Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09914


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Full Text
mu mvm. ibhm u. *
Pr tres esti Tieii f 100
ralwo
i
IEHC4 FElli 14 DE JAIEIHO DE Itfil.
tBiteritUp

ENCARREGADOS DA SUBBCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexaodrlno de Li-
i; Natal, o Sr. Antonio Mirques di Silva;
Araeaty, o Sr. A. de Lemoa Braga; Cear o Sr.
J. Jos da Olivelra; Maranhio, o Sr. Joaqun
Marques Rodrigues; Para, Justino J. Ramos;
Amaxooas, o Sr. Jerooymo da Costa.
PARTIDAS DOS COR REOS.
Olinda todos os diaa as 9* horaa efe dia.
Igusrsss. Goiaooa, Parahyba bis aegundas
sextss-leiras.
S. Aniso, Bezerros, Bonito, Ciruir, Altinho
Girsohuos oas tergaa-feiras.
Pao d'Alho, Naiarath. Limoetro, Brejo, Pes-
queira, Iogiiein, Florea, Villa-Bella, Boi-Viiti,
Ouricurye Ex as qua. las-eiras.
Csbo, Sernbem, Rio Formato, Una, Barreos
Agu Prets, Pimentelrss e Natal quiotaa feiras.
(Todos os eorreios parteo as f O horas ds manhaa
Aviso
No dia 15 do crrante fiQda
o prazo para o pagamento do
trimestre deste Diario, ra-
zo de 5$000; passando desse
dia em diante a ser recebido
somonte 6#000, como se
acha estipulado.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia IO de Janeiro de
MIS
Offlcio so Erra presidente di provincia do Rio
Graode do Norte Derolvenio V. Exc. os in-
clusos docaniiotos oue icompaohsrsm o seu of-
flcio de 20 de dezembro ultimo, relativos so pa-
gamento di quintil de 1379160, que'solioita o
pharmaceutico Joaqaim Mtchelinode Souxi San-
tiago, proveniente de medicamentos q'ie forneeea
para o tratiioeolo dos presos de jusga com des-
xiao i ilha de Fernando, e arribados a easi ca-
pitil ni barca Atrevida, tenho a dixer V. Exc,
aflm de que faca constar aquella phsrmsceutico
que devem os referidos documentos ser processa-
dos por duis vas pan se poder proceder, da
eooformidade com a ioforraaco da thesourara de
fzenda deiti provincia, inclusas por copia acer-
ca da aeu pagamento.
Dito ao commandaote dss armas.Sirva-ae V.
Exc. de expedir as suss ordeos para que s 10
horas di manhia do da 14 do correte esteja
postada omi brigada em frente di igrej da Coo-
ceico dos Militares, flm de assislir aos offlcios
fnebres que se tsm de celebrar por parte do Gi-
tinele Portugnez de Leitura, pela morte de S. M.
F. o Sr. D. Pedro V ; bem assim pan que do dia
46 s 5 horas da tarde ache-se em frente di tgre-
ja do Espirito Santo urna guarda de hoora para
assislir s rasparas do offlcio solemne, no da
immediato s 10 horas da manhaa urna brigada
cay parque s artilharia para assislir ao mesmo
offlcio, que (em de ser caotado pelo repouzo eter-
no do mesmo augusto senhor, por parte dos Por-
tugueses residentes nesta capital e do respectivo
cnsul, outro sim recoranaeodo V. Exc, se sir-
va de providenciar, para que dos indicados dias
as fortalezas se conservem em funeral.
Dito o mesmo.Sirva-se V. Exc. de interpdr
o seu parecer sobre o que pede oo incluso reque-
rimeolo D. Heoriqueta Amalia de Brito Burla-
marque.
Dito ao mesmo. Approvo a noraeagio, que
segundo o seu offlcio de 7 do correte soD n. 29,
fez V. Exe. do alteres reformado Joo Nunes da
Foosecs Galvo para exercer interinamente o lu-
gar de ajudanle da fortaleza de Tamandar.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. Exc. de informar
ceres do qu pede no incluso requerimento Mi-
noel Pereirs do Canto.
Dito ao inspector da thesouraris ds fazeoda.
Recommeodo V. S., que estando oo termos
legaes os lodosos dscumenlos que me (orara re-
mettidos pelo commaodante superior ioterioo da
guarda nacional deste municipio com offlcio de
hornera, sob o. 1, mande pegar os veacimeotos
relativos aomez de dezembro ultimo sosofflciaes
do exercito, coraetas, clarios e tambores empre-
ados dos corpos ds mesma guarda nacional.
Commuoicou-se ao commandaote superior do
Recife.
Dito ao inspector da thesoursris provincial.
Mande V. S. pagar ao empreiteiro da estrada do
norte, Jos Mamede Alves Fe.rreira, o que se Ihe
estiver a dever de exercicios lindos.
Dito ao mesmo. Mande V. S. foroecer ao cor-
po de polica, cooforme solicitou o respectivo
commaodsnte em offlcio o. 13 de 9 do correte,
os livros coostsntes do incluso pedido.Com mu -
nicou-se ao commandaote do corpo de polica.
Dito ao mesmo. Em Tisis do incluso recibo,
mande V. S. pagar a Manoel Pereiri do Nasci-
meato a quanlia de 100J, por que foi veodido ao
regedordo Gymnasio Proviocial ura armario para
o rrsoectivo museu, segundo conste de offlcio do
director geni da inslrucgo publica de 8 do cor-
Tente sob d. 4.
Dito ao mesmo.Annuio lo ao que me requi-
sitou o director geni da inslrucgo publica em
offlcio de 8 do correte sob o. 3, recommeodo
V. S. que mande entregar ao direetor do collegio
des orphaos de Santa Thereza em Olinda a quan-
lia de 1089331 para pagatneoto dos veacimeotos
relativos so mez de dezembro ultimo, de varios
empregados internos daquelle collegio, como se
ve da inclusa folh, caso esteja ella nos termos
legaes.
> Dito ao commandaote da estagao naval. Sir-
?a-se V. S. de providenciar, pira que os navios
da estagao sob seu coosmiodo enejara em fue
ral nos dias 14,16 e 17 do correla, aos quaesse
tem de fazer suffragios peto reuouzo eterno de S.
M. F. o Sr. D. Pedro V.
Dito ao capito do porto. Fago spreseotsr
V. S., para ser inspeccionado, o recruts Maooel
dos Santos Barros.Commuoicou-se ao comman-
daote do corpo de polica.
Dito ao director do arsenal de guerra Forne-
5a Vmc. aos batalhes 4" de artilharia a pe, 2
de infantarii e companhia de artfices as pedilas
constantes dos tres pedidos juntos. Communi-
cou-ss ao commiodante das armas.
Dito ao eogeohetro fiscilda estrada de ferro.
Para que se possa cumplir o aviso expedido pela
repartigo da agricultura, commercio e obras pu-
blicas em21 de dezembro ultimo, sob o.72, ex-
penda Vmc. o seu juizo sobre cada um dos pon-
tos do offlcio que em original Ihe remello, e me
foi dirigido pelo superintendente da estrada de
ferro em 15 de norembro prximo passado.
Dito ao vigario da reguezia de Barreiros.Pi-
ra poder resolver acerca do que expe em seu
offlcio de 27 de dezembro ultimo, respeito das
obras dessa matriz, faz-so preciso que Vm. me
remelle urna deraoostragao do estado deltas com
31 ornamento da despeza a farer-se com a sua
concluso.
Dito ao conselno de compras navaes.Appro-
vo o contrato que o conselho de compras navaes,
segundo declarou em seu offlcio de 8 do correte,
flectuou com Jos Verissimo dos Aojos para a
acquisigo de cem arrobas de oleo da liohaga a
prego de 260 res a libra, o qail se faz oecessirio
pin provioieoto do arseosl de marinha. Com-
muoicou-se Ihesoursria de fszeods.
Dito ao juiz de direito de Garsobuos. Para
cumprimeoto do aviso do ministerio a jusliga de
4 de dezembro ultimo, naja Vmc. de informar o
incluso requerimento em que Antonio Mmot-1 de
Meirelles pede perdo da pena de 9 aaoos e 4 me-
ses de pristo que foi condemoado pelo jury do
termo do Buique, fazeodo-o instruir directamen-
te coro os documentos exigidos pelo decreto de 28
de mergo de 1860.
f|Dltoso juiz municipal ds 1* vara.Hija Vmc.
e informar com urgencia sobre o que refere o
juiz municipal da 2* vara desta cidade 00 offlcio
incluso em original desta data, e que vai junto
com outro do subdelegado de Jabosio, sobres-
tando desde j em todo e qualqaer procedimento
lemelhsote respeito al ulterior deciso desls
presidencia.
Cortara.Os Srs. agentes da companhia bra-
siiein de piquetes i vapor mandem dar passs-
gem para a Bahii por conli do ministerio di
Ruerra do primeiro vapor que pra all seguir, o
2* tenente ds armada Lourenco Luix Pereira de
Souza, qae vil lervir na estagao naval, daquella
provincia.Commuoicou-se so commaodsnte da
estagio naval.
Dita.O Sr. gerente da companhia Peroambu-
caoa mande dar transporte para Macei em lu-
gares destinsdos para paasageiros de estsdo no
vapor Peninunga a Thomazia Pereira de Athai-
de. urna fllha e um neto.
Dita.Os Srs. agentes da com.iaohia brasileira
de paquetes vapor mandem dar transporte para
a Perahibs, oo vapor que se espera dosul aosol-
dido desertor do corpo de polica daquella pro-
vincia Joio Perein de Medeiros Furlado, de-
vendo a despeza da respectiva passsgem correr
porconta da referila provincia.Comrouoicou-so
ao commandaote daa armas.
Expediente do secretario do
goveroo.
Offlcio ao director geral da inslrucgo publica.
S. Exc. o Sr. presidente ds provincia manda
devolver t V. S. aa provaa escripias que acompa-
nharam o seu offlcio de 9 do correle sob o. 6.
Dito ao juiz de direito ioterioo do Rio Formo-
so. De ordem de S. Exc, o Sr. presidente da
provincia, Ihe declaro, que pelo aeu offlcio de 5
do correle ficou o mesmo Exm. Sr. ioteirsdo de
haver V. S. nomeado o adrogido Aotonio dos
Santos Vital, para exercer interinamente o cargo
de promotor publico tfessa comarca do impedi-
mento do effectifo.Fizeram-se aa commuoica-
ges necessariea.
Despachos do dia O de Janeiro.
Requtrimentoi.
Aotooio Jos Duarte.loforme a directoria do
theatro de Sania Isabel.
Antonio Carlos de
querendo.
Sidrooio Sabino Monteiro de Carvalho.Infor-
me o Sr. Dr. chefe de polica.
Diogo Jos da Costa.Informe o Sr. inspector
di thesounrii provincial.
Frincisco Jos Alberto Braga. Informe o Sr.
Dr. juiz municipal da 2* vara.
Jos Beoto dos Saolos. loforme o Sr. com-
mandaote superior ds guarda nacional de Saoto
Antao.com urgencia.
Padre Luiz Jos de Oliveira Deoiz.loforme o
Sr. iospector da Ihesoursria provincial.
Maaoei Jo Pereira Marioho.Informe o Sr.
Dr. chefe de polica.
Maximino Narciso Sobreiea de Mello. Nao
tem lugar viats da iuforraago.
EPHEMERIDES DO HEZ DB JANEIRO.
7 Quarto crescente aa 8 horas 41 mina tos
maohia.
15 La cheia aa 11 horaa 14 minutos sis nan.
21 Ouarto minguante aa & horaa o 56 ipa toa
da tarda.
29 La nova aa2 horaa a 7 niatos da taris:
PREAMAB DE HOJE.
Primeiro as 4 borss e 6 minutoa da filia
Segundo as 3 horaa a 42 mnalos da tar*.
DIAS DA SEMANA.
13 Segunda. S. Hilario b.; S. Emilio 01.
14 Tarca. S. Flix p. m. ; S. Mecrlna t. "
15 Quarta. S. Amaro ab.; S. Secnndioa m.
16 Quinta. Se.-Berardo, Acursio a Othio mm.
17 Sexti. S. Antio ab.; Ss. Eleusypo mm.
18 Sabbsdo. A cadeirs da S. Pedro em Roma.
19 Domingo, O SS. Nomo de Jess; 8. Csnuto.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribuoil do commercio : segundas a quintas.
Religio: tercas a sabbados s 10 horas.
Fizeoda: qnintaa a 10 horas.
Juixo do commercio : seguodss ao meio dia.
Wto de orpbloa: tercaa a aexUs s 10 horaa.
Pnmeira vara do civel: largas a aextaa ao meio
da.
Segunda cara do eival: quartas o ssbbadot 1
horada tarde.
EN<^BlIGADOS DA SOBSCMIPAO DO BUL
Alagoas, o Sr. Claudia* falsa) Bisa t K.U.
J Sr. Jos Martina Airas; Rio 4kJnaini o
Joio P.ralra Martia.- "**^". r.

KM PERNAMBUCO.
Oa propriatariM do duim Maaoei ngoolra ao
Paria Pilho, aa sos livrataa praca l-ladiaiT
deucia os. 6 s 8. ^^ TM,i-
a repentina morte do prioeipe Alberto da la Falla-se de novo de urna madaoca no ministe-
glaterra, eaposo ds riioha Victoria, oua tata, rio lastnico. e aonuncii-ae aproxima relinda
lugar na noite do da 14 do crreme s 11 horas.' do chu.celler imperial da Hungra. coadeFor-
Na Inglaterra se recela que este estremajeeat, gsch. o qasl mostra esda vez msis estar
caso de morte fcilmente poderi ter por dnsp- '
queocia um fatal effeito sobre o espirito..*oaTdo
para acompaohar Sua Ma-
Almeida Sellado, volle
EXTERIQ.
da raioha.
J a morte da aua mi, a duqueza de Kenl, ti-
nha commovido a augusta seohora de ums -
neira que durante algum tempo dava motivo a
aerios recejos.
Como aterradoura nao deve ter sido a otarte
do principe consorte, ao qaal ella era affelcoadi
cora um amor verdaderamente romanesco, oque
foj-lhe arrancado na flor da aua forja, o prioeipe oovidsdes qu
, bem
looge de querer sinceramente aervir para a exe-
cuqao di coostituigio de fevereiro oa Huogria.
O imperador tloha fello urna visita sua esposa
que passa o invern em Venezs, e o que ae ouve
lillsr do icolhimento que encoatrou de psrte dos
habitantes, prova que aioda oo ha oenhuma ea-
Feranja de reconciliar a Veoezia com a coroa da
Austria.
as
psrs
Alberto apeoas tioha 42 annos de'ldade ?
tambem a Alleraaoha lem razo fundada
lastimar s morte do principe.
Apezar de toda a sua adheto sua patria
adoptiva elle era sempre no seu corelo utj fiel
ilho da Alleraanhs, e nao smente tioha elle
sempre empregado toda a sua influencia para ser
o mediador entre a Inglaterra e a Allerainhi a
ligar cida vez mais os lagos entre os dous pai-
zes spezar de differenjas e msleoteodlmeatos se-
paradores, como tambem exercido urna mu apre-
ciavel influencia sobra a posigo constitucional
da corte pruasisoa desde o casamento da sus fllha
Um amigo em Paria, que muito sa ioteressa
ELuOZt,_*i,el01 Br88ilei',>. nos d sempre ss
esse respeito Ihe psrecem dignas
de mepgao. Acaba de dizer-oos que o mui digoo
e geralmente respeitado ministro do Brssit em
Pars, o Sr. consslheiro Marijues Lisboa foi ele-
vado cathegoria de grande offkil di legio da
honra, oque ums prova evideote da estima e
eoosilengao que Ihecoosagrao goveroo fraocez.
lados os seas collegas do corpo diplomtico e
os allos empregsdos do ministerio dos estraogei-
ros foram logo comprimaotado e felicitado por
essa occsaiio, e durante muitos dias os vsstos
saloes di emoiixidi apenas poderam receber o
numero de pessoas, taoto fraocezes cono estrsa-
geiros que o forsm visitar, e especialmente
se
- em
rana, os quaes todos sem excepgo lhededicam a
maior affelgio e consideragao, por causa di sus
bondade e affabilidade para com os seus compa-
triotas, que podem sirapre coatar com os seus
boas coaselhos, e ficir certos de servieos real-
mente importantes.
Acabemos de ser loformsdos que o Sr. Pereirs
da Silvs, que se acha actualmente em Paria, ali
est publicaodo ama interessmte obra em dous
volumes cooteodo estudos luteranos ; poesas
origioses e tradueces, eosaios polticos, e ums
comparago da lilteratura allema, italiana e
fraDceza cora a oortugueza e brasileira.
Seodo o Sr. Pereira da Silva perfeito conhece-
dor da lingua franceza, elle publicar pecando
i priocezi Victoria com o prioeipe real Frederico, ipresentinm todos os Brasileiros residentes
(juilhermo ds Prussil.
E assim chogsmos a um terceiro pooto que
tambem pesa aubre as prximas testas do natal
e do son novo. E' o resultado daa eleicoes
prussiinas que sobre modo iodispox a el-rei e o
fez dar de oovo ou vi los s iospirag5es do parti-
do absoluto e feudal. El-rei se aproveita de ca-
da occasio para levantar naa auas fallas publi-
cas as mais graves acuusaces contra o povo por
causa das eleigoes que tiveram lugar, e para de-
clarar que nao fsr nenhomas coocesses j Ton-
tada manifestada do povo.
E' de auppdr qbe a imtago momeotanea de
el-rei poucu pouco far lugar urna reflexao
tranquilla, e que as circumstsncias qua hoje urna
vex nao admttlem na Allemanha ama nova con- coosti alguos srtigos em joroses e revistas de
oem o Sa.
oem Sr>
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO
DE PERNAMBUCO.
HAMBUBSO
SO de (tezembro de I84MV
Permita-oos de principiar por Oeeejar-lhe e
ao aeu bello paiz mui felixes festas de natal, e
um anno novo mais feliz do qae elle promelte
vira ser psrs dos aqu oa velha Europa.
O horisoote poltico se scha de novo chelo de
nuveos pesadas, e muito raros ao oa raios de
sol, quepodessem animar a consoladora espe-
ranga.
Em primeiro lugar exisle a questio entre a In-
glaterra e os Estadoa-Uoidos. O motivo ds mes-
ma, o sccommettiraento pirtico do Davio norte-
americano Sao Jaeinlho sobre o vapor inglez
Trent, e a apprehenso doa Srs Masn e Slydell
a bordo do mesmo, j sao coohecidoa aos oossos
leitores, assim como tambem sabem que a In-
glaterra dirigi urna nota pan Waahiogtoo exi-
gindo urna suisfagao. e snles de tudo a eotrega
dos agentes dos estados da confederagao do sul,
illegalmenle aprisionados. Eass nota, como ago-
ra ae diz, foi ura ultimtum, e com ella o mi-
nistro inglez nos Estados-Unidos, lord Lyoos,
tioha recebilo a ordem, do caso de oto ser cor-
respondido inmediatamente a esse ultimtum,
de pedir log] os seus pasaportes e voltar para a
Inglaterra.
Anda oo se tem a resposta do gabinete de
Washington nota ingleza, e a mesma nao po-
der chegar na Europa antes do nstal. Porm
todas as noticias at agora recebidas dos Estados-
Unidos, apeoas permittem ums duvida que a res-
posta operada aera ums negativa.
O ultimo crrelo dos Estados-Unidos datado
de 4 do correle, e traz os priraeiroa relatorioa
da mensagem anuaal do presidente Lincolu ao
congress, e de usa jvimeiro acto deste ultimo.
A mensagem oM menciona expressameote o
caso do Trent, aaefUla de evidentes perigos ex-
teriores para s qum a Uoio deve estar prepa-
rada, e recorr meada ao congress com urgencia
a fortiQcacao das costas.
J tsso aqu ae explica em sentido bellicoso ;
anda maia indubitavel, porm, o espirito guer-
reiro da Uoio resulta do primeiro acto do con-
gress, que nada meaos foi do que um voto de
igradecimento so capillo do S. Jaeinlho, por
cansa do seu procedimento cootra o Trent.
Como se sabe o voto do congress acerca da
guerra ou paz decisivo, e depois de se haver
elle comprometido deade o principio em direc-
go guerreira pelo aeu voto de agradecimeoto, a
esperaoga de urna soluco pacifica fraca ou qnasi
aulla.
Por isso a Inglaterra est armando plenamen-
te para a guerra ; nunca esse paiz leve em seu
poder urna armada to gigantesca como presen-
lmente, e um navio segu o outro para os mares
norte-americanos.
$Bo mesmo modo se est acceleraodo o trans-
porte de tropas psra o Canad, aja ae acha for-
mado o eslado-maior para o exercilo do Canad.
Seguodo se diz o Baronet Williams de Ksrs,
conhectdo pels defeza de Rara durante a guerra
orieotal, quera ae acha desigoado para o cora-
mando em chefe em Canad. Seguodo todas aa
noticias da dita colonis, a Inglaterra pode cootar
com toda a assisteoria material e moral da sus
populacho cootrs a Uoio, e no presente mome-
lo meos do que j msis ter de recetar teodeocias
seitionistas.
A queslo principal, que oceupa os oossos ho-
rneas polticos vista da guerra anglo-amenca-
os, que cada vez se spproxima mais, o proce-
dimento eventual da Fraoga. Que a mesma ae
a prove tasse tal vez do eosejo psra se voltar coo-
tra a Inglaterra em alliaoca com a UaiSo norte-
americana, oeohuma probabilidade ha para isso.
Pelo contrario, o sol dos Estadoa-Uoidos, em
tahto que isso cosspalivel com a oeatralidade
da Fraoc.1, visivelmente coosiderado em Pars
com msior favor do que o norte
Tambem oto ae pode descouhecer que a im-
prem offlcloss di Fringa loma decididamente
part 10 pela Inglaterra no caso de questio dado.
Taoto miia ae receta, porm, que achaodo-se
a Inglaterra urna vez envolvida em guerra com a
America do norte, o imperador Napolelo alo
aproveita a librela ie de celo que isso Ihe per-
miti ni Europs, para novas e serias interven -
goes sejs oo oriente oo na Italia.
Um segundo seootecimeato que tambem vai
oscurecer a brilhanga das prximas festas do oa-
lal no mundo poltico, e tambem oa Allemaoha,
tinuago da reaegio, se mostrarlo mais podero-
sas que essa veleidade ; porm se dever por ora
abandonar toda a esperanga de urna proveitoaa
cooperago dos dous factores coostitucionslmeole
decisivos na Prussia, e Isso naturalmente nao po-
de deixar de exercer um effeito paralyssdor so-
bre as cousai era toda a Allemaoha.
Cuanto s eleigoes mesmas, o aeu resultsdo
foi o que se tioha previsto quando escreremos a
oossa ultima.
O parVdo feudal foi iateiramente rompido ; de
uns ciocoeota e tantos membros, que elle tiohs
ns dieta passsds, s reslavsm ipeaaa descele
psra a nova.
Nenbum dos seus chefes foi elelto,
Wagoer, oem o Sr. de Blaokergurg,
de Gerlach. ou o Sr. de Prilhoitr, oto., etc. M
ootavfl anda que justsmente as voHias pro-
viocias do pair, e sobretudo as provincias da
Brandemburgo e Pommerinia, oode alie tioha
at agora a aua sede principal, elle se acha quaei
completamente removido.
Ni Pommerioia elle s pode faxer pessM Ues
doa seus, e em Brandemburgo s um nico. Um
penco mais fsvorovel foi a sorte ds fraegio polo-
oeza. Elle conseguio esta vez mais tus ssseolos
do que na dieta posada. A fraegio calholica
por contra sustentou a sua amiga torga de cio-
coeota membros, porm soffreu urna mudaoga,
porque em lugar dos antigoa membros eotraram
novas torgas, as quaes excepto as questdes da
'Erefa, irlo com a opposigao liberal, como no-
meadameote os queslo militar.
Ae sedes principaea desse partido alo os psi-
zes Rheuaoss, a Weatphalia, e urna parte da Si-
lesia superior.
A grande preponderante maloria de cerca de
250 260 votos coube por cootra s diferentes
fraegoes liberaos, e dos mesmos entretanto s-
mente uos 30 at 40 votos a fraccio liberal mi-
nisterial.
Piris, o que nio deixsr de augmentar sempre
mais a reputigio da que j goza essa insigue pu-
blicista.
LONDBES.
ZZ de dezembro de 1861,
A mala do Brasil, vioda pelo piquete de Br-
deos, chegou aqu no dia 20 do correnle, Irazeu-
do-nos a noticia de que o governo de Sua Magea-
lade o Imperador recoohecera officialraeDte a Vc-
tor Emmaouel na qualidade de rei da* Italia, or-
denando em coosequeocia que eosssssem de ser
recoohecidos como laes os cnsules oapolitanoa
Cojos exe(uater nao haviam sido cassados at
agora. A publtcsgio desta nova alo poda di-
iar o.oioaar impreaaao mui favorar*. na opi-
niao publica deste paiz, que tanto internase to-
ma pela consolida gao do oovo reino itsliano.parao
quecontribuirde certo o apoio moral que Ihe pres '
tarera aa potencias exlrangeiras mediante o re-
cooheeimooto official ; a coas effeito alguos jor-
Aies deata capital, meuciooaodo aqoelle
borae, onde vieran
gastada a raioha.
O principe da Galles havla alto chamado de
Cambridge pelo (elegrapho na noite de 13 do cor-
rente, de modo que pola aioda aasisttr aos lti-
mos momentos do seu querido pii. Afflrraa-ae
que o principa fallecido se achava aioda em cr-
cumstaotias de reconht-eer seu (libo, quaodu esto
chegou a Windsor.
Os peridicos deste paiz alo unnimes em ma-
nifestar o aentimeato de pessr que Ibes inspira
a morte do prioeipe Alberto. Tuda a populigo
se associoa ao luto da familia real, o que nio
dee cansar axtraohesa em vista das merecidas
syrapaohiaa que todos professavam por Sus Al-
uza Real. O prioeipe consorte soubera conciliar
a boavontade deste povopelss suas altasqnalidadea
domesticase pelo respeito com que sempre aca-
tou a vootade nacional da Inglaterra, sai patria
adoptiva. Protector das arteae da industria, bem
cmoda agricultura, Sua Alteza Ihea preatou im-
portantes servieos, seodo devido a aua iniciativa
grande expoaiglo industrial que leve lugar
nesta capital tm 1851 e a sus diligencia a repeti-
cao desse grande successo preparada para ter
lugar no prximo anno. A abertura porm desta
nova e grande exposicio ingleza nao ser j pre-
sidida por Sua Alteza Real, e essa larnna devida
I prematura morte de to amado prioeipe causa-
r por certo Irislissims irapresslo no animo da-
quelles que em grande numero recooheciam
nease principe um defensor estremo daquella ios-
lituigo. Pelo que respeita a agricultura, sabi-
do que o principe Alberto maolioha sas cusa
um conservatorio agrcola, haveodo alcaocado oa
primeroa premios em diversas exposigoes que ti-
veram lugar para animar aquelle ramo da riqueza
naciooal.
O fuoeral de Sua Alteza Real dever ter lugar
a manhaa nocastello de Wiodsor, teodo sido des-
tinado aa capella de S. Jorge daquella residencia
real um lugar para jizigo d) prioeipe fallecido :
oa miaba prxima carta dare coota dos porme-
oores desse ceremonial, qae teri lagar com a
mais solemne pompa. Mailas corles estrsngei-
ras tem para aqu mandado repreaeotaoles espe-
ciaes, afim de assistirem ao enterro do principe
Alberto El-rei de Portugal, D. Li 11, maadou
nessa quslidsde o seu csmsrists oe semana D.
Manoel da Cmara e o aeu official as ordene o
lenle de marinha Antonio deSampaio e Pina,
e Sua Mageatsle o Sr. D. Feroaodo eoviou em
aeu oome e para aqoelle flm ura dos seus ajudso-
tea decampo, o viscoode da Fox.
Sua Magestade a rain ha, apesar da gnnde dr
que a tem affligido nesta deagraesds coojunctu-
ra, vai resislindo com sate a lio cruel prova-
?.1o ; mas tem-se espslhsdo squi o boato do que
la o contristada ae acha aquella alta persooaom
pela perda do aeu muito amado esposo que ma-
mesta o deaejo de ablicaroo prioeipe da Galles,
alien de recolber-se vida particular. Esta no-
ticia careos todava de conQrmagao ; e nao me
parece merecer aenlo a importancia de um boato.
A queslo diplomstica entra a Inglaterra e o
gorerno do Washington scerca da captura dos
commissarioa americanos que ae achavam a bor-
do do paquete inglez Trtnt coatiaua pendente,
.. aucces-,
so, applMliram o goveroo inperial pelo seu es- : nao esperada neata corte qual'quer resposta ao
pinto liberal elluatrado em rol agio a queslo do1 "lliraaium da Graa-Bretaoba antes do dis 25 oa
reconhecimento official do novo" reino"de Italia.
Alera desta noticia, nada mais de importancia
publicaran: as folbas ioglezes a respeito do
Brasil.
No mereadode Londres ficam ainda desta vex
as nossas aeges das estrsdss de ferro brssileires
com o aeguiote descont : aeges de Pernam-
buco, de o* 5 a 4 ; ditas da Bahii de S. Psulocom o de S ti.2 a Sf 3t8.
Os consolidados ioglezes ficam a 901|2e9l ;
e moalram urna cerla tendencia para a baixa, at-
teodendo aos rumores cresceotes de que a guer-
1 inevilavel entre a Inglaterra eos Eslados-
26 do correle.
Coojecture-se, porm, vista das noliciss j
recebidas de New-York e de W.ahington e pos-
teriores a entrega s autoridadea do presidente
Lincoln dos prisiooeiros Masn e Sliddell, que o
gabioete de Waahiogtoa negara a aatiafago pe-
dida pela Inglaterra, recusndose a restituir
aquellea iodividuoa a lord Lyoos, embaixador
iuglez junto do goveroo federal.
A recente menaagem do preaideote Liocolo,
por occasio de no dia 4 do correnle mez abrir o
congress federal, veio tamben fortalecer a aus-
peita de que o goveroo federal ae obstiosra a
Uuidos e spesar de hsver o Morning Poil pu- maoter o procedimento do commaodante de S
Mas tambem essa fraegio perdeu ao mesmo
tempo quasi lodos os seus chefes, e dos minis-
tros tambera nio foram eleitos o Sr. de Booo, o
mioistro ds guerra, o Sr. de Belhmaoo, o minis-
tro do culto, o coode Pueckler, o mioistro da
agricultura, o conde BerostoilT, o novo ministro
dos estraogeiros, e tio pouco o seu antecessor o
bario Scbleioitz, actualmente mioistro da casa
real.
Dos mioislros s foram eleitos os Srs. de
Aoerswald, o coode de Schwerio, de Patow e
Haydt, ao mesmo tempo que o principe de Ho-
heuzollern e o Sr. de Bernuth pertencem i c-
mara dos seohores. 1
Por metades qussi iguaes por contra, cada
urna 100 al 105 votos, foram eleitos a anliga
fraegio Viocke e o partido progressita. porem
de duvidar se a fraegio Viocke se ha de apresen -
Ur esta vez com tanta firmeza como na amiga
dieta, porque o seu chefe, o bario de Viocke
como se sabe recusou esta vez aceitar o aeu man-
dato, e tambem alguna outros preponderantes
membros do mesmo partido, como o presidente
ds anliga cmara. Simaos e outros suecumbiram
na 1 eleigoes. Em todo o caso a torca do partido
liberal se achara eala vez entre a fraegio dos
progressistas, os quies eotrsm na arena poltica
com lodos os seus coaductores e notabilidades.
Essa preponderante victoria das direeges decidi-
damente liberal, que prejudica a aceitagio das
propostss militares do governo na forma apresen-
tsda o que cansou o descootentamento del-rei.
Com tudo oio de espersr dss mesmas amaop-
posigio systemalica cootra o governo, porque ho-
rneas como Waldeck, Schulti, e Delitsch alo tio
moderados as suas aeges como decididos as
suss opioioes.
Com graajde pezar temos de dar a noticia, que
a joven andada prussiana acaba de soffrer urna
grave perdsu A corveta maone, que em fias
de outubro no ha partido de Danzig com 23 guar-
da mariiihat a 31 mogos para urna viagem de
instruegio com destino psra Lisboa, liaba ancora-
do ero Helaiogar no dis 2 de novembro, d'oode
parti do dia aeguiote continuando a sua viagem.
Desde eolio oeohuma oolicia mais se tiohs reco-
btdo do aavio. Smaote quando em coosequeo-
cia d'isso o receio acerca da sorte do navio achou
viva expressio as imprensa, os habitantes ds
cosa hollandeza deram parte em principio do
correte mei, que j ha algum tempo ali tioha
acarreado urna bandeira appareotemente partea-
ceote ao osvio masone. Em coaaequencia diaso
ae procedeu a exactaa iodagages as aldeas das
costas hollandezaa do mar do norte, as quaes nio
ficavam sem resultado.
Encontrou-se urna parte dos restos do navio,
assim como ddeteutes objectos de armagio do
Amazone. Nao ha poia duvida acerca da sorte
desse navio, e de que alo ae aalvou ums nica
pessoa da sua tripulago de 104 individuos, eo-
tre os quses4 offlcises e os cima mencionados
guarda mariones e mogos.
Era Vieana na aessio do dia 17 do correte do
parlamento ( Reichsrsth ) o mioistro de estado de
Schmertiog anaunciou a apresentsgio excepcio-
nal do budget ao parlameoto reatricto em lugar
de ir ao parlameoto ceotral, para cuja composl-
go aioda alo ha a mioima esperanga.
Nio cooheceraos squi por ora os detslhss do
bulget a presentado, mas ja sabemos qae eivs
raostrs que o dficit para o anno da 1860 cal-
culado em 65 milhes de florios ; para 1861 am
139 1|2 milhes, a para 1862 em 1101|2 milhes.
blicado recentemente a noticia de tor o mioistro
americano nesta corte recebido despachos oo seu
governo coceroente, quest&es eotre aquelle e
este gabioete e coocedidos em termos mui affec-
luosos para com a Inglelerra. O receio pela pax
eontinua poia a ser grande, e disso se resaeote
oecessarismenle o mercada mooetario. OS, fu-
ios frarcezea de 3 0(0 Qcam a 68 fr. e 20 c. Oa
4 1|2 0|0 brasileiros de 86 a 87. Os portugueses
3 0,0 a 47 ; os 3 0|0 hespaohoes a 51; os perua-
nos 41[2 0|0 a 39 ; e os russos 3 0,0 a 60 1(4.
Os productos do Brasil a venda neale reioo tem
obtidoosseguiotes pregos : Cacao de 55'6' por
cwt; caf la aqualidade 66" 76* por cwt, 2* dita
55'63' e ordinario 47* 54 ; pu Brasil 80s por
tonelada ; assucar de Peraarabuco e da Parahiba'
branco 26* 30" 6 d. por cwtr m asea vado 18' 25;
e couros salgados 5 d. a 7 d. por libra, ditos sec-
eos 8 d. a 8 d. 1/2, e aeccos salgados 5 d. a 7 d.
por libra. i
Do Braail chegaram a Inglaterra oa ultima
quiozeaa os seguales navios procedentes de va-
rios portos. Do Rio Graode Anny ( dezembro 9j
a Felmouth ; do Rio Graode Eleonor e Jane (9)
a Swvaoses ; do Ro Grande Fanny Sermes (10)
a Falmoutb ; e da Bahii Feaser (9) a Grenock.
De Inglaterra para o Brasil ssgairam no mes-
mo decurso de tempo os seguintes : de Liver-
pool Viscount Sandon (10) para a Babia ; de
Graveseod Edwel Olivere (13) para o Rio de Ja-
neiro ; a de Graveseod Danubia (13) para o Rio
de Janeiro.
Voa desta vezcumpriro doloroso dever de sn-
nunciar um bem triste successo, que eu estavs
longe de prever quando escreri a miaba ultima
carta, comquanto exisiisse j eotio a cauaa que
o prodazio. Quero fallar da prematura morte do
prioeipe Alberto, qae leve lugar no castello de
Windsor as noite de 14 do correte, suceumbio-
do Sua Alteas Real a um typho que Uvera ori-
gem em urna forte coosiipagio com qae se acha-
ra atacado aquelle augusto persoosgem desde 7
deste mesmo mez. A molestia apreseotou di-
versas phsses, e supposto que a priocipio oio
causasse serlos cuidsdos veio ella gradualmente
a degenerar em urna sexio perniciosa donde pro-
veio o typho qae em. tres das arrebatoa aquel-
le bondoso prioeipe do gremio dos vvenles, sam
que de nada valessem os constantes e acertados
esforgos empregados para salva lo. Esta moles-
tia a que suecumbio Sus Alteza Real predomi-
nante oa familia doa Gotha, e se affirma que o
principe, conhecendo ainda o sea estado grave,
dissera que elle havla de cahir victima deasa eo-
(ermidsde, como succedera ao aeu parete 1). Pe-
dro V, pois que essa qaalidade de mal predomi-
nara oa aua familia.
O prioeipe Alberto, esposo da Sua Magestade a
Rainha de Inglaterra, nascera em 26 de agosto
de 1819, e poia contara 42 aonos e alguoa mexes
oa o casio de aua morte. Sua Altexa Real viveu
sempre em perfeila harmona com Sua Real es-
posa,O com seus exemploa da acrisolada virtde
sonbe coosolidsr a educagio dos principes ae
osscersat do leu coosorcio com a raiuha da Grl-
Bretanha.
Sua Magas la le tem soffrido com resigosgio o
terrivel golpe por que acaba de paaaar; mas re-
celare qua passado o primeiro momento veoha
rainha a cahir do mas complato desanimo pela
falta que Ihe far a perd de um eaposo tio ama-
do. A rainha daixoa Windsor depois do falleci-
mento do prioeipe Alberto, relirando-ee para
Osboroe, aflm do alo ae aehar no castalio na oc
caaiio do enterro da Sua Al tesa Real. O rei dos
Belgas e o prinsipa rail da Prnsaia chegira a 0*-
Jacintho ; porquanto declarou nesse documento
aquella primeira autoridade federal que oio de-
vja oceupar-se das discusses qua possam aobre-
vir oos estadoa estraogeiros acerca da Uoio, por-
que, quaesquerque sejsm os seus desejos.assuss
disposiges, a inlegridade do paix e a esiabilidade
do goveroo nao depeodem dellea mas da lealda-
de a do patriotismo do povo americano.
Demais j sabido que o congress americano
pprovou o procedimeoto do commaodaole Wil-
kes, e que este acaba de ser promovido pelo sau
governo ao posto de commodore.
Ora, fundados oestes iodicios, apexar do silen-
cio a mensagem do presidente Lincoln gusrdou
a respeito do caso do Trent, interpretado alias
Eelo desejo que tem o goveroo smericaoo de a-
andonar ao congress a deciso floal daquella
difflculdade diplomtica, sao qussi unnimes os
joroaea ioglezes a fraocezes em spreseolsrem a
guerra como ioevitavel.
Deate modo se disvaoece mais, de dis para dia,
a esperanga de se chegar a um sccordo pacifico,
e por isso o governo britsonico insiste nos seus
preparativoa de guerra, que continuara sempre em
maior eacala.
Alguos joroses esto at tao convencidos de
que as hostilidadea nio comegar, j disculem ss
vantagenaquedahi podem resultar.
O Manchetter Guardian reeommeada a neces-
sidsde de se relificarem aa frooteiraa doCaoad,
dando-so colonia ingleza a bello porto de Por-
tland.
O Standard, pela sua parte, insta com o go-
verno para que aproveile a oecasiio de sa apode-
rar da California, qua se compe de ums popu-
lago cosmopolita, eqae est ao alcance da ma
rioha ingleza, achaodo-ae posaoutra parte sepa-
rada de todas ss commuoicagoei com Washing-
ton por desertos de pelo Missouri, cuja popula-
gao ae revoltou cootra oa federaos.
Diz-se qu os plaoos ds Inglaterra sao os se-
guintes : ama aaquadra ingleza deve tomar Moo-
roe, o forte do Potomac e Washington ; outra
bombardear Bostoo, New-Port e Portland ; e
umatercera far levantar o bloqueio do rio Sa-
vanoah.
Os peridicos ioglezes, aioda os mais comme-
didos.e pacifleos.continuara a expressar-se com a
maior viceacia contra a mensagem do presiden-
te Liocolo.
A reserva guardada por este acerca do caso do
Trent, interpretada como cima Oca men-
cionado, e as msnifestsges cootids naqaelle
documento a respeito das polenciaa exlrangeiras,
denotam al certo ponto a oteogao do goveroo
americano de resistir s reclsmsges da Gri-Bre-
taoha ; em um tal estado de coasas, devendo oe-
cessariamenle cooduxir a urna guerra entre a
uotio federal e a Inglaterra, oio poda deixar de
merecer a reprovacio deste povo eanuentemente
commercisl e por isso ioteressado oa cooaerva-
glo da paz. embora hija at hoje susleotado a
quasi uoaoimidade da impreoss ingleza a neces-
idade de maoter illesa a digaidade nacin al, para
o que acooselham a guerra caso o gabioete de
Washiogtoo oio seja raaoavel, cedendo a lustas
reclamages da nagio ingleza.
Algamaa folhas de Liverpool, porm, o mnitas
da Irlanda lem aconaelhado o governo a mantir
a paz, visto como de urna guerra entre a Grii-
Bretaoha a os Estados-Uoidos surgirio iaeviu-
velmenle gravea prejuizos para o commercio io-
glez. Maa o gabioete brilaoalco, qae deade o
comego desta quealio ten procurado apoiar-aa
na opiniio iUualrada do paiz manifestada pala
imprensa, | |fjt recaer embora quitea a-
l?'J? *?*Ji**J*!**Htu da gaorra, porqaaa-
tlSS '10 U fr"?ueM dr^iasVaelaa
depende a boora naciooal ; oae aua eiuma.
verno enviou a seu ultimtum snaa reata VrJLZ
IZl'J' "V ei.io qu.lq.ar. porqoa.Uao
cooslituio j a dednitivameole jaiz m aUsaT
Affirma -ae por outro lado que a Franca coa.:
serrar-se-ha neutral M houvSr gaerr. ear, .
Ingl,ierra a oa Ealadaa-Uoidos ; da moda
parecem deititoidpa de fuodaroeoto os boaloa
corriam de orna alliaoga eolra a Franca aa
glalerra, cootra a federacio, pela 7ee*s
em que seschava o imperador de vtacar a
lo relio ao pavllhio francas no caso alo JuUs'at
Marte a que me refer aa miaba ultima carta
'7/ ,'i0 "tiat ftfr' P'l i* faroraeal-
! e .Ud0 da D"' e9m aa'*l c*dMa)
geralmente qua a Ioglatorra ir a guerra s con
os n/joorios recursos.
Organera! Scoll. ex-commaodinte em chefe ao
exercito>jmericaoo a que eaUvs altimameaU asa
Pana oode viera para tratar da ana sa.de. acabo
dn,rX8?r PrecD'-<>t os Esiadao-Uai-
dos aflm de acooeelhar ao sao goveroo a ceder
na queatao de S. Jaciotho.
n..U'ga'8 queo 8,D'ne, <> Tulharias o rogoo
para que desse esse pssso, no intuito de remorar
"ngi.errn.q,,e "'* miuta W- "'
Aquelle distiocto offlciil far sem duvida vrao
gablete de W.ahinglosi a iodisposicao que esa
oda e Europs tem provocado s conducs irreoo-
sr do csp.iao Wilkes. e nio deixsr .0 bsohm
tetnpo de expr o graode perigo que a Uoiao cor-
re de entrar agora em urna guerra estiaogeira :
entretanto niogaem confia na efficacia daquella
missao, visto como o presidente Linelo se acha
j aompromettido e com.elle o coagresso, havea-
WMdei Procedmei,,o O commandanta
A apreciaglo da imprenaa parisiense asa to-
do semelhaote doa jornaes ioalezea, e feral-
mente partilhada a opiniio do Monna Pose
quaolo ao carcter bellicoso da lioguagea?adop-
tada pelo preaidente Lincoln.
O Timet, entretanto reputa o ailencio sobre a
questao do Trent, guardado pela meosecess.
como urna prova de qae o goveroo federal nio
quiz prajudicar a questio, dando assim locar a
que se possa aioda obler urna solagao paei-
O governo ioglez tem, como flea dito, sjsjn.
mentado consideravelmente oa seus armanalos
e aioda por ultimo acaba de ordenar qae fosees!
recebidos na marinha de guerra quinheatos ca-
pases de navios mercantes : os requermentoa
fetos pelos commandaotas de navios mereaotea
para serem admillidos oa marinha real, tio esa
tal numero que a cifra Azada palo aloman!.do
ioglez se acha j muito escedida.
Urna forte eaquadra composta de naos a fraga-
tas de primeira ordem dever brevemente se-
guir para Quebeo. como havia eu j aonnaciado
oa minha antecedeote carta.
Sliddell sao aqu esperados al o flm do correata.
vista das cooclusoes do ultimtum.
(J'parlameoto ioglez foi prorogado at ao dia 7
de Jaoeiro prxima ; e aioda eolio aera prova-
velraente prorogada a sua abertura, salvo se o
guerra livor comegado.
A politice ingleza tem-se concentrado n es les
ltimos lempos sobre a queslo Trent, a o espi-
rito publico apenas se distrahie desse incidente
psrs lamentar a irreparavel perda que acabo do
solTrer a soberana da Gria-BreUnba aa pessoa do
seu amado esposo. Lord Palneratoo, que lti-
mamente tem estado enfermo em virlode de seos
padecimeotos golosos, acha-se quasi reaUboio-
cido deaae eocommodo.
As ultimas noticias de New-York re(erem-ae a
um encontr eotre os federaes e os separatistas :
Estes forsm derrotsdos, deixsndo no campo do
balaba muitos ferldos : julgava-se que esteserii
o ultimo combate eotre aquellas forces b-lliga-
raoies, visto como a estagao rigorosa os obrigana
a entrar em quarteia de invern. Accresceniam
as mesmas noticias que eotre os mioislros ameri-
canos havia divergencia sobra a solacio da ques-
tao do Treot : A maloria opinara para que aojase,
postasen liberdsde os prisiooeiros, porem o pre-
sidente eslava disposto a adoptar a opioiao eait-
Uda pelo parlamento. Affirmava-ae tamben qae
0 general Mac-Clellao reprovra em seu none, e
em nome do exercito que comraanda, o procedi-
meoto do commaodaole do 8. Jaeinlho.
O capitio Gordoo, qae havia sido processado
oos Estados-Uoidos por tomsr parte oo commer-
cio de escravalura, foi declarado culpado a coa-
demoado morte.
As correspoodeociss de Tudo dio como posi-
tiva a prxima viagem do rei Vctor Eeamaoael a
aples. Sua magestade, segundo se diz ser
acompanhado pelo Sr Ralaxzfa palo general Ga-
nbaldi. Os peridicos daquella capital hanam
publicado urna oora caria deste patriota, na qaal
pede aos Italianos que ae uoam agora maia do
que nuoca em volta da baadeira do sea rei Vc-
tor Emmaouel.
Em aples foi descoberta ama nova coaspira-
gao a favor de Francisco II. Em coosequencia
dalo dem sido preaaa muitas pessoas romo im-
plicadas na cooapiragio. TrisUni, o famoao guer-
rilheiro hespanhol, acaba de aer nomeaao ceno-
ral de Francisco II.
Cbegou a aples o conde Araaa a aerediiava-
se que a aua vugem linbi por flm a reprsalo do
accordo com os chefes Fraoceses, dos aiteota'dos
dos reaccionarios. A partida deatea com mandada
por Cipriaoi foi derrotada, perdeodo muitos mor-
ios e fendos.
0 gabinete de Tarn, en harmona con a no.
derago de que tem dado prova o (overeo do tus
magestade aem abandonar principio algum oa ia-
teresse legitimo no que reapeita aoa aasumptos da
Italia, looge de dar por ioterrompidaa is mas re-
lagoei diplomticas com a Heapaoha, coocedea
ao bario de Tecco aeis mexes de lieene, en.iou
um addido legagio italiana em Madrid eMr-
quez Colambiaoo, e aulorsou o secretario da le-
gagao, bario de Cavalchioi, a enleoder-ae ofi-
cialmeate com o goveroo hespanhol. As relacea
entra Tarn e Madrid ficam poia no meeaea
em que permanecern entre a Franca e e Sardo-
nha durante o periodo decorrido desdo a iavasao
da Italia meridional at o reeuohecimralo de res
da Italia pelo gabiaete daa Tuiheriaa. A Heapa-
oha conservar em Torio am secretario a sa ad-
dido legagio de sus magestade calholica.
Nao ha per em quaolo aqu noticias pasa tiras
acerca da expedigie hispsno-aogla-fraaeesa cen-
tra o Mxico ; maa sato-ee por fia de Madrid
que a expedigie capemela devia etaar Hivaam
no dia 30 de novembro ultime eos dstoecao a
Vera-Cruz. Um doaaoofe tetoajraanico dVtadix.
de 18 do corrate sacia que ae orgooisave ali a
toda presss um batslhio do regineato de San
Margal, destioado ao ultramar a formado cena
soldados de todos os corpoa : este betalhio srri
enviado aem demora Havene, deveodo (oraaar
parte da expedigio contra o Mxico.
Escrevem de Compeobague quo e goveroo 41-
nsmsrquez, prevendo o resultado da oso caso
sdmitlidis pelas grsodes polenciaa aleles ao
auas preleoges quaoto aoa eaiadee da Heleiaoa,
toma disposiges para sustentar ama lata, qae sa
julgs ioevitavel, apresentando-se laate aa c-
maras como o povo on attitude capotar o sat
Disterio e fszer resistencia tio eeergiea a laflexi-
1 re quaolo seja posairel.


