Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09923


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Full Text


u
1
B*
' V.
AMO IUVUL HOIEfiO 19.
Par tres neies dianlados 5|00o
Par tra aiezes veacidos 6(000
SEXTA FEIRA 24 DE JAIE1B0 DE IS62.
Ptr aiu adiaatado i9|00O
Parte fraaca para a sibscriptor
DIARIO DE PERMMDIICO.
BNCARREGADOS DA SUBSCRIPgAO DO NORTB
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrtno de Li-
na ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva;
Aracaty, o Sr. A. de Leaos Braga; Geari o Sr.
J. Jos de Oliveira; Maranhlo, o Sr. Joaquim
Marques Rodrifue; Para, Justino J. llamos;
Amazonas, o Sr. Jsronymo da Costa.
PARTIDAS DOS COR REOS.
OH oda todos os dias as 9)4 horas dodia.
Iguarass, Goianna, e Parahyba as segundas
e aextaa-feiraa.
S. Antio, Bezerros, Bonito, Caruar, Altioho
e Garanhuns as tergas-feirai.
Pao d'Alho, Nazareth. Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Ex as quai tas-feirss.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una.Barreiros
Agua Preta, Pimentelras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES SO HEZ DB JANEIRO.
7 Quarto crescente as 8 horas e 41 minutos
manha.
15 La cheia as 11 horas e 14 minutos da man,
SS Quarto miogaante as 5 horas e 56 minutos
da tarde.
29 La nova asi horas e 7 minutos da tarde:
PREAHAR DE HOJE.
Primeiro as 11 horas e 42 minutos da manha.
Segundo as 12 horas o 6 minttos da tarde.
DAS DA SEMANA.
20 Segunda. S. Sebasliao m.; S. Fabiojp. m.
21 Terga. S. Ignez y. m.; S. Palmlo m. s.
12 Quarta. Ss. Vicente e Anistacio no.
23 Quinta. Os desposorios de Noasa Senhora.
24 Sezla. N. S. da Paz; S. Thimoteo b. m.
25 Sabbado. Convenio de S. Paulo apostlo.
26 Domingo. S. Polycarpo b. m; S. Paula viu.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
RelacSo: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda: quintas s 10 horas.
Juizo do commercio : segundaa ao mel dia.
Dito de orphaos : tergas e sextas s 10 horas.
Pnmeira vara do civel: tercas e sextas ao mel
dia.
Segunda vara do clvel: quarlas e sabbados & 1
hora da tarde.
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO DO SUL
Alagse, o Sr. Clsodino FalcSo Das; Baha*
o Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr'
Joao Psrsira Martins.
EH PERNAMBUCO.
Os proprietarios do pumo Manoel Piguelrfta da
Farla &Filho, na sus livraria praca da Indepen-
dencia ni. 6 e 8.
PARTE OFFICIAL.
Ministerio do imperio.
3a secgao.Rio de Janeiro.Ministerio doa ne-
gocios do imperio, em 28 de dezembro de 1861.
Illm. e Etm. Sr.Sobre os actos legislativos
dessa provincia, promulgados no correte anno,
foi ouvlda a secgao dos negocios do imperio do
conselho de estado, e, de coaiontidide com o
seu parecer, en reate awaasBta. _> 24 de outu-
" i'cm-
Exc, de
aiote:
1." waW|lo n. 619, ^ rJffMrora algara as
poatoraa dt eaeaara muoicisvl de eMade de Mi-
nias), ka o art. 12, que impoe'a pena de palma -
toadas aos escravos encoolrados as ras, de noi-
te depois do toque de recolher. As cimatai mu-
nicipaes nao podem, segundo a lei do 1 de ou-
tubro de 1828, impor oatraa penas seno as de
mulla e pristo.
2.a Na le n. 625 (orcamenlo provincial) nota-
se que, sendo a despea fizada em 407:1888091,
e a receita ornada em 301:0619530. nenhum meio
ae offerece para preencher o dficit de..........
106:1-26*561.
Nota-ae tambem nesta mesma lei grtate nu-
mero de arligos relativos objectos ioleaamente
albeios da flxagio e orga meato ffci sfcetl l des-
pezs.
3. A lei o. 626 {orcamaarto rmnaaskat) conlm
nos aru. 17 7 e 37l U. 12 e 1| 4tepotices
sobre a exportago de eJSAila^eneres para fea do
municipio, questo'tfsfa sujeita ao podar recisU-
llvo ; e no art. 37 10, rtltjwptM sobre Icen-
gas para a venda de medicamento, que objecto
que est acautelado por lei e regulamentos ge-
raes com relaco ao ezercicio da pharmacia.
Esta mesma lei decreta certos direitos de chan-
cellara municipal e impostos que denomina
sangra. A seceso nao pode apreciar estas dis-
posigoes por falla de explicagoes sobre a oatureza
do objecto da imposigo.
De ordem do governo imperial communico
V. Ezc. que os referidos actoa vao ser submetlidos
aasembla geral legislativa, cumprindo que V.
Exc preste informagoei sobre a oatureza dos im-
postos denominados de chancellara municipal e
de sangras.
Deus guarde V. Exe.Josi Ildefonso de Sou-
za Ramos.Sr. presidente da provincia de Ser-
gipe.
daotea dos directores das escolas regimeotaes,
nao poda ser atteodida a reclamado do com-
mandante do 10 batalho de inlantaria, cons-
tante da copia annexa ao citado officio, com
relaco ao cadete sargento Tude de And rada
Gomes.
Dito ao mesmo.Para ae resolver sobre o que
solicitou o commaodante do corpo de gusrnigo
desta provincia no officio que veto coberto por
antro do antees**** de V. Ese, se* numero 008
e data de 4 do exornare afirmo, ralativameote a
construccao de om qaarlel pira alojamento d'a-
quelle corpo, sirva-se V. Exc de exigir do refe-
rido commandante a remessa de nm ornamento e
planta da obra de que se trata.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. Exc. de expedir
as sois ordens para que o destacamento da villa
do Buique seja reduzido a 50 pragis; devendo
as de mais recolherem-se s esta capital.
Dito ao chefe de polica.Declaro V. S. em
resposta ao seu officio numero 55 de 14 do cor-
rente, e para que faca constar ao delegado do
termo de Garanhuns que pode conservar na villa
as '*/ da guarda nacional all destacadas,
auxHHrnlo porem as deligeocias poltciaes en Cor-
t*4p*s qoando isto for neteaario.
Dito ao commandante ao corpo de polica.
Recomeaeodo Y. S. que resuelta semanalmeote
ao Dr. chefe de polisia ama demoostrago ds
forca do corpo sob seu tamtaaiida
Circulares aos comtaaad alss) auperiores.
TranaeaiUo a V. & aira te* fhlotiraento copia
do avia eziiiu pelo mieeKtrlo da fatiga cm
30de eoveaar* alaitte, declarando MN em
que os officiaea da (arda nacional SJSeiu ser
recolhidos a prises elvis.
Dito ao inspector da thesosjraria *a fazenda.-*
Em vala da inclusa conta que me foi remettid
pelo insptelor da taude pubitoa CMt^jtMaJe,*
hontem mande V. S. pagar a Joe Coogalves
Malveira alquautiade 50000 reiaafjaassje fnialu-
sado um carro, que conjuzie o aSsssssM ioseoeter
em commisso medica a freguaaa la Luz.
Communicou-se ao inspector da santapublica.
Dito ao mesmo.Tendo esa vieta as informt-
goea ministradas por V. S. em data de hontem
sob os. 37 e 38 o aetoriso a mandar pegar aos em-
presarios da iilumioago a gaz desta capital a
co mmercio' obras publicas oo aviso circular por
copia, qoanto a quaotidade da prodcelo dessas
fabricaa e o valor desta nos mercados da pro-
vincia.
Dito ao conselho administrativo.Promova o
conselho administrativo com urgencia a compra
doa medicamentos constantes do Incluso pedido
os quaes sao precisos a botica de hospital militar
Communicou-se ao commandante das armas.
Dito ao Dr. Pedro de Athayde Lobo Moscoso.
Ao officio queVmc. me dirigi em 18 do correte
respondo dizeodo que pelo Dr. chefe de polica
ser designado a requisitas de V. S. o agente
policial, que o deve acompanhar na visita domi-
ciliaria a que tem de proceder no districto que
he foi destribuido.
Dito ao Dr. Jos Sorano de Soma.Pele seu
officio de hontem datado, fico ioteirado de nao
poder Vmc. sem prejuizo de seus servidos habi-
tuaea continuar naa viailaa domiciliarias no
districto que Ihe foi destribuido nesta cidade aa
quaes linha comecado a proceder nos termos do
meo officio de 15 do correte.
Dito ao Dr. Jos Joaquim Firmino.Accuso o
recebimeoto dos seas offlcios firmados de 17 e 18
do correte, e em resposta aoa seus contedos,
cabe-me dizer-lhe que fleo cente do hsver-se
manifestado a epidemia no lagar da Serrioha,
prximo 6 provincia da Parahiba, e de ter recra-
descido em Timbauba e Cruangi, onde continua-
ba a facer estragos, e de que se hsvia dado oessa
cidade oalro caso grave de cholera de que talvez
succombisse o doente, que fieava no estado lgi-
do. Pico tambem ioteirado de que eslo quasi
concluidas as obras do hospital que, poder ficar
prompta para a aemana prxima viodoura ; e que
da subscripcao que ahi se promoveu para soccor-
raa tas desvalidos, havia smente recebido do co-
sjtsaf Vlanna a quautia de 2000000.
Recoeameodo Vmc. que nlo deixs de dili-
genciar o recebioiento daa desnafs quantias subs-
criptas. Qdento ao breu e o alcatro, que foram
requisilados para a deeiaeccao das caa<*s de Nosaa
Seniora do O', daixo de os remetter, em vista
do que pondera Vmc. acerca da impossibilidade
de conseguirle o flm que ae pretende com o em -
prego d'aquelles objectos ; e por assim tambem
quantia de 326*700 res em que segundo as ca- o entender a commisso de mdicos nomeada
3( secQio.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio, em 30 de dezembro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Sobre o officio de V. Exc. o.
75 de 17 de julho desle anno, foi ouvlda a seceo
dos negocios do imperio do coosellio de estado ;
e de conformidade com o sea parecer, exarado
em consalta de 26 de novembtajMaUuo paaaado,
declaro V. Exc-, da ordem do governo impe-
rial, que, tendo sido inierrompidus os trabalhos
da junta de qualiflcico de votantes da parochia
de Nossa Senhora dos Campos, em ratao de ha-
ver mudado de domicilio o eterivio va titz da
paz, era o juiz que a coasrAa< presidi-la na coorlnoac,o dos irabalhos, e nao o
do novo quatrieonio, como bem decidi V. Exc,
fundado no aviso de 28 de ferereiro de 1850, que
eslibeleceu essa doutrioa, de accordo com a lettra
expressa do arl. 110 da lei o. 387 de 19 de agosto
de 1846, e com o decreto n. 503 de 20 de feve-
reiro de 1847. /
nanlo, porm, aos no vos eleilores, declaro
igualmente V. Exc. que nao deviam ser con-
vocados, nao obstante a doutrioa do citado aviso
de 28 de fevereiro de 1850, a qual se refere ao
processo primitivo da orgsnisaco das juntas de
qualificagao, que foi profundamente alterado pelos
decretos os. 842 de 19 de setembro de 1855, art.
1* 1, n. 1,812 de 23 de agosto de 1856, arts.
4, 7 e 17, e o. 2,621 de 22 de agosto de 1860,
art. 4.
No primitivo processo, excepto o caso do art. 6
da lai de eleicoes n. 387 de 19 de agosto de 1846,
as juntis eran compoitas dos proprios eleilores
e supplentes, cujos poderes, expirando com a
approvaco dos novos eleitos, perdiam os eleilo-
res e supplentes da precedente legislatura o di-
reilo de servir.
Com o novo processo, porm, tses eleilores e
supplentes limitara-se a eleger os membros dss
juntas, e terminado esse acto, terminada tambem
Cea a sua misso.
Nestes termos as juntas de qualificaco, urna
vez eleitas competentemente, podem funecionar
em todo o lempo oecessario para a coocluso dos
trabalhos, embora ae estendam ealea, por cir-
cumstanciaa especiaes, poca em que tenham
expirado os poderes doseleitores que Ihes deram
o ser : s3o tribunaea, que, sendo legalmente cons-
tituidos^ nao deixam de existir no prazo de sua
jurisdicQo, por ter deaapparecido quem os no-
meou.
O governo imperial, portanto, annullando os
trabalhos ds referida junta de qualificicAo, em
que iotervieram os novos eleilores, limita-se a
recommendar V. Exc. a doutrioa que Oca ex-
posta, nao ordenando a reforma doa mesmos Ira-
balhoa, como faria em outra circumstancia, por-
que schando-se to prxima a poca em que tem
de se proceder ora qukliQca;o de votantes
nao haveria lempo de reformir-se aquella.
Daus guarde V. Exc Jos Ildefonso de Sou-
za Ramos.Sr. presidente
glpe.
da provincia de Ser-
R0V1NGIA.
de Janeiro de
GOVERNO DA
Expediente do da
186
Officio ao Exm. presidente de Minas-Gerses.
Accuso o recebimento do officio que Vmc. se
servio dirigir-me em 18 do dezembro ultimo,
acompanhado de dous exemiplares Impressos do
relalorio e cathalogo que apjresenlou a commis-
so directora da exposico dos productos natu-
raea e industriaos dessa provincia, verificada em
novembro prximo Iludo.
Dito ao presidente de Santa-Catharins.Com
o officio de V. Exc. datado de 18 ce dezembro
prximo Ando, recebi dous templares do rela-
torio, com que foi entregue i V. Exc. pelo Dr.
Ignacio da Cuoha Galvo a administrado dessa
presidencia.
Dito ao Exm. bispo diocesano.De novo rogo
V. Exc. sirva-se de providenciar de modo que
seja enviado 4 povoa^o da Lapa um sacerdote
que preste aos seus habitantes os soccorros es-
pirituaea, de que tanto necessitam, sobretudo
agora que por all eat grassando a epidemia, e o
capellao que tintura auaa expensaa abando-
nou-os logo que o mal deteovolvea-se.
Dito ao commandante daa armas.Com a in-
clusa copia da inlormaco ministrada pela con-
tadura da iheaouraria de fazenda respondo ao
offlclv *Sb D- 3 e daU de t4 d0 corrente, com
que V, Exc trouxe a mioha presenca oulro, em
qae o capitio commandante do dealacamento do
Buique pondera a necessidade de aer a collecto-
rla de Garanhans supprids com a quantia preci-
ta para satUfazer oportunamente os veuelmen-
tos daquelle destacamento.
Dito ao mesmo.Respondo ao officio desse
commando, aob o. 1947, e data de 22 de norem-
bro prximo fiado, dizendo que, em face do dis-
poeto no aviso circular do ministerio da guerra
de 6 de abril de 1861, que mandn eeaaar o pa-
fineoto di grallflcilo %w psretbiam os aja-
tas que devolro em duplicis importa o gaz con-
sumido coma illumioaco do hospital,cdos quir-
teis da corapanhia Qxa de cavallaria dos bata-
lhoes 4* de artilharia ap 9 e 10 deinfantaria no
mez de novembro prximo paasado
Dito ao mesmo.Recommendo & V. S. que,
em vista da folha junta em duplicata, que ana foi
remeltida com officio do inspector do arsenal de
marinha da 10 do corrate seb n. 63 mande pa-
gar a quantia de 482)850 ria, proveniente dos
joroaes doa operarioa dis diftteentes offlcinss do
mesmo arsenal que irabalharam em preparar aa
duas enfermaras que se eatabeleceram proviso-
riamente ns casa de risco, com o flm de soccor-
rer aos habitaotea da fregaezia do Recite, se a
epidemia reinante ae transmitir a esta capital.
Dito ao mesmo.D V. S. as suss qrdent para
que, aaesMarao l*d eere!ro prximo vindoti-
ro seja abonada, a Jos Mara Goncalves Gastello
Branco procurador do 2' lenle Manoel Jaciotho
Marques de Oliveira, que aegue para o Para a
reuoir-seao 3 batalho de artilharia, a que per-
tence, a prestado mensal de 15g000. que de
seu sold pretende este offlcial consignar nesta
provincia.Communicou-se ao commandante das
armas.
Dito ao mesmo.Tendo nesta data deaignado
ao Dr. Francisco Jacintho da Silva Coelho para
ir prestar os seus servaos mdicos aos desvalidos
accommettidoa da epidemia da comarca de Goi-
aona, mediante agralifleaco diaria de 40J0O0 ;
aasim o communico a V. S. para seu conheci-
mento.
Ditoao mesmo.Accusorecebido o officio de
18 do correte, sob o. 23, em qae V. S. me par-
ticipa terem sido arrematadoa por Fraocisco Fer-
reira dos Santos os reparos da casa do patrimo-
nio dos orphos ns 27 da ra do Vigario e por
Manoel Duarte Vieira Jnior oa daa de os. 45,
da da Hoeda, 97 da do Pilar o 17 da de Laran-
geiras. mediante as condigdes coostanlea do mes-
mo officio, e em resposta lenho a dizer qae ap-
provo easas arrematarles.
Dito ao inspector da Ihesouraria provincial.
Annuindn ao que reqaereu o commendador Jos
Francisco Pereira da Silva, recommendo a V. S.
que mande effectuar o pagamento que ae lhe
mandou fszer por officio de 13 de maio do anno
prximo paisado, da ultima preslaco da obra do
15 lauco da estrada do aul.
Dito ao commandante da estaco naval.An-
noindo ao que V. S. solicita em seu officio o. 5 e
data de honiem, scompanhado do parecer do
chefe de aaude dessa estco, tenho resolvido que
em quinto se nao deasipajem os receios de que
venlra a desenvolver-se n*sta capital a epidemia
que grassa em alguns pontos di provincia, aeja
a gnarnicao dos navios de guerra aqui estaciona-
dos alimentadas com carne verde em lugar de
de bacalho e carne seces, e arroz em lugar de
feijo.
O que communico V. S. para sea cooheci-
mento eem resposta ao citado officio.Fizeram-
se ai necessariaa communicacea.
Dito ao capillo do porto.Em vista da ofor-
maco junta que me veio devolvida com os pa-
pis pella annexos,sirva-se V. S. de verificar se o
matriculado Jos Igaacio Pereira da Silva remet-
lido como recruta de marioha pelo subdelegado
da freguezia do Poco da Paoelia, e de que trata
V. S. em seu officio o. 5 e data de 14 do corren-
te, exerce realmente a proflsso da vida do mar,
visto como o simples facto de matricula nao cons-
tilue isencio legal do recrutameoto.
Dito ao mesmo.Figo apresentsr a V. S. para
aer inapecciooido o recruta Manoel Franciaco do
Nascimeoto.Communicou-se ao chefe de po-
lica.
Dito ao presidente da santa casa de misericor-
dia, Deferindo o requerimeoto de Felinto Elysio
de Cirvalho, sobre qae versa a ioformacao de
V. S. de 18 do corrente, o autoriao a mandar en-
tregar ao aupplicante o seu filho de nome Deo-
cleciano Maria, qae ae acha nacass dos expostos,
depois de ha ter elle pago as despezas fetss com
esse menor. .
Dito ao director das obras militares.D Vmc.
prompta execucao a ordem desla presidencia de
14 de novembro de 1859, mandando coacertar o
barracao em que fuocciooa o laboratorio pyrote-
chnico do arsenal de guerra, e informe qual o
motivo da demora havida no cumprimento deiss
ordem.
Dito ao director daa obras publicas.Para po-
der salitfazer t requisico do inspector dt ihe
souraria provincial, contida em officio de 18 do
corrente, aob n. 24, recommendo a Vmc. que eo-
lendendo-se com o mesmo inspector frmale e
me remeta um orcamenlo dos reparoa de que
precisa o telhado do corredor que d entrada para
aquella thetouraria.
Dito ao mesmo.Mande Vmc fazer o orca-
menlo dos concertot de qae precisa a cadeia do
termo do Bonito. Commuoicou-ae ao chafe de
polica.
Dito ao mesmo.Sirva-se Vmc. de, enlenden-
do-se com o inspector do araenal de marinha, e
proprietarioa de fabricaa de ferro eatabelecida
nesta cidade miniatrar-me com toda a poaeivel
brevidada aa ioformiedee e eaolarecimentoa exi-
gidas palo Exm. Sr. ministro dt agricultura
otra auxiliar o governo.
Dito aa Dr. Americo Alves Guimaraes.Re-
cebi os dons offlcios qae me dirigi Vmc.
em 13 e 14 do correte, o primeiro datado da La-
pa e o aegaodo de Nossa Senhora do O' e sciente
do qae nelle me commuoica, lenho a dizer-lhe
que fago seguir o Dr. Jaciotho da Silva Coelho
para substituir ao Dr. Jos Joaquim de Souza,
que por sen estado de saade nao pode continuar
na commisso, em que ae acha e de que por isso
acaba de ser dispensado ; que approvo a delibe-
rago que tomou de escolher de accordo, com o
subdelegado da fregaezia de Noasa Senhora do O'
um terreno apropriado ao eoterramento doa ca-
dveres, que oaquelia fregaezia era feito em dif-
ferentes lugares, e que nesta dats novamente me
dirija ao Exm. prelado diecosano para qae pro-
videncie de modo a maodar para a Lapa um sa-
cerdote, que all preste os soccorros espirituaes.
Dito cmara municipal de Olioda.Respoo-
dendo o officio que me dirigi a cmara munici-
pal de Olioda em 16 do correte, tenho a dizer
qae ponha novamente em haata publica os im-
postos do capim de planta, gado ovelhum e carga
de farioha elegumes, visto nao haver apparecido
licitantes a elles segundo consta do citado of-
ficio.
Despachos do dia Si de Janeiro.
Requerimentos.
Alexandrina Maria do Espirito Santo.Infor-
me o Sr. director geral do inatruego publica.
Augusto Ferreira Pinto.Informe o Sr. inspec-
tor da Ihesouraria de fazenda.
Antonio da Cruz Ledo.Informe com urgeocia
o Sr. inspector da thesouraria provincial.
Braz Marcelino do Sacramento.Informe o Sr.
inspector-da ihesouraria de fazenda.
Feliciano de Torrea.Informe o Sr. director
geral da iostruego publica.
Major Joaquim dafCuoha Figueiredo.Infor-
me o Sr. commandante superior da guarda na-
cional deste municipio.
Jos Francisco de Sonza.Paase porlaria con-
cedeodo triota diaa de licenga com vencimentos.
Commendador Jos Francisco Pereira da Silva.
Dirija-se a thesouraria provincial.
Massaino Narciso Sobrelra de Mello.Volte ao
Sr. aHrector geral da inatruego publica.
Maaoel do Reg Barroa Souza Leo.Informe
o Sr.eaeamandante auperior da guarda nacional
desta municipio.
Snasoado tenenle Manoel Jacintho Marques de
Oliveira.Ficam expedidas as convenientes or-
dens no sentido que reqeer o supplicante.
EXTERIOR.
FBAXCA.
de direito; e depois de ter passado para ot livros
dos philosophos, publicistas, romancistas e poe-
tas, apoaearam-ae doa eapiritos, e aspirara ao go-
verno.
E lodavia, desde 1789, o papel dos jurisconsul-
tos modesto : a revolugo nao tem mais neces-
sidade delles. Elles nao eotraram no grande mo-
vimeoto que traz o reioado theorico da maltido
e por coosequeocia o cessrismo.
O lerceiro estado perecea com a victoria de 89.
Os jurisconsultos nao tem mais papel algum a
preencher em urna socledade em que a estar
em vigor o direito da forca, em que a lei expri-
mir nao o direito inalteravel, porm urna von-
tade mudavel e caprichosa.
O commuoismo legal aae das eotraohas do di-
reito civil; porque este direito, tomado em sua
origem, nao mais que o direito romano, direi-
to eminentemente commuoista e ceaariano. A
ordem jurdica eslava em harmona perfelta com
a ordem religiosa. Pde-ae dizer, entretanto, que
os jurisconsultos nao foram inspirados directa-
mente pela religio : enlre esta e o direito houve
a philoaopbia. Esta philoaophis nos fhrcompre-
hender o direito, e esclarecer algui s pontos da
historia. O estoicismo foi a philoso bia do im-
perio romano, e mais especialmenU a philoso-
phia dos jurisconsultos. Correram beatos favora-
veia sobre o estoicismo, accolhidos \ or escriplo-
res superflciaes.
E' preciso abate-la maito e pene rar fundo
esla doutrioa. O estoicismo produzi) estas duas
virtudes paga as: resigoagao para a lyraonia, e o
suicidio : virtudes muilo agradareis para os im-
peradores. Elle parta do paniheiano, e como
toda a philosophia, diriga se umi pratica so-
cial anloga seu principio. Esta iofiereoga mo-
ral, este desprezo dos bomens, derlvavam de seu
principio. Os estoicos negavam a virtude, por
consequencia a destingo do bem e do mal. Elles
diziam que a virtude eziste smente na razo ; as
acedes sao indifferenles. Admirara-se de que o
povo e aa pessdas esclarecidas leeham supporta-
do por tanto lempo o imperio ; o povo era mais
bem tratado neate tempo, do que no lempo da re-
publica ; as pessoas esclarecidas accommoda-
vam-ae elle por fatalismo, phenomeno que se
renorou depois no tempo dos imperadores tur-
cos, to semeihaotes em muitas coasas aos im-
Comprehende-se Tcito :
oonoi imperatores voto expeler, quales cumque
tolerare l Bons imperadores foram aquellos que
eram completamente loucoa e que deixavam
respirar os povos.
Marco Aurelio, um dos bons de Tcito, foi um
encarnigado perseguidor dos chrislos. Era um
eatoico ; o mundo era governado por um philo-
sopho de proflsso, um crele pela razo uni-
versal.
Dito cmara muoicipal do Recife.Certo do
cootedo do officio que me dirigi a cmara mu-
nicipal do Recife em 17 do corrente sob n. 7, le-
nho a dizer em resposta que approvo a medida
quo ella tomou de crear provisoriamente maia
oito guardas muoicipaes com o mesmo ordenado
que vencem os actuaes e autoriao a despeza pro-
veniente desta medida.
Dito mesma.Sendo natural que em todos
os cemiterlos existentes na freguezia dos Afoga-
doa, e de que trata a cmara municipal do Reci-
te em seu officio de 13 deste mez, se d o mesmo
inconveniente que pondera o inspector da aaude
publica na inforraacao junta por copia, de aer pre-
cito revolver-se sepulturas que j tinham rece-
bido cadveres de pessoas fallecidas do cholera-
merbus em sua primeira visita a esta provincia,
recommendo mesma cmara, que tomando em
muita considerarlo aquella iuformacao, mande
construir um novo cemilerio em posigo conve-
niente, como Ihe foi ordenado em officio de 10
do corrente, se assim o julgar indiapensavel.
Dito cmara municipal do Bonito.Respon-
deudo ao officio que me dirigi a cmara muni-
cipal do Bonito em 23 de dezembro prximo fin-
do, tenho a dizer, que Oca approvada a arremata-
gao que fez dos differeotes impostos pertencen-
lesaauarenda pela quantia de 994#000, e pelo
eapago de nove mezes, como declara em seu ci-
tado officio. cumprindo, porm, que essa cmara
em casos idnticos me remella urna demonstra-
gao especificada doa impostos e do prego por que
cada um delles for arrematado.
Portara.Os Sra. agentes da corapanhia bra-
sileira de paquetes vapor mande dar paasagem
de convez para a corte, por conta do ministerio da
marinha no vapor que se espera do norte sos ca-
bos do corpo de imperiaes marioheiros, Antonio
Serafim e Antonio Eugenio, bem cono aos me-
nores Seohorinho dos Santos, Msnoel Jos, Tho-
maz de Aquino de Oliveira, Antonio Ignacio doa
Santos, Joaquim Correa dos Santos, Antooio Ma-
noel de Souza Lima, Jos da Peona e Jos Fran-
ciaco doa Saoloa.
Dita. O presidente da provincia em vista do
disposto no art. 31 1 da lei provincial n. 510
de 18 dejunho prximo findo, resol ve repartir
porcentagem qae percebem os empregados do
cooaulado provincial em 199 quotas, distribuidas
do modo constante da tabella jonta, assignada
pelo aecretario do governo :
Tabella a que se refere a porlaria cima.
Distribuico daa 199 quotas em que repartida a
porceotigem dos empregados do consulado pro-
vincial.
Administradores...... 17
Chefesde seceo...... 14
Thesoureiios.......... H
Io' escripturarios .... 12
i" ditos.............. lo
Lanzadores............ 10
3" escripturarios___ 8
Porteiros.............. 8
Fiis do thesoureiro .. 8
Guardaa.............. 3
Dita.O presidente da provincia, aob proposta
do Dr. chefe de policia datada de boje, resolte
oomesr o capito Joaquim Francisco de Oliveira
para o cargo de delegado de policia do termo de
Buique. Fizeram-se as communicicdes neces-
tarias.
Dita.O presidente da provincia, cooforman-
do-ae com a proposta do chefe de policia n. 85,
de 18 do corrente, resol ve nomear a Antooio Goo-
galves de Moraes para o cargo de subdelegado de
polica do 1 districto da fregaezia dos Afogados.
Communicou-se ao chefe de policia.
Dita.. O preaidenle da provincia, tendo em
vista o que requeren o guarda da alfaodega des-
la capital, Joaquim Pires da Silva, e bem asalm
as informarles das repartigdea competente!, re-
solve cooceder-lhe trea mezes de licenga, com
vencimentos na forma da lei, para tratar de sus
taude.
As origeos daa revoluges ezistem naa profuo-
dezas do direito civil. Porque ouvimos nos todas
as seitas socialistas pedirem que tedos os povos
nao sejara mais que um s povo, e que todas aa
leis niciooaesse fundem em ama s lei cosmo-
polita? porque a idea do communiamo univeraal
domina sobre as conceptes juridicas, e porque
as revoluges, ha tres seculos a tem suficiente-
mente desembarazado para que ella eaclsrega
toda a poltica contempornea, e parega to amea-
gadora, quanto inoffensiva outr'ora.
Obedeeendo esta tradigo fatal, aquelles
mesmos qae sao extranhos ao estudo e historia
do direito reclamara em altss vozet a exteosio
indefinita ale nosso direito civil.
A Frtnca desde 1789, s tem um nico pensa- Paradores romanos,
meato; propagar sea direito pela astucia ou pe-
la forga. A revolugo comprehendera-o ; e todas
as suas guerras s tioham um flm, cooverter lo-
dos os povos o seu direito de cidade, igualda-
de democrtica que ella havia proclamado para
todo o genero humano. Foi para chamar os Ita-
lianos iguaMade que o general Bonaparte in-
vadi a Italia por ordem do directorio.
A corte da Roma resisti enrgicamente. As
correspondencias diplomticas trocadas entre Pi
VII e o governo imperial nos annos que prece-
dern! 1809, tratam desta grande questo de
igualdade civil qae vimos inopinadamente surgir
pela clebre caria de Mr. Edgard Ney em 1848.
Quareota aooos antes e as mesmas circumslaa-
ciaa, Po VII eslava exposto a mesmas importu-
oagoes. Na circulir que elle diriga todos os
cardeaes com data de 5 de fevereiro de 1808, di-
zia :
... 2." Querem que o cdigo seja publicado
e posto d'ora em daote em execucao nos esta-
dos ; porm o cdigo sendo contrario nosaa au-
toridade aoberana, e opposto aos santos caonea
e aos santos concilios, manifestamos por isso a
nossa recusa.
a 3.a Eolendem que todos os cultos sejam livres
e publicamente exercidoa ; porm regeilamos este
artigo como contrario aos caones e aos conci-
lios, religio catholica, tranquillidade da vi-
da e felicidade do citado, pelas funestas con-
sequencias que dialo teaultariam. o
Po VII, de volta aos seus estados em 1814,
apressou-sea abolir ahi o cdigo civil. Aiocom-
patibilidade de nosso direito com a autoridade
pontificia est certamente demonstrada. Urna sa-
bia poltica reconhec lo-hia? Esta dolorosa ex-
periencia foi j tentada respeito da aaola a.
Nesse tempo tambem o governo francez queria
forgar Pi Vil a entrar em urna confederago ita-
liana ; porm este recuaou-se Uto. Depois, o
Ee?22?.BfLJ2fit8U acce.M* Pf um* A razi0 foi destruida em todoa nos pela queda
ga otleosivae defensiva que nao differia da con- original, e ae nao o fosee, ella nao dara um
federagao e queanniquiliava a independencia da homem direito algum sobre os ou"ros homeni A
S tioha que conformar sua philosophia sua
posicSo, e isto nao era difficil. Em seas escriptos
appareceeste pensamento da uoidade do mundo,
da limitada coonexo de todas as suas partes, e
da coramunidade univeraal.
Oa geographoa do nma falsa idea do imperio
romano, indicaodo-lhe limites ; O imperio roma-
no nao era um estado nem muito era pouco
grande, urna nacionalidade mais ou menos ex-
tensa, comprebeodia a eapecie humana por urna
concepgo ipriori; era a poltica absoluta sem
destiocgo de ragas oa de paizes. Elle exprima
urna idea nacional: hisego nee metas rerumnee
tmpora pono, disaera o orculo.
A soberana da razo, este dogma dos estoicos,
nos leva ao cezarismo, como para ahi levava oa
antigos. Quem o juiz da razo? E' sem pro um
homem que a promulga, e a razo neste homem
e igual forga que elle eraprega para fazc-la
prevalecer. Urna vez laucado oa doutrina da ra-
zo, um inslincto para o homem procurar um
orgo da raro univeraal, da qual razdes indivi-
duaos sao smenle fragmentos, e altribuir-lhe
urna forga universal, afim de que a razio domi-
ne sem obstculo no mundo. E'esla a explica-
gao de todas as desordena locaes que, tanto oa
antiguidade como nos tempos modernos, coodu-
zem os povos da democracia ao despotis-
mo. Como a razo por si mesma, governaria os
bomens? Elles nao eslo no estado natural nem
nunca eativeram.
santa a. Po VII resisti ; e em 1809 um golpe
de estado aboli o poder temporal. E oa calholi-
cos ficiram looge de obter a a igreja livre an-
da que no programma antecedente offerecido
ceitago do sanio padre figarasse em todas as
cartas a liberdade dos cultos.
Pi IX soodou o abysmo. Desde o primeiro dia
vio que a soberana pooliflcia e a independencia
da igreja catholica estavam em jogo ; e qae aa
conceases que dellese exigiam se resumiam em
urna s ; a abdcago. Onda est a conciliago ?
e que conciliago possivel, quaodo se pede tudo
Pi IX, e que nao se lhe offerece nada em tro-
ca? Otferecem-lhe urna penso alimenticia I E
seriamente que nos asseguram que ot principes
razo Do coocebe nma aociedade racional, ella
concebe a ordem social como um facto divino,
e primitivo, anterior ao homem e a condigo de
aeu desenvolvimeoto. Os philosophos gregos,
internados em um panlheismosem sahida, expe-
I rimeotavam mil bypolheses para saberem o mo-
do por que o homem organisaria aa socieda-
i des. Para elles, nao havia oulro Deus alm do
homem, pois que era smenle no homem que se
manifeatava o pensamento. O estoicismo, em sua
, nica preoecupago do pensamento, nos offerece
i um gosto antecipado do cartesianismo, que fez
i apparecer esta idea do eu, da razo e legou-a
Spinosa.
O estoicismo a philosophia offlcial do paga-
.bpSmpntC0n'i.r.ar^ CT SSfn P8-j! nismoTdVvinrsa o homem, proclamando nelle o
te. Nosso seculo pjnlan tro picanada dogma da soberania da M0t que tem09 yi8l0>
honrada, desde nossos principios. Porm os anti-
delesta mais do que a indigencia ; elle julgar
ter feito um grande favor igreja ioscrevendu no
escriptorio da beneficencia o papa e os car-
deaes.
Ioteresses fundados sobre o mesmo principio
podem ser conciliados; porm nao ioteresses
que pertencem principios opposlos. Principes
catbolicos flzeram a guerra ao aoberaoo pontfi-
ce ; nao era para destruir a igreja. O papa per-
doava todas estaa violencias e iniquidades.
Hoje, ama guerra de principio eat declarada
ao papa e igreja ; ou antes, nao utajtrra,
porque ahi nao se observam leis ilgumasaje guer-
ra ; ama perseguirlo que soffre t igreja, em
nome da aoberinia do povo, e da igualdade ci-
vil; a argumentacao dos Cesrea qae te con-
tina no XIX seculo.
Os polticos nao querem mais que o papa te-
nha autoridade, nem qae seja juiz c na trra.
Querem reservar o direito de julgar, para si;
supprimindo o foro interior oa a consciencia,
conservando smente o foro exterior ou ordem
legal. E' esta urna grave questo. Os juriscon-
sultos de todos ot lempos tem tentado coodaziro
homem aos puros actoa da legalidade. Ha entre-
tanto outra couaa alm daa lea feitaa pela mo
do homem ; ha aa leia divinas, daa quaes a igreja
o interprete, e a consciencia dos christos um
santuario inviolavel. O jurUcoasullo tsforca-se
por penetrar oa consciencia para ahi suffocar sea
rival, o juiz divino. O dualismo da vida humana
ahi se acha, a alma e o corpo, o poder eaplritual
e o poder temporal. Quantaa astucias e cavilla-
ges para annultar a consciencia em preveito da
lei 1 Os legisladores fatigam-se com isto. O an-
tagonismo do direito divino, e do direito huma-
no, crea o antagonismo da igreja e dos juriscon-
sultos. A conciliago to desejida hoje, foi rea-
lisada pelo direito chrialo e pelos costumea daa
nages christaa. E' necessario eacolher entre a
soberania de Dos e a dominago do homem.
E, em qae doatriaas se personifica a deatiocgo
de3las duas soberanas? Na doutrioa catholica e
no direito humano. O digesto foi a biblia do ra-
cionalismo poltico e social; foi do arseoal de
iuis leis que se tiraram aa armas que desaalura-
nm e derribaram por multo lempo aa sociedades
christas. O communismo, a soberana do povo, 0a chiatea groeeelrea, e a philosophia ebristia,
oaocialiamo, cuja fortuna, oa aoligoa eelavam I deaacredilada aob o ooaa deeacolaatica, era fa-
100M dt prever, i.hinm dt escola e dos Uuot1 rWt dt aorta. Etto termiaou-M ettt revola-
gos nao se conservaran) as nuvens da especula-
gao. Adeptos da razao, e a ella tendo por
guia, deade que regeitinm as sublimes tradigdea
moraes, os Gregos e os Romanos applicavam a
razio aos negocios pblicos. Entre elles a philo-
sophia urna poltica ; as cidadea gregas sao o
ideal da ripublica de Plato. O paolheiata Pa-
to, quindo raciocina sobre a poltica, cae no
communismo, nao por erro, nem por algum
desvio de sua lgica, porm porque elle tem de-
baixo das vistas o communismo praticado em
todas as repblicas gregas, e porque o pantheis-
mo a iheoria, cuja explicago o commu-
nismo.
O platonismo transformando-se, toroou-se a
philosophia do paganismo e do imperio roma-
no. A theoria das ideas to poelicameote expos-
ta por Plato tornou-se a razo, a. sobersoia da
razo. A philosophia de Plato, o maia illuslre
representante do psntbeismo, reina tanto quan-
to o culto da oatureza, ella despparece do V psra
o VI seclo, com o imperio, sob a turba das
invasdes.
Urna nova religio, urna nova poltica, e urna
nova philosophia preenchem a scena do,
mundo. "
Aristteles, o rival de Plato, o philoaopho que
conflrmoo a destingo de Deus e do mundo e que
constatara as leis da lgica, foi chamado ao mais
elevado deslino. Sua philosophia, por muilo
tempo eclipsada, appareceu com o novo dogma :
a theologia catholica toma-o por servidor e
amigo.
Em quanto a forga da f ae sustentar,Arislolele
se chamar as escolas, catholicas, o philoso-
pho. Tomsr parte na philosophia chrisla. Ad-
miravel diaposigo do eapirito christo, que liga-
va aciencia chrisla aa verdadea racioniea da
aolguidade, econsagrava a commum origem da
razo e da f I Depois de dormir dez sculos, o
platonismo, pela reatauragio, fez irrupeo no
mundo; elle ae havia extingaindo com o paga-
nismo aoligo; reaoimava-aa com o moder-
no. Ligado ao culto da natureza, elle reappare-
cia quando este culto voltava moda.
Ao mesmo tempo Aristteles suecumbia aj|e
ao que o philosopho panlheista Julianoo havia
tentado no seculo IV; os povos christos voltsm
ao paganismo oas artes, naa lettraa, na philoso-
phia, no direito e na poltica.
O renascimeuto simultaneo do direito romano
lnmnil imo ?i0 deTe m,u *>rprender-nos.
Smente as duas doutrinas anda tem muito que
andar para conseguir sea completo desabroxa-
mento na sociedade moderna. Assignalemoa al-
guma analoga entre o estoicismo e a reforma
porque a reforma tambem um fructo da rea-
taurago, e ella deve trazer o vestigio della. Te-
mos visto o estoicismo reduzir a vida pratica i
indifferenga do bem e do mal, e resignaco
sombra do islamismo, para coocenlra-la com-
pletamente na ordem especulativa, no pensa-
mento. Para o estoico aer virtuoso, pensar
bem. A reforma apoderoa-ae desta doutrina,
nesta famoaa formula, a f sem aa obraa, o qne
Luthero traduzia : crede /irmiter pecca forti-
ter. O aystema da igualdade dos enmes para o
estoico, e a indilTerenga daa acgdea para o lu-
iheraoo, suppe que o homem nasceu puro es-
pirito, ou que nao tem urna existencia pessoal.
h. com effeiio o estoico tem um profundo des-
preso pelas cousas exteriores, vas apparencias. e
elle se refugia emseu eu.
O reformado absorve o homem em Deus e
suppnme a liberdade. Est escripto, disse o
Muisumaoo, para que fim affligir-ae ? vivamos
como epicunslas 1 E' a coocluso do estoiciamo,
da reforma e do islamismo. O systema mons-
truoso da igualdade dos crimes levava a negar a
viriude, que a tem de realidade a destinego do
bem e do mal. O estoico Brutua, oos campoa de
Felippe, exhalava ests blasphemia com aeu ultimo
suspiro: Virtude, tu nao a maia que um nome 1
Fallava perfeitamente como philoaopho. Mr.
Ravaisaon [Melaphysica de Aristteles, tomo 2 pa-
gioas 185) caracteriza assim o estoicismo :
Os estoicos proelsmam que natural
do homem ser amigo de outro homem, ama-
lo nao por ioteresse, porm de corago. To-
dos os seres rasoaveis o feiloa nos para os
outros, e o que ha de principal no ho-
mem, o que ha de proprio na coramunidade.
Longe de se julgar oascido para tile s, de
seu dever e de sua natureza considerar como
til si mesmo, o que o para os oulros, de se
considerar obsequiado quaodo obsequia, e nao
fazer nada que nao cootribua de longe oa de per-
topirao bem commum. Finalmente, todoa os
horneas seado para com oa deuses, como mem-
bros de um mesmo corpo, animadoa de urna
mesma alma, s devem, segundo Zenon, formar
todos juntos,uma nica repuolica regida por urna
s lei, a lei da justiga e da amizade. Esta re-
pblica universal dos deuses e dos bomens,
o flm para que lodos os homens foram creados,
e por consequencia de sua natureza, de sua
obrigagio propria e singular, preferir em todia aa
cousas seu ioteresse pessoal, a utilidade com-
mum.
Nao se negar a competencia de Mr. Ravaisson
coottaditoprntalpa ala i stMariadores da philo-
sophia. e oa nsstatjam que citaaoe,eUe liaaiu-aa
a eoaliearos textos.
Nao desfiguramos uma doutrina adversa, com
o fim de tirar della proveito para a nossa. Este
retrato dos estoicos feito por orna pessoa bene-
volente. Entretanto elle nos revela todo o fun-
do do pensameoto estoico. O facto fundamental,
que tudo se refere, a coramunidade, quero
dizer, a humanidade. O individuo nao mais
que um membro deste grande todo; elle nao
ive para si proprio, nem por ai proprio. Exa-
gerago de um seolimento verdadeiro : porque o
homem tem deverea para com aeus semeihaotes,
porm estes deveres tem por limites os deveres
do homem para com Deas e para comaigo meamo.
Na doutrioa chrisla, a aociedade nao o fim
do homem, nao foi o homem quem nasceu para
a sociedade ; ella foi creada para o homem ; a
condigo e o meio de sea deseovolvimento, a
occasiao das provas de seus mritos e erros.
E' dizer que o christiaoismo respeita tanto a
persooalidade humana, quanto o paganismo a
respeilava pouco. Nos principios da aolguida-
de, o homem nao era mais que ama roda da ma-
china social. E' o que eat provado por todas as
legislages da Grecia. O estoicismo destrua os
quadroa da cidade grega to restricta, alargava-
os infinitamente, de modo a compreheoder nella
todos oa povos. Roma realisou a repblica uni-
versal de Zenon. O estoicismo dirige-se para a
cooalituigo do estado ; os bomens nao sao
mais que os materiaea subordinados ao plaoo
do edificio, tanto ae Ibe recomraeoda a aboega-
go absoluta. O estado sbsorve todo, religio,
moral, e poltica. E' neste sentido qae preciso
entender o sacrificio que o cidado deve fazer de
sea ioteresse pessoal patria. Aa aociedades
christas nao lem aflastado a mxima do bem
publico, porm preciso coofessar que ellas ra-
ramente a tem invocado ; ellas dirigiam-se es-
pecialmente por motivos sobrenaturaes, gloria
de Deus, defeza da igreja e manntengo da
juatiga. A lei hebraica Ibes da va o exemplo de
urna aociedade, onde aa qaestdes dt utilidade
nao sao mesmo propostss, e onde tudo domi-
nado pela questo religiosa e moral.
O que o til ? onde existe elle ? A* propor-
coque a aociedade moderna desliga-se dochris-
Usnismo, elle volta para a mxima: Salus po-
puh suprema lex. Dizem : a utilidade commum,
o bem publico, e todo o direito, esto obrigados
a ceder.
A privego por causa da utilidade publica
ioteiramente do gosto aoligo. Que analoga ha
entre o direito e a utilidade ? Os estoicos nao
sepiravam eslss duaa ptlavras, que se juntam
hoje para significar que a utilidade crea o di-
reito. Se a necessidade que o estado tem de
uma couaa, d-lbe o direilo de tomar-ra'a es-
tou auloriaado a concluir que o til a medi-
da do direito; e como na queato do til somos
juizes de oossa propria causi. aegue-se que nao
ha outro direito aeno a forga. E o estado tem
lodoa os direilos, porque o mait forte. Desta
doutrioa nasceu o iJyilio do despota generoso,
lisoogeado por todos ot philoaophos e Ilitera-
rios do seculo XVIII, idyllio que tornou-se i re-
volugo franceza. Os res, cujos poderes e direi-
los recoohecism-se solemnemente, eram excita-
dos a tornar seus povos felizes msneirt paga,
deatruiodo a religio, as leis, a nobrezs, etc.,
estabelecendo a igualdade. Aa legislages de
Lycurgo e de Numa occopavam o pensamento de
lodos. O estado retomou auaa fuocgea de mes-
tre escola, depoia de mil e oitoeenioa annot de
inlerrupco ; hesita ata lomar aa |de pontifex
maximus, que ooaaoa damocrataa estao promp-
tos a conferir-lhe. Alegialago foi lavrada com
a data antiga, eno sao os precedentes que fal-
taran!. COOUILLE.
{Monde.Emilia Luna.)
A divitao da Polonia foi o teto mait iniquo da
tociedade europea antes de 1789.
Todos sabem o remorso de Mara Tbereza por
ter tomado parte n'alla, e qae a Austria e Prus-
aia cooaentiram na segunda ptrtilha com maito
pesar, e por larem aido laso lavado* pela pri-
meira iniquidade. Deade ue tempo nao pode
a Europa sustentar o equilibrio perdido, e a Rus-
sil gmbou \ua aateodeote que a amaaca, amos-
cando directeaMBt* a Allemanba. Os homens da
etttaa o oompreJjtodiam tm 1815. Frtotiaco I
FftsA/Fll


