urna viagem bastante compri-
da; e ludo isso por cusa de umi Italiana I
Que quere, doutor? julgava-me anda no
lempo do coo.elbo dos dez e os Venezianos met-
liam-me medo. Mas tarde que vim a taber
qe, e.ses lempos da pone dos suspiros, j Dio
exUtiaa, e que en oto pas.ava de usa pobre i-
norant, ^
1 modestia.
Lgbo-EM diiso, O poaco que m
J*
A
devo-o s minhas vi.geos e experiencia, ad-
quiriJa com muitos trabalhos e annos de vida.
Ora, diga-me, meu lio : viu o Vesuvlo?
E as Italianas tem os olbos azues. da cor
do cu ?
Sim, senhores; vi o Vesuvio, e as Italianas
tem os olhoi azues, pretos, pardos, verdes.... em-
Qm da cor que Deus agrada dar-lhea. Mas, di-
gam-me tambom vocea, rapazes: querem que
continu ?Nesse andar, nem amaob&a acabarei
com a minha biatoria.
Sim 1 aim I continu, capllao 1 gritaran to-
dos os rapazes.
Mala urna palavra, meo to; se d 11-
ceng..
Vamos l.
Vossa-merc vio alguma obra feita de
lava?
Lava I... interrompeu o Sr. Morales.Que
diabo de bicho esse?
Porque me perguntas tu isso ? ioqueriu meu
lio.
Porque vi ha poucos dlss um alQnete de pei-
to, que maodaram de fra D. Gerlrudes; ella
disse-me que era feilo de lava, que era.... ai e-
zei de um bicho cabelludo.
Urna salva de applausos accolbea este inci-
dente.
Bravo I disse o nosso doutor; como se cba-
mava o tal biebo.
Ah I ah I ah I quera, diabo, lhe metteria is-
so na cabeca?
E tu ao lhe perguolasle, se nao receiava
que essa joiazioha lhe deitasae mu cheiro no
leio?
Deus me livre, senbor doutor.
7- Fizaste bem, meu rapaz: com as malheres
(oda a civilidade pouca. Mas, vamos ao que
importa ; proseguiu meu tio, depois de ter latis-
feilo mioha perguota.
Nos escotamos, capitao.
Em quioze dia*percorr toda a capital da
velha Inglaterra. Visltei a egreja de S. Paulo
fui ver as joias da corda, passesi pelo parque de*
Wiodsor e assisti representagao de um melo-
drama em Drury-Lae*
Mat, em bre*tjpfeAMtfci|4fv Londres, .pe-
zar de todas as stjl Hmosidades.
O sea ar peseta lh. o constante
nevoeiro qae a sM He ludo o seu
(aiUdioso A
blica-Argeolioa.
A columna commandada por D. Venancio Flo-
res sorprendeu o exercito do general Virasoro o a
Canad de Gmez ao amaohecer do dia 22 de
novembro, e dasbaratou-o completamente fazen-
do grande numero de prisioneros,entre os quaes
alguos importantes. Esta derrota, em que desap-
pareceu o exercito de Virasoro.deu em resultado
a oceupago da capital e do resto da provincia
de Santa-F.
A incorporacao de toda esta proviocia e de
parte da de Cordova Buenos-Ayres separou
Urquiza definitivamente de todo o contado com
as provincias. E para cumulo do seu infortunio,
rebentou-Ihe ao lado, na provincia de Corrien-
tes, urna revolugo anda em sentido favoravel
Buenos-Ayres. Eocurralado assim na sua pro-
vincia,'que a revolugo vencedora iaUra onr ia.
qur lomar coohecimento das oovaa bases que
elle lhe propanha como delegado nacional, re-
correu Urquiza neste extremo sua legislatura
provincial, para voliar de faci s antigs bases,
contando com a lealdade do governador de Bue-
nos-Ayres, para que este se deixasse car na sua
provincia, assim que as visse executadas.
Resolveu, poii, declarar decahidas as autorida-
des nacionaes, proclamar a paz da saa proviocia
com todas as outras e assumir a sua soberana
provincial, al que se orgaoisasse a nago, depor
de facto o vice-presideote, e demais autoridades
oacionaes que se acharam na cidade du Paran,
despojar esta cidade do carcter de territorio fe-
deralisado, e do de capital permaoenle da rep-
blica que tinha por urna lei oaciooal, e prover ao
governo deasa cidade e seu.territorio, como ao
de um departamento que antes era da provincia
de Eolre-Rlos. ltimamente desarmar s esqua-
dra nacional que eslava nos portos daquella pro-
vincia, ate, etc.
