Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09910


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Full Text

V*
AMO XXXVIII. HOMBRO 6.
Pif tres mezes adiantados BfOOO
Por tres mezes yeoeidos 6$000
OUlHTA FEIRA 9 DE JA1EIR DE 1S62.
Pinino adiaDtade 19|O0O
Porte franco para subscriptor
ENCARREGADOSOASUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrioo de Li-
ma ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ;
Aracaty, o Sr. A. de Lemoa Braga; Cear o Sr.
i. Jos da Oiiveira ; Miranhao, o Sr. Joaquim
Marques Rodrigue; Psr, Justino J. Ramos;
Amazonas, 0 Sr. Jerorjymo da Costa.
PARTIDAS DOSCORREIOS.
Olinda todos os dias as 9Ja horas dodia.
Iguarass, Goianna, Parahyba as segundas
e seitas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altioho
e Garanhuos as tergas-feiras.
Pi d'Alho, Nazarelb. Limoeiro, Brejo, Pea
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Viata,
Ouricurye Ex nasquaUas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Uoa.Barreiros
AguaPreta, Pimeoteiras e Natal quintas feiras.
(Todo* os correios partem as 10 boraa da manha
Z
EPHEMERIDES DO HEZ DE JANEIRO.
as 8 horas e 41 mnalo*
7 Quarto 'crescento
manha.
15 ({tjtaieia as 11 horas e 14 mioatos da man.
22 Qasrto mioguante as 5 horas o 56 minutos
29vEua nota asi horas e 7 minutos da tarde:
PREAMAR DE UOJE.
Primairo as 11 horas e 4-2 minutos da manha.
Segundo as 12 horas e 6 minutos da tarda.
i
DAS DA SEMANA.
6 Segunda. e& Dia da Reis. Ss. Gaspar B. e B.
7 Terga. S. Theodoro mooge ; S. Nicelo b.
8 Quarta. S. Lourengo Justiniano patriar.de V
9 Quinta. S. Julio m. ; S. Celso m.
10 Sexta. S. Paulo primeird eremita; S. Googalo
11 Sabbado. s. Hygioo p. m/*J S. Honorata t.
12 Domingo. S. Styro m.; S. Zotico e seus c.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e qnintas.
Relacao: tercas e sabbsdos is 10 horas.
Fazenda : quintas s 10 horas.
Juizo do commercio : segundas ao meio dia.
Dito de orphSos : tergas e sextas s 10 horas.
Primeira Tara do civel: tergas e aextas ao meio
dia.
Segunda vara do civel: quartaa e aabbados a 1
hora da tarde.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO PUL,
Alagas, o Sr. Glaudino Fslcio Dias s sala
o Sr. Jos Martina Aires; Rio de Janeiro,TV.
Joo Persirs Martina. wf
EM PERNAMBUCO.
Os proprietsrios do diario Manoel Figoeira do
Paria & Filho, na sua linaria praca da Isopea-
dencia us. 6 e 8.
PARTE OFHCML
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente alo agoverno do dia 4 de
Janeiro de I86S
Oicio ao Drigadeiio commandante das armas.
Em cumplimento das odens imperises, sirva-
se V. Exc. de enriar-mo mensalmente, com des-
tino secretaria de estado dos negocios da guer-
ra, conforme se determina em aviso de 19 de de*
zembro ultimo urna relaco das alterares occor-
ridas com os offlciaes do corpo do estado maior
de segunda classe que residem nesta provincia.
Dito ao mesmo.Transmiti i V. S. para to-
rera o devido destino, as inclusas certides de
assentamentos dos segundos lenles do quarto
batalhio de artilharia a p Honorio Domingues
de Menezes Doria, Zefariuo Jos Teixeira Campos
e Gabriel de Araujo e Silva, 09 quaes me foram
enviados com a uso do municipio da guerra de
23 de de dezembro ultimo.
Dito ao mesmo.Remello i V. Ex: para ter
o conveniente destino as inclusas guias de soccor-
rimento dos soldados, Manoel Pereira do Canto
Jnior. Joaqmm Pinto 4a Siquetra, as quaes me
foram transmitidas pela secretariado estado dos
negocios da guerra com offlcio de 20 de dezem-
bro ultimo.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Recommendo V. S. que mande pagar a Manoel
Figueiroa de Faria & Filho, em vista da inclusa
conta que me foi remettida pelo presidente do
cooselho administrativo do arsenal de guerra com
o lucio de hontem sob o. 1, a quantia de 95g250
em que importam os annuocios mandados pu-
blicar pelo mesmo conielho no Diario de Per-
natnbuco a cootar de outubro dezembro do au-
no prximo passsdo.Commuoieou-se aocoDse-
lho administrativo.
Dito ao mesmo.Declaro V. S. para seu co-
nhhecimenlo e direcco que existe na secretarla
desta presidencia, remetudo pelo Exm. Sr. mi-
nistro da fazenda com aviso de 21 de dezembro
ultimo o titulo pelo qual foi oomeadoo pratican-
te dessa thesouraria Jesuino Rodrigues Cardozo
para o lugar de amanuense da secretaria da mes-
ma thesouraria.
Dito ao mesmo.O brigadeiro commandante
das armas, referindo-se a communicago qua lhe
fizera o director do hospital militar acaba de
declarar-me com ofcio de hontem, sob n. 9, qo.
no dia 1 deste mez despedir os sarventesdiquel-
le ostabeleclmeuto Manoel Antonio, Manoel Si-
mio, o Sabino Joo Climaco da Cruz, o que fago
constar V. S. para seu conhecimeuto.
Dito thesouraria provincial.Aonuiodo ao
que me requisilou o chefe de polica em oilieio
de hontem sob n. 15, recommendo a V. S. que
mande indemnisar o administrador da casa de
deteoplo da quantia de 28&-200 rs. proveniente
daa diarias de dous mezes a razo de 240 rs.,
que foram adiaotadas a ctia um dos reos Joo
Manoel da Silva e Manoel Leite Perreira quese-
guirsm no dia 31 de dezembro ultimo para o ter-
mo de Flores, aGm de serem all julgados,
Dito ao commandante do corpo de polica.
Mande V. S. eotregar ao thesoureiro da reparti-
do da polica, conforme requisilou o chefe de
polica em ofcio de li jotera sob o. 8, a qumtia
de 135030 que foi abouada pelo corpo policial
da corle aos sida ios do corpo sob o commaodo
de V. S. Antooio Perreira Guerra e Jaouario
Antonio dos Santos como se v dos inclusos do
comentos.Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo.Nesta data recommendo ao
brigadeiro commandante das armas. qe mande
inspeccionar os voluutarios que se querera en-
gajar para o servico desse corpo emquanto esti-
ver em commisso fura da capital o Dr. Jos Joa-
quim de Souza, e remeta -lhe o resultado de taes
iospecges podando V. S, contratar um medico
para o servico do corpo sob seu comcando du-
rante o impedimento d'aquelle Dr. o que lhe com-
munico e em reaposia ao olUcio de 31 ae dezem-
bro ultimo sob n. 574.
Dito ao director do sr3enal de guerra.O Exm.
Sr. ministro da guerra dando solugo consulta
feita por Vmc. em aeu ofcio de 20 de novembro
ultimo sob n. 333 declara em aviso de 19 de de-
zembro prximo iindo quo devem aer remanidas
para a corte todas as boceas de fugo de brome de
calibre 3 a 9 coraprehenlendo as pegas de mon-
tanln, que existem nesse arsenal, bem como as
quatro de campanha que esto ao servico da
companhla de artfices, as quaes depois de rala-
das no aviso de guerra da corte, sero de novo
devolvidas, o que communico Vmc. para aeu
conhecimenlo.
Dito ao mesmo.De conformidade com o avi-
so do ministerio da guerra de 23 de dezembro
ultimo, mande Vmc. fornecer ao 10 balalbo de
infantaria o armamento, equipamento e raais ob-
jectos mencionados ua nota inclusa por copia.
Communicou-se ao commandante das armas.
Dito ao mesmo.Maode Vmc. receber nesle
arsenal alguns objectos que sendo consideradas
inuteis ao hospital militar todava podem ter al-
guna mister nesse estabelecimenio osquaes sero
para ahi remettidos por parte do brigadeiro com-
mandante das armas.Communicou-se a este.
Dito ao director das obras militares.Trate
Vmc. de com a maior brevidade possivel, man-
dar caiar e aceiar os estabelecimenlos militares
conforme solicita o brigadeiro commandante das
armas em ofcio n. 8 datado de hontem.Com-
municou-se ao inspector da thesouraria de fa-
zenda.
Dito ao eogenheiro fiscal da estrada de ferro.
Para poder cumprir o dispoalo no aviso do mi-
nisterio da agricultura commercio e obras publi-
cas datado de 20 de dezembro do aono prximo
passado sob n 71 recommendo 6 Vmc. que ulti-
me e me remella com brevidade o projecto que
se aeha encarregado de apresenlar para reforma
das tarifas e rogulamentos conceroentes ao servi-
co da estrada de ferro desta provincia e de que
trata o meo ofcio de 11 de setembro daquelle
anno.
Dito ao juiz municipal de Iguarass'.Tendo
apparecido a copia do edital de que trata o seu of-
flcio de 25 de dezembro ultimo torua-se desne-
ceisarlo a requisito comida no desta presiden-
cia de 2 do correte, cumpriodo porem que Vmc.
faca ejunlar os documentos de que trata o de-
creto o. 817 de 30 de agosto de 1850, a petizo
que ioclusa remelto-lhe de Jos Teixeira da
Malta Cavalcanti, a qual me foi devolvida com
aviso do ministerio da justiga, de 4 de dezem-
bro do anno prximo passado. Preeochidas essas
formalidades remeUa-me Vmc. a referida petgao
competentemente informada.
Portarla.O presidente da provincia confor-
mando-so com a propost do chefe de polica,
de 3 do correte sob o. 5. resolve exonerar do
cargo de subdelegado de polica da colonia
litar de Pimeoteirae, quinto dtstricto da Ixe
do Bonito, o capilo Bazilio do Amorim Bezotj
quedeixou da exercer as uucces de director a
lecmento, a mala para o referi-
do cargo o lente Antonio tllela de Castro Ta-
T,*cn>ln"icou-ao ao chefe de polica.
rovincia conforman-
do-se em a propost. do teneote-corooel com-
mandante do batalhio n. 3Q.de infantaria da
guarda nacional do municipio lo Buique sobro
que loformou o respectivo commandante supe-
rior em 26 de Siembro ultimo, resolve ns forma
rU-48 da le a, 602 de 19 de setembro da
1850, Hornear offlciaes do referido batalhao os ci-
dados seguintes :
lente quartel-mestre o alteres da oitava com-
panhia, Leonardo Bezerra Pessoa Cavalcanti.
Primeira companhia.
Teneote, o alteres da msma, Jos Gomes de
Mello.
Alferes, o sargento, Miguel de Barros Silra J-
nior.
Segunda companhia.
Capilo, o lente da mesma, Antooio de Aravjo
Cavalcanti.
Tenente, o alferes da mesma, Luiz de Araujo
Cavalcanti Jnior.
Alferes, o sargento Antocio Moreira Barros.
Terceira cempanhia.
Alferes, o sargento Thom Gomes da Silva.
Quarta companhia.
Capilo, o tenente da mesma Antooio Vitalino de
Mello.
Teneote o alferes da mesma Ponciano de Araujo
Cavalcanti.
Alferes, o sargento Francisco Bezerra Caval-
canti.
Quinta companhia.
Tenente, o alferes da meima Jacob Bezerra Ca-
valcanti.
Alferes, o sargento Antonio Tenorio da Rocha.
Communicou-se ao commandante superior res-
pectivo.
Dita.O presidente da provincia resolve no-
mear interinamente o alferes do estado-maior
da segunda classe Clemenlino Francolino Tavares
para o lugar de ajudaote da colonia militar de
Pimeoteiras.Communicou-se ao commandante
das armas.
Diia. presidente pa provincia atteodendo ao
que requereu Horacio de Gusmo Coelho esert-
vao das offlcioas do arsenal de marinha desta
provincia, e tendo em vista a ioformaco do res-
pectivo inspector datada de 30 de dezembro ulti-
mo resolve cooceder-lhe 30 dias de licenga com
veocimeotos. para tratar de sua saude.
Dita.Os Srs. ageotes da companhia brasiieira
de paquetes a vapor maodem transportar para a
corte por conta do ministerio da guerra no pri-
meiro vapor que passar do norte, aos recrutaa
Manoel Joaquim de Souza e Aotonio Fraocisco
Ferro, fleando wb effeito a portara que neate
sentido exped em data de 31 de dezembro ul-
timo. Communicou-se ao commandante das
armas.
do
* Expediente do secretario
goveraoi
Offlcio ao inspector da thesouraria de fazenda.
S. Exc. o Sr. presidente da proviocia manda re-
m'etier V. S. a inclusa ordem da thesouraria
nacional datada de 2* de dezembro ultimo sob n.
zll.
Dito so mesmo.De ordem de S. Exc. o Sr.
presidente da provincia transmiti V. S pira o
flm conveniente as inclusas ordeos, sendo doas
do thesouro naeiooal sob ns. 201 e 208, e ama
em duplcala da repartido do ajudaote general
n. 298, bem como um ofcio circular da directo-
ra geral das reodas publicas datado de 2 de no-
vembro do anno prximo passado.
Dito ao mesmo.O juiz municipal do termo
do Limoeiro Dr. Marco Tulio doaReis Urna par-
licipou que em 22 de dezembro ultimo assumio
as fuocces da vara de direito da respectiva co-
marca, o que communico V. S. para seu co-
nhecimenlo de ordem de S. Exc. o Sr". presidente
desta provincia.
Dito ao mesmo.Consta de participagio do juiz
de direito do Brejo, que por ter entrado em 19 de
dezembro ultimo no gozo da licenga que lhe foi
concedida o bacharel Francisco Jos Fernandes
Gitirana promotor publico daquella comarca, foi
nomeado interinamente paca exercer Francisco
Bereoguer Cezar de Andrade.o que communico
V. S. para seu conhecimenlo de ordem de 8.
Exc. o Sr. presidente da proviocia.
no lempo em que alguma cousa de permanente magnficamente os tributos slavos e romanos
se possa estabelecer. I com seu corajoso auxilio.
E com effeito, imposiivel Francisco Jos Esta poltica destruio a causa revolucionaria do
satisfazer as aspiracoes e at mesmo respeitar lo- magyarismo, dando salisfaccie aos conservado-
dos os antigos direitos dos diversos povos confls- res huogaros, e tera consolidado a dedicacSo dos
dos a sua proteego. Todava nunca essa pro- Croatas e Romanos, tio preciosa para a Austria.
teccao Ihes foi mais iodispeosavel e necessaria Tomou-se um camiobo
para a paz europea.
Grandes elementos monarchteos e sociaes, que
se tornaran) raros em oulra parle, ainda subsis-
ten) oa Austria. Esse imperio possue urna gro-
ja forlemente constituida pela propriedade terri-
torial, urna verdadeira aristocracia, urna classe
agrcola rica e"numerosa, o que permute a for-
mago de um ejercito fiel, e tem a felicidadede
nao estar collocado em urna deasas capitaes im-
mensas, cedo ou tardp iogoreroaveis, de que ca-
da convnlso profunda traz umacatastrophe. Mas
da diviso de sua populaco em ra;as alternas,
slava, magyar, italiana e romana, nascem parti-
dos nsciooaes que lutam uns contra os outros ;
d'shi um eofraquecimentodo imperio em face dos
eslraogeiros, que muitas vezes acham em seu
seio poderosos alliados. Sem duvida esses par-
tidos tem seus lados bons. Gragas ao patriotis-
mo local que elles ateiam, cada proviocia conser-
va urna capital chela de vida ; as tradicfes, os
costumes e idioma de rada povo se perpetuara ;
as memorias histricas se cooservam com amor,
e a independencia phantastici que nutrem a
maior parto dos homens influentes, livra-os da
corrupcao materialista e da influencia do despo-
tismo dos empregsdos.
Todas estas vantagens dao i Austria urna vita-
lidade profunda e urna forrea defensiva muito mais
consideravel do que se nao presume hoje ; ella
Ibes deve o ter at o presente triumpbado das
multiplicadas crises, cujas causas, sempre exis-
tentes, se desenvoivem agora com mais gra-
vidsde.
O plano do imperador bem simples e confor-
me com dever do chefe absoluto de lodo o im-
perio : nao estando empeohado por prometa al-
guma a favorecer especialmeote urna das ragas
indgenas, quer dota-las de iguaes direitos, e
chama-os a votar, oeste p de igualdade, seus
impostos, conscriptos e as leis de organisaco
applicaveis ao complexo da monarchia ; mantera
alm disso os costumes e as liberdades nacionaes,
provinciaes e locaes, e as respeita nesse ponto
-------------_.-----precisamente contrario ;
dividirn) a Hungra em quatro partes, aubmet-
teram-a empregsdos estraogeiros, .seu eipi-
rito o votos ; irritaram os Croatas, Servios Roma-
nos e Slovaquios.
as revoltaotes mlondencias da papelaria mo-
derna afsslaram das altas funeces civis os ho-
mens de algum valor que exigem um mechanls-
mo administrativo simples e prompto. Todos estes
despresos tem grapado novamente os Magyares
em um s campo, dominado pelas paixoes revo-
lucionarias ; e os Slavos da Hungra nao se mos-
tram to dedicados como em 1848 i causa im-
perial.
Os Magyares, agora unidos, observam sua cons-
tituido como se exislisse legalmeate, com as mo-
dificares tiradas de Fernando em 1848.
O imperador declarouqoe proclamando a que-
da da casa imperial, elles o desligaram de todas
as suas obrigacoes para com a conslituico hn-
gara, e nocoosentio em dividir seu imperio em
duaafscces.
Os_8ervios e Croatas, estreilamente unidos, do
s rniosaos Slovaquios e Romanos, repellen) as
pretencoes da nagao soberana magyar, nao que*
rem a constituido de 1848, e s pedem para que
Aqueta fielmente unidos ao imperio, mas recla-
man) para o seu reioo trino e um, urna organi-
saco constitucional disiincta dos outros estados
austracos o da Hungra ; pretendem juntar-se a
Dalmacia, Fime e frooteiras militares, que po-
riam sua disposigo, para elles sos, mais de
cem mil homens de excedente infantaria.
Se elles conseguirem constituir esse grupo,
ve-Ios-ho sustentar com todas as suas torgas os
Bosoiasques, Serviose Blgaros da Turquia.com
os quaes tem intimas relagoes; na creago de
um reino shvo na Turqua, achariam evidente-
mente apoio coolra os Magyares, quem decidi-
damente recusam a preeminencia. Seus irruios
de origera, os Slovaquios da Hungra septentrio-
nal, Oeis ao programma adopiado oa reunio de
Sainl-Marton, proteslam de sua parte contra a
soberana dos Magyares, querem tratar com elles
quando ellas conservam is principaes divises do de naco nago, exigem escolas i
imperio, Hungra, Bohemia o Austria, seu ea- urna parte proporcional ao seu numero na admi-
rador primitivo de estado separado. Assim os nistrago e representado.
Hngaros, depois do estatuto de 4880, tiveram a j Os Romanos, emBm, nago a mais numerosa na
faculdade de se administraren) i sua vootade e Transilvania, procuraraliberisr-se do jugo dos
nomear quasi todos os funecionarios o magistra- Magyares.que os mallratavam, e reivindicara tara-
dos do seu paiz. bem os direilos eleitoraes baseados em sua torga
O systema experimentado antes Hberal-fede- ---------.-.-a*- ..
rativo do que cooslituciooai-Onilaris, pois que
reclama ricamente a uoidade das Onangas e do
exercito, absolutamente necessaria A-ama grande
poteocia, quando lodas as outras possuem este
meio de concentrar seus recursos offensivos e de-
fensivos. Ve-se que o imperador nao pode con-
ceder nada de mais aos Hngaros, sem acabar com
a unidade da monarchia e aem restabelecer um
dualismo, urna semi-deslocagio que tornara a
altiva e caprichosa nobreza magyar senhora dos
destinos da Austria.
Nao se pode negar que a poltica imperial tenha
todas as apparencias de equidade e razio.
Todava impraticavel presentemente, porque
os Huogaros recusam ceder algum de seus ami-
gos privilegios historeos, e al mesmo alguma
das concesses exorbitantes que extorquiram em
1848. Se persistem em suas exigencias, nao have-
oumerica ; do as mos seus irmaos emanci-
pados das soberanas moldo-valaqutas.
Ve-se que o soffragio universal condemnaria
a Hungra as preteng5es dot\ Manyare*, se o
imperador reeorresae a osse meio ; mas elle re*
pelleria -lambeta qualquer eosaio de fusao ger-
mnica.
A populago da Hungra, quasi toda ioteira,
deseja viver separada do resto da monarehia, e
se inquieta poucode ser representada no cooae-
Iho do imperio.
Se a represeotagio hngara fosse homegenea,
unindo-so com os deputados gallicanos e dele-
Rdos de Veneza, faria a le; a extensio dos di-
itos eleitoraes is classes plebas tira aos Ma-
gyares essa homogeneidade que elles ouli'or
possuiam na dieta da Hungra ; sem duvida
um dos motivos porque se recusam assistir so
cooselho do imperio, que sua recusa, imitada pelos
Esse futuro pao um sonho irrealisavel: to-
ca-lo-ho com o dedo e adqueri-lo-no corta-
mente com urna .diuca condigao ; que as cortea de
Vienna e Pars .cieguem de accordo urna po-
ltica conservadora e calholica. Ha muitos an-
uos repetimos constantemente esta verdade.
Nunca foi olla mais palpavel para os. Cami-
nhsndo sA sentido contrario, i lendeio a des-
envolver os fermentos das divises e revolugoes
europeas, e ser impossivel potencia alguma
grande contar seguro um futuro de paz e segu-
ranja. '
G. de la Tour.
[Monde.Andrade Luna.)
0 rgimen da imprensa na Franca.
Depois de posto em pratica o decreto de 4 de
novembro ultimo, as queslesqoe dizem respeito 'a respeilo do Uvro, er-M-ha"urna"deflnielo'
a poltica interior e a organisago constitucional tanto clara do artigo de jornal. Este nao r
tornaram a merecer alteago ; o publico assislio
novamente com empenho, saafago e algumas
vezes lambemeomcerta adeiedade aos debales que
eocheram ascolunnas da imprensa depois de ter
enchido as sesses das cmaras. Cada um, se-
gundo suas tradigoes, preceilos, esperangas ou
mais simplesmeote o seu modo de pensar, via no
celebre decreto o que desejava ver nelle ; era
concedida tima liberdade maior, cada um pre-
tenda dirigi-la em proveito dos seus interesses
polticos.
D'ahi muitas apreeiages diversas e urna certa
perlurbago laogada no espirito publico, que an-
da nao leve tempo de apreciar.* resultados da
r oulra solOgao possivel que a torga, que muitas Croatas, precisa de forga.
Despachos do dia 4 de Janeiro
de 1868.
Requerimentos.
Dr. Antonio Netto de Mendonga.Informe o
Sr. director do arseosl de guerra.
Alferes Clemente Francelino Tavares.Passe
portara noraeando o supplicante.
Ermano Jos Lourengo da Silva.Nio tem lu-
gar avista das informagoes.
Fraocisco de Amorim Lima.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Capilo Manoel Joaquim Xavier Ribeiro.Re-
queira pelos canaes competentes.
Manoel Augusto Balbiao Ramos.O suppli-
cante s tem direito s ordenado da data de sua
nomeago effectva.
Jeronymo Jos Ferreira.Informe p Sr. ins-
pector aa thesouraria provincial.
Vicente Licinio da Costa Campello.Informe
oSr. inspector da thesouraria da fazenda.
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel-general do eommando das
armas de Pernambuco na cidade
do Recite em 8 de Janeiro de
186*.
ORDEM DO DIA N. 16.
O general commandante das armas, faz publi-
co para sciencia da guarnicJJo e devido effeito,
quo segundo constou do offlcio da presidencia
datado de 4 deste met, foi por portara desse
mesmo dia nomeado o Sr. alferes do corpo de
estado maior de 2* classe Clemente Francelino
Tavares para exercer interinamente o lugar de
ajudanleda colonia militar de Pimeoteiras.
(- Assigoado.Sofdonio Jos Antonio Pereira do
Lago.
Conforme.Candido Leal Ferreira, capitao.
ajudante de ordeos encarregado do detalhe.
vezes incapaz de trazer urna solugo. Precise-
mos os elementos dessa situago tristemente
complicada.
A cora da Hungra era onlr'ora electiva. Leo-
poldo 1,'tendo expulsado os Turcos desse jeino
em 1687, os Hngaros, em recoohecimeoto, de-
ram a realeza hereditaria em favor da casa da
Austria, mas com a condicao de que o re, sendo
coroado, jurara respeitar as leis e privilegios da
Hungra.
A paz de Carlovitz em 1699 assegurou aos
Habsbourg a possesso deste paiz e da Transil-
vania. Desde essa poca at 1848 a constituico
hngara fuoccionou sem modiflcages, excepgo
todava de alguns intervallos. Assim a popular
Mara Thereza reinou durante muitos annos sem
convocar urna a vez essa dieta hngara, cojo
arrojo salvara sua dynastla ; a nobreza magyar
nao se oceupava della enio ; dedicada i impe-
ratriz, abandonara o costume nacional, e esque-
cera sua liogua para vi ver na corte e procuraros
empregos do imperio. Jos II deteve esse movi-
mento, querendo germanisar por torga os povos da
Hungra ; estes se uniram contra elle, pozeram de
novo a coosiituigo em vigor, e se serviram della
para esmagar o imperador, queobrigaram urna
paz bumilhanle com os Turcos. Desde enlo o
espirito nacional nio tem deixado de ser prepon-
derante na Hungra ; mas nao se tem desenvol-
vido nicamente entre os Magyars. Essa altiva
raga magyar, que se denomina a nagao tobera-
---------
EXTERIOR.
E' provavel que oimperadpr seja ongado por
essa resistencia a governar de novo como sobe-
rano absoluto, isto a fazer com que se votem
os recrutas, impostos e as grandes leis constituti-
vas, por um cooselho de estado ou ama eamara
alta oomeada por elle, pois que nio pode cons-
tituir um parlamento electivo.
Cada paiz Picana alm disto senhor de votar por
suas dietas e estados as despezas locaes, e pro-
vavel que es dietas da Bohemia, Hungra, Croa-
cia, Austria e Gallicia podessem receber algum
poder legislativo.
Nao vamos outro meio de sahir, al mesmo
provisoriamente, desses embaragos, Satisfazer
completamente os Magyares, seria partir o impe-
rio em dous, e descontentar a materia dos povos
da Hungra : ceder s tendencias dos Allemes
cooduziria urna violenta compresso dos Hn-
garos i seguodo inteiramenteaa iospiragdesdos
Slavos, affaslar-se-hiam das data primeiras na-
ges.
Que difflculdades para o pai ib grande familia
austraca, obrigadu pelo dever de conciliar com o
interesse geral o interesse e votos particulares das
nages diversas I
A tarefa to ingrata quanlo penivel ; e toda-
va o que auccederia se a revolta da Hungra ou
urna invaso estrangeira destruisse o imperio da
Austria ?
Os Magyares muito orgulhosos e muito pouco
numerosas, seriara impotentes para reconstiluir
no na Hungra, nao se quer expr urna tentali- sua anliga monarchia ; os Slavos e Romanos os
va de germanisago ; com mais forte razao repel
le ella toda a idea de submisso dos Slavos ind-
genas, que ella havia oulr'ora subjugado. Para
evitar um o outro perigo procura, ha uns vinta
annos, magyarisar os Slavos, Romanos e os Al-
lemes da aotiga monarchia hngara, na qual el-
la compreheode a Croacia, Dalmacia e Traosyl-
vania. Se ella podesse realisar essa fusio, s
combaterlam logo rigorosamente, procurando soc-
corros eslraogeiros.
Se a Russia tivesse triumphado de seos emba-
ragos interiores, a hora do panslavismo russo lo-
ria soado.
A Prussia exaltada pelo abatimento da casa de
Lorraioe, apoderar-se-hia da Allemanha, nao
obstante a resistencia
FRANCA.
A sociedade moderna acaoou quaM^npr toda a
parte com as tradieges e instituicoa da velhi
Europa calholica : em resultado do que nao ae
sabe mais onde se eal, nem que desUOso de-
va tomar.
Os estados mudaa de coosiituigo, como ou-
lr'ora as provincias de goveroo. As aspirecdes
oppostas se esmbatam. com furor. Cada nagao
quer ser independente a reinar sobre um povo
qualquer; cada individuo quereria mandar e
nunca obedecer.
Tsmbem a excessiva oslentago de torgas mi-
litares i que osgovernos sao abrgalos a recor-
rer, nao bastante para affaatar dos povos os ex-
tremos perigos quo os ameagam.
" A-confuso, os conflictos e perigos sao muito
monifestos na Austria, precisamente por que es-
letmperio ainda se basa em parte as tradiegoet
dopassado. O imperador procura o meio de aa*
hlr do despotismo provisorio proveniente das re-
voltas de 1848, e de coociliar, por um systema
mixto, o amigo rgimen federativo com a cen-
tralisago constitucional, e os privilegios da
Huogia com os interesses communs das ragas
indgenas esses esforgos cooseteadosos, s te'n-
dem i urna oora forma provisoria. Oa obstcu-
los de (acto e de direito toroam actualmente in-
veoclveii si difflculdades. Ainda nao eslamos
-. a resistencia do grupo austro-bavaro,
reatara ao imperador submetier-se s exigencias' que detesta os Allemes do norte,
da Hungra, e elle deveria considerar-se feliz de A Franga nopoderi,
ser anda acceito, como re constitucional, por
essa bellicosa populago de quioze i dezeseis mi-
lhes de almas. A nobreza magyar esperava
ebegar seu Bm em 1848 :jeis por que de urna
parte tirava ao imperador a concesso de um mi-
nisterio e goverao absolutamente dislinctos, em-
quanto, de outra, procurando o apoio das mas-
saa, auppnmia ella mesma urna parle de seus an-
figos privilegios, acceitava sua porgo de impos-
tos, se submettia i cooscripgao e mulliplicava o
oumerodos eleitores. Ella destruio-se contra a
resistencia das nacionalidades croata, slava e ro-
mana, que se uuiram aos Allemes, e sustenta-
ran) a corte as sangrentas luas de 1848 a 1849.
O xito nio lhe podia ser duvidoao, nao obstante
oharoismodos Magyares, leara elles suecumbi-
do, iadependeate mesmo da iovaaio russa : Gcar-
gei reconheceu eale facto.
Na mesma Hungra os Magyars, que nio con-
tim seis milhes da almas, viam sublevarsm-se
contra ei parto da seis mlihes de Slavos, dous
milhoes de Roumanos e om milho de Alinales,
ajudedos fra por doze milhoes de AUemea*sla-
vos. A revolugo, nica alliada da causa ma-
gyar, era subjugada por toda a parlona Europa;
o partido de Kossutb, abandonado por urna nota-
vel fracgao'sja nobreza? hngara, nettinba algu-
ma sorte de auccesso definitivo.
As faltas dogovtrpo austraco modificaran es-
sa situago: elle exagerou a represso em 1849,
a irritis depois por um despotismo centraliaador
todos os povos da Hungra; dJUd provm em
grande-parte o actual poder do asgyarismo. De-
poisds expulso de Koasuth e do enfraquecimen-
to de leu exercilo, o programma que deveria ser
seguido pelo goveroo austraco pareca clara-
mente indicado : elle devia punir smtnle com
rigor os cheles pripcipaes da revulta,
pela clemencia as mauaaoerturbadas,
mo com
."Je;
, sem compensagdes, del-
xar formar-ae ao longo de suas frooteiras incom-
pletas urna poteocia de 45 milhoes de almas ; se-
ra obrigada a reivindicar a lmha do Kbeno, que
nao ganharia sem ter esgotado os recursos offen-
sivos da Inglaterra.
Que sangrentas dilaceragoesna Europa I Quem
poderia prever o seu Qm ? E se a Fraoga fosse
victoriosa, depois de urna luta terrivel, a Euro-
pa calholica nao deixaria cora tudo djfterder
urna grande potencia, e nao seria meflQllnea-
gada de toroar-se um dia republicana ou eos-
saca.
Supponhamos pelo contrario que a Austria
veoce os perigos e embaragos do presente ; que
consegue reunir sob seu sceptro, goveroando pa-
ternalmente, as diversas ragas que constiiuem
seu imperio ; admitamos que seus imperadores
tenbam intelligeucia e torga para cumprirem sua
missao, o futuro aprsenla urna physionomia bem
differeote;
. A Allemanha Dea ioteira com seu dualismo in-
terior, mas possuindo contra o estraogairo aa
torgas slavo-magyares : ella forma urna poten-
cia defensiva de 65 mundos de almas, destinada
a estender sua influencia civilisadora e protecto-
ra al as boceas do Danubio.
Gragasao seu duplo carcter de eslado germ-
nico e confederago slavocalholca, verdadeira-
mente liberal, a Austria estende seu lutelir apoio1
obre a Polonia renaacente ensobre a Turqua da
Europa, reconquiatada para a humanidade ; o
movimeoto catholico da Europa oriental ae aca-
ba, a a unidade da religiio permute que seus po-
vos libertados tormem um grande estado federa-
tivo, tendo Conatantinopla por capital, e fechando
o Medlerraoeo s conquistas moscovitas.
Aqueito do Oriente assim reaolvida, a pre-
ponderancia do catholicismo asseguradl
o mundo ; nagao alguma ple pretender
todos os costume pies i que oaTpevos sagio -universal : e o Occidenle escapa s a
estavam affeigoados ; sobre tudo recom

r
flsr*ioowqueo ameaga.
nova silaagio, que pergunla par* onde o condu-
zem, e que teme_ um pouco a volta das esteris e
perigosas agilagea d'uma outra apoce. Quanlo
a nos, nao eremos que o imperio esquega seus
principios ou desconhega sua origem e o Qm que
pretende. Sua coosiituigo pode felizmente ser
modicada sem qua ninguem tenha quo recelar
ve-la confun Jir-se com as do rgimen que a pre-
cedern). E' proprio do imperio aer um gover-
no de conciliaco ; nao por tanto admiravel
que, a certos respeitos, elle se aproxime ora de
urna forma poltica, ora de outra ; pelo contrario
se lomasse por modelo urna dellas, perdera ao
mesmo. tempo nao s urna parte da sua razio de
ser como da torga.
| Em quaoto a lembrnuga das nossas lutas pas-
eadas estivarera asss vivas na Franga para que
nao se seja obrigado a contar com partidos cuja
primeira prftengoexoluirera-se reciprocameote,
os boos cldadiossoesforgaropor applacaros to-
dos ardorea\as esperangas e ambigdes cujo menor
damno langar a perturbago na consciencia pu-
blica ; e o imperio com sua consliluigo actual
continuar a ser nao somente um goveroo deseja-
vel, mss aecessario. Elle apenas tomou dos re-
gimens passados o que tinham de til, sem por
iro-tama-Ios ; speuas assegurou o respeilo da
autoridade, o deseovolvimeoio da riqueza publi-
ca,a grandezs nacional e testemunhou ao mesmo
tempo urna ardenle sympatbia pelos interesses
das massas populares, aem todava te apoiarnem
no direito divino, nem as maiortas parlamenta-
res, nem as utopias republicanas.
U imperio se esforga por apropriar-se do que
ha de ser bom nos pcinaipios anligos ; eis o seu
trabalho. Com tudo, pode ser algumas vezes
muito difficil oa pralica differengar com exacti-
do-em taes ou taes reformas que se propem o
que deve ser acceito e o qua deve ser regeitado,
O que de esseocia imperial e o que de essen-
cia contraria. Para bem precisar esses poolos de
partida o essas diftoreocas temos por mais d'uma
vez consagrado nossos esforgos ; hoje queremos
sobre tudo ehamar a atlengo do leilor sobre al-
gumas modiflcages que parece-nos necessaria
sejam admititdas no rgimen actual da imprensa,
afira de roubar-lhe o que ella tem de arbitrario,
e fazer o qua for possivel para que entre no di-
reito commum.
I
Todas as nossas consttuigoes desde 1789 ( e
ellas tem sido tambem numerosas depois desss
poca em que foram raras sob o antigo rgimen )
proclamaran! a liberdade da imprensa ; mas em
semelhante materia a proclamando o'uma liber-
dade s tem urna importancia secundaria ; o que
importa indagare reconhecer a applicago que
foi feitadessa liberdade.
Sob a primeira repblica foi quasi permiltidoa
todo cidado confiar a imprenta e espalhar pelo
publico todos os seus pensamentos, todos osso-
nhos que lhe alravessaram o cerebro. O excesso
bem depressa trouxe a reaegio, e sob o reinado
de Napuleo I, a|lis agitado por guerras oces-
sanles, que exigiram da parte da imprensa urna
extrema reserva, os escriptores se cootiveram
nos estreitos limites que nao era prudente trans-
por. Com a realauragao comega um verdadeiro
ensaio de liberdade. Nao se lhe permittio degene-
rar em licenea, mas conceda-se aos publicistas
um campo muito largo para discutirem e cen-
suraren) ol actos do goveroo. Depois vem a
realeza de julho, cuja origem devia toroar-se mais
benvola ainda para a imprensa, e cujos desvos
ella foi obrigada entretanto a repremir logo. Sa-
be-se o que lhe aconteceu sob a segunda rep-
blica, e como a licenga trouxe de novo a reaego.
Hoje vivemos sob um rgimen mixto, muito li-
sera 1 por certos modos de publicldade, e muito
severo por outros.
Se consullassemos somente o passado, seria-
mos levados a dizer que urna impreosa coopleta-
mente livre s representou um papel ephemero
em nosso paiz ; que a auseucia absoluta de li-
berdade pode privar o goveroo de uteis conse-
lhos ; que emflm a legialago relativa s tolbas
quolidianas sob a restaurago e o reinado do re
Luiz Felippe, sem que. fosse muitas vezes agra-
vada, permanece na opinio de boa parte da ge-
rago actual, como urna das mais seras causas
da queda dessas duas realezas.
Mas, se a experiencia do passsdo pode ensinar
em que proporgo coovem manter a liberdade da
imprensa, se ella pode animar o g^Hrno actual
a seguir o Qm liberal a que se propoe, nao po-
dara ensinar-nos se a presente legislago boa
ao mesmo tempo em seus pormenores e na aua
dlrecgo geral ; e por urna nova experiencia,
pela do periodo que dati de 1852, que devemoa
deseja-lo. Sabe-se o quo essa legislago. Ella
foi aqu mesmo exposla e commeotada com um
sentimeoto profundo de im^arcialidade. Mui-
to vasta ao que toca publicagao de livros, mos-
tra-se pelo cootrario d'uma grande severidade
para tudo quaotu diz respeilo publicaco dos
escriptos peridicos e especialmeote dos joroaes.
D'onde vem essa separago de livros e de es-
criptos peridicos? Esse rigor dTiuBJhdo, esas
liberdade da outro, nao terio alguma cousa de
centradictorio ? E a razio pode admittir lio gran-
lfferu;as na maneira de tratat as produc-
g3es do penaameoto?
r livro o resultado d'um trabalho muitas ve-
zes consideravel; o flm do autor deve ser cuida-
dosamente definido, e se elle pretende seguir
urna poltica oppoata i do goveroo, sua propoat^
gao deva ser apoiada ^ numerosas prova, se-
guras informagoes e i argumentos, que pos-
sam trazer ao espirito i ^Keavicgo. Admit-
amos que se trata aqu d am Itvro de corto valor.
Esse livro est aasignado; ama nova garanta.
Rile suppde um capital de espirito a at mesmo
Hediobelro de ;que nsm todos dispoem. Emflm,
para ser lido, deve ser comprado, e algumas ve-
zes cusa baatante caro. Nao influe, pois, ditec-
la cenle sobre as popalagoes. Como podara esse
livro ser verdaderamente prejudicial? Poucas
pessoas sSo capazes de faa-lo, poucas sn capa-
zas de lft-lo, e estas pelas luzes e habito* fe es-
pirito que tal leitura suppe, aebam-se natural-
mente collocadas fra do circulo desses Miares
muito mpresaiveis e afamados de logie, qu
formsm barricadas as ruaa para attingir o raaia
depressa as comequencias das ideas qua Ibes
communicaram. O livro, lodavia, se queresa ver
as cousas de alio, tem sobre a direcgo doe espl-
ritns refleciidos urna influencia muito mais assig-
nalida e decisiva que todos os artgos de jor-
oaes; porm urna influencia que nio se faz
sentir mmediatameote, o quo requer para so
deixar comprehender todo o tempo da que urna
idea precisa para transmittir-se pelas diflereoles
classes da sociedade.
Tomando o cootrario de que acabamos de dizer
as-
.. malta
de loogas meditages, por que apparece todos oa
das ; para toroar-se totereasante, deve-se ins-
pirar da preoecupagio dominante do momento,
segu a poltica em seu detalhe quotidiaoo ; d-
rente as ioformagfs ligeiraraente, porque poda
rectilica-1 as no dia seguinle ; se quer oaTerecer
um certo allractivo, deve encarecer-aa naopioiaa
de seos leitores ou pelo menos fazer raflectir
seus seoliraentos e paixoes. Deve ferir matto,
snies de procurar ferir com certeza. Hk est
assigoado, ms a personalidade do jarmai o sis
a do escriptor que excita a ler antes cosa foi ha
do que outra ; mudando de escriptor, a ana as-
signatura nao dimioue. O numero o a na tu reza
dos seus leitores augmentan) singularmente seus
elementos d'acgo ; cada um dos nossos grande*
joroaes nao tem menos de duzentos mil leitores ;
urna enorme clientela que s necessiu da mui-
to pouco tempo, dioheiro e espirito para receber
*s impresses que procurara dar-lhe, e essas im-
pressdes tornam-se logo profundas, porque alias
#0 renovara lodos os dias; ellas sao profundas
nio pela virtualidade do estorco exercido, mas
pela aua repetigo. Nio o mrito da cousa lida
que produz effeito, a sua freqnencia.
Foi, portanto, cum razio que o legislador esta-
beleceu urna differeoga entre a liberdade que con-
ven) dar ao autor de um livro e a qne se devo
conceder ao jornal quotidiaoo ; sendo lado ca-
tre elles dflerente, sera iojastiga coosidera-los
as mesmaa circunstancias.
Segundo a nossa opinio, foi um erro do go-
veroo de julho nio ter bem claramente mareado
esta differenga, ou, gara fazer jualiga, convenafa-
zer-lhe urna censura, nio sua iotelllgends,
de seu principio ; esas
ma rerolugio, cercado
d urna burguezia que logo o acolhra agente-
mente, e depois. pouco a pouco abandonado, oi*
linha bastante torga para raagir contra aua ori-
gem, e sua consliluigo poltica permiltia que
alacassem com extrema violencia, quando elle s
se podia defender com ioQoita prodencia.
Era natural que o rgimen imperial, qoe tinba
diante dos olhos nao s ets experiencia como
a muito mais concludeute ainda da repblica,
evitasse as faltas que seus predessores bavfssi
commetlido ; alm de que a publicagao das (albas
diarias o dos peridicos foi pouco mais ou me-
nos posta entre as mos do goveroo. O poder da
administraco sobre ellas lorora-se considera-
vel, nao a ponto de, como erradameole o suppa
muita gente, nao dar lugar a urna discussio mui-
to larga era relago is tendencias polticas evi-
dentemente contrarias i ordem das cousas esta be-
lecida ; mas emflm, formara-se um arsenal mul-
to completo d'armas defensivas: autoraicio pre-
via, direito absoluto de repellir os adminiairido-
res apreseolados, delicios da impreasa tirados do
jury e julgados pelos tribunaes correcciooaes,
suppresso legal depois de duas condemoagoes
por simples delictos, admoeslagss, diraito do
suspenso, direito de suppresso directa da parto
da admioislrago, em urna palavra todos osmeos
proprlos a cooter a imprensa nos mais prudentes
limites. -T
mas d relativa frsqueza i
poder, proveniente o'or
Este novo direito devia encontrar om, nosso
paiz e encontrar com effeito grande numero do
adversarios. Oa mais ardeolea, como habitual-
mente auccede, foram osqueem outros lempos
maldisseram essa liberdade que de repente tor-
nou-se to preciosa a seus ilhos. O decreto do
24 de novembro ultimo nao modiQcou copo so
esperava, esse estado de cousas, mas deu espe-
rarla de que poderia se-lo. Nao ae deves>sor
que lodos na Franga se mostram muito mwjosoa
das liberdades da impreosa. Nao faltam aoos
espirilos qne receiem a renovagao do excMSOs a
que, na opinio destes, a actual legislago abro
mu felizmente a porta ; mas ha tambera oatroa a
de muito boa f, que acham a situago dos pu-
blicistas era opposigoao goveroo, e desta aja op-
posigo aos publicistas singularmente difcil a
ebeia de perigos.
Ha finalmente quem reclame urna liberdade da
imprensa, se nio absoluta, ao menos muilo es-
teosa, fazendo valer em seu favor arguaaootos
que talvez nao sejam os mais proprios a conven-
cer. E' entre essaa duas opimdes extremas que
se acba a verdade.
Pretender que um homem nio poderia vivar
urna vida moral e iolellectual lio ampia quinto
possivel, sem o direito de publicar todas as ma-
nhas tudo quanlo seo cerebro produz ; subordi-
nar a existencia do direito freqoencia da saa
raanifestagio ; exigir quo ao vete lodos o dias
para ter-ae a certeza de ser eleitor; afflrmar ajee
a liberdade de escrevar nio esiete se nio a es-
creve em um jornal, e que outro qualquer modo
de publicagao repugna i qualidade de hosaaaa
livre, ir muito longe, coofaodir e direito com
urna de suas applicages que nio esseocial a
seu exercicio. Que um cidadio sob toa reapon-
sabilidade e respeitaodo as leis do sea paiz posea
transmiltir seu pensamento a todas as extremtOa-
des de territorio, eis o direito; nio juato alizar
que no modo da publicidade consiste tuda ; a
ser assim, a liberdade da imprensa ler-se-hia tor-
nado um palavra vssia de sentido at o momen-
to em qua inventaram-se jornaes diarios.
Nao ha portanto, era um ragimea restrictivo
daa libertades da impraose diaria e do dsete
contra o direito, como dira ha pouco Mr. Btoyee
Coilard, e como depois o disao a escola ravsee-
cionaria ; ha vera por ventora nasea pratica fe-
vernamenlal orna violago do principio da pro-
priedade ?
Quorendo-sedizer aimplesaaeote ajas asna ge-
nero de propriedade eatl mal assegurado, mala
que um acto arbitrarlo do poder poda compro-
mette-lo ou perda-lo, tem-ao razio ; mas ariee-
se dahi que assim se teoha atacado a asa ittaita
ssgrado e primordial f Qualquer qne seja o va-
lor poltico da legislago actual sobre s iaprassa,
elle existe ; e se propiedades ds naturata da
de um jornal ae fundam lodoa os dias, o arasaan
frequaolemente de possuidorei. a desaeilo s) ca-
pitaes algumas vezes considera vais, todos sesean
os riscos a que essas propriedades esli sajetlae,
a 8 porftMa provavelmanla sao dallas se eMees
as occasies favoraveis lacrea tio irandes-
Os qoe proseguirm na esperaece Oa eaaa caee-
culaslovanlajosa nao tem razia de so aeetsa-
rem do om rigor que voluntariamente airaste
ram.
Quasa muito os j>ro prieta rice daa folsaa ate-
ras caga situago flnaneeira ae foi aaoOiaeaaa
depois da 1851, se aioda assim se eseirva, pe-
deriam queixar-se de um effeito ratassetivo da M
e nio do sea carcter abusiva i ara a f
\



