Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09919


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Full Text

AIIO XXXVIII. HOMERO 15.
Ptr tres mezes adiatados 5$000
Por tres eses vencidos
SEGUIDA FEIHA 20 DE JA1EIRO DE I82.
Pr iddo adiantado .9|00O
Porte fraifo para o sabseriptor
DE PERMMBlllO.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrlno de Li-
ma ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra;
Aracaty, o Sr. A. de Lemoa Braga; Gear o Sr.
i. Jos de Oliveira; Maranbio, o Sr. Joaquim
Marques Rodrigues; Para, Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jerooymo da Costa.
PARTIDAS US COR REOS.
Ollnda todos oa das as 9tf boraa do dia.
Iguarass, Goianoa, e Parahyba as segundas
e sexlas-feiras.
S. Antio, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho
e Geraohuus as tercas-feiras.
Pao d'Albo, Nazarelh. Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Florea, Villa-Bella, Boa-Vista,
Onricurye Ex dbs qua tes-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formse, Ona,Barreiros
Agua Preta, Piaifintelras e Natal quintas feiras.
(Todos oa correios EPHEMERIDES DO MEZ DE JANEIRO.
7 Quarto cresceolo as 8 horas e 41' minlo*;
manhis.
15 La chela as 11 horas e 14 minutos da man.
22 Quarto mioguante as 5 horas e 56 minutos
da tarde.
29 La nova as2 horas e 7 minutos da tarde:
PREAHAR DE HOJE.
Primeiro as 8 horas e 30 minutos da manha.
Segundo as 8 horas e 54 niatos da tarde.
DAS DA SEMANA.
20 Segunda. 3. Sebastiao m.; S. Fabio'p. m.
21 Terga. S. Igoez v. m.; S. Patrocolo m. a.
52 Quarta. Ss. Vicente e Anastacio mm.
23 Quinta. Os desposorios de Nossa Seohora.
24 Sexta. N. S. da Paz ; S. Thimoteo b. m.
25 Sabbado. Conversad de S Paulo apostlo.
26 Domingo. S. Polycarpo b. m; S. Paula viu.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL. ENCARREGADOS DA SOBSCRIPCAO DO SOL
Tribunal du commercio : segundas e quintas.
Relaco: tercas e sabbadoss 10 huras.
Fazeoda : quintas s 10 horas.
Juizo do commercio : segundaa ao meio dia.
Dito de orphaoe: tercia e aextaa s 10 horaa.
Primeira Tara do civel: tergas e aextas ao meio
dia.
Segunda Tara do civel: qaartas e sabbados i
hora da tarde.
Manflas, o Sr. Ciaudino Filcao Diis Baha
o Sr. Jos Martina Airea; Rio de Janeiro o Sr
Joao Pereira Martina. '
EM PERNAMBDCO.
Os proprietarios do pumo Maooel f Iguelra de
Paria & Filho, oa sus livraria prega da Indepen-
dencia os. 6 e 8.
EXTERIOR.
Os sobsraoos deveriam coraprehender emflm
que sua causa est intimamente ligada a do papa,
equeellesoo tera mais temiTel adversario do
que a revolugio. cuja audacia e exigencias cru-
cera em rezao mesmo das concessos que ae Ihe
fazem. Se nao se respeita o papa, porque razo
respeitar-se-hia o re da Pruna e o impera lor
da Austria ? se se derriba o throno de Po IX,
porque os outros ficariam de p ? Seocarbooa-
rismo nao quer papa, julga-se por acaso que elle
peosa eia querer res? Se elle concentra boje
todos os seus estorbos ontre o velho throno de
Pedro, nao sabe bem que, este aendo derrubado,
o oulroscahirio tambera naturalmente ?
O papa ura poler, e o rei outro. Ser pre-
ciso mais para que a revolugio os confunda no
mesrao olio, no me lceitar por instrumentos res cegos, porem nao
pode coexistir cora reie victoriosos ; ella os der-
rotar. Nao conhecertaraus aeus estatutos, suas
iastroeces para iruios e amigos e bastara um
poucu de bom seoso para convencer-se disto I
PorUnto o perigo grande, a situago geral
da Europa precaria, e sera futuro. Todos o re-
coohecem. Quaolo ao remedio ninguem cuida
nelle, ou antes nioguem ousa applics-lo. In-
Tentam-se duas patarras: ransaccao e conctuo,
sera pensar que cida concesso urna derrota
para a ordem, e por consequencia urna victoria
para a aoarchia. Grita-se de todas as parles,
arte na igreja : Transig, concedei 1
Por ventura poder haver tran$aeo, quero
dizer intelligencia, accordo, entre a ordem e a
desorden], entre a verdade e a mentira ? A Ita-
lia est entregue como pasto s sociedades se-
cretas. Ah commeitem-se crimes inauditos, que
desaliara lodos aquelles da 93. O Piemonte tera
vilalo as fronteiras dos estados visinhos sera
declaragio de guerra, e lem assissoedo popu-
lares inofensivas. Bandos de salteadores tera
devastado a Sicilia, e destruido a mooarchis.
Eis como a revoluto aproveits-se das conces-
sdes q ie se Ihe fazem. Estes espectculos des-
tronen no povo o sentido moral. E'les Ihes eu-
sinam que ossuccessos justtQcara ludo, e que a
razio do mis forte anda a melhor.
As concesses tera rolazido a Pennsula a um
tal estado Je miseria, aaarchia e vergooha, a vis-
ta do que lemoa no Times, que nao suspaito de
parcialidade : O descouteotamento geral, nao
existe segurangs era pirte alguma, o exercito
eat destruido, e nao existem mais linancas. o
empresttrao de 500 milhoes soleve por Qm favo-
recer os benqueirus a cosa da nigo ; fl lalra-n-
te, a administrado o triumpho mesmo da des-
orden), Que o Constilucionai continu as suas
ovages aogrend Cavour, ao illustre Ricasoli,
O ao eminente Rattazi I Que os admiro I Que
Cada dia elles se tornera mancaros ao povo fran-
cez I O Constiiuaional nao engor4 mngera.
O poro francs que nao Ihe eocarregou de fallar
era seu oome, sabe como deve portar-se a res-
peito desses seohores. Elle os julgs pelo seu
proceder, dizer ludo.
O pao est levantado sobre o drama italiano,
e os actores conhecidos. Deversehia dize-lo
ao Constitucional e ao Scalo I
As concesses lem augmenta lo a audacia da
revolugio a tal poni, que ella ouza intimar a
Franga para entregar-lhe a caleira de Pedro.
Nao seo lo atteodida, diz : Transijamos 1 A' voso
soberano temporal, nos o espiritual.o E espe-
ran lo que se ache o meio de dividir o qae nao
divisivel, de tornar iniependente um papa su-
jeito, M. Greoier do Constitucional, consola e
fortifica M. Rattazi.
O progresso marcha, dizeis vos. Os povos se
uera ; os carainhos de ferro, os tratados de
commercio deslroem em as barrelres, abafam os
antigos odios sob a commumdade deioiereases:
urna nova sociedale que se funda gloriosa-
mente sobre as ruinas da enliga. D'ora em di-
ante a industria ser o nico campo de balalha.
Nao mais as lulas fratricidas, guerras, oem con-
quistas I Ah 1 na verdade I Purera para que esta
multiiao de mvences sanguinarias, estas ma-
chinas destinadas a cafaros homens como her-
Tas nocivas ? Para que esto em armas quatro
milhoes de soldados ? Para que este miseravel
espectculo da Inglaterra, tremendo apezar da
multidoque adefenle, desperdigando sommas
fabulosas em armas impossiveis, em construc-
ces titnicas que nao podem navegar, em forti-
ficeges que nao sil variara Londres, quando a
fomee a mizeria devoram a terca parte de seus
habitantes, quando a Irlanda, p'rivada do uoico
alimento que Ihe deixa a philanirouia bntanni
ca, (a batata) nao lem outra perspectiva slm da
de um medooho invern ? Vio-se nunca espec-
tculo mais miseravel ?
Lsoca agora as vista sobre a Europa. A Italia
devorada pela mais vergonhosa anarchia ; o im-
perio turco arruinndose, o imperio d' Austria
estelando por lodos os lados, e.que, para salvar-
se nao tem aoimo de pegar em armas, nica sal
?agio que Ihe resta, a Polonia eslorcendo-se so-
bre seu leito fnebre, sem que nioguem se anime
a tomar sua defezs, a Allecnaoha em vesperas
talvez de soffrer a mesma sorte ds Italia, sobre
pretexto de unidade e nacionalidade; e a Fran-
ja, finalmente, s mos com urna reforma elfan-
flegal, cujo valor ella ignora, e ama m colheita
que obriga a exportar para o estraogeiro 300 mi-
Ibes I
Tal a Europa do progresso I Grandes homens
que offereceis a Mr. Raliazzi o vilello e a sallada
democrticas, agradavel reminiscencia do bom
tempo de 48, orgulbai-voscom a vossa obra I
Ficariaoos tristes terminando este quadro de
nossa grande e gloriosa poca, sem dar o pros-
pectivo de ume comedia em quatro actos que se
prepara alera Mancha, e cujo programse foi tra-
gado pelo engragado e jocoso Palmerston :
Primeiro acto.Dons depulados irlandezes se
apreseulam no gabinete de S Exc, e Ihe annun-
ciam que, apezar de todos os beneficios, com qne
nao cessa de cumula-la o governo inglez, a Ir-
landa, esl lidando com urna hurrivel penuria.
Segundo acto.Milord enva Roberto Peel, o
peroradorde Geoebra, a assegurar-se se verda-
de que os irlandezes nao possam viver sem
comer.
Terceiro acto.Relatorio de Roberto Peel,cons-
tatando os immensos progreasos do bem estar
material oa Irlanda depois das novasteis vota las
pelo parlamento, e anounciando que, ae a falta
das batatas, occasiona alguna soffriraeolos locaes,
incomnelax ah esl para remediar o mal; que
emquanlo ao mais a Irtaoda mais feliz que os
estados do papa, e do rei de aples, vive sob o
governo ltvre de um povo livre, e que por con-
sequencia ludo vai bem, no melhor dos mundos
posiiveis.
Quarto acto Lord Palmerston interpelado por
um comprado, leu na tribuna o brilhaote relato-
rio de seu commisaario, depois, com ar meio ale-
Sre, e meio seno, repele anda urna vez a John
iull que elle o primeiro povo do mundo ; po-
rm que se quer conservar seu dtreito de supe-
lioridade sSo-lhe precisos duzentos oa trezeolos
milhoes para refuodir a artitheiria ingleza, visto
que o caoao Armatroog fez flaaco, oalmente,
para queosuccesso seja completo, elle lance um
sarcasmo a corda do rei de Napulea, urna injuria
a habilidade de Po IX. Mullos applauaos que sao
repetidos em coro pelos calaremos das margena
o Sena.
Concluso.50 ou 60,000 irlandezes morrero
de fome neste invern : o Seculo cooservar-se-ha
mudo; o Constitucional dar liges de saber vi-
ver, aos bispos; a Opinio Nacional far a cerco
de nossa ultima lit>erdde. a do ensino. Breve-
mente, nioguem dir urna palavra, ninguem sa-
ber que em face das costas da Franja morre
urna neco de fome lenta ou prompta I
Assim vai o mundo no anno do progresso
1861 I
X. DE FottTAlNE.
[Monde.Emilia Luna.)
Os camponeos napolitanos restabelecem a cau-
sa nacional, trahida pelas classes denominadas
esclarecidas.
Ha dous annos, que a revolugio marchava na
Italia de triumpho em triumpho. Florengs, Bolo-
nlia, Aocooa, Palerrao, aples, e finalmente to-
das as grandes cidadea Ihes abriram suas portas.
erjsulfl lientesalgumas blusas vermelhas para con
servar em respailo provincias inteiras. Equando
Francisco II victima das mais odiosas traiges.vio-
se obrigado a ceder o lugar ao rei piemoetez, um
grito de triumpho esespou-se dos antros carbo-
narios. Victolia 1 Esta palavra resoou desdeas
marges do Pp al as do Sena, e desde as do Sens,
al as do Tamiza. Com effeito, depois da queda
de G asta, acreditou-se por instantes no triumpho
da forga sobre o direito. do barbarismo soore a
civiiisaco. Sehnor de aples, o Piemonte pro-
claraou a uoiladeda It.lii.
Cavour fui 'baptisado com o oome de grande
Ganbaldi collocado na ordem dos semi-deuses.
Foi eoio que a revolago, julgaodo nada mais
ter a temer, mostrou se lal quai era, e viram re-
novar-se no rpeio dia da peninsuls, os meamos
crimes, as ensimas infamias, que oulr'ora desola-
rais nossa infeliz patria ; imraensas prises sob
o oome de susbeitas, espoliages dos mosteiros,
baoimentos dos religiosos,, pilrugeua das igrejas,
encarceramentb ou bioimeat dos btspos, execu-
goes 8ummanaS sacrilegios etc.
Feltzmeole u reino das Duas-Stcilias tem seus
moutaohesos da Calabria seus enrgicos Qlhos do
Abruso, da Apulia e da Bisilicata. A vista da
baodeira piemooleza basta para fazer delles sol-
dados. Alguos bandos, pouco numerosos a prin-
cipio, levautaram o estandarte da revoita aos gri-
tos de : Viva oj rei I viva a religiau I Bem depres-
sa essea bandos, procedeodo isoladamenle, sem
chefe, e sem pljano bem resolviu, viram augmen-
tar-se suas Qiiras ; ofTiciaes realistas pozeram-
se a sua freo ti, arraslando com sigo milharea de
soldados que fugiram de Saeta, e que recusavam
obstinadamente servir no Piemonte. Apenas ha-
viam decorrido dous mezes depois ds partida do
rei, e j os jorbaes piemonlezes avaliavam o nu-
mero dos reventados a 60:000.
O piemontisoo, lio feliz depois de Villafranca
comprehendeu! immediatameote o perigo. Por
isto destruir a'{todo o cueto a revolla e diaaimu-
lar aos olhos da Europa o valor moral, |ai ful o
plano de M. de Cavour. Ao mesmo lempo que
se enva va para aples todas as tropas dtsponi-
veis, espalhava se o boato de que a revolla nao
era absolutamente poltica, e qu-t s se compu-
nha de soldados licenciados, de forgados das ga-
les sollos ou avadi Jos, de salteadores de estradas,
de assassinos, reunidos para um uoico Qm, a pi-
Ihegem.
Em face de sessenta mil realistas a revoluco
se acliava na alternativa seguinte ; ou recuar, o
que seria a sua ruina, ou vencer, e para isto em-
pr-g-ir o terror. Ora, por mais degenerada que
esteja nossa velha sociedade, por mais nivelados
que estejam estes caracteres, a palavra lerror re-
pugua sempre. O incendio, as culumnas movis
denominadas ioferoaes, os espingardeamentos
sem sentenga, nao esto anda adraittidos como
um progresso ; nao seriam toleradas, talvez, em
ura paz lutaodo contra o estraugeiro pro aris el
focis. Porm contra assassinos, nada mais sim-
ples.
Tem-se aimittido e reconhecido que o povo
napolitano era jperfeitaraeole piemootez, que jul-
gava-se extremamente feliz por perder sua in le-
pen lencia, e per ver um dictador austriaco substi-
tuir Francisco II e que por consequencia os re-
voltosos nao eram senio assassioos, oimigos da
nacionalidade italiana cujo ferro e fogo deviarn
fazer prompta justiga. Na realidade ninguem o
acreditou nem acredita. Porm que importa.
Primeirameote, n&o preciso que a revolugio
triumphe ? E os soberanos da Europa que assis-
tera irapassiveisa este drama lgubre, cuja vida,
fortuna,e independenciadedez milhoes de homens
esto en jogo, nao tem por ventura urna execel-
lente desculpa para justificar suainaegao peraole
a posteridade ?
elle a M. Ricasolli. A pilhsngem nio existe
mais, a questao militar est resolvida, e raioha
tarefa preochtda ; a vos loca agora organizar.
Traduzi : Tenho empregado todos os meius, po-
rm em vio, quando aehei-me a frente de trai-
dores vendendo pelo ouro a honra e a patria, foi
fcil o trabalho; porem hoje, acho-me com um
povo exasperado, lulindo por sua independencia,
f, pnr seus altares, e por seu rei; a empresa es-
l cima de ininhas torgas.
Esta guerra ser a ruina do Piemonte, sua res-
ponsabiltdade atsusla-me, e eu vo-la deixo
La Marmora o subsiilue. Apenas ha oito diss
que elle est em aples, e j sua posigao nao
maia susleotavel.
O fuzlado Borgs resuscitou. Entrara incg-
nito oa capital a 16 de novembro. A 17, junla-
va-se a su" tropa, seohora de Trevigno, Caslel-
nezzaoo. Saiaodra, e de todo o paiz al o mar
Jnico.
As ultimas noticias dizem que Crecetlioa, Sti-
gliaoo, e Croco, Ihe abriram auas portas, e que fi-
nalmente acaba de receber novos reforgos, de-
sembarcados felizmente as costas da Basilicaia-
Por sua parte, Cbiavoni, j senhor de Casiel-
luccio, apoderou-se delsola ; depois, affastando-
se da frooteira romana, tomou a direegio de Roe.
ca Gugliema, sede do canlio onde tem estado,
depois de ter derrotado um corpo de tropas e de
guardas movis. Finalmente, quatro barcos grao-
des conseguiram fazer um desembarque de armas
entre Puzzuali e Baia.
A revolla Unge de estar aniquilada, engrande-
ce e organisa-se, e cada dia se comprime mais o
circulo de ferro[que devesuffocar a grandeiniqui-
dade da usurpagao sarda e viogar acivihsagao.
X. DE FONTAINES
[MondeEmilia Luna.}
DE
Tranquillo pois quanto ao exterior, protegido
peto famoso principio da nao iolervencao, o car-
booarismo, tendo a suasordeos o exeretto do rei
da Sardeoha, espalhou-se sobre este infeliz paiz;
executam-se as prises, as columuaa movis o
percorrem do norte ao sul; todo o revoltado que
preso com ss armas oa mi, fuzlado imme-
diatamente, o.ize cidades que s3o suspeitas de
reaegioso devoradas pelas chsmmas ; osrealis
tas sao perseguidos, urna simples suspeila tor-
na-se urna aenienga de morte, innmeros padres
pegara com a vida sua dedicagao pelo rei. Por loda
a parte a luta encarnice le, aem tregoa, nem per-
dio. Ceda dia o telegrapbo de Tuno nos annun-
ca urna victoria, eentretanto cada dia se enviam
de Genova oovos batalhoes
Bem depressa apesardas mentiras da imprensa
franca piemooleza. a verdade conhecida ; sou-
be-se que estes bandos, constantemente balidos
ou dispersados, renasciam de suas cinzss ; que
constantemente apresentavsm-ae novos volunta-
rios para substiluirem os bravos que morriam no
campo de honra ; o oome de Chiavooi correu de
bocea em bocea ; a revoita lioha um Chefe, e por
consequencia um pleno, um syslema de guerra, o
mais temivel de tolos para um exercito regular,e
que foi lio fatal, na Hespanha, s tropas france-
sas ; a guerra de guernlnas. P le-se desde en-
tao prever que o reino de aples ia loroar-se
um sorvedouro, onde desappareceria pouco a pou-
co o exercito piemuuiez. Para conjurar o peri-
go o gabinete de Tunn, chamou Cialdioi, o hroe
de Ancooa, e de Csf*ldardo : Cialdini e Pioelli,
tees furam os dous homens encarregados dos al-
tos fetos da revolugio. .
Nunca par algum foi mais bam escolhido, nem
mais digno de marchar ao lado um do outro. Nes-
ta nova, os Hllennos tiveram grande alegra I
Antes de dous metes estara acabado o obscuran-
tismo, o clericalismo, etc. latrocinio : etc.
Entretanto,oa mesma poca, espalhou-se o boa-
to de quede urna embarcagio descoobecida aca-
bavam de desembarcar uns cem homens, com-
maudados por um que se chamava Borgs, inti-
tulando-so general em chefe dos exerettos de
Francisco II.
A imprensa revolucionaria comegou por negar,
depois annunciou que o parlriotiamo das popula-
gaes Qzera prompta justiga aos aventureiros ; que
Borgs, reduzdo a uns vinles homens, nao linha
outro recurso senio errar nos bosques, onde auc-
cumbiria iofallivelmeate de fome e mizeria ; fi-
nalmente um despacho telegraphico poz cumulo
a alegra ; elle annuneiava que Borgs fora pre-
zo e fuzlado.
Nio oecessario recordaros altos feitos de Ci-
aidini, durante sua curta viagera a aplas. E'
urna cousa recente, e lodosa conhecem. Nota-
mos somonte qua elle terminou sua missio por
ama charlatanera : Ghsguel.vi.e venc,escreveu
CORRESPONDENCIA DO DIARIO
PEKNAMBUCO.
Pars, 34 de dezetubro de 1861.
Aiua que o ilonileur titease aoouuciado a
convocagao do corpo legislativo pira a segunda
quinzena do mez de Janeiro prximo vindouro,
com ludo corre em alguna crculos que se juigam
bem informadosque a abertura ter lugar na
segunda fera 13 daquelle mez. Dizem mais que
o discurso do throno ser muilo explcito ; co-
megir por definir exactamente a importancia e
perspectiva da situago no iiue diz respeito tanto
ss questes internas, como externas. Ser em
todo o sentido da palavraum maoifeslo poltico,
A discussSo que no sena lo acaba de ter lugar
prometlia uteis reveleges ; mas os oradores do
governo nio se arredaram do aystema de reti-
cencias que faz com que cada parudo interprete
a seu mudo os seus discursos ;ei vista disto o
paiz nao ple ter o mais pequeo preseutimento
das palavras mais significativas, e promeeeas
mais aolemnes que se espera do prximo discurso
de abertura.
Corre alem de ludo o boato de que o ministe-
rio da ca^a do imperador ser suppnmido em
consequencia dos planos de M. Fould.e substituido
por urna intendeucia geral di lista ciVil: allirmam,
ouiro sim, que no intuito de se evitar de buje
avante qualquer pedido de crditos suppleraeu-
tares da pane dos ministerios da guerra e da ma-
no lia, os respectivos orea mantos serio augmen-
tadoso deste ministeiio com a quentia de 30
milnes, e a daquelle outro com a de 20 milhoes,
efim de que ambos possam occorrer s despezas
imprevistas.
Biixou um decreto imperial com data de 12
desle mez, no qual se declara que de hoje em
Oante nao poder oeuhuma disposigio relativa
ao augraento de qualquer verba do orgameolo
geral ser presente asstgnalura do imperador
sem ir acompaobeda de um aviso do ministerio
da fazeoda. Cum rffeuo esta medida multo im-
portante para a boa ordem das naogas, pois que
as verbas do orgameulo naoderem ser augmen-
tadas sem que o ministro competente leuha apre
cia lo os recursos dispooiveis.
E' poisimmeoso o alcauce de semelhaote de-
creto, e conformeao espirito das ideies expendi-
das no relatorto de M. Fould : nao s serve elle
para fortificar aioda mais a pusigiu desse minis-
tro, como tambera para darao seu mioislenoum
carcter novo e especial. Al aqu o ministro
da fazenda nao passava de um ihesoureiru en-
carregado da diil.il missio de prover oecessi-
dedes que nao luvia creado: agora tem elle voz
deliberativa em todas as despezas; e aseim echa-
se mudada a base do syslema fioanceiro da
Franca. Em lugar de regular-ae a receita pele
despeza, regula-se a despeza pela receita. O mi-
nisterio da fazeoda vema ser desle modo a
mais importante.
O senado reuoindo-sea 17 para ouvir o Vela-
torio apreseotadu pelo presiieme Troploog em
nomeda coramissao encairegeda de examinar o
projecto de seoatua-consulto, que molilia os ar-
ligos 4 e 12 do de 25 de dezembro de 1852, e
regula o syslema de tluaogaa, dando novos meios
para torna-lo meis efflcaz.
A leiiura daquelle documento volumoso oceu-
pou loda a sessao. O senado determioou que
f>sse impresso, e vollasse discussao no dia 20.
Neste da aps alguos discursos pronuncia Jos por
senadores mais imperialistas do que o proprio
imperador, se isto possivel, M. Fould pedio a
palwvra, e terminou o seu arrasoadu pedindo ao
senado que escolhesse entre aquelles que por
um zelo exagerado ae uppem a que o governo
aceite ou impooha a si mesmo certos limitese
aquelles que com igual fraoqueza e lealdade o
apoiam nessedesejo de cooter-se. O ministro
M. Forcade de la Roquelia lambem oruu ; deputs
do que o senatus-cousuitofoi adoptado por un<-
nimidade, a excepgio do voto do cardeal Ha-
theus.
Fui assim que se ancerrou a 21 a sessao ex-
traordinaria do senado. Foi debalde que se es-
pern no correr da ducusso algum discurso do
priocipe Napoleao. A queslio Uoanceira era a
que deviaser tratada, e isto no sentido de urna
mu forte critica coaira os planos de M. Fould.
Apezar do fjr nal desmentido dado peto ifonileur
na parle nio offlcial, a situagio daquelle minis-
tro nao deixa de ser complicada petes diffl:al-
dadea das reformas a re.Usar, pelo que projec-
tsm-se mudaogas mtnistenaes, segundo ougo
dizer.
Ocomflicloaoglo-americano continua a preoc-
upar ceda vez mais o nosso veMio continente.
N urna poca em que se busca plaotar a aolida-
riedade das oacee com uoamme sppn-hensio,
e pesar unnime que a Europa v as cousaa vol-
terem ao estado de guerra.
Trata-se oa questo suscitada pelo incidente
do Trsnt. Na Fraaga fot casa questao examioada
em dous sentidos : no ponto de usa de umaio-
terveugSo, e no de urna mediagSo.
Quanto intervengio armada as costas da
Inglaterra, foi este expediente repeltido pela opt-
niio publicar Seria urna singular preteuciolan-
federados! E'esla por venlurs urna proposta
que se deva fazer a urna nago que se jacta.com
razio ou nio, de fazer a guerra por urna ideia ?
Ainda que a sua intervengio devesse assegurar
pera sempre a liberdade dos mares, a Franga nin
obrara bem em dispensa-la ; porque neste caso
o que mais poderia desejer era ver o seu pavi-
lhio entrar nos portos de Ctwlestarwn e New-
Orleans saudado por salvas de recoohecimento.
No dia porem em que isso succedesse a Franga
comprometteria alguma coasa que vale mais do
que a liberdade dos mares : perdera o seu pres-
tigio moral aos olhos do mundo, e tambem aos
seus proprios olbiis. Emfim os direitos das na-
goes neutras s podem ser defend los por outras
quesejaru igualmente neutras : e seria detnte-
los o collocar-se na eslranha siluagao de bellige-
rante.
Quanto #mediagao, tem sido esta eventuali-
dede vivrteme discutida pela imprensa britni-
ca, muito pouco disposts a aceitar os bonsofficios
da Franga. Os Ingtezes deixam-se dominar por
sue eterna deaconfiaoga a nosso respeilo ; receiam
que os Fraueezes envenenem a contenda para
lii-ar senhores da siluagao da Europa, emquanlo
se a.'hassem elles oceupados de outro lado do
Atlntico.
Entretanto a mediagio da Franga parece resol-
vida desde j, nao s pelo congressn de Pars e
tradiges frencezas no que toca ao direito mar-
timo, cumo tambem pelos vnculos de sympalhia
e inleresses que a ligara s duas nages plei-
teantes J uio se traa de aviar urna querella
particular por meio de concesses reciprocas .
trata-se de estabelecer um principio geral que
annuiles captura dos plenipotenciarios do sul, e
impossibilite a reprodcelo de fados dessa na-
tureza. Smenle a Franga poder fezer, ao me-
nos assim parece, com que as duas parles acei-
ten de chofre esse priocipio, nao s pelos seus
antecedentes como tambera por sua auloridade
para esse fim conteniente. Pde-se al mesmo
declaragoea do ministerio relativas seguranca
publica, escolias de funectonsrios hooestos, ca-
pazos e patriotas. reorgaoisaco de magistratura,
ao melhor deseovolvirnento das nbras publicas,
guarda nacional, emfim todas as medidas que
podem promover obem-estar das provincias me-
ridionaes. o
Seguio-se votego, e de 318 deputados 233
votaram a favor, 79 contra e 6 absleram-se de
voter: foi pois urna maioria de 154 votos a favor
da ordem do dia, islo a favor do nimsimo.
M. Rsitazzi esl visto que fez parte dessa impor-
tante maioria.
Pelo modo com que M. Ricasoli se houve con-
tra tantos ataques violentos e defezas incomple-
tas, pela firmeza e seguranca com que sempre
falln, era fcil de vr-se que nunca perder a
coofianga que tinha de sahir-se bem da luta.
Resumi os principses pontos de seu invariavel
programma, a saber: necessidade da aliianga
fraucezadeclaragio de que a Italia deve contar
com as suas proprias Torgas as conquistas futu-
ras, conrmago da prioridad da questo roma-
na sobre qualquer outra, e persistencia us meios
de resolve-la com o tempo e opinio do mumo
catholico, expedieote este o mais seguro, posto
que longo, e estril era resultados iremedietos
declaragio das promesses do governo frencez
quanto aguarda das fronteiras romanase final-
mente para os males des provincias urna boa ur-
BBniseco cujos primeiros fundamentos foram j
lancados.
M. Ricasoli terminou o seu discurso conviden-
do a cmara pronunciar-se franca e categrica-
mente sobre o voto de confianca ; e a cmara
pronunciou se realmente da maneira a mais ca-
Ihegorica, que confirmou, se mesmo que nao
excedeu, as esperaoges mais fearorsveis que ha-
viam concebido os amigos do ministerio.
Como se exprime o Jornal dos Debateso vo-
to da cmara oflo resolveu as oilRculdadcs mais
graves da situigo, aquellas cuja solugiose leve
im-
dizer que o facto stmplesmente da sceitago da ir buscar fra da Italia ; mas leve a grande van-
lagera de affaster urna erise ministerial, que tre-
ria o inconveniente de com-pliear os embaragos
da mesma siluagao ; assegurou a cotitiouagio do
ministerio, e deu-lhe a forga moral de que lem
elle necessidade para Consumar a sua missio dif-
' ficil e proseguir na solugao das complicages in-
mediagio francesa seria por effeilo a solugao
medais da questo.
A solugio. que a Franca teria a propor mullo
simples : establecer como regra geral e reciproca
as doatrinas hoje invocadas pela Inglaterra, mis-
sao eets de fcil execucio, porque assim satisfa-
ra Inglaterra obteodu dos Eslados-Unilos a res- lernas e externas.
tiiuigio das pessoas apresionadas, e satisfara Um- A coocordia que pareca offuscada entre as di-
fiera os Estados-Unidos decidalo a Inglaterra a 'versas opioies do partido moderado restabele-
abendonar tradiges que esses estados acabam de ceu-se afin.il. A leal e patritica sdhesao, que
empregar contra ella mesma. M. Rattazzi prestou com o seu voto poltica do
Apezar de ludo, se tem fallado em alguna pss- goveroo, (era por effeito derribar os ltimos obs-
nobreza, clero lutheriano, classe media, e caas-
pooezes, que se reonem de tres em tres annos, e
deliberara em assemblas distinclss segundo a
ordm assignada a cada estado especial. S raras
vezes em casos excepcionaes se renan os aus-
tro estados n'uma mesma sala de deliberacio.
Todos os projectos de lei elaborados e submet-
tidos pelo governo acceitagao da Dira disea-
tera-se separadamente em cada urna das cmaras
daquellas quslro ordeos.
Todos os chefes de familias cobres sio da di-
reito membros da Dieta ; o mesmo succede cosa
os graodes dignatarios da igreja protestante, e o
baixo clero convidado a eleger aeus represen-
tantes : semelhante faculdade fui tambem conce-
dida depois da coostituigio de 1815 classe sat-
dia, e sos camponezes.
Esta representado nacional legada a Suecia
pelas duas dyoastias precedentes, e de novo eri-
gida mediante algamas modittcages como lei
fundemenial no cumegodo reinado da Boroadotte
ba muilo que combatida palos litteraes, cajos
exfurgus se leem aniquilado de encontr i obsli-
nagau osa duaa pnmeiras classes da D-eta, cosas
de seus privilegios e prerugaliva. Os Morrees
sueros conlaram puuco com a iniciativa de Car-
los XV, e acolheram com certa descootiaoca a
noticia de que o conde de Goer, ministro da jas-
tiga, esteva en.arregsdo de elaborar o projecto
de urna nova lei fundamental bsseada ees princi-
pios mais liberaos : essa desconfianga porm de-
aappareceu dando lugar a mullas eperangs guan-
do souberam que o mioislro lioha iuo a Upeal
consulter sobre o seu projecto so celebre prufes-
sor C'lsoo, cujas opioies hberees e carcter in-
dependen te sio bastaoteaconhecidos na Suecia.
Os despachos de ConatasHioopla Iransanueaa
pessimas noticias. A depreciagio do papel ntoe-
da T3t augmentando : a libra turca sabio repenti-
namente a 225 piastrasmais do duplo do son
valor.
O pi e meis gneros alimenticios teem tripli-
cado de prego, e es reedites do thesouro dscres-
cem espantosamente. Na cidede a miseria ex-
trema. Fuad-Pach, esperado com impaciencia,
segundo dizem trata de contrahir um empreslimn
com a Inglaterra. Escolheu mal a ocessiao.
a. m.
laculos, que se oppunham sua aliianga com
Ricasoli, e combioagao que pareca mais con -
forme ao voto da maioria parlamentar. Por to-
dos estes ttulos o voto da camera em questo
esperar
sos dados pelo governo frencez junto aos gabine-
tes de S. Petersbargo, Vteona e Beritercora o Qm
de entenderem-se todos a respetto apa questes
suscitadas pelo conflicto englo-4mBhsjsi. N'um
coogresso dos mini>tros presidido panrmperador o resultado mais favoravel que se devia
tretou-se deludo oque lem reago cuaui esse im- da discussao por fim encerrada.
portante negocio, e principalmente dos meius de ltimamente se lera espalhado boelos de urna
se abrtrera cunfereacias a respeilo cora as poten- combioagao ministerial avista da qual Ricasoli o
cas europeas. Raiiazzi trabalheram de commum accordo ; e
A familia real da Inglaterra acaba de passsr por *sae* 0oato* tomaram maior consistencia com a
ume greode dr. A' 14 deste pelas 11 horas da emissao do ultimo dos duus de presidente da ca-
noite suecumoio o principe Alberto, esposo da ra- ma/B-
nha Victoria, urna eoermidade que ditera, ler oeguodo declerou M. Ricasoli as sesses da
sido urna febre gstrica. Haviam j alguos das Carnara Da eru encerradas emquanlo nio fo-
que elle se achava padeceodo do estomago, mes rem discutidos lodos os projectos de lei que de-
ningnerasuppozqueesse psdecimento tomasse lio ?e ser apresentados na mesma camera. A hy
graves proporgoes : foi smente as ultimas horas
que se manifestaran! syrapioraes assustadores. A
febre declarou-se cora lente inlenstdade, e causou
lio forte abilo na rija conetiluigao do principe,que
nada pdJe contra o mal a actencia dos priocipaes
mdicos chamados logo sua cabeceira.
Francisco Aloerlo Augusto Carlos Menoel, se-
gundo filho de Ernesto, duque de S'Xu-Cuborgo-
Gothe, nasceu a 26 de agosto de 1819. A sua edu-
cecao feta com todo o esmero, e logo cedo deixou
ver as melhores disposiges para as scieocias e
arles. Terminava os seus esludos de direito oa
umversidade de Bonn, quando seu pe o levou
Londres para assislir em 1838 curoacj da rai-
oha Victoria. As quslidedes pessoes, que o ador-
nevara O designaras) esculla da rai.ihe entre OS
pretendentes que aspiravam sua ruo. O rei
Leopoldo da Blgica, cujos conselhos tinha a rat-
ona em grande peso, favorecen alera disto lal pro-
jecto de uoiio, que foi abertamente annunciado
no conselh i privado hevido no castello de Bu-
cbingera a 28 te novembro de 1830.
O casamento tere lugar no anoo seguinte a 10
de fevereiro. Desle consorcio nasceram quatro
fihos e cinco Albas, tendo nascido a ultima em
1857. Por aquella occasio o principe Alberto re- enl R* ; mas e oceupagio fraoceze
cebeu os litulos de alteza real, feld-marechel, ""Pedido os ilelieoosde afTasiarem-se
polhese de urna dissolugio estsbeleclde com ludo
o denodo por um depuledo leslemunha bem cla-
ramente que a camera possue o seolimenio da
felse siluagao em que se acha collocada : e com
effeito oiu pode haver para ella mier-sse meis
reel do que a quesio romsoa reservado pelo seu
voto de cuofiauga e por sua a i ti tu le e da Prenga.
Do corno fixaoa para o mez de fevereiro futu-
ro a viagem de Viclor Emmanuel aples; o
rei, segundo duea, ser acompanhado por Gari-
baldi e Ratuzzi.
O Constitucional n'um dos seus artigos bem
nntevel analysuu o algarismo des despeas fetas
pela Frange de 1849 pera c cora a oceupagio de
Roma, que montaran! avista do calculo feto na-
quelle jornal ao formidavel total de 128 milhoes
de francos : porm nio se atreveu elle a deduzir
a moraltdade e ligio contidas na sua terrivel ad-
digao. A' seu vera Frange quiz defender o pa-
pa contra a revolugio, posto que seja geralmeole
sabido que eos soberanos compete o ealisfazer ou
conler os revolucionarios. Ainde assim cabe aqu
perguniar-se : se o remedio oio lem sido para o
papado peior do que o mal? O governo fraacez,
dizem os advogados.se fez o palladium do papado
niu tem
cada vez
pasta cnnselheiro privado, e meis ama dolagio de 30.000 mai do mesmo papado. Se querem buscar ge-
6: As dignidades que depois Ihe forera couf*ri- ronties para o soberano pontfice fra do poder
des sug'neoiuu ttulos Iliterarios que se adapte- [emporal, proouuciem-se ao menos sobre aquel-
. Foi eleito pre- que or'
singular pretengiolan-
ger-se a ftanga em guerra cuntra ume adiada
natural stneiiie para singar a injuria de outrem
e por um mcidenie isulado e sem precedentes
esquecer esse passsdo de Iotas sustentadas por
um principio commum sos Estados-Uuiios e a
ella mesma. Se a Inglaterra pode invocar a
honra do seu pavilhio ultrajado para desculpar
o mteresse poderoso que a impelle, a Franga
porem nio lem nem esse pretexto oem essa des-
culpa, e nio deve com as suas mos anniquilar
a nbra da Washington e de Lsffeyette.
O recoQhecimeaio anticipado dos Estados coa-
va m cora os seus gostos e esludos.
sideote da sociedade zoolgica, e a umversidade
de Cambridge Ihe euviou us diplomas de doulor
em direito, em leitres e philosopbia.
0 principe era muilo amigo das bellas-artes, e
deseohava muito bem. Cumo protector das le-
tras e scieocias era muilo mais popular do que
como homem poltico. As tendencias que ainda
Ihe restavam de principe elloraao dea pequeas
cortes germnicas menifestevsm-se naa regies
goveroamenlaes por sus m vontede ludo
aquillo que poderla tornar mais intima a aluenga
anglo francesa especialmente depois de 1848 se
o ple bem considerar como pouco favoravel ao
governo frencez. Nao obstante, apenas souberam
de sua morte o imperador Napoleao e a trapera-
triz, expediram immediatemeole para Winisor
um despecho telegraphico, manifestando ambos
raioha a parle que tomaram na sua dr, e logo
apsenviaram duas cartas aulograpbas sua raa-
raageslade briteonica. O imperador alm disto
deitou lulo antes mesmo de Ihe ser a noticia
traosmellida ollicielmeuie.
Os joroaes ingleses consegreram por muitos
dias as suas columoas ao defuoto principe : cen-
tre outras cousas lembraram que a elle ae devia
a mcioiiva de grande expostgio de Londres, e to-
das as raedidaa coocernentes asarles e industria
da Graa-Brelenhs.
Urna nova complicagao poderia ajuntar-se
mullas oulras queso aguara na Inglaterra. Dizem
que lord Palmerston se acha bastante enfermo
ponto de oio Ihe ser poseivel coul.nuer no go-
verno. O oobre visconde, segundo alllrmem.es-
teve quasi suecumbir na semana passada de
um ataque de gola. Os mdicos prescreveram-
Ihe o rrpouso, e elle nio teve oulro remedio se-
nio sujeitar-ae.
A calorosa discussao havida na cmara dos de-
putados de Turio sobre a administrado das pro-
vincias napolitanas concluio-ae com pueris alter-
cages e tristes episodios.
Aquelles debales s serviram para moslrsr a
neceasidade que tem a Italia de sshir dea duvi-
des, eociededes e convulses provenientes do es-
lado provisorio em que1 se acha ; especialmente
que Ihe cumpre alguma cousa mais do que a
unidsde de aspiragese patriutismo.
A' 11 deste mez depois de ama ultima discus-
sao sobre slgumss ordens do dia mais ou meaos
fevoreveis a polines do governo, procedeu-se ao
eucerramento : o presdeme apreseniou urna or-
dem do dia aceita pelo ministerio, e concebida
nos seguiutes termos: A camera confirma o*
votos de 27 de margo que declsram Roma capi-
tal da Italia; confia que o governo se empenha-
r em completar o armamento naciooal, a orga-
osago do reino, e urna proteegio efilca* das
pessoas e propiedades: confia igualmente as
UTtHlUK.
am oll'ereci las pela Italia.
Como quer que seja, parece que se toca ao ter-
mo que os temperamentos da poltica imperial
assigoaram pera melhorameoto des idees, que
devera esclarecer a santa S e o governo italiaoo
na realisegio de urna transaegao ioevitavel. A
revolugauj declarada impacieoia-se por prose-
guir a sua marche, e se a Freiga quer proteger
a pessoa ssgrede do soberano poritice, e susteo-
tar a sua santa auloridade ne igreja cetholica, nao
o pode fazer a.m do possivel; pois que tambem
Ihe chegana a hura de dizer: non possumus.
O ministerio austriaco deu as diulculdades fi-
nenceiras urna solugao, que nio seria prudente
adiar.
Sabe-se que alm da Hungra oulras provincias
do imperio, tees cumo Veoeza, latra e C oacia,
nio tinham mandado re prese iples ao Reichs-
rath : e desta forma orgaoisauo era este conse-
Iho competente para votar um argameolo geral ?
A queslio era delicada : M. de! acbnerhog sol-
veu-e porm ne sessio de 17, declarando que
achava-se eulonsado pelo imperador para apre-
sentar o nrgamenlo. Meando o ministerio respoo-
aavel para com o prximo Rechsrath completo.
Entretanto o orgemento apreseotado na cmara
dos deputados deixa mais de um descontente.
Em S. Petersburgo trala-se da organlsegio de
um ministerio.
O Norte publicou a ordeoanga do Czar que or-
ganisa este conselho, e regule a ordem e marcha
dos negocios que serio de sua competencia.
Mi pojemos d'ahi coocluir o estebelecimenlo
prximo do s>jteme representslivo ; mss deve-
moa racoobecer que o Czar opedece a um verda-
deiro priocipio de lgica subs'iiiuindo ao irabalho
pessoal dos ministros o coucurso de am ministe-
rio, cujos membrus sio neeeesariameute solida-
rios, e serio respoosaveis e. vi doa fecios,
Cuntiouam na Polonia is medidas da rjgor
procuram por todos os modos atierra* aquello
povo animado do eentimento dos seus direitos e
de espirito indomavel da sua nacionalidade. O ad-
ministrador da dioceae aichipiscopal de Varsovia
foi coodemnado a dez aobua de exilio na Siberia.
Seie esludsutes juleus e oito christaos foram eo-
corporadus na qualidade de soldados raaos ao
corpo de Oreobourg nas'extremidadea do imperio
e confus da Asia ceutral. Esta tecuca governa-
meutal, cujo Mm eviiel* rouber ao paiz os
homeos mais enrgico-, e cidadioe mais dedica-
dos causa nacional, s faz augmentar o odio e
aotipathia, que profesaa a Polonia nao diremos
contra os Rusaos, mas cootra o Czariano. Sao
muilo vagas as esperajugas de coocilieco.
O rei da Suecia quer provocar malaocas nota-
vais no syslema da represeutagio nacional da-
quolle,4uiz. A Suecia ha ramios seclos que
repte nuda na Dista por astea quatro estados-
Rio DE .1A \KIRO,
SO de dezembro ele 1861.
A c Actualidades e os Poi tuguezei.
Comegemos este artigo pi.r prestar justos Issj-
vores impreosa diana opposiciumata. Ueacir-
cumstencia so tem ltimamente proJuzdo da
mexima grevijade : pr<-scin ges de justiga e de naciunalidade, podero ussa
opposigao desregrada querer aproveila-la para
complicar a segau goveroUva e talvez compro-
melter a ordem paSiea ; a saprense diaria oppo-
stciouisla o nao fez, e ate, ao que nos cuneta, le-
ve a energa de resistir a solu-iUces de amigos,
que neste seolido o queriam dirigir, e de oonga-
los a lomar por nico instrumento de s-us pia-
nos a Actualidade. Louvemo-la, pola, o com toda
a sinceridade.
Ninguem be que ignora que urna parle da po-
pulado porlugueza aqui residente msurgiu-so
Cootra o seu cousul, e cnegou a excessos depivra-
vets que podiem comprumetier a orden publica.
A opioiao nacional indigoava-se contra lees ex-
cessos, e invuceva a aegao enrgica da aulorida-
de que os cohnusse, e desee juizo a qua en Unto
mnstrava uio t-lo.
Entretanto os oossos agitadores, os poueos bel-
luciuedus que cuntra a paz e a irn {uilldsde do
presente se alentara cora a esperaoga de melhor
futuro, epplaudiam a easas criminosas manifesle-
gea, veudu o movimeoio de reaegio qve se ia
operando na opintio nocional, com o inieoio tal-
vez de eitriouir ao goveroo o que era acurogoalo
por elles, e a auloridade com a msior prudeucia
procurara evitar.
O governo, porm, logo que vio o deseovolvi-
mento que am leo lo esses deploraveis excessos,
esforgou-se, despertando sobre elies a atteogao
policial, por faze-los cesser ; um avis opporiu-
oissimo do Sr. mmistro da justiga apparecon es-
tampado oeste folhe, e foi recebiJo com spplau-
so, Com adhesio completa deludo quiis bra-
sileiro, do proprio commercio portugus, do lodo
quanto amigo da ordem. Depois deesa publica-
gao o que mais houve ? Igooraao lo, e niegeos
de nada mais sabe; mui prova vel mente nada a ais
houve.
A agiteco porlugueza nio sendo osis alimen-
tada cahira de ai mesma, e so anda oio liaba do
ludo cabido, porque em meio da bonesu o pa-
cifica pupulagiu portugueza nao f aliara alguna im-
prudentes, desses que nsda tem que perder, ou
oio cumprehendem todos os devores ele queai
habita um slo estraogeiro, embora trra de
amigos.
Has contra esses, para trazo-loa i ordem. pera
dar-lhes juizo, basta alguma actmdade, alguma
energa ua polica.
Esse resultado nao poda de certo agradar aee
que cousa muilo melhor esperavaas : poia assim
haviam de ver frustrados por uos simples aviso
do governo, por alguma vigilancia da polica,
plauus lio bem concebidos, esperanzas lao sBa-
gadas?
Nio, por certo ; a improoss, grande oppeeteio-
niela, e que lem nomes, posigao e ioteraasae que
compromelter, comprebeo leu que ote poda de-
sertar i causa oacional para promover talase dis-
turbios, ou presiir-se aos desab.fos do asallo-
gro. A Actualidade, porm nao quiz fezer com
ella cauaa commum.
Em ura primeiro artigo a taco u com a maia
iniqua ceosura o aviso du goveroo, procure* os-
curecer e diminuir de importancia os fecioe, pee
lodos sabidos, que o tiobam provocado ; fui leo
adente nease sentido que nio duvidou uUVudaro
sentimenlo meis intimo o mais poierusu dea
Breaileiros, o da naciooalidade, abracando e es-
Caucares a causa dos turbulentos eslraogeirae,
ammando-os, declarando justo e plausiva! que)
elles feziam.
Em artigos posteriores perecea ter cabido esa
si e proceder com mais arte ; os abusos eeplera-
ets de que j comeceva a natiuoelidaeo a moa
t:ar-se reseutida : tAcluaiidmd es recoobeata. O*
coodemne ; coodemna-oa, poras, nio ne* qaeee
preticeram, essas estavan no seo direiio. asee ne
auloridade que desle lugo olu ea bavia severa-
mente cohibido, e os deiira deeeovoiver-sa
aggravar-se ; e logo anegando a turbulencia, | "
ao aeu dispor a sus peona, esposa a sna cas
quereri no meio della reerutet soldado* para si,
preslar-se-ha por mera beoevoleacia, e a per
sympalhico impulso, s cuusiiluir-se presuase**
auxiliar dos seus planos?
Em amos os casos o silencio da isilsdsssa
impranaa opposiciooisia. a posigao qae ella aaaim
eesume. nos assegura qua ser frustrada a tactsca
meremeute individual do* que eecrsvam pera
essa fotha.
Eutietsnto 6 deploravel qae bsja sjaees ae es-
pita I do imperio, nos das que currase, toad* ae
deixe cegar pelos odios politcete, una illa dar
pelos calculo* do ruiro ambicie, qats ai
ver consiiluir-se acorocoador-meV d*
que lodos deploraos, qaa ledo* deeojea ver i
sar, que todos teas cerieaa *a qne Otee* o
rio ; deplorare!, emflm. fie baja qneea
*<*