ri'.'r
3E5
"' !'
A ultimas eommuoicage telegrap,hict da doras da excelleotisalma camar municipal abii-
fronteira da Polonia nnuacim oovamente ate- xoaiguados, e aera Mitu o excellentitsirao go-
tirada do marques de Waeloaoiek.i, ^MaatU vez LTomador civil deste districto, e as autorilades.
parece certa ; e dahi se lotera que os eonselhOs! corporales e cidarttos tambem abaiio assignadc
de poltica do rigordse represso prev%hera>oa e ipreeearaeote convidados pela excelleotisaira
Siu Petersburgo. O goeroo imperial -- -,.._;_:i--------
. PUMO DE PEINAMiUCO. U m||_H||| 14 D1 H1nmi DE ltfli

vendo-to
SM tmoossivel" de gobernar a Poleato
subjuga-U, ffogtodo toda a aspiragfto tuggerida
PU memoria de sua antiga QMiotwlidat% con
crteodo-a, com bera evi leal, tetacio jos Ira
talo, urna provincia russa.
O marque* da Wielopil.-ki era sen eontradiocA*
nico humeen que tinha na. adnainitlregj 4a,-
quelle infeliz reino algunas idjia*. de Hgatidode
e a governo melhodipo eajuly. Alguna 4es
seu< designios sobre a aiiinuuUfaiaio pa/ilio ha-
viam si lo a principio escolhidos favoravelmente
*! gabinete de S. Peterstourgo { mas. vendte
ste na necestidade do reprimir a revolla, abao-
d'inou os para logo e sem hesitagso lengou-se no
camruho da ict|o. O agei^s mais deeaulo-
riga tos dete rgimen, momentneamente desti-
luilj oelo prncipe <5orischakoff, acabara de aer
restituidos aes seii empregos, e desle modo a
Polonia geme aevaracnte sob os ferros da lyran-
aia. Esses agostes compe quasi exclusivamente
a aclaal administrago ; sao os que dirigem ,as
perseguige, as risitas domiciliarias e ouiras mal-
ai tomas.
A atuogo continua a reinar em Vaisovia ouJe
tem tido lugar numerosas prises.
ua usa u ji *d uw- idqi d a ^mv
ti*mt*t>- do.coja-ente ^erige e" sy
os
- ..... ___a
cmara municipal para astislirem ao solemnissi-
*o ele da -eclamacio de sua magestade ei:rei
o seohor B. Luit I, desteida para o dia de ho-
Ho -
na
ila p
cito
ac
miiija> po|
senif D.
rfrIMOdido
dopois o mesmo
gar O ns piesenco 'do Icorpo consular, aota.iU
presente o coosnl raocer, rtcordar o col bar ri-
mo con Hielo do Cor o e Jorfe. Trinm Tltiui1.il
amargas para o governo do imperador N.aol.ao.
Mas en rasoarel eaquecer esta conjuctura, aaoa
affronta feita a Portugal, morsaeole lendo- Nape-
leo III dado neela tristissima quadra a familia
real e i naci porta
- *
PARTO
ZQ dto tU-T.einhro.
E' Ssate a historia dos quasi completos dous
iltimos rueze do fatal anuo do 1801 !
Dous tmulos dentro de quiote di as (echa los
no jaigo dos Bragaoga !
* ioawguraco do novo reinado...
ai dous tmulos abertos no palacio real 1 >...
{aabe-o Baos...) o luto, a dr, e a conslernaeo
em indis S'Clases da sociedade I...
Ki.-afci resumida a historia detes dous cala-
mitosos mezes I
iom.ZMetim""* "" "l!,.!e.?Wp pe,- pretlito .ti c-pell. da U-
'ts)JM ItiuaiJ^s -
presidejg re-
a a lj fcMSito
k#to.Tit> ao muatoaUo.
. BdeVMPtl M < PajftM'1 o
%* fi4j^MUrttcaiaji|||cor-
Pk awsW mmMn. difi. Jo-ae
jesmo Btm. Sr. presidente jaaella
dos pago do coosslko, acoaapa.ba't da lacea-
dor una lera* a bandeira da cidsde, repeo os
rirs so muito ilto, muito poderoso e delissi-
mo re de Port.^al o seotier D. Luiz 1, sendo
correspondido por lodo o po*o com rerdadsiro
jubilo, e logo en seguida aahiram a Eim. cma-
ra, autoridades, corpqraces e mais cidados pa-
ra a realcapella de Kossa Senhora da Lapa, para
assistirem um solemne Ti-Dei*m Laudamos,
em acjio d gr(t pela inauguragao do no"o
reinado. E para a todo o tempo constar, se maa-
dou larar o presente auto, o qual val. ser par
todos assignado, depois de ser lido pqr rpim o-
Iodo Augusto Aires de Soma, esenrio da Exma.
camae*.
Achaodo-se assim concluido o selo da accla-
maeso a cmara municipal, aoto/idades, a tolos
~s convidados dirigiram-se, formando prestito,
ue era fechado pe'a tropa da guarnic&o, i red
pella de Nossa Senhora da Lapa, onde houve
Ti-Otum, e grande orchestra.
Urna salva real na fortaleza da Serra do Pilar
aonuociou que o acto solemne da acclamaco es-
tara concluido.
A tropa da guaroicao, agora formada em pira-
na campo da Regenera gao. dea as tres des-
cargas de Megria.
A praga de O. Pedro, rus do Almaia, lado
rfeatal do campo da Regeoeracao, que foi o ca-
er*.ia a
akar ,
a taatas mpstras da on-
tfl "PvteiP'IMlMe *
^'C^Hfrincaa, e <**
*> *'a*i
ir W o"
mas o cis-
nes l a cidad*
solero ni
~~j'~ ,i t- pa, estaram a maior parte das ianellas adorna-
Depait das noKc.as que a lelegnphia transmil- 4 ^ C)berlores de *mtieo e jJe 8ej8.
o ktintem e hoie de f.isboa esnerada a lodoa .._____t. o o oo.
lio kootem e hoje de Lisboa esperada a lodoa
o momentos a sinislra nova do fallecimeotn do
ompanheiro real do senhor rei 1). Pairo V. na
su i ultima visita a esta ci-lade.^o infante 1). Joo
duque de Bjaquerido e amado do poro, como
tuda a descendencii da rainha D. Maria II e do
sy-npaihico rei D. Pernando.
A dor o a cOusteroeo sao lio profundas, lio
gerses noi t ses com quo as possaraos significar I
Graves aconteclmentos se derem de ter passa-
d-j na capital hbrs era que escrevemos (mein
oa) se a cordura, a seosaiez, necessanas as
Brandes orizes, nAo tere neiu auxiliado, como
esperamos que terlo auxiliado, a parle peusantt
e prudente dos nossos bon patricios.
A inissao da imprens, senpre elevada, sem
pre uobre, sempre generosa,nunca foi mais
grandiosa da que o est sendo na cnse fuDesla e
comtlicada po.rque est passanJo a naco porlu-
g.ea.
O jornalisTiu tem rumprido o seu dever:que
o poro esculo e siga os conselhos da sua amiga,
da sua natural defensoraa imprensa.
As ultimas noticias do a capital hoje2(i s 8
horas da manliaa era socego; porra dizem que
os ltimos tumultos [arara, dispersados mtia
anule, lendo havido Iguns excessos contra
a j'iflii s de quera o povo suspeita, cora relago
falsa idea de enveoeriamento. Que ,-s autorida-
des lomam lujas as prpvidoncias para niouier o
scelo. Que ePrai O senhor D. Luiz lora na
noule de 25, acompanhado al Caxias por ira-
meoso povo com archotes, e, Qnalmenle, quo o
teurmr infante D. Joo estara agonisando.
No Porlo hi socego, poslo que as massas altri-
ttuam igualmente as rnorles os principes a pro-
piiagao de venenos!
A acclamaco de el-rei o senhor D. LuizIIfez-
ae nesla cidade, como estaba determinada, no
donjiiogo 22.
- Le roi etl mor 1 vite le roi 1
Despiram-se os trajes de lulo para se veslirera,
por um dia, as gsias de festa !
Alegra nao a noure, uein a poda haver, ape-
asr do senhor 1). Luiz ser eslimado de todo-.
Est anda mullo viva d6r para se poder ol-
vidar a causa ique R gerou.
O povo nao iograto; conserva por muilo
terapo a memoria dos que por qualquer mnliru
lhe sao charos. V as cousas alr&vez de um pris-
ma iodo seu, e pelo qual s elle sabe ver I
A inauguracao do novo reinado (oi, pui*, um
acto puramente offlcialflir# guardado pira mais
tarde, se as conveniencias publicas u permiliis-
sera, seria receido com jubilo pelo poro.
A's II horas da roaoha, achando-se reunidas
Da sala das vereages da Exma.-cmara munici-
pal tu las as autoridades civis, militares, ejudi-
ciarias, chifes e piincipaes eiopregados das re
particoes do estado, diversos titulares, corpo con-
sular, as direcces da differeoles corporacea o
atsutiaces etc., e leudo os raembros da muaici-
palidade, com os seu vestidos camararios, uc-
capado os lugares juutos da mesa, empunhando,
um dos vareadores, a bandeira do seaado, e dous
mpregados da mesraa cmara os dous estandar-
tes do municipio, oSr. visconde de Lsguga, pre-
detite da cmara, leu a allocugao seguate:
Senhures!A invicta e heroica cidade do
Porlo*. com a nago iuleira, depois de ler dedi-
cado quarentt das s demonslragoos de dr e
luto por um acoutecimeolo infausto e infelicissi-
o, que magoar para sempre o coragao dos por-
tugueze, suspende o]e o seu praulo c larga o>
creps funreos, para celebrar a inaugurarlo do
novo reinado, e para manifestar o subido grao
de jubilo e regosijo publico por lio fausto succes-
so ; assim o povo portuguez se curva ante os de-
cretos da Provideocia^e esta invicta cidade, que
soube merecer tambera o titulo de sempre leal
aos seus legtimos soberanos, os acompaaha na
ddr e satisfac,o.
O senhor D. Luiz I, que hoje vai senlar-se
do solio portuguez, nelo do immorlal duque de
Braganga o seuhor D. Pedro IV, desaudosa me-
moria, a quera os portuguezes devem a restau-
ragao das liberdades patrias, e o Porto o melhor
dos peohoret que podia legar-lhe,quo a fama
apregda como cidado, como soldado sempre do
dicado ao srrvigo da palrii e "
impvido nos perigos do nur
reino e no ultramar em mora
de fome, pesie e guerra,o
excelsa, muito virtuosa e semp
h senhora D. Hada II, educad
liberdade debaixo de seus mal
o irmo em Um do bondoso
ao bem publico,
o caritativo no
nlos angustiosos
e chorada raiaha,
nesla poca d
rnaes cuidados:
ei o senhor
Pedro V, cuja perda deplrame i, nao pode dei
xar do possuir os mesmos seuti nenio, es mes
rnos principios e as mesmas virtudes, que sobre
sahiara era seus augustos predkcessores, e ha
de sora duvida mustrar-se um [digno successor
de D. Alfonso Henriques, 0. Sancho I, D. Dioiz,
D. Joo I, D. Duarle e outros (que orqaram o
ihrono portuguez.
O seohor D. Luiz I tem j a hQeicao dos por-
tuguezes, e beocos desle povo que nutre as mait
fuodadas esperangas, ou tem antea a mais pro-
funda coaviegao de que o oovo re oado hade ser
urna era de paz, em que a prosp iridade publica
ter um poderoso impulso, o a ini ependeocia na-
cional mais urna garanta.
o Praza ao Todo Poderoso se ira ouvidos os
otos do portuonses e da oaci a inteira, para
que.a familia real nao suffra mais lias amargos e
de provago ; para que o novo rei lado se dilate
por longos annos. o para que os pirtugueies ce-
lbrelo por muito lempo, com ioliira aatiafago
e bem do paz, este dia.
Viva o muito alto, muito pdelos* e Qdelis-
simo rei de Portugal o'.seohor D. Luiz 11
Desencerrou-se aesta occaaiao o jretrato do se-
nhor D. Luiz II, que se achara pal baixo do do-
ce!, sendo o vira, correspondido^ com enthu-
tmo. M
En acto continua diriajo-se ..candara varan-
da central, e desearolada (Ola da j nella a ban-
deira do seaado, entoou, o presid ote, por tres
ret9, o viva com que baria, finalis do a allocu-
$ao. A guarnijo, que estavaT forra sda na prega
a D. Pedro (local do pjgo da cara ra), e o im-
taanso povo que tambam ali se acb iva reunido,
corresponderm aos vivas com aquel 9 euthusias-
rno que d a esperance de ver no no ro reinado a
coulinuigio das virtudes do que se a bou.
__ Recolhida a cmara mesma sal i das veres-
ces, que linba deixado, abi se lea o auto da ac-
clamaco no seguate iheor:
Anao do nascimento da Nosso S inhor Jezu
OS
Ca
da
A' nouie houve espectculo de gata no theatro
de 8. Ja, e desla vez pela companhia portm-
gutza 111 Pomos tres adrnirages, porque nos
admiramos de ler havido o bom sonso de preterir
oeste dia de gala, contra a praxe seguida em oc-
casioes idnticas a companhia dos despresadis
actores oacionaes estando ahi a eompiflhi Ita-
liana de canto 1
A' noule illuminou se a cidade, e tocararo as
quatro bandas militares porta do quartel-geoe-
ral, seguindo d'aqui a tocar at aos seos respec-
tivos quarteis.
asa car coa
ale maros
que re
orniM e.,_
_ fnebres aae dapata daau daaagxadav'ei'a-
currencia se tem fito.
Tambam- for* poapoaa m aaquiaa qtie ao
dia (8 fez celebrar na igreja de Sanio Antooio
do Congregadas a commisso que em agosto ul-
timo, por occasiao da arisita do'.Sr. D. Pedro V
esta cidade, promoveu e dirigi es festejos da cal-
cada dos clrigo.
Ne dia seguate, na dita igreja e senin lo a
mesma decorarlo funeraria, tiveram logar oa
suffragios oo-n que a associaajio Artislic Oom-
mercial commemorou a morte do Sr. D. Pe-
dro V.
O iHuslrissimo cabi lo tez exequias ns S ca*
thedral no dia.19, comecandp cora vespt-ree e
malinas na larde antecedente A armagio foi a
mesma que servir oas exequias qua minduu ce-
lebrar a cmara municipal.
Em La mago a associagio Monte-Pi dos Ar-
tistas Lameceoses mandn dizer na calhedral urna
misa* resada com responso, a que, alm dos in-
dividuos da dita associagao, assistlram todas as
aatoridales, ofHciaes do regiment n. 9 all de
quarlel, e grande numero de pessoas distinclas.
Diz urna Correspondencia escripia do Laraego,
que at o da 8 era telo o aclo religioso mais im-
ponente que all se tinha feilo.
No flm da missa foram distribuidas pela dinc-
gao da dita associagao, asmlas a cerca de 300
pobres.
A Ordem Terceira de S.Trancisco, a irmanli-
de da Misericordia, e a dos Clrigo* pobres da
dita cidade tarabem suffragaram nassuas respec-
tivas igrejas a alma lo chorado rei. '
Nesla mesma cidade leve lugar no dia 5 a lu-
tuosa ceremonia da quebra do< escudas. Al*u-
mas das jaoellas das ras por onde passou o pres-
tito esta vira adornadas de prelo. Ao meio da
sania dos pagos da municipali 1 .le o preslito f-
nebre, que era precedido por urna forga do re-
giment de iufantaria n. 9; em seguida iam os
tres continuis da ca-nara, tr'jando rigorosa luto.
Segui-se a associscao doi Artistas, e mais pes-
soas couvidaias, que erara para mais de 300, os
seminaristas e esludantes das aulas superiores do
trio, as autoridades administrativas, ju ii-
ata*-0*" ** ^U* *,8e,l,de l-rai o Senhor
IV Pedro V, os artistas de Goimbra rres suffra-
A por elles feitos em 16 de d-etembre de
attualro lados da ecj elevavam-se quatro
pVras, com brandos acosos. Igualmente
graoga numero de brandes ardiam em rollada
eca. Na parte suoerjijr della achva-e colloca-
d. a cor real efcepiM oW.ea da repe.
Nos dous lados,- da iaaj, logo para baixo do
cruzeiro, tinhara s {Miado dou tropliosa
nacional, eo da ciga jffMgat tambera co-
berto de crep.
Depois da entrada da aftiaja* no Wunplo, teve
lagar a mista reseda, que foi oelabrada pelo Exm.
r. Hiesoureiro-mr da ti, tetase* alternada-
raeo.'ej.. tujanle fistfi tt\, tfiligiflso, a. duas pj)j-
lerayaieae,ytemHm as-uas bandeiras coltoca-
ds junto da ega.
No lim da-missa houvo um responso, acmpa
concurso da povo, triste e tristemente impreijip-
mdo junto ao tmulo do rei, do amigo, daquele
que elle mais idolatrara I
-.......
Bti Vimna fez a cmara celebrar it exequias
no dia SO, no espacoso templo de Sania Masa -
Maior, que, diz o Yiannente, cojo jornal seguire-
mos na descripgo desta solemnidade, era peqoe-
no pira o numeroso concurso de neis de toda as
classes Jerarehia, qne-MtaHi rende a sen-
tido triaatlo H dor MudjKo priacipe encel-
len lo. qua fe. o regio difina urna aaada de
ibuib, <^ua ica rspin^.da^n^de^u.. prosado iR^jaS^..^^
virtadaa.
A igrej eslava decorada cora sumptoosidade
Imponente, teiiiodo ss hjm paredes tuserariis
creps, per sobre es uaes se U.m em alguraas -J* JJ^tT^T, 1?"! tS^i a0"'6 2 V!f'
columnas das naves auadraa allutiv.. ao mZmT. !'!0J"1*'.'V-? *.v* S"*''- ^ Propnadada
nha:
-.-------------..-. .. ...pniN, uiulii- uiaKaioao pavnnao, na irente ae cuja cpula.
?. "."t" T0.C#l e tnstrumell. orBciando eircumdada por urna varaoda. sa vi, ao castro o
'Sino CeieDfvfntt?. qou.i.. ...i .--. i.--. ^. iv^___=~. j__._ _r. *.
__ .------------- IT -'( *-- *u< o *j 'IMUI9U ati as, iUJI*
E assim acabaram as festas da imuguragao do ciaes, e militares e por lira a cmara em trajes
reinado do seohor I). Luiz sem o povo ao menos
suspeitar da grave enfermidade do Sr. iotanle D.
Joo.
Continuara por toda a parle os suffragios por
alma do senhor D. Pedro V. Tarde acabaro.
Pelatseguinlea descripgoes vera osleitoreado
Diario as solemnidades fnebres naaii pomposas
que tem havido nesla cidade, e em algumas das
Ierras mais importantes da provincias.
No dia 10 colebrou-se na igreja do exmelo
convento de S. Prancisco a mise de rquiem
maodada dizer pela associacao commercial do
Porlo.
Assistiram a esta solemnidade 24 pobres j
vestidos cora a roupa que a associagio Ihes dis-
tribuir, e 60 viuves que. Ando oa suffragio,
receberam de esmola 2(100 ri cada um, co
mo em carta anterior dissemoa ler sido resol vido
pela direceso da asiociago commercial.
Os veslidos comprebendiam chapeo, camisa,
jaquel, caiga e coltete de saragoca, meiis, es-
patos e um lengo de assoar.
Nesle meamo dia, e oa igreja da ordem tercei-
ra da SS. Trigdade houve officio solemne a ex
pensas dos alumnos do lyceu nacional.
fo dia II a maioria das aaiociacAs desoccor
ros mutuos desla cidade mandaram celebrar pom-
posa acequia com vespora?, na igreja dos ex-
l'ncto| frades de & Beato. Foi urna das mais
sumpiaosas solemoidades religiosas que por ai-
ras do rei < amiKO do que trabalham > se leem
feim no Porto. Nio obstante a grandeza do tem-
plo, o maior da cidade. achava-ae lodo armado
denegro. Na capella-mr, par entra uumerosas
luzes, ergua se un maosulo. No meio de qua-
tio columnas douradas, cujas cornijas, formando
um pedestal, serviam de base a urna grande ur-
na funeraria, que tinha em letras douradasel-
iiki n. pedro v,estava um cenolaphio com os
emolen as do lempo e da elemidade em esmalte
de prals. Da urna sahia ama columna partida,
imitan io o marmore, na qual se via o chapeo e a
espada de general, como usava o finado mooar-
cha. Urna varaoda quadraagular, asseate sobre
a beira do estrado, fechava esle magnifico raau-
sulo. No peitoril ds varaoda, que deitava para
o corpo na igreja, estavsm quatro grandes vasos
de queahiam alentada chamlas em forma py-
raraidal.
Sobre a armaglo funeraria das paredes laleraes
do corpo da igreja riara-se os seguales dsticos
dispostos syaietriciroente:
Assuciacau Industrial Poitueose.
Caixa de crdito e soccorro da associagao Indus-
trial Portuense.
Sociedade de Soccorros dos Typographos Por-
tuense
Sociedade do Monte-Po Musical.
Sociedade dos Operarios Fabricantes.
Sociedade dos Operarios Marcineiros e Entalha-
dores.
Associagao Porlueose da* Classes Laboriosas.
Associacao dos Latoeiro Portuenses.
Associagao Phylaotropica dos sapateiros e artes
correlativas.
Associagao dos Pinturea Portuenses.
Associacao Fraternal de Beneficencia de todas as
clssses do Porto. ^
Associagao Commercial de Beneficencia.
Associagao Phylantropica daa Arles Portuenses.
Sociedade Uoio dos Tiotureiros.
Sociedade Unio dos Sapateiroi o mais artistas.
Sao os nonies daa associagoes que conectiva-
mente se unirara para esle tributo religioso de
saudade pago memoria do rei popular.
A igreja de S. Benlo eslava litteralmente chela.
No Libera me distriburam-se aos asistentes 900
tochas sem eicepco de sexo.
A coojmissao encarregada de levar a effeito as
-. .iiiau cbwur^aa uc dtsi a ren1) oa
egundo genito ds exequis desempenhou-se dignimeoto do seu en-
e. chorada rainha ..p-a .
crgo
Nos cooviles nlo esqueceu ella nenhuma
das autoridsdes administrativas, judiciaes, mili-
l). tares, ecclesir slicas, e geralmeole tolas as cor-
i- poracoes e individuos que podiara tornar com a
- sua preseog este acto j de s lo solemne, aiq-
- da mais respeitavel.
No.-aa 16 liveram lugar oa calhedral as exe-
quias mandadas celebrar pela municipalidade do
Porto.
Fiel interpreta* dos seotimenlos dos cidados
do municipio, a cmara municipal soube traduzfr
nesla solemnidad.. Isnebre a intensa saudade de
que se acham posouidoa todos os poituguezes.
A mageslosa SAportucaiasue, coja antiguida-
de recorda os noraes do. primeuos ascendentes
dos reis de Portugal, estavoipemposa e funrea-
mente decoroda. t
Na capella-mr ergula-se uros magnifica ega,
lendo na cpula a corda e sceptro real, e por
baixo, alrarez de um veo pelo que o cobria, es-
lava o busto do rei que na sus corta existencia
nao gosou no mundo, como o sea immortal avr),
seno .a saiislago de fazer bem aoshomensl
Sobre o catafalco via-se o manto real e as rae-
dalhas da real sociedade humanitaria, e da febre
amararla da cmara municipal de Lisboa. Qua-
tro figura, symbolissndo a sabodoria, a virtude, a
piedadee a affabilidade.com versculos da Biblia
oceupavara o plano da eca, sobresahiododo meio
deltas o escudo real, ornado de bandeiras e co-
berto de fumo.
as columnas ds nave central viam-se as ar-
mas dascidadesepiropaes do reinoBraga, La-
mego, Coimbr.i, Lisboa, Viseo, Guarda, Bragan-
ga, Leiria, Evora, Beja, Elvas e Faro, estando so-
bre o remate do arco da capella-mr as armas da
nidide do Porto coberlos de d.
As luzes eram numerosas. A capella-mr pa-
reca urna cmara ardeote.
A concurrencia foi espantosa. A maior parto
Christo de mil oitocentos sosenla e
o dous dias do mez de dezembro,
muj nobre, sempre leal e iovict .
Porto, e pagos do conselho delli son de se acha-
vram o excellentiasimo presidente e nais rerea-
m aos viole
MU antiga,
cidade do
das pessoas que. sem convite especial, se diigi- levva oto ramo de cedro.
rama p.Alhon.1 nlnnailmam l n.k.n. ..k. .
ram calhedral, nao poderam l caber.
Houve reaperaa o malina?. A missa e respon-
so foram a grande orobeitra. Offieiou o Rvm.
deo, assistdo do rererendiasimo cabido.
A oraco foi do Rv
apropriadas. O presidente ia a cavallo e lova'va
a bandeira de rastos com as armas cobertas de
crpe.
O primeiro escudo foi quebrado os praga prin-
cipal da cidade ; o segundo na ra de Almacave ;
a o lercoiro no largo da Se, nos estrados que para
esso Um all eslava levantado.
RecolDilo o prestito aos pagos do conselho ap-
pareceu o preaidenie da cmara a urna das ja-
oellas, acorapaohado dos camaristas, e alu pela
ultima vezaonunciou a perda que recordara a lu-
tuosa ceremonia que acaba de celebra'r-se.
Era Uircellos, a expenaa da Pbylarraonica des-
la villa houve exeiuia no dia 7.
O Barce//enM,jornaldeditalocaIiladediz que o
templo da Ordom Terceira eslava toldado de fu
pebres creps: no meio elevava se urna ega com a
inscupgaoA memoria de D. Pedro V em vol-
U da urna em que pousav a cori portuguez,
ardiam U lumes em casiigaes de prata a symbo-
Iisar os21 aanos (Je S. M 0 Sr. D.^edro V, asss
chorado.
Os socios ouviutes da Phyiarmojiica estiveram
com lochas ale o flm.
Muiioscavalheiros assistiram com tocha.
O templo eslava apinhado de gente. Todas as
classes da sociedade vieram casa de Dos orar
pelo nosso bom rei.
Eolre as muitas familias notava-ae a senhora
condessa do Bulho e suaa tres ftlhas e euro.
O orador sagrado, o presbytero Aat-n)uo Fer-
nando paes de Vill.s-Baas, socio phyarmonico.
tez urna orago fnebre que mulla >grJ : mul-
ta lagrimas se derramaram, mormente quando
elle daseel rei era oa cabana do pobre, e no
palacio do rico, era (ios quajlUas; era.ein toda a
paite, era que a sua benfica raao sa torniva ne-
cessaria ; aqui proiegia o orphao e o inJuJiz, ac
l confoitav o enfermo, que se eslorcia,no laito
da dr. .
&Em Ciimbra relebraram se surnpluosas exe-
quias nos das lOell na grej da Santa Cis de
Misericordia cuSta dos mesaras desle piedoso
eslabelecimeulo de caridade.
Seguiremos o Tribuno Popular na noticia des-
te tributo de saudade pago memoria do bondo-
so monarcha lo prematuramente arrebatado pela
morte.
O templo estava de lulo, excepto a parte qu9
lie a debaixo do coro ; e a armago.ainda que sim-
ples era com ludo magestosa e de bom gosto.
O vrtice do arco cruzeiro era tomado por um
grande resplenlor, a que chamara sol. lendo
ao centro em lellras douradas as duas ioiciaes
A lea alargou-se sobre o corpo ds igreja, pars
dar lugar ega, eas pessoas quo'alli deviam ler
asseoto resrvalo, como eram a mesa e irraao-
dade da Santa C'sa, o Sr. bispoe rasis'autorida-
des-ecclesiasticas, administrativas, judiciaes, e
militaies, redaeges dos jornaes, lentes da Uni-
versidale, e outros concidadaos, que todos assis-
tiram.
3No centro desle espago elevava-se a ega, que,
assente sobre um estrado de tres degros por ban-
da, formva| primeiro um sepulchro aberto pelos
quatro lados e no centro da qual estavam collo-
cadas as insignias reaes, cora e sceptro coberlos
eom um veo preto. De .cada lado djjkcoii, na
faee voltda para o corpo da igreja estavam dous
cherubins alfastando cora ramos de cedro as pon-
tas do veo, e sustentando o sceptro.
Sobro o primeiro degro do estrado, na mesma
face, eslava um aojo com urna saudade oa mo,
como quesymbolisando a dr e o pranto.
Sobre as quatro columnas, que em quadrilongo
rormavaro o sepulchro, ssseolav o corpo da ega,
sobre o qual estava o lumulo coberto com ura
rico manto di velludo prelo. Ao centro desle
elevava-se, sobre urna alraofada de velludo pre-
lo, uma cora de perpetuas, orladas de sauda-
des, no meio da qual jeodia a medalha com que
a real sociedade Humanitaria coodecorou o re
tallecido, por occesio do seu heroico proceder
no meio da grande calamidade da febro ama-
rfllli
as duas paredes da igreja correspondente a
ega, estavam sobre duas pedeslaes salientes da
direita as armas e bandeiras de Portugal, da es-
querda as arma e baodeirasde Braganca e Saxe
Gobourg Golha. 9 v
No dia 10 de Urde hoare veoperas e malinas,
cora responsos a msica offlcisndo o deo da S
No da seguinle comegaram ossuffraalos s 11 ho-
ras da maohaa e termioarara as 3 Va tarde ha-
vendo laude, reisss e as absoMrJi. sende a
ultima feita pelo Bxm. bispo da dioeese. A ora-
gao fuoebre foi do Rvm. Alves Malheus
Nesla mesma cidade foi empegado lodo o'ia
16 em suffragios religioso* Entre elles mencio-
naremos as exequias solomnes que o corpo eathe-
dratico raandou celebrar sua cusa na capaila
da Uoiversidade ; e a miisa rosada ,i. 0s artis-
tas conimbricenses mandaram dizer na igreja ca-
thedrel. para onde seguiram, em prestito dos pa-
gos da municipalidade.
E. assim que o jornsl j citado contra o trbulo
de saudade, pago pe os artistas de Coimbra,
memoria do reamigo dos que trabalham.
Na frente ia a phylarmonica Conimbricense
com a soa bandeira eoberta de crep
No meio do prestito im 7 anjos.'veslidos de
braoeo, com enfeites pretos e crep cnido. Um
evava a bandeira nacional; outro a cora, real
ralla da perpetuas e saudades, coberla de crep ;
outro o scoplro, tambera coberto de crep; e oa-
u?.?nm^? h*. da ??' 80ci.edde Humanitaria do
Porto. Estas res ultimas insignias erara condu-
ztdas sobre alraofada* de velludo jala Dou
outros .ojos levavam ramos de sajfcdes, e um
o mesmo celebrante.
Assistiram a esle acto religioso nao s a quasi
totalidad, dos artistas de Coimbra, mas tambem
cmara municipal, lo las a autoridades, civis,
eclesisticas e militares, muitos membros do
eorpa dooeot, alumnos do seminario, funeciona-
no pblicos, redacrops, orphios da santa casa
da misericordia, asylados de mendicidade e infan-
cia desvalida, direcgo da sociedade Consoladora
dos Afilelos, e torga militar que havia acorapa-
nVr^*tt o proalUo.
A concurrencia de povo de lodas as classes era
lad grande, que eochia completamente todo o
?*aQ l,mpl d* s C thedral.
Em VIzeu considerara as exequias com a quebra
I escudos. Araba estas solemnidadeslugubres
tworam no dia II.
^**<<, De'iollico d'aquella cidade diz que
-catedral de Vizeu se va levantado ura ceno-
'M0 e, ao claro dos braado-s, que o rodea-
vim, dirisavam-se deutro o'elle os armiohos
"aes, e por cima a coro de Portugal, vestid de
crep. Do vertico da cpula, que, asteada em
quatro columnas, servia de docel ao mausoleo,
erguts-se a estatua da Europa, abragada pela da
taraa. fuefldo esta retumbar de sua tuba facun-
da o omo da O. P. V.
Maig abaixo viam-se, como que servinlo de ca-
pitel a cada uma das columnas dessi cpula,
.ualro figuras, tambem allegoricis, symbolo de
Innocencia e d
Via-sea capella-mr apinhadi declerigos.n-
toorido o responso dos uados, e a um dos lados
da nave ouviam-se os chorosos seos da orches-
tra, aeoaipaohairlo as sentidas vozes dos chore-
tas.
' Por tola a parte d'esse gran le e belle leraplo
pinhaim-se pessoas. Nao havia seleccio de
idades ou condigoes. Aiy^aflfiarecia o pobre e
neo, o povo e a lilalguja. B a damas, dotadas
empre d'um corago pieloso, li se mostravsm
tambem em numero avullado.
Trajivam todos do rigoroso tuto, e uma nuvem
de tristeza contristava todos os restos.
Perlo da umajhora da tarde subi ao pulpito o
Sr. padre Martina, e cora o themao justos vi-
vera sempre dezenhon em elo)ueates phrases
as feicoes mmorredouras de D. Pedro V.
Fra do iem;ilo vi so poslado o regiment 14
fazendo a guarda de hoara.
A's tres boras da larde, o dubre dos sinos da
calhedral annunciava o salimiento do prstilo
para a quebra dos escudos. Foi elle numeroso e
concorrido. Muchava silencioso e trale, abrin-
4o-o a philarmouica visieose, fechando-o a banda
fie msica do 14, e todo regiment; tocando esta
e aquella marchas, a qual mais lgubre e plan-
gente.
Erara os tres escudos levados pelos Srs. A. A.
de Helo, L. Pereira Chaves, e baro de Prime,
sendo o alferes-mr da bandeira o Sr. viscoode
de Sanio Antonio (Pedro). Seguio o prestito as
ras designada nu programnia, recolhendo aos
pagos do conseibo s 5 horas da tarde.
As tojas de comuiercio estiveram fechadas du-
rante todo o dia. Deram-se treguas aos traba
Ihos e oceupages. Foi um da de verdadeiro
luto.
Em Villa do Conde, liveram lugar no dia 11, na
igreja matriz as exequias que mandou celebrar a
respectiva cmara municipal.
A ,este respeito eicreve o correspondente de
um jornal desia cidade que o espagoso e raagea-
lOSu templo fuilda4u.no reinado do Sr. O. Uaooel
estava luluosareenie armado. No centro havja
uma imponente armagio formando columnas ao
quatro lados, sobre as quaesestavam representa-
das as quatro partes do mundo, aoode temos po-
sesses ; uo cimo quasi a locar o lecto da inreja,
eslava uma coroa com as ioiciaea D. P. V.,d
Wal paudia um grande ca lina-Jo, cujas ponas
eram sustentadas pelo figuras da Europa, Azie,
frica e Oceioir. Do meio d'esta armago eleva
v-e cima de degraus, que representavam a
cito pri?incias de Portugal,|o cenolaphio, aonde
eslava a coroa e o sceptro real, e aos ps d'este
o escudo das armas portuguezzs com o pavi-
ho real e bandeira nacional cabidas ios la-
dos cuberas de fuios: ios lado do tu
nianscssssSaz B53fi55w*
Pechara io prestito a phylarroonlcii Bea tnio,
^fraote de uma forja de ctfaliarla oinfan-
Cheg.do. S Calhedral foram colloeadasaa
icio foi do Rvm. Dr Joaquim Alve, Ma- refori?.^in.inosnV tamo^^o^aeb aTe"o"
ha po.eo ahido dos baacoi da oiverai- tado no cruzeiro do toojplo.
thaus,
dade.
Nio aatuez os mais
reste para iiso a Inconrenien
Irez coocor-
tado no cruzeiro do templo.
Na frente do tumalaJio-aem graojes carte-
ra tt'Z*t0um!?*1lmf,mt0' ea Per"ninbo,
naquelle la- o seguinle epitapblo :
4t
disiicos.O modelo dos monarcha.0 typo do
homem social.0 prolector das ariete da tndus
tria.A consolaco do enfermo e do desvalido.
Po cima do lumulo via-se um njo com umagri
nalda de perpetuas e a
Gralidao e saudade.
As armas Villa do Conde e de Azurar, a esla-
vara tambem enlloca las aos lados da uroa fune-
raria. Pueram a guarda de honra os veteranos
e o destacamento de artilheria.
0 officio, que foi a iostrumental, priocprou s
10 horas da raanha : assistiram a elle nao s os
clrigo desta villa como os parochos e eclesis-
ticos de algumas fr.eguezia deste conselho : as
absulvigoes apud caslrum doloris foram langadas
pelos Rvm. abbades de Villach, Villar, Fa|oze
e Retorta, e offieiou o Rvm. prior desta villa.
Agsisiiram a esta fnebre e religiosa ceremo-
nia a cmara e a administrador do concolho. o
corpo judiciario, o governaior militar, o director
da alfandega e deaiais empregados u'ella. o fla-
ca! de saude. o presdeme da Real Sociedade Ilu
raanitarta Filial, e recebedor do conselho e o es-
envao de fazonda ; assistiram igualmente, por
convite que lhe fez a cmara, os representantes
nesla villa do Franga, Ioglaterra e Estados- Uni-
dos.
Immensas pessoas de todas as classes, tanlo
Jesta villa e conselho como tambem da Povoa
do Varzm, tornaram este acto mais respeitoso,
assistiSdo a elle tambem veslidos de rigoroso
luto.
As religiosas do Sania Clara de Villa do Con-
de tambem no da 10 suffragaram a alma do des-
ditoso rei D. Pedro V. com officio e missa can-
tada.
Em Caminha effectoaram-se no dia 19 as exe-
quias mandadas celebrar pela respectiva munici-
palidade.
Da descripgo desta solemnidade fnebre, que
o Sr. A. G. Tarares, commandanle do cachique
de guerra Serra do Pilar, estacionado naquelle
porto, publicou em alguus jornae, tomamos o
seguinle :
Na magoiQca e espagosa reja calhedral
desta villa de Caminha foram celebradas hoje,
com a pompa devida solemnidade do aclo, a
exequias pelo mait virtuoso, pelo jaals popular
dos reis, o Sr. D. Pedro V, de oauiosa memoria.
O templo estava ricamente aunado de negros
creps; jiinto capella-mr admrava-se um ele-
gante catafalco, sobre o qual se via a cora real
portugueza ; aos lados do sumptuoso tmulo fu-
nerario acertadamente se colocaram de uma e
de outra parle, as duas figura symbolisaodo a
caridade e a gloria, linda e muito apropriada al-
luso ao reioado do nosso sempre chorado rei o
Sr. D. Pedro V.
Differentcs trophos, e suporiores a elles ds-
ticos commemoralivos sos tactos uotaveis no so-
bredito reinado, patenteavam-se artsticamente
dispostos; immensa quanlidade de lumes, una em
custosos candelabros e outros em liados lustres,
produziam um effeito magnifico, al mesmo sor-
prendente.
Offieiou o muito Re*, pidre reitorda igrejs ma-
triz desta villa. O orador que fez o panegyrico
do soberano fallecido foi o muito Rev. padre Bar-
bas, um dos nossos mais distinctos o cloqueles
pregadores, o qual com a mextria que lodos lhe
reconhecem, saltsfez ao seu hooroso a Iriste en-
cargo. O templo, nao obstante ser mui vaato,1
anda assim, foi insufficiente para bem couler o
grande numero de pessoas que a elle afiluiu.
Concorreu a esta aolemnidade a Exma. cmara e
moitas daa autoridades nao concorrendo todas
pelo impeds enlo de alguma), grande numero
de senhoras em rigoroso luto, os mais disUoclo
eavalleiros desta villa e seua suburbios, o Exm.
Sr. bario de S. Roque, o Exm. Sr. Rodrigo de
Menezea Puta, depulado por esle circulo, o vico-
consol de Hespanha, a guarnigio do Serra do
Pilar, mo nesle porto, Tolranos e numeroso
columnas das naves quadxas Ilusivas ao assump-
to que tolos preoecupava.
< A' entrada do arco cruzeiro elevava -te um
magestosa pavilho, na frente de cuja cpula.
os bratoea detla cidado,
um navio, alladiodo ao
escudo real, e sos lados
que sq uma espbera a
foral que antiga villa de Vianna foi dado por
el-rei D. Manoel. No cimo deste sobre-co ele
vsva-ie at tocar no lecto uma estalas com o
emblemas da Providencia.
No catafalco interior do pavilho chamava par-
ticularmente a ailengo o cenolaphio, ornado por
dou graodea vasos com ramos de cypresle, peo-
deudo delle quatro conceituosos verso, e vend-
se denlro daa columnas que o suklenuvam a fi-
gura d'um elho guerreiro, reclinado sobre o pe-
destal d'um obelisco marmreo, partido e lomba-
do, e tendo aos ps os trophos de Portugal.
A symetria eodesenho desta pega, realgada
por uma profuso de luzes, que ardiam em lus-
tres bonitos, numerosos casiigaes e serpentinas
de prata, simulando urna cmara ardeote, offere-
cia urna magoiQca perspectiva, e abonava sobe-
jamente o talento do artista que te esmerou em
phanlasia-la.
O officio comegou as II horas da raanha e ter-
mioou s 4 da tarde. As ligos foram cantadas
pelos revereodos parorhos das fragueiias do con-
selho, offlciaodo o Sr. prior de Monserrale, e sen-
da tudo acompanhado a gran fe orchestra. Pre-
gou o arcipreste da matriz.o Sr. Alraei ia Barbas
tomando por these a escolente proposigo de
que o regio finado contummra a tua rnisso na
trra.
A ceremonia da quebra dos escudos effectuou-
se em Vianda no dia 11. O prestito sahio da cas
da cmara, o era composto das autoridades, cor-
poraces e das pessoas mais disuadas da cidade.
as ruasapiohava-se um immensj concuo de
povo. Os escudos quebraram-se as taiimas le-
vantadas na prag do Principe, no largo de S.
Domingos, e oa praga da Rainha. Recolhido o
preatito o vice-pieeidenle da cmara appareceu
em uma das jaoellas da casa municipal e loroou
a repetir s phrases com que antes d sahida do
prestito tinha aonunciado a morte do Sr. D. Pe-
dro V.
Viano, diz o Viannente, nunca talve presen-
ciara um acto de to verdadeira Iristora a edifi-
cante respeito. que pode medir-se pelas ex
celsai viitudes do monarcha que acaba a nago
de perder..o muito amado rei, o Sr. D. Pedro V.
O* professores do lycu da ordem terceira da
Santissiraa-Triodade, em commemorago do fal-
leeimento do Sr. D. Pedro V. etlabelecersm na
igreja da referida ordem, por espago de um anno,
e nos dias 11 de cada mes, a contar do que vi
correndo, uma missa rezada e lauspereone. Os
alumnos do dilo lycu assistiram s ceremonias
da exposigo e encetrago do Santissimo Sacra-
mento enioando os caticos proprios de taes se-
tos religiosos.
A sociedade agrcola do Porlomao Jou a Lisboa
uma deputago para em oome da mesma socie-
dade dar os pezames a SS. MM. os Srs. D. Luize
D. Fernando. Esta com misso, que era com pos-
la dos Srs. conde de Terena, visconde de Villeri-
nho de S. Romo e Alfredo Alien, j desempe-
nhnu n seu penoso dever.
Era quaato aos monumentos que o Porto pre-
tendo levantar momoria do Sr. D Pedro V,
nao tem estriado oeuihusiasmo. A direcgo da
sociedade do palacio de cryslal desenvolve gran-
de actividade para o que quererguer na Torre da
Marca ; e a commisso do artistas, encarregada
Jos trabilhoa preparatorios para o monumento
que a sua clssse pretende levantar em orna das
pragas da cidada. oooiio, iqcansavel, no seu
proposito, e j socitou da cmara municipal o
terreno preciso para esle lira na praga da Bila-
Iha. A municipaliJade acceJeu ao pedido ira-
pondo-a condigo de previamente lhe ar apre-
sentado o modelo do monumento. E' sabido que
o plano de todas as coosirueces lera de ser ap-
provado pela cmara.
Parece que a. resolugo tomada na grande reu-
nio dos offlciaes militares, que Uve lugar nesla
cidade, convida todo o exercto a coocorrer para
commemorar a morie do Sr. D. Pedro V pela for-
ma que noticiamos na carta de 10do correle,
tem encontrado ra vontade, ou mesmo mais ol-
guraa cousa, no ministro da guerra, o 8r. viseen-
de de S da Bandeira. A commisso dos offl-
VUa. **** do-Giya ; o (aguado Josa Rodrgaos
Ramos, de S. Pedro de Foiose, coaaelho da filia
da Mata ; a a Uacairo ao r. Domingos Carneiro
do Oliveira. da freguezi* de Agrella, conselho da
Sinto Thyrso.
Nejt cjjladfi eiti-te aulgnando ama represen -
lago a el rei pedindo a demisio do coasul por-
" rasil, o Sr. bario da Moreira.
meimo flm, tambam correa
entra as elassas commercial
* lm algumas trras impoctaoies tfa>
tagao a el rei pedindo a di
tytr*z IB -tam J- Brasil,
pi Coiajfcra. pan o mesa
*** "WPaesaaJages entre
paira, sanado.
Escsibou o dia IX oa pedras da barra do Por-
to, e pordeo-ae qntti complelame.le as ..ila
pedia o auxilio dos generaes commandantes das
- divsoet militares atioi de generalisar e tornar
mais valiosa a subscripeo ; e, segundo te diz.
teem sido expedidas pelo ministerio da guerra
seguate oscnpgao algumas circulares aos ditos commaudanles da
divises era senlido,pouco favorsrel ao peoss-
mento da referida commisso 1 Nioo afflrmamoa.
Escrevemos o que ou vimos dizer a esle respeito a
pessoas que nos merecem iuteiro crdito.
O seniimenlo dos subditos britannicos, residen-
tes nesla cidade, pela morle do principe Alberto,
esposo da raioha Victoria, geralraenle parli-
Ihado por lodos, e em particular pela claue com-
mercial. Nao admira. 0 trato e convivencia
que ha longos annos ha eolre os comraercianles,
aqui residentes, das duas nacoes, nao poda dei-
xar de produzir os seus effeos naturios ; tanto
mais que anda ha pouco, o mesmo agora, as
perdas dolorosas porque a nagao portugueza tem
patsado, e esl ameagada de pasear, os cidados
britannicos teem dado solemnes provas do muito
que os penalisa os infortunios soQridos pela Ierra
bospitaleira que habitara.
E para o provar bastante aa meosagen de
pezames, que os subditos ioelezes domiciliados
nesta cidades mandaram SS. MM. os Srs. D
Luiz e D Fernando.
Mal pensaran), os nossos anligos alliados, que
lo cedo, e por igual motivo, lhes pagaramos a
divida em que nos liuham constituido as suas ob-
sequiosas demonstrarles de seotimento pela mor-
te do Sr. D. Pedro V, e infante D. Pernando.
Nos tres dias successivos ao que, ae recebeu a
noticia do fallecimeoto do principe Alberto, a as-
sociacao commercial do Porto, e os navios por-
tnguezes surtos no Douro liveram as bandeiras a
meia hasle. Ao consulado britannico foram mu-
las pessoas consideradas dar os psames pela
perda que a nago ingleza linba soffrido. Amor,
com a amor se paga.
Por causa de ara artigo publicado no peridico
o Nacional, desta cidade, sobre a queslo entre
o Sr. Columbanp Teixeiri Leomil, e o Banco de
Portugal, foi querellado o dito jorual pelos Srs.
Bessone a Jos Lourengo da Los. Para esle flm
acha-se no Porto o Sr. Manoel Hara da Silva
Bruschi, dittincto advogado nos auditorios ds Lis
boa, e um dos primeiros ndadores do jornal le-
gitimista a Nago.
Gomo fallamos em querellas de imprensa dire-
mos nesle lugar que a que dar o miniaterio pu-
blico contra o editor respoosavel do BarceUen**,
foi julgad pelo jury da Villa d.Barcellos no dia
9 do coirente.
Presidio ao julgameolo o juis do direilo o Sr.
Freitas Coala. Accusador, o delegado do minia-
terio publico, e defensor do reo o Sr. Paria Bar-
bosa, redactor do jornal aecusado.
O roo foi abaoivldo por lanaaimiade.
A querella, se nos nao eogaoam, foi moti-
vad pelas aecuaaces qua o dito jornal re s au-
toridades por oausa do eagsjaajmaso de colonos
pira o Brasil. Nao temos oto meioa de poder-
mus averiguar a vtrdade.
A associagao Commaaoial do Pasto anda este
auno leve de proceder i nomeagao doodoze pro-
badores, qua fjrjkxeoseqiMacia da anachromca
legulacao protmrm dos vnoos do Douro teem
de all ir para, coojuociamenle eom os doxe pro-
vadore por parte da lavoura, constituirn! o,iu-
ry quaiiuoador da oovidade de viohos do prsenle
anno.
No da 10 faz-so na praga da Alegra desU ci-
dade a exposico aonual degadosuioo, que de-
via ler lugar no mes ptssado, mu que em con-
sequencia do acontecimento luluoso porque se
acaba de pasar flera adiada. Comparada a ac-
tual expoaigo com a do anuo prximo pastado
deixou muito a deaejar. Pouaa cooeorreocia de
expositores, os .i.mplares .presentado, pouco
se recommendavam. Foram concedidos traa pre-
miosde 10, 6|e3. O primeiro a Antonio Dias
de Ohreira, de Villar de Aodorinha, conselho de
~ ** ~-------* O"--------- ** sj* ai |yiU|VHCg.UO
do Srs. Araujo 4 Da Pereira, commerciaatea da
praca do Rio de Janeiro, d'ondo vioha com car-
regiment de caf a assucar, consignada so Sr.
Falis Pereira Barboaa Inga, deaia cidade.
O caico a quasi todo o carregaraento estivas
seguros no Brasil. as companhia dela cidado
insignificante a importancia segurada.
E' altribuido este lioitlro ao ter escasseado o
rento galera j depois da ler tomado a barra.
Sal varara io durante o dia, a ato parlada aoile
261 saceos de cal, e alguos voluntes de diversas
mercaderil. O maasame, poleame e relamo Um-
bem se salvou em grande parte.
A .Yona Sublil linba no dia 10 corrido immi-
nenu ruco do deape-tacar-se na costa ao norte de
Vianna do Minti, devido manh* tempestuosa,
e fone cerrago qu.e ae havia levntalo. Esca-
pou-ae a cueto deale perigo para vir perder-* j
denlro do porlo que demandar. Do mal o me-
nor. Se o aioulro se tives. dado naquelle oulro
ponto a catastrophe tenadlo completa. Ospas-
ttgeiros e o. UipoUales tariara da certo tocn-
irado a morte oaquelta costa tola aricada do te-
merosos rochedos.
0 goveroo de Hespanh noueou eavalleiros do
Isabel a Catholica, offerecendo-lhes a. coap-
tenle insigaiae, o Sr. Jos Eliea AJva. Viaaoa.
vice-cnsul daquella nagao era Vianna doCas-
lello, e o cipito do dito porto, pelos boas servi-
coj que prestirara quando encalhoa oa praia da
Vianna o vapor hespanhol Nielt, deque dea o
noticia na nossa caria de 26 de agoelo.
Pelo mesmo motivo, tambam foram agraciados
com a medalha do Houra o secretaria da dito vi-
ce-consulado hespanhol o Sr. Joio Abel de Ol-
veira, e o guarda-mr da aUaodega da dita cidada
o Sr. Joo Pereira dos Santos.
Foi preso no dia 17 o Sr. Joio Jos Upes Cor-
rea, cambista, representante da ttima Lopes Cor-
roa & C, em contequenca da querella dada
contra elle por aljua de teas credoce. O Sr. Lo-
pes Curi gouva de boas creJitos, a todos sup-
punhara a sua casa aolidamanta aetabalacida.
Clculam-se as suaa dividas em 150 conloa, a ha
vehementes indicios de fraude. O tribunal da cem-
mercio, era asteotada da 19 do correla jolgou
em estado de quebra a sociedade de Lopes Con a
ti C. por declarago e relalorio de Valentina Jos
Ricoes, tocio da dita firma.
Foi agraciado por el-rei o Sr, D. Luir, eom a
commeoda da ordem de Nossa Senhora da Villa
Vicosa. o Sr. visconde de Lsgoac., presideata da
cmara municipal do Podo.
A mesms cmara encarregou o Sr. Fraocisco
Pinto da Cost, dUtmclo pintor porluente. de ir
Lisboa tirar o retrato de S. U. o Sr. D. Luiz
para er enllocado na sala das vereagoea da ma-
oicipahdade porluenie. Nao ha novidade nesla
resolugo. E' praxe antiga. Por esto ou por outro
qualquer meio tinha a cmara de proceder ac-
quisigo da elogie de S. S.
Falleceu hoje de tarde o Sr. Jote de Sonsa Ban-
deira, proprietario e redactor do jornal Bros Ti-
sana. Contara 70 e tantos annos, a ora o docaoo
da i m prensa jornalislica portuguesa.
Liberal amigo e sem macula, moderado sem-
pre, a causa d liberdade deve-lbe relevantes ser-
vicos. ^----\
No seu posto de honra, que foi sempre a im-
prensa, nao conhecia conveniencias partidaria.
quando os poderes pblicos, como ello dizia, to-
casseai oa arca santa dos direitos, foros e resalas
do cidado.
Nunca adulara as massas quando combata o
poder ; nunca inceusava esle, quando notara os
erros daquellas 1
A ana peona foi por muitas vez a primeira a
denunciar as demasa do povose dos goveroo.
F-lo sempre com a inabalavel conalaacia e ener-
ga que lhe dava a su creng de homem livre 1
E assim morreu ;e morreu pobre...
O Sr. Bandeira era o mais antigo escrivio do
tribunal da relago do Porto.
Falleceu no dia 19 o Sr. Joaquim Aireada Foo-
seca Loureiro, commerciaole, e morador no largo
de Santo Eloyo. Dsixou ordem terceira do Car-
rao 8:000, Misericordia 4.000 e duas moradas
de casas, e cootemplou mais algumas ordena ter-
ceiras, irmaodadea e freirs pobre dos convento
desta cidade e de Guimares. Ordenou quo e
dissessem 1.620 missas por sua alma, e de seus
pas e de seus irmaos de 200 a 300 ra.
Fallsceram tambem os Srs. Beato Cerdoso de
Gouva Corte Real, e Joaquim Cerdoso deCerva-
Iho e Gama : aquello presidente, a este uiz do
tribunal da relaco do Porlo.
Na freguezia de Esgueira. conselho de Aveiro,
foram ha puucos diaa roubadaa todaa aa imgeos'
da capella de Axarva, a quae* desapp.raceram
sem se encontrar aberta ou arrombada alguma
porta ou parede A autocidade procedas averi-
gugoe. '"^
O Conimbricancs, na sus folha do 41, d a no-
ticia de que em Coimbra se est eaigoaado ama
represeotago, que j contara UO asaigaatarae,
era que te ioclue grande parle do corpa catbodra-
tico da uoiversidade, e proprietario. e oommar-
ciaoles da dita cidade e dos rooselboa da Anadia
e Malhada, na qual se pede a el-rei o ar. D. Luis
se digne substituir a pena em que foi condeas-
nado Possidooio da Silva Airas Brando, pela da
trabalhos no convento do Bussaco, com a obrigo-
cao de restaurar as capella, que oulr'ora exis-
tiara na formosa mata, eboja se encontrara dea-
Irudas pela act;o do tempo a pelo vandalismo
dos que nao sabem respeitar aa veneranda, aati-
guidades da nossa patria.
O preso, psra qoera so pode a indulgencia re-
gia, hornera de rara habilidade. Na ultima ex-
posigo da associagao Industrial Portuense spre-
seotou elle o desciment da eras, a ae a meateria
nos nao falha, feilo de modeira e a caivete. O osa
uome est no calhalogo dos expositores sob o a.
624, e parece-no qua o deseiraebto da eras, ex-
polio pelo Sr. PoMidootd, foi pela commisso
encarregada de eximinir o apreciar os obiecto.
do gropo a que pcateocia o dita deseabo, desn-
ucado como digo* de recompensa, oa meneio
honrosa,
O conselho de saude declaro, infeccionado de
febre amarella desde o dia a deoataaro o porto
dn Caar.
Abriram termo do carga :em 21 de derem-
bro a barca Santa Clara, para o Rio de Janeiro*
em %3 a galera Saudade, para o dito porto.
Movmenio da barra do Douro em rolara
aos portos do Brasil:
Eolraram :em 12 de dezembro a bares Acti-
va, do Rio de Janeiro por Lisboa; em 15 a barca
Pa/rn#ra, do Para por Lisboa, era 40 diaa ; em
18 a barca Alfredo, do Maranho por Vigo.om 40
das ; em 20 a barca Olivira, do Rio do Janeiro
por Vigo, em 90 dias.
Sthiram: em 15de dezembro obrigaabraoileiro
Olinda, para Peroambueo,. barca Ptrmtmm para
o Rio de Janeiro, e a barca Unido para o Para -
era 16 a barca Pelix, para o Rio da Janeiro: em
17 a barca Silencio, para o Rio da Janeiro: em
1 a barca AaMaid, para o Rio de Janeiro ; em
w o brigne Amalia I, para Peroambueo.
O registro deexport.go da alfaodoga do Forto
d carregado no brigue Olinda o segualo :
Albos 677 cina.tr., arroz (reexportaeaol 1 cac-
eo, aznleijo 10 caixes, b*clho (reexportacia)
i costaee, batatas 6u caixas, canta do pareo 1 cai-
xao, casuoha 8 caixas a I volme, cbalas S.SOf
resteas e 110 caixes, galena do chambo 10 eat-/*
xas, farelo 100 tecas, ferragaoa 2b v4aiaa, (ei-
jo 394 saceos, liona 5 caixas, maclas 1 eaixea
mcela 3 volante, noza 2 barricas a 1 eaixea'
palitos 5 candes, pomada de cobo 84 canee'
presuntos 11 barris, rijbes 1 eaiioto, rolhaa 14
saaaas, sal picoas 1 volme, sardio has aalgadas 20
barriea, viaho 2 quartos, dito eogarratada flB
ctnxie, velas do cebo 115 caixes, 1 cixio
livro, 1 dito com impressas, g v|ama. com
versos gneros, 8 volamos diversos o 1 ciixlo i
fazendaa diversa.
O mencionado registro d carregadas no
Ammlia t aa merca dona eegainieo -
Aseitonaa 100 aoeareUs, albos 100
_>,,VUM IW vrcMs, a i no io eoaaatrw.
frrai'oet!r,'c*ltf mw- fc^*?JvolpaT-,
U*!lS fc!Twe Oeortaea. b.t.i.. 400 eaiioes,
capacho. 15 f.rOaa, caMaaha 100 eao.strae, ca-
bo em pao 100 caixes, cabalas 4,000 reate.,,
chapeos de la 3 caixes, forjad 620 ssccos, forra *