DIABJO DE PEBNAMBCO SHTA fEIRA 24 DE JANEIRO DE 1862
teotimeotu de dio que nutre contra a revoluto.
A lem d'isso 01 mesmos Ira Helos q* rullmta.
Polonia a la independencia, e etnsaejraraeai
deQaitirameote at parlilhas. gannaatn un rea*
da Polonia resiricio, e conservadlo ata acionaa-
dede polaca em sua lingua e relea a, A Ru
violn formalmente esses trMbs ; w pfele
dos polacos, sao, pois justes. toroasaraneo caa
todsa as forgae a reivinoicago fa**tma le asa*
direitos. elles devem merecer as sympaihias da
tu ropa conservadora. .
Entretanto nao poderemos negar que algum ele-
memo revolucionario anda envolvido n'ease mo-
imenlo polaco, lio nacional, lo legitimo, lio
semelhanie so de que O'Couoell era chele ua Ir-
landa. E o triste resultado da aituegflo actual da
fcurops. da impaciencia de alguna espirilos que
se lem deixado desraizar pezaa fofas theoriaa de
utn falso liberalismo, e que, entre os bens das
uacoes.nao considerara coma pnmeiro a possa da
verdade, da vordsdeira religio, quo o maii
poderoso e nico sustentculo das na^Oes oppri-
rnidM' Os revolucionarios da Europa esperara
levar os Polacos revolugo. A linha catholica
e a revolucionaria alio tragadas muflo visivel-
mente : ninguem se p&leengaar.
Al o presente a Polonia catholica, ferio em
sea direilo e tratados, que prevalece ; 6 o mo-
vimento nacional legitima que arrastra a grande
maioria do povo. Has nao coovem fechar os elhos
ao momelo radical que quer subsiiluir o pri -
meiro, e cujoi estarlos le si lo redusido* at tte-
je urna feliz franqueza. A maioria dos Pelaeos,
quem feliciamoa por isso,considera como aseo-
tes provscadorea todos os que aconselham a vio-
lencia. Em quanto ella seguir os bispos e perao-
Dageos justamente consideradas, como o conde
Au ir Zimoirki, nenhum perigo serio apparece-
i ; o que ae deve temer someote que o rao-
vimeoto nacional degeoere em revolucionario,
Eotrelaolo o perigo existe, se bem que aioda
multo fraco, e se o roovimento nacional temo.
aeu chefe moral reconhecido, no conde Andr' ,aT,aa "le"" em que era o mesmo es-
_..-----, Parahiba, nao sao os
desejos e determioagoes deiies secundadas em
sTRTS BBJsft. Jt~l
NenUoMa. aja reMtootJM, 'a ini-
cio ddaafcnitMtattordo rMatctrtbrreio, jate
qtereWetatj cott m jfcpeJtsiiJaaj offeode* a*.
dtma.ssjee Imn roajtajtam ; *.* erevinciatjws-
T* r(f*m<*. artlteisjajsj rtaearaeado fefei-
nktraaV'fazMi o aja* bata Ihatfcarecet t>or
estaeaaet neuH^iam^a b^datado, qu ttj*ilie
senhor pretende imprimir na respectiva admiois-
U*ci.
E para prova disto, veja-so o que occorre.
Chegando hootem do Pombal o Sr. Manoel Pi-
nhsiro de Hendonga, que d'alli sahira a 11 do
correte, diz-noa que essa dala tmente tinha
recebido os Diario de sua astigoatura at ll de
outubro do auno Ando, e estes mesmos truncada*
em sua numerario. Ora, sabido que desta em-
presa alo elles remellldos iodeclioavelmeBle duaa
vezea por semana, s segundas e sextat-feiras,
em que partera os estafetas desse lado; e pois
como conciliar esta occurrencia com aa ordena do
Sr. administrador Assis?
Como explicar isto seno com a negligencia no
ctmprinrento dessas ordens ?
E esta, por certo, a causa e nao outra; e sa-
stra, coosigoando-o aqu, nao podemos furtar-noe
e lembrar, que j oio o eneycloptdieo corroo
o Lean, qae s faz desses milagrea; j5 elles te
irradiara so da Psrahiba ; e Deua queira que ah
Sahindo em commisso do Sr. Dr. chele de
polica Sr. capiso F. Borges Leal, en im-
prmenlo della, realitou oa madrugada do dia 21,
a povoacao de Santo Amaro da Jaboilao, a pri-
aao deJoo Joaqun da Cuoha, vulgarmente co-
ohecido por Pimpim.
Kan um communicado que hootem publica-
mos acerca das exequias de S. M. F., alguna pe-
queos erros typographicos appareceraaa.devidos
Zamoiski, o radical lem tamaem oseu em Mie-
roslaw-ki, cujos amigos deseovolvem ama gran-
de aclmoade, quer oa Polonia, quer fra d'ella.
Cumpre-nos,porm,dizer que a influencia de Mie-
roslewki mullo menor oo que a de ZamoUki.
De infi.rmagoea que recebemos, consta-nos que
essa influencia nenhuma em Poseo, Cracovia e
Leopol, neohums por coosequencia nos paizea
submellidos Austria e Prussia. Em Varsovia
ella bem pouco sensivel; oode se faz sentir com
mais furca em Wilna.Lilhuaoie.Zyloroyr.Wolhy-
nia, e Kijekn, isto nos centros muilo dtslaotes.
onde Mierualawski s coohecido pela fama :
proprio dos faoroes do radicalismo serem pouco
admirados oode sao mais coohecidos.
Os revolucionarios sao.pois.os verdadeiros ioi-
migos da Polonia ; se elles vencessem, juslifica-
riam as mais violentas medidas do goveroo rus-
so, uoiriam em urna acgo commum a Russia,
Austria e Prussia, e a causa polaca seria aioda
urna vez perdida : nao sustentando os princi-
pios da revolucao que a Poloi.ia|poderobter a re-
pararlo de urna ioiquidade essencialmenie revo-
lucionaria.
A questio est em bom p. A Europa consi-
dera com admirado o espectculo que ciferece
a Polonia : os seua falsos amigos clamam que
lempo de ir mais looge : os verdadeiros cooju-
ram-a a duplicar de paciencia e circumspecgao,
e absler-se de lodo o prouedimenlo que possa
comprometiera iolima unio de todas tsclasses
da nacao : clero, nobreza e povo.
A queatoeccleeiastics, a questio religiosa con-
tuDde-se aqui com a naciooal. A Russia tem
mostrado mais de urna vez que sabe comprimir,
mas que nao sabe governar. Faltando i todaa as
promessas, violando lodos os cootratos, que re-
voca com lauta (orea a bulla pootifical de 6 de
junno ultimo, ella lem, por assira oizer, toreado
o clero e todos os verdadeiros catholicos a entrar
no movimenlo, tem vollado coolra si as torgas
vivss da coosciencia, e s tem conservado a ma-
terial, que cedo ou tarde recuera ante a forca
moral. O clero ds Polonia esl hoje n'uma p-
sigao que Ihe permitte prestar grandes servicos i
patria, e maiores lalvez igreja toda. Quanto
mais bella e gloriosa essa posigio, taolo mais
elle doe procurar cooserva-li : conserva-la-ha
maniendo se nos limites das leis e tradiges da
Jgreja romana. Pi IX fallou ; i bracos com os
ataques da revolugo, o pontfice nao esqaeceu um
momento as necessidadea da igreja; acaba de
provar aos calholicos da Poiooia que nuoca es-
quecera-se o'elles ; oem de reclamar a liberdade
da sua religio; maoifesiou ao mundo a m do
governo russo, mas nao lemeu fazer ver aos Po-
lacos urna das causas de suas desgreas, o pouco
respeito saniMade do casamento hristio. e de-
clarou-lhes francamente que o nico e verdadeiro
meio de se rehabilitaren! : a nunca abandona-
rem o camioho da verdade. da honra, da justica
e da vuiude, nao esqaecerem os sagrados pre-
ceitos de nossa f ivina religio, toroarem se cada
da mais firmes e inabalaveis em sua f, amor e
respeiio pela cadeira deS. Pedro, ceolro da ver-
dade e umdade calhohca. Os calholicos com-
prehenderao a sabedoria d'essas palavraa ; que
ibes coobouario a aer lembradas pelo clero.
Esta conducta impedir a perverso do povo
udico meio que resta aos Russos de faterem parar
o movimeoto : a dmso seria urna arma pode-
rosa entre as auas raaos. Os Rusaos e a revol-
gao, queesto perfeiltmeotede accordo, masque
Uagem guerreivem-se, trabaiham para essa per-
verso que to funesta seria. Manos se tem epro-
veiladodo pretexto dos contratos eotre os pro-
pietarios oobrea e plebeos, afim de persuadirem
a estes que o imperador quer dividir com elles as
terratda nobreza. O marquez Wielopolski quiera
cortar pela raz esses falsos boatos publicando a
verdade no jornal offlcial; mas o general Sucho-
zanel mandou aprebeoder todos os oumeros
Desee jornal. Gragaa, porem, ao zelo do clero, os
piebeos j o sabem ; e por tanto as machioacoes
russas ou revolucionarias anda nao produziram
nenhum serio resultado.
Os calholicos da Polonia devem empregtr todos
os esorgos aQm de conservar a direcgo do mo-
vimeoto : sabem o que peosa a aanta-s res-
peito da siluago e o que espera o'elles ; tem as
sympaihias de todos os calholicos, excepeao
ial?ez de alguna de noasoa irmaoa da Allemaoha,
que se achara muilo perto para julgar com im-
parciahdade, ou considerara o elemento revolu-
cionario maia forte do que o na realidade.
Considerando a siiuagao geral da Europa e a
prodigiosa agnaglo daa doutrioaa e dos espirilos
nao podemos deixarde vermuitos e grandes mo-
tivos de esperaog oo que se passa. Essa acia-
gao urna agitago religiosa : oo estamos mais
nos tempos de udifferenga e desprezo pila itreja-
todos os accidenlea, mesmo polticos, tem por
causa e fien a religio. A perseguigio da igreja
na Poiooia e nss antigs provincias a'esse reino
far crescer ahi a f e fortalecer a$ almas ; ha'
urna reaccao catholica da incalculsrel alcance. A
populagao das provincias encorporadas, que fol
arrestada ao schisma pela vioiencis e astucia, re-
coohece que catholica. lembrando-se que po-
laca ; s3o oove milhes de chnstlos que esto
csngadosdasextorseseda degrad.go dos sa-
cerdotes rustanos, reconhecem claamenle que
forsm engaados; sua volta ao seio da igreia
negocio aimplesmente de lempo. Essa volta que
estabelecer ao lado da Russia schism.lica ama
nagao compacta de mais de vints milhes de sla-
vos catholicos, nao ser o sfgnal de um movi-
meoto aioda mais extraordinario? Estamos ha-
bituados a ver a igreja readquinr n'om lado o que
perde em outro. Sea infeliz Italia cahisae na
ofideliaade, a volta do orieole f nio seria
urna compeotaco magnifica ? E se, pelo contra-
no, permanecer fiel, como desejamos e espera-
mos, oo se deer ver as tribulaeoesdo santo-
padre e da igreje como que as dores de uro parto
que permiiiu que oossos filhos, que ot mesmos
LV "i'",8l8nBM um "' gloriosos trium-
phos de nossa religio ?
hai.CnOD.rtUC,ldo,Polaco iholicos e de sea
resaliedo reuma responsabilidad pesada mas
gloriosa; urna Ultra oa qu.l ,eniimo-nos lote-
ressados como hmeos, Bcees e eetholices.
J. Chantkkl.
____________________(Monde Llwti
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Os fados si succedem entre nos em urna tal
eticadeagio, que autorissm a crenca em que o
ao fado perseft* ss communlcges no Brasil
cripto.
Estes pequeos erros deverao ter sido corregi-
os pelo leitor, a quem recommendamos a leitu-
ra atieociosa desse escripto.
Tendo hootem sido dado nesla Revitta como
proounciedo Firmioo Herculano Cesar de Mello
cumpre que rectifiquemos esse faoto; pois qu
o pronunciado Miguel Lopes de Moraea Passos.
Envia-se-nos a seguinte carta :
O DR. TIRILOL
AO SINE1R0 DA S.
Meu csro amigo sineiro,
Vou cumprir rainha promesas,
Desla vos fago remesss.
Por nosso emisserio Costa,
Que de lr-nos tambemgoste.
Um anoo bom, e ditoso,
Vos desejo seriamente,
De dinheiro com eochente,
Sem embarago ou esbarro,
Pera andsrdea sempre carro.
J rae parece que vejo
Solanles urna risada,
Pois serio, sem cassuada,
E feliz minha lerobrenga,
E ponde logo em usanca.
Vede que o mundo de hoje,
Anda virado as avssas.
Nao se cumprem as promessas,
Nao ha mais pstriolismo,
E reina o feio egosmo.
Do publico o bem estar,
S serve p'ra diteussoes,
Muita bulha e palavres,
Nes lojas e essemblas;
Mas ludo fica em ideas.
Quanto mais grita o marreco,
Menos sede'e esperar
O que elle quer mamar.
Na lela da mi commum,
Deixaodo os mais em jejum.
Em certo lempo j houve,
Um desses que vos figuro,
Que ra todo em apuro ;
Mas hoje est calaotoho,
Chupando gordo peixiaho.
A familia dos raarrecos,
E' mui grande oesla trra,
Tres casias Bella se encerr,
Cada qual mais nadadera,
Exigente e comedora.
Os que mergulham melhor.
Na poltica lage.
Nao oeixam andar atoa,
Os peixiohos paludais,
Querendo sempre inda mals
A muitos nos conhecemos
Que j lem varias commeodss;
Mas acham poucas as rendas,
P re sosteniar os seas vicios :
Sio estes os raaos patricios.
Esle sec'lo, raeu amigo.
Pelo das luzes chrismado,
Eu chsmerei apagado,
Sem candieiro, oem velas ;
Mas cheio de embacadelas,
O marreco maia esperto,
Erubaga o que mais tolo,
Por fim come lodo o bolo,
Com grande deaembaraco,
Deixando t o bagago.
Eia o caso, raeu amigo,
Como vos tenhu contado,
Andar a p ou sentado,
E* cousa bem differenle,
Como diz o meu Vicente.
Comprai o vossocarrioho.
Forrado de bom velludo,
Fingl-?os mais carrancudo.
Passeai pela cid de.
Que lereis felicidade.
Ninguem querer aeber.
Donde vos velo o dinheiro,
Menos que sois um sineiro;
Mas vos farSo barretadaa
Por quaotias emprestadas.
Este mando s respeita,
A quem finge ou lem riqueza
Embora da esperleza,
Ou de torpe traficsncii;
Nem se indaga a circamstancla.
Passemos a novo assompto
Que j vai este comprido, '
J flca bem discutido,
E gravado oa menora,
Dos que lerem eata historis.
Sinlo vos dar a noticia,
Da morte de Braz Tizana,
Que tangeu bem a catana
Contraria aos falsos enleios,
Dos vicios rodei e feios.
Sem assistir os taes lanches,
Que se derem por alli, \
Nem do cholera Cruaogy,
Que aioda l nao chegou ;
Mesmo essiru elle expirou.
Pabre velho Portugal,
Quaoias perdaa ha soffrido I
Deus se queira coodoido
Lembrar-se daquelle poro,
E livrer o seu rei novo.
A proposito, amiguinho,
J que do cholera tratei ;
Dizei-me c se o que sei
E' verdadeiro e correte.
Como me diz muita gente.
Dizem que oriundo
Da cidade de Golaona,
Qu' tllho de pspai gena,
Bem firme no sea pensar,
De s com elle ganhar.
Dizem que en Crutogy,
Nae houe cholera, nao,
Apeoia iaaigasta*.
Coa algum. dyerrhaa,
Que foi urna tuta mea.
Mas sendo isso pretexto,
Para o fim to deaejado,
Fol asss eproveitado,
E produzio bom effeito :
Meu caro, ludo quer geito.
En c nlo creio estas cousas,
Sem que tos as confirmis.
ijrque tarufetoDeft:
J* soispVe aa*A u* oratlsK
rois estSWt juBSedobaMo.
-WPBBrfcio rjtsado, urna escrava de
ei L'.fnm*:
i
Dos
Me se fr vtjrttdelro
Acabe e* tra 9% era ufo.
ArainrftfAbfttleinia,
Nao estMt ddMsj.'vet :
Se eu ci ficar, vou a tres.
Nto tfolTeTs ol vossos "sinos
Se o caso fOr de morrer, '
Porque fez entristecer,
Priocipalmecte eos nervosos,
Que sao os maia perigosoa.
N*, meo amigo, com estes
E necessario cuidado,
Tenbo a cboupaoa alugedo.
Por um preciono excellente :
L nos convem esta gente.
Cuidar em cousas to tristes,
Dequalqner modo tormento,
Passemos ao calgamenio,
Obra do nosso eogenheiro
O presume Botrtlro.
Va sbeis qae serei sempre,
Cora todos mui josticeir,
Muito mais cem o Monteir,
Qae lem railes plantadas
Pelas ras e eslradas.
Eei-lhe lembrangss minhat,
a recoaomendago
Sue nao deixe a direcgae,
as obras municipaes :
E por hora nada mais.
O Dr. Tiritle.
Eis o decimo-aelimo
C Bolelim o/fieial.
pontoa accorametiidos pelo cholera-
morbus naochegerem presidencia da provincie
coromunicsgoes offlciaes, e isto contina a fazer-
nos crer que a epidemia vai declioaado, sem que
se transmits outros pontos.
Nesla cidade e em suas immediagdea nao ha
ceso algum de cholera-morbua.
1862A'* 6 br*S d* ,8rde d* 23 de aneiro de
Dr. Aquino Fonceca.
*.~T bparti5ao da polica.(Extracto da parte
do da 22 de janeroj:
Forem recolhidos casa de etetengao no da
TV *"iea> doSr- Dr. chefe de polica Joaquim
Joo da Cunha Pimpim, pardo, de 44 aooos, que
vive de negocio, criminoso no termo de Goianna,
e Jos Fraocitco da Silva, pardo, de 35 aonos,
dado a agricultura, pera averiguages policiaea;
a orden do subdelegado do Recife, Sebaslio Ig-
nacio de Feria, pjrdo, de 39 annos, pedreiro, para
averiguages em crime de toubo ; a ordem do de
Santo Antonio, o efriceno Justino, de 30 aonos,
canoeiro, escravo do teoente-coronel Carneiro
Monteiro, por estar fgido, e a preta Joanna, tam-
bem africana, de 28 annos, qultaodeire, escrava
de Joaquim Barbosa de Souza, por iofracgo de
postura ; a ordem do da Bos-Visia, Angelo Cus-
todio do Monte, pardo, de 28 annos, servente,
para recruta ; a ordem do da Magdalena, Joao Fe-
lippe, pardo, de 50 annos, eanoeiro, por teolar
eapancar a sua muiher ; e a ordem do da Capun-
ga, o cnoulo Antonio, de 21 annos, gaohador,
escravo de um tal Chic, do diatricto de Goianna
por estar fgido.O chefe da 2" seccio. J. G. de
Mesquita.
D* ^iporam recolhidos casa de deteogao
no da 22 do correle a ordem do subdelegado
do lleciTe, o efriceno Joo Francisco de Almeida
de W annos ganhedor. por briga, o pardo Jos
Cel.sio da Silve, de 38 eooos, pedreiro, por io-
sultos. e a cnoule Florinda, de 26 ennos. cozi-
uhe.re. escrava deCamilIo Pinto de Lemos. a re-
quisigao desle ; a ordem do de Sent Antonio, o
africano Andr de 33 anooa, canoeiro. escravo
de Menoel Jos Denlas, por iufracgo de poslu-
"i\! 1e S' Jos' P""0 looocencio
f,'J Lope, de Sil,., de 25 annos. almocreve,
tambera por infracgio de postura ; e a ordem do
de Santo Amaro de J.boao, Diniz Ferreira de
Cruz, branco, de 31 ennos. que se d a egricultu-
re por offenses phy.icas.-0 chefe de 2 aecCeo,
J. G. de Mesquite.
Mo'imeoto da enfermara da casa de deten-
gao do die 23 de jeueiro :
Tiverem beixa pera a enfermara :
Antonio Jos Ignacio, febre.
Francisco Ignacio dos Ssolos, coostipsgo.
Tiveram alte da enfermara :
Francisco Bezerra da Silve.
Jos, escravo de Theodora Harie da ConceigSo.
/.eierioo, eacravo de Traveseo Sarino.
.~ Passegeirosdopalhabole necional Piedade
vindo do Rio de Janeiro :
Pedro Beptisla Moreira, Aptonio Fraacisco Gui-
maraes, Manoel de Lemos Ferreira, e Antonio
Lsrdoso Mireuda.
ri.Pk"^e'c0w.0 Pa,Ucho Prlu8u Limu, viodo
na una de S. Miguel e portoa intermedios :
r.ih2CI,u CVf'x Miuel Pf'ticisco Pacheco
Calho, e Manoel da Costa.
mortaudade do da 23 do correrte.
Francisca, Peroembuco,19 ornes, eacrava, Boa-
vists, denligeo.
Joio Paulo. S.oto Antonio, coogeslo cerebral.
Belmira Poroambuco, 11 mezes, S. Jos, toase
convulsa.
Silvina, Pernambuco, 22 das.
ses.
me*H, pertecente a urna orphla, to barbars-
ite, qae a infeliz, ao cabo de alguna das,
nditos a criange de que eslava pejada I
Baatam estes lacios para provar exuberante-
mente a rncapacidade de tal hornera para exer-
cer cargos pblicos ; para emfim ser o garante
doa direitos docidsdo. Mes infelimenle com
i cargoa pblicos qde s% fgaos terta-a favores,
- mesmo porque ootro qtenuer n tkrohibiria
m lenta Impudencia a* Rro de foroecerem aosjttes de patee dados
*ra a qualiflcegao..........
Nomeado Menoel Florarlo %*J gafetes sub-
gllegado desta fregwezia s^etufWt fat desfei-
Ws-e Tioleociss aostWTJTb'PatluVm tMi os seus
vicios e Mimes, e do eele m dia depeis de e-
polsado, ta Sccsiso que oTrigVe-me mUTro
tranquillo para casa, elle se aproxima de mim e
prende-roe. Obedec a ntimago e proorei aa-
ber do motivo da minha prisso, finalmente de-
pofa de muita protelsgao declarou-me aer por
ter raxido da Vieloria um moleque que diste
ser capliro de Antonio de Barros Lima Monte-
Raso. D
E'de saber que cerca de tres mezes tinhs eu
em minha compeohia esse mnlalioho forro Como
sempre foi. e como tal era conhecido por todoe
e por mim tratado, de cuja remesm para a Vic-
toria eslava eu me ocenpando desde que, forga
de muitas diligencias minhaa, me tranquilisei
aceraa d* pessoa a quem poda eitregarate me-
nino, que achei perdido na eetreda, em occasio
ein que vinna eu do Recife para nosaa casa.
O que. porm, nao entra em duvida que esse
menino, declarando a todos ser forro, que o de
lacio, e como taleoohecido pelo povo eaulorida-
de da rreguezia, oo poda fornecer objecto para
a violencia que soffri; msa nao obstante suas
coostantesdeclarages neste sentido, o subdele-
go poz-lhe um arroxo de cordal na cabeza, e
aperlou-a com tal violencia, que s criaoga ri-
se obrigsda, deita nica vez, a dizer-lhe que nao
era eacravo.
Eu oo mostrei ao subdelegado um interroga-
torio que a requerimeoto meu foi feito perante
o seuaotecessor ao dito mulatinho, no qual eate
declarara ser forro e ter estado como criado oa
casa de Monte Raso, bem assim urna carta desle
respondendo outra minha, em que, dando-lhe
parte deaeachar em minha case o seu pupillo,
ine pedia que o raandstsa buscar: a nada atleo-
dou esse celebra Manoel dos Sanios, pois que era
preciso cobrir-me oo s de encommodos como
de injurias.
Fui remettido preso para a cidade de Caruar
cujo delegado restituio-me logo liberdaJe, em
vista do (acto e das mesmaa provas, leudo logo o
meu algoz mandado publicar oo Diario de Per-
nambuco, que me hara prendido por furto de
esersvos I I
Vejara os meus amigos, veja o publico, vejam
o Exm. Sr. presidente e chefe de polica de que
modo essa autoridade preteodeu inamer-me,
mosirado-me desprezivel aos olhos do paiz.
Fez bem o Sr. Manoel Florentino dos Santos,
violeotaodo-me a representar o mesmo papel
que s. S. representou em 1850 na cadeie do Re-
cite, em que estove preso por orime de roubo,
porque em todo caso precito qae os aistricta-
nosde Quipap nao lenham maia moraiidade do
que o seu subdelegado.
Creio anda harer na provincia autoridades que
respeitem os direitos do ctdado, e por isto parlo
para o Recife fezer publicar a presente, e qaei-
xsr-me era regra. perante oSr. Dr. chefe de po-
lica, deesa aua eutoiidade, que ouso* empres-
ter-me os seus labeos e Crimea.
Emprazo o publico para o resultado desse pro-
cesso, em que mottrarei ao aubdelegtdo de Qui-
pap, que preso e reputsgo honrosa em que me
teoho, a qual ferei racoohecer pelos tribunaes
do paiz, impoodo S. S. as panas de calumnia-
dor de violentador vingative da minha liber-
dade.
Com a presente lenho-me posto era dia com o
publico e com os meus amigos e coohecidos : pe-
rante os tribuoaes principio a ajustar minhaa
contas com Manoel Florentino dos Santos, ac-
tual subdelegado de Quipap.
Joo Clemente de Mesquila.
Publicagoes a pedido.
nome Da- sendo necessario que o doente qoaodo fr a bao
ouuu uobossanu quo o Boenie quauuu lur a nan- .-j. Mi- a. -.. ,. ,
ca lance, tres ou quatro colheret desie liquido J1escarllar graM0U epidemia da angina
Recife, coovul-
LuizGonzaga de Jess, Pernambuco, 25 aonos,
Mar-.! 0,uB'"ywS' iofl4n"B?o oo coragio!
Marganda Mina da CoDceigo, Pernambuco, 40
solteira, S, Jos, tubrculos (folmo-
annos,
nares.
CommuDicados.
Ao Exm. presideate da previacia e Dr.
chefe de polica.
Freguezia de Quipap 10 de jaoe'iro de 1862.
Victime da mais grosseira violeocia praticade
pelo aubdelegado desla freguezia, jTonoeiF/ort-
do publico e das altas autoridades, qae ecira.
oomeio, eflmde verem esteso como foram illu-
didoa em honrar com o prestigio da autoridade eo
hornera mais incapaz de exerce-1. que ha na fre-
guezia, e conhecer o publico quaes as uraotias
que gozamos pelo centro.
Manoel Florentino dos Santos digo ser o me-
nos capaz para exercer auloridade qualqner nao
s pelos ranos mslinclos. genio violento e mala-
zejo de que dolado, como pelos crimes de que
cobeto pes que gerelmenle ssbido e noto-
rio, qu elle leodo mandado (com os seusl
sHasiinar o menor, filho de Jos Ignacio
morador no Boqueirao. districto de Psnelles de
que era subdelegado supplenle em exercicio f Pa-
ra melhor occulier o aeu crime, fez ootiflear tes-
temunhas para inquirir sobre o f.oto, o tendo
um. dest.s o crloulo Joo de Deus. depo.to ler
ouvido geralmente dizer que fora elle Meooel do.
Sntos jum procesante, o autor do assassin.to
elle lodo enfurecido lngara rao de um "acete
mesmo no acto da audiencia, e quebroo com elle"
a cabega da lestemunh. 1 I Estes factos lireram
luger em novembro de 18.">2. ""'
Era escrivio o alteres Joo Ev.ngeliela Ferreira
Paz, hoje escrivo do civil em C.rua/ qu.l*
com toda a prudencia aecommodou o pobre crioa-
0. pensou-lhe es fendas. mudoulhe r0ap. e
fez retirar o infeliz que se lemenlav. ter chegado
quelle m.seravel estado por ler dito por forca
de Juramento o que s.bi. e repeta o publico M
E este mesmo hornera o subdelegado de Qui-
pap actualmente I WUI
OSr. Joio Evaogelisl, hornera nimiamente
amigo do seu retiro, e Intimo desses celebres
Santos, peder nao attest.resu faci rnscom-
promettb-me a prov.-lo evidentemente? se nVo
Este mesmo Ssnlos, anda na subdeleaacia da
infeliz Panelt.e.pdz em t.l risco d"idtgfam
lia doi ctdado Joo Thom.z de Araujo? qVe
obrigado a essignar termo de bem viver e aea-o-
r.nga perante o delegado de ento. 0 Dr Caia-
nho. nico meto que achou Aranj de pr'evioir o
aeu astassinato. uroviuit
O hornera que em Panellai fez tJet oulr
h-0in!!aB,,r!.*,h" noB,eaa ubdelegado de
SL KS continua ser o mesmo. pols qu aleo
d violencia qne comlgo pfsticoo, e de que Wa-
1 por flm, acaba de eapancar no dia 16 de
tarei
O tmulo acaba de occulier maia urna
victimo de morte em seu seio impiedoso I
No die 10 do correte bexou sepultu-
ra a Exm. Sr. D. Mara Senhorioha de
aiorses. esposa do Sr. teoente-coronel Ma-
noel Florencio Alvea de Morses, a quem
deixoa, bem como a um filho querido e a
seis netos idolatrados, aubmersoa na mais
legitima dor; porque esta urna ausencia
que nao lem limites.
A Ilustre finada, quer como esposa, quer
como mai, j na qualidade de ilha, j ds-
quella de chrisla, era por certo um lypo.
Presiavel, siocera e terna, como soem ser
es senbores de alma elevada, as suas ac-
goes sempre tradatiam estas qualidades no
decurso de sua vida, e fertissima para oa
necessitedos, a quem enxugava aa lagrimas,
e para os seas perentes pobres, aos quaes
eligeireva a existeocis com magoanimidade.
Urna alma to escolhida porm oo leve
neste mundo de transigi das escoimados
de pezarea.
Nao leve-os por certo, e parece que as-
sim a providencia punha soa constancia
era provegao, para o gozo de urna vida me-
lhor netsad'alem turnlo.
Nascendo a 21 de dezembro de 1809, re-
cebeu por seu marido a 25 de Janeiro de
i a? 'eoente-coronel Manoel Floren-
cio Alv.s de Morees, com quem esleve as-
sim ligada por 38 ennot, compertindo nes-
se espago com amor e dedicego de todas
as vicissitudes de sua vida, nem aempre
nenia de espinhos ; de mansirs que esses
alternativas occasionando-lhe afflicgSes vi-
vas, sobr excitaram lhe o systema nervoso
reduzram-n'a a um etlado de morbidez
diuturne.e aflnal provocerem-lhe urna ery-
slDela a C"J> ataque suecumbio no j indi-
cado da, abnndo um vacuo ooa effectos
daquellesque a estirnava, e para quem
apenes cesta hoje urna recordacao saudost.
Pelo que teoho lido nos jornaes desta cidade
eslou convencido de que no centro desta provin-
cia reina o cholera-morbus, ou molestia conta-
giosa, que se assemelha, e na qualidade de phar-
maceutico. e pratico na desnfecgo, devo acon-
sejar ao povo para que a nao deipreze, princi-
palmente as casas onde haiam doenles deseas
molestias.
Deve o chefe de familia cooservsr a quantida-
oCJ)loro 8ufflci8n,e P" deainfentar o espa-
go de 340 ps cbicos na. suas moradas; o qual
foroecerei por pequea quaotie, para sslisf.zer
as despezas, que se faz no processo para o obter'
por ter para iaso o aparelho necessario.
Segundo observsgea de honieos lllestrados na
Europa, eaconselhados pelo Exm. Sr. Dr. Fran-
ciaco de Paula Caodido, e por mim reconhecida
a soa utilidede. nao s quendo aqui reioou o cho-
lera-morbua em 1856, como por occaaio da an-
gina e escirletine, quando fui pelo governo en-
carregado da desinfecgo desla cidade, devem as
melenae evacuadas peloa doenles do cholera ou
de oulraa molestias contagiosas, e aa auasroopas
sujaa ser desinfectadas, e a nao ae feer isso, sao
os meios poderosos de commonicsr o mel de
urnas pessoas para outras; porque das evaca-
coes, ou de roupa suja oasce o rofifo ou coa-
melo. o qual espalba pelo er urna poeira (ol-
len) que commuoica o cholera, ou ontre qual
quer roolesiis, a quem e respira : por este moti-
vo deve-ae ter o m.ior cuidado em nio despejar
aa evacu.gea doa doenles parlo das easas, se-
nao dnpois de aerara desinfectadas, porque a de-
sinfecgo dettroe loda possibilidde de se re-
produzirem aquellas cogmelos ou mofo, sendo
alm de ludo iaso conveniente intima-les, para o
que teuho em minha pharmacia na ra Uireila n.
88, liquido deainfeclente des materias fecaea o
que foroecerei por diminuto prego, aomeote para
alisfagio da despeza, que se fat com o preparo,
oo vaso, dissolvido em urna chicara d'agea. For-
oecerei tambem una garrafa de agua desinfec-
tante, oa mesma razio, para se tancar em urna
vasilba, na qual coolenba meio ou um balde de
agua e ser nessa mialura mergulnadi l roupa 86
doeote. e a roupa de lie se fu mesar debaixo do
lugar onde alfar pewMfreda e*m aloro.
A 5e "LC"!?1* **" Wperiatjw nesta i-
dade o clteta otra fcoleMH cWMkgiosa, ate
prestareMais q% qultatem. a prtXiear a deaw-
fecgao c*tJMeta\Cm ledos etqtietitot ds sctn-
c>. d? ">. ***>, ^e te*A* faite sempre.
AbaixoMblito urt traba Uro por mim km, e
que teoho d% *QDmet*t 6% aitotida^s ee#ee-
lenles; o que nio aco j por me faltar aioda
apres-Bura-to a alguna mdicos mal, para obter
seus pareceres.
Se me permittirem farei repetir, para esclare-
cimeato do publico, e irecgo, os conselhos do
Exm. Sr. Dr. Francisco de Paula Candido, oos
quaes se observa o mais importante tratamento.
que ae dar pode neatea caaos.
O cholera-morbua oa molestia que te asseme-
lha, desenvolvida effl Cruaogy, tenho ouvido di-
zer que a sua ongem parti de terem at cheies
leito revolver fe osseda dos cadveres dos chole
ricos alli enterrados em 1856, aeodo assim est
recoehecido.que te os eoterraoaentos foesem fei-
tos como acooselha e acieocia, nao se darie Uso
certamefite,proeedend-ee a detinfeego.a qnal se
praiici da maoeira aeguiote : depoia de langado
o cadver na sepultura, antes desercoberto com
Ierra, se langa urna porcio de carvo de leoha e
ae for ralado, aioda que em p grosso, melhor.
O carvo tem a propriededa de tirar o cheiro de-
sagradare! das substancias vegelaes e aoimaes,
que principiam a apodrecer, por sua qualidade
ebsorvente ; e nio elle to cero que nao ae
possa dar essa provideocia, pera preveoir para o
futuro o fado qae agora ae deu ; porlanto lem-
bro as autoridades quem competir que figim
adepter medidas, aQm de que nos enterrameotos
dos que fallecerem de molestias epidmicas ou
contagiosas, isso se prstique. e lembro tambero
a? ^xm- Sr. Dr. Paula CendiJo, na quelidede de
chele da seude ne edrte, que tomaodo esta mioha
embraoga na devida conaideragSo a faga est.be-
lecer em todo o imperio.
Joa da Rocha Paraohos.
lllm. Sr. Dr. inspector da saude publica.
lendo sido encarregado pelo lllm. Sr. Dr. chefe
de policie, conforme o autorisou o presideote
desta proyocia em vista da exigencia de V. S..
da deamfecgSo desta cidade, agora que vai re-
gando e pesie da bexiga a V. S. como pessoa
competente, a vista do cap. 5 art. 47 do regla-
mento de 29 de aetembro de 1851, que me dirijo
lazendo aseguiote proposta medida aalutar.que de-
ver aer levada por V. S. ao coohocimeolo des
autoridades competentes, aQm de merecer sua
approvagao.
V'kS" Mbe 1ue ar a,n|D08plierco um gsz
incoloro, transparente, inodoro ioaipido pesado,
e a sua pressSo varia, segundo os vapores, de
que est mais ou meos carregado, alm de ou-
tras causas; e propriameote urna mistura de
vinle e urna partea de gaz oxigeoio.aeleota e oi-
to partes de gaz azoto a urna parte de saz ecido
carbnico.
E'proprio para respirsgio, e para a combus-
to ; e todos os corpos simples, com qaem esti
ver em cootseto e em diversss temperaturas, lhe
roubam diferentes proporgeslde oxigenio.a exep-
cao do chloro etc. 7 '
Sendo a putrefaegio, a decomposigio exponta-
nea que se manifesta nos corpos organisados,
privados de vida, dando lugar a formegio de
subslancies que nio existiem, e desprendimen-
tos de gazes ftidos, por conseguinte o ar alh-
mosphenco o mais favoravel ao seu desenvotvi-
meoto; sendo incootestavelmente de lodos os
seus compouentes o oxigenio o mais importante ;
e esles gazes desprendidos vio agglomerar-se
aquellas carnadas mais visinhas; e estando as
carnadas do ar athmospherico qae circulem es
casas em que ae derem casos de molestias, ou
mortes subesrregadas dos vapores miasmticos,
queseexalam dos corpos; e ten lo ellas de ser
respirada, claro esl ser prejudicial a saude ; pois
que traz-nos a economa, principios que com fa-
cilidade sao levados ao systema circulatorio pelo
oxigenio destinado a iraosformsr era saogue ar-
terial o sangue venoso.
A vista do que tenho exposto, e dss evidentes
provas de_ beneficio salutar que nos fornecem es
desinfecges neulralisaodo os principios mies-
maiicos, ninguem poder contestar a ulilidade
dellas, que alias tem sido adoptadas, por todos os
governos; e V. S. sabe que a precaugo oo he
moito tomada, de serem os cadveres eocerrados
em candes de pinho bem que estes, em oulros
collocedos, nio vedou os desprendimenlos dos
gazes ftidos, como a observego, e experiencia
oos lem feilo conhecer, e que por cooseguinle
algum meio hygieoico deve ser empregsdo para
aeutralisar os effeitos nocivos a aalubridade pu-
blica ; e assim fago a presente propssta que ser
apreciada por V. S. urna vez que a illustrissima
cmara municipal reconhecendo a necestidede
des desiofeeges em tees circumstaocias, deas
providencias .por meio de posturas, para quenas
casas onde se derem fallecimentos e nos caixes
que couduzirem os cadaveree, ou para deposit
as igreja ou para sepultura se coiloque a quaoli-
dede de chloro sufflcieole para deainlecgo de um
espago de 340 ps cbicos; o que me ufferego a
fornecer pela quantia de 2S000 para cada um en-
terro de pessoas que teohem meios de poder rea-
usar o pagamento ; e dos que forem enterrados
pele cardede, foroecerei gratuitamente, pera as-
sim nao pesar sobre os cofres da muoicipali-
dade. r
Esoero que esta minha resposta aera acolhida
por V. S., que. vista dos pareceres dos faculta-
tivos a quem apreaentei, que approvaram-a e
juigaram digna de realisago, levar ao cooheci-
mento das autoridades competentes para que es-
lae aeem e devide bomulogago.
'i'w' er Df" J* J- de Moraea Sarmenlo.-Ro-
goa v. S. ae queira digoar em face da proposla
que junto offerego sua respeitavel consideraco
emitlir o seu esclarecido juizo acerca do que oel-
laexponho; leaodo V. S. certo que lhe carei
eternamente grato pelo aeu obsequio. Sou etc.
Recife, 12 de dezembro de 1861.
Joa da Rocha Paraohos.
sendo a desmfecgo urna medida hygienica.
sempre proveitosa, e quando prudentemente pra-
tieada, nunca offeosive, lorna-ae patente aua
utilidede, e seria muito para desejar que em to-
asi as molestias contagiosas se procedesse a de-
loteccao em todaa aa caaas, oode ellas existem,
ou ex.siiram receotemente. Se isto verdade em
relacao es habitegdes das casas, com maior razao
o ser relalivameote aos Cadveres dos fallecidos
de molestias quaesquer que ellas sejam.
Kecife, 14 de dezembro de 1861.
_ Dr, Sarment.
Tendo lido a exposiglo sobre a desiofeccao dos
esdaveres de pessoas fallecidas oesla cidade, apre-
eniada pelo pbaraaaceulieo Joa da Rocha Pre-
nnos : sou de psrecer que de maior alcance ai-
milhante medida ; por quanto em todoa oa lem-
pos ei desde looga data lem sido reconhecida a
sua ulilidade, o que muilo fcil de coaheoer-ae
alleodendo que o facto uoico de agglomeregao
deindividuoa em um lugar quelquer e oode nao
exitia causa alguma coohecida, que pos, fazer
deseuvolver urna epidemia eata agglomeregao
digo, beetaole para dar lugar a urna epidemia
mortfera: partiodo d'eate pooto o que devere-
moa diier em relegio esta cidade oode existem
pantos focos de infecco, alm da grande qaaoli-
e escarletina.
Recife, 15 de dezembro de 1861.
Dr. Padre Antonio Cesar.
Respondendo a consulta, que me foi enderega-
de a reepeito da vaolegem de desinfecgo nos
casos de epidemia e dos focos de miasmas cum-
preme responder que elguna corpos entre os
quaea repmeatatj aa preoaregies do chloro tem
i ^JJ.0Ter**. pe,os lores como capaz de
v *l0*4*,l roorbitlco derramado na at-
raolMei*) e neste aeolido aempre ae tem
U8*5' eteeloaete re.gente ; e como a maior
parte dos aatoree a saoccionam : opino para aue
sejl tconsilhsda. r *
Recite 13 de Janeiro de 1862. Dr. Augusto
Carneiro Monteiro da Silva Sentos.
Seodo o gaz caloro dotado de propriedades de-
sinfectantes; o que reconhecido desde looga
data per diversos .atores ; e sendo as ultimas
epidemiaa do cholera e escarlatina geralmente a-
preciada a sua proOcuidade, entendo que ae de-
ve lengar mo deste desinfectante de preferencia
a quelquer outro ; visto que tembem na minha
dioica tenbo experimentado as vaotegens deste
recurso, qoaodo com prudencia empregedo.
Recife, 16 de jeneiro de 1862. Dr. Miguel
Joeqoim de Castro Mascareohes.
Reflro-rae a opioiio do lllm. Sr. Dr. Sarmen-
t.Recife, 10 de jaoeiro de 1862.O cirurgio
Francisco Jos Ciriito Leal.
Antonio Jos Lopes de Silva, pharmaceotico pela
univeraidade de Bruxellas ventteado pela aca-
demia imperial de medicina da Baha, socio da
academia de sciencias e escola de pharmacia
ambas da Paria, socio correspondeos da ao-
ciedade pharmaceutica Lazilaoa de Liaboa etc.
etc.
A' riela da exposigao que m'apresentou o se-
nhor phermaceulico Jos da Rocha Paranhoe,
que tem de aer levada ao conhecimento das au-
toridades competentes para sua execugie, tenho
a dizer que, em todoa os lempos e em lodos os
psizes por onde viagei. ebserve a maia formada
opioiao acerca daa desiofeeges dos cadveres que
team de ser depositados, ou levados para a se-
pultura. A sciencie aesim me eueina, e para
admirar nio eatar este medida em pretica n'eata
cidade, visioquesou leslemuooa ocenlar do ap-
parelho que possue o mesmo seohor pharmaeeu-
Uco Paraohos, que cora facihdade obteea o
chloro.
Ora, seodo esta medida proveitosa por ser de
summa ulilidade, oovio que ae ella aqui se po-
zer em pratica trer oeoellcios importantes a sa-
lubridade publice, que ninguem jmaia poder
contestar. r
Recife, 17 de dezembro de 1861.
Antonio Joa Lopes da Silva.
SAUDADES DA PONTEZINHA.
OITerecida ti todos que contigo pas-
saram os dias SeiSde jauelro
de 186S.
Aceitem,'charos amigos,
Estes versos mal formados ;
Sso doces recordages.
Nao sio versos inspirados.
Ah que saudades eu tenbo
Dos dias que l passeil..
Da saudoss Pootezinha
Dos agrados que goxei I
Ah I que saudedes eu tenho
Dos passeios da manhaa I
Do romper da bella aurora
To fresca, meiga e louga I
Ah I que saudades ea tenho
Quendo a noite a passeiar I
Praleeva e linda areia
Da la o frouxo brilhar 1
Ah I que bellas sensagoes
Eu dentro d'alma sent 1
Amei um anjo formoso
Logo que aeu rosto vi.
Ah I quediss lio dtosos
Eu junto da moreninha
Passei, amores gozando
No sillo da Pontezinha I
De tudo teoho saudades;
Saudades dos arredores,
Saudedes da bella gente,
Saudades dos meas amores.
Cabo 14 de Janeiro de 1862.
CONIlIBIliCIoV
Praca do ftecife 23 de
Janeiro de 1862.
\s quatro .loras da tarde.
Colacoes da junta de corretores.
Cambio
Sobre Londres -90 div. 25 1|2 d. por 1J000.
Descont de letras.
U 0[0ao anno.
J. da Cruz Macelopresidente.
John Gatissecretario.
Alfandega.
tendimento dodlal a 22. .
dem do da 33.....,
291:816*81*
18.205JO08
310.021J820
Movtmeuto da airandea-
relames entrados eomfazendas.. 134
com gneros.. 245
Velantes sabidos tora fazendas.. 103
c com gneros.. 220
379
322
tu r^i ii-'i 1
dade de udividuoa que conatanleroeute para ella
affluem augmentando desl'rte o numero dos i
cusientes? *
Julgo pols, que, sempre que se tratar j de re-
mover, e j de oeutrelisar Cartea cauaaa que pos-
sam viciar o ar, lio iodiapensavel vida do ho-
rnero, faremos um grande aervico a humanidade.
Recife, 17 de dezemfero de tfcil.
Dr. M. Airea da Costa Braocaot.
No oslado presente daaoieecia, reconhecido
que a desioltcge melhodics um dos meios hv
giemcos que pdde purilicar o ar empregnado de
miasmas coutagiotoe, e pdr a salvo qualqaer lu-
g.r deate eaiedo pestilencial: assim sendo sua o-
iliJade incooiaalavel enfado que nao se pode-
rla diapeoser de aer applicade, j nos lugares oo-
de existen]i os fcot m.asmaticoa, aj noacadeve-
re. .ules de serem sepultadas.
Todos os meios empregadoe al agora, aleas
dos menciooedoa, nade ., Ua fe"to do qOa
ugmenler o trao.lho e despezee sem preveito.
h o parecer do Dr. Ignacio Nery da Pooceca.
Recite, 14 de dezembro da 1861.
Teodo sido apreseelada pelo Sr. Joe da Rocha
Paranhoe um irabelho sobre a deaiafecgio.e sendo
ella ecoaeelhade coolra aa eihelacoea miaemeii-
C", 11B*,l?aci*. etilenda qae a praparego feilt
pelo Sr, Paraohos, coovm ser recebida, vitto qae
j urna vez presenciamos a sua prottenidade
Desearregam hoje 24 de Janeiro.
Barca inglezaNauphanlemercadorias
Barca inglezaPelroetbaidem.
Barca freocezeColignycemento.
Brigae hespenholDous de Janeiroachrque.
Brigue dmamarquezCtrolioaferro e carvio.
Barca rrancezaIzard carvio.
Importa^ao.
Patacho nacional Palma, viudo do Rio-Grande
do Sul, consignado a Bailar & Oliveira. mani-
fest u o segu o te :
9.15 arrobas carne de charque; 75 ditas de
graia e 52 couros seceos ; a ordem.
Patacho nacionel Espadarte, viudo do Hio-
Lrande do Sul. consignado a Amorim & Irmos.
maniestou o seguiute:
5.276 arrobas de carne de charque, 180 ditas da
graxi e 35 couros seceos ; a ordem.
Pilhabote naciooal Piedade, viodo do Rio de
Janeiro, consignado a Jos Rodrigues da Silva
Barros, maoifestou o seguiole :
125 pipes vesias, 30 ditas e 12 caixoles vinho.
2j caitas cravo e canella. 300 ditas messas 149
saceos arroz, 400meiaa barricas vasiaa. 100 atas
fomo 361 saceos caf. 1 dito c.ngica. 5 volum
chapoa de pe lo e do chile, 14 c.deir... 2con.o-
ver'sos. ,e" "a>' ordeB de di"
Peiecho portuguez tima, viodo da ilha de S.
Miguel, maoiU'stou o seguiole:
10 barricas ervilhss.O ditas feijlo rajado, 11
anas castauhas, 10 ditas nozas, SlOvolumes lieos
de com madre, 3 barra sstdinhas, 1 barrica rea-
leaa de elhos, 1 goropelha amendoas com casca
2 Pipas vinagre. 4 quertolas vioho. 16 barricas e
d8 esnastras btalas, 20 caixas e 19 duzias de ces-
tos passas, 40 cadeiraa de vime, S camaps de di-
to e 75dutias de cestos de dito e 14 barricas fei-
jio braoco; a Jos Aolonio de Carvatho, tosen-
te a Joio do Reg Lima U Irrao.
1 calite frueta secta ; a Joio Bspilata Pra.
goso. v "*
Noguera Scf 16 ""^ Th > tt'"
6 caixas peras seccas. I camas de folhas e 1
ce.xiocom d.fTerentea objeclos .1 cesto verlos
objecios bordados ; a Jos Francisco d Costa.
18 cestos de vime, 2 ditos flores de peones 1
J ^"5io,B8J. /'. 'indo de Maesio.
^"e0:' 0S 0on5l" Malreira.m.niresloa
10 otixes, 1 ferie e 1 embralho fezendu
caixes conos, 7 barricas sebo ; a ordem;
1 cali mobilia ao Dr. Pereira do Carmo.