DIABIO DE PEHNAMBUCO. SEGUNDA FURA 20 DE JANEIRO DE 1862.

especule, animando esses eslraogeiros para de-
pota armar-ae cuotra elles, ou para os ver vieti-
zuaa de sua cegueira, ae por desgrana obedeces-
aem a taes insinuarles.
Nao somos favoraveis nem contrarios ao Sr.
cnsul posluguez ; oas relaces ofUoiaes que cora
elle maniera as nossas autorida lea uto lem habi-
do, que silbamos, motivos de queixa ou dedes-
goslo ; isso nos basla : o niais compete ao seu
governu examinar e resolver. Aiada quando.
porm, outro bouvesse sido o proeeeimeotoi do
coosul cora as auiondaiea brasileiras, aloda
quaodo houvesse elle dado occtsiao a mullas
queixas, nao seria de certo loleravel que o gover-
oo deixasse impune o que ani ae lem querido fe
zer : como simples particular residente entre eos
teria elle direito a mais ampia protecco legal e
esta ser-lhe-bia dada : quaoto mais achando-ae
elle entre nos na qualidade de agente publico de
ura goverao aoiigo; quaoto maiscomportaodo-se
elle em suaa relaces com o goverao brasileiro
louvavel e discretamente!
O governu, pois, cumpre um dever de que nao
prescinde nem ple prescindir; a aotoridade est
vigilante, e nao consentir que progridam ou se
reproduzam os escndalos; cumpre que todos
disso se capscitem, e nao baja impru lentes, nem
Iludidos que aceitera contra si aa tristes conse-
quenciss de desregramenios lo injustos quo cri-
minosos.
Esperamos que os Portugaezes, essea estran-
geiros outr'ura lio prudentes, 18 o regpeitadores
da le e da or iem publica, empregaro sobre seus
patricios a influencia de que podem gozar para
leva-los a coujpr--hender a poaifu que Ibes com-
pele na Ierra huspilaleira que os acolbe ; espera-
mos nao ler mais de voli*r a esse assumpto.
[Jornal do Cummercio do Rio.)
desprezo de um acto de surnma importancia para
a causa industrial, que o mesmo quedizer para
a da (elicidade publica em geral.
Fui sob o deminio deases peasameotos, e em
nato deseas occurreocias, deases receios e pou-
cas esperanzas, que a commisso iadicou a V.
Kxc. para lugar da exposigo o aotao do palacio
do governo, digoando se V. Kxc. prestar para es-
ae fina nao aotao, oa aatrante, porfh as salaa
princlpaes do aietreo palacio, oMe com aReito
coes, (oram am numero pouco mais ou menos da)
730, ofTerectdos por 76 expositores. Os ubjectos,
qua foram relacionados, podem agrupar-se da
maneira seguate:
1.* Secco.
Productos da industria agrcola, e productos
naturaes.
Fariobas, differenles amostrasleos e gordu-
ras lenas liuUras reaiqae fibras eipds
Hutaspalhas railescascacorleas fructos
leve lugar eiusJcaa, hateado Y. Ixc. detigea- seaeaiesgreot mtdeirae, 189 qualidades
PARA'.
Relatorio dacommisso da exposicao
agrcola e i di! uslr-in I da provincia do
Gr-Par no auno de 1864.
IMoi. e Exm. Sr.A c -imuis.-ao, que, em exe-
cugao do ait. 7 das instruccoes de 8 de agosto
do crreme ann, V. Exc. nuuieou, para dirigir a
exposic.au agrcola, mandada fazer oeata provin-
cia por ord*-m do goveroo imperial, vem apresen-
lar a V. Exc. o reutorio, que Ine incumbe o 5 14
do art. 8 das citadas iastrurces.
Numeada a commisso por portara de 4 de ou-
tubro lindo, e ioslallada a 9 do mesmo mez, cui-
dou iinn.ediitameuie em lomar as providencias,
que lhe pertceram conducentes melhor execu-
gao das referidas instruccoes, e ao objecto e Om,
que tinham ella9 em vista ; Um e objVcto, que pela
sua importancia e resultados futuros para a pros-
peridade da provincia, impunham commfssao o
dever da maior solicilude. E solicita com eVito,
quaoto pode, buscou ser a commisso; mas sea-
do aquello trabalho o primeiro de semelhante na-
lureza, que se fazia na provincia, testa do qoal
tambera pela pnmeira vez ella sa via, vscillou
um pouco, embaraada pela inexperiencia, o que
forcoso cooteasar franca mente, nao s porque
assiro nada mais faz a commisso do que dar urna
prova da imperfeicio com que eternamente sao
comecadaa as cousas humauas, como porque ha
de servir de desculpa ao que ella recoobece ha-
ver de incompleto nos seus trabalhos.
As instruccoes impoura commisso a obriga-
$5 o de classilicar os ohjjclos, que livessem de ser
expostus, pela maneira uellas designada ; por is-
so, e lamben) porque pensa a commisso, que
urna eijosgo nao urna simples exhibicao de
obj-ctog mais ou menos nota veis, que sirva de
pasto curio*idade. e lisongeie a vaidade, mas
sira um livro escripio em caracteres, que repre-
senlem as cousas olis e agradareis de um paiz
por todos oslados, porque devem ser observadas,
e cujas paginas se desdobrem visiveis e palpaveis,
olfereceudu os elemeotoj, que de melhor se po-
dem achar para o estudo da estatislica dos pro-
ducios e da economij social, fui um dos seus pri-
meiros peasameotos disidir se em secces, des-
tinadas a compaginar, e coordenar esse livro to
Completa e convenientemente, quanto se ese
preciso facilidad da leitura e estudo, que nelle
era o povo convidado a occupar-se.,
Mas, digamo-lo, a commissodeatria desi e da
proviucia, uo porque descoshecesse a immensi-
dade re seus recursos, a riqueza de seu solo e a
abundancia, que pos tres reinos da nalureza lhe
deu o Creador, porm porque parecia-lhe, que o
pouco lempo, em que linba de colligir osobjec-
tos para a exposicao nem era suflkente para ca-
lar nos espiritas aquelle alvoroco, que custumam
prodmir na vida dos povos os tai tos notaveis,
quanto mais para conaeguir a remessa de lodosos
objerto", que representassem nao s os productos
da nalureza, como lambem os da arte, quer na
industria aurcula, quer na manufacturera.
Por outro lado (e o que aioda mais desanimava
a commisso) a industria da provincia esl por
ora na sua infancia, como a tolos o est duendo
a consciencia publica e individual ; e aendo da na-
lureza do hn.Tiem a vaidade, tmha a commisso
como ceno, por muito natural, que poacos seriara
os que quizessem romper com a raod-stia, para
trazerem exposicao os seus ainda imprtenos
productos.
E tanlo mais esle pensameoto acluava sobre a
commisso, quaoto sabia ella, que urna das pri
metras oacoes do mundo, aquella, cujos Albos
tem a vangloria de a chamaren) a Alhenas mo-
derna, porque como a amiga o centro da civi-
lisag.li>, em cuja vanguarda marcha, a Franca em
sua primeira expo>igao fela em 1798 s pode
apresentar poucos obimios offerecidus por 110 ex-
positores, pelos quaes se dislriDuiram anonas 23
premios. On, ae tal fui a primeira exposicao da
Franca, paiz velho e adiantado na carrelra da ci-
vilisaeo, cuja capital j naquelle tempo possuia
talvez um milhao de almas, e o reioo inleiro de
25 a 30 milhea, o que se nao deveria recejar de
igual tentativa nesla nossa provincia, paiz novo,
ainda nascenle, apenas envolvido as fach-s da
civihsaco, n com urna fraca populago de 300,000
habitantes ? I KazAo tmha de sobra a commisso
para se encher de temores.
Alem disso a memoria trazia commisso a re-
cordado do qjasi aada, que oas eiposic-s uni-
veraea de Londres e Taris, havidas em 1851 e
1855. toi exposto por parle do Brasil, a respeito
do qual ilguns estraogeiros emitliram o dt-sfavo-
ravel juizo, de que o imperio nada porassira di-
zer possuia ; entretanto que, paiz immenso, mag-
nifi'ameme dotado de todas as vantagens natu-
raes, dispoodo de urna explendida vegelacao, tal-
vez a mais rica do globo, contando em seu seio
innmeros animaes e minas de ouro, diamantes,
platina e ferro, do qual to abundante a pro-
vincia de Minas-erses, que um da poder?, e
por rouilissimos annos, delle prover o munJo in-
leiro, nao tira de ludo isto mais do que um pe-
queo partido 1 I E dizeofo isto do Brasil, vista
de sua lo mingoada quo pobre exposicao, ac-
crescentavam -er pas verdade, que o hornera
s rhega a produzlr quaodo forgaoo pelo con-
tacto oe urna nalureza poDre ou avara, que a o
outre furga de ser iucessauteraenie solicita la
pelo trabalho ; e ao Contrario quaodo se orna esta
com toda a sua belleza, e ofTerece abundancia e
vanelade, descangar elle nella os cuidados da
existencia, e cahir na inaego ? A historia do
genero humano teode a prova-lo.
A commisso pois tmha razo para descrer, e
aero reahaar a dmso de seus merobros no senti-
do que tioha em roeote para a clasaiflcago dos
proiurtus, que ella julgava a viriam em limlta-
dissimo numero, reservou esse acto a trabalho
para depois, se por veotura a concurrencia de ob-
jectos rduesse recoohei-er essa neceaaidade.
A descrenga da commisso poderia, verdade
ter influido para p-la nessa inaego. que a par-
lilh, dos que haoiiam solos ricos, e onde ex-
plendida a nalureza ; mas nao te deixaodo tomar
dessa fnqueze, ao contrario alimentada de um
lado pela esperaoga, e teodo por outro o receto de
que a decepgo, porque passssse a provincia, sa
tornara fatal aos luteresses futuros delta, se pe-
los seus tilhos fossem oceultos os seus Ihesouros
brutos, e mesmo os bem ou mal elaborados pro
ductoa, deque ella dispoem, asseotou por isao de
redobrar, e efectivamente redubrou de esorgos,
convidando a provincia toda a a sua irmaa do
Alto-Amazonas, a enviar exposigo objectos de
aua produego natural e ariislica. Eslea convites
a commisso os fez, j particularmente por in-
terino lio de seus membrus, que os dirigiram a
parentea, amigos a adherentea, j publicamente
por anouocioa repetidos nos jornaea da capital,
j finalmente por circulares ufficiaes dirigidas a
todas a cmaras municipaes, juw.es de direito e
municipaea, delegados e aubdelegaoos de polica
parochos, juitea da paz, erafim a todos oa ca.
dos de aUuraa qualificago por seus aaapregos,
saber, ou fortuna.
Desaes lodos, a quem a commisso ae dirigi,
bem poneos foram, ob que responderam ao ae*
appello, seguramente em irlude d eseasez e li-
miiagao do lempo, e cao poriadiffecentUmo, ou
do a abertura lia ara o da 3, a o seu encer-
ramento para 10 do torrala mes de ooveaxVo.
Noa avista, cartas e cireulireade convite, que
a commisso dirigi a tudoa quanlos quieasem
expr seus oejectos, prevanio, que os entiassem
ao presidente da mesma al ao da 31 de outu-
bro ; e esse da chegou e paasou, aam qua lives-
sem elles vindo em numero, que fizesse reconhe-
cer a oecessidade da divisao deservigo, que ti-
vera em vista a commisso ; porm no primeiro
dia de novembro, anle-veapera da abertura da
eiposigo. ou fosee porque os cidados aguardas-
sera a ultima hora, que preceda a abertura, ou
fusse porque no espirito publico se livesse ope-
rado alguma mudanga oo modo de pensar a res-
peito da exposigo, reagindo o seolimento patrio
talvez sobre o da lodifTerenca. o certo que prin-
cii'iaram enio a apparecer objectos de lodos os
lados, crescendo de ponto oo seguiote dis, es-
pera da abertura, eogroasadra aluda as remessas
por alguos objectos, aioda que poucos, enviados
das cidades de Obidus e Santarem, oo vapor da
linha do Amazonas, que tambera veio chegar a
esse tempo capital : de modo que vista oesse
movimeoto, operado to inesperadamente ulti-
ma hora, leve a commisso de reunirse pressa,
e divinir pelos seus membros o trabalho da clas-
silicago, que emfim oesse dis ella o fez, como
ple, arraojaodo os objeulos por secges tobas
bas^s das instrucgdes.
E assim oo seguiote dia 3 teve lugar a abertu-
ra s dez horas da maoha, digoando-se V. Exc.
snlemnisar essa inauguraco com um eloquenle
discurso anlogo importancia do acto.
A inaugurago esleve lo coucorrida de povo.
como era para desejar, nao lendo poupado a com-
misso cousa alguma, que julgou oeressario, para
abrilhantar a ceremonia, seodo por V. Exc. em
ludo ajudada activamente.
Com quanto estivesse por V. Exc. determinado
o eocerrameoto da exuosigo para o dia 10, che-
gaodo eolo oesse cmenos da corle o vapor Apa,
e devendo os producios escolhidos serem eovfa-
dos para a exposigo nacional por esse paquete,
visto como por qualquer outro, que depots viesse,
oo poderiam chegar i tempo de serem Delta ex-
postos, o encerrameoto aolicipou-se, e leve la-
gar no dia 7, para que pndesse ser curaprido,
como de fado o fui, o 9o do artigo 8 das ias-
trueges.
Assim a nossa primeira exposigo s durou 5
das, dous dias mais do que a primeira exposigo
da Frang, que s durou tres oo campo de Marte,
oode leve lugar I
Nesses cioco dias de duraco da exposigo as
salas de palacio estiveram abertas das 9 horas da
maoha s 3 da tarde, e das 6 s 10 da noile, ss-
sislindo diariamente ahi por parte da commisso
dous de seus membros, que ella revesadamente
escolhia, seodo visitada estimativamente por cio-
co mil pessoas, e mais concurrida de noile que de
dia. tanto por horneas como seuhoras, 03 quaes
todos expriman), ou ao menos deixavam notar
signaes de prazer e satisf >co. o que nao deixa de
ser animador; e porlaolo Uz cooceber esperangas
de que a experieocia nao ser ioutil e perdida,
antes ao contrario d'alguma vaolagem para o es-
pirito de progresso do paiz.
Sent a commisso profundamente, que as cir-
cumstaocias de tempo e lugar, e as oascidas dos
seus pensamientos e prevenges, lhe oo permit-
tissem coordenar os elemeotos do estudo dos pro-
ductos oduslriaes da provincia por modo, que
fleasse bem fcil aos visitantes esse mesmo es-
tudo
Sabia a commisso, que para se conhecer pelas
exposiges os recursos econmicos de um paiz, e
a riqueza de que dispe, e susceptivel e aioda
mais que para se operar uraa revolugo nos ni-
mos em sentido de fazer nsseer o desejo, o a re-
solugo de dobrar os passos pelos carainhos j
conhecidos da produego, ou abrir outros oovos,
nao basta exhibir confusamente a multido de
productos, de que elle dispe ; porm que pre-
ciso o coohecimeoto do lugar uode, e da pessoa
por quem sao produzidos ; o modo como, e o ios-
trumeoio com que ; o valor de troca ou o Que
costara ; o que pruduzem ; e sobre ludo isto urna
classirlcago rigorosa edelalhada.
A Franca, que, relativamente fallando, come-
gnu como nos lo molestamente em materia de
exposigo, hje que j subre tal objecto tem mais
de meio seclo de experiencias, sabe perfeita-
mente o que preciso para urna conveniente re-
presentago da odustna de um paiz; e por isso,
para que ua exuosigo universal, a que na Ingla-
terra se vai proceder em 1862, seja digna e van-
tajosaraenle representada a industria franceza,
nasinstruigoes, que para esse Um fez baixar, exi-
gi para a agricultura, por exemplo, que debaixo
do nome de cada productor, e herdade ou domi-
nio, que cada ciJado colliva, se aprsente pri-
meiro os productos brutos do slo, e depois as
preparages diversas, que delles seextrahem ; e
que a isso se aooexe, quaoto fr possivel, as amos-
tras, que sirvam para caraciensar a lavoura lo-
cal ; e que por meio de cartas, plantas, desenhos,
taboas, photographias etc., se representera as ha-
bitages, as herdades, as ierras das proprtelades,
os instrumentos das culturas especiaes, as me-
Ihores ragas de aoimaes e outros productos, que
nao poderiam aer expostos em original; e para
que cada regio comparega com a physiooomia,
que lhe propria, acooselha aos expositores, que
representem pela forma, que melhor se adaptir
s conveniencias d'uma exposigo, o peixe e a ca-
ga, ordinarias do lugar, os fructos silvestres, as
ruchas, que fazem a base do slo, e a ierra vege-
tal, etc.
Isto traz em resenha a commisso, para de-
monstrar quanto era preciso, que fosse feito por
sua parte, e por parte dos cidados, para se com-
pletar vantajosamente o quadro da aua exposi-
go ; e portante, para fazer sentir os claros e as
lacunas daa paginas do livro, que se abiio em
olT-reoda ao estudo popular da industria da pro-
vincia.
As instruccoes supracitadas de 8 de agosto, que
baixaram regulando as exposiges proviociaes,
sem exigirem tanto como asfraocezas, queriam
coroludo nos 3o e 4o do art. 8o, que a commia-
so collocasse nos objectos admitlidoa rtulos in-
dicadores dos nomes dos expositores e dos objec-
tos, geoero, especie, uso, applicago e proceden-
cia delles, assim como a coofecgo d'um cala-
logo com as declaracoes e especidcagoes necessa-
rias, para se fazer uraa idea exacta de cada ob-
jecto, bem como indicages do prego dosarligos
expostos. Este catalogo de'ia ser distribuido pe-
los visitantes oo decurso da exposigo, para que
podesaera por elle ajuizar dos objectos expostos,
sua utilidade e importancia.
Era inteogo da commisso nao s dar com-
prmanlo ao que assim exigiam estas instrucgdes,
porm mesmo ir adiaote, e orgaoisar o seu tra-
balho de classiflcago por mais detalhadot mode-
los, o que oolmplicava cootradigo, oem repug-
oava com as suas disposigoes ; porem, nem s
oo pou lo ir a commisso alera, mas at licoo
aquem das referidas iostrueges, porquanio as
occurreocias j ditas apeoas lhe parmiitirarn or-
ganisar de momento os objectos oas quatro sec-
ges reglamentares ou instruccionaes, sem lhe
tlcar tempo, nem mesmo havia sufficiente espago,
para distinguir em cada grupo o geoero das espe-
cies, e estas dos individuos.
Para mais, pondo o rotulo nos objectos, em al-
guna delles achou-se impussibililada a commis-
so para dizer o'oode, e de quem vioham, o ge-
oero, e especie, a que perteociam, qual o uso,
applicago e procedeocia, e quaoto produziam oo
mercado ; o9o foram porm felizmente muilos
os que acnou tiestas circumataocias.
O catalogo, qne devia ser o guia, ou por assim
dizer o ciceroni, dos visitantes, oa apreciago doa
objectos expostos, pelas mesmas razes j ditas,
s poude ser feito no correr da exposigo ; e por-'
tanto nao leve de ter distribuido por elles, pro-
porgo que coocorressem, e nem mesmo se lhe
pou le dar em toda a sua exteoso o deseovolvi-
meolo que exigiam as iostrueges.
A nossa primeira exposigo pois reseolio-sa
das imperfeiges, e dos defeitos que rodeiam e
cercam o comego de todos os actos e trabalhos
dos horneo; mas reconheceodo a comiaso isto,
oo podadeixar de manifestar ao mesmo tempo,
que a primeira exposicao da provincia exceden
em muito a tua prevhao, e a expectagio de lo-
dos, como V. Exc. foi testemunha.
Acompaoha esle relatorio o catalogo dos pro-
ductos expostos,os quaes, eom exeepgo feita de
alguna pequeos objeclot, que alo podarlo tar
reUciooadoi peil ausencia compUta de inormi-
t Todos estes cssos se tem dado fora da povoa- ornar algumas ligeiras inusoea de chl da I odia, Dr laria da ,!,;. r.,, dDtar
gao, tJde tem-se manifestado apena alguos ca- ou de pl.otas ligeiramaote aromticas ( salva J" L0 10Pn?,nro.asa cMeluaent
1 matella, herva-cidreir, era-terrealre.
Noa casos em que a iodisposigo nao cedesse
productos aotmaea diversos producios vaso
taes.
2.a Sicfo.
Productos mineraet.
Diversas argilas e mais objectos.
3.a Secco.
Artigo* uauuaoiurados.
Doceslicoresviuhosagurdenlesgazoge-
neovinagrestumosabescalobjectos de
palha e lioobjectos de barro de varias formas
couros corlidosdifferenles objectos.
4.* Secco.
Bellas-artes.
Diversos objectos de pintura, dezeoho e bor-
dados, ele.
De'ia a comisso concluir aqui este seu traba-
lho, mas incoen Diodo lhe as iostrueges no 10
do j citado art. propor todaa aa medidas que
julgar convenientes, para o deseovolvimeolo fu-
turo dos diversos ramos da iodustria da provin-
cia, oo pode ella furtar-se por isso a agresceo-
tar ainda duas palavras com as quaes o coo-
cluir.
Sao variados os productos da provincia, como
4 aabido, e consta do catalogo que a commisso
apreseota, os quaea felizmente na quati tolalida-
de tiveram represeotago na exposigo.
Se a commisso livesse de apreseolar os obs-
tculos, seuao de todaa as produegoes em geral,
ao menos das da Industria agrcola, que a fu me
principal dos recursos da provincia, ou teria de
ser exlenslssima na deduego de ludo quanto sol
fre, e de tudo quaoto carece, para ae tornar cada
vez mais til mesma provincia, ou eoto pode-
ria em duas palavras dizer simplesraeote que a
sua industria agrcola, assim como a fabril, est
ainda oa infancia, e que por tanto carece de lado
quanto oeceasrio para a sua creagao, e des-
eBvolvtmeoto : mas a commiaso acredita que o
remedio coolra este estado iofiotil ha de vir pen-
sadamente com o correr dos lempos, e da ci'ili-
aago, cumpriDdo someole que as gerages pr-
senles se oo deixem tomar de desanimo, oem
cahir em ioaego. Na exposigo porem tres ob-
jectos oovos, appareceram, cujas produegoes ani-
madas podem augmentar o numero dos recursos
da provincia, e formar oovos ramos de exportago
e sao elles a urzella, o leite de magaranduba con-
creto, ou guita percha, gettaoia, nu Iodia-rub-
ber, e a potassa extrahida das aoiogas.
A commisso julga dever chamar sobre esses
productos a attengo de V. Exea., afim de serem
mais bem esludados, e aquilatados quanto ao
seu presllmo, imporlaocis, o valor utilitario e
real.
Tem desta forma a commisso relatado o que
occorreu oa exposigo que dirigi : e oo s uso
fez, porem mesmo fot mais looge, pondo pate-
les V. Exc. tanto as fallas, que nao poude evi-
tar, seuao tambera as suas previses, receios e
descreogas e at os seus iotimos pensameotos
sobre o objecto ; e assim tem procedido a com-
misso, porque suppe, que quendo o Brasil lier
aliiogidn o deseovolvimeolo, a que pela sua na-
lureza e imporlaocia parece destinado, quaodo
eoto as suas exposiges forera o que ellas sao
hoje oas grandes uacns, as gerages futuras
muito ioleressaro saber como se passaram as
priraeiras que o paiz fez, e mesmo que idea lazio
dellas os homeos, e como aellas se houveram em
pensamento e aeco.
E' quanto a commissSo tem a honra de levar ao
alto conhecimeoto oe V. Exc.
Deus guarde a V. Exc.Para 15 de novembro
de 1861.Illm. e Exm. Sr. Dr. Fancisco Carlos
de Araujo iiiusque, digoissimo presidente da
provincia.
Baro de Jaraguary, presidente.
Antonio Gongales Nunes.
Dtuoo Cabrai de Gouveia.
Francisco Gaudencio da Costa.
Dr. Francisco da Silva Castro.
Joo Mara de Muraos.
Jos Cuelho da Giras e Abreu.
Dr. Jos Ferreira C*ni3o.
Dr. Jos da Gama Malcher.
Libanio Pedro doa Santos.
PfcHH*MBUCU.
REVISTA DIARIA.
Na estrada dos Remedios, junto poote do
Queiroz, faz-se presentemente urna obra que ab-
aorve em si urna parte da muralha da referida
poote, encurtando assim a largura da estrada,
quaodo sabido que a cmara maodou varios
proprietarios recuar a frente de seus sitios para
ser esla conservada devidameotn ampia.
Ignoramos si para isto precedeu alguma liceo-
ga ; si foi verificado, no caso d'esta, o requerido
de combinagocom o que ha disposto na legisla-
cao municipal ; mas, sem embargo, a cmara
municipal que tome coohecimeolo desta obra, e
ver afinal si foram observadas ou alias posterga-
das as auas posturas.
Chamamos a atteogo do Sr. fiscal da Boa-
visla para essa camboa, que ha no largo do Hos
picio, onde entenderarn que deviara fazer um
ponto de despejo publico, com iocomraodo dos
moradores prximos, e ofecgo da cidade, mr-
mente de presente.
Si limpam-se as praias, nao muito que se
vede o fazer-se all despejos de immundicia com
detrimento da salubridade publica.
Da Gapunga queixam-se de varios indivi-
duos que, alta noile, com urna corneta, eoteo-
dem dever percorrer as margeos do Capibaribe,
iocommodando aos deraais com os soos descos -
passadosdo referido instrumento.
Apezar de ser a mostea um eotretenimeoto li-
cito, ao qual nada ha por certo oppor ; todava
nao se pode, e nem deve-se ainda comprebeoder
oease principio as gsiatadas de qualquer instru-
mento tangido ou toprado por qualquer apren-
diz ou folgazo, que ahi se improvise, e isso
deshoras, quaodo reina o silencio da noite, e o
reponso publico deve ser respetado.
Assim, importa que essea individuos se abste-
nliam de causar inco-i.modo ao publico, a quem
assim offendem, deixando ot seus passeios mu-
sicaes para horas meos mortas, e em que pos-
sam ser melhor apreciados.
tis o dcimo s-gundo e decimo-terceiro
c Bolelim officiat*.
c Dous officios foram dirigidos ao Exm. presi-
dente da provincia: um de Allianca, com data
de 14 do crrente, pelos Drs. Thomaz do Bomfim
Espiodola e Ermirio Cesar Couiinho, mdicos em
commisso, e um de Vomo Sen/tora da Lux, da-
lado de hontem, pelo Dr. Luciano Xavier de Mo-
raes Sarment, e julgamos conveniente que se-
jam publicados.
Nesla cidade e em suas immediagdes nio ha
raao algum de cholera-morbus. Contina a
dimha, e esta lavra por diversos engenhos pr-
ximos a esta capital, apresentando em alguos
doeotes symptomas qua podem faze-la confundir
com o cholera-morbus. Nao basla que cada um
se mua de medicamentos para combatero mal,
se esle deseovoler-se : muito preciso que todos
observem ai prescnpgoea hygienicas que correm
impressas, prestando particular attengo ali-
meolago.
a A's 6 horas da tarde de 18 de Janeiro de
< Dr. quino Fonceea.
< Illm. e Exm. Sr.Chegando a esta povoago
da Allianca fomot chamados no dia 13 as cioco
horas da larde para medicar urna mulher de um
lodividoo de oome Mucellioo Gome de Souza,
morador oo lugar deoomioado Cachoeira, me-
dos de um quarto de l#gua da povoago, a qual
mulher cahira doeote a rois noite do da M do
presente mez, eom vmitos e diarrha aquosa e
caimbras, e eocootramoa com todo o cortejo dos
symptomts do cholera-ajprbus no siu ultimo pe-
lm deste eso hontem derao-se dous fa-
taes uo eogenho Canoa' que dista desta povoa-
go nm quarto de legua, e ostro tambera Taial no
logar fletro, que dista urna legua da mesma po-
voago.
O numero dos affectadosdo meio da semana
prximamente finda l hoje, aegundo as infor-
msges docapello desta povotgo padre Cndi-
do Tavares Bezerra, e de diversas pessoas de cri-
terio, monta a 25. a maior parte dos quaes o mes-
mo eapellao tem por humaoidade ens'nado a ap-
plicago doa remedios de que podlaas dispor; ao
qoa m deve tam duvida a s*lnelo dans dotlas,
sos da cboieiioa, que lem cedido com mulla fa-
cilidad aoa meios empregados, a aomente um
caso ae tem nella manifestado depois de nossa
chegada. Todos os que tem suecumbido i epi-
demia, com exeepgo de um ou outro, lem sido
observados e cuofessados pelo meociooado ca-
stellao, e todo apreaentarara 0 cortejo dos symp-
tomas do cholera -morbo, o oenhum dalles apre-
aeoiuu febre em oenhum doa aaua periodos.
a No cemilerio desta povoaglo stpultaram-se
do melado da semana projuma finda al boje nove
cadveres de cholencos ; desle foram sepultados
no dia 12 do corrate raes seis, oo dia 13 um ;
aa capaila do eogenho Ctngau' no mesmo dia
12 um, e no ais 13 dous ; e no eogenho Paran
a tres qasFlee de legua desla povoago, tepulu-
ram-se oa semana prxima passada um, e no dia
12 doua.
a A' vista pois do que vimos de expor somos
de opioio que ioeootestavelmenle existe nesla
freguezia urna epidemia de cholera-morbus, que
ao teodo felizmente al aqu apreaenlado-se
com a exteoso e acceleridade da de 1856, toda-
va o numero dos morios em proporgo ao dos
atacados grande e revela palpavelmente a la
gravidade.
a Sendo pequea a ambulancia, que nos acom-
paoha, nesta dala requisitaraos ao Dr. juiz de di-
reito desta comarca urna oulra para esta povoa-
go; e deixamos eocarregadot de administrar os
soccorros mdicos aos enfermos, que forem-se
apresentando, o referido eapellao e mais dous
individuos, que oos parecem mais iuielligentes e
dedicados desta localidade, e lhes deixamos as
iostrueges para esse lira oecessarias, partimos
para a povoago de S. Vicente, em cujos arra-
bal les, segundo noticias recentes, a epidemia
coolioa com muito maior exteoso do que nesla
povoago.
Deus guarde a V. ExcAlliaoga 14 de Ja-
neiro de 1862.IHm. e Exm. Sr. Dr Antonio
Marcellino Nunes Guogalves, M. D. presdeme da
provincia.Os mdicos em commisso, Dr. Tho-
maz do Bomfim Espiodola, Dr. Ermirio Cesar
Coulioho.
P. S.Nesta mesma data e momelo acaba-
mos de receber pariecipago exacta de que uraa
meoioa do eogenho Cangauzinbo, cahindo a meia
ooile com los symplomas do cholera, acaba de
suecumbir s oito horas do dia.
< Illm. e Exm. Sr. Em curaprioieoto s or-
dena de V. Exc, que me foram traosmiilidaa pe-
lo raajor delegado do termo da cidade de Goiao-
na, segu de Podras de Fugo, onde o cholera ti-
oha declioado, para a freguezia de N.Seohora da
Luz, oode cheguei hontem pela maoha. as co-
marcas de Goiaoua, Nazareth e Pao d'Alho, que
traositei, observei ionumeros casos de cholera-
morbus, e com urna ambulancia volante que me
acooipsnhou, prestei aos accommetdos que en-
coolrel os cuidados ao meu alcance. Nos lugares
em que o cholera ainda se nao lioba desenvolvi-
do, uolei os seus symptomas precursores, e creio
que a epidemia evadia-se com alguma veloci-
dade.
Felizmente aioda se nao deu am caso na fre-
guezia da Gloria e Pao d'Alho, donde segui em
companhia do reapectlvo delegado e do alteres
commaudanta do destacamento para N. Seohora
da Luz. Percorremos grande parle desla fregue-
zia, e demoramo-oos oa povoago, onde j falle-
ceu um cholenco. No eogenho Pogo,j duas
pessoas foram victimas da epidemia, e hontem
visiiei um muribundo urna legua do mesmo en-
genho. O proprielario deste engenho, o Sr. Diogo
Soares de Albuquerque poz minha disposico
urna ambulancia, que elle offerece aos pobres
desta freguezia.
No eogenhoTabocasj oito pessoas falle-
cern) depois da apparigo do cholera, e hontem
aloeceram duas. A epidemia nesta freguezia, co-
mo em Cruangy e suas immedisges, tem-se
desenvolvido com mais ioteosidade margem do
rio Tapacur, procurando a populago desiraina-
da, leudo percorrido grande parlo da freguezia,
procurei noite algum descango, dirigindo-mo
casa do subdelegado, onde me acho por ora,
lencionando dingir-me aos pootos em que mais
oecessaria lr minha presenga.
a Conforme s ordeos de V. Exc. distribu pe-
los lugares em que passei as instruccoes de que
dispuuha, e em Pedras de Fogo deixei urna am-
bulaacia, vinda da Parahiba, e que flcou em po-
der do respectivo subdelegado. Sinto oo ter aio-
da podido curaprir o que determina V. .Exc. em
seu offlcio de 8 do correte, j por causa do cho-
lera, que me rouba todo o tempo, e j por causa
da distancia que tenho percorrido.
< Posso, porm, assegurar V. Exc, que a
molestia reinante iocootestavelmeote o chole-
ra-morbus epidmico, que se mamfesta ora o
cortejo de todos os seus symptomas caractersti-
cos, e to couhecldos infelizmente ueste paiz de-
pois de sua apparigo era 1856.
a Alguos casos fulminantes, que tem appare-
cido, e a proporgo dos morios sobre os accom-
raettidos, faz-me crer que o cholera desta vez
mais intenso do que em 1856.se nao soubesse-
mos que estas epidemias sao sempre mais graves
em seu periodo de iovaso.
a E' facto ootavet a coincidencia da abertura
de urna sepultura ( de 1856 ) de cholerico em
Cruangy com a apparigo da epidemia oesta po-
voaco. Com mais vagar entrare! no deseovolvi-
meolo destas questes, e levarei ao conhecimeoto
de f. Exc. o resultado de minhas observages.
Freguezia de N. Senhora da Luz, 17 de Ja-
neiro de 1862.Dos guarde V. Exc Illm. e
Exm. Sr. Dr. Aotuoio Marcelino Nunes Googal-
ves^ digoissimo presidente da provincia. Dr.
Luciano Xavier de Moraes Sarment.
Hoje neohuma communiesgo houve do in-
terior.
< A's 6 horas da tarde de 19.
Dr. kquino Fonceea.o
O Sr. cirurgio Jos Francisco Pinto Gul-
mares, encarregado pela presidencia da provio-
cia do sexto districto medico da freguezia, pede-
nos a publicago das inairucgOes para o trata-
mento do cholera, abalxo transcriptas, que offe-
rece aos seus districtaoos, afim de que guiem-se
no comego do tratamento do referido mal:
x Conducta que te deve ter acerca dat pessoas
tupposlas atacadas do cholera.
O cholera nao molestia contagiosa ; nao se
transmute pelo contacto ; por coosequeocia p-
de-se, sem receio, dar s pessoas que se achara
atacadas do mal os cuidados que seu estado re-
clama.
Seria para desejar que esta opiniso que re-
sulta da experiencia adquirida durante a epide-
mia de 1832, e de todos os documentos colbidos
oaa diversas partes da Europa, visitadas pelo
cholera, fosse propagada em razo da seguranga
que d ans enfermos, de nao serem abandonados
influencia do medo de contagio, lo funesto,
quo pouco fundado.
c As autoridades devem, entretanto, estar pre-
venidas, que, se a experieocia tem exoberaote-
mente provado que o simples contacto ou mesmo
a frequeotago habitual dos cholencos oo ca-
paz oe._ com id unica r o cholera, todava de ob-
servado geral em materia de epidemias, que a
accumulago de enfermos em lugares estreilos.
hmidos, mal arejados, em urna palavra, em ms
coodicea hygienicas, pode favorecer muito a io-
lensidade da doenga e sua propagago oat loca-
lidades circum-vistuhaa.
Ascommisses sanitarias, os administradores
devero esforgar-se nao aomente no irteresse dos
enfermos, mas tamoem no da saude publica, de
que sao os guardas, de os fazer transportar das
babilages insalubres, as quaea fossem encon-
trados, para oa lugares bem dlspostot : os cuida-
dos que nelles receberem os enfermos serlo mais
efficazes, e dimioulr-se-ha o perigo de esten-
der-se a epidemia.
A experiencia prova que, durante as epide-
mias de cholera, v-se manifestar em muitas
pessoas desarranjot oas funcces digestivas; es-
tes desarraojos, ordinariamente pauageiros, nao
sao o cholera ; mas podem cooverter-se nelle,
quaodo sao esquecidos ; haver, pois, o maior
ioteresse em preveni-los, ou reprimi-los desle
que apparecem.
< Importa muito insistir oestes factoi, e s
commisses ou autoridades loetts nao temerem,
oas iostrueges que houverem de dar, de entrar
em todos os detalhes que reclamara as popula-
ges, em geral pouto esclarecidas a* cuidadosas
de sua saude.
Toda a pettoa atacada de dores de estoma-
go, de clicas, de diarrha, deveri, primeiro que
tudo, e ain ia mesmo que estes symptomai pare-
gara oo ter gravidade alguma, prestar maila at-
tengo sobre a nalureza de seus alimentos, res-
trogiodo muito a aua qualidade, ou mesmo abt-
teodo-se delles completamente, segundo a ur-
gencia ; dever evitar a fadiga, o fro, a hmida-
de, vestirse quenlemenle, cercar o veotre com
urna clota de Oaoella, afim de evitar, quaoto fr
<
promptameole, nao te deve hesitar em chamar o
medico.
< E' mui raro que ot metmoa ataquea do cho-
lera nao aejam aonuncitdot por alguos sympto-
mas precursores ; estes symptomas alo precisa-
mente da nalureza doa cima mencionados ; el-
les affectam sobre tuda e ao principio o appare-
lho digestivo, Uto o estomago e os intestinos :
lano mais fcil de eombater estes symptomas
e s molestia, quaoto os soccorros sao mais promp-
lamenie administrados.
Em geral, oeste primeira periodo, a molestia
oo resiste a cuidados bem entendidos; a prorap-
Hdo des soccorros aqui o primeiro elemeolo
de successos, e como estes soccorros podem ser
administrados por qualquer pessoa iotelligeote,
seria para desejar qua as commisses sanitarias
livessem sempre porta das prises, das salas de
asylo. das escolas, dos depsitos da meodicidade,
nos quarteires pobres e populotos, urna pettoa,
como um eofermeiro, ou metmo urna pettoa es-
tranha profitso, para o aervigo doa doeotes,
mas iotelligeote e munida de urna iosttucgo
ad hoc, que fizesse as primeiras applicages ames
de chegar o medico.
c Se aa prescnpgoas mais hygienicas, que,
medicas, cima Indicadas, nao batlam para sus-
pender os desarraojos observados, se a diarrha
persiste, se a dr augmenta, e sobretudo se a ella
ae junlam vmitos, calafrios, resfriameolo das
extremidades, ou se estet meemos symplomas se
declarara rpidamente sem algum signal precur-
sor, como se tem visto em algumas pessoas, o que
ha a fazer deilar o doeote em um lelio ou ca-
ma aquecila entre coberlores de la, applicar li-
jlos, garrafas com agua, ou saquinhos de areia
queote aos oes, guardanapos aquecidot tobre o
ventre, e fazer friegues nos membros com oseta
ensopada em algum excitante, como alcool,
agurdenle, oleo bu agurdenle camphorada, fa-
zer lomar de meia em meia hora beberagens
quemes, ligeirameote tnicas ou aromticas,
taes como infuso de cha da Iodia ou de chamo-
milla ; chamar o olor s extremidades por meio
de cataplasmas de aementes de lioho polvilhadas
om alguma farinha de mostarda, evitar todas ai
causas de resfriameolo, e dar-lhe clysteres com
agua de arroz, amido ou decocgo de aliha, aos
quaes se ajumar o cozimeoto de urna cabega de
papoula braoca : melhor seria se o doeote oo os
poder aguardar, dar se-lhe em duas ou tres ve-
zes, do que ums s vez em clysler ioteiro, que
sera difflcilmente supportado.
Quando aos symptomas precedentes se juo-
tarem dores de cabega, caimbras nos membros,
persistencia, ou invaso de fri sobra grande ex-
tenso do corpo, se a liogua tornarse fria, os
olhos encovados e rodeados; de um circulo lvi-
do, a pella azulada na face e oas raaos, esles in-
dicios de maior gravidade nal molestia nao devem
fazer desprezar o era prego dos meios j iodica-
dot; pelo contrario ao mais! uraa razo para se-
rem applicados com maior energia e perseve-
ranga, at que o medico tenha chegado.
As pessoas que do estes primeiros cuidados
io devem desaotmar-se, ainda mesmo que elles
melhora na posigo
meoioa
_ pal provasse coociudentemenle a
falsidade da allegago, aeado qua a menina
aloda lio tenra, que mais faz sobresahlr asaa
mesma faltldade|do phantastado casamento, o Sr.
Dr. juiz de orphos.com toda a jusliga delermiaou,
depois de mandar ouvir eaaa seohora, que aada
coniestou, que fosse inmediatamente ella resti-
tuida a seu pal, para o que mandn passar man-
dado de levaotamento de deposito.
Entretanto a menina com a mais scnsivel par-
da da suaa ligea de piano e francez, continua a
estir privada da companhia de aeu pai, cujoaw-
der patrio, aagrado como 6, deve ter sempre
retpailado com ama especie de sacerdocio ; con-
tinua a eatar privada de teu pai, como oiremos,
porque esta senhora preveodo a dtciso do jui-
zo dt orphos, antecipou-se reqoerendo do mas-
illo modo, esob os meamos fundamentos aa Sr.
Or. juiz municipal da primeira vara, pedia a ra-
itficsgo daquelle deposito, o qaa p le adatar.
sem duvida, por nao ter tido ainda o Dr. jais
muoicipal sciencia da decuso uada pelo juizo
de orphos, que considerando as anesmat cau-
sas allegadas de novo, julgou improcedente casa
medida violenta.
Estamos bem cerlos, de que o juizo munici-
pal da primeira vara dirigido como o rsti sendo
pelo Dr. Hermogenes, pondo com sargia para-
deiro a chicaoas, far a devida juatica a quem
de direito tiver.
jawaaw
parecam nao trazer grande
dos doentet.
a O lim a que se devem propor aquecer o
doeote, restabelecer a circulsgo, e os movimeo-
los do corago ; e ordioarijiraente s depois de
muito lempo podem coosegliir este resollado.
E', pois, ioevitavel peraevorar sem ioterrup-
go oo emprego doa meios /indicados, al que se
tenha chegado a produzir a volta do calor natu-
ral, que o indicio de urna reaego em geral
favoravel.
E' nesle novo periodo! tobre tudo, que in
dispaosavel confiar o ddenle aos cuidados de
um medico : desde eoto Jaa iodicagoea a preeo-
cher, s podeodo ser apreciadas por um hornera
d'arte, toroar-se-hia intil e mesmo perigoso en-
tregar nesta poca da molestia iostrueges que
nao seriara cumpridat, ou que poderiam ser mal
applicadas. (Tradieu, Dtccionaire d'Hygiene Pu-
bliqut el Salubrit. Parts 1834.)
Quando ha receiol de sermos visitados por
etse mal que tem effectado diversas localidades
do nosso interior, oo seria mo se mandasse
fizar urna visita sanitaria em os quintaes dos di-
versos bairrns que compem a nossa cidade, afim
de se extinguirn) os los de immuodicia que em
alguos existe, com grave prejuizo da salubiidade
publica.
Repartico da polica.[Extracto da parte do
dia 17):
Foram recolhidos casa de delengo no dia
16 : orJem do Sr. Dr. chefo de polica Jacio-
tho Firraiao de Lima, pardo, solteiro, de 25 an-
uos, natural do Curato do Bom Jardira, agricul-
tor e Flix Antonio de Olivara, pardo, solteiro,
de 20 annos, natural do Porto de Galliohas, agri-
cultor, ambos para recruta, Jos Maooel da Sil
veira, braoco, solteiro, de 20 sooos, natural de
Paje, sapateiro, como enmiooso oo termo do
Brejo, Mauoel Floreotioo dos Santos, pardo, sol-
teiro, de 36 anuos, natural do Rio Formoso, agri-
cultor, e Victorino Gomea de Oliveira, braoco,
viuvo, de 36 anuos, natural de Grvala, agricul-
tor por crime de armas defezas; ordem do sub-
delegado de Santo Antonio Luiz Gonzaga da Cu-
nta, pardo, solteiro, de 2i annos, natural de Ma-
ra Farinha, ganhador por embriaguez e desur-
den!, e Patricio, preto, solteiro, de 14 annos, na-
tural do Recite, piotor, escravo de Filippe de tal,
por ser encontrado depois do toque de recolher.
0 chefe da 2a secgo, J. G. de Mesquita.
Da 18.Foram recolhidos casa de deleogo
no dia 17 : ordem do Sr. Dr. chefe de polica,
o preto Benedicto, escravo de Francisco Aceioli
de Gouveia, por ter chibateado a um guarda na-
cional ; ordem do subdelegado do Recife os
marujos inglezes Enders Simes ejoho Crasime,
por briga ; ordem do de Saoto Antonio o criou-
lo Luiz Francisco do Carino e Silva, tambem por
briga ; e ordem do dos Afogados, Jos Pedro
de Parias, por crime de furto.0 chefe da 2* sec-
go, J. G. de Mesquita.
Movimeoto da enfermara da casa de de-
lengo do dia 18 de Janeiro de 1862.
Tiveram baixa para a enfermara :
Jacintho Firmino de Lima, defluxo.
Paulo Jos de Sant'Aooa, broochite.
Germano (escravo seotenciado), febre.
BORTAMDADE DO DIA 18 DO CORRENTE:
Clara Flora Mavignier, Pernambuco, 22 aooos,
solleira, Saoto Antonio, tubrculos.
Bemvioda, Peroambuco, 4 annos, escrava, Boa-
Vista, intente.
Generosa, Pernambuco, 16 annos, solleira, escra-
va, Boa-Vista, peneumonia.
tiorrespotjcias.
Srs. redactores.Rogo Ibes que publiquem ao
seu Diario, o ufflcio, que hontem dirig ao Eiaa.
Sr. presidente da provincia, cuja copia Ibes re-
mello, participando lhe a minha felis estada
oesta prega.
Com essa publicago eu tenho em vistas duaa
cousas : a primeira dar corihecimenlo ao publico,
e a aquelles que nao possam ter logo a seu lado
um medico iotelligeote, de um systema de me-
dicago para o cholera morbus, cuja efQcacia
quiz a Divina Providencia que eu demonstraste
na mais afilictiva situaco, em que qualquer ae
pode lachar, systema que para miro tero tanto de
ratoavel, quanto te firma mais ou menos na
escola|dos Raspailislas; a segunda, dar um publi-
co testeniunh'j de meu reconhecimenlo para com
aquelles, que condoidos de minha tiiste torta
vieram, ou mandaram-me consolar no meu csle-
bre horto sanitario I
Sou, teobores redactores, teu tisignanle obri-
gadistirao.
Recibe, 18 de Janeiro de 1862.
Jos Bandeira de titilo.
Illm. e Exm. Sr.Depois de ter lutado nata
noute inteira com o cholera morbus, que como
V. Exe sabe, acommetteu aa minina duaa Olhts
tres irmas com vmitos e diarrha aa etirada da
Pasmado, entrei hornera oesta cidade pelas 9
horas da noute com toda a micha familia salva,
gragasl Divina Proideocia.
Era Gtranhuns, Exm. Sr., por occtsiao de igual
flagello, depoit de colligir algumas observages
cabeceira de muitus enfermos, tiva a audacia
de dizer em parte ofllcial ao gnverno,que o
cholera oo era nada, que se curtva ana $*l,
pimenla e limo ;e a Divina Providencia qaz,
que eu mesmo demonstrases agora com as pes-
soas que me sao mais caras, no meio de urna
populago aterrada, que me embargiva a entrada
para a villa de lguarass, oo maior abaodooo en
que nunca snppuz me achar em dias de minha
vida, sem casa, sem camas, sem recurso algum,
que o cholera se combata com sal; pois qae
foram o sal, a macella, e depois, quando o adque-
ri, purgante e sal de Glaober com assuear e li-
mo, os medicamentos de qne laocei mo, e que
mostraram toda a sua efcacia no tntervallo de
16 a 20 horas II
Ha' verdades de grande tlctoce em beneficio
da humaoidade, que te demonstrara a ae realisaro
lendo por bergo urna cousa celebre, por exemplo
umaestribaria;poisque foi em urna estribarla
toda cheia de buracos as portas e oo cbio, coaa
o aorne de ramo, onde recolhi a minha familia, e
onde dei lo brilhai..e acgo a esse iaimigo, que
a tantos aterra com o seu oome de cholera
mjorbus II
Se a Senhora da Ba-Vagem, padroeira de
Pasmado, permitiio que corao peregrinos cahis-
semos sou sua omnipotente prutreco, oso me
encorajou menos a protecgo de V. Exc, a quem
soube logo reccorrer para mim e minha desolada
familia ; e gragas ao consol que V. Exc. me
deu, e as medidas que lomou, e que serian bas-
tantes para salvar me, se tambem fosse eu o
accommettido, aqui me acho oesta praga coaa
saude, e prestes a seguir com toda a miaba fami-
lia ao lugar de meu destino, depois de ir aioda
agradecer pessoalmeote V. Exc. lauta bjodade
comigo dispeodida.
Devo tambera finezas s autoridades de Igoa-
rsss, e aos Srs. Dr. Silvoo, e Aluniz, que foram
me visitar, e offerecer os seus prestimos, cota
especialidade ao Sr. subdelegado Carvalbo Ra-
poso, que rae eoviou camas de veoto mioha
requisigflo, e me preslou gratuitamente de aua
dispensa alguos objectos para dieta de meus
doeutes.
Aprsenlo V. Exc os protestos de minha
subida eslima e recnnhecimento.
Deus guarde V. Exc. felizmente. Cidade do
Recife, 17 de Janeiro de 1862.Illm. e Exm. Sr.
presdeme da provincia. Jos Baodeira de
Mello, juiz de direito do Caoo.
contifcw<:mO~
Praca do ttecife 18 de
Janeiro de 1862.
\s itualro \ioras da tarde.
Colaces da junta de correttres.
Descont :
li OiOao anno.
J. da Cruz Macedopresidente.
John Gatissecretario.
Gommunicados.
poMivel, o reifiamflato deiti parle do corpo, o
E' para lamentar as desavengas eolre os ca-
sados, que separados um do outro, fazem susci-
tar quettea judiciaea eolre ti, muitas vezet des
arrazoaveissenodesairotaa,e tornete por ven-
dita.
Cansla-nos que urna seohora, alit perleoceo-
te a urna familia respeitavel e distiocta, lendo
aps de dez annot cedido t tedueget de sua
familia para separarte e divorciar-te de seu
marido, fora efectivamente divorciada pelos inau-
ditos esforgos delta ; mas, oo podeodo reler em
si os filhos, cujo poder patrio nicamente per-
teoce ao pai, e nao querendo mais se oppor a
entrega delles, os restituio a ten marido, ticondo
cora urna filha por concern ment de seu pai;
o qual por motivos que dizem imperiosos, um
anuo depois, fe-la retirar da companhia e poder
da mi; isto j ha mais de 10 mezes, perinitlo-
docom ludo que essa seohora coatiouassea ver
sua filha, como antes via e passsva dias com
seua filhos em casa de sua togra, de quem se
confessava muito amiga e reconhecida.
ltimamente, porm, o marido ae julgaodo tal-
vez tem razo altameule offeodido por aua mu-
lher, a fez sentir que nio privando ver teua fi-
lhos, como elle mesmo desejava, nao quera com
tudo que ella te encootrttte mais com elle, de-
vendo, nette caso prevenir de sua visita em casa
de aua mi, para elle ahi seoo achar.
Houve entre elles urna pequea alterago.
Das depois essa seohora, aioda mal acooselha-
da, requeren ao juizo de orphos para tirar sua
filha do poder de teu pai para ser depositada,como
urna medidt preventiva, visto como alem de estar
privada de todo o eosino, aeu pai quera ago-
ra a casar coolra a vontade de sua filha, com um
seu to irrao de aeu marido. Mas etsa teobort,
que attim requera, nao havia posto impedimen-
to algum pelo juizo eccletiattico, e oem te quer
tjuolq.ii documento que provtsae havar aeu ma
rido requerido a necestaria deapenaa ou de que
houvesse requerido a competente liceoca para
poder-se realittr o cattmeolo.
Nio obttaote, lats razes simpleimenle alle-
gadas, oro na requetimento, iudaiirim ao Sr.
Alfaii Rendlmento do da 1 a 17. 195:370*7til
dem do dia 18...... 24.919*980
20 3001699
Movlmenlo da alfandett'
Volamos entrados com fazendaa..
> a com gneros..
Volamos tbidos eom fazeodas..
c > eom gneros..
151
m
Descarragam hoje 20 de Janeiro.
Brigoe dioemarquezCirolioaplvora.
Barca francezaIia'dcarvo.
Brigue brasileiroOlindamercadoriat,
Brigue hespanholNovo Martincharque.
Brigue hespanholDous de Janeirodem.
Brigue ioglezNauleloscarvo.
Barca francezaColigoycemento.
Barca ioglezaIsabella Redelybacalhio.
Brigue brasileiroBeberibecharque.
Becebedoria de rendas Intei
geraes de Pernamboeo
Rendlmento do dia 1 a 17. 13:760*588
dem do dia 18...... 672*000
14 432|588
Consulado provincial.
Rendimento do da 1 a 17. 9:i75#032
dem do da 18......: 1.825*902
61:300*934
PRA^A DO RECIFE
18 DE JANEIBOMS 186*.
A'S 3 HORAS DA TAHDE.
Revista Semanal.
Cambios As ultimas tranaarc.&ea tobre
Inglaterra effectuaram-ae a 23
1/4 d. por IfOOO ra., sobre
Franca de 365 a 370 ra. per f..
aobre llamburgo a 670 ra. por
M. B., e aobre Lisboa de 105 a
108 por ceolo de premio.
Algodio----------O de Pernarabuco vendeu-ie a
109000 rt. por arroba, ao taa-
do havido vtoda do de Macei,
e Parahiba.
Assuear O braoco veodeu-tt de 2*800 a
3*600 ra.. o torneaos do 2*600
a 2*600 ra,. aaaeavade porga-
do de 2|000 a 2*300 rs., e bro-
to de ltfK 1*700 n. por ar-
roba,
I