DIARIO DE PERNAMBUCO QUISTA FURA 9 DE JANEIRO DE 1862.
Existem em nossa organissgo adminisirative
mullos exemplos dessa especie de propriedade
que um acto da auloridade pode offender ou at
faaer desapparecer. As cooceasoes da miuaa, aa
coostrucgoes sobre aa xooaa frooteiraa, e mnitas
outras dio lugar a que o astado embarque um
numero muilo cooaideravel de propriedade.
Neste caso se acham numerosos artistas cuj sor-
te muito ioteresaaote, e todava esta coosidera-
go jamis tem delido os peders pblicos j
acresceotemoa demsis que o axamplo 4 duas vu-
zes favoravel nossa these; porque na maior
parte dos casos a autoridada interven para pro
teger algumas necessidades loeaes aullo dignos
de proteccao sera duvida, mis muito manos cora-
tudo que a seguranca e moralidade publica. Mas
quem o arbitradessa seguran? e moralidad-"?
Quem dir que se trata realmente desset inte-
resses preciosos? Se se tratasse aqu de orna
questio de direito absoluto, recusaramos ao go-
veroo o direito de se construir luis em sus propria
causa.
Mas acabamos de ver que nao ae trata nem do
direito natural do homem, nem do direito sem
] imite de propriedade ; s se trata aqu da forma
segundo a qual esse direito e essa propriedade se
manifestara. E' quando muito negocio regula-
mentar.
Se pois, um goveroo que representa os mais
preciosos e considerareis interesses da sociedade
v na completa liberdade da imprensa diaria um
perigo para a seguranca publica, se julga derer
restringir ao sea exemcio oas mos dos que del-
la ussm e deque poderiam ser tentados a abu-
sar, nao se dee acensa-lo de um direito imagi-
nario, mas, pelo cootrario, munir-se de boas 10-
tencoes e lealdade para ajuda-lo a fazercom que
esae modo de exercicio da hberdada de pensar
entre no direito commum. A liberdade da im-
prensa urna das mais bellas conquistas dos lem-
pos modernos, o mais verdadeiro aigoal de um
alto grao de civilisagao. Hi alguma couaa de
satisfactorio para o eapirilo do ciuado, e de ga-
raniidor para seus interesses pensar que se dii-
poedosmeios de obrigar todo o mundo e o gq-
verno do seu palz a reapeitar seus direitos, e s
contar cora elle. Urna queixa legitima sempre
bem acceita ; um damno provado, urna pena em
que se ioeorreu, levada'-.o ooohecimeoto de lo-
dos, provocam logo urna aympsthla extraordina-
ria e universal que nao possivel combater. Ex-
ceptuando essas aecusacoes precisas que muito
podem amparar os interesses privados, resta o
vasto campo dos interesses geraes e das altas
questoes de poltica, honra, e digaidade nacional.
Muilas vezes de grande proveilo para o proprio
governo ser advertido opportuaamente sobre aa
coosequencias de urna medida que elle aunuocia
ou que desperla a opioiao publica; nada mais
til que esses diversos aspectos sobre os quaea
cada escriptor aprsenla ediscute a questo que
esi aa ordem do dia. Voltaire acabou por achar
quem tivesse mais espirito do ene elle, e anda
ha quem possa ter a preleoco de ser miis sabio,
hbil e moral que o proprio governo. Que fal-
tas nao se podem assun evitar, que medidas pre-
cipitadas e que escolhas desagradareis um go-
veroo pode evitsr 1 Sao estas as vantagens da
imprensa diaria que nao soduvidosas, e que (a-
zem anda bemdizer o iostrumenlo de tintas de-
sordena e perigos. A pralica, infelizmente tem
feto rauitas vezes desvanecerem-se o bellos oo-
nhos da theoria, e por mais de urna vez vimos
sahir da imprensa diaria, quando ella estava en*
trege a si propria, urna sorama de mal muilo
superior a do bem que os cidados obleriam del-
la. Na situago em que anda se acha a Franca,
depois de tantas desordeos que aps si deixaram
os partidos e por vezes as faeces, possivel dar
i impreosa diaria franco ca'minbo, como por
exemplo na Inglaterra, paiz ha tanto lempo pa-
cificado e impregna lo de ideas polticas e neio-
naes que se ligara alera do estrello em um nico
e dominante pensamento de conservado? E' per-
miuido duvidar dalo, e muitas pessoas o fazem
effeclivamente.
Indagou-se ento se nao bastara, para guar-
dar urna seria iefluencia sobre a imprensa diaria
e para reprimir seus desvos, impr-lhe penas
muito severas, e torna-la exclusivamente da
competencia dos tribuoaea.
Nao eremos que urna penalidade severa, como
a que reside, no estado de letra mora, verda-
de, no fundo do immenso arsenal de leis ingle-
zas, poisa ser efflcaz na Franca. No actual esta-
do dos nossos costumes pblicos, parece-nos im-
possivel applicar semelhaDtes leis; se se tentar
infligir a um jornalista penas graves, pasier-se-
faa alm do tira proposto ; tolas as sympalhias
dirigir-se-ho a esse feliz martyr, que n'um ins-
tante ver duplicar-se nao s sua popularidide,
cerno sua influencia.
Procurando o que se espera de qualquer dis-
posieflo penal, isto urna iotimidago ao culpa-
do, e maior seguranca para a sociedade, obter-
se-hia o resultado diamelralmente opposto. Acres
ceotemos que o recurso aostribunaes ordinarios
nao pode ler lugar sera a publiciflade das audien-
cias, e que em rao conceder-se-hia esse primei-
ro favor negando-se o segundo ; em pouco lem-
po a compressao da opoio publica faria com
que os debates sobre as questoes da impreosa en-
trassem no direito commum ; seria preciso offrer
os escndalos extraordinarios que por tantas ve-
zes temos visto se renovaren) sob o goveroo de
Julho e cujo menor erro seria dar ao artigo, re-
putado pertgoso, toda a Franca por ieitora, e ao
autor um verdadeiro throno popular. Reprimir
assira peior do que reprimir ioteiramenle.
Somos, pois, levados a pensar que o actusl r-
gimen, sem ser perfeito. o que melhor satisfaz
as necessidades do momento, e que mantem na
mais justa proporco os interesses do estado e do
cidadao. Dever-seha dizer que elle em nada
possa ser modificado, e que nao devesoffrer me-
lhorameoto algum ? As applicages que delle se
flzeram nao foram sempre felizes, e as armas pos-
tas entre as mos di administrado se tem por
mais se urna vez rollado contra ella.
Parecera, poia, que s se dereriam adoptar
nslle as mudencas cuja necessidade fosse de-
monstrada pela experiencia.
II
A experiencia nica auloridade que sempre
se consulta com vaotagem : quando ella cerli-
licada com boa f e cuidad* deve-se-lhe deposi-
tar toda a confiaoga.
Provavelmente a ninguem queremos causar
admiracao dizeado que o decreto orgnico sobre
a impreosa de 23 de feverelro de 1852, aaliee-
zeodointeiramenle s necessidades polticas que
tentamos expr, encootrou difficutdades impre-
vistas e causadas pelos embaracos que se nao
esperavam.
Permuta-ae-nos que, antes de examinar al-
guns artigos do decreto sobre que chamamos a
atleogao do ieilor, fallemos de urna altuaco as-
saz falsa, creada aos impressores, e a que um
proceaso recente acaba aovameate de dar luz.
Nao se trata aqu do decreto orgnico de 1882,
mas de todas aa leis anteriores, e principalmente
das de 1814 e 1819, que no ponto deque se trata
nao foram abroaadas. Lembrem-ae que estas
leis exigem dos impressores um diploma conce-
dido pela administracao, e ao mesmo lempo ellas
declarara esles respoosareis, de tal aorle que a
industria typographica se acha em urna situaco
bem embaragosa, ou de conceder sempre seus
prelos, a de aasim expr-se a compromelter di-
ploma, ou de recusa-las. e neste caso privar in-
directamente os cidados do nico meio que el-
les tenfaam de publicar seus eseriptos.
Repetimo-lo: essa situaco muito enliga
mas por taso ne parece melhor ; o que convida
fazer ? Nao dar mais diploma, ou declarar a ir-
respoosabilidade dos impressores ? Urna e ou-
trs suluco talrez lejana bem radicaes Que e
impressor fique desembarazado da tesponsabili-
dade parcial que s preade publicaeio de um
livro, aeria justo.
, Assim corlar-se-hii mais evidentemente ainda
essa differenca, que observemos como essencial
entre o lirio e o eseripte peridico ; desejando
para um completa liberdade, quero dizer de di-
reito commum, e lemendo que o tempo uo re-
na anda a conceder ao oulro iguaea immuoi-
dsdes.
E' sobre os arU. 15, 23 e 3 que quaremos
principalmente que verse o nosso exame. Pou-
co diremos a respeilo do prisueiro. Ella pune
com exceealr. malta a publk.cio 011 raproduc-
cao de falsas noticias, al dadas em boa f ; ora,
succede que aa pratica multa difRejl a (tamas
rezas distinguir a falsa uocia os mil boatos
que circulam todos os das, e que al cario pon-
to o jornal obrigado a reprodazir. 8uccede
tambera que oetieiae verdadeiraa considerar-se-
biam falsas, i falta de provea escripias; v-se
emfim a mais completa boa f da noticia publi-
cada nao aer bastante para pouparao jocaei urna
coodemnaco. Aetes de exercerem-ae actos ju-
diciaea, derer-aa-hlaai, em aosaa opioiao, exi-
gir explicaedes verbaesda parte do autor do ar-
tigo, ou vire*-se as sais czoes, e at sollicitar,
ama ret leeio publica, que elle ae apressaria
em a dar, se sua boa f fosse sorprendida. Essa
boa f deveria permittir que o juiz absolvesse an-
ta o proprio tribunal, segundo aa circomstancias,
e quaodo damno alguem apreciavel nao resul-
taise da publicaco; emflm a prora oral deveris
aer admittida, sendo qussi sempre impossivel
dsr-se a prora escripia, ainda mesmo quando
um tacto allegado fosse de npioriedade pahiiea.
O artife 13, bem que nio parees ler um gran-
de alcaoee poltico, dau lugar a mullos eoejta-
tos, por causa da interpreta^ differente fue
iQieresssoppostos#a/m a urna a palavra do
seu texto. Esae affJfa 4 eaocitaide nos segua-
las termes:
Os anouaclos judlcia/iei sxifidos pelas leis
para a validada ou publMdade de procesios ou
contratos serio incerlos, com pena de nullldade
da insergo, no jornsl ou jornaes do diatricto que
forem designados pelo prefaito ;na falta do jor-
nal no diatricto, o prefeito designar om ou mul-
los jornaes do departamento, a
Toda a questo proreto dessa infeliz patarra
soblinhada. Alguos querem que ella signifique
de e nio ao, isto i que nao havenrto jornal no
uisiricio o prefeito escolba urna folha do de-
partamento ; pormque ae. pelo contrario, ease
jornal existe o prefeito nsda tem que eacolher.
Outros pelo cootrario julgam que a administracao
tem o direito absoluto de designar um jornal do
districto ou do departamento ao aeu arbitrio. V-
se logo quaoto grande ease mooosyJIaJaa, e
qaanta imporlaocia tem esse do na siluaelo dos
jornaes do provincia. Se esse do quer dizer d'um,
o direito da administracao completo e absolu-
to : se quer dizer de, elle s existe na bypotbaae
de que o districlo oa tenba a felicidade de poa-
suir o que por metaphora se ohama um orgo
da opinio a Ora, os aonuncios judiciarios nao
coaslitue -pequeo mteresse mas a fortuna de
um jornal; d'ahi as disputas e odios da. lacia.
Conrem, portanto, por termo a esses debates
explicando de urna vez o que se quiz dizer, da
maoeira que os tribunaes nio se posssm mais
engaar a esse respeilo. Cuanto ao sentido que
se deveria dar a essa interpretadlo, nao diffici!
acha-lo. O primeiro interasse nesta materia
o do publico para quem se inserem os aonun-
cios ; ora, um jornal do departamento em ge-
ni muito mais diTuadiio que o do diatricto, no
qual pessoas de mi f poderiam ter ioteresse em
Inserir seus annuncios para os subtrahir ao co-
nhecimento do publico e especular com a igno-
rancia dos iaterossa los. De mais da administra-
cao que aetem pronunciado por seu mais ampio
direito, tomou quasi sempre o cuidido de obri-
gar o jornal a fazer com que fossem repelidos
em um joroal do districto e a sua custa os an-
nuncios judiciarios confiados suas columnas.
Ella augmeotou assim a publicidade em vez de
restringi-la.
Resta o art. 32 ; o mais importante ; elle
traa das advertencias feitas imprensa peridi-
ca, e comega por urna disposico penal, cuja ia-
telligencta nao se calcular logo.
Conforme o primeiro parsgrapho desse arti-
go, duas condemnacoes por cootiavenjes tra-
zem de pleno-'-direito a suppresso do jornal
evidentemente ha nisto urna falta de juila pro-
porco, primeiro porque duas contravenenos no
espirito do nosso cciigo nao poderiam equivaler
a < um crime, pelo qual nio se pronuncia seno
a mesma pena, ,e segundo porque seria prefer-
vel reservar a si proprio apossibilidade de apre-
ciar e eupprimir, ou nao faze-lo, segundo as cir-
cumstsneiss. Chegamos emfim as advertencias.
O poder descricionano por sua oatureza mui-
to difficil de exercer-se, seria milagro ter evi-
tado essas difficuldades quaodo tivesse de exa-
minar, vigiar e reprimir nao s os jornaes como
os jornalislas no exercicio da mais sublil e deli-
cada arte, a do subentendido. A principio, como
era fcil prere-lo, os prefeitos e aun-prefeitos,
quem se dra urna grande liberdade, nio se tor-
naram crimioosos em usar 'ella ; ellos estariam
cima da fracs humanidade se tivessem despre-
sado essa tentacSo. As decises loeaes que elles
tomavam apreseotavam algunas vezes o grave
inconveniente de crear urna jurisprudencia va-
riada e de rmar-se em motivos de tai que a ad-
ministracao superior asstm como p publico nao
achatara sempre felizea ; emflm esses fugecio-
narios estando muito visiohos dos que esli su-
jcilos sua jurisdieco, podiam esles temer, di-
zer ou pensar que os rigores de que elles eram o
objecto tinhara por causa nao s a preoecupaco
desioteressada da poltica do governo e da dura
le da sade publica, como tambera das influen-
cias todas loeaes e dos ressenlimentos pessoaes.
Aprsssem-se a dar remedio a este estado de
couias, obrigando os prefeitos a submetter seus
arestos e razes ao ministro de interior
ve cuidado das advertenciaa e ao mesmo tempo
dar aatisfaco e garanta a lodos os interesses.
Elle exercia para com a imprensa urna jurisdie-
co anloga a que lhe attribuida para eom o
clero, cora a differeoca porra de que seus pare-
ceres motivados contra os jornaes trariam para
estes ss serias coosequencias publicadas no de-
creto de 23 de ferereiro de 1852.
INTERIOR.
STSSftraOTKK^
dade, que o papel de chefe da administracao em
graade numero de casos deveria ser subordinado
ao dos seus inferiores, porque estes somonte
estaara no caso de conhecer em todos os seus
detalhesa situaco poltica do paiz. Demsis era
impossivel fazer um exame serio sobre os seus
dizeres no curto espado de tempo de que se po-
derla dispr.
Os prefeitos, atlacados constantemente com
violencia, em lucia declarada e constante com a
folha sobre queapplicavam oa rigores pblicos,
deviam pleitear sua causa com energa e multi-
plicidade de razdes que a ordinaria mansidio da
aiministraca s mu diffkiluieoie nao podesse
vencer. Pela ordem das cousaa, a advertencia
caha por tanto mui naturalmente as maos dp
prefeito ; ora, por mais elevadas que sejm as
mos em que coaQada, nao sao com tudo as
do proprio governo.
Se o modo da applicaco da advertencia al-
guma cousa deixa a desejar, coovm accrescen-
lar que os resultados definitivos que ella chega
sao tambem tactos que devem causar espanto.
Desde X de dezembro ala 1852 at 1861 con-
tam-se 140 advertencias publicadas as folhas
peridicas, sendo 48 petas da capital e o resto
da provincia. Ora, quando ae cooaidera no ex-
tremo rigor da lei, nio se pude, vista de tal
numero, deixar de experimentar urna especie de
piedade pelas desolaces por que deverao ter
passado nao s os escripiore, como proprieta-
rios de folhas publicas.
Lembremos com tudo qne as advertencias fo-
ram por duas vezes amnistiadas geralmente e
perdoadas mui repelidas vezes 'ama maoeira
especial e mais fecunda ainda depois que a graca
oterveio para remediar urna situaco arriscada.
Finalmente, se algumas folhas sob o peso da
terceira advertencia rinham a morrer sem que
Ihes estendessem a mo, eram a maior parte do
tempo autotisadas a reapparecerem sob outro
no rae, de forma que a situaco privada e finan-
ceira da empreza nao fosse completamente ar-
ruinada.
Nessa pratica de administracao s conhecemos
Jnas exceptes j antigs, e deas folhas ento
supprimidas, urna pelo menos diriga muito mal
01 seus negocios ; uenhuma das duas pedio au-
tosacio para apparecer novamente.
Essa inevitavel clemencia da administracao,
essa mansidio que eu considerada quasi forca-
da, se se uo devesse reapeita-la, autorisa de
algum modo a por em duvida a efficacia da ad-
vertencia. Com effeito, oque urna pena, quan-
do contra a vonlade e pela ordem natural das
cousas se obrigado a perdoar, logo que se in-
corra nelli ? Nao se recela desacreditar essa
arma que s se teme quando delta se nao faz
uso.
Se ao aneos ella permanecesse no cdigo come
um meio de intimidaco I Has applicar a lei e de-
clarar immediatamente que se renuncia a vaota-
gem dessa applicaco, eofraquece-la a ponto de
torna-la Ilusoria ; desde eolo para que conser-
var urna arma intil ? O poder do governo des-
cricionsrio ; este s pode fazer delle um uso ex-
tremamente moderado.
Essa situaco omnipotente da adminialracao
embaraca a aua accio ; coovm a cada instante
que ella depooha o consideravel poder de que
dispoe.
pos que devem dirigir o governo nessa materia
espinhosa, principios de auloridade e fotca real
.-" r-----7 ,." --'uo <; ivt|,a leti veruo, ua coaoiuvccao iranca e e
que mais cima indcanos, com a necessidade de cumpria achar nos presidentes e
urna seria earana nara na nna oh,i ..,qio. l ...u.;.. _____..' __ .. ..
RIO DE JAMURO,
18 de dezembro de 1861
Ai armas da opposico.
Perguotivauos no nosso artigo de anla-hon-
ten que causa teria determinado o novo romp-
meoto da imprensa opposiciooista no meio de
tanta e to completa calma de espirito publico,
quando nao tem ella principios e opinioes que
queira fazer previlecer, e quando na marcha,
administrativa e poltica do gabinete, sempre de
accordo com suas palavras e promessaa peranle
0 parlamento, nada ha que altere a tendencia
para a quietaco e harmona que domina o espi-
rito publico.
Se eslivessemos em abril, compreheoderia-
moa de certo esse esforco da impreosa opposi-
ciooista ; prxima estara a reuoio das cmaras,
seria conveniente simular urna animaco hostil
ao miaisiero; para que metta se afervorasse o
zelo dos ref)teieotsnte8 do paiz, que tomando a
ouvem por Juno, poderiam suppor-se apotadea
pela opinio da cidade, quaodo pelo cootrario
seriam por ella repellldos. Mas ainda estamos em
dezembro, dabui at maio ha tempo de lobejo
para que todos os fogos de palha se dissipem, e
al dissipe-se a fumaca de modo a nao deixir
vestiglo.
Ora, os chefei opposicionislas sao to bons
tena d dar contj d iiu procedimaata ante um .
tnbBBil autorisaO, eettaobrigiQa torna-lo-hia m-se obrigados a multiplicar esforcos 1
oeaeManamenle nuilo nfrcusnapesU | a falta d lio deixarem de todo entorpecida a machina da
uni(o,mid.de n, m.yk da adf#,fir as folh.| ..miustracib ; compre wS lembrar- que lo-
quotidianas, poderla desipparecer quasi inleira- > m nm. a.. ^,.I..~"".Tf- ]
mente, e os matiros do aresto affeclsrlam um
carcter de dlgnidade eterlam entre si urna con-
formidade que coovm a um governo zeloso em
mostrar ao mesmo tempo sua equidade e mode-
racio ; Analmente, sem que seja necessario in-
sistir nesie ultimo ponto, a administracao supe-
rior, lirre da onerosa carga d'um poder sem di-
reito de rerflescio, poderla d'abi por diante ap-
plicar mais raramente a lei, mas contar com a sai
execuco.
Eis um principio qe por certo ancontraria al-
gumas difficuldades na pratica, mas ellas seriam,
segundo a nossa opoio, vencidas fcilmente.
Ue mais, as que se aerasenWm logo ao espirito
ao parecem otiarecer um obstculo muito serio.
O prefeito s azia advertencias provisorias que
bastassem para impedir a reprodueco do artigo
aecusado, e se triota diaa depois a advertencia
nio fosse aceita pelo conaelho de estado, cabina
de pleno direito e aeria considerada como se nao
tivesse sido feits.
Alm de que algumas pessoas receiam que seja
difficil em urna assemblea to numerosa tratar
com liberdade algumas queales que dizem res-
peilo ao que a polittaa tem de mais delicado ;
mas essas pessoas nao sabem provavelmente que
o coQselhosob a presidencia do proprio impera-
dor toma hoje coohecimeoto das mais sitas e
difficeis queales que podem sahir do seio do go-
verno, e que, se para mais celebridade e discrip-
eso se quizesse fazer com que a questo fosse
julgada pelas sessoes reunidas do interior e do
legislacao (referendarios e auditores ausentes],
nada abi haveria de contrario is tradicQes do
conselbo.
Proseguiodo uta ideas expostas cima, -nos
permittido dizer : A publicaco d'um livro pode
e deve ser livra ; seria para desejar que os es-
eriptos peridicos o podessem ser igualmente ;
mas no estado actusl da Franca nao parece ter
anda chegado o momento de conceder eala li-
berdade ; comludo, poder-se-hia com vaotagem
para lodos os interesses modificar a pralica do
syslema de advertencia, livrar assim a adminis-
tracao d'um grande embaraco e dar urna maior
garanta e mais firme posicSo aos ioleresses le-
gtimos dos publicistas. A nao duvidar-se diito,
urna legislado semelhante i nossa seria digna de
ser invejada por mais de um grande estado na
Europa.
EOUARDO B01NVIU.1ER.
[Revue Conlemporaine.A. una.)
^^ _,,,, ,- perecern, elle dsqui sahio bem en todoi l e
os ministros, tados quoti- com este sU crisdo oasipado iimprs estere em
> harmonis. Deiejimoa que o novo perneado leja
pessoa de sansa que cenpreheada 9 Mu a$1 a
tl
blicarem os decretos relativos a esta solemnida-
de, lodos os productores Acarara prevenidos e
puderam preparar-se ; os presidentes las pro-
vincias forsm sem duvida inerados,-'4|fptD-
vavelmente se teriam poslo de sficordo c
veroo; sem estrepito, sem espalhafilo.'tadorse
fez na medida do possivel, e pedia a juslica que
se recoohecera que lio hbilmente e aveio a ad-
mislraco, que o resultado obtdo parece leader
o que lena sido julgado possivel pelo espirito
mais afiouto as suas eiperangas. Pois bem, o
tt\r da opposisao at nisso aehou oceasio de
mostrsr-se !
Oode melhor se evidencia essa gana opposi-
ciooista, que se desespera por Dio ler em queex-
pandir-ae, e tudo quer sproveitar, no commen-
tario reto pelo Mercantil de seguoda-feira a um
artigo que sob o pseudonymo de Scaoola, sahio
00 Jornal do Commercio. Ninguem melhor do
que o Mercantil deve saber quem o ScatioJa,
pois j delle recebeu e publicou um artigo ; en-
treunto apraz-lbe attribuir ao que esse escriptor
querii publicar, sobas suas inspirares pessoies,
um carcter semi-olcial, e responsabilisar por
ludo o goveroo.
Lembrou-se o Scavola de recommendar urna
poltica de influencia directa aobre a sorte das
repblicas do Prata : o Mercantil esquece que
semelhante poltica foi aqu apreseotada por um
dos seus mais dedicados amigos, que foi elle
quem fez bnlhar a esperance da anoexacaodos
ducadot do Prata se o Imperador, como Vctor
Emmanuel, quizesse aceitar o conde de Cavour
que se lhe offerecia, ou a Jos Garibaldi, que po-
derla aproveitar : esquece-se disso, eabre cam-
panha contra o Scaoola. Vi feito ; nessa cam-
panha a folha opposiciooista tem razio, e a me-
nos que o Scatvola nao chame a autora o Sr.
TheophJio Ottoni, nos parece que o Jercantii
completamente o esmagari. Masterrazo con-
tra oSfnla e contra o Sr. Theophilo Otloni nao
sufnciente ao Mercancil, principalmente quan-
do nisso muilo e muito se expem a acbar-se de
accordo com o goveroo, a ter razio com elle. E
pois, arvora o Scwvola em escriptor ministerial,
em revelador do pensamento do goveroo, deven-
do saber o que nio s porque assim lhe faz
conta 1
A mina ainda nao est sufflcientemeote spro-
veitada ; provavel que o Diario e aYercanttf a
ella voltem ; esperemos, esperemo-lo admirando
esse geitioho do patriotismo opposiciooista om ir
buscar para thema de suas historia assbmptos
que possam trazer para o gabinete imperial diffl-
culdades e coroplicacoas exteriores.
{Jornal do Commerti do Rio.)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Parahiba.
Hamaoguape, 29 de dezembro de 1861.
Com alguma preguica venho escrever -lhe esta,
lendo-me poslo ns obrigaeio de escrever-lhe
uo" Por mez, nio quero cabir em falta.
diloi.
O nosso amigo, o Ilustrado Sr. Dr. Sabia
levf a bondade de remetler-nos e eseripto, sjae
em seguida publicamos, ceres da epidemia ama
grassa em Craaogy; o qual fat-ae importaste, e
digno por cooseguiote de leitere pelos metas pre-
phylsiicos queensina :
c Falla-seno eholers-morbes; mas sil
d comeen I^^LSTZH iZZiir "Ti "i"' "bemos ao certo se a epidemia, que dlzem tavrar
go em urna das primeiras sessoes do seado o
ministro expllcou-se crea do empenho que o
framnai.*!"^1'. de fazer aPP"ec" "> c?> *a*<* Dr. Augusto .
??n { n,ir -a! ;"ue?8 aA ">" P- i?" < ireilo interino, por ae achar na polica o
l%.rlk*eZ?A%*& ? ?nAe d.e_'8 P- r. Cojr..Lima. Estamos n.s interinidad...
boosia-me que fra norteado regente geral dos
indios o Dr. Cunta Lima ; emquanto nio eotra
ao exercicio o director geral, comvm que S. S.
------ V .~w#imm CUJ IflDJ UmUICI, O 4{UU BU
sabem do mau nema por verem em alguma lista
de eleitores, puz todas margem, procurei en-
cher a minha lista com os oomes que me apresen-
taram os meus rerdadeiros amigos desleeollegio,
com quem cont para tudo que justo e possi-
vel, em quem deposito plena, e absoluta con-
fianca.
Ainda nio me esqueci do que me succedeu na
eleicao de 1853 ; sendo eu eleilor, um candidato
. me escreveu, tratando por meu amigo, etc., eu
mnPr ...'?. "nienor >e?essidade, sem a acreditei que lal modo de Iratar era siocero : in-
.. ?,.!? >aA0T qU6a P1S' desmenle,n d ""Poie a capital v o tal candidato passa por
sua tctica de todo o anuo? mim todolzo, e nem ao menos comprimentar-
Lembremo-nosque as prorincuaeataoelegoo- me era cortezia minha tirada de chapeo ; co-
do as suas assemblas provineiaea; ha, pois, oelV nheci ento quanto me tinha engaado. ssim
las urna excilagao de paixoes e interesses eleito- tambem nao acho razio em alguos meas collegas
raes mais ou menos intense ; ah1 talvez echemos eleitores quererem dar votos destacados para pa-
a expUcacao do phenomeno. Evidentemente nes- gar favores a individuoa que nenhum resultado
sas eleicoes provinciaes tojos quantos nio en- tiram de suas prelencoes, e nio raerecem ser vo-
coolram nos presidentes instrumentos doceis ao tados : estes meus amigos nao vem quem com-
u dominio, apadrinhadores de suas candidato- nosco trabalha, quem tem grandes despezas e
felizmente* ao abrigo
O que se nio faz em
nio receta imposturas, est
dss srmss de taes harpas,
um dia tea-ae em dous.
Foi chimado i capital o subdelegado desta fre-
guezia, espitio Vidal ; coosta-me que j fra de-
miitidodo lugar de capitio de polica e do de
=
que alo fosee diante, que o nio censurasse por
nio ter Improvisado um palacio de cryslal com
as necesaarus dimenses para accommodar os
tantos e lio variados productos que deviam ser
esperados, eique tiveram da ser accolhidos as sa-
r "cota militar. hijouoh
Lumpre, para comprehender a jusleza da cen- aubdelegado, e nomeado para aervir no consula -
agente da adniaistraclo, parque este gimen parlamentar, os ministros, ata '
llanamente aos debatas s juilas oratorias.
!it^S :F1-*^"^
---------------T____r__ TB/rvBv,uaaWW uaajatiajp iwl| UBU
.ueremos, nem procurimoa subdelegados de eo-
commenda.
Eati na vara interina de juiz municipal o Dr
os assumio a vara de
nados.
Ha poucos diaa foi arrematado seu patrimonio
por tesa anuos por preco exceasi va mente peque-
no, aeria conveniente que os poderes competen-
tes vigiaasem isto e dessem alguma provi-
dencia.
Coneluo esta pedindo-lhe licenca para felici-
tar por meio desta o nosso distinti patricio e
amigo o Dr. Assis Rocha pela nomeacio de pre-
sidente da provincia do Rio Grande do Sul ;
incontealavelmenle o Sr. Dr. Assis um dos pou-
cos homeos de servico e lluatraco que tem a
Parahiba. O carcter justceiro, a illustracio e
a honradez doSr. Dr. Assis sao garantes muito
firmes para o bom desempenho do emprego que
vai oceupar.
Adeus, at breve.
* *
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Da urna carta da corte, con data de 10 do pas-
sado, tiremos noticias de que o mui digno rere-
rendo Sr. Fre Caetaoo de atessioa, commissario
geral dos missiooarios espuchinhos, quem o
governo imperial iocambira a reedillcacao do
magestoso templo de S. Sebastiio, dera no dia
30 de novembro comeco ao grande concert e
mais reparos, de que efectivamente carece o
mais amigo e desprezado, e ao mesmo lempo
arruinado edificio religioso da corte.
Parece que estira as vistas da Divina Provi-
dencia, que a igreja outorgada sos capuehinhos
do Rio de Janeiro fosse restabeleeida pelo Ilus-
tre vario da nossa Peohs, que lmannos docu-
mentos deixou nesta provincia de sua csridade e
de seua aervicos, quer religiao, quer ao paiz.
E nos recoohecendo nisto, com effeilo, o dedo
providencial, lolgamos de rer que. com o com-
meltimeoto de tal empreza ao Rvm. Sr. Frei
Caetaoo, se d teitamunho de apreco especial
esia congregacio de ministros que is patarras
unem as obias com exemplar edifleaco de
todos.
Ser a reedtficacio do magostlo S. Sebastiio,
da igreja tradiecional do Rio de Janeiro, da
igreja rolira de Ettacio de Si, mais ua servico
iue vai juntar o Rrm. Sr. Frei Caetano aos mui-
tos ji prestados; e fiamos que dentro em pouco
a reslauracio ser completa. Se esse digno mi-
nistro all enconlrasse a quarta parte do fervor
e dedicagio do poro dos nossos aerfes, estara-
mos cerlosde que o milagre da transformado de
ruinas em solidez, se operara em um /fat. To- h" >
davia, torca confesssr que os Fluminenses se reipeito.
aferroram em reconstruir o templo primeiro eri
gido em sua cidade, sendo uisto secundad
lo gorerno imperial; e que oa esforcos e a boa
roolade do Rrm. Sr. Frei Caetano de Hessln
correspondero eleigao delle fefta para eisa
O seguinle documento mala qne lufflcieole
uo um do passado at 10 e 12 deste s se tra- >oi>uiaui eu recunairar o iempio primeiro en- v aeguiuie aocumeoio 6
uva aqu de elelcoes, eartas e mais cartas, circu- gido em sua cidade, sendo nisto acaudados pe- P" corroborar a nossa sssarsio cerca da efflca-
lares impressss, lythographadas, supplicas, ro- lo soverno imnprial n nun na o*fnra a h. cii dannruMmii./i, h.-...n.i...
gos, etc. ; at eu como eleilor de paroebia Uve
miiihascariaa bonitas, porm de individuos que
<>>iiip,<.iiui uuimaj, porera ae maiviauos que corresponaerao a eleicao delle fefta para eisa
"""c* Pu,i *''nellea, eu, porra, que nao rae coaquista da vida sobre a deslruico do tempTo
illudo com taes cantilenas de individuos que de monunenlal do Rio de Janeiro,
mira s solembram em taes oeeasiea, e que s Viodo proposito, de um joroal da corle, ex-
aobem do anMi atataaa nnr ar*m am alDiim. Hala (mntamna n &! iM.k. .__ .
ras, poem-se em opposicio aberta, e procuram
communicar o fogoaagrado aos seos amigos da
corte. Os amigos os ouvem, querem ser con-
demaados como indOerenUslas,. como egostas
qoe s de si se oceupam ; receiam, se assim pro-
cedesiem, esfriar o zelo, deidicaco dos alliados
de que carecem, e pois reaolvem fazer algum es-
forcoso: olham em redor de si a ver algumthe ma
de aggressoes e censuras; nada cham ; mas
que importa ? oa amigos devem ficar servidos ;
ludo dois sproreitado, o que ha de mais ftil
e inconcludenle, o que de mais velho e sedico
o que de mata ioiquo e anli-pa triotico.
Por outro lado, o flm da sesso legislativa, a
desiotelligencia que appareceu entre o ministerio
e alguos conservadores importantes fezconceber
opposicio grandes espersneas : ainda urna vez
Tealisou-se parsita quod voluntas facil cre-
dimus; presumi que aquella dasioleltigencia se-
ria um germen de discordia, que desenvolver-se-
hia trazendo dissencoes intestinas no partido con-
servador, e levando a melhor parte delle a negar
o seu apoio ao ministerio ; esperou eolo que oL
ministerio dissolrer-se-hia, e que nao se anima-
ra apparecer diaote das cmaras nesse estado de
eofraquecimenlo. Ora, as eventualidades de urna
nova combinacao ministerial esperou ella achar
alguma fortuna ; pelo meaos haveria mais um
ministerio gasto, o que sempre proveilo liquido
para quaesquer aspiracOes.
Mas todos esses prazenleircs clculos sahiram
efradoa ; a opposico rio que o" partido conser-
vador nao ae divida, que a desiotelligencia no
modo de entender urna dispoaicaoaio capital da
le bancana nao era exagerada Mam de todas as
proporjes, de modo a justificar um comprimen-
to do vnculo do partido, e a arredar do minis-
terio os conservadores ; vio, pois, que em maio
o ministerio apresentar-se-hia it camaraa as
roesmas condiQes em que para com tilas esleve
em setembro, ou ainda em melhores e mais Ar-
mes. Essa decepgio a irrilcu, e ei-la em campo I
Mas nada ha que dizer ; que importa ? Nao
est urna alta persoaagem opposiciouisiadesaba-
fando o seu teird em aar ligos de cultivo do al-
godao ao Sr. Manuel Felizardo ? Quaodo ha to
sublima exemplo deque tudo serve, ludo pode
ser asgtangtado, como haver quem se atreva a
dizer qffenio faz guerra porque nao ten plvo-
ra, que nao escreve arligos opposicionislas por-
que nada tem que dizer, nada v que censurar ?
E nao fallara bons discpulos a to hbil mes-
Ir : haja vala o eeguinte :
Ninguem deiconneee, o os propros orgos op-
poiicionitas o lm por diversas vezes confirma-
do ; ninguem deaepobece a importancia dasex-
poslgoes mduilriaeaj nieguen igualmente des-
conhece quaotas diUJcullades hara que rencer
quantos escrpulos e reluctancias que combater
aaraJjsjucraduzir urna iaoovaco dessa ordem em
o j < ... Hra.*i(.rouuzir urna nnovacao dessa nritem ana
Como, pois, poder-se-hiam conciltr os princi- noseajarra ; uinguem pois deixa de'0?^d
os aue derem dirizir o enverno nnui m.ii. 0r^T *. _____V... "_" "" iazor'tie* aoe
urna seria garaolia para os que estoaujeftoa i,
juslica, garanta que procuramos antes no inte
resse administrativo e geral,que no privado I
9e presumo bem, depois do q^e temos dito,
que nao nos tribuoaea ordinarios que poderia-
mos achar essa garaolia. Parece-nos que um
termo medio se aprsenla aqu naturalmente ao
espirito. Vemos em cerlo cato um corpo espe-
cial, mais preoecupado que o corpo juajeiario dos
interesses polticos, mis apto a aprecia-tas e a
avahar os perigos dos golpes que lhe sio dirigi-
dos e demorado em se pronuaciar sobre os abu-
sos do poder, sobre as usarpaces do clero e sua
logereocia na poltica do Overno. Parece-iuoa
que o conielho de eitsdo e naturalmente desu-
ado para desembaracar a adminiatrtcio do g
esforcoi, da perseveranga empregados pelo go-
rerno, da coadjuvego franca e esmerada que lhe
cumpria achar nos presidentes e suloridades dss
jB*ovincias, e que tere de solicitar e merecer dos
cidados importaotes a quem ae dirigi para con-
aeguir o resultado que todos ah applaudieoee. a
ooi faz conceber to lisoogeirae esperances de
progresso da notsa trra.
------------------------, ^.h, *.UI fj,(*tl*aaaa utJJ,J3, %3^
compromettimenlos,;e que seno (ora estes leria-
moa de soffrer as paixes, ruinas da almas mes-
quinhas III nio sabem que com estes com quem
devemos sempre contar, que com estes devemos
era tudo combinar ?!!
A poltica muito me tem ensinado.
Convem, pois, que todoa pensem bem, e dei-
xem-se de ser Iludidos pelo sen mal entendido
modo de peosar, que lhe dar depois amargor de
bocea:
Neste termo felizmente entre a gente mais sa-
liente reina a maior harmonis, e unida Je de pen-
samento, s assim poderemos ler orga, s assim
poderemos ser respeiladoa.
J do dominio do publico o resultado da elei-
?ao provincial desta provincia, quasi toda a as-
semblea composta de conservadores.
Deixaram de ser eleiios alguos cidados bem
dislinctos pelos seus merecimeotos ; coovm que
estes preitem toda a atlengio para as promessaa
que se fizenm do modo o miis solemne, e como
desempenharam, nao convem que isto v pes-
iando desapercebido, a e nicamente em pro-
veilo de alguem.
Foram eleitos por este circulo dous deputados
deste collegio, o padre Espinla e ovigano Fre-
derico ; damos-lhesos nossos parbaos, o' mri-
to destes dous sacerdotes Ihes daram direito a
um lugar na prorincial.
Foi tambem reeleito pelo centro o Dr. juiz
municipal deste termo Augusto Carlos onde tem
sinceros amigus.
Muito sentimos a nao eleico de alguos amigos
nossos do cenlro, principalmente do Sr. major
fcormiga, o qual teudo a aua eleico aegura na
circulo em que reaide. onde urna das prlocipaea
influencias, cedeu a um dos candidatos incorapa-
tireis por este circulo, e apreseolou-se como um
rerdadeiro substituto por aqui, houve multe falta
de lealdade. E' verdade que quam assim prati-
cou nao precisa da gente do centro ; 4 verdade
tambem que muita cousa pode succeder que ao
esteja ao alcaoee de quem quer ero dom de
previdencia : as couses deste mundo sao todas si
lusoraa,Deua comente, nao para sempre. Hon-
ra seja feita aes hemens do centro, dasempeaha-
ram as suas promeises conforme tiun>m hype-
thecado aa suas palarraa.
Houve nes la fe rea chamada eleigo, urna mi
aegao de um individuo, o qual montando-as em
seu cavallinho lahio campaaha aaeiemnier a
faltar a verdade, o que mata sellaac* com a
sua palevra de honra Uo taio modo de ettrar; a-
toa a espere de urna oformagosioaa miaueioaa
para poder dar publicidade a urna lo graade in-
dignidad!, o que farei na eeguioie.
Esteve entre nos o Dr. Alvaro juiz municipal
da capital, o qual seguie vsfem pare o eealro i
txatM-se de um principie e aCeoco pulmonar
que aofire, desejamos-lhe feiu viegea e pramu-
lo renaLelecimeoto.
InSr. Dr. Alvaro um tas ocas mata dis-
hocloi que teoho coohectdp, cano jtriz 4 exera-
plar.oasaMi propnos advernriee b|etaeem jus-
Uta. Aaapae.a ewuiia de um desnatrelo em
juveatiede, e lelre
sua
vez mes
ira, eusou eu-
:o
oaargar alguma parciaiialuleoa n Sr.'nekj
como juiz ; esteninguemtaires qaei
os oulros por si ; somante tem palmo e a
Teodo de pecuaar-ea com a expesigo, aira- liogua e o seu ptivavo orgulho-4 uealic ca.
prensa opposiciooista poda levar su. ?6 sao ao lumni.r ;^.4jejL hoje daaToredadef -
governo ao poolo de negar-ihe os justos louvo- te para ldoT^ ^otaoaema, aa gen
Hu 9V'Z!:*Xt ""d.0' eUrU no ,fcU dU Soube -e ** qut me benzi, uraae-
ni\?*Bv n n- "?lrarla o *r ; o nhor hospedado em casa de um seu am go Se
?i. A.!r2 1 .. \" T* C0,B M o D" ^Ucd.meole era tratado, e de quem fe duta
juila censura o seu artigo acerca da expoeigo e ioJime emigo, muitas vasas ia para um .obrado
arge o goveroo de nao se nava, tambreda em ansaais de um aadar deneW^pSSeJ 2!
tempo de promover o coocurso dea ooasos pro.lta amig*. proteaiar tm Ve atterminio ei?
ductores, de s tarde e a ms hona hareaiaitatoor w?Vi lud* ^u^AS^M^m
assim acanhando a expoiigio ; e sorprendfrno/toda a su. nudez :T^ ^er?WtaK,
(reclamos o seguate trecho que se lisa a ma-
teria.
No dia 2 do correle fez-se a solemne Iras-
Iadago dasimageos da igreja de S. ^ebastiao do
caelello, que vei entrar em concert, para a sa-
crista da mesma. Assistiram i este acto um
numeroso concurso de devotos, e S. Exc. Rvma.
o Sr. bispo de Goyaz recitou urna orago tocante
e anloga ao acto.
a Bastantes reminiscencias histricas tem pa-
ra todo o coragio brasileiro este templo o mais
antigo do Rio de Jaoeiro.
< Estacio de Si ten do de combater os Fran-
eezes herticos que se haviam reunido s bordss
dos Tamoyos cootra os Portuguezes, prometteu
edificar urna igreja em honra de S. Sebastiio
se porrentura fosse vencedor neste combate.
a Com effeito seus desejos foram cumpridos,
embora om perda de sua vida; os Francezes
foram derrotados e os Tamoyos afugentados, e
pouco depois deu-se principio igreja no mes-
mo lugar em que se acha hoje situada, no cas-
tello, sendo concluida em 1583 como consta de
urna inscripeo gravada na sepultura de Estacio,
que se acha na dita igreja em frente ao al-
tar-mr.
c Aqui jaz Estacio de Si, primeiro capilo e
conquistador desta trra e cidade, e a campa
mandou fazer Salvador Correa de S seu primo,
segundo capilo e gorernador com as suas ar-
mas. E esta capella acaboa no anuo de 1583.
< Sa devemos tributar veoerago a tudo a-
quillo que nos traz charas reminiscencias de entt-
guidede, por sem duvida a igreja de S. Se-
baslio o que de nos merece aa amores atlen-
ges e respeilo.
a Atravesando quasi tres secutas, suas pare-
des sao outras lautas leslemunhaa que nos at-
testim a creoga e oa seolimenlos religiosos dos
primeiros habitadores da trra de Saeta-Cruz,
oriuodoa dessa nego de hroes que taoto coo-
perou pela exaliago ds nossa santa f.
Cabe-nos, pois, a obrigago de salvar eatas
reliquias da religiao de nossos pais, uniudo-nos e
concorrendo com o nosso bolo para a recona-
truego desse templo o mais amigo e o primeiro
edificado na capital do imperiomostrando des-
te modo ao mundo que ainda boje ae conserram
em nossos coragee os meemoe seotimentos de
piedade que aliuieotavam oa hmeos daquelles
tan pea,
. Eis o segundo
t BoWimaflWavi,
a t,m um offlcio, datado de 6 do corren te e
dirigido de Nossa Senhora do O' ao Exm. presi-
dente da provincia, diz o Dr, Jos Joaquim de
Soun que, tendo volUdo da Lape, ia para esta]
povoago regressar immedietamente com toda a
ambulancia e alguna geoeroa alimenticios para
aeu uso. visto ser escasea de tudo, e que a epi -
demia. que j tem feito algumaa viclimas nesse
lugar, ia lavrando, mas acreecenti que tem ei-1
peraogas de que esse estado nao seja duradouro,
e que oshabitautes se acham animados.
O Dr. Firmo Xavier ainda nao regressou da
Luz: e demora procede de ter de colher iufor-
raages que devem aer transmitlidas i presiden-
cia da provincia.
,A' 6 hores ds larde de 8 de Janeiro de
1862.
JJr. Aquino Fonceca.
A lotera que te acha i renda a primei-
ra.partei ftLpfinejra a beneficio da matriz do Ll-
rooeifo. C/a extraegio dever ter lugar no dia
lergl.idrs 14 do crranle, pelea 8 horas da ma-
lo consistorio da igreja de Nossa Senhora
mente da meta noile em diaote, qaa ae ____
tes mal vem eade piaam. a oa vidros dea I
pedes estio lio em bacadoe ejae eai
nao sabemoaa que attribuir ama lal e---------
gaz e semelhante incuria de hmpidoree Ada I
pee*.
Pedimoa. portento, a quem competir, tace
mel pelos beigea. e lambramos oa rog asee qae,
?a,*f *.le ,,r* de domiufa saalos,
haja illuntpeeio brilhante ( lufBcTeata a a
compromisio faite com o goveroo) para oa deve-
toida men de madrugad., nio andaris asqae-
tarmos precavidos para que o ioimige noe aa
colha iraico. Todos sabem qne quanda ella ia-
vade qualquer localidade eempre com e iaMe-
lidede de nao mandar aviso previo; partala
necessario nada negligeociermos para qaa a aoe-
simos repellir com vaotagem, e pere e coaseea-
gio desie flm t eoconlramoe meios effleexes aa
prophylaxia homceopethice.
a Nao ninguem que nio creta na maligaidade
do cholera ; e com effeilo ba razio para ieee;
mis em abono da verdade ala ba ana molestia
miis suscepiirel de ser prerenids.
c Na Europa e oa America oa factoa tea san
pre confirmado esta proposigo, a na epidemia
pessada a oa cegos nio riram a luz que se es-
pargis diante de seus olhos. Seja aa nao o cho-
lera, que nos ameace, creia-ie oa nio, nos prin-
cipios que propegemos, o nosso derer cama me-
dico, como humanitario, noa indos a spresent.r-
mo-nos como sempre, em defez. da vida de ama-
sos semelbantes. E, sendo os meios qaa ceceas
Ihamos como poderosas muito .implicas a iaas
cenes, rale a pena tentar urna espertaacU i
aquellos mesmos, que meta o.teni.m incrednli-
dade.
Doua camiohoa temoa a seguir para prevenir
o cholera-morbus:
. i*Flor de enxofre em p.Sopra-ie ana
pilada em cada meia, renoveodo-se iaea todoa ee
das. (Aa pessoas que olo celeam meiaa deiterio
meia ou urna colber do p em um aaquiabo feito
de cambraia fina que ira rao constantemente amar-
rado sobre a bocea do estomago ; ou poderla tra-
zer um pedacioho de enxofre amarrado ao pea-
cogo; oos ps, porm, por dentro daa meias, cono
acims tica dito, melhor.) Eati pratica, segundo
affirmam muitas mdicos, produz resultados ad-
miraren ; mas nao temoa disso experiencia pro-
pria. Dizem tambem que eaae methode atil
como preservativo em todas aa epidemiae.
2. O uso alternado do reratrum., do ce-
prum-met., e do anenicum., ceda um aa doce
de urna colherada pela manhia e i noile, com o
ioterrallo de 5 a 8 das de um remedio e oulro,
se e epidemia ainda eeli tange, ou lodae oa diaa
se a epidemia reina no lugar, onde e pseos aa
che.Ksta pralica a mata aegulda ; a podemee
alirmar sua iofalibilidade, urna vez qaa os medi-
camentos uo sejam alsilicedos, e qaa a pernea
tenba as devidas cautellaaem nao comer a beber
muito, em delxar-ae de exceseo de qu.lquer ge-
nero, maniendo emflm aua hygiene no grio de
moderagio, que iodispensavel pare a equilibrio
das funegoes orgnicas.
< Esse pralica nio 4 amenle reconhecida a
proclamada peloa mdicos em particuler; ella a
igualmente por agentea do poder publico ; a
que lhe di um carcter official assis digao de
ca dos preservativos homesopathicos:
Extracto do o/ficio do Sr. Dr. Joaquim Gomealnt
Ltma, juii de direito do Bonito ao presidente
da provincia, datado de 22 de ftvereiro de
1856 e mandado publicar pelo governo no Dia-
rio de Pernambuco de 10 de abril do mesmo
anno.
......Nao devo occullar i V. Exc, o qoe obeer-
vei durante esta epidemie e respeilo do traia-
menlo prophylaiico ou preservativo aonaelha-
do pelos homoeopalhas. Apezar de ser aegada
esta virtude por pessoes aotorsadas que eom-
batem esse syslema, posso afienger a V. Exc,
que tirei muito proveilo deise trstameato e do
rgimen prescripto is pessoas, que delle asu-
rara. Os que em minha casa, e em outras, que
quizeram seguir o meu exemplo, tomara a
preservativo e obserraram o rgimen, oa ao
soffreram o mal lat hoje), ou apaas tiveram
a cholerina mui benigna, que cedeu es primei-
ras dses de chamomilla e mercurio, oa ao
sueco do limo ou outros medicamentos allo-
c pathicos. A conscieocia me impoe o derer da
< fazer esta rerelagio em proreilo da bumanida-
a de, pouco me importando que vi ferir este oa
aquelle syslema ou a susceplbilidade de leus
a secterios.
< Tenho em vista smente concorrer para a
bem dos que se quizerem ulilisar de um meio
lio fcil de preservarem-ae do mal, ou ao mo-
nos de diaporem-se para que elle ee revele a-
baixo de urna lorma mata benigna, o qoe nio
to pouco........a
c A' vista disso concluimos dizeado qua quan-
do se trata da cooservago da seude o de vida,
a nica auloridade que se devo seguir, a do
medico ; e quaodo essa auloridade receba a saac-
gio da experiencia dos homens de melhor censo
maior soturna de razio existe pera a adopcio das
medidas, qua proclama o acooselha.
< Anda no ceso de nio ser o cholera que sa
ache em campo, eaim oulra molestia com carc-
ter epidmico, atacando aa visceras abdominaea,
o cerebro, ou o aystem nervoao, os trea medi-
camentos (veratium., cuprum., e arsenicam) de-
vem ser empregados como preservativos, m
mesmo modo eneinado, porque embargara a ia-
rasio da molestia, ou prerinem os seae moa ef-
feitoi; segundo aa experienciaa do sabio Dr. Es-
panel, confirmadas peloa mdicos homusopethas
francezes, allemies, ingleses e norte-americaaee.
< A eoodico indiapensavel pare que e raedi-
cago propbylatica seja infalire, qaa oa asesK-
camenlos sejam verdadeiros nao falsificados como
oa que andam por ah rendeodo mpunemeaie,
especuladores ignorantes, os quaes lazara en mal
horrvel homosopalhia e humanidade. Casa
tees remedios, hejem as cautellas que boa verem
pelo lado da bygieoe, flquem todoa certoe
o mal nio ser prevenido.
- O rgimen a aeguir se redas i baca r
cousa, Iraoquilidade do espirito, moderacie ere-
'guleridade em lodos os acloa da vida animal a
social, todos os excesaoa alo reprovados. Te4ee
os alimentos uauaes sio permittidos, sendo a car-
ne fresca a base da alimentacio; mas o peixe ra-
ramente poderi ser concedido, assim como o tai-
la, e a maior parla daa fructas, dos quaea sisase
aa bananas (aasadas principalmente), aa laraeiee.
as limas, os sa polis podero ser comido diaria-
mente em pequea quanlidade, urna vea qua se-
jam bem sesoosdos.
< As pessoas que receiam tomar oa preserva-
tivos por cauaa da dieta, devem tambrar-ae m
que nio por isso que os medicas de todoa aa
sysiemas inslstem na recommeadacio da lobrie-
dede, e da regularidade dea aejaa comrauas de
vid; e lim porque es leis da MUireie, immeta-
vea em aua eaaaeocia, puaen rgorasameata a
iraaagreaoio daa euaa regres. Z, una vea
ama diela prudentemente dirigida ia
"nae.'jjaconmiorlo da i] -eji de Nona Senhora Tel P*r* prevengo dos mios effeitae
do Rosario de Santo Antonio,, deveudo o respec- lesllas epidmicas, nio nuilo qoe exijamoe a
tiro thesoureiro'comecar o pegemeulo des sotles c.onlnuagio dessa dieta aa asa doe pr
desde as de 100 at e de 6.000, no mesmo da l
cojos bilheles s
a vespera da ex-
do andamento ds auas rodas,
se coetumam a vender at
trcelo.
Honlem deram-se sepultura os restos mer-
toes do rertreodo padre-mosire Fre Jos da
Circumejleao, religioso (raaciseano, com 65 annos
de dsde, ede vida exemplar.
No mez de dezembro prximo passado
celta da va frrea aroduzio em ieu difler
ramos a queolia de 34:0189102.
Sobre a illumipasio a gat, remettam-noe o
saguiote:
t Srs. redactores dii/tafiea fliarfo.Digoem-
ae tranicrever uae suas mui ialeressantes colum1-
as, as seguales liabas i proJ do bem publico.
. A illumiaaejio,. a fft flesU cd,ae, qee lio
brilhante se moitrou en aeu comego, acba-ae
hoje no antigo catado da do azeite da peixe, em-
quanto ao foco de taz, limpeze doe lampeea e
apagarem-ae estes duae e tres horai antea da le
alumiar. A cleridade que actualmente esparge a
nossa illumioigio lio mesquiohe, principal-
tivos.
i Para aquellea qoe crean aa homceopatkia
um dever ierrirem-ie deaies meios, ata naeeaa
para maior crdito da aoeee doetriae ; sea qaa
celia nao acreditara peguntaremos simptaaesea-
te : qual o mal qan poda resultar dea pre-
* aerrativos bomaeoaathieaa I E ee neobam mal
a pode disso resultar, ale o a Bao a pena tala
------------ .- psua uir
e. a ai expenencie, que aceataaltiemos. qoaeao aio
rpor uellidade proprie, aa ejans para i tan e|
eerarem-uos e opporem ana dique, fuedei
c observago, torrente das eosaes irapoa
c Cremoa que alo podemos aer maii
explcitos.
Dr. Sakino O. L. Pimkm, a
- Atada o noiso collabofador aoa caria sa-
guiote :
a Se oapecis-ee xperieacia pcaiica dea eme.
ranteuaae /loa lauretoi. adeuire-aa a aeMealC
que as iriaagreaaoea ele numereaai a ejaVae
agentae Mlultaraps riol.m aa raa/aa aaTibaa
cumpre fezer obierrir ; e qoe ellas reeaaateea-
de medida* contridictorin absurda* ioetats j
.' -