Coosumou Urquiza esta completa revolugo
por meio dos seguiotes documentos, que regista-
mos com a ddr que iospira ver destruir, pelas
propriaa mos que a gloria de Monte-Caseros
aurificara^ e Ilustrara, os ltimos symbolos da
orgaoisago oaciooal que ellas mesmas baviam
fundado e sustentavam.
A cmara legislativa da provincia de Entre-
Rios saocciooa com forga de lei:
Art. 1. A provincia de Eatre-Rios resssume
o exercicio da soberaoia que lhe propria em
toda a sua pleoilude, at que, reunidas de novo
as provincias argentinas debaixo da constituigo
federal jurada, cuja f guarda, se ache a nagao
em eatado de completa paz e fiqae garantido o
cumprimento da me.ma.
Art. 2.* A provincia de Eolre-Rios se de-
clara em paz com todas as provincias argentinas,
imbem os pactos qae a ligara com as
"igeires.
odos oa estabeleclmentos e porte-
le existirem n>lerritorio da pro-
aervados sob deposito e guarda
rreceiamos
id ministrada, ta
hodegas das provincias ser&o
rn pelo governo della al a
Jloos da sua patria, r
me que os eaforgos que flzer para reorganisar a
repblica Argentina, consolidaodo nelia a paz e
concorrendo pira a de todo o Rio da Prata pelo
mais escrupuloso respailo do direilo internacio-
nal e convencional existente, eoconlraro viva
sympathia e sinceracooperago da parlados go-
vernos e dos homens nteressados todos oa clvi-
reorganisagio'dos poderes nacionaes e 1 oui ia'7 .J"'u"'l.,!' ""f,res"uos iou-sub vi-
Ole os meios do ..t'sf.zer .T "o 0P,roreMO da1aolIa Della Por5o da Ame-
Os import.ntea.uccessospoli.ico.de que aca-
bamos de oceupar-no. foram na repblica Ar-
a p e- gen ma ecorapaohalos de urna lameotavel acci-
- dente phytico.
Pelas 8 1|2 horas da note de 20 de margo ma-
Art. 5. Pica o poder execulivo plenamente
utoriaado para executar e regulameotar
melancholico e sombro. Tive medo de gaohar a
molestia nacional, o terrivel spleen : abalei para
a Escossia.
Ao menos, disse eu com os meus boldes, na
patria de Walter Scott, talvez eocontre alguma
cousa que me divirla, ainda que seja algum te-
mivel hyglander com a au. clayamore, ou a som-
bra de Douglas, o negro, a vaguear pelas moota-
nhas.
Um dia caminhava en p, junio margem
de um rio, no condado de Ioveroess, scismaado
oos meios de tornar a haver a mos o mea ca-
vallo, que bavia na vespera desapparecido com
o criado que me servia ; eis seno quando, ougo
ritos, que partiam da margem opposta.
Ergu os olhos: do outro lado, suspenso da ex-
tromidade de um comprido ramo de arvore, que
se debrugava quasi at o meio do rio, e.pernea-
va um rapazinhode dez annos, ou pouco menos.
Provavelmeute o fedelho fora colher alguos
fructos; escorregra, mas por felicidade podra
lempo aegurar-se na extremidade do ramo:
grilava eoto para que o acudissem.
Procure! ver ae o aotcorria. Nao enehergava
pessoa alguma ; mas, poucos patios mais cima,
bavia urna pequea ponte que atraveasava o rio.
Oh I... oh I l I rapazinho I grttet. fazendo
urna especie de buzina com a palma da mo, e
procurando imitar, o melhor pouivel, o acento
de um verdadeiro Jonh-Bull; oh l I tegu-
ra-te bem, qae j vou acudir-te I
Atraveasei a poote e dirigi-me correodo para o
lugar iodicado. Mas, ebegaodo abi, apreseolou-
se-me urna difficuldade, que nao esperara. O ra-
mo era comprido e delgado; subir sobre elle,
era arriscar-me a quebra-lo e perder o pequeoo.
Por outro lado o rio era baatante profundo e cau-
daloso ; langar-me dentro, era expdr-me sem
probabilidades de ilvac.ao nem pan um oem
para amboi.
Foi com ludo eala ultima reaolugo, a que to-
mei ; mettendo-me n'agua e aegurando-me da
melhor forma aos galbos, que ae eatendiam da
ribanceira.
Faxia um frje dos,, diaboa ea agua eslava quasi
gelada ; conidfT miarla tirar para fra o mea
pequeo.