DIARIO DE PERIUMBCO SKyUJJDA |IBA 20 DI JANEIRO DE 186.
A tfiarJanla
agniTOno
Coaros- -
Arroz- -
Azeite doce-
Bacalho- -
Batatas -
Carne secca-
Caf------------------
Chi.......
Chumbo---------
Carrao de padra-
Farinha de trigo
Louga-
Manleiga---------
Oleo de linhaca-
Passas-
Queijos------------
Touciuho--------
Vinagre ------------
Vinhos- -
Velas.....
Descont-----------
Fretes----------- -
Vendeu-se de SupuOO a 55)000
ra. a pipa.
Os seceos salgados tenderam-
se da 180 a 180 ti. a libra.
O da Indi veu.deu se de 2#500
99900 re por arrobe, eodu
Mawoho de 3#000 rs. a 3|300
reis.
O de Lisboa vendeu -se a 3JJ300
por galio, nao harendo renda
do do Eetreilo.
Em atacado vendeu-se de rs.
1205O8 a lMtfQO por arroba, e
a retalho de 3a000a14000 rs.,
ficaodo eo ser l.UOO barricas.
Venderm-ge de 1(000 a 18200
rs. por arroba.
A. do Rio Grande do Sol ven-
deu-ae de 4400 a 4800 ra. por
arroba, e a do Rio da Prela de
S9800 a 39200 ra, por arroba,
ficaodo em aer : 9.300 arrobas
da primeira, e 13,450 da se-
gunda.
Vendeu-se de 7*000 a 7600 rs,
pjr arroba.
Vendeu-se de 2J400 a 28500 rs.
got libra,
de muoigao vendeu-se a
23J por quintal.
Negociou-se a 450 toneladas
do de Izare, por 159000 rs. a
tonelada.
-A de Philadelphia vendeu-se
de 15) a 235 rs. a barrica, a de
New-York a 22 rs., a hespa-
nhola a 18 rs., a raoceza a
20 rs., e a de Trieste a 25 rs.,
fleando em ser: 14.600 barri-
cas da primeira, 1,800 da se-
gunda 2,400 da terceira,
3,700 da quarta, e 6,000 da
apiola.
A ingieza ordioaria vendeu-ae
com 300 por cento de premio
sobre a factura.
O mercado Oca suprido com
2,000 barris que hoje flearam
em ser, tendo-se vendido de
560 a 580 rs. rs. a libra da
franceza, e a 700 rs. a ingieza.
Ha falla.
Venderam-se a 8g rs a caixa
Os flamengos venderam-se a
280O rs.
O de Lisboa vendeu-se a 7
rs. por arroba.
Vendeu-se de 130 a 135000
rs. a pipa do de Portugal.
OdeL8boa venleu-sede 245
a 265 rs. a pipa, e de oulrus
paizes de 20 a 230 rs.
As de composicau venderam-se
de 680 a 700 rs. a libra.
O rebate de letras regulou de 12
a 18 por ceoto ao armo.
Para o Canal a 80. para Li-
verpool de 656 a 72-6, e do
algodo a 7|8 por libra.
ALFANDEGA DE PERAMBUCO.
Pauta dos pregos dos gneros sujeitos a direito
de exportagao Semana de 20 a 25 do mez de
Janeiro de 1862.
Mercadorias. unidades. Valores.
Abanos.....: cento ljOOO
Agurdenle de cana. caada J400
dem restilada ou do reino. ... j> gg$o
dem caxaca...... 530.0
dem genebra ...... > ^380
dem alcool ou espirito de
agurdente ..'.... 640
Algodo em caroco .... arroba 3J0O0
dem em rama ou em la. 10$500
Arroz com casca..... Ifiooo
dem descascado oa pilado. 3JU00
Assucar mascavado .... 18700
dem branco...... 3000
dem refinado...... 8 |
Azeite de amendoim ou moa-
dobim........ caada 2000
dem de coco...... 1280
dem de mamona..... > 320
Batatas alimenticias .... arroba 280
Bolacha ordioaria propria para
embarque. ...... > 4JJ00O
dem fina........ 8gO0o
Caf bom..... ; 8g0l
dem escolha ou restolho > 5;Uo
dem terrado...... libra 3(1 o
Caibros........ um 360
Cal.......... arroba 16q
dem branca...... 320
Carne secca charque. ... > SfSOti
Carvo vegetal...... jagoO
Cera de carnauba em bruto. libra 240
dem dem em velas. : 400
Charutos....... cento 2500
Cocos seceos....... 48000
Couros de boi salgados libra 180
dem seceos espichados. > 220
dem verdes...... 100
dem de cabra cortidos um 300
dem de onca...... > llgOOO
Doces seceos...... libra I5OOO
dem em geleia ou massa 500
dem em calda...... > 500
Espanadores grandes. um 4S0O0
dem pequeos..... > 2g000
Esteiraa para forro ou estiva de
navio......; cento 2000
Estoupa nacional .... arroba 18600
Farinha de mandioca. lqueire 2(500
dem de araruta..... arroba 48000
Feijo de qualquer qualidade. 28000
Frechaes........ um 5(100
Fumo em folha bom. ... 21(000
dem ordinario ou restolho. 7(500
dem em rolo bom .... 13(000
dem ordinaro restolho... > 5(000
Gomma........ arroba 20(I0
Ipecacuanha (raz) .... 25(000
Lenha em achas..... cento 2(000
Toros........ li000
Lenhas e esteios..... um 50(000
Mel ou melaco...... caada 200
Mao........ arroba. 800
Pao brasil ...... quintal 80O0
Pedra3 de amolar urna 800
dem de filtrar..... 4(000
dem rebolo...... 1(200
Piassava........ molhos 120
Ponas ou chifres de vaccas e
novilhos ,...... cento 3000
Pranches de amarello de
dous custados...... urna 16C00
dem louro....... 8(000
Sabo......... libra ICO
Salsa parrilha...... arroba 25(000
Sebo em rama...... 5(000
Sola ou vaqueta ..... urna 2(600
Taboas de amarello; duzias 90'KH)
dem diversas......- > 50000
Tapioca........ arroba 3*200
Travs......... urna 8000
nhas de boi...... cento (320
Vinagre....... caada 280
Alfandega de Pernambuco 11 de Janeiro de 1862.
MoTimeitoo porto
V co a. ao o. w 5" O Eorat.
e < s c s 01 Athmoiphera
V w OO ra a Direesdo. m a p 0 ce M P3
P3 aa . se 2 , Intensidad*. 0
a 2 2S 3 Farhinkeit. m m m 0 m 4 m 0 m > p: SI H
a en 8 3 "w lo & 1 | Ctntigrado. 2 c ? 0
4 "S* 9 O a 1 ffyromtro.

os S OD e 00 00 8 8 S fe "0 Francs. 2 a 0 3 i
Inglez.

A elle ter a, verti HE que acatmou ao ama-
nheesr.
OSCILAClO DA AR.
Preamar 7 h. 18' da manha, altara5,8p.
Baixs-mar as Ib. 30' da tard, aluri 1,4 p.
Observatorio do arsenal de marinba, 18 de Ja-
neiro de 1882.
ROMANO STBFPLI,
_____ ________ 1* .tenante._____
Navio entrado no dia 18.
Loisres41 (Has, brigue dieamarquet Caroli-
aaa de 155 tonelladas, capitio A. Von Appeo,
equioegem 9, carga plvora, fazendas e outros
gneros ; a Roihe Bidoulac.
Navios sahiios no memo dia.
Rio de JaneiroVapor americano Tereeira,
commaodaote Frederico Reimes.
GrenockPatsehoinglez Busy, capitso Henry
Walters, carga assncar.
S. MiguelBrigue escuna portuguez tClio, es-
pitad Domiogoa dos Saotoa, carga assucar.
Havre pelo CearBrigue frarjeez Palastro, ca-
pilo Corduam, carga varios gneros.