---------------

--- .__^_LV
DIAJUO M HlluMMNtl.'^
A 14 O JANEIRO DE 1861.
,9
V
/
I
f
I
*
HeeebedorUa ale < Interna
teta dt) Pernnmbneo
Rendlmaoto do di 1 22. 21:080*778
Idea do di 83 ... 760*858
3l:841|636
Connotado provincial.
Readimante do di 1 21
dem do di 23.
11:655*342
3.S15I288
73:7*630
Mor!
.
m\o eto'|tflri.
Navios entrados no dia 23.
Ra de Janeiro |7 lias, palhabole brasiieiro
Piedaie, de 241 toneladas, capillo Jos Mlr-
ques Vianna, equipegam II, carga caf ou-
troa Raneros : a Joao Rodrigues da Silva Valle.
Rtae Janveiro19 da, patacho bfasilelro Pol-
m, de 175 toneladas, Oai-iUlo Francisco Auto-
Dio Ferreira, eiuiuagem 11, carga 9150 arro-
bas da caroa aacca; a Saltar 4 Oliveira.
Rio Grande do Sal10 das, patacho rfatileiro
Bspardate, de 183 toneladas, capillo Frimis-
co Jos Pratea, equipagem 10, carga 5.200 ar-
robas de carne aecca ; a a.roorim Irmoi.
liba deS. Miguel, Madeira e Palma28 dui, pa-
tacho portugus Lima, de 203 toneladas, ca-
pito Jos Francisco da Costa, equipagem 13,
carga flgns, viuho, passas e maia gemiros; a
Jalo do Reg Lima.
Rio Grande do Sol32 dial, patacho americano
Alpine, de 2l8 toneladas, capitao Klman,
equipagem 8, carga couroa caDellos i a Hen-
ry Foaier & C. ,
Rio de Janeiro10 das, barca americana Chase,
de 435 toneladas, espillo I. D. Radie, equipa-
gem 11, carga caf ; a ordetn. Veio refrescar
e aeguio para L >n ires. i
Rio de Jan-iro29 das, barca americana Vir
gina & Btlelima, de 321 loueladaa, capillo H.
Welkens, eqooagem 10, era lastro ; a Saun-
dera B-oth-rs & C.
Rio de Janeiro30 dias, barca americana fi-
na C. Adom, de 400 tonoladaa, capillo H.
I. Hemmengwsy, equipagem 12, em lastro ; a
Henry Foster & G.
Londres40 das, galera iogleza Victoria, de
524 toneladas, capillo A. Porra, equipagem
20, carga fazeodas; ao mesmo capillo. Veio
refrescar e tem a bordo 140 passageiros.
Liverpool36 dias, logre ioglez N. EJ V. A, de
146 toneladas, capitao Thomaz Hughes, equi-
pagem 8, carga fazeodas; a PatonNash < G.
Navios sahidut no mesmo dia.
Rio de JaneiroBrigue dioamarquejz Susana,
capillo E. L. Hangen, em lastro. I
ParahibaBrigue inglez Iceni, capitao John Fos-
ter, carga parte da que trouie de Terra-
Nora.
E para constar ae mandou (Izar o presente
publicar palo Diario.
Secretaria da ihesenraria aroviaeieide Peroam-
base 10 le Janeiro de 1861.
O secretario,
A. P, d'Aamociagio,
Illm. Sr. ioipecter de theaoararia provincial,
em cumprimeoto da ordem do Exm. Sr. prest-
dal da provincia, de 16 da carrete, manda (a-
zer publico no dia 30 do asaano, al oorameole
a e*aca, a obra da cnbrt do Gveaoasio Provio-
aial, a vahada em 28:557*100 r.
E para constar te mandou ailar o presente
publicar pelo Diario.
Secretarla da thesoararia provincial de Per-
nambuco 20 de jaoeiro da 1809.
O tnipector,
A. F. d'AoQuncisQao.
Pela inapeccao da alfandega ae (az publico
que no dia 27 do correte, porta da meama re-
partilo, e depoia de meio dia, ae ha de arrema-
tar urna cala da marca W 4 C n. 127 cora phos-
phoros, viuda do Havre no origue francex ePa-
leairo entrado oeste porlo em 4 do andaote, ma-
nifestada com direccao a ordem : fot considera-
da como abandonada, e.n vista do 2.* do art
204 do regutameotode 18 de aelembro de 1860.
4.a aeccao da alfandega 23 de jaoeiro de 1862
O esenvao,
Firmioo Jos de Oliveire.
*.>e*ra^s.
o o. - " a. a* en Horat.
w "* o o a c e i' r e B i s Athmosphtra o a
t V n Dirtcco. 4 M 9 H O
sa & O 53 S e < i 9 t a 1 /nlanidad. 1 i! r3
^ 00 00 en 9 3 Farhmhtit. 1 m B e M H B> e -s
3 ce e o 1 Csntiarado. 5
ce 2 o 3 1 Hyrometro.
o Cisterna hydr mtrica. - a m
i *> "co "o 4 M CO O M en 00 M "o en o o Iw Francex. > = o K ca H s> o
s Inglez.
A noitfl clara com alguna aguaceiros, vento S
fresco que abonaoQou ao amanhecer.
OSCILAglO DA AR.
Preamar as 11 h. 6' da mantisa, altura 4.8 p.
Baizi-mar as 5 h. 18' da tarde, alora 2,1 o.
Observatorio do arsenal de marinha, 23 de Ja-
neiro de 1862.
R0BHHO STEPPLE,
1* tenenie.
Editaes.
Pels insoecglo da alfandega se fsz publico
que no dia 24 do corrente, 4 porta da mesma re-
partidlo, e aepois de tieio-dia, se hlo de arre-
malar duas calzas cora alhos, pesando liquido
duas arrobas e 28 libras, valor da arroba 18000,
toial 2(863, viudos de Lisboa pelo btigue portu-
guez Soberano, e abandonadas |>or Almeida,
Gomes, Alves & G.
Quarta secgao da alfandega de Pernambuco,
21 dejanoirode 1862
0 primeiro escripturario,
Firmioo Jos de O iveira.
Pela inspeegao da alfandega ae faz publico,
que no dia 24 do correle, porta da mesma re-
partidlo, e depois do aaeo-dia, se nao de arre-
matar 220 canas vasias, era que vieiam ceblas,
trinta barricas vasias, em que vieran sardinbas,
e urna porQio de madeira velha.
Qoarla sec;o da alfandega, 21 d jaoeiro de
1862.
O 1* escriptuiario,
Firmioo Jos de Oliveira.
2a sec?3o.Secretaria do governo de Pernam-
buco 13 de jaoeiro de 1862.
Pela secretaria do governo se faz pobiieo aoa
Sis. Eduardo Daoiel Gavalceoli Velle de Guiva-
ta, Francisco Pereira da Cosa, Antonio Gomea
Cordeiro de Mello, Joao Valeriano Peauoa de La-
cerda, Agosiinho Ferreirs da ilvaT Jos Se-
rapiloBezerra de Mello, Jos Cezar de Mello
Falrao, Jos Amonio Peataoa Joaqam Goncalvea
de Faria, Manoel de Souza Barbosa, Jos dos
Sanios Silva Medeiros Juoior e Manoel, Jos Pa-
checo, que achando se competentemente informa-
daaas suss peti;des,bajam de solicita-las na mes-
ma repartidlo para pagar o respectivo porte, a lira
de seguirem seo deslinos.
Olllm. Sr. iospector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimeuto da reioluc.ao da junta
da fazeoda, manda fazer publico que no ia 30
da Carrete ae ha de arrematar a quem mis der
o imposto de l 0|0 aobra a renda dos terrenos
oceupados com o planto do capim no municipio
do Recife, avaliado annualmeata em 4:128*.
A arrematadlo ser feita por lempo de 33 me-
zes, a cootar do 1." de outubro de 1861 a 30 de
juobode 1864.
As pessoas qoe se propozerem a esta arrema-
tadlo, comparecam na aala daaass5es da refe-
rida junta no dia cima mencionado, pelo meio
dia, e competentemente habilitadla.
E para constar se mandou afflxar o presenta e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 11 de Janeiro de 1862.O secretario,
A. F. d'Annuncia^ao.
0 Illm. Sr. inspector da thesoararia pro-
vincial manda fazer publico para coohecimento
dos ioldreseadus o art. 48 da lei provincial n.
510 de 18 de junho do correte aano.
Art. 48. E' permittido pagar-se a meia siza
dos escravoa comprados en qualquer lempo an-
terior a datada presente le indepenlenie de re-
validadlo e multa, orna voz qoe os devedores
actuaes deste imoosio, o facam deotrodo exerci-
cio de 1861 a 1862, es que nlo o fizrem flearao
sujeitos a revalidaeie e malla em dobro. sendo
uro terco para o denunciante. A thesouraria fa-
r annueoiar por edital noa prlraeiros 10 dias de
cada mez a presente disposigo.
E para constar se maolou affiur o presente e
publicar pelo Diarto
Secretaria da thesoqraria provincial de Per-
nambuco, 8 dejuloo de 1861.
O secretario,
A. F. da Aasumpcae.
0 Illm. Sr, iospector da thesoararia prorio-
cial em cumprimento da resulu;ao da junta di
fazeoda, manda fazer publico, que no ata 30 do
correte val noameute a praca paraser arre.ma-
taal a quam maia dr a renda da casa pi
o palrimanlo dos orphios.
perteceote
Conselho administrativo.
O conseibo administrativo, para foroecinento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objeetos
seguunes :
Para o slrooxarifado do arsenal de guerra.
20 resmas de papel almaco de 1* sorle.
20 ditas de dito dito paulado de Ia sorle.
20 magos de obreiae.
12 rosas de pennas de seo (de boa qualidade).
Quem qoizer vender tes objeetos apreaenie
as suas proposlas em carta fechada na aecretaiia
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 29 do
correle mez.
Sala do referido conseibo, 22 de Janeiro de
1862.
Bento Jos Lamenha Lint,
Corooel presidente.
Mexandre Augusto de Friat Villar,
Major vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra lem de comprar os objeetos
seguiotes :
Para o quartel general.
2 lavatorios com jarros e bacas.
2 espaoadores.
12 quartiahas.
Para o 9* batalhao de infantsria.
6 resmas de papel almajo.
6 caizas de pennas de ac.
200 penna deganco.
2 caivetes.
6 garrafas de tinta para escrerer.
6 duzias de lapis de pao.
6 libras de aris para eseripta.
36 ejemplares de colleccoes de cartas para
principianlea.
36 laboadas.
12 grammaticas portuguezaa por Monte-Verde,
ultima edicao.
12 compendios de arithmetica por Avila.
12 paulas.
36 traslados.
6 pedrea para eacripta.
18 lapis de pedra.
Para fornecimento do corpo da guarnidlo da
Parahiba do Norte.
40 bonets cnicos com virolas.
560 botes de metal amarallo liaos.
360 ditos pequeoos de dito dito.
Quem quizer vender laes objeetos aprsenle as
suas propostas em carta fechada aa secretaria do
cooselho, s 10 horas da maohia do dia 31 do
correte mez.
iofola d0 reerido conselho, 12 da Janeiro de
1852.
Bento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
i/xandre Augusto de Friat Villar,
Major vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
0 cooselho administrativo para foroecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objeetos
seguiutes :
Para o hospital militar.
100 colchos cheios de palha para camas de
ferro.
100 travesseiros cheios de la de flecha ou pa-
lha para as ditas.
400Ieoces de panno de algodo d'uma s lar-
gura, em sua falta trancado.
400camisolas de algodo bem tapado e consis-
tente, com vara e quarla de comprimeoto, que
sejam largas e (oiga a as, leudo um bollo no co-
larinho, um em cada punho e dous na abertura,
sen io os boioes pequeoos e de osso.
300 covadoa de baeta tapada, encarnada.
50 pares de meia de lia grossa.
50 chinellaa de lia.
50 camisas de algodo do mesmo panno das ca-
misolas.
50 ceroulaa de dito dito.
50 talheres (faca e gario).
IllO colheres.
50 orloes com tampa.
6 cubos de ferro com tampa.
2 jarras grandes de barro.
300 fronhaa de algodo da mesma qualidade
dos leoces.
50 toaibas de linho com rara e meia de com-
primento.
4 cocos de folba.
100 pralos do folha dobrada.
1 apparelho completo para cha, de louca azul,
de 24 chicaras e pires, sendo a cateleira substi-
tuios por um bule.
6 bacas de rosto, de louca.
3 lavatorios de ferro.
24 pratos de louc.a, sendo 6 fundos.
6 copoa de vidro.
6 tijellas de rouc*.
2 fogareiros de ferro.
2 grelhas de ferro.
2 bandeyas de ferro, grande.
100 tijellas de folhas com azas para conter 2
libras o'agua.
100 canecos de dito com azas para cooter 1 li-
bra a'agua.
1 bandeja de dito menor.
50 barretes de lia.
6 quartinhas.
6 panellas de ferro com tampa, sendo 2 da 10
gales, 3 de 8, e 1 de 6, forradas de porcellaoa.
2 cassarolas, sendo 1 de 8 gales e outra de 6
ditos, forradas de porcellaoa.
50 banquetas ou Daoquinhas.
150 loa I has do laroanho das baoquinhas.
1 taboleiios grandes de madeira para con*
duCQdO.
2 mesaa de 5 palmos com gaveta.
6 cadelras de palhinha.
4 cbaleiras grandes de ferro das maiorea que
houverem no mercado, sem porcellaoa.
2 laoteroas com ps de bronze.
10 eicovas de cabellos eurtos.
Sescrivaoiohaa de lati.
8 bacila de folba para lavagem de ps com 8
palmos de circunferencia.
2 bu lea graneas de folha para 50 a 60 chica raa.
Quem quizer vender taes objeetos aprsenle as
auas proposlas em carta fechada ni aecietaria do
cooselho ae 10 horas da msnhia do dia 29 du
correle mez.
Sala do referido cooselho, 22 de Janeiro de
1862.
Bento Jote Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Alexandre Augusto de Friat Filiar,
Major vogat secretario interino.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para forneeimenlo
do arsenal de guerra, lem de comprar seguintes:
Para o armazem do almoxarifado do arsenal
da guerra.
12 costados de amareiio.
10 eozameis de madeira de qualidade coro 20
palmos de eooprimento e 6 pollegadaa de groi-
aara.
5 dazias de taboas de pioho de forro.
2 frascos de tinta carroim.
2 ditos de dita azul.
Quem quizar veeder taas objeetos apreeeale as
proposlas em carta ec^el. M secretaria do coo-
cooselho, s 10 horas da manhfa do tila 29 do
cairaerte mez. .
Sala do referido eeoselao, 13 de iaetta dd
1862.
Benlo Ss4 Letmenha Lint,
Coronel presidente.
Altxandrt Augusto de Friat Villar,
Major vogal aecretaro ioierioo.
Consulado provincial.
Pela mesa do co ululado provincial so fax pu-
blico que oa 30 diaa uteia marcadoa para ac*
branca a bocea do cofre dos Iropostos de 4 por
ceolo abro ot estabelecimeotos da fora da cida-
de. prensa de algo lio, typographias, cocheiras,
cavallarices de aluguel, hoteia, botrquius, caaas
de pasto fabricas, de 8 por cento sobre os con-
sultorios mdicos e cirurgicos, carlorloae escrlp-
torios, de 12 por eento sobre os estabelecimootes
de comraercio em grosso e a retalho, armazen
de recolher, de deposito e trapiches, de 50*000
res sobre casas de modas, de bilhar lojas
que venderem chapeos e roupa feita eatrangei-
rs, de 1:000* sobre casas bancarlaa.com emissio
e privilegios, de 500J sobre casa bancariaa com
emissio e sem privilegios, de 300* so' re caaas
bancariaa sem emissio, companhiaa anooymaa e
agencias, de 200*sobra casas d cambio, de 500 ra
por tonelhda das alvsreogas e canoas emprega-
daa no trafico da carga e descarga, de 30* por
escravo eoipregedo no eervico daa mesma al v-
renlas, de lOO* sobre corretores commerciaes,
de 50* sobre corretores de escravos, e finalmen-
te o imposto sobre carros de aluguel e particu-
lares de 2 e 4 roda, carrocas, vehiculoa de con-
dumio e mnibus se principiaos a contar do dia
16 de Janeiro correte.
Mesa do coosulado provincial de Pernambuco
15 de jaoeiro de 1862.
T.M.P. Pereira da Silva.
Santa casa de Misericor-
dia do Reciie.
O Illm. Sr. teneote-coronel Justino Pereira de
Farias, Iheaoureiroeamoler interino da aaota ca-
sa de misericordia do Recife, maoda convidar as
amaa da caaa dos ezposlos que nlo coropsrece-
ram 4 revista de pagamento do dia 20 do correo-
te, que o facam impretenvelmeme no dia 30, in-
do acompaohadas daa reapectivae crianzas para
serem pagaa das mensslidades vencidas al de-
zembro do aono prximo passado.
Secretaria da santa casa da misericordia do
Recife, 21 de jaoeiro de 1862.
F. A. Cavalcanti Cousseiro,
Escrivio.
Consulado provincial.
Pela mesa do coosulado provincial ae declara
que no dia 2 de Janeiro correle ae priocipou a
cootar os 30 dias uleis marcados para a cobraoca
a bocea do cofre do primeiro semestre do aono
financeiro vigente de 1861 a 1862 do imposto de
20 por ceolo do coosumo de agaardenle das fre-
goezias desla cidade, Afogadoa, S. Loureogo,
Santo Amaro de Jaboalio, Varzea e Muribeca e
que ficam comprehendidos na mulla determina-
da no art. 50 da lei provincial n. 316, todos os
contribuales que pagarem depois de lindos ditos
30 dias.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco
15 de Janeiro de 1862.
T. M. F. Pereira da Silva.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar oa objeetos
seguiotes :
Para o hospital militar.
8 libras de flor de sabugueiro.
8 libraa de opio.
24 libras de macella gallega.
8 libras de flores de burrsgem.
8 libras de flores tilia.
4 libras de flores de violeira.
32 libras de oleo de ricino.
8 librss de smedori.
6 libras de acido ntrico.
6 libras de acido rouriatico.
3 libraste ipecacuanba (rail).
6 libraa de papoutas.
2 libras de oz moscada.
2 hbraa de rataohia.
2 libras de raz de anglica.
6 libras de oleo easencial de terebeothins.
2 libras de folhas de funcho.
2 libras de roooesis.
3 libraa de herva doce.
2 libras de cravosda India.
6 omqbs de sulphalo de quinino.
8 libras de cevada.
4 librss de canella.
1 libra desubnitrato de bismnth.
6 libras de carbonato de soda.
2 libras de oteo esseocial de mostarda.
8 oncas de oleo esseocial de camomills.
8 libras de caolharidas.
2 libras de raz de valeriana.
1 libra de geogibre.
1 uoca de trtaro emtico.
24 libras de oleo de amendoa doce.
1 resma de papel azul para embrolho.
Meia reama de papel branco pautado.
24 garrafas de viobo branco.
24 libras da vinagre.
24 garrafas de viabe Madeira.
24 vidros vasios de 4 ooess.
24 vidros vaaioa de 2 ditas.
24 vidros vasios de 1 dita.
8 libraa de ararota.
Quem quizer vender taes objeetos aprsente
as suas proposlas em carta fechada na secretaria
do cooselho, is 10 horas da maohia do dia 23 do
correte mez, impreteriveimente.
Sala das sessoes do referido conselho, 22 de ja
oeiro de 1862.
tanto Jote Lamenha Lint,
Corooel presidente.
Alexandre Augusto de Friat Viltar,
Major vogal e secretario ioterino.
Pela subdelegada de polica da Cspunga se
faz publico, que se scha recolhtdo 4 caaa de de-
teogio um preto que du chamar-se Jlo e per-
tencer a um tal Xicd morador eniGoianna : quem
se julgar cora direito ao mesmo esoravo compa-
rece oesta aubdelegaci, que protando o seu do-
minio Ibe ser entregue.
Subdelegada de polica da Cspunga 22 de Ja-
neiro de 1862.
O aubdelegado,
Manoel Gentil da Coa Alves.
AtIsos maritijoir^
Para Lisboa.
Preleode seguir com omita brevidade o velei-
ro patacho aacional *6erioe, tem parta de sed
carregaraento proapto parlo reato que lhe fal-
ta Ira la-se coa es seua caosignalarios Antonio
Luiz de* Oliveira Azevedo & C, no sea escripto-
rio ra da Cruz D. 1.
Segu em nveos dias a barca porlugueza
Flor da MaA%, por ter parta do tm carregaraen-
to prompto f quem quizer carregar oa fr de pas-
aagem, diriji-se aa consignatario do mesmo rm
sea escrlptorio da ra do Apollo n. 43. aegudo
aodar.
Para o Rio Grande do Sul
sahiri cora teda brevidade o multo veleiro pa-
tacho nacional Arauerry; reeeoe carga e escra-
vos a frete, para o que irata-ae com Manoel Ig-
nacio de Oliveira & Puno, largo do Corpo Ssnto,
escriptetio n. 18, oa com o capillo a bordo.
REAL MPAMIA
o
Paquetes inglezes a vapor
Al o dia 28 do corrale eepera-se ds Europa
um dos vapores deata compaohia, o qal depoia
da demorado costurae seguir para o Rio de Ja-
oeiro tocando oa Babia, para passegeoa etc., trs-
la-se com os agentes Adamson Howie i C, na
ra do Trapiche Novo o. 42.
COIPINHIA PERN4iBllCAfU
na
Navegaoao costeira avapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma
cau do Assu', Aracaty, Geara',
Acaracu' e Granja.
O vapor Pertinunga commandanto Moura, aa-
hlri para os porlos do norte at a Graoja no dia
5 de favereiro as 5 horas da larde.
Recebe carga al o dia 4 ao meio dia, eocom-
niendes, paasageiros e dinhairo a frete al o da
da sshida as 2 horas: eacriplorio no Forte do
Mallos n. 1.
i8
horas do dia cima oa roa
D. 6.
do Imperador basar
DE
Um escravo peca, na ra do
Imperador n. 37.
Sexta-feira 2 i do correrte as 11 horas.
O agente Gulmaries fari leilau por coota e
risco de quem perleocer de um escravo hbil
para lodo aervlco nodo sua prnfissao carreiro,
com 23 a 28anoos de idade, no lugar e dia ci-
ma ao correr do ma Mello. __
lsilAb
Que fazem Southall Mellors& G. por interven-
Cao do agente Camarso e por conla e risco de
quem pertencer de 19 barris com msnteigs in-
gleza deacarregada ha pouco : na sexta -feira 2i
do crreme ao meio dia no armazem do Sr. Au-
nes defronie da alfandega.
Leilao
Rio de Janeiro
O brigue nacional Veloz pretende seguir com
muita brevidade, tem parle de seu carregaraento
a bordo : para o reato que lhe falta, trata-se
com oa seus consignatarios Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo 4 C., no seu escrlptorio ra ds
Gtuz n. 1.
Mscbsdo & Rodrigues far leilao por iolerven-
{io do ageote Vicente Camargo, oa sexta- feira
24 do corrente, de 100 canas coro batatas vindaa
de Lisboa pelo brigue Soberano, no armazem
do Sr. Aoues defronie da alfandega, e 50 saceos
com arroz de cases.
LEILAO
De ouxo. armacao, fiteiros, dividas, e
um completo ferramental de ourives
A DINHEIRO OU A PBaZO
Terca-feira 28 do corrente.
AS 11 HORAS.
Manoel Jos da Cunta, de accordo com aus
credores por intervengan do agente Guimares,
fari leilao em un, oa mais lote de ana luja de
ourives, sita na roa do Rosario n. 6. consistindo
no que cima se declara, sem reserva de prego
DE
GOIPANBIA PERNAIBICAIU
DE
Navegado costeira a vapor
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato,
sabir para os portos do sul de sua eacala no
dia Io de fevereiro as 5 horas ds tarde.
Recebe carga al o da 31 ao meio dia. Eocom-
mendaa, paasageiros e dinheiro a frete at o dia
da aahida as 2 horas : escriptorio no Forte do
Mallos n. 1.
COMPaNHIAbBRaSILEIRA
inm ,.. I TOtfDl.
At o dia 3 de fevereiro esperado dos portos
do norte o vspor nacional Paran, commandan-
te o primeiro-teoeoie Joaquina de Paula Guedea
Alcanforado, o qgal depois da demora do costu-
rae seguir para os portos do sul.
Desde ji recebem-se paasageiros, e engaja-ae
a carga que o vapor poder cooduzir, a qual de-
veri ae embarcar no da de sua chegada, dinhei-
ro a frete e eocommeudas at o dia da aahida is
9 horas da tarda ; agencia rus ds Gru o. 1, es-
criptorio do Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
&C.
Rio de Janeiro
Pretepde seguir com muita brevidade o patache
oaciooal Capuam, tem parte de seu carrega-
roenlo prompto : para o resto que fha falla, tra-
*-se con os seos consignatarios Amonio Luiz de
Hivira Azevedo & Q.. no seu escriptorio rus da
Cros). i.
Para a Baha segu o pathabuie S-nlo Amaro,
para alguma pouca carga que lhe falta trata-se
com seu consignatario Fraorisco L. O. Azevedo,
na ra da Madre de Deus o. 12.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
apiris k viptii.
O vapor Oyapock, commandante o capitn
de mar e guerra Gervazio Mancebo, esperado
dos portos do sul at o da 30 do corrente, o qoal
depois da demora do cusame seguir para os
porios do norte.
Desde j recebem-se psssageiros e engajs-se a
carga que o vapor poder cooduzir a qual deveri
ser embarcada nu dia de sua chegada, encoro-
mendaae dinheiro a frete at o dia da sabida s
3 horas de tarde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
i G.
Ro de Jaoeiro
O veleiro e bem conhecido brigne nacional
Damio pretende seguir com muia brevidade,
tem parte de seu carregamento prompto ; para o
resto que Ibe falla, trata-ae com oa seus consig-
nadnos Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C,
no seu esciiptorio ra da Cruz n. 1,
CoDlinuacao do leilao
Di
B
HOJE
Vez & Leal contiouario o seu leilio de miu-
dezas hoje 24, em consequencia de nao ter podi-
do levar a leilio inQnidaoe de objeetos e de grao-
de interesae para os compradores por serem pa-
ra fechar facturas : ra da Cadeia do Recife na-
mero 19.
Grande e variado leilao
DE
Movis, fazendas, flores artificiaes, qua-
dros e vaios para jardins etc., etc.
Na ra da Aurora n. 10 por baixo
do sobrado da Exma. baroneza da
Victoria.
Sexta-feira 27 do corrente as
10 horas.
(Sem reserva de prego, i
Madama Travessa tndo de retirar-ae para Eu-
ropa, far leilio por inierveo;ao do agente Gui-
mares, de seus movis cnnslaliodo em ama
completa mobilia, cama a franceza de mogno,
lavatorio de mogoo, toilet de Jacaranda etc., e
tambem de fazeodas como seja tarlataoa, barege.
musselioa e uro completo sortimento de flore
para adorno de senhora, vasos para jardins e
optros miiitos objeetns de arle e phantaaia. Con -
vida as senhoras modistas e a lodos os Srs. paes
de familia a virem comprar por todo prego.
LEILAO
A 21 do corrate.
Joao Keller & C. centinuarao por
nlervencao do agente Oliveira, o seu
leilao do mais variado e completo sorti-
meoto das melhores fazendas que vem
ao mercado, e bem conhecida de seus
bons reguezes a quem convida para o
mesmo, qne tei lugar
Sexta-feira 24 do corrente
as 10 horas da manilla, em seu arma-
zem, da ra da Cruz do llecie.
AVISOS- aWtiffcO."
seguem imprelorivelmente no dia 20 do correte
psra Santo Amaro de Jaboatao s 5 horia da mi-
obia, dous mnibus, propriedade de Thom Bo-
drigues da Conhs; os presos psrl ids e volts,
eomor.ndo-se bilhMes e-n seu eserlptorto na roa
da Fi-.Tentina n. 2. aio 4JOCO, e as eniradaa nos
mnibus o preeo do mnibus ds carreira. A
Mida usr a volt* ser feita a com modo dos
paasageiros.
o Sr. Jos* Hara Placido de MagalhSes faca
favor de se dirigir ra Direita doa Afogadoa n.
13 a negocio que nao ignora.
hi7i.i.. tDt cll,*ed0 Aracaly ama pessoa
habilitada a fazer qualquer eobranja na provin-
cia do Ceari, a qu.l di oesta pra;s fiador : quem
precisar, dinja ae a toja da ra do Crespo i?. 14.
Aluga-se a casa terrea da ra do Oeatioo n
8: a traiar oa ra dosCoelhos o. 47.
Preclsa-se de uro caizeiro que tenha pratl-
ca e que esteja no caao de poder tomar conta de
ama taberna por bataneo : no pateo da Ribeira
numero 1.
Preciss-se de nms ama para servico de
uma casa de pouca familia ; na roa da Senzalla
Nova n. 14.
Pugio do engenho Telh, em Serlnhlem,
o escravo Roymundo, preto, de 45 anoos de ida-
de, estatura recular, secco do corpo. coro alguna
denles de menos oa freote, e com um ou dous
dedos de um dos ps multu cempridos, ji fol pro-
so a 6 deste mez oesta cidate pelo capilio de
campo Domingos de tal, e estove da caaa de de-
lencao al 18, da em que sanio e tornou a fugir,
sopp5e-se estar occullo ero casa de ama preta,
sua comal re, conhecida por M-ria ou Joanoa dos
caroc.os, que mora perto do Carmo : quem o ap-
prehender lee-o ao mencionado engeuho, oa ao
commeodador Mmoel GnngaUes da Silva neala
cidade, qu ser generosamente gratifleado.
Joao Guilherme Roroer, armador de corti-
nados (na ra do Hospicio n. 37) participa ao rea-
peitavol publico que tem recebido exrelleotea
molduras oouradas para cortinados de janellas
tanrbem vende borlas, cnrdao, galleras e palers
de bronze que perten:e aos ditos.
Precisa-se de uma ama para casa de um
hornera solt-iro, qoe aaiba cozmhar: na ra do
Hospicio, luja n. 37.
Tendo desapparecido no dia 20 4o corrate
do sobrado da ra da Imperalriz n. 36, segundo
andar, por l#r sido rnobado por uro criado oe no-
me Manoel Cabocolo, de idade de 45 aonos, pou-
co mais oa menos, que servia os mesma casa
como tal, e que evadise : um relogio meio
chronometro de prala dourado n. 11741, e 5t)80,
roga-se a todos que ou a quem for cfferecllo por
compra de apoiehende lo e levar na mesma caaa,
cerlo de ser recompensado. O mesmo cabocolo
tem servido em differeoles casas, estando lti-
mamente, segundo disse elle, no sobrad i que
o'copado pelo hotel trovador, no terceiro aodar,
servindoa um estudante.
Compra-se uma escravinha de 4 a 8 anoos:
na ra da Aurora n. 50.
Veode-ae um escravo de oacio, idade da
50 aooos, pouco mais ou menos: a tratar na ras
da Cruz o. 30, terceiro andar.
Vende-ae um boro reiogio de ouro, patenta
suisso, e um Iraneeliro de ouro de muito gosto :
na travessa de S. Pedro o. 8.
Aboaama
vende fivelas para cintos o mais bem doursdo que
posaivel e dos mais lindos gostos que tem vindo
a ste mercado, pelo baratiasiaio prego de 21500
cada orna, carteiras com agulnaa as maia bem
orlidas que se pode desejsr, e em quaoto a qua-
lidade oio pode haver nada melhor, plo barste
prejo de 500 rs. cada carleira, pennas da ac ea-
liaraphia verdadeiras a 2$ cada caixinha rom 18
duzias, ditas de langa verdadeiras n. 131 a IjJOO
cads groza, ditas muito boas ainda nio conheci-
das a 50 rs. a groza : na ra do Queimado, na
bem conhecida loja de miudezasda boa fama Ha-
rnero 35.
Para
Rio de Janeiro,
segu por estea dias o veleiro brigue Cruzeiro
do Sul : pa a pouca carga que lhe falta, e es-
cravos, trata-se com os consignatarios Antones,
Guimares &C., ao largo da Assembla n 15.
Para o Kio de Ja-
neiro.
Seguir com teda a brevidade psra o porto in-
dicado, o veleiro e bem conhecido brigue En-
flautador : as pessoas que nelle quizerera car-
regar poderio dirigir-se ao esniptorio da viuva
Assorim & Filho, a ra da Cros o. 45, para
trstar.
Lisboa.
Sahiri em das do correte mez o brigue bra-
silelro Norma, de prirueira classe, para o com-
pleto de stu carregamento apenas lhe falta 500
saceos : trala-se com Domingos Ferreira lisia,
roa do Apollo n. 117.
Carvalho Nogueira & C sacara
sobre Poitugal, e tilia de S. Miguel;
ra do Vigario n. 9 primeiro andar,
escriptorio.
Precisa-se fallar com Manoel Lo-
pes Rodrigues Guimares, na ra da
Cruz n. armazem do Sr. Gustav
Bousset C. a negocio que o mesmo
nSo ignora.
Precisa-se de uma pessoa para
cobrar dividas miudas nesta cidade,
e que esteja acostumado a este servico,
e d fianca: dirija se a esta typogra
phia.
J=
LEILAO
O agente varalo far leilao no dia 31 do cor-
rente da ama propriedade gitana ireveaaa da Pi-
ranga da freguezia dos Afogadoa, cossistmdo em
2 pequeas casas contiguas, sendo uma toda da
podra e cal e ouira com a repart ment de tai-
ps, uma estrujara tamPem de pedra e cal para
4 cavallqi e mais uma pequea casi de palha,
que rende 50J por aono ; e o terreno de maia 800
palmos de frente e 900 de fundo, toda oceupado
per uroa'planieade capioi, precisando de algum
beoeflajo. 0 dito terreno foreiro e est quaai
todo fecha*) por cercea e raladas, como
ufalbori ver da mpeetirt eicriptura;
'.lt
Companhia da \ia frrea
DO
Recife a Sao Francisco
Festa de S. Sebastio na
villa do Cabo.
No domingo 96 do corrente as passagens d
ida e volta oa va frrea, das Cinco Puntas ac
Cabo ero pelos presos das sing-laa, a saber :
l1 classe 39100
2a classe 207(10
3a classe 1i00
N. B. Estes bilheles dao direito a volta no
Irem do domingo a tarde ou no da segunda-fei-
ra de manhaa.
Troca-se
4 4(000.
uma casada pedra e cal sita em Olinda no largo
do Amparo: com 4 qqarlos, 2 salas, gabinete,
cvsiuha e quintal, avallada ero 800$, por uma
outra oa praQa, ero qualquer localtdade ou mes-
mo por algum aitiuzuho em qualquer arrabalde
prximo : trata-ae na ra doCabug n. 3, segun-
do andar.
Deseja-se comprar dous negros que sejim
mogos, sadios e de boa figura, e d mesma altu-
ra, e proprius para carregar palanqun) a tratar
na ra larga du Rosario o. 31, seguodo andar,
confronte ao hotel trotaiur.
Precisa-sede uma ama para comprar e co-
zinhar; na ra daa Crines n. 29.
Na raa Nova u. 5z, primeiro andar,, preci-
ss-se de urna ama para p servido inierpu de uma
familia que se comede de duas pessoas, e que
lalbs eogommir, coser e coziobir.
No armazem do Aones, defronte da alfandega,
veinlem-se canas Com cb>lvs novia.
Vende-se o hiale Jaguaribe, novo, de pri-
meira vi>gem, a dinheiro, a prazo, a troro da
escravos ou propriedadea, o qoal acha-ae defron-
ie do caes do Ramos : a traiar na ra do Crespo
oumero 14, loja
Vendem-se pennas de ema : na roa do
Queimado o, 14.
Sebo do Porto
Em caxinhaa de uma e duas arrobas, fazenda
superior e pre^o commodo: no largo da assm-
bla n. 15, armazem de Autuoea Guiroarles &
C.
Armazein de louca vidrada
8Roa da Cadeia do Recife8
Grande liquid-icao por
todo pre^o.
Tambemse venda o ealabelecimeoto com eba-
timenlo.
Louca vidrada de diferentes qualidadea.
Vasos de diversos lamaobos para msnleiga, do-
ce ele.
Jarras Anas grandes e pequeas.
Oitas entre-tinas e m-is inferiores.
Potes de differeoles tamanhos.
Jarras e jarrdea para cosioha.
Resfriadelras (ou garrafas) de diferentes gostos.
Quartinha grandes e pequeas.
Codos da Baha e da ierra.
Muringues finos e entre-finos;
Fogareiros para defamar.
Baldes de pao proprios para compras, cocheiras
e navios.
Escovas de lavar easa e navios.
Vaasouras de cabello, piassava e palha para
varrer.
Espanadores de cabello para carro, mesa ele.
Carrinhos de differeLles tamanhos para menino
brincar.
Ostmhas para menina de escolas.
Balaios sorttdos.
Cealas para compras sortijas.
Capachos redondos para meio de sala.
Garrafas de vidro brancas e de cores para vi-
nho, licores, agurdente etc.
E outras muitas fazeodas que seria difflcil
mencionar asquaes se endero sem reserva de
preco por o douo do estabetecimento ter de re-
tirar-ae.
Venda ou troca de uma es-
crava.
Vende-se uma eserava parda com 19 bobos de
idade, de corpo regular e presenta vistosa, sem
molestia e virio nem de-ito, sabendo costurar,
eosaboar e engoramar alguma couaa, ptima mu-
cao.ba. por isso que tem sido ores la aempre re-
colhida e com tollo recato e f'z-se esta venda
porque nao tendo o dooo familia alguma e ainda
mais pela sua posirao e idade a nao podepos-
suir. Tmbem troca-se por casi nt-sts cidade,
voltando- se o excesso ao justo valor em oulra
eserava oa em rooada : a traiar com o Sr. Manoel
Antonio de Santiago Lessa, na ra do Apollo nu-
mero 35.
O bacharel A. R. de Torres Bandelra, pro-
fesaor de gecgraphia e historia anliga no Gim-
nasio deata provincia, contioua a ensinar os pre-
paratorios seguiotes:
Lingus franceza ;
Liogua inglesa ;
Geographia e historia ;
Philosophia ;
Rhetorica e potica.
Para mais commodi lade dos alumnos que se
quueretn habilitar para esames nooezde mar-
nao soroeote abrir cur-
as disci'olioas indiea-
ar hces em sepa-
ivel.
em qualquer col-
como em casas
90 futuro, ten
aos especn
das, mais,
rado, roed
Est promj
legio ou casa
particulares,
Pode ser prpourade emaua reaUancia, na rna
do Imperador n. 37, seguodo a^, entrada
direita.
Jm
i\/i-i


