Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09921


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Full Text
ilIO mVllI. IBMERO 17.
ft tres aezes tdUitato 5|00o
Ptr tres Mies veicito 6$000
OARTA FEIRA 22 BE JAIEIM DE 1162.
Hr aiit atiaitife 19|00O
Porte fraiee pan t siiscrif tor
MAMO DE PEMAMBIICO.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyb, o Sr. Antonio Alexandrino de Li-
ma ; Natal, o Sr. Antonio Marque da Silva;
Aracaty, o Sr. A. de Lenoi Braga; Cear o Sr!
J. Jos da Ollreira; Maranhlo, o Sr. Joaqun
Marques Rodrigue; Par, Justino Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
PARTIDAS DOS COB REOS.
olinda todos oa das aa 9tf horas do dia.
Iguarass, Goianna, e Parahyba as segundas
aextaa-eira.
S. Antio, Beierros, Bonito, Caruar, Altinho
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nasareth. Limoeiro, Brejo, Pe*.
qoetra, Iogaxeira, Flores. Villa-Bella, Boa-Viala,
Ouncury e Ex as que. tas-feiras.
Csbo.Serinhiem, Rio Formoao, Una.Barreiros
.** Prta, Pimeotelrss e Natal quintas feiras.
[Todos os eorreios partern aa 10 horas da manhaa
EPHRMERIDES 00 HEZ DE JANEIRO.
7 Quarto crescente as 8 horas e 41 minitos
manhaa.
15 La ebeia as 11 horas e 14 minutos da man.
Quarto minguante aa 5 horas 56 minatos
da larde.
2 La nova ae 3 horaa e 7 miontos da tarde:
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 10 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 10. horas 30 mina toa da Urde.
DAS DA SEMANA.
20 Segunda. 5. Sebastiio m.; S. Fabio.'p. m.
21 Terca. S. Ignez r. m.; S. Patrocolo m. s.
22 Quarta. Ss. Vicente e Ansslaeio mm.
23 Quinta. Os desposorios de Nossa Seohors.
24 Sexta. N. S. da Pax; S. Thimoteo b. m.
25 Sabbado. Con verso de S. Paulo apostlo.
26 Domingo. S. Polycarpo b. m; S. Paula viu.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do eommercio : segundss e quintas.
Relago: tercas e aabbadoa s 10 horas.
Fasanda : quintas a 10 horaa.
Juixo do eommercio : aegondaa ao meio dia.
Dito de orphioa: tercas e sextas is 10 horaa.
[ Primeira vara do cirel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda rara do civel: ojiarlas e sabbados 1
hora da tarde.
PARTE OFFiCUL.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SOL.
Alagoas, o Sr. Clandiao Falca* Das- b^j."
o Sr. Jos Martina Altes; Rio de J^.'ffc'
Joio Partir Martin. o Sr.
EM PERNAMBCO.
Os poprietarios do pumo Mantel Flgsoiroa de
Pena 4 Filho, na sua livraria praca daiIadeoen
dencia na. 6 e 8. *
60VERN0 DA PROVINCIA.
Expediente do da 18 de Janeiro de
1841
Offlcio ao brigadeiro commaodante ps armas.
Sirva-se V. Exc. de informar acerca do que
pede no incluso requerimento Vicencia de Santa
Anna Cardozo.
Ditoao mesmo. Sir?a-se V. Etc. de expedir
as sua ordens para que boje la 6 horas da larde
sejam apresentadas ao Dr. chefe de policia duas
praca montadas da companhia de eavallaria.
Dito ao mesmo. Transmiti por copla & V.
Exc para seu coohectmeuto o offlcio de 80 de
dezembro ultimo sob o. 9 em que o juiz' munici-
pal e delegado doOuricury, commuoica-me que
sendo julgado pelo jury d'aquelle termo peremp-
ta a aecusagio que soffreu o soldado desertor do
corpo de guarmgo deata provincia Joaquim Ca-
millo do Nascimeoto como autor dos ferimentos
fetos na pessoa de Msaoel Leite Mooteiro, ora
o mesmo soldado poito a dispostclo do commao-
dante do destacameuto d'aquella tilla. Ociado
bo entretanto recolhido a cadeia por oo hater
no quartel respectivo priso segura.
Dito ao tiscoude de Suassuns. Remello por
copia V. Exc. para seu conhecimento o aviso
expedido pela reparticlo dos negocios da agri-
cultura eommercio e obras publicas em 23 de de-
zembro ultimo sob o. 74 relativamente ao trapi-
cho denomioado Peruliobo no bairro do Recite.
Dito ao chefe de polica.Respondo ao offlcio
do antecessor de V. S. n. 1111 de 6 de notembro
ultimo dizeodo-lhe que em:tista do que expde o
commandaote do destacamento da villa do Ouri-
cury em offlcio de 6 de dezembro ultimo, junto
por copia, nao pode aer atteodida a reclamago
do delegado de policia do lermo d'aquelle nome,
a quem V.S. ordenar que faga qnaoto antes re-
colher a priso os individuos, a que se aliude na
copia cima citada, providenciando V. S. quaoto
ao mais como for conveniente.
Dito ao mosmo.; Bespondo ao offlcio de V.
S. n. 1120 de 8 de novembro ultimo, dizeo-
do-lhe que pode autorisar o administrador da ca-
sa de deiengo a contratar com Seraflm Soares
da Silva a factura de um fogio para aquello esta-
belecimento, de conformidad.? com a respectiva
proposta junta ao seu citado offlcio.
Dito ao mesmo.Respondo ao offlcio de V. S.
n. 1331 de 28 de dezembro ultimo dizeodo-lhe
que nesta data remeti aojuiz municipal da 1' ta-
ra deata cidade o requerimento do aeoteociado
Maooel Thomaz C i raleante para aer atlendido
como for de direito e justica.
Dito ao commaodante superior de Garaohuos.
Avita do que informou V. S. em offlcio o. 61
de 23 de julho do aono passado com refereocia
ao requerimento do capito do batalho n. 28 de
infamara da guarda nacional do municipio de
Garanhuns Jaciolho Teixeira de Mace Jo mande
V. S. registrar Ine o respectiva patente e defe-
nr-lhe o juramento do estylo.
Dito ao commandaote superior de Nazarelh.
Altelas as razes expostas por V. S. no offlcio
que dirigi em 10 do correle sob n. 123, com
referencia ao capitio Patricio Jos Ribeiro de Vas-
concellos, hajaV. S de coosidarar de nenhum et-
felto a ordem contida no meu offlcio de 23 de
dezembro ultimo.
Dito ao iospector da thesouraria de faxeoda.
Recommeodo V. S. que fas efTectiva a clau-
aula consignada oos ttulos de aforamsnto de ter-
reos de marinha relativamente ao aterro dos
meamos terrenos.
Dito ao mesmo.Transmiti por copis i V. S.
o aviso expedido pela repartido da agricultura
eommercio e obras publicas em 10 de dezembro
ultimo, sob n. 63, aflm de que mande proceder
na parte que Ibe toca a liqaidacio da divida na
importancia de St 6.9*7,130, de que trata o ci-
tado aviso relativamente sos juros de 5 por canto
garantidos pelo governo imperial sobre o eapiUl
fizado para a primeira seceso da estrada de ferro
deata provincia.Commuoicou-seao inspector da
thesouraria provincial.
Dito ao mesmo.Traosmilto por copia V. S.
para seo conhecimento o aviso de 3 de dezem-
bro ultimo, em que o Exm. Sr. ministro da ma-
rinha d aolugio a impugoaco feila por essa the-
touraris relativamente ao abono de maioriaa do
posto de chefe de diviso ao capitao de mar e
guerra Lourengo da Silva Araujo Amazonas, ex-
commaodanle da estadio naval deata provincia,
conforme estava marcado na guia passada pela
contadoria de marioha.
Dio ao mesmo.Remeti i V. S. copia do a-
tiao do ministerio da justiga de 26 de dezembro
nltimo, approtando a deapeza feita com a com-
pra do corrame para o artico do primeiro bata-
lho de srtilharia da guarda nacional deate mu-
nicipio, autoriaada por meu offlcio de 20 de ae-
tembro do auno passado, atim de que me remel-
U a demonstrarlo exigida pelo aobredito atiso.
Dito ao meamo.Em vista da coala junta em
duplicis que me foi remeltida pelo preaideole
do conselho adminiatratito do arsenal de guerra
em offlcio de 15 do correte sob n. 5, mande V.
S, pagar a Antonio doa Sanios Oliteira 4 C, a
quantia de 25 mil ris, porque tenderam ao mea-
mo conaelhc um fole que de cooformida le com o
atiso do ministerio da guerra detia aer entregue
ao espingardeiro da companhia de artfices desta
provincia, que segu com guia de passagem para
o corpo de guarnigo do Amazonas.Gommuni-
cou-se ao conselho administrativo.
Dito ao mesmo.Remeti V. S. para seu eo-
nhecimeoio e execugo a ioclusa copia do atiso
da repartirlo da guerra de 2 do correle com re-
fereocia ao pagamento de vencimemos da guarda
nacional.
Dito ao mesmo.Constando de offlcio do en-
genheiro Marlioeau datado de 17 do curente, que
o bario do Livrameoto j eoocluio de eonforani-
dada com o respectivo orcameoto os reparos da
Cruz do patro, recommeodo V. S,/que a vis-
ta do competente certificado mande pagar ao
mesmo bario a qaaotia de 889*362 raJ porque se
obrigou a fazer os preditos reparo.Commuoi-
cou-aeao eogeubeiro Martioeau.
Dilo ao meamo.Declaro i V. S. para seu co-
ohecimento e direcgo que, aeguodo consta de
commuuicagio do director do hospital militar
de 16 do corrate tora resdmitttdo nesse dia como
servente naquelle estsbelecimente o paisano Sa-
bino JooClimaco da Cruz.
Dito ao mesmo.Em vista do iocluso atleatado
que t*i coberto com offlcio do brigadeiro com-
mandaote das armas de i do correle sob n. I, e
que se refere a aua informacao de 16 deate
mez o. 32, maode Y. S. pagar ao soldado do 10"
batalho de infaotaria Caolido Pereira da Silva,
a quantia de 8J000 a que tem direito, por bater
appreheodido o desertor do mesmo bstalblo
Antonio Fraodico Bibeiro.Commuoicou-ae ao
Commandante aa arma.
Dito ao ioipeclor da thesouraria provincial.
Kacommvndo a V. S.. qu6 de conformidade com
sua informacio de 16 00 crreme, aob o. 21.
maode pagar a quantia de 4*760 em que im-
portara as deapezas etealuaes taitas oa caaa de
dele o gao como ae v da conta que devolvo e me
f*"' Pichete de poiici. com offlcio
ti Lnnbr,"'!im D-15BaCommuoicoo-
se ao chele de policia.
au?.lt!J!.a."p,ao 4o Port-Expesa V. S. aa
uis orden para ser sapturado caso spparecji
neata provincia o imperial marinheiro Joio Bap-
tlata da Gura cujos signaes caracteristicos cooe-
tam da nota junta por copia, que me foi remani-
da pelo Exm. ministro da marinha com atiso de
zo de dezembro ultimo.
Dito ao iospector do araeoal de marinha.Da
conformidade com o disposlo ao atiso da repar-
tisso da marinha de 7 do correte, faca V. S.
constar ao mestre da offleina de carpinteiros
desse arsenal Joio Filippe da Coala que para ae
resolver sobre o seu requerimento pediodo a con-
cesslo da peoso marcada no f 3# do art. 95 do
decreto n. 2583 de 30 de abril de 1860, fas-se
preciso que o supplicaote prove que tem os tri-
la e cinco anoos de servico exigidos pelo citado
9 deduzldas todas as faltas prorenlentea das can-
sas nelle meoeionada.
Dito ao director do arsenal de guerraDe con-
formidade com o que me solicitou o brigadeiro
commandanle das armas em offlcio n. 106 de
16 do crreme, maode Vmc. foroecer para aso
da aecretaria daquelle commando os utensis cans-
tantes do incluso pedido.
Dito ao mesmo.De conformidade com o dis-
posto 00 atiso do ministerio da guerra de 2 do
correte naja Vmc. de informar sobre o que pe-
de no iocluso requerimento Joaquim de Souza
Teixeira. "
Dito a Scott Wilaon & CPicando ioleirado
pelo offlcio de Vmc. datado de hontem de hater
chegado ao porto desta oidade o tapor america-
Terceiro, leoho a dizer em resposla que podem
faier seguir o referido tapor para o Biode Janei-
ro boje, como me declara no citado offlcio.
Dito ao director das obras publicas.Tomando
em coosideracao o que me expoz a cmara muni-
cipal do Recite em offlcio de hontem aob n. 6,
recommeodo i Vmc. quel.com a maior urgencia
e com preferencia a outroqoalquer serrino, pro-
ceda a um ornamento daa despezas necessarias
para o aterro de todos alagados que exislem den-
tro desta cidade, declarando igualmente qual o
lempo oeceasario para poder se levar a effeito
esse aterro.
Dito ao espillo Francisco Raphael de Mello
Bego.Seodo-me declarado em atiso do minis-
terio da guerra, que foram concedidos i Vmc.
tres mezes de licenga com sold e etape ; aasim
lh'o commuoico para seu conhecimento e afirn
de que trate de pagar oa respectivos direilos da
dita licenca para enlrar no goso della, conforme
se reeommenli no citado aviso.Communicou-
se ao commandaote das armas e thesouraria
de fazeoda.
Dito ao Dr. promotor publico do Beeife, audi-
tor do corpo de polica. Sendo com effeito pro-
cedente a pouderacio feila por Vmc. em offlcios
de 9 e 17 do correle, por ser contra oa princi-
pios de direito recebidos que tersam em um mes-
mo conselho dous irraos, detolto-lhe os coose-
lhos dos soldado Antonio Aooes da Costa, Jos
Gomes da Silva e Pergentioo Domiogues de Car-
talho com as portariaa aubstituiado o togsl Joa-
quim Herculaoo Pereira Caldas Jnior, afirn de
que elles tenham o detido aodameolo.
Dito ao juiz municipal da 2a tara. Ao seu
offlcio de 11 do correte, respondo dizeodo-lhe,
que ji foi por esta presidencia protisotiameote
decadido o conflicto de jurisdicio hatida entre
esse juizo e o da 1* tara desta cidade, como Ibe
commuoiquei em data de 15 do correle.
Do ao juiz municipal da 1* tara.Com a in-
formago ministrada pelo juiz municipal do ter-
mo do Bonito e cerlido em original a que etle
se refere, bem como a copia do offlcio do admi-
nistrador da casa de detengo que teto junta a
um offlcio do chefe de policia n. 1,331 de 28 de
dezembro ultimo, remello Vmc o requerimen-
to em que o aeoteociado Manoel Thomaz Catal-
caoti pede aer posto em liberdade aflm de que
Vmc. o atienda como fr de direito e justiga.
Dito ao mesmo.Tomaodo em coosideracao o
que represeuiou o juiz muoicipal da 2a tara dea-
ta cidade em offlcio de 10 do correte, sob que
informou Vmc oa mesma data relatitamente ao
conflicto de jurisdicio qu se d entre Vmc. e o
mesmo juiz acerca de urna quesio de posse da
beraoca do tallecido Joa Feroaodes da Cruz, e
alten lendo que essa quesio constitue urna ver-
da leira dependencia so inventario j em anda-
mento por aquello juizo, e por islo ji preteola a
sua jurisdigao, resolve provisoriamente o con-
flicto julgando o jniz muoicipal da 2a tara com-
petente para decidir a referida quesio de posse
quaesquer outras relativas ao iotentario ; coo-
viodo que Vmc. se sbsteoha de toda intervengio
a tal reapeito, emquanto oulra couss oio (Sr rea-
lizada pelo tribunal da relegio, a cojo conheci-
mento tai aer submettido este negocio.
Dito ao juiz muoicipal da 2a tara.-Com a co-
pia do offlcio que neata dala expeso ao jniz mu-
oicipal da Ia tara desta cidade, respoodo ao offl-
cio que Vmc. me dirigi em 10 do correle rela-
tivamente ao conflicto de jurisdicio que ae aua-
cita entre Vmc. e aquelie jaiz por urna questio
de posse dos neos do fallecido Jos Fernandea da
Cruz, a cajo inventario se est procedendo peran-
te Vmc. "
Portara.-Os Srs. agentes da companhia bra-
aileira de paquetea a tapor maodem dar trans-
porte para a corte por conta do ministerio da
guerra 00 primeiro tapor que passar aoa senten-
cia/ios militares Jos Querioo de Almeida e Ma-
ooel Francisco de Souza. Commnoicou-ae ao
chefe de policia e ao juiz muoicipal da primeira
tara.
Dita.O Sr. gerente da companhia pernambo-
caoa maode dar pasaagem de r para a Parahiba
00 tapor lBuarot, em lugares destinados a pas-
aageiroa de estado ao bacharel Domiogos Anto-
nio Peixolo, Juiz muoicipal da capital daquella
provincia, a sua mulher e um filho menor de cin-
co aooos, a de pii a ama sua criada de nome
Maria.
Dita. O presidente da provincia resolte no-
mear o bacharel Bartnolomeo Torqnatu de Sonsa
e Silva para o cargo de pro'motor publico da co-
marca de Flores.
Despaehof do da 18 de Janeiro.
AsotMrtmsnlo.
Francisca Mara Ignez da Hora. Nio tem
lugar.
Henry Lealhwarte. Mostre-se o supplicaote
desembarazado pela repsrlicio da polica.
Padre Joio Jos de Araujo.Ioforme o Sr. di-
rector geral de iostruecio publica.
Manoel Peres Campello de Almeida.Informe
o Sr. iospector da thesouraria provincial.
EXTERIOR.
HESPANHA.
Chamamos a aiteacio de oossos leitores sobre
o discorso que o Sr. deputado hespsnhol Apariii
proouoeiou ha pouco no parlameoto o qual o
triumpho brithantedas doutrinas catholica e mo-
oarchica.
El-lo:
a Seohores deputado*.Paga a divida de gra-
tidio a meus dignos compaoheiroa, que aotori-
ssram a leilur da miaba emenda, ton sustnta-
la boje, desejaodo cootrabir ditida igual eom to-
dos tos, seohores depotsdos, pela indulgencia
coa que espero tos digusreis fatorecer-me.
c Apreaente essa emenda ; ootro mais hbil
nio a apreseotava. Era occastlo de guardsr ai-
teacio e oio se detia desaproteitar; era occasiio
para permanecer mudo observador da deseommu-
nal batalha que todos estaes esperando, e nao pa-
ra levantar um grito de alegra, como Tcito ao
narrar os combates dos intmigos de Roma entre
si ; era occaaiio para ae flear looge da peleja sem
distrahlr a attencio, nem expor a receber os-gol-
pes de orna e oulra parte.
Callar-mehi-a tambem.se se Iratessede ques-
toes meramente polticas ; porm outras se tem
levaotado mata importantes ; nio alo s hespa-
nholas, stoeoropeu, sioquestdes eminentemen-
te soclaes, e por conseguinte religiosas). E sen-
do assim, parecera digno de censura, a nacionaes
e a eatraohoa, que, trazendo boje o projecto de
resposta algumas deslas para a diacussio, se nio
Ievantasse urna voz, posto que dbil, leal, que as
recordaase e que ao menos mostrssse que na ques-
tio italiana esli envolvida a questio estholica, e
nao advertase que os successos de Loja oos ma-
nifestara que ji temos dentro de Hespanha, den-
tro de nossa caaa, um partido que nio aspira ni-
camente ia reformas polticas, mas sim a traos-
tornar profundamente os elementoa da sociedade
humana.
a Eu, pois, que ha poucos dias apoiei o minis-
terio, boje me levanto para dizer em alta voz que
o ministerio, apezar da aea boa e leal tontada,
seria impotente para cooter a rerolucio, que
ataoca ameagando oa objactoa maia queridos dos
hespanhoes ; e para declarar com toda a franque-
za, aioda que com msis rigor, que a saa politica,
se que merece este nome, por si s, sem neces-
sidade de grilhdes que nos teoham de slem dos
Pyrioeos nos levar larga se queris, mas irre-
mlssivelmeole a urna espautoaa revolocio.
Porcousa alguma neate muodo quero aer in-
justo com nioguem. Tenho de mira para mim
que o governo compreheode inleriormeoto a in-
conveniencia e risco desss poltica; porm er
com boa f, que altelas aa circumstaooias, ou-
lra qualquer seria mais perigosa, e imagina que a
sua a nica possivel oas circumstanciaa da si-
tuagao em que seacha collocado.
< Niato, a meu ver, ae eogana o goteroo, por-
que poderia tencer a torca deesas circumstancias
e dominar as ssperezss dessa sitnacio.
c Nio lempo perdido, seohores depulados,
o pouco que empregarei fallando acerca disto.
< O ministerio spoia-se nisso que se chama
unio-liberal. A uoiio liberal oio o paix: nem
ae quer um partido. Sao reatos ou fracedes de
partidos que o general O Doonell empurrou com
seus potentes bracos ana para os outros ; confun-
dio-oa, mas nio os uni.
c Eoteada-se bem : oa individuos que formam
esse todo que chamara U01I0-liberal, estao bara-
lbados, mas oio esto unidos.
Cada fraego desse todo chegou i barraca do
geoeral 0 Oonoell coa a sua bandeira) e conser-
ta-a, poeto que rota.
a Nio tem nem tero um symbolo commum ;
oio tem nem terio urna bandeira uoica.
a E' um matrimonio que Deus nio abeocoou,
e de coja miooridade, sem dnvda, parece cura-
dor, o duque deTetuio.... Desgranado malri-
mooioque para bem parecer is vistas do muodo
affecta urna cordealidade, que no lar domestico ae
tradus por vida desabrida, manifest receio e cor-
dial ioimiaade.
< A elle e as fracedes que formsm esse todo,
pode applicar-ae, posto que em sentido innocen-
te, aquella famosiasimo terso de Horacio : ferr
jugum pariler dolosi.
Como cada urna destas fracedes vioha de cam-
pos distinelos, com bandeira, com historia, com
opioide, tendencias e preoecupacoes contrarias
011 diversas; e como titem desabridas e ciosas,
d'ahi oasce que oa goteroaates posto que sejam
de claro eotendimento, e creio de sis tootade,
aodam perlurbadoa para paliarem auaa discordias
iotestioas, para que estes se nio vio, para que
aquelles toltem, para que todos, ae possivel,
estejam contentes; e d'ahi naace tambem que, oc-
cupadoa destas tarefaa domesticas, nio tem lem-
po para olbar para o paiz, conhecer de auaa ne-
cessidsdes, eomprehebder seas sentimentos, o'u-
ma palatra, para se Ibe representar que elle
grande e generoso, afirn de nio ser goteroo de
partido, e menos de corrilhoa, mas sim um go-
teroo verdaderamente oaciooal.
a Algumss tezes tem olhado para o paiz, con-
fesso-o, e se tem iospirado de seas sentimentos;
por isso algumss tezes tem fallado e obrado alta-
mente.
c O Sr. Negrete depois dos tristes successos de
Loja, o Sr. Caldern Collantes depois dos ventu-
rosos de S. Domiogos.
a O Sr. duque de Tetnio, quando nos chsmata
s todos em nome da nossa f e da honra nacional,
a combater em frica.
c Justiga a todos. Bu felicito o governo e a
mioha patria por ease dia feliz em que, como por
mui gentil modo, disse a commissao : cvoliou a
adornar o diadema de Isabel II a perola que ba-
via cabido do diadema de Isabel I, e acrescen-
tarei, recordando palatraa aagradia: era um filho
que estata perdido, e que ae achoo ; que hatia
morrido e que ressuecitou. E' pois de razio que
celebremos banquete para festejar a tolla desse
filho prodigo i caaa paterna.
a Eu felicito o goteroo e a mioha patria pela
campanha de frica.
a Antea, duraote e depois della, ha quem afflr-
me que secommetteram desacertoa: porm, se
faltaa houte, detem desapparecer, e deiappare-
cerio aos olhos da poateridade entre os resplen-
dores da victoria. A posteridade ter em conta
que por seclos a historia de frica tem aido o
opprobrio d Europa. Ali cahio D. Sebaaliao; ali
se deihoorou Luiz XIV, o homem mata, re que
tem eziatido depois de Filippe II; sil scabamos
nos de combater e de tencer. De combater e de
tencer a peste eruel, as tempestades furiosas e os
talentos Africanos. E so mata nobre d'eotre elles
pelo sea valor e pelo seu ssogae, ao primeiro
dellea depois do seu rei, so que bade ser seu rei,
nos o temos visto nesta cOrte, nio acoslumeda a
taes espectaeuloa, inellnar-ae respeiloso diante
da graciosa mageatade de nossa ralnha. Eu nio
aecuaarei ao duque de Tetuio pela gloria que
tem recolhido em frica para o throno e para a
nac;io hespanhola.
Mas quando conaldero saa politica em Italia,
e aua politica em Hespanha, em referencia ia
questea aociaea, acho-a merecedora de justas
censuras, e nio sempre digoa da f hespanhola,
e da rectidlo castelhaoa.
Vejo geralmeote inclinacio para o bem, raras
tezes decislo no bem. Poltica aecuaada, e nio
sem razio, de pessoal, que espera tter boje sem
se importar de amanhia ; que emprega todaa auaa
torgas para procurar osocego material dos potos,
coosetiodo, ou nio tendo, os territels progressos
da revolugo moral; poltica que parece inspi-
rada por dous espiritos contrarios, em cujos actos
letantam a cabega duas tendencias opposlas, po-
litica, emfm, que, sem quer-lo nem sabe-lo,
oio parece senlo, que trata de alcunhar de men-
tirosa esta verdade eterna ; que se nio pode ser-
vir ao mesmo lempo a dous seohores.
Dizia en n'outra occasiio, e eompre-me repe-
ti-lo agora. Fazer a Italia urna pela coocordia
de seos principes e lagos de Interesse eotre todos
os seus potos ; letaota-la ama, vigorosa e flo-
reacente cima de toda a influencia eslraogeira,
tanto da Alemaaha como da Franca, eousa que
eu, Hespsnhol, comprebeodo e pplaado. Essa
foi a esplrefiie generosa do grande Po IX, esae
o seu objecto, esee o sea plano, que teria um
xito salta se nio fosas a metelo insensata da
casa da Saboia. Disse maldizendo da Saboia que
o re cavallelro tendeo ji a origem do seu reino,
a heraoga de seus maiores a easa de seus pais.
Porm fazer a Italia tima pelea tiaa do di-
reito e da tirtude deaojo legitimo e altisslma
empreza, tos, os que crels que a Providencia de
Deus cuida dos negocios do mondo, dotis con-
tir commigo em que pelas vias do sacrilegio, da
deshonra e do sangue nio pode chegar-se a con-
seguir a liberdade para um poto e a indepen-
dencia para urna naci.
Mente a eonsciencia humana e mente a his-
toria, ou oa auppostoa libertadorea da Italia hio
de entrega-la ensanguentada aos bragoa da aoar-
chia, doa quaea passari deshonrada para um ig-
nobil despotismo.
Recordar-tos-heis, senhores, com que srtes
tilias foi engaado, tendido, atraicoado um jo-
ven rei que s beneficios linha feito ao aeupoto.
A ultima tez que lite a honra de fallar-toa
oeste congresso, depois de reeordar Napoteio I
com os fossos de Viocennes. e n amor doa Booa-
psrtes aos Bourbons, en tos dizia : Se chega a
cahir a corda da cabega do rei de Nepolea, ji nio
restar no mundo aeoio um Bourbon coroado.
Poia bem, a coroa cahio ; porm, em troca,
as muralhaa de tiaeta ciogio urna gloria im-
mortal a fronte do joven rei, que, para ezemplo
e tergonha de muilos res, mostrou que em suas
teias corra o sangue de Heorique IV.
Permltti, senhores, que deste sitio) ssode,
cortezio da desgrana, a magestade cabida de
Francisco II e da heroica Sophia, reia legtimos
daa Duas- Sicilias pela aantidade do direito e pelo
amor de seus povos.
Sim, de seus povos, que protestam agora
contra a opprobriosa mentira do suffrsgio univer-
sal, e em testemunho de verdade escretem seus
tolos com sen proprio sangue.
Chamam-lhea bandidos ; e quem lhes chama
bandidos? Esses drusos, que encarceram sacer-
dotes,_ degollam mulheres e incendeiam poros
chnstos I ... Tambem se chamou baodidoa a
nossos pas, quando defendiam o seu templo, o
seu lar, e o solo sagrado da patria. Porm aquel-
les gloriosos bandidos de 1808 despertaran) a Eu-
ropa adormecida, alentaran a Europa cobarde, e
souberam dar nesta trra de Hespanha caaligo ao
orgulho de Napoleao, e sepulchro aos seus exer-
citos.
Eu, filho de um bandido da guerra da inde-
pendencia, entio os meus enthusiasticos para-
beos aos oobres bandidos das Calabrias.
Grande espectculo se esli dando oeste mun-
do 1 Francisco II, a quem a revolugo tirou a co-
roa, maa nio a gloria e o direito, eocontrou asy-
lo na cidade que o tem dado em todoa oa lem-
pos a todas as grandezas derribadas. Eocon-
trou-o jacto ao grande pontfice, coja coroa de
rei esli tambem tacilleodo sobre sua fronte au-
gusta e veneraoda I
Ali i leo des Pi IX, atacado por todaa as
for?as retoluciooarias da Europa, que resiste
apoiado no aepulchro de S. Pedro e rodeado de
todoa oa bispos do mondo I
Um facto 6 vos fari conhecer a por extremo
ungular, e sobre todo o encareeimento da angus-
tiosa situagao de Pi IX. A revolugo despoja-o
dei quaai todoa oa aeua estados ; tem xos seus
olhos cubigoios na cidade eterna ; lera levantado
sobre ella urna sacrilega mi ; e quem protege
Boma e o papa aquello com cajo auxilio a re-
tolucao cooseguio seas triumphos. e com cuja
tootade nao se atreve a mover-ae, nem aequr a
respirar I
Dizem que o imperador dos francezes pensa
na Sardenhs: .. Ah 1 posso tudo acreditar! mas
nao quero crer que esse homem renda o meslre
por trila dioheiros.
Temer a Deus, temer oa reis, se que hio
de flear reia na Europa ; temeri a Franca e a pos-
teridade.
Vde-o como homem em cojo peito lulam a
ambicio e a conaciencia, irresoluto, tacillaote,
adiantando um paaso, retrocedendo, feilo um
enigma para a Europa. Esse enigma pode expli-
car-se pelo medo. Tem medo o tario poderoso e
vacillantel Impelle-o de um lado a impiedade
com urna bomba de Orsini na mi; de outro o
detem a igreja de Franca, a immeosa maioria do
povo fraocez, que arraala lutos pelo aeu amado
e afilelo pontfice.
Ha occasies, Srs. deputados, em que a toz
severa de um homem de bem detem na carreira
o que ceg pela paixio corre airas do mal: as-
sim pode acontecer que a attitude nobre e reso-
luta de um poto calholico aeja causa gloriosa de
oio se coosummar no mundo urna enorme inl-
quidade... Nio conveniente, nio que nm
grande ambicioso, onde quer que pon ha os olhos
nio teja maia do que servs complacencias.
Nunca toa pedi, nem tos pego agora, Srs.
ministros, que rmela natos e mandis exerciloa
a Italia. Maa digo que, poato no tosso lugar, te-
ria fallado e obrado como quem te em aples
ventilar-te ama qoestio da dynastia bourbonica,
em Roma a quealio da nossa unidade religiosa,
em Italia, emfim, a queatio entre a citiliaacio e
a barbaria.
Desde que um salteador de reinos, auxilian-
do-se com lodas aa auaa paixdes, calcando direi-
toa divinos e humanos, aabio do Piemoote. inva-
di sacrilegameote os estados do papo, e irai-
goeira e deslealmente os estados daa Daaa-Sici
lias, eu rompera i face do muodo com o rei a
quem a igreja soparon do aeu seto. Ah t quaoto
me doeu que o Piemoote ousaaae p6r em Bolo-
nha a mo aobre cousas pertencentes i Hespa-
nha, e que soflressemoa um s dia qe elle esti-
tesse representado nesta corte, junto de urna ra-
nha piedoaa, e de urna altiva e nobilissima na-
ci I
Maa esquejamos o passado e pensemos 00
presente. Estamos discutiodo o projecto de res-
posta ae discorso da corda ; reconhece-ae 00 aeu
parsgrapho terceiro que proprio dos sentimen-
tos religiosos de saa mageatade a solicitado com
que procura que os goternos das nages calholi-
cas estudem os meio de afiaocar ao redor do eo-
lio de aua aantidade a paz e a aeguranca neces-
sarias.
Apirea segoranca ao redor do aolio ponti-
ficio I Nada maia do que islo ? Caasa horror sem
dutida : a peona ao eacrerer eogaoou-se ; oio
foi islo nnicamente o qua quizeates dizer, se-
nhores da commissao ; seguramente nio isso
sd o que quer a Hespanha, de quem sois re-
presentante. a
Dir vos-hei maia o que me oceorre neate
momento : ae nio explieaea essa palatraa iofe-
lizeg. fareia tcitamente opposiglo ao goteroo,
dar-lheie eocaaertameote na tolo de censura.
c E na verdade, ttendendo ao que essas pala-
traa dizem, aioda o pouco que nos di o governo
tds o cerceses, porque emfim o goteroo pde es-
tas palatraa nos labioa de 8. M.: < Teobo pro-
curado que osgoteraosdasnaedes collocado de-
bsixo da sua saois direegao (a do padre aantol ae
reunam, aflm de iotealigar os neios de lhe dar
em eu* etladot a paz e a seguranza necessarias
para exercer com independencia as sugustaa fuoc-
ges de seu sagrado poder.
Em seu* astado* diz o governo : tos respon
deis : em redor do seu soiio. Lestes o famoso
folbeto do calholico sincero T Lales as hypocri-
taa e Insolentes proeaeseas do bario Bicaaoli i
aaots s? Pois o earholtce sincero nao teria
Iholics, ed'oma rainha piedoaissims, oio consin-
tis, senhore da commissao, amante da tosaa
f e da honra de Hespanha, nio consiotais, nio
deis ocessilo para que alguem auspeile (suspeita
infundada e Indigna aem dutida) de qne ae escre-
veu esse paragrapho como desejo disargado de
lisongear reis eslrangeiros; que te esereveu ten-
do diaote dos olhos o folheto que a igreja universal
condemoou, e que Pi IX qualifieoa de monu-
mento osigoe de hypocrisia e de ignobeis cootra-
diccoes. > Espero aa tossas explieages, e espe-
ro-a satisfalorias, senhores da commissao ; es-
pero que nio fareis reparo ao menos em eoodem-
nar, como o Sr Caldern Collantet eondemoou,
o roubo sscrilego dos eslados-romsoos ; que nio
o fareis em dizer, ao menos, como eom honra
propria e applauao do paiz, disse o Sr. Calieron
CoUantet; que calholicos, hespanhoes, catal-
leiros, defenderis sempre o poder temporal, hu-
manamente fallando, uecessario para que o tiga-
no de Jess Chrislo na trra possa reger a igreja
espalhada e derramada pelas cinco partes do
muodo.
c Coosidersi, senhores da commissao, eooaide-
rai. seohores deputados, a questio que hoie se
agita oa Italia.
Ji to-lo dase a aociedsde europea echa-
se impellida por duas correntes contrarias ; urna
que a lata para a religiio, a justica e a liberdade,
a oira que a leta para a impiedade, anarchia e
violencia.
Estas duas correles, oa digsmo-lo melhor,
estes dous principios, tem lutado sempre, tem lu-
tado em todas aa pocas ; porm em algumas oc-
casies solemnes lem dsdo entre si grandes bata-
Ihaa.
< No seclo XVI, o espirito de rebelliio pre-
valecen em alguna pontos ds Europa, negou a aa-
loridade religiosa, e o homem ae fez pontfice :
no seculo XVIII applieou-ae o priocipio i ordem
poltica, e o homem ae fez rei: a revolugo frao-
eeza armada destes dous principios, foi aintasao
do inferno no mundo, a
< Pois bem 1 a retoluco da Italia filha da-
quella revolugo Para que hatemos de escon-
der a verdade ? Porque oio ha vemos de dizer qoe
o espirito deasa revolugo inimigo mortal do
catholicismo? Essa revolugo ataca Pi IX pon-
tfice e rei ; ataca o poniifl.ee na autoridade di-
vina, ataca o rei na autoridade humana.
Eu quizara ter urna toz lio altsona, que a
outissem lodos os reis e lodos os potos do
mundo. >
c A mooarchia do papa, a mais augusta, a mais
aueocoada do mundo, cahiodo, arrastari atrazde
ai, cedo ou tarde, todaa as mooarchias da Euro-
pa. A revolugo da Italia, essa revolugo que
nao reapeita direitoa oem ditioos nem humanos,
triumpbando por firo, envolver toda a* Europa,
cedo ou tarde, na anarchia, oa confuaio, e em lu-
las indisiveis.
c Aconleceri entio ns Europa alguma eousa
semelhante ao que aconteceu quando o imperio
romano, deatrogado pelaa armaa doa barbaros,
caba em pedagos clamoroso e eosangueotado ;
porm, entio, havia urna cruz, em torno da qaal
se comegou a reconstruir-se a sociedade. En sei
que essa cruz exislirl sempre no mundo, porm
nio sei que precisamente naja de existir na Eu-
ropa.
a Dizem que muito ensina a experiencia ; te-
nho tootade de negar isto; maa o que affirmo, e
a isso me letam todoa oa diaa cada tez maia II
lustres exemplos, que ha na historia da huma-
nidade pocas espantosas de cegueiraa men-
tis.
t A presente urna deltas. Dormimos ao p
de um tulcio, e aegundo tejo, admiro-me I
dormimoa tranquillos.
Nem ae quer a toz de Loja, que ha pouco re-
soou, nos pode dispertar, a
Loja, seohores deputsdos, Loja 1 Cide-me :
nenhuma quesio politica merece tanto a tossa
attengo, como esta, que nio politica, maa sim
de urna ordem superior, emineotemente social ;
nenhuma como a temerosa quesio que rerelam
os auccessos de Loja.
Maa nio obatante permetti que cbore do toa-
do do meu coracio ao leanbrar-me que alguns
bespaohoea lem morrido no cadafalso. Eu oo
sou dos que negam a legilimidade ds pena de
morle ; porm... causa-me horror o sangue. E
atreter-me-hei a dize-lo: dutido se ha bastante
autoridade moral nesia sociedade incerta e per-
turbada para eotregar as mioa do verdugo qual-
quer homem por delictoa polticos. Bdirei mais...
o que esti no tosso coracioe00 meu... todoa
saudaremos com alegra o dia em que o goteroo
julgue detnr acooaelhar a S. M. que dirija be-
nignas tistaa aobre oa que boje gemem infelizes,
ionge de suas familias, desterrados da sua pa-
tria I
Loja, senhores deputados, Loja. Quaoto a
mim dizer que nio me aorprendeu, porm cau-
aou-me profunda e dolorosa impreasio a noti-
cia dos psra sampre deplorareis successos de
Loja.
All, segundo o que depois oos disseram,noa
confina de trea provincias andaluzas, formon-se
urna sociedade secreta estabelecida com perver-
sos fios.
All, creou-se ums associacio publica, que
oio data trabalho aeoio aos que s ella perteo-
ciam.
c A Loja chfgatam, i tlsta de todos, Bibliss
protestantes; em Loja espalhatam-ae, i vista de
todos, escriptos sediciosos para aflastar o poto
da igreja, para irrita-lo cootra toda a autori-
dade...
Em Loja se chegou a gritar : morra a rainha,
morra o papa I >
c Ji ae sabe, antes tinhs-se grilsdo: Vita Ga-
ribaldi I >
< Emfim, em Loja renniram-se nio sei quan-
toa mil homens debaixo de urna bandeira, que
nunca a Hespanba conheceu nem em auaa po-
cas de gloris, nem em seua lempos de deca-
dencia.
a Morra o papa, e morra a rainha I E isto na
trra catholica e mooarcbica da Hespanha, trra
bannada eom sangue de martyres. e Ilustrada
com a faga o has de hroe christoa I
c Que espantosos progressos, seohores depu-
lados, que espantosos progressos!
c Quizera saber o que se passon eom s noticia
de taes gritos, e com o proposito de taes homens;
o que se pssson no espirito dos ministros da rai-
nha catholica ; o que se psssou em tosso espi-
ritos, e o que se esti passsodo hoje, neste mo-
mento, quando a mioha tos tos records aquella
proposito e aquelles gritos.
Por ventura julgou-se que o successo de Loja
era urna conjuragao como tantas que neate paiz
se tem tramado ou lem eatalado, eque, reprimi-
da e castigada, oio dte atemoritar oa nimos,
nem dar qua peniar aos espiritos? 1
Isto sem duTida ae Julgou, e islo ae er;
porque eu tejo que oa poderosos esto tranquil-
lo, que os reos dormem, que os goternos sor-
riem
c Vejo qae a proprs commissio, so fallar dos
tombrioinecetioide Loja que commotersm nai-
eagetramenle alguna puto, te contenta em cele-
brar que para o reXa&alecimanto da ordem e para
eattigo do culpado, olocarecesse o goteroo de
appeliar para meaidas exttaordloariaa.
Pul isto o que oceorrtu i commissio; isto e
eaiavjiwje sisaiu ano lena qae
alterar neas-nm de voseas palatraa, c nio teria nada mata; maa a mim. tranca mete oarTaae
o proprio Ricasolriaeootenieote ees epprota-l.s. penco. K"nc""B,e' P,rece
Ah I nio coMfntais-, ministros dt urna naci ca-.t Morra t p.p, e aorra a rainha t Dlzal-me
toa rogo : quantoa exemplos de iojustiea, au-
tos exomplos de immoralidade leremos dws ao
paiz, quaolas ideas perversas (eramos espslbado
ou consentido que se esp.lhassem no peto bea-
paobol, pars qoe baja podido chegar gritar-*
r."nha"Va He,>"h''<>"' P-P-. mSSl
Loja espaota-me eom o aymptoma de nasa
horrivel enfermidade na soeiedada hespanhola e
crCde-me, eeobores, sea sociedade esli entera '
nio o verdugo o medico qoe bade earar.
Loj espaota-me como nm doa respiradores
do tuleo, cuja crtera eati na Italia, e, crJe-
me, seohores, esse tulcio contm em sea seio f->-
go bastete para abrazar o mundo.
a Coofesso-vos : ha mullos das que ae oppri
me e RU ma tenax e dolorosa preoceepacio.
Nao posso rucar daqui (bateado na test) a recor-
noV.h^""^ ritoiDan" l agora pronunciados
por labios hespanhoes...