feca**.
O lllm. Sr. inspector da thesonrsra pro-
vincial manda fazer publico para coehecimeoto
'* "Qtdressados o art. 48 da lei provincial n.
510 de 18 de jucho do correte aooo.
Art. 48. E' permiltido pagar-se a meia siza
dos escravos comprados em qualquer tempo an-
terior a data da presente le independente de re-
validacao e multa, urna voz qoe os devedores
aetuaes desle imposto, o facaia dentro do exerci-
cio de 1861 a 1862, oa que nao o fizerem ficaro
sujeitos a revalidacao e multa em dobro. sendo
um terco para o denunciante. A thesouraria fa-
r anouociar por edital nos primeiros 10 dias de
cada mez a presente disposi;o.
E para constar se maodou afiliar o presente e
publicar pelo Diarto
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 8 dejulho de 1861.
O secretario,
A. F. da Assumpco.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo de resulucao da junta da
fazenda, manda fazer publico, que a arresoatsco
das obras do calcamento da ra do Imperador e
Campo das Princezas, e da coberta do edificio des-
tinado para o Gymnasio Provincial, ticoa trns-
enla para o da 23 do correte.
B para conatar se mandou afiliar 0 presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco. 9 de Janeiro de 1862.O secretario, A.
F. da AonuDCiaco.
Pela inspeceoda alfandega se faz publico, que
00 dia 20 do correte, depois do meiu dia, se bao
de arrematar em hasta publica porta da mes-
oa reparlicao, de conformidade com o disposto
no art. 302 do regulamento de 19 de setembro
de 1860, livre de direitos ao arrematante as
mercaderas: abaizo descriptas j annunciadas,
por edital de 30 aiaa datado de II de novembr
do anno prximo Ando, a saber:
Armazem n. 1.
Marca JBGA.1 csixa com 2 vldros
com ac de 2/8 de espessura, com
1334 polegadas (4) de superficie. Va-
lor ds pol. (4), 13 ris................ 14#742
dem IIM.2 canas com 2 pedras tu-
mulares [sendo urna quebrada). Valor
arbitrado de ambas 10.............. 1OSO00
Armazem o. 4.
Uarca letreiro.1 pote, alus boio de
barro com soda caustica, peso bruto
10 libras, tara 30 0/0, liquido 7 lib.
Valor da libra 300 rs.................. 2(100
Armazem n. 5.
Marca letreiro.1 embrulho com 1 co-
bertor de la pesando 13 libras, valor
da libra 781 rs........................ _j313
dem dem.1 dito com 10 pecas de ca-
dareo de seda, peso liquido 3 <8. Va-
lor da <3 166b6...................... 490993
dem dem.1 dito com 54 livros bro-
chados, pesando 40 l000, ;.......................... 40000
dem dem.1 dito com um cadernede
msica, pesando 1 <__*, valor 1000.'... 1*000
dem dem.1 cana com um retrato
com moldura dourada, valor arbitra-
do 5(000.............................. 5JQ00
Marca MDjC1 dita com 80 p nacional em mo estado, valor ar-
bitrado da Mirra letreiro.1 caixa com 42 livros
brochado, peso liquido 23 S, valor
da Sg ... ....................... 23000
dem dem.i ditas com 24 enfeiles de
flores de panno para cabeca, pesando
36 oocas, valorda onca 1(.......... 36000
dem idem.15 paras de msrrafas (ca-
bello humano) peso liqnido meia li-
bra valor da <8 25.................. 12500
dem idem.1 gamella de madeira pe-
saodo2(f), valor da (> 1200........ 240O
Marca AT.1 caixa com 66 grvalas de
seda simples, peso liquido 3 libras,
valor da <8 20J...................... 60#000
dem idem.1 celta com louca n. 3.
pesando liquido 10 <2, valor da S
,.200 rs.............................. 2(000
idemsoou o. 2 pesando 7 f 134 rs................................ 938
Marca letreiro. -1 caia rom 6 relogtos
de ouro, valor de 1 1003000.......... 600000
dem idem.1 sacco cum 2 obraa im-
pressas eacadernadas, pesando 3 li-
bras, valor da dem idem.Letras impressas pesando
2 valor da <8 3.................. 6(000
dem idem.Aovelopes, pesando 4
valer da 800rs...................... 33-200
Armazem o. 8.
Marca ASCunha.1 pacote, duas obras
impressas eucadrrnadas, pesando5 t
valor da <8 1500..................... 7(500
Marca B Iravesso 60 caoaslras com
albos, pesando 78 $, valor da (a) 1. 7800
Armazem n. 9.
Marca ARM.1 caixa com um sacco
com feijao, peso liquido 2 @, valor
da () 1....................^........
dem dem.1 porco de noies a grauel,
pesando 24 <, valor da (5) 3200... 2400
dem idem.1 lata com salpiies, valor
da 300 rs.......................... 95000
Marca l'b.1 caixa com 2 massos de
vellas de stearioas, pesando 1 e 1/2
valor da 600 rs.................../.
Sem marea.1 dita com 36 frascos de
monar.ia em po. peso bruto em fras-
cos 30 tara 20 por cento, liquido
24 valor da 66................
dem idem.1 dita enm pixe de alca-
trio, pesando 22 valor da (3) 2..
Marca letreiro.1 pacole com 12 limas
para ferreiro, pesando 23 valor da
libra 400 rs............................
Sem marca.2 pranches de pinho, va-
lor arbitrado de ambos 4............
Marca letreiro.2 atados 2 duzias de
pa com cabos, pesando 74 valor
da 200 rs...........................
dem idem.2 feixes de folhas de lou-
ro, pesando 80 valor da 400 rs.
Marca diamante.1 barril vazio. valor
1666..................................
Marea M,1 dito coa cerveja arruina-
da, valor do casco 1666 rs..........
Marca Bu.1 caixa caixa com obras
impressas brochadas, pesando 14
valor q1.......................;
dem idem.1 doiia do lapis pretos
para escrever, pessndo 2 oncas, valor
delibris............ .
dem dem.2 embrulhos de papel bol-
landa, pesando 3 libras, valor da
** :........
Marca H.l cana vazia, ^valor arbitra-
do 200 rs..........
Marca 8.-2 ditas com flor de macella,
pesando brulo 90 tara 10 0/0. li-
qutdo 81 ralor da 400 rs. .
Marca JSS2 calzas vazias, valor ar-
nitrado de ambas 320 rs. .
Marca OMJ.-40 barris com cimento pe-
sobrulo9e00,tar.l0 0/0, liquido
270 (|>, valor da a 500 rs.
MVn?d^ ^r8 calx" 'i". Va:
lor de todas 800 rs.
Armazem n. 10
Marca diamante GBP.1 caia com 4
liras de cassa estsmpada, de 34 a 36
polegadas, tras v (4), valor da vara
50 rs.....I.....
Marea FSS.1 dita Com 4 boroea com
tinta preta para eacrever, pesando 13
libras, vslor da 100 rs.....1J300
900
6384
1448
992OO
4000
14(800
32000
I0666
1(666
141000
521
900
200
32^400
320
135000
800
f500
Marca diamante MGHS.1 dita com
100 feixes para davinas, valor de 1
Marca FCBl'dlt com 12 machados!
peso liquido 42 vslor dr 300 rs.
Marca letreiro.1 dita com 12 livros
de msica encadernsdos, pesando 2
1/2 libraa, valor da 2|0O rs. .
Iddm dem.1 retrato de familia e um
2^ com eilanp. valor arbitrado
9000 ra..........
Marca VA4F.1 dita com 2 latas com
chocolate em po, pesando as mes-
mas 65 valor da 800 ra. .
,. ., Armeiem n. 11.
dem idem.=8 rodetes de ferro, ralor
arbitrado WfOOO. ......
36000
12(600
59000
89000
52000
169000
1:386825
Alfaodega de Pernambuco, 9 de Janeiro de
18*2.O iospeclor, Bento Jos Fernandes Barros.
Declftra-vOtft.
Por esta subdelegacia de novo te las publi-
co que se acba recolhido detenedo o preto Mar-
coliuo, que declarou estar fgido da caaa de seu
seuhor. de nomo Brito, do oogenho Checa de
Porco; assim como se acham depositados 4 caval-
los, 1 rugo pedrez, e outro csstaoho, tomados a
Antonio Jos do Carmo, conhecido por Antooino
do Barro, a quema voz publica o iadigita socio
ds companbia dos industriosos em furto de caval-
los. um outro mellado, lomado a Joo Evangelis-
ta de Mendonca por denuncia de ser furlado, um
outro ruco pequeo sujo.com diversas cruzes, to-
mado a oulro ioiividuo por furtado, e segundo
consta que o dooo mora nos Vermelhos, fregue-
sa de lpojuca : portento, qaem se julgar com
direilo a urna e outra cousa, comparece, qne pro-
vaodo. Ihe ser entregue. Subdelegacia da fre-
guezia dos Afogados Jl de Janeiro e 1862. O
subdelegado suppleote, Jos Buaroue Lisboa.
Santa casada misericordia do
/Recife.
A Illma. ijinta admioisiracao da santa casi de
misencord* do Recife, manda fazer publico que
no da 2743o correte, pelas 4 horas da tarde, na
aala de safas sesses, ir praga o foroecimento
de cama verde pasa os eslabeleetmeotos da cari-
dade oo/semestre de Janeiro a juobo do correte
anno. Os pretendentes dirijam suas propostas em
carta fechada, no dia, horas e lugar aprazados.
Secretarla da santa casa da misericordia do Re-
cife 17 de Janeiro de 1862.O escrivo,
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
Pela subdelegacia da freguezia do Santo Au-
to o Recife se faz publicu que contina a es-
pasitalo um cavallo rodado pedrez, magro,
1 Jho regular, com tres ferros, que fdra en-
conchado navegando pelas ras desta cidade na
noite de 19 de dezembro proiimo passado, tra-
?endo caogalha : quem ao mesmo se julgar com
direit. cumpareca nesta subdelegacia, que pro-
vandolbe ser eoiregue. Recife 17 de Janeiro de
18o2.O subdelegado supplente,
Manoel Antonio de Jess Jnior.
Compauhiade cavaiiaria.
Nao endo apparecido hoje licitantes ao forne-
cimento do rancho eforrageos, na forma dos an-
nunciqs publicados por este Diario nos dias 4 e
1 do correute, a eicepgo do Sr. Antonio Nor-
berto de Souza Lealdade, que offereceu o forue-
cimenio de ditas forragens por um preco mais
alto do que o marcado pela thesouraria de fazen-
da : de novo o capilo commandanie espaca
para o da 13 do correte a coocurrencia dos li-
citantes s 10 horas, na secretaria desta compa-
nhia. r
. ^Iel lo Campo das Princezas, 9 de Janeiro
de 1862.
M. Porfirio de Castro Aranjo, capilo comman-
danie.
Santa casa de misericor-
dia do Recife.
O lllm. Sr.tenente-eoronel Justino Pereira de
ranas, thesoureiro esmoler iolahno da santa ca-
sa de misericordia do Recife, manda fazer publi-
co que no dia 20 do correle, pelas 10 horas da
manha, faz pagameoto das respectivas mensa-
lidades vencidas at dezembro ultimo as amas
que comparecerem acompaobadas das crianzas.
Secretaria da santa casa de misericordia do
Recife, 9 do Janeiro de 1862
F. A. Cavalcanti Cousseiro,
Escrivo.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico que os 30 das uteis mercados para a co-
branca a bocea do cofre dos imposlos de 4 por
ceoto sobre os elabelecimelos de (ora da cida-
de. prensa de algodo. typographias, eocheiras,
cavallanes de aluguel, hoteis, bolequius, casas
de pasto e fabricas, de 8 por ceoto sobre os con-
sultorios mdicos cirurgicos, cartorios e escri-
torios, de 12 por ceeto sobre os estabelecimootes
de commercio em rosso e a relalho, armazens
de recolher, de deposito e trapiches, de 50 por
cento sobre casas de modas, de bilhar e lojas
que vendorem chapeos e roupa feita estraogei-
ra, de 1:000 sobre casas baocarias, commiaso
e privilegios, de500J sobre casas baocarias com
emissaoesemprivilegios.de 300 so're casas
baocarias sem emisso, companhias anonymas e
agencias, de 2C0sobra casas de cambio, de 500 rs
por lonellaua das alvareogas e canoas emprega-
das 00 trafico da carga e descarga, de 309 por
escravo empregado no aervico das mesmas alva-
renaas, de 100 sobre corretores commereiaes,
.le 50 sobre corretores de escravos, e finalmen-
te o imposto sobre carros de aluguel e particu-
lares de 2 e 4 rodas, carrocas. vehculos de con-
ducaoe.mnibus se principiara a contar do dia
16 de Janeiro crreme.
Mesa do coosotado provincial de Pernambuco
15 de Janeiro de 1862.
T M. P. Pereira da Silva.
Consellio de compras navaes.
Tendo-se de contratar, sub as condiedes do es-
tillo, o foroecimento dos objectos abaixo decla-
rados : convida o conaelho aos pretendentes a
apresentarem suas propostas em cartas fechadas
no dia 21 do correla mea al as 11 doras da ma-
nha, em quaisso ter lugar.
Para os navios.
200 navalhas de marinbeiro 60 macos de
obrea, 20 pegas de linha de barca, e 32 pecas de
merlim e linha alcalroada. *
Para os navios e arsenal.
30 hvros em branco pautados, de 50 folhas
100 enroques, 2,000 libras de Unta branca d S
co, e 20 arrobas de almagro.
Para o arsenal.
20 brazas de eaiar, 2o milheiros de pregos eai-
braes. 2 lencoes de ferro de Ii2 pollegada de
rosso. 4 ps e 8 pollegadas de largura, 4 arro-
bas de pregos fraocazes, sortidos, 20 arrobas de
$n\.\~n\l,A cosled. d 5 pollegadas e
3,C00 ps de pinho de riga. "
Secretaria do conselho de compras navaes em
Pernambuco 16 de Janeiro de 1862.-0 secretario
Alexaodre Rodrigues dos Aojos. '
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para, loroeeimento
do arsenal de guerra tem da comprar os oblectoa
segu toles: '
Para o 10# batalho de infamara de linfa.
3 calderas de ferro para 100 pracas.
4 colhere de faaro.
7 pechadas.
4 espumadeiras.
4 garios de ferro. .^
3 ps de ferro.
13 vasos de limpeza.
20 cordea para canudos de inferiores.
Para a-fortaleza de Itamarac.
1 mastro pare bandeira.
1 bandeira sjaftede de ileli.
3 ps de ferro.
1 remo de govarao para canoa.
,. P o hospital militar.
oO cobertores 00 mantas de rae.
24 casaissade meia.
Para provimento dos armazens do arsenal de
guerra.
20 reamas de papal almsco de primeira sotte.
20 ditaa de dito dito paulado de primeira sorla.
20 raaseoa da obreias.
12 grozas de peona da ac de boa qualidade
20 quinlaee d ferro ieglei em barra d 1 i[i bo-
20 ditos de dito dito quadrado de 5i8.
12 arrobasde arcos de ferro de 1 l|l polegadas.
Qluem Julzet vender taes uhjeclos aprsente as
suas propostss em carta fechada 01 seoielaria do
cooseiho a 1 hora, da machia do dia 22 lo
correle mez.
Sala das sesses do conselho sdmioistrattvo
para fomecimemo do arsenal de guerra, 15 de
Janeiro de 1862.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Alexandrt Augusto de Frias Villar,
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se declara
que 00 dia 2 de Janeiro correle se priocipiou a
contaros 30das uteis marcados para a cobraoca
a bocea do cofre do prlmeiro semestre do anno
flnancetro vigente de 1861 a 1862 do impoato de
20 por cento do consumo de agaardente das fre-
guezias desta cidade, Afugados, S. Lourengo,
Santo Amaro de Jaboatao, Varzea e Muribeca e
que Qcam comprehendidos na multa determina-
dao art. 50 da lei provincial n. 316, lodosos
coniribuintes que pagarem depois deflndos ditos
30 das.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco
15 de Janeiro de 1862.
T. M. F. Pereira da Silva.
Avisos martimos.
Leiloet.
Para Lisboa.
Pretende seguir com muita brevidade o velei-
ro patscho nacional z7e6eri6e, tem parle de seu
carregamenlo promplo parao resto que lhe fal-
ta trata-se com os seus consignatarios Antonio
Lutz de Ohveira Azevedo& C, no seu escripto-
riorua da Cruz o. i.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
p pires t um&.
O vapor Oyapock, comuiandante o capitao
de mar e guerra Gervazio Mancebo, esperado
dos portos do sul at o dia 30 do correte, o qual
depois da demora do cosime seguir para os
portos do norte.
Desde j recebem-se psssageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada, encom-
mendase diuheiroa frete al o dia da sabida s
3 horas ds larde: agencia ra da Cruz n. 1, es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azeredo
dr. C.
COMPANHA BRASILEIRA
DE
MliPTrSS l TJUNHL
Al odia 3 de fevereiro esperado dos portos
do norte o vapor nacional Paran, commandan-
ie o primeiro-tenenie Joaquim de Paula Guedes
Alcanforado, o qual depois da demora do costu-
me seguir para os portos do sul.
Desde l recebem-se passageiros, e engaja-se
a cargs que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver se embarcar no dia de sua chegada, dinhei-
ro a frete e encommendas at o dia da sahida t
3 horas ds tsrde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
criptorio de Antonio Luiz de OUveira Azevedo
i C.
Para a Baha segu o palhaOote SmiIo Amaro,
para alguma pouca carga que lhe falla trata se
com seu consigoatsrio Francisco L. O. Azevedo
na roa da Madre de Deus n. 12.
COMPANHIA PEMAMBUGAIU
DE
Navegado cosleira a vapoi
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cau do Assu', Aracaty, Ceara',
Acaracu' e Granja.
O vapor Iguarasi. com mandante Van na,
sahir para os portos do norte de sua escala at
a Granja no dia 20 do correute mez s 5 horas
da larde.
Recebe carga al o da 18 ao meio dia. Eo-
commendas, passageiros e dinheiro s frete at o
diada sahida s 2 horas: escrintorio ao Forte
do Mallos n. 1.
Rio de Janeiro
Preteode seguir com muita brevidade o pataeho
nacional Capuan, tem parle de seu carrega-
menlo promptu : para o resto qua lhe falta, tra-
ta-se com os seus consigna tari js Azevedo r$ Men-
dos, seu no escriptorio ra da Cruz n. 1.
Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional
Damo pretende seguir com moila brevidade,
tem parle de seu carregameoto prompto ; para o
resto qoe lite falta, traa-* com os leus coosig-
nalanos Antonio Luiz de Olieira Azevedo & C,
no seu escriptorio ra da Cruz n. 1,
i*ara
Rio de Janeiro,
segu por estes dias o veleiro brigue tCruzeiro
do Sul : pira a pouca carga que lhe falla, e es-
cravos, trala-se com os consignatarios Aniones,
Guimares &C, no largo da Asaembl* n. 15.
Rio de Janeiro
O brigue nacional Veloz pretende seguir com
muita brevidade, tem parle-de seu carrega-mento
a bordo : para o resto jue lhe Mh, trata-ae
com os seus oonsigoatarlH Antonio Luiz dt> OU-
veira Azevedo & C, no seu escriptorio ruada
Cruz 0. 1.
Para- o Rio de Ja-
neiro-
Seguir com teda a brevidade para o porto in-
dicado, o veleiro e bem conhecido brigue fin-
cantador : as peeeoee que nelle qutzerem car-
regar poder8o dirigir-se ao escriptorio da viuva
Amorim & \W, a rna da Cru n. 45, ra
tratar.
Leiko
A 20 do corrente.
Kalkmann IrmSos farao lelao por intervencao
do agente Oliveira, de grande aorlimenlo de fa-
zendaa de seda, l, linho e de algodo, sendo
muitas inglezas e todas as mais proprias do
mercado:
Segunda feira 20
do correte, s 10 horas da manha, em sen ar-
mazem da ra da Cruz do Recife.
LEILO
Segunda-feira 20 do corrente.
O agente Pinto far leo com autorisacao do
lllm. Sr. inspector da alfandega, em presenta
do cnsul americano e por conta e risco de
quem perteocer de dous boles, duas velas, 4 re-
mos, 2 lemes, 2 gulhas le marear e 2 ancore-
tas, objectos salvados da barca americana R.H.
Gamble capitao Jho Powell, as 11 horas do
da cima mencionado oo trapiche da alfandega.
Nesta mesma occasio
vender tambem em presenca do coosul de S
M. Britaonica um bote com velas e remos, duas
agulhas de marear, duas espadas e um lampeSo,
objectos saltados da galera ingieza Glaolanner.
LELAO
DE
MOV
Segunda-feira 20 do corrente.
Costa Carvaiho autorisado por urna pessos que
se relira para fora da provincia tar leilo de to-
dos os seus movis que se acharo {patentes no
acto do leilo, deveodo o mesmo leilao ter lu-
gar no 1 andar do sobrsdoda ra dan Cruzes nu-
mero 11.
LEILAO
oj
DA
ja de louca de barro e
mais objectos para li-
quidado.
Terga-feira 21 do corrente.
Manuel de MeDezes teudo de retirar-se desta
proviocia a tratar de sua saude vender em lei-
lo feilo pelo agente Pestaa, sua loja de louca
em a qual tem os objectos seguioies: alquida-
res de barro e vidrados de diversas qualioades,
acadeiras. apparelhos de metal, baldes de pao
para compras de casa, balaios, brinquedos para
meninos da diversas qualidades, canecas, cbi-
cras e pires, copos da Baha, ditoa da provincia,
cocos de (landres, quartinhas, resfriadeiras, es-
covag para lavar casas, ditas para varrer, ditas
de piaasaba, ditas de palna, frigideiras, jarras de
differentes tamanhos e qualidades, garrafas de
vidro, murmulles, quartinhas e mullos outros
objectos quesera impossivel aqui enumerar, e
que ludo se achara patele aos compradores e
ser vendido sem reserva pelo maior prego of-
ferecido : terca-feira 21 do corrente pelas 10
horas da manha na ra da Cadeia d i Recife o...
onde o nieimo estsbelecimento.
OA
Armaco e dividas da taberna
sita na ra Imperial n. 193.
Em um ou mais lotes.
SEM RESERVA DE PREQO,
O agente Guimares por cunta e rtbco de quem
pertencer vender em leilso a excelente arma-
cao com gaz e mais perieoces, e tan bem as di-
vidas constante da relaco que se aclia em poder
do referido agente.
E bem assim
urna poroso de fumo em folha de pr mera qua-
lidade e resto de molhados.
Transferencia do
DE
Madapolao, chitas etc.J em um
ou mais Lites.
Terca feira 21 do crrante.
SEM RESERVA DE PRECO.
O agente Guimares nao havendoTeffectuado o
leilao annunciado para o dia 16 do correle tem
transferido para o dia cima pelas t horas, em
o seu armazem na ra do Iaiperado n. 37. Con -
vida de novo aos Srs. paes de familia e a todos
que ma a ecooomia para compraremeom 50 por
cento de differenca.
Memorias
da viagem de SS. MU. II.
s provincias do norte.
Os senhores que subncreveram para a issaree-
slo das Memorias da Viageas da SS MM II. s
provincias do norte, queiram mandar r.ea+r e
prlmeiro volume oa livraria di. 6* 8 da pr.ca
oa lodepenrtencia. mandando levar o importe os
que inda nao o liverem pago.
n7i.-i.8,",e V" enh>r*8 abaizo mencionadas
21. nw" bd",# -'gir-ae I raa da Ce-
Soram : P"" ,m"em de 1" *'
Jna Siivlno da Coat.
J..o Valentim Da* Vilella.
Manoel B-oto Alves de Macedo.
Manoel Candido Pereirs de Lira.
Jos Antonio Rodrigues Canato'.
Mnoel da Cruz Martios.
Eduardo Kernurthy.
Joaquim da Silva Neves.
Vicenta Teneirs Bacelar.
Aotonio Francisco de Andrade.
Aluga-*e o segunoo andar coa selle do
sobrado n. 46 na ra da Aurora ; a tratar oa roa
da Ladeia do Rcie o. 62, printeiro and.r.
Precisa-se de urna ama que saiba cuziohar
engomm.r e fazer compras oa ra, prefere-s
forra : na roa Bella o. 14. prim-iro andar.
R. Rolfe. subdito inglez, val para Earnpa
Preciaa-se alugar .scravaa que aeiaaa leis
para vender na ra, paga-se bem I na rea dos
Guararapes n. 64.
Aiug.vse o armazem do sobrado da roa da
Apollo n. 47, proprio para qualquer ejt.beleci-
merjiu : quem o pretender entenda ae cosa J.ie
Antunes (juimaraes, ou na roa do Crespo, loia
n. 29 A, do Sr. Antonio Goncalvea de Onv.ira.
Precisa-se de urna ama qu. jaiba coziarsr
o diario de ums casa de pouca familia, podeoou
ir dormir em sua casa ; oo Recife, ra da Cruz
n. 31, segundo andar.
Jos Beraardino Alves vendeu a aua taber-
na da ra de Santa Cecilia n. 17 ao Sr. Jos Lu'.z
Goncalvea Peona Jnior, llvre a leaesobaricada.
Jos Luiz Goficalves P-nna Jnior ron,yrou
a taberna da ra de Saoia Cecilia n. 27 ao Sr.
Jos n-rnarjino Alves, livre e d-aembarcsda
"" Traspassa se o arren lmenlo do sitio do
Caldeireiro, de Dumingua Jos Marques, qoe se
vence a 13 de margo de 1863; a tratar na roa
das Trinch-iras n 36. sobrado.
Quem precisar de um criado que eolende
de cozinha ou de copeiro, dirija-ae a roa da Lin-
guete o. 4, que achar com quem tratar.
Fugio do abaizo assignado desde o dia 13
docorrente o seu escravo cabra por nome Mar-
colino, o qual bem conhecido por ter sempra
trabalhado na alfandega por muilo tempo a Ar-
cenio.
Domingos C. Pires Ferreira.
Precisa se arrendar um sitio que lenha bai-
xa para capim, e terreno para outras planiaroes
na ru da Cruz n. 52.
O proprieiario do estabelerimenio de eoca-
fri"!5a e 'yPBraphia da roa do Imperador o.
15 al outro annuncio. faz scieole aos seos fre-
gueses e ao publico em geral, que o seu eaiabe-
lecimento contina a estar sberio das 9 horas da
maDhaa at as 3 1| da tarde, tempo em que pe-
de ser procurado, assim como que contina a ter
venda typos e mais pertences de lypograpbia,
papel de Hollanda de todos os tae>anhoe, dito
pauiado.de p.ao, almaco, etc. ; aaaim como car-
tas de abe, taboadas, catheciamos, Economa da
Vida Humana, Simo de Nanlua, proraraces
apurtautas, traslados, letras, cartas de enterro e
de oLcio, e outros muilos objectos que I vista
se apresenlarao.
Na ra de S. Francisco, sobrado n. 8, aon-
de mura o escrivo S Iva Reg, preciaa-se de
urna ama para todo o servico de rasa, menos pa-
ra comprar : quem asaim esliver habilitada, cosa-
paree* na mesma casa para tratar a reipeilo.
Fugio do eugenho Jundi de cima da fre-
guezia de Una, oo dia 25 de dezembro do armo
prximo passado, perleocente ao abano a*sigoa-
do, o oegro Pedro, de nco Cosa, representa
ter 38annosde idade, estatura regular, chelo 4o
corpo, cabeca comprida, olhoa v-rn.elhos, drniea
perf-itos, pones barba, conserva soissaa, e as ve-
zes rapa tola como quando ausenl-une, i s (ha-
los, mlhos de sus naci no rosto, porra nao
muito viMveis, trabalha de carreiro, ha toda cer-
teza que procarou ir para esta praca oo aeua ar-
rabaiues : portanio rnga-se aa autoridades poli-
ciaes, capitaes de campo e aos senhores proprie-
tarios h>jam de apprehende lo que se paga eosa
generosidade, por isso que ha todo empeoho para
effeito de sua captura.
Joo cavalcanti de Albuquerque.
Attenco
Fugio rio sitio da Porla d'Agoa. fregaezia de
Poco da Panella, o negro escravo Justino, rrloa-
lo, idade de 25 annns, baixo, pouca barbe, heos
ladino, ven-iia capim, e sabe-se que anda p.loe
arrabaldes do Recife: rogase a apprehenso ae
dito preto, pudendo ser entregue no et.rro da
Boa-Vista, casa da viuva do Sr. Florencio, que
ser generosamente rerompensado.
Preciaa-se de 1:6009 a premio: oo arma-
zem da ra da C'uz o. 21 se dir quem pretende.
Acha-se abert a matricula de aula de gram-
matica latina ds freguezia de S. Jos : oa alum-
nos que se qmzerem matricular, diriiam-se
paleo do Carmo n. 16.
eiesistiesKeM -^stsgisaecsei
Ensiflo de Hopas
S EM 6 MEZES
ItalianoLatim Francezl
pelo uielliodo faeilnt
AViSGS
diTtTSO
Grande laboratorio de la-
Yagem.
Podem mandar buscar a roupa lavada os donos
dos nmeros abaizo declarados : 313, 312 246,
1.58, 271, 256, 295, 87. 226. 310, 292, 1J9, 176,
42, 311.
Ama de leite.
Preclss-se de urna ama para acabar de criar
urna chanca, paga se bem : a tralar no largo do
Corpo Sanio n. 19.
Fugio no da 14 do corrente o escravo Jo-
s de naco, idade 45 a 50annos, lem o alcuoho
de Cubertinha, fof escravo do Sr. Paulo Jos Go-
mes que tem sitio na Capuogs, tem bastante fal-
ta de denles, tem o p dirfo bastante virado
para fora, levou vestido camisv de algodo eom
boleos oa freote, e duis calca* urna debrim com
salplcos de eor e outra de azulad coof"remendos
as pernas e um chapen de palha, dizeos ter an-
dado por Pora de Portas, mas de suppor que
j se tenhi passado para o mato : roga-se as au-
toridades polioia.s e capitaes de campo de o
aprehender o mandar entregar na ra larga do
Rosario o. 18, tercetre andar.
Fugio da poder do abaixo assignado no dia
16 do corrente, o escravo de nome Antonio,
crioulo, velho, de edr fula, alto, groaso de cor-
pe, Com os beicos foreiros e as pernas cicatri-
sadas de feridas. bem fllame e iaexneriente,
pela idade j encherga pouco a noite, |e*oa cha-
peo de couro e um malote tambem de couro
lansudo conhecido vulgarmente por surro oom
alguma roupa deoJ.ro, costuma quando faz as ar-
ribadas seguir para o Brejo da Madre de lieos:
roga-se as autoridades policiaes que o facam
apprehendera recolher as respectivas prisues
cornmunicaoso ao lllm. Sr. Dr. chefe de polica,
Eara ser ah solicitada a sua entrega e gratificarse
S pessoas encarregadas da captura de escravos
que 0 capturen) e o levem a ra Augusta u. 31
oue"secretarla da polica onde o' mesTOO'baixo
assignado empregado. Recife 18 de Janeiro
de 1862.Auastacio Alexandrioo de Saltea Dutra.
Daeciaa-se alugar orna preta para-eosajoar
e eogommar. paga-se bem : a fallar, na luar da
Lingoeta a 3.
Alugi-se urna escrava para tarjo o setrico
interior; na rua do Hosnitlo n. M.
ao
DO
tDR.H. OLLENDORFF.t
Ra do Qutimado n. 26.
Lourenco de Freitas Guimares participa ao
respeilavel publico e com esperialidade ao corpo
do commercib, que vendeu ao Sr Jo-quim Jos
da Cosa Fajozes Jnior, armaco e todas aa fa-
zendas existentes em sua loja sita na ra Direita
n. 104 assim como parte das dividas, como cons-
ta do bataneo dado nesta data, ficaodo responsa-
*el pnr lodo o passlvo o abaixo assignado. Reci-
fe 16 de Janeiro de 1862.
Lourenco de Freitas Guimares.
Silio,
Aluga-se um excellente silio na estrada dos
Afilelos, o quarto depoia da capaila, com asoitoe
arvoredosde Iructo, reedificado e pintado de no-
vo, com bom p;o d'agua de beber eoutraa com-
mndidadea: a tratar no mesmo com sua proprie-
taria D Margarids Francisca Xavier, ou na ma
Augusta o. 60.
Precisa-se de urna ams. preferindo-ae es-
crava : no pateo do Terco o. 26.
Saques sobre Portugal.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saecasa so-
bre Lisboa e Porto : nu largo do Corpo Sanio,
escriptorio n. 19.
Antooto Bernardino dos Santos Jnior,
concluindo os seus trabalhos aradmicos
relira-se juntamente con aua familia pa-
ra a provincia da Parahiba, iodo estabe-
lerera aua residencia na villa de Pedrae
de Fogo, aoode espera ss ordena de aeua
amigos, e como a presteza da partida nao
lhe permittisse despedir-se pesaoalmente
d'aquellas pessoaa que o hooraram com
sua amisade, aproveita oeceaito para
faze-lo por meio desle jornal, pedindo
mil desculpas por esta sus fsils. Recife
20 de dezemoro de 1861.
I
I
Attenco
Acha-se urna pessos desempregada a ajea! ee-
tende peritamente dos trabalhos de- pasarla
tanto do foroo como de massas, o aaesste para
lomar conla por balaoco da quat se sena baerli-
lado e preata flanea a soa eooewela: i psssss
que precisar pode anasociar n morada- ajara
aer procurado.


-a**""
-------------
MAMO DE PEMUMBCO. ~ SEGDA MIRA 40 DE JANEIRO DE 1862
Ama.
Precisa-ge de urna ama forra ou captiva (prefe-
re m captiva) para o servico interno e externo de
urna caaa de uu.a aeobora em Changa, mas que
saibi cosiohsre engommar bnm: paga se bem, i
ratar oa ra da Cada do Recite luja o. 11.
| Medico.
i O Dr. Brancante pode ser procurado a
qualquer hora oa caaa de tua residencia,
oa ra do Imperador o. 37, segundo an-
dar, para o ejercicio deaua profisso.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Santoa & G.sacam e tomam
saquea sobre a praga de Lisboa.
Aluga se
o armazem n. 21 da ra do Imperador: a tratar
na ra do Crespo o. 17.
O Sr. Joao Hyppolito de Metra Li-
ma, queira a pparece*- nesta typographia
que se Ihe precisa fallar.
Precisa-se alugar um preto, daodo-se o
aasleoto, e paga-se mensal ou semanal, para o
servico deata typographia : na livraria na. 6 e 8
da praca da ladependencia.
Consultorio
Medico-cirargico
DO DOTOR
3Ra da Gloria casa do undo3
Ensiem medicamentos homeopilhicos os mm
bem prepralos e do toda a eficacia, sempre re-
novados, pela muito grande exlraoco e procura
que lemlevioisso ao MXIMO CRDITO
de que gozara em todas as provincias do Brasil.
Contioua-se a vender pelos precos do costu-
me e achar-ae-ha as carteiras especiaos para o
tratameolo do cholera-morous, com os seus com-
petentes olheios e separadamente oa preserva-
tivos em tinturas e glbulos, conforme quizerem.
O crdito de que gozam estes remedios e a
preferencia com que sao procurados, pela certe-
za de seus efleitos e pela ioallerabilidade dos
glbulos, dispensam de quaeaquer recommeo-
daces.
O que bom e est provado, leva comsigo as
lecouimeadaces.
Mudanza
Firmo Candido da SiUeira Jnior tendo muda-
do a sua luja de miudezas que tiuha na roa da
Cadeia do Recite n. 49, para a ra Direiti n. 64,
participa aos seus freguezes e ao publico, que val
vender todas asfazendas antigs por metade de
seu valor, aflm de liquidar dita Iota.
Previno a qttem convier que nao
mando por pessoa alguma pedir ou
comprar cousa alguma para mim ou
para minha familia e por isso so me
responsabiliso pelo que eu fr pessoa 1-
mente comprar.
Francisco Vicente dos Santos.
Para as provincias de Pernambuco, Parahiba, Rio
Grande do Norte, Gear e Alagoas, a saber:
Folhinha de porta, contendo o kalendario, pocas geraes, nacionaes das
de galla, tabella de salvas, noticias planetarias, eclipses, partidas
de correioi, audiencias, e resumo de chronologia, a ris 160
Folhinha de algibeira e variedade, a qual contm todas as materias das
de porta e mala tabellas do na cimento, e ocaso do sol, das ma-
res, casa e familia imperial, nomes e ttulos dos chefes dos
principaes estados do mundo, tabella da arrecadac3o do sello
dita do porte das cartas, partida dos paquetes brasileiros e euro-
peus, tabella dos imposto geraes, provinciaes. e municipaes, re-
gulamentos de incendios, e entrudo, e algumas pusturas munici-
paes, artigos sobre agricultura, economas, modo de fabricar gelo,
prognostico do fim do mundo, collecao de remedios, a ris. 320
Dita religiosa, contendo todas as materias das de porta, e mais tabellas do
nascimento.e ocaso do sol, das mares, casa e familia imperial,
nomes e titulosdos chefes dos principaes estados do mundo, ta-
bella da arrecadaco do sello, dita do porte dascartas, partida dos
paquetes brazileiros e europeus, tabella dos impostes geraes, pro-
vinciaes, e municipaes, regulamentos de incendios, e entrudo, e al- .
gumas posturas municipaes, trezenario e mais oracoesde S. Fran-
cisco de Paula, colleccao de oracdes para todos os estados da vida,
e novena da Senhora Sant'Anna, a ris........520
Dita com almanak, contendo o kalendario, pocas, noticias planetarias,
partidas dos correios, tabellas de imposto, etc. etc. e o almanak
cevil, judiciario, administrativo, agrcola, commercial, e indus-
trial, desta provincia, a ris......... ljjfOOO
r
Gabinete Portuguez de
Leitura.
A directora scieotiQca a todos os Srs.
associados, que, tendo tido lugar hontem
as exequias mandadas celebrar em oome
desta assoritcao i or alma de S. M. P. o Si.
D. Peiro V na igreja de N. S- da Conceicio
dos Militares, haver anda nos das 16, 17
e 18 du correte tres missas diarias no
mesmo templo das 7 as 9 horas da maohia,
sendo no primeirn dia por alma do Sr. D.
Pedro V, no segn lo por almajo Sr. in-
fanta D. Fernando, e no terceiro por alma
do Sr. infante D. Joao ; e rogam a todos os
Srs. associados e mais pesaoas que quize-
rem comparecer a estea actos religiosos
para orarem pelo eterno repouso dos au-
gustos tinados. O templo conservar-so ha
tambera aberto por alguna dias das 6 horas
la tarde as 8 da noite O Gabinete conti-
nuar a estar fechado dos tres menciona-
dos dias.
Secretaria do Gabinete Portuguez de tri-
tura em Pernaiibuco 15 de Janeiro de 1862.
Joaquim Gerardo de Bastos,
___________________1* secretario.
Com os Srs. Henrique da Fomeca
Coutinho, Jos Florencio de Oliveira e
Silva, Lucio Alves de Oliveira e Silva,
Carlos Augusto da C. Ribeiro, e Manoel
Jernimo de Albuquerque, precisa-se
fallar na ra do Crespo, loja n. 20, B.
*-
9 O Ur. Carolioo francisco de Lima Sao- ej
los, mudon-ss da ra das Cruzes para a 9
9 do Imperador, sobrado n. 17, em frente 9
9 da igreja de S. Prancisco, onde continua 9
9 no exercicio de sua proQsto de medico 9)