DUBIO DE PERNAMBCO; S^LTA fElRA U DK JNEIRO DK 1862
Ama,
Urna mulher sen fllhos. que qaeira alugar-se
paca ensaboar, engommar, a prestarse a algum
servic. nata es casa da familia, con o preaup-
poatode oio aahir ra, dirija -se ao pcimeiro
andar do sobrado o. 1, veranda Tarda, na cua do
Aragao, que abi sedar com quem tratar.
Aluga-se nm bom aiiio com boa caaa e es-
tribara, ao Caldeireiro o. 3, defronte do sitio do
Sr. Rabello : a tratar na ra da Crui o. 80, ter-
ceiro andar. ....
Urna peasoa habilitada, que ae acha desem-
pregada, offerece-ae para escrever em qualquer
cartorio que tenba falta de aubscreveote, e tam-
bera offerece-ae para eoainar iostruccoes prima-
rias em qualquer parte que se necessile ; quem
precisar, aoouocie para ser procurado.
Antonio Piolo da Fooseca, subdito portu-
gus, retirase pira fors do imperio, levando em
sia companhia aeu filbo menor Antonio.
Furto.
Na noite de 13 para 14 do correte, furlaram
do si lio n. 99 do Moodego, o aeguinte : 2 taiios
grandea, sendo um de cobre e outro de lato, 4
cadeiras Trncelas de madeira branca, 2 toalbaa
grandea de mesa de panno adamiacado, 4 toalbaa
felpudas com a marca J. S. Ueoezea, 1 toalbaa de
bretanha com Ubyrioiho, 1 bcta azul e 1 lava-
torio de ferro, 1 chales de merino amarello, bor-
dado de ratroz da meama cor: roga-se a toda e
qualquer peasoa que der noticia de algum desles
objectos furtidos, o favor de participar no men-
cionado sitio cima, que ser generosamente re-
compensada.
Respondemos
pela ultima res ao noaao assigoante, dizendo-lhe
que ninguem pode comprehender em como urna
senhora dorante o lempo em que euia 9 vestidos
um hornera 6 camisas, aojem ambos apenas 3
metas e nenhum lenco ; e muito lhe agradece-
moa a publicsc&o das primeiraa duaa linhas de
oosaos anouocios, pois quem souber mait do qne
multiplicar, comprehender a jmtica com que
procedemos. O mundo est chelo de gente que ae
quer fuer esperta.Aguiar Ramos & C
Precisa se de urna ama aomeote para cozi-
nhar com regularidade para nm homem solteiro,
prefere-se eterava : a tratar na ra da Palma n.
78, das 6 s 8 boraa da maohia, e daa 3 da tarde
em diante.
Quem quizar dar 3009 a juros sobre peoho-
rea de ouro, anuuncie por eate jornal para ser
procurado.
Um passaro carauna
fugio hootam da traressa do arsenal de guerra
n. 1 : quem o pegar e quizar restituir na dita ca-
aa, ser generosamente reeompenado.
Avisa-se aoa capliea de campo e polica,
que desde o dia 21 do corrente se stha fgido o
cabra fulo, de nome Abel, idade 16 aonoa, com
os aignaea aeguintes : corpo regalar, estatura
baixa, cabellos carapiohoa, com falta de nm dente
na frente, tendo ao lado direito cima daa costel-
las um sigoal preto do tamaito de um pataco,
levou calca de algodao azul, camisa de slgodo-
zioho braoco e booet; quem o pegar leve a ra
de Santo Amaro defronte do hospital ingles, que
ser bem recompensado, ou na ra do Vigario,
armazem n. 5, de Cerqueira & Silva.
Domingos Nunes Beiro, subdito portuguez,
relira-ae psra fora desta provincia.
Antonio Joaqun Soares, subdito portuguez,
retira-se para Europa.
ARMAZEM
ROP AFEITA
Joaquim F. dos Santos.
41-lu ilo Qiieiiralo-40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa faita de
todas as qualidades e tambem ae manda executar por medida & vontads dos fregue-
ses psra oqoetem um doa mInores professores.
Casacas ue paono preto a 40J,
35J e 30*000
Sobrecasacos da dito dito a 359 e 308000
Paletota de panno preto e de co-
rea a 35, 30*. 25, 10, 189 e 209000
Ditos decasemira de coras a 2,
15S.129.79e 99OOO
Ditoa de alpaca preta golla de
velludo francezas a 109000
Ditoa de merino setim pretos e
de cores a 9| 85OOO
Ditos de alpaca do cores a 59 e 39500
Ditos de alpaca preta a 99,79.59 e 3J500
Ditos de brim de cores s 5f,
49500.49 e r 39500
Ditos da bramante de linho b an-
co a 69. 5| e 49OOO
Ditos de merino de cordo preto
a 159 e 83OOO
Calcas de caaemira preta e de co-
rea a U9, 109, 9$, 79 e 69OOO
Ditas de princeza e merino de
cordo preto a 59, 69500 e 49500
Ditaa de brim branco ede coras a
59. 49500 e 2f 500
Calcas de ganga da cores a 3 5 000
Collete de velludo preto e de co-
rea liaose bordados a 129,99 89000
Ditos da casemira preta e da co-
res liaos e bordadoa a 69,
5*500,59 3f500
Ditoa de aetim preto
Ditoa de seda e aetim branco a 6 e
Ditos de gorgurao de seda pretos
e da corea a 79, 69, 49
Ditos de brim e fuatao branco a
3*500, 29500 e
Seroulaa da brim de lioho a 29 e
Ditaa de algodao a I96OO e
Camisas de peito defustao branco
ede cores a 29400 e
Ditas de peito de lioho a 59, 49 e 39000
Ditaa da madapoln brancaa e de
cores a 39. 29500, 29 a
Chapaos pretos de maasa franeaza
forma da ultima moda a 109,
BJ9M
Ditos de feltro a 69, 59, 49 e
Ditos de aol de seda ingieres
franceses a 14J, 129, 11J a
Colariohos de lindo muito Anos
novosfeitios da ultima moda a
Di.os de algodao
Relogios de ouro patente e hori-
zontal a 10US, 909. 80S 70SO00
Ditos de piala galvaniados pa-
tente e horizontaea a 409 30*000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, pulceiras, rostase
soeis a 9
Toalhas de lioho duzia IOS, 69 e 9J00O
Ditas grandes para meaa ama 39 e 490002
59000
59OOO
59OOO
39000
29200
19^80
2920O
1S&00
790OO
29000
79000
9800
9500
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro
Uuieo deposito na botica de Joaquim Martina o
dt Cruz Cotreia., ra do Catoug u. II,
em Peruambueo.
O Dr. H. Inermes (de Chalis) sntigo pharmaceuticolapresenta boje urna nova preparacao
de ferrocom o nome de elixir de citro-lactato de ferro.
Parecer ao publico um luxo empresar-se um mesmo medicamento debaixo de formulaa tao
variadas, maso homem da aciencia comprehende anecessidade e importancia de urna tal varie-
dade.
A formula um objecto de multa importancia em therapeutica ; um progresso immenso
quaodo ella, maniendo a esseocia do medicameoto, o torna agradavel, fcil e possivel para todas a
idadea, para todos os paladares e psra todos os temperamentos.
Das numerosas preparaedes de ferro at boje condecidas nenhuma rene to bellas qualida-
dea como o elixir de citro-lactacto de ferro. A seu aabor agradavel, rene o tomar-seem urna pe-
quea dose, e ser de urna prompta e fcil dissolucao no estomago, de modo que completamente
assimilado; e o nao produzir por causa da lactina, que coolem em sua composic.o, a constiparlo de
veotre (raquentemente provocada pelaa outras preparacoea terrogiooaas.
Estas novas qualidades em nada alleram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
aubslancia da qaal o medico ae nao pode dispeusaa em sua clnica, de incomparavel utilidade
qualquer formula que lhe d propiedades laes, que o pralico poasa prescrever sem receio. E' o
que coosegio o pharmaceutico Thermes com a preparacao do citro-lactacto de ferro. Asaim eate
medicamento oceupa boje o primeiro lugar entre as numerosas preparaedes ferroginosas, com o
atiesta a pratica de muito mdicos distinctoa que o tem ensaiado. Tem aido empregado como im-
menso proveito naa molestiaa de languidez (cblorose paludas cores ) na debilidade subsecuente ss
hemorrhagiaa. naa hydropesias que apparecem depoiadaa intermitentes oa incontinencia: de urinas
por debilidade, as perolaa brancaa, na escrophula, no rachitismo, ns parpara bemorrhagica, na
convaleacencia das molestias graves, ns chloro anemia daa mulherea gravidaa, em lodos oa casos
em que o saogue ss acha empobrecido ou viciado pelaa fadigas, affeccoes ehroniess, cachexia tuber-
culosas, cancross, syphililica, excessos venreos, onanismo uso prolongado das preesuces mer-
curiaea.
Estas enfermdades sendo mui (requemes sendo o ferro a principal substancia de que o
medico tem de lanzar mo para as debelar, o autor do citro-lactato de ferro merece louvorea e o
reconhecimento da humanidade, por ler descobarto urna formula pela qual se pode sem receio
do ferro.
LOTERA
Tendo sicb interceptada a venda das
nossas loteras na corte do Rio de Janei-
ro, e nao podendo esta nossa provincia
s por si comportar j loteras do capi-
tal das entilo existentes pelo motivo da
venda que aqui se faz de grande quan-
tidade de bilhetes, que por negocio
anda que illicito nandam vir daquella
corte, resolveu o abaixo assignado pro-
por na forma da le ao xm. Sr. presi-
dente da provincia, o plano abaixo trans-
cripto para as extractes das nossas lote-
ras, o qual toi approvado : e na ver
dade aquelle que pode fazer e que mais
possa agradar uto respeitavel publico,
as circumstancias actuaes nao s por
estarem suas sortes grandes em propor-
cao com o valor dos bilhetes, como por
conter ainda mais de urna terca parte de
premiados A lotera que segundo a
tabella deve ser extrahida a quarta
parte da primeira, a beneficio do Gym-
naso Pernambucano, os bilhetes e quar-
tos e meios bilbetes, acham-se a venda
na respectiva tbesouraria na ra do
Crespo n. 15, e as casas commissona-
das. As rodas andarSo impreterrel-
mente no da 6 de fevereiro.
PLANO.
4000 bilhetes a 49.............. 16:0009000
Beneficio e sollo de 20 por cento. 3:20O{JO00
Liquido.
12:8009000
1 Premio de............ 4:0009
1 Dito de........ 2:0009
1 Ditode................ 4009
1 Ditode............ 200S
3 Dilos de 100S........ 3009
6 Ditos de 409........ 2409
13 Ditos de 209........ 2609
40 Ditos de 89......... 3209
1270 Ditoa de 49........ 5:080S
3l Premiado,. --------l*W*m
2664 Brancos.
4000 Bilhetea.
N. B. As sortesmaiores de 400$, esto
sujeitas aos descontos das leis. Thesou-
raria das loteras, em 20 de Janeiro de
1862. O thesoureiro, Antonio Jos'
Rodrigues de Souza.
Conforme-^ Francisco Lucio de Cas-
tro.
lesla de S. Sebasliao na
villa do Cabo.
Acha-se levantada a bandeira do glorioso
martyrS. Sebaatiao, eem andamento aa nove-
nas cantadas com muaica dirigida pelo Rvd. pa-
dre Primo Feliciano Tavares. No da 25 do cor-
rente (sabbado) haver cavalhadaa a tarde e ves-
peras a noite. No dia aeguinte (domingo) ter
lugar a festa com o esplendor devido ao acto,
orando nella o insigne pregador padre Aotomo
Manoel d'Assumpcao, assim como no Te-Deum
i noite. llavera procissao e a noite um lindo e
variado fogo artificial do j coohecido artista
Joaquim Jos de Sanl'Anna e Silva. Espera o
encarregado do festejo a concurrencia doa devo-
jos para hrilhrtr iv>ia o acto.
A couiiiiiao eucairegaiia uaa exequias
do Sr. D. Pedro V, convida tolos oa Sra,
presbyteros que quizerem celebrar missas
em suffragio pelos Srs. Infantes D. Fernan-
do e D. Joo, de compareceris na sexta e
sabbado (24 e 25) das 7 s 9 boraa da man-
ha, ns igteja do Espirito Santo, sendo s
da sexta por alma do Sr. D. Fernando, e s
do sabbado do Sr. D. Joo.
Por esta accasio convida a mesma coro-
miisso todos os seus compatriotas, que
quizerem asistir a pal gant sacrificio.
Consultorio raedicocirurgico
3--WUiVU\ GLOT\I\ C\SA DO F\3ND\0-3
Consulta por ambos os systemas.
Em consecuencia da mudan;* para a sus nova residencia, o .
ment acaba de fazer urna reforma completa em lodosos seus medicamentos.
propietario desle eatabeleci-
O proi rieiariu do eataDeTmeoo^e^ca-
'lertMcao e typograpbia da ra do Imperador o.
15 at outro annuncio, faz aciente aoa seus fre-
gueses e ao publico em geral, que o aeu estabe-
lecimento contina a eatar aberto das 9 horas da
manha at aa 3 1|2 da tarde, lempo em que po-
de aer procurado, assim como que continua a ler
venda typoa e mais pertences de typograpbia,
papel de Hollanda de todos os tamanhoa, dito
pautado, de peso, almaco, etc.; assim como car-
tas de abe, taboadas, catbecismos, Economa da
Vida Humana, Simio de Nantua, procuracoes,
apudautas, traslados, lelras, cartas de enterro e
de offlcio, e outros mullos objectos que vista
se apresentaro.
Memorias
da viagem de SS. MM. II.
s provincias do norte.
BOs senhores que subscreveram para a impres-
so daa Memorias da Viagem de SS. MU. II. s
provincias do norte, queiram mandar receber
primeiro volume na livraria na. 6 e 8 da prac-
da Independencia, mandando levar o importe os
que anda nao o tiverem pago.
Os auaixo asignado memoroa oa com-
misso central eocarregada do funeral pela
sentida morte deS. M. F. o Sr. D. Pedro
V, celebrado no dia 17 do corrente, veem
por meio deale Diario agradecer cordial-
mente as maaifesiacoessolemnes que de-
ram todoa oa habitantea deala rica, ilus-
trada e opulenta capital, por occisio
d'squelle acto religioso. Ainda mais: a
commisso central vivamente penhorada
pelas provaa eloquenles de todoa oa habi-
tadores do Recite, oacionaes e estrangei-
ros, por occasio daa exequias do Sr. D.
Pedro V, celebradas no dia 17 do corrente,
nao tem expressoes para agradecer aos
distinctoa oradores que, aps o acto reli-
gioso elevaram suas vozes recitando ne-
chrologias e neniaa em hoora do iovem
mooarcha de Portugal, tao preatea roubade
a gloria e engrandeclmento de aua patria.
Receba m por tanto todos os habitadores
do Recife, naciooaes e estrangeiroa, todea
oa oradores d'aquelle dia de tanta magoa e
aaudade para os portuguezea, todas as
penoas emtlm que se digoaram acceder
ao convite da commisso central, compa-
recendo ao acto religioso do dia 17 do cr-
rante, como todoa os empregados pblicos
os nossos agradecimentos profundos d
gratido, estima e affecto.
Recife 22 de jioeiro de 1862.
Joa Henriquea Ferreira.
Jos Antonio deCarvalho.
Joa Telxeira Bsatos.
Joaquim Monteiro da Cruz
Joa da Silva Uyo.
"no ioer umo reiurma cuiuiiiea dui iuuusuj soua meuicameniOS.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os de
nenhum outro, viato o grande crdito de que sempre gozaram e gozam ;o proprietario tem tomado
a precaucta de ioscrever o seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquelle* que forem presentados sem esta marca, e quando a peasoa que oa mandar com-
prar quelra ter mator certeza acompanhar urna conta assignada pelo Dr. Lobo Moaaozo e em na-
pel marcado com o seu nome.
Outro sim : acaba de receber de Franca grande porcao de tincturi de acnito e belladona re-
medios eates de summs Importancia e cujas propriedades sao to conhecidas que os meamos Srs
mdicos allopathas empregam-aa constantemente.
Os medicamentos avulsos qur em tubos qur em linduras custaro a 19 o vidro.
O proprietario deate estabelecimento anuncia a seus clientes e amigoa que tem commodos
sufficieotes psra receber alguna esersvos de um e outro sexo doentes ou que preclsem de algum*
operecao, afllaocando que aero tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquellas que i tem tldo escravos os caaa do aonunclante.
A staselo maioiflcads casa, a eommodtdada dos bsnhos sslgados sao outras Untas ?anla-
gona para o prompto restabelectmento doa doeotea.
a ^?Pf*0" qe qoiaewm fallar com o annunelante derem procura-Io de manha at 11 boraa
!.2u?*!l4*i5 V. ^alIl \ton >] hor" charo eaa asa peasoa com quem ae poderlo aa-
adar: ra di Gloria n, 3 tui do Fundi. Dr. /jfo Motcoxo,
British Glerks Provident
Association.
The membera of above association are reques-
ted lo atteod the Hala yearly meeting at tbe Bri-
tiah Library, at 4 30 p.m on Saturdav 25 Inst.
By order
W. VauoAan,
Secreta ry.
Jos Hara Ifarttoei Caasariego, subdito
bespaobol. vai para a Babia.
M. Lhemaon, val Europa.
Precisa-ae de um caixeiro para una taberna
no pateo da Ribeirs o. 13, dando flanea a sua
conducta.
horas
ceda
mesa
9
Ci
e
interesse.
charos
cer
do
Aviso aos charissimos irmos
da irmandade de Nossa Se-
nhora da Boa-Viagem erec-
ta na povoaco do mesmo
uome.
Pela tercera vez sao convidados todos
risstmos irm5os, para reuniao da
geral Domingo 26 do corrente, as
as da manha, afim de que se pro-
eleiqo da Dova mesa regedora,
providenciarse negocio de grande
le. Espera o Sr. juiz que seus
irmaos nao deixem de compare-
, como j o fizeram nos das 12 e 19
corrente mez, que-por falta de nu-
mero legal (21) deixou de haver mess
geral.
Ra da Cruz n
9, segundo andar.
Henry, cirurgido calista
de Pars.
schs-se sempre prompto em seu escriptorio pa-
ra curar oa calos, olhos de perdix (saroaa doa
ps), dureza, callosidades, verruga, delitos
daa uohaa e demais molestiaa doa ps : assim
como se encarrega de preparar cabeleiras etc.,
indo qualquer parte, mediante previo aviso.
ios fabricantes de velas.
O antigo depoaito de cera de carnauba e sebo
em kiV e em Te," e,,abe|ecido 00 largo da As-
sembla o. 9, mudou-ae para a ra da aladre de
Dos n 28, quasi defronte da igreja, onde conti-
na a haver um completo sotlimento daquelles
gneros, que se vendem por precos rszoaveia.
O abaixo aasigoado declara que tendo-ae
consumido devedor ao Sr. Jos Velloso Soares
ern duaa letras de 750 cada urna, que flrraou a
27 de setembro de 1861, a primeira a vencer a 27
de aelembro de 1862, e a segunda a 27 do selem-
bf0 de 1863, pagou-as ambae por descont no
da 20 do correte ; ma* nao tendo o meamo Sr.
Velloso Soares entregue as referidas letraa, por ae
lerem, aeguodo arma, deseocaminhado do aeu
poder, pasaou ao abaixo assigosdo um recibo em
forma, com as declararles e cautellas necessarias.
E porque taea letras possam ser echadas por al-
guem que se queira constituir dono deltas por
qualquer modo, e haver do abaixo assignado o
que j pagou, faz elle o presente annuncio. asse-
verando que nao deve letra alguma dessa Impor-
tancia, e proteata contra quem quer que seia, que
com ellas ae aoreaenle como dono. Recife 21 de
Janeiro de 1862.
Jeronyaao Vilella de Castro Tavares.
A pessoa que aonunciou querer tomar a ju-
ros a quantia de 300. dando um fiador e pagan-
do mensalmente o juro de trea por cento. dirja-
se a ra da Aurora n. 48, taberna, onde tambem
se dir quem d sob hypotheca em bena de raz a
quantia de 900|.
Gura completa sem resguardo
nem iucommodo.
Tumor em um tornozello.
Eu abaixo aaaignado fago publico para bem da
humanidade. que tendo um Olho doente de um
tumor em um tornozello ha maia de tres annos
e tendo feto differentes remedios no decorrimen-
lo desta lempo, sem poder tirar vantagem, quiz
por fim experimentar as chapas medicinaos do
Sr. Ricardo Kirk, eaeriptorio ra do Parto o. 119,
e felizmente achei o tornozello perfeitamente cu-
IEl,0'i?ue lanl lem" desejava. RuaDireitan.
65Manoel Piolo Gomea. Reconhecida verda-
deira a assigoatura aupra pelo tabellio
Pedro Jos de Castro.
Sinceros agradecimentos,
Rheumatismo no joelho da
perna direita.
Eu abaixo assignado certifico que depoia de ter
padecido agudisiimaa dores rheumaticaa 00 joe-
lho da perna diroita, e por maia de trea mezea de
cama, e tendo usado de varios remedios sem po-
der obter raelhoras, por ultimo recurso mandei
chamar o Sr. Ricardo Kirk. com escriplorio na
ra do Tarto n. 119. e eate aeohor applicando-me
as suaa chapaa medicioaes, no fim de 21 diaa ti-
ve o goato de me ver perfeitamente bom, pelo
que lhe trbulo oa meus mais sinceros agradeci-
menloa. Largo da Misericordia n. 5, Rio de Ja-
neiro.Bento Rodrigues.
Franciaco Jos da Silva, subdito portuguez.
retira-se para os portos do sul.
Feitor.
Na Balancia, sitio que fas esqoins para o Ca-
miobo novo, pertencente a senkora fiufa Teixai-
ra, precisa-ae de um feitor.
. O Sr. Manoel Martina Pontea tem urna car-
ta vinda de Portugal: na ra da Cruz n. 27. ea-
cuplorlQ.
Quem precisar de urna mulherde meia ida-
da para cozioharam urna casa de pouca familia,
dinja-se rua de Santo Amaro, loi do sobrado
n. 18.
Aluga-ae o primeiro andar do sobrado da
ra da Imperatriz n. 40 : a tratar no meamo.
Preciaa-ae alogar um preto cozinbeiro, e
que tambem airra para comprar : quem tiverdi-
rija-se a ra do Qneimado, toja o. 13.
~ Aluga-ae o primeiro andar do aobrado n.
7 da ra do Imperador: a tratar no aeguodo an-
dar do meamo.
Precisase de urna ama, preferindo-se es-
crava, para cozinhar e engommar : na ra do
Creapo n. 1.
Preciaa-ae de urna criada portuguesa, que
salba cozer e engommar : na ra do Queimado
n. i*si
Club commercial.
A direcQo annuncia aoa senhores socios seus
recommendado, que a reuniao familiar do cor-
rete mez ter lugar na noite de aabbado 25 do
correte.
Criado.
Precisa-se de um criado : na ra do Imperador
n. 40, sobrado.
MU.
Na ra Bella n. 14, segundo andar, precisa-ie
de urna ama.
Aluga-se.
Urna casa em Olind, em cuja casa acaba de
passar a festa o Illm Sr. Dr. Sabino, no Vara-
douro o. 19 : a tratar com o proorieiario no Reci-
e, ruj da Moeda, armazem n.9.
Precisa-se de um esersvo para servicos de
urna casa : na ra Nova n. 7.
Precisa-se de urna ama r na ra daa La-
rangeiras n. 12.
n,7AugoU8~ Sl8hI- Ge"nn|' Wahnschaffe e
Ulderiso Sleffeo, vo para o Rio de Janeiro no
primeiro paquete.
Stabl a C., tendo de retirar-ie para o Pa-
ran nos primeiros das de fevereiro, pedem aa
pessoaa qu< ae julgsrem aeus credores queiram
apresentir mas cootaa sem maia demora.
O absixo aasignado, faz sciente 1 esta pra-
5a que mulou o aeu armazem de fazendaa da
ra da Cn z n. 11 para a ra do Trapiche n. 48
esquina do largo do Corpo Santo, e que girar
os seas ne ;ocios debaixo da firma social de Mo-
nhard & C do Io do corrente em diante. Recife
22 de Janeiro de 1862.
Frederico Moohard.
Precisa-se de urna ama que aaiba cozinhar
o diario de urna casa ; na ra Nova n. 47.
Ama
Preciss-se de ama ama para todo o servico de
urna casa na ra da Roda n. 42, 1. andar.
Precisa-so de urna ama para caaa de pouca
familia : na ra do Amorim n. 31.
Precisi-se de urna ama boa cozinbeira, e
que faca s compras : na ra do Creapo n. 1.
OlTerece-se urna engommadeira para toda
e qualquer roupa, por preso commodo : na ra
das Trincheiraa n. 38.
Desinfeccao.
O abaixo assignsdo vende em sua botica na
ra Direita n. 88, os aeguiotes desiofectantes por
ter pafa iaso o aparelbo necessario. Chloro para
desinfectar o eapaco de 310 pea cbicos por 2#,
liquido desinfectante daa materias fecaes urna
garrafa 19, pos desinfectantes daa mesmaa ma-
terias urna Hbra 1{J, liquido para mergulhar a
roupa dos accommeltidos a 640 rs., agoa chloru-
retada que supre a de (abarraque aomeote oa par-
te da desinfeccao por ser carregadalOvezea maia
do chloro (pelo que declaro que nao se faca del-
ta uso interno) 1$.
O publico desta cidade deve estar lembrado
de que neste Diario foi transcripta urna correa-
pendencia do sul, na qual declarou-se, que, em
um dos portos onde grsssava a febre amarella o
commandaote de um doa navios surtos n'aquelle,
conservando o chloro em o seu, foi o nico pre-
servado do mal, ao passo que os maia soffreram
e houveram multas victimas.
Para o desempenho da deainfeceo acompa-
nhar a explicado.
Jos da Rocha Paraohos.
Aluga-ae urna casa na ra das Flores
quem a quizar falle na alfandega desta cidade
com Joo Duarte Carneiro Monteiro.
Especial hOuieopathico
Ra das Cruzes n. 30.
Neste consultorio pode ser procurado o respectivo proprietario qualquer hora, havendo
ah sempre grande mmenlo dos verdaderos medicamentos homeopticos, preparados em Pa-
rs (ss tintura.) por Catellao e Weber, o. mais acredilados pharmaceuticos do universo como
preparadores de remedios de homeopathia.
O proprielario deste consultorio nio pretende, todava, que sejom os seus medicamentos
tnfall.yeis, porque nada ha mfalhvel em fados humanos; nem tao pouco superiores aos que por
ah se preconisam porque ceno que o que nj f.remos, ouiro o pode egualmente fazer to bom
senao melhor. Mas afiance que nelle nao ha traficancia, e que o servico da preparacao corre
peo meamo proprietario, que nio tendo grandes coramerciodecarteiras, acha-se suficiente para
saustexer s necessidades daquella prepara$o.
Reste consultorio acham se venda elementos da homeopathia, acommodados intelligencia
de qualquer peasoa ; asiim como presta-se gratuitamente o seu proprietario, com seus esforcos e
med.camentos, tod.s as pessoas necesitadas, sem distineco alguma, que o procurem, pon
que o seu maior prazer ser til humanidade soffrodora.
160
Luanas fim m.
Para as provincias de Pernambuco, Parahiba, Rio
Grande do Norte, Cear e Alagoas, a saber:
Folhinha de porta, contendo o kalendario, poca gerae, nacionaes, dial
de galla, tabella de salvas, noticias planetarias, eclipses, partidas
de correios, audiencias, e resumo de chronologia, a res .
Folhinha de algibeira e variedade, a qual contm todas as materias das
de porta e mais tabellas do nascimento, e ocaso do sol, das ma-
res, casa e familia imperial, nomes e ttulos dos chefes dos
princtpaes estados do mundo, tabella da arrecadaqao do sello,
dita do porte das cartas, partida dos paquetes brasileiros e euro-
peus, tabella dos imposto geraes, provinciaes. e mumeipaes, re-
glamentos de incendios, e entrado, e algumas pusturas munici-
paes, artigosobre agricultura; economas, modo de fabricar gelo,
.ProSnot'co do fim do mundo, collecao de remedios, a re'is. .
Dita religiosa, contendo todas as materias das de porta, e mais tabellas do
nascimento, e ocaso do sol, das mares, casa e familia imperial,
nomei e ttulos dos chefes dos principaes estados do mundo, ta-
bella da arrecadacSodo sello, dita do porte dascartas, partida' dos
paquetes brazileiros e europeus, tabella dos impotos geraes, pro-
vinciaes, e municpaes, regulamentosde incendios, e entrado,' e al-
gumas posturas municipaes, trezenaroe mais oracoesde S. Fran-
cisco de Paula, collecao de orac.5es para todos os estados da vida,
e novena da Senhora Sant'Anna, a re'is.
Dita com almanak contendo o kalendario, pocas, noticias planetarias!
partidas dos correios, tabellas de imposto, etc. etc. e o almanak
cevil, judiciario, administrativo, agrcola, commercial, e indus-
trial, desta provincia, a rij 10000
320
320
RETRATOS
DE
NOVO GOSTO.
Retratos de novo gosto
Retratoa de novo goato
Relratoa de novo goato
Retratos de novo gosto
Hawleyotypo nova iuvengo
Hawleyoiypo nova nvenc&o
Hawleyotypo nova invenco
Hawleyoiypo nova invenco
Hawleyoiypo nova invenco
Precos baixado para pouco
tempo.
Precos baixado para pouco tempo
Precos baixado para pouco lempo
Prerjos baixado para pouco tempo
Precos baixado para pouco tempo
3#00G 5#000 10^000 20#000
3|000 59000 lOOfiO 20*000
3O00 5900 109000 2O9OOO
39OOO 59OOO 10/000 209004
39000 59000 109000 209000
Para retratos
Para retratoa
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Explendido quadros dourados
Explen4ido quadroa douradoa
Explendido quadros doursdos
Expleudido quadros douradoa
Explendido quadros dourados
Vende-se machinas para re-
tratos.
Vende-se machinaa para retrato*
Vende-ae machinas para retratos
Vende-se machinas para relratoa
Vende-se machinaa para retratoa
Caixas de lindos gostos
Caixas de lindos gostoa
Caixas de lindos goatos
Caixas de lindos gostos
Caixaa de lindos gostoa
Todos venham ver
Todos Teoham ver
Todoa venham ver
Todos venham ver
Todos venham vec
Vestidos pretos mais proprios
Vestidos pretos mais proprios
Para tirar retratos
P*ra
tirar
retratos
A. W. Osborne retratista ame-
ricano
A W. Orborne retratista americano
Rut do Imperador
Ru* do Imperador.
Dentista de Paris. |
15Ra Nova15 1
?r*daricGautier,cirttrgiaodntista,fazi
todas as operaces da sua arta acolloc!
denlesartiliciaes, ludocom a supariori-J
dadeaparfei(oquea pessoa sen tandi-S
das lhereconheeem,
Teas igua e psdentifricios te.
95 SM M df aiwSiGSKSWeie OM MC 2
COKSliLTOHI ESPECIAL HHEPATHI0
00 DOUTOB
m SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Conaultaa todoa os dias atis desda aa 10 horas
at meio dia, acerca daa aeguintes molestias :
molutiat da mulheres, moicsiiat das crian-
fot, moltttia* da pillt, molestias dos olhos, mo-
lutxat syphililiea.todat as especies dt ftbrts
ftbrtt intermitientes t suas eonsequencias,
PHARMACU ESPECIAL HOMEO P ATH1C A .
Verdadeiros medicamentos homeopathicoa pre-
parados som todas as cautelas necossarias. in-
alliveisem seus effeitos, tanto em tintura,eomo
am glbulos, pelos presos mais commodos pos-
sivais. r
N. B. Oa medicamentoa do Dr. Sabino sao
nicamentevendidoaem sua pharmacia : todos
que o forem (ora della sao falsas.
Todasaacartelraa sao acompanhadas da am
impressocom um emblema em relevo, tendo ao
redor aa seguintea palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico braalleiro. Bate emblema posto
igualmente na lista doa medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao lavaram essa impresso
assim marcado, emboratenham na lampa o no-
na do Dr. Sabino sofalaoa
O abaixo aasigoado deixaodo de conlinuaT
com o seu eatabelecimento de fazendaa da ra
da Cadea do Recife n. 60, para tratar aomente
de sua liquiaaco, pode aer procurado a qual-
quer hora do dia no primeiro andar da casa o
13 da meama ra, aonde pede a todos oa seus
devedores o especial favor de lhe pagarem quan-
to antea a uro de o diapensarem de recorrer
meios judiciaes para conaeguir a aaliafacao da
seus dbitos. Recife 18 de Janeiro de 1862
Francisco da Rocha Pasaos Lins.'
J FEBBEIKA MLLELA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Ba do Cabuff n, 18, |. andar,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratoa por ambroiypo, por metainotypo. so-
bre panno encerado, aobre talco, especiaes para
pulceiras, alneles ou cassoletas. Na mesma
caaa existe um completo e abundante sortimento
de artefactos franeexea e amercanoa para a eol-
locacao dos retratos. Ha tambem para ate mes-
mo flm cassoletas e delicados alfiaetea de ouro
de le; retratoa em photographia daa principase
peraooagena da Europa ; atereoacopoa vistea
atereoscopicas, asaim como vidros para ambrotro
e chimicas pbolographiess. iy
\
\
v