9?
S*aa 6a volnaes, liaua 4 coluda, oavas (reex-
porlagle) 1 fardo, aseaos ia caosaM a nabot em
aeura 1 henil, uozes 1 uceo, ppela 2 eaixea
peixe salgado 31 birria, peales 3 caixi ..pomada
1 calilo, re -
araos 9o safo 999, rositas
4o cebo 50 calidos, rendas de lioho 1
3 saceos, sardina* salgada SO barric i, telbia 5
callees, rassouras do piassava 20 m( Ihos, tioho
3 pipa. 13 barra o 1 qsarto, dilo eof arralado 45
calioea, i caixio coaa diverso* objec os, 4 ditoa
com ligaras de barro, 1 dilo com pai amentos, 1
porclo de louga a granel, 24 volme! de merca-
dorias diversas.
-.ir "
vsMoj umumwro ^.TWtQLm&i um
BKl
~N LISBOA
*9 datezean
Veriflcou-se no dia 22 a ceremonia da solemne
atclamece de S. M. el-rei o Sr. D. I Ao romper do dia houve urna tal real de 21
tiros em totas as fortalezas, e navia i de guerra
surtos no Tejo, o oulra salva 6* 11 boras da
manhaa aouuoeiou, que o cortejo so lia do paco
de Belem para o palacio daa Cortes, | or entre aa
alas formadas por toda a guarnigo la capital e
um numeroso coocurso de poo. I o largo das
fortes formara a guarda de honra o >atalho de
tajadores o. 2.
O cortejo era formado da segulnle t aneira:2
sargentos de lanceiras ; bou Ture,! d< 18 ca vallo
de lanceiras commaodados por sea lente ; 2
porteiroa da canoa a carillo ; 2. re d'armas. 2
nulos e passavaaias ecarallo, lar iodo a p o
ilhargs mocos de estribeiro ; 2 mo< os de evtri-
beiro a cavado; 1* coche pucha lo a tres liras.
coadunado oQiciaes raeoores da c aa real; 2*
coche puchado a tres tiras, cora o cr ado da esta
qua condola a corda real; 3 ocho puchado a
tras liras, ooaduziode ajadanles do campo de
l-rei; 4* coche puchado a tres tiraje com ju-
ila mes de campo de el-rei; 5o coche puchado
austro liras, cooduziuJo o camarista de seaaaa ;
*' coche puchado a quatro tiras, aoadutiado o
enarques estribeiro-mr, e ouiros olciaes mores
da osa real; 7 coche a quatro tiras, com o do
reapeito; 8' coche onde ia el-rei lo seohor D.
Luiz I, com s farda de generalsimo, e manto
real. Em roda deste coche, iam alpe os mogos
da real cmara e a guarda real. *.' porliohola
esquerda, a cavallo, ia o marque* de Souza e
Holstieo, commandante da guarJ
ros.
Depois seguiam-se os offlciaea
trra e mar a cavallo, c toda a ca
chara em Lisboa, commaodada |
dante de cavailaria a. 4.
Nesta ordem asi o cortejo do | te. > de Belem
seguiodo, pelas roas da Jooqoeirs do Calvario,
I.irramento, Praga d'Armas. Pamp ilha, Janellas
Verdes, Calgada do Mrquez d'Abantes, ruados
Mastroa, de S. Santo, e largo das Corles, ende
chegou is dellhoras e meis da mantisa. Ahi se
venflcou a ceremonia da aeclaraag o sendo meio
da, quando el-rei raticou o sen j raineoto, que
fji aonunclado por urna caira 101 uros. Depois
da acclamago em Cortes, o marq ez da Ribeira
alferes-mr, chegou varanda do talacio e cha-
mou trea vezes real, real por el 'ti D. Luiz 1,
rei de Portugal, que fui clamorosa nenie respon-
dido pelo poro.
O marques de Fronteira servio
do reiuo.
A Sra. infanta D. Isabel alaria,
lacio das Corles, e saio para a igl
miugos, primeiro que o cortejo r >
de dous piadores, e seguida de
lanceiros.
Ao meio dia e meia hora o cor
ordena am que linha ido para o
tes, segua para a igreja de S. D
ras de S. Bento, da Ba-vista, Ido S. Paulo, do
Corpo Smlo. Arsenal, Rui do aro, e frente do
iheatro de O. Uaria II.
Tola a infantina e cagtdorei dirigiram-se
dos archei-
|generaos de
aliara que se
alo commao-
le condestarel
estere no pa-
eja de S. Do-
al, precedido
um piquete de
ejo, na mesma
i alacio das Cor-
mingos, pelas
para a praga do Commercio onde
formaram, co-
lumna cerrad por brigadas, tend direita cega-
dores e esqoerda a guarda mua cipal. A arli-
lheria estar em liaba direita, i esdo o caes al
ra do Ouro.
O regiment de iafantaria n. 16 fez a guarda
de honra porla do templo de S Domingos. No
largo tinha-se levantado um lollo. e ah foi re-
cetado el rei debaixo do pallio pula cmara mu-
nicipal, eao guarda venlo debaixo de outro pallio
pelo Sr. cardeal paltiarcha e por todu o ca-
bido.
O Iroar do caohao annuociou que el-rei, a Sra.
infanta, o corpo diplomtico e loda a Corle li-
nham tomado asseoto nos seus daviJoa lugares e
que o Te Deum ia ser eatoado.
A igreja eslava sumptuosameple armada de
velludo e damasco carmezio recamados de
ooro.
Na capella-mr havia o ihrono, e no cruzeiro
da igreja as tribunas do corpo diplomtico e
cmaras.
A's duas horas da tarda saia a Sra. infanta
para o pago de BemQca, e o corlejo real para
praga do Cemmercio, seguiodo pela ra Au-
gusta.
Um viva prolngalo e espontaneo, repetido
por cem mil boceas, e o truar noramenle do
caohao, aununciavara que el-rei de Portugal, o
seohor 1). Luiz I entrara no par lbo real, para
receber da cmara municipal as chavea da
cidide.
A este lempo, a cmara reun a com todos os
seus em prega dos de vestes talar *s e Uranio
frenlo o pendi da cidade algade pelo vereador
Severo de Csrvalho, camiuhara para junto do
novo monarcha.
Ahi o presidente da cmara municipal apre-
senioo a el-rei n'uma salva dou-ada as chaves
da cilade dirigilo urna allocugio 4 qual S. M.
entregando as chaves ao presidiante respondeu
nos termos mais hsoogeiros.
Novos vivas a el-rel repetidos | or lodos os que'
nchiam a vastissima praga do Commercio pro-
vavam S. M. quo grande a sympaibia do
poro por S. M. e pur toda a real imilia.
Comegou depois o desfilhar das tropas em con-
tinencia, por em frente do pa> lho real, na
forma seguinte, marchando as trapas em colum-
na aberta :
Arlilheria.Brigada de ca vallara, cora man ia-
di pelo commandante de cavallar a 4 e composta
de um esquadro de lanceiros n. 1, o regimeoto
de lanceiros n. 2, um esqosdrip de cavallana
a. 4, um esquadro do cavailarii n. 5, um es-
qaadro de cavailaria o 8e dous esquidres da
gsarda municipal, lar man lo ao todo urna forja
de 800 ca rallos.1* brigada; Cotia andad a peto
brigadeiro Taborda a coaapoeU dos batalhes de
cagadores 2, 5 e 6.-2* brigada commandada
pelo origadeir Uorta e compsuaj dos regimen-
t: de infanlarfa 10. 11 ele. b~ brigada com-
mandada pelo brigadeiro Barros e composta dos
regimenfos de iofaotaria n. 2 e|7.4* brigada,
composta do regimeoto de iofaotaria n. 1 e
guarda municipal, commandada pelo brigadeiro
Barros.
A arlilheria, cagadores eiofanaria recolheram
logo a quarleis: a cavailaria acompanhou o
cortejo real para o pago de Belem onde chegou
s 5 horas da larde.
O pavilhao real era de forma poligonal e linha
doze lados, dos quaes o maiur azia face 4 esta-
tua equestre. Em cada am dos ngulos do po-
ligano levaotava-SA ama columna que suslioha
o entablamento. No grande lado havia seis co-
lumnas, formando as duas do centro a base de
am grande areo onde se vaos sete brazoes de
armas eseta vezes as iniciaes L, I. Em torno do
parilho e por cima dos cspieis das columnas
havia Iropheue de bandeiras, Aos ladoa do
mosteo pavilhao e na praga tstavam erguidos
tropbeus de armas e bandeiras.
As paredes dos edificios da praga do Commercio
etavam orna-iaa com os braioos de armaa das
principaes cidades e rilbas do reino, e tolas aa
janellas achavamse armadas.!
Nao se descreve o aapeal| da praga quando
el-rei ali enlrou : os terragosj dos edificios, as
janellas e toda a praga ostsMaaa aplanadas de
povo, nao seudo menor de cem mil o numero de
cidados sli reunidos.
Por isso ae pode avaliar
que haveria pelas ras.
As janellas do baoco de
oanhia Fideliiade e ssuitos oulros edillcios linha
O* navios de guerra e mercantes estiveram
JMo o dia brillantemente empavesa ios.
A' ooule a cidade illumioou-se, todos os edi-
dlcios pnblicos tioham mala jou menos bnlhante
iUnmiuagao. A da praga do Commercio era de
faz, e no pavilhao locaram, durante a noute, al-
loroadamenle varias bmlsp de msica. Opa-
lacio da emprela do camioho de ferro de leste,
estere eroaede durante u a Mlaaa4osg4e &
sois sra ostenten.
A concurrescia pelas ras (si iaumera, ot
alu oeste.
concuo do poro
fortugal e da cora-
(madas de damasco;
armagdes.
s escasa de guerra /Wa Pirm, sroduzindo am
sosa eBeko.
Paseo a transcre ver-I be o extracto da seisao
real da aedamagio do Sr. O. Luiz I:
Acta da sesaio real da ralificago de jurasnenlo
aeclamaoso-oe S. M. P. o Sr. D. Luiz I :
Acvuadose reunidos pelas 10 horas de 1861.
aa kala dts sessoes da cmara electiva, os dignos
parea ds reino e oa sen ores epatados da nago,
oceupau a oadeirs da presidencia o lllm. e Eam.
Sr. viscan le da Cistro, presidente sopplemeutar
da amara hereditaria, que declarou aoerta a
seasao, o oa ooaforaaidide do real pregraassaa
noaseou a grando daiuiag4o destina la a ir a porta
do palacio receber S. U. el-rei o Sr. D. Luiz I,
composta dos dignos pares do reiae: (segsem se
os nemes)
Penco depois enlrou na sata S. Mageatade, pro-
cedido da depuiagj daa cortea gerses, e aeom-
paahade da cOrte a mais pesaias que, na con-
Urmidado do mencinalo progra.-mua pralicas
eslabelecidas, assistem a esta grande sylemni la-
de nacional.
S. Hsgestade, leudo empuohado o regio
sceptru, loaaou asseato no throno; e com pdr-
missio de S. Magestade tomaram os seus com-
petentes asenlos os membros das cortes geraes,
do gabinete e do cooaelho de estado.
Em seguida o Eim. preaideate daa corles ge-
raea, coadjurado por dous mocos fldalgos, apre-
seotou S. M. F. o Sr. 1). Luiz I es sagrados
Evaogelhus, cobertes com urna craz, sobre os
quaes o mesmo augusto senhor, de joelhos, por
sua regia aaao diroila, o reiierou, segundo a
promesas da real proelsmagao de 14 de novem-
bro ultimo, o juramento consignado no arl. 66"
da carta constitucional da moaarebia, nos termos
seguales :
a Juro inanter a religi&o catholica, apostlica
romana, a iniegrilade do reino, observar e fizer
observar a eunsiUuigao poltica da na gao portu-
gueza a mais leis da reino, e pro ver ao bem ge-
ral da nagao quanlo a mim couber.
C incluido este acto, S. M. el-rei dirigi
aaembla o seguale discursa :
< Digaos pares do reino eseuhores deputa dos
da nago porluguezi.Chamado inesperadamen-
te a reger os destinos da asgan porlugueza, apre-
cio do fundo do mea ceragao a circumstancia
solemne de me encontrar no meiu da represea-
tagua nacioual.
c Ao povo portuguez, que aprend amar desde
a mais leora infancia, dediearei toda a minha
solhciiude, afm de concorrer, quaalo em mim
caiba, para Ihe asseguiar o grao de prosperidale
de que iao digno. Segoirei com empenho os
oobres exemplos que me deixou um irmao que-
rido, cuja falta dolorosa lao profun lamente aen-
iit,o'. A saudade que a todos noa inspira o fatal
acoolecimeolo que deploramos, sendo o mais
hooroso Uslemunho consagrado memoria de
el-rei o Sr. 0. Podro V, ao mesmo lempo o
mais forte estimulo para que todos procuremos,
como elle cumprir os deveres que nos in-
cuiubem.
c A el-rei, meu augusto pai, tributo nesta oc-
ctsiao todo o reconhecimenlo pela dedcagao com
que, as mais dolorosas circumstancias, aceitoa
a regencia destes reinas durante a minba curia
ausencia. E' mais urna prova que eu e a nago
recebemos do seu zeto e boa vontade.
a Este povo, a que lenho a honra de presidir,
um povo illusirado e digno, pelo amor s insli-
tuicoes constitucionaes, de oceupar um lugar dis-
linclo entre as nages mais cultas. O apio que
elle tem sabido prestar a todas as ideas de eivi-
lisago demonstra que o seu destino nao pode dei-
xar de corresponder aos vivos desejos de todus
os porluguezes.
< O juramento que acabo de prestar exprime
sioceramute os sen li meo tos do mea coragao. A
observancia fiel das insliluigoes que temos a for-
tuna de possuir assegara-oos a iranquililade do
prsenle, e promette-nos a prosperidade do fu-
turo. Permilta Deus Todo Poderoso que o reina-
do que comegs possa merecer as beugos do co
e as sympalhias oacionaes.
c Uuilo esper da illusiraJa cooperago dos re-
presentantes da nago a favor dos interesses p-
blicos, facilitandj-me ss,im o desempenhu da
missao que me foi confiada. A gratido do povu
portuguez, digno objeclo da mais elevada ambi-
c.lo, ser a justa recompensa de to nobre aolli-
ciiude. l
Termiaado o real discurso, leodo o alferes-mr
do reino deseorolado a abandeira real, o Eim.
presi lenta das corles geraes, dirigiodo-ae res pe i-
tosameote ao throno : leu o seguale discurso :
trar no meio da representago nacional foi sem-
pre considerado pelos portuguezes como urna ga-
ranta de ordem e paz.
a Esta garaotia sobe porm de valor quando
V. M. do alio do seu throno, e em occasio lio
sol mu, nos promelte tola a sua real sollicilude
para elevar este paiz ao grao de prusperidale de
que o julga digno ; o quando noa afiauga que se-
guir os oobres exemplos de sen augusto irmao
Sr. D Pe 1ro Vi
Est-s exemplos, em que vemos reunidas to-
das as virtudes do perfeito rei constitucional e do
bora cidadao, bao de ser para lodos nos o mais
poderoso incentivo para o fiel cu ni primen lo dos
nussos deveres.
A memorii, pois, do Sr. D. Pedro V os dous
corpos legislativos, nao obstante a gala deate da,
nao polem deixar de acrescenlar, oa expanso do
senlimento geral, mais um tributo de amor e de-
saudade.
t A's etpresses de reconhecimenlo que V. M.
consagra a seu augusto pai el-rei o Sr. D. Fer-
nn lo II pela dedicago com que aceitou a re-
gencia desies reioos, durante a ausencia de V.
M., junlam as duas cmaras oa votos de sua mais
extremada gratido, e os protestos de que nunca
se esquecraro do grande sacrificio com que S.
M vencen lo os affectos de pai, que o dilacera-
vam, se prestou aoservigo do paiz n'uma das eri-
ges mais graves e afflictivas porque ele lem pas-
sado.
a Se V. SI. julga que o amor que o povo por-
tuguez tem asgaraoiias constitucionaes otornam
merecedor de oceupar um lugar dialincto entre
as nages mais cultas; se o apoio por elle prs-
talo a tolas as li-.s ds civilissgo Ihe assegura
a sua futura prosperidade ; muito prazer seniem
os representantes da nago, confessando que tolo
esse arduo desempeobo teria sido mallogrado
sem o esfurgo do coragao e do brago do seu au-
gusto avd o Sr. D. Pedro IV, e sem as nclitas
virtudes dos seus Ulustres deseen lentes.
< O juramento que V. U. acaba de prestar pela
sua signiQcag&o religiosa e como a eipresso sin-
cera dos sentimenlos do sea real coragao, e o
forte vinculo que ha de ligar ao throno lo ios os
portuguezes. E as nobres e elevadas qualidades
que V. M. tem paieoteado desde a mais lenra
idade, caplivaodo de ha muilo as sympalhias pu-
blicas, do-nos a esperanca que o Todo Poderoso
abengoar o reinado de V. M
< Os pares do reino e os deputndos da nagao,
observando fielmente as instiluiges que temos
a fortuna de possuir, cumpriro quanlo em suas
torgas couber o grato dever de auxiliar a V. M.
no desempenho da sua alta missao, e se darao
por bem galardoalos se merecerem a ipprovago
de V. M e a do paiz. o
Em seguida o mencionado presidente, em alta
voz e por tres vezea, acclamou ao muilo alio,
muilo poleroso e lidelissimo rei de Portugal o
Sr. D. Luiz I, a cuja acclamago correspondeu a
asserabla e todos os espectadores, dando as mais
significativas demoostrages de jubilo e contnta-
me II lo.
Concluido o acto da real acclamago peraote as
crt's geraao, o alferes-mr do remo, fazendo a
devida rosase acia a S. M., desceu do degro do
Ihrono eso a real bandeira desaorolada, e com o
rei d'armas. Portugal, os porleiros da canoa e
maga, araste* a passavaotes, passou varanda
central d esta pai a co a annuaciar, na couformi-
dade do real sOJBjararama, a acdamag4o de S. II.
F. el-rei o Sr. II. Luiz I. Depois de alguna de-
mora rollando sala aquelles fuaccionarios, e
achaodo-aa na datada ordem o prestito para di-
rigir-se paiaiarchal, S. M. sabio da sala no
meio de vrase coogralulacea na mesma ordem
da sua entrada. E segu lameal* Ihe disse S. Exc.
o presidente c est levantada a eessao.
Outro documento importante:
Aiiocuco dirigida a S. af. F. el-rsi o Sr. D. Pe-
dro ,uiz /, ptlo prndente da cmara mu-
nicipal de Lieboa, no acto de entregar as cha
vttda cidade o mesmo augusto tenkor, es ti I sonlag4o
de dexemkro de 1861, dim da inauguraco ,do Camio
seu reinado. %o avULo rsai, levantado na
praea io Cemtnerti* paro o ceiebre{ao da-
qutlla ctre moma.
SHthar.Por decretos iosoadsveis da Provi-
dencis e pela le fundamental do estado, subi
| V. M. ao throno, que seus augusios aatecestores
ilruuraram com virtudes e coaa Jeitos immoraos.
{ Batos eoeasales gloriosos anda vivos, os ooahe
nos sotos dirigidos safcanseste, larga 6C- oidas ajoe foraa as iniengocs qoesioviam aqasl-
perisooia adquirida j taatas visgoaa. tudo,
emfiai, nos fas inaugurar am aB> reinada de glo-
ra e felicidades I
Seohor, astas sio ss esperooaac do povo oe
repreaeolamos ; sgory-o aaaor Sdelidado deate
povo para o seu rei que o digno a historie, o
canto immortal de Canide*. e essa demoastrecoo
eloquente que prosearamos ha pooeo era das
de prorsgo I -
A cmara municipal de Ueoos. interprete fiel
do municipio' qae representa, cabo a disuoeta
honra de elevar nesle oia solemne o orada do ae-
clam.gao a T. M. cosso roi ds Pertigal o OS
Algarves. Dignase V. M. receber coaa oslo ho-
raenagem as chivas, de muilo nnbre e saaapre
leal cidade do Lisbos, como ayrat?olo ds obe-
diencia e fldelidade deste municipio.
Que Deus abeogoe e prolongue o reinado de
V. M., por dilatados aonoa I Qe as arma daa ci-
dades e rulas notareis do remo, collocadas em
rolla desla bella praga, aejam o emblema da
nossa uaiao I E que as bauJeiras gloriosas, qae
fluctuara sobre este pavilhao, sirram de perpe-
tuar a paz e a alliaaga coa todas as nagdea qae
representara.
Resposta da 5. f. el-rei, quando opamente de
poiitou ai chave* da cidade na salva en gas
Ih tinham sido offerecidas.
A' cmara municipal de Lisboa, fiel interpreta
dos oobres sentimenlos do poro que representa,
agradego ae exprestoea qm acaba de dirigir Bas-
te aBs para mim o mais solemne.
Ficar certo que a coufiaoga, que teoho no illus-
trado patriotismo dos membros da retpeitavot
corporagao a qu presids, igual ao aso reco-
nhecimenlo pelo amor e dedicago que ae cea-
sagram os habitantes do principal municipio deste
reino.
A cereraouia'da solemne acclamaglo do Sr- IX
Luiz I j nao ponde comparecer sua alteta resl o
Sr. infante D. Joao, por se l*r aggravado aa
cooslipago que o accommeltera quando lave lu-
gar no Campo-pequeo urna missa militar per
alma de el-rei o Sr. D. Pedro V, e a fue-o 9t.
infmte assistio 4 frenle do regiment do lanar i- praga pacificamente, mas o clamor nao cessou.
'f.faaJa, rocolheo -se s guarda ao perysMflo,
cioaa: reato ss ssmpre ea armas.
0< vereadorea entraram imaedalamente ao
paloeie, a foraa logo recosidos per el-rei, qoe
Ihos declarou haver j resolrdo sahir das Ne-
cossidsdes psrs o paco de Caitas.
Poseo depois. el-rei o Sr. O. Luiz e el -ro 9 Sr.
D. Fernando, asompaorrados petes Srs. ministros
da guerra a da faaeada apaoreeersm oa i.ueira
priBvi^al do palacia.
BesUbel^cido o socego por oapouco, el-roi o
Sr. D. Femando, rom vos Briso o muita seren
dade. falluuao povo. Declarov S. ., que tan
lo elle como el-rei Sr. 0. Lua, esta rain da per-
feita sile, e que haviam desdo sahbade resol-
vido sahir do pago das Necessidadws ; que fica -
vasa, por lauto satisfeiios, o al j prevenilos us
desejos da populagu que, floalmeote, agrade-
clara cora o maior recoohecimeulo tolos e lio
exuberantes provss da profunda dedicago dos
abitantes de Lisboa familia real.
Logo que el-rel acabou do fallar e com urna
ultima corleaia, ae deapedio do puro, novas e pro-
lngalas acclamsges o sa-alsrara. Ouvrram-se
ao mesmo temp> quasi, os gritos de morrnm os
traidore I abaix) os covardes I e morte oosen-
venemadore* I Hume unto, porm, foraa abala-
dos por am grande clamor que exigi o silencio
Os vereaaores, logo que sahiram do pago, re-
gressaram praga do Commercio, onda j multo
pouca gente ae achara.
A' tarde, depois das qualro horas, correu ou-
lra ves rriuita genle para a praga doC-iramercio.
EsUvam reunidos na secretaria da fazenda os Srs.
ministros da fazenda, o do remo e o da jjstica
Oa desordeirds sa-bendo-o. comegaram a grirrr :
morram os traidores I Viva familia real I
Ftp a Meriade I e anda oulros gritos que
omiti.
.. Augmentando todos os momelos a multi-
dao, e exercendo-se cada vea mais a vozeria,
sahiram do* quartei do Carmo cem bayonetas da
municipal e ciacoeata cavados commandados
pelo Sr. brigadeiro Bravo. A tropa furmuu aa
ros o, 2 do seu commando. Oa snecessivos bolo-
tos dos mlicos da paco publicados pela m-
prensa fitam novameote langando a cnoaiennga*
no povo da capital, produziodo a maior aaeiedade
as provincias.
O boito infundado, mas que no excesso de amor
pela dyoastia era aceitado pelos incautes, deque
lao seguidas calastrophes nao tinham urna or
gem natural, foi larra ado, a ponto de haver mai-
ta gente que altrbuia a morle do Sr. iufante D.
Fernando, a do Sr. D. Pedro V, o a eofermidade
de aua alteza o Sr. 0. Joao. propiaago de ve-
neno viesse elle donde viesse.
A molestia tarta espantosos progreisos leodo
tomado o carcter de ama feare ty.-hoide.
O dia 3 era o destnalo para a reepgo na
palacio das Nocoaaidades, em regosijo do nojo
reinado, masen eoosequencia de ter augraunen.
lado a grsvidade da donga do Sr. D. loso, pu-
blieou-se no Diario de Lisboa o seguidlo aviso;
a Por ordem superior se anonncia que, por- mo-
tivos supervenientes.lem S. M. e'-re declarado que
nio pode ter lugar a recspgo dos comprimenlos
te felicilago, que eslava aonunciada. para o dia
23 de dezembro correle, pela fausta inaugura-
gao do seu reinado.
De tarde focara expeditos avisos de eonvite
todos os deputados e parea para urna reuoio
ooite na secretaria do reino afina de se tratar de
um objecto urgeotissimo de servtgu publico.
Na reuoio, que esleve muilo numerosa, o
presidente do couselho de ministros pedio sos
membros de ambas as cmaras que no dia se-
guinte pelas 10 horas da manhaa se reaaissem
no palacio das cortes afim de coostituir-se a c-
mara eleotira e comegarem os Irabalhos legisla-
tivos. A reuoio das corles em preseoga das cir-
cumstancias que se augurara ui graves, erada
toda a necessidale.
No dia 24 foi lido em ambas as cmaras o de-
creto real determinando que a sessio extraordi-
naria coolinuasse no da 2 de Janeiro, (que era o.
prazo do adiamenlo decrtalo no anterior reaa-
do), e depois na cmara dos deputados se passou
eteico da lisia quintupla, d'onde e chefe do
estado escolheu a presidencia que recahio na
mais volado o conselheiro e distinti juriscon-
sulto Antonio Luiz de Seabra. O vice-presidente
Qcou sendo o immodialo em votos, o Sr. Vicente
Ferrera Nelto de Paiva, sabio lente da unirersi-
dade de Coimbra. ,
A socieda.ie chamada Patritica, a mesma
que promover uns clebres meelings cootra as
irmas da caridade, a mesma que discutir com
a maior incourenincia os regicidios, o que dra
lugar 4 urna oolavel portara de que em tempo
Ihe dei coala, a aociedade do Pago do Buwatem,
ou do Becco do Rosendo, que por lodos estes Do-
mes era coohecido aquella elub de cabegas e
quemadas, annuociou para a ooite de 21 urna reu
oio urgente. A autortdade adralnitlraUra qu
Suppoodo-se qae a soa presenga concoma para
ajilar os desrdenos, o Sr. brigadeiro Bravo
coodutie-a para o largo do Pelourioho, onde ae
cunterrou debaixo de forma.
Augmentando sempre a vozearia e leodo silo
invadidas as escadss e algumas salas da secreta-
ra da fazenda, a tropa voltou oulra vez para a
prag.
O Sr. brigadeiro Bravo, com a maior molera-
gao pusstrel, procurou socegar a mullida o e res-
tabeiUsser a ordem. A's seta horas vendo todos os
seus esforc* esgolados e exigiado a mesma mu-
lidio que s municipal o aco-npanhasSe, annuio.
mananlo marchar a cavailaria para as Neces-
sidades.
Quaodo a mullidu e a cavailaria da guarda
do pago, encontraran! a sexta corapanhla forma-
da em linha e interceptando o transito. A cavai-
laria reunlo-sa 4 nossi linha. Vendo a turba que
nao a deixavam passir, grilou muilo e diiigiu-se
para Belem.
Nao coaseguindo passar tambem pe estrada
de Beln, porque esiav j crlala pela tropa,
diridio-seom grupos e espalhou-se pela cidale,
perseguindo as pessoas que Ihe au mereceu
sympaihia, e dando morras aos Srs. mariuez de
Loul. Casal Ribeiro, Msrns Ferro, conde de
l'nomar, mar-juei de Ficalhoe marquez de Val-
lada eao ministerio.
Alera da genle que se reuni oa prags do Com-
mercio,jumou-se tambe n muita no Roco, as
proximidades du pago, e em lodo o camioho que
all vai dar.
Parle da gentalha, eocontrando na caljada das
Necessidades, o Sr. conde da Ponte, vador da
casa real que saina do pago, maltratou-o cruel-
mente, daudo-lhe muita pancada e fazeolo Ihe
cinco batas nacabeca e urna contuso as cos-
as. Quando a guarda do pago do regiment de
iufantaria n. 10 acudi e fez em redor delle am
muro de bayonetas, j foi tarde. Todava evi-
tou que o assassioasaera.
0 Sr. conde da Poule sahio do pago para acu-
dir a sua casa, por Ihe dizerem que o puvo in-
sullava all a aua familia.
Oulrj grupo que passou pelo largo do Culhariz,
apedrej >u o palacio do Sr. marquez de Vallada.
Urna podra ferio o guarda-porlo oa cabega
AlguOs magotes dirigirn se 4s casas do Sr.
conde deThoraar_e marquez de Loul e apedre-
jarum-lnes as jaoeilas.
Alguns sediciosos dirigiram-se egreja de S
Nicolao e comegaram a locar a rebate. A muni-
cipal acudi e o loques cessaram.
Diversos grupos arrombaram as osas das
bombas, rouoaram os archotes e armarsm-se
cora os machados que se empregam au servigo
dos inc sodios.
Qui/eram deilar fogo s casas do Sr. conde da
Poule o,do 9r. maquez de Loul.
A' flija hora da noile eslava realabeleclda a
Bear* depositado al so proeeder is solemnes
mame o aahimenlo para o real lazigo da casa
de Braainga ea S. Vicenle de Pora.
Ho Diario de hojs vos etretado
all fra por ordem superior assistir ao concia*|>l,orde!D >ubliea, e os grupo tinham sido disper-
foi asaobiada pelos oradores energmenos, reSoKeos ^o(a-tarda municipal dirigida pelo general
vendose que fossem ;em msssa, no dia SOjtuIn- hlaljoMp, goreruidor civil de L te ao pago das Necessilales pedir el-rei que Viras" arruagens furam tambem attacadas,
mudasse de residencia, e enlregasse o poder ao lm das que citei entre ellas a do Sr. conde do
duqoe de Saldanha, deinillindo os actuaes mi- Rio-Malpr, e da Sra. duquezi da Terceira que
oistro!. Estes disparates furaui volidos coa ^derria>4er livres de maior insulto 4 chegala do
grande Igazarra.
No dia 25 sahio um supptemento ao Diario de
Lisboa, cim a segante portarla :
Sendo iodispenaavel investigar de novo lo-
---------------- o lulo da
coi te.
Hoateos de manhs, esa.preseoga do procari-
dor geral-da eoroa, do m do dlreilo a telegado
da respectiva vara, e reunida o grande commis-
so cienliflca presi lida pelo Dr. /os Loarsogo
*a Luz se proceden a autopsia do cadver dkr ssa
allcsa.
Foram tarabea prestles a esle acto o conse-
Ibo de sao de pobfiea do reino, os lente da es-
cola aodico-cirurglc de Lisboa, e mais do 30
facultativos da capital, sendo dentre ella* tirados
4 i sorie para fazerem a autopsia.
Amanhou sehir na folha offlclal o complente
auto, rasa pOsao afBrmav-lhe que todos os ir-
cumslaores flcaram plenamente convencido de
qae a mono do principe real fora por efleito de
um lypho dos mais pronunciados.
Nao ae faiteo a- nenhuma das formalidades le-
gaes, sendo depota lacrada a orna con as visre-
ratuo Sr. Infante para serem analiaadas chimica-
"e.pelos respectivos perilus que fazem parte
da Comniissiode que aclras Ihe fallei.
Eis os factoa que lera oecopado aqui de um
modo extraordinario a allen-c* i publica.
Duaa patarras anda aobre o tumultos do da
de Natal a seguinte. Halla gente boa esl con-
vencida, meu amigo, de que o plano estar for-
mado para que da anarchia daa pracas se passas-
se a ama verdedeira revolugo promovida por
especuladores de oOkio. Quera foram os anlores
desla criminosa tentativa? Sabo-oa polica? Ve-
remos. O que eu euleodo que esses malira-
piHhos de qoe furam filados usa duzentos e tantos
e esses poucos tradi -antes que esli entregues
aegao do poder judicial, nao passae de vis ins
trumentoi de urna amoic-o desenfreada que pars
dominar e sugar anda o paiz, nio duvila aacri-
Ocar-lhe o repouao publico, a reputag&o das pes-
soas mais condecidas e insuspeuas, recorreajdo
por mel de seus igoobeis agentes aa espanca-
mento, rapia, s aasuadas, a lodo quanlo ha
de mais deaprervel aos diablicos recursos da
canalba iufreoe.
ute para sua intelUgencia que a voz de enve-
nenadores fot dada contra os creados do pago,
contra os mais notareis affeigoados do partido
lazzariti, contra o chefe da antiga fraego carliga,
coutra os homens principaes du partido regene-
rador, e contra o ministerio.
Oxl4 qoe o goveroo continu a osar da ener-
ga qae lera manifestado, equeu descance na
arerigasgo da orgera destes alenla los contra a
ordem. O tempo nao vai para lastimas esteris.
X nago esl cangadi de chorar.
E' preciso velar pelos vivos 6 enterrar os mor-
ios, com dizia o marquez de Pomb.il. A calum-
nia coaa. eu-t se prelenleu explicar tres morles
suecesstVas na real familia, cai por Ierra i-erante
luz da soieucia, e como a verdade sobrenada
sempre o paiz coohecer quera ousou especaiar
com a aua magos para compromelte-lo aos olbos
da Europa e ao mundo.
Temos era perspectiva questes multo serias,
pois acabado fallecer o legitimo auccessorda co-
rda porlugueza, e anda que exiale n Sr. infante
D. Augusto, entrado ha das em coovalescenga,
sao coraludo muito desaoirnadores os estragos da
molestia que lano lempo o fez jazer na cama.
Falla-se em pedir senhora infanta D. Antonia,
casada com o principe Huhenzollern, (que nao
perteoce a casa reinante,) que aceite a'dispensa
da renuncia que fez aos direilos de successo
para si e para seus filhus quando os lenha, no ac-
to de sahir de Portugal quando celebrou o seu
consorcio cora um principe estraogeiro. Julgar-
se-ho estas cortes legalmenle autorisadas para
tratar de urna queslo desla ordem ? Pode inter-
pretarle a carta constitucional de mudo que nao
seja necessario convocar urnas constituidles psra
regular no caso presente o que perteoce a suc-
cesso? Todos estes assumpos se %aealem aqu
nos Circuios polticos e os hmeos osla Jo anda
nao resolverara.
O ierer a Sra. infamia vlr tiara portugal ? De-
vero as corles decidir antes de saberem qual a
delermioago daquella printeza? Se o Ofessem
nao emeanam diflkuldades para o futuro?
C .inclu rei boje por aqui, pois esta ra j muito
extensa e nio aei ae deva abusar da bondade dos
seus leitoraa necupando-os de mais com as nos-
sas cousaa domeslicis.
Um assumpto que bastante interessa ahi actual-
mente de que modo t- ruinar a reunida ques-
to do consulado do Rio de Janeiro.
Acha-sej em Lisboa o Sr. Gongalo Barbosa
principal aecusador do Sr. bario de Moreira e do
lezaraito j mandou para os periolicos de Lisboa
a copia da represeotsgio que dirigi a el-rei.
Nesae documento so leem quareola e tantos arti
gos de inculpago coolra aquello fuocciouario.
Puder ver a pega a que me retiro no Jornal do
Commercio de um destes ltimos di ai.
L.
dos os projeclos de lei pendentes.
Nega-ae igualmente qae o actas! miaiatro dos
negocios estraogeiros esleje ooaeado oaauims
dor para Roma. Tambem so dis no alo- toa*
doa pela oppoaicio os boatos de aue o aoretV
trata va da DeROciaco do 24 ailbes coas *-
raotia de O milhoos, que davea pagar oa aaao-
roquioos; e de qoe se achara desatendidas as-
laa obngaees de ibeaeuro apoasr dos Ln
awiea fenos sobre so ihesour.ru das pro-
vincias. ^
Na sessio do congresso hoapaahol do dia IS
approvou-e o prujeelo qx.e Hia oa 190,000 B-
mena a forga do esercllo pava 1892
Pelo cor.-eio daquella dat. eapediraa-so a IS.
Alex.ndre liun. eabaixador era P,r, .. cartas
plenipoleoaanaa u|.,riando para soaiaaar a*
es So tratado reapeertv au paganas
o Ha-
das as causas que produziram as graves mole.'lias
de que lem sido accommeltida a familia real, e
que derant origem laueolavel perd de el-rei
o Sr. D. Pedro V e do Sr. iufante D. Fernando,
e examinar tambera o estado de salubrilade dos
pagos reaes das Necessidades e de Belm e de
suas immediagdas, para se verificar se algunas
condiges de insaluondade existem, a que pos-
sar altribuir-se aquellas enfermidadas, ha por
bem S. M. crear urna commisso especialmente
encarregado de procoler sem demora a estas
mvesligaces, da qo >l ser presideule o par do
reino, director da escola medico-cirurgica de
Lisboa, Jos Loureogo da Luz ; e vogaes os de-
putados da oaco Dr3. Cisario Augusto de Ata-
governaifW civil.
A parto da polica accrescentava os seguales
premeores :
A's 8 horas da ooite houve ajuntamenlo de
povo as proximidades da estago do campo de
Ssol'Anua, e leudo ido casa da bomba exigi
do patrio da'mesma os machados, o que nao
ple conseguir, foi depois em grande vozerii pela
calcada de Santo Aolouio.
A's 11 horas di noile o povo que andou em
tumulto pelas ras, arrombou a'caixs ds corda
do sino da torre da igreja de S. Nicolao e locou
a re"b*tg.-
Era eoosequencia deste loque, foi necessario
emprear a forca conlri a plebe que se linha
reunido para Muelle flm junto igreja. o sendo
dispersad* ful lazer grupo para o flm da ra do
Otro, junto arcada do edificio da cmara mu-
nicipal, d'onde foi de novo dispersa por meio da
gran Je
do dia
vedo Pereira, Antonio Egy.cio Qaaresma Lopes forga, conseguiodo-se desla forma que urna ho-
Em reate do caea do Sodjr eslava lUuaiaaa de Vascoucellosje Manoel Pereira Das; os pre-
sidentes do conselho de saule publica do reiuo
e do conselho de saude naval : os facu Jos Anlor.io Maiques e Caelano Mara Ferrera*
da Silva Beiro ; os chimicos visconde de Villa-
Maijr Julio Mximo de Oliveira Pimeniel,
Sebastilo Belaoio de Almeida e Agostinho Vi-
cente Loureogo; dos quaes oa tres ltimos de-
vero proceder todas asanalyses chymicas in-
dispensaveis para o completo desempenho da
commisso, esperando S. M. el-rei do zelo e ca-
pacidade do presidente e vogaes nomeados que
salisfario cabalmente ao encargo que lites
commetlido. O que, de ordem do mesmo au-
gusto senhor, etc. etc.
O bol.-tim que sahio no mesmn supplemenlo
folha offlcial dar em eslado perigusissimo o
principe real.
A's 10 horas da manhaa do dia 25 renniram se
alguna grupos na praga do Cummercio, porque
se sabia que urna depuiago da associagio deno-
minada Patritica, havia de ir aos pagua do con-
selho, pedir a immediata sahila d'el-rei do pago
das Necessidades.
A's onze horas abrirara-se as portas da cma-
ra, e a tal d9jjaj*agao com varios individuos, in-
vadi a sala dasTascs do corpo municipal, on-
de estavam os vareadores da cmara municipal
Antonio Esteres de Carvalho, Nuno Jos Severo
Ribeiro de Carvalho e Gregorio Vaz Rodrigues de
Campos Brrelo Froes.
Diz-se que immediatameole Bernarlino Mar-
lias enligo redactor do Burlesco, pedir a pala-
vra, e fkera ama proposta, para na meosagera
da associagio patritica, se inserir o reqari-
mento pe lindo a demisso do ministerio e de
lodos os empregados do pago
Poi regeilada esta proposta pelo Sr. Esteres de
Carvalho, que disse fra a cmara municipal
convidada, nio para os polticos, mas aara
apresentar urna representago ao rei.
Foi lida depois, segundo so afflraa, por um
certo Antonio Cesar de Vascoocellos, que ha
lempos fra implcalo e absotrido no processo
de moeda falsa, a representago da associagio
patritica acamara.
Noramenle lomeo a palavra o Sr. Esteves de
Carvalho, duendo que visto ter sido dirigida a
I represeniagio 4 cmara, esta ia religir a repre-
el-rei.
haram depois para o paga os referidos
vereador*s juntamente cora a depotagio.
A auliidio que acompanhou os veretdoros,
marchou para o pago apressadaaeate, mas ea
boa ordem e eem gritar. Pelo camioho reaoio-
se-lhe muita gente, a quando cnegou ao largo
das Necessidades orgava tatvez por duas ou iros
mil pessoas.
A guardada paca, vonlochegaca aultido,
pegou ea armas e (ormou rapidsaserta. Ceoho-
ra da noile estivesse completamente reslabeleci-
da a tran]uilid>de>da capital.
Os grupos desordeiros tentarara no dia seguin-
t > conliuuar us disturbios, reuuinjj-se as ora-
gas e solanlo gritos sediciosos.
A forga publica dirigida pelo goveroador civil
conseguio, porm, novamenle restabelecer a or-
dem, e s 9 huras da noite ss ras estavam com-
pletamente livies, leudo silo casauralos muilos
dos tumultuosos, que se recusaran! a obedecer s
inlimagdes da autorilade.
Acham-se igualmente presos Jos Marques dos
Santos, Jos Pinto da Ponseca Neves, Antonio
Gongalves Goeco e F.-'Jord, iniciados como
priocipaes agentes conhecilos do crtme de sedi-
go que houve no dia antecedente.
Alen da guarda municipal coneorreu muito
para impr odevido respeito aos agitadores atro-
pa de cavailaria e infamara que riera daa pro-
vincias oara abrilhanlar as solemnidades- da ac-
clamago, a qual junta cora os corpos da guar-
oico de Lisboa ae portou de um modo activo por
su'a disciplina.
E' precisa accrescentar que no dia 26 o Diario
publicara urna portara do ministerio do reino
intimando a distolucio da tal sociedade patriti-
ca, e un edital do goveroalorcivil de Lisboa pro-
hibnlo os ajuntamentos de povo pelas roas e
qaJaosquer oulras mamfestages, sob pena de se-
rem os desobedientes reprimidos pela forga ar-
mada, presos, autoados e relaxados ao poder ju-
dicial, para serena,.como perturbadoras do soce-
go publico, puoidoi na conforaaidade das leis.
as cmaras houve sesso. O presidente do
conselho de ministros referiodo-se aos lamenta-
reis aeontecimentoa da vespera pedio o apoio do
parjameolo, declarando comtudo que o goveroo
tioha i aua diaposigio os melos sufficientes para
manter a ordem aera carecer de medidas extraor-
narias. Tanto n'uma como n'oulra eamara to-
maram a palavra os caracteres mais salientes dos
diversos partidos, assegura'ndo ao gorerno qae
podta contar com o seu apoio emquaoto durasae
esta crise, sem prejuizo porm de suas opioies
polticas.
No Ha 27 na sa repetirn os tumultos; oa
fosse par qae a energa da autoridade produtisse
impresso aos especuladores que espalharam di-
nhetto para excitar os radios e rel da capital,
ou por quoMendo aaaahecido am dia tempes-
tuoso e do* fortes agoaceiros acompanhados da
tufes, o transito era locomaodo.
Neste dia pojas 8htras da ooite, den s alaa a
Deas o Sr. infante 0. Joo. O sealiaenlo geral
que seaelhaste noticia sanaos, nio lh'o aei dea-
crever, aa'go redactor. Sao deagragat sobre
desgragas; desditai qua nao tosa tido inlerrap-
go 11 Nenhuma doaooatraco fnebre te (es,
,aa no dia 28.
O miniterio lem-aa aarntarvao oa
HESPANHA.
A noticia de que se vai verificar urna
modificagio ministerial passou na larde
S da bolsa para o congresso, no qaal se dizia
que era immioente a sabida do gabinete dos Srs.
Cslderou Colanlos 9Negretas, o que era resul-
tado do conselho dpiministros celebrado aa ves-
pera noite e qoe durou por muito lempo.
Poi-n sabe-se de um modo positivo que a
prolongago do conselho leve por causa o exame
do expediente do Sr. Mauzaoedo ; que absolu-
tamerji-i falsa a sahida dos Srs. Caldern e Ne-
grete, e que nSo haver oulra modificagio mi-
nisterial, alm da substiluigio do Sr. marquez
de Corvera, que deixuu a pasta do ministeiio do
fomento.
O conselhn]defeatado em reuoio plena do dia
18 devia ter examinado o tratado de commercio
recentemente celebrado com Mu tocos, coja ra-
tillcagio linha de ser precedida pelo parecer
emiltido poraquelle coaselho.
Parece que a Sra. infanta D. Isabel Francisca
se nao tirer promplo allivio de sua molestia ir
para Alicante ou para outro loial de clima mais
Umperado e igual que o de Madri I.
Con.luio-se no da 16 ao congresso de depu-
tados de He.-panlia a discusso da mensagem em
. resposia ao discurso da coia, que tantas ses-
soes oceupra ; pedio a volago uomiual foi ap-
provada por 2G votos contra 80. Sendaalguos
os ora lores que brilharam neste debate, postosj
de parto a excentricidade ds oulros, a- imprensa
de drfferentes partidos polticos concorde em
qualiQcar no primeiro o mu distiocto lujar o do
Sr. Ros Rosas. i
a)JPublicou-se um decreto expedido pelo minis-
terio da graga e jusliga ordenando que na devida
observancia do qae oa* ultima concordata pre- i
vinido, os arcebispos e bisos usem de pleno
exercicio da sua autoridade ordinaria, sem Ibes
servirem de embaraco os privilegios, usos e cos-
turaos que porveotura exitlissem, nem sequr o
jurameulo prestado pelos capitulares s coosli-
luigoes de seus cabidos; prjfiaiuio-os tambem
de que nao tolerem direilos j caducados.
Consta que a expedigo di Hespanha ao Mxi-
co sahiu da Havaaa ea 30 de nuvembro.
Organisa se 4 tota, a pressi um batalho do
regiment de S. Margal, destinlo ao ultramar,
o forma -se com soldados de lodosos corpos: a
Edetma iransporlou 107 pragas com que con-
tribuem os batalhes que esto na frica.
Publioou-se no da 20 o decreto comeando
mioislro do fomento o Sr. D Anlooio de Aguiar
y Correia, marquez de la V.yi do Armijo, pri-
meiro rice-praaidente do congresso e gorerna-
dor civil da provincia de Madrid.
Nj dia 19 4 tarde havia lomado posse desle ul-
timo cargo o aovo governalor civil, Sr. duque
de Sexto.
L ae n'om jornal miuislerial que a oomeagio
do novo mioislro do fomento, a mais parla-
mentar que poda fazer-se visto que recahio no
primeiro vice-preaideote do congresso, e vai in-.
Bulr, segundo o que ae dizia, oa sala das con-
ferencias, de um modo favoravel pura o gabi-
nete.
No mesmo dis 20 havia adquirido maior am-
putada o crdito os boatos de que aiala pos-
sivel qoe o ministerio soffra alguraa modificagio.
Se isto se realisar, o que b&o sabemos, aera
porque alguno dos actuaes mlnislroi se empenhe
em deixira pasta de que est encarregado.
Nao sendo assim, podo desde j4 assegurar-se
que alo haver modiuoago ministerial.
Disse-se qae os novos eonseihoiros ds estado
serio o general D. Valoattm Perras e os &ra,
Len j Medina, Saneher, Silva o Salvlo Caaoero.
As epposigoQB aoatrsm certo empeobo oa fa-
er circular aereastar qae o governa lego de
poisdaoajlB^ asprvjvagfto dos orgaaaatoi dis-
vorat qae esta
da divida de 1823.
A Chronica ailud a conferencia curo
Irayans, d.-sejando o general O'DUmtull q ,,_
Ir a tomar coola da paala dus negreros da grac*
e jusliga no caso de haver modificacau au sva****
do ministerio.
L'-se na Corrpomencba o eaguiat* :
O- gabinete de Turim. asa barauuia cam
mvderago de que lem dado* provea a ajovent
deS. M-sem abandonar principio algara ou m-
lerease legitimo no que rcapeila aua anaumptva
da Italia, longo de dar por ut'rrootpidaa deGai-
vamenle as suas relagea. diplomticas cusa a
rtespanhe-, coocedeu ao bJrao de Tecco seis aja>.
zesi de liceuca, enviou una aggregsdo 4 teaaetu
Hal.ana era Madrid, o marquez Colombiano, a.
chegou ha trea das, e aaloriaou o aerrelari.ita
legagao. barao de Csvalebioi, a m.ieuder-.e Ifi-
cialmeule rom o gorerno de S. M.
A* leUcues-eotre Turira e Madrid tirar
mesmo p era que perrataeceram enlte a Fran-
ca h a Sarlenh durante o periodo d rnttiasi
desde a invaaao da Italia pelo gabinete da To-
ntera. Nos pambem cooservamaui ea T.cim
um secretario e um aggregalo 4 lesaco hos-
panhola. a r
Urna correspondencia dirigida ao ifuro* cua-
tera o seguate paragrapho, que por sua impor-
tancia prende a atteugio.
o Falla-se com instancia i.'um protocolo, qa-a
duem ter sido assignado era Vienua oos alliaiii
das de norembro prximo findo, conteodu as
estipulares coovencionada entre a gabiuet
imperial e o de Madrid sobre o anlaaeolo qu.
campnr dar 4 queslao italiana pela forma ea
que se considerara estas duss edrtes
Perguiila el-Reino. E' ou nao verdadaiva a
noticia do diario belga ? Kiiata ou ai eaiaU
esse protocolo ? Que caata d estipulacde* si*
as que uelie se contera ? IVetao vaeiareoar-
00 a'* respeito as folhas aiaiswriaea?
O Sr. Oloaua. nut.ari orador hespanhal, aca-
ba de fa/.er ver em dous ooUveis diacuiaoa q.t
a ailuagiu poltica de Hespanha, e aa oosali
ds reaegao.
Os factos qu< o Sr. Olozaga referi a raspen,
do clero naquell- paii o inenveir.
Diversos aruchos teem recusado enterrar te
sagrado cadveres impenitente*.
Um doschamaeos luipetiileulea era um oes
cebo dos melhores costuraos, eslimado e cunhe-
cldo al por exacto obserrador dos pp-ceiios da
igreja, o qual, em urna recibida de arara ev-
enga, leudo perdido a raru pelo seu eaud fa-
bril, recusuu os sicraraeutus nos paroxiutoe O
morle.
Outro caso, foi o de ama mulher que tend
perdido a falla j nao se puude confeasar.
A iadignago que esUa recusas de aolptra-
meolo proiuiiniui uos povoa (o extremo u
iuexcedivei.
Urna representago unanimodo povo do Al-
cantara foi levada ao bispo atleslaodo o eiea-
plar comporiajienio do defunlo mancebo, as
suas virtudes e a geral estima de que era crei-.r.
A dor e a afuiego que esle povo e a ialelia fa-
milia do defunlo experimentaran faeilueute su
podem imaginar.
A autoridade civil ordeoou o enterramedto ou
cemiterio, apesar da recusa d parocho.
O bispo, por esto atlo, mandou iuterdiser o
cemiterio, e s em vista da repreeeuisc&o du
povo inleiro levanluu o interdicto.
O goveroo, depois, determino a exhuaega.
do cadver, a qu>l anda nao leva lugar por ea-
sa de nao ha?er decorndu o lempo marcado pe-
las prescripges bygienicas.
Estes e oulros actos, como os autos da f feitos
aalguus lirios eut Barcelona, jiiostran a pre-
Dooderanri que a reaego tem no govemj Co
Hespanha.
O nao reconhecimenlo do reino de Italia, a
queslo dos archivos do consulado aufssllauu.
ludo prova quaes sio as influencias que gover-
nam uaquelle paiz.
S. M. a retoba catholica receben eut suaei '
cia de despedida Mr. Ctrl Scburz. roiaislru i U-
oiprtenciarie dos Estados-Unidos, que parle pa-
ra 4 sua patria com licenga temporaria.
S. A. ft. a iufanta D. Isabel Vraucisca tentii
ligeiro allivio com a sua chegala ao real all
del Pardo. Suas ifagesiades resolreram vnii^r
sua augusta Ulha com a maiur frequeocia >i >
Ibe fosse pnssivel.
Dissipou-se de tudu, di urna folha uue vi !-
limameate, a presuutpgo da aura moditi giu
ministerial, purque exista perfeito accurio tf
lodos os ministros n*s qaesioes pend'ii^ra,
porque eremos aauer de um modo iudubaeol
'l'id por agor nenhum miuistro peoss em largar
u seu posto.
L.
QURIO DE PERRAMBUCC
A fatalidade nao deixa de perseguir Portugal.
O anjo da morle anda mais unta vai fui ad>-jr
aos pagos reaes. Anda oao estavam farhados
dous sepulchros qu coelinham o$ restos morUru
de S. M. o Sr. I). Pedro V, e do Sr. infam l.
Fernando, e ora sepultura se abra para r^eehrr
o cadver de sua alteza reato Sr.infante D. Job. I
Ainda as lagrimas nao erara nchulas, anda a
a dor nao eslava suavisada'; novas lagriaar,
nova dor I CurrPtno-nos ante os decretos -
sondareis da Providencia I Lastime nos a a**-
graga do povo portuguez a quem nos un era a
lagos de singue I Acoinpanhemos S. M. o la
perador na justa afficgo que tem de seotir coa
este noro golpe.
Nao s Portugal que est de lulo pelo sen rei.
A Inglaterra la n bem pordeu o esposo de aua vir-
tuosa rainha. O principe consorte Alt-eil > -Ju
Saxe-Coburgo G >iha, lio de el rei de Portugal
flleceu*lambem I A magoa do povo ingles Ua-
bera intensa. Sua esposa a rainha Victoria if-
reu cum resignago lo duro golpe, n as sonta
desejos de abdicar, para poder rerar-se da vi-la
publica, e chorar a perda de seu esposo, a do
sua mal a duqueza do K-nt. O principe real en-
tra para o anuo na aua maioridade, e julga ae,
que a rainha esperar essa poca para Ihe con-
fiar as redeas do goveroo.
A aclaraigo d'el-rei I). Luiz de Portugal l-- lugar rom tola a aolemuidade no dia 2t de de-
zembro, dia em que lermioava o prazo Sos q-ia-
renta das marcados pela carta e >osliluuonl.
para a ceiebraco daquella solemuidade. ag| var
das (estas da coroagao, vism se em todos os rub-
los as saudades pelo finado rei, e oa cui J*d->s
pela saude do Sr. infante 9. Joio, que uispuu-
de j comparecer Acuella solemnidsde, seuJo o
condestavel du reino. El-rei prestou o seu ju-
ramento em cmaras, assistio a um solean T*-
Deum em S. Domingos, no Terreiro do P*cu re-
cebeu aa chaves da cidade das mioa da cmara au
Lisboa.
A' aoito j alo appareceu no tboatra. oalu
era esperado jada foi seutida a sua falsa, a
muito mais a caos que a motivara.
Quando CSSaecB a saber-se a gravidado do
duenga do Sf. iofaole D. Joio, a4raram-- u
novo os boatos le envsoeuaaeaipa. O espillas
publico eslava aajUado.iaaiis-f sr Inimigua e di-
mes, mas luda aa suspensa He parecan iulaa-
dadas ; iodagaa-e os iotere.'sea qua cada
grupo podara tas nauta saris de calsotidadrs, o
ludo pareca ahsurdo.
No dia 24 reuaio-so a chamada sociodode
Irlotica, o decidi lavar ama repreeealago a
rei IX Luis, para tratar da sua asada a sabir dpj
pagos de Belem e Necessidades.
o da 26 apjarocea oo Diario de Leoe urna
paitara nomeando ama commisso composta do
mdicos, a dos principaes chimicos restduutes ra
Lisboa para da novo indagarea aa aausas Oa
doengas d'el-rei D. Pedro V e da Srs. iafant*.
a para saludaren) as condiges bjgieakas >'os
pacos da Belem e Necessidades.
Foi peraote esla commisso a aa presenga d.-s
lentes da escola medico drargUa 9a Luaua du
coaselho da saads, du aals da IriiU acuttaU-
: TI