""*-
-r

DIARIO DE PSBNAMBOCO QUINTA IRA 9 DE JANEIRO DI 180.
=
*
,
a ot etruncaotot aprestos
luan aobre um reato desu-
sobte interesse que nada tem
de a saluridsde publica.
o da sculo XV datan o lazareto* do
meado do XVI aecoto o deseovolvimento da civi-
liaacio a do coneco do XVIII anniquiltcio da
pesie Da Europa: senlos aaaot depois da crea-
fio doa lazaretos.
oota-sa 105 epidemial oot tre scelos pre-
cedentes aoa lazaretos ;e 1*3 ooa tre* aubeequen-
tea na installacao. m virloe deatea factos
Mr. Aubart-Roche eooclue que a uuiea prophy-
laxia da parte a civilisicao ; Uto o bem es-
tar geral que agrieulrbra, a iodustrit a a acien-
S* procuran e desenvolver sob oa auspicios da
ygtena publica.
Ji que estes beneficios esli nuito a quem
do que devem ser; ji que iofellimenta a ooaaa
civilisacao se ache oo berco infantil: pde-aa re-
nunciar ai medidas de preaervacio publica I
Nio certameate. As quareotqpas sao tobre-
carregadis da mimos formalidades ridiculaa,
onerosas e fatigantes ; porra de (acto ellas esta-
belcem um interfallo eotre urna populago ag-
glomerad* e a* peaiois de bordojque chegam de
orna local ede, em que urna peste, urna epidemia
devasta otf'eus habitantes.
a O qaa^prtinlo mister, urna reforma pe-
la qual a quarentena nao seja sugeils ao capricho,
?uer proloagaodo-a alem do lempo preciso; quer
adulando-a atea dispensa em virtude de gracas,
favores ou pellas.
a Diz Mr. Aubert-Roche, que qaando a peate
ae aprsenla depois da chegada de um navio vio-
do de lugar affectado sempre se tem dado caso
de peste a bordo durante a viagem ; e que os na-
vios que tem feilo sua visgem sem que a bordo
tenha havido caso de peste durante a quarentena,
elle nao so tem apresentado mesmo quaodo no
lugar da partida baja peste.
Preservares especificas.
c Existem poueosmeios que tenham a prpprle-
dade de destruir ou neutralizar os principios mor-
bficos inlroduzidoi no organismo ou de consti-
tuir em um atado de antagonismo permanente
oom as influencias epidmicas. Segando Hil-
dembraod, a phtisica, a diarrha, a febre quarl&a
isentamfdo typhus. Um primeiro tributo pago a
certas molestias infectuosaa ou contagiosas, pa-
rece por a abrigo de ataques poateriores. Algu-
mas substancias mlueraes e vegelaea tem pare-
cido obrar preservalivamente contra influencias
epidmicas*
a O cholera tem respailado oa individuos dos
lugares onde ae manea em grande porcao o car-
io animal, o enxofre e mercurio ; a cidade de
iria visinha de urna mina de mercurio nio tem
offerecido caso algum de cholera. Mr. Bayle tam
obiido 2027 factos dos quaes 1948 provam a ef&-
caeidade prophylatrica da belladona contra a es-
carlatina. Da 154 obreiros em Monfaucon em-
pregadoa oo fabrico do extrume humano nenbum
succumbio do cholera quaodo elle devastava a
viaiohanca.
Necropole.
Desde aa primeiras pocas que o homem
comprehendeu a necessidade de se abrigar do
mephitiamo, que a putrefacto das materias or-
gnicas produz.
c Naslnstituijdes relativas aos morios os le-
Ssladores tem attandido ji a parle da aelubri-
ide publica, e j o seatimento piedoso, que se
presta aos restos dos nossos semelhantes ; como
todas as grandes leis de bygieoe o cuidado dos
morios recebeu a sancgao das relig oes, Se Moy-
ss declara o contado dos ctdaverea como causa
de impureza para melhor assegurar a segrega-
cao daquelles dos vivos ; o cdigo sagrado doa
Hinious impoem aos pareles prximos des dias
de impuridad* e conaidera no numero dos cinco
sacramentos ordenados aos Hindous o sacrificio
em honra dos manes. Urna le de Alhenas pres-
creve a todos os viandantes lanc,ar4terra sobre o
corpo Inhumado. ,
a O direito publico dosantigosadmitlia armis-
ticios para permittir aos belligerantea enterrar
ou queimar seus morios]: o a Ierra que cobria
um cadver era sagrada.
< Os modos de sagregacio dos morios tem va-
riado segundo os climas e a oatureza do solo e aa
ideas religiosas ; elles se reduiem a tres : inci-
cragao, momiflcacio e inhuma(io.
< Zimnurmann conta que muitos povos da
America septentrional abandonam os cadveres
sobre os oileiros, a intemperie doa alimentos a a
voracidade dos apimses; que os Kamtsehadile
os faziam devorar pelos caes. Na anliguidade
se attribuia eates horriveis usos dos Parlhas e dos
habitantes de Hircania. No Egypto o embals-
menlo foi geralmenle usado desde o lempo maia
remoto at o VI seculo da era cbristia. A gruta
de Samono compoita de urna aecie de aalas, que
nao se percorre em cioco horas, psreceu a Mr.
Parisel um immenso museu da historia natural
do antigo Egypto ; pois que tambera se embal-
samavam os irraciooaes milhes de grutas se-
pulcraea crivam os flsacos da dupla cadeia que
desde as pyramides de Gizeh e do Makaltao se
prolonga alm do Philde. Em Tbebat as serpeo-
tes, os macacos e os crocodilhos abundam os
mllheiros sos lados dos reis todos embalsama-
dos; em Touahsl-Gibsl, ao p da cadeia lebyca
se esterado urna cidade subterrnea de ras tallu-
das aeinzel a bordadaa de nichas chelos de ma-
cacos, com esmeras lateraes, onde milhsres de
ibis e ovos delles sio enterrados em enormes po-
tes de barro cosido e batumado com gesso.
c Os Babylooios e os Persas untavam os cada-
veres com petrleo. Os guanches primitivos ha-
bitantes das Canarias lamben) embalsamavaro
seos morios. Eotre os Hebreus a inhumscio era
oralmente empregada : Abrahio comproa a
Epbroo a caveroa do campo de Mocnpela para
sepultar o corpo de Sara ; elle e seus descenden-
tes ahi foram encerrados. Moyss foi sepultado
no valado do paizde Moab. Os Hebreus tambem
queimavam os cadveres,
a As sepulturas de Jerosalm e das ontrai ci-
dade* da Jadea eram affasiadas do seu recinto.
Eotre os Gregos e os Romanos a inderacio ser-
via a aubtrablr os restos do homem a vinganca
dos seas inimigos e a facilitar o transporte, e as
cinzsa eram inhumadaa conforme se deprehende
de Cicero.
Houveram em Roma sepulturas communs,
que em virlude das exhalagues*ftidas que pro-
duziam se deoominavam puticuli, porm
Augusto deu o terreno destas sepulturas a Mece-
nas, que o traosformou em maguiflco jardim.
Eoto os mantulus doa rico* ae levantaran Is
argeos dis estradaa que conduzlam a Roma
Adriano ordenou icooflscacao de un terreno de
Roma que se havia levantado um mausoleo.
c Desde a funagio de Alhenas Gecrops tinha
proscripto que a iotimacio ae fizesse xlsrior-
tsente.
Quaodo o chrlstianismo dea pascimento a
una soetedade dittiocta o* corpos das pessoas
mortas con honra* de asotidade foram deposi-
tados sob os altares das baslicas; nada Isrdou
qu* a vaidade das fanilias iovadisse todo o solo
aa rejas.
c O grave abuso destas inhunacdes en vio
condemnado por alguos papas e alguos concilios
se manteve at bem pouco lempo. Em 1744
Hoguenol levantou eonira este privilegio delete-
rio su* corajosa voz; que nio foi atieodid. De-
pois fttaret em 1769 depois Piattoli em 1774, Na-
vier em 1775 flzcram novo* esforcos, que produ-
sfran o decrete regio de 1776 en Franca ; li-
milande e direito de iohumscie as igrejaaa al-
gunas peraonagens do alto otero e da ordena ci-
vil : s o decreto republicano de 12 de junho
de 1804 proMnto oda a iohumacao nio s nos
legares contageles ao cuito como uo recin-
to daa cidadas e das villas.
< Botre oda anda ae conserva cario* privile-
gioa para cerlaa dignidades de clero e noaar-
chicaa:
O nosao cerailerio est plantado quaai no co-
radlo da cidade a en nuil.a daa noaaaa cidade-
zinhaa oa ceniterioa aio aaaaxoa aa igrejaa.
W.a.
(Continua.)
leve henlem legar aa sala do estado msior
de corpo de polica a prnara sesso do eonselho
de jalga monto anee- responde, de orden do Btn.
Sr. presidente de provincia, o cabo de esquen*
Antete Annee uCosta a quem argido o fac-
iviado a quaolia de 204$, per-
deeiaeanenio da villa de
IMde e ele de boje pelo srr
ditor iflssaoio Lobo) pare Ur logar a eeeaio
de lulgamealo en que ser profartd* aenteoca
final.
Lita dos baplisada; e oeoemeotos havidos
nesta freguezia de Jpya-VUU ojo mez de dezembro
do anuo Ando.
Felomens, parda, eon 8 nezea de najclda, fllbj
a. aerara
lelo, branco, con 4 nene do nsacido, filho na-
tural de Fortunata Rodrigues Selte.
Maria, branca, eon 1 mea de aascida, Slha legi-
tima de Jos Caraloaoti de Albuquerque Los e
* Serafioa Aeoa Calueta Lias.
Joseph*. braesa, con 4 noza* de naaeida, fllha
nataral de Joaquina Maria daCooceiclo.
Candida, parda, eon 2 necea de naaeida, fllha le-
gitima da Jlo Vctor Ferrera e Theodora Ma
ria da Conceicio.
Maria, branca, con S nezes de nascida, liba le-
gitima de llaceel Jaroaymo de Barros Rangel,
e Corlolioa liarla Venderley.
Rita, branca, com 9 son* de naaeida, fllha legi-
tima de llaaoel Rodrigue* Alve* e Joanna Ro-
drigue* Al ves.
Isabel, braoee, com 1 1(3 nei de naaeida. fllha
legitina do Dr. Beato Jos da Costa e Anna
laabal Reno* Coata.
Jos, branso, con 1 mea de naacido, fllho legiti-
no do Dr. Adelino Antonio de Luna Freir e
Unbelioa Augusta de Mello Luna.
Anna, branca, nasctda en 9 de agosto do corre-
te anno, fllha legitina de Firnino Caodjdo da
Silveira e Clara Maria da Cooceieio.
Tertuliano, brance, naacido en 10 de ootubro do
anno paasado, filho legitimo do Dr. Antonio
Vicente do Nascimeoto Feitoaa e Marta Ade-
laide do Naseimenlo Feitoaa.
Albertina, branca, nascida em SO do juabo do
correte anno, fllha legitima do capitao Manoel
Porfirio de Castro Areujo e Francisca Elisia de
Castro Araujo.
Luiza, branca, com 2 mareada nascida, fllha le-
gitima Miguel Baptlata da Costa e Josepha Del
pbina de Mello.
Joio, braoco, nascido em 28 de setembro deste
anno, fllho legitimo de Clenentino Goocalrea
de Faria a Josepha Lopes de Moraes Paria.
Eulalia, parda, nascida a 10 de fevereiro do aono
passado, fllha natural de Bernardina Maiia da
Conceicio.
Albertina, parda, nascida em 5 de aetembro do
corrente anno, fllha legitima de Joio Francia-
cisco de Jess e Antonia Innocencia Naziria.
Joio, branco,nascido en 23 de oulubro deate an-
no, filho legitimo de Antonio Jos de Azevedo
e Ignacia Lima Ribeiro Montsrroyos.
Joio, braoco, aascldo em|12 de junho deste anno,
filho legitimo de Feliaoiino dos Santos Silva e
Maria Rosa da Conceicio.
Adelaide, branca, uascida em 7 de fevereiro des-
te aooo, fllha natural de Jlo Luiz Vianna e
Feliamina Maria da GonceicSo.
Livino, branco, naacido em lz de novembro des-
te anno, fllho legitimo de Tbomtz Joaquim de
Castro Jnior e Maria Amalia de Jess Pereira
Castro.
Horacio, branco, nascido em 11 de fevereiro des-
te anoo. filho legitimo de Jos Goncalves da
Silva e Carolina Francisca Magalhaes e Silva.
Fraoeisco, branco, nascido em 17 de aetembro
deate anno, filho legitimo de Domingos Antonio
da Silva Beiriz e Francisco da Silva Lima
Beiris.
Ruflao. branco, osseido en 7 de abril deate an-
no, fllho legitimo de Leonardo Schuler e Joa-
quina Aguiar dos Santos Schuler.
Joio, brsnco, nascido en 13 de oulubro deste
anno, filho legitino d Francisco Tiburoio de
Souza Nevese Leodegaria Leopoldina de Gou-
veia Nevos.
Jos, branco, nascido em 17 de ootubro de 1854,
fllho legitimo de AleanJre Americo de Caldas
Brsodlo e Carlota Fraocellioa de Callas
Breadlo.
Julio, branco, nascido em 6 de iulho de 1837, fi-
lho legitimo de Alexaodre Americo de Cal-
das Brandao e Carlota Francellina de Calda*
Brandfo.
Luiza, branea, com 8 metes e 17 dias de nascids,
fllha legitima de Carlos Walter o Margarida
Walter.
Adolpho, brsnco, nascido em 29 de agosto do an-
no passado, fllho legilimo de Manoel Domin-
guea da Silva Jnior e Luisa Candida Poggi e
Silva. ?
Gaspar, branco, nascido em 14 de abril do an-
no passado, filho legitimo do coronel Gaspar de
Menezes Vasconcellos de Drummoad e I.su-
riana Candida Rigueira Duarte de Drummond.
Lydia, brinca, nascids em 3 de outubro do cor-
reate anno, ti I fia legitima de Vicente Cerdoso
Ayres e Candida Rosa de Si Ayres.
Teobaldo, branco, com 4 mezes de nascido, filho
legitimo do Henrique MartinsSaldanha e Joan-
na Candida Marlins Saldanha.
liara, branca, naaeida em 6 de marco do anno
paisado, fllha legitima de Jas Duarte Couti-
nhoe Raymunda Nonata Ribeiro Coutioho.
liarla, branca, nascida em 9 de novembro do
correte anno, fllha legitima de Trajaoo Viriato
de Medeiros e Candida de Saboia Viriato de
Medeiros.
Heliodoro, braoco, nascido a 11 de novembro do
corrente anno, fllho legilimo de Francisco de
Paula Pereira e Anna Anglica da Fooseca
Pereira.
Elias, branco, nascido em 20 de julho do corrente
aooo, fllho legitimo do Dr. Aprigio Justioiaoo
da Silva Guimaries e Joaquioa Hermenegilda
de Santiago Guimaries.
Guilherme, branco, oascido em 23 de julho do
corrente anno, filho legitimo do alteres Manoel
Erasao de Cirvalho |ioura e Hermelinda de
Carvalho Moura. .
Antonio, branco, com 3 anuos de nascido, filho
natural de Antonia de Oliveira Munit.
Fraoeisco, braneo, con 4 aonos de idade, Gibo
natural de Thereza Maria de Jess.
Stephanis, branca, nascida en 30 de setembro do
corrente anoo, fllha legitima do Dr. Luiz Ro-
drigos Villares e Amelia Idaliua de Oliveira
Vitlarea.
Adelaide, parda, naaeida em 10 de agosto do cor-
rele aooo, fllha legitima de Bernardo Fran-
cisco Santiago e Aogelica Francisca Santiago.
Isabel, parda, nascida em 13 de junho de 1859,
fllha natural deCaetana, escrava.
Casa me ntoet
Vicente Ferreira de Paula com Joaepha Francisca
do Naseimenlo, pardos.
Cidete Vicente Ferreira do Lorina con Maria Joa-
quioa de Azevedo Villas-Boa*, brincos.
Coronel Jos Luiz Ferreira com Maria Isabel Fer-
reira Lima, brancos.
Bacbarel Liiuo Pinto Brandlo con llinervina
Avelina do Nascimeoto Feitoss, brancoa.
Andr Jos Diaa Pereira eom Rita Olympia doa
Santos, brancos.
Jos Marlins de Almeida con Deolinda dos Reia
Gomea, brancos.
Bacbarel Antonio Aladin de Areujo com Maru
Dalia Aeeveao, briucos.
Bieharel Mignel Feraande* VUira con Aona Fer
nendes Basto, tranco*.
Bacharel Aolooio Caetano Seve Navarro con
Francisca Ayrea de Alneida Freitis.
Belino Gongal vea do Bapirito-Santo cem Generosa
Josepha Pereira da Silva, brancos.
Joio Romao de Soase com Petronilli Ribeiro di
Lapa, pardos.
Matabouro rustico :
Mataram-s para o consono desta cidade ne
dia Io da corr*ole 80 rases.
No dia 2-47.
No dia 361.
No dia 4-89.
No di 580.
No dia 688. 1
No dia 778.
No dia 7 do correte foram recolhiJoa i casa
de deteosio 4 homeoa e 1 mulher, ajando 1 livre
e 4 escravos, a saber: a orden do subdelegado
do Recite 2, inclusive a pardo Vicente, escravo
de Custodio Jos Vianea ; a orden do de Santo
Antonio 2, que sao o pardo Haoriqa*, escravo de
convento do Carmo.a a csiaalo Domingos, ese*a-
vo de Augual de Si ; e a orden do de Boa-
Vista 1, que a crioula Cecilia, escrava do Dr.
Custodie.
MORTAL IDADE DO DIA 8 DO CORRENTE !
Jos GoocalvM, Portugal, 100 annos, flavo,
Vsrzee, velhice.
Canilla Joaquioa de Carvala*, Paroambuco,
40 annoa, aolieira, Santo Antonio, noiesa in-
terior.
Antonio de Silva Azevede, Peresmbaco. 23
tunos, solleiro. Poco di Panilla, syphililioas.
Vctor, frica. 80 aoooe,eoUelro, eacraro^iee-
Viata, pneumona.
Joe Moreiri JooUf, slartjsgal, 30 aonoe, e#l-
Uira, Boa-ViiU. tutjyeeaaepulaanarea.
Maria Maximiaaa. Fatoambuco, 18 inoos.sol-
teiro, Boa-ViHi*. IctlMuaie.
Anglica, frica, 80 aoao, eelteira, escrava,
Boa-Vala, pneumona.
Fr. Joa da CircumcUio, Portagal, 64 annoa,
8anU Aulono, corAgeello cerebral.
JAMARA MUNICIPAL DO RECIi
i' SESSAG ORDINARIA AOS ti DE DEZEMBRO
Presidencia do Sr. Barrot Reg.
Present* os Srs. Reg e Albuquerque, Henri-
que da Silva, Reg e Helio, (altando asm causa
participada oa maU aeqbores.
Abrio-se a aeaaio.
Foi (ida o approvada e acta da antecedente.
Leu-ae o aeguiote.
EXPEDIENTE :
Um offlcio do Exm. preaidente da provincia,
aotoriaando a cmara a arbitrar de cooformldade
con o diaposto no artigo 81 da lei do prineiro de
outubro de 1828, un* gratiflcaeto rasoavel ao
administrador do maladouro publico pela arreca-
dacio do imposto de 500 i*, por cabega de gado
morto para o consumo no mesmo estabelecimen-
to.Posto en discussao, resolvea-se arbitrar a
gratilicagao de 2009000 por aono, e que neate sen-
tido sa fizessen as conpeteotes coununicacoes.
Oulro do Exm. connandanle daa armas, con-
municando haver tomado posse do commando,
para o qual foi nomeado por decreto de 30 de ou-
tubro uMimo, aciaotiflea i camera que oeste ex-
erciclo o encontrar sempre diaposto a desempe-
nhar as determiaaces coocerneotes ao servigo
publico.Que ae aecusaase a recepgao.
utro 40 advfgado, respoodendo so offlcio que
Ihe fei dirigido em 6 do corrente com referencia a
representacio do inspector da tbeaonraria de fa-
zenda, que, firmado na disposigio do aviso de 22
de Janeiro de 1857, enleode que os empregsdos
muoicipaes devem fazer aa aferigdes gratuitamen-
te nos eatabelecimeotos pblicos, declara o ad-
vogado ter ji dado o seu parecer em negocio
id ulico, nio sabendoqual liohaaidoo resultado.
Que se ioformasse ao Exm, presidente da pro-
vincia oeste sentido, remelleodo-se i S. Etc. a
copia do parecer dado pelo mesmo advogado.
Outro do Dr. Henriquea Scrates Tavarea de
Vaicoocellos, communicaodo ler reasaumido no
dia 17 do corrente o exercicio da prlmeira vara
municipal.Inteirad a.
Outro do eogenheiro eordeador, informando que
tendo Francisco Botelbo d'Andrado concluido,
como declara em seu requerimento, os concertos
de que precisavam as ponas denominadas do Ma-
duro e do Rosario, eslava no caso de receber a
importancia porque os tinha arrematado.Man-
do u-se pagar.
. Outro do mesmo, informando o requerimento,
no qual pede Francelino Americo d'Albuquerque
e Mello para lne ser paga a segunda e ultima
prestagao de seu contrato, relativamente a factu-
ra das pislas das diversas freguezias desla cida-
de, declara que o peticionario ten direilo ao pa-
gamento visto acharen-se pronptaa as ditas plan-
tas.Man do u -se pagar.
Outro do fiscal supplente em exercicio da fre-
guezia do Recite, communicaodo ter entrado na
Qacalisagao da dits freguezia por impedinento do
eflectivo desde o dia 9 do correte.Que se com-
municasse ao contador.
Outro do procurador, remetiendo o batanele
da receita e despera municipal no mez de novem-
bro ultimo.A' commUsio de polica (Reg e Al-
buquerque e Henrique da Silva.)
O Sr. Henriaues da Silva fez o seguinte reque-
rimento, que toi approvado:
Determinado o ari. 23 da lei do 1" de outu-
bro de 1828, qu o secretario da cmara carregue
logo em receiU i multa de 41000 ao vereador
que faltar a sessao aem justo inpedimento, re-
queiro que se ponha em effsetiva observancia o
referido artigo.
a Paco da eamara, en aessio de ti de dezem-
bro de 1801.Henrique da Silva.
O Sr. Mello tanben fez o seguinte requeri-
mento, que foi igualmente approvado :
c Tendo-se de ultimar a estrada do mata-
douro, e haveado o inconveniente da maior ou
nenor largura, que deve lera neama estrada no
encontr da estrada de ferro, raqueiro que o en-
genheiro aprsenle, quanto antea o que ee deve
fazer par* que se possa ultimar, tanto maia tendo
ji havido alguma cousa a reapeito, que aioda nao
fui decidido.Medio.
Concedeu-ae una liceoga por um nez con
vencimentos ao guarda municipal da freguezia de
S. Jos, Lino Tecla de Jess para tratar de aua
saude.
Marcoa-so o dia 24.do corrente para a apura-
gao dos votos para membros da aaaembla pro-
vincial.
Deapachiram-*e a* petige* de Aotonio Urtie
Marlins, Fraocelioo Americo d'Albuquerque e
Mello, Francisco Botelho d'Aodrade, Joio Mar-
tina Olavo, Luiz Joa da Costa Amorim [2) Lou-
renga Mana Joaquioa de Santa Anna, Mana Joa-
quioa do Patrocinio Dutra, Manoel Alves Guer-
ra, Vicente Camargo, e levaotou-se a sessio.
Eu Francisco Caouto da Boa-Viagem, official
mior a escrevi no impedimento do secretario.
Birros Reg presidente.Henrique da Silva.
Reg.Leal.Seve.Mello.
6* SESSAO ORDINARIA AOS 24 DE DE-
ZbMBRO DE 1861.
Presidencia do Sr. Barro Reg.
Presentes os Srs. Henriqaes da Silva, Reg,
Seve e Mello, e faltando com causa participada
os Srs. Reg e Albuquerque e Maia, abre-se a
sessio, e lida e approvada a acta da antece-
dente.
Le-se o seguinte
EXPEDIENTE.
Um offlcio da mesa do collegio eleitoral da
villa de Peo d'Alho, enviando copia da acta da
providencias ejusj se datan, fue 04 flaca**,
augmentando e un mero de srvenles entregado*
no aerviga da iinpesa lis roas, fizessen remover
todos os focos de mmuadices, qa* etlsllssem
nos diversos lugares de suaa freguesiaa que
maudaaiem linpar oa canoa da asgoto daa aguas,
a ben asain qua examioaaiam ae oa quintaea daa
casaa se conservaran linpos, e aecos, e final-
mente oseasen que el pestorst acore a aalubri-
dade publica foseen restrictamente observadae,
e cumpridas, tendo multo em valas que os g-
neros alimenticios expostos a venda fossem
sios.
Resolveu-se offieisr ae Exm. presidente da
provincia para providenciar que os terreos ala-
gadoa eligientes denles, e fra da cidade, ee
atlerrassem, entendeodo a camera que esta me-
dica muilo.concorreria para melhonr a aalobri-
dade publica.
Deapacbaram-ae aa peligdea de Antonio Joa-
qun da Trindade, Manoel Joaqun Fernandea
de Azevedo, e levaniou-ae a sessio.
Eu Frincisco Canuto ds Ba-viagem, official
maior a escrevi no impedimento do secreta-
rio. Barros Reg, presidente, Cosario de Mello
Hepriques da Silva, Reg, Mello.
Publicagoes a pedido.
A' YOUIALE.
IODO MODADO I
Foi aqui..,. foi aqui que o'oatro lempo
Bateu neu coragso farto de anor;
Fra aqui que eu beber inspiragdea
N'uns belloa olhoa da maia negra cor.
Foi aqui, que meus dtas deslissvan
A' doce sombra d'esta selva linda!
Nio pode o lempo apfgatvme n'aln
Easa lembranga lio vtvace anda.
Sim, foi esta a maogueira amiga,
Que os nossos votos recebeu outr'ora ;
Tem o mesmo vigo, di os meemos fructos
Ella a naama.... eu aou oulra agora I
A boca rosea, o carmim das fafces,
Os labios rubros de purpurea cor....
Tudo mudado I.... A palidez do tmulo
Profanou a virgen, deafolhou e flor I
Os negros olhoa, que me davam vida,
Bagos, sem luz ji nio teem fulgor:
S resls boje, do que amei outr'ora.
Esta maogueira, e minha grande dOr I
MoTimfflito do porto.
/Taeios entrado* no dia 8.
Terra Nova34 din, briguo taglez Crueent, da
186 tooeladas, capillo Jobo trine, equipagen
10, carga 2512 barricas com bacalhio ; a Jamea
Crabtree & C.
New-Carlisle36 dia*, patacho ingles Mingan,
de 97 toneladas, espilio Francaa Romeral,
equipagem Ideare* 1109 barras* eom baca-
lhio ; a SaSMer* Broiher* & C.
06s*ra|eo.
Fundeou do lamario un erigue chileno, mas
nio Uve communiesgie com e trra,
\
0. D CL r | 0 o Horas.
I 1 a (a 3 a-a w * <* 2 Direeco. 1 es 1
a ? | 2 | /fWiniidod. n a 1
53 2? os ^ | Farhenhtit. 1 H P m 0 M H 1 e H 3 2 H
ee i * 1 ." | Centgrado. B 0 9 ? O m 0 0
*> s -a .- 2 S *. 00 i 8 _"8 O ti 8.. Franotx. e 3 O
$ s w s _ Inglex.
8 de Janeiro de 62.
Yexid. N
COitfMimlsO,
Banco do Brasil
A directora da caixa filial, saca so-
bre o Banco do Brasil qualquer quantia
a vitta, e ao par. Recite 17 de dezem-
bro de 1861. O secretario, Francisco
J0S0 de Barros.
Praca do Recife 8 de
Janeiro de 1862.
\s cuatro horas da tarde.
CotRCiies da junta de cor reto re8.
e 26 d. por
Sobre
libra.
Cambio.
Londres 90 d. 25 718 d.
A noite clara com alguna nevoeiros vent NE
fresco e aasim smanhecen.
0SC1LACI0 DA SMRfi.
Preamar aa 10 h. 18' da manha, altura4,8 p.
Baixs-mar ae 4 b. 30' da tarde, altura ,4 p.
Obaervatorio do araenal de marinha, 8 de Ja-
neiro de 1862.
ROHAHO STKPPLR,
1* tenente.
Editaes.
Jos da Cruz Macelopresidente.
John Gatissecretario.
Alfaodesa,
Sendimeuto do dia 1 a 7 .
dem do di 8 4
67 0279752
7815377
78:953*1*9
eleicio do dito collegio para deputados provio-
ciaeg do primeiro districto.Ioleirsds.
Outro do inspector da saude publica, dizetdo
que tendo de apreaentar ao Eim. presidente |ds
provincia nm relatorio do estado sanitario da
meama, pedia a cmara ihe maodasse fornecer
com a msior urgencia possivel om mappa /das
pessoss fallecidas e .sepultadas no eemilerio dea-
te cidade, indicando ae a molestia, idade, cor,
estado, naluralidade econdic.io e coolar do ulti-
mo de novembro do anno paaaado ao ultimo de
novembro do correte.Qoe ae ofBciaase ao ad-
ministrador do eemilerio para fornecer.
Outro do subdelegado doa AlTogados, remel-
tendo a quantia de 6#O0, importancia da multa
que pagan Joa Pereira da Silva, por ter infrin-
gido as disposicoes do art. 1" tit. 11 dss posturas
de 30 de junho de 1849.Que se remeltesse so
procurador ese aeeusasse a recepgao.
Outro do mesmo, dizeodo que dando-se sem-
pre casos de serem encontrados cadveres na
freguezia, e que a policia, para os mandar se-
pultar, v-se nuitas vetes embsragada, eendo
preciso usar de neios obrigatorios para oa se-
pultar, porque voluntariamente oinguem se pres-
ta, e oa matriz nio ha coveiros eocarregados
deste servico, pedia a cmara tomasse urna pro-
videncia que Oxease desapparecer eemelbante
embaraco, e conclue que se Ihe mandasse pagar
a quaolia de mil rlsque despender com o eo-
Urramento do cadver de um preto que ltima-
mente fra encontrado.Maodou-se responder
ao subdelegado qua se dirigisse a repartido de
policia, que era a conpeteote para providenciar
0 satisfezer aa despezas.
Outro do adnioislrador do eemilerio, commu-
nicando que a irmandade do Saolissimo Sacra-
mento da freguezia do Recifa, ji poda abrir ca-
tacumbas para prvulos.Qua sa officiasse ao
procurador para mandar dar guia* qu indo se lbe
eligase.
Procedendo-se a apuracio geral de votea dos
dous collegio* do prineiro dUlricto, lavrou-sa
acta, e mandou-ae expedir oa iplomas ao* elei-
loa para embros da assembla provincial pelo
dito prineiro dislriato.
Dea#acharam-ee ae petlcoea d* Aolooio Munit
Mechado, Henrique Gibson, Jos Theodoro de
1, Joa Caetano da Medeiros, teoente-coro-
oel Jas Joaquim Rodrigue* Upe*. Lino Teclo
de Jesu*. e leraniou-se a aeatio.
Eu, Francisco Caouto da Roa-Viagem, offl-
cal-maior a escrevi, ao impedimento de ae-
craiario. Barree Reg, presidente. Cesarlo
de Vello. Reg Maia.Leal Seve.Hueriques
da Silva.Rege e Mello.
SESSO KXTR*ORDINARU A8 i DE
JANfHO DE *m
Presidencia do Sr. Barre* ffdo.
Preaanles os Sr. Cesa rio de Mallo, Henrfritfe*
Hlva, Mal*, Reg, Mello a Sve, abre-se a
), e lida e approvada a acta da antece-
Sr. presideaU deelarea queswvi* convocad*
caara para boje, en conseqeencii da triste
Ofttcia 40 apparacimeaio do cholera em un
legar parte desta capital, devendo por iaeo tantr
i eeim samara todaa aa providencias a mu
alcance an de aviUr^ue Uo terrival lagelle eje
-._ _______________
ria'para ene fosM
se eln de oulra*