III"" I
I
_J

MARIO DE PEENAMBCO. SEXTA FURA 24 DE JAMURO DE isl;
M&k
Precisa-se de una ana para o servico de urna
cata da poaca familia ; na prega do Corpo Santo
somero 17.
Attenco.
TaMO Irm&oafazem publico que o convento de
S. Beato da Pacabyba Ibes devedor da qo.ntia
de viuta conloa novecentos e dezeoove mil du-
zeotoa e dea rola ( 90:9199X10), por transferencii
de urna conla correte com Jos Luu Pereira
Lima & C, assignada e confeti la pelo ex-D.
abbade Pr. Joa da Exaltaco Marques, em 12
de marco de 1860. Alm do premio de um e meio
por ceoto a* mes a queficoa abrigado o referido
convento a pagar, coofurme a clausula eiarada
na referida oonta correte. E como al o presea-
te lio lhes tenha aido poaeif el receber a referida
importancia e os juros decorridos, nao obstante
as diligencias empreadas para esse flm, fazem
publico que nao por aua vootade que esto sof-
frendo tal desembolso, para que em tempo al-
gum ae empregue o argument do grande aug-
mento dos juros, para o qual oto coocorrem os
abaixo assiguados, que sempre ealiveram e eelo
promptoa a receber a referida con (a e os juros
Tencidoa, e prolestam nada abater em tempo al-
gum ; declarando mais que nao deaoneram oa
cedentes da referida eoota os Srs. Jos Luis
Pereira Lima & C. e Manoel Rabello Olaoda C-
boclo. Recite 15 de Janeiro de 1862.
Tasso Irma os.
Precisa-se de um pequeo portugus para
caiieiro de um deposito, que aeja doa ltimos
cbegados : a tratar oo Recite ra da Saazala Ye-
Iba n. 104.
Aluga-se um srmasem na ra daa Gruzes
d. 29: a lartar oo pateo de S. Pedro o. 6.
Curso de geometra.
O abaixoassignado, professor de mathemalica
no Gymnasio Provincial, pretende abrir nm cur-
so de geometra psra os ezames em novembro no
dia 4 de fe*ereiro futuro ; os senbores ettudantea
que o quizerem frequeotar, dirija-se a casa de
ua residencia na ra Direita n. 74 para aerem
matriculados.Antonio Egidio da Silva.
Aluga se
o armazem n. 22 da ra do Imperador: a tratar
na ra do Crespo n. 17.
Jociedade bancada.
Amorim, FrafdMSsUa & C.aacam o tomam
saquea sobre Praga de Lisboa
nstruct^&o particular.
O abaizo assigb'ado competentemente
prorisionado pela directora geral de ios-
tr.cgo publica para es sin ir prime tras
leltras, lstim e traucez, ^cha-ae oo exer-
cicio de seu magisterio des'de o dia 13 de
Janeiro do correte, em sus neama resi-
dencia na ra Nova n. 58, ouae continua
a receber alumnos internos e esteros,
adv.rtiodo porm que s lhe conreos
admittir 10 pencioniataa e que nao exce-
dan de 19 aaooe de ie.de. Recite 15 de
Janeiro de 18*1.Jos Hara Machado de
Pigoeiredo.
----------------------------- aaa (M^aaaMMUUMw
_SN9K8nW5M3 ORiRasV9ltrM9j0f
Aluga-se um armazem oa ra do eses de
Apollo n. 7 : a tratar oo pateo de S. Pedro nu-
mero 6.
Aranaga, Hijo & C. tacam obre
o Rio de Janeiro.
/lina
Na ra Nova n. 31, precias-se de ama ama
para eoaiohar e comprar.
Precias se de urna ama s para coziohsr e
engommar, sendo psra cozinhar com perfeico,
nao se olhaodo a prego: a tratar oa loja da ra
do Qaeimado o. 46.
Quem tiver um moleque para alagar, de
12 a 15 annos, e que sirva para o servido domes-
tico de urna pequea familia, dirija-se a ra da
Cruzo. 45,armazem.
Aviso.
Aospaesde amilia.
Um professor se propoe a ensinar tran-
ces, portuguez, arithmeticae historia por
casas particulares : quem pretender diri-
ja-se a botica da ra da Cruz n. 24, que
teri as inform.gdes precisas.
Indemnisadora,
A direcgo da compaohia de segaros msrilimos
Indemnisadora, convida os Srs accionistas a reu-
nirem-se em assembla geral no respectivo es-
criptorio oo dia 25 do correte pelas 11 borasda
manba par* oa fias designados no art. 40 dos
estatutos e proceder-se a approvaco das trans-
ferencias de acedes ltimamente realisadaa. Re-
cite 22 de jaoeiro de 1862.Os directores,
Joo da Silva Regadas.
Jos Jacomo Tasso.
Francisco Joo de Barros.
Methodo Castilho.
PriscillaS. Mendos Albuquerque pede a alguna
dos pais de suas alumnas que maodem pagar o
que sao devedores.
Aluga-se um sitio no lugar da Magdalena,
principio da travessa do Luca, com casa de pedra
ocal, duas baixas da capim para iarerno e vero,
e maitos arvoredosde fructo : a tratar no Campo
Verde, ra do Palacio do Bispo n 20. sobrado.
Aluga-se o armazem do sobrado da ra de
Apollo o. 47, proprio para qaalquer estabeleci-
mento : quem o pretender enteoda-se com Jos
Antunes Guimaraes, ou na ra do Crespo, loja
n. 25 A, do Sr. Antonio Gongal?es de Oliveira.
Mudanza
Firmo Candido da Silveira Jnior teodo muda-
do a sus loja de miudezss que liuha na ra da
Cadeia do Recite n. 49, para a ra Direita n. 64,
participa aos aeua tregete, e ao publico, que vai
vender todas as fazendas antigs por metade de
seu valor, aum de liquidar dita loja.
OSr. Joao Hyppolito de Meira Li-
ma, queira apparecc tiesta typographia
que se Ibe precisa fallar.
Precisa-se alugar um preto, dando-se o
sustento, e paga-se meosal ou aemanal, para o
servico desta typographia : oa livraria os. 6 e 8
da praca da Independencia.
!-
S Medico. S
0 O Dr. Brancante pode ser procurado a
Sj qualquer bora oa casa' de sua residencia,
na ra do Imperador n: 37, segundo an- #
dar, para o exercicio de sua profisso.
A directora do collegio Ssnta Ursuls, abaixo
assignada, avisa aos pais de suas alumnas e a
quem mais convier, que em virtude do artigo 19
dos estatutos, principiara os trabalhoa do referido
collegio no dia 7 do corrente mez. A directora
envidar todos os exforcos a seu alcance para nao
desmerecer do oooceito. adquerido no primeiro
auno de seus trabalbos, e atlm de que oa pais de
suas alumnas fiquem completamente saliafeitos
com a educico de suas Albas. O collegio conti-
na na ra Formosa, sobrado n. 15, aonde a di-
rectora ser encontrada a qualquer hora do dia.
rsula Alexaodrina de Barros.
i
Medico.
O Dr. Rocha Bastos, est residindo
ra da Cruz n. 11.
ns
*
Monte Pi popular Per-
nambucano.
Domingo 26 se reunir a assembla coral para
proceder-se a nova elelgo, conforme as deter-
j oes dos meamos estatutos : de novo se re-
oommeoda aos senbores socios a se pdr em dia
com a aociedade.
Secretaria do Moote Pi Popular Pernambuca-
no 21 de Janeiro de 1869.
Bemjamin do Carmo Lopes.
!. secretario.
A metade do terreno que
existe no becco do Ferreiro
annunciado para vendae^se
faz publico que nao pode ser
vendido por existir penhora
no mesmo pelo juizo com me r-
cial e escrivo Paes de An-
drade.
SYSTE MA MEDICO 1I0DELL0WA Y
PILULAS H0LLW0TA.
Este inesiimavel especifico, com posto intei ra-
mete de hervas medicinaos, nao contm mercu-
rio nem alguma outra subsUncia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada, igualmente prompto e seguro para
dessneigar o mal na compleicao mais robusta;
enteiramente innocente em suas operacoese ef-
feitos; pois busca e remove as doengas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazas
qua sejara.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muilas que j estavam s portas da
raorie, preservando em seu uso conseguiram
recobrar a saude e forjas, depois de haver tenta-
do inultimente todos os oulros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-sea des-
esperado; fajara um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades ;
re
Ama.
Precisa-se de urna ama forra, prefere-ae
meia idade, para o servico de compras, na
de
ra
Bella n. 38.
Na travesa da tua das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua-se a fingir
com toda perfeico para qualquer cor,
e o mais barato possivel.
Consultorio
Medico-cirargico
DO DOUTOR
para
: na
co-
ra
Precisa-se de urna ama smenle
aiob.r, prefere-se forra e idade media
do Crespo n. 10.
wmmm mmm 9nmmmm
S Attenco.
s
3> Perdeu-se na igreja do Espirito Santo
Sum breviario romano : quem o achou e
quizer restituir, visto que elle s serve ao
seu proprio dono, leve o a ra do Impe-
rador n. 67 loja do Antonio Domingues,
ou a ra do Queimado o. 24, que ser
gratificado.
KtKNHn mumm mmmum
Precisa-se de um caixeiro com espacidade
para tomar coota de ama taberna por balanco :
quem se achar neatas circumstancias dirija-se a
ra de Hortas n. 18.
3Roa da Gloria casa do fundo--3
Existem medicameotoa homeopathicoa os maia
bem preparados e de toda a elleacia. sempre re-
novados, pela muito grande exlraccao e procura
que lemdevido isso ao MXIMO CRDITO
de que gozam em todaa aa provincias do Brasil.
Continua-se a vender pelos prego, do costu-
me e achar-se-ha as carteiras especiaea psra o
tratamento do cholera-morbus, com oa seus com-
petentes folhetos e separadamente os preserva-
tivos em tinturas e glbulos, conforme quizerem.
0 crdito de que goiam estea remedios e a
preferencia com que ao procurados, pela certe-
za de aeua effeiloe e pela inallerabilid.de doa
glbulos, dispensam de quaesquer recommen-
dacoes.
O que bom e eat provado, leva comaigo aa
recommendaces.
Na ra nova de Santa Rita n. 40 se dir
quem d dinheiro a premio.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama para acabar de criar
urna crianza, paga se bem : a tratar no largo do
Corpo Santo n. 19.
Roga-se aos senhores abaixo mencionados
que tenham a hondada de dirigir-se ra da Ca-
deia o. 55, para tralarem de negocia que nao Ig-
noran :
Jos Silvino da Costs.
Joo Valentim Dias Vilella.
Manoel Bento Alves de Macedo.
Manoel Candido Pereira de Lira.
Jos Antonio Rodrigues Canato.
Manoel da Cruz Martins.
Eduardo Kerourtby.
Joaquim da Silva Neres.
Antonio Francisco de Andrade.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A raplas.
Areias ( mal de)
Aslhraa.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou extena-
Sao.
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidade no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Encbaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosa.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammac5es.
Irregularidades de
menstruagao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis,
AbstrucQo do ventre.
Phiysica ou consump-
co pulmonar.
Retencao de ourina.
Rheumaiismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceres.
Venreo (mal)
Precisa se alugar urna preta forra ou cap-
tiva j idosa, para urna casa deduas pessoas ; na
prsga da Boa-Vista o. 22, botica.
JMrTBHlCM).
Gabinete medico cirurgico.1
> Ra das Flores n. 37. f
I Serio dadisconstltas medlcas-cirurgi-i
cas pelo Dr. E.tevo Cavalcanti de Albu- i
I querque das6 sslO horas da manba, ac- i
l cudindo aoa chamadoa com a maior bre- i
I vidade possivel.
I 1- Partos.
i S.* Molestias de pella.
I 3.* dem do olbos. ,
I 4/ dem doa orgosgenitaes.
i Pralicartoda equalqaer operaco em (
I seu gabinete ou em casa doa doentea con-
forme lhes fr maii conveniente.
Alaga-se o excellente
ra estreita do Rosarlo a. 3-2
n. 15.
segundo andar da
na ra do Crespo
MU
Precisa-se alugar urna ama para o servico in-
terno de urna casa de familia que saba cosiohar
e engommar agradando o aervigo nio ae duvida
Pgr bem : a tratar oa ra larga do Rosario n.
1?, segundo andar.
W O advogad Joao "Francisco Teixelra-
oootiaua com o sea escrblorio na roa do
Q^'mado n. 28, primeiro andar, onde #
04a aer procurado para o exercicio de
: i .pramtf d" 9 hor" d manba s 3 2
aa tarde. :
,) s
Sitio,
Aluga-MB eieelleale sitio na estrada dos
Afflictos, o quarto d.epeis da eapella, com muitoi
arvoredosde tracto, reedificado e pintado de no-
vo, comi bom pdga d'agua de beber e outras com-
modidades: a tratar oo mesmo coa saa proprie-
alaalta la *ttacUu X,Tlw. ou "a
a>* ** ^Vonlji Us WV t
A professora particular de instruaco primaria
na freguezia de S. Jos, Anna Fausta da Cunha
Pern e Souza faz acienle aos pais de suas alum-
nas e as pesaoas que lbe quizerem confiar a eda-
caejio de suas Albas, que no dia 1. de fevereiro
pretende abrir sua aula na ra dos Msrtyrios n.
4, primeiro andar. Recebe tambera pensionistas
e meiaa pensionistas, prometiendo empregar todo
esmero no cumprimento da ardua miaso de que
se encarrega, sfirn de promover o adiantamento
de auas alumnas. O ensino constar, alem oo
que exigido pelo regulamento da ioslrucco
publica, de bordados em aeda, la, mlaaauga a de
todas as maia prendas que conslituem a educa-
gao de urna moca.
Aluga-se urna casa com bons commodos,
tem coebeira e estribara e trra boa para plan-
tar: no sitio de L. A. Dubourcq, naCapunga.
Romana Martines Guillen, subdita hespa-
nhola, vae a Lisboa.
Carlos Locher, cidado suisio, vai cara a
Babia. '
Ha pira alagar um terceiro an
dar muiro fresco e commodo, na ra do
Encantamento, e urna casa terrea no
becco dos Burgos: a tratar na ra da
Cadeia n. 33, com JoSo Ribeiro Lopes.
Febre intermitente.
Vendem-se estas pilulas no eslabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pessoas
enearregadas de sua venda em toda a America
do Su I, Ha vana e Hespanha.
- Yendem-se as boeeiinhas a 800 rs., cada
urna deltas contera urna ineirucc.au em portu-
guez para explicar o modo de se usar desias pi-
lulas.
O deposito giaal em casa do Sr. Soura
pharmaeeutico, na roa da Cruz n. 22 em Per-
nambnco.
REMEDIO INCOMPaRAVEL
UNGENTO HOLLOWAT
Milhares de individuos de todas as nacfes
podem testemunharas virtudes desteremedio
ineomparaveleprovaremeaso necessario,que,
pelo uso que dalle fizeram tem sen corpo s
membrosinteiramentesosdepoisdehatar em-
pregadoinutilmente outrostratamentos. Cada
pessoa poder-se-haconvencer dessascuras ms-
ravilhoaas pelaleitura dos peridicos, quelh'as
relatam todos os dias ha muitos annos;
maior parte dellas sao to sor prndenles que
admirara os medios mais celebres. Quantas
pessoasreeobraram eom este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes.o toe
deviam soffrer a ampniacao I Dellas ha mui-
casquehavendodeixadoesses, asyloi depade-
timentos, parase nao submeterem aessaope-
rasao dolorosa foram curadas completamente
mediante o uso dessepreeioso remedio. Al!
gumas das taes pessoa na enfusao de seureeo-
nhecimento declararam estes resultados benafi-
cosdiante do lord eorregedor e ou tros magis-
trados, afimde mais autenticaren sua afirma-
WT*la
Ningueni desesperarla do estado desande si
tivessebastante confiante para encinar este re-
medio constantementeseguindo algam temp0 0
tratamento que neeesstasse a natureza do mal
eujo resuludo seria provarineontestavelmenta'
Que ludo cura.
arente nos Bearnintescasos.
Alporcas
ft isAras
UOHPANHIA DA VIA FRREA
DA
Recife ao Sao Francisco.
LIMITADA,
Attenco.
aviso as
da, das
das sin-
Nos domingos e dias santos at ou tro
passagens de ida a volta, no mesmo
Cinco Ponas a Escada aero pelo preco
gelas, a saber:
1* clssse 61500
2* > 41500
3* > 31000
A partida dos trens ser como de coatame de
msohaa das Cinco Ponas as 7 horas a 30 minu-
tos e de tarde da Escada as 4 horas.
AssigusdoE. H. Braman,
Superintendente.
Alugam-se 3 casas terreas meia-aguaa na
'd Alralcio n. : a tratar aa ra do Rangel
Callos.
Ancores.
Cortaduras
Dores de cabeea.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
em geral.
DUas de anos.
Erupees escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacoes.
Inflammacao do figado.
Inflammacaoda|bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna.
SupuraeSes ptridas.
Tinha, em qualquer
parto que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulacoes.
Veias torcidas ou ne v
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas enearregadas da sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
?oda-s a 800 rs cada bocetinha conten
orna instrooeao em portuguez para explicar o
modo de fasar uso desta ungento.
O aposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmacautico, na roa da Cn n. 82, en
Pernambuco.
Saques sobre Portugal.
Hmmi Igoaaio de Oliveira & Filho saccam so-
Ama.
P .V."ae >de un" ,m" forr ooespliva (prefe-
nJl .. p,ra MrTC0 externo de
7h.?i.if Ua,a obr, en Csxsng, mas que
salbs cosiahsreeogommer bem: paga se bem.
ratar na roa da Cadado Recife loja n. 11.
Atteuco
A pessoa queannunclou a venda do terreno
aito no becco doa Ferreiros, baveode-se previa-
mente entendido com o procurador da queato
de eiecu5ao que corre pelo juito commercial.es-
hr.hi.f,.HM habilitado a vender legalmente o dito terreno, e
que deve yotar-se ao maia aolemne desprezo o
aonuDCio inserto no Diario de Pernambuco da
5B do correte, que parti sem duvida de um
bauo intrigante, e nio do exequente que assic-
naria o Seu nome.
Precisa-se de um eseravo para
50 bauo, paga-se 303 mensaes :
da Aurora n. 50.
o servi-
os roa
O solicitador Joaquim Cavalcanti de Albu-
querque Mello, offerece-se para tratar de toda e
qualquer causa civel, crime e commercial para
o que pode ser procurado daa 9 horas da manba
aa 3 da tarde, na ra do Queimado n. 3. primei-
ro andar, ou m saa casa depoia dessas horas na
ra do Ouro n. 22.
C ompras.
Compra-se de alguma pessoa que se retire,
urna boa eacrava que saba cozinhar e faser todo
o mais servico de casa : na ra da Cadeia o. 38
ou 40, loja do Biartloho.
Compram-ce acedes do novo banco de Per-
nambuco ; no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira A Filho, largo do Corpo Santo, escrip-
torio n. 14.
Compra-se
Urna boa escrava, que nao exceda de
30 annos de idade, e de boa conducta,
e que saiba fazer o servico de casa espe-
cialmente lav/ar e engommar: na ra
da Aurora primeiro aDdar do sobrado
n. 46.
mfiSUMBJH"
NDASEROUPKSF
r.;. So,ltme2 completo de aobrecasacos de piono a 251 sssi 5"% a.% ^35*. P^Msssl ac.sacado,Pde pannfJraS. i? S,2%
leas, paletots e colletes, sorllmento de co
I. ditos para casamento a 5 e 61. paleto!, brinco, de Sr-
-ra8^nomU0r|i,nen,0 de ". m*!
ad i eDlno ""hora, seroulasdo
mos urna grande faarlca de alfaiale oVdVrebemorencomZnd..P*rfrf hoaHm aenhora. T-
lese eat sendo administrada por um hbil me.treTe !Sm7ht arif .,r"d" 0br'' 1ue p,r*
cineoent. obr.iro. escolhidos, portanto executamos qualquer obra rnm !,S" W1 de ma" a
do que em outra qualquer casa. muaquaiquer obra com promptidao e mais barato
aetim, casemira e velludo de 4| a
mante a 49 e 5#, caigas braneaa mu'u finas a Tuw
linhnn"a,.Cl0mi,-el0 f.ortimeoto de casemira. inglezas para homem i
^..^.*,8_0_d:*0^chJ>eos de sol de seda, luvas de seda de JeoTia S*
de
Yendas.
Moleque pega.
Vende-se nm moleque de 19 annos
de idade, com officio de empalhador,
ptimo para pagem por ter boa figura:
a tratar nesta typographia.
CARTES
DB
VISITA
DE
mw dito
Cartoes de visita de novo gosto
Carles de visita de novo gosto
Cartoes de visita de novo gosto.
Urna duzia por 16#000.
Urna duzia por 16|000
Urna duzia por I65OOO
Urna duzia por 16(000.
Retratista americano.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Ra do Imperador.
Ra do Imperador
Roa do Imperador
Ra do Imperador.
armazem em progresso
DE
Jos de Jess Moreira & C.
Ra estreita do Rosario, esquina da ra
das Larangeiras n. 18.
Os proprietarios deste estabelecimento eslao
resolvidos vender por menos do que em outra
qualquer parte por vir diversos gneros por con-
t proprie : manteiga ingleza flor a 800 rs. e 720
a libra, dita franceza a 640, em barril fazemos
abaiimento, cha bysson a 2^800 e 2J400 a libra,
queijos do ultimo vapor a 3 e 2S800, arroz a 100
rs. a libra, gomma muito boa a 100 rs. a libra,
massa de tomate a 800 ra., em porsio taremos
.batimento, em latas de urna libra, marmel.da
do melbor fabricante de Lisboa a 800 rs. a libra,
vinho muito superior, Figueira, a 560, 500 e 400
rs. a girrafa, amendoa. a 330 a libra, milbo al-
piste a 160 rs. a libra, aletria, m.c.rro, e mais
m.ssas a 400 rs a libra. Alem destea genero,
oulros mullos tendentes a molhados que os pro-
pietario, ere.pon.abiiisam pela boa qaalidade.
N. 43 Ra do Amorim N. 43.
Ceblas a 600 rs. o ceoto.
Pao de Senteio
Contina baver o pi de Senteio oa padaria em
Santo Amaro atraz da fundico do Sr. Star, e as
eguintea casas no Recif., praca do chafariz, roa
do Brum, Uberna n. 47, ra da Imper.triz ta-
berna n. 22 ; em Olinda nos Quatro Cantos,'de-
posito de assucar defroote da botica, casa ama-
relia, nos diaa de quart.a e sabbadoa de cada se-
mana.
Eseravo.
Vende-.e um eseravo de 30 a 35 annos, car-
reiro, destilador, e excellente marinheiro : oa ra
Augusta n. 96.
Aos portuguezes.
Acaba de cheger a ra do Queimado, loja de
miudezas n. 51, o retratoa da familia real por-
lugueza. A occaaio opportuna para os portu-
guezes amantes da monarchia ornarem suas salas
com os quadros de to Ilustres priocipes. Sao
poucos e o preco diminuti.simo em relaco a
estima que geralmeote ae tributa ao. augustos
descendentes da finada rainha de Portugal a Se-
nhora D. Haria II.
Cera e velas de carnauba.
Vende-se cera e velas de carnauba de primei-
ra qualidade, na ra da Cadeia do Recife. pri-
meiro andar n. 28.
No sobrado aiiiarello nos
4 cantos da ra do Quei- i
mado n. 31, loja de An- m
Roiim, i
pura unas
forro de
aalaa e
a 500 rs.
para mos
e
Loja amarella.
Ra da Cadeia confronte ao becco
Largo.
Ricas capas preta. compridas, mante-
lete, modernos de seda a lil.
Vestidos bordado de c.mbraia, duas
saias, palos e babadinhos.
Vestidos de seda cores escolhid.a e de
phsntasia.
Sedas de quadrinhos, groadenaplea e
moresotique.
Manguitos e gollas bordadas com per-
eicSo.
Ca.sas de cores, chitas finas, larlatana,
filo etc.
Para as noivas.
Vestidos de blonde com sala de aetim
manta, capaila, todo. 01 pertences.
i
nio de Moura
vende-se :
Camisas de meia de l pura e finos a 28. *
28500 e 3. U
Seroulasde meia de l nura fina, a 9*
2*500 e 35.
Tapetes grande, para
qu.rtos a 15.
Alcatifa em pega o covado
Toalhas delinho pardas
roslo a 1.
Borzeguios ioglezes de superior qualida- K
de a 10. r S
Ditos ditos gaspeados a 7$.
KOttMdHMS 9BMQ9US MSOtMe*
vende-se por bsrali.simo prego urna arma-
fio com balco, ludo de amsrello, e em muito
perfeito estado, sendo toda invridacada : para
ver-se na ra das Larangeiras o. 30, a tratar no
primeiro andar da casa n. 13, da ra da Cadeia
do Recife, com Francisco da Rocha Pa.sos Lins.
Vendem-se burros gordos!*
e mansos 9
9 no armazem de Andr de breu *
' Porto confronte o arsenal de J|
marinba, tambem se vendem
O cascos escolhidos que servem
9 tanto para agurdente como g$
9 para mel: para tratar-se no
0 escriptorio de Scott Wilson & $J|
9 c- ra do Trapiche n. 4. M
Esceocia de ail
Para engommado.
Vendem-se frasqoinbos com escencia de ail
cons. excellente para engommado porque urna
gota delta baatante para dar cor em urna bacia
de gomma tendodemaisa mais. preciosid.ae de
nao manchar a roopa como muilas vezes acon-
tece com o p de ail Custa cada frasquiobo
500 rs. : na roa do Queimado loja da aguia bran-
ca n. 16.
3
leque.,
, cha
ales
m.n-
ponta
Novidade.
Chapeos de p.lba fino,
gilos, pentes, espartilbos
redonda, perfumarla etc.
Boupa eiti
E' esse estabelecimenlo o espacial ees
roupa feita j em pre$o como na quali-
dade, palitots, ca|Sas, colletes, sobreca-
eos.sobretudo, capas de borracha etc.
Calcado.
Bolinas de lfeli muito frescas a 1SJ :
na ra da Cadeia n. 83, fl8 Gurgel &
Perdigao. **
Chapeos de castor.
Veadem-ae chapeos de castor de primeira qua-
il#fc" **' ,0e )k "* '' **. para
acabar :
Dairft.
na rus da Imperatriz, loja n. do
5Loja das 6 por-|
tas em frente do Li- O
vramento.
Roupa feita muito barata.
Paletots de panno fino aobrecasacos,
A ditos do casemira de cor de fuato, ditos
de brim de cores e br.ncos, ditos de ?
_ ganga, caigas de casemira pretas e de
eores, de brim branco e de cores, de gao- h
ga, camia.e eom peito de liobo muito &
fina., dit.s de algodo, chapeos de sol "
de alpaca a 4f cada um. A
)
Keodem-se os eDgenhos
Ilha do Morgado, sito a mar-
gem do Pyrapama, e Po-San-
gue sito a mnrgem do Seri-
nhem, com safras, escravos,
boiada, e mais pertences ; re-
cebem-se em conta predios
na cidade, ou seus arrebaldes
e os pretendentes podem en-
tender-so com o proprietario
dos mesmos engenhos, de-
sembargador Aharo Barbalho
Ucba Cavalcanti
Esponjas floas
para o rosto.
Vende-so mol floas esponjas para roete, a Xa
Cera de carnauba
i.?.''!" qua'^ade Precos commodo. : ao
GuTm.sTCb,aD,15'arn,a,em de Antnne-
Opiata ingleza
para dentes.
Est finalmente remediada a falta que se sen-
ta de.sa apreciavel opiata ingleza to proveito-
ea e necessaria para o. denles, isso porque a lo-
ja d aguia branca aesba de recebe-la de sua en-
commenda, e continua a vende-la a ly500 ra. a
cana ; quem quizer conservar aeua dente, pei-
reitos preveir-se mandando-s comprar em
dita loja d aguia branca,ra do Queimado a. 16.
vende-se o grande sitio denominado Caia-
na, sito na freguezia da V.rzea, de muito boas
trras, que ludo quaoto se planta d urna grande
quantidade, com una caa de taipa j coberta,
uma dita de fazer fsrlnha, grande qu.ntidade da
pe. de cafezeiros, com diversos ps de fructeiras
como seja larangeiras, coquelros, etc., etc.; e-
tambem vendem-se duas vaccas que do bastan-
te leite, uma dellas com a cria j grande, e am.
burro manso : a tratar na ra do Sebo n. 20.
Machinas americanas.
rurd.CC8rau.den.N4;en^rse* C"' '^^
Machinas para regar hortas e capim.
Ditas para descaroga milho.
Ditas par. cortar capim.
Selin com pertences a 10J e 20J.
Obras de metal principe pr aleadas
Alcatro da Suecia.
Verniz de alcatro para navios.
Salsa parrilha de primeira qualidade do Para
Vinho Xerez de 1836 em caixas de 1 duzia.
Cogoac em caixas de 1 duii..
Arado, e grades.
Brilhantes.
Carrogas pequeas.
Delicadas escovas
cabos de marfim e madre-
perola, para limpar
dentes.
Na verd.de uma e.cova para limpar peales
empre necessaria em qualquer toucador, e com
etpecialidade no da senbora que preza o esieio
e para que elle seja perfeito mandar comprar"
usa de.sa. escovas de cabo de marflm oa mi-
dreperola que custam 2 e 3 rs., na loja d'aguie.
branca, na ra ra do Qaeimado n. 16.
Vende-se
azeitede dend oo palma, dito de amendoim que-
.erve para luzese m.chinas, mais barato do que
em qualquer ostra parte ; na ra do Vigario n.
19, primeiro andar. B
Cerveja.
Krabb Thom & C. vendem no seu escriptorio
ns ra do Trapiche n. 17, cerveja branca da afa-
mada e bem conbecida marcaAll.opp.e pre-
ta de excellente qualidade, em barrica de garra-
fas e meias garrafas.
Ruada
Madre de Dos nu-
mero 12.
Vende-.e o melbor fsrelo do mercado escena
de 115 libr... e farioha de mandioca de primeira
qualidade. r "*""*"
Simode Nantua,
obra completa, ntidamente impressa, typ ,.
de e intellegivel. papel cl.ro, formato aeceimo-
dado o mais possivel. enesdernado com meia en-
cadernaao, eom seu rotulo dourada, e pelo en-
ligo prtco de 1 cada volume : na ra do Im-
perador n. 15.
Urna loja de fazendas.
Para pagamento doa credores vende-.e a loir
de f.zend.s da ru. do Cabug n. 8, cuja casa \k
a um anno se est tratando de sna liquidacio
para o referido flm. OfTerece grande vantagem a-
quem se queira establecer : trata-.a na mesma
SdV.r'Sectfe8."- Ferr,lM A"'i0' '"-
Economa.
Molhos de ceblas em perfeito estado .800 rt,
Pauo de algodo da
Babia.
niVenae-" n eserlf torta se AsUsis Luis da
Oliveira Azorado & C, ra d. Cras a. t.
Veode-sa ana aecreva erioula, idade da 99
asnos, pouco m.i. oa meaos, sabe faser labvrio-
tho, bordar, coser com perfeico enaastatar
UiUr oa roa do PUar o. 148, ^^^ ?
------