Advocada.
O advogado A. R. de Torrea Baodeira tem o
sea escriptorio na casa de sua residencia na ra
do Imperador o. 37, segando andar, entrada a
direita ; e ahi pode aer procurado para o exerci-
cio de sua profisso. Est prompto para oocar-
regar-se de qualquer defeza e para tratar de
questes forenses, em qualquer lugar fora desta
cidade e protesta a maior sulicilude no desem-
peuho de sues obrigacoes.
Aluga-se o segundo andar da cass da ra
da Senzala Velha n. 48 : a tratar na loja do
mesmo.
Precisa se de ama ama s para cozinhar e
engommar, sendo para coziobar com perfeicao,
nao se olhaodo a preco: a tratar na loja da ra
do Queimado o. 46.
Quem tiver um moleque para alugar, de
12 a 15 aooos, e que sirva para u servico domes-
tico de urna pequea familia, dirija-se a ra da
Cruzn. 45, armazem.
- Aranaga, Hijo & C. sacam sobre
o Rio de Janeiro.
Na travesa da i ua das Cruzes n.
i, primeiro andar, continuase a tingir
com toda perfeicSo para qualquer cor,
e o mais barato possivel.
trabiete medico cirurgico.
# Ruadas Flores n. 37. J
9 Sero dadascous<aa medlcas-cirurgi- 9
ca pelo Dr. EstevoCavalcaoti de Albu- SJ
0 querque daa 6 aa 10 horas da manha, ac- tij
0 cudiodo sos chamadoa com a maior bre- 0)
9 vidade possivel. am
8 1' Partos. a)
2.* Molestias de pella. am
H 3.* dem do olhoa. a
4.* dem dos orgios genitaes. *
Sj Praticartoda equalquer operaco em am
jp, seu gabinete ou em casa doa doentea con- m
m forme Ihes fdr maii conveniente.
AG I All-: DXmmi
DO DOCTOR
o iLo
Para a preparace dos medica-
meatos homeopalhicos.
_ Os rae lica men tos preparados por esta machina
sao os nicos, rom que se podem contar do cu-
rativo das molestias perigosas. E como seja o
CHOLERA MORBUS urna d'aquellas que nao
admitiera deloottas e experiencias, compre pre-
ferir esses medicamentos a outroa quaesquer, se
qaizerem tirar da homeopathia oa ventajosos re-
sultados que ella assegura.
Acham se a venda carteiras e meita carteiraa
especiaes contra o cholera, acompaohadaa das
competentes instrurcoe*. pelos precos conheci-
dos, oa pharmacia especial homeopathica, ra
de Santo Amaro (Mundo Nuvu) o 6.
N. B. Os homens de bom senso recnohecem
certamentn que sendo o Dr. Sabino a tote pura,
d'onde emanou a homeopathia em Pen ambuco
e em todo o norte, elle o uoico i m medala-
mente ioteressado 00 seu crdito e no seu pro-
gresso, e por conseguinte lo aomenle oelle
que se pode encontrar garantas, quer em rela-
co applicaco da acieocia no curativo das mo-
lestias, quer eu> relago preparacao dos me-
dicamentos.
Na pharmacia do Ur. Sabino trabalham cona-
tanlemeote debaixo ie soas vistas immediatas,
nos lempos ordinarios, dous empregsdos (um
brasileiro e outro (rancez quem paga ordena-
dos ventajosos), os quaes sao ajudados por mais
trea ou cinro pessoas, qaando u servico o exige,
na destillacao do espirito de vinho e d'agua, 00
manejo das machinas, oa desecaco doa glbu-
los, oa diatriouicao das diluigoes etc., etc.
E' evidente que para o Dr. Sabino exercer a
homeopathia, como geralmenle a exercem, e
preparar medicamentos como por ahi preparara,
nem eram precisas tantas despezaa com o pes-
soal, com machinas e com a obleusio das subs-
tancias as mais puras possivais, e nem tanta vi-
gilancia e trabalho na preparacao doa medica-
mento! ; mas elle nao se contenta com o bem,
queja tem feilo, dando homeopathia a oopu-
laridade de que goza: elle quer eleva-la ao
maior grao de perfeicao dando aos seus remedioa
a maior infaliibilideae poesivel em aeus efTeitoa
O Dr Sabioo nao apira somente oa gozos ma-
teriaes da vida ; elle se desvaoece em ler nos li-
Tros eatrangeiros que a tua propaganda em Per-
nambuco foi lo brilhanle que nao tem na Eu-
ropa nann-uma analogia (JOhNaL DE MEDICI-
NA HOMEOPATHICA DE PaRIS. tumo 4.*, pa-
gina 691 ; e CONFERENCUS SOBRE A HOMEO-
PATHIA, por Granier, pagina 102); mas a sua
ambicao muito maia elevada : ella a dirige a
legar aa geracdes futuras um nosse estimavel
pela gravidade e importancia doa seus aervtcoa,
pela ainceridade de auaa coovic;5es, e pela fir-
meza do seo carcter.E' por isso, e para iaao
que elle trabalha ; e trabalha muito...
O rir. Sabioo procara e deseja a estima doa
homens sensatos; aos zoilos deia elle a liber-
dade de mordft-lo a sua Toatade.
Come Jo dos Santos Callado saca sobre
da praca da Baha.
O bacharel A. R. de Torrea Bsndeira, pro-
fessor de geographia e historia antiga no Gym-
nasio desta provincia, continua a ensioar oa pre-
paratorios seguintes:
Lingua franceza ;
Lingua ingleza ;
Geosraphia e historia;
Philosophia ;
Rhetorica e potica.
Para mais commodidade doa alumnos que se
quizerem habilitar para exames no mezde mar-
co futuro, tem resoldo oao somente abrir cur-
sos especiaes de qualquer das disciplinas iodca-
daa, mais anda prestar-se a dar hcea em sepa-
rado, mediante um ajuate rszoavel.
Est prompto para lecciooar em qualquer col-
legio ou caaa de educaco, bem como em casas
particulares.
Pode ser procurado em sua residencia, na ra
do Imperador o. 37, segundo andar, entrada i
dire'ta.
% Gasa de drogas,
^Largo do Para izo n 8, pri-^
tf meiro andar.
| Neste estabelecimento encontrar o
9respeitavel publico e as pessoas que se
dedicara a medicioa homeopathica oa *
^ bem preparados e verdadeiros medica- t
r mentoa, viodoa de Pana da pharmacia '
de Mr Catellen. <
Assim como carteiras, tubos e globu- i
-| los ennertes, vidros de urna onga al 8 ,
jr oncas, quer com medicamentos quer va- '
95 zios. n I
A O propietario vende por menos prego
C do que em oulra parte, pois recebe di- '
rectamente.
O abaixo assignado por causa
de $eus encommodos de moles-
tia passa por emquanto a habi-
tar no seu sitio do Arraial, onde
continua com o seu estabeleci-
mento de instruccao primaria e
secundaria, cujas aulas estaiao
abertas no dia8 de Janeiro.
Jeronymo Pereira Villar.
3--Rua estreita da Rosario3
# Pranciaco Pinto uzoro continaa a col-
# locar denles artiflciaea tanto por meio de
# molas como pela prsalo do ar, nao re-
as cebe paga alguma sem que as obras nao
# fiquem a vontade de seus donos, tem pa
SJ outras preparacoeaas maia acreditadas
8J para conaervacao da bocea.
Aluga-ae um aobrado de um andar, aotio, e
seu grande armazem, cuja casa nova e a pou-
Coa das acabada em sua conatrurcao, com moi-
toa commodos, alera denles um grande quintal, e
sua cacimba, com excellent agua, sendo o so-
brado na ra do Brum n. 34 (junto fuodico do
Sr Bovoman) e tem no fundo do quintal, outra
trente falta, e com 2 portas que do sahida para
o caes, e tato se aluga por prego rasoavel.
Qutu a pretender eotenda-se com Jos Aotu-
nea Guimerea, morador na Solelade, ra de
Juo Francisco Vieira n. 60, isto de manha at
7 I/i horas, e de larde daa 4 em diante; em
falta no Recite, ra do Crespo o. 25 loja do Sr.
Anlooio Gongalvea de Oliveira.
Publicayes do Instituto Ho-
meopatbico do Brasil.
THESOURO HOHEOPATHirO
O
VADE-MECUM DO H0MF0PATHA.
(Segunda edicto consi-
deravelmente augmen-
tada.)
Diecionario popolar de medicina ho-
meopatliico
. Precisa-ae alugar urna preta forra ou cap
Uva j idosa, psra ums casa de duas pessoas : na
praga da Roa-Vista n. 22. botica.
ttNttiea^sM.w'ieaBSiesie ew
Medico. 8
B O Dr. Rocha Bastos, est residindo na ej
ra da Cruz n. 11. f|
Ama.
Precisa-se de urna ama forra, prefere-se de
meia idade, para o servico de compras, na ra
Relia n. 38.
Fraocisco Ferreira da Silva, propietario da
taberna da ra da Saota Cruz, esquina da ra da
Alegra, tendo de as retirar para fura do imperio,
faz ver a todos os seus devedores psra que Ihe
veoham pagar por eapaco de 15 dias, a contar
desta data, flndoa os quaes psssar a cobrar ju-
dicialmente ou a publicar seus nomes por este
Diario.
* Consultas medicas. 8
Sero dadas todos os dias pelo Dr. Cos- al
me de S Pereira no seu escriplorio, ra aja
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas 8
da manha menoa aos domingos sobre:
1.* Molestias de olhos.
2.* Molestias de coracao e de peito. Q
3.* Molestias dos orgos da geraco e
do anus.
O exame dos doentes ser feito na or- i
dem de suas entradaa, comec.aodo-ae po-
rm por aquellos que aoffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos,acsticose op- S
ticos sero empreados em suas cnsul- I
ta jes e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, oa ao menos
probabilidade sobre a sede, naturesa~ e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos aer oambem
empregadoa gratuitamente, pela cer-
teza que tem de auaverdadeiraqualidade,
promptido em aeus efeitos, e a necessi-
dade do seu emprego urgente que se usar
del les.
Praticar ahi mesmo, oa em casa dos
doentes toda e qualquer operaco que
julgar conveniente para o reatabeleci-
mento doa meamoa, para cujo m se acha
^ prvido de urna completa colleccao de
u instrumentos iadispensavel ao medico
K operador.
ttaiesieaiQ anan-eneieeiHieeKS
Precisa-ae de urna ama (preferiodo-se es-
crava) para cozinhar e engommar : na roa do
Crespo n. 1.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Imperatriz n. 40 ; a tratar no mesmo.
Precisa-se oe um negro fiel e que nao aeja
bebedor para todo aervico, paga-ie bem ou por
aemana oa por mez : dirija-se ao hotel inglez.
RETRATOS
DE
NOVO GOSTO.
Retratos de novo gosto
Retratoa de novo gosto
Reiratoa de novo gosto
Retratos de novo gosto
Hawleyotypo nova iuven^o
Hswleyotypo nova InveocBo
Hawleyotypo nova invenco
Hawleyotypo aova invenco
Hawleyotypo nova invenco
Precos baixado para pouco
tempo.
Precos baixado para pouco tempo
Precoa baixado para pouco tempo
Precos baixado para pouco tempo
Precos baixado para pouco tempo
300G 55000 10^000 20^000
31000 5JW0O OJMJOO 20000
39000 5JXJ00 10*000 20*000
3*000 5*000 10/000 20*004
3*000 5c000 10*000 20*000
Para retratos
Para retratos \
Para retratoa
Para retratos
Pars retratos
Expleudido quadros dourados
Bxplendido quadros dourados
Eiplendido quadros doursdns
Expleudido quadros do""-,1os
Bxplendido quadroa do 's
Vende-se machinas para
tratos.
Vende-se
Vende-se
Vende-se
Veode-se
Gaixas
Caixaa
Caixas
Caixas
Caixaa
Todos
Todos
Todos
Todos
Todos
machioaa para
machinas para
machinaa para
machinas para
de lindos
de lindos
de lindos
de lindos
de lindos
venham
cetratos
retratos
retratos
retratos
gostos
gustos
gostos
goalos
gostos
ver
* Ter
ver
ver
ver
venham
venham
veoham
venham
Vestidos pretos mais proprios
Vestidos pretos mais proprios
Para tirar retratos
Para
tirar
relratos
A. W. Osborne retratista ame-
A W.
Rut
Ra
rieano
Orboroe retratista americano
do Imperador
do Imperador
FILO CR.
SABINO 0- L. PINHO.
Coniiouam aa aasignaturas para catas obras a
25*000 eos brochara at fevereiro.
Ra de Santo Amaro {Mundo Noto) d. 6.
J FEKKGIK4 MLLELA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Ba do Cabug n. 18, 1.* andar,
jotrada pelo pateo da matriz.
Retratoa por ambrotyuo, por melaioutypo, so-
bre panno encerado, sobre talco, especiaes para
pulceiraa, alfinelea ou caaaoletaa. Na meama
caaa exiate 00 completo e abundante aortimento
de artetactes fraocezes e americanoa para a col-
locacao dos retratos. Ha tambem para aate mea-
mo fim cassoletas e delicados alfloetes de ouro
de lei; retratos em photographia daa principaea
p#rsonageos da Europa ; alereoacopoa e vislaa
slereoscopicss, aaaimcomo vidroapara ambrotypo
e chimtcaa photographicaa.
Precisa-se alugar urna preta es
crava, que saiba azer o servido de urna
casa de pequea familia: na ra do
Pilar n. 123, segundo anclar.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
FrsdericG*uuer,cirHrgiaodentisu,ftzl
| todas ss operaces da sua arte eeollocsj
dentesarlificiaes, tudocom a supariori-j
dada aparfeicoquea pessoasaalandi-'
das lhereconhecem.
Tea gas e psdentifrieios te.
ineie^9KN9ei6eiMiMieeiiMS
CONSULTORIO ESPECIAL HOME0PATH1C0
DO DOLTOR
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consullas todos os dias atis desde as 10 horas
at meio dia, acerca daa aeguintes moleatlaa :
molestias da mulhtret, molestias das crian-
gas, molestias da ptlle, molestias dos olhos. mo-
lestias syphilitieas, todas as especits dt febres,
ftbrts intermitientes a (as consequencias,
PHARJUCU ESPECIAL HOMEOPATHICA.
Verdadeiros medicamentos homeopathicoa pre-
parados so m todas as cautelas necessarias, in-
falliveisem seus efeitos, tanto em tintura,como
am glbulos, pelos pregos maia commodos pos-
sivais.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos err sua pharmacia ; todoa
que o forera (ora delta ao falaaa.
Todaaas carteiraa sao icompaohadas de um
Impreaaocom um emblema em relevo, tendo ao
r6dor aa seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Ptnho, medico brasileiro. Bste emblema posto
Igualmente na lista dos medicamentos qua se pe-
de, As carteiras qu nao levaren) esseimpresso
assim marcado, emboratenham natampa o no-
va do Or. Sabino ao falaoa
99999a999999999aa99999)a
s
I
Para o com coerci,
Licoea da liogua iaglsa noite : na ra daa
Laraogeiraa o. 18, primeiro andar.
Aluga-se o sobrado ds roa da Penha n. 29
a tratar na meama ra n. 5.
da
ma
Aluga seo sitio da porta
caixa d'agua em Apipu -
cos, com iDnumeifos ps de
fructeiras, e casa para grande
familia: a tratar no Recife,
ra do Brum n. 33.
Na ra Augusta o. 100, lava-ae e eogom-
a-se com preferencia roupa de aeohora.
Na ra das Cruzes n. 35, preci-
sa-se de um official de barbeiro.
Ama.
253Z' 3> Pr*ci"-*e le m.
para coaiobar e comprar.
Aluga-se o 2o andar da casa n. 193 da ra
Imperial : tratar na ra da Aarora n. 36.
n,7 ?!ecj"-,a d" quantia de 300$ a joros a
prazo de 8 mezes, sob bypolheca n'um eacravo-
quem pretender esse negocio dirija esta typo-
graphia urna carta com as ioidaea H. R. K. O.
oa qual Indique o seu oome elmoradia.psra ser
procurado, devendo fixar-ae o negocio at o m
do corrate mez.
. "~KNa ro do Livramento o. 7 primeiro sobra-
oo, ha para alugar-se Squartda por preco muito
commodo : quem prettnder ditija-se ao mesmo.
Precisa-sede ama ama que saiba eosaboar
e eogommar para casa de poca familia a tra-
tar oa loja da boa f ra ds Imperatriz.
Aula de meninas.
Mara Filppa Souto, competentemente auto-
naaaa em virlude da lei, declara aos pais de suas
alumoas, como tambem ao respeitavel publico,
que est aberla a sua aula de instruccao prima-
ria, recebendo internaa e exlernas, e alm daa
materias que coostiluera o mesmo ensino, ensina
iaocez, piano, costura chaa, bordados, azer o-
res de todas aa qualidades, vestir anios, e vende
loao, os necessarios para bordados, como aeja,
ro, froco, sedas, lia, etc : Da ra do Vigaio
A pessoa que quer permutar a casa terrea
o. 57 em Sania Rila, por escravos de servico. po-
de apparecer querendo, oa ra das Cruzes. so-
brado n 9. lado direilo. quem v.i da ra do
Queimado psra S. Francisco, penltimo sobrado
que se tara negocio
O Dr. Frftderico Sehutz,
mudou seu consultorio medi-
co-cirurgico, para a ra da
Imperatriz n. 30, aonde da
consultas todos os dias das 7
s 10 horas da manha.
ESPECIALIDADES
Molestias dos olhos.
dospulmes.
secretos.
da pelle.
Recados a escripto.
Madama vi uva Lecomte
Tem a honra de participar ao publico, e parti-
cularmente aoa amigos e fregueses do sea finada
marido, que ella continua por aoa coola da
seus albos menores com o negocio do tea bem
conhecido e afamado estabelecimento, sitaado na
ra da Imperatriz n. 7, que acha-ae completa-
mente surtido de perfumaras de qualidades su-
periores, e especiaes, iodas directa mete da
Pars, aaaim como muitoa e variados objectos da
phaotasia, de gosto e da ultima moda, propraa
para presentear nesta occaaiio de proximidad*
das festas. Os consumidores de lavas de Joavin,
acharo sempre aortimentoa frescos, regularmen-
te ebegadoa, peloa vaporea inglezea e fraocezes.
Ella continua a receber eucon meadas de quaes-
quer obras de cabellereiro para ambos os sexos,
as quaes serlo executadas com loda a perfeicao
promptido, e sobre ludo por precos rasoaveis.
A sala de cortar cabellos eatari abarla aoa senho-
res freguezes, daa 7 horaa da m*obia a 9 da
noite ; o preco do corte do cabello, sea Irisa-
meato 6 fizado a 500 r., corte de cabello a iri-
sa menlo IgOOO rs.
Madama viuva Lecomte, tendo cooelaido e re-
ventarlo das fszeodaa e maia bena do sea casal,
est resolvida, para dar prompta rxtracao a bdb-
Igs artigos, de vende-los i dioheiro, mais barat*
do que do costume.
Ella coola com a conlinuacio do concurso dos
numerosos freguezes de sea estabelerimeoto,
desde li declara, que far todoa oa esforcos para
lornar-se cada vez maia merecedora da conflan-
ca de lodos,
Lines
de lingua nacional, latim, inglez e francez, esa
caass particularea, sendo aa licoes de inglez
fraocez pelo metbodo deOlleodorff, melhodo pe-
lo qual ensioam-se boje as liuguas oa Europa;
ni verdade o uoico que m pouco tempo pode
ensillar com perfeicao a fallar, eacrever o trada-
ilr ama liogua estraogeira : na ra da matriz da
Roa-Vista n.34.
IMERNATO
istabelecido no lugar da Capunga, um dos arrabaldes;
mais prximos da cidade do Recife.
DIRECTORO BACHAREL EM MATHEMATICAS
bebase) nma w wm.
Este estabelecimento de edocacSo e instrucQio principiou a funecionar do dia
10 de Janeiro, e continua a receber alumnos.
S.f,,ne!ICT0d'SO.",e0-."b0".C0a(li?5es nyienic dos edificios destinados
is funecoes do eslabelecimeoto. a ordem e regularidade do aervico no intrnalo a
dedicagao e zelo que empregarao o director e os professores a bem do aproveia-
mento e progresso dos alumnos, sao circurastancias que devem animar e saraotir aoa
paes de familias que desejam dar a seus fllhos urna edacacao regular.
Cadeiras de ensino.
Primeiraslettrasdividida em duas classes. tendo cada ama o seu nroeaior
portuguez latim. fraocez, inglez, ariihmelica. algebra e gaomelria, geographia
historia, philosophia, rhetorica, deseuho, msica, daosa e gymnasticai
Nos estatutos do uternato que eato a disposico de quem os auizer ler se
acham consignadas as condiccoea de entrada. *
ELIXIR DE SALDE
bacharel Witkuvio po-
de aer procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa d Carmo.
5
Gitrolactato de ferro,
t3nAeo deposito na botica de loaquim M anima o
da Crax CoTreia., rna do Cabug n. ti,
K Pernambuco.
O Dr. H. Thermes fde Chalis) sntigo pharmaceuticoapreaent* hoje ama nova preDaraciai
de ferrocom o nome de elixir de citro-lactato de ferro. r--\"
Parecer ao publico um luxo emprear se um mesmo medicamento debaixo de frmalas Ua
variadas, maso homem da sciencia comprehende a uecessidade e importancia de ama tal varie-
dade.
I
0
0
0
i
S i
99999999999999999
Aviso.
A directora do collegio Santa rsula, abaixo
assignada, avisa aoa pala de auaa alumnaa e a
quem maia convier, que em virtude do artigo 19
doa estatutos, principiara os trabalhos do referido
collegio no dia 7 do correte mez. A directora
envidar todoa os exforcoa a seu alcance para nao
deamerecer do enoceilo adqaerido no primeiro
auno de aeua trabalhos, e alim de que oa pais de
suas alumnaa fiquem completamente aatiafeitoa
com a educaco de auaa filhas. O collegio conti-
na na ra Pormoss, sobrado e. 15, aonde a di-
rectora ser encontrada a qualquer hora do dia.
rsula Alexaodrina de Barros.
i
Instruccao particular.
O abaixo assiguado competentemente
provlaiooado pela directora geral de ios-
Slraccio publica para enainar primeiraa
lettraa, latim e trances, acha-ae ao exer-
cicio de aeu magisterio desde o dia 13 da
_ Janeiro do correte, em aoa meama resi-
dencia na ra Nova n. 58, onde continua
a receber alumooa ioiernoa e externos,
advartindo porm que s Ihe conven
sdmittir 10 pendonistas e que nio exce-
dam de 13 anooa de idade. Recife 15 de
jaoeiro do 1868.Jos Mara Hachado de
Figueiredo.
&SMW39MM30 ttummmm
Aluga-se am armazem na ra do caes de
Apollo a. 7: a tratar no pateo de S. Pedro nu-
mero 0.
A formula um objecto de muita importancia em Iherapeutica ; 6 om progresso immeoj*
quandoella, maniendo a esseacia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todaa ai
Idades, para todoa os paladares e psra todoa os temperamentos.
Das numerosas Dreparacoes de ferro at hoje Mohecidas nenhuma rene to bellas aealida-
dea como o elixir de citro-lactacto de ferro. A seu sabor agrada'el, rene o lomar-aeea ama pe-
quea dose, e aer de ama prompta e fcil dissolucao no estomago, de modo que compleiemeoia
aasimilado;eo oao produzr por causa da lactina, que cootem em sua composicao, a couslioacao a
venlre frequeotemenle provocada pelas outras preparages terroginosaa. a-
Balas novas qualidades em nada alteram a scieucia medicamentosas do ferro, que sendo ama
substancia da qual o medico se nao pode dispeosaa em sua clnica, de iocomparavel utilidad-
qualquer formula que Ihe d propriedadea taes, que o pratico possa prescrever sem receio. E
quei coosegmo o pharmaceulico Thermes com a preparacao do citro-lactacto de ferro. Assim esta)
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar eotre as numerosas preparacea ferrogiooaaa. coa
atiesta a pratica de muito medicoa distioctoa que o tem eosaiado. Tem aido empregado como ia-
menso proveito naa molestias de languidez(cblorose paludas cores ) na debilidade eubeeqoeate es
hemorrhagiaa. naa hydropesiaa que apparecem depoiadaa intermitentes na incootioeoeia: de arioas
por debilidade, naa perolas brancas, na escrophula, oo rachilismo, na parpara hemrrhaKica oa
convaleaceocia das molestias graves, oa chloro aoemia das mulheres grvidas em todos os csea
em que o sangue se acha empobrecido ou viciado pelas fadigas, affeceoes chronicas, cachezia ti
culosas, cancroaa, syphihlica, excessos venreos, onanismo e uso prolongado daa precaocoea aer-
Estas eofermidadea aendo mol frequentes a sendo o ferro s principal substancia ds ni ai
medico tem de lanzar mao para as debelar, o autor do citro-lactato da ferro merece louvorea i
recoohecimento da humanidade, por ter descoberto urna formuia pela qual ae pode sea recada
Consultorio medico cirurgico
3--WV A DA GLORIA CASA OO \3M\o-3
Consulta por ambos os syslemas,
u.k .ej q,?e.lem de Sue 08/f m!dl08 0 ,eu esbelecimento nio ae confndaos cea os a
nenhum outro, valo o grande credilo de que semnre gozaram e gozara ; o proprieurio tea toaado
a precaugao de inscrevero seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados comoPlatea-
dos todos aquelles que forera apresentsdos sem esta marca, e quaodo a pessoa que os mandar e*--
prar queira ter maior certeza acompanhar ama coala assignada pelo Dr. Lobo MosaozoYsaTsa-
pel marcado com o sea nome. -* wm p-
Outro sim : acaba de receber de Franca grande porcio de tinctars de acnito e belladona n.
med os estes de summaimport.nciae cujas propriedades sao to conhecidaa que os Besaos Srs.
medicoa allopathas empregam-aa constantemente. is
Os medicamentos avulaoaqur em tubos qur em liucturaecustarao a If o vidro.
O proprietario desle estabelecimento aonancia a seus clientes e amigos qas tesa rraasdss
ta algaaa
'h%m todos
lgados aio oulraa tantas vasta-
geni para o prompto restabeleciment dos doentes.
As pessoas que quizerem fallar com o aaaunciaate devem procura-lo do asahia at 11 asrag
s de tarde daa 5 ea diante, e fora deataa horaa acharo em eaaa pessoa coa quem ss Dotaran asa.
ndsr : ra da Gloria o. 8 casa do Faadio. ^^
Dr. Lobo Atoseoxo.

11 m m '




DIARIO DE PERNAMBUCO. ~ SEGUNDA FEIRA 20 DE JANEIRO DE 1861
I I i IM I
1
MOA
Preeisa-se de urna ana para o servico da urna
cata de pouca familia ; oa praca do Corpo Santo
namero 17.
A padaria do le o do norte (ra do Coto-
vello) precisa de um amassador, e que entregue
pi com um preto a urnas freguezias perto da
porta.
Precisa-ae de um mogo de boas coslumes
para ensioar primeiras letras a uns meninos fora
desla cidade, e paga-se-lhe bera ; a tratar na
ruado Imperador n. 77, prlmeiro andar.
Precisa-se de urna ama para comprar e co-
sinhar em urna casa de hornern solteiro : na rja
do Hospicio loja o, 37.
Aluga-se um preto escravo que sabe cos-
nhar o diario e compra ior: na ra do Hospicio
s. 52, aobrado de 2 andares.
Precisa-ae de urna ama secca, forra ou es-
crara para coziobar e fazer compras do diario de
urna casa de pouca familia : a tratar com Leal &
Irmio, na ra da Cadeia do Recife n. 56, escri-
torio.
A.
Preelsa-se de ama ama para o seri;o interno
e externo de uma casa de pouca familia : na ras
do Cabug n. 3, segundo andar.
Precisa-se de 5000 a premio sobre garanta
de um ptimo escravode menos de 20 aoaos : an-
uuncie.
O sbilio assignado faz sciente ao respeita-
vel publico que perdeu no dia 15 do corrale is
7 horas da ooite, iodo de seu esiabeleciruento
de Campo Grande desde a igreja de Belero al
na Soledsde, uma carteira de marroquira eacura,
na qual linha duas letras, uma da quantia de
2009 a vencer-seem 2idejunho do corrente an-
uo, e oulra da quantia de 2419 a vencer em 21
de setembro do corrente anno, aceitas pelos Srs.
Alfonso & Rodrigues ; uma letra da quantia de
112J3173 que pagou a Beroardino Jos da Costa,
tacada por Miguel Jos da Gosta com uma letra
aceita por Alfonso & Rodrigues, algunas cootas
com recibos e uns vales de Aniooio Carlos de
Lemos Duarle, uma relacso de dividas da (ahor-
na do Cimpo Verde : por i-so roga a quem achou
que no caso de a querer entregar levar ao Cam-
po Graode no seu eslabelecimento, ou na ra dos
Pires, na taberna de Joao Marques Fernandos,
quesera recompensado, visto a ninguem servir
ditos documentos, que j a todos tem avisado.
Recife 16 de Janeiro de 1862. A rogo de Jos
Ribeiro de Lemos Dasrte Jernimo Jos da
Costa.
Attenco.
Tasso Irmosfazem publico que o convento de
S. Benlo da Parahyba Ihes devedor da quantia
de viole contos novecenlos e dezenove mil du-
zentos e dez ris ( 20:9199210), por transferencia
de uma cunta correte com Jos Lui Pereira
Lima & C, assignada e conferida pelo ez-D.
abbade Fr. Jos da Eialtaco Marjues, em 12
de margo de 1860. Alm do premio de um e meto
por cento ao mez a queficou obrigado o referirlo
convento a pagar, conforme a clausula exarada
na refer la conta corrente. C como al o prose-
te nao lhestenha sido possivel receber a referida
importancia e os juros decorridos, nao obstante
as diligencias empregadas para esse lira, fajem
publico que nao por sua vootade que esto sof-
frendo tal desembolso, pira que em tempo al-
gum se empregue o argument do grande aug-
mento dos juros, para o qual nao coocorrem os
abaixo assiguados, que setnpre esliveram e esto
promptos a receber a referida conta e os juros
vencidos, e proteslam nada abaler em tempo si-
gan ; declarando mais que nao desoneram os
cedeoles da referida coma os Srs. Jos Luiz
Pereira Lima & C. e Maooel Rabello Olaoda Ca-
boclo. Recife 15 de Janeiro de 1862.
Tasso rmeos.
Offerece-se um menino de 14 aonos para
caixeiro de botica : quem precisar annuncie por
este Diario.
O Sr. Jos Maria Placido de Magalhes faga
o favor de se dirigir ra Direita dos Afogados
n. 13, a negocio que nao ignora.
Precisa-se de uma ama para lavare engom-
raar: na ra do Imperador 0. 37, segundo an-
dar, entrada a direita.
Aluga-se a loja do sobrado n. 50 da ra do
Sebo, oa Boa-Vista, com sufcientes com modos
para familia, muilo fresca, com coztoha, quintal
e cacimba, e prego commodo : a tratar no rues-
mo aobrado.
Aviso.
A todos os Srs. que tem coritas com
comtaiisao da decoracao do funeral do
Sr. D. Pedro V, de as mandar a ra do
Crespo n. 16, com a raaior brevidade
possivel.
Roga se a >s Srs. Jos Thomaz
de Aguiar Jnior e Jos Thomaz
de Aguiar, a vtr a ra do Crespo
n. 8, receber duas cartas.
Um homem que tem muita pratica da agri-
cultura se offerecA para administrador de enge-
nho ou ouiro qualquer estabelecimento agrcola;
na roa da Cruz n. 52, se dir quem .
umvmmm enemas bdhihjx
Attenco
* Perdeu-se um breviario romano ua igreja do Espirito Saoto : quem o achou
queira fazer o favor de o levar a ra do X
Imperador n.67, loja do Amonio Domin- 2
gues que l receber a gratificado.
Precisa-se de ums ama para comprare co-
sinhar para uma a pessoa : no becco do Padre
n. 6, primeiro andar.
Na praca d*s Independencia lojt ns. 19 e
21, acha-eea venda chapeos do Chyli, os mais
linos que se pode encontrar no mercado.
8!KMS9MsjI9 MSMQSfQ MB3M SU W
Aospaesde familia. %
Um professorse prope a ensinar fran-
8 ees, portuguez, arithmeticae historia por
casas particulares : quem pretender diri-
ag ja-se a botica da ra da Cruz n. 24, que
I lera as tnforuiacoea precisas.
A pessoa que precisar de um forneiro para
padaria pode annuuciar para ser procurado.
Precisa-se de uma ama smeote para co-
siahar, prefere-se forra e idade media : na ra
do Graspo o. 10.
Ns taberua grande da Soledade, precia-se
de um caixeiro (nao menino) e que entenda per-
feitamente de taberna.
Compras.
Compra-se 3 venezianas em bom astado
para varanda : na ra do Crespo n. 18.
Compra-se de alguma p.ssoa que se retire,
uma boa escrava que saiba coziohar e fster todo
o mais servigo de casa : na ra da Cadeia n. 38
oa 40. loja do Marlinho.
Compram-ce acgdes do novo banco de Per-
nambuco ; no escriptorio de Maooel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo, escrip-
torio n. 14.
Compram-se moedas de ouro de 209 : na
ra Nova n. 23, loja.
andas.
Ama.
Iojeccao Brow
Remedio infallivel contra as gnor-
rheas antigs e recentes. nico depo-
sito na botica franceza ra da Cruz n.
22. Preco 30-
Cerveja.
Krabb Thom & C. "|,|' nn scrir-'-".
os ra do Trapiche n. 17, cerveja branca da afa-
mada e bem coohecida marcaAllsoppse pre-
ta de excedente qualidade, em barrica de garra-
fas e meios garrafas.
Vendem-se ceblas superiores em molbos e
STSTE MA MEDICO HUELLWAY
PILULASHOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteira-
menie de hervas medicinaos, nao conim mercu-
rio nem algurna outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigo mais
delicada,, igualmente prompto e seguro para
desaneigar o mal na compleigo mais robusta;
enteiramente innocente em suas operaedes e ef-
feitos; pois busca e remove as doengas de qual-
quer especie e gto por mais amigas e tenazes
qua sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muilas que j estavam s portas da
morle, preservando em seu uso conseguirn:
recobrar a saude e torgas, depois de baver tenta-
do inultimente lodos os oulros remedios.
As mis afilelas nao devem entregar-se a des-
esperago; fagam um competente ensato dos
efficazes effeitos desla assombrosa medicina, e
prestes recuperaran o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades ;
Accidentes epilpticos
Alporcas.
Ampolas.
Areias ( mal de) .
Asihma.
Clicas.
Gonvulsoes.
DebiliJade ouexiei
$o.
Debilidade ou falla de
forgas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidade no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Gncbaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosa.
Febrelo da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hyiropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Infla mmacSes.
Irregularidades de
menstruagao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis,
Abstruegao do ventre.
l'hrysica ou consump-
gao pulmonar.
Retengao de ourina.
Rheumalismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venreo (mal)
Febre intermitente.
Vendem-se estas pilulas no eslabelecimento
geranio Londres n. 224, Sirand, e na loja
de ar de'os boticarios droguista e outras pessoas
,a^adas de sua venda em toda a America
Sui, Havana e Hespanha.
ene?"18
do
Precisa-se de urna ama para tratar de dous
meninos de 5 a 7 annos : a tratar na ra da Seu-
zal Velha n. 96, paum.
Precisa-se de um escravo para fazer com-
pras e todo o mais servigo diario de uma casa de
pouca familia : a tratar com Leal & Irmao, na
ra da Cadeia do Recife, escriptorio o. 56.
Precisa-se de um escravo para cozinbar,
fazer compras e todo o mais servigo diario de
nma casa de pouca familia : a tratar com Leal
& Irmao, oa ra da Cadeia do Recife, escriptorio
numero 56.
Precisa-se alugar a metsde de ama casa ou
mesmo um soto em casa de familia, quaoto d
para morar duas pessoas: a tratar oesta lypo-
graphia, ou na prsca da Independencia ns. 6 e 8.
Aluga-se a casa da ra da Roda n 23, cons-
tando de loja com uma sala, cinco quartos, co-
zinha, cacimba, sumidouro para agoas servidas e
entrada por duas ras ; bem como se aluga tam-
bero o soto assobradsdo da mesma casa, com
nma sala espacoaa e outra mais pequea, dous
quartos, coztnha, sumidouro para agoas servidas
e entrada pelas ras da Roda e dos Palos : a tra-
tar na prsga da lodependeucia n. 22.
Joaquim Jos da Costa Pajozes Jnior par-
ticipa ao publico e com especialidade ao corpo
do commercio, que lera admiiudo para socio de
saa loja de fazeodas oa ra Direita o. 104 ao Sr.
Jos Laureotino de Azevedo, Qcando a gyrar dita
loja deata data em diaote sobre a Qrma de Fajo-
zes Jnior & Azevedo. Recife 17 de Janeiro de
1862.
Precisa-se alugar uma ama forra ou capti-
va para coziohar para duas pessoas, e que ea-
gomme algurna cousa ; na praga da Boa-Vista a.
22, botica.
0 Di- Pedro Cesar.
Constando-me que alguem dissera ao Exm.
presidente da provincia que eu havia indagado
da tbesouraria geral o mximo da graliQcago ar-
bitrada or S. Exc. aos me Jicos commissiooadoa
em Cruaogi alim de nao aceitar grsiilicago
menor, se por ventura (osss chamado para se-
melhante comrai9so, declaro solemnemente que
isso uma calumnia infame, tilha somente de
algum inimigo pequenioo, que asaim procura
descooceituar-rae parante S. Exc. l)evo decla-
rar tambera que fui chamado para seguir para
Cruaogi aura de tratar dos desvalidos accommet-
tidosda epidemia que alli apparecera. e que s
deixei de acitar essa commisso nao s por
achar-se rainha familia em um dos arrabaldes
desla cidade, tratando de sua saude, mas tam-
bera para nao abandonsr a minha clnica, sem
ter em vista a. vaoiagena offerecidas por S. Exc.
que poderiam nao compensar oa sacrificios a que
me iria eipdr. Rcie 17 de Janeiro de 1862.
Dr. Hedr> Antonio Ceaar.
__ Aluga-se um armazem oa ra das Cruzes
n. 29: a tartar 00 pateo de S. Pedro o. 6.
Para o commercio.
Liccoes da lingua ingleza, a noite
solfas ltimamente chegsdas de Lisboa, saccas
grandes com farinha de mandioca, por prego
commodo; no armazem n. 63 coufronte ao arco
da Conceigo.
Ra da
Madre de Dos nu-
mero 12.
Vende-se o melhor farelo do mercado, ssccos
de 115 libras, e farinha de mandioca de primeira
qualidade.
Simode Nantua,
obra completa, ntidamente impressa, typo gran-
de e intellegivel, papel claro, formato accommo-
dado o mais possivel, encaderuado com meia en-
cadernagao, com seu rotulo dourado, e pelo an-
tigo pr-co de 1$ cada volume : na ra do Im-
perador o. 15.
Urna loja de fazendas.
Para pagamento dos credores vende-se a loja
de fazeodas da ra do Cabug n. 8, cuja casa j
a um anno se esl tratando de sua liqaidago
para o referido tim. Offerece grande vantagem a
{uem se queira estabelecer : trata-se na metma
loja, ou com os Srs. Ferreira & Arsujo, ra da
Cadeia do Recife.
Vende-se uma carrogs novae um boi moa
so : 00 caes do Ramos n. 22.
Vendem-se as boceiinbas a 800 rs., cads
uma dellas contem uma instruegao em portu-
guez para explicar o modo da se usar destas pi-
lulas.
O deposito gaaal em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT
Milhares de individuos de todas as nac5es
podem testemunhai as virtudes desteremedio
incomparavale provarem caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seuorpos|
membrosi 11 teira meo tesaos depois de haver em-
pregadoinutilmente outrostratamenlos. Cada
pessoa poder-se-ba convencer dessascuras ma-
ravilhosas pelaleitura dos peridicos, que Ib'as
relatam todos os das ha muitos annos ; a a
maior parte dellas sao to sor prendentes qut
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraran) com este soberano remedie
o uso de seus bragos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos bospitaes.o tas
deviam soffrer a amputagao 1 Dellas ha mu-
MS lI1IOT>nnrlo Jo. J" oases, SSyiOS ue puo-
timentos, parase nao submeterem aessaope-
rago dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nnecimenlo declararais estes resultados benfi-
cos diante do lord eorregedor e outros magis-
trados, afimde mais autenticaren) sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado desaude si
ttvessebastante confianga para encinar este re-
medio constanlementeseguindo algnm tempo o
tratamento que necesstassa a nalureza do mal,
cujo resultado seria provarincontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento he til, mala partlcu-
larineute nos setjruiuteH casos,
Chapeos de castor.
Vendem-se chapeos de castor de primeira qua-
lidade a 8, que j se veoderam a 16, para
acabar: na tua da Imperatriz. loja n. 20, do
Duarle. '
Chapeos enfeitados.
Vendem-se chapeos enfeitados multo recom-
mendaeis para as meninas que esto passaodo a
festa nos amenos arrabal les desla heroica cidade,
a pregode 2j rada um : na rus da Imperatriz,
loja n. 20, do Duarle. Na dita loja cima acharo
continuadamente os seuhures consumidores um
grande e vaiiao sortlmet.to de fazeodas, ludo
aratisaimo.
Aos senhores sacerdotes.
Acabam de chegar loja da boa f, na ra do
Queimadon. 22, meiaa pretas de seda muilo su-
periores, propriis para os senhores aacerdotea
porserem bem compridase muilo elsticas ; veo-
d-m-se pelo barato prego de 60 o par, na men-
cionada loja da boa f, na ra do Quemado nu-
mero 22.
Riscado monstro.
Vndese riscado oioustro^azenda muilo eco-
oomica para o uso domes!ico"*por ter graode lar-
gara e o seu prego ser de 200 rs. o covado: na
ra da Imperatriz, loja o. 20, do Duarte.
f Sebo do Porto.
Em caizinhas de urna e duss arrobas fazenda
superior e pregos commodos : no largo da As-
semblan. 15, armazem de Antunes Guimarea
"CAaTES
DE
VISITA
DE
Cartoes de visita de novo gosto
Carloes de visita de novo gosio
Carlees de visita de novo gosto.
Umaduzia por 16#000.
Umaduzia por 16g000
Uma duiia por 16S00
Uma duzia por 16g000.
Retratista americauo.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Ra do Imperador,
Ra do Imperador
Ra do Imperador
Ra do Imperador.
Cal de Lisboa.
Vendem.se cal virgem de Lisboa em pedra, da
mais nova que ha no mercado por ter tbegado
no ultimo navio ; na ra de Apollo n. 24, arma-
zem de A. Jos T. Bastos & C.
RA DO QUEMADO N.A6
nGRMDE20mMEHT.
^ASEROUPKSP
f.t... f o^SSi0 S?P2 de f0.^6""09 de P?DD0 28. 30* e 35. caaacoa multo Um
leitas a 25J. 2Sg, 30$ e 35f, paletots acasacados de panno prelo de 16 at t, ditos de caaemira
de cor a 15, 18g e 2UJ. paietols saceos de panno e casemua de 8 at 14a ditos saceos de alpaca
el'* la < 4 at, sobre de alpaca e merino d. 7 at 10, calcas pretas de eastmira de
o at 14g. ditos de cora.7j al 10J. roupaa para menino de todos os lmannos grande sorli-
mento de roupaa de brins como sejam caigas, paletots e coileUs, soriimenlo de collet-a relos de
setim. easemir. e velludo de 4 a 9|, ditos para casamento a 5 e 6, paletots branros de bra-
mante a 4 e 5f, caigas brancas mullo tinas a 6J. e um gran le aorttmento de fazendaa Un s e mo-
dernas, completo soriimenlo de casemiras inglezas para homem, menino senhora. Baronas de
Unno ealgodao, chapeos de sol de seda, luvas d. seda de Jouio para horoem e senbora Te-
mos uma grande faortca de alfaiate onde recebemos encommendas de faodes obras au tara
isso est sendo administrada por um hbil mestre de s.melhante arte e um pessoal de mais da
cincoenla obreiros escolhidos, poriaoto executamos qualquer obra com prompudao e mais barata
do que em outra qualquer casa. r -w
ARMAZEM
ROUPAFEITA
ra das Larangeiras n. t8, primeiro
andar.
Garlos A.lchorne, habilitado pe-
rante o conselho ceotral de nstrucqSo
publica na corte e os coaselbs de ins-
truc^ao publica da Baha e Pernambu
C3, tem abei'to sua aula na ra das La-
rangeiras n. 18, primeiro andar.
Os abaizo asslgnados fszem saber ao pu-
blico e com especialidade ao corpo cpmmercial,
quede commum accordo desapartara^ a socie-
dad, que tioham nests praca com a fljrma de Pe-
ieira & Marques des le odia 30 de deaembro pr-
ximo finio, desudo o activo pasaivb cargo do
ocio Pereira. Peroambuco 14 de Janeiro de
1862.Gustodio Coliseo Pereira Juoior.Anlo
nio Csetano Martina Marques.
Veudem-se burros gordos^
e mansos
I no armazem de Aadr de A.breu J
J Porto confronte ao arsenal de \
w mariaba, tambpm se vendem ^
^ cascos escolbidos que servem
^ tanto para agurdente como ^
^ para mel: para tratarse no *jft
q^ escriptorio de Scott WiUon & ^
0 C, ra do Trapiche n. 4. 0
Chapeos do Chille
Na ra Direita n. 76, esquina do becco dos Pec-
ca ios Mortaes, venuem-se chapeos do Chille
muilo linos de copa alta e ba larga (a Carbal 11)
e de outras muitas qualidsdes de gosto moderno;
assim como tem grande soriimenlo de livros em
bnneo para escripturaco, todo por presos ra-
zoaveis.
Veode-se um sitio
pequeo ns estrada deJoo d. Barros em (rente
ao da Exm." viscondessa de Goianna, com mui-
tos ps de larangeiras. coqueiros, maogueiras e
outras arvores fructferas : a tratar no mesmo
sitio.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Anceres.
Cortaduras
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
em geral.
Ditas de anus.
Erupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Incbaces.
Inflammacjio do figado.
Inflammaco dajbexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas,
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulares.
Yeias torcidas ou no-
das as pernas.
Venda de uma loja,
Vende-se ama loja de miudezas oa ra Direita
com muilo poucas miulezas propria para um prin-
cipiante, etc. ; vende-se tsoto a dinheiro como
a prazo cara boas firmas: a tratar na loja da Vic-
toria, de Fajoies Junior.oa ra do Queimado nu-
mero 75.
M. A. Caj tem para vender continuada-
mente os materiaes seguintes: lijlos de alvena-
ria grossa, ditos balidos, ditos tapameoto Isrgo,
ditos de lalrilho. ditos de cacimba, telhas com
23 polleaadas de comprimeoto, 11 na parto mais
larga nove na mais estrella ; manda botar era
qualquer msr por ser a olaria a msrgem do rio.
e quaoto as qaaiidades podem ser examinadas na
ra Nora n, 18.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda s
America do sul, Havana a Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha conten
uma instruegao em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
Vendem-se as trras chamadas Sircnc,
que ficam prximas ao sul da cidada da Vicio ia
(Santo Aolao) entre os engenhos Pedreiras e Es-
pirito Santo, com boas proporcoes para planta-
coes de caf e algodao. Nao exige-se dinheiro
vista, bastando que pague o comprador um Juro
mdico pelo temoo que convencionar-se o paga-
mento total : a fallar com seu proprietario o Dr.
Reg Dantas, 00 eogeoho Goiabeira, de Saoto
Amaro de Jaboatio.
Delicadas escovas
cabos de marfm e madre-
perola, para limpar
dentes.
Na verdadeuma escova para limpar pentes
empre necessaria em qualquer toucador, e com
especialidad* no da senhora que preza o asieio,
e para que elle seja perfeilo n andar comprar
ana dessaa escovas de rabo de marflm ou ma-
1 reperol que custam 29 e 39 rs., na loja d'aguia
branca, na roa roa do Qaeimado o. 16.
armazem em progresso
DE
Jos de Jess Moreira & C.
Ra estreita do Bosario, esquina da ra
das Larangeiras n. 18.
Os proprietarios deste eslabelecimento estSo
resolvaos vender por menos do que em outra
qualquer parte por ir diversos gneros por con-
ta propria : manteiga ingleza Qor a 800 rs. e 720
a libra, dita franceza a 640, em barril fazemoa
abalimeoto, cha hyson a 2&8O0 e 2J>4U a libra,
queijos du ultimo vapor s 3& e 2)800, arroz a 100
rs. a libra, gomma muilo boa a 100 rs. a libra,
masan de tomate a 800 rs., em purqao taremos
batimento, era latas de uma libra, mermelada
do melhor fabricante de Lisboa a 800 rs. a libra.
vinho i....;------.;--. -'';'" oy- "o *
t. a girrafa, ameodoas a 330 a libra, milbo al-
pula a 160 rs. a libra, olena, macarrau, e oais
massas a 400 rs a libra. Alem Oestes gneros
oulros mullos tendentes a molhados que os pro-
prietarioa serespoosabilisam pela boa qualidade.
Y 43 Roa do Amonio N. 43.
Ceblas a 600 rs. o cento.
Pao de Senteio
Contina havero pao de Senteio na padaria em
Santo Amaro alraz ita fuodicao do Sr. Star, e as
seguintes casas nn Rerifa, praca do chafariz, ra
do Brum, taberna n, 47, roa da Imperatriz, ta-
berna o. 22 ; em Olinda nos Quatro Cantos, de-
posito de estucar Oelronte da botica, casa ama-
relia, nos das de quartas e sabbados de cada se-
mana.
Vendem-se superiores meiss de la cartas
ecompridas, peonas de ac e canelas especiaes
muito recommendadas pelo Sr. Guilberme Scul-
ly, professor de calygrapbia : na ra da Cadba
do Recife n. 7, loja de miudezas de Guedes &
Goncalves.
Vendem-se os engenhos
S Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e corrente s e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de eoge-
iiho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes. o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pe.:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Joaquim F. dos Santos.
40Ra do Queimado-40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa faita de
todss as qualidadese tambera se manda eserutar por medida vontade oos fregue-
ses para o que tem um dos melhorea professoras.
Casacas ue panno
35$ e
Sor-"':*!'-'* de dito dito
ralelols ue panuu ,., .^. .
preto a 40$,
30*000
a 35 e 3u$OOo
res a 359. 309, 25, 109,189 e 209000
Ditos derasemira de cores a 29,
158.129.79 e
Ditos de alpaca preta golla de
velludo francezas a
Ditos de meriuo setim pretos e
de corts a 9$
Ditos de alpaca de cores a 59 e
Ditos de alpaca preta a99,79 59 e
Ditos de hrim de cores a 5$,
49500. 49 e r
Ditos d* bramante de linho b an-
co a 69. 5J e
Ditos ie merino de cordao preto
a 159 e
Caigas de casemira preta e de co-
res a 129. 109, 9$, 79 e
Ditas de prioceza e merino de
cordao prelo a 59, 69500 e
Ditas de brim branco ede corea a
59. 49500 e
Calcas de ganga de cores a
Colleie de velludo preto e de co-
res lisose bordados a 129,99 e
Ditos de casemira preta e da co-
res lisos e bordados a 6a,
59500,59
Ditos de setim preto 5900Q.
Ditos de seda e setim branco a 0 e 5sOUO
da cores a ", V, *t batlMi
Ditos oe brim e fusiao branco a ^wv
38500, 29500 e ^OO
Stroulas d brim de linho a 29 e 2}t<'0
Hitas de algodao a 1*600 e 1*80
Camisas de peilo defuslo branco
e de cores a 2*400 e 29200
Ditas de peito leliobo a 59, 41 e RM
Dita* d madapola brancas e de
cores a 3 2500, 29 lf64K>
Chapaos pretos de maesa francesa
forma da ultima moda a 10|,
88500 e 79000
Ditos de feltro a 69. 59, 49 e 2*000
Ditos de aol de se 1 ingleses e
franrezesa U8, 1*9. 118 79000
Colsrinhos de linio mullo fines
novosfeitios da ultima moda a >800
Di.os de algonao *500
Relogios oe ooro slente e hori-
zontal a 1008. 90 808 e 708000
Ditos de prata galvanisadoa pa-
tente e horizontaes a 409 SOfOOo
Obras de ouro, aderecoe e meios
aderemos, pulcelras, rozetas e
sneis a 9
Toalhas de lioho duzia 10$, 69 e 98000
3J500 Ditas grandes para mesa ama 39e 400oi
9*000
109000
88000
3*500
38500
3*500
4*000
8*000
6*000
49500
28500
3*000
8*000
Esponjas fi|as
para o rosto./
Vende-se mui Bnas esponjas para rosto, a 29
cada uma : na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Legues.