Ktil.ll
1
i da capital qua ao l i proeed
dVBelem i autopsia do ci daoer da ps_
coa lodaa aa foraatidsd s jadiciaea i
Mando presentes, e pre idiudo-R esa' ee* o
procaradar geral da coro a o Jais delegado
da reepectita tajay. O* a edicot (oruBWiuoime-
nseote de parej P*4e a caaea da atorte deate
principe (dra vJasprypfte d maia proounciadoa
Aa visceras judicialaanta ItcMfaa foraa reael-
tidia toa chimieoa pata rea devidaraaala ana-
lysadas.
NtM
toa o
tes quatro rereadore, eajtregaram-the i
DU1I0 DE PERNAM10O. TRR<,a ItUaV U D JaMO M SMt


reforma Ul e*to ea apreseota
oa dtvertmpcloe
lOBula
6 a precia -
dlffareotea jornae.
am-se aaajajuiameote sstisleltos e tem
eoaM a ultieaa expressao da sabedoria
ciencia goveroameolar eoasetfB)
pectaeafcaaac tam reU;6e$ ; ouiroeTae
lano mam i** modiflcacdea que
'Olacao do orgameoio. E'
da cifra eje una e ouiroi juilificam a
lua approvacao eolhusiastica, ou a su* critica,
i a*e*eo a diwds.
e grande coi tarso de poto a1 im fja.ooi.oi que o corpo Ugial.liro teri daqui
em aagar de dez que lhe conceda o itnaiut con-
tullo da 1851.
presenlagJM S.#|. pedia* o-lhe para mudar de re-
Meocla. masa oeeaeiao alguna deulre o doto
anferiam obrigar ee era* orea a pedir a efei a
minio do miniaterio ja da todoa a empregi-
doa do paco. Os vereadores negararo-se a en-
trar aa asan plus poiitWoa. e toram a p acom-
p.nhados Ma poto t a paco a*s Necessidsdes
Quando alli ehegaram tormo aguarda no pe-
rianllo e foram recebido oa veteadores. El-rei
o Sr. o. Luit, e aeu augusto pal7 Sr. O. Fer-
nando appareceodo as ti randa agradecerse] ao
poto o- aeu cuidado e lomando o Sr. D. Fer-
nando a palara declardu que deade a teepera
que leu aaguato filho tioba teocioaado retirar-se
para o paco de Canas.
Assim que SS. MM, s< retiraram daa janellaa
comegaram aos vivas ei arras, e espalhararo-ae
pela cilade fazendo a loa al depoia de urna
hora da noile.
O Sr. conde da Pon* ue aahia do psco foi aa-
asilado pela sorba, e fice u bastante ferido, e de-
teu ler conservado a tidla, guarda do pago que
a teio tirar das roaos d(
e da nfima aociedade, e
O poto serlo e laborio-
jan-llas dos Srs. marques de Loul, de Vallado,
conde de Thomar e outr >s ; tocaram a rebate na
torre de g. Nicolao, e fi teram outros deatarioa.
O que ha a notar que lodos estes desbarates
erara praticadas por gen
ero imputarlo alguoa.
so, preseoreavs indignadlo estes motins.
No Via seguinle 26 a < idade sppresent
aspecto bellico : graode
Catalua, de ticte a q
riam as. rusa cm todas
comecaram a formar se
foram dispersos tendo
poto. Apediejaram aa
um
numero de palrulhas de
isreota eatallos percor
as direcces. De tarde
magolea de poto, que
ntido algumas prisde*.
iz.
resentou urna proposta
rda civil era Lisboa e
ienda spreaentou urna
a fatiilia real, que tem
A' sabida do paquete eslava a ridade tranquilla.
Os fullerees do Sr. infanta D. Joo detiam faier-
se sem apparato sendo p coroo depositado no
comento dos jeronymosj em Belero, prximo ao
co onde S. A- R. falleced.
As torres nao altravarol de quarto em qaarto
de hora como cosame] em taes occasies.
As cmaras acham-selcoosliluidas, preslaram
apoio uosnime ao ministerio, em presenca da
crise porque passata o
O ministro do reioo
para a orgaofsagio da
Porto, e o ministro da
Croposla para a doUcao
de ser modificada em presenca dos ltimos acon-
te time ni os.
Na cmara dos pares "presentou-se um pro-
jacto de mensa ge oo pedilo a sua mageslade que
trate de aeu consorcio para assegurar a suc-
cessio.
O Sr. iofante D. Augusl o ainds tire, mas n'um
estado quasi completo de
tellectue!.
Falla-se em um projecto de dispensa do jura-
mento de cadencia dos direiios ao Ihrono ds Sra.
iufanta D. Antonia esposa
zollern, e de urna meaaa
fazer a sua residencia na
As provincias esio em
Chegou a Lisboa o Sr. J
Barbosa, e publicou em afeuns joroaes urna re
preseotac.au sua mag! ,ade, pedia lo licenca
para processar nos tribun
ral de Portugal o Sr. barajo
cnsul o Sr Jernimo Jos
blicou tambem urna eiten
cootendo 41 artuos. Oizia
tuguez tiiilu chamado o
mameso pbysic e m-
o principe de Hohen-
em pediudo-lhe para
Arte oe Portugal.
ocego.
o Antonio Ooncaltes
s do p&iz o cnsul ge
de Moreira, e tice-
Duane e Silta ; pu-
nota de aecusagio
se que o goterno por-
i -ferido cnsul para se
defendernos inounaes de i mas aecusaces, eil-
libera aua condacta, se foi ionocenle.
ra Italia continua o mei no estado de cousas ;
foi apresenlada urna
guiles lemos : A
oa cmara dos depulados
proposta concebid] nos s
cmara confirma os tolos oie 27 de margo que de-
clarara Roma capital da I alis, e cootia em que
O guverno se appressar i completar o arma-
memo nacional, e na orga lisayu do reino, e a
dar prolecc&o e efBcaz apo
priodades. Acamara Invra1
do ministerio relativas se
colha dos empregadosaplo
tos reorganisacao da m
toltimento das obras publ
nal e de quanlas medidas
0 bem eslar das provincias
s pessoas e as pro-
acti das ileclar'Ce-
{urania publica, es-
honrados, e patrio-
gisiratura, ao desen-
1:, da guarda nacio-
ossam cooperar para
menoionaes.
M. EUtazzi declarou fraor ament que seria urna
injuslica flagrante tornar o
?el pelo meo xito das n
Roma, assim como Das des
napolitanas, por isso que
qualquer que elle fosse, pij
niai--. O presidente da c
seguida a npiniio dn que R
pouco a capital da Italia,
oo francez desejata aince
urna oceupacao militar que
da unio italiana, sem satlsf
sem contestar o proprio pa
analyse to contrario aos
francesa como aos intereasris da Franca.
Por algumas palavraa pr tfendas p.ir Mr. Ra-
tazii sobre a necessidade d<
ceitos dos cathulicos a resp
ral, pode inferir-se que
imperial em allender s refcla^acoes da Italia,
proteos do receio de ferir o sen timen tus dos ca-
tholicos, que ainda nao j
persuadidos o menor alaqu
oera a independencia da igr a romana.
Esta proposta foi approta
tra79. absiendo-se 6 dep
numero dos
que approtar
Diz uliimamenleo ielegra[iho hater cris
nisirial. e que Ratazzi ap
misso dn cargo de preside
O resultado do recrulam
hmeos as provincias napi
a expectalita. A conscripta
sorteados corr,eram s rou
coro enihusiasmu terdadeir imente patritico. E'
assim que os povos na^oln unos correspondem
ministerio responsa-
guciagoes relalitas a
rdens daa provincias
nenhum mioisterio,
'leria obler ou fazer
oara manifeslou em
ma seria dentro em
ffirmou que o gover-
ramente por termo a
exaspera oa amigos
zeros seus ioimigus,
a. e que em ulti na
lentimentos da naco
destruir os precoo-
to do poder lempo
demora do governo
higa sufficienternenle
i. rehgio calholica,
)a por 232 rotos con-
tados de votar. No
figura Mr. Rata'zi.
mi-
de-
esenia a a sua
e da cmara.
>nto d.is 36.000 mil
luanas excede a toda
[i bem aceita, e os
rtir-se. nos deposito
reaego. Esle facto desam
)a completamente os
nimigos da Italia. Os anii os soldados napolita-
nos que forem incorporado!
fircram ums completa irai
poles j hoje est oo
alies.
Os bandos reaccionarios
as e a Basilicata foram di
que dentro em pouco todos1
Do interior das proviiii-ia
tisfactorias. A captura de ftoiges e da sua gor-
riika foi um graode g<>lpe i os agitanore*. Que-
remos que Borgea anda ex
particulares annunciam o s
pormenores e manifestando
nao podem apreseolar a
sua iii"rip.
O 1'ungola diz qoe BorgeJ
alor, declarando que o ha
Ci legitimlsts de Paris. e r|
poles nao pdle reunir i fur a
que gente perdida.
O maj.jr Frai-hini lancou io
de Borges e que eram form
Francisco II. Enconlrou-sje-ihe
gunio dizem, a corresuond-ncia
coinmisio legiiimisla de Pa is, e outros
melos importantes.
Diz se que Francisco II o
Tristjnyroa mandante gra
Consta que esle ufllcial seadha nos Abruzzos'oo-
de dte exercer o seu comm mdo frente ue urna
partida de trezotos h-spinhoes. Diz-se que
trata de orgat/lsar naquella provincia s troyas
reaes. O commandante desla legiao hegpanhols
tero como immediato a D. Fiamisco Savall. que
fu condecralo por Po IX pelos serticos que
prestou em Castel-tJdardo.
Esoera-se poder reunir 40 rail toluntarios prin-
cipalmente a Garibaldi quizer lomar o seu go-
bern. O ministro da marlfih* declarou que
oretemente a esquadra iuii
maior vu a aaslriaca.
.a?iT!""""t:,,0P"semLdo ao senado fran-
cez era acomp.ohado ue uJ extenso ralakarta
b que se faiit urna retiai.l retrospectiva dos
syslemss que sucessi.ament tem seguid.
Franca a oiacao ea materia dos
no exercito italiano
sforoiacao. Em Na-
senico graode numero
aa frooteiras roma-
persos, e espera-se
este]a m destruidos,
as Botieiaa tiu sa-
Sle, mas as cartas
u trgico fim dando
las circumslancias que
mtnor duvida sobre a
morrera cora grande
la e'iga tado o comi-
ue ao chegsr Na-
de ouio mais do
das instraec*
liadas em nume de
tan bem, se-
havitia cum a
docu -
>meou o b'igadeiro
dos seus exereito*.
a soria duaa tezes
em
plemeotares o eslraordinarios O relatnrio ler-
mina por um quadro que coniim a nomenclatura
isa secces em numero de 66J que para o futuro
nio de formar as dirisoes eu sociaas dos
jnanlos,
orca-
. o isto assegura, aegundo ellas, ao
corpo electivo urna parte sais directa e mais
effectiva oa rotacao dn orcameoto e no regula-
nwolo dealateresiei finaqceiros da Franca, e ps-
recia irran tranaarcao feliz entre a ttmcialid*de,
que ollerecia o perigo de mudar a aMlBiniatrs-
cio para a voloteo por mimitltriot qaa cjrcums-
crevia em limites evidentemente Bulto restrictos
a accao do corpo legislativo lornanlo-a por assim
diter iiluioria.
Outros dizem que aa ditisea ou succesides
*aatabelecidas pela nomenclatura junta ao senadas
coNsufroso to.amplas que aa nao pode conhe-
cer ae tal methodo de discassao e de totaco
spreseotar realmente grandes taotagens sobre o
sysiema de totaco por ministerios, pois, por
exemplo. o ornamento daa Hnaocaa compreben-
de 78 capitulo que formam s 12 seccoes.
Parece, porro, que ae reformaa de Mr. Fould
nao sao o que ae eaperars, O exercito nao e ou
nao pode ser diminuido,' e neste caso a avultads
despeza com este ramo de aertlco ha de conti-
nuar, e o defflcit ter de sercoberlo, ou por meio
de notos em prestimos ou pelo augmento dosim-
postos.
O Journal dei Debis publica um exteoso ar-
tigo sobre a questao do talle de Doppes, onde
trata de demonstrar com o auxilio de no vos do-
cumentos que aquelle talle propiiedade exclu-
aira da Franca e que a Suissa tem receido por
duaa tezea em troca cidadea e territorioa que ta-
'sa oais tinte vezes o prego daquelle caolo de
Ierra. Segundo eale peridico o talle de Doppas
intil Suiasa e necessario Franca, E'
este ub modo claro de expor a questao e de jus-
tificar os fundamentos da pngse.
O rei da Suecia Carlos XV cuida seriamente
em reformar a consiituicao tueca. Eacarregou o
aeu ministro da jestica da coufecco da nota le
fundamental tomando por bases, as iostituices
represeniatitaa que seguem a maior parte dos
estados da Europa. A cooatiluicto da Suecia
efectivamente a mais aoliga, e affaeta-se moito
daa formas dos governos modernos, mas dete-se
advertir que foi essencialoeute modificada em
1809, depois da revolucSu que chamou Carlos
XIII ao tbrono.
Os estados, e nobreza, o clero e a burguezia
tere os seus previlegios, e aa auaa immuetdadas
polticas, e lodos receiam ve-las confundidas. Os
partidarios da reforma detem oeceassriaBenle
encoutrargrande difficuidade era aua obra, ae se
stteoder ao irabilbo que houte para em 1843 ae
coQtfguir que a dieta ae reunase de tres em tres
annos, quaodo o praz.i eslabelecido era de cinco
sonta.
Aperar dse dizerque o aclual soberano se
echa freo te de um aemelbaote projecto de re-
forma, dte notarse que na Suecia h um lal ou
qual carcter ioglez. quanlo ao respeito pelas Ira-
dlcces. No eotrelsoto ha grandes esperances no
resultado.
O tribunal de Berlin julgou ltimamente qainze
individuos em consequencia das desordena que
tireram lugar na capital, por occasiao das tesiss
dscoroao. Oestes foram onze condemoados
Pena de prisao. Due dbales reconbeceu-se que
6a agentes de polica ficaram feridos por pedra-
das que lhe foram adradas ; dous morreraro, um
de um tiro e oulro de urna puohalads.
No dia 29 de novembro passado leve lugar ero
Alhenas o processo de Dupios que alteotou con-
tra a vida da raiha da Grecia. A audiencia du-
rou 18 norea. e nao obsiaote o aecusado insistir
oas suas anteriores declaracoes. e os seus deten-
sorestratarda de demonstrar o seu estsdo de
Bonomaoia, o juryjolgou protados todos os ca-
piluloa da aecusacao, e o tribunal condemnou o
reo i pena capital. O reo appellou desta aen-
tenca para o areopsgo (tribunal de cassacao). Diz-
se que o soberano tenciunata indultar o reo.
Continuara os rigores na Polonia. Os jmes
publicara urna ordem do dia do commandante da
fortaleza de Dynaburgo. prohibindo aos funcio-
narios publicoa e auas familiaa que'asassem sig-
naes U luto, sob pena de aerem considerados
cmplice nos manejos revolucionarios
Em Varsotis 162 eccleataslicos foram encerr-
dos na cidadella, e oito Bandados psra Orembur-
g". Quareota estudantes foram deportados. A
auloridade russa exigi que o cabido nomeasse
um subsUluto do administrador da dioeese que
fui dest-rrado para a Siberia ; mas aquella corpo-
raSao negou-ae a elglo fuodando-se em qoe
a nomeacaoa compete santa s as presentes
circumslancias.
Ogoternsdor ecclesisstico de Varsotia foi con-
demoado morte.
E' lerritel a miseria em Coostantinopla. 0 pao
e outros coBestiteislriplicarsB de prego. Espe-
ra-se a|i com impaciencia Fuad-pacha, que se
julgs conseguir contratar um emprestiBO Cob
a Inglaterra. O pnico geral.
0 firman era tirtude do qual a uniao legislati-
va da Moldavia eda Valachie recoobecida du-
ranlB vio do actual bospodar foi coBmuoicada
pela Porias potencias signatarias do tratado de
Pars Este ajuste aioda que teBoorano pe ter-
mo ao seu estado decousasque tomata illusorio
ludo quanlo o tratado de Paria pareca ter feilo
o favor da naconalidade da Romana.
Noticia de Londres dizem que um dos mem-
bros do gabinete brttanoico, declarara aos repre-
aeolanies dos dislrictos manufactrenos que fos-
se qual (otee o resollado das oegociacoes relati-
vas questao do Trtnt a abertura aos porlos do
?ul eslava j resolva de umi maneira definiti-
va pelo guvrrno britanoico ; fuodando-se em que
nao sendo o oloqueioeffeciivo dte ser conside-
rado nullo e de nenhum effeito. Diz-se quej
ha negociarles sobre este assumpto com aa po-
tencias signatarias do tratado de Paris, e que j
se pronunciaren) em direito pela nullidade do
Moqueta sem se desvisrem de tacto da sua neu-
Iralidade.
A meusagam do presidente Lincoln ao congres-
so nao contera urna > palatra relativa prisao
dos coaoiissarios do sul bordo do Trert. No
relaionodo secretario da marinha esle aclo ap-
protado solenuemenle.
E's como acaba o periodo que se refere a-este
l'Cto : c O procedimento rpido e decisivo que
lete naquelie enseju 0 capiio Wilkes mereca
recebercomo recebeu a plena approtago desta
secretaria. Se deu provas de tolerancia excessi-
tamente generosa, nao aprisionando o navio qoe
nona a eordo eaaee mimigos rebeldes, servem-
ine de desculpa, oeate caso as circumslancias
pariualare e os motivos patiioticoa que dersm
causa sua resolueso. Mas nao convm permit-
ir que c facto ae tranforme em precedente para
o modo como no futuro se deve tratar de outras
".rracCoeSalnth,tltpt de ne,llra|iJada d ,e
de um nato e-traogeire
0 i-apitfto Wnkea foi promotido a commodoro
em remuoerafiao do clO praticado com o Sao
Jacinlho.
N'uma das primeiras sess5ea do coogresso
apreseolou se um requerimeoto psra que Mr!
Masn um doa commissarios do sul, fosse consi-
dera io como refein que respnndesse pelo modo
como iraiassern em Richraond o coronel Coreo-
rao que os confederados tinham escolhido para
responder pela vida de um corsario condemoado
na Philadelphia. Este requerirnealo foi appro-
vado; recebeolo eothusiaMicos applausos das
galenas a resolucao turnada pelo congresso. To
moo-.e depois outra resoluco semolhante para
que Mr. Slidell flcsseervindo de refem afina de
responder pela tida do coronel Wood, que esla-
ta naa mesmas ccumsiaociaa que o coronel Cor-
corao. Voiaram-ae em seguida agradecimeoios
ao capitao Wilkea pelo apnsiooameato de Slideil
e Masn.
Apresentou-se tambem urna proposla para ae-
rem declarados livres os eaeravoa pertencenles
a.a rebeldes, Ba a sua diseuss&o foi ad liada
por se sonar a assembla excessivamete agi-
D^pois desles factoa nao se julga possitel que
a resposta de Liocoln seja fatoratel e pacifica,
entretanto o gabinete ioglez espera eaea res poe-
ta. 1 maior parte dos jurases aconselha que se
recorra meJiacao de uma potencia amiga, aolea
de se lanfar mi dos meioa extromos, segundo
o dipoio no tratado de Paris, a que adherio a
A aserta.
Os preparativos de guerra ds Inglaterra lio r-
nidos acooaiderateis esprate ler prempta oo
da 5 de j,aoeiro a esquadra que derc refercar a
aqaadra das cosiaa occideeUes da America do
Noria. Parees que nao destina a esle settico
saaaos de cenlo e tantos vasos da guerra arma-
doade duas a trea mil boceas de fogo.
A Aaaerica Umbera ee nto descuida. A coo-
teneo de Kenluky decidi separarse da Unio.
O cooselbo de guerra de Quebec resolteu lorlifi-
car aa frooleiraa do Canad. Desembarcaras era
Teybec destacamentos de marinheiros federses
de Porto leal e construirn, ali lorlificacoes.
Uoute um encontr entre aa tropas federses e
os separatista. Esles foram derrotados dei-
xando oo campo grande numero de landos.
Natos entrados oo porto de Lisboa viudos de
diuereotes porlos do Brasil:
Dis 16.Vapor paquete francex iVoporr, do
Kio de Janeiro, da Baha e de Peroambuco.
dem 8.Brigue portuguez Jotephina. do Rio
de Janeiro com 67 dias.
Navios eahidos do porto de Lisboa para diffe-
rentea portes do Brasil :
Da 15.Vapor paquete inglez Tune, para Ter-
oambuco. Baha e Rio de Janeiro.
dem 17.-Barca porlegueza Flor de S. Simo,
para o Rio de Janeiro.
dem 24Brigu* portuguez Bella Fijueirena,
psra Peroambuco.
Lr'' ?a,tt,a* w: sllido-e de reaccio ;
tres en^m^^V i8'' J> POWa ,6 *mi,te
WioiMol^t?9?!**^"^** deacia da protioela.
te aaaa i d.-i!i -t60Ce,r 'esV0 : cor,- WU de certoa *
do osa a divisao do Sr. Brovd denomiaarsm ao
primeiro periodo prodomico, so segundo cyoftico
ao tercetro de reaecdo.
IrV
_. {CorUimar-se'-te.)
Eis o sexto a stimo:
Bolelint officiati.
... ? "~ officio de U 0 oorrente, dirigido do
eogeoho Popo, da freguezis de Nossa Senhora da
,7 *? '* Presidente da protiocia, diz o Dr.
fh.0 A,,P1'D0 X"' 0 Brilto que. tendo
cbeg.do aquelle engeohos9 hofts ds noile de 4
Ueste mez. f
Fernando troexe communicajoa efflciaes
lie presidio bar
e ssbe-ae que ha li
do commandante daquelle presidio bata a preai-
daaeia da protioela. e ssbe-se que ta li crai
falta de certoa genero de primeira aaeeaaid
PERHIMBC
RfcVISTA DIARIA.
Corre boje oo lugar do costume a primeira'par-
te da primeira lotera concedida fator da matriz
do Limoeiro.
Foram nomeadoa os Srs. Dr. JosSoaresde
Azetedo e lente Antonio Egydio da Silta, pro-
fessores do Gymnssio Protiocial, para examina-
dores de preparatorios do Curso Commercial Per-
nambucaoo.
O pnmeiro examina em lingua nacional cal-
ligraphia.e o segaodo]em slgebra e aruhmetica.
Acbaado-se deterioradas sensivelmenlepor
apodrecimento algumas estivas da pootezinha do
Chora-menino, faz-se preciso que sejsm ellss
subsiituidsa antea que a ruina ae torne completa,
e por cooaeguinte inutilise o traoaito publico
com a respectiva interrupcao, mxime dos
carros.
E' no entretanto para admirar que seiam preci-
samente esiaa a estivas, que foram all postas
nao ha muito 1 Assim, pois, realisa-ae o queeu-
lao dissemoa com relacio ao concert, que se fa-
lla n'aquella ponte.
Honiero, ao.divulgar-se a noticiada morte de
SS.AA real principe Alberto, esposo de S. M. a
raioha Victoria, e U.Joao. duque deBja, todos os
Sracoosulea e navioaingle/ea e portuguezea sur-
losjno torio, icaram uaa baodeiraa em funeral.
- Pelo coBBaodo daa arma acham-se expe-
didas as convenientes ordeos para o fim de con-
servare a -se hoje as guardas desta cidade em fu-
neral, bem como aalvarem com 21 tiros e terem
as baodeiraa i meio pu as fortalezas do Brum e
Buraco, em hoora missa que celebra hoje a di-
rectora do Gabiuete Portuguez de Leitura por
suffragio. alma de S M. F. o Sr. D. Pedro V. A
esle acto assiste tambem uma brigada composta
dos balalhes 2o e $ sob o commaodo o Sr. co-
rooel Luiz Jos Ferreira.
Iguaes providencias esto dsdaa para o arru-
mameuto de oulra brigada, cornposia dos meamos
batalhoes o mais do 4o de srtilhana a p guarne-
ceodo a oilo boceas de fogo, ao Bando do referi-
do Sr. corooel, oo dia 17 do correte em frente
da igreja do Collegio ou Espirito Sanio, onde tem
de ser celebrado o officio solemne em suffragio do
mesmo 8r. D. Pedro V, por mandato dos subditos
porluguezes residentes nesta cidade.
A este acto devendo haver resperss foi ordena-
do que ama guarda de honra do 9a batalhao de
infantaria se ache no dia 16 pelss 5 horas da tar-
de em frente da referida igreja, afim de assis-
ti-las.
De Olinda remeltem-nos a seguinle com-
muoicacio, cuja materia carece de uma averi-
guarlo para que se nao reproduzam taes fictos :
< Sr. redactor da Revista.
Onda, 13 de Janeiro de 1862.
< Huntem, pelaa onze horas e meia da noite.
achando-ae algaosindivtduos oo porto do Vara
douro, a esperaren* pela msr, para toltarem ao
Recite, apparecerem uns dous ou trea urbanos e
um soldado de catallaria, que iosolente e auda-
ciossmente dingindo-se a um individuo que es-
lata deitado, maodaram que se letaotaase.
a E como elle, ou porque se achssse d.irmio Jo,.
ou porque, recoobecendo o nenhum fundamento
e a descora medida arbitrariedade da ordem, en
tendeaae nio deter por-se de p, contiouou no
mesmo, ao que oa aggressoes, deaembainhando aa
espadas, passaram a espaocar, nao smente a
esse mas ismoem a outros muilos do grupo.
a O bsrulho darou nio menos
mais que tendo ido no da aeguiate ao eogenho
iooocut ds mesma freguezia. nelle encontrara o-
io uoenles, doa quaes alguos em n o estado, a-
P'eaeoiando todoa os symptomas do cbolera-mor-
ous.eqee do preprietario desse engenho, Fran-
cisco Aoiomo Csbral de Mello, soubers que o mal
"una principiado, no dia 26 de dezembro do an-
uo iodo, por um homem que. iodo da Parahibt,
nata passado por Cruaogy, desentoltendo-se oi-
iu oas depon em outros, de sorte que de dezese-
w aia(jos tem succambido seis; e diz emfjm
que no engenho California, prximo a Tabocas,
navia quatro pessoas a^cjmmetlidaa de chuleri-
rAUe i Belhorado cob simples appllca-
^yyw os casos que appareciam nos
oo?.r? h6 fa6oC0'' l0l0, tjwie-noa-, e qae n.
Pjoa5io daLuzainia nio'deseavolveu-se o
d*EB gfflcio de 9 do correte, dirigido de Pe-
2sfe ^0 S" xc- d,z Dr- Luciano Xavier
J!.i ,61, ra""D|~'ol,ul10 voluntariamente
aeaia cidade a Cruaogy, que. leado-lhe pedido
o major Barros, delgalo de polica de Goiaooa,
q sr. Moreoo Bcando que seguisse para aquella
pevroajao, visto que constata oella reinar o cno
V^m "!' p,ri,ra e "' M chst, e confirma
L**JWJ o1 aoleriormenie, de terem suc-
tumoido na dita povoacao quatro pesaoas des-a
arteicao, em cujo numero ae couta o soldado do
.iH t lbao de >ofsntaria. e accreaceola que
*l!r .fre,vueD'es os casos de choleros que ce-
aem ao iratamenlo empregado pelo Dr, Vital, em
commissao do governo da provincia da Paraluba;
maa que oaf imoiediages daquella povoacao tem
mi ecido do cholera algumas pessoas, figurando
eolre estas uma meia legua de distancia.
f Nada mais ba que refeiir. Neata cidade e seus
arrenaldea oau reioa aioda o choiera-morbus; e
essss diarrhas que tem sido observa das, acom-
panhadas de romitos ou* seguida de febre, nao sao
nais do que o que se observa entre nos neata es-
tacao, e sob condiedes desfatorateis, e nio as
usiana, se nao iitrasseo cholera em alguns poo-
los da prouucia.
i'$ 6 hor"
da tarde de 12 de Janeiro de
quaudo.alinal, o primeiro espocad*o foioa*j
Dr. Aquino Fonceca o
Em am officio de Irooiem, airigido de Goiao-
ao Exm. presidente da protiocia, diz o Dr.
Jos JoaquimFirmiooqueji alguna casos de cho-
iera-morbus tem sido obssrvados naquella cida-
de, e commuoica que o Dr. Jos Joaquim de Sou-
. principiando por aoffrer de diarrha, Qcava
bastante doente na Lapa, onde o mal vai labran-
do com iotensidade ; accresceniando que, apenas
lhe constara o estajo do Dr. Soozs, litera partir
de Nasal Senhora do O' em que se achata, o Dr.
Americo Guimares em s jecorro daquelle facul -
lativo, e que- a epidemia lem-se estendijo e inva-
dir o eugeoho Cachoeira, uma legua distante da
Lapa.
Em uma carta da mesma dala, e dirigida da
mesma cidade S. Exc, diz o Dr. Firmioo que
ncavam doenle em Cruangy o lazarista padre Cal-
moot e uma da irmae da candado, e que o Dr.
""'" 1ue aiata em Timbauba, solfria de diar-
rhs; e em um post-scriptum ds mesma carta ae
L ve "PPsrecera uma carta, procedente deTim-
Dauba que dizia achar-se mal o Dr. Pedra ; mas
que oulra nada dizia a este respeito, de sorle que
eoao sabia da terdade.
Em um officio de 11 do corrate, dirigido do
Limoeiro S. Exc. diz o respectivo delegado,
Joa Autooio Pestaa, que, chegando all a aier-
raddra noticia de ler-se deseotolvioo o cholera-
moroua em Cruaogy e outros lugares, elle, de a-
cordo com o Dr. Loureoco Francisco de Almeida
Calanho, e reunido as autoridades da comarca e
cmara municipal,tornera as providencias decau-
telta que Ihea pareceram necessanaa, e foram no-
meadia uma commissio central e muitoa outras
por districtus para obrarem de acord e acudirem
a prompto- a populsco,'aendo a commissao
nde
BrJaaa
para muoiciameoio de lio graode ero de
senlenciados, que all aa acharo. Coates por-
lano acudi-los ea teapo para alo aorrerea de
fome.
I?"!/0" reeolhido casa de deteocio. oo
ai ii do correute : a ordem do subdelegado do
Recife olodio Vicente Ferreira da Silta, de 50
annoa de idade, casado, natural do Ceari, ser-
teute, por embriaguez e insultos, e Manoel, es-
craro de Domingos Jos da Costs Lage, preto, An-
gola, solieiro, de 40 annos de idade, padeiro. por
desordena que lete coa oatro, do que resultou-
ordea do de S. Jos,
branca, viuva, de 40
deata provincia, costu-
do da Boa-Vista, Ma-
noel, e-cravo de Dr. May, preto. solteiro, de 40
annos de idade, natural de Jalob, srvenle, a
reouieicao de aeu respectivo senhor.
Foi recolhllo mesas, no dia 12 : a ordea do
suodelegado de Santo Autooio. Manoel Francisco
rereira pardo, solteiro, de 26 annos de idade,
e Provincia, sapateiro, por erobiia-
. 7* P'ssageiros do taaor francez Cuyenne, sa-
hida para o Rio de Janeiro :Alfredo de Barros,
MHppe de Pigueiroa Fans, Joao Estetao de Oli-
teira, e Sabino Gandido Teixeir.
Paasageiros do tapor francez Ginne, tindo
de Bordeaux e porlos intermedios :labor Du-
chemin, Dr. Domingos de Souza Leo. Anna Ni-
loche, Joao Carneiro da Cunha, Goocalo de Al-
meida Sooio. Miguel Noral. Tbomsz Narciso Per-
reira, Domiogos Rodrigues de Andrade e sua se-
nhora.
Paaaageiros da palhabole nacional Superior,
eolrado do Rio Grande do Sul:Joao Vaz Ribei-
roe Joa Joaquim Guimariea.
I'assagejro dohiaiebrasileiro/npncipe/, tiodo
do Arscaiy:Luiz Antonio Piolo.
Passageiro do brigue escuna dinamarquez Alo-
na chegado de Uamburgo : Cari Heioiich
Motimenlo da enfermara da casa de deten-
?so do dia 13 de Janeiro de 1862.
Tiveram alta da enfermara :
Manoel Autooio o'Araujo.
Francisco Antonio dos Santos.
Tiveram baixa para aenferaaria :
Joaefa, eacrata de Franciaco Ferreira de Mello.
aezoea. '
Marcoiloo, escrato sentenciado, febre.
Bueos-Ayrebrgae Dtof_
capillo H. Breakwoldt. cargar
Rio de Jaaeiro e Behistapor (reatas Cate
coro roa oda na Enoul.
i Niiricoet.
Correio.
Pela adainulracia do crrala mm
faz publico que aa malas que dte eaadaair
vaporea cosuiroa c Persinenga Igear
iquelle com destino i Macei e partea is
dios, e este so Cesri e porto* taabea ia
dios, serio fechada aa daquelle eo dia 15
correte ia 3 horas da larde ea ponto,
no dia 20 tambem do correte e aa mesma
Atsos martimos.
ClOJAillJfcJKClOa
Banco do Brasil
A directora da caixa filial, saca so-
bre o Banco do Brasil qualquer quantia
a vitta, e ao par. Recife 17 de dezem-
bro de 1861. O secretario, Francisco
Joo de Barros.
Praca do Recife 13 de
Janeiro de 1862.
t\a quatro uoras da tarde.
Colantes da junta de corretores.
Cambios:
Sobre Londres -25 l|i d. por IgOOO 90 dit
Sobre Paris373 rs. por franco.
J. da Cruz Ma;elopresidente.
Joba Gatissecretario.
allfanciegca,
ftendimento do da 1 a 11. .
dem do dia 13.....
136 8389434
13;z9#210
va-
IIEAL COIFAILI
DB
Paquetes ioglezesa vapor
No dia 14 do correte eapera-se do sal
por Tyse, commandante Jellicoe, o qaal
da demora do costume seguir para Soetba
loo tocaodo noa portoa S. Vicenta e Lisboa, po-
ra paasagens etc., tratarse ha coa ee sgatea
Ademson Howie 4 C, na roa do Trapiche f*
n. 42.
P. S. Os embrulhos s ae recebe* ata
horas anles de fecharea aa malas ea naa
antea pagando ua palacio alea do reepectito
frete. "r
2:
deaa
L^iloe.
iMLM
DA
as
150.128*644
zido i prisSo por asses mesmos urbaoos, que seo-
do os nicos motores do couniciu. "e por isso reos
de polica, eram quero incooieslavelmeate detiam
ser trancaQados ; sendo que
nio conduzissejB o tal cae-
elle tambem gozara o prazerde consertar-se in>
pune, como os insolentes urbanos.
< O que ha, porm, que ootar em it> ialo.'
que durante lodo esse grande lapso de lempo
nenhama autoridad policial se fez apparecer, o
que, a oosso ter, nao pouco depe contra a poli-
licia de Olioda, por isso que, sendo aquelle ota
um dis de mulla concurrencia, ella devia cooser-
tar-ae alerta e sempre alerta.
Bm aeguida damos a contiouafio do escrip-
to do iiosso collaborador :
Causas occasionaes.
J timos que o habito de excesso era uma
daa causas predisponentes do cholera ; se exa-
minar-nos estes mesmos excessos como csusa oc-
casional, eis os dados que nos lornece o relalo-
rio dacoroissao de que ji fallamos.
E' prova io que o numero dos doenles rece-
bidos oos hospllaes muito mais consideratel na
terga ou quarta-feira, do qoe noa dias saoaequeu-
tea em que tai dtminuindo i proporcio que se
affastam desles.
Ora, se coosidera-se qne os domingos e as
seguodas-feiras sao os dias consagrados i exces-
sos de todo geoero pela rlasse admillida dos hos-
pllaes, nio se pode duvidar, qde esta seja a cau-
aa do augmento do numero daa ntralas ; e de
mais, se refleia-se que ao exceaso do tioho
que principalmente se entregara, a esle excesso
que se dte sobreludo altnbuir a iovasao ds mo-
lestia.
Entretanto conveniente Ter na natureza dos
elemeotos ingeridos, no uso d.3 substancias in-
digestas, como o loucinho, as carnes passadss e
turnadas, aa covea, etc., ou no uso daa fructas
verdea ou das chamadas fras, como os meloes
etc., causas occssiooaea do cholera ?
f E' impossivel, sob o ponto de vista scieoliQ-
co, dar um juizo formal ; entretanto bem pre-
sumivel a mflueocia perniciosa eatas substan-
cias : assim, a prudencia exige que durante as
epidemias se recomraende ser extremamente so-
brio no emprego oestes alimentos. As mesmas
reflexoeaaeapphcam ao abuaaMas bebidas frisa
e acres; ao excesso teoeriu e a todas as causas
debilitantes.
|fi As paixoea depiimenles como causas debili-
tantes do organismo, sao tambem causa occa-
sionaes do cholera. E' geralaeote recoohecido
que o medo de que ae tem apoderado algum in-
dividuo lhe tem sido desastroso.
i.a..^Mu insistido na idea do contagio ; e recentemente os
Srs Briquet e Migool tem procurado demnstra-
lo pela analyse doa factos submettido* i sua ob-
sertsgao. Esta opinio nao tem achado muilos
defensores na Franca : e se obrigado a nao acei-
tar o parecer dos Srs. Briquet eMigoot quaodo
se reflecte que na extrema violencia coa- que se
derraoiou na Europa, e que em 1832 quando
cholera assaltou a Fraoga, lodo oa iomiduos.se
acbsvam no mximo grio de aplidao a conlami-
narae, quando fosse contagioso; o mesmo se deu
quaodo velo ao Brasil.
c Nao evidente que, sendo o cholera conta-
gioso, lodos aquellea que se aproximara dos floeo-
les lerlam succumbidu iquasi lodos, ou ao me-
aos |terim sido atacados Isto o aua nao
tem acontecido : a bisiori. demoostra que os
mdicos e os enfermaros oio tem morrido ero
numero maior do que os outros individuos, que
gozare daa regalas de aua classe social. O* fctos
em qaa se apoiam os Srs. Briquet e Migool se
eoconiram sempre naa grandes epidemias, quer
seja conianiosa ou nio.
c Accresce, que lodos os eoasios qae se tem
feilo para inocular o cholera, quer com o aaogue,
quer coa o auor, quer coa outros lquidos llra-
doa do cholenco, tea aido completamente mfec-
tuosss.
Symptomas :
tarde de 13 de jaaeiro de
periodos no cholera.
de mu* hor vwiopo- a popuiagao, sendo a commissao
d*o toTLaali. nlraf eompoela do Dr. Calanho. do juu muoi-
Pl, promotor publico, vigario, subdelegado da
*il. advogado Chnstovio da Rocha Cuuha Sou-
fc^Maior, Or. Jerooymo Vicente Wanuerley que
ae algum pessoas V c*^v ^tirar-ae para o engrano de seu pi
allana ate i eatfea .V I'urenS" ds Malta, e accreacenia quecons-
de olficios de subdelegado oo pnmeiro diiinc-
tf) da freguezia de Bom Jardiro e do lente co-
ronel Seterino Alexandre Villarim, membro de
ana das commissas de frs, que o cholera ji
latrata oos eogeohes Triumpno e Foto dessa
freguezia, a 7 leguas de distancia di tilla, lugar
em que a massa da populagio excessivameote
pobre.
Pela copia de um officio do subdelegado de
polica do districtode Bom-Jardim, Joao Barbo-
sa da Silta, dirigido do engenho Inveja ao dele-
gado do lermo de Limoeiro, com data de 10 do
correte, sabe-seque o cholera aasaltara o luga-
rejo denominado Serra-Verde, daae leguss. dis-
tante daquelle engenho, no dia 8 desle mez, e que
oo dia immcdisto fizera sua entrada na barra de
Natuba, tres leguas aislante do mesmo eogenho,
pelo que a populago eslava aterrada.
S. Exc. expedio ordens a diiTereotes sutori-
dades do Limoeiro para provideociar e soccorrer
os indigentes da fregoezia de Bom Jardim, e ae-
gue para o meamo lugar o cirurgiio Francisco de
Adujo Lima, munido de uma ambulancia, nio
podando prestar-se a laze-lo 8 Dr. Carneiro Mon-
teiro.
a As 6 horas da
1862.
at Dr. Aquino Fonetca.
Estete honlem era noaso porto e seguio lo-
go para o sul depois de haver communicado com
_n*" cnefe e*1* estacao, a crtela a vapor
Bebenbe commaoJada pelo distinelo capitao de
mar e guerra Franciaco Cordeiro Torrea e Alvim.
Ha veooo partido este nato, sopporoos que em
meiado de aelembro, com dealioo i New-York
para ah prover-ae de instrumentes apropriados
i* altas sondageus lio preconissdas pelo teneote
Moury da marinha Americana, e director ou-
li ora do observatorio astronmico de Washing-
ton, delli partir elle com destino S Vicente e
desle lugar vollou para o sul no dia 21 do mez
pagado; no dia 4 do correte este ve no Peoedo
de S. Bedro, cuja posicao astronmica recuflrou.
e em Fernando de Noronha i 8; dahi pariio i
avistar o rabo de S. Roque e ueste lugar veio-de-
mandar este porto ctim doas dias de viagfm.
A commissao imporianlissima de que o gover-
no Imperial havia encarregado o Sr. Alvim, a
qual talvez os oossos leitores atada aerecordem,
foi coroo ji dissemos son lar o oofano em difTe-
rentes lugares, a&m de por mel desles estudos
proliminaes, estsbelecer ou nao um dia
aba lelegraphica que ligue o velho
mundo.
Infelizmente porm nio prodozio efleilo esta
commissio pelas razoes mais abaixo expeodldas,
porm isso oso basta para qoe nio prosiga o go
veroo as aesmss observaedes, aloro de que d*
ausencia de bons r-sulia los, qae baja colni lo.
tiramos sempre lella militas vantagens; poi isso
qoe os nossos officiaes e mariohagens vio adque
rindo assim melhores coohecirooios e desemba-
raco, essencial na proQssio honrosa e trabalhosa
que leguen).
O Beberxbe pois comprou em bJew-York as li-
abas e pannos para a aondagem, aasim como uma
graode machina que ndicav a altura da sonda,
etc. Fez assuaa experiencia na tiagem deS, Vi
cenie para o Brasil; a primeira vez que aoudou
encootrou 2,760 bragas de fundo, que se taca-
nheceu ser lama muito consistente, porm oelras tezes parlia-se sempre a linha, ji em 2,7u0
bragas, ji em 400, etc.. e desta sorte ti coa p> as
com mil bragas de linha a bordo e irapossibul-
lado de continuar oos trabalhus. Veio pois i Fer-
nando, e abi, quatro milhas em distancia, oio
achou fundo com eale pedago de linha que lhe
resista. Em resumo a commissio por um lado
foi bea deaempenbada, pora pelo oulra nio, e
oeste caso a falta proven) das razoes ji expendi-
das, oa porque a linha oio era de piimeira soite,
ou porque o fondo seja de natureza viagueuto ou
muito consistente.
Motimenlo da al fondeara-
totumea eotrado com fazendaa.. 364
> > com geoeros.. 22
Volamos aahidoa com faxeodas.. 58
coa geoeros.. 272
386
330
Descarragam hoje 14 de Janeiro,
rigue brasileiroBebenbecharque.
Brigue hespaoholNovo Martiodem.
Patacho dinamarquezAlonamercadorias.
Brigue ioglezNaulelusroercadorias. -^
Becebedurta de recadas Internas
Seraes de Pernamboeo
Reodimeoto do dia 1 a 11. 6:4501964
dem do dia 13......5:580*625
12:031*589
Consulado provincial.
Readimeato do da 1
dem do dia 13.
a 11.
46:102*730
4.718*377
50:82?! 07
uma li-
ao' novo
Uamburgo 5 de dezembro de 1861
Bollelim commercial.
Por cauaa da pruxiroaa testas do natal o mer-
cado se lem conservado muito tranquillo, e sem
nenhums aolmagio.
Caf.Como acabamos de dizer as prximas
festas pouco nos permitiera de dizer acerca de
npg'M'ios. Tanto compradores como possuidores
se conaertam no res^rts. Quasi nada se ten-
dea aj agora tas ultimas importagdea. Sem re-
:urcao de pregos nio seria possitel realisar nes-
te momento dualquer teoda.de importancia. As
ultimas noticias do Rio de Janeiro s annun-
ciam pequea rem.-ssas, e fallando ella de
pregos nimio elevados oso temos de esperar to
brete uma diminuigao dos prego*.
O caf regular ordinario do Brasil colado
5 3|i-6 1(8 achillings.
O mercado de assucar tambem oio moslrou
neohuma animagio na ultima quinzena ; com-
ludo os prec 'S se austentsm.
Tabaco.Temos soliente de fallar de um lei-
lio no qualse teoderam 65 pacotes de taoacn
braileiro, em parte animado, pelo prego de 4
15|I6 i l 7(16 achillings a libra.
Us couros sao procurados* e tem sustentado os
pregos. ,.
Algudao.Nao se tem feilo nenhumss trsn-
saceoes de qualqur importancia, estando-se a
espera do que resultari do cuuQicto entre a In-
glaterra e os Kstadus-U odos.
Ca o la iiDem tranquillo e sem notidade.
Partiram pars o Brasil des le o Io do correle
os navios Johanoe e Adoli.h com destino para
o Rio de Jaaeiro, e o navio Esperance para
Porto Aletire.
Eli aouuociado para Peroambuco o nato
Otlo, porm ainda nao ebegou a esle porto.
Taberna sita na ra Im-
perial numero 193.
A dinheiro ou a prazo.
Terga-feir 14 do crtente
11 horas em ponto.
PBLO AGENTE
GIMARFS.
0 referido agente fari leilao por cool aca
de quero pertencer da taberna .ciaa declarada
no da e hora cima eoosisiiodo ea eoaalata
sortimento de molbadbs e qae se schaa ea oer
JjJ e.sUdo e rasco. Tambem se realh.ri a
LEILO
Quefszem Southsll Mellors & C. por iateTten-
gao do agente Camargo e por con la a race da
qaem pertencer de 19 barrio cea aaateiga in-
gleza descarregada ha pouco : aa terca (eir 14
do correle, ao meio da, do armazem do Sr.
Aooes defroole da Ifaodeg.
LEILAO
Machado 4 Rodrigues fari leilao per iotertea-
go do agente Vicente Camargo. oa lerca-Mra
14 do correte, da 100 caita de bstaUs viada*
de Lisboa pelo brigue -Soberano ao ermeaea
do Sr. Annes defronte da alfandega a 50
com arroz de casca.
Leilao
Quarta-feira 15 do corrente.
O agente Pinto aetoriaado pela Exm. Sr. de-
sembargador Francisco de Assis Pereira loca
que relirou-se desta provincia para i b lis
Graode do Sul, fari leilao ao dia cima aaatis
nado e aera reserta de prego de todoa a* ae'aaa
existente em su ras de re sedearte ae roa ao-
va de Santa Rila n. 47 (casa perteacata a*
Dantas), consisliodo de uma rica asas lia da
roogno, urna-mesa elstica da alga qaa a*ais-
le 50 pessoas, guarda-roopa. secreUria, eppera-
dees, mesas, Barquease, cideiraa, ceaaidae
lavstonos. camas frsnceza, ditade ferro, lete*
vidros, rrystaes e muitos outroa objecto* qaa ea-
tario patentes.
Nsta Bvsroa occasiio tender taabea uaa
escrava excelleote lavadeira, qae emende 9 co-
zinha.
Principiar as 10 horss em ponto.
aviso aiYrso.
Grande laboratorio de la-
vagem.
Podem mandar buscar a rnupa lavada oe donos
dos oumeros abaixo declarados : 276. 294 271
289, 283,163, 168. 306, 141, 158. '
poi atito lo porto,
Navios entrados no dia 12.
RioGrande do Sulpalhabole brasileiro Supe
rior de 153 lonladaa. capillo Antonio Eva-
risto da Rosa, pquioagom 8. carga 8.000 arro-
bas de carne aecca ; a Amorim Irmao.
Araraty8 dias hule brasileiro Invensivtl. de
35 toneladas, capitao Jos Joaquim Altea da
Silva, equipagom 6 carga con de carnauba e
nutroseeros : ao mesmo cap-tan.
aate-ia Ayre38 dia, brigue hespanhol Dous
de Janeiro, zer equipagem 10. carga 2.000 quiotiea de
cerne ; a Aransga H'jo & C.
Haujhurgo60 dia, brigun escuna Dinamsrquez
fona, de 101 tonelad-s. capitao H. J?. Kroger,
equipam 7 : carK fazeodas Joairos gene-
ros ; a Kikman & C
waNaSajtj Navio* sonidos no mesmo dia.
Pened.iculfr nacional Emma, capillo Adelino
Elpi lio Pinho, carga n|f-rnips gneros.
Rio da Prataorigue brasilero Sania Barbara
capitio Aoselmo Peter, carga assucar e aguar-
dea ie.
Bordeaux a porto inirme1ios18 diaa, Tapor
francs Gitnne, coi>mtndnt<> Enoul
Navios murados no da 13
B,,5;** "" or't nacional St rmeos de
303 limpiadas, eapilo B-lmiro Baartisla de
Souza. equipagea 12, carga difiranles geoe-
ros ; s ordem.
Navios taidos no mesmo dia.
Rio Grande do Sulpaiach brasileiro Tigra, cs-
pitio Manoel Goaeade Olivelra llagaoo carga
aasacar.
!V'^
.
GaLinete Portuguez d<
Leitura.
A direrloria desle eslabelecimento so-
bre-maaeira <*ontrislad coa o prematuro
deploravel fallecimetato de S. M. P. el-
rei o Sr. D. Pedro V, e bea convencida de
que iguaes seoliroenies dominas o cora-
cao de cada um dos Srs. aseociadoa deate
Gabinete, er sslisfazer um dos seus mais
olimos deseina, convidando-os a sssisii-
rem a uma misaa de reoaiem, qae se ha
de celebrar no dia 14 do mea vigente, aa
igreja de N S. da Cooceigio doa Militare.
s 10 horas da aanhia, em soffraglo pelo
eterno repoaso da alma do aaguato Boado;
o, pois. espera a mesma directora que lo'
dos os Srs. sssocisdos, sea diatiaeeae de
nacionahdade e oa seus compatriotas ea
geral, se dignem concorrer a um aclo lio
pi e religioso, ultimo tributo saudoea
memoria de lio virtuoso toberano.
Secretaria do Gabinete Portugus de Lei-
tura 9 de Janeiro de 1862. Joaquia Ge-
rardo de Bastos, secretario.
Gabinete Portuguez de
Leitura.
A directora fas saber aos Srs. assoria-
dos que nio baveri expediente do eslabe-
lecimento na prxima terca-feira 14 do
correte, dia em que por parte desle Ga-
binete, ae ha de celebrar ama misaa pelo
eterno repouao do finado re de Portugal o
Sr. D. Pedro V, de saudosa memoria.
Secretarla do Gabinete Portugus 4* Le-
lura 9 de Janeiro rtp 1862.Joaquia Ge-
rardo d Bastos, se.Tf la rio.
Aiu-s oa preu captiva, .ue a xmhar e raxer todo sertieo de uma casa da poica
faaiiia : na rus do Queiroado, loja da
naaero 99.