----------------------
*'
DL&O ife tfc&tkt}Q, SEXTA FEIK 24 D UfiEl&b DE 1861
tfo deposito do gelo ran do Apollo
n.9l, vttidSe fejK de hoje em fiante
artife i a 5#W0, e meia arroba 20000,
e a TOra a 160 res : tambera recebe-se
assignaturas das peoeoos particulares lo
go que seja diariamente, at que se
acabe o gelo.
Loja das 6 por-
tes em frente do
Livramento. 7|
Chapeos de sol de alpaca a 4#.
Duzia de meiascruae pira homem a
1*200 e o par a 110 r., ditaa brancas
rumio tinas a "2g5O0 a-duza, leogoa de
caasa cora barra de corpa a 1X0 rs cada
uro, ditos brancosa 160 ra., bales de
20 e 30 arcos a 31, laazinha para ves-
tidos a SI0 o covado, chalet de merino t
estampados Qnoe a 59 e *, larlalana
branca e de corea muitu Boa com rara '
e meia de largura a 480 ra. o corado,,
Qi6 de linho liao 840 rs. a ara, pe-
ca de cambraia Mea fina a 3, cassas
de corea para vestidos a 200 ra. o co-
rado, mussulina encarnada a 310 ra o
covalo.calciDhasparv menina deescola
a 13 o par, ra vatinhis de tranca a 160
rs., petos Dar camisa a 200 ra. cada
ura dutia 29, pecas decambrsia desal-
pico muito lina a 39500, pegas de bre-
tanha de rolo a 23, chitas francezaa a
220 e 240 rs. o covado, a loja est
abTia das6 horas da ruanhaaas 9 da
noite.
Calcado
45 Ra Dlreiia -
Ougaml,. Ougaml..
O traste iooispensavel ao homem civiliaado
sea contradicho o sapalo E' ella tao oecessa-
rio como o pao ao estomago. Tolera ae um
chapeo jaca ; urna casaca de ajuatar taboado ;
um resudo deabotado ; mas o aapalo acalcaoha-
do e roido, 1 bolina aem lustre e j descosida
orna indecencia, um insulto ao or.io visual de
usa christao. E' por lo gravea coosideacdes
que o propnelano desie eslabeleclomiu.
acabando de recebar om magnifico aortimeato,
roga aoa aeua fregueiea aa apressea em renovar
o calcado velho visto estar-moa os fasta ;
vejam :
Homem.
M1LIES (chagre privilegiado) fresaos co-
mo a agua do Prata......14*800
BOitZEGUINS.inteiricoa (Rocthlld) 90500
diversos fabricantea. 8*000
lustre pechincha. 5|500
Sapatoea de Nantea, vaqueta de lastre
b'teria..........
Dilot Nantes batera......
>


o
>
1
>
i
69000
5*600
5SO00
49500
395(#
S92U0
tfOOO
21000
1500
ifT?wi?aigftsa.-!!aPTP"
Grande
Superiores paletois de panno*proto muito fino,
obra muito bem frita, pelo baralisstmo precn de
209 ; na ra do Queimado d. 22, na bem ccnhe-
cida loja da boa .
Vandem-se oito vccas paridas de novo e
boas deleite; no engenho Juoqueira, comarca
do Cabo.
X

ingieres.....
Nantea meninos. .
lustre (sola e vi. .
> (urna sola). .
de tranca portuguesa
francesa. ;
Senhoras.
BOTINAS gaspa alta e lago ioglezes de
duracio incalculavel. .
francezaa (lago).....i
sem lago.....i .
gaspa baixa.......
t outros (32, 33 e 34). : .
de menina (Joly).....
Sapatos (Joly) com aaito......
( > ) aea aalto......
tpete.........
> lustre (32. 33, 34).....
> econmicos para casa. .
Alem diaao um variado
aento de tudo o que necesaario a sapateiro pa-
ra ezecutar qualauer obra.
A 320 rs. o covado, grande
pechineha.
Vendem-se superiores cambraias francezas de
muito bonitos padroes a 320 ra. o covado, fa-
zeoda muito fiqa que aempre venden-se por 800
e la a vara, veoham por ellas, antea que ae aea-
bem; na ra do Queimado n. 22, na bem conhe-
clda loja da boa (.
a
6(000
55500
6*000
45800
4|500
49500
3z0o
21000
800
800
500
abundante aorti-
ARM4ZEM JPROGRESSO
Francisco Remandes Duarte
Largo da Penlia
Aflauca-se a boa qualidade de todo qualquer genero
comprado neste armazem, assim como rende-se por menos 5 a 10 por cento do que ea outra
qualquer parte.
ftlastteig;* nglea a mU 9aperior do aereado a 800 rsa libra, em barril se far
abatimento.
*tmitiga Cranttza, U noTt, m ., iB barrilf e 640 n a ll|)ra
iwUm do rtVaochegaj0!lnle oltiIB0 por por3#000
laj superior qualidade e muito frescaes a 800 inteiro, em libra
a amo.
Chapeos de pariaha fina enfestados (Tara me-
ninas ; na raa 00 Crespo 10.
Aoi tabequistas.
vendem-se superiores leocos francezes a ianl-
tagao dos da liobo, muito proprioe para, os iebe-
qmstaa por serem de corea escuras liaa, pelo
baralissimo prego de 5 e 6| a duzia ; na ra do
Queimado o. ti, na bem coohecida laja da boa fe.
Fd liso e tarlatana.
Veode-se superior fil liso e tarlatana branca
a de cores, pelo baralissimo prego de 800 rs. a
?ara ; na bem cohecida loja da boa f. na ra
do Queimado n. 22.
Toalhas pata maos.
Vendemse muito boaa toalhas para mios pelo
barato prego de 59 1 duna ; na roa do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Ricos enfeites.
Vendem-se ricos superiores eofeites os aaii
modernos que ha, pretos e de cores, pelo bara-
lissimo prego de 0 e 69500 : Da loja da boa f,
na ra do Queimado o. 22.
Cambraias de cores.
Vendem-se cambraias francezas de lindas co-
re, pelo baralissimo prego de 28 o covado ; m
rus do Queimado n. 22, na bea coohecida loja
da boa f.
Cambraias francezas lanisimas.
Superiorea cambraias francezaa muito Boas, de
mottd bonitos padroes, pelo barato prego de 700
rs. a vara : na loja da boa f, na ra do Queima-
do D. 22.
Cambraia Usa.
Veode-ae cambraia lisa transparente muito fi-
na, pelo barato prego de 4 e 51 pega com 8 1|2
varas, dita lapada muito superior, pega de 10
varas a 6f : na ra do Queimado n. 22, na loja
da boa f.
Bramante e aioaUvadt Ae
limit.
Vende-ae superior bramante deparo linho com
duaa varas de largura a 24400 a vara, assim como
atoaihado adamascado tambero de puro lioho,
coro 8 palmos de largura a 29500 a vara : na bem
coohecida loja da boa f, na roa do Queimado nu-
mero 22.
Corte da ea\$&.
Vendem-ao cortes de caiga de meia casemira
de corea escuras a 2g cada corte ; na loja da boa
f, na ra do Queimado n. 22.
Port bouquets,
Dourados com cabos de ma-
dreperola.
Chegaram opportonamente para a loja d'agnia
branca oa booitoa port bouquets dourados e es-
maltados, com cabos de madreperola, conforme
aua propria encommeoda. Ociado assim remedia-
da a falta que havia desses port bouquets de gus-
to, oa quaes chegaram bem a lempo para oa di-
versos casamento e bailes que ae cootarn oeaaea
diaa, por 9so as pessoas que por elles esperavam
e as qua de novo os qaizerem comprar dirig-
rem-se munidos de dioheiro i loja d'aguia bran-
ca, ra do Queimado m. 16, que encontrarlo obra
de bom gosto, baratza, agrado e ainceridade.
de cambraieta.
Vendem-se superiores ssiss de cambraieta mui-
to fina, com 4 pannos, pelo diminuto prego de
59; a ellas, que ao muito barataa: pa ra do
Qutioado o. 22, na bea coohecida loja da boa f
HOT
Candeeiis econmicos
* gaz,
e gsz hydrogepio de primeira e segunda qusli-
dade : oa ra Nova n. SO e 24 loja do Vianna.
Batatas.
Venderse batalaa ltimamente chegadae de
Lisboa a 640 ra. a arroba : no armazem n. 10,
travessa da Madre de Deoa.
Gomma
Ra do Queimado n. 19.
Santos Coelho tem para
vender o seguinte:
Esleirs da India de 4, 5 e6 p.Irnos de largo
proprias para forrar es mas e salas.
Lencoes de bramante largos a 89 eada ao.
Cubera de chita a chnese a 1*800.
Lengoea de panno de linho fioo a 29.
ToMhas adamascadas de linho para mesa a 49
Chita froceza coa dofeito de arara a 160 rs.
o covado.
Toalhas de fusto para maoa a 500 rs. cada
urna.
Colchse de fualao adamascado grandes a 6j.
Cambraias de cores a 160 o covado.
on7r!liob" tic"nieDle bordadas e de trispaseo a
5OU.
Vendem-se duas casas assobradadaa feitaa
de pedrae cal, sitas na ra Nova da villa do Ca-
bo ; iao muito frescas, tara muito bona comino-
dos para familia, tem aatribaria e Ulrioa fra, e
tamoem entrada pelo quintal: quem as preten-
der pode dirigir-se ao Sr. Sebastiio Antonio do
Reg, oa mesroa il, e como tem-ae desejo de
aa vender, por iiso o prego ser commodo.
Veode-ae urna eaerava moga que cozlnha,
eengomma : na ra do Imperaoor o. 50, tercet-
ro andar.
8a saaeaa, asalta) superior a 39 a-arroba, e em
libras a 100 rs. ; ns ra larga do Rosario n. 50,
taberna da esquina.
Cera de carnauba de pri-
meira qualidade.
Veode-se em porcao e a retalbq de urna sacca
ptu cima, a por commodo prego: na ra da ala-
dre da Dos confronte abotica n. 30.
Leite virginal
infallivel remedio para
sardas e panos.
O leite virginal i baaconhecido como reme-
dio iofallirel para sardas e pannos, vende-se a
Ig ra. o fraaco na roa do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
A loja d'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta Toja por estar constantemente a reaeber
perfumaras finas de suas proprias eocommendas,
bem se pode dizer que est coostituida um depo-
sito de ditas, tendo-aa aempre dos melbores e
mais acreditados fabricantes, como Lubio, Piver,
Coudray e Societ Bygianiqoe, etc., etc. ; por
uso, qmem quizer prover-ae do bom, dirigir-se
a rus do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, qne
achara sempre um liodo e completo sortimento,
leudo de mata a mais a elegancia dos frascos, e a
baraleza por que ae vendem convida e anima ao
oamprador.
Carros e carrocas.
Em casa de N. O. Bieber
6 C. successores rut da Cruz
numero 4.
Lindeza.
Vende-se farinha
de mandioca de superior qualidade em
saceos, por preco muito com modos:
nos armazens de Antunes Quimaraei &
C. confronte ao trapiche de algodo.
Veode-ae uma negra crioula, de idale de
18annos, que cozlnha, engoman, faz labyrinlho
e cose, o motivo da vens se dir so comprador:
na ruado Hortas n 114.
Ven1em-se castanhas de Portugal a 240 rs.
a libra, e batatas a lfOOO arroba : na rus da Cruz
armazem n. 33.
Na padaria de Antonio Fcrnandes da Silva
Beiriz, ra dos Pitea n. t, vende-se a muito
acreditada bolachinha igual a iogleza, dita de
araruta, lodo o trabalho oesta casa bero como o
pao bolacha feilo das melhorea farinhas e
trabslhado coa o aaicr asieio posslvel, farinha
a melhor do mercado a 180.rs. a libra.
niNDIOiO LOW-NOOK
Ra daSenzalla Nova n.42.
Hasta iitabalacimanto contina a havar ua
iomplato so r t i aan to daaoenda saaoi a s moan-
ds paraangenho.aiichins! da vapor ataixss
ie farro batido a cosdo,da todoi osiamanhos
para dito,
Soahall llellora & C, tando receido or-
den) para vender o seucrescido deposito derslo-
giua v|sto o fabricante ter-se relirsdo do nego-
cio ; convida, porlaoto, apeaaoaa que quizeram
possuir um bom relogio de ouro ou prata do c-
lebre fabricante Koroby, a aproveitar-ae da op-
porluoidade sem perda de lempo, para vir com-
pra-Ios por commodo prego no seu esetiptorio
rna do Trapiche n.S8.
Taixas,
Vende-se fasenda denominada lindeza, ptima
para vestidos a 160 rs. o covado : na loja do Du-
arte, ra da Imperatriz n. 20.
AllencaO
Qut a loudriuos
a 19000.
1 lW PfeT^, ^y*8011 P*e0 nelhore. que ha no aereado 3,000, afUOQ.
204)00 rs a libra.
Prexuuto para &am\>to moilo nOTO a 500 r9 Hbr, |
PffZ\lllO d Temo da ,aptrior qualidade 4t0 ri, lnteir0t e 480 rs. a libra.
* **1"" o melhor petiaco que pode haver por estar prompto a toda a hora a If a libra.
ToueiaUo do reino aw r, Ubri| t arroba a9|000
Cuouricjas e palos cheg.d01 nest9 uUlmo naTl0) a 7ao ri, libra
Baaha dfi porco retinada m r, em Ull com 10 libr por ^ m ,
se for em barril a 440 ra. a libra.
alrmela da imperiai d0 8fsrnad0 Abreua deoutro, muUoa (,br,eaolei de Ligboa
a 900 rs. a libra, em lstaa de 2 libras por 1$600 afiaoca-ae a boa qualidade.
*a*$a d %*aiera latM de nma Ubra por 900 ri
iVmendons e eonfellos
Vendem-e caixCes vasios proprios
parabahuleiros.funileirosetc.a 1^280:
quem pretender dirija-ie a eta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem ostem
para vender.
a lavea para doas e 4 pessoas a recebem-ae en-
commendsa para cujo flm ellea possuem map-
pas com rarioa deseohos, tambem vendem car-
rocascara condcelo deassucarete.
Vende-se
i elegante. Mor'edccao nos precoi para acaiwr.
,_-* __^ Vendem-se no armazem de Braga Son & Q.
oa ra da Moeda, taixas de ferro cuado do mal
acreditado fabricante Edwin Maw a 100 ra. poi
lbr, aa meamaa que se vendiam por 120 ra.
Calepotassa.
Vendam-se eates dous gneros no bem conhe-
cido e acreditado deposito da ra da Csdeia do
Recite n. 12, por menos preco do qua ea outra
qualquer parle, afiaoQando-ae a boa qualidade.
A cal chegou a quatro diaa pelo brigue ccSobe-
ranos, e a potassa legitima da Rusiis, chegada
pelos ltimos navios de Hamburgo.
Mantas de retroz.
Vendam-se mantas de retroz para grvalas a
00 ra. : na ra do Queimado n. 12, na loja da
boa f.
farinha de mandioca de superior quslidsde, mui-
to nova, e em tudo agradavel, em porcdes'grao-
des e pequeas a vontade dos compradores e or-
eos muito mdicos: s bordo do brigue Mid
ancorado defronte do caea do arsenal de guerra,
Vende-se o engenho Santa Luzia, sito na
fregoezia de S. Lourengo da Matla, ou a dioheiro
ou trora-se por casas oesta praca : quem preten-
der dirija-se ra de Horlas n. 7, desde s 10
' horas da manha al s 4 da tarde.
US 000.
em latas da 2
muito proprio para mimo, a 25OOO.
ILrviUiaa f ranelas
a 500 rs.
libras contendo differentes qualidades,
400 rs. a libra e em caiza a 89.
libra.
e portuguesas em latas de 1 libra, por 640 rs. ditas ea aeias
Metria, macarrao e ta\\u?im a
NlOlCS muUo 00T a 100 rs. a libra, e 4*000 rs. a
n HO rauceZ em cart5es mit0 enfeia)j0, pr0prios para mimo a 600 ra.
Uenenra ingleZaa raois 8Up,rior que ha a ISOOO rs. a garrafa o em caiza se far
aba'.imenio.
Geuebra de Hoiiauda. 6#000 rl. a fraiquerit e 5W rg.. fr.lco.
Vanos engarrafados
marcaa a 16 a duzia e a 1J50O g garrafa, afflanca-se a boa
tarimasdo Douro a 1J600 rs. a garrafa, Porto uno, Fei-
tana, Oaaue do Porto, a 1JKW em caiza se far aoaiimeoto.
W l Olio ttftflvJnUX dl| ma| acreditad ,,., lf garratae emeaua a0*a insta
^-^^P*?* de differentea
qualjdada.
Yerdadeira tc)aetbtlmte,dao,lNIIillll m.rc,.dllta(,
a 500 rs. a garrafa.
V 111.110 em pipa Porl0i Lilboa e Figuera, 3>500t 4I} e 45O0 a canada
Emprnasete luperlor a 740 n em calMt e 760 rl# t Ubrt>
Batatas novas enigigoadeumaarroba p ^
VjQOCOia os msi superiores, hespanhol a 1|200, francez a i$. portugaez a 800 ra. a libra
r igos da c mmadre muit0 nof0i( tm caixa8 de 8 llbr por s#500 e em libra a
iaromma de engomniar> malt0 ai al0o rf# a Ubra#
\menloa8 d8 eaica mole a m tt a llbra
\zeit o doce refln.d0 a m rs#, garrafa e em caixa a ^
Palitos de dentes liMd0, nm per(igl0 a M M. 0 BiC0
Costeietas inglexas proprla, para flimbre a ^ r, IlbH#
noiaxiana n^ieza a mit pova d0 mcad0, 4|, barrlca e em Ubri a 3W ri>
iVoieix*s 1 ra acocas 9m ffaJCOf mull0 r| com 4 lia |ibr|| 3500 dita|
tuguezas a 480 rs. a libra.
* *J01O para iimpar facas a 200 rs. eada um, ea porgao se far abatiaento.
^tejaS ea frascos de e 12 brs muito novas a 800 rs.
la lepen lente dos gneros annuncia Jos encontrar o reipeilaval publica grande sortimen-
to de gneros, tuda dq superior qualidade.
Entre-meio* oordados em
cambrai* transparente.
Na loja da aguta branca veode-ae ntremelos
bordados em fina camaraia transpirante alia
peca da |vr, prejo esta porque i ae icha era
dita loja ds aguia branca ra do Queimado n. 16.
Adverte se que de cada padrae twm bastantes
pecas para vestidos.
Potassa da Russia.
E' na ra do Queimado n. 39 loja de quatro
porto que ae vende os mvlhores chapeos de se-
da de formaa maia modernas e bum gosto.
ViaaVnzala Nova n.4S
Vanda-aa aa casada S. P .Jonhston 4 C,
lliasa iilb5asQglazes,candtairof a casticaes
bronzaados,lonas agieses, flo davala,chicote
paracarrot, a moniaria.arraiospara csrrods
aa loas talos relogio ida ouro patenta
rjglaz.
Navalhas d'aco
comcabodemarflm.
Vende-ae oa loja d'aguia branca mui unas ni-
valhaa d'aco refinado com cabos de marflm, e
oara assegurar-se a bondade dellaa basta dizer-
ae que ao dos afamados e acreditadoa fabrican-
tea Rodars 4 C, custa cada estojo de duaa na-
valhas 8^000: na ra do Queimio, loja d'aguia
branca, n. 11.
Notos enfeites e cintos
dourados.
A loja d'aguia branca acha-se recentemente
prvida de um bel'o e variado sortimento de en-
feites de differentes qualidades e gostos, os mais
lindos que oosstvel eocoolrar-se ; assim como
est igualmente bem soriida de bonitos cintos
dourados e prateados, sendo lisos, de listras, e
matizados, e bem assim os de pootaa cahidas,
teodo de tudo muilo para satisfazer o bom gorto
do comprador, que munido de dioheiro nao dei-
zar de comprar : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16,
Flores linas,
A' loja d'aguia branca acaba da despachar um
bello sortimento de florea floaa e delicadas pro-
prias para enfeites da cabeca e veatidoa para ca-
samentes e bailes; quem as vir aem duvida ae
alegrar de aehar florea tao perfeltas e delicadas:
isso na ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16.
Gollinhas
de traspasso bordadas em
cambraia fina
Vendem-se a t$ eada urna : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca o. 16 A obra boa a
o lempo proprio ; a ellas, freguazaa, antes qua
se acabem.
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESSIVO
DE
Le provincial.
desla
Veude-ae em cata) de N. O Bieber
C, succeteore, rga rja Crui o, 4*
V&
&
Paletots
brancos.
Vendem-se superiores paletola de brim arance
de puro linho, pelo baralissimo preco derjjj : na
ra do Queimado o, 22, na bea conbacid loja
Vende-se ama collecfao da legialacio
provincia at 1860 ; na livraria popular.
Vendo-as uma taberna aituada no melhor
lugar da Bua-Viata, com proporc5a para habita-
cao de familia por ter um bomaotlocom qoartoa
e janellas, bom armazem, cozlnha, quintal aura-
do, cacimba propria; veode-se por seu dono re-
lirar-se para fors a tratar de sua aaude : a (aliar
com o Sr. Braga na loja de sellairo da ra Nova.
Bonecas bonitas
com rosto, e meia perna de
porcelana.
Vende-se mui bonitas bonecas coa rosto, a
meia perna de porcellana ana baratiasimos precos
de 140,360,500.560. 6*0,70. 800 e iJ)000: isso
na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Luvas de pellica preias.
Vendem-se ae lavaa preias de pellica com pe-
queo (oque de mofo por preco baralissimo ; oa
loja d'agnia de ouro, ra do Gabug o. 1 B.
Vena.
Vende-se aa eseravo de bonita ligara, trieulo,
Os burros e esvalles alistaste* Beartrazem bem exeellente carreiro; quem o pteUaaf,
do Sr. Aodr de Abreu Porto, defronte do |ife- dirija-se a l-.j do Patseio n 11,
nal de mrirrtavepdea-se a vonldi q aacq- vtay|*-aea loja de al4 da rup da Ctr
na dos comoridores; na ra do Trilichf B.4 bg n. 2B ; quem a pretender dirija-se a OeM-
priaeiro andar. > na rus o. 4, qui achira on quem tratar
W^fLValalgleZa eSPecia,"e"'hd 800 e lUOOO, eea barril lera .batimento.
mem iraDCeza a melhor do marcado 700 rs. a libra o em barra mao de 600 r. hbr..
QueiJOS flameDgOS eheg.doS nesto nltimo vapor a 3000.
UueiJOS IlindrQOS o melhor que ha neste genero por serem muito fresco, a 1&2Q0 a libra.
QueiJO pratO o melhor qua s pode desojar a 1&200 a libra e 1&100 o inteiro.
C h iiysson e pretO o melhor do mercado de 13700 a 2*880 a libra.
P^'n0 fiam>re Dg,M k*"- 720 "' .
rreSUtOS portUguezeS vindos do Porto de casa parlieular 560 rs. por libra ainteiro 460 rs.
.^".lrl Du(*ued9Porto. Wno. Porto fino, nctar, Carcavellos, Carnees, Madeira sacca, Feitoria velho, secco e ehamieto
V inno OrdeauX de superior qualidade diflrentes marcas a 800 a 1 a garrafa e de 8#500 a 10*000 a dutia,
VlD.no em pipa proprio. para pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 4800 a canada.
Marmelada imperial a escother de todos oa fabricantes de Lisboa premiada na exposl$oes universaes da Londrea Paria a
900 ra. lata, de uma libra e a 14*700 a. de duas libras.
Bocetas com doces secco das mais deccda frutas da Europa, e o mais proprio que ha para mimos, por serem ricamente enlatadas, e da
muito goato a 3*500 cada uma.
FigOS em CaxinhaS de 4 libra muito frseos e gramdes a 2*000.
Peras seCCa em caixlaha de 4 libras chegadds neste ultimo vapor a 3*500 e 1$200 a libra, afianca-se ser o melhor que pode haver nesia
genero.
AmeixaS francezas em latas de5 libras por 49000 e 1*000 por libra.
PaSSaS em c.ixinhas da oiio libras, as melbores do mercado a 3 a a 640 ra. a libra, a em caixa da -ama arroba a 900.
Latas COm frUCtaS de todas qualidades que ha em Portugal da 700 a 1*000 a lata.
CornthiaS em frascos da 1 l\% a 2 libras da 1*600 i 29300.
Gaxas SOrtidaS com ameixas, amendoas, passas figos, peras e noze. o que ha de mais proprio para mimos, da 49000 a 69000 rs:
por caixa de 10 a 12 libras, e 320 rs. a libra dos figos.
Lata COIB bolaxinha de SOda da diversas qualidades, e muito novas a 19450. e grandes de 4 a 8 libras de 2*500 a 4*500.
Conservas inglezaS francezas a poringuezts de 600 a 800 ris o frasco.
ErvilhaS francezas portugueza. a 720 rs, a lata, afianca-se serem as mais bem preparadas qua ten vindo ao mercado.
MaSSaS talharlm, macarrao e aletria as mala novas que temos no aereado a 400 rs. a libra.
Amendoas de casca molle a 400 ris altbra em porgao ter abatimanto.
Azeitonas da Lisboa novas e grandes viudas pela primeira vez ao nosso mereado a 3*500 a ancoreta
Champahe das marcas maU acreditadas da 15* a 20*000 res o gigo de 1*500 a a garrafa.
Cervejas das melhores marcas a Seo rs. a garrafa a de 5* a 69000 a duzia da branca.
Cognac a melhor qualidade qua temos no mercado a 19000 agarrafada 109000 a duzia.
Genebra de Hollanda a OOO ra. o fraseo a 69500 afruqneira com 12 frascos.
Chocolate o mais superior que temos tido no mercado portugus, hespanhol e francez da 19 a 1*200 a libra,
Vinagre puro de lisboa a 24t rs. a garrafa e 19850 a caada.
Espermacete Superior sem averia a 740 rs. em eaixa a a 760 rs. a libra.
ArrOZ o melhor do marcado a 100 rs. a libra e 2*700 a arroba do da India e 120 rs. a libra de Martnhao,
Alpista e painQO o mais limpo que ha a 160 rs. a libra do alpista e 240 re. a libr. do paineo.
Vinagre branco o melhor que temos vido no mereado a 400 rs. a garrafa a 2*560 a eanada.
Massa de tomate em latas de uma libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a primeira vez a nosse mereado, da 1* a lata,
Araruta a malnor que ss poda desajar a 320 rs. a libra, e 160 rs. a libra da gomma.
Touclnho (JO Lisboa 9 mais novo do mereado a 320 res a libra e arroba a 109009.
Ba lats em ffeoeoem uma arroba, aa aelhores que ha no mercado a 1*800 o gigo.
LeotilbaS francezas, as melhores emais ssborosas de lodosos legumei a 500rs. a libra.
NozeS as melliores e mais nova, por tarea chegado neste ultimo rapar a 200 rs, a libra.
Palitos lixados para deotea a 200 e 100 ra. o maco coa 20 maaaiaoa e flor 280 rs,
Latas com sardinha de Nantes muito novas a 44o re. uta.
Velas de Carnauba oapMlofo de superior qualidade a 400 rs. a libra e a 12*500 a arroba.
Bolachinha ifigleza inglese a mate nova do aereado a 49 a barrica e 520 rs. libra.
A lm dos ganaros anunciedos encontrar o publico ludo que procurar tendente a molnados, e por menos dos por eonto de que o o*
qualquer parte,