fastaMrwflafcSa^SsC^C fiMSiSt69Mtt
**\ Wtl^" as*"*! W l !* W9TV WWfW ^JFV 5 Loja amarella.
Ra da Cadeia coafronte ao becco ge
Largo.
Ricas capas pretas compridss, maote- jf,
letes modernos de seda e tilo.
Vestidos bordados de cambraia, duas J
> salas, palos e babadinhos.
^ Vestidos de seda cures escolhidas e de
fj ph'niasid. tt
Sedas de quadrinhos, grosdentples e 1
-" moreantiqae.
Manguitos e gollas bordadas com per- I
i feicao. %
Cassas decores, chitia fioas. tarlatana,
i fil ele._______. _____________ 11
Para as noivas.
* Vestidos de blonde com sala de setim
I manta, capilla, todos os pertences.
ISuvidade.
Chapeos de palha fino, leques,
gitos, pentes, espartilbos, chales
redonda, perfumara etc.
Vendem-se lindos leques de maireperola, o
mais fino possivel: na loja d'aguia/ de ooro, ra
do Cabug o. 1 B.
Cera de cankiiba
Primeira qualidade e pregos commodos : no
largo da Assembla n. 15, armazejn de Aoluoes
Guimaraes & C.
Para o funeral do c|ia 17 do
corrente.
Superiores luvas pretas de Jou|
pelo baralissimo preco de 2*51
de
na bem
in para homem
o par : na ra
nhecida loja da
do Qaeimado o. 22,
boa f.
Opiata ingleza
para denles.
Est finalmente remediada a falla que se sen-
lia dessa apreciavel opiata iogleta'tao proveilo-
sa e oecessarta para os denles] isso porque a lo-
ja d'aguia branca acaba de recebe-la de sua eo-
commenda, e continua a vende la a 19500 rs. a
caixa : quem quizer cenaervar seua denles per-
feitos prevenir-se mandando-a comprar em
dita loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Feudem-se os cogenhus
Ilha do Morgado, sito a mar-
gem do Pjrapina, e Po-Snn-
pue sito a uitrgem do Seri-
nhem, com safras, escravos,
boiada, mais pertences ; re-
cebem-se em conta predios
Da cidade, ou seus arre baldes
e os pr^tendeutes podem en-
tenderse com o proprietario
dos nesn.os engeoh* s, de-
sembafgador Alvaro Barbalho
Ucha Cavalcanti
Escocia de ail.
Para engommado.
Vendem-ae frasquinhos com escenria de aoil
cousa esqellente para engoaimado porque usa
gota delta; bastante para dar de gom ma lendo de mais a mais a pretoidM> de
nao manchar a roupa como n uitas vetes ron-
tece com o p de ail Cusa cada (rqinK#
500 rs : na ra do Queimado loja da aguia brae-
ca o. 16.
man-
poota
Vende-se
azeilede dend oa palma, dito de amendoim que
serve para lusese machinas, mais barato do que
em qualquer outra parte ; na raa do Vigario n
19, primeiro andar.
Roupa feita.
E' esse estabelecimento o especial em
roupa feita j em preco como na quali-
dade, paltiots, caifas, eolletes, sobreca-
COS, sobretodo, capas de borracha etc.
Calcado.
Botinas dn Meli muito frescas a 12*:
na ra da Cadeia o. 23, de Gurgel &
Perdigao.
Batatas.
ultimsinente chegsdas d?
no anrjszem n. 10, tra-
^uY\*t*a.
Attenco.
Borteguins de couro de lustre de Nantes para
meninos de 6 a 12 annos a 39 o par : na ra do
Queimado n. 45, loja do serlanejo.
Vendem-se balstas
Lisboa a 640 a arroba
vessa da Madre de Dos.
M.eias para s
Vendem-se superiores mei is para senhora pe-
lo baratissimo preco de 39840 a duzia ; na loja
da bou f, na ra do Queimat o o. 92.
Vende-se o grande sitie denominado Cala-
a, alto na freguezia da Vartea, de muito boaa
trras, que tudo qnanlo se planta d ama graode
quaotidsde, com uma casa de taipa j coberta,
ama dita de fazer ftrioha, rende quenndade da
ps de cafezeirua, com diversos ps de fructeiraa,
como seja larangeiras, coque'ros, etc., ele. ; e
lambem vendem-se duss vaccae que dio bastan-
te leite, uma dellas com a cria j grande, e am
burro manso : a tratar na raa do Sebo n. 90.
SLoja das 6 por-
tas em frente do Li- *
5 vramento.
Roupa feita muito barata.
Paletots de panno Uno aobrecasaros,
ditos de caaemira de cor de fueteo, ditos |
de brim de cores e brancos, ditos de
ganga, calcas de caaemira pretas de '
cores, de brim branco ede corea, degan- I
a, camisas com peilo de linho muilo .
fioas, ditas de algodao, chapeos de mI
de alpaca a 4f cada um. I
Em casa de N. O. Bieber 4C,
successoret, ra da Cruz n. 4, vende-se
Taixas para engenho.
Forma para assucar.
Vinho Bordeauz em causas de 1
Bombas para cacimbas.
Plvora em barrixiiiot.


o
f TV "J ""i ""inn'
|Lojj dus 6 por-
tas em frente do
Livramento.
Chapeos de sol de alpaca a 4$.
Duzia de meiascruai para horneo) a
19200 e o par a tSO ri., ditas brancas
ramio linas a 2J500 a duzia, leocoa de
casas com barra de corea a 120 ra. cada
um, ditos brancoaa 160 ra., baldes de
20 e 30 arcos a 3g, laazinha para ves-
tidos a 240 o covado, chelea de merino
estampados finos a 5 e 69, tarlatana
branca e de cores muito fina com vara
m*!"?6!"!"" 480 o covado.
ulde linho Uso* 640 ra. avara, pe-
pas de eambraia liaa fina a 3, cassas
de cores para vestidos a 200 ra. o co-
vado, muasulioa encarnada a 320 ra o
covado, calcinbas para menina de escola
a tf o par, gravatinhaa de tranga a 160
t$., petos para camisa a 300 ra. cada
um dusia 29, pecas decambraia de sal-
pico muito lina a 39500, pecas de bre-
tanha de rolo a 29, chitas francezaa a
220 e 240 ra. o eovado, a loja eat
abprtadas6 horas da maoha as Oda
noite.
EEEEIESBESHSaOCEHSSEE
Asteas de acopara
bales de se-
nhora.
Vende-ae a 160 e 200 ra. a vara : na ra do
Uueiraado loja de miadezas da boa fama n. 35.
Luyas de pellica de
Jouvin.
Vende-se as verdsdeiras luvas de pellica de
Jouvin para bomem e aenhora a 2*500 o par na
ra do Queimado loja de miudezas da boa fama
Cintos do ultimo eosto
Enfeites para cabeca
. ;*?*.*'*? M "' "w enfeites que tem
? U 8i"WC*d0' e d* uiu q^ladea a
Itsm. c,ll d,lM cosa vidrUho
h7r.A, rt!do Qaei uwa tama n. 35.
Laa muito fina para
bordar
Vende-ae a 8 |bri D8 rQ8 do Qoeimado
loja de miudesaS da boa fama n. 35.
Luvas de diversas quali-
dades
Vende-ae muito superiores luvaa de camurca
para bomens a 2 o par, ditas de Bo de eacoasia
brancas e de cores a 800 ra.. ditas da seda en-
tenadas para seohora a 2J, ditas da tonal pretas
bo.9fm:rnU86.OQUema l0J" *> d" da
Chicotes de gosto e muito
fortes.
.^deT8e ID^i,0 DO"iloschicotes debaleiacom
nho .' a = "I V de "eUI para homeD8 e -
m.,iV e?cada un>. oa deeatallo tamben
muito boos a 39, ditos de Junco porm muito bem
d dV V na ruaJ 0ueimlo loja de miu-
aezae da boa fama n. 35.
Gabazts pira senuorai t
meninas.
Vende-se pelo baratiasimo e admiravel preco
de 3 e 49 cada um. e affiaoca-ee que quem os vir
nao deixar de comprar, to bonitos e teis sao
enea : na ra do Queimado, na loja de miudezas
do boa fama n. 35.
Tinta bem conhecida e acre-
ditada para escrever.
duriq de nmmm mim fmk %Q m Jm%Q w m
Vende-se cada fraeco a 500 ra e dos grandes
a8U(,r,-l e8 "ola azul oa occasiio em que
ae eacreve e por muito pouco lempo flca prela e
bem preta, havendo a vaotagem de aervir para
copiar cartas: oa ras do Queimado loja de miu-
dezas da boa fama o. 35.
Ra Nova n. 18.
M. A. Caj avisa a aeus amigos freguezes que
nao podeodo acabar com seu estabelecimento de
Vende-se cintos dourados e de^palha o mais! nidarSi V^l'J'J1"1 eoolia<1 "P em 11-
belloque poaaivel encontrar-ee/pirnb.r.lf.ri! 2br! d .'if.ut- .d enc0IDa'.end <* qulquer
mo preco de 39 cada um, ditos de fita de muflo ?, .JL'J' e.pa" ,M0 lem um cl"n,es-
liodo, gW n i JktmJWVVZS&lZSZBt TO* P.V" '**"> qu.lqnereo-
muito linda, e de muilas qualidades pro.ri.I uni I mo eram Vnrtn ,e"ld8 COm '*W*o CO-
camente para cintos a 29 na t^iE3X\?^iStiV? C"? um*rande ortimento
loja de miudezas da ho.fama 0 35 I W l dLhMroi nL /^" Pe' maS baX0 pr-
------ ______ v I* oinri|iroj que se pode encontrar.
A3000.
Chapese palbinbafloa enfeatados para me-
ninas ; na roa do Creapo o. 10.
A01 tabaquistas.
urifT^"-! Bperio,e Imo francezea a iml-
S. nnd9JIDho'.B,uUo PrP' be .t*..P' "" deecore" e,cu A". Pe'0
%IZ pf.T d\5 e 6* a d"i : ra do
ueimado n. 22, na bem conhecida laja da boa f.
Filo liso e tarlatana.
dV?.*.,e ,1PeIOr ^,6 li8' e tortataoa branca
vara n! A/610 bVal!"'?0 Pre? e 800 rs. a
Toalhas pata maos.
barato preco de5. duzia ; na ra do Queima-
do o. 22, oa loja da boa f.
Ricos eneitei.
Vendem-se ricos e superiores enfeites os mata
moderooaqueha.pretosede cores, pelo bara-
nrS fi de e6f,0:B loja da boa f,
na ra do Queimado n. 22.
Cambrajai de cores.
vendem-ae cambraias francezaa de lindas co-
res pelo baratissimo preco de 280 o covado ; a
da boa U6,niad0 n- *" na benJ conhecida loja
Cambraias francezas finissimas.
Superiores cambraias francezaa muito finas, de
muito bonitos padrdes, pelo barato preco de 700
do n i" : a J* d* b0a > n" rua do Quema"
CambTala Usa.
Vende-se cambraia lisa transparente muito fi-
na, pelo barato preco de 4 e 53 peca com 8 1|2
varas, dita tapada muito superior, peca de 10
varaa a M : na rua do Qaeimado n. 22, na loja
da boa f.
Bramante e atoaliado de
linYio.
Vende-se superior bramante deparo linho com
..""V!" d! ,ar8u" 9400 a vara, assim como
atoaihado adamascado tarobem de puro linho,
com18 palmos de largura a 29500 a vara : na bem
conhecida loja da boa f.na rua do Queimado nu-
mero 22.
Cortea de ea\a,
Vendem-se corles de calca de meia casemlra
de cores escaras a 2g cada corle ; na loja da boa
t, na rua do Queimado o. 22.
Calcado
45 R143 piris 45
Oucam!.. Ougaml..
,r,'fe VD.aisP80"l o bomem civiUaado
spm cootradicio o sapato I ella lio neceaas!
ch.ooD?aoaPa0 e>l0m*- Tofer.q.e8Mum
*P.. 2l T! C."aca de >att" tsboado :
So e oid0 XhUd0; m" "Pt0 calcanha-'
uo e rodo, a botina aem uatre e i deacoaida
urchtr^ToT110" "*mSS
aot o i!,,!, por lao ?r"8 consideragoes
acabndrtPHP"!,a.r, de, Mtsbeleciieiilo.
o an. J,!.r?Ceber om "'fleo sortimeoto.
falcadn !lhegU8"8. Pr"" nova
?ejam' tW l"-n" fssla
Homem.
HIL^ES (cbagre privilegiado) frascos co-
mo a agua do Prala.
BOKZEGOlNS.inteiricos (Roctbild) '. '.
diversos fabricantes. .
5.n.ls* a ,UBl"PechiDcha. .
bseri.de NaptB*' Ta,Ue,a de ^lre
Ditos Nantes batera'. '. '.'.''
II
5150




69OOO
59500
59000
49500
395 59200
8|000
21000
19500
Aflao^a-se a boa qualidade de todo qualauer iroiiPrn
Jo ueste .rmazem, awia como vende-se por menos 5 a 10 llV.! L^WW
M2R0GRESS0
Fernandes Duarte
o da Penlia
como vende-se por ojenos 5 a 10 por cento do que em ou.ra
mais superior do mercado a 800 rsa libra, em barril se f.r
hora a l| a libra.
o em lala com 10 libras, por 4#500 rs.
comprado neste
qualquer psrle.
Mlaateiga ingieza
abatimento.
Hmnteiga Craneezn
llmilM do rei^o J Tn"'6"' 'm^e64*'libra-
Qel|as loudriaoj; t '1U" "Pr p0T3tm'
a 19000. j de Superl0l! ualidad muito frescaes a 800 inlelro. em libra
ti\k prola, Uy-iso e pteio 09 mplh
29OOO rs a Iihr. / os melhres que ha no mercado 39000, 296OO,
PrMiini va** fiambre
Prexunto do TeiZ, T ''Dra
Salame "p ,BiUdida a 4i0 lnleiro-e **" 'lib-
T.mUri.PriiXP6de haver Pr M,ar promp,',od"
Chouficas e paioi h' ? "^e arroba ,9#000
BanVia d* porco jSSSCt ^ ^' "''Iibra-
se for em b.rril t40 rf. a llbra/ 48 "'
laUmeladj, impWrUl A ,
Haca de^mat17 ^ ^^^^'^^^^^iiU^
S^ioaaeea^rrrr.T"'
muito proprio pira mimo, a 29OO0" "S conlend<> differentes qaalidadea,
^rvVtaa raneezas
a 500 rs. e Prlu8u m lata, de 1 libra, por 640 rs. dilas em meia.
AAetria, maearraa e ta^U%rim tnn
\Ole a rs' a libra e em xa a tt.
Genebra inglea"'568 *** "V*PropriM para mimo a 600"-
abaiimen* m0S 8uperior 1 h a IJOOO rs. a garrafa e em caiza se far
Genebra de Hollan&a c
Vinhos engarraf*do9,' T "'" f",queira'e" "" fra,co-
Viabo Borde* d Prt0'a &2iS &&&B*Porto flnoFei"
^amnasae ****"" mai8 acrediu,d"nurc"a ,f"garrafa e em eal" 9a d-
r & de difrerentes marcas a I69 a dui
Verdadeira setveja eabviaba.
wt. a 500 rs. a garrafa. "e outras muitas marcaa a 09 a doria, e
Viuboem pina D T
Espennaaetif e Figuei"a 3,50' *"e 4*500 a canada-
Batatas novas^' "'" "'"'" 76"'a ,ibra'
Cbocolate m *+*-#*.*
Figos da camSThe,PaDh01 a ,m rane"'1S'portugaez a 800 *a ,ibra
_, 320 rs. muil noT0, em cai" de 8 libras por 2J500, e em libra a
l>mnva,,.,
A.meadoasDg0inmar,lnailoalva"100r,-aUbra-
iVzeite doceC"Caffl,ea ^ "'a Ubra'
Palitos de deatea" 8"'' ga"ara e em "'"'9t'
Costeletas Is^jJS" cm perf9ic5' 2*"" ma5*
Boiaxinba iagleza ?rmaa'"' a'"b,i" *" "'a Iib"
^laeixas iraaceas mai a" d merc'd"4*'barrica e em ,ibra'm "'
tagaesae a 480 rs. Ubr**00' Btti, riC' COm t* ,,bra Por 3600. dita Pf-
SereiM1" ""'" U"'"""" "da um'eo por5l<> M ,r b"eto.
J""1 em frascos da l e 1|2 libra muito novas a 800 ra
'^If^^rresroeTo^arar.^08 eOC0Q,rar -Peal publico grande sortimen-
Port bouquets,
Dourados com cabos dema-
dreperola.
Chegaram opportunamente para a loja d'sguia
branca os bonitos port bouquets dourados e es-
maltados, com cabos de madreperola, conforme
sua propna encommenda, Ocando assim remedia-
da a falta que havia desses port bouquets de os-
lo, os quaes chegaram bem a lempo para os di-
versos casamentos e bailes que se conlam oesses
dlaa, por isso as pessoas que por elles esperavam
e as que de novo os quizereni comprar diriai-
rem-se munidos de dinbeiro loja d'aguia bran-
ca, rua do Queimado a. 16, que encontraro obra
de bom gosto, barateza, agrado e ainceridade.
de cambraieta.
Vendem-se superiores saias de cambraieta mui-
to hoa.com 4 pannos, pelo diminuto preco de
9; a ellas, que sao muito baratas: na rua do
Queimado n. 22, oa bem conhecida loja da boa fs>

'"rtww*........
antes meninos.....
lustre (sola e vira. .
(ama sola). .'
de tranca portuguea. ',
fraQceza. ;
Se 11 horas.
BOTINAS'gaapa alia e laco inglezes de
daracSo iocalculavel. ,
fraoceaa (lago). ....
sem laco. ,
> gaapa baixa. ,
outroa (82, 33 e 34). : .' .'
de menina (Jolvl.
Sapalos (Joly) com sallo. '
( ) sem salto. .
tapete. *
luatre (82. 33, 3A). '. '
econmicos para casa.
6J100
5J00
58000
48800
45500
49500
39X00
25000
800
800
500
abundante sorli-
Lindeza.
lotooo.
E' na rua do Queimado n. 39 loja de quatro
portas que ae vende os molhores chapeos de se-
da de formas maia modernaa e bom gosto.
ftuaaasenzala No t a n.42
vanae-se id sbu o. n .#mL...^ ap
llin.. lilbasngUzes.candeeirofs canica
bromeados,lonas nglezes, fio davala,chicote
psracarroi, emoniaria.arreiospera carroda
* oui cvalos relogio ida ouro patenta
aglar.
arte, rua da Imperstrix n. 20. J u"
Atlenco
farinba de mandioca de superior anaalMa^
-* d.,,..,. d.... i. .jara**;
quem pretender diriia-se aeata **1 \i Z V.ende-'e engeoho Santa Luzia aito na
JbftW* ?ax5p* ^ap proprio
P-abahuleirM.fimneirQietc.ai280-
ntlP.rn nrolonJ. J:_ .
para vender.
Cera de carnauba de pri-
meira qualidade.
Vende-ae em por$o e a retalho de orna sacca
SIV.'n!'" porfcoinDodo preco: na rua da Ma-
dre da Dos confronte ebotica n. 80.
n. .i.CAL DE LISB0A EM PEDRA;
m?n^f;.D.Ta que ha no macado e por preco
Leite virginal
infallivel remedio para
sardas e panos.
iioi!tim\8lDtl i b" wn^cido como reme-
III rs lSftp,rt ,ard,a,e paDD0. '"de-se a
"2. !P m '.do. loja d'.gui.
A loja d'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Eilaloj por estar constantemeate a receher
Sen7Ba"4rt fias de 8B Parias encommendas
Sd?d^^^-rsrrmK
TX.TX quUer pf0,er-' kS d rigir-a
Carros e carrocas
Em casa de N. O. Bieber
* t. successores rua da Cruz
numero 4.
a-secarros americanos mui elegantes,"5r, red"c&0 nos preqos para acabar.
i-se en- *eodem-se no armazem de Braca Son r
Hfc ".i fabncaD,e Ed^" "w a 10O rs. poi
Ufc.a, aa meamaa que sevendiam por 120 re.
Calepotassa.
Vendam-se eatea doua gneros no bsm conhe-
R,pcif,la.Cre1do,t8d0 dPp09Ho da rua ".de?, o
Beelfe u. 12. por menos pre;o do que em o.Ira
qu. quer parte, afl.nC.ndo-se a bo" mSJSi
A cal chegou a qu.tro di.a pelo brgue aSoee-
Mantas de retroz
Vendem-ae mantas de retros para gravataea
M rs. : na rua do Queimado n. 29, na loja d.
UNDIClO loW-MOOR
RaadaSeiullaNtTai41
nmnV? ",,b,,Mn,o contina a bav.ru.
0*pletosortimentod.moendase.eiaa Mesv
Vende-se
na rua do Queimado n. 19
oseguinte.
n.^Qa8 dea"?lb",i Ana adamascada para eorti-
Toalhas de linho adamascado psra meaaVM
Cambra,., de .lpico, gr.udo. moilo lio*aft
59 a peca, ditas de dito, miudinbo. fina. 4J500
Lencnes de bramante de linho a 3*000. ^^'
Cambra,, D,iada pir, forro de veaiido. coa
8 1|2 varia a peC por 29 '", com
Grandes colchas de fusto lavradas a tt.
meCnhir.0.,/,Def:d,.adum.,DUU0 ,i0d0 "** "
Coberlaa de chile, goato chines, a 19800.
a anV"Pell,Vra Doifa- de flordeUra.j..
Algodao com 7 palmo, de largo 600 r. a v.r.
Lencoea de panno de linho a 19900/
drnS"ballllellorB4c-. teodo recebido or-
S 1SZJ, encante ter-ae retirado do neg.
co convida portento, apewoa. que qoizereaa
lebre fabncante Kornby, a aproveitar-ae da al
portunid.de aem perd. U ^TlWllVmt
rrJ0o8TrPa0pricrn,D02Sr PreS0 -H&
Taixas.

Vende-se
quem OStem ou -e por cas., n%sta pr.c.V qem profen
der dirije-ee rua de Hortas n. 7. dede s
I horas da maoha al s 4 da larde
36^rua das Cruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESIVO
DE
169 a duzia e a 1J500 g garrafa, afflanca-se a boa
Entre-meios oordados em
cambraia transparente.
bordadosaemnUJobraKQCa "0"e-se eotremeios
peca de 3 vTra, "mbr,.,a transP"en'e 1 a
dita loja da,*, ;.Pk.? e"9 Pr,'ue 8e acb <"
Ader e se ?"'! r" do.""i PeSs. P.raevqeU.edo.. "* P"dr, U"n b"tant"
Polassa da Russia. >
Vndese em caa de N. O Bieher &
--, luccettore, rua da Cruz n. *
Navalhas d'aco
com cabo de marfim.
Vende-ae na loja d'aguia branca mui fio.ana-
'ainaa d ago refinado com cabos de marfim, e
para aasegurar-se a bondade dellas basta dizer-
se que aSo dos afamadoa e acreditades fabricen-
t6.'ih SSSfn* C- "" eada ealJ de dua na"
b?anc *92: narua d0 QueimaJo, loja d'aguia
Manteiga inglcza flora 800 rs
a libra.
Francaza a 640. toucinho a 320, ervilha a 100
rs., beaba refinada a 480, alpista e painco a 180
gomma de araruta a 100 rs. : na rua das Cruze
o. Z4, esquina da travessa do Ouvidor.
Capellas e ramos para casa-
mentos e bailes.
Vende-se muitissimo finas e ricas capellss
Branca para noivas, com o competente ramo para
o peito. nelo baratiasimo preco de 10 e 129, ra-
mos de flores muito finas e de muito lindas co
I^8rn',* 1Uo* mais Inferiores
19500 e 29: na rua d
zaa da boa fama n. 35
Flores finas.
A' loja d'aguia branca acaba de despachar um
bello sort.mento de flore, fin.a e delicadas pro-
.P.S0Pt"a0e^'1tea decabes e 'e.tidos para ca-
samentos e bailes; quem as vir em duvida se
issTa MSS !fperfeUas 8 delicada"
n. 16 Q^imado loja d'aguia branca
Espirito de vinho de 38
graos.
aN rua.daa Cu.es D' 24' qIn da travew.
do Ouvidor, a 196 <>,
A 4 000 rs,
A duzia de serveja branca e prela e de marras,
quino : no bazar da rua do Imperador
4 500 rs.
Vaasouraa americaaaa e ciscadorea inelezea-
no bazar da roa do Imperador l"es.
Feijo preto
r.'LT b.'i5.'ssa1"'is"
Farinha de man-
dioca
de Santa Calharina, a mais nova que ha no mer-
rWm tfUr na rua da Santa Cruz n. 1. ",U"WM"
&
Paletots
brancos.
du.Pf."rMl,0,h0,i,el0 b"'Mino prego de5| : na
da boa!B bem cobeda 10J'
ea*
M.nteigaing,eza -, IMIPIS
dem francefa TmZSlSS^: Zl T 17 *"* *-
Qee.ioss iizengos -^ ^ C ;. r rMSo aMo *,,b'-
Cha hysaon e prt 11 "" *2 *Iibr*' ,*10,, '""
Presunto fiambre "d m"c",d< mo' 2"">' .
Presuntos portuRue es 2b"Tp" 7 "ibr*-
Vinho fiord',? g"r""4 wT."** ** """c"""-<='^. >. .. r,,.r. ,.,o,.. **
Marmelada imperial. Jm,, t^LTiu^t, *kSMM '4"00'c""''*-
DOCeaS com doces secco das mais deliceda fmtM J. v
muito gosto a 39500 da urna. ** tUrp8' e ma,s ProP" V* ** Pa mimos, por serem ric.menie enhiladas a de
oferioe7pou-c7cou7r. 19. g em C^nhaS de 4 libra muito frescos e gr.mdes 2,000
o Queimado loja de miude- reras SeCCa em caixinha de 4 libras rW.Hj. Z *uuu-
genero. Cheg,dd8 ^ a,B0 WP" 35<>0 ** brs, afienea-se ser o melhor que pode h.,- .
p"8 franfZaS 6m UW8 de5 Hbr" POf 4e0 00O por libra.
raSSas em caixinhas de oito libras, as mlKroc j ~ 1 -
^tas comfructasJ.loa./..;rr:.rr:;^;.VoV:;;(;ibr^^
^Orittlias em frascos de 1 1 [2 a 2 libras de i600 a 2200.
Caixas SOrtidaS com ameiMs, amendoas, passas figos, peras e nozes o aue h. J. m..
por cana de 10 a 12 libras, e320 calibrados figos. "enoze8 1ua h de mais proprio para mimos, de 49000 a 4*000 rs.
Lata COm bolaxinha de SOda dediversMqualidadei a muito .... tLm
Conservas inglezas a.. ^^ J 2*^^.3 t"'dM d*'' lib,"4um' t6M-
Hrvilnas, francezas e portuauexas a 720 rs. a lata <;....
Amendoas d.. moll.. m rtit ^ lati ..^^^
fCe^s^^ .....-.
ArC"1^ 8UP!rr !" """'7W "" M
V n/Jr.. tP 5 '" "' ,6 "br* at '*' i P-*>.
' luagre braooo o mslhor que limos (ido i. mirado a 400 n. m MSSIi. ....j.
Massa de tomate emlausdeum. libra do mais.cred.tado ^7^^ TW nM
AraraU a melhor que se pode desojar a 320 rs. libra, e ,60 rs. a libra da gomma. "~ md' U"' UU*
ToUCinhO de Lisboa o mais novo do mercado a m rei. a libra arroba ,0*000
jSAtattS em gigoscom urna arroba, as melhore. que ha no mercado a 1*800 ogigo.
LeotllUas fraacezas, as memores e mais saborosas de todos os legumes a 500 rs. a libra
Palitos kiadOS paradenueaJOOolOOrs. o maco com 20 mLnhos .TVmu
Latas com sardinha de Nantes muito novas. 44o rt, uta.
Velas de Carnauba composi.jio de superior qaalidade a 400 rs. a libra e a ihaa
Bolachinha ingieza .og.ez.. m.i8 nowdo ^.^.ibirfM ^'^' **
^X" --do, .aconto puWico tado que procaz wn^ J^, epor B#BW ^^^^