Sabei. seohores, de pul. do, no que eston
pensando ? Pens no que foi a Heapanba na lar-
ga successio dos seclos, peoso no que comee a a
ser I Pens que ao fallar da intasiosarracena
que aemelhaote i torrente, detaalou nossa trra*
diz a antiga chrooica ; c nada ficou, aenio os bis-
pos que fugiram com aa reliquias e ae acecina-
ra m ia Asturias ; pens que em Coradonga se
eoconiraram reunidos o rei e s igreja represen-
tada por seus bispo, o poto representado por
seus soldados ; que o rei, e a igreja. eo poto,
empreheoderam juntos a batalha immorlal dos
sete seculos, al subtrem juntos ia torres do Gra-
nada ; que o poto a a igreja unidos em nome do
re letsram aa nossas baodeiras victoriosas por
iodos os ambiloa do muodo, e atraveesando 00
desertos do ocano, encontraran! um mando
noto e conquistaran! para Deas e para a Hes-
panba l
c Nunca houte poto, que como o hespsnhol
amasseos seus reis : nunca houte reia qne nomo
os de Hospsoha amassem o sen poto ; nu-
ca reis mais calholicos, nem poros mais reli-
giosos.
c Pens qoe, grecas a este amor, a esta allian-
?a, a Hespsnna tem aido a naci maia nobre e
maior do muodo. Seolo, meditai sobre aa lerri-
vea crises por que a Europa tea pensado depois
do diluvio dos baroaros ; a invaaio Barracse o
protestantismo, Napoleao. V ie nessas pocas
quem foi o cavalleiro da chrislandade, o campeio*
da sociedade e da Igreja ; e, humanamente fal-
lando, diiei-me quem a aaltoa T O poto hespa-
nhol com os seus reis e bispos i frente, pelejan-
do sem cancar nunca, por sete scalos ; o poto
hespsahol debaixo da cruz e daa baadeiras ds
c"lo v. ojo deecango da Europa erara trium-
phos da Africs, e debaixo da cruz edaa baodeiras
de Filippe II, que teoceu em Lepanto e nos dei-
xou o Escerial : o poto heapanhol e a igreja hes-
panhola que, com paamo da Europa, ae letaata-
ram unidos contra Napoleio, e dzeram tronase
aquelie, em cuja presenga trema e ae calata a
Ierra.
a Ah I senhores deputados I Quem o que t-
lenla separar este poto do aea rei e da sua igre-
ja ? Quem o que intenta qae a Hespanha dei-
xe de ser Hespanha ? Que exemplos, repito, de
immoralidade e de injualico. teremoa dado, qua
ideas pertersas leremos semeado oa consentido
que se semeaasem nesta Ierra, para qae selle ss
lenha podido ehegar a gritar morra o papa a
morra a rainha ?
c Eu sei que lodos tds, seohores depulados,
sem uma nica excepcio, condemoaia o grito de
Loja. Sim, eu o creio; e tos poderosa recordar
de que em outra occasiio, e alludMio a corle
partido, pronuncie! eataa palatras ;
Nio oego qae maitos desse novo partido
abriguem booa desejot, ese queris, aspiraces
generosas ; elles soobam embora eom coasslsa s
com tribunos, posto que es por essas ruaa nio
posso encontrar Camilloe nem Cintinatot; porm
ai delles e de vos no da ea que estala a grande
reroluclo que ameaga o mundo I
c A revolugo nio ae deixa guiar por oioguem,
porque a revoluco camioha sd, arraatando ho-
mens e couaas, ibrooose liberdadss.
a A revolugo, senhores ministros, lvenlos a
cabega em Loja ; venceate-la, maa sabis aem
duvida que, nao obstante, rite, s nao nicamen-
te em Loja, maa em todaa aa provincias da Hes-
panha, e tai gaohaodo proaelitoa, e tai sileecis-
samente tomaodo posicoes, e espera coa a aras
oo braco a hora e o sigoal.
Que aecusacoes poderia eu dirigir ao gevarno
de S. M. I Sabia o que na Andalusia ae estata
urdiodo, e calata-ae deisata oorar, coofiado sa
que a lei e o exercito baalariam para reprimir s
sedicio, caso que estalaase ; estata, difma-
lo assim, de bracos crazadoa, e deixata-a es-
telar.
Porque era eate proceder lio singular t
Porque o goteroo, ji o sabis todos, asi li-
beral I...
e Nio fallemos de liberdade, qae ea sao tasto
como aquello de tds qae maia a ama ; nao falla-
mos de liberdade ; nio no entenderamos ; sis
usamos a mesma linguagem : ha neate paix, s
oeate lempo, uma deploravel confoaio de ideas ;
at as palavras lem perdido ssa natural aigaifici-
go ; seria mesmo Decenario refazsr o dicciona-
rio da lmgua castelhana.
c Assim, nicamente tos direi, qae al gata
no muodo aa tioha acreditado qae era maia josas,
mais humano, e maia liberal, prevenir os delic-
toa do que eaatiga-los. nicamente toe direi, que
a poltica seguida pelo governo, ea cuiissac ds
hoje em dame, noa impeli inetiatel a latea-
ra eo te para a revolugo. nicamente tas direi,
se me permiti-is desear i vulgaridade danta sala-
se, que a eofermidade da Hespanha sis sa cara
com emplastos de uoiio liberal.
c Exigs qae o prove T Ea rae exija, senhores
depulados, que pondo a mi sobra o coracio res-
pondis a estas perguntaa :
c Nio verdade que ha poucos usos a cario-
stdade pergeototo, e que um demcrata 1
a Nao tardada qoe depois, coa s lempo, ss
dizia, ha alguna demcratas oa Madrid, elgsss
em Barcelona, nio eousa que d cuidado, daaa
dusiaa da illudidoa, qae, estando oa Hespaah,
phantasiam titer no foram enligo da Rosas I
c Nio terdade que tale ae dizia ha posees
sonos. ha matlo poucos aanee, hontem, so asa
de 51 ?
E nio terdade qae boje, no anas ds f 1,
debaixo do imperio de uoiio liberal, sa Madrid
e ea Barcelona, e na cidadea a pavo, e al san
aldeias, me e ee propaga, forlilca e ee orgaslaa
eate partido ? E' isto verdade oa meatira f
c As mesmas causas produzem as as asmas ef-
feito. A' aombra desea poltica, de cojos ergiee
um ae prostra diante.do papa, em qesato a as-
tro exalta Garibaldi, isJmtgs mortal sopapa, ee-
ti-ae pacificamente acabando da organisar esos
partido. Elle mesmo se reoonbecen desasar ds
aaaigoaladoa favores ao ministerio aclaal: ello,
se a memoria me nio engena, chegou a toadeee
rs-lo com o nio iovejado titulo ds grasde insti-
tuidor da democracia hespanhola.
t Eu aei que os homens qne eompoea o aiaie-
teno slo religiosos e mooarchicoa; ansa sai tam-
bem que a saa poltica est desdo tida dosao-
cracia ea Hespanba.
c Eu aet que o partido democratice sis
psrltde sociahsls; porm asi tambam qss s par-
tido soeiallrta hade ssseor neceseriameate oes
eniranhaa do partido democrtico.
d Nio tenho direito de soasar des chelea i


DIABIO DE PERNAMBUCO. *- QUABT4 RIBA 28 DE UNEIftO DE 18IB.
yratido democrtico seoo que esli allucinadoi;
algn* conhego en que a boa f igual a un
elarlssimo talento, porem sei tambem que arevo-
lugio da qual sao biletores, pesiara pe elna
delles,como porcima.de lodotods. .
A nioguem injuries a nioguem aborrego, nao
quero mal a nioguem ; desejo |iaz, elicidade, li-
berdade verdaderas para a Hesoanha epera loaos
os seuj Qlhos. ...
Por isso, nao como homs^i departida, pes-
que o nao tenho, mas como hdjwm,te so leva*.
u cima de todos es pariidosvjfWWiWpo encej.
resozinho, como hespanhol e com*ealholine,
jgo a verdade so governo a luna** paltia.
A sociedade, desde que ha meado, ttm re-
sido e continuar a regarle pac uom desta*duae
forjas, ou pela moral, ou p|a physica ; ou pela
autoridade. o pela espada.
Tudo o que por exenplot, por tactos, por
liesenedes, por eteriptoa, tenda a desvirtuar o
principio da autoridade, tudo isso condui direc-
tamente a snarchia ou ao despotismo, porque o
d*apre*o da autoridade o principio da revo-
lucio. j
Tudo o que teoda a persuadir aa maesas que
sao aoberanas, fomentando a liberlioagem do es-
pirite, que zumba das coutas maii sagradas e a
soberba do coragio, que tropela o que ha de
mate justo, tudo isej aprease a revolugao, que co-
anega como vistea, pelo deapreao da autori-
dade.
Tudo o que tenda a desenvolver o desenfiea-
"do apego aoa bena maleriaea, a exacerbar aa do-
rea dos que aoffreoj, a apagar ou ealibiar nos po-
?oa o aeotimeoto religioso, coosolago priocipsl,
nica as tetes dos padecimenlos humanos, lu-
dio isso originar o socialismo, perqu bstan-
le lgico que os que se imaginan de urna parte
reis, e se vdem de oulra desherdedos do co, pro-
curan gosar bem sobre a trra.
Digo-vos que teoho visto grandes exemplos
<3e injustiga, grandes exemplos de immoralidade;
que por toda a parle vejo terciveis misionarios
ale ideas, perturbadoras e dissolventes que cer-
rem pelas-cidades e aldeias e quando entram esa
soasas casas para escarnecer a autoridade, di-
vioisar a rao, exacerbar oessas peoaa e apar-
tar-nos directa ou indirectamente da igreja e de
Ihrooo.
A immensa maioria dea hespanhoes, com-
preso-me em reconhoce-lo, religiosa e moear-
chici; porm vos e eu sabemos bem que esses eo-
votpregadoreatem j grandeejauditonos; vos e e
nao podemos esquecer que Luja fallou. Afortu-
na foi (aliar antea de lempo. i>
Dizem-me que esteja tranquillo ; que a ma-
gistratura viga, e que viga o exercilo.
Nao o neg, mas quanao a revoluto se faz
noa espiritos, de que aervem as lea? Da que
serven) os exercitos? A idea maia forte de
que o ferro, e a opinio a rainha do mua-
ao.
Pois bem, as ideas vo-se desvirtuando em
Hespaoha, a opinio vai-se desencamiohande.
Aviso-voa disso, se o nao sabis, a
Cautella, que nao ebegue o extravio e pre-
vereao a certo ponto ; cautela que nao o vigori-
-sem correntes vindas de (ora da Heapaoha, que
ento o goveroo e a umo liberal, apesar do in-
trpido corago e da espada do seu che(e, detap-
parecer como a leve pal lia diante do furaco de-
seocadeado.
Eu nao aei se estas palavras lero autorida-
de, porm aei que os eputados que agora me
escutam nao estaro sentados nestes bancos. jd
Poder pensar algum illudldo que veoha o
canos e que delle brotar a luz; que venha a re-
volaco, e que de suas mos, reeeberemot a 11-
berdae.
Quero deseogsna-lo ; saiba pois, que pelos
camiobos da revolugao nao ebegaremos a liber-
slade, pelos caminhos da revolugao s chegaremos
ao despotismo.
Desde que ha horneas sobre a Ierra, a auar-
chia nao pode nunca gerar seno esse monslro,
que, eom ser to feio, ainda menos borrivel do
que sui mi.
Vos, que amis a liberdade deitai luto por
ella.
A Hespanha e a Europa, caminham para uoi
mmenso despotismo.
Sim, pira o despotismo pela aoarchia, .S'r.
Ilivero.... Estou cmgado; mas oo quero con-
cluir aam dizer algumaa palavras ao Sr. Rivero,
aueu amigo particular, poltico, nao.
porque o poro hespanhol, se separasse da sua
egreja e do seu Deut, nao acreditara em outros
deusea ; nao acreditara em nenhurn Deus ; ar-
*e-bia deserido e impio, como o poro francez
ou parte do povo (raocez no aeculo passado
Em Franca (ormou-se tambem urna escola
Jue era democrtica, e que depois. como disse o
r. Rivero que acontece, se cooverleu em par-
tido.
a Em *** wmbou *","> ?A5-
vras 4 libejajad*. Muatafcla hUerotdade ;
mas djttou ata Mi laiPJiWa* que ne-
(S^BjMHlicft. Veja* partido tetie
m '
do que DiotQn, mate sabios do que Sieyes, rtem
ve ser i
Sq.
\, mti'Mazes
Dr. Jos Flix de Brlto Macedo.
Antonio Garloa Pereira de Burgos Pon ce de Len.
Francisco Jos do Sicrameato e Silva.
Jos Firmo Xavier.
Seguio ante-hontem o Sr. Dr. Dorolngoa
Menteiro Peixoto para a Parahiba, onde vai en-
trar em exercicio da vara de juiz municipal da
capital para a qual (ora removido ltimamente.
.......nist^
. a Junta
as propos-
de ferr
nao
mais Utvtveho
A capital da Parahiba I .
a aua BMftatraiare a ptsjoa
cuja ioeaisea e attaalraqU anai
Aroha deae t Jugar
da (Najada provincial. ffCebi
taspaea a obra daullea(ao des
anlt*sta oidade a o peleada dos s\prpuco9.
. Remltem-Ma o ajjuioU :
Sr. redactor.Em ana AerteUwia de W
O Sr. Rivero censurava lio
pho da circular assignada pe
Negrete, e dia que s podia
absolutista. Li esse paragrap
se diga. Pode assigoa-lo o H
ntem um parsgra-
o Sr. Hernndez
e-la assigoado um
lio e admiro que tal
omem mais liberal
do mundo, com a condigo do que seja bom ca-
lholico.
Por esta occasio o Sr.
proposites
As ragas latinas sao catho
tinaa oo se iaro protestantiis ; erro affirmar
que a ordem a pode existir
Rivero soltou estas
.icas ; as ragas la-
tos; pode existir igualmente entre os protestan-
revoltosos do muo-
em paiies calhoti-
ordem em todo o
tes; fioalraenta os povos mais
do tem sido os csiholicos. >
Eu digo que podo' haver
pala em que se creia em Deosj, e em que se res-
peite a autoridade ; e neg que os patzes calho-
licos teoham aido os mais revoltosos do mundo ;
mas aioda que isto (era certa, o Sr. Rivero de-
va accieicenlar, para oo darj aso a que a igno-
rancia tiraste de suas palavras;, coosequencias in-
sensatas, que baviam sido revoltosos esses povos
nao por causa do catholicismo, mas pesar do ea-
Uiolicisoi, e devia indicar algumat razdes
para explicar o (acto que poueris parecer extra-
iiho.
c Elle sabe que a religio calholic* religiao
da paz; que sauttilca a autorilade e eooobrece a
obediencia ; que exalta a digoidade do homem,
anas que ordena a humauidado. Se poia os po-
vos calbolicoa tem aido revoltosos, te-lo-ho si-
do apesar do catholicismo. E valia apenas ex-
plicar este (acto. Potto que S. S. cempara as ra-
M aoglo-saxonias com a latina, fizando as suas
vistas em Inglaterra, onqe aquella mais florece,
e Uxaodo-as oa Hespanha, podia ter notado aa
differeuQas que exislem entre a sociedade iogleza
eminentemente aristocrtica ; e a sociedade hes-
paohola eminentemente democrtica ; podia ter
indicado, ao menos, que! oo havia comparaco
poaaivel entre o saogue pelado do norte e oaan-
gue ardenle do Meio-dia.
Julgo que o Srs Uvero, que neste ponto de-
ve pensar como eu, mejagradecer em vez de ae
scaodslisar,que o.advirla de que a Inglaterra, ha
treasec-ilos proteslante, (oi calholca por espago
de dez seculos ; que fot chamada a ilha dos Sao-
toa; que naquelle lampo tere oa maioret reis da
sua raga, entre elle o immorlal Alfredo e que
logrou ento a tua caita magna fundamento de
todaa as suas liberdadles, carta inspirada, e at
redigida por bispos eatlbolicos.
Mas eu neg a certeza do (acto. Compare o
Sr. Rivero a historia dje Inglaterra, desde que te
epsrou do seio da igreja catholica at aoa fina
de aeculo passado ; compare-a com a historia da
Hespanha, com esses dous steulos e meio. Qual
lemsido o povo mais revoltoso? Qual o povo
asis nobre?|Gm qual se tem derramado menos sao-
gue? Em qual se tem cuidado mais e se tem mais
honrado oa pobres e os pequeos? Nos oo te-
mos lido reis brulaea como Henrique VIII. As
nossas cortes de GasUlla e Arsgo nunca (oram
servs como o parlamento desae re, parlamento
mais servil que o senado, que fartou Tiberio com
a sua baixesa. Nos nao temos decapitado reis,
nio temos expulsado reis como os inglezes, oo
temos visto reis que flzessem degolar suas mu-
ltares ; nao lemos visto rainbas que fuessem de-
capitar outras rainhas. Por cada revobiQo ou
.desorden) em Heapsoha, duas em Inglaterra ; por
cauta victima aqu, cem victimas li. lato o que
diz a historia; e diz outras cousas que oo op-
poriano recordar, mas cuja syutheae que o po-
vo hespanhol, at nos lempos da aua decadencia,
tem sido um cavalheiro que ludo sacrifica a aua
aura ; e o povo inglez, al nos lempo da sua glo-
ria tem sido um mercador que ludo sacrifica ao
vM negocios
c Nao posto ouvir, Srs. deputados, esses hym-
oa temos Iuglaterra, que tjmpaUusa com os
druzzos na Syria ; que sympathisa com os mar-
joquioos quando esto em guerra con a Hespa-
ixb: que sympathisa com o Piemoote quando
tteconvm... Povo emfim que se lembra denos
pedir dinbeiro qoanoo noa v empenhadoi na
campanba gloriosa de frica : povo emfim que
etli em Gibraliar... QtMMdo em Ul pens, cene
seu Haapauhol, sinto-nw morrer de vergoob.
* D eeayae fez o Sr. Rivuo que afeito
como eid.de.ra ; S. 8. dase: s povos e#-
* tbollcos nao se (ario protealantaa.B E' verda-
de: teas pdem fazer-se incrdulos >
Suj diace que todo o povo que acrediUr em
DetM raepeiur a aatoridade, pede Ur orden ;
porm digo que no povo hespanhol s pode he-
ve -le e haver liberdade seedo cathoco ; prin-
cipalmente pela razio qoo indicou o Sr. Aivaro ;
mais eloqueoles que os laquelas Gutendinos
e todos estes horneas o que cooseguiram foi es-
tabelecer a Guilhotina, que esgotou de aangue a
Franca, e depois de dila-eeradaa suas entraohas,
leve a fortuna de que a escravisasse o despotis-
mo incomparevel do primeiro Nepeleio.
Deue, Sjs. epatados, deu-sae um eorsco
que oo sabe aborrecer, e que deixari de bater
em meu paite primeiro que conheca o odio. Pos-
so eu querer mal ae Sr. Rivero, cuja mo teoho
aperlado t Nie; eu lastimo o. desejo-lbe tode
o bem ; recoohece seu grande miento, posto que
desee talento diga D que Mirabeau dizia do silea-
cio de Steyes::
E' ama calamidade publica.
Ne ha mailoa das qe teodo o geste de
pasaear com o"Sr. River; Ihe dizia. Odia-em
c que os vosses triumphem, e triumphare, se
fr vivo, peosarei em voe com prolundo senti-
c ment. O Sr. Rivero poder adevinhar a ra-
no por que eu assim Ihe (aliara ; eu a direi ao
cowgreaso : oSr. Rivero, quando triumphe. ser
ri de poucos das, sombra de re que naufra-
gar miseravelmente entre as ondas do povo.
( OSr. Rivero : Nio teoho medo.) Que nio
temmedo? Danlou dia : Quein se kever
comigo? E a sua cabeca cahio na guilhelina.
< Nao ha remedio.; se continan) creaeeodo as
ideas perversas e perturbadoras, entibiando em
nos o aeotimento catholico, extinguindo-o em
mullos, cao ha remedio, despedi-vosda ordem
e da liberdade, reaigoai-vos urna aoarchia es-
pantosa e um espantoso despotismo*
Deus, digamo-lo aasim, tem abandonado o
mundo poltico aoa homeos, mas para ai reser-
vou o social.
As formas do goveroo tem-se determinado por
accidentes humanos. Oshomens poderam, e po-
dero viver livre e dignamente debako de qual-
quer forma de governo ; mas com e condjcao de
so cooformarem com aa leis que -Deus deu ao
mundo moral ; com a condico de serem profun-
damente religiosos. Deus quis que a liberdade
civil, a poltica, tola a casta de liberdade, le-
nham por origem a liberdade moral, isto. o do-
minio da razio apoiada em Deus, sobre aa pai-
oes que procurara eseravisa-la.
-a Se o povo hespanhol fdr verdadeiramente
catholico, aem necessidade de conatiiuicoes, aera
iivre ; -porm ae r deseado, ae contina a li-
bertinagem de espirito que despreza a autorida-
de, se crescer o dosenfreado apetite dos gozos
maleriaea, neste caso perdis o vosso lempo.
Oh 1 pbilotophotl ohl legisladores I rio-me das
vossas leis : podereis fazer leis, mas nao pode-
reie fazer coalumea e sem costumes nao sero
vaas aa leis ? E sem leis respeitadas, nao im-
possivel s liberdade ?
Srs. ministros, aviso-vos, ae acaso o nao sa-
bis : a enfermidade da Hespaoha nao iocu-
ravel, mas grave. O mal vai profundando, a
revoiucio avaoca, em pouco lempo lemos fetlo
grande parte da jornada, se continuamos pelo
mesmo esminho; no flm est o cahos.
Lola poda-nos ensinsr alguma cousa ; creio
que nos nao eoeioar nada.
-Tinha algumaa cousas mais que dizer, porm
fallam-me as torgas. Urna palavra ainda. Se as
que tenho pronunciado tem sido fastidiosas para
alguem, ou tem aido importunas algumasde mi-
chas predicOes, ha um meio expedido para me
responder combater : chamem-me neo ou vi-
sionario.
D'antes repellia eu o oome de neo com todas
as miohas forgas, porque sou catholico velho ;
agora nao, porque me vou convencerlo de que
o papa e os bispos do mundo catholico, e por
consequencia ^greja cathoiica, sao j neos, fl-
cando os calholicos verdadeiros os que vo de
braco dado com o padre Passaglia.
Verdade que para percorrer o caminho
do mando e chegari eteroidade, rae parece me-
Ihor companhiaa do papa e dos bispos, do que
a do padre Passaglia. Em quanto o visionario,
outra cousa. Recordo-me de que Joseph, histo-
riando o cerco de Jerusalm, falla de um Judeu
quedava voltas, dia e noite, em torno da cidade
sitiada, clamando com grande alarido : \i de ti
Jerusalm I Eu tambem grito agora Ai da
sociedade europea, ai da sociedade hespanho-
la I Mas tomo Deus por testemunha, Deus
que l em minha alma, que ao entristcer-vos
com teriveis predicgdes, eu que teobo Albos e
amo a minha patria, dara gota a gota todo o
saogue das miohas veas para realmente ter um
visionario. Tenho dito.
(Nafo.)
fERNIMBUCO.
REVISTA DIARIA.
As ideas que nesta Revista laucamos acerca da
aecessidade da creago de urna sociedade dos ao-
liquarios deeta provincia, afioal germinaran), e
vo ter urna realidade com a constiluigao delle,
ponio-nos assim a par da corle e da Baha, onde
laes iostituieftes exislem j.
O da 28 do correnle, aaoiversario da restau-
ngao desta provincia do jugo hollandez, tem de
presenciar eeta festa com a installaco da referi-
da sociedade no saldo do convento do Carmo, oc-
cupado pela bibliotheca provincial ; e assim o
sol desse dia tem daqui por diaote ae represen-
tar mais urna conquista, em que nao desmerece-
ro os netos dos avs.
No empenho patritico de levar a effeito a crea-
cao de urna tal associaco, lomaram a Iniciativa
do convite os signatarios da caria, que damos
aqu; os quaes por sua potigio social, e foros lu-
terano, alm de boos desejos, augurara um xito
indeclinavel na idea que procuram traduzir em
(acto para gloria deala provincia, que a glora
de cada um pernambucano.
Illm. Sr.Quando todas as nagoes polidas,
anda as mais adiantadas, nao cessam de mostrar
decidido empeoho pela acqulsicio de cabedal com
que enriquegam a sua historia patria, cerla-
meote para sentir que a provincia de Pernambu-
co, anda na infancia de sua HUeratura, e alias
to cheia da glorilas recordages, rao possua
urna sociedade, que, seguindoembora de longe
e modestamenteo nobre exemplo da capital do
imperio com o seu importante Instituto Histrico
e Geographico, se applique desvelada e exclusi-
vamente j acolher e fazer perpetuar trsdicdes
que perder-se-hiam com o volver dos lempos, j
a pesquizar e a reviver documentos ainda nao
vulgsriaados, e j finalmente a descubrir, verifi-
car, e dar noticia de monumentos e padrdes, que,
servindo de langsr luz sobre certot (actos, e de-
notar a pastada exlttenci de outros, coocorram
para o desenvolvimenlo de urna historia propna-
mente nossa.
Aasim pensando, lembraram-se os abaixo as-
signados de promover a creago de urna tal so-
ciedade sob o oome de Archeologiea Ptrnambu-
cana ; e certos de que a dedlcago e patriotismo
rene V. S. as precitas habilacdes e recursos
para a realisagao desta idea, teem a honra de in-
vocar a coadjuvaco de V. S. convldando-o para
seu tocio installador, e rogando-Ihe que, no caso
de aonuir a itto, se digne de comparecer no salo
da bibliotheca publica provincial pelas 11 horas
do dia 28 do correle, escolhido para a installa-
co da sociedade, por ter o aoniveraario da res-
laurago de Pernambuco do poder hollandez em
1654.
< Somos com a njaior estima e considersgo
de V. S. atteneioit veneradores
Joaquitn Pire Machado Porlella.
Jos Soaret de zevedo.
Antonio Rangel da Torre Dandeira.
Antonio Wruvio Pinto Bandeira e A. V.
Salvador Henrique de Albuquerque.
Recie. 7 de Janeiro de 1862.
Cumpre que este appello se nio esquWem. as
illuslracoea e ai uoUbilidadea da provincia ; e
estamos conscios de que nenhuma o far por
certo.
leado-ae reunido dia 19 do correnle a jun-
ta qualidcadora detta parochia da Santo Antonio,
oh a presidencia do Sr. Dr. A. Epaminondas de
Melle, >eiz de paz do primeiro subo, compoz-te
meta dos leguiatei Srs.:
dn correte vimos um morador de S- Jos pedio-
do a tilma, cmara municipal, para mandar en-
trar em exercicio os supplentes de flseaes das fre-
guetias da Boa-Vista e S. Jote ende nao se en-
contr a limpeza desojada, por cauta da grande
evleoso daquellas (regueziaa. E', Sr. redactor,
verdade o que allega o morador de S. Jos, prie-
cipalmenle na Boa-Vista, onde moramos e onde
encontramos muitos lugares immundos, coeso
seja oa Gapunga Vetba a proximldade do muro
da caaa de um fraocez, ne qual ha lixo em tanta
quanttdade que execede a 4 palmos de altura ;
porm nio gmente na Capunga que ae eocoo-
tra a falta de limpeza as ruaa, porque tale ota-
se tambem junto a ponte do Maoguinbo, aa tra-
vesea que vai para vtrada de Joao de Barros e
Soledade. E com-tudo oo admira, Sr. redactor,
que nesses lugares apootadoa ae d isto por se-
rem mais relira dos, porm no Mondego, o becco
dos Ferreires, aa traveasa das Barreirat, por onde
transita o Sr. fi-scal diariamente, que causa es-
panto.
Queixa-se aioda, Sr. redactor, o morador de S.
Jos da quaKdade daa carnea vendidaa nos scou-
guea, e sobre este ponto podemos dizereem medo
de sermos contestados que na Capunga e Maogui-
nhose tem realmente vendido carne em mo esta-
do ; e que as tabernas desses eocontram-se g-
neros em pessimo estado, de modo que em urna
dessastabernas j. o Sr. Dr. delegado encontrou
manteiga com bichos, e refinando-seasiucar com
tangue podre. Os moradores da Capuoga, Sr. re-
dactor, esto votados a viver entre o lixo, e a con-
sumir gneros de pesaima qualidade, em ama
poca de epidemia, em que todoa vivem attus-
lados.
a Se nao (osse, Sr. redactor, temermoa enfda-
lo, de cootinuo estaramos oceupando as colum-
nas de sua Revitta sobre nracgoes de postaras,
e outros casos que sao inteiramente incommodos
aos babilaotes dosarrabaldes da Boa-Vista.
c Queira, Sr. redactor, publicar em sua Revis-
ta estas liohas, que com isto (ar ainda mais um
favor aes moradores da Capunga e em particular
c Ao
Tro.-...
Reunio-se domingo ultimo a junta de qua-
lificago da parochia da Boa-Vista, sob a presi-
dencia do 1 juiz de paz, o Sr. Porflria da Costa
Horeira Aires.
A mesa compoz-se" doa Srs.:
Simplicio Jos de Mello.
Francisco de Lemos Duarle.
Ur. Lourenco Trigo de Loureiro.
Joaquim de Houra Gqodim.
Mas pedindo dispensa os Sra. Dr. Loureiro,
Simplicio e Gondim, (oram substituidos pelos Srs.
Thom Carlos Peretti, Jos Ferreira e Juvelioo
Armiaio de Barros Corris.
No mesmo dia (oi iostallada igualmente a
junta da fregueza de S. Frei Pedro Goncalves,
aob a presidencia do Sr. Jos Pedro das N'eves,
ficaudo composta a mesa do modo seguinte :
Aoaslacio Jos da Costa.
Joo Francisco Marques.
Joaquim Alvea da Silva.
Jorge Rodrigues Sidreira.
Em sessio da cmara municipal do da 20
do correte, sobre proposta do Sr. vareador Sim-
plicio Joto de Mello, foinomeada urna commisso
composta do mesmo teohor e de mais os Srs.
vereador Gustavo Jos do Reg e medico munici-
pal Francisco Jos da Silva, para darem seu pa-
recer sobre a posico do estabelecimento de lava-
gem do Arraial com relaco as distincgoes de sa-
lubridade publica daquelle local.
bis o decimo-quiolo
a Rolelim oficial.
Em um oficio de 17 uo correnle, dirigido
de S. Vicente ao Exm presidente, dizem oa Drs.
Espinla e Ermirio Cesar Coulinho, mdicos em
commisaao, que, leudo partido deAllianca no dia
15 ueste mez, pelaa 10 horas da manha, e pas-
cando por Cruaogy, chegaram quelle lugar s
9 horas da noite no meamodia, e que a epidemia
contioa a fazer seus estragos uos arredores dee-
sa povoaco, revestindo-se de iotensidade desde
Macacos at Pimeota e eogenho Liberdade, em
que a mortalidade oo tam aido pequea, a sen-
do sccommellido dentro da dita povoaeio um ou
oulro individuo, e acrescenta que o numero dos
morios tinha augmentado do da 12 15 do cor-
rate, da sorte que al o dia 16 hatiam sido se-
pultados 23 cadaverea, sendo 12 no dia 12, 1 no
dia 13, 6 no dia 14, e 4 no die 16, em cujo nu-
mero figura o do lente Jote Igoacio, pestoa
notavel do dittrtcto ; e conclue dizeodo que a
mortalidade devida sem duvida aos desvos de
rgimen, ao deaprezo da cholerioa, e ao trata-
meulo irracional empregado nessas localidades,
e que oo tinha ainda recebido a ambulancia re-
quintada a S. Exc.
Em um officio de 18 do correte, dirigido de
Nazareth a S. Exc, diz o Dr. Abilio Jos Tararee
da Silva, que os mdicos em commisso, cima
mencionados, que se acham em S. Vicente, delle
requisitaram, como iodispeosavel, que all se
maiasse, urna rez em cada semana, por conta do
governo, para ser diatribuida a carne pelos indi-
gentes em coovalescence, ao que elle se prestara
por oo poder a isto recusar-se, autorisando ao
respectivo subdelegado a fazer a deapeza precita
e mandando que adiatribuico ae fizesse sob suas
vistas e as do vigario da fregueza de Nazarelh,
que all anda se acha, e aecusa recepgo da am-
bulancia remedida por S. Exc. que vai ser en-
viada, depois de dividida, a S. Vicente e ao pri-
meiro districto de Laraogeiras, qualro leguas dis-
tante daquella cidade, emquese declarara o cho-
lera, aeguudo communicagoes do respectivo sub-
delegado ; e conclue dizendo que a epidemia se
declarara, por ora benigaameote, no eogenho
Alcaparra, meia legua dialante da mesma cidade,
comegandopelo irmodo propietario, e matan-
do smente um escravo, e que naquella cidade
apenas tem apparecido um ou outro caso de diar-
rha.
Em outro officio da mesma dala, e em ad-
ditamento ao que fica meocionado, eommunica a
S. Exc. o mesmo Dr. Abilio, que de combinago
com o Dr. Symphrono Cesar Coulinho, resolve-
r que este partisse em companhia do delegado
do polica a percorrer Allianga e Laraogeiras, que
ao oa pontos da cidade que ae acham atacados
pela epidemia, aGm de que com sua presenga se
tranquilise a populago, e distribu o mesmo fa-
cultativo alguna medicamentos e prescripcoes pe-
las autoridades e pettoas mais aptas para itto, na
iuteoso de serem soccorridos os pobres, e de
evitar que o mal ae communique aquella, cidade,
ou faca que sua populago ae entregue ao desa-
nimo, e diz que, logo que o Dr. Symphrono re-
colher-se da excursio, ae aioda nio (orem pre-
cisos seus tervigos na mesma cidade, ceasar a
gralificacao diaria que Ihe (oi arbitrada ; e con-
clue pedindo a remesas de prescripcoes impres-
sas para tratamento do cholera-morbui.
De um officio de 17 do correnle, dirigido de
Podras de Fogo a S. Exc. pelo respectivo subde-
legado, extraamos o que vai abaixo transcripto ;
e em um officio, datado de honlem, pede o Dr.
Jote Soriano de Souza que S. Exc. o eioutre da
commisso, de que foi eocarregado, do segundo
districto medico da freguezia de S. Jos.
c A' vista da ultima commuaioacio do Dr. Lu-
ciano Xavier de Moaes Sarment, da que trata-
mos no bolelim de honlem, S. Kxc, reaolveu que
elle ae recolheate a esta cidade, deixaodo a fre-
guezia da Luz, e em consequencia do mo estado
de saude do Dr. Joi Joaquim de Souza, per-
millio que regretsasse a esta capital.
< Nio ha caso algum de cholera-morbus nes-
ta cidade e suas immediagoet.
c A's 6 horas da larde de 21 de Janeiro de
1862.
c Dr. Aquio Fonceca.
c Illm. e Eim. Sr.Appareceu o cholera mor-
bus em Cruangi, desta districto, e no dia 30 do j
passado um pedreiro do li viudo e cuigando aqu
ji affectado do mal aoceumbo.
a No dia 7 do correte um soldado do deata-
camsnto desta povoagio, tere a mesma torle.
Nos suburbios desta povos{io, tem te teproduzi-
do oi casos e quati todos faites.
a Estas diversa* occurreacUs tam aido levada*
ao conheciaento dos lilms Srs. Dr. juU muni-
cipal tupplenle em exercicio e delegado da co-
marca, porem ettes nao tem, aem duvida, podido
dar nenhuma providencia, afira de pr deteovolvneoto do mal por todos os lugares que
cercam tala povoagio, e que fazem parte deate
districto. '
< No da 1 do correte squi chegou da Para-
hiba e Dr. Vital de Oliveira, medico, mandado
pelo Exm. presidente daquella provincia, e no
dia 7 do correnle a 11 harta da noite o Dr. Sar-
ment filho, que, de Cnteagi oade Ji eatavam
varios mdicos, eie mandado pelo 8r. delegado
sata comarca ; porem ne da M sabio a Dr. Vi-
tad para a Parahiba, porque nenhsma aoticia ap-
pereceiido dos lugares oaegraeeeva e epidemia,
aappunha-se que o mal Uvesee ceseado nesaea
lega rea, e que esta povoeclo pela toe posigo
geegTaphica e pelas condicoet hyglentcat em que
se acbava seria preservada da agello.
No dia 18 notte recebeu o r. Sarment
officios, que o chamavam para o freguezia da
Luz da comarca de Peo d'Albo, onde ae dizia ter
apparecido a epidemia ; e no dia 14 deixou sata
povoagio entregue aos seus proprios recursos, e
em bem criticas circamstaocias ; pois leudo no
dia antecedente mandado uiedicamentos para
dous doentes na cmara ( urna legua d'aqui dis-
tante ) no dia 14 chegou o portador a ver no-
vot remedio, porem nio estando j aqu aquel-
lo doutor, volloa o portador sem medicamentos,
e honlem fallecen um daquellea doentes.
Aasim li casa es confiados na misericordia di-
vina, que Dio desampararla esta porgao de seus
tllhos
co-panhelro repelliram intuito fio formal e de-
gradante cora as armas de que te navwm mu
nE? assim que as coutas te Mlerem. *]
se preptrtm elemento, para ama occatlio pro-
picia.
A imprudencia de .?!'? Bal-,',VrT"
-, quando o mal tomava novas direccoes e
cada vez ae approximava mais desta povoaco.
Bala subdetegacia esperava que de Goianna che-
gassem para esta povoaeio oa recursos proprios
da actualidad* ; mas aa couaaa mudam de face e
as critee te loroam cada ves mais frequenles.
c No dia 43 do correle doua casos (ataea do
cholera se deram na Serrinba povoaeio de
de mais de tres mil habitantes, e tres leguas d'a-
qui distante, e de entao para ci tem-se repro-
duzido cem espanto.
De honlem para boje fallecern eeia pes-
toat, e te acham muitaa accommettidas. Aquel-
la povoaeio, ficindo na estrada do sertio. adia-
se dividida e perleoce a etla provincia e a da
Parahiba.
a O delegado do termo do Pilar, de que ella
faz parle, j officiou ao Exm. presidente daquella
provincia, porem a (alta de mdicos na capital e
lalvec ua provincia tem aido causa de ae achreos
em completo abandono oa babitanlea daquella
povoagio, duplamente infelizes, porque nem teem
medicrnoslos e quem ot applique, e nem oulrb
agua para beberem, senio a esiagnada em um
mo agude, ende bebem e se lavam animaos,
e onde ae lavam os pannos dos mesmos chole-
ncos.
Estas mesmas cendiges coacorrersm para que
em 4856 aquella povoagio perdesse proporcio-
dalmente mais gente do cholera do que eata ;
por aqu ali com to exigua populago fallecern)
treseolas e tantas, e aqu para onde sffiuia gente
at de mais de 10 leguas em derredor, bavendo
ento urna populago superior a seis mil habi-
tantes, falleceram quatroceoloa cholencos do re-
cinto da povoagio.
Observo a V. Exc. que o estado de Serinhem
mait miseravel posaivel, porque falta de me-
dicamentos, e de quem os applique solre aquel-
la povoago a falla de meios de alimentos |para
o tratamento, por que ali nao se mala neelae
circamstancias gado para o consume, de antes
se fazia nos sabbados, e ti feirss semanarias Ihe
licam em todas aa direeges tres leguas e mais
ditlaotes.
D'entre oulraa povoag5ea nao se deram mais
casos do cholera a fdra os dos das 30 do paaaado
e 7 do correte, j referidos, porm o mal gras-
sa em roda e tem feilo muilas victimas, e aqui
mesmo os prdromos da epidemia tem sido ob-
servados e combatidos. E' o quanto de mais
positivo posso informar a V. Exc. que obrar se-
gundo seu phllantropico corago em beneficio
destas parageos abandonadas.
Daus guarde a V. Exc. felizmente. Subdele-
gada de polica de Pedra.de Fogo, 17 d Janeiro
de 1862.Illm. e Exm. Sr. commeodador Anto-
nio Marcellioo Nunes Goncalves, digoiasimo pre-
sidente desta provincia de Pernambuco.
RepaaTigio oa polica.(Extracto da parte
do dia 21 de Janeiro) :
Foram reeolhidos casa de detengao ao dia 20:
ordem do Sr. Dr. chele de polica, Manoel F-
lix da Silva, pardo, de 40 anuos, agricultor, cri-
minoso de tentativa de merle em Garaonuns,
Francisco da Rocha e Souza, branco, de 50 an-
uos' proprielario, criminoso de morte, e eri-
menlos em Porto de Pedraa; Jerooymo Ferreira
da Silva, pardo de 30 annos, agricultor, crimi-
noso, viudo das Alagoas, e Julio Gomes de Sou-
za, pardo, de 26 annos, tambem agricultor;quan-
do do meamo lugar veio como recrutado a
ordem do subdelegado do Recite, o crioulo Luiz,
de 20 annos, gaohador, escravo de Anglica Ma-
zado Diaa, e o pardo Ignacio, de 22 annos. agri-
cultor, escravo de Manoel Henriques de Barros
Cavalcante, ambos por aodaram (agidos ; a or-
dem do de Santo Antonio, o prelo angola, Joo,
de 50 annos, cocheiro, escravo de Jos Pinto de
Hagalhaes, por infraego de posturas; a ordem do
de S Jos, Honorio Jos da Rocha Jnior, par-
do, de 38 annos, alfaiate. por ebrio e sutpeita
de furto; a ordem do da Boa-vista, Manoel, criou-
lo, de 25 annot, tervente, escravo de Jos da
Silva Loyo, por iofraegio de postura'
Movimenlo da enfermarla da cata de deten-
gao do dia 21 de jaueiro :
Tiveram baixa para enfermara :
Jos Barboza do Nsscimento, gastralgia.
Beoto (africano livre) ameoia.
Zeferioo (escravo de Joaquim Tenorio Sarino)
broochite.
Ignacio (escravo de Manoei Henrique de BCa-
vaicante) gnorrha virulenta.
Antonio (escravo) clica espasmodica.
Venceslao (escravo de Jos de tal) coustipago do
veotre.
Tivera alta da enfermara :
Manoel Antonio Bastos da Silva.
MORTALIDADE 00 DIA 21 DO CORnENTE:
Manoel Jacimho do Sacramento, Baha, 20an-
nos, solteiro, Baa-vista ; hpalite chronica.
Antonio Jos Hagalhaa, Portugal, 12 annot,
tolteiro, Recife ; encephalile.
Perpetua Candida da Silva, Pernambuco. 56
annos, solleira, Pogo da Panella ;] peneumonia.
Joanna, Pernambuco, 5 mezes, S. Jos ; ente-
rita.