DIARIO BE tfettfAMfctJCO_JEXA ttlRA DE JAIftO Dfe 1862
Etremeios
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca ae acha nm bello torli-
meoto de ntremelos bordado em lioa cambraia
traaapareote, e como de aeu costume eat Ten-
deado baratamente a 19200 a pega de 3 Taraa,
tendo quantidade baatanle de cada padreo, para
vestidos ; e qnem tiver dtnbeiro approveitar a
occasiao, e maoda-loi comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branc n. 16.
Agulhas imperiaes.
Tem o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vistas sempre
vender o bom, mandou tir, e acabam de chegar
aqu {pela primeira vez] aa superiores agulhas
imperiaes, com o fundo dourado e mui bem (fi-
ta, sendo para alfaietes e coslureir.i, e custa
cada papel 160 ra. A agulha assim boa anima
e adianta a quem cose com ella, e em regra sao
maia baratas do que asoutras; quem as com-
prar na ra do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir aempre bem deltas.
Mui bonitas
e boas fitas brancas de chama-
lote, fraujas e trancas.
Aloja d'aguia branca acaba de receber de soa
encommepdi diversos artigos de goato, e proprios
para enfeiles de vestidos de noivas ou convida-
das, sendo bicoi de blond de diversas largnras,
franjas brancas e de cores, trancas brancas com
vidhlhose sem elles, cascarriihas brancas e mui-
(as outras cores, Gnas e delicadas capellas bran-
cas, bonitos enfeites de flores e cachos soltos, lu-
vas de pellica enfeiladas primorosamente, mui
bonitas e boas fitas de chamalote, e eraflm mul-
to outros objectos que a pedido do comprador
sero patentes, e vista do dioheiro nao se dei-
xar de negociar: na loja d'aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
Tiras
hordadas em ambos os
lados.
Vendem-se liras de cambraia bordadas em am-
os oosljdos, que pela largura bem ae pode par-
tir a meio, pura aaias e outras muitas cousas
custa cada tira 1|200: na ra do Queimado, loja
orguia branca o. 16.
Potassa americana.
Vende-se potassa americana touito nova e de
superior qualidade: no escriptorio de Manoel
Ignacio de Oliveira & Filho, largo do Corpo Sao-
0 n. 19.
n CHAPEOS A GARIBALDI
Ra da Cadeia do Recife, loja
n. 50, de Cunha A Silva.
Os mais moderaos chapeos a Garibaldi e chi-
ques, de palinha e feltro, mui lindos, e se ven-
dem pelo barato prego de 10 e l#.
Paletots a Garibaldi.
Paletots de seda a moda Garibaldi, imitando
mais Qoissimo brim trancado decores, muito pro-
prios pan os bailes, festase passeios campestres
pelo diminuto prego de lOf.
Chapeos baratos.
Chapelioas de seda para senhora, pelo barats-
imo ojego de 8J>, chapeos de sel. e de merino,
bem eufeilados, para meninos e baptisado a 6 e
9. ditos de palha e seda para euhor a 10$, di-
tos de seda de core, copa baixa, para homem a
6J. ditos de casemira de cores, pelo diminuto
prer;o de lj>600, chapeos de castor baaoco sem
pello, bonitas formas a 12$. bonets francezes de
panno para menino a 2j>500e3j.
Guardanapos e toalhas.
Doria de guardan.pos para mesa a 2J e 29400
S' P".r mes' de 1(4, 1|2 e 2 Taras a I90OO,
iffDUO e 29,
IRA M
Geographia
Vende se dous globos em meto uso,
um celeste e outro terrestre, proprios
para bem se aprender geographia. Os
estudiantes que os pretenderen! podem
dirigir-se a I i vr aria universal de Guima-
rSesA Oliveira, na ra do Imperador.
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
No rmateos do caes do Ramos ns. 18 e 36 e
na ra do Trapiche Noto (no Recife) n. 8. ae
vende gaz liquido americano primeira quilida-
de e recntenteme ehegado a 14$ a lata de cinco
gallde, assim como se vendem latas de cinco
garrafas e em garrafas.
Novos cinteiros de fitas com
pontas cahidas e franjas,
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor ioglez os lao procurados e muito bonitos
cinteiros de Otas com ponas cahidas e franjas, e
por isso podem agora ser satisfactoriamente ser-
vida as senhora que a desejaTam ; elleachila-
se nicamente na dita loja d'aguia branca, ruado
Queimado n. 16.
Chapeos de palha.
O mais lindo sorlimeoto de chapeos de palha
daa formas as mais modernas de Paris, para se-
ohoras e meoinaa, ricos aiotos ultima moda, di-
Chapeos enfeitados.
Vendem-se chapeos enfeilads multo recom-
nteodaTeis para hg meuinaa ,jue eg(50 pasgaDdo a
testa nos amenos arrabaldea desta heroica cidtde,
i Pre?lL?e ** cada am : na ru' oa Emperatriz,
toja oi.20, do Duarle. Na dita loja cima acharlo
continuadamente os senbores consumidores um
grande e Tariado sortlmento de fazeodaa, ludo
baratissimo.
Luvas de JouvVn.
Vendem-se a verdadeirasluves Je Jouvin.che-
Radas por tale ultimo paquete da Europa : na
toja d agola de ouro, ra do Cabug o. 1.
Vende-a feijio malatioho muito novo em
pequea e grande porcio ; na ra Direita n. 8.
Nievas para sen \ira.
BVendem-ae superiores meiaspara aenhora pa-
lo baratissimo prego de 80840 a dozia; na loja
da bol f, na ra do Queimado n. 21.
Vendem-ie aa laboas de ama armario de
taberna, tres ciimes, um terno de medidas de
flan ir, um dito de pao ; quem quizer dlriia-se
a ra da Praia ns. 56 eM.
Novidade no
radortlt
tor-
23 Largo do Terco 23.
Queijos flamengos muito (rescaes, chegaclos
oeste ultimo Tapor a 3*. manteige francesa a 720
e 640, mtnteiga iogleza flor a 900 e 800 rs., em
porcio ae fsrn abatimauto, assim como se torram
outros muitos geoeros pertencentes a molhadoa,
tos com lagos bordados : na ra do Crespo b. 4, PaSS^SaMS Prtaeir* e segunda sor-
rasa de J FalnuP ^iw -*, < te, arroz, vela de espermscete e carnauba, azei-
^ te doce e Ttoagre, e Tinhos, se vendem por me-
Fitas de chmalo-|S\"~"""u*"1"'p","i"be""
w. O.Biebtr & C.saccesiorei.rna da Crz
i *- w.*o4* a^ va. aavtMiuioi, ra uo bil
te muito boas e^^rD6t^^ittim^ ^
bonitas.
Os burrn3 e cavallos existentes no armazem
do Sr. Aodr de Abren Porto, defronte do arse-
nal de marinha, vendem-se a vontade e escolha
. ., l dos compradores: tambera ae vendero do mea-
A loja d aguia branca acaba de receber pelo va- roo modo castos muito superiores, que servirem
por ioglez sua eocommeoda de bos, bonitas e para agurdente on mel: na ra do Trapiche n 4
largas tita de chamalote brancas e outras cores, primeiro andar. '
as quaes sao excedentes para cilos, lagos, etc., ftf*&&Dlw**''gp-*tf'*a~J'tmn rWilM'iYt
de vestidos para casamento9 e bailes, assim como r emi mj .ejj l*JJ -*-!-**- -"^ awg
para lacos de bonquetes, cinteiros de criancas e H InfiPAeCA nnKIlAA X
muita outras diversas cousas, e como de eu ; lUlClCdoC IJUIlIR"
coatume oa prego sao meoores do que em outra [ | l
qualquer parte; aaaim quem munido de dinhei- fiOfferecido r>P,li loa dtt
ro, dirigir-se a ra do Queimado loja d'aguia Bc ^ J
branca o. 16, ser bem servido. fl| lllrirLOrO.
A loja de marmore tendo de apresen-
tar coocurrencia publica o que ba de
mais novo em fazeodas, tanto para se-
nhoras como para homens e meniuos,
sendo que para este Um espera de seus
correspoodentes de Inglaterra, Franca e
Allemanha as remessss de seus pedidos,
tem resolvjdo, antes de apresentar o no-
vo ortimeoto, liquidar as fazendaa exis-
tentes, o que effectuari por precos m-
dicos e para cu jo flm convida o respeita-
vel publico a aproveitar-se desta emer-
gencia.
Vestuarios para meninos,
de fusUo, enfeitados, a 8$. biloes para senhora
a 39500, bonitos vestidos de phautesia pelo bara-
to prego de 12$, aloalhado le linho adamascado
com 8 palmos de largurs a 2J240 a vara, mantas
de Gl braoco, manteletes, leques de diversas
qualidades, gollinhas, manguitos, sedas de qua-
drinhos, e outra rnuias fazeoda que se ven-
dem por barato prego na referida loja cima
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
B4ST0S k REG
Na ra Nova junto a Con-
ceicao dos Milita-
res n. 47.
Om grande e variado aortimento da W>
roupas feitas, calcado fazendaa e todos L
estes sa veodem por precos muito modi- *
Ucadoa como deseu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
a casacos feitos peloa ultimoa figurinoa a
269,28^, 309 e a359, paletots dos mesmos
pannos preto a 16|, 18f, 20 e a 249,
ditos de casemira da cor mesclado e de
novos padres a 14. 16, I89, 209 e 249,
ditos saceos das mesmas caaemiras de co-
res a 99, 109,129 a a 149, ditoa pretos pe-
lo dimiouto prego de 89, 109, e 12J, ditos
de sarja de seda a sobrecasacadoa a 129,
ditos de merino de cordo a li|, ditos
de merino chinea de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 7, 89, 99 e a 10#,
ditos saceos pratos a 49, ditos de palha da
seda fazenda muito superior a 4*500, di-
tos de brim pardo e de fuatao a 89500, 49
e a 4950O, ditos de fusto branco a 49,
granda quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
Sardas a 39 e a 49, ditsa de brim de corea
nasa2J500, 39, 39500 e a 45, ditas de
brim brancos finas a 49500, 55, 59500 e a
69, ditas de brim lona a 59 e a 6f, colletea
de gorgurao preto e de coras a 5J e a 6f,
ditoa de casemira de cor a pretos a 4J50
a a 59, ditos de fusto branco e da brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 41
ditos de nterin para Into a 49 a a 49500*
caigas de merino para 1 uto a 4$500 e a 5f'
capas de borracha a 99. Para meninos
de tolos os tamanbos: caigas de casemira
preta e du cor a 5|, 69 e a 79, ditas ditas
da brim a 2f, 39 e a 39500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6j e a 7, ditos
de cor a 69 a a 7f, ditoa da alpaca a|39,
aobrecasacos de panno preto alSje
14, ditos da alpaca preta a 5)1, bonets
para menino de toda asqcalidades, ca-
misas para meninos da todos oa taman hos,
meio ricos vestidos da cambraia feitos
jura meninas de S a 8 anno com cinco
babadoa!is0sa89ea !2f, ditos de gorgu-
rao de cor e de la a 5 e a 6, ditos da
brim a 39, ditos de cambraiarieamenta
bordados para B..ptiiadoa,e muitas outras
fazendaa e roup.s feitas que deixam de
ser mencionada. pel. wa grandeq.snti-
dade; essira coma reeebe-setoda aqs.il-
quer enoomraenda da roupaa para M
andar maaralachtrar a qua p,t, ;ite flm
tamo um completo aortimento defazen-
f**.do gosto e urna grande offleina da al-
tstata dirigida por um hbil mestre qua
pela jua promptidi apereicioaadadsi-
a daaajar.
* Para acabar.
Na ra do Queimado n. 10J
loja de portas.
Vende-se chapelinas de seda para se-
f nhors a 89.
Orgsndys padrOes os mais modernos a
60Or. a vara.
Scdinhas de quadrinhos a 800 rs. oco-
vado.
Casacas de panno preto multo fino a
20t000.
Manteletes pretos a 159 e 20J.
Riquissimoa vestidos de seda de cores
e pretos o maia moderno que tem appa-
recido_e por baratissimo prego.
Potassa da Russia.
Veode-se potassa da Russia da mais nova e
superior que ha no mercado e a prego muito
cammodo : no escriptorio r>e Manoel Igoaeio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
As verdadeiras uvas de
Jouvq.
Acabam de chegar pelo ultimo vapor para a
loja d'aguia braoca, oa ra do Queimado n. 16,
tendo de todas as cores.
HfU
sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55, loja de miodezaa
de Jos de Azevedo Maia e Silva, est veodendo
tudo muito barato para apurar dioheiro, pois o
que presentemente mais precisa.
Groza de peona de ago de diversos mo-
dellos a................................
Caixas com agulhas francezas a..........
Oias com elfineles a..................
Caixaa com apparelho* para meninos....
Dita com dito para graodea a..........
Baralhoa porluguezea a............120 e
Groza de botea de osso para ca'.ga, pe-
queos, a..............................
Tosouraa para uoha muito finas a......
Ditas para coatura a....................
Baralhoa francezes muito finos a........
Agulheiros com agulhas a..............
Caoivetea de 1 folha muito finos a 80 a
Pega de trance de lia com 10 varas a..
Pecas de franja de lia com 10 varas a..
Parea de sapatos de tranga a............
Carlaa de alceles francezes a..........
Escovas para limpar denles a 200 0....
Masaos cera grampoa muito finos a....
Carlea com clchete com algum de-
leito a...............................
1 Ditos de ditos de superior qualidade a
Didaes de ago para senhora a............
Rialejoa com duaa vozes a..............
Ditos com 4 vozes a....................
Eofiadoree para vestidos, sendo muito
graodeaa..............................
Caixaa com clchales francezes a........
Cartaa de alfinetea para armagio a......
Charuteiraa muito finas a................
Tinteiroa de vidro com tinta a..........
Ditos de barro com tinta superior a....
Ar6a preta muito fin, libra............
Pimileiro e vidraceiro.
Grande e nova oflicina.
Tres portas.
31Ra Direita31.
Neate'rico e bem montado eatabelecimeoto en-
contrario oa freguezes o maia perfeito, bem aca-
bado e barato no seu genero.
URNAS de todas as qualidades.
SANTUARIOS que rivalisara com o Jacaranda.
BANHEIRuSde todos o lamanho.
SEMICUP1AS tdera dem.
BALDES idem idem.
BACAS idem dem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caixas de todas as grossuras.
PRATOS imitando em perfeigio a boa percel-
lana.
CHALE1RAS de todaa as qualidades.
PANRI.I.AS idem idem.
COCOS, CANDIGIROS e flandres para qual-
quer aortimento.
V1DROS em caixas e a retalho de todos oa ta-
maodando-se mauhoa, botar dentro da cidade,
em loda a parte.
Recebem-se encommendaa de qualquer natu-
reza, cooeertos, que tudo ser desempenhado a
contento.
SABAO.
Joaquina Francisco da Mello Santo tTisa aoa
sauafraguezeadeata praga e osdefra.qae tem
exposto i venda sabiode auafabricadenominada
Recifanoirmazem doaSrs. Travaaaoa Jsnior
4 C, na ra do Amorim n .58; massa amarada,
castanha.prata a outras qualidadaa por menor
prego qaa de oatraafabricas. No meamoarma-
bem temfeito oseu deposito devalas da carnaa-
zasimplesaem miatara algima, como at da
500
120
60
240
500
200
120
400
400
3X0
80
160:
200 omposigo.
800
19280
100
400
40
20
40
100
100
200
80
40
80
19000
160
120
120
sem segundo
Ra do Queimado d. 55, defronte do sobrado
novo, eat disposto a vender ludo por precoa que
a todos admirara, assim como seja :
Frascos com agua de Lavando muito su-
perior e grandes a....................
Duzia de tapnete muito fiaos a......
Sabobetes muito fino a................
Ditos ditos muito grandes a............
Frascos com ebeiro muito Qnos a......
Garrafas com agua celeste superior a ..
Frascos com bar>ha muito flna a........
Ditos cm dita de urso a................
Frascos de oleo de babosa a...........'.
Ditos de dito muito finos a 320 a......
Ditos com baoha traoaparente a........
Ditos com superior agua de colonia a...
Ditos ditos frascos grandes a............
Ditos de macag e ae oleo a............
Lioha branca do gaz a 10 ra. tres por
dous e a ..............................
Lioha em cartio de Pedro V com 200
ti*8 a ..............................
Dita com SOjardaaa....................
Duzia de roeiaa cruas muito encorpadas a
Dita de ditas muito superiores a........
Ditas de ditas brancas para senhora a....
Bicoada largura de 3 dedos, vara a.....
Groza de botes de louga a..............
Carriteia de lioha com 100 jardaa a.....
Duzia de phosphoros do gaz a...........
Dita de ditos de vela muito superiores
Pegss de Ota para cs de todaa aa larguraa
Franjas de linho para toalhaa (vara)....
Bicoa da Ilhas por todo o prego, por 6 pedido
que tenho do fabricante para acabar, a por isso
nao sa olha o que cuelan, a tim a qua di.
800
500
160
200
500
19000
240
600
240
500
900
400
600
100
ao
60
20
2*400
49500
35OOU
120
160
30
240
240
320
80
Ra da Seazalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende se: ta-
cha de ferto cosdo Mira 140 ti. deft
dfeLrj#Brjarfltor a itQn.
Lindas flores.
Na loja d'aguia de ouro, ra doCabugi o. 1 B,
receberam de sua propria eocommeoda um com-
pleto sortimento de flores, o mais fino qus pos-
si vel eu con ira r,propria para enfeiles decabegaou
vestido, cousa muito chique, que se vende por
prego que admira, sendo a 800 e 19 c cacho.
M i cangas miudas de todas
as cores.
Aloja d'agoia branca acaba de receber essas
procuradas micaogas miudas que servem para
pulceiraa e outras cousas, e por isso avisa aa
pessoas que ellas espersvsm e as que novamenle
quizerem comprar que munidos de 500 ris cora-
irario um masio muito maiordo que os antigos,
iso somente na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, na roa do Queimado u. 22,
ae encontrar um completo sortimento de grva-
las de seda pretas e de eores, que se vendem por
pregos baratissimo, como sejam: esireinbas
prease de lindas cores a 19, ditas com pontaa
largas a 1^500, ditas pretas bordsdas a I96OO. di-
tas pretas para duas voltas a 2j ; na mencionada
loja da boa f, oa ra do Queimado n. 22.
Urna barcada.
Vende-se ama bsreaga do porte de 35 caixas,
eocalhada no estaleiro do mestre carpioteiro Ja-
cintho Elesbo, ao p da fortaleza das Cinco Poo-
tss, aonde pode ser visla o examinada pelos pre-
teudentes ; vende-se a praz ou a dioheiro ; a
tratar com Manoel Alvea Guerra, na roa do Tra-
piche n. 14.
ai$eta*e>8 muito
fimos,
Vendem-se tangos brincos muito finos, pelo
dimiouto prego de 29400 a duzia, graude pe-
chincha : na loja da boa f, na ra do Queimado
numero 22.
Cani vetes fixos para abrir
latas.
Ohegoal nova reraessa desses preciosos cani-
vatea fixos ra ra abrir latas d aardinha, doce
bolachiohas etc., ele. Agorl fela feta cmese
muito dessts eouaaa e por iaao necessario ter
uta desses caoivetea cujo importe 19. compfso-
do-ae na ra do Queimado taja da aguia branca
o. 16, nica parte onda os ha.
Arado 1 americano te tti*cliir-
paralava roupa:emcaia de S.t. Joi
batan ^ C. ra da^-rteala n.*l.
Feijo de corda.
Na trwnim da Tao kisto*, ra de A morir
numero 85.
a da bandeira
tem para vender de boa
qualidade folha, estanho-
e bacas de
senecupa prego favorito.
Nova loja e unileiro da
ra da Cruz do Recife
numero 37.
.Jl,n0eUo8d' onaeca participa a
todo.o.seu.fragueze.t.nlo o. pr.g.
cmodo malo.ejunt.menie aoreapeta-
ve publico, quetomou deliberago de
b.ixaro prego de todas asauasobras.por
eujo motivo tem para vendar nm grande
aortimento de baha e bacas, tudo de
dlfferenies lmannos e de diversas cores
*m pinturas,e junlamenUam grande
sortlmento deltversas obraa.contendo
banheirosegamelascoropridas.graDdes
eoequenaa, machinae pare caf ecane-
cas para cooduzr agua grandes e peque-
as, Istas grandes pira conservar fari-
nha e regadores ao uso da Europa, dito*
grandes e pequeos ao uso do Brasil a
camas de vento. Utas de arroba a 1,
baha grande ta 49 a peque noaa 600
H(inr. el> *'"> 59 a pequea a
gadorea regulares muito barato, ditos
pequeos a 400 rs., de todos estes objec-
tos ha pintados e em branco e ludo mais at.
E*MSaBHB> KdeSKAKSi;!
I Cal de Lisboa.
Vendem-se cal virgem de Lisboa em pedrs da
maia nova que ha no mercado por ter eherl
LuvisdeJouviii,
Na loja da Boa F na ra do Queimado n 22
sempre se encontrarlo as verdadeiras luvas de
Jouvin tanto para homem como para aenhora
HHe.r.,inAd"Be qoepara Ipiles ha d mu
?. h' nre-' na meDC1 loja da Boa F na
ra do Queimado n. 22. '
Baiiha fina
em copos grandes.
A* loja d'aguia branca avisa a sua boa freaue-
zia que chegada a apreciavel banha fina em co-
pos grandes, e coolina a vende-la mais barato
do que em outra qualquer parle : na ra do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
toa do Queimado n. 10,
loja de 4 portas de Fer-
* rao Maia,
vendem-se as segointea fazendaa por matada da
seus valorea somente com o nm de acabar.
Chales da touquim o melhor que tem sppare-
Cido no mercado a 8, 10, 15, 20 e 30f.
Seoinhas de quadriohos, covado, a 800 e If.
Chaly e barege, covado 500 rs.
Mimo do co, covado 500 ra.
Cassa francesa, covado 740 rs.
Corles de cassa de sal picos a 39.
Grosdenaplr-preto, covado 19*
Dito amarello, covado 600 ra.
Chales de merino bordados a matiz a 4f.
Cortes de velludo de cores para collete a 39.
Paletots de brim de corea a 39.
Lengos de sena de cores, um 600 rs.
Chapeos de palha para senhora o mais moder-
no e rico que tem apparecidu a 12,14 el5|.
Ditos para meninas e meninos por barato prego
bonete de palha para meninos idem.
Cortes de seda de quaoros, fazeoda muito su-
perior a 89.
Paletots de alpaca preta e de corea a 8f.
Tailaiana de laa com palmas matizadas, fazeo-
da moderna e prupria para vestidos de senhora e
meninos, covado 400 rs.
Chapelinbas de seda para senhora, urna 6$.
Metas para menina de 2 a 8 annos, duzia 29.
Vestidos prt-tos bordados a vellido.
Ditoa ditos com babados.
Ditos rje cores, riquissima fazenda.-
Panoo fino de todas as cores, covado 21500 e
3JO0O.
Manteletes pretos lisos a 12 e 159.
Ditoa ditos bordados o mais rico posiivel.
Corles do nova fazenda intitulada mossambi-
que, propria para vestido de senhora.
Aloalhado de linho com 10 palmos de largura,
vara 29.
Bramante de linho, 12 palmos de largura, vara
29OOO.
Diio de dito muito fino a 29300.
Chalea de lia e seda a 29.
Alem desfszendas cima mencionadas ha mui-
laa outraa de apurados gosto, que se vendem por
diminutos pre;os.
Luvas pretas de pellica.
Chegaram no vapor francs novas Invas de
pellica pretas e outras cores para bomem e ae-
nhora : quem deltas precisar, dirigir-se direc-
tamente ra do Queimado, loja d'aguia branca
o. 16, que rer bem servido.
Relogios.
Venda- sa am casa da Johnslon Pater & C.,
na do Viga rio n. 3 nm bello sortimento da
relogiosdeou.ro,patente ingle*, deum dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tamban
urna variedade de bonitos tranceln;para 01
mesaos.
Legues.
Vendem-se liodoa lequea de madreperola, o
maia fino poaaiTel: i0ja d'aguia de ouro, ra
do Cabuga o. 1 B.
Aos senhores sacerdotes.
Riscado monstro.
Vende-se rucado mortro' az.nda i*,,n -
nomic. para o u.o domes-ico"por ter d. 1
gura e o aeu prego ser de 200 rs o lar"
rus da Imeratriz, loja n. 20,
covado:
do Duarte.
na
Escravos fugioo&.
Novo paquete das oovidades
23-Rua Direita-23
ludo poVrewT.f.'b^^ aortimento tendente a molhadoa
y.ntJ.. Lf barato do quo em outra qualquer parte :
Dita fr?nr.,8 e,Pecl?,n,"> e.colhid. a 800 e 960 rs. a libra.
Dits franrea a melhor do mercado a 720 rs. a libra
Uueijos flamengos chegados no ultimo Tapor a 29800 e 3S
Cha hyson e ^lo a 29 e 29880 a l.bra. *"
Vinh "a.rraf3doa?s meihores autores a 19 e 19200 a garrafa.
iiu V'P" V'PV!a P8" P"10 500 e 560 a garrafa.
Marmelada imperial dos rnelhore. autorea a 900 r. a libra.
Amena portuguezaa a 48b r. a libra.
Passas muito novas s 500 rs. a libra.
LtM Com bolehiOhsd dlITerente qualidades a 100
?.OD""M 8a s meihures do mercado a 800 r. o frasco.
allTni ?g d0 prel Joio' de nS5. em
te 35 .'' ," B Crp reul"r. repreaenta
nher?i n7,.Com C,rn," 80b,e os olhos. ^m co-
r'.0,p" ,er UDS ombos no rosto, e anda
tcuPo Tersa r",? leDS 8marrado Doa uelxos, I.!
SSr- Si" ,eDhr D" S- "Pi"" A-
n. 28.
Attenco
da Porta d'Agua. freguezia do
O negro eacravo. Justino, crlou-
j|%tg
Fugio do sitio
Pogo da Panella
Uflinnd6.f 625 8n3>OS' baX' P0"" ^5
r. % PdeDdo er entregue 00 aterro da
BoarVista, casa da viuva do Sr. Florencio aul
ae. generoaaraenle recompensado. '
MMla"i., Z*eoh Cuyambuca sito na fre-
fnnn\tt? P,eU' e" S8 d ""* Dalo do
dito eacravo j M po.suido por um Lnhor de
ap6?esDeh0and.rDOor^eda PrVC'' e "-2 i--
poe-se andar o mesmo para aqoelles lucare
I*: aPP"h"'d. queir. conduzco ao me,:
010 eogeoho, ou no Hecife. casa n. 28 na ra da
- tiontem pelas 4 horas da tarde fugio urna
f ra'tneP" Dm* 0dori.'Jndo ves tracd
la CatOCla, Com muo.. .....i. -:__ .
para
muito
ter Tinte
t grvida
e xi-
v.., wu. ujougas curias, dizendo aue ia
o eogeoho de Liraeiraa, de estatura regular
treta tem todo n domo. ':?"'_;_
tem lodos
annos pouco
de tres mezes,
os denles representa
maia ou menos e es-
dar que ser gratificado.
Fugio no dia 20 do
correte de bordo do
botija.
eses, talbarim, mtearrao e alelria a 440 n
Cerveja das meihures marcas a 560 agarrafa
Oenebra de hollanda superior i 500 ra. a
Velas de carnauba a 440 rs. a libra.
Ditas de espermaceie a 760 r. a libra.
Vinagre puro de Lisboa a 320r. a garrala.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
AI pista a 160 rs. a libra.
Toucioho de Lisboa a 360 rs. a libra.
te aVol'Lgr.T.Si.D-0on.ci,!dosachar pub,ico nm 8randa ortimento de um todo tendeo-
te a molnsdos mais barato do que em oulra qualquer parte.
ATTENCO
ms mm mol i?AysirTi
Sortimento completo de fazendas i
roupas feitas
N. 48-ftua
da lajperatrizN.
48
Junto apadaria franceza.
Encontr -se neste estabelecimento um completo sortimento de roupas de todas aa aualida.
des como sejam p.letolaie.lp.c. preta de 39a 109. diloa de merino preto a 7? dito de panno
preto saceos a 7. 8 e 29, ditos de casemira de 79. 99e 129, dilos de alpaca de cor a 39500 toe
ll-du1-0.* r8.?.'-" k m'ra de c6or "i500 e pre,os a 5- dil08 de >'? Pd e de corla7&?500 e
ftfi tS 2M LtT"1* t,3*?00 e,,4' de ,b.m U8D5ad0 4500' obrecasaco de panno pelo
MaSn V* V?*' all08aCon? do veHulo 189. sortimento de caigas brancas de brim a 250
!*?tS d' tu Cd lm>> lJ500 e 3- oil" dfi 8anK> de *' a 2l70. d e caa^m.
a d9, 39500 e 09, ditas de casemira superior a 6500. 79500 e 99, dilas pretas a 4500.79, 89 e 109
e de outras multas qualidades. sorlimeoto de collete de todas as qualidadea. camisas fraocez. ae
todas as qualidades e prego, seroulas de algodao. de bramante e de linho por prego admiraveis
Um sortimento do roupas para meninos de diversos tamsonos. chapeo francezes para cabeca de'
todas a qualidadea .chapeos deso de seda admiravel pechincha para liquidar a 59500 e 69 ditos
para senhora a 48 e 59, e outras muitas qualidades de fazeodas e roupaa feitas que se afianc ven-
der por pregos commodos. v
patacho Capuaro, o escravo ctioulo marinhei-
ro deoom. Antonio, idade 19 annos pouco mas
ou menos, altura regular, rosto comprldo Tom
alguns.igo.es de bexig.s, levou caiga e e.mUa
nii,iBI- P"?ar le'e- ac escriptorio de
Antomo Luiz de O.iveira AzeT.do C. rna da
L ,,ou.a bordodo d'o patacho quesera
generosamente recompensado.
L7i ,d.!."d19 d?.Ja?eiro d corrente anno, pe-
dn.f-." 'te>' ug,raa, "* DaiI signado
!L*d CVul08' ajnb0 "do., aendo o
eXtur. ?,me hDaa de idade d" 30 annos. de
fin C"* ?arCada de bexi8a. Peroas
uoaa, ea escrava de noroe Antonia, idade 25
pouco* Ta'&a b6m f8,,an,e' e e8, PrtJ-2 "
pouco, tem bocea pequea, cabega comprida.
olhos grande, e um tanto ag.tados. bragosgros-'
so p pequeo ; ealea negro Tieram de Paje
portanto roga-ae a lodo e qualquer capilo de
campo a appreheosao do dito, e tr.ze-los na
' da SSC4da ao Ulm- Sr" "P'" Thomaz Ro-
drigues Ptreira, ou ere casa do seu proprio do-
no, no engenho da Barra, que ser recompensado
generosamente. K
Antonio Mximo de Barro Leite.
_ri~~:Auaentoo-se no dia 18 deste mez a preta
por Rosal.n. e por Mari, do Rosario, bastante
5 V" dM 9rf ju'nai-aie cai.r aravida de
J n:,da<,e 1?a ,7 ann09- <"*" miud
f. Z P.?.UeU- 8'?nal de b"'8S "m r" Pon-
te do nariz, denles um tanto limados e meio
?!*t&"-.*.***. tendo o. dedos
graodesdo ps um tanto abe,tos. lerou Testido
nann i.Cr ,n,-aia 'e,h de olh,nhoa o
frnods -,., "'i10 fra 1t,raS azuea e enI
carnada, moito conhecida nesta praga por Ten-
der aogu de milho de manha. e cangiea de tar-
d.V"n ?0,n 0,abolejr<,em toalha emque
" n"' ?*esmo di 'endeudo sngfi, 8lha do
MimSJSlCbsce,a-I oi eava de Victorino Jos
a Joao ET.Dgeli.ta Pereir. de Castroi a quem foi
comprada nea.a praga 4 aonoa. tein rai forVa
L" ". a Mar,a There" da Conceigo que foi
f(mdar,7d0^r.roK eDhr' e m0ra Da 'belra "OS
fuodosdeuma t.beroa que faz frente para a ra
da Praia, e vive de Tender comer cozido : roRa-
se as autoridades policiaes e capite de campo,
ou a qnalquer oulra peasoa que a pos, prender
que a leTe a sua aenhora na roa de Santa Ri
n. .A que serao generosamente recompezsados.
- Km 5 do torrente mez fugio o,negro Joa-
quina, cnoulo, de 22 annos de idade, natural do
do.?.,i,eS,alllLa re8ular. Pesf90 curio, e largo
dos peitos, olhos um tanto braocos, com urna
marca nos pellos, e um tanto pachola ; quem o
apprehender enfenda-se com Jos Affunso Fer-
pensdo D eDg,nho Aguia Fr8' 1ue '* fecom-
Foglo do engenho Pedras freguezia de Bar-
reros no da 8 de dezembro de 1861, o preto Ja-
nuario, crioulo. idade 25 a 30 annoa,.olto e cor-
polenlo, pouca barba, p apalhelados. e tem
escroto Tolumoos, bem ladino, o referido
preto I01 do Sr. Flix da Cunha Te.t'eira, mora-
dor era Fora de Portas desta cdsde, e consta ter
muito. coohecimeotos em Ha ricota : roga ae a
aprehensao do dito preto podendo ser entregue
jo Sr Jos Joaquim Gomes de Abreo na ra do
Imperador n. 17 ou 00 eogeoho Pedrea, que ae-
ra generosamente recompensado.
Meias pretas de seda
Vende-se mei.s de seda pretas para senhora
fazenda muito superior pelo baratissimo prego
de I90 pr : na ra do Queimado na bem co-
nhecldalojada boa fama n.35.
Linhas de cores em nvelos.
Vende-se linhas de cores em nvelos fazenda
em perfeitissimo estado pelo baratissimo prego
de 19 a libre : na ra do Queimado loja do miu-
dezas da boa fama n. 35.
Papel de peso a^a resma.
Vende-se na ra de Queimado toja de raiude-
zasda boa fama n. 85
Bicos de linho barato.
Vende-se bonitos bicos de linho de ddus a
qu.lro dedos de largura fazenla muito auperior
pelo baratissimo prego de 240, 320, 400 e 480 rs
a vira, vende-se por tal brego pela raio de es-
tarem muito pouca cousa encaldido, Itmbem se
veodem pegas de rendas lias perfectamente boas
Com 10 vara, cada peo. a 720. 800 e 19. ditas
com salpico muito bonitas diversa largura* a
19O0, 196O0 e 2| pega, ditas de seda a 29 ca-
da urna peca : na roa do Queimado na bem co
nhecida loja de miudezas da boa fama o. 35.
Agua de lavander e pomada
Vende-se superior agua de Uvsoder ingles,
pelo baratiasime prego de 500 e 040 rs. ceda iras
co, pomwla muitisaimo fin. em pao grandes a
500e a 1, vende ae por to barata oreo* pela
g*e frn*ti4 na loja de miudezaa da boa fama n. 55.
Tentos para voltrete.
Vendem-se superiores tentos para voltarete
pelo baratissimo prego de 49 cada caix : na ra
do Queimado loja de miudezaa da boa fama nu-
mero 35.
Leques de madreperola.
Vende-emni lindo e finissirros leques de
mdreperola pelo barato prego de 69 caa om :
oa ro. do Queimado loja de miadezas da boa fi-
na n. 35.
Excencia de ail para engom-
mado.
Vende-se cada om frasquinho pelo
prego de 500 rs. : oa ra do Queimado
miudezas da boa fama n. 35.
barato
oja de
Taixas
para engenho.
Grande redueco nos precos
para acabar.
Braga, Son & C. teas para vender o* ro. da
Uoeda taixs ee farra aado do mai aceditatlo
fabricante Ea>wie H.w, tt M. per Mor-, ae
mean as que m veediae. MO rs. : que prect-
aaaMrtja-** ra o Tr**rj> 0. 4 SfmtvoCD
da fazendaa.
Aviso.
No da 28 de julho de 1861 fugio do Gurinhe-
sinho, freguezia de Guarabira, o escravo Joa-
quim, cabra, com 40 annos, cabellos pretos e
quast carapinhos, tem o rosto descarnado, pouca
barba, pannoa pretos as duas faces, nariz afila-
do, olhar velhaco, bocea regular, dentea inteiros
limados e gastos, pescogo Pem grosso desde
nuca at o tronco, hombros cnidos a pomo de
niosusteatarem os suspensorios, altura regular
t- e maos grandes, chaboqueiro, cheioa d
veas, mult bem empernado, tem bons bragos
falla pouco, cortez, gosta de cantar Idas, est
acotumado a almocrerar e a tirar gado como
tangeoor. Doos das depois de fgido appareceu
em Bezerros, d'onde Teio para o Recife em pro-
cura de certo individuo que lhe deu Talhacoutu
e presome-se que est agregado a algum enge-
nho. O dono protesta usar de todo o rigor da lei
contra quem o liTer occullo ; quem o pegar po-
de leTa-lo ao aeu aenhor Jos Juatino da Costa
Bnto, no lugar mencionado, ou ao reverendo Dr.
padre Joaquim Graciano de Araujo na ra da
Santa Cruz n. 61, que ser generosamente re-
compensado.
Attenco
FagtodoRischJode PanelUa, nm mulato de
olhn, pretoa e gr.odes, cabellos eaxiados, e pea
'i8!? !.**.S"*0.?wU-j0 ohaBa FaostiW. d*
idade de 15 a 18 annos, VeToooer.ara eT
de algodao aeul. Foi vit0 pesia praga ai
aa aem.naatr..do;em om coaboi vinda> d
le lugar. Roga-e td.a as autarldaaVa eV
pilae de campo a capte** do dlo asataosv
qual poder aer entregue no referido logara* s*a
aenhor, Doatin*** Aolooro *m Heve.,- o* aatata
pr.g. .0 Sr. Mae*l Meada de Ovetr* L**,
que recompensar com geirefOttaYd*. Qulre-
i*im, proieta-se contra-quem c Uver coatado
\


--->*;
- '