Muvlmeulo da alfandeara.
Volamos entrados com farendas.. 92
> > com gneros.. 1,466
^ = 1,558
Volames "vahdos com (azendas.. 7
c > com gneros.. 455
----- 462
Descarragsm boje 9 de Janeiro.
Patacho ingletBusybacalhio.
Brigue brasileoBe beribecharque.
Brigue hespaohoiNovo Martinidem.
Brigue porlugiieaSoberanomercadorias.
Brigue frencezPalestroo resto.
Brigue inglesCrcentebacalhio.
Importaco.
Vapor nacional Iguaraei, precedente dos per-
tos do norte, manifestou o seguinte :
18 saccas algodio ; a Seve Filhoa & C.
12 aaceos cera de carnauba ; a Cuoha Irmlo
&C
303 meios de sola; a Joio Busoo & C.
140 ditos de dits; a Joio Jos de Carvalho Mo-
raes.
241 ditos de dila ; aJos Rodrigues Ferreira.
5 barrls lcetelo, 7 saceos cers de carnauba ; a
orden.
Hiato nacional Exhalaco, vindo do Aracaty e
Macau, manifealou o aeguinte :
98 caixas velas de carnauba, 3 barricas aebo,
39 saceos cera de carnauba; a Gurgel Irmoa.
70 molhos de palha de carnauba ; a Trajano A.
da Coala. /
100 molhos com 1,080 couriohos; a Parele
Vianna & C.
30 barricas e 20 meias farioha de trigo; a Jos
Duarte das Noves.
70 alqueires de sal, 29 saceos cera de carnau-
ba, 66 couros salgados; a ordem.
Vapor nacional Persinunga, precedente de Ala-
goas e Macei, manifealou o seguinte :
4 calas con 4 dezias de cadeiraa; a Taaao
Irmios.
1 dila fltaa e eofeitea de vestido ; a Mello Lobo
& C
92 sacooa aasuear; a Gabriel Antonio de Souza.
Exportacao
Dia 7 de jaoeira.
Brigue americano Brothers, para o Rio da Pra-
ta, carregaram:
Baato* & Lemos. 100 pipas com agurdente.
Barca iogleze Elisa Bands, para Liverpool,
ca regaram i
Viuva Aseerin & Filhos, 179 saccoa com algo-
dio.
Brigue dinamarqus Johannts, para o Rio da
Prata, carregaram :
Amorim Irmoa, 350 barricaa assucar.
Brigue brasileo Sania Barbara, pare o Rio
da PrtU, carregaram :
Amorim Irmios 400 barricas com assucar.
Galera ingleza Rosamond, para Valparaizo, car-
regaram :
Johnston Paler & C, 1,800 saceos com 9,000
arrobas de assucar.
Barca iogleza J/ory Miller, para Gibraltar, car-
regaram :
Patn Nash & C, 900 aaecos con 4,500 arro-
bas de assucar.
Brigue porluguez S. Manoel /, para o Porto,
carreg* : .-,
Joaquin Luis Alves Vianna, 600 aaceos eon
3,000 arrobas de alinear. i
Barca ingleza Smrmk, para e Caaal, carrega-
ram :
C. J. Aalley & C, 700 saeeee con 3,500 arro-
bas de assucar.
Barca inglese Savannah, para o Canal, carre-
garam :
C. J. Astley & C, 2,800 aaceos con 14,000 ar-
robas de aasuear.
Patacho ioglez Zero, para Maraeille, carrega-
ram *
Secretarla do go ver no de Pern am-
buco 8 de Janeiro de 1863.
Pela aecretaria do governo se faz publico sos
Srs. Joio Luis de Oliveira Ribeiro, Antoaio Go-
mes de Mello, Domingos Goncalves Pereira Bas-
tos, Ignacio Marcolino Bezerra do Amaral e Fran-
cisco das Chagas Cordeiro Caoapoa. que echan-
do- se conpetentemente informadaa ss suas pe-
ti^oes, hajam de solicita-las na neana reparti-
do para pagaren o respectivo porte, afin de
seguiren seus destinos.
Joio Rodrigues Chaves.
O Illm. Sr. inspector da thesoorsria pro-
vincial manda fazer publico para conhecimento
doa iotdressados o art. 48 da lei provincial a.
510 de 18 de junho do corrente anno.
Art. 48. E' permiltido pagar-ae a meia aiza
doa escravos compradoa em qualquer lempo an-
terior a data da preaente lei independente de re-
vilidicao e multa, urna voz que os devedorea
actuaos deste imoosto, o facan dentro do exerci-
cio ds 1861 a 1862, oa que nao o fizerem fleario
sujeitos a revalidagio e multa em dobro. aeodo
um terqo para o denunciante. A thesooraria ta-
ri annuneiar por ediUl nos primeiros 10 diss de
esda mes e preaente disposigio.
E para constar aa nandou afiliar o presente e
publicsr pelo Diarto.
Secretaria da tbetouraria provincial de Per-
nanbuco, 8 de julho de 1861.
O aecretario,
A. F. da Asiumpcio.
O lllm. Sr. inspector da thesooraria provin-
cial, ata cumprimenlo de orden* do Exm. Sr.
pretidente da provincia, manda fazer publico,
que no dia 16 do corrente, peranta a junta da
meama thesouraria, se ha de arrematar a quem
por meos tlzer, os repsros de que precisara as
casas abaixo declaradas, perlencentes ao patri-
monio dos orphio*.
Casa n. 97, sita oa ra do Pilar, avallada em
561000.
C*aJo. 45, alta na ra da Moeda, avaliada em
Cass o. 27, aita na ra do Vigario, avallada
em52095O.
Casa n. 17, aita na ra daa Larangeiraa, ava-
liada em 151H00.
A arrematado seri feita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de maio de-1854, e aob aa
ciauaulaa especiaes abaixo copiadas.
As pessoaa que ae propozeren a eats arrema-
tagao comprelam na sala dss ejeasea do mencio-
nada junta, no dia cima deelarado, pelo meio
dia o competentemente habilitadas.
E para constar se mandou adiar o preaente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial da Per-
nambuco.2 de Janeiro de 1862O aecretario, A.
F. da Anounciaco.
Clausulas ttpeciaes para a arremataco da casa
n. 97 da ra do Pilar.
1.* Os concertos necessarios na casa n. 97 da
ra do Pilar na importancia de 5613, serio feitoa
de cooformidade con o respectivo orcaneoto,
approvado pela directora em eonselho.
2.a O arrematante darl principio obra no pre-
so de oito diaa e a concluir oo de 40 dias, amboa
cootadoa da dala da arrematarlo.
3.a O arrematante seguir todas as prescrip-
edes que Ihe forem dadas pelo eogenheiro que
inspeccionar a obra, e fleari aujeilo as disposi-
ges da lei provincial o. 286, no que diz respeito
as arrematare*.
4.a O pagamento ser., erTectuade em urna s
presta;io, quando esliver coocluida toda a obra.
5.a Nio eeri atteodida em qualquer tempe re-
clamado por parle do arrematante, tendente a
exigencia de indemnisacio.
Clausula especiaes para a arrematando da easa
n. 45 da ra da Moeda.
1.* Os concertos precisos na casa da roa da
Moeda n. 45, oa importancia de 4109, serio fei-
tas de cooformidade com o respectivo orcameoto
approvado pela directora em eonselho.
2.a O arrematante principiar a oora no praso
da 8 dias, o a coocluiri no de 40 dias, ambos
contados da datada arrematarlo.
3.a O,arremtente seguir todaa as prescripgoes
ubjhee forem dadaa pelo engenheiro qoe ins-
peccionar a obra, e fleari sujeito as disposicoes
da le provincial n. 286, no qoe diz respeito a
arrematarles.
4.a O pagamento aeri eftectuado em ama sd
prestscio, quaodo esliver a obra feiU.
5.* Nio seri en lempo algum atteodida qual-
3uer reclamarlo por parte do arrematante, ten-
ente a exigeoctt de iodemnisacio.
Clausulas especiaes para a arrsraataco da easa
n. 27 da ra do Vigario,
1.a O* concert* cima na importancia de
526J350, serio principiados no praso de 8 diss e
terminado oo de 40 dias, ambos contados da da-
ta da arrematarlo.
2.a O arrematante atteoderi as observscoes
fetas pelo engenheiro ds obra, tendente a sua
boa execucio, desmanchando o que nio se achar
executado com seguranza, e bam aasim se suiei-
tari a tudo o maia disposto na lei provincial o.
286' a respeito da arremalacio.
3.* O pagamento aeri feita em una s preata-
cio, logo que o* concertos se acharem de todo
concluidos, e precedendo para ease fim a infor-
ma;io do engenheiro fiscal.
4.a Nio aeri altandida em tempe algn qual-
quer reelamacao por parle do arrenatinle, ten-
dente a exigencias de iadeuMWUie, seje qual for
emotivo que para esse flm allegue.
4.a O pagamento eeri effactoad* en nasa s
prestacio, quando canter 0Bti Mis.
5.a Nio seri en tempo algosa attssjsMe re-
clamecio pee parte de arrematante tendente a
exigencia de iodemaiaacio.
Con (arme. O secretario, Antale F. da An-
nonciaeio.
O Illm. Sr. io*pectar da tbeaonraria amf
ciai, maoda azer publico, que Ibeeenreire
nesma ihesourerU eeti auloriaann e pagar un
da 8 do correle or diaole, oa jaree daa anntt-
eea da divida poMic* provincial, veacido* at a
ultimo de dezembro prximo Hado.
E para eooeUr sd mandou afflxar prente
publicar peU Diario.
Secretaria da heeouraria provincial de Per-
neartkco 4 de Janeiro de 1802. O eecreUrie,
Antonio F. de Anounciaco.
O Illm. Sr. ioapaetor da theeooraria pmvin-
cial, em cumprmeoto da reeolaeio da inntn da
fazenda, manda fazer publico, que aueeaatacau
da renda dos predios do patrimonio dos orphene
foi transferida para o dU 16 ao corrente.
E para consiar se maudou afflxar o preees)te
publicar palo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial n Fer-
oambuco, 4 de Janeiro do 1802. O ootreiorto
Aolooio F. da Aonuociacio.
A eamara municipal desta cidade paettee
pira coohecimeolo de aeua municipee
abaixo tranacripto, que receben do Rxn.
dente da proviocia, e pede-lhe qua atine
a recommeoda(io feita por S. Exc, irateaa 4a
empregar todoa os seus esforcos na culiora do
tabaco, visto como, r*ceiando-as que da actual
guerra civil nos Eaiado- Unido* da America do
Norte, resulte granda diaaiouicao na ana pro-
ducQio.
Espera a mesma cmara qoe nie deixario to-
dos os agricultores desU municipio de coocorrer
pare o deeeovolvineolo de una planta qua trar
aan Ouvida grandes veotegeoa para aqneUee qan
* empregaren en cnltiva-Ia.
Pa?o da cinara municipal do Racife en aeaaen
ordinaria de 21 de desenbre de 1811.Luis
Fracisco de Barros Reg, preaidente.Francis-
co Canuto da Boa-Viagem, official-naior sama-
do de secretario.
Quarta seceso.Palacio do governo do Per-
nambuco 12 de desenbre de 1861.Seodo enn-
sideravel o coosuno do labaco em todoa os pan
toa do globo, e receiando-se, que ds actual gner-
ra civil coa Estadoa-Uoidoa da Ama rica to Nor-
te, e do abandono em que a cultura dente ge-
nero lem cabido na Ailemanha retalle granen
diminuidlo n* sua prodoccio ; en cumpriaaealo
da* orden* imperises, rerommeodo i camera aan-
nicipal do Recife, qne envide todo oa aeua es-
forgos, para qoe oa lavradorea seas nvnietnee
se conpenetren da conveniencia de ae entrega-
rara com maior efflcacia e inleresae ao cultivo
daqaella planta que sem duvida compenoeri en
innmeras vantagens os sacriOeios qoe Stnrnaa.
Poretla occasio declaro i mesma caara, gao
sociedaae Auxiliadora da Iodustris Naeinnal es
Hecebttdorln de rendan Internan
ejeraen de Pernambueo
lendtnente de dia 1 a 7 S 02a|787
dem do dia 8....... 5451808
4tfeurolve
PotU 08)
convocada a
i ate nvilnrujne Uo t
ciaae,
i enVere, neflateroa-
Coswnlnela Broulneinl.
Beudiiu^eutpdpdula7. .
Iden de dU 8 ......
*
cha incumbida de diligenciar a obteocio de ae-
nentes daa melhures especies de tabaco, para
eerem deatribuidaa pelos agricultores qao aa su-
hcitarem.A. M. Nones Goncalves.
Directora geral da instruc-
cao publica.
Por orden do lllm. Sr. Dr. director geral en
fsz publico que os exanes de preparatorioa para
a matricula do curso commercial pernannncann
devem comecar no dia 15 do correte e Hadar a
15 de fevereiro viodouro, de cooformidade enea
o diaposto no art. 23 do regolameato iniemn de
14 de dezembro de 1800 ; devendo oe qne qai-
zerem aer admittidos a exano requerer an nea-
mo Sr. director geral, na forna do art. 25 do ci-
tado regulamento.
Secretaria da inilroccio publica de Pernambu-
eo 2 de Janeiro de 1861.
O aecretario interine,
Salvador Henrique de Alnnqnerejne.
Pela aecretaria da caara municipal de
Recife, se faz publico que a meama cmara e>m
sessio de hoje nomeou urna commisso com posta
de trea de seus membros, os Srs. vereadores
Gustavo Jos do Reg, Dr. Angelo Henriquea da
Silva, e Simplicio Jos de Mello, para examinar
aquelles esiabelecimentos qoe tiveren geoeros
alimenticios, e que e commisso jalgar necessa-
rio o exame sanitario.
Secretaria da cmara municipal de Reala, 4
de Janeiro de 1862. O official naior aer vindo
de secretarlo, Francisco Csoulo da Bi viagen.
Por ordem do Illm. Sr. Dr. ebefe do pli-
da da proviocia, te faz publico que, na caaa da
delengo se acba recolhido um prelo. do cerca
de 30 annoa de idade, que diz cbanar-se Lacio
Cavslcaoli e que ae ci ter escravo fgido, enr
ter aldo encontrado com ama correle ao pwco-
co ao p**aar a ponte doa Carvalho* no Urno do
Cabo. Secretaria de polica de Pernanbncn 7 da
dezembro de 1861.O aecretario, Dr. Joaquin
Jos de Campo*. -
Conselho admiaislrativo.
0 contelho administrativo, para fornednenU
do arsenal de guerra, tan de comprar oaobjectoe
segu o lea :
Para o h oa pila I nilitar.
50 cobertores ou manas de lia.
24 camisas de meis.
2 bacas de rame com 10 palnos de circun-
ferencia.
2 ditas de dito com 8 ditos.
2 ditas de dito com 6 ditos.
2 ditas de dito com 4 ditos.
Para a fortaleza de lUnaraci.
1 mastro para bandeira grande de Alele.
3 ps de ferro.
1 remo de governo psrs canos.
Para e arsenal de guerra.
10 toneladaa de earvio de pedra.
1 fulbe.
Que quizer vender lies objectos apresante
ta tuda propostas em carta fechada na stirretetie
do conselho, is 10 horas ds nanbia do dia 10 do
correte mez.
Sala das sessoes do referido eonselho, 3 ote Ja-
neiro de 1862.
Rento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
4lexandre Augusto de Prime filiar,
Vogal e secretario interine.
Pela secretaria da cmara municipal do Re-
cife se faz publico que a meama casara en eee-
aio de hoje nomeou ama commisso coa peala
de tre do aeus membros oa Sra. Gustavo Joa
do Reg, Dr. Angelo Henriquea da Silva e Sim-
plicio Jos de Mello, pasase dirigir aquelles en-
tabelecinentos que tiveren genero* alinealicies
e nos qoaea a commisso jalgar neceeeerio pre-
ceder a um exame amilano. Secretaria da c-
mara municipal do Recife 4 de jaoeiro de 1M2.
O official naier servinde de aecretario, fran-
cisco Canuto da Bo* -viagem.
Avisos martimos.
A?HEL.tnh ^ "CC0S COm 11,00 ,rrob* CU**** espeetass para n atrisnatacSo da easa
no essuear. f7 iarma dal tafailflejro,#
O* concerloe precisos na casa n.
1. Os concedes precisos na eeua n. 17 de ra
das Laraogeiraa, na importancia de 1511200, ae-
rio execettdos de coelermidade com o respecti-
vo orcamento approvado pela directora em con-
telho.
2.* O arrtnatante principiar a obra no prtte
de 8 ditie e concluir ge d 40 diaa, ambos con-
testen da date da arrenatscio.
** O errnea ate seguir todas ss preacrip-
que Iba foHHN pele engenheiro que
onar a ojM Icaei ujoHo aa diipoat-
ses da lei n. 287io < t diz reapeiu e arre*
35:62910391 malssoes.
Rio de Janeiro
O brigue nacional Veles pretende seguir con
muita brevidade, toa parte de con carrogfaule
a bordo : pera o reato qoe lbe faltt, trata-m
com s seup cooiignatarioa Aolonie Late eteOti-
veira Azevedo 4 C, ne ten eecrlptorio rrn da
Cruz n. 1.
COMPHHUIIUSILEilU
ntoiiTic s% vm*.
E espera deTdoa portee do enl etn* don ftdn
correte um dos vaporee da conpaeiMa, n ejewl
depois da denora do costme egair para ne
portos de norte.
Desde ji receben-se pimplan e ong
a tM* que o vapor peder euaetezir, a ejenl te-
bar.ada ao nabato ene anonade, en-
too.me.daa, dioheire a itete aU o dia da aabddn
aa2horae: agencia na ra daCnun. t, essftn
torio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo A C





DUWO DE PEBCAMBCO. ~~ QUINTA HA 9. DE JAIfElRO OE 1861,
R\
?o
wi aSoto Amero.
liara alguna frote* ca>w com ieu consignatario Francisco L. O. Azorado,
na roa da Madre de Deus o. 12.
Para.
Bm di reitera o palhabota Santo Crux recebe
carga a trate a Intar com Caetano Cyriaco da C-
M. & Irmio; no lado do Corpo Santo o. 29.
Para
Rio de Janeiro,
aegue por este diaa o veleiro brigae Crozeiro
do Sul : pira a pouea carga que lbe falta, e es-
craTos, traia-se com oa consignatarios Antones,
Guimaraes & C, uo largo da Assemblj n. 15.