Eduardo, Pernambuco, 10 dias, Santo Antonio;
espasmo.
Benedicta, frica, 30 annos, aolteira, escrava,
S. Jote; parto.
Pedro, frica, 28 ennos, tolteiro, escravo,
Recife; hematemizes.
Communieados.
0 sepulchro acaba de receber mais um corpo
sem vida ; o co mais urna alma sem manchal
Urna malber, com todos os sublimes predicados
da natureza ; ama eapoza com todas as virtudes
de ama ndole excedente ; urna filha com todos
ot aTectot e ternuraa de um coragio aincero e
devotado ;tal era a creatura privilegiada, que
a morte acaba de roubar aot extremos o cari-
nos de no mtrido, que a idolatrava ; de paren-
tes que nella viara um bratao de honra da fami-
lia, e mait que tudo dos pobres e desvalidos, por
sobre cojas necesaidades entoroava copiosos be-
neficios e disvelos 1 A Sr.* D. Clara Mara da
Conceigo Silveira, esposa do Sr. lenenle-coro-
nel Goriolano Velloso da Silveira, aps os mais
dolorosos e longos sofinmeotos, rendeu seu es-
pirito ao Creador, no dta 16 do correte, no en-
genho Ribeirio, no meio dasbengios e lamenta-
ges de todos quantoa conheceram essa mulher
distincta e altamente estimavel I E nos, que
apreciavamos de perlo suas invejaveit qualida-
dea, nio podemos deixar de derramar sobre anas
ciozas as mais sinceras lagrimas de verdadeira
compunecao I
a precipHacio
de outr dio resultados taes ; ma
menos detCQuiideridor deixar po olvido "Clote-
melhante do qa* faze-le vir 4 tmpitMi I PW
difflcil id comfiehender-jn como ndoopr.
Joo CataJtaotl din pwhal, tendo em hpm
perverto te debtete aj-enhar cem aja chbala
na cara e e tea eomaenheire terviaee de tetie-
munha muda e Impettive!.
O Dr. Adtlino ffraetmeni tefido, como se an-
nuacia, deve proceder a "corpo de delicio em as
aridaa para que nio fique impune um crine cu-
jo conheclmento pertence ex-offlclo a aegao da
juitigt. Sr. Dr. promotor publico quanto antea
cumpra com o seu dever, requeira a faceto do
auto de corpo de dolido, cumpra o dispoeto no
art. 256 do regulamento n. 120 de 11 de Janeiro
da 1842, para que nio ae diga depois que a bou-
ve nolcia do dellcto quando oa vealigios do
mesmo ja nao exitliam, e entio Acar a classifi-
cagio do delicio a arbitrio do juiz (ormador da
culpa.
Sr. Dr. chefe de polica interino, V. S. cuja
inteireza proverbial digne-ae tomar conheci-
meolo desse aelo cujas consequenciss funestas
nio te podem prever; ordene a faego do auto
de corpo de delicio, para que te fique sobando
que nao houve um alternado gravaque o que
houve (oi levas contuses provenientes de un
chicote que ums mi apaixonada lavantou con-
tra um adversario injusto que espalhando a ca-
lumnia procura deturpar aa rtpulages alheiaa,
para flrmar-ae o predominio na freguezia da Ta-
quara.
O Dr. Joio Cavalcanli de Albuquerque deve
ter a cadeia por morada e por companbia um
gal, porque no momento da paixio levantoa de
um chicote contra um inimigo injusto ; lato
quando de volta da provincia de Pernambuco
saltara na praia do Guagir, onde se dera esse
encontr desagradavel. E o que merecer aquel-
la que as trevaa calculadamente (ere a reputa-
gao do adversario naquillo que ha de mait nobre
infiltrando o veneno da calumnia de modo lio
ageitado que bem dfficil seria evitar o effeito
malfico do meio destrmenle empregado ?
Onde a emboscada, onde eaaa gravidade de fe-
rmentot, que j um auto de corpo de delicio
nio vem em apoio do dito T
O simples dito nao basta e muito pouco mere-
ceu sempre o do apaixooado e interessado.
A reputaco firmada do Sr. lente coronel
Joio de S Cavalcanli de Albuquerque nao po-
der jamis soffrer s menor quebra por um acto
de nm terceiro, embora (seu parete e amigo,
principalmente quando este acto filho do mo-
mento, e~ resultado da paixio.
Tudo fica sanado, e cada um no seu posto;
aga-se o auto de corpo de delicio, e conhecida
a gravidade do meamo, eocarregue-se o Sr. Dr.
Corroa Lima di (ormago da culpa, visto achar-
es ioteriuamente no cargo de chefe de polica, e
ento o resultado ser em favor da justiga e da
verdade, tanta a confianga que temos em S.
S., e o julgamos lao extreme aos odios e mesqui-
nhaa vingangas, que animamo-noa a dizer, a
autoridade a mais propria para tal fazer, j pelo
seu espirito immulavel de Justiga, j por sua in-
dependencia, j por tua severidade reconhecida,
e finalmente porque o publico aaber que nio
houve puohaes, e que o padre Manoel Vicente
nao acompaohava ao Dr. Joo Cavalcanli, que
nao se escoude e nao te escondeu.
A ameaga existe pendente, e qualquer que se-
ja a o densa posterior, nao ha que duvidar d'oo-
de parti ; acripta manent.
Ao Sr. D. Joto Cavalcanli, alem do pezar que
Ihe ficou de deixar-se dominar pela paixio, cai-
ba-lhe o ser objeclo de to boos desejos ; itto ,
de ter por morada acadeiae por companhia
urna calceta.
Tanta injustiga jamis te vio 1 Onde te diese
que era perverto um mogo que, em um momen-
to em que (oi dominado pela paixo, descarre-
gou algumaa cipoadas em outro, teodo este ou-
tro o offeodido ? Qual o cdigo que marca pena
de gales para punir semelhanle (acto ? Nem
tanto I
O Guagiruense.
(Do Diario da Parahiba de 10 de dezembro
de 1861).
Breves observarles carta que o Sr.
Dr. Navarro dirigi ao Sr. epatado
Pinto de Campos.
Lendo com atteogo a carta do Sr. Dr. Navar-
ro em varioa nmeros do Diario de Pernambu-
co dirigida ao Sr. cooego Joaquim Piolo de Cam-
pos, applaudi maito dos seus pensamentos e re-
flexes
(*) Ei que (oi contada a bittoria do detagra-
davel encentro do Dr. Joio Cavalcanli de Albu-
querque com o Dr. Adelioo Candido Carneiro da
Cunba ; mas de um modo Uo romanceado que
etlrtobei o (acto que aeria novo para mim se
aquelles doutores nao ossem do meu eonheci-
mento.
0 (acto deu-se de um modo multo simples, e
entretanto que apresenlado o Dr. Joio Caval-
canli de Albuquerque armado de um punhal com
companhelro que Irtzia igaal arma, come preol-
aando de morar na cadeia e ter por companbeiro
um gal, lio cobarde que aoffreu chibaladat na
cara, por duas venes e nem elle e meaos teu
(*) Por smaeecia de m a tetase deixou A sabir
em lempo ette commnnictdo.
, mat permitame o Sr. Dr. Navarro es-
traohar-lbe a acrimonloaa censura que fez ao
clero, sem que este Ihe merega tanto sarcasmo.
Nao eatou, Sr. Dr. Navarro, no globo da la,
nem lio pouco em algum paiz longinquo onde
nao veja como vo as nostat cousas.
O Sr. Dr. Navarro langaodo urna vista d'olhos,
reflexionando um pouco chegsr ao conheci-
meoto de que todat aa classes boje esli mais
ou menos desmoralisadas, e a tal retpeito te po-
de appliear o cato da Biblia acerca da mulber
adultera quem oa Judeus aecusaodo perante
Jess christo, este lhes respondeu coma seguin-
te sen tenga : Que aquella que ae achasse sem
culpa (otse o primeiro a lbe a tirar a pedra, e
baixando a cabega, quando levantou a vista nio
vio mais nioguem ; e porque deu-te itto? por-
que Jess Christo soodava o (undo dos coragoes
de todos e prescrutava-lhes as eonscienciat, sa-
beodo que nao eram menos culpados os aecusa-
dores do que a aecusads.
Mas como o clero foi sempre o alvo para onde
lodos dirigen) seus tirot, e s para oode ludo
olha sem que primeiro olhe cada um para si, e
tirando a Irave do teu olho descubra depois o
aretto do olho albeio, seguindo nisto nio mais
do que um conselho moral.
Vemos, verdade, que sendo tirado o clero
oio dos coros aogelicos mas d'enlre os homeos
de urna poca corrompida, e nao lbe sendo trana-
mittida a tantidade juntamente com o carcter da
ordem, como mereceram oa apostlos de neces-
sidade elle hade participar da immoralidade que
ataea hoje o corpo social, quati devide ao espi-
rito da poca.
Corra o Sr. Dr. Navarro as diversas elasses da
sociedade actual, olhe para todas as insiituiges,
repare para lodos ot estabelecimentot, lance
mesmo urna vista retrospectiva sobre as nossas
repartiges publicas (com algumas excepgei)
dispa-se um pouco da indisposigSo e do orgulho
com que tanto hostilisa o clero, e o Sr. Dr. Na-
varro oio deixari de exclamar com o aotigo
philosopho : Oh I de quanto capaz (o auri sa-
cra (ames) ohl que detgragas nio acarris o la-
xo I 11 Eolio o Sr. Dr. Navarro eom mais cir-
cumspecgio entrar no conhecimento da ver-
dade.
Mas como ha um proposito firme tm te des-
cooceituar o clero, mialer te (az que seja so-
mente este o nico opjecto de todas as censaras,
o sofredor de todos os baldees, o alvo de todat
aa injurias.
Sim, Sr. Dr. Navarro, muito certo por ser
urna mxima daa sagradas lettraa, que ara abys-
mo chama outro abyamo, e o Sr. Dr. Navarro
bem v que qusai todos oa annos o infeliz
clero bnsileiro brindado em pleno parlamento
com os bellos epithetoe de ignorante e deamora-
lisado.
Ora mogo intelligente, como o Sr. Dr. Na-
varro nao conhece urna ditparidade, nao obser-
va meamo urna grande deaproporgao em todoa
os elemeatoa de prosperidade no Braail relati-
vamente ao clero, que a claise que tem retro-
gradado, vai retrogradando, e ba de retrogradar
at o ponto em que o espirito patritico e verda-
deiramente nacional, conhecendo nelhor oa aeua
direitoa, e sabendo comprlr religioatmente ot
teut deveres Ihe marque an peradeiro.
Nio ancherga o Sr. Dr. Navarro ae grandes
modificagoea que se tem (eito not eslabtleeimen-
toa Iliterarios, aa importantes reformas daa es-
colas sciealineas e creagdee de novo* institutos
de iostruegio publica T Nio sabe dat peasoas,
que i costada oigio, amas a expensa dos cofres
geraee, e outras dos corea provinciana leen ido
eatudar na Europa at ciencias que ainda nio
tamos, de apereigoar aquellas que j linham ei
aprendido T
Entretanto, Sr. Dr. Navarro, a par de angran-
decimento material e seieutifleo, que se tem (eito
i favor do clero T
Folbeaado a historia daa nagee em anas de-
ferentes pocas, conpalsaado sene aaoaee naa
idadet primitlvtt, nt meia Idade e na actual,
nio vejo ama naci que, saccodiado e jags ea.
loeial, Uoba em lio poaee tempe B*ees*ra,
tanto como o Braail.
Sitram de exemplo entre ealree tedas te i*.
publicaa d'Aruerica, eom ama eeica eseepd.
doa Estados-Unidos, e ji hoje desasiese e'Aaw.
nca do noria, e o oslado qusai ailarriaemaaaa
republicaa que nos cercan, eaire ee eeaaa aa
acha e Braail, miaba chara psiiia, evtese, tan
e opulenta imperio.
Como Iteaileire amante do mee paiz, e ..
encho de pcazer, eu me enlbutiasmo de ajsat
mea corefo se dilata de jubilo, miaba alo,
exalte eeelegrie ao cooten piar lana graaetaa
em em seriode-tlo limitado, eeperaeea e*p *
dia pela ameoisawe do seu dina, pela averna.
josistima posigio geographica, pela riqueza ea
aeu solo em lodos os tres reinos de aatavesa, ,
sobretudo pela forga iolelleclual de asaa Imaa,
elle dar ieisao muodo: as cono eccletiaotw
co o neo coragio te conprime, ee awasjaetae me
aUssalbam, a minha alma se apeeqaaata, eea-
fesso ingenuamente lamento a serte de petleacet
urna clatse que a nica desde a aatta eatae-
cipagio poltica, desde qae eeattiteinoe asa po-
vo livre, e que j avulu ea osela das eeeaea.
que caminha a paaaoa letsjoe aa estrada ee re-
gresso, que vai como que subnergiodo-se aas
abysmoa da iodifTereoga.
Como explica iate, Sr. Dr. Navarro T
Quando ludo proaperano Brasil, toe sacar-
docio quem decebe ? I
Seri por culpa do meano sacerdocio* Ni,
mil vetes oio.
Embors o Sr. Dr. Navarro a naitee de sea
claase, digan que ain.
Porm oio o sin ou ao, que ceestiiu> a
prova, naa sin a aua demooslragio jealo i lia-
guagem doa (aclos cem ledas as eaaa circaaasua-
cias, e ea provarei.
Nioguem iaoora qae prlocipioa e Braail r
urna simples colonia porlogueza privada se
muitos recuraoa, meano porque ene eae* pe
quena, como Portugal, nio pedia teaiaatar
tantea conquistas, e (ter prosperar saaaaMaaae
mente suas colonias, a.pardee victsaiades par-
que passava entio an eua vida petilica, tetras
do de nals a maia em deeeetreee Mierresjee,
que levando-o as bordes do abysme, e fes te-
jeitat-ae ao denioio estraageira, jopa qae aap-
porlou por 60 annoa de poder hsapaahei.
Mas nio obela lado isle: amiste clame at
cootra o goveroo portugus, mistar raatsttat,
que elle nio era lio nio cono e presionan, a
a prova que en Iree seculot, apeeer de latee
os contralempoa lupra-roeociooadaa, e Brasal
leve a illaatracao necesearu para eeabscar atas
direitoa, e oa neioa preciaos para aaeseear a ja-
go colonial, conatiluir-se en sais livre, celie-
caodo-se, como um grande imperio, se lista das
nagoes.
Quem ignore, que era eolia a elere e citase
mais importante, a corporagio mate hmraia
do paiz? Proclama o Brasil s sos isdoposdes
cia, para o que muito coacor rea o elere, ceas-
lituindo-a, eaUbelece a sua (orna Se gaveta*,
eata lira ao sacerdocio a (Ore clerical, pottids
este derroca-se o edincie. A maaaira ea aeaoi-
tiva'que, com o aimplea toque da mee de be-
mem aenaibiliaa-se, ceetree-ae a nareba, aeaim
o clero vai pouco a posee pardeado e ese aetage
explendor, murchan-ae aeaa btios, cabe ea ol-
vido, e com elle o seu antigo paral teja
Esta opinio, Sr. Dr. Navarr, aee iaeiaee-
menle minha, ella se acba bastada see tibias
observages do meu illustre neetre e Dr Ma-
noel tiendes da Cuaba Azevade, de tarea a
grata recordago. qae aqui traaacrava para casal
conhecimento des meu leileres.
O clero (diz o sabio escriplor) tem dimiaeide
em reputagio e saber, pelo abaadeea ajase e fa-
verno tem feilo de sua educagao eepectai, liu*-
raria e poltica, e a aboligio dea srivileanee qae
te Ihe nio podiam tirar aem a certeza deeta re-
sultado funesto ; naa o povo a nediea qae a go-
verno abandeaa o tabernculo i eaewrso-s da
qolitica, elle aecende na tea ceracie a caen
eiro de ouro, e guarda jH osa asale a arca a a
le. [Mendes da Cunka. ebe. ee art. t, % Y de
cod."erian)
Con effeito, dedo cele golpe seertal e elere
vai tenlindo dimiouir-se a see viulieaea, j eae
sao as principaes elasses, que e bascan pera ava-
len t* r seus bratoea, ee clames neaot bvscaeiaas
o invadem : avala de tantee recurso* liUarahae
e acieolilicos onde a aaocidade braeiteira eeacatee
um vasto horisonte, teodo diaote da at aa par-
vir venturoso, ella abaodooa a ciaaae, en eu* s
v privagoea, sem a menor vaatagem, terreas
acadeniaa, e especial mele a (acalladas de di-
reilo para nutrir aua ambicio ao vaste campada
poltica, depois de obter en grao ecadenw, eae
o habilita para oceupar os lugares mais imi-
tantes ds uago, eenllocado a cpala, albarcai
deadem para ealea pobres rafairaa, qae aiaJa
compoem na ciaste o que ae di e eeae de
clero.
E que quera o Sr. Dr. Navarro, qae fizesse a
pobre aacerdocio braaileiro, altee digne de ne-
lhor sorte, por ter sacrificado seee bees, ata ra-
pouto, ea propria vida aa santa caaaaea iaaa-
pendencia para libertar a patria f Naa liaba te-
tro recurso seoie reaigear-se tea triste a-xte,
e ah contemplando a ingratidio dea sea* sase-
los compatriotas, esperar dias maia valaeeaetv
em que a nagio condecen Jo see erre e tace tin-
gar ao seu anligo esplendor, deprame*-lbe ana
posigo onerosa, e digna de see ninis sa-
grada.
Sendo preciso nio meocieesr sentte, nm
sim apresentar factoe, que provea e qa leabe
expendido ; alm de urna serie indulta damae,
apretentarei um bem recente, ceje viciiaa tt
acha entre eds, o quem quizar oteegeaar-at
con aeua proprios olhos. e ter en pleae c*ab-
cimeoto da verdade, pode ir va-la aa casa da te-
teoco desta cidade.
Reflro-mei pessoa do lllra. Sr. padre Aaioeie
Malachias Ramos de Vascoocelles : esta pattre
padre, a quem involveram aa queslio de Buiqae,
deraoostrou com documentos ea au aaUaiacat,
que nenhuma parto leve naqeella eataatrapba,
que provou exhuberaolemenlo ae Iriauaal d*
jury, oode sendo abaolvido, pende seje e>
appellagio na relago do district*.
Nio meu Qm defender e Sr. padre Va
cellos, o meu nico proposito damaeetrar
pooto de aviltameoto tem ebesjade a
no Brasil, lude devido i extioegio de see Me, e
a nenhuma importancia, qee ee d ee estada ec-
clesisstico.
O Sr. padre Vascoocellos, qee eaqeelle lagn
oceupava o cargo de ceadjecter, saed* praaa
tumultuariamente, sem attaacbe atsmma i are
carcter sacerdotal, (ei entregue e
escolta de soldados, e p lez a vi apta sel
de oiteota leguas (aperar de ter datante
em que podia montar, mee aee) eemeaetraa) e
eeatt vasta exlenaio de csateme, tasa te taras
apenas montar i cavallo, qoaade j eiteeiaada da
forgas. e eetropiado abo pedia mate dar aa ase-
so, eolio tonaram am cavalle e see vasete, t
oo meio da cagnalba e puseram,
aa pernaa por baixo da barriga de ai
como oa bracoa, en caja peala da
va nm soldado, e outro adianto
bretto, de maoeira que o Sr. padre Vi
feilo calaoga da eordao, ara abierta de
soldados, sendo porm do isnpeiiss e
ot povos por onde passava, qee
ramete religiosos, nao pedan ver >
aima 'emogo um sacerdote em sel
ravel.l
Mas o que inleiranente ne revattea tai i
que o Sr. padre Vaacoaeallee tai ssmamtae 111
As algenas, esse nalrumeete a t Man s des uv
dres, dos roubsdores e dos |
petando sobre seus bracee lbe
pulios I I I
Sim, em sacerdote de Dase,
Evangelbe, aam atioedet ss se pele*
Chriato (Noli tngete C\
lado, es seee aagradaa
aodrando e alvilaata
mister |exclamar
quaado abusar da seess
Sim, Sr. Dr. Navarro, e
preso, algemede, iatarlade ae
colla ; camiahaado p meia
(eom pouooa ialervallosL e heje
deate cidade, per simples e
ciot, cono provoa seade
ladros, ot roubadoree, ss
cujos crines tem aide exh
dos oes tribuaaea de sais, cen|
sollos e liares t I e aoteri
se, e polica es see
perdda.
Seiba mus o Sr. Dr.
Unbem noi dtpssssm J ss
bispo, qne tendo chinada I
ees, maa eocetaade se,
rarebia, foi latinade dehaixe de
ber quando fot itto T Nie Mis
sreeebMtdt
eamtelmt*'


mmo *E wwARttco. j- QoiRT mal ts tit sumo
Dfi 1862.
Brasil foi colonia de Porttil, alo, que eolio
eramos governados coa vai a de ferro peloi Por-
tuguezes. qae eaUrtaaoi sugeilos a urna monar-
chia absoluta, qae Miara en sea pleno rigor o
livroS'dss Ordenagdes do Reino ; oesse lempo
era o clero respailado, gozara do sea loro, e si-
tas prerogeUree, razio peraae muito fforesceu.
massim. dea-se uto depois qae o Brasil se eoos-
tiloio ara poro Hrre, depoisqaefoi un Imperio,
cojo governo moasrchico, constitucional, re-
presentativo. que feram abolidas aediaposi-
coea das ordenares do rro quioto.
Nao ata a rae priaeira que laaeo mi da
peoa para mostrar o atado deploravet do tero,
porm as miahM palatras assim como de alguos
outros, at asaao do tato da repceeentagio oa
ciooal tem sida desaturdidas ( a ros do que
clama oo deserto! j Mts Daus que o srbitro dos
deetieos do mundo, dar remedio i aoisoa matea,
e tribunal de ettima loataacia para onde temos
de appatiar.
Facto igual soque se den em Pero ara buco eom
o Sr. padre Vascoocellos nio se pratica na Iodia,
China, no Japio, nem mesmo na propria Turqua'
com os ministros de anas creogas, embora seiam
todss estas nagoes idolatras, mas tabam respei-
lar os ministros de seas callos, sabera acatar o
seas sacerdotes.
O Sr. padre Vssconcellos preso e amarrado no
meto de urna escolte, e isto aoade? Em Poroem-
bueo, no pas claeslco das liberdades patrias? Em
Femambuco illustre patria de hroes I Em Per-
nambuco, ondeos sacerdotes sacri.lcando-se al-
tar da patria, regaram com seu saogue a arrore
da liberdade III -
Todos sabem que a religio a base e o sus-
leniaculo sobre que se firmara os imperios, assim
como deas sao os elementos quesustenUm o idi-
fleio religioso, sabedoria e rirtudes. Onde exis-
tem no Brasil os elementos de illastragio, em
que o clero possa beber a ioslruccie precisa para
hombrlarcom a parte mais Ilustrada do pais, e
susuniar a sua digoidade, como aempre sustenta-
ram r Responder-me-ha nos seminsrios.
Mas, eu relorqui-lhe-hei, o que sio os aossos
seminarios? Nao passam de estsbelecimenlos Hl-
teratios de orgaoisagio imperfeita, tendo chega-
. ll Pnto de abandono, que o seminario de
Olioda j permaneceu feixado por muilos anoos
e em que as suas aulas preparatorias, sendo in-
corporadas debaiso da denominarlo de collegio
das artea ao curso de sciencias jurdicas e sociaes
por decreto de 7 de agosto de 1832, era preciso,
quaodochegava o tempo dos exsmes andarera os
seminaristas pelas casas dos professores, pedindo
por especial faror para qoe os fossem examinar,
ao que elles maiUs veces nio se querism prestar
allegando que nao pertenciam mais ao seminario
e outros por maitas inaUncias de mo grado se
prestaran).
A rista de todas estas cousas era possivel que
o clero deixasse de decahir de sua applicacao lit-
teraris?
E nao parou ah porque as mesmas aulas theo-
logicas, que ainda continuaran) debaixo da direc-
gao do bispo diocesano, estas mesmas Ihe qui-
zeram tirar alm das aulas de geometria, deze-
nho, liogua grega, que j tinham sidosupprimi-
da?.
Reluca Sr. Dr. Navarro, e admire-se que li-
ona o seminarlo em sua fundagio oo tempo do
governo portuguez, nao e as sciencias, e artes
necessanas como as uteis, e al as curiosas. Sen-
do-lhe concedido um dos mais importantes ra-
mos do curso de bellas artes, nao tendo so meos
boje so substituto, pela supressao dos que exis-
ta m que possa substituir as cadeiras em falta dos
lentes calhedrnticos, nem as aulas preparatorias
nem to pouco as theologicas sendo os mesmos
lentes, que supprem as faltas occorridas, leccio-
nando muitas rezes urna das lrescadeiras.com o
grandissimo ordenado de 1:0008000, quaodo pro-
fes8or deprimeirasletlraajvencem 1:0008000, e
Hoje mesmo que se blszona por toda parte,
que o seminario est muito bem montado, eu fa-
rei er, que se elle nao peiorou, tambera Dao
melhorou de sorle, e veja se eu Unho ou nao
raiao quaodo assim fallo.
O seminario de Otinda inaugurado no dia 16
de fevereiro de 1800 pelo Exm. bispo de Pernam-
buco D. Jos Joaquim da CuBha de Azeredo Cou-
liiiho, grande litterato brasileo, de saudosa re-
cordago, a quem tioham coocedido as alfaias,
greja e collegio dos extinclos jesutas, seodo um
dos estabelecimeolos acieolifleos da maior utili-
dade oa repblica Iliteraria doode sahiram ho-
mens de reconhecido saber entre os quaes ainda
hoje figura o Sr. bispo do Rio de Janeiro, conde
dftlnj. capellao-mr de S. M. I. D. Manoel do
Minie Rodrigues de Araujo, constara das seguin-
tes aulis : lingua latina ; lingua grega ; lingua
fraoceza ; phiolosophia racional e moral; retho-
nca potica egeographia ; arilhmetica e geome-
tra ; historia sagrada e ecclesiastica ; theologia
dogmtica especulativa ; theologia moral, pratica
e sacramental; dezenlio ; canto gregoriano e li-
Ihurgia ; e esperara o supradito bispo fundador,
quando depulado as cortes coostituinles em Lis-
boa pela torga do seu grande prestigio de ter
urna faculdade de theologia. mas a independencia
do Brasil, com a qual nada gsnhou o clero, -
caodo de peior condigo, apesar dos exorcos em-
pregados, perdendo at vidas preciosas, prirou-
nos desse foco de sciencias.
IstoSr. Dr. Nararro, deu-se no anno de 1800
em que o seobor nao ignora que era o Brasil urna
simples colonia de Portugal o que basta para ver-
so que nao est mais sujeito a verga frrea dos
portuguezes, que nao vive mais debaixo de um
jugo terreoho, e desptico de um governo abso-
uto, como ento era o de Portugal, que se dizia
monopolio das scieocias, das posiees so-
de idade, natural de Peraambuco. casado, a of-
ncul de alfaite, e aesla qualidade ha mullos sa-
nos empregado no arsenal de guerra nesta cida-
du, a morador aa ra do Cotovello n. 18 me
consultara em flns de agosto do ano de 1860 so-
bre o estado dos seas olhos.
Ioormou que sents sos rista enfraqoecer, nu-
i fumacw nos olhos ou na vista, e sobre-
mel di<,
o outro en-
lodo que por um olho via melhor ao ,
ou quando haria bastante luz; e que pele
22E1&* u". l'lt nadslj s tarde, ou
i pouco calor, ou me-
-lleraglo de rista, oa
3J"or por a olno. ora por outro. Iba
embaracava no seu trab.lho. ou lhe criavam in-
Ilh? hor por am olh. or Pf "tro. 1
J2S 0 eu.,r0lho. ou lhe criavam i
M?%l' ,mi Ul conr,,s4,>. oesgostos que
obrlgaram a recorrer medicina.
da
Oburvago presencia*.
. T1!! ob,e""<1? eom lodo o rigor da scien-
hi. Wilri curiosidade, preciso
n.i0,m C9rle"' P0rque mo,i, vfi me|hr
ou peior, era com pouca. e ora com maita luz e
cir hV atfU8a de 8Ua Ti,la: Mu *" "o"
/L temp.os Poico a pouco fdra progre-
on.^fH^0"10 em ?U8 encontramos. E' bem
construido, porem est bastante caneado pela ida-
..'.. MK8,etD tffrlJo w o cabe5a. ou em
fr : men o que informara. Nada sof-
ire no peito, no coragio. nos intestinos, menos
aai bexiga nos, cuja quaotidade de ourina in-
dica-polvuria insiplda-e atona de suas bras.
,.."!; q8 oorin "leste doenle fo-
ram tratadas pelo ether sulfrico, pelo alcool, pe
o acido ntrico, pelo licor de Barresull. pelo ca-
lor, pelo aremetro, e emOm pelo microscopio,
uevo logo tsmbem declarar que este doenle
que molestia mais alguma aoffrara nos olhos.
s6mi-7..JI l, / a aoirrara nos otaos,
de .Se? Ta lf ^ mni00 Petr*fqae
!a.tA.Jecom pouca '"S3; P t
aeieituoso : e mi n* h...i. ',..r___.. _.
na va o uso dests remedio coas a aotoai % atro-
Pfae, para salar a avaitls, qoe estova um pouco
va Pre,B nio obedeca a soaacefto.
No Um do mezde outubro. ou 37-diss depois de
pralicada a opsroofa, j o doenle se impacientara
Okiervaco ,rssaVeia/_ O dnnu t.m .,. Af. i'r*amsl*oeM *M' 00> 1 d *od o
708 a 1 barrica dilo.cef.1o"i.K ot.
fumo.
fazer
paraios-
cisas, e dos postos militares com mdo de perder
o Brasil, hoje que j vamos muito alm do mea-
do do seculo XIX chamado por antonomasia das
luzese j caminhamos para o meado da nos-
sa emancipagao poltica em qoe o Brasil conta
duas faculdades de medicina e cirurgis, daas fa-
culdades desciencias sociaes e jurdicas, acade-
mia de bellas lettras, academia de bellas artes,
academia de malhematfcas, academia de mari-
nha, escolas de commercio, escolas militares,
bibliothecas, e outros maitos estabelecimentos
Iliterarios e scienlifleos, qae temos nos
truego do clero?
As seguintes aulas :latim ; francez ; flloso-
phia ; relhorica ; geographia ; eloquencia sagra-
da ; instituiges cannicas; historia sagrada e
ecclesiastica ; theologia dogmatic; theologia mo-
ral, pratica e sacramental; canto gregoriano e
leilura, de maneira que as tres aulas suppra-
mencionadas, isto geometria; dezeoho ; e lio-
gua grega que foram da instituido do sapradilo
seminario, Gcaram suprimidas, seodo a lingua
grega to oecessaria para traduego do texto b-
blico em todos os livros que compoe este santa
cdigo, pelos theologos, quaoto a liugua latina
para os institutos de Jusiiniano, para o direito
romano, para o corpusjuris, em summa para to-
da jurisprudencia romana pelos jurisconsultos.
Emquaoto a geometria, seoo de Unta utilida-
de para o ecclesiastico.quanto a lingua grega, po-
rm innegarel a sua ulilidade para aperfeigoar
o raciocinio, facer chegar-se a exactidio das de-
moostraces mathematiess : mas, como o padre
brasileiro nio deve saber estas cousa, acabe-se
com ellas. De maoeira, que quando no collegio
das artes se augmentavam duas cadeiras no se-
nnoario eram supprimidas tres.
Ouer mais claro, Sr. Dr. Nararro? A' rtsta de
ludo islo, em que melhorou o clero? A propo-
siio, me vem a lembranga o perjuro, o sacrilego,
o prfido Juliano apostata, eut monstro de for-
ma human, que se atreva a insultar at a Je-
ss Chrtsto, o perseguidor mais astuto, a ma-
nnoso que Uve a igreja, em suas inapiracoea sa-
tnica, lembrou-se que o meio mais efficaz para
executar seus damoados plaoos era orivar os
cbnstios, das sciencias. negaodo-lhea todos os
recursos, priraada-os al da iortrncco primaria
Para assim lavar araate seus peraiciosoa planos
e nao haver aseas poaeose cambaier com aa ar-
mas do raciociaio; a a eorU 4 que osa isto mui-
to consegua).
.Este artigo ja ra endenbo de prolkxo, e eu
nao quera abasar da paciencia dos meus pos le-
torea, porque dsaajo qo* ose preslem suas be-
nignas atteogoes oa cootiauagio desle communi-
CaJo.
Padrt Arruia.
Clnica medico-eiruraTlca do Dr.
Cosme de 86 Pereira na eapltart
da prevfaMia ale PerMaulueo
Calrala U*UaUar 9m ,(, M ^ ohtmU
%o Sr oTi. S*"!** <*?*#> tJSSi
Lr,, S S*la*Sio do Diario n, fl. I
atalo Faustino Som, 9u, H
aataas
Ooseroocoo oceular.
Ulnoss de consistencia oa dureza normal, sera
signal de mflammagao alguma iotern, ou exter-
na, corneas transparentes no centro, porem suas
circumfereocias estao opacas, [ circulo senil dos
autores) cmaras transparentes, papillas moris
impressio da luz.
Ai pupillas sio dilatadas.com osulphato neu-
tro de atropina comprado por mim ea casa do
or. Gadet-Gassecourt pbarmaceutico em Paria,
foroecedor do meamo medicamento para o Dr.
Desmarre, que me indicara.
Esta preparagio de conaoga, certa em seus
effeitos, nao inflmala os olhos e nem causa dor :
o que nao acontece quando ella acida, ou alco-
iina ; oio me tem ralbado at hoje.
A luz solar difusa concentrada por urna len-
te, e dirigida de modo que possa alumiar o in-
terior do olho. e permittir ao observador descu-
brir que o chrlstalioo do olho direito est opseo
em sua circumerencia, e transparente em seu
centro ; e o chrislalino do olho esquerdo todo
opaco, porem multo mais no centro.
Posto o doenle em um quarto esclarecido so-
mente pela luz de urna vela, as imagens de Pur-
ckioge sao claras no centro a posterior directa, e
a media Inversa desippsrecem logo que se faz
cahir os raios luminosos oblicuamente sobre o
olho, escondeodo se por detraz da circumferen-
cia opaca -do chrislalino, olho esquerdo neahu-
ma das duas ultimas imagens visivel.
O ophitalmoscopio de Ruete mostra grandes
manchas na circumsfereocia no cristalino direito
e transparencia no seu centro, por onde a luz po-
de entrar eir fazer ver a papilla do ervo ptico,
a retina com seus vazos, e a choroide em ptimo
estado. No olho esquerio, a luz nao pode passar
porque o cristalino todo opaco.
Nesls obserrago ha o emprego dos iostru-
mentos chimicos paraaoalyfa dasoarinas ; o dos
pticos (microscopio e ophitalmoscopio) para o
olho : e s com este ultimo instrumento se po-
derla chegar urna concluso certa, ou um diag-
nostico seguro, ou por outra, s assim que po-
derla o medico explicar qual o motivo da pertur-
bagao da rista do Sr. Faustino ; qual o conselho
que lhe devia dar, qual emflm o seu plano de lr*-
tamento,
Um meu patricio se acharia com direito de pa-
gar-me 5$0U0 por este trabalho, e se dira gene-
roso ; se eu exigisse 10&000 elle dira logo isto
urna usura. Se tosse porm, Paris, pagara
pelo menos mil francos; e se o fizesse com mais
economa (l todos sao generosos) lalvez que fosse
confundido com algum artista que paga muito
dando pouco, porque paga tanto quanto pode.
O Sr. Faustino nada porm me pagou, e nada
me dere.
Apreciemos o resultado da observacn e estu-
do rigoroso sobre este doenle.
O olho esquerdo estS completamente catarata-
do ; seu centro sendo mais opaco ah predomi-
na a diffleuldade da passagem da luz, mu prio-
cipalmeote quaodo ella forioteosa como ao meio
dn, porque ento a papilla estar oaaiacootrahi-
da; mas pela manhaa e a tarde a papilla estando
dilatada permiltir o iogressode Unto ou quanto
de luz. e deste modo o diicortioameoto dos ob-
jectos maisou menos nevoados. O olho direito,
tendo o centro de chrislalino inteiramenle trans-
parente, a luz passar por elle, a qualquar hora,
mas alarde ou pela, manhaa a pupilla estaodo
dilatada, este christalioo tendo a sua circumsf-)-
rencia opaca, deixar rer os objectos em parles
claros e em parte nevoados, emm havendo
rauita luz, como ao meio-dia, a visao boa ; ella
feta s pelo olho direito, cuja parte central es-
t transparente, fleando as partes opacas que sio
perifricas, coberla pela ires contratada : quan-
do, porm, a luz fraca, como a tardo, a visao
loroa-se mais iocommoda e perturbada ; porque
entram por ambos os olhos raios luminosos aif-
fereotemeote alterados, por terem passado por
meios transparentes e opacos.
O medico caminhando assim, islo apoiado
em ama observagao exacta, caminhar segara.
Qual seria, pois, em coosequencia disto meu
conselho? O de urna operagao fdra dado : qual
seria o olho escolhido para ella? o doente, quer e
exige que se faga em ambos, ao que eu formal-
mente oppuz-me, e escolhl, para a operagao o
esquerdo, isto, aquello cujo centro eslava opaco
gao. O doenle ouvio-me e aceitou meu parecer.
A operagao marcada para o dia de outubro s
10 horas em ponto, sao coovidados os Srs. Drs.
Ramos, Moraes, Pereira de BritoeXarter de Bri-
to, para assistirem ; o Dr. Ramos nio pode com-
parecer, os outros collegas esliveram presentes.
A operagao feiU no oa marcado, s 11 horas,
sem nenhnm accidente. A exlracgio confirmara
o dyagoostico da catarata lemticular dura. O
doente sendo tratado cooreoientemenle reco-
Ibido ao seu quarto.
Nenhuma dor, nenhuma febre, nenhum incom-
modo, emflm, mais do que aquello que se sent
quando se permanece em urna mesma posigo,
eolio o doente; elle estava satisfeito, mas eu nao,
por que por espago de doze das levara aborta a
solugao de cootiouidade feta para a sahida da ca-
tarata, ou por outra, ella o9o adherir por prl-
meira ioUnsao ; o humor aquoso derramava-se
continuamente, e nesta circumsUncia a ires veio
a fazer hernia : e eu tema a cada passo rer o
olho inteiramente perdido ; porm o doente era
horaom cordato, obedeca corajosamente ao que
eu lbe acooselhava, que era repouso, e multa
traoquilidade. A' 30 de outubro, 26 das depois,
a adherencia estara feta, deixando entre suaa bor-
das urna porgio da iris da grossura da cabeca de
um alfloete oem groaso sobre a qual a palpebra
superior bata furtemente.
A' 16 de novembro proced a eiciso da ires
herniada 25, a cornea estar completamente uni-
da; em novembro o doente era entregue aos seus
destinos, completamente curado, dialioguindo
perfeitamente seus filhos, os objectos qae Se acha-
vam em urna mesa, que eram mu variados, a
mo e os dedos, etc. etc.
Em dezembro entrara elle ao 'seu emprego.
Devo fazer notar urna circumstancia para que
qualquer ioteressado nio se illada.
O arco senil, ou aquella opactdade que so ola
na eircumferencia da cornea, darida aos progres-
os da idade, tida por alguna praticos como urna
contra tndicacio para a exlracgio ; ea nio qaiz
a Hender a esta eircumsta acia; i-la cortando pelo
meio desla opacidade, hoje ose claro que ella
augmenta muito do lado da aeccio da comea, mas
eaU circumstaneU ou esto phonoaeno iooepen-
deote da vontade do doenle e da habilidad* do
operador, ella Blha nicamente da idade aran-
Cada. Em todo caso fez-se o beneficio que se
podia tasar.
A looicago da casa, ra e o tu, o amo do
operado, dos mdicos asaistentea o do operador
derem dar toda a tranquilizada a qualquer io-
teressado*
Catarata lenticular liquida, otra do dyaQnoti-
co ; optracopor txtraceio, pralicada pelo Dr.
Sd Pereira.Obi. as HsH.
Bernardino da Sena aiarkio. brasileiro. bran-
co. de 43 annos de idade, morador na Barra de
Santo Aotooio Grande, veio asU eidsdo oa-
altar alguos medico sobre os sous iasomasaaos
deolhos: e oeste sentido me oa*ira a SO da se-
tembr do snno de 1860.
,..,,----- ." < yuimv ata uo iu pul-
s R"uea>. eo corejio bata regularmente,
oaamanifestava cansago quando andar, aa caro-
na" nao davam sopro slgura e nem batimento
anormal, dasconei eolio da alguma lesio de Bgi-
ao ou de bago que podeaae explicar aquella des-
colorago cutnea, o oame, porm. demonslrou-
oie que nada havia ah que desse ama
cao. "tufectoria, apenas soube mais
aoflrido j ha lempos de seses. O doenle de
estatura paqueos, magro e descorado, come com
apetite, dorme bem a todas suas evacuagoes se
lazem com regularidade.
Nio obserrei as ourinas desle doeoU; do que
estou arrependido, e quando mesmo nada eocon-
irasae de mal. estada hoje certo disto mesmo.
laasaodo ao exame dos olhos nptei ; cornes
transparente, cmaras perteitas, as posterioras,
porm, mui pequeas, pupillas movis, a do olho
esquerdo, porm, menos preguicosa, grande opa-
cidade Ieiiosa.e bem clara em ambos os olhos.no
ugar do cryslalino, que se manifestaran! fluc-
lBsales, ou dsnsando em suas capsulas; quando
o olho se mova; esta.opacidade occapava qaasi
toda a cmara posterior, ao do olho direito por
jer a papilla maisaberta, nio s a presen Uva es-
ta oscillagao como permetlfa ver parles mais Ui-
losas,e parte menos, e aquellas como que frn-
jalas e manifeslamente oscillaotes.
Devo declarar qae estes esclsreclmentos esli
aS? ie? l*'oha hl8lorl D- 1.1** do emoo de
iwbw. Nada ahi encontr sobra a palpagSo dos
o nos; e como ea tenhs o costme de fize-ls
creio que nada seoti de anormal, a se alguma
molesa foi encontrada, talvez que a altribuisse
ao estado cachetico do doente.
Em consequeocia do que observe!, a do que ri
descripto nos livros, diaguostiqueicatarata len-
ticular liquida em ambos os olhos.
O doente consultara Umbem ao Sr. Dr. Madu-
ro ; e eate em urna conreraa que tivemos me in-
formara que flzera o mesmo dugoostico. que en
sobre o olho direito, que era o que tinha a pu-
pilla mais dilatada, e meos movel: emquaoto
porm, ao esquerdo, nao fuara o seu juizo. Nio
sei se ostros mdicos foram consulUdos : as ve-
zes os doeoies tomam o cuidado de oceultar esta
circumstancia.