DIARIO DE PERNAMBUCO SEXTA FE1RA 34 DK JANEIRO DE 186i
nn**"-*-
Litteratura.
repente entre a Rusta e Constantinopla urna bar- Depois de ler feito tremer os Latinos de Roma
0 movimeito bulgart, snas cansas e
conseqnencias.
(Continuado.)
Depois da proclamago do Tauziraat, sobretudo
depois que ogoverno tuteo concedeu eos Blga-
ros aulorisacio de exportar directameate as suas
prodceles pira o eatraDgeiro, e comegaram a
tocar em Varna os vapores do Lloyd auslriaco da
linba do Danubio, essa cidade ha eito progreaos
coosideraveis todas as vistas: e em pouco lem-
po tornar-se-hia muito mais importante se reu-
nissem o porto com o lago Dewoa cavaodo-ae o
eito do Dersa, e se se reaiisasse o projecto de um
camioho de (erro que a ligasse a Routcbouk sobre
o Danubio : porque ento ncando reduzlda cer-
ca de 175 kilmetros a distancia entre as doas ci-
dades, poder-se-hia dizer quefieariam ellas tam-
bem reducidas urna e a interrupgao da na-
vegado do rio que dura aoouslmente cinco me-
tes leria lugar sem prejudicar aos seus ioteresses
commerciaes, que afnela sensivelmente.
As rendas do paiz sao mais que sufflcientea pa-
r cobrir as detpezas da sua administrago. Cal-
culadas na moeda de Franca as receitas elevam-
se approximativamenle A vinte e qustro milhes;
oa imposlosque nao sao mui pesados recebera-se
com (acilidade. Demos squium apanhado dalles :
o tributo por cablea (haratch) produz em coola
redonda3,700,000 francos ; o imposto de bens
de raiz8 milhdea; a receita dos dizimos-4 mi-
IbOes ; o Imposto sobre o gado4 milhdes; os di-
reitos daa alfandegas3 milhdes ; ss portageus
900,000 fr. ; a taxa do papel sellado 113,000 ir.;
o imposto sobre as saoguesugaa15,000 fr. ; os
direitos sobre os contratos113.000 fr. ; sobre
pesos e medidas o algarismo egual ; finalmente
productos diversos300,000 fr.
As dejpezas se dividem da maneirs seguinle :
Vencimeotos do muehirde Vidin e do de Silistria,
para cada um 196,350 fr. Ditos dos pichas de
Sophia, de Nissa e de Varna18.00017,000 e
16,500 fr. Emolumentos dos mudira dos sobre-
ditos pachas13,200 fr. ao todo. Ditos dos doas
recebedoree geraes de primelra claaseso todo
109,075 fr. Ditos de outros dous recebedores da
segunda classe24,400 fr. i cada um. Veuci-
rnenios dos secretarios interpretes dos pachas
10,900 fr. por Indo. Ditos dos commissaros
71,800 fr A despeza com 600 kavas (gendarmes)
monta 163,000 fr. Dita com a repnrago de
estabelecimeotos pblicos12,000fr. 'mfim ti-
ca o restante, isto om meio milho de francos
para as despozas das milicias locaes.
Do exposto se v que, apezar das detvantagens
resultantes de urna m adojioistrago, a Bulgaria
produz nao s quanto bailante para si, como
tambem para prover Gonslantinopia e paizes
estrangeiroa at cerlo ponto. Por aqui se pode
julgar se essa provincia rene oa nao os elemen-
tos de vital i dad e indiapensaveis ao ealado que
quer ter a sua vida propria. O que, pois, seria
ella, que resultados nao teria, se fosse governada
com maiainlelligencia e equidade "i Que impul-
so nao daria sua vida productiva se a raga la-
boriosa ali habitante, livre das vexaedes e obs-
tculos que a paralysam, e instigada pelo amor
da propriedade, quaodo esta fosse respeilada, po-
desse arrancar desse slo de lio maravilhosa e-
cundidade ludo o que elle esti no caso de brotar;
se finalmente em vez de aer provida de ettreitos
caminbos calcados aos p9 pelos rebanhos, fosse
dotada de om systema de estradas e vias de com-
municago que Ihe faltam ?
E' fra de duvida que nestas condieges a Bul-
garia esta oo caao de reparar em pouco tempo as
miserias e desastres sobre si accumuladoa por
longossculos de eecravido e barbaria ; e omi-
tas cidadea, as quaes depois da conquista se des-
povoaram e cariiram em ruiaas, toroar-ae-hiam
muito animadas e prosperas como no passido,
Desle modo se ergueria do seu estado actual de
decadencia entre oulras a cidade de Ternova, a
santa cidade que, apezar dos seas deliciosos arri-
baldes, nao mais do que urna baixa povoago de
10,000 almas, objecto de ,muitas peregrinajes,
ainda que jno exista mais ali palacio doa res
blgaros, nem calbedral dos patriarchas.
V
O movimento dos Blgaros, sua mudaoga de
religio trar bastantes coosequeuuias. A prin-
cipal de todas seracabar com a influencia qae
a Russia exercia na Bulgaria & favor de urna f
commuo. Esta provincia era um foco de intrigas
incesaanles e agilagdes calculadas que se propa-
gavam at as portas de Conatanlioopla, maniendo
ali a malicia e a ioquietsgo.
Decidindo-se ao passo que acabam de daros
Blgaros preslam assim ao governo turco o ser-
vigo mais assigoalado que poderia elle esperar de
seus subditos christos inteiramente dedicados.
Com o triumpho de sua vontide elles elevam de
reir mais formidavel ainda que o aeu rio e aa
suas montanbas; ede irmaos prolectores e liber-
tadores que eram na apparencii, os Russos tor-
naram-ae para elles eatrangeiros. Emflm des-
vaneceram o espaotalho da rebelliio.
Que se jolgue pelos perigos que causarla 4 Tur-
qua urna insurreigo excitada vista daa sympa-
thias dos Blgaros por um paiz limitropbe da
mesma religio que a sua, tendo essa insurreigo
por thealro a visiontnga inmediata da capital.
A Rusaia lem preaiado aos Blgaros mullos ser-
vigosons de pouca moota, outros bem impor-
tantes. Como nao ha seminarios na Bulgaria, era
nos seminarios da Russia que esludavam os Bul-
giros destinados ao sacerdocio e a esclarecerem
mais tarde os outros compatriotas nos seus direi-
tos, deveres e esperangia. A Ruasia educava
tambem sua casta mullos maoceboa daquelle
paiz que se destioavam ao ensino e diplomacia,
e i sua cuala egualmante mandava imprimir e
destribuir gratuitamente por lodos os conventos
da Bulgaria livros de litnurgia, e at quadros de
egreja. Fez ainda mais : ha bem uns doze an-
nos creou um jornal, depois orna Revista blga-
ra. De tantos sacrillcios s tem al boje colindo
mui poucos fruclos. Os estudantes blgaros, de
volts de Kieff, Moscow ou S. Peteraburgo, es-
queciam-se da Russia; o jornal e a Revista, aban-
donados por um outro jornal iodependente, ca-
hiram ha quasi um anno por falta de leilores.
O retorno dos Blgaros ao calholiciamo leve
conseguintemenie para a Porta conaequenciaa de
que esta muito se deve applaodir. Looge de tor-
nar as populagoea menos segura daquelli medi-
da resullar approxlmarem se ellas do seu gover-
no. Nao se vendo mais submeltidas urna au-
toridade religiosa a todos os respeitos detestavel,
e quebem sabiam ellasdependa directamente
dos ministros do sulto, sero de ora avante fa-
vora veis administrago daate ; nao a faro mais
responsavel dos males que aa acabrunhavam e
que eram em mor eacala obra do clero. Emflm
os Blgaros sero menos irritados, e a Iranquil-
lidade do governo ottomaoo se firmar por ease
ladu lanto mais, quanto maior fr a saliafago da-
quelles.
Demais em quanlo a questo do Oriente, tantas
vezes estabeleciUa, e tantas vezes adiada, nao ti-
vero seu final deseolace, ionegavel que deram
um grande passo para a liberdade. E o que
mais importante aiodaescapam ao perigo in-
minente que oa ameagava de serem absorvidos,
isto escravisados pela Russia.
Voltaodo ao catholicismo, se bem que fiquem
por ora aubmeltidos ao poder civil e militar do
sulto, preparam para o seu paiz dias melhores
que os passadoa depois da conquista ; e com a
sua conducta aciual imitam os Servios, Holdavios
e Valachios : pois que de ensino Ihes servio ao
que parece o exemplo dado por estes ltimos.
Quaesquer que venham a ser as eventualida-
des oo futuro, certo que nao ser perdida a pre-
sente aclividade dos Blgaros, e quando soar a
derradeira hora do governo brbaro e estupido
da Turqua, elles podero viver urna vida propria,
quer se constitaam oa;o independente, quer en-
trem nessa confederado de principados, que se
antev como aolugo mais simples, prudente, e
fcil da questo do oriente.
e os do Constantloopla, depola de ter sido a ter-
ror nao sdos imperadores do baixo imperio, que
fazism a pax com ellas A poder de muito ouro,
como tambem dos reis fraucos que para acalmar
seus recelos nada melhor acbavam do que espe-
lioba-los traigoeiramenle, depois daquelles lem-
pos primitivos da aua historia os Blgaros vi-
rara amorlecer-se a sua estrella saogaioolenta.
Eivolvidos na decadencia dos povos que desep-
parecerem sob a irrupgo otloman, elles toram
banidoa da lista daa niges, o privados doa seus
direitos, al mesmo do oireito de queiiar-se. Cur-
vados aob a oppreaso, accabrunhados de mise-
rias, perderra os tragos desliuctivus do seu ter-
rivel carcter, e com o tempo tornaram-se de
iodos os homens os mais pacficos, brandos e
inofensivos.
Poderiamos
Se, pois, o movimento blgaro aprsenla nasua
forma um carcter religioso, no seu (andamento
nao menos poltico ; e propagando-se elle pe-
las oulras proviociasda Turqua, que professam
a religio grega nao unida, o que provavel
acootega de um momento para outro, quem po-
der calcular a somma de influencia axerclda en-
tao nos destinos daquelle imperio ? Se taleveo-
tualidade realisar-se o movimento em questo nao
tardar a reagir sobre a politca geral da Europa
respeito da Turqua. E' elle pois um acooteci-
mento de grande importancia.
E' egaalmenle para notar-se que ns sua sup-
plica ao santo padre os Blgaros invocam a pro-
leccao do imperador dos Francezes, e as aympa-
tbias da cacao. Esse appello d perfeitameote
a entender que o movimento blgaro nao s re-
ligioso ; tanto mais quanto os seus ebefes, que o
conhecem melhor que nioguero, manifestaran) a
sua delidade ao governo turco pela acclamago
do nome do sulto no recinto do arcebispado la-
tino ; manifestago que nosso ver pouco ou na-
da lhes cuslou, porquanlo elles possuem a coos-
ciencia da duplice significago do seu acto, e do
alcance que elle tem. Estamos convencidos de
que as ideas de dedicago e de obediencia ao sul-
to estavara ligadas oo seu espirito otengao de
prevenir as mal intencionadas interpretares, de
que a diplomacia poderia fazer um instrumento
contra ellas.Esperamos que o appello dos Blga-
ros seja atteodido. Este povo digno todos os
respeitos do interesse e das sympathias da Europa
livre e civilisada, como foram os Holdavios, Va-
lachios e Servios, seus antigos companheiros de
infortunio e de servido. A historia dessa ser-
vido ninguem esquecer.
agora apreciar a importancia, a
magnitude do papel reservado ao papado na Bul-
garia ; esquadrinbar as obrigagdes que Ihe in-
cumbem, a maoeira porque espera elle corres-
ponder prova de respeitosa conQanga que Ihe
acaba de dar a presente geraeflo blgara ; se en-
viar sacerdotes para aquelle paiz que volta ao
seu seio, se mandar ali erigir cooventos subsi-
diariamente, e seno seria bom que taea conven-
tos, exemplo dos da edade media, se tornassem
escolas de industria e agricultura. Has, pergun-
tamos, ser bem escolhido o momento para en-
tregar-nos asse exame, quando vemos que o
papado se seba absorvido pelo cuidado da sua pro
pria ezialeocia ?... Nao seria antes para recelar-
se que nao posea satisfazer aquillo que delle exi-
gen), limitando-se apenaa a dirigir os seus votos
ali onde em outros lempos leria levado o res-
plandecer facho das luzes e da liberdade ?
De algum tempo para c os amigos da oago
blgara lem observsdo, com um seoiimento de
viva satisfagio a actividade que entre ella se pro-
duz na eaphera intellectaal. Ha poucos annos os
Blgaros fundaram imprensaa em Odessa, Smyr-
na, Boukharest, especialmente para a liogua pro-
pria. Depois de 1851 alguos ricos nacionaeacrea-
ram em Constinlinopla urna imprensa e um col-
legio : oa imprensa publica-ae um jornal poltico
e Iliterario deatioado a dispertar noa cantos oa
mais selvagens do seu paiz o gosto pelas letras e
civiliiago.
Os Gregos se regosijavam ainda nao ha muito
do progresso que fazia o estudo da sua liogua
entre os Blgaros : ella porm foi banida do en-
sino, e restaoelecido o alphabeto blgaro ; pu-
bllcaram-se grammaticaa especiaes, reimprimi-
r m-se tradueges do Erangelbo na lingua na-
cional.
A reaego contra os Gregos geral: e se elles
prendera hoje as sympathias dos Blgaros, ou-
tra nagio existe que acaba de adquirir direitos a
amisade e reconhecimento dos meamos Blgaros,
pela parte quetem tomado uo movimento,e auxilio
que Ihe tem prestado : queremos fallar dos Po-
lacos. A's dlinealJades diplomticas accresceram
outras que chamaramos difficuldades domes-
ticas, as quaes paralysavam o movimento qaasi
tanto como as primeiras. Os Blgaros achavara-
se bastante embancados, sem saber de quem os
seus sacerdotes receberiam os fundos oecessarios
para as despezas, e como proveriam aos gastos
de urna chancellara apenas se consumasse a se-
panco. Porm a caixa da emigrago polaca em
Constantinoplafezdesappareceressssdifiiculdades
com o seu prompto e generoso auxilio. E' esta
urna acgo muito honrosa para que passe desap-
porcebida.
Esperamos firmemente que os Blgaros vejam
realisadas as suas justas sspiraget. Ja vamos
longe dos tempos em que era preciso primeiro
que aquelle paiz nadasse em rioa de sangae para
queaFranga volvesse as vistas para eaae lado
Segundo todos se devem lembrar assim foi em
18401 Bandos de sanguinarios Albanezes, es-
timulados pela Turqua, pareciam ter jurado a
moite de todoa os habitantes daquelles paizes I
Apenas se tratou de livrar da ruina e desolscao
oa que sobreviveram : iotervieram quando nada
mais restava seno lastimar aa victimaa I
Alentamos a firme conviego de que a poltica
da Fraoga ser presentemente respeito da Bul-
garia a mesma que tem sido para oa seus irmos
doa principados Danubianos, isto positiva e
desinteressada. A Franca mais de urna vez tem
mostrado o ardor e energa que costuma em pre-
gar para fazer triumphar urna boa causa.
Jstin Amero.
( Rtviita contempornea = Silveira ).
inextricavel se toma quem nao sabe oa nao po-'
de um por um eeguir os osda'complicada rede.
No passado se aceende a lu que Ilumina o
camioho do futuro ; e inditpeossvel ler de
memoria oa factoa realisados hoalem, pira com-
prehender os que ho de effecluir-se amaoha.
O anno de 1861 acaba de ebegar ao aeu ter-
mo ; emquanlo porem eslo ainda freacos os ves-
tigios que delxoa na estrada por onde cortera nos
seus doze mezes, voltemos ni atrs e busque-
mos tragar a marcha da humanidad?, e a historia
do movimento poltico do mundo nesse periodo a
que deu fin o dia 31 de dezembro, tendo lido
principio no 1 de Janeiro.
No seculo dcimo nono, tiesto secuto dos pro-
digios do vapor e da eleclrlcidade, que reduii-
ram tanto o espago e o tempo, que as distancias
parecem desapparecer cedendo ao encanto das
azas de Fultoo, e os momentos valem mezes pe-
los milagres do telegrapho elctrico, no aecolo
dcimo nono os acootecimenlos precipitam-ae
com incrivel rapidez, concebidla e executadas
em breves semanas obras e combinagoea polticas,
qae as edsdes passadas teriam custado o traba-
dlo de muitos anoos, e talvez o empenbo de al-
gunas gerages.
Entretanto o anno de 1861, que todos se figu-
rara 13o chelo de coosequencias extraordinarias,
de profundas allerages, de guerras colossaes e
de eventos formidaveis, passou, nao tranquillo e
calmo, mas cootrahido apparentemente pacifico,
diremos at estril em relago magnitude dos
fados e dos resultados que se esperavam delle.
Foi um horizonte ennegrecido e carregado de
nuvens prenhea de borrascas que uo ae destecha-
ran!: foi um volco que ameagava proromper ter-
rlvel e que nlo fez erupgo.
Nenhum dos problemas tremendos qae ator-
mentara a poltica europea ficou resolvido : a es-
pada de Damocles pondo como d'antes sobre as
cabegas de alguna estados, o desibamento do
edificio de 1815 continua a parecer inevitavel ;
ao menos porm nao se ateou a guerra e os go-
vernos poderam aioda resistir a fatalidad que os
impeli para urna lula estrepitosa, empregindo
pouco mais ou menos o mesmo systema com que
o famoso Fabius-morator sustou os progressos
das conquistas de Annibal.
O anno de 1860 deixra o velho mundo eatre-
mecendo temeroso.
FOL.HKTIM
0 P4IZ M MEDO O
POR
A. DE GONDRECOURT.
(Costurnes dos nmades.)
PRIMEIRA PARTE.
V
(Cootlnuagio.)
Magdalena soltou um pequeo grito de alegra,
e astendeu os bragos seu pae ; Thereza ealre-
maceu e corou, pensando em que o Sr. de See-
lorf e Walter poderiam ler-se encontrado t reco-
nhecido.
J de volta, mea amigo? perguntou ella
procorando conter a sua enmmogo.
J I Ento censuras-me por isto?
Nao; qae me.tinhas dito que ias Lucer-
na, e me prometteste nao ir embarcado pelo
lago.
Ah 1 verdade ; o trajelo por trra d'aqui
Lucerna muito longo : porm, minha querida
amiga, os caminhos nao eslo lio mus como
dizem ; alm de que achei um excellente cavallo
em Emmeteo.
Arnold approximou-se de sua esposa, que offe-
receu-lhe a fronte ; e depois tomou em seus bra-
gos o precioso fardo de sua filhioha.
Passaate bem a noite? perguntou elle. A
terrvel tempestado, que vae agora serenando, nao
te pertubou o somno?
Nao ; nao aer o tempo preciso que empre-
guei resando por duas vezes o meu rosario em
tengo dos pobres viandantes.
Obrigado, minha boa Thereza, replicn o
bario depondo a filhioha noa joelhoa de ana
mae; aa tuas preces fizeram-me bem.
Mas nao foi por ti que eu orei; pois eslava
segara de qae nao corras perigo.
Oraste pelos viandantes, quanto basta.
E arrepender-te-hias de haver recitado um pater
em minha intengo?
Nao cortamente; e agora record-me de
que as minhas oragdea pelos nufragosnao
ei porque me viohas sempre so pensamento.
Como s boa, minha Thereza I O que ha
de novo por c ? Alguem me procurou hoje ?
Thereza sentiu um ligeiro estremecimento per-
correr-lhe peles veas : hesitou em responder lo-
go, como se tivesse oecessldade de rscorrer pri-
meiro i aua memoria e depois disse negligente-
mente :
Sim; veiu aqu esta manha muito cedo
um horneen procurar por ti; recebi-o, e nao que-
rendo conflar-me o negocio que o trouxedespe-
dl-o immediatameote.
O seu nome ?
Nao m'o disse. E' talvez algum Francs,
camarade do teu regiment : mas t devias le-lo
encootrado ; ha um quarto de hora pouco maia
ou menos que elle d'aqui sahiu.
Ninguem encootrei do mea conhecimenlo...
pelo menos assim... me parece.
O baro tltubiou quaai estas palavras, e em
qusnto as pronuncion o semblante de Thereza
empalledecia olhos vistos. A pequeoa Magda-
lena sempre alegre e boligosa setioba apoderado
do bilhile de Walter que desdobrava voolade.
Arnold segua os movisemos da filhi, e nao des
viava oa olhos do papel, com que ae ella enlre-
tiaha; a baroneza por um aeto de violencia apo-
derando-se da mozioba da menina arrancn o
hlatela da aeu primo para pd-lo em aeguraoga
m aa* seio.
Maa quando dapois dasse movimento natural
(*) Ttda DUtio B. 16. '
Relrospecto poltico doaonodel861.
i
PARTE EXTERIOR.
Europa.
A historia daa nagea consta de urna serie de
acontec meo tos que ons aos outros se vo pren-
deodo como los de urna cada immensa que se
eslendem innumeravelmente ; urna tea que
No oriente a Turqua moribunda desde muilos
annos atigava os ciumes das potencias que cobi-
gam legitimarse herdeiras do seu espolio.
No sul da Europa a Italia quaai toda unida aob
o sceptro do re Vctor Emmanuel anhelava Ro-
ma e a Venecia para completar o detideratum
da sua unidade.
No orieole urna nacionalidade e um imperio
que agonisavam, ao sul urna nacionalidade e um
reino que resurgiam, ali a morle, aqai a vida
assombravam os estadistas das grandes poten-
cias.
Na Turqua o fanatismo transformara a Syria
em um theatro de horriveis cruezas, e ameagava
affogar em sangae, e redazir ruinas ostras pro-
vincias do imperio ottomaoo.
Na Italia, Garibaldi, o elctrico conquistador
da Sicilia e de Mapolea, retirra-se para sua Ca-
prera, dizendo aos Italianos : c na prxima
primavera precisarei de um milho de solda-
dos.
Era possivel gilvaniaar ainda a Turqua e di-
zer-lhe :
Nao morreras por ora I mas como dizer
Italia, que se lsmeotava ardente e audaciosa :
nao has de viver I? ...
Alm deslas gravsimas difficuldades, vla-se
ao occidente a Dinamarca ameacada pela Alle-
manha na eterna questo dos condados, e no cen-
tro da Europa a Coofederaco Germnica agitao-
do-se ainda ama vez no empenho de reformar a
sua organiaago poltica.
Ora, cada urna deataa quesles affeclando oa
oppostos interesses de multas potencias, fazia pa-
recer imminente um choque violento que abala-
ra a Europa ioteira.
E este foi o legado que do sea antecessor rece-
beu o anno de 1861, e ainda o legado que qua-
si completo, quaai o mesmo entrega fielmente,
e como se apenas tivesse sido um depositario do
anno de 1862.
As grandes quesles europeas loldam portento
anda o horizonte do velho mundo, e quanto
mais se adiar as grivissimas sentengas que lem
de ser proferidas, mais vae crescendo a aoxieda-
de com que se aguarda o desfecho de cada urna
deltas.
E essas assustadoraa complicecoes tem viudo
juntar-se outras, novos elementos de disiden-
cias, de antagonismos e de guerras possiveis, que
podem langar de sbito a Europa toda cm urna
convulso tremenda.
O herdeiro do famoso Cesar dos nossos tempos
vae asss desforrando a Fraoga dos crueis vea-
mos por que ella leve de passsr as duas inva-
soes que se seguiram de perto retirada desas-
trosa da Rutiia e derrota de Waterloo ; maaf
essa desforra, que pouco a pouco ae realisa, pde
em alarma os goveroos, em ebaligo ideas gene-
rosas, e ideas imprudentes, em movimento os
poros, e em esperangosa excitago naciooalididaa
sobjugadaa.
Luis Napoleo, qae subndo so throno impe-
rial da Fraoga adormecer as desconfiangas da
Europa, dizendo Ihe : o imperio a paz, >
fez em breve a guerra da Crimea, e plantando o
estandarte francs nos muros de Sebastopol. s-
sumio lo elevada autoridado nos cooselhos po-
lticos do velho mundo, que nao houve mil* in-
fluencia de soberano que mais looge ae enteudes-
se do que a-sua.
Imperiosa necessidade de fortalecer o seu ihro-
no com o prestigio di gloria, deiejo de prose-
guir a poltica tradicciooal da Franca na Italia,
espirito de viogaoea contra a mais enraivada ini-
miga continental que Napoleo I encontrara,
vontade de com um golpe profundo e calculado
despedagar os tratsdosde 1815, todos ou algum
destes motivos combinados persusdiram o impe-
rador dos Fnocezesa esteoder'a mo alem dos
Alpes em auxilio do re do Piemonte. levando de
rojo diante das suss legioes victoriosas os exerci-
tos da Austria vencidos em Magenta e Solferino.
Parou ah, cerlo, bem que prometiera ir mais
longe ; mas a Austria flera batida, e trum-
phaote o principio da revolugo da Italia, sendo
portaoto innegavelmente fructoi da sementeira
da Franga aa victorias de Garibaldi, e todaa as
aonexagdes que vieram formar o reino italiano.
Mas aquelle priocipio devia produzir todas as
suas coosequencias : ha tambem um certo conta-
gio nos sentimenlos pstrioticos, e os ardantes
brados da Italia foram repercutir na Hungris e
na Polonia ; na prineira, onde nao secaram aio-
da os nos de sangue de 1848 ; na segunda, onde
o espirito de nacionalidade resiste lodo o peso
da adversldade.
Por oatro lado Luiz Napoleo lioha protestado
que nao descia os Alpes para estender os limites
da Frang, ou eograndece-la com lerritorioa no-
vos ; quando porem de volta subi os Alpes levou
comsigo s Saboya e Niza, eeoto a phrase li-
mites naturaes o desperlou cuidadosa a Prussia,
que sonhou com as aguiaa francezas as margeos
do Rneno, fez tremer a Blgica pels sua inde-
pendencia.'aggravou a Suisss, e accendeo os ciu-
mes da Inglaterra e as rivalidades da Atlemaoha.
Assim no imperio que se chamara da paz to-
mecou a ver-se o imperio das conouta*. ed'ihi
essa situago anormal em que ae cooservou a
Europa durante o anno de 1861, e se echa anda,
situago que nao de paz nem de guerra, mas
toda chela de contemporissgo e de descoBlsncas,
e tambera de esforgos hercleos para impedir que
o primeiro tiro aonunciador de um comego de
ergueu os olhos para seu marido, abaixou-os
immedialamente, porque encontrou o olbar de
Arnold, e desse olhar brilhavam refleos de-
suzadoa, e precursores de terrivel tempestado.
Infeliz 1 pensou a joven comsigo mesms.
Elle reconheceu Walter I
Minha querida Thereza, replicou o bario
com voz firme, espero algumas cartas: o correio
leria j passado?
VI
Madama de Seelorf tioha a alma muito eleva-
da para sustentsr com vantagem a lula qae por
acaso acabava de despertar-se entre ella e sea
marido. Aquella cobre senhora, aioda impres-
sionada pela victoria que conseguir no perigoso
assalto do bsro Walter, tinha exhaurido assuis
forgss moraes, e pois nao podia faxer frente ao-
va tempestado que a ameagava.
Alm disto, faltava-lhe esse espirito de intriga,
ease espirito sublil e mordaz ao mesmo tempo,
que o innocente galanteio (tomamos a palavra na
aua graciosa accepgo) maneja com intrepidez,
malicia e felicidade, como se fosse urna arma
egualmeote offeoaiva e defensiva.
Assim, pois, recorren sua fraqueza habitual
para sahir da situago crtica em que se achara,
e villa agravidadedaseircumslancias.revesliu-se
de urna coragem mais decidida que de ordi-
nario.
Nao, meu amigo, respondeu ella sem pare-
cer estudar a sua phrase ; o correio ainda nao
passou, e nunca pissa antes das dez horas.
Ah I pergantei por ver-te de posse da tos
correspondencia.
Ha bem oilo diss que nao recebo ama s
carta.... os meus amigos se vo eaqaeceodo de
mim...
Eotretaoto....
J sei: desejas saber da onde me velo o
bilhete com que Magdalena ha pouco brincava.
Mea amigo, querea ler esse bilhete?
Ler! oh I nao.
Para que oceultas urna curiosidade legi-
tima ? Arnold, nio s aqui o senhor e o sobe-
rano?
Sou o leu melhor amigo e nada mais.
Deveraa?
Eduvidas ainda?
Oh I nao; porque sei qae s oobre e bom :
e em recompensa da tua discrigo quero eu mes-
mo sstisfazer o teu desejo.
A baroneza pegou no bilhete de Walter e con-
tinuou:
Aqui est o bilhete que tanto te inquietou .
16 se este o teu desejo ; mss devo declarar-te
que elle me foi confidencialmente escripto, e eu
) respond; alam disto que cootem um segredo
para ti sem valor, e se persislires em coohece-lo
causar-me-has um pezar que eutua mulher
por nenhum prego desejaria occasionar-le. To-
ma, meu amigo, l ou nao,como quizeres.
Arnold receben com a mo trmula o papel
que Thereza Ihe offerecia com firmeza : olhou
para sua esposa com ternura, e depois volvendo
os olhos psra aquelle papelestremecen. Som-
bra nuvem offuscou-lhe a vista, e um suor fri
inundou-lhe a fronte.
Therezi I exclamou elle. Nunca poders
comprehender quanto le amo, porque nunca co-
nhecers a extenso e o valor do sacrificio que
fago respeitaodo o teu segredo, e nlo abrlndo es-
te bilhete onde estou certo de qae encontrarla o
nome do meu mais mortal ioimigo. Mas fga-
se a tua vontade I Fallemos somente de nossa
pequeoa Magdalena.
E o bario laogou na chsmio o bilhete do seu
primo Walter. O papel gaohou fogo, relorceu-se
nai chammaa, pairou am pouco cima doa tlgdes,
e desappsreceu finalmente envolvido n'un tur-
bilhio de fumo.
Oarigads, Arnold, murmuroa Thereza: ac-
baa de fizer urna accao boa; procedeate como
cavalleiro para com tua mulher, qae mil grecas
te rend. Ease bilhete nada continba que le di-
caaaa respailo. Se leus algum ioimigo mortal,
lula.
O empenho e o trabslho daa diversas potencias
do velho mundo no anno de 1861 foram teste-
munho seguro de que nenhuma deltas confia se-
riamente na maoatengio da paz, que todas se
arreceiam da guerra, e que cada qual procura for-
lalecer-ae com aluengas, para entrar menos des-
assombrada no eatrondoso conflicto que de urna
hora para outra pode rebeotar.
E nesses manejos delicados em que a diploma-
cia esgota os seus recursos todos para estteitar la-
gos que eslo estelando e trazer um accordo tan-
tos interesses que se contrariara, revelai-ae bem
Clara a tibieza e a fragilidade das sllianas pol-
ticas que se suslentam, ou que se procurjam fun-
dar, e senle-se o terreno falso e mioado em que
pisara todos os goveroos em relago uns aos ou-
tros, porque aquelles que em um ponto se dizem
mais amigo, em outros se hoslilisim, ou tratam
de enfraquecer-se mutuamente.
Assim, por exemplo, a boa intelligsncia da
Franga e da Inglaterra, por certo a mais robusta
garanta da paz geral, moslra-se a cada momento
a poolo de quebrar-se; porque oa realidade urna
lula de influencia e um ciume sempre activo as
separim em quasi toda a parte, tornando-as des-
confiadas urna da outra, e fazendo-as cootar um
por um os navios e os soldados que cada ama
equipa e arma.
Mas para nao expenderem longas consideracoes
geraes idaa que alias feriamos de repetir eslu-
dando cada potencia europea em particular, pas-
samoi desde j a percorrer o velho mundo nesta
rpida vista retrospectiva, emque ludo se achara
ancioso, e decisivo nada.
No Oriente temos os principados danubianos,
aioda no berco da sua orgaoisago, a attestarem
ao mundo a fraqueza e a decadencia da Turqua,
e serviodo de areoa s justas da diplomacia das
grindea potencias da Europa, que separadas em
dous ou mais campos, comendera com os olhos
no futuro por fazer triumphar oa systernit qae
maia lisongeiros sorrem aos interesses de urnas
ou de outras. Preode-se ali um lo da cada
immensa da questo do Oriente, problema tre-
mendo, cuja solucao poderi ser um cstaclyama.
Vem logo depois a Turqua, essa rica velha
que eu nao saiba, maoda-o mim que sers con-
venientemente vingado.
Confio em ti, Thereza, replicou o baro com
eolbusiasmo ; e por isao que me eotrego tua
ternura e lealdade : maa lenho medo...parece-
me que ambos estamos ameagados de um grave
perigo, do qual talvez nos polesae preservar o
conhecimento desso bilhete, que queimei. The-
reza, ao menos diz-me que assigoatura tioha
elle?
Nao queiraa ser generoso s em parte, meu
primo, respondeu a joven com um sorriso gra-
cioso.
Sorei tudo o que quizeres I exclamou Ar-
nold que as auaa ioooceoles desavengas domes-
ticas dava-se sempre por vencido, e depuoha as
armas, logo que sua esposa, quem idolatrava,
sorria-se para elle cbamaodo-o meu primo.
A criada da viuva baroneza de Seelorf veio di-
zer ao baro que sua tia desejava fallar-lhe, a
convidava-o que ebegasss ao seu aposento.
Arnold tomou a mao de sua esposa que beijou
teroamente, acariciou sua filha, e foi toda a
pressa ler com madama de Gootlieben-Seelorf,
porque esta nao perdoava oingnem que a fazia
esperar.
Deixemos Arnold porem quanto, e voltemos
Walter que vimos sahir da casa de sua prima ;
acompanhemo-lo na sua marcha indecisa, lenta
ou apreasada, cooforme era elle impellido pelo
sopro da sua colera,
Em vez de seguir o camioho que descia para a
Treib, Walter dirigio-se psra o lago de Seelis-
berg, e quaodo se julgou abrigo de qualqaer
encontr desigradavel, sabio um rochado onde
com a vista podia descortinar o horisonte de to-
do o paiz. Ali com os bragos cruzados no peito,
o olhar abrasado, a fronte carregada de sinistra
melancola, e os labios conlrshidos mais pelo
odio do que pelo desgostoaquelle homem, que
era devorado por am came selvagem, deu livre
curso impetuosidade dos seus resenlimentos.
Pensar eu que andei oitoceotas leguaa para
vir assistir & lio odioso espectacnlo I exclamou
elle. Julguei que bastara apreseotar-me para
resdquirir os direitos, que o amor mais ardeole
e maia puro me bavia dado sobre um corceo
virginal, e qae me foram roubados por vis con-
veniencias 1
Mas ella viu-me apparecer em sua presengs, e
nlo sentio o menor abalo, nio soltou om grito
de alegra ou de aorpreaa, qaando me sappunha
morto, ainda que o contrario oasssse dizer para
deaculpar a sua indifferenga Ioh I Terei seus
olhos sabido realmente do um tmulo, e ser tal
o sea esquecimeoto que nao achssse ama pala-
vra. ama lagrima, um suspiro seqaer psra sau-
dar a minha ressurreigio I
E entretanto essa mulher smou-me devras:
durante dous anuos inteiros murmurou meas
oavidos um concert de cutis ternuras I...E eu
hei de deixar impuno semelhante perjurio ? Nao :
assolarei essa casa funesta, semeare ali ruinas
por toda a psrte, espesioharei de dor aquella al-
ma sem piedade, aerel o algoz da minha propria
raga, emfim irei pedir voganga os prazeres que
o amor me recusou.
Vamos, mos obra I accresceolon Walter
passando a mo peles olhos, de onde duas gros-
sas lagrimas ae linham escapado. Nio imitemos
os filhos desle paiz ose perdem em tmidas la-
men tages o lempo mais precioso para a execu-
go dos seus projectos. Mos i obra Ie que os
minha nova patria tremam todoa aabeodo como
eu costumo castigar i aquellas que me ultrajara.
Walter laogou om ultimo olhar chelo de cole-
ra para a easa de Seelisberg, e com passo firme
e resoluto poz-ae a deseer a montaoha. Teria
andado meio camioho quaodo urna voz queixess
ferio-lhe os ouvidos, psrtindo de um buraco do
rochado qaasi occulto pela nev.
Pela caridade de bom Deus 1 dizia um men-
digo de comprida barba branca, coberto de an-
drajos, currado obre am bielio, eetendeado
prosapia a mortal
a berta, e qae alada vive orna vida Uda
galanisada pala amMcio dseftaroetras i
tivas que com rigi temeoa Msgviswtentas t-
aveneaa oaa partilhas o oa di vista ospsiW.
Na Syria reeolheram-se aos seas aatrwewft-
grea do imatismo ; por agora reina a IraaMsrtW-
dade, pelo meos appareolemeoto : a iatawss-
cao europea chegou ao seo teraso; a Frasea, ce-
dendo aos ciumes da logUlcm. fez retirar ss
tropas que desempenharam a mais nobre glo-
riosa misso hamioitarla oaquelletheatraaa hor-
rores e de sangue, e o suttau exerce como dantas
a sua soberana, sem o concurso da podar esira-
nho oaquella parte dos seos estados.
Maa os germeos dos odios da religue a de ra-
gas Qcarsm oo slo ds Syria, como a a* tea badin
ca, o desprezo do goveroo, as ideas lasoticas, a
desmorslisaco o a aoarchia selapsss lodo im-
perio oltomano.
As causas desta ailuacie qua lodos
desesperada, sio as mesmas que desda
anoos teem sido sempre apootadas
Na Turqua a acgo do governo vas i
pouco deixaodo de sentir-se alm das |
Coostantinopla : a administrago tollo ss
ligoa, porque, ou carece de ordea ssdsi_
oa deshonrada por vergooboaas abasos"; ao re-
formas iodispensavelmente exiaidss nota esa
gao e pelos tratados sia contrariadas neis f
mo doa ulemas e dos velos e intolerss
sulmaoos ; ss finsogas davoradaa acia
e pela rapacidade, o estrgidas asta isa.,
dos governantes, ipresentam vacuos oa i
mos, e deixam ver ruinas ; lavra o Saareoienia
ment em lodos os pontos do imperio, o grito dM
oaciooalidadea oppnmidas, que ns asi a ss
tro da Europa se fazem ouvir, vascasda
piraodo, comeca lalvesa acbar echo sa
No Montenegro Nykitae, o soccesaor 4
affroota o poder ottomaoo, e rerets a
Omer-Pachi.
Abdnl-Medjid deixou da exiatlr esta
to infeliz, cootinuou com aoaa toscas
dades a obra da mina do thesouro diTaroau, s
estere ponto de ver o san imperio estelar sss
narras da Russia. Seu irmo Anssl-Aats, sss
Ihe succedeu oo throno, nimos a Marapa cnss
suaves esperaocas : aaloreaa enrgica, genio u
borioso, carcter iodepeodeole, proaaelua so
povo um goveroo forte e regenerador, a sa
eitra de grao senhor osteolou empanaos ds as-
vera ecooomia dos dtoheiros do estado e Sanio-
sa direcgo dos negocios pblicos ; cedo paria
os encintas do serralho Ibe transformarasa or-
gia em molleza, e o baraa devora coas danta n
subsisteocia do thesouro do imperio, a
goveroo oa cuidadoa do soberano, qae
embriagado de delicias.
E portsoto mais urna dbil e lalvos a altana on-
peraoga te apaga para a Bisara Turqua.
Seguiodo para o snl, vaos a Gracia, ease s
goveroo do rei Otbon vae eabindo aa liasslaril
descrdito : o seu goveroo consegua noa
eleiges fazer eleger ama cantara ajss
ralzes na opioiio do pait, a s partido
audaz e poderoso prega a sustenta a
de depr o rei e mudar a dynastta.
A idea de uaa revolugo proxiaa a nraaavsr
oa Grecia ji calculada por mu lo
polticos.
Um atleotsdo lilimente criminoso a
vel horroriiou Alhenas : a ratona encanan por
um milagro de ser victima daa mancebo mal-
vado ou louco que pretenden eaeasainn-U. Vm
brado geral do muodo condemnon ansa indigno-
gao, que s sa explica pala perversidad*, ss ocla
alienago meolal de quem a pratica.
A Creca arratta-aa coa o panas asesan das
recordarles do seu pssaado, a sonba coa oa fu-
turo quo oo esti as suas coodigct, sea non
suas faculdades actuses. E' a nasas so Byrsa,
e de Lamartioe, a imposeirel reaasrreifBs sss
tempos de Arislides e Themisloeles.
A situago da Italia, situago toda palpitaste ds
interesse e de magnitude, oleraca-noa nnsajBS-
dro pasmoso qae est presante ao espirito ds to-
dos, j pela admiragio que exciua aa taitas as-
trooaosos que se tem realizado coa san ranssz
incrivel, j pelas sympathias rdanlas sss sos-
perla em uns a causa da anidada da Italia, j
polas antipalhiaa que em outros encoolra, ja pata
giandeza dos principios que por sitias na acaea
era lula, j emfim peles cooseqoeocias foraida-
veii que a questo italiaoa pode prodazir, con-
flagrando a Europa intaira a dando o signal ds
urna guerra de proporges colossaes.
A'excepgo de Roma ede seus limitadosdis-
trictos que aioda seconserram sobre o poder tem-
poral do papa, excepgo da Venecia, qua con-
tinua sobre o dominio austraco, lodaa aa entras
provincias italianas se aniram em na s teips
formado hoje reiooda Italia, j reconhecido pela
loglalein e pela Franga, pela Blgica, por Por-
tugal, pelo Brasil e algumas outras nages.
ConiiftMor -se-as.
sss $
sua mo descarnada que aegurava um chapeo
amarrolado, e muito velho.
O baro lorou a mi 4 algibeirs, murmurando
ao mesmo tempo:
Parece-me ter j ourdo esta voz 1
. Pelo amor de Deus, meu bom senhor, con-
liouou o mendigo, lenha compaixio de um po-
bre ceg...O invern to terrirel psra os infe-
lizes I
Walter cada vez mais impressionado por urna
vaga recordago que nao podia fizar, lirou urna
moodi de cinco francos, e deixou-a cahir no
chapeo do mendigo, que o eacarara com olhos
pestanejsntes e embaciadot.
Sbito, porem, esses olhos se encuerara de luz,
e o fingido mendigo, erguendo o corpu, excla-
mou:
Walter de Seelorf 1
Eogana-se, meu smigo, disse o bsro, nao
valia a pena que recuperasse a vista, j que lbe
serve to mal. Ponha oculos se oo quer expr-
se semelhaates engaos. .
Por Deus I meu charo amigo,ioterrompeu o
homem de barbas brancas ; julgava-te sepultado
por ahi algures, e estou cooientissimo por saber
agora que ambos nos temos nossas boas razoea
para illudir a credulidade humanatu fazen lo-
te morto, e eu flogindo-mecego. O teu officio
parece melhor que o meu ; pois vejo-te (orle e
bem vestido, ao passo que eu vou vivando muito
mal, vegeto apenas, meu querido amigo ; o que
de cerlo vergonboso e deploravel 1 Co'os dia-
bos 1 Deste-me cem sidos, baro : j vale a
penoa : tens ainda o bom corago que lionas pe-
lo que vejo, e Oca certo que eu vejo mallo tinto
de perto como de longe. Lembras-te que em
Heidelberg ao tiro da carabina acertava sempre
no alvo duas vezes por tres que alirava f
Francisco Klein I exclamou Walier.
Ora, finalmente I A tua memoria parece
um pouco arrefecida ; depois que nos separamos
ha de andar isto por nos dez anoos. Sim, sou
Francisco Rielo, o bello Klein daquelles lem-
pos : que differenga, hein, baro? Hoje j nem
me humilham os cem aoldos que me dste, e nao
teris razio para corar oo ser pela ventura de
te tornar a ver.
Maa como envelheceate tanto em to pouco
tempo ? Eslss rugas, estas barbas brancas...
Eslss ragas, mea amigo, sio devidas i um
pincel muito fino que eu mesmo dirijo ; a barba
branca custou-me dez florins de Badn : urna
obra prima, e pagela sem regatear ; por ella
lenho oblido mais successos junto daa almas ca-
ritativas, do que oblive com as miohas sedas
junto dos coraces sensiveis, quem outr'ora re-
qnestei. V agora se me reconheces de todo.
O mendigo moveu urna mola por detraz daa
snas orelhas e a barba caiu no chapeo : o sem-
blante pareceu envelhecido, verdade, por cer-
tas pinturas destribuidas com bastante arle em
lomo dos msculos principaes, mas elegante e
gricioso, posto que prematuramente faado.
Sim, reconheco-te, e Uto me afflige, res-
pondeu Walter. Pois to, Klein, o msis inlelli-
gente de todos nos em Heidelberg, tu, bravo co-
mo um leo em todoa os nossos duelos de estu-
dante, espirito jovial, tendo sempre ama critica
para os pequeos embaragos da nossa prmeira
raocidade, para as suas pretendidas catastrophes,
e facis lagrimas, tn cajo geoio gracejador nun-
ca se exhsoriu, e qae possuiss ama fortuna de
grande fidutgsdkgtedade em que se rico com
muito menosYPii hoje reduzido um mendi-
go, degradando aa tragos que o Creador fez 4 sus
imagen, coa en olhos fechados luz, os labios
a be i tos 4 mentira, e regosijaodo-la com a queda
de om escodo no leu chapeo ponto de sup-
por-le aa bem perto do crime.......
Explica melhor a tua parbola, ioterrom-
peu mendigo com cyoismo, e examinando a
moeda de cinco francos, que Ihe dra Walter, ao*
les de guarda-la oa slgibeire.
Na Europa lodos os bandidos tea.....
dous fjklof, replitou o bario hesitando oa sua
phrase : quando o roubo nao d, estendem a
mo ou o chapeo.
De sorte que me predizes um mo um !....
E* verdade.
Eotretaoto, parece-me qne a minha condigo
actual daquellas que, realmente fallando, nao
se pode comiderar como um Om absoluto. Alm
de que, baro, talvez sejis prophela, e quem sa-
be se em mim nao haver toda a propenao para
am perfeito bandido? Sio-me sempre bem de
todas as minhas emprezas, nunca deixando de
observar o preceito favorito do reverendo Fabrl-
cio, nosso professor do lerceiro snno : Age quod
agit nos repela elle i lodo o proposito ; e o
mais qae tinha rszio. Procure! srruinar-me,
eDeus louvado conseguiu s mil marvi-
Ibas : depois da minha ruina quiz trabalbar para
viver, e o meu zelo obieve aoberbos triumphos
que acabaram por desgostar-me dos proveitos
honestos: tomei depois o mosquete o meu ar-
dor e coragem assigoalaram-me aos meas cheles,
e tambem ao inimigo que introduziu-me duas
bailas no costado : puz-me eolio a supplicsr o
pi quotidiaoo, e tenho sido bem succedido, co-
mo nao possivel mais desajsr-se. Ors, se me
vier phaolssia maltratar e tirar a vida aos vian-
dantes que al hoje tem aido lo caridoaos para
mim, talvez o venba a fazer, de modo a justifi-
car o teu horscopo. Cartoucbe e Mandrin po-
dem ser excedidos, visto como nada ha perfeito
oeste mundo.
Ose corrupcao 1 murmurou Walter.
Bonito palarrao, replicou Klein rlndo-se.
Se estvessemos sentados ao lado de om bom fo-
go, com o copo na mi, procurara demons-
trar-te, honesto bario, que ainda tens ideas muito
falsaa respeito dss cousas praticas, principal-
mente do emprego que deve o homem fazer das
suas quatro estacos desde que no queixo
apoolim-lhe alguns cabellos at stima edade
em que se reveste de ciss. Maa nio 4 l muito
agradavel discorrer-se aqui ueste pequeo trilho,
onde o vento nos acouta de rijo.
Para onde le diriges ?
Para Seelisberg essa do teu primo Ar-
nold. Eis-ahi um i quem o amor conjugal, por
certo, nio ha de arruinar.... Naturalmente vies-
le de li ..:
Nio iris 4 essa casa, acudi Walier, prohi-
bo-te.
Oh I E' eata urna palavra que s6a mal aos
meus ouvidos, charo bario.. Nio uses mais com-
go de semelhante maneira de fallar nem hoje,
oem amaoha, nem em tempo algum ; porqu
eu poderla zangar-me de veras e.:.. olha !
Walter nao ficou pouco sorprendido, vendo ss
faces paludas de Klein cobrir-se de ama grande
vermelhido, e os olhos Injectarem-se-lhe de
sangue.
Has de notar, cooliauou Francisco com
orna brandura qua auccedeu por grius i sua re-
pentina animagio, que sou de om carcter aran-
cel, porque ha om quarto de hora qae conversa-
mos tens-me dito cousas bem pesadas. Ora, res-
poode-me, mea charo amigo se, depois de ton-
ga sasencia, encontrando por acato ama mulher
quem tiresses amado na mocidade, e que anda
seja precisa is tuas recordsgoes, esta mulher em
vez de saltar-te ao pescogo, se pozesse a recitar
am sermio sobre a virtude......
Cala-te, desgranado I
.... e te dirigiise um tenhor muito cere-
monioso em lugar desta pslavri lu, to qnerida
doa amantes, semelhante mulher nio te parece
ra sem alma, sem corago?
Francisco, nem mais ama palavra..;. E's
acaso feticeiro?
Eu I qual I gosto das cousas imprevistas, e
se soubesse sdeviobar o futuro, nenhum prazer
teria em viver. Lernbrei-meda mulher para or-
nar a minha phrase oratoria, por qua 4 esae
monstrozinho qua devenios pedir exemplos de
ingratido. Meu bom Seelorf, acaba de tratar-
me mi, o tea melhor camarade do infancia,
como a mniber trata o amante que j4 deaprezou.
Entre mulheres isto desculpaval, mas entra ho-
mens muito grave I Mas emfim coao aa dsts
cinco francos deixo-te sem raocor. Adosa,
bsro.
Onde vas? perguntou Walier de novo, agar-
rando Francisco pelas vestes.
Vou ver leu primo Arnold, tna lia Gao-
timben, e la prima Seelorf d'Amsladt. Qne dia-
bo ests surdo?
Supplico-te, Francisco, qae nio vis i See-
lisberg.
Fallas muito tua vontade, mea qaerido
Creso. Teosas que posso alterar o meu itinera-
rio ? A raioha sacla deve eocber-aa hoje mes-
mo e nhas raargem do lago que a hei de encher.
Quinto esperas recebar em Seelisberg ?
lito depende do humor ea qua encontrar
as pessois de casa. Sn a velha doraiu baa a
noite, se teu bello primo e tua linda pnaa no U-
veram alguma deaarenga domeetiea, as a peque-
nina nao liver doente, em sumraa ae o deaooin
nao se inlrometter, o qae de eaperar porqae o
Sr. Lucifer me favorece sempre espero almo-
gar copiosamente, e preciso que saibee que le-
nho muita fume, e depois retlrar-me coa aa al-
gibeiras cheiaa de bonitos sidos no total da cis-
co ou seis florins.
E por alguos florins consentirs am servir
um velho amigo?
Sem a meoor hesilagio: asta o mas
officio.
Pois bem, Frsncisco, offerego-te alases,
jantar e ceia ; offerego-te maia o duplo, o tripas
da esmola que esperas recebar aa Seelieeerg :
vem commigo.
Vamos; aiods que ailo aa cnste rallar
alraz, e contrariar os meus projectos: caalna
qae eu te sigo. Onda ests residindo ?
Ni Treib.
Ji sei: em essa de Mesmer, bregeiro qss
devorou-me alguns milhares de florins, a"
finge oo me coohecer. Obi coao sao sb
oaveis esses homens onde quer qne so os n
tro, e que pnzer sioto em detesta-los todos I...
Recoramendo-te expressamenie qne sio as
chames pelo meu nome niquella hospedara : a
sou contiendo por am ingles.
Oh I yess / Chamar-te-bei mylord aa qnan-
to quizeres.
Muito bem ; spresseaos o passo.
Depois de haverem cimlnhado em silencia du-
rante urna meia hora Walier, e Klein avistsrsm a
Treib.
Atleogo I disse Walter: entrsaoa aa ses-
os ; toma o leu papel, au toaarei o ano.
Esl me parecendo que o dia raian boje a-
liz para mim.
Porque?
Porque creio que leras necessidade do Isa
amigo :. e eu exijo alto prego quando vendo n snt-
nha pesios, a minha barba braoca, a miaba sa-
cla, emfim, a minbs intelligeocia, andada s
odio ao geoero humano.
Walter parou, e encarando de frente o mendi-
go, cujos olhos liohara toaado o aspotto qno esto
sabia dar-Ihe, qnaoJo qneria fingir-so caga, las
disse :
Francisco, ao homem que poseoiaas baatants
intelligeocia e audacia para bem aaxtliar-an na
ainha vinganga ea dara tal podar sobra sa os-
tros bomeos que o proprio Satans lh'o inve-
jaria.
J alguma coasa, responden Klein
terar-se : o lago pode-se considerar araade
jamos agora o pasaaro.
Walier baleu 4 porta da eatalagaa o Pampinos
reiu abrir-lh'a. Klein conesrroa-ae 4 algnns
passos distante com a fingida barba lanaitada ns
aeu baiiio.
[Co%ti%%tr-H-k\.)
a. 0
PERN. TTP. DE M. F. DE FARU 4 FXLHO, tsssV
i-------


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