O pobre menino tiritara, e baila o. quixos a
fazer d.
E.tiva pobremente veattde; mu com 01 .eu.
liodos olhos axaes cabeoi ftrr <.<>, era
--goe.
a Art. 6. Coramunique-so, etc.
Uruguay, 2 de dezembro de 18610 capi-
tao general governador da provincia, sendo oe-
ces.arlo. para execugo da lei do 1 do corrente,
determinar as sutoridades que devem regar a ci-
dade do Paran e territorio annexo, e coojunta-
menle velar pela conservsgo dos archivos e de-
mais perteogas da nagao at chegar a opportuni-
dade de aerem todos devolvidos s novas autori-
dades oaciooaes que forem elettas, decreta :
*. Arl- A cidade do Paran e sea territorio
serao regidos por um chefe poltico, com as mes-
mas altrlbuigoes que correspondem pelas leis da
provincia aos de igual cathegoria nos dez depar-
tamentos que ella comprehende.
*i A.r.li ?* De acco"lo com o presidente da mu-
niclpalldade proceder arrecadago de ludo
quanto pertencer aogoveroo da nago, para de-
p.0,Ua;!?> i?0D respoosabilidade da mesma mu-
nicipalidade, oas mos dos empregados que forem
designados. '
Art. 3.0 Ficam subsistiodo oa empregados de
polica, de admioistragao de rendas, capitana do
porto e demais ramos que se coosiderarem neces-
arios, at que urna lei especial determine o que
lor cooveniente.
* jAr'- *'* 'uiz da P'imeira instancia, os jui-
zes de paz e demais empregados da administra-
gao da justiga coolioaarao no exercicio das suas
funegoes respectivas al se decretar o con-
trario.
Art. 5. Noma-se chee poltico da cidade
do Paran e seu territorio o brigadeiro general
. la~a' *lue colher o seu secretario.
Art. 6." O chefe poltico dar ao goveroo
coota do eumprimeoto das dtsposiges do presen-
te decreto, caja execugo se lhe encarrega espe-
cialmente. r
Art. 7. Commuoique-se etc.Urquiza.
Ao mesmo tempo ordeoou o goverosdor de En-
tre-Rios o desarmamento da eaquadra nacional.
A ultima data dizia-seque tanloocommandante
das forgas encarregadas do desarmameoto da es-
quadra, como o vice-presidente Perdenera no
Paran, se oppunham execugo das ordena de
Urquiza. Seja ou nao verdadeira esta opposigo,
o certo que o procedimeoto de Urquiza acaba
de desorgaoisar o seu proprio parlido, e deve oa
sua mesma proviocia e peraote os seus mais de-
dicados amigos despoja-lo de toda a forga moral,
de toda a mlluencia, de toda a cooflanga e de to-
do o respeito.
Nao queremos aventurar-nos a prognosticar
nem a lorma, nem o ultimo desenlace destes suc-
cessos. Mas, seja qual for, sempre ter o anoo
de 1861 presenciado a queda do general Urquiz*
da alta posico que conquistara, e que, qualquer
que seja a durago do epbemero poder que anda
conserva em Entre-Rios, lhe Oca sendo d'ora
avante inaccessivel. A desgr.ga aem dgnid.de
irreparavel.
Grandes liges encerra esta queda. Os que
a urna e n outra margem do Rio da Prata, ou fora
delle, fugiam ou aceitavara a pessoa do caudilho
como urna instituigo. tem agora dianle dos olhos
a prova maia cloquate de que toda a obra que
por uoica base assenta sobre a individualidade
de um hornera, por mais eminente que este seja,
uma obra fugaz, nao s porque o cimeolo f-
cilmente desapparece, mas tambero porque mes-
mo emquaoto dura est aujeito acgo incerta e
mudavel dos ineresses, das paixoes e das fraque-
zas humanas.
y Os principios verdadeiros sao as nicas bases
solidas.
Offerece ainda o general Urquiza outro grande
exemplo de que os triumphosephemeros de uma
poltica sem assento moral, sem lgica e sem
consequeocia, pagam-se serxpre por carissimo
prego. Na obra da reorgaoiiago da Coofedera-
gao Argentina eoconlrou Urquiza a svmpathia e
a cooperago moral de todos os governos regula-
res com quem cultivou a8 relages internaciooaes
di> seu naiz.