i 11 horas da ma-
mes defronte da alian-
JEILAO
DE
Farinha de Ago.
Quinta-feira 9 do cbrente.
Mills Latham & Cario leilo por intervenid
do agente Pinto e par conta e risco de quem
pertencer de 18 barricas com farioln de trigo fia
11 horas do dia cima mencionado, no armazem
do Sr. Aanes defronte da alfandega.
LEILAO
Rio de Janeiro
Pretende seguir com maita brevidade o patacho
nacional Capuam, tem parte de sea csrrega-
menlo prompto : para o resto que lhe falta, tra-
ta-aecom os seas consignatarios Azeredo^ Mea-
dos, seu.no escriptorio ra da Cruz n.'l.
GOMPaMIU PERNAHBUGAIU
n
Navegado cosleira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cau do Assu', Aracaty, Ceara',
Acara cu' e Granja.
O Tapor lguarass, commandante Vianna.
sahir para os portos do norte de sua escala at
a Granja no dia 20 do crrante mez fis 5 horas
da larde.
Recebe carga ata o dia 18 ao meio dia. Eo-
commendas, passageiros e dinheiro a (rete at o
da da sahida s huras: escriptorio no Forte
do Maltos n, 1,
A SEIBA.
Quinta-feira 9 do corrente.
Por novo despacho do Illra. Sr. juiz munici-
pal da primeira vara, o agente Pestaa far lei-
lo por conta de quera pertencer de porcao de
caibros, travs e taboas arruinadas : quinta-feira
9 do correte oelas 10 horas da manba na ra
de Apollo n. 19.
Avisos direrosT
mmm
+*mmmm^r^sPT*em
160
GOMPANHU PERNA1BUGAIU
DI
Navegaco eosteira a vapor
O vapor Persinmga commandanteMoura, sa-
hirfi para os portos d*sul de sua escala no dia 15
do corrente mez as 5 horas da tarde.
Recebe carga al o dia 14 ao meio-dia, encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at o dia
da sahida as 2 horas : escriptorio no Porte do
Mattoi d. 1.
A
Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigae nacional
Damao pretende seguir com maita brevidade,
tea parte de seu carregameoto prompto ; para o
resto que lbe falla, trata-se com os seas consig-
natarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C,
no seu escriptorio ra da Cruz n. 1,
Maranho e Para.
O patacho Paulino segu com brevidade, po-
de receber alguma carga para ambos os portos :
trata-se com os consignatarios Marques, Barros
& C largo do Corpo Santo n. 6.
Rio de Janeiro
O brigue Belizario sahe na presente semana,
pode receber alguma carga e escravos a frete :
trata-se com os consignatarios Marquea, Barros
& C, largo do Corpo Santo n. 6.
Para a liba de S. Miguel deve seguir com
muita brevidade o brigue escuna portugus Citos,
capitao Dominios dos Santos ; recebe ura resto
de cargaa frete e passageiros, a tratar com Amo-
rim Irmos ra da Cruz n. 3, ou com o meimo
capitao.
Lisboa.
Pretende sshir com brevidade o brigue portu-
gus Soberano por ter parte de seu carrega-
meoto prompto : para o resto e passageiros, tra-
ta-se com o consignatario. T. de Aquioo Fonseca
Jnior, na travessa da Madre de Dos o. 7, pri-
meiro andar, ou com o capitao na pra;a.
Para o Aracaly e Assu'
segu o mais breve que for possivel o hiate Ex-
halado : para carga e paasageiros, trata-se com
Gurgel Irmos oa ra da Cada do Recite b. 28.
Ia andar.
Leudes.
S&&0
u
DE
Movis, crystaes etc.
Ao correr do martello.
Sexta-feir 10 do corrente.
O agente Guimaraes no da cima pelas
horas em ponto, tari leilo sem nenbuma reser
va de preco de tu Jo quanto se aehar patente em
seu armazem para asaim diminuir parte de seus
abundanlea movis cajo leilo terfi lagar em o
dito seu armazem na ra do Imperador n. 37.
LEILAO
DE
Hoje.9.
Grande laboratorio de la-
vagem.
Podem raaodr buscar a roupa lavada de ns.
137, 244, 245, 95, 35, 274. 180, 301, 23, 157,
130,164,133,247.240, 203.
Engotn ruada.
Ns. 163. 90, letras C e F.
"'Precisa-se de um bom smasssdor, que en-
tend porfeitamente de maceira, a tratar na pa-
daria do Chora menino.
Quem tiver para alagar um moleque de 10
a 15 annos e que sirva para o servico domestico
de ama casa de pequea familia, dirija-ae a ra
da Cruz n. 45 amazem.
Ao Sr. Jos Leandro Martina Filgueiras de-
seja fallar a Joaquim Severiaoo Nogueira sobre
um negocio de seu interesse na ra Direita n. 43
segundo andar, das 3 boras da tarde em diaote.
Pergunta que nao offende.
Deseja-se saber do Sr. thesoureiro que se en
carregou de receber a subscripto para mandar-
se buscar um balo- aerosttico em Franja, cuja
compra e remessa nao se ellectuou por ser pe-
quea a quota, ae est ou nao no caso de resti-
tuir aos subscriptores que pagaram as respecti-
vas quaotiaa, porque nao sendo a resposta afir-
mativa pode o referido thesoureiro ficar preiudi-
cado em seu crdito.O subscriptor.
Associacjo com-
mercial benefi-
cente.
Nao havendo-se reuoido numero sufflciente de
seohores socios para a reunio extraordinaria de
aasembla geral convocada para o dia 8, afim de
ae tratar sobre a edicacao da bolsa de Pernam-
duco, a direcco de novo convida os senhores
socios a se reanirem no dia 11 do corrente as l
oras da maoha.
Sala daAssociaco Commercial Beneflceote 9
de Janeiro de 1862.
Msnoel Alves Guerra,
Secretario.
Precisa-se de urna ama de leite para tomar
eonta de ama crian?a de 2 mezea : a tratar na
ra do Trapiche n. 11.
Aluga-se
urna excellente casa no Mondego, defronte do
commeodador Luiz Gomes Ferreira, a qual tem
bonsi com modos, boa cacimba e alguna arvore-
oos de fructo : a tratar ma mesma, das 6 as 8
da manha, e das 4 da tarde em dianle.
O cabo Antonio Eugenio manda celebrar
urna missa por alma do seu digoo collega Joo
Antonio Pereira que fallecen no'Rio de Janeiro,
por sso roga aos seus amigos a assialirem este
acto que terfi lugar hoje 9 do corrente pelas 7
horas da manha na igreja da '
Militares.
WM3IKSie:M99M8K dHSMM
Para as proviacias de Pernambuco, Parahiba, Ro
Grande do Norte, Gear e Alagoas, a saber:
Folbinha de porta, contendo o kalendario, poca geraes, nacionaes, dias
de galla, tabella de salvas, noticias planetarias, eclipses, partidas
de correios, audiencias, e resumo de chronologia, a ris .
Folhinha de algibeira e variedade, a qual contm todas as materias das
de porta e mais tabellas do nascimento, e ocaso do sol, das ma-
res, casa e familia imperial, nomes e ttulos dos ebefes dos
principaes estados do mundo, tabella da arrecadacao do sello,
dita do porte das cartas, partida dos paquetes br asile ir os e euro-
p'eus, tabella dos impostes geraes, provinciaes. e municipaes, re-
gulamentos de incendios, e entrudo, e algumas pusturas munici-
paes, artigos sobre agricultura) economas, modo de fabricar gelo,
prognostico do Gm do mundo, collecao de remedios, a ris. .
Dita religiosa, contendo todas as materias nascimento, e ocaso do sol, das mares, casa e familia imperial,
nomes e ttulos dos cheles dos principaes estados do mundo, ta-
bella da arrecadacao do sello, dita do porte das cartas, partida dos
paquetes brazileiros e europeus, tabella dos i m pos tos geraes, pro-
vinciaes, e municipaes, regulamentos de incendios, e entrudo, e al-
gumas posturas municipaes, trezenario e mais oacoeide S. Fran-
cisco de Paula, colleccao de oracOes para todos os estados da vida,
e novena da Senhora Sant'Anna, a ris.........
Dita com almanak, contendo o kalendario, pocas, noticias planetarias,
partidas dos correios, tabellas de imposto, etc. etc. e o almanak
cevil, judiciario, administrativo, agrcola, commercial, e indus-
trial, desta provincia, a ris......... 1#000
320
320
ELIXIR DE SAME
Citrolactato de ferro.
UnAco def osito na botica do Ioaqui.ni Matlmuo
dt Crax Crrela., tua do Calinga n. 11,
ea Pernambuco.
O Dr. H. Thermes (de Chalis) antigo pharmaceutico{apresenta boje ama nova preparacio
de ferrocom o nome de elixir de citro-lactato de ferro.
Parecer ao publico um luxo empregar-ae um meamo medicamento debaiio de formulas Uo
variadas, mas o homem da sciencia comprehende a necessidade e importancia de urna tal varie-
dade.
A formula um objecto de multa importancia em therapeutica; um progresso immenso,
quando ella, maniendo a essencta do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para todos os paladares e pa,ra todos 03 temperamentos.
Das numerosas preparacesde ferro at hoje eoobecidas nenbuma rene
dea como o elixir de citro-lactecto de ferro. A seu sabor agradavel, rene o toa
quena dose, e ser de urna prompta e fcil dissolucao no estomago, de modo qu
assimilado; eo nao produzir por causa da lactina, que contem em sua^gm^fHica
veDtre (requeoiemeote provocada pelas outris preparaces Usfjsjj
Estas novas qualidades em nada alleram a sciencia mjffl |j)toii T, que sendo u
substancia da qual o medico se nao pode dispeusaa em m Ml^tnesaparavel utilid
qualquer formula que lhe de propriedadea taes, que o pfl RrescnajerVsso receio. E' o
que cooseguio o pharmaceutico Thermes com a preparacin Pfo-lactacA.aV ferro. Aisim este
medicamento oceupa hoje o prlmeiro lugar entre as numerosas prepararles ferroginosas, com o
atteata a pratica de muilo mdicos distinctos que o tem eosaiado. Tem sido empregado como in-
menso proyeito as molestias de languidez (colorse paludas cores ) na debilidade subsequente as
hemorrhagias. as bydropesias que apparecem depoisdas intermitentes na incontinencia: de urinas
por debilidade, as peroles brancas, na escrophula, no rachitismo, na purpura bemorrhagica, ns
convalescencia das molestias graves, na chloro anemia das mulheres grvidas, em todos os casos
em que o sangue se acha empobrecido ou viciado pelaa fadigas, affecees chronicas, cachexia tuber-
culosas, cancrosa, syphllihca, excessos venreos, onanismo oso proloogado daa precauces mer-
cunaes. *
Estas eofermidades sendo mui frequenles a sendo o ferro a principal aubstancia do que o
medico tem de tancar mo para as debelar, o autor do citro-lactato de ferro merece louvores e o
reconhecimento da humaoidade, por ter deacoberto urna formula pela qual se pode sem receio
do ferro.
ias qualida-
em urna, pe-
rnete
istipacaode
ipoTtante.
RETRATOS
DE
NOVO GOSTO.
Retratos de
Retratos de
Retratos de
Retratos de
flawleyotypo
Havfleyotypo
Havrleyotypo
Hawleyotypo
Hawleyotypo
novo gosto
novo gosto
novo gosto
' novo gosto
nova iuvencao
nova invenco
nova invenao
nova inveoco
nova inveno
Precos baixado para pouco
tempo.
Pregos baixado para pouco tempo
Presos baixado para pouco tempo
Pregos baixado para pouco tempo
Precos baixado para pouco tempo
35000 55000 105000 205000
3|000 59OOO 10*000 209000
39OOO 5000 109000 2O9OOO
39000 59000 10/000 209004
39000 59000 ioooo 209000
Explendido alfinetes de ouro
Esplendido alGoetes de onro
Explendido alflnetes de ouro
Explendido alflnetes de obro
Explendido alfloetea de ouro
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Explendido quadros dourados
Explendido quadros dourados
Explendido quadros doursdos
Eipleudido quadros douradoa
Explendido quadros dourados
Vende-se machinas para re-
tratos.
machinas para
machinas para
machinas par
machinas para
de lindos
-
Consultorio medicocirurgico
3--M3&H& GLORIA, CA.S DO \HlD\0-3
Consulta por ambos os systentM;
Veude-ae
Veode-se
ende-se
^'eode-se
Caixas
Caixas
Caixas
Todos
Todos
Todos
Todos
Todos
ratratoa
retratos
retratoa
retratos
gostos
gosios
gosios
los
Em consequencia da mudara para a sua nava residencia,
ment acaba de fazer ama reforaiarcompleta em '
Interesse publico.
[Offerecido pela loja
marmore.
A loja de marmore tendo de apresen-
lar concurrencia publica o que ha de
mais novo em fazeodas, tanto para se-
nhoras como para homens e meninos,
sendo que para este fim espera de seus
correspondentes de Inglaterra, Franga e
Allemaoha as remessas de seus pedidos
tem resolvido, antes de apresentar o no-
vo aortimento, liquidar as fazendas exis-
tentes, o que effectuar por precos m-
dicos e psra cojo fim convida o respeita-
vel publico a aproveitar-se desta emer-
gencia.
BtfHIKM flWfiWMMNMB OftdKff
Obras ^le ouro
com brilhantes.
Na ra da Cruz n. 54, no armazem
de Alves & C.
Livros em branco
Proprios para escripturaQSo : na ra
da Cruz n. 54, no armazem de Alves
&C
Medico.
, o proprietario deste estabeleci-
abuuauo lazer urna reforajifcomplela em toaos os seus medicamentos.
O desejo que tem de que o remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os de
Lonceicao dos nenhum outro, visto o grande crdito de que sempre gdzaram e gozam ; o proprietario tem tomado
a precaucao de inscrever o seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquellea que forem apreseotados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conta assignada pelo Dr. Lobo Mosaozo e 'em oa-
pel marcado com o sen nome.
Outro sim : acaba de receber de Franca grande porgao de tincturs de acnito e belladona re-
medioa estes de summa imporUncia e cujas propriedades sao tao conhecidas qae os mesmosSrs
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsosqur em lubosqur em linduras cuslarao a II o vidro
O proprietario deste estabelecimento annuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
sufflcientes para receber alguna escravos de um e outro sexo doentes ou que precsem de alguma
operacao, afflaocaodo que aero tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todoa
aquellos que ia tem tldo escravos na casa do annunciante.
A aituacao magnificada casa, a commodidadados banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompto restabelecimento dos doentes.
Aspessoas que quizerem fallar com o annunciantedevem procura-lode manha al 11 horas
e de tarda das 5 em diante, e fora destas horas acharo em caaa pessoa com quem se poderao en-
nder : na da Glona n. 3 caaa do Fundo.
Dr. Lobo AI0SC020.
O Dr. Rocha Bastos, esta residindo
ra da Cruz n. 11.
na
I
50,000 rs.
Da-se ciocoeota mil reis de gratificarlo a quem
pegar urna preta que est fgida desde 30 de se-
tembro de 1861, com ossignaea seguales: criou-
la, idade 36 a 40 annos, baixa, gorda, cabellos
quasi todoa brancos, desdentada na frente, tem o
nariz afilado a no braco tem uos carocos ao p
docotovello, consta quesahira do engenho Tapi
cor onde fura para ver ae a compravam e
hio para os Remedios e aoda com um tabolei
pintado de verde, com louja, paraillcdir que an-
da veodeodo: quem a aprehender leve na ra
do Hospicio n. 28 ou na ra do Rosario eatreita
em casa do abaixo assigoaao.
Jos Mara di Silva.
Escravo fgido.
O agente Pestaa vender por conta e riaco de' No dia 31 do mez prximo passado fugio o es-
cravo de nome Padcio, de 22 sooos, edr fula,
"uta figura, a 11| regular, pouca barba, todoa
rotei na fren ('tem em urna das peroas um
Cal de Lisboa em
pedra
da mais nova que ha no mercado, e por mnito
menos que em outra qualquer parle : ns ra da
Madre de Deus n. 10 junto ao armazem de
couros.
Vende-se on permuta-se por escravos de
servico. a casa terrea n. 57, sita na raa de Santa
Rila : a tratar na ra daa Trincheiraa n. 5.
A dinheiro ou a
praso.
Vende-se um carro de passeio, patente, intei-
ro.com assento para seis pessoas quasi novo e
por preco commodo: na ra do Livramenlo
n. 25
Os burros e cavallos existentes no armazem
do Sr. Andr de Abreu Porto, defronte do arse-
nal de marinhavendem-se a vootadee esco-
ltados compradores: na ra do Trapiche n. 4
pnmeiro andar.
Manteiga ingleza flor a
800 e 720 rs.
franceza a 640, cha fino a 8700. caf a 280 e
240, velas de espermacete a 760, ditas de compo-
ai^ao a 400, cha preto a 2J00O. arroza 100 lou-
~iO a 320. sabo de massa a 160, vinho muilo
5O0, 440 e 400 a garrafa, azeitede carra-
0, lambem ae vende urna negrinha de 9
-Jcaoarios da Portugal: no armazem da
Irella largo do Faraizo n. 14.
%mmmmm mmmmm*
Atten^o.
v -0- .w m 1 # 'OUUCIO kv> **waj*ai o ilt>U uw
quem perteneer de 100 caixas com batatas, hoje
9 do correte, as 10 oras da manha na porta
do armazem do Sr. Annes defronte da alfaaiega.
Transferencia
DO
Leilo de gneros.
O leilo de gneros como sejam 300 caixas com
mact, palitos da phosphoros, champagne pas-
sis nio se tendo podido ellsclar, mi lagar
bo
OS)
aignal de urna eslrtfi por forro, cooheolsrpor moreno, falla muilo
mani, natural de Cimbres, pertenceu ao Sr.
Francisco de BritoCavalcaQ no termo de In-
gazeira, esleve>dHll um aooo oa villa do Cabo e
depois em ^tfflspn onda tem urna aajazia ; fol
praca do corpt de polica d'onde fot, fga.tado :
Suem o pegar oa deUa der ni
armo n. 1 ou ao sjftor Loure
de onde preeeMeofalle mora
pensado.
Aluga-se o sega
ras do Amorta n.
Madre de Deus n.
Urna senhora chegada ba pouco do Cea-
r deseja'alugar urna casa terrea oa so- aW
brado. salvo lerceiro andar: quem o ti- jf
Ter dirija-se ao hotel ioglez na ra do S
Trapiche sala da frente. ^S9BSkS 1
Acudam a tempo.
No escriptorio de Joao Baptista dos
Santos Lobo caes do Ramos n. 4. se
rende urna porefio de quintaes de pao
isil e tata juba, palha de carnauba
lito nova e alva, bem como sal do
w que se acha a bordo do hiate San
luza,
J FERREIRA HUELA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Boa do Cabug n. 18, 1.* andar,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos porambrotypo, por melaiootypo, so-
bre panno encerado, sobre talco, especiaos para
pulceiras, alfinetes ou cassolelas. Na mesma
casa existe um completo e abuodante sortimento
do artefactos francezes e americanos para a col-
locaco dos retratos. Ha tambem para aate mea-
mo flm cassolelas e delicados alfloetea de ouro
de lei; retratos em photographia das principaes
personagens da Europa ; stereoscopos e vistas
stereoscopicas, assim como vidros psra ambrotrpo
e chimicas photographicas.
Precisa-se alugar um preto, daodo-se o
sustento, e paga-se mensal ou semanal, para o
servico desta lynographia : na lirraria ns. 6 e 8
da prija da Ioppendencia.
Precisa-se alugar um sitio perto da praca.
que nao exceda o aeu alaguel de 3000: quem ti-
ver annoacie para ser procurado.
Anda se precisa alagar urna eserava para
o aervico de urna casa de pouca familia, paga-ae
bem e ae promettebom tratameoto : na ra das
Cruzes n. 20, segundo andar. Nessa mesma ca-
aa se precisa de um criado.
Precisa-se de urna ama que aaiba essjoa-
mar e cosioharpara casa de pouca familia: na
ra do Imperairiz n. 40, segundo andar.
Q U abaixo assignado por causa
41 de seus encommodos de moles-
^ ta passa por em quanto a habi-
tar no seu sitio do Arraial, onde
continua com o seu estabeleci-
mento de instrucelo primara e
secundaria, cujas aulas es tai So
abertas no dia 8 de Janeiro.
Jeronymo Pereira Villar.
1
8
Vende-se um cabriolet [timn balanc) :na
na dalmperatriz n. 45, primeiro andar.
Vende-se uto preta de meia idade cora lo-
is as habilidades: na ra do Rangel n. 69.
de lindos
de lindos
de lindos
de lindos
venham
venham -0P
venham
venham
venham
Vestidos pretos mais
Vestidos prelos mais
Para tirar retrSTOs
Para tirar retratos
A. W. Osborne retratista ame-
ricano
A. W. Orborne retratista americano
Rut do Imperado
Ra do Imperado
IKNS9H is^-mvMMMQM3MirMttfl
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
FradaricGautier,cirargiiodentista,fa2l
todas as oparaces da sus arta ecollocs]
dentesartileiaes, tudocom a supariori-j
dada ap arfe^o que a pessoasantandi-'
das lhereconhcem.
Ten agua e posdentifricios te.
iMMiK^aneieeiMKaNeiiNei
CONSULTORIO ESPECIAL HOIEOPATHICO
no doutoh*
n SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todoa os diaa utes deada aa 10 horai
at meio dia, acerca daa aeguiutea molestias :
molestiat da muikeres, tnolestiat dat crian-
K, moletUa* da pellt, moltttiat do olho, mo-
ias typhiliticat,todat at especie de febrts,
febret intermitientes e euas eonsequeneias,
FHARMACU ESPECIAL HOMROP ATH IC A .
Verdadeiros medicamentos homeopathicoa pre-
parados som todaa as cautela a neceasarlas, in-
falliveiaem seus effeitos, tanto em tintura,como
m glbulos, pelos presos mais commodos pos-
sivois.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente rendidos em sua pharmacia; todoa
que o forem (ora della sao falsaa.
Todas as carteiraa sao acompanhadas da um
lmpresaocom um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavraa : Dr. Sabino 0. L.
Pinho, medico braaileiro. Eate emblema poato
fgualmente na liata doamedicameotoa que se pe-
j-jAacartfira* que nao levaremesseimpresso
isatmTSnarSSdo.emborateaham natimpa o no-
me do Dr. Sabino sio falsos
Aos paes de familia.
O bacharel Americo Feroande* Trigo da Loa-
reno prope-se a eoainar por casia particulares
aa segaiotes materias ; grammatica pbiloaopblca
da linga. nacional com espectatidade aa parto
orlhographica, a liogua fraoeeza (consislindo oa
pronuncia escripia, trsduccio e lococio); goo-
graphia, hutoria aagrada o historia do Brasil;
philosopbia racional e moral; o dootrioa cMo-
ts, as quaea poderao constituir oa falta 4o aao-
Ihorsystema, a iostruccb liiterari, o moral 4o
urna senhora; ou, pelo menos, nasa habiliueio
necessaria para a acquisiQao posterior 4o coobo-
cimeolos mais profundos. Lecciona igualaaoBoa
as mesmas materias e outras do ioslroecao prt-
maris e aecundana por collegios e aolas parti-
culares de ambos os sexos; podando sor proea-
rado para esse. fim por meio do carta, que con-
ten ha aa necesaerias indicacoei, entregoo sw ca-
sa de sua residencia, na roa da Saudade a. 9.
Methodo portuguez Castilho.
_ A escola central eat iberia desdo o dia 7 4o
Janeiro em vante, onde alm das materias 4o 1*
e 2" grio, ensioa grammatiealmeote a lingo*
francesa, um dos meihores profeseores doala ca-
pital. Recebe at 6 alumnos internos o sacio pea-
cionistas, nao ezcedeodo a 10 annos de idade.
Ra das Flores n. 3.
Aluga-se o sobrsdoda ra do Aragao cosa
andar e sol&o: a tratar na ra do Crespa l. 7.
loja. r
Aluga-se o primeiro andar do sobrado 4a
ra Augusta o. 43 : a tratar 00 segundo andar
do mesmo.
Alugs-se o segundo andar da ra 4o Im-
perador o. 83: a tratar no Mondego d. 38.
Ra do Trapiche Movon. 22, precisa-so do
criados.
Consultas medicas.
Serlo dadas todos os diaa pelo Dr. Coa-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde as 6 at a 10 horas
da manha menoa aoa domingos sobro:
1.a Molestias de olhos.
.* Molestias de coracio o de peito.
3.* Molestias dos orgos da geraco o
do anus.
O exame dos doentes ser feito oa or-
dem de suss entradas, comecando-se po-
rm por aquellea quo soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos o p-
ticos sero empregadoa em suas conaol-
tajoes e proceder com todo rigor o pru-
dencia para obter certeza, oa ao menos
probabilidade sobre a sede, naturesa o
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve destrui-la oa
curar.
Varios medicamentos aer ioambem
empregadoa gratuitamente, pela cor-
teza que tem de auaverdadeiraqualidade,
S promptido em seus effeitos, e a necessi-
dade do seu em prego urgente quo so asar
b delles.
Praticar ahi meamo, ou em caaa dos
doeoles toda e qualquer operacao quo
julgar conveniente para o restabeleci-
mento dos meamos, para cujo flm so acha
prvido de urna completa colleccio 40
"istrumentos indispensavel ao medico
perador.
^iso.
i A directora do collegio Santa rsula, abaixo
assignada, aviss sos pas de anas alomnas o o
quem mais convier, que em virtude do artigo 19
dos estatutos, principiara os trabalhos do referido
collegio no dia 7 do corrente mez. A directora
envidar todos os ezforcos sseu alcance para aio
desmerecer do eooceilo adquerido no primeiro
anno de seus trabalhos, e afim de que os pala do
suasalumnas liquem completamente saiisfeiloo
cem a^odacacao de suss anas. O collegio conii-
Jurmosa, sobrado u. 15, aoado a di-
encontrada a qualquer hora do dio.
rsula Alexandrina de Barros.
mi
0
I
bacharel Witrlvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 28, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa d Carmo.
I
Attenca Perdeu-se na noite de 5 do corrente. da com-
panbia de septuagenario Sebastio Pereira do
Nascimento, com quem vioha da Paisagem da
Magdalena pela Estancia psra o Camioho New,
o menino Antonio, cOr branca, 7 para 8 annos,
cabello pteto e aparado, e com falta de 1 dentes
na frente, levando veatido um timo de chita des-
botada, e chapeo de palha smarella j usado :
roga-se a quem o tiver acbadu o favor de entre-
ga-lo na ra 4a Aurora n. 70, segundo andar,
que ser recompensado ; assim como protesta-se
desde j contra quem o tiver aeoutado.
Koga-se ao aeobor do engenho Jundi 4o
cima o favor de dirigir-se ra de Apollo o. 22
a negocio de sea interesse, ou a seu correspon-
dente nesta praga.
Aluga-se a loj 4o aobrado da roa eatreila
do Rosario n. 17, o vende-se a armacao existen-
te em a mesma loja : na traveasa do Versa a. 15,
primeiro andar.
-- Naofflcini photographica da ra doCabug
acaba de receber-se pelo vapor aTyae urna
magnifica colleccio de allaetes de onro do lei
para a collocacio 4o ratratoa, ?ttdem-H a
procos mui commodos.
Precisa se para urna casa estrangeira
de familia, urna ama para o sertiqo in-
terno que saina cozinhar e engommar, e
agradando paga-se bem: a tratar na
ra de Apollo n. 31, defronte do tnea-
tro.
Aluga-se um excellente sobrsdo ba poseo
acabado, muito arejado, com bellissima vista.
composto dg ura andar com optlmoa commodos
um ampio aoto e vasto armazem, por preco as-
as razoavel; na ra do Brum 0. 34, enlenda-sa
com Jos Aniones Guimaraes.
Alugam-se
um primeiro andar n ra da Praia, ura
dito dito Da ra das Cruzes um lercei-
ro dito com excellente sotao multo fres-
co na ra do Encantamento, urna casa
terrea no becco do Burgos: a tratar na
ra daCadeian.,33, com Joao Ribeiro
Lopes.
No dia 4 do corrente desappareceu da casa
de Joaquim Teixoka Bastos, morador na Pontazi-
Dh*. Franciaco Ferreira Adelioo, europeo, srao-
co, balxo, olhos grandes, corpo altivo, poltroeo,
varias marcas de custicos qne levou polo corpa
por molestia que leve, tem alguma toase, o tosa
oceupago de padeiro, em cojo servieo 00 oceu-
pava na dita caaa, foi vestido do calca o jaqoota
branca, um chapeo de timb, levando em ama
trouxa os seguintes objectos : 1 paleto! branco
nnvo, 1 correntio de ouro da lei com 17 oitavav
obra feita na Fraoca, 1 chave do oaro com podr
de coral redonda, 1 reloglo palelo do masmo
metal, 50g em dinheiro miudo, 1 pistola 4o algi-
beira de 2 canos, a qual foi vista oa mi 4o mea-
mo qoaudo aahio pela porta de detraz 4a mecano
cass, 1 livro, obrs Alveitar com 4 estampas 4o
cavallos, 1 dito Evas Lusitanas ; roga-se a to-
das as aotoridades policiaes ou a qualquer poaooa
particular a quem ditoa objecloa torea ofreci-
dos, de os capturar, assim como ao meamo Fran-
cisco Ferreira Adelino, fazeodo scieote nesta pra-
ca a Joio Ferreira da Silva, na roa Direita n. {fjsv
que serio generosamente recompensados.
oes
Lid
de lingua nacional, latim, ioglez e fraoeez osa
casas particulares, sendo as liedes de iolez o
francs pelo methodo de Ollendorff, methodo po-
lo qual ensinam-se boje as litigues oa Europa-
ns verdade o nico que cm pouco "tipo poda
ensinar com perfeicio a fallar, eserovar o tra4a>-
zir urna lingua estrangeira : na roo 4a matriz ala
Roa- Vista n. 34.
Na madrugada de 7 do correte, perdoo-ao
1 aatrada da Victoria, entre o Mocaba '
Morenos,------'--------------*
a Morenos, urna carteira com 3:7064 oca smml
JJ. 50f. 10#. 5 e 2. Vdo SX2
a roga-se a quem achon queira lovar 4
toja do w. Dioso Jos da Costa, na ros Hora, oa
na cidade da Victoria a Jos Cavateaali 4o Hol-
landa que perdeu a moama quantie, o qoal gra-
tificar generoaamente.
Antonio Jos Msrtins, Portnos, val a Es-
ropa.
0 abaixo assignado faz aciente a quem coa-
rier, quo o Sr. Jczuioo Coriolano doa Presares
doixou de ser seu caixeiro deado 4 do corralo.
Burgos Poseo 4o Loa.
ML&
Precisa-ae de ama ama para eczioha
gommar. preferindo-so eserava : na ra do
numsro 9.
Inglez.
Oortot Atakorao, hbil o parante o w-------
central de iootrocoio pobliea 7 corte a o.
seibos do inalruccao publica 4a Bal m
r^,isf5!!!l?,,ii-lli M *l4^H
ras n. 18, qrimeiro andar.

/
J
1

,'m, M


DIARIO OB PERNAMBGO QUINTA MIRA 9 DE JAHEIRO DI 1162

Ha aa irregs de qualquer
cobranea ooi lasares abaixo daacriptoa: ando
AU| .GuarMra, eidadede Ar6a, Ala-
goa No, Campia Grande, Serrado Pontea, Sar-
ja do Coit, Concoico do. Azevedo, Caico, Sarid,
Piranha, Catle do Rocha, Pombal, e outroa lu-
ga rea que flquem na mesma direccio : 01 pre-
tndenos dirijam-se i ra da Cruz, do Recife n.
38 al o dia 14 do corrate, que all achaiio
com quem tratar.
K9MMB
Aula particular.
O profeaaor abaixo assigoado scientiflca
aoa paes dos seus aluBnoa e a queea
maia posea ioteressar que deu feriaa em
aa aula em 21 do correla e pretende
reabri-la a 7 de Janeiro impreterifelmen-
te. Ouiro aitn que contioua a residir na
rus Velha sobrado de um andar n. 92,
com entrada pelo largo da Santa Crut, a
a recebar alumnos nao someote externos
e semi-pensionistas como internos de
pouca idade pelos precos seguales :
Internos 309)
Semi-pensiooiitas 15$> Mensaes.
Externos. 5}J
Francisco Deodato Lina.
Atten Lentilles Le meilleur et le plus salubre de tous
les legumes, rafraichisssnt, et leger l'estomac.
Se prepareot de toutes les manieres et toutes
les sausses. Se tro?ant a l'armazem do Progrea-
slvo e Progressista place do Carmo n. 9, et ru
das Grates n, 36.
Sociedade bancaria.
Amoriro, Fragoso, Siotos & C.sacam e lo mam
saques sobre a praca de Lisboa.
Precita se alugar urna escrava que
seja de boa conducta para o ser vico
interno de casa de familia, e que saiba
engommar e especialmente cozinhar
e agradando perceber bom aluguel, e
tere bom trata ment: na ra da Auro-
ra sobrado n. 58.
Guimares Luz
em consecuencia de estarem na liquidago do
fiado, outra Tez rogam a todos os sens devedores
em geral que tenham a bondade de Tir ou man-
darem pagar seus dbitos at o fim do mez de
Janeiro prximo futuro; aquellos que assim o nao
fizerem tenham paciencia, que suas contas serio
entregues no principio de (evereiro ao procura-
dor para serem cobradas
53 de dezembro de 1861.
judicialmente. Recife
ESTRADA DE FERRO
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitada.)
Pelo presente se faz publico que do Io de Ja-
neiro de 1862 em diante todas as mercadoriaa
remetlidas para a cidade do Recife pela mesma
Tia frrea serao enviadas, se assim exigirem, da
estacSo das Cinco Ponas, pelo mar para o depo-
sito dosSrs. Velloso & Dantas no caes do Apollo.
E; H. Braman,
Superintendente.
Festa AaSeuYiora do Mon-
te tmOUntla.
O Illm. Sr. D. Abbade de S. Bento, de accordo
com o abaizo assigoado, transferio a meama fes-
ta do dia 31 do correte mez para 12 de Janeiro
de 1862.Manoel Luiz Vires.
Memorias
da viagem de SS. HM. II.
s provincias do norte.
Os seohores que subicreveram para a impres-
sao das Memoria* da Viagem de SS. UM. II. s
provincias do orte, queiram mandar receber o
primeiro volme na Itvraria di. 6 e 8 da praca
da Independencia, mandando levar o importe os
que ainda nlo o tiverem pago.
Precisa-se de um oegro captivo ou forro
para cooduzir taboleiros.de comidas para fra ;
na ra larga do Rosario n.25.
Aula deDrimeiras letras.
Manoel de SfRaJioideiro Simis com aula de
iitruccao primaria eacautoriaaco do Exm. Sr.
presidente da provioeiBa ra Travesea doa Ex-
poatos, casa n. 16, desla reguezia de Sanio An-
tonio do Recife, (san sos pais de seus alumnos
e ao respeitivol publico, que no dia 7 do correa-
te se achara ella atera i continuar aeus exerci-
cios ; e que contina admiltir alumnos externos
e internos, pensionista e meio-pensionistas, em-
pregando o seu apurado esmero, afim de que pos-
sam todos conseguir n complemento dos seus es-
tudoi primarios no menor tempo flkeivel.
Attenci
Previne-se as pessoas de bom gosto, que, d'a-
manhem diante encootrarao o hotel Trovador na
rus larga do Rosario n. 41 aberto toda a noite,
assim como exceileote sorvete, boas fruclss e do-
ces, refrescos feilos machina, e muilasoutras
iguarias i vontade dos concurrentes, como sejam
pudins, bolos, etc. ; emfim, o proprielario espe-
ra que todas as pessoas que o quizerem honrar
com suaa presencas, nao deixaro de sahirem sa-
tisfeitas.
de Janeiro de 1862.
No dia 31 de dezembro perdeu-se desde o
caes do Ramos at ra do Trapiche, doos meios
bilhetes da 1* lotera da matriz de Noisa Seoho-
ra das Brotas do Joazeiro que corre na cidade do
Rio de Janeiro tendo as cosas o nome deJoa-
quim Diabo, cujos bitbetei tem o o. 4017 e o-
ram remeilidos pelos Srs. Pereira Martins 4
Gasparinho; portaulo roga se as pessoas desu
praca e ao Sr. Ihesoureiro da mesma lotera os
nao descontem ou pague se nao aos ditos Srs.
Pereira Martins & Gasparinho no Rio e nesta
cidade ao seu dono Joaquim Jos Rodrigues
Costa ou Jos Gordeiro Reg Pontei, a quem
foram remettidos.
Aluga se
o armazem n. 21 da ra do Imperador: a tratar
na ra do Crespo d. 17.
Obra primorosa.
Um santuario representando o calvario esinto
sepnlcbro, cooteado o Senbor Cruxiflcado, bou
a mo ladro, Nossa Seohora, Magdalena, S. Josa
Ginturiio dous guardas do sepulchro, ludo de
madeira ecom perfeicio ; quem o pretender, d
rija-se a rae do Crespo n. 8, toja da esquina da
ra do Imperador.
O Sr. JoSo Hyppolito de Meira Li-
ma, queira apparecc nesta typographia
que se Ihe precisa fallar.
Aluga-se o segundo andar da casa da ra
da Senzala Velha n. 48 : a tratar na loja do
memo.
? Urna pessoa com alguma |habilitaco pro-
poe-ss a ominar fraocez, tanto em sua cesa como
em casas particulares: a tratar na ra do Cres-
po, n. 7.
O abaixo assigna jo faz sciente ao respei-
tavel corpo de commercio, que vender sus ta-
berna oita aa ras Velha a. 91, Bernardino ds
Costa Penetre, o qual flca respoosavel pelo acti-
passivo da mesma taberna.
primeiro andar da travesea do Costa o. 6 (valgo
becco da Boia no Forte do Mallos) commodo
para familia, e barato : trata-ae na ra do Cabu-
g sv.7, loja de joas.
~ O abaixo assigoado vende asparles que tem
no engenho Tabatioga, dislricto da Parabiba,
sendo dilas partes de 4:2899877 sobre a svaliscao
de rs. 40.000$ ; assim corno promove a venda de
partes do talor de rs. 17:397*928 de oatros her-
deiros; dito engenho est moente o corrente,
com duas legoas de Ierras mais ou menos, de ex-
cellente malla, a qual produz em outro rendi-
meoto, demarcado com marcos de podras. Re-
cebe-se em pagamento dinheiro, letras, predios
ou Ierras nesta praca, ou oatros qusesquer va-
lores.Luiz Manoel Rodrigues Valeoea.
Precisase de urna ama de leite ; oa ra do
vo O paialro da meama taberna. Recife 1* de Sebo n. 52.
86.Jos Rodrigues Peixoto. Precisa-se alugar quatro Dretas.
Offerece-se ame senhora honesta ede boos mj 0 ,** iT. fieu,
costumoa para ama. engomma e coiioha. sendo P8 ?<*der na ra : a tratar na ra
casado pouca familia; a tratsr aa roa do Hos-^doii Guararapes n. 64.
picio n, 2 precisa-se de om rapaz paro caixeiro do
sa-ee alugar um prelo : na podara labor naque techa pralica : a tratar no paleo do
pora de Santo Amero, (Toreo n. 12.
Joseph Histoo, subdito ingiez vsi para a
Europa. *^
Precisa-sede urna ama para o aervico do
ma csaa de pouca familia: aa praca do Corpo
Sanio n. 17. *
Ama.
Precisa-se de urna ama forra'ou captiva [prefe-
re se captiva) para o serico interno e externo de
urna casa de urna seohora em Cixang, mas que
seiba cosiohareengommar bem: paga-se bem, 6
tratar na ra da Caa do Recife loja n. 11.
lastruceao particular.
O abaixo assigosdo avisa aos pais de seus
alumnos, e s pessoas, a quem ioteressar posss,
que no dia 7 do correte estarlo abortas todas aa
aulas que se eosioam em sua casa aa ra da
Gloria d. 116.
Recife, 4 de Janeiro de 1861
Luiz Emigdio Rodrigues Harina.
Est para alugar-se um segundo andar de
um sobrado na ra Direita, um primeiro aodar
na ra das Aguas-Verdes, e um segundo andar
na Boa-Vista, qoasi do pateo da Santa Cruz :
quem pretender, falle na ra das Crozes, sobra-
do n. 9, penltimo quem vai daros do Queima-
do para S. Francisco, lado direilo.
Preciaa-se de um criado para o aervico de
homem aolteiro : na ra doQueimado n. 28, pri-
meiro aodar.
O abaixo assignado despedio nesta dota o
seu criado Joaquim Ado, natural da povoaco
do Corrente.Proeopio Epaminondas de Oliveira
Brederodes.
<*
Medico. S
O Dr. Braceante pode ser proourado a
9 qualquer bora na casa de sua residencia,
k na ra do Imperador o. 37, segundo an- 4j>
* _r> P*ra axercicio de sua proflsso.
Precisa-se.
de urna ama forra ou escrava que saiba cosinbar
ou engomar bem : ra do Trapiche n. 18 lerceiro
enllr.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 16 annos,
qne tenha alguma pralica de taberna : quem
pretender, dirija-se a ra do Livramento n. 8.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leite : a tratar na
ra do Imperador n. 35, armazem de leilea, das
9 horas da manha s 4 da tarde.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
37 da ra do Imperador : a tratar no segundo
andar do mesmo.
Mudanza
Firmo Csndido da Silveira Jnior tendo muda-
do a sua loja de miudesas que tinba na ra da
Cadeia do Recife n. 49, para a ra Direita o. 64,
participa aos seos freguezeae ao publico, que vai
vender todas as fazendas antigs por metade do
aeu valor, alm de liquidar dita loja.
Caetano Pereira de rito, solict-'
tador de causas dos auditorios desta ci-
dade tendo mudado seu escriptorio pa-
ra o sobrado n. 52 da ra do Rangel,
declara que est prompto para receber
toda e qualquer causa azendo as des-
pezas a sua curta. As horas para ser
procurado das 6 as 9, das 4 as 8 da
noite. k.
Attenco.
Desapareceu no dia 2 do corrente do
pateo da ribeira de Santo Antonio, um
cavallo com os signaes seguint-js: mel-
lado, clinas pretas, frente aberta, com
urna marca de esponja na mo direita,
pe esquerdo branco, e os outros calca
dos de preto, entre outras marcas de
trro, tem um circulo em urna das na-
degas, assim como dous traeos paralle-
los na queixada, estara sellado e en-
freado: quem delle souber dirija-se a
casa do seu dono, o major Candido Lo-
bo, na estrada de Jo5o Fernandes Viei-
ra, que ser generosamente gratificado.
O abaixo assigoado declara qne despedio no
dia 4 de Janeiro do corrente anno o sea caixeiro
Jos Francisco Martins.
Julio C. Peixoto de Oliveira.
-Aranaga, Hijo & C. sacam sobre
o Rio de Janeiro.
{Gabinete medico cirurgico.1
Ra das Flores n. 37. Jj
Serio dadasconsiiltas medlcas-cirurgl- SB
cas pelo Dr. Estevao Cavalcanti de Albu- #
querque daa 6 ss 10 horas da manhla, ac- m
cudindo aos chamados com a maior bre-
vidade possivel.
^ Partos.
SJ 2.* Molestias de pella.
s| 3.* dem do olhos.
0 4.* dem dos orgos genitaes.
9 Praticaritoda equalquer operaco em |
U seu gabinete ou em casa dos doentes con- Z
0 forme Ibes fr mais conveniente.
Precisa-se de urna ama : na ra Nova n. 5.
Precisa-se de urna ama que cozioha o dia-
rio de urna casa e engomme : na ra do Hospicio
numero 62.
Precisa-so alugar ama preta j idosa psra
cozmbar, para pouca familia, porm que sej
uto limp ; na pr-ca da Bo'-Vista n. 22.
Suifragio meu
O padre Thomaz Coelho Estii
temente rhegado de Portugal
de, de accordo eom seu primo
Thomaz Pereira de Mattoa Estima, puogi-
dos da mais acerba dr, para perpetuarem
a memoria do seu excelso e muito amado
monareba oSr. D. Pedro V, tem resolvido
suffragar a alma do augusto finado de sau-
doia memoria, no dia 11 de cada rrez, pe-
las 7 horas da manha, com ama missa
rezada, oa igreja do Espirito Santo, por
espaco de um anno, para cujo fim convi-
dan) a todos os seos compatriotas, amigos,
e mais pessoas gratas memoria de to
bondoso, Ilustrado e virtuoso rei, se dig-
oem asstsur a este religioso acto. A pri-
meira missa dever ter logar sabbado 11
do correte mez.

O abaixo aeaigoado avisa ao Sr. Ihesoureiro
daa loteras que nio pague, caso saia premiado,
o molo Mnete 3tda l. parta da > lotera
da soalris do Usoooiro, violo ter-se perdido o
mesmo mel bilhete.
llanoel de Fontes Comea.
Perdeu-se desde a ra de Apollo al a ra da
Cruzldo Recife, um embrulho contando 20Sf osa
sedulas, sendo orna de S00|: quem achou e qai-
zer restituir, dirija-se a ra do Imperador n. 44,
que ser gratificado.
Novo methodo
pratico-theodco para aprender a 1er, eacrever,
(raduzir e fallar ofrancez em seis mezes, legun-
do o facilimo syslema allemo do Dr. H Ollen-
dorff por Cicero Peregrino, obra ioleiramente
nova, e nica escripta em porlugaez por squelle
ystema, approvada pelo cooselbo director de
iaatruccao publica desta provincia, em sess&o de
10 de outubro deste anno ; dous volumes de
perto de 500 paginas em oltavo francs 70000.
Recebem-se aisignaturas na ra do Queimado n.
26, primeiro andar, escriptorio.

Ama.
Precisa-se de urna ama forra, prefere-se de
S?eA* Wa8 P'rs "so de compros, na ra
Bella n. 38.
S Aviso aos pais |
i de familias
Manoel Jos de Faria SimOes
V professor particular de primei- 9
9 ras iettras, na cidade do Rio For-
9 moso, e hoje morador nesta ci-
9 dade, competentemente licen-
9 ciado pelo Esm. Sr. director
9 geral da instruccao publica,
9 pretende abrir sua aula pelo me- \W
9 thodo Castilo no dia 7 de ja- 9
9 neiro vindouro, no primeiro 9
# andar do sobrado n. 25 da ra 9
9 da Penba.
9 O dito professor promette, aos 9
fP Srs. paes de amilias, envidar ^
9 todos os esforcos a seu alcance 9
3$ alirn de dar real approveitamen- ^
to a seus discipulos e nao per- ^)
0 der o bom conceito que tempre s||
^ mereceu durante 18 annos que (j}
9 exerceu o seu magisterio. A
O
ancisco Areia retira-so para o
Antonio
Rio de Janein
~^Precisa
nhar, preere-
Crespo n.lO.

d Fran
S.
i-sotoi
Escrava
urna ama someote para cozi-
rra e idade media : na ra do
"Sal. ^4
itima, recen- I
a eata cid- "
e amigo
Aluga-se
Precisa-se alugar ama negra que saiba vender
na ra: quem tiver e quizer alugar, dirija-se a
ra da Praio'n. 44; que ochar com quem tratar.
Aula particular.
O abaixo assigosdo competentemente autorisa-
do pela directora geral de instraegao publica pa-
ra eosioar primeiras letras, la ti m e fraocez, scien-
tiflca ao respeitavel publico e igualmente ios se-
nhores pais de seus alumnos que tendo termina-
do as ferias, contina como d'antea no exercicio
das supraditas materias no dia 13 de Janeiro do
corrente em dlante, na sua mesma residencia na
ra Nova n. 58, onde est disposto a receber
alumnos internos e externos ; advertindo porm
que s pode admiltir 10 internos, e que nio ex-
cedam de 12 annos de idade. Recife 8 de Janei-
ro de 1862.
Jos Mara Machado de Figueiredo.
Thomaz H. Harriaon, soa aenbora, 5 filhos
e 2 criadas, reliram-se para Ioglaterra.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 193
da roa Imperial: o tratar na roa da Aurora nu-
mero 36.
Na noite de 6 para 7 do corrente furtaram
de Antonio Francisco Pereira, do cercado ao p
da ponte de Beberibe, um cavallo mellado baio,
pesado, com dous calos velbos as pa, dina
direita bastante grossa, cauda ebeia, de orelhas
grandes, leve um sobnervo em ama mo que
ainda mostra : quem o pegar ou der noticia ao
subdelegsdo de Beberibe, ser recompensado.
Na roa da Cadeia do Recife, armazem n.
36, ba urna carta viada da Europa psra o Sr. An-
tonio Jos da Costa Guimares.
O abaixo assignado por cansa de seas in-
commodos de molestia, passa por em quanto ha-
bitar no seu sitio do'Arraial, onde contina com
o sea estabelecimeoto de instraeco primaria e
secundaria, continuando tambem a receber pen-
sionistas e meios pensionistas, para o que lem
commodos sufficientes, e cujas aulas esto j
abertas. Recife 8 de Janeiro de 1862.
Jeronymo Pereira Villar.
Francisco Ferreira da Silva, proprietario da
taberna da ra da Santa Cruz, esquina da ra da
Alegria, tendo de se retirar para fora do imperio,
faz ver a todos os seus devedores para que Ihe
veoham pagar por espaco de 15 dias, a contsr
desta data, Qndos os quaes passar a cobrar ju-
dicialmente ou a publicar aeus nones por este
Diario.
Precisa-se de um ou dous amassadoree do
perfeicio, que entendam perfeita mente do fabri-
co de pao e bolachinba ; na ra larga do Rosa-
rio n. 16, perto do quariel de policia.
Aluga-se um primeiro aodar na ra da Pe-
aba n. 29 ; a fallar na mesma ra o. 5.
Precisa se de ama ama para casa de ho-
mem solteiro, someote para cozinhar com regu-
laridade, prefere-se escrava: a tratar na ra da
Palma n. 78, das 6 s 8 horas da manha, e das
3 da tarde al a noite.
Vende se urna cama franceza de
amarello, nova e muito forte: a tratar
na ra Direita n. 51, loja de selleiro.
Urna pessoa casada e habilitada para eosi-
oar primeiras iettras, msica e piaoo, etc., offe-
rece-se para ensioar em qualquer parte torada
cidade ; na ra de Hortas o. 17.
Compra-se urna taberna que venda psra
torra, e que aejs em Santo Antonio ou S. Joi ;
na ra Direita, loja de miudezas n. 85.
Aluga-se o ,terceiro andar do sobrado n.
M da ra do Vigario; quem o pretender, dirija-
se a ra Direita o. 91.
Compras.
Compra-se um piano bom e que seja novo
ou em bom nso: oa ra da Cruz n. 30.
Escravo
Precisa-se comprar um escravo que lenbi de
idade 18 a SO aoDos, sabendo offlcio de alaiate,
nao duvida-ae pagar bem pago, sendo habilidoso
no mesmo offlcio; na roa Nora o. 47.
Compram-se accoes do novo banco de Per-
oambuco : do escriptorio de Manoel Ignacio de
01ivoiro.J[ Filho, largo do Corpo Santo.
compra-se
om bote pequeo em meio uso que nao exceda
25} pouco mais oa menos: qaem o tiver an-
nuncie por este Diario.
Liquidaco,
Ra do Queimado n. 10, loja
de 4 portas.
Vende-ae panno verde, prelo; azul e cor de
caf, covado 3}.
1rj5'eBi|8oor"U "Per,or 1Hdade eovado
30Ceb40 d* l0uqui,n para c,b,r 1015 *>
Superiores cortes de seda o mais moderno que
tem viodo ao mercado a 90, 100 e 120}.
Sediohas de quadrinhas e florea, superior a-
zenda e moderno gosto, covsdo, 800.1} o 100.
Chaly, superior fazenda, covado, 500 rs.
Mimo do cao, fazenda para vestido de senhora.
ovado 500 rs.
Taimas e manteletes pretos s 18, 80 e25}.
Superiores vestidos brincos bordados a 20, 25
e 30}.
Cassas francezaa finas, covado, 240 rs.
Cortes de csssss de salpicos, um 3} e 3g500.
Cortes de seda preta a 25J. 30, 35 e 40.
Lencos de seda a 600 e 800 rs.
Lia de qusdroa para vestido de senhora o rou-
pa de meninos, covado 240 rs.
Grosdenaple preto, covado 1}280.
Chales de merino bordados a 4g.
Chitas francezaa escuras, covado 240 rs.
Meias de algod&o cr para homem a 4}.
Cortes de velludo para collete a 8*500 e 4}000
PaletoUde brim a3e4}. ^^
Chapeos de sol do seda para senhora e meni-
nas a 3 e 4f.
Loques para senhora e meninaa a 3 e 4}.
Espartilhos pira sennora e meninas a 3 e4}.
Chapeos de pellica paro meninos e meninas.
Chapeos de palba para senhora.
Chapelinaa de aeda para senhora a 8 e 10$.
3O0OMS aberlM de renda P"* enhora
Grosdenaple amarello com um pequeo toque
de mofo, covado 600 e 700 rs.
Paletot, calca e collete de caaemira, pelo bara-
issimo prego de 25}
Ceroulas escoeezas, urna 1}200.
Cortes de barege com duas saias a 8 e 10}.
Cortes de seda escoceza, superior fazenda, com
13 e 15 covados cada um a 10}.
Camisas inglezas com peilos de linho e com um
queno mofo, duna 25jJ.
Palelots de alpaca, um 9}.
Cortes de casemira um 3*500.
Chales de lia e seda, superior fazenna, a J}500
Lencos de cambraia de linho bordados com bi-
en, a 3}, 5, 6 e 8}.
Ditos de dita para homem, duzia, 6}, 8, 10,12
O 143.
Setim preto maco o tnelhor que tem appare-
cido, covado 3}.
Chapeos deso de seda para homem um 6}.
ai. ** dila D6lez P homem, um 9},
10 6 12}.
Bales para senhora, um, 3 e 4}:
Panno de linho do Porto com 12 palmos de Isr-
gura para lenc.es, vara a 3}200 e 3}400.
neos de cambraia bordadoa^com bico, duzia
a2J5O0.
u !I!2!i!* d? ea.B,baU ta**dai, urna 820 rs.
Manguitos de dlts ditas, um 1}
Camisas para meninos, duzia 15,
Fil de liaba bordado, vara 1}200.
Dito de dito liso, vara IfBOO.
Cortes de brim do linho, om 1}600.
Novas carias de abe.
Vendeso-se novas cartas de abe a 200 rs. esda
urna augmentis por Marta Bartholess da Con-
ceico, as quWcontm 25 paragrapboa de diph-
thongos, e ss actuaei em oso s tem de 8 a 9 ; os
meninos com muita facilide a comprehendem
e Ibes facilita qualquer leilura.
ment cootm urna serie de
objectos de que elles estio m
como de nomes proprios. Estas cartas poupao
sos seohores psis de familias grande parte do
que gastavam, porque os meniuos nao sprendiam
todos os diphthongos, por isso se embaracavam
com qualquer leiluri por mais fcil que fosee. O
melhoramonto que ellas bao de produzir in-
falivel segundo a experiencia. Assim qoe elles
a comprehenderem, sem obstculo algum podem
pasiar para omanuscripto (vulgo) imprCSSO. O
papel o mais encorpado possivel. Ellas lem
ido applaudidaspelos seohores profcssores, alem
de um grande numero de homens Ilustrados co-
mo sejam : os Srs. Drs. Soares de Azevedo, Fei-
tosa, Drummond e Borges Carneiro, e outros
mutlosque agora me nio occorre seus nomes.
Ellas vio rubricadas pela autora ; as que ae en-
contraren) sem ella serio consideradas contra-
feitas : defrooteda matriz da Boa-Vista n. 84 e
na livrsris ao p do arco de Santo Antonio. '
Na travesa dos Expostos, taberna n. 18,
vende-se gsz a 700 rs. a garrafa.
Novidade no tor-
rador!
ti lrgJtTerc tj.
Qoeijos flameogoa muito trapea, obesa
oeste ultimo v.por a 3. maoMe* fr.woaTi
e 640. manteigainglesa flora 900 o 800 rs
porcao se fu abalimauto, assim como so im
outros muilos geoeros perteoceotee o
usa como sejam. osl, prlanoira o
lacraos
a comprehendem te. arroz, vrl.. de esporascoto o earatVlM "aZ
a. Alem do aug- te doce e vinagre, e viabos m vo .m-
.To".;:,:!35 Kque effl oq,r' s3^ > s*^
farelo e msis gneros por prew coVoST^J
confronte ao becco da Co**jo "
armazem
mero 63
i T Vend.," P0 "">" Prtksj|ar osoo oicoi-
la moca, eostoreira soosHoto o >
madeira, bonita Agora, cosa osa
zes ; qem pretender, dirija-se a roa doOoof-
mado, loja de ferrsgens o. 13.
Vonde-so om escravo do 25 a o nos ; sai rao
Direits, caa n. 6.
i..^ V2,'*e nB,a nriba muito linda, de
idade de 6 annos : na ma Direita a. &
Attenco,
".Jrt.^a-at'sft S SK
cado, por proco muilo commodo, o 1 cvaUo.
Novo paquete das novidades
23-Rua Direita-23
I?,eS^-!?Jfla.e-C,en.1? ,CB"*o PW.ico om grande sortimento
ludo por preco m.is bsraio do que em outra qualquer parte
Maoteigi logleza especialmente escolbida a 800 e 960 rs. a libra
Dita franceza a melhor do mercado a 720 rs. a libra.
Uueijos ameogos ebegadoa no ultimo vapor a 2}800e 3
Cha hyson e preto a 2} e 28880 a libra. v ^^ *
Vinho engarrafado dos meibores autores a 1} e 1}200 a carrafa
Vioho de pipa proprios para puto a 500 e 560 a garrafe?
Marmelada imperial dos melhore autores a 900 rs a libra
Amenas portuguezas a 480 rs. a libra.
Passas muito novas a 500 rs. a librs.
Latas com bolichiobssde difierenles qualidades a IMOO
Conservas inglezas as meibores do mercado a 800 rs. o frasco
Massas, talbanm, macarrio e aletria a 440 rs. a librs
Cerveja das melhores marcas a 560 agarrafa.
Genebra de bollaoda superior a 500 rs. a botija.
Velas de carnauba a 440 rs. a libra.
Ditas de espermacetea 760 rs. a libra.
Vinagre puro de Lisboa a 320rs. a garrafa.
Arrox a 100 e 120 rs. a libra.
Alpists a 160 rs. a libra.
Toucioho de Lisboa a 360 rs. a libra.
(astaalo a molbados