Ama.
=
DIARIO DE FUuUUBOCO TgA IR 14 PE J4BEIRO DE 1102
Pe lia, aa den* ame erra oucapliva (prefe-
r-M eapliva) pera arete interno e externo de
a cata de una aviara en Cixangi, roas que
salbi coainhsr e engommsr beoi: paga-se bem,
ratar na ra da Cada do Recita loja o. 11.
|
O Dr. Bru
Medic.
O Dr. Brincante pode ser procurado a
# qnalquer kora na caa de ana residencia,
da) na ra do Imperador o. 37. segundo an-
dar, para o exercieio de sua proflsso.
'4
Precisa-se.
e urna mt forra ou eicrava que atiba coaiohar
u engomar bem : ra do Trapiche o. 18 terceiro
lar.
Sociedade bancaria.
Amonto, Fragoso,Santos & C.acam e tomam
aaquea aobrea praca da Lisboa.
Precisa se alugar urna] escrava que
teja de boa conducta para o servico
interno de casa de familia, e que saiba
engommar e especialmente cozinhar
e agradando perceber boa) aluguel. e
tere bom tratamiento: na ra da Auro-
ra sobrado n. 58.
Guimares Luz
em coosequencia de estarem na liquidacao do
fiado, oulra tez rogam a todos os leus devedores
em geral que tenham a boodade de vir ou mo-
darem pagar aeut debiloa at o flm do mez de
Janeiro prximo futuro; aquellos que aasim o nao
izerem tenham paciencia, que suaa cootas serio
tntregues no principio de fevereird ao procura-
dor para aerem cobradas judicialmente. Recite
23 de desamoro de 1861.
Memorias
da viagem de SS. MVt.H.
s provincias do norte.
Os senhores que subicrereram para a impres-
aio das Memorias da Viagem de SS MU. II. s
provincias do norte, queiram mandar receber o
primeiro Tolume na li* Jarla na. 6 c 8 da praca
da Independencia, mandando lerar i importe os
que ainda nao o' tiverem pago.
Ensino particular.
Ua sastH bebiliuda oflerece-se para lecda-
ar traacec, ingles, grammaliea porta*"* o
arilsjsjadc, das s 9 horas da noila ; tana bem
prona-se a tomar Ucees em casas particulares ;
a fallar na ra o Cabugi n. 3, segando andar.
Madama viuva Lecomte
Tem a honra de participar ao publico, e parti-
cularmente aos smigos e fregueses do seu flnado
marido, que ella continua por sua conta a de
eeus Albos menores com a negocio do seu bem
conhecido e afamado estabelecimeoto, situado na
ra da Imperatrz n. 7, que acha-ae completa-
mente surtido de perfumaras de qualidades su-
periores, e especiaes, indas directamente da
Pars, sssim como muitos e vanados objectos de
phsntasia, de goato e da ultima moaa, propriaa
para preaantear nesta oc asio de proximidade
das testas. Os consumidores de lu vas de Jauvin,
acharao serapre acrlimentos freacos, regularmen-
tei chegados. pelos vaporea iogleies a francezes.
Ella continua a receber eocommeodas de quaea-
quer obraa de cabellereiro para amboa os sexos,
as quaea serlo execuiadas com toda a perfeicao e
promptidao, e sobre ludo por presos rasoaveis.
A sala de cortar cabellos estar abarla aoa senho-
res freguezes, daa 7 horas da maohia s 9 da
ooite ; o prego do corte do cabello, sem fries-
meoto tuado 500 r.., corle de cabello a fri-
samento 1000 rs.
Madama viuva Lecomte, teodo concluido o in-
ventario das fazeodas e mais bens do seu casal,
est resolvida, para dar prompta extracta a mui-
tos artigos, de vendo-Ios dioheiro, mlts barato
do que do costume.
Ella conta com a continuado do concurso dos
numerosos freguezes de sen estabelecimento, e
desde j declara, que ifar todos oa esforcos para
tornar-se cada vez mais merecedora da conQan-
$a de todos,
@OSS t8)-l-IeiS9
5 lustrucco primaria.
gj Est abarla e em exercieio a primeira f
aj escola publica d imirucco elementar do Z
9 2 rao em Sonto Antonio do Recite, na gj
gg, travessa do Carmo o. 1, primeiro andar, gj
gj O respectivo professor envidar [como gj
gj seropre ha praticado) os seas esforcos gj
gj para que coosigam rpido e proveitoso gj
gj adiantamento os meninos cooflados aos gk
m seus cuidados.
Cal de Lisboa.
V*ndem-se cal virgem da Lisboa ea padra, da
ata nata qaa ha do mareado por ter abogado
no ultimo navio ; na ra de Apollo d. SI, arma-
xam da A. Jos T. Bastos & C.
---------
Lindeza.
Attenco
1 tratar
Previne-se as pessoas de bom gosle, que, d'a-
manheu diante enconlraro o hotel Trovador os
rus larga do Rosario n. 41 aberto tdda a noite,
assim como excedente sorvete, boas frucias e do-
ces, refrescos feitos machina, e militas outras
iguarias vontade dos concurrentes, domo sejam
pudins, bolos, etc. ; emfim, o proprieiario espe-
ra que todas as pessoas que o quizerem honrar
com soas presentas, nao deixaro de sahirem aa-
tisfeitas.
Aluga se
oarmazem n. 22 da ra do Imperador
na ra do Crespo n. 17.
O Sr. Joao Hyppolito de Meira Li-
ma, queira apparece*- nesta typographia
que se Ihe precisa fallar.
Mudanca
Firmo Candido da SiUeir Jnior tendo muda-
do a sua loja de miudezas que tinha na ra da
Cadeia do Recite n. 49, para a ra Oireifia n. 64,
participa aos seus freguezes e ao publico, que vai
Tender todas asfazendaa antigs por mtade de
adu valor, aflm de liquidar dita loja.
Caetano Pereira de tirito, solici-
tador de causas dos auditorios desta ci-
dade tendo mudado seu escriptor io pa
ra o, sobrado n. 52 da ra do Rangel,
declara que est prompto para receber
toda e qualquer causa fazendo as des-
peras sua custa. As horas para ser
procurado das 6 as 9, e das i as 8 da
noite.
t Precisa-so alugar um preto, daodo-se o
sustento, a paga-se mensal ou semanal, para o
servico desta typographia : na livraria ns. 6 e 8
da praca da Independencia.
Aloga-se o primeiro andar do sobrado n.
37 da ra do Imperador : a tratar no segundo
andar do mesoio.
MM
Aluga-se
(vulgo
o primeiro andar da travessa do Costa n. 6
becco da Boia no Forte do Mallos) com modo
para familia,e barato: trata-ee na ra doiCabu-
gi n. 7, loja de ]oiaa.
O abaixo aasignado vende as partes que tem
no eogenho Tabatinga, disiricto da Parahiba,
sendo ous partes de 4:289*877 soere a avaliacao
de rs. 400009 : assim como prome*e a venda de
partes no valor de rs. 17:3979928 de outrqa her-
deiroa; dito engenho esta moente e correle,
com duaa legoas de trras mais ou menos, de ex
ceHeole meta, a qual produz em outro remli-
mento, demarcado com marcos de pedras. Re-
cebe-se em pagameoto dioheiro, letras, predios
ou trras nesta praca. ou outros quaesquer va-
lores.Luiz Manoel Rodriguea Valenfa.
Pugio da mao de um moleque, 00 da 9 do
correte, as 7 horas da noite, do aitio de Sao-
t'Aona. um cavallo pedrs, de caro, bastante
manteado : quem o pegar leve ao sitio do Par-
namekim junto doSr. Joaquim Jos de A mor ni,
oa na loja de fazendaa na ra do Peeaeio Publi-
co n. 7, que ser bem recompensado. f
A padaria do leo do norte (ra do Cotovel-
lo ) precisa de um forneiro e de um esnassador.
Cosme Jos dos Santos Callada saca sobre
a praca da Baha.
O padre V. Varejao continua as ho-
raa vagas daa 4 da Urde em diante.,
a licioaar particularmente as discipli-
nas qu professa, inclusive a ealigra-
phia : na travessa do Carmo o. 1, pri-
meiro andar.
Precisase de um distribuidor para
este Diario: na livraria n. 6 e 8 da
praca da Independencia.
Consultorio
Medico-cirurgido
DO DOUTOR
3-Roa da Gloria casa do fundo-3
Bxistem medicamentos hosseopithicos os mais
bem preparados e de toda a efficacia. semprej re-
novados, pela muito grande extrarco e procura
Suelen)devidoieso ao MXIMO CRDITO
e que gozara em todas as proviociaa do Brasil.
Continua-se a vender pelos precos do costu-
me e arhar-se-ha as carteiras especiaes para o
tratamenlo do cholera-morbus, com os seus rom
ptenles folhelos e separadamente os preserva-
tivoa.em tinturas e glbulos, conforme quizeijeo-,
O crdito de que gotam estes remedios e s
preferencia com que sao procurados, pela certe-
za de seus effeitos e pela ioalterabilidade dos
glbulos, dispensan do quaesquer recommen-
iacjlea.
Precisa-ae alugar urna ama para o servico in-
terno de urna casa de familia, que aaibaja/zinhar
e engoramar : a tratar na roa larga d*'Rosario
o. 12, segundo sndar.
Precisa-ae da quantia de 900J com o prazo
de seis mezes, garantido por peaaoa idnea, e
com oa juros que se convenclonar, pagos estes
meosalmente ; a quem este negocio convier,
queira anunciar pira ser procurado.
D-se 1:800 a jurua aobre hypotheea em
bens de raz : a tratar na ra do Qaeimado n.
42, segundo andar.
Precisa ae alugar urna preta forra ou cap-
tiva j idnsa, para urna casa deduas pessoas ; na
praja da Boa-Visls o. 22. botica.
Estrada de ferro do Reci-
fe a Sao Francisco.
Em virtude de ordeos do governo o superin-
tendente da estrada de ferro previne aos agentes
de polica e mais autoridades incumbidas da
diatribuicao dospassesnoa trena da mesma
estrada, que ssero elles validoa quando forem
dados s pessoas que viajarem em objecto de
servico publico, lendo que aos guardas nacionaes
e policiaei f aproveitaro quando se scharem
oniformisados, devendo conter o seu nome se
fr urna s praca. Outro sim, se declara que em
caao algum aproveitaro os ditospaasesaafa-
milias e seus fmulos, salvo se forem dedos pe-
la presidencia ou pelo Dr. chefe de policia. Os
passes rerebidos oa via frrea ou que nella cir-
cularem sero remetlidos meosalmente s secre-
taria do goveroo para serem conferidos e envia-
dos as respectivas autoridades, os que tiverem
sido concedidos por favor, para srm astisfeilos.
AssigosdoE. H. Bramab,
Superintendente.
8 De ordem da actual msa regedora da ir-
mandade de N. S. da Boaviagem, convido a todoa
os irmos comparecerem no dia 12 do correle
as 10 Ooras da niauha*, do umiuio da dita
igrej, sBm de em mesa geral s proceder elei-
cao de nova mesa regedora para o presente an-
uo, conforme detbrmma o art 14 do compromis-
so ds referida irmandade.
Secretaria da irrasndade de N. S. da Boavia-
gem 9 de Janeiro de 18620 secretario,
Francisco Canuto da Boaviagem.
Caixeiro.
Pracisa-se de uro caixeiro para tomar conla.de
urna taberna por bslaoco, daodo-ee-lhe bom or-
denado ou internase pelo seu trabalno : a tratar
com Manuel Coelho Pinheiro, na padaria da ra
do Brum n. 48.
oinpr-ts.
Compram-se 3 veoeziinas na ra de AdqI-
lon.34.
Compra-se
urna taberna que venda para trra e que seja em
Sanio Antonio ou S. Jos : na ra Direita, loja
de miudezas o. 85. ^
Cojipram-se acedes do novo banco de Per-
nambuco : no escriptono de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
V^nrta!.
Vavalhas d'aco
5
com cabo de marfim.
Vende-se ns loja d'aguia branca mu finas na-
valhaa d'ago refinado com cabos de marm. e
para assgurar-se a bondade dellas basta dizer-
se que sao los afamados e acreditadea fabrican-
te* Bodgera & C, cusa cada estojo de duas na-
valhas 8o0/)0: na ra do QueimaJo, loja d'aguia
branca, o 16.
Vend-se fszenda denominada lindeza, ptima
para vestidos a 100 rs. o corado : na loja do Du-
>rte, ra da Imperatrz n. 20.
Riscado monstro.
Vende-se riscado monstro* szenda mu lo eco-
nmica para o uso domestico por ter grande lar-
gara e o seu preco ser de 200 rs. o corado: oa
ra da Imaeratriz, loja n. 20, do Duarte.
Chapeos de castor.
Vendem-ae chapeoa de castor de primeira qua-
lidade a 8J, que j se venderam a 18|, para
acabar: na ra da Imperatrz, loja n. 20, do
Duarte.
Chapeos enfeitados.
Vendem-se chapeos eofeilsdos muito recom-
menda'eis para aa meninas que eato psssando a
tests nos smeoos arrabaldes desta heroica cidade,
a prego de 9 cada um : oa ra da Imperatrz,
loja o. 20, do Duarle. Na dita loja cima acharao
cootinnadamente ns senhores consumidores um
grande e variado sortlmecto ds fazeodas, todo
baratissimo.
Sitio na Varzea para
vender.
Vande-se nm sitio aa matriz da Vanea mar-
gen: do rio Capibaribe juolo ao do Calazans, com
caaa de vivenda e diversas arvores de fructo,
proprio para morada ou passsr testa : a tratar
00 sitio do Ambol que Oca por detraz do sitio
do padre Dmaso, ou em Olinda defronte da igre-
ja de Guadalupe.
Gaixas com passas a 800 rs. e
1J280.
Vendem-se csixinhas com paasas, de quartas e
oitavas a 800 r?. e 1|280 cada urna ; a ellas antes
que se sesbem : na ra da Imperatrz n. 88, de-
fronte da matriz.
Aos senhores sacerdotes.
Acabam de chegar loja da boa f, na ruado
Queimado n. 22, malas pretss de seda muito su-
periores, propriaa para oa senhores sscerdotes
por serem bem compridaae muito elaaticas ; veo-
dam-se pelo barato prego de 65 o par, na men-
cionada loja da boa f, na ra do Queimado nu-
mero 22.
Para o funeral do dia 17 do
corrente.
Seperiores luvss pretss de Jouvio para bomem
pelo baratissimo prego de 2(500 o par : na ra
do Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
boa f.
Os burros e cavalloa existentes no srmazem
do Sr. Aodr de Abren Porto, defroqte do arse-
nal de marioha, vendem-se a vontade e escolha
doa compradores: tsmbem se veodero do mes-
roo modo cascos muito saperiores, que servirem
para agurdente ou mel: na ra do Trapiche n. 4,
primeiro andar.
T-ende-ea o grande sitio denominado Gala-
na, aito na tremada da Varzea, de muito boas
terraa que ludo junto aa planta d urna grande
22-l"2e*fj" f* W ct"de u,Da J obrU.
urna dita da fazer firinha, grande quantidade da
pea de cafezeiros. com diversos ps de fructeirss,
-.!!?* ,V'De,r". coqaetros, etc., etc.; e
.-?-i?. *- o" 'accas que dio bastan
telelte, urna dellaa com a cra j i grande, e em
burro manso : trstar na ra do Sebo n. 20.
-- N. O.Biekar & C.seccessores.rna da Craz
ij4, tem paravender reloglos para algibeira da
Machinas americanas.
EmcsssdeN.O. Bieber & C, successores,
ra da Crui n. 4, vendem-se :
Machinas para regar horlss e capim.
Ditas para desesrogar milho.
Ditas psra cortar capim.
Selins com perleoces a 10$ e 20J.
Obras de metalpriocipe prateadas. '
Alcalrao da Suecia.
Veroiz de alcaro para navios.
Salsa parrilha da primeira qoalidade do Para.
Vioho Xerez di 1836 em caitas de 1 duzia.
Cognac em canas de 1 duzia.
Aradoa e grsdis.
Brilhantes.
Carrogas pequtnaa.
f Vande-se ou permuta-ae por eacravos de
servigo. a casa larrea n. 57, sita na raa de Santa
Hita : a tratar la ra das Trincbeiras n. 5.
GELO
8
lateresse publico.
Offerecido pela loja de
marmore.
A loja de marmore tendo de apreien-
tsr concurrencia publica 0 que ha de
mais novo em fazeodas, tanto para se-
nhoras como para homens e meninos,
sendo que para este fim espera de seus
correspondentes de Inglaterra, Franca e
Allemanha as remeaaas de seus pedidos,
tem resolvido, antea de apresentar o no-
vo aortimeoto, liquidar as fazendaa exis-
tentes, o que efTectuar por precos m-
dicos e para cujo fim convida o respeita-
vel publico a aproveilar-se desta emer-
gencia.
Para o funerafto Sr. IV
Pedro T, *
lpdem-se superiorea luvss pretss
de/yoovio chegadas'no ultimo upor fi
lobaralinho prego de 2550* cada par :
Queimado, na bem conhede foja de1
da boa fama n. 35.
Novas cartas de abe.
Vendem-se novas csrlas de abe a 200 rs. cada
mai augmentadas por Mara Bsrlholeaa da Con-
ceigao, as quaes contm 25 paragraphoa de diph-
thotigos, e aa actuaes em uso s tem de 8 a 9 ; os
meninos eom muita facilidade a coroprehendem
e Ibea facilita qualquer leitura. Alem do aug-
mento contm urna serie de no roes de diversos
objectos de que elles esio muito a par, assim
como de nomes proprio. Estas cartas poupsm
aos senhores pas de familias grande parle do
que gialavam, porque os meoiuos nao apreodism
iodos os diphlhongos, por isso se embaragavam
coro qualquer leitura por mais fscil que fosse. O
roelhorameoto que ellas bao de. produzir in-
lalivel segundo a experiencia. Assim que elles
a coroprehenderero, aem obstculo algum podem
pascar para o manuscrito (vulgo) impresso. O
papel o mais encorpsdo possivel. Ellas tem
sido applsudidas pelos senhores professores. alem
de um grsode numero de homens Ilustrados co-
mo seism : os Srs. Dr. Soarea da Azevedo, Fei-
toss, Drummond e Borges Carneiro. e outros
muitos que agora me nao occorre seus nomes.
tiles vao rubricadas pela autora ; as que se en-
cootrsrem sem ella sero consideradas contra-
felae : defronte da matriz da Boa-Vista n. 84, e
na livraria ao pedo arco de Santo Antonio.
"
Petfiindlia.
Vende-a par rommodo prego um aitio na
Tone, cercado de limo. com boa as. de viven-
da. estriis, cacimba de boa ubi psra henar
comob.obe> do famoso Ca>JLP. poVla e"
baaUntes srvoredoa de truel; i %.t,r com o
i*. JosAzevede Aadrada na ra do Crespo ou
tem opaj^jeuro do omaj sitio Joa Mariano
^Aaquerque na estrada do Coxaog.
W loja de ferrageai na
ra da Cadem 44.
em barrica, com 14 dozae de bo aV. e TVela?
Iho por prego commodo. iglmenu celia ata
Baha em saccoae as libras, e caa-iw daSr
r.^vex.o.co^primeX, ^e^t
Novidade no tor-
rador!}
23 Largo do Terco 23.
.le,j.,S fl,meD8 "Wo frescaes. chegados
ueste uU.mo vapor a 3. anlal. francesa \ 720
e e40. manteiga ingiera flora 000 e 800 rs em
porgao se fu abatimsnlo.-sssiro como se torraa
outros muitos gneros perlencenles a moJb,7daT
assim comosej.m.eaf, primeir. e segund. so':
e, arroz, vela, de espermscele e carnauba ,\Z
te doce e vinagre, e vnhoa, se vendem nr mi
no,*,que em oulr. qu.lquer p.rte lVZu*l
No deposito do gelo ra do Apollo
. 31, vende-se gelo de hoje em (liante
arroba a 50500, e meia arroba 20000,
e a libra a 10 ris : tambera recbese
assignatufas daa pessoas particulares lo-
go que leja diariamente, at que se
acabe o gelo.
Grande
ipirapm.
SaperUres palelots de panno preto muito fino,
obra muir) bem feita, pelo baratissimo prego de
SU ; na ra do Queimado n. 22, na bem conhe-
cida loja di boa f.
Bonecas bonitas/
com rosto, e meia perna de
porcelana.
Vende-se mui bonitas bonecas com rosto, e
!?l"JfS5 de Porc.llana aos bsrstissiroos pregos
de 240.360,500.560. 640,720. 800 e laOOQI: iiso
niruaj do Queimado. loja d'aguia branca n. 16.
Vende-se ums preta de meia idade com to-
das as habilidades: na ra do Bangel n. 69.
Novo paquete das novidades
23-Rua Direita-23
sortimento tendente a molbados
.a. B0' esl,,bel*cimento achara o publico um erando
tudo por prego mais barato do que em oulra qualquer parle :
Motetes ingleza especialmenie eacolhida a 800 e 960 rs. a libra.
D.ta francera a melhordo mercado a 720 rs. a libra.
Uueijoa flameogos chegado. do ultimo vapor a tMM e 3.
Cha bysoo.epreloa 2 e2880a libra. *
Vmho engarrafado dos meihores autores a II e 1S200 a garrafa
Vioho de pipa propnos psra pisto a 500 e 560 a garrafa:
Marmelada imperial dos melhorea autores a 000 rs a libra
Ameixaa portuguezaa a 480 ra. a libra.
Psssas muilo novas a 500 ra. a'libra.
Latas coro bolchinbs de dilTerentes quslidades a 1J400 '
^.onservas inglezas as meihores do mercado a 800 rs. o frasco.
Massas, talbanm, macarro e aletria a 440 rs. a librs
Cerveja das meihores marcas a 560 a garrafa.
Geoebra de bollanda superior a 500 rs. a botiia.
Velas de carnauba a 440 rs. a libra.
Ditas de espermacelea 760 rs. a libra.
Vinagre puro de Lisboa a 320 re. a garrafa.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
Alpisla a 160 rs. a libra.
Tucioho de Lisboa a 360 re. s librs.
"_-.?? T.06'0. nounciadoaachar o publico um grande sorlimenlo de um tndo tenden-
te a molhadoa mais barato do que em oulra qualquer parte.
Cheguem ao barato antes
(juo e3 acabe.
Na loja de fazendasna ra da Madre de Deas
n. 16. defronte da guarda da alfandega.
Chitas escaras com toque de mofo cores fizas a
160 rs o covado.
Ditas inglezaa escuras pannos finos a 160 rs. o
covado.
Ditas francesas escuras a 210 rs. o covado.
Ditas superiores a 240 rs. o covado.
Ditss muilo linas a 260 e 280 rs.
Ditaa assento tranco a 220 rs.
Velhutina pialada a 3*0 rs.
Bnm riscado para caiga a 160 rs.
Iladacolo muito fino com pequeo deleito a
4)500 a peca.
Brim americano largo a 320 a vara.
Dito trancado de linho a lf a vara.
E outras muilaa fazeodaa que se vendem ba-
rato para acabar (a dioheiro vista.)
Vendem-se os engeuhos
S. Pedro ,e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
ST Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro rail pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
ATTENCO i
M>M 1OT1 ME, PMJSfTT
Sortimento completo de fazendas e roupas feitas
N.
Junto a padaria franceza.
Encontra-se nesie estabelecimenio um completo sortimento de roupas de todaa
dea como sejam oaMols alpaca preta de 3a 1 Ra da ImperatrzN. 4,8
ts qoalida-
de panno
a 3*500. 49*
. cores a 3S50Q e
^r.' br,m,nl" 3*5 Ib, isa /uj, diios com trolla de vehuio a 18. aortimeoto de calcas brancas de brim a 2*500
8VH> 'i*, diua de cftr a 1*600,1, t|500 e 3*. oita de gane* de cor a 2>700. de meia c.aeroira
... L .. r"0 "o a 7*. 8* e 12, ditos de caaemira de 7, 9e 12, dos de alpaca de cor
xecomme* 52Joa.. ? | '*' $"*"** ?***" de cft-r 4',0 **M 5 ditu de b'im ^io
Precisa-sede orna ama que aalba engorn-
mar bem, escrava ou forra: na rus da Autora
numero 48.
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESSIVO
91
DE
yuenvjS amengOS chegados neste uliimo vapor a 3000.
KimSOS lUUdriOS melhor que ha neste genero por serem muilo frescos a 1$200 libra.
UUJHO pralo o melhor que se pode desejar a 15200 a libra e 1100 o inteiro.
t na JiySSOn e pretO o melhor do mercado d. 1700 2880 a libra.
P^n nJfiam^*^-brgez.720 r, a libra.
FreSUntOS portuguesa 'iodos do Portode cas. parucular 560 rL por libra einte.ro a 460 rs.
ym^s:Sm fgTif*; epr^on;idnu Vinho fmrninallX tSUperr qua'id8d' dientes marcas a 800 'a ""f' e de 8500 *.
Vlimo em pipa propnos par. pasto de 500 600 rs. garrafa ede 35800 a 48UO a c.n.d..
ad?,1IB!Per1?^^ escolher de todos os fabricantes de L.sboa premiada as expones univers.e de Londres P.ris .
900 re. al.ta.de urna libra e a 1&700 as de duas libras.
2S "olTsWO dc.d.rom.de,CCda frUUS da Euf',pa' 6 m8S PrP" ^ h P"8 mi' P- **>" *** "i*. *-
FigOS em CaxinhaS de 4 libra muito frescos e gramdes a 2000. *
Peras SeCCa eneaslaba de A libras chegadds nesie ultimo vapor a 3#500 e 1&200 a libra, afianca-se ser o melhor que pode have neste
genero.
AmeixaS francezaS em latas de5 libras por 43600 e 1*000 por libra.
PaSSaS em caixinhasdeoito libras, as meihores do mercado a 3 a 640 rs. a libra, a em eaix.de um* .rroba a 99500.
LataS COm fructas de odas as qualid.des que ha em Portugal da 700 a lf 00U a lata.
Corinthias em frascos de 1 li3 a 2 libras de 1*600 a 29200.
49000 a 59000 rs.
a 3, 3*>0 e litas e caaemira auoerior a 6|S00. 750l e 9. ditaa pretas a 41500,7, 8 e 10
e de outras multas quah lados, sortimento de ollete de todas as qualldades. camisas franceas de
todas ss qual tales e pre^oa, seroutas da slgodao, de bramante e de linho por preco. admirareis
Attenco.
O abis o aasignado declara que despedr no dia Do eortirnento de roupaa para meatnoa de diversos lmannos, e
4. de Janeiro do correle anno o aeu caixeiro Jos toda as quslidades. chapos de sol de seda admirare! pechinrha para liquidar 5*500 a fi* ditos
Fftt*KO Uart-n. d. jj.^ ^ ^, \W HmSUT" ""*' ^M^' 4' ****"*" KK qu. *% ven-
por precos
chapeos francetea
CaixaS Surtidas eom meixas, amendoas, passas figos, peras e nozas o que ha de mais proprio para miraos, de
por eaix. da 10 .12 libras, e 320 rs. a libra dos figos.
Lata COn? bolaxinha de SOda de diversas qu.lidades, e muito novas 19450. e grandes de 4 a 8 libras de 2*500 a 4500.
Conservas inglezas francezs a porwguez.s de 600 a 800 ris o frasco.
ErvilhaS francezas e portuguei.s a 720 rs. a lata, afi.nc.-se serem as m.is bem preparadas que tem viudo ao mercado.
MaS&aS talharim, macarro e aletria as mais novas que temos no mercado 400 rs. a libra.
AmendoaS 4f e856* mol,e 40 reis alibra 9m porco ter abatnente.
AzeitonaS de Lisboa novas egrandes vind.s pela primeira vez ao nosso mercado 3*500 a ancoreta
Ghampalie das m.rcas mais acreditadas de 15 a 20000 reis o gigo de 1500 a 2 a garrafa.
CerVejaS das meihores marCaS a 560 rs. a garrafa e de 5 69000 a duzia da branca.
Cognac a melhor qu.lidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e a 109000 a duzia.
Genebra de Hollanda a 600 rs. o frasco a 69500 afrasqueira eom 12 frascos.
Chocolate o mais superior que temos tido no mercadoportuguez. hespanhol efrancez de l9a 1200 alibra.
Vinagre purO de sboa a 240 rs. a garrafa e 19850 .caada.
Espermacete Superior sem avr a 740 rs. em caixa a a 760 rs. a libra.
ArrOZ o melhor do mercado a 100 rs. a libra e2700 a arroba do da India e 120 rs. a libra do Maranho
Al pista e paillQO o mais limpo que ha a 160 rs. a libra do alpista e 240 re. a libra do painco.
Vinagre branco o melhor que temos tido no mercado a 400 rs. a garrafa a 2560 a ranada.
M assa de tomate em latas de urna libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a primeira vez a nosso mercado, da 19 a rata.
Araruta a melhor que se pode desejar a 320 rs. a libra, e 160 rs. a libra da gomma.
ToUCiho de Lisboa o mais novo do mercado a 320 reis a libra e arroba a 109009. '*
BatattS em gigoscom raa arroba, as meihores que ha no mercado a 1800 o gigo.
Lentilbas francezas, as meihores e mais saboroaas de todes os legnmes a 500 rs. a libra.
NozeS as meihores e maii novas por terem chegado nesie ultimo v.per a 200 rs, a libra.
PalitOS UxadoS para denles a 200 e 160 rs. o maco eom 20 massiohos e flor a 280 re,
Latas com sardinha de Naots muito novas a 44o ra. a lata.
Velas de Carnauba ecomposicao de superior qoalidade a 400 rs. a libra e a 12*500 a arroba.
Bolachnha ingleza inglesa a mais nova do mercado a 49 a barrica e S20 ra. a libra.
A lm dos gneros annuaciados encontrar o publico lodo que procurar tendente a molbados, a por menos des por cents) > que em outia
qualquer parte.


m

E
mem m nmumuco n^t tora i* w mtrt*r*rf*i

Esceocia fe'
Para engommado.
VenJem-te frasquinbos com eseeneia te arrfl
com exeelleote para engommado porque nma
Rota della bastante para dar cor em a bada
da toarme tendodemtisa orin predasidade de
nao manchar roups como ineitaa vetes acon-