Essa aympalhia e cooperago moral uma for-
Ca e forga poderosa. Foi ella que por meio dos
tratados que com elle celebraram em S. Jos de
Flores a Franca, a Inglaterra eosEstados-Uuidos
salvou Urquiza j perdido. E ella o salvara do
rreparavel desastre que hoje aoffre, se elle nao
tivesse cerrado os ouvidos aos sinceros e amiga-
veis, conselhos com que o governo do Brasil que-
na desvia-lo dos projectos de guerra civil a que
o arrastrara conselheiros apaixonados, e mes-
qumbamenle apaixonadoa.
Urquiza nem por experiencia comprehendeu a
forga do apoio moral de goveroos regulares, e
apenas viu que nao conaeguia as armas e dinhei-
ros que soiicitava para combater e vencer Argen-
tinos, faltou aos m.i. aolemnes compromisaos
declarando se em hostilidade aberla tanto com o
governo imperial, como com os Orientaos, que
queriam conservar a neatralidade e paz da sua
patria as guerraa civis argentinas.
CSegou o di. do infortunio, eque v o geoe-
r.i Urquiza ? Derrocado o seu poder, e em p
os goveroos regulares que offendeu e os princi-
pios que descooheceu.
No ioterior subordinou a obra da organisaco
da sus patria, aua paz e seus ioteresses, a sua
individualidade de caudilho. Na hora de perigo
tentoii aacrificar o seu proprio partido, os seus
correligiooarios.osseus amigos para salvar a sua
pessoa, os seus ioteresses, e o seu goveruo local
e pessoal.
Nada salvar por esse meio, que pelo contrario
e o queitorna irreparavel a sua queda. A ce-
gueira sempre precursora da perdigo politice.
O general Mitre pela fortuoa da sua ultima
campanha pela intelligencia que a experiencia
he amestrou e de que acaba de dar proras, pe-
las qualidades que revelou resistiodo s paixoes
e exagerages dos seus proprios amigos agora
chamado a exereer poderosa iofluencia nos des-
concaten.gio deas*, dea ordena de factes
lo cffeilo da meama easaa. uma certa desMM
athmosphera soW^ ISlertado psyehelo-
mS 'T qnl e ,,ir *ai">* mariHseoe por
aJli a' lLemor de ,err" do o lorelea
Araer.ca do Sul, uma cid.de ioleir.. Mendoza
submargida sob sua. propria, rolo... pMleO.
cord.lheiras dos Andes, ,o faeloe queSS S
mais confirmara a supersligo popular que se H-
r..------",_ -------- -" <3 w uc ujuri-u ma- gi a o a pparecimenlo dos eom*t>c un...!..:
i!.??,"1 le,rer'0 "" Cidadede Me-loza. que nao em multo. ignoK e^l2I
.nfeiri ,aP.ra0V.,DhC,,a d ffi8Sm0 D1Se' ? Cidade animo- m" eonhecimento inst oev.>%
oteir. viu-iesubit.meete convertida n'um moo- do homem. e a lembraog. religto.. deSedlT
adorareis creangas que at ento
uma das mais
vira.
Agora, meu menino, disse-lhe eu, depois
de o ter interrogado sobre a maaeira porque ae
dependurara no ramo ; leva-me casa de teu pae
para eochucar a minha roopa.
Mim non tainpai, respoodeu-me ellecom
a sua voznha iofaotil e n'um dialecto aemi-bar-
baro, que muito me custou a entender, e que pro-
curo traduzir-vos o melhor que posso para a noa-
sa liogua. r
Ento, leva-me caa de tua me. Dar-se-
na acaso, que tambem nao a tanb.s ?
Noo.
Mas, com quem vives to, entao ?
Mim mora eum av, me Aooa Kyd.
Ah I moras com tua av : pois bem. lva-
me l.
O r.p.zinbo fez ama careta, como ae nao ficasse
muito satisfello ; todava, esqueeendo-ae do pe-
ndo que correr, e com a inconstancia natural
sua edade, principiou a camiobar dianle de mire,
salutando e fazendo alegres cabriolas ; parando
de vez em quaodo para asseprar nos dedos,co-
lher alguma flor .ylveslre ou dar-me alguma en-
gragada respo.la.
VIII
Aooa Kyd, malher de aeus setenta e tantos an-
cos e av desia linda cre.oga, loara e vlgosa
como um cherubim, era uma pequea e fel cor-
covada, que nao gozara de muito boa fama nos
arredores. Tratavam oa de louca e feiticeira ;
os rapazes e raparigas fugiam della, como o diabo
foge da cruz, e oa velhos beoztam-se quaodo a
eocontravam, murmurando algumas devotas
oraco.s.