'."mMhJE1"01- "nuD.cid08char Publico om grande sortimento do om todo
te a molhados mais barato do que em outra qualquer parte.
ioins

36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESSIVO
* +
DE
&
ter abat ment.
de600 rs. libra.
V finias.
ulli-
taberoa
na ra
Cal virgem.
Vende-se esl virgem de Lisboa ebegada
mamante ; oa ra estreita do Rosario.
numero 47. ,
Vende-se um pisno em meionso
da Cooceicio da Boa-Vista o. 18. /
Cal de Lisboa.
Vendem-se esl virgem de Lisboa em pedra, da
mais nova qoe ha no mereado por ter chegado
no ultimo navio ; na ra de Apollo n. 24, arma-
zem de A. Jos T. Bastos & C.
Uanteiga ingleza especialmente escollhidaa 800 e iMOO, eem porcao
dem ITaCeza a melhor do mercado a 700 rs. a libra e em barris a razo
QueiJOS flamengOS chegados nesto ullimo vapor a 3000.
(JUeiJOS lUQdrQOS omelhor que ba neste genero por serem muito frescos a 1*200 a libra.
rh*? Prat melbr qu"se pode deseJar mo a libr* e l>100 o inteiro.
Cha ySSOQ e preto o melhor do mercado de 1700 a 2}880 a libra.
Presunto fiambre ingiez a hamburguez a 720 rs. a libra.
FreSUntOS portugUezeS viudos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e inteiro a 460 rs.
a laaTr^nr! Du Vi i R A garrafa, e 13000 a dusia.
V mno Ordeaux de superior qualidade diHrentes marcas a 800 o 1 a garrafa e do 8|500 a 109000 a duzia,
VlinO em pipa proprios para pasto do 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 4800 a caada.
Marmelada imperial a eseolher de todos os fabricantes de Lisboa premiada as exposicas universaes da Londres e Paria a
900 rs. Uta. JOCetas com doces secco das mais deliceda fruus da Europa, o o mais proprio que ha para mimos, por serem ricamente enfeitadas, oslo
muito gosto a 3500 eada urna. rrir- i~
FigOS em caxinhas de 4 libra muito frescos e gramdes a 2#000.
Peras SeCCa em caixioha de 4 libras chegidas nesie ultimo vapor a 3|500 e 19200 a libra, afianea-se sar o melhor que poda havoi nesto
genero.
AmeixaS francezas em latas deS libras por 49600 e 19000 por libra.
PaSSas em caixinhas do oito libras, as melhores do mercado a 39 a a 640 rs. a libra, a em caixa da urna arroba a 99500.
Latas COm fmetas de todas > qualidades que ha em Portugal do 700 a 1900U a lata.
Gorinthias em frascos do 1 l\* a 2 libras da 19600 a 29200.
FraSCOS de amendoa confeitadascam 2 libras, proprias para mimos, por serem muito bem enfeitadas a da superior qualidade a 19590
eada um.
Caixas SOrtidaS com ameixas, amendoas, passas figos, peras e nozes o que ha de mais proprio para mimos, da 49000 a 69000 rs.
por caixa de 10 a 12 libras, e 320 rs. a libra dos figos.
Lata COm bolaxillha de SOda de diversas qualidades, e muito novas a 19460. e grandes da 4 a 8 libras da 19600 a 49609.
CODSerVaS inglezaS francezas o portnguezis de 600 a 800 ris o frasco.
E rvi Ihas francesas a portuguesaa a 720 rs. a lata, afianca-se serem aa mais bem preparadas que tem vindo ao marcado.
Mas as talharlm, macarrao e aletria as maia novas que temos no mereado a 400 rs. a libra.
LaStanhas e nozes as melhores e mais novas por terem chegado neste ultimo vapor a 200 rs, a libra da nozas, a a 69 a arroba da
castanhas, e 160 rs. a libra.
Amendoas de casca molla a 400 ris alibra em porcao ter abatimanto.
AzeitOnaS de Lisboa novas egrandes viadas pela primeira vez ao nosso mercado a 39500 a ancoreta,
Champanhe das marcas mais acrediadjBia 15} a 20}000 res o gigo de 1}500 a 29 a garrafa.
Cervejas das melhores mardfl J rs. a garrafa e de 5} e 69000 a duzia da branca.
Cognac a melhor qualidade' que temos no asonado a 19000 a garrafa e a 109000 a duzia.
Genebra de Hollanda a 600 rs. o fraseo a 695OO a frasqueira eom 12 fraseos.
CuOCOlate o mais superior que temos tido no mercado portuguez, hespsnhol efranetvde 19 a 1920* alibra
Vinagre puro de lisboa a 249 rs. a garrafa e 19850 aeanada.
B atat tS em gigos com urna arroba, as melhores que ha no mercado a 19 a gigo, e em porcao de 10 para cima a 800 rs.
Sebollas SOltaS novas e grandes a 19 o cento e a 89 o milheiro, ainsjfcsa que i vista da qualidade ninguea deixar da
Espermacete Superior sem averia a 740 rea cala a a 760 iMHibra.
ArrOZ o melhor do marcado a 100 rs. a libra e 29700 a arroba do da India e 120 rs. a libra do Martnhao,
Alpsta 6 panco o maisUmpo que ha a 160 rs. a libra do alpista a 240 re. a libra do painea.
Vinagre branco o melhor que tomos tido no mercado a 400 rs, a garrafa a 19660 a caada.
Massa de tomate em latas de urna libra
Araruta a malnor que se pode desejar a 320'
Toucioho de Lisboa o mais novo do
A lm dos ganaros annunciados encontrar o
qualquer parte*

vinda a primeira vai a nosaa atareado, da 19 a lata
afea.
roba a 109009.
a molbados, a por meos daa per essrto do que asa ostra

L


DURIO DE PERNAMBCO QUINTA FB1BA 9 DE JAREIaV DB 1864

de
Para en
Vca\4o*a-s< frase
conse eieeU*.* no porqua urna
gota delta bastante para dar cr e* ume bacia
da |moi tendo de msis a maia prectoeldsde de
tilo manchar roups come maltas vejes acon-
tece ewn o p de ail Cuita cade (raiquiobo
500 rs : oa, ra do Queimado lojada aguia brao-
fLoja das 6 por-8
tas em frente do Li-
vramento.
i
s
Roupa feita muito barata.
Paleto! de panto loo sobrecsescos, *
dlloa de eaaemira de cor de fustao, ditos A
de brice de cores e braceos, dttos de ^
ganga, calcas de cssemlra pretas e de "I
corea, de brlm branco e de cores, degan- aja.
Ve, camina coa peito de linbo muito a
finas, ditas de algodao, chapeos de sol
_ de alpaca a 4* cada um. .._.-.,
'
Esponjas finas
para o rosto.
Vende-se mui finas esponias para rosto, a t
cada urna : oa ra do Queimado, laja d'agun
branca n. 16.
Noves enfeites e cintos
dourados.
A loja d'aguia branca acba-se recentemente
profida de om bello e variado sortimento do en
feites de differeotes dualidades e gostos, os maia
lindos que oossivei eocootrar-s ; aasim corno
est igualmente bem aortida de bonitoa cintos
dourados e prateados, sendo liaos, de listras, e
matizados, e bem assim os de pootas cabidas,
teodo de tudo muito para satisfazer o bom gosio
do comprador, que munido de dinheiro n&o dei-
xar de comprar : -na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca o. 16,
Na padaria de Aotooio Fernandes da Silva
Beiriz, ra dos Pires n. 42, vende-se a muito
acreditada bolachinha igual a inglesa, dita de
iraruta, todo o trabalho oesta casa bem como o
pao e bolacha feito das melhores fariohas e
trabslhado com o maicr asaeio possivel, (arinba
a molhor do mercado a 180 rs. a libra.
Na ra do Imperador n. 28 vendem-se bar-
riscom cal de Lisboa, superiores bitas hambur-
guesas, as quaes tambera se alugam.
Lentilbas.
As melhores e mais saborosas de todos os le-
gumes, muito frescas e leves para o estomago, se
preparara de todas as maoeiras e proprlas para
jaolar : achara-so a venda nos a r mazeos Pro-
gresado e Progressista do largo do Carmo n. 9 e
ra das Crozes n. 36.
Gal de Lisboa
Vende-se barra corneal nova de Lisboa che-
gada hootemt no muito acreditado deposito da
ra do Brum a. 66, armazem de David Ferretra
aqBtar.
Na ra da Paz, cocheira n. 44, ha para ven-
der-se urna linda parelha de cavallos castsnhos
rozilboa, j onsioada, e alli se dir quem a vende
Leques.
Vendeos-aa lindos lequea de madreperola, o
mais fino possivol: na loja d'aguia do ouro, ra
do Gabdf o. IB.
L.uvas de I ouvln.
Vendem-se as verdadeiras luvas de Jouvio, che-
gadas per aat ultimo paquete da Buropa : a
loja d'aguia de ouro, ra do Ctbug n, 1
Gollinhas
detraspasso bordadas em
cambraia fina.
Vendem-se a 2$ cada urna : oa rus do Quei-
mado, loja d'aguia branca o. 16 A obra boa e
o terapo proprio ; a ellas, freguesas, antes que
se acabem.
Novos cinteiros de fitas com
pontas cahidas e franjas,
A lojad'agula branca acaba de receber pelo
vapor ioglez os tao procurados e muito bonitos
cinteiros de fitas com pontas cahidas e franjas, e
por isso podem agora ser satisfactoriamente ser-
vidas as senhoras que a deseiavam ; elles achara-
se nicamente aa dita loja d aguia branca, ruado
Queimado n. 16.
doua t
Dar ti)
iho cala n. 43, vende-te
amos para carrosa e por
pre Chapeos de palha.
O mais lindo sortimento da chapeos do palha
das rraas es mais modernas de Paria, para se-
nhoras e meninas, ricos sintos ultima moda, di-
tos cos tacos bordados : na rea do Crespo o. 4,
casa de 1. Falque.
ntremelos
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca se acba um bello sorti-
mento de ntremelos bordados em fioa cambraia
transparente, e como de seu costume eat ven-
dendo baratamente a 1*200 a pega de 3 varas,
tendp quantidade bistsnte de cada pedrio, para
veatidos ; e quem ttver dlobeiro approveitar a
occaaiio, e manda-loa comprar oa ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Aguihas imperiaes.
Tera o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vistas ssmpra
vender o bom, mandou vir, e acabaos de chegar
aqui [pela primeira vez] ea auperiorea aguihas
imperiaes, com o fundo dourado e mui bem fal-
tas, sendo para alfaiates e costureiras, e custa
cada papel 160 rs. A agulba aasim pos soima
e adianta a quem cose com ella, e em regra sao
mais baratas do que as outras: quem as com-
prar os ra do Queimado, loja d'aguia branca o
16, dir sempre bem deltas.
Mui bonitas
e boas fitas brancas de chama-
lote, franjas e trancas.
Aloja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommaoda diversos arligos de gosto, e proprios
para enfeites de veatidos de noivaa ou convida-
das, sendo bicos de blood da diversas larguras,
franjas brancas e de cores, trancas brancas com
vidrilboao sem elles, eascarrithas brancas e mili-
tas outras cores, finas e delicadas capel las bran-
cas, bonitos enfeites de flores e cachos sollos, l-
eas de pellica enfeiladaa primorosamente, mui
bonitas e boas filas de chamalote, e emflm mul-
los outros objectos que a pedido do comprador
serio patentes, e vista do dinheiro nao se dei-
zar de oegoclar : na loja d'aguia branca, roa
do Queimado n. 16.
Tiras
hordadas em ambos os
lados,
Yeodem-se tiras de csmbrsis bordadas em am-
os oos lados, que pela largura bem se pode par-
tir a meio, pin salas e outras muitas cousas,
casta cada tira 1&200 : na ra do Queimado, loja
oaguia branca n. 16.
Potassa americana,
Vende-se potassa americana muito nove e de
superior qualidade: no escriptorio de Manoel
Jgoacio de Oliveira <& Filho, largo do Corpo San-
^CHAPEOS A GAR1BALDL
Ra da Cadeia do Recife, loja
n. 50, de Cunha ft Suva.
Os mais moderaos chapeos a Garibatdi e chi-
ques, de palinha e feltro, mui lindos, e se ven-
der pelo barato pre?o de 10 e lz|
Paletots a Garibaldi.
Paletots do seda a moda Garibaldi, imitando o
maia fiaissimo brm trancado decores, muito pro-
prios pera os bailsa, featase passeios campestres,
pelo diminuto prego de 10J>.
Chapeos baratos.
Chapelioas de seda para seahora, pelo baratis-
aiaao yeco de 8J, chapeos do seda e de merino,
bem eufeitados, para meninos e baptisado a 6 e
74, ditos de palha e seda para senhora a 10$, di-
tos de seda de cores, copa baixa, para bomem a
6/, ditos de casemira de cores, pele disaiouto
prego de 1*600, chapeos de castor baaoco sem
pello, booiias formas a 12$, bonete francezes de
panno para meninos a 2$500e3fl.
Guardanapos e toalhas.
Duzia de gusrdaHapos para mesa a 2$ e 2*400,
toalhas para mesa de li4,1[2 e 1 varas a JOOO.
1500 e *). '
Vestuarios para meninos,
de fusto, eofeitados, a 8$. baldes para senhora
a 3*500, bonitos vestidos de pnautesia pelo bara-
to preco de 12|, atoalhado de linho adamascado
com 8 palmos de largura a 2J240 a rara, mantas
de CI branco, manteletes, leques de diversas
qualidades, golliohae, manguitos, sedas de qua-
dnohos, e outras muitas fazendas que se vao-
dem por barato preco na referida loja cima.
'"."" "
ZZ
, Vende se dous globos em meto uso,
um celeste e outro terrestre, proprios
para bem se aprender geographia. Os
e tu dan tes auaoi pretenderen! podem
dingir-se a hvraria universal de Guiroa-
res& Oliveira, na ra do Imperador.
Tiras bordadas.
Vende-se finissimaa tiras bordadas atf e 8J500
a peca, babados francezes moito finos e com
bordados muito lindse Sf, 29500, 31 e 4|500 a
peca : oa ra do Queimado loja de miudezas da
boa fama n. 85.
Aguihas francezas
Vende-se aguihas frsncezaa de fundo dourados
das melhores que lem vindo ao mercado a 160
rs. o papel, carteiraa de marroquim com aguihas
eortiaas e todas de muito boa qualidade a 19
cada urna, ditas de papel dourados e com muito
bom sortimento a 320 rs., catxiohas com 100
aguihas sortidas muito boas a 2l)0 e 280 rs. ca-
da urna : na ra do Queimado loja de miudezas
da boa fama n. 35.
Para padaria.
Na ra Direita o. 84, vendem-se por commo-
do preco bous sylindros americanos novamente
chegadoe.
Feij^oem saceos.
Na ra do Vi gario n. 10, escriptorio
de Matheus & Rodrigues, tem para ven-
der muito superior feijao em saceos.
Fitas de chamalo-
te muito boas e
bonitas.
WW-
-r
'
RA DO QUEIMADO M?A6
.GBANDEMTIMENTo
aa
ARMAZEM
*... .SaMn,oM0onJ?lp de obreeaaacoe de-panno a 15, aa, 30 e 35. casacos muito bem
faltas a 25|, S8g, 30$ e35J, paletots acasacadosde panno pretode 16 at Jo, ditos de casemira
, de cor a 15, 181 e 201. paletots saceos do panno e casemira de 8 at 14, ditoa saceos de alpaca
I M!2 a!- A* ** "l6*' 80bte .d^ *ipMi n,erin6 7 ,l ,0* C8,5" Pre" de casemira de
i 9 ate 141, ditos de come 79 at 10|, roopas para menino de todos oa tamaobos, grande sortl-
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo va- ment0 de rouP de bf'? como sejam calcas, paletots e colletas, sortimento de eolletes pretos da
| setim, eaaemira e velludo de 49 a 9|, ditos para casamento a 59 e 69. paletots brancos de bra-
fazendasfinas e mo-
senhors, seroulssaje
...nem e senhora. Te-
mos urna grande faorlca de aUaiale onde recebemos encommendas de grandes obras que para
isso est sendo administrada por um hbil meslre de semelhante arte e um pessoal de mais de
cincoenla obreiros escolbidos, portaotoezeculamosqualquer obra com promplidio e mais barato
do que em oulra qualquer casa.
para latos de bouquetes, cinteiros de crianzas e
muitaa outras diveraas couaaa, e como de aeu
costume os precoa sao menores do que em outra
qualquer parte; assim qem munido de dinhei-
ro, dirigir-se a rus do Queimado loja d'aguia
branca n. 16, ser bem servido.
Para acabar,
[Na ra do Queimado n. 10
loja de 4 portas.
Vende-se chapelinas de seda para ae-
nhora a 89.
Orgsndys padroes os maia modernos a
600 re, a vara.
Sedinhas de quadrinhos a 800 rs. o co- 9
vado. V
Casacas de panno preto" muito fino a 2
203000. m
Manteletes pretos a 159 e 209. S
Riquissimos vestidos de seda de cores W
O pretos o mais moderno que tem appa- ajb
retido e por baratissimo pre^o.
K SK SW 6 9W 9K SIS 9W SIS 6 MQ13
Potassa da Russia.
Vende-se potassa da Russia da mais nova e
superior que ha ao mercado e a preco muito
cammodo : 00 escriptorio rie Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
As verdadeiras luvas de
N. 20Ra da Imperatriz--N. 20
"irateiro Ouarte aeaba de receber novo sortimento de fazendas que retalha aeodo a di-
"Suinespreeoscomo sejam : cassas bordadas propnas para cortinados,-babados oa
os a 18600 a peca, cambraia grossa com 8 varaa cada peca ptima fateoda para penetras
os. saias e forro de vestidos a I96OO, muss.linas largas das seguintes cores verde atul'
, encarnada e branca a 900 rs. o covado, cotias de riquissimas lana escaras com babados
O bsrateiro Ouarte acaba de receber novo sortimento de fazendas que retalha sendo i di-
.nheiro aos aegulntea preeoscomo sejam : cassas bordadas propnas para cortinados.-babados no
mosqueteiros '
] mosqueteiros.
; preta, roa, aw
wntendo cada um corte 24 covadooa 10 o corte, velludo de sede das seguintes cores cinzeeto
verde, azul e preto, excelleote fazenda para vestidos de senhora e roupinha de enancas pelo bail
preso de 39600 o covado. cortea de cambraia fina com salpicoe miudinhos a 5*. tiras bordadas a n-
tremelos a 1J a pesa, golliohasbordadas muito finas a 19. chitae com algum toque de mofo
rs. o covado, peitos para camisas brancos e de coros a 160 rs.
a 16o
.J. v
Funileiro e vidraceiro.
Acabara de chegar polo ultimo vapor para a
loja d'aguia branca, na ra do Queimado n. 16,
sendo de todas as cores.
MIJUL* !
sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Miia e Silva, est vendando
tudo muito barato para apurar dinheiro, pes o
o (landres para qual-
ROtf PA FEITA
mzz
que presentemente mais precisa.
Groza de penoas de ac de diversos mo-
dellos a................................
Caizas com aguihas francezas a..........
Caizas com elfinetes a...,^............
Calas com apparelhoa para meninoa....
Ditas com dito para grandes a..........
Saralhos portugueses a............120 e
Groza de botes de osso para ca'.ga, pe-
queos, a..............................
Tsouras para uoha muito finas a......
Ditas para costura a....................
Barathos francezes muito fios a........
Agulheiros com.agulhas a..............
Caoivetea de 1 folha. muito finos a 80 e
Pecas de tranca de lia com 10 varas a..
Pesas de franja de lia com 10 varas a..
Pares de sapatos do tranca a............
Carlas de alfloeles francezes a..........
Escotas para limpar denles a 200 e....
Masaos com grampos muilo finos a....
Cartoes com clcheles com algum de-
feito a...............................
Ditos de ditos de superior qualidade a
' Didaeade ac para senhora a............
Rialejos eom duas vozes a..............
Ditoa com 4 vozea a......,.............
Eofiadorea para vestidos, sendo muito
grandes a..............................
Canas com clchales francezes a........
Cartas de alfinetes para armagao a......
Charuleiras muito finas a....
Tintelros de vidro com Unta
Ditos de barro com tinta superior
Ara preta niurto fina, libr,......
i
...
a........,?

I Joaquim F. dos Santos.
40Ra do QoeinradMO
Defroute do becco da Congregado letreiro verde.
500
130
0
240
500
200
120
400
400
320
80
160
200
800
1280
100
400
40
]
20
40
100
100
200
80
40
80
19000
160
110
120
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de mapa falta de
todas ao fatalidades e tambera se manda executar por medida i vontade dos fregue-
laara o que tem um dos melhores professores.
taca ae panno preto a 40J,
S5 e 309000
atveasacos de dito dito a 359 e 309000
letots de paono preto e de co-
res a 959. 309, 259. 109.189 e
de casemira de cores a 229,
golla de
pretoi
>s e
1S|,>. 79 e
Ditos de alpaca preta
velludo francezas a
Ditos de raeriu selim
de corf s a 9f a
Ditoa de elpaca de cores a 59 e
Ditos de alpaca preta a 99,79,59 e
Ditos de brim de cores a 51,
49500,49 6 r
Ditos da bramante de linho b an-
co a 69. 5g e
Ditoe eoaria de cor dio preto
a 159 e
Calcas de casemira preta ede co-
rea a 129. 109, 9|, 79 e
Ditas da prioceza e merino de
cordiO trato s 59, 69500 e
Dita*4* brisa branca ede corea a
S|. 49500 e
Calos*ilegapge de cores a
Gollete de velludo pretavde co-
rea lisose bordados a 129,99 e
Ditoa de casemira prels o da co-
o bordadoa a <9,
209000
99009
IO9OOO
59000
69000
59OOO
89OOO
39500
sgftoe
21500
39000
89000
Ditos de setitn preto
Ditos de seda e setim bfaoco a 6 e
Ditos de gorgurao de seda pretos
e da corea a 79. 69, 49 a
Ditos de brim e fusilo branco a
3J500. 29500e
Saroulaa d brim de liafeo a 29 o
Ditas de algodao a fffioO e
Camisas da peito def uatao brsn*o
ede cores a 29*00 e 29200
Ditasdeawitsdeliaho a 59, 49 o 9*400
Ditas de madapolao brancas e de
*. a 99, 29500, 29 a
Chapaos pretos de massa franeeza
forma da ultima moda a 103,
8|500 e
Ditos de feltro a ta, 59, 49 o-
OUas df aai de soda ingleses a
rancezesa 14J, 129, 11$ e
os de lioao muito loas
_ o feitios ds ultima moda a
Ditos *e algodao
Rel'cfios de ouro patate a hori-
zontal lOOf. 909. 80f e
Ditaa aa pvaU galvaoiaade* os-
tente e horizontaea a 409 e 30J00Q
Obras de ouro, adoresos e meios
aderecoa, pulcaaras, rosetaa *
anais a }
Toalhaa 4* liaba dalia 10J. 69 9|0O9
grande* para mesa umj 39 e 4]
39OOO
8*200
19280
lffOO
790OO
29OOO
79OOO
9800
9500
70|000
MVM*
sem segundo
Ra do Queimado n. 55, defronte do sobrado
novo, est disposto a vender tudo por preeos que
a lodos adatam, aasim como aej :
Frascos cora agua de Lavando muito su-
perior a graades a.................... 800
Duzia de sabooeles muito finos a...... 500
Sabeootee muito finos a................ 160
Ditos ditos muito grandes a............ 200
Frascos con cheiro muito finos a...... 500
Garraae com agua celeete superior a .. I9OOU
Fraacos com baoha muito fina a........ UC
Ditos com dita de urso a................ goc
F/ascea de oleo de babosa a..........'.', 2W
Ditos de dito muito finos a 320 e...... 50C
Ditsaceea baoha transparente a........ 90(
Ntoa com superior agua de colonia a... 40(
Ditos ditos frascos grandes a............ 6o(
""itos de macas* ae oleo a............ io<
nha branea do gaz a 10 rs. tres por
dous e a.............................. a,
Linha em cartao de Pedro 7 com 200
i *.............................. 60
Dita com 50 jardas s.................... 20
Duzia de malas eruas multo encorpadas a 29400
Ditl do ditas muito auperiorea a..,...., 49500
Dita* de ditas brancas para senhora a..'.'. 3J000
Bicos da largura da 3 dedo*, vara s..... 120
Groza debotoes de loura a.............. J60
Carriteia de linha eom 100 jardea a.','.'.'. 30
Duzia de pbosphoros do gaz a........' 240
Dita de ditoa de vela auit* supartora* a 240
Pe^as de fita para coa de todas as larguras 320
Franjas do obo psre toalhas (vari).... 80
fiiees das Ilhss por todo q preco, por podido
que teoho do fabricante para acabar, a porlsso
aao a* atoa o qa* ceetou, euioqn di.
Ra da SeozaUa Nova n. 1%,
Neste estttbelecimento Tepde,
chas de ferro coado libra 110 rs.
de Low Moor libra a 120 rs.
Grande e ora oflicina.
Tres portas.
31Ra Direita31.
Neste rieo a bem montado estabelecimento en-
contrarlo oa freguezea o maia perfeito, bem aca-
bado e barato no aeu genero.
URNAS de todas aa qualidades.
SANTUARIOS que rivalisam com o Jacaranda.
BANHEIRUS de todos oa taannos.
SEJIICUP1AS idem idem.
BALDES idem idem.
ACIAS idem idem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caizas de todas as grossuraa.
PRATOS imitando em perfeigao a boa portel,
laoa.
CHALEIRA.S de todas as qualidades.
PANELLAS idem idem.
COCOS. CANOIEIROS
quer sortimento.
VlROS em caizas e a retalho de todos os ta-
maodando-ae machos, botar dentro da cidade,
em toda a parte.
Recebem-se encommendas de qualquer natu-
reza, coocerlos, que tudo ser desempenbado a
eooteoto.
SABAO.
Joaqalm Francisco da Mello Santos avisa too
aeuafreguezeadestapMca e osdefra.qe* Um
ezposto i venda sabio de saafabricadenozaiaada
Recifenosrmazem dosSrs. Travassos Janior
& C, na ra do Amor i m n .58 ; maaaa amarella,
castanba,preta a outras qualidade* por menor
pr*co qae de oatraafabrica*. No mesmosrma-
bem tem feito o seu deposito devalas de carnea-
ra simples em mistara algama, como a* d*
composicio.
Lindas flores.
Na loja d'aguia da ouro, roa doCabogi o. 1 B,
recebersm de sua propria encomraenda um com-
pleto sortimento de flores, o mais Qao que pos-
sivel eucontrar.proprias para enfeites de cabeeaou
vestida), couea muito chique, que so vende por
preco qu admira, sendo a800 e 19 o cacho.
Mi cangas miudas de todas
as cores.
A Iota d'aguia branca acaba da receber essas
procuradas micangas miudas que servem para
pulceiras e outras cousas, e por isso avisa as
pessoas que ellas esoeravam e as que novamente
quizerem comprar que munidos de 500 ris com-
prarao um masso muito maiordo qno os antigos,
taso soraeote oa loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Grvalas da moda.
Na loja da boa f. aa raa do Queimado a. 21,
se encontrar um completo sortimento do grava-
tas de eed pretas a de eores, que so vendem por
preeos baratiasimos, como sejam: esireitinhas
pretas e de lindas cores s 19, dita* coto pootaa
largas a 1&500, dita* pretas bordadaa a 19600. di-
las pretas psra duas voltas a tfj ; oa mencionada
leja da boa f, na ra do Queimado n. 22.
aVmmciA
A
Urna barcada,
Vende-se ama barcaca do porte do 35 eaizas,
encalbadi no estaleiro do mestre carpinteiro Ja-
ciolboBesbao, ao p da fortaleza das Cinco Pan-
tas, sonde pode ser vista e examinada pelos pre-
teudenles; vepde-so prazo oa a dinheiro ; a
tratar com Manoel Aires Guerra, na rata do Tra-
piche n. 14.
Leudos bramcos multo
lkmo.
Yeodem-se lencos brancos muito finos, pelo
diminuto preco do29400 a duzia, graude pe-
chincha : na loja da boa f, ni ra de Queimado
numero 22.
Caivetes fixos para abrir
latas.
Chegou nova remessa desses preciosos cai-
vetes fixos para abrir latas de aardinha, doce,
bolacbinhas etc., etc. Agora pela testa come-se
muito deseas couaaa e por isso necessarlo ter
m desses caivetes cujo importe 19, compran-
do-se na rus do Queimado loja da aguia branca
o. 10, nica parte onde oa ha.
Arado s americano se mchina-
pai a lara roupa: em casa dfS.P.Joi
bston 4 G. ra da nzala n.*S.
o decorda.
Te* Ifaaiaa, wa d* Amori
IUNDICA0 LOW MOR
Ra daSenalla Nava b.42.
Resto atabeleeiraento contina a kaver um
ompleto sortimento dsmoendazemeiasmooa-
das parsanganho.machinas da tapor ataixai
ie farro batido a coado.de todos ostamanhos
para dito.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT
Milhares de individuos da todas as nacOes
podem testomnnharas virtudes desteremedio
ineomparaYoleprovaremeaso neeessario, que
pelo uso qno dalle fizeram tem sen arpo
membrosi n le ra mente saos depoisde ha ver em-
pregadoinutilmente outrostraUmentos. Cada
pessoa poder-se-h* convencer deseas curas ma-
ravilhosas pela Ieitura dos peridicos, que lh'ai
relatara todos os das ha muitos iodos; a s
maior parte dellas sao to sor prendantes qus
admirara os medios mais celebras. Quantai
pessoasrecobraram eom este soberano remedie
o uso da seas bracos o pernas, depois deda
permanecido longo lempo nos hospiues, o tos
deviam soffrer a ampntaco 1 Dallas ha rni-
cas quehavendo doixado asses, asylos depsda-
limentos, parase nao submeterem aessaope-
ragao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desseprecioso remedio. Ai-
gumas das taes pessoa na enfusioie seu reco-
nhecimentodeelararam estes resaludos benefl-
cosdiento do lord corregedor e outros magia-
irados, afirole mais autenticaren] sua afirma-
uva..
Ninguom desesperara doostado desande i
ttvesse bastante conflanea para eneinar osla re-
medio eonstantementeseguindo algum tempo o
tratamento qno necesstasse a naturexa do mal,
eujo resuludo seria provarineontestavelment*.
Que tudo cora.
O ungento he util, mais partien-
te nos sesenintes casos.
Inflammacao da| boxiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Quei modelas.
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinha, em qualquei
parte que seja.
Tremor de ervos,
Ulceras na bocea.
do figado.
das artieaiaooos.
Veas torcidas ou no
das as pernas.
Veude-se confronte o porlio da fortaleza dsa
Cloc Pon taa o sag inte : Ct^Ki bal. di-
as psra cav.lloa para agua, car para traba-
Ihsr oa alfandega, diloaf* alo, rodaa para car
rocas e carrinhos, silos, torradorta de caf com
foglo, boceas de torno, bandeiraa, ferroa da val-
tas de toda* ae qaalidadaa. dobraaVaa da eham-
bar de todos os tamanhos, fechad i* 4a farralba
ferrolho de chapas, ferro de embatir da todos o*
tamanhos, e portio de ferro.
Ax)s Srs. consumi-
dores de gaz.
No caes do Ramos, armazem ns. 16 e
36, e ra do Trapiche n. 8, se Tt}ta
em latas de cinco galides, a U#000 n.
e tambem a retalho.
Na ra da Roda n. 48, aobrado, veodesa-sa
velu de composicio a 139 a arroba o 400 rs. a
libra.
Cal e potassa.
Vendem-se estes dous genero* no bem cooae-
cido e acreditado deposito da roa da f adata da
Recife u. 13, por menoa preco do qu* aa cetra
qualquer parle, aflaocando-aa a boa qaalidaeo.
A cal chegou a quatro diaa pelo btigue aSoba-
rano, e a potassa legitima da Rusaia, chafada
pelos ltimos navios de Hamborgo.
Mantas de retroz.
Vendem-se mantas da reros para gravatas a
00 ra. : na ra do Queimado n. 33, na leja da
boa f.
Opiata ingleza
para denles.
Est finalmente remediada a falla qao aa aea-
tia dessa apreciavel opiata inglesa tao proveito-
sa e necessaria para os dente*, isso porqaa e lo-
ja d'aguia branca aciba do recebo-1* do aaa ea-
commenda, e continua a vende-la a 1)500 rs. a
caiza ; quem qoiser conservar seos danta* per-
feitos prevenir-so mandando-s comprar esa
dita loja d'aguia branca, ra do Queimado a. If.
NOVA
exposico de can-
dieiros econ-
micos*
O proprietarfo deate novo estabelecimento avi-
sa ao publico e a todos os consumidores, qae taa
recebido um grande sortimento de candieiroa do
novo medello, riquissimos para ornar salaa, ladeo
esmaltados de diversidades do coree, desda a
maia rico al o maia ordinario, assim como aa
grande sortimento de gas de primeira qualidade,
pelo preco maia barato que ae podo oaeoatrar;
assim como tambem meias lata*, a aa garrafa* ;
aa ra Nova n. 34, laja do Viaaoa.
?Iporcas
Calmaras
Callos.
Aneares.
Cortaduras
Dores de cabega.
das costa*.
dos membros.
Eofer mida des da euts
em gerai.
Ditas da anus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta do
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gaogivas escaldadas.
Inehaces.
loiammagao do figado.
Vende-se esta ungento ao astabelecimenta
garal do Londres a. 344, aStrand, c na loja
do todos os boticarios droguista e outras pes-
soas anear regadas da sua venda am toda 1
Amanea da sal. Ha vana a Hespanha.
Vende-se a 800 rs,, cada bocetinha coi
ama instraecao em portugus para explicar
modo de faser uso dasta ungento.
O deposito gerai am nasa do Sr. Soum,
pharmacautico, n ra de Crs n. 33, aa
Peroambueo.
Potassa da Russia.
Vende-se em casa de N. O Bieber &
C, successores, ra da Cruz n. 4*
Meias para stu\v%rm.
Vendem-se superiores meiaa para aenhora pe.
lo baratissimo preco de 39840 a daxia ; aa loja
da bos f, na ra do Queimado a. 91.
A loja da bandeira
tem para vender de boa
qualidade folha, estanho-
e bacas de
senecupa prego favorito.
[Nova loja de funileiro daj
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos d Fonseca participa
todoa oa aeue frogaexea tanto da praca
cmodo mato,ejuntamente aorespeita-
velpublico.quetomou a deliberado de
baixaro preco de tode assaas obras.por
cujo motivo tem para vender am grendo
I sortimento de babas baciaa, tudo do
diferentes tamanhos e de diversas cores
am pinturaa, e juntamente am grande
isortimento dediver*** obra*,coaleado
banheiros e ge meias compridas, grande*
pequea*, machioaa para cafe e cane-
cas para conduzr agua grandes e peque-
as, latas grandes para conservar fari-
nha e regadores ao uso da Europa,.dito*
grandes o pequeos ao oso do Brasil e
camas de vento, latas de arroba a 1|,
bahegrandes a 4* a peqae noa a 00
rs., bacia graodea a 5a e peqoenaa
800 rs. .cocos de sza alga duzia re-
gadores regulares muito barato, ditos
pequeos a 400 rs., de todoa eslee objec-
tos ha pintadoa e em branco lado sala
se vende pelo menos preco possivel: na
loja da bandeira da raa da Gra do te-
die n. 37.
Relogios.
JA
Noaja*-fj|r
Dum"fl|
Vende-se
Vands-sa em casa da Johnston Patar C.;
ra do Vigario n. S am halla ortinseet* da
relogios de ouro, patn te ingles, densa do* maia
afamados fabricante* da Liverpool; tambem
aaa variedad* da bonitos iraneelierpaTa oa
meemos.
Plvora.
Vende-se plvora de superior qaaridade a
chumbo de manicio per meaos do qao ea entra
qualquer parte; tratar no escriptorio de Antate
Cesario Moreira Diaa, no Fort* do Mallo, raa da
Moeda n. ti.
LuvssdeJouvin.
Na loja da Boa F na roa do Queimado n. 91,
iaaapre se encontrarlo aa verdadeiraa lavaa da
fouvin tanto para homeaa cerno pata seahora,
dvartindo-se que para aqaelles ba da saaiia
lindas cores, na meoeioaeda laja da Ida Fd aa
raa do Queimado n. 21.
Banda fina
em copos grandes.
azeite de donde ou palma, dito de aneado!m qae
serva para lates a aaehiaas, mais barato do que
era qualquer oatra parte; na raa do Vigario a.
19, priraeiro aadar.
Superior rap de Lisboa m
frascos.
Vende-se superior rap prioceza Braail emfra...
eos, chegado no ultimo vapor Ingles cTyae ; oa
loja da boa f, raa do Qateiaeade n. a.
-Venda-** usa boa arasacia ilu**ia*daa
giz, da casa n. 54 da ra Direita dasta vitM 9
tratar na mearas raa n. 67.
A' loja d'aguia branca avisa a sea boa I______
zia que cargada a apreciavel hanha la* on co-
pos araadaa, continua a vaada-la ais barata
do qae em entra qualquer parta : na roa do Qnei-
nado loja d'agala branca n. 18.
Para acabar.
Farr.eira bal, *aU|
rea da* Craso* a.
eatabaleoisaanU,
menor tsBV
?ai
^aj
s da sana

t-
aSaaaaasSM-.