Em consequeocia do msu exame, urna opera-
gao foi proposta, o doenle aceitou-a ; foi mar-
cado o da 3 de outubro para ella, e convidados
os Srs. Drs. Valenga, Moraes, e Xavier de Brilo,
> primeiro nao pode comparecer.
No dia iodicado o doente estava preparado
para urna operagao de catarata lenticular liquida
por exlracgio.
Os mdicos sssislentes poderam ver distincta-
menle as oscillagoes de ambas as cataratas, sem
que a menor duvida se lhes apresentasse ao seu
espirito; as pupillas estaram dilatadas e flxas pe-
la solugao neutra desulphrto de atropina; as II
horas comegamos a operagao, determinado estara-
mos a faze-la em ambos os olhos, mas que s a po-
demos fazer em um ; e o trabalho que esta mesma
me causara ton tal, que s hoje. (3 de fevereiro
aeisoij, que ja sao passados 5 mezes, ainda me
stnto opprimido della. Feixadas as palpebras, e
o globo do olho. o cutello de Beer atravessra a
cornea, para corla-la em seu lergo superior so-
mante, e apenas a contra-punego foi feta, logo
urna porgao da ires veio collocar-se sobre seu
guaw, sem que nenhuma porgao do humor a-
quoso tiresse ainda sabido, (a cmara anterior
era pequea, e a posterior quasi que nao exis-
ta; foi eotio que sent mulla moleza no olho
retire o cutello sem offander a ires, fechei o
olbo, cobri-o com um panno ensopado n'agua
tria, e espereique o humor aquoso se reproduzis-
se, para acabar a operagao com o kisiotomo.
Passados siguas minutos
restar na lociso feita
por que so oao harta paseado- ainda bastante
tempo da oparagio, seodo am coosequencia disto
qae seu osudo ara meliadroeo f esperara eu que
a cornea fleasso mais transpareate, o que o humor
aquoso concluase diseotocao de alpinas par-
tientes Qocooosas do eryatalioo.depuzou outras,
para poder fazer um exime com luz concentrada,
explica- e ver o estado da capsula de crystalroo, lado pos-
que hara tenor, que presuma achar opaca ,- e ento pro-
i ceder como o caso esiglsse.
A demora do doente nao me ara rewUjota am
cousa alguma ; porque sua operagio toha sido
previamente ajustada ; o por isso se a exiga era
so em beoeflco seu ; era para dar-lhe um oooae-
ino baieado. e prudente ; mas o doeote, nao
quu ouvir-me, e por isso resolver ir para sua
casa, para onde partir a 13 de novembro, ( 40
das depois de ooerado ) promeltenJo-me voltar
em Janeiro de 1861.
Coacluindo este trabalho direi que com este
doente aprend muito, nio s pelo que diz res-
peito a natureza, o aie da molestia, como a ope-
ragao e ao tratameoto...
Em quanto a molestia, se cooclue desta obser-
vagao que se pode dar dissolugao do humor vi-
ino sem tremor da iris, e bem assim que com a
syochises, pode harer oscilagio da capsula do
cryslalino inlransmissireis a iris, e tio illusorias
que se as podeallribuir ao cryslalino dissolvido,
p diagnostico deria ser poiscatarata leoiico-
tar duracom oscilagio do crystalino devida a dis-
solugao de humor vitrio.
Emquanto ao tratameoto. reriflquei o quanlo
pode os esforgos da natureza ajudada pela von-
tade paciente do doente, pois qae em urna ope-
ragao de catarata por exlracgio, a inflltragio da
cornea, o a falta da adherencia primitiva, um
casograviwimo ; porm s a dieta e o repouso
loram sufflcieotes para conjurar este eminente
perigo ; o ludano de Sydenham empregado mais
Urde Uve por flra activar a absorvlgio dos lqui-
dos embebidos entre as laminas da cornea, e tor-
ua-la transparente ; o que foi conseguido.
Emquaoto a operagao, eu oio a Uria pratica-
do se este caso oio fosse urna excepgio; isto ,
sem tremor do ires, sem moleza do olho, popula
movel crystalioo, opaco, lactro, bem claro e os-
cilante, nao se poda fazer o diagnostico de urna
synchises, mas s m o de catarata liquida.
Emquanto a operagao, ella apreseutou-me
grandes ero baragos, que seriam insuperaeis se
eu nao eslivesse bem prevenido, tanto scientiflea
comoiostrumenlalmente ; e o maior delles fora
dito. caf. 90 iaTai 503
Exportaf&o
Do dia 20 de Janeiro de 1862.
iogleza Saralt, para Liverpool
carre-
640
880 saceos coa 4,480
Barca
gsrsm :
Viavs Amoros & Filhos, 1*0 saceos com
arrobas e 4 libras de algodio.
Bn'gue brasileiro Providencia, para es portos
tro Wo da Prata, arrogaran :
Jobnaton Pater 4 C. 580 barricas com 3,440
arrobas e 15 libras de assacar.
Bsrcaiogleza leabeUa Rodley, para Liverpool,
carregerem :
Sauodere Brothers & C.
arrobas de sssacar.
Escunra iogleza Mingan, para o] Canal, earre-
garam ;
C. J. Aatley 4 c. .100 saceos com 10,500 sr-
robas de sssucar.
Brigue ooraegueose Iduna, pira o Canal, car-
regaram :
h',i" A,ller C' .A Meco coa 8.500 arro-
bas de assucar.
Patacho dinamarquez Alona, para o Canal, car-
Kslkamano Irmios 4 C 900 saceos com 4,500
arrobas de sssuesr.
Bsrca iogleza Preicilla, para GibralUr, carre-
garam:
Patn Nash 4 C, 650 ssccos com 3,z50|urobas
do assucar.
Brigue inglez Cretcent. para Lfrarpool. carre-
garem : '
Seve Filhos 4C., 256 saceos esm 1,5*1 srro-
bas e 2o libras de algodio.
James Crabtree 4 C, E550 ssccos com
arrobas de assucar.
Becebedorla de rendas Internas
geraeai de Peraaaabueo.
Rendimento do dia 1 a 20. 20:1671550
dem do dia 21...... 367*236
afiliar o praaeota)
provincial de Per-
2,750
20.534*786
Consolado provincial.
Rendimento do dial a 20.
dem do dia 21.
66:0209061
3.969602
69:989j>663
de espera fiz aira-
- o kistotomo, que como se
saos, um escalpello lino a rombo, tendo soore
u dorso, e na aua pona um pequeo esporao
com o qual se abre a capsula, depois que o gu-
me tem cortado o resto da coroea, no primeiro
tempo da operagao.
Novo, e grande embatago, maior que o pri-
meiro. apparecera entao; porque sendo o lado da
puocgao bastante largo e o da contra punego
pequeo em virlude mesmo da forma do cutello
que triaogular, acooteceu que leudo passado,
muito bem o kistotomo, um pequeo mov ment
dado pelo doenle fez fisgar o gancho entre o n-
gulo superior da contra pangao da cornea, lado
interoo, e a mucosa : ao mesmo tempo que islo
succodia, e que eu quera acabar a secgao da cor-
nea, a ires de nevo veio collocar-se sobre o gu-
me do instrumento, embarago que j hara appa-
recido oo primeiro tempo. e que me impedir
de o concluir.
A' muito cusi, com muito trabalho, com mui-
la paciencia o prudencia consegu desembar-
gar o gancho, e fazer sahir o instrumento para
evitar o corte da ires.
Novo descaogo foi dado ao doente, e me re-
solv acabar a secgao ds cornea com ama the-
soura curva sobre o gume.
Desla vez alcancai completameule o mea in-
tento (se bem que com algum trabslho); o pri-
meiro tempo da oparagao rra coocluido, ou por
outra a secgao da cornea estar feita sem leso
alguma da ires e di capsula : aquella ji contra-
hida se deitava sobre esta.
S o medico que liver um caso idntico, oa
pelo menos mu familiarisado com estas opera-
goesi poderi calcular o meu procedimento, e o
meu trabalho.
Pa3sei ao segundo tompo, ou a abertura da
capsula e exlracgio do crystalioo.
O kistolomo foi de ooroiotroduzido para Teo-
dor a capsula do crystalioo em um pequeo
ponto, o que era bastante para sahir seu coote-
do se fosse liquido, e nada sahindo pensei que
linha Ocado em urna porgio ainda solida, e ad-
herente a capsula,e como a pequea abertura
da cornea nio deixasse o kistotomo volter-se
completamente, tomei eotio ama agulha curra
de catarata, e com ella fiz nova punegio. e ven-
do que nada sania, e que ao cootrario apenas
tocava oo crrisUl.ino, elle como que afuodra
como se estivesss a fazer urna leve presiao em
urna esphera Oca de gomma elstica, corlei a
capsula em cruz. Isto ~, transversal e horison-
Ulmente ; isto feito. um crystalino perfeito. eo
paco mergulhou no humor rilrio que oslara li-
quido como urna aolagio de gomma nio grossa
e que derramoa-ae logo por todo o olho, foi eo-
tio que recoonec ser a-catarata solida, e nio
liquida ; e que por detraz della havia a synche-
ses ou amolecimento do humor vitrio.
A oataraU foi tirada com o croque, e os labios
da ferida foram coapitados; depois do que in-
terrogando o doente ae via alguma cousa, dase-
me vejo urna claridad, o mais nada : o ao-
parelhocontensivo foi applicado, e o doeate le-
vado ao seu loito.
Nao proced, pois, a operagio po outro olho.
por qae eu oslara fatigado ; o Umbem por que
como Uvesse sido prolongada a priaeira opera-
gio, tema consequencias inusmmaiorias tristes
e peiores se fossem duplas.
O doenle eonaerrou o apparelho contensivo por
3 dias, e fra observado coa cuidado diaria-
mente. Dorante este tempo nada soffreu que
me Qzesse suppor alteragio oo olho, nem febre
nem ponUdas, nem dor de cabeca, e nem dr
nos olhos; nada emflm.
devido a dissolugao do humor vitrio, que receba
e transmiltia 03 movimentosquese lhe* imprima,
com aquella mobilidade propria dos lquidos, em
consequeocia do que, pela menor presso levara
o cryslalino, e a iris ao gume do escolpello, e po-
da extrarasar-se completamente : porm munido
e prevenido como estava sube eu evitar lodos
esses embaragos, e deixar o olho em boas condi-
goea ; e logo que foi reconhecida a synchises a
operagao do segundo olhos projectada para a mes-
ma occasiio, foi adiada.
Este doenle ainda nao roltoa, e por isso nao
pode satisfazer o meu desejo, procedeodo novo
exame, para certificar-me da possibilidade de
conseguir ainda sua vista, por meio do abaixa-
mento da capsula posterior do cryslalino, o que
nio impossirel; se elle apparecer terei o cuida-
do de apresenla-lo a alguns collegas.
Tal fora o resultado da minha terceira opera-
gao ; espero que os collegas illustrados, e silen-
ciosos, que lerem osla fiel obserrago, farao a
devida jusliga. *
Dr. S Pereira.
I Conlinuar-se-ha)
Gaixa Filial do Banco.
EM 21 DE JANEIRO DE 1862.
A caixa descoma as letras al 4 mezes a 10 7
ao anno, e toma diuheiro ao premio de 8 /,.
NOVO BANCO
DE
Peraambuco.
EM 21 DE JANEIRO DE 1862.
O banco descoota oa presente semana a
ao anno at o prazo de 4 mezes, e a 12 /
de 6 mezes, e toma dinheiro em conlas correntes
simples e com juros pelo premio
conrencionar.
10
al
MoYimento rio porta.
Navios entrado no dio 21.
Rio de Janeiro 23 das, palhabote brasileiro
aArtista, de 259 toneladas, capilio Joaquim
Jos Alvos da Silva, equipagem 11, carga caf,
fejo e outros gneros; a Bartholomeu Lou-
renco. Veio um escrava a entregar.
Baltimore36 dias, patacho ioglez aVillageBel-
le, de 196 toneladas, capitao William Dow-
glas equipsgem 8, carga 2,308 barricas com
bacalho ; a Johoston Pater 4C. Seguto para
os portos do sul.
Liwpool'35 dias. barca iogleza aPalmata, de
306 toneladas. Capilio L. A. Beriman, equipa-
gem 12, carga fazendas e oulros gneros ; a
Saunders Brothers A C.
iVavio sahido no mesmo dia.
LiverpoolBsrca iogleza Sarah, capitao M. E.
Dyreyer, carga assucar e algodio.
Observado.
Suspeodeu do lamarfio a'escuna dinamarqoeza
aAcolus, capilio A. Von Appem, em lastro.
e prazo que se
Praca do Recife 21 de
Janeiro de 1862.
\s (|uatro horas da tarde.
Calacees da junta de corretores.
Cambios:
Sobre Londres -90 djv. 25 1[2 por &OOO.
Sobre Parisa 90 d(v. 369 por franco.
Fretes.
Assucar da Parahiba para Liverpool65i d. e
5 0|0 por tooellada.
Algodio da Parahiba para Lirerpool7i8 d. e
5 0i0 por libra.
Assucar daqui para Liverpool60[ e 5 OO por
libra.
J. da Cruz Macelopresidente.
John Gatissecretario.
a ce -* a. m w
Gi
o n z n i
s a m B o* w s a g i Athmosphera
e a. s B
M 05 w o H Dirtcco. < c ce > BSJ
*> so a c o a B a o S i Intensidade. 1 m a H e (O o n < >
-4 00 30 00 os co BE a 1 Farhenheit. ac
| >
O H M 50 y. M s c H
en .5 ce _-4 lo Centgrado. i o
M 1 O r-o m
-4 en -1 -4 -a Hygrometro.
o o o - Cisterna hydre mtrica. o m ai
-4 tu S -4 -4 en -4 i Francs. =0 >
t co o o CO o 8 8 to Cl3 O 1 pa o 3 9
o Inglez.
u> w w to
E para eonstar aa msoJou
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria
nambuco, 8 dejulho de 1861.
O seeretario,
rt ii. ... A' di *""mpeic.
-- O Illm. Sr. inspector da Ihesuarrana proria-
oal em cumprmeoto da resolugio da janta da
fazenda, msnda fazer publico, que oo oa 30a)a>
correte vai oorameale a praga paraser am
taoa a quem mais der a randa da casa
ao patrimonio dos orphios.
mL?m C0,n,Ur maodou afflxar o prstalo o
publicar pelo Otarse.
taiiPaC5VVa-d" ,1hMw' provlncisldo Perooa-
buco 20 de Janeiro de 1862.
O secretario,
m_ c A. P. a'AonuoeUcao.
m Sr. ospeclor da Ihesouraria ir.ri.Vi.
manda fazer publico, que roc.bim.BtoPiuJKS
postss para a obra da colloogao dos carri. L tL
ro desta cidado at a povoaeao do Apipgeo7*rf
lugar no da 25 do correle em seaaio m\ m
da fazenda da mesma thesouraria Jni
E para constar maodou affisar o preacau _
bcar pelo iJioro* r***m* e paz-
Secretaria da thesouraria provincial
nambudo 20 de Janeiro de 186*
O inspector,
... A, F. 'AoDuociega
Illm. Sr.iospector da thesouraria proviadal
em cumprmeoto da ordem do Bsm. Sr. pres-
deme da proviocia, de 16 do correte, manda fa-
zer publico oo dia 30 do meamo, vai novamaaiat
a praga, a obra da coberu do Gymnasio Provin-
cial, a vahada em 28:557*100 rs.
E para constar se maodou anisar
publicar pelo Diario.
Secretarla da thesouraria prov
nambuco 20 de Janeiro de 1862.
O inspeelor,
A. F. d'Aonunciagio.
oePat-
o praaeota)
do Poc-
eciara?i3t3.
A noite clara com alguns nevoeiros, veoto ra-
riavel de ioteosidade do quadrante do NE,
OSCILACO DA BIAR.
Preamar as 9 h. 3z' da maohaa, altura 5, p.
Baixa-mar as 3 h. 44' da Urda, alura 1,8 p.
Observatorio do arsenal de marinha. 21 de Ja-
neiro de 1862. '
B.OUANO ST1PPLK,
1* tenente.
Editaes.
Airan de en.
Rendimento do dia 1 a 20. .
dem do da 81......
245326531 0
18.7049666
264 0305976
No terceiro dia o
servei qae a cornea
apparelho foi tirado, e ob-
nio calara adherida ; e ao
contrario estava toda esbranqolcada e achatada,
ella, pois, eomegava a supurar; lam eolio e
maita peta parda total desse olho.
Nestis circamsUBcias o qoe devia eu iaser?
laucar me aos tnicos aos excitantes, ao opio,
ao ferro? etc., nada disto qulz seguir; prescreri
o maior repouso ao doente, e esperei da nature-
za leda a salragao; eu Haba o Uaho para mim
que, nao aeodo o caao que observara, resultado
de ama molestia geral sguds, o nem que o or-
aaiaaao aUaodaaaa wra o qae aa passira do
olho operado, os medica meatos indicados de
nada valeriam : por qae quando tivessem de fs-
or asa anVUo Ji mal era irraparavel.
O raautudo Meoau o aaoa praoodlmeolo. as
laminas profundas da corsea vieraa por flm a
adhers do flm de 18 ou 20 diss (eniocommo-
dara paaco o alosma aHgsrssaa abservacesl
depois do qua ooaoeoraa perder ama opacidaa.a
a gaahar transparencia ; via-se mesmo um rogo.
fetto pelas laminas alternas da cornea nio uni-
das o o fausto pelee trotaadea, j adheridas.
Foi aoo qae coaaocai a asar de ludano de
Sydenham ara ezcitsr a ritalidade local, e alter-
Movlmento da airaadega-
Volumes entrados com fazendas..
> a eom
Volamos
a
sabidos
a
gneros..
eom fazendas..
com gneros..
15
290
Descarregam boje 22 de Janeiro.
Bsrca ioglezaEauphantemercadoriss.
Brigue dinemarquezCarolina-dem.
Brigue ioglezIcenebacalho.
Barca fraoceza Coligoycemento e manteiga
Brigue hespanholNovo Martncharque.
Brigue hespanholDous de Janeirodem.
Barca fraocezaIzardcarvio.
Importbate.
Brigue ioglez Iceni, viodo de Terra-Nova, con-
aignado a Johnstoo Pater & C., maoiestou o io-
guinte :
2,980 barricas bacalho, aos mesmos.
Hiate naciooal Soiranee, yiado do Acarac
consignado aCaeUno C. da Costa Moreira, mani-
festou o seguiote :
674 meios de sola, a Manoel Goncalvea da Silva.
292 ditos o dita, a Joao Bougio & C
fJo0*0? ''* Xr*M Varalo da Madeiros.
loo meios de sola, 1 sacco gomma. a Maooei
.oureogo Correa de S.
2 barricas gomras, 1 sacco cera de carnsaoa. a
Genuino Jos da Rosa.
J1 os gomma, a Joio Sim5es- de Alaoida.
1,275 meioa da sola, a Joio Jos de C. Moraes.
117 ditoa da dita, a Poaceca & 8ilra.
280 ditoa de dirV. 60 ssccos farioha
dioca, a Jas de S LeiUo Juoior.
170 saceos goaaa do mandioca, 7 ditos fari-
oha de dita, 8 pacote peoaas de ema, i barrica
cebo, 18 magos couros miudos. 3 ditoa salgados
1,393 meios de sola, a Jos Rodrigues Perreira.
... 6* > Pa, 30 saceos larinha de man-
dioca, 34 ditos goaaa do das, 1 dito cera de car-
nautn, 9 courea 8*]|.as.lfcarvTas aebo, a or-
dem.
Barca traacaza Iwd. viada de Saaatio. eoo-
sigaada a M O. Biebar 4 C. aaafesUa o aa-
guinie :
46a (OBM^das de aarvaa do podro, aee aseemos.
Palhabote nacional Artista, viudo te lio do
Jssoiro, eoasiaaaria a> Btaifcsasmst |Uuroeo,
lisSk|#iOtt 0 jajaajsjjf^
86 pipaa o flf harria viab o, 1 oaisa mercade-
ras, 1 paoole chambo, 5 caisae salea, 180 pipaa
Taitas, SI balsa papal de embruloo, SO barricas
de maa-
Pela inspecgio da alfaodega se faz publico
que no dia 24 do correte, porte da mesma re-
partigio, e depois de meio-dla, se hio de arre-
matar duas eslas com alhos, pesando liquido
duas arrobas e 28 libras, valor da arroba 18000
total 28863, viudos de Lisboa pelo brigue portu -
guez Soberano, e abandonadas por Almeida
Gomes, Aires & C.
Quarla secgao da alfandega de Pernambuco.
21 de Janeiro de 1862. '
O primeiro escripturario,
Firmino Jos de Oliveirs.
Pela inspeegio da alfandega se faz publico,
que no dia 24 do correte, porta da mesma re-
partigio, e depois do meio-dia, se hio de srre-
matar 220 caixas vasias, em que rieram ceblas,
trila barricas vasias, em que viersm sardiohas,
e urna porgio de madeirs relha.
Quarla secgao da alfandega, 21 de Janeiro de
IfJBJQa.
O 1* escripturario,
Firmino Jos de Oliveirs.
2* scelo.Secretaria do governo de Peroam-
buco 13 de Janeiro de 1868.
Pela secretaria do governo se fas pobiieo aos
Srs. Eduardo Daniel Cavalcsnti Vellez de Guiva-
ra. Francisco Pereira da Cosa. Antonio Gomes
Cordeiro de Mello, Joio Valeriano Peasoa de La-
cerda, Agoslioho Ferreira da s, Jos Se-
rapioBezerra de Mello, Jos Cezar de Mello
Falcio, Jos Aotooio Pestsos, Joaquim Googalres
de Faria, Maooei de Souza Barbosa. Jos dos
Santos Silra iledeiros Juoior e Maooei Jos Pa-
checo, que achando se competentemente informa-
das as suas petigoes.hajam de solicila-las na mes-
ma repartigio para pagar o respectivo porte, aflm
de seguirem seu destinos.
O Illm. Sr. iospector ds thesouraria pro-
vincial, em cumprmeoto da resolugio da junta
da fazenda, manda fazer publico que no dia 30
do correla se ha de arrematar a quem mais der
o imposto de 10 6|0 sobre a renda dos terrenos
oeeopados com o planto do capim no muoisipio
do Recite, avallado annualmenle em 4:120*.
A arrema (agio ser feila por tempo de 38 me-
ses, a contar do 1.* de outubro do 1861 a 30 de
juohode 1864.
As pessoas qae se propozerem s eaU arresta-
tagio, comparocam oa sala das sessoes da refe-
rida junta no dia cima mencieaade, polo meio
dia, e competentemente habiliUdas.
E para coostat se mandou axar a presante e
publicar pelo Osario.
Secretaria da ihesouraria aroriaeial de Pr-
aeasoeo ti da Jasairo de 1862,-0 secretario,
O Illm. Sr. inspector' da thuaararia pro-
vincial manda fazer publico para cooheclmoala
dos iotdressados o art. 48 da le erariooal a
548 de M a. juuho do coneaU ai.5?^-"1 **
Art. 48. E* parmittido pagar-so a meia siza
dos oeersvos oompraaos oa qualquer tempo aa-
Urior a data da preaaaia le iadaaamdeata da ra-
vsiiaagia o malta, ame voz aua os deredores
?e".f5?**tS** otro do exerct-
co de 1861 e 1862, os que aa* o tawea fleasto
sujertoa a raaaiidaeaa a alta oTSSiKnZ
um largo para o denunciante. A thesouraria f*-
tonsalado provincial.
Pela mesa do consulado proviaeiar fas pu-
blico que os 30 das uteis marcados para a co-
branza a bocea do cofre dos impostes de 4 por
ceoto sobre os estabelecimeotos de fora da cida-
de. prensas de algodio. lypographia, eocheiras
cavallancss de aluguel, hoteis. boleqoios casas
de pasto e fabricas, de 8 por ceoto aobra oa con-
sultorios mdicos ecirurgicos, cartoriose escrip-
tonos, de 12 por cenio sobre os esUbetecimeoiea
de commercio em grosso e a retalho, rmateos
de recolher, de deposito e trapiches, da 5tMW
res sobre casas de modas, de bilbar o Irisa
que venderem chapeos e roapa faiu ealrasai-
rs, de 1:000 sobre casas bancarias.com emiseaa
e privilegios, de 5001 sobre casas bancariaa eos*
emissao e sem privilegios, de 300 sovre casas
bancanas sem emissao, companbias aeonyaee a
agencias, de 2G0f sobre casas de cambio, de 500 ra
por tooellada das alvareDgas e canoas emprea-
das oo trafico da carga e descarga, de 30$ por
escravo empregado oo servigo das meamaa Iva-
rengas, de 100$ sobre corretores commerciaer
de 50$ sobre corretores de escravos, e iDalaea-
te o imposto sobre carros de aluguel o particu-
lares de 2 e 4 rodea, carrogas. vehculos docoa-
dugao e omoibus se principiam a contar do dia
16 de Janeiro correte.
Mesa do consulado provincial de Perneabas*
15 de Janeiro de 1862. ^^
T M. F. Pereira da Silve.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio i
Pernambuco se faz publico a reqoerimento do l.
O. Bieber & C. successores, e em vjrtude da le"
que por commum accordo reiiron-se da mesma
casa commercial o socio Francisco D. Fiaerhard
e que o contrato da mesma sociedade codIdbT
entre os de mais socios e sob a referida firma.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 17 de Janeiro de 1861.
Julio umaraes, officisl-maior.
casa de Misericor-
dia do Recita.
O Illm. Sr. teen te-coronel Juslino Pereira do
Parias, Ihesoureiro esmoler iolerino da aaoU ca-
sa de misericordia do Recife, manda convidar aa
amas da casa dos ezpostos que nao comparece-
rn) revista de pagamento do dia 20 do corra-
le, que o fagam impreterivelmeote no dia 30, la-
do acompaobadas das respecliraa criaagaa para
serem pagas das meosalidades reocidas al de-
zembro do anno prximo passado.
Secretaria da santa casa da misericordia da
Recife, 21 de jsDeiro de 1862
P. A. Cavalcanti Comtstiro,
Escrivio.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado proriocial se declara
que no dia 2 de Janeiro correnle ae principio
contar os 30 dias uteis marcados para a cooraoga
a bocea do cofre do primeiro semestre do soao
nanceiro vigente de 1861 a 1862 do imposto do
20 por ceoto do consumo de agurdente das fre-
guezias desla cidsde, Afugsdos, S. Loureogo,
Saolo Amaro de Jaboatio, Varzea e Muribeca o
que ficam comprehendidos na malta deUraiaaw
da no art. 50 da le provincial n. 316, todos aa
contribuales que pagarem depois de fiodos ditoa
30 dias.
Mesa do consulado provincial de Peroambuca
15 de Janeiro de 1862.
T. M. F. Pereira da Silra.
AtIsos iiiaritiffiog7~~
Para o Rio Grande do Sul
sabir com toda a orevidade o muito veleiro pa-
tacho nacional cArapehy, receba algoaa carga
a frele, para o que trata -se com Msaoal Ignacio
de Oliveira & Filho, largo do Corpo Ssoto, ea-
criplorio n. 19, ou com o capilio a bordo.
Santa
REAL COMPAMV
DE
Paquetes ingleses a vapor
At o dia 28 do corrate aspara-se da Europa
um dos vapores deata compaohia, o qual depila
da demora do costumo seguir para o Rio de Ja-
neiro tocando na Babia, para passagens etc., tra-
ta-se com os agentes Adamsoo Hovrie A C. aa
ra do Trspiche Novo n. 4L
*5yirta"a*!ai^,t,s^s5W
cada mes a prsenle disposigac
coipineu Ptaiuoociiu
aa
Navegacijoeosteiraavapr
Parahiba Rio Grande do Norte, Ma
cau doAsau', Aracaty, Ceara',
Aoaracu' e Granja.
O vapor PsrttovuJSfa commaodaate lloara, aa-
nlri para os portea do norte al a Granja ae ola
o de fevoreise as 5 horas ds Urda.
Receba carga at o dia 4 ao aeio dia, oncea-
mendas, paasafalros e diaasire a frute at o alo
M.ttos B |Ml WM : ,icrt*,ri# B0 P
Rio de Janeiro
^^.Oa^ioaalaVaaez aret.....agair
utta brevidade, tem parte de seu carragass
K
aaorao
Prs o reato qae
cerreg
tbe fsMs. Boas
Ctttt a. t.


DU110 DE PERNIIOCOJ w QUARTA fllRA fe DS UNElftQ DE 186*

G01PARHU rEtlUIBUCAIU
DI
Navegado cosleira a vapoi
O vapor Jiguaribe, commandaote Lobato,
sahir para oa porloa do sal de ua escala no
da 1 de fevareiro as 5 horas da tarde.
Recebe carga at o dta 31 ao meiodia. Encom-
meadas, passageiros e diuheiro a (rete at o dia
da sabida as 3 horas : escriplorio no Forte do
Mattos o. I.
Para Lisboa.
Pretende seguir com milita brevidade o velei-
ro patacho naciooal Beberibe, tem parte de sea
carregameoto prompto parao reato que lhe fal-
ta trata-se coa os seus coosigoalahos Antonio
Luiz de Olireir Azevedo & C, no sea eacripto-
rio roa da Cras n. 1.
C0MPANH1A BRASILEIRA
DE
p?*w? i8- a nm&,
O vapor Oyapock, commandante o capitao
de mar e guerra Gervaxio Mancebo, esperado
dos portos do sal at o dia 30 do crrante, o qaal
depois da demora do cusame seguir para os
portos do norte. /
Desde j recebem-se passageiros e engaja-ae a
carga que o vapor poder conduzir a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada, encom-
mendase dinbeiroa frete at o dia da sabida s
3 horas da tarde : agencia ra da Grus n. 1, es-
criplorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
& c. r
A-ttimcomo
Vender ao meio dta em ponto, o
movis constando em mobilia de magno
com lampo de pedra,candelabro, jotas,
e urna escrava e outros muitos objectos
pertencentes a mesma massa, tendo
| lugar este leilao no primeiro andar do
sobrado da ra do Impeiador n. 75.
LEIL
Quinta-feira 23 do corrente
O ageole Pinto, (ari leil&o aem reserva de pro-
co e por conta e naco de quem pertcncer, da
armacio existente na loja do sobrado da ra Di-
reita n. 54, as 11 horas do dia cima mencionado.
LEILO
A 23 do corrente.
Joto Keller & G. farao leiio por intervengo
do agente Oliveira, do mais variado completo
sortimeolo das melbores fazeodas que vem ao
mercado, e bem conbecida de seas boas fregoe-
zes s quem convida para o memo, que ter lugar
Quiota-feira 23
do corrente, is 10 horas da manhia, em sea er-
mazem da roa da Cruz do Recife.
Para a Bahia segu o palhabole Sonto Amaro,
para algama pouca carga que lhe falla trata-se
com seu consignatario Francisco L. O. Azevedo,
na roa da Madre de Deus la. 12.
RASILEIRA
I IJUPdDi.
LEILAO
esla de S. ebastio na
villa do Cabo.
Acha-se levantada a bandeira do glorioso
mariyr S. Sebasiiao, e em andamento as nove-
nas cantadas com msica dirigida pela Rvd. pa-
dre Primo Feliciano Tavarea. No dia 25 do cor-
rete [sabbado] haveri cavalhadaa a tarde e ves-
Feraa a noite. No dia aeguinte (domingo) lera
agar a feta com o eaplendor devido ao acto,
orando nella o insigne pregador padre Antonio
Manoel d'Assumpeio, asstm como no Te-Deum
6 noite. Haver procisao e a noite um lindo e
variado fogo artificial do j conhecido artista
Joaquim Jos de SsDl'Auna a Silva. Espera o
encarregado do festejo a coocurrencia dos dero-
tos para abrilbanlar maia o acto.
Ruada Cadeia ix
9, segando andar.
Henry, cirurgio calista
de Parts.
acha-ae aempre prompto em seu escriplorio pa-
ra curar os calos, olhos de perdiz (sarnaa dos
pea), durezaa, callosidades, verrugas, defaitos
das unhas e demaia molestias doa pea ; asiim
como se encarrega de preparar cabeleiraa etc.,
indo qoalquer parte, mediante previo aviso.
Respondemos
ao nosso assigntnte do Diario de hootem trana-
crevendo abaiio o rol de ana roupa esperando
que com isso se satisfaga :
Camisss de homem e senhora
Saias e vestidos de senhora
Caigas e seroulas de homem
Leoces e toalhaa
Saceos
Pares de meia
18
12
6
7
1
3
Total
47 pegas.
COMPANHA
_____ DK
At o dia 3 de fe ereiro esperado dos portos
do norte o vapor nacional! Paran, commandan-
te o primeiro-tenenle Joaquim de Paula Guedes
Alcanforado, o qaal depois da demora do costa-
me seguir para os portos do sul.
Desde j recebem-se paksageiroa, e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ae embarcar no dia de sua chegada, diohei-
ro a frete e encommendaalal o dia da sabida t
3 horas da tarde : agencia!ra da Cruz n. 1, es-
criplorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
&.
Rio de Janeiro
Pretende aeguircom maita brevidade o patacho
nacional cCapuam, tem parte de seu carrega-
meoto prompto : para o resto qua lhe falta, tra-
ta-se com os seus consignatarios Antonio Luiz de
Oliveira Azevedo & C-, no sea escriplorio roa da
Cruz n. 1. I
Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigne nacional
DamaoD pretende seguir com muita brevidade,
tem parte desea carregameoto prompto ; para o
resto que lhe falta, trata-se com os seus consig-
natarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C,
noieu escriplorio ra da Cruz n.l,
Quinta feira 23 do corrente.
O agente Pestaa vender por conta de quem
pertcncer lUOcaizaaeom sebolaa em resteas daa
melhores e mais novas que ha neste mercado :
quiota-feira 23 do corrente pelas 10 horas da
manha na porta do armazem do Sr. Annes, na
esquina defronte da alfandega.
LEILAO
DE
Phosphoros.
Para liquidar.
O agente Pestaa vender por conts de quem
pertencer para liquide r 8 caizas da palitos de
fogo em velas pelo maior preco offerecido : quln-
ta-feira 23 do corrente pelaa 10 horas da ma-
nha no armazem do Sr. Annes, defronte da al-
fandega.
Com lanch.
DE
Mobilia completa, pecas avulsas, crys-
taes e joias de ouro etc., no segundo
andar do sobrado da ra larga do
Rosario n: 21, sem reserva de preco.
Sexta-feira 24 do corrente as
11 horas do dia.
AO SIGNAL DA BANDEIRA.
O agente Guimares honrado com a confianga
de urna familia que se retira para o centro da
provincia, far leiio sem nenhuma reserva de
preco do todos os movis que se acham patentes
na referida casa
TAMBEM
vender muitas jolas de ouro entre ellas relo-
gios de ouro patento fnglez : o referido agente
prometi bem servir a todos como de seu cos-
tume e espera a conenrrencia de seus freguezes
e amigos.
Aguiar, Ramos & C.
Offerece-te urna eogommadeira para
e quslquer roupa, por prego commodo : na
das Trincheiraa n. 38.
Ama de leite.
toda
ra
para acabar de criar
: a tratar no largo do
preta para enaaboar
a fallar na ra da
Para
AVISOS
diversos.
Rio de Janeiro,
segu por estes dias o veleiro brigue cCruzeiro
do Sul : pira a pouca carga que lhe falta, e ea-
cravos, trata-se com os consignatarios Antunes,
Guimares &C, no largo da Asaembli n 15.
Para o Rio de Ja-
neiro.
Seguir com teda a brevidade para o porto in-
dicado, o veleiro e bem conhecido brigue En-
cantador : as pessoas que nelle quizerem car-
regar poderSo dirigir-se ao escriplorio da viuva
Amorim & Filho, a roa da Cruz n. 45, para
tratar.
Lisboa.
Sahir em dias do correte mez o brigue bra-
aileiro Norma, de primein classe, para o com-
pleto de Sen carregameoto apenas lhe falta 50
saceos : trata-se com Domingos Ferreira Haia,
ruado Apollo n. 37.
Leiloes.
LEILO
O agente Evaristo far leiio no dia 24 do cor-
rele de ama propriedade sita na Irs?essa da Pi-
ranga da fregoezia dos Afogados, coosislindo em
2 pequeas casas contiguas, sendo ama toda de
pedrae cal e ouira eom o repartimento de tai -
pa, urna estribarla tambem de pedra e di para
4 cavallos e maia ama pequea casa de palha.
que rende 50f por aooo ; e o terreno de mais 800
palmos de frente e 900 de fundo, todo ocoupado
por ama planta de capim, precisando de algum
beneficio. O dito terreno foreiro e est quaai
todo fechado por cereaa e velado, como ludo
melhor se ver da respectiva escriptura: aa 11
horas do dia cima Da roa do Imperador baaar
" LEILAO
QuinU-feipa 23 do corrente
Costa Car*alh0 autorisado pelos ad-
ministradores da massa fallida de Jos
Antonio da Silva -Arauio. vender em
leiio publico no dia cima as i 0 horas
em posto a armacSo, mercadorias, divi-
das activa, do bem afreguezado estsbe-
lecimento, da ra do Queimado n. 27,
devendo o llSo ter logar no mesmo
stabelecimento.
Grande laboratorio de la-
vagem.
Os donos doa nmeros abaizo declarados
podem mandar buscar as roupaa que eatao
promptas : 320, 317. 25S. 2t7, 176. 203, 244,
149.175, 216. 172, 87, 295, 256. 271, 158, 298,
308, 309,307,122, 273. 228, 316,137.
LOTiBI
Tendo sido interceptada a venda das
nossas loteras na corte do Rio de Janei-
ro, e nao podendo esta nossa provincia
s por si comportar j loteras do capi-
tal das entao existentes pelo motivo da
venda que aqui se faz de grande quan-
tidade de bilhetes, que por negocio
anda que Ilcito nandam vir daquella
corte, resolveu o abaixo assignado pro-
por na forma da lei ao Exm. Sr. presi-
dente da provincia, o plano abaixo trans
cripto para as extractes das nossas lote-
ras, o qual toi approvado: e na ver-
dade aquelle que pode fazer e que mais
possa agradar ao respeitavel publico,
as circunstancias actuaes nao j por
estarem suas sortes grandes em propor-
cao com o valor dos bilhetes, como por
conter ainda mais de urna tgrea parte de
premiados A lotera que segundo a
tabella deve ser extrahida a quarta
parte da primeira, a beneficio do Gym-
nasio Pernambucano, os bilhetes e quar-
tos e meios bilhetes, acham-se a venda
na respectiva thesouraria na ra do
Crespo n. 15, e as casas commissona-
das. O dia do andamento das rodas
ser breve annunciado.
PLANO.
4000 bilhetes a 4|..............
Beneficio e sello de 20 por cento.
Preciss-se de urna ama
urna crianca, paga-se bem
Corpo Santo n. 19.
IVecisa-se alugar ama
e engommar, paga-se bem :
Lingoela n. 3.
Roga-ae aoa senhores abaizo mencionados
que tenham a boodade de dirigir-se ra da Ca-
deia n. 55, para tratarem de negocio que nao Ig-
norara :
Jos Silvino da Costa.
Joo Valentim Diaa Vilella.
Manoel Bentn Alves de Macedo.
Manoel Candido Pereira de Lira.
Jos Antonio Rodrigues Canato.
Manoel da Cruz Martina.
Eduardo Kernurlhy.
Joaquim da Silva Neves.
Vicente Teizeira Bacelar.
Antonio Francisco de Andrade.
Jos Bernardino Alves vendeu a sua taber-
na da ra de Santa Cecilia n. 27 ao Sr. Jos Luiz
Goncalves Penna Jnior, livre e desembarazada
Jos Luiz Goncalves Penns Jnior comproa
a taberna da ra de Santa Cecilia n. 27 ao Sr.
Jos Bernardino Alves, livre e desembarazada.
Traspassa-ae o arrendamento do sitio do
Caldeireiro, de Domingos Jos Marques, que se
vence a 13 de marco de 1863; a tratar na ra
das Trinchairas n 36, sobrado.
Quem precisar de um criado que entende
de cozinba ou de copeiro, dirfja-se a ra da Lin-
goeta n. 4, que achar com quem tratar.
Precisa se arrendar um sitio qne tenha bai-
la para capim, e terreno para outras plantacoes ;
na ra da Cruz n. 52.
O proprietario do estabelecimenlo de enca-
dernacSo e typograpbia da ra do Imperador n.
15 al outro anouncio, faz sciente aos seus fre-
guezes e ao publico em geral, que o seu eslabe-
lecimento contina a ealar aberto das 9 horas da
manhia al as 3 1|2 da tarde, lempo em que po-
de ser procurado, assim como que continua a ter
i venda typoa e mais pertences de typograpbia,
papel de Hollanda de todos os tamanhoa, dito
psutado.de peso, almaco, ele. ; assim como car-
tas de abe, taboadas, catbeciamos, Economa da
Vida Humana, Simo de Nantua, procuraedes,
apudautas, traslados, letras, cartaa de enterro e
de officio, e outros muitos objectos que vista
se apresentarao.
Na roa de S. Prancisco, sobrado o; 8, aon-
de mora o escrivo Silva Reg, precisa-se de
urna ama para todo o servico de cssa, menos pa-
ra comprar : quem assim eativer habilitada, com-
prela oa mesma casa para tratar a reipeito.
Preciaa-se de 1:600 a premio: no arma-
zem da ra da Cruz o. 21 se dir quem pretende.
A Sr'Maria Jos da Conceico conhecida
por JangadioDa, tenha a boodade de ir pagar ao
Sr. Luiz Pinto Tavarea 36$820, que lhe Qcou de-
vondo do aluguel da casa o se o nao fizer al o
Ora do corrente mez o cordo ser vendido para
pagameoto da dita quantia.
O abaizo assigoado tendo de sahir cobran-
cas de sua casa deiza em aeu lugar a sea fllho
Manoel Marques de Gouveia, com quem seus fre-
guezes se devem entender que sero da mesma
forma servidos.
Recife 20 de Janeiro de 1862.
Joio Jos de Gouveia.
Alugam-se 3 casaa terreas meia-aguaa na
roa da Atraico n. 1 : a tratar na ra do Raogel
Associa$o com-
mercial benefi-
cente.
A directo da associacio Commercial Benefi-
cente convida pela terceira e ultima vea os se-
nhores socios a se reunirem em aaaembla geral
no dia 22 do corrente, aa 12 horas da manha,
na sala da msaraa associaeo, aflm de ae tratar
de objeelo importante sobre a coostruccio da bol-
sa de Peroambuco.