tece com o p de aoi! Gesta cada trasquile
900 re.: na ra do Queimado loja da ageia brea-
9Mt *
JLoja das 6 pof-J
tas em frente do Li-
vramento.
Rupa feita muito barata.
^T Palotois de panno Ano sobrecasacoi,
efe ditos de casemira de cor defuslao, dilos A
de brioi da cores e brancos, ditos de *
ganga,calcas de casemira pretas e de 1
qg cores, de brim branco e de corar, degsn- f?
na, camisas coa peito de linho muilo |
h finas, ditrs de algodio, chapeos de ul J
j? de alpaca a 4S cada id. 0
*&$$$-** M-M-ftM
Esponjas finas
para o rosto.
Veode-se mui finas esponjas para rosto, a t|
cada nma : na ra do Queimado, loja d'aguia
bradea n. 18.
Noves eneites e cintos
dourados. '
A loja d'aguia branca echa-se recentemerrte
prorida de um bello e variado sortimeoto de en-
tintes de diferentes qualidades e gostos,. os ibais
liados que possivel eoceotrar-se ; aasim como
esta igualmente bem sortida de bonitos cintos
dourados e prateados, sendo lisos, de listras, e
matizados, e bem assim os de ponas cahiaas,
tendo de tudo muito para salisfazer o bom goslo
do comprador, que munido de dinheiro nao dei-
xar de comprar : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca o. 16,
MiMlLj
Na padaria de Aolonio Fernandos da Silva
Beiriz, ra dos Pires n. 42, vende-se a muito
acreditada bolachinha igual a iogleza, diis de
araruta, todo o trabalho oesla casa bem como o
pao e bolacha feilo das melhores farinhat e
trabalhado coro o maier asseio possivel, farijiha
a melhor do mercado a 180 rs. a libra.
Farioha de mandioca
Vende-se muito boa farinlia de man-
dioca no orte do Mattos : armazem da
companhia Pemanbucam i.
Vende-s urna negrioha muito linda, de
idade 6 aonos: na ra Direita o. 8..
Vendo-seuma rotula cora pauto uso : na
ra do Imperador n. 47.
Ve*fe*c nma 0Btm% franceza. de
arnarello, *& e mUTto forte: a tqtfar
na ra Direita n. 51, loja de lelieiro.
Chapeos de palha.
O Mis lindo sortimeoto de chapeos de palha
das Krrmas as mala modernas de Paris, paraae-
nhoras e meninas, ricos ainlos ultima moda, di-
tos com tacos bordados : na ra do Crespo o. 4,
casa de i. Falque.
Entrenados
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca se acha um bello sorti-
meoto de ntremelos bordados em fina cambraia
tranaparente, e como de sen coslume est ven-
dendo baratamente a 1J200 a peca de 3 Tiras,
tendo qnantidade bastante de cada padreo, para
rostidos ; e quera tiver dinheiro approveitar a
occasiao, e manda-Ios comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Agulhas imperaes.
':. Tem o fundo dourado.
A loja d'aguja branca tendo em vistas seropre
vender o bom, maodou *ir, e acaban de chegar
aqui (pela primeira vez) as superiores agulhas
imperiaes, com o fundo dourado e mui bem fti-
Ij, sendo para alfaiates e coatureiraa, e custa
cada papel 160 ra A agulba assim boa anima
e adiarla a quem cose com ella, e em regra sao
mais baratas do que as outras; quem as com-
prar ns ra do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir sempre bem deltas.
a
A dinheiro ou
praso.
Vende se ura carro depasseio, patente, int^i-
ro.com assento paraseis pessoas quasinovse
por prego commodo: na ra do Livrameuto
n. 25. ^
Leqiies.
Vendem-ee lindos leques -o madreperolaj o
mais tino possivel: na loja d'aguia de ouro, ra
do Gabug o. 1 B.
iaiivas de douvlu.
Vendem-se as verdadeirasluvasde Jouvio, che-
gadas por este ultimo paquete da Europa
ioja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1.
Goliinhas
de traspas-o bordadas eul
cambraia fina.
Vendem-se a 28 cada um rm jo yufci-
mado, loja d'aguia branei n. 16 A obra boi e
o tempo proprio ; a ellas, freguezas, antes que
se acibera.
Novos ciateiros de fitas cora
pontas cahidas e franjas!
Mui bonitas
e boas fitas brancas de chama'
lote, franjas e trancas.
Aloja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommendi diversos artigos de gosto, e proprios
para eofeiles de vestidos de noivas ou convida-
das, sendo bicos de blond de diversas larguras,
franjas braoeas e de cores, trincas brancas com
vidrilhose sem elles, ciscarrithaa brancas e mul-
las outras cores, finas e delicadas capellas bran-
cas, bonitos eofeites de flores e cachos soltos, lu-
vas de pellica enfeitadas primorosamente, mui
bonita e boas fitas de chamelote, e erofim mul-
los outros ebjectos que a pedido do comprador
serao patentes, e vista do dinheiro nao se dei-
xar de negociar : na loja d'aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
Tiras
hordadas em ambos os
lados,
Vendem-se tiras de cambraia bordadas em am-
os oos lados, que pela largura bem se pode par-
tir a meio, par saiss e outras muitas cousas,
oata cada ir 1*290: as ra do Queimado, loja
oaguia branca n. 16.
Pclassa americana.
v ende-ae potassa americana muito nova e de
superior qualidade: no escriptorio de Manoel
Ignacio de Olrveira & Filho, largo da Cerpo San-
"chapis a garisaldi
Ra da Cadeia do Recife, loja
n. 50, de Cunha & Silva.
Os mais modernos chapeos a Garibaldi e chi-
ques, de palinha e feliro, mui lindos, e se ven-
dem pelo barato pre^o de 10 e it.
Paletott a Garibaldi.
Palelots de seda a moda Garibaldi, imitando o
mais fioissimn brim trancado decores, muito pro-
prios parios bailes, festas e passeios campestres,
pelo diminuto preco de 109.
Chapeos batatos.
Chapelioas de seda para senhora, pelo barats-
imo |jeco de 88, chapeos de seda e de merino,
bem enfadados, para meninos e baptisado a 6 e
~t, ditos de palha e seda para seuhora a 10$, di-
tos de seda decores, copa baixa, para horaem a
6$. dilos de casemira de cores, pelo diminuto
preco de 1#600, chapeos de castor bisoco sem
PellO, bonitas Idrixi.a 430. 1, ,...! fr0UCBCS panno para ni ainos a 500 e 3).
Guar.Janapos e toalhas.
Duzia de gusrdanapos para mesa a 21 e 2JI00
toalhas para mesa de li4, 1[2 e 2 varas a 1*000,'
19500 e 2.
Vestuarios para meninos,
de fuilio. enfeitados, a 8*. baloes para senhora
fieognpliii
c akms globos en
Vende se om globoi en meto un,
um celeste e outro terrestre, proprios
para bem se aprender geograpbia. Os
ettudantes quaos pretenderem podem
diriffir-se a h?rara universal de Guima-
raes & Olireir, na ra do Imperador.
Tiras bordadas.
Veode-se fioissimas tiras bordad a 2f e 21500
s pega, babadas fraoceiea maito liras com
bordados muito lindos a 2f, 2500,8f e 41560 a
pe?a;: na ra do Queimado loja de miudezas ds
boa fama n. 35w
Agulhas francesas
Vende-se agulhas francezas de fuido dourados
das melhores que tem viudo ao marcado a 160
rs. o papel, carteiras de marroquin com agulhas
aortidas e todas de multo boa qislidade a t)
cada urna, ditas de papel dourados e com muilo
bom sortimeoto a 320 rs.. caiiiahaa com 100
agulhas aortidas muito boas a 200e 280 rs. ca-
da urna : na roa do Queimado loja de miudezas
da boa fama n. 35.
Cal virgem.
Vende-se cal virgem de Lisboa chegada lti-
mamente : na ra estreita do Rosario, taberna
numero 47.
AVISO j
Veode-se urna machina electricsou magnti-
ca, e urna cadeia tsmbem magnetita, ludo por
prego commodo: na ra do Livramtnlo o. 28
primeiro andar.
Fitas de chmalo-
te limito boas e
bonitas.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo va-
por -ioglez sua eocommenda de Deas, bonitas e
largas fitas de chamelote brancas e outrss cores,
as quaes sao excedentes para cintos, tacos, etc.,
de vestidos para caasmenlos e bailes, assim como
para lacos de bouqueles, cinleiros de changas e
muitaa outras diversas cousat, e como de aeu
coslume os precos sao menores do que cm outra
qualquer parle; assinuquem munido de dinhei-
ro, dirigir-se a rus do Queimado loja d'aguia
branca o. 16, ser bem aervido.
Para acabar.
Na ra do Queimado n. lOj
loja de 4 portas.
S Veode-se chspelinss de seda para se-
nhora a 8.
Organdya padroes os mais modernos a
600 rs. a rara.
Sedinhas de quadrinhos a 800 rs. o co-
rado.
Casacas de panno preto muito fino a
20OOO.
Manteletes pretos a i 55 e 20;}.
ftiquissiraos vestidos de seda de cores
pretos o mais moderno que tem appa
recido e por baratissimo preco.
KIMftaMtsKaK-ei68M9l6-SieI
Potassa da Russia.
Vende-se potassa da Russia da mais nova e
superior qne ha no mercado e a

RA W) QUEIMADO M?46
.GBANDE20KTIMEHT2
Ipks
derna., completo aorUm.ntode ^m^iiff^'^^m^^SZ .V."ho a" "".??>
hnho e algos, chapeo, da aoldeaeia. luvaa de aeda de Jouvi'n p.ra hornera, e VeDhn. le
",7' 8r i=so esta sendo admioiatrada por um hbil meslre de s.melhante arte e ura Vessoal dai.!, A
dfqr:m^bu:aoqu^C!rdoc...porl,o,o eiecui"nos *** b" SaJ^vaa
N. 20Ra da Imperatriz--N. 20
mosquete.ros a t|6O0 ? peca, cambraia grossa com 8 varas c.da\eca ptima fa"end. par]pen
Funiiero e vidraceiro.
cammodo : no escriptorio de Miooel Ignacio de
Ollveira Filho, largo do Corpo Santo.
As verdadeiras luvas de
Jornia.
Acabara de chegar pelo ultimo vapor paia a '
loja d'aguia branca, na ra do Queimado o. 16
tendo de todas as cores. '
\ loja d'aguia branca acsb.i de receber pelo a 33500, bonitos vestidosde phautesis pelo bara-
lao procurados e muilo bonjts| to preco de 12J, atoalhado de linho adamascado
a vara, mantas
**----- -------------- --fin f-avyv 'IV laij| UIVUIIIU^IV '*V Sil
ciuteiros de fitas com pontas cahidas e franjab,e com 8 palmos de largura a 2j2i0
por isso podem agora ser satisfactoriamente ser-
vidas sssenhoris qne a desejavam ; elles achira-
se nicamente na dita loja d'aguia branca, rujdo
Queimado n. 1G.
de Gl branco, manteletes, leques de diversas
qualidades, goliinhas, manguitos, sedas de qua-
drinhos, e outras muitas fazeodas que se ven-
dem por barato prego na referida loja cima.
sem segundo, j
Na ra do'Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevede Itaia e Silva, est vendendo
ludo muito barato inrnr .ai-ho*.., r.uo
que presentemente mais precisa.
Grora de peonas de ac de diversos mo-
dellos a................................ i 500
Caixascom agulhas francezas a.......... J9
120
400
400
320
80
160
200
800
18280;
20
40'
W^bV
tW3Z
uim
40-Rua
Defronte do becco di
Neste estabeleciraento ha se
todas as qualidades e tambera se
zes para o que tera uro dos melho|
Casacas ue panno prelo a 40$,
35$ e
Sobrecasacosde dito dito a 359 e
Paletots de panno preto o de co-
res s 35, 30, 25J, 10, 1
Ditos de casemira.de corea a 223,
15J,125.7e
Ditos de alpaca preta golla d
velludo francezas a
Ditos de merino selirn pretos
de cores a 9J a
Ditos de alpaca de rorr. a 5 e
Ditos de alpaca preta a 9, 7. 59
Ditos de brim de cores a 5;
. 45O0. 4 e r
Dilos d bramante de linho b a
co a 6, 5| e
Ditos de merino de corda o pretp
a 15 e
Calcas de caiemira preta ede c
res a lt. 10, 9J, 7 e
Ditas de princeza e merino cordao pesio a 5, 6&500 e
Ditas de brim branco e ie corea
5. 48500 e
Calcas de ganga da cores a
Gollete de velludo preto e de c
reslisose bordados a 12,9
Ditos da casemira preta e d. ci
res lisas e bordados a 8
5500,5
dos Santos.
lo Queimado40
Congregado letreiro verde.
pre um sortimento completo de roopa f*ila de
anda executar por medida vontade dos frecue-
professores.
km
es
30000
3OO00
20000
9000
10000
88000
38500
3S50
28500
38000
8000
3{500
Ditos de setim preto
Dilos de seda e setim branco a 6 e
Ditos de gorguro de seda pretos
e da cores a 7, 6, 4 e
Ditos de brim e fuslao branco a
38500, 2500 e
Seroulas da brim de linho a 2 e
Ditas de algodo a 18600 e
Camisas de peito defuslao branco
ede cores s 28400 e
Ditas de peito delioho a 5, 4 e 3000
Ditas d madapoln brancas e de
cores a 3. 2851)0, 2 a
Chapeos pretos de massa frsneeza
forma da ultima moda a 108.
8J500e
Ditos de feliro a 6. 5, 4 e
Ditoa de sol de seda ingle zas e
Trancezes a 14$. 12, 11$ e
Colsnnhos de linho muito fiaos
novosfeitios da ultima moda a
Di. os de algo dio
Relogios de ouro plente e hori-
zonta 1 a 10O|, 90 80J e 701000
Ditos de prala galvantsados pa-
tente e horizontaes a 40 e 30200o
Obras de ouro, aderecos e meios
alaremos, pulceiras, rozetas e
sneis a y
Toalhas de linho duzia lOg, 6 e 91000
Ditas grandes para ra esa nma 3 e 400o
5O00
5000
58000
3$noo
25200
1*280
28200
116O0
70OO
2000
7000
8800
500
H9S
200,
80
40
80
1000
160
120
120
CiixMCiim alaetA* ........." %t mm
Caixas com apparelhoa para meninos....
Duas com dito para grandes a..........
Baralbos porluguezesa............120 e
Grozi de botes de osso para calca, pe-
queos, a..............................
Tesouras para unhi muito linas a......
Ditas para costura a....................
Baralhos francezes muito fiuos a..;.....
Agulheiros com agulhas a..............
Caivetes de 1 folha muilo finos a 80 e
Pecas de tranca de la com 10 varas a..
Pecas de franja de la com 10 varas a..
Pares de sapatos de tranga a............
Carlas de alunles francezes a..........
Escovas para limpar deoles a 200 e....
Massos com grampos muilo finos a....
Carles com clcheles com algum de-
feilo a ...............................
Ditos de ditos de superior qualidade a
I Didaes de ac para senhora a............
Rialejos com duas vozes a..............
Ditos com 4 vozes a....................
EoBadores para vestidos, sendo muito
grandes a..............................
Caxas.com colchles francezes a........
Carlaa de alnetes para armac_ao a......
Gharuteiras muito finas a..............
Tinleiros de vidro com tinta a.......,,.
Ditos de barro com tinta superior a..!!
Ara preta moito fina, libr.......
sem segundo
Ruado Queimado n. 55, defronle do sobrado
novo, est disposto a vender tudo por precos que
a todos admiram, assim como sua :
Frascos com aguado Lavan Je njtnto su-
perior e grandes a....................
Duzia de sabonetes muito finos a....
Sabonetas muilo finos a...............
Ditos dilos muilo grandes a.........."
Frascos com cheiro moito finos s...."
Garrafas com agua celeste superior a .'.
Frascos com baaha muito fina a...... "
Ditos com dita de urso a...........
Frascos de oleo de babosa a..'..'.'.'......
Ditos de dito muito finos a 320 :'.'.'\
Ditos com banha transparente a......
Ditos com superior agua de colonia a "
Ditos ditos frascos graodea a.........,'
Ditos de macar e ae oleo ........'
Lioha branca do gaz a 10 rs. trunor
dous e a.........................
Liaha em cartio de Pedro V com 200
jardas a ..........................
Dita com 50 jardas a...........*.'.!.".""
Duzia de meUa cruaa muito encorpadaY
Dita de dilss muito superiores a.,..
Ditas de ditas brancas para senhora a '
Bicos da largura de 3 dedos, vara a ""
Groza de botes de louca a........,'
Carriteis de linha can 100 jards''.'.".'
Ouzia de phosphoros ao gsz a....
Dita de ditos de vela muito superiorea'a
Pejas de fita para cs de todas as larguras
Franjas de linho para toalhas (rara)
Bicos das Ilhasbor todo o preco, pYr 6 pedido
que tenho do fabricante psra acabar or laso
oao se olba o que custoo, e aira o qu's d.
Ra da Seozalla Nova n. 41.
Neste estabelecimento Tende-se: ta-
chas de ferro coado libra i 10 rs. dem
de Low Moor libra a 12Q rs.
\
Grande e nova officina. -
Tres portas.
31Ra Direita31.
Neste rico e bem montado estabelecimento en-
preco muito contraroosfreguezeso mais perferto, bem aca-
bado e barato no seu genero.
UllXAS de todas as qualidades.
SANTUARIOS que rivalisam com o Jacaranda.
BANHEIRuSde lodosos tamanhos.
SEMICUP1AS dem dem.
BALDES idem idem.
BACAS idem tdem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caizas de todas as groeaaras.
PRATOS imitando em pereico a boa porcel-
lana.
CHALEIRAS de todas as qualidades.
PANBLLAS idem idem.
COCOS, GANOIEIROS e flandres para qual-
quer sortimento.
VIDROS em caizas e s retalho de lodos os ta-
maodando-semaohos, botar dentro da cidade,
em toda a parle.
Recebem-se encommendas de qualquer natu-
F.%ft*""nc*rtn- aue tudo ser doseD3Ponh-d
LOOlOOlO.
., SABA.
BOO Joaqalm Francisco de Helio Santoa viaa aos
20o seusfreguezes desta praca e oadefra, que tem
'xposto i venda sabode su a fabrica denominada
Recifenoirmazem dosSrs. Travassos Jnior
4 C, na ra do Amorim n.58; massa amarella,
eastanha, preta e outraa qualidades por menor
prego qe de outrasfabricas. No mesmoarma-
.am tem feilo o seu deposito de velas de carnaa-
zaaimpleasam mistura alguma, como at de
tomposicao.
Lindas flores.
if!' Ja a*uil de ouro> ro" A CaUR* n. 1 B
4w receberam de sua propria encommeoda um com-
w, pelo sortimento de flores, o mats fino que pos-
Jsivel eucontrar.proprias paraeofeites de cabecaou
vestido, cousa muito chique, que ae vende por
^ J prego que admira, sendo a 800 e 1 o cacho.
oo: Micangas iniudas de todas
rumio LOW-MOOR
800
500
160
200
500
1OO0
240
600
2*0
500
900
400
600
100
20
60
20
t400
43500
31000
120
160
30
940
240
320
80
as cores.
A loja d'ajjoia branca acaba de receber essas
. procuradas micangas raiudas que servem para
! pulceiras e outras cousas, e por isso avisa as
j pessoas que ellas esperavam e as qu novameote
quuerem comprar que munidos de 500 ris com-
praro um masao muito maiordo que os antigos
Isso gmente na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Grvalas da moda.
N loja da boa f, na ra do Queimado n. 22
se encontrar um completo sortimeoto de grava-
tas de seda pretas e de cores, que se vendem por
precos baratissimos, como sejam: estreitinhas
pretas e de lindas cores si, ditas com pontas
largas a 1&500, ditas pretas borlsdas a 1600. di-
tas pretas para duas rollas a 2J ; na mencionada
loja da boa f, na ra do Queimado n. 22.
Urna barcada.
Vende-se urna barcaca do porte de 35 caizas,
encalhada no estaleiro do mestre carpioteiro Ja-
cintho Elesbo, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
tas, sonde pode ser vista e examinada pelos pre-
tendenles ; vende-se a prazo ou a dinheiro ; a
tratar com Manoel Alves uerrs, ns ra do Tra-
piche n. 14.
Lientos to*fc!?iCos multo
unos.
Vendem-se lengos braocos multo finos, pelo
diminuto preco de 2(00 a duzia, grande pe-
chincha : na loja da boa f, na rea do Queimado
numero 22.
Caivetes fixos paraabrir
latas.
Chegoo nova remessa desees preciosos cai-
vetes fixos psra abrir latas de sardinha, doce,
bolachiohas etc., etc. Agora pela festa cmese
muito dessss cousas e por isso necessario ter
um dessea caivetes cujo imparte I, cempran-
do-se na ra do Queimado loja da gela branca
n. 16, nica parte ende oa ha.
Arado americano e machina-
pata lava roupa:emca$adeS.P. Joi
hston 4 G. ras datoaXala n.41,
Feijo de corda.
No arrestes! de Tasto lales, ns do Amorim
iaasro 85.
RRadaSenialUMtvan.42.
asa istabalecimanto contina a havar uas
ompletosortisuntodamoendaestaiasnioen-
"prangaoho,machinasd vapor ataixas
farro batida a eosdo.de todos ostamanhos
psra dito,
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTOHOLLOWAT
Milbares de individuos de todas as nac6ei
podera tostemunhar as virtudes dss.sremedio
incoajparsvsleprovaremcaso necessario, que
pelo uso que dalla fizaran, ten, seu roo.
membrostnteiramentesosdepoisdehavar em-
pregadoiQuttlmente outrosiraiamentos. Cad
passoa podar-se-hconvencer dessas curas ma.
ravilhosas pelsleitura dos peridicos, quelh'ai
relatan, todos os dias ha muitos annos: e s
ossior parte dalUs sao to sorprendentes qu.
-Jram m..d.co mais celebres. Qasnis
pessoasrecobr.r.n, con, esle soberano ?emed
permanecido longo tempo nos/ hospitaes.o E
davia. offrer ampnt.cir, 1 Dallas ha mT
t?lqnU,en."endde,Xad0eSSes' asy|0! dPde-
ra5ao dolorosa forarz, curadas comp
mediante o uso desseprecioso reme
nro^d8.S,Jae8,peSSOan,enfus50 de sereco.
nhecimento declararan, estes resultados beneS-
r/n.8nlfid0|l0rd .correed0' oatro! magis-
trados, sfimle sissntenticaremsu.afirma.
Ninguera desesperara do estado desaude si
tivessebastante confian? para encinar este re-
medio constantementeseguindo sigan, tempo r
tratamenlo que necesstasse a natureza do mal
cujo resultado seria provarincontesuvelmente
Que tudo cara.
QE222Z? ". ala parlleo
> nos RBSiiinteseasoB,
Inflaumacao dajbexigz
Atteitcfla.
rinr""i*"".* C0DrroDle o perto da ferUUaa dM
U?n.r.^,.0MU,'U : MrrS" P* W. -
h.rP .T^i0" *"* "** gara trata,
[ocia ciHdKga,il0' d" mia- IsiTar. c.r-
ro?aa carrinhos, moi, torraeorea de caf coa
S-ia .h!8 SI ?0*1wj'. d^adicas de chune-
rA V Um"ho. echadura, de ferrolhe.
rolbo de chapea, (erro do embutir de ted.o
Umanhos, e porUo de ferro. ^^
Tabaco
Vende-se pelo barato preco de 1$500
a lata com urna libra do excellente e j
bem coohecido tabaco americano, pro-
prio para cigarros, e o melhor que tem
vindo ao mercado: oa ra da Cadeia
n. 17.
Cale potassa.
Vendem-se estes dous gneros no brm conhe-
cido e acreditado deposite da roa da Cadeia do
Recife n. 18. por menos preco do que em outra
qualquer parle, afiancando-ae a boa qualidade.
A cal ebegou a qualro dias pelo brigue Sobe-
Mantas d retroz.
Vendem-se mantas de reUoz para gravataa"
00 rs. : na ra do Queimado n. na loja da
boa f.
Opiata iogleza
para dentes.
Eat finalmente remediada a falla que se sen-
ta dessa apreciavel opiata inglesa lio proveilo-
8 e necessana para os denles, isso peron a lo-
ja d aguia branca aesba de recebe-la de sua en-
commenda. e continua a veode-la a 15C0 rs. a
caita : quem qoizer conservar seus deulea per-
[eiioe prevenir-ae mandando-a comprar es
dita toja d aguia branca, ra do Quaimedo n. Id
NOVA
exposico de can-
dieiros econ-
micos.
O propietario desle novo estabelecimento avi-
sa ao publico e a lodos oa consumidorea, que tem
recebido um grande.sitn,,to de candieiros de
novo modello, riquissimus ^ara ornar salsa, lodos
esmaltados de diversidades de cores, desde e
mais rico at o mais ordinario, assim como um
grande sortimento de gaz de primeira qualidade
pero preco mais barato que ae pode encontrar '
assim como lambem meias latas, e as carrafas :
na ra Nova o. 24, loia do Vianna.
Potassa da Russia
Vende-se emeasa deN. O Bieber 4
C, successores, ra da Cruz n. 4-
Meias para sei*li*T*.
Vendem-se superiores meias para senhora pe-
lo baratissimo preco de 89640 a duzia ; na loja
da bot f, na ra o Queimado n. 2t.
lio. Al-
culis
Alporcas
Caimbras
Callos.
Aneares.
Cortaduras
Dores de eabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da
em geral.
Ditas de anus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
lochacoes.
Inflammacao do figado.
da matrii
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas,
Sarna.
Supurarles pulridas.
Tinha, em qualquer
parle que soja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das arliculaces.
Veas torcidas oa no-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Lonir.s n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada boceiioha conten,
urna instruc^ao em portuguez psra explicsr o
modo de faser uso desta ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na rea de Crus n. 22, em
Pernambuoo.
A loja da bandeira
tem para vender de boa
qualidade folha, estanho-
e bacia de
senecupa prego favorito.
[Nova loja de funileiro da)
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos d* Fon.aca participa a
i todos os seus freguezes tanto c< praca
cmodo mato.ejunlametrtc acrespeiit-
i vel publico, que toanou deliberacj-c. ce
; baizar o prego de todas as satas obrts icr
cujo motivo tem para vender om grawe
i sortimento debabs e bacas, tudo de
i differentestamanhose dediversss eres
| em pinturas, e j umanent m grande
isortimenlo deliseuas obras.ce-Mu ,-..
banheiros egamelascomprids.grcrd*
eoequenas, machinas para cafe eras-r-
eas para condozr agua grandes e peque-
as, lalas grandes psra constrvar feft-
nha e regadores ao uso da Europa, ditos
grandes e pequeos ao uso do Brasil r
camas de vento, latas de arroba a 1
bahsgrande M) e peque nos a M
rs.,bacia grandes a 5j) e pequen,
800 rs.,cocos de aza i 1) i duzia re-
gadores regularea muilo berelo, dilts
pequeos s 400 rs., de todos estes obiec
tos ha pintados e em branco e tudo suais
se vende pelo meos preco possivel na
loja da bandeira da raa da Crut do Re
cife n. 37.
Relogios
Vende-st emeasa de JohnstoD Paln C
rus do Yigsrio a. S asa bailo sonin*B to a
relogiosdaonro.pataeile ingles, denm des mais
afamados fabricantes da Liverpool: un tesa
usas variedada de bonitos traaceliaf pas se
mesmos.
Plvora.
Vende-se polvera de superior qualidade
chumbo de munieo por meos do que em outra
qualquer parte; tratar no escriptorio de Antonio
Cesarlo Moreira Dias. no Forte do Mallo, r>a Moeda n. 27. "*""
LuvsdeJouvin
Na loja.da Bda F oa ra do Queimado n 31
sempre se encontrarao aa verdadeiraa lovaa d
Jouvm tanto para hornera como para eenhoro
sdveriiodo-ss que para aquellea ha de ir.it.'
lindas eflres, na mencionada loja da Bda F na
ra do Queimado o. 22.
Vende
j
azeitede dend ou palma, dito de amendoim que
serve para luzese machinas, mais barato 4o que
em qualquer outra parte; na rea do VfiUrio o
1, primeiro andar. r*
Superior rap de Lisboa em
frascos.
Vende-se superior rap orioceza Brasil emfras-
coa, chegado no ultimo vapor iuglet Tfoe ; na
loja da boa f, ra do Queimado n. ft.
Vende-se ura habito de eatemenha rerda-
delra, novo, forrado de seda, para algum irmao
terceiro francisetno, preco oommo^o na casa
do tachriilio da ordem KftavTS l| S. Frknttsce.
Banha fina
em copos grandes.
A' loja d'aguia branca avisa a sua boa fregu
ala que chegada a apreciavel banba fina em co-
pos grandes, e contina a vende-la mais barato
do que em outra qualquer parte : na roe do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
Delicadas escovas
cabos de marfim e madre-
* perola, para limpar
dentes.
Na verdade urna etcova para limpar oestes
sempre necessaria em toaraaor looc.do?. e cosa
especialidade no da senhora que proza o asseio
e para que elle eeja porfolio n ao*w eetnprn
asa dessaa escovas do rabo da atara as ao bao-
i reparla que custtm Me S rt., as ro}a rogUa
ranea, as ras ras do astaTada lT ^^