DIAfclO DE PEINAMWCO Wlrjti ftttU DE JaNHRO DE 186i
I
.". .>.-
BBBBBM =
BOM E BARATO SO NO
EBe
0 6BRS SO
Francisco Fernandes Duarte
LargodaPenha
a libra e em barril 600 ra.
2*800, l|600,
a libra, em porgo se tari abati-
o que ha de bom neate genero a 480 ra. a libra e iateiro
era gigos de urna arroba a Ig cada um.
Contioua-se a vender neste armazem de molhados os
melhores gneros que rem ao mercado, e por muito menoa preso do que em ouira qualquer parte
para o que recebe o proprietario em todos os vaporea da Europa, a maior parte de seus gneros'
eseolbtdoe por penosa encarregaiaa, para ste fim ; por Uso coyamente participa aos seos fregueses!
ona s aos Srs. da praga como de eogeohos e lavsrdores, que queiram aeguir em progreaso, que
nlo deirem ao menoa de comprar a primeira vea suaa eocommendas, certo de que nao de gostar
para o que alo se poupario oa proprietarios, em prestar toda attencao, e mesmo em serviros por-
tadores meaos pralieos, tao bem como ae viissem os Srs. pessoalmeole: a abaixo meoaionamoa
oa preces de alguna gneros, por onde ae pode julgar que vendemos baratissimo.
Xa&ieiga lllglexa mai$ gup6rior qM ha no mercf d0 800 ra e 1499 Ubi em
barril se (ari abalimento.
lltaMeiga f r neez.a muil0 noT,, m ri>
Gk *6fola, hygson t, preto os maii
e 1|600 ra a libra e aflanga-se a boa qualidade.
VUeljOS dO YeaO ehegados d.,i, u no vapor a 2#800, ditos do vapor pasaado
Ha\a(d*s as melhores que se pode desejar a 40 e 120 re. cada urna.
Prexttuto inglez propri08 pm flambre, aoo
meato.
Pmw&to do Temo
440 ra.
Batatas novas
UO 0 meinor petisco que pode haver por estar prompto a toda a hora a || a libra.
T oucinho do reino 360 r. llbra t arrob, ,9|500
Cliouticas e unios muUo n0T0,, m 1br,
Bamlia de porco vttinada. maii alv. qe ha no Bercad0 a 480 ., Ilbr,
e em barril a 440 ra.
\zeitonas multo novas, 3S000
Latas eom bolaxiima de soda
m porgo ae far abatiment.
das Tita^orWOO8'" nTa d merC,do 0m Ut" de Bm Ub" Dor 900 dit" d
--; ... \ f afamado Abreu e de outros muitos fabricaotea de Lisboa
a 19 a libra, em Utas de 2 libras por 10800.
Uas raneezas n",lh.orMq"?8e pd.e d*seJ" em ut r* soo rs.,
tambera tem portugueza me latas enleiraa a 640 ra.
CO Vale ir&nceX. e heipanhol chegado neste ultimo vapor a 1*200 a libra.
m proprias para podim a 800 rs. a libra.
t perene em i,tai de 2 Ubra$ elegantemente enditadas a 1J200 cada urna.
l&speraasete IBpetor de 4 5 e 6 em libra 1760 n e em tu a 740 n
xVmendths eonteitadas, ,.
a 480 ra.
Nozes e castanlias
* P" 0P 0 ra. a libra e em eaixinhas de 6 a 8 libras se fari abatimeuto.
Metna, maearrao o taWutlm,
Sevadina francm nilUo n0TI, 40 a libra>
Farinua do Marauaao
* de engommar, o que ae pode desejar por ser muito alva a 100 rs. a libra.
t a mult0 n0T0 e limpo 18 ,ibr* e em P>"Sa0 8e fr< abatimento.
JS ve o respeitavel publieo, que afiaogando-ae a boa qualidade dos gneros cima mencio-
nan V V6n mU t0' e Pel* qU"M M POder4 JU," l0d08 0S dem,U 1ae ni0 orm "
a ancoran, e em garrafa 640 n.
contendo diTerentea qualidadea a 1^440 e
que ha em Portugal a
libra, ditas em milo a 80U r., dita com casca
piladas muito novas a 160 rs. a libra.
400 rs. a libra e em caixa a 99.
muito alva echeirosa a!60rs.
A 3 QOO.
Chapeos de palbioha fina entestados
inss ; ni roa do Crespo o. tO.
Aos tabaquistas.
Vendem-se superiores lencos franceses s imi-
Calcado
ta$io dos de linio, muito proprios para os taba- 1K ____ pl1A T\;:J4_. I. Y
falataa por serem de corea escuraa e flus, pe' *" AUd i/lr61lB------O
ratissimo preco de 5 e 6f a duzia ; na ra do /li/iv, l r\ i
Queimado n. 12, na bem conhecida laja da boa UU^am !.. (JUCam !..
Fil liso e tarlatana.
Vende-ae superior fil liso e tarlatana branca
e de corea, pelo baratiaaimo preco de 800 ra. a
?ara ; na bem conhecida loja da boa (, na ra
do Queimado n. 28.
Toaluas pata maos.
Vendem-se muito boaa toalhas para m&os pelo
barato prego de 5 a duzia ; na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Ricos eneites.
Vendem-ae ricos e superiores enlaitea os maia
modernos que ba, pretos e de cores, pelo bara-
tissimo preco de 6 e 69500 : na loja da boa fe,
a* roa do Queimado n. 22.
Cambraias de cores.
Vendem-se cambraiaa francesas de lindaa co-
res, pelo baratissimo prego de 280 o covado ; na
ra do Queimado d.2j\ ca bem conhecida loja
da boa (.
Cambraias frailearas finissimas.
Superiores cambraiaa francezaa muito Anas, de
muito bonitos psdrdes, palo barato prego de 700
ra. tati : na loja da boa na ra do Queima-
do o. 22.
Cambraia Usa.
Vende-se cambraia lisa transparente muito fi-
na, pelo barato prego de 4 e 55 a pega eom 8 1|2
varai, dita tapada muito superior, pega de 10
varas a 61 : na ra do Queimado n. 22, na lola
da boa f.
Bramante e aloaW&ado de
\in\u
Vende-aeauperior bramante de-puro linho com
duas varas de largura a 2$400 a vara, assim como
stoalhado adamascado tambem de puro linho,
com 8 palmos de largura a 29500 a vara : na bem
conhecida loja da boa (, na roa do Queimado nu-
mero 22.
Cortes de calct.
Vendem-se cortes de caiga de meia eaaemira
de cores escuras a 25 cada corte ; na loja da boa
f, na ra do Queimado n. 29.
Porl bouquets,
Dourados com cabos dema-
d repero la.
Chegaram opportonamente para a loja d'agnia
branca os bonitos port bouquots dourados e es-
maltados, com cabos de madreperola, conforme
aua propria encommenda, fiesodo assim remedia-
da a falta que havia dessea port bouquets de gos-
to, os quaes chegaram bem a tempo para os di-
versos casamento! e bailes qae se contam Dessea
diaa, por isso as pessoas qae por elles esperavam
e aa que de novo os quizerem comprar dirigl-
rem-se munidos de dinbeiro i loja d'aguia bran-
ca, ra do Queimado a. 16, que encontrarlo obra
de bom gosto, barateza, agrado e aioceridade.
de cambraieta.
Vendem-se superiores saias de cambraieta mul-
to fina, com 4 pannos, pelo diminuto prego de
59; a ellas, que sao muito barataa: na ra do
Queimado n. 22, oa bam conhecida loja da boa f*
lotooo.
O traste indispensavel'ao homem elvilisado
sem contradigSo o spalo I E' ella tao necessa-
rlu c2m? f*0 a0 tomago. Tolera ae um
cbipdo jaca ; urna casaca de ajuatar taboado :
um vestido desbotado ; maa o aapato acalcaoha-
do e roldo, a bolina sem lustre e j descosida
ums indecencia, um insulto ao orgo visual de
um christio. E' por to graves coDaideragea
1ua. propietario deste estabelecimenio.
acabando de receber um magnifico sortimento,
roga aoa seus fregueses se apressem em renovar
o calgado velho visto estar-mos di fela :
vejara:
Homem.
MILIES (chagre privilegiado) frescos co-
BtHZEGUINSinteingoa (Rocthlld) 99600
> diveraos fabricaotea. 8000
e ,.* lustre pechincha. 61500
Sapatoes de Nantes, vaquta de lustre
biteria. ,......
Ditos Nantes balera".


>


inglezes......
Nantes meninos. .
luitre (sola e viri. .
(urna sola). .
de Iranga portuguesa. .
franceza. .
Senhoras.
BOTINS.gaspa alta e lago ioglezea
duragio iocalculavel. .
francezaa (lago). ,
* iem lago. 4 ,
gaapa baixa......
outroa (32, 33 e 34). : .
*f menina (Joly). ,
Sapatoa (Joly) com salta. ...
( ) sem salto. ...
tapete. ...
luatre (32, 33, 84). '. '. .
economicoa para caaa.
Alera diaso um variado e
melo de ludo o qae neceaaario a
ri executar qualcuer obra.
de
abundante
69OOO
550O
59000
49500
3950O
59200
3J0O0
2|000
I95OO
6$0OO
5f500
5f000
4|8O0
4J.50
49500
39>00
2|000
800
800
500
aorti-
apateiro pa-
la
nuociadoa.
Paletots
brancos.
Vendem-se superiores paletots de brim braneo
da puro linho, pelo baratiaaimo prego de 5$ : na
ra do Queimado o. 22, na bem conhecida loja
da boa f. '
Delicadas escovas
cabos de marfim e madre-
perola, para Ifmpar
dentes.
Na verdadeuma escova para limpar pentea
aempre necessaria em qualquer teucador, e eom
especialidade no da senhora que preza o asseio,
e para que elle seja perfeito mandar comprar
ana dessas escovas de cabo de marfim ou ma-
dreperola que custsm 29 e 39 rs., na loja d'aguia
branca, na ra ra do Queimado o. 16.
Navalhas d'aco
com cabo de marfim.
Vende-ae oa loja d'aguia branca mui finas ua-
vaibas d'ago refioado com cabes de marfim, e
para assegurar-ae a boodade dallas basta dizer-
se qae sao dos afamadoa e acreditados fabrican-
tes Rodgers & C, cusa cada estojo de duas na-
valhas 89000: na ra do QueimaJo, loja d'aguia
branca, n. 16.
Entre-meios bordados em
cambraia transparente.
Na loja da aguia branca vende-ae ntremelos
bordados em fina cambraia transparente a 19 a
pega de 3 varas, prego esta porque s se scha em
dita loja da aguia branca ra do Queimado n. 10.
Advene se que de cada padrao tem bastsntea
pegas para vestidos.
Vendem-se osengeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas oijras, porm
safreja quatro mii pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pe$:
quem pretende-los dirija-se
a roa da Cadeia do Recite n.
26, primeiro andar, que acha-
ra co quem tratar.
Bonecas bonitas
com rosto, e meia pernade
. porcelana.
Vende-se mui bonitas bonecas com rosto, e
meia perna de porcellanaaosbaratissimos precos
de 240,360,500,560. 640,720, 800 e 19000: isso
ni ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Grande
iPEoaiiiom
Superiores paletots de panno preto muito fino,
obra muito bem fasta, pelo baratissimo prego de
209 ; na roa do Queimado n. 22, na bem conhe-
cida loja da boa f.
{a*aeesssaeesae
Nova california i
l
I
E' na ra do Queimado o. 39 loja de quatro
portas que ae vende oa malhorea chapeos de se-
da de formas msis modernas e bum gosto.
Ruada Senzala No ya n .42
Vanda-ss am cssids S. P Jonhston 4 C,
ellime ii1h5eiagizes,caiidMrote castigaos
bronzaados.lonas nglezes, fio dsvala.chicoU
para carros, amoniaria.arrsio fpsra carro ds
jBa* lom ivaloi ralogio ida ouro paisnts
DglM.
A dinheirOa
Potassa da Russia.
A 200 rs. a libra.
O bem conhecido deposito da ra de Apollo n.
24 receben directamente peloiultimo navio a bem
conhecida e acreditada potasia.da Russia, e est
vendendo a 100 rs. a libra, dinheiro vista.
Vende-ae ama negrinha de 8 anuos de ida-
de, bonita figura: no pateo do Carmo n. 5,
meiro andar
pri-
DE
:
:
Fazendas baratas.
Na roa da Imperatriz n. 48, junto
padaria franceza.
Cortes de cambraia branca com babadl-
nhos 49 e 49500 superior 59, cambraia li-
ta com 8 1(2 vara 35, 89500. a 49. ditas de
Escossia 59, e 69, ricos enfeites para se-
nbora 6e6J500, si otos os mais delicados
9 para senhora 29500.89. chapelina para cri-
anga gosto inglez 3J500,49, para baptiaado
39, corles de vestido de seds Escosaeta de
I bonitos gosto 129 est&o ae acabando, ri-
coa lencos delabyriotho 19. l|2O0. chapeo
9 de sol para senhora de bonitas corea, liaos
59, cabo de marfim 59500, cortes de cam-
braia brances com flor de aeda 59. risca-
do francs 200 ris o covado, completos
sortimeolos de baldes de arcos 89, aortl-
meotoa de meiaa para menino e menina
100 e 240 ris o par. chalea de tarlatana
de corea a 640 ris, leogoa braneo com bar-
ras 160 ria chitas ioglezaa a 180 e 200 ra.
dita fraoeeza a 240 e 280 rs. o covado
pegas de cambraia da forro com 9 raras
a 29 : junto a padaria franceza n. 48. *

GELO
Channagae
49 ifoamlfl mlor Chalasu Laxonzire a 14* o ei-
gjgjjfe 4"1 Pr? da Iadate*t4aaji#
No deposito do gelo ra do Apollo
n. 31, Tende-ie gelo de boje em (liante
arroba g 3f500, e meia arroba 20000,
e a libra a 160 ris: tambem recebe-ie
aisigaatuitg dai pessoai particulares lo.
go que seja diariamente, at que se
acabe o gelo.
Vende-a o grande sitio deaominado Cala-
a, uto na freguezia da Varaaa, de muito boaa
terral, que todo quanto ae planta d urna grande
qmptdsde, com urna caaa de Ulna j coberU,
una dita de fazer ftroha, grande quantidade da
\p de cafezeiros, com diversos pea de frucleiras,
Como seja larangeiraa, coquairos, etc., etc.; e
tambem vendem-se duaa vaccaa que dio bastan-
te leite, urna dallas com a cria j grande, e em
burro manso : a tratar na roa do Sebe n. 20.
. O.Biaber 4 C.aeccasanrea.ria daCraz
STSTE HA MEDICO IIODELLOWAy
PILULAS HOLLWOYA.
Este inesliraavel especifico, composto inteira-
menle de hervas medicinaos, nao contera mercu-
rio era alguma paira substancia delectara. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigao piis
delicada, igualmente prorapto e seguro pira
desaneigar o mal na compleigo mais rojgfta;
enteiramenle innocente era suas operagognef-
feitos; pois busca e renov as doengas de qual-
quer especie e grao por mais amigas e tenazes
qus sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, militas que j estavara s portan da
morte, preservando era seu uso conseguiram
recobrar a saude e forjas, depois de haver tenta-
do inultimente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devera entregar-sea des-
esperagao; fagara um competente ensato dos
efficazes effeiios desla assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
pare qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A mpolas.
Areias ( mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou exlenua-
Febreio da especie.
Gotta.
Hemorrhoidaa,
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
InflammagOes.
Irregularidades de
rnenstruao. .
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis,
Abslrurgao do ventre.
Fhiysica ou eonsump-
go pulmonar,
Retengo de ourina.
Bbeuraismo.
Syraptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Yenereo (mal)
Halar no
Strand
Loja amarella n. 23.
[Sortimento de fazendas modernas.
Vestidos de blonde.
Ricos vestidos para casamento com 2
manta, capella.saia de setim e mais per- 1
tences.
Vestidos de cambraia.
Superiores vestidos de cambraia borda-
dos de urna saia, dous bsbadoa, pafoa e
babadinhos.
Capas compridas.
Modernas cspat'comprida3 de gorgutao
preto e manteletes.
Sedas efmoreantique.
Lindas sedas, iroreantique de quadri-
Qho de novos padtes.
Chapeo e enfeites.
Novos chapeosde patha enfeitados com
plumas, lindos enfeites para cabegs.
Fazendas de luto.
Completo sortimento do fazendas pre-
tas proprias para luto.
Variedade.
Manguitos, gollinhas, penles, lequa,
espartilhos, sintos, msias largas, camisas
para senhora e menino, enfeites de cabe-
ca, chales de touquim, fil, tarlatana, toa-
lhas de lioho para mesa, chitas floaa de
novos padres : oa ra da Cadeia loja
amarella confronte ao becco largo de
W Gurgel & Perdigao.
**#
:
8
:
I
m

l
i
Vendem-se dous escravos mogos e robustos,
proprios para qualquer servigo, um dos quaes
letu bom principio ao oCDclo ue podrairo ; na ra
da Cadeia do Recite, escriptorio, primeiro andar
numero 28.
Cal de Lisboa em pedra,
da maia nova que ha no mercado e por preco
multo razoavel: vende-se na ra de Apollo .
z8, armazem de Tarroao.
Cera de carnauba de pri-
meira qualidade,
Vende-ae em porgio e a retalho de urna a a cea
psra cima, e por commodo prego : na roa da Ma-
dre da Deoa confronte abotica n. 30.
Vende-ae um eacravo com Idade de 34 an-
noa por 300$ por ter ums fstula em urna perna :
a pessoa que qulter, dirija-se a ra Direita n. 14.
Leite virginal
infallivel remedio para
sardas e panos.
O leite virginal ji bem conhecido como reme-
dio infallivel para sardas e pannos, vende-ae a
Sf ra. o frasco na roa do Queimado, loja d'aguis
branca n. 10.
A loja d'aguia
branca um deposito de
perfumaras Anas.
Esta Toja por estar constantemente a receber
perfumaras finas de snaa propriss encommendss,
bem se pode dizer que est constituida um depo-
sito de ditas, tendo-aa sempre dos melhores e
mais acreditados fabricantes, como Lubio, Piver,
Coudray e Sociel Hygienique, etc., etc. ; por
isso, quem quizar prover-se do bom, dirigir-se
a ra do Queimado, loja d'aguia branca o. 16, qne
achara aempre um lindo e completo aortimento,
teudo de mala a mais a elegancia dos frascos, e a
barateza por que ae vendem convida e anima ao
oomprador.
Carros e carrosas.
Em casa de N. O, Bieber
A C. successores rul da Cruz
numero 4.
Vendem-se carros americanos mu elegantes
e leves para duas e 4 pessoas e recebem-se en-
commendss para cujo fim ellea poaauem map-
pas com varios desenhos, tambem venden car-
rogaspara condcelo de assucaretc.
Vende-se
farioha de mandioca de superior qualidade, mui-
to nova, e em ludo agradavel, em porgues gran-
des e pequeas a vontade dos compradores e pre-
gos muito mdicos; a bordo do brigue Mdase
ancorado defronle do caes do arsenal de guerra,
Alteneao
{ao.
Debilidade oa falta de
torgas para qualquer
cousa.
Desinieria.
Uor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidade no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enckiqueca.
HerysipeU.
Pebre biliosa.
Febre intermitente.
Venden sa satas
geral de Londres n. 2*4, airana, e na toja
de todos os boticarios droguista e outras pessoas
encarregadw de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendern-se aa bocetinbas a 800 *. cada
urna dallas contem urna tnstruc^o em portu-
guez para explicar o modo se usar des
la las.
O deposito gtaal e em
Vendem-se caixfies vasios proprios
parabahuleiros,fuiBteiro8etc.a 1^280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que abi se dir' quem ostem
para vender.
Vndese
na ra do Queimado n. 19
o seguinte.
Pegas de cambraia fina adamascada para corti-
nado com 8 liS varas,pelo barato prego de5C00.
Toalhas de linbo adamascado para mess a 49.
Cambraias de salpkos raudos muito lindas a
59 a pega, ditas de ditos miudiohos finas a 4&500.
Lengoea de bramante de linho a 39000.
Cambraia ailada para forro de vealido, com
8 1|2 varaa a pega por 2#.
Grandes colchas de fustao lavradas a 69.
Cbapeoa eoeiudos muito lindos, proprios para
meninos a7s)ada um.
Coberlaa de chiu, gosto chinez, a 1*800.
Ricas capellaa para noiva, de flor de laranja.
Algodo com 7 palmos de largo a 600 rs. a vara
Leogoes do psono de linbo a I9OOO.
Souhall Mellors & C, lando recebido or-
dem para vender o seu crescido deposito derslo-
gioa visto a fabricante ter-ae retirado do nego-
cio ; convida, porlaoto, s pessoas que quizerem
possuir um bom ralogio da ouro ou prata do c-
lebre fabricante Koraby, a aproveitar-s'e da op-j
portooldade sem perda de tempo, para vir com-
pra-loa por commodo prego no aeu escriptorio
roa do Trapiche n.i8.
Vende-se toneletea, pipas e quartelas forra-
das com arcoade ferro, proprias para aaeite, tam-
bem se vendem canoas brutas, proprias para se
abrirem, travs de louro e de fundo de 40 al 50
palmos de Comprimenlo, carrinhos de mao, car-
rogas e carros para carregar gneros: defronle da
cacimba da nbeira da freguezia de 8. Jos n. 11.
Na mesma casa se vende urna casa ns povoago
do Afogado em chaos proprios, na roa de S. Mi-
guel.
1 Vende-ae a casa de um andar e aotao aa
pateo de S. Pedro deata cidade do Recite n. 3 :
os pretendenles se podem entender com Hanoal
Joaquim Gomes, na ra do Imperador n.'2ff, ajave
eat munido da competente procurago para
este fim.
Libras sterliuas.
Vende-se no escriptorio de Manoel Ignacio da
Olireira e Filho largo do CorpoSanto.
am 11111 asalSa tmn oaallee a beiUa; qaavas aa
Capellas e ramos para cata-
mentos e bailes.
Vende-ae moitiettmo flaaa ri... e.eaalaa
braaaec para noiraa, com ocampatanu fasj
o pello, pelo baratiaaimo prego de iO o 1>L ra-
mos de flores muito finas e de mullo Haiaaa eo-
2ff.\o? ul\T 0BeiB,'do Wl'i9 Bi^
Luvas de diversas quali-
dades
Vende-ae muito auperlorea luvaa da eamorca
para homens a S 0 par. ditas deflo do eattSS
brancas e de corea a 800 ra., ditas de aeOaeai-
feladaa para senhora a 2f, ditaa da UraaToretaai
bo1.,f:.r.rnU835d.oQueinia loi* *-S5lSS
Chicotes Ae gosto e multe
fortes.
Vende-se muito boniloachicotes de balaia eom
castoes de marfim e de metal para bomeos so-
0horas a 4 e 5$ cada um, diloa de estallo tarabeas
muito bous a 3, ditos de junco porm muito bem
acabados a \$: na rus do Queimado loja de saia-
dezaa da boa fama n. 35.
Gabazts pera senhorae e
meninas.
Vende-se pelo baratiaaimo e admiravel prego
ae d e 48 cada um, e afflanga-ae que quem oa vir
nao deizar de comprar, lio bonitoa o alela alo
elles : na ra do Queimado, na loja de mudesas
do boa fama n. 35.
Tinta bem conhecida e acre-
ditada para escrever.
Vende-se cada frasco a 500 ra e dos grandes
a 800 rs.; esta yn(a azul na occasiio em que
< eesreve e por muito pouco tempe fies preia e
preta, havendo a vanlagem de servir para
copu cartas : na roa do Queimado loja da aniu-
desaa da boa lama B. 35.
Agulhas imperiaes
tem o fundo dourado.
A loja d'aguia branca, tendo em vista aempre
vender o bom, mandou vir de aua eonta eoaaa
superiores agulhas imperiaes. aa quaea ac.bam
de ebegar (pela primeira vez) tendo oa fasdoa
dourados e pontas mui bem tiradas, e cuala cada
Eapell60rs. Cozer-ae com urna agelha aaaiea
oa, anima e adianta quem trabalha, por laso
dirigirem-se i ra do Queimado loja d'agnia
brenca n. 16. que serio bem servidos.
Taixas.
Maior reducc&o nos precos para acabar.
Vendem-se no armazem de Braga Son & C.
na ra da Moeda, taixas de ferro cuado do mui
acreditado fabricante Edwin Maw a 100 ra. por
libra, as mesmis que aeveadiam por 120 rs.
Flores finas,
A' loja d'aguia braaca acaba da despachar am
de se usar destw pt- bMkyarUmenlo de florea fiaaa o dolicadaa pro-
ajrsVsV* eofeitea de cabegs a vealidoa para ca-
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
B4ST0S & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceicao dos Milita-
res n. 47.
Dm grande e variado sortimento de
roupas feitas, calgados e fazendas e todos
estes sa vendem por pregos mnito modi-
cados como de aeu costume,assim como
sejam sobrecasacoa de auperiores pannos
e ca sacos feitos pelos ltimos Cgurinos a
I69,18#, 30 e a 35, paletots dos mesmoa
pannoa preto a 16f,18|. 20 e a 14|,
ditos de casemira de cor mesclsdo e de
novos padres a 14. 16, 18, 20 e 24,
ditos saceos das inesmas casemiras de co-
res a 9, 10, 1-2 a a 14, ditoa pretos pe-
lo diminuto prego de 8, 10, e 12J, ditos
de sarja de seda a aobrecasacadoa a 1S|,
ditos de merino de cordo a 12, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 15,
ditoa de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10,
ditos saceos pretos a 4, ditos de palha de
seda fazenda muito auperior a 4500, di-
toa de brim pardo e de fuslo a 3500, 4
e a 4500, ditoa de fusto braneo a 4,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7, 89, 9 e a 10, ditaa
pardas a 3 e a 4, ditas de brim decores
finas a tg500, 3, 3500 e a 4|, ditas de
brim brancos finas a 4500, 5f, 5500 e a
6, ditas de brim lona a 5 e a 6g, colletes
de gorgurao preto e de coras a 5f e a 6 j,
ditos de casemira de cor e pretos a 48500
e a 5, ditos de fusto braneo e de brim
a 3 e a3500,ditoa de brim lona a 4|,
ditoa de merino para luto a 4 a a 4500,
caiga de merino para l uto a 4f 500 e a 5f,
capas de borracha a 9|. Para meninos
de todoa oa tamaoboa : caigas de eaaemira
prefa e de cor a 5f, 6 e a 7, ditaa ditas
de brim a 2J, 3 e a 3500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6| e a 79, dito
deaor a 6 a a 7f, ditoa de alpaca a|3,
sobrecasacos de panno preto a 12 o a
141), diloa de alpaca preta a 5, bonita
para menino de todas as qualidedM, ca-
misas para meninos de todoa os amanhoa,
meioa ricos vestidos de cambraia feitoa
Eara meninas de 5 a 8 annos com cinco
abados lisos a 8 e a 12g, ditos de gorgu-
rao de cor e de la a 03 e a 6, dito de
brim a3, ditos de cambraiarjeamente
bordadoa para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deizam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupaa para ae
mandar manufacturar e que para este fim
temoa um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande oficina da al-
aiata dirigida por um hbil meatre que
a pola sua promptida eperfeigao nadadei-
tadeaajar.
&MB 9M SK -&3-3K98ttMCnK9ln
Asteas de acopara
TCales de.se-
nhora.
Vende-se a 160 o 200 rs. s vara : ns ra do
Queimado loja de mUdezsa da boa fama n. 35.
Luyas de pellica de
Jouvin.
.Vende-se ao oerdadeiras luvas de pellica de
pjfevin para bomem e senhora a 2500 o par: na
ra de Queimado loja de miudezas da boa fama
0. 35.
Cintos do ultimo gosto,
Vende-se cintos douradoa e de palha o mais
bello que possivel encontrar-se, pel baratissi-
mo prego de 3 cada um, ditos de fita de muito
lindos gostos a i$ ; tambem so. vende
muito lindas e de muitss qualidades propr!
camente para ciplos a 2 ; na roa do Qu>
joja de miudezas da boa fama o. 35.
i
'3g"j"ra'*gay)Lan3aa
Loja das 6 por-J
tas em frente do
Livramento.
Chapeos de sol de alpaca a 4f.
Duzia de meiaseruss para homem a
lfSOOo o par a 120 ra., ditas brancaa
muito finas a 2J5O0 a duzia, leogoa do
caaaa com barra de corea a ISO ra. cada
um, ditoa brancos a 160 ra., baldea de
20 e 30 arcos a 3f, laazinha para ves-
tidos a 240 o covado, chsles de merino
estampadoa finos a 5 e 6, tarlatana
branca e de corea muito fina com vara
e meia de largura a 480 ra. o covado,
fil de linbo liso s 640 rs. a vara, fa-
gas de eambraia lisa fina a 39, caaaaa
de cores para vestidos a 200 ra. o co-
rado, muaaulioa encarnada a 320 ra. a
covado, calcinhas psra menina de escola
a 1| o par, gravatinhaa de tranga a ICO
ra., petoa para camisa a 200 ra. cada
um dusia 2, pegaa de cambraia de sal-
pico muito una a 39500, pecas de bre-
tanba de rolo a 2, chitas francezaa a
220 e 240 rs. o covsdo, a loja eat
abertadas6 horas da msnbaaaa tda
noite.
i
&BJt:zM3~.LMkr**WKw tranp'j__
Cheguem ao barato antes
que se acabe.
Na loja de fazendas ns roa da Madre de Dos
n. 16. defronte da guarda da alfandega.
Chitas escuraa com toque de mofo cores izas a
160 rs. o covado.
Ditaa inglesas escuras pannos finos a 160 r*. o
covado.
Ditas fraocezas escuras s200rs. o covado.
Ditas superiores a 240 rs. o covado.
Ditas muito finas a 260 e 280 rs.
Ditss assento braneo s 220 rs.
Velbulina pintada a 320 rs.
Brim riscado para caiga a 160 rs.
Madapolo muito fino com pequeo deleite a
i 48500 a pega.
Brim americano largo a 320 a vara.
Dito trangado de lioho a 1 a vara.
E outras muitas fazendas que se vendem ba-
rato para acabar (a dioheiro vista.)
Cigarros
de palha de mllho, cozida, do Rio Grande do Sal,
fazenda auperior : na roa da Cdeia do Recias a.
15. Anda eziste um resto
com rolbas de tarracha.
de potes para Uf
Escravos fugiob.
vir seas dovida ae
erfoltao a delicadas:
lea d'afota branca
Enfeites para cabera
Vende-aa oa maia modernos enfeites qae tem
vindo a este mercado, e de muitas qualidadea a
7 e 8*000 cada am, ditos pretoa com vldrilho i
1J500: oa ra do Queimado loja de miudezas da
boa fama n. 35.
laa muifo na para
bordar
Veade-ee a 8* a Moro; na ra do Qoeiaaado
loja de miudez8 da boa fama n. 35,
Desappanceu hontem 6 do correlo aaa
moleque de nome Sebastiao, que aea snior
trouze da cidade do Grato para aqui o vender,
com os sigoses seguintes : crtoulo, de 12 para
13 annos, cabellos earapinhoa e eom mareas do
relho nss costas, lerou camisa e earoula de al-
godo braneo: quem o trouzer i rea larga do
Rosario n. 24, tersua recompenss.
Attencao
Fogio do Rischio de Paaellas, aaa saaida da
estatura baixa, corpo groase, deatea limaaaa,
olhos pretos e grandes, caballoa caziadee, apea
regulares, cujo mulato se chama Faualioe. o
idade da 15 a 18 anuos, levou ceroula e a
de algodio asul. Foi visto neala prega el
da semana atrasada.em um comboi vindo i
le lugar. Roga-se a todas aa aularidodea o' ea-
pilaes de campo a captara do aula mulato,
qual poder srt entregue no referido lagar ao m
aenhor, Domingoa Antonio daa NeVeO, aa
praga ao Sr. Manoel Ignacio de Orek
que recompensar cesa generaasaaaa>
aim, proteala-se contra queme Uve
Aviso.
Fugio no dia primeiro de Janeiro
creoulo, de catalura lia, cara I
um aignal como de queimadura oa
peito esauerdo, e grandes carlee as
venientes do servigo de refiaacie ; I
cido, pelaa frequeolea fugidaa qae lasa faite :
quem o pegar leve-o rea da Concordia a t,
refioagao, que aeri bem gratificado.
Attencao.
Fugio d#i 29 de desamare orna preta eriea-
de nome Tbeodore, eserava do ao.ejeraaaaa
anciaco de Ol i eir, cuja fieea alfada a Fran-
cisco Libaoio Colas, tendo oa aefatatea aigaoaa :
estatura regular, bem spessoaae, sanio tT eeoea.
pouco mais ou meos, deatea Mal Sus, e anda
aempre bem veslida : raga-se, pola, a* ealerio-
des policiaes e capitiea do eeaeae a eaaaaes do
dita preta, poden jo manda-la entregar rea de
Santa Isabel o. rWOutro aim. piateeta-ae caaa
ledo o vigor da lava quem tiver acontada.
Desappareceu da rea do Borlas a. 8*. oa
preto de nome Coroelio ; que na na aje-
ro cira a aeri bem gr a titeado. Os arcases sae es
seguietes : mel falo esefbe da frialdade, danesa
que la om aegolmendo da S. Loureago 4a Malla :
qualquer Sr. capitao de campa qea fizar o dili-
gencia para o prender aeri bem recompensado*


DIARIO DE PKRNAMRCO; m QUJHTA FEIRA 9 DE JNEIRO DE 1862
Litteratura.
Reinado e ltimos noentos de D. Pe-
dro V, per Jos loria de Andrade
Ferreira.
(Continua gao.)
III
Bom poucis fonm > vezes que filloa, ou que
appareceu maistarde.Nessasoccasies eolrtva logo
pedindo desculpa da demora, sentava-se com-
primeotando aaaembla, e quaai que lerendo 4
mal a ligio te iaterrompesse, e que o auditorio
M poieaae de p, pelo respeito devido aua pre-
senca.
D. Pedro V era muito lido. Parece incrivel que
em to curta edade ae podeisem ter accumulado
tbesouros de erudiQ&o to variada. Mas os aeui
estudos de predtlecgao eram obras militares e
Iirros. de scienciaa polticas e sociaes. Nao era
tio pouco albeio a sciencias naturaes. Conhe-
cla admirarelmente os autores gregos e latios
nos idiomas proprlos, dos quaes adduxia exem-
ploa com opportuoidode, e recitara de cor excerp-
tos ioteiros. Quaodo lia, linha por habito apos-
tillar oas margeos e fazer anoolacoes.
Nlo foi logo dos primeiros anooa da sua edu-
cago liiteraria, que moslrou apreciar a poesa,
priocipalmeote a poeaia moderna ; mas urna Tez
pegou das Conlemplaces de Vctor Hugo, e leu,
e tanto foi como licar leitor eathosiaalico deate
poeta. Haodou immediatameule que lhe com-
praaaem todas as suas obras, e devorou com sof-
freguidao os outros Totumes de tao admirarel
colleegio.
Pode-se dizer que (oi Vctor Hugo quero lhe
revelou a poeaia.
Tasanem nao fallavam este priocipe as outrss
prendas que completara urna educarlo esmerada.
Cohecia a msica fundo, era oolarel em es-
grima e desenhava com excessivs facilidade, es-
bcelos quasi sempre, possulndo o dom especial
de caracterisar urna figura no primeiro repente
com tres ou quatro tragos, dote que fez e mafjbja
a reputagio de Gavarui, e que nelle taaibesn
propenda para o genero satyrico do uuaio
eseohador franeaz. Do seu lapis fcil ficaram
muitas caricaturaa notareis pela graga e rapidez
do trago.
Era eximio na caga, que ae dava com a (Tinco,
e era tao destro atirador que deixava malos mais
peritos. Tomara muitas rezes por dtverlimento
arremessar ao ar urna pequea raoeda de cabr,
que furara com urna bala.
as Vendas Noras, por occasiao das experien-
cias das novas pegas raiadas, e carabinas pelo
yatema Mioi, admirou lodos que abl eoncor-
reram, pela certeza do aeu ponto de vista e co-
nhecimentos de balistica que manifestou. Com
facilidade mettia fio tres e quatro balas no alvo,
deixaodo eovergonhados aquelles que se repula-
vam com firmeza de brago e de olho para fazer os
znelhores tiros. Tambem se comprazia muito de
fallar com officiaes instruidos de diversos pontos
de organisagio militar em que era muito enten-
dido,
Seaga agradsva-lhe principalmente, porque
lhe proporcionara a vantagem do retiro edaso-
Tidao, o que, para o sen genio metancolice, era
urna necessidade. Foi com este pretexto que el-
le se retirou paraMafra, por occasiao da morte
de sua esposa, a raioha D. Estefana, e nio de
cerlo para se distrahir, senao para dar mais li-
vre desatufo s suas penas.
Os hbitos da ana vida eram simples e sobrios,
e nem outros podiam elles ser em mancebo de
carcter tao sizudo, e sedimentos e costuraos tao
pur.0,oe Dnocen,ei- Levantava-se ordinsriamen-
te s 8 horas. Lia e eatudava, ou eserevia no
seu gabinete, ondeoulras vezes recebia as pes-
soas com quem privava, com aa quaes se entre-
lios a conversar nestas primeiraa horas da ma-
nhaa. Outras occasies descia s salas debaixo,
lia os peridicos polticos e Iliterarios, porque
el-re era assignante, e acceitava toda "a publica-
Co que lhe offereciam, ou para que aolicitavam
a sua proteccao, do que muito se pagava sempre.
Islo ludo at hora do almoSo. Comia pouco de
ordinario e nao gostava e at motejava dos des-
varios da phaotasiada culinaria franceza.
Em seguida dar audiencia, e occnpava-se dos
negocios pblicos : ia passeiar cavallo ; volta-
va parajantarno flrn da tarde ; e noite reun
no seu aposento os mais iomos amigos, com
quem pralicava quasi sempre de egual egual
at urna hora e duas da noute.
Ha urna cousa singular: D. Pedro V, que era
um principe tao methodico em todas asuas coo-
sas, tinha sempre n'uma grande desorden os pa-
pis e livros do seu gabinete de estudo.
De ludo tomara nota ; assim dos casos da sua
vida, como das indicsgoes que lbe evidenciava a
experiencia respeito das cousas publicas e do
carcter dos homens que o rodeiaram. Estes
apootamenios reunidos e coleccionados, dariam
grossos yolumesfe houve j quem os orgasse em
para mais de viole, e lhe pozesse o titulo de
Memorias Contempornea, e de certo este titulo
Ibes cabe, porque So escriptos por um espirito
atilado e pensador, que atravessou um periodo
breve, sim, mas tormentoso de conflictos e amar-
gas experiencias.
IV
Corremos urna Iigeira aoalyse sobre o hornero;
lancemos agora as oossis vistas sobre o re.
E' impossivel desligar um do outro. Esta-
dando primeiro aqueile, colhe-sa fcilmente a
explicado de peosameotoa e resoluces, que
parecam timidez ou frouxidio no soberano, e
que s6 eram effeitos naturalissmos d'aquelle
composto moral.
D. Pedro V nao era um rei tmido; era um
lucios!. Sabe-se quantos problemas es-