Sala da Associaco Commercial Beneficente 20
de Janeiro de 182.
Manoel Ales Guerrs,
Secretario.
Offerece-se um offlcial artfice para o tra-
balho de um navio, sendo para obraa pretaa e
brancas, ou mesmo prompto para quslquer porto
que o navio aabir : quem pretender, dirija -ae
ra de Apollo n. 27, das 4 horas al as 6 da tarde
Vicente Mooteiro Borges acienliOca ao res-
peitavel corpo do commercio, a aeua credorea, e
a quem pretender, que vende sua loja da roa lar-
ga do Rosario n. 36, e quem ttver a oppdr
duvidas ou reclamares o dever fazer oestes irea
diaa: quem a pretender comprar, dever enten-
der-se com o mesmo, que ae acba autorisado pe-
la maior parte de aeus credores psra fazer dito
negocio, que muilo convir a quem se quizer es-
ta belecer,
Preciaa-se de um caizeiro eom pratica de
taberna, e que afiance ana conducta ; na ra das
Cruzes d. 22.
Francisco Antonio Gifoni, subdito italiano,
re lira-se para Alagoas.
Cozinheira.
Preciss-se alugar urna escrava que aaibs cozi-
nhar e fazer mais algum servico de urna caaa de
famiiia ; quem tiver oaannuncie ou procure na
ra do Trapican n. 11, armazem.
Precisa-se alugar um escravo para o servi-
cn geral de urna caaa de familia ; quem tiver ao-
nuacie ou procure na ra do Trapiche, armazem
numero 11.
Os Srs. Dr. Americo Alvarea Guimares,
Dr. Alfredo da Rocha Bastos, Aotonio Silveira
Maciel Jnior, Antonio Fernandos da Silveira Car-
valho, Justino da Silva Gardozo, Paulino Rodri-
gues de Carvalho e Antonio Jos Pires dos Reis
queirsm mandar buscar cartas que Iheforam di
rgidas no escriplorio na ra do Vigsrio n. 23,
primeiro andar.
Precisa-se de ama ama para casa de pouca
familia : a tratar na ra Nova n. 40.
Na ra das Trincheiras n. 38, engomma-se
tanto para homem como para senhora, por prego
commodo.
Feiior.
Na Estancia, sitio que fas sqoins o Ca-
minbo nota), perienceute a senhora viova Teixei-
ra, precisa'-ae de.um feiior.
O Sr. Manoel Martina Fonlea tem car-
ta vinda de Portugal: na ra da Cruz n. 17. ea-
cripturio
Loureoco de Freilaa Guimares e Jos Laa-
reolino de Azevedo, participara ao respeitavel
publico e com especialidade ao corpo do com-
mercio, qua neita data aparlaram amigavelmente
a aociedade que linbam na loja de fazendsa na
ra Direita n. 104, aob a razio de Loureoco de
Frailea Guimares & C., cando reapoosarel pelo
activo e passio o socio Guimariea. Recife 16 de
Janeiro de 186t.
Quem precisar de urna molherde meia ida-
de para cozinharem ama caaa de pouca familia,
dirija-se ra de Saoto Amaro, loja do sobrado
n. 18.
Aluga-se o segundo andar com aoto do,
sobrado n. 46 na ra da Aurora ; a tratar na ra'
da Cadeia do Recife n. 62, primeiro andar.
Precisa-sede urna ama que saiba coziohar,
engommar e fazer compras na ra, prefere-se
forra : na ra Bella o. 14, primeiro andar.
R. Rolfe, subdito ioglez, val para Europa.
Aluga-se o armazem do aobrado da ra de
Apollo n. 47, proprio para qaalquer estabeleci-
menlo : quem o pretender enlenda-se com Jos
Antunes Guimares, ou na roa do Crespo, loja
n. 25 A, do Sr. Antonio Goncalvea de Oliveira.
O abaizo assignado como inventariante dos
beos deixados (pelo fallecido sea georo Pedro
Borges de Cerqueirs, convida os credores deate
a justificaren) os seus crditos perante o joizo
dos orphos desta cidade e cartorio do escrivo
Guimares, pelo qual se est procedendo ao res-
pectivo inventario.
Antonio Duarle de Oliveira Reg.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Imperatriz n. 40 : a tratar no mesmo.
Preciss-se alugar um preto cozinbeiro, e
que tambem sirva para comprar : quem tiver di-
rija-ae a ra do Queimado, loja o. 18.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
37 da ra do Imperador: a tratar no aegundo an-
dar do mesmo.
Precisa-se de ama ama, preferindo-ae ea-
crava, para cOzinbar e engommar : na ra do
Crespo n. 1.
Precisa-se de urna criada portugoeza, que
satba cozer e engommar: na ra do Queimado
n. 12.
Ordem lerecira de S.
Francisco do Recife.
Aluga-se a casa terrea n. 52 da ra
Bella, pertencente ao patrimorio da
mesma veneravel ordem : os pretenden-
tes entender-se hao com o charo irmao
ministro o Sr. Antonio Pereira de Fa-
ras, nica pessoa habilitada para tal
m, na ausencia da mesa regedora.
Por deliberacao da mesa regedora
convido aos nossos charissimos irmaos,
que ainda tivetem alguma das catacum-
bas existente no edificio da veneravel or-
dem oceupadas com restos mortaes de
seus maiores, filhos e netos, as quaes ain-
da se achamf echadas desde o anno de
1849. que no prefixo prazo de um mez,
os venham reclamar, do contrario serao
abertas ditas ca tacumbas, e lancados
ditos restos em lugar de consummo.
Sectetaria 20 de Janeiro de 1862 __No
impedimento do secretario o archivista,
Thomaz Jos da Costa eS.
RETRATOS
DE
NOVO GOSTO.
Retratos de
Retratos da
Retratos de
Retratos de
Hawleyotypo
Hsvrleyoiypo
Hawleyotypo
Hawleyotypo
Hawleyotypo
novo
novo
novo
ovo
gosto
goate
goato
nova iaveutjao
aova invenco
nova inveoco
aova inveoco
nova inrencao
Procos baixado para pouco
tempo.
Precoa bailado para pouco lempo
Procos bailado para pouco lempo
Pregos bailado para pouco tempo
Precos baixado para pouco tempo
3S000 5#000 10J000 20$000
3|000 5*000 10*000 20*000
3*000 5*000 10*000 20*000
3*000 5*000 10/000 20*004
3*000 5*000 10*000 20*000
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Explendido quadros dourados
Ezplendido quadros dourados
Ezplendido quadros dourados
Explendido quadros dourados
Explendido quadros dourados
Vende-se machinas para re-
tratos.
Desiofecco.
Pilulas
as n
paulista?
1 e q. 2.
16:0001000
3:200(000
Liquido.
1 Premio de............ 4:000
1 Dito de........ 2:000
1 Ditode................ 400
1 Dito de............ SOOf
3 Ditos de lOOft........ 800
6 Ditos de 40........ 240
S Ditos de 90........ SfO
12:800*000
40 Ditos de
1270 Ditos de
1836 Premiados.
2604 Brancos.
8*9.
4........
820
5:0801
12:8009000
4000 Rilhetea.
N. B. As sortes maiores do 400$, estao
sujeitas aos descontos das leis. Thesou-
raria das loteras, em 20 de Janeiro de
1862. O thesourero, Antonio Jos
Rodrigues de Souza.
Conformo Francisro Lucio de Cas-
tro.
DEPOSITO GERAL
119 Ra do Parto 119
Rio de Janeiro..
Em Pernambuco na pharmacia do Sr. Jos
Alexaodre Ribeiro.ruado Queimado n. 15.
Pede-se a certa peasoa que vai todos os
dias exercer os mysteres de sua profissao, em
urna ra que nao de subdito, queira tomar em
considerarlo os setos que pratica e que nao ao
ignorados pelos viainhos e com pessoa para quem
o direilo o considera crime gravitiimo.
-
-i U advogado Joao Francisco Teixelra #
I continua com O seu escriptorio na ra do 0
Queimado n. 28, primeiro andar, onde #
i pode ser procurado pira o esercicio de sj
i sua profissao das 9 horas da manbaa as 3 al
I da tarde. Z
Sitio,
Desde 1852conservo urna Iviva e grata lem-
braoQa de um curativo que obtive com a applica-
gao daa ditas pilulas, em urna peasoa de minha
caaa, que aoffria um tumor cancroso no peito es-
querdo.
Tendo j muito consultado com professores,
resolveram estes aer preciso fazer-se operaco ;
porm a doente nao se achava com animo de sof-
fre-la.
Lembrei-me consultar ao autor destss pilulas,
e esle me asieveroo que os seus remedios te-
rlam aufflciente forca para resolver e dissolver o
tal tumor, sem ser preciso recorrer a operaco.
Esta premessa era para mim de pouca esperance,
porm nao tardei-a te-la; pois que em 12 dfas de
tratamenlo desappareceu o tumor, fleandoo pei-
to perfeito.
Portento, naacendo hoje a necessidade de fazer
coohecera virtude deste remedio julguei ser de-
ver meu publicar o presente, em beneficio do
autor e das pessoas que se acharem no caso
acabo de mencionar.
Santos, 31 de Janeiro de 1859.
Francisco Correia da Silva.
que
O abaixo assignado vende em sua botica oa
ra Direita n. 88, os seguales desinfectantes por
ter para isso o aparelho necessario. Chloro para
desinfectar o espaco de 310 pea cbicos por 2,
liquido desinfectante daa materias fecaes urna
garrafal, pos desinfectantes dss mesmas ma-
terias urna libra Ig, liquido para mergulhar a
roupa dos accommetlidos a 640 rs., agoa chloru-
retada que supre a de labarraque someote na par-
te da deainfeccao por ser carregada lOvezes mais
do chloro (pelo que declaro que nao ae faca del-
ta aso interno) 1.
O publico desta cidade deve estar lembrado
de que neste Diario foi transcripta urna corres-
pondencia do sul, na qual declarou-se, que, em
um dos portos onde grasssva a febre amarella o
commandante de um doa navios surtos n'aquelle,
conservando o chloro em o seu, foi o nico pre-
servado do mal, ao passo que os mais soffreram
e houveram muitas victimas.
Para o desempenho da desiofecco acompa-
nhar a explicaco.
Jos da Rocha Paranhoi.
Aluga-se para casa de familia ama criouli-
nha douzella de 13 a 14 annos, que sabe cozer
Uso, passar algum panno a ferro e todo o servi-
co de caaa : na ra da Guia sobrado n. 26.
Antonio Caetano Marlios Marques subdito
portugus, retira-se para Portugal a tratar de
sua aaude.
Preclss-se de urna ama para engommar e
coser : na ra do Rangel n. 7, segundo andar.
Aluga-se urna casa na ra daa Flores :
quem a quizer falle na alfandega desta cidade
com Joo Duarte Carneiro Mooteiro.
Vende-se machinaa para retratos
Vende-se machinaa para retratos
VeDde-se machinas pars retratos
Vende-se machinas para retratos
Gaixas de lindos gostos
Cairas de lindos gostos
Gaixas de lindos gostos
Gaixas de Hndos gostos
Canas de lindos gostos
Todos venham ver
Todos venham ver
Todos venham ver
Todoa venham ver
Todoa venham ' ver
Vestidos pretos mais proprios
Vestidos pretos mais propnos
Para tirar retratos
Para tirar retratos
A. W. Osborne retratista ame-
ricano
A. W. Orboroe retratista americano
Rui do Imperador
Ra do Imperador.
Especial
hOiueopatliico
Ra das Cruzes n. 30.
18
Noste consnliorio pode ser procurado o respectivo proprietario quslquer hora, hsvendo
ah sempre grande sortimento dos verdadeiros medicamenK s homeopathicos, preparados em Pa-
rs (as tinturas) por Cate lian e Weber, os mais acreditados pharmsceuticos do universo como
preparadores de remedios de horaeopalhia.
O proprielario deste consultorio nao pretende, todava, que sejam os seus medicamentos
nfalliveis, porque nada ha infallivel em fados humanos; nem to pouco superiores aos que por
shi se preconisam, porque ceno que o que nj fazemos, ouiro o pode egualmente fazer lio bom
senao melhor. Mas afianca que nelle nao ha traficancia, e que o servico da ^reparacao corre
pelo mesmo proprietario, que nao tendo grandes commercio de carteiras, ada-se suficiente para
salisfszer s neesssidades daquella preparado.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
r"radericGauUer,crurgiodenlista,fazJ
todas as oparaedes da sna arta ecollocij
dantas a rtificiaes, ludo cora a superiori-i
dada eperfeico que a pessoa san tsndi-j
das lhereconhecem.
femiguae psdenlifricios te.
Neste consultorio acham se venda elementos da homeopaihia, acommodados inteligencia
iroprietario,
alguma, que o procurem, pois
de qualquer pessoa ; assim como presla-se gratuitamente o seu proprietario, com seus esforcos
medica melos, todas as pessoas necessitadas, sem 'istincc.o
que o seu maior prazer ser til humanidade soffredora.
CONSULTORIO ESPECIAL HOME0PATHIC0
. 00 DOUTOR
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todoa os diaa atis deada as 10 horn
at meio dia, acerca daa seguales molestias:
molestias da mulhtres, molettiat dat crian-
cas, moletliat da ptllt, molestias do olhos, mo-
ttstias syphiUcas, todas as especies dt febre,
/6rs intermitientes sttts constqutncias,
PHARBUCIA ESPECIAL HOMKOFATH1CA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
tarados som todaa aa cautela a neceaaariaa, in-
alliveis em seus effeitos, tanto em tintura,como
am glbulos, pelos presos maia commodoa poi-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em ana pharmacia; todos
que o forem fra della ao falaaa.
Todas as carteiras sao acompanhadaa de um
lmpreaso com um emblema em relevo, tendo 10
redor aa seguintea palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Bate emblema posto
Igualmente na (iata dos medicamentos qua se pe-
da, As carteiras que nao lavaram esaeimpresio
aaaim marcado, emboratenham natampa o no-
ase do Or. Sabino ao falsoa
!
Aluga-se um exeelleote sitio na estrada dos
Afilelos, o quarto depois da capella, com muitos
arvoredosde fructo, reedificado e pintado de no-
vo, com bom poso d'agaa de beber e outraa com-
modidades : a tratar no meamo com sua proprie-
laria D. Margarda Francisca Xavier, ou na roa
Auguala n. 60.
Preciaa-se de ama ama, preferindo-ie es-
crava : ao pateo do Terjo n. 16.
Saques soore Portugal.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho aaecam so-
bre Lisboa e Porto : n escriplorio o. 19. '
Attenco
Acha-se ama pesaos desempregada a qual en-
tende perfeitamente dos trabajhos de padaria
tanto do forno como do masas, o mesmo para
tomar conta por bal a neo da qual ae acha habili-
tado e preata flanea a aua conducta : a peaaoa
que preciaar pode annunciar sua morada para
ser procurado.
Ana,
Preciaa-se de urna ama seces, para casa da pou-
ca familia : na loja de livres ao pe do sreo da
Sanio Antonio.
Na roa aova da Santa Rita aa diri quem d
diuheiro a premio.
Aehou-senma carleira eom algum dlnhei-
ro : quem for sea dono, dirija-se a roa do Livra-
mento, taberna n. 10, qaa dando os siguaes car-
loa lhe aar entrega*.
Folhinha
mmmm
Para as provincias de Pernambuco, Parahiba, Rio
Grande do Norte, Cear e Alagoas, a saber:
Folhinha de parto, oontendo o kalendario, pocas gerae, nacionaes, dias
de galla, tabella de salvas, noticias planetarias, eclipses, partidas
de correos, audiencias, e resumo de chronologia, a ris ,
de algibeira e variedade, a qual contm todas as materias das
de porta e mais tabellas do nascimento, e ocaso do sol, das ma-
res, casa e familia imperial, nomes e ttulos dos chefes dos
principaes estados do mundo, tabella da arrecadacao do sello
dita do porte das cartas, partida dos paquetes brasileiros e euro-
peus, tabella dos impostes geraes, prorinctaes. e munteipaes, re-
glamentos de incendios, e entrudo, e algumas posturas munici-
paes, artigosobre agricultura, economas, modo de fabricar gelo
rv. r .Pro6no,t,coJdo fim d mundo, collecSo de remedios, a ris. .
Oita religiosa, contendo todas as materias das de porta, e mais tabellas do
nascimento, e ocaso do sol, das mares, casa e familia imperial,
nomes e Mulos dos chefes dos principaes estados do mundo, ta-
bellada arrecadacodo sello, dita do porte das cartas, partida dos
paquetes brazileiros e europeas, tabella dos imposto. ieraeT or
Tincaes, e munteipaes, regul.mento.de incendioVe ent do.' f al
S^VT^ n,c,Pa t^enario e man oracoe.de S Fran-
t^ll^l^L^r^^ todo-S*da ytda,
e norena da Senhora Sant'Anna, a ris.
m^*?aUSad ak;,,adari0' Pocas, iotici.; planetaria,;
Sr^ ff? ?rre,LUbeU,u imPto. te. e o almanak
160
320
bacharel Witruvio p6-
de aer procurado na roa
Nova o.SS, aobrado da es-
quina que volta para a
camboad Carmo.
I
l
9
*a*3 sdi(aidjdj09dja|i
u aoaixo assignado deixando de continuar
com o seo estabelecimento de fazeodas da ra
da Cadeia do Recife o. 60, para tratar someote
de aua liquidscao, pode ser procurado a qual-
quer hora do dia no primeiro andar da casa o.
13 da mesma ra, aooda pede a todos oa seus
de ved ores o especial favor de lha pagar em quaa-
to sotes, aflm de o dispeasarem de recorrer a
meios judicioes para conseguir a aalisfacao de
seus dbitos. Recife 18 de Janeiro de 1862.
Francisco da Rocha Pasaos Lins.
320
provincia, a ris.
1J000
J FERREIKA \ILLELA
RETRATISTA
M
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
18, 1* .dar,
> ala ssaaitrU.
Retratos por ambrotypo, por melaiootjrpo, *'
bre panno encerado, sobre talco, especiaos ae'*
palcairaa, sIQnetes nu caaaoleUs. Na mesoi
caaa exiato um ceapUlo a atindanla sottie>nW
de artelactos fraaceiee auaecaaM para a eol-
lacacao dos retratos. Ha tmbeos pa "
o & eaaaoletaa a oerkadoa aliaetas de ouro
de lei; retratos em photographia das priDcipHj
persooageos da Europa ; atereoacepaa a tsisi
atereoaeepicaa, aaaiaa cuma vid rea para aaibroiyp0
aaimkaa paotoftapakaa.


DIARIO D PERNAMBCO QUIETA FURA 22 DE JANEIRO DE 1861.
z--------
Mk
Precisa-se da ama ama pata o servico de urna
cata da pouca familia ; na praca do Corpo Santo
numero 17.
A padaria do lelo do norte (ra do Coto-
vello) precita de um amtssador, e que entregue
pao como m preto a umaa fregaeae perto da
porta.
Precisa-se de ama ama leeea, forra ou es-
crava para cozinhsr e faier compra do diario de
urna cata de pouca familia : a tratar com Leal &
Irmio, na roa da Cadeia do Recife o. 56, escrip-
torio.
Attenco.
Taaao lrmioafazem publico que o convenio de
S. Bento da Parahyba Ibes devedor da quaotia
de vinte conloa noveceutoa e dezenore mil du-
zeetoa e dez ria ( 2fc9t99'z,tO), por transferencia
de ama conta correnle com Jos Luit Pereira
Lima & C, aaaignada e conferida pelo ex-D.
abbade Pr. Jos da. Eultucao Marques, em 12
de marco de 1860. Alm do premio de um e meio
por eento ao mee a que ficoa obrigado o referido
convento a pagar, conforme a clausula esarada
na referida conta eorrente. B como at o presen-
te nao Ibes tenha aido posair el receber a referida
importancia e os juros decorridos, nao obstante
as diligencias empregadaa para esee Oro, fazem
publico que nao por aua vontade que esli sof-
rendo tal desembolso, para que em lempo al-
gum se empregue o argument do grande aug-
mento dos juros, para o qual nio coocorrem os
abaizo assiguados, que sempre estiveram e eslo
promptos a receber a referida conta e os juros
vencidos, e protettam nada abater em tempo al-
guna ; declarando mais que nao deaoneram oa
cedentes da referida conta os Srs. Jos Luiz
Pereira Lima & G. e Hanoel Rabello blanda Ca-
boclo. Recite 15 de Janeiro de 1862.
Tasso Irmot.
Precisa-se de urna ama para lavare eogom-
mar: na ra do Imperador n. 37, segundo an-
dar, entrada a direita.
Precisa-se de um escravo para fazer com-
pras e todo o mais servico diario de urna caaa de
pouca familia: a tratar com Leal & Irmo, na
ra da Cadeia do Recife, escriplorio'o. 56.
Precisa-se de um escravo para cozinbar,
fazer compras e todo o mais servico diario de
ama casa de pouca familia : a tratar com Leal
& Irmao, na ra da Cadeia do Recife, escriptorio
numero 56.
Aluga-se a casa da ra da Roda n 23, cons-
tando de loja com urna sala, cinco quartoi, co-
zinha, cacimba, sumidooro para agoas servidas e
entrada porduas ras ; bem como se aluga tam-
ben) o solio assobradado da mesma caaa, com
ama sala espacosa e outra mais pequea, doua
quartos, cozioba, sumidouro para agoaa servidas
e entrada pelas ras da Roda e dos Palos : a tra-
tar na pregada Independencia n. 22.
Precisa-se alugar urna ama forrs ou capti-
va para cozinhar para duas pessoaa, e que en-
gomse alguma cousa ; na praca da Boa-Vista o.
22, botica.
Precisa-se de um pequeo portoguez para
caizeiro de um deposito, que seja dos ltimos
cbegadoa : a tratar no Recife ra da Sanzala Ye-
Iba b. 104.
Precisa-sede urna ama de leite : na ruado
Imperador n. 67, segundo andar.
Aluga-se um armazem na ra das Crnzes
n. 29: a tartar no paleo de S. Pedro n. 6.
SOCIEDADE
Unio Beneflcente
Mar V timo.
Por ordem do Sr. presidente convido a todos
oa socios eleclif os para urna sessio da assembla
geral, no dia sexta-feira 24 do eorrente, pelas 7
horas da tarde, no sali do tbeatro de Apollo.
Secretaria da sociedade Unio Benecenle Ma-
rtima 20 de Janeiro de 1862.
Balthasar Jos dos Reis.
1.* secretario /
Curso de geometra.
O abaixo assigoado, professor de malhematica
no Gymnasio Provincial, pretende abrir um cur-
so da geometra para os exames em novembro no
dia 4 de fevereiro futuro ; os senhores estudaoles
que o quizerem frequeoiar, dirija-ae a caaa de
sua residencia na ra Direita n. 74 para aerem
matriculados.Antonio Egidio da Silva.
Charles Pluyne vai fazer urna viagem i
Bahia.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso,Santos A G.sacam i tomar*
saquea aobre a praca de Lisboa.
i
!
Iostruccao particular.
O abaixo assignado competentemente
proviaionado pela directora geral de lea-
traccio publica para ensinar primeiraa
letlras, latim e francez, acha-se no exer-
cicio de seu magisterio desde o dia 13 de
Janeiro do correte, em sus mesma resi-
dencia na ra Nova n. 58, onde continua
a receber alumnos internos e eiternos,
advertiodo porm que s lhe eonvem
admittir 10 pendonistas e que nao exce-
lam de 12 annoa de idade. Recife 15 de
ineiro de 1862.Jos Mara Machado de
Figueiredo.
fiMM3SNM39n eHMBfilHKMi.
Aluga-ae um armazem na ra do caes de
Apollo n. 7 : a tratar no pateo de 8. Pedro nu-
mero 6.
- Aranaga, Hijo & C. tacam sobre
o Rio de Janeiro.
Aluga-se um sobrado de um andar, sotio, e
seu grande armazem, cuja casa nova e a pou-
cos das acabada em sua coostruejo, com ami-
tos commodos, alm deates um grande quintal, e
sea cacimba, com excelleole agua, sendo o so-
brado na ra do Brum n. 34 (unto i fundico do
Sr. Bovoman) e tem no fundo do quinta), outra
frente feita, e com 2 portas que dio sabida para
o caes, e tudo se alaga porpreco rssoavel.
Quem a pretender eotenda-ae com Jos Anto-
nes Guimaries, morador na Soledade, rna de
Joao Francisco Vieira n. 60, isto de manhia at
7 1/2 horas, e de tarde das 4 em diante; em
falta no Recife, ra do Crespo n. 25 loja do Sr.
Antonio Goncalvea de Olivaira.
O Dr. Carotioo r-raociaco de Lima San
tos, mudoa-ss da ra daa Cruzea para a
do Imperador, sobrado n. 17, em frente
da igreja de S. Francisco, onde continua
no exercicio de saa proflsso de medico
i4ma-
Na ra Nova n. 32, precisa-se de ama ama
para cosinhar e comprar.
Preciaa se de ama ama s para cozinhar e
engommar, sendo para cozinbar com perfeicio,
nio se olhando a preco : a tratar na loja da ra
do Queimado n. 46.
Quem tiver um moleque para alugar, de
12 a 15 anoos, e que sirva para o servico domes-
tico de urna pequea familia, dirija-se a roa da
Cruzn. 45, armazem.
Aviso.
A directora do collegio Santa rsula, abaixo
assigoada, avisa aos pala de suas alumnaa e a
quem mais convier, que em virtude do artigo 19
dos estatutos, principiara os trabalhos do referido
collegio no dia 7 do correte mez. A directora
envidar todos os exforcos a seu alcance part oio
deamerecer do conceito adquerido no primeiro
anno de seus trabalhos, e aflm de que os paia de
auaaalumnas fiquem completamente satisfeitos
com a educagao de suas filnas. O collegio conti-
na na ra Formosa, aobrado n. 15, aoode a di-
rectora ser encontrada a qualquer hora do dia.
Uraula Alejandrina de Barros.
Monte Po popular Per-
flaubucano.
Domingo 26 ve reunir a assembla geral para
proceder-se a nova eleico, conforme aa deter-
minac&es dos meemos estatutos : de nove se re-
commeoda aos senhores socies a se por em dia
com a sociedade.
Secretaria do Monte Pi Popular Pernambuca-
no 21 de Janeiro de 1862.
Bemjamin do Carmo Lopvs.
1. secretario.
Em 5 do correte mez fugio o negro Joa-
quina, crioulo, de 22 annoa de idade, natural do
aertio, estatura regular, pescogo curto, e largo
dos peitus, olhos um tanto braocoa, com urna
marca nos peitos, e um tanto pachola : quem o
apprabeoder entenda-se com Jos Affooso I'tr-
retra, ou no enganho Aguia Fri, que ser recom-
pensado.
Carlos Locher, cidado soisso, vai para a
Baha.
Auaentou-ae no dia 18 deate mes a preta
crioula por oome Rosara, a qual muiloa a Iratam
por Rosalina e por Maria do Rosario, bastante
baixa, cheia do corpo, julga-ae estar grvida de
3 a 4 meses, idade 16 a 17 annoa, feicea miudaa
e um pequeo aigoal de bestgaa em cima da pon-
a do nariz, denles um tanto limadoa e meios
podres, mioa e pea pequeos, tendo os dedos
Brandes dos ps um taoto abertos, levou vestido
de chits cabocnla jl velho de olhinhos hrancos,
panno da Costa j velho com liatraa azues e en-
carnadas, muito coohecida nesta praca por ven-
der ang de milho de manhia e cangica de tar-
de, anda com o taboleiro e urna toalha em que
sahio nesle meamo dia veodeodo aog, fllha do
aertio de Cabaceira, foi escrava de Victorino Jos
de Barros, o qual j morto, ficoa por heranca
a Joio Evangelista Pereira de Castro, a quem foi
comprada nesta praca 4 annoa, tem raii forra
por oome Hara Thereza da Conceicio que foi
escrava do mesmo senhor, e mora na ribelra nos
fundos de urna taberna que faz frente para a ra
da Praia, e vive de vender comer cozido : roga-
se as autoridades policiaes e capitiea de campo,
ou a qnalquer outra pessoa que a possa prender,
que a leve a sua senhora na ra de Santa Rita
n. 72, que serio generosamente recompensados.
Ha para alagar um terceiro an-
dar muito fresco e commodo, na ra do
Encantamento, e urna casa terrea no
becco dos Burgos: a tratar na ra da
Cadeia n. 33, com Joao Ribeiro Lopes.
A metade do terreno que
existe no becco do Ferreiro
annunciado para yenda, se
faz publico que nao pode ser
vendido por existir penhora
no mesmo pelo juizo com me r-
cial e escrivo Paes de An-
drade.
mm*
Chapeos de castor.
Veodem-se ehapeoa de castor de primeir qua-
lidade a 89, que ji se venderam a 169, para
acabar : na ra da Imperalriz, loja n. 20, do
Duarte.
Chapeos enfeitados.
Vendem-ae ehapeoa enfeitados multo recom-
mendaveis para aa meninas aue esli pjssando a
tests nos amenos errabaldes desta heroica cidade,
a preco de 2f cada um : oa ra da Imperatriz,
loja n. 20, do Duarte. Na dita loja cima achario
continuadamente os senhores consumidores um
grande e variado sortimeoto de fazendas, todo
baratissimo.
Aos senhores sacerdotes.
Acabam de chegar loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22, nieias pretss de seda mnito su-
periores, proprias para os senhores sacerdotes
porserem bem compridase muito elsticas ; veo-
dem-se pelo barato preco de 6$ o par, na men-
cionada loja da boa f, a ra do Queimado nu-
mero 22.
Riscado monstro.
Vende-se riscado monstro"^szenda muito eco-
nmica para o uso domesiico~por ter grande lar-
gara e o aeu preco aer de 200 rs. o covado: oa
ra da Imperatriz, loja n. 20, do Duarte.
Sebo do Porto.
Em caizinhas de urna e duas arrobas fazenda
superior e precos commodos : no largo da As-
sembla n. 15, armazem de Anlunes Gnimaries
"CARTES
DE
VISITA
DE
Carios de visita de novo gosto
Car toes de visita de novo goato
Cartes de visita de novo gosto.
Umaduzia por 16#000.
Urna duzia por 168000
Urna duzia por 16S0OO
Urna duzia por 16J0O0.
Retratista americano.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Ra do Imperador.
Roa do Imperador
Ra do Imperador
Ra do Imperador.
Cal de Lisboa.
Vendem-se cal virgem de Lisboa em pedra, da
maia nova que ba no mercado por ter chegado
no ultimo navio ; na ra de Apollo n. 24, arma-
zem de A. Jos T. Restos & C.

o
K RA DO
PAr/hhGBMDSM!______
Sortimento completo de sobrecasacoa de panno a 259, 289, 309 e 359, casacos muito bem
feitas a 258, 28J, 30J e 352, paletots acasacadosde panno prelode 16 at 259, ditos de casemira
de cor a 159,18 e 201. paletots saceos de panno e casemira de 89 at 149, ditos aaccos de alpaca
meiine l de 49 at 69, obre de alpaca e merino de 79 al 109, calcas pretaa de casemira de
89 al 148, ditoa de corae79 at 10g, roupaa para menino de todos os tsmanhos, grande sorti-
mento de roupaa de brins como sejam calcas, paletots e colletes, sortimento de colletes pretos da
seliro, casemira e velludo de 49 a 91, ditoa para casamento a 59 e 69, paletota brancos de bra-
mante a 49 e 5|, caigas braocaa muito finas a 61, e um grande aortimento de fazenda a finas e mo-
dernas, completo sortimento de casemiraa ingieras para homem, menino e senhora, seroalaa de
linho ealgodo, chapeos de sol de seda, luvas de seda de Jouvin para homem e senhora. Te-
mos urna grande fabrica de alfaiale onde recebemos encommendas de grandes obras, que para
isso est sendo administrada por um hbil mestre de semelbante arte e um pessoal de maia de
cineoenta obreiros escolhidos, portaoto execulamos qualquer obra com promptidio e maia barato
do queem outra qualquer casa.
Roga se aos Srs. Jos Thomaz
de Aguiar Jnior e Jos Thomaz
de Aguiar, a vir a ra do Crespo
n. 8, receber duas cartas.
Um homem que tem muila pratica 4a agri-
cultura se offerece para administrador de enge-
nho ou outro qualquer eslabelecimento agrcola;
na rea da Cruz n. 52, se dir quem .
Precisa-se de urna ama para comprare co-
sinhar para ama a peasoa : no becco do Padre
n. 6, primeiro andar.
Aviso.
O Dr. Frederico Sehutz,
mudou seu consultorio medi-
co-cirurgico, para a ra da
Imperatriz n. 30, aonde da
consultas todos os das das 7
s 10 horas da manha.
ESPECIALIDADES
Molestias dos olhos.
dos pulmoes.
secretos.
da pelle.
Recados a escripto.
Na ra Augusta n. 100, lava-se e eogom-
ma-se com preferencia roupa de senhora.
Aluga-ae o primeiro andar do sobrado da
ra da Imperatriz d. 40 ; a tratar no mesmo.
Precisa-se ne um negro fiel e que nao aeja
bebedor para todo servico, paga-se bem ou por
semana ou por mez : dirija-se ao hotel inglez.
8 Medico.
aja 0 Dr. Rocha Bastos, est residindo na
H ra da Cruz n. 11. 8
Precisa-se alugar urna ama para o servico in-
terno de urna casa de familia que saiba cosinhar
e engommar agradando o aervico nao ae duvida
pagar bem : a tratar na ra larga do Rosario n.
12, segando andar.
XfMMtaaalS &IMiSfil6 ma*gm*gmmmmai
Attenco.
Perdeu-se ns igrejafdo Espirito Santo
um breviario romano : quem o acbou e
quizer restituir, visto que elle s serve ao
aeu proprio dono, leve o a ra do Impe-
rador o. 67 loja do Antonio Domingues,
ou a ra do Queimado n. 24, que era
gratificado.
8
8
Attenco.
Veode-se a taberna da ra da Imperatriz n. 4,
a prazo ou a dinheiro, aanca-se a casa ser mui-
to boa, e propria de um eslabelecimento limpo,
por ser junto a ponte : a tratar na taberna gran-
de da Soledade.
Venda.
i
o
Mamanguape.
suspiro me chama
Ama.
Precisa-se de urna ama forra, prefere-se de
meia idade, para o servico de compras, na ra
Bella o. 38.
Na travesa da ma das Cruzes n.
"2, primeiro andar, continua.se a tingir
com toda perfeicao para qualquer cor,
e o mais barato possivel.
A todos os Srs. que tem coritas com
commissao da decora cao do funeral do
Sr. D. Pedro V, de as mandar a ra do
Crespo n. 16, com a maior brevidade
possivel.
19MMMIMK MSM3Sf&
Aos paes de familia.
Um professorsepropde a ensinsr fran-
cs, portuguez, aritbmeticse historia por
casas particulares : quem pretender diri-
ja-se a botica da ra da Cruz n. 24, que
ter as informacea precisas.
anMMKMS B9RM& 9K9Ktm
A pessoa que precisar de um foroeiro para
padaria pode aaouuciar para ser procurado. '
Mudanza
Firmo Gandido da Silveira Jnior tendo mu
do a aua loja de miudezas que linha na ra da
Cadeia do Recife n. 49, para a roa Direita n. '64,
participa aos seos freguezes e ao publico, que/vai
Tender todas as fazendas antigs por metade de
leu valor, afim de liquidar dita loja.
Aluga-se o 2 andar da casa n. 193 da ra
Imperial : tratar na ra da Aurora n. 86
Precisa-se de urna ama que saiba ensaboar
e engommar para casa de pouca familia t /a tra-
tar na loja da boa frua ds Imperatriz.
Aluga se I
o armazem n. 22 da ra do Imperador: i tratar
na ra do Crespo n. 17.
___ OSr.JooHyppolito de MiraLi-
ma, queira apparecer nesta typographia
que se lhe precisa fallar.
. Precisa-se alugar um preto, dan do-se o
sustento, e psga-ae mensal ou semanal, para o
servico desta tvpographia : na livraria ns. 6 e 8
da praca da Independencia.
I Casa de drogas, I
Largo do Para izo n 8, pri-J
meiro ailar. q
S Nesle eslabelecimento encontrar o gb
? respeitavel publico e as pessoas que se
9 dedicam a medicina homeopalhica os w
bem preparados e verdadeiros medica- g^
mentos, viudos de Pars da pharmacia ^
0 de Mr. Galellen. W
> Assim como carteiras, tobos e globu- tijk
f los ennortes, vidros de urna onca at 8
V oncas, quer com medicamentos quer va- 1
# zios.
O proprietano vende por menos precio
do que em outra parle, pois recebe di- *
6 rectamente.
quem Dos quer nao ama, masfassim digo que
embora me chamem vivo sempre prompto a
cumprir oa deveres prximos.
Francisco Jos do Almeida.
Precisa-se de um caizeiro com caparidade
para tomar conta de ama taberna por bataneo :
quem se achar neatas circumstancias dirija-se a
ra de Hurtas n. 18.
Aluga-se o ezcellente segundo andar da
ra estreita do Rosario n. 32 : na ra do Crespo
n. 15.
Compras.
Precisa-se de ama ama forra oa captiva (prefe-
re-se captiva] para o servico interno e externo de
ama caaa de urna senhora em Casanga, mas que
salbi cosinhare eogommar bem: paga-se bem,
ratar as ra da Cada do Recife loja o. 11.
r Mdico.
O Dr. Braceante pode ser procorado a
Sqaalqaer aora na casa de sua residencia,
na raa do Imperador n. 87, segando sn-
8 dar, para o ezereicie de aua proflasao.
Precisa-se de ama ama smeale para
rtakar, prefere-se forra e idads media: as
de Graspo a. 10.
co-
ras
Precisase alugar urna preta forra ou cap
liva j idoss, para urna caa de duas pessoas ; na
praca da Boa-Vista n. 22, botica.
No dia 19 de Janeiro do eorrente anno, pe-
lssll horas da noite, fugiram do abaixo asaigoado
done escravoa crioulos, ambos casados, aendo o
negro de oome Ignacio de idade de 30 annos, de
estatura baixa, cara marcada de bexigas, peron
finas; a a escrava de nomo Antonia, idade 25
anos, cor fula, bem fallante, e est peijada de
pouco, tem bocea pequea, cabeca comprida,
olhoa graodea, e um taolo agalados, bracos ros-
sos, ps pequeos ; estes negros vieram de Paje:
portento roga-se a todo e qualquer capitio de
campo a apprebenao dos ditos, e tnze-los na
villa da Becada ao lllm. Sr. capitio Thomaz Ro-
drigues Pereira, ou em casa do seu proprio do-
no, no engenho da Barra, que ser recompensado
generosamente.
Antonio Mximo de Barros Leite.
Pede-se por obsequio a quem achoa urna
pulseira de ouro que se perdeu na noile de do-
mingo 19 do correte, que dirija-ae a ra de
Santa Thereza n. 40, que ser recompensado.
Comprase
o romance Armando e Osear,
em francez : na ra das Cru-
zes n 44, segundo andar.
Gompra-se de alguma pessoa que se retire,
urna boa escrava que saiba cozinhar e fazer todo
o mais servico de casa : na ra da Cadeia n. 38
oa 40, loja do Martioho.
Gompram-ce aegoes do novo banco de Per-
nambuco ; no escriptorio de Hanoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo, escrip-
torio o. 14.
Compram-se moedas de ouro de 209 : na
ra Nova n. 23, loja.
Gompra-se
Urna boa escrava, que nao exceda de
30 annos de idade, e de boa conducta,
e que saiba fazer o servico de casa espe-
cialmente lavar e engommar: na ra
da Aurora primeiro aDdar do sobrado
n. 46.
Vendas.
TISHa.
A professora particular de iosiruaco primaria
na freguezia de S. Jos, Anna Fausta da Cunha
Pern e Souza faz aciente aea pas de auas alom-
as pessoas que lhe quizerem confiar a eda-
i de auas fllhas, aue no dia !. de fevereiro
asa
pretende abrir aua a'ula na ra dos Martyrioa o.
4, orimeiro andar. Recebe tambera peomoeiaUa
e meias pensionistas, prometiendo empregar todo
esmero no cumprimeoto da ardua missao de que
se eocarrega, afim' de promover o adiantaaaeato
de suaa alumnaa. O eoaioo constar, alean oo
qae exigido pelo regulamento da ioatroec&o
publica, de bordados em seda, lia, mlssanga e de
todas aa mais prendas qae coostituem a educa-
cao de urna moc,*.
Aluga-se urna casa com bons commodos,
tem cocbelrs e estribara e trra boa para plan-
tar : no aitio de L. A. Duboureq, mm.
Romana Martioea Gaatlens, suMiU beepa-
ohola, vaa a Lisboa.
Moleque pe Vende-se am moleque de 19 annos
de idade, com officio de empalhador,
ptimo para pagem por ter boa figura:
a tratar nesta typographia.
Escravo.
Vende-se um escravo de 30 a 85 annos, car
reiro, destilador, e ezcellente marinheiro: na raa
Auguata u 90.
Vendem-ae oito vaccaa paridaa de novo o
boas de leite ; no engenho Junqueira, comarca
do Cabo.
Vende-se ama escrava crioula, idade de SO
annos, pouco maia ou menos, aabe fazer labyrin-
tho, bordar, coser com perfeicio e eogommar :
a tratar na raa do Pilar a. 143.
A 320 rs. o covado, grande
pechincha.
Yendem-ae superiores cambraiaa francezas de
muito bonitos padrees a 8S0 ra. o covado, fo-
seada muito fina qae sempre vendea-se por 800
e If a vara, veohara por ellas, antea que se aca-
ben ; na ra do Queimado n. 22, na bem coohe-
cida loja da boa f.
Aos portuguezes.
Acaba de chegar a raa do Queimado, loja de
miodezas u.51, os retratos da familia real por-
iogneza. A eceaeiio opportuoa para os perta-
gaezea amantes ds mooarchia ornarem suas salas
com os quadros de tio illustres priocipet. Sao
poucos o o preco dimiowtiaaimo em relc>o a
estima que geralaaeote ae tributa aoa augustos
deooeadeates da finada ralnha de Portugal a Se-
nhora D. Harta II.
armazem em progresso
DE
Jos de Jess Moreira & C.
Ra estreita do Rosario, esquina da ra
. das Larangeiras n. 18.