Depois de andarmos um quarto de legua, pou-
co maia ou menos, por entre cardos e agrestes
penedias, achamos-oos aflnal diaute de urna loi-
ca e pequea cboupaoa, porta da qual encon-
tramos a nossa feiticeira.
Anua Kyd recebeu-me logo com expres.5e.de
vivo agradecimento e cordi.lidade, como ae j
eative.se ioteirada do facto.
*"- Bem viodo teja o homem bemfixejo e ca-
ritativo, o salvador da ultima vergontea doi Mac
Hau>k[\) Deus o acompanhe Jtmpre em asas
carreira, e eslea elle segure da recompensa ia
bou acedes. Bem vindo seja elle, dig
to da ruinas. Sobre estas se e.tendeu o incen-
dio e a trra abriu-se em varias partes. Entre
urna populaco de 20,000 almas, cootavam-se
cerca de 15,000 victimas, uma das quaes foi o
destiocto naturalista francez Angosto Br.rard,
que a oda va estojando aquelles terrenos.
abalos da trra repetiram-se ainda por lar-
go tempo na. ruina, de Mendoza. A caridade dos
governos e dos povos exerceu-se em vasta escala
a lavor dos desgragados que escaparam daquella
pavorosa catastrophe. """
Repblica do Paraguay.
Correu o aono de 1861 sem produzr successo
algum notavel na Repblica Paraguaya. Em-
quaoto os seus vizinhosdo Prata ae debatiam em
ardeotes lulas polticas, occupava-ie o Paraguay
Iranquillamente da inaugurado e progresso da
va frrea que deve melhorar as commuoicagoes
da Assumpgo com o ioterior.
Na parle relativa Repblica Argentina j de-
mos noticia da misso que o Dr. Lourenzo Tor-
res foi deseropenhar da parte do goveroo do Bu-
enos-Ayres junto ao do Paraguay. Com uma
lisie diametralmenle opposta chegou nesse
mesmo tempo Aisumpcao como ministro do
governo nacional da Repblica Argentina o Dr.
Baldomero Garca.
Eutre os encontrados esforens dos dous dipl-
malas soube o governo do Paraguay cooduzir-se
de modo que, sem malquistar-se com oenhuma
das partes, conservou-se nao s neulro; mas at
tndiirerentena questo argentina.
Nos retro.pectos dos annos anteriores j demos
contas das differeogas occorridas eotre o Para-
guay e a Inglaterra por causa da priso do joven
Constalt, natural de Montevideo, que eslava no
gozo da qualidade de cidado oriental quando foi
preso na Assumpgo como reo de alta traigo.
bra Constalt flho de Inglez, e a Inglaterra o
tomou debaixo da sua proteego. Valen lhe este
patrocinio a liberdade depois de condemnado
morte, como o foram os seusco-ros paraguayos,
nos quaes se executou a seotenga Apezar disso
persisti a Inglaterra as tais redamagoes pela
priao de Constan e por nao se haver permiltido,
quando eslava judicialmente iocommunicavel,
qae o seu cnsul fosse visita-lo.
O Paraguay acreditou D.Carlos Calvo oo ca-
rcter de eucarregado de negocioa junto de S.
M. Britaonica, mas o goveroo ioglez declarou que
oo recebena nem ouviria o agente paraguayo
aem que se lhe dessem previamente todas as sa-
tisfages j exigidas, e sobre as quaes nao admil-
tia discusso. Entre os varios esforgos que fez o
euviado do Paraguay para mostrar a oeces.idade
de ser recebido e ouvdo, empregou o meio de
submetter a queslo Coo.latt aos mais eminentes
jurisconsultos inglezes, e entre elles ao Dr. Phil-
limore, dvogado do almirantado.
Opinaram os jurisconsultos inglezes unnime-
mente que a razo e a justiga estavamdo lado
do Paraguay, e o Dr. Phillimore disse (formaes
palavras) que jnlgava o procedimento havido o
mais inconveniente e o mais desusado que tinha
exercido o governo brllanico, e que o direilo da
Repblica do Paraguay era evidente.
De igual opinio foram jurisconsultos e estadis-
tas fraoeezes, entre os quaes Drouio de Lboys.
Apezar de ludo manteve-se lord Russell infle-
xivel, aem modificar as suss reclamacoes nem
querer receber o ageote paraguayo.
Neste estado para a queato a respeito da qual
publicon reeentemente a legaco do Paraguay
em Pariz lodos os documentos'existentes.