to alraz deate titulo para o principe que es:ru-
FOLHETIM
0 PAIZ DO mu o
POR
1
A. DE GONDRECOURT.
(Costurnes dos nmades.)
PREFACIO.
Tambem ha quem diga que eacrevera um tra-
tado sobre a instracgio publica e outro sobre a
arte militar, ou organisagio do exereilo.
Para completar estas breves lionas que trga-
nos aqaida composigio moral do priocipe, al-
taremos a lista dos seos mestres, lista {Ilustre qfe
comega por urna rainba, por urna mi, e segu
por caracteres repeitaves eilluatrags'coohe-
cldas.
Tere o snior D. Pedro V por mestres :
De primeirss letiras. a Sra. D. liarla II,
De altemao, o cooselheiro Dietz ;
De ioglez, o cavaairo Carlos Milln Graveley;
De deaenho, o Sr. Antonio Maro-sl da Fonce-
ca, profeasor de pintara histrica da academia
das Bellas-Artes ;
De msica, o Sr. Manoel Iooocencio do Santos,
professor do conservatorio ;
De dansa, o Sr. Jos Zeooglia;
De gymoastiea, o Sr. Antonio Hermano Rceder;
De lalim, o Sr. Francisco Antonio Martina
Bastos ;
De grego, o Sr. cooselheiro Vial j*
De matbematica, o Sr. cooselheiro Felippe
Folque ;
De esgrima, o caralleiro Henriqae Petit ;
Foi sub-inspector dos estudos o Sr. Manoel Mo-
reir Goelho, e ayo de Sua Magostbala 8r. ru-
co ode da Carreira.
pulise de melter a mao propria jp_H arladas e
sempre recrescentes difficuldades do gorerno. E
para o soberano isento de veleidades polticas,
nada mais difflcil do que um systema governati-
vo, em que elle, como supremo arbitro, lem de
intervir nai crises dos poderes do estado, como
juiz puramente doutrinario, pondo de parte pre-
dileccoes e sympatbias.
E'exigir muito de urna creatura humana, por-
que a purpura e a corda costumam antea levara
consagrarlo dos caprichos ao aoimo dos homens.
do que despi-los de todas as ruios paixoes. E
cornudo, D. Pedro V, assim considerado, foi um
rei exemplar. As irresoluges do seu espirito
provioham sempre da lata que o escrpulo lo-
vantava na aua conscleocia. Elle conhecia, como
poucos, as necessidades do paiz, coahecia os ho-
rneas que o serviam e aerviam a nago, e toda-
pia nao poda dar remodiu aos muitos males de
fcil cura. Tioha roolade, mas nio poda ; sa-
m-o, mas oaon ousava.
A' estesimpaUsos da sua consciencia vioham
juntar-se as naturaes propensoes do seu espi-
rito meditativo. A propria nitureza do rgimen representativo,
que de contraversia, de exame e fisealisagao,
cootribuia por ventura para manler, e quem sa-
be se .exagerar estas qualidades. Cida partido
no seu, campo, cada doulrina dentro dos limites
proprios, cada interesse consultando as suas io-
clioscoes.aporiam sempre em demonstrar o seu
direilo. D. Pedro V pensara em ludo isto ; es-
forgava-se por contrabalanoar a razio de todos ;
mas, baldado iutento I porque a cobiga dos ho-
mens e o desejo do triumpho dos cominos po-
lticos entrava em ludo isto ; e para um princi-
pe de cosiumea puros e urna alma aberia tao so-
monte verdade, era difflcil achar o fio das con-
veniencias publicas em ddalo to enredado pela
sophislica cavilosa dss ambiges.
Poda, pois, chamar-se irresoluto, mas nio t-
mido. E chegaria a ser tmido, mas quaodo lhe
pareca camiohar aobre o terreno vacilante de
problemas que os multse variados casos da vida
constitucional das oagoes aioda nao resolvern!
nem cooQrmaram de um modo satisfactorio para
as theorias degoveroo e satisfagao dos interes-
aos. Porm, quaodo camionava dentro da es-
phera dos seus deveres, nada tinha de tmido.
Basta recordar-nos da poca da febre amarells,
para conhecer quanto era decidido o seu carc-
ter. O que D. Pedro V praticou entao deu-lhe
as proporges de um hroe, e a rerdadeira apo-
those fez-lh'a logo o poo no atteclo eotranhado
que lhe ficou consagrando.
As paixoes polticas, porm, sao cegas como
todas as outras paixoes ; e houve quem quizesse
ver neste escrpulo, em muitas daa resoluces
que a corda linha de tomar, a teodeocia para
uos mais do que para outros. Nao aqui o lu-
gar de condemnar partidos, nem de negar ou af-
armara melhor razao de seus direitos e proce-
deocias ; mas impossivel deixar de attender
urna verdade. O joven priocipe abriu os olhos
quaodo os rumores das discordias di familia li-
beral rodea vara o throao ; depois essas discordias
produziram guerras civis. A naci pareceu de-
cldir-se por um dos lados. ssag raanifesta-
?5es fiaram registadas em todas memorias. O
priocipe nSo podia esquece-las tambem : e era
um dever do faturo reinante nio as olvidar. As
liges dos povos devem servir de exemplo para
os res. Estes principios, e tactos que os forta-
leca m, foram urna das normas, que o defuoto rei
teve sempre presentes, porque entre os desejoa
legtimos do paiz e as theorias do rgimen coos-
lituciooalcoliocou elle m todo o lempo do seu
reinado o desejo de desempenhar o seu offlcio
de rei.
Nio escolhia portanto elle nunca entre os gru-
pos polticos os homens que deviam compor a
governagao; apenas segua as indicages mais
constantes da opioio ; e ae a opiBiio a pri-
meira verdade na esphera pratica dos paizs cons-
titucionaes, nao possivel senao louvar aquelle
que a respeitava como um dos primeiros dogmas
de influencia nos diversos poderes do estado.
A verdade innegavel. e que consubstancia o
elogio completo do senhor D. Pedro, que, com
lio poneos annos, dfflcilmente se poderia en-
contrar um melhor rei.
D'aqui dez ou doze annos seria fcil conhecer
esta verdade.
O seu mesmo espirito refledido, os seus hbi-
tos de estudo, o seu carcter isento, a sua vida
metbodica, otornavam o homem apto para ver
superiormente as dissensoes da poltica militante,
e poder acudir com mao prudente a manter a
VII
(Continuacao.)
O. goveroidor geral, psssaodo admioislrago
n*lfiB)depois de haver completado esses di-
versos irabalhos por nolaveis melhoramentos in-
troddzidos oo rgimen alimentario do aoldado,
refundiu as bases essenciaes da orgaoisigo po-
ltica da Argelia. Foi supprimindo pouco i pouco
jcomniandos indgenas, systema governamen-
taMoalituido pelos Turcos, modificado por Ab-
del-Kader, por nos manlido at entio forgosa-
anenie, posto que servase de obstculo ao desen-
rolvmenio da ordem e da jusiics, que sao os
elemeatos d civllisagio entre os povos esclare-
cidos.
wobeceu os vicios do amigo systoma tribu-
4m Arabas { obra dos Turcos ), e concebeu
mo da lei ou decreto, por meio do qual
labeleeeanas tres provincias a uoidade em ma-
tttesd*MiMitos, em vez da desigualdada arbi-
trarln dwuMIe systema.
* O-oafavejcio, favorecido por diTerentes medi-
das, auforeotou e prosperou ; foi regularisado o
prego d*s morcadoriis; reslabelecido o eosino
publicoXquestio especial, da qaal depende o fu-
turo da pupulago indgena ); e estadados pro-
jectos de fundsgo de aldeias, e algumas imme-
diatameote creadas.
A propriedade florestal, assumplo delicado no
qae reapeita nio s i direitos adquirido* pelo
uso, como tambem i necessidade de praa>gerse
preciosos recursos psra a industria contra a de-
vastagio das tribus, nio podia deixar de oceupar
aatteoajiodo governador; o qual OTganisou ej
cada aubdivso eommisaoes eacsrrefadss de
guiar a constitugo daquella propriedade; >
creou tres.6ompanhias miliiares de camponexti
tnaliro,rCosBp*sla cada urna de cem homens es-
colhiqoMntre os soldados que haviam exercido
qualquer das profisses de jardineiro, couteiro e
terraplenador, para velarem na conservagao d'is
florestas, e sobre tdo de conos paizea abando-
nados at entio lastimare! improvidencia dos
rabes.
O exercito emprehendeu varias derrotes, que
estendeu al a Kabylia: encetaram-se do mesmo
modo estados sobre os camiobos de Ierro, coa-
BOdamenle com onlros trabalhos de atilidada
Eblica em geral, que deveriam muito concorrer
ra o brilhaote faturo da oossa magnifica eo-
lia.
ses melhoTaBentos e reformas, essas
crecd*8 e projeetos de creagao, de*e-se aceres-
eentar as operacos militares para completar pou-
co mais ou meos o qaadro dosesforgos tentados
no interesas da colooisago durante 1852.
O anuo de 1851 terminou com a expedigo do
geoeral Pelieaier no Jurjura occidenlal, onde o
agitador Bou-Baghla foi batido em todos os en-
contros. No mez de Janeiro de 1852 Boa-Bighla.
renunciando s suas sublevagdes no oeste do Jur-
jura, appareceu no Oued-Sahel, e alifez grandes
razzias. O general Bosquet ( hoje marechal da
Franga) transportou-se rapidameate de Setif para
o centro das tribus asiladas, que reuoiu e fez
marchar contra o inimlgo. Bou-Baghla,' aeudo
vencido, desappareceu, e nossas tropas esta
naram no paiz, afim de aclmale, e pora
do governador abriram urna derrota destn
ligsr Bougie Argel pelo valle de Sebaou.
No decurso dos mezes de feverelro, marco e
abril de 1858 o general de LadmiranU levou i
elTeito urna iocursio desde Medeah no Sahara ar-
gelioo at o territorio do Laghouat, combinada
com urna sorlida-do eoramandanle Deligoy (hoje
general de divisjpj, eom o que neuUalisou por
algum tempo no til a iofluencia perigosa do che-
rif de Ouargla.'
Teodo o ministro da guerra deci lido que fosse
submetlda a Kabylia e Collo, assim como oceu-
pada esta ultima cidaie, o governador tomou as
medidas necessarias para a exeeagio dease duplo
projeelo, encarregaodo os*generaes Maissiat e
Camou de vigiaremum do lidodo Oriente, oo-
tro do Occidente, grande eoafoderago kabi-
liense de Jurjura.
A columna do general Maissiat tomou posMMl
entre Setif e Bougie, e de sea ea
cooserrago dos poderes, de cujo equilibrio de-
pende a intagndsde da vida representativa.
O que perdea porm o rei foram os repetidos
golpeado infortunio. Persuadlu-se de que era
um homem perseguido pela sor te, o que o scep-
tro as suas mios seria um instrumento de fata-
lidade para o pais. Fizeram mal em o diisuadir
de abdicar quaodo ella-oauiz fazer : teriam evi-
tado a morte de um pringue lio badoso, e urna
profuoda e viva dOr ao paiz. TilfiaTassim en-
coolrasse treguas pera as tormentas do seu espi-
rito, e deparasse com a solucao aoica das difil-
culdades qae o Iraziam enleado nos pesados de-
veres de seu cargo. Portugal gaoharfa com laso,
pois teria n'elle mais um d'esses raros principes,
como o priocipe D. Theodosio, ou o infante D.
Henrique, quem as sciencias, as virtudes pri-
vadas, e s humaoidade deveram tanto.
E era de certo para eate papel, i sos com aa
tendencias do seu genio contemplativo, e solt
das prisdes da vida oficial, que a natureza o la-
lhra. A historia chamar-lhe-hia o principe
philosopho ; aaatm por-lhe-ha o epitheto de D.
Pedro v, o oesditoso.
V
Mas que nao nos esqaegam dous setos polti-
cos deste priocipe, de certo de natureza e alcan-
ce mui diverso, mas qua coiocidem admiravel-
mente para palomear o quanto elle abragara de
ndole propria a tarefa de rei constitucional. Es-
tes actos sfio a asoligio do betja-mio, etiqueta
que era um dos resquicios da soberana absoluta,
to em desharmonia, com os usos racionaos e
dignos do verdadero cortejo da monarchia re-
presentativa ; o outro a recusa formal da con-
flrmagao da pena de morte.
Sao daas resoluces qua honrara os seus prin-
cipios liberaos e ioslinctos humanitarios.
D. Pedro V nio queria ver os cidadaos, entre
os quaes era o primeiro, porque era o sea pri-
meiro magistrado, dobrarem ojoelho na sua pre-
sanca, porque essa venia pertence s divinda-
de, assim como pertence s i ella tirar a vida aos
horneas. A' jusliga humana incumbe s corrigi-
los e empenhar os seus malores etforgos. pelo
exemplo, pela solidio, e pelo trabalho, para en-
tregar aociedado os membros, que pareciam j
pervertidos.porificadose prestadios.D'outro modo,
fazer do cadafalso urna necessidade da moral,
e do algoz, o instrumento das suas soluges mais
difceis. E as nagdes civilisadas devem todas
envergonhar-se desta doulrina.
Bem raros sio aquellas que, na theoria e na
pratica, a nao tem banido ; e Portugal, que JA
cooservava escriptos na consciencia estes gran-
des principios, viu com alvorogo e prazer, qua'o
seu soberano os solemnisava com magnnimos
exemplos.
VI
O rei linha como indispensavel encargo do sfl
eslado visitar as differentes provincias do reino,
e conhecer de psrto os poms, porque nestas ifl
lagdes, que a proximidade estreita, ganham 9
soberanos muitas liges pralicas e os povos cqf
Ihera nao poucos beneficios.
No era a primeira vez que elle emprehendia
estas viageas ; e as diversas povoages e cidadee
jcontavam at com asna visita em certas pocas,
urnas para a ioauguragao de institutos civilisado-
res e abertura de festas da ioduatria, e outrao
para regislarem a honra de o festejarem dentro
de seus muros.
Estas viageos eram, por, feitas alternad
mente ; mas desla vez parees que el-re se qtt;
ra despeda do paiz, e poeHrso, j mesmo]
trando pelo invern, visito as mais trras*!)
pode. Ainda nao bem cnegado do Porto, onde
(Or presidir abertura da'oxposigo industria^
e laogar a primeira pedra psra a odiQcagaod;
palacio de crystal, e ei-lo -j de partida pasK
Alemlejo, a percorrer a flor das suas potra
ges.
O senhor D. Pedro V haria ido o anno paiss
do tambem ao Alemtejo, e exactamente por
este mesmo tempo, e nao soffrera o mais lev
iocommolo com isso. At a aua viagem d'a-
quella vez foi mais longa e aperlada de soa-
Iheiras, porque, no anno passado, o estio enlrou
mais com os seus calores, qua foram fortes, pelo
outono.
Eslava comtudo reservado para este aono o re-
eolher toda a familia real a Lisboa, j iodisposta
e enferma.
El-rei tioha ido acompaohado de seus irmaos,
para os disirahir e dittahir-se a si, porque a
partida da Sra. infanta D. Aotonia para a Alleraa-
nhs, hava dexado saudades sinceras em todo o
pago das Necessidades. e como Uoitiro tombrou-
lbe esta viagem de distragao.
Os dous infantes, o Sr. D. Fernando, e D. Au-
gusto,, regressaram primeiro; e quaodo, passa-
drfs das, o Sr. D. Pedro V voltou por Santarem.
ainda o foram encontrar, em companh'a de el-
rei seu pae, viudo depois toda a familia para Lis-
boa.
Contara que logo nos primeiros das comega-
ram de sentir os tres regios viajantes urnas dores
vagas, que os mdicos dq pago altribiiram s
fadigas da jornada, ou a humidade que houves-
se n apanhado, e por isso capitularam de rbeu-
matismo.
Nao me cabe, nem
ta doenga : urna g
ninguera deve querer
prios facultativos, sobre
o fazer a historia des-
respoosablidade que
partilhar, e que os pro-
quero carrega, nao po-
dem despir de ai, at pela aua mmensa gravi-
dade.
Pena que essa historia nao esteja j feita: ss
preoecupages geraes eatariam por ventura des-
vanecidas, e os mdicos da cmara, justificados.
Osescriptores pubiieo, tendo de refenr-se a es-
te lastimoso acootecimanlo, fortiticariam a sua
escripia com documentos authenticos. o a upi-
niao nao andara desvairada, hesitando entre cau-
sas incertas, e formando por isso talvez juisos
temerarios.
A' medicina cumpria urna grande misso nes-
(*) Vida Otario a. 3.
e* campo, d'oode pi-
de espalhar-se pelos timos de credttes ouleiros,
coouoguiu dominar o paiz, exocatando trabalhos
os e camiobos al eolio apenas encela-
dos. Km cincoeota e tres dias essa columna ex-
pedicionaria eoncluiu sessenta kilmetros de urna
derrota de cinco metros e cincoeota de largura
media; emquanto o general Camou i oeste de
"tarjara abra em sessenta dias cento e cincoeota
metros dessa estrada que, relacionando o por-
* DelU/s com a cidade de Aumale, nos per-
empreheoiler e levar felizmente fim em
1857 a conquista definitiva da Kabylia.
Durante aquella campaoha laboriosa e seria-
mente til foram as tropas dirigidas por gene-
raes de dlvisio e de brigada, que deoois chama-
dos i malores thetros concorreram nebremente
para a gloria do oosso exercito, e creiram para
si nomes celebres e Ilustres. Os generaos Bos-
quet, Csmou, Maissiat, Pal, Dalesme, d'Aurel-
les, o sempre chorado coronel Bizot, morto ante
os muros de Sebastopol, onde commaodava a ar-
ma de engeobaria, o general Mac-Mahon, o co-
ronel Failly, actual geoeral de divisio e ajudan-
te de campo do Imperador, (dos elles prestaran
ali, como sempre, e em qualquer parte, essesser-
vigot heroicos e brilhantes, que tanto recommen-
dam os seus nomes historia.
O general Mac-Mahon, que foi feito em Magen-
ta marechal de Frange, obedecendo i direegio
dada pelo governador, deu muitos combates fe-
lizes, enlrou om Collo, submetteu os dissidentos,
e terminou ali a sua brilhaote carreira com om
novo triumpho em Djebel-Gouffl, rollando ao
seu quartel em Constanlioa, depois ate receber no
espago de dous mezes, em que durou a sua ex-
pedigo refens e conlribuiges de gaerra de todas
as tribus que visitou.
Tinna chegado ha pouco tempo em Gonstantina
qnando foi de novo chamado para combater a in-
surreigo provocada i leste pelo cherif de Ouar-
gla. Comprimida vigorosamente essa iosurreigo
l para fias de julhoas nossas trapas pode-
ram gozar do repouso que haviam comprado i
cueto do seu valor.
anquento late se patearam taes aconteci-
sotos, o general de Mootaubn (hoje coramao-
daote em ohefe da expedigo da China ) em dous
recootros derrotara os Beni-Soassem as fron-
teirae do Marrocos, e restabelecia a traoquilli-
d a de no oate.
Foram osles os trabalhos polticos, administra-
tivos e militares, effectuados no comego do anno
de 185, tato al a poca dos acontecimenlos
que serviram de base s narrativas deste livro.
VIII
O cherif d'Ouargla, mais conhecido pelo titulo
qae deu urna certa eelebridade do que por seu
nomc Mohammed-ben-Abdallah chegou poxJ
urna aerie de intrigas, que tsrio o seu lugar nF
nosso romance, no qual repreaeota um dos prin-
cipaes papis aquelle fantico ambicioso, a for-
mar urna colligagao ameagadra, fortificada fel
escolba das irmus sahareoaes.
Vencido na sua audaciosa empresa na provin-
cia de Conslanlina, o cherif ioternoo-se irome-
diatamenle bem para o sul, o'onde se arremes-
ara sobre ss margeos de Oued-Djeddi as para
geos de Laghousl.
Dissemoeque o oasis de Laghouat oceupa urna
posigio pouco mais ou menos ceotral 1,000 le-
guas do Mediterrneo, no Sahara argelino'. O go-
veroo indgena, encarregado de representar-nos
o aquelle oasis, passou das mios do kalifa Beo-
Salera para as de aeus fllhoa, completamente des-
provdos de aegio e energa precisas para o seu
difflcil misler.
Aquelles mancebos prevenlram-nos do perigo
que> corriam, e o governador geral oxpedia to-
da pressa urna columna em seu auxilio. O ge-
neral Yuauf, chefa dessa expedigo, parliu de
Boghar (oosso ultimo posto no Tell) 14 de se-
tembro, e no fim desse mesmo mez chegou
Djela entre os Ouled-Nails, ama fraegio dos
quaes se achata j reuoida sob ss baodeiras do
ebenf. Chogsdo este posto o general fatbe
que o irmid de Ben-8iem havia abandflHPIms
seus sonrinos para aiiras>se no partido do che-
rif, eque aquelles dous cheee, aeimpados parto
de Laghouat, iipunhim-sel ali entrar.
tas horas tormentosas, e nao a eomprehendeu,
nam a satisfei; porqu* a medicina tem tambem
daveres morses a camprir, e oeste coejaoctara
solemne, em que um povo inteiro rodeiava o
leito do seu soberano, perguatando a Deus e aos
horneas como se linha operado aemelhaote de-
sastre, competa medicina explicar e religiio
consolar.
A religiio prestou as suas consolages, mas a
medicina emmudeceu.
Seria pela consciencia da aui impericia ?
Sena pelo orgulho da sua scieocia, cujos re-
saltados se devem aceitar como decreloa da Om-
oipoteaeia, a quem tambem se nio pedem con-
Ou seria por nao ousar erguer a pona de um
vu tenebroso ?
Ninguem o sabe.
Todas estas coojectoras sao gravissimas ; e
naatava a idea da sua responsabilidade, para com-
pellir os individuos, a que ialo ludo obriga, a fa-
zerem a narrativa minuciosa, fiel e authentca
de todas as pbases da doeoga.
Deixemoa, porm, este ponto e prosigamos em
o nosso proposito que, neste caso, puramente
narrativo, leorio comtudo de nos valermoa dos
esclarecimentos vagos que entio colligimos, e
dizemos vagos, porque nioguem pftle obler ou-
tros, uem os .queriaoa ou sabiam dar.
O rei e seus dous
do os bolelios. Uvera
modos de rbeumatis
Quaodo chegou o
arto natalicio de S.
adoeceram. Seguo-
eiro-iigeiros incom-
e depois dores nervosas,
de outubro, anoiver-
.- o Sr. D. Fernando, j
nao oouve recepgo no pago, posto que 'ainda se
nao reputasse de gravidade o iocommodo de el-
rei e dos iofaotes, e tanto assim qua at sea pae
appareceu noite no theatro, no camarote parti-
cular, o que foi visto com prazer de todos, pois
se nio podia tomar seoio como indicio de verda-
deira melhoca de seus lhos.
D'ahi a dous dias, porm, o Sr. infante D. Fer-
nando peiotou e deu graves cuidados, mas de-
pois a molestia tomou melhor carcter, e os m-
dicos julgarsm no at ootrado em convateecenga.
No domiogo seguinte, 3 de novembro, o rei
seu pae toroou a apparecer no theatro, o que foi
certeza para todos de que os incommodos da fa-
milia real nio offereciam j receio.
Parece que o joven infante chegara al a le-
vaotar-se, e a ir ao jardim. Nao sabemos se
deale abuso das melhoras se originara a recahi-
da ; o cerlo que na segunda feira, 4 do mez.
os mdicos declararam-no em perigo.
- Nesse da fazia 14 annos o Sr. infante D. Au-
gusto, e bavia theatro, e por isso foi com pezar
loo todos vram a tribuoa particular, onde todos
tpntavam com a preseog de S. M. o Sr. D. Fer-
iando, deserta e com as cortinas cerradas.
Km S. Carlos logo correa, que o infante havia
dtdo uogido, e qjio o seu estado era gravissimo.
Na noite do dia seguinte ouviram-se preces
o'algumas egrejas, e na manhia de quarta feira
Iranspirou logo que o infante hivia fallecido.
Foi ao meio dia que o easlello de S. Jorge dis-
parou o primeiro tiro do funeral.
A. consternagao foi grande quando se senlio es-
te tiro. O povo, como que logo sento o presa-
gio de lodos os trgicos acontecimenlos que iam
seguir-se oo pago.
_ E este presagio realisou-se, porque desde logo
as peioras do Sr. D. Pedro V se apresentaram co-
mo um effeito da morte de seu irmao.
Nesta coojuactura, o rei careca mais de con-
forto moral do que de facultativos e medicinas.
O primeiro passo a dar era arreda-lo d'aquelle
qoadro de impressoes fnebres, queofallecimen-
lo de seu irmao lhe apresentara diaule dos olhos.
Para urj genio triste, apprehensivo e j atribula-
do da tantos desgoslos, este apparato nao poJia
deixar de influir de um modo fatal.
Sabemos que propozeram ao infortunado prio-
cipe quedeixasse o paco das Necessidades, eque
buscasse residencia mais sadi e dislrahlda do
que aquella o era em tal coujuocgao, e que elle
se recusou a sahir, dizendo que nao qusria fu-
gir ao seu fado.
Mas, neste caso, vista a sua melindrosa sita-
gio moral, houvessem-lhe occullado a morie do
irmo; e se isso era impossivel, que nao era,
porque o qae se fez depois com o Sr. infante D.
Augusto, levaodo-o para Belem, podia-se tor
feito com o outro infante, mal foi presumido o
seu prematuro Qm, houvessem supprimido as
pompas do funeral, porque inquestionavel que
o apyauo dessas mmitestages funerarias lhe
trouxe ao espirito acerbas e mortaes impressoes.
Quanlo faileceu o palrlarcha D. Quilherme,
pela poca da febre amarella, supprimiram so as
honras publicas que lhe perlenciam como princi-
pe da egreja e patriarcha de Lisboa. Foi levado
de noite, e em sileocio, ao ce me rio du alto de
S. Joo, porque at com esta sepultura provisoria
quizeram acautelar as coodiges da hygiene pu-
blica, pois que a jazida que lhe pertencia era em
S. Vicente de Fra, para onde depois voltou,
passados dous annos.
E porque se fez isto ludo ?
Porque ooieoderam ser conveniente nao ir ag-
gravar o terror dos habitantes da capital com um
funeral desta ordem. ,
O mesmo deviam ter feito a respeito do Sr. D.
Fernando. A vid* de el-rei nao mereca menos
do que a vida dosjjabitantes'd Lisboa,' no tem-
po di febre amarella. \
Basta relatar dous ou tres incidentes occorri-
dos oestes dias, para ae conhecer que a molestia
do Sr. D. Pedro V renaseeu das impressoes mo-
raes que o affligiam. \
Elle j preaentia quasi o m de seu irmio,
porque desgragadtmeote a imaginario deste prin-
cipe afflgurava todos os casos da vida sempre pe-
lo sea desenlace mais funesto ; por isto, mesmo
recolhido no sea quarto, segua com os sentidos
ludo 9 que se pasaava no pago. Quando o in-
fante fallecen, chegou ao sea aposento am dos
camaristas, e ia para fallar.
_ Nio diga nada, acode o principe, pondo a
mao na bocea ao camarista ; j sei o qat me rae
dizer.
O camarista calloa-se e dobrou a cabega.
. O seu intento nio era de certo dar-lhe lio ruim
ora, mas elle ji a tioha aderinhado.
No dia seguinte, o Sr. marques de Soasa es-
(orcava-se por lhe desviar a imaginagao desles
pensameotos dominantes, excogitando em as-
sumptos diversos urna conversagio que o distra-
hisse. O rei respooda-lhe, e ia-o quasi segua-
do na digressao destai ideas, mas depois vioham
os tiros diaparados no mar, que o sobreaaltavam,
dizer-lhe quanlo eram fuidados os motivos da
sua tristeza.
Era como um brado de morie, que de quarlo
em quarto de hora lhe vibrava nos ouvidos e no
corete.
Que indiscreto e doloroso espertador 1
Houve at um descuido cruel, ou um acinledo
destino, que lhe foi por ama corveta quasi em
frente do palacio das necessidades, a qual tambem
dava tiros de quarto em quarto de hora.
E como ae chamava essa corveta ?
- Chamava-se a corveta Estefana 1___
_E' impossivel que o nome deste vaso de guerra
nao lhe avivasse doloroaa lembraogas. Aquelles
tiros deviam de ser a cruel excerbagio das mais
fundas chagasua sua vds.
Todos sabem que a rainha D. Estefana havia
morrido de urna febre trazida do Alemtejo como
o iofaote D. Fernando agora se fiora de ama
enfermdade tambem trazida daquella pro-
vincia. ^,
Estas deagragadas coincidencias faziam o mar-
tyrio daqaefla alma; ninguem o ignorava ; e com
ludo nao sabemos que incuria ou irrefiexao per-
miliia, que maia lhe as aggravassem nio lhe
evitando lodos estes objectos que poderiam
avivar a sua dr.
Fui s passade o primeiro da de lortura que
mandaram callar a corveta, mas as impressoes
j haviam ficado, e profundas, e irremedia-
veia I
Todo ste conjunto de symptomas deu no fim
de dous ou tres dias o sea resultsdo natural, que
foi a doenga do espirito, ainda mais que a doeoga
do corpo.quo o senhoreou e levou sepultura. E'
urna afflictiva historia a historia deslas horaa
angustiosas, decorridas nos ltimos dias anteada
sua morte, no pago e fra do pago 1
Ninguem, como o infortunado priocipe, conhe-
ceu melhor o seu fim : nio sabemos se o pedio
Deus; eremos que sim, pois se lhe antolbava
como a cooQrmagao dedesejos lio entraohados
e insistentes.
Aioda no ultimo dia que esteve de p, na
occasiao de lhe levarem urna Iigeira refeigio,
soltou estss palavras recusando a comida, por
Ih'a repellir o faslio qae o minava :
Anda o estomago me curarlo elles (os
mdicos), mas a cabega que nao.
Depois, virando-se para o Sr. raarquez de
Ficalho, accresceotou :
Meu querido marquez, quero-lhe pedir um
favor, e ha de fazer-m'o, porque lh'o pego com
a franqueza que dous soldados devem um ao
outro. O marquez um soldado velno, e meu
amigo aotigo ; nio se recuse essa franqueza.
O nobre marquez ficou sobresaltado com estas
palavras, mas afflangou-lhe que nao lhe fallara
de outro modo, porque nem elle o sabe fazer.
Pois eulo ha de me dizer, comouou o rei,
quaodo devo eu sacramentar-me. O marque
religioso, o aabe que eu tambem o sou, e nao
quero privar-me deste conforto da religio. Seja
sincero ; em vendo que 6 s hora, avise-me.
As lagrimas rebeniaram dos olbos ao velho
Qdalgo. Foi de balde que iaienlou moslrar-lhe
que os seus dias aioda seriam loogos e talvez
felizes; mas um abrago e umsorriso amargo do
desventurado principe foram a sua nica res-
posta.
VIII
Este eslado do rei foi occullado do publi-
co. Sabiam quanlo elle era amado, e evitaram,
cm quanto poderam, este angustis todos os
aoimos.
Mas a doenga caminhou, e o rei cahio de
cama.
Aioda nesse mesmo dia, em que a molestia
tomou verdadero carcter de gravidade, houve
espectculos. Foi nosaboado, 9. E lio rpidos
se manifealaram esses symptomas, ou tao caa-
telosos indurara, que ninguem o suspeitava.
Foi por isso que a sorpreza foi iaexplicavel,
quaodo oossa mesma noute, j tarde, hora da
sahida dos thetros, se ouviram os sinos tocar i
preces.
Todos perguatavam uns aos outros o que seria,
quereodo illudir-ae acerca do lgubre presenti-
mento que resoava naquella voz dos campa-
Arada houve quem suppozesse que talvez
fossem peioras do infante D. Augusto, mas o
deseogano veio depressa. Logo coreu que o rei
eslava entregue coovulses, cahiado em espas-
mos, de que sahta para entrar em delirios ar-
dentes.
Nao fcil de pintar a dr que se apossou de
todos.
O rei desde manhia que lulava com um terri-
vel accesso. Seriam oilo horas quando manda-
ram ordem s egrejas para fazerem preces, mas
foi s s oaze que as comecaram. A hora adian-
tada da uoute, ainda accresceotou* o pavor do
fatal enouncio.
Aquelle som compassado e triste dos sioos
queria dizer todos, que a scieocia humana j
havia desesperado das suas torgas, e s contava
com a misericordia infinita. Lauce solemne, em
que as esperaugaa do homem ae prostam ante
Deus, como urna supplica affervorada pelas con-
solages da egreja.
Apesar de ser larde, os templos enchersm-se
tropas segairam em marcha forgada ao
enaHlg(ido inimigo ; mas este nio as esperou,
levnotra as suas tendas, e refugiou-se no deser-
to. O general, Yusuf fazendo altoem Djelfa.ichou-
se as vizinhangas do oasis de Laghouat, onde
enlrou aolicitages dos seus habitantes, recoos-
tituiu ali sobre bases um pouco mais respeita-
veis a aoloridade descooceituada dos fllhos de
Ben-Salem, e voltou so sea posto de observagio
em Djelfa, onde recebeu ordem de crear um quar-
tel de com mando.
Os habitantes de Laghouat se chamaram o ge-
neral Yusuf, e trataram bem s nossas tropas, foi
para melhor disfargarem a sua inteogio de tra-
hir-oos. Com effeito o cherif Abdallah nao tar-
dou muito em reapparecer frente de 500 caval-
leiros e 300 peet; por um desses lances atrevi-
dos eotranho-se em Djebel-Amour, operou con-
sidera veis tiroleios, arrastou aps si lodas as tri-
bus irresolutas, e espalhou o terror- at* boule-
vard oriental da provincia d'Orao.
Esses golpes precipitados deram o sigml aos
habitantes de Laghouat, que se rebellaram plena-
meote. Os fllhos de Beo-Salem poreram-se em
fugs. Nao sei o que seria do nosso dominio
naquelles paizes, ao da espectativa, antigo sys-
tema da oceupagio, nio passassemos rpidamen-
te para o estado de ofteosiva, que devera sor ao
mesmo lempo o systema inaugurado pelo gover-
nador da Argelia, e o segredo de nossas futuras
coaquistas.
lar essas ameagadras eveolualda-
ador resolveu que as tres provincias
era um s movimeoto aggressivo so-
bro o sul. O general Yusuf teve ordem de perse-
guir o cherif lodo o transe no caso de mostrar-
se elle ao seu alcance. O coronel Pelo, commao,
dante em Bougada, provincia de Conslanlina-
marohou a encootrar-se com aquelle general. Fi-
nalmente o general Pelissier (hoje marechal de
Franga e duque de Malakof,) com mandante da
proviocia de Oran e cargo da direcgo superior
das operages, teve de transportar-se El-Biod
oas voltas merilionaes do Djebel-Amour, i alga
mas leguas de Laghouat.
O cherif aproximou-se da oossa geote; e o ge-
oeral Pelissier, aproveitando-se desse excesso de
cooBaoga, impelliu o general Yusuf ao encontr
do inimigo. A columna deste ultimo andou quio-
te leguas o'um da, chegou s populages rebel-
ladas, matou 300 homens, tomou 1,500 camelos,
20,000 carneiros, e^ez o cherif recuar para La-
ghouat, cujos habitantes juraram antes morrerdo
que reoder-se, querendo deste modo expiar, di-
ziam elles, o crime de sua passada alllaoga com
os christios.
Nio fallaremos aqui do assalto. o tomada de
Laghouat pelo general Pelissier. Nio ha quem
oio conhega esse glorioso feito d'armas, qua lio
caro nos custou ; patrn quedeu-nosa possessio
definitiva de ama ctdade respeito do qual os
proprios A rojea disseram : a Os Fraucezes ac-
barn di jalar um novo Argel no deserto. >
Laghouat mudou
____t eitraleglco na
alo Eacorao-
Argeha. Nossa poltica al eolio espectativa to-
m>u um_carcter activo: passsmos da simples
observagio acgo ; e empregamos contra aa po-
pulages, que persistiram oo estado hostil, as
mesmas manobras enrgicas que ellass j haviam
empregado contra nos. Em vez de os esperar,
fomos ao seu encontr. Em abono desse syste-
ma, que lio boos fructos produziu, limitar-nos-
hemos a dizer o que se fez depois do mez de de-
zembro de 1852, poca da tomada de La-
ghouat (1).
Os nusaos postos avangados foram guarnecidos
de tropa .que por su* mobilidade poderam es-
tender araaaegio, eexerce-la de improviso onde
houvesse urna borrasca a dissipar, urna resisten-
cia a reprimir.por mais longe que fosse. Or-
ganisaram-se nos circuios de Biskra, Bougada e
Laghouat equipagaos de camelos para transport
das tropas oas suas sortidas i lugares distantes.
Montada nesses camelos, que levavam tambem
vveres e agua por muitos dias, a oossa infantaria
transpoz com facilidade distancias de 15 18 le-
guas era urna marcha, e formn tambera reservas
iodlspensaveis aes fortes esquadres de cavallaria
indgena que haviamos impellido al o grande
deserto.
Por esta combioagao invadimos as reges do
sul com os rabes do norte, e operamos audacio-
sos accommeilimeotos em pontos, que por sua
longiiude pareclam-nos sotes fabulosos. Por este
systema nio temos hoje necessidade de estender
os nossos postos e fronteiras actuaes, isto Bis-
kra, Bougada, Laghouat para dominar no Oued-
SoT, em Chebka dos Beni-M'rabs, em Ouargla e
Piguigz Saja imprudencia talvez estabelecer-
nos BaalitaTmente naquelles oasis perdidos no meio
daa ajis, quando basta (-los em submissio me-
diante as nossas guarniges ceotraes, sempre
prestes a surgir por entre as suas palmeiraa para
castigar qualquer desvio.
Se, pois, o nosso dominio pode coosumar pro-
gresos quasi maravilhosos nos lugares que des-
crevemos eque eram reputados ioaccessiveis
a hoora de tio felizes resultados deve caber ao
estibelecimento de postos militares na regiio dos
oasis, misso de que erara eocarregadas ss
guarniges, ao emprego judicioso dos goums, ou
esquadres de cavallaria indgena, que em massa
impellimos para os paizes rebellados, e finalmen-
te iniciativa de urna poltica hbil perseve-
ra n te.
O cherif de Oaargla nao se dexfrt matar, como
disse, em defeza de Laghouat. Na" noite que se
seguir ao assarto atravessou elle os jardins do
oasis, e fugiu para sul, onde prosegua as anas
jentativa de agltago. Foi somente em flns de
1853 que extinguimos a ultima ceotelha da re
belliio dispertada nasfronteiraa do grande dse
por aquelle chefo oroprehendedor e infatlgav
favorecido por ferosese fanticos partidistas.
No mez de fevereiro de 1854, aps s brilhi
eampanha do nosso kalifa Si-Hamza alm
(1) Laghouat foi tomada de asalto 4 de de-
emoro de 18M,
de geote. Priocipalmeote i,
;id e dos Marlyres, acuda
sabia de S. Carlos e do Gi
Niogaem quera sahir
casa, sera haver orsdo p______
do re. Era como se se pedisoo L
pae, de um esposo oo do nm fej O pesar ora
ivo e slocero era todooj retodo porfo*
real.
do qoo
mootravssB
lodo o familia
ti prioeipa
oaprsosSoo
ir o qoasi
ninguem podia desvanecer a i
as preces, feitas tal hora do*L
a angustia em que se senara
il. ,
Era om vaticinio da mortos
Depois, a historia daa
rinha aioda eocher dooaaio -,
este momento. J o tlnham daL_
alabellrido, e agora, o sioo, pela toa ..
e lgubre, soava com o sea toque da agoaria.
Poucas vezes se tem erguido diviodaoe i
tio fervorosos. Todos supplicavam pelo
do ref, como ae supplica pela sondo de nos ver-
dadero amigo, ou do oosso nico prolector.
Muitos individuos parliram poro o M0>. O
restibulo e as primeirss oalao i ornaron 00 do
grande raullidio. Ministros eatraogotrooy porao
nageos de todas as cathegorias e numeroso povo,
todo, sobresaltado pela ooticia improvisto, oenoie
a saber novas do soberano.
Alguns queriam at v-lo, e examinar do porto
o seu esta Jo.
A aociedade nio altendia descolpas; repellia
evasivas, e nio conlleva em promeooas.
Foi misler al invocar lodss aa rasos do pro-
dencia, que dictav. a gravidade o entera, pora
se oppr i esta aaciosa e desvellada ooUi-
citude.
O outro dia correa sombro o prinrroado
para todos.
Os thetros fecharam-se eepontaocea
te. Ninguem pensara em divertir-i*.
Se nao se houvessem fechado,
deserto?.
O que todos desejavam ero ioformar-so i
certeza das pbases da doenga.
Esta, desgragadamente, aggravvaa-se cada vea
mais.
IX
Em quanlo o altelo publico para com o sobe-
rano enfermo ae manifeslava desloo raodoo to
diversos e afflictivos, oo interior daa salas du
Necessidades reiaava a desorden) propria de oso
grande golpe qae desvair os seolidos.
D. Pedro V era o noico espirito tronquillo. A
febre escalda va lhe o aaogue e devora va-lbo ao
forgas da vida, mas a sua sima como qoo oorria
dos perigos que o amor dos seus Iba exogorav,
porque confiara que os vencera, despreoden-
do-se delles.
Aioda oo domingo, fallando com o Sr. minis-
tro das obras publicas, com quem tolgova 4o
prsticar acerca da litteratura italiana, por ser
mu lido e versado em seus autores, lbe indican
um trecho de Dsote, o qnsl lbe reeiloo alo
memoria, como o faria nos boos dias de
saude.
Esta scena passou-se assim : o rei bavia nido
assaliado de um vilenlo ataque de cooulsoes, i
que os mdicos chamaram epilepliforosee, oegnn-
do se v do bolelim desse dia. Todos liverasn
medo que nio podsse resistir violencia de
ataque. A afflicgao fez entrar no quarto os fldal-
gos, e Sua Magestade o seohor D.Fernaodo, aeo-
dio tambem no auge da maior aociedade. Diziam
que o rei eslava a morrer. Todos lbe rodearais
o leito. Os facultativos lidavam por lbe dar
alguns aolepasmodicos, mas nao o coosegairaas,
porque as coovulses continuara m per algo o
lempo com a mesma forc. A esperance qnooi
fugia lodos. Por fim o rei cahio n'amo graneo
prnstragio. Affirmavam al que nio via atoan
ouvia. Aos facultativos, o seu qaadro syaspto-
malico inculcava-o ji como moribundo.
Entre os concurrentes e diversos persoaageos
que este lance attrahio, apparecea lmbeos e Sr.
ministro das obras publicas. A estima que coa-
sagrava el-rei levon-o a sproximai-so do lei-
to ; depois, afflicto, retirou-se e om seguida sa-
hiu do aposento. Mas el-rei, apeoor oo sea os-
lado, tioha-o conhecido; e taoto assim. qae pas-
sados osles momentos, e estaodo j aojo onceno-
do, perguntou por elle, e disse que o choaas-
sem. O Sr. Horia entrou do novo. O Sr. D.
Fernando ainda estar eabeceira, o ea roda
alguos camaristas e mdicos. O priocipe fez Iba
aceno, e o ministro aproximou-se. El-rei esla-
va muito abalado ; as suas ideas eram claras
maa oa termos coofaodiam-se o difficallavaa-ns
s vezes. Sorria-se para o Sr. Borlo, o dioso
que tinha receio de perder do todo o cabres!
Depois falloa-lbe da oulra vida, o a piolara de
inferno do poeta florentino veiu-lhe a memoria.
Chegou a recitar o coohecido trecho Per ao s
va nella eitt aolente, mas a sua fi religiosa en
quem sabe se a saudade do aae tai osa
querida, voltou-lho a idea psra os foraooeo ver-
sos em qae Dante ralla da sua Beatriz. El-rei
tambem acreditara no paraso, o tambem l ti-
oha ama Beatriz, que chamara por elle.
N'esse mesmo dia desejoa dsspedir-oo do sea
pae, mas sem que lh'o desse o eoobecer, o
para isso pediu para o ver.
O seohor D. Fernando tioha evitado al fotn
este laoce extremo, porque todos aconselbavaa
como conveniente oo estado do rei, avitar-lb
taes lanees, que lhe irism oggravar principal-
mente o seu padecimento moral; mas sea libo
pediu e elle nio pode recosar-se.
O afflicto pae appareceu no a poseo lo do enfer-
mo, fingindo-se livre de preoecupages. Mol o
viu, o senhor D. Pedro ergueu-ae e ebensea-e
com afectuosas palavras, dizendo-lbe. ea para-
ses de entranhsdo affecto e respeito filial, qoo ia
havia muito que o desejava ver o receber a
bengio.
[Continuar-s*-hm.)
Ooargls, aps ss correriss de nossas colaaooo re-
gulares qae tioham apoiido vigorosamente oo ti-
roteios temerarios dos nossos goums, o governa-
dor geral passou em revista no vallo alo Oeo4-
M zi, junio de Laghouat, aquellas de neass tro-
pas que foram empregadas neesee grandes oa-
prezas, e dirigiu-lhes ss seguales palavras n'nan
ordem do dia, em que deixava ver o son odalro-
gio por tan.as fadigas vencidas, par tastos sec-
cessos oblidos :
A vossa preseoga naa cidadee do Ooot oTaa
e de Ouargla aa verdadero triaaaae. Lo-
vastes o estandarte da Franca e regios onde nin-
guem suppooha que podesseis penetrar. Alra-
vessasles essas solides do deserto oea ogan.
essas barreiraa de ara abrigados peln faene no
nossos inimigos jolgavam-se invnlneraveio. Ao
populages do sul j nio tea mysterioo paro too.
Estas deputages que chegam dos poatoo oo asa
distaotes, aBm de depr em oosoao raaos nanean
autos de submissio Frao-a, sio os fnlinna re-
sultados da roseo campaoha. Dareia eaeber-voe
de gloria, porque fot sob a proteegio do masas
bayonetas que os nossos chees iodigenao Inva-
ram honrosamente i effeito a missie eaa lu
fra confiada. *
c Os nossos goums, que de oeste lento Tiva-
lisaram em bravura e iropeluosidade prnl da
causa da Franga, merecem parlilbar don otoeion
que ora vos cabem. Sou feliz em poder a nato
nar easi commnoidade de bono serrices, porqae
ella o prora do nosso poder nn Argelia.
c Soldsdos, merecestes ludo da patris sdqari-
ristes noros litlos i benevolencia do nosso ia-
perador. '
Tal foi a conclnsio das nossae caapanbas o
nio eampanha no sol do Sahara argelino por-
que fot precipitando ss nossas podcits nem
nio dar descaoso oo agitador do Onsrgla, qao
conseguimos matar para sempre aeaa perigeon
influencia.
Se nesta breve noticia psssamoo ea silencio n
historia de lodas as emprezaa qoo do anno da
1852 a 1854 determioaram a pacifleacie don tri-
bus saharensea qae pelo InteraooooO roaan-
cn que se rae 1er deviamos celar sconteciaenton
que tem om lugar^ssigaalado oas diversos pia-
ses da nossa narragio, na qual a p han tanta ser
apenas o oroameoio da verdade.
Concluimos oeste ponto o nossa introdcelo
prefacio disfargado de nm livro aodosto, cojo a*^
sevripto faz o seu nico mrito. Era iadionenoa-
vel dar um itinerario geographieo, moral o eeli-
lico para aquelles de nossos leitores qoo nottna
de apreciar aquillo qae leem, o qao cootra o ano
ilos, n'uma poca, ni
se dissimula mu
r_3i leitura de
que eatnr ^^H
a porta so ae^
FIM DO PREFACIO.
PBRrt. TTP. DI M, f. Di fSUk k i


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