Oa proprietarios deste eslabelecimento estao
resolvidos vender por menos do que em outra
qualquer parte por vir diversos gneros por con-
la propria : manleiga inglesa flor a 800 rs. e 720
a libra, dita franceza a 640, em barril fazemos
abalimento, cbi hysson a 2$8O0 e 28400 a libra,
queijoa do ultimo vapor s 3 e 28800, arroz a 100
rs. a libra, gomma muilo boa a 100 rs. a libra,
massa de tomate a 800 rs., em porco taremos
abalimento, em Islas de urna libra, mermelada
do meihor fabricante de Lisboa a 800 rs. a libra,
viobo muito superior, Figueira, a 560, 500 e 400
rs. a garrafa, amendoas a 330 a libra, milbo al-
piste a 100 rs. a libra, aletria, macarrio, e mais
massas a 400 rs. a libra. Alem destes gneros
outros mullos tendentes a molhados que os pro-
prietarios se responsabilisam pela boa qualidade.
N. 43 Rna do Amorim N. 43.
Ceblas a 600 rs. o cento.
Pao de Senteio.
Contina baver o pao de Senteio oa padaria em
Santo Amaro alraz da fundicSo do Sr. Star, e as
seguintee casas no Recita, praca do chafariz, roa
do Brum, taberna n. 47, ra da Imperatriz, ta-
berna n. 22 ; em Olinda nos Quatro Cantos, de-
posito de aaaucar defronte da botica, casa ama-
relia, noa dtaa de queras e sabbados de cada se-
mana.
Vendem-se os engennos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras; porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Loja amarella.
Ra da Cadeia confronte ao becco
Largo.
Ricas capas pretas cotnpridss, mante-
letes modernoa de seda e fil.
Vestidos bordados de cambriia, duas
saias, paos e babadinhos.
Vestidos de seda cores escolhidss e de
phsatasia.
Sedaa de quadrinhos, grosdenaples e
moreanlique.
Manguitos e gollas bordadas com per-
feicao.
Cassas de cores, chitas finas, tarlatana,
fil etc.
Para as noivas.
Veatidoa de blonde com aala de selim
manta, capaila, todos os pertences.
No vida de.
Chapeoa de palba fino,' leques, man-
guitos, pentes, espartilbos, chales ponta
redonda, perfumara etc.
Roupa feita.
E' oeae ealabelecimenla o especial em
roupa feita ji em preco como na quali-
dade, palitots, caigas, colletes, sobreca-
cos, sobretodo, capas de borracha etc.
Calcado.
Bolinas de Meli muito frescas a 12# :
na roa da Cadeia o. 23, de Gurgel &
PerdigSo.
Vende-se um escravo de bonita figura, crioulo,
bem ezcellente carreiro; quem o pretender,
dirija-se a loja do Passeio n. 11.
Vende-se a loja de miudezas da ra do Ca-
bug n. 2 B ; quem a pretender dirija-se a mes-
ma ra n. 4, que achara com quem tratar.
Cera e velas de carnauba.
Vende-se cera e velas de carnauba de primei-
ra qualidade, na ra da Cadeia do Recife, pri-
meiro andar n. 28.
{No sobrado amarello nos j
4 cantos da ra do Quei- \
mado n. 31, loja de An-
nio de Moura Rolim, s
2. S
vende-se
2S,
a* Camisas de meia de 18 pura e finas a
K 2J500 e3&.
!c Seroulas de meia de la pura finas a
m 2(500 e 3f. *
Z Tapetea grandes para forro de salas e S
quartos a 159.
Alcatifa em peca o covado a 500 rs.
I Toalhas de lioho pardas para mos e I
rosto a I.
K Borzeguios ioglezes de superior qualids- B
de a 10.
al Ditos ditos gaspeades a 7g.
339M916I2MB SBtKSIS 3ISSH3Hit
Vende-se por baratissimo preco urna arma-
Qao com balcao, tudo de amarello, e em muito
perfeito estsdo, sendo toda invridacada : para
ver-se na ra das Larangeiras n. 30, a tratar no
primeiro andar da casa n. 13, da ra da Cadeia
do Recife, com Francisco da Rocha Paasos Los.
Vendem-se burros gordos^
e mansos jj
[ no armazem de Andr de Abreu ]
' Porto confronte ao arsenal de !
marinba, tamben) se Fendem
cascos escolhidos que servem Q
9 tanto para agurdente como %
$j$ para mel: para tratarse no
$ escriptorio de Scott Wilson & f
C, ra do Trapiche n. 4. %
Escencia de aoil.
Para engommado.
Vendem-se frssqoinbos com escencia de ail
cousa ezcelleote para engommado porque urna
gota delta bastante para dar cor em urna bacia
de gomma tendo de mais a mais a preciosidad e de
nao manchar a roupa como muilaa vezes acon-
tece com o p de ail. Custa cada frasquinho
500 rs. : na ra do Queimado loja da agnia bran-
ca n. 16.
Cera de carnauba
Priroeira qualidade e precos commodos : no
largo da Assembla n. 15, armazem de Antones
Guimares & C.
Opiata iogleza
para dentes.
Est finalmente remediada a falla que se sen-
ta dessa apreciavel opiata iogleza tio proveilo-
sa e necessaria para os dentes, isso porque a lo-
ja d'aguia branca acaba de recebe-la de sua en-
cor menda, e continua a vende-la a 1|500 ra. a
caiza ; quem quizer conservar seus denles per-
fectos prevenir-se mandando-a comprar em
dita loja d'aguia branca,ra do Queimado n. 16.
Vende-se o grande sitio denominado dia-
na, sito na freguezia da Varzea, de muito boaa
terrea, que tudo qaanto se planta di orna grande
quantidade, com urna casa de taipa ji coberta,
urna dita de fazer ftrinha, grande quantidade de
ps de cafezeiros, com diversos ps de fructeiras,
como aeja larangeiras, coquelros, etc., etc.; e
tambera vendem-se duas vaccas que dio baatan-
leleite, urna dellaa com a cria ja grande, e am
burro maneo : a tratar na ra do Sebo n. 20.
Machinas americanas.
Em casa de N. O. Bieber & C, successores,
ra da Cruz n. 4, vendem-se :
Machinas para regar hortas e capim.
Ditas para descansar milho.
Ditas para cortar capim.
Selioa com perleoces a 10 e 200.
Obras de metal principe prateadas.
Alcairo da Suecia.
Veroiz de alcairo para navios.
Salsa parrilba de primeira qualidade do Para.
Vinho Xerez de 1836 em caizas de 1 duzia.
Cogoac em caizas del duzia.
Aradoa e grades.
Brilhantes.
Carrogas pequeas.
Delicadas escovas
cabos de mar fina e madre-
perola, para limpar
dentes.
Na verdadeuma escova para limpar pentes
sempre necessaria em qualquer toucador, e com
especialidade no da senhora que preza o asaeio,
e para que elle aeja perfeito mandar comprar
una dessas escovas de rabo de marfim oa ma-
Ireperola que custam 2e 3$ rs., na loja d'aguia
branca, na ra ra do Queimado n. 16.
Vende-se
azeitede dend oo palma, dito de amendoim que
serve para luzes e machioas, mais barato do que
em qualquer outra parte; na ra do Vigario n.
19, primeiro andar.
Helas fant semliant.
Vendem-se superiores meias psra senhora pe-
lo baratissimo preco de 8J840 s dazia; na loja
da pos f, aa raa do Qaelmado a. ti
Leques.
Vender-se lindes leques da madreperola, o
maia fino pose val: na loja d'aguia de ouro, ras
4o estafa B. i B.
Loja das 6 por-
tas em frente do Li- C
vramento.
Roupa feita muito barata.
Paletota de panno fino aobrecaaacos, ,
t ditos de casemira de cor de fustio, ditos sj|
I de brim de cores e braocoa, ditos de Z
r ganga, calcas de casemira pretaa e de J
s9 cores, de brim branco e de coras, degan-
ga, camisas com peilo de linho mnito gjk
finas, ditas de algodio, chapeos de aol *
O de alpaca a 4$ cada um. f|
*
Fendem-se os eogenhos
Una do Morgado, sito a mar-
gena do Pyrapama, e Po-San-
gue sito a margem do Seri-
nhem, com safras, esc r a vos,
boiada, e mais pertences ; re-
cebem-se em conta predios
na cidade, ou seus arrebaldes
e os pretendentes podem en-
tender-se com o proprietario
dos mesmos engenhos, de-
sembargador Alvaro Barbalho
Ucha Cavalcanti
Esponjas finas
para o rosto.
Vende-se moi finas esponias para roato, a
sada ama : na ras do Queimado, leja d'aguia
brescan. 16.
Cerveja.
Krabb Thom & C. vendem no seu eseriotorio,
na ra do Trapiche n. 17, cereja branca da afa-
mada e bem coohecida marcaAllsoppse pre-
ta de ezcellente qualidade, em barrica de garra-
fas e meias garrafas.
Ra da
Madre de Dos nu-
mero 12.
Vende-se o melbor farelo do mercado, aaccos
de 115 libras, e farlnha de mandioca de primeira
qualidade.
Simo de Nantua,
obra completa, ntidamente impressa, typo gran-
de e intellegivel, papel claro, formato accommo-
dado o mais poasivel, encadernado com meia en-
caderoacio, com sea rotulo dourado, e pelo en-
ligo prco de 1| sada volme : na roa do Im-
perador n. 15.
Urna loja de fazendas.
Para pagamento dos credores vende-se a loja
de fazendas da roa do Cabugi n. 8, coja cosa ji
a am anno se est tratando de sua liquidado
para o referido flm. Offerece grande vantagem a
quem se queira estabelecer : trata-ae na mesma
loja, oa com oa Srs. Ferrelra fe Arsajo, raa da
Cadeia do Recife.
ra rna do Imperador sobrado n. 21 existe
psra vender-se por precisio om moleque de ida-
de de 19 annoa, crioulo, seca vieioa nem acha-
ques: quem o prteotfer dirija-se ao mesmo so-
brado qae ehi assyi eoa quem tratar.
Economa.
lolboa de coartas om perfeita atado a800 rs.,
sotus o cento a 600 ra. : na ra da Imperatriz
n. 40, a ellas aniso qae se acabem.
Panno de algodo da
Bahia.
I Vende-se no escriptorio de Antonio Lola de
I Oliveira Asvede & C, raa da Cruz a. 1.


DIAMO BE PEWfAMBOCO. QdRTA fsVbU 21 M lAMULtf DE 18
Lojadas6 por-
tas em frente do
Livramento.
Chapeos de sol de alpaca a 4".
Duzia de meiaseruaa para bosoem
100 e o par a 110 rs., dilaa brancas
muito finas a 2f 500 a duxia. lengos d
cassa com barra desorasa ISO rs. cada
um, ditoa brancosa 160 ra., baldes da
SO 80 reos a S#. laazinha para vea-
lidoaa 140 covado, chalas de merino
estampadas finos a 5| e 6, tari a tana
bracea a da cores muito fina com vara
e mia da largura a 480 rs. 0 covado,
filda linas liso 1 640 rs. a vara, pe-
cas de cambraia lias flna a 3|, cassas
da corea para vestidos a 300 rs. o co-
rada, muswlioa encamada a 320 rs o
covado, ealcnhas para menina de escola
alfa par, gravalinhaa da tranca a 160
rs., peloaaara camisa a 100 rs. cada
uid dutia 2, pecas decambraia desal-
pco moito fina a 3*500, pecas de bre-
tanha de rolo a 19, chitas (rancezaa a
210 e 140 rs. o covado, a loja est
abarla das6 horas da nianhia aa 9 da
noite.
Asteas de ac para
baldes de se-
nhora.
Venda-sa a 160 e 300 rs. a vara : os ra do
Queimado loja de mladezas da boa fama o. 35.
Luvas de pellica de
Jouvin.
Veode-se as verdadeirss luvas de pellica de
Jouvin para homem e serjhora a 39500 o par: na
ra do Queimado loja d miudezas da boa fama
n. 35. T
Ciatos do ultimo gosto.
Vende-se cintos dourados e de palha o mais
bello que possivel eoc^otrar-ae, p*lo baratissi-
mo prego de 39 cada and, ditos de fita de muito
lindos gostos a i$ ; tarubem se vende fivellas
muita lindas e de muilat qualidades proprias ni-
camente para cintos a 29 : na ra do Queimado
loja de miudezaa da bo* fama o. 35.
Enfeites para catega
Vende-aa os mais moderaos entalles que tem
**'*!* mosteado, e do Bailas qaalidodes a
7 81000 cada um, ditos pretos eom vidrilha a
1|500: na roa do Queimado loja da ssiadezas da
boa fama d. 35.
La muito fina para
bordar
Vende-aa a 89 a libra : na ra do Queimsdo
loja de miudezi* da boa fama n. 35.
Luvas de diversas quali-
dades
Vende-se muito superiores luvas ale eamurea
para bomens a S# o par, ditas de do do eecosata
brancas e de cores a 800 rs., ditsa sto aoda oti-
failadas para sea hora a 25, ditas do laiaat atetas
a 1|: na ra do Queimado loja de mludezas da
boa fama n. 35.
Chicotes de gosto e mmito
fortes.
Vende-se muito bonitos chicotes debtela com
vende-se mutlo bonitos chicotes de baleia com rw Poo"Beimo preco de 180 o covado ; m
caaloes de marflm e de metal para homens e sa- J7W." ydo n. 22, na bem conhecids loja
nhoraa a 4 e 59 cada uro. ditos de estallo tambero a* b0J l\
------ ** ** v ww ujukui a/ata uvuiouo ** sjw-
nhoraa a 4 e 59 cada um, ditos de estallo tambero
muito bons a 3j?, ditoa de junco porm muito bem
acabados a 1J : na ra do Queimado loja de mlu-
dezas da boa fama n. 35.
Oabazes pare seiihoras e
meninas.
Vende-se pelo baratissimo e adrairavel preco
de 3 e 49 cada um, e afflsnca-se que quem os vir
nio deizarf da comprar, to bonitos e alis sSo
ellas: na ra do Queimado, na loja de miudezas
do boa fama n. 35.
Tinta bem coohecida e acre-
ditada para escrever.
Vende-se cads frasco a 500 rs e dos grandes
a 800 rs.; esta tinta azul na oecaaiao em que
ae escreve e por muito poueo tempo rica preta e
bem preta, ha vendo a vantagera do servir pora
copiar cartas: na ru> do Queimado loja de miu- ,i .ma?c*do U"f> e Po Uah
dezas da boa fama a. 35. 5?i.iff?*?' e "?,M S500 *: *
dezas da boa fasaa _
Gollinhas
de traspasso bordadas em
cambraia fina.
Vendem-se a 2, cada urna : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16 A obra boa e
o lempo proprio ; a ellas, freguezas, antes que
se acabem.
Vende-se urna carrocs nova e um boi mon-
80 : 00 caes do Ramos n. 22.
"> ---------------------------------------------------------
ARM4ZEM PROGRESSO
wmmm
Francisco Fernandes Duarte
Largo Penia
libras coatendo difterentes qualidades,
e portuguezas em latas de 1 libra, por 6i0 rs. ditas em rucias
AGaoca-se a boa qualidade de todo qualquer genero
comprado nesle armazem, assim como vende-se por menos 5 a 10 por cento do que em outra
qualquer parte.
Wlaateiga inglezaa mais superior do mercado a 800 rsa libra, em barril se far
abatimento.
ftantalga Craneoza a msis n0Ta, m ri>> em barril| e 640 ri, libra>
^ieljOS lio YOimO chegados neste ultimo vapor por 39000.
**|tt%lj <1S lonarlnOS de 8aperior quaiidade e muito frescaes s 800 inteiro, em libra
a I9OOO.
29OOO rs a libra. '
PreiuiiU. para ftambte muit0 novos. 5ao rs a libra_
r 9 HQ Trino de ,ap,rior qUaiidade a 4*0 rs. inteiro, e 480 rs. a libra.
0 mlhor petisco que pode haver por estar prompto a toda a hora a 1& a libra.
X oueiaho do reino 310 rs llbri. e arroba. 9im
Chongas e palos cheg.dos nette ulliffl0 naTio> a m n a ln>ra
oanna de noreo retinada *
se for"m barril a 440 rs. "ir./ 4" "' UU Cm 10 1,bfM' *" **> e
^larmelada jP*ria\ d d0 Ab deoalroi muilo fbrcanteideLUboa
a 900 rs. a libra, em-latas de 2 libras por I96OO afiaoca-se a boa qualidade.
Wlaea ti tomate em litlf de nma ,ibra por 900 rg<
Vmendoas e caneitos em utMM
muito proprio para mimo, a 29OOO.
Eir\i\nas f raneezas
a 500 rs.
AAetria, maearrao e ta\n%rin\ainnr. m
^j *~ a 400 rs. a libra e em caixa a 89.
icoles muit0 no?1J a 100ra a libraj e 4S000ra< a librs
I Ceii em cart5e8 muil0 enfeitados proprios para mimo a 600 rs.
tiene ora insteza
abalimeooV mlS *aftnn ^ h' a l00 a arrafl e em cal" "e '"*
GenebTa de Iloliania *
_r. -*waiu* a 600fJ a fra9qaeir.g e m 0 Uw<
Y innos ensarraCados,
,v 7 '*"o DouroalJ600 rs. a garrafa, Podo o Fei
*" O^ *> Pofto. a 19200 em caixa se far abaliraento. '
x das mais acreditadas marcas a 1J a garrafa e em caixa a 99 a duzia
a^pagUe d. dtderanUs marcas a 16 a duzia
qualidad*.
Yerdadeira setveia ednrinna.,
a 500 rs. a garrafa ,de 0B,r" muil,s marc" a <> ".
winno< m pipa Port0|LirtoaeFiguelraa3500 4e4>500acanada
^ yrmasete iapwl. Y40 M ein caiia> m t< % U|f
CUo i* UWaS em 8gS de um> "rob''1*'
oco a e oa maii sapiore> he8panbol, 1|a0O( francei a 1|t port 800 n
r igoa da ctmuadre
0 *'w*^ muito novos.
320 rs.
rmnia de engommar, multo alva a 100 rs. a libra.
^mfttd1M-cuca-ole. 400 r..,ibra.
JUeitft doce^9nmntpniheemMitsH
P*utos de dentes lixad m pet(al5l0 m
CosteVetas inelezas
l^tU ******" P"Prf"nrofl.sslxo.800rt..Kbrs.
Uoiaxinna insieza
\oieixas ftan DTa mm**0"4* *batric*e 9B Ubn'm n'
tugueza. ?5. Ubr"00' "B,la Cm *ll2 "*"' pot 80?' Il P"
!* para limp.r tatas s 300 rs. oda um, esa porclo ss fsri batimento.
v etejas em (rascos da t e t(2 libra BBfto Bora8 a m ^
o de ge0IeQro.rtarelupegrrTu.rXd*d0" * *"" H
e a lg500 g garrafa, affianca-se a boa
em caixas de 8 libras por t|500. a em libra
Eutre-meios oordados em
cambri transparente.
bo?dVo.aemflV.l,fc,',M *- oremeios
SS?.?. o^Si^S^^sttSSlt 9
Potassa da ftossia.
Vende se emcasa deN. O Bieber &
C, succenor, roa da Crmn. *
Paletots
braocos.
Vendem-se superioros palatots da brtm branco
da puro lioho, pelo baratisaimo preco de 5
aVoaS1*4""1* "* "' "* *" co"h*"
na
loj
A3000.
Chapeos de palaioha fina aoXMtados parama-
ninas ; oa tas de Graspo a. 10.
Aos tabaquistas.
Vendem-se superiores lencos frsncezes a Irat-
tacio dos da linho, asalta proprao para os taba-
quistas por serem de coras oscuras e fizas, pela
baratissimo praeo de 5 e 9$ a duzia : na ra do
Queimado 3, tof na bem coohecida laja da boa B.
Filo lito e tarlatana.
Vendesa superior fil llao e tarlataoa breaos
de cores, pelo baratissimo preco de 800 re. a
ra ; na bem ooohecida loja da boa f, na rus
Queimado o. 32.
Toalhas para mos.
Vendem-ae muito boas toalbas para maos peto
bsx*'> Proco de 59 a duzia ; oa ra do Queima-
do o. 22, aa loja da boa f.
Ricas eeeites.
Vendem-se ricos superiores enfeites os msis
odernos que ba, pretos e de coras, pelo bara-
tissimo preco de 6 e 69500 : na loja da boa f,
na ra do Queimado n. SSL
Cambraias de cores.
Vendem-se eambraias franeezas da lindas co-
res, polo baratissimo preco de J8 o eovado ; no
MI fin A.aim.ii. n AA -. I_________I___IJ. .-(~
mv.
EXPOSICAO
Candeeiros econmicos
agaz,
1 gsz hydrogenio do primoira e segunda quali-
dade : na ra Nova a. 30 e 24 loja do Vianos.
Batatas.
Veode-se batatas ultiman,eote ehegadas de
modernos que ba, pretos e de coras, pelo bara- Lisboa a 640 rs. a arroba: no armazem o. 10,
vera
do
na
?aras
Cambraias franeezas finissimas.
Superiores cambraias frsneezas muito finas, de
muito bonitos padre, pelo barato preco do 700
rs. a vara : na loja da boa f. na ra do Queima-
do n. 32.
Cambraia Usa. *
Vende-ae cambraia lisa transparente muito fl-
1, pela barato preco de 4 e 58 a pega com 8 1|2
ras, dita tapada muito superior, pega ds 10
varas a fjf : na ra do Queimado n. 22, na loja
da boa f.
Bramante e atoaVhds de
Hamo.
Vende-se superior bramante de puro linho coa
duas varas de largura a 2*400 a vara, assim como
) adamascado tassbem de puro lioho,
conheci Ja loja da boa f, na ra do Queimado nu-
mero 22.
Cortes de calca.
Vendem-se cortes de calca de raeia casemira
de cores escaras a 2f cada corte ; oa loja da boa
fe, oa ra do Queimado n. 23.
Port bouquels,
Dourados com cabos de ma-
dreperola.
Chegararo opportunamente para a loja d'aguia
branca os bonitos port bouquots dourados e es-
maltados, com caboa de madreperola, conforme
aua propria encommenda, flcsndo assim remedia-
da a falta que havia desses port bouquets de gos-
to, os quaes chegaram bem a tempo para os di-
versos casamenlos e bailes que se contara nesses
das, por isso as pessoas que por elles espersvam
e as que de novo os quizerem comprar dirigi-
rem-se munidos de dinbeiro loja d'aguia bran-
ca, ra do Queimado a. 16, qua eocontraro obra
de bom goslo, barateza, agrado e sinceridade.
de cambraieta.
Vendem-se superiores salas de cambraieta mui-
to fina, com 4 pannos, pelo diminuto prego de
59; a ellas, que sao muito baratas: na roa do
Queimado n. 22, na bsm conheeida loja da boa f'
IftlvOO.
E' na ra do Queimado n. 39 loja de quatro
portas que ae vende os mtlhores chapeos de se-
da de formas mais modernas e bom gosto.
HaadaSenzalaNoyajQ.42
Vands-se ana cssids S. P Jonhston 4 C.
illiusa 3lh8SQglszes,candsairof s castigas!
broazsados,lonas nglezes, fio devala .chicla
psrt carros, saonitria,arrsiofpara carro ds
aa sioas caalos relogio ida onro paiontt
nglaz.
Xavalhas d'aco
*
com cabo de marfm.
Vende-se na loja d'aguia branca mui finss na
valbas d'aco refinado com cabos de marflm, 1
para assegurar-se a bondade dellas basta dizer
se que So dos afamados e acreditados fabrican
tes Rodgers & C, costa cada estojo do duas na-
valhas 89OOO: na ra do QueirnaJo, loja d'aguii
branca, n. 16.
Novos enfeites e cintos
dourados.
A loja d'aguia branca scha-se .
provida de um bello e vsriado sortimento de en
feites de differentes qualidades e gostos, os mais
lindos que possivel enconlrar-se ; assim como
travossa da Madre de Dos.
Ra do Queimado o. 19.
Santos Coelho tem para
vender o seguinte:
Esleirs da India de 4, 5 e 6 pilaros de largo
proprias para forrar camas e aafaa.
Lencoes de bramante largos a 39 cada um.
Coberlas de chits a chneza a IfOO.
Lencoea de panno de linbo (loo a 29.
Toalhas adamascadas de linho para masa a 49.
Chita franceza com defeito de avaria a 100 rs.
corado.
Toslhas de usto para mos a 500 rs. cada
urna.
Colchas de fuslao adamascado grandea a 6a.
Cambraias de cores a 160 o covado.
Gollinhas ricamente bordadas e de trsspaaaoa
250OO.
Vendem-se duas casas assobradadaa fritas
de pedra e cal, sitas oa ra Nova da villa do Ca-
bo j alo muito frescas, tem muito bons comino-
dos para familia, tem eatribaria e litiina fra, e
tambera entrada pelo quintal: quem as preten-
der pode dirigir-se so Sr. Sebastio Antonio do
Reg, na mesma villa, e como tem-se desejo de
as vender, por isso o prejo ser commodo.
Vende-ae] urna oegrioha com idade de 14
annoe, propria para casa de familia : oa ra do
Hospicio n. 23.
Lindeza.
Vende-se fazenda denominada lindeza, ptima
para vestidos a 160 rs. o covado : oa loja do Du-
arte, ra da Imperatriz n. 20.
Altentfo
Ra das Crines n.4
fabrica d*jebarulos.l vende-se charutos a 15f Jo
milheiro, ia famo da Babia, volas do esmposi-
cisa Ufa arroba, eom porcao faz-sa abati-
meoto; aflaaca-ao a boa qualidade.
Cera de carnauba de pri-
meira qualidade.
Vende-so em porcia e a retalho de urna saces
para cima, por commodo proco: aa raa da ala-
dra de Dos confronte abotica o. SO.
Leite virginal
infallivel remedio para
sardas e panos.
O leite virginal j bem conhecido como reme-
dia infallivel para aardas a pannos, ende-se a
If rs. o frasco na roa do Queimado, loja d'aguia
branca o. 16.
A loja d'aguia
branca um deposito de
perfumaras Anas.
Esta loja por estar constantemente a receber
perfamanaa Anas da aoae proprias eocommendea,
bem ae podo dizer que est constituida usa depo-
sito de ditas, tendo-as sempre dos melhores e
mais acreditados fabricantes, como Lobin, Piver,
Coudray e Soeiet Bygieniqne. etc., etc. ; por
isso, quem quizer prover-se do bom, dirigr-ae
a roa do Queimado, loja d'aguia branca n. 16. que
achar aempre um liado e completo sortimento,
leudo de mais a mais a elegancia dos frascos, e a
barateza por que so vender convida anima ao
oamprador.
Carros e carrocas.
Emcasa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
numero A.
Vendem-se carros americanos mui elegantes
a leves para duas e 4 pessoas e recebem-se en-
commendss para cujo fira elles possuem map-
pas com varioa desenhos, tambem vendem car-
rocaspara cooduccao de assucaretc.
Atten^e.
Veade-ae asta mei-agua bastsota eomprid
larga ao lugar da Saat'Aooa do dentro, ao pe i.
Cisa Forte, eom um pedazo de terreno que flr.
parto do rio: asas ratoodor drija-se ao kecco
daa Birralras, casa torrea a. 1, qua achar com
quem Urator, at as 9 horas da maabia. a do Ur
do das 8 em diante. r*
Vendo-so a taberna da raa estrella do Ro-
sario a. 40 ; a tratac na mesma.
Voadam-sa casta o has de Portugal a S40 rt
a libra, e bslstas a 1|000 arroba: narus da Crw
armazem a. 93.
Na padaria de Aotouia Fernandes da Silva
Beiriz, roa dos Pires n. 41, vende-ae a muito
acreditada bolecaioka igual a infleza, dita de
araruta, todo o trabalbo oosto asa bem como o
pao s bolacha d eilo das asetbores fsrinhas e
irabilbado tora o msicr sssoto possivel, farioha
a elhor do mercado a 180.rs. a Hbra.
rUNDICAO LOW-IOOI
Raa laSeaialla Nova i.41
Ueste astabeleeimanto eonnta a hsvsr na
omplato sorliasao to damooada saaasias mosa-
dparanganho,aischDS8 ds Tapar slaixas
(aforro batido s eosdo.de todos ostamanhoi
para dito,
Soahall Mello rs den para vender o seu crescido deposito derslo-
gios v[sto o fabricante ter-ae retirado do nego-
cio ; convida, portento, s pessoas que quizerem
possuir nm bom relogio de ouro ou prata do c-
lebre fabricante Kornby, a aprovetar-se da op-
portunldade sem perda de tempo, para vir com-
pra-Ios por commodo preco no seu escriptorio
roa do Trapiche n.t8.
Taixas.
Vende-se
farioha de mandioca de superior qualidade mui-
1 to nova, e em ludo agradavel, em porcoes*gran-
des e pequeas a vontade dos compradores e pre-
Vendem-se caixCes vasios DroDrIos ?0!.n,u'lo.moolcf03i bt>tag do brigue iiidaa
parabahuleW,funierosetc.rS v T T "'eDal de gUer"'
quet pretende,^' dirija-se acta "tipo*. fra^eTf.dri! ^re^^a^.Sa.^-'d^^o
graphia, que ah se dir' quem ostem u l?c-,e D0,r Del Pca quem proteo-
para vender. i?!,d.l",.,l,!_.r.ua.de.H?rt.a."7. desdo s 10
horas da manhia at s 4 da tarde'.
Maior reduccSo nos precos para acabar.
Vendem-ae no armazem de Braga Son & c.
na roa da Moeds, taixas de ferro caado do mai
aeroditado fabricante Edwin Maw a 100 rs. por
libra, as mesmaa que se vendiam por 120 rs.
Cal e potassa.
Vendem-se estos dous gneros no bem conhe-
cido e acreditado deposito da ra da Cadoia do
Recito n. 12, por menos preco do qus em outra
qualquer parte, afiancando-se a boa qualidade.
A cal chegou a quatro dias pelo brigue a Sobe-
rano!, e a potassa legitima da Rusaia, chegada
pelos ltimos navios do Hamburgo.
Mantas de retroz.
Vendem-ae mantas de retroz para gravatas a
00 rs. : na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESSIVO
DE
yueijos llamengos ek.pa< >, i1mo p0r. 3ooo.
nlSnlT'"*" q"a ha e!tt mm *" XKm wo
," rhfhlF "" l"",, *"*" mM lib" >" niel.
; l na nysson e preto m,ih.r do mc.do d. laroo. wso. br.
%^*%"ZIT.d0 Po"p Ms:p,r,icul" 560 "por ,ib" io"iro wo "
a 13200 o l3O0 .rraf. 1! ?: r' fiD* DeC,ar' C'eo. Cames, Madeirs secca, Feitoris velho, seeco o chamisso
Vnhft Ra A rjarraia, a 13*000 a duzia.
Vinhn .r.;?^ de.8Uperr ***** dffrentfl8 marc" 800 o 1 a garrafa o do 8,500 10,000 a di./
k Vrl, mr*nm qMUdsds diHrentes marcas a 800 a 15 a garrafa e de 89500 a if
branca scha-se recentemente VinhO em D1D/I nmnrin< n.*. ... r grraia sao oouu a 11
lo e variado sortimento de en- w "** T* prop.no? Para Past0 d 50 a 000 rs. a garrafa o de 39800 a 4,800 a canada.
de Lisboa premiada as exposVcOes universses do Londres o Par
s a
Os borros a avallas axiatoatoa ao ...
9, defronte do arse-fl
i armazem
Marmelada imperial a escolher de todos os fabricantos
lYguarme"nto"bem Vilda'dri^eT'efaioa n *? "' Ul$" de uma ,ibra e a W0 ^ duas libras. "'"""" """"
dourados e prateados, sendo liaos, de lstras, e oOCetaS com doces seeco das mais delinr-da fmita A !?.,....
mathadoa. e bem assim os de ponas cabidas, muito ROsto a 3,500 cada um. Europa, e o mais proprio que ha para mimos, por serem ricamente enfeiudas, e do
tendo de tudo muito para satisfaser o bom gosto vj- T-T^1 V" *"**
do comprador, que munido de dioheiro nlo dei- ^IgOS em OaXllltiaS de 4 libra muito frseos e aramrlp-i 9*nnft
. xar de comprar: na ra do Queimado, loiad'a- Pft.0 o rtrt k ... gramdes a ^SOOO.
guia branca n. 16. ^eras SBCCd em caixlnha de 4 libras chegsdas nesle ultimo vapor a 3,500 e 1&200 a libra, aEsnca-se sor o mentor que pd. haver nesta
AmeixaS franeezas em latas de5 libras por 49000 e 1,000 por libra.
PaSSaS em eaixinha. do bita libras, as melhoros do mercado a 3, o a 040 r.'. a libra, a em e.ix. da um. arroba a 9600.
Latas COm tructas do todas as qualidades que ha em Portugal do 700 a 1,000 a lata.
CorinthiaS em frascos do 1 l[2 a 2 libras de 1,600 a 29200
^j^^r,!^ t:a in:rperM; nozes que ht da [ ** -^ **>>
Lata COm boloxmlia de SOda de diversas qualidades, e muito novas a 1450. o grande, de 4 8 libras de 3,500 4,500.
Conservas mglezas franeezas o portuguezas de 600 800 ris o frasco
Mal^tLT'8 pTueta 720 r:a ,a,a' fi,D5a"se Mrem" mai8 ^m preP"*d" *" ^ *.
agas t.lbanm, macarrao e aleir.a as ma.s novas que t9mo8 no morcado a 400 rs. a libra.
AmendOas da casca tnolle a 400 re. libra era porcao tora abatimento.
S^rt^H L,8bM D0VM e?raBdMJ.Vnjd,S **' *"' o aosso mercado a 3,500 a ancorla.
Oampanhe ds. marcas mais aerodiudas de 15, a 20,000 res o glgo de 1,500 a 2, garrafa
Cervejas das melhores marcas soo r... garrafa do 5,. otooo. du.i. d. branca
UOgnac a melhor qudidado que temos no morcado 1*000 a garrafa o a 109000 du.ia.
'SS! i ** D0llanda a 60 fraM VtoO* rasquoir. oom 12 fr.acos.
Vi^r! -.^rrt ,M """* ^**< hesnanbol.francoz da 1. ifM. .,ibra
Vinagre puro de hsboa a U% ra. garrafa o l, 50 a caad.
Espermacete superior Mm .v.ri. a 740 o.u... 700 /... iibr..
MoUta rnarinc^re,d *! "' I 2,7" "^ da Indit 91M Ub" dtt "*-*b
vS^ ^ ^ mU"* *"* 18 "' ,tt>n 48 ,,P8t' M0" Hinco.
^agre branco o melhor que tomos tido na morcado a 400 rs. a garrafa 2,500 a canada
Massa de tomate m latas de urna libra do mais acreditado autor da Lisboa a viada a arisa*! ... .
TouciQho de Lisboa o mata aovo do niaa4o a 300 re. a libra o arroba a 109000
Batat I8 eaa gigoa cara urna arrab., a. sadaort. ,na ba no mareado a 1,800 o gigo.
LentllTiaS fragas, as raolhoro. a m.i. .boros., da todos os legamos 500 rs. libra
Palitos hxados para doa^a 200 160 ra. mo com 20 i^nhoTX 12M ra.
Uto com aardinha de Nautas u. no^, a 44o r,!T^u ^
^1\etomBda.artWgleZa ^ '**-** atatk aiO !
guia branca n. 16,
Capellas e ramos para casa-
mentes e bailes.
Vende-se muitissimo finas e ritas capella
brancas para noivas, com o competente ramo par
o peito, pelo baratissimo preco de 10 e 129, ra
mos de flores muito fioss e de muito lindss co
res a 3,, ditos mais inferiores pouca cousa a 1,
14500 o9,: aa rus do Queimado loja de miude-
zaa da boa fama o. 35.
Flores finas,
A" loja fTagala branca aesba da daapachar um
bello sortimento de flores finas e delicadas pro-
prfas para enfeites de cabeci e vestidos para ca-
soauotose bailes; quem as vir sem duvida se
alegrar de achar flores to perteita. delicadas:
-Wana ta" 4o Qoio loja d'aguia branca
a. lo.
Feijo preto
muito novo e barato; veoa-ie nicamente na
roa nova da Santa Rila, armazem n. 19.
Farioha de man-
dioca
de Santa Gathsrioa, a mala aov. qua ha ao mer-
cado : veade-ae ensacada ao armazem n. 19 da
ra nova do Santa Sits, o sor medida a bordo do
bitjusiMlda.a, dofrontsidoaesoaat da tierra.
Veade-M ara avallo tallado eom crusl a 4 -* -wmnun:
t^J^mV^&^itkt!^t ^a^t^jrawH*320ra.aibra, o i60ra;arbra dagomraa.
3T
Bonecas bonitas
com rosto, e meia pernade
pofefena.
Vende-se mol bonitas bonecas com rosto, e
* mol. pena de poreatlana aos baratrasiaioa precos
de 240,360.500.500. 40,720.000 e llOSOHaW
_______________ n. ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
a^8r.Andrde*br.PoriS;^^io1oo0me-fl Luvas de pellica pretas.
primeiro iudr. '" MI fr,li^ *|?n"0, totodo aaad aocjSaco UsrtUaimo ; a.
loj. d'aguia de ouro, ra. do Csbugi n. 1,.


DURIO DB ttmittUCO QARTA fUBl 2i DE JABE1RO DE 1S62,
Efllremeios
bordados em cambraia
transparente.
Ni loj d'aguia nunca, a* acha am bello sorti-
mento de ntremelos bordadoa esa fina cambraia
transparente, como de aeu eoaluma ata no-
dendo baratamente a 1)200 a paca da 8 varaa,
ten do quantidede bastante de cada esdrao, para
vestidos ; e quena tUar dtohejro anpreveitar a
occasio, e manda-Ios comprar na ra do Quei-
mado, loja d'agula branca o. 16.
Agitas jwiaes.
fe Tem o fundo dourado.
A loja d'aguia bresca teodo em vistas sampre
vender o bom, mandos *ir, e acaba m de chegar
anu(pe primaira Tai} aa eeperioree aguisas
imperieea, com o fande dourado e msi bes ft-
taa, sendo para aUaietts s costar ai ras, costa
cada papel 160 ra. A agulha aaaiati boa anima
adiaota a quem coas coa ella, e em regra aio
aia baratas do que aa ostras; quem as com-
prar na ra do Qaeimado, leja d'aguia branca n
18, dir seseare bem dalias.
Mui bonitas
e boas fitas brancas de chama-
lote, franjas e trancas.
Aloja d'aguia braoca acaba de receber de su*
encommanda diversos arligos de gosto, e proprios
Sara eofeites de vestidos de noivia os convida-
as.^ sendo bicos de blond da diversas larguras,
franjas brancas e de cores, transas brancas com
vidtilhos e sem elles, cascarrilhas brancas e mul-
tas outras cores, finas e delicadas capellas bran-
ca!, bonitos eofeites de flores e cachos sollos, lu-
vas de pellica enfeitadas primorosamente, msi
bonitas e boas fitas de chamalote, e emflm inul-
tos outros objectos que a pedido do comprador
serio patentes, e i vista do dinheiro nao se dei-
xar de negociar : na loja d'aguia branca, roa
do Qaeimado n. 16.
Tiras
bordadas em ambos os
lados.
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
Nos rmateos do ces do Ramos ns. 18 e 38 e
na rus do Trapiche Novo (no Reeife) n. 8, te
vende fai liquido americano primeira qaaKda-
de e reeeateabeate chegado a 149 a 1U de cinco
galloes, aasim como se vendam latas de cinco
garrafas o em garrafa.

Geographia
meto uso,
proprios
Vendem-se tiras de cambraia bordadaa em am-
os oos lados, que pela largara bem te pode par-
tir a meio, par* aaisa e outras muitas cousas,
costa cada lira ly-200 : na roa do Queimado, loja
oaguia branca n. 16.
Potassa americana.
Yende-se potassa americana omito nova e de
superior qualidade: no escriptorio de Manoel
Ignacio de Olireira & Filho, largo dp Corpo Sao-
'chapeos a garibaldi
Ra da Cadeia do Reeife, loja
n. 50, de Cunha Os mais modernos chapeos a Garibald e chi-
ques, de paliaba e feltro, mui lindos, e se ven-
dem pelo barato prego de 10 e 15#.
Paletots a Garibaldi.
Paletots de seda a moda Garibaldi, imitando o
mais floissimo brim trancado decores, maito pro-
prios para os bailes, festas e passeios campestres,
pelo diminuto prego de IOS.
Chapeos baratos.
Chapsimas de seda para senhore, pelo buratis-
aimo ojego de 89. chapeos de seda e de merino,
bem enfeilados, para meninos s baplisado a 6 e
7#, ditos de palha e seda para seahora a 10$, di-
tos de seda de cores, copa baixa, para horneas a
6f, ditos de casemira de cores, pelo dimtnuto
prego de 1#600, chapeos de castor baanco sem
pello, bonitas formas a 128, bonets francezes de
panno para meninos a 2#500 e3J.
Guardanapos e toalbas.
Duxia de guardanapos para mesa a 2$ e 2#400,
toalhas para mesa de 1(4,1[2 e 2 varas a 1
15500 e 2.
Vestuarios para meninos,
de fusilo, enfeilados, a 8, baldes para senhora
a 35500, bonitos vestidos de phantesia pelo bara-
to prego de 12J, atoalhado de linho adamascado
com 8 palmos de largura a 28240 a vara, mantas
de fil branco, manteletes, leques de diversas
qaalidades, gollinhas, manguitos, sedas de qua-
drinhos, e outras muitas fazendas que se ven-
den) por barato preco na referida loja cima.
Vende se dous globos em
um celeste e outro terrestre,
para bem se aprender geographia. Os
eitudantes que os pretenderem podem
dirigir-se a livraria universal de Guima-
raes& Oliveira, na ra do Imperador.
Tiras bordadas.
Vende-se fluissimas tiras bordadas alf e SfSOO
a pega, babados franceses muito finos e com
bordados maito Modosa t$, 2>500, S| e 4|500 a
peca : na rsa 4o Qaeimado loja de miudezas da
boa fama a. 85.
Agulhas francesas
Vende-se agulhas francezas de fondo dourados
das melhores que tem viudo ao mercado a 160
rs. o papel, carteiras de marroquim com agnlhas
sortidas e todas de muito boa quslidade a 1#
cada ama, ditas de papel dourados e com muito
bom sortimento a 320 rs., caixiohas com 100
agulhas sortidas muito boas a 200 e 280 rs. ca-
da urna : na ra do Queimado loja de miudezas
da boa fama n. 35.
Fitas de chamalo-
te muito boas e
bonitas.
A loja d'agula braoca acaba de receber pelo va-
por inglez sua encommenda de boas, bonitas e
largaa fitas de chamalote brancas e outras cores, j 1 1lm.ero andar.
aa quaes sao excellentei para cintos, lasos, etc., : aaj^
de vestidos para casamentos e bailes, assim como ft
para lacos de boaqueles, cinteiros de criangas e i
muitaa outras diveraas cousas, e como de sen
costume os precos sao menorea do
qualquer parte; aasim quem muid
ro, dirigir-so a rsa do Queimado loja d'aguia
branca n. 16, ser bem servido.