Para dar idea da attitude do goveroo inglez
neste aasumpto, Iraoscreveremos de uma nota
do agenle paraguayo que ae encontr entre a-
quelles documentos, as declaracoes que elle rece-
beu no Foreign-O/fice de lord Wodehouse, sub-
secretario de estado. Diz assim.
cLord Wodehouse respodeu com azedume
que, visto haver eu ero pregado a palavra civili-
aagao, me dizia elle que o Paraguay nao podia
ser compreheodido entre as nagoe.quepossuiam
essa vantagem ; que o procedimento que l se
tinha para com os.subditos inglezes. retendo-os
presos um anoo ioteiro, sera permitir qae o seu
cnsul os visite, e sem Ibes dar um defensor, e
a descortezia e falta de respeito. que se Uvera pa-
ra com o represeolante de SualMagestade, eram
lacios que s por ai mereciam/xemplar castigo ;
que com paizes que procediajm desta forma era
mister romper todas as relagdes polticas e com-
merciaes, e trata-Ios como nages selvagens ; quo
fundado nesle principio, estala o goveroo de Sua
Mageatade disposto a fazer com o Paraguay o
que flzera com a Bolivia ; que lhe tomarla todos
os barcos de vapor e lhe causara todo o mal pos-
sivel, sem carecer para isso de enviar uma es-
quadra, como os Estados-Uoidos tinham jalea-
do deor fazer.
Foi esta a liDguagemdo ForeignOflice para com
o represeolante diplomtico de uma nago sul-
amencaoa n'um assumpto em que os juriscon-
sultos oglezes declaram que a razo e o direito
nao eslao do lado do governo da Sua Magestade
Brilannica.
V
PARTE NITERIOR.
O anoo de 1861 merece que delle nos recorde-
mos com beoevoleocia, reodendo gragas ao Altis-
simo pela predilecgo com que sempre olha para
esta porgao do seu rebanho. O lempo corria
mal para a humanidade, nao podia ser de todo
em todo benigno para o Brasil. Os sabios nao
disseram ainda sua ultima palavra sobre as per-
turbages por que tem passado o nosso planeta
oestes ltimos annos; e meos tem a philoso-
phia social apreciado as relages dos phenome-
nos natures com os que em oolavel coiDcideocia
se deram 00 mundo moral. Aa imaginages, po-
rm, aioda as meaos impressionaveis, seotem
ma com que o Creador os puni no prteciaie do
mundo. A par das revoluge phy.ieaa ama
guerra os Italia, a Europa ioteira agilae* a
discordia civil cesa oos seios d. patria de Was-
hington, a milsima repiticao do. draaaas en-
sangrentados de que ha meio aecelo 6 lhe.tro
o solo hiapano-amerleano ei. a segunda serie de
aconlecimeoios que surgiram ao mesmo tempe
que os pbenomeoos da n.turez. pbysiea, ae
aps elles vieram como se fossem tea crtele ne-
ce.sario e fatal.
O Brasil entretanto gosou de pas ; sea bello
clima se purifica e re.dqnire a virtude a o liga seas
populago, sobria e laboriosa, to complexa eaa
suas aptiddes quanto sao variadas aa frm.. e a
riqueza do seu slo, nao deamente o see
patnolnotl.mo e o aeu aferr i. inalitaicoee
que oos regem. D.b.lde o. corypbeos pe-
lilicos, cada lado do iolerciie da sua cau-
sa procuraram ate.r-lhe do animo o fogo de
uma paixio violenta ; os comicios foram nume-
rosos ; luta|eleitoral reohida, ullr.passando al-
guna algumas vezes as raas da legalilade e de
boa f ; mas a agitago durou pouco, e, tarrada
a seoleoga, os protestos nao pass.r.m de mo-
mentneos dessb.fos. Nio queremos com isa*
dizer que o .y.temr representativo j techa cate-
gado no imperio americano i perfeicao bril.nni-
ca ; nao, no exercicio da soberana popular e
desempeoho do mandato legislativo, que se ro-
sete dos defeilos daquella origem, assim a li-
berdade como a ordem tem aioda muito qae a-
prender e conquistar. De.gr.g.d.mente ha an-
da quera julgue ser muito licito o'uma el-ieio
poltica oque n.s relages eivia eovergnnh.riae
qualquer homem de bem ; e no aeio da repre-
sentagao nacional, os partidos entre ai, oa alna-
dos com .eu. ehefes, os chefes com seas sec-
tarios, oppoaigo com o governo, e o goverae
com os seos adversarios, alo poueaa vezes se ex-
cedera, fraqueiam, e sacrifican! o dever do pa-
trila aos caprichos do partidario oa ioimiz.de
pessoal.