.
I It'll'l
R^a do Crespo numero 17.
Venden, baraiissimo.
Cambraias da Chim bordadas. 7|. w.. i, ri0# tfliIMllt0 u m,,,.
das Sm per. senbors e meninas, dao-a* amostras.
Manteletes e capas A lro, preto bordsdos,
eomraodos.
Chapeos de seda pana senhora mli9 b0M
Italia ricamente enfeilados a 289 pera acabar.
Camisas inalezas para hornera de the f.un<.
tes a 39 e 40 a dula
Roupas feitas p.r. ho-
etc e outroi nuitoi .rligos.
0 que pode haver de msis gosto e pregos
gosto a 12 cada um e de palha de
muito boa pelos presos aegain-
lenioo, obrecaaacM. p.lelots, calcas, seroul.s, mei.s etc.,
----7~
IDE DEPOSITO
DE
iow bh fummh
Bar
4I-RIA
A 3*000.
Ceepeee4e palhlobeaee eesaaLdos pea di-
daca ; na roado Can* o. 10.
Am tabaquistas.
Vendens-ee soperic-rec lencos frsqeesvs a hnl-
tacio dos de lioho, muito proprios para o tab-
quiatas por seres de cores escuras e Izas, pelo
teratlseime prego de 5 a f a duzla : na ras le
Queimado n. 22. o. bera conheeida laja da boa f.
Fil liso e tarlatana.
Vende-so superior fll lia? o tatl.tao. branca
de cores, pela bir.tie.imo prego de 800 rs. a
?ara ; Da bem conheeida loja da boa t, na ra
do Queimado n. 22.
Toalhas pava maos.
Veodemte maito boas to.lh*s para roaos pelo
Daralo preco dea duzia ; na ra da Queima-
do o. 22, oa loja da boa f.
Ricos eaieites.
Veedem-se ricos e saperiorea eateitea os mais
mod.rnos qaa ha, pretoa da cares, pelo bara-
Ussime preca da < a 6500 r oa laja da boa f,
na ra do Queimado a. 22.
Cambraias de cores.
Veodem-se cambraias franeezas da lindas co-
res, pelo baretissimo prego de 180 o corado ; o-e
Jf Queinndo o. 22, oa bem conheeida loja
_
Calcado
45 RuaDireita 45
OugamL Ougaml..
,, ISSLS?*""" civilisado
chaSa ?. P.f o. Tolera se um
m! ur tb0,,Da Bl ,0lr i descosida
-Scaristae"V"1 M-ul40 ergio visual d.
^ ,E. P0r r"M coosideragoes
<-: .?. OpftaSetTO desle eaUbeleciirVnio.
?. .^, .a.!/?"1" "'neo aorlimento.
rejan? T,,t0 Ur-ssas na fest. ;
ALHO (CABO.)
0IMPERADOR-41.
Jande qaantidade de loaca e de todas as qoaldades, o que se
Ojos qualidade de barro,---------
pade
Neste deposito existe g
desejarde bem fabricado e de boa quauaaae de barro, com a propriedade da
semprefna, comosejam jarras, resnadores, muriogues. quartinhas, garrafas, copos para agua etc.
De obras vidradas.
Tem ricos rasos para flores, talhas. alguidarea de todos os tsmsnhos, assadeiras,
com lampos esem elles. paoellis para bater-se bolos, cagarolas. eofuzas. frlgideiras e muiUs ou
tras pecas que seria eofadoobo menciooar. escoma. uiuiies ou
Oprop notario dssta fabricas primeira deste genero entre us espera obter
publico animacaoe concurrencia e para conseguir esae flm vende a sus louca mala
al aqu se venda oesta cidad-
Aprompa qualquer facti
por ceoto de abate para quem
por ceoto.
Qualquer eocommeoda pod(
do respeitavel
barata do que
a para exportar, alm dos pregos commodos porque ?ende
mprar de 100 para cims e desea quaotia para menos
ser entregue do deposito da fabrica ra do Imperador d. 41.
di 10
tsrloS
ARMAZEM.PROGRESSO
Francisco Fernandes Duarte
Largo da Penlia
ABan^a-se a boa qualidade de todo qualquer eenero
comprado neste armazem, asalm como vende-se por menos 5 a 10 or cenin
qualquer parte.
do que em outra
Mamteiga ingles
abatimeoto.
aateiga franca
Qa^ijos do raimo,
a mais superior do mercado a 800 rsa libra, em barril ae far
Cambraias francezaa finissimas.
Superiores cambraias fraocezas muito finas, da
mullo bonitos padres, pala barato preco da 700
do d 22* : "* '0j*** ba W' "" i0 Quein1-
CambraVa lisa.
Vendeos cambrata lisa transparente muito fi-
na, pelo barato pre$o da 4 e 5] a pega com 8 li2
araa, dita tapada maito superior, peca de 10
IM* ".? : M rni o Oaaimada d. 22, oa loja
oa boa f. *
Brama*te e atoalaado de
Uta*.
Vende-se superior bramante da para linho com
duas varas da largura a l>400 a vara, sssim como
stoslhado adamascado tambem de pura liabo
com 8 palmos de largura a 2300 a vara : na bem
conbecida loja da boa f.oa ra do Queimado nu-
mero 22.
Cortea de calca.
Vendem-is cortes de caiga de mefa casemirs
de cores escaras a 2J cada eorte ; oa loja da bos
W, na roa do Queimado n. 2.
Port bouquels,
Dourados com cabos de ma-
1 re pe rola.
Cbegsram opportuaameote para a loja d'aeuia
braaea os bonitos port bauqoots dourados e es-
maitados, com cabos da madreperola, conforme
sus prapria eneommenda, Besado asslm remedia-
da a falta que hara desses port bouquets de os-
lo, os quaes chegsram bem a lempo para os di-
mos csssmeotos e bailes que se cootatn nesses
Homem.
M1LIES (chegre prmlegUdol fraseos ca-
ma a asma do Prala.
MaZEGINS.iateine.. (Rocttlld) '. '.
* diversas fabricaatas. .
u!.di1Vtre' 14000
9500
8*000
5|00
balera .
Ditos Nantes
.

>


>
batera.
6000
55X)0
50000
4S00
3600
5J200
3S000
28000
1500
ftft~- |......
Nanles meninos. ....
lustre (sola o vira.....
(urna sola).....
de tranga. portuguesa. .
ranceza.....
Seuhoras.
BOTINAS.gaspa alu a lago iaglazas de
dwacio incalculael. .
fraocezas (laSo). ....;
a sera taco. .
caspiisiu. : : :; ;
outros f32, 33 e 34). ; .
de menina (oly. .
Spalos (Joly) com salto. .
( ) sem sallo. ..'.'. I
'peta. ...
lustre (32. 33, U). '.'.''.
econmicos para caaa. .
mn h d,"0Bai do a abundante .
y**Wt ? W oacesaario a sapateiro pa
ra executar qualquer obra.
6J000
5S500
58000
4|800
4S500
4500
3t00
SJOOO
800
800
500
aorli-
Cera k carnaub* de pr-
meira qualidade.
Veode-sa em porcio a a retalha de urna saces
para cima, a por commodo praca : na ras da ala-
dra ds Dos confronte a botica a. 30.
CAL DB LISBOA EM PEDRA.
Da maia aova que ha no mercado e por prego
muito razaarel: vende-se oa ra do Apolla o-
28, armazem do Tarroso.
Leite virginal
infallivel remedio para
sardas e panos.
O leite virginal j bem conbecido como reme-
dio mfallivel para sardas e panno, vende-se s
b "' C na rU* d <3uein,ado ,0a 'aguis
Alojadaguia
branca um deposito de
perfumaras Anas.
Sata loja por estar constantemente a receber
perfumaras finas de cuas propriaa encommeodas,
bem se pode dizer que est constituida um depo-
sito de ditss, tendo-as sempre dos melbores e
mais acreditados fabricantes, como Lubin, Pver,
Coudray e Societ Hygienique, etc., etc. ; por
sso, quem quizer prover-se do bom, dirigir-se
do Queimado, loja d'aguia branca o 16, que
achara sempre um liodo e completo sortimento
leudo de msis a mais a elegancia dos frascos, e a
Daraleza por que se vendem convida e anima ao
oomprador.
Carros e carrocas.
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
4.
Lavas ^diversas qaali-
dades
gesatgsaL Atas
com
e mais per-
O
:
Loja amarella n. 23.
Sortimeoto de fazendas modernas.!
Vestidos de blonde.
Ricos vestidos para casamento
maot, cspella.saia de setim
lences.
Vestidos decambraia.
Superiores vestidos decambraia borda-
b.bsddinahmo:."8' dUS bsb'd09' P-f0 8
Capas compridas.
Modernsscspas compridas
:
f
:
e moreantique.
Liadas sedas, moreanlique de quadri-
oho de oovos padroes.
_. ~------------ 1"" -uuiani uesses "-"'"'" iliBJ COmotlai dn enmuran
diss. par ism as pesaoss qae por elles esperav.m 9 prttoe manteletes.
e as que de oovo os quizerem comprsr diriai- 5 Sedas p m
rem-se munidos de dinheiro i loja d'aguia brao-
es, ra do Queimado r. 16, que encontrarlo obra
de bom gosto, baratera, agrado e sioceridade.
de cambraieta.
os melbores que ha no mercado 3000, 2600,
multo novoa a 500 rs. a libra.
a mais nova a 600 rs., em barril, e 640 rs. a libra,
'chegadosoaste ultimo vapor por 3000.
*?ilS?4flli<,|i dG SUP0rOr qUaHd,da e rauil fre8cae,a WtaWro. e libr
Cfc pro\a, Uynson e preto
29000 ra a libra.
Pregunto para ftambre
taranta do rtiiio de ,up,rior qualidade a 4I0 rt% ,BUMfce 48o m tlibr,
*" o melhor pesco que pode haver por estar prompto a toda a hora a 1 a libra
X OUlnlM do roilio 3a0 r. libra, e arroba a 980OO
Chou ticas o palos cbegldos nMte ullirao M?l0i a m n a libfa
Baha d* porco nfMd. 480 em UIi com 10 libtti> por ^ ri> .
se for em barril a 440 ra. a libra. p ^^
Marmelada imperial d0 fatBad0 Ab e de 00tr0I
a 900 rs. a libra, em latas de 2 libres por 1600 afiaocs-sa a boa qualidade.
Maca de tomate em UUi de oma Ubra por 900 rB
Xmeudoase coaeUos ^.tia d9 2 liDra9------- 1ir,,. wWiw
muito proprio para mimo, a 2000. .....-
raneeXl S e por,ogueiall em latas de l libra, por 640 rs. ditas em meias
Vendem-se superiores salas de cambraieta mui-
to ana, com 4 pannos, pelo dimiouto preco de
Bf; ellas, que sao muito baratas: oa ra do
Queimado n. 22, oa bam conheeida loja da boa f-
a 500 rs.
a 400 rs. a libra e em caixa a 8.
a libra, e4000rs. a libra.
lolooo.
do Queimado nt 39 l~-
uisinoles chao
A.letria, macarra< e ta-lurim
moxe mul0 n0Tas a 100 rs
raneez en),;,, oes muit0 enfeilados proprios para mimo a mtl
5 Taf.-ii? Zft "* 8uP"ior l"6 ha SOOO rs. a garrafa e em caixa sa far
Genebra de Hollaada. ^ r.. a fraiqueir. e ^ rf o fra|co
Viaaos en^rrafa os, imasd0 Douro. im ta porto
'ur,a. 0u1ue do Po lo. a 1*00 em caixa se far abatimeoto. '
UX ( u maU acred,lada, marcas a n a garra(a e eD3 caxa gj, duza
as>pag.e de differanta marcas a 16 a duzia e a 1J500 g garrafa, afflaoca-se a boa
UBvlMsBsWsj
Verdadeira serve aebrialia.h ,
a 500 rs. a ga rafa e de outras mullas marcas a o a dsib/.s
V uUo era pipa Porl, Liaboa e Figaeira a 3>500i ^ei00t caBada
ispermasete ,uper01 a 740 em caixa> e 760 m a 1br>>
Batatas novas em t gO de nraa arroba^ ^ ...
os m' suP" ores, bespaohol a 1$200, fraocez a 1|. portuguez a 800 rs. a libra
Figos &a c mmid e m
320 rs.
mma 4e.engommsr, mi ito alva, a 100 rs.
A meuao&s de ,;,., mc B a m m a libM
Aieite doee refln.do ( JOO rs. a garrafa e em caixa a 9.
Panos de demes xados com petfaiQao a m 0 maso
Costeietas ingieas
na ugieza a mBiM n0Ta d0 mercad0 a 4i, bartica e em ,bli a ^ t
te as raUCCll IS eoa fraC0I muUo ,C08 cona 4 ll2 ibra oraaoOO. diUs nar-
tugoezas a 4801 s. a libra. "^
a joio para iirj,par (aMt a < oo cada UIB( em por55o ge f)r abaUlBeDt0<
oeTejaS em frasc0s del e 2 libra moito oras a 800 rs.
la IndePen^Die doa e"er onuDciados eacontrari o respeitavel publico grande sortimen-
to de gneros, ludo de superior < ualidade. .
E' na roa
p>*r*.a qae se veuuo s ujiinore"4 chapeos de se
da de formaa maia modernas e bom gosto.
RaadaSenzalaNoyan.42
Vaada-se sm casada S. P .Jonbston 4C,
alliasa silhssQglgzes.candaairofa oastifjsas
bronzaados,lonas agalas, fio darala,eb.ioa*
aracarroi, amoniaria.srraiorpara oarroda
um aious cvalos relogio rda ouro paisata
nglat.
A dinheiro.
Potassa da Russia.
A 200 rs. a libra.
O bem conhecido deposito da raa de Apollo o.
24 receben directamente peloiultimo navio a bem
conheeida e acreditada potassa da Russia, e est
veadendo a 500 rs. a libra, dinheiro 4 vista.
Na ra do Imperadora. 28 vendem-se bar-
ra com cal de Lisboa, superiores bixas hambur-
guezaa, as quaes tambem sefalugam.
Manteiga inglcza l ra 800 rs
a libra.
Franeeza a 640, toucinbo a 330, arvilaa a 100
rs., banha refloada a 480, alpista e pataco a 180,
gomma de araruta a 100 rs. : na ra das Cruzas
n. 4, esquins ds travesea do Oavidor.
Capellas e ramos para casa-
mentos e bailes.
Vende-se muititsimo finas a ricas capellas
brancas para noivas, com o competente ramo para
o peito, pelo baratissisoo prego de 10 e 12, ra-
mos de flores muito Boas e de muito liodas eo-
rfs a 3, ditos maia inferiores pouca cousa a 1,
1500 e 2: na ra do Queimado loja de miude-
zas da boa fama d. 35.
numero
Veodem-se carros americanoa mu elegantes
a lares para doas e 4 pessoss e recebem-se en-
commendss para cujo fim elles possoem map-
pas com varios desenos, tambem vendem car-
racas para condcelo de assacaretc.
Vende-se
farinha de mandioca de superior qualidade mui-
to nova, e em ludo agradavel, em porcdes'gran-
dea a pequeas a vontade dos compradores e pre-
cos muito mdicos: a borde; do brigue Midas
ancorado defroole do caes do arsenal de guerra
hrn,.. I-------' T'* *"" uo oo aa eacessia
feilada, para a^ ^ diu, fle ^
GMeotes de gosto e muito
fortes.
Snta mBaU b0?,,0 chicotes de balis casa
Cabazes para seahoras e
Meninas.
L h 4* C/ta um' e fflca-ae que quem os vir
no deixar da comprar, .o boiitos e aTai7s
Xum AS"***' M ,0, de '-"
Tinta bem conheeida e acre-
ditada para escrever.
Veade-,e da fr.aco a 500 rs e dos grandes
sa 2r '" l,nU "ttl ^"sio esa aua
^gulhas imperiaes
a i- a, ^ P fando *rado.
..i Ja fg0" br,oc. e^do em vista samar.
render o bom, msadou v*r de su. calta aVatt
ffi" '" imperi.es. .,Ss5^.c.ds.
de chegar (pela primeira vez) tendo as faadaa
boa, anima
dirigirem.se a ra .
brenca n. 16, que serio bem mmidas.
sais
Cozer-se com urna agulba
laota quem trabalh, por
do Qoeim.da loja d'.gata
com
s
mito novo, em caixas de 8 librts por 2500, e em libra a
libra.
propriaspara fiambre a 800 rs. a libra.
Entre-me i os bord idos em
cambraia transparente.
Na loja da asuia branca veoda sa ntremelos
bordados em fina cambraia trans rente a 1 a
peca de 3 varas, pre;o esto porqtn so se scha em
alta Toja.da aguia branca raa do Q eimado n. 16.
Ad ver te se que de cada oadro tem bastantes
que
pecas para vestidos.
Burra.
Na largo do arsenal de msrioha n. 8 se achara
venda urna pequea burra de f -ro e urna ben-
gala de unicoroe apparelhada, q ie se dar or
irago muri apa modo.
Paletots
brancos.
?endem-se superiores paletots de brm braoco
da puro llnho, pelo barattaatmo preco de 51: oa
ras do Queimado o. 2, na bem conheeida loja
da boa f.
Os barros e carelios existentes no armazem
do Sr. Andr de Abren Porto, defroole do
nal de marinhavendem-se a vontade e
Iba dos compradoras : na ra do Trapicho
primeiro andar.
Leja ama relia
Confronte ao becco largo.5
Gurgel jt Perdigao receberam ricaa ?
capas e manteletes comprldos, sedas de $P
Sjp qaadros, vestidos de cambraia borda- |
dos, vestidos de blondo, laasiaba de dif- 2
fereotes qualidades, sintos, cassas or- V
gaodys: narua d. Cadei. leja a. 23. A
Vendem-se ceblas soperiores em molhos
e libras, ltimamente chegad.s de Lisboa, milb
e farelo, e mais gneros por preco commodo ; no
armazem confronte o arco da ConceicSo o. 63.
Espirito de vinho de 38
graos.
Na ruadas Crasas a. M, esquina da travesss
do Oavidor, a l600rs. a-oanada'
A 4,000 rs,
A duzi. do serveja branca arete, e do marras*
quino : no bazar da roa do Imperador.
A 500 rs.
Vssfonrss americanas a ciscadores inalezes:
no basar da raa da Imperador.
Vende-se
na offleina de ferreiro da raa do Jasmia n 24
um carra novo de 4 rodas feito com toda o es-
mero, aaaim como daos cabriolis tambem no-
voa e da mui aparado gosto, ludo por preco com-
modo : quem es prnUader pade dingir-se i
mesis oficina a qualquer bora do dia.
Chapeos e enfeites.
Novos chapeos de palha enfeilados
plumas, lindos enfeites para cabega.
Fazendas de luto.
Completo sortimento .do fazendas pre- O
tas proprias para loto.
Variedade.
..M,??^ito,,.goinnh"' Pentes, leques, #
espartilhos. sintos, meias largas, camisas 5
para sen-hora e menioo. enfeites de cabe- #
?k'.h r e lou Ihas de lioho para mess, chitas floas de S
noros padrSej : na raa da Cadeia loja S
aVtl I o0nf,on.to a0 b,,pco lsr v*a>oa''a@909-#e9assl
- Vende-se o engenho Santa Luzia, sito na
.u-guezu de S. Lourenco da Malta, ou a dinheiro
ou iroca-se por asa. coala praga : quem preten-
der dirije-se ra de Hortas n. 7, desde s 10
horas da maohaa at s 4 da tarde.
tal de Lisboa coi pedra,
da maia nova que ba no mercado e por preco
multo razoavel: vende-se na ra de Apollo
, armazem de Tarroso.
:

Atle$ao
Vendem-se caixoes rasios proprios
parabahuleiroi.funlleiros etc. a l$2S(k
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ah se dir' quem ostem
para vender.
Vndese
na ruado Queimado n. 19
o seguinte.
Pecas de cambraia fina adamascada para corti-
nado com Bln varas.pelo barato prego de5C00.
Toalhas de lioho adamascado para mesa a 4.
Cambraias de salpicos raudos muito lindas a
5 a pega, ditas de ditos miudiohos floas a 4500.
Lencoea de bramante de linho a 3000.
Cambraia ailada para forro de vestido, com
8 112 varas a pega por 2.
Grandes colchas de fustio lavrsdss a 6.
Chapeos enfeilados muito lindos, proprios para
meninos a 7 cada um.
Coberlas de chita, gosto chines, a 1800.
Ricas cspellas-para noiva, de flor de laranja.
Algodao com 7 palmos de largo a 600 rs.s vara
LeDeoes de panno de linho a 1900.
Souhall Mellors 4 C.,. tendo receido or-
dem para veoder o seu cresudo deposito derslo-
gios visto o fabricante ter-se retirado do nego-
cio ; coovida, portelo, spessoas que quizerem
possuir um bom relogio de ouro ou prala do c-
lebre fabricante Kornby, a apioveitar-se da op-
portunidade sem perda de lempo, para vir com-
pra-Ios por commodo prego no seu escriptorio
raa do Trapiche n.28.
Obra% de ouro
com brilhantes.
o\, no armazem
Livros era branco
Proprios para escripturacSo : na ra
da Cruz b. o%f no armazem de Aires
&C.
Na ra da Cruz n.
de Altes & C.
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
B4ST0S & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado aortlmento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
8 ce dos cmo en3er'sneruDcos8meTa'sVim como
sejam sobrecasacos de superiores pannoa
e easacos feilos pelos ltimos flguriooa .
16, 18, 30} e. 35, paletots dos mesm os
pannos preto a 16|, 18f. 10 e a 14,
ditos de case mira de cor mesclado e de
novos padroes a 14. 16, 18,20e24
Ullua s.v... *m _.^ un,|n rta r
res a 9, 10, 12 e a 14, ditosprelos pe-
lo dimiorto prego de 8, 10, e 12J, ditos
de sarja de aeda a aobrecasacados a 11,
ditoa de merino de cordo a 11, ditoa
de merino cbioez de apurado gosto a 15,
ditos de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10,
ditos saceos pretos a 4, ditos de palha de
aeda fazeoda muito superior a 4500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 3&50O, 4
e a 4500, ditos de fusto branco a 4,
grande quanldade de calcas de casemirs
preta e de cores a 7, 8, 9 e a 10, ditas
pardas a 3 e a4, ditas debrlm decores
Boas a 28500, 3, 3500 a a 4|, ditas de
brim brancos finas a 4500, 5J, 550 e a
6, ditas de brim lona a 5 e a 6f, colletea
de gorguro preto e de cores a 5 J e a 6|,
ditos de casemirs de cor e pretos a 4|s00
e a 5, ditos de fusto branco e de brim
3 e a3500,ditos de brim lona a 4f,
ditos de merino para luto a 4 e a.450u|
ealgaa de merino para luto a 4J500 ea5fj
capas de borracha a 9. Para meninos
de todos oa tamaohoa : calcas de casemirs
prefa e de cor a 5f, 6 e a 7, ditas ditas
de brim a 2g, 3 e a 3500, paletota sac-
eos de caaemira preta a |f e a 7, ditoa
de cor a 6 e a 7f, ditos de alpaca a 13a
sobrecasacos de panno preto a 11 a a
14, ditoa de alpaca preta a 5, bonete
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos ostamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitoa
Sara meninas de 5 a 8 annoa com cinco
abados lisos a 8 e a 12J, ditos de gorgu-
ro de cor e de laa a 5 e a 6, ditos de
brim a 3, ditos de e&mbraiaricamente
bordados para baptisados.e muitas outraa
fazendas e roupas feitas que deixam de
aer mencionada, pela aua grande qaantl-
dade; sssim como recebe-se toda equal-
quer eneommenda de roupas psra sa
mandar manufacturar o que para este flm
tamos am completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande offleina de al-
faiata dirigida por um babil mestre que
pela suapromptid eperfeigionadadei-j
xa a desojar.
azem
arse-1
esco-l V
B n.4|do,
Piano.
Vende-se am piano de armario em bom eata-
', proprio para principiantes: na rus da Can-
eeigio ds Bos-VUU n. 18.
# Libras sterlinas.
Vende-se no escriptorio de Uanoel Ignacio de
Ollveira e Filho largo do CorpoSanto.
Tahas.
Maior reduccio nos precos para acabar.
Vendem-se no armazem de Braga Son & C.
na ra da Hoeda, taizaa de ferro cuado do mui
acreditado fabricante Edwin Hav a 100 rs. por
libra, as mesmss que se vendiam por 120 re.
Flores finas,
A' loja d'aguia branca acaba de despachar am
bello eortieseato de florea finas e delicadas pro-
P'iajMera aoleitaa dacabegs e vestido para ca-
s.meatas e baile. ; quera aa vir aem duvida se
.legrar* de achar florea lio perfeltas e delicadas:
laso na roa do Queimado loja d'aguia branca
n. 16.
Asteas de ac para
baloes de se-
nhora.
Vende-se a 160 e 200 rs. a vara i na ra da
Queimado loja de miadezas da boa fama n. 35.
Luyas de pellica de
Jouvin.
Vende-se ee verd.deiras lavaa de pellica de
Jouvin para borneas e senhora a 2500 a par: na
ra do Queimado loja da miudezas da boa fama
o. 35.
Cintos do ultimo gosto.
Vende-se ciatos dourados e de palha o maia
bello que possivel eoeootrar-se, pelo b.ratissi-
mo prego de 3 cada em, ditos de fita de muito
lindos gostos a 2J ; tambem se vende fivellaa
muito liodas e-de muitas qualidades proprl.s uni-
damente para cintos 2 na raa do Queimado
oja de miudezas da boa fama n. 85.
Enfeites para cabera
Vende-se os mais modernos enfeites que tem
viodo a este mercado, e de muitas qualidades a
7 r c*1'" 0,n, di,0, "*s com vidrilho
1|500: oa ra do Queimado loja de miadezas da
boa fama n. 35.
Laa muito fina para
bordar
Vende-se a 8 a libra: na ras do Qeeimido
loja de miudesi* da boa fama n. 35.
Loja das6 por-
tas em frente do
Livramento.
Chapeos de sol de alpaca a 4J.
* de meiascroas para bomem a
l200 e o par a ISO ra., dilaa brancas
muilo finas a 2S500 a du'zia. lenco, d"
"a*?**"* decor 0 rs. cada
umd.los brancos a 160 ra., b.le. d.
tidos a 240 o cov.do, chelea de merino
estampados finos a 5 e 6, tarlataaa
d.e corM n,uit0 fl" cor vm
e meia de largura a 480 rs o
fil de lioho liso a 640 rs. a v
gas de eambraia lias fina a 3.
decores para vestidos a 200 Te. 0 e-
vado. mussulioa encarnad, a 310 ra o
cov.do. calcinh.s par. menina de escota
a1J o par. gravatinhas de tranga 160
rs., petos para camisa a 200 rs cad.
um dusia 2. pegaa decambr.i. desal!
pico maito fina a 3500, pecas de b?e-
220he?400. a5, ht'"ocL.r.e.
f Jf' o^ado, a loia eat
.berta d..6 hora, da m.oh.a .' '\
corada,
_ara, pe-
SSsTECKEl^BE
Escrayos ukios.
n,^"nl.?aSp8receu b0Dt'm 6 d0 correla asa
moleque de oome Seba.tiao, que seo seebor
:V cidde d0 Cro NO aqoi vd.r
com os signses seguiotes : crenlo, de 12
3 anno?, cabellos c.r.pinhc.
para
sa.rc.a fe
._ _c, vovenus carapinnca e com
relhonas coat.s. levou camisa e ceroola de al-
quem o trooier i ra larga do
lora Aun nf _^____
godao brsnco
nuMiion os
lora
" ropena..
-,--------------.. "">r>enss.
E sera vos rugidus.
M0;fiSfSC^",,"Bllll,l0d, aoa" Bernarda e
Manoel, lev.ndo um mul.iioho de 8 a 12 meses
deid.de.seguindoem2cav.lloa que furtarm
um rasso m.sc.rsdo e oulro .l.zio, aso ess can-
galha levando um par de malas de coaro era
outro em seis do sertio. Beroardo de altara'
regular, espadaudo, peroaa am Uoto arqueadas
barbado, usandoaulsaa inteira, falla mansa -
gueijsodo quaodo tem raiva, olhos grandes e
amortecidos, teodo urna cicatriz junto a ornadas
sobr.ncelbas; Msnoel Iessid.de de 18 a 20 aa-
lr!^m a,T0 i0Md0' alies corrido., ps
grandes, peroas fina.,baa|oDoocia. vivaz e
bom carreuo. suppoe-se ejM sabir.m armados e
que seguu.m a estrada do senio com deeliao
ao Rio de S. Francisco: roga-ae aa autorid.de.
policises a captura delles e assim sos capitaea
de campo e pessoss particulares, contando com
generosa gratificagao quem oa tnirntara sea se-
nber Manoel Bo.rqae de Guarni Urna aa ca-
gona cima msociooado.
Escravo fgido.
No da 31 do mez prximo paseado ugio o es-
cravo de nome Patricio, de 22 sones, cor tata.
bonita Agora, altara regalar, pouca barba, todos
os denles na frenle, tem em ama das ptroasasn
signal de urna estrepada, deve l.lves inculc.r-se
por forro, conhecido por moreno, falla muito
manso, natural de Cimbres, perteneea ao Sr.
Francisco deBrilo CavalcaoU ao termo de In-
g.zeire, esteva qu.si um anno oa villa do Cabo a
depois em Serinhaem oade tem ama amaa foi
pr.ga do corpo de polica o'onde foi rescatado:
quem o pegar ou delle der noticia oa travesss da
Oarmo n. 1 ou ao in.jor Loureiro no Campo Ver-
de onde preeeotemente mora ser bem rrcom-
pensado.
Attenco
Fogio do Riach.o de Panellas, am mulato da
estatura baixa, corpo grosso, deotra limad*.
olhos pretos e grandes, caballos c.xi.dos, e pea
regulares, cujo mulato se chama Faustino, da
id.de de 15 a 18 anuos, levou ceroul. e tamisa
de algodao asal. Foi visto neeta prega em diss
oa semana i traaad,em am comboi viodo daaael-
le Migar. Roga-se a todas as autorid.de a ca-
pitaes de campo a captara da dito mualo o
qual poder ser entregue aa referida logar aa sea
senhor. Domingos Antonio das Neves, oo oesta
praga ao Sr. Manoel Ignacio da Oliveira Lobo,
que recompensar com generoaid.de. Ootro-
stm, protest.-se contra jaess tiver .contado
Aviso.
No da 18 de julho de 1861 fogio da Goriohe-
sioho, freguezi. de Guarabira, o aecrava Joa-
qun), cabra.com 40 ono, caaelloa prelaa a
quasi caiaaiahos, tem o rosto dasearaade. pavea
barba, peaaMs pretos oss doas focas, o.riz .fila-
do, olhar velbaco, bocea regalar, denles ioleiroe,
limados a gastos, pescogo bem grosso deede a
nuca al a tronco, hombros cabido, a ponto de
nao susteaterem os suspensorios, altara regalar
Ps e salea graodaa, cb. boa.ostro., el "
vei.s, 4 asalto bem empernada, lasa b
falla posteo, cortes, gosta da eJMsM
acostomada a almocrevar a a tsrar c.da icaa
tangedor. Dooa di.s depois de fgido apnesela
em Bezerro, d'oode velo pera o Recife esa tro-
cura de certa individuo qaa laa dea rslhsisats.
e presame-se que esti agregada a algem aajra-
obo. O dooo protesta asar da toda a rigec da M
contra quem o Usar eccalto
de leva-la aa sao nabar iaa "Ji
Bito, oo lagar aaaoaasjMaVa a -
padre Jos quim Giaeiaaa da
Santa Cruz o. 64,
compensado.
V


DIARIO DE P1WIAM10CO. mi TliCA ll 11 DI JANDR DE UM
Litteratuija.
Reinado e nUis-ts nsieutos de D. Pe*
dro V, pr Jos laria de Aedrade
Ferrcirt.
(Coaliauagio.)
XXII
Legago de aua magestade fldelibsima em Fran-
ca. Ilm. e Eim. Sr. Tire a honra de reeeber
as tres circulares que V. Exc. me expedio sob os
nmeros 50, 51 e 52, confirmando a infausta no-
ticia da morte de el-rei o Sr. D. Pedro V. e do
serenissimo senhor iofante D. Fernando, cujas
alma* Deostenha na sua santa gloria.
A profunda dr que lio doloroso acootecimen-
to prodoilu na nagio portuguesa j foi muito siu-
cerameete partilhada pelo imperai or e pela ira-
peralriz dos franceses, que, em demonstrado do
seu sentimento, tomaram immediataroente lulo,
ordanando que a corle de Fraoga o tomasse taro
bem por esuago de rilo e um djss. Pelo tele-
grapho tenho dado coala suecessiya a V. Exc. da
todas aa ouiraa provaa de verdadeira aympathia
que Suas Uagestades imperiaesderam pela fami-
lia real porlugueza, nesta lao triste conjunclura ;
e era execucSo daa ordens qae V. Exc me irane-
mittiu pelo telegrapho, transporiai-uie outra re
a Compigoe para agradecer de novo, em nome
de el-rei o seahor D. Luiz, e de seu augusto pae
al-rei o senhor O. Fernando, ludes as deraoas-
trsges do affecto que tinham recebido de Suas
Migealadea imperiaea. O imperador e a ira pera -
trlz moslraram-se aobremaneira sensiveia a ta
delicada allengio de Suas Magesiades Fideliesi-
ni a At (eslaa de Compigne fu raro suspensas
Suaa Magesiades impeiiaes leslprnuoharem-me
por difiranlas rezea nos termos mais expressivos
quanlo Ihes era aeosirel a immensa perda qae
soffremos, e disseram-me que se en mandasse ce-
lebrar exequias por alma do Senhor D. Pedro V e
pela do Senhor D. Fernando, querlriam Suas Ma-
gestadea imperiaes (aier-ae represen lar aesla
triste ceremonia. Conformando-me pois por am
lado com os precedentes aqui estafeelecidos pelas
misses diplomticas quaodo fallece o respectivo
soberano, e por outro lado com os tolos uuanime-
mente manifestados pelos subditos portuguezes
que se achara em Pars, segui o natural impulso
de mandar celebrar, com a devida |autorissgo de
V. Exc, um officio fnebre na frerfuezia da Mag-
dalena pelo repouso das almas de el-rei e do Se-
nhor infante que Deus haja 1
As exequias efTeclaaram-se no dia 21, Devo
fazer especial raeogo de que o cerdeal Morlol,
arcebispo de Pars, desejaodo prestar memoria
do nosso fallecido soberano o tributo do sea res-
peito e admiragio, assistiu, acomppnhado do seu
clero, s exequias de el-rei, e res u elle proprio
aa ultimas oracoes junio da ega. O imperador
fez-se representar pelo seu camar iro-mr o du-
que do Bassano, e pelo seu primei o sjuJanle de
campo o general conde Roguet. A: mperatriz pelo
aeu camarista o duque de Tasche La Pagarie, o
priucipe Napoieao pelo seu ajudan e de campo o
tenenle-corooel Ferri-Pisam, e a priceza Ha-
thilde pelo seu cavalleiro de honra o general
Bougeoel.
O imperador, aflm de que os seus ministros
concorressem aquella triste solenoidade, adiou
e cooselbo que nesse da devia ter 1 ugar em Com-
pigne. Esliveram presentes, alm do corpo di-
plomtico e da3}mais distinctas perjsonageos dessa
corle, todos os portuguezes, sen disliocgo de
classe, que ae acharo em Paris.
No ilonileur do dia 22, assim como em todos
os jornaea desta capital, se d ndticia daquella
csremonia, pouco] mais ou menos nos termos
glna oos gloriosos (asios da mooarchia porta-
gaeza.
Con vido-vos por orden superior a commaoicar
astea seoliaeotos 4 real ds. Segundo tire a honra da-ros aoounciar pe-
lo telegrapho, o rei mandou logo lomar loto i
corte, sem esperar pela ootificagao offlcial.
Sua Mgestada el-rel desvia ao maaan lempo
exprimir oa rotos qaa fax palo novo ral o Senhor
D. Luiz a pelo seu reinado.
Accetae, senhor, a seguranga, etc.(asigna-
do) Mandreslron.Sr. Cruseostolpe.elc.Lisboa.
Est conforme de estado dos oegocios estrao-
goiros, em 29 de oorembro de 1861.Emilio
Achille Monleverde.
Traducco.
Sr. ministro.A legtcao da Blgica recebeu
ordem de exprimir corle de Lisboa a vira par-
te que Sua 11 agestada o rei Leopoldo e sua au-
gusta familia loraam na .ddr da familia real de
Portugal, pelo cruel golpe que acaba de aoffrer
com a mora de Sus Mageatade el-rei o Seahor
D. Pedro V, e de sua alteza real o seohor infante
D. Fernando.
Julgo que o melhor meio de deseropenhar es
la misario transuiilltr a V. Exc. a copia do des-
pacho que acaba de me ser dirigido porS. Bxc. o
ministro dos negocios eslrangeiros da Blgica,
rogando s V. Exu. queira leva-lo preaenga de
Sua Magestade el-rei.
Apro'eitp esta occasllo para renovar a V. Exc.
a seguranza da mioha mais alta considersglo.
J. Jorit.
Lisboa 1 de dezembro de 1861.A' S. Exe. o
Sr. ministro dos negocios estaengeiros.
Est conforme.Secretaria de estado dos ne-
gocios esirsngeiros, em 4 de dezembro de 1861.
Emilio Achules Monleverde.
be a triste noticia que acabaes da MawasjjaJ
me. Posto que, depoia daa desase** c
hontem, tamo aa que 'Cdatoeidet ira*
me, como aa qaa expedia a Sr. de Criasen
a esperanza de conservar urna vida lio p1
fosse quasi nulla, comlado o rei lisesgesvi
coa s idea de quaa mocidide a a boa eoasUlai-
gao da Saa Magestade a rai D. Padro a pederan
salvar, e qae a Previdencia se dignara eooserva-
lo ao amor de sea poro. Nos seus insondaveis
decretos o Todo-Poderoso decidi o contrario.
Gumpra que nos submettamoi sabedona divina,
mas lambem nos permittido concaber e mani-
festar os sentimeotos mui sinceros qaa-inspira a
prematura perda de uro priocipe dotado de lio
emioenles qualidades, e nascido para honrar o
throuo an'.igo a illustre que occupava.
O rai encarregou-me de voa exprimir a dolo-
rosa parte que Sua Magestade toma nesta lao
grande deagraca. O seu encsrregado de negocios
em Lisboa recebe pelo telegrapho ordem para
testemuoharegualmenle ealea senlimeotos, e an-
nunciar que Sua Magestade tomar lulo imma-
diatamenie asaimcomo a sua rdrle.
Permitti, Sr. ministro, que vos expresae pes-
soalmeete quaato me associo vossa uala ma-
gos, coohecendo o vivo e constante sffeclo que
navieia consagrado ao joven soberano, cuj. perda
todos deploramos. Concebo fcilmente a magos
que deveis experimentar, a em vista de um acn-
tecimento lao profundamente penoao, nio me
licito oflVrecer-vos consolsgo alguma. Digoae-
vos aceitar, Sr. commendador, as novas seguran-
gas da minha mais distineta considerigo.Ao
Sr. Soulo-Maior, ministro residen! de Sua Ma-
geatade lldelisaima Manderstron.
Est conforme.Secretaria de estado dos ne-
gocios eslrangeiros, 27 de oorembro de 1861.
Emilio Achules Monleverde.
Max, admioistradoreada companhia real dos ca
3** d* ferro Prtnf", te.
Li* <,l P0'10!"*. dlatineeJjo de
natse, residentes em Paris, julgaram do sen de-
ser assutir a esta triste e piedoaa cerimoaia, no
a ,.,^u,l ,a emioencia o cardeal arcebispo
de Pars langou abencao.
< As honras eram feilas palo viseonde de Pal-
va, miniatro do Portugal, coadjuvad palo sea col-
lega, o cavalleiro de Lisboa, ministro do Bra-
sil, a
m=
re(ugiando-ae aa Chalis,
aihenianses ua novo i
pbia.
Scrates rasante a (alai denla es
seas laboriosos astadas; a Sanees senda i
canslantes dos inclusos impressos.l
Deus guarde a V. Exc. Paris, 24 de novembro
de 1861.Illm. e Exm. Sr. Antonio Jos d'Avila,
te. etc.Viseonde de Paita.
Traducco.
Lisboa, 29 de novemtiru do 1861.Sr. minis-
tro.Tenho recebido ordem de trausmitiir i cor-
le, junto da qual tenho a honra del residir, a ex-
pressao do^vivo e sincero seolimedlo de Sua Ma-
gestade el-rei. meu augusto soberano e sua au-
U3lA lamilla, peta UJOilo uv Jvtfau iuu.i.i. ,
que todos choramos, julgo que o miclhor meio de
cumpriresta ordem apressar-mel a transmiltir
a V. Exc. a copia junta do despacho que, a este
respeito, m dirigiu o Sr. conde da Vanderstroo,
pedindo a V. Exc. queira leva-la a preseoga de
Sua Magestade el-rei.
Aproveilo esta occasio para ter a honra de
renovar a V. Exc. a segarsnga da | mioha muito
alta consideracou.treatn-. c-r-muiolpeA
o. .... u sr. conselhetro Avila, ministro e secre-
tario de estado dos negocios eslrangeiros.
Esl conforme.Secretaria de es ado dos ne-
gocios eslrangeiros, em 29 de novembro de 1861
Emilio Achules Monleverde.
Traducco.
Stockolmo, 13 de novembro de l 61.Seohor.
Recebi successivamente os vossos despachos
telegraphicos sobre a doenga e a morte de sua
magestade el-rei o Senhor O. Pedro V.
Julgo desnecessario descrover-vi s a emogao
com que o rei e a familia real segui am a marcha
rpida da enfermidade do rei, e ex irimir-vos os
seus fervorosos votos pela coosern gao de ara*
Tila tao preciosa e lio querida. Mts'tendo Deus
resolvido o contrario oos seus impe letraveis de-
cretos, a Sua Magestade o rei e sua augusta fa-
milia s resta manifestar o mais ai icero e pro-
fundo sentimento pela perda do joven monarcha,
que Portugal boje lamenta. As su s eminentes
qualidades, o seu amor pelo seu o ivo, assegu-
ram-lhe, apezar do curto reinado, urna bella pa-
Traduecio.
Bruxellas, 12 de novembro de 1861.Senhor.
Recebi esta manhia o despacho telegraphico
que me dirigiites hontem. para annanciar a mor-
te de Sua Magestade D. Pedro V.
Transmiui-o immediatamenle ao palacio. Sua
Magestade e aua augusta familia moslraram-se
profundamente magoados pela morie lo impre-
vista e prematura, do rei aeu augusto prente.
O nosso soberano e os oossos principes lomam
urna parle muito viva na dor da familia real de
Portugal, que em lao curto espago de lempo tem
passado por duaa lo crueis provagoet. Julgo
ocioso acresceolar que o goveroo do rei ae asso-
cia sinceramente consieruagao da corte de Lis-
boa.
Se le junto da mesma corte o interprete deatea
aentimentos que eu j tire occasio de exprimir
ao Sr. viseonde de Seisal, a casa de quem me
apresse em ir esta manhi para esse flm.
Recebei, Sr., a aeguranga da minha distineta
considerscao.
O ministro dos negocios eslrangeiros(Assig-
nado) Rogier.Ko Sr. J. Joris, eocarregado dos
oegocios da Blgica em Lisboa.
Est conforme.Secretaria de estado dos ne-
gocios eslrangeiros, em 4 de dezembro de 1861.
Emilio Achules Monleverde.
Illm. e Exm. Sr.Recebi, com o sentimento
que V. Exc. de certo me far a justiga de auppor
e acreditar, os telegrammas doa das 9 e 10, e oa
doua ltimos do dia 11.
A inesperada morte de Sua Magestade el-rei o
Sr. D. Pddro V, que Deus baja em aua santa glo-
ria, das depois do fallecimento de sua alteza o
Sr. iofsnle D. Fernando, deixou-me em grande
conslernago. Os dous primeiros telegrammas
derarn-me serios cuidados, mas esperei sempre
que Deus salvara urna vida que nos todos esti-
mramos e apreciramos.
Se nette mundo houvesse consolages para a
perda que soffremos, eu poderia talrez ter algu-
ma oas proras de sentimento e pesar que tenho
recebido hontem e hoje.
Sua Magestade, mal aoube este triste aconte-
cimento, mandou logo dar-me os pezames pelo
seu camarista de semana, o baro Cylleokrok.
Sua Magestade a rainha, viuva, mandou-me
escrever pelo seu camarista, baro Ehremborg,
que ponen depois veiu em pessea renovar os pe-
zames de Sua Magestade.
,Suas,Bllezas principe e princeza Osear tele-
que veiu boje visitar-me da parle de suaa al-
tezas.
O ministro dos negocios eslrangeiros veiu, de-
pois de responder por escripto minha comenu
oco, visitar-me.
Recebi a visita dos mena collegas todos. Um
grande oumero de pessoas teem viudo ver-me
o- i.i.u.o omines, iodos se exprmeos com
muilo e muito sentimento.
Cumpri j honlem o triste dever de pedir a V.
Exc. que pozesse aos ps de Suas Magestades os
meus mui sentidos e sincero pezamea pela aes-
graga que veiu inesperadamente ettribular a na-
gao. V. Exc. ter recebido j este meu telegram-
ma. V. Exc. me far um grande favor ae *er
a bondade de renovar osseolimenlos de affltcgio
e ddr com que pooho aospsdeSaas Magestades
e sltezas esses meus humildes mas sentidos pe-
zames.
Tenho a honra de remetter a V. Exc. dous n-
meros do jornal offlcial em que vieram publica-
Traducco.
Da parte de saa mageatade a rainha, viuva, de
Saeeia e Noruega, o seu camarista de semana tem
honra de preaentar ao Sr. Souto-Maior, mi-
nistro residente de Portugal, a expressao da viva
parte que sua mageatade a raioha tomou logo qus
jeve noticia da morte de Saa Magestade o rei D.
Pedro V.
Sua Magestade a raioha encarregou o seu ca-
marista de rogar ao Sr. Souto-Maior queira ex-
primir ao seu soberano, Saa Mageatade el-rei D.
Luiz Felippe, aesim-como ao rei sea angosto pae,
a intensa ddr de Sua Magestate a rainha, viuva,
por to grando perda.
Stockolmo, 1t de novembro de 1861.Ao Sr.
commendador Souto-Maior.
Esl conforme.Secretaria de estado dos ne-
gocios eslrangeiros, em.27 de oorembro de 1861.
Emilio Achules Monleverde.
Legaco de Sua Magestade fidelissima os Rus-
sia N. 36.Illm. e Exm. Sr.Tive boje a hon-
ra de expedir am despacho telegraphico a V. Exc.
motivado pelo bilhete do principe Gorstchakoff,
que em seguida transcrevo.
Je reiens de Tsarskozelo; aa majeat a
daign m'crire lea ligneacideaaous, dont jevous
prierai de tlgraphier le aena 4 Lisboone.
c Je vous prie de repeler Mr. de Mours la
part stncre que nous prenons a ce malheur, et
les voeuxque nous formos pourla prospril du
jeuoe ro.
Sa majesi l'empereur a ordaon que lacamr
prenne des aujour d'hu un denil de 24 oufs,
saus altendre la notificatioo d'ussge.
c Milles hommages. Gertscbacoff. Mer-
credi.
Hontem, durante dia, asteve esta legsg&o
cheia aom interrupgo de peaaoas, j pertencea-
tes ao corpo diplomtico, j s differeotes classes
da aociedade russs, qae me vieram demonstrara
saa viva ympalhia por lo justa dor; e.sem
exagerar, devo dizer que nunca vi sentimento lao
geral manifestar-se por um principe estnn-
geiro.
Deus guarde a V. ExcS. Petersburgo 14 (2)
de novembro de 1861.Illm. eExm. Sr. Antonio
Jos de Avila. Viseonde de Moura.
uma
FOLHETBH
O PAIZ DO mo
(*)
POR