i




'i ii
!
i>
DIARIO DB PERTUMBCO SEGURDA tlIBA 20 DI JANEIRO D 1861
ntremelos
bordados em cambraia
transparente.
N< loj d'aguia branca se acha um bello sorti-
meoto de ntremelos bordadoi em Boa cambraia
transparente, e como de aeu coslume est ven-
dendo baratamente a 13200 a pega de 3 rara,
tendo quantidade baitanle de cada padro, para
vealidoa j e quera liver dtoheiro approveitar a
occasiao, e maoda-los comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Agulhas imperiaes.
) Tem o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vistas aeropre
Tender o bom, mandos vir, e acabara de chegar
aqu (pela primeira vez) as superiores agulhas
imperiaes, cora o fun<1o dourado e mu bem fri-
tas, sendo pira alfaiatos e costureirae, e custa
cada papel 160 rs A agulha assim boa anima
e adiaola a quem cose cora ella, e em regra sao
mais baratas do que as oulras : quem as com-
prar na ra do Queimado, loja d'aguia branca o
16, dir aempre bem deltas.
Mui bonitas
e boas fitas brancas de chama-
lote, franjas e trancas.
Aloja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommends diversos arligos de Rosto, e proprios
para enfeites de vestidos de noivss ou convida-
das, sendo bicos de blond de diversas larguras,
franjas brancas e de cores, (rangas brancas com
vidrilhose sera elles, cascarriihaa brancas e mul-
tas oulras cores, finas e delicadas capelina bran-
cas, bonitos eofeites de flores e cachos sollos, lu-
vas de pellica enfeiladas primorosamente, rtui
bonitas e boas fitas de chamalote, e eroflm mui-
tos outrns objectos que a pedido do comprador
sero patentes, e vista do dinheiro nao se dei-
xar de negociar : na loja d'aguia branca, ra
do Queimao n. 16.
Tiras
hordadas em ambos os
lados.
Aos Sts. consumi-
dores de gaz.
Nos rmaseos do caes do Ramos ns. 18 36 e
na ra do Trapiche Novo (oo Recite) n. 8, se
vende gaz liquido americano primeira qualida-
de e recentemeetechegado a 149 1 de cinco
gallees, assim como se vendem latas de cinco
garrafas e em garrafas.
Vendem-se tiras decambrais bordadas em am-
os oos lados, que pela largura bem se pode par-
tir a meio, pira saias e outras mullas
custa cada tira 19200 : n
Oaguia branca o. 16.
cousas,
ra do Queimado, loja
americana.
Geographia
Vndese dout globos em meio uso,
um celeste e outro terrestre, proprios
para bem se aprender geographia. Os
eitudantes que os pretenderem podem
dirigir-se a livraria universal de Guima-
raes& Oliveira, na ra do Imperador.
Tiras bordadas.
Vende-se fioissimas liras bordadas aSf e2J500
a peca, babados fraacezes tnuito finos e com
bordados muito undosa J, 2*500. 8| e 4J500 a
pe^a : oa ra do Queimado loja de miudezas da
boa fama n. 35.
Agulhas francezas
Vende-se agulhas francezas de fundo dourados
das mellioresjfiue tem viodo ao mercado a 160
rs. o papel, carleiras de marroquim com agulhas
8,000
Barril com cal de Lisboa da ultima chegada a
89 : no armazem de Serodlo, ra do Brum n. 70.
vende-se urna lina nova grande e pialada,
propria para deposito de agua em jardim, por
preco commodo: na Capunga nova, em casado
Atnaral.
Batatas baratas
Vende-se batatas a 6*0 rs. a arrobas e 40 rs. a
llora : na ra Nova n. 69.
Vende-se feijo mulatinho muito novo em
pequea e grande porgio ; na ra Direita n. 8.
Pechincha.
Vende-se por commodo prego um sitio na
Torre, cercado de limao. com boa casa de viven-
da, estribara, cacimba de boa agaa para beber,
comobaoho do famoso Capibaribe a porta e
bastantes arvoredos de fructo ; a tratu com o
Sr. Jos Azevedo Andrade aa ra do Crespo ou
com o proprietario do mesmo sitio Jos Mariano
de Albuquerque na estrada doCoxang.
No v idade no tor-
rador!
23 Largo do Terco 23.
Queijos flameogi>8 muito frescaes, chegados
oeste ultimo apor a 39. manleiga ranceza a 720
aortidaa e todas oe muito ba quslidade a 1* e 640, manleiga ingleza llora 900 e 800 rs. em
cada urna, ditas de papel dourados e com muito porgao ae far.i abalimanto, assim como se to'rram
bom sortimeoto a 3i0 ra., caixinhas com 100 oulroa muitos gneros periencentea a molhadoa
agulhas sortidas muito boas a 2U0 e 280 rs. ca- assim comosjam,ea, primeira e seguoda sor-
da urna : na ra do Queimado loja de miudezas te, arroz, velas de espermacele e carnauba, azei-
D- 35. ; te doce e vinagre, e viuhos, se vendem por me-
nos do que em oulra qualquer parte a dinheiro
vista.
N. O.Biebar <& C.successores.rua daCruz
[D. 4,tem paravenderrelogios para algibeira da
Oaro e prata.
i Os burros e cavados existentes no armazem
. do Sr. Andr de Abren Porto, defroole do arse-
[ nal de marioha, vaodero-se a vootade e escolha
dos compradores : tambera ae venderlo do mea-
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo va- mo modo cssros muito superiores, que servirem
por ioglez sua eocommeoda de boss, bonitas e P8" agurdenteoumel: na ra do Trapiche n. 4,
largas filas de chamalote brancas e oulras cores,; priroeiro andar.
as quaes sao excedentes para ciotos, lagos, etc.,
de vestidos para casamentos e bailes, assim como
para lagos de bouquetes, cioteiros de criangss e
muitas outras diversas cousas, e como de aeu
costume os pregos sao menores do qae em outra
qualquer parte; aasim quem munido de dinhei-
ro, dirigir-se a rus do Queimado loja d'aguia
branca o. 16, ser bem servido.
K 3M SM 5i6 3M-^^ ^-9MIKin!a
Fitas de chamalo-
te muito boas e
bonitas.
MNLMMH dKOMfiWfiN CMMB
I Ioleresse publico,
[Offerecido pela loja dei
marmore.
Para acabar.
i
i
Vende-se potassa americana rcuito nova e de
superior qualidade: no escriptorio de Manuel
Igoacio deOliveira & Filho, largo do Corpo San-
o n. 19.
CHAPEOS A GARIBALDI
Ra da Cadeia do Recife, loja
n. 50, de Guuha A Silva. '
Os mais modernos chapeos a Garibaldi e chi-
ques, de palinha e feltro, mui lindos, e se ven-
dem pelo barato prego de 10 e t*.
Paletots a Garibaldi.
Paletots de seda a moda Garibaldi, imitando o
maisuissimo brim trangado decores, mnito pro-
prios paraos bailes, feslase passeios campestres
pelo diminuto prego de 10.
Chapeos baratos.
Chapelioas de seda para senhora, pelo baralis-
aimo rrgo de 85, chapeos de sela e de marin,
bem eufeitadus, para meninos e baptisado a 6 e
79, ditos de palha e seda para senhora a 10$, di-
tos de seda de cores, copa baixa, para humera a
Gg, ditos de casemira de cores, pelo dimiuto
prego de 19600, chpeos de castor baanco sera
pello, bonitas formas a 12S, bonets franceses de
panno para meninos a Z0ooo<.a#
Guar.lan ipos e toalhas.
Duzia de guardanapos para mesa a 2J e 2*100,
toalhas para mesi de li4, 1(2 e 2 varas a 1*000,
19500 e '29.
Vestuarios para meninos,
de fusto, eofeitados, a 89. baloes para senhora
a 39500, booiios vestidos de ptiautesia pelo bara-
to prego de 12J, aloalhado de linho adamascado
com 8 palmos ue largura a 2J210 a vara, mantas
de fil branco, manteletes, leques de diversas
qualidades, gollinhas, manguitos, sedas de qua-
drinhos, e outras muitas fazendas que ae ven-
dem por barato prego na referida loja cima.
SW ISVJWVSrSfSvi WBvVaVU vVvISVvCn^S'va^WSSl
Acaba de
chegar
noy armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con- \
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado aorlimento da *
roupas feilas, calcados a fazendas e todoa &
estes a* vendem por pregos muito modi-
Qcados como 6 de seu costume,assim como 8
aejam sobrecasacos de superiores pannos Se
a casacos feilos pelos ltimos figurinos a V
269,289, 309 e a 35o, paletots dos mesmos 2
pannos preto a 16j, 185. 209 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novoa padres a 149.169, 189.209 e 249, %
ditos saceos das mesmas casemiras de co- i
res a 99. 109,129 a a 149, ditos pretos pe- |
lo diminuto prego de 89. 109, e 12, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129, 1
ditos de merino de cordao a 129, ditos?
de merino chinez de apurado gosto a 159, S
ditos de alpaca preta a 79. 89, 99 e a 10*, U
ditos saceos pretos a 49, ditos de palba de I
seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 39500, 49
e a 495OO, ditos de fusto branco a 49,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e do cores a 79, 89, 99e a 10, ditas
pardas a 39 a a 49. ditas de brim de corea
tinas a 23500, 39. 39500 e a 4$, ditas de
brim braocos finas a 49500, 5$, 59500 e a
69, ditas de brim lons a 59 e a 6 J, cohetea
Sdegorgurau prelo ede coras a 5Je a 6|,
ditos de casemira de cor pretos a 4J500
Se a 59, ditos de fusto branco e da brim
a 39 e a 39500,ditos de brim lona a 4g,
ditos de merino para luto a 49 e a 49500,
caigas de merino para luto a4$50O ea5f,
capas de borracha a 99. Para meninos
de todos os tamanhos: caigas de casemira
X prefa ede cor a 55, 69 e a 79, ditas ditas
J de brim a 2), 39 e a 39500, paletots sac-
I eos de casemira preta a 65 e a 7, ditos
de cor a 69 a a 7J, ditos de alpaca a|39,
sobrecasacos de panno preto a 129 e a
14, ditoa de alpaca preta a 59, bonete
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
pira meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 89 e a 125, ditos d gorgu-
ro da cor e de la a 59 e a 69, ditos de
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordado* para baptisados.e muitas outraa
fazendas e roupas feilas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade; assim como recebe-aetoda equal-
quer eacommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este flm
tamos um completo sortimeoto de fazen-
das de gosto a urna grande oficina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pala suapromptid e perfeigo nadadei-
x>i desejar.
I
I
Na ra do Queimado n. 10
loja de 4 portas.
Vende-se chapelioas de seda para se-
1 nhora a 89.
Organdys padroes os mais modernos a
600 rs. a vara.
Sedinhas de quadrinhos a 800 rs. o co-
vado.
Casacas de panno preto muito fino a
208000.
Manteletes pretos a 159 e 209.
Riquissimos vestidos de seda de cores
e pretos o maia moderno que tem appa-
recido e por baratissimo prego.
I
I
Potassa da Russia.
Vende-se potassa da Russia da mais nova e
superior que ha no mercado e a prego muito
cammodo: no escriptorio ue Uanoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
As verdad-ciras tovas de
Jonvio.
Acabara de chegar pelo ultimo vapoi -
lvla U'OgUia l/.aau~, u IU3 UU Quvluivilo a. 10,
sendo de todas as cores.
sem segando, !
Na ra do Queimado n. 55, loj de miudezas
de Jos de Azevedo Usa e Silva, est vendendo
ludo muito barato para apurar dinheiro, pois o
que presentemente mais precisa. 1
Groza de peonas de ago de diversos mo-
dellosa................................ 500
Caixas com agulhas francezas a.......... 120
C'ixas com alflnetea a.................. 60
Caixas com apparelhos para meninos.... 240
Ditas com dito para grandes a.......... 500
Baralhos porluguezes a............120 e 200
Groza de botes de osso para caiga, pa-
queos, a..............................
Tsouras para uohi muito finas a......
Ditas para costura a....................
Baralhos francezes muito fios a........
Agulheiros com agulhas a..............
Caivetes de 1 folha muito finos a 80 e
Pegas de tranga de la cora 10 varas a..
Pegas de franja de la cora 10 varas a..
A loja de marmore lendo de apresen-
tar concurrencia publica o que ha de
mais novo em fazendas, tanto para ae-
nhoras como para homens e meninos,
sendo que para este (ira espera de leus
correspondentes de Inglaterra, Franga e
Allemaoha as remessas de seus pedidos,
tem resolvido, antes de apresentar o no-
vo sortimeoto, liquidar as fazendas exis-
tentes, o que etTectuar por pregos mo-
E dicos e para cujo fim convida o respeita-
g vel publico a aproveitar-se desta emer- .
m. gencia.
BaittieeM MNt mmm
FuDileiro e vidraceiro.
Grande e nova ofiicina.
Tres portas.
31Ra Direita31.
Neate rico e bem montado eslabelecimeoto en-
contrarlo os freguezes o mais perfeilo, bem aca-
bado e barato no seu genero.
URNAS de (odas as qualidades.
SANTUARIOS que rivalisam com o Jacaranda.
IUNHKlRuSde todos os tamanhos.
SEMICUP1AS idemdSn.
BALDES idem idem.
BACAS idem dem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caixas de todas as grossuras.
PRATOSjimitando cu oerfeicn -
CHALEIRAS de todas as qualidades.
PANBLLAS idem idem.
COCOS. CAND1E1ROS e andres para qual-
quer soriimeolo.
VIUROS em caixas e a retalho de todos os ta-
mandando-se maohos, botar dentro da cidade,
em toda a parte.
Recebom-se encommendas de qualquer natu-
reza, coocertos, que ludo ser desempenbado 1
contento.
A loja da bandeira
tem para vender de boa
qualidade folha, esan/io-
e bacas de
^ senecupa prego favorito.
SNova loja de funileiro da!
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Josda Fonsecs participa a
todos os seus freguezes tanto Oa prega
cmodo malo.ejuniamenle aorespeit-
ve publico, que tomoo a deliberago de
balxaro prego de todas assoasobras.por
cujo motivo tem para vender uro grande
aorlimento de bahs e bacas, tudo da
differentestamanhose dediversas cores
am pinturas, e juntamenUam grande
sortimento deliversas obras.contendo
oanheirosegamelascompridas, grandes
eoeqaenas, machinas para cafe e cane-
cas para conduzr agua grandes e peque-
as, latas grandes psra conservar fari-
nha e regadores ao use da Europa, ditos
grandes e pequeos ao uso do Brasil a
camas de vento, itaS de arroba a 19,
bah8grande*49 peque no. a 600
rs baca grandes a 59 e pequenaf a
800 rs.,cocos de aza a I9 a duzia re-
gadores regulares muito barato, dito ..
pequeos a 400 rs., de ludo* estes objec
los ha pintados e em branco e ludo mais
se vende pelo menos prego oossivel: na 1
loja da bandeira da ra da Cruz do Re- j
M9&9WM69K M9MMKM8M!
Plvora.
Vende-se plvora de auperior qualidade e
chumbo de munigo por menos do que em outra
qualquer parte; tratar no escriptorio de Anton.o
oe"an i?"" D Frle d Mall'r,a da
LuvsdeJouvin.
Na loja da Boa F na ra do Queimado n. 22
sempre se encontraro as verdadeiraa luvss de
Jouvm tanlo para homem como para senhora
advertindo-se que para aquelles ha de muito
indas edrea, na mencionada loja da Boa F na
ra do Queimado n. 22.
Banha fina
em copos grandes.
A* loja d'aguia branca avisa a sua boa fregoe-
zia que e chegada a apreciavel banha fina em co-
pos grandes, e contina a vende-la mais barato
do qne em outra qualquer parte : na ra do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
loja de 4 portas de If er-
* raod Mbia,
i
vendem-se ssseguintes fazendas por nielada de
seus valores someole com o fim de acabar.
Chales da louquim o melhor que tem sppare-
cido no mercado a 8,10, 15, 20 e 30|.
Seuinhes de quadrinhos, ro*ado, a 800 e If.
Chaly e barege, covadn 500 ra.
Mimo do co, covado 500 rs.
Casas frsDcezs, covado 740 rs.
Curtes de casss de salpicos a 39.
Grosdenapl*-prelo, covado 19.
Dito aojar, lio, coado 600 rs.
Chaira de merino bordados a matiz a A%.
Cortea de velludo de cores para cohete a 39.
Paletots de brim de cores a 39.
Lengos de seoa de cotes, uo. 600 fs.
Chapeos de palha para senhora o mais moder-
no e rico que lera apparecido a 12, 14 e159.
Ditos para meninas e meninos por barato prego
bonets de palha para meninos idem.
Cortes de seda de quadros, fazenda muito su-
perior a 89.
Paletots de alpaca preta e de cores s 85.
Tailaiaua de la com palmas matizadas, fazen-
da moderna e propria para vestidos de senhora e
meninns, covado 400 rs.
Chapelinbas ae seda para S'nhora, urna 6J.
Metas para menina de 2 a 8 annos, duzia 29.
Vestidos pr. tus bordados a velludo.
Ditos oitos com babados.
Dits de cores, riqusima fazenda.
Panno fino de todas as cores, covado 21500 e
3SO0O.
Manteletes pretos lisos a 12 e 159.
Ditos ditos bordados o mais rico possivel.
Cortes de nova fazenda intitulada mossambi-
que, propria para vestidos de senhora.
Atoalbado de linho com 10 palmos de largura,
vara 29.
Bramante de linho, 12 palmos de largura. Tara
29000.
Uno de dito muito fino a 2$30O.
Chales de laa e seda a 29.
Alera das fazendas cima mencionadas ha mul-
tas outras de apurados gostos, que se vendem por
diminuios pregos.
Linas prctas de pellica.
Chegaram no vapor francs novas lavas de
pellica pelas e oulras cores para bomem e se-
nhora : quem dellas prerisar, uirisir-se direc-
tamente ra do Queimado, loja d'aguia brancu
n. 16, que rer bem servido.
Relogios,
Vende-se amcass de Johnsion Pater & C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimeoto da
relogiosdeouro,patente nglez. deum dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambera
naa variedade de bonitos tranceln.1 para os
masmos.
Novo paquete das novidades
23-Rua Direita-23
sortimeoto tendente a molhados
SABAO.
Nesle novo estabelecimenlo echar o publico um grande
ludo por prego mais baraio do que em outra qualquer parte
Manleig, ingleza especialmente escolhida a 800 e 960 rs. a libra,
una trncela a melhor do mercado a 720 rs. a libra.
Queijos flamengos chegados nn ultimo vapor a 29800 e 38.
Cha hyson e prelo a 29 e 2*880 a libra.
Vinho engarrafado d... meiriores aulore. a 19 e 19200 a garrafa.
Vicho de pipa prhpnos para pssto a 500 e 560 a garrafa?
Marmelada imperial dos melhore autores a 800 ra a libra
Ameixas Dfltlueuez>uea><. nJiW-
Lalas com boiichiohas de differenles qualidades a 1 400.
Conservas inglezas as raelhores do mercado a 800 ra. o frasco.
Massas, talbarim, rmcarro e aleiria a 440 rs. a libra.
Cerveja das melhorcs marcas a 560 agarrafa.
Genebra de hollanda auoerior e 500 rs. a botija.
Velas de carnauba a 440 rs. a libra.
Ditas de espermacele a 760 rs. a libra.
Vinagre puro de Lisboa a 320rs. a garrafa.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
AI pista a 160 rs. a libra.
Tuucioho de L<>boa a 360 rs. a libra.
Alm dos gneros annunciadosachara o publico um graode sorlimento de um ludo tenden-
te a molhados mais barato do que em outra qualquer parte.
120
400
400
320
80
160
200,
800
Pares de sapatos de Iranga a............ 19280
100
400
i
i
i
8
i
i
120
8
8
Carlas de alfinetes francezes a..........
Escovas para limpar deotes a 200 e___
Massos cora grampos muito finos a....
Carioca com colchetes com algum de-
leito a...............................
1 Ditos de ditos de superior qualidade a
Didaes de ago para senhora a............
Rialejos com duas vozes a..............
Ditos com 4 vozes a....................
Eofiadores para vestidos, sendo muito
grandes a..............................
Caixas com clchales francezes a........
Carias de alfinetes para armagSo a......
Charutelras mui tu Boas s................
Tinteiros de vidro com tinta a..........
Ditos de barro com tinta superior a....
Arca preta muito fias, libr............
SOTM* '
se m segundo
Ra do Queimado n. 55, defroole do sobrado
novo, est disposto a vender tudo por pregos que
a todos admiram, assim comoseja :
Frascos com agua de Lavando muito su-
perior grandes a.................... 800
Duzia de sabonetes muito finos a...... 500
Sabooetes muito fios a................ 160
Ditos ditos muito grandes a............ 200
Frascos com ebeiro muito finos a...... 5(10
Garrafas com agua celeste superior a .. IJfOOO
Frascos com banha muito fina a........ 240
Ditos com dita de urso a................ 600
Frascos de oleo de babosa a............ 240
Ditos de dito muito tinosa 320 e...... 500
Ditos com bsnha transparente a........ 900
Ditos com superior agua de colonia a... 400
Ditos ditos frascos grandes a............ 600
Ditos de macag e ae oleo a............ 100
Lioha branca do gaz a 10 ra. tres por
dous e a.............................. 20
Lioha em carto de Pedro V com 200
jardas a.............................. 60
Dita com 50 jardas a.................... 20
Duzia de meias cruas muito encorpadas a 29400
Joaqeim Francisco da Helio Santos avisa aoa
seeetreguezeadesta praga e oade fra, que tem
exposto venda sabode sua fabrica denominada
Recifenoirmazem doaSra. Travassos Jenior
& C, na ra do Amorim n .58; maaaa amarella,
caatanha, preta a outras qualidadea por menor
prego qae de oatrasfabricas. No mesmo arma-
bem tem f eito oseu depoaito de velas de carnae-
sasimplessem mistura alguma, como as de
composigo.
Lindas flores.
Na loja d'aguia de ouro, ra doCabog n. 1 B,
r raceberam de sua propria encommenda um com-
40 j pleto sortimeoto de flores, o mais fino qua pos-
; sivel euconlrar.proprias paraenfeiles de cabega ou
20 vestido, cousa muito chique, que se vende por
40 Pre?o que admira, sendo a 800 e 19 o cacho.
5 Mi gangas miudas de todas
as cores.
80j Aloja d'aguia branca acaba da receber essss
40 procuradas micaogas miudas que servem para
801pulceiras e oulras cousas, e por isso avisa as
I9OOO! pessoas que ellas esperavam e as que novamente
160 quizerem comprar que munidos de 500 ris cora-
'1 praro um masso muito maiordo que os anligos,
Isso someote na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
ATTENCAO &
48
e cilos
dourados.
A loja d'aguia branca acha-se receotemente
provida deum b*l'o e variado sorlimento de en-
eiles de diftereniea qualidades e gofios, oa maia
lindos que iossiel eoconirar-se ; ssim como
est igualmente bem soitida de boniius cinloe
dourados e prateados sendo lisos, de hslres, e
matizados, e bem assim os de ponas c.hide,
tendo de tudo u.uito para salisfater o bom gosto
do comprador, que munido de dinheiro nao et-
xara de comprar: na ra do Queimado, loja d'a-
guia braoca n. 16,
Na padaria de Anluiiin Fernannes da Silva
Beiriz, rus dos Pues n. 42, verde-sea muito
acreditada bolachmha igual a ingleza, dita de
araruta. todoo trabalho nesta rasa bem romo o
pao e bolacha feilo das melhores annhaa e
trabxlhadn com o maicr asaeio possivel, faiioba
a melhor do mercado a 180 rs. a libra.
Luvh Ae tlouvm.
Vendem-se as verdadeirasluvaa de J011 vio, che-
gadas por este ultimo paquete da Europa :
loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1.
Gollinhas
detraspHS-o bordadas em
cambraia lina.
Vendem-se a 29 rada urna : na rus do Quei-
mado, loja o'aguia branca o. 16 A obra boa e
o lempo proprio ; a ellas, freguezas, antea que
se acabem.
Noves cinteirt'S de fitris com
pontas cahidhs e franjas,
K loja d'aguia branca araba de receber pelo
vapor ingle (>s lao procurados e muito bonitos
cinteiroa de Blas rom ponas c*hid.is e franjas, e
por isso podem agora ser s> linfa loiiaanenlr cr-
vidas ss senhures que a degejavsin ; elles achata-
se nicamente nadita loja a'aguia branca, rea do
Queimado o. 16.
Chapeos de \ alha.
O mais lindo soriio>ento de chapeos de palba
daa formas as m>is modernas de Paris, para se-
nhoras e menina, ricos aintos ullima moda, di-
tos com lacs bordados : na ra do Crespo o. 4,
casa de J. Falque.
GE LO
No deposto do gelo ra do Apollo
n. 51, vende-se gelo de hoje em oante
arroba a 5#5(>0, e meia arroba 2|000,
ea libra a 160 ris : tambem vecebe-se
assignaturas das pessoas particulares lo
go que srja diariamente, at que le
acabe o gelo.
Grande
mammk
Superiores paleiota de panno prelo mullo fino,
obra muio bem feia, pelo baratieaimo preco *
209 ; na ra do Queimado n. 22, na bem conhe-
cida loja da boa f.
Bonecas bonitas
com rosto, e meia perna de
porcelana.
Vende-se mui bonitas bonecas com resto, e
meia perna de porr-llana ao* baralissirrns precoa
de 240, 360,500. 560. 640,720. 800 e 1*000: if so
n ra do Oueimado, luja d'aguia braoca n. 16.
?idiiiuio> siuu'rit'iiiias.
C, auccessoras,
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, na ra do Queimado n. 22,
ae encontrar um completo sortimeoto de grava-
tas de seda pretas e de cores, que se vendem por
pregos baratissimos, como sejam: esireilinhas
pretas e de lindas cores a 19, ditas com pontaa
largas a 1*500, ditas pretas bordadas a 19600. di-
tas pretas para duas voltas a 2$ ; na mencionada
leja da boa f, oa ra do Queimado n. 22.
Urna barcada.
Vende-se ama bsreaca do porte de 35 caixas,
eocalbada no estaleiro do mestre carpioleiro Ja-
cintbo Elesbao, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
tas, sonde pode ser vista e examinada pelos pre-
tndenos ; vende-se a prazo ou a dinheiro ; a
tratar com Uauoel Alves Guerra, na roa do Tra-
piche n. 14.
Liemjoh brincos muito
finos,
Veodem-se lencos brincos muito finos, pelo
diminuto prego de 29400 a duzia, graude pe-
chincha : na loja da boa f, 01 ra do Queimado
numero 22.
DEL PMJ5W
Sortimeoto completo de fazendas e roupas feitas
paran nani.
No 48Ra da lmperatrizN.
Junto a padaria franceza.
Encontra-se neste estabelecimenlo um completo sorlimentii de roupas de todas as qualida-
des como sejam paletots ^e alpaca preta de 39 a I09, ditos de merino prelo 7^ preto saceos a 79. 89 e 129, ditos de casemira de 79, 99e 129. ditos de alpaca de cor a 39500. 49 e
79. ditos de meia casemira de cor a 49500 e pretos a b$. ditos de brim pardo e de cores a 3*500 e
49. ditos brancosde bramsnti a 3*500 e 4*. oe brim trancado a 4*500, sobrecasaco de panno preto
a 169. 189 20J, ditos com aila de velludo a 189, sorlimento de calcas brancas de biim a 2*500,
8*500 a 4*. ditas de cor a I96JO. 29, 2J500 e 3*. titea de ana* de cor a 2 700. de meia casemira
a 39, 3*500 e 69. ditas de casemira superior a 6J500. 79500 e 9*. ditas pretas a 48500, 79, 89 e 10|,
e de outras muitas qualidades, sonimenio de coltele de ludas as qualidades. caansas francesas ae
indas as qualilades e prego, scroulas de algodo, de bramante e de linho por pregos admiraveis.
Um sortimenlo de roupas para raeoinos de diversos tamanhos, chapeos francezes pars cabega de
todas as qualidadej, chapeos deso de seda a4miravel pechincha para liquidar a 5*500 e 69, ditos
para senhora a 48 e 59, e oulras muitas qualidades de fazendas e roupas feitas que ae afianga ven-
der por pregos commodos.
Em casa de N. O. Bieber A
ra da Crui o. 4 vendem-se :
Machinas para regar hurlas e capim.
Ditas para desrarogar n.ilho.
Ditas para corlar ca. ira.
Selins com pertences a 10* e 20*.
Obras de metal principe prateadas.
Alc.iiro da Suecia.
Verniz de aicairo para navios.
Salsa parrilhade primeira qualidade do Par.
Vinho Xere* de 1836 em caixas de 1 duzia.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Arados e grades.
Bnlhantes.
Carrogas pequeas.
Ra das Cruzes n. 4,
fahrira de charutcs,| vende-se charutos a 15ft|o
milheirn, de fumo oa Babia, velas de composi-
go a 11* a arroba, e em porgan faz-ae abati-
mento; aQanga-se a boa gnulidade.
Luvas de pellica pretas.
Vendem-se as lu*aa prcas de pellica com pe-
queo toque de n.ofo por preco baratissimo ; na
loja d'aguia de ouro, ra do Cabug o. 1 B.
Fugio doeogenho Pedras fr-guezia de Bar-
reros no dio 8 de deien-hro de 1811. o prelo Js-
nuario, crioulo, idade 25 a 30 anuos, alio e cor-
pulento, puuca barba, ps apalheladoa, e lem
escrotos volumosos, bem ladino, o referido
prvto foi doSr. Flix da Cuoha Teixeira, mora-
dor em Fora de Portas desta .-ulule, e consta ter
muitos ronhecimenins em H*rirota : roga ao a
aprehensao do dito preto pudendo ser enlr.gue
ao Sr Jos Joaquim Gomes de Abrea na roa do
Imperador o. 17 ou oo eigenho Pedraa, que ae-
ra generosamente recompensado.
GRANDE DEPOSITO
DE
Oita de ditas muito superiores a........ 4*500
Ditas de ditas brancas para senhora a.... 38000 '
Ricos da largura de 3 dedos, vara a..... 120
roza de botes de looga a.............. 160
''.arriteis de lioha com 100 jardas a..... 30
Ouzia de phosphoroa do gaz a........... 240
Oita de dilos de vela muito superiores a 240
Pegas de Uta para cs de todas as larguras 320
Franjas de linho para toalhas (vara).... 80
Bicos das Uhas por todo o prego, por pedido
que tenho do fabricante para acabar, e por laao
oo se olba o que cuatou, e sim o qua d.
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende-te: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. idem
de Low Moor libra a 180 rs.
M fh
DO
Caivetes fixos paraabrir
latas.
Chegou nova remessa desses preciosos cai-
vetes fixos para abrir lataa de eatdinha, doce,
bolachiohas etc., etc. Agora pela festa cmese
mullo dessss cousas e por isso necessario ter
um desses caivetes cujo importe I*, corapran-
do-se ns ra do Queimado loja da agaie branca
o. 16, onica parte onde oa ha.
Arado s americano se machina-
paralava roupa remeasa deS.P Joi
hiton 4 G. ra datenzala n.4f.
Feijo de corda.
No rmate de Tasso Irmaos, ra do Amorim
numero 85.
Aviso.
Brbalho (Cabo.)
4MU1A DO IMPERADOR-^.
Neste deposito existe graode qualidade de louca e de todas as qualidades, o que se pode
desejarde bem fabricad e de ba qualidaco de barro, coma nropriedade de conservar a agua
aempre fra, como sejao jarras, resfriadore, muringues, quartiobas, garrafas, copos para agua etc.
De obras vidradas.
Tem ricos vaart para flores, talhaa, algUdares de lodos os tamanhoa, aaaadeiras, boides
com lampos e sem eles, panelias para bater-se solos, csgarolas, entusas, frlgideirss e muitas ou-
tras pegas que serisenfadonho mencionar.
O proprietar* desta fabrica a primeira deete genero entre us espere obter do respeitavel
publico animarjao /concurrencia e para conseguir M3e flm vende a aua louca mala barata do que
at aqui se vend/ nesta cidtrte.
Apromptatualquerfactara para exportar, alm dos pregos commodos porque vende di 10
por cento de abale para quem eonprar de 100* para cima e deesa qoautia para menos terio 5
por cento.
Qualquer eitommSBtfs pode wr entregue no depoaito da fabrica ra do Imperador o. 41.
/
/
No dia 28 de julho de 1861 fugio do Gorinhe-
'inho, (resoezia de Guarnbira. o escravo Joa-
quim, cabra, com 40 annos, cabellos i re toa o
quasi carapinhos. tem o rosto desramado, i-nuca
barba, pannos prett-s oas duas faces, nariz afila-
do, olhar velhaco. bocea regul-r. denles inieiros,
limados e gastos, pesengo bem jtrosso deade a
nuca at o tronco, hombios cahitas a pomo de
oio sustentaren oa .usi ensnrins, aliara regular,
oes e nios grand*a, rhaboqueiro, cheins de
reas, muito bem empernado, tem bons brtgos,
falla pouco, rorlez, gosla de cantar Ida*, rila
acosturaadn a almocrevar e a tirar gado rosno
tangeoor. Dous das depois de fgido eprarereo
em Bezerros, o'onde eio tara o Recite em pro-
cura de certu individuo que Ihe deu valhacooto
e presume-se que esta agregado a algum enge-
rido. O dono protesta usar de todo o rigor da lei
contra quem o tiver ocrullo : quem o pegar po-
de leva-lo ao seu senhor Jos Justino da Cosa
Briio, no lugar mencionado, ou ao reverendo Dr.
padre Joaquim Graciano de Araujo oa roa da
Santa Cruz n. 64, que ser generosamente re-
compensado.
AttencAo
Fugio do Rischio de Panallae, um mulato de
estatura baixa. corpo groaao, deoles lisiados,
olhos pretos a graodes, cabellos caxia4e#, e pea
regulares, cojo mulato se ehaete Fusiioo. de
idade de 15 a 18 anona, levuu ceroula o camisa
de algodae ssul. Fot visto nesta praga esn disa
da semana trsada,em vas comboi im-to daeoel-
le rugar. Roga-se a todas aa autoridades ea-
pitaes de campo a captara do dile anuale, o
qual ooner ser entregue ato referido lugar ao aoa
senhor, Domingos Antonio daa Nev, ou nesta
I prega ao Sr. Uaooel Ignacio de Oliveira Loba),
I que recompensar com generoaidsde. Outro
i sim, proiesia-se contra qeeme liver acoeUde




DURIO DE PEINAMBCO. SUUNOl 1BIAA SO DI JANEIRO DE 1861.
i.
Literatura.