H.s o progresso qae temos feilo em .abes eo
terreos da luta constitucional nada oesuate
mmenso, e assegura que no Braail, cea* aa la-
glaterra, o sy.tema representativo deit.ri raizee
profundas e inab. lavis ; o qae aos falla a ais
um pouco de energa nos borneas, e aqaillo qae
s o tempo pode dar. maisegu.ldade as io.trac-
cao, e mai. hooogeoeidade nos seomeotos da
populaco brasileira, que vive dissemin.da por
ura territorio vasto e ainda virgem na saa aaaior
parte.
Nao vale a pena registrar nesle breva retros-
pecio as scenas desagradareis a qae acia. .Ilu-
dimos ; nao preteodemo. exereer a ml.sio de
chronista, e sim olhar ani de alto para o estadio
que percorrernos no decurso do aono lindo, gas-
ta que a.Bignalemo. o municipio do Prncipe
Imperial, na proviocia do Pi.uhy, e a fregaezia
de Aguas Bellas, oa da. Alago*j, como os dous
pontos do Imperio em que os gladiadorea da elei-
gao da actual legislaco mais freoelieos ss mos-
tr.m. Felizmeote a cmara dos deputados e e
goveroo oo saocciooaram o priocipio, que ge-
ralmeote corria como verdadeiro e salalar, de
que os crimes eleltoraes Dio sio passiveis das
penaa do cdigo, devem corrigir-.a como oa da
imprensa, por si meemos, e pelo clamor taotis
vezes impotente, da censura publica. O exem-
plo da represso, se for repetido, ha de domar a
ferocidade das faegoes, e acabar com a importan-
cia dos fabricantes de phosphoros e das outras a-
licanlinas eleitoraes. Trabalhe ejeeas desejar
vencer, trabalhe activamente, rosa legal e boaes-
tameute. Se a violencia atierra e borrn., a
fraude e a corrupgo de.mor.li.aaa aeaiaasas, e
causara asco aos verdadeiros amigos do sy.tema
e do paiz. *
Receiava-se muito da cmara eleita em meio
de uma agitago poaco u.u.l 00 Brasil; pareca
ella disposia a deixar mal todos os prophetas
quando, talvez com parcialidade, ma.de ama
sereno, .alvos ligeiros incideotes em que ee es-
pectadores tomaram parle, prosegua na verifica-
gao doa seus diplomas ; todava, a experiencia
nio eslava feita, era preciso v-la ea frente de
novo gabinete, organisado pouco antes da sea
reunio, successor do ministerio Perras, qae es-
pontneamente dissolveu-se nos priaeiros di te
de margo.
Este momento, muito retardado pele loaga e
minuciosa operago dos trabalhos preparatorios
chegou finalmente em das de junho por "fretii
de discutir-se o voto de gragas.
O comeenr da lula parlamentar foi grave, e re-
velou combioages que nesse longo iotervallese
haviam concebido, e Pao ajustado, para derribar
o gabinete de 3 de margo, qae alies ae .prosea
lava com um programraa doa maia pacifico, e
desde o seu nascimenlo fora acolbido cea geral
coufianga, manifestada logo na calma dee eses-
ritos.
A opposigo cooseguiu prodntir ama etaloeie
no centro da fortaleza ministerial, mas le fie
brecha ; reliraram-se dous mioi.troa, oa Srs. Se-
raiva e Si e Albuquerque, sendo incontinente
substituidos pelos Srs. Taques e Soasa Raaos
que complelaram o ministerio, eontioa.ndo os Srs*
Caxi.s, Sayo Lobato, Silva P.raobos e Joaqoia
Js Ignacio, nomeado a 3 de margo, e o Sr
Souza e Mello, qae entrar, ao meamo teapo qae
os doas demissioaarios, em meiado do mez se-
guale.
IConlinuar-u-ha.)
P) Ftuwi ao ficip.
esta pobre caa, onde aera recebido com a maior
rranqueza e amizade, e se procurar trata-lo com
mais amor, talvez, do que nos sumptuosos pagos
de Holy-Rood. r *
Depois desta iogrezia, que i cusi pude perce-
oer, a velha foi buscar uma enorme caneca de es-
tanto, cheia de uma especie de agurdente feita
aecevada, que alichamavam usquebangh, e mel-
teu mais doua ou tres ramos de urzes na lareira
que logo se atearam, e laogaodo vivissimos e cre-
pitaolea claros comegaram a Iluminar com ale-
gres cores essa escura e rustica morada.