K^MSW^-^^M-B^tottMQBa1
Luvas d I ouv\n.
Vendem-se as verdadeira* tuvssde Jouvin, ehe-
ftadas por este ultimo paquete ds Europa : na
leja d'agoia ds onro, ra do Cabug n. 1. fe)
Vendem-se ceblas superiores em molhos e
solas ltimamente cbagadis de Lisboa, subas
grandes com fariaba de mandioca, por prego
com modo ; no armazem a. 63 confronto ao arco
da Conceigao.
Batatas baratas
Vende-ae batatas a 640rs. a arrobas e 40 rs. a
bra ; na ra Nova n. 69.
Vende-se feijio malatinbe maito aovo em
pequen* a grande porceo ; na ra Direita n. 8.
Pechincha.
Vesde-se por reawodo prego um sitio na
Torre, cercado de limio, com boa casa de viven-
da, estribara, cacimba de boa agua para beber,
com s baoho do famoso Caplbaribe a porta e
bastantes arvoredos de fructo ; a tratir com o
Sr. Jos Azevedo Aodrade na ra do Crespo ou
com o proprietario do mesmo sitio Jos Mariano
de Albuquerque na estrada doCoxaog.
Novidade no tor-
rador!!!
23 Largo do Terco 23.
Queijos flamengos muito frescaes, chegados
oeste ultimo vapor a 39. manteiga francesa a 720
e 640. manteiga ingleza flor a 900 e 800 rs., em
porgao se fsr abatimanto, assim como se torram
outros mullos gneros perteocentes a molhados,
assim como sejam, saf, primeira e segunda aor-
miudezaa te, arroz, velaa de espermacete e carnauba azel-
te doce e vinagre, e viuhos, se vendem paros-
nos do que em oatra qualquer parte a dinheiro
vista.
N. O.Bieber & C.sncceaeores.rua daCraz
n. 4, tem para vender relogios paraalgibeira da
ouro e prata.
Os burros e cavallos existentes no armazem
do Sr. Andr de Abren Porto, defronte do arse-
nal de marinna, vandem-ae a vootade e escolha
dos compradores: tambem se venderao do mea-
roo modo csseos muito superiores, que sarvirem
para agurdente oumel: na ra do Trapiche n.4,
mmm
Ioteresse piWico. 1
o^dninheSoiTerecido pela loja del
loja d'aguia ,. 3
Para acabar.
Na ra do Queimado n. 10J
loja de A portas.
Vende-se chapelinas de aeda para se-
nhora a 89.
Organdys padroes os mais mollernos a
600rs. a vara.
Sodinhas de quadrinhos a 800 rs. oco-
vado.
Caaacaa do panno preto maito fino a
20*000.
Manteletes pretos a 159 e 208.
Riquissimos vestidos de seda de cores
e pretos o mais moderno que tem appa-
recido e por baratissimo preco.
marmore.
A loja de marmore tendo de apresen-
lar concurrencia publica o que ha de
mais novo em fazendas, tanto para se-
nhoras como para homens e meniuos,
aendo que para este fim espera de seus
correspondentes de Inglaterra, Franca e
Allemaoha as remessas de seas pedidos,
tem resolvido, antes de apresentar o no-
vo sortimento, liquidar as fazendas exis-
tentes, o que effectuari por precos m-
dicos e para cujo fim convida o respeita-
vel publico a aproveitar-se desta emer-
gencia.
A loja da bandeira
tem para vender de boa
\qualidade folha, estanho-
e bacas de
senecupa prego? favorito.
JNova loja de ftmileiro da
ra da Cruz do Reeife
numero 37.
Manoel Josd Ponsees participa a
todos os seus fragaezestanto da praca
cmodo mato.ejantamente aorespeita-
velpublico.quetomou a deliberarlo de
balxar o prego de todas as seas obras,por
cujo motivo tom para vender um grande
i sortimento de banda e baeias, tudo da
diferentes tamanhose dedivsrsss eores
Jera pinturas, e juntsmenteam grands
sortimento deliversaa obras,contendo
banheiros egamelaseompridas.graodea
e pequeas, machinas para caf e cane-
cas para cooduzragua grandes e peque-
as, latas grandes para conservar fari-
nha e regadores ao uso da Europa, ditos
grsndes e pequeos ao oso do Brasil a
asmas de vento, latas de arroba a 1|,
bahsgrandet a 4 a peque nos a 600
rs., baca grandea i5)e pequeas a
800 rs.,cocos de sza a 1$ a duzia re-
gadores regulares maito barato, ditos
pequeos a 400 rs., de todos estea objec-
tos ha pintados e em branco e tudo mais
se vende pelo menos preco possivel: na
loja da bandeira da ra da Cruz do Re-
cite n. 37.
Plvora.
Vende-se plvora de superior qualidade e
chumbo de manicio por menos do que em outra
qualquer parte; tratar no escriptorio de Antonio
Cetario Moreira Das, no Forte do Hallo, evada
Moedan.ST.
Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa F na ra do Queimado n. 22
sempre se encontrarSo as verdadeiras luvas de
Jouvin tanto psra homem como para aenhora
advertindo-se que para aquelles ha de muit
liodas cores, na mencionada loja da Boa F na
ra do Qaeimado n. 22.
luuiha fina
em copos grandes.
A' loja d'aguia branca avisa a sua boa fregue-
zia que chegada a apreciavel banha fina em co-
pos grandes, e contina a vende-la mais barato
do que em oulra qualquer parte : na ra do Quei-
mado loja d'agoia branca n. 16.
la d Queimado n. 10.
loja de 4 portas de Fer-
rao Maia,
vendem-se ssseguintes fazsodss por metada de
seus valores someote eom o fim de acabar.
Chales ds touquim o melhor que tem appare-
cido no mercado a 8,10, 15, 20 e 30f.
Sedinhae de qaadriohos, covsdo, a 800 e If.
Chsly e barege, covado 500 rs.
Mimo do co, covado 500 rs.
Casia frsnceza, covado 740 rs.
Cortea de casaa de sal picos a 3$.
Groadeoaple preto, covado 1*.
Dito amarillo, covado 600 rs.
Chales de merino bordados a matiz a 4?.
Cortes de velludo de eores para cullete 3}.
Paletots de brim ds eores a 3$.
Lencos de seda de cores, um 600 rs.
Chapeos de palha psra senhora o mais moder-
no e rico que tem apparecido a 12,14 e 1S|.
Ditos para meninas e meninos por barato prego
Bonets de palha para meninos idem.
Cortes de seda de qaadros, fazenda muito su-
perior a 8f.
Paletots de alpaca preta e de cores a 8f.
Tailaiana de lia eom palmas matizadas, fazen-
da moderna e propria para vestidos de senhora e
meninos, covado 400 rs.
Chapalinbas de seda para senhora, urna 65.
Meias para menina de 2 a 8 annor, duzia 2$.
Vestidos pretos bordados a vellido.
Ditos ditos com babados.
Ditos de eores, rquissima fazenda.
Panno fino de todas as cores, covado 2|500 e
3SO0O.
Manteletes pretos lisos a 12 e 15$.
Ditos ditos bordados o mais rico possivel.
Cortes de nova fazenda intitulada mossambi-
que, propria para vestidos de senhora.
Atoalhado de linho com 10 palmos de largura,
vara 29.
Bramante de linho, 12 palmos de largura, vara
29OOO.
Dito de dito muito fino a ftpSOO.
Chales de la e seda a 2y.
Alem das fazendas cima mencionadas ha mui-
tas outras de apurados gostos, que se vendem por
diminutos presos.
Luvas pretas de pellica.
Chegaram no vapor francs novas lavas de
pellica pretas e outras cores para bomem e se-
nhora : quem deltas precisar, dirigir-so direc-
tamente ra do Queimado, loja d'aguia brancu
o. 16, que ret bem servido.
Relogios.
Venda- se encasa da Jobos ton Pater d C,
roa do Vigario n. 3 um bello lortinento ds
rslogiosdeouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna varisdade do bonitos iraneeiinf para 01
momos.
Novos cinteiros de fitas com
pontas cahdas e franjas,
a. loja d'agula branca acaba de receber pelo
vapor ingles os Uo procurados e maito bonitos
einteiros de fitas com ponas cahidsa e franjas, e
por isso podem agora ser satisfactoriamente ser-
vidas assenhoras que a esejavsm ; elles acbsm-
se nicamente nadita loja a'aguiabranca, ruado
Queimado d. 16.
Chapeos de palha.
O mais lindo sortimento de chapeos de palha
daa formas aa mais modernas de Paris, para s"-
nboras e menina, riees aintos ultima moda, di-
tos com lacos bordados : na ra do Crespo n. 4,
casa de J. Falque.
GE LO
No deposito do gelo ra do Apollo
n. 31, vende-ie gelo de boje em diante
arroba a 3#500, e meia arroba 2#000,
e a libra a 160 ris : tambem recbete
asignaturas das pessoas particulares lo.
go que seja diariamente, at que
acabe o gelo.
se
Grande
MIMA
1
Acaba di
chegar
ao novo armazem
DE*
BASTOS & REG
Na ra Noya junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Dm grande e variado sortimento ds
roupas feitas, calcadoa a fazendas e todos
estes sa vendem por precos maito modi-
licados como i de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
s casacos feitos peloa ltimos figuriaos a
269,289, 30} e a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a 16J, 18f. 209 o a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
bovos padrdes a 149.169, I89,209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras ds co-
res a 99. 109,129 o a 149, ditos pretos pe- |
lo diminuto preco de 89, 109, o 12$, ditos
de sarja de seda a aebrecasacados a 129,
ditos de merino de cordo a 12 J, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79. 89, 99 e a 109,
ditos saceos prstos a 49, ditos de palha do
seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 39500, 49
e a 495OO, ditos de fusto branco a 49.
grande quantidade de calcas de casemira
preta o de corea a 79, 89, 99 o a 10, ditaa
Sardas a 39 s a 49, ditas de brim de corea |
oas a2|500, 39, 39500 o a 4$, ditas de
brim brancos finas a 49500, 5f, 59500 a
69, ditas de brim loas a5|ea6f, colletes
de gorgurao preto ede corsa a 5| e a 6|,
ditoade casemira de cor s pretos s 4C500
s a 59, ditos de fusto branco e ds brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 4|,
ditos de merino para luto a 49 o s 49500,
calcas de merino para luto a 4f 500 e a 5f,
capas de borracha a 99. Para meninos
de todos os lmannos: calcas de sasemira
Srefa eda cor a5|, 69 o a 79, ditas ditas :
s brim a 2f, 39 e a 39500. paletota sac-
eos de casemira preta a 6 Je a 7, ditos
de sor a 69 aa 7f, ditos de alpaca a|89,
sobrecasacos de panno preto a 129 a
149, ditos de alpaca preta a 59, bonete
para menino de todas as q calidades, ca-
misas para meninos ds todos os lmannos,
meios ricos vestidos de cambraia feitoa
para meninas de 5 a 8 annoa com cinco
babados lisos a 89 e a 12f, ditos de gorgn-
rao de cor e de la a 59 e a 69. ditos de
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptiaados.e muitaa ostras
fazendas a roupas feitas que deixsm de
ser mencionadu pela sua graadsqaanti-
[dade; assim como recebs-ss toda sqaal-
1 quer encommanda de rovpaa para se
mandar manufacturar e que para este fita .
temos sm completo seriimeato de (asea- j
ut decosto s ama grande oficina de al-
tlate dirigida per um hbil mestre cae
P jaaJ,romPtU* perieifiio "1IWJ-|!
1 ** a desalar.
Potassa da Russia.
Yende-se potassa da Russia da mais nova e
superior que ha no mercado e a preco muito
cammodo: no escriptorio le Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
As verdadeiras luvas de
Jouvin.
Acabam de chegar pelo ultimo vapor para a
loja d'agoia branca, na ra do Queimado n. 16,
seado de todas as cores.
1OTJEJL
sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, est vendendo
tudo muito barato para apurar dinheiro, pois o
que presentemente mais precisa.
Groza de pennaa de bqo de diversos mo-
dellos a................................ 500
Csixascom agulhas francezas a.......... 120
Caitas com alnetes a.................. 60
Calzas com apparelhos para meninos.... 2401
Ditas com dito para grandes a.......... 500
Baralhos portuguezes a............120 o 200
Groza de botes de osso para cal;a, pe- |
quenos, e.............................. 120
Tesouras para unha muito finas a...... 400
Ditas para costura a.................... 400
Baralhos francezes muito finos a........ 320
Agulheiros com sgulbaa a.............. 80
Canivetea de 1 folha muito finos a 80 e 160
Pecas de Ira05a de la com 10 varas a.. 200
Pecas de franja de la com 10 varas a.. 800
Pares de sapa tos de tranca a............ 19280
Carlas de alnetes francezes a.......... 100
Escovas para limpar dentes a 200 e.... 400
Masaos cem grampos muito finos a.... 40
Carles com clcheles com algum de-
feito a............................... 20
, Ditos de ditos de superior qualidade a 40
Didaesde ac paraseobora a..*.......... 100
Rale jos com duas vozes a.............. 100
Ditos com 4 vozes a.............. 200
Ecuadores papC vestidos, sendo muito
grandes a. J........................... 80
Gaixas com clcheles francezesa........ 40
Cartas de alfinetes para armac&o a...... 80
Charuleiraa maito finas a................ 19000
Tintelros de vidro com tinta a..........
Ditos de barro com tinta superior a....
Ara preta muito fins, hbr............
sem segundo.
Ra do Qaeimado n. 55, defronte do sobrado
novo, est dlsposto a vender tudo por precos que
a todos admirara, assim como seja :
Frascos com aguado Larande maito su-
perior e grandes a....................
Duzia de sabonetes muito finos a......
Sabonetes muito finos a................
Ditos ditos muito grandes a............
Frascos eom chairo muito finos o......
Garrafas com age celeste superior a ..
Frascos com banha muito fina a........
Ditos com dita de urso a................
Francos de oleo de babosa a............
Ditos de dito multo finos a 320 e......
Ditos com bsnha transparente a........
Ditos com superior agua de colonia a...
Ditos ditos frascos grandes a............
Ditos de macaca e de oleo a............
Lioha branca do gaz a 10 rs. tres por
dous e a..............................
Linha em cartao de Pedro Y com 200
isrdflS fl #0
Dita com 50 jardas a....................
Duzia de meiaa cruas muito encorpadas a
Dita de ditas muito superiores a........
Ditas de ditas brancas para senhora a....
Bicos da largura de 3 dedos, vara a.....
Groza de botes de loaca a.............. 160
Carriteis de linha com 100 jardas a..... 30
Duzia de pbosphoros do gaz a........... 240
Dita de ditos de vela muito superiores a
Peosa de fita para coa de todas aa larguras 390,
Franjas de linho para toalhas (vara)....
Bicos das libas por todo o prego, por pedido
que tenbo do fabricante para acabar, s por laso
nao saolba o que cuatou, e aim o que d.
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste establecissseuto vende-ae: ta-
chas de ferro coado libra ilOrs.
de Low Moor libra a 120 rs.
Funileiro e vidraceiro.
Grande e nova officina.
Tres portas.
31Ra Direita31.
Neste rico e bem montado estabelecimenlo en-
contraro os freguezes o mais perfeito, bem aca-
bado e barato no aeu genero.
URNAS de todas as qualidades.
SANTUARIOS que rivalisam como Jacaranda.
BANHBIROS de todos os tamanhos.
SEM1CUP1AS dem idem.
BALDES idem idem.
BACAS idem idem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caixas de todas as grossuras.
PRATOS imitando em perfeigo a boa porcel-
lana.
CUALE1RAS de todas as qualidades.
PANELLAS idem idem.
COCOS, CANDIEIROS e flandres para qual-
quer sortimento.
VIDROS em caixas e a retalho de todos os ta-
mandando-se manhos, botar dentro da cidade,
em toda a parte.
Recebem-se encommendas de qualquer nata-
reza, concertos, que tudo aeri desempachado a
contento.
SABAO.
Joaqaim Francisco de Mello Santos aviaa aos
ssss frsguezes desta praja e osde fra, que tem
sxposto venda aabaoda anafabricadenominada
Reciteno armazem doaSrs. Travaasoa Janior
4 C, na ruado Amorimn.58; massaamarella,
eastanha,preta a outras qualidades por menor
preco qie de ostras fabricas. No mesmo arma-
bem tem f ello o seu deposito de velas ds carnee-
saslmplessem mistara algama, como as de
compoaicio.
Lindas flores.
Na loja d'agoia de onro, roa doCabogi d. IB,
receberam de asa propria encommenda um com-
pleta sortimento de flores, o mais Ano que pos-
sivel encontrar.propriaa paraenfeites decabegaou
vestido, cousa muito chique, qae se vende por
preco que admira, sendo a 800 e 19 o cacho.
Mi gangas miudas de todas
as cores.
A loja d'agoia branca acaba da receber essas
procuradas mic,aogas miudas que servem para
pulceiras e outras cousas, e por isso avisa as
pessoas que ellas esperavam e as que novamente
160 quizerem comprar que munidos de 500 ris com-
iso praro um masso muito maiordo qae os antigos,
120 jaso someote na loja d'agula branca, roa do Quei-
mado n. 16.
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, na roa do Queimado n. 32,
se encontrar um completo sortimento de grava-
tas de seda pretas e de eores, que se vendem por
precos baratiasimos, como sejam: estreitinhas
pretas e de lindas cores s 19, ditas coas pontas
largaa a 19500, ditaa pretas bordadaa a 19600. di-
tas pretas para duas voltaa a t$ ; na mencionada
loja da boa f, na roa do Qaeimado n. 22.
Novo paquete das novidades
23-Ra Direita-23
Neste novo estabelecimenlo achar o publico um grande sortimento tendente a molhados
tudo por preco mais barato do que em outra qualquer parte :
Manteiga iogleza especialmente escolhida a 800 e 960 rs. a libra.
Dita franceza a melhor do mereado a 720 rs. a libra.
Queijos flamengos chegados no ultimo vapor a 29800 e 3S.
Cha byson e preto a 29 e 29880 a libra.
Vioho engarrafado doa melhores autores a 19 e 19200 a garrafa.
Vinho de pipa proprios psrs pisto a 500 e 560 a garrafa.
Marmelada imperial doa melhores autores a 900 rs. a libra.
Ameixas portuguezaa a 480 rs. a libra.
Ps8sas muito novas a 500 ra. a libra.
Latas com bolachiohss de differentes qualidades a 1J400.
Conservas inglezas as melhores do mercado a 800 rs. o frasco.
Massas, talharim, macarrao e aletria a 440 rs. a libra.
Cerveja das melhores marcas a 560 agarrafa.
Genebra de hollanda superior a 500 rs. a botija.
Velas de carnauba a 440 rs. a libra.
Ditas de espermacete a 760 rs. a libra.
Vinagre puro-de Lisboa a 320 rs. a garrafa.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
Alpista a 160 rs. a libra.
Toucioho de Lisboa a 360 rs. a libra.
Alm dos gneros annunciados achar o publico um grande sortimento de um indo tenden-
te a molhados mais barato do que em outra qualquer parte.
Superiores paletots de panno preto muito fino,
obra muro bem feita, pelo bar.tu.inoo preco de
209 ; aa r,,a do Queimado n. 22. na bem conhe-
cida loja a boa f.
Kscravos fugiob.
Attenco
800
500
160
200
500
1900*
240
6oe
240
500
900
400
600
100
20
60
20
29400
ATTENQAO
MI @>!! HE. PMJSfOT
Sortimento completo de fazendas e roupas feitas
ras?
48
No 48Ra da lmperatrizN.
Junto apadaria franceza.
Encontra-se neste estabelecimenlo um completo sortimento de roupas de todas ss qualida-
des como sejam paletota de alpaca preta de 39 a 109. ditos de merino prelo a 79, dito de panno
preto saceos a 79, 89 e 129, ditos de casemira de 79, 99 e 129, ditos de alpaca de cor a 39500. 49 e
79, ditoa de meia casemira de cor a 49500 e pretos a 5$. ditos de brim pardo e de cores a 39500 e
49, ditos brancos de bramante a 39500 e 49, de brim trancado a 49500, sobrecasaco de panno preto
a 169, 189 e 20S. ditos com Rolla de velludo a 189, sortimento de calcas brancas de brim a 29500,
89500 49. ditas de cor a 19600, 29, 2|500 e 39. oitas de ganga de cor a 2700, de meia casemira
a 39, 39500 e 69, ditas de casemira superior a 68500, 79500 e 99, ditas pretas a 48500,79,*89 e 1U9,
e de outras muitas qualidades, sortimento de Gollete de todas as qualidades, camisas francezas de
todas as qualidades e precos, seroolaa da algodo, de bramante e de linbo por precos admirareis.
Um sortimento de roupas para meninos de diversos tamanhos, chapeos francezes para cabera de
todas as qualidades, chapeos deso de seda admiravel pechincha para liquidar a 59500 e 69, ditos
psra senhora a 4$ e 59, eTjutras muitas qualidades de fazendas e roupas feitas que se afianca ven-
der por presos commodos.
Fugio do sitio da Porta d'Agoa. freguezia do
Poco da Panella, o negro escravo Justino, erion-
o.idade de 25 annos, baixo, pouca barba, bem
ladino, venca capim, e aabe-se que anda pelos
arrabaldes do Reeife: roga-se a appreheoso do
dito preto, pedeodo ser entregue no aterro da
Boa-Vista, casa da viuva do Sr. Florencio, que
ser generosamente recompensado.
Fugio hontem (20) a negra Benedicta que
foi escrava do Sr. Salusliano de Aquioo Ferreira.
levou vestido de chita adamascada de lislras en-
carnadas : quem a pegar, leve a ruadaSenzala
Velba n. 94.
Fugio do engenho Cuyambuca silo ua fre-
guezia d'Agua Preta, em dias do mezde maio do
auno prximo passado, o escravo Victorino, tem
os signaes seguintes: crioulo, cor fula, estatu-
ra um pouco baixa, olbos maito vivos, tocador
de viola, bastante sambista ; adverte-se que o
dito escravo j foi possuido por um senhor de
angenho do norte da provincia, e por isto sup-
poe-se andar o mesmo para aquelles lugares :
quem o apprehender, quelra conduzi-lo ao mes-
mo engenho, ou oo Kecife, caso n. 28, na ra da
Matriz ds Boa-Vista, que ser generosamente re-
compensado.
Hontem pelas 4 horas da larde fugio urna
escrava por nome Odorica.trajando vestido de xi-
ta cabocla, com mangas curtas, dizendo que ia
para o engenho de Limeiras, de estatura regular,
muito preta tem todos os dentes representa
ter vinle annos pouco maia ou menos e es-
t grvida de tres mezes, quem a pegar leve-a
na ra da lmperatriz sobrado o. 4, segundo an-
dar que ser gratificado.
Fugio no dia 20 do correte de bordo do
patacho Capuam, o escravo crioulo msriohei-
ro de nomo Antonio, idadelO annos pouco mais
ou menos, altura regular, rosto comprido e com
alguna signaes de bexigas, levou cal$a s camisa
azul : quem o pegar leve-o ac escriptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo V C. roa da
Cruz n. 1, ou a bordo do dito patacho que ser
generosamente recompensado.
Fugio do poder do abaixo assignido no dia
16 do correte, o escravo de nome Antonio,
crioulo, velho, de cor fula, silo, grosso do cor-
pv, com os beicos foreiros e as peroas cicatri-
sadas de feridas, bem fallante e inexperieote,
pela idade j encherga pouco a noite, levos cha-
peo de couro e um malote tambem de couro
lansudo conhecido vulgarmente por surro com
alguma roupa dentro, costuma quando faz as ar-
ribadas seguir para o Brejo da Madre de Dos :
roga-se as auloridadea policiaes que o facam
apprehender e recolber as respectivas pri.-'oes
commnnicsndo aollim. Sr. Dr. chefe de polica,
para ser abi solicitada a sua entrega egralifica.se
as pessoas encarregadas da captura de escravos
que ocapturem e o levem a ra Augusta n. 3 i
ou a aecretaria rt-> nolicla onde o mesmo abaixo
assisnsdo empichado. Recite 18 de Janeiro
de 1862.Auastacio Alexaodrinode SalleaDuira.
Fugio do engenho Jundi de cima da fre-
guezia de Uoa, no dia 25 de dezemoro do anno
prximo passado, perteocente ao abaixo assigna-
do, o negro Pedro, de nacao Coala, representa
ter 38 annos de idade, estatura regular, cbeodo
corpo, cabeca comprida, olhos vermelhos, dentes
perfeitos, pouca barba, conserva suissaa, e as ve-
zes rapa toda como quando ausentou-se, ps cha-
tos, talhos de sua naco no resto, porm nao
muito viziveis, trabalha decarreiro, ha toda cer-
teza que procarou Ir para esta praca ou seus ar-
rabaldes: portento roga-se as autoridades poli-
ciaes, capitaes de campo e aos seohorea propie-
tarios hijam de spprehende-lo que se paga com
geoerosidade, por isso queba todoempeoho para
effeilo de sua captura.
Joo Cavalcaati de Albuquerque.
Fugio do engenho Pedraa freguezia de Bar-
reiros no dia 8 de dezembro de 1811, o preto Js-
nuario, crioulo, idade 25 a 30 annos, alto e cor-
pulento, pouca barba, pea ipelhetados, e tem
escrotos volumoios, bem ladino, o referido
preto foi do Sr. Flix da Cuoha Teixeira, mora-
dor em Fora de Portaa desta cidsde, e consta ter
muitos conhecimenlos em Maneota: roga-se a
apreheosao do dito preto podendo ser entregue
ao Sr Jos Joaquina Gomes de Abren aa ra do
Imperador a. 17 ou no engenho Pedras, que se-
r generosamente recompensado.
Urna barcada.
Vende-se ama bsreaca do porte de 35 caixas,
encalhada no estaleiro do mestre carpinleiro Ja-
clntho Eleabo, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
tas, aonde pode ser vista o examinada pelos pre-
teudentes ; vende-se a prazo oo a dinheiro ; a
tratar com Manoel Alvea Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14.
Lientos brameos multo
Unos.
Vendem-se lencos brancos aniso toes. Del
diminuto preco de 29400 a duzia, grande pe-
chincha : na leja da boa f, as res do Queimado
numero 22.
Caivetes fixos paraabrir
latas.
Chegoa aova remessa desses preciosos cai-
vetes fixos para abrir latas de sardinas, doce,
bolachinhas ote., etc. Afora pela fasta cmese
multo dessas cousas e por isso necesssrio ter
um desses esnivetes cojo imperte 19, compran-
do-se na ra do Queimado loja da agaia branca
a. 16, nica parta onde os ha.
Arado s americano se mxHna-
paralara roupa:emeaaadeS.P.Joa
hiton di G. roa daSenzala n.4-1.
Feijo de corda.
Ne armasen de Taaso Irmlos, rus. do Amorim
numero 85.
Aviso.
GRANDE DEPOSITO
DE
4t
DO
Barbalho (Cabo.)
4HHIA DO IMPERADORA.
Neste deposito existe grande qeantidade de louca e de todas as qaalidades, o qae se pode
desejerde bem fabricado e de boa qualidade de barro, coma propriedade de conserrar a agua
sempre fria, como sejam jarras, resfriadores, muriogaes, quertiuhas, garrafas, copos pora agua etc.
De obras vidradas.
Tem ricos vasos para flores, talhas, alguidares de todos oa tamanhos, assadairss, boides
com lampes eaem elles, panellaa para batar-se bolos, cacerolas, enlazas, frigideiras e muitaa ou-
* donho mencionar.
genero entre nos espera obter
loact
tras
pecas que saris enfadonho mencionar,
u proprietario desta fabrica a primeira deste
loaca- saet
do respeitavel
lereta do que
publico animado a concurrencia e para conseguir esse fim vende a aaa
at aqu se vandia nesta cidade.
Aprompta qualquer factura para exportar, alm dos precos commodos porque vende di 10
per cento da abate para quem comprar de 1009 para dm e deasa qaantla psra menos tarto 5
or canto;
Qualquer encommenda pode ter entregue no deposito da fabrica roa do Imperador n. 41.
No dia 28 de jolbo de 1861 fugio do Gurinhe-
sinho, freguezia de Guarabira, o escravo Joa-
quim, cabra, com 40 annos, cabellos i retos e
quasi carapiahos. tem o rosto descarnado, pouca
barba, pannos pretos as duas faces, nariz afila-
do, olhar valhaco, bocea regular, dentes inteiros,
limados e gastos, pescoco bem grosso desde a
nuca at o tronco, bombroa cabidos a ponto de
nao sustentaren! os suspensorios, altura regular,
ps e mos grandea, chaboqueiros, ebeios de
veias, muito bem empernado, tem bons bracos,
falla pouco, corles, gosts de cantar loas, est
acoslumsdo a almoerevar e a tirar gado como
taogedor. Dous dias depoia ds fgido sppareceu
emfiezerros, d'onde veio para o Recite em pro-
cura decerto individuo que Ihe deu valbacoulo,
e presume-saque est agregado a algum ende-
cho. O dono protesta usar, de lodo o rigor da lei
contra quem o tiver oceulto ; quem o pegar po-
de leva-lo io seu senhor Jos Justino da Qoata
Biito, no lugar mencionado, oa ao reverendo Dr.
padre Joaquim Graciano de Araujo na ra da
Santa Cruz n. 64, que ser generosamente re-
compensado.
Attenco
Fogio do Rischao de Paeellaa, um mulato de
estatura baixa, corpo grosso, denles limados,
olhos pretos grandes, caballos axiadoe, e ps
regatares, cojo mulato se sha a a Faustino, de
idade de 15 a 18 annos, levou ceroula e camisa
de algodio ssul. Fot visto oeste praca em dias
ds semana trasada,em um comboi vindo daquel-
1 logar. Roga-se todas, ae autoridades e ca-
pHies de ampo a captara de- dito mulato, o
qual podert ser entregue ao referido lugar ao seu
sabor, Doestagos Aatoaio das Nevea, oo oesta
praca ao Sr. Manoel (guaci de sOlivsira Lobo,
qae recompensar com generoaidsde. Outro-
ala, protesU-se costra qsm o tiver acoutado


DIARIO DE PEBNAMBCO r QARTi IBA 22 DE JAEIRO DE UM.

LiUeratura.
Prescripcjes In gieiieas e Ikerapeatt-
cas acerca do ckilera-nwbis, fu-
dadas na experiencia e rgaaisadas
pela conmissi de hygiene publica
da provincia de Pernarabuco, en
1856.
ADVERTENCIA.
A commissao de hygiene publica, eucarregada
pelo F.xm. presidente da provincia de organisar
algumas prescripgoes hygieuicas e therapeuticas
acerca do cholera-morbut, que podessera servir
de directorio popular, tralou de reuoir os precei-
io que Ibe pareeessem mait tela as circams-
tancias actan ; e leodo coocluido seo trabalho,
oflVrece-o 4 leilura de lodos.
Se este trabalho nlo prima por ideas oras,
comm todava preceitos funlados n experien-
cia ; e isto nao 6 pouco. A commissio serviu-se
de linguagem, que podetae ser compreh'ndida
por todos; e parece que era o que convioha,
isto que, ella oio escreria para horneas profls-
sioates.
Stla das sesses da commissio, 25 de julho de
1855.
Dr. Joaquim d'Aquino Fonttca,
Presidente as commissio.
Prescripgoes hygienicat e therapeuticas acerca
do cholera-morbut.
I
A experiencia tem mostrado que o cholera -
morbus quasi sempre precedido de sigoaes pre-
cursores, qus sio por assim dizer as advertencias
sioistns da netureza ; e por isto, qusndo essa
ajlecco reina epidmicamente, ou rae-ae appro-
ximando, compre nao desprezsr os desarraojot
das funcQes digestivas, que se experimeotam,
por menores qne sejim ; porqaanto estes podem
augmentar de intensidade, ou ser substituidos por
outrus mais graves, que constituem os seus pri-
meiros symptomas. Durante as epidemias de cho-
lera quasi todos sentem-se indispostos: assim
pois, em laes eircumstaocias, convm que se te-
oht vida regular, evitando-se com todo o cuida-
do nao s as fortes impresses moraes, seoio as
vigilias, e fadigas iotellectuaes e corpnraes, sera
comtudo rahir-se no excesso opposto, e que se
observe o que passsremos a eipor.
II
Para que o hornera se defeoda das vicissitudes
alhmosphericas, e possa resistir s intemperies
dos climas, lorua-se preciso que use de vestua-
rios ; isto que garanta toda a superficie exte-
rior do corpo ou cutnea com envoltorios ou rou-
pas.
De todas as substancias empregadas em ves-
tuarios a lia a mais efficaz, e a que consegue o
ra desejsdo. Nem todos podem habituar-se
flaoella: aquellos que a nao supportarera, ou te-
merem adquirir o habito de traz-ia, devem pelo
meos cobrir o ventre com urna cinta de lia ; e
cioformando-se com este preceito, procelario
acertadamente, porquaoto os factos tem mostra-
do que nada mais (avoravel aos golpes do cho-
lera do qne es variages alhmosphericas, e a pas-
sagem do corpo do calor ao fri ; e oioguero ig-
nora que frequentemente os pequeos resfria-
meatos influem especialmente sobre os intesti-
nos, e em lempo, que larra essa affecgio, con-
vm nao esquecer que ludo que opera sobre el-
les, ludo que determina perturbares digestirs
predispe a ser-se rictima desse flagello do ge-
aero humsoo. E' preciso pois coaserrar agasalha-
dos e quentes os ps, nao expondo-os 4 humida-
de, e eritar a acglo do ar fri e hmido, os chu-
riscos e sereno ; porque isto muito concorre para
que apparegam soffrimentos de intestinos.
III
Se preciso eritar, por meio dos vestuarios, as
variages athmosphericas, compre ter em memo-
ria que a habitagio mnito ioflne sobre a sade.
Para qoe o hornera goze de sade precisa res-
pirar um ar puro e ririflcador; o se quer esca-
par s epidemias, deve esforgar-se em qne seu
aposento esteja iaeoto de humillados e de ema-
nages miasmticas. O asseio do aposento urna
das coodicoes exigidas pela hygiene. Seris ioulil
e fra de proposito demonstrsr aqui quanto a
inobserrancia deste preceito contnbue para o
deseovolvimeoto de molestias.
Nao existindo latrioas as casas desta cidade,
seus habitantes se servem dos quartos para de-
posito de vasos, que sao o receptculo dos ex-
crementos ; entretanto esse miu habito muito
concurre para a insalubridade dos aposentos. Se
em lempos ordioarios o ar mephitieo contnbue
para o desenrolrimento de certas molestias,
qoando reina epidmicamente o cholera, esse ar
influe poderosamente para que o mal accommel-
ta aqaelles que o respiram.
IV
Sendo o homem obrigado a alimentar-so para
que possa viver, campre que o faga sobriamente,
e a hora fixa ; convindo que a alimentagio seja
mais reparadora do que abundante. As carnes de
vacca ou cameiro assadas o a gallioha derem
constituir a base do rgimen alimentar, poden-
do-se usar com muila modersgio de viohos ge-
nerosos e relhos ; e como ha alimentos, que sao
digeridos com mais facilidade, e cumpre eritar
qualquer perturbarlo da digestio, as fructas bem
maduras e os legumes derem eotrar em fraca
proporco as refeices daquelles que de lies usam
habitualmente. Se porm o estomago nao tem
appelencia alguma aos alimentos solidos, recor-
rer-ae-ha aoa caldos e ligeiras sopas. Aquelles
que fazem uso do ca ou caf depois da refeico
podem continuar a toma-Ios; mas com modera-
o e cuidado, absteodo-se deaddidoaar ao ulti-
mo, como fazem alguns, bebidas espirituosas.
As indigestos, e. arrotos azedos, os quaes por
ai s nao sao symptomas do cholera, exigem
proinplos cuidados, quando reina epidmicamen-
te essa affecgio ; porquanto podem aer signaes
precursores do mal, que cumpre atalhar. Comba-
ler-se-hio as iodigestes com infusos aromti-
cas de chi da India, de macolla, de hortelia, com
as pastilhas o agua da mesma hortelaa, dada es-
ta a pequeas colheres. Se, nao obstante a ap-
plicagio destes meios, manifestsrem-se eructa-
ges, sotugos ; se o estomago lornar-ae dolorido,
aer necesssno evacuar este orgao pela bocea.
Pata cooaegui-lo recorrer-se-ha antes de tudo
titilUco da campainha da garganta, excitando o
vomito por meio de algumas lacas de iofusio
aromtica, ou de agua moma. A agu de horte-
laa, urna duzia de goltaa de etber em urna colher
grande de agua eommum, oa opiniao do profes-
aor Cayol, sio por rezea seguidas da melhor re-
sultajo do que aa bebidas tepidaa, quando se quer
provocar o vomito oa indigesiao. Se porm estes
meios anda forera insuficientes, recorrer-se-ha
ipeeacuanha polreriaada, dando-se de 9 14
graos em urna pequea taca de agua tepida. Lo-
;o que tiver-se conseguido o resultado desejsdo,
sr-se-ha descansar e transpirar abundantemente
o doente ; e isto se obtm, cooserrsado-se elle
bem coberto e quieto.
VI
Nem sempre os meios cima indicados coose-
guem faser desspparecer o mal; o que indica
urna tendencia para o cholera. Se se manifesta
ama fraqueza inslita, dor de cabega ou peso,
aborrecimeoto i comida, nauseas, vmitos bilio-
sos, aociedade e peso do estomago, pristo de
veotre, borborygmos oa roneos do venire, quer
se achem reunidos todos esses symptomas, quer
se apresentem lsoladamenlo, eolao ha mais re-
ceio do cholera, do qual seos symptomas sao
prdudios eventuaes ; oestes cijos cumpre
combate-Ios com prestis.
Aehaodo-sa o doente oestas eircumstaocias, se
ibe applicari um pediluvio ou baoho da pea ai-
lo quinte por espago de um quarto de hora, con-
servando-se a agua, dorante esse lempo, na
mesma temperatura. Terminado isto, enxogar-
se-haoos ps com um panno quente, e deilar-se-
ha o doente em ama cama de eolxio bem aque-
ci'ia, poudo-se no p do leito e em seu interior
botijas chelas de agoa farreado. Deitado o doen-
te, appltcar-ae-ha sobre o ventre ama larga ca-
taplasma de farinba de linhaea ; e se acaso vier
a fnitar a linhigi, er esta substituida pelo mi-
lo de pao, amido ou gomma, coovindo, para que
ae torne mais emoliente a cataplasma e nlo ad-
hira 4 pello, por sobre ana superficie, depois de
estn oda, ama porgao d'otee da amendoaa do-
ces. Se o doente experimentar dores agudas no
ventre, eolio a cataplasma Wk preparada com
cosimeoto de cabeca de ptpwlas, ou pr-se-hao
soore ua superficie 20 oa st) gottas da ludano
de Sydeoham.
Fino isto, se ir dando a bebat da meia em
meia hora ama tagade isfosiode macolla, oa da
hortelaa pimenta aecea, oa da aatva menor, ou
de byssopo. Na ioteugio de calmar as nauseas,
ou vmitos, se dar ana de Seltz m pequea
porgio da cada vqz.
Cassando a traaspiragij, provocada e ealreti-
dn pelos meios indicados, e experimentan lo o
aoaate, como quasi aempre suecede, um alli'io
geral; ae a liogua apreseotar-sa huanida, a elle
queixar-se de fraqueza, o desojar alimentos, se
lhe dar.4 caldo de vacca fro s eolheres de hora
em hora, depois de duaa om duis horas, ou de
tres m tres, medida que se lor augmentando
dsa. Se o doente nao apresantar alterago
alguma, que faca erar que o mal tem cessado. se
lhe permittirSo as sopas de massas, as canjss de
arroz ou de satepo, hareodo cuidado de pr-se
entre esda refeigao um inlerrallo de quatro ho-
ras pelo menos. m-
O doente ooder aier uso da agua pannada
ou da de aalepo. Se preferir as bebidas acidas,
juatar-se-ha 4 agua o xarope de groseihas, oa se
lhe dar alguma limonada ou laraojads, consul-
tando-so antes os hbitos do doente ; pois que
em slgumas pessoas estas ultimas bebidas pro-
vocara clicas, que conrem eritar ou reprimir.
Vil
Nem sempre ae consegue que cessem, os iocom-
modos, de que tratamos, nao obstante a presteza
empregada oa applicagao dos meios therapeuti-
cos. Qusndo meaos se espera, apparece*a diar-
rba, que s rezes o primeiro a nico sympto-
ma precursor do cholera.
Desde que a diarrha ae manifesta, qualquer
que seja a aua nslareza, se fot acompaobada de
exploso do gazes ou ventos, ple-se affirmar
que acha-se declarada a c/ioeriro, que o cho-
lera em miniatura.
Toda a diarrha deve ser combatida sem de-
mora, visto que qualquer excesso, urna pertur-
bado moral, o estomago sobrecarregado, a mu-
danga do lempo pode effectuar sem transigi a
passagem aos accidentes do cholera mais grave.
Apenas a eholerina acha-se declarada, todos es
cuidados devem dirigir-se sobre o tubo digestivo.
Neste caso cumpre provocar por todos os modos
a transpirarlo geral, e para consegui-lo ser oe-
cessario recorrer aos pediluvios' multo quentes;
mas, se nao obtiver-se o Qm desojado s por es-
te modo, pois que convem excita-lo por meios
applicados internamente, se lhe dar urna chica-
ra de iofusao de raacela ou tilia, borragem ou
salva, ou anda melhor de greloa de laraogeiras,
que se turnar mais estimulante juntando -se-lbe,
como se pralica oo Par4 tres ou qustro colheres
de cognac, geoebra ou mesmo cacha-a forte. Por
vezes nSo bista mais do que islo para que sppa-
rega o calor geral, o com elle a traospiragio e a
somnolencia, cessando aa ancias, nauseas, vmi-
tos, e dor de estomago, s rostaodo a cephalal-
gia ou dor de cabega que sinapismos nss extre-
midades fazem cessar, a seceura, batimento e
fraqueza em lodo o corpo ; mas nem sempre as
cousas se passam assim: o intestino exasperado
nao participa da calma geral, as evacuagas ou
diarrha continuara, e iilo oao s se oppe 4 ter-
mioagao do mal, seoao contraria a traospiragio,
que a cousa essencial. O ventre cooserva-se
dolorido, as rontades de vomitar nao desappare-
cem. Neste caso cumpre recorrer aos tres meios
seguintes, que sao bem simples e podem modifi-
car todos estes symptomas: Io empregar peque-
oos clysteres feitos com amido ou gomma, juo-
lando-se a cada um gottas de ludano liquido de
Sydeoham ; 2o applicar sobre o venire cataplas-
mas de farinha de linhaga, sendo mudada de duas
em duas horas; 3 dar a beber a pequeas por-
gos agua de Seltz.