m
0 RE DE PORTUGAL
D. Pedro V.
(Coocluaio.)
Desde o principio, o prioclpe D. P
trou pelo eatudo e pelo trabalho um
conservou toda a sua vida. Islo nao
um resultado da educagao e da disciplina, mas
urna ioclinagio natural; tambera se pode di ter
delle que fui um dos principes mais instruidos
do seu lempo e de um lempo em que
udro mos-
goslo que
era nelle
a iostruc-
co dos principes geralmeote cultivada com
extremo cuidado.
O seu genio meditabundo e serio, antes que
fri ou reserradu.a perspectiva loogioqua da co-
rda e dos deveres que ella impe, contribuan),
alm disso, para conservar essas disposicdes
Com o lempo ra levado a (aier ascolha en-
tre os objeclos dos seus estudos, W preferencia
do seu espirito tioha-o coodusido pira a histo-
ria, para a poltica e para aa aciendias aoctaes.
Em materia de economa poltica possuia um
saber muito real, e era, como se di*. Iivre-cam-
bista to esclarecido como ferventa. Islo nao o
impeda, apesar do que possam /pensar certos
espinlos, de ser muilo affeigoado s leltrai.
Tinba fundado as suas rosidfyncias das Ne-
eessidades e de Mafra escolas primarias, cujo ea-
sino era qaasi dirigido por elle assistindo s
sess5i dos exames dos discpulos, que duravam
algumas vezes cinco ou seis horas, comprazen-
do-se em distribuir elle proprio os premios, e
em fazer os discursos do uso eoi semelbanle oc
casio.
Era como grande proprietario as localidades
onde linha as suas residencias/ que elle obrava
assim, dan lo um exemplo que leria querido ver
seguir pelos grao Jes do seu reino.
-Como rei, linha tomado dos rendimentos vo-
luntariamente reduzidoi da ua dotago os fun-
dos necessarios para crear na academia de Lisboa
cadeiras de historia a de lilteralura nacional e
eatrangeirs, edesejoso de as populansar, assis-
lia muitas vezes s licgoes dos professnres.
Tioba orna f ioteira, absoluta no bem que
deve fazer aos hornees e s sociedades a diffuso
das luzes
Como coosequencia asss natural amava os
litros.
Era um bibliophilo com as qualidades e as
innocentes fraquezas do ofUcio.
Nao podia fazer pessoalmeole essa caga s ra-
ridades, que um dos attraclivos deesa amavel
paixo, mas lioha alguns amigos discretos que a
faziam por elle, e a sua alegra era grande q lian-
do se aoouociava myslehosamenle a descoberta
de alguns desses livros ou desses maouscriplos
preclosus que as guerras, os abalos polticos e a
suppresso dos conventos langaram em grande
numero as lujas dos merceeiros ou as dos
mercadores dos iivros.
Debaixo deste ponto de vista, Portugal nm
paiz a explorar para os amadores de livros.
Ignoro a importancia numrica da colleego
formada pelo joven rei, mas vi, Uve na mao e
folheei alguns dos livros destinados a augmenlir
o thesouro real,e posso assegurar que, se algum
dia se emprehender em Lisboa algama publica-
cao anloga nossa colleego dos documentos
inditos relativos historia nacional, havar
muilo a aproveilar uessas obras perdidas que os
piedosos cuidados do rei D. Pedro recolberam.
Aquellesque s o viram na viagem que fez
em 1855, depoia da proel a roa gao da sua maiori-
dade, nao poderiam seno difBcilmente fazer
idea do que elle se tornara, do desenvolvimenio
que se tinha produzido na sua pessoa, quando a
tnorle veio arrebata-lo.
O aooo passado tive a honra de o ver muitas
vezes em Lisboa; quaoto o achei differente do
que o linha visto em Pars I
J nao era o adolescente que se ensaiava com
alguma timidez anda para aero rei; era um
bello mancebo, de estatura elegante, de manei-
ras abenas e affecluosas, de physiouomia expres-
siva, ligeirameote irnica quaodo tratava de cer-
tos sssumptos, animada quaodo fallava das cou-
as que lhe ersm caras, mas as mais das vezes
marcada de um carcter do profunda meUn-
olia.
Atravs de toda a sua tristeza nunca notei, to-
dava, nada que se assemelhasse a amargura ;
paroi-eu-rua, ao contrario, que apesar das aau-
O6'*0'ttia-V8^t9a-tOtrtV>V,-% -lUO'i.^'.-'wsvH'
dade de que havia to plenamente gosado duran-
te alguns mezes do sen casamento, rajiava sem-
pre na sua alma religiosa e resignada.
Era reconocido por alguns das felizes que
lhe hsviam sido concedidos; sabia que a vida
nao s um tecido de afficges, mas seniia que
a sua parle era grande na sorle commum das
dores humanas, e desconllava de algum modo do
seu destino.
A primeira audiencia que Uvera a benevolen-
cia de flxar-me leve de ser adiada, em coose-
quencia da morte de um ajudante de campo a
quem tinha particular affeicio, o general Lourei-
ro, arrebatado por um ataque de apoplexia ful-
minante.
Foi milito naturalmente a primeira couss de
qaedepois me fallou : a Parece, (dizia elle), que
sou fatal a ludo o que amo; minha me, minha
irma, minha lia a duqueza de Nemours, minha
muiher, todas desapparecidas antes di edade l
Depois poz-se s cootar todos os pares do rei-
no, ministros, coosclheiros de estado, generaes
que tinha oomeado depois de ter subido ao
throno, e cujos lugares estavam j vazios em
derredor delle.
Estas dolorosas lem brancas nao o abandona-
vam ; sua ultima hora, quando, nao descouhe-
cendo a gravidade do seu estado, procurava con-
solar os oulros, receiava anda essa lista fne-
bre, mas accresceutava, em forma de compensa-
cao, que a sua morte la em breve libertar Por-
tugal da funesta influencia que tinha pesado in-
cessanlemente sem descanso nem merc sobre a
existencia do seu rei.
Nao era, comtudo, urna alma desalentada.
Cerlameote todos se recordam dos admlravels
examplos de firmeza e dedicago que, apenas de
edade de viole annos, elle soube dar a lodos
quando foi preciso consolar e traoquillisar as po-
pulages aterradas pela exploso da febre ama-
relia.
Seja-me nesta occasio permittido referir orna
ancdota que me foi contada em Lisboa, e que
faz compreheoder os sentimentos de que o povo
eslava animado para com o seu rei.
O joven principe coocebeu a suspeita de que
no meio de urna mortalidade to coosideravel
podia acontecer que se desesperaase demasiado
cedo dos moribundos, e formara lencao de vizi-
tar nao s os enfermos, mas al os morios.
Corto dia, hega ao leito de um soldado, um
corneleiro de iofaniaria, sobre o qual os eofer-
meiros acabavsm de esleoder o seu capole mili-
tar, para dizerem com isto que elle cenara de
viver.
O rei acha o corpo anda quente ; inclina-se,
ouve o corago que aioda palpita fracamenie ;
exclama que o hornera nao est mor), e per-
gunta o que se poderla fazer para o salvar. Os
mdicos aconselnam urna friego.
O rei manda mmediatameoto buscar o medi-
camento designado, a arregacaodo as mangas do
casaeo, applica com as suaa proprias mos urna
vigorosa friegao ao doeote.
Pouco pouco o pacieote d aigoaes de si;
anda nao tem consciencia bem clara de seu es-
tado, mas pronuncia algumas palavras como para
perguntar o que lhe querem.
E' o rei que quer saber como estaes.
c Estou bem doente.
c Nao tanto como julgas; daqui quioze das
estars restabelecldo, e no dia em que sabires do
hospital recommendo-te que vas receber as mi-
nhas ordens ao pago.
O soldado foi salvo, e desde ento a admira-
gao popular ficou convencida de que o rei tinha
feito um milagre.
Quem perecease duvidar que um principe to
caritativo e to bravo livesse podido fazer um
milagre, expr-se-ia a offeoder estes corsces
simples e recoohecidos.
O que provou ainda melhor que nao era, ape-
sar de tudo quaoto linha soffrido, urna alma des-
alentada, o gosto extremo que elle moslrava
pelos negocios, as nobres paixes que agitavam
o seu corago.
Era liberal e patrila ardente.
Lord Hacaulay, depois de ter passado urna
ooite inteira a conversar com L. Pedro, dizia
um amigo nosso:
a Nao imagioava que nm homem to mogo po-
desse ser to instruido, nem um rei to li-
beral.
Nao me pertence tratar de confirmar pelas
miubas apreclages pessoaes o juizo feito pelo ll-
luaire historiador; mas se eu podesse referir tu-
do o que el-rei D. Pedro quiz ter a benevolen-
cia de dizer-me no abandono de cooverssges
sempre amaveis e sempre interessantes, a quan-
los oulros nao inspirara eu os sentimentos de
respeito e de dedicago que, psra aquelles que o
conheceram, impossivel deixar de conservar
sua querida e encantadora memoria.
Uevo, porm, limilar-me, e nao citarei entre
todos seno dous exemplos, mas elles sero sef-
ficientes para mostrar a profundeza de seus sen-
timentos liberaos e a elevago verdadeiramenle
real de seu patriotismo.
Paaseando na galera em que D. Pedro dar
audiencia, disse-me elle um dis :
< Os aeontecimentos que se seguiram revo-
lugo de fevereiro viogaram bem o rei Luiz Fi-
lippe dos povos e dos res; mas isto nao deve
ser de grande salisfaego para os amigos dos
principios constituciooaes e da liberdade, por-
que foi cusa da liberdade qu esta vioganga
se cumpriu.
O crdito das ideas liberaes soffreu grande-
mente na eslima das nages e dos soberanos.
O cansago, a desconQsnga, o desgoslo apode-
raram-se dos espirito, e, nao vos eogaoeis,
aioda ahi domioam. Invad'ram al os paizes
que pirecem ter escapa lo a influencia das vossas
agitagoes: aqu mesmo, sintoeu essa influencia.
Oa debates das cortes, as discusses de nossos
joroaes podem illudir-vos pela sua vivacidade ;
mas, acreditae-o bem, o que de mais difficil
teoho a fazer, e.nsiaar a masss do povo a ser-
virse das liberdades qae lhe concedem as nossas
leis.
Urna outra vez, fallando do que se chama o
partido ibrico, dizia ainda D. Pedro:
a Julgam que estas vistas lisongeam a minha
ambigo e que eu as favorego.
< Tendea entre os vossos amigos pessoas que
assim o creern, mas eoganam-se.
a Alm das razes de conveniencia, de poltica
ede honra que de vera comer-me, ha aioda con -
siderages a que eu devo ailender, comquanlo os
oulros possam esquece-ias. Os extravagantes,
e mesmo aqu os ha que affagam estas chimeras,
nao reflectem que se a casi de Braganga subisse
algum dia ao throno da Pennsula, Portugal nao
seria necessariamenle ento mais do que urna
provincia nespanhola.a nossa naciooalidade se-
ria absorvida e desappareceria.
Ora eu,
foram apitiguadas, concilladas: as nangas,
que tantos anooa de agitagea tinham reduzido a
em estado deploravel, forara aeosivelmente me-
Inoradas ; a questo dos camiohos de ferro foi
resolv n ; as paulas das alfandegaa foram refor-
Quando urna causa mrbida penetra o organis-
mo, e a vida estremece mais ou meos considera-
velrnente, oo s aa molculas soffrem em suas
conoexes, como aa frmaa tendera a allerar-se,
a substituigo a paralysar-se, os proprios orgos a
madas o'um sentido liberal, e se verdsde que i perderem suas relsges ; e, se a nalureza inca-
Ini4at vacia r*.n n a f >- na > a.I _____ _1. (i alai ak*a.lllB a.u._ J_ J._.
IOI III I 111
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNlflBUCO.
mmkVMmwm
xcv
sumario.Um drama do mar.
a
XI
O fado da proclamago da repblica romana
tinha tambem aido acolhdo com muitas sympa-
thias em Montevideo, onde a brava legio italiana,
commandada pelo aveotureiro mais feliz, e mais
audaz de nossos das, pelo famoso Garibaldi, com-
bata a favor da praga sustentando o seu prolon-
gado sitio, e conleodo os inimigos que a aperta-
vam rigorosamente.
Esta legio e seu ebefe, qae, de simples mari-
nheiro desertor da corveta sarda Eurydice, se
cooatituu mais tarde o libertador de sua patria, o
here que hoja todos admiram, mais por sua ab-
negacao pessoal depois de tanta gloria, do que
pelas facaohas ousadas que commetteu e levou
cabo; que aoube affasiar-ae do typo de Masa-
niello, para ae approximar ao mais nobre de Was-
hington, se prepara para embarcar, am de ir re-
forgar o exercito nacional.
Nos seus sonhos ardeotea pela uoidade italiana,
pela qual suspirara, lhea parece que ebegou a ho-
ra de sua reatiaago, como ha pouco pensaram
egualmente que ella surgir, quando Po IX vo-
luntariamente m poz frente do movimeoto li-
beral, fazeodo reformas que elles aaudaram com
enthosiasmo, encarando-o como a regenerador
de aeu pais.
Aa esperances qae o sabio pontfice flzera um
momento conceber estavam murenas, e o mais
exaltado de todos os patriotas, esae mesmo Ga-
ribaldi que as ras de Montevideo gritara com
pelirio viva Pi IX, agora clamar* contra elle;
[Ora eu, que sou o primeiroidos Portuguezes, o
na historia esoecie humana, nao serla mais
do que um mandatario infiel se patrocioasse se
melhaotes projectos.
Esta geote, alm disso, causa-nos grande des-
goslo, poique contraria muitas conaaa utels que
poderiam fazer-se para o bem comainm dos
dous povos: o deseovolvimeoto das communi-
caces internacionaes, a approximago dos inte-
resses materiaes, a uoidade dos pesos e medidas
e das moedas, a aasociago das alfaodegas, etc.,
etc., e ento enlrou a fallar sobre o aeu as-
sumpto favorito, a exposigo dos projectos e das
esperangas que a sua imaginago nao cesiava de
formar pensando na prospendade de seu querido
paiz.
a Pedro, dizia el-rei D. Fernando sea pae,
Pedro nao sabe ainda o que vale, e eu to pouco
o sei; mss parece-me qae nao haver homem
de bem que d'elle se aproxime e o cuohega que
nao se ioteresse vivamente por elle. Quaodo
mesmo nao fosse o rei, oinguem poderia deixar
de ficar impressiouado da pureza exemplar de
sua vida, de sua applicagao ao estado, de sua
to firma confianga em ludo o que bem, do
ardor d'essa imaginago que fermenta sem anda
ter achado o seu camioho, da forga e da sinceri-
dade de todas essas illuses que persisten) a des-
peno dos desengaos e dos revezos que j tem
soffrido. E' como urna arvore nova e desconoci-
da que, vioha da outra extremidade do mundo,
havia de ter soffrido, para chegar al nos, mui-
tas vicissitudes e tempestades; eil-a ahi agora
que coraega a brotar os seus primeiros renovos e
as suas primeiras flores, mas nao ae sabe aioda
que fructos dar. Espero, comtudo, nao me Ilu-
dir com a affeic3o paternal quando creio que a
coiheita ser bella e boa.
Nao aprouve Providencia deixar amadurecer
eata coiheita, que effectivamente era prometU-
dors, porque at j tinha produzido resultados
que honrara a memoria do joven rei. Durante
todo o aeu reinado, Portugal gozou, sem amis
pequea interrupgo, de um socego e de urna
tranquillidade que j nao conhecia havia meio
seculo; a prosperidade geral desenvolveu-se
grandemente com a iostruego publica, a agri-
cultura, o commercio, a industria e a marioha,
esse enligo instrumento da gloria naciooai.
As graves desinielligeociaa que subsistiera
desde tanto lempo entre Portugal e a santa S
ainda resta muito a fazer a tal respeito, nao ae
pode tambem negar que o rei 0. Pedro ae nao
leona applicado com ardor a fazer o que de bom
se tem feito,
A lei eleitoral, a repartigo do imposto foram
reformadas sob a inspirsgo dos sentimentos
generosos que o animavam. Assim, quando se
pensa qus elle apenas linha violem e quatro an-
nos, quando se pensa no pouco lempo que du-
rou o seu reinado, uo se podem descoohecer os
ttulos solidos que soubera adquirir ao reconhe-
cimeoto dos seus e considerado da Europa. Se
ha, pois, um voto que devem formar aquelles
que teem um ioteresse sincero peta prosperidade
do novo reinado,- que o rei D Luiz continu as
tradiges e as virtades d'aquelle a quem nao s
eslava lijado pelos lagos de sangue, mas aioda
de quem era, em honra ana, o confidente mais
intimo e o amigo mala caro.
Xaviemo Raymoni.
[ Commercio do Porto.)
Do qoe seja a medicina em sua essen-
cia e do qae entre nos tem sido em
suas applicaces.
i
Duas grandes leis, sempre admiraveis por seus
effeitos, regendo no universo a todos os seres vi-
vos e animados, debaixo de dons caracteres bem
distinctos ou antes de dous flns bem dtfferentos
a creago e a destruigo, dao em resultado
o equilibrio oecessario conservago do indivi-
duo e pereooidade da especie ; e o homem, a
primeira crestura deDeus na Ierra, primeira em
sus grande, difllcileincomprehensivel estructura,
primeira por sua nalureza espiritual, intelectual
e moral, porque Deua o creou sua imagem e
semelhanga, sendo Deus a iotelligencia infinita,
a vontade suprema, e elle a iotelligencia limitada
por sua contingencia; o homem, dizemos nos,
urna vez langado entre os elementos, entre outras
Unas creaturaa,jamis poderia deixar de suecum-
birs causas destruidoras que nao cessam de obrar
sobre a fragilidade de sua nalureza material. Mas
isto, que urna verdade que nao carece de de-
mooslrigo, que cala no seoso ntimo de todos,
para certos hmeos, certos espirilos irreligiosos,
um problema que reverte em prejuizo dos que se
eocarregam como mdicos de velar sobre o cumu-
lo de eofermidades que flsgellam o genero hu-
mano.
O homem, posto seja apercepgo, a attengo, a
memoria, o juizo, a vontade, sempre a iotelligen-
cia servid s de orgos, isto a iotelligencia relacio-
nada com ama multidode tecidosmaravilhosa-
mentearranjados e regidos por um certo numero de
frgas conhecidas e por coohecer. E a relaco,
o nexo, a dependencia entre tudo quaoto nelle ha
de mais material, e tudo quanto puramente vi-
tal e espiritual, que eslabelece tambem a depen-
dencia, o nexo e a relago que ha entre a medi-
cina que, com perdo, chamaremos plstica, e a
que diz respeito especialmente iotelligencia e
suasaberragea.
De facto, tudo chega inlelligencis por urna
conoexo de forgas, pela aeosibilidade geni e es-
pecial, pels raotricidade, pelo principio da vida,
pela coordioago dos movimeotos da locomogo;
porque, estando a inlelligencis no cerebro pro-
piamente dito, a aeosibilidade nos feixes poste-
riores da medulla espinbal e dos ervos; a mo-
(ricidade nos feixes anteriores;o principio da vi-
da oa medulla alongada ; a coordioago dos mo-
vimeotos no cerebello ; e, aeodo bem certo que
na vida nao ha materia que nao seja regida por
forgas especiaes, claro que as molestias, em sua
nalureza intima, podem ser tanto vitaes como
puramente materiaes e espirituaes.
Com effeito ; do mesmo modo qae ha torcas ou
leis que regen) a materia, e nella estabelecem a
substituigo, a renovago dos principios ou das
molculas, tambem ha forgas que maotm con-
tinuamente as formas. O que ha, diz Bufoo,
de mais inalteravel na natureza o lypo, a for-
ma, o molde de cada especie, tanto nos animaos
como nos vegetaes; o que ha de mais varia-
vel, de mais compativel, a substancia que os
compe. Cuvi aioda mais explcito nesta
idea quaodo diz:
P Wnanwaiea ;-ioonj-sau-'uj trtrttowM*oau^5&
vameole ; a vida um lurbilho continuo, cuja
direegao, por mais complicada que seja, toroa-se
constante com a especie de molculas que nella
se altrahem, mas nao as proprias molculas in-
dividuaes. Ao contrario, a materia actual do cor-
po vivo nelle pouco se demora ; e entretanto ella
depositara da forga que tem de obrigar a ma-
teria futura a marchar no mesmo sentido que
ella, a
As experiencias de Bonoet e de Spallanzani so-
bre a reproduego das patas da salamandra com
o Qm de mostrar a reproduego da forma das
partes antigs pela forma das partes novas (Ex-
periencias que foram bem repelidas pelo sabio
Plourens) mostrara afina! o meio pelo qual se
opera a grande lei da conservago iodividual.
E, se leis ha que mantm a forma e a substitui-
go maleculir, ellas nao sao nicas na natureza :
infelizmente oatras existem consliluindo o prin-
cipio anniqu.lador ou destruidor, seno da especie
que a Oeusapprouve conservar na vastido dos
seculos, meJiaote ama outra lei, a da reprodue-
go, que se estende tanto aos animaos como aoa
vegetses. ao menos do individuo. Apezar de lo-
do o equilibrio das forgas vitaes e da acgo regu-
lar dos elementos sobre os corpos orgaoisados,
um instaole chega em que a substituigo mole-
cular nao da-se mais ; e a perlurbago, a anar-
chia, apparecendo, aoniquilama vida, desfrutado
as conoexes, as relagesat as formas dos cor-
pos, coofundindo-os nos elementos.
Portaolo a medicina, que consiste no meio de
combater a morte.de prolongar a vida, de conser-
var a sade e maol-la conservada, nao pode ser,
como quer-se muitas vezes ou quasi sempre, urna
sciencia infallivel e que possa tocar a meta da
perfectibilidsde; porque para isto oecessario fu-
ra qae ella pudeaae nao so conbecer o intimo de
toda a eslruelara orgnica, como que nao desco-
nhecesse urna s dessas forgas vitaes que mantm
a frms de Bjffon e de Cuvi, a substituigo mo-
lecular, a harmona intima dos orgos, etc. ete
Mas, nem porgue to looge nao tenha podido
alcaogar ella, conheceodo o meio pelo qual se
opera o jogo intirro das forgas do organismo em
seu estado phisio'ogico, nem as diversas modifi-
cagoes que delernioam a falla de equilibrio, a
aoarchia e a morte das creaturas humanas, nao
se segu que n* lenha j muito feito, com os
recursos a seu a canee.
applaudi a queda do poder temporal, do goveroo
clerical, e nem por isso eslava em desaccordo;
porque oque elle pnmeirameote quera era li-
bertar a pennsula do odioao jugo austraco, e
por tanto o velho papa que emprehendeu esta
empreza, mereceu as suas ovagdes, que s per-
deu, quaodo de vacillago em vacillago cahiu
no extremo opposto, e transformou-se de instru-
mento de salvsgo, em sustentculo esanlifleador
da oppresso, collocando-se do lado do eslran-
geiro, e da monarchia de direito divino do dea-
pota de aples, e abandonando o rei popular da
Sardeoha, o heroico Carlos Alberto I
O aventurciro, pois, moslrava-se coherente em
seus principios; quem mudara (ora o soberano
pontfice, nao, fagamos-lhe justiga, por inspira-
ges desua alma ; mas por presso da poltica,
que lhe exagerara o temor do deseofreamento
popular, suscitado por um partido, que s quer
exiremos, que s cuida no triumpho das extra-
vagantes theorias com nuuisias e socialistas, em-
bora o assente em um mooto de ruinas, e por
sobre um mediterraoeo de sangue.
Eram numerosos defensores que aquella capital
perdis, os quses at ento lhe havism votado sua
vida, generosamente, com Jedicago, e, que cam-
peoea da liberdade, corriam para onde ella pre-
ciiava de aoldados, aem in lagar a naciooalidade
do povo que soccorriam ; porque os hmeos ver-
dadeiramenle liberaes sao cidalos do mundo.
Agora a trra natal os chamava por ana vez, e
se apressavam a acudir ao seu reclamo.
Felizmente os valeutes marinn-iros e soldados
franceses, desembargados da esqusdra, caro
cooperando pela cansa Oriental, e defienden! M
trinebeiras das primeiras linbas, que soffrem
diariamente vivoa e repelidos ataques, sem qe
isto embarace as jovens senorilat Orientaes de ir
paaseiar mui perto dellas, para animar com sua
presenga os cornbilentes
E' nesta situag.o poltica que se acha Monte-
video, quaodo o brigue chega. Todos se preoe-
cupam com estes mecessos, e aehim-se mala ou
menos agitadoi, alm disso, com o assassioato de
Varella, hbil osenptor, que com sua peona ti-
nha feito grande mal aos inimigos de sua patria,
escandalosamente pratieado, com urna audacia
iocrivel, no meio de urna populago estupefacta.
Era a mi de Rosas qu? todos descortina vara
oeste crirre : elle indican a victima, que auc-
cumbiras mos do carrasco, que se encarregra
desta nefanda misso.
Depois de ferrado o panno. Je.Mor van mllen-
se em sua canoa, a dirigiu-se para o navio chefe,
competentemente fardado ; afiot de saudar o al-
mirante, e dar-lhf coota de sua tommisso.
Este, que o pretava bastante ; lorque o consi-
derava no oumeo doa mais disn-tos comtnan-
dantes que lioh na esquadrs, e nelle depunha
iliimtada cootanga, recebeu-o mais como um
amigo, do qae como um subordnalo.
De Morvanrefenu-lheos tactos ofciaes de que
lhe devia da; parte, e em seguida eontou-lhe to-
dos os successos de que os leitores j esto io-
teirados, e lhe rediu, oo aft para que fosse urna
das testemuobaa do aeu cooiorcio, como que por
um acto exlcordioario, lhe lacultaaee liceoga pa-
ra cooduziraua esposa no brigue de aeu com-
maodo ps-a a Frange, para onde no dia seguinte
eataria rfompto a partir.
O aWiranle mostrou-ae sorprendido por esta
repea'ina resoluco da de Morvan; com todo o
gorfo acquiesceu aoa desejos de seu amigo, e de-
tronstrou a maior aslUfago em lhe poder dar a
leeng requerida; coicluindo por sollicitar a
honra do ser aprsenla^ l0g0 fut,ura madama
de Morvan.
Como a oulra teslemutfaa devia ser o almiran-
te inglez, com quem de Ibrvan tinha egualmen-
te eatreilas relagea de airade, contratadas no
Iheatro da lula, largou ellepara a fragata ingle-
sa, onde pouco se demortu, follando para aeu
burdo, adra de dtapr tudc para o caaamento
oaquelle mesmo dia, como pojectira.
D. Pancho revia eata Ierra, que fra a do seu
bergo, com um profundo sedimento de petar;
paz de expellir a cauaa da desorden, se ella ain-
da exiate, de combater os seus effeitos e de res-
tabelecer a ordem perdida, ou se o medico nao
vera em sea soccorro, ou o medicamento appli-
cado menos appropriado ou mesmo impossivel
oa harmoois, a morte nao pode deixar de ser a
coosequencia.
Masdir-se-ha : e, oo podeodo conhecer-ae a
acgo intima dos medicamentos, ser possivel a
sua applicago ? Se em urna molestia d-se o
qiia 1ro que cima tragamos e que se deduz dos
priocipios, da lgica e da observago, a mesma
lgica e observago tem demonstrad.) que, quando
depois de empregado o medicamento a cura aa
manifest por meio delle, porque sua acgo pode
ailiogir o mal em sua riiz, j removeodo as cau-
sas, j maniendo a forma, a substituigo, as rels-
ges, a harmona, o equilibrio emdm. Tanto mais
que para ae conbecer a virtude de um medica-
mento, ou a bise de urna therapeutica, n) ae ca-
rece penetrar as mudanzas mrbidas internas que
comtituem a causa prxima da molestia e sua
natureza intima ; baila que te conhecam as re-
lacoes apreciaveis dos orgotcom o modificado-
re e dos orgos entre si. E, sempre que procure-
mos ir alm do que pode estar ao alcance de nos-
sa iotelligencia e de nossos recursos, ou quaodo
vera a faltar o conhecimeoto das relages possl-
ve, ou cahe-se em Slhal que defini molestia
um esforgo da alma para restabelecer o equilibrio
das aeges oormaes, e para expellir as potencias
nocivas ; ou em Sauvage que a considerou ama
reaego do principio vital ioterior contra as cau-
sas que damnificara oa corpos ; ou em Buffalioo
qae tambem a defini urna madanga do estado
material do corpo humano ; ou em Hahnemann,
que, fundando-se em um eclectismo arbitrario,
tambem a definientembles de symptmesisto
, grupo de symptomas, sem as relages estabe-
lecidss entre estes e os orgos, sem a aoalyse
dessas relages e desses symptomas, como nao
de difficil demonstrarlo, com toda clareza, com
oulros oo menos salientes absurdos e sophismas
iotoleraveia, como seja, por exemplo, considerar
essedesapontado autor Como substancia medica-
mentosa smenle a que capaz de produzir effei-
tos semelhantes ao da eofermidade a debellar-se,
no homem sao, ou effeitos puros como elle chama.
Sendo que a melhor de todas as deflniges a
que. abrangeodo o definido, isto a materia e as
forgas mais ou menos completamente, satisfaz
tambem a razao e a experiencia, sem com todo
tocar as rayas do impossivel ou entrar em mys-
terios que nao dalo ao homem penetrar.
O certo que toJa sciencia tendo bases mais
on menos solidas, quasi todas tomam sua origem
em Deus, creador de todas as cousas. E' a leo-
dea cia natural do homem oa investigago do des-
coohecido, ou o impulso que recebem a iotelli-
gencia e a razo, que consume o movel, o incen-
tivo dasscieocias e das descobertaa mais uteis
especie humana.
Assim, se nao fra a tendencia nata do homem,
por Deus bem gravada em seu corago, de soc-
correr a seus semelhantes nos perigos desua li-
berdade, na ofTeosa dos seus direitos mais sagra-
dos e de sua proprledade, se oo fra, emfira, o
reflexo da justiga eterna sobre a consciencia hu-
mana, oo lena a sciencia do direito se consti-
tuido, at chegar ao p em que se acha hoje ; do
mesmo modo que oo seria a medicina urna scien-
cia, se alem do instincto que ao homem iuduz e
impelle a correr de prompto em soccorro do que
ge me e do que soffre, urna forga oceulta e ioex-
plicavel lhe nao eosioasse a meiter a mo nos
tres graodas reinos da natureza para tirar da raiz,
da planta, do mioeral e do insecto o remedio, o
allivio para combater as eofermidades. E, assim
como os grandes edificios oo se coostituem com
o nico facto de ser (angada a primeira pedra,
sendo que um sem numero de obreiros e um mi-
Iho de pedras mais, com grande lempo e im-
meuso Irabalho, toraam-se iudispensaveis ao
complemento da architectura, do mesmo modo
aa medicina, sciencia das mais vastas (ars ton-
ga), porque delta grande e maravilhoso objec-
to o homem, urna vez laogada a primeira base,
outras foram sendo amootoadas, posto que lenta-
mente e por amostradas mos, at qua ae coosti-
tuisse vasto egrandioso monumento,cujo remate,
porera, apesar de incorapreheosivel, nao obsta s
ceno', &0 'dia'm
dii, entre as geragoes que so succedem, nao po-
de, porque Deus ha assim predestinado como
cousa necessaria pereooidade da especie, Irans-
pr o que fra por elle mesmo tragado, por mais
que se esforcem os sabios, por mais que grilem
os iguorantes.
Entretanto, urna verdsde cumpre ainda aqu
nao esquecer, e que o povo verdadeiramenle
christo aquella que, conheceodo a Deus no
infinito, sabe recoohecer tambem o homem no
Onilo, e que, uiando-sa pela f desde o ponto
em que se perde pela razo, sem desesperar dos
outros horneas por nao poderem subir alem do
possivel, sabe com tudo procurar no espigo in-
corapreheosivel que medeia entre o mesmo infi-
nito e o finito, eotre Deus e as creaturas huma-
nas, oo meio de todas as maravilhas que o cer-
cara, a reslgnago com que deve amparar a vida,
a fortaleza com que deve receber a morte.
E, se humaoidade nao dado medir o espago
que ilella separa a eternidade. posto conhega sua
iramensidade, por Ih'o haver o mesmo Deus nu-
blado de um modo impeoetravel, como o poder
fizer a medicina que oo seno s iotelligencia
uoiia, a razo floita, o esforgo humano, emflm,
sempre limitado a nao poder nunca percorrer to-
das as dobras da vida e adviohar todas as subti-
tezas da morte?
Exigir, pois, que os mdicos salvem a todos
os doentes, vengam a todas as difflculdades em
urna epidemia como o cholera por exemplo, o
mesmo que pretender que os pescadores apa-
nhem todos os peixes do mar, que os mergolba-
dores nelle achem todas as suas preciosidades!
E um impossivel absoluto emfim I
Accresce que a destruigo que se opera na hu-
maoidade por modos ioteiramente diversos quasi
que corresponde s variedades oa ordem da crea-
go. Alem de to variados modos porque pere-
cem os homens naturalmente, elles tambem co-
mo os aoimaes dilaceram-se uns aos outros O
facto exiate : a let exequivel e admiravel 1
As guerras que se succedem, os povos que de-
sapparecem, ascidades que se arrazam.os impe-
rios que desabam, se com seria meditago
procurar-se remootar causa primordial de lu-
do, s em Deus se a encontrar pela religiao e
pela f; mas o philosopho, o medico philosopho
pele tambem encootra-la na fragilidade da car-
ne, na fraqueza do espirito bamano, as palxes
doa homens.
Os animaos em mullidlo, os que vivera em
urna especie de sociedade, muitaa vezea como os
homens se destroem mutuamente. Nos primei-
ros, a explicaco est nos instinctos nsluraea qae
os regem ; nos segundos, qae tambem esto su-
jeitos s forgaa do Instincto pela mesma carne
que em parlos constitue, existe na escravisto
da iotelllgeneia e da razo aos meamos instinc-
tos. Mas, ao lempo que os homens em urna par
urna sarje de pasar* ora progresados ora retrgra-
dos, aps muitas tentativas a eombinacMs Mas
xito, eia que o retorno doa Blgaros aa cal ati-
cismo se consmala finalmente, e agora se efec-
ta a uoio inteira e completa.
J em outra parle da RtvUta aa dessanstrou
com argumentos bastante fundados d'Maa pra-
vinham as resistencias e obstculos. Oa Balea-
ros de Coostantinopla, obraodo por in prepria
coota. e em nome dos sana corriligiooarioa, re-
. solveram lutar contra esses obsueals* m aa od-
io do globo se de.troera como nos desertas as fe-1 punrum ,0 ae8gIlio em m^X|Sa Tet-
ras, por outro lado em outra parle elles prospe-' j,e*uirarn veoce-los '
ram. soccorr^m-se e eograndecem-se. Eis-aqui E- Mte um iucces'so de grandissima isatarlai-
a le dacomuasago na ordem da creago! Eral-'-
ludo ha corapensago, em tudo Deus iotervem
revelando sempre a sua infinita sabedoria e o aeu
poder supremo.
E o instincto que levou o primeiro homem a cu-
rar a seu semelhanle, que para bem dizer foi o
germen da medicina langado por Deus no mesmo
homem, o instincto da conservago que em ul-
timo resultado nada mais do qne o fin da lei
da compeosago, do qoe urna das cooiraposiges
s causas destruidoras. E, sendo urna das cora-
peosages a medicioa, tendo como elementos
uoicoa de seu deseovolvimento a razo humana e
a experiencia, poder aer ella extensiva, infalli-
vel e infinita como Deus?
Emflm a medicina faz o que pode, fiz o que
deve e far o que bastar ; aendo que aeu pro-
gresso marchar sempre coodiciooalmenle. isto
, oa razo do progresso humano em todas aa
cousas; porque o equilibrio ha de ser mentido
entre a morte e a vida.
Os sabios da nossa trra que flfeditem sobre
estas verdades para oa melhor applicago de sua
sciencia levarem em coota o que de mais til
fr para a humaoidade. E bem triste que, alem
de tanto egosmo, de tanta supertlcialidade e de
tanto orgulho, pouco saibam, por mais que smoo
toera ideas e priocipios, procurar na ordem, na
regularizado das ideas e na boa applicago de sua
sabedoria, o nexo das scieocias e suas relages
positiva!,de modo a comprehenderem que a medi-
cina nao asmente a sciencia de escolher drogas
e applica-las nos soffrimeotos, mas sim a scien-
cia de coohecer o homem e muitas cousas que lhe
sao uteis ; e que por coosequencia sem o conhe-
cimeoto do bomem pelos meios proprios, quo
por certo nao san os que foroece essi philoso-
phia amiga e arbitraria de um Brosses, de um
Dederot, oo possivel o progresso na elabora-
cao das leis sociaea e humanitarias.
E podemos dizer aioda, sem receto de sermos
contrariados no terreno da historia, da lgica e
da philosophis, que a medicioa, essa scieocia
mesma que quer, por forga, o nosso goveroo
que esleja ao alcance de todos, posto procure
salvar as apparencias com a conservago de dual
faculdades e certos avisosiohos inexequiveis,
to necessaria eotre os povos civilisados, que de
sua decadencia, de seu regresso, de sua m ap-
plicago resultara ioavilavelmeote males que se
estendem nao s directamente por sobre a vida
humana, como por sobre a vida social, no que
respeita, por exemplo, ao matrimonio, debaixo
do ponto de vista das regras e preceitos iodispen-
saveis sua manutengo e aos flns legtimos com-
preheodidos pela nossa religiflo; no que toca
civilisago, industria, s artes e s scieocias.
E, para mais clareza do que dito flca.para aqu
trazamos as bem elaboradas palavras de um dos
genios mais vigorosos que se lem conhecilo,
Leibnitz: Dia vira, diz elle, em que o publico,
mais policiado do que o lem sido al o presente,
se prestar ao progresso da medicina...Tempo
vira em que, crescido o numero dos boas mdi-
cos, o publico se achara em estado de animar
maia as pesquizas da natureza e sobre tu lo o pro-
gresso da medicina; ento que esta importante
sciencia ir alem de seu presente estado, e pros-
perar a olhos vistos.
c Eu creio com effeito que esta parte da poli-
ca dever ser objecto de serios cuidados da parte
do goveroo, depoia dos que forem relativos a vir-
tudo.e que um dos maiores fructoa da boa moral
e da poltica ser de nos dar urna medicina me-
lhor, quando os homeos comegarem a aer mais
Instruidos da que sao, e quando os ricos apien-
derem melhor a empregar auas riquezas e suas
forgas para sua propria felicidade. >
Presentemente de novo estamos a bragos com
o cholers-morbus-asistico, essa poderosa causa
de destruigo que tambem o terror da humaoi-
dade. Ha* Deus do sublime em que est collo-
cado a contempla e a soccorre prodigiosamente,
i .i nnr maioa occultOS 6 m
\

porqae ta saltar nella como um eslrangeiro, um
foragido, quaodo lado lhe fallava ao corago ou-
tra lioguagem, lhe iospirava ideas inteirameote
contrarias ; quando as recordsges se lhe aviva-
vam pouco pouco, e lhe fazism lembrar os dias
de sua moctdade.
Os seus prenles ae tinham completamente ex-
traviado; as dissenges civis os haviam separa-
do ; uns corabatiam ao lado de Oribe, no acam-
pamento do Cerrite ; outros, receiosos das vin-
gangas, mais tmidos e apprehensivos, passaram
fronleira brasileira, e ali, em nosso territorio
viviam como emigrados, e gozavam do repouso,
protegidos por nossas leis.
Ha muilos annos que nao se correspondan:
com o veoeravel ancio; nem este procurara em
Buenos-Ayrea colher noticias delles para nao se
tornar suspeito.
D. Coosulo s peosava na prxima separaglo
da Qlba, <* isto s era bastante para affligi-la
profundamente. E' verdade que de Morvan ins-
tara bastante para que toda a sua familia oa
acompanhasse ; e que depois de ter recebdo re-
cusa esta proposta, prometiera solemnemente
vir paasar um anno em Montevideo com aua es-
posa, depois de ter obtido sua reforma. Mas eata
promessa oo a consolara.
A pobre me nao poda compartilhar o jubilo
de aua filha, que difcilmente aa maacarava, eae
continha em aua presenga. Se fosse possivel
adiar eate caaameolo, ou ao menos a partids do
brigue...; mas nao, este adiamento podia aer fa-
tal ; dar lugar vioganga de Eduardo, que ella
temia, e poia ao mesmo tempo ella desejava ver
aeus Minos bem looge deste homem.
locomprehensirel coolradicgio do corago hu-
mano !
De Morvan de volta bordo dlaae os passos
que linba dado, e combioou que todos desem-
barcaran) s quatro horaa da larde para irem
residencia do ministro da Franga, onde se devia
realissr primeramente o casamento civil, e que
aps iriam matriz, receber a consagraco reli-
T~\
ca, cujas causas procuraremos esasetXbar, e de-
pois deduziremos aa suaseoosequeaeias, por iaaa
que nesse eropenho se cham particularmente
jcompromettidos os ioteresses da Franga. Nao
abundaremos em razse para aquelles a* ooisos
leitores que cnnhecem a fundo oa dadoa do pro-
blema por demaia complicado chamado c a ques-
to do Oriente problema a que ae aeba inti-
mamente ligado o facto, de que nos vamos oc-
cupar.
Ha e?identemente mais algama cousa da que
um simples facto de jorisdiegao eeelesiasliea neasa
abandono de urna egreja por outra, ou para sae-
lhor dizer nease abandono de ura protectorado
religioso por outro, coniu m mado a las do dia por
um povo ioleiro. Eis a razo porqae nao deve-
nios conservar-nos iodifferenles parante asa acto
de semelhanle natureza, sobretodo peraote o ap-
pello feito pelos Blgaros sympatbia da Frang.
O nosso ioteresse e tambem o nosso devar sao
inseparaveis em tal questo; e isto mais que
sufflciente para legitimar estas indagages.
Os Blgaros pertencism de ha muilo egreja
greca-schismalica. Como 6 qae um povo boje de
carcter to dcil, pacifico a aoffredor, ta des-
provido de espirito de iniciativa, ousou tornar a
grave determiaago de separar-ae daquolla egre-
ja ; a quaes os motivos que a isso o induziram t
Em nossa opioio (desafiamos para qae nos coa-
tradigam neste ponto) a aeparaglo dos Blgaros
da egreja grega teve por cauaas: em primeiro
lugar a conducta do clero grego na Bulgaria ;
em segundo lugar o procedimenlo do goveroo
turco. Mas, como essas duas cansas sabsisiiaea
desde longo tempo, devemos ir buscar a razia
porque somonte agora rebeniou aquello movi-
meoto separadlsta ; pois qoe alguma razio dave
haver, que exporemos, examinando primeiro aa
os Blgaros tinham realmente motivos para vive-
rem descontentes com a auloridade do clora, a
com o sou goveroo civil, se aasim podemos expri-
mir-nos fallando da Turquia.
Depois da conquista os Blgaros nunca deixa-
ram de ser espesiohados pelos Turcos : lado per-
der m, perdendo a independencia. A sua nacio-
nalidade foi deapreaada, destruida a sua egreja
nacional, e o paiz entregue a um eochame de des-
potas da peior especie, que ali pa na rara perma-
nentemente o roubo e a pilhagem. Desde eolio
teem elles soffrido toda a sorle de oppreases a
calamidades com que um povo brbaro oa inso-
lencia selvagem e cruel da aua victoria pode aca-
bruobar a nago vencida.
Se perguolarem a qaalquer empregada tarca
que entende por Bulgaria, responder lago : c V
urna provincia do imperio Turco qae leas por li-
mites ao norte o Danubio, ao sal oa Balksos,
a ste o Mar-Negro, a oeste a Servia e urna parta
da Albania, o Esse turco nao dizia a verdade, mas
respondera como bom patriota, porque inten-
go de todos elles associarem-ae poltica do sea
goveroo.
Com effeito apraz-ae o governo torco em coaa-
prehender aob o nome de Bulgaria ama parte Bo-
rnete do que era esse paiz na poca da i-onquis-
e esta tctica, cujo Um diminuir a oaciooa-
.-ipenetraveis, j indirec-
tainonte rviua cuuuaciUietuo H v uuuiuu, .
sciencia pela observago e pelo estudo tem podi-
do adquirir, mormeote desde o Gaoge em 1817,
quaodo o mal invadi successivsmeote a Azia,
a frica, a Europa e a America, al nos em 1856.
Pelo que, se o governo do paiz mostra-se zelo-
so nos soccorros em favor da humaoidade, cum-
pre nao perder de vista que, al-m de ser o cho-
lera esse coobecido flsgello, outro nolsvel deve
remover em suas datiberages jue vem a ser a
desordem, o charlatanismo. Sa mesmo na dis-
tribuigo dos mdicos coovem que haja urna es-
colha, com quanto mais razo nao convir fazer
que recuera os curandeiros da pratica da medi-
cina em pocas to calamitosas ? Ou a medicina
urna realidade, urna sciencia, ou nao : se ,
a permisso aos curandeiros de curarem ahi ar-
didamente, abrigados n'uma ignara lnspecgo,
um mal, aoarchia, urna impiedade era ac-
go ; e se nao escusados sao taotos offlcios,
todas essas formalidades com distribuiges de
dislrictos, com ambulancias, porque ento nao
faltara mdicos : todos o sao como foram em 1856,
inclusive um negro africano que espsncara, pelo
ardil de meia duzia de especuladores, que pela
corda da coovenioncia como um animal o condu-
ziam pelas ras desta cidade at palacio, o bom
seoso, a razo e a sciencia, em pleno dia 1
A ordem a seiencia, como a desordem sua
improficuilade, sua aoiquilago. E, em urna
epidemia como o cholera-aziatlco, toda sabe-
doria do goveroo, toda sua actividads devem
convergir manutengo da ordem na occasio,
tanto dentro como fora dos hospitaes.queem taes
crizes devem ser bem montados, bem dirigidos,
como nicos recursos capszes de salyarem a pobre-
za extremada livrando-a das garras do chatlala-
nismo audaz, protegido e galardoado.
Dr. Carolino.
O movimento blgaro, suas cansas e
conseqnencias.
Effectua-se actualmente no Orieote urna tenta-
tiva de bastante affolleza, e muito propria para
attrahir a attengo da Franga e do seu governo.
Nao ha muito tempo qae se tratou dos esforgos
erapregados pelos Blgaros no sentido de resia-
belecerem os vnculos religiosos outr'ora existen-
tes entre a sua egreja e a egreja romana. Aps
giosa, iodispensavel para dar este acto a im-
portancia devida. Maa era miater que elle fosse
antes trra predispr estaa cousas ; alesogar aa
dispensas necessarias do reverendo vigario apos-
tlico, e fazer o maia que iodispensavel nestas
agr lavis, e solemnes occasies.
Elvira oanimava com suas doces palavras; lhe
tardava j o instante de vgr sua sorle irrevoga-
velmente flxada de de Morvao, e nao quera de
forma alguma que ums momelo mais perdido,
lhe csusasse depois urna dr cruel, de que lhe
proviria um arrependlrnento qae nada remedia-
ra. Ella tambem linha medo de Eduardo; re-
ceiava que sua presenga viease perturbar a ceri-
monia do sea casamento ; que elle oo ae altre-
vesse offeoder ao seu Alfredo ; e estes pensa-
mentoa lhe faziam mortal ioquietagao.
Com a intervengo do ministro da Franga f-
cilmente de Morvan veoceu todas aa difflculda-
des, e hora apresada pode elle conduzir sus
ooivs, vestida com simplicidsde; mas aasim
mesmo radiante de belleza, aos ps do altar,
onde um sacerdote os ligou em um lago tndisso-
luvel. Este acto locante, apenas presenciado
pelos prenles de Elvira, e pelos offlciaea de ma-
rinha, que quizeram comparecer, toroou-ae
nimiamente impreasiooavel pela commogo que
experimentaran) as duas seonoras, me, e filha
quando se abragaram. '
Oa circumstantea oo poderam conteras lagri-
mea ao ve-las assim juntas, como que quereodo
collocar-se urna outra, com o instincto de que
a aeparago que ia ter lugar seria iodeffloida.
Do outro lado tambem de Morvao abrigado com
D.Pancho formavam um grupo maia severo; porm
nao menos enteroecedor.
Um recommeodava sus filha querida ao hj-
mem que ella escoihra ; moatrava toda a solli-
cilude, todo o esmero em seu futuro ; o outro
promellia fazer-lbe a felicidade, dar-lhe dias
graciosos, cuidar sempre de aeu destino, com
amor, com ternura, com dedicagfto :
Naquelle momento solemne todoi eilaram
la
lidade blgara para melhor imprimir-lhe escra-
vdo, lhe tem muito aproveilado. Toda a aot-
ga Macedonia tambem um paiz blgaro, o visto
que, pouco mais ou meos lio exitosa quaoto
a Bulgaria daquelle modo comprehendi la, segue-
se que os Balkans nao formara, como ae areteo-
de, o limite meridional da Bulgaria,mas se acharo,
no centro della.
Nao s as populages slavas babitam exclusi-
vamente essas moolaohas, como tambem eaten-
de*i-se at o corago da RomoHa oceupando do
parrara Oregos as cidades de Vouraas
Pniiippopolis e Adrianople. Os Bolgaros derro-
tados julgaram-se com o andar doa lempos muito
mais traeos em numero do que relmenle o eram ;
e se nao teotaram readquirir a sua independencia,'
de suppor que seja essa submissio ao meos
em parte devida ao effeito da medida poltica
adoptada por seus dominadores.
Como quer que seja o certo que existem duas
Bulgaria* : a Bulgaria como a entende o governo
oltomano. e a Bulgaria proprameota dita. E*
desta ultima que pretendemos rallar. A primeira
| vimos que se acha reduzida i metate daqaillo
que deve ser, e ainda assim aoa olhos do citado
governo essa desigoago oo passa de ama osara
expresso geographica ; porquaoto elle alm da
medida mencionada adoploa outras maia de oo
menor efucacia, como vamos agora ver.
A Bulgaria, paiz mootanhoso, aeodo comeada
de tonumeraveis cabegas e cortada por eatreilos
desfiladeros, poiia de um momento para outro
loroar-se o theilro de ums temivel iosurreigio.
O goveroo turco previu essa eventualidade, ecui-
dou dos meios de preveoi-la. Mandou construir
fortes castellos ero todos os pontos que poaosswsa
servir de apoio rebelliao, o cooflou a defeza
desses castellos pessoas que lhe era aa inteira-
meute delicadasTurcos ou renegados. Essea
commandanles militares, vendo-se forte e sli-
damente entnncheirados nos seus kouUs como-
gsram a reoovar contra os desditosoa Blgaros
inermes as violencias dos mais barbaros lyraoooa
da edade media : nao houve excesso a que aa nao
entrpgsssem.
Animados por esse exemplo de boa governo
os fazendoiros turcos (spahis) que residiam esa
quasi todas as communas nao quizeram ficar
atraz seus coasocios da monteaba : eateaderaas
seas bragos protectores aos Blgaros, tirando
dizimo de auas propriedades. e obrigaodo-os aoa
mais penosos traDalhos. Apesar de bom numero
de outras vexages os raias oio ae lastimamm
tanto se a residencia doa spahia no campo doran-
te o eilio nao fosse sempre assignalada pelo rap-
to de alguma muiher de saas familias. Foi pre-
ciso que houvessem muitas insurreiges, coa
preferencia a de 1850, qoe cuslon a vida a laoloi
spahis, para que se pozesse nm termo as vexa-
ges, crueldades, e crimea dos tyrannos da pla-
nicie e da mootaoha.
IConlinuar-te-ha.)
tristes, inclusivamente os noivos ; ama aovas
sinistra pareca escurecer o norisonie aada bri-
Ihava a sua la de mel, e nunca me esqoeceroi
da irapressao que me abalou tambem ao presencial
esta ceremonia.
Entretanto pareceu islo mui natural eolia
atten len lo-se que Elvira devia separar-so ea
breve de sua me.e de toda sua familia, ella qa
nunca largara o regjga materno, eqoe nao vivera
nunca seno pelos carinhos della, pelos figos
de seu pae, pelos iofantis brincos de seusiraiee
dos quaes partilhava anda.
O ministro francez, em attengo da Morvaa
insistir com elle para qae so hospedase* cosa
toda a familia era sua casa, at que fosee para
bordo, adra de seguir o seu destino ; e o oosoa
amigo nao leve remedio seno ceder ama oeee-
quiosilade to delicada.
Terminada, portaolo, a cerimonia religin fo-
ram tolos para a embaixada franceza, oada tai
servido um esplendido cbi.
Mais socegala do abalo qne soffrera aa tem-
plo. Elvira eslava realmeole seductora, o pareca
arrebatada para urna regiio oode s reina a ven-
tura. De Morvan juotj della aaboreava osa en-
cinto infinito, e extraordinario.
Finalmente ae acbava realiaado o maior deseie
da sua vida ; Elvira ora aua, oinguem maia po-
deria disputar-lhe a posso deste temo objecto da
seu amor, sanio, e immenso.
Naquelle momento se esqueeera cc-mpletasata-
te de bordo, para dedicarse excluaivamoale i
sua ioleressanle aoiva.
Tambem oem por isso o servigo padeca;
porque o iraraediato perfeilameate a satotUoia
com zelo e ioteresse, ludo disonado para a parti-
da oo da seguale.
[Continuar-se-ka.)
PERN. TTP. DE M. F. DE FAMA & FILHO. MB.'


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