A. DE GONDRECOUT.
(Costuines dos nmades.)
PRIMEIRA PARTE.
II
(Continaago.)
Cerlamente muito grave I repse-ndeu o Io-
glez. Fallou-me de barraca ; pois a baroneza nao
rica ?
Quem sabe! O caso que vive tomo urna
pobretona, n'uma casa muito commum, a qual
nao obstante seria bem hospitaleira, se a velhs
ali nao eslivesse como um ourigo entrada do
que o
seu tempo
sen coril para defend-lo. E dizer-se
ramo de urna familia senborial que no
deu muito que fallir I
Deveras ?
Deveras, mylord. As aventuras ds Seelorfs
sao populares na Suissa, segundo o que'tenho ou-
vido dizer, e como se pode ver aqui mesmo. Olhe
V. S. para estas gravuras que ornam opeu quar-
lo, ese sabe ler o allemo nellasencontrar urna
das lendas dos bardes e baronezas de Seelorf, por-
que ha sempre mulheres envolvidas as aventu-
ras dessa gente
E* admiravel I Hei de ver as gravuras e
egualmente lr as legendas antes de me deit'ar
Porm, diga-me : esse pobre baro, qufe est
hora talvez esteja afogado no lago com obarquei-
ro Rnoll, nao tambero um Seelorf?
E\ slm, senhor. Ha seis semanas que o te-
oho visto somonte duas ou tres reies, por que
sao habita no paiz ; militar ao servjgo da Fran
ce, e tenente de cavallaria, segundo pens. Ca-
aaram-n'o com sua prima mademoiselle Thereza
ha de harer isto quatro annos.
fl Quem esta mademoiselle Thereza ?
m anjo no corago, um astro de belleza.
Apre I meu amigo; falla com muito enlhu-
siasmo___
Pola se ella tem sido to bda para miro ]
Pobre senhora I Como nao ter sc*t\lo-4ali en-
carcerada com sua lia e totora I Masmflmvae
respirar, agora queseo marido voltooj se que
V. S. nao concorrea para que elle morres&ie afo-
gado. E assim mesmo I.... accrescentoul Pom-
pidou fazendo urna pausa, e soltando um sus-
piro.
Esta sua ultima phrase parece dizerlmuita
eousa I obaervou o lnglez. i*jbiuh
E realmente qae sim, replicn o Gssclo
mu.... eu mesmo nem sel expliear-me., Ni
quero exprimir ama affirmago, nem urna supon.
Icio, mas simplesmente ama dnvida. 'Todo
() Yide Waro n. 9.
-.-.
dos os telegrammas que recebi ; e de ajuntsr a
este o lucio a resposta do conde de Manderstron e
o bilhete que me escreveu o camarista de Sua
Magestade a raioha Jnsephina.
Deus guarde a V. Exr. Stockolmo, 13 de no-
vembro de 1861.Illm. e Exm. Sr. Antonio Jos
de Avilla, ministro dos negocios estraogeiros.
Antonio da Cunha Souto-Maior.
Traducco.
Stockolmo, 12 de novembro de 1861.Sr. mi-
nistro.Foi com maior sentimento que o rei sou-
mundo falla da feiicidade de mademoiselle The-
reza ; ella poasue urna linda filhinha de dous an-
nos apenasa menina Magdalena ; seu marido
joven, bello e elegante ; nao desses friorentos
como eu, e a prova est em embarcar-se com
ama noite destas na barca do pap Knoll ; dizem
alm disto que elle muito rico___todava___
Todava o que?
Eu oo jurarei que seja amarlo? O corago
daa mulheres e daa mogas principalmente iode-
cifravel I Muitas vezes o bonito lhes parece feio,
e vice-versa. Ouga V. S.: dizem que na familia
dos Seelorfs hs sempre duis mulherea em sceoa
urna adoravel, oulra detestavel; e dous no-
mensum adorado, outro detestado : daa duas
mulheresurna bella e infeliz, e a oulra feia
e afortunada ; dos dous homeosum virtuoso e
hnoeslo nem sempre alcanga o que deseja ; o ou-
tro, especie de baodido, consegue tudo qusnto
quer. As gravuras, deque fallei, dao urna idea
listo que digo. Assim, pois, a ser verdade o que
contara os velhos do paiz, bem possivel que a
adoravel mademoiselle de Seelorf esteja destina-
da i urna surte infeliz ; porque nao conbego mais
que duas damas de Seelorf ella e sua detesta-
vel t.
Comprehendo : mas existem muitos caral-
leiros do nome de Seelorf?
Creio que sim, porm nao afflrmo ; entre-
tanto se bem me record ouvi a velha megera
dizer urna vez a aua sobrinha : Toma sentido
os teus primos podem ambos escapar-te ; um por
que assim quero, e j o consegu; e o outro por
descuido leu, e oeste caso has de m'o pagar.
Ouvi lato, sou capaz de jurar.
E o que islo significa ?
Significa talvez que o primo qae escapon
mademoiselle Thereza, porque assim o quiz a sua
abomioavel lia, nao de certo o bello e elegante
primo, que provavelmente V. S. deu hoje de pr-
senle aos peixes, e que, smando sua esposa
muito mais do que por ella amado, pode um
da caogar-se das coostantes derrotas por que
passa a sua paciencia conjugal.
Diabo I Comego a arrepender-me da facili-
dade com que acced aos desejos desse pobre fi-
dalgo. Muoemos de aasumpto, e rollemos ao
que Ihe loteressa pessoalmente. Sabe que a aua
pessos me agrada ?
E' bondade de V. S.
Acho-o muito verboso, tem um olhar Tranco
bonita perspectiva, e de mais a mais valente...'
Oh I quanlo isto, mylord, respondo pela
minhacoragemo ponto que mecolloquem de-
baixo de urna temperatura cauda.
Monta cavallo.de tres mata duas andori-
No Monileur Universel le-se o seguiote:
< Hoje (22) celebrou-sa urna missa solemne
na egreja da Magdalena, pelo descanso da alma do
.o.icn'j-u lo, "Vi),,., ...o. n i>4,o v de
seu irmo o Sr. infante D. Fernando.'
c O imperador, qaa por este motivo traosferiu
para maoha o conseibo de ministros, que fdrs
convocado para hoje, fez-se representar por S.
Exc. o duque de Bassano, seu camarista, a pelo
geneial con Jo Roguet, seu ajudsnte de campo.
Sua Magestade s imperatriz fes-se representar
pelo duque de Taacherde la Pagarte, aeu prtmei-
ro camarista ; sua alleza imperial, o principe Na-
poieao, pelo lugar tenente-coronel Ferri Pisani;
e sua alteza imperial, a princeza Miihilde, pelo
seu cavalleiro de honra, o general Bougeoel.
Os membros do corpo diplomtico que eslo
em Paris, asaisliram lodos, de uniforme, a esta
ceremonia. Entre elles viam-se os embaixado-
res de Inglaterra, Russia, Hespsoha e Turqua, e
os representantes da Prussis, Saxooia, Italia, Sue-
ca, Dinamarca, Paizea-Baixos, Blgica, etc.
< Os ministros do imperador aisistiram todos,
excepgo de Ss. Bxcs. o Sr. Mague, e o conde
de Persigny, que se acham incommodados.
c Entre os assistentes figuraran, tambera os
marechaes, Magoan e Regnaod de Saint Jean-
d'Aogely, o prefeilo de polica, o baro de La-
crosse, o conde Montier, e o marquez de Lille de
Siry, aotigos ministros em Lisboa ; o marquez
de Bennevtlle, ebefe da direcge dos negocios po-
lticos, assim como todos os directores e subdi-
rectores do ministerio dos negocios eslrangeiros;
o conde de Neuverkerke, director geral dos mu-
seos i mperiaea; os generaea conde de la Ru e
Bressolles; o viseonde Paul Daru, e o Sr. Cha-
Quaoto ganha aqui, mea amigo?
Ab 1 mylord I aqui vivo smente de espe-
rancas ; e aflimgo-lhe que nem mesmo o paraizo
hei de ganhar, porque juro de manha noite.
as hospedarassuissas quasi qae todo o salario
dos criados consiste as orgetes qae lhes dio os
viajantes ; essas gorgetas qae sao avultadss na
bda estago eu nao tire anda o prazer de as co-
nhecer pessoalmente I
Quer passar para o meu servjgo?
Se V. S. me lava para um paiz quenlede
lodo o meu corago.
E promelte seguir-me sempre, por mais
quante que seja o paiz para onde eu o conduzir ?
Juro-o, mylord.
Muito bem. Quaoto ao salario, espero que
ha de ficar satisfeito: ba de Oxa-lo o seohor mes-
mo d'aqui trea mezes i entretaoto far-lhe-hei
os adiaotamentos que desejar. Leve os prstos ;
e traga-me com que escrever : s seis horas da
manha venha dispertar-me, e por ora nao pre-
cisa dizer ao eslalajadeiro que mudoo de amo :
espere para isso as miohas ordens.
i Sim, mylord : sou to feliz como os peixes
n agua, se que os peixes pdem ter algum pra-
zer vivendo em regies to (ras. Brrr.... que
fri I
Bem : estamos justos.
O Ingles tendo despedido Pompidou, depois
que este lhe Irouxe papel, pennas e lnla, fechou
a porta com o ferrolho; e tomando a luz dirigi-
se para urna das gravuras que se achavam na pa-
rede, e disse, olhando-a de perlo :
Agori vamos ver como deserereram a his-
toria da minha familia.
III
A's gravuras que o Ingles contemplou coro
olhar severo e seriedade tal que. 0 desenho gro-
tesco e simplicidade das legendas nao consegui-
rn) alterar-lhe, erara ero numero da seis, e ca-
da urna dellaa repreaentava um episodio da ro-
maneaca vida de um Goothiebenbaro de See-
lorfsptimo deste titulo.
Esta persooagem, muito conhecida nos eantes
de Uri, Schwitz, Lucerna e Unterwaldpelo no-
roe de Walter, existi no scalo XIV, e foi morto
na batalha de Sempach, na qual contribuiu glorio-
samente pera a derrota de Leopoldo, duque da
Auslria. O odio desse fldalgo. contra os antigos
oppressoresdo seu paiz nao ers de purs origem
patritica : haviam ali tambem os seas resenti-
mentos pessoaes.
Eis o caso :
Urna sobrinha do baro Waller manteve rea-
O Nord de Braxellas, tratando das exequias que
no da 24 de novembro ultimo ae celebraram oa
egreja da Magdalena, em Pars, pelo descango
eterno do Sr. D. Pedro V, que de j dmois no
licia, escreve o seguate :
Hontem (22)executoa-ie em Pars ama ce-
remonia, cujs recordarlo ficari como am teste-
muoho da grande influencia, que podara exereer
na opinio aa qualidades que eoostituem am
verdadeiro soberano, quer dizer, o corago, o sa-
ber e o pstriolismo to dedicado como Ilustrado:
queramos fallar daa exequias celebradas em hon-
ra do fallecido monarcha o Sr. D. Pedro V. To-
dos os portuguezes que eslo em Paris quizersm
testemunhar o petar que lhes causa a morte do
seu presado soberano, e o imperador Napoieao
aproveitou esta oceasio para mostrar a elevada
estima que professava pelo Sr. D. Pedro, asso-
ciando-se ao luto dos portuguezes. Aflm de que
os seus ministros podessem assislir iquelle acto,
oconsalho foi addiado. O imperador fez-se re-
presentar por muitos dos seus ofBcises, e o go-
veroo pela maior parle das suas notabilidades.
O corpo diplomtico assislio tambem s exe-
quias. >
N
A eivilisacao moderna.
O hornea a syolbese do universo; a sus his-
toria a historia completa da humanidad?. A vi-
da de urna nago perfeltamente desenhada pe-
lo carcter, que a domina, pelo carcter de aeus
abitantes).
E' a grande verdade da historia.
O eatudo do caraeter grego d em resultado a
historia da Grecia ; do mesmo modo que para co-
nhecer-ae o espirito da historia de Roma, basta
examinar o carcter de seus habitantes. E' o
grande segredo da philosophia da historia.
A historia, vasto Iheatro onde se devem repre-
sentar todas as acema do mundo conhecido, a
historia, luminoso pharol, que esclarece os povoa
no caminho da vida e do progresso, que lembran-
do-lhes o paasado fez-lhea prevenir o futuro, a
historia, grandioso espelbo onde se relregara lo-
dos os movimeolos do genero humano, despir-
se-hia de tods s sus magoitude, vera desappa-
recer toda a sua aublimidade se nao fosse ecom-
panhada da sua philoaophia, que por assim di-
zer, a alma que lhe d vida.
O elemento histrico do tempo o compaohei-
ro iosepasavel do elemento syllogistico da intel-
igencia : sao os dous obreiros da civilisago, que
sa prestara um reciproco auxilio para a complec-
gao da sua obra. No dia em que um dellea aban-
donar o seu posto, o mundo ter Q o alisad o a sua
rotacao, o genero humano ter perdido a sua ra-
zo de aer.
Eolio que ver aeu fim a luta da materia com
o espirito, da morte com a vida ; lula em que a
humanidade tem continuamente oacillado, eque
oo deixar de existir seno quando o sileocio da
morte vencer no mundo o movimeolo da vida.
Em vo ae tootar encontrar am desles ele-
mentos isolsdo, segregado do outro; sero bal-
dados esforgos: no paraizo terreatre comegou a
luta da iotelligencia, e ahi mesmo acha o ele-
mento histrico o primeiro fio de sai existen-
cia.
Entretanto deixando recahir sobre a marcha da
hamaoidsde e sobre a natureza desles dous ele-
mentos da civilissgo um olhar investigador, o
elemento syllogistico da intelligencia se apresen
ta como que originando e dando vida ao elemen-
to histrico; 6 a conseque ocia da desenvolugo
da bumaoidade: o elemento histrico a expe-
riencia do genero humano.
Nio imparta que oa ordem chronologica esses
dous elementos se mostrem um anterior e outro
posterior .na aua apoarigo, urna vez que em aeu
brilha sobra todas ss xonss (Pniiarie C/oale*
Eludes sur les konusmtt les atesar* a XIX *~
e/.peg. 148.)
Nao queremos nos internar no exame doa Mi-
tigas lempos; nio entrn isso em o nosso ealea- .
lo. Se preiendessemos rasgar o veo que encobra cado perfidia da Raro, da NWa ly
a anliguidade, e penetrar no seu intrincado la- Raasa I f aata resaltado da UkersUuU da
byrintno ama verdade, reconbeceriaoe qae a j doaattgo 1
civilisago aatiga, se tal nome M: pode dar ao E parque araa catee aartyree da ssaosM
maior ou menor adiaotamento dessas sociedades, sia lamoladoa na altar da ignorancia, sea
sempre seteseou no egosmo e oa forga ; e laso, Ida escravido? poraoe roarehavaa tan
coovm oo esquecer, era
._ tira a imponan-
eia do outro : ambos elles marchara atravs das
edades no aesao p da agualdado Nio dado
um absorver nem sopplantar o outro.
E' esss a ordea a harmona, que tem sido es-
ta belecidas no principio dos lempos, a que um
alterage teem alravessado o curso dos seculos.
O verdadeiro movimeolo civilisador da huma-
nidade deve por coosequencia resultar da rigoro-
sa e justa desenvolugo, bem como da legitima
apreciagio desles dous elementos. Quando o es-
pirito do seculo deixa-ae desvair re ir>nsviar-se
do caminho, que lhe foi tragado oa ordem do aeu
progresso, a bamanidade retrocedo, e, detendo o
seu curso, aesba por perder o que j havia alean
gado.
E esse exactamente o testemuoho da historia
as naces mais adiantadas no caminho da civili-
sago tem sido aquellas qae aais se lem compe-
netrado do valor do sea elemento racional, e que
o tem justamente estimado.
c Entretanto o mundo nao perece. Os destinos
humanos seguem seu curso e obedecem seu
prgresso. Qusndo Romadrme em saa lelbar-
gia Bisancio eusaia viver am pouco ; quando 8i-
sancio acaba de se extinguir, as tribus do Norte
acceitam o chrislianiamo e comegam a cavalla-
ria ; quando a.Allemanha vegeta na coofuso de
suas guerras feudaes, as repblicas italianas scin-
tillam. A civilisaco urna chamma errante
nunca se apaga m parre alguma, e
que
que
nunca
squecer, era urna coosequencia ri-
gorosa do espirito que doraioava o mundo.
as sociedadea antigs, sujeitss so-ferreaho ee-
pesinhamento do sensual pohyheismo o|o poda
haver o verdadeiro conhecimento de principio de
justiga, que alimenta a vida, doa povos; e na au-
eeocia desse conhecimento as molas do organis-
mo socisl se achavam impossibilitadaa de ssan-
ter-ae em perfeito equilibrio : o fiel da batanea
penda sempre para o lado de corrupgio, e por
isso que essas sociedsdes nuoca foraa dvlli
ssdas.
Os lempos anligos representam o reoado da
materia, a idea nenhum valor, nenhuma torea ti-
rina. Ora a civilisacio nio pode sor o resultado ds
forga ; o elemento moral qaedi-lhe incremen-
to e f -la apparecer. A civilissgo coosisle, cmo
poodra o eacriptor citado, < ns forga moral de
urna nago, na sus forte e reconhecfds disciplina
e na aympalhica energa, qae -la marchar co-
mo um s homem. >
A civilisago o reconheeieaento e o desenvol-
vlmeolo do imperio da liberdade.
Mas quaodo tete a liberdade seu ingresso no
mando ? Depois da appsrigo do chrislianiamo.
* A palavra liberdade tem aido o involaero hy-'
pocria, que lem acobertado as i leas aais peri-
gosas a aais perniciosas ordem publica ; tem
sido a gida de eoteonio preparada para cobrir
aquellos, que immiscuidor na rede daa turbulen-
cias snsrchicaa, tem pretendido deitar por trra
todo o edificio da aociedade, como se liberdade
fosse syoooimo de iicengs, coao se s liberdade
podesse servir 4 clculos mal intencionados.
Tem -se querido innocular nos eeairilos menos
esclarecidos qaa a liberdade repngna religlo,
que mesmo a sus msis perfeita sutithese; na-
da, porm, aais inconcebivel que estas ideas
tendentes desarraigar do corago humano o ios-
tinelo de religiosidade, que o deve animar; nada
menos conceolaoeo com o bom aeoso e com a
razo.
Pelo contrario, oo seio da religiio que s li
berdade atiinge a aua maior perfeigo, a sua mais
bella plenilude: a religio a guarda veladora
da libardsde ; ella que, guiando-a, como pela
mi, fa-la deaviar-ae do caminho da aoarebia,
termo fatal da aua perdigo. A religiio a guar-
da da liberdade no mundo. Ubi spiritus Domini
ibi libertas.
Cunvm precisarmos muilo o sentido em que
deve ser lomada a palavra liberdade ; fsz-se mis-
tar que a compreheudamos bem.
Liberdade nao quer dizer faculdade de tudo
penaar e de ludo obrar: o homem nio Ilimi-
tado em auas operages. Sahiodo das raaos de
Deus, elle foi dotado daquella perfeigio, quo era
compalivel com a sua natureza ; cedeodo, po-
rm, aoa impulsos da primeira mulher, decahiu
dessa saa primitiva grandeza, e deasa aua queda
appareceram para elle, como consequencias ne-
cessarias, a ignorancia, a sensualldade e a eicra-
vido.
Ora, se a queda primitiva demandava urna re-
dempgio ulterior, e ae esta redempgio eoosuro-
mou-se ns pleoitude dos lempos, s liberdade,
que se havia abatido com s queda, nio poda dei-
xar de ae reerguer com a redempgio. E ae nio es
tamos supbismando. como de fado nio estamos,
parece-oos injusto dizer-se que a liberdade nao
se pode conciliar com a religio, que os seus di-
rtitot sao difficeis de combinar com a realeza re-
ligiosa, como o faz Guizot. Pelo contrario nao ha
combioago mais harmnica.
A liberdade, diziamos nos, nio a faculdade
de ludo penaar e de tudo obrar; se assim succe-
desse, j oo hatera liberdade, a hceoga toma-
ra o seu lugar, e se apreseutana coro toda a he-
diondez da sua fealdade. < O arbitrio da vontade
como noa ensina Santo Agostioho, s verda-
deramente lirre quaodo se nao escravisa so vicio
ou ao peccado arbiirium voluntatit tune esl
t^ lih.ru.r., viiiu ptecatis que non servil.
Ora, assim entendida, a liberdade pode ir de
de encontr i religtao? e esta pode repelli-la de
aeu seio? cerlamente que nao. A liberdade o
mais prodigioso dos pro ngios divinos, permittiJa
a liberdade da phrase de Donoso -Cortea; a roli-
giao o smiuario da Esposa de Oeus e a saba ju-
na em essencia nao pode desta mineira contra-
riar-se.
Cruz e liberdade.... esta a divisa do verda-
deiro progreaso humanitario ; sem a cruz nada de
liberdade : nos bragos da cruz que sa acha ina-
cripla a regenerago humana e sem liberdade nao
pode haver regenerago poasivel.
A liberdade nao se eonciliacom a cruz... Re-
lire-se por um pouco a razo e ceda o seu lugar
a historia: veoha esta com os esplendores de sua
luz ofTuscar a esses que tal affirmam...
O mundo enligo achava-se agrilhoado nos fer-
tOIAA* dura escravido: por todas as parles
cadas, por todas as parles escravisamcolo... ne-
gra phase Os mais proeminentes vultos da an-
tiguidade nio poderam-se livrar de terrivel pe-
eadeio, que opprimia o seu tempo; com toda a
aua acieocn elles nio poderam preservar a hu-
manidade dos tyrannos, nio poderam liberta-la.
Que espectculo oos aprsenla a historia? Ana-
xagoras deflohando seus dias era um carcere, e
parlindo del le, j velho, para o patbulo do exi-
lio.
patriotasmas roubar um por um todos os filhos
que oascessem dsquelle cassmeoto odioso.
Seguodo o brbaro pensamento que animavam
era isto castigar no mais alto grao o pae e a
mae: era restituir 4 Suissa, onde os filhos de-
viam ser educados na ignorancia de ana origem,
coragoes e bragos desvairados traco da patria
que nica deviam amar e servir.
Bem assentada eata determinagao, os dous ba-
roes Ungmdo nio se preoecuparem mais do seu
pozar domeatico, esperaram que chegasse a occa-
sio de viogarem o ullrage f-ito altivez do seu
carcter. Trataram de pr-se em intelligencia
com algumaa pessoas de Vieons, e mosmo oo in-
terior da casa do aeu inimigo ; depoia, apenas ti-
verara noticia do primeiro parlo da sobrinha po-
zeram-se em marcha, chegaram Austria e
aguardaran occullos o momento fsvorsvel para
a execugo do seu designio. *
Esas expedigio nao lhes eustou muito, porque
os dous esposos nio estavsm prevenidos, e ju|-
gavsm se, qaanlo nao esquecidos pelos tios, ao
menos abrigo da colera delles por aua lodifte-
renga. a coodessa d'Amstadt.era este o titulo da
sobrinha dos Seelorfs, confiou o seu filhinho aos
cuidados de urna ama de leite. Esta mulher
loi seduzda fcilmente, e desappareceu com a
crianga.
As iodagaces multiplicadas qae ao conde sug-
geno o desespero, nao poderam descobrir-lhe os
vestigios dos raptores. Madama d'Amstadt esleve
S pooto de sucumbir de dr: salvou-a
Aristteles, a carregado de annos e de gloria,
de, porque queriam-ae libertar daa* aiijnlaa t
sea lempo.
Planla-se, pora, no mando a eras, troca as-aa
ss aceas, a a veraadeira liberdade apeara*: 4
ama completa aolilhese, que ae para aa vida da
humanidade. J nio aa v o pensamento acra-
visado, j sa o v gyrando aa ana legHiaa ai-
bita.
No reinado do paganismo o qaa sa vf aqui
aais repugnante degradagio; ali a mais iaareat
e desmesurada tyrannia. No reinado da eras aa
scanas diversificara : a liberdade resplandece em
leda a su t magnificencia; pora sempre regra-
da, aempre liberdade, nance hceoga.
Um dos grandes incrementes nao e craz dar
i cinlisagao fra a guerra qaa ella declarara
escravido.
Daacerrando o chra.lisa.sao pelo gleba oaaa-
to de sua beoefleente influencia a escravido afta
poda escapar perspicacia do suas valas Pee
isso que vemos o christaaisao roabai-la co-
mo o maior inimigo da orJern social. I*
cansa da guerra persistente e tenaz ajan a
lhe tem (ello, o qae explica
meato.
A esrrsvidio a maior a a aais fivgraoSo fias
violagoes da lei da natureza ; (ai afcataa rae-
dor ddades antigs e atada boje a eaaga
gangrenosa, que deu oh a aociedade ea qnesaa-
sisie.
Lance-se urna vista retrospectiva sobra pa-
norama da historia e coobecer-se-ha a sua (asa
la ibfioencia na balance do universo.
Destruida e anoiquilada a egualdede nataral
devia naacer eomo (coosequeocia legitiaa a par-
versao da verdadeira noci da *grtrft so-
cial, da ecasaira qae a aociedade aatiga seapra
leve por fundamento uaa base falsa, qaa eeesti-
tuia o elemento principal do seu defiahaaeato.
E de outra raaneira nio poda ser, allealaa SS
ideas qaa predominavaoa sobra a escravido pa-
ga. Esaas idaa eram tao avMtanlea qae Heasa-
ro nos arrosbos de sea poetice imaginario nega-
-" va ao escravo aetade do espirito. O eae asis
admira, porm, qae semelhsole abordo teoso
aceito e partilhado pela philosoj.hia platnica.
Assim o seohor nio podisolhsr para o escravo
senio coao ama maebina, na instrumento roao
o chamava Aristteles; e o escravo ominado
pela impresso dos tratos qae lhe (aziaa sofirer
conaervava um entranhado odio contra o tyraano
de saa sorte, contra o carrasco de sas vida.
E desta aviltamento revoltante das relages fie
senhor e do escravo origina va m -se todos os ma-
les sociaes : o seohor oio via um semelbaate na
quelle qae por acaso da aorta Ibs parteada, a
maior crueldade acoapaobava oa seas tratos, o
mais estpido despolisaose deixavs ver ea saas
mandameotoa; e se oatenlava aaapra coao ty-
ranno, como senhor, no rigorismo amiga fiesta
termo.
As cousss se sebsm nesle p: a degradagio fia
natureza humana havia-ae elevada aais paad-
vel, a saa autonoaia tornra-se inteiraiants
desconhecida quando doa confias d'Asis reaese a
palavra de regeoeragio, que tinha de ecboar ss-
gestosa e altisonante pelos angelas do eaiven,
porque o mesmo Chrialo disera aoa seus apsta-
los manifestae clara lux do di* o que $ en-
cuitas vos tem sido revelado prega* publica-
mente o que se vos tem dito ao oaeto.
A Cruz abrir um novo e laminoso horisoate
para a humanidade, que ss achara abysaafia sea
trevas da ignorancia, que ae acheva jungida aas
carros do despotismo operou-lhe a iraaatcceo
para ama nova civilisago.
E' pela cruz qae se resolve o maior a s sin
importaule problema socisl o de coesiitaicie
da mesmi sociedade ; por ella, e s por da
que o goveroo se torna governo, amigo da sdsa
e protector da liberdade. e que oa subditos se-
cundara o governo ns eonsecugo do seu lias, so
preenchimeuto de saa aisso.
A cruz oo eseolhe foraa de govorao; tanto
impera na monarchia, coao oa repblica ; a saa
lei propria para formar nona cidadioa quer na
repblica mais livre. quer na monsrchia mais ab-
soluta. Mirabeau se engaara quando dissra aas
para detmonarchisar a Fraeca coaviaba Seace-
tholisa-la. Nio ; o povo pode instituir a gover-
no que mais adaptado for aoses andamento pro-
gresado ; a religiio oio lhe lolbe a liberdade fie
fazer a delegagio de sua soberana seguodo as
saas necessidades vitaos o exigirem, coa teste
que elle se compenetre ds necessidade da iuflasa-
da religiosa, a nica propria para salvar as sa-
ciedades as grandes crises. < O hornea, diz
Bahms, ser tinto mais digno de liberdade quin-
to for mais religioso e mais moral, ter meaos
necessidade de um freio exterior quando encon-
trar um mais poderoso ea sus ceascieoda. a
E' a religiio catholica, cujo symbulo a cruz
que, plantando a verdadeira agualdado, (as aas-
cer na sociedade a sincera liberdade, a liberdade
christa. E assim que a cruz lem eivtliaese e
mundo: c quebrando todas aaaervidoeeno asa-
do e dando-lhe todas s liberdades, s liberdade
domestica, a liberdade religiosa, a liberdade po-
ltica e a liberdade humana. (Donosa Corl).
Tendo de comecar a regenerago da huaasi-
dade pela rehabihlagio da familia a cruz escolaos
o seu mais importante elemente a anisar
porque a mulher a verdadeira vida da sitiada'
de domestica. (Coatisaar-sa Aa.)
encontrar dama austraca, ambos elles, posta que joveos
chefes da familia de Seelorf. ioTaaran Inzir urna
- Queras, ver que o homem yae levar-me pa- affroota. que os bumilb.va n" { Jmn e na-
as Indias, ou par. Calabria I peosou Pomoi- cooalid.de. Pormaram o stnguSaXi
sos ;s*eos
ra aa inaisa, oa para a Calabria I pensoa Pompi- conahdade. Formaram o sim oro
don ja menos salisfeito do sen encontr. E' ura | jecto-oio de arrancar a sobrinh!i^M Ks do
reerutador ingles, oa algum chefe < j bandidos I seu rapior. jesu esposV.^o'; VueTrslBre'xpdr
' a sua vergonha sos olhos de todos os seus com-
italianos.
porm
urna nova gravidez d'ahi um anno. Alguna me
zes ames dess'ontro parlo seu marido morreu nos
combates. A infeliz senhora deu luz urna linda
menina, que devia mitigar-lbe a amargura de seus
pesares entre duas fnebres recordagdes__a dr
de ter perdido osea filhoque anda chorara, e a
de lhe ler morrido o estremoso consorte.
Desventurada I Walter de Seelorf e aeu irmo
sem commiserago|para a sua victima, partera d
novo de Seelisberg, correm Vienna, e ali se
empregam com furia inferoal em raptar a peque-
a Henriqueta, que o cu havia dado como pe-
nhor da sua misericordia i pobre viava deso-
lada.
Porm essa segunda expedigio foi complicado
por um incidente singular. O bario Arnold ae
tinha enamorado secretamente de sua sobrinha
multo antes de ella cssar-se. Esta paixo, prin-
cipio refreiada pela colera do orgulho humiliado
se accendeu mais ardente quando depoia da mor-
te do eonde madama d'Amstadt flcou senhora, e
livre de diapor da aua mo. Arnold quiz dissi-
mular a perturbarlo do seu coragio, e o projecto
chama-la vida,e o cooseguiu musculosamente,
prometiendo reslituir-lhe seus filhos.
J se sabe,' Arnold impoz um prego essa
restituigo ; e posto que aconlessa fleasse pene-
trada de eapanto idea de renunciar ao culto,
que votavs anda memoria do seu marido, com
tudo nao teve a coragem nem a fraqueza de re-
pellir o homem que se offerecia para enchugar-
lhe os praotoa de me, muito embora flzesse cor-
rer mais abuodantea as lagrimas da esposa.
Madama d'Amstad empeohou a aua palavra :
os dous filhos lhe foram restituidos ; e o baro
Arnold nao deu parle do casameolo seu irmo
Walter, seno depois de se ler posto ao abrigo do
ressentimento e da vioganga deste em paiz estran-
geiro e sob um nome suppoato.
Foi a datar dessa poca, diz a legenda, que o
baro Walter de Seelorf, devorado de dr e de
vergonha, se poz em seguimento do irmo que o
trahiu. Dez annos gastou em percorrer a Europa,
voltando final para Seelisberg bastante arrui-
nado, sem ler podido descobrit o reliro de urna
familia, que lhe fugia cora lana vigilancia, quan-
lo eucaroecimento punha elle em persegui-la. No
anno de 1384 caaou-se com urna' jove.n, pobre
como elle, mas tmb-m como elle dolada de co-
ragem um pouco feroz, e de exaltado patriotismo.
Teve um fiho em 13S5, e em 1386 foi morto na
batalha de Sempach como j dissemos.
Os chronistas, smigos sempre do maravilhoso,
pretendem qae o baro Arnold, eoto servigo do
duque d'Auslris, fra quem dirigir o golpe con-
tra o irmo oa coofuaio do combate : nos porm
oio acreditamos nessa trgica verso, a qual to-
dava merece a aceitago do vulgo, que se deixa
mui fcilmente levar pelos ornatos verdadeiros
ou falsos de toda narrago trgica : e coocluindo
esta digresso, acrescenlamoa que o ramo dos
Seelorfs descendente do bario de Arnold perpe-
tuou-se com grande prosperidade, m.a sem nota-
vel influencia na Suissa, onde guardou-se-lh
rancor pela aua alliaoga auatriaca, ao passo que
a linha representada pela deacendencia do baro
Waller conservou-se pobre, se bem que de posse
da cousiderago publica.
A primeira das seis gravuras que o inglez eia-
mioou, representara o rapto de mademoiselle de
Seelorf pelo joven conde d'Amstadt. Ns aeguoda
e terceira via-se os dous irmos, disfargados em
ciganosspoderar-se dos filhos da condesas. Na
quarta o baro Arnold depositara no leito da me
moribunda oa filhiohbs que deviam resiitui-la
vida. A quinta apresentava o baro Walter em
busca de aeu irmo e sobrinha n'uma circunstan-
cia em que quasi os ia encontrando. A sexta fi-
nalmente representara um doa episodios da ba-
voz alta sem mostrar o menor signal de assreve-
, gao ou de reprovagi*. sem meaao tesleaewsar a
mais ligeirs commogo ; apenas disse quaade cea
cluio o seu exame :
J li to passados quatro seculos I... Qae
encadeamento de tactos 1 Que destines bizarros I!
K correa para ama daa janeilaa que deilavaa
sobre o lago, abriu-a, a inclinon-ae para aa as-
das. O lago agitado com se fnsse aa aar as
sopro repetido de terrivel furagio vio ha atorrar a
quebrar-ae oa praia com sinislro gemido Apezar
da geada que caba, apezar do fri penetrante des-
sa noite tempestuosa, o inglez ficou lonco leaee
com os bragos cruzados, o olbar flxo na aihaee-
phera sombra, e o pensamento absorvido n'eaa
comtemplagio que na apparencia Ibe dava a is-
sensibilidaue de urna e tata.
Teriam elles chegado Kussnschl? Teas
que assim seja, e ao mesmo lempo deaejo. Tesas
porque todo o acto de lemerida Je erada s
mulheres. e ella datar o triumpbo desea 1a-
gem temeraria : deaejoporque eolio podern I
descocerlo ex-rcer a mioha viogaogo- sobre aa
bos, ella eelle; porque emfim as taaestaoa
do meu cor.gao sio aa nicas que podem v
me....Urna colera como a aioha nio ehaae s
cu em aeu auxilio; a Previdencia e o atase mal
podertia servir me.... "
O Inglez fechoa e janella, sea too se asas
evou a penna ao liateiro. e enceren para e p
pe em que dispunha sa a escrever. *^
Que lhe direi ? murraurou elle. Peron aav
lavraa comegar eata carta, oa este bilhete? 0*7
ae eu eecutasse os impelos ds minha alas i
rpido eocberia estas paginas brancas '
legria deixaru transpirar t.ntos pens'.i
risoohos, maa onde a ddr a o ciume s
depr exclamages de furor, lagrimas da
perol.... Experimentemos.
E dursote mais de urna hora esse hornea esere-
veu com eslranba rapioer, com araa emmTt**
crescente que do cerebro e do coregio Ibe S
va para a penna, a qual elle mova T aislij
gemer sobre o papel, e depo.s amarrotava-e asa
i repelos insensatos.
que nutria no seu espirito. Pavoreceu Walter talhs de Seapacb. isto Waller sendo ferid
no rapto premeditado, voltou Saisss, e occal- '"
tou n'uma aldeia do caotio de Schwitz a pe-
quena Henriqueta reunida seu irmiozioho.
I'rerendo todava que a desgrsgada mae oio po-
deria resistir & este lerceiro golpe, Arnold pre-
texlou a necessidade de ama viagem 4 Frange, e
toda a pressa triosporton se 4 Vienns. Encon- ,
trou a coodessa em tal estado de desespero, que gtvel.
r^KJ'^r'"?' J"-tandM,d>. rendo de cora-la. Elle, porm, encarregou-se ae las pintaras. Leu os textos por duas vezes e em
as costas pelo baro Arnold u'um"momento"em
que fazia fagir um grupo de caralleiros aus-
riacos.
Cada qual dessas gravuras, dignas da parede de
urna taaca, era acompanhada da sus legenda res-
pectiva em eslylo heroico de um allemo mais
que mediocre, porm suficientemente intelli-
Louco que son I exel.mou de repesas, la-
queco me de tudo.. choro... e... (acerosa
passando a mi sobre os olhos earaidee) e
sar-lhes-hei riso I... Nio, oea as liaba
ama palavra, nea am suspiro!... Asia '
ces sao proprias de am menino, do beata
propria a aegio I O menino espere, e
viesa... Deagragadoadaquellea qae ae si
asHluses generoaaa da ainha iufancia I
vim auppplicar, nea enternecer va
Para que,pois, hei de|servir-me de meioa
tes e ridiculos, quando aoa ea proprio es
causa o juiz, o vingador... a o carrasco I!
O supposto Inglez despedagou r----rilsdaaaa
te aa folhaa que enchera, e aiirou-ae ae
Depois cedendo 4 fsdiga deitou-se a ea tea
tempo adormecen.
{Continuars-ha.)
PERN. TTP..DE M P. DEf ARIA & F1LB0.1


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