Os clysteres de amido ou gomma com ludano
preparam-ae*poQdo-se era um copo de agua mor-
as urna ou duas colheres desta substancia, fazen-
do-a diluir, e addicionando-lhe de 7 a 10 gottas
de ludano. Nao leodo-ae rao amido ou gom-
ma, empregar-ae-ha urna ou duas gemmas de
ovos, ou mesmo a clara. Se nem mesmo se lem
laudaoo, de que se possa dispor, om vez de agua
simples, empregsr-se-ha nos clysteres o cosi-
menlo de cabegas de papoulas. Esses clysteres
podem ser repelidos segunda o lerceira vez, se
convier que o aejam, oo ialervallo de tres ou
quatro horas. Nem sempre a diarrha cede 4 ap-
plicagao dos clysteres de a mi lo, mesmo lauda tu-
sados e ajuJados pelas bebidas aromticas: oes-
tes casos a essas bebidas juntsr-se-ba ou a agua
paoaada, ou a de arroz mais oa menos espessa,
ou emfim cosimento de raiz de consolida
maior.
VIII
Ha um meio bem simples, que por muitas ve-
zes consegue fazer parar a diarrha. Tomam-se
quatro vezes por da 4a 5 guitas) de ludano de
Sydenham na quartt parte de um copo de agua
assucarada, e estas dses devem ser bebidas pela
manhaa ao levantar-se da cama, noite ao dei-
tar-se, e immedial ces, almogo e jantar. Para os meoioos a dse
de ludano deve ser calculada seguodo a edade,
de 1 a 3 gottas em meio copo de agua aasuca-
rada, da qual lomaraj ellos urna ou duas colhe-
res grandes as pocas indicadas. Pretendem
pessoas dignas de cootiaoga que aquellos, que
em Paris recorrern) a esse meio, nao soreram
do cholera, nao obstaule lerem tido frequenlea
principios de diarrha.
Pessoas ha, que tem repugnancia ao ludano,
e enlio convem recorrer a meio, que o substi-
tu com vaotagem. O elixir paregorico ameri-
cano foi empregada em Franga com grande vao-
tagem o anoo passado; e na provincia do Par,
segundo affirma a commisslo de hygiene publi-
ca em um de seus relatnos dirigidos a junta
central, se tom conseguido ptimo resultado de
sus applicagao ; sendo l'sl a sua reputaco, qne
em Gamela, onde o cholera tem sido horrivel, o
consideram como milagroso, e o pediam ao go-
verno com instancias, visto que com elle iam po-
deodo salvara vida a muilss pessoas.
O elixir paregorico americano applicado na
eholerina, quando anda nio hasenio a diarrha,
oa dse de 10 a 20 gottas em urna pequea tsga
de iofusao de hortelaa, ou aimplesmenta, em urna
colher de agua assucarada ; e poder-se-ha tomar
a mesma dse de hora em hora, de duas em
duas, de tres ou de quatro em tres ou quatro
horas,segundo o effeito que fr proluxindo. Logo
que parar a diarrha, poder-ae-ha suspender o
uso desse medicamento, sendo tomado someote
urna ou duas vezes por dis na intereso de fazer
cessar os borborygmos ou roncos do ventre, e as
clicas.
Muito se tem elogiado oa Allemanha o alcool
camphorado contra os primeiros symptomas do
cholera, etal sua reputagio, que passa pelo
remedio dos pobres. Na Austria foi elle dado oa
ultima epidemia como preservativo dessa affec-
cao, e em verdade com aua applicagao coose-
guio-se prevenir maitos dos seus ataques. Quan-
do se seotem as indisposiges, que Qcam indi-
cadas, oai que sa tem diarrha, poem-se 3 ou 3
gottas de alcool camphorado sobre um lorrio de
assucar, que se dissoUe em um pouco de agua,
de iofuaio, ou que se toma puro ; e do mesmo
modo se procede de cioco em cinco minutos,
depois de dez em dez, de quioze em quioze, de
meia em meia hora, at que cessem oa acciden-
tes. Este medicamento lem a grande vaotagem
de aer encontrado em todas as boticas, e de po-
der ser preparado poj qualquer pesaoa.
3
"
hs datar da alguos das, ou fr a huante, asa
ves dos purgativos oa vomitivos, ser preciso re-
correr ao ludano, quer pela bocea, quer em
clyaleras. applieaodo-se alada este meia seas
purgatiroa liverem provocado evacuages da ven-
tre muitiasimo abundantes.
X
Entre os medicamentos, que tem sido appliea-
doa coas proveito contra a diarrha, figura o sub-
nitrato da bismulb ; acomo compra evitar que
esta persista, ou se revista de lalansdade, em
conseajaeocia dos perigos a que expe aquellas
quaaeaeham por alia acommettidea, esse agen-
te therapeutico vam a ser preciso, principalmen-
te para as pessoas sujeltis 4 diarrha, ou que
della soffremdesle algum lempo. O sub-mlra-
to de bismuth aa dse de 9 a 4 oitavas para
os meninos, e aa de 4 a 8 para os adultos, puro
ou misturado com os alimentos, sendo metade
da dse prescripta no aloadgo, e melada oo jaa-
tar, consegue fazer parar aa evacuages do ven-
tre ; e sua applicagao tanto mais recommeuda-
vel, quanto elle oiipilo, a pode ser tomado
fcilmente oa sopa.
XI
Algumas vezes os primeiros symptomas do mal
se apresentam mais pronunciados, persistem e
sio acompaohados de maior resfriamonto, de al-
gumas caimbras tracas oas peroas, peso ooslom-
bros oa rins, dor ou caimbra forte no epigastrio
ou estomago, e febre ; e posto que islo nao seja
ainda o cholera confirmado, todava pode ser
considaralo como eholerina grave Nealaa eir-
cumstaocias recorrer-se-ha as prescripges ji in-
dicadas, convindo oio s reJobrsr o cuidado a a
promptidao as applicages dos meios curativos,
aeoio prescrever friegues por todo o corpo por
meio de escovs ou flaoella, quer secca, quer em-
bebida de alcool camphorado. Se a dor ou caimbra
do diaphragma persistir, applicar-se-ha am sina-
pismo pequeo na bocea do estomago, repetindo-
se a sua applicagio, se a caimbra nao cede. No Pa-
ra em casos idon ticos,qu a odo a dor ou caimbra oio
cede, tem-ae recorrido a'sangra do braco, lirao-
do-ae da veia de 8 a 10 ongas de saogae ; e o
presideale da commissao de hygiene publica da-
quella provincia, em seu bolletim, affirma ter
conseguido vaotsjosos resultado, nao obstante a
repugnancia que eocootra na populacho.
XII
O doente nio teve considerarse curado, s
por que os symptomas precursores do cholera tem
desapparecido. Hsvendo cessado esses sympto-
mas, o doeole entra em convalescengs, cuja du-
ragio proporcionada a molestia ; e em quanto
ella dura, cumpre-I he observar com o maior cui-
dado os cooselbos hygieoicos, prestando escrupu-
losa altengio a qaalidade e quaotldade dos ali-
mentos, que ir graduando com muila circums-
peegio. A repetigio desses symptomas quasi
sempre fatal ; e o meoor desvio de rgimen, a
mais ligeira infraegio dos conselhos dadoa pode
fazer reapparecer o mal, que ser eolio revesti-
do de symptomas mais graves do qua esses, que
baviam sido experimentados : todava oem sem-
pre se morro com a reapparigio desses sympto-
mas, o o medo em taes casos oio faz seoio dar
mais gravidade a molealis.
O exceaso de cuidados, a mudaoga de hbitos,
a alteago ao rgimen,enfraquecendo o organis-
mo, predispoem para a molestia ; por isto, ha-
vendo cessado a eholerina, e tendo-se voltado as
condiges ordinarias da saude, convem banir to-
das aa precauges superfluas, e voltar com confl-
anga e tranquilidade vida habitual ; o que nio
quer dizer que se entregue aos excessos, porque
estes concorrem para o deseovolvimeoto dos symp
tomas.
XIII
Infelizmente nem aempre as cousas correm lio
satisfactoriamente quanto ae deseja, e casos ha.
em qus os meios therapeuticos nio conseguem
fazer parar o mal, oppoodo se ao progresso dos
seus symptomas. Pelo contrario, esses sympto-
mas revestem-se de intensidade, e outros mais
sssusladores se apresentam.
Desde que as dejeeges liquidas, de estercoraes
e amarelladas, que eram a principio, tomam-se
de cor ciozeota-esbrsnquigada, loodoras e anlo-
gas a agua de arroz, mais oa meos espessa ; des-
de que ss ourinas dimiauem ou tomam-se albu-
minosas, acompaohadas de dores nos rins e de
augmento rpido deseolimeoto fraqueza, o cho-
lera tem comegado. Se a estes symptomas vem
eacorporar-se oa vmitos aemelhantes as dejee-
ges ; se as caimbras principiara a atormentar
o doente, e as ourinas se suspenden), o cholera
esl comfirmado. Se o rosto emmagrece rpida-
mente ; ae a oelle torna-ae fresca, e o pulso se
deprine, o cholera vae em progretio. Se os olhos
se encovara, apreseatando um circulo azulado ;
se os vmitos e dejeeges brancas augmeniam ;
se a lingua se resfria, assim como a pelle, que
torna-se lvida e se cobre de suor fri, viscoso ou
mesmo aquoso, com extioegio do pulso e da voz,
a mo/estia se aggrava cada vez mai$, com as
caimbras, que acabaa por cessar, como os vmi-
tos a as dejeeges alvinas, a medida que o doen-
te chega ao ultimo gru da fraqueza e da ago-
na. Entao o contacto do doente faz experimen-
tar a mesma sensagio, que se teria tocando-se
um raa quesahisseda agua. Sea pelle lorna-ae
cada vez mais lvida, principalmente na direcgo
das veas, se conserva as pregas que nella ae fa-
zem apertando-a ligeiramente entre os dedos,
enlio tem-se o espectculo de am oidaver, que
aioda vive e falla, e nesse estado que o uliimo
periodo do cholera, o suor e balito fro do doente
apresentam umcheiro metlico como o do cobre.
IX
Os vomitivos e purgativos fazem desappsrecer
naravilhossmente mnitss diarrhas, quando es-
tas principiam; e seria om erro crer-se que,quan-
do reina o cholera, oio conrem recorrer a estes
meios therapeuticos.
Entre os purgativos deve ter a preferencia a
agua de SadJitz, que se tomar aos copos de hora
em hora na dse de orna garrafa, ou eolio o
sulfato de soda oa de 10 oitavas dissolridas em
quatro copos de agua qoe serio bebidos, um a-
p6s outro, de hora em hora. Sua applicagio
recommendada logo que se manifestara os pri-
meiros symptomas do cholera.
Convem recorrer 4 ipeeacuanha pulverisada,
se a bocea achar-se amarga, a liogua coberta de
om limo esbraoquicado ou amarello, se houver
nauseas, e mesmo vmitos de materias biliosas.
Neslea casos administram-se 18 a 20 grios de
p, que se dio a beber em dous oa tres copos
de agua tepida. de hora em hora ; e se os ac-
cidentes experimentados pelo doente alo para-
rem com a applicagio da ipeeacuanha, poder-
se-ha recorrer 4 aguado Sedlitt, ou aeaulfato
de soda.
Todss as vezes que a lingua apresen!>r-se sa-
burrosa, a bocea ealiver pastosa, e isto fr a-
companhado de diminaiglo ou perda de appe-
tite, de alguma dr de cabega, veotre dolorido,
borborygmos, recorrer-se-ha aos evacuantes ;
tornando-se ainda mais urgente 6sla indicago,
quaodo manifealar-ae a diarrha com exploso
de gazes. O vomito deve aer preferido ao pur-
gativo em quanto a diarrha nio achar-se esta-
belectda ; mae, no caso contrario, preferir-ae-
ha este : todaris poder-se-ha tentar i ipeeacua-
nha com prudencia, mesmo quaodo principiar a
diarrha ; comprado prereoir oa)*, ae i diarr-
XIV
Apenas se manifeatarem os primeiros sympto-
mas, que indicarem que o mal, em rez de ter
parado, rae em progresso, sera preciso cuidar
de combate los, leudo-se sempre em vista que no
trata ment do cholera preciso oio perder lempo.
A primeira iodicagao. quaodo se tem de atacar
esta moleatia, a a mais importante, pois que o
symptoma predominante e mais assaatador o
resfriamento terrivel, consiste em aquecer o do-
ente por todos os meios possiveis, Dio s exter-
na, sanio internamente. Eovelver-se-hio os
membros da pessoa, que se achar resfriada pelos
primeiros acommetimentos do cholera.com toa-
Ihas mnito quentes, cercando todo o seu corpo
com botijas cheias de agua fervendo ou com li-
jlos aquectdos, e cobriodo-o inteiramenle com
cobertores de i. Applicar-ae-hio ainapismos
nos bracos e pernas e na regiao do estomogo.
maoteodo-os nesses pontos, por espago de cioco
a dez minutos, e mudaodo-os depois para outros
dos membros e corpo ; cumpriodo previoir que
nio convem que queimem. Os sinapismos po-
der&oaer aubalituidos com vaotagem porum pe-
dago de baeta dobrada, depois de ter sido embe-
bida de agua mallo queute o exprimida ; e com
esse pedagode baetaeovolver-se-na lodo o tron-
co desde os peitos at o baixo veotre, repetindo-
se a applicagio, se a traospiragio demorar-se.
Se todos estes meios nio cooseguirem o fim
desejado, recorrer-se-ha s frieges, que serio
leitas com as mi os, tom escoaa aeccaa, oa com
um pedago de flaoella ou baeta enrolada em for-
ma de rolhs, secca ou embedida de vinagre mui-
to quente, ou mesmo de algumas prepararles
estimulantes; coovindo recommendar que lato
se far debsixo do cobertor, para nao interrom-
per a irradiagio do eslor que se provoca. Eraflm
poder-ae-hao auxiliar os meios propostos aper-
tando-se, espremeodo-se os membros e toda a
superficie do corpo com aa mios, seccas ou unta-
da de oleo de ameodoas doces camphorado : e se
isto oio for bastante, poder-se-ha agoular todo o
corpo do doente, principalmente a columna ver-
tebral oa espiona dorsal, e aa extremidades infe-
riores, com ortigas.
S a isto nio devem limitar-se os esforgos, que
coovm'empregar para aalvar o doente : cumpre
obrar internamente. Diversos sio os meios:
fallaremos daquelles que nos parecer preferi-
veis.
A essencia da hortelia um dos melhores
excitsntes. ?e se a dissolver em ama taga de
iofusao de folhas de hortelia, de macolla ou de
cha da ladla um torrio de assucar sobre que se
ttver deixsndo pingar de l a 5gottas dessa essen-
cia; e o doeate tomar isto, reilaraodo a appli-
cagao, se a reaegao nio se operar rpidamen-
te. Se elle preferir o caf preto, fri ou quente,
substitus este a iofuaio cima indicada ; o lado
isto podar ser substituido por ama taga de cha
da Indis bem assucirada e misturado can urna
terga-parte de agua-ardeale oa geoebra.
Alguns praticos de grande nputagio recom-
mtndam muito a lindura da irmia de candada,
coja preparagio diremos, com todaa que ios
parecem uteis, oo fim desta trabalho; e es no-
mes desses prstlcos nos autoheaan a aeonse-
lha-ls. Dase eses lindura na dse de am ealix
de licor para om adulto; e se a reacio se nio
pera no fies da meia hora, applica-a* aeganda
dote. O mesmo podemos dizer do acaule liquido
de ammoniaco administrado em ama infaaio
aromtica, rja 4ja da aa pequea colher pan
eada taga, ou em urna pogo com posta, como
adenla diremos, e tomada s colheres oo espsgo
da 12 a 24 horas, segando a gravidade do mal;
e o mesmo podemos tambem dizer da miatura de
Strogooof, am dos aris enrgicos excitantes, o
qual sa applica na dse de 15 s 20 gottas em um
copa de fio he branca aaau carado.
XV
Tres symptomas reclamara promptos o serios
cuidados: os vmitos, diarrha, o as caim-
bra. t
Por vezes o estomago regaifa ludo quanto pela
bocea iotroduzilo. Nesles casos convm que as
bebidas lepidas sejam substituidas pelss quentes,
fols qoe aquellas alo as que esse orgio ex-
polie. Das bebidas quentes passsr-so ha ss mul-
to quentes, na dsa de urna colher grande de
cada ves, e ao msamo lempo que isto, se dar
urna pogo, cuja formula iodicaremos mais di-
ante, compoata de sub-carbonato de potaste, de
limio, de agua de hortelaa pimenta e de xarope
de etber, e tomada a colheres repetidas a miudo ;
podendo-se juntar a cada colher dessa pogio orna
gotta de ludano;
Nem sempre, dando-se as bebidas em tempe-
ratura elevada, consegue-se fazer parar o vomi-
to. Se assim succeder, recorrer-se-ha 4s bebidas
fras; mea estas, como aquellas, deverio ser
dadas em pequeas ases de cada vez, porque o
eatomago nio assupportaria de outro modo. O
gelo dado em pequeoos pedagoa consegue por
vezes fazer cessar o vomito, e as aguas gazosas
podem aer assoctadaa s bebidas fras; e qoando
essss aguas sio regeiladas, obtem-se frequente-
mente bom resaltado da applicagio da pogiu
anii emtica de Rivire. Vmitos, que resislam
a maitos dos meios Indicados, cedem immedia-
tamente a urna, duaa, ou tres colheres grandes,
quando mnito, de forte agua-ardeote, ou cogoac,
dadas de cioco em cioco minutos. O Dr. Beauro-
gard, do Havre, em um trabalho publicado re-
cen temenie acerca do cholera, diz que todas as
vezes que lhe preciso tratar doenlea acommetti-
dos por caimbras,. a que apresentam dejeeges
aerosas, vmitos, fro glacial e cyanose mais ou
menos completa, isto pelle azulada, recorre
pogio aoli-cholerica dos lodios, dada oa dse de
duaa colherea grandes, ama aps outra, depoia
quatro de quarto em quarto de hora, quatro de
meia em meia hora, e em fim qualro de hora em
hora ; e affirma que o effeito desse medicamento
manifeata-se constaolemeote e logo depois da
segunda, terceira ou quarla colher, cooseguiodo
fazer parar quaai espontneamente os vmitos e
as dejeeges serosas, e suspender as caimbras e
dores do veotre ; accresceoiando que a conli-
nuagao, ajudada de todoa os meios coohecidos,
reatabeleco promplamenle o calor do tronco, e
depoia o dos membros, desapparecendo a cya-
nose,que substituida pela reagio; o que se pera
quasi sempre de urna maneira franca e modera-
damente Dlsmmalona.
XVI
Se o mal, tendo atravesaado seas periodos, se
confirma, e aa dejecgts se toroam braocas e
abundantes, pouco efficazes sio por vezes os
meios internos, o os esforgos mdicos devem di-
rigir-se a determioar a reaegio externa, que a
modera quaodo se manifesta; todava oa clyste-
res muito laudaoisados, ajodados dos outros
meios, conseguem bom resultado, e o presidente
da commissao de hygiene publica da proviocia
do Para, emseu bolletim, diz ter salvado alguos
doeotes, que se acbavam em idnticas circams-
tancias, com a applicagio de um clysler compos-
to de urna libra de solugo concentrada de gom-
ma arbica e de urna oitava de ludano liquido
de Sydeoham, dividida em duas porgdes, dadaa
com ialervallo de tres horas de urna a outra.
Por vezes aa caimbras atormentara por tal modo
os doeotes, que Ihes arrancara gritos, e os tor-
ga m a fazer cootorsas horriveis. Se ellas se
manifestaren! aos membros, as cataplasmas
emollieotes fortemente opiadas com urna ou duas
oilavaa de laudaoo, serio applicadss com vaota-
gem. A massadura, as ligaduras momentneas
dos membros por meio de um lengo dobrado em
frm de grvala, a distensio dos mesmos, as
frieges com pedagos de flaoella ou baeta embe-
bida de ether actico camphorado e laudaniaado,
as frieges seccas feitas com as mios simples-
mete, ou armadas de escovas ou de grossas
toalhas de algodo, ou de ruinas de flaoella,
conseguem por vezes alliviar oa soffrimentos dos
doenlea. A applicagio do chlroformio, feita oa
direcgo da columna vertebral ou espiona dorsal
por meio de frieges duraote um minuto, quasi
sempre coasegue fazer parar as caimbras, que nao
vollam mais; e como o prego deste medicamento
elevado, em vez de applica-lo puro, poder-se-ha
ftze-lo eotrar em um lioimento composto de 12
oitavas de balsamo traoquillo oa dse de urna
oitava, e de egual quaotidade de tioctura de
opio. Quaodo as caimbras sao geraes, podem-se,
alera de recorrer-se aos outros meios j indica-
dos, applicar clysteres pequeoos cooteado cada
um de 6 a 12 graos de asa-fetida deluida em urna
gema de ovo, misturado tudo com agua simples
ou com cosimeoto, quer de raiz de valeriaoa,
oa razio de 2 a 8 oitavas para duas garrafas de
agua, quer em fim de raiz de peona.
XVII
Qando a epidemia se tem tomado lotese, o
cholera apreseota-se em alguos lodividuos re-
vestido de symptomas aioda mais aasustadores,
sendo a sua invasio lio rpida que algumas ve-
zas os doentes cahem redondamente oo cbiosem
falla, fazendo contorsea provocadas pelas caim-
bras ; e isto lhe di a denominagio de fulmi-
nante.
No mel de ama diarrha, que parece benigna,
ou que tem sido despresada, ou depois de alguns
diss de indisposiges qoe se nao pode explicar,
o cholera ae descortina de repente por "um desses
alaquea bruscos, que nio dio lempo para que se
combinem ou graduem os meios. estea casos
dere-se ir s apalpadelas, convindo eacorher
sem demora os meios mais enrgicos Externa-
mente fsr-se-hio frieges, quer simples, quer
ammooiacaes ou avinagradas, ou com Linimen-
to hngaro, oucom o de noz-vmica eammonia-
co, sobre a regiao dorsal e membros ; applicar-
ae-hio sinapismos nesses lugares, e recorrer-se-
ha s botijas cheias de agua forreado, aos lij-
los quentes e eoroltoscom Osetas embebidas em
alcool aromtico, ou de vinagre, e aos cobertores
de lia aquecidoa. Internamente applicar-se-ha
pela bocea urna iofuaio aromtica de hortelia oa
de salva meoor, ou e ainda melhor de caf pre-
to, puro ou estimulado com o actalo liquido de
ammoniaco; excepto aa asle imperiosa ou a
viva appelencia prescreverem o oso de bebidas
fras. Neste caao cooviri recorrer ao medica-
meato indio, 4a gottas da miatura do Sirogonof,
ao oleo easeocial de hortelaa, seguodo o methodo
do Sr. de Btoclt. Esta oleo dado na dse de
5 a 10 gottas em urna coltier graado de agur-
dente ou geoebra, e meia hora depoia repelida
a meama dse. Seguodo o Sr. de Block, bastara
60 gottas ; mas, se assim oao auccede, cooti-
Dua-se a applicagio al que os pheoomeoosfa-
voraveie aa tenham declarado. Ao oaesmo lem-
po datjM*ha orna forie iofusao de folhas de hor-
lela-pimeota bem quente e misturada com a-
guardente ou com cogoac. Se a eaaeocia de hor-
telia regeitada pelo estomago, o Sr. de Block,
recommeoda-a em clysteres, que sio preparadoa
com a iofusao de florea de macella ; aeado dados
de quioze em quioze mioutos quartos desses
clysteres. Quaodo os doeotes cahem sem falla,
fazendo contorses, o presideole da commissio
do hygiene publica do Para recommeoda que lo-
go o logo aejam largamente sangrados oo braco,
procedeodo-se depois como fica indicado.
emliora
2=

fu II -'" f
tendo-se o Cuidado de aze-l ferver
com om poueo de caadla, aar preciso exeltar
Alcool
{Espirito
camphorado.
da campeare,/.
fortemente a pelle.
As mulhares, durante a prenhesv exigpM gra-
de aaidada, a por isto os eatimulantes devem ser
dados com alguma precaugio, comegsndo pelo
acetato liquido de ammoniaco, passaodo-se de-
pois i esseocia de hortelia. e chegando-se por
fim, ae aa eircumstaocias o exigirem, al a ap-
plicagio da chi da India coas egeirdeote ou
cogoac.
XIX
Quaodo o doeate sobreviva aoa symptomas,
que caracterisam o cholera coafirmado, reapare-
ce o calor nos membros, a circolagio se reatabe-
lece, e todas as funeges orgnicas tendem a en-
trar era sen estado normal. A isto que se d a
deoomioagio de reaegao ; e ao que derem di-
rigir-se todos os esforgos. Se a reaegio mo-
derada, p-ie coofuadir-se com a convalescengs;
mas nem aempre as cousss aa psaaam por este
modo : pelo contraro quando se desenvolvem
accidentes variados, que exigem tratamenlo ade-
quado ; tratamenlo que s o medico pode diri-
gir, porquanto oumerosiasimas sio asindieages,
e ao bomem da arte que compete aprecia-las a
prescreve-lss.
XX
Frequentes e variadas sio ss perturba-oes ds
digestao durante a convalescengs do cholera. Se
o estomago .achar-se preguigoso, e as dejeeges
alvinas forem lemas e difficeis, tomar-se-ba um
pouco de rhuibarbo pulvenaado de seis a nove
grios em cada da, beber-se-ha urna ligeira iofu-
aio de chi da Iodia ou de macella depois de ca-
da rfeigio, ou mesmo urna ou duaa cbiciraa de
lisaoa amarga de lpulo, de chicorea ou de raiz
de calumba. Se o doente ainda experimentar
dispo8igoes para o vomito, tomar de seis a doze
grios de sub-nitrato de bismuth antes das refei-
ges, o qne fari desapparecer essas disposiges;
mas, se esse medicamento nio produzir effeito,
eolio se lhe ajuotario p impalparel de raiz de
calumba, e mesmo se experimentarlo as aguas
gazosas de Seltz ou de Vichy tomadas pela ma-
nhia em jejum.
Se acaso ainda restar eseorrenda biliosa, re-
correr-se-ha ao csrvio pulverisado na dse de
seis a dez grios antes ds comida, juotndo-se-
lhe ama colher pequea de amido diluida em
agua ou xarope de diacodio. Se pelo contrario
sobrevier prisio de veotre, recorrer-se-ha aos
clysteres preparados com cosimeoto de farelo, ou
de semeotes de liabaga, oo de raiz de altheia,
etc. Por vezes, se oio se cuida de comba ter essa
prisio de ventre, reapparecea diarrha, e os
doentes ficam sujeitos a essas alternativas.
Se a convalescengs segu ama marcha regular,
os cuidados hygieoicos devem figurar em pri-
meira linha. Nesses casos cumpre trazer roupas,
queagaaalhem o corpo ; evitando-se a humidade
e tudo que possa coocorrer para o resfriamento.
e fazendo -se exercicioa moderados. As refeiges
serio feitas a horas regulares, e aellas s devem
entrar aquellas substancias que sio de fcil di-
gestio, e que.em pequeo volume contm o mais
possivel de materia nutritiva graduando se a sua
quaotidade com a mais severa altengio. Nessss
refeiges beber-se-ha agua de Seltz, ou mesmo
de Vichy misturada com urna pequea quaotida-
de vinho. Se, passado cerlo lempo, o convales-
cente experimentar fadiga geral, e o exorcicio se
lhe tornar panoso, recorrer aos banhos, que eo-
lio serio proveilusos.
XXI
Postoque nao se possa ainda estabelecer de
urna maoeira precisa a natureza do cholera-mor-
bus, e as opioies medicas se partilhern entre a
contagio e a oso-coatagiio : lodavia horaens ha
de grande reputagao scieollQci, que recommen-
dam certss precauges, que nio devem flear em
silencio.
a Se verdade, diz Rcamier em um trabalho
acerca dessa affecgio publicado em 1849, que
pessoas, examinando muito de perto um cholen-
co, tem recebido na garganta e oo estomago, pe-
la degloligio da aaliva, urna impressio desagra-
davel, causada pelo cheiro metlico do balito de
um sgooisaale do cholera, evidente que a con-
tagio ae operou por este modo, e o facto lio
cerlo para mim quaoto qualquer outro, que se
possa aasigoatar em medictoa. E com effeito o
diatiacto professor da escola de Paria poda ex-
primir-ae deita maneira, porquanto havia pago
sufflcieotemeate caro a experiencia, visto que lora
desta modo que, em 1832, contrahira o| cholera
de que escapara milagrosamente. Firmado na
experiencia que adquirir,acresconta elle : tQuan-
do se trata de um cholenco preciso prestar mui-
to cuidado em oio pr-se a bocea em frente da
do doeate. E' pela respirarlo, oo maior Dame-
ro dos casos, que o mal ae propaga. E aioda
apoiado oos factos continua : a Deve-se fazer re-
mover com cuidado do quarto do doeote as de-
jeeges, cujo cheiro trae suas propriedadea noci-
vas. Levado sem duvida por esta opiniao, e
provavelorente baseado em factos proprios, am
dos mais distioctos discpulos da escola palytech-
oica eslsbeleceu em urna looga diasertsgao que
o cheiro das dejeeges ainoas procedentes de
individuos accommettidos pelo cholera eviden-
temente o germen impostado, que propaga a mo-
lestia.
Se a experiencis nao fez ioscrever ainda como
axiomas estas opinives ; todava encerrara ellas
conselhos prudentes, que devem ser seguidos.
Rcamier disse oque coovinha tizer, e fcil ser
maudar remover promplamenle as dejeeges a
medida que se operarem ; evitando-se seu cheiro
por meio ds agua de labarraque, que tem a pro -
onedade de decomporasemaoages miasmticas.
Todas as vezes que o doente tiver qualquer eva-
cuagio,laogar-se-ba no vaso, que as cootiver.uma
colher grande dessa agua, a qual pode aer pre-
parada por todos, como mostraremos.
Elixir paregorico americano,
R.Opio bruto................ 2 oitavas.
Agafrio............J--
Addobeozoico....)" a n
Oleo essencial deaoiz.... 36 graos.
Alcool ammooiacal...... 1 libra.
Filtre depois de oito diss de digestao.
R.Camphora......................' 2 ongas
Alcool a 88.................. 1 libra.'
Misturo.
Aguad labarraque.
R.Chlorureto de cal seceo........ 3 ongas.
Carbonato do sdschristalisado 6
Agua eommum................ 9 libras.
Diisolve-se o chlorureto oos dous tercos da
agua ; fai-ae o mesmo com o carboosto de soda
no resto o liquido. Mistora-se depois tudo,
detxs-se precipltaise flltra-se atravez de papel!
r
ridade.
^ii.... looga.
Tintura da irma de
R.Roiz de anglica.........
de calamos aroma-
ticus (la jamaica)..
de enula campana
maior..............
de genciana........,
Genebra..................'. 2 garrafas.
Poe-se tudo a macerar durante tres on quatro
das ; depois coa-se o liquido, que pode ser con-
servado em garrafas bem rolhadas e guardadaa e
em lugar seco.
Poco etherea laudanitada.
(Medicamento Indio).
R.Ether sulfrico.................. 4 oitavas.
Laudaoo liquido de Sydenham.. 38 grios.
Agua de bortelis................ S ongss.
Xarope diacodio................. t
Misture.
Pogo de acetato liquido de ammoniaco.
R. Agua dietilada de tilia....].. .,
dehorlelia)aa-"12o,UTM-
Acetato liquido de ammo-
niaco
Xarope sim
Misture.
m us uoneaaj
iquido deammo-1
>..............>il... 7
simples..........)
XVIII
Como a edade e cerios estados influem sobra a
suseeptibilldade de estomago exijam cuidados es-
peciaos, coovem que digamos alguma cousa a es-
te respeito.
Na infancia o estomago supporta difflcilmente
os exeitaotea muito enrgicos, como a essencia
de hortelia e os alcoolicos. O excitaote que to-
lera com mais facilidade o acetato liquido de
ammoniaco, dado na dsa de qualro oilavaa em
ama pogio de trea ongas ae agua da hortelia-
pimenta on de canella a adocaaa com quatro oi-
tavas de xarope de hortelia, juniaado-ae-the
quatro oitavas oe xarope da diacodio, ae os v-
mitos sio frequentes; pecAe da qua aa d ama
colher do meia em meia hora. Se mosmo assim
o mal continua, disa urna ou duas gottas da
olea da hortelia em vinho quente, depoia de ter-
sa tido a ereeaaeio da pe-to sobre um lorrio de
aasacar, a ajada-se a aegio deata aabsiaocia com
a infurto de hortelia dada em pequeaee tfaaas
frequentemeute repelidas, a ovm 9a estimula o tes
exteraoa, entre os quaes figura com meia vaa-
tagem sstoapiamos, aeado astea ajaos* aempre
su lucientes.
Os velhos supportam aeralmeote bem os mais
eoergieos eetiaulsatee iataraos a exieraoe, a par
isto poder-se-ha insistir na applicagao do vinho
a>ndo- qatnte ttMnOsni colher ber
Pogo anli-vomitiva.
R.Sub-carbonato de potassa.... 36 grios.
Agua de hortelia-pimeota.... 3 ongas.
Xarope de ether.............. 1
Sueco de limio............... q. b.
Mistare.
Linimento hngaro.
R. Vinagre...................... g ongas.
Agurdente.................. l
Farinha de rnoslards.....)
Camphora................V..4 oitavas.
Pimenta da Iodia........)
Deixa-se macerar durante tres diaa. Se se quer
junta-se um dente de alha.
Lianmealo ammoniacal de nox-vomica.
R.Tintura de noz-vmica...... % ongas
Ammoniaco liquido......... 5 >
Mistare.
ti *''"< Strogonof.
R,-Tiatara etherea de valeriana..
anodina de Hoffmaan
de ooz-vomica........
de rnica (de A, e raiz
_ desale.........,,....
Easaacia de lermi*.......
Mistara.
ii.. 8 parles.
U..4 >
.. 6
1 I
0 movimento blgaro, suas causas e
censcviiciieias.
ii
(Continuadlo.)
Eis-aqoi am resumo como as coasas se passa-
ram. O hispo blgaro, enviado ao patriarchado
para prestar bomeoagem ao recera-eleilo, rece-
beu orna mensagem dos seus compatriotas da es-
pita!, que lhe mandavsm dizerque se elle desse
seraelbante paaso nio penssssa am rollar 4 sua
dioeese, porque nio seria msis reconhecdo, e at
mesmo seris della expulso. M. Hilarin (o
nome do bispo) oio liaba neceasidade de lio en-
vera advertencia; pois affirmsm que de ha multo
era iofenso 4 egreja grega, e al stlribaiam-lhe
com razio ou sem ella aintengio de romper com
essa egreja, a formar urna outra puramente hol-
gara, a cuja frente ae colloeeria.
Gomo quer que seja os precedeeles do bispo
Hilarin nio deixaram duvida sobre a sus com-
pleta eooformidade com os sentimentos dos seos
compatriotas de Coostantinopla : depois de ter
de eommum scordo com ellos recasado prestar
obediencia ao novo patriarcha grego, trataran!
dos meios de crear urna hierarebia ecclesisstica.
Neste ponto os pareceres divergiram, e a ques-
tlo versou sobre ae conviria mais aoa Blgaros
eleger um patria rcha independen te, ou passa-
rem-se para a egreja romana. O primeiro des-
tes dous projectos fazia naseer o receio de que
um patriarcha blgaro se deixasse levar pela in-
fluencia russa, trabaleando com o auxilio do sea
clero para entregar as populages nos bracos da
Russia. A' vista de aemelhante previslo lio de-
sagradavel nio valia a pena arrancarse a auto-
ridade das mios do patriarcha grego.
O segundo projecto apreseotava muitas vanta-
gens entre as quaes nio era menor a seguraoga
que adquiriam para a sus naciooalidade. Assim
pois a voz dos sectarios da unio com a egreja
de Roma foi felizmente ouvJa. Os Blgaros com-
prehenderam que era esse o melhor partido que
tinham a seguir; e foi em consequeocis dessa de-
liberado que a 23 de outubro mais de 2,000 in-
clusive o bispo e o clero assigaaram a declara-
gao de que fallamos.
Porem que de contradlcges, substerfugios e
intrigas nao se deram entre esse dia 23 de outu-
bro e 30 de dezembro, data da uoiae 1 Ghegan-
do o dia primitivamente fizado para a ceremonia
( era no correr do mez de novembro ) os sacer-
dotes que deviam acompanhar o bispo achavam-
se ji revestidos, quaodo aquello pretextou urna
indisposico sbita, e declaroa oio poder sahir
da sus cmara. Nao nos demoraremos sobre o
effeito produiido por esse incidente toespatado, a
suspeitas qne elle despertou. M. Hilarin de-
pois de recovar sos priocipaes membros do sea
clero que se oio separara delles eolregoo-lbes
os seguintes documentos que lioha em seu poder
a saber : os pleoos poderes dos noventa e tres
diatrictos que o auloriaavam a assigasr por ellos
o acto de uoiao com a egreja romana ; as decla-
rarles por escripto de numerosas deputages en-
riadas de diversos pontos do pas ; oalmeote o
auto dirigido a sua Saolidade com as 2,000 as-
sigoaturas. M. Hilarin autorsou-os tamberas.
Irem ter logo com o arcebispo armenio calholico
ao intuito de com elle se eotenlerem a respeito
da entrega em suas mios daqaelle auto impor-
tante.
Qual foi o verdtdeiro motivo da conducta do
bispo blgaro ? E' oque oinguem pode affirmar
de urna maneira precisa, porque correm a res-
peito duas versos. Uos atiribuem-na 4 pressio
exercida sobre o bispo pelo enviada da Russia
auxiliado com o concurso de embaixador da In-
glaterra ; outros ao temor de que a patriarcha
oovamente eleito, a quem persista elle em re-
cusar a sua bomeoagem apazar de ordem posi-
tiva do gorerno turco, o mandasse prender, se-
guodo os uzos estabelecidos, a talrez mesmo tor-
tura- lo.
E' certo porem que a noticia do morimeoto ca-
lholico dos Blgaros occasiooou rlvos sustos a sir
Henry Bulwer, pela razio nica de que urna das
coosequencias desse morimeoto poderi aer o
augmento da ioQuencia franceza; e para impe-
dir essa coosequencia nao achou oulro meio me-
lhor do que deapertar e animar o primeiro dos
projectos citados, isto a creagio- de um patriar-
cha nacional. cerlo tambara que M. Hilarin
que como diasemos, adoptara a Idia de ama
egreja nacional, da qual seria o primeiro chefe,
dizia poucos das depois : > O embaixador da
Inglaterra quer que ten hamos um patriarcha
nosso, a prometi susleola-io-, palavras estas
que oio implicara urna idia da resistencia, nem
de recasa.
Deixamoa de fallar da influencia que naquella
circumstancia pode ra ter exercido sobre o bispo
blgaro o principe Lananof, ministro da Russia :
seria ir muito longe suppormos que deviam ser
empregados naeioa de^edueco.
A estraoha conduela do bispo, e o apoio pres-
tado por sir Henry Bulwer ao projecto russo de-
sanimaran) um pouco os partidistas da uniiocom
a egreja romana dessa conducta do biapo resol-
toa igualmente tornarem-se as cousas bem de-
moradas. Um mez assim se passou duraote o
qual os Blgaros senliam crescer-lhe o susto a
respeito do resultado de sua tentativa, e agugar-
se-lhes a impaciencia e o deaejo de dar fim a
ella. Nio se pense que a diplomacia conservoa-
se inactiva durante esse periodo, ao contrario
moria-ae, empregava todos os meios, e de tudo
laogava mode ameagas o de promrssas. A
principio quiz desviar alguns Bulgaroa notaveis
de seu projecto, ameagando-os com a viogaoga
do patriarcha grego, mas sendo esta um meio
qoe nio produzio resultado, voltou-se para as
prom essas.
O principe Labanof e sir Henry Bulwer tanto
insistir m com Al i- Pacha, ministro dos negocios
eslrangeiros, que dalle obtiversm s promessa de
que seria oomeada urna commissio mixta de Gre-
gos e Blgaros com o fim de resolveren o se-
guinte : os Belgaroa com quanto Qcassem sugei-
toa so patriarcha grego, todava teriam ama hie-
rarebia ecclesiastiea composta de compatriotas
aeus, seoio exclusivamente, ao menos na maior
iarte ; por outra, promettia-se-lhes conceder no
uturo o contrario daqulllo mesmo que se Ihes
tinha feito oo passado. Disem que os dous em-
bsixadores pediam ainda mais a nomeagio de um
arcebispo blgaro qua fosee membro do sy-
nodo.
_ Os autores dessa oombinagie esperavam que
to elevadaa concessoes satisfariam os Bulgaroa,
oa quaes dariam fim ao seu movimento tendente
4 uoilo catholica: porm o patriarcha nlo so
mostrou do sorte alguma disposto a combinar
com as ideas dos dous ministros ou embaixade
rea estrangeiroa. Gomo a Porta, queremos di-
zer, Ali-Pach e quasi lodo o pessoal do gover-
oo, dcil 4s suas suggestes, exercia sobre o pa-
triarcha urna preasio que s era conlrsbalaaeada
pela opposigiodo grio-visir Mehommed-Kibrisll,
aquelle para justificar a sua resistencia recorren
ao direito e aerar que liaba de manler a nida-
da da aua igreja, e querendo mostrar qoe tal era
a sua firme resolugio passou s proceoer rigoro-
samente contra o que elle chamara indisciplina
do clero blgaro. Gragea porm a Uehommed
Kibrisli o gorerno turco acabou por guardar urna
altilude neutra, aesisliado com real benevolencia
ao movimento de uoilo religiosa com a cidade de
Roma.
As cousas eslavam neste ponto quando nos ul-
liraos das de dezembro Ali-Pach ordenoa aoa
Blgaros' mais notaveis estabelecidos em Coos-
taatinopla que reeoahecessem em nome dos seas
compatriotas a autoridade do patriarcha grego.
Oa Blgaros assim intimados viram-se bastante
embaucados: banqueaos e negociantes forlss
formaram pela mor ptrte com alguns individuos
qua delles dependiam, o partido dos ortbodoxas,
lato dos gragea, aa passo qoe o partido unita-
rio era composto principalmente ios cheles do
corporagoes e da mana do povo.
(CoaMnaar-ia-aa.)
PERN. TTP. DE bf. F, DE PABIA t* FILKO. 1889.
I


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