Gosta o nosso honrado hospede ; disse a
velha brucha, depois de ter-me convidado com
um gesto a ir oceuparo lugar que me preparara,
junto do fogo ; gosta o nosso boorado hospe-
de de uigueoanaAou do espirituoso e coofortavel
Wiski ?
Como eslava mais aeoslumado com a primei-
ra deslas bebidas, dei-lhe a entender que a ca-
neca, que me trouxera, era mais que sufflcieole
para me restabelecer.
Novoa enfaatiarel, prosegua meu lio, com a
oarragao das enfadonhas cantilenas da velha, nem
do modo porque pasaei as vate e qu.tro hor...
que me demorei n.quell. cabana.
Baala-voa a.ber, que fique! to encantado do
meu pequeo carnerada, que, ao despedr-me
fiz-lhe mimo de ama dezeoa de guineos, de qu
a mioha bolsa se achava eoto muito bem pr-
vida.
Kyd, aioda mais agradecida pela amizade
que eu mo.trava ter ao pequeoo, fex-rne pre.en-
le desle traite, dzendo-me:< Nio aei, beora
do cavalleiro, como teslemuohar-vos o meu re-
coohecimeoto pela amizade qne mostraos i Wil-
liam, ao derradeiro daaceodeote de ama nobre e
v.lente r.ga. Ma., posto que pobre e qne quasi
SaiSIli o?1"* 6?e luhem. ora de 4.. pa; .gor. pee> que examioeia co
no Biockeai (2), ora de Screeck-owl (3), a ve-* do a minha carapuga, poia nio i
ina Kyd nio desagradecida e faz-voa presente '- *
da melhor pega, que tem em seu aarda-roupa.
E.t. carapuga, posto que i priocipio paree, uma
couaa insignificante a sem valor, eoa lado de
grande esllmagio. Ella perteoceu i urna de mi-
nhas otep.ss.da, a velha Megg, cujo bordio
de buxo se ach. enterrado ha longos annoe, El-
' possue tres propriedades extraordinarias, que
de muito proveito ves bao de ser ea vosea vas:
faz nr o homem mais taciturno e melaacnetiee
descobre-nos o que desejamos saber, e toree ie-
vi.ivel pessoa que pe de um certo aode
cabega.
Depois de. escutar esta coaprida leoga-lea-
ga. que a velha feiticsirs acompanhou de alga-
mas explicagoes sobre a singular oreada eae ase
oflerecia, abracei o mea pequeo William e des
pedi-me.
No camioho, qnerendo experimentar o asea
talismn, sobe qae o velhaeo do mea criado se
achava em Cromarty, com a aala a o cavado eae
me tinha roubado, e que devia partir a deas
das bordo de um navio, que eslava era U-
zer-se de vela. *^
N. hospedara de White-Bemr U), ao se-
lo o. U, dissera-me o meu orculo- aerea a U
fnttu|e.n"qUe SkyUe* ,q0i, qM C00,0^U*
Como nada me cu.t.sse ir atCroaarlv eae
era justamente o porto em que pretenda eaa#-
car-oie, propuz-me ir alejar-ae aa dita hues
dara e aclarar esse negocie; posto nio t vase
bastante f e a minha increiulidada fosse egsml
minha cnriosiade.
Figur.e-vos, porem, a alaba adaairace,
quando, pergunlando pelo cav.lheiro iadieede,
mostraranrtpe o Iral.ole que me reesera dta-
poudo-se atei Iranquillamente a eeatar-se Bo-
za redonda:
Nao me JaUdifllcultoso coofaadi-lo e f.aer
valer os raeartireitos per.nte ss aatoridedee de
legar.
Desde eoto contr.hi iotiaa amizade cea e
feu'barrete e agr.dego coaliauaeeaajeate i veUu
yd o singular prosete qae ase fes.
Est acabada a mioha histeria, asas 1
'
ia sem juizo.
ja.
Ha leoigall
cante como primeira vista parece.
Dizendo isto, meu tio lirn di cabeca a
carapuga e a eolregou a o"* doutor, ea reda
qu.l immeUii.m.nte aoa sgrap.aae, d
de ver e tetar to a.r.vilhose taliaaaa.
(Coelieaer-aa-ie. )
(4Jtlrsso brinco.

PERR. TIP. DK M. F. DE FA1U
fi
-
l\
I


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